Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07830


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Full Text

\NNO XXXIII li 209.
Por o mc/cs adiantados A$000.
Por 5 mezes vencidos 4^500.
SECUNDA FEIRA 14 DE SETEMBRO DE 1857
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor."
KNC A .REGADOS DA. SUB8CRIPCA DO NORTE.
Panhiba, Br. Joao Kodolpho Gomas ; NaUl, o 8r. Joaquim
1-Paraira Jnior ; Araeaty, o 8r. A. da Lamoa Braga; Cia-
ra ,o 8r. J. Jos da Oliveirt ; Maranhao, o 8r. Joaquim Mar-
ajna* Rodrigue ; Plauhj o Sr. Josa Joaquim Avelino ; Pa-
r, o Sr. Justino J. Ramos ; A nazonas, o 8r. Jernimo da
C>8I.
PARTIDA D08C0RRK108.
Olindt : SoOS os das. H9a BMia lioraa do da.
Igilaraasa', (iiiiaana e l'arahina: nal wiuik a sevun-frira..
S. Antio, Muiros, Bonita, CanuriT. Allinh o (iorjiliun : n n-rc-s-fcira.
S. Lonrrocn, Pao (TAIho, Xaiarelb, Lim,,ciro, Breio. IViuen, Irmaicira,
lona, Villa-Bella, Boa-VitU, Ourkutv Ka.', Baamanu-Mni.
Cabo, loojnca,b.Tinli3cTi, Rio ForanMO, Una, Barreara), Agua-Prel, Pi-
memeira* e .V,ul : quintas-reirs.
(Tedoa o correios parlem aa 10 hora da manliSa.
AUDI F.NC IAS DOS TBIBLNAKS DA CAPITAL.
Tribunal do commarcio : segundas quintal.
Relacao : tercas feiras a labbadoi.
Faienda : quartas a sabbados as 10 horas.
Juizo do comnercio : segundas as 10 boras a quintas ao meio dia.
Juizo da orphaos :segundas a quintases 10 horas.
Primeira rara do eivel : segundea e sextas ao meio dia.
Segunda Tara do clrel ; uarus a sabbados aa meio dia.
EPHEMERIDE8 DO MEZ DBSETEMBRO.
4 La cbeia as 2 horas e 47 minutos da manhaa.
10 guano minguanteasS horas e 30 minutos da tarde.
18 La nova as 3 horas a 13 minutos da manhaa.
26 Quarto crescente as 6 horas a 40 minuto da manhaa.
_. PREAMAR DB HOJE.
Primeira O e 30 minutos da urda. *
Segunda!) a S4 minutosds manhaa.
tktE OFFICAL
MINISTERIO UO IMPERIO.
RELATOR.O
aprescntado a assembla geral legislati-
va na primeira sessao da decima legis-
latura, pelo ministro e secretario de es-
tado dos negocios do imperio, Lui/.
Pedreir do Cont Ferraz.
Angostos e digniMimos senhore. representantes da
nar,Ao.Apresenlando a assembla geral, pela qaar-
la ver, o relalorio dos negocios, cuja gestao perlenee
ao miuislerio a mea cargo, cometo por declarar qoe,
Aeerca tle alguna objoclos, m referirei As eipoai-
(es circunstanciadas que eonstam dos trabalhos qoe
nos annoa anteriores tenhn li tu a honra re sujeilar
alia considerarlo da mesma assembla, addicio-
nando o que houver ltimamente occorrido.
Familia imperial.
Cuba-me anda o prazer de eongralalar-me com- |
voseo palo perteito astado dasaode qoe lem gozado,:
grabas i Divina Providencia, SS. MM. II., o as Se-
reaissimas Princesas.
Infelizmente, obre a saude de S. M. a Impera
tria a Sr.a Duqaeza de. Bregan;*, na poaso dar-vos
noticia tao agradsvel. Hl poucos mezes aofTrea cr i-
vissim i enfermldide, currando al perico a sua pre-
i m-a vida.
Havia porm melhorado, mere de Dos, e o sea
estado era diurnamente satisfactorio.
Dignou-se S.M. o Imperador mirar Jolio Tons-
aint eneatre de dansa de S. A. Imperial, e de eaa
Augusta Irmas. m
Nao tendu sido aioda litados em le os ordenados
dos mestres da Familia Imperial, como manda a
constituido, oovamenle solieilo da assembla ge-
ral a sua atleiioAo para eite objeclo. Entretanto, tem
aillo pagos os vencimentoa dos qoe Toram ltima-
mente Humead >s, por meio de crditos luppletnen-
lares respectiva verba.
EleicSes.
Procedeu o enverno, segundo as bases estableci-
das e pelo modo prescriplo na lei n. 8i2 de 19 de
setembro de 1835, divisAo do imperio em dislric-
los eleitoiaes.
Para etecucAo da mesma le espedio tambem as
instruec,-i que acompanham o decreto n. 1.812 de
23 de agosto do anno paisado, additadas com as dis-
pusieses contidas no aviso de 27 de setembro do
mesmo anno.
Acharis anneos estes actos do governo, os quaes
submetlo ao vosso esclarecido esame.
Em todas as provincias se procedea pelo novo
systema a' eleic,Ao de depalsdos a' assembla ge-
ral.
Tomando a peilo, como Ihe compria, dar plena
segucanc, a' liberdade do vol, recnmmendoa o go-
verno pelo modo mais po livn e terminante aos
seus delegado* as provincia*, qoe por todos os
meios qoe coobeasem ni espitara de sua SccAo, fi-
zessem maiiter e respeitar esle importagle e sagrado
direito do ci.fadlo, obstando e reptimindo eacessns
e abusos de qualquer nstureta quelendessem a piar
o sen ejercicio, ou a falsificar a manifestacAo do
peniamento e da vontade nacional
E, se felizmente a violencia e exaltacAo das pai-
xdes, a a lata de interesse occasionaram em poucos
lugares, dorante as eleicSe. prim inaa, aceas deaa-
gradaveis ; e em alguna a fraude viciou o processo
eleileral e alterou a vardadeim eipresslo das urnas
(o que vos loca jo gar/, folgo de reconhecer e affir-
mar que, em gral, a maior franqueza e liberdade
presidirn) a' nomearjAo dos representaolea da na-
ci, nlo se fazendo sentir, m acto lio importan-
le, Intervengo ou influencia illegilima da auto-
ridad.
As parochias da Imperatriz,'Sobral e Sanl'Anna,
Da provincia do Cear', foram os lugares ende a exa-
cerbad dos nimos prororopeu em exeessos alta-
mente criminoso-, itecorreu se a violencia*, e dos
lulas que Iravaram ns partidos resultaran) deigraca-
damanle algnmas moras e feimentos,
A presenta das autoridades alc.ivcoo porem de
prompio o reslabelecimenln da ordem publica, pro-
seguindo depois com calma o trubalhos eleito-
raea.
Tem-se tratado de formar sobre esle faci o com-
pelerle processo, e he de esperar que, rooliecidos os
autores de Uto gravas crimee.sejam (lvidamente pu-
nidos.
O governo continuara' a empregar para esta lim
os meios ao seo alcance.
No artigocmaras manicipaestrato das elei-
""-'> a que sa procedao, na forma da le, para a no-
meaclo de saus memhros. -
I en lo fallecido os senadoras visconde deUheraba
pela- provincia de S. I'.vulo, e marquetes de Paran'
e de Val'; pela da Minas-Uerars, foram expedi-
das as necesssrias ordens em dala de 31 de maio
quanto a| primeira, e de 20 de de>embro>qiianto a'
ouli i. alini de se proceder a's rleirdes, pelaa quaes
deviam ser preanchidas as respectivas vagas.
Fez-se a eleirjao aa provincia de S. Paulo. An-
da na leve lugar porm a de Minas-Geraes, para
a'qual fui marcado o dia 17 de junlio prximo se-
guiole.
Kealisou sena das Alagoas a qoe linha de ser (ei-
la alli para prenclter se a vaga deixada oelo finado
-eni 1 >r visconde de Sepelida, e para a qqal lia
viam sido dadas as ordens necessarias em oBlubro
de 1855. ,
Ordenoa finalmenle o governo, em datas de 10 a
2-2dt dezembro; qoe se procadesse a's el.irn>, que
em virtuoe da lei n, 812 de 19 de selembrode 1853,
deviam ler logar para a nomeacAo de um senador
pela provincia do Rio da Janeiro, e de ontro pela de
S?rgipe.
Pela primeira rieslas, provincias fui ja realiaado
este ocio, mas na segunda esta' ainda por fazer-
se, lendo ido pelo respectivo presidente designa-
do para esle li u o dia 5 de nato prximo se-
guinte.
O governo leve ntnda, durante o ultimo anno, nc-
eanio de proferir as decisO'a que encontrareis juntas
resolvoisilo duvi-las suscitadas sobre a inlelligencia e
app!tcaao de dilTerentes dispnsi^es das leis eleilo-
raes. Versaram em grande parte sobre puntos da
le de 19 de agosl de 1817.
Para ficililar-vos o exame desta materia, mandei
organisar ama synopsia, que se acha annexa, de to-
das as soloro-s que lem sido ddas durante o meu
ministerio.
DAS da semana.
14 Segunda. Exallaco de S. Cruz. 8. Cornelio.
15 Terca. S. Nicomedes m. ; S. Militino m.
16 Quarta. S. Eufemia v. m. : Ss. Abundio e Abundancio mm.
17 Quinta. As Chagas de S. FranciscoiS. Podro Arbues.
18 Sena. S. Jos de Cuperlino f. ; S. Thomaz de Villa Nova are.
19 Sabbado. S. Januario ni ; S. Nilo b. m.
20 Domingo. As Dores da SS. Virgein_Mj de Dos ; S. Eustaquio
KM; A BRECA DOS DA SCBSCRigA HO 8UL
Alagoas, o Sr. Claudino Meio Dias; Babia, o Sr. D. Dupra
Rio de Janeiro, o Sr- Joao Poreira Martini.
' EM PERNAMBUCO.
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria na aa
vraria, praca da Independencia n. 6 e 8.
pareceres, qoe a seo respeitn inlerpozn seccSo dos bilitadas para os cargos pblicos, d,u quaes nao po- Este artigo poicm, comquanlo i.eclarasse que nes-
lie?OC.OS dn irnitanj.t An i*nnacillin lim nalaitn lia Knmlar um n de abundar um psiz tao novo como lie o nosso ?
Mais urna liypolhese me occorre.
Se o cidadAu que substituir o fauccionariu nSo
for dos que sAo (directamente nomeados para este
lim, mas oceupar o lugar em razAo de disposir,Ao de
lei que, prev mudo o ca90 de faltaren) aquelles, de-
signa os cidadfloa qoe exercem certoa careos, como
acontece a respeito dos verealores quando sAo cha-
mados, em virtude da lei, para oceuparem os luga-
res dos joizes manicipaes, na ausencia ou impedi-
mento de todos os respectivos uppleotesJevera'
em tal circunstancias (er a rnesraa
principio de que se trata ?
Foi tambem consultado o goveroo sobre a seguinte
qurstao :
Sa acontecendo fazer parta de um districto eleito-
ral orna porreo do territorio, embura insignificante,
sojeila a jurisdic;Ao de algum funecionario da or-
dem dos que a lei declara inhabilitados para sarem
votado', deve enten ter-se a prohibirlo desla com
lauta teilricrSo e rigor qoe fique esse funecionario
privado do direito de ser volado, nao s no territo-
rio de sua jon. li. rio, como em lodo o dislricto
leitnral ?
Apreseutarei, como exemplo, a mesma hypolhese
qoe se figurou na consulta.Urna freguezia' que d
um sii eteitor, faz parle d< um distncto eleitoral
que conlcm mais de 100 eleilores. O subdelegado
ite polica dessa fregoezia, que n3o lem jurudic^ao
alm dalla, podera' s?r votado no respectivo col-
lesio '.'
O governo jolgou nAo dever dar sohrc esta qaes-
tAo urna solarlo defioitiva, entendendo ser islo da
competencia do poder legislativo. I.imitou se poi,
a enunciar simplesmenle a sua opiliAo ao presdan-
le da provincia.
Parecau-lhe, no caso de que se trata, que nao po-
No lenninarei este tpico sem chamar eom muila re,ullado que se deseja ?
negocios do imperio do conselho de estado.
Coovindo qoe se lite a|verdadeira inlelligencia das
disposi;0es sobre qoe laes'dovidas versaram, jolgo da
indeclinavel necessidade qne, lomando em conside-
rarlo o aeu obje.'lo, resolvis o que enlenderdes mais
acerlado.
Aponlarei as principaes.
Tem sido ohjeclo de qnestlo em dilTerentes partes
do imperiose, exigindo a lei novissma o escrutinio
secreto na eleic^o secundaria, annullou, nn nAo, i
iliipo.ir.lo do arl. 71 de 19 de agosto de I8i6, segan-
do a qual devem os collegios lomar em separa io os
votos dos eleilores, de cuja idouedade ua legilimi-
da ie duvidarem.
Inconvenienics se olT-recem na solnr;ao de*la ques
13o, qualquer que seja o sentido em que for dada,
afTlrmativo ou negativo.
No primeiro caso, islo he, entendendo-se que e ci-
tada di-) j-ii.-i i da lei de 18i6 se acha implcitamente
revog.da, porque modo procederSo os colle do nao reconhecerem a legilimidade de um ou mais
eleilores, ou por falla de idoneidade.ou por vicios de
sua oli'ir.io ?
Se nao receberem os setts votos, e nAo for o faci
approvado pelo poder competente na occasulo m
qae delle conhecer, (erAo pralcado, embora em boa
fe, grave violencia, privando injustamente cs*es ri-
dadAos do exercio ae um dos seus mais sigrados di-
renos.
E serAo raros os casos.em qae procedmenlos laes
sejam o resultado de planos combinados por mainrias
desvairadas pelo espirito de par.ido pira nullificarem
votos legtimos, que Ihes n.i.i convenham, prevale-
cendo de qualquer pretexto '?
Entretanto nenhum meio restara' ao poder compe-
tente para reparar o erro, oo destruir o abaso, pe-
los qanes assim se Itoaver despojado urna porc,An de
cida irtos do direito conslituciuual de concorrerem
para a e!eir,Ao dos representantes da nAc.Ao, alem do
de annullar os Iraballioa do collegio, ,-ilim de se
proceder a nova eleic.3o se elle s corm>ozec>um
dislricto eleiloral, on cootiver a msioria dos elei-
lores do dislricto de que fizer parte,seguindo-se
lodos os inconvenientes que aeompanham sempre,
em malor oa menor escala, os actos eleltoraes.
Se porem o collegio no cdllegios, cojos trahalhos
forrm annulladoa, nAo formaren) a maioria do res-
pectivo dislricto, on da provincia iralandoa de
elei^lo de senadores', enlSo, como nao ssr possi-
vel que lertha. oelles lugar nova eleico sub'islindo a
dos,collegios re cido o resultado destes ) a consequencia ser ; oa,
lormr-se aquella meio da annollarao parcial imprn-
ficuo emrelaqao a' violencia soffida pelos eidadaos
qne foram privados do sea direilo ; ou adopfar-se o
meio extremo de annullar-se. por lal motivo, alias v"c'
remediavel, a eleicao completa de um dislricto, ou
de urna provincia inleira, se no reullado eral pu-
dor nlloir o dos collegios parriacs, embora em mino-
ra, onde liverem occorrido abusos.
Itesolvendo-se a queto em sentido contrario, ito
he, negativamente, esiiltara ser muilas vezes devas-
sado o segredn do voto do eleitor, que a lei ,-iovissi-
ma quiz qae iiileiramente se respeitasse, qoando
determinou, reformando a parle final do ai ligo 179
da lei de ISit, que nAo fossem asiiznadas as ce-
dulas.
Este inconveniente subir' de ponto ni caso, que
he pnssivel, de abusar a maioria de um collegio do
recurso de qua se trata ; c mslratigend >, sob qual-
quer preleito, e por conveniencia, orna pnrr.lo de
eleilores a manifestar os seus v.ilu, e de-t'arie bur-
lando a garanta que den a lei a' independencia do
eleitor.
Sobre a questAo, que acabo de expor, foi o gover-
no consultado pelo presidente da provincia de S.
Paulo.
Entendendo qne Ihe cumpri.i cingir-e o mai
possivel a' le lira da lei a nao lendo siduexprea-
menie revoeado o art. 71 da lei de IStt. repondeo
ao dito presidente, de c informidad com o parecer
da .seceso dos negocios do imperio do conselbo de es-
lado, que cumpria manler-e em vigor a dlanswj-
jao do citado artigo, at que o poder legislitivo re-
9olva definitivamente acerca de tal nbjeclo.
Outra qaeslao nAo menos importante se (em sos-
egado sobre a exten>Ao que deve dar-se a' disposi-
MO do S 2. do arl. I. da lei novis.lma, que prescreve
a incompalibililade de certos funecionarios pblicos
em relacAo sua elegibilidade.
A este respeito foi consultado o overno sobre o
"-u|nle ponto : se naqnelte principio de incom-
patibilidades se arhavam compreliendidos os substi-
tutos ou sopplenles dos funecionorios designados no
dito artigo.
Em materia lAo melindrosa, que interesas ao exar-
cado de direito. polticos, (., 0 RO,erno, como era
fie sen deyer, o maior cuidado de nAo ampliar a
di*pnsi;Ao da lei.
Portento, como esta se referi 8os proprios fune-
cionarios somenle, declarou que nAo drvia fazer-se
npplicatAo da sua doutrina ao supplenles oo snbs-
itiuios, senao no caso de se acharem em exercicio
dos reepertiyoi cargos no lempo da eleirio.
Keeonheco que semelhante aolucao nAo satisfaz
intetrameute, porque nAo previne dillerenles hvpo-
lhe.es qoe se podem figurar.
He porem ao poder legislativo qne cabe, explican-
do e firmando o pensamenlo da lei, dar ama soluc-Ao
completa definindo positivamente a ctenlo dore-
termo irincipio.
Etporet atgumis dessa hvpolbeis.
Se o 'uli-iiinh, tiver estad'u em exercicio do cargo
ale a vespera, oa mesmo at o da em que c fizer
urna elci(Ao, passando a jarisdircAo oa autnridade
ao seu immediato antes de comecaV aquelle acto, po-
llera ser cleito. embora logo depois reassuma o exer-
cicio de suas funrees }
Se deve exsgir se, para o elT'ito exercicio da jarisdieeJo oo aulorida le ce'sse aluroal
lempo antes do dia em que esta houver ds ser feita,
e nao s?ja reassumida sem que decorra lambem cer-
to inlervallo, quaes serAo os prazos 1
A lei nAi cogitou deslas hypolhesM, e pansan lo-
se sobjc ellas acndem ao espirito considefaroes que
emliara^am a snlu^ao.
Com elTeilo, se enleiider-se qne nao se deve exigir
ma a do que a ceatacio do exercicio do carao no mo-
mento1 do acto eleiloral, nAo licara' sophismada a lei,
visto como he mais de recetar se o abuso de aulori-
lade, que ella leve por fim evitar, no lempo que an-
tecede o dito acto, porque he quando tem logar, em
regra, o emprego dos meio tendentes a cnsegutr-se
f> rn.nll.l. _.. J____'- .1
E era caso negativo, como se h.varo presidente | He tAo bom debaixo de um co radiante e n'uma juradlo qne lem por fim nm atienta to contra a vida
ribonnes de justica e wMhZiSlT r.mP gVfr" "*" ,?",da *"* "empl'' ('u'n,e "piltra refrescar o sango, no repouso, do imperador. O Iribunal de aecusacao proferio a
emr PoreK^ d.sposi-| oa medi.acAo na c.tma : e oque baque valer 28 d. ulho a saa .enlenSa. e este tribunal o rein?
-......."....-. a........-":,:... "'* d05 iralado. da conslildicao, ou dos nesla qaadra do doce far-ntentt, o orvalho da raa- i vioU ao tribunal do jury do Sena Paulo Tibaldi,
nhAa, cu a variacaoda larde, a sombra des bosques e Uuisappe Barlolotli, Paolo Grilli del Faro, Gui-ep-
o estrepito das otilas a borla do ocano, o sciutillar 1 pe Mazzni, Alexandra Augusto, Ledrn Rollin, Cae-
queixa por crime de responsabilidade a que eslejam I d'iraitoVre orjlras ptoviticTaV""" con""ula
impostas penas por leis enminaes anleriores, e ob- OeverAo cruzar os bracos, e deixar qU
1 que semellnn-
servando-se a forma de proce.so para taes casos ante-! te lei seja execulada
nrmenle estabelecida, tem dado ainda lugar a du-
vidasqdanto a aolnridade legislativa a quem com-
pele eslahelecer essa forma de processo.
Assim, assemblas provinciae lem havidn, que en-
lenderam .sufliciente dctermina-lo em seas regimen-
applicarAo o lo internoscomo se um ohjeclo de tamanha impor-
tancia e que pode atacar a independencia de um dos bla provincial, e da approvaca de d'ous tercos de
poderes polilicua do estado, pode'se ser pelo legisla- seus memhros
dor conslituinle considerado em escala inferior a de A olur5o definitiva des.a quesISa he de vossa
todas as leis prnvmciaes. cujs decrelac.Ao depende da exclu, v competencia ; mas permilti que. vos ob-
sanccAo dos presidentes. ,erve que moito convem que nao ssja adiada. Mais
Oulras pensa.n difierenlemente, mas entendendo de nm facu dessa ordem deu-se durante o auno
qae lites compete legislar sobre o objeclo, lem de
cretado leis ne-te sentido.
A assembla provincial do Para ltimamente foi
mais adiante.
Jolguu que in lepeiidenlo de lei anterior, por
um simples parecer de eomroissao por ella approva-
do, poJia julgar autorisada para proceder criiniiul-
mente contra um magistrado.
Algumas assemblas, lalvez porque penam, e a
meu ver com fun lamento, e,uo o objecto he de ulili-
dada geral, vislo como se trali de lei de prceaso
concernenle a raemhroa de um poder independeute,
nAo se lem oceupado da materia.
Creio que nenhum esforjo sera' preciso de miulia
parle para vos convencrr que he da maior conve-
j nienca publica fazer cessar esse estado de vacilla^Ao
sobre nm ponto lAo transcendente do nosso direito
constitucional.
L'rge qoe, por urna lei de InterprelacSo, o pode'
dendo ser turnado em separado, ainda erpresec.a legislativo declare o verdadeiro sentido das palavraa
do art. l da le da 18l(>, o voto do nico eleitor da do arl. 5. lia lei de 12 de maio de 1840forma de
CQppnal
com os dos mais eleilores do respectivo collegio,
resultando dabi evidentemente qne anullilade des-
te vol importara a de lodo o collegio, se o candi-
dato qae se figura oblivessa a mesma somma da vo
ipposla freguezia, e por i.so lendo de confundir-se procetm para taes casos anteriormente eslabele-
Hatflt dos mais eleilores do respectivo collegio, cida.
Os fados qae e deram no anno pastado na as-
sembla provincial dn Para' nAo podem ser repeli-
dos sem risco de conflictos desagradareis, cuja re-
os, ou apenas mais um d> que o sea concurrente prodaccAo he do dever di assembla geral evitar,
era mais rezoavel, a' vista de lAo grave inconve- fixandu ament da lei por maneira que coito de
nieme, coii tapecialidade a vossa atteacao para Igornaa dunda,
importantes, que tem occorrido lambem na ettcurjA
da lei novissima de 19 de setembro de 1855.
Deponiendo do poder legislativo a solurao da mor
parle dellas, limitou-se o governo a dar cxplicac/ies
na parle cpncerrtente ao processo eleiloral, ciogindo-
e, quanto Ihe foi possivel, a Irttri da lei.
Ser-vus-' A o presentes aquellas duvidas com os
ORIGINAL 1)0 DIARIO DE PERNAM5UC0-
13 DR SETEMBIIO DE 1857.
AFEITKjARIA.
Parece que estamos no lempo do phantaslico e do
maravilboso. \ prophecia da de tem tiro I i/i 1, n mais extraordinarias ere o espirito humano ha capaz ; uKiinam'iile Michelel
leve a Umbrtica de escrever a historia da feliriru
na ilade media e no seculo XVII. He com oseo
auxilio que varaos dizer a'.guma cousa a esle res-
peito.
O Diabo tivera sempre urna grande allrarrai como
dos do mnrto., que pidia dar ao hnmem ludo
quanto elle desejava. ahi a voeacAo mgica, o ap-
pello aos morios. /
O espirito negio apparecia como um consolador,
qae, ao manos por um momelo, no lia dar Mi-
nia!".
A mAi tornava a v?r e oavia o filho qae ella linha
lano chorado. A noiva perdida s ihia do sepulcro'
para dizer : a |d le amo ain la, e para ser fe-
liz urna noite.
Rei da morte. Silanaz tornoo-se re da liberdu'e,
quando lado sra alumiado pela cbamma das fogoei-
ra,quando um co de chumb > sa abaleu sobre as po-
pul.r,oes trmula e o mundo se senlio abando-
nado por Dos.
O deoses rteobravam forr;a. A naloreza pareca encantada,
a Porque razio, dase alguem a um pastor, o leo
grande amor pelos campo."? o ottbo lomou a fi-
gara de dm novilbo quando quiz agradar rainha mai.
Urna mulher paaaes.a vollava Indas as pedra : a Es-
ta pobres podras, diz ella, estiveram lano tempoOe
ora lado, qoe de.ejun ser voltadas para o outro.
Esta mulher d tu pedras o vtrda leiro peosatnen-
S, pelo contrario, se julgar indispensavel deter-
minar na prazos a que me referi, nAo podera' este
correctivo ler consaquencias que vAo adiante rio pen-
samenlo da lei, eslendendo de mais o principio das
incompatibilidades ".'
NAo se agravara' eom islo o inconveniente de atig-
mentarem-sc as difli;uldades com queja' lula a ad-
ministraran, eslrei(ando-sa o circulo das pessoas ha
(rielo oridadao qne exercer aolnridade, qoe en-
volva inouiip ililulidade. em qualquer porrAo de
territorio que far;a parta do mesmo dislricto.
Farei iiieucao finalmonte da duvida que se lem
suscitado sobre a inlelligencia da exprs.a imaio-
ra absoluta de votosque se enconlra no S 5" do
arl. I- da lei novissima.
I.o.iaultou-se o governo se esla maioriA deve ser
calculada era reia^Ao ao
'o collegio, ou ao dos que elfeclivamente compare-
cerem e votaren).
Considerando simples esla queslAo, nAo he'ilou o
governo em resolve-la, declarando qae essa maio-
ria absulula drve ser contada sobre o namero dos
votos dos eleilores presentes.
O contrario se nao acordara rom o principiovo-
ta absentiiiin arcrescunt presenlibus,-eso fosee a
menle da lei, le-lo hia o legislador expressamenle
determinado.
Alm das davidas que vos tenha exposto, outras
lem occorrido, de qne ora me n.lo oecopo, por se-
rem de meuor impottaitcia : ser-vos-hAo, porm,
prsenles.
Repilo qae tenho por mnilo conveniente qae
acerca-de to las ellas providenciis por modo defi-
niiivo, nlim de se nAo renovaren) em ontras epoc-s
eleiloraes. embarazando o governo por se nao achar
aulorisadu |iara corla las.
A materia de eleiees he por soa n dore/ i, romo
abis, daquellas em que cuinpre haver a mais per-
leila uniformidad? em lodas as paites do impe-
rio.
Para que esta e eillbelefa be indispensavel que
*'ja fixada a inlelligencia das respectiva leis Be
que concerne a pontos capilaes, por modo que se ve-
de mi -ir tmciile o arbitrio aos seus exerutures.
Jolgo tambera do rneu rigor..... dever chamar a
vossa alienean para os fados abusivas das el'irSrs
duplicada.
He deuigenle neces'ididc que se a loptem me-
didas que opponhain barreira a taes abusos tinto
quanto for possivel.
Vai-se turnandofreqaenteapresentarenMe em um
mesmo collegio duas turmas de eleilores, pretenden-
do amba ler o direito .le ser admitlidas. E-como
se eomeca commummente por suscitar quesles re-
lativas ao molo porque laes eleilores vutarAo para
a organisaeau da mesa, e a' parle que polerao lo-
mar nos differenles trahalhos preparatorios, dahi se
originam desdo logo conflictos, dos quaes ordinaria-
mente resalta retirarem-se lodos ou orna porcAo dos
mesmos eleilores, e formaren) collegio separado, ap-
parerendo em consequencia dous diplomas por um
nico dietrlcla do que nAo poucos exemnlo bou-
ve na.ultima eleir;Ao.
Ora, nAo liavenlo meio na li, para se corlaren)
aquellas qtiesles dorante os trahalhos preparato-
rios dos collegios ; e rdo sendo permltido d.r-s.e
preferencia Inrma de eleilores qoe parecer mais le-
gitima, nem adoptir-se a medida de excluir ambas
de lomarem parle em taes trahalhos i medala que'
seria inulto inconveniente, porque delta resultarla
licar privada de exercr esle direiloa p.irr.So de
eleilores tierleneenla a turma, que for depois decla-
rada legitima pelo puder compet.nl",, terAo de
reapparecer as oceurrencias a que me tenho referi-
do, e que produzirAi) consequenoias por cerlo
mas.
Assemblas provinciae*.
Desempenbam hoje estei corpos suas funcees com
man regolaridade.
Afora um un oulro abuso, filho de circanulancias
e.peciaes, e de que sa* suscepliveis lodas a laalllai-
eo". humanas, nmg.jem pote drsronhecer os lienefi-
Cloa que lem partido deltas a bem do denvolvimen-
lo e progrfsso das provincias.
Em geral vAi a a-sembleas se compenetrando da
ver.leira mislo que Ihes foi confiada pelo acto ad-
dicional, nAo ultrapassando ns limites dentro dos
quaes deve girar a esphera de suas allribuic.Oes.
Alguns facto., que carecen) de remedio, appare-
cem todava de lempos em lempos, o qnae, forca
lie conressar, pruvem, na maioria dos casos, menos
ido nesr-ju de abusar, do que da eorfuslo em que ain-
da se achara envolvidas muilas qaasloes, que se
prendera a inlelligencia de ilposro"s do aclo addi-
ciooal. e tem sido submetlidas a decisAo do poder
legislativo. r
Sendo esla a minha convierto, corr*-mc o dever
aponlar-vo. alguma dessas q'aeslSe, chamando pa-
ra ellas vossa esclarecida aliento.
Como sabis, compete as as"inlila provinciaes
pelojiclo a idl.-ion.l a derretacao da auapansAo e de-
missao dos magisirado. Esta imporlantissima allr-
buirao foi explicada pelo art. 5" da le de 12 de miio
de 1810, que inlerprelou o aclo addieional.
lo do liomem. A recra do congresso das feiticcira
he s avessas n'um sentido opposlo.
Descrevamos primeiramenle a seeng.
Keuniam-se com preferencia em lorno de ama pe-
dra druidica. -sobre algum grande malagal. I'ma
msica cslranha, coraposta de certas campanhia ex-
cilavam os ervos, ttlvez maneira das vibraces pe-
netrantes da harmnica.
Muilas lochas resinosas que corriam aqui e alli lan-
Cavam urna luz amarella, em opposi;ao s chamma.
das brazas vermelhas. Acrescenle-se a islo orna luz
azul que nao pareca desle mondo.
Esle soos e estes clates perturbavam o espirito ;
transfiguravaa voluvel realidade, as sombras que iam
e vlnham. os demonios as suas pelles de bodes. Os
li i en- tomavam-sa aniraaes, e os animaes fal-
lavara.
L'ma columna de vapor phantaslico divida a sce-
na, e fazia ama maia cortina. Por Iraz senlavaseo
Diabo, eom figura tenebrosa que nAo quer ser vista
claramente. (> qu se Ihe distingua mellior eram o.
allrihutos do deo Priapo, e e'lava coberlu com orna
pelle de hude preto. Caosava grande.medo aos
recem-chegado., e aos meninos que ellcs Iraziam
O povo, nesse curto momento de liberdade, ale-
grava os seus lyrannos e se alegrava a si proprio. A
reiima.i das feleeir.ia era orna farr; viuleuta, em I mulo recipiendario siprando-lhe o epii
duatro ou c'tico actos.
E ludo seria critica ? Ha ia um culto positivo ?e
o Dala*, com eHeito, era verda leiramenta Dos, pal
e rei dessa molli 1.1. 7 Digam n que disserem os en-
tendidas, a sua piim.izia he mudo m i apparente
que real. Parece menoi um. divin lade viva do qoe
um lymbolo emancipador. Um manequim, urna
arvore, um tronco , f.izia muila vees eile
papel, e bastava um Satanai de madeira.
Tinha-.e IA> rruelmenle abusado da idea de pa.
lernUad* e de div n lade, que o servo nAo Unha ln-
dencia algmr.a a repro lozir no congresso das feili-
eeiraa. g afralimidale ahi dominava visivelmen-
te. Verdade h que era una fralernidaie barbara e
sensual, um communismo grossero, e partencia ao lodos oa pare., levados em torb.lhaoY'iaz'ian um'<"-
animae, orna tribu do mesmo sangue, ama paren-
lella de urna cem p-'s a>.
A reaniao de teiticeirns da idale media, reoniao
pouco nomerosa, nao era muila vezas senao ama
assembla de par-ntes. guasi que ninguem se fiava
nos viznilios, e nAo eram admillidos na eoinplicida-
de .testas orgias do revolla. Islo ajuda a comprelien-
der a exlrema liberdade que ahi reinava. Tudo pa-
reca pTmilli lo em familia.
Primeiro aclo.Escarneo do casamento e arreme-
do do direito do fidalgo, inteiramenle semelhaule,
numa palavra, a eslrea das orgias de Barcho e de
I apo. A mulher novamenle casada >e ollarccia ao
uiauo, que a esposava pela assembla. Faziam-na
/ainha da reuna.
Outra comed i. Os meninos, os simple., que eram
condoznlos pela primeira vez, e que ficavam mu
ajustados, lendiam homenagem ao senlior Diabo.
Mas ludo, ni reuniAo, se devia fazr is av.ssa, e
n um sentido contrario. Assim, eram cmiiirangiilo
a fazer liomeuagem com a cabeca para baixo, os ps
pra o ar e voltand i as costas.
O bejo do vassallo ao fidalgo, oa do novico ao su-
perior, que sjmbolisava a oiTrenla da pssoa, se de-
via fazer lambem ,i aves qual, ao vollar-se, espanlava algumas vezes o Ir
Ihe o "-(linio por aro
e.carneo indetenle d qae se ria muila. Depois en-
Ircgava-lhe urna aguilhala, como baaMo pastoral, e
Ihe ditia : aApairenla as ininlias oveihas.n E a ove-
Iha era um sapo vestido de verde.
Segundo aclo. Tu lo islo era somenle para rir.
.Mas eis-nqul o solido. O povo fam-lico j-ju indo
quasi sempre, coma naquelle d a. Islo nAo era o
menor dos mihgre de Diabo. Nao havia faca obre
a mesa, com medo qae o banquete nao fosse ensao-
gaentado. Antes da dins Iraiavam de
meninos, ordenando llus que
po no regalo vizinhn.
Estas ilan rameal ronda da reuniAo dos feiliceiros, qUe, com
Nao menos nrcessario he que as eamaras decla-
ren) per lei qual he c at onde se estende a com-
petencia d is assemblas provinciaes acerca da apo-
sentadora dos empregadus provinciaes e reunici-
paes.
Ninguem ignora que de tonga dala eslo as mes-
mas assemblas na posse de legislar a ele respeito.
i'razido o objeclo ao conhecim*niu da assembla
geral, passou ni cmara dos seihores deputados
urna re- 'Inrvi reconhecendo oue aquelles corpos
exercem un direito qoe Ihes compele pelu aclo ad-
dicional quado legislam sobre este ponto.
A resoluto porem foi rejellada no senado, a as
colisas contintiarain no mesmo estado.
A sectAo (lo^ negocios do imperio, e com ella mui-
las pessoas esclarerilas, duvidam desse direilo das
assemblas provinciaes.
Grande numero de consullas lem sido sabmellidas
ao vosso conhecimenlo, propondo a revogacAu da leis
provinciaes coiicerneutei materia.
Forja lie, pois, que tomis una rosMucAo defitii-
tiv.
Do contrario, a vaeilacao so mantera com lodas as
saas desvantageos em ohjeclo de lauta importan-
cia.
Convem sbrala do qae attendais desigualdade,
em que, na ausencia de urna decala do poder com-
petente, licam collocados os enpregado provinciaes
un em relacAo aos ontroe.
Era omns provincias eslao em execuc.Ao disposiees
egislaiivas coiicedendo-llies apnsenladria. Rodo cor-
to numero de auno da rir.prego, como um justo
premio ns suas redigas, e a Icrcm-se muilas vezes
inutilisa ln do servicu publico.
E,n, ,0,r''" Prm em que, mais escrupulosa, as
assemblas provinciaes aoaardam um snluca.i do po-
der legislativo, nAo partilham os empregados asmes-
mas vanlaaens, sem que Ibes possam valer os pode-
res gerae, poniiie, sean be liquido que as ..em-
bicas provinciaes leuliam o direilo de legislar sobre
taes aposentadoras, menos o he ainda que possi o
governo geral aposentar, por um aclo seu dependen-
te da approvacAo di assembla geral, empregados
que sao pagos pelos cofres provinciae, cujas depe-
zas parece que s devem ser decretadas pela forma
determinada no 5. do artig 10 do aclo addiei-
onal.
Outro ponto, que por cerlo n.io deve tambem es-
capar 3 voisa illutlreda onsideracAo ha a Interpreta-
ste da palavras dous lerc.os dos voto dos mein-
hroi da assembla que ae encontrara no art. 15 do
aclo addiciunal.
Todos sabem qua lem sido ohjeclo de conteslacies
a inlelligencia daqotllas palavras, pensando alguns
que os dous (erjos de que se trata no artigo citado
devera ser contados. nAo era relacAo ao numero dos
memhros presentes nj occasiAo, ma sim ao de que
se coinpOe a assembla em seo estado completo.
A inlelligencia dada a esse respeito pelo aviso de
28de marco de I8ii linha sido respeitada por mu-
tas assembla pioiinciaei : oulras lodavia nAo a
quizeram reconh;cer, duvidindoa competencia do
governo para scmelliante Interprtenlo.
O aviso de 27 de jtinho de 1818 revogoo aquella
iniel.igencia sem a salililuir por otilra, mas decla-
rando que, sendo o caso de dovda, devia a sua in-
lerpretacAo ser dada pelo poder legislativo, em vir-
tude do art. 25 do aclo addieional.
Continua pois a vaciUeAo de opiniOei em materia
que por certo ha de mnita gravilade.
^ \ aria o modo de pen-ar das assemblas provin-
cia", varia o dos presidenles de provincia.
O iaii.fi em urna a-sembla, na hypolhese do ci-
tado artigo 1,, pa,., ma le a que foi negada a
sancfAo por dous tercos de votos dos memhros pre-
sente, e o piesidenle enlende que aquelle artigo nao
se refere as.embli deliberante, mas a toda a as-
sembla,1 originara se conflictos sempre mos, o que o
governo nao lem aulorida le para cortar por manei-
ra posiiiva e ellicaz, por ser n negocio de autondade
legislativa.
A disposicAo do arl. 1(i do acto addieional carece
igualmente de iii'.erprelar;Aii para que fique claro e
bem liquido al on le chega o direito dos presidentes
de provincia ni suspensAo temporaria das lei pro-
vinciaes, errbora lenham passado por doni tercos de
votos de seus membru., porque offendam os di'reilos
de outras provincia, os traalos eom as i.acoe es-
trangeiras, ou a con-lilui(;Ao.
Deve sereele direilo exercido lilleral e relricta-
menle nos ca>os em que a lei de que se Irata for da-
qudlas em que lie essencial a saneco, ou be extensi-
vo s les leilas pela asembla pleno jure, que sAo
publicad is indepeiidantemenle ds lal solemnidade.
taes roinoas de economa e polica municipal, os re-
ginienlos internos e outras 1
que findou.
A sua repelit.A'j pode produzir resultados dcsa-
gradaveis, como costumam ser lodos os que pro-
ven! de ama lula entre o delegado do poder execu
livo na provincia e a respectiva assembla em pon-
tos do ncl addieional, e em materia de allribuicrs.
(. incluui'tii es.le artigo, peco-vos licenja paro
tambem ponderar-vos que orge qae na presente ses-
sAo litis por maneira igualmente clara a precisa os
direitos das assemblas provinciaes em materia de
imposto, lomando conhecimenlo de muilas leis que
lem sido rcmellidas a assemhla geral, por enten-
der o governo que evidentemeite sAo contrarias ;i
constiluie.lo, laei como a que versam sobre impos-
tas de importarlo, oo qoe pelo menos he duvidoso
o direito das assouiblas, como a respeilo das que
Ao concernentes aos impustos de exportarjAo.
Conselho de estado.
Refiro-me as consideraces que em meus anle-
riores relalorios lenho expendido sobre a reforma
de que carece esla iraportantissima itifliluicjio.
Cida vez me persuado mais, de que sobre as ba-
ses e plano qae unliquei, especialmente no relalorio
apresaiilafo na leaslo de 18.55, podera assenlarvan-
lajosamente esta reforma, que deve dar-lhe lodo
n desenvulvimenln que reclamam as elevadas func-
ees que Ihe sAo incumbidas, e asnecesddides pu-
blicas.
Cresce de dia em da a necessidade de deterimi-
ii ir-- o contencioso admimslrativo do judiciario.
O con.elho de estado irAo podo lambem, srm gra-
ve prejuizo do seivir;o publico, deixar de ler ama
secrelaria propria.
A creacAo de adjuntos e referendarios, como au-
xiliare qoe preparem e relatera os trahalhos sujei-
los As diflerentes secens, ser&, como moslrei no re-
ferido relalorio, de granda conveniencia, nao s por
facililar-se assim o exame do variados negocios so-
bre que cpnstilta o conselho de estado, e dar-se mais
promplidAo e rapi lez na iua eip-dir;Ao, mas anda
a nulros respeito.
Sera o meio pelo qnal se podera' constituir regu-
larmente a rarreira administrativa enlre nos.
Emquanto se nAo assegurar aos presidentes de
provincia, e aos seus secretarios, nm futuro vanlaio-
so I o que se conseguir' com aquella creacao ) ", e
continuaren) estes cargos a ser de pura conimi-sao,
nAo se espere que em geral homen. verdaderamente
habililadus para n exercerem os ambicionem, dia-
posios a se dediesrem por muilo lempo a esla car-
reir.
As ideas que tenho exposlo sobre este objeclo da-
ris o peso que per ventura possam merecer, e re-
solvere o que Ir mais acerlado.
Ainda por esla vez nAo deixarei de apruveitar-me
da occasio para t>stemunhar os importantes servi-
cos que, apelar dis deTeilos de sea nrganisar;Ao, lem
prestado ao paiz o nos valoso aotiliar do governo, p-la enlistante dedica-
rlo com que os saus dignos membrda se prestam a
ajudar a admliilraclo com as sua luzes c experien-
cia dos neg ,cios.
O Dr. Francisco Octavian de Almeida llosa, que
como deelarei no meu relalorio de 1855, foi encarre-
gad > de rever as consullas da scelo dos negocios do
imperio do conselho de eslido que Msem poita a'
sua disposicAo, e compilar dellas o que palesse ser-
vir para auxilio dos estados administrativos, pedio e
obleve no fim do anuo passado ser exonerado desla
commissao.
Apresenloa todava om trabalho que charei,
aunexo, o qual constilus urna compilaclo dos prin-
cipios adoptados pela dita secreto na inlelligencia dn
acio addieional e mais legi-lic/w concernente a'* as-
semblas provinciaes.
EsSa compilaco foi feita alphahelcamente para
maior faciltale dos que a consollarem.
Comprehende a decites tomadas desde o anuo
de-1812 al o que I ni mi.
Compre observar-vos que sobre tal assumpto, e
sobre u de eleif,0es, he que a sec^Ao lem sido mais
consultada.
As deeisfios obre eslas ja' eram qoasi geralmenle
condecida., e se aclnvam em grande parle coorde-
nadas ; por isso o Dr. Oclaviano applicoo-se de pre-
ferencia a'qaelle ramo.
A lidelidade, methodo. e clareza do trabalho (or-
nam-o digno de elogios.
Para substituir o referido Dr. fui nemsado o enn-
selheiro Dinga Soares da Silva de Ilivar, o qual lera
de enmelar a sua compilac,Ao pelo extracto e coorde-
na(lo dos principios admillidos peta mesma seecl
sobre pontos qae iuleressam as cmaras manicipaes e
juizes de paz.
(Continuad.
e prodaza os males qne se das estrellas e o murmorio das trrenles na encesta
quiz evitar com a providente disposicAo do eilado das monlanhas '.' A familia real de Inglaterra est
artigo ir. E isto quando os inconvenientes po- | em Osborne onde a familia imperial de Franca a vi-
dem anda ser maiore, pois que mais ficilmenle se ,sila de urna maneira toda intima. O imperador e a
pode dar o abuso da par, das assemblas provin- imperatriz da Roasia andam viajando na Allemanha
vinciaesem um acto le.islalivo que nAo passa pelos onde foram encontrado pelo re e pela rainha de
da sanelo, da rernnsi.leraclo da asem- Baviera, a rainha e a princeza real de Wurtemberg,
e pelo principa Aleamlre da Prusia ; o duque de
Sai Cibourg Oullu parti para Munich, el-rei e a
rainha de Saxe visilam a Italia ; emfim, principes
e princezas, t idos e lodas, se entregan, uileiramente
a essa poesa doa retiros solitarios ou dos grandes ea-
minhos, esqoecen lo por algum lempo os graves cui-
dado de oin anno inteiro, cuidados da poltica, e
cuidados do* negocios. A Inglaterra nAo se acha
eom todo tranquilla, mas primeiro fallemos da
I- ranc,.
A SfSsAn legislativa ainda nAo loi aberta : os con-
selhos geraes tiveram as suas breve sessOes, em que
mu poucos voto se exprimiram ; a imprensa esta
mais do que nunca silenciosa, e o paiz he sobre o
qoe pedera inlercs.a-lo, o menos informado possi-
v?- Assim, quanto a esle lempo em que os orgAo
olltciaes nao levantan) a voz, em que os jornalisia
e os escriptores de rrvistai fatigara as suas pennas
para nAo escreverem nada, a aclivilade e a curiosi-
dade publica nAo lem com o pasto se nSo vSos boa-
tos, tanto mais arriscados ns sua exsclidao ou na sua
sinceridale, quanto nlo tem nenhuma syndicaneia
admiravel. O imperador Napolro ITI "concluio a
sua residencia de recreio em Plombiere ; a impera-
triz foi aquelle lugar encoiilrar-se com eile por duas
vezes imprevistamente e econ lidas, e algnmas
pessoas hAo pergunlado, ss essas apparicaics da so
enviar os
apasi-LMiiassem os sa-
seivos do caslelloque viviam promiscuamente secu-
muladns em agaas feriadas.
Quanto aos servo rurae, o ialerosH do amo nAo
era isola-los por funilia, mas le los reunidos emuma
vasta fazenda onde um i ledo abrigiva, com os
lemento, urna forca cosa. Voliavam costa contra
cus, com os braQo para traz, sem se verem, con-
templando smenle a naile, o fumo, a cerrarlo da
campia fugitiva. Em breve ninguem le conhecia a
si ncm a seu vizinho. Por momentos as costas se
erabaliam, se locavam de urna maneira rustica. Nin-
guem se sentia senlo na mullidlo, e como membro
do grande corpo, confuso, olTegante, que lurbilho-
nava.
Tereeiro aclo. Esla onidade brutal, confusa e de
verligem, preparava na'ra.A sociedade commungava.
E ojque J NAo a Dos, rnas a si mesma. Ella se en-
n.ra e era a sua hostia. He esle o dado de todas as
sociedades secretas da idale media, fundadas sobre
a fraternidade, como odio da paternidade.
Como porm se coma ella ?
Os juizes entendidos lingera crer, que era no sen-
tido proprio. He mais qae evidente que reuiiies
tAo fiequenles, que se renovaran) durante seculos,
nAo comiam carne humana.
A carne qae commungsvarn era (por ficr;Ao a de
um menino da sociedada e da sua ultiina inorle.
A ceremonia era alegre e combinada para fazer
rir mull I i i Era a misas as avessas, a missa negra.
O celebrante, n'uma elevacAo, e conservava coma
caliera para baixn e os ps para o ar, com urna hos-
tia de zombaria, um rabanele prelo, que elle com.
Havia neta occasiAo muilas peloiicas. Diabo a-
gei saltavnni alravez. das chamma, mostrando aos
recemchegados, estopefaclns, c >mo era mister des-
prezar os fogos do inferno.
As feil ceira deprofissAo atemnrisavam os simples.
Bipli-av.im um s^po, o vesliam como urna chanca
e depois desla especie de adnpelo, essas ternas mi<
simnlavam o infanticidio, desmemlirando o animal
com os dente. Cortavam-lhc a cabeca. com una faca
vnlvendo os ollios de orna mati"irt borrlvel desa-
fiando o ceo, a dizendo-llie : -Ah 7 Filippe, se eu
le apanlias.e !....
ijuarlt aclo. Como Dcos nSo responda ao desa-
fio pelo raio, jalgavam-n> vencido, aniquilado. To-
das as leis que a igreja prescrevia era seu nome pa-
recala ter perecido, especialmente as que peilurba-
vam mais a familia rustica, ns impedimentos can-
nicos de casamento, cnlre prenles.
O eamponez s ama os sen. Sob e.la relacAo. elle
guarda o espirito da tribu primitiva. Hrefere a sua
parenlalha, e, ss ha bens, deseja que liquem na fa-
milia.
Desde a infancia, a menina que ella tem em vista
be a companheira dos primeiro folguedos, a prima,
a sobriiiha. algumas vezes a lia.
COMMAIND' DAS ARMAS.
ejoart"! general do comisando das armas de
Pemambaco na cldade do Recle, eos 12 ?c
setembro de 1857
ORDEM DO DIA N. 22.
O brigileiro coinmandanle das armas interino,
faz cerlo, para os lins convenientes, que a presiden-
ca foi servida pur portaria de 10 do correle exone-
rar no Sr. atieres do nono halalliAo de inlanlaria
Itav mundo Nonato da Silva do cargo de subdelegado
que exerria na dislricto de (ioianiiinha do termo de
l.oi.inna, onde cnmmai dou o destacamento de liuha.
Asslgnado).Jlo J .s da Costa Pmentel.
ConformeDemetrio de GusmAo Coellm. Alte-
res ajndanle de ordens ncarregado do delalhe.
ETIfilflil,
tirana aonde a sua presenca otlicial nao era asig-
na lada, na > eram motivadas pelo perigo com que
ameaera o imperador um audacioso allenlado sobre
sua propria pessoa as monlanhas dos Vosgas nn
momento de ama escuisAo, ou enlo por urna sus-
ceptibilidad naturalmente despertada pelo reinado
exlra-oflicial, em Plombieres, de urna mulher mo,a
e bella, a condessa de Cast,>lione.
Todos esle boatos e imiitce ontros de que nao
nos queremos fazer echo, e que nao procuraremos
verificar, nascem do mutismo lAo imperiosamente
imposto a todos : em o nosso seculo XIX, embora
se governe urna grande nacAo, n|j sa o deve fazer
com ludo, como d tutor hbil e leal de um pupillo
incapaz de lomar a mnor parle na adminislrac,Ao
is eus negocios ; um governo por mais prudeule-
CORKESPO.NDENCU DO DIAR O DE PER-
NAMBI.CO.
PARS
7 de agosto.
A despelo da poltica, o socego da hora prsenle
he para os propnos sobeianos, como para os mais
humildes particulares: esle contempla suas casase
seuscarapo", aqaelle viaja ; aquelle oulro toma ba-
nhus as torda de urna praia, no fundo de um
valle.
A igreja, qae prohiba a prima at o sexto grao, era
directam"iile lioslil ai atlracce's natoraes.
Quinto acto. A' partida .la mullidAo, o encerra-
mcolo da reuniAo ios feitireirns se fazia pela morte
do Diabo. Elle tambem devia perecer. Hbilmente
se transformara, deixava rahir ao fugo sua pelle de
bode, e pareca evaporar-se na .liammas.
A mu'lidAo se escoava, s luzes se apagavam. No
malagal qne se tornava solitario, tud parecendo
destruido, Salan,iz e Deo, a feiliceira ficava viclo-
rioaa, e sozinha fazia a sua elgazarra reservada.
Sosinha '/ Ella o eslava sempre, sem esposo, sem
familia. Obiecln de liorri r para lotos, fazendo
malo a lodos, al* so adep'os da reuni.lu, que ousa-
vam aproximar-sc I E a quem ss runfiava ella ? A
quera quizera Iransraitlir os seus perigosos segredos?
Sea li'li.i, filho sem pai, era n nico a quem ella ae
enlregava. Contra o odio universal do mando, e este
peso de mildirjAo monstruos i, ella oppunha um amor
monstruoso : era o do mgico do Oriente ; elle s se
renovava esposando a mAi Da mesma lorie dilis-se
que, para perpetuar a feiliceira, era preciso esle
ni;. -lerin impio.
No momento duvdoso em que empallidecem as
ultimas eslralla, a mAi e seu filho mocho, elixir Je
malicia, realisavam a sua Iriste fesla. A la fftia ou
se esconda.
Eile horrores >elvagns, se foram reaes, pireciam
ler desapparecido no secuto X\ I, mas vemos no
XVII, familias regulares de feiliceiros, pais, mais,
liihos, fibi. Elle tornara a entrar na classe dos
humen.. O Dialio lu nAo p'rd? nado e a impiedade
pode ser augmentada. Se o filho j nAo lie um mons-
Iro de amor, elle o lie militas vzei de odio, de hor-
rivel ingralidlo e de perfidia.
NAo he raro, nos processos, ver o filho, ganbado,
corromp lo pelos juizes, servir-ihes de inslromenlo
contra os seus, e algumas vezes fazer queimar a msi.
Na reuniAo dos feiliceiros, assim romo no mais, o
nteresse domina ludo. He a as.-enclu do dinheiro. I
Balanaz j na i se comenta com a sua rude pelra
drunlica, loma um Himno de miro. As leilieeirat,
sob seui andrajos, trazem ao banquete baixella de
prata.
A renniAo, p'ra as feiliceira. tnrnava-.e verda-
deiramenle um negocio. Ellas faziam pagar om di-
reito de presenca ; cobravam urna mulla dos ausen-
menle ibso.oto que seja, deve instruir o paiz do que
faz, pedir-lhe o seu concurso e associa-lo i sua obra.
Oe nutra sjrte, o diminue n'um Irabalhu luimi-
Ihanle, de que elle ser a primeira victima ; e a
pessoas que nao podem lunar a su i parta oa mais
elevaba das preoecupaees, ja nao lem para dislra-
hir o espirito e os pensamenlo se nao o boatos
mais maligno e mal perversior. la comtudo um
boato que o governo francez quiz tomar sob -ni
proteccao. He o de urna ramificacAo em Pars, da
conjaracao que arrebentuu em "Genova, e em a-
ples.
Eis aqui o fado : nos primearos dias de jando, a
polica reconhecera a presenca em Paris de varios
Italianos recrulemenle chegadoa de Londres, onde
liiihain (ido frequenles entres.-la- com Maizini e
com oulros membros da c n.....-.lo central euiopa.
A dez de juuho, tres cartas vin tas de Genova foram
apprehendida, eram eacriplas por Mazzini ; um
lelas cartas era dirigida a Campanelia, collaborador
de Mazzini ita redaccAo da Italia outra a Sfaiaaretiii, a lerceira que n3o paasava de
um hilhele de algumas linha, era dirigida a Tibal-
di Na carl a Campanelia, Mazzini, depois de ins-
truecSe* que parecen) refenr-se ao assalto tentado
na Italia, acre-cenlova que era preciso sobre ludo
cuidar nn neocio de Pava, que era esle sobre
ludo o negocio urgente e decisivo, que tudo depen-
da diste H
l'-lle annunciava que Massarenti lha havia com-
muniradn que dous liomens se linham apresenlado,
que se eram bons e seguros, era preciso dar-lhes di-
nheiro para viver dorante um mez em Paris, e que
para isso era preri.o dirigir-se ao banqueiro : Maz-
zini acrescenlava que haviam dous outros naquelle
momento em Pars, mas qoe era necesaario que ca-
da um desses grupos obrassi separadamente, e sera
se pr em relac.in um cora o oulro. Emfim, a Carla
e terinin iva por ama phrase de recommendaa|o pa-
ra a ra nova Menil-^lontant, onde se aduna o
material. Aquelle a quem era destinada a phrae
de recoinmendacAo era Tibaldi, que morava com ef-
feilo na roa nova de Menil-Montanl. Elle foi pieso,
orna busca produzio o .diado da cinco punhaea e da
vinle pistolas carregadas. A corla ds Mazzini a Mas-
sarenti continha unir nenies anlogas 's da carta es-
Tipia a Campanelia ; quanlo ao bilhele rscriplo
|ior Mazzini a Tibaldi, recommendava os doas lio-
mens que delle eram portadores, e dizia que se po-
da ter ci.iifi.inca nelles. Estes dous homens eram
B irlololli e Grilli, qoe linham rece- mente che-
gado de Londres, onde liveram frequenles rrlac/jes
com Mazzini antes da partida desle para Genova.
No mesmo dia em que Tibaldi foi preso, Barlololti e
Gnlli se apresentaram era sen domicilio a ahi foram
recebnlol por agentes que ahi linham sida colloca-
dos de vigilancia, e foram presos. Parece que o pro-
cesso ja com'cado produzio o achado de ama nume-
rosa correspondencia, que confirma s in-lfcacies
ennteadas lias carias aprehendidas a 10 de joiiho.
Em urna deslas um dos acensados censara a negli-
gencia de um dos cmplices, dizendo-lhe que o ve-
llio se queixa e esla' muito descontente ; no corso
lo processo, Birlololli fez conli-ses, deelarou que
ttiiha Ido em Londres entrevistas com Mazzini e
cem um francez que elle diz ser Ledru Rollin ; die-
se que su zlepuis destas entrevistas he que elle fofa
enviado a Paris com o seu compatriota Grilli ; se-
gundo o que di.se ti filia por mi.-Ao no ellenlar
centra a vil i de N\poleAo III, mas ela.r constante-
mente de esprpia em torno da Toileria para sa-
ber quando elle labia. Depois de enrgicas denega-
iic, Grilli (tuse que corjio li irlololli linha feito
ciinfis-es, islo o desobrigav do sea juramento, e
qae dira lado. Depois confessoa o limdasuivia-
gem e que a ordem qoe elle linha recibido era pa-
ra tentar contra a vida do imperador.
Para provar a verdade das suas declararles, re-
veloa o lugar onde ella linha escondido os pa-
nhaes que Tibaldi Ihe havia dado para si e para
Barlolotli : eslas armas com effeilo foram encontra-
das no lugar indicado por Grilli. A todas as acco-
sacOes diiigilai contra li, Tibaldi, nlo cessou de
oppor as mais enrgicas e mais absoluta deoegacies.
Tibaldi he operario mecnico, qae desde alguns
anuos bahilava em Paris. Depois da f.rmcAo da
culpa, urna orlen.mea dnjniz renviou ao tribunal
de aecusaco sele culpados de participarlo na con-
lano Massarenti, Fredrnco Campanelia, estes qaa-
Iro ultimas ausanles. O negocio para oa tres acen-
sados presentes deve ser levado proiimamenle pe-
ranle o jury ; os acensados .-tsenles nao poderao
ser julgades senio depois do complemento das for-
malidades prescriplas pela lei em malcra de con-
tumacia. Urna nota publicada no Monileur de 22
de jiillio, declarou que o governo, apezar do conhe-
cimenlo desta conjuraclo nao tiuha feito saber cou-
sa alguma, porque o fado das pesqaizas e do pro-
cesso nao foi coosiderado como um meio de influir
as eleiees que iam ler lugar, a de alterar a res-
pectiva sincaridade.
O processo poltico relativo a esle negocio, se
instaura em Genova, aples e Iiespanha.
O partido qne se imtala o partido nacional na-
politano, e a' frente do qnal se achava Carlos Pisa-
cane, tendo sabido qae um congresso presidido por
Saliceti linha achado os meios de collocsr Luciano
Mural sobre o throno das Dua Sicilias, eslava de-
terminado a tornar argente a rtsolaco que molda-
va, e que devia execalar-se ulteriormente em a-
ples.
_ OaCagliario, navio a vapor piemontez parta de
Genova para Tunis, e devia arribar na ilha da Sar-
denha : linha embarcado com ete deslino certo nu-
mero de pas simples colonos. Quando o vapor se achou em ple-
no mar e fura de qualqaer comrrmncar;ao possivel
com a Costa, qoarenta e sete passageiros declara-
ran) ao capitn, qae etles nlo iam a Tnni. mas qne
tenciouavam urna expedido sobre o reino de a-
ples ; elle nao linha resistencia qoe oppov a ho-
mens armados e resolutos. Pisacano era o chefe.
Desembarraran) em P.uiza, lugar de deportado,
onde tomaran) reforcos de homens e muni;0es ; de-
pois lomaran) o caminho do Sapri, ahi desembarca- .
ram na noite de 28 para 20." Ninguem esperava por
islo ; diriglram-ie aos Napolitanos em urna lingua
que Ihes era estranha, nlo se encontrou a forca ar-
mada que linha sido promettida ; astm pozeram-
e em marcha para o Tortin com o designio de lo-
mar a estrada de Palenza que linha sido designada
como ponto central da revolnca. t
Depois do desarmamaoto dos gendarmes fcilmen-
te operado, om destacamento de linda appareceu,
leve logar um recontro mu vivo ; as tropas rases
liveram a vantagem : um novo destacamento dali-
nha appareceu, a lula recomern, tal enearnicada,
i insurreicao foi afioal vencida. El-rei informado
a 23 de jnnho do desembarque de Sapri, ordenara
quo deixassera a revolla de-cnvolver-s, ordenando
ao mesmo lempo aos prefeilos que estivessetn vigi-
lanles, e que annunciassem s populac6ea ama pr-
xima insurreicao de salteadores. SAo especialmente
os gritos de viva a repblica e a baodeira vrme-
la que cellaram as sympalhias das popularles,
pode-se dizer que os Maztinianos Ihes devem a per-
da da sua causa. Pisacano ferdo gravemente do-
rante a lula, morrea depois.
L'm tribunal.especial foi constituido, e el-rei di-
rige a organisacAo do proceso. No meio destaa
conjonclura, o espirito publico se acha abatido,
semblantes tristes, silencio melanclico ou discur-
sos era voz baixa cheios de desanimo : ordem que
reiua em aples nAo poderia ser a ordem dnradou-
ra e definitiva : depois da revolorAo de Cilenlo em
1828, lAo cruelmente reprimida, vem a conspirarlo
de 1812 ; depois em 1833 om attenlsdo contra a
pessoa real, depois em 18:17 a revolla da Sicilia e a
do Abruzze, a_d'Aquila-ni I8S0, a de Calabria
em 18iie 1847 ; emfim a in-nrreicn quasi geral
do reino que gerou a constiloicAo de 18*8. Digam
la o que quizerem, a compiraejo lie permanente em
aples.
A vasta conjurarlo era qae fallamos devis ler orna
repereursao longinqua. Os insurgidos deviim em
i.enovn apoderarle dos forte, das armas, do arse-
nal e enviar homens e dinheiro para apoiar o muvi-
menlo. Como coniequeneia natural a sublevarlo
devia ler lugar em Roma, em Florenja e n'ootras
paragens, excepto nos lugares onde as relaces nlo
eslavam soflicienlcmenle estabelecida.
O processo de Genova ae inslaurou, nelle se acha
implicada urna senhora, Mas While, ingleza de
2.1 anuos de idade, fillia de om rscu engenhe ro de
conslracres naraes, idealmente bella, que nroa
irnaxinaclo loncamenle ardente apaixonoo por
Mazzini, a ponto que ella fera a Genova, como os
Tarcos vio i Meca para ver o santuario do prophe-
la. Accolhida ahi pela sooiedade aristocrtica, ior-
nn-se o ohjeclo da mais vivas ovacoes. O sea
Iriuinpho foi de curta durarjao : comprometida
jula ou inju'lamenle no negocio de Genova, ella
recebeu ordem para deixar os Estados Sardo. Em
consequencia de recusa, o governo n maodoa pren-
der, e em breve illa appsrecer perante o jury.
Mazzni, sen heme, renuncia, segando dizem, a
vid poltica, e toma a entrar para a solida : iam
parlilhar as suis ideas, a imparcialidad! impOs nm
dever d mencionar om fado qae provs a sincerida-
le dai saasconvircDes. Para fazer face em parta s
despezas da ultima insorreiedlo, elle venden lodaaas
oai proprisdades, tirando apenas tima renda m-
dica para pesiar o rglo do seas diss. Sabemos de
rutilo para quo profundamente abalado pelo revea
da saa empreza, ella se retira da vida activa, e s-
mente se quer oceupar com a redaccio des saas
memoria: vinle sele nnnos de conipirscles, ser
urna das obras mais curioiai do oosso seculo.
G. .W.
RIO DE JANEIRO
les ; vendiam as suas droga porquanlo queriam a
lodos aquelles que linham medo dellas.
O qae a ceremunia perder em terror, em attracli-
vo de maginarjAo, reeobrava em facecias. O burles-
co dominava.
No minero do prim?iro acto, a pessoa que abria a
reuniAo soffria urna ablucAo mu feia, que a ohriga-
va a fazer muilas careta. F^ste divarlimenlo era
grossero, indecente, mas nAo impdico. Os meni-
nos assiiiiam a i siAo das damas.
O ponto mais grave he o quarlo aclo. A mulhe-
res dizem unnimemente qoe o amor dos demonioi
Ihes era desagradavel e doloroso, e qae ellas nao
pa.savnra de victimas.
A queslio capital de saber, se o amor diablico
he fecundo, linha dividido a idade media. Poucos
autores creem na fecondidade, roas alguns aflirmam
que este amor era estril.
Isto lanr,a urna luz Inste sobre a reunid i das feili-
ceiras desse lempo. Orgia fria e egoisla O amor
nAo partilhado !... Islo s devera converler todas as
mulheres e afala-l|i. E, pelo contrario, ella se
precipilam toda.
E porque ".' he fort;,, dizo-lo : he porque ahi se co-
m... A viuvas carregada de filhi). achavam, of-
ferecendo-os ao diabo, nm protector magnfico e ge-
neroso, que regalava os pobres com o "dinheiro dos
ricos.
As mo^as procaravam a dansa. Eram especial-
mente loucas pelas danas inoarscat, dramticas,
apaixonalas.
Se a f no diabo era Iraca, se a m*ginnc. se es-
gotava, inapriae isto por antros meio. A pbarma-
cis vmlii em eoccorro.
Em lodos os lempos, os feiliceiros tiuham em;.re-
gado as lieberagens que da loucura.
Na poca em qoe estamos o allr.iclivo do ganho
condazira os boticarios a preparar todas as drogas
SESSAO EM 5 DE AGOSTO DE 1857. '
Presidencia do Sr. Euzebto de Qteiro: Coutmho
Matoso Cmara.
A's i I horas da manilla, o Sr. predente abre a
sessAo, achando-se presentes 33 Sra. senadores.
I,"la a acta da anterior, he approvadi.
O Sr. 1 secretario.d cunta do seguinte:
EXPEDIENTE.
Um oflicio do ministerio da guerra, participando
qae havendo por bem S. M. o Imperador sanecio-
nar o decreto da assembla geral legislativa filando
as torcas de Ierra para o anno 1858 a 1859, remelle
um dos aotographos do referido decreto afim de ter
o conveniente destino.InWirado, e particpese
cmara do Srs. depotado.
L'm oflicio do secretario da cmara doi denota-
do-, participando ao sanado qae naqaella cmara
se linha procedido nomear -o da meta para o pr-
senle msz. Inleirado.
ORDEM DO DIA.
Continua a 1.a discasslo da proposieiio da cmara
XVI, he ainda om remeJio mu caro para os doen-
ls, vai espalhar-se, ollrrecer a lodas as lentacOes,
fala energa, a sobreexcitaban barbara, um breve
momento de furia, a coamma seguida do fro mortal,
do vacuo, da indolencia absoluta.
Por oulro lado, o narcotice aab.lita o pensamen-
lo pregoicoso, o delirio in lifferenle, faz esquecer oa
males, mas esquecer os remedios. Faz ondular a
vida, como a fumaja, cuja a-piral sobe e se evapora-
ao acaso. Vao vapor, em que o hornero se desfaz,
eqoecidu de si proprio, dos oulros e de qualquer
alleirAo.
Dous inimiios do amor, doas demonios da solidlo,
anlipathico proximacOes sociae, funestos a' gera-
clo. O homem que fuma despreza seu amor lie esia fumari em qae o melhor delta se
evapora.
Este isolameuto fatal eomeca precisamente rom o
se-.Qlo XVII, a'apparicao do (abaco. Alguns ma-
rnheiros de Bayonna que o compravam baralo, se
pozeram a fumar desmesuradamente. Iras e qnalro
vezes por dia. A soa negligencia natural aogmen-
tou-se de urna maneira extraordinaria. Ellrs conser-
vavara-se separados das mulheres, e ellas se afasla-
vara ainda mu-. Desde o comeco desle dcoga, se
previo o sen elfeilo. O belfo ficou soppnmi o.
As belfa mulheres deBavonna, altivas, intrpi-
da, declararan) aojuiz que e-te infame costme dos
homens Ihes fziam deixar a familia, e as lancava no
meio da reumes de feiliceira, dizendo como rao-
llieres de marinheirns : antes as costts d i-diabo, do
qoe a bocea dos dossos maridos.
Ouem sabe se nao he esle o motivo qoe cansa a
desunan de mailoi maridos e mulheres? Entretanto
mais de um marido conhecemos n., qoe* fumara,
nAo Ir e qualru vezes por da. mas lodo o dia e
grande parle ds noile, e lodavia vivem mu ani la-
mente cora suas mulheres. E*las eerlamenle nAo te-
riam o hora gosto das molheres de Bavonna, e nem
- ---- -------------- -, lio- iiiuin'. i *- lio i v'iiur:, c liriu
juepruduzero avertigem. D.z-se que agora e ven-1 procurariam as reonits das feiliceiras, ero conse-
quencia da fumaca do charolo.
A feitraria lambem reinoo nos convenios, e foi
ahi que appareceu o princeps dos mgicos ; mai es-
la especie I ira o objecto de outro iillielim.
de o diabo em garrafa ; e praza aos ecos que elle
nlo fosse lAo roramum no commercio.
Ao partir deata poca, reeorren-se cada vez mais
A' brulalidade de tomar a illu.ao em beheragen, e o
delirio em fumegace. Doas novos demonios eram
aaseidot: o alcohol e o tabaco.
O alcohol rabe, a agurdente, qae no seculo
i Abdallahel-Krlifa.








2
DIARIO DB PERNAMBUCO SEGUNDA fERA 14 DE SBTEMBRO DE 1857
dos le, ululas coiicedciiilu qualro lultriit i, Beuefi-,
cent! Asiaciacau nacional dos Ariislai da tulle.
Julgada d-culila materia, lie a propilirao Ip-
pr. vada para pastar a' 2." ducuisJu.
O Sr. Daulas manda a" mesa o culote teqoeri-
loeiilu, que leudo apelado lia appiovado |
Requemo que a rnolu;ao que concede lotera*
a Associey,Jo Nacional da Arlislai liras.leuos va
coio ui seus respeclivoi estatutos as comirlis-Oes de
fazenda a le,islario | ara daiem u aeu parecer.
Eulrou em di*cu-ao a pruposicao da meuna
cannira autopiando1 o adianlammlo das entradas dus
empreados publico- pra o Monll-Pio ddi lervi-
dores do Estad.
Jolgada ditculida, a maleril, lie a pruposicao sem
dbil ippioiada para pastara' .a discuisgo.
O Sr. Manuel Felizardu manda a seguidle croen'
da :
'o Se pastar o arti.o, acrttcnle-se : a Sendo o-
brigados us empregados que forem noiiieados desla
rtiul eni clianle eieui coniribulules detle ettabe-
lecimento.
Eoi apuiado e entra cin discutan.
O Sr. D. Manoel leqaer veibalmcnle que o pro-
lectovacoro uigencia acommusao de ptusots pas
dar i. seu parecer.
Pesio a votos o requerimeala, lie approvado o
adisuieuto proposto.
tle approvada sem debate en 3.a diicu-i.li para
subir a sanrc,ao imperial a prrposicao da mesma c-
mara ipprovando a peu98o coocedjda a' viua do
Conselheiro Werneck.
Pasta em dbale em 1." disenta, e en Ira Ire.i
em i,", a piopMicflu da misma cmara autoiwaudo
uin i luprestiiuu de 300:000-? a' companhia l'oula da
rea.
O Sr. Itarso de Murilina requer verbalmenle qua
0 pri jeclo va a' comwiisao de empreas privilegia-
da p d dar o teu parecer. Ha apoiaVoe entra em
dUaniile.
Depon ta orarem o Sis. viseomli de Alboqoer-
que e l>. Manoel, lira adiada a discuss.lu pila hora.
A urdean do dia he a mesma.
I.ewuia-se a aisiao aa 2 horas e 10 minutos.
CMARA DOS SllsTEPlTADOSa
SESSAO DE 5 DE AtlOSlO DE 1857.
'residencia do Sr. vheonde de liaependy.
A' hoia do cosime, feila a chamJda, e acbando-
I.ida a acta da antecedente, he approvada.
0 Sr. t'riiueiro Secretario, da coula do teguinle
EXPEDIENTE:
1 ni cilicio do l. secretario do tenido, enviando
a' cmara dos Sn. diputados a proposic.au da mesma
cmara concedendo cinco loteras a' sociedade de
lle'iitlicencia desta corle, a qual u.io fol aceita pilo
sinadj.A arcliivar-se.
Oulro do mesmo, participando que o senado adop-
lou e vai dirigir a' saucedo imperial a rcsoluc.lo
dula cmara concedendo lolerias a' irmandsde do
Sauliimo Sacrarneulo da freguezla de Nossa Se-
nhora da Gloria desta corte, e a algumat oulrat ma-
Irize, e a' Associajio Typographica Fluminense.
1 ttirada,
Outi o do minilerio do imperio, remetiendo as
Infurri jiin s nadas pela vice-prctideneia do Rio di
Janeiro sobre as oceurrencias que liveram lugar na
parocliia da Noisa Senhora da Conreinan da Kibei-
ra, di-lriclo de Angra dos Reis, por occatiaj das e-
leic,es de eleilores, as quaes loram exigidas pcv es-
la cmara.A' eommistao da poderes.
Oulro* do mismo ministerio, remetiendo copia
autheulica da acta da elno,lo primaria da fieguezia
do Porto-KeaJ na provincia das Alagoas.A'eom-
missao de poderes,
Oulro do mesma ministerio, dando as iiiformac;Oei
pedidas por esta ciinra sobie os logares de vice-
presidenlcs da provincia do Espirito-Santo. A
quem fez a requiticSo.
I.'m requerlmenlo da cmara municipal da villa
do Palrocinis), na provincia de Mmat-Oeraes, pe
dindo a coucessao de urna lotera para auxilio das
obras da matriz, cadea e monumeulos de agua po-
lavcl para oso e serventa da villa.A' commiiao
de fazenda.
Oulros de Francisco Pireira da Silva, Edmundo
Cirios l.eroi e Antonio Turuaglii, pediudo dispensa
de lempo para ubler carta de cidadSo brasilero.
A' commlisao da conitiluirSo.
He approvido sem debate uin parecer da com-
mis-.io de poderes remetiendo ao goveruo a pelicAo
do subdito porloguez Luiz Antonio Henriqoea.
II" jolgado objeclo de deliberado, e vai a im-
primir para entrar na onlem dos trabadlos, oulro
parece!) da mesma comnns-lo aolorlsando o governo
a mandar pastar caria de naturalisacao a Francisco
Pereira da Silva e a Edmundo Carlot l.eroi.
ORDEM. DO DA.
Sociedades em commandila.
Continua a 3." discus-ao do prejedo n. 40 do au-
no paseado sobre sociedades em commaadila.
(Acha-ie presente o Sr. ministro da fazenda.'
Oraram os Srs. Uenriqoes e Salles Torres-lio-
rna m.
A discustao Tica adiada pela hora.
O Sr. presidente da' para ordem do dia :
A mesma auleriormeule designada, tanto na pri-
meira como na segunda parle.
I.cvanta-se a aessao as 3 horas.
Como sabes, eises versos sao da Phidra, a de
Racine, e truno, do* como se acliam, e incompletos
no pe.smenlo, lalve que o fos.eiu de propusilu e
ni.i lie lisamente.
As pilavras do poeta lo :
l.es 9upcrben roursitrs qu'ou vovail aulre fuis
Pirula o'uni ardas ti belle, ,i courir la voix
I.'uenil iniirue inanilenaul il la lele balasi
w Srmblaiiil se conforme a sa trale pensis.
Natoralmenle o Sr. Gavian quiz comparar os seu<
amigos lber.,,, a coreis, f.gosus, acoslumailos a
eoner a rodea sola, e agora tingados a andar de
olhot e cabera liaitos, dominados por tristes pensa-
mcnloi, quaes ai recordaces de '.) anuos de vaccat
magrai, a que le n9o querem de novo espr.
O .-r. I,avi.lo leninzao. e inronlestavelmente he
uro moco frmcet e afoilo alravcs do teu piudariimo.
Senao, ouve-o anda :
Mo te pense por itto, Sr. presidente, que ru
manifest um desejo o'u un receio de que volle o
lempo que pailn : nao, eeiiliores, cada poca (em
teo c racier, sem principios, suas oieesiidades, seus
dillereutet modos de revela-los.......
PAGINA 6VULSft
i Ja i|ue| locamos netta especie, nSo esqueceremot
de pedir ao Sr. subdelegado que nao despiezo o que
acabamos de referir, porque esse cosiuma se acha
Rtereit milico.Contla-noa que o Eim. Sr. I n>uil "1Tl"ad": > preciso ^ue acabe,
brigadnro coiiimaiidanle da3 arma iuierino orde- \ ~. e9*eira pieal.Consla-not que o paleo da
nara que nos doming is c .nas santos a larde, urna I "'"' U11IS parece urna bagaceira de engenho, do
Lamia de msica militar dos corpos de liuha si pos- i 1ue uma ,ua publica, ano enirelatilo nem fiscal,
ia--e no passeio publico para tocar e reciear o povo. ( """ -"'das e nem feitoret lem enietgado, donde
holgamos muilo por es-a idea do Emi. Sr briga- Ise eo,lfl"e que, ou todos ta ctgos oU que neuhuin
deiro. e muilo desejamoi que esse recreio teja de P,s,a por aquella lugar.
Jluspilat de caridade.No dia II do correule
titilen i-> homins e 8 mulheres tratados pela ca-
ridadi ; -20 hmeos e 17 mullieres que pagam a ca-
sa e ) praeas do corpo da policia.Total 96 doeoles.
At amanhaa.
louga ai.r cao. e qoe delle se nao abuse como cosiu-
ma succeder,,
/laulitla marcitiero.Couslanos que eit-
le na ra do AragAu um marcineiro que occopa a
maiur parle do .- o lempo em locar orna flauta, que
hem se poderia chsmsr trombela do inferno, pelos
montonos sous que della sSo exlrahidcs, e com o
quaes Irl os ndvidos da vieinhan;a completamente
aiordoadot. Pedimos, portadlo, a esse tenhor, que
pao seja lao asiiduu nena tua profissAo, para que
nSo vnha a loflrer do polmao.
O alfaialedo becco do Tambi. Consta-nos
que no becco do Tambi- exlsle um alfaisie, qu
Pureii, a que uAo lie menos verdade he
" rene todas as noiles em sua caa una poriao de af-
-'dd0..B sP WZ Te' trST- SSt-tWJfS umat^di'afJ^'TcTo
deila Biluacao he impossivil. '
ca deita siluaco he impostivel. Condezim-nos
para uma verdadeira descrenfa, para orna profunda
e desconsoladora desesperance.....
Sr. presidenta, quando um estadista he chama-
do aoa comelhos da corot, nao basla apres as cmaras do paiz, e fazir ton promestoa e expr
soat ideal Ido tmenle em abstracto He oecessario
que incolnrnoda a viziuhanrja ale alia imite. Pare-
ce-nos, paranlo, mu conveniente que este alfaiale
nao coniinla em iua casa seinelhanle reunlao, por
que delia pod apollen tef selencia, e o resultado
sejam desgoslos.
A casa Incendiada e o thetouro. Consia-nos
que algoem assoalha que a noticia que demos do
rX "T ""P"""0" ue.,ouus 1"' P'l* I dmhtiro qu. se .-.cha enterrado no sobrado im rni-
Z ..Z ;f^e.uat iiilincoes, iitiueendade naJ do da Boa-Visla. Mtatw de um re-
de suas pro ..
Iraduza n
demonstre
. oa m ue sua. .nientoes, a siucendafle oa do a|irr0 j, Bot.\Ml< n0 pB,a de um ro-
prorae.sas he nece.s.r.o, enil.in, que elle mance con, preiendemos divertir o povo, oo com
la real.s.cao a verdade de suaspalavras; que qae pre(endemot promover a demohoAo daqoell. ca-
eempralicaaexeqa.b.lidade de seus pU- ? ,Pacerca de.st reipelo Dio podemos deixar de
nos. (Apoiados.)
Ilo parece dinrgir-se ao Sr. ministro da fazenda,
mas infelizmente S. Ex. nao se achava prsenle.
a Mas o qoe vemos nos Continua o orador. A
oossa vista cansa-te debalde quando procuramos no
hurisonle o ponto a que aspiramos os es(or;os do
governo. Pela miiilia parte retpeito-o, porque vejo
nelle homens importantes, mai nao sabendo precisa-
menli o ponto a que se dirige, nao posso presciudir
de pedir Ihe para ver a caria de sua derrota.
o Respondi-me o governo ou antes responda
cmara e ao paiz, o diga-nos o que pretende e para
onde a dirige ?
a Sr.. presidente, nos desertos da Arabia, dia um
escriptur, quando ss caravanas extenuadas de fadi-
gar, e nlquebrada de crinara mo.iran m voulade
de conlinuarem a marcha, os cameleiros liram toni
le suas gaitas, e com estes asseulos accordes as cara-
vanas te alegram,ese reaniman., e prosegoem a jor-
nada.
O governo faz o mesmo romnosco, caravana.do
Balado. ("Risada! e reclamacoes.)
ci O Sr. Vilella Tavares :Salva a redacr;ao.
o O Sr. Gavia Peiiolo :Quando algum depo-
tado moeda-se fatigado e mal disposlo a continuar
com o governo, ele loca a sua galla, e com palavr
peto nao p
dizer, que nunca tivemot em vista, nem compdr
romances, nem promover a dcmnl15.i1 do predio. O
fado conslou-nos til e qual o referimos, e se acha
revestido de lanas ciicomstancias qui nos fez crer
que com effeito all fram encerrados aquelles ohjec-
tot,e que alguem para suhirahi los da vistn de quem
01 enterrara e revelaia o segredu.premedilasse aquel
le incendio. Nao podemos allirmar que Isso te dis-
se, porque nenhurn conhecimeulo temos dascircoms-
tancias que occorreram para aquello incendio, o que
j he cerlo he, que smente depois da revello he que
j elle livera logar, conforme 1101 coustou e noticia
I 11.111. Pode mu bem ser que 1 ...a rousa coinciditse
. com a outra. A policia prosegue na escavaoao, o
que mo deixa de ser muilo conveniente, porque se-
ra' o meio de se descolnr a veracidade, oo falsida-
de. O fado nao he de lo pequea monta, que nao
se devasse lomar delle couhecimento, por tanto
entendemos que a polica nao deve deixar de prose-
guir no aeu exorne.
Taberneiro e oljertos /arlados. Consta-nos
que fra preso, pelo subdelegado da Doa-Vista, um
individuo que lem taberna nosCoelhos, por haver
comprado a om prelo do grande hospital de carida-
de, alguns objeclos b"o mismo hospital, nao obstanti
doc,!t e promessas lisongeiras alegra os descontentes, I f' rec'ama.Oes do respectivo regente, das quaet a-
reanima a lodos e segu sua marcha acompanhado i "sando conlinuava ssm recalo. Quantos Irafican-
da einfianja, ou iudirterenca do parlamento um que !e9 "?. etisl'iao por ah qoe bem necessilem de orna
nem um nem outro saibaro para onde van. qusl o
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Cartat da curte.
VI.
Rio 'J de agotto de ISj*.
Charo II,....Na la oll.ma di que foi portador o
o I Milmiia, .. me asseguraa que aprecias es nodo
Ihealraesj. Isto me anima a principiar hoja por ellas,
por depoit follar-te do que vai pelo lliealro poltico
da cadeia velha.
Clugou a osla eorlo no < Thamar o joven pianis
la Arlhur Napoleflo, di que leras euvidv fallar. A
reputarlo de um grande mereclinento, qoe o hnvi
desde piaito precedido entre nos, augmenlou com o
a tua chegada ; e antes meimo que elle fotte ou-
vido, faziam-se-llie os maiores elogios. U meu ym
pathico folhelinisla, que he o lliermometro seguro,
que c'o-tuino consollar cm materias laes, attiguroo-
nos que na ma.s laura idada elle ja colina lonroi e
obtioha grandes Inuinplios. Oulrot aiologislas tam
anda mais longo, e referan) cousat de fazer eahir
o qucixo aoa mais incrdulo*. Eu mesmo cheguei a
Mear na persuasAo de quo o joven Arlhur anda te
achava no col da ama quando locou as sjat pri-
meiras varia^es, e qoe ao naicerem-lhe os denles
queixaes ja eolhia palmas e applausot no thealro.
Julgusi mesmo que a extraordinaria eriau;a largara
n.uii.n vizes o pulo da ama, para preludiar melo-
diat no piano, ao mgico som das quaes adormida
aquella gorduxa salina, (Arlhar n.ielo e coimopolita pela arta) como se onvira o pro-
ferir lyra de Orpheo 1 (Jua extraordinaria erianca.
dizia eu Acalehlava em vez de ttr acalentado !
t.lue Marlinho da arle I
Eit senao quando annanciam 01 jornaes om con-
cert do joven artista para a noile de honlem. Ima-
ginas fcilmente que eu nao hvia de fallar a elle.
Queret, porem, taber qual a mpressao que ricebi '.'
Digo-le francamente, mas com acauhamento qui
nao comparlilhei o enthusiasmo geral que vi desen-
volver-se, principalmeDle nos compatriotas do moco
pianista. A admirarao que te Ihe vola deve ser a
rrHinca, mo so artista. Se fora uin honiem pooco
ou nada hoovera qae ilner-se ; mai sendo de tao
teni j idade na deixa de apro-eui ir algoma coosa
de extraordinario. Para menino faz o que re nao
devera razoavelmente espirar, a nao se estar, romo
cu, pelos pufs .. olliciosot. Mat como os n ssot ou-
vidus, os mena pelo menos, nao dan valor as circums*
oanlia de lamanho, punca idade, figura, eic. etc., e
eu live a inlelicnlade de licar em posieflo tal que nao
poda ver Arlhur, por isso que o piano o encubra ;
liquei de alguma tost meio descenceitado, e al
cedo ponto indignado com d pai deesa crianea. Em
meu entender elle commella uma verdadeira profa-
iiav.n.. proililnindo a tablime missao de pai, para
mercadejar com o taleoto do liibo, vctima inicenle,
que se presta como instrumento a cubica do aulor
de setos das, o qual desde ja Ihe vai envenenando
a alma matando em sen corarlo o tentimeiilo da arte
pelo amor do diuhe.ro '
Mat como ueste ponto rreio qoe siu opiniao so-
lada, loica he curvar-me au poder da maioria, ven-
cido, mas au convencido, guardar silencio, e na
parecer que desejo aQ'rpntar o lenliminto geral.
Aasim, poii, daixemot Arlhur e vamos a cmara
dos diputados.
Naturalmente ja leras lido noticia, pelas folhssdes-
la cidaue, do discurso com qae o Sr. Gavillo Pen-
lo, depulado por S Paulo, eslreou na tessao de :;!
do coireutc, apreseulando e justificando om projocto
com o lim de garantir a proprie lada luterana. En-
tre um tal asumido e a poltica, dir', ha uma
grande separaran. Tambem eu pensei assun ; n.a
buje e.tou iiilciraineuti convencido doconirano. Nao
srt ha ligarao, como conuixao inlinu : aquella te-
nhor a achnu, e 180 bem que aprov eiinu-se do ense-
|o para descarregar pesados golpes no minisltrio, co-
mo vas ver.
Ti atando das vantagins do tea projeclo, qui lem
por ti amoral, a^eligiao, o progretio, acoiiciln
0W, u o Sr. Gaviao dase que a poca em que n.a
aohaatM era propicia para lralar-se dos ntalhora-
inenlos, que elle propunlia ; e, depois de astegurar
que adiamo-not em uma des forinaelo em que os espritu aerara como qoe .lian-
te de um obstculo desconhecido, heiilam e como
que reruam diule de um al>>*mo, a cujas bordas
chegaram, m..s cuja profndela nao podem sondar,
acresreolou :
O pala pelo periodo que atrAvessnmos, aprsen-
la o nspeclo de urna sociedade calma e Irauq.rttU.
\ ri|(.,.r. ncia lio tu, mas eu nao me animo nem a
as-overar, nem a negar que o lea a.plrTto o enliia
tambem, quu em uas enlranlu.s n;lo ri em alguns
ruinares abifadii, que sejam como o prenuncio ou
como u indicio de umi agilac3o urda qua lavra,
de uin movimento nco.illo que te prepara.
O quo mu parece, senhores, he que se confunde
.1 calma cun a donnenria np.nidos loma-sea pa-
ralytit pola tereuitade, j..iga-se-iios salisfeiios
quando penas talvcz ettamoa elilorprrirlos por nina
lelicidaJa ficticia, cujo lim ja eu, e comign inultos
oulms, ou ei cora estes, o que he a meema cousa,
cujo lim ja un. enlreveinoi como quando no chegar-
sr aa raias de uma II .resta se enliev a planicie pi-
lo r.aquidus da ullim.'ii arvore-.
i Mas es a lalieidldl quo nada lem de re.il, nada
da.sol,.ia, ja vai o.linceando, a a poca mareas eo-
mo dis'e o pucta que marchavam os (avalles di
llippolvlo.
o l.et veiu inocnes el les letra baiss',
Seinbiaut se coiilormir a ses tristes pensces.
E que le parece isto '.'
" () eslilo he sybiiino, o nome he ole. u
alto a que miram, qo-l u leriiioda viagem.
Ora, essa qualilicac,.lo de camellos da Arabia, da-
da aos representantes da neeao, e a patente de ca-
meleiro-mr dada ao ministerio nao pndam de redo
lazer |bom caliello lano a aquella como a e-.l Por
isso dous ministrot, que se achavam prsenles, )ira-
ram corados como ca. mim, especialmente o Si. mi-
nistro da marinha, que por ser o mais uovslo de
todot na poltica, ainda deaeonfia com cerlaslirinca-
driros, como qualquer alomno de primeiro auno.
Entrelaolo a verdade he que, anda mesmo que a
inlen ;ao do Sr. tiaviilo liso fofte c Hender, e somon-
te mostrar espirilo.nem por isso a comparacao deixa
de ser mal cabida, e o gracejo pesado.
O presidente da eaman, adiando-a excntrica
de materia, chamen o orador a ordem. Esle obede-
cindo-o, pouco maia disse, e concluio do seguinte
modo, como vers no ir Joroal do Commercio de
hoje :
Termino aqoi o mea discurso, Sr. presidente,
mu antes de,ientar-me V. Exc. me permilliil, qoe
com todo o nipeilo, que me merece, eu Ihe dirija
algumas palavras.
a Sr. presidente, o que V. Exc. concede a om,
nega-oa a outro. (K.1o apoiados. Paciencia Nao
foi de balde qoe alzurnat depu(ac,oe> o collocarnm
nessa caderra. Paciencia, repito, seja fcita a vontade
de V. Exc.i Muilo bem, muilo bem. O orador he
comprimenta 10 por muitos Srs. deputadus.) *
llevo ixplicar-te. o que signifieam eises cumpri-
meulos, para que nao cuides que elles impmlam
uma aquiescencia'as opinioes do orador. Isto he cou-
sa quo se pralica tempre com lodo o depulado qoe
eslrea e se musir hbil. Vele o mesmo que a ani-
u>ac,ao que te da aos artistas que moslram boa dis
posieao para a scena. O Sr. Gaviao nilo he Bguia,
posto qui p rlenea a familia dai avu de garras ;
mas incuiilestavilmenle he m.co hbil, e parece au-
daz na tribuna, condicAo necessana ao liomcrn que
se dedica a vida parlainenlar. Sua preseiica nao he
boa, mas sua paiavra ha correle e muilo animada.
Sua phrase pecca muilas vezes pelo excesso de lo-
Ihagens e franjas ele que elle a revetlc.
Esse deleito o lempo e a pralica coniuirao :
quando as azas Ihe forem ficando menos vigorosas,
elle deixaia' le voar com lauta frequencia, ao
pind, e coutentar-se-ha de pousar nos ramos
maia prolimos Ierra para melhor encarar os objec-
los, que ah eiliveiero. Eniao Jete espeiar-se que o
joven representante da patria do Amador llueno
appliqu o seu talento com mais proveilo as ques-
I6es administrativas, que por agora lem evitado, ou
desdenhado.
Como sempre o leu
Lucio /.una.
noal lic.l., lalvez qoe muilns que se ineuleam do
conscienciosos occullem debaixo de apparenrias, esse
ramo de negocio tan lucrativo, e quem sabe si por
COMARCA Di: SANTO-ANTAO'.
Victoria '.I de setembro.
O dia 7 de sileml.ro,anniversario da independen-
cia do Brasil, irlo raiou no horisonte desta cidade,
como ouir'ora, rimaba e aligre. Os Viciorienses o
vinm aliaves-ar na mais sombra melancola. Suc-
cedeu a esse dia, dia patritico, o maulo da escura
noile, em que se nao vio orna t lanlerna qoe fi-
zesse lombi.it o dia da nossa emnuripacao poltica ;
Ha em que o Brasil principiou a figurar como na-
?ao independente. Nao sei por cerlo donde parti
lao grande indiferentismo para com o inaior dia da
nossa historia. Seria por ventora dos desgoslos di
que ha muilo se lem possuido os Viciorienses, cau-
sados pelas intrigas e procestot instaurados por mes-
qumhas vinsancas contra petsoas, qoe enlre ellet
t-ropre pussuiram um nome ? Seria por vanlur',
p irque por mesquinhas vinganejas e at mismo in-
vejase tcm de proposito procurado desmoralisnr pa-
ra filis occollot aquella, que lem presta la servidos
val.osos, linda por recompensa a maledicencia, o es-
queoim-nii) e al mesmo o despreto? Seria por
ventura porque o povo nao lenha reconhicido me-
lliorameiilo seu, desde a poca feliz, em qoe appa-
receu no Ypifanga esse grilo, que ioou do Prala ao
AmazoriusIndependencia Ou sena finalmente,
porque u jompo que ludo consom, tem felo fugif
das notsas lembrancas esse primeiro enlhusiasroo
palriotio, essss impressoes da novidade ? Seja o
Ia' fr. o cerlo he. que lodosos Brasileiros devem
celebrisar esse da, como o da da sua re.lnnpe.lo,
dando demouf(ra(es de prazir, desprezaudo as ira-
quizas e miserias humanal.
Em urna das noiles da semana pastada deu-se
uma descompostura entie os Sri. Joaquim de Goes
Cavalcanli e Joao l'erreira, e vindo o Sr. Manoel
AnloDio Gont;alvet Lima em soccorro disle que he
seu conhado, aocmentou-se a vo' iria e seudo lodos
tres levados a pieseni-a do Sr. delegado, o lenle
Joaquim Fabriclo de Mallos, ah te desculparam
duendo que era uma racuada, e as.mi os deixoo
ii em paz para suas ca-as, uma vez que nao bouve-
ram vas de laclo, e nem accusaces reciprocar.
Nao era poli de esperar outro procedimenlo do
Sr. lenle Fabriciu, o qual te rege pelo tea ptoprio
inslinclo. Na se arrependa podanlo o Sr. lenle
rahnrio de em casos idnticos porlar-te por essa
7?00(l
3670
4J^K)0
ieooo
3*8000
>s;o
1Os8O0
11X5800
101800
5WKXI
435920
849300
219300
I
mesma forma, deixaodo
nislras.
Os
ao
porlar-te por
desprezo versOet ti-
gineros alimenlicios conservam os meimos
presos indicados na minhi anterior missiva.
Vieramao mercado W)0 hois, que foram vendidos
essas ponas traveseas qoe se ahrem surraleirsmenlc i ao calculo de 1>j depois das 0 horas da noile nao enlram muitos ob- I q \'ieioriei jiclos que deveriam eslar em poder de sous dones '! | (Carla particular.
ALANCO DA KECEITA E DESPEZA DOS ESTABELECIMENTS D CVHIDVUE
VERIFICADO NO MEZ DE AGOSTO DE 1857.
lteceila.
Por saldo em 31 de julho a saber:
Em lelras......I:li"i7>ri)
Em recibos.
Em olas cobre
5!62!li8VJ
3:5V7H8IS
Kecebido da associajao Commercial
lleneficenle, importancia por ella
dada para a obra do hospital Pedro
II........... .
Da consol porluguez, importancia do
curativo dos suhdilosvJe sua naj.lo,
Jos l.uiz e Antonio Carvallio de
Lcmoi........
10:7949818
2259OOO
l3'ii0
Da thesouraria provincial, por conla
da quola votada para a obra do hos-
pital Pedro II........ S:0(HI*(H>ll
De om anonvmo para a mesma libra.
dem idem
.".N.Oll
289628

1857.
Da irroandade do Senhor Bom Jess
das Porlas, em camprimenlo do des-
cacho do jail de capellas e resi-
duos...........
309990
Da Ihesonraria provincial, importan-
cia da despeza feila com o curativo
dos mendigot, remellidot pela po-
licia do primeiro de julho de mil
c i-.centos e cincoenta e seis a Irin-
la de junlio do crrante anno .
Do diversos, importancia de mate-
rial! da obra do hospital Pedro
II............
Do procurador dos eslalielecimenlot
de caridade, importancia do rendi-
menlo dol predios, arrendado nesle
,3:5899713
2003O13
3:5179500
2li:3700
Adminslraoilo geral dos eslaheleciinenlos de caridade 31 de agotln de 18.77.
o cscrivao. o Rietoiirairo.
Antonio .lose 1 lomes do (,'orreio. Jo$ /'res Ferreir
KECIFE 12 DE SETEMBUO DE
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETBOSPECTO SEIANAL
As 1 olicias da eapital do imperio foram deslilui-
das de interMse. A complicaejo enlie o Brasil c o
Paragusv anda se echa no jnesmo pe. A attem-
lila fui prorugada. vau se sabia ainda quem viria
de pre-idenle para esta provincia.
O l) trouxe fado algum digno de ser reproduzido.
At eommouicaooes do interior desla provincia s3o
satisfactorias sobre a e'ae.lo do socegn publico.
O dia 7 foifeslejado.com parada de tropa da guar-
da nacional, cortejo em palacio, salvas de ardlha-
ria, illominaeao e thealro noile.
Os vivat do eslylo dados no thealro pelo Etin. Sr.
viee-presidenle, foram enlhusiatlicamenle corres-
ponlidos.
Neite mesmo dia a noilinha, o Sr, inspector do ar-
senal de maiinha, mandou a companhia de aprendi-
zei menores com a respectiva banda de msica, lo-
car no paleo de palacio. A companhia formou e a
msica locou o liyinno nacional, e depois mais duas
PUas de msica. He um prugresio mu apreciavel
em meninos ainda lao lenros.
Nesle dia comecou a nova emprera do Sania Isa-
bel. A pec.1 que subi scena netta occasiao, he
uma nova pr.ducc.ao do Sr. Mendes Leal, e que foi
representada pela piimeira vez ; lie primorosamen-
te escripia, e posto qoe nao teja de um dramtico
eminente, comludo ha de grande efleilo, e fascina
ba 1.11 ten.e..lo i inullldHO : he a reprodcelo de
qua.lros ociis, e rujo fun principal he uma spolo-
gia ao tlenlo e voulade humana ; eis o dado dra-
mtico :
Pedro, um mancebo poeta, dolado di uma inlel-
liencia diliioela, he lilho de um velho mordomodo
conde de Sanliago ; achando-se o pai doenle, Pedro
psiit a exereer as fuiairOes de mordomn. Tendo
lido creado em cesa do conde com uma lilh 1 deile
apaixona-se por ella com grande lllremo. Em um'
baile que lera t, cunda, e onde se achavam muitos
fidalgoi leus amigos, Pedro faz a declarando de seu
amor a. menina, queo repelle com despiezo, e 1 ex-
pOo ao ridirulo dos convidados, referindu-lhes a ao-
diela do plcboo. Elle he despedido da casa do
conde. Trabalhi, torna-te rico, escriplor publico,
depulada, o em breve roinittro de estado, t) conde
de Santiago, que era dominado pela paixio do logo,
perde fudo quanlo pos ruinado, e desapparece. A lili.a, n.lo buido no-
ticias do p.11, dirigi-se a secrt liria di e-lsdo, a in-
dagar, o seu destino; Pedro, qoe era o ministro, diz-
Ibe que o pai se hada suicidado. Nata momento
chega o decreto de demis-a.) de Pedro, que afinal
julgando-se habilitado para casar com 11 eoDdtvi de
Santiaco, vai pedir a man ajs prenles.
A sala eslava plenamente chela, o a exicucSo da
pe;a r,,i haslaule applaudida, lano no dia 7, como
na repeinan.
A quadra dnt diverlimculos parece ser muiln Ca-
prichosa mire ini-. A's vezes ha umn penuria ex-
Irema dele artigo; a's >ezes, a abundincia tambem
be 1 xns-iv.i. S.lo i.sextremos: ou muilo ou nada.
Agora estamos 110 ronmento di Trtara : baile, par-
lides, un casas particulares e publica-, aqu, em
til.n la e no campo, lliealro duas e Iris vezes por
semana. Antes ussim.
I'ltimamenle o lx.n. Sr. cnmmandanle das armas
loimiu o expediente l mandar, todos os domingos
e das santo-, que urna das lian lis de muica desla .
nJade, t que no passeio poblico do caes do Colle- Laiii-amcntodii Itvfnic/.ia (le S. Fr, Pedro
Despeza.
Pago a 3! amas da casa dos exposlos que
compareceram revista de 8 do cor-
rele ..........
Ao regente do grande hospital di carida-
de por despezas desle mez.....
Ao diln da casa nos exposlos, idem .
Ao dito do hospital dos lazaros, idem. .
A Minoel Antonio de Jesui, importe de
607 arrobas 4 libras e 10 onjas de pao
e bolacha que fui nocen aos e-labeleci-
menlos de caridade, do de Janeiro a
.'O de juoho do crranle anno. .
A Antonio Francisco Pereira, importan-
cia de fazeudas que forneceu para a
casa dos exposlos........
A Barlholomeo Francisco de Sooza, im-
portancia le drogas para a botica do
grande hospital......, .
A t,mo arles A Alcofnrado, importan-
cia de gneros que forneceu at :l Je
marco do crreme anno.....
A ltciilo dos Sanios Ramos, importancia
de 3,960 libras de ra ne verde que for-
neceu em julho ullimo......
A Joaquim Monleiro da Cruz, por diver-
sos objeclos qoe forneceu para a casa
dos evposlns........
A liuillierme da Silva (uimaraes, por
fazendas para o grande hospital. .
A diversos, importancia da pintura da
casa dos expo*los........
Ao Rvd. Francisco Alves de branles',
cx-capeltao do grande hospital, seu
ordenado al 6 do corrente.
A Joan lavares Curdciro, por um barril
de vinho...... .
A Antonio Luiz dos Santos & Holimi
importancia de 36 cobertores de l.ia
paia o grande hospital......
A Manoel Coilho da Silva, importancia
de 13 colxOes para o grande hospital.
A Jos Pedro Cayo de Miranda, por tres
ranadas de vinho.......
A I). F'nrlanata Caelho da Silva, alugoel
do sen armazem oceupado pelo grande
liospilal. a vencer em 30 de selembro.
A Bastos ijy limaos, pur um fardo com
102 libras de fio de linho.....
A Manuel de Barros Barrelu, importan-
cia de 66 1|2 arrobas de aisucar, que.
forneceu nos mezes de maio e junlio .
Ao solicitador dos estabelecimentos de
caridade, importancia do calmamente
correspondente a casa p. 123 da ra
Direila, doada por D. Joaquina Mara
Pereira Yianna aos cstabeler*' culos de
caridade.........,*
A diversos, importancia dos d reiios de
por e mais despezas relativas a dua-
go feila pela mesma D. Joaquina aos
ditos eslabeleciineiitos......
A diversos, imporlanda dai despezas Tej-
as com a causa movida contra a 111 r-
queza do Recife e seus filhos, acerca
dos hens do patrimonio do hospital de
Nossa Senhora do Paraizo.....
A diversos, pelos comerlos feilos na ca-
a do expi slos.......m
A Symphronio Olympio deQueiroga, por
um guarda roupa ......
Com a obra do hospilil Pidro II, como
do respectivo livro.......
Ao solicitador dot eslabeltcinienlos por
detpezas judiciaet........
|l:79f9395
7095140
5039200
2663740
2:7523728
1:1753000
1:8'.Ml3O00
1:383301X1
593O00
2:183000
1503000
I55966O
2:i,870
6I;000
90J000
545000
133-440
3(000
963860
3519OOO
760103
4:1403600
123109740
3^73830
1003000
l:88ate580
199500
dem 106. Domingos Jote da Cosa,
uro sobrado com urna loja 1 um audar,
arrendado ludo por 800?, importancia da
dcima............
dem 108.Domingos Jote da Costa, um
s.lirado com uma lja e dios andares,
mondado ludo por IO89, importancia da
dcima ......
dem lili.Joaquim Lobato 1 erreira, um
sobrado com uma laja e dous andaiei,
arrendajo ludo por fill, importancia da
decima............
dem 112. Joaquim l.uiz Vieira e fimos
de Jos da Mlva Braga, um sobrado com
uma luja e Ires andares, arrendado ludo
por mu-., importancia da dirima .
dem 114. Joauna Marii de Dos, uma
casa terrea arrendada por 4009, impor-
tancia da decima........
Idem lili.Manuel Gentil da Culta Alves,
uin sobrado com uma loja e um andar,
arrendado lodo por 276?, imporleucia da
derima...........
dem 118, Isabel Mara l'erreira, uma
casa terrea aniudada por 1909, impor-
tancia da dcima.......
Idan 120.Joao Jos de Carvalho Moraes
umi casa terrea arrendada por 1203, im-
portancia da decima.......
dem 122.Joo Jos de Caivilhn Moraes,
uma cata terrea arrendada por 1209, im-
portancia da dcima.......
dem 124 Vicente Jos de llrilo, om so-
brado com uma loja e Iret nuiaret, ar-
rendado lodo por 600;, importancia da
dcima...........
dem 126.llerdeiros de Anna Perpetua
l'erreira da Costa, um sobrado com uma
loja, arrendado ludo por 4883, importan-
cia da decima.........
dem 128.Matia Rosa da AssompcSo, un
sobrado com omn loja, arrendado lodo
por 381, importancia da decima. .
dem 130.Francisco Manoel da Silva la-
vares, um sobrado com uma loja, arren-
dado ludo por 709, importancia da d-
cima ...........
IJem 133. Paliimonio dos orphaot, om
sobrado.......
dem 134. Patrimonio dot orpl.Sos, um
sobrado........... 1
dem 136. Patrimonio dos orpha'os.'um
sobrado........... 3
Idem 138. Viuva l.a-terre, om sobrado
com uma loja e tres andares, arrendado
todo por 1:6009, importancia da dcima. 14430OO
dem I id. Manuel Gouralves da Silva,
om sobrado com urna loja e Ires audart,
arrendado lodo por 910/, importancia di
decima.......
dem 142. JoSo Anlonio Pereira da Ro-
cha, um sobrado com uma loja e Ires an-
dares, arrendado ludo por 1:0009, im-
portancia da dcima.......
dem 141.Jos oiicalves Torres, m'so-
brado rm uma loja e Ires andares, todo
por ()(.(lj, importancia da decima .
dem 1.Antonio Pedro das Nives, um so-
b.ado com duas lojai e um andar, unido
le n. 21 da ra da Cruz.....
Idiin 3.Juliana Mara da Conreic,ao, orna
casa larrea arrendada por 1209 imporlao-
cia da decima ......
dem .VJuliana Mara da Conre'ic3o, orna
casa terrea arreo lada por H)8?, jmpe--
taneta da decima......
Idem 7.Manoel Jos Pereira Gon'cal'ves'
orna casa lerna arrendada por 72-, im-
portancia da decima........
dem 9.Jos Rodrigues di Araujo'l'odo,
urna casa terrea arrendada por 96>, im-
portancia da deciins.....
dem 11.Jos Rodrigues de Araujo Podo,
uma casa terrea arrendada por 969, im-
portancia da decima.......
dem 13. Orpbao Innocencio Rodrigues
Lima, uma casa Ierre arrendada por
989, jmporlancia d> decima ....
dem 15. Jo3o Simoes de Almeida, uma
casa tena arrendada por 1208, impor-
tancia da decima........
Idem 17.Mara Theodora da Astumpi-ao,
uma casa terrea arrendada por 729, im-
portancia da decima.......
Idem 19. ll-rdeiros de Antonio Duide
l'erreira \elloso, uma casa Ierren unida
de n. 61 da ra do Caes.....
dem 21.Francisco de Paula de Queiroz
lonceca, uma casa terrea arrendada por
609, importancia da decima.....
dem 23.SaTvador Pereira Brasa, um so-
brado com uma loja um andar, arren-
dado ludo por 1689, importancia da de-
cima ............
Idem 2.">. Hospital de caridade, iim'10-
brado .......
ja e duus andares, arrendado ludo por
lttS| rs., impuriaocia da dcima .
Primilla tcela do cuiisulado provincial,
selembro de 1807.
O lanzador,
Ju3u Pedro de Jess da Malla.
369720
I- de
l"o/ili;ii/ar--Aa.)
(Stommttuicabi*.
849600
009000
59-1O0
109S0O
93720
63180
89610
R-M110
89640
1II98IKI
69480
53500
I9120
Por sabio em caixa a saber :
F;m letra. ......
Em recibos ......
21:1339686
l:6S79<45
3:.186;229
-----------------5:243,-374
26:3769060
MAPPA do movimento Jos estileleeimenfos de caridade, verificado
aposto de 18.")7
no me/, de
CRANDE HOSPITAL.
Exisliam........
Filtrar.un........
(Curados.....
Sauiram-J Mellioradm. .
(Nao curados ....
NasJi horai de entrad!
Morrena! -
ExsIfiii .
Depois lesln poca.
HOSPITAL DOS LAXAROS.

56 31
31 6
26 0
4 0
1 1
0 1
0 7
..1 28
sT
37
26
4
2
1
12
79
Exisliam.
Enlraram
Sal
iram-lM
llSi
Curados .
horados .
ao curados.
Mnrroram
Etislem.
CASA DOS EXPOSTOS.
1\ H 29
9 0
11 0 0
ti 0 0
0 0 0
11 0 0
'23 8 31
Si'.I US.
Kvisliam........
Enlraram...... ,
Sahiram.........
Morretam-ll! -' '"*<> entrada
llepois desla poca .
Existein........
108
4
0
0
9
100
175
4
0
0
1;
8
O
0
286
Aelmmislraeao peral dos eslabelecuuehlos de caridade 31 de agosl le 18.77.
________^____________O cscrivao,Anlonio Jos Gomal do Correo.
CONSULADO PROVINCIAL.
pa-
Kio, para entfel.r o povo, d-de As 5 horas da lar-i
de ale a-, Os am.dores di liarmonia applaudi- i
ram a bella lembrane* .le S. Kx'c, e no primeiro dia '
concoireram valias familiav .111 passeio. Esla me- '
dula, pode ler em nossa opiniao um alcance liin'o !
alelare di (rain. o. concurrentes e acoslumar al
notMi patricias 1 snhirem de dia 1 p, despreciado '
ile-l'.iilc o antidiluviano oso das Cldeiriuhat e
lanquinr.
No dia 8. ns eslodautcs da Facoldade da Direi-
In clebraram a fe-la da Senlinfa d Bom-CoBNlhoi
com e-plendida sumplunsila le. Foi uma solemni-
aade religioM, mitaadi au mamo lemp.ieom o ei-lN
ncler da Vlilligaacil e iii belle/. 1 pla-tica. As
harmouias da msica eos esplendores da illumina-
i;.lo que encina o templa seurado com ondas bri-
11.antes de lu/es ;.llra:nram urna innlliibl-i immera-
rel. Pones raonlOei desle enero temos vi'lu Un
concoma'. A belle/a humilla e as ditllatcoes so-
ciaes em lieram o templo : ira o senlimenlo snlilime
da reli.ia.i inspirando as concepees un maculadas da
inlel.igrnria.
I
II
(loiK-alves para o imposto da decimn,
feitO pelo laneador do consulado pro-
viucial Jotio Pedio de Jess da .Mal-
la, de ionl'01 midade com a portara
do Sr. administrador da mesu do consu-
lado provincial a 11 de agosto do
rente atino.
CoHiinmcHo.)
Ra da Sentllll Velha.
Sil.Moileire da S. lenlo, um solo a ln
com du.s lujn e um andar, arrendado
ludo por ;t929, importancia da dcima .
Iden. 82Candido Alberto Sndr da Molla,
um sobrado com urna toja e um andar,
arrendado ludo por 3009, importancia da
dcima............
Idem 84.Innandade do Rosario do Beri-
fe, urna c>sa terrea arrendada por 2009,
COI-
3.9280
273 iini.orlaucia da dcima
lalleccram durante a lemana 48 pessoa.. sendo: dem 86.Francisca e suas flhas O tona e
I homens, 1, mulheres e Ib prvulo-, livret ; el S-ba-tiana, m( casa lerrea arrendada
i.omem, inulbcre e 2 prvulo!, escravot. por 141^. importancia di decima .
I Uin 88.Ftaociica ton lillus ojona 1
189000
129',I60
Seha-liana, urna ca-a lerrea arieudada
p-r 1329. impirlancia da decima. H988O
Mein 90.Irm-nlad* rio Sr. dos Passot,
urna coa lerrea arrendada por 150ff, im-
porlaracia da decima.......139500
I lem 92.Joaquim di Souta Pinto, urna
em terrea rom iol,1o,arrendado ludo por
3649, importancia da decima .... 2.13760
Idem 94.Irmandade das almai do Recifi,
urna casa terrea arrendada por 1509, im-
portancia da dcima.......139500'
Idean 96.Irmandade das almas do Recife,
nina casa terrea arrendada por 20tlj, Im-
portancia da decima.......IK9HOO
|d*a>98.1.0.1 Anlonio de Siqneira. uma
esa lerna arrendada por 9009, impor-
tancia da drrima........189000
lilem 100.Lui/. Anliuno de Siqneira, um
sobrada com orna loja e dous andares, ar-
rendado ludo por 3009, importancia da
''"i""1............279000
Idem 102.Viova di Jo- Dioso da Silva,
uin obrado rom qualro I jas um andar,
a.rendado lujo por 3969, importancia da
etinn...........969640
dem 104.la Baplisia Itibeiro de l'ariai,
um s.- rado com qualro I..jai e nm andar,
arrendado lulo poi 632-3, imporlaucia da
decima...........563880
Becco do Campello.
Idem 2.Manoel Jos Cabra I, um sobrado
Com uma loja dous aunares, arrendado
ludo por 2883, importancia da decima .
dem i.--Anlonio Raines, um sobrado com
uma loja e dous andares, arrendado ludo
por .1003, importancia da decima .
dem 1.Joaquim IJonc,alves Ferreira, uni
sobrado din urna luja e dous andares em
obras .....,,,
dem 3. Joo Jos de Carvalho Moraesj
um.. essa terrea arrendada por 963, im-
portancia da decima.......
Becco do Monleiro.
Numero 2.Joanna da Rocha le Jess,
om sobrado com orna loja e dous anda-
res, arrendado ludo por 240> rs., impor-
tancia da decima........
dem 4.Francisco de Miranda Leal Seve,
um sobrado com orna loja e dous anda-
r, em obra..........
dem 6.Jos dos >,n.los >unes de Olivei-
ra, um tobrado com uma loja e riout an-
dares, arrendado lodo por 3843 is., im-
portancia da derima ......
Becco Largo.
Numiro 2.Ilenriqui Cibson, um tobrado
com orna loja e um andar, arrendado la-
do por 2503 ii., importancia da decima .
Idem Delinque Gibson, um sobrado
com uma loja e um andar, arrendado lu-
do por 261,? rs., importancia da decima.
Mem 6.Viuva di Jos Diogo da Silva,um
-biadocom tris lujas com andar, ar-
reudado lodo por 3009 rs., importancia
da decima.........
Idem 8.Viuva e herdeiroa de Paulo Pe-
reira Simiet, orna casa lerrea, arrenda-
da por 800a rs., importancia da decima .
dem I. Domingos Sor.iano de Araujo,
um sobrado c.m tres lojase tres andares,
arrendado ludo por 706 rt., importan-
cia da decima........
dem 3.Jos i..me-hes Torres, uma casa
terrea, arrendada por 969 rs., importan-
cia da decima.........
dem 5.Jote ti nrah,- Torres, uma casa
terrea, arrendada por 96-3 rs., importan-
cia da decima.........
Idun 7.Viuva de Jos Diugo da Silva,
una casa lerrea, arrendada por 69 rs.,
imporlaucia da decima ......
Idem 9. Viuva de Jos Dioso da Silva,
uma casa lerrea, arrendaoa por 6O9 rs.,
importancia da decima......
dem II.Viuva de Jos Diogo da Silva,
VI caa lerna, arrendada por 60-5 rs.,
importancia da decima .
Idem 13.Viuva de Jos Diogo da Silva,
urna casa lerrea, arrendada por 60s rs.,
importancia da decimn......
Idem 15.Viuva de Jos Diogo da Silva,
una rasa lerrea, aireudada por 6O9 rs.,
importancia da decima......
dem 17.Viuva de Jos Diogo da Silva,
nina casa terrea, arrendada por 6O9 rs.,
importancia da decima......
dem 19.Viuva de Jos Diugo da Silva,
urna ca-a lerrea, arrendada | or 1.1 1-..
importancia da decima......
dem 21.Jos Antonio I. 1 es, uma casa
lerrea, airendada por 608 rs., importan-
cia da dcima.........
Idem 1(3.Jo-c Anlonio Lopes, orna cosa
lerna, arrendada por "- rs., importan-
cia da decima.........
dem 25.Jos Antonio Lopes, uma casa
lerrea, ariendada por009 rs importan-
cia da dcima.........
Id ni 27.J.s Anlonio Lopes, orna casa
teirea, arrendada por GXI3 rs., imporlau-
cia da decima.........
dem 29.las Antonio Lopes, nina casa
lerrea, arrendaJa por 60 rt., imporlau-
cia di decima.........
Idem 31.J s Antonio Lopes, urna casa
lerrea, arrendad;- por 609 rs., imp-rlan-
cia da decima.........
Idem 33Jos Antonio Lopes, orna casa
lerrea,arrendada por 1209 rt., importan-
cia da decima.........
Ra da Senzala Nova.
Nomero 2. Prelos canoeirot do Recife,
uma casa terrea, arrendada por 120; rs.,
importancia da decima......
Idem 4.Irmandade do Rosario d Reci-
fe, uma casa lerrea, arrendada por 1309
rs., importancia da dcima.....
Idem 6.Mara Rosa da Assumprao, om
sobrado com uma loja, um andar e s>-
lao, arrendado Indo por W89 rs., m, or-
n .a da decima........
Idem 8. Irmandade de S. Benedicto, urea
casa lerrea, arrendada por 969 rs., im-
portancia da decima.......
Ideiu 10.Miguel Joaquim da Cotia, orna
ca-a loirea, arrendada per 1669r*., I,n_
pnriancia da decima.......
Idem 12.Jos Pereira, uma casi lerrea,
arrendada por 132? rs., Importancia da
.le iua............
Idem 14.Francisco Manoel da Silva 'la-
vares, um sobrado rom uma loja", doui
audaiei e_m>is mu telheiro, amulado
ludo por 5769 "., importancia da decima
dem 16 MaUliai Lopes da Corta Maia,
um sobrado com urna luja e duus andares,
aircudado lodo por 1929 rs., importan-
cia da decima.........
dem 18.Teaiamenteira le Manoel Fer-
niudii tjueJes, om tobrado com uma lo-
AI.lMAS REFLEXO'ES SOBRE O NOSSO Fvi
TADO IMERMO. ()
I
(joiamoi de uma paz oclaviana, os partidos polti-
cos como que desnppereccram da Penumbiuo ; i
i-onciliacAo fui ser rmenle aceita como Orna ConaU
tilo de nossa proipendade ; mo ta opposicao, nem
para o governo supremo, nem pnra o da provincia ;
os odios polilicot islaoarr el redos i quati exmelos, a
proprla denominado dot aaligo partidos he apenas
invocada como ama ricor.lacio das m-m paliadas
discordias, que todos deploram como urna verdadei-
ra calamidad! : ei lim ludo maicha publicamente
fallando) para melhores coddicoei.de eslabjlidade, de
progresso e de venturoso porvir.
Com etleito astim parec a primeira vista ; nada
ba lAo lisongeiro para o nosto patriotismo rdanle
como a pintura queacabamos'de eemicar; 111 lelimen-
te he apenas ella om vernli, que locobre muilas cha-
gas, muila podrira,..
O noiso involucro, ou a sopirfcie das nossas coa-
las he de om matiz que encanta, de um cheiro de-
licioso como o das noisasfruclat ; porera o amigall-
l cheio de verme- de luda a especie, que nos gistam
a seiva, e nos ronsomem a polpa.
Aqui na capital estamos sempre oecopados com os
notsut propriot nrgociot. 00 com 01 diveriimenlos e
dislraccaes que nos oOerecem es bailes, os ihealros e
ai noticias estrangeiras. Ai vezes interessa-nos mui-
lo mais orna noticia da Earopa, da Aia ou da fri-
ca, que de qoalqaer lugar da nossa provincia. lVu-
cat sSo as prssoas qoe tem rela;0es mais extensas
com as dillerenles comarcal, e essis metmo lio ape-
nas relaciy de iuleresse individual. O estado verda-
deiramen-] deploravrl, a que tem chegado a popla-
tlo do interior, he ipia-i uin segredu pa'raos Sibaritas
da eapital; e salvo o presidente ou o chefe de policia,
uinguim mais ti importa com o que por la pasta oo
com as cousequencias fuueslas de immensldade di
causat accumuladas, que inait cedo ou man larde
devem prodatlf medonha explotao.
O Recife nao lie Peruambuco ; nao podemos diier
como os Francezes: Pars he a Franca, mo de cerlo,
por qoe o Hecifi mo he uma cidade manufacturera
ou produclora ; pelo centra, io he apenas um grande
centro de consumo, e enliepuslo commercial, slo he,
onde te fazcm trocas ou commercio de compras
venda. Toda a nossa importancia depeude das comar-
cal que mais prodozem. e enlre ellas te distinguen)
especialmente as daas, qae fi.rmain os uossus limites
no litoral, islo he, Rio farinoso aosol, e Goianna
ao or le.E porem, como medimos ni essa impor-
tancia, oa como avahamos a silaa;ao de cada uma
dessas comaicas '!
I.i. Sanenle pelot inlerestes materiaes. A primei-
ra cunta que se pergonla no Recife a am homem do
iulerior, depois do o Dos le salve do cosluine he
se choveu por l, se ba boa safra, quaotoi bol vie-
ran! a feira, a como esta a farinha, e ludo mais poi
esta eaililha.
A imprensa da nossa capital proced do- mesmo
modo (salvo as quetlOes pessoaes) quanlo ao inleres-
se que toma pelo bem eslar do paiz. Um artigo heb-
domadario sobre as nossas cousas leexpriae quasi
sempre no metmo sentido ; as noticias recebidat do
interior o sempre lalisfacloiias quando choveu em
alguna lugares, quando a rslaeilo prometle larga co-
Iheila, e nada mais. Entretanto nmguem *e impor-
ta, como ja disiemos, com o estado verdaderamente
deploravel em que n acham algumat de notsas co-
marcas, principalmente at las que ja mencionamos:
mnguem da f desse esla o excepcional que is de-
lurpa, que ai corroe, que aniquila toda a activi-
dad! de suas forjas, lodo o grimen di seu proprio
engrandecimenlo e riqueza.
Mas, de qoem he a culpa '.' Do governo ou dos
homens ma importantes las diflcnnle locallida-
d"> flu se lem enllocado ne-las Lisies circomstan-
cias .' Sejju.us francos.e appfllemos para a cnns-ien-
ca de todos. Em luda a parte do mundo a riqueza
territorial exerceu sen pre uma influencia benfica
sobre lodos os habitantes da mesma prnpriedade ; I
se a nqneza se rene a randiccao de uma familia
extinsa, do prenles abastados vivendo indo! por as-
sim Jiier em familia,da-te lollo uma verdadeira in-
lluncia palriarchal, islo he, a fotei moral que resul.
la do amor e dos inleresses da familiar e das alien-
rOet e respeilos de lotot aquelles que depen lem un-
inedialamenle do graude proprielario.
E porem, como se exerce essa influencia '.' acaso he
ella lilha nicamente do direilo de propriedade '.'
ISjo por corlo.
A influencia nunca ser legitima, emquanlo ella
mo fot Le.-ielica, islo he, lilli.s de aclos repelidos de
urna beoevolencia a toda pro va, de urna caridade
bem entendida, e dessa houestidade contornada, al
que se torne proveibial ; do conlrario nunca llavera
legitima iuffueucia, mas ISu snmeule imposicjo, pela
necessidade que lem os pobres de viverem a'o abiigo
dos ricos.
temos mis dessas influencias na provincia '.' De-
venimos te-las,porque ha glandes propnelaiios, ri-
cos e geiiero*os, nlilligenlet e probos; mas na rea-
li.la.le nao as ha ; e porque '.' porque elles misinos,
eistl sr.nde propietarios, essea homens ricos e pro-
bes ah.liraram na autoridade publica loda 1 influen-
cia, que podn,un exereer nai suas localidades. E
como a autoridade nao possue neofluma das conjic-
Cdes de benevolencia e de generosidade, que COBIII-
luem a influencia beneea. segue-se que a que exer-
ce.....so he malfica pela maior parte, esli* fon
das condiees qu* se requerero para constituir a ni-
ca e legitima influencia ; slo he, respeila.se hoje e
acala-se a aulurnla !e publica (principalmente no in-
terior; mo pelo bem que della se espira, mat 19o to-
rnate pelo mal que pude fazer.
E como abdicaran) o rirot proprietariot suat in-
fluencias legitimas na aulondade publica ? E-le
facto he de recenta date, e deve eslar por cerlo na
lembrancaMe lodos ; sem embirgo vimos recorda-
lo ainda uma vez, para que us sirva ao menoi de
Mil I '. 10.
A abdicaco do 1 imperador Irooxe ao paiz uma
serie de crois vicissitudes e de acerbas decepcuei;
lodo o imperio foi relalhado em facetes, e cada fac-
5S0 linha o siu programla e n seas hroes, que
bem prompto nssumiram uma importancia que nun-
ca deveriam ler. He verdade que a inaior parle des-
sas importancias desappareceu com a maiori 1,1 le,
porem nutrs conlinuaram a exereer a soa mil im-
cia malfica. A propongo qive 01 chefei dos diflV-
iswu i rentes grupos lam desappnrecendo, 01 meimos gru-
\ pos proru.av.im abrigo reunindo-ie em lomo de
ama baiideira, al qae a maioriJade defini clari-
menli a .-ilu.iejo doi partido!.
I'e'il- o aclo da maioridade al 1814 doos parti-
dos esliveram em jugo na corle, formando as con-
chai de uma balanea, cujo fiel penda ora para om,
ora para uulro lado. Meisi anno comer a a lula
enlre s bandeira do progresso e a do resresso, que
acabava de dotar o paiz com uma legislarlo orgni-
ca no sentido de suas ideas ou de seus inleresses. O
partido iuza oa do progresso, servindo com Itgislacflo, achava-se em flagrante coulradicclo com
ns seus principio! ; e como nao pode dislazer o que
ja se achava pl nudo com urna perseve.ane 1 que
honra aoi saauaremas, conlenloo-se cum mudar
grande parta do pessoal. Assim f)i qoe a lula passou
do campo dos principios para o Campo das pessoa ;
isto he, u iuleresse publico Urnou-se iuleresse indi-
vidual, e o paiz foi novameuli retalliado por inle-
resses mesquinhus, por odios recprocos, ale a vin-
ganca iudividual.
As provincia*, lateliles do Rio de Janeiro, foram
invadidas pelo mesmo mal ; (rausplantou-ie paia as
provincias o rgimen da nirte ; 1 divisAo foi com-
pleta por bul, a parte, e houve urna inver-,1.1 geni
nos osos e coilumes do nos-.i p vo. A lei de 3 de
dezembro de IHil e o regulamen'ode 31 de Janeiro
de 1842, creando uma pulicia pidiciarla c adminis-
trativa, colociu nas nulos de um mesmo individuo o
direilo de prender, de procesar e dejulgar ; is fui qoe o principio de autoridade lomou umclaslerio
que nao linha lido nunca, nem uus.no durante o
rgimen absoluto. Logo que a poltica invadi o pa>z,
a policia assim inoulada lornoo-si o nico elemento
de governo, e por consequencia ataumio uma pre-
ponderancia tal, que matou todas ts influencias lo-
caes.
Em Pernambuco e mal j era anterior, em vir-
lude le orna le provincial que fora, por ftsim dizer,
o esbozo nova otganiiac,ao policial, assim como da
guarda nacional, que por lim ven tambem apirtar
o ultimo anel da cada de compressao. Divididos us
inleresses por loda parte pela lula dos partidos, o
paiz achou-se tambem dividido em aggressores e
aggredi 101. Coniu a autoridade publica toinou-se
urna influencia malfica pelo mal qoe poda cautir,
lodot quizeram evita-lu cobrindo se com o maulo da
mesma autoridade ; e porlanlo foram ambicionados
a cargos da policia e da guarda nacional cerno uma
salva-gua.da. Aquello que te via ebulhado de om
259990
27,91100
I
896.0
2196OO
349560
329900
239760
729000
889040
89640
89640
59400
'.;i00
5-400
5sl()0
59400
5-9.00
5; i 01
[*) Declinamos inleiramente do ju-io de Sr. Arii"
39100 lides, porque nos parece umi perfeila declamacao'
A prospendade de que gozamos nilo he um simula-
cro, he uma pura realidad!. E o magnifico rendi-
59400 ment, lauto proveniente da exporl-e.lo, como da
irrportacAo, atrecadadd mensa I mente pelo fisco ; o
dcsentolvimenlo crescente nos melhoramenios mo-
59100 raes a materiaes, e as divinas e variadas empre as
que se manifeslam lodos os lias, fio fados lofllcien-
ies para provar que o bem eslar commum da popu-
09OO la;ai tem grandemente melhorado. Sempre que te-
mos de dar a nossa opiuiAo acerca do e-lado do paiz,
fazemo-lo desapaiionadumenle, e por isto, emquanlo
59400 soccego publico nao fot alterado, oo nilo se derem
causas naes que o ponain alterar, sempie havemoi
de consideiar o estado gr-ral da provincia como sa-
59IOO lisfaeloiio. sb n aspelo da paz a da tranquillidade
Oulro sim : como 1 regolaridadc das eslacAei ha
uma r.indieao essencial para o desenvolvimelo da
IO98OO nossa prospendade, as irregularidades respectivas
tambem nos ho de constantemente preocupar. ()
Sr. Anslides, para provar que as coasas nSo vSo
bem na provincia, e quo occullamns a verdade
1O9S00 apona como exemplo as comarcas de Goiauna e dj
Rio Formlo. E o que ha nesse duas comarcas de
anormal e extraordinario, que deiminla o qae cos-
139300 turnamos dizer hebd .madariameole Acera do-n e-
go e da paz? Na> o sabemos ; salvo se o Sr. Aiisll-
dei entente que una polmica jornalistiea* enlre
lous ou Ires individuos, en consequen ia de laie-
3bJ>;iO resses eleiloraes malogrados, ou de rivalidades mal
entendidas enlre duas 611 Ires influencias loe e-, de-
ve c-rartirisar a situado giral de um paiz. Enlflo
KjlilO sol semelhanle a-perto, poder-s-l.la dizer que
nunca houve paz nem prosperidad! em nenhuma
"marca, em nenhuma provincia, e al em nenhurn
I.i9l20 paiz onde existe o gov-nm representativo Cum; as
su.s cuiiarquencias iiieviiavei*. Mo he pelas quei
\,as 1 clamores de um ou .otro 111 dividan, qoe se jal-
JS80 g.i prejudicato nos seo inliresses e aspiraron pes-
soaes, que coitumam. s uvaliar o elado do paiz, mas
-im pela marcha eerel dos acontecimenlos, pelo mu
menlo cuntanle, integral e asreudenle de toloi oa
919840
419280
"I"e*o de polica ou da guarda nacional julg .va-ie
d.^i". i"""11' '"noi direitos, e era um inimign
v, n I.'. ,u,u" ZS&T&jfig* "" p" mu" '"">
1 viv tu i tiuiic-i 1 ro pari larrin-
r^. a"j!.!a rpried"*e' "ic'palo,...le no
r.o. m U" mti0 ,Bio u" "bmi..ao
Foram 01 grandeiproprietarioi 01 ptjmeiroi qua
Irocararo ai mai mlluencias ben.lieai pela que ihei
lava 1 autoridade lo tmida d. polici d. gua di
na.iional.
fesle caso Irocou-se a cond cao do amor do res-
peilo e da benevolencia pela do temor e d receio
o homem influente oto fol miil o hornero rifo ge-
nerpso e inlelligeule, mas o delegado, labdelag'i 10
chefe superior, coinmandante oa oflicial da guarda
nacional; nio era o qui t divii.fanr bem, mas
aquello qui podii fuer mal ; ainda quando 1.,--,.
apiuai om instrumento de qualquer potentado, an-
da quando 0A0 soubesse lir nem icrevir, ou apenas
postme o sol pira iquectr-se e a noile pan occal-
tas os hu andrajo!.
Presebtemenle esta arraigada oo paiz 1 idea di
que 1 nmea influencia legitima he 1 autoridade.
entretanto qae, aieui da falsa, priila-ie a urna lo-
terprelae 1 de;airosa para a nossa moralidade. A-
inda temos verdadeiras iofioeoeiai ni provincia, o
ponto est qae ellas o comprehendam, e queiram
fazer valer a sua importancia. Snppouhamos qoe
os horneas ricos, que hoje dispelam entre 11, eu en-
tre 01 seus, am cargo da polica oa da guara m-
ci.vul, te colligm, te dao mSo, chamam si ca
ieui amigos, dependentes e tlint,formando Um pola-
roso ncleo d.9 lodot st iuleresses di loeallidadc ;
sendo os primeiros a darem o exem, lo de uma mu-
ralidada a loda a prva, repellin Jo os criminosos,
fundando o principio eterno da urdem publica, seni
a qual n3o ha hberdadi posiivel : pergunlamor qua
mal poderia fazer a autoridade publica em uma 10-
callidade, onda nao adiarla um satlite, -oa um
s espoleta para acompanha-la? Que faria da torca
publica, onde ella nao (vene em que empregar- e '.'
Qoem rompera esie circulo da ferro, formado por
lodos Os homens bous de uma povoacSo, di um mu-
nicipio., e mesmo de urna comarca .'
E parque se acham dividido! os homens mais no-
laveis de aljamas comarcas Antes dlzii-se qoe a
provincia eslava dividida em vencidos a vencedores;
mas he enlre homem do mesmo credo, que boje
disputa a influencia j nao a benfica oa legitima
islo he, aquella firmada 00 principio do bem, roas a
qua da' ou eoufere a autoridade publica. Quil sera
o incentivo, qual o estimlo para avigorar essa lula
pissoal, qoe arrastra uma comarca inleira, chiman-
do pan a anua lodos 01 inlereisos individan al
os mesquinhos odios de familia, al o mais eslapido
orgulho oflendido ? Qual deve ier a eomiquencia
dessa cegaeira manifesla, desta allueinaco sem dis-
culpa,dessa reluctancia lem o meoor senso commum'*
Queris que -o responda ? l'uii bim.; no dia em
que julgarde! qae podis decidir de umi eleicio oa
que leudes a maioria da comarca a vosto favor, oa
ontro qualquer empenho oa inlerme 1 fazir valer,
lodo o voiso caslello de carlat cahira' ao sopro ou
ao acceno do governo.
Ariilides.
{Conltnuar-it-ha.)
O TEXESTE CORONEL JOAQUIM MAURICIO
WANDERLEV, E SEU INJUSTO AGGRES-
SOR.
Leaos no a Liberal Pirnmbucano 11 n. 1,458 de
20 de agotto prximo lindo, a correspondencia da
um anonyme que te atiigniO inimigo di violen-
cia ; mas que tao pooco o he, quanlo incompeten-
te para qualificar-ii a si proprio.
E-se seuhor, apresentando-ie eomo imparciil a
in.lillerenle 11 pesion ; alleclando iuleresse iom>ii-
le pela cauta da propriedade e da vida, e pela coo-
tderacao devida a urna senhora viuva ; e acober-
tanbie com a capa de tuppostanotoria poblici-
dadedu dir-te, como geralmenle te diz ele, de
qoesem utar 01 novelleiros delractoresda r?pula-
tao allieii, loima-ie a vir peranle o publico narrar
faeloi de qoe nao esta' bem informado, oo cuja ver-
dade altera de propoiilo (que he o maia provivil),
para 1am, sob falta causa ostensiva, e com sen
verdadeiro lim occolto, ferir deslealmente a repu-
lae.io, e di quem ".'
Do Sr. Joaquim Mauricio Wmderlsy, incao res-
peilavel, ho'mem probo e honesto, e cidadao pacifl-
eo, proprielario do engenho Tluma da freguezia de
S. Loureneo da Mala, onde he morador.
He elle como lal conhecido di muitis pettoas des-
ta cidade, que o eonsidiram e estiman) ; lem lam-
bem aqui amigot. que preando suas excellentei
qoalidadei, nao ai leixarao l mirc da qualquer
imprudente ou Impudente, qoe lenha a vellei lade,
ou o 111 10 intento de deiconeetoa-lo ; pois pare-
ca eicusado,.i hesitamos se deviamoi cunleslar as
inexaclidei que abandam aaqoella corrnpondio-
cia, ou se despizalas de envidia comas injuria!,
ai quaes n3o responderamos em todo o aao, 1 que
pur cerlo o ollendido perdoira' sea injusto ig-
grisior. lodos iibem quinto imprem enlre us
se lem lormdo licenciosa, e qut espirito de verdade
preside a correspondencias particulares de indivi-
duos anonymoa.
Mas, como aqaelle artigo pode porvenlara pro-
duzr no animo di alguns impres-o desfavoravel
ao Sr. Joaquim Maaricio, damos-lhe sempre breva
respotla.
Princlpit o corrispondenle aiumvmo por dizer
. une o fado que publica, ha dos qiie ulo de eou-
linoo praticados por aqoellei qoe le nlilulam con-
servadores neila provincia. A que vem 11101-
Ihauli insina vio ? Nao ha quem ignore, qae tin-
to o partido conaervidor como a liberal coula em
teu leio homens de probidida e de nienlo, ridadaus
respeilaveii preilimoioi ; bem como que era am-
bos ui partidos se enconlram homem corrompido!
t roaos enlaciaos, muiloi dn quaes % oslentam pir-
lidiatai extremos om todas n snas paixOet e cipri-
chei. e todava nlu leem partido algum fixo, a i
o proprio iuleresse qoe he o teu norle ; e oulroi
nao menos inleresseiroi, nem mal honeslm, dii-
lingo#>n-se upeuai por calculistas refolhadoi, que
sabim ganhif lem oda arriicar Praza a Dios qm
Sr. auonvmoiao pirlenca a cla-se Infelizminle
numerosa doa qae nao honrara o partido. Em ie-
guida arge a qoe o Sr. do engenho Tuina lem in-
vadido a propriedade do Porluguez tino Ferreir..
da Silva, uiufruiudo ha maito terrenal, qu* ie dis
perleneerem aO engenho Tapacora' do me-mu Se.
Lino ; mas para resalvar-se, a eorrespondinle ino-
inmo refere mi fado como sendo de notoria pu-
bhcididi !
Basta responder que, linde o Sr. Lino intentado
ha [i meo acc.lo competente para demarcar o engenho
lapacura', discriminar suas Ierras das de outroi
ei.genhoi, entre os quaet o do-Sr. Joaquim Mauri-
cio, anticipando assim o que este mais do-loe ella
deiejava fazer, na diiacio probilorli te proTin', a
opporlonainenle 1* diaculara', e ier.' julg.do pilas
uibunaes a quim cabe a juila arguicao di invadir
e uiufrnir a propriedade alhti.i, e conira quem mi-
lita a verdadeira noloriedade publica.
Conlinu o Sr. correspondente dizende n qoe o
proprielario de huma, de prximo e para salisfazer
as necesidades do teu calclo, procede 1 umi divi-
sao monslruoaa, sem lurmalidade algoma, etc. b
Ditejaramoa exhibir previ de ludo quinto aflir-
massemas ; m.s con, 1.lindo ella em eitenios ducu-
msnlos, e dependendo de depoimenloi di mlemu-
nhas, que h3u di ter lagir naqurlll ic.ao e na di-
lacao probatoria ; assim provocado a umi di.cui.ao
intempestiva, nao devcmci, nem podemos por ora
fizei mais do que oppor nossa palavra a historia do
detractor, que duprovida de loda a prova, nao pre-
valecer lobre 1 defeza aot olhot do bom senso pu-
blico.
Cumpn poit declarar Verdade icerea dessa di-'
visa.., que le diz moostrooia, a feila de prximo :
Uiveudu, detde muilo, conteidcao enln ot Srs.
de laparura' e de Tiuma sobre os verdadeiros li-
mites desles'doos engenhoi, o lente coronel Joa-
quim Mauricio, cedendo a pedido de amigos seus e
a instancia de amigoa do Sr. Lino, convelo com cale
cauqese procedase a uma demarcic,o amigavel
dai terrat dos meamos engenhot ; e coro efleito por
este accordo mutuo, perneados loovados di emba-
as partes, em agosto de 1855 cumecna se a correr
uma linha -di vi'ona das dais propriedade! ; mas o
Sr. Lino, que nos doos primeiro- din eslivera con-
corde e lalisfeilo, vendo depoii qoe o prolongi-
mento da linha moilrivi perleneerem a Tioma ler- "
renos, qae elle quera que fossem seu-, quebrou -oa
palavra o accordo arcigivel, e rel.roo.se tem mes-
mo annuir a que fosse am outro agrimenior de sul
eicolha a ex nnnar ni duvidn que n Ihe figuri-
vam. Em lal circumitancia o proprielario de Tia-
im mandn continuar 1 linha at o lim ; declarou
aquelles moradores desia linha para a parle de Tiu-
ma, que haviam sido poslot pelo Sr. de lapacura'
que s podiam continuar ah reconheceodo o tenlio-
r.io daqotlle engenho ; liei moradore- deida
aquella dala atsim o recouheceram lodot a exrepr;ao
I...>ez do Poiloguez Manoel Jos, que par espirita)
de naeionaldade apenas iltisfacla em part jnsll
requisi;ao de Tiuma. Peile estado te eontervaviin
as consai at que te procediste a oov demarcara
judicial.
O intitulado inimign de violencias misa ainda
aventurar a que Tiuma nunca leve tilubi, e qoi
lapacura' he o nico engenho daquella rbeira qol
apreienla sua iismarii, a respectiva plaa do lir-
veno por illa concedido, i titulo* muilo intigoi til
demarcacao !
8e o Sr. annimo qniter satisfazer a loacario-
idad-, pode dirigir-si in correspondenu do leen-
I
elemeulos sociaes, de que resulta a felicidad! do lo-1 te coronel Joaquim Mauricio 11. s'a cidade, que ella
.do. Ernfiro, aseveramos anSr. Arislides qoe, qmn- Ihe franqu-.ira'a leilora di eacriplura di compri,
du ... i- <>u naqoelle ponto da prnvineui apparere- pl qual o proprielario de tiuma houve eile en-
rimtignaes irnos e reaes, que annunciem o Irans- genhu. bem como o titulo de anlecesar ; e quinto
torno da ordem publica, havemos de expn-lo ao pu- i ao mais aflirmtmos m poblico que icha-ie junio aet
bl cu com lodi a franqueza e energa. lautos de aceito de demarcaco ha poucu Intentada,
Ot redacloret. \ csciivag Mola, am documetlo de qoii comu 1 tet-







DIARIO DK PERNAMBUCO SEGUNDA FKIRA li DE SETEMBRO DE 1857.
Diaria dn Ierra, caneadidii a lenlo Din Pianliago
no auoo da 1663, demarcada! ein 1368 Mi quiei
ae comprehenda entre oulroa o engrudo Tiuiua ;
"""""1 nl1 rnuilo anterior a de Tapacura'.
E airva aquella falsa afllrmaliva de medida da
eiacii.lnn 8 verda le com que falla o luculcado ini-
miijii de viniendo!,
Pelo que respeila aa despejo do Porluguez Manuel
Jos, no qual prece, teDlemenlo noi referimos, o cor-
re*|>"iid.*ole anonymo.seiupreeicandescdo de iudu
na,,..i e horror a violencias, carreaou Unto ai corea
que qua-i que aprsenla umu villa em ruina !
lima > forra creici.la, dil He, fez reduiir a rai-
nal casas, ranina e rain lavuoraa do infeliz lavra-
dor, Cubrndo-o de injurias ; espanrou brbaramen-
te au liberto Man >t Caroeict, rastillando oe seroe-
Ihanle espaucanieuto diversos golpe* de foucta no
ti ruslo da victima, um dosquaes nartira-ltn o nariz;
e por cario o farla suceuiubir, se nao se ifSploraiae
m a clemencia do brbaro eliefa da diligencia I
A aecuiacao nao provada cahe por ti mesma ;
poia atienda o publico illuslrado impareial a breve
eaposigao que segu :
O.Porlaguea Manuel Jos, segundo dissemos, des-
de aeoito 4* 1853 mais ou menoi st roana necia mo-
rador de Tiama, anda que de m vonlade ; logo po-
rera que o Sr. Lino propoi no corrente anno a ac-
ato de demarcarlo, enlflndeu aquelle, ui. o fiaeram
supnor, que aipsa laclo eslava detnbrigjdo de maii
alteiic.An para com o proprlelarlo deTiuroa. E como,
mquanto nio fosse decidida a qoeatSo judicial, de-
vla mantr-ae o a.latu quo anterior a ella, a o
mora lores devlam cotluuar a reconbecar o mesmu
s- uthiii do terreno que oecupavam, o Sr. Joaquim
Mauricio f itaspejar a eaae lavrador rebelde ; diri-
Riudo-ee para osee fim ao lugar um eeu fillw, a Sr.
.Manuel Joaquiin, com alguna moradores a escravos,
e comparecen m logo depois elle mesmo, para Con)
sua pru lencia acauielai algum ruso resultado.
Com (H ilo effaciuoo-se despejo sem destruido
algoma de lavouras, apenaj decoiando-sa cerca de
inei'i cenlo de poi de un, lalvez em aignal de
m.inulenr iu da poiee ; e ein damnificarse a casa,
que depois appareceu com um dos oilea quasi
todo destruido, quando liara o Sr. Lin requerido
vieloria, allegando lr-se dalo (leslruic,ao de roe i e
do oilao da casa, assim como appareceu urna peque*
Da porcAa de roe i arrancada.
A propria vistoria proceJida a raqueriineuto do
Sr. Lino oem sequer falla em destruidlo de casas e
canms; sua9 proprlaa teelimuntiai mal depoem so-
bre a destruirlo argida da roja e do oilao da caaa,
aitribuindo-a gente de Tiama, no qoa foram con-
trariadas pelaa testimtinhis do Sr. Joaqolm Mauri-
ci i. B como o Sr. correspondente, iueulcanilo-se
inimigo de violencia, vilenla assim a verdade e a
raz.lt)'.'
Acuuteceu porero qua na occasiao do despejo, a-
chaiid.o-se prsenle o liberto Manuel Carneiro, ar-
mado de orna faca e portndose com insolencia, o
Sr. Joaqutru Mauricio o inandissi prender, e como
procuraste o me lio o qua diz o correspondente -* inimigo mas
auu nlgum oii alguna (erimentos leves.
Aflirmamos an publico que asse Manorl Carneiro,
apresentado como victima mutila la com invertao da
verdade, gota da fama de humem perverso; a que,
ae for mislec, te provar que lie reo de gravissimo
crlme.
t. inclue o 9r. correspondente a su.i verdica ex-
posico fazendo urna grava arauir.ao ao Sr. ahlele
gado da frrguezia da Luz, rti'fari-in lo-a 10b a forma
de irona, qual a de haver deiao de comprir o seu
devar, limitando-se .1 aconslhar ao dito liberto
Manoel Carneiro (a mpposla viellraa), que paisasse
am veo de esquecimenlo aobrt 0 que acabsva de Iba
aocceder d
Cremos que o (al offeodido nem foi presenta do
subdelegado da Loa; e ae foi, nio poda eate proce-
der por incomoetanle, visto como o fado so dera na
freguezia de S. Loornco, e abi resida a peaaoa ou
pessoas que o pCaticaram.
l.inlia alauricia, invaado Mauricia, novo llinni-
bal eis aa ricaa imageos que fazem o relevo da
bella correspondencia Sed aolor, nao contente de
haver phaolaaiado a leu bel prazer, qoix Inri.la
linda maia iutaresaanle eom brincos de imaginacao,
e ento creou lamben] um novollanoibal, sem duvi
da para ler a doce vaidade da auppar-se qual outro
Mircello, que venceu o famoso general carlhagenet.
Perdoamu-lo de bom grado.
Temos respondido ao intitulado inimigo de vio-
lencias, mas fazemo-lo pela allencao e respeito de-
vido ao publico. E saja-nos licito dirigir duas pa-
lavras ao Sr. correapondente :
Se pretenda captar benevolencia a favor do Sr. de
Tapacura e previnir o jui-n do publico a do tnbu-
uaes contra o Sr. Joaquim Mearicio, eremos que o
D.lo conseguir ; se quer fazer coilezias e ganbar a<
boas graca daquelle senlior, poueo no importa, mas
respaile a verdade, au menos no que respeila ao ler-
ceiro.
Se o Sr. correspondente qur merecer altenrj>,
assigne sea nome, que lalvez por modestia i mil-
la, e prolestamoa declarar quem somos. Se lem fac-
tos a delatar contra o leneote-coronel Joaqoim Mau-
ricio, capitule os pontos ra aua accosacSo com cla-
reza e sem proteidos que o acubtrlem, e enlAo lalvez
que o inculcado inimigo de violencias Icnha de ser
levado a algum tribunal de juslic,, a ver se abi re-
ceba algama lir.lu que o escarment para respeitar a
verdade doi faelos, a honra e repula^o albeia.
Como em nada seguimos ao Sr. coirespoudenle,
declaran]! s que somos a prazamos ser amigo do Sr.
Joaquim Mauricio Wanderley.
D. A. V.
^nblcaco apebbor
A MEU AMIGO
Fe L. da Silva Costa, por occasiao' da mortk
DE SUA SOBRINHAe
.Vito chores I i/ue nao morrea '.
Era um anjinho do ci
Que um outro anjinho chamou !
A. de Aievedo.
Patsou no mundo, como branca nuvem,
Que nos campos do ci veloz fue iu :
Nem fot sonbo s: quer a sua vida,
Que brava mais que um sonbo se esvaiu.
Era a roa inda ucculta no buido,
Que o insecto nao deisoa desabrochar !
Era aum anjo de Heos : fugiu "os homens,
Aoe anjinlioa irmaos s fui juntar.
Nio chores que na Ierra (rile e ingrata.
Nao podem balrilar anjo do co .-
Se no mundo viveu, passon no mundo, '
Como a eslrrlle.no espado ditcorreu.
Nao chores 1 foi feliz : deizuu a vida
Embalada em vitOea d'oulm existencia :
Sua alma nSo lanlia entristecida
o acordar dos sanaos da innocencia. ()
Nem fui sonbo se quer a soa vida,
Que breve mais que um sooho se esvaia.
Se no mundo viveu, passou no mundo
Como a luz do relampo que fulgiu.
J. Reguis a.
Recife, 9 de selembro de 1857.
i fardos fo, fil toneladas cariflj de pidra a Scoli
Wilson & C.
tn sino a I cesto lou;a ; a ordem.
1-2 caitas fazeudas de algodao ; a Roilron Kocker
S Cnmpanhif.
alO ditas ditas de dito, \ ditas chapeos deso de
dito, '2 ditas miudezas ; a II. Cibson.
29 ranas e i fardos fazeudas ile aluodo, 54 ^igos
louca ; a Saunders Brolhers & C.
tt caitas (alendas de algodao, 1 dila lencos de
linho, 3 ditas chapeos de seda para humera a II.
Bronn & C.
227 volurhes, 13 caisas, 6 sarcos e 8 jnollios per-
tences para oarriuhos de aio ; e Georg Kuriu.
1 fardus fazendas de la, i-J ditos e J". aliM ditas
de algodao, 1 dita de liuho, 2 d.tas de algodao e seda
! dita de algodao a tintn, 2 fardos restos de algodao;
a Tuckness Arckwright & C.
2> barra salitre, 8 ditos e 1 caita fermgens, 4
barricas chumbo em barra ; a Jamas Halliday & C.
2110 fardos e 1ti5 caitas fazendas de algodao, 2 di-
tas a seda e algodao, 3 ditas de la e algodao, 6 ditas
e II fardos-de la, 3 ditos de linhu, 100 caitas cer-
veja, 50 barra manleiga, 2 caitas amostras ; a Ja-
mes Hyder i- C.
23 fardos e 9 caitas fazendas de algo lio, 5 ditas
de algodao a linho ; a Braga, Carvalho & Silva.
2 saceos eom erohrulhoa re amostras : a diversos.
CONSULADO UEttAL.
Kenilimeitto do di a I a 11. 26:90l96u':l
dam do da 12. ../,... HI8j:i96
Milli'i...............ali|iieirc 30800
Pedra de amolar.........una lill
" filtrar.......... (90IMI
o rebolos......... n shih)
Piassava em molhus......... um UOO
Puntas de boi...........ceulo 4>2fM)
Suban............... (/. -.120
Salsa parrilba...........(g I99IKMI
Sebo em rama........... g ft-jiij,,
Sola uu vaquilla..........me0 (-.JIKI
Tiiiuoca.............. ,_g isim
Lnhas de boi...........el0 ssjoo
? ",a8re..............[pipa 30}00
yg O n, gw -V :-0 m^ t&.
Navios entrados no da 12
Assi'i10 di.T, brigue nacional Hiraj.-i, de 2S tone-
ladas, capiao Aulonio Jos dos Santos Pareira,
equipagem 12, carga tal, a I. Curio & C. Vedo
deitar o pralico, e seguio para a Babia.
Jersey llarbor JO dias, barca ingleza iris, de 28(i
toneladas, capilao Lecouteur, equipa^am 14, carga
3000 barricas com bacalbau, a ordem. PeMenceao
llit'-ll. poTlo.
Liverpoolli dias.ibrigue inglez t. Joanne, e 157
toneladas, capito J. Jones, equipagem 10, carga
faundat, a Soulball Mellors. Perience a Liver-
pool.
Navios sabidos no mesmn dia.
------------j Aracalylliala nacional Inveucivel.meslre Joaquim
323IU39 Jos da Silver, carga varios genero?. Passiigei-
28:32350
DIVERSAS PROVINCIAS.
Keudimtuto do da 1 a II. .
dem do dia 12.......
800s:t7
19800'
8028107 j
DESPACHOS DE EX.POB.TACAO PELA MESA H
DO CONSU.ADO DESTA CIDADE NO DIA g
12 DE SETEMIIr-O DE 1857.
CanalPatacho hollandajl T roe Kornolissono. Sa- i -o
un.lers Brolhers & C, 9i>0 saceos assocar mas-1 .
cavado. 1
Kitida Pratallrigua pnrluguez al.aia III, Iiaac. I :
Curii S C, 4t harneas assucar branco, I2(
taceos asiucar branco.
EXPOHTAgMV
Parahiba, hiele nacional nCain^s, de 31 tonela-
das, conduzio o seguiute : 200 voluntes gneros
e-lrangeirus e nacuuacs.
RECEBtDORlA DE RENDAS INTERNAS OE-
RAES DE PERNAMB1CO.
Rendimento do dia 1 a 11. 6:7*59018
dem do dia 12....... 1:8115032
irga varios genero*. 1'assngi
ros Mmuel Joi Martn, Dr. Epiphauio Asludillo
5 llii-i.n.
AssBrlgue nacional Flor do Rio, com a mesma
carga que troute, sospendeu do lamiro,
MAI'l'A dltnontlralioo a'aguu i/ue irte o banco da
barra diste porto na semana ltimamente
finia.
8-589|0.50
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeulo do dia I a II.
dem do dia 12.
20:9l2jlliO
1:452/171
Nominado
dos das.
Domingo
2.' feira.
3.' feira.
.a feira.
5.a feira.
O.1' feira.
Sahbidn .
Preamir
17 1(2 ps iug.
17 >
l('>l|2 u
10
I5l|2 o
15 >,
I i 1.
Bata-mar.
9 pea ingleies
9 o
9 lj-2 u
91|2
II)
10 9
II
Observado.
Nosdifferenles anroradouros do purlo oicillou i
baua-mar de He 20 a <6 e 22 ps inglezes, e a
preamar de 22 e 29 a 25 1|2 e 32 1|2. Em 12 de se-
leinbro de 1857. --Jos Faustino Porto, aldante
do pralico-mr.
.*?lflr5l-M'.--': *
22:20 1.- 131
PKACA 1)0 RECIPE, 12 DE SETEMBRO DE
1857, AS 3 HORAS DA TARDE.
Ileuista semanal.
Cambios----------Prineipiou a saccar-s a 28 d. :
passou-se a 27 3|4 e 27 l|2, ao-
qoaes|recharam se os saques da se-
mana.
Algodao Vieram ao merodo 608 sacras, e
os precas de 8J200 a -89100 por
arroba estiveram firmes.
Assucar Venderain-se atgomas partidas do
braneo regular de 45700 a 13800
para os partos do sol. Vendeu-s-
o mascavado Canal de 28800 a
33200, America de 33200 a 3*300,
e nao ha do Lisboa uu escolliid-'.
Vieram ao merca lo cerca de ,000
liceos, sendo a maior parle de as-
sucar brulo. O deposito esta' re-
ilu/.iilo.
Couros------------Recularan) de 30.5 a 307 r. por
libra dos secos salgado*.
Agurdenle Vendeu-se de 116$ a 1ISJ po.
pipa.
Arroz------------. dem de 28100 a 3y200 por arro-
ba, conforme a qualidade,
Bacalhao- Helallimi-se de 175 a 193 ppr bar-
rica, e fioaram em ser 1.800 barri-
cas, 11.10 conlando 3,000 erradas
hoje, que foram vendidas a preco
occullo.
Carne secca- O mercado esteve posauidor de
43,00'J arrobas, das quaes vende.
rain se 13.000 aos precu de 03200
a O3OOO por artoba, e lii-aram hi
je em aer 30,000 arrobas do Rio
tirande do Sul.
r'arinha de Irigo- Cliegoo nm carreaamenlo de 800
barricas de Pbiladelpbia, que foi
vendido por alacado. acerca de
213. e com elle o deposito boje
consta de 3,300 da Americana e
1.800 de Trieste. ReUlhon-ie de
23f a 27; daquella, e de 2Gj a 28
da ultima.
Manleiga----------Vendeu-se a 900 rs. por libra da
ingleza, e a 190 rs. da Tranceza ;
ficando em ser 400 barr da pri-
ni'ir., e 500 da segunda.
Desconlo---------Conlinuou de 9 a 9 1|2 por Opj ao
auno.
Tocaram no porlo : 2 vapores e dou carrega-
menlos de carv.lo.
> Entraram : 2 navios com carne do Rio Grande, ti
com fazendas europeas, 1 com vinhos, 0 de cabota-
gem, Wcom baralbo, el com fariuhi de Irigo,
Sahiram : 1 coro carregamentn de assiic.ir ^aia
porlos ettrengeiros, 1 para completar o carregamen-
to nos porlos do uoile el de cabol.igem.
l'icaram 110 porlo 47 dibarcacdes, a saber : 2 8-
ericanas, 25 brasileiras, 1 dinamarqueza, 1 fran-
qua\ser produzida peranle g juizo muuicl-1 1"> Vista do Sacramauto da Nova Aus-
pal Jesse termo, e firlo o pra/o menciuiia-1 tralin.
do se- arrematado em hasta i-ublica, r. por-: 11.a O rei Turno dos mares saltando bor-
la lo mesTio Sr. collector, preceden lo-se i do de nm navio a pedir os tributos,
aniiuncio do dia e hora em que houver do 12.' Combato de uns ladioes contra os
ler logar dita arremeti,-3o, publicando-se soldados do Padre Santo em Italia.
13. Vista de Itoin em Franca.
14." Vista do Monte-Claro cobei lo de nevo,
na Suissa
15. Vista de Turin na Italia.
IC.a Vista do Veneza.
17." A sanguiiulenta batalha do Alma.
18.a O acon>lunibrailo etc.
O salao estar aborto das 7 al as 11 da
noite. Entrada 5U0 res.
esle editai pela imprensa, e ontlo mais cou-
vier. Collecloril provincial do municipio
Wi)i0*># : *S,-
de Coianna 30 dejulho de 1857.O escrivo
da collecloria, Luiz de Albuquerque Lius
dos Guiinaies I'eixoto.
Ulllm. Sr. inspector da tbesouraria
provincial, em cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presitloute da provincia de 2 Uo cor-
rele, manda fazer publico, que no dia 1. de
outubro prximo vindouro, perante ajunta
da fazenda da mesma thesouraria, se ha de
arrematar, a qoem por menos lizer a obra do
empedramento indispensavel no 16., 24." e
25. leos da estrada da Victoria, avahados
em 5;6l0c000 rea
A arrematarlo ser feita na forma da lei
provincial n. 343 de 15 de mio de 1854, e
sob as clausulas espeeiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arre-
ma la cu o com parecam na sala das sessOes da
mesma junta no dia cima declarado pelo
meio da competentemente habilitadas
r-para constar se mandou allixar
sene e publicar pi lo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de i l'^"0^ porto ind.cado, receben do
Pernambuco 9 d sotembro do 1857. O se- tainl'<-*m cavga para o Ceata senao com-
Acaraou, e Cear.
O palbabote nacional Lindo Paquete,
capitfio Jos Piulo Nuiles, partir uestes
quutiodas, por ter grande parte do sen
o pre-. carregameato prompto e a joiiIo para o
8,'tVi..
PIUCA DO RECIFE 12 DE SETEMBRO AS
3 110RAS DA TARDE.
Colares officinea.
Desconlo de ledras9 0| ao auno.
Cambio sobre Londres27 l|2 00 d|v.
P. Borgea, prndenle interino.
I..Dubourcq Jnior, secretarlo inlerino.
ceza, 4 he'panhola. 1 hollandcza, 9 inglesas
lugaezas, e 1 sueca.
3 por-
PALTA
dos precs correntes do assucar. algodao, maia
leeros e producces naeionaes qui si dtspa-
cham fia misa do consulado de Pernambuco
na semana de 11 a 19 deselembro de 1857.
Assucar branco.......$/ a>
i) mascavado..........
i) refinado........ n
Algodao em pluma de 1." surte
I) DI) 2." 1) i>
i) v 3. i>
d em caroco......... >
Agua ardentes alcool, ou espirito
d'acunrilente. caada
de cachara........
u de caima" ....... .
u dislilada a do reino. ><
lienclira I............
I.
ciliada
botija
caada
garrafa
arroba
CAMBIOS.
sobre Londres, 27 l|2 d. a 60 d.
Paria, 340 rs. por fr.
Lisboa, 92 por % de premio.
t Kio de Janeiro, 2 por 0(0 da descont.
Acrao do banco 50 por canto de dividendo por con
ta do Tendedor.
t e corapanhia de Brberibe 608000 por acc,ao
conuaubia Peruumbucana ao par.
a Llflroade Publica, 30 por cenlo d premio.
< Indeiniiisadora. 61 idei i.
a a da estrada-da ferro 20 por 0|0 de premio
Disconlo de leltra-, de 10 a 10 por cenlo.
Actes do Banco, 40 a 45 da premio.
(Juro.Oncas hepanbolas. 29J500 a 3O0C0
una
n ni

SO

,
millieiro
arruba
cenlo
cento
Uoedas de Os loo velhas
a c 6i00 novas .
f 49000. .
Prata.Pataco* brasleiroa. .
Pesos columuariet. .
mexicanos. .
ALFANDEGA.
Hcudimenlo do da 1 a II. .
dem do dia 12......
isiooa
IfijOOO
9aooo
2*001.1
a^OOO
15860
180:3099892
27:8129101
208:2I22%
Descarregam hoja 14 de selembro.
Barca inglezaIribacalhao.
tirca inglezaSaphomerradorias.
Barca inglezaLancaslredem.
Patacho inglezPerseverance lobos para a Ilu-
minaban.
Pat.cho portuguez Dilip'nte diversos gneros
JJr.gue americanoBrandy Winefarinha, cha e
fazendas.
Polaca hspanholaOndina pipa, e barra do
visillo.
Barca hrasleiraAmeliafumo e charolo,
MOVTMENTO DA ALFANDEOA.
Volumes entrados c un fazendas .
o a com gneros ". ".
V olumei sabidos com fazendas
o o com genero
Xolal
Total
IMPOKTACAO.
Brigoe ingleza nConleslo viudo d# Liverpool, con-
signado a James lUder ^ Ce. manifeslen o segnlnle:
40 lachas de ferio ; a D. W. Bowinan.
36 enchadasja Amnrim V I>maof.
50 dila cerveja ; a E. II. W\r.ll.
50 barr mantriga ; a I", (i. ,ie Oliveira.
.2 eslas fazenda de llnho ; a C. J. AsIlCV & C.
359 barras e 12 felses de ferro, 20 toneladas de
dito em brulo, 2 barris alcatr.to ; a C. Sl8rr 6t C.
(#) Esle verso no sel i he meu.
Licor .............
..............
Arroz pilado...........
n em casca.........
Azcile de mamona......
e a mendobim e'de coco.
o )> de peixe......
Aves araras .......
o papagaios.......
Perlqpitus............
Bolachas............
lilsl'nilu-............
Cacau .............
Cachimbos...........
Caf bom............
i) em (rao reslolho .
com casca.........
moido,...........
Carne secca ..........
Cera de carnauba em pao. .
em velas.........
Charutos bous .........
b ordinarios*......
regala e primor .
Cocos seceos..........
Couros de boi salgados.....
seceos ou espiadoe, .
o verdes.......-. .
a de 0115a........
d B cabra corlidos .
- n b carneiro.......
Doce de calda.........
b b goiaba........
b secco ..........
b jalea ..... ......
Espanadorc-3 grandes......
o pequeos.....
Esleirs de preperi.......
Estopa nacional........
eslrangeira, inao d'obra
Farinha de ararula.......
1) )) iiiilbo.......
a b mandioca......
Feijflo.............
Fumo em rolo bom.....
ordinario ........
s em folln hom......
t c ordinaiio .....
s b reslolho......
Gengibre...........
Gomma............
Ipecacuanha ..........
Lenha de adas .valides ....
b b po pionas .
B 8 turo...... B
Pranclices de ainaiello de 2 costados um
o D louro......... a
Costado de amnrelhide.'da 10p. de
c. e 2 ; a 3 de I..... ,.
b de dilo usuaes....... B
Cosladinbo de dito........
Soalho de dito........... ,,
1,060 Forro de (lito...........
Costado de louro.........
Cosladiiiho de dito........
Soalho de dito............
Forro do dil.............
i) .) cedro.......... D
Toros de latajdba......... quintal
Varis de pereira......... duzia
b aauilhadas........ b
b b quiris..........
Em obrar, rodos de sicupira para c. par
Mel.................caada.
i-200
39200
S|780
8;00
8<)00
79800
2JIIO0
1 JIMIO
9030
9800
9800
9800
5210
?90O
928!)
2-100
265
575
HIO
118
4112
alqneiie 29000
. ranada 19600
1>92il
1c600
IO.30O
33000
19OOO
I980
89OOO
59500
I9OOO
595O
49OOO
19500
998OO
59500
IO9OOO
l-2roiMi
19700
0800
29300
29580
9310
9-120
9200
159000
IKI
940U
9100
.-I2tl
9800
9810
29OOO
I9OOO
9200
19600
Igooo
39500
39800
Alqiieire :l-?tiOi)
alqucire -- "i
Lm
o
B

um
o
urna

5.' seccSo.secretaria do goveruo de Pernambu-
co, em 10 de elembro de 1857.
De ordem do Em. Sr. vice-presdente da pro-
vincia se faz publico, para conhecirnenlo das pessoas
a quem pussa inleressar.que lendo vagada nesta da-
ta um lunar de amanuense da secrelaiia do governo,
tica marcado o prazo de quiuze das, a conlar da
dala liaste, para ler lusar o concurso na forma do
"i!'- ^ '' 'l ^esolui,', d> 20 de Janeiro de 1853, ,
abano Iran-criplo, a fin de ser preeiicbidu o refer-"
du lugar, detendu us concurrentes apresentar as suas
pelir;0es dentro do referido prazo.
Arl. i. S I O emprego de amanuense sera' dada
por meio de concuo, em que os candidatos B90S-
Irem que sabeen a grammalic. nacional e escrevcla
correctaineuie, priocipios geracs de arilhmetice,
suasqualro primeiras operacoes, e a Iheoria de que-
brados e fracroes dccimies, bem como principios ge-
raes de geocrapbia e historia, e I aduzr correcta-
mente a lingiia franceza, devendo alm dalo ter boa
lllra. bom comportainenlii, e a idade de 18 aun s
completos. Em igualdade de ircumslahcias lorao
prelerencia us que soubeiem uulrus lingoas. '
Anluuio Leile de Piuhu.
_ O arsenal uc mar aba compra no alia
17 do corrente Diez os objeelos seguintes,
para o foriieciinento do almoxarifado: al-
rntgre, agga-raz, bonetes, breu, brochas sur-
tidas, conchas de folha para balanza, cofres
pequeos do f.!rro ou madeira com 3 chaves,
dobradicas de Turro de i ponchadas, lunU
de folha, namulas de navio, flmulas de os-
aaler, tachaduras de camarotes, lencos pre-
tos, pregos de cobi e de 4 e 5 pollegadas, pu-
carosde folha, pregos de cobre para forro,
lanlcrn.-\s do vistas. Os pretendentes a venda
sao convidados pelo llhn Sr. inspector i
cumparecerem com as suas propostas em
cartas fecha las, acompanhadas de amostras,
no da cima mencionado, p las 11 horas da
iiianhaa. lnspccv3o do arsenal de marinha
do Pernambuco em 10 de selembro de 1857.
AlexanJre Itodrigues ios Anjos
Secretario.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria da
fazenda provincial, em coniprimento de or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia de
5 do corrente, manda fazer publico que no
dia 21 do mesmo vai novamente a praca pa-
ra ser arrematado a quem or menos lizer,
ocosteioda illuminarjao publica da cidaJe
de Coianna, servodo de base oofferecimen-
lo luto por fhomaz Mitonio Guiaaraes de
220 rs. por cadi lampeao.
A arrematar;3o sera feita por lempo de 3
annos, a contar do I, de novembro prximo
vio 'ouro.
E para constar se mandou aflisar o pre-
sente e publicar pelo Diario, Secretaria da
thesouraria provincial de Pernambuco 10 de
selembro de 1857.- O secretario,
A. F. d'AnnunciacSo.
O lllm. Sr. capito do porlo inauda fa-
zer publico, para contiecimeuto dos nave-
gantes, e de quem mais possa inleressar,
que acha-se bslisada a barra de Maraangua-
pe. litoral norte da provincia da Paralaba,
estn lo assim sutisfeita urna das dispusieres
do aviso imperial de 5 donovemhro de 1855,
ondo a posigao da bo-, segund-o a descrip-
53o do Sr. 1. lente da a-niada Manoel An-
tonio Vital do Oliveira, commandante do
hiaie de guerra nacional Parahibano, eucar-
rgi'aJo do lulisammto, aseguinle :
Acha-se collocaoTna barra de Mamangua-
pe lilo.-l norte da provincia da Parahiba
urna boia de ferro cf lindrica forma de bar-
ril piulada de encarnado, com 7 l>. de com-
primeuto e com 5 P 8 II. de maior diamen-
tro, hcan lo cima do nivel do mar 4 P. 5 II.
(medida ingleza .
Ficou ella situada no hlente interior da
Dalia, que existe ao sul da barra na distan-
cia do 3 brarjas da aieuma ao rumo ENC-OSO
e em i^ ues d'agua demorando a ponta 8.
ua I,alna da Traicao ao N, o pontal S, do rio
Mamanguape por 20" SE, e o pontal de Co-
queirioho mar-em septentrional do mesmo
no,, por U.' Si).
Demandando-se a barra do Mamanguare
deve-so ler altencSo em marcar de lora a
li.ua ao OSO: deslinguir-sc-ha claranirnle
a arrebenlagao da baixn : navegue-se enlSo
em direcgao a ella, e vir-se-lu passar pelo
norte e prximo da baixa e da boia ; logo
que esta esleja pelo travs do navio deve-se
orear imnieoiatamenie por ierra della, e
f.rocuiar o canal que toma para junto do
a'recile, navegando ao S e S4SL; ao passo
qu" para terr* he secco.
Esla baixa arrbenla sempre, e s as
grandes mares, e i-m tompo de caljia e lio-
na nca.s, he que ella lica coberta sem dar
aignal algum ; nesle caso rjara vir safo bas-
ta passar urnas cinco ou seis bracas polo
norte da boia, e orgar depois como lica cito.
O.s romos apuntados sito magnticos, sen-
do a variacjlo da agulha 10 o SO.
Secretaria da capitana do porto de Per-
nambuco 10 de selembro de 1857.0 secre-
tario alexaudie Kodtigues dos Anjo.
9 de sotembro de
cretano, A. F. da Annunciago.
Clausulas espeeiaes para a a/reoiatagio.
1. as obras do empedramento nos 10. ,
2t.e25. ltigos da estrada da Victoiia, na
extensao de 600 bragas correntos, executar-
se-hilo de couformidade com o orgamento
approvado pela directora em conseltio, e
apresentado a approvagaodo Fxm. presiden-
te da provincia, na importancia de 5:6I0#000
res.
2. as obras principiarao no prazo de
um raez, e lindarfio no de 7 mezes, ambos
contados de conformidade oom o arl. 31 da
lei provincial 11. 286.
3." O pagamento da importancia da ar-
rematagfio realisar-se-ha na loruia do it. 39
da mesma li provincial a. 286.
*" O arrematante excelendo o prazo
para a cbnclusao das obras pagar urna mul-
ta de I00r> rs. por cada mez, enibora lhe seja
concedida prorogagAa.
5. o arre Datante durante a execuco
das obras proporcionar transito ao publico
e aos carros.
6." O arrematante sefi obrigado a cm-
pregar na execugio das obras, pelo menos,
metade do pessnal do gente livre.
7." Para ludo o mais que nao se achar
deUrmintido nas presentes clausulas nem no
orgamenlo, seguir-se-ha o que dispoe a res-
peito a lei provincial n. 286.(onforme.
O secretario, A- F da Annuiiciag'to.
Pela contado-.la da cmara municipal
do Recife se faz publico, que linda-se no ul-
timo do corien-te o prazo marca lo para pa-
gamento dos imposlos de esiabelecimentos
relativos ao anuo de 1856 a 1857 que anda
n3o se acham pagos com a multa de 3 0|0 do
valor do imposto, o todos aquellos que dei-
xarum do pagar at o ultimo do corrente,
hcam sujeilos a multa do duplo do imposto
segundo a lei. Contadura municipal do
Hecife 10 du selembio de 1857.--0 contador,
Joaquim Tavares oJovalho.
O lllm. Sr. inspector ua thesouraria de
fazenda desta provincia, manda fazer publi-
co, para conhecimenlo de quem interessar,
que no dia 19 lo correle mez, ira a praga
perante a mesma thesouraria para ser arre-
matado de venda, a quem mais der, a me-
lado de um sitio na entrada do Catuoa da
freguezia dos Afogados, e foi adjudicada a
raz-nda em execugSo, que contra Caet.no
Antonio Tavares moveu para pagamento do
que esle lhe devia da imposto de loj-is ; os
preleiiilenlescomparegamna mesma thesou-
raria, as 3 horas da tarde do mencionado
da. Secielari da thesouraria de fazenda
de Pernambuco, 5 de setembro de 1857.O
ollicial-maior, Emilio Xavior Sobreira de
Mello.
Pela mesa; do consulado provincial se
faz publico aos dovedores do imposto da de-
cima, 4 por cenlo de diversos estabelecimen
tos, casas de modas, e casas que tem jogo de
bilhar, do auno linanceiro prximo lindo de
1856 a 57, que continua a arr.-cadag3o ale o
ultimo do corrente mez, e lindo este, sera
re-i/ellido seta dbitos para juizo. Mesa do
consulado provincial, 2 de setembro de 1857.
Tbeodoro Machado Freir Pereira da Si.va.
piolar com a do Acaiacu': o tratar cotn
o Contignatario Antonio de Almeida Go-
mes, na ra do Trapiche n. 10, segundo
andar, on como capito, no trapiche do
algodao.
Para o Rio de Janeiro sahe com
innita Inevidade, a barca llecif'e de
primen a marcha: para o restante da
carga e passageiros, trala-se com Manoel
Francisco d.i Silva Carneo, ra do Vica-
rio n. 17, piimeiio andar, on com o ca-
pito Manuel Jos Ribeiro, a bordo.
Lotera
DA
>
V
ovmcia.
JLiiilia de mni-
bus.
Existo no eseriptorio dos mnibus, um
embrulho, contendo urnas tamanquinhas, e
alguna pedagos de fazen las : quem for seu
dono podo ir alli recelie-lo, que dando os
signaes cortos, ser-lho-ha entregue, pagan-
do o empolle do annuocio.
AOS 5:000?000, 2:000j000 e 1:000^000.
Corre quarla-feira, 16 de sutombro.
O abaiso rssigoado anda lem um resto de
seus felizes btlheles, meios e quartos, nas
tojas ja annouciadas, os quaes nao esto su-
jeitos ao descont dos 8 0|0 da lei.
Por Salustianode Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porlo.
PUBLICAGUES LllTURAKIAS.
Livraria da ra do Collegio n. 21. mira;, naveraioaos os utas um omniDus par_
Gazeta Forense; |Jaboatofc o qual partir desta cidaJe itte
jornal de direito, jurisprudencia e legisla-!moia l,oras da larde, c voltar no da se-
gao, publicado na corte do imperio, onde Ku,llte de 8. Amaio as 5 e meia horas da
sahe urna vez por semana. Este jornal he lmannaa : as Ppssoas que quizerem assignar,
indispensavel aos Srs. magistrados e advo-| uinja-so a rtia de Santa Isabel, casa da es-
gados, pois que trata de tolas as questes'uuina. quo charSo com quem tratar. O
importantes que se veutilam uo foro brasi- i proprietano desla linfas de mnibus est
Aos moradores
dos Afogados trSanto A-
iiiro do -laboaiao. ^
DO dia 11 do correnteaem diante, seguuda
feira1, haver todos os dias um mnibus para
leiro. As pessoas que assigoarem reetberao
j o primeiro numere.
DireitO Publico Btasileiro,
ou analyses da constiluigo do imperio.
Cimenta' liueno.
Elenientos do ProceiSO Criminal,
por Joaquim Unacio rtamalho
A Confedet'icao dos Tamoios,
poema c >co brasileiro, por Domingos J.
du Magalhfus.
Historia, ('.eral do Brasil,
por Francisco \ loljho de Varnhagem.
por
(,.
Esta obra, a nula bem escripia, a mais ultnna praga, os bens seguintes :
empregando todos os esforgos para conser-
va-la.dtariamento e ser constante, havendo
concurrencia tanto dos habitantes destea lu-
gares como daquellas pessoas que quizerem
passar a festa no salutfero JaboatSo.
Aluga-se urna boa casa, nova, e anda
nao habitada, em um sitio com mullo boa
plantagao de capim na Torre, Junto do sitio
Sr. commenJador inspector da alfandega,
pelo prego de 450o rs. : a tratar n ra es-
trella do Rosario n. 2G.
- Pelo juizo dos feitos da fazenda pro-
vincial, so h3o de arrematar por venda em

n
alq. 2
. #
cento

J5000
8-3000
tiautW
10.3000
"5000
2cO00
: 5?00
3250IK)
23IIOO
13000
1131KK)
23OO
IS3OOO
303000
COMPANHIA
DO
Bcberibe.
O escripturario da Gompanhia do Bc-
beribe Marcolino Jos Pupe, anda conti-
1 ua a agenciar a compra e venda Je ac-
i:0<;$ da mesma corapanbia, podendo ser
I'foctirado no mesmo eseriptorio, ra
Pora n. 7, primeiro andar.
erna
A dirccgo ronvida ao Srs.
cana
accionista da acces
da trova erniss.lo, a rcallaatam a sua ultima entrada
de 40 pdT ce uto, al o da 15 do corrente mea de
selembio, podendo nes
dos rscibus em uo esciirdurio dos Sr. viuva Amorim ( Fdlio.
Pela inspecgilo do arsenal Uo marinha
laz-se publico, que feitos nesta data no va-
por Pcisinunaa da companhia Prnambuca-
11a de iiavegagSo cosleira, na conformidade
do disposto no regulatr.ento, acomoanhando
o decrelo 132* de 5 do feverciro de 1854, os
exames necessarios, nas machinas, caUei-
ras, casco, apparelho, maslreago, veame,
amarras, e ancoras achou a commissao lu-
do em bom estado, percgjo motivo fui una-
Dimemente de parecer, que podia esso navi.
segoir para onde se destina.
Inspecgo do arsenal de marinha do Per-
nambuco, em 12 de selembro do 1857.-O
inspector, tliziario Antonio dos dantos.
COMPANHIA
transad* tica
O vapor VCTOR FMMAMEI. deve ehegar
de (duiva al lli do rorrele, e depois da demora
do cisiume tagalri para o Rio de Janeiro, tocanda
na ilaliia ; para passageiros, iraU-se coin os senles
Lemos Jnior & Leal Rei,, no eseriptorio da roa
do .lorres 11. ti.
Para o Mo d .laneiio.
A veleLr.;i e bem conherda baica nacional
Amelia, pretende seguir com muita nrevi-
dade, lea prompto melado de seu rarregi-
menlo, para o resto e escravos a f ele, trata-
se com o seu consignataiio Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. I.
Par n Buliia.
O hiate nacional I.ivrago, pretende seguir
uestes 8 das, tem prompto melado de seu
carregamenlo, para o reslo, trata-sa com o
seu consignatario Aulonio Luiz de Oliveira
Azevedo, roa da Cruz 11. 1.
paiu o ro de Janeiro.
Segu impreierivelmenie no dia 20 do cor-
reule, por ter mais do melado do carrega-
menlo prompto, a bem construida barca na-
cional Yaya, para o resto e passageiros, tra-
ta-se com o capitSo Marcos Jos da Silva,ou
na ra da Cadeia do Itccife n. 2.
Maranhao e
Para.
Segu com brevidade, o patacho na-
cional TAMUGA, por ter parte da carga
prompta, recebe carga para ambos os
portos, onde vai dcscarregar: tiata-se
cem os consignatarios Novaes & C, na
ra do Trapiche n. 34.
Para Uahia.
Pretende seguir com muita brevidade a
sumaca nacional lloriencia ; lem prompto
parte de seu carregamenlo : para o reslo,
trata-se com o seu consignatario Antonio
Luiz de Oliveira Azevo Jo, ra da Coz n. 1.
-- Para Loanda segus com brevidaleo
brigue portuguez Portador, por ter a maior
oario do carregamenlo prompto : quem no
mesmo quizer drregar, entenda-se c .m os
consigna anos fhomaz de Aquino Konseca
& I'ilno, na ra do \igario n. 19, primeiro
andar.
Para o Itio Grande do Norte e Assu'
segu em poucos diivs o veleiro hiate Castro:
quem nelle quizer carregar, dirija-ge ao seu
consignatario Domingos Alves Matheos, na
ra de Apollo 11. 33.
DE
SANTA ISABEL
EMPREZAGEHMANO
RECITA EXTRAORDINARIA
[LIVRE DA ASSIGNATURA.)
(3 z a tibe ;\ii;m.
QUARTA-FBIRA, Iti DE SETEMBRO.
i:i It-Hlt-ji iiot minos lo, n. o Si-. D.
I'rili-o V. rcl ilo Portu-
gal. ( Noha-iiilin lo M. Im-
l>oi-ial o toulio- t. Podi-o II.
Hacera o seguinle espectculo :
1.020 1.10 o En>. Sr. vice-pr.sidente da provincia
M dianar coin|MraL-er 11 liikuna, a orrlie.tr. exc-
cul.ra anta breva inirodocfao, Spala da qual
a trir-sr-.lia I cena, e parante as cllisiei de SS.
M.M. o Imperador do IJasil e o rei de
eompankli dramaliei cantar o
HYHU PORTUGUEZ.
Represiilar-se-ha depois o encllenle drama em
actos do Sr. Mendcs Leal Janior :
i). JIMIA Jj ALEMASTRO.
Act re*:dermano, Coimbra, Senn, Lima R\-
do. R.i/enlo, Plato, |,9ia, D. M.uoella, D.
l'orluaai, a
Larmcll, e D. Saudade.
O prodocl. desla rcila lie em ben-lcio da olira'
I i"oa"" Ji S,"ll"r'' *' L,i,a (ia "* de
Oa .sr.. anlKoanlea lesm preferencia ao seu ca-
marole e cadeiras, e por lato silo rosario, os que o
qonrrcni pura ct., recita, a maiidarem lnisca-Ios
ao eseriptorio do lliealro al o dia lorca'-feira, ao
meio-dm, e dalii em di,inle >e dispor des qne es-
larern.
O rento do? hillieles SCba-M > disponiro do pu-
blico dedeja no mesmo Mcrlplotio do Ihealro.
Gabinete ptico
ATERRO DAI0\-VIST\>.4.
O director .'osle selSo, participa a seus
- OSr. collector das rendas provlnciacs "lustres protectores, que tem frito par esta
llsono '1 Tiunicijio de Coianna fa/ saber que em o! seman, una gradavel esposlco do vistas
lo-moii dia de hoje lhe fui entregue pelo delegado 'odas n'vas.
x^kw dpat lermo o escravo crioulo de nome l.uiz,; Vistas que ser3o patenteadas at o dia 19 do
corrente.
Guerra do Oriente.
I.a A batalha de Pipatoris.
2 1 A batalha de Cheinaia.
3 *, batalha de ^ilislria.
1 4. 5 vistas a uclilo do respeitavel publi-
co, as quaes s3o, assalto da turre MalacolT,
retirada dos Ruso aera o norte, a cnlado do
U10 du Janeiro, a c dade do Porlo, edilicio
grego DI o mi na do
9 f.a;jtismo deS A. I. NapoleSn Eugenio
o-jo ana cniade sua justificasao do dominio, a Luiz Joao Jos a 1* do juutio de 1850.
>;ooo nil iral da comarca do l.imociro, de idade
'^''*''''" ^^ ""nos, estatura alta, rosto redondo,
."ink c*') '"os caraP'"nos' o'bos prctos, nariz cha-
3M00 '' UOCCl' grande, barba pouca, picada de
3SOO0 I o^'g", preso nessa ciJade a ordem 110 mes-
I988O m* lelegado, no dia 3 de Janeiro do cor-
116001 rente anno, nenio avahado na quantia de
J:Mri;.;o.;; pelo que chama-se a tolas as pes-
15280 j suas que tiverem dimito ao referido escravo,
269000 par, qie dentro de 60 dias, contado da pu
HgOOOI iccio deste, aprosentem na collecloria da
LMOM.
Schar^eillin Ai C. fartto leiliio, por in-
lervengilo do prepos'o do agente Oliveira.
de um completo sortimento de fazendas de
seda, 13a, liuho e de algodSo, todas proprias
do mercado : lerca-feira, 15 do correte, as
10 horas la manltaa, no seu armazem, ra
da Cruz.
O agente Borja, qninta feira 17 do cor-
rete, as 10 horas da inanlnla, en seu a-ma-
zem na ra do Colleglo n. 15, fara leilo de
diversas mobiliasdejacaraifla c de amarcl-
lo, varios pisnos, moitos obj icios avulsos de
tnareineiria, obras de ouro e prata, relogios
para algiboira, patente inglez, suisso e ho-
risontal, can le :hros, lantcmas de vidro,
enleites de po'ceilana para sala, louga e vi-
tiros para servido de mesa e outros muilos
artigos ele ele Neste mesmo dia ?s 13 ho-
ras em ponto, tambem fara leil.lo por ordem
do liquidalario da companhia Previdencia,
de urna ptima mobilia, varias cartei'asde
amarcllo o mesas, um exc diento corre de
ferro, diil'orentes objeelos de eseriptorio, e
outros inuitos diversos etc pertenceutes a
dita companhi .
-
s : <> :-$
Estando a conleccionar-se o almanuk
administrativo, mercantil e industrial
desta provincia, roga-se a todos os se-
nIioies([in: costumarn ser nelle menciona-
dos, queiram mandar seus nomes, inu-
dinra de domicilio, ou nutra (falquer
lembranca,que sirva vira que seja o mes-
mo almanak completo: da mesma sorte
roga-se aos senliores de engenho e rendei-
ros, queiram mandaras alteraces qnese
tiverem dado u respeito de suas piopiie-
dades.
Precis.-so de nm homem para distri-
buidor destn Diario*, o qual deve saber lar:
na livraria ns. 6 e8 da praca da Indepen-
dencia.
Xa nt.i do Trapiche 11. II, vende-se
por preco commodo o seguirte :
Cliampaulia emcaixasde duzia, da hem
acreditada marca de Comiede Marcuila
oli.S a cai\a. .
Cliampanha cai\as do duzia da hem a-
credilada marca estrella a 50/J, vinlio
Bordeaus em caixai le duzia, cognac,
garrafas vastas em cnixas deduziae ver-
dete em hariis, tuco por preco milito
commodo.
Conipram-se caixas valias, isto lie,
|ue osse.n de vinho Bordeaus ou Cognac:' ]l a
na ra do [Yapichen. 11. pouct do seriSo do Pomb Precisa-se de uiia ama que saiba co-| hen ter, leve-a no dito engenho,
zinhsr c fazer todo o u.as servico de casa : 1 da Boa-Vista n. 32, primeiro andar, qu ser
I na ra do Caldcireiro, taberna 11.68. I recompensado.
exacta o a mais importante que temos sobre
a historia patria, esta sendo publicada em
Madrid, onde actualmente seacha o seu au-
tor, leu lo ja vindo o primeiro volurae que
sera immedialamente entegue As pessoas
que para ella assignarem, as quaes pagnr3o
smenlc o volume agora recebido, e o outro
na occasiao da entrega que sera at o (im
do corrente atino.
Anda existe
na prat;a da independen'
Crl
um resto de vdros com a verdadeira tinta
paia marcar roupa, ditos com agua para ti-
rar toda c qualquer qu3lidade de noJoas.'fi-
nalmente, o verda leiro annil para roupa,
que ludo se veinte pelos prerjos J annun-
ciados
(grande peehiu-
cha.
Brilhantina branca, franceza, muilo fina,
pelo baratissimo preco de 320 o covado, cor-
les de 13a para veslidocom 15 covados ,ior
i-.>:iO, alpaca de seda de cores a 320 o cova-
do, casemira lisa propria para forrar carros,
muito lina a 2^ e 2^-200 o covado, ienciabos
du cassa para meninos a 80 rs cada um ; na
ra do Quetmado n. 19, loja de Santos
(.oelho.
Toallas.
A' ra do Crespo n. 16 I, chegou um sor-
tmenlo completo de loalias do linho e al-
go 13o para mesa, de d verso4 taannos, as
quaes se vendem por mo ticos presos Na
mesma loja existem ainda algumas toalhas
de puro linho, lisas e ada oascadas, para ros-
to, e urna porcao di guardanapos.
Prccisa-.se de urna mulher forra ou
captiva para engommar e fazer alguns pe-
qupnos tstbalhosde portas dentro em casa
de pequea familia : na ra das Larangei-
ras n. 26.
Itoga-se ao Sr. J. T. de A. do vir ou
mandar concluir o negocio com o abaiso as-
signado, do contrario s-> publicara o seu no-
me por extenso Joao Mchalo tiraiidiio
O Sr. Epiphanio Doiniignes da >ilva
cstudanto do Seminario, lem tirpa caria na
ni 1 da Cadeia, loja n i>6. vinda de Alagoas
- Aluga-se um p eto, dando-se loOOO
diario e o sustento : no sitio do Muuiz no
aterro dos Afogados.
- A sennora que sj.be o especifico para
cura da gota coral, moia no Itosarinho, sitio
defronte ao do Sr. (.ata 1.
- Vende-se um bom boi e um carro de
carregar fazendas, e mais'gencros da alfan-
dega, por barato prec,o : os nretendentes
dinjam-se a cocheira do Sr. Jo5o Francisco
Carneiro Motvteiro, a* ra de S. Francisco,
queacharao com quem tratar
Compra-sc um diccionario inglez, em
meio uso: na ra .Nina ti. 41.
Precisa-se alugar I molsque ou 2 para
servido moli maneiro, e n3o se hesila dar
algous mezes adiautado, o ; outro qualquer
negocio que convencionar-se, com tanto que
seja fiel : na ra do Nogueira n 21: ^
Papagaio fgido.
Quera achou um papagaio rallador, que-
rendo restitu lo na 1111 da Caleia do.Kecife
n. 4, sera recompensado,
Atteiu-iO
Aluga-se pela festa ou (.or anno, um sitio
no Monteiro, aon le morn o fallecido Caval-
canti, contendo alguns arvoredos e urna bai-
la decamm : a tratar no dito stlio, ou na
roa do Martyrios n. 14.
LICOttES SUPERFINO!)
da mais .llamada fabrica da Eupora, em
caixs sortijas de varias qualidadcs:
vuiidem-se no eseriptorio de Brender a
Brandis&C.: na ra do Trapiche n. 1(5.
Precisa-ce de u 1 rapazinho nacio-
nal ouestrangeiro, para caixeiroem urna
l>0a casa no mato, que tenlia uljjinn 1 pra-
licaedc Qador desua conduta: na ra
da Praia n. i!'.
Precisa-se de urna ama <|oe seja sa-
dia u tenha borne abundante leite para
acabar a criacaode um menino de quatro
mezes, paga-se bem agradando : no caes
do .Hamos, sobrado de dous andares.
Vende-se urna escrava de idade
annos, pouco mais ou menos, que sabe
enjjorcmar, cozinliar, lavare tambemco-
zealgtfma cousa, de muito boa conduta :
na ra dol.ivrainento loja 11. 3.1, se acha-
ra' com quem tratar.
No dia 6, perdou-se urna pulseira* de
ouro, com urna Qor grande esmaltada, desde
o largo da Penha, al Santo Amaro a casa
junto so Sr. Comes do Crrelo : quem a a-
c'iou, quo'enio restitui-Ia, pnJedirigir-.se
ra da Penha n 9, que se dar os signaes
certos, presentando-so as mais per;as do ap-
parolbo com iguacs llores, assim como a cai-
xa a devo receber sem esl'orcos, n.lo recu-
saml i-se a dona a gratifiear a quem tomar o
Iralialho de entregar sua pulseir?
Desappareeau no dia 31 de agosto des-
te anno, do sitio Mungongo, um escravo mu-
lato de nome Cabnicloda, com os seguintes
signaes alto e grosso do corpo, cabellos
cacheados, rosto claro e grande, olhos pre-
tos, na lace tem sardas pretas, he mal enca-
ra lo, tem a orelhi esquerda Turada e um pe-
quen 1 talln no cogot*. falta do uti dente
na trente e os mais limados, pone* birba,
bracos grossos e grandes, tem um lobinho
no esquerdo, pernas grossar e banzeras,
pes apalhelados o radiados le era vos, unhas
grandes ; levou caiga do algodao azul.cami-
sa do mesmo velh, chapeo do palha ordi-
nario, masca muito fumo ; he lilho do Ico,
e foi criado no Aracaly na villa do Sr Iter-
uardo de Itussas : quem o pegar leve-o a
ra da
sado.
Urna casa terrea de pedra e-cal, .no largo
do demedio n. 9, com 36 palmos do frente,
e 87 ditos de fundo, 3 janellas de frente en-
vilracadas, 2 salas, 3 quarto, cozinha den-
tro, quintal em aberto, uom 4 ps de coquei-
ros, por 1:0009 rs., peahorada aos filhos de
Joaquim Jos Luiz de Souza.
Urna casa terrea na freguezia de San-Jos,
na ra dos Acouguinhos n 23, com 6 palmos
de fente, e SS de fundo, cozinha'dentro,
quintal murado, por 800/ rs., penhorada a
Antonia Mana da Penha.
lima cass terrea de taipa, na ra de S. Mi-
guel n. 46, com 15 palmos de frente e 55 di-
tos de fundo, cozinha dentro, quintal em a-
berto, cacimba propria, em mao estado, por
1009 rs., penhorada a Leonarda do Sacra-
mento, por Mara Kosa de Jess.
Um sobrado de 2 andares, na ra do Viga-
rio n. 31. com 3 janellas de frente, e varan-
da sacada par fora de ferro, no primeiro e
segundo andar, sendo o sobrado da rus a
ra, cam cozinha no soiao, tenio de larga-
ra 36 palmos, e 118 ditos de fundo, e en
bom estado, por 10:UOos rs penhorado aos
herdeiroa de Miguel Ferreira de Mello.
Urna casa errea de pedra e cal, sita em
Fra de Portas, no beceo do Teixeira n. 5,
lendo 15 palmos de frente, e 22 de fundo,
sendo entaipada por detraz, e em mao esta-
do, por 20d/ rs., penhorala a llicardo Anto-
nio \ latina.
Os pretendentes comparecam as 10 horas
do dia 16 do crranlo mez de selembro, na
sala das audiencias.
Miguel Francisco Maiiuho, com ca-
sa de armacSo na ra ireita, entre o
becco do Set igado e a igreja de Nossa Se-
nhora do Terco, executa qualquer arma-
cao festiva ou unebre, e encarrega-se
de ornecer carros fnebres para defun-
tos e anjos, do inellior gosto, c todos os
mais udciiMS necessarios a qualquer en-
terro, cora protnptido, asseio e preros
cora modos.
Jos Pinto de ftlagalhaes. com esta
belecimento de canos fnebres no pateo
do Paraiy.o, encarrega-se de qualquer en-
terro a* vontade do "pretendente, forne-
cendo bons carros fnebres de quaesquer
ordem, tanto para deiuntos como para
anjos e donzclla, hbitos, carros de pas-
seio, msica, cera, arinarao, etc., com
proraptdito, asseio e preco commodos;
assim enmo encarrega-se de agenciar l-
cenca paro^hial, visto e guia, sem in-
deranisacfto detraballio.
Procura-se urna casa terrea ou um
sitio pequeo fra do Kecie, para um
moco solteiro: quem tiver para alugat
Jirija-se a ra do Cruz n. 11, armazem.
-*jS abano d.lanado declara ao publico .-ti
..^ qa mulnu a aoa loja de Irasle da ra Ne- ?
'-." va ti. 0, para a roa da< Florea u. II, por ?5y
% emquanto, assim como lica o ineirao depo- aBk
;:; "lo ii.iiui iliCinr.r.lii. ,
.; I.. Puaal.
O abaixo assignado roga ao Sr.......
que tem em seu poder a quanlia que lhe
dera a juros a (nnada 1). Silvana Severa Ca-
bral Lory, o favor de vir enten ter-sa com
ello, que como inventarame dos bens da
referida finada, e tutor dos respectivos or-
phaos, est autorsado a arreca lar o que
pertenco a ditos orphos e mais herdeiros.
Se nSo houver cumprimeato da parte do
Sf>.......lera o abaixo assignado de pu-
blicar seu nome pir extenso em osjornaes.
A fallar no collegio d'Aurora (na ra do eses
Jo llamos das 4 da tarue em diante, com
Silvano Thomaz de Souza MagalhSes.
Precis-se do urna ama para o servido de
portas a dentro : na ra Nova n. 38.
Aluga se ou vende-se una casa de 2
andares 11. 17, sita na ra do Ahumo na ci-
lla de de olinda : a tratar no aterro da Boa-
Vista n. 47, segundo andar.
PROVINCIA.
O Sr. thesoureiro das loteras manda
fazer public, que estao-expostos a ven-
da, lodos os dias, 1.10 pavimento terreo da
casa da ra da Aurora n. 2f>, das 9 horas
da manha as 9 da noite, billietes, meios
e ijiiartos, daquartn parte da I. lotera do
collegio de orphos e orplias, cujas rodas
at)datn no dia 10 do corrente. Thesou-
raria da loteras 10 de setembro de 1857.
Joao Miguel da Costa, escrivo interno.
S, SITllilEL i C, buuqueirosene-
gociantes, eslabelecidos lia muitos annos
em Londres, teem a satisfaccao de par-
ticipara seus correspondentes e uo publi-
co, que acabam de fundar casas Gliaes
no principaes porlos e distritos manu-
factrenos de Franca, Alemanba, Blgi-
ca e Hollanda, conservando nlm disso
suas proprias casas anteriormente estabe-
lecidas nas eidades mais importantes, c
porlos mais commerciaesdaGr-Bretanlio,
e estao em posico de ofl'erecer grandes
vantajens as pessoas que possam necesitar,
assim ein Londres como em outro qual-
quer poni da Europa, de urna casa para
compra ou venda de artigos, bem como
' para os negocios de transaccao de crdito
aia n. 49, que ser bem recompon- e banco de qualrpiec genero.
As pessoas que nao forem conhecidasdo
Venle-se um inulalinho do 6 annos, 'l"l"l,l('lall,,'5<,eveifioacompriiliarsuasor-
mnito lin lo ; na roa da Penha n. 9, quem o dens com os fundos necessarios para sua
pretender, pode Ir ve lo a qualquer hora, eveuccao ; (cando entendidas .toe os an-
--- rugi no hm de junio do correle ,.,.;' _- ,-a- mi i-
anno, do engenho Penan tuba, urna rela | """-'"J1.1- nao eem dill.culdade em adi-
crioula, de nome Sabina, ton os sigoseslan""' '' ''I1' sobre os gneros recebidos
seguintes: cor fula, altura regular, chinado antes de sua venda.
po, com urna cicatri : na testa, .acorto; Os piceos coi .cutes e mais informacoes
commerciaes, que forem pedidas, sero
enviadas gratuitamente, salvo o porte do
tinha violo ha
quem a appre-
ou a praga
COrreiO, podendo dirigir-sc ais annunci-
I antes.



ILEGVEL



DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 1 i- DE SETEMBRO DE 1857
COISDLfOaiQ HiiBSOPiTHlCO
DO
vaas m
Onde seacham sempre os mais acreditados medicamentos, lano em tinturas como
m glbulos, e preparados com o maior escrpulo e por pregos bastante commodos :
HKF.g0S F1XOS.
Botica de tubos grandes. 10/000
Dita de 2* ... 159000
Dita de 36 > ... 20J>000
Dita de 48 ... 259000
Dita de 60 309000
Tubos avuisns a....... 19000
Frascos de tinturrademeia onga. 29000
Manual de medicina homeopatbica.de Dr. Jahr com o dic-
^ J oionario dos termos de medicina :. > ( m 20900*
Medicina doaestica do Dr. Henry.......f 10/000
Tratamento do cholera morbus.........' 2/000
Repertorio do Dr. Mello Moraes.......t 6'000
e PEDRASRECIOSAS. &
_
* Adereco de brillianlea, j|_
diamaulft e pendas, pal. 9
? eiras, allinetea, briucoa *
2 a rozetas, boles e anneis jjj
Md de diflerenlts sostos e de *
8 diversas pedral de valor. "*'
I0IE1RA k IMITE.
L9Jt DI 908^18
Ra do Cabaga' n. 7.
Kecebera por to-
en * Irocam prala. ooro
!^'"^l ropa asobr.sdo mais |
?j joiaa ilc valor, a dinheiro
uu por obras.
X,
moderno gosto, tan-
OURO E PRATA. S
J Aderemos complelu da *
ooro, rneios ditos, pulsei- S
7*j ras, ilfineles, brincoa e *
sj rozetai, conloes, Irancel- !
? lina, medalhas, correntes n
S e enfeites para Telonio, e *.
oolroi muitos objeclos de t
8 ooro.
J Aparelbos completos de *
prala para eh, bandejas, S
salvas, caaticaes, colheres .;
de sopa e de cha, e mu- n
uiroi objeclos de
DB
.fe
fasae*^*^^!* to de Franca como l^W**^
de Lisboa, as quaes vendem por
pre^o commodo como eostuniain.
Grande riiiiiii "d"
roiipa fieita*
Rlli MVA 49,
junto a Conceicao-dos Militares.
Natis armazem eueonlrara o publico nm grande sortimento de roapa feila, do mais
moderno posto, como sejam,: casacas, sohrecasacas, palils, cundidas e fraques de panno
fino preto e de core', 8obreca2cas e palils dt merm, bombazina alpaca, ditos de brim
branro fe de core, calcas de casemira prela e de cores, ditas de merine, ditas de meia ca-
semira e de nutras mullas qualidades, colleles de velludo, ditos de casemic.i bordados e
liso, d iins de RorguiJo, ditos de selim, ditos de merino, ditos de fasltn, camisas, grvalas
o luvia de todas as qualidades, chapeos de castor branco com pello c rapados ; recebe to-
da e qualqotr encommenda para dar prompla em 24 horas, para o que tem escolhidos
pannos finos e casemiras de todas as cores : as pessoas que compraren! nesle eslabeleri-
menlo carito salisfeilissimos, tanlo na qualidaue da fazenda e bem acabado das obras, co-
mo oa commodidade dos precos.
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%**
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;V a;
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*:
Jus Flix l'ereira de Ilurgos propOe-|
se a receber assucar de commisso, e pro-
mello desempeuhar satisfactoriamente, tan-
to na venda dos assucarcs como as com-
pras de que o encarregareo, assim como faz
algum adiantaincnlo aos senliores de enge-
nhos : ijurui quizer ulilisar-se deseu pces-
timo, dinja-seao largo da Assembla n. 12.
Alaga-ge o sitio do Arraial, com com-
modos sullicientes para familia: a tratar no
largo da Assembla n. 12
Precisa-se alugar duas pretas escravas
quo engomraem, ensaboem ecozinhem para
urna casa de pequea familia, as quaesse-
no duvida dar boa paga : quem as tiver
em taes circunstancias annuncie para se
procurar, ou dirija-M a ra larga do Rosario
cssa n. 38, segundo andar, ondo se dir a
pessoa que precisa.
SEGURO CONTRA FOSO. Deseja-se fallar ao Sr. Jos libeiroda
Ompanhia Aliianc. Rocha Basto a negocio de seu interesse : na
Esubebcida cm Londres, *m marco de 1824. ra do Trpiche n. 17, escriptorio.
Capital cinco mlhoes de libras esterlinas. @@@g$i.a@-vS;$@@@
Saunders Brothers & C, te a fconra da in- @ a > | | *&
foraar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas, fgx^aSa ClC SailClC
a quem mais convier que estao plenamente tu- .'-,
torisados pela dita companhia para effeciuar segu- .-;.\
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de J'-V
tdlha e igualmente sobre os objeclos quecontiverem ;:'
os mosuos edificios quer consista em mobilia ou ';;"
Domingos Hodrigues Audrado & C. fazem
scienle ao respeitavel publico e principal-
mente a seus Ireguezes, que mudaram o es-
tabelecimento da ra da Cruz para o Forte
do Matos, confronte a casa da assembla e
porta da inspeccao, armazem n 9. Igual-
mente scienlilicam que continan) a vender
superior sola, pelles de cabra, cera de car-
nauba e velas, bem como fio de algodo da
baha, ludo por commodo preqo.
Attenco,
A actual mesa regedora da irmandade de
N. S. do Rosario, erecta na igreja matriz, do
Corpo Santo, freguezia de S Fr. Pedro Con-
exivos do Recite, tendo de celebrar a sua rs-
ta no pnmeiro domingo do mez de outubro
prximo futuro, convi a para quinta feira,
l7docorrente, as 11 horas da raanhSa, no
seu consistorio, a tolos os irmSos, parase
reunirem em mesa, alim de elegerem os no-
vos mesarlos que tem de servir para o auno
de 1857 a 1858. -O Ihesoureiro,
Jos Eernandes Ferreira.
Precisa-so de um Portuguez, com pre-
ferencia natural das ilhas, que .entenda de
plantarles, ;:ara trahalhar em um sitio no
lugar da travessa do Remedio : quem esli-
ver nestas circunstancias, dando pessoa fi-
dedigna, que abone a sua boa conducta, en-
tenda-se com Caetano Pinto de Veras, nesta
alfandega, aonJe tie empregado.das 8 horas
da manh5a as 4 da tarde.
Roga-se a Sra. I). Dionizia Francisca
deSouza, natural da villa da Ilarra, no Rio
de S. Francisco e provincia de Pernambuco,
ou a seus herdeiros, que venham ou mandem
receber a parte que Ihe tocou do espolio do
sey marido Jos Seabr I.emos fallec lo nes-
ta corte. Rio de Janeiro 6 de agosto de 1857.
- Precisa-se alugar um-sitio, que tenha
c:sa sulliciente pata morada de urna familia
de 18 a 20 pessoas, nos arrabaldcs seguiules :
estrada de Joiio de Barros, dita da Soledade
para o Manguioho. Rosarinho, Afilelos, Pon-
te de llclia, al Sant'Anna e Passagem da
Magdalena : a tratar na ra do Apollo n. 9,
segundo andar.
A|uga-se o sitio chamado de Chacn,
na Casa Forte, e que pertenc a ruassi falli-
da de N. M. de Seixas : a tratar no cscripto-
rio da adtninistracBo na ra de Apollo n 6.
Preeisa-se i'e um forneiro-. napa la-
lia da ra da Senzala .Nova n. 30.
Os calos dos ps
Os calos sao um mal que incomrnoda urna
randa parte dos honiens calcados, o com
'...* maior extensiio nos elisias qucnies, de todos
p. leado Firmo Xavier es- ios r1em ceuem sen sitio da Pissurnm @ a.mda nennum neroceu a preferencia a to-
? dos os outros, porque lodos tem a virtude
de curar,
en far.er.das da qualquer qualidade.
Na fundirlo da Aurora precisa-se
de serventes torres ou escravos, para
serviro debaixo decobetta.
% wmmL nmii. |
Paulo Gaiguoai dcnlil, ra Nova n. 41 : ';."
W na mesma casi lem agua e piis denlnlice. ',;';
. JOHN GATIS,
corretor geral
E AGENTE DE LEII.O'ES COMMERUAES,
n. 20, ra do Torres,
PR1MEIRO ANDAR,
praca do Corpo Santo
RECIFE.
--- Na ra do Trapiche n. 17, escriptorio
precisa-se de um prcto para criado.
MUDAR?! DO ESTABELECI-
fflENTO DE PiHCS DE
J. VIGHES.
J. Vignes inu Jou seu estabelecimento de
pianos da ra larga do Rosario para a ra
da Cadeia de Santo Antonio n. 23, junto da
Relacao.
AUiffarn-st para a festa
3 casas na Torre con 2 salas, 3 quartos, co-
O
-'-'
OD
tabeleceu cm sen sitio aa ranagem
da Magdalena, que lica ao norte
da estiada entre a ponte gratule
ea pequea do Cliora-Mcnino, e\-
cellentes acommodacocs para re-
ceber todas as pessoas enfermas
que se quizeiem utilisar de seus
serviros mdicos, os quaes serao
? prestados com o maior esmero.
%i O mesmo Dr., para o lim supra- A
indicado e para exercer qualquer
@ outro acto de sua proissao den- j?
& -tro ou fra desta cidade podera' k)p
@ ser procurado a qualquer hora do tt
dia e da noite. no referido sitio, \|
a excepcao dos dias uteis, das ) A
# lioras da manliaa a's i da tarde, ^
^g quesera'encontrado no nrimeiro @
@ andar do sobrado n. 9, do pateo -\:
O ('o Carmo. a
A quem interessar.
Socita-se pela
mas comonenhiim se p le appli-
car sem algn Ira baldo e outros com algu-
mas dores, e por falla de constancia e paci-
encia da parte daquelles que se ciram, e
quequasi sempre lica o curativo incomple-
to, razSo porque nao se tem lido f em ne-
nhnoa, e o resultado tem sido sempre, por
ultitto remedio, lanzar n>8o de um caivete
00 de urna navalha de barba para corta-Ios,
operacao esta que nao se faz sem p rigo por
terom acontecido muitos occidt-nles perigo-
sos com o dito systema de corta-Ios.
Un novo reme-
dio se o lie rece iioje ao
respeitavel publico, que
he o peguote.
O autor deste remedio pode descubrir o
segredo da invencao de urna lima chimica
comounic.T lim de destruir os calos para
seu proprio uso, e como a propriedade desta
exce lesse muito alem do que elle pens.va,
tJSSrjS: JKl-'V q"'qUer Preie"- 5S5 -u Jever'daraiuz ao ^pe 'a i
piar e cozlnha fra, bom quinta
beber, estribara para 2 cavallos
no armazem de materiaes da ra da Cadeia
de Santo Antonio n. 17.
ACEIO E PROHPTIDlO.
Na ra das Cinco Ponas n. 136, lava-se e
engomma-se com aceio e promptidao, e to-
ma-se algumas freguezias.
pelo ccclcsiasti-
co, certidSo de baplismo, bito e justifica-
?0es, tudo a contento mediante mdica pa-
ga ; no Recife, botica do Sr. Antonio Pedro
Idas Neves, junto ao arco da Senhora da
(Conceicao : em Santo Antonio ra do Col-
legio, botica do Sr.Typriano Luiz da Paz, c
ra do Crespo, loja de livros do baraleiro o
agua de sr. AntonioDomgues Ferreira : os preien-
r denles acharSo nos lugares indicados.pessoa
competemenle habilitada.
Gabinete portu-
guez de le tur a
A directora do Gabinete Portuguez de
Leitura tendo de proceder balanco na bi-
bliothcca, pede aos Illms associados (jue
tiverem em seu poder volumes, alem do
prazo concedido para a leitura, de o re-
colberao estaljeleciinento at 30 do pre-
sente mez. Igualmente recommenda a
para aenho'ra 0^erVa*,0.dS "* l5.ei* nos Para-?a:
(W abalxo asslgnados, com loja de ourivea
na ra do Cabuga n. 11, confronte ao pateo
da malriz e ra Nova, fazetn publico, que
esl3o recebendo continuadamente
como para
continuam
meninos : os precos
e passam-se contas
hotnens e
razoaveis,
com responsabilidade, esp'ecihcando a qua-
lidade do ouro de 1* ou 18 quilates, Picando
assim sujeitosos mesmos por qualquer du-
vida.- SeraDhim & IrmSo.
Chegaram mais travs de louro, entre
ellas algumas de 45 a 47 palmos!1 a tratar na
reslilacSo do Franca, na praia de S. Hita.
PREC1SAM-SE de olliciaes de apa-
teuo, para obra de Sra. e para liomem,
de ponto c ta.wiado, paga-se bem : na
ra larga di Rosario n. 21.
urna
--- Irecisa-se de um caixetro para
padana : a tratar na ra liiieila n. 69.
Precisa-se de um caixeiro que lenha
Distante prctica de taberna : na ra do En-
cantamento n. 13.
pbos que di/.em respeito a puntualidad
das mensalidades, para assim evitar a mo-
rosidade que tem havido na coliranca, o
que na realidade nao deixara' de causar
algum transtorno ao estabelecimento.
Pernambuco de setembro de 18.Y7.O
nrimeiro secrelario, Augusto Dtiarte de
Moura.
Precisa-se de umamassalor para pa-
daria : ni ra Direita n. 26.
Domingos Alves Alathcus saca sobre
a praca do Porto.
O abaixo assignado, mestre carpin-
teiro, matriculado nesta capitana do porto,
laz sciente ao respeittvel publico e aos seus
fregaezes em particular, que seachacom
seuestaleirom ra da t.oncordia, confron-
tando ao armazem de materiaes do Sr. Pe-
dro Antonio Teixeira GuimarSes, onde rece-
be toda e qualquer obra concernente a sua
arte de carpinteiria para construir e recons-
truir, assegurando a rquelles que se digna-
re O honra-loo bom desempenho e presteza
emsuas obras. Jos arvalho da Fonseca.
At ten cao.
Aluga-se ou vende-seum sitio em S. Anna
do Xavier, com grande casa de morada, es-
tribara para 4 ou mais cav los, cochera
grande, quartos para pretos, e capim para 2
cavallos todo oanno: quem'o pretender,
de urna ou outra tmncira, queira dirigir-se
a ra da Cadeia'do Rccifd n. 20, a tratar com
Luiz de Moraes Gomes Ferreira.
No dia 18 do corrente se ha de arrema-
tar em praca publica do Dr. juiz municipal
da primeira vara, o sobrado n. 6, sito na ra
! do Codorniz, entaipado do lado traseiro, por
iexecucto de flanocl l'ereira Magalhaes, co-
! mo cessionario do Dr. Antonio Ferreira Mar-
tina Itibeiro, e outros contra Jos Rodrigues
I') l'.i-.-u. avaliado em 3-000-3 rs.
- Precisa-se do uina ama Je leite. escra-
va : na ra do Hospicio n. 15.
Roga-se ao Sr. testa menteiro e en-
ea rregaaos dos negocios do casal do finado
Jos Cordeiro de Carvalbo Leite, se enten-
da na ra do Queimado n. 35, com Do-
mingos Jos Ferreira Guimaraes, a nego-
cio do dito casal.
Os curadores fiscaes da massa fallida
do finado Raphael Flix Jos Garca, sen 'o
autorisados a fazer o dividendo da mesma
massa, convida aos credores, que anda n.lo
apreseularam seus lilulos, para que o Cacam
at o da 15 de setembro cor rente, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andfcr, certos de que
aa vantagens lavoravcis, he remedio cerlo.
Tira-se um calo em menos de um quarto de
hora sem a menor dor e sem psrigo de ag-
gravar, e sua applicaQao pode ser feita por
qualquer pessoa, preferindo-se sempre a
nropria quo tem os calos. Alem de ser um
remedio tao simples e fcil no seu uso, um
dar deslas limas serve ara tirar os calos
presentes, e todos quantos poderem se re-
jroduzir durante a vida de urna pessoa ;
emfim a .-ua ellicacia rol provada no Rio de
Janeiro pelas experiencias feilas pelos m-
dicos da junta rei.tral de hygicnc publica,
e por cuja invencao o autor deste remedio
obteve urn privilegio imperial, o qual foi
publicado no Jornal do Commercio de 14 de
junho de 1857, para ello s poder fabricar e
vender no imperio do Brasil ;s limas do sua
invencao, que seriio distribuidas em deposi-
los em lo Jas as cidades, capitaes de provin-
cia, para serem distribuidas pelas villas e
cidades das mesmas, aondo o respeitavel pu-
blico as achara expostas venda pelo seu
diminuto precode rs. 63000 o par, as quaes
ca !a par lie acompaiihado de um prospecto
que explica a manrira de fazer uso deltas, e
nao se publica junto a este annuncione-
nlium attestado por nao ser necessano, o
virdadeiro attestaJo sera junto a cada urna
deataslimas, que o comprador podera antes
de a pagar experimenta-la, limando um de
seus calos al a inteira dislruc3o, o que sera
feiloeni menos de um quarto de hora, sem
a menor dor e sem prejuizo de aggravar. Rio
de Janeiro de julho de 1857 O autor,
Pedro Mtiurlh.
nico deposito em Pernambuco, ra Nova
n. 36, na fabrica de chancos d^ sol del'ronte
da igreja da Conceicao dos Militaros.
Offerece-se um p ssoa de 45 a 50 an-
nos para admnistraca da engenho, ten lo
bastante pralica de tal servido, pois j o tem
sido militas vezes : quem o quizar procure
na Boa-Vista, na ra do Rosario n. 30, das 6
al as 7 horas do dia, ou as 6 da tarde ; ou
para outra qualquer administrado.
Ia-se dinheiro a juros de um por cen-
to : na na da Penha n. 17.
Precisa-se de um criado : na ra do
Hospicio n. 9.
Precisa-sc de urna escrava para oser-
vico interno de una casa cslrangeira : na
ra do Trapiche Novo n. 12.
- Os Srs. Antonio llnriqnes de Miranda
e Paulino da Silva Mindello, sSo rogados a ir
a ra do Oueimado, loja n. 27, a fallar com
Guilherma Selle
i O tira dentes
sem dor.
j? ""r- Carbier tendo aprendido com o den- g
lista he-p mili,I, ullimamenle aqu chega- '
do, a lirbr denlas pela allrartio do mo, SfJ
r3 'az sc'en'e a renpeilavel publico, qoe se i
Sacha sortido de ferramenlas proprias para
lal fim, e prompm a ejercer sua profissao, *?
^ para o qoe pode ser procurado a toda llora j
ja do dia, na ra da Cruz do Recife, loja de g*
Jg barbeiro de Joaquim Ferreira Fonles n. 58, JjJ
? i.nlLe a loJ* d' c,ir" loi de hrrei. Vr
Lotera
DA
Provincia.
AOS 5:000? 2:000-3 0 1:0003.
Os abaixo a>signados to na sua loj.i do aterro da Boa-Vista n. 56 A,
os seus milito afortunados bilhetes, meiose
quartos da quarta parte da primeira lotera
do Collegio dos orphiios, a qual corre no da
16 do crrente ; na mesma loja vendom-se a
dinheiro a visU, da quantia de lOOj' rs. para
cima, pelos seguintcs precos, cujos bilhetes
sao garantidos :
Bilbele 5:500 recebe 5:000?
MeiOS 2;750 2:500-3
Quartos 1?375 1:250s
Jos Joaniiim da Silva Guimaraes & C.
Precisa-se de um rapaz portuguez para
um deposito, de 14 a 16 anuos : na ra No-
va n. 57.
Aluga-se urna orna que rotinhe para
depois desse dia n5o pdenlo ser mais ad-1 duas pessoas e engomare p*ra urna : no pa-
miUidaa. 1 teo do Tercj n. 141, segundo andar.
K
mi
u
ooirmiiiS i
Tiram-se passaportes para dentro e fra
do imperio, c despacham-se escravos, pra
cujo fim procure-se o-ennunciante na ra do
Queimado n. 25, loja dos Srs, Gouva & A-
raujo, e na ra da Cadeia do Recife n. 49,
loja do Sr. Firmo Candido da Silveira Ju
mor.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 18
annos : a tratar na ra Direita n. 19.
Precisa-se srrendar um pequeo sitio
sendo perto da praca, mesmo com pequea
casa, pois he para poura familia : quem o ti-
ver dirija se a ra dos Marlvrios n 30.
& No consultorio liomeopathico do Dr. Ca- '}
g sai.ova, ra das Cruzes n. 28, ha sem <
to pr um) grande surlimenlo dos mais acre- .
<;.* dlUdoa mejlicameulos homroialhico, e lu- '--
^J do quanlo he necessarin para as pessoas que \-
vseguem esle syslema. y\
' Vendem-s? frascos com rolda de vidro Jg
:;> de meia onra al (i, muito em conta. 9
LICOfiS DE PIANO E CANTO.
Mtlhodo especial de en
sino,
O abaixo assignado paiticipa ao Ilustrado
publico desta ctJndo, e principalmente ao
amantes da msica, quecnsin.! a arlo de to-
car piano e cantar, conforme o methodo e
gosto mais modert.o. O mese > pode ser
procurado na ra Nova n. 27, estabelecimen-
to de piano. Frederico Lemeke, professo
de msica.
Consultorio
y
-:::

CENTRAL HOflEQPA-
THICO
RA DE SAMO AMAltO,
(Mundo Novo il. (i)
3 Dr. Sabino Olegario Lndgcra Pinho .-.
da Consultas lodos s dias uleis, dc?de ;is S '
horas da manh.ia .i 3 da larde. Os convi-
tes paia vizilas deverlo ser dirisidus por
Os pobres i3o medicados gcatul-
escripto.
(menle,
Precisa-se a'ugar um moleque de boa
conducta, para o servico em casa de eslran-
geiro : no estabelecimento do pianos, ra
-Nova n. 27, esquina da Cambo* do Carmo.
---Compr-m-se botijas vasias a 80 rs. cada
urna : na rui da Senzala \ filia n. 110.
Compra-se effectivamenle na ni das
Fjores n. 37, primeiro andar, apolicesda di-
vi!>; publica e provincial, aegoesdas compa-
nhias.e d-se dinheiro a juros, cm grandes
e pequeas auantias. sobre cenhores.
Compra-se urna casa terrea em boa
rua, em perfeito estado, chao proprio, tenha
quintal e caciobe : nn rua da Cruz n 35.
Compra-se urna car'cira pequea para
una pessoa : na rua do Rangel. loja n. 41.
Hr.if rniiudd cotii 14 0,0(10
premio.
Na rua da Cadeia do Recife n. 54, loja do
canto, compra-se pmta miuda com 2 0|0 preniio, sendo nova de 500 e 1^000, c velha
de 320 rs. 640 e 1;J80.
Compra-se urna casa terrea no bair-
ro de Sanio Antonio, <|ue tenha quintal,
cacimba, quintal e porfao. nSo se ollia a
preco : annuncie ou dirija-se a esta ty-
pographa.
Compram-se palacOes o selulas miu-
das a 2 0f0 : na praca da Independencia ns.
13 e 15, loja do Arantes* v
3ffi
Vende-sc urna vacca boa leiteira, e
parida de pouco : quem pretender, dirja-
se a Santo Amaro, sitio junto o quartel de
cavallaria.
Vende-se um cahriolet para 1 ou 2 ca-
vallos, pintado e forrado de novo, com co-
berla de couro invernisado, he de 4 rodadas:
a ver DO Sitio do Coqueiro na Passagem.
Vende-se urna escrava de mcia idade,
ptima gauhadeira, que paga por dia 640 :
na rua eslreita do Rosario n 25, primeiro
andar.
PARA OS DENTES.
Elixir contra as dores de denles, o melhor
que tem apparecido, do hbil dentista........
que se demorou alguna dias nesta prar,a, e
seguio para o Rio ile Janeiro ; e vendo o
boin resultado que lirou, fez um deposito
na praca da Independencia n. 4. Preco IsOuO
cada vidro.
IIAKIWS V ASIOS.
Venem-se barns de 4.novos, chegados'
ltimamente de Lisboa : no armazem de
Carvlhe Ir 3o, na rua do Rrum.
Venlem-se brinquedos da p^iericia :
Manual de 251 paginas, cootendo dialogo em
prosa c vnrso entre as lettras do al|i|iabcto,
Ri'gras de moral, (irammatica porlugueza
Doutrina chris'.Sa, modo de sjudar a missa.
laboada de pylhagoras, Regras de civilida te
ou niiinual io bom lom adoptado para uao
das esrolas de ambos os sexos 1#000, Revista
da ioslrucsao publica para Portugal e Brasil
160 rs., Compendio da historia romana pelo
Sr. ilr. ourmniont500rs., Regras em verso
fiara arithmelica e para grammalica, coma
dupla utilidado de fcilmente se decorarem
e lereni simultneamente por sor o seu pro-
co diminuto, 40 rs : na rua Nova, botica do
Sr. Santos.
Arrenda-se um sitio no lugar da Var-
zea, com casi de viven da, bastantes arvores
de fructo, bem como lirangeiras, jaquel-
res, muitos pos.de cafezeiros, e a lew de mais
arvoreios, por preco commodo : as pessoas
que quizerem, devem procurar o sen pro-
pietario no lugar dos Remedios, Citetano
baplista de Mello.
Vende-se urna escrava de nacao, de
boa ligura, de 25 anuos, com habilidado : na
rua do llortas n. 60.
Vende-se um moleque crioulo, de 18
anuos, bonita ligura, sem achaques : na rua
do Ciespo n. 11.
Vende-se urna crioula moca, de bo-
nita ligura, com todas as habilidades : quem
a preteiiJcr, dirija-se ao pateo do Carmo,
casa lenca n. 6.
Ch rnto>.
V'cndo-se n- ruado Collegio, loja n 13,
a 7^200 por milheiro, em masaos da 50.
i\aloja defazeo-
das ao p do arco de
Antonio se est to rau-
do por pouco dinheiro.
Cambraias do cor muito finas a 440 rs. a
vara, ditas a 480, mussulinas de qr, padrees
muito delicados a 320. 340 e 400 rs. o cova-
do, chitas francezas a 3611, 280 e 240 o cova-
do. ricas f^zendas com lislras de seda para
ftstidos, por barato preco, chales de chaiy
com listras de seda, ditos com palma, dilo"s
com 2 palmas, grande linimento de goli-
nhas e manguitos de to los os preco:-, enfei-
t"s para cabeca de senhora, ditos para pes-
clo, pulseirasde fruco dollas as cores,
pentes de tartaruga para senhora, ditos e
volta para menina, lencos de rambraia de
linho borda Jos pira senhora, ditos lisos pa-
ra homem, cliapeos para baplisado de me-
nina, seda de quadros de tolas as qualida-
des, gro.denaplede todas as cores, ludo por
barato preco para adquirir lraguczia.
Vende-se na rua Direita n. 14, urna
porco de saceos de milho novo chegado de
prximo da Una de Femando.
Vende-se a melhor loja de fazeniasdo
Passeio Publico n. 9, com poucos fundos, a
dinheiro ou a prazo.
Vende-se ;um s.fio na estrada de Per-
nameirim, com casa, sendo 2 salas, 4 quar-
tos, cozinha fra o com bastantes ps de
fructeiras : quem pretender dirija-se ao Pas-
seio Publico n. 7.
o Canto
QUE ESTA* TORRANDO.
:Ya tfjai do canto, na rua
Ja Cadeia do Hecife
Ha um completo sortimento de fazendas
por procos baratissimos, ricos cortes de se-
da de bonitos padres a 223000 e 25c000 reis,
chales de toquim muito linos a 25o000 ^..di-
tos de merino bordados na pona a 13o500,
e muito linos a 20o rs ditos bordados de
velludo a 14; rs mantas de seda de padroes
bonitos a 7, 8#e99rs. cada urna, chalv
com listras de soda a 900 rs. o covado, ricos
cortes de casimiras a 4;, 5; o 63 rs e mui-
to linos a 6-5800 e 7020U rs., pannos avellu-
dados para cima de mesa, de padres muito
bonitos a 35; rs. cada um, seda de cores
com titulo de melin ires de senh a 13 rs. o
covado, seda branca a 1/400 rs. o covado,
platillu de linho a 560 rs. vara, cassas es-
tampadas de cores lixas a 460 rs. a vara, lu-
Tas.de seda pelas e de cures para senhoras
a lc600o par, ditas para homem a lc600rs.,
setini preto macao a 2:9 j e 39 rs. o covado,
panno hno prelo a 23500 35, 4?, 53, e. 6; rs.,
e inuito lino que faz admirar a 7-3200 rs. o
covado, modei nlssimos cortes de vestidos
para senhora, de baregu., de seda com lindos
enfeites de froco a 35 rs ias de muito
bonitos goslos, e fazenda muito boa a 13200
rcisocovaJo, mad*poloes de diversas qua-
lliladea, e por precos coinn.oiios, mussulina
bronca a 300 rs. o c ivado, ditas ae cores a
3i0, 360e380 is. o covado, lencos decassa
estampados, decores flxas a 140, 160, 180,
200 e 280 rs. cada um, e a duza a 1X500 2#,
2;j00 e 3o rs., mantas pretas de seda a 9/500
e 103500 rs., chapeos de sol para senhoras a
235U0 e 33500 rs., ditos para horueni a 6;500
e 7J rs., ditos de mola a 53400 rs., ditos de
massa multo linos a 7/rs., e muito m.iis fa-
zendas ; a ellas, venham conhecer a vedade
do exposto : na mesma lua da-se as amos-
tras das Tazendas, e tambem Se leva amos-
tra para casas de familias.
Ao Gouva
Loja encaiiiHda, rua do
Queimado n. '17, csijui-
na to Collegio.
Charutos da aliia n'.uito bons c saboro-
sos, de 23500 a 43 a caixa : a elles, que se
acabam.
Lavatorios de ferro.
Vendcm-sa na rua da Cadeia do Recife n.
36, armazem,
Vende-se cara cm grume, de superior
qualidade : na rua do Vigario n. 19, pninei-
ro andar.
--- Veudem-ss na Ponte Velha, alraz da
>orr.\ria, eaibros de 30 a 40 palmos, esteios
para casas de laipa, ou estacadas, para o que
sao propnos pela qualidade da ma leira : os
caihrussao das melhorrs qualidades, tudo
por diminuto prego.
8al do Assu'
Vende-se a bordo do brigue Maria l.uzia,
funJeado no quadro da carga, amarrado ao
arrecife, a preco commodo, a tratar com An-
tonio de Almeida Gomes, no seu escriptorio,
na rua do Trapiche n. 16, segundo andar.-
Sa patos do aRaCaJY,
dosmelhores que toni viudo a este merca-
do, para honiens e meninos, de palla e de
orcinas : em caa de Caniinha A Filhos, rua
da Cadeia do Recite n. 60, primeiro andar
Vende-se ou aluga-se para passar fes-
la uta sitio junto a puvoacao da Varzea, com
bastantes aivores de frucio, com casa gran-
de : a fallar na rua de llortas, sobrado n. 2,
segundo andar.
NOVO RAPE.
Recommenda-se aos amigos da boa pitada
0 escolenle rap novo princeza, chegado do
Rio de Janeiro pelo ultimo vapor, e se acha
a venda a IjOOO a libra : as lojas n. 4 da
praca da Independencia, e n. 5 da rua do
Crespo ao p do arco.
Vende-se na rua Direita n. 19, cb de
familia a 800 rs. a libra, dito do Rio muito
lino a 13800 rs dito da India a 23200 rs.,
toucinho de santos a 240 rs a libra
efflniVfnnrA g-
i a,
?o
NAFUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIKO DAVID W. ROWMAX, ,VA
RUA DO RRUM, PASSANDO O olIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos se-
guintes objeclos de mecanismos proprios
p^ra cn^enhos, a saber : moendas e meias
moendas da mais modeajM construcqao ; ta-
chas de ferro fundido enatido, de superior
qualidade e de todos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animnes, de todas as
proporedes ; crivos e bocea de fornalha e
registros :'e boeiro, aguillies, bronzes, pa-
rafusos e cavilhocs, moinhos de mandioca,
ate. e:c.
NA MESMA FUNDICA'O,
se executam todas as cncommendas com a
superioridad ja conhcctda com a devida
prest za e commodidade cm prego.
en-
Vende-se um sitio na Torre a beira do
rio : na roa dos Pires, junto a caixa d'agua.
Vende-se a verdadeirn graxa ingle-
za n.97, dos afamados fabricantes Day &
Martin, em barricas de 1 ."> duzias de po-
tes i em casa de James Crabtre & Compa-
nhia, na rua da Crnzn. 42.
VENDE-SE
na rua do Trapiche n. Til, escriptorio de
Novacsi C, superior vinho do Porto, em
caixas de urna e duas duzias de garrafas:
a' preco commodo.

/ios Srs
gen
de
o.
A l.">.v000.
Oplimo bacaliao de escama
mazeni de Tasso Iimaof.
o
pefiri
7
n^a
p
Em casadeRabeSchmettaui&Companhiu
rua da Cadeia n. 37, veudem-se olegante,
piano* do afamado fabricante Traumann de
HamhurKO.
GAIAS DE TRRO
Excellentes camas de ferro para solteiros :
vendem-se no escriptorio do agento Olivei-
ra, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
CEMENTO.
Vende-se cemento, tanto cm barrica
como em porcao o a retalho, por com-
modo preco para acabar, e muito bom : no
armazem de mnleriaes, na rua da Cadeia de
Santo Antonio n. 17.
No escriptorio de Domingos Alves
Malheus, na rua de Apollo n. 23, lia pa-
ta vender,por precos mdicos, o seguinte :
Ricos e elegantes pianos.
Enchadas poi tuguezas.
Cocliins de linho para montana.
Coeiros de barra.
Muito superior couro de lustre.
Tintas de cores, preparadas.
Ka la nras decimaes.
Muito rico a superior papel para forro de
salas.
Superiores charutos da Baha.
Fumo em folln.
Pedias de lousa proprias para mesas de
cosinha.
QUE ESTA' QUFsUlDO.
Na loja do Preguicn, na rua do Queimado,
esquina do becco do Peixe Frito n. 2, ha um
completo sortimento de fazendas por presos
baratissimos, entre ellas nolam-se chitas
Iraocezas escuras de lindos padroes e cores
lisas a 260 rs. o covado, ditas ditas claras de
padres miodinbos a 280 o covado, ditas li-
nas de lindos padres e excellentes pannos,
e cores lixasa 300 rs. o corado, lindos ta-
petes p?ra salas a 3380o cada um, pegas de
bn lanha de rolo com 10 varas a 23000 cada
urna, mussulina de cora 320, dita mais fina
de lindos-ladroesa 360, dita muito lina a
400 rs. o covado, dita branca a mais fina que
he possivel a 400 rs. o covdo, rambraia
franceza de cores ixas a 480 rs. a vara, di-
las de cordao a 500 rs cassas francezas
muito finas e de lindissimos padroes a 640
a vera, lencos pequeos para mao a 120, di-
tos a 220, ditos com bico muito finos e com
lindos bordados a 360, cortes de casemira
com lindos goslos a 5-3500, ditos linos a 63,
meias casemirasde quadrinhos proprias para
calca e palito a 560 o covado, laazinhas de
quadros proprias para roupa de meninos a
400 rs. o covado, grvalas pretas de setim a
1*200 cada urna, nscados francezes de qua-
dros de lindos pa IrOes a 240 rs. o covado,
casineta pmta muito fin" a I32OO o covado,
casemira preta a 23400, cortes de castor en-
corpado par caiga a'13440, ditos a 13, ditos
de brim de linho a 13440, ditos de brim de
al;odiio branco a 13 cada um, chales de rne-
' lin de lo las as qualidades, lisos e borda-
dos, por baratissimos precos, chitas escuras
i e de diversos padres e cores lixas a 160,
1180 e 200 rs. o covado, ricos lencos de seda
I de lindos p.dr*s a 23OOO, e outras mullas
i fazendas que se deixam de mencionar, e so
venderle por baratissimos precos; se da-
ro amostras com p/nhores.
Vende-so superior linhas de algodSo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Soulhall Mellor c> Ca, rua do
Torres n. 38.
Rreii.
Rarriscom hrcu : no armazem de Tasso
Irmaos.
* Aos pas de familia.
Vendem-se caixinhas cora 30 libras de
bacalhao novo, chegado ltimamente, a
"a'000 a caixa : nocaes da alfandega, ar-
mazem de Tasso limaos.
Vendem-se cortes Je ci'ssa escosseza
a 2$5G0: na rua do Cicspo n. 23.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVARIA.
A dnlieiro
Pegas de algodlo liso, largo, enebrpado a
2. 2/240, 23500 e 23800 a pega, dito de si-
cupira a 3, 23240, 2/500, 23800 e 33 s pega,
dito de sacco 120 e 50 a jarda, dito tran -
gado largo a 100, 120, U0 e 180 rs a jarda:
vende-se na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a rua da Cadeia.-
Vende-so espirito de vinho : na resti-
lag5o do moinlio de vento da praia de Santa
Rita.
Chapeos de ltlia.
Vendem-se superiores chapeos de Italia,
recentemente chegados, a prego commodo :
na rua do Trapiche Novo n. 16, segundo.an-
dar, escriptorio de Antonio de AlmeidaGo-
nes.
Vende-se potassa chegada ltimamen-
te, por prego commodo: no armazem de
Serodio & C, no caes de Apollo.
sellins
patente inglez.
S.lo chegados e acliam-se a vtnda o> vcrdidciroi
bem conhtridug stllins ingltzes plente : na ro
do Trapiche-Novo n. 42, umazem de fazeodo de
Adaroion & C. llovie.
XAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deste xarope
para a botica de Jos da Cruz Santos, na rua
Nova n, 53, garrafas 55500, e meias SaOOO
sendo falso todo aquelle que nSo for vendi-
do neste deposito, pelo que se faz o presente
aviso.
IMPRTAME PARA OPIBUCO.
Para cura de phtysiea em todos os seus
difTereotes graos, quer motivada por cons-
tipages, losse, asthma, pleuriz, escarros de
sangue, dr de costados o peitos, palpitagSo
no coragao, coqueluche brouchite, dr na
garganta, e todas as molestias dos orgSos
pulmonares.
Vende-se um sobrado de um andar na
rua do AragSo : quem o pretender, diriit-se
a rua da Clona n. 91.
Com toque le a vari i.
Na loja do canto n. 54, na rua da Cdela
do Recire, pegas de algodSo com peque-
notoque de avaria a 2, 2/200, e mais lim-
pc a 23500 rs, ditas de madapUo a 2,
23200 e 23500 rs a pega, lengos de cassa com
avaria as pontas a 100, 120 e 140 reis ca-
da um.
Aos balmleiros
Venham ao canto, que esta torrando pecas
de chita proprias para forro de babu', a
4^400, 4370O, e^mais Tinas a 53500 rs., ca-
da urna*
Deposito de doces.
Na rua da Cruz n. 17, acha-e urna
grande porcao de excedente vinho de ca-
j, por barato preco, e na rua do Trapi-
che-Novo, no caf dos Alliados.
VENDE-SE
Agua raz em folhas de fero.
Oleo de linhaca em ditas.
Brim de vella ebrinzoes .
Lonas e cabos da Russia.
Cabos de manilbae de couro.
Metal amarejlo e cobre de forro.
Velas de stearina.
Clavinotes.
Pedras de marmore pira mesas.
Prego* de cobre grandes e pequeos.
No armazem de C. J. Astley & C.
Iende-se

Cortes de Ifia para vesti-
dos.
Vendem-se cortes de 15a de lindos pa-
dres, com 15 covados cada corte, pelo di-
minuto prego de quinze patacas ; a elles,
antes que se acahem : na
n. 22, na loja da boa fe.
rua do Queimado
II
nos.
Os mclhores relogios deouro, patente in
glez, vendem-se por pregos razoaveis, no
escriptorio do agente Oliveira, rua da Ca-
deia ao Kecife n. 62. primeiro andar.
Relogios
cobertos e descobertos, pequeos e grandes
deouro patente inglez, para bomem ese-
nhora de um dos mclhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : ftn casa de Soulhall Mellor & C>, ma
do Torres n. 38.
Na rua da Caleia detronle da Relacao, venda
n. 28 de 1). S. Campos, vende-ie e aluga-se, aupe-
riurps hirli-s li..inhiirii/iis, em porfi e a retalho.
Venile-se na rua ila Cadeia n. 28. superior
presumo porlueuez inleiro a 410 ra., e maisobjeetos
por prec,o commodo.
Aterro da Boa-
Vista n. g
Vende-se bom e barato*
He chegado este estabelecimento, vindo
de Franga no navio i'ar:.hb, urna porgSo
de chocolate de todas as qualidades c ainci-
xas cm latinhas de 3, 5 e 10 libras, conser-
vas alimenticias de peixes, em latas prandesa
linguados a 23500, salmonetes a 23700, sal-
monetes frito a 23300, cavallinha a 23800,
peixe espada a 2#200, lingnigas de Lisboa
novas a 500 rs., presunto para hambre a 700
rs dito de Lamego a 520, cha hysson com-
11111 -:i h 23200, dito lino a 23560, dito xim ,
23800, dito perola a 3#400, macarrao a 320 e
480, Ulharim a 320 c 480, aleiria e 400 e 560
rs., estrellinhs a 60o rs., massa de tomates
a 720a libra, marrasquino lino, licores finos
em garrafas grandes e pequeas, latinhas de
biscoitinhos linos inglezos, holachinbas de
soda, vinhos engarrafados de todas as qua-
lidades e muitos oulros gneros que "seria
impossivel annuncia-los, tudo por prego
commodo, para acabar.
agencia
ia fundijao Low-o< r,
rua da Senzala Nova
n. 42.
Neste estabelecimento continu'a a have:
um completo sortimento de moendas emeias
moendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodos os
tanianbos para dito.
CL DE LISBOA.
Vcnde-sc cal de Lisboa vinda no ultimo
navio, em barris bem acondicionados, por
prego commodo : na rua de Apollo, arma-
zem n. 2 B.
SECRETARIAS.
As melhores que at boje tem aclarecido
a este mercado : vendem-se no escriptotio
do agente Oliveira, rua da Cadeia do Itecife
n. 62, primeiro andar.
Algodo iiionstro.
Vcude-se algodao monstro com 8 palmos
le largura, muito proprio para toalhas e
Icnges, pelo baratissimo prego de 600 rs. a
vara : na loja da boa f, na rua do Queima-
do n. 22.
TACHAS PARA ENGENHO
Da fundicdo de Ierro del). W. lio\vman
na rua do Bium, passundo o chala-
riz, continua a liaver um completo sor-
timento de tachas de Ierro fundido e bati-
do, de 7) a 8 palmos de bica. as maos se
echama venda por preco commodo e com
promptidao, ombarcum-se ou carregam-
se embarro sem despezas ao comprador
relogios de pa-
tente
nglezes de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em cata de
Augusto Cesar de Abreu, na rua da Ca-
deia do Recife, armazem n. 16.
Deposito
de rap princeza da fabri-
ca de E. Gasse, no Rio
de Janeiro.
Vende-se a prego commodo rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
rua da Cruz n. 49.
Vende-se na rua da Madre de Dos
n. 12, armazem de Novaes & C.. barris
de ferro, ou cubos hidrulicos ; para de-
positas de fezes, a preco commodo.
Sellins e relegios.
SELLINS e RELOGIOS deplenle
inRiez : a venda no ormainn da
ostrn Kooker & Cornp.nhla, es-
quina do largo de Corpo Santo nu-
mero 48.
Carne secca to ( ear
Vende-se superior carne secca do Ceara,
por commodo prego no armazem de Luiz
Annes, defronte da alfandega.
flM* a$
Fugio no dia ll>do corrente, a escrava
Justina, de nagSo Rebollo, com idade de 20
a 24 annos, e com os signaesseguintes : es-
tatura regular, uns calombinhos na testa,
dislinctivo da nago, levou um vestido en-
carnado, com um panno da costa azul e urna
trouxa com um vestido de cambraia pinta-
da, um de chita de quadros, e um escuro :
quem a cegara podera levar a rua da Cadeia
do Recife n. 12, ou a rua do Amorim n 39,
uqe ser recompensado.
CapitaevS de campo, aler-
ta !!
Continu'a a estar ausentado, desde o dia
24 do mez passado, o escravo Manoel, criou-
lo, com os signaes seguintes: bso, has-
Untecheio do corpo, tem as mflos muito
calejadas por ser padeiro, tem/alta de dous
dentes na frente do queixo inferior, urna ci-
catriz em cima de urna sobrancelha, e he
quebrado de ambas as verilhas, levou calca
de casemira azul, camisa de madapolSo e
um chapeo de palha pequano e velho, tem
sido encontrado em Fra de Portas, aonde
he conhecido por Manoel conduru', o ol es-
cravo do Sr. Domingos da Ros, por anto-
nomasia Domingos cartera, que tem taber-
na na esquina do becco dos Goararapes,
tambem gosta muito de ir para Olinda. aon-
de j foi pegado : roga-se, portante, a todas
as autoridades policiaes e capitaes de cam-
po a apprehensSo do dito escravo, e levem-o
ao pateo da Santa Cruz n. 6. padarii, que se
recompensar generosamente.
2009000 de gntificagSo,
a quem pegar os escravos crioulos, Lauren-
tino e Manoel, por antonomasia barbeiro :
o primeiro de idade 25 annos, alto, n3o mui-
to fornido, rosto coraprido, sem barba, bem
parecido, e mito pachola, levou chapeo do
Chili, e gosta de traj'ar bem : o Manoel tem
a mesma idade, e he. mais escuro que o Lau-
rentino, estatura baixa e bem tmido, rosto
redondo e bem parecido, pernas grossas,
ps bem feitos, traja caiga e jaqueta, e levou
chapeo de palha da Italia ; tem cicatrizes as
costas como sello de suas proezas : levaram
em sua companhia um moleque de nome
Alexandre, que com elles aprenda o oflicio
de pedreiro, cujo oliicio sabem perfeitamen-
te ditos escravos : a pessoa que appprehen-
der qtialqurr dcstes escravos e os entregar
na cadeia da cidade do Recife, ou os condu-
zir ao engenho Boa-Esperaoga, na freguezia
do l.imoeiro, receber a dita gralificagSo e
mais despezas que lizrr.
No da 5 de julho do corrente anno fu-
gio do epgenho Cursahi na c< marca de l'3o
d'Alho, o escravo Antonia, Cagange, de ida-
de de 36 annos, pouco.m.is ou menos, de
altura e grossura regulares, cangueiro no
andar, tem todos os dentes da bocea, con-
versa pouco, pernas finas, he casado, e tai-
vez tinha algumas marras de relho as n-
delas por ja ler sido castigado levemento ;
esse escravo foi di s herdeiros do tinado Cae-
tano Conyalves da Cunta ; consta que este
ve em Santo Anlao, em casa do Sr. J0S0
Francisco, assim como consta que em Pajeu'
existe um escravo com os mesmos signaes :
a pessoa que o conduzir ao referido enge-
nho, ou ao Recife, na rua da Cuia n.-64, ou
delleder noticia certa, ser recompensado
com toda generosidade: e quem o tlver em
seu poder, (que certo de sua punigSo com
todo o rigor das leis.
PERN. 1VI'. DE ti. V. DK FAKIA 1857
ILEGIVEL




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