Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07846


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Full Text
J.NP XXXIII N. 22o.
Poc 3 mezei adiantados 4#000.
Por 5 miv.cs vencido 4$500.
SEXTA FEIR.4 2 DE OITIBBRO DE 1857
Por anuo adiantado 15j000.
Porte franco para o subscriptor.
KNCA.BREGJkDOS DA tCBSCUPCA DO NORTE.
Parshiba, 8r. Joio Rodolpho Gomes ; Na til, o 8r. Joaquim
I. Partir Jnior ; Araeatv, o 8r. A. de Umoi Braga ; Cu-
t', o 8r. J. Jote) d* Oiiveira ; Maranhao, o Senhor Jote Teiiei
ra da Helio; Piauhj o Sentar Jos* Joaqun) Avelino ; Pa-
ra, r. Juslini J. Ramal ; Amaionai, Ir. Jaronjmo da
Coala.
PARTIDA. DOS C0RRK10S.
Oliiul : l<* Iku.tj---u', Goiasuai Canhiba: ni. aiicumla e aenaa felfea
S. Aatfoi ieaeicee, Itoniu, Caruaru', Aliiuho e Gerauliun: nj lerfa-feira.
S. Lourenc., I'au il'.Xlli. Maiareib, l.im....ro, Brejo. PaeaaMara, llgtltlrili
Florea, Villa-Bella, lloa-Viata, Ouricurv e Bu', na* qaarUa-teirai.
Cabo, Ipojuua, Scrinhaem, hio Formoao, Ul!, UVrciros, Agija-l'reta, Pi-
mcnttfirai e Malal : quinlaa-reira*.
;Te AL'UIK.NGI AS DOS T&IBONAKS DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio : aegunda a quintal*
Relacao : terca feiraa a labiado.
Fazenda : quartaa a sabbadii aa 10 horai.
Juio do eommercio : eeguodaa ai 10 horai a quintal as malo dia.
Juio da orphaoi .-segunda e quintal ai 10 horaa.
Primeira vara do eirel : Mguodaa aieiuiao malo da.
Segunda vara do dril : uartai a iabbadoi aa miio dia.
EPUBMER1DES DO MEZ DE Ot'TI BRO.
3 La ebela ai 80 minutoi da lrde-
lo Quino minguanta ai 3 horai a 34 roinutoida mauuaa.
17 La ora ai 7 horaa a 19 minutoi da larde.
25 Uuariocreieiot ai 11 borai a 40 minuto da larde.
PREAMAR DB BOJE.
Primeira ai 2 horai a M minuioi da tarda.
Segunda ai 3 borai a 18 minuloi da manhia.
DAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Wencelo duque.
29 Terca. S. Miguel Archanjo e Fraterno b.
30 Quera S. Jerouimo presb.card.
1 Quinta. S. Remigio ; b. S. Veriuiroo e Maiima.
2 Sella.S. O Anjo da Guarda. S. Leodegario b.
3 Sbado. S. Evaldo presb. ; S. Candido ni.
4 Domingo. 18. SS. Rosario de Mara.
ENCARRBGADOS DA 8DBSCRICA MO BUL
Alagoai, oSr. Claudino Faleao Dai; Babia, o 8r. D. Dupra
Rio da Janeiro, o Sr. Joio Paraira Martina.
EM PERNAMBLCO.
O proprietario do DIARIO Manoei Figueiroa da Faria na ai
livraria, praca da Independencia n. e 8.
*
PARTE 0FFIC1AL
TRIBUNAL DO COMMEBCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM i DE OUTUBRO
DB 1867..
Presidencia do Exm. Sr. detembargador
Souza.
Ai 10 liom di inanhJa, .ichiodo-ie presente os
Sra. denotados Reg, Basto, I.emoi e sopplenle Ra-
inoi silva, o Sr. preaidenle abri a letslo ; e uodo
lida a acta da ultima, Coi approvada.
Nao houa expediente.
DESPACHOS.
Um riquerioaenlo do presidente secretario da
comnns-a administrativa da companhia de accio-
nista! Ido llieatro de Apollo, pedindo o registro do
contrato de locadio que ajuolam.Ragiitre-ie.
Oalro de Alejandre Ferraira Colmarles, Porlu-
guez, reiidenle em Maeei, aondt eommareia ero
geoeroa da esliva, ferragens e louca, em grosso e a
retalho, pedindo malrcolar-se. Foi com vala ao
Sr. deiembargador fiscal.
Ootro da Manoei Pereira I.ameno, pedindo que o
tribunal declare ae nai palavrassubraucas de cr-
ditos da deliberaco lomada por cito tribunal, so-
bre a porcentagem que lem tradoras das aiaaias fallidas, comprehende-se as im-
portancias liqudalas, nuca que u3o recibidas, das
predias rnassai.Foi com vista ao Sr. desembarga-
dor fiscal.
Ootro de Mauoel Joaquim .-"ve & Filaos, socieda-
de eommercial composla de Manoei Joaquim Seve,
natural de Portugal, rom .Vi anuos de idade, Anto-
nio Joaquim Seve a Joaquim Antonio Seva, Brasi-
leiros, o primeiro com 31 annos e o ultimo com '2.
eslabelecdi mala cidade com negocios de conla i,ro-
prn e alheia, de gneros meicnaes e eatnogeiros,
pedindo malricolar-ai.Foi com vista ao Sr. duem-
bargador fiscal.
Foi presente i colac3o ofDcial dos presos corran-
te da prac,a, relativos a semana linda..Man lo-
se archivar.
E iiiaii nada havendo a Iralar, o Sr. presidente
encerrou a lassao.
SESSAO Jl'DICIARIA EM 1 DE OUTURRO DE 1857
Presidencia do Exm. Sr. detembargador
Sonsa.
Eitiveram presentes lodos os merabros do tri-
bunal, e mais o Sr. desembirgador Guerra, pela ra-
qnis r.Yo de que se fez mencao na acta da sesiao an-
tecadenle.
Julgamenlos.
Appellaiile, a viuva e herdeiros do Domingo! Af-
fonsu Ferreira ;
Appellado, Jos Gabriel Pereir i de l.yra. *
Julgou-ie nullo todo o processo de II. em di.me.
Passagem.
Appallante, o jalzo especial ei-oflleio ;
Appellado, Manoei Altee Guerra.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Gilirana.
Appellanle, Tiburro Antonio de Olivalra ;
Appelladoa, Paula & Santos e oulros.
Do Sr. desembargador Gilirana ao Sr. desembar-
gador Goerra.
Nada mais havendo i tralar, o Sr. presidente le-
vantan a iifiao.
O seerelario,
Dr. Aprigio Guimares.
RIO DE lAKlRO.
SESSAO DO l)IA -2 DE AGOSTO DE 187.
Presidencia do S. Euzebio de (Jueiroz Coulinho
Maltoso Cmara.
A'i 11 horas da m mli.'i,. o Sr. vice-presidenle abre
a sesiao, achamlu se presentes :) Sr. senadores.
Le-e e approva-ti a acia da aulecedenta :
O Sr. 1. Secretario di conla do -e. uiote
EXPEDIENTE.
L'm oflicio do minislerio da la/en l.i. remellendo
o autographo da resoluto da assembla eral la-
gislaliva que autorisa o empreslimo de 300.00i)S i
companhia Ponta d'Ardi, o qual S. M. o Imperador
lioove por bam sanecionar.lnleir,1do.
Ha apoiado e approvado o requerimente do St.
Vvenos, pedindo dispensa do adivnenlo do pro-
jeclo queaUtru varios dislriclos eleituraes da Ma-
' rauliSo.
ORDEM DO DIA.
Continua a t.a discussao adiada do projeclo sobre
socieda les ero commandita.
O Sr. Sooia Ramos comida obiervaudo que se
lem espalhado que as quntes econmicas que se
veulilao na acloalidadc servirlo de bandeiras a no-
vos partido que vioham destruir a concihacao que
temos desfruclido. Nao anha que isloseia possivel
porque essas qucstSes se ligam a iolere.ses solados
que nao lem forja bailante para urna tal recousli-
iQtfao de partidos. Entre-auto o comportamenlo
do sr. mnislro da telenda d a entender que lia
msso um rondo de verdade. S. Eic. inoslra-ae pres
suroso em Mor aceitar medidas rotativas a essas
qoestoes : toma-se do entliusiasmo da ser o regene-
rador da riqueza publica na. le conleuta com um
id triompho, qUer victorias suceessivas ; lioulan
alcanjoa que nao passasse um adiamenlo multo in-
diciosamente propoito, agora quer ja que o proieclo
em discussao passe sni debate
O Sr. Visconde de llaboialy : II o novo Na-
poleo.
O Sr. Sooza Rsiuoa prosegae nolau Jo que pelos
votos dados pro ou contra os seus dasejos vai o S'.
miulstro comando os amigos ou adversarioi do mi-
nisterio.
O Sr. ministro da tazenda : Otando foi que fiz
essa enumerado ? Eipliqui i.io.
OSr. Souza Rsmos leinbia qua nao deve S. Es.
contar como adversarios lodos os que delle seapar-
lain nestas quesles, assim como tambem nao deve
contar por amigos lodos os qua o acompanlvam. Por
sua parle o orador, contente com a marcha do go-
verno em oulros ramos, nao o aeompanha neaie, e
entretanto uao se considera em oppuairao : esl a-
penas ditergajjtc. pu|e 6er que lula essa almoi-
phera da popoWn lade que cerca o Sr. ministro da
fazeudi seja artificial, qua a experiencia a desvane-
c unis tarde.
A respeilo das q ueste as d e crdito, os economis-
lii se dif idain ein duus cairrpos : o da restriccao a
o da liberdide. Ap^zar du ler ama opiniao assen-
te a respnito das duas doutrinas, nao a emitlir o
orador ueita occasiao; porque llie basta declarar
que o que nlo acalla he a doulrina da Sr. ministro
da fazeuda, doulrina nova, e que coustitua um
maio temu eutre as duas oolras, e que he Orna
meia verdaie. Como exeinplu do que aeaba de af-
firmar, cila a idea que forma S. Ei. da natureza
da opera;ao que faz oru Banco qua einitle um.i no-
ta. S. El. pensa que nesle casi o 11 neo nao faz
ni na qua cuiilralur um empreslimo, exactamente
. como um particular qu emitle um bilhele ao por-
tador. E"ta idea nao he verdadetra em la lolali-
dade : quamlo um Bauco emitte um bilhete contra-
lla, he verdade, um empreslimo, mas nJo da natu-
reza do que contralle o particular, porque o Banco
contralla para com o publico um enapestiinn gra-
tuito, corr o qual entretanto percebe um juro no
descont dos afleilos do eommercio^
O systeojii do Sr. mioistiosada f.izenda pda-sa
chamar o da libertada do monopolio : S. El. nao
quer que eiista o monopolio, mas quer ler o direilo
di o dar q a ni l he aproover. m das inconve-
nientes da existencia de um banro priviligiado con-
siste em qu qoando elle se Tunta prejudiea osea
pitaes qua lem urna posi^ai as op-rac,0ii do mer-
ealo. Oiaii'lo oa Bancos sao livre lal nao snecede,
porque se um huiro apparece a deaoceupa capitaes,
%esles po lem constituir um tjutro banco que va com-
petir com o primeiro. O syslema do sr. ministro
da fazenda conserva este inconveniente, assim co-
mo lodos o> ootros dos Bancos privilegiados sein ne-
nlioioa de sias vanlagens.
O Sr. D. Manoei : Mas liga-nos V. Es. qual
dos avlenles prefer '.'
O Sr. Ministro da Fazenda : i.'uer licir como
estamos ".
O Sr. D. Manoei : Oiga-nos itual he o seo sys-
lema... ( Para o Sr. da llaborahv Enla' com ruedo
M V. Ei.
O Sr. Souza Ramos ie|lica que ja distera qoe por
ag>ra se cootenlava em eombaler a doulrioa do Sr-
ministro da fazenda ; e continua observando que
para chamar-se pata medida desle genero a popu-
laridade lavaWaro-n queias sidire a alta do juco
e dalii se infere a exigencia da n;iiltiplieidade de
Bancos. A opiniao do otadvr lie que em um paiz
novo, onde sa iao grandes e variadae as solicita-
rles da indu'lria ein lodaa niaua applica;iis, esse
phi.'iiomino he natural : muit que tile he um ssnal da prosperidade. Ha, por
taa, en;sni;li, pelo minos, nessas queias.
Depoi deilas considernoes ger^aes refere-se en-
rla curador prupriamenle 4a soCielade ere, com-
an lita, e observa-qua, sendo ellas recoohectoai
pelo cdigo, o govarno Ihes quer por paai a titulo ,
da liberdade de industria. Eiquecindo-si de todas
as outras especies a qua essas sociedada podrm lar I
applicac.au, o projeclo s as considera pelo lado dos
eslabelecimeotoi banearios, e, louge de eorrigir a
afiolagem, por meio da nova tai o governo apenas
se riaarva o diriilo de a dar em monopolio a quem
Iha parecer.
O Sr. Miniltro da Faianda, di lodn as eoncla-
lOes i que te presta o discurso do Sr. Saoza Ramos,
tira urna, e vem a ser, que S. Ei. uao eombite
a passagem do projeclo em primeira discussao, e
julga a materia de utilidad!. A' visli disso, istaria
dispensado di fazer desle ja qualquer consideracao,
cu-rlinlo-so para a aegunda discussao. Entretan-
to observar,,' ligeiraminta que o projeclo nao altera '
em cousa alguina as sociedades em commandila qua
nao si formem por sccCes ; o que faz he legislar
respailo dai sociedades am commaodila qoe dividem
os seus capitaes em acces, e isto he orna necessida-
de recouhecida, porque a tal respailo se tinham le-
vantado dundas. Ponha-se de parle a queslo de
saber-se ae u cdigo autorisa ou nito as commandi-
las por accoei ; o que he verdaie he que a duvida
appareceu ; o consilho de calado dividio-ie lobre
lal assumplo ; o que ara eniao mi,ler ".' Urna expti-
carao legislativa. Urna resolorio do ministerio
pouco adiautaria, purque amanhaa novos ministros
podan) tomar nova deliberares. Que hajam di-
vergaoeias sobreest ou aquelle modo de remediar
a nedessidade, cumprehendi-se ; hi porm incom-
preheusivel que haja quemqueira o a stalu quo.
Se as medidas proposla nao sao boas, sejam dis-
cutidas ; que motivos ha para suppor que o sena-
do ha de npprovar aquillo que se demonstrar incon-
veniente ?
Nao havendo pois duvida quanlo a' ulilidadi da
medida, o orador reserva o qua tem a dizer para a
segunda discostao.
O Sr. Visco le de Ilaborahy comer contrarian-
do a periuasao em que esta o Sr. ministro da fazen-
da de que na primeira discuisao apenas se deve tra-
tar da olilidade do projeclo : embora se julsue um
ou outro artigo til, dahi nlu se segu que os mais
nlo possam aer discutido! ; o regulimento da casa o
que manda he que se trate a materia em globo na 1
discos-ao.
Admirou ie por isso orador de que o Sr. n.ioistro
da facenda uao quizesse responder s ohsrvsc,des
muilo jodiciosas Tenas pilo Sr. Souza Ramos ; um
discurso da importancia daqoelle que acabara de
proferir esse seahor, mereca por certa mais alien-
ta o.
O objeclo de que se Irata he da mais alta impor-
tancia, e parece que deve merecer tala a circums-
pec;ao do senado. Nao v o orador as razte da ur-
gencia que le tem anregoado ; na sua opiniao tena
sido conveniente que o senado tivesse enviad o pro-
jeclo a urna commissao, afim di que essi o-estudasse
convenientemente, examinasse se precisava ou nao
ser eme lado e cuordenasie essas emendas como
julgasse de mais conveniencia. lufalizmeute o requ-
riuienio taita para esse fim tai rejeilado, e o sena-
dores sao obrigadosa enlrarem desdeja ua discussao,
a tormolaram emendas que lalvez si nao harmooi-
sem. Nao entrar o orador as observaroes geraai
que foram taitas pilo Sr. Sooza Ramo ; limitar-se-
na a fazer algumas reflexOei sobre diversos artigos do
projeclo que nio eornspoodem ao fim que se leve em
vista quando elle foi organisado, e qua Irazem com-
sigo inconvenientes graves.
As sociedades em commandila, diz o ari. 1, licim
sojeilas as seguinles regras em addilamento do que
dispe o coligo eommercial, ele. He claro, poli, que
a opiniao ha pouco proferida pelo Sr. mmiitro do
imperio, deque o projeclo s se oceupa das com-
mandilaa qoe dividem o seu capital em accoes, uao
esta de accordo com o projeclo, porque elle diz res-
peilo As sociedades commandilarias em geral. Com o
arl. 1 aaiao de accordo diversos paragraplios paia
provarem a mesuia cousa.
Og 1 diz:
Quando o seu rapilal nao (r inferior a 100:000;
na corlee a 50:0005 as provincias, poder ser di-
vidido em accoes que nao excedam ao valor de tOOJ
no primeiro caso e de 30f no secundo.
Nao ha razao para tal liraita^ao. Coucebe-se que
se una sociadade eommandilaria fiir organisada com
grandes capitaes possa ser prejudicial aos inieresses
pblicos iiu muilos casos, como, por exemplo, se ie
apjlicar eiplorarao do marcadu de generoi de pri-
meira necissidada. Diz o Sr. minisiro qui i.....ca-
so.se poder formar urna oulra para uaulralissr a
primeira. Mal he misler reconhecer que n'uma pra-
Qa como a nossa, onde os capilaes aia ahundam, on
de ha roesmo falla de habilitacei profeasionaes, essa
concorreucia he quasi absolutamente impossivel. Da-
lia o monopoli i de faelo, ni lepen lente do de
o a suecede ua Inglaterra com a
tois ha o monopoli i
liriilo. Veja-se o qu
companhia das Indias: essa companhia gozou a prin-
cipio dr privilegio de que hoje ja na goza pela leis
e entretanto anda e os que liulam coocorrer com ella.
Mas ludo iito se ipplici, como o orador dizia, s
companhias di graudes capilaes ; urna companhia
porm, nij i capital nao exceda di 100:0008. nao is-
la neise caio. Em que si funda, pois, a dispusicao '.'
Em favorecer aos grandes e potentados em dilrimiu-
lo dos pequeos. Uepoii, nole-se anida que siin-
ple dilferenca do lugar onde-v eilabeleeer a ede do
escriplorio baslaviara dar ou tirar od direilo i compa
uhia. Onde esta a juslificacao de eemethante cousa ?
O -2 diz :
O. ttulos oo actes que repris'entaram o capi-
lal deslas locielades aerao nominativos, emquanto
nao esliver realisado iilegralmenle o capital a acial;
depois disso poderao lepresaula-lo por accOes ao por-
tad, .r. s
Mas o 5 diz :
A (raiiifirincia das accoes se opera por ilmplei
registros nos respectivos eseriptorios ; roesmo quan-
do realisada a compra por oulro modo vlido em
direilo nao aira ricuuliecido como socio commandi-
tario o pos.oidor de acedes, san ler preenchido essa
formalidaue. ,
Ora, a disposi$ao do 2, oo esla'.'em eunlradicr;ao
com a do 5, ou entAo a neulralisa. U cdigo do
eommercio nao nconhice sena a arrees nominativa
o aerees ao portador ; eslas sao transferiveis por via
da eodosso. es oulras por meio de registro nos livros
da companhia.
O 2 nao deslroa isla dispnsicJIo do cdigo sobre
as aerees ao portador, mas manda-sr depois qoe se-
jam registradas no livro da companhia. Onde esta'
eniao a vantagem da aejao ao portador '!
O S > diz :
< A acctJ s nao poderao ser transferidas emquan-
to nao ealiver eltactivaineiiic realisado mil., le do seu
valor nominal, salvo os casos de successao, dote ou
xecucao judicial, n
E'la di-po-ico ha sem duvida vantajoaa ; roas
qual hi ,i -incrSo penal qua Ih correspon H '.' Se
ella (r IraiKgradida, em que pina incom o Iraus-
gressor ? Dir-se-lia talvez qne a sanelo he e qua
dispda g tli que diz :
lie nulla e de nenhum elTeilo enlri os socios a
aociedade em commandila por aeree que se eslabe-
lecer em iraii essa nullidade nao aproveilara' aos socios contra os
direitos de tirceiroi.
Se he esla a eanccio, deve nolar-se que a pena be
iiiiniaminte uvera, por que anuulla una associatao
s pela falla de un de seus inembros.
Diz 4:
O socios gerente, como rasponsaveis a terceiro
illimilalamente por lodos os seos bena, po lem re-
cusar nnnuir a transferencia de aerees quando en-
le leu ni que o comprador nao offerece aa uecessa-
rias garaolias para integral resinara do capital
ubseripto. Com a approvarao dos gerentas pajo fac-
i da transferencia cessa a responsabilidade dos ca-
dentes pelas ulteriores prestacees, ficaudo inbstilui-
da pela do eessionario e dos gerentes.
Este parageapho reconhece, e nao o poda dsixar
de fazer, que a garaulhjs que liiui os credoris dai
sociedades commandilariaasao o capital da aoeelada
e os bens do gerente, mas di' ajote a raculdade de
consentir que um socio cnminandWariu que esta' em
circumstancias de dar todas ai garantas de que rea-
liiara' a mirada de suas acedes, as Iraosfira a ou-
Irem qon nao esleja nessas mesmas circumstancias.
Isto inporta a iiminuirao da garanta dos ere lo-
res, por que a respnnsanilidadi do grenle que u
invoca oara justificar tal passe, ja esta' absurvida.
06eS
To las e quaesquer vanlagens particulares esti-
puladas nos estatutos ou contrata social em favor de
algum eos socios nilo lea elTiilo se nao lo,en, ex-
preisam narios. i>
Neie pon parece ao orador a lei incomplclissi-
ina. O que sio socios origiuarioi len&o amigos, se-
na pessoas que esia > com o gereote or6anisa lof em
communidade de intereXM, e a quem elle chama
quando quer fundar a sociedade ? Eslas pessoas re-
ceben) com i fundo os ubjaetoi qoe Ihes aprsenla o
gerente e pe'a av.diuca que este Ihes da' ; e quando
veem os oulros socios nao bao de ler o direilo de ve-
rificaren) tal avaliara ou de reforma -la ? O que fal-
la he que a lei diga quaes as condeses em que a so-
ciedad! se deve julgar organisada."
O S ~ diz :
As preslaces ou entradas que nao torera taitas
em dinheiro t poderao ser admittidas depois de ava-
hados os objictoi pilo juizo commereial do districto
aom approvarao da assemblF geral dos accio-
nislas. i>
Sobre este vigoran) as mesmas observarles que so-
bre o antecedente. O qoe hi a assimblia giral doa
accionistas '.'
O 8 di:
Tais sociedades nao poderao fanecionar em-
quanto nao estiver normado pela assemblea geral
dos accionistas om conselho fiscal da tres oo mais
inembros, ao qual competa inspeccionar fiacalisar
os actos da gerencia, examinar a escripturacJIo, in-
ventarios e balaocoi; conhacer e apreciar a realida-
de dos dividendos, tando era vista a legitimidad?
distes ; e finalmente convocar a assemblea garal dos
acciooisla, quando lenha eonheeiraento de abusas
aoe aOeclim o inliresies da sociedade. Os inembros
do conselho fiscal incorreiSo mesmo na riipoosabi-
h l ale solidaria quando, eoin conheiimento de causa,
deixarm commeller nos inventario ioiiaclideea
prejudicial! a' sociedade ou a lerceiro, ou quaudo
consentirn) oa distribuido de dividendos nao jus-
tificados.
Qoem he que nomeia estes fiscaes ? A assemblea
dos accionistas ; masainda de que se compoe essa as-
semblea'! Quando nao fosse, como ja observou o ora-
dor, de amigos do gerente, como este he quem dis-
tribu as ac;0es, fcil he fazer com que a volar,.,
recaa em pessoas da sua Teic^ao. Todos sabim o qoe
he no Rio de Janeiro um horneo) que dislriboe ac-
C.S.
Depois deslas observar/Jes o orador termina locan-
do nos arls. 1 e :t do projeclo, e declarando votar
contra elle na t. discusslo, por Ihe parecer injusto,
incompleto e discordante, salvo se o Sr. ministro
promellrr apadrinhar algumas emendas qoi se live-
nm de aprisenlar.
A discussao tica adiada pila hora.
O orden) do dia para hoje ha a mesma.
CMARA DOS SRS. DEPlITADOSa
SESSAO DE 26 DE AOOSTO DE 181.
Presidencia do Sr. visconde de Vaependy.
A' hora do costante, fiila a chamada, achando-
p reunido numero legal, abre-se a lesiao.
Lida a acia da anlecidinte, he approvada.
O Sr. primiiro sieretario d conla do seguinll
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario do senado, remetiendo
as emendas feilas ao projeclo que conceda loteras a
benelici das igrrjas mairizis das villas da Formi-
gas, de Montas-Claros e outras. A imprimir, para
eulrar na ordem dos trabalhos.
Urna representado dos eleitores da friguezia do
Sanl'Auna do Campo-Largo e Sanl'Anita do Aogi-
cal, da pruvincia da Baha,.padiudo a rreac.lo de
maia uro collegio no 14-> districto eleloral da pro-
viueia da Babia. A' commisiao de eonstituito
poderes.
Ilejulgado objeclo de deliherarao, e vai a impri-
mir p. 11, i entrar na ordem dos trabalhos, um parecer
da c mmi.j de penseos e ordenados approvaudo a
pensa animal de KOOc concedida ao lenle refor-
mado das mnelas milicias Francisco Thomaz da
Silva, com sobravivencia da nielado sua mulhir 1).
Margarida Rosa di Jess.
ORDEM DO DIA.
Primeira parta.
Continua a discussao do parecer da eomroissao ei
pecial si,re a denuncia contra o ex-miuislro da jas-
!'.' i Jos Thomaz Nabuco di Araujo.
Oroo o Sr. Rodrigues dos Santos.
A discussao lica adiada pila hora,
begunda parte.
Conlino.i a 'A* diseassAs do or-menlo geral.
L-se, apoia-se a enlra conjuiiclamente eui dis-
cussao, as seguinles emendas :
A artigo addilivo que autorisa o governo a re-
ver a tabella dos vinciineulos dos empresarios da
polica do imperio, acrescente-se desde ja.Ale-
lan Ir de Siqueira.
Sopprnin-.e o arlgo a.ldivo n. 13, qoe manda
sejam os ernolunienios da secretaria de estado doa
l negocio eair.uiijeiros parlilhados l.imbem pelos ama-
nuenses da ine-iii i secretaria.C.unha Mallos. .
Emenda da 2a cominissao de ornamenta :
No arl. ti acrescenle-se depois da palavras
(ira o goverpo aulorisado desdo j.Cusa Pinto.
Fausto de Aguiar.Paranagua.
Artigo a Idilivo. O direilo de 125800 de que
trata o arl. 9" da li di 23 de outubro de 1832 nao
he devido pelo regiitro das carias de naluraliaar.au
concedidas gratuitamente a etrangeiros, em cuiifor-
midade do arl. 17 da lei n. 601 de 18 di oulubro de
18o e decretos os. 712 de 16 de setembro di 1853,
e 808 A de lt de junho de 18V. Carro. S. de
Macedo.Sampaio Vianoa. Pereira Piolo. Pi-
dreira. u
Orararn o Srs. Jacinlho da Mindonro, Salalhiel
Gaviao Peixoto.
A discossao lica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d para ordem do dia .'
Primeira parle.
Continuarlo da discossao do parecer da eoinmii-
s.io espacial sobro a denuncia contra o ex-minislro
da jul>ra o Sr. Jos Thumaz Nabuc de Araujo. e
se houver lempo i oulras materias que anda nao
tarara decididas.
Segunda pirle.
Cootiuoai-ao da 3a discussao da proposta do orna-
mento.
Levanta se a sesso a 3 horas.
distas com o corapelenli destacamento. Tanho op-, desula;ao, assim a torrente derivada pelo crdito
posto a semilhaules despezai, de qu pouco he o : pira o cofrn da provincia ha di escoar-se, dei-
fructo, algora! risistincia. xendo em resultado o habita das grandes despezas,
llieatro de a. I.utr.(i rno estado do madeira- a incuria do presente e o grvame do futuro, ago
raeulo exig que si arreii o tacto, e oolro se coos-I rentados os aeus recursos, e aniquilada orna parte
troa. Esla obra foi orasada em W446|0I9 rs. Al dos capitaes, que daviara prova-los. Comprahen-
jaoairo, im qo foi sospensa, havia-sa despendido a do, senhons, a valia do soccorro das operaroes do
quanlia de 5:3039625 r. Exista preparada quasi endito em pocas extraordinarias, ou para sa con-
tada a madeira precisa ; i ferragem fundida era cluirem obras, que tragan) notavel dasenvolvimeolo
Pernambuco oulros rnaliriata acham-se re- e progresso da riqueza publica ; mu de oulra sor-
MARANH.VO.
Kclatono ijue S. Ex. oSr. Dr. Benvenuto
Augusto de HagalhSet Tac(ues, presi-
dente da provincia do Maranhao, apre-
sentou a' assemblea legislativa provin-
cial por occasiao de sita abertura no
dia 20 de agosto.
I Conclutao. )
Obras publicas.
Estrada de Caxias Therezina, alias ao Rio l'ar-
nahiba.Acerca desla estrada euconlrareis appenso
ao relatarlo da 21 de levereiro desle auno o que
presidencia dirigi o engenheiro Campos, no qual he
a obra completamente explicada
Cumpre ou volar meios solcienles para a sua con-
clusa, ou ordenarem-se sineula os reparos da es<
Irada anliga, deixando-se para mais tarde a abertu-
ra da nova.
Elrada da Birra do Corda Caxias.Alravessa
um lerrilorio despovoado e mullo. A sua direc^ao
nao tai a mais conveniente.
O ilnectir dor-irpid- Indius Iribalha torea re-
quisilou-me s maleriaes, qu exislern por conla da
provincia, afim de continuar na abertura da picada.
Autorisei-o a uproveita-loe, declaran lo-lhe, porm,
que pelos cofres provinciaes se nao faria mais dei-
peza ninhuma cura asses trabalhos.
A estrada di Anajatuba Pedreira no Alio Mia-
rnn anda nSo/oi examinada e paga.
A estrada da Estiva foi apenas abarla do camiuho
grande na ixleuslo d 650 bracas, e nao chegou a
ser destocada e terraplenada.
Na eslradi alm do rio do Mosquita preparam-u
8VJ braras de exteoso, com 2 di largura e .'( a i
palmos de aterro, fallando-lhi a iiltimi cunada de
Ierra para dar-lha solide/. F'izeram se islacada<,
vallas laleraes, descobriram-se o hados doa malo,
edilicarara-se casas e um abarracamenlo para a ad-
iiiini-'r -r, ,. qijartel e alojameolo dos tratialliadore.
Al 7 de fevereiro, om que suspendeo-se a obra, li-
nha-se deapendido a quanlia da 9:9Ij3226. A II-
Irada at sahir ns campos lem 1860 braras.
E-l-, feila a planta do t'.aminho Grande, que pre-
cisa ser repira 1. .
A limpeza do Estnito do Coqueiro hi obrado ma-
nifesla ulilidade.
Casa da Correi^ao.Coma cnistruc5.11 do 2.* raio
despenden-*e at o lim de jo ubi ultimo a qaaotia
de 19:7D23V63 r.
Chegou de Lisboa orna porreta de cantara, en
coinmen 1,1 la, por intermedio da casa da viova de
Rocha Sanios & Filhos, na importancia de 1:0819170
rs., ineluinlo o frer, por conla da qual havia race-
bido 7(K)8000 r.
Esl oreada a despizi com a conclusao desle raio,
incluida a cantara, arn .'.'To'iiHi rs. He de nices-
sidade a eonlruccSo da cspell, em que se devim
celebrar os oflieios divinos nidispinsaveis nesti ca-
sa. Sem a conslruccao de oolro raio nao se pode-
r' applicar nesle edificio o syslema penitenciario, a
qoe elle se deslinava, servindo actualmente em la-
gar di cadeia, qoe ficiva por bal vi da casa da c-
mara uiunicipil desla cid il, e que fui abando-
nada. .
Na cadeia de Alcntara fez-se urna pequea
obra na grades, pelas quaes se haviam evadido pre-
sos.
A cadeia de Caxias est em cuneen > pela cmara
dessa cidade.
As outras cad*ias da provincia aeham-se era pes-
simo estado. Em mmlas villas serve de priao 1
quarlil urna rasa 1 jaaJrin I a. e al de palha,
pela qual sa xigi. /.".".Vslltissimo aloguel. Nao
ha freguezia para a qual se nlo exija urna prisao
cado.
concorreu a
Alm do concert radical do tacto, solicita o hon-
rado inspector do llieatro um lustre para a aule-sce-
na, 3 candelabros para o sala 1, e os movis necessa-
rios, urca a acquisicao desles ohjictos, que sa nal-
menta 111 dispensa!, em 2:500S000 ri.
O..ras publicas.
Casamenta das ras da capital.He pissimo o
estado de algumai ras, e alm das obras que ja' em
algumas si fizeram, he de uicessidade o casamenta
di oulras.
Obra do mercado.Para esla obra
provincia com prestar-ees mos.
6:0003000.
As obras, qui reclaman) as cmaras municipaes
da provincia, nao pinleriam ser aieculadas com ap-
plicacilo do dobro da renda tolal desla.
Juulo eiicoulrarei um resumo, organ sado^tpela
secretaria, dos pedidos constante dos ollicio,* qoe
me tarara enderezado* pelas cmaras, e que poda-
reis lomar em considerarlo us decretara o do r ra-
melo municipal.
A despeza rom a illuinnur-V) de pequeas villas
pode sem iucuuvenienle ser supprida. .
Balanco de 1855 a 18~>6
Do balaoc.0 do exrcicio de 1855 a 1856, qoe vos
aprsenlo, verts (odas as operare do Ihesouro pro-
vincial relativas a este anno.
A recaila do eiercicju foi de rs. 603:5733601, 1 sa-
ber :
Saldo de excrcicio anterior. .17:0913915
lien lmenlo de impostas. li :70li,-llil
Descorlos da divida da rol.misara,,. 17:8385015
Supprimenlo pelos cofre geraes pa-
re 1 obra do canal do Arnpapahy. 8:0003000
Empreslimo por emiisao de apolicea. 1l5:7(X>3lKlO
Entrado para deposito, .... 237jO00
e, sua inlluencia parice-me a mais perniciosa para
o paiz, qu se laura nestas viii.
Tandea, alm disso, dianta de vos ama grande
que-1,1 a resolver, a he se devi contiuuar na esca-
la em que lem sido letta a exportara dos escravos
da provincia, a qual coostitue alias orna das mais
copiosas tantas di sua reciit.i. Itorouhero a dilli-
culdade a os inconveniente da inlervencao do po-
der publico para forjar a direccao da industria
impedir o capilaes de procuraren! ero oulra parta
mais vantajoso empregn. Multas vezes o remedio
crise he peior que o mal, ou vem aggrava-lo, e estes
s oa importancia de assumptos por sobra modo espumosos devem ser
muilo meditados e requerem para serein re-olvidos
grande prudencia e sagacidad!. A vossa experien-
cia, as vouai lozas inspirar-vos-hlo solnra conve-
niente de-la ,iueia, e em todo o caso nao seris di-
tids pela considerarlo do desfalque, que possa pro-
vir as rendas publicas da reslricrao da e\portar.lo da
escravalura da provincia, e com isto se puder evitar
ou remover o mal muilo mais Krv*. que ataca em
sua origen) a riqueza a prosperidade publica.
Oulro objeclo ha sobre o qual nao posto prescin-
dir de chamar a vossa allens-ao ; quero fallar das la-
xas lan ;adas sobre o couiummo de gneros de primei-
ra necessidade, entrados na capital. A arrecadac,ao
sa a collucarao de urna lapida de marmon sobre a
sepultura do Dr. E loar di 01; mi po Machado, presi-
dente que tai desta provioeia, e a de seu relralo no
asylo de Sauta Therexa. Esl incommeodado o re-
trato.
A di n. 428 di 14 do mesmo raez e anno, qoe ao-
turisa o empreslimo di 60 contos di ris para o is-
tabelecimeulo de urna fabrica de descaroer, cardar,
fiar e tecer algoda.
A di n. 431 do t- de setembro, qoe autorisa a
abertura de dous por.os d'agua polavet na villa di
S. Beoto. Esl sujeita 4 approvarao da proviueia a
arrematado da obra que procideu 1 cmara mu-
nicipal.
603:573360I
Comparada a recaila dos rapistas arrecadada ins-
te ixercicio com a de 1854 a 1855, foi ella superior
a' do exerclcio precedente em alzuu ramo di ren-
da na importancia de rs. 81:0593786, e infartar em
ootros na importancia de 11:4983551, o qoe redoz a
diflerinca a favor do exercieicio de 1855 a 1856 a
72:5813235 rs. A diflerenca para mais proveio :
1.-, dos novo Impostas de rousum >fe sobre o bene-
ficio das loteras, e dos emolumentos da secretaria
do governo arrecadados pelo Ihesouro provincial, o
qoe deu 39:8059353 ; 2.', de reslituires e iuderaui-
sares, cuja arnc.idac.ao subi ixtraordioariamenleea
n. 26.1009494, em razao de tersido embolsado o
Ihesouro do empreslimo de 25:0003030 taita a' n-
linela companhia Caxieusc ; 3.', do manir nndi-
meuto doi direitos di exporl.ir.1 do algodao e sobre
o consumo de bebida espirituosas, em razao do seu
maior pre;o, embora se date diiniuui^ao na quan-
lidada desses gemios exportados uu dados 10 consu-
mo ; 4.-, do lugin'iilu di quaulidada e do prajo
do arroz e de oulros gneros exportados ; 5.- da
melhor arrecadarao do sello di herancas e legatos ;
e 6.' finalmente, do mais proiopio pagamento da
decima urbana pelo temor das crescidas custas ju-
diciarias.
A iliilerpiir i para menos provm da menor cobran-
ca da divida acliva, diminuido do producto da meia
sizi da laxa sobre a exportar.1 de escravos, e dos di-
reitos de consumo du fumo, alera da dimiijuiri) de
varios artigos de receila eventual. *
A despeza do mesmo exen icio de 18)5 a 1856 foi
de rs. 603:5713391, a sabor :
Despeza do exercicio paga. 485:8163785
Dita do exercicio anterior por conla
dos saldos transpirtados. 2:8119561
Saldo que passou para o exercicio se-
guinle..........Il4:9:t305
603:573:i'JI
Os crediloi volados pelas leis n. 367 e n. 404 ele-
varam-se a rs. 535:4609818. Deo-se excesso dos
crditos em quairo verbas da despeza na importan-
cia di rs. 11:2033692. Dispendiu-se de menos em
varias verbas a quanlia de rs. 0(1:8173715.
Hidutin lo-se desla quanlia a de 11:2033692 do
excesso cima, vem a ser a dillereuca para inenus
eulre a despeza feila e a votada de 49:6149023 rs.
Ilalanr 1 de 1856 a 1857.
tlllerer a' vossa consideracao o bataneo proviso-
rio do exercicio qui acaba. Dilli veris que a re-
ceila do exercicio tem sido a tigoiule :
Saldo do auno anterior.....111:9133745
Renda arrecadada dos impostas. 383:0139436
Supprimenlo pilos cofres geraes pa-
ra a obra do Arapapaliy. 2:000a Empreslimo por emissao de apolicei. 7:00li^joo
Pagamento de adiautameulo a' colo-
nos........... 1:5349345
Entrada para a caixa de deposita!. 4:8149355
602:3059881
Balanco de 1856 a 1857.
Calcola-se que com a arrecadarao, qoe se lem
deellecluar al ma-r viudouro, o produelo dos im-
postas montara' em cerca da 430:0009, o qoe ele-
vara" os recursos do exercicio a 650:0003-
A despeza do exercicio do 1856 a 1857 foi filada
pala maueira siguinle :
Despezi decretada pela lei n. 401
de 1856..........406:3393100
Crdito luppleroeulir volado pela
W 0.........27:3I.)3751
Crditos lupplementarn .iberio
pel preiideocia da provincia. 14:7233333
Ei, eenhores, o que julguei conveniente dizer-
voi, ciugiudo-me ao obiecto di vossas atlribuicoe,
1 procurii dilles nao dislrahir a vossa aiienra cora
asiuniplos aslranhos, ou com a pompa do discurso ;
sobre c-ses objecios exprim cora franqueza e sinci-
ridade a rainha opiniao, rom a melhor voli-
ta le a iu i.ife-tditi sempre que vos parecer ou-
vi-la.
Todo o meo anhelo he merecer a vossa conlianra
e o vosto apoio. A idenlidade do alvo dos nossos es-
treos) prosperidade da provincia,e a vossa be-
nevolencia me prometiera a mais cordial inlelligen-
cia entre os escolliidoi da provincia e o delegado do
primeiro represenlanti da uac/to. Possa a calma e a
sereuidade d vossa deliberare!, inquerindo o que
convm i provmcid e acertando as providencias qu
seu esladu exige, desear a tuda ella, c infundir por
toda a parte esse espirito da paz e bom accordo, aera
o qual he impossivel o coucorso de lodos para o bem
cummuin.
a impirciah l i i- da minha poic,ao, eu vos asse-
desle imposto healeni de ludo vexalonafiara o com-1 guro, com a maior pureza de inteuefies, que ootro
iiieirin nterin,, que exige liberdade. Prelerivel :'
i ,x ir .o dos productos da pequea lavoure parece-
ra-meo augmento dos impostas, qoe rccali.m em
oulro- artigos, sem excluir o do imposto sobre as re-
zes moras para consumo, im que se realisam gran-
des lucro.
Devo trazer ao vosso eonheeiraento que, leodo-se
movido duvida, se a imposirao eslabelecida no S 18
do arl. 2.o da lei n. 440 de 1856 coropnhtndia o
aasucar au produzidu ua provincia, mas de oulras
imporlad, resolv, dn ouvir o thesooro provincial e
a thiiouraria de fazenda, qoe esla imposiclo tase
cobrada somante do aasucar da provincia importado
na capital : asa solu;A i he a onica qoe me pare-
ce couviniente e consenlanea com as vossas attribai-
Ci.
Divida publica fundada.
Consista esla divida nos einprestimos conlrahidos
pela emissao de apolices e aulorisados pelas lais si-
guiles :
Lei n. 372 de 21 le dezembro de
1819, arl. 32........ 40:0003000
Lei n. 339 de 23 de dezembro de
1855, arl. 21........ 20:0003000
Lii n. 367 de 24 de julho di 1854
arl. 21..........-200:0O0g000
Lei n. 410 de 6 di selembro de
1856, art. 21 2.......100:0003000
360:0003000
Em virtud! desla autorisaroes emilliram-sc :
Apolices de 1009WK) com o juro de 6 por eenlo
882 no valor de.......173:2003000
Apolices di 2OO9OOO com o juro
de 8 por cuno 876 110 valor di. 188:2003000
Foram amorlisadas apolices de
1003000 com o juro de ti por cinto
137...........
Sendo os empreslimo aulorisados
na importancia ae......
Tendu-so lmenle rtalisadu. .
261:4003000
15:7005000
245:7003000
:i60:000-!H) I
201:1003000
ilesla anida a di'posir.lo do gover-
no um crdito de....... 98:6003t>0(f|
A caM de norlliacag cieada pelo regulamento
de 17 de maio di 1850 deseinpenha com regul.ni-
dade II serviros a seu cargo, lendo sido pagos pun-
tualmente es juros e amorlisa.c.ao da divida, como
que se lem couso,idado o crdito publico : assim
que as apolices de 6 por cenlu que a principio es- j raiar
liveram a 65, subirn) a 88 e 90, e da apolices de, como chamara o etludanle bsiiianos era S. Paulu
693:2783186
A despeza rlalisada al o ultimo de junho foi de
514:50.29736.
i.alcula-se que ao eneerrar-se o exercicio pode-
r' montar a somma de 580.000;, icoito inferior
a volada, e que comparada rom a recula tolal pre-
sumida dt 650:01X13, deixar.i' ao ixercicio correnla
am saldo de mais de 70:0003, qui reunin lo-st ios
recursos proprios do exercicio corrente, habilitara'
o tfiisooro a satisfazer a todos o servidos do anno,
sem qui seja de misler lltveaf mi do iropnstimo
aulorisado pelo art. 21 S 2 da lei 11 410 de 1856.
O saldo existente em differentes canas do thesauro
provincial no ultimo de junho era de 88:5029145.
Crditos suppleminlares.
Submelto a vossa approvacao o crditos suppli-
menlares, constantes da tabella junta, abirtoi pela
presidencia da provincia no exercicio fin lo, na im-
portancia de 17:4559613. Ja em ootro lugar ex-
poz is razdis, qoe delerroinaram-me a abrir o mais
imporlanli desles crdito para a continuar da
obra publicas da provincia. A maior de*pzn em
ootros ramos do servido ixigie o oulros pequeuos
endiloi.
Dividas de exercicio! findoi.
Junio a ele relatarlo 1 tabella ou quadro orga-
nialo no thesooro provincial das dividas da exir-
cieios lindos, que deixaram de ser pagas por falta
de crditos transportados na importancia di 6163845
para cojo pagamento pero-vos que volis 01 fundos
oicessarios.
Orcameulo para o anno de 1858 a 1859.
A despeza para o exercicio vindouro foi oreada
pelo Ihesouro proviocial em 538:1329562. Emen-
do que deve -se deduzir delta somma a quanlia de
29:5'i09000, a sabir : 14.1)009 consignadas para eo-
looisaedlo, pilas razeas que ji poudirei ; l ">:ix >
para empreslimo a urna fabrica de licitas ; 5003000
de ordenado de um aposentado fallecido.
Assim (icaria a despeza reduzida a 50836323562.
Reorgauisado o corpo de policia, com a suppres-
1.1 o da guarda campestre, como proponho, tabira' a
detpez.i com esta corpo a mais de 16:7009900, o
que elevara' a despeza do anno a 525:3339162, que
po ti sollrer aiuda alguma diminuir 1.
A receila para o ineimo anno foi oreada pelo
Ihesouro provincial em 402:7309-
Ella receila tara' de ser augmentada com o au-
xilio qoe o governo imperial conceder at obras pro-
vincial ; mas apezar disso, se a pro lucra da pro-
vincia nao liver incrementa, ou se a elevacao do
precu dos seus productos mais procurados nao pro-
porcionar maior renda ao Ihesouro provincial, nao
poder' este supprir as despezas oreadas para o au-
no. Toda a economa, portante, as despezas ser
pouca, espero de vosso patriotismo que lereis em
vossas deliberarnos sempre prsenle o estado de de-
sequilibrio da receila e despeza publica.
O recurso as oper.ic.eei de eredilo nao pode ser
convertido era meio ordinario de receita : he um
expediente fcil e sidurtar para encher os cofres
pblicos no moinnilo, mas como as agaas coudas
em resirvatoriu, que nlo be alimentado por raa-
11:111 jes perennes, se esvaeTa aberlas.a comportas,
pira diixirem apoi tua passagim 1 estinlidade a
8 por cenlu nao bu pussuidores que as Iransfiram.
A Inini-lracio da .'azenda provincial.
A administracao da fazenda provincial marcha
com rigolaridade sob a directo do seu hbil e ze-
loso chita. Foi d -pensad om addido, que tinha o
Ihesouro provincial. Acha-i em alrazo a esrriplu-
r 10 1 1 d i- livro ij trio e razao, assim como o ajus-
lanieut'i das cotilas dos eollecloies. Ha falla de
pessoal suilicieulemenle habilitado em coulabili-
dade.
Pelo Ihesouro foram examinada! e conferida qua-
tro das seis loteras ltimamente exlrahidas. Acha-
va-se paralysada a extraerlo, uao pudendo concluir-
a venda dos billnles de urna lotera destinada be-
ueficio da casa do educandos: a confanos publica
eslava abalada, e fallan o endita que a produz ou
sustenta. Nestas circumstancias o respectivo (besou-
reiro Francisco Sabino Frailas dos Res pe lili de-
mis-a ., que Ihe conced, e ordinei se Un lomasiera
conlit.
tulrou lile para o Ihesouro com 1,038 \ bilheles
da referida lotera, e cora o producto da venda dos
bilheles reslanlet, deduzida a sua cnromisio propor-
cional. Reala-lhe prislar conla dos bilheles nao re-
clamados das 3 ulliroas loteras que extrahio. Provi-
denciei para que o Ihesouro procediste venda e
extraer da loleria era a 11 lamento, e tenho organi-
sado as iiilru-ro-s naces.arlas, para qoe iste serviro
fiqoe regularmente a cargo daquelli repartir;! 1, co-
rno entindo conveniente. Entretanto Ihesouraria
de fazenda exige o pagamento dos direilos da lote-
ra destinada i casa dos educandos, que nao julga
compnhendida m isenrjo do arl. 38 da lei ceral
o. 514 da 28 de outubro de 1818 ; o pagamento do
imposto aniquilara o beneficio da loleria,'e cuino
desse onus sa entas, sem cmie-t ir., pelo art.' 12
da lei gatal o. 586 da ti de setetobru de 1850, as lo-
teras concedidas para edicacao obras de malri-
zes, julgo que, emquanto pelo 'governo imperial nao
for dada a esla malcra dura favoravel, deve-se
dar s loteras applicaca coutarini ao art. 37 da
le-provincial n. 367 de 1851 e uo arl. 36 da lei n.
til) d 1856.
O luuar de deposilario dos bens penhorados pela
fazenda provincial, creado pelo arl. 32 da le provin-
eul n. lio di isit, foi prvido na pessoa de Luiz
de Oliveira Figueiredo Almeids, mas esta logo de-
poii pedio demitsao, qui Ihe conced, e ninguera
maii preleudeu o oflicio, qoe entiudo deve ter abo-
lido.
Secrilaria do govirnn.
O governo imperial eoncedeu a demissao pedida
pilo hbil digno chefe ditta reparl cao, o Dr.
Luiz Antonio Viaira da Silva, a nomeoo secre-
tario da presidencia ao Dr. Francisco Baplisla da
Cunha Madureiri, em cuja capacida le tenho inteira
confian;!.
Foram diapinsados o sirviro di 3 addidos, a
secretaria cooiinua a desempenliar c mi poulaalida-
de e rnioha satisfago os trabalhos que esta a seo
cargo. Na iolilligeocia, dedicaran ao publico serviro
e lialdade do diitinelo oflicial-maior, qui he lam-
ben) oflicial do meu gabinete, tenho encontrado o
mais precioso auxilio.
Legisla ;,1o provincial.
No decurso desta relalorio lenho exposlo a execu-
gao de algumas leis provineiaea, e os motivos por-
que sji.lr.it nao tem sido executadat. Resla acres-
centar que anda nao podiram se-lo as seguinles
leis : ,
A di u. 382 de 30 de junho de 1855, que concede
privilegio por quinze mnoi ao empresario ou asso-
ciarao, que criar msla cidade urna companhia di
peica.
A de n. 383 da roisrat data, que autoria a cons-
lrucc.a de tapagens de pedra e cal cora as uecessa-
rias comportas un 3 do garapt mais imporlioles,
qoe alravessam os campos de Anajatuba.
A de n. 385 da mesma dala, que aotorida a cons-
(rucrjlo ou a compra de orna casa para a cmara mu-
nicipal, jury a cadeia da villa do Rosario. Ja lavrou-
se, porim, peranle a presidencia, contrato pan a
compra de um predio do coronel Augasto Cesar da
Rocha e seos irraaus, pela quanlia de 8:0009, de-
pen leudo o contrato da a [proveci da assemblea, e
da autorizara do respectivo crdito e iicriptura de
compra.
A di n. 387 da mesma data, que autorisa por meio
de contrato com qualquer emprezario ou companhia,
a rou-lrucra da duas eslradas de carro da villa da
Chapada da Carolina, c 1 um ponlu da margem di-
rcila do Tor.anlins iban da cacboeira de Santo An-
tonio, e d outris providencias para o deseovolvi-
in-iil.i do eommercio desla proviueia cora as do
Goyaz c Malo-Grosso.
A de n. 389 de 18 de julho do dilo auno, qoe
concede premios aot agricultores, que dentro de
doos annos aprfsiularein productos agrcolas esco-
llados em terreno deslocado e lavrado por meio do
ando.
A de n. 122 de 11 de agosto de 185C, que lulori-
inleresse nao tenho que uao sej.i a felicidide di
provioeia, a qui cousagrarai todos os raeus cuidados,
He smente bem meneando dola que pos.o corres-
ponder as vista elevada! do governo impeiial,
concorrer para que tejam satisfeitus os magnnimos
desejos de S. M. o Imperador, cuja soliciliide abran-
ge anida os lugares mais remotos do siu imperio, e
que com aabidoria sem igual tem dirigido a nacSo
aos seos altas destinos.
Era vos, senhores, temos olh os a provincia, e es-
pero que ao lermiuar aprsenle sessau as beucitas da
patria honrar vossos trabalhos.
S. Luiz do Maranhao 20 de agosta de 1857
Hencenulo Augusto de Magalhaes Tai/ues.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Carlas da corte.
IX.
Rio, 7 de setembro de 1857.
Meu charo It.....Acabo de levantar-me da cama
e declaro-te que ha de muilo mao humor, que vi-
nho escrevir-ti luje, nao obstante ser este o dia em
que todo o corai.ao brasileo deve senlir-se do-
minado de coutaulamenlo e alegra.... Mas o que
queres '!... Ouve-me.
Fui houlein a' noile 10 Gymnasio aisislir a quin-
quagesima (lalvez) representar 1, das Primeiras
proeza de Richelieu, do pai da aclriz e do Sr. Jos
do Cipote, comedias qua recebera constantemente
boro acolhimento do nueso publicc, principalmente
a primeira, qoe apezar de ser una das m.iis livrea
qoe lenho visto, he consentido peta nos o cni-er va-
lono dramtico, esse santuario do escrupulu, da de-
cencia e moralidad! mitrara, que faria iuveja a
virgen) mais pudibunda, se era cerlat mares nao
deixassi passar algumas peess taes como aquella, em
as quan (hovera 01 trocadilhos, os ditos equivoco- e
chistes malicilos. He poique quaudoque bonus
dormilat llumerus I u
Depois do espectculo, fui, na forma do costme,
levado por oulros companh-iro e amigos aoPro-
venceaux, judo ceiamos. Bem sabei que ai nao
pode mirar e sabir rapidaineule desse hoi-1, onde os
olhos pelos v provocadores da graciosa bospedeira,
sentada ao bufete, atlraiie e demora nn| r\riloi-
menle) osho-pedes, menos a uiiin, qm se tara la s
nao lieatil p ir mais d lempo neo-no. Ja vs que
cheguei a' casa iruit larde,islu lie. a'1 hora da ooi-
le. Imagina ag >ri que das 4 l|2 horas para aa 5 urna
infernal arliliiana de foauetes, do alto do morro do
Castalio, eslroge os ares por ni ais de quareuta mi-
nutas, e acorda meia cidade para annunciar-ihe o
do auniversari 1 dolia por excellencia,
horas de preparar-me para sahir e ver o que ba pela
ra, paro aqu, leudo sempre o leo
/.ueo Luna.
ao sio 2 de julho.
Despertado ua melhor e mais consoladora parle
do meu soinno, liqoei 1.V1 irritado, que m ni le di
muo a Salan todos os patriotas fesleiro deidt 01
Valladares al os Maranhenses (Val), que sisim
vieran) interromper o meu repens.
Ora, i,ao pcdtn lo mais recoinecar o somuo, tomei
o expedienta de deixar a cama e aproveilar os pri-
ineirut albores da aurora 111 leilura dos jornaes
de hoje. O primeiro artigo que me calilo denaixo
tas olhos foipaginas minores du Correio M-r-
oanlil.que forraam a rainhi leilura predilecta de olio
em oilo das.
Nao obstante as patritica reflexees que abi aca-
bo de ler, na poda anda despir-me de rano bu or
qoe naturalmente experimenta umbourgeois-gen-
lillomique estando habituado a dormir sete horas
era 24, ve-se torra lo a s dormir 31|2.
Assim, pois, loros he qu coratigo convern om
pouco e me enlrelenha, para restituir a? meu animo
a calma e a amenidad, de que elle precisa. Anda
que de tauga.separado de ti por ora espac. de trezen-
Mas taguas, o leu trato, a palestra qoe por carta con-
servamos, sao seguramente a melhor diilracrao de
minha vida actual.
Mas de que deverei boje fallar-le".'
Da nm-,,r,i do presidenta de tul provincia, do
Sr. Dr. Beuvenuio Augu-lo di Magalhaes Taquei,
que se aclia no Maraulio.e que, segundo can-la,uli-
cita inilaulemeute a sua demissao. Dizem uus que S.
Exc. declara formalmente que deseja recolher-ie a
comarca de que he juiz le direilo na Baha, para fa-
zer vida puramente de magislradu. Dizem oulros
que, apenas desgostoso e desgostado da depulacao
de eerlas mil jone a do Maranhao, qoer S. Exc.
dalli relirar-si sem exeluir a possibilidade de acei-
tar oulra qualquer commiisao 1 que o chamen) os
seas tlenlos a couli un; do governo imperial. Se-
ja como for, o qoe tu exacto, e reolii do faci dessa
uova n nnenra 1, he qua u minislerio actual aprecia
bstanle o merilo do Sr. Taques, para que accedeu-
du as suas razes quanlo a exonerara que pede, o
deiie 1 margem, e tem urna commissao anda mais
importante. A presidencia de Pernsmboco, de mui-
lo mais elevada categora do qua a do Maranhao, e
que acaba de ser oceupada pelo Sr. Sercio Teueira
de Macedo, au Ihe seria confiada, se o gabioili nao
tivesse a firme coimera > de que ella dar' pleno 1
satisfactorio detempenho da grave laiefa qui Ihe he
commaltida.
Sou tambera desse parecer, mea charo amigo, e
mismo de tange felicito a toa provincia pilo acert
de urna lal Horneara. O Sr. Taqoei, mor de I-
luslrar, circumtparlu, prudente, aclivu e Inba-
Ihadur, de carcter iudependente trato muilo ima-
no, possoe as precisas qualidadei para ura ptimo
administrador. Nao son immigo da velhice, cuja
experiencia iprecio, nein perlenro a urna nova es-
cala, que aqu se tim querido crear, cora o fim de
guerrear 01 velhos, apregoando que isles s,a inca-
pazes para eommissees e trabalhos de certa ordem.
Mas pens qut s o vigor de mocidade, t o calor
do tangue novo podera fazer o hornera correr rpido
na estrada do progresso que actualmente agita todo
o mundo.
A poca em que nos adiamos, felizmente, he pro-
picia; ot odios e as paixes te tem arrefecido, e 1
espiritas cirainhain para a calma, pin a quielaru
mostrando manifest avenio as discussOes, as lulas
infrucliferas da poltica, as controversias abtlractisi
estaris. Nao vepi, por lano, razao pan que algo-
mas pessoas receiem que o tacto de haver ootr'ora o
Sr. laques luroado parle as quisten polticas dessa
provincia, qoando ihi era empregado; leja om mo-
tivo para crear preveocees, e suscitar embarace! a
la marcha administrativa.
Ua verdade que a (impieosa de la .provincia Sr. Climentlno : doos doi depotadoi, anli-opposi-
cominellendo um inleiro auachronismo, mesmo em conilas, e alias mo^oi de tlenlo, era lempo disvia-
PARAHIBA
25 de setembro. #
Ainda continuo a estar por esla cidade, se bem
qoe forjado por motivo imperioso, como seja algu-
ma cooia que 11A0 si da' muilo bem com o miu
estado sanitario, urna intermitiente, por exemplo,
que apenas me da' agora lugar para dirigir-lbe estai
linlus com mao Inmola, e o espirita abatido. Nlo
ni se esta meo ineommodo tira' devido a urna via-
gim que fiz ao Taip sem a menor reserva do
sol, que por e lem eslido ha din irdeulinimo.
Mais lugo tallar-Iba-hii de minha viagem, no in-
Iretanto fallemos ainda dista capital.
Ha de islar lerabrado qut ua minha primeira
mis-iva diKrevi-lha o mais lisoDgeirameole postivel
o eilado physco, e alguma cousa do moral dista el*
dada, e aiuda ettou firme oqui Ihe disn ; porm
eomo nao ha bonita sem teu teuao r>,e nao ha rae-
dalha sem leo reverso vaiuus ao tenao
ao reverso desse bonita, e dissa medalha, que Iba
fiz preseule, addicionan 10 mais alguma couia que
por esqueciuienlo on.illi.
Tenho iudagado se ha neste lugar alguma cooia,
qui se pareja com pac.0 de cmara municipal ; lea-
se -me respondido que lim : si Ir.ibalha, ai confec-
ciona poitora a bem do municipio : que slm : se o
que determioa he fielmente ixeeulado pelos fiscaes,
que sim : ele.
A visla pois di (anta!que sinsparecia-me qne
a cmara muuicpal da Parahiba poderla oar-lhe
liroes de cumpriraentos de deveres, e de zeta pelo
bem estar de municipes e municipio.
E todava enganei me. Nao quero duvidar, que
a illuilrissima lenha feto o que pude para hem de-
timpenhar as suas obrigarees ; mas dga-me Vine.
como poderao trabalh.11 05 empregados da munici-
pal le pastara seis rnezis sem receberem sins ordo-
nados ? Da manaira porque esli elevados os pre-
sos dos gneros alimntennos, como viver um em-
pregado de onerosa familia sem que receba metqui-
nhos quaotilativos qua Ibes do os cofres a coila de
um trabalho immento ? Accretca, qui o deleixo em
que se acha a municjpalidade tambera lem origen)
em certa eapirilo di partido, que ha' muilo domina
na illuslrutima, leudo cauta nao tei, qoa rivalida-
de penoal.
Se eu quizessediienvir-lbe mismo por alto qoil
o partido que presentemente domiua beata provin-
cia, uao saberla, por quanlo o anligo partido abuela
abriodo as suas filenas, receben grande numero di
"rasgados, que hoje fazem coro cois elle, e vice-
versa, e ao pasto que isto m da', vejo algons grupos
di pntanos de ambos ot lados, que, firmes em seof
priuciptos, fazem como que oulras sociedades polti-
ca, qoe em verdade nao pudendo pro divsao que os arruina* vau cocotudo merecendo a
considerara popular. Eu pirleuceria 1 um dtsua
lados dissidenlis, porque iilo di conciliacao aim
tolerancia he pulha !
Eii porque a cmara municipal nao vai bem. Ha
necestidade di te roorganinr, ehegar a um centro
dclluido. prestigioso e indipeodeote o partido
bala, afim da que milliormenle se poses conci-
liar, com o liberal, que pur amor da verdade devo
izer-lhe, ha o partido de todos os lempos. Astiio
como v.lo os negocio! polticos, assim como marchara
os partidos, 1 conciliacao larda ou nanea appare-
cer. Um presidente hbil e honesta pode ou refun-
di-los. ou ixlremi-loi^aconciliatariaracule. Volti-
raot cmara.
At ras Direita a Baixa, que forman) urna l ra,
sao at nicas que, leudo um calrameuto ja' bstanle
arruinado, offerece maia comino los aos ps calotoi.
A da cades esta' em um estado miserabilissimo, e i
le S. Benlo, por ser coberla de gramma, hi a qoe
oflerece melhor passeio em occa>iao qui nao chov*.
Absolutamente nao ha calcaineulo im parle al-
guma da 1 i Ja le, e talvez que 1,1 cedo nao baja esta
nelborarnenlo. *
A 1:1 mimarlo da .i 1,1 le he ni,', nao sei se por
falta de azeite uu de bteus, o que he cello he qui
si pode dizer dos lamprees o inesmu que dizia a-
quelie leigo famlico ven iu nadar dentro do vasto
caldeira de fejoada raiissimot feijeei: ippireol
rari nautas in gurgile vasto
A polica correccional, islo he a dos inspector di-
zem genlminle que nao he nada boa, por qoanlo
vao-se pralieando abuios que deveriam ser ispinca-
dos ; por exemplo Irausilsrem pelas ras, e frequen-
laram o mercado certst mulheres lo ein disaliuho,
que para eilarem nuas nada mais Ihta talla, peta me-
nos por maia de Orna vez isto lenho observado, nao
sem muilo lamentar lemelhanle deleixo da parla da
quera deve velar sobre a raoralidade publica. Cum-
pre com lulo dizer-lhe, qui a ue-peiio desse e ou-
lros abasos, coinraunenle pralicadoi por pessoas da
nfima clasae, esla cidadoem relar.lo a multas outras,
nao lem to desenvolvido o gennea da corrapefto
quira' da pisliluic.au. A pobreza he aqui exceuiva,
e parece qus ella em outrus lugares concurre mu
directatatnli para a p*nlir,io da milher, uesla ci-
dade nao bt iucinlivo pin tanto. '
'ramenle a pobreza aqui esta' a par da houeili-
dade, a nao adultero a chrouica das inorai pobres
quando aatim me exprimo, e quera assim nao julgar,
que contaste prove o contrario.
Sao raras as festividades do culto, publico, e mes-
mo ha pouca influencia para use genero de maui-
feslarjo religiosa, quando nao se traa da fula dai
Neve, ou de algumas das dos suburbios. No domiugo
hoova uina mista eantada uo convirti doCarmo, do-
dicada, segundo me disseram, ao Senhor dos Palios.
O convenio do Carmo, qut se acha actualmente
sob a adminislracJta prioral do reverendo fr. los,
nao lem, pcssn.o dizer, recursos ventajosos para se
sustentar, e comiudo ira entibo e religioso coslume o
festejar com sumraa pompa a padreeira do convenio
o que deooli exceuivo telo actividad! de sua
part.
O convenio se nao eila' reedificado, eita' conser-
vado. ,
Hi qoe o fr. Jas he conserva lor, e talvez que o
taise relativamente a poltica se a Ha le quizuse, 1
exemplo de oulros religiusos dedicar.
Publicam-se nesla cidade tres peridicos : a po-
ca, qoe he talhi puramente cfllcul; a Impreusa,
e o aCommercial.
Tenho-os lido periumma capila, e a filiar verda-
de eu teotio urna balda comigo, quiso aprecios
jornaes qoando esta em lula, porque he del Id que
se pode colher excedentes preleeOei de diatribas. A
Imprenta por ora circumscreve-te a Irauscrevir 01
ditcurioi parlamentares, a dizeiii-ine qoe 01 seui re-
dactares sao Juus moc,oi inlelligenles, que fazem usu
moderado de arma Uo lerrivel, tanta mais quanlo,
graras a liberdade da iroprensa) a milralha de typo,
cauta maiores devatla;eet, que a di* projiclu de ar~
(libara : valhi a verdade. O qoe he certa he que
osParalnba por ora a lula jornaiitlica esla' senau ei-
tioclapilo menos aiuortecida..
Vtm bem ao caso fallar Ihe sobre o trabalhos da
assemblea provincial, e crea o meu amigo, que a
uao 1er a obrigacao a qoe me mpuz de por alio etere-
ver-lhe a respeilo desla localidade, e cunieguinli-
ruenle (e por tarja de lgica) da la aiiembla, cer-
lamenle que nao dirii cousa alguma a no respeilo,
porquanto rieeio summameole ir offeuder a aoicep-
libilidide dos dignos opposiciouislas parlamentare! ;
mis sera elles la severos para cora o humilde mii-
mivsia que nao deseulpem a emissao hunesli, per-
initiida, dot seus pensimintoi relalivarneule a ad-
ministrarlo da provincia, alvo capital, onde vio
lendo dirigidas suii acc'jsac,6e'.' EttoU que nlo.
Nao sere eo qoem me encarregoe da Jefeza do
vice-priidinle, porquanto, alera de por li ler elle
seus actas, qua sobre quaesquer advogidos o justifi-
can), lera amigos e amigos dedicados uo reciuto da
camari.
Por occasiao do projeclo de fixacao da forja poli-
cial (resposta a falla do llirono das assemblas pro-
vinciaet) avenlou-se a dscass3o.sobre o rgimen do
corpo de polica, e depois de ler sido acremente
cemurado o teu coramaodanle, eiquecerim-ii del-
ta, vollaram as armas do combale tobn o peilo do
relacao a das oulras, anda hoje moslra alguma exa-
geraran e exaliar.10 em soasdiscastei. llevo, porem,
crer que ella condecir' era breve o inconveniente e
rain o! golpes, e sobre os eteodot da boa razao e
moderario foram aparando os golpes, qoe erara ali-
radoi com vigor e voiila le de malar. As discusiOes
a iroproficuidade disso, tanto mais que os artigos das pois tarnirara-sa violinlirsimai, e mait de orna vez
talhai polticas de proviueia nao causara aqu grande as galeras oellai lem tomado part com palpitante
impressao. | e dolorosa pisadora do regimioto. O digno presideu-
Quando Yeceb a noticia da nomeajao do Sr. la- te da assemblj, Sr. padre Piolo, com prudencia e
ques, lia eu juslainenli 01 ltimos nmeros do 0I.1- respeilo lem pedido comegotr que as sessCes u3o le
her.it Peruabucauo, qoe mi maudasle pelo Me- perturben) de poulo a serein luspensoa os seus tra-
dway, e tiuha ui olhot sobre ura artigo qoe dizia 1 balhos !
qui a poca aclual de Pirnambucu ia cesssr que i Nao sei, e peucos sjo os que sabe ni, donde, e por-
um l'euna a abri e um Sergio a fechou.Ora, bem > que causa si ergueii contra u viee-presidente Uu
vos que as provincias se suilia muilo, e nao si faz acerba oposicJlo : os seus actos administrativos leera
urna idea ajustada do como os uegocios correin por ; sido a olhos vistos filflos da moderara ; elle nada
aqui. ; mais lem feito do que conservar, e conserva cora
Acredila-me : qualquer que seja o matiz de que zeta probidad! os actas do sau antecessor. Hi om
si componhuu os ministerios, a poltica da proviueia [ syslema de quasi todos o funecionarios inlerinos,
de Pernambuco lia de ser sempre conservadora, rie.naoaei se bom, ou se mo, mas que j diveriaui
eile um piiisaruenlo que parec permanente ou go- 1 estar cirios os dignos opposiciouislas para nao se pre-
virno imperial : qoalquer qoe leja o nomo que pira cipilarem com lana acrimonia lobre o vico- priti-
abi va', qualquer que seja u pastado desse uome,' dente.
nlo eperes modanra na marcha poltica da adioi-, Dizem, que alguem em parle lera concorrido para
nistrijao. Eutcnde-nie como quizeres.... qui sendo que a admiiiislrajao lenha sido acensada.


ILEG1VEL




-
-.



da provincia que vem dirigir.
Adis. Air la'.
O nosso lialallio eo du convento de S. Francisco |com pn-juizo total-
culavel desse edificio, e de mal sei viudo o aaoloi,
como me cousiou, de conslaulu zumbaiia da tolda-
desea.
X) lado-raaior lie um cubculo acaudado e im-
iiiunilo. onde s se 4 um canap, usado, e urna
banquiiilia.
As compendias pernoilaro sobre as laboai do pavi-
v menlo.e a noile as exbalarOes mephilicas dos lalri-
nas batojara suavemente esses donnilorios iro-
roundos onde descinum os bravos que morrem pela
|>alria !...
Dizeni, que paitando pelo ho'pldl militar para o
diidgoquarlel, e lie indo aquelle desoccupidu, orneio
balBlhau poderla encontrar alli commodoi precisos
par eslarem provisoiiamenle ale que fotse reeducado
este.
Compre notar, que se fallamoi no mel balalhno,
pouco liiongeinmenle uflo lie porque dticonheca
que uelle servem ollicines mu briosos, roas para que
o digno inspector Eira. Sr. Sergio, ulilieando-te des-
te nono aviso, posta dar-lhe pelos meioi que e-lao ao
tu dispr a forcea moral precisa, e u prestid ,i\nt
n>le:/nieiiS* nao gusa, faaeudo com queeeoe cuin-
panhoiros de armas eueoulrem se nao luxo no seu
agasalho, 10 menos comino ios, que nSo rivalisein
com o* da mals teuebroea enxovia.
lio duas sociedades de baile*, partidas, e af0
'i1* .1 cidade : o Club o Hecreio : aquelle em orna
casa particular na ra Direlta, e esle provisoriamen-
te no sallo da liiembla. Ja fui ao Kecniio, e goi-
tei nnumamenle de vr a harmona tocubilidade,
que alli reioava, e dizem-mi que sempre he asiiro.
As senhoras Irajavam com a meior simpllcldade
potsivel, e a par della descorlinava-se muito gesto
no loilell*, se bem que despido de sedal e hrilliaoies
um eieda.lei dene genero. Nao ha hoje orna Panhiba-
na o certa ordem, que nao danse e danse bem. A
itirr 4n que actualmente rege essa anodino re-
creativa, he caprichosa ero soas obrigariiei, e sabe
predi ncher coiu goito e zelo as suas obligarles pala-
dine*.
O servir-e que Toi em triplcala e profuso igradoo-
rae bailante, e nelle divise muilo aeelo e scolha de
bandejas e liquido*.
Nao sei se houve neisa noile alguma rainha,
o que sei he, que se hoovease eleiiflo, por meo Tolo
lorias reeeherlam os degrnoi de um s throno. As
Parahibanai de 57 sBo oulros lanos diaman.es lapi-
dado* pela civilisac,ao, e que linda em 44 jaziam no
esquecimento da pedra bruta : he ama figura eela
de rbeloriea, que devem dar-lhe o lamido genuino.
Keserto-me para Ir ao Club e eolito (se ein-
da tiver lempo dar-lhe-hel noticias delle, do entre-
tanto vi' \'me. sabendo que o espirito de parlido foi
quem fez erguer o Club, e qaem ganhon neisa espe-
cie do capricho foram as senhoras, qoe eocoDlram
do Club mals nm incentivo para fazererr reeljar
seos encantos.
Mesla cidade ha.rtrtsimos pianos, e esle mait
tu menos desconcertados : o inslrumenlo favorito be
o vii'lflo, e pos-o-llie dizer qoe lalvez nm lerjo des
emWii, se ja qaem nao o toque com mi ilu oer-
feiclo.
Acho poesa e gentileza em urna senhora, qnando
negligentemente recostada em urna eadeira de ba-
lanso vai icompanhando o que cania ao compasso
do ualsnr,o.....
Tendu esta eldade tantas proporcSes para ler pelo
menos Ires chaf8rizea publico, ainua ha quem c m-
n eme com a agu polavel ; cacimbas ha qoe sao
arrendadas por 4008000 rs. mnuaes, (anto he o ten-
dimento que da' essi genero de primelra neres-i-
dade.
I'ercorrem os cavellos cirregadosde ancoras cheias
desse liquido a cidade, eao cahir da larde recolhem-
se, leudo lucrado o seo senhor 2JOOU rs. em cada
carga.
Alem de ser urna vevioao para o pnvo a falla d'a-
gOa, be ama usara desmarcada a desees negociantes
hy.lranlicos, earregando a nssembla, em abono
da verdade, com a responsabilidade de se medanle
inconveniente.
Ni muilia viagem para o Talpn, nao tive ocensio
de visitar alguos engenhoe de amigos qoe me convi-
daran! pan nelles descansar, e eis por qoe nao Ihe
posio dar orna nolieia deseas fabricas aisueirinss ;
no entretanto sei quemoilos engenhos da rjbeira do
Parahibe se achara boje completamente melhura-
radoi.
O seu enligo correspondente dcsla capital por
mais de ama vez nolicioa-lhe a respeito desse me-
llioramenlo, devido i bolsa dos proprielaiios, e i
pericia do Sr. Hetomhi.
O engenlio Mara onde eslive, he o mes-
iii" ; vai Irabalhando, e dando para o mosleiro de
S. lenlo, seu legitimo possuldor, bem boas cer-
radas de coiitos de ris para o progresso da obra
gigantesca do mosleiro, que cada dia mais realca.
Nao ceisarei de dizer hem do sea encarregado, o Sr.
Cailrn, que lendo lomado grande inleresse por esa
obra, e por qaasi ludo que diz respeilo aos religiosos
ha se prestado a ajada-Ios com um desinlertsse e
honradez pioverbiaes nesla cidade, e por mullas ou-
tras onde lem servido e sempre condecido, nao s
como empiegado publico honesto e inlelligenle, se-
n.io lambem como bom amigo e ezcellente pal de fa-
milia.
O que digo do Sr. Castro he o que leem dilo mal-
toa presidentes de provincia, e lodos que o co-
ndecem.
l'or fallir-lde anda no mosleiro de Sin Bento,
eommunico-lhe que o seu actual geral, o Exm. Fr.
Saturnino de Sania Clara Aniones nulre um peusa-
menlo magnnimo e -minador, que estando i con-
signado as actas do congresso, vai serexeeuladn
mais larde em loda ordem benedictina. Quero fallar
de nm intrnalo religioso em lodos os moeteirus de
primeira ordem.
Ue esle am projrclo que bens incalcnlsveis lem
de Irazer ao paiz, esledas e ao aliar, e que a ser
eiecalado, segundo sou Informado, cessarao, urna
vez por todas, esses liemeudos sacrificios por Dos e
pelos horneas am;>ldic.osdo* de professnrem sem a
menor vocae^o para o eilado religiosa, essa phalan-
g de jovens.quea an biejao e o egosmo de cestos ge
mee, de ominosa recordac.no, rerrotnvam pelas pro-
vincias, afim de que sendo per f.i e per nefas, po-
voados os mosleiro9 o goveino nunca podesse mui
legalmenle promover a abolido da ordem benedic-
tina ou a di$olur,ao do seu patrimonio.
Eslabelecidos os intrnalos, a moridade lem de
ser edaeada, segundo os preceilos di ordem, e qum-
do chegar o lempo que devem professar es educan-
DIARIO DB PBRNAMBUCO SEXTA FEIRA 2 DE OUTUBRO DB 157
Irem, he de crer que far;a urna administraban muilo da frecuezia de N'nssa Senhora do O' daqoelle termo
feliz, harmnhi'ando os mlere>ses do i;overno com os' Manuel Ignacio, por crimede roubo.
PAGiNVULSA.
AUluminafio io cae do (apibarbt.Tendo
pus mostrado a ueceisidade que havia em serem col-
ocados no caes do Caplboribe alguns limpees, sou-
berooi ao depois, e ilisto demos nnlicii, que S. El.
o Sr. vlce-presidente f havia dado ordem em igosl
parea colloratlo delles, nao s naquelle como em
oulros logares, coja oidem tora ralilieadl em nutra
oi-casISo ; porem dSo lendo ella Ido cumplido al
hoje, nao podemos deliar de reclamar pira que ss
laca effecliva, visto enmo a necessidade he argente.
Contina. Duas crioolas, na uoile de 30 do
correnle, cunlendiem em urna venda que llco por
bnlio do sobrado em que motl o Sr. Cello no paleo
da S-nia Cruz, mimosearam-se escandalosamente
Com os mais indecentes epilheloe, que Toram bem
espressivos e ouvidos por lodos, fie de suppof que
a noliqa desse fado nao livesse chegadu ao alcance
do subdelegado da Boa-Visla, que, i ler delle (cien-
cia, leria sabido (amhem mimosear a estas Ctidolts.
Demimlo. O Sr. Antonio Francisco das
Noves obleve hontem, :I0 do correnle, a suademlssao
do lagar de pharmaceulico inleiino do hospital re-
gimeulal, e pela qu,il ioslara parn se poder eslake-
lecer com botica n Frica da Boa-V'isln, o qoe com-
effeilo conseguio, comprando i que oulr'on perlen-
cera ao Sr. .Manuel l.uiz de Abreu, que ha pouco
lempo fallecer.
No dia 30 do paitado, a offlcialidade do vapor
de {taerra Arriero, perlencenle marinha ingleza,
eslaciooado actualmente nesle porlo, dea urna es-
plendida Testa noclorna, nm baile digno da opulen-
cia e grandeza da liarlo que elle perlence. Ni
rampa do Trapiche Novo ee acbavam poslados oe es-
oslares em que os convidados deviam ser levados a
bordo, e em cidi am disiinctamenle preparado esla-
va ora official inglez, que com as mals eleganles ma-
ndria reeebia *oi hospedes e os eonduzia a bor-
do ; o mar eslava sereno, o corlo trajelo se realisa-
va mui plcidamente. Chegados ao Arrier, todos
ficavaui admirados de ver o loio e a magnificencia
que os enconlrava. O navio qne he bastante vasto e
ancorado i qualro ferros, eslava firme como ama ro-
cha. Andava-se como se inda em casa. Um gran-
de toldo I mido com bandeirasde muitas nai/>es, em
eujo centro e a direila da bandeira ingleza via-si o
pivilhaobrasileiro, cobria 09 convidados, era um do-
cel formado por urna uiyriada de cores naciomes.
Guarneca ae amuradas do vapor urna lileira de rea-
cios divans lambem coberloi de bandeira. l'ma
grande mesa pmfosa^e couforlavelineiile reglala oe
convivas durante oito horas. O sabio improvisado
eilava brillantemente illaminado, e lornava-sa no-
lavel um luitre feilo de bsionelas, cujos boccaes ser-
viam de csstiries. Depois de se lerem dansadn
duis ou (res quadrilhas, o esiimavel commandanle,
para maie divertir os convidadas, chamou dous ma-
n beirm e os mandn dansar urna especie de fan-
da igo, o que elles eiecularam latisfaeloriaminle,
ao som de urna rabeca, tangida tambem poroutro
imrinheiro. Reinon sempre nesta fesli eosmopolila
muta fiauqueza e grande ainabilidade, Uulu da
paite dos amaveis bospedeiros, como dos convivas.
Infelizmente as chovas do da e o logar onde a Testa
foi dadi fez que a concurrencia iiAo foste t.i.i grande
como espersvam os oliciae do Arrien, com ludo
via-te no salo flucluanle bellos baleles, e convida-
do dislinclos.
Em conseqnencia ele ordem do Ihesouro nacio-
nal abrise um concorso na thesouraria da f.>zenda
dula provincia, para o preenchimemo de orna vaga
de 4. escriplurario, que lem durad" qualro das, e
anda nao se concluio. Comparereram quinxe oppo-
ilores, os quaes lem sido soccessivamenle enamina-
dos em lingun nacional, irilhmelica e escrlplurac,lo
por partidas dobradas. Que desejo de ser einprega-
do publico,e ao mesrao lempo qae illaso 1 A vida
du emprtgado publico em regia be nina decepr;ao
cootinoa, e a miieria, e Dos sibe nuis o que, a he-
ruu.'-i que elle leg a familie.
llonlem desaquarlelou o 1.-balalbao de arti-
II ana da guarda nacional desle municipio, e occopou
o aqaarlelamenlo o |. balalbao de infamara da
niesma guarda.
I.ospitat de Caridad?. Eiisliem no da 30
do crreme 23 hoineus e A molheree, 17 homens e
It mollieres, e 14 pricas do corpo de policia. Total,
M doenlee.
Att amanhaa.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
. SESSA HDINARIA DE 14 DE SEI EM URO
DE 1857.
PrutHda do Sr. Iirgo e Albugutrmu,
l'resenlee os Sr. Franca, llego, Barata, Alello, e
Oameiro, e feltando com causa os Sr. Barroca, e
Vianna e sem ella os Sr. Barrs llego, e l'inlo,
abno-se a sessAo ; e foi lida e approviida a acta da
antecedente.
Foi lulo o seguinle
EXPEDIENTE.
Lm iflicio do engenlieiio cordeador, dizcntlo, que
0 esludo que requer a obra de um mercado publico
de cuja plaa e "mmenlo Iheenrarregsra esta ci-
mera, nao Ihe permitlio ainda apresenlar esle Iraba-
lho,o que bievemenlefano, e observando qoe em sua
uplniao o largo da Ribeira do S. Jos nao be sulli-
cienlemenle espa(o-n para nelle e conslruir um
mercado poblico correspoodeule a grandeza ulura
desla cidade, nem ficaria elle ah coiivenieiilemenle
situado, que para evitar desapropriac,es dispendio-
sas julgava que a cmara nao podero escolber um
silio mis vanlajoio para dito fun ; do que os dou.
quarteirCes, lerre.no allagado de marinha que firam
ao sul daca o n. 191 e l!ll A, tendo aido conced do por aforu-
menlo S'gundo Ihe baviam informado, no todo ue
em parte, a Manuel Francisco (iuimarS"-, pas-ando
depois no inglez Tbomn Atly, e acbiindo-se anda
sem beneficio : que esse local', sobre li.-ar no cenlio
do h.iirro de Sanio Antonio, quasi nu limilte das
dua9 freguezia, em que se arha dividido, breve-
mente seiia li-ado com o bairro da Bo-Visli, pois
que se piojecla fazer abi urna ponte de commumea-
tta entre ambos, era toMlcienlenieule espatoso, o
dos, j'no poderao queiiar-se, qae nao tiveram 1ue P''millia o aagmenlo do mercado, a medita
lempo lullicienle pura medilarem e consaltarem a 1oe a ropulijao da cidade se. fosee tornando rqais
sua voca(8o, l.ando-Ibes o nireilo alvo de psoTei- "uinerosn : que no caso de epprovar a ramaia esla
eareru ou nio, no patso qae i ordem lem concorrido P'epo't. seria conveniente que desse as orden ne-
cessarias para enlrar na potse do lagar, vislo que no
E em ollicio de i, refere que por aquella dele-
gacia foram pre-os Antonio Lint e seu filho Seralim
l.ins, pelos cuines de roubo, armas dtlesas edesob-
dirncia.
-2i
Foram preoi : j ordem do lllm. Sr. Dr. chefe de
polica Amonio l'edro |or crnne defuslo; pela sub-
delegara da fregaeiil do lle.iile' n prelo escrivo Jo-
so, p. i andar fgido ; e pela da freguezia de San
Jos u prelo Joao Iternardo tpreso em llagrinte) por
crime de futlo.
28
I ran, presos : a ordem di Dr. juiz munlcipll >np-
plenle da primeira vara desla cidade o pardo Fran-
cisco Jos do Nasclmeulo ; pela suhdelegacia da fre-
guezia do Recife Mara Francisca da I'. noec,a '.
s Tregae?ii de Sanio Aulonio o pardos Joaquim VI-
rissimo Manmiann e Angelo Roberto da l'aiin, e
os pretos f.uurengo Jos do Reg, Matad no Pache-
co de Mello, Benedicto Antonio dos Rei. o meriv
losquim, e Jos Francisco Per i ka da Slttl, e-t.
nr embriaguez iquelle para eoirerean ; pele da
reguezia de San Jos o pardo Romualdo Correia de
Brilo por ineullo, e a prela esrrava Mara, sem de-
clararlo do molivo ; e pela da Boa Villa Claodino
Archel'd de Siqueira. para averigaar;btl policiae<, o
Indio I eli'anlo Soares Correia, por desordem e em-
brisgoez, Jos Hav mundo de Carvilho pof des-
orden].
DKSI'ACIIARAM-SE l'ELA POL1C14.
Dia 18.
Os escravos Leandro, Malinas e Jos obliveram
passiporles para i freguezia de Una, para alli te-
rem entregues^ seo respectivo senhor.
22
Oecravo JoSo oblive passaporle para a cidade do
Aracaly em compaohia de seu senhor.
O escravo Cvpnano e Joao obliversm paisaporlti
pan cidade do Arncaly em companhla de seu senhor.
O Porlugoez Jos Moreira Cope, legilimon-se
para obler patsnporle para a Europa.
26
A escrava Ooirina obleve passaporle par o Rio
de Janeiro, a ser alli enlregue a sea respectivo se-
nhor.
Os escravos Domingos e Jalio obliveram pusspor-
te pan i freguezia d'Agoa-Prel a serem alli entre-
gue a tea respectivo senhor.
28
Ut eseravos Chrislovao e Jo.10 obliveram passa-
porle para o Rio de Janeiro em companhla de sea
senhor.
O escravo Joao obleve passaporle para Micei em
compaohia de seu sonhor.
(omnmnicao.
para i sua educado e in-lrucean.
Ja' v, pos, Vmc. qie o Eim. geral nflo he am
deten prelados mui vulgares e egosta, que t lem
querido amontoir Ihesooros, calcando aos ps consi-
derasoe, pudor e boneslid.de, com lamo que se di-
gara poderosos com fortuna que nao Ihes perlence.
Sei que o corpo da magistratura nesla cidade be
nm dos melhores do imperio, pelo menos nao consto
pie os seus meinbru* Irafiquem com a jaslica, que
or(amenlo que tinba de apresenlar deve ,Pr incluitla
a dtspeza a fazer rom o eeu aterro.(Jue fo?-e r-
mollido esle oflirio a urna eommiesao e Franca c do rnesrro enaenhelro, para csiudar a Da-
lesia eindicar o que julgirem conveniente sbreos
commodos do n eic-ilo.
Oolro do mesmo, devolvendo o requerimenlo do
eirurgtao Minoel l'ereira Teixeira, e informando
lendo cega, delia-se facilnr.enle levar pira onde que- '"' s'itido cpposlo i alteiaeao que requeren ao go*-
rem os seos mercadores. O lllm. Sr, Dr Assis da
Rorha he.o juiz de direilo, e elle nem por pensa-
menlo consenliria qae aquella que ello linio zela
fuese posta em mercado, sem que logo fosse liberta -
da, pagando caro es cusas o juiz venal.
O commercui di provincia, que nSo deita de ser
bem imporlanle, marcha com algam progresso. Com-
qaanln anda ees* provincia seja a fornecedora prin-
cipal de todas as fazendia e genero qae aqu se
consomem, lodaviu recibeit-se ja' algons carregi-
menlos em direiluri, e mesmo para I.isbui e Porlo
ha am navio encarreirado, perlencenle a um nego-
ciante da pra;a.
lia muitas cspemieas de que vi em augmento o
rnmmerelo directo, mrmenle se pissir ni assembla '
provincial, um projeclo que concede io negociante
qoe imporlar corla lomma de faztndas e gneros em
d reilura, irenr.io di 2 por eenlu dos direltos dos ge
eros que eiporlir nos navios importadores. Este
favor da assembla animara' muilo ios emprehen-
dedores, e muilo concorreri' para o desenvolvimen-
lo do commtrcio. Aperar disto eston convencido
que essi provincia continuar a ler o irraizem ne-
cessario desla, pois nesle sentido nao ja Igo lo f-
cil i sua emannipaeflo, como algam soppoe. As co-
t lenes ilrs gei.fiis de iinpi rlac.io, eslao ao par das
deeei prar;a, por is>o dciio de menciona-las, para
nao tomar-llie o espado prec oso de seu jornal, que
pode ser oceupado mais proveilosameule,
O mercado de etporlacflo he em relaran muilo
mais comiderivel, Durane o anuo financeiro que
bndou em 30 de junlio prximo psssado, ihiram
desle pni.o 73 navios eslrangeiroi, earregando
ll.i,%7 saceos de assucar, 46,807 tacca de elgodao
* .'.i2 eoaro' ecf03 salgados. A safra do algodn
recomida o aun passado tubio a 36,667 leca, e
desde Janeiro al o ultimo de agosto passado, eolra-
ram perlencenle s nova -ida 20.900 saeejs, mi
inperc,fie. desla cidade e de Martianguape.
O rendimenlo da ilfanleg e comalado no sobre-
mio anno financeiro, monlou 329:4089397; as
renciei provineiaes do primeiro de Janeiro a 31 de
dererab.o de IBM, chegiram a 272:3495117, e do
pnmeiro de janano de 1S..7 al :I0 de junho, elc-
varam-se ja 212:9681428 Por esle dado, eetl-
ti.ticos podera \ me. conbecer o estado progre da prov.ncia, por isso.nao me demoro mais sobre o
esMiimpto.
A ropirtifao da alfandeg.i desli provincia mi relia
com muila regularidade, fazendo-se Becaliiaelo
dos direltos com zelo, mas sem veames para o eom-
mercio que em geral se icba salisfeilo com o respec-
tivo inspector o Dr. Joee da Costa Machado Jnior,
pela maneire urbanas e delicadas com qoe toe ira-
lar as parle. O iliesoaro publico provincial, depois
da reforma dada plo F;m. preaidenla Dr. Cosa
l'iniit, preenche inellnr suas variadas incumbencia,
mesmo a arreradaclo he l'eila sem as compliearfies
que dente > precederam. Essa reparlicao lem'ror
chefe o hacharel Jos Catlos di Cosa Ribeiro, mi-
ro muilo inlelligent- e compridor do seos deveres.
-limve lele interregno enlre a primeira dala, e i
prsenle occasionado por incommodos que me eo-
brevicram, do quaes ,, ac|l0 n,ujlo me|hor, ,.
(.Iteaou, como .abe o Paran', trazendo noticias
que ha mu.los nao agradou. JEu, .por evemplo, nan
loo nesle numero, pfque congralulei-me com a
r.omeaCao do E,m. laques para preiidenle des-a;
febzmenle n,1n he elle um de
prenso saher-se o que he.
O Sr. Porlella deua a provincia em petfeito esla-
do d Iranquillidadc, e -e a sua Idininislr.tni. mi i
re mais lana ruin usura premiada, n.lo sei nuera
te premiara pelos en. bou serveo!.
A nomeeao do Eim. Baurepilr pira esla pro-
vincia he loda fulia da pnlmea domiuanle : relie
vemodi provincil, di pima di esliada do Min-
guinho, firmando re o eugeiihciro em una planta
que remedia e que ohlivera por copia da reparlrau
das obras publicas.Que se respondesse a S. Eli.
no sentido drsla irformai.ao.
Oulro do fiscal de Sanio Antonio, dando piule do
terviso feilo ni freguezii na semana ultima.Ao ar-
chivo.
Oulro do mesmo, informando qne Antonio d
Coel Soares (jiiimaries nao pod conlinuar c. m n
edilicacao dos caives de essa, que leacbsm ba muilo
ne.le estado, ia ra des (Juarlei, sem que rerue
no MinliKireiiio, remo prescteve planta da cidade.
Deleno-se nesle sentido.
Oulro do procurador, dizendo que, para dar-se
e\ecuc.ao ao $ .">. do arl. 2. da le provincial n. (33
de 2 de junho do correnle auno, na paite qae man-
da fazer a desapropriacao da rasa terrea da la do
Mondego, qoe faz esquina paia a Trempe, era mis-
ler que se requeriste ao juizo do orphaoe dete ter-
mo, para permtllir lirenea an lolor dos menores a
qaem perlenee mesms cu, para elTeJa>r o con-
Irelo de desaproprji;ao.Qoe se rp'pondeese que
o tutor perlence requerer ao joiz licei.ra para dilo
fim.
Ouiro do fiscal da Boa-Villa, oppondo-te a licen-
ja que requereu Jos Aniao de Souza Magalhae,
heaouieuoda irmandade de Nossn Senhora < S0-
ledme, pira reedificar a eiee numero 3 da roa da
Solidade, de cour.irmidade com as posiurai de 'I de
oulubro de 1856, por n.1o e.ur dilo lunar compre-
bendido na ili-pa-ir.in das dual posluias__Indefe
ro-te.
O Sr. Mello apresenloo a iviliirao filia por Jnn-
qmm I eivena Peiiolo e Vicenle Anlonio do Espiri-
luSinlo, da po'to do terreno di caa queimada do
aterro da Boa-Visla, meii5ao do oildet e maletlaet
eiitlenles, ni imporlanria de 3:200.^ rs.,e a cmara
resnlveu qoe elle venficasie primeiro te o terreno
he de eetmiria, como consli, pira enblo te resolver
sobre I desapropriaean.
Despacharam-seas peiiee de Antonio da Cunha
Soares Guiroaraes, Cari s
1
mi
de Souza Magalb.le. Ji s da Cunha, joao Igna
do Reg", ci minen lador Manuel Concalves da 9ilva
e levanlou-se a sessao.
EnMeiioel Ferreira Aceioli.secrelario a eterev.
Regoe Alhuqtieique, presiilenle. Franca, Reg.
Bsrala de Alraeida, Mello e Cameiro. I
II.11A DE FERNANDO.
Minio nos aleramos, tempre que lemos occatiao
de aiinuuciar aot nonos leilore, e suavisir is ma-
goaaque experimeulam prenles e amigos daquelies
que all comprem senlenea.
O presiejio de|Fernando de Noronha se bem que era
o Ibe.ilro de desesperado e de fume, he hoje a ale-
gra de nossos n m.'ioe naquelle lugar. O mez de
maio era sempre naquelle preildioeonsaaradoa fome.
pessuis que prostsadaa de Iraqueza, eoiiritavaui bal-
sas pira o lm | iiai a lim de escaparen) do tal llagedlo
era nesle mez, que os Sr. do negocio nntontoavam
seus j^ahedaes com os desregrados presos ; porque
erara vendidos os retante de gneros alimenticios ;
boje porm que a eiperiencia de um verdultiromi-
lilar, que s lem por inleresse o detempenbo do ser-
vido publ'co, e digntdidede tua espada, tero feilo re-
tirar semelhaiilesabusos : urna tabella sem caducar,
vai regulando os presos porque devem ser vendidos
os gneros; de sorle qoe alguns artigo se vendem
man baratos qae mesmo na capilal donde sao reyel-
lidos. Aquel e mercado detcouhecido e estril esta
hoje bem bastecido.
NAo foi destituido de fundamento quando dissemot
na nossa parle uoliciadora, que alcan^ou a data
de 30 ilo mez de junho passado, que suppunlism-se
tima colheila como alli nunca houve : com ilTeilo 2
navios carregados e aiuda ha milho para carregar oo-
lro lano. A colheila do feijao romera em fin de
oulubro, nao sel a como a do milho, porm he satis-
factoria.
Muilo lotivamos is benignas ntenr,es do Sr. co-
ronel I.eal, commandanle dsquelle presidio, que dea
I er mi-ar a lodos os hahianle de poderem vender,
e eucher suas rolheitas aquelle quequizessem; nao
se ilespreviiiindo no lodo desle artigo
As reclamae daquelles habdanles.he com elTeilo
digna de urna lito acertada permissao, pois esla gran-
de qoaiilidade de lecumes do mez de dezembro por
dianle, em v rinde de eicessivo calor qoe experimen-
ta aquello solo, esquema e urna qoalidade de mec-
i reduz ludo a p em prejuizo di linlc afadicados ;
o mesmo con nel sondando a quanlidade sofilcienle
para o comomo, permillio a eporlac,ao. O milho
alcancou naquelle lugar de 3 a 19300por alqueire.
Todos os sentenciados e mais pessoas pobres do lu-
gar muilo salisfeilo esl3o, pela maneira por que um
commandanle vai minorando lanas necessidades,
que experimenta o boinein, que pela recomineii.lano
do nosso direilo, que o conduz eo tremendo chaos de
agona, Ihe acompnha>inda o peso de numerosa
familia.
He diflieil passae um preso sobearregado de fami-
lia com 2'j avo de farinha e dous vinlens por dia
que o governo Ihe da, parece que seria arenado o
augnn-iilo de sold de cada um daquelles nfelues ;
umi vez que a elape de um soldido, he alterada em
relarao ao prero ds merca.loria-', seni bom, e quic,a
justo lol augmento.
O servieo publico vai em progresso. O Sr. core-
nel Leal lem boas iulen^Oes, se a lano o goveruo
Ihe ajodar.
Al esta dala orna s fuga n3o lemapparicido.nem
lin.l.ratire dos laes transportes figurados de mulmi-
g. Castigos corporaes nao lem apparecido lambem,
com e\rc| i.ao de um, que por sua malvideza quizera
l-sa-sinar a oulre.
Commandos bonverim, que com igual decir rmen-
lo -e lonlar.iml'i fuga, e casligu corporae, que
qunlidianamciile sedavam, que pareriam com vivos
desejos acabar-ee com aquella infeliz pin le de r.ussos
MI."IOS.
Sublevares, fume, oppressOn, detrimento no ser-
vido publico, apparecerao na nossa mente sempre
que um cummaudo te fume no despolismo da espa-
da, por lano um mililar como o Sr. Leal, que leudo
esludadu o genio de lodos o seus |comiiiaudados
aproveila com patarras o que aproveilar podeiia mil
chihalada.
A cri i rar.-M dos empregados muito lem coadju-
va io para o bom desempeulio de alguns su un pu-
blico!, com a evcepnio de um ou oulro empregadu ;
que se vai af...i,,., ju da esphira de seus deveres, e
at incomm. dando o commando com aquilioque,
ilm de dislusirar sua corpreo, nAo o pudem por
f. rea de seu rgimen por em pralira.
O servido poblico vai progredindo. O invern
lem continuado, euppe-se que emepdai com o
vinJouio, aos 22 diat du mez passado pelas II horas
da no le fui tao copiosa chuva acompanhada de me-
donlies Iroves e relmpagos, que bem pareca pri-
meiras anuas.
O estado sanitario cadi vez he mais asfaclorio.No
dial.-, o correnle entra.am no ejercicio di suas
finicc/ies o Rv.l. capelina Fr. David da Nalividade e
o Dr. Olegario Ce-ar Cabust, encarregado do hu-
pil I.
Movimenlo do hotpilal do 1. de julho a 31 de a-
goilo : ,
Exisliam 11 doenles, enlraram 91, sablram 82
[rompo-, murriu I, exitlem ale iioje 19. Eslequ
morreu he do sexo masculino, seulonriadoade bvdro-
cepbalo.
Por fra do hospilal ningoem lia que lenha mor-
rdo.
Lm pomposo "feslejo nacional leve logar no dia 7
de selembro.
Nao mais.
Fernindo 21 destlerobro de I8.VT.
bro esquenladuum velho atrabiliario e insolente,
mas nunca dei importancia a esles rugidos de l.eSo,
que se Iransfuimam por fim em parados de len-
deiro.
I ni. iilou o Sr. Paulino contra tnim om pleito jn-
dical de Ierras pelo juizo municipal do Rio Formo
so em 1833no qunl lu vencedor, e Imbo estado
mansa e pacificamente fruliido esle lertenos sem
ni-is i.p ut ea.i alciinih ; e ciinslando-me que o Sr.
Paulino pretenda no correnle lino apreaenlar em
ju'zo umi nova aci;o, fui. cidade do Rio l'ormnso
em abril prximo paitado, e alli contlilui por meo
dvogado ao Sr. Dr. Ayrea de Albuquerqae Cama ;
e preparado astim para a novl lula judicial, suce-
dido em cata eipirei ot bole do Sr. Paulino. Se ou-
lro! foisem ot meius qoi euqulzetti por em ceno
para obstar o Sr. Paulino em tuas ideas obraria or
esl forma ?
Se eu fosse inimigo do br. Paulino, como elle
proclama, mandara nunca commeller esse espaura-
uienlo, tendo a convirr,ao de que este felo imme-
diatameute recahiria tobre mim '.' E que molivo iao
irrisnrii. be eslen de Ierra ero que eslmi judicial
meiile iiiaiil>do O fa lo do Si. Paulino quurr
propor-me una nova acc,ao tobre essas mesmas Ier-
ras he cooeequencia de ler elle pleno direilo eobre
ellas, pelo que mmediilamenti ver-mc-li a desa-
propiado do que licilamenle posiuo ?
E como pode aTlrmar o Sr. Paulino ser-lbe fa-
voravel a declsao dos (ribunaes do nosto paiz ".' Teln
l'orveiiiura a ruiisciedcia dos juizei qo nesta nova
aejao bouvessem de julgar enceireda e firme em
sus m.l.s, un-na vonlade '.' Ja vio os miui lilu-
los Nao poder S. S. achar-se em erro !
Independite de ludo islo, concedendo mesmo ao
Sr. Paulino lodo o direilo nessi nova queille, o que
bsoiutiment* Ihe neg, poder islo lervir de mo-
livo qm elle fosse por mim mandado espti-
ca r ?
E liaver anda alguem dotado de espirito cons-
ciencioso e relleclido, qoe acredite qae (re ou
qualro homens rmboscidos pelo nosso malo em lu-
gir ermo e fevorecidoi da noile tmente dsiem em
sua victima urnapancada que apenai balesse-lhe
m nm hombro '.'
lie crivil ser semelbante emboscada para astnsii-
nar ao Sr. Paulino Auguito di Silva Freir?
Nao lera miii icredilivel nesle ticlo do Sr. Pau-
lino ler havido ilgum engao, e simples recooheei-
menio de pessoa .'
Quero o juizo do publico, e etloa convencido qoe
toa dici-ao me ser favoravel.
Detprezo as iiojeutat ideas do Sr. Paulino, expen-
dida! na correspondencia que respondo, porque
comidero-as loda lilhas do excitan eutu das paixOe
e nao proferidas com a Colma precita ao liomem cor-
dato.
Ja v poit o publico o nenhom fundamento em
que se baria o Sr. Paulino, para altribuir-me o seu
etpaucamenlo. se na realidad o hoove.
E o que lie etsa voz geral que elle linio epre-
goa 1 Ella nao he mais nem menos do que o dito do
Sr. Paelino, lilho da sospeila, em qoe elle ti aclis
a este respeilo. Mas quem abrieron essa novem por
Juno t Qaem iflirmou on deu-me s pilernidide
desse faclu ni freguezia de Una, ilm do Sr. Pan-
lino e daquelles que formero seu pequeo cir-
culo !
Afiancn-vo, Sr. redaclore, que a rpiniarJ pu-
blica, a dos bomens sensatos da comarca hmeulam o
e-panramei I iloSl. I'.ii.Iiiio, se be que o houve,
mal niuguein lia que nao i-unbera eilar o Sr. Pau-
lino em erro, sriviurio lalvez de bola em om brin-
queiln de erianc,-s ; ninguem houve, repilo, que
i eusando cordalameule, me atlribuisse lio execran-
do alie nlado.
Continua o Sr. Paulino na deduclo dos motivos
qoe lem paia alliibuir-me o seu espancamento, e
diz, coro todo o dAplanle que Ibe be proprio, que
um delles he os meus seiilimeolot brulaes, os quaes
sao assas condecidos I !
Se a roiiilemuaro de. qoslquer consististe em
S'inpl.s allegafes da parle ofteudida. ninguem por
cerlo s juluaria seguro do venenoso dente da ca-
lumnia, no entretanto detprezo solemnemente o que
em ti lem de injurioso este molivo, porque elle he
patudo do Sr. Paulino.
Ser ponentina ler senlimenlos brulaes quem
conslanlemenle al hoje lem por aqol prestad.., s
pui btiinaiiidade, seus serviros mdicos e mesmo
mtdicninenlfilii s disvalidos desla outras fregue-
sas qoe ll,e bilem a purla, para cujo ieslemunho
zppello '/ \
SerA porvenlurn senlimenlos brulaes, quem na
Irisle quadra do chulera sempre preslou sem remu-
neiacao alguma seus contelboi e medicameulos a
indas.que o procuraram, al mesmo a Tazeudas de
abastados piuprielarios, enlre as quaes te ronlaram
pigsra' qualquer tentativa.....por que repilo de tima subsliiuidu, lento um memhro apresenlado a cotlu-
vez para sempre,que ao Sr. l'aohno nunca offru-I mada propeila, para que se Ihe velassem igradeci-
dimas, que eslou disposlo a aceitar a luva, em
qualquer campo, que m'a offerecer.
l'eca-vo', Srs. redacioret, a publicac.1o deslat li-
nlus, hm cumu dot documentos infn, e da caria
que em resposla diiijo an ir. Paulino.Son teu
constante leilor.
Dr. Candido tinn^alves da Rocha.
Engenlio Sipo, 22 de selembro* de 1837.
lllm. Sr. Paulino Aoguelo da Silva Freiie.Lia
vona carli de 19 de agotlo proiimo paaiado, e um
si mmenlo de ccmpuiio e dtsprezo, inspiros-me
ella : vi o vosso retrato a vosta apologa, ludo por
vi mesmo feilo, e condec ptrfnlun i e a uoe pon-
i a loucura e o axcltimenlo dai paiioct leva ot bo-
mns.
l'rincipitle, Sr. Paulino, fhimtndo-n.e n an-
dante do vuno espancamento sem fundamet lo al-
gara, por iieo considero-vos um l.omini aiiebalado,
qutndo nao lonco ; pelo que vot pud. cu o el.ro-
lan.
Nunei vos oflemli, antes em Irrrrr rarsuisri irr-
ple fui pro ii. (lo, tmenle por cu manea preslar-
vo! i. -i- nviri.. Kidicoi ; e igm beje em da sou
viclim* do vosso denle ctuino. Nurca aimei mSo
homicida coulra liomem algum ; uto porque itmi
om proresso, nao porque em* extrimmenle a vid,
porque para salvar a honra, tirnlium medo leudo de
perde-lat ; mas nicamente pelos principios de edo-
eac,ao, qoe rjcbl, e porque pamente acredito ni sea
doulriui do Evangelho, e tou fildo submi.to di igre-
)a do Crucificido.
N.lo vos lemu, Sr. Paulino, e como bem voi co-
nheeo..,. antes vos voto o roen mais soberino det-
prezo ; e em pigi de vottos insulto! voi nvio om
peruao.Islo vos diz.
Dr. Candido Goncilves da Rocn.
a Copla.lllm. imlgo e Sr. Dr. Cindldo (ionc.il-
ves di Rocha.Acho-me incommodidode am liimr
que me iilno a um lado d nuca, tobre o tembl.
hem na raz do cibello. A principio em form de
nacida ; mae hoje parece-me que esl. com carc-
ter de anlraz. anda que sem svmptomis milignos.
principie! usiado de slgum cmplisloi emeiroi, pira
fuer i suppuranio, mas nao conegulndo nada, e roe
incommodeudo muilo it dtire que lollrli, enlrei
usar de papas de milo de pao com leite, e etta noi-
le illivii com isio ilgoma cousa. Nao sabendo o
Iralamento que devo seu,ui, rogo-lhe o fivor de
iconselhir-me. De V. S. amigo, affectuoso e obri-
gado criado, Piulinu. Sui raa 8 de jnnho de
185o.
o Crpia, lllm. Sr. < .-pillo Francisco do Reg
lluros doiaheira. Sal eisi reo Sipo, 27 de agoslo
de 1837.ilivendo V. S. me dilo no dia de domin-
go 2 do correnle, quando voltea da vie.la qoe fra
fizer ao siibor Paulino Augutle da Silva Freir, qoe
ele tenbor, Ihe diesen vencido ler tido eu o autor do espancamento qae
elle toilrera na noile de !3 de julho p. pateado ; bem
que eslava a"espera do Sr. Dr. delegado, o qaal Ihe
mandara dizer, que elle nao sahiste de casa naquella
hora, poit que nao lardarla a chegar, e que linha
oidens a dar, deisando o mesmo senhor Paulino en-
trever que eram ellas para prender-me, lano mais
issm se coovencendo V. S por ah arlnr-se o ins-
pector Santiago, que j nulava tardanza na chegadi
do mesmo Sr. Dr. drlrgido ; preciso agora rjoe V.
S. lenha a bondade de fezer-m o fav r de declarar,
ItlO ao pe ilcela, ae lie nal e evec o, u que lew
uxpeodido ; permillindo-me fazer uto desla tai res-
paila, como convier-me ; pelo qoe Ihe terei moilo
agradecido. Detejo a V. S. e a toda eicellentisslma
familia, laude e felicidades por ser de V. S. obriga-
dissimo amigo, compadre e criado. Cindldo Con-
nives da Rocha
" lllm. Sr. Dr.Em resposla a caria de V. S., le-
nho a responder, que be verdade me ler dilo o Sr.
Paulino Aoguslo da Silva Freir, que impulava a
ollensa que recedera, a V. S. por ser o nico no lu-
gar com quem linha desamizade, e em can do mes-
mo Sr. Paulino, encontr! O Sr. inspector Sanlie*gu,
e ah pergunlara se era chegado o Sr. Dr. delegado,
pois que Ihe linha mandado duer que mo sahisse de
casa, qoe Ihe linha nrdens a dar a comprir ; e o Sr-
Paulino responden que esperava em sua cata o Sr.
Df. delegado, de porlanlo o qoe presencie! a respei-
lo, e pode V. S. fazer o uto que quizer desla minha
resposla. Sou com eslima de V. S. amigo, venera-
dor e obrigadissimo e criado. Francisco do Rrgo
Barros Coiabetre.
fEslavam reconheriilos e sellados.
menlos pelo mulo poique presidir os discussei di
caraira, foi regetlade, sendo mniivada e declarada
na acia n rejeijao pela grosseria e inconveniencii di
tua liuguagem.
Tendo fallecido o speaker Comwil dorante a let-
sao, em Janeiro de 1789. e havendo sido eleilo par.
oceupar o sen lugar Mr. Grenvllle, susritou te
que4tao, eobre te a eleitao de um speaker no de-
curso da ses-fi> devia ser submeliida ao voto da
eeroi.
O novo presidente inclinon se an tolo contrario
allegando o precedente eslibelecido no lempo da ret
taurifo, t bem astim .. qae tnecedera na poca da
revolofle) em comequencla dltlo llena esta dootri-
na ailinillida como regra, e a elel(lo da Mr. Oren
v i lie. qoe depois Veio a ter lord tirenvllle, nao foi
<\ '.eiita.la ao Mi.
Etle Mr. tirenvllle nao conaervoa l presidencia
por mullo lempo ; no mea de jantio do mesmo inne
"89, foi nomeidu secretario de eilido, e loblli-
d t soj itir horrildemenie a real vontade e ao
aprazimefilo de Sua Mageslidr.
'.Le Sord).
{Jornal Commtrcio de Lisboa.)
O PLAGIARIO^
O que de o plagiilo Qual da acceptlo rigoro-
sa di pilivn '.' ritgiilo querera' dizer copia fiel de
ideas, e mesmo de palavras, qae perleucem i oulro'.'
Qereri' direr obra feila a cusa de virioi Irechos -
[.aullados aqui e lili, e reunidos depoii, formando
um lodo 1 Querira' dizer o aproveilimento de ama
idea que, fundida, lira redolida a umi nov forma '.'
Seja o que fr, o plagiilo, eiitliodo leriipre, hoje
he quaii urna monominii ; hoje porem, miii do
"unc aniigsmeiiie en raro plagiar ic eom a dei-
lacei com que acloalmeole te fiz ; poucoi enro
os que appareclim, qoerendo brilhir a lombn di
?.m Jl' T ',0je P",C0 S0 rim ser louvadoi de ricochele.
>ein uto admira
bata
ntigamente, qutndo te com-
( -o Por M,-ArdTh..on.Varto sido" Tam-b-.m-n'n:...... ""^^X^C^VA.
crrenle a presi lela, uln cerlo sir Utlberl Klliol, tria, qtttrid. te f|81 ', sa,n,jos" HlrV. do
que li-via quatro ou cinco onnos, era prelcudente qoe a Minerva, quando a graodei uise erim de
aquelle lagar, e mpr mal succedido. cidit miit pel lorca do qu pele inlellifiehcla os
.7... ".f -e.P.?c vcncimenlo do ipeaker fora in- qoe appareciam, a qoirer Immorlaliur teu nme
s
tyublUatfo aj?c)it)0.
encio.
Sm. redartnret.Om pasmo |li a coiretponden-
ia do Sr. Paulino Augusto da Silva Freir, insera
a|rpsn-Hn pe roes ae flnloniu da Cunha
Soares Guimaraes, Cirloi Frederico da Silva Pinto
Franciicn de Am! Brilo, Francisco Connives (iui-
ma.aes, Francisco Jos Fernandas Pires. Jo- Ailo
'sis homens, que teja
e
noten conceiluado jornal de ti do crtenle,
qual, desfazendo-te elle em convicios, enlendeu que
nevia vomitar sobre mim essa alluvio de iniallot
i ropriot de um ettonleado ou furioso, do que de
liomem que se preza haver recebido acruiada idu-
ca^io.
Fiz protesto de responder no Sr. Paulino, e Tre-
lo sollrer es consequrncias desea sua Intenta, dese-
nliando eem verdfdeiros caracleres esse liomem que
lano baraleia a reputa, io alhel, pensando assim
s- bresalir de orblla obscura, em que por aqui ve-
eea : alguns amigos meus. poim, envidaram lu-
do pura que nlo aceilasse a luva de um inimigo des-
leal e Iraicoeiro, qne dolado de um genio atrabilia-
rio ataca va u.e, i espejando eonvkica pnprios de
qualquer morador de immundas p. ssilgas, do que
do liomem tejBlale e lino, que vive em oeiedade
com extrema dor, aparlo-me porm desle parecer
demeus amigo, e ei'-rne em lula com o Sr. Pau-
lino que lio Injusto e grotselramente |irovocua-me,
he bem justa ile.efc, he forca que cu procure pulve-
riear lodo esse aranzel degradante, adrando na en-
rugada cara do seu aolora negra infamiaque iao
cobardemenle quiz lanr,ar-nos.
Sem mais prembulo, ouvi-me.
Di leilura rieiso infame aranzel Inserto no ten
conceiluado jornal de II do correnle, ve-s pt j.
qoe o Sr. Paulino altribne-me o espsucamenlo que
diz sofirera, e qae o seu primeiro fundamento de
semelbante convierto ou ali.is i iua rarao de esla- '
.!. para assim snppor-me capaz de representar lao
hediondo papel, be er eo seu nico inimicn, e ter
sido e mim dada a palomillada do faci em loda
comarca, immedialBmenle que elle leve lugar, dan
do o Sr. Paolino como fundamento da mina inlmi-
tadeum pleito de Ierras que exislio enlre nos, e
a pretendida re*oluc,,1o em que elle te arhava de
propor-me urna acc.ao do reivindicacao deilas mes-
mis Ierra, ten.I., ante de ludo desrriplo elle tuc-
cinlamenle a historia do teu celebrrimo eipanca- I
menlo !! !
He de laslimar qae o Sr. Paulino timbera nao
descrevesae com elaien i eelleeaete e o veiiuario
- dot Ires ou qualro peisonrgtns den imbosrada.
le COTO um cumpa,.., "arenen borae, llall.bona, trago I,a ou farca, paia que ludo folT,ei,do rigorosa
u rriinitioso f.i pino em lligraule e vai ser rrares-
ado.
BEFABTigAO DA POLICA
Orcurrenci.ii do dia 5 de selembro.
Foram presos: a ordem do lllm. Sr. Dr. chefe de
phr a Ir.ncisco de Paul, Lima, para reerma el .
subdelegada do Recito o prelo escravo Paul por
andar fgido ; pela eubdelegacia de Santo Anlonio
Amaro Jos de Sinl'Anna, por relimemos, o pardo
Lm/ Percira de Franca e os pnlos escravos Francis
co e Mmoel, esles para correnlo p aqulla por em-
briaguez e deiordrm ; pe da Boa Vala Belmira
Mirlanna. para averigoacei pollcuei e a prela es-
crava Sevenna por andar fueida ; e pela du Poco da
Panella o prelo eteravo Marcolino, a' rcqubiro de
eu senhor.
Em ifiicio de-> do correnle. refere o delegado do
leimo de Olindi, que no dia 21, no lugar de Mara
Simplicia, Sileriano de Souza Leal fesiri gmemen-
O delegado do lermo de Coianna em ofTIclo de 21
do creme, refere qoe Tuiam pre.o, por aquelli
B-rnarde Main da Concelcflo, pr ler Te-
mente S. Exc. no lem preceden.es que o de,lu,- | nd. a Jote Amomo de Soaza ; e pela .ubJelegacia
os dous engenhos desla fregoeiia de Una, perlen-
centes ao Sr. Jos Anlonio Pereira de Brilo, amigo
do Sr. Paulino, para cujo Ieslemunho lambem im-
peli ?
Sera' porvenlura ler senlimenlos brulin aquelle
que por algumas vexes foi a chamado do Sr. Paulino
medicar sm firnllll... i que elle proprio, *m ol
limo lugar, levanlou do leilo dedore, tem remone-
rai.-ao alguma '! (Uoctimenle n. 1.)
lera'senlimenlos brulaes aquelle que na ultima
eleicaude cleiloret llovida na Tregoezla de Cna, Toi
opnprio a fazer paliar, ou a propugnar por um
cuuvtnio (repellidu pelas inlluenciai e maioiia da
freguezia) afim de que o Sr. Paolinn nhitste feilo
eleilor ; como bem sabe o Sr. Dr. Theodoro, parn
cujo leiiemonho appello ?
Sera' ter tenlimeulos brulaes, o homem que lem
al boje procurado viver honestamente, e com la-
borioso Irabalhn miando s na educaba.i de sua a-
milia, sem incommodar a seus visinhos, nem lio
pouco lornar-se verdadeiro parsita que lio lmen-
le tui|enla-se com o surco de oulias plantas ?
F.mlim, he o Sr. l'aulinu quem me qnalifica de
ler senlimenlos brulaes, e he quanlo basla par.
juslilicabilidade do conlrario ; uu enlretaiilo o pu
blico sensato leia a minha correspondencia insera
no Diario n. 19K de 31 de agosto passado, bem as-
elm a do Sr. Paulino publicada! no Diario n. i>0~
de II do .'arenle, e decida qual di nos demouilrou
ler senlimenlos brutees '.'
Eitou convencido, que este juizo nao poden' ser
favoravel eo Sr. Paulino a visla desse seo immundo
papil ; por que ninguem havera', qoe n.1o con Inca
ter o Sr. Paulino excedido as ralas da civllidade, ala-
cando torpemente a aquelle a qncm e-colben para
alvo de seus i ancores; ninguem llavera', repilo, que
nao veja em lodo esse arranzel nojeulo o verdadeiro
relalo do Sr. Panino, feilo por elle proprio,a
imprlnosidade de sea genioa sede de vinganea de
que esta' irfaudo, por nao poder a forca lomar terre-
nos do meu eiigeiiho, finalmeule a profutao de ter-
mos comezuihos na rilhorin dos lupanares, mals
proprios de qualquer inslenle e malcriado, do que
do homem, que proclama ler nobleza dos ivoen-
gos, cujo limbre foi i lionn !
ChegOu o Sr. Paulino M ponto do sendetidera-
lum,islo be i publicaran di caria, qoe eu Ihe di-
rigi, quando soobe, que elle diva-me a palernidade
da i ilm que diz, receben.
Sre. redacturet, achava-mc tranquillo em can,
quando apparecen-me o Sr. capillo Fiancisco do'
Reg Barro Coiabeia, e narrou-me o Tacto do ea-
pancHtiiento do Sr. Paulino, e di Taita tuppoic;Iu,
em que elle ae chiva de er eu delle o mandante ;
expemleu-me diversas considerarles esse respeilo,
bem como que se eiperava pelo delegado de roliriaj
o Sr. Dr. Theodoro, imigo intimo do Sr. Paulino ;
pelo que concluimos ser cercado o meu engendo, e
en iicolliido a orna prisas documento n. 2.
Esla ci.nviccan que fra corroborada por meus
moradnre, e alguns amigos que vieram, nbendn do
orcorrido, lomir parle nos snllriiuenlos, qoe lio in-
justamente se me preparavam, produzio o alarme em
minha casa, vi minha cara consone, que achava-se
duenle, cabida sem sentidos, e mess filhiuhns em
ptunlo, ludo islo periurl ou-me a rAAo, julgaei por
mementos que o Sr. Paulino, fosse ti. m.tn dolado
de tenlimeulos anle-brolaes, como lano pavonea-te
e tive a traque/, cmfesso-vos de esetever i carta
em queoSr. Paulino acaslella-se.
Fui fraco, lil era a dor, que eniao me repaesava a
alma, laes eram entao o padeclmenlos qoe soflria,__
proleslei ao Sr. Paulino, peranle o co e a Ierra, qoe
eilava innocente,e que nlo flagellae rumba fami-
lia : eis o que fiz.
Suppunha, que o Sr. Paulino, fosse homem ; en-
canei-me, por que, se elle o he, nao esla' anda do-
mesticado.
Emendes o Sr. Paulino, que poda euspir-me na
face, publicando a referida caria ; e lodo acho e u-
fano a eomiderar ct mu uina victoria : ella poderj'
ser quallficada, como produelo de fraqurza, como
humille, emllni como foi realmente, um acto de de-
sespero, porem nunca como prova de criminali-
dade.
Remelli a cirla io Sr. Paulino, esperando, qae
elli se convnceme de que me aecusava ii.jnslan.en-
le ; no enl.et. ni., elle a seinell.snca du algor, sar-
rio-se, e e-e.-rnecru de sua vctima '.'.'.
E bem conhecenrin eniao elle o meu celado de de-
sespero, por qoe nanea loffri linio, quera que eu
Ihe eseteves-e orna oulra carta concebida noi lermo
da noli por elle publicada. Quera ainda zomhar de
mim 111
E como redmenle me deihonraria em assenlir a
tilo ollensiva exigencia de quem su procun o avilla-
menlo de seot S'melbanles, ainda que cusle-lhes sa-
crificios, cujas miseravei intenn.es ehiao forem por
mim conheeidis, o msiseoberin desprezo Ihe coviei
em esposla a semelhanle requisir_,lo.
El* o que fiz, avahe quem quizer o men proced-
ment ; lela esla uola, que este inimigo desleal me
envin, linha eido victima do carcter prfido delfe
e diga com a mo na consclencia. se deva annuir a
esla louca, scnSo estpida prelenc-ao do Sr. Pau-
lino.
Eslou sendo processado por este fado, que nao
praliquei, que nao sanrcionei, qoe nao concorri, e
que neo. pela peneamento nunca patsou-mr ; e se
bem que o Sr. Paulino diz ignorar ludo iilo, coro
ludo es-a 101 ignorancia he ficticia, por quanlo at
le-leinuiib s lon.n. pela maiur parle moradores do
seu engenhn Jundia de Cima e se lile directamente
nao lendo coiicorrido como diz, para esie proresso,
pelo menes parece fra de dovida, que inditecla-
roenle assim o lem feilo por meio de seus capan-
gas.
Cunto, Sr?. redactores, 89 innos de idade, nunca
dtsrespeilei, nem ofleudi a pessoa alguma, nem fui
intull-do por pessoa alguma, alm de um velho ca-
duco e avarenlo con o o Sr. Paulino.
A minha vinganea para cem o Sr. Panlino be de-
volver-lhe todas eitas injurias proprias do seu carc-
ter laes quaes me envin ; porqoe esla he a mi.g-li-
ra do homem henate ; atstm pois receba elle o meu
toherano desprezo,ronvencendo-te porem que lempre
0 icompinharei pssio a patio, pira que nunca se
ACRSTICO,
-oven, linda, meiga e pura,
C primor da cre.-e.ii.
uie humana creatora,
w deosa na perl'eir.i i,
"raz i Venas grande Inveja,
>qui sea nome se veja.
CHARADA.
Sempre eslao junio a Marta,'J t.
A mi tempre junto esla',I i.
He prtenlo de belleza,
Mimosa, gentil sinba'.
A. F. T. Loureiro.
Os presidentes (speaker) da cmara
dos communs da Inglaterra.
A instituir i doi presidenle da cmara dos com-
muns nao he contempornea da itulitinciln do par-
lamento, remonta, porm, ao anno de 1377, primei-
ro do teinado de Ricardo II.
Foi entan que pela primeira vez a cmara cero-
idea um dos seus merobios para en ender na minu-
lencilo Ca ordem, na observancia da Tormulas par-
lamentases e para ser orglo do parlamento, e foi
daqui que Ibe veio o titulo de speaker (orador).
O primeiro speaker foi Pedro de li Mare, mem-
bro da opposiflo, que fra mellrdo n'uma mnmor-
ra, no lempo de Ricardo II, por causa da desenvol-
tura das tuas criticas da corle.
Ptai poeis des Tudori e Sloarlt, os speaken. coja
n- ineain.i foi sempre submeliida a snenlo real,
crim criaturas da corle. Eram ol.i igadoi i compa-
recer na presenta do monarrha em prazot determi-
nados, aflm di rereherem ai son mensagens, e, em
eato de necessidade, auas orden.
Eslis t r.Iins eram mulls ve/es ai duraras, assim
e que reinando Carlos I, o speaker inlerrompeu sir
John Elliol, dlzendo-lhe, com os odos arrazadoi em
lagrima', qae o rei llie ordenara de nao consentir
que se fallisse conlra os minitlroi.
Ni me mora ve I seis; o de 2 de marfo de Ite'.i,
qumdo o mesmo lir John EIMot apresenloo a sua
proposti qoe linha por objerlo proteilar conlra os
analvse, a verdade hrilhasse allim com ledo seu es-
plendor.
Nanea fui inimigo do Sr. Paulino, porqoe a ni-
mlzade deve er grate, nSo mal btreleadl com a-
quelles que n,1o 4ao dignoi eenSo de un. solemne leml.ro de querer s bre mim atse'nlar a bite lie seu
detprezo julguei sempte o Sr. Piulinoum tete- I miginario poder ; porque se aitim pretender caro
feriur a I3:500,I1UU anuuie, a rimira julgou mei-
qumha esla qoinlia, e em 1790 eltvou-se a 37 con-
lui de ren.
Antei disto o ipeaker podiam ireomolir oolros
cargos pblicos ; assim he que sir Spemer Compton,
que depon foi lord Wilminglon e presidio ot com-
mun no lempo de Jorge I, exercia tambem o cargo
di theiouretro do exercito. Mr. Ooslow en IhetoU-
reiro di manuba.
Etle olluno mesmo, demil(io-se, por ocnsiao de
umi quinao ministerial, que o sea voto decidi
livor do gabmile, Inven.lo nm membro qoe Ihe
laneou em rosto qae eslava iisalariide pelo governo.
Sir John Trevor, de nfimo memorii, eiercii nm
cargo imprtanle, e, cousa mullo pira eilranhir,
coi.servou-o anda por moitos innos, depois debitar
nao expulso di camiri dos Communs por eonceteio-
nano e venal.
Se Mr Fletther Nerton se tornen nelavel peloa
seus modos grosieiros, Mr. Addinglon foi singular
pelas quilidades oppnslas. A sus extremada corle/ia
e o seu carcter brindo ti.-ar.im como urna indicio
sai memorias di cmara, a qual presidio al 18UI,
islo he, llrame doze anuos. Era elle lambem mui
rigoroso no Irage ofliciil, o qoe hoje pirecce ter
mu pequea importancia. Mr. Addinglon i)8o era
capiz de se ipreseulir ui cmara sem a sua grande
e alia cabelleira cuidadosamente empoada e annel-
lad, ehegando-llie os anneit al a cintera.
Qumdo Mr. Addinglon patsou de ipeaker para
primeiro lord do ihetouro, succedeu-lhe lir John
Muf.ird. que depois foi lord Redesdale, e qoe em
breve foi substituido por Mr- Abbot, nomeado de-
pois lord Coleherler, lendo ocupado a presidencia
da cmara pelo etpie,o de 15 anuos.
Mr. b.Vbul, antes da sua eleieno, ja goeavl de
mnitos crediloi ni cmara, pelos seus laboriosos
esludos jurdicos icerca das amigas leii ebsoletit.
Era om homem de pequea estatura, de mmelrn e
lnguigem prrlenrios.es,rgido observador das formu-
las e doi re*uliuienlos parlamentares.deicmpn bando
ii fuin enes do teu lagar cum labia gravidade qoe ai
veres locava no riilirnln, enlrelendn-e rom fuMi-
d,,ll's.
He pralica eslsbelecida qoe os membros da cma-
ra qoe lem de apresenlar urna proposla ou enviar
algura documento para a mesa, se dirijam a barra,
porem esta em uto timnlarem que cumprem esle
arligo do regulimenlo, Tirando a meio eaminho.
Nao se conformava com islo Mr. Al.bot, quludo se
nao compria esle formalidade rigorosamente, reen-
saya acceitar, ou mandi-to inserir na acta qualquer
documento, acompai,liando a sua negativa de relle-
ei um pouco acerbas, que hoje nflo se tolerariim.
Nessa poca houve discotiOei solemnes e acalo-
radas, que muitas vezes ee lomaram lomullaoeas,
sendo baldados os esfi.rc.os de Mr, Abbot para te fa-
zer respeilar. Em diversa occasu.es leve de tahir
da catbira, o o por sua vonlade, ou por propotla dos
membros a quem nflo igradavim ai suas minelni
ceremoniososas, Iralando-se por exemplo, de inque-
rilo sobre o procedimento do duque de Vmk : da
aecusacau de lor Melvllle, da prisflo de Sir l-'ran-
cii.Bardeli, eido ioqueiilo acerca da deaslrosa expe-
tli^o de Walcheren. N'uma occatiao em que quiz
dar por diteulida rerli materia, a lim de obstar a nm
voto de censura conlra cerlo minislro, om roemhio
apresenloo oulro voto de censura conlra elle, e es-
leve quasi a ter volado.
Asiim he que, lalvez, pin recnquitar i sai
pnpuliridade abalada, desislindo ee da aceusa;3o de
Melville, na quetlflo chamada do Dcimo Relilo-
no, arbaii.lo-se empalado o volni, sendo 216 e
favor e 210 conln Abbot f z pender a balanza pan
o lado da opposieo, declirando-ee conlra o minis-
letio.
Os prisidentei tomivtm entao parle moli activa
nai discussoes polilicii, o que nflo era cnmpilivel
com as exigencias da mai ilricta imparcialidade.que
te considera indiipemivel no presidente pirlainen-
Isr. Mr. Abbot era aingulir nesle ponlu. Fallava
muila ve/es e por batanle lempo. E islo deu lu-
gar e um vol de eentnra, qoe cunln elle propoz,
sm 1-il.ierd Morpelh, por caosa de um discurio
pn.i.iniciado por elle, na presenra do principe re-
gente conlra os calbolieos. Neste* discurso, Mr. Ab-
nol havia dllu ao regente : o Adherludo ae leis,
que ronsliliiram o ilin.no, o guverno e o pirlamen-
lo como insiilui.e eesencii'roenle protest.,i.i.s,
au podiamos consentir que horoens, o quaes reeo-
nhecem jurlsdicrflo eitrangeira, podessem adminis-
trar es poderes e as jurisdiccoes desle reino, o
A c.-uar i declirou que esto discurso fon a mallo
reprcln li-ieel.
lliva entao oa cmara, um depulado original,
por nome Jaek Fullee, qae te rompnzia nei miit
eslravagantei excenlricldades, especialmente quando
te apreseniava na remiradepoiide jinlar. En om
eipeeie de giganle.de voz slenlorli, de maneiras bru-
laes, e usando dx lovucOes maii iiisolet.lt s. Quando
ta iirilava, eram infruclifrm lodos es esforcos de
Mr. Abbol, que mala ee allligia. por ser seo imigo,
para o Iran a ordem. Fuller cliamavi-lhr, a o vc-
lliinlio di cibeleiri branca, i> dizia-lhe que zombavl
delle e di cmara, e icompanhiva os seui diseonoi
de orna serie de pragas, qae f./.iam Iremer o
lichjgriphot. Cirio dia em qne concluir om dia
curso exrlimindn : o Que o diibo leve aquelle- que
nao amim i Inglaleira >< Mr. Abbol quiz cha-
ma-lu ordem, porem F'uller relrucou-lhe : o Ora
deixe-ee diste, olhe que a diz melhores, quando er*
la com e sua pinge I... o
Fuller por o remato aoi seus escndalos pirla-
mentaret, ni tessao de '/J de fevereiro de 1810. A
cimera disenta se devia enviir-ie umi eipedic,au
io Escilda. Fuller ipparecea ni man completo-
mente embriagado, e tubindo a meu di presidencia
!!?...!!!!?.?' l."!"*.?! ^-de-b?llDC!,.' ,l8Del,r,ido deiton por lem a caajair., e lubm.lo a cima da mesa
coniecou fallar mui descorn, i.slamente, ftzendo
eem previa atiloii-,.._ao do parlamento, o speaker,
sempre em vrlode dai ordens do re>, recosoo por a
colacao a propost. U.ioOl resollou um grande tu-
multo.
0 speaker quiz levan lar sess,1o, mas Toi ubrigi-
do a forja a conseivir-ie na CadeilM di presidencia,
e no entri tanto um membro da clroma poz a pro-
posta il veanlo e foi a| prvida por : rcI,,ri..n,,1. .
Na memoria para a reperaeao dei aggravoi, em
16-10, um doi primer >s pedidos versava sobre a
aliolirio desse direilu di aulomlaie do soberano so-
bre o speaker.
No remido de <'.arlos II, pela primeira vez, se dis-
cuti o direilo do voto do rei na eleitao do speiker
era nm direilo potilivo, ou apem.s, u mi foimalidade
de cotlezia.
Qi.ando se abri o parlamento em 1679, o rei
quena fosse nomeado sir Thomas Mtree ; lendo,
porm, a cmara elcilu o sen enligo speaker, Mr.
Sevrnour, o rei nao qoiz oonfimar b eleijso.
Oa commnns pn tender a n prescindir dessa fo.ma-
lidatle, o que originoa nm conlliclo, que aeabou por
um accordo muluo.
O d"us candidatos foram pollos de parle, a c-
mara elegea, e o rei confirmoa um juriscontullo de
nome Cregory.
Desde eolio, diz Hume, ficou asserlado que a no-
mcaeao do speaker peilence a cunara dos commum,
mis que o rei pode regeit.ir os raudi latos que Ihe
desagradarem.
Drpois da tevnliican es ipetkers quizeram acabar
com o jugo que os sugeilava a dependencia real ;
parece, porm, que pasearan? de um ii oulro extre-
mo, se acreditarmoe o que diz Swill, o qual, Mian-
do de llarlev, cunde Oxford qoe fei speaker de lies
parlamentos succetsivus, diz que foi esle o primeiio
que ousou desprezar as (radiques de respeilu para
com o principe.
Enlre es pet-uir-gens dislinclos pelos seus talen-
tos e inlene/a de canicie-, qoe liverem assmlo no
sacro de la da cmara dot roinmuiis, a historia
menciona om, cujo nome anda ocompanhado de api-
Ihetus mals eTfronloscs.
He elle sir John Trevor, o qual, no reinada de
Guilhermelll%1695, foi julgado reo de ii.bouio e
convencido de hiver recebido mil guineos por ler
posto .1 votarlo certa proposta e l la Pello ippruvar.
A cmara volou a sua aecusaejo e ohriguu-o pro-
por a sua piempla ei( ulsan e exaoloracao, as quae-
foram unanimemenle volada.
Esla poca de geral ci.rrupc.ao, e te dermos cr-
dito ao historiador Jonhtou, os prnprio minitlros
da coroa nao foram della isenlos, pois que o chan-
ccller do Eirhequler minitlro da fa/.enda foi ex-
pulso da cmara dos comrtun e melthlu na torre de
I.on.lies, por um crime dessa nalureza.
Mr. Arlhnr Ooilov foi um tpeiker di grande
lomeada not reinados dos dos piimeiro Jorges:
el_eito dorante cinco parlamentos succossivo, deste nidade de presidente, porque meu pai
I77 al 1761, s largou aquelle lugar, quebranta- xando-me com um rmao roai novo, vivendoa cusi
do pelos annos e pelas enfermididei. | de um parco rendimenlo. Quando cheguei a idade
Todos o sem cotilemporraneos s3o unnimes em em qae poda ganhar a minha vida, segui advoea-
preetar homenagem ao seu grande saber, a sua vi- ca, e casci com urna mulher ,le quem live moitos
gotosa eloquencie e a inleirea do seu canter. filho, ruja cri,saue edocar-ao me cuslanm muilo
1 orcm urna circumstancia singular huuve neile caras, apizar da minha indu-lria e da minha acli-
homem que eiercia o mnii illo cirgo do reino ; vidade. Nao Tiram nean minhi puroa, nem o meu
compiaria-se na companhia da genle da mais nfima csracler, que dirigirem a eseolln da rimira ; para a
condlcflo, e, como prior, passava na tabernas mais pretidencia he mlsleromhomem de elevada etlatnra
disconceiloidas o lempo que Ihe solinvi
funceet publicas.
Oulro ipeaker hislinle repulajo foi sir Pelcher
gestos diipmlidos, i lollindo is prign miit groi-
seiras e villas. He fcil de comprehender a confuan
que esle escndalo origlnou. Os continuos da c-
mara receberam ordem para porim fon da aala o
perturbada, muelle .iflo en homem que 'anmenle
le domaiee ; Iravou-se urna lula eo soco enlre elle
e os continuos ; foi necessario que interviesiem to-
dos os empregados da cmara, que alin.l o mmiela-
ram e o poieiam fora da lila. Pirecil um louro
lurioso, diz Wilfnrce. Conduzdu a torre mj Lon-
dres, Fuller no dia n.guinle ippareceu a' barr,
pedir perdSo a cimera. D mi' vontide cumprio
este dever, e nao lornou a comparecer nat sessOes.
Mr. Abbol largou a pre-i n a em 1817, e Toi
substituido pur Mr. Challes Manuers Sollon, qoe de-
pois fot visconde di Caolerbury. Esle he conside-
rado o mait perfeilo tvpo do tpeaker. Pode-se dizer
que poisuia o dole phjsicos emonee proprios de-te
cargo. Era homem de elevada e bem proporcionada
eslalura, de respeilavel porte, dolido de voz elira e
lunera, e sabendo fazer reipeilar na tua pesara,
i, ni.. na cmara como fon dille, o communs de
quem era o representante.
A sua presidencia durou 18 annos, e acaboa* pela
i p -.,.1 .la i..rte da cmara, qoe Ihe lincoa em
re.i- em 1835, por occiiiflo de sabir io poder Sir
Robeit Pell, haver conlribuido ellicazmenle |>are
derribar o ministeiio Melbourne. Mr. Sullon no
nube defender sede-la accusa.do, Mr. Abercrombv
fui necupar u teu lugar.
Mr. Abercrombv paiten a vida aspinr a preei-
dencii des communs, quando potem realituu o eees
desejos, cunheceu-se que nflo possuia neiihum dos
predicaCut indispcnsiveis para esse cargo ; elle pro-
prio o rec. nbeci u, e demillio-se em maio de 1839,
lendo-o exercido durante qualro annos. O minislro
arommodou-o na cmara alia com o litlo de lord
Dunferline.
Mr. Charles Shaw l.efevre, agn lord Everilev,
fci quem o lubililuio, e te coniervoo ni pretidencii
al este- ullimci lempos. Orno Lord Canleiborv foi
o modelo dos tpeakeie e as demonlrac/ies de vm-
pathia que receben quandu le demudo voluntaria-
mente, silo uro ieslemunho du reipeilo que Ihe vo-
lavam loJoi ol parlidrs.
Agora inlroduziram-ie nolaveit allerarOrs na for-
mula do dtscorio que o speaker eleilo dirige io so-
herane, para qoe e>le confirme a sua eleirflo. Al ao
lenip de Mr. Abbot, o tpetkrr informando o mo-
narrha de qae fon eleito, declirivi-se compleli-
menle incapiz e indigno, e snpplieavi-lha que se
dignasse mandar proceder a nova ele -rao.
Temos um mndelo destes discursos, no que o
speaker ^elverlon pronunei u na pre-enra da rainha
Isabel, pedindo-lhea conlirm-tao : i A minha for-
tune, disie elle, ato esla' em harmona com a dig-
pela .cenen, eram em muito menor eomero do que
hoje; e por lano, o plagale tornavi-ie mais-dlfticil
por me, eem mol o irabilhe, se la flescobnr e or*
glml copudo, ou Imitado.
Hoje porem, qoe a poltica e qaeilStt de toda o
ordem se decidera mais pelo lilenlo em accao do que
pela forja das armas ; hoje, que o tribalho de lodoi
l procura ilcinc.ir om nome mi lellree ; !..., .
a toclidide i prucuri illuitnr-ee pela inlelligenel;
hoje, que a lendeneii de loda ai clatset be Ir beber
nos liVroi scieutilicos doalriuai qae ai bao de por io
nivel .ios que H eterevem ; hoje, qae a diplomacia
dot res procura mait conservir o que lem du que il-
t-iinrar conquistas novis, e que pottanto o eocego in-
terno de cada reino be ao qoe aspira lodo bom go-
verno, procurando crear asi icol lubdlteo egoitn pe-
lat tcieneiat e pelai irle! ; hoje pois, qoe todos que-
rem eierevir, nlo admira qae o plagalo appateca
em malor gra'o; nflo admira qae ai ia* e pila-
vrai, que hoje lemoi aqnl, araenhle ai vernoe encon-
trar acoli' ; ma- nem por isso delxa o plagate de
ser urna ncjao vergoohosa. e qae ribelia Kilo quem
a pralica.
H6a ettrelaolo, ipetar de na comeen desle eietip-
te admitrmos minias denniciles da pilsvra pa-
giiie hoje ni Ihe damei um sentido, nico, a
nosso ver, que Ihe pode dar : he o roobo de
orna idea complete, oa e copla da plame qne per-
leucem a individuo diverso daqoelle qoe etetete : '
e ne nos justificamos.
A eiviiitaeao lem eamfnhado a pistos lio largos
ale poca actoil, a seieneii lem-ie per tal modo
apetreifoido, e campo dai deeeobertli lem ildo Iflo
explorado, o espirito humano lem por tal forme ven-
cido todo, a enev clopedia emllm dos conheclmenlos
do liomem isla' di lil maneire apirfeie,<>ada. que
hoje be dilTiiilimo crear-ie ; hoje o hemim procura
limar e nflo rundir ; n ideas hecdidas de oulroi he
que fundamentam novo principios ; o edificio da
-cienciai ncluaes lem o mu alicerce on anligai dei-
coberlai ; os modernos perfeieoam os anligns ; se-
sir Cale eperreiroa Tilo Liri ., Diodaro e Ennno :
Alixanri'e llerenlann apeifeif,,* pr. K-mr lo de
linio e Cacled ; Almamlre li .mas lili.o, aperfeicoa
o abbide Prevott; Liplaee e Blet ipetleiroam Nen-
lon ; e miniares de exemplo qai podamos produ-
lir, daqol ie v, porlanlo, qae Ideal novas sao nrhi-
limas hoje daqui ae vi qae qaem hoje etereve, ain-
da menno que nflo qneira, ha de imitar ; e imlli
mesmo sem ler iberio dianle de si o llvro qae Imi-
to, sem se lembrar al qae aqeilio que la' eiere-
vendo nSo he original.
Qual he o homem, qae lendo ama tal on qoil
inslruc^flo, que bavendo Tuodamenlido o rea l-
ber sobre moitos livroi, que linbi urna maior uu
menor copia de ideas alheiii, a bbJM epiuioei lc-
iihim ja tido defendidas por oalrot, perguntemns :
qoil lie o homem que, eem eslai quilidades, no mo-
mento era que etereve, te lembre de ludo que lem
lido para alli nie por eoaia alguma qae nlo tej
toa .'
Qu.il he o homem q-e, lendo aquelle conhecl-
menlos necessarios a lodoi, nlo deixe, sera o ten-
lir, escapar principio!que olo sao iem i que, eom-
ludo, elle defende como leo ?
Ve-ie ponilo qae o plagalo, como imila{ie, he
tolerado hoje, nem pndi deixir o eer ; a eipi-
rito humano pareceji ettir cmsado de criar oovie
cooiit.
O que nt poiem condemnimoi, pira quem nos
queriimos que hooveiso am castigo exemplar, he
para o plagiario qae roaba tem du e sem vergonbi ;
: ata o plagiario que, agradando-lhe ame obra, Ihe
moda o titulo, e pondo o seu uome na primeiri fo- .
Iba, dizEtle livro he mea.
Abutre Iliterario faz a meim figura, qae o lidrio
que vai estrada e se veste com o foto, e gula o
dinheiro daquelle que roobou ; eom e matar pre-
senea de espirito manda annoociir como mi a obra
qoe rooboa ; se o legitimo lulor ippareee e querer
recuperar a toa gloria, o plagiario grita-Iba que
dous homem podem ler a metma idea, e eiprimi-la
|.elas mesillas palivrai, com fez am certe qae se
inliluloa o autor de Orna historia d'Allemanha, mas
qae nflo en miii que a copla da historia de Carlot -
XII ;se alguem apparece a dizer-lhe que aquillo
nao he sea, ea provar-lh'o, defende-se, aliandoao
que o desmascaroa dilo o miii grouein.s, o epi-
Ihelo os mais infimanle te hoje lem de renanriar
a urna gloria qoe nao he toa, amaoluli apparece,
como a ave da fbula, Cubarlo de noval penntt ; te
porm anda nSo vinga a saa Impostora, lerva-H de
novo mel.
Kecothe desle e daqoelle livro, e de centonares .
delle vatios Irecho, que dlzem reipeilo a malcra.
que quer Iralar e depoii de riuoir lado eiclima
armoah vai a minha obra ; a eonorio de que
eecreveo urna gnnde causa,e penoadido que aquillo
he o non pos ultra da habilidade. pasela vii-
doio pela obra que ipreteoloa ; pergaali a lodoi a
opimfio eobre o tea litro : manda iununcii-l *m
lodos os joroirs ; pede a loda a genle qae o leia to-
ce Ihe elle mesmo pomposo! elogioi; p'ga graodei
somrras qaem Ihe f>< honrosas criticas qa, lodoi.
pose .ti ler; he dugracada loda a pessoa qae com
eMe pitseia, porqoe deve contar com immensa pre-
leccao tobre i obra publicada ; as itiemblene uoi
ihealroi quer que seja a conversa de lodoi ; asame
are de granle Hlenlo, ja nflo qoer espirar nat an-
tecmaras doi minislroi, nem noi gabinetes dus
grandei ; que. qoe loda II portal se Ibe afjrara ;
Irava conhecimenlo com lodos os litteritot, e exige
qoe o lenham em grande considerarlo ; foge com
Indo, dille meimo defender o leo livro, perqoe silo
se lembr, nem do qae escriviu, nem do que hi de
prodezlr. para se defender ; acompanha o sempre*
papel e lipis, e apopla todos os grandei pilivrei
qae oove, pin oe aproveilar, e eocaixr-r na pri-
meiri eoon qne tornar a eieraver: de eabelloi det-
grenhadoteem alias votes, meiie-se em loda ii
que16ei, qoe noi cifi le deeldem enlre um calis
de Cognac e am charuto de llavini ; eom o pescoco
torturado por doui collirinhor, e arrogando ama ri-
dicula gravidade, paisa a ida, qa.nl cenvincendo-
se qae os elogios que leci a ii mesmo, foram oo-
irot quem Ih'oi fizerem ; vivemlo n'ema eonlinoa
illusflo, convence-se qoe realtr.eale goza da bnlbaii-
litsimos ciednos: I llera lo ouropel quiti que lem is
honres e a gloria do commedianle, qoe he applan-
tiid pell maneira porque eipcz o qoe entro fez : ee
porem apparece algam que, lendo a obra coro mait
alinelo, nao encontrn mait que nm pouco, da
remendoi cosidos onigvoi oulros, e llie diz com Bo-
cine : m
Pilha aqoi, pilha alli, vozei aulore,
Monleiqoleu, Merabeso, Vollairi e fiirioa,
PropAe tyilemn e lira conllinei,
I surta o lom de emphetlcot doolores,
debale-ie n'uma furia nivosa, ve cabir o thrond
de papelflo qoe levantara ve-te deiprezado ror
lodos : aonha horriveis sonhos ; fJjjV-lhe a idet o
sulnlio, sem lervalor.de o preliear; nflo oosa ap-
pirecir em pnblico, com medo que o proprio giii-
losIhe ilirem a cara com... Ii.lh.s di obra, qoe
illlrmon er sua ; alia tioite, a ioi no ten qaerlo,
perece Ihe ver entrar, como umi legieo de demo
Ma,, lodoi o qoe teem um quinhflo n obre, qoe
elle leve a loucura de apreientar como proptia.
riel porem, an dnadu de qaem (orn once lor-'
de uananee se endi.eita, passadoi aquelles mo-
mento! de ellucinicao meiUal, e de renioreoe pun-
gente, que iodo o lidrlo tente depoit de um lonlio.
eonlinoa ea ios obra de latrocinio, e timbrando io
qne Virgilio tinhi ja dilo a um roobador di toa
gloria n urna de suas prodoredes poelicn :
Hni igo versculos feci
l'ulil aller honores.


4
Norton, que depois leve o litlo de lord Cranlley.
Foi eleito presidente em 1770, e inquiri neme
pela aspereza dai toas maneira! e pela sua lincoa-
gem groaatira.
Presidia elle a cmara quando se disrulia g f
pulslo deWilker; e, diz Juntos nai iui caitas
sir F'ielcher, com oseo eoslumido deseinmenlo, de-
clirou i careara qoe divi tinto pese aos tept v'oloi
corno qualquer reolucSo de marl ilai embria-
gacloi.
e de aspecto imponente, cija voz seja sonora, o
gesto magestoso, o porto allleo e a holia hem re-
cheada ; ora, eo sou de pequea estatura, i minha
voz he frica, os meut ademanes sflo Irlvines, o meu
ciricler he limido, e minha bolsa esl phlhvtiri.
Mr. Abbol foi o primeiro speaker que modtft-
cou a formula de.les diicuno, sopprimtndo a pa-
lavrat uniyope e indigno limitando-sea pedir que a
cmara foste autontada a nomear oulro membro.
Mr. Sullon adiaiiluii.ee mais. dizendo : Seio prin-
cipe regento ipraz nlo confirmar e eleijlo quede
mim flzeram os comoiun, a cmara nflo ten' diftl-
BM*k>a.e*aml msik.u. i > cil Cnconlrir nutra peisul mais compleme... \1
t livon tad lofige a saa Insolencia qae, quando foi Abercrombv linda nuil adianto foi ; conliolon-
<
'
Sic vo non vobis melifican! apes,
Ste vos non vobis ferlis velen uves,
Sic vo non vobii nidificad avu,
Ste vos non vobis fertn aralri bove:
eirlarn chelo de urna venladeira retignic^oso-
lalium esl miierii socio hibere penelei.
Anlonio Aoeualo Corle-Knl.
fttel e Orten .
Gmmmtt ^\
CAMBIOS.
Sobre Londret, 27 IfJ d. a {SO d.
Parii, .'lili n. por fr.
a l.isboi, 92 por % de premio,
c Kio de Janeiro, por 0|i> de deseonlo.
Acjau do binco O por etnio de dividendo pej ron
i. do vendedor.
e companhia de Beberibe 60rtO0 por cele
C e companhia Peniamhucana ao par.
e e Ulilidade Publica, 30 purcealodi premie,
f e Indemnisadora. 61 ideo.
e c da estrada de ferro 20 por 0(0 Ha premio
Disconlo de ledras, de 8 a y por cenlo.
AcfOes do Banco, 10 a 43 de premio.
Ouru.Onca heeptoholai. 2|S00 3ojoco
aiueua de 6al00 velhai .
e e rjj400 nova ,
1 e 41KK)0......
Prr.li.Palacoet braiileiroe.....
Pesui coliimuaries. ,
meiicanoi. ,
169000
IfiSsKJO
aWN
zwo
2000
1SS60
30:4r,1Jfl77
ALFANDEtiA.
Rendimenlo do dia 1 .
Deicirregim hoje 2 de oulubro.
Ilruue freacezCetramercidoriii.
Brsgue bratileiroDeipique de Beirn-aivetioi ...
mros. *'
Brigue inglezUardicbaeilhao.
E^.n. iu.i.z^s. iNrari mw par. o ciminh..
'
ILEGIVEL





\



DIARIO DI PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 2 DE OUTUBRO DE 1857
Btifue inginu. JoanpuJccic-i para o gaz.
Pincho dinamirqaeiForionagandir! e qoetjoa.
Hule tmericaao Roiamond tarlcha e bolaehi-
ulia,
Patacho bnsileiroAnpliilrefumo a eharuloi.
MOVIMBNTO DA AI.FANDEGA.
Volante* intrads eom fuenda..... 219
* > com geuirm 619
Voluntas iahido
a s
eom faiandia
aom genero*
Total
Total
838
331
188
519
CONSULADO GERAL.
Itemlimenlo do da 1
MQMSS
HIPORTACAO-.
Barca inglaza Linda viuda de Liverpool, eon-
aiguada a Siundiri Brothen & C, manifest o ae-
guuil :
25 caita a 25 fardo* hiendas de algodao, 1 dito
dita de II, 2 ditos lonas ; a Adamton Howie & C.
ti cutas a 10 (ardo* 'atando* da algodlo I a C. J.
Aslev&C.
i caltas a 10 'ardoi .lilas de dito, 15 caitas ma-
data, 5 dilaa chapeo da aol ; a II Gibaon.
1 caita laim.li d llnho ; a Jane Crabtraa C.
110 caitaa 33 fardos (ateridas d algodio, 3 dito
dita* da la, 2 dito 11 eaixa* dilaa de linho, 30 di-
laa veatidoi da caita, 1 dita doce, 1 barrica wlatiho
e 25 barras de dito, 399 fogarairos, 1 barrica grades
para us ditos, 27 barricas a 7 canas feriagini ; a
Pitn Nash & C.
1 cana roaiasde l ; a Feidd Finio & C
50 barra manlega, 28 caiaa a 34 volunte* cha' ; a
Saandara Brolhera.
So Mirladas de carvo de padra ; a Scolt Wilson
S c.
4 canas e 8 fardos Tutandas de algodao, 5 dilos
ditas d la, 2 caitaa dilaa de Moho, 9 cMlaa ditas da
dito a algodao ; a Johnaion Paler cV C.
2 caitas aapalos ; ,i F. (,. de Oliveia SobriDlio.
* correlas de ferro, 24 ancora ; a K. U Wjrsll.
38 gigoa, 1 mmuha a 2 barricas Iogc,* ; a Fox
Brolhera,
7 fardos a 3 caitas fatanda de a'godlo, 3 dilaa e
15 fardoa dilaa da u, 4 caitas brina, 5 dilaa meiaa, I
barril carne : a Tucanes Arkwrlgln 4 C.
10 eaixa faxeo las de l.l e algodSo, 1 dita e 2 far-
dos faiteada da ii^odao a J. Kellar & C.
5 calta, 11 cilindros, 4 roda chapea, 10 ditas
linhai, I dlla mu leu-, 1 dita amoslras ; S. P.
JehiwLon 4 C.
4 caixeifazendaa de II algodio, 20 ditas dilaa de
IdIm de algodao, la ditas a 6 fardos faxendas de al-
goMn, 7 caitas fazeodaa de la, 1 dita dilaa diveraae e
mitias, 1 dita lavas, I dita mala, I dita objeotoe de
eerlptorio, { fardo eobirloras de 13 ; a Augusto C.
de Abren.
1 caita fatenda de algodo, 1 dita dila da eeda, I
dita chalet de algodao ; a Barroca 12 caitas faxendas de algodao, 2 ditas a 1 fardo
ditas de II, 4 dilos chales de chita, I volunte objec-
tos da eacriptnrio j a Jama Ryder 4 C.
100 burla nijntelga, I dito a 50 gigoa loacs, 111
caita a 22 Tarda faaenda< de algodlo, 23 fardos e
10 eaixa dilaa de la, 1 caita dilaa de algodao a seda
1 dita ditas de seda e algodlo, 4 dilas ditas de teda,
17 caitas miU'lezas ; a Seminal, Mellors & C.
I sacco amoalraa ; a diveraoa.
Brigue francex aCeara'.a vindo do Havre, consig-
nado a N. O. llieer & Cantpanhia, maoifealou o
aeguinle :
93 volantes eaiemiras, panno, aedas, chales de
lia, roupss, blleles, chapeos, filas de seda, botei,
Irjuloa, couros, perfumarlas, mobilia, ele, 50 cai-
taa ineijos, 150 birris e 150 meios manleiga, 4 em-
broihos amotlrai; eos consignatarios.
25 canea vinho, 1 jMta chapeos da fellro, I arnlirn-
Iho .imostras ; a C. J. Astley 4 C.
38 vlumea tecidos de algodao, da ISa, de aeda, de
dila e algodlo, de dito e seda, colletea, roupa, mo-
das, chapeo de seda, cooros, calcado?, mobilia, ele,
4 canas obras de madeiras e de metal, 3 embralhos
emolirs ; e Tintn, Moneen 4 Vinasse.
1 caita pedral ; a Habs Sehmeltau 4 C.
16 dilaa eryslaei, perfumaras, pentei, alfinilea,
eaitas de tabaco, tarop, mostarda ; a J. 11. Deucker
4C.
3 ealtaa pinnoa e sedas, I ernbrulho amoilras; a
Ferreira 4 Aronjn.
15 caita a 1 farde perfomaria, vidros, porcellana,
lailna, cssticaea, orgioa, ele. ; l Bastos.
75 barril a 75 meioi manleiga ; a A de Lar-
va Iho.
5 caitaa pndolas para relogios, paioeis e pastele-
ra ; a Germana.
50 harris e 50 meios ditos manleiga ; a Isaac, Ca-
rio 4 C.
7 caitas chapeos, perlences para dilos, caries de
jogar, ele. ; a Chrisllsni & Irruios.
4 caitas pndolas ; a Falque.
31 ditas tecidos de algodio, de seda, de dlla e al-
godao, de lia, de dita e algodao, de las e seda, rou-
pa, merecera, objectos de eseiiptorlo, ele, 50 nar-
ria e 49 meios manleiga, 7 ambrulhos amostra* : a
J. Keller 4 C.
75 cesloi vinho de champagne ; i Saanderi Uro-
Ihers.
6 caitas qoinqoilharia, transa de teda, etc. ; a F.
G. de Oliveire Sobrioho.
1 caita objectos de pliolographia ; a Stahl.
1 ditas chapeo, fil, peines, velludo, espartilhos,
metas, roupa, mercearia, lilas e tecidos de seda ; a
C. Herdy.
1 caita impressos e Olivelra & Aievedo.
4 caitas enfeites, mantelillos, fatanda de algodao
e pinoo ; a Mme. Theard.
1 eaite seda*, 3 ambrulhos amoslrai ; a Manrique
4 Santo.
55 barril vinho, 36 voluntes lecidoa de teda e al-
godlo, bonete,chapeos, couros, quinquilhariaa, cai-
tas de rape, ele. ; a II "Brunu t C.
2 caitas e 1 barrica porcellana ; a J. B. Fragozo.
:i eaitas chapeos, tecidos de seda, mercearia, etc.;
a L. A. Siqoeira.
30 barra e 30 meios manleiga, 15 ceittt modas,
endites, chapeos de sol de algodao, dito* de seda,
brinquedos, ele ; a M. I. Ramos e Silva.
4 caitas roupa e vidro* ; a Carduzo Ayres.
I dilas litas de algodlo, velas e quinquilharia ; a
Monteiro 4 Lopes.
50 berris e 50 meios mtntelga ; a Johnaion Palor
4 0.
100 caitas vela, 19 dila leeidot de algodio de
sede, de dila a algodao, I ernbrulho amostras ;
Schsfcitlin 4 C.
3 caitas sardlulias em aiele ; a J. M. Dias.
1 ctlta telescopio, ( ditas chapeos, 15 dilas vinho,
3 dilaa chapeos a pertncea, certas de jogar, 2 dilas e
2 f r los mobilia, ele. : a (irdem.
2 eaitas Instrumentos cirorgicos e livros; a J. M.
Seve.
7 dilas medicamento', drogas, vidros, coarca, ele;
4 B. Francisco de Souta.
7 dilas modas, roopai, mobilia, chapos, ele. ; t
Siqueira 4 Pereira.
3 dilas marcearas ; a Pereira 4 Vi.inn.
i ceitas chapeos, couros, files de seda, ele.; a
Mito.
1 dila iviamcaloa para chapos .de sol; a M
Aine.
1 dita mercadoriaa ; a Bacssard Millochau.
3 dilas dilas; a M. J. Carneiro.
Brigae nglexfllaidee, vindo de Terra Nova, con-
signado a Saunders Urolers 4 C, minfesloo ose-
gainle :
1627 barricas bicalhao ; aos meamo.
Patacho Dinamarquez Fortuna, vinda de
llamliurgo, consignado i llenry Brunn &. C,
manifestou o seguinte :
150 barricas 100 frasqoeiras e 50 garrafes
genebra, 25 caixas queijos, 51 presuntos,
100 pacotes papel de ernbrulho, 100 saceos
firello, 51 caixas mobilia, 8 fardos cadeiras
de ime, 10 gigos e 3 caixas garrafas vasias,
1920 garrafes vaaios. 2 eaixaa sapatos, 8
ditas miudezas, 26 dilas e 2 fardos fazend*
de algodSo, de 13a, de linho e algodo, dito
eseda, de algodao e ISa etc. : tos conslg-
tarios.
1 fardo fazenda de algolao ; a Tlnm M.
2 caixas l'izenlas de Moho e algodSo e al-
godao, 1 dila couros, 50 ditas genebra,'200
parrafoes dita; a D A.Matheus.
1 caixa charutos ; a Raba Schmettau 4 C
111 caixas velas slearinas, I dila couros,
4 ditas e I ernbrulho miudezas, 20 ditas
queijos, 3 barricas mercalorias de madei-
ra ; a ordetn.
100 barricas genebra ; a F. G. de Oliveira.
3 caixas vinho, 1 dila Atas ; a M. J Ramos
e Silva.
ltate americano Rosamond. vindo de
Biltimore, consgnalo a Hanry Forster j C,
manifestou o seguiute :
750 barrkas farinha de trigo, 10 barris vi-
nagre branco, 20 barriqulnhas bolachinhas,
10 caixas panno de algodo azul. 43 ditas
cha, 20 ditas velas, 1 dita conserva ; aos
consignatarios.
49 caixas relogios, 15 ditas pesos e perlen-
ces para os ditos, 36 ditas vermfugo, 13 di-
tas salsa porrilha, 3 ditas oleo de ameu loa,
2 ditas pilotas ; a F. V. Timm.
Hiato nacional alnvencivel, viudo do A-
rt\caty, consignado a Martins & Irmaos, ma-
nifestou o srguml o :
320 couros salga os, 692 meios re sola,
' :(i mollios de courinhos, 1 caixo caiga do,
1 ernbrulho pennas, 1 caixo ovos, 4 molaos
palha, 21 sacros milho, 144 ditas gomma ; a
ordem.
Barcaga iMaria Amella, vinda de Mossor,
e Aracaiy, consignada a ordem, manifestou
o seguime :
.92saceos ceia da carnauba; a Joo l'er-
nandes P. Vianna *
44 couros salgados, 50 saceos gomma, 10
mullios esleirs, 34 Jilos couros de cabra,
2 barricas sebo em bruto ; a Luiz B. de Si-
queira.
24 coaros salgados, 250 ditos curtidos, 1
pipa abatida ; a Christiani & Irmio.
200 chapeos de palha, 50 esleirs dita, 56
saceos gomma, 29 molhos pellos curtidas,
191 couros salgados, urna porgSo de peixe
no valor de 600 reis ; a ordem.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1..... 479325
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DBSTA CIDADE NO DA
I.- DE OLTUBRO DE 1857.
LiverpoolBrgue lnglez aPerseveranee, llenry
Gibaon, 1,260 saceos assocar maseavado.
LiverpoolBarca iogleza Niophnnl, C. J. As-
lley \C, 1,200 saceos assucar maseavado. *
LiverpoolBarca ingleza elmogenet, James Cra-
btree 4 C, 274 saecas algodao.
LiverpoolBarca ingleta aLaiicastrea, Paln Nash
4 C, 195 caicas algodSo.
Buenoa-AyresBrigue dirjamarquet Mana, Via-
va Amorim 4 Fiihoi, 368 barrica assocsr branco
LisboaBrigue pnrlugnet aAclivo, Pedro flarges
d* Cerqueira, 26 taceos gamma.
RELEBUORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBL'CO.
Rendimenlo do da 1..... 2 8491556
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1..... 2:7250391
e 215 dos particulares, sendo todas para aterro!, nao
tendo sido muilo maior a quantidade de areia, em
ratao de ter e barca da etcavac,lo de subsliluir e res-
pectiva ealdaira, a fater reparos no casco e am mais
alguna objeclos.
Tendo o conselho de adminislraco naval de
contratar o fornecimenlo de arroz, agurdente, as-
sucar branco, de caroco, azeite doce de Liiboa, 1.a-
calhao, carne secca. caf am grao, farinha de man-
dioca, fe jan, aal, loucinho de Lisboa, vinagre, azei-
te de carrapato, velas ctearinn, ditai de tebo, po,
bolacha, e carne verde, lodoa eilea geoeroa das me-
moria qaalidadee, para o conmino da enfermara de
marioha, navios da armada e pravas, quer da barca
de etcevacao, como do arseml de marinha, no tri-
meilre a (Indar em o ultimo de dezembro do cr-
reme aono ; manda o mesmo comelho fazer publico
que lodo ialo lera' Ingar no dia 3 de outohro proti-
mo, a villa de proposlis recebides al as II horas da
manhla, as quaes deelnre-se o prego lito pelo for-
necimenlo de cada om dos objectos.
Sala das ssssOes do couselho de adminislrado na-
val, em 21 de selembro de 1857.O secretario, Ale-
tandre Rodrigues dos Aojos.
&*US*3.
^. Navio* entrados no dia 1
Lonlre 45 di*, barca americana aGalega, de
272 toneladas, capillo S. Washburn, equipagem
15. carga fazendaa ; a ordem. Veio refrescar.
Londres 40 dia, barca americana Julia Cobb,
de 424 tonelada*, capillo Sentn Roas, equipag-m
12, carga trilhocpara a estrada de ferro e 300 bar-
ra com plvora ; a Ruth Bidoalae Perlenee a
Buckporl.
Monlivido 19 dias, sumaca heaprnhola sThere-
xa, de 155 (oneladas, capillo D. Corcatnhal Pi,
equipagem II, carga carne cresta ; a Bailar Oli-
velra. Perlenee a Madra. Segnlo para llavana.
Navios saludos no mesmu dia.
Aas peloc T'anrosHicl* nacional aCaalroo, meilre
Francisco deCntro, cirga vanos genero. Paisa-
geiro, Jalo A. doi Siulu-, Joio M. da Pax J-
nior. Joaqun) Antonio Machado, Jos A Macha-
do, Francisco Jote V. Machado, Joao Jos de Al-
liuqoerqoe, Anlmuo A. d Figoeiredo, Jo3o A.
Orreia, Joi A. Crrela.
Para' pelo M iranliAo Patacho nacional oTamega,
eapillo M laoel dos Santo Periira, carga varios
gneros. Pasaageirua, Aogusto (>ar de Vaicon-
.cellos, Aletandre Sabbaline.
W*t*$.
^miEAiriE
SANTAISABEL
EMPREZAGERMANO.
RECITA EXTRAORDINARIA.
(LIVKE DA ASSIGNATURA..)
SABBADO, .1 DE OUTL'BRO.
Subir' a' iceua o muilo npplauddo e desojado dra-
mc em 5 actos, do Sr. Mendes Leal Jnior :
Leiluo
J\ormazein
DO
agente Pestaa.
Sexta-feira 2 de outubro o agente Pes-
taa fat*a' Icil.iD em seu armazem dos se-
guintes objectos de utilidade e proveito ao
usoeructo dos compradores, como cor-
diaimente 1 lies desejao mesmo agente :
Urna escrava de 25 a 26 annos, bonita
fign, com urna cria molatinlio de 7
mezes,
Lotera
O lllm. Sr. inspector da thesouraria
provincial, em cumprimeato do disposto on
art 34 da lei provincial n 129, manda fazer
publico, para conhecimonto dos credores
hypotnecarios equaeaquer interessados, que
as propri-dades abaixo declaradas; foram
deaapropriadas, e que os respectivos pro-
pietarios lem de ser pagos do quo se I lies
deve por esta desaproprie$8o logo que ter-
mine o prazo de 15 dias, contados da data
deste, que he dado para as reclarnaces.
E para constar se mandou aflixar o pro-
sente, e publicar pelo Diario por 15 dias suc-
cessivos.
Secretaria da thpsouraria provincial de
Pernambuco 29 de selembro de 1857.O se-
cretario, A. K. da Annuncia^So.
lielaco das casas deaapropriadas.
Urna casa tertea ne Mondeigo (ra Real,
pertencenle a Antonia Maria Monteiro, her-
deira deThereza de Jess Mara, pelaquan-
lia de 1:5009000.
Tres casas de taipa, na direccao do 27.'
laurjo da estrada da Victoria, perlencentes
a Jo3o Francisco de Araujo n Jos Joaquint
Ribeiro, pela quanlia de 300S000.
Conforme. O secretario, Antonio Ferrei-
ra da Annunciaciio.
$*lff.&0 O lllm. Sr. Inspector da thesouraria
provincial manda fazer publico, que do dia
2 do correnle por diante, pagam-se os orde-
nados e mais despez^s provinciaes, vencidas
at o ultimo de selembro prximo lindo.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco I.' de outubro de 1857. O se-
cretario, A. F. da Annunciagao.
Rendimento a favor da fazenda no
trimestre de jolito a selembro docorrenta
anno, proveniente de multas, imposto* pela
capitana do porto, em consecuencia, de in-
fracto do respectivo regulamento, e de sel-
los em documentos que ella exhibi em dito
tempo.
Multas......1265O0O
Sellos.......*3480#
Rs. 5601480
1 mimar o espectculo com a nova comadle em nnr
aclo, ornada de touplets:
ANJO E DEMONIO.
Os senhores aasignaules (em preferencia aos teus
camarotes e cadeiras, e por isso slo rogados, os qoe
o quierem, a manda-Ios buacar ao eaeriplorio do
Iheatro ele ao meo dia de salibadn, e dessa hora em
diente si diapora' dos que resta em.
I'riocipiara as K horas.
Gabinete ptico
ATERRO DA BOA-VISTA M.
O director deste salao, participa a seos
Ilustres protectores, que nao podendo sahir
desta provincia, Ihes offerece por alguns
dias urna boa e agradavel exposigo de vistas
es-comidas.
Guerra do Oriente.
1.' A esquadra anglo-franceza, passando
o mar negro
2. Conslantinopla guarnecida pela es-
quadra.
3.a O sultSo Adul-Medgi, rodeado de lords.
4.a As esquadras alliadas, arvorando o
signal de guerra k Rissia.
5.e Bombardeamenlo de Odessa, os Ingle-
zes botan lo foguetes a congreve.
6.' O grande bombardeamenlo de Sebas-
topol.
7. Batalha do \lma.
8. Tomada de Homarsuud.
9 Tomada de Mamelao. o ataque da tor-
re de Malacoff.
10.a (^ verdadelros retratos dos defenso-
res da liberdade da Kuropa.
11. Os verdadeiros retratos das primeiras
persooagens do mundo.
'12 a liesti tiiciin da torre de abel.
13.a O interior do palacio de Luiz Kilippe
em Paris.
14.a Vista de Valenc. de Hcspanha.
15.a Jardint das flores cm Paris
16.a Jardim e palacio de Vcrsalhcs.
17." Entrada do palacio de cryslal cm
Paris.
18.a NapoloSol, botando o oculo em fren-
te da cateiral de Milau na Italia.
O salSo estar aberto das 7 al as II da
noite. Entrada 500 reis.
DA
Provincia.
Aos 5:000a000, 2:0008000 e 1 .OOOpOOO.
CORRE AMANHAA'.
O abaixo rssignado anda lem um resto le
seus felizes bilhetes, meios e quartos, da
presente lotera, os quaes nao estilo sujeitos
ao descont dos 8 0|0 da lei, na prarja da In-
dependencia ns. 4, 37 e 39, e na ra da ( a-
deta do Recife n. 45, esquina da Madre de
Dos.
Por Salusliano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
As casas da ra do Pilar n 10, e dos
r.uararapes n. 27, pertencentes a Manoel
Francisco da Silva Araujo, estao jusias por
Um cofre de ter i'O, obra perietta e tem compra ; se alguem tiver por qualquer di-
acabada pelo celebre e engenlteiro artista reito a reclamar sobre as mesmas, tenha a
J F Blecher. bondade de nestes 5 dias fazer suas recla-
Hica pedias motmore de Coryntmo, macOes, que depois de lindos mo se annui-
r J ra a aualquer reclamacao. Recife 29 de se-
ptopi'.aspara mesase consolos. .^0 j^ 1857.
Cadeiras, solas, marqttezas, camas, perdeu se da ra Vellia at o Mondogo
mesase consolos de variados eitiose qua-1 urna cruz de ordem de Christo : quem a
H.lades de madeiras, como Jacaranda', I diou e quizer restituir dirija-se a ra Ve-
amaiello aneico concalalvesetc Ilha n 83, amaieuo, angtco, (jonc.aiaivesecc.. A pessoa que annunctou querer dar a
Candelabros, ianternas, candietros de
metal e crytal.
Guardanapos de linho de Guimates
para mesas de ahuero e jantar.
Eutna inliiiidade do objectos de toda a
serventa para uso domestico.
Vender-se-ho tainbem 500 chapeos do
Chin de superior qualidade, os quaes po- ria de Sai^o Amarinho
derio ser vistos previamente no dito ar-
mazem, a qualquer hora do dia, pelos
Srs. pretendentei.
Aos p<*ssageiros do mni-
bus ifnboAtao*
Faz-se sciente, quede agora em diante o
mnibus JaboatSo partir para Santo Amaro
as i horas da tarde.
Jos Ellas Machado Freir,
constructor particular, julganJo-se versado
em construci;5o theonca e pratica, offerece
o seu trabalho a qualquer pessoa que quizer
construir erabarcacOes para longo curso,
n3o sopara panno como para Ibe sentaren,
eugenho para vapor, sendo seus planos exa-
minados por qualquer rt>psrtc,3o, o mesmo o
construe modelos do 50 a 6o pollegadas de
comprimento com toda se lellianija promp-
to a navegar; para o mercantil, que duvida
sua capacida le ; e ensina a pilolagem
criar um menino impedido, dirija-se.a ra
Velha, casa terrea n. 90.
Aluga-se um sitio.ne Manguinho, de-
fronte do sitio do Sr. Jo3o Ignacio, lera
grande casa para granle familia, e muitcs
arvoredos : quem a pretender, dirija-se a
pi ia da Uoa-Viata n 5.
I'rccisa-se de um forneiro : na pada-
fto canto
m
5'
4i *i>e &> 4><{0c0
%tV9Q m V*,
TRIBllNVL DO CdMMERCIO
Por esta ecretana se faz publico, que
nesta data frea matriculado na qualidade de
comroerciante de faz u las. em grosso e a
relalho, o Sr. Jos G nclves Viilaverde, ci-
dadao portuguez, domiciliado nesta cidade,
c estaDelecido com loja na ra doQueima-
do n. 7. Secretaria do tribunal do comtner-
eio da provincia de Pernambuco I de outu-
bro ue 1857. O odicial maior,
Dr. AprigioCuimarSes.
O arsenal de marmita compra para
supprimento no altnoxarifado os aeguintes
objectos : alvaiaJo, almotolias, grizetas de
folha, merlim, medidas de folha, pinceis, es-
copeiros, plvora grossa, remos de faia de
13 a 18 ps, ratoeras de ferro, raspas, son-
doresas, tinteiros de estando, lijlos ingle-
zes, laichas de bomba de ferro, o torneiras
de metal branco : os pretendentcs venda
dos ditos objectos s5o convidados pelo lllm.
Sr. inspector a apresentarem suas proposlas
em carta fechada c >in as competentes amos-
tras nesta secretaria, no dia 5 de oulubro
prximo, ateas II horas da manbSa, em
que compra ser efJfectuada. Secretaria da
inspec^ao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, om 30 de setemlro de 1857.-u secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Pela contadoria da cmara municipal
do Recife se faz publico, que o prazo mar-
cado para pagamento do Imposto de carros
de passeo e aluguel, carrocas e mais veh-
culos de condcelo, principia do 1.* ao ulti-
mo de outubio prximo futuro improroga-
vel, e lodos que deixarem de pagar no refe-
rido prazo, licam sujeitos a mulla de 50 0|0
do valor do imposlo. Contado- ia municipal
do Recife 29 de setembro de 1857. O con-
tador, Joaquim Tavares Rodovalho.
--- OSr. colleclor das rendas provinciaes
do municipio de Coianna fa/ saber que em o
dia du hoje Iho foi entregue pelo delegado
de' :\ termo o escravo crioulo de nome Luiz,
nal iral da comarca do Limoeiro, de idade
de *5 annos, estatura alta, ro-to redondo,
cab illos carapinbos, olhos pretos, nariz cha-
to, bocea grande, barba pouca, picada de
bex ga, preso nessa cidado a ordem uo mes-
mo lelegado, no dia 3 dejajieiro do cor
renta anno, sendo avahado na quanlia de
r.20(i5 ; pelo que chama-so a todas as pes-
soas que liverem direilo ao referido escravo,
para que dentro de 60 dias, contados da pu-
blictrao deste, apresentem ua collcctoria da
dila cidade sua jtistificac3o de dominio, a
qua, sera produzida peraute o juizo munici-
pal desse termo, e Ilude o prazo menciona-
do ser arrematado em hasta publica, a por-
ta do mesmo Sr. colleclor, preceden1o-se
annjncio do dia e hora em que houver de
ter lugar dita arremetai;jo, publicaudo-se
este edital pela imprensa, e onde mais con-
vier. Collectoria provincial do municipio
de i.oiaiuia 30 dejulho de 1857. Oescnvao
da collectoria, Luiz de Albuquerque Lins
dos Guimaraes Peixoto.
DIRECTOR!I GERAL DA INSTflUCCAO'
PUBLIC\.
Por esta secretaria faz se constar a quem
convier, e interessar, que se ach vaga a ca-
deira Ue instruc?3o primaria lo sexo mascu-
lino, da puvoaQao N. S. do O' de Ipojuca, por
jubilado concedida ao professor.que a regia;
e que tica assignado o pr. zo de 60 dias a con-
tar da data desie para a inscripto,o processo
de habililacSo dos can .latos que a mesma
se queiram o oppor. Secretaria dita 22 de se-
tembro do 1857. JO secretario, Francisco
Pereira Freir.
Resumo das obraa Taitas no mellioramenln rio porto,
no trimestre de julho a setembro ultimo fiado.
Cae do norte.
Fsctura de 15,610 palmo cobicoa, culi e ,', bra-
r;aa correnles de muralhs de alvenaria revestida de
cantara, bem como de 12 brajas de estacada com
tirantes e enlaboado.
Dique da ilha do Nogaeira.
Faclora de 28 l>ra{a* de eilaeada, com tirantes e
antabonda, alin >to competente mpedramento ua
Para o Rio de Janeiro sabe, com muita
brevidade, o bem condecido brigue Sagita-
rio, para carga e passageiros, trata-se com
Manoel Francisco da Silva Carneo, na ra do
Vigario n. 17, pnmeiro andar, u com o ca-
i iluo Jos Manoel Kiusa.
Para Lisboa sahii com brevidade, por
ter parte 'o seu carregamento, o brigue por-
luguez Activo : quem no mesmo quizer car-
regar, podei cntender-se com os consig-
natarios Amorim IrmSos, ra da Cruz n. 3
COJMPANHIA
Pernambucana.
Festa (ieGoianna.
Ko da 3 do protimn ontobro scizoli para (jol-
annaevapor PERSINUNtiA, a levar passageiro*
|iaia a fala do Orago, e voltara na da 5 ; a* pa-
sauni. (irla e vollai atrio pagas na gerencia, e cui-
tarlo 12^000. Em oecasiao opportuua se aonun-
cidia a hora da partida.
Har o llio de .Janeiro
Ovelciro e bem conhecido brique nacio-
nal Laura,* pretende seguir para o Rio de
Janeiro at o di 3 de oulubro, lem a bordo
metade do seu carregamento, para o rosto o
escravos a frete, para os quaes tem excel-
lentes commodos : trata-s com o seu con-
signatario Antonio Luiz de Oliveira Azeve-
do tua da Cruz n. 1.
I
llalli;..
o ra a
A veleira sumaca llortencia, pretende se-
guir para a Bahia nestes oito das, tem a
bordo dous lerdos de seu carregamento
protnpto : Irala-se com o seu consignatario
Antonio Luiz de Oliveira Azcvedo, ra da
Cruz n. 1.
Cear c Ac ira. u.
Segu no da 10 do mez corrente o palha-
bote sobral : para o resto da carga e passa-
geiros, trata-se com Caetano Cyriaco da C.
M., na ra da Cadeia do liecife n 2.
e i e Alaraiilifto.
Segu o palliaboto Venus : para carga e
passageiros. trala-se com Caelano Cyriaco
da C. M., na ra da Cadeia do Recife n. 2.
Para a I'a rail iba.
A lancha Flor do Rio Grande, para carga :
na ra do Vigario n. 5.
Para a Parahib .
A lancha Feliz das Ondas, para carga, tra-
ta-so na ra do Vigario n. 5.
Para o Asacaty.
Segu mpreterivelmente no dia 2 do cor-
rente, com a carga que tiver o hiate Bebe-
ribe, para o resto, na ra do Vigario n. 5.
I*.>ra o Aracay.
Segu cm pceos dias o hiate Capibaribe,
para carga e passageiros, trata-se na ra do
Vigario n. 5.
Aracaty.
Na ra da Cadeia do Recife n. 57, es-
criptorio de Joao F. Prente Vianna. ha
base al aindiado baia-raer, conso'minio 432 t- para vender gomma de superior qualida-
tan I- >.* (onrlll I til 11I alai irradio % tl 1 J I J
de, courinhos de cabra, esleirs dobradas
i
Estando a conleccionar-se o almanak !
administrativo, mercantil e industrial!
desta provincia, roga-te a lodos os se-
ulioresque costumam ser nelle menciona-
dos, .queiram mandar seus nomes, rau-
daoca de domicilio, ou outra jitalquer
lembranra,que sirva para queseja o mes-
mo almanak completo: da mesm sorte
roga-se aos senhores de engenhofi rendei-
ros, queuain mandar as alterat'oes que se
tiveretn dado a respeito de suas propre-
dades.
Manoel Jos Leite fa& sciente ao pu-
blico e ao corpo de commercio, (pie ad-
miitio pata socios de sua loja de fazendas
na ra doQueitnado 11. 10 desta cidade,
ao seu eaixeiro Joao Joaquim Correia e
Arthur Fabio de Almeida Mendoura,e
que desta data em diante a lirma social
sera'Leite, Arthur \ C., sendo lodos
os socios solidariamente responsaveis pe-
los debitos (rae a mesma contrahir.
O abaixo assignado, vendo um annun-
ci do Sr. Prxedes da Silva Cusmao, scien-
tilica a quem interessar possa, que sendo a
escrava Antonia do s.tu casal, elle nao ven-
deu a pessoa alguma, nao podendo por isso
valer qualquer Ululo, que aprosente o mes-
mo Sr. Prxedes, visto coni o seu casal SO
lem um legitimo administrador, que he o
mesmo abaixo assignado.
Miguul dos Anjos de Mondonga.
Precisa-se de um criado : na ra Di-
reita n, 36, segundo andar.
Jos Goncalves Braga, subdito portu-
guez, relira se para Portugal, no primei-
ro vapor que vier do sul, a tratar de sua
saude. levando em sua companhia sua mu-
Iher eseulilho menor, e ao mesmo tempo
agradecen do a todas as pessoas as esmolas,
que tiveram a bondade de dar aos seus ami-
gos, que de 13o boa vonlade se propozeram
a agraccu-las.e sao asss pessoal ; pois que
a sua molestia assim o permitle. Se Dos
Ibe der stude, offerece seu pouco presumo
ua cidade de Braga.
Precisa-se alugar urna casa as seguin-
tes ras : Concordia, Palme, ou travessa da
Cadeia : dirija-se ao largo do 1 eren, taber-
na n. II, promelte-se dar lm.11 tralamento.
G. W. Franck retira-se para Europa.
Desappareceu da j-ua Nova, casa n. 67,
um tucano (muilo manso : quem o achou,
querendo entregar, ser bem gratificado
Precisa-se alugar pretos para o servido
de carrinhos tuchados a boi, dando-se o
jornal de 19 diario '. a Ir atar na ra do Quei-
mado n. 46, segundo andar, das 6 as 9 horas
da manbSa, e de tarde das 3 as 4 horas.
- Na ra Direita n. 38, preclsa-se de
urna ama secca.
- Precisa-se de um bom feitor para o
sitio que fot do finado Hollino, na Passagem
da Magdalena : a tratar no mesmo sitio, ou
na ra Nova, sobiado n, 37.
Manoel Goncalves Pereira Lima faz pu-
blico, alim de evitar engaos, que tendo
mandado sellar na villa de Serinbaem seis
lettras, cada urna da quanlia de 1.0009, pas-
sadas em seu favor por Manoel Filippe Wan-
derlqj Lins, rendeiro de seu engenho Ca
choeira Grande, do termo de Serinhaem,
succedeu que o portador as perdesse no ca-
minhodeseu engenho Vicente Gampelloda
referida villa : oulro sim declara qun as
mencionadas lettras foram passadas a 27 de
julho ultimo, a vencer a primeira a 27 de
maio do anno de 1958, e cada urna das ou-
tras a 27 de maio de cada um dos annos ae-
guintes, sendo a ultima portanto a vencer
em mato de 1863, relstivas todas ossas let-
tras ao '.rrendatnento do fallado engenho
CachoeiTs Grande, p. lo lempo de 6 annos, a
contar de maio de 1853, e de todo o occor
ridoseacha inleirado o dito Manoel l-'ilippe
Wanderley Lius, que com o annuocanle
concordoti passar novas lettras, fazendo-se
publico te-em as nutras (icado sem nenhum
effeilo. Lngenho Vicente Campello 26 de
setembro de 1857.
Precisa-se do um portuguez de 12 a
14 annos de idade, para eaixeiro de um ar-
mazem de sal na ra Imperial n. 171.
a pessoa que fallou para alugar a casa
no Monteiro, a beira do rio, pode ir ao ter-
ceiro andar da casa n. 37 no aterro da Boa-
Vista.
AFERICAO.
O abaixo assignado, tendo arrematado as
afericOss do municipio do Recife, declara a
quem convier, que dar principio aos seus
tiabalhos do I. do corrente em diante, em
virtude do que sdenlifica as pessoas que
venderem ou que mandaren vender pelas
ras do municipio fazendas, miudezas, lei-
te, mel, feijSo, milho, arroz, azeite de car-
rapato. carne de porco, etc etc. ; assim co-
mo aos Srs. que vendem lquidos em anco-
ras, que tenltam a bondade de ir ou mandar
aferir em lampo competente, isto he.de ou-
tubro a /lezembro, conforme determina o
regulamento, na casa das aferises, uo pa-
teo do Teico n. 16. Recife de outubro
de 1857Francisco Pedro Advincula.
Fugio no dia 27 de setembro, as 9 ho-
ras da noite, da casa do Sr- Vasconcellos, na
ilha dos Ralos, a preta Salustiatta, cor lula,
bastante gorda, tem urna beldeno olho es-
querdo, lem alguns pannos no nescoco, le-
vou vestido branco ; suppcc-se que esleja
pela Boa-Vista, ou em Beberibe, ua casa da
?reta Ttereza, mai da mesma ; esta preta
he escrava dos herdeiros do finado Mamede :
quem a pegar leve-a a ra da Cadeia de S.
Antonio n. 7, que sera pago o seu trabalho.
QUE ESTA TORRANDO
Na loja da ra da Cadeia do Recife n. 54,
ha para vender um grande e esplendido sor-
timento de fazendas baratisslmas que fazeni
admirar, o bom gosto, barateza e boa qusli-
dade, as fazendas s5o as segulntes : cortes
de brim para caira a 28300 e 25100, chapeos
de sol do halea 25, ditos de ferro a I98OO,
dilos de junco a 19350, setim preto macan
muito fino a *990O, 3s e 39500, e muito bom
4*'ocovado, ctales de chita a 1.-., casemira
prela lina a 19400, 18600,1|800, 29 23200 a
2j600, e muito fina 39, casemiras pretas e du
cores, de duas larguras, prop ias para os
rapazes de liom gosto, e como se usa em Pa-
ris, calca, collete e palito, o covado a 29100,
sargelim a 170, 180 e 20o rs. o covado, mus-
suhna de cores a 300, 320 e 340 rs., e muito
lina a 360, cortes de collete de velludo do
ultimo gosto, riquissimos padres, de 6/500
al 12? meias cruas para homem a 160, 200e
240, e finas a 300 rs. cada par, chitas fiara a
pobreza, o covado a 140, e pega a 59500, n3o
desbolam, he escura, propna para escravos,
com pintas de mofo, mantas dsela da mo-
da a 59, 50500, ta e 75, e muito linas a 9?,
las muilo finas Sebastopol, o covado 19400,
19500 e 19600, gravatas de 15a a 800, 880,
!#, 19100, 19200 e 19400. muito linas 29, di-
tas de mola a 19, mantas de laro a :!-, mus-
sulina branca fina a 300; 320 e 340 rs. o co-
vado, chales do merino bordados de 13a a
89, ditos bordados de seda a 10-, dilos bor-
dados de soda e franja de retroz a 109500,
dilos de lila lisos a 4-800, ditos estampados
a 51800, 6, 7 e 89, ditos bordados de velludo
a 149, panno fino preto a 2?400, 29600, 3;,
39500, 49, 4/500 e 59500, e muito fino a
79200, madapoiao em pecas a 2/600, 298OO,
39, 39200, 35500 e 4.5, e dahi at 5^500, seda
intitulad 1 melindre desenlia lijo covado,
chales pretos d alpaca a 39600, alpaca de
quiilros a 560 o covado, seda branca levraria
a 19400 o cova 10 alpaca de cores lisas a 600
rs. o covado, ditas pretas, lencos bra neos
ordinarios, a duzia a 19300, ditos finos fixos
a 19700, 19900, 29, 29400 o 29800, cortes de
casemira de algodo a 29200, cortes de seda
de passar a festa a I .">-. alpaca prcla, o covn-
do 480, 560, 600,700 e 800 rs., e a 900 rs.
rfluito fina, chapeos de mola a 5-5400, chai y
de quadros a 900 e 950 o covado, riscadn's
ministros proprios para escravos a 220 o co-
vado, tpeles de velludo para cima de mesa
de- fidalgos a :i-, meias de se la preta a
2/400 e 29500, caselSo di Suissa a 800. 900
e 950 rs. o covado, alpaca de seda a 800 rs
o covado chales de seda touquim lisos e
bordados, que por seren lautos os precos
nSo se menciona, tiras de cambria a 1/200 a
pe;*, mantas de velludo para cima de sella a
6/400, pulceiras a 39500, 4 e 59, riquissimas
sabidas de baile a 259, Italia preta, o cova.lo
13, dita de cores a 950 e 19, tapetes a 8t o
129, luvas de seda bordadas a 29500, visitas
para setihora a 129, ditas para menina a 9,
chapeos para menino enfeitados a 4o000. Na
mesma loja se dSo as amostras, e se mana
fazenda com o eaixeiro.
theorica e pralica construcQao, aritbmelica e
geometra pratica : a tratar na ra do No-
gueira n. 7
O Sr. tenente llenrique Francisco de No-
ronha.queannunciourelirar-separaa Bahia,
convidando a irem receber no quartel o que
devia, all foi procurado, e no foi encontra-
do, para o fim de pagar oque deve na loja
de fazendas .la ra do Crespo n 15, de Bre- a =
ckenfeld, queira pois o dito Sr. tenente
ordenar da Babia, que <> referido debito se-
ja pago, visto que se esqueceu de o fazer an-
tes de sua retirada, como era *eu devar.
--- O' Sr. boleeiro do mnibus de Olinda,
V. Mageslade como rei dos biulos, Dcos
queira que um dia va pessar urna revista na
casa de deien{3o.
Precisa-se de urna pessoa que saiba co-
znhar, livre ou escrava, o no importando
o sexo : na ra do Hospicio n. 15.
Ivssociacao po-S
I pular de soc-1
Scorros mutuos!
*JJ De oritem do lllm. .^r. dirictor o con- *!?
:,i vid.d.os lodos os Sr socius, a comparecarem ^
tt IIMHo urtinaria.que deve lar lugar do- fe
S miaga 4 do crrente, para, de conformi- Jg!
<2? dada com o arl. 19 dos estatutos, elegerem *..'
^ a nova direccao. .';.
^j Cairo sim, previne-ae a aquello dos Srs. ..
sncins que se acliam a dever mcusalidades, ''
e-ans que anda nao pagaram as sos oas, CQ
qu ilevent par-se em dia com a Associa- .,'.
.; i. am ,11 leicSo, pois qu, segundo o Jif
arl. 48 du regiment interno, no pode ser '%?
.1 Omit ln a votar o socio que nSo se echar *JS
india.
Secielaria da Aisociaejto Popular do foc.
corro* Mutuos, 1 de ootubru da 1857.
53

:
'3? A. Carvalti... '^
0-S'Sy;3:SD:0*3^-:>3ji3-g
- O nico deposito do infalivol e var-
dadeiro dixiroonlra as dores dos denles*do
babit dentista, que esteva nesta cidade por
algum lempo, he na orara da Independencia
n. 4, assim como se vende tinta para marcar
roupa, a melh'ir que lera apparecido, e agua
para tirar nodoas, de ferruaxcra e de tinta, e
ail para roupa.
Jos Joaquim Goncalves Bastos faz
sciente ao publico, e ao corpo do commer-
eio, quealmitlio para socio da sua loja de
fazendas na ra do Queimado n 46, o Sr.
Manoel Antonio de Caivallto, e que desla
data em dianle a firma social ser de Baslos
& Carv Iho, sendo a mesma responsavel por
todos os debitos, que a mesma contrahir
desta data en diante Recife 1 de outubro
de 1857.
Precisa-se de urna ama para oserviQO
de urna casa de pouca familia, e lazer as
compras da ra, que silo muito pitucas : no
entrar da ra da Gloria, ao p da taberna
n. 56.
Precisa-se de urna ama que cozinho e
engomuio, para duas pessoas : na ra do
Collegio n. 12.
--- l' .1 -se ao Sr. fiscal le Santo Antonio,
que por sua bondade mande examinar o so-
brado a. 10, do pateo de S. Pedro, o qual
consta estar desaprumado o oitSo do lado do
sul.
m
O
m

Thesouro ho-
uieopa thico
ou
VADEMCUM
DO
O
Hoiiieopatha.
PliLO DU.
0LEtt.UU0L.MBH0.
neladas de alvanaria, condutidas du arrecite por 86
canoas c U bateles.
Arrecife.
Factura de 21,675 palmos cbicos, ou 18 liradas
crranlas de muralha de alvenaria argamasaada d*
cemento.
Birca de eiravicAo.
Etlrac^So no lui^ar denominado anconuoro da
franqua na qoanlidad* de 2,836 toneladas de
arda, condolidas por 160 canoas dai mesroii bras,
e cera de carnauba.
Pura o Ar <*aty
i\a loja
das seis portas
em frente PAIIG ACABXR
Cassas de cores a 80 rs. o covado, me as
cruas 1. 120 o par, duz a I440, cortes de ves-
tidos com baba ios a 800 rs chales pretos
de ISa a 8), risca 1o para colchSo a 80 rs o
eovado, luvas Je seda pretas e de cores a
500 rs. o par, chicotes para andar a cavallo
a 160, bengalas a 500 rs., chales de merino
pintados a 1 i, dilos da gar?a a 240, ludo com
defeilo ; .las para amostra com penhor :
a loja est aberta das 6 horas da manhila as
9 da noite.
l\a loja
das seis portas
Em frente doLivr simn. <>
Palitos de panno Tino pretos e de cores a
IO3 cada um, chpeos de oleado para pagnm
a 23 cada um, mantas para sellim do ultimo
gosto a Id. jngos de damas a 500 rs., oh qae
pechincha, moldura:; para quadros a I96OO
cada urna, chales de seda a 55, mantas a 25
Guarda nacio-
nal
Ainda continua estar venda oManual
da Gnarda Nacional, no deposito da ra de
S Francisco n 6, tanto em brochura como
cncadernado.
fions charutos
No deposito n. 6 da ra de S. Francisco,
vendetn-se charutos de todos os presos, n
mais barato qua he possivel, por ler grande
' porfao, e lambem se vende em lotes de 5 e
10 caixas e a prazo.
VelaH tit esperinacete.
Receberam-se agora novas velas de stea-
rina, que se vende a retallto em Caixat
de 25 libras, por preco coinmodo : ^ia
ra da Cruz. n. 49.
Preeisa-sc de urna pessoa dilicente
para cobrador deste a Diario a qual
deve dar Banca : na livraria da praca da
. ., Esta ubra, reconliecida por todos, como
^ a 1,1 --111 r de qajantas ensiiiam a applicacao
*..," da bompopathia 110 tralamento das moles-
*4 lia, continua a vender-se a 1 l3OOO.ua lip-
' tica Central llomeopatbica, roa de Santo
W Amaro (Mundo-Novo) n. 6
S. STIEBiEL & C, banqueirosene-
gociantes, estabelecdos lia muitos annos
em Londres, teem a satsfaccao de par-
ticipara seus correspondentes e ao publi-
co, que acabam de fundar casas laes
nos principaes portos e distritos manu-
factureiros de Franca, A lemn lia, Belgi- '
ca e Hollanda, conservando alera disso
suas proprias casas anteriormente estabe-
lecitlas as cdades mais importantes, e
portos mais commerciaes daGr-liretanha,
e estao em ]tosi(;ao de offerecer grandes
vantajens as pessoas que possam necesitar,
assim cm Londres como em outro qual-
quer ponto da Europa, de urna casa para
compra ou'venda de artigo, bem como
para os negocios de transaccao de crdito
e banco de qualquer genero.
As pessoas que nao forem conhecidasdo
an 11 undantes devet ao acorapenhar suas or-
dens cora os fundos necessarios para sua
exeucrao ; ficando entendidas que osa-
n uncante uo teem dmculdade em adi-
antar 75 0|0 sobre os gneros recebidos
antes de sua venda.
s precos correte* e mai nf'ormacoes
commerciaes, que forem pedidas, serao
enviadas gratuitamente, salvo o porte do
correio, podendo dirigir-se aos annunci-
antes..
ROB I.AFKECTEf R-
O nico autorizado por decisao do comelho real,
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recom mendam o
arrobe de La (lee te ur, como sendo o nico
au tnrisado pelo governo e pela real socieda-
de de medicina. Esle medicamento de qm
gosto agradavel e fcil a tomar em secreto,
est em uso na marinha real desde mais de
60 anuos ; cura radicalmente em pouco tem-
po com pouca despeza, sera mercurio, as af.
focces da pelle, impingens, as consequen-
cias da sarnas, ulceras e os accidentes dos
partos, da idade critica e da acrimonia he-
reditaria dos hnmores; convm aos calar-
rhos, a bexiga, as contraccOes e a fraqueza
dos orgSos, procedida do abuso das injec-
coes ou de sondas. Gomo anll-syphiliticos
o arrobe cura em pouco lempo os fluxos re-
centes ou rebeldes, que volvem incessanlas
em consequeiicia do emprego da copahibe,
da cubeba ou das injecces que representen!
o virus sem neutralisa-lo. O arrobe l.affcc-
mercurio eao iodoreto de potassio.--Lisboa.
Vende-se na botica de Barral e de Antonio
Fcliciauo Alves de Azevedo, prar;a de I). Pe-
dro n. 8S, onde acaba do chegar urna gran-
de porcjio de garrafas grandes e pequeas
vindas dii-ectamente de Paris, de casa do dito
Boyveau-Laecteur 12,ra hichelieu Paris.
Os formularios dao-se gratis om casa do a-
gente Silva, na praca de I). Pedro n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Baha, Lima & lr-
tnaos ; Pernambuco, Soum ; Itio de Janeiro,
Rocha & FU dos; e Moreira, loja de drogas ;
Villa Nova, Joiio Pereira de Magales Leite',
Rio Glande, Francisco de Paula Coulo &
SISTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
m
m
Precisa-se de urna ama paca cozi-
nltar e engommar: quem <|u>zcr apjia-
reca na ra de Santa Isabel n. 15.
Precisase de um eaixeiro para o bal-; Independencia ns. 6 e 8.
c3o de urna padaria, tomando a mesma por
balando, preferindo-se um que tenha pra-
lica, e que saiba bem ler e escrever; aquel-
lo que so achar as circunstancias, aan-
cando a sua conduela, pole dtrigir-se a ra
dos Quarteis, padaria n 18, que achara com
quem tratar, demanhSa at as 9 horas, e de ri-
meto dia at 3 da tarde. *" ,.
n, 1: Vende-se urna escrava cora todas as habt-
iU I f U^lUbUh. lidades. bonita ligur-t, idade 20 annos, urna
O abaixo assignado mudou-se da ra Ve- \ negrinha muito linda, dado 11 anuos, um
continua mulatinho de 12 annos, um escravo pardo de
1 Na ra das
AgaasVerd<
sahe impreterivclmente no dia 7 do corrente lha para a ra de Apollo n. 29, e c.
o hiale Invencivel ainla recebe alguma ni sua p ossSo de fazer cps, baltuas, sa- boa conduela, boa figura, idade 26 anno,
carga e passageiros': trala-se com Martins & j marras, e capas viatoriis a uso da Baha. urna negra de 30 anuos, boa boa cozinheira
Irmflo, ra da Madre do eos n. 2.
tlexandrino Cesar de Mello. [ e lavadeira, de boa conducta.
EXCELLEXTES E.MEDIOS IIO- tj
MEOPAT11ICOS. gjs
preparados cora o maior ruidado e camero, ^
vendeiD-ae em canchas por precos os nial* J2J
commo.io* possiveia, desde 10J000 at W
I2O9OOO, conforme o numero dus lobos e ft
riqueta das caixas. -'::
Cada tuboavulso.....15000 W
Cada vidro de tintara. 29000 f|
N. 0.Cjnslando ao abano assignado %
qua alguns individuo* percorrem o interior "Z
1111 s desta pruvincia, como da* Alagoai, 9
Paraliiba, llio-Grande do Norte e ("eai, 0^
venJendo "remedios em eu norae, julga sg.
cuiiveiiicnte declarar, que a ninsoem aulo- w
risou para isso.e que,como nSo esta promp- \'
,'j lo a carregar com os ceceados alheios, s ^
;5j s* re-ponsabilisa pela profcoidaile dos re- "?
*P medios preparados debaito do sua imme- vS
0 dala iu-pecc,ao, nalllica Central II"- i^
.'3 meopalliica, ra de Sanio Amaro, Mun- -.
^ de Novo) n. 6. 9
9 lr. Sabino Olegario L. Pinlio. *
- Em urna ^s melhores locali lados da
ra do Hospicio*; ha unta casa n. 18 B, feila
ocm todo o gosto e esmero, e em cuja cons-
ItucqSo culi arara *s melliorns madeiras do
paiz e as melhores ferragens; a milo d'obra
foi exeeulada pelos melhores ollicises nacio-
naes e allem3es, sendo urna das casas mais
conforlaveis, porque seu dono a edificara
para nella residir, e com efr^ito ainda ah
residi por algum lempo, mas como se re-
solvesse a mudar-se e nao Ihe convenha te-
la alugada, tcnciona vende-la. Tem boa co-
cheira e estribara, un bonito jardim com
canteiros de pedra e cal, varOps de ferro pa-
ra plantas trepadeiras, entrada de frente e
ooslerior, isto he, pela ra do Hospicio e
pela do eslino, as frentes das calcadas de
podra de Lisboa, as entiadas de marmore, e
os tectos de estuque, esca las de volta, entre
o jardim e a casa ha um Calcjid*) de pedra de
Fernando, o jardim has Bepavado do pateo
por urna elegante grade de ferro, tem urna
gratule cacimba com bomba de repucho cora
encanamento e um deposito na parle supe-
rior da coziuha, aun le se conserva agua pa-
ra consumo da casa, a qual he levada pelo
mesmo eucanamento a diversos lugares do
dilinio, tem um quarto com banbeiro de
marmore e azulejo, com vlvulas para des-
pejo das aguas em um cano de 250 palmos
de comprido que con luz nao s essas como
to las as mais do serv.;.1 e da chuva mar,
os banhos podem ser quontes ou fros, para
o que ha no banbeiro dnas torneiras de que
urna comuiuuica com um deposito d'ague
queme assente sobre a cbaua do fogSo da
cozmha. Tem outras muilas com mol la Ips
que podem ser examinadas pelos preten Jen -
tes, iiirigin lo-fe para esse fim &o Sr. Jos
liodrgues Peixoto, na casa terrea junto, que
lhes facultar a enlrada. Pode couvir r, to-
dos e especialmente a uin senhor de enge-
nho que nesta cidade queira fazer a sua re-
sidencia : quera a pretender comprar, diri
ja-je a ra da Madre de Dos n. 26, ao seu
oroprietario, que he Viceate Ferreira da
Costa.
ftoga-sa a Sra. D. Anna Maria das Vir-
gens, viuva de Victorino Simes do Barros,
residente ha annos na fazenda de l'ajehu',
termo do Cabrob, provincia do Pernainbu-
co, ou a seus herdeiros, que venham ou
man lem receher a parte que Ihe loe.ni do
espolio de Jos Seabra I.emos, fallecido nes-
ta corte. Rio do Janeiro 4 de setembro de
1857.
PILULAS HOLLOWAY.
Esto inesttmavel especifico, composto in-
tetramente de hervas medicinaes, nSo con-
ten mercurio, nem alguma outra substancia
delectaren. Benigno mais tenra infancia,
ea complei(3o mais delicada, he Igualmen-
te promplo e seguro para desarreigar o mal
ua completado mais robusta ; he inleira-
ment innocente em suas Tper8coeseefle-
tos ; pois busca e rcmovlj as doencas de
qualquer especie o grao, por mais antigs e
lenazcs que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com
esle remedio, muilas que ja estavam s por-
tas niorte, preservando seguir 111 tecobrar a .ande e forras, depois
de haver lenladaS intilmente todos os cu-
iros remedios.
As miiis all irlas nao devem entregar-se a
desesperado; 1'acani um competenteenuaio
dosellicazes ell'eitos desta assombrosa medi-
cina, e prestes recuperarlo o benelicio da
saude.
N3o se perca tempo em tomar este reme-
dio para qualquer das seguintes enfermida-
des :
Accidentes epilpticos
Alporcas
Amputas.
Areias mal de .
Astbma.
Clicas.
Con*fe.ls6cs.
Debilidade ou exte-
iiuacao-
Debilidade ou falta de
forjas para qual-
quer cousa.
Dysi nlera.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no-ventre.
Enfermidades no ven-
tre.
Enfermidades no liga
do.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Ilerysipcla.
Pebres biliosas.
hebrea intermitientes
Febeeto da especie.
Cotia.
Ilemorrhoidas.
Ilydropisia.
Ictericia.
IndgestOes.
Indamma^Oes.
Irregu la ri da des da
menstrua^iio.
Lorabrigasdc toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas 11.. cutis.
Obstruc^flo do venlre
Phlisicaou consum'
cSo pulmonar.
RetciiQao de ourina.
Kheumatismo.
Symptomas secunda-
rios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas pillas no eslabp'.Gmou
to geral de Londres 11. 244. Strand, e na
loja de todos os boticarios, droguistas e ou-
tras pessoas enesf regadas de sua venda em
toda a AT.erica do Sul, llavana e Hcspanha.
V6ndem-se a bocetinhas a800rs. cada
urna deltas conten una inslrtiCQao em por-
tuguez para explicar o modo desse usar des-
tas (ululas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum
rharmaeculico, na na da Cruz 11. 22, cm
Pernambuco.
VENDE-SE
Ajjna raz em folltas de fci ro.
Oleo de linliara em litas.
Cabos de manlliae de eouro.
Metal amarello e cobro de lorro.
Velas de stearina.
Pedrade marmore pira mesas.
Prego de cobre grandese pequeos.
No armazem de C. J. Astlev & C.
'
ILEGIVEL


'




DIARIO DE PERNAMBUCO .SEXTA FEIRA 2 DE OLTl'BRO DE 1857
CONSULTORIO VjKPTI1C0
mm%
Onde se tetan seuipre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
m glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos :
l'KLCOS F1XOS.
Botica de tubos grandes. 10/000
Dita le 24 > 159000
Dita de 36 ... 209000
Dita de 48 ... 259000
Dita de 60 ... 30900*
Tubos avulsos a ..... 19000
Frascos de tinturrademeia OBfl. 29000
Manual da medicina homeopathica do Dr. Jahr com o dic-
1 cionario dos termos de medicina : ,
Medicina domestica do Dr. Henry.......t
Tratamento do cholera morbus ........
Repertorio do Dr. Mello Moraes '. '.
209009
10/009
2/000
clooo
* PEDRAS PRECIOSAS-1
Aderemos de brilhaolfi, $
Jiair ante e peroles, pal-
seiras, altintles, briucos -?
a rzalas, bolea e anueu J
de differenles gostos e de ?
diversas pedrs de valor.
OlEIli t HUTE
LtJi II llfMlBS
Ra do Cabuga n. 7.
Hecebf m por to-
dos os va por. s da Bu-
OURO E PRATA.
Aderemos completos de \
ooro, meios ditos, pulsei- ?
res, alGnetes, brjncos e j*j
rocelas, conloe, tranca!-
... lina, medalhss, correnles
*< eofeile pare retogio, e JS
^ outros maitos objectos de
!?; ooro.
* Aperelbos completos de -J*
ropa as obras do mais 1 p p ha> bandejas, |
r """0 ^ M|va| eaiticaes, colheres I
motleriio Rosto, tan- despa,e *** *-f
T tos outros obiectos de
prata.
BBgaBMBaBBnWBaBBBBsnB
Compran), vendem oo
Jj troeam prata, ooro, bri-
ei IhaDles.diamaulese pero-
* las, a oatras qaaesquer
* joias de valor, a dinheiro
' v i j>or obras.
MgaBaKaaHSaSKesa-sAii^* to de Franca como
Precisa-se arrendar um sitio nos lu- Ernesto Schramm, socio {cente da
gares seguiutes : estrada de Jon. de liarros. .,..,.,. i B/J....... {[ ,
Itosarinho. Beiem, Arraial e Alll.ctos, pro- ^Jmnfraalj Schansmn. Whately &
melte-se dar bom trato : qoem tiver, diri- let"aiido-se da mesma, uca extincta
ja-se a ra da Cruz do Recite n. 29. que dir a sobrdala lirma desde boje, O de setein-
quem precisa
Quem for dono d"e nm carneiro gran-
de, queappareceu na ra Imperial, prove-o
perante esta subdelegada, para Ihe ser en-
tregue. Snbdelegacia de S. Jos do Recite
29 de setembro de 1857. Accioli, subdele-
gado supplentc.
Precisa-se comprar um carro de 4 ro-
das, com seus arreios, proprio para trabn-
ihar com um boi, que esteja em bom esta-
do ; na ra da Praia, taberna n. 27.
Precisa-se de um escrava para andar
com urna changa de um anno : quem qui-
zeralugar mando na casa junto ao moinbo
de vento, por traz da igreja de Santa Rita.
Novo
sortimento de borzeguios francezes para se-
nhora, ditos para homem, ditos para meni-
nas, sapales, sapatos de diversas qualida-
des, tudo dos melores fabricantes do Pars,
e procos mais| baratos: na ra do Cabuga,
loja u. 9.
de Lisboa, as quaes vendem por
preco coi ii modo como eos tu mam.
M
Graude armaim de
'r o upa feita.
Rl'A NOVA H. 49.
junto a igreja da Concefcao dos Militares.
Nesle (slabelecitnenloencontrara o publico um grande sortimento de roupis lej-
as, con)o sejam : caracas, sobrecasacas, Rondlas, fraques e palitos de pauuo lino
prelo a de cores, ditos de merino selim, ditos de bombazina, ditos de alpaca, dilos
de seda cor de palha, ditos Iranceza e ditos de Jprim de liulio branco e ds cores, dilos
de riscado, calcas de casemira prela e de cores, ditas de meia casemirj, dilas de me-
rino, ditas de princeza, dilas de brim branco e de cores, ditas de g.inga frauceza, dilas
de riscados de linho, colleies de velludo prelo e de cores, dilos de goiguro, ditos
de casemira liso e bordado, dilos de selim branco bordado para casamento, ilos de
dito prelo bordado e liso, ditos de merino bardado e liso, dilos de brim da linho e
failao, camis.ss francezas, chapeos de feltro, dilos prelos de seda, dilos de castor
blanco com pello e rapado, grvalas e luvas de todas as qualidades, no mesmo
aprompta-se qualquer encominen.ia em 24 horas, com fazeuda do armazem. para o
que teni escolbidos pannos fiuus pretos e de cores, cssemiras prelas e de coras, vel-
ludos, brim de linho, gangas e oulras muilas fazenda* : as pessoas que compraren!
nesle eslabelecimenlo licarao salisteiliisimas, lano na qualidade da nizeoda a bem
acabado das obras, como na eommodidade do prtc,o.

Cristiany V Irmaos, com loja e fabrica de *
chapos na ra Nova n. U, acabam da re- tp
ceber pelos ltimos navios chegados do lia- .*.
vre, ricos chapeos de seda para senhora pro- 2?
prios para passeio, ditos do fe Uro para mon- W
laria, dilos de palha enfeiladss para meni- :'
nos e meninas, dilos de fellro para ditos,
brrelos de palha nfeilados o melliorgos- ,[;
lo possivel, brreles de palha enfeitados e J
simples para meninos, superiores chapeos de S?
Castor brancos e prelos, rapados efem pe- Sw
lo, ditos de seda o melhor qae lem vindo ao ag
mercado ; e outros mullos variados sorli- &
los, que promettem vender mais barato que 2
em oulro qualquer parle. ?
Lotera
DA
provincia.
Aclia-sea venda as tojas ja coiiliecidas
do respeitavcl publico os felizes bilbetes
rubricados pelo abaixo assiguado da jri-
meira paite da piimeira lotera do Divino
Espirito Santo, cuja extraccBo he no dia
~i ueoutubro.
P. J. Layme.
Pt'ecisa-se de um eitor i|ue entenda
de plantantes : no sitio do Cliora-Meni-
no, lubrica de rape.
Comprou-se por conta do Dr. Francis-
co Xavier Pereira do Brito, do Rio Grande do
Norte, um bilhete inteiro n 2058 da piimei-
ra parlada priraeira lotera do Divino Espi-
rito Santo.
bto de 18.")7, continuando a gyrar a casa
debaixo da firma nova de Whately Fois-
ter & C, entrando nella como socios os
Srs. Tboma/. Forster e Joao Benrique
Krabbc, o pi'imeirodos quaes dirigir os
negocios desta praca, incumbindo-se a lir-
ma novada liquidaraoda extincta.
Precisa-se de m caixeiro de 12 a
13 annosde idade na ra do Apollo n. t
1." andar.
Pertencendo as trras denominadas
Pao d'oleo, cima de Agua-Preta, ao abaixo
assignado, consta que aellas se acha o Sr.
Campos, de Itio-Kormoso, lazendo plantario
e cuidando em levantar engenho, segundo
he notorio, sem autorisac.3o do abaixo as-
signado, que tem esperado bastante que o
Sr. Campos com elle se entenda, visto estar
o abaixo assignado resolvido a vender ditas
trras, e o Sr. Campos sabe muito bem que
essas trras sao do abaixo assignado, como
consta do inventario que se proceJeu em
Rio-Formoso, escrivlo Coimbra ; estando
porm o Sr. (ampos plantando e dispondo
como sesuas fossem ditas trras, o tratando
de levantar engenho, vem o abaixo assigna-
do, muito a seu pezar, fazer a presente de-
claracao para protestar contra seraelhante
abuso, e em lempo previne ao Sr. Campos
para nao levantar engenho nem fazer servi-
co algum em ditas trras, para evitar ques-
tes, o que tudo protesta. Engenho Conse-
lo 22 de setembro de 1857.
Jos de Barros Pimcntel.
Fazcndas
Vende-se muito
w ^ ..,.. superior sal do As-
sti, a bordo do brigue Sagitario, fun-
Na fundicao da Aurora precisa-se^
de serventes forros ou escravos, para |
servico debaixo de coberta.
t DENTISTA FRiHCEZ. g
Paulo Galgnoax dentista, ra Nova n. 41 : ';;
na mesma casa lem agua e p< dentrilice. .v
s;::s50''v;.:oss:
JOII.N CAT1S,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERC1AES,
n. 20, ra do Torres,
PKIMEIRO ANDAR,
35,'5 praga do Corpo Santo
RECIFE. m
?
:
Os abaixo asslgnados, com loja de ourives
na ra do Cabuga n. II, confronte ao pateo
da matriz e ra Nova, fazem publico, que
esiao recebendo continuadamente as mais
novas obras de ouro. tanto para senhora
como para homens c meninos : es precos
continuam razoaveis, e passam-s cotilas
com responsabilidade, especificando a qua-
lidade do ouro de 1* ou 18 quilates, ficando
assim sujeitosos mesmos por qualquer du-
vida. Seraohim & lrm3o.
Precisa-se de urna mulher de meia
idade, de boa conduela e sem (ilhos, para
(| tomar conta de urna menina do 2 anuos, e
Q fazer algumas costuras ; a tratar no campo
. do Hospicio junto ao quartel, casa do de-
g sembargador Mandes da Cunba.
Precisa-se de urna ama de leite e outra
ICasa desande
O Ur. Ignacio Firmo Xavier es-
labeleceuetn seu sitio da Passagem
^ da Magdalena, que ica ao norte ^ 1>ara cozinbar e fazer todo o mais servido "d
S da estiada entre a ponte srande fg : Casa :na ^ua do Cald.eireiro, taberna n. 60.
f o a pequea do Cbora-Menino, ex- f : ~.\P/ec's-se conttnu.menle de officiaes
celleutes acommodacoes para re-
ceber todas as pessoas enfermas
que se quizereni utlisar ^e seus
servicos mdicos, os quaes serao
prestados com o maiOr esmero.
O mesmo Dr., para o liin supra-
indicado e para exercer qualquer
nutro acto de sua prosso den-
tro ou fra desta cidade podera'
ser procurado a qualquer bora do
dia e da noite, no referido sitio,
a excepciio dos dias uteis, das 9
botas da manbita a's 4 da tarde,
que sera' encontrado no primeiro
andar do sobrado n. 9, do pateo
do Carino.

o

SEGURO CONTRA FO0.
Companhia Alliance.
EsutelKida cm Londres, em marjo da 1824.
Capital cinco Bilhoes da libras esterlinas.
Saundars Brothers & C, lea a honra da in-
formar aoa Srs. negociantes, propriatarios da casas,
a a que* mais eonvier qua esio plenamente au-
torisados pela dita companhia para effecluar segu-
ros sobre edificios da tijolo a pedra, cobertos da
llha a igualmente sobre os objeos queeontivereni
os msalos edificios quer consista un mobilia ou
t (a -andas da qualquer qualidada
Lotera d pro-
de alfaiate para todas as obras : na ra Nova
n. 52.
Na ra do-Collegio o Sr Cyprianno, e
no aterro da Boa Vista na padaria do Sr.
Beiriz, se dir quem da um contodo ris
ou menos com bypotbeca em casas terreas
ou firmas a contento.
- D-se dinheiro a juros em pequeas
porcOes, ate 800a rs., sobre penhores de ouro
e prata : no becco do Dique n. 7, a toda e
qualquer hora achara a pessoa, que os d.
Aluga-se a casa terrea sita na ra
da Praia, pertencente .ao patrimonio da
veneravel ordem terceira de S. Francisco
desta cidade do Recite, cuja casa tem
commodo para qualquer estabelecimento
e inorada ; os pretendentes dirijam-se ao
carissimo irma* ministro Joao lavares
Cordeiro, na ra da Madre de eos.
- Precisa-se de dous amassadores : na
padaria do Forte do Mallos ; paga-se bons
ordenados, agradando seus servicos.
vincia.
O abaixo assignado vende bilhetes ga-
"'" precos i'
fJos'ooo
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das %>terias manda
fazer publico, que estao expostos a ven-
da, lodos os dias, no pavimento terreo da
casa da ra da Aurora n. 2t, das 9 horas
da manhaa as 9'da noite, bilhetes, meios
e quartos, da primeira parte da piimeira
: lotera do Espirito-Santo do Collegio, cu-
rantdos pelos precos abaixo notados, em jas rodas andam no dia de outubro.
quantias de 10Tj$000 para cima, a di-, Theaouraria das loterias 2t de setembro
nheiioa vista, etnseu escr.ptorio, na ra de 1857 Antonio Jacintho Cesar, es-
cr.vao interino.
A viso as irmandades e aos
est ros
Jos Paulino da Silva, com casa publica
de vender plvora, na ra Imperial, a ulti-
ma casa pintada de encarnado, a esquerd*.
indo para os Afogados e n. 235, alm da pl-
vora que vende de superior qualidade e por
prego muito commodo, tem estabelecido na
mesma casa um deposito de fogos do ar de
tocias as qualidades, ahi acharSo as pessoas
enoarregadas das festividades, tanto da c-
ale como de fra, a qualidaie de fogos
%
^l0aEa4jr
RDA DD 0DEIWAD0
Grande sorti-
de fa/cn
ment de tazendas de-
das as qualidades*
Corles de vestido de seda de cores o mais
superior e molerno que ha no mercado.
Pe^as de brelauha de huho lina com 6 va-
ras .............
Corles de vestido de laa matizad, de novos
padrOes com l covados. .....
Uncs decalcado casemira preta e de cores.
Ditos de cutele de gorguiao Je seda de va-
re- padies........* ,
Chapeos de maisa fraucezes formas novas.
Ditos de sol de seda........
Leucos de cambraia bordados, linos, para
mao.............
Dilos de dito de linho lisos para mao. .
Luvas de seda de lojas as qualidades, para
homeiK, seohoras e meninas. ....
Palitos de panno prelo e de cores. .
Dilos de argentina de cores escuras. .
Ditos-de u'iau da cores asselinadas. .
Ditos de brim pardo lino......
Palila de alpaca preta.......
Ditos de alpaca c gangas de cores. .
Dilos de brim de quadiinhos.....
Gndolas de alpaca prela e de cores. .
Komeiras de relroi com lace de seda para
senhora......., .
Chales de merino bordado em 2 pontas. .
Ditos de dito bordados em 1 paula. .
Dito, de dilo com lislra de seda ....
Ditos de dito lisos.........
Dilos de dito com franjas de la ,
Dilos de laa adamascados, pretos e de cores.
Hilos de chaly bordados
10-
9
tojoo
1S5O0
IjOOO
3J "5500
"0.")O0
Ir-.'SO
100
2000110
"0000
UOOOO
50000
4U00
4*500
30000
55000
93600
120000
9o000
60500
5o.jOO
50O00
30UO
lONHiO
Panno fino prelo e de cores, paia 'lodos o precos.
do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilhetes 5^500 recebe 5:000a'0"
Meios 24-750 .. 2:500&-0
Quartos 1^250 1:250*000
/*. J. Layme.
--Na ra do Trap.che n. 17, escriptono
pre-cisa-se deum prelo para criado.
DEP02ITO DE R4P FBHCBA DE
h MARVLWD.
lio chegado pelo vapor Iguarassu este no-
vo rape, fabricado no Ceara, pelo Dr Marcas
aSSffSftjfe ^-Vrec7s-ar-em Z mon^o^em se
ara os amantes da boa: so encommendar, tanto solt como em i-
pitada, e venJe-se por preSo commod'o": na'randolas
ra da (,adeia do Recife n. 29, primeiro
i ntsr.
He chegado a loja de Leconte, aterro
da Soa-vista u. 70, excollente leite virginal
de rosa branca, -
do todo o tamanbo, conforme" o
gosto; recebemse encommendas de fogos
de vista e de armacao com cores de todas as
qualidales, maudando armar e soltar a qual-
W distancia que se offereca; os fogos do
para refrescar apelle, tirar) ar de armacao como brouuis' i
pannos, sardas 6 esp.nhas, igualmente o a-1 lugos de salva, basta lazara encomienda
famado oleo babosa pas impar e fazer eres-1 ou 4 dios antes
cor os cabellos ; assicn como p imperial de
Ivrio de Florenca para broloejas e asperida-
desda pelle, conserva a frescura e o avellu-
dado da primorosa da vida.
| com aceio
nuncianle
UMUU DO ESTABELECI-
MENTO DE PKvS DE
. i- VIGHES.
ACEIO E PttOMPriDiO.
Na ra das Cinco Ponas n. ta6, lava-se e
engomma-se com aceio e promplidSo, e to-
ma-so alyumas freguuzias.
para se poder apromptar
e gosio o mais molerno. O an-
fara todo o aacrilicio para bem
de.-empeuhar e servir as pessoas que o oro-
curarem, e se responsabilisa pela qualidade
do logo sanido do seu estabelecimento, por
sei fabricado porum dos melhores artistas
deite genero, e bem conhecido pela sua pe-
ricia : quantoacs pregos prometa ser mais
ra.oavel que Ihe for possivel.
Aluga-se um sitio muito grande peno
da prar;a, com muitas arvores de fructos,
urna grande baisa para capim, casa de v-
veuda assobradada e muito grande, duas co-
cheiras, urna estribara, casas para escravos
efeitor: quem o quizer alugar, dirija-sea
ra do Domingos Pires, sobrado doSr. Tilo-
ma z de Aquino, junto a um portao de ferro
- Precisa-se deum ollicial de pbarma-
cia que seja inlelhgente e tenha bom com-
portaraenlo : na praQa da Boa-Vista n. 22.
Setni, prelo inacao superior, covado
(irosdenaplcs prelo e de coies,eovado .
Seda prela lavrada superior.....
Pupeliua de seda de cores matisadas, eo-
vado.............
Chalj de cores, com quadros de seda, co-
rado.............
Dilo de cores lisos covado......
L3a de quadros pequeuos.rf grandes, co-
vado ............
LSa e seda de novos padres, covado. .
Mauritana de seda matizada comciuco pal-
mos de largura, covado.....
Ursulina de seda com quadros, ramaglus e
lislras matisadas, covado......
Sedas de quadriuhos, covado. '
Duqueza de seda com quadio. e ramageus]
Mussuliua branca e de cores, covado. '.
Chitas francezas finas de novos padres, co-
vado.............
Frondoliua de seda de Imdos
vados
Cassas fraucezas finas
gostos
de cores lisas, vara.
3OOO0
20000
20300
950
850
6i0
600
800
10600
lOOOO
950
750
320
280
900
20
Compra-se urna carroca para cavailo,
com todos os seus pertences, ou sem olles :
quem a tiver, dtrija-se a ra do Rangel n.
49, ou annuncie.
-Compra-se cffectivamenle na ruadas
Flores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica e provincial, accoesdas compa-
nnias, o da-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas auantias.sobre oenhores.
- Compra-se eflecitvamente pingos de
velas de carnauba : na ra do Vicario n. 27,
deposito de assucar,
deado defronte do trapiche do algodao :
a tratar com Manoel Francisco da Silva
Can-ico, na ra do Vigario n. 17, primei-
ro andar, ou cora o capitao a bordo.
. Hl* ra do Trapiche
54, ehcriptorio e no*
Vaee &":., vende-se supe-
or vinho do Pot tojmgarrafado, em cai-
. xas de urna e duas duzias de garrafas,
muitas fazendas : na loja do sobrado ama- bem como em barris de quarto e oitavo
rollii. nos iiiintrn oanlnu Ha na Ha Otiatm*- ,
a pre^o commodo.
I>E BOM GOsSTO.
Superiores cortes di> seda com 3 ordens de
babados, cortes de barege de babados com
muito lin los padroes, goliuhas brancas bor-
dadas para senhora a 1;280, 1;600 e 2>., | i>
manguitos bordados para senhora a 3o e 4} O
par, tiras bordadas de muito bom gosto a
15500, 25000 e 2o500 a vara, pecas de entre
meios bordados a 3o cada um, cassas organ-
dys, mussulinas, chitas francezas, e oulras
>eit$$&
VINHO DE BOEDEAX
COGNAC
012 SUPGKiOll QUAL10AD .
VenJe-se na ra do Trapiche Movo a 24
casa terrea, em caixas de duzla e a retalho!
ludo por prego commodo.
I'AHELO.
\ende.-se farelo novo em saceos : no ar-
mazem d.Kernandes & Filhos, ra da Ca-
Vende-se urna ptima escrava crioula,
boa engommadeira e cozinheira, a qual se
vende por a senhora se retirar para o mato,
e a mesma nao queier acompanhar : na ra
da Cruz n. 2.
Vende-se urna armario, barris e ob-
jectos de taberna, na praqa da ribeira da
Boa-Vista n 5 : quem pretender, dirija-se a
dita taberna, que achara com quem tratar.
Vende-se um sitio com casa de mora-
da e grande baisa plantada de caplm, varios
arvoredos e algumas larangeias, a frente
moradas, alem d) sitio tem 11 muradas de
-i?,3.?,,'!6 pedra e cal I"8 rende annualmente
/ t/000 pelos pierios antigos : quem preten-
der, dirija-se ao Manguiuho, padaria,
achara com quem tratar.
Vendem-se os seguintes escravos
escrava crioula, de bonita ligura, cot
anuos; 1 linda mulatiiiha de 16 anuos
muala de bonita ligura, de 20 anuos :
ra Ua Aurora 11. 36. <
VeuJem-se dous carros de conduzir
gneros da alfandega, um com um boi. e ou-
lro com um cavailo : trata-se na ra de S.
francisco, defronte da ordem. na loja de
corneiro, com Francisco llibeiro PavSo J-
nior.
Vendem-se na ra da Csdeia do Recife
n. 7, loja de Antonio Lopes Pereira de Mello
c< C, saceos com excellctite gomma chegada
ullililamente do Ceari, por preco commodo:
a tratar na mesma. Na mesma loja cima
vendem-se botijas com muito boa tinta in-
glcza para copiar, por preco commodo.
Vende-se o sobrado de 3 andares, sito
na ra da Cacimba n. 1 : a tratar ua ra do
Vigario n. 33.
VeDde-se um cabrioletde4 rodas e de
4 assenlos, para 1 e 2 cavallos, com coberta
decouroenvemisado, pintado e forrado de
novo : no sitio do Cajueiro, na Passagem.
\en le-so lainbein outro cabriole americano
de 4 rodas, para 2 ou 4 pessoas, muito leve.e
pintado de novo, o arreios novos : na esrta-
ua dos Allltctos, junto ao sitio da viuva Quin-
lella, ambos por commodo preco
|wa ra do Crespo, loja
.| anu relia 11. 4, de An-|
tonio l^ranesco P
que
I
22
1
na
'e-ss
reireir, vende-se:
Para homem.
Casacas de panno fino prelo, (oda forrada 9
..'-'Z'j che8adas ltimamente de l'aiis, W
a Jj.oo cada urna. f\
Casacas redondas de panno fino de cores, as S
mais bemf.ilas que lem vindo a este "
mercado, a 30,000. ^
Casacas redoudas de gorgurilo assetinado,
loda de seda e de e.oslo novo, a 3.0O0. ,
Lasac.s e sobrecasacas de sarja crep, loda
de pura seda, a 28,000. 55?
Palitos saceos de duqueza da Perce, fizenda
de seda elaa.de Roslo novo, a 18,000. $S
1 raques de easemira mesclada com'gola de S
velludo, a 18,000. 5S
Palitos de alpaca prela e de cores, enm aula iS
de seliro e sarja da China, lod,.s forrados &
de seda, a 10,000 e 12.000 cada um.
Camisas do mais fino
Era freuie do becco da Congregado,'passando
loja de ferr.igens, a segunda de r.zeudas n. io
Precisa-se de um forneiro, na padaria
da ra Direita dos Afogados: a tratar na
oiesma.
Alugam-se 5 ou 6 escravos robustos,
para armazem de assucar : quem tiver, di-
i ija-se a ra do Trapiche n. 3, a tratar con
t.oncalo Jos Alfonso.
Urna senhora que annunciou no Dia-
rio para azer companhia em urna casa, di-
rija-se aos Remedios, sitio de Aurora da Ca-
pella ; assim como vende-se urna porcao de
pus de coqueiros.
Precisa-se de urna ama para cozinhar
para 4 pessoas, sendo idosa melbor : na ra
Uireila n 95
U-se por 4:000/duas elegantes mora-
das de casas terreas com sol3o, feilas a mo-
derna e acabadas ba pouco, em chaos pro-
pnos, em urna das melhores e mais publicas
ra desta cidade, as qnaes presentemente
so rendem 37o000 mensaes : a tratar id pri-
meiro andar da casa n. 16, por detraz da
matriz le Sanio Antonio.
Quem se quizer incumbir de criar
urna crianca impedida, a qual tem 4 mezes
de idale, aniiuucie por esla folha para ser
procurada.
Aenvio.
Desapparcceu da praca da Boa-Vista, bo-
tica n. 24. no dia 26 do corrente, um cachor-
ro d agua, com os signaes seguintes : muito
grande, orelbas castanbaa, e eslas muito
grandes que excede o focinho, a cauda mui
to curta, com a la* cortada assemelhando-"
se com um leSo, com um talho noolho di-
rcilo, e alem disto castrado : rogase a pes-
soa que o achou, ou delle der noticia, diri-
j<-se a mesma botica, que ser ben recom-
pensado.
Quem tiver e quizer alugir um molo-
quede 16 a 20 anuos, que seja activo, diri-
|a-se a ra Nova, loja de chapeos n. 44, que
achara com quem tratar.

O
madapolo tranrez, W
com peito.panhos e collariuhos de linho, t&
a 50,000 a duzia.
Uitas de dita com peilo de Selissia, a 32,000 B
duzia. )
Ceroulasde bramante de puro linho e de no- S
va inveinao, a 33,000 cada duzia. E
fc ouli.s mullas fazendas de linho e seda, Kf
pelo msis barato preco que se pode vender. O
Vende-se urna morada de casa terrea
com, solio e quintal, na ra da Alegra n. I;
a fallar no largo do Pelourinlio ns 5 e 7.
, "": r>enJe-so urna cas-i terrea na povoacno
dos Afogados, sita na ra do, Motocolomb
n. 2, casa da esquina quo volta para o pateo
de M. S. da Paz, com 3 quartos, cozinha f-
ra, quintal murado, cacimba s
tender, dirija-se
relio, nos quatro cantos da ra do Queima-
do n. 29.
Bichas de Hambtirgo.
Em frente a matriz da Boa-Vista, alugam-
se bichas, e applicam-se ventosas, seccas e
sarjadas, amolam-se ferrumeolas de corles,
e botam-se ouvidos em espingardas.
No armazem de Hemeterio & Irmaos,
def feijao branco, mulatinho e de corda a 11*000
80000 res.
Vende-se um escravo crioulo, de idade,
pouco mais ou menos, 25 annos, bom car-
reiro : quem o quizer procure no aterro da
Boa-Vista, sobrado n. 5, primeiro andar.
- Vendem-se saceos grandes com milho,
feijSo mulatinho e farinha : na taberna
grande ao lado da igreja da Soledade.
Vende-se urna mulalinha peca com ha-
bilidades, una negra de 20 annos, crioula,
com habilidades, e duas negriphas de II pa-
ra 12 annos. bonitas figuras : na ra do Li-
vramenio n. 4. Na mesma casa vende-se,
compra-so ese recebe de commissSo.
Vendem-se 28 duzias de formas para o
fabrico de velas de carnauba, por barato pre-
so : a tratar na ra da Palma, atraz da igre-
ja de N. S, do Carino, defronte do trrelo, a
a pessoa que as romper, se ensina como so
labrittu ditas velas.
Aleite de, peixe.
Vendem-se na ra do Trapiche n. 8, bar-
ris com azeile de peixe, chegado ltima-
mente na balieira americana Charles Eduard
Vende-se um bonito mulatinho de 12
anuos de idade, proprio para pagem ou para
algum ollicio, por pceo commodo : na ra
da P aia de-Santa Hila, cssa de Antonio da
t.usla llego Motileiro : quem quizer, dirija-
se quanlo antes, que o aniuincianle retira-
se muito breve.
VcnJcm-se c mesmo a prazo as maio-
res partes da fazenda de Santa Cruz ou Boa-
Vista, coji 2,004 bracas de largura e 3 legoas
1|2 de fundo, cuja fazeuda he muito boa por
nao solFrer mal triste nem secca, e ser perto
desta praca ; vende-se em conta vista da
fazenda : no largo da Assembla n. 12, se-
gundo andar.
Com toque de. averia.
Na ra da Cadeia do rtecifo n. 54, vendem-
se pegas de algodao com pequeo toque na
pona a 2;500, lengos de cassa de boa quali-
dade a 160 rs. cada um.
Na nova loja de fazendas,
de Jos Mr reir Lopes, nos quatro cantos da
ra do Queimad n. 18 A, esquina que volta
para e Rosario, vendem-se superiores cha-
peos brancos de castor a 93, cortes de cam-
braia organdys com 12 varas a 5o. ditas es-
curas, francezas, com 12 corados a 2320o,
cambraias francezas muito tilias a 500 rs. a
vara, um completo sorliuietilo de palitos de
alpaca preta e de cor, ditos de brim pardo e
brancos, e de oulras diversas qualidades,
colletesde fustao feilos, pelo barato prego
do 15800, e outras muitas fazendas por prego
commodo.
CEBA EH CHUME
Vende-se no nrmuzein de Feliciano Jos
Gomes, na ra do Trapiche n. 7, em barri-
cas, chegada ltimamente de Lisboa.
Vende-se urna escrava cabra muito
forcosa, propria para engenho, idade 40 e
taulos annos : quem a pretender comprar,
procure tratar na ra larga do Itosario n.
35, ou ra estnita do Hosario n. 25, e se di-
r o motivo por que se vende.
Sementesde iiortalicas,
rh egadas pelouliimo navio de Lisboa, ven-
dem-se na ra da ruzn 36, taberna de An-
touio Lopes Braga.
Sal do Assts.
Vende-se a bordo do brigue Elvira, tun-
deado em frente do trapiche do algol3o: a
tratar com Fernn les i Filhos.
Ao barato.
0 PREGUICA ESTA QUE-
MAHDO.
POTASSA DA RUSSIA E CAL
YIRGEM.
l>o deposito da ra da Cadeia do Recire,
armazem n 12, ha muito spperior potassa
da Russia, dita da fabrica do Rio de Janeiro,
e cal de Lisboa ero pedra, tudo chegado ha
poucos das, e a vemler-se por menos prego
do que em outra qnalquer parle,
VELAS DE ESPERMACETE.
Receberam-se agora novas velas de estea-
rina, que se vendem a retalho, em caiias de
25 libras, por prego commodo oa ru. h
Cruz n. 49.
Vende-se espirito de vinho : na resti-
lacSo do moinho de vento da praia de Santa
Rita.
Pechincha para bahuleiros.
Na ra do Crespo, loja da esquina quo vol-
ta para a da Cadeia, vendem-se chitas claras
proprias para bahuleiros, com pequeo to-
que de avaria, a 49, 4;500 e 5/.
Gomma do Aracatv.
Km porgoes e a retalho : vende-se na rus
da Cadeia n. 57, escriptorio de Prente Vi-
anna.
SAPATOS DO ARACATY,
dos melhores que lem vindo a este merca-
do, para homens e meninos, de palla e de
orelhas : em casa de Caminba A Filhos. ra
da Cadeia do Kecifo n. 60, primeiro andar
Vende-se superior llnhas de alcodSo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor & Ce, ra do
Torres n. 38.
Vende-se a verdadeira graxa ingle-
zan. 07, dos afamados lubricantes Day &
Martin, em barricas de 15 duzias de "po-
tes : em casa de James Crabtre c Compa-
nbia, na ra da Crnzn. 42.
Pli
Em casadeRabeSchmettau&t:ompanhias
ra da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Hamburiio.
Na ra da Ladeia defronte da RelacSo, venda
n. 28 de I). S. Campos, vende-se e alURa-se, supe-
riores bichas hamburtuezas, em porjao e a retalho.
Vende-se na ra da Cadeia n. 28, superior
presunto porluguez inteiro a 410 rs., e mais obitelo*
por prejo commodo.
-telonios.
Os melhores relogios de ouro, patente in
glez, vendem-se por precos razoaveis, no
escriptorio do agente Oliveira.rua da Ca-
deia do Recife n. 62. primeiro andar.
Agencia
da fundicao Low-Moor,
ra da Sensata fova
ii. 42.
Neste estabelecimento coutinu'a a haver
um completo sortimento de moendas emeias
moondaspara engenho, machinas de vapor
e taixasde ferro batido e coado de lodosos
ama olios para dito.
. C*L DE LISBOA.
Vende-se cal de Lisboa vinda no ultimo
na-vio, em barris bem acondicionados, por
progo commodo : na ra de Apollo, arma-
zem n. 2 B.
SECRETARIAS.
As melhores que at hoje tem spparecido
a este mercado : vendem-se no escriptolio
do agente Oiiveira, ra da Cadeia do Recife
n 62, primeiro andar.
Algodao itioiistro.
Vende-se algodao moustro com 8 palmos
largura, muito proprio para toalhas e
quem pre-
rua dos Pires, a fallar
com Antonio Jos de Rosas, que dir quem
vende.
O f'reguica da ruado
Queimad, cmlinua a queimar na sua loja
n. 2, esquina do becco do Peixe Frito, um
lindo e variado sortimento de fazendas de
bom gosto, por baratissimos presos, pois
que sem ambiguo se contenta com um m-
dico lucro, e. nao Ihe sendo possivel notar
em um pequeo annuncio tudo quanto tem
de bom para servir aos seus freguezes,
menciona apenas olindinas, fazenda de seda
e algodio, propria para vestido de senhora,
de gostos inteiramauto novos a 900 rs. o co-
vado, cortes do targelinas" para vestido de*1
senhora, fazenda muito lina e do melhrr
gosto inglez, com lislras de seda e campo
escuro a 129 cada um, organdys de cordSo
com desenhos mui delicados, pelo baratissi-
mo preso do 440 rs. a vara, cambraia estam-
pada do melhor gosto possivel a 480 a vara,
cassas francezas de lindos gostos a 600 rs a
vara, chitas francezas escuras, matizadas
com lindos e novos padrOes a 260 o covado,
ditas claras, padroes largos e miudos a 280
e300 rs. o covado, ricos cortes de selim
bordados uara colletes a 4o cada um, lazi-
nhas escojas de mui ricos e variados padrOes
proprias para vestido de senhora e roupes
de meninas a 500 rs. o covado. riscados
monstros de cores alegres e mu elegantee
gostos a 220 o covado, dilos francezes ds
quadros de lindos padrOes a 240, mussulina
branca a 320 o covado, dita muito lina 400
rs.,dita estampada de lindos padrOes a 320 e
40o rs. o covado, chitas linas de cores claras
e escuras, Untas llxas a 160, 180, 200 e 240
rs. o covado, pesas de cambraias lisas tapa-
das, muito linas e com 10 varas a 606OO, di-
tas de dita mais cheia a 43600, dita transpa-
rente com 8 varas, muito linas a 5o400 a pe-
sa, pesas de bretanha de rolo com 10 ares
a 23 cada urna, gravatas de setim prelas e de
cor, goslos modernos a 13280 cada urna,
cortes de brim de puro linho a 23300, 23400
e 2#50o, casennras de lindos padres a 5o50o
e6/" corte, ditos de algodao de lindos gos-
los a 10, 10440 e 13600 cida um, lensos para
mao a 20, ditos com bico muito linos a 360,
chales de gaze, ditos do merino lisos e bor-
dados, obra primorosa, gangas mescladas
prop las para caigas e palitos a 560 o cova-
do, casineta preta lina a lolOO o covado, len-
Sos de seda de ndos padrOes a 2f cada um,
cobertores de aigodao para escravos a 700
rs. cada um, de todas estas fazendas e de
muitas outras que se n3o mencionara, mas
que se venderSo por baratissimos presos, e
se dar..o amostras com penhor.
Feijfto i.ovo.
Vende-se na ra do Apollo n. 5, por prego
razoavel, em saceos de alqueire e mel.
Vende-te um boi bastante gordo e
manso, proprio para canora: quem o
pretender dinja-se a ra do Queimad
n. 15", loja de ferrasen*.
CEBLAS MOIVSTRO EM PIHBIRA MAO.
Vende-*e por 100 rs. cada reilea com 35 ceblas
de Lisboa multo grandes, e de tflo boa qualidade
que aloram mais de 6 mezes : na ra estrella do Ro-
sario taberna n. 17. ao voltar para o Carmo.
Vende-se urna negrota do 14 a 15 an-
uos, de bonita ligura, sadia e sem defeito
algum, saliendo cozinhar, coser e fazer la-;
byrintho, ou troca-se por outra que tenha as i cmo
mesmas bondades e habilidades, com mais
as de engommar e vender na ra : para tra-
tar deste negocio, no Ma.iguinho, primeira
casa do lado diroito ao entrar na estrada
dos A111 icios.
Vende-se a melhor loja de fazendas do
de
lenges, pelo baratissito prego de 600 rs. a
vara: na loja da boa f, ua ra doOueima-
do u. 22.
TACHAS PARA ENGENHO
Da fundicao de Ierro de D. W. Bowman
na rita do Bium, passando o cbafa-
riz, continua a lia ver um completo sor-
timento de taclias de ferro fundido e bati-
do, de o a 8 palmos de bica, as quaes se
ecliama venda por preco commodo e com
promptidao, embarcam-se ou carregam-
se em carro sem despezas ao comprador
Vende-se na ra da .Madre de Dos
n. 12, armazem de Novaes & C. barris
de ferro, ou cubos hydrnulicos ; para de-
positas de fezes, a preco commodo.
SiSellins e relegios.
SELLINS e RELOIOS de plenle
Inglez : a venda no armazem de
Hoslron Rooker & Companhia, es-
quina do largo do Corpo Sanio nu-
mero 48.
Vende-se um eochicho. eum casal da
canario do reino, e dous filhos muito can-
tadores : no aterro da Boa-Vista n. 86.
<55-A 280 rs. a libra.
Chegaram ra do Collegio n. 5, as segoiotes
rnassas para sopa : macarrSo inteiro, dilo cortado,
macarrouela, lalherim, lalherinele, povele, eilreli-
nha, condola, liuhaca, pevide e argolinha, lodo a
2S0 rs. a libra, e a quem lomar eaia faz-se algum
abatimenlo, para isso te chama alinelo das casas
particulares, porque em outra pirle nao se acham
eslas pechinchas, anda mesmo a Irecu de cdulas
velhas, ha caitas com dais quatro qoalidades de
rnassas.
Milho.
Vende-se milho superior em saceos
grandes, no armazem do Sr. Luiz Anuo,
delronte da alfandega, ou a tratar na ra
da Cruz do Recife n. 27, escriptorio de
Antonio de Almeida Gomes.
Vendem-se casaes de pombos batedo-
res de ptima raca c por preco commo-
do : no fim da ra do Cotovello n. 56,
porto de ferro.
XAROi
DO
oso
i i
01 transferido o deposito deste zampe
para a botica de Jos da Cruz Santos, na ra
Nova n. 53, garrafas 58500, e meias 3000,
sendo falso todo aquella que nao for vendi-
do ueste deposito, pelo que se faz o presente
VISO.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO'
Para cura de pblysica em todos os seus
dillerentes graos, quer motivada por cons-
ttpagoes, tosse, asthma, pleuriz, escarros de
sangue, dr de costados e peitos, palpiUcSo
no coragao, coqueluche brouchite, dOr ua
garganta, e todas as molestias dos oreaos
pulmonares.
xecaiisio nu mi-
no.
NAFUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN, ,sA
RA DO BRUM, PASSANDO O .HA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos se-
guintes objectos de mecanismos proprios
para engenbos, a saber : moendas e meias
moendas da mais moderna conslrucco ta-
chas de ferro fundido e batido, de superior
qualidade e de todos os lmannos : rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as
proporcOes ; crivos e bocea de fornalha e
registros de boeiro, aguilhOes, bronzes, pa-
rafusos e cavilbOes, moinbos de mandioca
etc. etc. '
NA MESMA FUNDICAO
se esecutam todas as encommendas com a
superioridado ja conhecida com a devida
presteza e eommodidade em preco.
escoberta nica. (Privilegio de 15 annos
LUVAS DE JOUVIN.
J. Falque recebe por todos os vapores in-
glezes viudos da Europa, luvas de pellica
Jouviu, de todas as cores, tanto- para no-
meni como para senhora : na ra do Crespo
--- Vende-se superior vinho decalu': na
ra de Borlas n. 16. '
a I lencao!
o
Vendem-se sedas brancas lavradas e Qnas,
para casamento : na loja de M. Ferreira de
Sa, na ra da Cadeia do Recife n. 47.
^*WS!>0jI'-ii& ?;*!#
Vendem-se 2 pedras de sacada, boas,
de 8 c 10 palmos de compriment, e urna
hombretra : na ra do Rangel n. 21,
Obras Lencos, toalhas, bicos,"rendas, ele ele ,
de delicado trabajho, feitos no Aracaly :
vendem-se no primeiro andar n. 60 da ra
da Cadeia do Recife.
/escravos venda.
Em casa de Caminha & Filhos, na ra da
l.aaeia do Recile, primeiro andar n. 60.
Vende-se a loj* de futiiieiros da ra
Direita n. Ui com poucos fundos, propria
para principiante, ou a armacao s : a Ira-
lar no pateo do Terco n. 16.
- Ven lera-se 3 escravas pecas, muito
bonitas figuras, e 1 molcque do 8 a 9 annos
de idade : a iratar na ra do yueimado n. 6,
lujd.
Barato que
ADMIRA.
Cortes de cassa frauceza do babados, com
pre'ode^ ^"pEVTnM escamas de ferro par" To.teiros :
dolado. ,oja do ^0~\t&&^
relogios de pa-
tente
inglezesde ouro, desabnete e de vidro:
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto Cesar de Abrer, na ra da Ca-
deia do Recife, armazem n. 36.
Vende-se urna boa esa terrea na ra
da ConceicSo da Boa-Vista : a tratar no
aterro da ltoaVista n. 43, segundo andar,
das ti as 9 horas da manhaa e dss 2 as 4 da
tarde.
Reigios
cobertos e descoliertos,pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem ese-
nhora deum dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Mellor & f. ra
do Torres n. 38.
I^ende-se
Cortes de la para
dos.
Venlem-se cortes de 13a de lindos pa-H
drOes.com 15 covados cada corte, pelo di-
minuto preco de quinze patacas; a elles,
antes que se acabem : na ra do Queimad
n. 22, na Inja da boa f.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
A dinheiro
>/f1C*Ld-,nl'S? Iis0' l8rS' encorpado a
25, 8/40, 25500 e 25800 a peca, dito de si-
cupira a ao, 25240, 2/500, 25800 e 3s a peca,
dito do sacco 120 e 150 a jarda, dito tran-
cado largo a 100, 120, 140 e 180 rs. a jarda:
vende-se na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a ra da Cadeia.
CEMENTO.
Vende-se cemento, tanto em barricas
o em porfi o a retalho, por com-
modo preco para acabar, e muito bom : no
armazem de materiacs, na ra da Cadeia de
Santo Aulonio n. 17.
caas de trro
\esU-
Fugio no dia 28 corrente, o escravo de
nome Miguel, levou camisa branca, calca de
brim de listras, e com os signaes seguintes :
estatura regular, cor fula, ps apalhetados,
barba ponteira ; consta que anda vagando
as ra desU cidade, por isso pede-se as au-
toridades policiaes, que o peguera, e levem-
0 a ra Direita n 26, que se gratificar bem.
Fugiraro na noite de 23 para 2* do cor-
rente, do engenho Espirito Santo, sito na
Ireguezia de S. Rita da Parabiba do Norte,
os escravos seguintes, pertencenles ao abai-
xo assignado : Corgonio, de idade de 25 a 30
annos, lilho doSind, rnulato ac, alto cor-
po cheio, cabellos carapinhos, rosto redon-
do, nariz um pouco chato, o I los pretos.
bocea regular, denles aberlos, bracos e per-
nas grossas, pouca barba e ruiva, os cabel-
los da cabeca no sSo muito pretos, roeto
naos e fjes muito sardentos, toma tabaco e
ruma, pea grossos e largos e nao muito com-
pridos, tem urna verruga na junta da mSo
direita, pelo* lado de fora e est bstanle
crescida, anda limpo, e gosta do divertimen- '
tos, levou chapeo de baeta e sapatos bran-
cos, he dado ao jogo. Manoel, mulito.idade
de 18 annos, estatura regular, rosto com-
prido, olhos agaiados, e passa um pelo ou-
tro. cabellos louros e crespos, nariz afilado,
bocea grande, beicos grossos, denles gran-
des e abertos de pouco, pescoco grosao e
comprido, cheio de cabellos, bracos e per-
nas grossas bastante arqueadas, de andar
hanzeiro, ps muito grandes e grossos, e
tem alguus bichinhos, he molla, e bestunto.
Corgonio fui vendido por Manoel da Fonseca
Mello a Vicente Tavares de Mello, e este ven-
deu ao abixo assignado o dito escravo;
Manoel foi escravo do capitSo Minoel Joa-
quim de Araujo, morador em Boa-Vista, a
foi vendido ao abaixo assignado por elle
mesmo. Engenbo do Espirito Santo, 24 de
setembro de 1857. Luiz Ignacio Leopol-
do de Albuquerque MaranbSo. -
Do engenho doMeio.fregueziada Varzea.
fugio no da 20 de setembro do coirente anno
o escravo PantaleSo, oicial de ferreiro, bai-
xo esecco, cor preta bem fula, falla baixa
costuma embriagar-se pouco, foi escravo da'
viuva do finado Joaquim Candido, do enge-
nho llha das Mercs, j andou Irabalhando
Mugado nesta cidade, e be muito conhecido
em loda estrada do Recire ato o engenho
Santa Cruz ou Cabeca de Porco, silo na fre-
guczia de Una, por andar quasi todos os me-
zes de viagem de um a outro desses enge-
r hos, e he casado coro urna escrava chama-
da rcula que se acha no engenho Santa
Cruz : roga-se a prisSo do dito escravo. e
promette-se gratificar bem a quem o pren-
der erecolher cadeia desta cidade, ou le-
va-lo a un dos engenbos cima referidos.
503000 de g.-atiGcacSo.
No da 27 do corrente fugio da casa do
abaixo assignado o escravo crioulo de nome
Pedro, o qual tem os signaes seguintes : es-
tatura regular, bastante preto, j tem bas-
tantes cabellos brancos, tanto na cabeca co-
mo na barba, levou calca de brim de qua-
dros e camisa de madapolSo, mas telvez te-
nha mudado de roupa porque levou mais
alero da do corpo, falla bastante descansado
e por entre os denles ; julga-se que lera ido
P8a* G,rannuns P01* ser natural desse lugar,
e de la ter vindo para ser vendido nesta pra-
Ca : roga-se, portanto, as autoridades e ca-
pitaes de campo, a apprehensSo do dito es-
cravo, e manda-lo levar nesta cidade a seu
senhor, na ra Imperial n. 173, ou em Gara-
nbuns ao lllm. Sr. Manoel Jos Mendes Bas-
tos, que se gratificara com a quantia cima
Recife 29 de setembro de 1857.
Joaquim Luiz dos Santos Villaverde.
No da 5 de julho do corrento anno fu-
gio do engenho Cursahi na comarca dePSo
d'Alho, o escravo Antonio, Cacangc, de ida-
de de 36 annos, pouco mais ou menos, de
altura e grossura regulares, cangueiro 110
andar, tem lodosos denles da bocea, con-
versa pouco, pernas finas, be casado, e tai-
vez lenba algumas marcas de reino as na-
degas por Ja ter sido castigado levemente
esse escravo foi di s herdelros do finado Cae *
tao Goncalves da (.uujia ; consta que este
ve em Santo AnlSo, em casa do Sr. J080
Francisco, assim como consta que em Pajeu'
existe um escravo com os mesmos sigoaes
a pessoa que o conduzir ao referido enge-
nho, ou ao Recire, na ra da Cuia n. 64, ou
delle der noticia certa, ser recompensado
com toda generosidade; e quem o tver em
seu poder, fique certo de sua punido com
todo o rigor das leis. *^
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PERN. TP. DE M. Y. DE FAK1A IHS7"
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ILEGIVEL




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