Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07801


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Full Text

API) XXXIII N. 180.
Por mezes adiantados 4I000.
Por 3 mezes vencidos 4$500.
SABBADO 8 DE AGOSTO DE I8.7
Por anuo udiantado l.i^OOO.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
E.NCABREGADOS DA. 8UBSCR1PCA DO NORTE.
Piuhibi, o 8r. Juso Rodolpho Gomei; NaUl* o Sr. Joaquim
fPvrein Juoior ; Araetlj, o Sr. A. le Umoi Braga; Cca-
n'.oSr. J. Joade Olivaira ; Maranhao, o 8r. Joaquim Mar-
qn Rodriguei; Piauby o Sr. Joa Joaquim Avetioo ; Pa-
ra, o Sr. Joalioo J. Btmoi ; Amazona*, o Sr. Jeronymo da
CoiU.
PARTIDA DOSCORREIOS.
Olinda : todo.*, o* da*-, ts 9 c mcia horas lo da.
1 guara isa', liuianna r l'arahiba: na* neum..!..-* t"'\i-t*~(firat.
S. Antji, l'n-ii'rr.i-, KoniU, Cania ru', Altiiiho c GfltaBhaM! na Kff ftlOh
S. Lourenco, Pao d'Alh.j, Natareth, Limociro, Brejo, PeMOflira, lng Floros, Yilla-Belli, lloa-Vidia, Ourituxv c Eiu', Da&iiuartatvli-im.
Cabo, lpojuca.Sorinhlem, Mo FonMMO, Om, Bjimrost., AgiM-Prtita, Pi-
menleiraae Natul: quintas -(Viras.
(Tedoa oa correiu partr?m aa 10 hura* da manlia.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES.DA CAPITAL.
Tribuna] do commercio : secundes quintal.
Relajo : lerr/ai feiras e ubbadoi.
Fazenda : quarui ubbadoi a> 10 horai.
Juio do commercio : segunda ai 10 horas e quintas lo meio di.
iuio de orpho : segundas e quintas ai 10 horai.
Primeira Tara do civil : segundas eleitaaao meio dia.
Segunda rara do clvel : uerlas t aabbadoa ao meio dia.
EPUEMERIDES DO HEZ DE AGOSTO,
jj Lu cheia ai 4 borai e 9 minutos da tarde.
12 Quarto minguante as 3 horas e 22 minuto, da tarde.
l'J La nova as 2 horas e 6 minutos da manha.
- Quarto crescente aos 5 minuto da Urde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 6 horas e 8 minutos da manha.
Segunda as (i huras e 30 minutos da tarde.
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. Ss. Gamalicl e Nicodemas.
4 Terca. S. Domingos de Gusmo fundador.
5 Quarto. N. Senhora das Nees.
6 Quinta. S. Xislo p. m. ; Ss. Fehssiano e Agapilo diac.
7 Sexta. S. Octano Tdeatn fundador.
8 Sbado S. Ciraco diac. m.
'. Domingo. 10 S. Romiio soldado m.
gfc m MfHai 1^1 aV aVTat^ A T 'renr.isco, Pa5,e P1* vil'" lln Ouricory, E\a. e va' todos cuidsvam que n dsposic.lo do nobre depulaJo
r A 9 I -K fcr ar ar Hall Tm ata* I lerminar na cidade ilo Cralo, provincia do Cesra", ira conciliar os nimos.
J!^.__ m ~ ^ V tendo um ramal para a villa de Cabiobo'.F. C. | O Sr. Seraio de Macedo : Deo esla cr.iti i.-.
COH\tAIVDO DAS ARMAS.
Sjurtel seaeral do commando slu armas de
Pernnabco na oldade da Heclf., ene 6 do
ateste da 1867.
ORDEM DO DIA N. 3.
O brigadeiro eommandante das itmni interino,
U'andiln.M. Fernandos Vieira.Audr Bastos. aos Pernambocanos j devo acrescentar quo do mes-
F. Araujo Lima.(ioncalves da Silva.Machado.
F. L. Aniones de Campni.
Aogmente-se 100:000? a' verba do ore; miento
obias poblicaspara serem prestado* ao enverno
da provincia de Mmas como auitwi a' fa tur.i da
estrada do Passa-Vinle, que actualmente se esta'
dando execu{ao aos- avisos do ministerio da guerra alindado.Souza Ribeiro.
da 10 a Ji de julho protimo lindo, que por copia a Ao 27 do arl. 2 acrescen(e-se : Sendo
lde foram iraiismiltidoi pela presidencia com ofllcios 60.0003 para coadjavacao da factura da estrada e
datados de hontem. determina que a contar d'ama- pontes entre a cidade de Maeei, capital da provin-
ohaa, seja o hospital militar deela gaarnicio consi-
derado regimenlsl, sob a adtnini9lrac.au do balalhao
dcimo de infantaria, e reslsbeleeido no meslo pe
em que se achava, quando a 30 dejunhodo preseu-
to annu perdeu essa denominarlo. As conlas e es-
r.riptoracAodo hospital militar deverao ser encerra-
das nesta dala.
AVISO.
Rio de Janeiro. Secretaria de estado dos nego-
cios da gnerra em 10 de julho de 1857. Illro. e
Eira. Sr. Em resposla ao seo lilclo sdb o. 200 de
18 jando ultimo, em que V. Exc. declara ler exone-
rado o major do corpo do estado maior de segonda
elaue, Sebastian Antonio do Kgo Barros, da vogal
do conselho administrativo, para servir de director
no dospilal militar dessa provincia, e haver noraea-
do para vogal do mismo eonseldo o lenle coronel
reformado Jos Atooio Pinto; cumpre-me dizer-
Iha, que de lodo fleo inleirado, e qneos ditos olll-
cist-s podara interinamente conlinaar nos ampragos
indicados, at que iieiiilivaojeitle se rasolva, licau-
do V. Exc. porm prevenido de que lies nomea;0es
tmente devem ser-taitas pela presidencia em casos
jutlificadas a urgentes, devando em regra nao sa
praticarera Km previa aolorisacSo do governo impe-
rial. Oeos guarde a V. Esc. Jernimo Francisco
Coelho. sr. preaideale da provincia de Pernam-
boeo.
Kio di Janeiro. Ministerio dos negocios da guer-
ra em 2 de julho de 1857.
Illm. e Exin. Sr. Foi prsenle a S. M. o Im-
perador o sen oflicio sb n. 2^6 do 13 do correnle,
cobriodn outros papis em que V. Exc, d.' parle
de que o (ensote general romm m lanle das armas
deesa provincia, jolgan lo-sa aulorisado para mon-
tar o hospital militar detsa guarnicao, dera provi-
dencia ne.se senlido, a fuera poblicar as noinear^es
interinas dos diversos empregados do dito eslabele-
cimento, expedinda ordens para se I lie pagar os ven-
cimentoi respectivos desde o primeiro do correte,
e o mes roo augusto senhor, manda declarar a V.
Etc., que na i sendo aquelle geOeral a auloridade
competente para feer taes nomeacSes, deve V. Exc.
mandar qoe l iuem ellas .em efTeilo. O que com-
munieo a V. Exc. para sea condecimento c execu-
Coelho.Sr. presidente da provincia de Parnambo-
co.Assignado, Joao Jos da Costa Pimental.
Conforme.Demetrio de ('msmAo Coelho, tlferes
ajadanle de ordens encarregado do detalhe.
ORDEM DO DIA N. 4.
Tendo de entrar em insprelo o 9-batalhilo de
infantaria do exerciln aqui eslaccionado, declara u
brigadeiro eommandante das armas interino pira ns
fins convenientes, qoe oos termos do regolaroenlo
de 20 da margo do correnle auno, Tica este balalhao
para (al fin a disposiejo do Exm. Sr. general ins-
pector do terceiro districtn militar de infantaiia ; e
ootro sim que ex.rce as funcres de sjudanlede or-
dens e de secrelarii da inspeccao o Sr. capil.lo du
corpo do estado maior de primeira classe Aolonio
Clemente dos Santos.
AssignadoJo3o Jos da Cosa Pimentel,
ConformeDemetrio de Guemao Coelho, a'fsres
ajudaoto d'ordens encarregado do detalhe.
cia dse Alsgoas, e a povoaealo de Quebraugulo da
me R. Calkeiroa de Mello.Barros Pimentel.An-
tunes de Campos.Burilo re Maroim.J. A. Cha-
ves.J. J. Fernn les da Cunda.Sa' e Albuquer-
qoe.C. Figueiredn.Mendonrja Caslellu Branco.
Sa' Benevides.Silvino Cavalcaoti.Paes Brre-
lo.Silva Freir.M. Danlas. Araio e Mello.
B. Bulcao.Slvelra Lobo.T. Brrelo.Pinto
de Campo--.Bezerra Cavalcanti.Pereira Piulon
O Sr. Sergio de Macedo : Sr. presidente, pedi
a palavra sobra o ornamento do ministerio do impe-
rio, i..io porque tivssse a dizer muito sobre as mate-
rias qoe azem seu objeeto, mas na previsao de ler
o nodre deputado que fallou hontem de dirgir cen-
suras a minha admini3traco como presidentede Pcr-
nambuco, censuras ha minio annunciadas.
Coraefarei por dizer o pouco qoe leudo sobre o
ornamento do imperio.
Este ornamento principia com a dolarlo da fami-
in i modo por que all eolrei, do mosmo salii rapoia.
dos da deputacao de Pernambuco islo he, trouxe
contigo as demonslrac,6es de eslima e benevolencia
de h 'o- os partido., excepto alguna individuos.
O Sr. Branda:.Nao apoiado.
Moilos Srs. Depulados :Apoiado.
(Crozam-se apartes que interrompem o orador
por alguns momentos.)
O Sr. Presidente :Attencilo
OSr. Sergio de Mxcedo :Os difTerenles oreaos
daopiniao publica na imprensa perlencenles aos di-
versos partidos se apressavam a loovar os actos os
mais m lill-renles de mioha vida. Se sahia a p
pelas roas, era objeeto de lauvor ; se \ i- iava as re-
parlices publicas inesperadarneule, merecia-lhes
encomms ; se me apresintava sem guarda nem o-
lenlaeio, seaculhia bem n lodos que me procuravam
a qoalquer classe e cndilo que pertencessem, vl-
nliara os elogios. 1 -1> mostra a unanimidade de
seutimenlos com que foi acoldido de todos, senli-
meulos que conlinuaram, e se palenlearam al o
momento em que rae embarqoei.
Nao he deiconhecida a situado especial em que
se aehavam os partidos na provincia de Pernambuco.
Infelizmente um desees partidos havia recorrido >a
armas; conflictos tiveram lugar; derramara-se o
sangos. A clemencia do imperador linda cobeilo asse
partido ; de todo eslava esquecido. Mas parece que
urna parle desse partido n3o qoeria esquacer o pas-
sado, e conservava urna posicao especial. as elei-
lia imperial ; eu desejava saber se o ministerio nao toes de 1852 nao compereceu s ornas, e absteve-se
tem elgum pensamenlo sobre urna questAo que pa-
rece preoccepar a lodos. Creio que a familia impe-
rial nao eal alojada com a decencia qae exige a ve-
nerado de que desejamos circomda-la, e a po9c,ao
que oo mundo occopa a na(3o bratileira (Apoiados.)
Desejava pois saber se o'ministerio tem de pedir um
crdito para salisfazer a est necessidade...
O Sr. F. Octaviano : S. M. ratsmo reconhecen
qoe as circomstancias fiuanceiras do estado oo u
permtltiaro...
O Sr. Sergio de Macado : Creio que a modestia
e a simplicidade dos goslos de S. M. o Imperador
i ti o dos devem ligar as ina i- nesta materia (apoia-
dos) ; lambem o rei Laif Philippe dorma n'oma
simples carna de campanda, entretanto qoe a mu.-n
franceza Ihe dava palacios esplendidos. Este nego-
cio, porem, he t > importante e delicale, que me
parece nao se poder sobre elle faser-se obra algnma
por meio da iniciativa da um simples rlepolado ;
por consequencia somenle indico o ohjecto, porque
eulendo que devo expressar orna opimao, om dese-
jo que creio ser o de todos os Brasileiros, e Dada
mais. (Apoiados.)
Oulia verba relativa a' dotado da familia impe-
rial he a dos mestres das augustas princezas. Esta
verba parece mu essa e.iucic.io cosa mais, e que do bolso do impe"
rador sahem drspezas que a coustiluieao enlenleo
deviam ser voladas especialmente. (Apoiados.)Tam-
bem he materia sobre a qual enlendo que uto sim-
ples deputado nada deve iniciar.
Entre as dilTerenles emendas ao orjamenlo das
lespezas do imperio lia algumas augmentando des-
pezas, e algumas destas s.1o assignadaa por mim ;
moi ligeiramenle locarei em duas. Urna he creando
orna consignaco de 50:0005 no primeiro anuo, de-
vendo ter conlinudda ou ausmenlada depois, para
a edificac.ao de urna casa propria em que se enlloque
a Faeuldade de Direito da cidade o Recife. En-
lendo dever dizer a' cmara qoe esta necessidade de
urgente (apoiados; ; a facoldade esta' n'oma casa
particular alujada sem os commodos convenientes ;
o cisnio cen i-lo solT e. (Apoiados.)
Outra emenda he dando 4:000 para a bibliolheca
da mesina facoidade. Devo dizer que quasi que nao
exista all hibliotheca (apoiados), porque so exi antigs bidliolhecas de convenios, que Ihe luram da-
das, as quaes nao foram organisrdas na previsao da
sciencla dedireilo, esim da Ideologa, direilo can-
nico, a outras disciplinas samellianles, sem relaea
com o que all se ensina.
O Sr. Pinto de Campos :Velhos alfarrabios qoe
ha lio anuos nao sao al,-rio-.
O Sr. Sergio de Macelo : A minha posirili par-
licolar me levoo a fallar nestee dous objectos que
sao relativos a provideia de Pernambuco, da cuj
n-ces-i lades eu devo informar a cmara uas occa-
siOee proprias.
Mas, como ja disse, oa previsao de que a minha
administracAo em Pernambuco, especialmente no
que diz respeilo ao processo eleiloral, linhadeser
acrimoniosamente cemurada nesta casa, pedi a pa
lavra, e com i-ffeiln, om nobre depolado por essa
provincia se incumbi dessa tarfa...
O Sr. Brando : Mas acrimoniosamente nao
tellei com moita calma apresenlei os fados como <
comprendido.
O Sr. Sergio de Macedo : O nobre deputado co-
mecou por dizer que eu eslava a modificado, conci-
llado, moderado, de cerlo lempo para c. Eu creio
qoe mollineado nao cstou ; sempre live, desle quasi
que tendo o uso de ra/.lo, as opinioes polticas que
hoje lenho. ij i,n i i a elar n conciliado se com
islo se qoiz dar orna interpretarlo maligna...
O Sr. Bran -ao : Nao ; se qmzesse dizer alguma
cousa do nobre depulado, leudo muiia franqueza,
di lo-lna.
O Sr. Sergio de Macedo : E disse muilo. Fui
enviado ,a Pernambuco justamente pela adminislra-
$ao que feve a gloria de inaugurar como prograrnma
poltico o principio di conciliario fui enviado a
Pernambuco para conciliar...
O Sr. Ilraudao :Mas nao conciliou, islo he que
he verdade.
O Sr. Sergio ds Macedo : E eu entendo que
conciliei...
OSr. Aguslo deOliveira : -J- Apoiado ; nao po-
de conciliar os ine.inciliaveis.
O Sr. Sdveira Lobo : De cerla poca em dian-
te o prograrnma variou.
O Sr. Sergio He Macedo : Os que leem por cer-
la carliliia podem pensar asslm. Ea devo declarar
a cmara e creio que a maiuria da cmara e a mam-
ila do paiz sabein, que n.'.o solicitei a posicao dilli-
cil a delicada em.qoe fui enllocado (apoiados) ; re-
cusei pur diversas vezes posieao semelhaole reco-
se! ama primeira vez esa mesma posi;flo em Per-
nambuco, e o governo ceden as minhas ponderadle!;
mas vendo-se em grande embarazo, porqoe o" go-
verno do Bia'il esta' sempre em embararo para a-
char administradores para ai provincias," porqoe a
tarefa he por demais dura, aceitei-a.
O que me impessibililoii de coulinoar na menha
rocosa,^ fni a maneira por qoe insisti o marquez de
Paran', que me disse : Tambera eu, depois de ler
sido minislro de estado, depois de ser senador e ceo-
seldeiro de estado, foi governar Pernambiico em
quadra bem difliril e deeagradavel.
O Sr. Silseira Lodo :Nao faga ao paiz a injuria
de suppor que ha falla de homens para serem presi-
dentes.
Votei : Ha moila falla.
OSr. Sergio de Macedo : [Sao he porque haja
falta do pessoas dadil la las ; mas tarefa he t9o ar-
dua que poucos a querem aceitar.
O Sr. Braudao :Afianco-lhe qoe muilos a que-
rem.
O Sr. Sergio de Macedo : Mas raailoe que que-
rem njo convein, nem o nobre depolado qoereria
que se mandasse governar as provincias a Indo que
o desejassem. (Apoiados >
Quando fui uomeado presidenta da provincia de
Pernambuco, a minha ooinearao, por um impulso
de benignida te, a' qnal sempre serei agradecido,
foi muilo bem aceita pela nobre depulacae de Per-
nambuco. (Apoialos.; Cada um de seus l'liuclos
membros so apressou a faier-rce tima visita.
O Sr. Braudao Eu fui um delles.
0 Sr. Sergio de Macedo :O nobre depulado foi
um .ios que asila me obseqoiaram.
L>evo dizer que d'enlre lodos um so se moslroo
prcuecupado com a sua alalesko fulnra ; mu si. co-
maeoa as loas conversares cumigo lomenil i por as-
suiiplo a sua prxima -leicao, e esse foi o nobre
depolado. Hiladas o sensatas.
OSr. Brandas: Por orna reto speeial:
era opposicioni.ia ;, ramara e sabia que liavia mol-
las recomuiend......Conira miro.
0 Sr. Sergio de M celo eu nao as live.
O Sr. Brando : Lu arevia o que leve de aeon-
leear, como bem -abe o nobea deputado, a quem
nunca pedi favor eleitura'.
O Sr. Sergio de Macedo : Devo fazer-lde a jns-
liea de ecrearcnlsr que nesse mesmo momento o no-
dre depulado declaren qoe se a sua eleirao livesse
de ser feila ,>or meio da violencia, das de.ordeus, do
derram 'menta de sangue, elle de bom grado renun-
ciarla a' honra, que lauto aprecia, de ser um dos re-
presntenles da n ieo.
O Sr. Ilr.-iiidlo : B im he que declare islo ; e
acrescenle qae nunca Ihe pedi favor eleiloral de
quHlidade nenduma. .
O Sr. Scrgiu de Macedo O nobre depotado
ditM aqu que ea lui muilo bem ,-icolbilo por lodos
I1TIHI0R__
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPLTADOS.
SESSAO EM 21 DE JULHO DE 1857.
Prtsidencia do Sr. encomie de Baependy.
A' hora do costme, feila a chamada, e achan-
do-ee reunido numero legal, abre-se a sessao.
Lida a acia da anterior, he approvada.
O Sr. 1. secretario da conta do segiiiiile
EXPEDIENTE.
Oflicio do ministerio da guerre, remetiendo a in-
formarlo dada, pelo presidente da provincia de
Santa Latharina, ao requerimento do cirorgiao-mr
reformado Jos Ferreira Lisboa.A' commissao de
ni i rinda e guerra.
Dito do ministerio da justiea. enviando o ,'tnto-
grapdo da res,lu;.lo que manda pagar a Manoel
Antonio Bislos H ittcliif o que so esliver devindo
como carccrir i da cadeia da villa do Pilar, da
provincia da Paiahiba.A archivar-se.
Dita do ministerio da fazenda, remetiendo a pe-
lii.-Qo do solicitador dos feilosda fazenda da provin-
cia de Santa Calbarina, na qual pe.te augmento de
ordenado.A' commissao de pensOes e ordenados.
l'm requrrimenlo da camera municipal da cida-
de do Algrele, provincia do Rio-Grande do Sul,
pedindo providencias pare a repressaoeftlcaz do cri-
tue de furlo de gado.A" commissao de jostica
criminal.
Dito de David William Bnwmau, proprielario
de urna fundirn de ferro na cidede do Recife, pe-
dindo i-ene lo do servido activo da guarda nacional
para os operarios empregados na sua fabtiea.A'
commissao de marinha e guerra.
Dilo de l.uiz Francisco de Murinelli, pedindo
queee Ihe permita matricular no terceiro anAo do
cur.o medico, aceilando-se-lhe os esair.es prepara-
torios que fez na academia de S. Paulo.A' com-
missao de instrucc.lo publica.
Hit i de Victorino Pinto de Sampaio, pedindo que
seja convertida em ordenado a gralificacllo que re-
cebe como pnrleiro da academia das Bellai-Artes.
A' commissao de peuses e ordenados.
Vai a imprimir a proposta do gove. no, transfor-
mada em p'ujecto pela respectiva commissao de or-
namento, qae Oxa a despeza para o ministerio da
marinha.
Le-se o decrcln que aulorisi o governo a deposi-
tar no Banco do Brasil e suas caixas Qliaes as som-
mas dispon,veis que tiver no Ihesouro e l'iesoora-
ria* de fazenda das provincias.
O Sr. Presidente nsmea para a commissao qoe
lem de apresenlar a S. M. I o mesmo decreto aos
Srs. Sampaio Vianua, Coala Pinto, Borgis Feries,
Souza Ribeiro, Pinto Lima, Birboza da Cunda a
Bezerra Cavalcanli.
Sr. Benevides reclama conira a inexaetido de
alguns apartes seus publicados oo Jornal do Com-
mercio.
0 Sr. Aragao e Mello (pela orlem), depois de
alsamas ooservaciVs, manda a' mesa um documento
ob'e a eloioao du quarto distr.rio da sua provincia,
o qual he remetlido commissao de poderes.
ORDEM DO DIA.
Primeira parle,
leudo de entrar em terceira di-cussio o projeclo
sobre sociedades em rommandita,. e havendo doos
projeclos sobslitulivos ao principal, o Sr. presiden-
te |ulga que, segundo os Mlyloa, e deve diicudr a
preferencia entre os mesmos projeclos.
1 i /erar.i algumas observaees is Srs. barao da1
Maua' e Octaviano.
A cmara decidi que nao I,avia qaesiaod-? pre-
ferencia.
Huir em terceira discossao o 'projeclo t o ad-
ditivos.
Le-se e apoia-se o sesuinle subslilulivo :
o Suppriiii -iiie os 5S 10e II.
a Acrescenle-se :
Arl. 1. As nulas promisorias de que trata o
arl. i Jri do ej ligo coiiimenial, sendo ao portador e
pie h pejssea delerniipadal, ser.io passadascom pra-
zo iiunea menor de 20 das ; nn cato contrario, nao
produ/ii.lo ubrigaulu e nem oc<;aii judicial.
n O governo p.olera' facultar as suciedades han-
carias a em--a i de nolas ptatnis orlas ao portador
a a visla, realisaveis em miieda crtenle metal uu
papel-moedi) ale c, triplo ros fuios di nao sendo de valor menoi de 209 na corle e pio-
v mcia do Rio de Janeiro, e de 10j) as ootras pro-
vincias do imperio.S. R.Carro.
(Acbam-se prsenles os S's. presiaenle do con-
sellioe ministro oa fazenda.1
Oroo o Sr. Franco de Almelda.
A diseussan lica a,lia la pela hora.
Segonda parte.
. Conlinaa a seguuda di.cussjo arliada do orja-
ineiilu do ministerio do imperio.
Leem-se e apuiam-s* es segninles emendas :
Aogmenle-se ao 27 mais 10:000*, que ier3o
applicados as obras da estrada qoe pelo NoDohay e
tioiveu eommnnica a provincia do Rio-Grnn Sol com a to Paran', pata cuja) despea** a assem-
bla provincial daquella provincia lem decretado
fuios.S. R.Barges Fortes.Dliveira Bello.,,
Ao ij 27 8o art. 2 acre 50:0001 para abertura de urna e-trata quo, parlln- os partidos!
do da villa da Itoa- \ isla i raargem do Rio de S. O Sr. Brand.lo : Nu principio assim foi ; porque proeminenle desse parlido me^disse islo.
de voler. Foi um mal qoe o governo tratou de repa
rar qnanto foi possivel.
Dabi resultava que os eleilores e seos sopplentes,
os jui7.es de paz e seas sapplenles, tinliam sabido de
um so ladu ; ficou assim frustrada a sabia provi-
dencia da lei que mandn que as mesas psrochiaes
9 as junlas de qualificacfto se compuzessem de um
nodo que suppunha a eolrada de individuos de am-
bos OS lados.
Dislo nao leve colpa a a Iministrarao, porque n3o
ro ella quem coagio esse parlido a abandonar as ur-
nas ; pelo contrario tioha-lhe deixado o campo
livre.
Estando as cousas nesta posirSo retara no< ani-
rnoo irritadlo e azedomr, que se m imfeslavam as
discossoes da imprensa peridica.
Um dos meus primeiros cuilados foi acabar com
essa discu nas foi conseguir que um dos dous lados se abslives-
se ilo debate ; de maneira qoe desappareeerain dos
joruaes as controversias excitante..
Ja exista a c mol .eo largamente execulada ;
eslavam ale nos empregos de cnufaiiria da admims-
Iratao homens de todos os partidos. (Apoiados.)
O Sr. Mlveira Lobo : Em escala igual ou ao
menos aproximada ? Havia de ser na proporr.30 de
um para mil.
O Sr. Sergio de Macedo : Na secretaria do go-
verno mesmo havia homens de todas as opioiei.
Por occasiao da eleicao deo-s o seguate laclo :
um dos empregados da secretaria foi denunciado de
ler rotado em duas parochias, aproveilando-se de
m equivoco da qualificacjlo ; pergunlei-lhe se linda
assim pralicado ; respondeii-me qae nao, que havia
vola lo u'uma su parochia com o parlido liberal ; ao
qoe Ihe loroei que fitera muito bem procedendo se-
gundo a sua consciencia.
Por aqui se v como estavam or^anisadas as diffe-
renles repariiees da provincia.
Principiei muida adminislrac;ao expedindo circu-
lares para qae se procedesse s qualificacije'. He de
notar que na ultima qualificaeao deram-se crcums-
l.ncias pelas quaes deixaram oa ser qualicados mol-
tus membros do partido dis.idente, tendo hsvido
arande atropello e mnissao por causa di epidemia do
cholera-morhiis. Comprio-se a minda ordem, fazso-
do-se a quallricacn onde Imuve lempo para isso.
Esses meus desejos assim manifestados, essas pro-
videncias foram altamente elogiadas pelos arelo* do
partido liberal. Ao aproximarem-e as eleiro-s dei
algomas oulras, a que o nobre depuhdo se referi,
sendo urna dolas a uiiuha circular de l:l de oulu-
bro. Maso nobre depulado nao mencionou outra an-
terior, de II de aguato.
O Sr. Braudao : Beferi-mc de ouluhro para
moslrar que o nobre deputado propalara aldea de
nao intervengo, mas efectivamente iulerveio.
O A'r. Sergio de Macedo : Eis ah esse oflicio
que enderecei ao chefe de polica, alim de que dt-
rigisse as circulares compelen!.--: Diario de Per-
nambuco o de 13 de acost de 185G. Espediente
do dia 11. Olliei.i Ao Sr. Dr. chefe de polica.
A muida presenea lem chegado pur diversas vias
representares de autoridades particulares, expri-
mido o racen de que um.i illegal e reprovada in-
tervencao da polica venda tirar aos cidad.los a II-
berdade de seus votos lias prximas-eleirOes a que
se lem de proceder.
V. S. sabe que na escclda dos delegados e sub-
delegados leinos de ccmmom acco-do procralo col-
locar quaulo he possivel frenle da polica pessoas
allieas ou superiores s paixes e influencia das lo-
calidades, pessoas de urna pn-.ii;lo independen-te em
relacao a essas influencias, iniccessiveis, emlim, au
|,mcdo, ao odio e amizade.
N-'iiliuina ordem, nenham ecto, nenlioma srl
insinuaelo de nussa parle lem deixado de conlribuir
para generalisar na provinrja a opinilo de qoe o
desejo do governo lis que as eleis-Oes lejana, como
devem ser, o resultado das convcc,<5es, e nao o da in-
timidaban. Enlrelanlo convem dar inslrncc/ics apro-
piadas a que o proceder das aaloiidades policiaes
seja em lotos os pontos dirigido pelos mesmos prin-
cipios, e por isso leudo por muilo recommendado *
\ S. que expela a lodos os delegados e subdelega-
dos da provincia Inslrurres ueste sentido :
1.' As autoridades po'iciaes por forma nendu-
ma empregarao os poderes de qoe sao revestida par*
apoiar oo guerrear a candidatura de quem quer que
seja. Ellas podem, comu lodosos cidadloa, exprimir
suas opiuie., mas por isso mesmo-que exercem au-
loridade devem ser mais reservadas e comedilas no
uso desse direilo.
o 2.' Na occasiao das eleiees deverao evitar toda
a ostentadlo de forrea.
o-3." Nao devem permillir qae os votantes se a-
presenlem armados ou ematlitude de .iirjc.ri coulra
os que nao parlilham suas opiniOes.
4.- Deverao porem impedir qoe pretexto de
bascos de armas se exerc.ara violencias, correndo e
apalpando cidados pacficos, e por e-se modo oppri-
mindo-os e desgoslaodo-os, oo eviUndo que eao vo-
lar. Os que ir nix-rein armas osfeusivainente deve-
rao ser ,t,-l!,i- logo privados, e s se deve correr para
examinar se as tiazera occullas aqoelles conira quem
houver fundado motivo de suspeita.
ir Deverao eslar prnmpias a responder s re-
qois^es legaes dos prssidenl's des mesas, e sempre
prevenidas para evitar as viulencias e iiit>raidar,ei,
de qualqoer lado que bajara de partir.
m .- Emlim. Heverjo por lodos os meios de per-
snasao, e por nma allilulc firme e circuiuspecta,
preparar os c-dados a usar do direilo que fia ex-
ercer com nobreza, dignidade e tolerancia, e a con-
fiaren, da autoridad.1 para a proleceao de suas pes-
as contra as violeucias dos mal intenrionados e dos
inimigos da libeidade c da paz publica.
O desvio dejles principios nao pode deixar de
trazer funestas consequencias, e he de esperar qoo
seguindo-oa, por sua parle mo-l-em os pnvns desla
provincia qoe cada vez se lornam mais dignos dos
direilo* que tanto lem castado a firmar, c que o go-
verno e spos agentes de todas as ordens se e-or.Min
para manter illesos.
As autoridades cumprirao os seus deveres, na
esperanza de que terao o apoio e asvinpatdia de
lodos os iiomens de lionra, e dignos do nome de ci-
dados. o
Creio que nao se pode conciliar melhor a energia
com a tolerancia apoiado.), a lirmpza em defender
a ordem e o respejto ao direilo de lodos os cidados.
\poiados. I
O Sr. Silveira Lobo : Mas deve lembiar-se de
qne as pessoas avezadas ao abuso nao fazero caso da
palavra laes.
O Sr. Piulo de Campos :IJ leria que fizesst una
iuversao no senlido liberal'.'
O Sr. Silveira Lodo : Devia enlregar a aristo-
cracia ao seu ore Hlio infundado.
O Sr. Pinto de Campo* :Ou.il lie a aristocracia'?
Sn se o nobre depulado qoeria que o presidente .ini-
masse a democracia em seus excessos.
O Sr. Presidente :Atiendo !
O Sr. Sergio de Macedo : nobre depolado dis-
se orna verdade quando alTirmoa que. estando eu ha
mais de 20 anuos ausente do paiz, era alheio s ani-
mosidades e paixes dos partidos; assim he. Cde-
gando eo a Pernambuco, abrace! os meus anligos
collegas e amigos de oulros lempos como se os li-
vesse deixado na vespera ; nida se pausara entre nos
que nos separasse ; ouvi a todos, e nndinn me dlaaa
qus a provincia viva na oppres-a.-. Pelo contrario,
me disseram qoe a adrriinislrar;ai) rio Sr. cnn.eldeiro
Jos Bento, met digno antecessor, nao era gacrrea-
da pelo partido lideral. (Apoiados.1 i'm membro
O Sr. Silveira L >bo : Eaiao eslavara lodos sa-
tisfeilos com o ostracismo.
O Sr. Paes Brrelo : Qual ostracismo Isso nao
passa de om palavrao.
(Continuam os apartes entre o Sr. Silveira Lobo
a os depulados de Pernambuco ; o Sr. presdeme
pede alten,, i,,.
O Sr. Silveira Lobo : O que havia era nma de-
gra i.icao das iiitelligencias...,
(Crozam-se de onvo muilas vozes.)
OSr. Sergio de Macedo :Nao he fcil degradar
as inteligencias pemainbocanas, Sr. depulado. (A-
poiados.)
O Sr. Silveira Lobo : Eu lenho esperanza de
que ellae recuperarlo os seus direilo.
Crozam-ss moilos apartes, e o Sr. presidente re-
clama aliene i.
O Sr. Sergio de Macedo : Devo notar cmara
que o partido liberal em Pernambuco, especialmente
na cidade do Recife, linda plena lder,la,le de discus-
sao pele imprensa e usava francamente do direito de
assooaean. (Apoiados )
Havia urna sociedade organisada com directorio,
com mesa, com currespondencia para toda a parte ;
nada dslo Ihe foi vedado. Aproximando-se a poca
das eleirdes, o parlido cooservador, que all se cha-
ma partido gu iinrii, i> nao mostrava preparar cou-
sa alguma para essa lula ; enlrelanlo qoe o parlido
liberal chamado a praieiru, asando liviemente dos
seus direitos, escolhia osseus csnlidetos, disciplinu-
va-se, distribua o papis, preparava-se inleira-
raente para essa Iota. Tudo que parlia do governo
tinha o cutido da mnderacao, da tolerancia e da jas-
tica, qoe respira na circular qae acabo de ler. (Apoia-
dos )
De sorlc qae pareca que a eleicao deveria correr
moilo mansa e pacificamente. as vesperas porem
da eleieAo appareceo no orgao da imprensa do par-
lido liberal um infeliz e mal inspiradoescriplo abun-
dando na ideas em que o nobre depolado parece
eslar imbuido ; tinha por epigraphe : O que he
nm guarda cosa.
O Sr. Silveira Lobo :Entao eu eslou imbuido
nes..ii ideas '.'
O Sr. Sergio de Macedo :Fallo das ideas de anli-
oligarchia, de iollaeucias lucaes, aristocracia orgu-
Idcsa. ..
0 Sr. Silveira Lobo :lie bom expliear-ses
O Sr. Sergio de M-ce-1 :Esse infeliz escupi
provocava a desunao das familias, a de,sumao das
clasie*, o odio das torea, etc. leudo aqui esse do-
cumento ; mas pouparei cmara o ledio que devia
causar a sua leilura. Apoiados.)
Comecou a eleijao municipal a Tdeselemhro,
nrganisaram-se as mesas parochiaes uas dilferentes
fregu**, e comecou o pnvo a allloir para a elei-
cao. Nesse dia noile, depoL, de acabados os traba-
Idos, o presidente da mesa eleiloral da freguezia de
Sanio Antonio, que era empregado na secretaria do
goveroo, foi dizer-me que o parlido liberal linha
adoptado como tctica allluir em m.issa tm roda da
mesa, lomar as avenidas, e por esse modo dillicultar
qoe aquelle* que nao erara do sen credo poltico pu-
dessera chegar mesa pa a entregaren! as suas lista-;
de solt, dizia elle, que qaan lo se chamava pelo
nome de um h guabiri ou conservador ouvia-se
muila buida, c o homem nao apparecia, nao poda
aproximar-se da mesa. Pergunloii-me o que fazer,
e eu Ihe respond que Ole eolrava as manobras
eleloraes, que cada parlido defendesse os seus direi
tos, e que o mais natural era que no da seguinle
inudlisassem os guabtrs essa manobra, concorren-
do mais celo igreja pira rodear.m lambem a
mesa. Parece que assim aconleceu, de maneira que
no dia seguinle a eleie-ao comecou a fazer-se de ou-
Iro modo.
Levan! i!--- eniao um etilo de que um Inmem
havia laucado um masso de cdulas na urna. Dirig'- |
ENCARREGADOS DA SUBSCRI^AO NO SUL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcio Das : Babia, o Sr. D. Duai
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Faria nt sua
livraria, praca da Independencia n. 6 e 8.
ram-.e representa;es ao presideulu da provincia I gem delle.
le em armas, a uina guardada pela tropa, a porta
da igreja abarla, de mudo que de f'ira se va que
ningitem nella locava.
A ordem qoe eu dei pira as frecnezias da Boa-
Visla e S. Jos, foi que se ev ta**e a lodo o custo
qualqoer de por algum grupo de desordeiros, fossem lechadas as
portas da igrejs, fossem poslados os soldados s Js-
nellas, e o edificio convertido em um casleilo, de
modo que a furc.a repellisse das janellas os que ala-
cassem esse casleilo, porque era o das liberdades pu-
blicas. (Apoiados.)
N > dia seguinle conlinoava a exasperaijao em S.
Jps ; veio ama deputaco do partido liberal, e dis-
se-me francamenle que nao pod-a conter a exacer-
bacao dos grupos. Eu Ihes ob feilo mal em ler prodozido essa exallacao ; que uina
vez que a liuham prodozido, elle* eran, responssveis
peranle Dos e as leis pelo sansoe que se houve*se
de derramar ; que corressem a seus correligionarios,
e Ibes levassem palavras di paz e de ordem. Ites-
potideram-me que era is' moilo perigoso na occa-
siao, que baslava um ''ilo de ii aie.io a para qae
elles corressem risco e serem victimas de seas pro-
prios amigos oo correligionaiios.
A 9ilua(;ao era em verdade delirada : as vias de
faci oomeeavnm ; atiravam-se bombas para dentro
da igreja ; um soldado ou cdele foi ten lo u'uma
per.i. Eram 2 horas da terde quando me foi repre-
sentado aquelle lugar como em um perfeito eslado
deanarclua. Estavam eoiao comigo o eommandante
das armas e o cdfe de polica. Eu devo recommen-
dar aqui i gratidao de todos os Iiomens que pensam
livremenle, de todos que sao amigos da constituicao,
da monarchia e liberdade, os servico* desses dous
eidado* (apoiados), que por sua prudencia, por sua
energia, por sea prestigio, soudera n e conseguiram
evilar grandes desgrages. (\pniados.)
Eu disso ao general e ao chefe de polica : mar-
chai, levai a esse povo amotina lo palavras de paz,
cun-ellios de moderacao e de ordem. A cmara
sabe qae o general Jos Joaquim Coelho foi um
dislincto corypheo da independencia do Brasil, e
sua boa espada tero sido desembamhada em quasi
torios es campos de balalda em que tem sido pre-
ciso defender a honra e a liberdade da patria. Foi
a e " lde, e depressa fallai ao povo no presidente, nos
esforros que lem empregado para coniervar-llie a
liberdade ; fallai de vossos proprios servidos, fal-
lai-lhe do paiz, recommenda a paz, aconselhai a
moderacao. Se nao puderdes conseguir acalmar os
espirilos, chamai esse* homens a orlem, disprsal-
os, empregandn a forra debaixo da minha respon-
sabihdade. Nunca recoarei .li ule da responsa-'
bilidade do camprimenlo de meus deveres, quaes-
quer que sejam os riscos a que me expotiha. (Muilo
bem.)
O general commandanle das armas lomoo o I."
corpo de tropa que acbou. e maredou ; eram ape-
nas (>0 homens, porque aguirnicao da cidade do
Kecifi he lo pequea qae mudas vezes quaudo om
balalhao lem dado a guarda do dia, ou quan precisa de qualqner servio exlraordinarto, quem
guarda o quartel sao os msicos.
Assim. leudo posto ero alguns lugares diversos
destacamentos, nao me fioraro minia- dezenas de
homens 60 foram os que o general levou comsigo ;
20 ou 30 foram os que exutiim na igr-ja...
OSr. Ilr.in :,'i i :Passando casualmente por all
pareceu-me ver maior numero de genle.
O Sr. Augusto de Oliveira : Os odos do nobre
deputado vcem as coasas inaiore*.
O Sr .-Sergio de Macedo : Admillo o erro de p-
tica ; direi mesmo que pule ser que o general Cae-
Ido Ihe parecesse mil hmeos, porque elle os vale.
(Apoiados.'
O Sr. Brando : Nao ponli-i ero duvida a cora-
O Sr. I're-i lente : AtleocSn, vio corlejos noilc '.' Eu respond que aedava mais
O Sr. Sergio de Macelo : |, rei sempre ora pe-1 facili la ie em dizer quaes eram os paize em que es-
riodoila caria, qi" ni f i rlif ia no dia 13 : ses coi lejos nao se fazera noite, porque o maior
a Domingo, Si. pr.i letit vai ler lugar a elei- : numero tem adoptado esle regra.
rao ; pos bem '. nos em nome do partido liberal da O Sr. Brando :lambem na Inglaterra o parla-
provincia propomos a V. Exc. o seguinle :>; ment Irabalha noite, e entre nos nao. Cada Ierra
Segiiem.se os ardaos, e ludo assignado pelo Sr. An- lem o seo uso, e em Pernambuco nunca hoove cor-
Ionio Vicente do INascimenlo Fallo*
Compre notar, que sempre se manifestnu o desejo
de que eu inlerviesse em material em que a deciso
compela mesa parocdial, e eu sempre recusei le-
melhante iniciativa.
O Sr. Silveira Lobo : Nem podia aceitar em
abono da ver lade.
O Sr. S-rgio de Macedo :Na manha desse mes-
mo dia 13 apres'nlaram-se-roe esse* senhores, cujos
nomes arabei de ler, fazendo essa declaradlo, que o
nobre depolado considera illegal.
tejo a noile.
O Sr. Sergio de Macedo :Pos ea iulroduzi esse
coiiuue, e foi recebido ; o convite a ninguem obri-
gava, foi feilo pela impreuia, e lodos acudirain a el-
le. (Apuiados.)
Fallou o nobre depulado em rancor que tinha a
certas pessoas ; pedi-lhe que iudicasse algara seto
de vi .lencia pralicado por mim que ilem ui'trasse
essa rancor ; nao u qaiz fazer. Falln, porm, na
; deroissau do promutor da comarca de Olinda. Varao
a esle ponto.
O que he, porm, legal ? O que he legal he que a j A eltirao do circulo da Olinda foi urna das qu*
mesa f-ca a pulira da casa ; o que he legal he que a : me deu mais desgosloi, porque em Iguaraaiu' nur-
mesa lenha o direilo de fazer sadir aquelles que per- I chao mal ; levrem-se Ireze das a recebar lisia,
lurbao a ordem ; o que he legal he que as operaeaes islo he, a disputar a lista de cada votante, e no fim
da mesa seja.i inspeccionadas livremenle peloi cida- desse lempo linhara-se recebido 150 lisias, sen-
daos qoe nao embaracem essas operae,oes. Ora, esldo oe qualificados da freguezia 2,800, segundo
claro que a mesa lem o direilo que lhs da a lei.de urna qoalificac,Ao muilo anliga qae all exista, pois
dizer : Nesle recinto pode se acornmodar conve- nao se fez nova qualificacAo desde 1S52.
xigindo que elle mandasse iulerromper os Irsbalhoa
eleiloraes, contar as cdulas q.ie esiavain na urna,'
ele. Eu respond que o presidente da provincia nao
podia inlervir uestes casos, que a mesa eleiloral li-
nha allribmres marcadas pela lei, que somenle a
ella compelalo as deci'es em laes casos O chefe
de .polica, que eslava ao p de mim, disse : Sei-
se caso* as mesas sao soberanas, b F.sla expressao
mesas soberanascustou-ine immensos sareasmoi,
porqoe, quando muilo lempo depois ceito grupo
rompeu em hostilidades comigo, disse o seu oigilo
na impreusa que eu ainha eslabelecidu uina sobera-
na maior do que a soberana da uae.io.
Emlim, lepreseulacjOes do povo em massa.se succe-
diam, s eu as recehia com toda a conli mri ; falli-
va, respoudia, racionava. Afinal decidi-me a scre-
ver um oflicio, oo carta, a mesa parocdial. seoDSS-
tlniiilo-L a que lomasse a medida de suspender os
irahalhiis, ee nao Imovesse nislo iiiconvenieiite, por-
qoe a ella compela a deci pnt-ican que linda vinlo a palacio com esla prelen-
tao sita para a igreja e musir a muida carta a
lodos, ditendo : n Aqui e-l a ordem do presidente
da provincia para *e contaren) as cdulas que esli
na urna. 0 qu aconteced '.' Motim, desordens ;
a mesa oarre^a c un a urna para junio do altar
mor. ah se Irava lula, a urna de arrebatada e que-
brada, ns vasos, casiiaes e uulros objectos sagrados
s3o convertidos em projeclis, em instrumentos de
guerra c de sangue, a prqpria imagem do Senhor
Cruclicado he feila em pedaje* !
Algumas vozes:Causa horror !
O Sr. Brando ()uem fez lu lo islo '.'
O Sr. S'rgio de Macedo :A mesa lalvez '.'
OSr.B-anlao:V. Exc, que era o presidente
da provincia, deve sabsr que.u foram os provoca-
dores; os qoe pralicaram esses alternados.
O Sr. Paes Brrelo :O nobre depulado sabe mui-
lo bem.
O Sr. Sergio de Macedo :Deram-se lacios -m-
eulares e horroroso, como diese ; os membros da
mesa linham procurado refogio jonlo do altar-mor,
e sobre o altar-mor be que cboviam esses projeUn.
I m homem eslava quebrando cadeiras para arreme-
Car os pedacos ; um cidadn moilo respeilavel che-
ga-e a elle e pergunla-lhe : a O que estis fazen-
do '. respon leu-Id. ; (r Eslou exercendo os meus
direilos. ;Risadas. Islo recorda um fado de lera-
pos mais desgtacados. l-'.-lavain alguns homens, era
1824, empalicando um pobre Portugoez ; um indi-
viduo qoe passava nessa occasiao exclamou: o Assim,
povo, exerce a toa soberana. (Risadas.) Depois
ile paseados tantos annos. eu eslava persuadido de
que idea destas tinham desappareculo ; mas infeliz-
mente vemos que anda em 1856 um homem que na
igreja arremecava projectis sobre o altar-mor, onde
se achava a urna, pensava eitar osando do seu di-
reilo !
O Sr. V. lavares :Repire V. Exc. que netihum
do. partidos pode ser aecusado por esle (acto.
O Sr. Sergio de Macedo :Apoiado, nem eu digo
ilo.
O Sr V. Tarares :Era S. Jos nao foi a opiniao
liberal que praticou esses actos, ao contrario ella
sofireo.
O Sr. Sergio de Macedo :Alud nao cheguei aos
aconteciraenlo* da freguezia de S. Jos.
Dada essa desgrana em Sanio Antonio, eu de-
via impedir que se reproduzisie uas oulras igre-
jas. Na matriz da Boa-Vista ludo se passava em
calma.
O Sr. V. lavares :Todos os partidos teem ho-
mens apaixunados e exagerados, e nao devemns
carregar cura a responsabilidade destes actos. ;.Vpoia-
dos.)
O Sr. Sergio de Macedo :Diz muilo bem o no-
bre deputado, e eu lava ordens para reprimir os
apaixunados e exagerados de lodos os partidos.
Apoiados.
Na matriz da Boa-Vista, como ia dizendo, lulo
corria pacilicainenle ; tu se deu all um aconleci-
miilo cmico ; Dio se eoobs nunca quem laaeou
urna porcao de larlaro emtico no pole d'agua que
havia na igreja. Risadas.)
X)i ora lores que mais se fatigaran] logo no prin-
cipio das dis.*u*ses com a mesa foram naturalmente
os do partido da opposicao, ruii*esuintcmente foram
elles os primeiros a ler sede, a beber do trtaro
emelico e a soffrer os seus elleilos. ..Risadas.; Fura
di*lo ludo all se passou em perfeila ordem.
Na fieguezin de S. J>*e apparecer-:iii as mesmas
paixes exacerbadas, os mesmos conllicios, as mes-
mas lulas que em Sanio Autonio ; o chefe de poli-
ca appsreceu em mioha casa com a calata i ida
ensangoenlada. Quem fni que rau'ou essas desor-
den* '.' Naluralmeule cada parlido aecusa o oulro.
O Sr. V lavares : All ioube-se perfeilaraente
de que lado parti a deaordem.
O Sr .Sergio de.Mice.lo:Eo eslava firme em
impedir que se praticasse adi o que se havia prali-
cado em Sanio Aulonio, isto be, que o parlido que
leme*se perder a eleicao quebrasse a urna e com
Mande'
(Sr. Sergio de Macedo:
lugar com o chele o polica.
- O geueral cliegou ao
nienlemente um uumero dado de pessoas para vigar
os Irabalhos da mesa ; relirem-se aqoelles que ev.ee-
derem esse uumero.s
O Sr. Sifreirs Lobo : A mesa lem esle di-
reilo.
O Sr. Sergio de Macedo :Tem o direilo de insu-
dar sahir os que perturbara a ordem.
O Sr. Silveira Lobo : Isso sim.
O Sr. Sergio de Macedo : F'oi eile direilo que *
mesa exercea ; porque pela experiencia se vira que
nra numero exagerado de espectadores perturbara a
ordem e tolhia a lih'rdade dos vulanles, delerminoa-
se, pois, de anlemao qual era o nuracru de especta-
dores a em do qual a ordem se perlurbava...
O Sr. Silveira Lobo : V. Exe. pode allenoar es-
sa medida, mas na i justifica-la.
O Sr. Sergio de Macedo : Nao fui eu que im-
puz essa delermioaolo, contra a qoal nioguem re-
claroou.
Nao sei se o nobre depulado lom agora procura-
rlo para reclamar.
O Sr. Silveira Lobo :Esloa em mea direilo cen-
surando esle e oulro* quaesqaer aclos que julgue II-
leaaes, sem roe importar quero os rommetteu.
O Sr. Sergio de Macedo : O nobre depulado en-
lende que i*-o he illegal t
O Sr. Paes Brrelo:Continu : vai muito bem ;
o mais al i opiuioes.
O Sr. Sergio de Mace.lo : Desejo obviar o mais
que for posdvel, e por uso s locarei nos tpicos em
que locou o nobre depulado pela mestna ordem da
sua expsito.
Tratemos agora do cortejo a noile.
OSr. Paes Hrrelo: lise grande atlentado con-
tra as libertades publicas !
O Sr. Braodao :Essa invenrao feliz do nobre de-
putado !
O Sr. Sergio de Macedo : A primeira reoniao
dos collegios eleiloraes leve logar no da 2 de de-
/embro, anniversario natalicio de S. M. o Imp-rador,
dia de grande gala. Havia cortejo, pagada da tro-
pa e guarda nacional, e rcuniodos collegios eleilo
raes.
Comecei p"r dispensar os odiciaes da guarda na-
cional e da tropa de linda que fossem eleilu'es de
romparecerem na parada, o que desarranjou om
pouco o plano dado pelo gener.l para essa parada,
de sorle que se vio um*. brigada commandada por
um simples major ; porque varios ofliciaes geueraes
e coronis erara eleilores.
Os eleitores pe i mor parle, como Brasileiros leaes,
haviam de querer dar um teslemundo da su adhe-
sfloj da sua lid i la,I- ao imperador, do respeito que
delicavam sua sagrada pesioacomparecemlo ao cor-
tejo, mas nao podiam ausentar se du cllegio eleilo
Um dos mi ns de obier a paz de moslrar qoe se es- ral sem delrimenla : haviam de fallar a um du-. dous
la preparado para a guctia ; om dui meios de evilar deveres.
oii : resistencia louca he moslrar que se esl decidi-
do a vei c -li ; nao me eram precisos mais que l>(!
Iiiineus para vencer urna muilo insignificante mino-
ra, quando eu tinha por mim toda a provincia
.apoiado* porque luda a provincia eslava pela lei,
e eu repiesenlava a lei, islo be, o direilo de ns lo-
dos. Apoiados )
O chefe de polica fallou i miilii J.li, e fallou com
moderacao, com energa, com razao. como elle sabe
fallar ; o geueral muslrou que eslava preparandu
para se luter.
Ao que disse o chefe de polica se respon-
deu :
Viva o presidente da provincia !
Viva o chefe de polica !
Viva o c un .i.iii I ,nlo das armas e lodo se aca-
bou !
Urna voz : Eis-aqui a inl-rv.-n.. i !
O Sr. Sergio de Macedo : Eis aqui esl a elei-
C3o de S. Jos feila por uiriu das baiouelas aqui
esl loda a couipresso .'...
O Sr. Braudao ; Aquelles que liuham concor-
rido ad h -I ni iram, em consequencia de-se graude
appa-alo.
O Sr. Sergio ds Macedo : Nao abandonaran) a
eleicao, oque abandonaran! fui a allilude de desor-
deiros, e se a livesseui abandonado porcati-a da for-
caque ah appareceu,' leriam abandonado protestan-
do ; mas elles ab-iiidouaram essa allilude diaula de
palavras de razilo e de ordem, abandonaran) dando
vivas ao presidente da provincia, ao chefe de polica,
e ao e ninan i.iul ras armas. (Apujados dos depula-
dos de Pernambuco.)
A e!-i,;. o uhimou-s?naquella fieguezia.
Na freguezia de Santo Antonio lieeram de ser
couvocados os veanles para oulro dia, e a mesa pa-
rociiial morcou o domingo seguiute.
A's differeiiles pessoas do partido liberal que me
raziara honra de procurar, de qurerem enleuler-
Anlevcndo islo,mandei anuunciar desde 2(1 de nu-
vembro, mas u annuncio nao p le ser publicado
seno no I.- dedezemhro no Diario de Pernambu-
co, porque o do .lia :It> foi domingo, e aquel ejor-
n il se nan publica ; mas essa noticia correu logo de
bafea em bocea.
I o urna piova do meu respeilo ao direilo dos
eleilores, ou anles ao dever, porque elles -.lo os de-
legados do povo para escolherem os deputados,
e sim sa i responsaveis pelu exercicio deise man
dalo.
Declnrei, pois, que rer -hera das 7 s 8 horas da
larde o eleilores de lodas as parocluas, e quaesquer
pessoas que e'livessem o.-cupadas na eleicao e qui-
zessein apresenlar as expressoes de seu respeilo a Sua
Msgeslede o Imperador. Apreseularam-se eleilores
de todas as paruclna* vizindas, comprehendendo' os
el'lores da II .a \ i-la, i Poco, dol Afogados, de
S. Lourenco, que pertenceni a outros dislriclos ou
circulo.
O cllegio du primeiro circolo, com os dos ou-
lros, iinbj.se reunidu durante o dia; linha havtdo
a eleicao da mesa.
Ora, quaado e.-lao feilos o eleilores ja s,; s-ibe
qu.l he o candidato que triompha, purque j se sa-
>>e quaes sao os que se empeuham pela sua eleicao.
Quando a mesa esl eleita.j se condece a forra no -
uierica de cada oro dos grupos que e\i- em uu cl-
legio eleiloral.
No cllegio ilo primeiro dislriclo, onde son acen-
sado de ler queridu iufluir por ui-io dessa reunido,
o candidato que se linha em visla para a presiden-
cia, e muito merece sor dessa honra, foi eni orna
insnhaa eleilo escrutador. Suscllou-se a qoes ao se
nomeado escrutador poderla anda ser volado par
presidenle. l)e:nlio--e que era melhor nao penier
lempo Com seinelhante quesiao, e ii.nnc.ir logo ou-
Iru para presidenle. E-l claro que nisso nao douve
,rep.ir,ir"i alguma, que foi um aclo espontaneo. Es-
e comigo, paiiderei que era preciso i -laloI.lar o sa ,-leica'u deu logo idea da forca nomerica do* dffe-
parlido ; qus elle linha infelizmenle ha puucos an-
uos ensuuuenlido a provincia, fosse porque mulivo
fuste ; douvee ou n-1 provo -ae.lo. o Tacto era que
i. ,ui pasa desgraca ; que linde agora havido uina
provocara,! inpruiUnlissnna a antigua odius, a disi-
dencia* al de cores ; que se tinham exaltado o ni-
mos da populacho, e que dahi tinliam vindo essas ca-
lamidades, essas sceuas vergonhosas ; que pois era
uccessario rehabilitar o parlido e o crdito da
provincia dame da opimao publica, do Brasil iu-
leiro.
Foi em visla dislo que se propoz e ndoptou aqoil-
le que por brevidade ic lem aqu chamadocuo-
venio.
Eu j nolei urna circumstancia que se dera no
primeiru da da eleicalo, a de se impedir por meio de
artificio aos. homens acanhados, menos fortes, ou va-
letudinarios de se aproximarem mesa ; porqu e
n.lo podiam romper o c ir.l.lo de pessoas iuleressadas
em evilar que elles votasssm.
O principal objeclo a ler em visla era ni -virar que
os partidos reciprocamente se garantiam a liberdade
de voto, que nao se empregavam violencias, lunhein
nao se empregavam essas manobras para coarclsr a
liberdade e o uso do direilo de vular por meio de
empurro-'* e a parlo-.
Este foi o pensamenlo que dominou nos arlgos qus
ss tem chom ido do convenio.
Elles foram propostos pelos directores do movi-
mento da opposicao.
S os nobrits depulados de*ejam lerei e*ses arlgos,
e ver-se-ba que se redozein a medidas policiaes.
Pela minha parle, entendo muilo convenanle que
o povo .-; acostume a adotitlir elle mesmo regras de
conduela sem ser preciso qus a lei, que a auloridade
venda marcar lulo ; lie bun que elle me*mo seiba
usar de sua liberdade, regulando-a por si mesmo. He
o oijeclo lo i i! convenio.
E*ie accordo nao foi imposto pelo presiden-
le. I'oi pedidu e proposlo pelos chefes do parlido
liberal.
O Sr. V. 'lavares Que chefes '.' Quem os fez
chefes '.'
(Cruzam-se apartes enlre os depulados de l'tr-
namliuco.'
O Sr. Presidente reclama allencao.
O Sr. Sergij de Macedo : Vou ler o modo em
que o orgilo do psrli.lo liberal apresenloo au publi-u
e*sc convenio. He o Liberal Puruambucjio de I-I
de -,-l-indro :
i Hontem, peranl* S. Exc. o Sr. preidenle da
provincia, que nos alliima garantir a liberdade do
\ do, e peranle o Sr. Dr. chefe de piflicia, concor-
daran) os Sr*. Antonio da Cosa llego Mouteiro, co-
ronel lenlo Jis l.menhi Lins, Dr. Ivo Miquelino
da Cuiilia Soulo Maior. Dr. Joaquim de Aquino
Fonseca, e Dr. Antunio Viceole do Nascimeoto Fei-
tosa, por parle do parlilo liberal, nos seguales aili-
gos, alim de com ordem e seguranca para amb os
partidos proceder-se eleicao na f, eguezia de Santo
mellesse allentados. Mandei para esse lugar urna
forc ufflcienle para defender a paz e a ordem. Por-
ga sufeienle all qaer dizerraoilo pouca gente, ; Antonio,'amanilla I i do crrenle o
porque a forca que defend* a paz e a ordem linda i O Sr. Silveira Lodo : Concordaran)
por si toda a populacao- i quem ?
O Sr. Brando :Forem s 60 homens. o Sr. Sergio do Macedo : Com os
O Sr. Sergu de Macedo :Nao, senhor, anda mesa parocdial.
nao chegoei ns laes 00 Iiomens. Enlrelanlo di/ia-
se : a eleicao esl viciada, e porlanlo milla ; ou o
presidente a maule annullar eu noi quebraremos a
urna, s Eu responda : Nao posso annullar a elei- 1
C3o, uem vos quebrareis a urna. Passou-sc a not-
com
meradros da
Se quer que lea a caria que provucou este accordo,
larobeiu posso l-ln.
O Sr. A. 'le Oliveira :Nao de preciso.
O Sr. V. Tarares: Todo islo de !Il: i!.
.Cruzam-ie varios apatles.1
reates grupos de que se compuuha o cllegio. O
presilenle, elelu por 52 volos, senaome engao, foi
aquelle que mais empeulira os meios que a um ci-
,1a t-io de licito empregar, para o bom resultado do
can ti dato que veio a ser eleilo.
Porlaiitoj no csllesiio se condeca que a maioria
pertenria a esse candidato, e que elle tinha por si 52
votos.
A hora marcada para esse cortejo foi a da 7 ;
8 devia eu estar no theatro. Pouco anles das 7 veio
fallar-ina om vice-consul estraogeire, cora o qual
eslive al s 7 ,''.
Quaado corapareci as* salas de palacio eslavam
chelas de genle, lano ds eleilores do primeiro cir-
culo e do segn lu e terceiro, como de outres pes-
soas, que leudo estado oceupsdaa no cllegio elei-
loral, julgaram deier apresenlar-se no cortejo da
noite.
Veio nessa occasiao para o mesmo fim o corpo de
aprendizes do arsenal de marinha, ih-iuuic.'m que
linha si lo en.- 'i i la pelo meu digno anlecessor, e que
eu acehava de levar a elleilo. Vieran) com a sua
dan.la de nni'jca. Tocaram, desfillaram, fallei-lhes,
os rrcurostanles fallaram-lhe lambem.
Eu corri as diversas salas, recebi os cumplimen-
to* de cada urna das pessois que a mim se dirigiram
com os termus banaes de civilidade. Todos os par-
lidsa ou grupos estavem alli representados. Os elei-
lores que soslentavam os diilereutes candidatos a al-
li se aprcsenlaram. Urna das pessoas com quem mais
fallei foi o inspector d.i alfanlega, homem muito
dignu, qae linha lomado mulo a peilo a candidatu-
ra do desembtrgador Figueira de Mello, cujo nome
o nobre depulaJo rilou.
au era possivel que houvesse manobra algnma
conira es*e candidato, a favor de quem quer que
fesse, estn o all prsenle o seu amigo. E demais,
em mela hora corno faria lulo quanlo mencione!, e
lena anda lempo para estar recommendaudo urna
caodidalura, e guardando oulra.
Eis ah o que foi, e o que podia ser essa reuniao
nocturna.
OSr. Brando :He virdade que causn muila
imprecsSo.
OSr. Pinto de Campos : Al no interior do ser-
ian.
lia oulro* a parle.)
II Sr. Presidenle :Altenrao !
0 S-. Sergio de Macedo :Se a reuniao rompeon
as 7 lloras, e s S em ponto eu eslava na Iriduiia
presidencial no ihealro, que lempo licou para esse
club leucbroso '.' A's 8 horas da noile eslava cu por
cerlo na tribuna do lliealro, aonde com mui'o pra-
zer vi que os viva* que d-i a S. M. o Imperador fo-
ram coirespondidas com nm enlhusiasuio la > grande
que afaslava loda a Idea de oro para que nao vivia
-ili-iei'o. que pelo conlrerlu denolava perfeila saiis-
l.ie.io en. loda a pepalaeSo. Apoiado'.,
O Sr. Bran Do :lie porque eram dados ao im-
perante.
O Se. Sergio de Macedo :llonve lambem um vi
va gracioso au presidenle d.i provincia, e foi corres-
pondido com muila t*H*fac,Io. 'Apoiados.'
O S-. Branda i:E qual be o presidente de pro-
Ora, de 2,800 volantes receberam-se somenle 1jb
lisias ; parece que demonstra qae huuve ah nego-
cio um pouco escandaloso. I5C volantes fizeram 38
eleilores, dos quaes oilo> ou nove nao eslavam qoa-
lificsdos, e um al nem sabia ler.
O Sr. Braudao:Isto he l com o Sr. Silvino.
O Sr. Silveira Lobo :E as ordens de V. Exc,
quanlo a qualificacjlo, foram inefTIctzes Dessa paro-
chia ?
I O Sr. Sergio de Macedo :Sim, nao se fez oova
qiialilicac.au ; mas emlim etle negocio esta, sanecio-
iiado pela cmara dos Srs. deputados, conira os vo-
tos de lodo os depulados de Pernambuco. Os 38
eleilores feitos por esta maneira sao validos : nao lia
jnada mais a d zer sobre esla materia, o qoe no
icumpre he respeilar a oeciso que fui dada pelo po-
der rom plenle. (Apoiados.)
Disse o nobre deputado que o promotor de Olinda
fura por mim chamado a palacio para Ihe insinuar
o modo por qoe devia votar. Nao he exacto, o oobro
depulado foi mal informado.
O Sr. Branda-) :Se nao foi V. Exc, ao menos al-
guero o charoou em seu nome.
O Sr. Sergio de Macedo :Eu vou referir o fe-
lo, Esse promotor veio falla' comigo sobre negocios
inieiramenle de familia, em ilipviees multo
aroitaveis ; veio dar-me urna prova de considera-
cao e amizade, c depois de converaarraos sobre essa
cousa*, naturalmente calilo a cunversaeao sobre a
eleirio.
F.illoa-se dos candidatos ao circulo de Olinda ;
haviam dous, alm do Sr. Borges da Fonseca, que
era candidato de nra partido que se me permittira
chamar ultra-liberal.
O Sr. V. lavaras:Nao apoiado.
O Sr. Sergio de Macedo :Note o nobre depo-
lado que ea nio diiseliberal simullra-li-
beral.
O Sr. V. Tarares :Qual he esie parlido no cir-
culo da Olinda t
Urna voz :O ds Sr. coronel Moraes.
O Sr. Barao de Camaragibe :E o nuhre depula-
do lula sabe que o Sr. Borges da Fonseca era can-
didato por esse circulo ?
O Sr. V.Tavures :Nao sei ; ao menos l iguoia-
va-se isso.
O Sr. Barao de Camaragibe :Era cousa muilo
condecid.
O Sr. Sergio do Macedo :N3o se Iralava do vol
do Sr. promotor (Jueiroz para esse terceiro candi-
dato ; por conseguiute nao linhamos de conferenciar
sobro esse. Os dous candidatos a re-peito dos qoaes
recahio a conversa eram doos roeinbros do mesmo
partido, da mesma familia, relacionados com as
i mesmas pessoas, emlim leudo, por assim dizer, os
meimus compromiS'Os, o mesmo futuro. Ambos ms
Hieren.,ni igual eslima e considerado ; um delles,
o candidato que afioal venen e hoje he membro
desla casa, lem (ido comigo relee,09* nao interrom-
pidas de amizade.
Anda ha pouco a casa leslemunhou um fado que
deniafislra bom e-la lo des* no- i- relacOe, por-
que feudo eu de apreientar aqui para (ornar exeqmvel um contrato que fiz em Per-
nambuco para uina estrada da ferro, pedi a eass
nobre depulado que seincuinhisse deste Inbalbo, a
elle o fez com aquelle zelo que o dislin^ue ; apre-
senloo um projeclo muilo bom, pedi-lhe que o as-
signasse, e eu assignei depois dclle.
V, po's, a casa que sanos relacss nunca fo-
ram inlenompid is, e continan) a ser benevulai e
ainigaveis.
Entretanto nessa conversa com o promotor de
Olinda eu declarei a esse promotor que na minha
opimao o oulro candi I ,to era preferivel, e dei as
minhas raass. A priroeir razao foi ser mais idoso;
segunda, nao seguir elle a carreira dos empregos,
eslava desligado delles.
O ouiru candidato, sobre ser mais novo, eslava na
carreira dos empregos, s eu pieliro em igualdade do
circumslaocias os candidatos indepeudeules de em-
pregos....
OSr. Brandan:Ea nao linha empregi,e V. Exc.
dosiilisou a minha candidatura.
O Sr. Sergio de Macedo :He verdade, o nobrs
depulado n.lo tem emprego,' o nao he verdade que
eu hu-lilisasse a sua candidatura.
O Sr. V. lavares : Esla fui bem apandada.
Sr. Sergio de Macedo : Muito bem apandada.
Entre os empregados enleu lu preferivel aquella
que est avanzado na carreira aquelle que comrca.
Nao he aimplesmenle pele Iheuria da independcu-
dia do depulado, por que o carcter do individuo po-
de dar-lhe essa independencia (apoiados), he por um
principio de jostica e relacao aos oulros empregados.
Eulendo que o empregado que lem a vanlagem de
rir para a corle oceupar um ssenlo no parlamento
gautia subre os outros urna po-ica i qoe por algum
modo difliculla ;: caraira daquelles, por que esle
lem um theatro mais vasto paia moslrar os seus t-
lenles, e por cunseguinle he adianlado na sua carrei-
ra, si vezes com prejuizo de oulr s d- igual inereci-
menlo, e mesmo de msrecimenlo um pouco maior,
mas que nao tiveram a vanlagem de vir a esls llie-
alro. "
O Sr. Braudao : Eslas palavras de V. Exe. re-
relam ah o quer que seja.
O Sr. Paes Barrelu : Revelan) a verdade.
O Sr. Sergio de Macedi : O empregado que tem
a facilidade de mostrar o seus. ttleolo ganha um
vanlagem sobre aquelle que nao lem esas facilidade ;
i-lo lie muilo natural e justo. Apiados.
Anda apresenlei oulra eoniideraco ; o homem
que he mais anligo, que ja lera prestado servicos,
que Ii- mal* conhocido, he o filho das suas obras ;
aquelle que mais principianteoblem urna eleicao de-
ve ser mais suspeito de dever essa eleicao influen-
cia de familia, ele.
Ora, ea achava que aquello qae era mai moco
nao perda em esperar um pouco, e que o paiz Irava
dio bem servido con. o oulro... Nao ,iegrei qoe em
algum caso com o mais novo pulesse flcar anda mais
bem servido, por que pode haver superioridade ds
tlenlo ; mas o cerlo he qoe no caso de qoe (relava-
mos licav.i bem servido, e tambera o principio ds
couoliacao... Aquelles justamente que prof-ssam
principios democrticos, e declamado conira a aristo-
cracia devera querer quel-Di horneas sejam til los de
.uas obras.
Sao idea qoe creio muito razoaveis, ao menos sao
principios que professo eqoe fizeram no espirito do
Sr. promotor de Olinda. Com loda a franqueza, po-
rem me declarou que, apezar de ser correligionario s
amigo de ambos o candidatos, de ler lana confian-
ea em nm como no oulro ; eslava ja empenhido
em votar por aquelle que a mim nao pareca dever
ser preferido. Pois bem, lde disse eu, iga o que Ib*
dictar a sua consciencia ; compra os empenhns qne
(iver contrahido, porem ni, se faca curypbu da
uina candi ladura, deixe a rada umi das pessoas em
que poder influir, volar romo entender, n3o impo-
nfi), noo faca prevalecer a sua opinido a favor de um
dos candidato!.
He preci-o reronhecer que eu aisim nao fazia au
promotor seno a recomroendacao que fuera a lo los
o* agentes da auloridade, no oflicio que Ii ha ponen
dirigido ao chefe de polica, islo he, que exerceasem
o .ii. eiio que Ihes compela como cida laos, mas qoe
nao l-iiiiassein parle muilo activa nos e'eices, em-
--iii a soa iutluencia com uns commedimenlo
e r serva, por sso mesmo que eram asentes da au-
loridade.
Creio que eise homem, de cuja probidad* fijo mui-
lo concern, exeeulou o qoe prometiera ; porem urna
pe-soa poucos das depois me veio diier que elle nao
,-.-, ni ir i muite liiteralmeule; qoe se e-I ore iva, qus
fa/.ia ni ; diligencis rio que talve* fosse justo fazer
as oircc.iii-iaii.ias em qus > achava para fazer ven-
cer a candidalura do seu amigo.
Respond a essa pessoa que a primeira vez quso
iir-lli- de novo que
visse o promotor havia de pedir-llie de novo que se
vincia que nio lem li.lo desdes vivas.' Ao menos em alvliveise disso, qoe se cingisse e r<-gra que eu linha
Pernumburo lodos os lem recebido. presrrlplo a todos os arenles da auloridade. A res-
O Sr. Seraio de Macedo :Nao, senhor, tem acn-1 sua aue islo meouvio, jalgoti-se euloiisa la a dizer a
leeido licar o povo silencioso. P,,e Kn||,-r que eu linha que lde fallar. Appareceu-
V.mus innovacao. Alguem m dse : s Vots, me om dia o Sr. promotor pergonlando-me se eu o
que tero andado por tantos paizei sslraugeiros, ja havia mandado chamar, respondi-lhe que nao,*
'



DIARIO DB PERNAMBUCO SABBADO 8 DE AGOSTO DE 1857
dizenrio-me rile quem llio dra o recada, cxpuz que
iiiiur.iiiii.-nic islo provinha ile urna conversarlo que
eu livera>coin essa pei Travando pois nova conversa lobre o astumpto da
ele;.lo, fiz-llie de novo as ponderado que ja lite ha-
va Cello ; respondeu-ne qoe tinha execulado a mi-
nha recommeudacao: que o reetio que havia a c-le
retpeilo provinha de una convertacao que elle Uve-
ra com o candid iio, mai que elle promotor eslava na
lirme inieuc.io de nao se empenhar na elevan, de
apenas volar teundo os leui compromisos. Desla.
cousas foi informado o noble depulado pelo circulo
deOlinds.
Cliega o da da eleicao, e conila-rae por lestemo-
nhu de pessoas em qoem au depoilava inleira f, qoe
ell 11A0 tinlia procedido asiim ; que na occesiAo em
2!.!l^,]?|?iV.C0"e*i?, (6fa d. m,,m0 e,olleiu HJe*;n>aHsqo. nAo somos filhos desses enhn-
N.1o foi t em Goianna qoe a Iranquillidsila este-
ve amea^ada ; lainhem em Sanio Aullo, quanilo a
mesa romecava a fiincrionar, aprawnlararo-M al-
guns proprielarios capitaneando pessoas de sua fac-
C3o, deigoelosos por nao lerem sido qualilirados nie-
vo dizerque nao reclamaran) un lempo contra is-
80 1....
O Sr. Braudao da um aparte.
O Sr. Sergio de Macado : .... disseram : a Nao
deve liaver eleicao e dispersaran! a mesa a c-
cele.
Permita a cmara qoe eu eiponlia aqu anda
orna circuiiislaocia um linio jocosa. Imi das pes-
soas.desea loealidade que veio participar.me o acon-
tecido, exprimio-tt assim : e lomos dispersadoi a
pa o os livros das actas de qualifiescAo forain rss-
dentro delle linha mostrado preferencia meilo deci-
dida, linha empregado lodas as diligencias para que
e nao lomasse em separado os votos daquelles eleilo-
res cuja vslidade era eonleslada pur Dio seren qul-
lil'u-ados no lugar por onde foram eleiloe.
Compre notar que esse promotor he naturalmente
vehemente, discute ora muila vivacidade, tom mul-
to calor. No calor da discusiSo Ihe escaparan pala-
nas que ojo eram eiacta, que me punham n'uiua
posicao desngradavel e falsa. O modo de protestar
contra o que escapara ao promotor era demilli-lo.
Elle era empregado de livre confianza do governo...
O Sr. Braodao; Em minha opiniao o eaeprega-
do deve ter demitlido quando prevarica, quando uflo
compre com os leus deveres.
O Sr. Sergio de Macedo : Isto he orna innova-
CAu maior que os cortejos de noile....
O Sr. Brandao : Essa doulrina de V. Exc. he
que na vejdade he orna novidade.
O Sr. Sergio de Macedo : Nao, senhor, he don-
trina do aovemos constitocionaes. \ um emprega-
do da minha secretaria dise: o Volai como bein vo
parecer, votai com a opposicao; nao lenho nada com
isto ; mas se elle se livetse a presentado como eory-
pheu da opposicao, eu Ihe teria dito Nao mere-
cis a confianza do governo. Em verdade difieren-
te coma he o direilo de volar livremeule e a preten-
Cflo au ficto de hostilisar no governoo enipregadoque
delle lem a posicao que exerce.
O promotor de Olinda nao foi demitlido por ter
votado por esto ou tiquelle candidato, mas por ler
lio collegio dilo do preiidenle da provincia o qoe nao
era exacto, o que eu nao devia deiiar psssar sem
protesto. Nao podamos mais servir juntos...
O Sr. Silvioo Cevalcanti : Mas elle nio disse o
qoe V. Exc. penta ; fui mal informado ; posto prova-
lo, e o farei quando liver a palavra.
O Sr. Sergio de Macedo : Isto he qoestao de
faci, eu acredilei que elle disse e fez o que nao de-
via dizer nem fazer, por qoe tive disso o testen, u-
nho de pessoas cuja veracidade he superior a toda a
uspeita.
A respeilo pois do prumolor de Olinda teulio dito
quinto he euflicieule para mostrar que nao hoove
nem exorbitancia de poder, nem que a sua dtmissao
foi o elTeito do rancor ; asslm como lambem que nao
houve cuusa alguma que desdourasse esse funeciona-
Tio, por que os motivos que ee deraro pera essa de-
missao nao foram actos contrarios;. sua honra, .1 sua
dignidade....
O Sr. V. lavares : E esse fonecionario he moi-
lo honrado.
O Sr. Sergio de Macedo : Sem duvds.
O Sr. V. Tavares : Nao entro na apreciaran da
sua demi uhado ; mas exercia um logar de confianza, e V.
Exc. poda demilli-lo quando bem Ihe aprouvesse ;
em minha opiniao, porem, a demissao nao loi justa.
O Sr. Brandao : Apoiddo.
O Sr. Sergio da Macedo : Mas, como eu obro
guiado pela minha rszao, linha direilo de praticar o
acto que julguei justo. .
O Sr. V. Tavares 1 Nao clleudo a V. Exc. tan-
to que reconherjo em V. Exc. o direilo de demilli-lo
por ser empregado de confianza ; acrrscenlo apenas
que em minh 1 opiniao a HeraiisHo nao foi justa.
OSr. Sergio de Macedo : Pasto agora eleir.lo
de Goianna, que he a eleicao que mais intereeea ao
nobre depulado.
Na cidade de Goianna ha diversas influenciare in-
fluencias devidas i posicao social, a servcos presta-
do! ao paiz, A considerarles de que a populado cer-
ca cerlos nomes.
Um das influencias de Gosnna se ochava iovisli
di do caminan lo da guarda nacional ; oulra dessas
influencias exercia as funces de delegado de polica,
urna outra ioflaencia era o juiz de paz. chei a-
iiuella lugar assim organisado, e assim conliouera
leixar-lo ; cada um desses horneas linha prestado
servicos, e perlencjam lodos ao partido conservador.
Ao aproiimarem-se porem as eleirr.es comec.00
futre elle* orna guerra desabrida, guerra nao de prin-
cipios polticos, mas te influencia pessoal; nao havia
partido liberal que pleileasse a eleicao, pois este se
linha dividido ; uns eslavam do lado de orna dessas
influencias, e oulros do lado da outra. A lula excj-
tou-se ; um desses funccionsiios comecoo a dirigir-
me representares contra o oulro ; eiaminando-se
os fados allegados, achava-se que havia paiao, que
havia inexaclidao completa, que havia muilas exage-
rai;Oes ; qoe nao era justo deelocar urna dessas in-
noeucias, para entregar o paiz a oulra eclosiva-
ineute.
OSr. Brandao da um aparte.
O Sr. Sergio de Mecedo : A posij'io mesmo de
orna dessas inflencias nao podja ser deslocada por
loim, por que sabe-se que p commandanle superior
da guarda nacioual nao pode ser demitlido pelo pre-
iidenle da provincia do mesmo modo por que poje
demlltir um delegado de polica.
As paixee se azedevam em o i a r na, a um ponto
inquietador, publicavam-se all as pruelamic,5es mais
imprudentes, invocando principios perniciosos, s
por ter o delegado um genro nascido em Portugal.
Suicita'ra-ie oanligo odio contra PortugoezetT*,vie-
ran as ideas de rommercio a relalho ; Invocando-se
o iiome do iufeliz desen.birgador Kunet Machado ;
apreseotava-se o nobre depulado como continuador
da saa poltica ; pregevam-se n'oma palavra as dou-
innas mais pingosas.
Eslavam as cooeas oeste estado, qoando chegnu a
l'i.'jnamImco o nobre depulado; por mirn informado
do cuidado que me eslava dando a cidade de Goian-
na. O nobre depulado concordo cmico que eram
delicadas as circunstancias, declaroo me que es-
lava promplo a partir para Goianna.
Pedi-ihe que folie eem demora levando palavras
de conciliacAo, nrdem o paz. Prometleu-m'i> o no-
hre depulado, e al concordamos em publicar este
iiosso accordo pelo "Diario de Pernambucon.
Parti o nobre depurado ; mais infelizmente nao
ronseguio esse desiralum, por que as paixes conti-
nuaran! a exacerbar-se.
O Sr. Brandao : Nao era possivel conseguir
cousa alguma estando a polica uoulada como te
achava...
O Sr. Sergio de Macedo : A' popularan de cida-
de se tinha reunido grande perte da do campo ; ha-
via diversos grupos sustentados peLs influencias do
lugar. A mesa eslava nos inlerecses de urna dessas
influencias ; cada lisia de volante era largamente
discutida, de m 11.111,1 que a recepto das lisias se
fazia o mais lentamente possivel. A cada hora os
espirites se azedavam mais; havia perieo imrrinen-
le do viren as m3oi os diferentes partidos, esse
estado de cooias se ia eslendeodo da cidade para as
onlras freguezias.
Uro dos commandantes da guarda-nacional, sem
ser reqo'ilado, chamoo o seo balalhao as armas....
( Ha algons apartes. )
Mesas rircumstancias, pero/inlo a lodo o homem
jonto o que devia fzer um presidente responsavel
pela iranquillidade da provincia de Peroaraboco, e
a Iranquillidade deesa provincia importa a de lodo
o norle do imperio (Apoiados.)
A minha poslcao era urna dessas que pooca ve -
jes se enconlram ; a minha enragem venceu ai dif-
hculdades deesa posicao ; llz o que devia. Cliamei
ao Kecire o commandanle eoperi-r e o commandan-
le que linha reunido o balalhao de guarda nacioual
lallei ao sen palriolismo, e expuz-lhe os pernios a
que eslava exposla a provincia.
O Sr. Brandao : Porque nao chamou o dele-
gado :
O Sr. Sergio de Mace lu : Nao devia chama-lo.
porqoo elle he quem responda pela Iranquillidade
da cidad. ^
O Sr. Brandao : Nao tinha sobslilutos qoe fi-
sein as eoas vezes duraule doue ou qualro da
*> qoe he verdade he que a comarca de Goianna
conflagrando por culpa do nobre depulado.
O Sr. Paee Brrelo : Diga que se o3o fosse tile
havia dse conflagrar.
OSr. Sergio de Macedo : Esloo salisfeito com
o juuo do paiz, do governo.detta cmara, e dos Per-
nambucanus,e,sobreludo, com o testemunho de nii-
nn "''ciencia. ( Muiloe apoiados.)
Sr. Brandao : Todos podem invocar esses les-
lemonhos.
O Sr. Sergio de Macedo,: O nobre depulado
n>o he o nico desea opin So, mas ,sla em mullo
diminus minora. (Ap.iiados..
Fiz marchar para aquella logar urna forca de I
nlia. Ja diese que nao dispuniu '
res, aisentdinos qoe nao denamoe reeeber prulsii. -
sem liies psgar eom oulrae, e ueste accordo uoe ar-
mamos e llies respoodemoe no mesmo lom. (Risa-
das )
Era preciso alteoder a Iranquillidade daquelle
luaar ; e portanlo ped ao general um olTirial pru-
dente. Apresenfou-ea-ine esse oflicial, ecomquanlo
estivesse incommodado em sua eaode, pedi-lhe qoe
parlisse sem demora, iuvest-o das funrres de dele-
gede supplente, e dei-lheocvinmandu d'e urna farra.
O Sr. Brandao : Era um lugarzinho de sup-
plente que la esleva abirlo ad hue.
O Sr. Sergio de Macedo : O delegado poda to-
mar coma do lugar quando quizesse.
O Sr. Brandao : Mas nao lomava.
O Sr. Sergio de Macedo : Se eu qoiiesse que
nao lomasse demilla-o logo. ( Apoiados. j
Ora, o grande exercito que oei a esse oflicial con-
sisti em... 10 piara-, Precisava-se em Santo An-
1.1,., nao de homens armidos, porque em luda a par-
le linha eu o exercito da legali .ade (apoiados,) por-
que a populacho eslava com a lei.
O Sr. Braudao : Os oulros queran a revolu-
ta ..
O Sr. Sergio do Macedo : Quem rasga o Hvro
da qualiucaco, quem alira buscaps para dentro da
'grr.ja, quem da' paula-as na,' quer mullo a le.
(I Sr. Brandao da' um aparte.
O Sr. S'rgio le Macedo : (Juem rasgoo o livro
da qualificacao de Sanio AnlSa ".' Creio que temos
um principio ne direilo romano, que diz : ille fel
coi pro.it.i. Mas Mi precisa recorrer a elle, sabe-se
quem foi. O que o lizeiain t.imhum deraiu caceta-
(lae ; mai romo na.i eram pas dos oulros levar.111
oulra lautas, plisadas.;
Era ct'in esses preparativos,com essa exallarao dos
anims qoe eu linha de aguardar a eleigao'de de-
pulado. Dahi viiiha que muita vzta eu di.se ao che-
le ue pol.cia : a nossa posijo he desesperada tt
Nunca porem nussas palavras ou gestos tralnrom es-
sa pi r ., ru, (_,) ; .empre inosliamos coilianra na
popularao. ,'Apundos.)
Eo sabia que os grupo nos JifTerenle logares da
provincia se aruiaiain-se de umamaneia tremenda.
Nos (i primeirus metes do anno linham-se vend do
para o intenor da provincia -2,76.j l.arrte de polvara.
He preciso notar-se que nenies me/es coinpreheD-
dero-se as festss de Anuo Boro, as de h'evereiro de
Nossa Senhora da Saude, as da pachoa do Espirito
Sanlr, lodes as do inez dejonho, que he ferlil em
feslas ; e por consequeucia lima grande parle dessa
plvora he destinada para fugos de artificio. Mas de
julho em danle n3o eccorrem lanlns feslas.
Entretanto do 1- de julho at 20 de selembro,
lempo em que prohib a sahida dos depsitos de pol-
vera, simia mesmo que ja eslivesse despachada, fo-
ram levados para o interior 2,903 barris. De ma-
neira qoe em mezei e 20 dias sahio inuilo mais
plvora do que em (i, sendo estes os que maior nu-
mero de feslas de Igreja comprehebdem.
Ora, 2,008 barris a 23 libras cada um dao 72,700
libras. Cada libra serve para 32 cariuchos do maior
adarrne, e portanlo com essa plvora se podam fa-
bricar 2,326,400 cariuchos. Acciesce que o numero
de armas de fugo qoe tiuham sido vendidas para o
interior fura cousidersvel; u3o teuho purera aqui a
ola exacta.
Nao havia meio de lomar esse arman.culo e esses
depsitos de polvara ; seria preciso um numero ex-
traordinario de toldados para dar no mesmo dia em
Iodos os pontos. Anda mandei tentar uina diligen-
cia 11 urna proprielade onde eu sabia existir muilo
armamento e muiiir.ii. Ao apresenlarse o delega-
do, o dono da casa Ihe disse : Ha seis dias que es-
pero esla sua visita. Esta' claro qoe se nao acliou
nada, e quanlas diligencias semelhantts se fze>sem
teriam o mesmo resultado.
Aqu esla'o que eu disse a assemblea legislativa
provincial, e que por uinguem foi contrariado :
Para evitar a violencia, lancei mo de todos os
meios lcitos, principalmente dos da persiste*, e da
cunciliarao entre interesses e principios que as ytiet
mee discurdavam na apparencia do que na realida-
de; einliin providenciei a que a forja poiesse ser re-
pellida com a lorja, e a (al exlremnlade cm algum
ponto se chegasse. A coadjuvacao cordial, intelli-J
genio dedicada do commandanle das armas, a ac-
lividde, zilo e imparcialidade do rlice de polica,
e a generosdarie e boa ndole da populacho me da-
vam certeza do successo. Este foi plcnu. Apoia-
dos.;
Nao houve a I?slimar-se urna s desara^a nessa e-
leigao amearada de lo grandes calamidades para
todo o norle do imperio. Apoiados. Anda juro que
salvei o Estado ; mas nao preciso de recorrer a este
juramento, porque nunca exorbitei da lei e de mi-
nhas allribuitoes. (Apoiados.1
Eu disse que laucei m3o de lodos os meios lci-
tos, principalmente dos da persoasao e concila-
tao.
Goianna era o ponto que me inquietava
O Sr. Brandao :Eniao tuda ssa polv
da e armamento foi para Goianna.
O Sr. Paes Brrelo :Que cousequencia !
OSr. Sergio de Macedo :Nao, senhor, inqaie-
(ava-me mais porque em Goianna ja em selembro se
liiinam vislo doua exercilot acampados na ci-
dade.
O Sr. Braodao :O que en vi la' foi a polica
commelteudo toda a casta de aliocidades e violen-
cias.
OSr. Sergio de Macedo :Sim, para V. Exc. he
a polica a culpada de ludo.
O Sr. Sa' e Albuquerque :He o bala qoe mala
o cao. (Bisadas.)
O Sr. Sergiu ae Macedo :Como proced eu em
relatao a Goianna'.' Invoqoei os boos seolimentes
dos dous cheles que dispulavan a influenna e pre-
ponderancia, servi-me dos ieus amigos, prormii que
houvesse conciliario.
^ Sr. Brandao :Mandn chamar a om, e disse-
Ihe que em lodo o caso convinha que a minba cau-
didatora fosse abonada.
O Sr. Seigio d Macedo :V. Etc. parece-me
que dava a sut candidatura urna imporlaucia exage-
rada. Apoiados.)
O Sr- Brandao :Nio senhor ; dava (oda a im-
portancia a ess intervengo indehila do governo.
O Sr. Sergio de Macedo :Urna dessas influen-
cias .lua : Eu lenho plena coiiflanta no governo,
seinpre segoi os seus principios polticos ; nao lenho
eaiiaidalo meu : se o governo indicar-me um candi-
dato eu o adopto, porque sei que indicara' o candi-
dalo mais digno :i> e eu responda que adoptarse o
que julgasse mais conveniente. O ootro influente
nzia : Nao leuho que obelinar-roe pur um candidato
pundo em ris-o a Iranquillidade publica, b Eu lain-
bem linha a promessa que me fez nesla corle o 110-
bi depulado, e a realaou, de que se a sua elec,ito
em Guianna devesse produzir ronflatiai-.r.i, desor-
dens e deigraras, preferira nao ler a honra de vir
senUr-se aqui como representante por aquelle dis-
Iriclo.
O Sr. Brandao :E compra.
O Sr. Sergio de Macedo :Por consegonle, com
o aiseiilimento do nobre depotado, e com a retirada
da sua candidatura pilas circumslancias em que es-
lava, conlava eu.
O Sr. Branda :Nao (ioha direilo a contar com
retirada da ininha candidatura.
O Sr. Sergio de Macedo Eutao ha de permillir-
me que Ihe Oiga que rclirou a promessa que me fez
aqu ua ciirle.
iCruzam-se differentes apartes eulre os Srs. Bran-
dao, Augusto de Oliveira e Paes Brrelo. O Sr.
presidente chama a ailci.c,au.
Eo conflei talvez exageradamente nos desejos que
manifeslou u uobre depolado de que a sua cidade
natal nao fusse eueangutnlaJa pelas dssencoes pol-
ticas. F
0 Sr. lira ao :Empreguci todos 01 meios a meo
alcance para que esse meu desejo fUSse realrsadu.
Appello para todos os habitantes daquella cidade.
1 Ha oulros apartes.)
OSr. S-rgio de Macedo :Conlei com os senli-
meiils nobres dos cidadaus de Guianua, e conlei
muilo con os sentimento nobres do illuslre depula-
do, com a promessa que me fez aqui na curie, e com
os principios que lenho expendido.
O Sr. Bramiau :Peco a palavra para respon-
der.
O Sr. Sergio de Macedo :Ja expoz o eslado em
que um dos contendores punha a quesio da candi-
r mais.
vora vendi-
do 12'. circulo declarou que drvia primeramente
enleuder-se com o nobre depulado, e eigoiOear-liie
o accordo em que eilava de abandonar a sua candi-
datura.
OSr. Branda :Loan, he porque eslava resolv-
do a sustenta-la anteriormente.
O Sr. Seraio de IMaredo :lie verdade ; mas Dio
ao ponto rte derramar sangue na cidade.
O Sr. Brandao :Entio para que consullar-me,
enl. nder-secomigo J
O Sr. Paes Brrelo :Porque havia promellido ao
nohre depulado sustentar a sua candidatura.
O Sr. Sergio de Maredo Eslava disposlo a sus-
tentar a candidatura de V. Er. denlru dos limites
que V. Exc. mesmo linha estsbel'Cido, de que essa
candidatura na pudesseser urna cansa de desorden,
de derrmamela de sangue ; mae dava-se esse pe-
rico, e enia.i restrvou urna contemplarlo, um acto
de deferencia para cora o nobre iiepulado, dando-llie
parle dos motivos porque abtndouava a soa candi-
datura.
Aqoi por consegonle recorr a noque disse no
meu relalorio, e que todcs iouvaram ; recorr aos
meios de persui'sao e de cene i liaran entre interesses
ou principios que discordavain mais na apparencia
do que na realidad.-. 1' Ambos os influentes queriam
um depulado conservador, mas puguavam pela ma-
nuleinao da loa influencia : chegados ao ponto de
ter preciso tnlrarein em lula, correr sangue, etc.,
eslavam promptos a ceder orna combinajao qual-
quer, e areilavam ambos a candidatura do Sr. Dr.
Aguiar como depulado, e a do actual vice-presdente
da provincia como sopplente.
A candidatura do actual vice-presidtnle da pro-
vincia, qoe era enlAo director da inslruccdto publica,
pessoa de muilo merecirnenlo, e que lenho grande
prazer em declarar que me paiecru ler compreben-
dido a sua mis-ao muilo salisfacloritmeule ( epoia-
dos,) a candidatura desse senhor lepugnava um pou-
co cum es I..i-lava que foise de Goianna o depulado propieta-
rio, o supplente poda ter dado a urna oulra fura
cunsideravel daquelle circulo que era a cidde de Na-
zarelh. All com effeilo he que o inpplenle linha as
suas ni..i.a... sympalhias. Parecu eutao ette accor-
do decoroso pare todos, e foi aceito,
A eleic..lo de eleilores se fez em paz e de commiini
accordo. Cliegado porem o da da eleiro de depila-
do, o promellido foi lealmente executado pela com-
mandanle superior da guarda nacional ; mas sinlo
muilo dizer qut o delegado de pocia, por fraqueza,
por |iu'M-nr,'i,,, ou uso sei porque, pois he om ho-
mem de bem. na hora em que devia execota-lo eu-
(endeu que 1.A0 era obrigado a isto....
O Sr. Brandao :l.ogo, demissao no caso.
O Sr. Sergio de Macedo :Apoiado.
O Sr. Brandao :E nao inlerveio na rleinVi !
O Sr. Sergio de Macedo :Una pessoa que pro-
melle obrar de um modo, e promet pur um motivo
l.ii momeuloso qnal he evitar a r. nil mr.-rao de una
prouna, a conflagracao talvez de ludo "o norle do
imperio ; 11ra homem que promelte praticar um acto
por moliio lC-i delicado, e que no momento em que
esse acto deve ser praticado falla sua palavra, po-
de no dia seguinie em actus de oflicio inverler as mi-
iihas inslruces, pode fazer o contrario daquillo que
linha promellido, eeu u3o podia estar descnsalo
com tal gente. O presidente lie o responsavel pela
Iranquillidade de loda a provincia, e quando pensa
que um agente qoe esl responsavel por urna parle
dell Ihe pode faltar, deve demilli-lo...
O Sr. I'.rau.iao :Desla maneira jusliflea-se lodo.
O Sr. Sergio de Macedoilie um homem de bem;
lem felo ao seu paiz lodos os servicos qoe delle lem
dependido; anda na invasao do cholera presloo mui-
lo imprtanles servaos mas como autoridade poli-
cial nao podia continuar ; ao menos linha mostrado
fraqueza ; demilti-o, eslava no .neu direilo, fiz mui-
lo bem, eia responsavel pela Iranquillidade daquelle
lugar como co resto da provincia ; devia ler em Goi-
anna um delegado que fosse capaz de ser responsa-
vel pela Iranquillidade publica. 'Apoiados.)
Agora pastemos as irmas ecarluchame enviados
para a Escada. N? circulo que ee rompo dei fregu-
zias da Escada, Santa AriAo, Muribeca e Jaboa-
tao, a presen uva-se como candidato o Sr. conselhei-
roJose Bento da Cunta Figoeiredo, que aeabava de
ser presi lente da provincia. A candidatura do Sr.
t.uulia e Figueiredo era abracada por ambos 01 par-
tidos.... r
O Sr. Brandao :Por amboi os partidos J
O Sr. Sergio :Sim reohor,
O Sr. Brandlo :Agora he que sei disto, porque
\ bic. o diz ; nunca ouv dizer que o partido libe-
ral apoiasi essa cah lidalora.
O Sr. Canda Pigueiredo :Pergoule o nobre di-
putado a hacharel Beltrao.
OSr. S'rgio de Macedo rAUumas influencias
turalmente, e como he natural tamben eonversaram
en eleiroes ; alguus me pergeniaran francamente
se deu-ni volar no consrlheim Jos B'nlo da Cunln
l-ieueiredo;respondi-lhes que na minha opiniao a
eleirao do Sr. conselhciro Jo- Benlo era urna ques-
1.10 de Honra, porque leudo sido o Sr. eonselheiro
Jo-e ento acensado de piralaria a palavra era es-
cripia com lo las as lellras e lodos os dias, ) lendo si-
no nrcoiado .le pirata no sentido de tralicanto de e-
cravoj. o homem que eslivesse persuadido qoe o Sr.
Jo-e lii-iilo 11.I0 era pirata, que pelo contrario era
um cervnlor zeloso, que comprin o seu dever nirn
denodo e como pud', devi. dar-lhe o seu velo, para
qoe se eulendes.e que n grande jury nacional, o cor-
po eleitoral pronunciava o n.lo, nao he verdade, he
calumnia ; o Sr. Jos Benlo nao l.eom pirata, na
lie um negreiro, como se dizia. o A resposla das pes-
soas a quem eu disse Isto foi a estimo muilo ver que
estes.rtelas que sempre live san partilhadas pelo Sr.
presidente da provincia. Tamb^m sera islo nter-
venrao indebila par V. Exc. ">
O Sr. Brandao :Nao he disto que fallo, vamos ao
pun'o principal.
O Sr. Sergio de Macedo :Bem ; vamos ao ponto
principal. J.i di.se que differentes pessoas concorda-
vam nessa candidatura ja se vio que naquelles lo-
gares linha apparecido des-ordem e azedume : havia
imtelo 11.din oal, liavia qucsloes de influencia
les.oal ; algumas de-las influencias do lado liberal,
ou quasi lodas. se me quenaram amadamente do
proceilmenlo que na qualiflcac.ao linha havida para
com ellas ; qoe homens proprielarios em orna fre-
Kuezia linham soai propriedades passadas de urna
para oulra, que mullos fuaram sem ser qualificados,
que uniros nao linham sido incluidos na qualificacao
o porque linham fulo urna ausencia temporaria "do
lugar. Havia irntacao euconbecia que alcunsdet-
ses cidadaos linham razio de queixarem-se. disse-
tnes porem : a Podis ter razao, mas nao ha remedio
para iilo ; o tempo do recurso esli paisado, o qoe
Orareis deila lula em que por ventura vos empen-
nerries .' Queris anda ensauguenlar o vosso paiz,
q" ja lem soll'rido nesle sentido ? Embora eu reco-
miera que leudes razan ; se deixardes de ser obedi-
entes a lei. se empunhardes is armas,hei devoscom-
ualer com ludo os recursos, nao podis osar dess
direilo de volar que a lei vos confera, porque vos
acliaes em orna posicao, e islo por culpa vossa em
parle, por nao lerdes reclamado cm lempo, melhur
ne pon ib'ler-vos, 1180 excitar a desurden. 11
A-sim rnnseLUi que esses homens se persuadissem,
se anda alguns foram a parochia e liisculirsm com
a mesa paroebial, nao me pareceu que se rooslrassem
decididos a empunhar s armas ; honra Ihes teja fei-
diseuscapiichos. Enlrelanto, emqoauto
OSr.Bra.,dao:-'con,00uUSO que ,. MtoU. 7XS&1SS^ *"*-
am....
( Sr. Sergio de Macedo : Nao eram lautos ; c
quando lateen, note o nobre depulado que esa Tor-
ta se destinara a varias fiesueziai.
O Sr. Brar.dau : Mandoo someute para una, a
de llambe. '
O Sr. Sergio do Macedo : Para ah principal-
mente foi reclamada.
O Sr. Brandao : Ahi he que o director de***
(orea pralicou estas gentilezas de que soube toda a
comarca.
O Sr. Sergio de .Macedo : O bravo oflicial que !
!'*..*-.. ..... .a -e_____. M
t)Sr. Brandao :l.ofio que uccorreran circbn.s-
laucias que eu vi que eiubtragavam r minha reelei-
tao, lelirei-me de Goianna, nao fui mais It'.e euui
para o tinao fuzenuo orna viagein de i00 ou de UO
leguas.
O Sr. Sergio de Macedo :Agradeeo-lha rr.uilo.
U Sr. Brandao :He verdade que altriliui e
anda ailiihuo lu tu i.s.u ao nohre depulado.
AlguntSre. Ilepulados : Ora, ora I
I) Sr. Seraio de Mace do :Eu vou contando que
te pattoo. ( Apoladot.) fm dos influentes dizia-
:an,erCX7^ ^ """ "rh *f*Zw ^"e '$% ^0 c.Tco!." """
ru inier all a ordeiu, a paz e a hberdade ue voto, e Goianiillla, porque
elle desempenhou es.; tarefa delicada con to 1,1 1
lirudenea e sisun-z. Apuiados.; O cerlo he qoe a
-onllagracilo que >e (ma em tloianna, que podia
livrar para o Norte e para o Rol, e para as provin-
nAoohlivea palavra de honra desses cideMos 1
ali-terian de lulas violentas, havia o fado do arma-
mento, havia preparali\os bellicos, dipnsiroes para
1 tula havia a lola de selembro, e eo devia ev.tar
I-ara* ,edcfse mpifgandoot meiot daconci-
U Sr. Brandao :Havia no commandanle supe-
no opposicao ao randidalo ?
O Sr. Sergio de Maredo :Nao senhor.
. ^ /' f'^a"da', :-!' rque mandouarmaroenlo para
o chele de um grupo ".'
O Sr. Pinto de Campos :He qoesISo de n^me.
O r. Braiidau : Para o sei.l.or ludo he quesiao
ue lime, ludu qoe se aprsenla nada vale
O Sr. Sergio de Macedo :Vou francamente a lu-
do, eslou disculindo todas ai suts accu.acOes. Urca
vez que havia armamento particular ere preciso qoe
a autondade lan.hem eslivesse armada ; eu devia
empregar a cnciliatao, mas lambem devia fazer
^!.ie.a. V'J,de,,e B'r "Tellida cm a frca,
m.fi "',8,de fe cl'W!e ; por cousequencia
ta "om aP";!,,Ue,'e dS,rC, ""'"> d "><"" "*
Vam.t agora a nalurezt do adarme, do adarme ti
13 e to. i-ea-se disto um grande cavallo de balalha'
Se a cousa fosse illicila, nao a havia eu de occullar 1
Lomo tonberam que mandei carluxame e armas de
lai miarme .' Porque as ordens foram publicadas no
"""">< porque eu queiia qoe st titubaste que a au-
nuiade csl.va armada, que nao haviam de mofar
ua autoridade, porque, como ja riitse, u modo deob-
ter a paz he mostrar que te esiii promplo para a guer-
ra ; o modo de evitar que apparecam reeisteiicias,
he mostrar que ha forra para vence-las.
O 'r. Branda : o modo de fazer a eleicao he
aar armamento a um dos ropos.
Sr. Sergio de Macedo : O modo de fazer recit-
ar a resistencia e a desordem he armar a autoridade
para que a rctpeilem.
Nao lenho pretencao d: convencer ao nobre de-
|,u'"'' '"''" l'* <" nosso. juina commons.
OSr. Brandao :_ Ro tamben fallo para o juiz
co.nmom qU(: ha de julgar a causa.
Sr. Seraio de Macedo : Eslou salisf.ilo com
a tenleuc que recebi. Vamos ua adarmes e as
launa soja um
acrescentava elle,) sem querer
ulnas.
Nao precito de ir lio longo com
cl>e.:arau Poce da pauella para veri
auarda
eiaa etrearnvizinha
O Sr. Bran lo : 1
era enliga.
se elri.-c(on. (ApeiedM.;
exagerar o tenilmenln de btrritmo, lendo sempre a
cidad de Goianna da lo dcpubidos moiio conspicuos:
quando a eleicao era por provincia, nao lia raza par.
agora ir mendigar uu.a pessoa nucida lora do seu
difirilo pira ter ten represrnlanle guando a eleicao
ouve etta eialtaro ; mal ja 1 he por dittriclo. V, pois, o nol re depola lo que om
Becada, hasta
para ver como se arma a
icianai ; ca.la um se apreseula com orna
arma dffe,e.,le, um con, una e-pingarda, nutro c. m
urna pistola este cun urna esparta, aquelle com urna
davina. [ttOlUCCle por talla de arm. ment.
Quanrle enlrei para administraca.. aehei no'arte-
nal ue I ernambiir ) espingardas, ped soc-orro ao
ginernoimpenal, de quem recebi 10 as vesperasda
eleicao OU.
Por ron.equenria nao havia oulro recurso senao
ler d individuo a quem foram euviados ; imapiz de
perturbar a orden.
O hr. Brandao : |.| nao hasta.
Sr. Sergio de Macedo :PodentM pastar a outra
materia.
(I nobre depulado fallou em iilervencSo ineltita
da autoridade: reconbeceu, portanlo, una inteiven-
tao debita.
(J Sr. Braudao ; Nao posso recoiiliece-la, meo
lenhure, stm embargo das explicaceet que acaba
de dar.
O Sr. Sergio de Macedo :Foi a qoetian que sui-
cilou se entre mim e os que te diziam dictes do par-
tido liberal no Becife.
Eu disse em minha primelra circular que as aulo-
londades nao ficavan iuh bidas de aconttlharem, de
recommendaiem estes eu aquelles candidatos ; s nao
deviam empregar ot recursos de que dispooharn ofli-
aliueiile. Nao exclu, portanlo, que inlerviessem
acin.ellian.lii ou fallando.
Onerea 01 nobre depuladne verem o que succe-
eu .' .\ Ijiui. agentei do partido liberal, vendo que
eu recnmmendava em minha ciicular que o vol fue
se livre, usaram doestrataaema deespalhar pela po-
pnlacao que voto livre quer dizer volar tmenle em
liomeut do partido liberal, pirque nao he livre o vo-
o dado a individuos do partido conservador 00 gna-
biru. Iti.in.
Se os aaeulet 1I0 governo nao pudessem inlervir
"a eleicao, se lodos aquell.s que euercetsem urna
partcula da autoridade esliveisem inhidot de exer-
cer esse.direilo, a quem flearia peilencendo a elei-
Sao m cada um muuicipio ha 6 topplenlet de
juiz monicipal : em cada um dislricl ha I delegado
eo supplenles ; em cada fregoezia ha oro subdele-
gado .lambem (i supplenles, e minios iospeclorit de
quarleiroet. Estes agenles da auloridado he claro
que sao escolhidot por terem considerados como os
homens melhores da localidtde ; pioliibi-lhei quea-
coii.ellnm, que pretuem, que recomraendem o mo-
do em que seus conciriodaoi devem vular, e a eleic.lo
tera fe.ia por gente qoe na he a melhor de locali-
iv s o S? y qu' '*10 '' um asordo.
I !.r. Brandan Este principio parece ler sido
.icluplado pelo nobre depulado quan(o demillio o pro-
molor de Olinda. K
d do Sf' Pd" Bm" : ~ A i,, )'a 5 lera.respon-
0 Sr. Sergio de Macedo : Ja respond a isso.
U Sr. Brandao ; com irona) : Sim, j reipon-
deu plenitsimamente.
O Sr. Sr. Sergio de Macedo : Nesta parle os an-
(ot estao conclusos, deixt o negocio ao juizes.
O Sr. Brandao : Mas a senleiica ainda n3o esl
dada.
O Sr. Pinto de Campos :A islo ju se lem respon-
dido de sobra.
O Sr. Sr. Sergio de Macedo :Eu, prtenlo, achei
moi legitima a caria do nobre ministro da es-
tica. '
O Sr. Brandao :Ela bim vislo.
O Sr. Sergio de Macedo : Por minha parte porem
nao li.e que eicrever cartas semelhanles, e pela m-
plense declareiapocrchas as que apparecessem. Vou
relatar lodas asearlas que. escrevi, no.huma daa
quae-s para recommendar canilidalos. Muilo antes
da eleic.lo de eleilores escrevi urna para o Brejo, di-
zendo que seria bom que se nao excluis>e das lisias
de eleilores uina nntabilidade que se lencionava ex-
cluir, segundo me contlava, porque isso poderla dar
luaar a conflictos e dissaboret. A peisoa a quem en-
derecei essa.carta me respondeu que esleva nesse ac-
cordo, e que nunca se livera a idea de fazer seme-
ntante eicliis.1n. Escrevi para Garauhuns, na ves-
pera da eleicao para depulados, afim de declarar
que nao era falso o qoe paia l se tinha mandado
dizer, que o Sr. Jos Benlo da Cuoha e Figueiredu
nao era candidato por aquelle dislriclo ; porque en-
lendia-se l que a noticia dessa desistencia era nina
manobra para goerrear o candidato e lirar-lhe
votos.
Fui rogado para escrever essa carta, e de fado a
escrevi para tirar aquella desconflauta.
lambem me dirigi por escripto ao delegado de
Ooianua lemhrau lo Ihe a importancia do reu enrar-
K, os principios de conciliaca, e a importancia de
se na apartar do que eslava promellido ao seu con-
tendor.
Ha moito lempo, senhores, detde Pernambuco, o
nobre depulado Italia dilo que vinha para c arma-
do de documtnlos...
O Sr. Urandao :Quem disse islo ?
O Sr. Sergio de Macedo :Corra esta noticia em
I oroambuco, e tero corrido aqoi.
O Sr. Pinto de Campos :Muitas pessoas assim
lem dito.
O Sr. Brandao :Nao ha tal. Aponte os nomci
dos que o ditseram.
O Sr. Sergio de Macedo:Tanto he assim que
algumat gardas o lem aguilhoado para apreseular os
taes docomenlos.
O Sr. Pinto de Gfmpos:Al o Sr. Silveira l.obo
lem Iludido a esses documentos.
O Sr. Paes BarreJo :O Liberal Pernambucano
tamb-m fallou nisso.
O Sr. Brandao :O Liberal Pernambucano s diz
a verdade, quando he negocio que te iulea preiudi-
car-me. "
O Sr. Piotode Ca-npos:O que he verdade he
que I i o mundo esperava por e-ses documcnioi.
U hr. Urandao :Oh ludo o mundo !..... Os
que lenho hei de apreteola-los : nao sealllija.
O Sr. Pinto de Campos:Eu aliligir-me Tenlio
go-lado da discuss,1n.
O Sr. Sergi de Macedo :Canslantemenle esta-
nos amia.;ni.].. cum os taes documentos, e nunca
apparecem.
Quando se tralou da eleijao de Goianna, cuidei
qoe era oecasiao propria ; essa ItlcJIe foi approvada
sem debate estando presente o nobre depulado. Ou-
lros ensejns lem tido o nobre depolado e 11.I0 os
lem apretentado. Finalmente declda-se a apreteu-
la-lot.
OSr. Brandao :Nio os lenho apresenlado por
ler estado doente e por ter fallado poucae vezet.
O Sr. Paes Brrelo :Ora leu fallado lanas !
O Sr. Sergio de Macedo :Bem ; tem eslado do-
ente....
O Sr. Brandao :Nao foi s por doente ; foi lam-
bem por oolrat razOei.
O Sr. Sergio de Macedo .Os meus amigos anda-
van om pouco intimidados com os laet documenlot,
pur isso honlem seden orna tingularidtde : o nobre
depoladu acabou de fallar, e os nohret depulados
que eslavam presentes dirigiram-se a mim pa eli-
cilar-me.
O Sr. Paes Brrelo :Foi a montauha parindo o
ralinhti.
O Sr. Pinto de Campos :O discurso do nobre de-
polado fo a melhor apologa do presidente de Per-
nambuco.
O Sr. Brand.lo :Es(a' bem viilo : eu esperava
que dlueitem islo mrsi'no.
O Sr. Sergio de Maredo :O nobre depolado com
leda a prudencie e dedicaco qoe lem ao paiz, aban-
donou a sua candidatura de Goianna, e pailio pera
o si" Id.., nude obleve os volos dot agenles do presi-
dente da provincia.
O Sr. Brandao :Quaet sao 01 agenles ?
O Sr. Sergio'de Macedo :Os qoe o presidente
pode nomcar e deinillir.
O Sr. Brandao :Fi i porque as recoromendacoes
nao chegaram a lempo. ,Biso.)
O Sr. Paes Brrelo :Efa he boa .' se houvesse
inle.esse cm guerrea-lo, la iriam.
. u Sr;,Braudao :Nunca presumiriam que cu iria
a Boa-Visla.
0 Sr. Sergio de Macedo Quando o nchre depu-
lado filluu-ine aqui no Bio de Janeno de sua candi-
nalura por Goianna, In-uxe hypolhelicameule a sua
canrtidaiura por esse oulro circulo.
O Sr. Paes Brrelo :U levou cartas do seua-
dor Alencar.
OSr. Brandao .Para qoe para a minha clei-
sao T
Se o senador Alencar escreveu foi acto espontaneo
e quando escreveat, nao eslava na edininislracao.
U Sr. Paes Brrelo .He para mostrar que o se-
nhor ja sabia que havia de apresenlar-se candidato
por esse circulo.
O Sr. Sergio de Macedo : Jolgo qoesou eu quem
lenh a palavra.
O Sr. Augusto de Oliveira :E he quem meuos
falla.
O Sr. Sergio de Macedo :Quando o nobre de-
pulado Miou em sua candidatura por Goianna,
lamben h;.puthelicauitiiie fallou em Ba-Visla.
O Sr. Brandao :Nao me record desta ultima
parle.
OSr. Piulo de Campus :Ja de antemao prepara-
VI a sua can Hilatura para Boa-Vista.
O Sr. Braodao :Quem Ihe dis O Sr. Pinto de Campos :Tinha a prelenr,ao de
ser eleilo pur doos circuios ; mas nao quena que em
Goianna souhessem pata que a volarao do circulo de
Boa- V iila parecesse eipoulanea.
OSr. Brandao.Essa pielenriio tinha o nobre
depulado que inandou om a^eule seu p.ra la.
Ha uulrot apartes.)
O Sr. presidente Atlenr.lo! ordem !
O Sr. Sergio de Macedo : Vou referir um faci,
que lalvez avive a memoria du nohre depulado.
.Nesta nossa primeira conversa o nobre depulado fl-
lou me na necessidade da iltmiiian rte cello delega-
do de polica daquelles lugares. (Bisadas.)
t'.ruzam-se os apartes entre o Sr. Urandao e s
oulros senhores dei ulednt por Pernambuco. O Sr.
l-iesidenle reclama a allenrae.)
Agora fallemos dot dous docomenlos aqui li.los
honlem. Elles se reduzem a declararles escripias de
dous oflinaes queaseveram um ai suido. Apoiados.
(> teente-corunel coniinan.laule pii-lo de guarda
n un luaar para fazerem um tervifo, e ilepuis man-
da i.ffciecer-lhes 1:0003 para qoe na lizessem leal-
menle ene tervljo Se tal fo-se a sua vnutade esl
dar,, que, ou n punha la' ou os relirava quando
quizesse. [Apoiados.]
E
mear, porque n governo te achava cm emhararos
en uina occaliSo delicada e melindrosa.
Os Sr. Pedreirt e Parsnhoi : Apoiado.
O Sr. Serai de Macido : l'reslei o meu apoio
a ette gabinete, tistei de servir o meu priz, e repito,'
liz o servio de evitar desordens, conflictos e a run- I
llearatao a'l acude ella se receieva. Apoiados.)
Volldiifo da adminislra(flo da provincia para lo-
mar aqui assenlo, eomecei desdelng a iraislir para |
que se roa deite toccetior, e al buje nao obtivt du
Enn. Sr. prndenle do comcllio em nica recom-
ptnsa que pejo dos meus servicos, n ser despensado
de continuar ueste encargo pelos transinos que
caosam a mim e a minha familia o estar agora au-
sente do Bio de Janeiro. Se. pois, eu obliver essa
demissao, obtenho-a em vrtude de una promessa
que me fo- feita quando aceilei essa ardua trete.
Os grs. Pedreira e Paranhos : Apoiado.
O Sr. Surgi de Macedo : Obleulio-a em cou-
sequencia de minha continuada sohcilscao, e nao
pelas nisii uaces do nobre depulado (mallos apoia-
dos), nem da de um grupo qoe te tcha em urna in-
significante minora na provincia, umita, apoiados.,
porque s esse insignificante grupo he que me tem
aggredido. O nobre presidente das Alagoas quando
aqu se defendeu de aecosacOes idnticas a estas que
acabo de repellir, lembrou muilo bem que oii-i par-
le do talarlo das rteompeiiaat dot nenes rervie,ot
ueste mundo sao os insultos daquelles rujos interes-
ses p dem, s ler contrariado. (Apoiedi-s..
Eu dislingo tres salarios para o servidor do eslado;
ha esse, he a estima e considerac,ao que se oblen ao
governo imperial. 1 Nao fallo di ordenado, porque
na considero is-o romo recompensa, e eiin como o
meio que se nos d pera poderroot fater o servito.i
E ha st gratat do imperador e a toa approvaja.
Podemos ajeniar uina qoarta recompensa que he, a
conscieneia ; mas eisa 'nao falla a ningoem.
Pela mil he parle declaro que o meu talario lem
sido pago integralmente. Ao imperador eo devo
mais, n.uil maia do que devia esperar, ainda mes-
mo de uina munificencia lo grande como he a de S.
M.; ao governo tenlio merecido toda a consideracao.
estima o benvolo conceilo, {apoiados) ; os infolios
me ten sid dados em abundaoeia:!f,,, vaidoso...
Algons Srs. Depulados: Bats, V. Etc. nem
deve repetir (es insolencias. (Apoiados.)
O Sr. Seigio de Maredo : Os meus diflerenles
salarios, pon, me tem sido pacot inlet-ralmenle.
Admiiiistrei a proviuria de Pernambuco por espa-
to de II mezes, fiz todos oe esforros para avanzar
a tus civilisatao, para melliorar a sua ron lirao mo-
ral e matinal; liz lodos os esf.1rc.0s para que o go-
verno all marchaste regularmente, pare que as leis
fossein obedecida!. Na fiz lodo quaulo des.java fa-
zer, oao Ovo tempo ; esludei muilo,' apresenlei ao
corpo legislativo provincial at neeessidades da pro
vincia ; eslo meu tr.ibalho mereceo algoma appro-
ratio. ''
AIioos Sn. depolados ; Teda, loda.
O Sr. Sergio de Mecedo : ~- Se nao fiz lodos oe
tervijot qoe desejava e desejo fezer, mas qoe talvez
nao possa, ao menos uinguem megara qoe, se essa
minha curia administrado, te esse lime obscuro
queeu trago...
Moilos Sr<. Depulados: Nao apoiado; nome
muilo illnsii...
O Sr. Sergio de Macedo : ... puder passsr s al-
goma poca vindoura, iienhuin grupo de popularao,
nenhuina classe, nenhum partido, neuhume familia
a nal Jiroar.T a miaba n emir. n. [Apoiados; muilo
bem, muilo bem. O oradi r he cumprimenlado por
inuitoe seiihoiet depuladot.)
A discussao li.-a adiada pela hora.
O Sr. Presidenle da' para ordem do dia :
C Hiliiiuacao da segunda discussao do ortamento
na paite relativa as despezas do ministerio do impe-
rio ; e se houver lempo ai oulras materias anterior-
mente designadas.
I.evanta-se a senao depoit dastret horas.
BECTIFICACAO.
Por engao deixou de enlrer o discorso do Sr. de-
pulado Brandao dentro da sMSlO de 20, puhlictda
honlem e antes do fecho da sesso, tahindo em sepa-
rado.
PEHiUUBCO
PAGINA IVULS&
1S3 ..JDSIJA
O beneficio o insigne artista Sr. Germano que
leve lugar na segunda fera no Santa Isabel foi como
era de esperar, tmidamente applaudidu. A con-
currencia nessa mul esteve em relatao ao objecto
dells. Nada "absolutamente diremos a respeilo do
papel que foi ao artilla conli-d no drama aGar-
galhadadepois do importante juizo de uina ah
mais bellas, e ridiantes inteligencias de Porlunal
Mendes Lesl Jnior, por occatiao de fazer o Sr.
Germano o papel deAnti nesse mesmo .trama < m
om dos thealros de Lisboa. Bepelir o que disse essa
importante aulcridadehe um circulolvicioso, e o seu
juizo anlecipou a noticiado beneficio do Sr. Ger-
mano por este Diario. O drama Gargalha-
da como outrnra diremos, nao leria sisniliratao
al-iini-i te na l'utse propriameute aGargaihada
que he em abono da verdade a prova mais brilhan-
le, .quando he dada como daria um alienado ) di
lento de um perfeito artista dramtico. Bela-
Jos intlucnles clava promplo a votar poriim candi-' """"' 8L:'rda "-"cional com as armas que houves-
%ZS?2.2?q L- E .obre .depulado ] dalo que o gover.....lesign.w. ; mas eicloi. nerm ^.i.,?0. f!,.,. Dert. d" B"ir"- niand.r o, pe-
;,iia aca: S^EZ&ffZ \ TXt SS&
,. ,. j a candidatura dn noiie depulado como conditao ii-
V. c. \ Deqna 1:011; s i qunia que o candidato fosso lilbo
muu-a.
O Sr. Braudao : O qoe ha de dizer
senao islo ?
O Sr. Sergio de .Mace-Jo : O que en fi,. nessa oc-
casiao se chava tanto dentro das minbs allribui-
res, quo Ble preciso invocar as palavras do ci a.lil 1
romano : 1 Juro que e.,|vt i a repblicas (apoisdoi
raat. se eoas invocasse, loi,,, o, ciJartfius de Per-
namb-ico o do NerU hsviam de di/.er : o Juramos
quo lu verdade e Ibpoiddot
(lia alguns apartes..
de Goianna.
A oolra eandidslnrs nalural do cfrrulo deGoltn-
na ere a d Sr. Dr. Jo8o Jos I erreira de Aguiar -
etle senhor he lilno ele Guiaona, sempre leve all
grandes *oti(oes as elei.;et paitadas. e eia auna
ue smbosot infidentes.
Pronunciada ,. nome do Sr. Dr. Agolar, foi aceila
Esss conihu.ar.io he (ao absurda, que devenios
lamentar a exallarao d s nimos, a preoeneaclo d -
espirito de partido.-e talvez esse principio horroroso
de que em poca de eleires as garariliat da honra e
da probidade ficam snspemae, ni as-im se | r le ex-
plicar a existencia de documental desla ordem; do-
cumento, que na., porte, merecer o menor crdito.
a -na candidatura
mis esa pcsioa que sa interesta-
vaa pnoeipio pela candiJaluia do nobre depulado
trechas requisitedos pelo delegado e pelo comman-
danle da auarda n.cinnsl, acommndados s arma,
que linham a -ua disposicao; aquellas qoe se loman
aos faccinoroso., e que licam em deprnilo as dele-
garas, para serein ulilisadas cm aleuma oceurreneia
qoe(*ohrevenha.
Perianto, est explicado o tal carloxame, que lan-
o lem ilad.i que fallar. Di.. nao fiz mJ;.lerie;.o crn.rario dei ^^JmT^JSJ^TSL'^'SS^*'
pubticidade. Quando linha dianle de mim dons mi-1- devia continuar
Hies de rartiixoa, nao devia t-r etcropolo cm man-
alguiis milheiros. Apoiados. 1
O Sr. Piulo de Campos. lie cjnliecido o carac-
(apoiados,
O Sr. Biandao : Todos elles alleslaram a mis-
ma cous.
lia uina nlt.rcar.ao entre os senhores Brandao e
iln-Tao ,ve"a- Sr- Presidente reclama a
la ser presidente da provincia de Pernambuco. Il-vo
I declarar que qiiand. aceilei e-'a presidencia foi de-
pois de ler ponderado qlle a minha posicao especial
i me na > permiltia continuar all. Eu aceilava a 110-
tivamenle ao Sr. Pinto ns farr;sO mododire-
mos, que no caricato s nm actor pode com elle ri-
valizar, mas este trabalha no Gymnasio da corle :
em Pernambaro. te quizerein eer imparciaes dirao
qoe iauel ainil. nao (rabalhou noe nossos theatrot.
Consta-1101 que o em-arregados da estrada de
ferro epossaram-se ( com p-rnii-a laliez de parle
do asjlo doi mendigos as ciuro Ponas. Suppomoe
que esse pequen eslabelecimenlo acabar breve i3o
s por .pe nos consta n3o liaver crdito para o paga-
mento dos ordsrados atrazados do seu enearregado,
senao lambem porque falla-te em urna n-.nciaca
beneficenle, que lem por fim tratar de melliorar a
orle dos mendigos, o que tera' tem duvida urna das
melhoret e mais neccssariai inslituicet da nossa
(erra.
Consla-not qoe grande he o clamor dos olli-
eiass de juslita pela falla de Irabalho, e por con.e-
guinte dos meios para poderem viver, e he provavel
qos s csusa seje o grande numero delles ; pois a
ser a falla de demandas muilo feliz seris o paiz.
I nemos milicia de qoe o moradores de San-
io Ajnaro stao privados d'agua para beber, c con-
demnadosa beber da que ha, pessima, e militas ve-
zes salgada. Se nio houver pon commiserncao dot
moradoiet daquelle bairro, lei3o ellee de morrer a
sede, n que.nao convira' porceilo. Diversot lem sido
ot chfarizes que se han concedido, pelo que jalea-
mos nao te dar inconveniente em ee conceder igual-
mente para aquelle lugar, vislu como lano se res-,-
sent da falla d'agua.
Cousla-nos que em muilas tabernas vai conti-
nuando o abusu de ven Serosa per copinhoi e oulras
eipertezs mais. que devem ser condecida! pelos fis-
cai-s, a quem chamamos a sua alleorao para qoe nao
va' o povo sendo tetado.
Lembrnmot aos donos das coeheirai de reroin-
nietiil-rein aos seos bolieirot loda a prudencia quan
do sahirem com algum carro, para que nao anden
apostando corridas dentro da Cidade eom prejuizo
dos que tranzitam, como pur vezet tem eoccedido.
Outro tim, lembramos que prohiba esiet estrepito-
sos eslalos, de que usam os meslnos l.olieirne.
I. Mi-la- ni., qoe em diflerenles lugares v3o ap-
pareceurio alguns phanlasmas, nao sabemos se de-te
ou do ootro mundo, o cerlo he que te diz haver as-
sonibrado a moila gente. Dees qoeira que nao nos
appareca, porque tomos lien otos, e dessat cousas
temos nmiio medn.
Cuntle-uoi que de certa hora da noile em
diante rarat tito as patrolhai qne se enconlram,
qual o fim que levam n3o sabemos, he de crer que
eslejan em algn lugar descamando dai Cadigas.
Ja' nao ha mais prohibicao de andarein us es-
crivot na ra depois das 9 horas E te ha por-
que razan se consenle qoe elles anden depois dsa
hura, e al mesmo pelas portas Iravetsat das taberna-
lomando seu ponche, e fazendo mais elauma cous'.'
Bm certas labe as se reonem aos dominaos
orna portao de prelos para 1.ellas fazerem as suas
orgias, o que he -misenlid pelas donos, ou eateiros
das rresmas tabernas, porque disso Ihe. resulta ircm
d -i xa inlia,.- rulirinhiis, e momo porque v3o tabendo.
Taesreonioes sao sem duvnla prejudiciaet na s
a vizinhanra como mesmo a publica moral, por eon-
1 amule muilo conven que 01 guardas liscaes nao
se desculrtrm rte obita-las.
O Hospital tot (lenles, numero que ja' he superior SO dos ledos
que all exislem, e nao obstante todos quemen ter
recolhidos, e se isso se Ihe nega, grile-ee contra a
falla de caridade. Bem espinl a deve ser por cerlo
a siloatilo dos membros da adminhlraeje, com espe-
cialidade a do Sr. thesenreira, para quem lodos cor-
rem com designio de encontrar remedio aof seus
nilele que por muilas vezet vollam sem elle por-
que nao he possivel consentir que te agglomere na-
quelle hospital maior numero de doenles do que a-
quelle que pode romporlar, e para o qual, ja' mu
ciescida lie a despeza, sem que baja urna receila que
Ihe possa fazer fice. Se ee altender a lodas as re-
rlamarei, Irremot por certo de ver acabado aquel-
le estebeleelmerrl, que lio mil se tem lomado, <
qnn nao he de esperar acoiilefa pi-rquei I lima. ad-
ministraran, em quem reconbecemot muilo lino,
zejlo e HilelliaeiKia, eahera' nhslar a que eemellianle
cousa te d, rnmprlndo como at boje lem tan sa-
biamente cumprido os eeus develes.
Al uti,nnlila.
COMARCA DE SAMO ANTAO.
(Cidade da Vieloria 5 deaanslo de l>.',7.
A noticia da romoc.lo do Sr. Dr. Jos Filippe de
Souze Lea do lugar de juiz de direilo da comarca
do KlO Formlo para s de Santo Aniao, foi rerebida
pe. s Viclmieiises rom muilo especial airad.
(ISr. Dr. Sonsa I.eJo ja he coiihecido eutie mis ;
porque aqui exerreu o caruu de juiz municipal por
espato de oilo annos com multa Iwnrsdet e impar-
cialidade | e retirndose na deixno inimigoe. Ve-
tilla prtanlo o Sr. Dr. Souza l.e.to dar om linilivo
at saudades dos rus amigos.
Honlem pelas !l horas da noile f sepultado em
urna rtas c.nlacumljas do ceinileri 1 da igreja matriz
desta cidade o corpa do presiimoso cidaihl o Sr.
Jos Merlina Peieira Montriro. O V.ctnrieiite. ae-
r.lii.ei.it- sentirn 13o grande e Ismenlavcl perds
pois rcrlamente era o Sr. Jos Marlins Pereira Mon-
leiro alomado de ptimas qualulades.
Consta-nos, que este fasto depUravel proviera
de um caln de I milano, que o noiso charitsimo -
migo lomare por engao em vez de vlnlie. Elle de
certa estar hoja gozando daquelle lugar, quell re-
. servado para 01 justos.
OSr. Dr. Elidi Jamen;ds Castro Albuquer-
que por uma denuncia da promoloris publ ca
foi rec. lindo a salali\re da cadeia desta cidade,
mas ja ri p.io em liherdale pr liahe.s coriiu.
concedida pelo Sr. |r. Jau Franci-co Goethe Bitau-
courl, quarlo tupplenle do jeiz municipal.
Cousla-nos, que durante a sua ilelenc3u lora has-
tantemeule visitado, e mimoseado,* depuis por mul-
los de seus amigos acnmpanhado at a casa de sua
residencia, onde a noile ee deu un bem .irvidnc ha.
Deltamot uo enlrelsutu de lazer qoalquer leflexio
rerca do faclu, que deu lugar ao procedimenlo da
pr. m liria.
Eoganei-me, quan 1 em orna dsi minha. anterio-
res miisivss mu comuniuiiiqoei, qu* terlamos nesle
auno as imineitei do, supplenlet dojois municipal,
porque o qualnenlo se cmplela no viodouro, viilo
romo ai pritnelrat nomeaciei fufase ne tsi J.
Sena bem psra desejar-ie, que em semelhanlsi
nomeatOet mxime pua estas localidadet contraes,
o governo livesie muila cautela, e eiernpnlo :
experiencia 1 os nos tem molleado, que muitit vezet
por inlormares inexactas. s3o nomeadae pesioat
quan analphabelai : o que he uma desgrafa para 01
cidadaos, ruja honra,vida e fazeuda ficam dependen-
tes de gente desee jaez.
Na seguinie missiva latisfar osdetejot do illuitra-
docorrespondente da Pagine Avulsa, narrando eom
man minuciosid.de, e circunstanciadamente o fado
da menina (. m.tanca.
O sol continua intenso ; eo nosso Te pacur ja
tera pouca agua.
A f .iinha veudeu-se na ultima feira a 240 reit a
cuia ; o 111 Ih a W) ; o feijao a 13 .-, mamona a
(10 ; a cerne do Ceara a iWti, e o bacalh.io a 2U reit
por libra.
A feira do gado foi abailecida com Hi cabreas,
que se vendern de 3300 a 45000 por airoba. '
No ascuugue da muuicipalidade foram comumidoi
61 boit, e a melhor carne foi vendida a .gl0.
Al oulra vez. O Vjclorieuse.
CMARA MUNICIPAL DORECIFE.
SESSAO EXTBAUBDIiVVHIA DE 22 DE JULHO
DE loo?.
Presidencia do Sr. llego e Albuquerque.
Irestnie, os s itei) B,rros afoea. Mello,
Jo>e Mana Freir Gameiro e Antonio Jos de Oli-
veira, leuda, estes dous ltimos prestada juramento e
lomado as.euto, fallando com causa participada os
Srs. Kego e Vieuua, abrio-ta a s*st3n, e foi lida
appruvada a acia o'aiilecedenle.
Foi lito o seguinie
EXPEDIENTE.
I tn oflicio do Exiu. vicepresidente da provincia,
communicaodo que, era data de 15 do coirente, ex-
pedir ordem a rociarla dai obrai publieaa, para
mandar orear as despezas a fazer-se com as varaudat
de ierro da ca.s do Passeio Publico.Inleirada.
Lma pe 11;-o viuda da presidencia para ter infor-
mada, de Joilo Severinu do Bego Barrot, pedindo
ser relevada da mulla que Ihe fui imposta pela junte
O* qualificacao da freguezia do Paco da Pauella, por
nao ler comparecido a rentiiao da mesma junta, na
qualidade de eleilor supplente. Que te informaste
que a cmara nao linha na lu mais a acrescenlar ao
que disse ero dala de 13 do corrale sobre a idntica
pretencH* Jos Francisco Jo Kego Berro.
Um uflicio, vindo tambero do governo da provin-
cia, para ser informado, do tenenle-cor. nel Jos Joa-
qun Bodrigues Lopes, cobhndo oulros, tratando da
necessidade de ser slerrado o charco existente ero
fnnle ao hospital militar, avahando o roetmo lenen-
le-coionel en 4 ou contos as despezas do alerra-
meulo. (Jue fus-i-m ot pape t remullidos ao enge-
nheiro cordeadur para informar se u lerreno em que
fica o charco he geral ou municipal, fazendo logo o
orcamento dos alerros daquella parte,que livera c-
mara obrigacao de alirrar.
Oulro do procurador, enviando o traslado da ej-
cnpiura de compra ao coronel Jos Peres Campello e
Luiz do Bego Barros, do terreno pars o eemilerio da
freguezia de S. l.-jurenr da Mala, e pedindo ter
abona to da quanlia de '.i.>:l?">tiii re., que deipendeo
com a mesma compra e man desperas da escriplura,
distrihiiica,., sello, ele., Approvou-se a despeza e
mendou-ie archivar o traslada.
Ostro do mesmo, dizendo ler-te concluido a demo-
l'iao do sobrado da esquina da ra do Livraroenlo, e
lembrando 1er conveniente lornar-se alguma provi-
dencia, nao s para eer demolido o reto da parede
do lado oa mesma ra, como para remvver-ec o> ma-
terias, reiullanles da deraolico, queeslo ubilruin-
do a ra. Qaese enleudesse rom o advogade para
requerer e acuiiselhar o que for de direilo.
Oulro do meemo. informando que na conla que a-
prsssnlou Angelo Custodio doi Sanios, ds cera que
forneceo desde iinvemi.ro de 18-j:t para 01 actoselei-
loraee havia um eugano de 7G-3<2t> rs., que eendo
balido* na mesma cania, lirn esla reuuzda a ris
9t7jM8Qi e assim 00 caso de ser paga. Maudou-se
pagar.
Outro do mesmo informando a favor do que re-
quereu Joaquim de Albuquerque e Mello.Deferio-
te que cumprindo o peticionario completamente a
ditpoiicao do artigo dai posturas em que se acha in-
rur-,., pagando a muila que foi impasta e cusas fei-
las, ros-ana o processo u'infrarrao.
Outro do inu'inn, dizendu liever o supremo Iribu-
nil de jeslnja concedido o recur-u de revista na
queslan que cei.lia esla cmara inove Bazilio Alva-
res do Miranda V-.r. j.i, na-adn I os autos para a
revisita ,!a n-l,.c o de Kihia, e que actiava conveni-
ente que a .- i'.o.ra encarregaise i algueni oaquella
provincia de promover oadiantamenla ds qaettao.
A cmara arsenluo .le dirigir te para ette fine ao Dr.
C iM-ruiro rte Sns Madureira, o, por inlerinrdio do
Sr. vereador Barroca, inandou abrir om crdito na
casa dos negociantes daquella praca Costa (t Filhos,
psra occorrer as desperas qoe houver.
Oulro do contador, informando que o Dr. Bernar-
do Machado da Coila Doria eslava no cato de ser pa-
go da quaulia de 49000 rs. de coilas de procesos
criminan.Mandou-te pasttr mandado.
Oulro do mesmo, para de 30UJ000 rt. que, em 23 de jsoeiro diste anno, fez
Jos Luiz de Souza, visto ter ella apretentado caria
precatoria de levanlamento da mencionada impor-
tancia, pastada pela subdelegada da freguezia da
Boa-Vista.Mandou-se tirar.
Outro do fiscal do Becife, participando o qoe fue-
ra na sua freguezia na semana ultima. Ao ar-
chivo.
Ootro do fiscal dj Sanio Antonio, no mesmo senti-
do.O n.e-ini destina.
Outro do mesmo, informando que o suroidooroqae
prslende fazer Henrique Gibion, na roa de Sanio
Amaro, onde lem cavallarica, paia reeeber ss oori-
nss dot tnimaee, deve ser felo dentro do mesmo ei-
Isbecimeuto, e nao oa ra, por ser muilo aeauhada.
Assim se deferio.
Ootro do fiscal de S. Jos, participando o qoe fi-
zera ua tua freguezia na semana ultima. Ao ar-
chivo.
Oulro do roetmo, informando que Antonio Fer-
nan.les Velloso pode fazer os conceilos que cequernt
sua casa n. 80 sita no paleo do Ter jo, com tanto que
llis dobre o oMlt do ledo dosul, e o calilo da frente
do mesmo lado, romo prescreve a vesloria ue se
fez na mesma casa.Deferio-se com a informarlo.
Oulro do mesmo, iufurmaiii que Jos Carvallio
da Fonieca pedia levanlir estaleiro de carpintera
nos fundos da casa de sua residen ia, na ra da Pal-
ma.Conredeu-se a liee,..;a requerida.
Oulro do mesmo, reme lleudo o lermo de vesloria
a' que procedeu, uma no tobia-lu n. 12 da ra do
Caldereiro, e oulra na frile, siugela, de urna casa
na lrave de Jos Mara de Amoiim, por Ihe mn-lar que os
referidos predios se achavan arruinad..-, e duendo
que naquells na acharara os peritos ruina nlgunm,
e iiesda recuuheceram que a tua frente eslava arrui-
nada, e a mandaran! deroolir no prazo de qualro
lias, o que ainda nao linham fe.los iicnnsenhores
apezar de lerem recehido aviso.Maudou-se res-
ponder que, a' resptilo da rasa arruinada, cumpris-
sc o final do arl. 1.- til. 8.- dat poslurat de 30 de
junho de IKK, e remettesse o termo ao procurador.
Oulro do fiscal da Uoa-Visla, informando qoe An-
tonio Joi Pereira poda construir (rapeira tobr a
sua casa na Ca punga, na ra dui Deotes, com lano
qoe nao descansaste tobre os oilott.Despachou-se
nesle sentido.
Sendo lida uma segunda pelico dot mora lores
da ra Imperial, reclamando centra as excavac,et
felas not fundoi dai catee de suas residencias pela
compendia da esliada de ferro, oatquaes eilagnam
aauas pluviaes e da maic, em prejmzo de sua sauda,
resuheu -e que te a leva.se de novo ao ciinliecimen-
todoEim. vice-preiidenle da provincia, rogando-
Ihe te dianesse de Ibinar as providencial que o fado
exige, afim de que i3o p-.reca aus reclamantes que a
cmara deepreza a soa represenlaca.
Em cousequencia di pelieis de Miguel Arcdanju
Fernandes, em que requereu licenra par* ciilirar
casas com 22 palmos rte trente cem uiles singaloi,
no lugar de Santa Amara das Salinas, resulveu a
camera se suhmetleese a ppri v..ca., do l-xm. vice
pre-idente da provincia una p .-lora fazendo exten-
siva at o mencionado lugar a di-i-n-.c.iu da de 8 ds
oulubro rte tSC.
Foram nppiatadas ot seguintes pareceres da com-
inissilo de e-iilicecOes :
Lin peimillindo que Antonio Holelbo de Mis-
quita continu nuil a obra que esla' fazendo na ra
de Apollo, de cunformidailc ci ni a licenra que ol^
leve, guardando Mjenellas desobrada as inesraat
dimenoesdss caas na mesma rui edificadas.
Oulro, ditendo que. pagando JoAo Medeiros Ba-
peie a molla que Ihe foi imposta e oulroi rtireitos
muir 1 :, -, por n;io ler n ilido licnca par as obras
que comecou a fazer na ru;; Imperio*!, podia conti-
nuar eom as inesmas obras, vislo estarem reau-
lares.
Oulro ; 1'. 11.I0 se uppoi do as pelirei de D. Se-
iilicrinha S leria de Alb iquerque Campello, Ma-
nuel Imuralvet da Silva e Joao de Aline'da Piulo,
lodos requerendo afoiamenlo de terrenos de Man-
tilla ; a primeira, na roa Imperial, o seuuudo, na|do
Apollo, e o terreiro.sjio l-orte do Malos, parecen-
do, porem, a' commiss3i, que o lereno requerido
pelo ultima ja lora concedido sos herdeiroi de Anlo-
uio d. Silva t\ Companhia.
Oulro, dizendo que o lerreno de marinha, reque-
rido por Jo- Atve. da Silva l,u marAe., na conli.
nuai;3a da ra da Aurora, ja linha sido concedido
a remara para uma praca publica, eque assim n3o
podia ter concedida ao leniierenle, fazendo-ie, po-
rem, preci.o annexar a ir.esma praca o leneno de
que he posseirs I). Fr-nci-ca Amelia Moreira.
A reqiierimenl do Sr. lameiru, resolveu-se que
o engenlicirii rordeadir cr-.a-c a despeza cou o.
conceitos ^ pon* do Rossrloho.Mandoo le olH-
riar ao govefOO da provincia, pedindo copia da le
do orraniento morncipal para o anno futuro.
Foraiii remellidos a commissao de edilicarSes os
reqierimcnlot viudos da presidencia, sobre terrenos
de menuda, dot herdeirot do linado Flix Soaresde
Carvtlho de I). Clotilde Ignez da Silva Batios, a
tuas Inhas.Msu li-u-se que o engeuheiro orcas.e a
despera com os reparos de qoe precisa a rasa da So-
ledade. perlencenle ao patrimonio monicipal, e que
foram requeridos pelo seo actual inquiliuo.
Despacharam-se a pelirei de Aguslinho Jos da
Oliveira. Antonio Bolelho Pinto de Mesquita ,
Angelo Custodio das Sanios, Antonio Fernandes Vil-'
loso, Antonio Jos Pereira Ballet, Dr. Bernardo Ma-
chado da Coila Dona -por sen procurador I. Emi-
lia Couslancis de Maraes, Trann-c Jote l.eile,
Francisco Soare de Unto, Joaquim Antonio Perei-
ra, |*iCarvtlho da Fonieca, Joaquim de Albu-
querque e Mello, s irmandede ds Senhora da As-
siimpr.i.i da t'r !(,ras ds Estancia, Manuel Ja-
quim dNasciment, Manoel Monlsiro Braga. Ma-
no.l Figueiie de Farie, Theodoro de Alraeida Cut-
is lenaoloo-se s testlo.
Eu Manoel Ferreira Aecioli, secreta.1 o eicrevl.
liarr, Hego, pro-pretidenie.Silva Barroca.
Mello.Almsida Pinto.Oliveira.Gemeiro.
tommnutcaiion
O MAGNETISMO.
Honlem tivemos oceasiao deassistir a reprentarao
Ihealral com que not mimoieou o Sr. Clyset'no
iln-airo de Apollo. Com snmino prazer preeuchemot
um dos no--.os m.,,. ardentes detejoi, qual o que li-
nhamut.de presenciar verdaderas scenas do rorgne-
li.mo animal, e no foi tem grande eomroofao qoe
vimos ujm dot phenomenos roait extraordineri. t de
que ha lanos nonos te falla, e que por ter maravi-
Ihoso molla geni* deixa ainda de acreditar : mas
queremos nos persuadir qua todos aquelle que as-
sisliramao espectculo ficaram profundamente con-
vencidos, qne o magnetismo animal.he uro phenn-
meno qne existe na realidade, apezar de qoe nao
possa appirecer commomente e nem mesmo eipli-
cer-se pelot nossos conhecimentiiacloaes.
Uma lorc tominle pelot teui effeilos ronheri la
parece perlenrer a lodo o universo, existir ere lodot
ot rjirpns, e actuar por diverso modo, conforme suas
qaalidnries, sita forca, qoe parece unir, lem rere-
btrto varios nomes, como lem itdo varia sua forma
de aprssenac8o: na phyaica hea alraccan. na chimi-
ca he a allinidade, na physiologia he o principio vi-
tal : tumben re lera dado o noms de galvanismo, de
magnetismo, de eleclritmo, etc., tegnndo ni pheno-
meiios. qoe le ob-ervarn desta eu daquella forma em
virtuoe das circumttanciat especiaet a esda eorpo,
ot quaet por uto apresentam cfleitoi diversos, e
mais diversot ainds, te os corpas sao animadot 011
inanimados : mas como nao he nosso intento entrar
agora em oms qoestao lalvez a roait difllcil de resol-
ver, alaremos o fio de noisai idst, e proseguiremos
na narracAo do qoe observamos.
Muia genle ha qos nao acredita no magnetismo
e que loma por fbula o menor dot contoi qos tobre
sem. ii iiii- phenomeuo posta ler iidu : nos, porm,
pie temos de proposita lida o man que temos podi-
doiobre o maguetismo, nao podiamot topirqoe
tantos e 13o diversos homens, de IBo dilTerenlet
gersrehist te deixessem illodir a poni de lomaren
por im elleilo real aqoillo qie nao era man do que
a rn.nhinacAo calcula la de meie doza de penoes :
se li -ni qoe ja de muilo tempo teja condecido o mag-
netismo, todava como iiiinlas oulras eousat elle ca-
ldo quati em esqueciroenlo duraule moflo lempu,
pare reappareeer modernamente e com tal veraci-
dad*, qoe Ih* garante uma vida rulara e desenvol-
vimenlo tem limite, detastorobrado doi nbstacolot
qn Ihe pode por a academia de medicina ou de
aciencias de Parii ; tribunal retpeilavel, porm, que
por maii de urna vtz s lem servido para por 1ro-
pecos au deseavolvimenlo dot conhtcimenloi hume-
not, e linar a marcha do espirito, empre Ataludo
e convicio de que nos nada sabemos vida do qoe a-
111 11 not resta saber, e que por eonseguiule deve
nones parar not Irabalhos e estados.
Quem preiencioo o espectculo rte bonten, e qoe
eomo nos ett convencido qae nenhoms comhinacao
havia entre 01 adores e 01 espectadores, cerlamenle
te da de admirar, que a academia de medicina de
Parit depoit de presenciar variat setsdet rte magne-
tismo pralicados por Metmer e oulros, uat quaet se
desenvnlveram os phenomenos per nos honlem pre-
sensiadot e oulros mullos, fizesse o seo relalorio
dei revendo ai tcenss que em sua pretenca te pat-
sartm, e qee no tea juiz critico diiseite que ludo
aqoillo pareca combinacao, on phenomenos triviaes
dependentes unicsmenle da so sa, pooco mait on menos : e assim foi o msgoili.mo
considerado como um poro charlatanismo por essa
conderonttao do tribunal compotlo da'nata dos ho-
mens sabios ; as.iii. fui ron.leu,11 ida a homeopalhia,
as-,,1.1 tero sido notrai parlet de teieucia flurennadas
pela propria tciencia ; assim lem .ciencia vivido
al rara.la pelos obstculos postoe pela propria sci-
enc.
Msu grado seu, porem, a venlade nao pode dsi-
xsr-ia utfoscar pela loz da academia, qoando lem
uma luz muilo mais brilhanle, e a qual refulge ape-
rar de lodot ot bices: o magnetismo foi avante,
as.iin como foi a homeopalhit, e a academia vio-te
desmentida no teu cnntciencioso parecer.
Turnendo oulra vez ao espectculo do honlem, di-
remos qoe a somnainbola Jlrabalhoo perfeilamenle ;
que nao i.h l-nle iiAj ser daa mas lucidas, como seu
iinoi 1 o Sr. Ulvssos derlaroo logo no principio da
'-' '. lodavia nada deixoo a desejar, purque des-
descraveu s vezes uma admiravel miuuciosidede,
todas os odjeclos qoe apreseularim a'ios apreciar.o:
i-iuh-ceu lodot 01 objecto e at mes mu disse a pri-
iicir 1 ledra da firma de om annel; riitse o numero
de pennat de ac que eslavam envollas em um pe-
quen papel, dentro de um lenco: disse exactamen-
te lodat as quali lades de licores com qoe fui magne-
liada a agoa, e o peio qos deram aot objeclos :
eniliro preenrheu oteo papel, e ai penoat qoe ta-
bem apreciar oro phenomeoo 13o importantee trans-
cendente, ficaram satisfeitas.
Tsrminaremot pedindo ao Sr. Ulysses, qoe nao
not deixe tem nos dar mais algumas ooiles de eu
trslenimento, e qneprefirs o Ihsalrode Ssnlt Issbei,
por ter maii eomoiodo e maior, e eslsmoi cerlot
que o Exm. Sr. presidente di provincia e a smpre-
za do Ihealro nao pora ob.lacul > ao Sr. Ulysiei, e
nem nos quererla deiiar privados de apreciar o que-
de mait maravilhuso se nos pude apreseolsr a obser-
viran.
OSr. Ulys<*i receba, pois, os nossos psrshenipe-
lo mu lo bim qoe Irabalhoa eom a sua somnmbula.
Y.
O tdealro de Sanla-Isabel noi ha oiTcrecido nes-
tes u.'unos diat momenlm de completo prazer, noi-
les dat mais agradareis illusoes. A scloal socieda-
Je empre/ari 1, apezar dos mais vivoi esforros, ape-
zar da eseelha ds boas pees e do esmero que em-
pregava para bem as detempenhar, vis, mo grado
tso, qae oe espectculos eram b-m pouco freqonla-
dot; felizmente, porm, em dias do mes prximo
paitado, sports em nossa. prsits o S'. Csrmano
Francisco de Oliveira, asicie.lade conheeednra do
alto conceilo, da geral etlimi, de qne o Sr. Germa-
no gota enlre 01 Parnimbocanos, j* eomi arlisla,
ja como huinein, apressa-se em convida-lo para a
ajodar em seos Irabalhos icenicos, eo eximio artil-
la com aquella bondsde que tempre Ihe foi ronheci-
da, com aquelle amor seos collegas, qoe sempre o
distingui, ssente tem s menor hesilacAo ao convite
que Ihe fazem tem irmaos, e pela (erreira vez pisa
o palcii do Santa Isabel, teu querido filho.
Apenata nol ca deite faeto te divulga, o maior
eiiiliu 1 isiiio se in.iiiifsta, e o publico lamenta a
peque ihe/. do ihealro, pars onde corre chelo de sn-
ciedade, de ver, de novameole apreciar a victoriar
0 artista completo : pela primeira vez nesle empie-
za, all. te vio omt enchenle real, um 10 astentu nao
ficou vasio; esla concorrencia nio lem esmorecida,
e antes leu crescldo lempre qae te sabe que o ar-
tista sublime appareca em suena.
O espectculo de hoje nos vai dar ainde uma oc-
easiao de admirarmo o genio do palco brasileiro.
A iv palluca artille, a Sra. D. Isabel, em Cuja
beneficio he a represenlacao rte boje, deitjando dar
ume pr*va de aralnlAo pelo bou acolhimtuio que
entre nos ha tido, querenlo aunlhoiitar sin benefi-
cio, convidou aoSr. Germano, e e.le, ero obsequio
a beneficiada, sua digna Cullega, val representar a
parte de Bobiu no drama As memorias do
Oiab .
Se a Sra. I. Isabel soube ganhar a afTeicAo e des-
pertar a ..liniracAo do publico pela seu apurado es-
ludo em somprehender os paput de qoe te encsrrs-
ga, e pelo esmero qut sa emprear para os desem-
penharcam loda a uaturallda e, ella he, s-m con-
teslacAo, merecedora de toda a nossa proleccao.
lemos esperance de qoe baja boje uma endiente
igual as pastadi..
Doos ppderoses motivos nos levam a crer que nos-
sa esperayc.te ha de realisar: o Sr. Germano e a
Sra. D. fsabel. c. M.
Vendo no Liberal Yernambucano de 7 do cr-
reme nulas pergontas sob a rrug.aphe-Jurisnru-
1 "nai7l^U V '*'"'"> qae-Ao entre Chnslovao
de llollat da (.avalcmtie Mello e Antonio de Car-
vallio So.res Brandao, e como nessas pergunlat nao
se eslabe ece a qoestao eomo ella he, jolgamos ne-
cesario eipada ao publico, como coii.la dos autos
Antn > rte Carvaloo Soares Brandao, tem ronsen-
-o de l.tiii.lota Ue lll|.,ii.la ou do eeu aniece-s-r
Andr di Albuquerque, comenhor do engenho Soc-
corro, ve o a ette engenho, e ahi fez,n.1u s nina la-
psgtm u rio Jaboaia, qoe por este en^nho pasta,
oino la|..uo riacho Maustabibs, que lembei,, por
esle eiigi nha pssn. Ora leudo sido este obra fei-
la soinei le por Antonio de C-rvalho Soares llrau-
.1,1... he vldenl. qe pura a *C(lo 1..I0 era nece.sa-
na a cu ca. dos nutros coosenhores do engenho
bocear **' qUe ilCl alSUm Bra,icaraO no engenho
Quenl i a segunda pergunl*, te v dos aolo. rjue
iiAu be ve lian.formacao de accao, pois a nica
?aUn,S'cls ?,Ue COn"" d<" a"l(" '" il,lertl'clo-quod
?ue7a"l?.Ul0,a qU' "f"
Ay^y ""*~
A INSMHI ACTRIZ
. Iwabel Mari.- .\Uur.
nao do ,eu segundo beneficio no Ihealro de
Sania Isabel.
por oc
*},its''st* nos jardins da vida
Chinar as palniai que o l.leolo anhela,
liorna.le o espiuho da afanosa lida
1 tn flor mimosa, resceudentt e bella I


DIARIO DE PERNAMBUCO SAMADO S DE if.OSTO DE 1857
Se pela estrada que cundui a' gloria,
Marchaste fume com o lorrir no labio,
Deiaile ioicripto noi annae< da historia
Uro ii'inie envolto u'um perfume arabio.
Se aqui do loaroa la Crole liada
Ornaste, Filha dol sol ardenle,
Ta adora o povo, mais le adora inda,
Quaudo un lea rito vem malar a gente.
Que miii desejas ? (fue mais qor, que aspira
Quem tero ai palmas que o lileulo cnlhe .'
Bem como o bnllio da melhor aapliira,
Fulge o lea noroeque eite povo acolhe.
Nao Ti as c'roae que le ofl'rece o povo,
NSo vs n Iru Imi-I '!
Brilha na tceua, nm brilliar de novo,
Vt-in, funnosa Isabel.
Nao novel o estrugir de erdenlai bracos,
Nao ouves o rnolim '.'
lie que estes horneas do teu genio escritos
Te festejara assim.
Conqoistisle mais boje ama encona
Para o teu resp'lendsr :
Tiveste por aliar, por Ihrono a sceoa,
Por eolio o nosso amor !
Por L'm apreciador.
CIRCULAR A TODOS OS SENHORES IA7.EN-
DE1RUS E CRIADORES.
1 lint. Sr.Havendo-se ne companhia por aasociacao commereial, p.ra o lim
de comprar os gados neceisirios para o fornecimento
da carne verde a' populaba desla capital, com o filo
n3o s da melhorar os diversos ramos desle negocio,
em forma a que o servico seja feito com regularida-
de e liropeza, como lambem astegarar boa venda em
presos, com certeza de aeos eapitaes aos senhores fa-
zendeiroi e criadores, contratando esle as vtndas
de seus gados directamente com a companhia, ane
dando desla forma os negocios intermediarios eulre
o primeiro vendedor e o eomumidor, negocio* que
fazem subir os precos, sem inleresse doi senhores fa-
leadeiroi, em pura perda dos consumidores, que, es-,
lio pasando a carne verde por precos mal sil .
Temoi, pois, a honra de convidar a V..... como
faiend-iro criador para eonlralar os gados que per-
leuder vroder, servindo-ee dizer-nos o sea numero,
qualnlade, lempo em que devaro ser entregues, e em
que lugar, e liualmeata o prego a eondicOei do pa-
gamento, diguando-se designar a pessoa rsidenl*
neels prac.a, que contrate com a companhia, e firme
ns condicOes dos contratos.
Temos a honra de sor com eslima e considrracSo
de V..... inuitii alenlos veneradores criados,
Ferias, Carneiro & Jovino, Mendonca & C.
Esciiplorio na ra das Cruisi n. 30.
Reeife, 6 de agosto da 1857.
O Or. Anselmo Francisco Peretti, commen-.a 18 rs ,tulo posto a bordo, para o presidio
dador da imperial ordem da liosa c juiz do de Fernn lo.
direilo especial do cimmercio desla cida- t) 6.- 1000 varas do algodSozinho a 200 rs ,
de do Reeife, capital da provincia -de Per- para o arsenal de guerra,
nambuco o seu termo por S. M. I. e C que O 1.' 1 arroba de rezini do cajueiro a 40o
lieos guarde etc. res, a libra, pura o mesruo arsenal.
V rem, que no .lia 20 do corrento se huo de ar-
E avisa aos supraditos vendedores, que
deverfio reoolhcr os respectivos objectos, ao
rematar por venda a quem mais der, depois arsenal de guerra no dia 11 do corrente mcz.
)Miatflrtj
CAMBIOS.
Sobre Londres, 28 d. a 60 d.
* Paria, 3 li rs. por fr.
t Lisboa, 92 por % da premio,
e Rio de Janeiro, 2 por Ouj da descont.
AecSu do banca 50 por ce uto de dividendo por con-
la do vendedor.
t companhia de Beberibe 609000 por acrao
t t companhia Pernambucana ao par.
c Utilidade Publica, 90 purcenlo de premio.
( Indemnisadora-. 61 ido-...
c da estrada da ferro 20 por Oo de premio
Disconlo de lettrai, de 10 a 10 por cento.
AccoM do Banco, 40 a 45 de premio.
Ouro.(Jileas liespanhulas. 29S500 a 3O8000
Moedaa de 6900 velhai
< 61*00 novas
f 49000. .
trata.Pataeei brasileiros. .
1'eioi columnari.-s. .
meiicanus. .
ALFANDEGA.
Bendimenlo do da 1 a 6 .
dem do dia 7 ..... ,
lOsOOt
niooo
90000
9000
28000
18860
89:4388078
24:7988439
111:2368517
da audiencia deste juizo, duas notas promis-
sorias ; a saber urna da quanlia de 1:800.;,
avaliada com os seus competentes juros, e
coro o devido descont de sua revalidacfo,
pula falta de sollo em lempo competente, em
2:2133750, rs ; e ouira dita da quanlia de
412^000 reis, avllala com os seus compe-
tentes juros e con o devido descont de sua
revadacSo pela falla de sello cm tempo
competente, em 5065760 res, cujas nulas
promissorias foram penhoradas por execu-
Qo de Gaspar Antonio Vieira Cuimar3os,
como cessionario de Urunn Praeger oz <;.,
contra o expolio do finado Manoel Jos de
Magalhfles Bastos, enfa havendo langador
que cubra o preco da avaliacao, ser a arre-
luataco feita pelo valor da adju.licac.3o com
o abalimenlo da lei.
E para que chegue ao conheciment de to-
dos tnandei passar editaes, q .e sofito publi-
cados pela imprensa, e arrisados nos lugares
designados no cod. commereial.
Dado e passado nesta cidado do Reeife de
Pernambuco aos 7 dias do mcz de gusto de
1857.' Eu MdXimiano Francisco Duarto es-
crivSo o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commen-
dador da imperial ordem da llosa ejuiz
de direito especial do commercio, porS.
M. I. o C. etc.
Faco saber em como por este juizo se ha
do arrematar por venda, a quem mais der,
lidos os dias da lei e pravas successivas, o
sitio na estrada de J080 de liarros, com ca-
la ve!ha de taipa, utna dita por aca-ar-se, e
varios rvoredos, avaliado por 9008000 rs-, o
qual vai a praca por execuc^o dos adminis-
tradores dos fundos da exmela companhia
geral de Pernambuco e Parabiba e contra
Francisco de Paula Lopes Vianna.
E para que chegue ao conhecimento de to-
dos mandei passar editaes que seriio allixa-
dos nos lugares do costume e publicados
pela imprensa.
Dadoe passado nesta cidade do Reeife de
Pernao>buco aos 15 dejulho de 1857.
Eu Maximiano Fraucisco Duarle, escrivao
o subscrevi.
ensalmo Francisco Peretti.
14. Vista da cidade de Londres.
15.a Passeios ajardina do aperador da
Russia.
16.' Jardim das larangeiras cm Pars.
17.1 Casada moeda eu. Pars.
O saJSo estar aberto das 7 al as 11 da
noile. Entrada a lo rs., e os meninos de 8
anuos a 500 reis.
O tres prime!ros premios estao sujei-
tos 10 descont dos 8 por cento.
Thesouraria d.is loteras "8 de jullio
1 S..7.
Ten lo-se de-encaminhado o cart3o n.
12, de camarote de primeira ordem, para o
espectculo de sabbado, 8 do corrente ; a
beuelicia.ia previno que s valer um novo
thesoureiro francisco Antonio carlio por ella assignada.
.1,
D*
r3f*fg)*.
Desearregam hoja 8 de agosto.
Barca francezaOliodamercadortas.
Patacho ingltzOnlysonidem.
Barca inglezaRoberl Jamesidem.
Brigua iuglezParlonaplvora.
CONSULADO GERAL.
Bendimenlo do dia 1 a 6 28:580o977
Idem do dia 7....... 7:3809821
35:9619798
DIVERSAS PROVINCIAS.
Reodimenlo do da 1 a 6 .
dem do dia 7 '. .
1:5818830
128/173
1:7108003
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
7 DE A(i STO DE 1857.
Rio da PritaPatacho porlugnez aS. Jos, Isasc,
Curio & C, 150 barritas 40 birriquilihas e 50
saceos assocar branco.
HavreBarca franctz-. ..Porto Rico, N. O. Bieber
0 C, 500 saceos assucar mascavado.
Buenos-AyreeBrigue heopsahul aMousrchan, Bal-
lar & Ouveira, t.) barricas a Barceliona Galera hespanhula Laura. N. O.
Bieber C, 2,123 cooroi salgado.
l'orloBarca porlngueza oM.ru Feliz, diversos
earregadorts, 178 saceos assucar branco e loisca-
vado, 15 saceos gomma, 5 couroi seceos.
PorloPalhabote porlugutz uCoincidauciaa, Do-
mingos Alve Hatiieos, 15 cascos mil, 278.ponas
de boi, 210 couros salgados, 500 saceos assucar
branco e mascayado.
LiverpoolBrigue inglez Gaoollel, diversos car-
rrgadores, 219 saccas algodao.
LiverpoolII.re. ingleza aOceron, divtrsos carre-
gadorei. 281 laccsi algodSo, 600 seceos assocar
mascavado.
LisboaBarca portugaeza GralidAo, divrnos car-
regadores, 24 cascos m-.-l, 10 ditos cachaba, 57
sceos assucar branco.
PortoBarca portuguesa N. S. da Boa Viagem,
Tlmmaz de Aquino Fonseca & Filho, 70 barricas
e 79 saceos assucar branco e m scavado.
EXPORTACAO'. .
Aracaly, biale nacional oluvencivtlu, conduzio o
seguinle : 213 volumes generoi eslraogeiros, 1
barrica assucar, 2 barriliohos i pare* de adraoois,
5 sellins, 5 eananas, 5 bsn las, 5 os, 5 grvala', 5
pares de passadeiras, 5 abutoaduraa pertences, 5
espadas, 1 ellim, 2 bacias, (landres, 1 bahu', 1 cal-
ileir.. de cobre, 1 serpentina.
II iln.i. palhabote nacional aDous Amigos, de 410
toneladas, eondutlo o seguinle '. 4.5 barra viuho,
171 volumes diversas morca lorias, 657 ditos diver-
sos gneros, 125 taceos faijao, 200 mollios pelles de
cabra.
BECEBr.DORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Ken limeulo do dia 1 a 6 5:4618157
dem do dil 7 ....... 1915570
5:962^727
- CONSULADO PROVINCIAL.
Bendimenlo do dia 1 a 6 16:495 dem d dit 7....... 3:208*170
19:7038703
Ninins entrados no dia 7
Rio de Janeiro 15 dias, lirigoe de guerra fraocez
L'enlrrprenanl., commandante Molet.
Boenos-Ayres 28 diaa, paladn inglez i.Bospho-
ro, de 215 toneladas, capitao Prler Pender,
quipagero 8, carga pipas rom agua ; a Amorim
IrinAos. Pertenco a Scill).
Ilainiiur.il52 diaa, brigue aoeco ..Jeniivi:, de 272
toneladas, capillo C. I. Hullhin, equ^pagem II.
carga f.zfiidoe e mais gneros ; a N. O.Biclier &
C. Perlence a (intheinburgo. Paisa^eiro, I!, --
dor Friedrieh Williein.
Genova e M diaa, brigue sardo uDainoo, de 197 loaeladas, ea-
pito Padro Narizaun, carga vinhoe mais gneros;
a Bastos L'mos. Perlence a Genova.,
Havre+3 diaa, brigue francez Parah ba, de 300
lona a las, capillo Gasaat, equipagem 12, carga
f.izendas e mais (eneros; a N. O. Bieber & C.
Perlence ao llavie.
.Navio sahidosno me.mo dia.
Liverpool pela ParahibaBarca ingleza Pilolfid,
capililo James Sedgl*-\, carga assocar.
dem por MaeeiBaica ingleza Genevieve, ca-
pilAo James'l'urm r, carga assucar
&Mtt
-*-
ODr. Joio Oiniz Ribeiro da Cunha, juiz mu-
nicipal supplenle da segunda vara, nesta
cdsde do Reeife, e seu termo, por S. M.
o I que Dos guarde ele.
Fago saber ptdo presente cdital, em como
no dia 8 de agosto prximo vindouro, so ha
de arrematar por venda a quem mais dor,
em praca publica deste juizo, porta da sala
das audiencias, 200 caibros, 150 paos, 180
travs, 130 labnas, maiores e menores, e
14 milheiros de telhas, ludo usado, que fo-
ram do sobrado que se demola no lugar do
fundo, ra da Gloria da Bua-Visla, anule se
acham, cujos maleriaes foram avaliados por
3C00 rs e penhorados a l.uiz Pires Ferreira
f Domingos Pires Ferreira, por execucSo da
amara municipal desla citado.
E pra que chegue noticia aos licitantes
mandei passar editaes que serflo allixados
nos lugares do coslume e publicados pela
imprensa.
Oado e passado nesta cidade do Reeife, aos
27 de julrto de 1857.
Eu Francisco Ignacio de Alltayde, escrivao
o subscrevi,
JoCo Dioiz Ribeiro da Cuuha.
CONSELHO DE aDMIMSTRACAO' NAVAL.
N.'io teudo-so etfecluado na sessSo de boje
do conselho de cdiiiinislraQao naval o cu-
trato, conforme si havia annunciado, rela-
tivamente a comprB de olijectos, compondo
o fardamento de praQas embarcadas nos na-
vios da armada, visto como smente urna
nica proposta fot exhibida ; manda o mes-
mo conseliio l'azer publico, que pois tica isso
transferido parra sessiio de 8 do correle
inez, sendo que os pretendentes deverSo em
tal dia, e al as 11 limas da manhSa, api -
sentar as suas propostas com declara^So de
precos lixos. Os objectos a comprarem-se
sSo : 30 fardas de imperiaes marinheiros, 30
calcas de panno azul, 300 caigas do brim,
300 camisas de dito com gola azul, 300 di-
las le algo IBo azul, 300 calcas de oilo dito,
600 honets, 200 lencos de se la preta, 50 pa-
res de sapa tos. Sala do conselho de admi-
nislracSo naval em 3 de agosto de 1857. O
secretario, Alexandre Rodrigues do* Alijos.
O arsenal de marlnha compra os s.-
guintes objectos para fornecitnento do almo-
xarfado : almagre, agulhas de -palomba,
brim da Russia, bandeiras imperiaes, ditas
de jale, canelas para peonas, colheres de
ferro, cairo velho,coila da Baha, er, cadea-
dos sortidos, cravos de ferro, dobiadicas de
ditos surtidas, dedaes de repuxo, estanto,
fechaduras diversas, filelle, lio de vela, linha
de barca, dita de coser, lona ingleza, larga,
dita dita estrella, lapis, papel lixa, diloal-
masso, dito ordinario, peonas d'aco, parafu-
sos de metal, ditos de ferro, pregos, lipas,
ditos de assoalho, ditos caibrses, ps de
ferro, remos de faia de 13 a 18 ps, saceos de
conducciio, seccint?, sola, lachas de cobre,
tinta branca de zinco, dila. prela do chumbo,
dita verde, tachas de Lomba de ferro, tintei-
ros de eslanho, tinta do cscr-ver, raspas de
Ierro, raspa.leiras, zarco, e lolnas de flau-
dres; os pretendenles venda de sementan-
tes objectos sao convidados pelo lllm. Sr.
inspector a a prese uta re m as suas proposlas
em cartas fechadas com as competentes a-
moslras, nnsla secretaria, no da 14 do cor-
rente mez, ate as 11 horas da uiauhSa, em
que a compra seta etfectuada.
lnspecgo do arsenal de marnha de Per-
nambuco, em 5 de agosto de 1856. -O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
_ Q lllm. Sr. inspector do arsenal de ma-
rinha, tendo, na conformidade do aviso im-
perial de 22 de julho ultimo, communicado
noQleui pelo Exm. Sr. vce-presde.nle da
provincia, de mandar para a provincia do
Rio Giande do Norte um carpinleiro e um
calafate, aSm de empregari-ui-se nos colicor-
tos necessanos a urna catraia e dous escale-
res ; convida aos operarios desses ollicios
competentemente habilita ios, que queiram
preslar-se a isso mediante ajuste ou paga
razoaveis, aprcseutarem-se-lhe com a tnaior
brevidade possivel.
lnspeccao do arsenal de mariuha de Per-
nambuco em 5 agosto de 1857.O secreta-
rio, Alexaudre Rodrigues dos Anjos.
Por esta subdelegacia foi recolhido.em
deposito, um ravallo, que hontem a Urde
andava vagando pela ra Augusla, sem con-
ductor, trazoudo caugalh-, um par de anco-
ras e mais os seguintes objectos : ua,a pnr-
cSo de carne dn charque, qualio saceos, cou-
tendo farinha, camaiOes torrados e feijSo
verde em bage, ludo em pequeas porgues,
o para provisSo de viagedi ; urna camisa e
una caiga em mao estado, leudo aquella na
abertura dous bolOes de ouro, urnas cabeza-
das com pica.ieira, urna faca de mesa, do is
(landres com baiiua, um capole, urna biela
encarnada, urea pea de ferro com chave,
utna loalha, um pacote de algodao azul, cn-
volvendo relalhos de ou.ras l'azen las, por-
cSo de bicose rendas, um cuite de calgai de
brim purdu, duas vollas decollar do ouro,
urna medalha do ouro, um par de sapalos
de marroquim amarello, liuhas, e oulras
cousas miudasde muilo (.ouca importancia :
quem tiver direito a Uos objectos, prove,
que lhe BWfio entregues.
Subdelegacia da polica de S. Jos do Re-
eife 6 de agosto de 1857.Manoel Fcrreia
Accioli, subdelegado supplenle.
COiNSELIIO ADMINISTRATIVO.
O conselho. administrativo, em cumpri-
mcutodo art. 22, do regutamento dl4do
dezembro de 1852, faz publico que foram a-
ceilas as propostas de Jo3o Carlos Augusto
da Silva, Luiz Borges Cerqueira, Luiz Leo-
poldo dosGuimarSes l'eixolo. Rodrigues ck
Ribeiro, Jos llygioo de Miranda, Jos Fran-
cisco l.avra, e Joio 0. Pacheco Soares, para
fornecerem :
O I." 40j alqueires de farinha de mandio-
ca, de boa qualidade, ensaccaila e |iosta a
burdo a 7/400 rs. o alqueire, 10 arrobas de
arroz a 35200 rs., 16 ditas de assucar branco
enbanicado a 6/000 reis, 2 caixas com ale-
tna a 11# rs., 20 medidas novas de viuho
branco bom a 33OOO rs., 20 ditas de vinho
linio a 23800 rs., 40 ditas de agurdenle
branca a 800 rs., 6 barricas de farinha de
trigo marca SSS 28J5U0 rs.
O 2.- 2 latas com verde mar, de 2S libras
cada urna a 210 rs. a libra, 2 pegas de cabo
de linho de primeira qualidade, de 5 polle-
gidas a 41/r. o quintal, posto abordo, 3
harria de blakverniz a 2u3 rs
08 Os medicamentos, secundo a relagao
ja aniiunciada, e mais 50 escarradeirts de
folha de laudies euvemisadas, e 20 camisas
de flaielia, na importancia de 626^580 rs
(14. 100 enchadas ealq \Ai ,i-ago a 830 rs,
100 ditas de ierro a 600s rs para presidio :
le Fernando, e 267 duzias Je bole braucos
Sala das sessdes do conselho administra-
tivo para fornecimento do arsenal de guerra
6 de agosto de 1857. Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
Em cumprimenlo ordem que em data
de boje acaba de expedir a ttiesournria de
fazenda, na portara n. 446, a ndministrag.to
da mesa do consulado desla cidade faz pu-
blico, que no dia 10 do corrente, a 1 hora da
larde, a porta da mesa, se apregoam em
le 1,1o os seguintes objectos : um escaler ve-
lho, 12 taboas de forro velnas, 130 ditas e 16
podagos de zinco, tambem velho, o 600 pal-
mos cbicos de pedra de Fernando, seudo
estes maleriaes lirados do armazem o ponte
do trapiche do algodao, tendo sido tudo ja
por vezes annunciado, e agora conformo a
ordem supra, se entregar a quem maior
lango offerecer : os licitantes comparegam
a hora indicada.
Mesa do consulado de Pernambuco 6 de a-
gosto de 1857 Pelo adminislralor. til.-
escripluiano Francisco de Paula Lopes Reis.
Pela nsoecgao da alfandega se faz pu-
blico, que no da 10 do corrente, porta da
alfandega, se ha de arrematar um frasco com
beziua, pesando liquido 6 oncas, avahado
em 18^000, aban lonado pelos direitus por
-Scolt Wilson ( i;., sendo a arrematagao li-
vre deTlirertos ao arrematante. Alfandega
de Pernambuco 7 de agosto de 1857.O ins-
pector, Rento Jos remandes Barros
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumpri-
menlo do art. 22 do regulamenlo de 14 de
dezembro de 1852, faz publico, que foram
aceitas as propostas de Claudio ubeux, Ru-
fino Antonio de Mello, o Rolrigu.es & Ribei-
ro, para fornecerem.
0 1.- 328 1|2 libras de plvora caca fina,
a 900 rs. .
O a.' 100 meios de sola de primeira quali-
dade a 53 rs 100 ditos do dita de segunda
qualidade a 4;400 rs.
0 3.- 10 resmas de papel almago a 3;400
rs., C arrobas de fio do vela a 58.) reis a li-
bra.
E avisa aos supraditos vendedores, que de-
veriio rcculher os respectivos objectos ao ar-
senal de guerra no dia 10 da corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administrati-
vo para fornecimento do arsenal de guena,
7 do agosto de 1857 Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
- Tendo sido encontrada urna canoa de
carreira, indo rio a baixo, e recolhida em
deposito uo arsenal de marnha, fago publi-
co esta oceurrencia, de ordem do lllm. Sr.
capitao do porto, para conhecimento de
quem convie-, sendo que ser entregue a
pessoa inostranJo iegitamamenle pertencer-
lhe.
Capitana do porto do Pern:mbuco 7 de a-
gosto de 1857. O secretario, Alexandre Ro-
drigues dos Anjos.
$tt>00
.
Hita de Fernando,
O brigue nacional Bom Jesus.o qual dever
seguir para aquelle presidio al o dia 12 do
corrente.para cojo lim o consignatario te ni
aulorisagio do Exm. Sr. vice-presidente da
p.ovancia, para depois de ter recebilo lodos
os objectos pertenconte ao governo, receber
mais dos particulares, que esses estejam ha-
bilitados competentemente com suas porta-
ras e suas notas dos objectos que tem de
embarcar, dever.lo mandar em continente
as ditas notas na casa do consignatario E-
duardo Ferreira Bailar.
Para o Porto, a barca portugueza N
S. da Boaviagem, segu impix-terivelmente
a 19 de agosto prximo ; para um resto do
carga e passageiros, trata-so com os consig-
ne livciia.--A|i|)iovo.Palacio do pm- gtX.i:\ ;.;"... -...- ....,.'..;.,.-.
verno de Pernambuco, >0 de julho de ra lllll t \ i ian "S
1857.Portella.Conforme. Antonio lll.ll lAllAllK
Lcitcde I'iulio. Thesoui
iiino. lliesourana das loteras ,-.
I de agosto de 1857.Jos Januario Al-I a
ves da Maia, escrivao.
luga-se na ra
do Queimado
utua sala milito bem arranjada e muito gran-
de, em um primeiro andar, muito propria
para escriptorio : quem a pretender, dirija-
so a mesma ra, loja de (atondas n. 33 A.
O hachare! Augusto Lcmenha Lins, ad-
voga no civel, crioie, e commereial na cida-
de duMacei, bem como encarrega-se de to-
O
ACADMICA DE
0t. o^. Do /W CoiwelSfl
Lm virtude do compioinisso, a -;,:-
mesa administratlvu avisa aos ir- mk
inaos, (|tie na se.junda domiiijja Jj
;' do corrente, a's 10 e meia huras @
i$ da manbaa, lera" lugar a reunido ^
J em mesa geral de lodos os mem- S^
^* bios daijuella contraria. O
CASA DOS EXPOSTOS.
O pagamento das amas da casa das expos-
da e qualquer cotranga, naquella cidade,! los Jeve lt.r |u.,ar no dla 8 do corrente, pe-
n Je podeser procralo do da 15 do cor- |as 10 boras do dia, na mesma casa. Casa
dos expostos 6 de agosto de 1857.O regeule
Ceraldo Correia Lima.
Cjnfedera9ao dos Ta-
Para Lisboa, sahe cm a maior brevi- de Papacaga, porque foram roubados do a-
Riiu iVova n. 60.
P eeisa-se de um preto ou preta para o
ser' igo interno e externo de urna casa : na
rui iNuva n. 60, loia de alfaiale.
I'recisai-se
de i m homem que emenda de plantages o
algiima c.iusa do jardineiro, para trabalhar
em um sitio perto desta praga : quem esti-
ver beatas crcumstancias, dirija-so a ra da
(.adela do Itecifc n. 54.
S9
A1 luales.
SU
rente em dante.
Roga-sa ao Sr.
thesoureiro daslot--
nalanos Thomaz de Aquino Fonseca & Filho, rias, que n5o pague os biltietes da primeira
na ra do Vigario n. 19, primeiro andar. | parte da primeira lotera do recolhimento
i baixo assiguado em um ,'iieiro quo tem na
>yos.
dos, trate com os consignatarios Thomaz de' meios ns. 2447, 52>, 2235, 2512, 2289 e 3456,
Aqnino Fonseca Filho, na ra do Vigario no verso .los mesmos bilheles tem o seguin-
n 19, primeiro andar, ou com o capitSo Bor- te carimbo, ra do Rangel n. 56, assim como
ges Pestaa, na praga do commercio. quarenta e tantos n.il reis, deque tudo isto
Para o Porto segu inpretenvelmente esta sciente o subdelegado desla freguezia.
dade possivel a barca portugueza Gratidao
quem na mesma quizer carregar, ou ir de porta da loja da casa n. bi'cujos blnetess3o poemas pico brasileifo, pelo Dr. Domingos
passagem, pwa o que tem aceiadoscommo- os seguintes : 1 bilhete inteiro n 3466 seis |Jos Congalyos de MagalhSes : acha-se a ven-
da na nova livraria da ra du Collegio n. 21.
*3 Em resposla aoannunclo que sahio no .ilur- &'
9 nal de 20 desle mez, limilo-me a dizer que 9
I ene aimunciu nao lie de mulla mulher, e i
S sim de seu desnaturado pai Antonio de Siquei W
P ra Cavatcanti, que assim preleade prevemr o 9
i julnamenlo impacial qua em pouco lempo "
9 lera esta fnmota causa. Acousellio-o entre- *t
9 tanlu qua inellior ser esperarmos, e resig- 9
f) iiarmu-iius com a sahia e recta deciso do 9
19 egregio tribuu^l da refrito metropolitana, do 9B>
JO que por e>.i pratica manojos diosos, ja' 13o 9
9 'e litse eiivilheculos que nada adunlam, s 9
Qt .13a apenas urna idea in e bem triste .le si
. ( quem os emprear. Aulonio Cloi Ptreira
} df lluigos Punce de Lejn. %
y Bilua 21 .le julho de 1857. i-
<&'&&-.r-i9SiS-9s:&9999Q9&
gado
Reeife 6 de agosto de 1857.
Jo3o baplista da Silva.
no dia 13 do corrente o palhabote porlugnez
Coincidencia, de primeira marcha, e s re-
cebe carga miuda : quem no mesmo quizer i K'.. ...I ;.-? .Vi.ai
carregar, uirija-se ao seu consignatari j Do- Ulltaliyooll ilei I 11 A U'J ISI 11 ii
mingos Alves Malucos, na ra do Apollo i n
n. 23. ^O
..,., ... NarundigSoda ra do Hi um n. 28, preci-
Para a cidade do Porto por Lisboa, se- i sa-se do olliciaes de cUdeireiro, serrall.eiro,
gue no da 9 do corrente a barca portugueza e latoeiro ; assim como de um caixeiro para
Mana Feliz, capitao Zeerino Ventura dos cobrangas que de liador a sua Cotidt ca.
Santos : quem na mesma quizer carregar ou
ir de passagem, para o que tem excellentes
conimodos, dirija-se ao mesmo capitao ou
ao consignatario Luiz Jos de Sa Araujo, ra
do liram n. 22.
Pi-ra a Baha.
O veleiro e bem conhecido patacho nacio-
nal Amazonas, pretende seguir com muita
brevidade : tem prompto metade de seu car-
reg ment : para o resto trata-se com o seu
consignatario Antonio Luiz do Oliveira Aze-
vedo, ra da Cruz n. 1.
Coiiipaiiliia
transatl&ntcade
Genova
THEAThO
DF.
Santa Isabel
SOCIEDADE DRAMTICA EMPRF./ARIA.
Sabbado 8 de agosto de 18-">7.
BEAIEFICIO DA ACTRIZ
ISABEL HARA NUNES.
Lo^o que a orcheslra teuha terminado ama das
suas melliores oaverluras, subir a sccnn a muito in-
tereasanle e apparalosa comedia em tres aclos, que
tem sido represenlada com geral aceitaeo e applau-
so, e que tem por titulo
AS MEIOXIAS DO DI IBO.
O papi-l rta Robia era' ilesemheiiliodo pelo Sr.
(ieiiiiou i que por ob.equio se presla.
Seguir-se-ha a re presentarlo da comedia cm um
aclo, que tuilu agradou ueste Iheatro
ou
OSEFFElTOSAEDCACiO.
A parla .le Jase seta executada pelj Sr. pililo.
Terminara' o rspeclaculo a mullo mier -unle
cauconela hespanhola. que tantos applau eaa neale Ihealro, e que a beneficiada langa mo
pelos iminensos pedidos que tem lido :
^av.aacipm'.j^sk. ^ms~^.'^
Cania la pela beneficiada.
Eis o diverlimenlo que a beneficiada escollieu pa-
ra apreseniar ao respeilavel publico desta ci.lale,
de quem espera a necessaria coururreocia.
Os bilheles acbam-sa desde ja a .lisposigao do pu-
blico em casa da beneficiada, paleo do ParaifO n. 2,
e no diado cspecd'culo no escriptorio do lliealro.
Principiar as 8 hvras.
COMPANHIA FRANCEZA.
Ultima representaro dos artistas fran-
ceses do theatro imperial do Rio
de Jaueiro.
Premicre reprraeutalion de
O vapor sardo CO.MTE CAVOL'R devo cliesar
do Rio de Janeiro de 10 a 12 do corrente, e segu
para Europa lucan.lo em TenerilT, Madeira, Lis-
boa, Marfcllll e Genova, recebendo passjffeiros pa-
ra todos osles porlos : trala-se no escriptorio de Le-
mes Jnior Leal l.eis, agenies da conipanliia, ra
do Turres n. 1 i.

9
O agente Borja, de ordem do ICxm, Sr.
Dr. juiz especial do cammercio, a repueri-
mento dos depositarios o procuradores lis-
caes da massa fallida de I). Candida Maria
da Silva Lima, viuva de Oellino ConQslves
Pereira Lima, fara leilo de 400 caixas com
sabio amarello o 375 barris com breo, per-
tencentes a-referida massa, os quaes se scha-
rao expostos no armazem do agente annun-
ciante, na ra do Collegio n 15, onde ter
lugar o leilS > : sabbado, 8 do corrente, as
11 boras da mauhaa.
Leilao de caval-
los.
O agent John Gatis far leilo, por conla
de queai pertencer, de urna parelba de ca-
vados para carro, j ensinados e em boas
carnes, cor de castanho : na porta da sala
da Assoclacao Commereial, na segunda-foi-
ra, 10 do corrente, ao mcio dia cm ponto.
"-i
t/a-tet
remull
i \ Tivw mimm
llialre le \ arietes.
Premire represenlalion de
Croque Poule
du Tli.ilre do Vaodeville.
;l*iece rtrit*ninde.^
Troupiem
Os bilheles acliam-se desde ja a \enda rio hotel
ignle em mao de Mr. Pascal, a no dia do especia-
culo uo eacriplnno do theatro.
Comecai as 8. horas.
jJcvuamhuciui*.
O primeiro secretario fa>: publico, que
amanbSa(9),as lOborasdo dia.se achara'
reunida, no palacete da na da l'raia, cm
sessSo majjna.a mesma associaeao, aim
de celebrar o seu primeiro anniversaiio:
os Sr. socios ell'ectivos devem compare-
cer em tempo.
DA
ilailc popular
MO
PALACETE liA RA DA PRAIA.
Fica transferido paru o da 15 do corrente.
abhiete ptico
ATERRO DAB0A-YISTA1U.
O director deste salao, participa a seus
Ilustres favorecedores, que teudo-se de re-
lirar desta provincia,offoiece-lhes esta sema-
na urna ag'adavel ex,)sigao de vistas no-
vas.
GUERRA DO ORIENTE.
1.a Os fiis retratos das piimeiras perso-
nagensdo mundo
S.M.Nicolao imperador do todas as Itus-
sias.
O grande duque Alexandre,princioe e her-
deiro.
O grande duque Constantino, grande al-
mirante.
0 grande duque Miguel.
O grande duque Nicolao, acompanhado de
seus geueraeseic. etc.
2. EnV'iarque em Halad iva, os alijados a
bombadeiarem Asapal.
3. O grande bonibardcainento de Sebas-
topol.
4 Assalto de Sebastopol, em 8 de setem-
bro de 1855.
5. A esquadra anglo-franceza passando
no mar Bltico.
6. A sanguinolenta batalh.i do Alma por
oulro punto.
7.'1 A sanguinolenta batalha de lnker-
man ele.
PROVINCIA-
O Sr. thesoureiro das loteras manda
fazei- publico, que ettfio expostos a ven-
da, lodos os dias, no pavimento terreo da
casa da ra da Aurora n. 20, das 9 ho-
ras da manbaa a's t) da noite, bilhetcs,
meios e quartos, da primeira parte da
primeira lotera do collegio de Papacara,
pelos pieros declarados no plano abaixo
transcripto. O qual oll'erece muita vanla-
gem aos Sr. jugadores ; por isso, pois, o
Sr. tliesouiejro espera que queiram con-
correr, alim que possa ter estabilidade es-
te (llano, eque tem numeraedes a con-
tento para os compradores, como tum-
bein o Sr. lliesoureiro convida a'quelldS
peisof que pretendiam comprar bilheles
sao, na ra de Apollo n. 9.
Jos Soares de Azevedo, prol'essorde
Lingua e Litteratura Nacional no Gym-
nasio desta cidade, inudou a sua residen-
cia para o Largo do Collegio u. 07, on-
de tem aberto um curso de l'hilosopliia
e outro de Lingua Franceza : as pessoas
que desejaraem estudar urna ou outra
destas disciplinas, jiodem du-igir-se a in-
dicada residencia, demanhaa, ate a's 7 lio-
ras e meia, e de tarde, a qualquer hora.
O abaixo assignado roga ao lllm.
Sr. Pedro Cavlcanti de Albuquon|iie
Ucha', senhor do engenho Kccanto, o
obsequio de antes de se retirar para o
mato, cnlender-se com o annuncianle,
para tratar de negocio que lhe di/, res-
peito. Reeife 7 ele agosto de 1S57.
Manoel Jos Leite.
Precisa-se de pessoa que se encarre-
gue de lavag m e engominado de roupa
de bomem, com muito asseio e muita
perieicSo : a dirgir-se ao Largo do Col-
"io n. Ti7, segundo-ou tereciro andar.
*i ^?'i'i'-sea luja de fdzenda* da roa iSova :'\
v^ n. : a Iralar na mesma ra n. 4.
O abaixo assign-ido, vendo um edita!
do Exm r. do juizo do commercio, que vai
praga una sua pequea casa sita na ra do
Lasserrecom fundos para a ruado Jacubina,
por execucSo do Dr. Joaquim Antonio Alves
Ribeiro, contra Jos de Sant'Anna llollanda
e sua mullier, faz ver pelo presente, que a
dita casa i.5o pertence a outro propietario
sen.lo ao abaixo assignado,como em juioae
provari,visto que agora he aue leve sciencia
la tal pen lora feita em sua casa, como per-
tencente ao tal llollanda Reeife 7 de agosto
de 1857. Jos d* Silva Ferreira.
- Deseja-se comprar um sitio na Torre,
que seja <> beira do Rio e tenha baixa de ca-
pim : quem tiver anuuucie.
- O abiixo assignado faz saber ao pu-
blico, que no dia 1.- .lo brrente desappare-
ceu de seu poder urna lottra da quanlia de
i.0000 rs., passada em 31 de julho desle an-
no pelos Sis. Goncaljes & Ribeiro, a favor
do Sr. Albino Jos Ferreira da Cunha, a ven
cer em 31 de dezembro proxiAo vindouro,
com o juro de u:n e mcio por cento ao mez,
no caso de nilo ser paga no dia de ueu ven
cimento ; e como essa letlra tivesse sido en-
dossada em branco ao abaixo assignado,
vem o mesmo declarar que ninguem a rece-
ba em transacgilo a guma, visto como os
responsaveis por ella ja estilo scienles de a
n3o pagarem a pessoa alguma senSu ao
abaixo assignado. Recif) 6 de agosto de
1857.Manoel Ribeiro Bastos
Do porlo do Pocinbo dcsappareceu
urna canoa de carreira bastante usada, e tem
urna chapa de fero larga na proa : quem a
achar, pode leva-1* a ra da Concordia a en-
tregara Manoel i irmino Ferreira, que grati-
ficar.
Vende-se um lindo moleque de 6 a 7
annos : no aterro da Boa-Vista, taberna
n. 42
Vendc-se farelo em barris e saceos : no
armazem de assucar junto a ponte do Re-
eife.
Vende-se um mulata de bonita figu-
ra, boa engommadeira e costureira, e urna
linda negrota de ida>!e de 10 a II annos : no
aterro da Uoa-\istan 24.
Alt. ncao.
Ven ie-se urna pequea mobilia por bara-
tissimo pre;o, conloado 1 sof, 1 par de con-
solos, I mesa redolida de meio do sala, 12
cadeiras, tudo de aimarello, c em perfeilo os-
lado : na ra Direilta n. 76
Na nova luja de fazendas
A-
lea iki p;i9<;porte e
folha corrida.
Claudino do Reg Lima, despachante pe
de Jos Moreiii Lopes, nos quatro cantos da
ra do uueimado t. 18 A, esquina que volta
para o Cosario, venJem-se cortes decam-
Diaia frai'ceza muito (i ta com 7 varas
24500, ditas deorgsn Jys com 10 a 12 varas c
com babadnsa 5-5 ^cortes decollete de fuslao
a 500 rs riscado francez muito fino a 180 o
covaiLi, e oulras njuitas fazendas por pregos
conuco los.
- V'pndem-se jementes do hortalico eho-
gadas pelo ultimo oavii de Lisboa : na ra
da Cruz n. 36, taberna de Antonio Lopes
Br8ga.
Compra-so um ssllim j usado, mas
que esteja em bom estado, e com todos os
porteriles : quem tiver annnncie.
O Sr Maxiniiijiiij Francisco Pereira
Peixolo Duarte Inija do declarar qu rn he
seu correspondente nesta traga: na ra .No-
em pon-ao, ele coinparecercni na thcsou- i va n
1.1, i, --- i I t-uiit-ac
s para separarem-se-lhes I dc sUio que lami)em ir,iiaM,e.
gara liem conforme o servigo
Precisa-se de um homem para feitor
os bilhetes, meios e piarlos que qui/.e-
rem : a supradita lolciia corre no da 12
de agosto de I87.
Mano
56(10 bilheles a X.sOOO. .
Benelicio de 20 por cento.
28:80O.s*0O0i
8 a O grande homhard^amento de Odessa,
de osso a 20 rs., 13* ditas do ditos pequanos os Inglezes botando rugeles a Congreve.
a 20 rs. 33V ditas de ditos pretos agoris, 9." A modonlia batalha das trincheiras
400 peimas de ganso a 800 rs. o cento, para o fraocezss, em 8 de setembro de 1855, a noi-
arsenal de guerra. te da tomada.
O 5.- 8 duzias de taboss do assollio de io." Acidado do Rio do Janeiro, tomada
louro a 611; rs., 21 duzias de ripas por 12- rs.,! de Vellegallon.
192 caibros ms de 30 palmos a 12$ rs., 21 ditos para bar- buco.
roles a 125 rs 8 lintias de 32 palmos a 14-,
8 frechaes de 40 palmos a 159 rs cumiei-
ras de 40 ditos a 18: rs., 8 lerqas de 40 ditos
12 Vista da entrada de llamburgo.
13." A abertura do Sepulcro de .\apole3o
em Santa Helena.
I
I
1
1
(i
n
33
premio. .
dito.....
dito.....
dito.....
ditos de 2000000.
ditos de lOO.sOOD.
ditos de
ditos dc
ll'il) ditos dc
'il'.SOOO.
200000.
8J000.
1200
2400
3000
premiados.
blancos.
quo se pa-
na loja de
l fazen las, na rua do Collegio n 7.
--- Vende-se urtia mulatinha dc dade 18
! anuos, bonita figura, cozinha, engomma,
cose bem camisas je homem e vestido, e ou-
lras habili la.les, sem vicio algum, re.-olhida
em casa de una familia, muito propria paia
sedar a nma noiva, e o motivo se dir ao
.):io0.s'000 comprador: na rua do Crespo n. 3, primeiro
-------------------andar, junto ao aroo de Santo Antonio.
23:0400000 ~" Na rua estrella do Rosario n. 25, pri-
_____________meiro andar, vendem-se dats eseravas de
lllili-aoii 2<> an,,os> engoinmadeiras e cozinheiras, e
a'JJVjf* uma dila de 16 anuos, de bonita figura.
2:000.s'000. Enver;isa-se mobilia muito cm conta :
1:000-(000 no pat^o do Carmo u 24.
"lOOsOOOl I'recisa-se do uma ama para cozinhar
(i()0s000lpara "UJS P0Sioas-cenaotninar para una :
no palco do Terco h. 141, segundo andar.
ouu.SUUU' ... i>recsa-se d^ utna ama que coz.iiihe,
liO.s'OOO engnmme e ensalme: na lllia dos Ralos,
GO.sOOO casa terrea de sotSp, com cagala alta, de-
0:l20s00 fronte ue 3 cssss.
__'_____! Precisa-se de um caixeiro de boa con-
ducta : na rua iii Cruz n. 5
A pesaos qua annuuciou a casa n. A
na travessa .la Concordia para vender, quei-
fa comparecer na rua do Pilar n. 141.
AUeiif;iio.
Precisa-se do urna ama de leite : a tratar
na rua de Santa Isabel n. 9.
la repartigSo da polica, tira passaportes pa-
ra dentro e fora do imperio: na rua da
l'raia n. 43, primeiro andar, por cotnmodo
prego e com presteza.
Participa-so ao Sr Manoel da Fonseca
de Araujo Luna baja do vir receber um papel
que lhe pertence, o qual est prompto desde
27 do junho do crrenle anuo, o n3o so man-
da levar a Sua casa por se ignorar onde be,
por isso se lhe pede que o venha receber no
l-rgo da Trempe, sobrado n. I, quo tem ta-
bci na po' baixo.
-- Aluga-sc um prelo para cozinhar para
tres pessoas : no rua do Amorim n. 33, se-
gundo andar.
Precisa-se de uma ama para o servigo
interno da casa de honiem solteiro : na rua
do Amorim n. 33, segundo andar.
Manoel Joaquim larbosa rera-se para
Portugal, c julga nada dever a pessoa algu-
ma ; mas se alguem .se julgar seu credor,
quena apreseniar sua conta no prazo de
seis das.
Precisa-se alugar 2canoeiros praticos,
forros ou escrevos, para se empregsrem na
conducgSo de lijlos dos Remedios para o
Reeife : a tratar no caes do Ramos, sobrado
de dous andates. Na mesma casa compra-se
a troco do lijlos um escravo canoeiro.
Est justo c contratado o sobrado de 2
andares da rua do Vigsrio n. 10: quem so
achar com direito a elle por qualquer titulo
que soja, appareca no prazo de oiio dias, na
rua da Guia u 9, taberna.
I Oursin retira-se para a Franca.
Albino Francisco Dias, subdito porlu-
guez, vai a Europa traiar de sua saude.
, Joaquim Dias da Silva Lemos, subdito
poftuguez, vai a Europa.
Luiz Antonio da Cunha vai a Por-
tugal.
- Aluga-se urna casa terrea com sotio,
contendo 4 salas, 4 quartos, cozinha fora,
quintal murado e grande, cicimba propria,
sita na trayessa do Lima: os pretendentes
dinjam-so a rua do Queimado n. 8, segundo
andar, das 10 horas da manbaa, as 3 da
larde.
--Jos Bernardo CalvHo Alcoforado, de
volta de sua viagem a Europa participa a
seus clientes, que pode ser procurado em
seu escriptorio, rua di Cadeia de S. Antonio
casa nova da esquina, pertencente aos her-
deiros docommendador Luiz Comes Ferrei-
ra, onde em sua ausencia encontraram os
Srs. Drs Cypriano Fenelon Guedes Alcofo-
rado c Antonio Jos da Costa Ribejro. Re-
eife 5 de agosto de 1857.
Cypriano Fenelon Guedes Alcoforado,
advogauo e procurador fiscal da thesouraria
provincial, mu.Ion o seu escriptorio para a
rua da Ca ieia de Santo Antonio, casa nova
da esquina, pertencente aos berdeiros do
commendador Luiz Gomes Ferreira, onde
podo ser procurado nos dias uleis, das 10
horas da manbaa, as 4 da tarde.
No escriptorio deTasso IrmSos, rua do
Amorim n. 35, existe uma carta vinda da
lialiia oara a Ulna. Sra. 1). Auna Rila Augus-
la do Vise menlo Crespo.
J chegou a rua Nova n. 45, loja de
losrenco Pugi, um sortimento de cadeiras.
tttMiyo.
abaixo assignado declara ao curioso au-
tor do annuncio publicado neste Diario n.
160 do mez'ullimo, sobreoiebate dae lcl-
tras pertencentes aos herdeiros da fallecid*
Mana Francisca dos Anjos Bastos, as quaes
foram extraviadas, que o facto do extravio
desses ttulos nao tirou o dominio, quo so-
bre elle tinha o mesoio abaixo assignado,
nein lhe poda tolhor, que com as referidas
leitras se possa effectuar qualquer licita
transaegao, salvo sendo esta pralicada por
quem a extraviou, que bem parece ser o pro-
prio autor daquelle annuncio, que desl'arle
procura coberlar-se de alguma tranqui-
bernia, que pretende talvez realisar para
auferir as vanlagens do seu extravio, com o
maior abuso de coufianga, que em sua res-
peilavel pessoa uepositou um seu prximo
prente infelizmente ceg. Reeife 4dea-
gosto de 1857.
Joaquim Gongalves Bastos.
Leite puro.
Do dia qUarta-feira, 5 do corrente em
diante, se vender leite puro a 20 rs. a gar-
rafa, na escala da casa n. 28 da rua da Cruz
do Reeife, junio a taberna do Sr. Andr Bar-
bosa Soares, do lado direito : quem pois qui-
zer leito sem mistura d'agua, podo franca-
mente mandar comprar, que as 6 I[2 horas
da manbaa se achara o vendedor com por-
co no referido poni.
Oferece-se para criado, ou copeiro de
slgUOM cjsa particular ou hotel, um raais
h 'sp8iili.il, queja lera bastante pratica, sabe
ler, cscrever e contar : quem pretender, di-
rija-so a la da Cadeia n. 4.
*? No deposito de roupa feita la rua Nova I
ft n. 49, precisa-'e de viole odleiaei de al-
_";" 'a ale para obras pequeas, que lejirn peri-
y riloi: pana-se bem.
Domingos Alves Matheus saca sobre
a pi-.ica da Porto. -
~- Quem precisar de um mestre de pe-
dreiro, francez, que entende de risco para
qualquer obra, tanto nesta praga, ou fura
della, dirija-se a rua do Pilar em Fura de
Portas n. 74, que achara o mesmo, das 9 ho-
ras da nianba as 4 da Urde.
Aulonio Jos Rodrigues de Souza, sua
miillii r I). Mara Juana Fiuza de Souza e
suas duas lilbas menores Maria e Francolina,
retiram-se para fra ao imperio.
Antonio Joaquim dos Santos Anlrade,
sua mulher l>. Joaquina Amelia Rodrigues
de Andrade e seus tres iilhos menores Luiz,
Joo e Joaquina, retiram-so para fra do
imperio.
A mesa regedora da irmandade do Sr.
Bom Jess das Chagas annuncia por esle
diario a lodos os irmSos, que esta tem de-
cretado o prazo de 60 dias, contados da data
deste, para recolher cada um irm3o neste
espago a quanlia de 6/000 para o edificio
das catacumbas ; e para que chegue ao co-
nhecimento de todos,mandou passar o pre-
sente aviso.O escrivSo,
Raphael Antonio Coelho.
II)-sc 1:000.5000 a juros com seguranga
em ouro, prala ou em predios desembara-
ga.ios : quem precisar procure na rua do
Cotovello n. 56.
Vende-so um terreno na rua Imperial,
do lado do mar.com 22 bragas de fente,e os
fundos at a estrada de ferro, e desta ao ma-
douro publico : na rua Augusta n. 3,
Manoe! Jos de Oliveira, subdito portu-
tuguez, vai a Portugal e dcixa por seus pro-
curadores durante sua ausencia, em primei-
ro lugar seu marro JordSo Jos de Oliveira,
segundo, Joao Simao de Almeida, e em ler -
ceiro Joo Fernandos Baplista. .
Furtaram na madrugada do dia 31 de
julho, do sitio do Rio Tapado em .lmela, um
cavallo com os signaes seguintes : ruco, pe-
queo, cauda curta, cambado, pode ter de
idade pouco mais ou menos de 6 annos. O
auno passado, em o mez dejulho, furtaram
do mesmo sitio cima, dous quarlos, um
castanho grande, dous pus calgados, cauda
comprida, frente aberta do lado de um olho,
com uma berruga qbeimada, e> he capado;
e o outro rodado, principiando a pedrejar,
capado, pequeo, nos quadris de uma ou-
tra parte, com uma reladura que nunca en-
cabella, tem o ferro seguinle na pama II, e
no queixo 1.
D-se 1:800a rs. a premio de 2 por cen-
to ao mez, anda mesmo em pequeas quai-
tias, com garanta de ouro ou prala : no
pateo da Assemblea n. 12, segundo e tercei-
ro andar.
Quem precisar de uma ama de leite,
parida ha tres semanas.com muito bom leiee,
dirija-se a Gamboa do Carmo, casa terrea n.
2, ao p do boceo tapado. Na mesma casa
vende-se um lindo canind muito manso e
muito fallador ; tambem so engomma para
fora roupa do homem com toda a perfeigo
e aceio
23:01050001
atera
DA
Provincia.
CORRE QCARTA I EIRA 12 DE AGOSTO,
O abaixo assignado vende a dinheiio a vis-
ta sendo da quanlia de 1009 reis para cima,
os seus feli/.cs bilhetes, meios, e quartos,
pelos precos abaixo mencionados, na rua
da Cadeia do Reeife n. 45, esquina da Madre
de Deus :
Bilheles 8;7:.o recebe 8-.0oos
Meios 4.;I00 4:0003
Quartos a20O 2:00OS
Por Salusliano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Precisa-se alugar nos arrebal.les desta
cidade al o Pogo uma casa assobra.lada ou
sobrado, tendo os corneo Jos seguintes :
al i de poder conler 12 a 20 pessoas, tenha
cocheir, est-'iba.'ia, arranjos para criados e
cscravos, e que o sitio soja abun Jante de ar-
vo.es fructiferal e baixa de capim, que pos-
sa sustentar animalmente quatro cavallos :
annuncio por esle aDiariou ou outros peri-
dicos.
Grande sorti-
ment (Je fazendas de to-
das as"tiulM.ules.
(iros len:ipe pretodei seda lavrada, eovado.
Dito dito liso mullo largo, eovado. ,
Dito de cores liso mnilo sopirior .
Selim prelo maco, eovado.......
Panno lino prelo e de cores, pira todos o precos.
Pupelina ae seda de cores malisadas, ca-
vado.............
Chai? da cores, com quadroi de seda, co-
ya lo ............
1.,'ia de quadros peqaeuos e grandes, eo-
vado ............
La eseda de novos padres, eovado. .
Mauritana de seda coin cinco palmos de
largura, eovado.........
1. rsulnia de seda com quadros, ramagens e
li-ius malisadas, eovado......
Sodas de quadros bonitos padrdi?s, eovado.
Duqueza d seda com ramagein, eovado. .
Miir-uh a branca e de cores, eovado. .
Chitas fi uicezas Qoas........
na de seda para vesiidoi. .
ancezas finas de bouilos padrOes,
28200
29200
25200
3JO00
1*000
8O
J60O
8800
15600
1S000
8950
750
320
280
900
420
8110
15000

19280
54 ao
4)000
39000
7850
45000
49500
59OUO
18SO0O.
9aooo
69500
58500
4800
3|000
600
98600


ILEGIVEL
Fron.lul
Cassus I
vora.
Argemii a de cores escuras, com salp.cos de
seda, iroprio para palitos. .' .
Italiana le seda prela com luslre, para pa-
litos. ,...........
Corles d vestido de seda para senliora, o
mais s perior que lia no mercado. .
Lencos i cambala bordados, muito finos.
Ditos .le IiIj de linlio lisos para mo. .
Corles d( casemira prela e de cores. .
Cortes d ledeles de gurguro de seda, da
vaiios padres, matizado......
Chapeos de massa fraucezes formas novas.
Palus de alpaca prela, finoi......
Hilo- de alpaca e gangas de cores. .
(iou luanle alpaca prela e de re es. ,
Chalas de mti mi> bordado] a velludo gran-
des.............
Dilos de dii.i bordados a seda.....'
Ditos dn dito com lislra de seda. .
Ditos de dito lios.........
Dilos de iliiu com franjas de 15a .
Dilos de lila adamascados de cores. .
(jang franerza <>uperior de reres, eovado.
Komeirasde rtlroz muilo superiores, pa-
ra senliora..........
Em frente do boceo da Coligregac&o, passando
loja pe ferragens, a segunda de fazendas 11. 40.
AVISO.
Joscpl Shelmerdine tem a honra dc
informar ao cspeitavel publico,que ten-
do-sc cstabclecido na ruada Aurora, San-
to Amaro, cutre as duas pontes, peito da
fundiro, acha-se prompto a se encarre-
gat de todas as obras de sua profissao, quer
Seja trabalhos em chumbo, vidraceiro, ar-
mador dc cncanamenlos dc gaz c agua pa-
ra dentro dc edificios em todas as suas va-
1 edades,incluintlobanlieiros, bombas, la-
trinas d'agua, etc., o mesma tendo tido
bastante experiencia na Europa, expera
pie, com atlencao aos seus freguezes,
moderaran em seus prevos, merecer do
respeitavel publico desla cidade toda a
proteccSo, jura o me pode ser procurado
110 lugar acuna indicado.
ssenlioras que nionta.u
a cavallo.
.Na rua Nova n. 18, loja de M. A. Caj Tp C.
ha ricos casavequec de cores, e pretos, para
montara ; assim como um grande soili-
menlo das mais bernac-badas obras de al-
f.'iaie, tanto superior, como mais inferior ;
chapeos, ditos da sol, lencos de seda, ditos
dc dita para grvala, ditos de cores, luvas,
suspensorios, meias para homem, senhores o
meninas, camisas, ditas do meias, fazendas
para qualquer cha que seja encommenda-
da ; a pessoa que vier a esta loja achara um
facto completo, eser un s preco para to-
dos, a dmheiro.



DIARIO DE PERNAMBUCO|SABBADO 8 DE AGOSTO DE 1857
C9ISLT0R10 HIMPATHlCO
DO
10/000
153000
209000
258000
35OO0
15000
28000
20500*
(>ide soacham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante commodos
niEgos FIXOS.
Botica de tubos grandes. .
Dita de 24 .
Dita de 36 .
Dita de 48
Dita de 60 .
Tubos avulsos a......
Frascos de linturrademeia onca.
Manual de medicina homeopatbica de Dr. Jahr com o'dic-
cionario dos termos de medicina :.......
Medicina domestica do Dr. Henry .",",'" o/oo
Tratamento do cholera morbus 2/000
Repertorio do D,. Mello Moraes .'.'.'..','. 6'000
| PEORAS PRECIOSAS-1
J: Aderemos de brilhanlts, $
diamantes e perolas, pal- ;*'
seiras, allineles, brincos *
va a rozelas, botdes e anoeis 2
$ de diferentes goslos < >ie '-
* diversas pedras de valor. **
I '" I
w Compram, vendem oq k
* trocan) prala. coro, bri- g
^ litantes,llamantes e pero- ..
I01EIKA k fiUARTE.
lj* di ennnu
Ra do Cabuga' n. 7.
Atece nena por to-
(Iososvh|) r. sda Eu
5 OURO E PRATA.
6 Adereros com pelos da &j
.-.-; ouro, meios dilos, pulsei- i!
j ras, slfineie. brincoi a &
p rojetas, eordfies, Irancel- j|
& lina, medalhss, trrenles 8
S enfeites para reluci, e <*
.'. nitros muilos objectos de '",.
m ooro.
Apsrelbos complelos de gj
e,qu,r i ropa asobrasdo mais | jg2Egg
9 de sopa e de cha, e mui- S
5 los oulros objectos de 3
prala.
u"odreoTbLr:adl,'l,eiro| moderno gosto, tan-
sH^^5S6S383sa!s3sl to de Franca como
de Lisboa, as quaes vendem por
prego commodo como costumam.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
tio na Passagera da Magdalena, que tica ao
norte da entrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e ahi tem preparado urna
casa de saude com todos os commodos para
o tratamento de escravos, cujos senhores
residam lora da praca, ou 'que nSo os pos-
sam curar em suas proprias casas : quem
para isto quizer-se utilisar de seus servicos P^TRAIA lia? rCDDn
mdicos, que serSo desempenbados com o T rCnnU
maior zelo, dihja-se ao paleo do Carmo n. ilO Red/e S. b^ratldsCO
9, primeiro andar, ou no referido sitio da IMmi
Magdalena. Preco2/000 diariosexceptu- LIMITADO.
ando conferencias, sanguesugas opera- Q,Uttta C}(mta&H.
0< directores da Companhia da Estrada da Ferro
do Kecife a San-Francisco, limitado, leem feito a
173/// sobre cada accao na dita companlii.i, a qoal
deve ser paga al o dia 24 de agoslo do correle n-
no de 1857 : no Rio de Janeiro, em casa dos Srs.
Mau Mac. Gregor & C. ; na Babia, em casa dos
Srs. S. S. Davenpoil & C, e em Pirnambuco, do
e-criptorio da Companhia.
O accionista que nao realisar o pagamento den-
tro do lempo indicado, poder.> perder lodo direilo a*
actes sobre as quaes o dito pagamento nao se tiver
efectuado, e em todo caso lera de pagar juros na
razio de cinco por cenlo no anuo, e de nao receber
juros ou dividendo da companhia pelo lempo que
decorrer entre o dia indicado para o pagamento e a
loa realisic,3o.
Nenhum auto de transferencia pode ser registrado
antes do pagamento da chamada.
Por ordem dos directores. Jamet Templelon
h'ood, superintendente.
- O abaixo assignado, possuido do
maior empenho de se descobrir os auto-
res e cmplices do horroroso assassinato
jH-rpetrado na pessoa do seu mui pieza-
do amigo Thomaz Gollan, tice-cnsul de
S. AI. Britannica nssta cidade, oilerece
dous contos de reis a quem lhe prestar
qualquer esclarecimento exacto sobre es-
se facto, ou mesmo o conhecimento de
alguma circumstancia.ou accessorio delle,
de modo que se possa averiguar a verda-
de, assim como assegura, sob sua palavra
de. honra, o mais inviolavel segredo, a'
c[u.m izer qualquer dessas revelacOes,
pois he bem possivel chegar-se ao im
desejado, sem declarar-se donde ellas
procede ram.
Consulado Britannico II de julho de
I87.II" Augustus Cooper, cnsul.
Fabrica de fiacao e tecidos
caixa
o
Ko-F orn oso.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mene-
I zes, medico pela Faculdade da Baha, tem
I fixado sua residencia na cidade do Rio-For-
moso, e de noo eflerece seus servicos a lo-
1 das ai pesioas que o honraren) com sua con-
fianza.
SEGURO CONTRA FOSO.
Companhia Alliance.
Eatabalacid cm Londres, *m marco da 1824.
Capital cinco railhes da libras esterlinas.
Saunders Brolhera & C, tem a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
a quem mais convier qua esto plenamente au-
tvisados pela diu companhia para effeciuar segu-
ros sobre edificios de t jlo podra, cobertos do
llha e igualmente sobre os objectos quecontivorem
os mesaos edificios quer consista em mobilia ou
em fazondas de qualquer qualidade.
JOHN GAT1S,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERCIAES,
n. 20, ra do Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
praga do Corpo Santo
RECIFE,
| DEBIISTA TRiBCEZ. |
W Paulo Gaignoox deolisl, raa Nova n. 41 : *<8
(jt na mesma casa tem agua e pos dentrifice. f
Tasso Ir mos.
Avisam aos seus freguezes, que as ultimas
farinhas de trigo Kichmond chegadas ao mer-
cado, s5o vendidas era seus armazens, pelos
seguintes presos :
Galega 268000 por barrica.
Haxali 25500 idem.
O Dance 24g000 idem.
Columbia 230000 idm.
Alem destas tem farinhas novas de Tries-
te das marcas SSSF. Fontana e prlmeira
qualidade ; assim como completo sortimen-
to das melhores marcas de Philadelphla, No-
va Orleans e Baltimore. -
Na ra do Fagundes, loja n. 27, la-
va-seeengomma-secom perfeico, epre-
f^o commodo.
Na fundiqao da Aurora precisa-se
de serventes forros ou escravos, para
serviro debaixo decoberta.
--- Precisa-se de um cozinheiro : no lar-
go do Hospicio junto ao quartel, casa do de-
sembargador Mendes da Cunlia. Paga-se
bem agradando oservico.
PBECISA-SE de uma ama de leite :
a tratar na ra das Cruzes n. 11, segun-
do andar.
_ Novaes & C, ra do Trapiche n.
>V, sacam sobre as piaras de Lisboa e
Porto, ao cambio que se convencional-.
O
--.

O
O
de algod&o.
Casa de Saude
DO DR.
PEDRO ANTOMO CESAR.
Na cidadej de (loianna, becco do
l'avao n. I i.
O l)r. Pedro Antonio Cesar recebe pes- w
soas .lenles para tratar em su:i e.sa ja' ^
mencionada, prometiendo de.empenhsr as W
lunec.ies medicas com muito zelo e aclivida- ?
dado. ~
Prero diario. W
Pessoas livre. nj.VIO W
i^,.-/.^. vas. 23000 i";
Fabrica de iaciio e tecidos
alyotlc
Os socios gerentes dcsta companhia, pre-
cisara comprar cal, lijlo, tena, rea, ma-
doiras do le era praacliOes eemtraves, e
cnxaincs, caibros e ripas ; para est lim
convidara as pessoas q.io negocian, uestes
gneros, a dirigir as suas proposlas por car-
ta lechad, ale 15 do agosto prximo futu-
ro, noescrlptorio da soctelade, ra d Tra-
picho n. 1, onde sern abenas em sessSo
ordinaria dos ditos gereoles. Itecife 16 de
de julho do 1857.Auiorim, Farias, Guerra
K)o%o ^--o- -:-ooo-
K'& a "" ,ne(ll^,", J""-; Se.K,. I'erreirs i
_ de volla desua vi.i^em ao Itio de Janeiro, ", ;
'.,} lom aberlo o aeu etcriplorio medreo-eirur- '
CJ meo na prara .la Baa-Vlla sobrado n. 19, ';'
,-. ao entrar p.ra a ra do AracS.-i, mul po.le '.'-
iy3 da noile : os pobres s.io Ir.ilndos graloila- "-
..'. mente, quer no sea ncriplorio, quer em '"'
na casa.
Praclai-Se de tomar a premio a quau-
tia de 1:4009, dan.ld-sc por seguranca by-
poihecH, u mesmo venda ile reto fechado,
Amrenla escravos lodos pecas, e lodos da-
qut da cidade ; nao se duvidando, alm de
dar-se parle dos escravos para o poder da
pcs.oa que der o diuheiro, pagar-se-lhe o
premio que se ronvencioiiar: a quem co-
yiorannuriciepara sor pro^u ad, alim de
tratar se das de mais condieOea n.,v nucir
:;:-:;--::- .:; .-.. I-.,-.
...Ir. L'! .!'fMr **"'! "SbTofoTg
;,5 car de commis.ao : os Srs. de engentios oue v
^'qoiierem .migarse do s-u pre-l.nio, d.ri- '.j
B ja.n-se ao larito da Assemlilca n. 12.
unerece-se um rapa/, para sq empie
gar na estrada de ferro, ou mesmo para ir a
qualquer man tado dos sonhotes eiigeuhei-
ros. se for preciso : annuncie para ser pro-
curado.

Os abano assignados, lendooblido da Europa, as
necessarias ir.formac.oes, planos e orramentos para
a fabrica de fiar e lecer algociao, coiividam aos Sr.
socios a vir -los, no escriplorio do Sr. Maooel Al-
ves (luerre, na ra do Trapiche n. 4.
Igualmente convidan as pessoas que sobscreve-
ram para esta empreza, a realisarem a lerceira pres-
lacao de 20 por cenlo, o que verificarao de hojo at
18 de agoslo prximo, no mesmo eseriplorio.
As pessoas que anda qoiierem faier parle desla
emprea, serao admillidas, pagando o valor dta en-
tradla relisadas na occasiso de subscreveTem no li-
vro das aisignaluras, que sAo de 1008 5:0000 rs.
Recife, II! de julho de 1857.
Amorim, Fariat-, Guerra & C.
Publicac&o itteraria.
COROGRAPIIIA
Clii'iui iienlogicii c poltica
IMPERIO DO BRASIL
COM VARIAS TRANSCR1PCOES
DA
Corographia brasilcira, do padre Mancel A\res do
Casal.Historia da America ;Portugoe7.a,"de Ro-
cha Pilla.--Chronica da compadhia, de Vascon-
cellosj Historia do Brasil, do visconde de Cay-
ru.Ca.lnolo Lusitano, por Fr. Raphael de Je-
sos.Memorias do Rio de Janeiro, por nionse-
nhor P.iarro.--Annaes do Rio de Janeiro, de
Silva l.iboa.Anuae* du Marai.bao, de Berre-
do.Anines do Rio Ursnde, do visconda de S.
Leopoldo.Memoria da capitana de S. Vicente,
por Fr. Gaspar da Madre de Dos.Eras do Pu-
ra, por Bayona.Memorial histricas da Babia e'
corographia Paraense, por I. Accioli.Chrono-
lygia, do sner.l Abieu e Lima.Historia do
Br.sil, de Varnliageii.E de oulros impreuos e
maiiuscriiilos :
CONTENDO
A doscripco geograplnca.e nocOes histricas e po-
lincas, ilesde .. .lesc.brinienlo do Brasil alo agora
(I8ji,. e lamben, o lempo em quo loram povoa a*
as suas diflereules cidadis, villas e losare ;
Seus g..er:ia.lores, e a or.gem da diversas fami-
lias hra.ileiras e seos appellid,., eilraliida de auli-
go. inanuscr.plos senealogico. que em eras difi-
ranle* se puieiam obler ;
A lii'lona lus ministerios, sua poltica o co.es
com riueapparercram.
A historia das cmaras temporaria e Vitalia desde
a eooslHolDte de 17 de abril ,le Itl alo W ;
E tan.bem orna ipeeicio da historia da indepen-
dencia, escripia e comprovada por leslemuul.as o-
cutares que an.dam reslam, e .los outros inosmen-
100polilicoi, afliB deque se teulia um conheciinei.lo
sacio nao (6 da seocraplua do pafz como da oa
historia civil e peltlica.
Pelo Dr. A. J. de Mella Uoraoe, natural da cida-
de .las Alagoas, atUj.r de inultas ,oh.as lill?rarias e
seienliOra*.
Sul>screve-se oes la cidade da llecife, na livraria
da p.ara da Independencia us..(i e 8.
A publico.
O abaiso assignado laz selente ao res^ei-
tavcl publico e os seus freguezes, que aca-
ba de montar dous importantes estabeleci-
menlos de fazen.las, na ra do Crespo ns.
10ei4,ondeenconlrtr3o utn variado e lio-
do sortirrento de fazen.las de todas as qua-
lidades, as quaes vende por preco muito
commoio; sendo gerente do eslabeleci-
metito n. 1 0 o Sr. Marcelino (Jernimo de
Azevedo. i. <;. Halveira.
He cliegado a loja de l.econte, aterro
da Boa-Vista n. 70, excellenle leite virginal
de rosas brancas, para refrescar a pelle, tirar
pannos, sardas, e eapinhas, igualmente o a-
fama.to oleo babosa para limpar e fazer
crescor os cabellos : assim como p impe-
rial de lyrio d.- Florenca pata brotoejas e
aspertda.lcsda pelle, conserva a frescura e
o avelludado da primavera da vida.
Econmica de Perndin-
buco.
A tlircecuo convida aos Srs. socios, para
do dia 1 a 15 do mez. de i;osto, reali-
sarem as suas entradas subscriptas, aim
de comecarem as operacoes; tanto os so-
cios ja inscriptos como os que pretende-
ren, ser admittidos, se dirijam ao Sr.
Jouo Baptista Fragoso, tliesoureiro da so-
ciedade, em cuja casa provisoriamente te-
rSo lugar os recebimeiitos e entrega das
cautelas.
Extincto
Banco de f*ernambnco.
Os Srs. accionistas do extincto Banco
de Pernambuco sao convidados a recebe-
rem, do dia l do crreme em dianle, o
dividendo feito pelo Banco do Brasil, re-
lativo ao semestre lindo em 50 de junho
ultimo, na razao de 12,s-70.">88 rs. por
accao realisada, e bem assim o de Cs'GO
tambem por accao realisada, feito pelo
extincto Banco, no lim de sua liciuidacao ;
para o que se aclia autorisado o thesou-
reiro da caixa filial.Joo Ignacio de
Medciros Kego. secretario.
O Dr. Francisco de Paula Bap-
'.] lisia, tem aberto escriptorio para ^
^ advogar, no primeiro andar da r^
^ casada ra dasTrincbeiras n- 19, gg
por cima do cartorio do escrivao @
^ Baptista, nntigamentc do fallecido %
@ Bego; eabi, das) boras dodiaem :.['.
^ diante, esta' prompto a ouvir a -.]
S todos, e a receber as causas de to-
@ dos que quizerem procurar seus '-
^ servicos de advogado. ^
&%%&&.*% m Q@@@^
O brigue nacional Argonauta precisa
de raarinheiros breslleiros para sua vagerc
ao Rio Grande do Sul,
Lotera
provincia.
Sorte grande 8:000,000.
O abaixo assig lado ven-
de os seus billietes garan-
tidos, pe Sos precos abaixo
notados.
Bilhetes 9J500 recebe 8:000.s000
Meios 4s800 -i:000,s00u
Quartos 2.si00 .< 2:000s000
Em quantias de 100,000
para cima, a diuheiro a
vista, em seu escriptorio,
ra da Cadeia do Recite
n. 50, primeiro andar, pe-
los seguintes preos.
Bilbetes 8,s750 recebe 8:000*000
Meios i.siOO i:O0O.sOOO
Quartos 2^200 2:000s000
*** *. L'yme.
Bazar Pernambucano avisa aos seus
freguezes, que em seu deposito da ra lar-
ga do liosano n. 32, acha-se um variado sor-
limento de fumo e charutos, uma balanca
grande com pesos que o comprador quizer,
uma bancada para fazer charutos, de tres lu-
gares, ainda era bam estado, e uma porcSo
de madeiras do cedro em folhas, o qual dese-
ja vender por ter prcciso de dinheiro.
Precisa-se alugar um primeiro andar
n'uma das principaes ras de S. Antonio,
como sejarrmrua das Cruzes, do Collegio
Queimado etc. etc.: a fallar no aterro d
Boa-Vista, loja n. 11.
Ma ra do Collegio, o Sr. Cypriano
I.uiz da Paz, no aterro da Boa-Vista na pa-
daria doSr. Beiriz, dir3o quem d quantia
de 500# ate 2.0008 rs., com hvpotheca em
proprieJades ou firmas a contento
mmy &s- & -@ @@$so o
ft Aviso aost-eniiores de #
Jardim publico e
nainbuco.
RA D^ SOLEDADE' 70.
111 IVr-a '5|2u- dit0* muito linos de cores a IjjHO e
1?80U, ditos mais linos a;2:200, pannos linos
pretos a 2*400, 33, 3s500, is, 4;500 e 58, ro-
; meiras muito ricas a 3^300, 38500 e 3/600,
Aviso aos lllms. Srs. vigarios. e maisse- 2ft**,Sl|, nH^JS^Xf?SS*
nhoresencarrega.los dos cemiterios das ci- "" ''ordadosc.m velludo a I2#, 13/e ia;000,
dades c villas uo centro d.i provincia, e os """lo ncns- "-'?as ,le Igodo a 2/, 2/200,
mais donoitesul. Neste muito grande 3lfM0' 00,3 e M00, mussulina de co-
enenlio.
Antonio Jos Mauricio, ora residente
3
oesla cidade, na ra daCn n. 16,'pr^roi- W
ro andar, propOe-se a receber comroisoes 'S
de assucares, e coala com a proteccao de (&
seus amigos senhorts de onRenl.o, aos TT
w qoae promelle desempeuliar salisfacloria- ('ft
;te mente na., su a venda dos assucares, como n.
g toda e qualquer compra de que o cncarre- ^
'-"* garem, ^;
PBECISA-SE de uma ama de leite
forra ou captiva, para amamentar uma
enanca, paga-se bem : no paleo do Hos-
pital n. 2, sobrado.)
Em uma d8s nicllores localidades da
ra do Hospicio ha urna casa n. 18 B, feit
com todo o gosto e esmero, e em cuja cons-
truct;noentraram as melhores madeiras do
paz e as m lhores ferragens ; a m3o d'obra
loi executada reos melhores ofliciaes na-
conaes e ollemaes. sendo uma das casas
maisconfortaveis, porque seu dono a edifi-
cara para nella residir, e com etleito ainda
ah residi por Igumtcmpo, mas como se
resolvesse a mudar-se e nao lhe convenba
te-la alugada, tencioni vende-la. Tem co-
cheira e estribara, um bonito jardim com
canteiros de pedra e cal, varoes de ferro para
plantas, trepadeiras, entrada da frente e pos-
terior, isto he, pela ra do Hospicio e pela
do Destino, as frentes das calcadas de pedra
de Lisboa, as entradas de marmoro, e os
teclos de estuque, eseadis de volla, entre o
jardim ea casa ha um calca o de pedra de
Fernando, o jardim he sapeado do pateo por
urna elegante grade de f ;rro, tem uma gran-
de cacimba com bomba .le repucho com en-
canamenloe um deposito na parte superior
da cozinha aun te se conserva agua para
consumo da casa, a qual lie levad, pelo
mesmo cncanaraento a diversos lugares do
eJificio, tem um quarto com banheire de
marmore e azulejo com vlvulas para despe-
jo das aguas em um cuino de 50 palmos de
comprl lo que cea.luz no s essas como to-
das as mais do servico e da chuva maic,
osbanhos po iem ser quemes ou f.'ios^a.a
o que ba no tianheiro duas torneiras, deque
uoia communica com uin deposito d'agua
quelite asiente sobre a chapa do fogflo da
cozinha: tem outrts inuilas commodtdades
quo poilem ser examinadas pelos p.eteuden-
Ir-s, dirigindo-se para esse lim ao Sr. Joao
Va.cnlii.. Vil, II... que Ihes facultara a enlra-
11 Pudeconvir a todos e especialmente a'
um s> nhor de engenho que nesla cidade
qurjra fazer a sua residencia : (uern a pre-
la .la Madre, do
jardim, venden-se para ornamento dos di-
tos arvores fnebres, cypretes. chorlos viu-
dos de Santa Helena (iln ), lirados da Arvore
que cobre a sepultura oe NapoleSo I, e outnis
arvores etc.; como alguns senhores, que tem
comprado ps de flores a um pardo alto e
magro, que os vende pela ra e diz serem
destejaidim me tem feito reclamacoes pe-
los logeos quo tem S"ffrido, liquem todos ss-
beudo, que o tal pardo nSo vende Burea des-
te jardim, eque s nelle s3o vendidas as
suas plantas, e garantidas as suas qualida-
des.
Roubo de madeira.
Tendo-se conduzido para a praia da
Cadeia, pordetraz da casa que foi da po-
lica, cinco travs de 40 palmos, com 8
e meia polegadas em iiuadro, no sabba-lMSOO^chieB de cblta
do 1 docorrente, ascpiaes ficaramamar- vado 38 e' 3j300. coi
radas, e na segunda-feira acbaram-se de
menos duas : roga-se ;i quem dellus sou-
ber, queira dar noticia na obra da ra
das Cruzes, ou na livraria ns. f> e 8 da
praca da Independencia, que sera' gra-
tificado.
D-se pin.heiro a premio era pequeas
quantias, com penhores de ouro e prata :
na ra estreita do Rosario n. 23, segundo
andar.
Na ra larga do Rosario, no segundo
andar do sobrado da esquina do becco do
Peixe Frito, n. 9, d-se almoco, janlar e
ceia, por preco mais commodo do que em
outra qualquer parle.
Loeria
DA
Provincia.
CORRE OTARIA-FElrU, 12 DE ACOST.
Primeira parte da primeira lotera do
recolhimento de Papacaca.
O abaixo assignado participa ao rspeitavel
publico, que lem exposto a venda os seus
muilo lelizes bilhetes, meios e quartos da
lotera cima, as lojas abaixo declaradas,
os quaes nSo estao sujeitos ao descont dos
dos oito por cenlo da iei praga da Inde-
pendencia n. 4, loja da viuva Fortunato Bas-
tos, e 37 a 39, loja de coleado de Antonio
Augusto dos Santos Porto, e na ra da Ca-
deia do Recife n. 45, loja do miudezas de
Jos Fortunato dos Santos Porto. as mes-
mas lojas cima mencionadasJambem ven-
dem-se bilhetes inleiros sem garanta.
Bilhetes 95500 Recebe 8:0003
Meios 4C800 4:000/
Quartos 2?400 2.0003
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Deseja-se alugar um sitio pequeo nos
lugares Estancia, Trempe, .Mon.legoou So-
ledade : quemo tiver e quizer alugar, diri-
ja-searua das Flores n. 19, que se dir
quem piecisa.
Precisa-se de urna ama forra ou escra-
va : na ra de lorias n. 10.
Compra-se efTeclivamente* na ra das
r lores n. 37, primeiro 1 ndar, apolices da di-
vida publica e provincial, accOcsdas compa-
nhtas.e d-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas uuantias, sobre penhores.
Compram-so lodos os pertences para
um cavado andar com uma carroca, c am-
lieni se vend uma carroca c uma pipa pro-
pria para vender agua, com grande lorneira
de metal; assim mais uma loja de calcado e
tamanco, armafiSo nova, ettabelecida na ra
da i'raia, casa n. 28 : na mesma so dir com
quem deve tratar e pretender. *
Compram-se burros : na ra do Li-
vramenlo n. 2i, primeiro andar.
Compram-se Diarios para embrulho a
4#000 a arroba, effectivamente : na ra lar-
ga do Rosario ns. 15 e !7,junlo do quartel.
Compram-se Diarios a 130 reis a libra :
na ra estreita do Rosario n. 1, taberna do
Pocas.
Compra-se urna preta de idade, mss
quesaiba cozinhar o diario de uma casa:
na ra do Amorim n. 33, sagundo andar.
Compra-se uma carroca maneira par
um cavado, cora arreios, ludo novo ou em
bom uso : na ra da Cadeia do Recife
60, primeiro andar.
n.
;a&

tender comprar, dirija-se a ru.. .
I'eos n. 26, ao seu propietario que ho
Vicente Ferreira da Costa
Veruadeiru val limn- g
ea de sla^uaribe.
Na na da Croz n. iH, primeiro andar, se A
JK adiar.' com quem cunt.atarqDalquer porrAo 9
W de cal branca,podendo-se desde Ja' ass.vrrr :..i
..'. ..Ai. su a boa qualidade como mesmo a boa .!.
'r medida, visl" cuino poder-se-lia vender pe- ?."
:f las medid*! dos tornos : a caldeadlo desta "
I .; cal fui loda cum acua dore, e deve por i-so %.
[ ser preferida : em grande ruirc,Ao da-se "&
90 mxis em cuta tS
rn-iisa-.e de 3 pretos : na padaria da
ra das Larangeiras n 28. Paga-se um bom
jaluguel.
Cal de .isb.a em pridra.
No armazem de assucar da ra de Apollo,
de Domingos Ferreira Maja, vendem-se bar-
ns com cal nova, cligada no ultimo navio
de Lisboa. '
Mantelete! rom eir s a 10 e S.sOOO.
Vendem-se manteletes de seda pretos,
com bonitos feitios, pelo bara'issimo preco'
de 15000, assim como romeiras de fil de
seda de cores, pelo barato preco de 83OOO,
ludo na loja de 4 portas da ra do Queima-
do n. 10.
Toalbas e guardanapos.
Vendem-se toalhas de linho para mesa de
lodos os lmannos, assim como guardana-
p is, ludo por preeo muito barato : na loja
de 4 portas da ra do Queimado n. 10.
Vende-se uma taberna na Passagem
da Magdalena, ao p do sobrado grande : a
tratar na mesma.
Vendem-se duas casas terreas na fre-
guezi da Boa-Vista,que rende I5o000rs. :
quem pretender, dirija-se a ra do Rosario
da mesma Ireguezia n. 28
Capas e palitos de borradla
a 105000 rs.
Vendem-se capas e palitos de borrocha
quefazem duas vistas, pelo baratissimo pre-
co de 10/ cada um ; na loja de 4 portas da
ra do 'Jueima.lo n. 10
Sapatos dos melhores fabricados no
Aracaty, carne e queijos de Sobral, ludo che-
gado ltimamente vende-se por precos
ccKvmodos : para acabar, na ra da Cadeia
ao Itecife ti. 60, primeiro andar.
Vende se uma mulatinha recodada,
muito linda, que cose bem, faz labvrintho
e marca, de idade 14 annos :.na ra Nova
II *
Venlc-se uma escrava moga, que en-
goraras, cozinha, cose Lem. faz Ubyrintho e
borda de marca : na ra larga do liosario
n. 48.
Vende-se uma porcSo do pedrss mar-
mores : na ra do 1 a Jo d'r< ito indo pelo arsenal.
v'o \wbn'ni'mt0<
Grande e variado sortimento de fi/.eudas
estrangesras, por piceos commodos.
Ra da Cadeia do Recife numero 54.
LOJA DO CANTO.
O*publico achar nosta cass, por precos os
mais nfimos possiveis, toda e qualquer qua-
lidade de razendasestraugeiras chegadas re-
cenlemerite, e dos gostos mais modernos e
escolbidos, consideradas romo uauveautes
n:is principaes ciliados da Europa. NSosnpo-
deod-i aqui enumerar todas ellas, o publico
ver pojas seguintes abaiso mencionadas, a
mo.iicida.il' dos pr.cos, e polo vir vera su-
perior qualidade, eerlih'cando-se da verda-
de do annunciante, nao deixando nada a de-
sejar o bom gosto c escolha de ISO variado e
moderno sortimento : cuitas francezas mui-
lo linas, covados, 260 e 270 rs., seda bran-
ca, covados, iiooe 1J5O0, crte do seda
com 11 c walos por i4i, alpacas de cores,
covaJo. 480 e 520, ditas lavradas. covados.
650 e 700 rs las de cores multo lindas,
covado, 560, chales do alpaca e merino a
3?600, se tas de cores tirando a gorgurSo,
com o tilulo melindre de senh, covado, l,
muilo rico, madapolOes, pe?as de 26, 28, 89
34. 36 e 38 a 48 c 9500, e muito lino a 3/300
e 8)800, chitas, peca
res a 360 e 400 rs., dita branca a 300 e 320
rs. o covaio, chapeos deso .le junco a 1/400,
de ferro a 1:900, e baleia a 99 e 29200, ditos
de panno para senhora a 1^800, cambraias
lisas de 10 jardas a 2S a pega, ditas linas de
12 jardas a 4C600 e 5a, I3azinha a fineza de
senhazinha, de duas larguras, o cov-do a
10500 com ondas de seda, gravates de seda
com lago, cada uma por 700 rs., ditas sem
ser de lago a 19100, cortes de cambraia e
seda a 5j, casemira preta, o covado a 2/000,
2200, 2;400e 3/, mantas de seda a G/oOO e
9?, meias para Bobera, duzta a 2;200, 3o,
35500 e 4#, e pares a 200, 250, 320 e 360, di-
tas azues para hornera, duzia a 15100, cruas
boas a 25400, 39 e 3o400, chales de lila pre-
tos a 2-500, sargelim, covado a 200 rs., ca-
semirasde duas larguras com 1 3j4 covado
por 49200, ditas de uma largura, cortes a
a 19, setim preto, co-
. corles de brim de cores
de linho puro a 25400, dilo em varas a 15400,
Rrosdenaple, covado a 2/000 e 29200 muito
uno, mussulina de barra, corte a 3/300, gra-
vatas de cassa, duzia a U500, ditas de seda
preta a 800 rs cada uma, lencos de cambraia
a 1*500. 2?400 o 39 a duzia. brelanha de li-
nho muito boa, vara a 600 rs., alpaca preta
a 500, 600, 640, 700 e 900 rs., cortes de meia
casemira d* 13a a 2/200 cada um.
''ende-se kirsch, absinthio da bem co-
uhecida marca Lecoultre na ra da Cruz
n. 20.
Em casi, de Eduardo II. Wvott, ra do
Trapiche-Novo n. 18, vende-se o se-
guinte :
Chumbo de muoicao.
Dito em lencol e barra.
Ancoras de ferro.
Cor-rentes idem de diversas grossinas.
Man.lbas dem a tarnanhos sortidos.
Arreos para carro.
Selins para montara desenlila.
Fio de vela.
Cabos sortidos.
E um completo sortimento de ferragens e
cutiliirias^dj por preco commodo.
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem e se-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : am casa de Southall Hedor & C.. rna
do Torres n. 38.
--- Vende-se uma casa terrea em boa rus,
cho proprio, acabada ha pouco, com os se-
guintes commodos: 4 quartos, cozinha fu-
ra, cacimba s. de 2 vilracas e 1 porto na
rente : quem pretender, dirija-se a ra Ve-
dis n. 54.
Vende-se tima rica cadeira de arruor,
bem pintada e dourada, cora, seu compelen-
te caisSo para a guardar a reservar da
poeira : quem a pretender, ntenda-se com
Caetano Pinto de Veras.
AttPitjfto
Vendf-se cera de carnauba muito superior
de Aracaty, sapatos de pala e de orelha,-
gomma e courinhos de cabra de superior
qualidade, ltimamente chezados. por prego
commodo : no escriptorio da Prente Vian-
na, ra da Cadeia do Recife nJ57.
Vende-se um do timo moleque de 15
annos de i lade, uma escrava c ioula, boa
engommadeira, coso chflo c refina assucar,
cora urna cria de 8 mzes, duas ditas de
meia idade, robustas, proprias para todo o
servico : na ra Direita n 3.
Vende-se uma mulata de 28 annos, de
honita figura, engomma soffrivel, lava, co-
zinha o diario de uma casa, cose chao, faz
doce, refina assucar, e he muito carinbosa
pitra meninos: na ra do Bnini, passando o
charariz, defronte da fabrica de velas e
salino.
Ao barato.
Vende-so madopolSo com toque de avaria
a 19800 a pega : na ra do Crespo, loja da
esquina quevilta para a ra do Collegio
n. 5. "
--- Vende-se ou permula-se o sitio Agna-
zinha, em Beberibe, por outro sitio ou casas,
sendo nesta cidade ou em lugar prximo,
prefenndo-se a cidade de Olinda. tambem se
arrenda por preco commodo. Tem casa sof
frivel, boa sala envidracada, com 6 quartos,
grande cozinha e estribara, tem arvoredos
de fructo, muita extensilo para plantar ca-
pim, que sola para mais de 20 raheces de
gado, e mudas outrss cousas quo se faro
patentes ao pretendente ; trata se na ra da
Senzala Veiha n. 12, terceiro andar.
Vende-se na luja da esquina da ra do
Crcspo.que volta para a ra do Collegio n. 5,
chapeos de sol de panninho, proprios para
senhora e para meninas irem para a escola
a 1/500 cada um.
Vende-se na loja da esquina que volta
para a ra do Collegio n. 5. cobertasde chi-
ta de todas as cores e quahdades a 29500 rs.
cada uma, riscados francezes a 200 rs. o co-
vado, cambraias pretas proprias para luto a
200 rs. o covado.
1ME1X1S FSANGEZAS.
Aterru t* tiua-Vista n 8,
(fefronte da boiieea.
Jos Joaquim Concalves da Silva recebeu
nova remessa de ameixas em latas de 3, 5 e
10 libras, as melhores que tem vindoao
mercado, biscoitos linos inglezes de todas as
qualidades, bolachinha do soda, e muitos
outros gneros por preco razoavel.
--- Vende-se um sobrado de um andar na
ra do Calabougo : a tratar com o Sr. Joa-
quim Ferreira de Araujo Cuimaraes, na sua
cochcir defronte do porto da ra Novs.ou no
Poco .la Panella com o Sr. Joaquim Ignacio
da Costa.
an
chafa-
Caf
do mais superior que vem a este m
vende-se na ra do Amorim n 58
arcado ;
*..erveja
de mui superior qualidade e de marta acre-
ditada : vpnde-se na ra do Amorinjt n. 58
Vende-se superior linhas de jlgodSo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor A C.oJ ra do
Torres n. 38.
\a
po. I,?S
oja as seis
em frente da
Li-
\i auiento
33000.
Cortes .!e casemira com pequeo dajfeito a
t'es mil reis, a qualidade he superior
soilmenlo para escodier, palitos de r
li.:o preto e >ie cores, com deleito, a i Ogtioo
I."btjn\ C. vendem cal preta a 660
rs. o alqudire, equivalente a uma narrica
de bacallii.o, em canoas de 60 a 3 90 al-
queires: qjuem precisar procure n por-
to das Cuiiois da ra .Nova no se ;undo
anda do jultimo sobrado, assim como
vendem a retalho em pequeas p irrjes
em seti armazem, na ra da conco'dia a
700rs. o alqueire.
Vende-se na ra da Madre de Dos
n. 12, armazem de Novaes & C.
de ferro, ou cubos hidrulicos
posiUisdefey.es, a pceo commodo.
Vendu-se um moleque de 18 annos
sadio, proprio para qualquer servico na
la do Quemado, loja defeirogens n. 13
TACHAS PAKA ENGJENHO
Da fundicao de Ierro deD. \V. Bowm
na ra do Ilium, passando o
i i/., continua a liaver um completo sor-
timento de taclias de Ierro fundido e bati-
do, de3 a 8 palmos de bica, as quaes se
ecliama venda por preco commodo e com
promptido, embarcam-se ou carregam-
se em carro sem despezas ao comprador
Na loja
das seis portas
Km frente do Livrament
COVADO A 200 RS.
Alpaca de algodSo de quadros e cores se-
guras, com 4 palmos de largura a 200 rs. o
covado. nscado ftancez de cores escuras a
160 o covado ; dao-se amostras com penhor.
Potassa.
O deposito da ra da Cadeia do Recife
n. 12, acha-se prvido com a excedente
potassa, que se vende por preco razoavel.
la loja
das seis portas
EM FRENTE DO LlVRAMEJYf -0
A 640 RS.
Cobertores escuros para escravos a duas
patacas cada um.
Seholas novas de Lisboa.
Ja desembarcaran! assebolas novas, vindas
de Lisboa, e vendera-se no armazem de Bar-
ros & Silva.
Ya loja das seis
portas em frente do Li-
vra ment
Pecas de cassas com flores miudas, bian-
cas e de cores a 23000, ditas de ramagem
para cortinados a 39000. saias bordadas para
senhoras a 2000o com algum mofo.
Relogios.
Os melhores relogios de ouro, patente in
glez, vendem-se por presos razoaveis, no
escriptorio do agente Oliveira, ra da Ca-
deia do Recife u. 62. primeiro andar.
CAAS DE FERRO
Excedentes camas de ferro para solteiros :
vendem-se no escriptorio do agente Olivei-
ra, ra da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Agencia
da funciicao Low-Moor,
ra da Vnzala iT^ova
n. 42.
Neste estabelecimento continu'a a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moondaspara engenbo, machinas de vapor
e taisas de ferro batido e coado de todos os
tamanhos para dito.
Algodo inonstro.
V'eude-se algodSo monstro com 8 palmos
de largura, muito proprio para toalhas e
lentes, pelo baratissimo preco de 600 rs. a
vara : na loja da boa f, na ra do Queima-
do 11. 22.
tilussulinas brancas e de
cores.
Vende-se mussulina branca muito fina a
440 rs. o covado, dita de cores de excedentes
padrOes a 320 o covado : na loja da boa f,
ua ra do Queimado n. 22.
Taclias de ferro.
Na fundicSo da Aurora em Santo Amaro-
o tambem no deposito na ra do lirum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ba sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas o fundas ; e em ambos os lu-
gares exislem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despeza. Os preco
s3oo s mais commodos.
relogios de pa-
tente
inglezes de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Augusto Cesar de Abren, na ra da Ca-
deia do Kecife, armazem n. 16.
Metiiodo facilimo.
Na librara da;praca da Independencia n.
6e8, ende-se o methodo facilimo-para
aprendnra ler, oovaraente impresso e aug-
mentado, por mil reis.
Arados de ferro-
Na fundido de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se oara vender arados
de ferode um modello e construccSo muito
superiores.
Venda de
pianos.
Vendem-se muitos lindos e excellentes
pianos, chegados ltimamente de Ham-
buigo, e com lindos retratos no frontes-
picio : na ra da Cruz n. 55, casa de J.
Keller & C.
SECRETARIAS.
As melhores que at hoje tem appa
a este mercado : vendem-se no escri
do agente Oliveira, ra da Cadeia do
n 62, primeiro andar.
!t l|)V
Pianos.
Em casa de ItabeSchmettau'.&Companbias
ra da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
-pianos do afamado fabricante Traumann de
Hambumo.
^ende-se
na rua doTrapicbe n. 7>, escriptorio de
Novaes & C, superior vinlio do Porto, em
caixaa de urna e duas duzias de garrafas :
a' preco commodo.
/vii vas de Joviii.
Constantemente acharan na loja do Le-
conte, aterro da Boa-Vista n. 7, as verdadei-
rss luvas de Jouvin, de todas as cores,
igualmente ricos pentes de tartaruga da ul-
tima moda.
Cortes de lila para vesti-
dos.
Vendem-se corles de tSa de Jlindos pa-
drees, com 15 covados cada corte, pelo di-
minuto preco de quinzo patacas : a elles,
antes que se acabera : na rua do Queimado
n. 22, na loja da boa f.
- Na rua da Moeda n. 2, defronte do tra-
piche do Cunta, ha para vender pipas novas
-1 e usadas, meias pipas, barris novos e usados,
: arcos de pao para pipas, vimes, arcos de fer-
j ro^ em fenes, ferramentas para tanoeiros,
em pedra de Lisboa, tudo por precos
A o Pregui^a
QUE ESTA VENDENDO BA-
RAT1SS.M0
Na loja do Preguica, na rua do Queimado,
esquina do becco do Ptixe Frito n. 2, conti-
nu'a a vcnder-s mudas e diversas Tazendas,
por procos baratissimos, entre ellas cam-
braias francezas, padres novos e cores fi-
xas, pelo baratissimo preco de 480 rs. a va-
ra, ditas de tiordSo muito finas a 500 rs. a
'ara, cassas francezas muilo finas e de pa-
k.i os m*is modernos Que ha no mercado
aiMi vara, chitas francezas de lindissimos
padrees a 280 e 300 rs. o covado, mussulina
?,? ai m'Js fina que he Possivel a 440 o
TArd,,,^or 3t0 ertes de remi-
ra de cor de lindissimos padrees e superior
qualidade a.6/ cada um. cortes de brim de
puro linho de lindos padrees a 2t40o cada
um ditos de drtos a a, dilos de algodSo a
15360, ditos de cutim de lindos padrees e
mu.lo encorpados a 18600 cada um, lencos
de cambra.a para m3oa 120, ditos mais Anos
a 220, pecas de brelanha de rolo de 10 varas
a 25 cada uma, chitas escuras de diversos
padrOes e cores Oxas a 140,160,180 e 200 rs
o covado, e a pe$a a 55, 69, 6#5O0 e 78500 ca-
da uma, cobertores proprios para escravos a
700 rs. cada um, grava.tas de seda de lindos
padrOes a 19, ditas pretas de setim a 1*280
ditas de cortes em outro gosto a 700 rs. cada
uma, luvas de seda de todas as qualidades
para bomens e senhoras, lencos de seda de
bons gostos. gangas mescladasfle lindos oa-
droes a 600 rs. o covado, cortes de castoras
de bonitos padrees a 18 oda um. cambra.
lisas finas a 4500, com 10 varas, ditas di as
Z se dataam** 6 Utr'S mu,t;s f""ndas
nnr htr mencionar. <* venderao
por baratissimos precos ; e se darSo amos-
m.r0,LPenh0Hr? iS8m c"noneias ose-
miras de quadnnbos miudos, muito pro-
prias para calcas e palitos a 600 reis o cova-
iichaiisio fm an-
uo.
NAFUNDigAO DE FERRO DO ENG
NHEIRODAVD W.BOWMAX WA
RUA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
ha sempre Dmgraodesormenlodoiiegainteiob
;, D.d" meias moendas, da mais moderna
.Ja loalidade e de lodosos tamaohos ; rodas
NA MESMA FUNDICAO
rideadeeCaii^hdaV8eDC0,nn,eDda' a loperlo-
Retinara de
' teiro
No deposito desta reflnaria, na'rua da Ca-
deia do Recife n. 30, ba sempre assucar re-
tinado de superior qualidade, tanto emp
como em torrees e em paes, por preco mais
commodo de que em outra qualquer parte.
Moendas su perjuren
Na TundieSo de C. Starr & Companhia, em
santo Amaro, aoham-se para vender moen-
das de canoa todas de ferro, de um modello e
construccao muito superiores.
t anuidas e gradts-
Um lindo e variado sortimento de model-
fos para varandas e gradaras, de gosto mo-
dernissimo na fundicSo da Aurora em San-
to Amaro.e no deposito da mesma, na rua do
Broa.
XAROPE
DO
BOSQUE
Foi iransfridoodepoaito desle larope para a bo
licadejose da Crui Sanios, na rua iova %
garra a. 5500, nie83000, asada falso lodo
aquelle qo. nSofor f andido netle deposito,Da o
quesetiz opresenli uviso .
IWFORTAIXTE PARA OPIBLICO
Para corada phlyticaem lodoiosseusdineren
tesgraos, que rmolivada por conslipacdes, losse
thma.pleBrii.escarros deanRue, drdecos-
ladose peito, palpilacaono carar*o,coquelnch
bronchile, dorna garganta, e lo'das as molestia
'tos orgd o* pulmonares.
riellins e releffos.
SELLINS e RELOCIOS de ptente
inglea : a venda no aratastaa de
Hoslron Kooker & Corop.nhia, es-
quina do largo do Corpo Santo no-
mero .48.
Deposito
de r*l>prnoeza da fabri-
ca de E. Gassc, no Rio
de Janeiro.
Vende-se a preco commodo rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, ebegado pelo vapor S. 8alvador s na
rua da Cruz n. 9.
/

&#*f$**| fllf^^i
cido commodos ; assim como barris com azeite
torio de carrapato.
HHE (JABATO lll'E AD1IIKA
60200, 65500, 7?, 7;j
de ma->a Ira






Fugio.ha tres semanas, parda escura'
denome Thereza, de vintej e tantos annos
de idade, liana, cheia do corpo. levou ves-
tido cor de rosa, e diversas roupas, tem
sido vista para a Estrada Nova e Remedios,
aondedizem estar edificando um mocam-
bo : quem a trouser a rua do Sebo n. 17,
sera bem recompensado.
Anda fgido desde 28 do mez passado
o preloJoSo, de nacfiu Benguella, idade 22
annos, pouco mais ou menos, he de boa 1-
tura, tem os ps grandes e os calcanhares
cresc.dos para traz ; levou ealca de riscido
muido e camisa, n3o levou cbapo, mas coa-
turna apanba-Io ou tira lo de algum cama-
rada, andaquasi sempre embriagado, costu-
ma dormir pelas escadas que licara abertas
toda a noite, e mudas vezes pelo trapiche
da alfandega : pedo-se as autoridades poli-
ciaes que o encontrar, p conduzam ao larco
da irerope, sobrado n i, que tem taberna
por baixo.
lOO^OOO de g-ratficacfto.
No da 29 de junbo prximo passado fogio
no engenbo Varzea de Una, sito na freguezia
ae w. s. da Luz, um cabra por nome Archa li-
jo, com os signaes seguintes : alto e choio
uo corpo, cara descarnada, olhos fundos,
nenies limados, pernas linas, sem unhas nos
aedos dos ps ; levoj chapeo de allia. 2 ca-
misas de iiia,lapol3o, 2 de algodSo azul, 1
caiga de riacadinho -le quadros e outra bran-
ca, levou um cavado mellado novo e gordo,
cora urna das oaos calcada, sellado e en-
frejado : roga-se as autoridades e capitSes
"e carneo a sua cap'.ura, e leva-lo ao dito
engenho a seu senhor Manocl Cavalcanti de
\lbuquerque, que gratificar cora a quantia
cima.
Kugio do engenho Coelhas, termo.de
Scrinhaem, no dia 22 do prximo passado
mez de junho o escravo de nome Jos, com
os signaes seguintes : idade, pouco maisou
menos, 30 annos, baixo, grosso, cor bem
preta, tem uma cicatriz na testa, he de An-
gola, mas parece crioulo por ter vindo muito
pequeo, por cima da sobrancelha, prove-
niente de um talho ; levou camisas e cerou-
las de algodSo branco e de listras, e tambem
uma camisa de baria encarnada com colla-
rinho amarcllo ; este escravo foi ha pouco
comprado ao Sr. Malhias Guedes, que ul*>-
mamente foi administrador do engenho Tra-
piche do Cabo, em cuio engenho foi visto
alguns diasdepois de fgido o referido es-
luem o prender pode leva-lo ao en-

cravo : (
tos da rua do Queima" frn[' inJ.ic0'"ou "esl'praca em casado
1 Alves Ferreira no Forte do Mat-
" I Sr. Manoel
tos, q
sado.
i do, loja n. 20, vendem-se pecas de madapo- ,,
liminuto pie-1 !A que SPr salisfactoriamente recompen-
: fc800 ; a el-
les, quo eslSo no resto.
I'EKN TYP. DE M. F.- DE FAiUA, -1857
.... 'VI-* >


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