Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07841


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Full Text



ANNO XXXIII N. 220.
Por 5 mezes adiantados 4S00O.
Por 5 mezes vencidos 4$500.
SAMADO U DE SETEMBRO DE 187
Por auno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor;
BNCA.RB.EG.DOS DA SOB3UUPCA DO NORTE.
Pinhibi, Sr. Juoo kodolpho Gome ; Natal, o 8r. Joaquina
IPiraira Jnior ; Aricis-, o Sr. A. de Lmoi Braga ; era-
ra', o Sr. J. Joie da Olivalra ; Maranhao, o Senhor Jos Teixei-
ra de Mello; Pituhj o Seobor Joi Joaqaim Avelino ; Pi-
ra, Sr. J mlina J. Kamoi Amaionai, o Sr. J.roovmo da
Cm.
PARTIDA DOS CORB.EIOS.
< Ir .Ib : todo* os dial, as O e m.o.i horas do di*.
naimua', (Mama a l'arabiba: as sman.Us r seiui-rriri.
B. Aauo, Hrierri, llonilo, Caru.ru', Allinlio c r.rranhiioa : na larea-M
S. Lour.-iiSo, P.o UAlho, .\aaarclb, l.im.,.iro, llriu, IV.qucira, Ingairira,
loria, Villa-Bella, Roa-Visia, Ouricurv Bu', na juirlas-hirai.
Cabo,lpojuca,Srrinharm, llin l'ormoso, toa, Barreiro, Agua-Pifia, P-
irnleiia e Natal: quintai-frira.
1 el os correi.is parira as 10 horas da nanhXa.
AUDIBXGIAB DOS TBJBCNABS DA CAPITAL.
Tribunal do commereio : segunde a quintal.
Relacao : terca! feirat a aabbadoa.
Fazenda tquartai aabbadoa ai 10 horat.
Juizo do commereio : segundas ai 10 borai quintal ao malo da.
Juio da orphaot : aegundaa a quintal ai 10 borai.
Primeira rara do evel : aegundaa eaaiUaao mrio dia.
Segunda Tara do elvel : narua aabbadoa ao maio da.
El'HEMERIDF.S DO MEZ DE SETEMBRO.
4 La chela ai 3 horaa e 47 minutos da manhaa.
10 Quarto mioguante aa 8 horai e 30 minutoi da tarde.
18 La nova aa 3 horaa a 13 minuto da manhaa.
30 Quariocrcicenti ai 6 horas e 40 minuto da manhaa.
PREAMAB DE HOJB.
Primeira aa 10 horaa a 0 minuto da manhaa.
Segunda a 10 horaa a 30 minuto da Urde.
DAS da semana.
21 Segunda. S. Matheosap. envangelista.
33 Terca. S. Mauricio m. ; s. Digna v. m.
23 Quera. S. Lino p. m. ; Thecla v. ni.
24 Quinta. N. S. da Merec. S. Tjrso m.
25 Seita. S. Justina v. m.; S. Senador, e Caleslrato Mm.
28 Sbado. S. Cleofas : s. Firmo b.
27 Domingo. 17 Ss. Coime e Damiao ir-.
PARTS OFFICIAL
MVGUO DA PaOVIMCI*.
Expedienta to da 4 do setambro 1857.'
Offirio Ao comndame da asanlo naval, para
por em liberdade o recrula Malhlaa Fernanda, dos
Sanios.
Ditoto director da initrucr.lo publica, rammu-
nican.io t*r deferido em virlude do parecer do con-
lelho director, o requeriroiuto de Andr Alve da
Fonaece, padiodo dispiiua de provar a eapacidade
profesional para o magisterio particular de primei-
ra lellraa.
DitoA' Iheiuuraiia de (azenda, inteiraodo-a de
ter sido approvado o accordo deite governo, de
mandar pagar tob aua reeponsabilidade, aa despeza
qoe forem fazen lo com o tervco do presidio de Fer-
nando.
DitoA' rnesma, Irinsmiltiado copia do aviso da
minaba de 18 de agosto ultimo, declarando que as
daspezas com os desertles que e apprehen lerem,
devem ser laitaa por maio dos dinheiroafornecidos
para as gratilictc,0 doa apprebimorea, pratican lo-
se o meirao que a respailo deslas se acha estibe Wci-
do no arl. 7 do aviio regalamentar de 3 de feverei-
ro ultimo. Igual ao eommandaote da esiacn
naval.
DitoAo arienal de guerra, eoramunicando-lhc
qoe o patacho Tamegao, couduz para aqoi diversos
object > e arligos com destino ao MaranbSo, Amazo-
nas, Para' e l'aralnba, e reoommenJando que os fa-
ca desembarcar logo que chegoem.
DitoAi mesmo, para que recommende a Feli-
ciano Cavalcanti de Souza, que trate de pagar a im-
portancia dos dircilos e emolumentos correspon-
dentes a sua apoieatadoria no lugar de aju lauto do
porteiro daqselle arsenal, os qaaea couslam da nota
junta.
DitoAo mesmo, para que tornee,* aot meiot ba-
talhts da Psrahiba Can' os arligos mencionados
as notas juntas por copia sob os. 2 e 3.
DitoAo mesmo, ordenando que fornec,a aos ba-
tallles 4." de aitilharia, 9.- e 10. de infanlaria e as
companhia da artfices e eavaltaria, os arligos de
fardamenlo indicados as olas jnnlas de ns.
1 a S.
DitoAo arsenal da marinha, enviando copiado
aviso da marinha de 21 de agosto oltimo, mandando
dar baita ao menor Maree Im > Augusto da Silva
Braga, afim de ser enlregoe a sua irmia, ss for ella
d bons eoilumes, e poder dar-lhe educarlo couve-
nienle.
DitoAo patrimonio dos o de pagar no padre Jos Procopio Pereira, professor
do cullegio dos orphao, o que sa lite dever de seos
ordenado, al que a assemb' provincial de' deci-
3o definitiva acerca de laes venrimento.
PortarlaMomeando para ofTi-iae do !. balalhao
da giiar.i.i nacional dv Itecife, aos cidadaos se-
guinle, conforme propoz o reipietivo coinmau-
ddiite :
Eslado-maicr.
Tennle-jiuartel-meslreCandido Caieroiro Gue-
des Alcoforado.
Segunda companhia.
AlteresStiro Seratlm da Silva.
Huirla companla.
TenanteManoal Gomes de Sa.
Oitava companhia.
TifenteJoao Henriqoes da Silva.
C'immonicou-se ao commandaute superior.
DilaNomean lo os cidadaos ahaiio declarados pa-
ra ofliciae do 2.- balalhao da guarda nacional J ;
Recite :
Primeira companhia.
AltereJos Cipriano Antanea.
< Jaula companhia.
Altere'Jos Franr.isco Brandao Castro.
PiUII Tin un Egidio de Figueiredo.
Cominuncou-se ao commaodanle superior.
DilaConcedendo ao continuo da Ihesoorari] de
fazenda, Targino Suvert de Souza Magaldaes, .')
mezes de licencia com ordenado para tratar de sua
saude.
Pita Desunerando em viitode d proposta do
ebefe de polica, o capitao Francis-o Antonio de
Cirvalho, do r-arao de delegado de Serinhaem, por
astim o ler pedido.Communicou-se ao chefe da
pulira e ao sominandaute da armas.
TRIBUNAL DOJURY U StNA.
Presidencia de Mr. I'anin.
Conspirarlo contra a vida do imptrador.
(Exlrahido do Direilo.)
- '.Continuaran;
Depois deita leitura que nao durou menos de tres
quarloa de hora, e que toi ouvida com a maior cal-
roa pelos aecusados, lei-ie retirar as Uslemunhas,
que -,1o S da acensado e 5 da defeza.
Urna das primeiras, H. Pignore de la Bonlloye,
fez chegar ao presidente do tribunal urna carta na
qual explica as causas de ua ausencia de Paris. O
tribunal nao sen lo-llie indUpeosavel a presenca da
testemunha, paisa aos debate*.
O poileiro das audiencias faz achantada das tesle-
monlias da accasar^o como da aefeza, e as faz reti-
rar para a< salas respeclivai. Urna s teilemunha,
M. Pignere de la Bonlloye esl.i ausenle. O tribunal
ordena que sem embargo da auiencia desta testemu-
nha, se paste aos debales.
Interrogatorio de Tibildi.
O Sr. Presidente.Desde quando estis em Parii
ou em Franca?
R.Desde o fim do'anno de 1851).
D.Onde esliveslea antes desta poca t
K.-Em Biela na Italia.
I).-iQue profisiao eiereieis all ?
R.A de eiculpior.
D.Depoii nao vos applicaste ptica '.'
R.Sim, senlmr.
D.Porque deixates^voiso paiz 1
R.Nefilinm motiv ma forcou a sjo. Vim a
Franca para divertir-me.
D.Morales a principio na ra de Menilmonlant
o. 49
R.Sim ; mas Ih 18 mezes que deizei a caa
n. 4".
D.Sois ohreiro ou fabrieanla oplico.
R.Fabrico e vendo os meus productos a oulros
pticos.
D.Podis vs indicar os nomes de alguns t
O acensado cila muitos nomes
D.Postes muilas vezes a Inxlalerra ? Nao se po-
pa comprehender como te possa conciliar os cuida-
das dos voisos fregaezes c un essat ausencias friquen-
tes.
R.A principio Irabalhai como obreiro em casa
de M. Jomassi, depois associei-me com dous cama-
radas.
""o mz da abril desta anuo, proenrailes em
casa do Sr. Toussaint um aposento para Bartolotti '.'
II. Sim. enrontrti-o no boulevard do Templo;
elle pedio-me que lhe iudicaise um aposento e eu
llie indiqoei.
D.Como lie qoe este liomem, que vos nao co-
nhecla dirigio-se a vos ?
R.Periao, conheci Biilololli era Tlirio, em um
hotel conliecido sob o nome de l.azzari.
D.Mal Barlotolli nega isto, diz que vos fora en-
viado de Londres.
H.Allirmo te-lo conliacidojrm Torin, en o v!a
all quasi lodos o dia.
.C 'ino nao sabsis sen noms '.'
R.Nunca lhe o pergunlei.
.Fosles vi qne o conjazisles a roa do Faa-
borg-Sainl-Danii n. 82?
R.Sim, senhor.
P.flio conJuzsles tos Bartnlotti a diverso lu-
gsre para Iha mostrar as pravas?
R.*-Assenlindo ao sea pedido, quaado tive lempo,
oacoinpanliei pira mostrar lhe Pars; letei-o ao
boulevard e a ra de Rivoli.
D.Xao o levaste a Tullitrias '*
R.Nao.
PElle diz o contrario. Nao o condazistes orna
noite casa n. 53 de orna ra de cijo nome elle es-
queceu-se?
R. Nao, senlior.
O Sr. Presidente. Aasim, pretendis conhecer
Barlolotli por le-|o visto em Turin, que em virtud
desso eonheciinento he qoe elle te dirigi a vos no
boolevard do Templo,e que vosencarregastes depro-
eyrar-tlie um aii-> ris a titulo de simples cu>iosidade ; eatail a reipcilo
de todos estes pomos em deaccord com Bartololli,
o qual declara que vos naj cnnhe.-ia ; que vos tora
remellidu de I. ui Ires por Mazzini, e qne vos o con-
dozisles as Tullienas, e orna v?z i cata o. 33 de
orna ra, que nao conhece. Paseemos a oulros fac-
tos.
D.Em Janeiro da I8>7 folies a Londres. Qual
o motivo dessa viagem '.'
R.Foi levar pira all algumis mrra lorias.
I).'J'ie lemim vos d'inora lestes alli '.'
R.II quinte das a tres seminas.
D.Encontrna-se em vossa carteira a in lu-ar.i i
da casa de um fabricante de cerveja o Sr. Jaimes
Stemfield, conheci lu como baoqoeiro da Mazzini '.'
R.Elle devia pr-me em rslsr;ao com muitos fa-
bricantes inglezes de oplica, para que trataste en
da venda de roiMias mercadorias.
D.Tendea algn recibos .'
R.Nao. Eu vendia a dinheiro.
D.Na vossa volta de Londres comprasles estas
pistolas que vos aprsenlo e qoe foram eoeonlradas
em vos>a casa, as reconheceis ?
R.Nao, senhor, en nao as contieno.
D.Entretantii a armas foram encontradas em
ama mala depositada por vt tra casa da Sr. (ali-
bourg, que mora na mesma easa que viif, arrom-
lioa-se esta mala, enjas chaves declarasles nao lr,
encontroo-ie alsutna roopa, um piuco de aslopa,
cineo panhses em suas bainlias, dezeseis pistolas,
um revolver de cinco tiro, urna pistola de cizalla-
ra ; e armas de graude exaelidao. Quera vos eolregou esta
mala'.'
R.L'm individuo chamado Merisgi que* veio a
minha casa no mez de julho de 1857.
D.E porque dissesles a principio que nao conhe-
cieii esta mal ?
R.En disso a M. Pielri que nSo conhicia o qoe
dentro della se continlia.
P.E porque, tendo-se vos confiado eita mala,
segundo dizeis, nao a guardaveisem vossa casa '.'
R.Elle me tiuha dilo que esta mala continha
papis de grande importancia. Eu qniz po-lcs em
seguranza.
O.Como lie io'.' Pam-vos a guardar papis de
grande valor e vi ides depo-los em urna casa vizi-
nha. He isio singular ; a roupa adiada assenla per-
fcilamenie em vosio corpo.
R-N3i>, senlior.
f.O Sr. eommissario de policia diste que a 10-
i brecasaca fui experimentada e que vos assentava
muilo hem :
B.Pco que leja experimentado aqu e entao se
varA
. "Pizeis que Meriggi viera a vossa easa ; a Sr.
Girsud, declara que elle poderia vir a casa n. 49 da
ma Menilmoulanl, mas que ella o nao vira na easa
n. 122.
R.Ella se engaa.
D.Segundo oizeis, Meriggi n3o vos deixoa
chave e com effeilo ella nao foi encontrada com
mala, mas no da 16 do julho encontroo-se nma cha-
ve pequea em um movel de vnsso uso, e asa chave
abre mui bem a 'echadura da mala.
.lie possivel, eu linlia um inolho de chaves
pequeas.
O Sr. Presidenle.Aisim a Sr. Giraud diz q
Mereggi viera a casa n. 4!) e nao a casa n. l> ; de-
clara inais que nao vio a mala Molo depois da vossa
volta de Londres.
R. Ella eugans-se, cu (eolio a mala desde jollio
de is-.i,.
P.Resulla de ludo isso que, como confessai,
foile a Inglaterra, qoe depois de lerdes vollado, vio-
se em vosso poder orna mala, cuja chave foi encon-
trada em vossa casa, aclia-te ntsta mala armas p-
rigosas e carregadas, roupa que vos perleoce ; a ac-
cusajflo conclue dis.o que estas armas foram com-
pradas para commetler o crime.
Tibaldi.Eu nao ennheco estas armas, quanto a
ruopa peco que me seja experimentada.
O Sr. Procurador (eral.Temos bstanles provas
conlra vos sem ler necessida.le desta.
M. Desmaresls.Perdo, Sr. procurador geral, o
aecusado muilo deseja que lenha logar esta experi-
encia.
O Sr. Presidcnle.Far-se-ha i'lo no fim do in-
terrogatorio de Tibaldi.
^ Urna carta dalada de 10 dejando, dirigida ao Sr.
Slrarord e sellada em (ienosa foi aprehtndida n^
crrelo. Dentro do envoltorio enconlrar*m-se qoa-
Irn cartas ; urna em inatez, Iresem italiano, urna di-
rigida a Unsureali a ouira a Campaneila e a outra
rontinlia urna pequena ola mui( > cumprnmeltedora
para vos a trazia as nriaee C. F. : s-m davida Caro
rralello. Conheceis voa Mazzini e M iiiarenli'.'
R.Nunca os vi. nunca os condec, nem leudo
relacao alauma com ellos.
O Sr. Presdeme.Peca) ao Sr. inlerpret-, que
nos faca condecer esles documenlos e que os Ira-
duza.
O luterprele f^z a leilura a principio m italiano
depon, em fraucez, da caria allribuida a Mazzini a
qual se aeda por i ule ro no procesio.
O Sr. Presidente.--Sendnrea jurados, esla carta
he allnbuida a Maiiioi, dizem que o eslylo lie o
liomem. tila o pinta perfeilameiile ; alem disto po-
de-so confrontar sua leltra com a desta carta ; e vio-
te que he a mesma. Pois bem. Tibaldi, >s bem o
vales, esla cria indica da maueira a inais clara que
fot em vossa casa qoe se depoz a nvteria!. A pala-
vra lie bem intelligiv! : sois vos a qoem alguns iu
divdaos detem vir e vem com efleito procurar como
expheaes isto f A carta he de 10 dr junho e no dia
11 apprehendau-ae em vosea caa eita mala edeia
de armas carregadas.
Tibaldi. Nao posso explicar isso, nada di.su tei.
.Eis por cerlo um enramleamenlo bem ex-
Iraordinano de faci, e na verd.de deve-se suppor
um prodigio de adevinbac.to inleiraroente sobre-na-
tural : deite modo adevindaram que a armas eslao
em vossa casa, que dous individuos vir.1a procurar-
vos' Nao sabis, diris vos, o que ludo itlo signi-
fica Vejamot, explicai melhor esla pequea ola,
qoe vos he destinada'.' IMmeiramenle recoadeceis
vos esle bildele de que falla a caria '.'
R.Eu nao o colillero.
O Sr. Presidan!.it o qoe ella conlm : O
portadores sAo em ludo igaaes aoi dous que ja ten-
de, Iralrai-os igualmente, mas fazei que elle Ira-
balbem separadamente. A. P. T. (o que a aecu-
sacaolradnz pora Paulo Tibaldi). Destacarla re-
sulla um faci cousideravel : vemos que o amigo
condecid i na rila da .Menilmonlant he aquelle a
qoem remllese de Londres os domen. Barlolotli
vem confirmar que rete vo condeca t vos fora
enviado de Landres. Sois o hospede dot
euviados para matar o imperador?
R.Nao leudo cunde, imeiiio algum de ludo
Mae.
D Se a aecusacao livesse necessidada de ser com
pela, ella oieria pela caria escripia emjuiido de
1857 por Mazzini a Masiareuli, que enlAo aedava-se
em Londres. Os niesmos jurados tul., de estar lem-
brados de qoe as Ires cartas estavam sob o mesmo
envoltorio. Estas cartas confirmara o facto da con-
jurar;5o e as instruccOes ja dada. Vamos ver agora
que Bartololli e (irilli j vos tinliam sido enviados
a Pars por Massarenti.
R.Nunca tiva relacao com Massrenli.
Sr. procurador geral,Deejo que desdeja' es-
las pecas passem a ser lilas pelos Srs. orados e peio
advogados da defeza.
O Sr. presidente.Essa correspondencia prova
pois que coiilieccles Massarenti e Mazzini: vos ne-
gis, e enlrelanto appreden leu-se no correio em 17
de jundo nina carta dirigida de Londres ao Dr. Fer-
rari, em Genova, etcripla em francez a datada de
Paris em 4 de juudo de 1857, comeramlu p r eslas
palavr.is : Meu edaro lio, e assisnadaP. T.__isio
de, Paulo Tidaldi ; rccondeceis vos estacarla? Ora
este Ferrari de o nome tob o qual de condecido Maz-
zini.
e porque motivo
assassinnt
R.Nao, eu n.1o a condeno.
D.Nos o cornpreliendemos, nilu foslet vos com
effeilo quem a eicrevcu, mas fizesles esrreve-la pela
sendora (iiraud, que a reconhece com efleito crqua
o anleresso da carta era para Inglaterra.
R.Ella se engaa.
D.Pode daver erro em urna parlicularida le re-
ladva a um fado, reas nAo ara um fado lodo com-
pleto, como o ler etcriplo sobo dilado de ama pessoa
o erro em igual caso he impossivel ; dizei entao que
da mentira, e o interese que da para itso, mas nao
digaes que ha erro.
R.Ahi ha erro.
O Sr. procurador geral.E>ta mulher deve ter
acreditada ; ella comecou por negar ; depoi quando
vio a mala deseoberta, confessou ; fez-se-lh alcm
nata escrever a mesma caria ; a letra he igual ; ella
decla-ou lanibem ler cscripto urna ootra, nao lem-
bra-se a quem.
O Sr. presidente.Alera disto esla carta Mo con-
tem seiiAn relos exactos e conhecdo por vs o-
menle ; nao se quena commetler o allentado en3o
em Pars, e como o imperador linda partido, subs-
tituste a (arilli. '
R.Nao senlior.
P.Grilli allirma qoe sim.
R. na o lei nada disso.
D.Eis-aqai una cousa bem extraordinaria re-
recebesles a reepofta desia caria; ella vos da dada em
(oda a caria : a' Tibaldi, ra de Menllmonlan, e
esta' assign-ida por Massarenti. Como he isio ? Uro
liomem, qne derlarae nAn condecer, responde a'urna
caria enviada por yus! Mea caro lio, de Mazzini e
Massarenti qoem nos adverte que enviou a carta ?
R Eu n.io soi o qoa significa ludo isso.
PNa verdade ve-seqat netla caria (rala se da
Irlanda, mas de a Italia que atsim se lem designado.
O co-lume nesla especie de correspondencia be
piorurar encubrir o sen pensamenl >.
R Repilo, lulo sei o que tudo isto tigniflca ; nao
tenho relacAo algoma com ell-.
O Sr. preiidente.Chegamot a's relajei que li-
vestes com Grilli Barlololti.
Pizeis que conhecestes Bartololli em nm holel em
Turin, sem conhecer seu nome ; que ella mesmo foi
o primeiro a dirigir-se a vos no boulevard du Templo.
BArlololli da-vos nm desmentido, confessaodo que
vos fora enviado por Mazzini e Mattarenti com cin-
coenla napolees em ouro, com o fim manifetto de
assaisiuar o imperador ; que era portador de ama
tenha para ser reconheculo por vos, e qoe esta senda
ara : Pa per tollo dove importa ; Grilli coufcssa ter
raeebido da vi dous punbaes ; a principio negou le-
los recebido, depois aeabou dizendo onde ellas esta-
vam no dia 16 de julho, indicando qua aa acdavam
no aposento, que oceupara a caa n. 91 ; e cora
effeilo adi foram deicoberlos; e porqoe quera
este liomem perder-vot 1 Em fim ambos os pondaei
s3o em ludo igaaes ao cinco encontrados na mala e
esl3o I imlieni eoberlos da ama cubil.incia 'oleoia,
como admitlir lao perfeila couformidade ? Grilli nao
diz a verdade'.'
K.He ama vil mentira.
P.Ma notai anda nma vaz qae isla nA> des-
Irue o ficto, a saber : que os punhaet te parecem
lera a mesmas bainha, eslao coberlot da mesroa
substancia, raramente empregada ; isto prova que
elles foram tirados da mesma mala, e alem disto
anda da nm faci mais extraordinario ; de na poca
da edegada de Grilli que toites a casa de M. Galli-
bourg buscar a mala e a dtlivestet era vosso poder
viit e qualro horas. Qual a razao disto
R Meriggi me diste que devia voltar para pro-
cora-la e como nao veio eu a levei da novo.
D.NAu, a accuacAo diz qoe vos lirasles os doos
punbaes na mala aberla e un a voss chave, qoa o
entrega indicar a mora la deste pretend I > Meriggi ?
R.Em Paris na praca Vendme.
D.Diflicilmeole e explica a razao porque este
liomem, lendo-vos pedido aua mala, n.lo veio procu-
ra-la. Conressais ler con Inzidn Birlololti e Grilli a't
Tulderias para mostrar-llies as pravas proprias para
commellef.se o delicio, e urna casa que lem o n. 53?
R-Eu o levei a pstelo como eslrangeiros dese-
josos de eondreer Paris.
P.-Em aumma. ama mala foi deposta em voisa
casa : ignoris o que ella conlem, diz-se-vos qoe he
livros, e em lugar de guarda-la, a oecullacs ; dizeis
nao ter a edave della, e no entretanto he adiada em
vossa casi ; a mala esta' elisia de armas e os pu-
nbaes que G illi vos necosa de lhe ter dado, sAo se-
mellianles acs da mala e nesa poca fosles buscar a
mala ; pretendis nao condecer Mazzini e Massa-
renti e Maizini vo escrevem, indirum que em vossa
casa aeha-ie a mala ; emliru, escreveit urna carta a
qual he respondida por Masiareuli.
Interrogatorio de Grilli.
P.Grilli, persislit as declaradles que fizesles
oa initaurarAo do processo '.'
R.Sim senlior.
D.Quem vos enviou a Paris,
fosles enviado 1
II.Fumos enviados a Parii por Mazzini com ein-
coenla napolees de ouro, afim de assattinar o im-
pera por.
D.Em que poca ?
R.Nao me lembro bem o dia.
P.Ja' lindis vindo a Pari ?
R.Nao, senlior.
''Quem vos condozio a cata de Mazzini '.*
R Maissrenli.
O.Como o condecieit vi'!
JjaEnconlrei-o em urna taberna.
D.Qoa vos disse Massarenli
J-Propoz-me assassinar o imperador.
D.Aceilaslcs un mediata mente'.'
"N3o, senlior.
P.Quem vos levou fiaalmente a neceilar '.'
"A miseria, depois de muitos da de refusila.
D.Com quem eslaveis em casa de Mazzini'.'
K.Com II ir i-,l,,iii Massarenli.
,,"'"'zei as mesmas palavras pronunciadas por
.Mazzini.
R.Elle propoz-nos claramente assassinar o im-
perador.
PMazzini deu-vos lodieacao sobre os meii de
realisar o rrime ?
R.Sun, cnlre oulras nos indicou a cata n. 53,
au i i de que ra.
P.Nao fallou elle dai Tullieriat '.'
R.Nao me lembro
PNao voi diste que o imperador ada muilas
vezes a noite em um carro pequeo e baixo ?
R,Sim, lendor.
P.Para onde disae elle que vot diigw:eii em
It.Ra Menilmonlant n. 1-22.
P Para a casa de quem ?
R.Caa de Tibaldi.
P.Peu-vot algum tignal de recondecimenlo ?
R Sim.
P.Qual foi esle signal 1
Rlira dizer :Pa per tullo dove importa.
Eslas palavras foram eicnplat oo ditas de
viva voz ?
K.Nao se, crtio qoa foram de viva voz.
D.Pepoit de lerdes recebido esla missao ficaslas
muilo lempo em Londres ?
R.Tret ou qualro dia.
D.Em que poca te vot dea dindeiro '.'
RMazzini deu-roe dindeiro depois da parlida.
P__Quanto ?
K.Mil franent em ouro.
II.Fosles vi immediielamenle a' casa di Tibaldi
depois de vossa edegada a Pars '.'
R.Logo na primeira noile.
P.E ilissestts logo a Tibaldi o motivo de vossa
edegada ?
R.Sun.
u-Astim dissestes immedialamenti a Tibaldi
qua vindeis para assassinar o imperador !
R.Sim, -enli'.r.
P.Qua dissa Tibaldi f
R.Pois bem, nao, para o n. 53.
D.Picoa elle sorprendido.
R.NAo, senlior.
, 'Tibaldi pareca esperar liomem de Lon-
dres
R.Nao sei.
D.Nao vos rnoslrou dilTereiitM
commeller o crime '.'
R.Sim, senlior, doas ou (res vezet.
D.Sena para a casa u. 53 que daviais de ter
con luzido i
R.Sim.
D.Em que roa ?
R.Nao me lembro tenAo do numero.
PTibaldi nao vos eulregoo dous punhaet ?
K.Sim.
DE im que occasiao, e que lempo davia decor-
ado depois da vossa edegada '.'
R.Quasi duas oo Ires semanas.
DPorque comecastes por negar '.'
R.Tinlia medo.
OOnde Tibaldi achou os ponhaet qua vos
dau
R.Ja os linda preparados.
D.Nao os lirou da mala que vedes '.'
R-Sim, pareee-me que assim fui.
P.Nao estaca ccrlo disso t
R.Nao, o linda na mao.
P.Podis ailiruiir que a mala eslava la' nesia
OceatiAo '.'
R,Sim, tenlior.
I).E o que vos delerminou a fazer estat decla-
ra^Oes '.'
R.O arrtpendimeotn.
D.Nao foi por causa dts declaradles de Barlo-
lolti I
R.Nao, foi pelo arrependimenlo.
O Sr. Presidente.S cunta do que te passuu.
O Sr. presidente leu era virlude do poder diicn-
conario o depoimentos escriploa de Grilli na ina-
Irurdio do proces-o, des quaes resulla que, depoi
de denegacSes conlinuas, Grilli aen lo poilo em pra-
aenca de Bartololli e das confiasfle dete, delermi-
ii .use por i meimo a fazer reveanle, diiendo
que s o medo de se sacr.fiear o levara a' mentira,
e. entao referi ludo.
KNCARREGADOS DA SUBSCRigAO NO SDL
Alagoat, o Sr. claudlno Falcao Diai; Baha, o Sr. D. Dupra
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martlnt.
EM PERNAMBUCO.
O propriatario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria na ni
livraria, praca da Independencia n. 6 e 8.
R.Comprei um relogo de ooro, vasl-me a le-1 peranle M. Nleata eommissario de poiieia dtlegado
mot passado bem. | p,|0 gr. prefeilo de polica.
o votio
Se en-
togare! para
M. I,aran.Sr. presidente, queira ler a bondade
de pergunlar a (Jrilli, recebeodo dindeiro, linha
ntencao de executar a missao de que foi encarra-
gado e de que modo gistou seu lempo em Pa-
ria t
Grilli.Nao, sachor ; se tomei o diuheiro foi por
necessidade.
O Sr. Presidente.Entretanto pedistes Ires dias
para refleclir ; nao havf! necessidade de relenlo
para lomardcs esle dinheiro.
R.O homem na miseria reflecle ; o individuo
em casa de quem eu morava nao queria inais que eu
adi conlinoasse.
D.Sa vs nao lindis senAo a ntencao de galu-
nar este dinheiro, porque nAo disseslessimim-
in lia lamente .'
R.He por ler reflarli.lo que o acelei.
I).Mas entao porque negaste isio '.'
II.Tinha medo de acificr-me.
1).Como '.' Fosles ameacado ?
R.Tmha medo da dizer a verdade.
D.Entao o medo passou-se ?
R.Eolendi qua ira melhor dizer ludo agora.
D.E cora que gaslaiiet o dinheiro ?
D.Que diuheiro linheit no momento de voisa
pri-.'iu '.'
R.16 (ranees.
D.Que lempo linha decorrido depoit qne rece-
beste os 1.00U francos '.'
R.Perlo de dous mezas e mel.
M. Lacan.A resposta de Grilli n3o foi bem
eompredendida. Os 1,000 francos estavam gastos da
muilo lempo, eos 1(> francos acha los em eu bolio
provinhara do seu Irabaldo.
R.Sim au o gandei com ot meut bracos.
D.Onde gandiste etla dindeiro '! em casa de
quero '.'
R.Em casa de nm cdapeleira na ra do Tem-
plo.
D.Quem vos eropregou alli '
R.Tibaldi.
M. I.acan.NAo linha Grilli deixido o sen apo-
iinlo, onde e achavam os punhaes atraz de sua
commoda ha dez dias, de modo que se achava na
posic.io de um conspirador sem armas ?
R.Sim, liavia decorridos doze ou quinza diat
depois que deixara aquella aposento.
Interrogatorio de Bartololli.
1). Barlololti, persists as declaradles, que fizei-
ae no curso da nulrucr do pruceaso '.'
R.Sim, Sr. presidente.
P.Quem vo poi em relacAo com Mazzini '.'
R.Foi Massarenli qu foi procurar-me em York.
P.Para fazer o"que '?
R.roa noite veio dizer-me : Mazzini quer
tallar-te,O que quer elle comino '! Vem, lu a-
beri. Mas eu nAo leuho dinheiro. En paga-
re* la viagem, respondeu Massarenti. Partimos
e edegames a Londres. Eu vi Maizini com um
Francez rubuslo que, seguudo creio, uiava de bi-
godes. O 1 r.incei sabio quasi logo e Mazzini
disse-lde : o Adeos, Oruollioi, re bem me lem-
bro.
P.Pe que se tratara enlre Maizini e esse Fran-
cez, que sem duvida de M. Ledru-Rollin i
R.Nao te, porque elle sabio logo que eu che-
guei e Mazzini de nada me fallau dianle delle.
P-Enlretadlo nAo suscilou se urna discussao en-
tre Mazzini e essa Francez a espeilo da hora em
qua o imperador sabia ordiiiariainenle '.' Vs pare-
cis leJo dito no curso da iuslrucc.Ao do pro-
ceno '
R-N5o. u disje que, quando o Francez tahio,
Mazzini dira : eu.lenlu que u imperador sahe a'
noile. ainla que esle Frailee* pretenda que nao u
me nao se Iralou disso dianle de mim.
P.Foi a nica vez que vistes esse Francez em
casa de Mazzini
R.Siro, seuhor.
P.Quandi o Francez sabio, que voi disse enlAo
Mazzini 1
R.Diste : o o imperador dot Franceze tade to-
dat as luiiioi em um carro pequeo e baixo ; eon-
vem qua vos colloqueii perlo das Tulieria, e vajae*
o qoe sa deve fazer.
P.Voltasles a casa de Mazzini '!
R.Sun, no dia seguate pela raandAa.
D.Eslaveis s '?
R.Nao, estiva com Giilli e Massarenli.
P.O que diste Mazzini V
R.Apre-entou me Grilli, dzemlo : Ei
camarada, vt voi conservareis do lado rio.
conlrardes meio de aproximar-vo. do carro do im-
perador e de o ferir, ter i-o ; e senao douver meio
ra isio, sois livres a podis ir para onde vos pa-
I).Para onie vos dirigi Mazzini em Pari 1
R.Para a roa Menilmoulanl n. 122 em essa de
Tibaldi.
I).Com diste elle qu tm apresenlisseis '!
R.Duendo : Sumos Italianos, viemos de Lon-
dres. P.'u-in. urna senba. da qual me nAo lembro.
I).Oflerecen-vos dindeiro '.'
R NAo.
D.E nao pedales:.
R.Sim, pedi a Mis I).li entao o que disso elle ?
R.Ilespondeu-me : Nao lonbo dindeiro ; Mazzi-
ni so o lera daqni a dous da*.
deram-me 50 napjleoes de prala
D.E nao vi-les que Grilli linda recebido 50 na-
polee em ouru ?
R.Nao. O que te Ide deu eslava em urna car-
leira ; ea nAo pude ver, mas depois jantavamos jun-
ios e Grilli d'ZM-mo : Peixai me pagar, eu lendo di-
ndeiro.
P.Quando cdegasies A Paris e vos .ipreseiitisles
em cata de Tibaldi, o que acontecen ?
R.Prrgunlou dundo vindamos, que noticia dava
de Inglaterra. Conduzio-nos ao palacio do impera-
dor, e bebemos juulos
P.Nao voscunluzio ella a casa n 53 de urna
ra, de qua vos nao lembrais '.'
II.Sim, enlior.
PNao estavei com Grilli, quando Tibaldi lhe
enlregou os punliaes?
R.Nao, senlior presidente, alen] disto eu esllve
ausenle de Paris aluiim tempo.
P-Porque tate para York ?
R.Quaudo vi qoe nao havia meioi d malar o
imperador, quiz aparlar-me de Paris. Alem disso
devo dizer qui jamis leria morlo o imptrador, e
ainda quando se nfiereeessi occasiAo de eilar elle
perlo de miro e a pe, eu nAo o feriri.
P.Reconhecei a caria apprehendida ero vossas
algibeiras por occasiao da prisAo de Massarenli !
R.Sim.
O Sr. presi lente lea essa carta a qual he repro In-
zua pelo processo.
P.Mat, porque promediis em urna caria, que
eacrevcsies a urna mulher de Voik, qoe a tornaneis a
ver, se sobrevvesseis ?
R.Eu devia ir a Suitsa ; a esle modo de fallar
he familiar no meu paiz, e quer dizer : lenAo mor-
ree, e Dos me der vida.
O Sr. Presdeme dirigindo-te a Tidal li).Ja ve-
des, Tibaldi, qoe recebesles Grilli e Uarlololli, que os
armasles e dingi(es.
Tibaldi.Nao tenho conhecimenlo algum de ludo
uso.
O Sr. Presidente.E porque menliriam elle, que
nao lem iienduin motivo de vmganca conlra vos !
O que tiles declarara de laulo contra vos, como con-
lra elles. Alem dislo, os factot, as anus encontra-
da! en; vosso poder confirman) singularmente suas
declarares.
A aodiencia sopendeu-se a nina dora e maia.
A'aduas dora comecou de novo a audiencia. No-
tamos no demicyclo do tribunal o einbaixador da
Parala, que eiaininnu ruernamente as pstalas e pn-
ndae que es(ao collocalot sobre a mesa.
O embaiihdor eslava Irajado segundo a moda ori-
ental, trazia urna espacie de lunica de unicorde
rosa claro, coberla de urna pellica de caedemira de
atento cmzenlo com palma. No meio de leu ciulo
odservase ama larga edapa cravada de diamantes,
linda .obre a rabera um largo bonete de pello curio
e preto, cujo cimo era corlado irregularmente.
Por ama ingul,iridade nolavel o emtaiador Ira-
za um collariudo de cami la da setim cora lajos ; suas maos eslavam veslidas
de luvas de Jouvin de nm azul cinzenlo. O embaixa-
dor e-lava acompandadu de um inlerprcle vestido ,i
paisano,! de nm secretario qoe (razia tnica militar
e a coifa prsica.
A primeira leslemunln interrogada foi M.Giraul,
de i tade de 41 anuos, alfaile, aclualment (ido na'
prisAo de San(a-Pelagia, onda sofjre a pena da 4 an-
nos de priao, por ter frito parle de urna lociedade
sacrela.
O Sr. presidente. Srs. jurados, uta leslemunha
de chamada para depr odre fado, que te passaram
ero 1K)3, e que someule se Imam indirectamente a
aquellos que idea apreciar. Tetlemunda, dai coa-
la aot leuhorrs jurados do que sabis, a reipeito dos
fado de 1853.
A letlemanha.Fiz nma viagem a Londres em
1853 ; vi Ltdru Rollin o qual oeu-me urna somma
de quindenios franco para entregar a ama pessoa
qoe roe seria designada. Fez-me sader qae esla
peatoa edamava se Beaumonl, e indicou-me o dia e
a dora em que eu devia veda na prac,a da Magdale-
na. Enlreijuti os quindenios francos a' pessoa que
me foi indicada.
O Sr. Presidente.Mu nao te vos dau oro signal
certo pelo qual podarais reconhecer a penoa a
quem devieis entregar o quindenios franco?
Teslemiinlia.Sr. presi denle, ru eu roesmo que
indiauei o signal de recuiiliecimenlo. Cortou-se ir-
regolarroenle urna caria e eu goardei um "os doas
pedacos, sendo-me apresenlado a onlra parle enlre-
goei oa 500 francot,
O Sr. Pre.i lente.O facto de qne acad*. de fallar-
vos a leilemanha, liga-se a um piojeclo'de allenta-
do, qoe devia ler commellilo por um individuo cha-
mado kielk, qua toi preto e conteisoo qoe livera o
projeclo de assassinar o imperador. Koeltk foi a
penoa a quem a leslemunln eutregnu os 500 francos
na praca da Mag alea. O fado consta de um pro-
cesso verbal, formado peloi agentei da Prefeilura de
polica, que foram cncarregados de vigiar a conduc-
ta de Koelsk e das lesleinunb.n. Finalmente eis-a-
qui os dous interrogatorios a que responden Koalik
13 de Janeiro da 1855.
D Qual de o vosso mime, idade, logar da nat-
cimenlo, profisiao e domicilio ?
R.Cdamo-me Koelsk (Frederieo Diniz), idade
trinta annos, n?scido em Bielche Moselle antigo tinba antes.
D.O aecusado Tibaldi tllanla qne foram trea te-1 ORDEM DO DIA.
ni.111*- Pastam sem dbale era primeira a legnda dia
"Saa ausaocia nao duroit lAo longo lempo. j cassao as segoinles proposijott eoocedeado lote-
D.Em qae lampo vistes em casa delle a mala,' ras :
qoa aqu esla' ? i f,,a Dan em beneficio das obrat da matriz da
. R-Na sua volta de Londres; soppooho qua a nAo j Notta Sendora da Nazarelh da Fritidilla, no Mar-
=
oflieial do exercito.
1).A que lampo ettaes em Franca '
R.Desde o primeiro de novembro. Vim a' Fran-
ca com um passaporte tm nome de Sleiger, que foi
encontrado na nimba carleira. Esle passaporte me
foi entrezae por intermedio de ara amigo.
D.Quaet sAo vottas reanles com Galy o Ros-
sini '.'
R.Nao conheco nenhuro desles nomes, se eda-
maes Gal) a pessoa que hontem foi preo comigo,
eu o conheco ha perlo de Ira semanas ; mas nao sei
o seu nome ; eu nunca lli'o perguotei ; leudo rela-
ces com elle em viriade de una caria qae ma toi
remeltida quando eslivo em Brnxellas a na qual sa
ma insinuava que me ligaste com elle.
D-Lerabrai-vos do nome da pessoa que vos es-
creveu esla caria.
R.Desejo nAo dizer-vo-lo.
D.Com que fim viesles a Paris '?
K.Vim seduzido pelas eventualidades polilica;
a imaginacAo te roe davia exaltado.
" Certamente nao pondet em davida que vos-
sos projectoa foram condecidos pela iidiiiini-lrajAu ;
duei-no a verdade. i.s 0, obrigamo a isio.
ti.I elo qoe me diz respeilo, edeguei com effeilo
a Franca com projeclos ao governo, n3o linha ideas
bem determinadas, mas enleudia que urna mudanza
de governo poda ser ulil. em miadas idea de re-
publicanismo obrava segundo a minha conscienca
me diclava sem ambirao pessoal,queria malar o im-
perador peisoalmenle sem cecupar-me com o que
peusavam ot oulros individuos presos. Acabei por
comprehender qoe o designio que queramos real-
sar, suri i um a desgraca para o paiz ; nao podia jus-
tificar minha -conducta ; erafim a reflaxao fez-me
renunciar a esla projeclo. Qaeria partir, dexar a
Franca, e se me uAo livessem prendido, dous dias
depois ja estara fora de Paris. Qjindo fui ao gabi-
nele do Sr. Desmaret ja dizer a' pessoa que adi se
eiicontrou, quaes eram miulias ntenc,oei, e por certo
tena muilo Irabalhu em 'a/.er-ine comprehender por
que nAo sou Italiano.
P.Agora que fallis com franqueza, dizei-nos,
quem foi a pessoa que vos poz em relacao com Ros-
sini 1
R.Elle veio ler comigo em companhia de Gah
e a me-ma caria servio para ambo.
P.Foi apprehendida eoi vono domicilio urna
ca la assignada por Orbe, na qual vos annunciava a
chocada di urna pessoa qoe lera grandes relaces;
e para ajudar-voi nao foi qae Galy voi apreseulou
sta carta '.'
R.Ela caria refere-e a urna pessoa que nAo
tenhu querido ver.
. "Viesles a Paris esponlaneamenle oa vossa
viagem de o resultado de um concert, de urna de-
terminacAo collecliva '!
"Por Peo, endor. de necessario, para respon-
der-vos a esta pergunta, dizer-vos o que de o exilio.
Ningiiem tabe do que te pana em Franra, lia ii|u
ses lobreludo, vive-se no meio de urna exallacio
em que se loma parle, e dalii resulla que a deter-
minadlo que se toma, nAo somenle de prnpria, mas
de a de lodos aquelles que vot cercam. Jalguei o
imperio impossivel em Franca, e qoando vi o que se
passava em Paris, recoudeci o qnanlo nos ingana-
vamos. Ha muilos domen de bem nos paizes es-
lrangeiros, que volt ..ruin, se soubessam a ver-
dade.
O Sr. Presidcnle.Eis o segando interrogatorio
de Koelsk e que aeda-se aisigoado por elle assim
como o primeiro.
1 da jineiro de 18)5.
P.Confessastes donlem vosso projeclo de alen-
la lo contra o imperador, podis completar eslas de-
clararoei dizendo-no, como esles projeclos Turam
formado, ecomo deviam ser execolsdos I
R.Nanea live rel-c6ea com comil alum, quer
En vollei depois, a 'fJ.de llrt.xel.as, qoer de Londres; minlia reso-
em urna dulsa. Iu' lomada sem que eu douvetse recebido im-
pulso de sociadade alguma; eslava excitado pelo
golp. de esli lo de 2 de dezembro, e tomei urna
delerminarao que tora taml.em a dos exilados, no
meio dos quaes eu vivia Sahia-se o qua quera e
por isao deu-seme por auxiliaras Gely e Rossini.
Quinto ao meios de execucAo, eram condecidos.
Ueviamct odrar nat estradas publicas empreg.indo o
punbal ou a pistola.
P.lie cerlo qua L-dru-Rollm e o comil
de Londres conlavain com o alintalo qoe devies
commetler ? Fallava-aa em Loa ires disso como
de um acoiitecimento prximo, e Ledro-Kollin
anuiinciava a seus amigoi, que no lim de dezembro
(ornara a ve-lus em Pars'?
R.Tenho muilo poacas relace com os refugia-
dos e nunca relacionei-me nem com ns comit nem
com pessoa algoma que Ibes servisse de orgAo. Li-
gui-me onlr'ora eom Gournel, que me eslimav, e
liavia conversado a meu respeilo com Ledru-Rol-
lin.
D Qual de a pessoa qoe vos dirigi a carta qne
,1 re i ita va Gally junio a vs ?
R.Oulr'ora davia-se convineionado que, qoan-
do au recedeste orna caria, taberia o que ellaquere-
na dizer.
I).Mas qnem escreveu assa caria 1 Eris vi o
onico Francez qne devia lomar parla na execucAo
do projedo; aquelle que deviam ajudar-vos erara
eslrangeiros; nAo represenlavam elle a parle es-
tran^eira do comil central democrtico europeo '.'
KNao posso dizer-voi o aulor desla caria, jamis
escrevi a l.edro-ltollin directamente, ma revele!
meus projeclo alim de que fosse disso informado,
prefera que elle conhecesse meui projeclos, alcm
di-lo liveoccaiiAo de conversar com elle a esle res-
peilo.
(J nulo aot Italianos, nao tei e to agentes es-
traiigeiro, na pelo conhecimenlo que lenha de sea
caracler e.lou certo que nao representara o eemen-
lo francez.
I).Sabis que soccorros recebiam em Pars Gal-
ly e It si n i .
R.Ignoro.
Ou mo a ruim recebi da nma pessoa qoe condeca
equesaaeda refugiala ara Londres orna parle de
ceda quanlia, mal nada dei a Gally nem a Roitini
a nunca pareceu-me que elles luidam necessi lade
le dinheiro. O empreslimo que por duas vezes se
me fez eleva-se a perlo de 1,500 francos.
O Sr. presidente annuneia que vai ler urna caria
escripia a um in lividuu edamado Jacques Pomole
ou Domlo pelo Sr. Viguiere de la Boulev e o de-
. uin-nt i de.11 leilemunlia peranle o juiz" da ins-
Iruenlo do processo. Ela leilemunba aedava-se na
Hollanda no momento cm que foi feila em u casa
a rilarlo para comparecer peranle o lnbun.il do
jury.
Ni in-lrii'rio do processo o Sr. Viguiere de la
llouley reconheceu que a caria que lhe era allri-
buida," lhe pareca ser de sua leltra, masque mo
se lembrava de I '-la escriplo.
Esla carta encerra as pa'sagent seguinle:
Meu caro amigo.Sou diquillei que jamis te
eaquecem ; podeit conltr comigo e eslou lodo a
vossa disposi^ao e a da causa ...
NAo vos engais, quando atlribuis meu silencio
a meu processo ; elle discule-se amanhaa.
Fallasies-me da proclamecao do estodanles de
Piris, fiz a agilacA aegondo os vossot conselhos...
Quanto a situadlo da Franra, acba e ella muilo
perturbada, ot negocio sAo mos, a bolsa acha-se
em dasordem I... I. ma oceasiao ... Seria neces-
laria ama occasiao... A vt partence t.iber qoal...
Ha (einpeslade not caos... O homem est muilo
eulraquecido, elle recahio na laritarnidade como an-
iel do golpe de ailado... L'ma occasiao... Alam dis-
so, as prxima ler;ei produzirAo lem duvida agi-
tarlo... Refiecti ....
Domingo 2 de novembro de 1856.
A esla caila se arhava anido am pequeo frag-
mento ; onde se lem estas palavras : Meu amigo,
Bonaparle esla na rama por eaus da gola... Circu-
l-m boatos de urna in-urreir.ln mui seria. ,
D.Vistes quem (roaxe esla mala
reggi ?
R.Sim, ea a vi ha muilos anooi na caa n.
porem nao na caa n. 122.
D.E porque Tibaldi couduzio etla mala para
casa da Sra. Gallibourg .'
conheciii Me-
49,
nliAo.
2.a Doas em beneficio das obrat das malrizes da
Granja e Villa-Nova, no Cear.
3. Duat t malrizeida Palma, Arraiat e Car ral i-
nho, em Goyaz.
4.* Tret matriz de S. Pedro do Faado e capel-
las de Notta Sendora do Amparo e Noisa Sendora
R.Ella a embara^ava no sea aposento, qoe era da Gracj, nomooicipio de Minat-Novat am Minas-
muito acaudado ; por meo inlermeJio pedio a Sra.
Gallibourg par guarda-la durante quinze dia.
I).NAo dissesln que etla mala perleucia a Tibal-
di ?
R.Nao tabia se perlencia-ldi.
P.Viste Tibaldi trazer e-li mala ?
R- NAo, ea linda s.ludo, qoando ella chegou.
P-Tibaldi oao vos fazia escrever carias?
R.Sim, por duas vetes. Tibaldi nao sabe escre-
ver o francez 13o bem como falla : ignoro a quem a
caria era dirigida, porque o tabscripto era em inglez,
a foi Tibaldi quem m'o diclou. Nao lembro-me o no-
me da pessoa a quem era destinada.
D.Conheceit o conteodo da mala '.'
R.Nao. Tibaldi di papel e jro-bjia-,
P.Reconhccesle pelo peso se liavia onlra cousa
que nAo fussem livros e brochuras'!
R.NAo dei aitencAo ao peso.
'E-n que epocha Tibaldi pedio sua mala 1
R-No meio do mez de maio.
O Sr. Presidente : Poit bem, Tibaldi, ooviile a
Sr. i.ir.u I ; ella esta' em contradicho com vosco.
Mereggi ounca vos veio ver na casa n. 122, a mala
eslava em vossa essa depois da vosia viagem a Lon-
dres, e a Sra. Giraud reconhece ler escriplo esta car-
la que toi por vos dictada.
Tibaldi-Mereggi deu-me a mala no mez de ju-
lho de 1856 ; ignorava o qoe ella conlioha ; elle .s-
tegarou-ms que eram papeit e livrot da grande im-
portancia.
O Sr. Presdeme.Mas. as cartas qae esla mu-
lher escreveu e qoa d.ngislet a Mastarenli'!
Tibaldi.Ea nunca diclei carta alguma para que
a Sra; Giraud escreveste.
O Sr. Presidente.Ella acaba de declarar o con-
trario.
Tibaldi.Ella engaa se.
O &r. Presidente.NAo pode haver erro nitto, t
sim mentira ; polemo-nos engaar sobre cerlat apre-
ci.ices. obre certa cirrumslancia, mas nAo sobre
o nonio de saber, se escreveu-se muilas carlat dicta-
das por nma lerceira pessoa. A Sra. Giraud que
eita' longe de ter-vos desfavoravel, menlin quando
allesluu o facto que acaba de l-mbrar-vos ?
Tibaldi.NAo ha mentira de ua parle, e somenle
erro.
O Sr. presidente a' testemunha.Nao vitlea Gril-
li e Barlololti rem a' caa de Tibaldi "f
RVI muilas vezes Barlololti, Grilli poacas.
P-Nao vos lembraes se Grilli veio em um ama
epoeda aproximada do da em que Tibaldi lomoa
sua mala '.'
R.Na> me lembro.
A Sra. Gallibourg, faoqaeira, com trinta annoi
de idade, moradora na ra Menilmonlant, caa n.
P.Qua sabis relativamente ao deposilo deila
mala em vossa casa.
R.A Sra. Giraud trouie para minha casa ha
cinco ou seis mezes esla mala, que foi goardada de-
diixo de iiiinha cama. A Sra. Giraud veio buica-la
em'alrouxe do novo 21 horas depoit. Foi enlAo
que diste-me, que ella pertencio a Tibaldi.
O Sr. Afionso Collin. de 5S annos de idade, eom-
missario de policia. Fui encarreuauo de dar urna
busca em caisa de Tih.il n ; encoiilrei no armario da
Sra. Giraod duas chaves em um pequeo movel per-
leneente a Tibaldi
O Sr. Presidente, dirigindo-se a Tibaldi. Re-
conhecei e-la chave '
II.Sim, tenlior.
O Sr. Presi denle leu um prncosao summario em
que se venlic.i ler Tibaldi reconhecido que a chave-
apprehendida alara a mala.
O Sr. Presidente leu um processo saromaiio do
qual consta a appre'">nsao de dou punhaet cober-
lot de urna suli-iar.ci.. particular.
Pedro Andr Au Irn. Resalla do depoimenlo
desla leslemunha que ella alugoa am gabinete a
Grilli a Barlololti qne esles, doa acensados moraram
un- 15 dia na casa n, '.II de Foubonrg San He-
inz.. F'oi sobre urna commoda que e-la' netle gabi-
nele que se epprehenderam os dous punhaet,
O Sr. Prndenle. Inlro lozi a primeira leite-
niuiib.i citada a reqiierimrnlo de Tibaldi.
O Sr. Jame', de 45 annos de idade, fabricanle di
ptica. Empreguei Tibaldi durante Iret annoa, nada
lenho a dizer conlra tua conducta a fiquei admirado,
quando toube que ara pertegoido.
O Sr. Presidente.Soubestas que sahinio de vos-
sa casa, estadeleceu-se como fabricante de oplica?
R.Sim.
O Sr. Presidente.Votiis reanles cessaram desda
eniao '.'
R.Sim, senhor.
OSr. Lingeo, fabricante de opllaa.Trabaldei
com T baldi, perlo de 15 meze de 1855 a 1856. Co-
ndeci-o como nm bum Irabalhidor, tmha orna boa
conduela e com przar vi-o detpedir-te.
Scholtez.Esta leslemanha leve tb tua direecSo
a Tibaldi como contra mestri da M, Puullol, ella o
eonhecea sob as melli'.re relaccs no ponto de vila
da assiduidade e moralidade.
O Sr. Presdeme 16 em virlude de seu poder ds-
cricionario, dou processos summario : um de M.
Lassaigne, perito chimico. Resulla diste processo
que qualro dos punhaes apprehendidos eslavam eo-
berlos de urna maleria vegetal que pirecia ler albo
pitado.
O chimico allirma que isla inbstancia tem ser pre
cisamenle toxica, pode produzir chagas de ma' na-
tureza.
O rr.esmo perito eiaminoo os dous ponhaet ap-
prehendido em casa do Sr. Au Irn roa do Fau-
bourg-Sainl-Penit o. 91.
itetulla de mas declarac,ilet qae e-tes doa pa-
nbae- eilavam eoberlos da malcra precedentemente
descripta.
O Sr. presdanle faz a leilura das declarace dos
armeiro, que examiuaram as pistola* appredendidat.
Esla declaracAet conlem particularidades sobre o
alcance, precisAo a carga das armas sobmellidat ao
exame dos perito. Parece que eslas armas foram
carregadas pela mesma mao. Abncha da loda ellas
he do mesmo panno. A audiencia foi adiada para
amanilla as 10 hora da manhaa, para a requisito-
ria do Sr. procurador geral e para os debate.
(Journal det Debis.)
Geraet.
5.a Duat i malrizes das villas de Cabo-Verde
Patio, em Mioat-Geraet.
6.a Urna em beneficio da matriz da eidade da
'Baipendy, ero Minas-Gerats.
7.a Qualro as malrizes da eidade do Ico, no
Ciara'.
8.a Qualro em favor das obrat do cae da cidada
da Aolonina, das Casas de Misericordia de Parana-
gua' e Coriliba, e das malrizes dai villa* de S. Jos
dos Pinhaet, Principe, Ponla-Grosta e Guarapaava,
toda no Paran'.
0.' Dua a't malrizes de Nossi Sendora do Livra-
metito de I)inaneira, na Paradina do Norte.
10. Seit, sendo o producto de 4 em beneficio do
hospital de carldade da cidada de Macei, e
duat am beneficio dat obras da matriz da mesma ei-
dade.
11. Doas para a conclotAo da matriz da eidade da
Pouto-Alegra era Minas, com a teguinte emenda
apoiada e approvada :
i Conceda-n lambem urna lotera a' igreja ma-
triz du Sendor Hom-Jeus do Monle, da tilia da Pa-
quela'.J. M. de Alencar.
Entrando cm primeira discussao, foram rejeiladat
as tezuinlet propoticOes :
1.a Auloritando o governo a fizar'correr ama lo-
tera para te construir ama igreja na povoaeao de-
nominada Ponlioda, do termo de Porto Seguro na
Radia.
2.a Concadendo dan loleriat ao hospital da Mi-
tericordia da cidada de Goianna, em Pernam-
buco.
3.a Concedendo qualro loteras para a casa de ea-
i idade da capital do Ceara'.
4." Concedendo duts loteras para a fundaban
de um hospital as Aguas-Virtuosas e Bae-
penly.
5.a Concedendo qualro loteras para o encana-
menlo d'agua potnvel e conslruccao de um chafariz
na cidada de Barbacena.
6.* Concedendo doas loteras para a igreja da Noi-
ta Sen1 ora do.Pisso de'Camaragibe.
7 a Determinando que sijam exlrahidas nesla cor-
te as loteras que foram concedida! pela aiiemhla
provincial de Santa Cttharioa para a con-lroc-
r.io da nova igreja matriz da capital daqoella pro-
vincia.
Etgolada a materia da ordem do dia, o Sr. presi-
dente declara que a ordem do dia he :
Primeira ditcutiao da propoticio da cmara
dot depultdui lobre at sociedades am comman-
dila.
1 erceira discusiAo da proposcAo da matma cma-
ra concedendo am empreslimo a' companhia Pon-
la d'Areia, e varias proposicOea concedendo lote-
ra-.
I.evanla-se a sesiAo ao maio dia.
O sur Viguiere de la Boulry prnletlou no curso
da instrnccAo do procesio contra a interpretaran ano I m'-i.'.T't* j*'
queran, d\r ...i. caria, e acresc.nton qo. a'lm oe.rranl.. concdanlo lotera, a ir
RIO PE JANKIRO.
SENADO.
SESSAO DO PA 20 PE AGOSTO PE 1857.
Presidencia do S-. fiuzebio de Queiroz Coutinho
Afatloso Cmara.
A' II horasMa manila, oSr. vice-presidenle abra
a sessAo, achando-ie presentes 20 Sr. senadores.
Lida a arla da seno antecdanle, lie approvada.
O Sr. Primeiro Secretario d cunta do seguate
EXPEPIENTE.
Tret offiioi do minilerio do imperio :
1." Remetiendo o auto rapdo que approva a pen-
lAo de/aWHKIO cjncedida a P. Anna Eufrazia de Sa
VVerneck por decreto de 20 de junho do crranle an
no.Inleirado.
2." RemeltenJo o autograplio que neompinhou o
oflicio de 11 do rorrele, conce leudo por esparo de
Ires annos A eropreza lyrica desla corte, o beneficio
liquido de diz loteras por auno para sustentarlo de
mas riprnenlacOes, e bem assim qualro loteras an-
nuaet a empreza da opera Ivrica nacional.Inlei-
rado.
3.' Remetiendo oaolograpdo que acompanlioo o
diiso elle te davia retirado mmcdiatamenle da po-
litfca, decan,u qne ettando eucarrega lo de inleras-
es financeiros levava o escrpulo al nao se oceupar
meimo da eleiedes ; e que os interesara indottriaes
a financeiros que representara, o cliamaram succes-
sivamente llespanda, a' Blgica ele.
He introduzMa a Sra. Giraod.
Declara ler 5" annos, inorar ua raa Menilmouliut
n. 122.
I).Conbectis os aecusados 7
R-Condeci l'ibaldi a principio na roa Meoilmnn-
(an( n. 49, on le morou qualro anno e meio. Ha
dezuio mezes que mora ni casa n. 123, na mesma
ra ; he operario de oplica, e ia levar os seui Ira-
barios em c .-a dot mercadores.
P.Elle foi a Londret t
R.Sim, no mez pe Janeiro d 18,7, e demoron-
se la' ires dia.
dade do Sanlissimo Sacramento de Nossa Senhora da
(ilona deita corle, a algomas ouirat malrizet,
a a' AnociacAo Ivpographica Fluminense. lutei-
rado.
SAo lilas duas re lacn.e-, urna sobre a liceiica con-
cedida ao Pr. Joiqulm Vilella deCaslio lavares,
que fica t,bre a inesi, e ontra sobre a nave-
gtrAo a vapor do porto da Vicloria, que de appro
vada.
SAo lidot e van a imprimir (res pareceres da coro-
rnit'Ao de laxentU :
Um sobre um proiaclo de remlunlo d cmara dot
depulado, dispensando as le de am.rii--r.io. para
que diversai irmanla les, confraria, igrejas a lios-
piae nelle comprehendiiln, poaaam poisuir bent da
raiz na importancia de 180:0003.
Onlro sobre os vencimeolos doi eropregados da
caixa da ainorltsacAu.
Ouiro sobre beos da raz.
CMARA DOS SKS. DEPITADOS,
SESSAO PE 20 DE AGOSTO PE 1857.
Presidencia do Sr. tisconde de Baependy.
A' hora do costume, f.la a chamada, a achando-
se reunido numero legal, abre-te a tenAo.
Lida a acta da antecedente, he approvada.
O Sr. primeiro taerelarin d cotila do Kguinle
EXPEDIENTE.
Um offlcio do ministerio do imperio, remedendo a
acta do collegio de Jacobina, do 12. dislriclo da Ba-
bia, da elcicAo procedida pila vaga do Sr. ministro
da marinha.A archivar-se.
II us ditos do meimo ministerio, declarando ficar
o governo inleirado da ler a cmara approvado .
letela do 3- districto de S. Paulo e 12. do Rio de
Janeiro.Inteirada.
Di,jDo meimo ministerio, dando a. iofor-
mares pedida, por esl. cmara .obre a pretendi
da companhia reformadora.A quem fez a requi-
stcAo.
Um reqoerlmenlo do vigario Macario Ceiar de
Alexaodria a Souza, pedndo que te conceda uro au-
xilio para reparo dai malrizet da provincia de
Sania Calharina.A' primeira comraissao de orc,a-
ment.
Pilo da confraria de S. Gonzalo Gareia e S. Jorge,
P..liir lo a coocetiAo de teit loliria para com seu
pro ludo fazer o reparos de qae precisi a sua igra-
ja.A' n.muiis.,1o da fazenda.
He julgado objeelo de deliheracao e vai a impri-
mir para entrar na ordem dot trabalhot um parecer
da commissAo de marinha e guerra sobre a prr lenrAo
do lente Francisco de Paula Pimenlel, O qual cuo-
clue com o tegainle projeclo :
" A assembla geral legiilaliva rnolve :
Arl, 1. O ofliciae. do exercito que lendam
perlencido ao corpo municipal permanente da corte
contarlo para a reforma a condecorarlo da ordem
de S. liento de Aviz o lempo de tervico prestado do
dilo corpo.
Arl. 2. Ficam revogadat as diipoiicdet em con-
trario.
o Par i da cmara do depulado 10 de agoilo de
1857.Paranboi.Pelrrneiras.
O Sr. Rodrigues dot Sanios (pala ordem) recla-
ma conlra a inexactidao.com que foi publicada no
jornal da casi a votacAo sobre o augmento do subsi-
dio aos depulado, a offerece doeomenlos sobre alte-
rarse dot ditlriclos eleiluraes da S. Paulo.
ORDEM DO DIA.
Primeira parle.
Procede-te A volaclo do reqoarimenlo de eneer-
ramento da dicui>ao do projeclo sobre mudanca da
sale do 2' dislriclo aleiloral do MarandAs para a
villa de S. Bsnto, i da approva 'o.
O projeclo ha adoptado eom aa siguiles am.ndat
a dirigido commita> de redacto :
A assembla geral legislativa resolte :
Arl. I. O segando districto eleiloral da pro-
vincia da S. Paulo fica composlo da dooi eollegiot,
formados do modo seguinle :
1. O primeiro collegio se reunir na cidada
da Ubataba. qoe ter a rabera do dislriclo. eompre-
ben lii lo at piroclai da ExallacAo da Sania Cruz
do cidada di Ubalaba, de Sanio Antonio di Cara-
gualalnba, de Nossa Senhora da Apparecida do Bur-
ro Alto, de S. Luiz e de Nona Sinhora da Concei-
cao de Cunha.
| 2. O segando collegio se reunir na cidada da
Mogy da Craze, compndend.ndo as parochia da
Sania Anna de Mogy das Gruzet, do Patrocinio da
S Jote da Paraitinga, de S bun.i e de Santa Branca.
a Art. 2. Sao revogadat as disposc,des em con-
trario.
Barbota da Cunha. a
o O governo continua autoritrdo por inais um
anno a rever a divisao dot dslrictoi eleiloraei e cor-
rigir os defeitos que se verificar eiitlirem na aelual.
Rodrigue! dut Sanios. Paranagaa'. F. de
Aguiar.
Que, pastando a emenda do Sr. Gabriel, o seja
tem prejuizo do projeclo primilivo.Vicalo.Paet
Brrelo. >
" Si pasaar a emenda do Sr. Gabriel, qoe tija
em prejnizo da emenda, ofltrecid.a ao projeclo do
Sr. bario de S. lenlo, isio he, tem prejalzi da.
emandat, a cajo reipeito o Sr. minidro do impe-
rio ja lem informacJ>e.S. R.Barbota da Ca-
nda, a
A' emenda do Sr. Gabriel acretcenle-te no fim -
mas a .Herirlo qua te entender conveniente,
nao lera vigor tem ter approvada pelo corpo legisla-
tivo.S. It.Cunha F'igoeiredo. i aa
a I ici creada am collegio eleiloral na villa do
Ipu, do districlo eleiloral da Granja, a cuja cmara
municipal pirlencer fazer a apuracAo de quaesquar
eleic/je..Jagoaribe.Fernn les Vieira.Macha-
do.Araujo Lima.AnJr Ralos.Gonc,alve. da
Silva.
Foi rejeilada a emenda d > Sr. Tosrano Brrelo .
prejudic.da a do Sr. Mendes da Almeida, publicada,
bonlero.
Entra em primeira ditrussaoo projeclo n. 102 des-
te anno, qae manda matricular ao eslodaole Jote
Marciano da Silva Pontet.
O Sr. Salalhiel pede que lenda urna s dit-
cassao. ^
A cmara eomenle.
O Sr. Luiz Carlos, depois de algomas considera-
ron, idl-rere o teguinle tubslilnlivo, qui de apoia-
do e entra em ditrussio :
O governo fica autonsado a mandar matricular
no quarto anno medico da escola de medicina da
corte o esludanta Jo Marciano da Silva Ponte,
levando-sa era conla a frequencia que lem como oo-
vinla do dilo anno : revocadas os dlipoticOes em
contrario.




a
AIAHO DKPBRNAMBCCO sATiU)' DI 8ETEMDHO DI IWr
o 1'ac.o da caraira di) de agosto de 18j7.L. i
Cario. 11
Le-se apoia-ie a segunle eminda :
s I ic.i igualmente auloriado a maodar admillir
4 matricula du primeiro anuo da Facilidad* d* di-
reilo o estudaole Theniiilocles Bellino Pinito, fi-
caudo o mi-sino obrigado a pntlar no fina do anno
os exames de pieparalorioi que fallaiem.Ca-
llllirus. >i
lie adoptado o artigo substitutivo, seuJo prejudi-
do o projeclo e rejeiluda a emenda.
lie igualmente adoptado o projteto n, 1)1, que
manJa matricular a Jo U Sr. Salalhiel oblem urgencia para entrar em
ama nica discusslo o pro|eclo n. 5d, que concede
carta de uatoraluarlo ao padre Joio Bautista Mor *
outrot.
Leera-se apoiam-sa as legitimes emendas :
a Igoal favor ,10 subdito porloguez Df. Ignacio da
Silva Siquiira, residente na provincia do Rio de
Janeiro.Almeida Pemra F1II10.
A mtsma autoritario ae esiendeni ao tul. lito
poiluguet Joa Gomia Kibeiro, residente na provin-
cia de Sergipe.Baplisla Munteiro. e
" ijual favor sera concedido ao subdito porta nuez
Cousl mimo (jomes de Carvalho, resideole lia muilos
anin na villa de Porto-Calvo, provincia das Ala-
goas.M.'n 1011(1 Caslello Brinco.
lie cuocedido Igoal favor ao sob lito porlo-
guez Jlo Pinto Saabra, casado com Bratileira
rtsidtute no imperio desde 1811.Silva de Mi-
rando.
a Fici o eovirno aulorisado a dar carta de nato-
Ialtaclo a Jos Joaquina Caroeiro a a Manoel Ao-
onio Torres Portugal, moradores na provincia do
Cear, e a Jjs Pedro de Alenla, residente na pro-
vincia do Para.F. de Araajo Lima.
" Igoal favor ao Allemlo l.uiz Stanl, residente
na frrguezia da Vargem-Grande, do termo da
villa de llajoba', un provincia de Minas.Sala-
I hil. 11
a Igoal favor seja concedido ao I ir. Gaspar da Cu-
nda Pinte tlelo, lobdilo portugucz.Domiuguet
Silva.
A discusslo fiea adiada por pedir a palavra o Sr.
Taiieira Jnior.
Segunda parle.
Continua a discusslo do parecer da commisslo e-
peeial aobre a acensarlo contra o et-ministro da
jastiga Jos Thoroaz Nabuco de Araojo.
Pediram a palavra a favor oa Sn. Matraco, Teixei-
ra Jnior, Virialo, Sergio, Paranagoa' Fiaza e Cu-
nta Figaeiredo.
Contra os Srs. Gomes de Sooza, Vitalia Tivires
Rodrgate dos Santos, Paolino, Machado da Sooza,
Silveira l.obo, Aranjn Jorge, Andr Bastos, Araujo
Lima, Fernandes da Cunha e Brandlo.
(Acha-se prsenle o Sr. ministro da izendo.)
Oraran) os Srs. Sabuco e Gomes de Sooza.
A dlicusslo Oca adiada pela bora.
O Sr. presidente d para ordem do dia :
Leiiura de projectos e indicares na hora comp-
leme.
Ae materias anteriormente designadas, linio n
primeira como na segunda parle, acrescendo na-
quella :
Primtira dUcosslo do projeclo n. 66 desle anno,
que approva a aposentadoria do juiz de direilo Jua-
quim Fernandes da Foustca.
Primeira parle do projeclo n. 69 desle anno. .qoe
approva a aposentadoria dodtsembargador Joi An-
tonio 1',menta Bueno.
Primeira dita do projeclo n. 17 desla anno, que
approva a aposentadoria do juiz da direilo Jal Gas-
par dos Sanios Lima.
Primeira dita do projeclo o. II desl a anno,
que approva a pernio concedida a D. Joanna Igna-
cia Lucas, vinva do alferes Francisco Lucas de Oli-
vair.
Livaola-se a sesslo ni 3 'i horas

COMARCA DE NA/.AHETII.
~2 de tetemhro.
Somos hem infelizes 1 Acora, quando ainda nlo
estavsin bcn cicalrisadas as profundas chagas, que
nos dtixou o cholera, somos de oov> ......m;,i Un, ou
trineiit* geroem ; todo o f.iz lamentar a crueza da
destino que o condemna a vagar solitario na extensa
escala dos ttres onde lodus lein teu par. Purm mais
(arde ei-lo despert de profundo snmno a espelhar
se nos lumes que lozem as faces bellas da suspira nm fervor extremo, por que div savam nene enlace ainnvertario de seu irra.lo de lellras.o Gabioele l'or-
ile sentimenlus e de ideas sublimes o precioso frurlo tuguez de Leiiura.
antes accommeltidos pelo me fora de duvida ler ella reapparecido no engrnho | torio e delirante, ja qoiz resolver lio anhela
Santa Lata a tres qoarlos de legoa desla cidade,
donde he bern de suppor, poueo lardar em vir so-
bre mis.
Logo em seu comec.0 fez qoatro viclimii, como j.i
Ihe noliclei em outra oecatllo : depoii disso houve
man urna ; e de presente acham-se cinco oa seis pei-
soai alteelida, denlre ai quaes, alguinas, iuppoe-ie,
nlo rheg.rlu 10 dia de amaohls.
Por ora, nlo consta qos se tenha tomado medida
alguma preventiva, de man tira qoe apibhi-noi, co-
ntla diism, com a bocea na botija.
Tambem lem havido seas casos de febra nmanlla
bern eiracttnsada, aqal oa cidade a por (ora, sindo
pela malor psrle talaos.
K quando nos lobrevtem estes miles Quandn
nsio mais agoa temos para beber ; e quando os g-
neros alimenticios logram un proco fabulosa : hs
verdade que, como pasta por cerlo qua o muito co-
mer he nocivo, lalvez isso seja um bern ; mas, triste
consolo 1
(Caria partir ufar.)
GABINETE PORTUGUEZ DE
LEITURA
Acta da sessao solemne do Gabinete Por-
tugucz de Le tura em Pernambuco, 110
sexto anniversario de sua installarao.
Presidencia da Ilm. Sr. Dr. Joto Jlenrtijuet
Ferreira.
As 11 horas do rila 15 de agosto de 1857, reunidos
no saiao da bibljotheca do Gabioete Portugaez de
I.eHora os Eims. Srs. viee-presidente da provincia,
commandante das armas, chele da tslaclo naval, a
os Illms. Srs. chife dt policia, capillo do porto, ten-
ias da Faculdade de Direilo, Gymnas.o Pernsmbu-
eano, a grande numero de 1II11-1res eoovidados e so-
cios de diffrenles clanes; o lllm. Sr. director, r.
Jos Manriques Ferreira, lomando assenlo a esqoer-
da do Ihrono em que sa achavem ai afllgies de S. M,
F. o Sr. 1). Pedro V e de S. M. I. o Sr. D. Pedro
II, recitoo um discurso inalago a solemnidade do
dia, declarando aberta a sesslo : em seguida oblando
a palavra e tomiudn siiceestivimenle assenlo a dini-
la do lllm. Sr. director ; os lllm-. Srs. Dr. I.ao-
rentino A. Moreira de Csrvalhn, Francisco A. Ce-
sado de Azevedo, Dr. A. R. Torres Bandeira, Ar-
philim J. da Costa Carvalho, Francisco de Paola e
Silva Lins, Joaquim Jos Ralmaudo dt Mendonca,
Antonio tendr Belford Rozo, Dr. Jos Maniz Cor-
deiro Gitahy e Migoel Joaqotm de Faria Braga J-
nior, recitaran) brilhanles discursos ; dtpois dos
quaes o lllm. Sr. director, dtu por encerrada a tes-
sao e daquai eu Augusto Duarle de Moora, piimei-
ro secrelario da directora, lavrei a prsenle acta.
Ordem dos discursos.
Illms. Srs.
I- Dr. Laorentino Antonio Moreira de Carvalho,
relator da commisslo da sociedade Ensaio l'lilloso-
phico Pernambucano.
d. F'rancisco Anlouio Cezario de Azevedo.
3. Dr, Antonio Rangel de Turre Bandeira.
4. Arphtlim Jos da Costa Carvalho, relilor da
coTiiin --jo da locieinde En-iio Franco!.
5. Francisco de Piala e silva Lins, relator da
ou, muslo da Associarlo Typographira Peroambu-
eana.
6. Joaquim Jos Raimundo de Mendonca.
7. Antonio Teneira Belford Rozo, relator da com-
missAo da socitdade Alheneu Pernambucano.
8. Dr. Jos Maniz Cordeiro Gitahy.
9. Miguel Joaquim de Faria Braga lunior, relator
da commissAo por porte da sociedade Orlhodoia Lu-
terana Amor a Candade.
du'lidade em urna permanente amorosa unidade.
Oulro canlormavioso, cuja lyra se afinara as pri-
ses e no exilio lamentava as alternativas da sor'.e
qoe dos prazeres mimosos faz succeder a desgragn.
yua encantos nao lem o primeiro crepoicnlo quando
a joven e linda Marilia dos olhoi sacudiudo o som-
no, abria a porla da choca sem flores nem atavos
em aav cabe los formosos ?
Desconhtcer que no Brasil se opera nesle mo-
mento um -noviincnto litlerario qoe bem cedo dar'
froclos, ha sophismar a verdade, he detererdo e'for-
to ousado que ansaia a uericAo nuvs porque venlia
1 ser avisad!.
Que importa que os amiseros birhinhos humanos
a le rojarem no p farlos de oreulhu.n nos qutiram
negar esta gloria '.' Tupana he grande,n e a enle
brasileira hade leauoat o rtiioine que elernisa u>
fliilos DObrtf,
Es'as llores que as niAoselieias o< Domas e E. Sne
espalham pelo universo ja se engrinaldam as tran-
cas da engranadaMoreninha, que engranada he
ella e muito 1 meada ao goilo modesto da Ierra do
Pao de Assucar.
Temos poueo, seohares, mas ja limos alguma
coun !
Senhores do Gabinete Porloguez de Leiiura, lie
este o ramo de desboladas llores que lenlio a oflrlar-
vos. Nao julgueis porcm es sentimentos da associa-
Crlo que me enva a felicilar-vos pala exigolriade e
pubreza da offerla que he ella o fiel traslado de min-
goada iulelligencia. Ainda assim aceitai-a, que s.-l,
a rudeza da forma se oceulta urna inleu;So gene-
rosa.
de um trabalhar assiduo para os inlertlses da Bocio-
dude. Aponlavarn lo.1n pan vos como os crea lores
engenh"ioa de urna bella obra, como 01 propuuna-
dores iuctnsaveis dos melhoramenlos moraes, como
os cultores zelosos do esmpn dat sciencia e das let-
tras; e no meio desse applnoso geral, dessa harmona
cominuiii, reniis vi oa termunhol de AdhesAo e
de intimo iffeclo que vos consagravam inlelliaencias
e-clarecidas, no pronunciar de primorosos discurso!
de elevadas prnlucccs Iliterarias. Em tomo de
que principio se reuniam lodot esses convivas ao ban-
quete da illustrac,Ao, eiposir^Ao sumpluosa dos pro
O dia de hoja he por sem duvi li de apraziveit re-
cordarles : fa/em boje seis minos que pUulasle, no
solo de muida chara patria, mais um pharol lumi-
noso cojos relelos scnililam sobre milhares de in-
lelligeucias. Assim, de.les uraciosainenle um signal
de aprecu a esta mesma patria que carinhosamenle
vos abriga em sen seio ; assim, prntasles a n e ao
rtiHiido inteiro o amor que l'orlugil consagra .10
Brasil.
Oulr'ora 01 livros eram reclosoa em privilegiada!
bibliolhtca, como thesouro* cojos frucios se olo de-
viam reverter em beneficio commum. O p gressos dn tabee humano, eomprehendei-lo vns.per-1 era como positivamente rilardado lloje l.dns leem
feiamente : as honras do feslim cabiam-vos lodas,, todos podimoi cultivar a mais sublime das faculda-
e um pensamenlo va-io e glorioso pairava em I das des 1 intelligeucia ; a cultivando a intelligenci
PAGINA AVULSA-
I'm fado que revela tcnao audacia ao menot
um arbitrio. Emygdio de tal, eoro um lalho de
a<;ougua ni ra do Rmgel, hsvendo-ee a trazado em
seos pagaminlos, o seu credor para se pagar, Ihe to-
mn os utensilios a arinacan do mesmo lar para
conlinuir com elle por ma conti, a eomqaapto fosse
mi das coiidijes uo proprittario da casa, nlo po-
der o arrendatario da casa parsar a outrem n chave
delta, todava nlo duvidoa innuir que o credor de
Emygdio (icitse rom o arreadamenlo pin all con-
tinuar com o mesmo Irslico, visto como resollava o
beuefcio de licar o mesmo Emygdio Como joruuleiro.
Passando porm o patrio desle 1 associar-se a com-
panlna que actualmente existe, Rearan) pso faci,
todos os ulenciliut e armarAo, perteurendo a mesma
companhia, e por conseguidle coutinoou a ser all
depositada a carne por parle della : porm dous es-
pertalhoes, desejando a posse desse lalho para si,
procuraran) o proprletario da caa, para he ce-
der o arrendamenlo della, medanle maior es-
tipendio, ao que nlo annuindo esla, e vendo
aqoellts que ficavatu mallogradas as suas espe-
ranzas, tralaram por oulro modo de intimidaren)
a Emygidio com ameac.s, para que Ihe eedesse a ca-
sa, o que nlo sendo bastante resolvern) por l'un
usar da estrategia de fingir o nrrendarneuto de todo
o predio, e intimaran) o despejo desse lalho, orde-
nando que nelle nlo se recolhesse carne perlincenle
a companhia, a cujo mandado nlo duvidou o referi-
do Emygdio despeja-lo e entregar-Ihes a chave, na
persoasAo de qoe com effeito houveisem arrendado
todo o predio, e lano mais quanlo Ihe constara qua
a mesma iniimac.1i fura ftila ao administrador de
companhia. No seguime dia ao dessa occmrencin,
qoe leve logar a 23 do correnle, 111 forma do coslu-
me foi mandada a carne pira aquelle lalho, e achan-
do-ie prsenle* os 'e>pertahoes oppuzeram-se for-
malmente ao recolbimento della, declaraudo qat
iam requerer mandado de despejo, pelo que foi man-
dada peodurar em um dos lalhoi da nbelra, al
qoe se desse sciencia ao administrador dos arrugues,
que apenas lendo noticia se dirigi ao subdelegado
para man Hr chamar a Emygdio e ordenir-lhe a en-
trega da chave, na supposic,"io de ser elle quem a De-
collara, o que leudo feito de-larou este que havia
folio entrega della declaradlo esla que 11A0 parecen-
do exacta, msndou o mesmo subdelega lo qoe o reco-
lhettem preso a' cata de delencAo, emquauto le dei-
eobria a verdade, foi tullo qoe saben do aquellas dout
individuos dtssa prislo, resolvern) entregar a chave
ao respectivo administrador, que apenas da poste
della requlsiloo a soltura daqoelle pobre homem.
Este ficto lenlo audacioao, ao menos arbitrario,
praticado em pleno dia nlo devia licar silen-
cioso, e nem tora de alcance da justici; mas os
"Hendidos coolenlando-se apenas com a entrega da
referida chave, deiiario de proseguir na quena que
nicrec iam os esperta I hoes se detsi contra elles 11,10
s pelo damno qoe podiim 'causar a companhia,
como pela factlidade com queso constituirn) arren-
datarios do predio, quando tal arrendamenlo nlo se
deu, como coosla declarara o pruprielario.
liegozijo mal entendido. Somos informados
de que o 1 cuente da cata dos eipostos recebera or-
dem da Exma. Sra. marqueta do llecife, para man-
dar abrir a igreja do Panizo, acender os aliares e
repicar os sinos pelo Iriompho que diz litera da cau-
sa que pleiteara com a administradlo dos ctlabeleci-
inenios de candado com os hens doeilincto hospital
do Paraizo, a coja ordem nlo dando enmprimento,
se dirigir a casa do Sr. Ihesoareiro dos estabeleei-
n enios para consalla-lo, ao que responden este qoe
nlo lendo sciencia desse triumplio, que mu bem
obrara em nlo dar cumprimenlo e esta ordem, caja
auloridade te desconhecii pira as poder transmit r.
Em vista deisa to razoivel decalo vollou o inetmo
regente para fazer sentir essa observaclo qoe Ihe fi-
zera o Sr. Ihesoareiro, mas ao rhegar ao lu-
gar, ja' enconlrou a igreja hera a os aliares ce-
los, em bem pooco lempo chegou 1 mesma Eima.
Sra. rr.arqueza, qoe foi recebida pela irmandtde dai
Chagis, erecta naquelll igrrja, |com repiques de si
nos em tigml de regotijo pelo Iriumpho esperado.
('rueldade.Chamamos a alinelo do subdele-
ga lo da fregueiia de Sao Fre Pedro Gonr,alve.s para
urna loja na ra da Seozala Velha. aonde moram
certos crioulos e crioolai, pois nos consta que alli te
acha urna crianra de urna provincia do norte, or-
pbAa de pai e mili, tjue lodos os das he cruelmente
espaneadi, pelo que te faz digna de leda a commi-
Bataejo.
Demora iot taporet nnt provincias em que to-
can. Em eonseqmncla do aviso da stctetaiia de
etlido dos negocios do Imperio de 3 do currante,
acham-te alteradas ai den oras dos viporrs britilti-
vot as provincias em qoe locam. pela mentira te-
uuinle : Bahia 13 horai na Idi a 12 na volla, Maceicl
i ni ida e i na volts, Pernambuco 12 na ida e 12
na volla, Paiahiha 6 na ida c ti na volla, Rio Grande
do Norte 2 ni ida e 2 na volla, Ctara' 6 ni ida e 8
r.a volla, Maranhlo 12 na ida e 12 na volts, a Para
2i na id*.
Cholera.segundo a carta de nosso correspon-
dente do >azarelh, qoe em outra parte st acha trans-
cripta, novoi casos de cholera tinhim illl se dado,
no engenho Saula Loria, aonde appareceeam as pri
meiras. a. Esc. o Sr. vtee-pre*ideiite contoltnu,
apenas recebtu a participarlo, 10 prndente da rom -
inis-lo de bvgitne, que responde 11 soppunha Batea
casos sporadicis, e que nAn te desenvolveran) epi-
dmicamente. Na maullan de honlem S. Etc. fez
partir um medico, levando urna hem surtida ambu-
lancia. Praza 1 Deo que le verifique a supposic,lo
do digno presidente da commusAo de bvsiene.
Chamamos a lteoslo d'-a lailores para a cor-
ro-pon leticia JeW K\m. Sr. commandante dos armas
desla pruvincii o bngadeiro Jobo Joto di Costa Pi-
mentel, qoe vi Iranacripta em oolro lugar.
O vapor nac oual Pertinunga, :-hido;piri Mi-
rei e poilot inl>rmedios, levou a teu burdo os se-
goiutes pastagtiros : Dr. Bernardo Anlouio de Men-
lonfi Caslello Branco, Anlouio de Paula Fernn >et
Bina, Manuel de lturges Buarque, Dr. Julo Hono-
rio Bezarra de Hamaaa, l.uiz Pedro dat Ntvts Ju-
ninr, Julio da Silveira Lobo, l.uiz Jos de Novaes,
I 1 in.-i-c.i Pirts Carneiro, Thomaz de Aquioo, D.
Mana Joaquina da Gama e Mello e I cscravo, l.e-
Discurso pronunciado em a sessao magna
do dia 15 de agosto pelo orador do En-
sato Plulosoplnco Pernambucano, o Sr.
Laurentino Antonio Moreira de Carva-
lho.
Senhores.Nos dous ltimos ennos, por motivo
desla fiusto aunivirsario, deiprovido de talentos e
poueo avilado as ledras, ao lomei a ou copareste logar, d'onle a voz da tloqutncia, auna-
da aot accordes da sciencia, derrama) a nrsla sala en-
cuernes de parabens.
Uoje a mesma honra me cabe e mais subida. Kn-
tlo, era o enlhosiasmo de omnalma novel que se ex-
halava em murmullos ao aspecto respeilavel de um
alcafar litlerario : agora he a exprselo de muitos vo-
tos, que reiomidoi 11'um i, minha bocea pronun-
cia.
Mu, agora, como tntlo, he sempre o mesmo pul-
lar que o corelo eiperimenla ; be sempre a intima
verligem que ma luuvia as (acuidades ; be lambeni
anida no mesmo teulimeulo que se inspira a inhiba
voz.
A emocAo, rocn, he mais forte ; porque a missAu
he mais nobre, e o oizer he mais diflicil ; porque he
dizer de mullos.
senhores, o Eniaio Philosopbico Pernamborano,
siuda e felicita o Gabinete Porluguez de Leiiura.
A sociedade he, senhores, o fado de n.ai-r vulto,
que prende a alienlo do pbilosopbo, no e-ludo das
cousas humanas. A natureza moral do homem he
sempre um myslerio impenttravcl, qaanioie faz
ah-trarcoo deste fado ; por uuanlo, fura da tocieda-
de, a razAo nao descortina o ini-ler das opera{tt do
eapiriio, cujas evuluces uilinilas leem um lellexn
vivissimo as usancas da lingu>gem. Segregai o ho-
mem da sociedade e le-lo-heis mutilado ; qoe 11A0
he viver de homens a vida de misanthropos, mas
pura morbidez dMma, que consume a seiva vital.
Vivir nlo he Iratar a linba incerla de eventos male-
riaes, que se destnrols do berc,o e vai-se perder no
sepulcro.
De animal lemoi s o involucro ; qoe o espirito de
Daos emana, e pura elle he seu tender inressanle. Os
phruomenos da auimalidide,lmenle nos sAo de pre
co na parle em que te langeni as operarles (lo es-
pirito. De outra ordem de facloi faz esls eabedal de
vida. Alimento da iulelligencia he a verdade ; ni
religilo se exercili 1 f, e nos idelos do corarlo se
aquece a seniib lidade. Deoss, a patria e a familia slo
a (rtudade do humem. A' Dos o ser e a es; conca ;
a patria o braco e o sangue ; a familia as all ic.".-
m>is puras do peilo.'e as prosas de urna dedicaclo,
que e-torco, e uso nlo gaslam.
Mas l.eos, a palria e familia nao absorvem lodas
as pulsaoas da noisa vida mort'i. Oulros los de
mor tempera nos enlaram a creacao. O passailo o
preieole e o fuloru. Pelo passado ascendemot a nos-
sa origem qat te perito nat sombra das idadis pri-
mitivas.
O presente nos idntica rom a humanidade que se
revolve e desenvulve as superficies do globo, como
serpete gigante a st rojar pelo p.
O futuro finalmente he o panorama longlnquo qoe
nos acea venturas, e para o qual 001 partimos, via-
jemos incinsaveis, na fronte o p das provanjas, no
peilo 1 fdos llebreus. Que importa que 1 morir
uoi sorprenda '.' Sobre a lapide que nos corra o -
pulcro, ouvirtmos o Iropel da humanidade que
patsa.
E qoem sabe se nao be a morle o leito brando e
rancio com que tonda o viajeiro, quando a frox din
del merobios listos Iht loma o pasto pesado e o ca-
roiiihir importuno V. Qoem libe Alem lalvez esle-
ja a fonle onde iremoi matar essa >de de gozo, que
as gnu podidas da vida s tem consegoido exarce-
bar.
A humanidade sobrevive i si mesma. A historia
he a sua representadlo no paitado, a loeiedade a sua
reprodcelo no presante, a posteridad! a la perpe-
luacAo no porvir.
lie por isso, s-nhores, qoe o homem sempre te
angina, quando exagera imprudente as Urcas indi-
viduad. I ni pensamenlo elevado, urna i lea gigan-
tesca podem, sirn. ser concebidos pila vigoron indi-
ligencia de um s ; mas converte-los em fados he
qoasi sempre a larefa que ao grande nomero cabe.
Nem sempre a mo se presta a realisar as concepc,es
do cerebro. As vezet a fraqoera do corpo isla' ni ra-
zio directa do vigor em que as almas abunda. As
massis que he precito reniuver e as massas, que he
precito aproximar ; a variedade dos Irabalhoi de
delalhe que exige copia de aplidoss diversas ; lodo
reclama e discuvolve o espritu de associa(o, contra
o qual deb.ldc se revolla o iiidixi.lutlismo ; que a
prevalecer o seu voto o pensaintnlo rcoirera sem
jamis realiiar-se.
Eis ah senhores, desenliada o origtm do (abiuete
Porluguez de Leiiura em Pernambuco. l'ensamen-
to gauero'O e patritico de um cor. cao poiluguet,
ellt be heje urna realidade bullanlo creada e sutlen-
lada por urna assoeiaco porlugueza. Encravsdu no
solo pernambucano, Porlugutzet e Brasileirus temos
participado de seus froclos. E que bellos nAo to e
saborosos o< fruclos das associi(Aes Iliterarias !
Cnulieeedor disla verdade por experiencia propria
n Ensaio Pnilosoplnro vem hoje renovar a .dli -nca
que com voco lem feilo. Se bem qie por caininbui
diversos, i,s todos temos o me-1110 alvo, a illo-lra-
r;Ao. Aqu a meditarlo sobre os livros, e o esludo si-
lencioso ; alli o embale das opiuies, e o reconlro de
ideas opposias : porm tqui, como alli, tempre :
A solemnidade de urna fesia, senhores, nlo esla'
nc-is aprestos magnficos, aonde a arle se esmera
em reunir ludo o que pode a invtnr,Ao encontrar de
roail helio e mimoso. Os apparalos bellicos as fes
las nacionaas, o ribombar dos ranhes, o estridor
dos clarins, o Iremular das bandeiras, mm sem-
pre desperlnm o enlbusissmu do povo, multas vezts
ja fri, e qoe nlo pode inllammar a villa da insig-
nias, que se Ihe rebordara urna gloria passada, lem-
bram lambemos velhos preconceitos de urna iuili-
inicAo bastarda, e qua ja nlo deveria existir. A
gravuladt das testas religiosas, onde o espirito de
piedade paisa da adorarlo dos tvmboloi a contem-
pladlo dos myslerios mais elevados, que a rtligilo
ulTerere ao pensador religioso, ah vai desfigurada
nos ouropeis de armadlo, que impropriamente cha-
maran) pompa, e que alleslnm o mo gosto da ar-
te, e o ridiculo do culto, qoe deveria veilir-se da
simplicidade christls, profanada al nos cantos e
symphonias, que o povo consagra a' suas orgias e
passalempos. Somenle ha urna norma comanle,
ha um goslo io, lleras el para as festas, qoecommu-
niram do nacionalismo pelo seu carcter, da religilo
pelo teu eolio, de ambas pelo sea fin). Slo as fes-
las da inlelligencia ; he o banquete das lellrat.
Nao foi, pois, o bnlho das armas, que nos allra-
hio aqui ; nlo foi o desejo de apreciar orna orclies-
Ira, de notar urna invenc,o, de admirar urna voz,
qoe nos decidi a aceitar o votto convite ; porqoe
preferehamos ja/er enlreuoe ae c ao de orna le-
lora agradavel, a vir eiivolvtr-iiu uas iiuveus de
p, que os viandantes levanlam a si comprimirem
pelas ras em leguida das msicas marciaes, ou a ir
presenciar o escndalo da profanacAo dos templos.
O que nos Irouxe aqui foi a fralernidade, o amor
as ledras, o prestigio de urna gloria immensa, que
nasceu com o eslabiltcimtnto do Gabinete Porlu-
guez de Leiiura, e que ja nlo pode acabar ; porqoe
o lempo he iniotlicienle para destruir o que per-
lence a historia, nico elernidade que o homem po-
de crear, unir creadlo que a elernidade rtipela.
Distemos que foi 1 fralernidade que nos Irouxe
aqui, porque no Gabinile Porluguez de Leiiura
vemos o penhor de urna allianr,a cmplela de idea,
de sentimentos e de vuolade. De ideas, porque to-
dos nos pensamos. Brasileiros e Porluuuezes, que
o mundo nlo he o reinado da materia, e que o es-
pirilo precisa de alimento, assim como o corpo do
po qiinlidiano, e que aquelle- para quam a pere-
grinarlo detta villa se loma mais dura lora da pa-
lria, necessilam de ir buscar nos livros urna dislrac-
clo aorojseus prazeres, entrando muilasvezes em con-
versarlo com os amigos que drixara distante. Desen-
limenioi ; porqoe aqu se ronfundem as nacionali-
dades, de-lerram-se os preconccilos e s se v na-
quelle que IranspAe estas poriM, um amiao de
maii, mais um n..vo conviva que vero participar du
at cahec is : era o do anniversario do estabeleei-
meolo que fondastei, era o da mxima ulitldade re-
sullanli desle mesmo eslahelecimenlu. Foi enlao
qui, cedendo ao impulso da consciencia, tu etque-
ci por om poueo a tenuidade dos mtutrecorsot, e
dlsse-vos na lingoagemda mais extreme ttnceridade
o que se pitsava no ruao corarlo o ramalbele era
pequeo, era de llores quasi murchas, loicas e des-
pedaraJas pelo venlo, mas eu v-lo otloreri. en a-
rolhimenlo que Ihe preslasles cumpensou a ruinJa-
de e Insigmfictiieia do brinde.
Ha um anno he verdade qoe todo corra 11-
lim no meio de vos ; mas o deslisar dat horas, dos
das e dos mezes no apagn eitas recor.lac.6et lio
gralat, nem fez somirem-se para sempre essai im-
pressfies vivas que deixam lio largo traro na hitto-
111 dt ama instituido como he a vossa. O fin que
entAo ficara qu-hrado pela interrupcAo do lempo es-
t realado prescnlemenle e essas memorias lAo inle-
restantes qut fallavam por vos no concurso roages-
tosodaquelle dia vem tallar acora de novo, em prol
da vossa dedicarlo s d0 vosio amor s lellr.11, he
mais um anno que surge para illuminar n Iraca ele-
gante do vosso edificio : he mais um marco expres-
svo lanzado nacarreir-a da vida, para lembrar a isle
paiz e ao mundo que vos erguesles um padrSu im-
morredouro i litttratura e A sciencia : he mai um
echo el. queme que se desprende alravs do bolicio 1
do movimenlo do seclo, pera reprodozlr no seio do
futuro, e isgerac,5es vindonris, o muito que fizesles,
o muilo que ainda eslaes fazendo no sentido de pro-
mover boa causa da moralisaclo publica. Hoje
he o mesmo quadro que se desdobra eomo se ja
desdobrara antes : he o mesmo painel que Irans-
parecc luzido e esplendente face de lodos, como
ja se mostrara ii'uin dia ifaslado, porque as imagem,
bem longe de variar 011 perder o brilho, com o re-
passar lorreisivo dos qoe ja la foram morrer no pas-
sado, avollam graciosas, incantadurai e cheias de
vida.
Nlo lio por outra razAo, senhores, que me vdet
hoje dianti d> vos, nem vos deve causar eitranheza
qoe de novo lome parla no que he urna virdadeira
sulemnisarAo do vosso Instituto. Aprecio lAo do fun-
do d'ilma os mprobos estorbos que leudes emprea-
do a bem dos interesses'reiei da socieiade;avalio lAo
alio os voisos serviros prestados a cama da regene-
rarlo mitrara e srieniifica ; devanero-me lano por
vtr que esla vosa empresa, inslaurada e prosesuida
com felicidad! e exemplar dtsveo, conslriloe c cons-
tiluir sempre um elemento irrefasavel e ao mesmo
lempo valioiisiimo para o bum cultivo e dissamlnac,!o
das poderosas ideas que etll inseparaveis do rnelhura
(nenio r Pl-sralnlecimrnla ila hx.111 miado, que nlo
piMM tsquivat-me ao ardeul* desejo, ao dever mes-
mo, de acompauhar-vos na expanAo dos tenlimiiilos
que vos dominan). A assoriarAo das ideas no meu
espirito he a misma hoje ; e se ha um anuo eu vos
Irinsmitlia pela linguagem o complexo das minhns
iniimas convicroes e eiptiangat pelo qoe diz respei-
lo vossa assoriacAo, nada obsla a que vo-lo faca
presentemente, com a mesma elluslo de jubilo, com
o mismo enthusiasmo, com a mesma anaiedade, se
o posso dizer assim.
Conla mais um anno de idade o primognito dos
vosins cuidados pela inslrocr;Ao publica, e ainda na
infancia adianto-se, eucaminba-se fervoroso para
mui resplaudecpiites futuros : no berro moslra-ie
humim, homem vigoroso e enrgico, dispoilo a cn-
Irar na bea dos inleretses da cumunlilo ; e he de
crer que es dan! no verdor da idade Ihe preparen para idades
remlas a diflusAo de Iheiouros ainda maii ampios e
illimilatlos.
O anniversario da vossa associar-lo desperla, por
oulro lado, to agrada veis e lio queridas ideas, que o
espirito menossugtilous inspiracOes humamlaiia*|Com
que r.le seeulo vai ruidoso e accelerado. abrafa las-
ha sempre como penhores infalliveis de iuconlesta-
da prosprridude :-- a etlreilissima relarAo de dous
paizei, a fralernidade de dous povos inseparaveis pe-
aliinaimos ao alvo a que somm destinados pelo nosso
Creador,a moralidade. o htm.
E, poii, o (alnele Porluguez de Leiiura he o
brinde mais precioso e uiil que vos nos pudieis fazer,
e orna fonle inoxhaurivel de riquezas, accessivel a
lodot.
terminando este pequeo e fraquissimo discurso,
eo vos abane 1 que o Ensaio Francez faz 01 mais
sinceros votos pela vida, pelo progrt.ro e brilbanlis-
mo do illastre ilhleli.o Gabinete Porloguez de Lei-
iura.
Arphelim Jos da Costa Carvalho.
canc gloria cierna. He elle o cuuselho qoe vos
enx nlraiuii nos imnioriaes proverbios do re sabio,
lie a primeira cousa queSaluinlo quer que o homem
rara, beque ao Inilroa 5 he s por este meio qoe
elle se pode apaar ttasmiseiias do mundo a dui
horrores domine.
He
so, a columna miltsroia, que Heos lem ooloreido
aos homens para Ibes servir de guia durante o sea
peregrinar na Ierra. Oala que ella live'ie illumi-
nado igualmente a lodoi 01 povos, dos quaei algun
xistein, cujo leio nem se quer tem ousado pene-
trar, como se a Providencia com o teu dedo irre-
nttivel livesie escrpto no lluro du sen destino
......ienlio.es, do cumprimenlo de nossos deve- 11
res que nasce a gloria, eo que he preciso para que mesma condensarlo dos Pbilisleus e M-dianilas
o homem conloa o deveres e os cumpr. Que aos quaes eram v'edadii is luzes da religilo de A-
te instru nas obrigarues da vida, para que potsa "
..Icancar lodo o teu bem-eslar : a onde achai elle
esta hem estar te nlo nos livroi de moni t de reli-
gilo '.' He 00 (.alnele Porluguez de Leiiura qut
elle eneonlrir esses livroi, e adquirir! a sciencia
necesiaria para cumpr ir, como ja dina, os seos de-
veres.
Quando cerlai na(ues do amigo mundo, por meio
de seot famosos gentries desembiinharira mas vi-
lo.osat etpadoi, tambem, lenhorei. ibrlim as suai
bibliothecai. e eonvidavim a enei guerreiros a que
bral.am e de Jacob.
O 11,011 lo moral, senhore, lem experimenlado
revulucue- idnticas li do mondo phyieo : a crusli
superficial di Ierra arrefece, e 11 prula a produzlr
iu.10 o que alimenta encanta a existencia do
homem ; embora Ihe ardam no uio elementos em
combusilo, que mu'las vexet r scam da etphera da
civ li.ac.Ao cidadri. como Herculinam e Pompeii :
asum timbtm a arrio poderosa du etpiriio humano,
circumicriplu nos primitivos lempos, lem lirgado
is dominios e multiplica lo ai tendencias in-
vim m ai j 11 ----- tuniiiupiianu B trnuciii um 111
la, InUh'fr J" m m',nobr,,r 8? <'l|"'" "o homem : o 10I da inlelligencia brilha
lie riec... V "'' "* ; P- "i "f,"?'' fol8nr*",c ,n" horl.uol. di humanidade, e to res-
, rmn' "T i:""""* af "*" '"Y- '"* I ,iT,w I"1" "cul" kraiM qoe te adquirem pe-
nm- r *'"-"""' "" no"!l"- D' ''>' do dizer, pelas cr-n5as e peloi viuculot da
vontade ; porque le f..r o desejo de ser grato a no-
sa hospitalidad! que vos nio.eu a cravar no solo do
de'conhecido urna iosliloicio, que Ihe podia ser
til ; he o detejo di que essa hospilal.dide se an-
menle: que nos faz ibrarar essa mesma instituirlo
como um litlo de mais a nossa generosidade. Dlf-
ttmot, que fui o amor as lellras e dissrmo-lo bern.
A iterarlo que auora se levanla e que se dbale nos
lulas doj.rnalisino recuperando pelo espirito as
glorias que 1 orlugal alranrarn pelas arma ; des-
cobrindo novos horisonles s lellras, como ootr'ora
novos'mun-lps ao seu territorio, espalhando sua fa-
ma pelo universo, como oulr'ora seu poder pelos
mares, 11A0 pudia licar circonsrripla a' pequea por-
rlo do solo verdadeiramenle porluguez. Os filhus
de Lysia, onde quer que se achem, nlo podem dei-
xar de seguir o movimenlo geral que abala o sol e
os homens de sua patria, e que a faz cainiuhar pa-
ra urna li.insforinat.oo.
O Gabinete Porluguez de Leiiura em Pernambuco
he, pois, u resultado desla combinarlo de senli-
meiitus, que devem ser ot meimos em tudus os I'or-
luguezes que slo chamidos a cunrorrer para a obra
da civilitarlo c dn progresso intelleclual. Esera'
desconheciaa a inlluenrla que exerce lobre 01 llra-
a in.....-iracoo poltica, obliveram muilo com esse
plano civih-a.lor que realisasles, creando o Gabnile
Porluguez de Leiiura.
Negara, porvenlura, algum, que no estado actual
darivilisrlo em lodo o inmuto muito lem feilo e
muilo lem que fa/er o fecundo espirilo de associac.Au?
Cunleslaria teriamenle u perita ler jodicioso qoe as
lellras, os cuslurnes, al as arles e a industria mui-
lu leem lucrado rom esse empei.ho afanoso em
construir por meio das asiofiacogei elemenlus que
vedem a aniquilarlo dos bont ptioeipiot, das Iheo-
rias civilisadoras e prosressivas'.' Se vai esle seeulo
lio rpido e triumpbaule no crescer e propagar dos
melhoramenlos maleriaet, se a esperolaroes ferre-
nhis de um absurdo indoslrialismo parecem contra-
riar alo cerlo ponto as tendencias graves e severas pa-
ra os nifllioramentos moraes, para es vanlagens de
urna ordem uperior, quem poderla desconhecer que
intliluires destinadas ao deiramamenln da apurada
e saa illuslrarlo, da insUucrao verdadeira esolida,
propem-se lins de iiiapreciavel pruveilo e abrtm o
raminho a' feriis, A terlilis-imos resollados ? Ani-
mar as lelirae, cultiva-la*, desenvolve-las, aliaieo-
(ailhes o cermen productivo e substancial, eslender-
Ibes a intluencia do melhor modo pasivcl, aprinio-
sileiros o desenvulvimenlo das sciencias e o pro- ra-l"S pelo esludo, para qoejdahi tecolbam fiuclns e
gres, da lellras, que lem apresentado Portugal nts-
les ltimos nno*'! Sera' rslraiiho o arodaineulo,
coro que marchamos ne>sa mesma carreira aberta
pelos Garrel, Herrulano, Lemu, Palmerim e ou-
Iroi.que le tpresenlarem na vanguarda da cixilisarlo
poflugueza ? Qnantoi povos na anliguidade deixa-
nimde figurar buje na hisloria.se Ihesfallasse o im-
pulso que onlras nttfltt mais a tianladas Ibes iam
eommonicar A nossa mocidade receben esse im-
pol-o. I- ilba de urna natureza mais nova, que se
alava com lodas as galas de urna vegetarlo supe-
rabundante, nateida do sol dos trpicos, em breve
motlrou a giaodtza de suas aspirarOes, Iraduziudo-
a na harmona dai eslruphes, desenvolvendn-a no
1 r na I i-mu, n-tentando-a nas liles acadmicas e nu
brilho das locurOes pronunciadas nas sociedades
icienlilicat.
E, pois, essa juventud! que se prepara nos ot-
ela!, qoe se aperfeira na imprima, nlo pedera
deixar de eslender a mo aos beneficios qoe o Ga-
binete Porluguez de Leiiura veio derramar sobre
ella, beneficios que se turnaran) ainda mais recom-
mendaveis a nossa gralidlo pelo titulo honorfico,
que coneedesles aqolles que lolam c< m a falla de
meios na carreira dai lellras, mostrando comprehen
der o que houve de ulil, de grande e de sublime na
crearlo do Monle Pi Acadmico, a
Porque tena o prestigio de urna gloria inmensa
o que nos Irouxe aqui '.' Ninguem duvida alianrar,
ttnhores, que o Gabinete Purlugoez de Leiiura,
Irazendo lanos beneficios aos que se appliram as
lellras, e conformando-se com a lendrnca desle se-
eulo em procurtr facilitar o commerrio dos labios,
con.o o vapor e as vias frreas farilam as Iransae-' '
rOes do cominercio e 1 Irora dos producios Indus-
tiiaes, be una instituirlo que faz honra aos seus
fundadores, e pode ser contada como om passo van-
laj isu na eslrada da eivilisacllo. lie por isso que
uma aureola de gloria circunda a froule dui que
Irabalharam para essa crearlo ; he por isso que
hi'tona, que nao olvida assigualar oseados mais
grandiusos, nlo diixara' de fazer mcnrlo desses nu-
moi rec. minendiveii a vrnirarlo dos vindoums.
Eis-ahi. senhores, a confirmarlo dos mnlivos que
llores que lenliam de ser proficuas a loda a especi.
humana, sempie fui empenbo de legisladores sabios,
desvelo de prncipes magnnimos e inlelligenles,
de-ider.itor:, de polilici s eunscienciosos. A hiito-
ria nos mustia que esse rngraiidecimenlo das lellrast i
humanas (em na/ do muilos hens reaet: o progres lem sabido dessas minas preciosii-imas onde se vai
excavar o ouro lino e de primeira sorle; e, grar,as a'
le providencial que dirige i s povos e as nariies'para
a civilisic.10, e uraras ao auxilio poderosissimu das
ideas religiosas, que lio pufeitamenti se casam com
as lelljas c as sciencias, tem te adiado que as atm-
ciarles dedicadas i propagarlo della*, sobre strem
mu generotat, lambem slo mui importantes, por
que apressam o movimenlo necessario marcha do
spirlo humano.
Hoje, principalmente, qoe o goslo pela lilleralura,
pelas -ciencia- e pelas arles se ha requintado lano ;
boje que a illuslrarao nlo he mais o direilo exclu-
sivo, o monopolio de meia duzia de felizes da socie-
dade ; hoje que lodos leem, lodos querem ler e lo-
dot aspiram conseguir pela leiiura a snmma de co-
nhirimenlos qoe Hits apraz ; hoje que se lem reco-
nberido itrem as lellras em geral instiumenlos de
grande forra para a propria amenisarlo dos cuslu-
rnes, alem de elementas para a collura do espirilo,
be (ora de controversia que as sociedades, cujo fim
ha prumover-lhts o incremento, slo dignas de toda a
atlenrlo e soscepliveis dci mais benficos dcsenvel-
vmentos.
Vos fundaslts, atnhores, om Gabinete de Letlora,
e rom essa inaugurarlo proporrionailes ao mesmo
lempo a' cullura da inlelligencia e ao adiamntenlo
sociedade um dos mais favuraveis e animadores
Senhores A Associarlo Tv pographica Per-
nambucaua, accede 1.Jo ao cunvile" que vos dignasles
de fazer-lhe, envin uma commissao de seu seio
para assistir 1 solemnidtde do inniversario da
inaugurarlo desle importante ioslitulo; e, como
orglo dessa comni> rija em nume da Associarlo lypographica, da qual
faro parle, duas palavris mal di>posla<, alienta a
insofliciencia do ariista que nlo pos*ue senlo poneos
conhieimeolosda arle que tanto ha contribuido para
que possam existir tuudacrs iguaes A que he ebjec-
10 da prsenle fesla.
Quindo o mundo jaza immerso nas sombras do
barbarismo e a arle de eommonicar o pensamenlo
era apenas secundada pelos e-ureos da caligraphia,
nlo era muito que o espirito humano, que sempre
careceu de expandir-se e manifestarse, coucehe-se c
execotasse frtquenlemeule, de envolia rom aeres
nohre, esses planos de estrago e morticinio que hoje
filo lldoscom horror pelos filhos do presente seclo.
Enllo a inlelligencia gyrtva em uma rbita dema-
siado circumieripla pela falla de sufficieute culUvo
Iliterario, sendo isso sem duvida occasionado pela
mingua de livros : em lal lempo eram lamli-m ra-
ros os eslabelccimeulos da ordem desle no globo co-
ndecido. Sendo os manuscriplos poueo vulgares, e
porlanlo mu dispendiosos, nem n lo ios era dado
posioi-los, e os coslumes nenhum corredivo podiam
receber dos homens doulos ou das almas bem inten-
cionadas : qoasi que a Ignorancia e a moldada eram
a ordem desses lempos.
A desroberta da imprensa mudou porm a face
da Ierra : a fcil reprudurr.lo de Ideas ljrnnosas e
aproveilaveis, ao patso qoe'ttndia a illostrar o- -
piritos, foi como um refreiameuto a desienvollura
dos nimos; e quairo seclos m lem bastado
pira o espancamenlo dos modos barttarot, para a
amenidad! dus cnstuines. Gr,.cas n esse portentoso
invento, que 1101 leguu o immortal (ulcmberg, hoje
parece que xivcmu* de ums nalu.p/o comparativa-
11, nie diversa da dos huinous il-.qucllas pucal.
He porque nlo pule ficar vencedor o caliginoso
fanatismo dos copistas de manuscriplos velhos; e a
mimosa filha do hroe de Muguncia, alargando o seu
dominio, apezar de censuras e analhtmas, veio a
ser o que lodos Ih'o reconhecemos, a estrella de
loz, qui disiipando ai trevas da u no rancia e ven-
cendo as distancias, condoz a lodas as regiOes as con-
cepres da spiencia. A lula, que havia sido rendida
enlre a lgica dos fados e 01 clculos de mesquinlio
interesse pessoal, Irouxe victoria as lellras : .1 moral
e os coslumes lucraran) assaz com essa victoria.
Slo inconlestaveis de certo as vanlagens que of-
ferecem fundarles da ordem desta, ni) somenle em
f articular aos individuos que ai frequentam com o
louvavel intento de adquirir cnnhecimeulos pela
leiiura de obrat de mrito, como ainda ao ptiz em
cuju seio ejlai germinara e Iturescam. A lilleralura
se desenvolve, as sciencias se ap.ofundam, as arles
-e .-.| erfeiroam ; a moral e a religilo se aireieam nos
corares, polem-se os eoilumei, refrelam-sa 01
vicios, ludo enilim (ende a mrlhorar de poni.
Taes vanlagens, senhores, ja era lempo que as
fruissrmos: o Brasil caminha rpidamente na es-
trada do progresso ; o exemplo das narOes mais a-
dioi ladas nlo Ihe devia ser 1 n,j r. licu'; e a partir
d'aln, muilos e>labelecimenlos como esle se tilo fun-
dado e le manten) com proveilo em difiere ule- cida-
dts do seu vasto lit ral. Quanlo a Pernambuco.
coube-ll.e a dita de ser aqui fundado em grande
escala, e rom as desojadas proponte", o Gabinete
Porluguez de Leiiura, nrunleslavelineme u inelhur
Militlo Iliterario que pussue o Hurle do irn|>erio ;
e a solicita dedicarlo de suas administrarnos, as
quaes nflo tem poupalo sforros nem sacrificios para
inanler Hiato de qualquer macula, e em lodo o hri-
Ibaulismo de una protperidade crescenle, esle mi-
moso (rucio das niedilares de um grande genio, se
dexe em parte o iucremenlo das lellras nesla cidade.
Sim, senhores, esses sicrfieios, esses eslorcos in-
cessanles, com que vos liaveis mostrado dignos du
nome porluguez, lao glorioso nos f-slos da hi-Uuia,
nao seinlo depreciados dos homens de alio saber, jus-
tamente chamados a aquilatar-Ibes o merilo, nlo
podem deixar de ter ohjedo de admirarlo e de ludo
o apreoo para a Associarlo Ty pographica Pernain-
bucana, a qual emerja em todos os inembros des-
sas adtmnisii ornes e nos aeluaes manteuedoret desle
bello eslabelecimenlo oulros lanlot propigidoroi de
conhecimenlos proveilosos, oulros lanos amiges e
prolertoies da imprensa ; e pois que assim os con-
sidera, creiam elles nos bons sentimentos que a As-
sociarlo nolre a seu respeilo.
O melhoramenlo material e moral do nos'o paiz,
o desenvolvimemo inlellei lual ib.I dous povos qoe
eslreitamenle se ligam pelos laroi da reliilo. dos
co'lumes e da linguagem, tinto como pelos da fa-
milia, slo assomplos da mais alta monta ; e os filhos
de (iutembergem Pernambuco nlo se podem furtar
ao dever de estender au.igavel e cordialmenle a mi
aos homens do progretso social, qualquer que seja o
solo onde residan) ou o povo a que perlenram.
Honra, pottantu, a vos, senhores, qoe liaveis de-
vidamenlt comprebeodido as tendencias do nosso
steulo.
Francisco de Paula e Silva Lins.
Recife, 15 de agosto de 1837.
ea como qoe arrrrrrido, e em vez de produzr esses
aclos que a'sombram o mando, loceede is vezesda-
rem-se fados cunlrarios.
Por mais que Js nie/tes ie queirlm eivilisar, de-
balde chegaiio a esse Boj, se nlo literam primeiro
desenvolvido toai iolill|cn(,M e como alcanri-
rlo ellas lio subida leloria, 10 nlo por meio de iuis
bibliotheeas 1 S celias a consciencia se tranqoilli-
sara', s nellas o corarlo Mtislari toas leis nilnrae,
su nellas emlim o hornera encontrar a iua felici-
dade.
E.s aqui a nlilidade e as vanlagens do Gabinete
l'nr'iuuez de Leiiura. Perdoai, si nesle dia de un-
to prazer e de lio charas recordarles me atrevo a
filiar peraule vos, nlo obstante a medioeridade dot
meus tlenlos ; mas espero que me desculpeis, ai-
trndendo ao juslo motivo qua dicta estas rainhas
reflexes.
Discurso recitado no dia (5 de agosto de
ic)57, na sesso do anniversario da
nos decidiram a vir aqu dirigir-vot a palavra. Se do confirmada pela etperiencia diulumi,que be .1
mais forte de loda ai lgicas, por que he a que pro-
va mais, he muilo de crer que ella chegoe a radi-
car profundamente no espirito dt lodot como vtrda-
de por si mesma evidente. Quero dizer, senhores,
que muito js se voi deve, # poca hade vir em que
o reeeobeea coocludenlen.enle que a illuslrarlo e o
aperfeiruamenlo da lilleralura e das sciencias' enlre
non podni.01 corresponde, a magnificencia do du
se uo po.lt noisa borra, na phran dn Evangelista,
fallar da abundancia do coraffio, nem por is60 de-
sanimamos ; porque nAo llenareis de ter iudulgen-
les, com qoem se alrcve a fallar pela primeira vtz e
ntsle esiylo 1 lana de uma assemhlra lio Ilustrada.
Se nlo fosse o eulhusiasmo pelai glurias da palria,
se nlo fosse oinleresst que lomamos por ludo o que
pode eogradectr-not, e onde n vosso nome figura
como um penhor de uniAo e fralernidade, nlo leiia- enriquecer.
mo< o arrojo Caniinhai A palria agiadecid vos enva o sau- i dade para os grandes e bribanlisiimoi futuros a' que
dar da irmda que se rev nas vossas glorias passa- | 'ie chamada : posso as*iuoiar-vo< que be para a ob-
da de que ja foi parlicipanle, ella desej qoe o I lenro deises niesmos lins que se requer, romo da-
brilho de mas glorias de hoje vio lambem relleelir morosa necessulade, a maior somma de ctlabeleci-
na vossa hisUina, como coilumam locar-si 01 raios | montos Iliterarios 1 sienlifico".
de. duas luzes vzinhas tem que uma absorva o ts- Se eslas slo as euiivicc,es de qoe me arho anima-
plendor que be propno da oulra. Bem sabemos I do. se eslas to as ideas que profundamente calam
que em a dos dilleienlea ; mas nem por 110 errara' aquelle I plandirei e solemnisarei o (i- anniversario da nslal-
Discurso pronunciado poi Joaijuim Jos
Raimundo de Mendonra no Gabinete
Porluguez de Leituia, por oocasiao de
seu anniversario.
Amal, meus filhos, a sabedoria, por-
que ella he que faz o homim feliz, se-
gundo ella mema dlsse pela bocea do re
sabio :
Aquelle que me ouvir descansara stm
temor, e gozara da abundancia de beus,
sem receio de mal algum.
He com eslas palavras, senhores, que miu cora-
rio, transportado dejubilo, sauda o dia annivenario
desle sai io e magcsioso eslabtlecimtnlo. Qual stra o
corarlo illuslrado que se nlo alegre com a aurora
bnll,me .leste din immorlal V. Elle, senhores, mar-
ca uma era no* deslino da nossa narlo ; nos faz ri-
cordar a idea justa e nobre de qoe s aqui he que o
humem, Ilustrando seu espirilo, pod* mostrar ao
mundu a torca de mas faculdades e palenttar a lodos
us bobilanlts do universo o complemenlo da obra do
Omnipotente. He finalmente aqui que elle, de as densas Irevas de soa ignoranc a, pode chegar com
o pensamenlo aos incompreliensvcs imtenos da
Divindade.
O homem, composto de duas substancias, neces-
tia porlanlo do alimento para ambas ; e he desle
alimento que Ihe resultar ou a saude pira ainlia-,
ou 1 molestias, e lalvez a morte, para is me-mat ;
liara uma elle n adiar no resollado de seu ir,.tull 1
oraeal; porem para a oulra, anude eneonlrar.1 elle,
nlo esle po, mas Indo a palavra que sabe da horca
de Dos ?! Aqui, senhores, aqu' he qoe elle encon-
trar a sublimes mximas do chrislianisnto ; he aqui
que u alllirlo achara paginas, livros e obras inleiras
nm enconlram em o vosso instillo o mais eomple- 1e consnlem ; he aqui que a virgen aprender at
lo auxiliar. Na anciedade indefinivel do espirito pira I '"ais severas regras da moral, alrn de que, conser-
imptil-os. A' vossa nsliloirlo se deve ji nao peuco ;
e he de crtr que, A medida que os seus frueloi forero
appirecendo em maior escola, e no decorrer do
lempo se mull.quem, se centupliquen), ainda maior
rep.liarlo, mais Horneada e mais gloria venha elle a
adquirir. Ja hoje poucos, puquissimos serlo os que
nAo cuntieran) praliramenle ns innomeroi beneficios
qne a sociedade em geral lem colindo desla osat
instituirlo ; e se a inslindiva idea de qne lodos se
teuliram po-suidos ao vereni-na d'sabroclnr, lem si-
e e nohililar-'e pela ioslrncelo, esla'
do desuno providencial da humani-
verdadt por norte, tempre a sciencia por baae.
,\ mocidade brasiltira, senhores, he ric^e bons
desejot a vida da lilleraria gloria. He eerlo que
alo temos esia fileira cerrado de avisados esrriplores
que deram vollo arroganlo as ltllr.it de Portugal.
He Itmbem anda ctrlo que o Brasil nlo pule lulur
rom e>sa plyade brilhaiile. que o eitmplo do Sr. A.
Herculauo, resutsila em Portugal as sonoros loco-
roes do cinlor di linda Ignet. Somos om povo de
honlein (Jut importa '.' Nem ludo esl por encelar.
A lilleratuaa no II a-il. ainda esla na'pueiicia. lie
etla lima verdade, nlo procurare! .ocultar : porm
di longe em longe ja se faz ouvir um grilo, que nlu
he balbuciar de infante, mais echo de peilo adulto.
Esse hrado patritico que as saudades daa luas li-
ras p.Imanas arrancaran) ao cantar o dos bravos das
florestas que desprezlu a vid quando nlo ha goerra
e li.lar.ii fez surgir os oTamoios soberbos e cor-jo-
toi na sua fumosa repblica, como ai Iropu aguerr-
Xnion v/'V r"! ?*" lonior- uaf "> ","roc de nfcrtrtaaVl que os dislinos reais
Antonio Pedro Gomes, Jlo Lonilio da Costa, Ger-
yazio Ferreira dj Cosa Sampaio, Jos.- Joaquim
Peixolo, Carlos Vindenlindeu, Arieuio For-
i, Jos A. de Freitis llenriqucs Ju-
\ieira
Innai 1 da Silv
mor.
Hospital de raridade. Existan) no dia I do
crranle > homens e i\ mulheres tratados pela ca-
ndada ; 17 homens e 1 riiulbires que paeam a casa
e 15 praca do corpo di polica. ~ Tolil !17 doentes.
Mf drpois de ananhSa.
em suas mos esconda.o
Ji nessts doreslas batidas dos ventos, um canoro
stbirt' distiil.ixa ero melodas os prodigios da crearlo.
.<. voz retumbaule de Adonai os abysmos se tomam
de pasmo, e os mares dcsasiombrados recuam. O pai
da humana grei exlasiado ao especio de orna mlu-
reza joven e olavlala de galas qoe anda cihalavam
os perltunet da moi do supremo artista, e qucslio-
na aos seres que o rerram sobre a origem de teu ser;
e 01 cxsnes que a.h-jam no monle, e ns s iflreus que
do canto nome liiam, e as tolas qua no bosque tris-
que peixar que enlre nos Bra nlo In sti.au uma narlo. A religilo dt Chtelo, c
a lingos do Vieira, slu os laros mais Hlriites, slo
os l.u mais fortes qne prendem eslas duas naciona-
lidades, e quandn a civillsarlo liver rompido erm
esse marco laucarlo na eslrida do p.oere-so, entra-
remos ni associarin da huma. id.ole. como dous in-
Uividuos de uma ni famia, como duas familias que
a um s Ironro perien-em : i. a religilo du Cal-
vario o,F. A. C. de A/.evedo.
Discurso <|ite no Gabinete Portugus de
Leitura de Pernambuco, em o dia 15 de
agosto de 18.j7, se\to anniversario da
inslallariio do mesmo Gabinete, pro
nunciou Antonio Kangtl de lories
Bandeira,
."culi .ns do 1,al.meio Porloguez de l.eilur,.'. -Ha
um anno que, po.-ui lo de profundo prazer e de en
trauhavel enthuiiismo, eo voi dirig de-te lugar a
palavra, para io!emn*ar comvosco o .io anniversario
da insinuaran do vosso Gabinete. Era um especia-
ndo magnifico, e.a uma fesla esplendida que se me
desenrolava enllo dianle Cos olhos. reproduziam-
se vividas as Iradicroes do vosso passado, desabrocha-
vam brilhanles e perfumada! as flores qoe vos ma-
te torne duna de eterna re-
hiri do vosso Gabinete Seis annoi pas-ados em
progiessivos empenhos para proinoverdes rada vez
mais a cullura da vnha uttllerlual, seis minos de-
rorritlos pin e-( te. > b m combinados e l-ims, afim
de elevardes cada vez mais o valor iulrinseco de vot-
so eslabelecimenlo, slo penhores, slu garantas ef-
Ocacissimas para um porvir que vos hade curlier de
gloria. Os que xierero depois, couio eu venho hoje,
sandar-vos em dias anlogos, verlo sem duvida que
ao vosso Instituto nem os herisontes se Ihe estrella-
ran, nu se escureeeram, nem as llores mimosas se Ihe
inurcharam, nem o brilho do quadro fcou emhaeia-
do pelo rorar do lempo. Serlo as mesiuBi festas, os
ine.mos risos, as mismas coras, os msmot rama-
Ihties que vos hlo de tocar: as reroidar,9es vo las
ui'l ir.r.io o mesmo r'gostjo, n mesmo ardor, o mes-
mo enlhusa*mn. Sob a mpreslo de deas semclban-
les, oulros vos .lirio muilo mais do que vos posso
dizer eu ; e a poesa, essi mulla feitictira da ima-
ginarlo e do espirito, esa creadora poderosa das
bellezas d'arle. vos a encontrareis enllo pullultndo
virosa tiaslc. r.'.rs dos que vos dirigirem palavra.
A esperan^ de um porvir lisonjeiro e sublime nlo a
percaesrnunrea, por que as grandes obra, cum que st
Ilustra 1 humani tade, ot grandes (rabalhot com que
te Hit augmenta a prosperidad! nesla vida, Dos os
bafeja rom o leu omnipotente sopro ; e eu espero em
lieos que o "iablnele Porloguez de l.eilnran em Per-
nambuco hade ser sempre um valorlo campelo do
xanlo a sai virtud
compensa.
(.loando Dos, iurnmprehensivel em seus decretos,
cre.1.1 o universo, por sua impenelravel sabedoria,
lambem creou o humem com orna substancia que
precisaste de luz e es larecimenlo : d'ahi se xque
o homem tem a rigorosa necessidade de eslodar os
senliinentus de sua alma, esludar as suas forras, e
procurar depoii preencher aquilles deveres a que
esll otrigado.
A raridade, senil ores nlo se limita t em dar o
po do corpo, se nlo lambem em dar o do espirito ;
corn esle o homem compnhender o seu ser, diri-
g. bem sua inteligencia, maior ou menor, e se
tornar o verdadeiro homem sem elle .1 humera te
chafardera' nos crimes, abusara' de sua liberdadee
se lomara' credor das maldires do Eterno.
He por ess razio qoe o sabio da Grecia prefera a
moral a oulra qualqoer sciencia ; porque, na ver-
dade, he na moral que o homem encontrar*' a ta-
li.facao de soa consciencia, he com ella que corajoso
e destirti.to Miara' peanle o mondo sem receio de
ser por elle vilmente repelllo.
lie de ]..<.! razio, lenlortf, que Inuvemos o ins-
liluldor desle sabio etlabeler.menlo ; he de nossa 0-
bngarlo respeilarmol ai cinzaa do homem qoe, pos-
suindo lao generoso corarlo, dea a Pernirnburo
uma escola mais 0I1I, mais sania e mais sublime dt
q.i-nas podem existir !
E qual sera' este homem lie. senhore, o lllm.
Sr. Dr. Julo Vrenle Mantos, que desejando todo o
htm possivel aoi Pernambucanut, reuni-eus tsfur-
rot em om s ponto e prilleipiou a juntar algons l
vros, e com estes algumas pesiois, e depoit mtis nu-
tra!, al que alia! lemoi hoj lanos vulomet quan-
lo putsaro talisfazer ot nossos desejos.
Sim. senhnrs, ht a elle que se .leva esle Gabi-
na sessao do anniversario
crearao do Gabinete Portugus de Lei-
tura, por Antonio Tei\eira Belford
Koxo.
Senhores.Nomtado relator da commissao qoe, em
nome do A' heneo Pernambucano,vem ftlicilar ao Ga-
binete Pcrluguez de l.eiiuri hoje em seu anniversa-
rio, simo grande acauhamtnto pila importancia do
encargo e consciencia da nimba insufliciencia. Se
nlo forl o cumprimenlo da um dever, cortamente
nlo pedera a palavra em lio solemne oeeanao e pa-
rante (lo illuslrado auditorio: mas a fraqueza de mi-
nha voz euconlrr.ro proleco.l.i na forra ulna obliga-
rlo.
A existencia de urna sociedade, qual o Gabinete
Porloguez de Leiiura, he um marco plantado pela
po tr-ro.a mo di sabedoria contra o materialismo do
seeulohe om turbulo (merecido ao altar da in-
lelligenciahe um pharol que allumia a estrada di
cixisarlo, qual limen) de fogo guiando o povo de
Israel a Ierra da promisslo.
Se a encinlaJora donzella necessila de espelho
para cerlificar-se de rtia belleza, e preparar os seus
atavos ; se a flor do valle lorna-se mais perfuman-
te e vir.sa, borricada rom ervatalllno orvaiho ; p s
pe ron punosas a.lquiem a diophaneilade pela po-
sr!o dos raios solares ; a nossa inlrlllgmcia, mi-
rando os classicos, apci feiroa-se e adquire a idea oa
diereiir 1 do estado real ao estado possivtl.
O fislejo do anniversario de uma sociedade, que
lem por fim facilitar os meios de instmcrao, he
demonstrarlo da In da perfeclibidade.
O mondo marchahe uma verdade de simples in-
tuirlo : mas para que nlo se torne nma pura n-e.in,
necessila destruir os Iropieco- ante ella erguidos.
alim de que mostrando o vasto horiioole do stu ca-
minhar, loque a niela desejada.
I.anrado o humem pela necessidade da provirlo,
no meio de forras contrarias, he misler, para fir-
mar os passos, enconlrar a pe.lra de (oque de uma
verdadeira discriminarlo ; e descobrindo a insieni-
licincia dos bem preparados sophiimas de capricho-
sas inlelligencia', arranca o espesso maulo em qoe,
i..o.tas \ e/es, emhuca-.e a verdad!. Tal fim s bem
esriarecid iiilellgtncia comeguirt.
Como sabemos, o homem compe-se de doas sobs-
tauciatcorpo oa materiaalmo ou espirito. Essas
substancia', aperar de ligadas por um mvslenosu
la.;., irax .111 entre si Continua lulo. Ss a malera
vence, cabe elle no estado da mais desprezivel ab-
jecrlo ; te porm o espirito alcanri as palmai da
viri.iria, chega alio grao de aperfeiroamenlo : en-
llo loma-te a imagem e sein-lh.inea de Ueut, por-
que a inlelligencia he um rellexo da sabedoriu di-
vina.
Nlo drvemos poi poopnr esforros (endenle- a
cullura da vinha Intellectoalease precioso mimo
uoiiee ido u'um rnomeulo de tuprema Iriudade do
Creador.
Proficua seiva acharemos nas estantes do Cabine-
le Porluguez .le l.eilu.a ; onde aquelles que r. ra-
ra m o alimento espiritualti., necessario a Ime co-
mo o pie ao roiporeceb.m-n'o de mos profusas,
lisron loe assim do ttrnvil tupi lirio de Tntalo,
que via a agua e os fruclos, tsteudia os braros, mas
ulo pudia lura-los.
Esie esl.bel cimento, pela dislrarclo, da' Unitivo
as grandes mago >s, que pesfun lo sobre nossos eora-
c5rs parecen, qu rer csrnaga-lus : como mi li-
beral que despedacaudo as cadoiasinarivno do
Jesararado captivoresliloe-lha vida de alegra :
ah ael.auus um verdadeiro ciisol, onde se depura
a inlrlligeiiria dos vicios de eslvlo o dicc.Ao. pe-
lo apreciarlo dos classicos e eloqueutes orado-
.es.
A crearlo desle Gabinete Porluguez de Leitora,
em Pernambusu he um convileexigentt para o ban-
quele lillerariohe uma forra magntica qoe altra*
he duas narOeshe emlim um laro preparado pela
fralernidade.
Quando duas nn(ei por algum tempe seuniram
eslreitamenle e os episodios mais glorilos perten-
cem a mesma historia,a fralernidade lem nlcan-
rado leu imperio. Tal relafli ol-se entre o Brasil e
Portugal, e a historia du Brasil he uma prova irre-
(ragavel desla verdade.
Na (erra de Sania Cruz, pelo muloo e-ore 1 des-
ses duui paizei prepararam-se os madiiaes, marca-
ran,--o as divisor!, e as capitn as oppareceram e
prospeiaram. unidos drjiaram errer o langoe so-
bre as vestes dus invasures : o mu'enloso braro de
um ene,mirara animo no d'outro para expulsar Vil-
legagnou e frustrando as tentativas dos tedarios de
Calvino da' mait um Iriumpho io chriiliinimo : o
mesmo thirmomelro mircara o polssr de imbos os
c jracoes nu vistas plmiciei de Pernambuco, onde o
vslur excitado pelo enlhotiasmo tizara reconhecer a
liollanda a improlicuidade da companhia dat Indiat
Occideotaes.
He que o valor a lamelhaurs doi grandes ear-
valhoi eleva-ia as arvores que junio dellts vege-
tan).
E-tas doas narles unidas pela poltica at a poca
da nossa emanciparlo comerva ainda estmulos de
frattrnidade na religilo e na linguanas orajes e
uas palavras. Como rarinhnsas irmlas encoulram se
sos ps da cruz e echoam u'uma mesmi voz dulias
ao suppliciado do Calvario.
A lingua dos Cauf.es, (jarris e Hercnlanos he
a niiii.ii dut (,..toa., liuroo-, Da. e .Mace,los.
Se o poemal.uziadasenriquecen a lilleralura
porlugueza ; bellezas elevadas lambem apresenlam
os C-iraninr 11-I tagiiav e Tamojos.
S is obraa de Garret e Herculano servem de
modelos, to modelos qne enconlram rivaet. O ge
niu brasileiro iprecia-os ; mas exceden os em ttu
colorido. He Rapbael examinando os quadros de
Miguel Angelo e dando mais expresslo na execu-
rio.
He que o co do Brasil he mais poro e mais bello
mais embriagante e mais lucido, a No Novo Mon-
do, rom.1 exprime-ie l.opts de Mend.nri, he roaii
ruidoso o Innar dos passarns, mais mageslosa a den-
sidad! vegetal das 11,.re-la-, mais soherba a correle
dos rioi, mu! embriagante o prifomc das flores,
Mais viva ai reres com qne o crepsculo se despede
da Ierra em caprichosas e plianlasbcas combina-
roes, a
Duas na,.r.e- que prosperan) a sombra da mesma
religilo, ideiiliiicadas no modo de exprimir, e em
cujas veas corra o mesmo sangue, assemelham-se
a .loas grandes arvores llurescenlts drhaixo .l'uin
mesmo rooa dous ramos d'uma mesma coroa
dous ciborios do mistuo ieu.pl .
Ettai narles devem eslreilat os laros de fraterni-
da.ie e concordia.
E'S o aperto de mo que d o Alheen l'ernam-
burauo au Gabinele Purluguez de l.eilura em o teo
anniversario.
- qoe te adquirem pe-
lo eo lo austero da ic.eocia, pelas improbas vigilias
do estudo o do trabilho _,, 0 djgiini AMn.
dro Herculano, G0110I, Thurrit, MioheleleMa-
eaulivs, esses colosso da lilleralura, era cuja fronte
circula uma aureola da immorrtdouras glorias.
Essa crise dos amigos seclos linhn de passar. por
que nlo havia religilo, nem ideal, e tem aitei at-
Iributoi magestoioi a humanidade nlo era mais do
que um viajante perdido nas areiai do deterlo ; a
lux linha de brlhar diilinda, otlendodo o teu ei-
plendido fulgor ; e no meio dos fruclos benfico! do
prognsso, ergueo-ie de lodos os lados a Croz, que
jamis sera abatida, por que, lenhoraa, a Cruz ha
eterna.
Al sciencias a as arle. j30 Ihfiooros preciosos,
cuja conquista tem lido por certo tonga e diflicil ;
lem solo uma eroaada pinosa, mu qoe lem cin-
guio de looros as frontal dos que a emprtheodi-
ram. O enlhoiiaiinu o a ereoca os armou eavallei-
k9 '.i? e,P"aoa imor da gloria os gaioa a esse
balalhi liltiraria. Embora 01 pnmeiroid'entre elles
ipunlassein lorointi, lomo Moyis, para a trra de-
mandada, tem que consegu.tese pisa-la ; lile Ibes
olo importou ; ibracados com a sua f, o seu o I limo
suipiro era uma piece pela eivilincaoera orna ben-
jlo lanrada nov. gerscio, que Ihes viria orar so-
bre o turnlo ;era uma expresslo solemne de ron-
hanra nella... Porque elle, cnam no roturo e abor-
reoiam ot Josus Iliterario! n ;porque elles ele-
vav.ra-10 pelo pemamanto i altura dos destinos des
seclos modernos !
E os seui esforcos foram eonllooadoi pelas aera-
rles que Ibes saccederaro ; que o proven lodos os
dominios do mundo, divinados pela mo poderosa
do homem mulliente.
A esmaltada campia he a lde dn mas eombina-
res identificas, quer aqoecida pelos ralos vivifican-
lui do 10I, qoer com 11 suas flores ji humi tas pelo
sereno da noile, peroles que a mo de Dos cumia.
ao seu seio verdejanle e que Ihe reanimara a seiva,
anfraq.nenia pelos calore do da.
0 ocano, qoe perde-se ao longe nas lidias vagas
e minutas do heritonle, manso e sereno, como o
cordtiro adormecido, que ipenasss mova na calma
lrouquillida.il do somno ; o ocano, isii so-
lemne demonstrarlo da grandeza de Dos, o da ira-
mensidade da creerlo, face do prublema proposto ao
desejo minuto e ao poder limitado do homem ; II-
vro devastado pelo eenio aventurlo das narles he-
roicas, e cuja superficie, od nal pompai da lotmen-
ta ou oa leremda le da calma, eiconde perpetua-
mente ns mus insundavelsabvimoi ; o ocano, di-
go, he o thealro iromeoso das repelidas couquitai
da inlelligencia do homem.
A Ierra com a drliciosi variedade da sua vicejao-
le producto ;o mar com a sublime e austera mo-
notonu da 10a enenilo infialla.o co cobriudo
ludo com o seu manto de estrello, ruinantes, a pa-
rscmdo sornr aos encantos da Nalnrea, bifej.da
pelo perfume dit plaas, a embalada pelai brisas
qoe esvoaram pelos mares ; todo observa e admira
o poder adiniravel do Rei da criarlo !
Hoje eomprehende-ia como 01 ewlons mutila-
ran) a existencia, no esludo e os Inveiligirots da
sciencia ; e como os Galileas totT.eram o mtrty-
r.u em uome dot councroes orgolhos! do tieti-'i-
menlo. '
1 ib quanlo he respeilavtl a bella a cabera calva
do sabio, aquella caber-a devanada pilo eitodo a
rfea di uisirurrlo e sciencia !
Vede Nipolelo-, lypo di inlelligencia e coragero,
como sau,I* os quarenta reculos pa.tados sobre as
pvraml.les Indenroclives ;vete Pili lando nal
inaui o> deslinot de um grande imperio ; Bvron
cornado do immorlal cyprette, coihido nat mar. eus
da Grecia libertada : i .dos e-ses espritus elevidis
(orim despenados aoi sous hirmonioioi da civilisa-
i;lo. que Ibes rodeoo de to esplendidas glurias !
Queris, senil re, mais nm lesteroonho do quan-
lo pude o prog.etsu nalur.l do es, iritu humanu '.'
Ah o lendes no dtstnvolvimenlo da indoslri
Quando a antiga Komi quena vivertem traba-
lhar, consumir sem produzr, islo he, enriquecer-
se sem a industria, plantara oecesiariamente a ei-
cravidlo, que era reduzlda a maior parla dos siai
Intuanles, por causo diste fatal principio per ella
ob-ervalo a economa social consistindo onica-
inente ue conquista : e esle rstame repugnante ap-
pressou anda mais a queda lernvel daquelle vasto
imperio, que lejulgava inconquislavel ; pois onda
(alia a industria, a sociedade he mpotiivel tem
uma grande mullidlo de escravos ; a moral se es-
vae e a lbenla ie torna-se orna chimara.
Neisas tristes circumslancias em qoe sa lehavam
os 11..manos naquellas pocas de ignorancia, conii-
derando-se a moral pestoal, do-nestira e social, facil-
inenle se reconhece quanlo ella devia ser entre
aquelle povo. amm como entre oulros muilos posos
amigos, profundamente coi rompida s pela existen-
cia da eicravidlo. Comprehende le fcilmente, se-
nhores, a degradarlo que devia resollar de ama lal
instituirlo para a maior parle da nona esptcii, cojo
deniivulvimenlo moral, lio radicalmente despeza-
do, achava-se essenciilmente privado deste lenli-
mento habitual da dignidade humana, qoe con'li-
tue a sua principal base, e licava ab-u lonado a
nica ac;l 1 espontanea de om tol rgimen, onde o
servilismo tanto devia alterar a feliz influencia do
trah.lho.
Vej unos a influencia moral da escravidlo antiga
obre os tiomens livres 00, senhores, Cujo deseovol-
vimento proprio, apezar da soa minoria numrico,
he o qoa 11 deve segoir, eomo lendo servido de tvpo
necessario ao desenvolvimeolo universal.
Debaixo desle poulo de vista he fcil de ver-10
qoe esla instituirlo devia profundamente Impedir a
evoiurlo moral prop.iatnenie dita. Emquantu a mo-
ni puramente pessoal, he evidente qoe o habito da
um dominio absoluto pan cora os escravos, mais ou
menos numerosos, a respeilo doi quaes cada om po-
dia seguir lodoi o seot caprichos, lendia ineviti-
velinenle a alterar esle imperio do homem sobre si
mesmo, qoeconsiilne o primeiro principio du des-
envoivimenio moral, tem fallir alem ditlo dos peri-
goi mui evidentes da lisonja, iot quaes cada homem
livre se achiva desla surte esposto.
Relativamente a' moral domestica, nlo ie poder
por em duvida a corropc,lo das miii imporlaotes re-
I.1..11-S de familia pela desastrosa (acilidade que a
esc.avi.llo ofteiecia espontneamente a" davassidlo.
A' respeilo di moral social, emlim, cojo principal
carcter deve 1er consliluido pelo amor geni da hu-
manidade, he ainda mais fcil de stnlir quantu 01
habita oniversaes de croeldade, enllo fimiliarmio-
le conlrihidns para com os escravos, sem prcterrito
Iguma real, deviain dupr os nimos pira cites -en-
lmenlos de dureza, e al da ferocidade, que a' tan-
tos reipeilot caracterisam de ordinario os costomes
sntigos, onda pode pereeber tua influencia perni-
ciosa al nas melhoris ndoles,
Uesta sorle os senhores, os homem que le chami-
vim livres, eram escravos das suas piixes, que s
na erle da guerra Ibes deixivam o campo livre pira
o exercicio de sun facuMidei. Era o dominio da a-
nimabilid.de lobre a humanidade!
Porm loje felizmente, as sciencias, livres do mo-
nopolio de omi clatse que qotria dominar pelo
mytleriotn, fornecem industria ns elementos neces-
sarius ao seu (esenvolvimenlo, que desta to.le erei-
ceudo di da em dia, ao homem vai dando o domi-
nio da materia.
O calrico, 1 luz c a eledricidade, esta potencia
trina, vivificadora da natureza, hoje pilo homem do-
minada, para elle Irabilhi, dan lu Ihe assim 1 liber-
dade, cuja arvore fui pelis icitncias plinlada, e re-
gada com o suor da induslna, que a Tara' eterna-
mente prosperar, salvo algumas otciac,5cs, abrigan-
do debaixo da toa copa frondosa lodoi sem dis-
.un co.. nem cla*te.
A industria loi, polt, o santelmo da liberdade, que
desde lanos seclos a humanidade procorava atri-
vtz de tempestades sanguinolentas, e qoe hoje sorge .
radiante para ihe mostrar que a sua adividade so-
bre 41 coosai, e nlo sobre 01 homens sa deve diri-
gir, devendo, porlanlo, ailrihir a' si ai inlelligencia!
e os talentos.
1.a 1.ema. 01 olhos para o velho mondo, senhores ;
alli 01 elementoi da soa veiha rivilitarose lem mo-
dificado, aperfer-ado e renovado ; alli lem-se ope-
rado maravilh.is. Os gosos, os commodes da vida,
qoe s eram re-ei va tua fortuna, ja esloo a' ditpo-
sirio do ariista. Mil induilrie, mil inventes lem
di mmlat uulrat descubetlai ; e calas limhtm lor-
nar-st-lilo o pmilo de partida de om novo progres-
so : lodat eslas mudanzas lem por fim o proveilo da
generalid ule, e leuden) a' vulgarisar o bem-clir.
He nma nova era, bateada sobre o amor do bom a
do bello, que se ergue sobre 01 frigmenlos dos anti-
gus prejuizos.
O velho mondo sacudi o jugo dos seo velhos ha-
bito!, elle se refaz ; e tambem lodo muda em torno
dos seus babilonios .- 0 a-ycrlo das cidade', a phy-

S-nliores do Gabinele Poilugoez de leitura!
D'tnlre 01 fados qoe enchem as loujas paginas da
historia do genero humano, aqnellet que mais lize-
rom 1. alear a sopremacla do hornera, to os que
provin du seu m.ii dislmclo elemenlo, desse prin-
cipio espiritual, donde dimanam as poderotat farol-
dades da inlelligencia humana. 1 m delles he lm
superior a lodos os oulros, que parece ser o ponto
principal pira onde esle eonvergern, e tan cunse-
q .enca da ordem natural das cuusas he a civilista-
rio.
Os seculos d ignorancia e das Irevas ahxsmaram-
11 para lempre us p'lagos profundos do passado ;
hoj dominan) ai grandes ideas de.se crisol puri-
tirador, que consiste no desenvolvimenlo da aclivi-
dade individual e -oriol, no mellvoraiuento progret-
livo do material e moral do homem e da sociedade.
E de fado, eises doos elemenlus slo para a civilisa-
ro o que o corpo e a n'mi slo para o homem : o
egislidor qoe soube-se perfeitainente harmonisar
e-tes doos grandes principios o material e o mo-
ral, dirigindo por lio feliz harm na o genero tionornia do. campo., o curio dos rios, os trabalhoi
humanu ; qualquer que seja o leu nome, seu lilu- 1 das popularOei, ai pruducees do solo, tudo lem lo-
lizavam o estadio al alli percorrido, surga de no- progresso, um elemento poderosisiimo para a lille-
vo o dia em que levanlaslui civilisarlo uro monu-
mento grandioso, e os horisonle se vos rssgavam ao
longe, na exlenslo do futuro, formosos e animado-
res, deaenhando-ae com lodos os incautos da pr mi-
sera da vida, 1 luz purissima da esperanra.
Era a r- -lia.,.lo de uma idea generosa que se
cuinmeinorava enllo : iaipiravam-it o espiritgs dt
ratur e para a civilisorlo de dous povos iiroaoi.
Senhores! Orglo da sociedade Ensaio l'raneez,
venho ante vos detempenhar a diflicil, pnrem muilo
b.nrosa mi.'-oo da que imnici llmenle tul enr.r-
regado.
O Eailio Friuctz applauda tolliuiiailicamenla o
malo uma nova phyionomia.
E quaudu o poder directo, a (orea maler-al dn lu

lo no seu paiz. elle le a adiado o seg.edo da veida-
deira civilisartlo e da verdadeira tbirdate.
Infelizmente nlo si tem podido consiguir esn de ra(m '' insufirienle para completar sui obra, a
sejana humonia, e nt vem"i enlre 01 povos eixili- I perseverar nu progresso; quando tua vontade ia
ado a ilucia snh-liluir moilas veres a violencia, e quebrar-se conlra invtnciven oh'laeulo., rii que
o crime vi.lude : m-s nem por leso n s d-ve..us orna g.illa d'agua, redozide a' vapor, veio luppr*
alistar no nomero dos descontentes d presente, de ?u" fraqueza, e crear-lhe om poder, cuja exlenslo ha
qne falla o Genio de Volm-v que suppe ao pina- I imioeuia.
nele Porluguez de l.eilura, a elle, porlanlo, se deve do nmi | erleirlo illusona, que nlo he sello a 11,11- I Desde enlo com o aovillo deste agente, prodlgioi
oda a iii.irurcau que 'aqui te lem colhidn. Mal, cira do seu pezar : louvam os morirs porque odiam se lem minado, e maravilhis que no-sot anl'pssa-
senhore., a Providencia nsondavel em seus deng-| os vivos, e espanraro os filhos c.m M osarjn dos dos nlo leriam julga.to pos.iveis pelos esforr'S ren-
niias, e que s quer ao redor do stu Ihrono almat ht- j seus prnprios pais Como se o progresan fos.e o nidos di lodos os seus mgicos, miraran) no curso
neficenles e caridosas o clmnou a' elernidade : he ; raio que o deteise fulminar ; como se Imoves-em ordinario das cou-a. Pur e,le meimo v-por. lobra
la que lalvez a esta hora elle eitej redobrindu leus jurado preilo e homena,tem as ideas amiquadas ; | ns rioi, s-ibre os mares somos transpurlndoa com orna
'como se devestin ifaslsr o mundo das lenta..,., da velocidade espantosa, pan lodas as pailei do globo ;
novilade, e condemnar at lellras inimob lidade do '* esses palacios flurtuanlet que abngtm o pobre a o
penedo, comoffinalinenle, le o pasudo fosse o uui- tico, Ibes offereeem om laxo e gosos qoe nlo se 1-
co sanduarie doi conhecimenlos huminua! Em : rham lalvet em loas habitacoet.
verdade. nohores, a civilisarlo be o atlro lumioo- I Emfim, 1101 valles, sobre nm, alravez da colli-
eanlicos de loovor io Dem de todas is nir.iei, p r
eil..rnini aqui reunidossaodaudo tste da de luixpli
eavel praz-r para mi. e para elle.
Di educarlo, senhore, parle luda a felicidate do
homem na lociadada ; atiim como do sabir se al-
ILEGIVEL

*



,
iilAMO DI PIBNAMBOCO SAMADO 3t DI 8ITEMBRO DE IIW,
:
as, volteiero a ie drsdobnm immemas lilas de fer-
ro ; e aobre estes ettreilos cammhoe, que t m3o ilo
homem Ihee lem ira; ido, la mam -e rpido, eomo
o paladnenlo eslai eapanloaai machinas, que pare-
cen) devorar o espac.0 cora ama impaciencia espon-
lanea, naa quaes a vida parece revelarse pelo 10-
pro roovimenlo.
Quando ae comidera na maaeio
as lindas, desenvolvende-ie com graja e nivel,in-
d i-se alravez das planicies, dos vallas, dos precipi-
cios, e das munlanlias de granito ; quando se ouve o
ruido da patsagem denes comboins, que levam cen-
tenares de pessoai, que a vista nlo lem lempo de
distinguir ; quando se diz que laes resultados sio a
obra da eiviluacdlo, nrcessiriamenle ceda um inter-
roga a' sua raiio sobre os ltimos prodigio", noe ella
. realnara".
E vos, aenhoree, tendee por eerle envidado ae vos-
aae forcee eoi prol deise progreno civilisador : de
um peusameiilo sublime, que naseeu a egitoo-se en-
tre v, surgi este monumento Iliterario iiae lendes
tornado la>> bello lio mageslofo.
Inalitoifoei anlogas lem apparacids, qae, quaes
ligeiros meteoros ee desvanecen) pooco depois,
relia de pnneipio< nutritivo! qae as animen) : e el-
las deiapparecem tristes como o proscripto, qae an-
tes de abandonar taltet para eempre a letra do sen
naseimento, os campo, onde bnneou na Infancia, e o
tocto que o brigou.lanee-lhte om ultimo olher, re-
pasiadi de intima eaodade e banhado de santas re-
cordares Mae, astim eomo sa lagrimas que verle
o proscripto cavam-se para sempre em soas faces,
, ilfinan lo-llie um laico inflamntado, as.im eomo ene
, sea uliuno adeos echoe na vida, como o grilo ei-
tremo do maflyr, assim lambem, asnhore, eas
insliluicOea desvanecidas deitam vivns reeardecOes
queaervirio de baee as qae Ibes eaecederrm ; p >
ellas ae aniquilam, nlo porque Ihee falle o mrito
da ulilidade e importancia, mas por nao tirem orna
eiva animadora que Ihes entretenha a vida. O qae
_he ama pobre roa, senhoris, 13b cheia de aroma e
perfumes, porm privada dos orvalhos bemfazejos
da aorora, ssm biita que a batoje, sem sol qae a
Ilumine 1..... Ella em breve se ve drifollinda a lee-
ea, desbotada de vico e de frescura, lem aroma e
' sem perfames.....
Vede esla mocidade, rica de aspirares che pres-
surosa correa so vosio fesliro ; ella trabadla com
ardor para o mesmo fim que ti vestes em vista, pro-
movam a cultora Ja grande arvore do progreaao ; e
embora as vaies contrariada, nada Ihes quebranta o
animo, porque o sea eoriclo palpita com vigor, e se
ensoberbece quando aorgein obstculos aos seos de-
signios ; a aasencia dalles Ihes quebrara talvet es
Torees, pon eomo orcules ella ama a lote e os pe-
rigos i
goi. i un Mana, o annos, Dranca.
O voaao nionomeuto, senhorea, te aaha colloeado 107 Antonia, 5 annos, branca.
seguro oedeslal da (mu d.tlrirJn .u l.llm liW Rita 'i annno l.-.___
no seguro pedestal da vocaa dedicarlo ae ledra
ella se v rodeado de todo o prestigio, de todos o.
agentes vivificadores que sao om garante indeilruc-
livel de sua esUbilidade a engrandecimanlo.
< Os vossns esforcot em prnl da lo bella Instituido
que rene o til ao agradavel, lem a soa verdadeira
lecoiiijini.j no reconhecimenla daqaelles que goiem
os seas benficos fructos, e na admirac.au da protpe- '
t ridade que voa aguarda e vos reserva urna pagina bri- I
lhaute na historia da clvilisaclo. 1
Ur. Jo> Mumz Gordeiro Gitahy
1
Senhores do Gabinete Portugoez de Ltilara !
Neale dia aolemne a grande para qaantos imam o
Gabinete Porlaguei de Leiture ; no da qae mimo-
* r'' mi'* ul" anno de sua feria insl.llsc.au neta eapi-
l.il, noa manda aqui a aoeiedade Orlhodoia Lutera-
na Amor a Candade, para depdr no aliar de voseos
Iriumplioi um trbulo eipresiivo de tea contenta-
manto e admiracao.
lie por ama tilo pompo-a occasiao qae a sociedade
Orthodoia exulta eomrotco, senhores, e applaade
com sincero enlhasiaimo a marcha gloriosa que len-
* des batido ha mais de um lustro.
* Se ha o mais acrisolado patriotismo no senlimen-
lo qae liga um cidadgo a' seu paiz, no lelo que sa
despende para arraigar nos eoracSes dos nossos ir-
inus de patria, ama edacac.Au mural a poltica, Por-
lagal muilo voa lem a' dever e o Brasil a invejar I
Sao eitai ultimas proposicoes, que em nome da
soctedide Orlhodoia aveoturamos a despeito
do que ha ntII.s da humilde para nos, ce orgios por
que nos he possivel manifestar o alto conceilo que
*" ,r,5P'ra ("u'ne, Porluguai de Leilura.
E, pois, dignai-vos de erar na slnceridada qae ca-
"densa a estas sentimentos da sociedade rlhodoia
Iliteraria, que como ossa irmaa de peregrinarlo vos
brada do intimo do corecSo : Mais um passo, e o
vosso futuro sera' diloso !
Kecife, 15 de agosto de 18.7.
.Miguel Joaquim da Paria Draga Jnior.
? KKEGUEZIA DE JAIIOATAO'.
DMA ESTATISTICA.
, Serie de quadros concernentes a* inesma
i'reguezia.
RELACAO UEMONSTK\TIVA IHOS HABITAN-
TES DA POVOACAO DE JABOATO.
( Continuacao.}
Engen/to Viintrassurlr.
t I Virgmo Carneiro Le3o, 5 auno, brau-
co, casado.
, 2 Cesara Brrelo Carneiro LeSo, 22 an
nos, branca, casada.
3 Manoel, 17 anuos, branco, solleiro.
Braz, 1 anno, branco
5 Maria, 14 anuos, branca, solteira.
6 Ignacia, 12 annos, branca, solteira.
7 Jos Marques Carneiro Leo, 20 annos,
branco, solleiro.
1 8 Jos Jj'quirrj. Rodrigues Campello, 40
annos, branco, solleiro
9 Gertrudes Joaquina Campello, 55 annos,
branca, solteira.
10 Mara Theodoria Campello, 60 annos,
branca, viuva.
11 Manoel Ribeiro da Silva, 60 anuos,
branco, casado.
12 Anna Thereza de Jess, 50 annos, bran-
ca, casad.
13 Flix, ao annos, branco, solteiro.
! M*n, 32 annos, branca, solreira.
15 Anlooia, 30 4onos, branca, solteira.
16 Paul. 18 annos, branca, solteira.
17 Jos Fr-rreirada Silva, 30 annos, bran-
co. solleiro.
18 Francisc > de Paula e Silva, 50 annos,
branco, viuvo.
"11la!io' ,6 annos branco, solleiro.
20 Manoel, 12 annos, branco, solteiro.
21 Francisca, 14 annos, branca, solleira
22 Maria, ti annos, branca, solleira.
23 Rosa, 10 annos, branca, solleira.
- Maria Francisca dos Prazercs, 80 annos,
branca, viuva.
2 Joaquina Jos Pessoa, 28 annos, branco,
casado.
,J6 Antonia Maria, 25 annos, branca, ca-
sada
27 Maria, annos, branca
28 Anna, 3 annos, branca
29 Antonio Joaqulm de Sanl'Anna, 61) an-
nos, pardo, viuvo.
30 Thom Barbosa Pessos, 50 annos, bran-
co, casado.
31 Anna alaria da Conceicao, 30 annos,
branca, casada.
32 Maria, 8 annos, branca.
33 Jos Campello, 35 annos, pardoi sol-
teiro,
3 JoSo Ribeiro de Barros, 30 annos, bran-
co, casado.
t 35 Isabel Maria da Conceicao, 40 anuos,
branca, casada.
a* 36 Jos Florencio de Burros, 32 annos,
branco, casado
37 MathilJe Maria, 35 snnos, branca, ca-
sada.
* 38 Josopha. I anno, branca.
39 Cosme Jos Da mino, 50 annos, prclo,
casado.
40 l.uiza Maria, 52 anuos, preta, casada.
4. 11 Jos. 25 annos, preto, solleiro.
i2 Joaquim, 15 annos, prelo, solleiro.
43 Miguel, M annos, prelo, solleiro.
14 Manoel, 12 annos,, p oto, solleiro.
' 4o Antonio, 8 nnoa, prelo.
46 Joaquina. 2) annos, preta, solteira.
47 Anna, 18 annos, preta, solleira.
48 Maria, 4 aanos, preta.
49 Francisco do Lyra Ferraz, 25
branco solteiro.
oO Jos Clem-ntino da Silva, 25
branco casi lo.
51 Francisco Go-ne* de Barros, 25
pardo, Casado.
52 Z-rerina Maria, 22 annos. parda, casada.
o3 Bemvrnuto,6 annos, pardo.
54 Jos. 2 annos, pardo.
55 Jo- Maria das Virgens, 60 annos, pardo,
casado. r
'56 Bazilia Maria, 60 annos. parda, casada.
. 57 (.asemiro, 30 annos, pardo, *olteiro.
08 francisco Antonio da Serra, 40 annos,
branco, casado.
59 Gertrudes Maria, 38 annos, branca ca-
sada.
60 Manoel, 10 annos, branco. solteiro.
61 JoSo, 12 annos, branco. solloiro.
62 Angela, 20 annos, branca, solteira.
.63 Antonio Bernirdo Pessoa, 30 annos,
branco. casado.
6 ga""cis"a Maria 20 annos, branca, ca-
65 l.uiz, 5 annos, branco.
66 Matice i, 4 annos, branco.
67 Mana, 2 annos, branca.
68 Senliorinha, I anno, branca
G9 Francisco Jos da Silva, 25. anuos, nar-
do, casado
70 Joaquina Maria, 30 annos, parda, ca-
sada.
71 Estevo Jos dos Sanios, 60 annos, par-
v do, viuvo.

72 Jos, 15 annos, pardo, solleiro.
73 Joilo, 14 anuos, pardo, solleiro.
74 Joaquim, 13 annos, pardo, solleiro.
75 Manoel, 10 annos, pardo, solteiro.
76 Marcelino. 8 annos, pardo.
77 Aolonio, 5 annos, pardo.
78 Francisca, 13annos, parda, solteira.
79 Liberia, 6 annos, parda.
80 Francelina,2annos, parda.
I Antonio Jos Alhanazio, 30 annos, par-
"o, casado
8 Ignacia Maria de Jess 30 annos, par-
da, casada.
83 Manoel, annos, pardo.
84 JoSo. I anno, pardo.
65 Francisca. 6 annos, parda.
86 Maria, 5 annos, parda.
87 Paulo Ferreira dos Sanios
pardo, casado.
88 Maria Francisca, 28 annos,
sada.
89 JoSo, 6 annos, pardo.
90 Antonio Ferreira dos Santos,
branco, casado
91 Cardulina Candida, 28 annos
casad.
92 Jos Antonio da Silva, 30 annos, pardo,
casado. r
93 Anna Joaquina, 25 annos, parda, ca-
sada. '
94 Justino Jos da Silva, 30 annos, pardo,
casado.
95 alaria Jos da Conceicflo, 25 annos, par-
da, casada.
96 Joaquina, 3 annos, parda.
97 Antunio, 2 annos, pardo.
98 Antonio Gomes Faleira, 40 annos, par-
do, casa lo.
99 Marcelina Maria, 35 annos, parda, ca-
sada.
100 Joflq. 14 anno-, pardo, solteiro.
101 Manoel Ferreira dos Santos, 35 annos
branco, casado.
102 Leocadia Maria da Gloria, 39 annos,
branca, casada.
103 Jos, 10 annos, branco, solteiro.
104 Francisco, 2 annos, branc.
105 Bfanoel, 1 anno, branco
06 Maria, 6 annos, branca.
30 annos,
parda, ca-
O onos,
,, branca,
annos,
annos,
annos,
108 Rita, 3 annos, branca.
109 Jos Ferreira de SanfAnna, 37 annos,
branco, cosido.
110 Angola Mara, 40 annos. branca, rasada.
111 Antonio, 6 annos, branco,
112 Joo, 5 annos, branco
13 Paula, 14anuos, branca, solleira.
14 Anna, 13 annos, branca, solteira.
15 Joanna, |2 annos. branca, solteira.
il6 Rosa, 10 annos, branca, solteira.
117 Maria, 11 annos, branca, solteira.
118 Liberia. 9 annos, branca.
119 Francisca, 7 annos, branca,
120 Jos Bernardo Pessoa, 55 annos, branco,
casado.
121 Jos, 12 annos. branco, solteiro.
122 JoSo, 7 annos. branco.
123 Francisca Mana, 30 anuos, branca, ca-
sada.
124 Ignacia, 6 annos, branca.
125 Francisco, 3 annos, branco.
126 Francelino, I anno, branco.
127 Isabel. 4 anuos, branca.
128 Joao Gregorio Pessoa, 45 annos, bran-
co, solteiro.
129 Maria Ignacia da ConcoicSo, 39 annos
branca, casada.
130 Miguel, 20 annos, branco, solteiro
'31 Mau.iel. 18 anuos, branco, solteiro.
132 Jos, 12 annos, branco, solicito
133 Francisco, 10 annos, branco, solteiro.
I3t Carlota, 15 anuos, branca, solteira.
135 Ignacia. 10 annos, branca, solleira.
136 Joao Pessoa Evangelista, 55 annos,
branco, casado.
137 Maria Joaquina, O annos, branca, Ca-
sada.
138 Manoel, 18 annos, branco, solteiro.
139 Jos, 15 annos, branco, solteiro
140 lihppe, l4annos, Draiico, solteiro.
141 Antonio, 9 anuos, branco.
112 Alejandrina, 20 anuos, branca, solteira.
lid Manuel Luiz Fe-reira da Silva, 33 an-
nos, branco, casado.
I4 fuslina Jeronyma Cavalcanli, 35 anuos,
branca, casada.
li Antonio, 15 annos, branco, solleiro.
46 Jos, 9aunos, branco.
Ii7 Ladislao, 5 annos, branco.
148 Ancelm, 3annos, branco.
149 Angel, 8 annos, branca.
JoO Josephi. || anuos, branca, solteira.
151 Maria, 12 annos, branca, solteira.
li- Antonio Pessoa do Araujo, 50 annos,
branco, casado.
153 Filippa Maria da Conceicflo, 40 annos
branca casada.
I5 Manoel, 20 annos, branco, solteiro.
155 Joao, 12 annos, branco, solleiro.
156 Antonio, II annos, branco, solleiro.
157 Antonia, 14 annos, branca, solleira.
l.)8 Joanna, 13 annos, branca, solleira.
159 llosa, 10 annos, branca, solleira.
160 Francisca, 8 anuos, branca.
161 Domingos de Houra, 40 annos, branco,
casado.
162 Rita Maria doCarmo. 30 annos, branca,
casada.
163 Antonio, 6 annos, branco.
I6 Joaquim, 7 annos, branco.
165 Luiz, 4 annos, branco.
166 Francisco, I anno. branco.
167 Joflo Pessoa, 60 annos, branco, casado.
68 Maria Ignacia, 61 annos, branca, casada.
69 Joaquina, o0 anuos, branca, solteira.
170 Manoel Jos de SanfAnna, 23 annos,
branco. casado
171 Francisca Joaquina, 20 annos, branca,
casada.
Brancos.
Pardos.
Choulos.
121
40
10
Tolal.
171
lHgcuho Uuncahu'.
1 Virgino Rodrigues Cavalcmli, 70 an
nos, branco. casado.
2 llosa Ignacia de Birros Cavalcanli, 60
annos. branca, casada.
3 Antonio, 30 annos, branco, solteiro.
4 Herculano, 20 aun s, branco, solteiro.
o Emilia, 28 annos, branca, solleira
6 Jos Fiiippe da Silva, 55 annos, branco,
casado.
7Maria Peres Accioli, 40 annos, br.nca,
rasada.
8 Filippe, 15 annos, branco, solteiro.
9 Jos, l annos, branco, solleiro.
10 Pedio, 4 annos, branco.
11 Ladislao, 2 anuos, branco,
12 Manuel, 1 anno, branco
13 Henrique, 5 annos, branco.
14 Gullliernnni, 15 annos. branca, solteira.
15 Andre Vieira de Lyra, 30 aiinos.braitco,
casado.
16 Rita Maria de Jess, 30 anuos, branca,
casida.
17 Manoel Joaquim da Paisio, 32 annos,
branco, casado
18 Maria da Couceigao, 30 anuos, branca,
casada.
19 Antonio, 8 annos, branco.
20 Antonio de Souza Rodrigues, 25 annos,
branco, solteiro.
21 Maria Francisca, 40 anuos, branca,
viuva.
22 Manoel Marques, 35 annos, branco ca-
sado.
23 Joaquina Maria da Conceicflo. 24 annos,
branca, csala
2i Jos, 2 annos, branco.
2a Lourenco Jos de Freitas, 28 annos,
branco. casado.
26 Anna Maria de Jess, 25 annos, branca,
casada.
27 Pedro 4 annos, branco.
28 Jos, 2 annos, branco
29 Maria, 8 anuos, br-nca.
30 Filicia, 5 annos, branca.
31 Lucia, 1 anno, branca.
32 Vrenle Ferreira, 28 annos, branco, sol-
leiro..
33 Francelino Jos da Silva, 34 annos, bran-
co, casado.
34 Maria Francisca, 30 annos; branca, ca-
sada.
.13 Manoel, 10 annos, branco, solteiro.
36 Lima, 8 annos, branco.
37 Anua, 7 anuos, branca.
38 Tlieodozio Can lido da Cunba, 40 annos,
pardo, casado.
Brancos...........
Pardos ........ #
Crioulos.....
;-
t
0
Total.
38
Hnsrnho Mrffo.
1 Manoel Ignacio de Albuquerquo Mara-
nhflo, O annos' branco, casado.
2 D Ignez Maria Cavalcanli de Lacerda,
38 annos, branca, casada.
3 Jos Francisco Albuquerque Maranhflo,
21 annos, branco, solteiro.
4 l>. Maria Anna Cavalcanti Albuquer-
quo Lacerda, 18 annos, branca, sol-
teira.
5 D. Ignez Militna Cavalcanli de Lacerda,
16 annos, branca, solteira.
D. Rosa Alexanlrina Cavalcanti de La-
cerda, 12 annos, branca, soltei-a.
7 Manoel, II anuos, pardo, sol.eiro.
8 Ignacio, 10 annos, branco,
9 Julio, 7 anuos, branco.
10 Antonio, 6 annos, branco.
M Anna, 2 annos, branca.
12 Jos Alexandrc de Albuquerque Mara-
nhflo, 70 annos, branco, viuvo,
13 Joaquim Manoel Albuquerque Maranho,
40 annos. branco casado.
I i Joaquim Manoel Albuqnerque Maranbio,
38 ai.nos, branco, solleiro.
15 Manoel Luiz He Albuquerque MaranhJo,
34 annos, branco, solteiro
16 Francisco Alexandre Albuquerque Ma-
r nhflo, 42 annos, branco solleiro.
17 Ricardo Nunes Cavalcanli, 45 annos,
branco. casado.
18 Mana de Jess, 35 annos, branca, ca-
sada.
19 Joflo d-o Jess, 18 annos, branco, sol-
teiro.
20 lfernerdino, 14 annos, branco, sol-
tetro.
21 Jos, 10 annos, branco.
22 Francisco, 3 annos, branco.
2J Ignacio, 3 annos, branco.
24 Jus, 6 annos, branco.
25 Jos, 6 anuos, branco.
26 Manoel, 2 anuos, branco.
27 Ricardo, 1 anno, branco.
28 Felismina, 11 annos, branca, solteira.
29 Libertina, 9 annos, branca.
3J Maria, 2 annos, branca.
31 Leopoldina. 2 mezes, branca.
32 Mannoel Cilla, 50 annos, pardo, ca-
sado.
3.1 Anna Maria, 40 annos, parda, casada.
34 Jos Pedro, 18 aunos, pardo, solleiro.
35 Bernardmo, 17 annos, pardo, solteiro.
36 Joflo, 15 anuos, pardo, solteiro.
37 Izidorio, 14 aunos, pardo, solteiro.
38 Agoslinho, 12 annos, pardo, solteiro.
39 Lucciano, 0 annos. pardo.
40 tsubasttSo, 7 anuos, pardo.
41 Maria, 13 annos, parda, solteira,
2 Antonia, 10 annos, parda, solteira.
43 Francisca, 9 snnos, parda.
44 Amaro Ftlippc, 59 annos, branco, ca-
sado
45 Maria Candida, o annos, branca, ca-
sada,
46 Jos Filippe, 7 annos, branco.
17 Manoel Filippe, 6 annos, branco.
48 Filippe, 2 annos, branco.
49 Joflo, 3 annos, branco.
50 Maria GandiJa, 12 annos, branca, sol-
leira
51 Ignacio, 10 annos, branco.
52 Firmina, 4 annos, branca.
53 Manoel Gomes Cavalcanti, 57 annos,
branco, casado.
5 Carlota Accioly, 40 annos, branca, ca-
sida.
55 Manoel, 20 annos, branco, solteiro.
06 Pedro, 8 anuos, branco.
57 Antonio, + sunos, branco.
08 Jos, I anno, branco.
58 I rancelina,:!2 annos, branca, solteira.
60 Carlota 6 annos, branca.
61 Francisca, 2 aunos, branca.
62 Vos Ignacio, 59 annos, pardo, casado,
63 Antonia Maria, 40 annos, parda, ca.
sada,
61 >'acor, 20 annos, pardo, solteiro.
65 lleltnino, 4 annos, pardo.
66 Marianna, 15 annos, parda, solleira.
67 Emilia, 10 annos parda, solleira,
68 Francisca, 6 anuos, parda
69 Antonio Jas Brrelo, 40 anuos, branco,
casado. <
70 Joaquina Maria, 25 annos, branca, ca-
sada.
71 Joflo Cavalcanti de Lacerda, 49 annos.
branco, casa 1 o.
72 Aug-lica Maria, 32 annos. branca, ca-
sada'
73 Maria, 16 annos, branca, solteira.
74 Jos Cavalcanli, 14 anuos, branco,sol-
toiro.
75 Antonio Cavalcanli, 12 anuos, branco,
solleiro
76 Maria Anglica, II anuos, branca, sol-
leira.
77 Manoel Cavalcanli, 10 annos, branco, sol-
leiro.
78 Francisco Cavalcanti de Lacerda, 9 an-
nos. branco.
79 Atina, 7 anuos, branca.
80 Subasliio, 7 annos, branco.
81 Joanna, 6 aunos, branca.
82 Ignacio, 5 anuos, branco.
83 Joaquim, 2 annos, branco.
8 Anaatacio Teixeira, 55 annos, pardo, ca-
sado.
85 Marcelina Maria, 32 annos, parda, ca-
sada.
86 Josepha Maria, 18 anuos, parda, sol-
leira
87 Manoel Teixeira, 12 aunos, pardo, sol-
teiro.
88 Isabel Maria, II anuos, parda, solleira.
89 Agripiua Maria, 5 annos, parda.
90 Geiemia Maria, 3 annos, parda.
91 Luiz Teixeira, l anuo, pardo.
92 severino Al vea, 26 annos, pardo, ca-
sado.
93 Thereza de Jess, 22 annos, branca, ca-
sada.
94 Jos Lourenco, 40 anuos, b anco, viuvo
9o Antonio Rodrigues da Silva, 35 annos
branco, casado.
96 Saturnina Ignacia, 30 annos, branca,
casada. '
97 Antonia Ignacia, 9 annos, branca.
98 Manoel Rodrigues. 8 annos, branco.
.... Rodrigues 7 annos, branco
100 Joao Rodrigues da Silva. annos.branco.
01 Jos Rodrigues, 2. anuos, branco.
102 Manoel Filippe, 22 anuos, branco, ca-
sado.
103 MclindraMaiia, 18 annos, branca, ca-
sada.
104 Francelino Filippe, 1 anno, branco.
10j Jos Gregorio, 21 anuos, branco, ca-
sado.
106 Franciscisca Maria, 18 annos, branca,
casada,
raucos. -o
l'ardos.........'.' '....... >s
Crioulos..............
Tolal..... 106
(Conlin 11.1 .
&0rep0 it)enca.
Ara. redactare'Redondale seria hoja destruir
o aagreu.do de mentiras, que compota) a correspon-
dencia inilialada de Malo-Grosso inscl.. no ,. Mer-
c.nt.l de Ri de Janeiro, e transcripta no seu jar.
nal re 10 do crrante.
Asa* ventilada lem ja sido a materia, e a verdade
tem sempre Inumplia lo da cruzada dos calumniado-
res, e despenados invfjoso*.
ini!!'* ""9'*6' 8"v""-,r deiscr umou oulro
mmiBo ; lia esas o frucloda aovernanta : mas mul-
lo 1.111 .a o homem, que, para seus imroigos o mor-
urram. lie preciso appelNrem para a mentira.
Mo lie neceasario ler ollto de lince, nem muilo
traqueio da poltica para conherer-e nuo o tal cor-
respondenle oa correspondentes liveram anlts em
vista ferir-me p- las cosas, e ao Sr. lenenle-coronel
Larvollio, do que indicar as necesidades daqutlla
P'oviucia cjm referencia s causas de saa aelualida-
de ; e as seguinles palavras da correspon Jencla pro.
vam a (oda a evidencia esta proposito : .<.....ao
a passo qoe o presidente e commandanle das armas,
a e commanlanle da fronleira que o sacrilicaiam,
e eem ao menos preveni-lo, forera premiados com
a poslos de acce.so, quando todas as eonsideracei
iiam que Tussam severamente responsabilisado.11
Batea consid.rac.oes sao (i se sabe; a m vontade
do correspondente ou eorresponefcntes, a mentira e a
ealumnia, com Jespreto di verdade, da scienoia dos
faelos, e de todas os suaa circumslancias, de que o
soverno asa de posse.
Felizmente estou boje em urna provincia, queja
rae tem visto combater com bro em eomprimenlo do
meu dever, assim na ci lade invad la, como na mala
euguerrilhada, e aquella que nao recuou ante a tenaz
arana ifira do Pernambucano, cerlo n 1 teme, nem
faz voller cara ao stlvasem aera disciplina, eem pe-
ricia, e sem eiperiencia.
Nunca em minhi vida fogi nem dos meas inimi-
eos, n.m da juslir;a, porqoe, mere* de Dos, nanea
liva n crimas ; nem jamis abandonei o meu
po.lo oa emprego, nem lenho praticado arcSes que
envergonhem meus parents e amigos, oa a minlia
classe. Soa militar, e nao sei o jogo das pautarlas:
se os iniseraveis syeoplianias se julEam por mim of-
lendidos, no Rio de Janeiro me poderao um dia eu-
coulrar, e pedir-me satisfago, que lli'a dare como
noiaern de honra : praliquem um da urna acra. no-
Dre. Ha lodavia na corresponJencia, com quanti
ja om plagalo, grande coherencia di principio ao
lim ; principia menlindo, a acab menlindo.
Em verdade se as cnosas fo>sem como devem ssr
se os crimes ossrm esmtrilhado* e ponidos ; se as
leis fosiem literalmente csecula las.muila .cante em
nosaa Ierra j nao leria cabera nem maos para for-
jaren) e eicreverem calaminas contra aquelles, qoe,
verdadeira anliihese delles, lem a consciencia para!
4JNs por um escandaloso e fatal Iriampho conlrs a
moral publica, nem ao menos eiiao esses cri-
minlos na o cadeia cova.
Comprehende-ee perfeilamente, qae, para um 011
dous individuos sem moral, e que hilo ja perpetrada
grandes crimes impunemente, tomaren) ama fincan-
ta de um seu inimigo, contra qaem nem a razao,
nem a coragem Ihai prestam meios; nada mais obvio
e opportono do que na ausencia deste lancarem m,1o
da imprensa sob a capa do aoonymo e dar-lhe urna
boa descompostura, calomnia-lo, injuriado, ele. por
que no lim sempre algurna eousa se aproveila, sa n3o
no conceilo das pes.oas sensatas, a das que lem cu-
nhecimenlo dos fados, ao menos no daquellas que o
ignorara, oque nao e-lao prevenidas, rujo numero
he moiio raaior. Se ao meos fosse assignado o tal
romance, forravame ao Irabalho de responder os
autores sao versados 00 apocrj pho, e sublimados em
o bellas arles.o
Tara desmentir a celebre correspondencia ba Irari.rrever aqui o Irerho respectivo dn relatorio da
repartrcao do negocios eslrangeiros epre a-semblca geral no anno de 1851. Esla per-a ofTtcial
a pagina 12 diz assim :
Por aviso do ministerio da guerra de 9 de de-
zembro do anno de 1817. e em virluda de renre-
< tanlacoes do presdeme da provincia de M1I0-
0 Orosio. de-se nnno e do de 1815, se ordenoa a
coviruecao de um forte, no lu2,r denominado
I .lo d Aeanear, na margem esquerda do rio Para-
" Roay. Nao foram porem ess,s ordena levadas a
i-m-i'ii.;i 1 ale o anno paseado.
No mesmo anno, isto he, em Janeiro de 1817 o
ragaay, I). Andrc Gelli, linha p,.r ordem do seo
giveiuo proposlo ao governo imperial um proiec-
" l. de tratado de limites, no qual se indicava que o
terreno que se enconlra entre o Apa, e o denomi-
c nado Rio ranco, e que enmprehende o P,1o d'A-
11 sacar fose conservado neolro, no podando ne-
11 nhum dos dous estados occopa-lo com fortalezas,
poslos militares oa aslabelerimenlos permanente.,
'i fcla propo-ta nunca oi discolida nem leve 0-
ir 10(30.
rr C >m o recelo de qoe novos nocaos de popolarSo
laracuay e-ten len to-e para ca do Apa, viesem
1 complicar mais om arranjo definilivo de limites
a nessas parasen., ordeoei arn fevercirn do anno Das-
a sadu ao Mito encarre^a lo de nejnos na \s.ump-
(So, que propuz's.e ao governo paraguayo um ac-
cordo, pelo qoal se obriga.se a nao roii.enlir qu
o os Paraguayos pa>sa novos a.labelecimentoi ao norte delle, prjpoucJo
o qae foi hem recebid.
o Succedeu re-olver o presilenta de Ma(o-Groso
em marco do dilo anno por em eiecocAo as ordena
tr dirigidas a es.a pren leneia em 1817, a em sua
1 conforrni-ta le nrd-nou ao commandanle da fron-
a leira -lo Biiio Paraguay que rollocasse um desla-
ciin-nl.1 nologar denomina lo Pao d'A'sucar, cons-
triiiri lo om quarlel ealguma. lunetas oa rdenles.
o A noticia desse acontecimeulo irrilo'u profonda-
a mente o soverno paraguayo, ao qoal parecro om
ci meio vilenlo de resolver quettdes de limites, cu-
a ja solocao fra lena 11 a urna dneussao e arranjo
.1 ami|javr|,
a Re.olvea entila o mesmo governo nrmar urna et-
pedirro para enaclaar a desoecupasao do Pao de
' Assacar.
O nosso encarregado de negocios na Assampr;ao,
sabedor das ialencSea do governo imperial, e dse-
" jo.u d evitar um conlliclo que p.ideria destruir de
a orna vez a boa harmooia entre ambos el paize*,
diriglo-ae eulflo ao command.ule da fronl-ira do
.' Baixo P.raguay, e ao pre.idenle de M lil.ro.,
111.lando pela desoccopariio do Pao d'Ataaear, fi-
1 esndo ludo no amigo estado al a deciso do go-
verno imperial, suspensa n 1 enlrelauto a marcha
da espedido paraguaya para aquello ponto.
N3o te leudo p.esta lo n presidente do Malo-
te t.rof.o essa requisie.lo, ) proseguio na sua mar
cha a expedirjflo paraguaya, composta de 80!) ho-
mens, e desembarcando HOO alacou 110 dia 11 da
oulubro ullimo a guarda do Feno dos Manos.
composla apenas ile"> a 30 homens da infanlaria
.1 nossa, commandadus pir om lente, os qtiaes da-
poisdeama vigoro.a reai'lenei.i, abandonaran) o
poni, que Ihes era impossivel defender, perdendo
ir il hemena no combale, e sendo 3 apresionados, e
morrerendo 1 olllcial e 8 soldados paraguo\o, sen-
t dn leridoa oulros lanos.
No enlrelauto, ames que livesse lagar e.se con-
II co. a logo que leve a prlmeir* nlicia de que
o se preparavam laes acn ecimenlos, o governo im-
n peiiafespedio em dala de II da outobrn p. p. or-
dem ao presidenlo da provincia de Mato-Grosio
o para des slir da cirnipac.ru> do Falto dos Morros, e
" fez saber ao governo do Paraguay, que essa de-
.- sislencia nao imporlava, de modo'algum, desco-
r nheciinenlo ou renuncia ao direilo que o Brasil
a entenda ler ao lerrilorio de qu se traa, mas ani
k ca e simplesmnile ao adiamntenlo da questo para
o quando fos.em tratadas as de limites, qoe o gover-
no imperial queria resolver com o Paraguay ami-
g.velmenle e por ama discussilo pacilica a apro-
11 fundada.
Medanle (Ma solomo e as aipllea{Sl conveni-
entes nao leve aqoelle deploravel contliclo oulras
consequenciaa, e as rclatOes endre o Brasil a Re-
r publica do Paraguay acham-se hoje no melhor p
o de harmona.n a
1.1 e-rain pois,.enhores redactores, dar publicidade
a estas linha., no que muilo ob>igar3o a seu vene-
rador, ,/oa 7oi a Cotia l'iwenlel.
*#nMicacai> a pebbo.
approvado o segainla pa-
rle lido e sem debate
recer :
a A commis.ao de conslilaico leudo examinado
a repre>enlac.lu dirigida por ll.nrique Mu. l. pe-
dindo que se declare se elle por ser cidadao natura-
lisado nlo pode ser mernbro das a.semblcas previn-
ciaes, enlenle que ueuhuma declararlo se torna ne-
cessaria a (a| respeilo, vi-lo que a eouslilui(o do
mpeno apenas veda que o cidodflo naluralisado se-
je eleito depulado assemhla geral.
o Acrece que esle poni do Man direilo consli-
liinoiial se acha resolvido peio facto de h.ivereni os
referidos cidadao. naluralisado) sido almillidos a fa-
zer parle de aUumas assembleas prnvinciaei.
i Em conelu>,lo he a commis.ao de parecer que o
cidadao naluralisado pode ser memhro das assem-
bleas provinciaes, visto nao ser isso prohibido pe-
la lei.
o Paco da cmara dos depulados, III de agosto de
1837. A. C. da cruz Machado. J. J. Teiaaira
Jnior.Pela conelusao. J. J. Pacheco.
Gmamnal
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1|2 d. a 60 d.
Paris, 316 rs. por fr.
Lisboa, 92 por \ de premio,
e Rio de Janeiro, 1 por 0|o te descont.
Accao do banco 50 por canto de dividendo por con
ta do vendedor.
a companliia de Beberibe 6O5OOO por aejao
a companhia Pernambucana ao par.
e a Ulilidade Poblica, 30 por cenlo da premio.
a Indemnisadora.61 ideu.
a t da estrada de ferro 20 por 0|Q da premio
Disalo de lellras, de 10 a 10 por cenlo.
Ace,es do Banco, 40 a 4 de premio.
Duro.lincas hespanholas. UI500
Moedas da 69100 vellias ....
6310U nova. ....
a 4 $001).......
Prala.PatacSe brasileiros......
Pesos eoliimnarios. ... ,
. mexicanos. .....
301000
169000
163000
90000
25000
29000
10860
ALFANUEGA.
Bendiineuto do da I a 21. .
dem do dia 2.1. ,
334:4579807
:)2:3390>y
.".(ili:797o:li
escarregam boje 26 de setembro.
Uirca mgleziC.inteslmercadorias.
B.rca inaleza.N.iuphaulloui;) ebamlha.
Barca inglezalmogenes pecas de ferro para a
estrada,
larca francezaEmma Malhildemercadorias.
Escuna ioaleuS. Pedrncerveja e salitre.
Potacho dinamarquezManamercadorias.
MOVIMENTO UA AI.I-'ANDEGA.
\ olumes entrados com fazendas
" cora
CONSULADO GERAL.
Rendiineulo do dia I a 21. .
dem do dia -~>. ......
47:27loi)l2
3:391*893
,)0:..92?70l
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reodimenlo do da 1 a 21. .
Idam do dia 25.......
2.745057
5130120
3:2589667
DESPACHOS DF. EXPORTA CAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO IA
25 DE SKTEMltoO DE 1857.
LiverpoolBarca ingleza aLancasIre, Aogasto
Muniz Machado, lOOarrob.s de os*os.
Liverpool Barca maleza olmogenesn, Schramm
W'h.lely i C, 600 saceos a.sucar branco.
Liverpool Barca ingleza uLancastre, Saunders
Brnlli-r. \; C., 320 saccas algodao.
Rio da Prala--Brizue haspanliol oAmui.lia, Viuva
Ainorim \ Filiio, pipa9 com agurdenle.
FalmoutbBarca ingleza aCorlnga, N. O. Bieber
RECEBtDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNA.MBUCO.
Reodimenlo do dia I a 21. 16-7581995
dem do dia 25....... 7439701
17:5029696
Rendimenio do
dem do dia .
CONSULADO PROVINCIAL.
dial a 21.
25.
39:6353818
2:183/975
12:1190793
m*>
sMC .' $9 p0R?.tf
Navio sabido no d a 25.
P.irahiba Barca iiigl-iza nlnowdon. capillo John
Rohis.on, earga 1,500 barricas com bacalho.
Maceio e porto, intermedios Vapor nacional Per-
sinunsan, rummandaute Joaquim Alves Moreira.
mm.
A cmara municipal do Itecife manda publi-
car, para coulucimenlo de lodos, a postara addieo-
nal analto transcripta, modificando a diapoiicilo do
arl. 1. das de 7 de agosto de 1855, approvada pro-
visoriamente peln governo da provincia.
Paso da cmara municipal do Recife, em ses8o
de 23 de setembro de 1857. Manoel Joaqaim do
Reg e Alboqnerque, presdeme.Manoel Ferreira
Accioli, secretario.
Postura addicion.il.
Artigo nico. Os sete plir.ns marcados no arligo
K* da poetara addieioaal de 7 de agosto de 1855,
uL1na.:Mm".""> ,le ca,,a """. "fam reduzido* a
cinco smenle.
Pajo da cmara municipal lto Kecife, em ses.ao
ordinaria de 10 de selembro da Is-,7.-M,nel Joa-
quim do llego e Albuquerque, presidenle.-Joa-
quim da Amella Pinto, Gu.tavo Jo- do Reg,
Simplicio Jos de Mello, Rodolpho JoSo Barata de
Almrida.
Approvo provi.orlamenle.Palacio do governo de
Parnambaro, 14 de setembro de 1857.Porlelle.
Conforme.Francisco Lucio de Castro.
O l)r. Anselmo Francisco Perettl, eommen-
dador da imperial ordem da Rosa e juiz de
dimito especial do commercio, dssla c-
dade do Recife. capital da proincia de Per-
nambuco, e seu termo, por S. M. I. e C. o
Sr. I). Pedro II, que Dos guarde ele.
Fago sabor aos que a presente carta virem,
emeomo Manoel Pereira Mafr.lhSes me fez
a peticjlo do tiieorseyuinlo :
lllm. e Bxm. Sr. Dr. juiz de dimito do
commercio. -Diz Manoel Pereira Magallia-s,
que quer fazer citar a Jos Romiio Goncal
ves Muniz para na primeira audiencia deste
juizover assi?nar os lo dias da le, a letlra i
junta da quaulia de 6OO00O, os juros da lei,
para que dentro delle pague ao supplicanto
ou allegue cousa que o releva da condemna
gao pena de revelia, visto ja estar esgolado
o tneio conciliatorio, constante da cerlidao
junta, licando logo cita lo para todos os ter-
mosda causa, sua exeondjlo at real embolso
do supplicanle.e porque o supplicado se acha
ausente em lugar incerto, quero supplican-
te justificar esta circumstancia, c provado
quanto baste, se passe carta de editos com o
prazode 30 das, alim de ser o supplicado
cita lo para o li Ti expendido
Pede a V. Exc. se digne delerir-lhe.-E R
MiDr. Nascimento Feloza.
Nada mais so continha, nem outra algurna
cousa se declarava em dita petizo aqui
transcripta, a qual son lo apresentada nella
dei o meu despacho do theor seguinte
Distribuida. Justifique,
nho de 1857 A. F. IVretti.
Nada mais
riJas, libra 1 ; flores de horragens, libras 2
ditas de malvas, libras 2; ditas de sabu-
gueiro, libras 2 ; iodorelo de potacio, libra
; mercurio doce, libra 1 ; mel rosado, li-
pras2; pomada de saturno, libras 2 : pas-
tlhasde iodorelo de ferro de Pudagnel, li-
bra 1 ; pastilhas de Ipecacunha. libras 2 :
sement de nurmel.,, libras 2; trtaro em-
tico, onca 1 ; tintura do bejoim, libra 1
dita de quina, libra 1 ; dila de nosvomica
onSas 6 ; dita de pulsatllla, onSas 6 ; dita
de camomilla, onqas6; dila de aconilo li-
bra 1 '
Provincia ,o Rio Grande do Norte.
Sapatos, pares 318 ; esleirs de palia de
carnauba 123
Meio batalhao da provincia da Parahiba.
Papel al niaco, resmas 6 ; pennas de ganso
400 ; caivetes 2 ; tinta preta garrafas 6 ;
lapis, duzias 6; amia preta; libras 6 ; col-
lecgao de cartas para principiante, ejem-
plares 20 ; laboadas 20 ; grammaticas por-
tuguesas, por Monte verde, ultima collecQ3o
6; compendios de arilhnietica, por Avila 6 ;
pautas 6 ; exemplares de escripia, de tras-
lado 20.
Provimento de armazens.
O paquete Imperador, commandanle o 1. Te-
nenie torrezao, espera-ie dos porlos do Norte om
seguimenlo para os da Mcein, Babia a Rio, alo o
dia 28 : para passageiros a frele, o que poder re-
ceber, Irala-se na agencia, ra do Trapiche n. 10.
Pela agencia deila corapanlii.i, previne-st ao pu-
blico, com especialidade ao commercio da praea, qae
os paquetes d'ora em diente, lerdo -rnenle a'demo-
ra neste porto de 12 horas, tanto as sabidas para o
none, como para o iuI, e qae essa raeima demora
nao he obngaloria, pudendo sabir antes de lal ora-
zo, quando for possivel.
O da e hora da sabida, ser annunciada na Pra-
a do Commercio, e no aicriplorio d'agancia, Lrua do
iiapiche n. 10 ; e assim, as Irnnsfarencias que pos-
lam occorrer por ordera loperior.
Para o Aracaty,
sague em poucos dias, por ja ter parte
de
Papel almac-o, resmas 20 ; dito de peso, B
resmas 5; obieias.massos 10 : lapis, duzias ?u carre8mento prompto, o hiato Beberi-
5 ; tinta preto, garrafas 20. De: .par?. resl e passageiros, trata-se na
Qnem qnizer vender, aprsente as suas ru" Vigano n. 5.
proposlas era carta fechada, na secretaria do ,."", ?ra de ,aneiro "he, com muila
conselho, as 10 horas do dia 2 de oulubro :dade' bera conbecldo brigue Sagita-
proximo futuro. ...i^ara.5ar-?a ePassageiros, trala-se com
Sala das sessdes do .
tivo para forneciment
25 de setembro de 1857,
lo, presidente interino.
do Carmo Jun.or, vogal e secretario. f,'^"1!^ *f,r016ame"10' br,8ue Pr-
. O conselho econmico do batalhao de' Slf1 *S,I? '.fiF! no mesmo 1u,zer car-
infanlaria n. 9, contrata para fornecimentoo
4.- Inmestre do rnrrente anno, os gneros
abaixo mencionados, para alimentacSo das
pravas arranchadas do mesmo batalhao, cu-
Jos gneros deverao ser de boa qualidade :
cafe em carogo, assucar, manleiga, carne
verde, dita secca, bacalho, toucinho, fari-
nha, feij5o, arroz pilado, azeile doce, vina-
gre, sal, lenha, e pues de 4 e 6 on^as : con-
vida pois as pessoas, que se queiram propor
ao dito forneci ment a comparecerem no
respectivo quartel, pelas 10 horas da manhaa
do da 28 do crrenle, apiesentando suaa
propostas em carta lechada. Quartel na So-
ledade em Pornambuco, 21 de setembro de
1857. o lenlo secretario, Jos Francisco
de Moraes e Vasconcellos.
Pela contadorla da cmara municipal
do Recife se faz publico, que finda-se no ul-
timo do correte o prazo mrcalo para pa-
gamenlo dos imposios de esiabelecimeolos
relativos ao anuo de 1856 a 1857 que ainda
nao se acham pagos com a multa de 3 0[0 do
valor do imposto, e todos aquelles que dei-
xarem de pagar al oullimo do correte,
hcam sujeilos a muila do duplo do imposto
segundo a lei. Contadoria muuicipal do
Recife 19 da setembro de 1857.-0 contador,
Joaquim Tavares liodovalho.
Recife I2deju-
S8 continha em dito meu des-
pacito aqui transcripto, e sendo o mesmo a-
presenta lo ao distribuidor do juizo, este
deu a distnbuiQ.il) do theor seguinte.-A
Duarte, Ohveira.
Nada mais seontiuhi em dita distribui-
eao aqui transcripta, depois da qual segua-
se a letlra com a competente verba de sello,
depois do que seguia-se urna cerlidao do
escrivao do juizo de paz da I' eguezia de 8.
Antonio do Recife. na qual certifica ler o
supplicante justificado, por aquelle juizo a
ausencia do supplicado, em consequencia
doqueloi o mesmo "chamado a concilier-ao
por editaes, marcando-se-lhe o prazo do 30
dias. E tendo o supplicanle por este juizo
produzido suas teslemurihas, alim de justi-
ficar a ausencia do supplicado, foram-me os
aritos conclusos, e nelles dei a sentenc do
theor seguinte:
Avistada inqunelo de II. 10 a 12, julgo
provada a ausencia do justificado em lugar
n3o sabido, pelo que man Jo que seja citado
poreJitos, passanlo-se a respectiva carta
com o prazo de 30 di.s. finio o qual e sen-
do o ausente havi 10 porcitatlo, se Ihe Ho-
rnear curador, para com esto correr o feito
os seus devidos termos, e pague o justifican-
te as cusas. Recife 15 de setembro de 1857,
Anselmo Francisco Pertti.
Nada mais se continha em dita sentcnca
aqui transcripta, em virtude da qual o es-
criYflo que esta snbscreveu mandou passar a
presente caria de editos co 1 o prazo de 3*0
dias. pela qual e seu theor chamo, e intimo
e hei por intimado ao supplicado devedor
ausente, cima declarado, do todo o conteu-
do na peticiio cima transcripta.
Pelo que toda e qualqner pessoa. parentes
ou amigos do dilo supplicado o poder fa-
zer sciente do que cima fica exposto; eo
porteiro do juizo allixaraa presente nos lu-
gares do coslumc, ser publicada pela ira-
prensa.
Dado c passa lo n-sla ri Jade do
19 de setembro de 1857
F-u Maximiauo Francisco Duarte. escrivao
o subscrevl.
Anselmo Francisco Perelti.
SANTAISABEL
o. Ill.i:i I \ III A>M(i\Allm
DA
EMPREZA- GERMANO.
S.VllRADO, 26 DE SETEMHRO.
Repreienlar-se-ha o drama em .1 acto?, do Sr. Men-
JliVRI E ALESCASTRO.
terminar o espectculo com a graciosa farca,
ornada de couplets :
PAGAR 0 MAL QUE NAO FEZ.
Principiar as 8 horas.
O reslo des bilheles acha-se venda no e toiin do Iheairo.
Baile popular
regar, podet entender-se com os consig-
natarios Amorim IrmSos, ra da Cruz n. 3.
aStafettl.
DE
Recife ao
S
f*toiti&
gneros
Volumes aaaidot com fazendas
" com gneros
Tolal
Tulal
193
529
722
217
593
810
. Respondi que o nao poda fazer sem ordem do
governo, a cojo conhecimento ia levar o negocio, a
aausrdava a deci-So, e 111 .1 allerei do que eslava-
para n,1o parecer urna provocarlo, visiocomo eslava,
mos na raaior harmona com aquelle vizioho, e o
nosso encarregado de negocios linha inlervindo. \
J se ve pois, que nada mais llz do que pedir al-
gam lempo para que o mau governo reaolvesse.
Vio cabe aqui desenvolver ai razflcs por qae assim
obre ; a a pm lucc. 1 de doeamentos honrosos, que
afa.lanem de sobre mim a idea, a qoe altinge a 111-
rame corre.pnn leneia, seria prestar calumnia as
honras da importancia, oa fazer gala desses Ululo*.
E poii me contento por esla parle em faier un
appello para o juizo das pessoas que me coohecem de
perlo. nrmenle para aquelles d. meui companhei-
roi, qua meconhecem deide a adolescencia, prioci-
piaudo peloaclual Etm. raimsiro da aerra. qoe di-
ga em sua conciencia, se me julga capaz de' pralicar
ama aec,a0 vil, principalmente de friqaeja. Em um.
epoea em que a honra e*tn em grande minora, n.1o
admira qua om de seas adoradnre eja rcberlo de
baldei por lingaas viperinas, nem me.mo apadreja-
do por maos impuras, urnas sojas de laogua e oulras
da euro.
Pela in.peccao do arsenal de oiarlnha e faz
publico que feilos, em cumplimento do regulameuto
companhando o decreto n. 1321 de j de fevereiri
de 1>S, os etames necesiaros no casco, machine,
caldeira, anoarelho, mailreaean, elame, amarras,
e ancoras do vapor .Iguarasso da companhia Per-
nambucana de uavegarao r-.-teira, aehou a respec-
I-va enmmissao, ludo islo em hom estado, sendj por
consequencia de parecer unnime qoe podia fazer a
viagem para a qual de preienle dedma.
Inspeccao doarsenal de marinha de Pernambuco,
em 25 de selemhro de 1857. O insperlor, Eli-iario
Antonio dos Santos.
Tendn n comelho de dminislrarj, naval de
contratar o fornccimenlo de arroz, agurdenle, as-
sucar branco, de caroco. azeile doce de l.imoa, ba-
calho, carne secca, caf am grao, farinha de man-
dioca, fe jao, sal, (oticinho de Lisboa, vinagre, azei-
le de carrapalo, velas slearinai, ditas de sebo, pao.
bolacha, e carne verde, lodos etles gneros das me-
Ihores qoalidades. para o consumo da enfermara d
marinha, navios da armada e prac,s, quer da barca
de eieavacao, como do arsenal de marinha, no tri-
mestre a lindar em o ullimo de dezernbro do cor-
rele anno ,- manda o rnesmo comelho fazer publico
que ludo isto lera' lugar no dia 3 de oulobro prozi-
rao, a visla da propostas reeebida al as 11 liaras da
manhaa, as qoa-s de lnre-ie o prero Dio pelo for-
necimenlo de cada um dei ohjerlos.
Sala ds seiiOes do couselho de a lmins(rac.3o na-
val, em 21 do setembro de 1857.O secretario, Ale-
zandre Rodrigues dos Aojos.
A administrarlo geral dos estabeleci-
t mentos de caridade manda fazer publico,
aj.que nodia 1.- do prximo futuro mez, na
sala de suas sessOes, pelas 10 horas do dia,
continu'a a pra?a das casis r.s 26 e 30 do
becco da Lama, avahadas
cada urna
MASCARAS E PIIANTASIA
RIO
PALACETE DA RU V DA PRAIA.
Domingo 27 de setembro.
A pedido d-> vanos amadores, haver baile
nesledia, eoscartOesde ingressoestar3o a
I venda no dia dodivertitnento, que deve ter-
minar as 2 ho-as
Gabinete ptico
ATERBODABOA-YISTAM.
O director leste salao, participa a seus
illuslres iiotectores, que no podendosahii
desla p-ovincia. Ibes offerece por alguns
dias urna bja e agradavel exposig3o de vistas
es-colhida.s.
Guerra do Oriente.
1. A esquadra anglo-l'ranceza, passando
o mar negro
2 a cons.antinopla guarnecida pela es-
jquadra.
3 O sultao Adul-Medgi, rodea Jo de loras.
4.-1 As esjuadras alliadas, arvorando o
signa! de guerra a Kussia.
5.a Biimbardeainenlo do OJessa, os Ingle-
ses botando logeles a congreve.
6. O grande bombardeamenlo de Sebas-
topol.
7.' lialallia do Urna.
9 Tomada de Mamelao, e alaque da tor-
re de M.nai if.
10.' Os vitrdadeiros retratos dos defenso-
res da liberdade da Europa.
II.* Os Vijrdadeiros retratos das primeiras
personagens do mundo
12 Deslruica da torre de Babel.
13.* O interior do palacio de Luiz Filipoe
em Paris.
Vista de Valenrja de llcspanha.
Jaiilitn das flores em Paris
Jai iliiii e palacio de Verstiles.
Entrada do palacio de crvslal em
15."
16."
17."
Caris.
18.a Na"p ilcao I, botando o oculoem fren-
te da catlieJral de lliISo na llalla.
O salSo estar aberlo das 7 al as lt da
noite. Entrada 500 rcis.
Leilao impor-
tante.
A requerimento dos administradores da
massa fallida de D. Candida Maria da Silva
Lims, viuva de Delfloo C. Pereira Lima e de
ordem do Extn. Sr. Dr. juiz especial do com-
mercio, o agente Borja fara leilao terca-fei-
ra 29 do crrente, as 10 horas da iiuuliaa,
no primeiro andar do sobrado n. 67, da ra
Imperial, defronte do viveiro do sfuni/, do
seguinte :
Um excellente sitio na Passagem-da Mag-
dalena, cora soborba casa de vivenda asso-
bradada, casa para feitor, escravos, banho.
cocheira, estribara, curral de vaccas, gali-
nheiro etc., ludo de pedra e cal, cacimba
com boa agua, jardim, muitos arvoredos de
espinho, grande e excellente baixa para ca-
pim, viveiro etc.
Um sobrado de dous andares e sot3o, com
quintal grande e murado, muilo bem cons-
truido, com cozinha fora no primeiro andar,
sito na ra Imperial n. 67 (o mesmo em que
se faz o leilao)
Urna casa torrea na ra da Assump^ao n.
38, com quintal murado etc.
Esclavos, e inobilia, conlendo sof, ca-
deiras, mesa ecunsolos com pedra, ludo de
Jacaranda, piauo horisontal e de mogno,
guarda-louca,aparador,raesadejautar,banca
dejt-go.cadeias, cama etc., de differenles
maduras, loucti dejantar, de al moco, la ti-
lomas etc.
Os senhores pretendentes aos predios po-
dem com antecipacijo examina-los, para o
que Ihes sera franca a entrada.
UUAKTA-FE1KA, 30 DO CORRENTE.
EXTRA.UHDINAKIO.
Leilao artstico
de mais de 300 magnficos vasos de marmo-
re, agatha, alabastro, porphiro e jaspe, de
modellos ainda nao vistos em Pernambuco,
como oorynlhios, armenianos, etruscos, ro-
manos, gothicos, de Uerculanun e de Pom-
pea, diflerenles figuras representando a den-
sa de flellena, a vida desventurada, Cleopa-
tra e Suzana obras de Cherici e Del'Medi-
co um lindo sortimento de adornos de
sala e de gabinete, mesas de mosaico, e ou-
tros muitos artigos raros e de gosto, etc.
-Vi nriimzcni \ i-i1 ,1. 12,
por conta e ordem do Sr. A. Topi, que se
retira prximamente para a Europa.
, 0 AGENTE BOBJA
rara leilao quera-letra, 30 do correle, dos
nquissimos vasos, ele, cima mencionados,
que serao vendidos sem reserva algurna, en
consequencia da preste sahida do Sr. A. To-
pi, o qual tendo recebido inesperadamente
la Europa os referidos objectos, e querendo
ir para o Maranho, a pedido de muitas pes-
soas amantes deste genero de arte, resol-
veu-se a icar mais alguns dias aqui, e con-
cluidos em leilao. Uir-se-ha comeco ao
leilao as 10 horas da manhaa era poni, fa-
zendo-se pausa as 3 horas da larde, e dndo-
se de novo principio as 6 horas da tarde, a
linahsar com a noile.
IN. B. Osupradito armazera achar-se-ha
aberto a concurso dos visitantes e preten-
dentes de ambos os sexos, nao s durante o
dia como a noite, at 9 horas.
jLeil o de j oas
Seg-uiidasfeira *iO do cor-
1'tlltG
AS 11 HORAS M PONTO.
O agente Borja, em presenca do lllm. Sr.
cnsul da Prussa, flfr leilao de urna porcSo
lo obras de ouro de li e 18 quilates, espo-
lioa do finado subdito prussimo Julio Cre-
mers, consistindo em admeos, meios ditos,
pulceiras, brincos, aluetes, rosetas, cor-
rentes para relogio, botoes para abertura e
punhos, relogios, urna ptima cana para
guardar joias, e outros muitos objectos etc ,
que fra desnecessario mencionar, os quaes
ser3o vendidos sem reserva algurna : no ar-
mazem do agente annunciante, na ra do
Collegio n. 15.
-:.--0vtf
i#.
- Para a Porto, com escala por Lisboa,
vai sabir cum a brevidade que for possivel,
o bergantim nacional Despique de Beiris,
capitao Faustino JoSo de Carvalbo, porja
ler parle da carga eugaja la : para o reslo e
passageiros, trala-se rom Ferreira & Lourei-
ro, na ra .aSenzala Mova n. 4, ou na tra-
vessa da MaJro de Dos 11. 10.
#*
^-i?sif0i^
por 60> annual
os pretendentes dirijam-se ao
lugar e hora aprazados, acoupanha los de
seus fiadores, ou munidos de cartas destes
AilministracSo geral doa estabeleciraentos
de candade 24 de setembro de 1857 O es-
crivao, Antonio Jos Comes do Corren
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho ad-ninistrativo tem de com-
prar os objectos seguintes :
Para a botica da colonia d> Pimenteiras
Purgante de Le-ltov, garrafas 3; espi-
rito de vinbo, garrafas*4 carbonato de fer-
ro libra 1 ; elher sulphnrico, libra 1 ; essen-
cia de rosas, oncas 2 ; espirito de canina
COMPAITEIA
brasileira de pa-
quetes a vapor,
O paquete a vapor OYOAPOCK, novo, da pri-
me ra ttfi'm e de e\el!ciile 111.relia, eipera-se di
Eo'op enm moita brevidade, e devera seRU-r para
n Rio de Janeiro, dapais da demora neste p .rio,
snmente par ornar rarvilo ; polereceber pasa-
BMr'.i de ramara e convs : agencia, ra do Tra-
piche n. 10.
Para o Rio Crando do .Norte e Asau se-
gu in)|>releriveltnante no da 29 do corren-
to o veleiro e bem conbecido biate nacional
Castro, ur Ur parte de seu carregamento
a bordo, e para o resto, trala-se com o seu
t-stanilo a conk-ceoiiar-se o ilmauaR,
administrativo, mercantil e industrial
desta provincia, roya.-se a todos os se-
iilioies(|ue costumam ser nelle menciona-
doj, queiram mandar seus nomes, mtt-
dinca de domicilio, ou outra <|iialquer
lem|jianca,(|iit sirva para iiueseja o mes-
mo alinanak completo: da mesma sortc
rogante aos senhores de envendo e rendei-
os, riuciram mandar as alterarocs que se
rr*rn ra.Ir n iwnali. J, -.._*-___
dade
tiverem dado a respeito de suas prop e
Jes.
IriHHiiUade acadmica
8 da Seri,o.a d > Bom- |
Coiisellio.
Avisa-se aoi irmao., que no die 27 do #
;05 crrenle, depon da mi-sa, lera logara poa- xtk
J' se da nova mesi adnnnislraliva, na confor- 'V
>? jndsde do compromisso. $fi$
DA
PROVINCIA.
Corre boje, as ) horas.
af*. el. Layme.
--- Precisa-se do urna ama de leite e outra
para cozinnar n fazer todo o mais servido de
caa : na ra do Caldeireiro, taberna n. 60.
Na fuudico d.i Aurora precisa-se
consignatario Domingos Alves Malheos, na,^ serventes forres ou escravos, para
ra de Apollo n. 23, : SL.,.vil.0 jebaixo de coberta.
.
ILEGIVEL



DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 2G DE SETEMBRO DE 1857.
Lotera
DA
Provincia.
CORRE AMANHAA'.
Aos 5:0000o0, 2:0008000 e 1:0009000.
O abaixo rssignado anda lom um resto de
seua felizes bilhetes, meios e quartos, da
presente lotera, os quaes o3o eslo sujetos
ao descont dos 8 0|0 da le, na praga da In-
dependencia ns. 37 e 39, e na ra da Ca-
dea do Recfe n. *5, esquina da Madre de
Deo.
Por Saluslianode Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Pedro Antonio Teixeira Guimaraes re-
tira-so para a cidade de Caruaru' a tratar de
sua saude, deixando por sus procuradores
seus albos Jos Muniz Teixeira Guimaraes,
Norberlo Muniz Teixeira (iuimarSes e o Sr.
Jos Antonio do Araujo ; e nSo se podendo
despedir de seus amigos, pede desculpa por
esta Talla, e offorece seus diminutos presti-
mos naquella cidade.
PARA JABOATAO'.
Unjo, 26 do correte, es 4 e meia horai da larde,
legue para Sanio Amaro o omniba Jaboalao, e a-
manliAa, domioRo, seguir' para o mesmi lagar, ai
5 e meia hora da imnha'a, rollando na tegonda-
fern pela manliila. Oi bilhetes acham-se a' venda
no lugar do cosame.
ATTENCAO'.
Compra-se m habito de S. lenlo de Aviz : qoem
liver e o qaeira rendir annuucie por este jornal pa-
ra ser procurado.
CEBLAS MONSTRO EM PIMEIRA MAO.
Veade-se por 400 ri. cada reslea com 25 ceblas
de Lisboa muito grandes, de tilo boa qualidade
que aturam mais de 6 mezea : na ra estrella do Ro-
sario taberna n. 47. ao vollar para o Carino.
Aluga-se urna boa cssa na Capunga com sitio e
muitos arvoredos de fructo e boa agua para beber e
muito fresca : a fallar na ra do Queimado loja
D. 63.
Em allanero ao publico mais que ao imperti-
nente irmao 3 de Olinda se responde : que o be-
neficio da lotera concedida a ordem, foi recebido ha
apeuas :i i dias. J se ve, pois, que em 13o ouiro es-
pojo de lemponenhoma obra poda estar feila, qie
sua pergonta, e todas is que fuer depois, deriva
de um espirito de intriga e maledicencia, sern que o
inleresse de ordem Ihe caue o in ;nor abalo, l.n-
Irelanlo parle da roadeira, ja foi encommendada, e
nao o podirser antes, e he islo o que se cosluma fa-
zer quando se rjoer faier alguma economa, ou oli-
ter se nuteriaes de boa qualidade.
Ouiro irmao 3.a
Obaixo assignndo, vendo um annuocio do Sr.
Prxedes da Silva Garoao, ar possa, que sendo a escrava Alloma do seo casal,
elle nao a venden a pesioa alguma, nao podendo por
isto valer qualquer Ululo que aprsenle o raesmo Sr.
Prxedes, visto como o seu casal s tein um leRilimo
administrador que he o mesmo abaixo nssignado.
Miguel dos Aojos de Mendonca.
Compra-se dinheiro mid j : na praca da lude-
pendencia loja do Arantes.
Trecisa-sa de m caiieiro para ajodar a ou-
iro no btlcao e que jaiba ler e escrever para sabir a
cobr'nri' quando for preciso, preferindo-se o que ja
liver pralica de caiieiro de parlara ; aquelle que st
achar as circumslancias e der fiador a soa conduc-
ta, pode dirigir-se a roa dos Quarteis padaria d. 18,
que achara' com quem tratar.
ANDA A ELEICAO' DD I.1VRAMESTO.
Itealisou-se na eleigao da irmandade da
Senhora do LivTamento o que denunciou o
correspondenteSamba Cacte: por quan-
to deveriam estar os irmffos convencidos do
procedimento reprehensivel que tetn tidn a
mesa regedora, e at que ponto tem chega-
do o oslado de del 'ixo do alguns roaSos que
alem de empregarem os meios mais reco-
vados para alcaugarem o triumplio na elei-
gao do irmao Silvcrio Martins dos Santos,
que alies merece lodo conceilo, todava tri-
umphou nesta lula o irmao ex-secretano
Bernardino de Sena Kibeiro, coinpanheiro
fiel e incansavel, e zeloso do cumprimento
de seus deveres, nfo s durante o.tempo
que tal emprego exerceu com o mais louva-
vcl comporlamento, como pelos relevantes
servigos prestados irmandade em todas as
pocas, sacrificando os seus proprlos ite-
resses pelo bem commum da mesma irman-
dade, procedimento este experimentado e
reconhecido pelos proprios que acabamde
guerrea-lo com a mais rcvoltanle traig3o!
e para prova do quehavemos dito, alii cstSo
alguns irmaos da mesma mesa promovendo
peraote o lllm Sr. I)r. provedor de capellas
a nullidade da eleig3o do Sr Bernardinode
Sena Ribeiro, sob falsos pretextos que a se-
rem verdadeiros, n3o passam de urna esper-
teza procurada de proposito por esses mes-
mos descontentes, para que nao prevalega
semelbante eleigao 1!'. be at onde pode
chegar a perversidade, reconhecer-se parli-
cularmeote e conforme os dictames da cons-
ciencia, as qualidades e merecimentos do
irmao Bernardiuo, e s porque esle nSo
quer descer de sua dignidade, e aviltar se
em consentir em certos desvarios, occulta-
rem-se no acto da eleig3o essas qualidades
que o tornam merecedor dos suffragios da
maioria da irmandade, com tanto que para
o seu lugar seja eleito ouiro que sanecione
os seus desejos ? este procedimento desleal
he vergouhoso, ravoltante, execravel e dig-
no da maior censura. Eis aqui como se co-
nhecem as couscieocias corrompidas de cer-
tos homeos que so agarrara s irmandades
como nm meio de especulag3o. ostentando
um podero que julgam iuabal>vel, quando
todos os irniuos teem igual direilo. Sirva
semelhante exemplo para o Sr. Bernardino
conbecer quem sao os horros que decidem
dos destinos da irmandade de N. S. do Li-
vrairento A'vsla pois do procedimento de
certos irmaos dominadores qne sSo bem co-
nbecidos, o que cumpre fazer avista de se-
melbante modo de proceMer ? be arregimen-
tarem-se os irmaos, e na nova peleja que
val ter lugar por deliberarlo do lllm. Sr.
Dr. provedor de capellas, darem o seu voto
de consciencia, e confirmaren) a eleig3o do
digno irm3o Bernardino de Sena Ribeiro,
para deste modo mostrarem que suas cons-
ciencias nao s3o corrompidas esabempi-
gar um tributo ao mrito : e desta maneira
ser abatido de urna vez o vrgulho desmar-
cado de certos dominadores que julgam ina-
balavel o seu casello edificado francezia-
baja firmeza, uniao e constancia, que a vic-
toria ser infallivel, e vencoreis com mais
facilidadeessa cam.anha briosa, do qua foi
vencida torro de Malacof. Assimvos acon-
sclba oApreciador do mrito.
No novo hotel da ra da Penha n. 2,
havera aos domingos m3o de vacca, sendo
para nina pessoa 320 rs., e janlares as 2 bo-
ras 660, para urna pessoa, havendo lugar re-
servado, tambem dse almocoi, jantarese
ceias por 253 por mez, e com mais tceio por
30/000, e ha chocolate; assim como en-
gomma-se.
Previne se ao publico que a casa ter-
rea n 38, na ra da AssumpgSo, com quin-
tal murado, que vai ser vendida em leilno,
a requerimenlo dos administradores da mas-
sa fallida de D. Candida Maria da Silva Lima,
viuvadoSr. elphino G. Pereira Lima.be
foreira e deve alguns annos do foro.
Vendem-se cscrivanias de mogno mili-
to ricas, baoquiolm de costura de mogno e
Jacaranda, scelas, estantes, toilettes, ca-
mas de ferro, vidros de espelho, raesinhas
de ebaro, estatuas de alabastro, quadros de
velludo com estampas muito ricas, mesas
para escrever, mobilias de todis as quali-
* dads, ludo modernismo, chegado ultima-
mente de Franca pelo navio Bogot ; assim
como aluga-se toda a qualitale do trastes
co.u fiadores, e preqsa-se de um envernisa-
dor que seja poritoj pagando-se-lho 13600
diario: na ra das Flores n. 11, loja de L.
Pug
Veuje.se um mulalinbo de.nladcl3
. anuos, b-tnita figura, sadio, robusto, sbe
bem correr a cavallo por ser a isto coslu-
mado, proprio para pageco : na rua do Cres-
po, jinij. ao arco do Santo Antonio, loja
n. 1 A. *
AU('Ih;V>
A bella rapazca'a de, |,om grisi na rll!,
do Queimado n. 9, vend.-m-se cigarros da
llavana, de inulto boa qualidade
-- Foi encontrado perdido no lugar do
Chora-menino, um crioulinhc de nome Sal
quo representa ter de ida le 7 para 8 annos'
nao .abe dizer onde mora, e diz terpai
mai, que a m3 cbama-se l'.omual.la e o pai
Silvestre : quem tiver direilo o dito criou-
linbo, dirija-se ao subdeleglo da freguezia
da Boa-Vista R J. C. de Alineida.
Precisa-se de urna ama para urna casa
de homem soltJiro na rua do Encantamen-
to n. 5, arma. em.
Veade-se urna negrota de 14 a 15 an-
nos, de bonita figura, sadia e sern defeito
algum, sabendo cozmhar, coser e fazer la-'
bynntho, ou troca-se por outra que tenha as !
mesmas bondades e habilidades, com mais
as deengommar e vender na rua : para tra-
tar deste negocio, no Manguinho, primeira
casa do lado direito ao entrar na estrada
dos Afilictos.
i
A.!t'iu;fi<>.
Noestabclecimento da casa dos
expostos precisa-se de amas de 9
leite: a fallar no mesmo, com o W
Os adirinistradores da massa fallida de
D. Candida Mina da Silva Lima, viuva de
elphino G. Pereira Lima, convidam ans
credoresda mesma a apresentarem seus t-
tulos dentro do prazo de 8 dias : na rua da
Cadeia do Recife n. 38, afim de serem veri-
ficados na forma da le. Recfe 21 de setem-
bro de 1857. Joaqum Jos Silveira & C,
Southall Mellor & C.
Alugam-se para a festa
3 casas na Torre com 2 salas, 3 quartos, co-
piar e cozinha fra, bom quintal, agua de
beber, estribara para 2 cavallos: a tratar
ao armazem de materiaes da rua da Cadeia
de Santo Antonio n. 17.
Precisa-se continuamente de ofiiciaes
de alfaiate para todas as obras : na rua Nova
n. 52.
Lotera da pro-
vincia.
O abaixo assignado vende bilhetes ga-
rantidos pelos precos abaixo notados, em
quantias .de 100$()00 para cima, a di-
nheiro a vista, era seu escriptorio, na rua
do Collegio n. 21, primeiro andar.
Bilhetes 5|500 recebe rOOO.sOOO
Meios 2$750 a 2:500.s000
Quartos 1/J250 t :250$000
/*. eJ. Layme.
Na rua do Trapiche n. 17, escriptorio
precisa-se de um preto para criado.
MDAHgi DO ESTBELEC-
MENTO DE PIAJfiS DE
J. YIGNES.
J. Vignes mudou seu estabeleciment de
pianos da rua larga do Rosario para a rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 23, junto da
HelacHo.
AGEIO E PROMPTIDiO.
Na rua das Cinco Ponas n. 136, lava-se e
engomma-se com aceio e promptido, e to-
ma-se algumas freguezias.
Aluga-se a casa terrea n. 75 da rua
do aterro da Boa-Vista, com commodos
para la mi I i,i ou para negocio, edous gran-
des quintaes murados, um dos quaes sees-
tende atea rua da Ponte-Velha, para on-
de tem saluda: a tratar na rua Real, so-
brado n. (i, ou na piara da Bca-Vista,
botica do Sr. Ignacio Josci de Cotilo, n. (i.
Arrenda-se o engenho C.onceiciio, co-
mo engenlio ou silio. tem cercado para 20
vaccas de leite c mais animaes, boa casa de
viveuda, estribara, rio junto a casa, banbe-
ro, bom jardim e borla, varas frucleras,
milito boa visla, junio a povoar;3o do fiebe-
ribe, e arrenda-se por prego commodo:
quem o pretender, dirija-se a praca da Hoa-
visla, casa n. 28, a Iratar coa Matiocl Elias
de Moura.
Para elicanajnento e re-
pudios.
Cheganm a rua .Nova n. 6, excellenles ca-
nos de chumbo de vanas largura, muilo
proprios para encanamenlos u'agu c para
reauchos em jardins, e vandem-se por preco
commodo.
U. AD0LPHE B0URGE0IS.
Kiid Nova n. 6!,
vende lodos seus carros com boas pare-
Ihas, igualmente o sobrado, tudo junto
ou separado.
- Precisa-se de urna ame forra on cap-
tiva, para casa de pouca familia, que com-
pre, cozinbe, engomme e faca todo o servi-
do de una casa : quem estiver nestas cir-
cumstancias, dirija-se a rua de llortas n. 10
para tratar do ajuste.
C O abano atiignado declara ao publicu
ij 1ue "indou a toa loja de trastes da rua Nu-
? va n. 45, para a roa la- Flores n. II, por
a emquanlo, assim como fica o meimo deno-
W tilo na ma da Concordia.
5$ L. Poaci.
Aluga-se o sitio chamado de Chacn,
na Casa Forte, e que perlence a mass falli
da de N. M. de Seixas : a tratar no escripto-
rio da administrarlo na rua de Apollo n. 6.
Precisa-sede um feitor que seja por-
tuguez, e que entenda perfeitamente de
plantar0es de jardim ; na rua da Cruz do Re-
cito n. 13, primeiro andar.
Precisa-sede urna ama para o servico
de urna casa de pouca familia : na praca do
Corpo Santo n. 17.
Piecisa-se de um amassador: na pa-
daria da rua da Senzala Velha n-96. .Na
mesma casa vende-se um preto muito moco,
que cozinba o diario de urna casa, etc.
Alugam-se duas das mclhores casas
do Cachang, cota bons commodos para pas-
sara fesla : quem precisar, dirija-se a rua
do Cano n. 42
lie chegado a loja do Leconte, aterro
da lloa-Vista n. 70, escolente loite virginal
de rosa branca, para refrescar a pelle, tirar
pannos, saraas e espinhas, igualmente o a-
famado oleo babosa para limpar e fazer cres-
cer os cabellos ; assim como p imperial de
lyrio do Florenca para brotoejas e asperida-
desda pelle, conserva a frescura e'o avellu-
dado da primorosa da vida.
Precisa-se para urna casa estrangeira,
de alugar urna preta de boa conducta, que
saiba engommar o fazer algum servico e
casa : quem tiver, dirija-se a rua da Cruz
n 4, casa de N. O. Bieber & C.
LOTERA
DA
provincia.
O abaixo assignado vende a dinheiro a vis-
ta sendo da quantia de 100 reis para cima
os seus muito felizes bilhetes, meios e quar-
tos, pelos pregos abaixo mencionados, na
rua da Cadeia do Recite n. 45, esquina da
Madre de Lieos
Bilhetes 59500 recebe 5:0003
Meios 25750 > 1:5003
Quartos 15375 o 1:250a
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
iiapazcada,
Temos porta a brilbante fesla do Orago
na cidade de Goianna : he chegado o mo-
mento do apreciardes as boas qualidades do
povo Ooiannenseedcsfructardcs amunca es-
quecida e ja mui fllala Iiospitalidade que
a to los prelair. os Habitantes daquelle bel-
lo e aprazi '1 logarejo. O Camar8gibe pro-
niettecondiizir-nos ; a elle, rapaz-ada!.. .
pois consta-me que dita festa esta muilo
melhorecom mais dislracOes que a da Pa-
rabiba.
Perdeu-se meio bilbeto n 1161, da ul-
tima parle di quarta, c primeira da quinta
lotera do lloaptlal Pedro II garantido pelo
cauti lista Polycirpo Jos Layme, e perlence
o mesmo bilheite o abaivo ssignado, ni-
co qua o pode receber. Joaquim Izidoro da

No aterro da Boa-Vista n 80, vendem-
se superiores chourigas de Lisboa a 500 rs. a
libra, vinhode Lisboa a 640, da Figucira q
600 rs. a garrafa, cba preto em massos de 3
em libra a 15500 a libra, cevadinba de Fran-
ca a 200 rs. a libra, oletria, rnacarrfo e ta-
Iharim da Italia, muito finas, a 400 rs. a li-
bra, estrellinha dita a 480, pevide a 320, vi-
nagre branco a 320.
Na rua Imperial, taberna n. 39, preci-
sa-se de um pequeo destes ltimamente
chegados do Porto.
Na noite de 31 do corren'.e perdeu-se
no theatro de Santa Isabel urna pulceira de
ouro para menina : roga-se a quem a achou
o favor de restitui-la na rua do Queimado n.
18, segunda loja vindo do Rosario.
Precisa-se de urna ama para urna casa
estrangeira de pouca familia, que saiba en-
gommar : a Iratar na rua da Cadeia Velha
n. 21.
Os abaixo asslgnados, com loja do ourives
na rua do Cabuga n. 11, confronte ao pateo
da matriz e rua Nova, fazem publico, que
estao recebendo continuadamente a* mais
novas obras de ouro, tanto para senhora
como para horneas e meninos : es precos
continan! razoaveis, e passam-se coalas
com responsabilidade, especificando a qua-
lidade do ouro de 14 ou 18 quilates, licaodo
assim sujeitos os mesmos por qualquer du-
vida. Seranhim & irmao.
J\ovo
sortimento de borzeguins francezes para se-
nhora, ditos para homem, ditos para meni-
nas, sapaloes, sapatos de diversas qualida-
des, tuJo dos mclnores fabricaoles de Paris,
e precos mais| baratos : na rua do tabuga,
loja n. 9
Precisa-se tle um
fcial de alfaiate bem
bilitado, para cortar,
of-
ha-
pa-
cta
56,
a-se bem: na rua
Aladre de Dos n.
primeiro lidttl*.
EPOZITO DE R4P PRIMEZA DE
MAKVLWI).
lio chegado pelo vapor lguarassu esle no-
vo rap, fabricado no Coara, pelo Dr. Marcos
Jos Theopbilo, a sua boa qualidade e encl-
lente aroma, agradar os amantes da boa
pilada, e vende-se por preco commodo : na
rua da Cadeia do Recife n. 29, primeiro
andar.
Nicola Savino, Angeolo Lacorle, Cui-
seppe Immcdiate, Biagiautouio Gippoul,
Ceiiuaro Hilo, Rapliaelu Russo, rcliram-se
paia aples por via de Marselba.
- Nola-29, as 11 boras, na sala das au-
diencias, depois de linda a do Sr. Dr. juiz de
ausentes, se ha de arrematar a casa terrea
sita na rua da Palma n. -2, pertencentea nc-
ranc,a jacente do linado Cosme Damio Fer-
reira.
Irmandade de S. .los
da Agona.
A mesa rege lora da irmandade de S. Jos
d'Agonia convida a lodos os seus irmaos pa-
ra comparecerem no dia 27 do crreme, as
9 horas, no consistorio da irmandade, para,
era mes* geral, eleger novo provedor, em
raz3o do provedor eleilo ler-se retirado para
forado imperio. Consistorio da irmandade
20 desetembro de 1857.O secretario,
Antonio Juaquun de Almcida Cruz.
O labelliSo l'oriocarreiro esla encarre-
gado de promover a venda de um predio
nobre de dous andares, perfeilauenlo aca-
bado, com muitos o excelleules commodos,
siloem una das principios e melliores ras
desta cidade : qunn o pretender comprar,
dinja-se a rua eslreita do Rosario n. 25, a
enleiider-se com o mesmo tabelliao
Urna pessoa que coso, eugomma sof-
frivolmente, o cozinha o diario de urna casa,
se oircicce para urna de casa do familia, de
portas a dentro com esta condic.au o asse-
gurando-sc hora tralamemo, faz lodo o ne-
gocio : na rua larga do Rosario n. 9.
Olfereccse um
RUA DO QUEIMADO
^
Grande sorti-
mento de fazendas de to-
das as qualidades.
Corles de vestido de seda de cores o maii
soperior e moderno que ha no mercado.
Pacas de brelanlia de linho fina com 6 va-
ras .............
Corles de vestido de la matizada de novos
padrdes com 15 corados......
Ditos de calende casemira preta e de cores.
Dilos de cutele de gorgurito de seda de va-
rios padres..........
Chapeos ile maisa francezes formas novas.
Uilos de Sl de seda........
Lencos de cambmia bordados, linos, para
m3o.............
Dilos de dito de linho Mos para mito. .
Luvas de seda de todas as q o a 11 laclas, para
homem, senhoras e meninas.....
Palitos de panno prelo e de cores. .
Dilos de argentina de cores escuras. .
Dilos de fa.1,1 i de cores asseliuadas. .
Ditos de brim pardo fino......
Pililos de alpaca preta.......
Dilos de alpaca e gangas de cores. .
Dilos de hhm de quadiinhus. .- .
liim lol.n ile alpaca preta e decores. .
Romeirai de relroz com laro de seda para
senhora............
Chales de merino bordado em 2 pomas. .
Dilos de dilo bordados em I pona. .
Dilos de dito com lislra de seda ,
Ditos da dito lisos.........
Dilos de dito com franjas de la ....
Ditos de lila adamascados, pre tus e decores.
Ditos de chaly bordados
39300
9SO0
irooo
39000
78500
7p300
13280
400
s
20NMH)
TjrOOO
63OOO
59OOO
4;*I0II
49500
39OOO
5cO00
SlfiOO
12cOHI
9C00
6J.J00
5?OU
.55000
3JO00
IOjOIK)
Panno fino prelo e de cores, paia lodos os preces.
iapaz porluguez para
caixeiio de taberna ou ouiro qualquer csU-
bclecimenlo, para lomar conla por balanco
ou sem elle, para o que teuj bastante pra-
lica : quem de seu preslimo se quizer ulili-
sar, dinja-seaj pateo da Penha, taberna 11.
10, das 10 as 2 buras da larde.
--o engenho do Meio.fiegueziada Varzca,
fu,"io no da 20 de setembro do corrente auno
o ea'cravo l'an ileao, ollicial da ferreiro, bai-
xoosecco, corprela bem fula, falla baixa,
cosluma embriagar-se pouco, foi escravo da
viuva do linado Joaquim Candido, do enge-
obo liba das Merccs, ja andou trabalhando
alugado nesla cidade, e he muito condecido
em toda estrala do Recife al o engenho
Sania Cruz ou Cabeca de Porco, sito na fre-
Kuezia de Una, por andar quasi todos os me-
zes de viagem do um a ouiro desses enge-
nhos, e he casado com urna e5crava cbaua-
da renla que se acha no engenho Santa
Cruz : roga-se a prisao do dilo escrvo, e
promette-se gratilic>r bem a quem o pren-
der erecolber cadeia desta cilade, ou le-
va-lo a um dos engciihos cima referidos.
Tendo o correlor geral e agento de lei-
Ides Inn |dwin Roberto se retiraJo para In-
glaterra a bordo do vapor inglez Calcuta em
18 de agosto prximo passado, alim de tra-
tar de sua saude, faz-se publico que deixou
por seu procurador Daslantc llenry Gibson,
o preposto em seu lugar Bernardino de Vas-
concellos.
Nova padaria cn Goianna.
No novo deposito da rua do Meio n 68, os
freguezes encontraraosempre grande sorll-
mento Ue lodas as raassas, bulachinha de
araruta, fatias, biscoitos, bolacha grande de
araruta, tanto de vintem como de dous, o
bello pao do Proven;. o de lodas as qualida-
des, tudo isto muilo bem trabalbado ecora
todo o aceio, acbaudo-se previoido para sup-
prir os freguezes que leuham de gastar em
maior porcao.
precisa-se alugar urna casa, sendo as
ras seguales : Santa Cruz, dos quilro can-
tos ateoMondego, rua do Sebo e Trempe,
que tenha commodo para pequea familia,
leudo quintal e cacimba, prefere-so no Co-
lovello, tendoabida para a maro : quem a
liver, dirija-se a rua do Rosario da'Boa-Visla
n. 54 Na mesma casa veade-se una negra
de meia idade, escrava de tolo Servido.
Precisa-se alugar um preto o meia
idade, quo seja possante : 00 pateo do Car-
ino, sobrado novo, que bota a frente para a
rua de lionas n. 2, segundo andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
A direcc3o convida os Srs. accionistas de
accOes da nova emisso, a realisarem a sua
ultima entrada de 40 por cento at o dia 30
do corrento setemuro, podeo lo oessa occa-
siao receber por troca dos recibos em poder,
as respectivas apollces 00 escriptorio dos
Srs. Viuva Aoiorim & Filho.
Precisa-se de um caixeiro para taber-
ua, a quem se n3o duvida dar bom ordena-
do, sendo pirilo as suas obrig cOes : na
rua de Apollo n. 19.
Precisa se de um caixeiro, preferin-
do-se um dos chegados ltimamente do Por-
to : na, padaria da rua Direita n. 24.
O abaixo assignado, com taberna no
pateo de N S. do Terco n. 11, faz scicnte ao
respcitav^l publico, que indo a casa do col-
lector o Sr. Luiz Jos Marques para pagara*
collecla das agurdenles de sua taberna? "
por n?o querer mais continuar a vender
dito espirito, o mesmo senhor deixou de
receber, dizen o-Ihe, que o nao poda de-
sonerar de lal collecla ; e como nao quer
mais continuar a vender dilo espirito, por
issofai esleannuncio, para que de hoje em
diantcsc n3o chame ao angatro em qualquer
duvida que possa baver a lal respeito, para o
que se assigna. Recfe 24 de setembro de
lS7.- Antonio Joaquim Rabello Bastos.
- No dia 23 do corrente, ppareceu no
sitio do Azcvcdo, D estrada do Pombal. una
vacca com urna cria ; a pessoa que se julgar
com direilo a ella, dan lo os signaes cerlos e
P' gan lo as d> spezas que a mesma tem feito,
Ibe sera entregue.
3S000
25IMKI
29300
930
850
Gil)
000
800
15600
Icono
930
7O
320
280
900
420
Selnn prelo inacao superior, covado
irosdenaplts prelo e de roles,covado .
Seda prela lavrada suiernir.....
l'upeliua de seda de cores malisadas, co-
vado............
Cbalr de cores, com quadros de seda, co-
vado.............
Dilo de cores lisos covado......
I.aa de quadros pequtuos e grandes, co-
vado ............
Lfli eseda de novos padrees, covado. '. '.
.Mauritana de seda matizada com cinco pal-
mos de largura, covado......
Ursulina de seda com quadros, ramagtns e
lislras matisadas, rovado......
Sodas de qua Iridio?, covado.....
Duqueza de seda coie. qoadres e ramageus.
Mussulina branca e de cores, covado. .
Chita, francezas finas de novos padroes, co-
vado.............
I'runrt, lina de seda de lindos gestos, co-
vados ............
Cassas francezas finas de cores fias, vara.
Em frenta do becco da Congregarlo, passainlo
loja ie frrr.igens, a segunda de fazendns n. 40.
--Aluga-se um silio na estrala de Bo-
beribe, com casa de vivenda, arvores de
fructos, urna grande baixa para se plantar
capim, com um riacho que teai agua todo
anuo, cacimba do pedra e cal c una grande
mala; queai pretender, dirija-sa ao aterro
da Roa-Vista n. 3], Urceiro andar.
Precisa-se de um homem que saiba ti-
rar foranga : quem se oceupar neste iraba-
Iho. dinja-se a rua Imperial 11. 63.
- Precisa-se de um criado para o servico
externo de urna casa de pouca familia : no
largo da AsseinDla u. 12, primeiro aodar.
- Fraociaco Barbosa Rodrigues, eiadao
brasileiro, rciira-se para fra do imperio.
Precisa-se do urna mulh-r de meia
1 iade, do boa con lucia e sem lillios, para
lomar coala de urna menina de 2 anuos e
fazer algumas costuras ; a tratar no campo
do Hospicio junto ao quartcl, casa do de-
sembargado!' Mondes da Cunta.
No dia 20 do corrente fugiram do cu-
genlio Comportas, na freguezia c Muribeca,
os escravos Jose Paulo, este de nacao Cos-
a da Mina, 01050, altura regular, cor um
pouco fula, lera a falla um pouco embaraza-
da, peruas linas, os pea" alguma cousa peque-
os, os dedos sao linos, e os mnimos como
quo trepara nos imine lialos ; levou chapeo
Ue palha de carnauba novo, camisa de ma-
dapulao com pregas, e caigas brancas ; a-
quello de nagao ..amuadougo, representa
ter 30 a 35 anuos de idade, macas do roslo
salientes, bocea grande, tem lodos os den-
tes, pouca barba, e ps grandes ; os quaes
foram encontrados no mesmo dia 20, na es-
trada do M iiocoKiiiiliii indo para o Recife, e
na nbeira da Boa-Vista : quem os pegar le-
ve ao mesmo engeaho Comportas, ou a rua
da Praia ao Sr. Joaquim Goncalves Ferreira,
quesera pago do seu trabalho.
Qaeai tiver urna casa para vender, nas
ras seguales : rua de PeJro, de llortas,
dos Martyi ios, c Santa Thereza : quem tiver
anuncie.
- Aluga-se um sitio na Torre a margem
do rio Capibaribe, com excellonte casa e
grande sotao, toda pintada e c iada de no-
vo, muito fresca e cora commodos para grao-
de familia : a tratar oa rua do Seve, sobra-
do em que morn o cnsul portuguez.
DEPOSITO DECA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife a. 50, loja de-
fronte da rua da Madre de Dos, ha para ven-
der barris com cal em pedra, da mais nova e
mais superior que ha no mercado, por prego
commodo.
No armazem de J. Praeger & C, rua
(Ja Cruz 11. 11, lia para vender:
Presuntos da Westfalia.
Salames.
Bolacha de Ilamburgo em latas.
Queijo suisso em follia de Flandres.
Conservas de carne e bortalice, francezas,
in{jle7.as e allemaes.
Champanha de Eugene Cc-quot.
Vinho do Hheno.
Vinlio de liordeauv superior, cin caixas.
\ 111I111 francs branco.
Cognac (Pal, Brandy) tanlo em barril
como engarrafado.
Licores (nos, consistndo em um rico e
variado sortimento.
Absyntli de primeira qualidade.
Vermouth.
Charulos de llavana veidadeiros.
Dilos da Babia.
Tintas preparadas de varias Dualidades.
Azeite reGnado para candieiro, muito su-
perior ao azeite de coco.
No escriptorio de Francisco Severiano
Rabello & lilho vendem-se caixas com 32
libras de velas de cera bugias' de differen-
les taroauhos, seodo de 4, 5, 6, 7 08 em li-
bras, e de cada um tamauho eai sua caix
separada, tudo chegado prximamente de
Lisboa, c por prego commodo.
He muito barato a 280 rs. a libra.
Chegaram rua do Collegio n. 5, as se-
grales massas finas para sopa, como sejam,
macarriio, macarronete, macarro cortado,
talharim, talh.irnete, povele, argolioha,
cootinha, estrellinha, pevide e linhaca, tu-
do proprio para sopa e a 280 rs. a libra, e
sendo em caixas para negocio ou casas par-
ticulares, faz-se algum abatimento, nolan-
do-sc que ha caixas de 2 e 4 qualidades de
massa.
.Na rua estreit* do Rosario o. 25, pri-
meiro andar, vende-se urna crioula, de 30
annos, boa (gura, que cngooima, cose ch5o,
cozinha e lava de sabao.
Ven le-se um negro pega, de 18 a 20
anuos, de muito bonita figura, e com ollicio;
s se vende para o mato : na rua da Cruz n.
35, primeiro andar.
UUEIJOS DO SERTAO'.
Vendem-se na rua do (Jueiraado, loja de
ferragens n. 13
No deposito de charutos da rua larga
do Rosario 11. 32, ha para se veoder 9 arro-
bas de pesos a 50 rs, a libra, leodo ja parte
dos pesos aferidos.
Vende-se bolacha para arranjos de
casa de familia, pelo barato prego de 'oito
patacas a arroba, dila mais fina a quatro
mil reis a arroba, e superlina a quinze pata-
cas a arroba : na padaria da rua dos Quar-
teis 11. 18
Vende-se muilo superior sal do As-
sii, a bordo do lnigue Sagitario', fon-
deado defronte do trapiche do algodao :
a ti alar com Manorl Francisco da Silva
Cari ico, na rua do Viga rio n. 17, primei-
ro andar, ou com o capitao a bordo.
Vendem-se 2 mulatos ptimos para
pageos ou ouiro qualquer servigo, e 1 preto
carreiro, todos por prego era conta : na rua
Direita n 56.
Vendem-se saceos com feijo fradinho
muilo novo, por prego commodo : na rua
do Viga'io a. 5.
i\a rua das Flores n. 1, loja de marci-
neiro, veade-se urna caHciriuha nova, por
prego commodo.
--- Ven le-se urna bonita negrinha de ida-
do de 4 para 5 anuos : na rua Imperial n.
52, ao p do ciafanz.
Ur&'WW
0.
Compram-se pataces brasileiros : na
rui do Trapiche 11. 12. esciptorio.
Compram-se jornaes para eiubrulho a
*5000 a arroba : na rua Direita, deposito de
massas n. 75.
Compre m-se botijas vasiss a 80 rs. cada
urna : na rua da Senzala Velha n 110.
Compra-se effectivamente na rua das
Flores n. 37, primeiro andar, apolicesda di-
vida publica e provincial, aegoesdas compa-
nhias.e da-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas auantias. sobre oenhores.
Compra-se effeclivamenle pingos de
velas de carnauba : oa rua do Vigario o. 27,
deposito de assucar,
Compra-se urna taberaa com poucos
fuodos, em bom lugar, e que tenha commo-
dos para lamilla, no bairro da Boa-Vista ou
no de Santo Antonio : a tratar alraz do Cor-
po Santo 11 66, escriptorio de F. Radica.
Compra-se urna (>u duas rotulas, em
bom oslado; tambem precisa-se de um cai-
xeiro, que sej 1 diligente : na taberna gran-
de, ao lado da igreja da Soledade."
Compram-se jornaes a i30rs. a libra,
era qualquer porgao que apparega, e botijas
e parraras vasias a 80 rs. cada urna : oa rua
estrella do Rosario n. 1, taberna do Pogas
?$ttiH&.
VELAS DE ESPERMACETI?.
Re.cebe-am-se agora aovas velas de estea-
rina, quo se vendem a retalho, era caixas de
25 libras, por prego cooimodo na rua da
Cruz a. 49.
Millio
Veade-se oiilho aovo em siccos : 00 ar-
mazem do Jos Joaquim Dias Feroaodes &
Filtras, rua da Cadeia do Recife o. 63.
Vende-se ou troca-se um moleque do
10 a 12 aooos : na rua de S. Bento, no oito
de S. Pedro Vclho em Olinda, na casa d) es-
quina.
Vende sa um cavallo de estribara, ru-
go e gordo : no sitio defroole dos lazaros, o
juoto ao quartel dr. cavallaria.
Vendcm-se 2 ebecheos e urna sabia da
nata mullo cantadores e mansos : na rua de
Santa Rita, junto a igreja, casa n. 71.
desenga-
N nriuaztiu do
no, no Forte do Mato
11. 20,
denominado Cuerra, vende-se muito bom
iiiilho em saceos r> ditos com fcijao mulati-
olio o de oulras qualidades, tudo por menos
prego do que era outra parte: adverle-se
que s se vende liado em quanto se conla o
dinheiro
Vende-se a melhor loja de fazendas do :
Passeiii Publico n. 9. propna para um prin- '
cipianle por estar muito afreguezada, com
fazendas ousem ellas, a dinheiro ou a prazo
talas novas
w 1,000 rs.
Vendem-se em canastras de 1 l|2 a 2 arro-
bas, no armazem do Foi te lo Matto, cora
frente para a rua da Madre de Dos o porta
da iis ccgSo 11. 9.
Veude-se urna escrava moga com al-
gumas b bil lados : na rua Direita 11 72.
Vendem-se duas escravs, urna de 17
anuos,cora murtas habilidades,e outra de 10
aunos.que cose e faz algumas couzas : quem
prelende-las, dirija-so ao sobrado encarna-
do, armazem da esquina do caes do llamos.
Vendc-se arroz branco em casca, por
atacado ou de sacco era sacco : na esquina
do caes do Ramos, armazem do sobrado en-
carnado.
LUVAS DE J0UV1.N.
J. Falque recebe por todos os vapores in-
glezes vindos da Europa, luvas de pellica
Jouvin, de todas as cores, tanlo para ho-
rnera como para senhora : na rua do Crespo
a 4.
G liar (lana pos a 5,000 rs.
a duzia,
Vendem-se duzias de cuardauapos com
bonitas ramageus, pelo barato prego de 53
rs. a duzia : na loja de 4 portas da rua do
Queimado n. 10,
olales le casemira a
o,000 rs.
Vendcm-se chales de merino finos, de co-
res, pelo barato prego de 5?000 cada um :
oa loja de 4 portas da rua do Queimado
a, 10.
\\ rn* do Trapiche
n. 54, oei iptoiio ',o, no*
vnes & "., vende-se supe-
rior vinlio do Porto engarrafado, em cai-
xas de urna e duas "duzias de garrafas,
bem como em barris de quarto e oitavo,
a preco commodo.
To illldH p :l:i iiirsr. a 5, 4,
5 e6#000
Venlem-se toalhas de todos os tamanhos,
cora bonitas ramagens, pelos baratos prego*
aoi \-. mencionados : na loja de 4 portas da
rua do Oueimado o. 10.
A 10,000 rs.
Vendcm-se manteletes de se la prctos com
ricas ru iroic6>s, pelo barato prego do 109 :
na loja do 4 portas da rua do Queimado
n. 10.
Vende-sc urna escrava que representa
ter 46 a 48 annos, mas muito forcosa, ven-
dedora d'gua na rua : quem a pretender
comprar, dirija-se a rua larga do Rosario n.
35, loja d" mii.'dezas, ou rua cstreila do Ro-
sario n 25, que achara com quem tratar.
Bar ilha.
Em casa de S. P. Jolinston V C rua da
Senzala Nova n. 42, vendem-se 50 barris
com barrilba da mclhor que cosluma vir a
este mercado.
POTASSi DA RUSSIA CAL
YIRGEM.
No deposito da rua da i.adeia do ReciTe,
armazem n 12, ha muito superior potassa
da Russia, dita da fabrica do Rio de Janeiro,
e cal de Lisboa em pedra, tu lo chegado ha
poucos dias, c a ven lor-s'i por menos picgo
do que < m outra qnalqucr parte,
MACA'AS,
chegadas de Lisboa no vapor hamburguez,
e vendem-se tanto em caixas de 200 coto a
retalho: na rua da Cadcii do Itecife n. 25,
defronto do b eco Largo.
Veo lorn-se# briuquedos da puericia:
Manual de 254 paginas, contendo dilogo em
prosa c verso entre as letlras do alpbabeto,
Itegras de moral, Crammalica portuguuza,
Doulnna chrislaa, modo de ajudar a missa.
Taboada de pytbagoras, Regras de civilidado
ou manual do bom tom adoptado para uso
das es-olas de ambos os sexos 10O0, Revista
da inslrucgao publica para Portugal e Brasil
160 rs., Compendio da historia romana pelo
Sr. Dr. Dourmmont 500 rs., Itegras em verso
para arithnietica e para gramraatica, coma
dupla utilidade de fcilmente se decoraren)
e lerem simultneamente por ser o seu pre-
go diminuto, 40 rs : na rua Nova, botica do
Sr. Sanios.
Veode-se um carneiro mxo muito
manso, ecostumado em carroga, ,por preco
commodo : n.i rua da Praia n. 31.
Vende-se na rua da Alegra n. 4, urna
excellente mulata que cose, lava, engomma,
e trata perfeitamente de ama senhora.
Vende-se espirito de vinho : na resti-
lag5o do moinho de vento da praia de Santa
Rila.
Pechincba para bahuleiros.
Na rua do Crespo, leja da esquina que vol-
ts para a da Cadeia, vendem-se chitas claras
proprias para bahuleiros, com pequeo lo-
que de avaria, a 4, 43500 e 5/.
Gomma do Aracaly.
Em porgues e a retalho : vende-se na rua
da Cadeia a. 57, escriptorio de Parate Vi-
auoa.
SAPATOS DO ARACATY,
dos melhores que tem vindo a este merca-
do, para horneas e meninos, de palla e de
orclbas : em casa de Camioba A Flhos, rua
da Cadeia do kecife n. 60, primeiro aodar
Veode-se ou aluga-se para passar a fes-
ta um sitio junto a povoagao da Varzea, com
bastantes arvores de fructo, com casa gran-
de : a fallar na rua de llortas, sobrado n. 2,
segundo andar.
Vende-se superior lionas de algodSo
brancas, e de cores, em oovello, para costu-
ra, era casa de Southall Mellor e C.a rua do
Torres n. 38.
lo JPregui QUE ESTA QUEMANDO.
Na loja do Preguga, na rua do Queimado,
esquina do becco do Peixe Frito n. 2, ha um
completo sortimento de fazendas que se
vendem por pregos baratissimos, notndo-
se entre ellas mussulinus' braness finas a
320 rs. o covado, ditas finas a 400 is., ditas
de cor a 360, ditas muito lioas a 400 rs., ris-
Caaos moostros de liados padroes a 220 rs.
o covado, chitas fraocezas escuras de lio-
dos pa IrOes e cores (ixas a 260, ditas ditas |
de padroes claros e miudinbos a 280, ditas
muilo finas a 300 rs., tapetes para sala a
35800, pegasde bretanha de rolo com 10 va-
ras a 2?000 cada urna, cambraias fraocezas
de liodos padrees e cores lixas a 480 rs. a
vara, cassas orgaodys de cordao e de lindos
padroes a 500 rs. a vara, cassas francezas
amito finas a 600 rs. a vara, lengos para
mao a 120, ditos cora bico muito finos a 360,
corles de casemira de lindos gostos a 55500,
ditos linos a 6-:, laazinhas de quadros pro-
prias para caigas e palitos a 560 o covado,
riscados francezes de quadros a 240 o cova-
do, cortes de brim de puro linho o lindos
padroes a 25*00 e 2c600 cada uro, cortes de
castor encorpado para caiga a l;*40, ditos
de brim escures para caiga a 19600, chitas
escuras e de diversos padroes 160, 180 e 200
rs. o covado, chales de merino de lodas as
qualidades, lisos e bordados por baratis-
simos pregos, casineta preta muilo fina a
15200 o covado, ricos cortes de setm bor-
dado para cohetes a 45 cada um, cobertores
para escravos a 700 rs., lengos de seda de
lindos padroes a 25000 cada um, e outras
mulla.-, fazendas que todas se vendem por
baralissimos pregos, e se daro as amostras
com penhores.
Vende-sea verdadeira grasa ingle-
san. 97, dos afamados fabricantes Day &
Martin, em barricas de 15 duzias de po-
tes : em casa de James Crabtre i\ Compa-
nliia, na rua da Crnzn. 42.
VENDE-SE
na rua do Trapiche n. 34, escriptorio de
Novaos & C, superior vinho do Porto, em
caixas de urna e duas duzias de garrafas :
a preco commodo.
.__,. i
Na rua do Trapiche o. 26, veade-se
urna porgHo de garrafas vssias ; vende-se
alto e mao ou escolhidas.
XA
DO
>
+ 1

Foi traosferido o deposito deste jarope
para a botica de Jos da Cruz Sanios, na rua
255 n; ,53 8arr8fas 5J500, e meias 39O00.
sendo falso todo aquello que nSo for veodl-
bo neste deposito, pelo que se faz o preseote
SVUr* 0Pllll0-
tipigOes, tosse, asthma, pleurz esrarm d
sangue dr de costados ZSSStgi
00 corsea, coqueluche bronchite, dr na
gargaota. e todas as molestias dos oreSos
pulmonares. e
Mi i lio.
O douo da taberna grande ao lado da igre-
ja da Soledade, avisa aos seus freguezes que
de novo recebeu urna porcSo de saceos gran-
des com milho e ferjSo mulatinho, e arroz
de casca, tudo o melhor possivel, e vende
por meaos que qualquer ouiro. \
Veode-se urna boa c*sa terrea! na rua
aa Conceigao da Boa-Vista : a tratar ao
5.esrR0dV0'_vi8U n" *3' se8und0 "<".
aasbas9 horas da manhSa e das 2 as 4 da '
Relogios
coberlos e descobertos, pequeos egrtndes,
de ouro patente inglez. par. bomem ese-
ohora de um dos melhores fabricantes de'
Liverpool, vindos pelo ultimo psouete in-
glez : em casa de Southall Mellor &C
do Torres o. 38. '
.4

roa
^ende-se
Cortes de laa para vesti-
dos.
Vendem-se cortes de laa de lindos pa-
drees, com 15 covados cada corte, pelo di-
minuto prego de quinze patacas: a elles.
antes que se acabem : na rua do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
CM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
A iliiln-ro
Pegas de algodSo liso, largo, eocoroado a
25, 2i240, 28500 e 28800 a pega. ditoTsi-
cupira a ^8, 28240, 2/500, 28800 e 38 a pega '
dito de sacco a 120 e 150 a jarda, dito tren -
gado largo a 100, 120, 140 e 180 rs a jarda-
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a rua da Cadeia.
Vendem-se cortes de caisa escosseza
2,'poO: na rua do Crespo n. 23.
T t CEMEJTO.
Vende-se cemento, tanlo em barricas
como em porgo o a retalho, por com-
modo prego para acabar, e muito bom : no
armazem de materiaes, na rua da Cadeia do
Santo Antonio n. 17.
Em casadeRabeSchmettauJ&Companhias
rua da Cadeia n. 37, veudem-sn elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Ilamburgo.
CAMAS DE TRRO
Excellenles camas de ferro nara solleiros :
ven lem-so no escriptorio do agente Olivei-
ra, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Breu.
B-rris com breu : no armazem de Tasso
Irmaos.
it elogios.
Os mclhores relogios de ouro, patente in
glez, vendem-se por pregos razoaveis, ni
escriptorio do agente Oliveira.rua da Ca-
deia do Recife u. 62. primeiro andar.
Na roa da l.a lea defronle da RelagSn, venda
28 de I). S. Campos, vende-ie e aluca-e, rjpe-
riores bichas hamburguezas, em parcho e a retalho.
Vende- oa roa da Cadeia 11. 28, superior
presonlo porluguei inleiro 1 410 rs., e mais objeclo
pur prec,oeominodo.
Agencia
i .fundi^ao Low-Moor,
rua da Senzala Nova
11. 42.
Neste estabelccimeuto contiou'a a haver
um completo sortimento de moendasemeias
moendaspara engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodosos
tamanbos para dito.-
ML DE LISBOA.
Vende-sc cal de Lisboa vinda no ultimo
navio, em barris bem acondicionados, por
prego commodo : na rua de Apollo, arma-
zem o. 2 R.
SECRETARIAS.
As mclhores que at hoje tem apparecido
a este mercado veodem-se no escriptotio
do agente Oliveira, rua da Cadeia do Recife
n 62, primeiro andar.
Algodao nionstro.
Vende-se algodSo monslro com 8 ramos
do largura, muito proprio para toalhas e
leoges, pelo baratissimo prego de 600 rs. a
vara : 11a loja da boa fe, na rua do Queima-
do a. 22.
TACHAS PAKA ENGENHO
Da fundioao de Ierro dei. \V. Bowraan
na rua do linnn, passando o chafa-
ri/., continua a haver um completo sor-
timento de tachas de ferro fundido e bati-
do, de 7) a 8 palmos de hica, as quaes se
(chama venda por prerocommodoe com
promptido, embarcam-se ou carregam-
se cin carro sem despezas ao comprador
Vende-se na rua da Madre de Dos
11. 12, armazem de No va es & C. barris
de ferro, 011 cubos hidrulicos ; para de-
psitos de fezes, a prero commodo.
* Sellins e relegios.
SELLINS e RELOGIOS de patente
inglea : a venda no armazem de
Roslron Rooker 4 Companliie, es-
qoina do largo do Corpo Sanio no-
mero 48.
relogios de pa-
t tente
inglczes de ouro, desabnete c de vidro:
vendcm-se a preco razoavel, em casa de
Augusto Cesar de Abreu, na rua da Ca-
deia do Itecife, armazem 11. 36.
Deposito
<:\v ra| princeza da fabri-
ca de 1. Gasse, no Rio
do Janeiro.
Veude-se a prego commodo rap fino,
grossoe meio grosso, da acreditada fabrica
cima,chegado pelo vapor S. Salvador ; na
rua da Cruz a. 49.
1
&tettkb0$tu$i&%At
Acha-se auseote desde o dia 80 de ju-
mo prximo passado a escrava Aotooia,
crioula, de 30 annos de idade, altura regu-
lar, corpo reforgado, cor fula, e cara picada
de bexigas 1 quem a pegar, leve-a a rua Im-
perial n. 6, residencia de seu senhor Pr-
xedes da silva Cusmio, que ser generosa-
mente recompensado.
-- Fugio no dia 17 do correte, do lugar'
dos Afogados, um preto por nome JoSo, de
nacao Angol, idade, pouco maisou menos,
50 annos, estatura baixa, grosso. sem den-
tes na frente, cabellos braceos, c levou ca-
misa e ceroula de algodaozioho azul: quem
o pegar leve-o ao lugar cima, a Jos Buar-
que Lisboa, que ser recompensado.
Atteiic&o :
Fugio no dia 26 de junho do correte au-
no, do sitio do Beato, pertencenle ao enge-
nho de SanfAnna, freguezia de Santo Ama-
ro de Jaboalao, a escrava SimOa, crioula.
de idade de 25 a 30 airaos, corpo regular
cor fula, cara secca, olbos graudes e mei
(.lumagados, nariz regular, com falta de um
denle, pes seceos, cabello meio sollo, bem'
parecida ; descona-se estar oceulta. e pou-
co mais ou menos no se ignora aonde est,
assim como protesta-se desde j contra
quem a tiver occulU, e pelos dias de servi-
cos, e molestias que ella adquira roga-se
porlaoto, as autoridades policiaes, es Srs!
ce pitaes de campo e a qualquer outra pes-
soa, a bajam de pegar e leva-la so engeaho
dehaotAooa, 00 sitio do Beato, o seu se-
nhor Elias Antooio de Filgoeira, que ser"
recompensado generosamente.
AO PUBLICO.
Digo eu absixo assignado, que tendo em
margo do presente aooo, peoso que em dala
de 6, passado, dado carta de liberdade a mi -
una escrava Therezs de nagSo Cosa, e a sua
filha Marianas, de idade 3 aooos, pouco mais
ou meaos, da qual recebi a quantia de .
1:700 rs ; succede, quedando esta a rere-,
nda carta a. guardar a Mara Iiemvioda e
JooSebastiSo Ramos, por Ihe haverem em-
prestado algum dinheiro para sua liberdade,
e 0S0 estaodo a caria lancada em olas!
oem sellada, e constan lo-me agora, que os
possuidores da carta tratam de vender, e re-
duzir a escravidao : em coosequeocia do
que pelo presente declaro as forris como de
faci forras sBo desde o dia 6 de margo pro-^
ximo passado, como se forras nascessem do-
ventro materno. Em firmeza do que man-
dei passar o presente, em que me assigno.
Itecife 22 de setembro de 1857. J0S0 Evan-
gelista da Costa e Silva
Fugio 110 dia 19 a escrava Justina, de
nagao Rebolo, idade 20 a 2* aonos, e tem o,
signaes seguintcs : estatura regular, cor
fula, uns calombinbos na testa, dislinctivo
da nagSo, levou vestido encarnado, com um
paooo da costa azul, urna trouxa com um
-slido de can.braia piolada, um de chita de
quadros e um escuro : quem a pesar, a po-
der levar a rua da Cadeia do Recife o. 12,
ou a rua do Amorim n. 39, armazem, que
ser recompensado
No dia 11 do corrente mez de setem-
bro, do engenho Queimadas, freguezia de
Santo AntSo, fugio o escravo Bernardo, cri-
oulo, idade de 18 a 20 anuos, bem apes-
soado, cara redonda e lustrosa, ts seceos,
e em um delles falta-lhe a uoha do dedo
grande, e he canhoto, e mais que tudo um
signal muilo evidente, que be ter urna ci-
catriz nas costas da mao direita, sahio com
trouxa de roupa fina e algodSo, chapeo de
couio, e alparcalas de que sempre usa h
supi.0e-se ter tomado a direcgSo de Caruaru'*'
por ter multa ioclinacSo ao servigo deva-
queirire, nesta praga aonde tem estado
muitos tempos, ou mesmo qualquer outra
parte, pelo que o abaixo assignado roga as
autoridades policiaes e capitaes de campo a
apprebensSo, e conducgSo ao supradilo en-
genlio, aonde ser recompensado com 100
reis.Padre Antonio Vieira de Mello.
No da 5 de julho do corrente anno fu-
gio do engenho Cursahi na c<.marca de l'So
d'Alho, o escravo Antonio, Cagange, de ida-
de de 36 annos, pouco mais ou menos de
altura e grossura reguUres, cangueiro no
andar, tem todos os denles da bocea, con-
versa pouco, peroas Coas, be casado, e tai-
vez tenba algumas marcas de relho nas na-
degas por ja ter sido castigado levemente:
esse escravo foi d< s herdeiros do finado Cae-
tano Congalves da Cunha ; consla que este?
ve em Santo Anl3o, em casa do Sr. J0S0
Francisco, assim como consla que em I'ajeu'
existe um escravo com os mesmos signaes :
1 pessoa que o conduzir ao referido enge-
nho, ou ao lenle, ha rua da Cuia n. 64, ou
del le der noticia certa, ser recompensado
com toda generosidade; e quem o tiver em
seu poder, fique re to de sua punigSo com
todo o rigor das leis. ^
PERN. TV. DE M. F. DE FAR1A 1857
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ILEGIVEL




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