Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07800


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Full Text
anno mm n. m.
Por 3 mezes adiantados 4,<000.
Por 5 mezes vencidos 4 FEIRA 7 DE AGOSTO DE 18o7
Por anno adiantado I5$000.
Porte franco para o subscriptor.
KNCAB BECADOS DA 8UB8CR1PC DO A'OHTB.
Parihiba, o Br. Joo Rodolpho Gomes; Natal, o 8r. Joaquina
l'Perciri Jnior ; Aracaly, o Sr. A. da Lemot Braga; Cea-
m'i o Sr. J. Jote de Oliveira ; Miranhao, o 8r. Joaquim Mar-
qnaa Rodrigues ; Plluhv o Sr. Josa Joaquim Ave lino ; ra-
ra, o Br. Juatiao J. Ramo* ; Amaxonas, o Br. Jernimo da
Costa.
PARTIDA DOS CORBEIOS.
Oliixic : lodosos das. BsOcmriahor.s a .Ma.
lguara.ssu', (.....lina .. I'araliili.i: nis .otcun.las e sritas-feiras.
S. Asiao,BaietToa. Honij. (Uru.ru'. Aiiinito ,- Oaraalmn: na leres-Telra.
S. Lourt-ncti, 'ao il'Allio. Nararr-tli. Liinueiro, Orejo, Paasnelra, In.w.o..,,
Flore.. Villa-llt-lla, Rua.Vi.ta, Uuricurv .- E\u\ na.,|uartas-r,-ira>.
CaU., lojt.ca,S.-ritiliiem, Kio Furruu.u, l'it.r, llamn.,, Aguu-Pri-la, Pi-
mt-ntciras e Natal: i|uii.|a-reirds.
Tolos os torrcio, parten a. 10 hora, da manha.
AUDIENCIAS DOS TRIBl.\ A ICS;UA CAPITAL.
Tribunal do commercio : segundas a quintal.
Relacao : tercas fer.n a tabbados.
Faienda : quartaa a tabbados as 10 horas.
Juo do commercio : aegundaa as 10 boras a quintas ao maio di
Julio de orphaos : segundas a quintas as 10 horas.
Primeira vara do civel : aegunda e senas ao meio dia.
Segunda rara do clvel : uanai a sabbadoa ao meio dia.
'
EPUEUERIDES DO MEZ DE AGOSTO,
o La cheia as 4 horas e 9 minutos da Urde.
12 Quarto minguanieai3 horas e 22 minutos da larde.
10 La nova ai 2 horas e 6 minutos da nianhaa.
27 guano crcenle aos 15 minuto da urde.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira ai .'i horai a 18 minulol d manhaa.
Segunda aa .'i horai e 42 minutoi da tarde.
DAS da semana.
3 Segunda. Ss. Gamaliel e Xicodcmas.
4 Terca. S. Dominaos de Gusn.jo lundador.
5 Quarta. \. Senhora das Netes.
6 xjuinia. S. Xisto p. ni. ; Ss. Feltssiano e Agapilo diie.
7 Bexta. S. Octano Thealino fundad ir,
8 Sbado S. Ciraco diac. ni.
!) Domingo. 10 S. Rumio soldado m.
PASTE OFFICjAL
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel geerI ta coaiaiido d.i araiai ale
Fern'mbaco na eidade do Baclfa, ana 5 4e
ageato da 1867.
OROEM ni i DIA N. 2.
O brigadeiro commaodanle dai armas interino faz
ceno a goarnicao, que por aviso do ministerio da
guerra de 17 de juina olliuio, que por copia Ihe foi
traosmillido pela presidencia com ullicio datado de
honlem, ae deterrninou que para o sustento dos re-
erulas saja ahon^ida ama diana igual ao valor da
ra<3o da etape da urna prac,a da prel, a por oulro
aviso da 16 se mandoa transferir para o batall.Ao do
deposita eitacionado na provincia da Santa Calha-
rin.i o Sr. alferaa Jos Maria Oarcez q*)e se actia na
corle, sendo desligado de batall.Ao 8o de infantera :
o que foi communicado em odlrio do quartel gene- sidente, como metubro da coramissAo de negocios ec
raido ejercito de is ludo do dito mez de julho ; i clesiaslicos creio que ja fiz sentir claramente i casa
para rogar a V. Etc. que convide as commissoes de de Caxiae ; da villa do Col, da villa de S. Jos, da
c.mitnercio e negocios ecclesiailicos. afim de que', Cooceicjo, e de Sanl'Anoa do Burity, ambas do
diera os seus pareceres sobre o projeclo n. 5"2 do an- monicipio do Brejo. A fregoezia do Burity dista da
no pastado, que entrando em >. discussao foi re- eidade de Caxias -26 a 27 lgaa ; de Caxias villa
melli 1o a ellas em dias do correute mez para o ea-1 do Brejo a distancia na verdade he superior a 30 le-
minarem. i gua, porem os caminlios silo milito (ransitaveis e
Far*.o este pedido, neto s porque entendo qne o j em lodo o anno.
assumpto desse projeclo deve ser resolvido nesla ses-1 Pens qae todas as vezei que sa puder reunir em
s3o, em vista dos importantes nteresses a que elle ; um so collegio os eleitores de
o mostrar dislinguirei as despezas sobre que
rsam em tres categoras :
allende, como lambem porque julgo que as nolires
commissoes j leem tido lempo de sebra para o eslu-
darera.
Para
ellas versara em ires categoras .
1.a Despezas extraordinarias, nao prevista na lei;
laes foram as que o governo fez por ccasiao da In-
vada do cholera-morbus para necorrer as provincias
que foram invadidas por este Magollo. Cerlamenle
mnguem desconhecer a urgente necessidade de laes
despezas, e a obrigar,ao rigorosa qoe corria ao eo-
um dislriclo, ler-ie- verno de abrir crditos para oecorrer a elle.
ENCARREGADOS DA SUBSCRICAU NO BUL
Alagoai. o Sr. Claudino Falcao Dial: Babia, o Br. D. Duai
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Martina.
E.M PERNAMBTCO.
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria nt la
livraria, praca da Independencia n. 6 e 8.
baaltingidoa perfair-ao do syslema de circuios; al '2. Despezas decretadas ou i
elei(ao do depuladn e do Supplenle lera disliucla, e j mas para as quaes mo tjiiham sido volados os res-
por raaioria absoluta de votos. Declaro a cmara
Nao quero com so dizer que ellas prelenlam ma-'que o que mais acluou lobie meu eipirilo, para pro-
taro projeclo por meio da demora dos pareceres, por-, por ao governo imperial a existencia da um nico
que -nem islo seria proprio doi eus honrados mem- | collegio em Caxias, foi a considerarao de que e-la
bros, nem produziria bom rOeito na opioiao publica ;
o mea fim he nicamente invocar o auxilio de V.
Exc. para reolve-las a aproen lar esie traba-
Um.
O Sr. Pinto de Campos pela ordem) : Sr. p're-
consegaiuleraeute determina o metmo brigadeiro,
que se pssse guia a este olllcial, e que se considere
sem efleiio na parla que Ihe diz respeito a ordem do
dia u. 9 de 23 do mez paisado, qae o declarou au-
xilie, e nesla mesraa conl'ormidade p edilal da cha-
ina ment.
Faz igualmente eerto que o Sr. segundo eirorgiSo
Dr. Olegario Cesar Cibossti foi no dia 2 do trren-
le nomeado pelo Sr. delegado do cirurgiSo mor do
exercito para servir o logar de primeiro cirurgiao
do hospital militar (em qoanio nao segoe para o
presidio de Fernando) em substituirlo ao Sr. Dr.
Rozen lo Apngio Pereira Uuimaraei, que teguio
com licenca para a provincia da Babia.
AssiguadoJuila Jos du Cosa Pimental,
ConformeDemetrio de GusmAo Coelho, alferes
ijudaute d'ordetis Dcarregado do detalhe.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SSSSO JUDIC1AR1A EM 6 DE AGOSTO DE 1857
Presidencia do E.rm. Sr. detembargador
Souza.
Estiveram presentes tolos os mtmbros do tri-
bunal.
Expediente.
Aviso do ministerio da joatica de 21 do panado,
remeltendn o decreto n. 1,947 de lado mismo mez,
o qual declara os casos em que nos processna de fal-
lencia cabe o ggravo de pelic/io ou initraroeoto.
DMribairo.
Appellanle, Manoel Jos Lipa ;
Appallada, D. Joeepha Francisca Piolo Kegucira
Hamos, como caradora de aeu marido.
Eicrivo Martina Pereira.
Ao Sr. detembargador Gilirana.
Julgamenlot.
Apprllanlei. Rothe & Bidoulac ;
Appelladua, Laiserre A Ti'sel-frres.
Foi annallada a sentenra appellada.
Embargante, Loiz Jos'de linio ;
Embargado, Jos Diaa da Silva.
Adiado.a pedido do Sr. depilado Reg.
Diligencia.
Foi com vista so Dr. curador geral a appell ji;ao
eutre partes :
Appellaoles D. Francisca Ignacia de Albuqoer-
que ;
Appellado, o coronel Joaquim Cavalcauti de Al-
buqoerque.
I'assagem.
Embargantes, viova e herdeios de Jos Fer-
uandei Eiras e uniros ;
Embargado, Vicente Ferreira da Costa.
Do Sa. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador (ilirai .
E inni nada havendo a Iralar, o Sr. presideolc
eucerrou a sessao.
O secretario,
Dr. Aprigio Guimaraes,
qual a minha opinio a respeito do objeclo da in-
lerpellarao ou rogativa qae acaba de fazer o nobre
deputado.
O Sr. llran 111 : He um pedido que fiz ao Sr.
presidente para convidar as nobrai commissSes a da-
rem o sen parecer.
O 8r. Pinto de Campos : Esse projeclo foi re-
medido ha muito poocoa dias u coinmis-oes de com-
mercio, indu-tria e artes, e de negocios ecclesiasli-
eoi; ellas meditam seriamente sobre a -i.i mate-
ria ; e resolvidas como se acham a tomar urna medi-
da qualquer, nao estila por ora ainda preparadas
para d que demanda nimia circumspecc,ao...
O Sr. Paranagoa : Apoiado.
O Sr. Pinto da Campos : Eu ereio que nito
ha motivo para des con liar de soas iulences. A pola-
dos.)
O Sr. BraniUo : Nem ea deiconliei.
O Sr. Pinto de Campo (elevando a voz!: o que
me parece, senhotes, he que se pretende como que
reduzir a cmara dos Sri. depulados ao Forum A'a-
manum, donde ai leis eram arranc.das aos gritos das
mollide*. ''Apoiados e uflo apoiados.)
Parece que se quer impor < commiisOei! Pois el-
las declaram muito positivamente que eslao firmes
em dar o seu parecer couforme os dirtames da sua
consciencia, e nao a receberim suggestes estranhai.
(Muito* apoiados,)
O Sr. Brand,lo : E qaem he que lites quer im-
por ?
O Sr. Pinto de Campos :Oh Icia os artigos qne
se lem publicado as foi has diaiias.
As commisses reconhecem que o preceito da guar-
da dos domingos edias santos de ve ser integral ineute
observado em todos os paizes catholicos, como emi-
nentemente o hea nac,ao brasileira (raoilos apoia-
dos) ; e. ralo perdero a esperece,* de ver Inumphar
esss grande idea a despeito de todos os obst-
culos.
Mai, endures, as commissoes reconhecem lambem
que he necessario marchar com toda moderarlo e
prudencia em negocios 13o melindrosos. iMuitos
apoiados.) Nesla parle vSo de accerdo com os gran-
des laminares da igreja.
O sanio padre Benedicto XIV, em iua conslluir;.,io
que ctun.ea ab eo lempore, diz e acousrllia que
quando o mal se liver tornado geral, e lancsdo raizes
profundas, convem minia prudencia e tino na sua
exlirparao para que o remedio nao fique lem fructo,
e a rdaga se exaspere.. .
RIO DE JANEIRO.
ClMiU DOSSRS. DEPUTADOSa
SESSAO EM 20 DE JUMIO DE 1857. ()
lfeiiiencia do Sr. ciiconde de Baependy.
A' hora do cosame, feila a chamada, e achao-
do-se reunido numero legal, abre->e a sesaao.
Leem-se e approvam-se as actas das sesgues de
17 e 18.
O Sr. 1. secretario di conla do seguidle
EXPEDIENTE.
Ollicio do ministerio do imperio, communicando
que ae participo ao ministerio da fazenda o falle
cimento do porteiro guarda livros da secretaria da
cmara doa Srs. diputados Jo-e Joaquim da Silva.
lolelrada.
Oulro do mesino ministerio, remeltendo o reqtie-
riinenlo doa empregados do archivo publico do impe-
rio, pe lindo milhoramenio noi seus honorarios.A
cnimiss i de pensiles e ordenados.
Oulro do Sr. deputado Tobas de Aguiar, parti-
cipando que por doenle deia de comparecer as ses-
soes.Inteira 'a.
Oulro do Sr. deputado Domingos Theodnro de
Azevedo Paiva, coramonicaodo que cireomstanciaa
imperioiai o ubrigam a retirar-se para a sua provin-
cia.Inleirada.
Itequerimeulo de Antonio Jos de Azevedo, sob-
dito portugaez, pediodo diipensa na lei para n atura -
lisar-se cidadAo brasilciro.A' c mmin.lo^ de cons-
lilnifio.
Outro das empregadoi e guaras da alfand'ga da
cidada de Porlo-Alegre, provincia de S. Pedro do
Sul, pedindo augmento de aeui vencimentos. A'
corainiisao de penibes e ordenadas.
Calfamenlo das ras.
L-aa, entra em diicussAo, a sem debate he appro-
vado, o seguinte parecer :
A lllm. cmara municipal da corte, para o lim
de que coto promplidlo pos-a fater ealjar as ras
desla corle, segundo o ivstema de paralleliplpedos,
como convem, pede na represenlafao junta, ou urna
auhvencn de 200:O'J3 aonuaes. ou a autonsaelo pa-
ra euntrahir am emprislimo. As commis-esde ea-
tnaras mcuicipaes a de fazenda aao de parecer que se
ouc,a ogoveroo.
Sala das commissoes, 16 de julho de 1857.
Meo tes da Casta.Viriato.Birlo de Mau.Costa
Moraira.Sampaio Viann.i.o
l.iceuea.
Le-se, anlra em discuisao, e lem debate he appro-
valo, o leguinta parecer :
a A roiioni-J i de po teres, a quem foi presente o
ofiiero do Sr. deputa to D-miugoi l'heodoro da Aze-
vedo Paiva, pedindo a esta augusta cmara licenca
para sa retirar para a provincia de Minai, a Iralr
de sua aaude ; he da parecer que se Ihe conceda a
licencs pedida, e que logo que se retira o Sr. depu-
tado, sa convide o lupplenle do respectivo diitriclo a
tomar aliento.
Pato da cmara, em lo de julho de 1857.A.
C. da Cruz Machado.J. J. pacheco
Loteras.
I.e-s. hejul imprimir para entrar na ordem dos trabalhos, o pro-
jeclo com que couclue o seguinte parecer da eom-
n,i--.ii : -a
a O director da compandia dramtica nacional do
Iheatro de S. Januario, desla corte, I-1 iriudo Joaquim
da Silva, lolicila dela aogosta cmara, ou urna
s'ihvenr i<> mensil, ou dua lolertaa annuaes, por es-
pado de dous anuos, em favor da dita companlua
para que possa continuar com os eos espectculos
allegando, a betn de sua pretendo, os onerosos en-
cargos qae lem feilo,faz e continuar a fazer,em sus
leniao i i de ama empreza de tao reconhecida mili |p_
de, a qual, alm disso, da emprego honesto e alimen-
lirio a mullas familias neeessiladas.
ir A comnii-si i de fazenda, atlendcndo proce-
dencia das ra/es allegadas, e ao exemplo aherlo em
favor da oulras eiuprezas semelhantes, comquanlo
dispo/essem da raaiores recursos de que ,, supplicanle,
he de parecer que se Ihe delira favoiavelmeu-
le, adoplando-sa o seguale projaelo de resolo-
r;ao :
A assemhlca geral legislativa resolve :
o Fieam c ticedidas duas lotrrias sniiuaes regan-
do o p'.ano adoptado, e por aspase de 2 anuos,
campanilla ilrainaliea do lliealru de S. 'anuario des-
ta corle; revogida is disposii-os em contra-
rio.
Sala das eommiitiaja, 17 ile julho de 1857.Sm-
pala Vianua.Bario de Mana'
Ach.-iudo-ae na sala Immediala o Sr. depnlado
supplenle d 1 !.> disirictn di Mu*, Jos da Cota
Machado de S uza Uilieiro, he tntroduzido rom as |
fornulidides do cslylo, presl juramento e loma al-
enlo.
Fecliamenln daa portas aos domingos.
O Sr. Brandao : Sr. pre.idenle, p,di a palavra
medida poderia concorrer muilo para rooralisar a
elei;3o daquelle dislricto.
A villa do Brejo he celebre desde muilo lempo
pelas suas actas falsas, tanto as elei(es municipaes
e primarias, como as secundarias ; as ultimas elei-
r,oei para depulados provincia* houve duas actas, e
igualineul* as eleires municipaes, sendo bim no-
lavel que na freguezia do Burity o numero dai ce-
dulai fui quaai o duplo do dos volantes qualilicados!
As qu ilinac/i-, silo sobremaneira escandalosas, o
mauicipio do Brejo (em quasi o dobro dos votanlos
do municipio da capital O mal das fraudes eleito-
raes he all endmica, limila-lo as eleicoes paro-
cliiaes era ludo que se podia fazer ; sujeilar seus e-
leitoris ao collegio de Caxias loi um grande pana
que se deu, a a bem da moralidade ileiloral do dis-
lricto cumpre nao acabar com assa correctivo, nico
que foi poisivel adoptar.
Appello para o nobre depnlado da provincia do
Amazonas, que foi juiz de direilo na comarca do
Brejo, e he boje da de Caxias, e esl.i habilitado a
dar seu valioso leslemuuho s considerardes que
acabo de fazer.
O Sr. Sarra Carneiro: Apoiado,
O Sr. Cruz Machado : (Juaudo a villa do Brejo
for oulra vez cabera de um collegio, podemoa contar
com acias falsas, jimais ser liquida a eleii;3o secun-
daria do .y .ii.indo eleiloral da provincia do Ma-
ranhai. O projeclo paranlo, longe da ser til, ha
de ser prejudicial moralidade eleiloral do difiri-
lo ; e sorneuie urna condescendencia mal entendida,
e que nao esl cerlamenle nos nteresses de seu au-
tor, o poderia ter levado a apreseuta-lo. Peco i c-
mara que o rejeile.
Nao havendo mus quem pec,a a palavra, e posto
o projeclo a votos, lie rejeilado.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Orcaraento do imperio.
Continua a 2" discaso da prnpusla do orcamenlo
na parle relativa do ministerio do imperio, com ai
emendas apoiadai.
O Sr. Fauala de Aguiar : Sr. presidente, pedi
a palavra, como memoro da commis-ao cojo projeclo
se discute, nao s para prestar as informacoes e es-
clarecimenloi que fossern exigidos sobre a materia
deste projeclo e cslivessem ao alcance da mesma
commisiao, mas lambem para justificar as emendis
que esla apresenlou con-i lera'rao da cmara.
C-imeearci por dar as explicacoes que na ultima
sessflo foram solicitadas pelo nobre deputado pela
proviucia de Miuas Geraes, relativamente ao aug-
mento que votou em algumas rubricas do orcaraeu-
lo frupusto comparativamente com as do oieiineitlo
votado para o exorcicio crrenle.
Se o honrado Miembro livesse consultado as ta-
bella! explicativas que aconipatiharam o orramento
impresio, e que foram distribuidas na casa ;'se hou-
vessa iambem examina lo o relalono do ministerio
. ... ------------------ ^-m...,m .v V KIHIUIll, IIV lllllll-lCI IO
necommenda como meio ellicaz as admoesla-1 do imperio preseutado este anuo, alii lena adiado
ces pacificas, e nao imposices aperai. (Apoia
dos.)
A este proposito, cila o referido santo padre as pa-
lavraa do grande Sanio Agostinho, quando diz que
os prejuizos uso ae arraneara speramente, du-am -n-
te e de molo imperios i, mas >\m por meio do eusl-
no, do eonselho e de pralicas moler ias : Non
asere, quanluin ctislimo, non darttif, non modo
imperioso isla tolluntur ; mu- d icendo quimju-
heudo, magis moliendo quaru minando ; aic agen-
dum esl mulotudine.
Por couseguiule, Sr. presidente, a commissoes nao
precisara de usligaces para cumprir os seus de-
veres.
casaos orgais dos grandes inie-
n.lo de patriolagens de nioguam.
- Se faz in Para aaliafaiec a aneiedade publica, inlerrom-
pem >s a publicara > das sess--. ,1a ramara dos se-i
nliores deputadoa, antepon la as de 211 e 21 do pal-
pado, em qii- faldram os senhores Rraadlo e Sergio se d
Ellas sao nesti
rcssai do pa;t, e
Apoiados.)
OSr. Braodao:
pello, ai rejeito.
O Sr. Pinto de Campos : Nao fajo insinuaces
ao nobre depotalo ; estou fallando em geral ; eiou
alludindo a continuados artigoa eomrauotrados dos
jornaei que parecem querer exercer ama pressao vio
Unta sobra a cmara. (Apoiados I
Em lempo opporluno, pois, as commissSe darao
o sea parecer.e naturalmenla ampliarao, complelaro
a idea do projeclo,prohibiodo as represeotaejoes lliea-
traei eoulrosespectaculosde iga.il-.natureza nos do-
mingos e dias santos .apoiados e nao apoiados); urna
idea he consequencia de nutra ; se se quer guardar os
das consagrados pela igreja aorepousn e as medilaces
religioias, he necessario que haja um i cessa^aoroin-
pleta datlos eases aclos que Irazein dislracc,Oes a es-
ses pos exercicios. (Apoiados.)
Agoardo-me portanto, para a oecasiao competen-
te : e lenho conclu lo.
i'Muila hm, muito bem.)
OSr. Presidente: Creio que com i explicacjlo
qoe acaba de dar o illuslre membro da commisao de
negocios ecclesiaslicos est aaliifeilo o pedido do uo-
bre depnlado.
PRIMEIRA PARTE DA ORDEM DO DIA.
Compandia Pona d'Ari.
Procede-ie votae.io d i artigo adlilivo do Sr.
Virialo, cojg discussao Pirara encerrada na ses-ao de
15, para que se rnneeda ao eslabelecimento de fun-
dir;ao do MaranhJo um einpreslimi igual ..o da
companhia Pona d'Ara. ile rejiitado o artigo ad-
livo, e passa o proj-rio n. 27 desle auno, relativo
cnmpinliia^ Pona l'Ar I, a* 3.a I- -cu si 111 I i n i
enlanlo a' co'umissao respectiva para o redigir na
forma do vencido.
OSr. Ilar.io de Mana', obiervando a nalureza ur-
gente do projeclo, em vista das circunstancias ex-
traordinarias em que se acha a eommiseflo da Pona
d'Ara, e o pouco lempo qne re-la de sessao, requer
dispensado insierslicio para que seja posto em ordem
do dia, logo que Moja redigido pels coniu.i--.lo res-
pectiva.
He approvada a diipens do intersticio na forma
requerida.
Sororaas dispooiveii do Ihesouro.
Enlra em 3.-' diseussao o projeclo do seuadu n. 62,
desla anno, autorisaudu o governo a depositar no
Banco do Brasil e suas caixas liliaes as sommas dis-
poniveis que liver no Ihesouro e Ihesouraria da fa-
zenda das provincias, contratando a abertura de con-
(as torrentes com joros.
Posto a volos, ha o projeclo adoptado para subir a'
anccAo.
O Sr. Presidente declara que se vai oificiar ao go-
verno para se saber odia, lugar ahora em que Sua
Magealade se dignara' receher a depulaca i que lem
de apresenlar-lhe este pro;ecto da lei a sua sanc-
cao.
A >'-enla Inri;,-.
Enlra em primeira discus-Ao o projeclo n, 6|
desle anno, autori'ando o governo a aposentar os
empregados da cmara municipal do lio de Ja-
neiro.
Na havendo quem pera a palavra, e i-oslo o
projeclo a volos, he approva lo para panar A segun-
da discussao.
Oaesles eleitoraes.
Enlra em I" discussao, cada um por sua vez, os
prnjeclos :
N. 2i desle anno, dividindo em mais u-n collegio
o 1Ua dltricto eleiloral da provincia de Minas-Ge-
raes.
N. 58 dele anno. Dar que seja a villa de San-
Beiilo a cabeca do segando distrieto eleiloral da
provincia do Maranhau.
>. i'.l lamhem deste anno, para que o primeiro
dialrlelo eleiloral da provincia do Para lenha ineis
un collego, e o lireeiro mais dous.
.NAo liaveu lo qocm peca a palavra s.lo poslo os
prnjeclos a volos a approvados para passarem a 2-'
discussao. r '
Enlia igualmente em 1 discussao o projeclo n. 32
ilrste anno para qe o :[ rHilrieto eleiloral da pro-
vincia da latina ..-ja rninposto ,1 Ires collegint.
>3o havendo qaem peSa a palavra, e posto o pro-
jeclo a volos, he approvado para passar a 2 dis-
cussflo.
O Sr. Danlas requer dispen=a d inlerslicio para
que o projeclo pesia enlrar na ordem do .na de a-
manhaa.
V. insult.n'a a cmara, tlecide pela Bfflrmaliva
E'ilra em |adiaea divil ndo em dous collegioi o 5 distrietoeleilora
da provincia ilo Maranhao.
O Sr. Croz Machado : Sr. presidente, leudo sido
n presidente que nropoz a organisar-Ao dos circuios
da provincia do Maranhao, entendo que n.lo rlevo
guardar silencio sobre o projeclo que se acha em
'JlsriisAo.
O -"> di.lt icio eleiloral daqoclla provincia eompe-
ele fregoezias, a saber : de ,S'. Benedicto, da
lodos os e-d r -itu .i;,.. q,,e desejava ; e neio faria
commlssa.) censura p..r nao ter mencionado expli-
cilamenle em seu parecer as ratrs que molivaiam
tal augmento, porque bem comprihen leria a iuuli-
lulade de semelli.iute trabaido, qoe nao seria mais
do que a simples reprodcelo do q-ie consta daquel-
lei d.icumenio, tpie se acham uas mAos de lotos o
Srs. depulados.
Entretanto procurare! satlsfazcr ao meu honrado
collega.
Referio-se S. Et. a'i vtrdas Inculdadcs ile di-
reilo e de medicina, ealliecheie e civiltsacao dos lu-
dioi, e colonias militares.
Quaulo a' primeira desla rubricas, o augmento
que se cola lie apenas de 1:000:, pruviudo da gra-
tificasao de iOOj que foi concedida pelo governo,
segundo o regulamenlo, a um lente que complelou
o lempo de 25 anuos de servido, e da de 60QS que
compete a um srvenle que loi nomeado por nina
das faculda.les, complelaudo-se o numero de 5 lixado
no mesmn regulamenlo.
Na segaDJa rubrica faculdades de medicina
o Ugnenle de 5:6625 P'ovem da nomeacao de maia
dous preparadores e conservadores para os gabinetes
e liberatorios de cada urna das ditas faculdades, e
das despezas relaliva a esle gabinele e laboratorios
criados em execujao do regulamenlo que reformuu
as mesmas faculdades.
I raan i i deslas, o nobre deputado censurou o
governo por nao ter ainda extinguido a classe dos
substitutos, sem refl-clir porem que o recolamenlo
prlo qoal foram reforma las as faculdades nao im-
poz ao governo a obrigacAo de exliuguir desde logo
esli classe de empregados. Cilarei as palairas que
em llgan de seus artigus se acham a respailo desle
projeclo.
No art. 18 le-se : Emqoaoto existir a classe dos
substitutos... No art. 61 : a Os lugares desohsli
lutos, emquanlo esla classe existir, serao protidos
por decreto, pudendo a nomeacao recahir em alguna
dos oppositores. Finalmente ao art. 95: Na hy-
polhese da soppres.ao ta classe dos substituios, etr'.o
Ve ae, porlaulo, que na ( o regulamenlo nAo
prescreveu a exlinc(io desde logo da classe 'los subs-
tituios, massuppoz a sua continuaran, e al a aulo-
niou emquanlo fosse coiivsnicnle, visto como dcler-
minou i maneira por que poderiam anda ser estes
nomealo", declarando qoe po ieriam as nomearOes
recahir em algn, dos opposilores. Se o governo nA >
lem al doje levado a ell'eilo tal extincc.ao, lem de
cerlo tul) pira isso boas razfies de lerviQO publico
A censura do honrado membro s poderia porlaulo
proceder se hnuvesse demonstrado a inolilidade da-
quella classe as aclu tes cirrum-l m.-ia. ; nada po-
rem disse a esle reipeilo.
(.tuanlo a'rubrica ealliecheie e civilisarAo doa
Indios a dilTerenra qoe ie nota he de 20:00\\ fi-
cando ella elevada a" lomma de 60:0003. Ora, nio-
guam crtumeiilt- achara' que esla quaulia he exor-
bitante, ten,|0 e, aitenraj que deve ser dislnbuida
por muilas provincias onde existem tribus de Indios
elvagens que compre chamar a' rivi|iiar,o. Alem
dislo uo relatorio do nobre ex-iniuistro do imperio
arha-se declarado que o governo mandoa conlralar
na Europa sacerdoies Iraneezes paia serem empre-
gados nejle servir-o ; e que finalmrnle, segundo as
instrucreas ullimamnile or^anisada, pretende o go-
verno oto Mi dar maior desenvolvimenlo aos aldea-
meuloi existentes, mas ainla iralar da creaco de
oulros.
Ouanlo, finalmenle, a' rubrica colonias milita-
res o augmento he de 60:1X105, lendo aislm ele-
vada a 120:0005
."Stoguein lamhem dir' qae he exagerada esla
qufnlia, atlendendo a que >c achara cralas nova
colonias militares, situadas nos sortees de difierentes
provincias, para onde 3o 1,1o dilli-eis as communi-
cacu-., e iao dispendiosos lodos os inelos de condtic-
rAo. hemais, seguntlo u mesmo relatotiodo nobre
e\-m nislro do imperio, traa o governo de levar a
efiVilo .1 lloren!.... medidas lendeiit'i a darem a eles
aslabeleriinenlos maior desenvuluimeulo. Finalmen-
le, ha um faci que plenamente justifica a elevicAo
que se nota nesla rabrica ; he que no exercicio pa<-
sado se vioo governo obligado, pata poder oecorrer
a s despezas relativas a's lilas colonias, a abrir um
endito upplemenlar de igual quantia.
Por ultimo fez o honrado membro algumas refle-
iej acerca dos crditos supplemenl.res que foram
abarloa pelo governo, pertencenlea aos exercicios de
1855-18'iti e IS56-IS.7, censurando o governo por
tata Tacto.
S. Ex. Iimilou-se porem a considerarOes gerae,
sem descer, como Ihe cumpria, ao exorne parcial e
minucioso dos dilos rred los, para demonstrar que
foram aherlos sem razuei que os juslilicassem, e fura
dos casos em que a lei os pennille.
Se porem livesse o nobre deputado examinado o
relalono do nobre ex-ministro do imperio, adi depa-
raba rom um artigo eapecialmeate consagrado a ex-
posirAo e jastificacAo dos mesmns credltoa, e veiia
que a saa cen-ui.i nao foi I >;m cabida, como voo
mostrar.
pecuvos fundos. Foram eslas despezas as que pro-
cederam do augmento da sahvenc.au concedida i
companhia da nave nhera as razrs que leve a commissao para subiueller, ra o cdigo do processo e o rezularacnto dss rela-
a sua considerarlo as emendas que se acham sobre roe'.
S u'V' .-. ... OSr, Franco .lAlmeida :- Nao foi lmente i.so
l'releu in lambem responder a slgum nohres de- o que fez a aeaaaihlea i r.viucial ; V. Ele. oulo
potados que, disculindo em dtll'ereules occasies ac-1 nAo leu bem o parecei da commis los perleiirenles ao ministerio do imperio, leem di-i OSr. Fausto de Aguiar .-A assemblea provin-
rigido injustas censuras ao digno ex-muiislro que cial quando receben a queixa contra o juiz munici-
oltimainenle dirigi esta repartirlo. Como, porem, i pal da cap.tal, nomeou urna commissao para dir so-
se acha ."..Exc. com a palavra e Iralar' por cerlo i bre ella o seu parecer. Essa commissAo indicou a
da defender-se de laes censaras com o brilhanle la- ; applicaCAo da lei de 15 de novembro .le 1H27, mas
;nlo que todos Ihe reconhecem apoia los iuulil, a asse.nbla nao approvou esse parecer, e resolveo
qoe se recorrese a applica;,lo das disposir/tes do c-
digo do processo e du retufamento tas relaees.
O Sr. Franco de Almeida ;Esla' engaado.
Sr. Finito da Aguiar .Na me retiro ao pa
seria que eu lomasc a mim semelhanle larefa, que
mal poderia deseinpenhar.
Resta-ine agora, Sr. presidente, aproveitando-me
da novaio do seo contrato ; da lubveurao dada da palavra, fazer breves reflexe* sobre urna parle
companhia de reboques da provincia de Serpige ; do do discurso proferido eut urna das ultimas sessdei I recada eommlialol
Mitos dos conselhiiros de es- polo nubre depulado pela provincia do Para', qoau-1 O Sr. Franco de Almeida -!Vao esla' cerlo do
do apreseutou e fundamenlou um requerimenlo pe-! que se passou na aisembla provincial ; eu Ihe mos
dindo o parecer da illuslre commissao de conslitui-j tra.ei o que sli/ no parecer, que foi approvado.
<.ao e podis obre o mu lo como procedeu a as- O Sr. Fausto de Aguiar ..Nao me redro, ja di.se,
semniia legislativa daquells provincia por oecasiao ao parecer da commi.sao, qoe nSo foi apurovado
de lomar coiihecimenlo de nina queixa qoe Ihe foi pela a-sembla provincial
apres.ntada coiilra um mag slrado. O Sr. Franco de Almeida .Foi approvado ; esl
l\.io me reen a parle desse discurso em que o ; redoudamenle ensaado,
honrado membro Iratnu do objeclo propnamente do
Nao "
lado marcado em lei : das despezas que accresce-
ram com a execurau da reforma das Faculdades de
Direilo e de Medicina, e da ius cundaria du municipio da corle ; e finalmente do
augmento ordenado por lei dos vencimentos dos cor-
reioi da lecrelaiia de estado. Mmguem contestar
lambem a obrigajao em que eslava o governo de
abrir crditos para cumprir as disposicAei de lei
que decretaran] on aulorisaram estas despezas.
3.a Despezas que excedern) as respectivas rubri
cas, e que nao podiam deixar de ser feilas. Eslas
despezas sAo relativas a aula -lo c mmercio, ao Jjr-
dim Bolaucu da l.agoa do Rodrigo de l'reilas, i
Academia de Bellas-Artes. s onras publicas do
municipio da corte, as colonias militare!, i nomra-
tao de mais um meslre da familia imperial, e fi-
nalmenle ao excesso que houve as despezas cou-
cernentes inipressao de leis a de aclus do go-
verno.
Basla alleoder-se mesqninhez das sommas vola-
das na- respectivas lubricas, e pequea importan-
cia das quantias eo que imporlaram os augmenlos legislatura,
aulorisados pelos credilos, para que so veja que n.lo
houve abuso.
sen requerimenlo. ISAu he esla a oecasiao mais op-
porliuia para discutir esta materia ; e demais, es-
tando esse requerimenlo dependeule do exame e
parecer daquella nobre commissao aguardarei o seu
Irahalho pira enlSo emillir a muida opinio.
Apenas me nrouparei mu succinlamenle com a
outia parle do mesmo discurso na qual o nobre de-
pulado fez unn grave arguirAo aembira provin-
cial do Para', e ao mesmo t-mpo Irouxi a discosao
iiiipcrtinei le e inconvenienlameola oa partidos da-
quella provincia e at a ra tilia pessoa, referindo-se
I oceurrenrias relativas eleicti) em virlude da qn.il
live a honra de tomar assenlo "nesta casa ni passada
Com elleilo todas as quantias desla ultima catego-
ra coraprehendidas nos crditos supplemenlares im-
portan) na aomma de 291:7815000 abrangendo dous
exercicios.
Referiodo-me agora i lolalidade das despezas au-
torisadas pelos crditos de que se traa, obtervarei
que excluindo-se l.Vi smenle as despezas extraordi-
narias occasionadas pela invaso do cholera-morbus,
a importancia de todas a mais he minio iuf-rior ,t das
sobras que houve as difierenles rubricas do orea
Menlo, e aitian nem foi despeo lida a aomma geral
volada pela lei para as despezas do ministerio do I
Se pui(auto tivese 1
que oulr'ora Ihe foi
Acabo de dizer que o nobre deputado trouxe a dis-
I cussAo impertinentemente esles assuraplos Ero ver-
\ dade nAo pisso comprehender qual a relajo, qual
I o ponto de contacto que possa hiver entre a qu.siaa
a que se referi, questAo de inlelligencia de urna
i dipoaJ(la do aclo a I licional, e que p..ranlo deve
ser considerada debaito de um poni de vista geral,
' e resolvida segundo principios, e a historia e apre-
ciarlo dos part los da urna provincia ; enlre seme-
IhantequeslAo e as oceurrencias e rircumslsncisaque
. por ventura tivessem acompanhado urna eleijio que
j leve lugar di mais de qualro ai.u .-.
'i Acresceulfi am laincunvenienlemenlc,n3o Ka
... r i P*ll"luc '"abo de ponderar, mis lambem por outri
ida o governo a fa- | considerarlo,
nferl.la de applicar
ade da lllna(3oa conciliarao dos partidos, a
paz c a concordia dos esplrilus. sera" por ventura con-
forme as conveniencias, estar' de accordo e em har-
mona com acuella idea, revolver-se o passado des-
ses partidos, rememorarse suas lulas, elogiando um
e inveclivand i oulro, e (razer-se a di-cu-s.lo as pes-
i.i- .(o- i-ni o orado ndle-, deaperlando-se assim
paixes e avitaudo-se odios ?
NAo causara eslranlieza que asim procedesse al-
soein que nao acredisse oa reallaielo pralica, na"e-
xequibilidade da idea d i coticliac,ao dos parlidos, c
livesse essa idea em conta de um sonho, de u-na u-
lopia. Mas he cerlamenle eslranhavel semelhanle
pf.re lmenlo parlin lo do nobre depulado, que nos
lem aqui diin ser eminentemente conciliador, 1er a-
imperio
cudale uuo ntin uta ucar l
a. sobras d. urnas para oulra. verba., npprirta a L
todas as despezas dentro do crdito geral da mei- '
ma lei.
Passarei agora a justificar as emen las aprsenla-
das pela commissao.
Sr. presidente, a cumnii--.loei.leii.leu, de accordo
com o nobre ministro do imp-rio, que a respe to de
aUuraas verbas do i.remenlo propoalo, Lonvinha
que se Uzeasen allera;es afim de seren postas em
harmona coni o estado elleclivo das despezas que
Uies sao relativas. Em parte estas alleraeOes nao
imporlam augmento de despeza ; cini-lcn apenas
i.a sua melhor e mus regular diabribaifSo pelas
verbas a que devain perteoeer. Na parte porem em
que se da tal augmento, a coiumisvAo consultou e
llendeu a exigencias indeclinaveis do servifo pu-
blico quanlo a algumas de-sas verbas, perqu nellas
se nao acham contempladas ce ras despezas qoe leem
accrescido, das quaes se nao pode prescindir, e que
eslo devidaniente aulorisados ; quanlo a oulras,
porque a alta rrescenle de lodos oaprecoi as lem (or-
nado in-ullicivnles para salisfazerein s necessidade.
do serviro a que ellas se r ferem.
Demonstrare! o que arabo de dizer, datando es-
pecialmente de caila ama das verbas coja allerarAo
a enmroissfta indica.
Comecando pela >erbicerelaria de estadoob-
servare! que a elevajan propoita pela cotnnns<;o
nao procede de novas deapezaa que daj un de ac-res-
cer, mas da cirrumslanria de ler ella entendido ser
conveniente iue certas deipeza perlensreotet8 eill
verba, mas qu- leem sido sali-leilas peladlas evn-
luae ou por mejo d crditos supplemenlan, pas-
sem a figurar nella eireclivanieule.
Provem illas despezas primeiro das gialificarties
que racebem os empregado- addidos a mesma secre-
taria.
.'.'"' a cmara presente qoe desde sempre leem
dillerenles nobris ex-minislros couslantemente de-
clarado em seus relalorios a' assembla geral a im-
possibihdade absoluta de serem desempenhado. o.
variados c imporlantes encargos que pesam sobre
eita reparlicAo pelo diminuto numero de eiopre-
gados que foi litado pela lei de tua erg mi-i lo.
impossibilidade qoe ja foi reconhecida pelo co'rpo
l-gi-ldivo, quando aulorisou o governo para refor-
ma-la.
Lrgidos por esla necessidade de proverem a'de-
ficiencia do pes tal dasecrelaiia os mesmos dignos
ex-minislros chamaran) para o seu servir cerlo nu-
mero de Idido-, arbilrando Ibes gratilVac.Oes que,
em geral, cumpre recouherer, se acham iquem dos
serviros que prelam.
Como porem a quola volada nos leis de orramenti
relativa aos vencimentos dos empregados da secreta
ria comprehendesse apenas os que currespon iiam
aos empregados litados na I'i de sua organisacAo, e
por isso nao comporlasse o augmenlo procedente das
referidas gratificarles, recorria-e para supprir esla
falla, ou a' verba de evenluaes, ou ao meio dos cr-
ditos supplemenlares, como disse.
A commissao nao frz mais do que addicionar i
verba a quantia necessaria para comportar eslas des-
pezas qoe Ihe s,1o concedientes.
Provem em legando lugar da iniullieienra mani-
faila da quola relativa as despezas de impre'-Ao de
leis e actos do governo.
Esta quola, que era ap-nai de 6:li:io-s, lem lido '
sempre excedida, e nao podia deixar de ser ; temi-
se por isso necessidade, para suppri-la, igualmente
le recorrer-se a' de evenlaaes, ou ao meio dui cr-
ditos supplemenlares.
A commissao acresceotou lan bem a' mesma ver-
ba a quantia precisa para alifazer-se por ella esla
despeja integralmente, regulando-se pelo qae le
despendea nos annos anteriores.
A serbaFaculdade de Medicinafoi elevada
com a quantia de 7:200.J, importancia doalugoel pe-
lo qual foi contraalo pelo governo o predio para
onde se pasnu a Faculdade de-la corle, lalisfazen-
e assim a urgente ne.-essidade que havia de Iran.-
feri-la do inconveniente arruinado predio em que
lonccionava ptra oolro qoe oll'erece-se, senAo todas
as cundljoes desejaveis, ao menos as que era pussivel
obler
fjuanlo a' verba de
O Sr. I'anslo de Aguiar :V. lxc. he que esla'
; engaado ; o qae pas-ou foi que se applicassem ao
caso as diposic,oes do cdigo do processo e do regu-
' lamento das rataeoea,
O Sr. Franco de Almeida .V. Etc. esla' ensa-
ado ; ha de recouhere-lo quando eu Ide apresen-
lar o parecer approvado.
O Sr. Fauslo de Aguiar .Sinto nSo ler vindo
prevenido com aquelle parecer e com a acia da ses-
sao para moslrar que o que se decidi foi a ai pil-
carlo do cdigo e do regulamenlo referidos, a Irait-
liniio-se a lei de I827 s como direilo subsidiario.
O Sr. Franco de Almeida :Nos casos ornisso,
que omulalis mulandis, etc., ele.
O Sr. Fausto de Aguiar :Porlaotu a bate da de-
risao da assembla provincial foi a que acabo de
mencionar, e assim procedea ella de accordo com a
opmiao do Sr. Pntenla Boenu.
O Sr. Franco de Almeida .EsU' completamen-
te engaado ; havemos de discutir esta materia. Fo-
ram anida assim muilo alm do que diz o Sr. Pi-
menla Bueno.
O Sr. Fauslo de Aguiar:Aceito a discusiAu para
lempo competente.
Portanto o nobre depotalo nao eslava auloriado
para qaalilicar como qualilicou essa apiniao que se-
guio a assembla provincial, e para fazer a esla ISo
grave arguirjao.
Nada mais direi nesta oecasiao ; em oulra enun-
ciare! pessoalmenie o meu pensamenlo sobre esla
materia.
Agora pero licenca a V. Etc., Sr. presidente, c i
eamaie, para dizer algumas palavras contrariando
os fados que inexactamente referi o nobie depula-
do tratando pela eleirao da qual live a honra de lo-
mar assenlo nesla casa na legislatura prxima pas-
sada. r
No intuito de fazer crer qoe essa eleirao nao foi
lilha do vol esponlaneo da provincia, mas sim do
emprego de inllueucia olli-ial, disse que eu, estando
anida no exercicio do caigo de presdeme da pro-
vincia, organi-ei una chapa roulcudo nonieaque of-
ereci a enn.i.lerar-ao dos eleilores, entrando o mee
entro elles em primeira lugar, e que se n3o fosse de-
pois a coadjuvar-au que me pretlou o meo digno an-
tecessor, e o op no que recebi da p dira e da guarda
bragado aquella idea por convicrao e de lodo o seu nac'0"i,l. que eu orgaoliara rom laes vistas, nAo le-
canaes, ponles e eslrstlas,a
eoraego.
O Sr. Franco de Almeida :ile por isso que nao
quero que o Para' cantinea montado pelo modo
|oe V. Eic. sabe que o montn.
O Sr. Fauslo de Aguiar :Oa o nobre depol.ido
paranlo cnteule a concilladlo por um modo que
ningoem por cerlo eonipreheiidera', ou pena que
nA.i heeili ipplicavel, que seus elidios se node-
vem estn lera provincia do Pira".
i: com rlTeito algumas palavias que ptoferio no
correr de eu discurso revelara que eale he o seu
pensamenlo.
_ Disse o iKil.ro depata lo que o parli lo a que pr-
tence nao po le deixar, por lod s os lilulos, de t xer-
cei decidida preponderancia nos negocios da pro-
vincia.
Ora, senhores, llavera' cousa que menos se com-
padeca com a lea de roii'iliar.Vj de partidos do que
semelhanles palavras '.'-
O Sr. Fraoco de Almeida :Ora pelo amor de
Dos I
O Sr. Fauslo da Agaiar ;Quem pode conceber
que se concillen) parlidos Conservando urna decidi-
da prepoiidetancia sobre lodos os negocios'.' Sera'
islo porvenlura concihacao, on antes intolerancia e
exclusivismo *.'
Mas nAo insistirei nesle poni, porque nem agora
nem nunca acompanharei o nobre depulado em se-
melh-iile terreno.
Eolretanlo nio deixarei passar sem conleslarao
urna proposicAo proferida pelo nobre depulado,
quando iratou .le cararlcrisar os parlidos daquella
provincia.
V. Exc. disse que esses parlldoa nunc liveram
idea ou pensamenlo algum poltico ; que a sua mis-
ao se limilou sempre a elevar, engraudecer e sus-
lentar pessoas.
O Sr. Franco de Almeida :Al certa poca.
O Sr. Fausto de Aguiar .-Contesto lem-lhante
proplelo. O' parlidos da provincia do Para' te
definen), como sempre se definirn) os dous grandes
paridos em que se Um livi.lido o imperio nos ul-
lim-s lempos. E fago esla reclilicarAo era honra da-
quelles mismos partidos.
O partido qun nao lem id.K. que obelece cega-
mente a pessoas. e"se dedica exclusivamente a ele-
va-lis, engrandece-las e s.islenla-las, nao pode as-
pirar ai honras, nem a denoranacao de partido ; he
urna simples l-r ; i., que deve ser dtsprezada ou re-
primida, porque se pule lomar inconvenientemente
aos interesara da sociedade.
O Sr. Franco de Almeida :V. Exc. sabe se ha-
viain parlilo-, e condece aquellei que constituem
urna faccAo no Para".
OSr. Fausto de Aguiar :Partidos laes s mere-
ce m a qualilicarAo que Ihea acabo de dar.
O Sr. Franca de Almeida :NAo le legue
ambos a.jam facrOes.
O Sr. Fausto de Aguiar:\enhum dos partidos
aceitara' a descriprAu que driles fez o nobre depu-
lado. e nem aquelle que perieuce nao Ihe agrad-
cela por cerlo o elogio.
O Sr, Franco de Almeida .Al cerlo lempo as-
sim foi, isso devido ao estado especial da pro-
vincia.
O Sr. Fausto de Asoiar :NAo deixarei lamheo
eiu ronte.tarao a arguic,Ao que fez o nobre deputa-
do a' assembla legislativa du Paia', allribuindo o
arlos por ella pralicadus por oecasiao de lomar co-
qae
coramiisao acresreulou a quanlia de 700:0005, ne- "becimenlo da queia que me foi apresentada con-
cessria para cumprimenlo da obrigarao que iem o '
governo de pagar os juros de 5 '[, garanli ios p^r l-i
asrompanhiasdas estradas de ferro de D. Pedro II
e de Pernambuco. >
A primeira destes companhias realisou al o lim
le junlin ullirnn o emprego de capitaes na impor-
tancia de 7.200:000} a' qual correspondem na wm-
ma de 360:0009, e calcula-se que realisaia' al o
lim do futuro exercicio o emprego de mais capilaes
no valor de 1.000:0005. correspondendo-lhe juros
na importancia de 200-111-.
A de Pernambuco presuine-ie que empregara
Ira o juiz manicipal da capilal ao desejo nicamen-
te de exercer urna perseguidlo contra esse msgii-
tralo. *
Para sustentar essa sua assert.lo lima argumento
o nobre depulado do proce lmenlo que segoio ne-te
negocio aquella assembla, prncedimenlo que quali-
licou romo arbitrario, caprichoso, e ale anarchico a
revolucionario.
.Ma-, senhores. ne-se procc limento nada houve
da extraordinario, na la que puieise justificar se-
melhanles qu -lilica^oes e argirn.
Sab- a cmara (ue a inlelli-;encia do arl. "i da lei
lambem al o fim do exercicio futuro urna somma de de 12 de agesto de 1810, quanlo ao modo de execo-
capilaei pela qual sejam devido
Cia de 110:0011'..
juros na imporlan-
A lomma deslas addir;aesda' a quaulia da700:0009
que se addidaai a' dila verba.
A rubricacorreio geral e paqueles de vaporhe
augmentada com a qaanlia de (9:700$, proveniente
do augmento de subvenrAo concedido pelo enverno,
c;lo di atlriliuir-Ao rioiifenda pelo aclo addicional as
aemblas proviuriaes de lomaren) conliecimenlo
dos crimes de responssbilidade dos magistrados, lem
sido objeclo de muilas duvidas, e dado lugar a opi-
rOh difl'erenles.
Enlendem uns que o exercicio dela atlribuicAo
ln' esseucial e intimamente dependente da lei s-
e approvado pelo noder legislativo, ao emprezario da pecial que deve ser decretada pelo poder geral, re-
gulando a forma do respectivo processo.
Pensam oulros que esa lei he da competencia das
me-mas assemblas proviuriaes.
Huiros julgam que a forma de (al processo pode
ser determinada m- reglamenos internos daquel-
las aseiuhl.i.
Oatruf fiualmenle lem sido de npinio que, em-
pela lei de dora nAo tlilta a lei de que se Irala, poden) as as-
semblas proviuriaes exercer aquella altribuirAo re-
gendo-se pelas disposM-es applicaveis do cdigo du
processo e do regulamenlo das relares.
P i. bem ; esla ullima epiniRo, que de ustenla-
ve| romo qualquer das nutras, c que lem em seu
navegarAo a vapor entre esta coile e a cidado do Des-
ierro ; e do aerrescimo de despezas icca.ionado pe-
la creacAo de novas agencias decorreius em dilTercn-
les provincias.
Na rubricainstrucrAo primaria e secundaria do
municipio da corlea coramilUo prope o accresci-
m> de 50:000$, necessario para que o governo eflec-
Ine a reforma para t qual f.i autori-odo
17 de selembro de 1851, dividindo o collegio de Pe
dro II, em intrnalo e eitcrnalo.
Na rubriciImperial Instituto dos meninos cp-
gosha o augmenlo de 5:0009. A commi-sAo leve
em vista habilitar o governo i.Ao sn para elevar o
numero dos alumnos de-lo eslabelecimento a 20,
mas lambem para monlar urna ou duas ofHcinas
como exi'lem em ealabelecimenloi de idntica na-
turer.8, para complemento Ja educarao dos inesmos
alumnos.
Quanlo a" rubricaJardim IIdnico de Pa-eii
Publicoo augmento he de 3:9195, imporUneie das
despezas que sao leitas com a illuininarao a gaz ues-
ria oblidoo Iriumpho qae alcancei.
Admiro a iuli leli lad da memoria do nobre de-
pulado a respsdo dos fados quo citan, tanta mais
quanlo S. Exr. foi tesleiuuulia presencial de I .dos
elles.
He inleiramenle inexaclo que eu organisasse cha
[" a'gania, quer com o meu noine. quer metmo sem
elle.
Em Janeiro de IS">2 pedi ao governo imperial a
minha demlsaHo daquelle cargo, e comquaulo me
ii o fose loam diataiaeiitec ineedlda esla graca.eom-
ludu a obllve, e era o resto do mesmo anuo pas-ei as
re <-a- da administraba to meu digno lueceaaor. A
eleirao devia ler logar em dezembro. Emqu.into fui
presilenl a pessoa neiiliuina tlisse e del au menos a
entender que me ipretenlaria candidato. Apezar da
mudelidade da mmoria do nobre depulado acerca
desles fados,eu nA > duvidaria perguntar-lhese n-sse
lempo, quando enlrelinda frequeules e eslreilaare-
larjes comigo, ouvio-me alguma palavra que dsse
a entender semeldanlepreleui;ao, ou se lal cousa Ihe
dis-eram alguna de seus amigos que lamdem eram
meu-.
OSr. Franco ile Almeida :He cerlo que V. Etc.
sendo presidente se apreseulara candidaiu ; sabia-se
dislo perfeilamenle. Ninguem o ignorava.
O Sr. Fausto de Aguiar :Diga o nubre depula-
do te Ide comrauuiquM essa inleneau ou a algum
dos nossis amigos.
O Sr. Franco de Almeida :Rompea as suas re-
lacOes para elles quandu se apreseutou candidato,
anda quan lo oa prcid-ncia.
OSr. l-stusio de Aguiar :Al o ultimo dia em
que exerci o cargo de presidente o nobre deputado
me honren com as su.s rale{6<.
O Sr. Franco de Almeida :E.l muilo engaa-
do. Ainda eslava ua presidencia, e ja nos e-lava-
mos separados par causa dos preparativos para a
oleicao.
O Sr. Faoslo de Aguiar :He oulra prava da in-
fidelidadede sua memoria.
OSr. Franco de Almeida d um aparte.
O Sr. ranilo de Aguiar :Pec.o-lho que nao
queira levar a ducussAo pira o terreiio do ridiculo.
N3o sei jogar esla arma, e desejo que nao a joguem
comiso.
O Sr. Franco de Almeida :Nem eu. Creio que
nao se deve Iratar da n organisarlu da guarda na-
cional no Para para Irazer a administrariA de V.
Exc, que a munlou no sentido eleiloral. I le de o
provar. V. Exc. permita que Ihe faga islo muilo le-
rlamante, e que o prove quau lo rae coubrr a pala-
vra. Nisio u.ln da s .indra de lidieulo.
O Sr. Paetta i'.i Aguiar:E cu Ide liei di res-
pondir pelo mesmo modo.
Como dizia, foi dep.is que deixei a adtninilracAo
da provincia que me apre-enlei candidato eleiro,
esperando que a minlii candidatura sena bem aceita
pela provincia, econseguida com o valioso apoiodos
mens preslimosos sinigos.
O Sr. Franco de Almeida :A islo pos'O eu cha-
mar iucredulidade da memoria do oobre depu-
lado.
O Sr, Fausta de Aguiar :,\ palavra do nobre de-
pulado opponho ea a rninda.
O Sr. Franco de Airadla :A' sua palavra op-
ponho eu os fados, que pretendo explicar franca-
mente.
O Sr. Fauslo de Aguiar:Por ora nao aprsen-
lo!) n iihiiin que provasse.
OSr- Franco de Almeida:Apresentei a guarda
nacional e a poca da sua domi..a.., etc., etc.
O S-. Fausto de Aguiar :Nao posso responder a
tuto ao mesmo tempo.
II* lamb'oi inexaclo que o mea successor o Sr.
Di. i mili preslase o mnimo apoio i minha can-
didatura ; o Sr. Dr. Cunda cnnseivou-se perfeiti-
menle neutral nessa eleirao. Lio foi reconhecido
pelo nobre depulado e por seus amgos, que somen-
le o en.tiran.tu por ler, segundo diziam, influido
para que a cmara da capital cotiforisse o diploma
de deputado i um e ola a oulro dos dous cidadaos
que prelen liinn o ultimo logar na lisia dos depu-
lados.
Quanlo ao ipoio que disse o nobre depnlado ler
rae prestado a polica, deve lembrar-se de que du-
rante todo o lempo de minha idminisir.ic.lu nao liz
a mnima inveisau uas autoridades dos diversos lu-
gar** da provincia, conservando as mesmss peisnai
que hadara lido Horneadas pelus ni mi- diguos ante-
cessores.
OSr. Franco de AlmeiJi : E a influencia do
chefe de poltcia '!...
O Sr. Fauslo de Aguiar :Se se refere ao digno
cidadao que exerria o Cargo de chele de polica, ho-
je fallecido, d.jve elle se ler esquecido de que elle
era lambem cindidalo ne'sa elei^Ao. e que nao po-
deudo eu preslar-lhe apoia algum, pois eslava
rcduiido usiluarAo de simples ci.ladAo, nao despen-
dera elle para comigo sera reciprocidade os seus
meios. E demais, deve tambera lembrar-e o rmhre
dapulado de que foram os seus amig s que com a-
quclle cidadAo se alliaram. dan t--IJie grandes vula-
3ea em quasi lodosos coll-gios onde inlluiam.
O Sr. Franco de Alenla:Rala engamdo
contassr. conhecendo perfeilameute os qu* eram ou
nAo meus araigos ?
O Sr. Franco de AlraeiJa :Eram seas amigos
enlAu, como eo e outros.
O Sr. Fauslo de Aguiar :Esl engaado o oobre
depulado.
Finalmenle, neear o nobre depulado qae nai no-
meac,ors qae liz, durante lodo o lempo da minha
adminislrae.Ao, para qoaesqaer empregoi ou car-
gos, somente me dirig pela idea de preferir o me-
recimeiilo e as habililac,5s, escolhendo muilas ve-
zes pessoas perleuceutes ao partido do nobre depu-
lado f r
O Sr Franco da Almeida :Islo p-ova qae
depon, brigondo comnosco, foi injusto e ingrato.
O Sr. Fausto de Aguiar :Nunca briguei com os
leus amigos.
O Se. Franco de Almeida :Quando formou a
Chapa gov eriiainenl.il.
O Sr. Fausto de Aguiar :D a cmara a minha
palavra e a palavra do nobre depulado o poso que
Ihe merecerera.
OSr. Fraoco de Almeida :E mais que lado pe-
se os fados, que he o que serve.
OSr. fausto de Aguiar :Est perfeilamenle en-
gauado. O nobre depulado nAo pode saber qoaei
erara as minhas relegues com eise ministerio, e sa
contraueii ou nao a pedir a minha deiniiao.
O Sr. r rauco de Almeida :Sei qae Ihe enviou
sua deinissAo.
O Sr. Fauslo de Agoiar :Eu pedi-a.
O Sr. Franco de Almeida :O minislerio ante-
rior lia a imita negado, e por isso V. Exc. nao a es-
perava mais quando Ih'a mandaran).
O Sr. Fausto de Aguiar :-Qoaode pedi a minha
demissao, eslava firmeraenle disposlo a n.lo conti-
nuar.
O Sr. Franco de Almeida : V. Etc. nao espera-
va mais a demtssAo, quando a receben.
O Sr. Fausto de Aguiar :A isla nata leudo mais
que reipouder. Chamo al o leslemuuho do nobre
et-minislro do imperio.
O Sr. Pedreira : Apoiado; escrevea-me pira
qoe eu Mlasse....
O Sr. Fausto de Aguiar :Se eo prelendesse abu-.
sar da minha posirao de presidente para litis elei-
loraes._ nAo leria pedido a minha damisso. Apoia-
dos.; Sa a pedi foi porque queria apresrnlar-me
cand.dalo na qualidade de simples cidadao. Eram
esles os meas principios, de que l lando dado
prova.
Sendo presidente da provincia do Cear em 1819,
quando all se procedeu a urna eietrao de depula-
dos. nesse lempo em qoe nao havia mcompalibili-
dade entre o cargo de presi lente de provincia e
a eleicao. pedi a lodos os meus amigos qae nao
me dessera nem um so vol i'apoiadoi), e nao os
Uve.
0 Sr. Franco de Alraeil: :He porque o lerreuo
Di* era o mesmo.
1 mi voz :He porqae o homem do Ciara' era o
mesmo da do Para'.
O Sr. Fauslo de Aguiar :Na provincia do Cea-
ra sendo eu presdanle, nao fui eleilo depulado,
nem mesmo ras apresentei can lidato ; na provincia
do Pan', ora anno anisa da elairSo pedi a minhade-
miado, e inslei pur ella.
Coiirluirei, Sr. presidente, invocando as propriai
palavrai com que o nobre depnlado lindou o -tu
discurso, afi o de demonslrar que elle proprio se en-
carregou de conlrariar-se.
O uobre depulado por fim parece qu* lomou a
peito tornar sensivel que a minha candidalura nao
podia deixar de ler bem aceita pela provincia, e que
para Inumphar nAo necessilava do emprego de in-
litienria ollictal.
O Sr. Franco de Almeida :Eu disse islo f \
O Sr. I- ius|o tle Aguiar :Si darn I* qoasi dous
anjniis .le adminislrar;ao naqtieila provincia eu sem-
ine ti.e ef.trcei era promouer o seu eugrandeci-
manto e prosperidade, romo disse o nubre deputado
apoiados se proced por lal modo que ainbus os
partido* ma apoiaram, c live a fortuna de gran-
gt-ar .. ffeictSaa e sji-Vpaldias das pessoas que nel-
lei fiQiiravam.nao temi solTrido dorante todo aguel-
le lempo oppotlcSo de'niAgaem, como ainda decla-
rou o nobre depulado. sanao de um pasqulm ira-
mundo que s publicas i na capilal e que apruai
era a expressAo oe resenlimenlos peisoae* ; ae final-
mente, ainda depois de .lem.indo, ea fui honrado
com voloi de pessoas proeminentei do partido a qu*
pertence o uobre depulado, como tambem elle o
cnnfessoo, de pessoas como o Sr. Dr. Malchier, que
he o chel* desse partido, e cerlamenle um dos seus
caracteres man di-iiuclos e mais nobres ; se, senho-
res. couror nuil todai eslas circumslancias, a minha
cu I I o ora nao leria baso para poder ser bem acei-
ta pela provincia, e oeces'iliva do apoio de influen-
cia oflicial'.'
O Sr. Franco de Almeida da' un aparte que nao
potemos ouvir.
O Sr. Fauslo de Agoiar Entretanto o che-
le do parlilo do nobre debutado, n.io sendo eu ja
presi leule da provincia, honrou-me com o leu
vol.
OSr. Franco de Almeida:Ue porque id'o Ii-
nna prom-tlldo. e nao qaiz fadar.
O Sr. Fauslo de Aguiar :He porque nao perra
como o uobre depulado.
Invocarei ainda um fado recente. Depois tle es-
tar ausente da provincia do Para' por 4 annos, live a
iramens honra e gloria, d* qual srrei aempre reco.
nheenfo c grato a esSa provincia, de ser reeleilo por
anammidade dos vol.ia de ora districlo compoilo de
diflerenles collegios, sendo urna parle doa eleilorc
que os compozeram pertenceiilei ao lado poltico do
nobre epulado. Si fosse etacto o que distse o no-
bre depulado, de cerlo, depois de 1 anuos de au-
sencia, estes citladaos nao me teriam honrado com os
seus vola*. (Apoiados.)
O Sr. Franco de Almeida :Esle aoontecimenlo
lem explicara i.
OSr. Fausto de Agoiar : Vio continuare!. Pa- '
co desculpa a' cmara por ler-lhe lomado lano lem-
po ; msseedi a necessidade de nAo deitar em se-
rem contrariados os fados qoe inexactamente refi-
no u nubre deputado com o lim d* desabonar-
me. Previno ao nobre depulado que se continuar
cora discueses desla ordem no terreno das per-
sonalidades, nao o acompanharei. Apoiados. (Muilo
bem.)
O Sr. Franco de Almeida :Cumpriremos a nos-
so dever como eutendermos melhor.
A discus.ao fica adiada pela hora.
Dada a ordem do dia, levauta-se a sessao.
apoio autoridades rrapailaveia, enlre as quaes cita- I ni i Ide lirimos votos, porque elle era chefe de po-
de Mtsedo rispeito dos o*^ocios desla provincia. Coucei^ao, da rezidella, do muoicipio di eidade
A le r!e 9 tle selembro I- 1850, atorlianda o go-
verno para abrir credilos suppl-menlares e evlraor-
din irios, eslabeleceu es hjpolheiM era que seria per-
miliida esla medida.
Dlo-te esles casos 1-, quan.lo as qaaoliH vola-
das pira as respectivas rubricas na le da orramerlo
' nao bailarem para as despezas a que forem destina- ] le jardim.'
las e htinver urgente oeceasldad* de aalisfaze-lai ; Prope igualmente a commissao que se eleve a
2', quando houver necessidade de necorrer-se a ser- 200:000-. a rubrica relahva s obras do municipio da
vicos extraordinarios, nAo previstos na lei do urja- corle. Ninguem contestara' a necesidade desle aug-
menlo. i ment, lendo em coini leracao os mrlhoramenlos de
Ora. examinan lo-se os crdito abertos pelo no-. que canee este municipio, e a elevaran extraordl-
dre ex-rr.inislro do imperio u.qaelles dous exerri- naria qoe lem havido nos preros de lodos os male-
os, ver-se-hi que lulos c acham comprehindidoi, riaes do consirurrio e dos alarios.
em alguna das duas hypollieses da lei. I Cteto ler dito quanlo basla para que a cmara co-
i a de um muito illaalrad* senador o Sr. Ptmenla
Bueno, enunciada na importinle obra que acaba de
pobliear, foi a que leguio asemb!ra legislativa do
Para'.
Carei as palavras do Sr. Pimenla lineno : o A
I. i r. nsiiluliva de laes processos demanda rnuila
tnedilarAn e garantas, para que em materia l.io gra-
ta retal*! m-se os principio e a jualice : ella he em
ilovid* da alcal do poler geral, pois que iienhum
artigo do aclo addicional aulorisa as assemblas pro-
vinciaes a decrelarem processos crimnala, nem para
rs propnso empregados provinciac,quanlo mais para
com os magistrados nacionaes. E"* ptoce-so f-
feclara nao si', a se^uranra do emprego, mas os sa-
grados direilos individoaes da b uro e de Id-/1.
" Emquanlo nAo houver diiposicaies esperiaes vigo-
OSr. BrandSo :Sr. presidente, o incidente qu*
leve lugar no principio) da ses-Ao de hoje, quando
uve oecasiao de pedir a V. Exe.. que couvidasie as
duai comraitOei a quem foi reraeltido o projeclo n.
j2, que live a honra de a presentar i cmara na sei-
i3o do anno pa-iado, afim de darem o seo parecer
com alguma urgencia, me impOe o dever, antes de
entrar na materia do orramento, de dizer alguma*
palavras a essa respeilo.
A cmara observou o modo urbano e cnrlez cora
queeu fiz aqoelle pedido, qoe aliai eil ooi eslyloa
adoptados .'apoiado-' e ao mesmn lempo foi lestemu-
ulia da explosao que houve .Ii parte de um doi
merabroi da coramis-A > da negocios ecclesiailicos,
explotad essa lauta mais absurda e intempestiva
q aanlo n,1o eslava de accordo com o seu carcter sa-
cerdotal, nem tao pouco era o resallado de ama pro-
vocado qae eu Ihe a hiovesie felo. Parece-me, Sr.
presidente, qae proc*d*ndo, eomo procedi, neutra- .
mi oHena* liz, nem a lodos os memhros daquella
commissao, nem a qoalqaer delles individualmtnle
apoiados ; mas entn-lanlu a cmara preseucioa ei-
se c.io eslranho, Iiilaraanhou essa exallarao ipai-
xouada do nobre depulado a q-jem me refiro, ouvio
e-sa I inga serie de rilaces latinas, que elle fez,
tillo sei com que proposito, e finalmenle lanib-m ha-
via de ter notado que tu lo isto fora acoropanhada
de ura cerlo raocor, para o qual nao posso descu-
brir satisfactoria i-xplicara.t.
Se,* porem, o honrado membro qoiz fazer ponlaria
obre mira, ss preleudeu por esse meio ler algum
des bafo...
O Sr. Piulo de Campos: Nao da lal, nao aleja
envenenando.
O Sr. Brandan :... escolheu um lagar muito
improprio, aproveilou orna occasiAo qoe nao era a
miil tipporluna, alera disto nao alien leu ao seu
carcter clerical.
O Sr. Piulo de Campos : Agradejo-lhe o con-
seliio.
liria.
OSr F ailo de Agoiar :(aanlo aguarda na-Id
cional, lembra-se tambera o Mbre depotalo que os predicados que e de'vem dislingiir
quanlo deixei admini-IrarA i apenas eslava ella I OSr. Pinte de Campos : Agradrr'o-
O sr. Il.-andao : Um sacerdote, serondo eo o
eoraprthendo, deve ser um homem prndenlc, e que
'' etempl* de moderar,!,, e de brandura ; sAo esles
completamente organizada no mt.mripio da capel,] |selho ; mal au Ihe inveio moderarao"
iioinulros pontos di provincia apena* tinham ido; O Sr. Ilrandjo :. e nao o rencor '
nomeadoi o chefe do- bilall,..--. Enlrctaut., f,i tras qualidades da raesm, especie
ihe o cn-
enles e ou-
>> .|ii..,, i i, .,,, mesma esperte.
all ou le a minha caodiltlu.a Itffrea rompilo re-, OSr. Pn.lod. Campos : Ina.. liz allosoes .o no-
*",- i,t i ., Il,re aePula,ll> ; nao lenho rnlpa de lomar acaraou-
A.nda lemhro ao nobre depulado que lendo silo !ra que lalhei sm lim esnrcial P
.orneados na capilal, por propotta minha, tres el ef.s' O Sr. Brama.. : Se na., uihou para mim. por
de bai.lhoe; doo, de.lt> fizer.m-m, a n,. v.olen- que ao a poda l.ll.ar, nem por isso deixa^e er
la guerra, lie cnvel qoe se eu traas., de orga. ,.ar men# certa que com olTenn do respeilo devido"
a guarda, nacional cora o, ..lento de lirar tl.lla van- caraara ,xplicou-se com rancor e man esto d.sa-
tagem a bem de mn.ha clenAo, collocasse nos prt- bfimenlo....
meirosjpostos bonitos com a dedicara > dos quaes nao i
O Sr. Pmlo de Campos : Com alguma indigna-




I
JttAHH) DK KRNAMBUCO SF.XTA FElttA 7 HE ACOST DE 1857
cao ; apptllo para o bom seuso da cambra que com-
prehendeu bem o meu pensanionlo.
O -i. lir.in.irio : ... fez mais ainda ; disse que se
pretenda eitorquir il,;- commisses um parecer fa-
voravil aa projeclo, sob a presido dus rumores das
*m>a>... *
O Sr. Pinto de Campas: Esl phantaseando,
esla' creanJo casteilos.
O Sr. Brandao : Phantaseando 1 creando caslel-
los Nao t >r am estas palavras ouvidas pela canta-
ra '.' E sio ellas pruprias di prudencia que deve
caractiriiar uin sacerdote ') Mas emlim, Sr. presi-
deule. deiiarei los que onviram lo iiobre diputado
a apreciadlo do seu pmcedi.neulo, e pas-arc a dli-
culir o ornamento do imperio.
L'm Sr. Depulado : Sim, vamos ai Difmenlo.
Meu nhores, o debate poltico depois de varia
intermitencia tem reapparecido ; alguns hourados
memhro* que liaviam no principio .ia lUiHo desle
anuo protestado mo se cinpeuh areui nelle, hio lo-
carem un passado, dentro de poueo lempo quebra-
rme os seos protestos, vieram para o campo da dis-
cuisAo poltica ; eliminaran) nao s o preseute, mas
lainberu o passado ; nao so o passado prximo, mas
lambe ni o remoto ; e no entonto nenhum dalles se
ach.iva n,i situacao especial ein que en me vejo ues-
ta casa.
Oigo, senliores, que me acho era urna situarlo
especial, porque fiz ottposicao franca e drscoherta
ao gabiuele panado, e porque nao estou disposto a
negar o meu apoio ao ministerio actual. IL-in ve
pois a cmara, que isla attilude em que estou col -
locado me inipe o rigoroso dever de explitar-me
peanle o paiz, para que elle saiba quaes sao os mo-
tivos que me determinan] a nao hostilizar o gabinete
de de maio, sendo que por isso se torna indispen-
aavel que cu tambem diea algumas palavras sobre
a poltica, mui principalmente porqae obtervei qne
alguns dos oradores qoe me precedern) leceram re-
petidos encomios ao miuisteno decidido. Por con-
seguiute acamara me permittira' ijuc, levado por
laes motivos para este terreno, cu oecupe por al-
guns momentos a sua alienen.>.
Senhores, presto o mea voto leal e sinceramente
ao gabinete actual, porque o considero organliado
de modo a inspirar confianr-a a todos aquelles que
cm boa f desejam a quielacao dos'espirilos o pro-
greare do paiz, mas islo nao quer diier, que renun-
cie o direilo de exarae. a facultado de apreciar os
actos da administraran publica, porque emendo que
de um tal direilo nao pode jamis Rresciudir o re-
presentante de um pniz livre.
Desde que nesta caa sppareceu a idea de concili-
'.aa> fui Dm daquelles qoe com suas voies auxilia-
ran) lio nobre quanto generoso peosamenlo, mas ao
mesmo lempo enleu li sempre que o gabinete Irant-
aeto o nao realisarin em ordem a prodozir os fructos
lesej.idos, porque a isto se oppuuha o vicio de soa
organisacao, o principio exclusivista qoe nell pre-
domina.
Em verdade, senhores, era possivel qne podess
haver concordia, e direl mesmo raoderacao com om
gabinete, no qu.il so ligurava urna dasdoas opinies
que dividiam o paiz ? Nao seria mais naloial que
essa opini.iii ennquislasse todas as posieajes em seu
proveito, e que proclamasse a conriliarao como
um meio, nilo de rehabilitar os seus contrarios, mas
de illudi-Ios, de crear a descre.iga em suas fileiras,
e de conserva-Ios era iiucrao ? Sempre assim me pa-
reci, a creio que os feitos do ministerio pa.sss.do
poden) ser invocados com muila vanlagem para pro-
va dessa verdade; cousequentemente lendo estas
ideas, e desejando ha muilos annos ver a concordi
estabelecid entre os Brasilciros, na. poda deixar
de succeder qfte aceitassc como om ccontecimento
feliz a orgaoisal3 ministerial que presentemente
existe, e que me parece ter sido feta segundo o es-
pirito da conslitoc.ao que nos rege. (Apoado?.) Nel-
)a culrarniu as iun opinies desi.leiilts, cada urna
com o contingente de homens importantes, que se
achara de accordo em fazer o paiz marchar para a
ua pros,eridade, e porlanto de ora em dianle Dio
predominara' o exclusivismo de om partido, nao lia
verAo homens impoisiveis, e a sociedade maichara'
desassombrada das grandes lulas; eii a razao por qoe
presto o meu apoio ao gabinete de 1 de mo.
No meu modo, porem, de ver as comas, no se-
goirei o ejemplo que me dea o nobre deputado pe-
lo Hio de Janeiro, o qoal occopou-se aqu de fazer
a apologa de um partido, nao Pens que lodos
elles tem pralicado o bem e o mal (apoiado), qne
lodos lem urna pagiua brilharlte, e nutra obscuia na
historia do paiz. (Apoiadoi.)..
O Sr. Sergio de Macado : A qaeilao lie de mais
de meaos. tApoiados.)
O Sr. Brandao :...E lie por isso mesmo que de-
sejo ver para long de nsessa pocas de infortunio
que foram o resallado do predominio exclusivo, ora
de um, ora de oulro gropo, que se apoderaran) do
supremo manJo da sociedad. Felizmente o minis-
terio actaal esta' lias eondicOes de embaracar a rc-
. produec.au de taes perigos, e de realisar a concilia-
090.a,
OSr. Sergio de Maccdo : lito hecoalisSo, e nao
concilincao.
OSr. Cruz lachado :N3> vejo explicado o
motivo por que o mioislerio transado nao realisou
a Conrili ._ o.
O Sr. Brandao : ... e relo qne elle compene-
nelrado, como so ach, da alta importancia ue sua
musi a deiempenhara'...
O Sr. Piulo Lima : Com lino e firmeza. (Apoi-
ados.) l v
O Sr. Brandao : .... preenthendo assim os dese-
josi do Ihrono, e as esperanca. da nar,ao.
Sr. presidente, passarei a oulra orden) de conside-
raeoee.
lem-fe dilo nesta casa que se nao deve pronun-
ciar urna s palavra a respeito do passado, por que
asiim se prejudica a harmona dos espiritos. .Mas
pergunlarei : como se lia de separar de urna discut-
ido poltica, e meimo administrativa, o passado pr-
ximo, cujas consequencUs sao sentidas no presente \'
.omo se podera dizer ao ministerio que taes e laes
abusos existen), que devem ser extirpados, que taes e
taes Betos do seu antecessor for-am injustos e devem
ler reformados, se e admillir a idea de qoe nao con-
vel) examinar o passado '! Eu pois, sonhore, nio
aceito essa doulrina, vou Uncar um ligeiro golpe de
vista sobre a teinulraeisj do ministerio passido.
Nao pude apoiar essa ministerio, por que alera de
ver, como disse. que elle nao era apropriado para
realissr a poltica de concordia, observei qoe a sus
administrado era estril em quanto aos melhora-
menloi do paiz, e t fecunda a respeito do patronato,
e dos meos de entregar a fortuna publica, e de com-
promelter a son futura da nacao ( apoiados e nao
apoiados), e a prova de que eu linha razao eilr. na
impossibilidadc em que elle se lio de conliuuar a
dirigir os negocios do E doi.)
Slu' u"si. de Maced'': '*'<> K' fi explicado.
^r. Brandao : Se assim nao tvesse aconteci-
do, por cerlo que o gabinete transado nao leria sof-
frido is derrotas por que pisjou no principio dos tia-
balhoi desle anuo...
Dm voz ; Qaaes foram ?
O Sr. Hiandao : Ellos devem estar na comei-
encia de lodos : o publico as preseociou, e uio he
dillicil de comprehen ler que se este gabinete nao li-
vesse cabido no mais completo descrdito leria rm
duvida le recomposto e contiuuado ua ges(.1o dos m
gocios pblicos.
O Sr. Sergio de Maoedo : O nobre ex-minislro
da juslira explicou.
O sr. Brandao ; O facto pois, senhores, da que-
da daquclle mioislerio na vesperada abertura do par
lamalo foi da maii alta significacao, e moslrou que
a opposicao qoe se llie fez merecer a alteniao do
Ihrono, e i acquiescencia do paiz. E assim dev'ia ser,
seulioiei, por qoe se se lauca as vidas para o que es-
se ministerio pratitou era irlacao aos dinliejrus p-
blicos, fica-se atnito, e nao se pode cumprehender
como elle por tinto lempo se conservara no poder.
Queris saber as desp.zas que elle fez fura das prc-
visom dos respectivo ornamentos'.' uvi...
O Sr. Paes Brrelo : Esla he boa Todos os an-
uos o n.bre depotado tem dito isso.
O Sr. Brinda : Abri crditos supplimenlares
na importancia de vinle mil e tantos conlos, e deu a
esta avulladisima somma o destino que mulo bcni
quiz... *
OSr. Dinlas: 'lodosos minislroi fuluros hao de
fizer igoal cousa.
O Sr. Paes Brrelo : E por que gaslou !
!! a' tVr*n<,!, : porque quiz e como qoiz.
o sr. Paes llirrelo : Para satitfazer a despezas
derreleda pelo corpo Icuislaliv
Oue obras empreheuileu de vaola
Quanl
como
esriii
O
est d
I)
beni
O
passa
lanci
ic'.ua
Aa
del nsaciavel de auloria^ao. Uve O prazer lia pou-
eo- das M uuvir o uobre miailtro il.i inarinha re-
nunciar ama, qoe esla cmara llie quiz dar, qnando
presencie! slo liquei ainda mais al sfailo com i mi -
ablerlo, por que coulieci qoe ello nao esta di>i>ust
a exigir, nein a couseulir Dess iberra{Oei doi dtve-
res ceu>( tueionaes em oulro lempo i,io fieqjen-
le, e que lano excitaran) os clamores da opiniln pu-
blica contra a cmara que fuicciouou na paitada le-
gislatura.
O ,*r. Paes Brrelo: guando elle precisar ha de
as pedir.
OS.-. Brandao : Feita esta observacao, conli-
nuarei a tratar dos crditos suppleiiieulares. NSo me
he posaivel, senliores, lualynr lo lo csse nimenso ca-
talogo de decretos que 8ulurisain aquelles credil >s na
consideravcl qoanlia de vinle mil e lautos canto de
riiia, por que isto levara o nieu discurso milito lon-
--'. e de un;, causara grande iucoinmodo 10 nobre
deputado por minha provincia que se apraz de me
dar apartes...
O Sr. Pae Brrelo : Nao lia tal. o jr. lio qoe
e incominoda com osmeus apartes.
O Sr. randao : ... e por i so lomarei ao acaso
nina lauda do relaloriu do nobre ex-miuislro da im-
perio Bpreseulado esle anoo, e li^eir.imenle -malysa-
roi un ou oulro dos muitoscrcdiloi de que ah se faz
metido.
O Sr. Danlas : Os credilos cm geral fAo justi-
ficado
O Sr. Brandau : Nunca vi crdito algum jnsli-
ficado ; lance o nobre depatada ai suas vi-las para
os que foram distribuidos esle anuo, e veja se eu-
contra annexa a elle-aiguma peca justificativa.
O Sr. Cruz Hachado : Elles vera ao corpo le-
gislativo para seren justificados.
O Sr. UraaiMo : A careara sabo que o piil pos-
so om.i lypogr-phla dotada aonoalmente com.....
IJtrtHltlc para o servir i nacional, e agora vai ver o
que fez o nob e ex ministro do imperio.
O Sr. Paos ll-rrelo : E quanto be a receila des-
sa Ivpogriphia ?
O Sr. Biamiao : Exi-lindo, como existe, aquel-
lo estabeleclraeoto, S. Exc. abri uin crdito de......
:l!):O00 para pagar a impre-'a i dos actos do seu mi-
nisterio, e da leis voladas pelas cmara-; abri mais
oulro de uual quanlia para o mesmo lira, de manei-
rn que l foram 78:()!)0S com iquella pplicarao,
leudo alias a lypograplna nacional uraa dolaijao avul-
lida, como ja lie ver.
O Sr. Faosle de Agoiar : E'i d-monslrei com-
pletamente de queprovm essa despez.
O Sr. Brandao :Nao me record de o ter 00 vid o
obre este assumplo, porcm dissesse V. Ex. o que dis-
sie, no vejo juslificasao possivel para esses cr-
ditos.
O Sr. Fausto de Aguiar : A que repartirlo per-
lencc a lypographia nacional t
O Sr. Brandao : Tenho ouvido dizer que da
fazenda.
O Sr. Fausto de Aauiar : O ministro dn imperio
paga a essa lypographia, que perleoee reparli^ao
da fazenda, o mesmo que pagara a oulra qualquer
pela impressii dos seus arto.
O Sr. Brandan : Admitlinjo mesmo o que o
ndbre deputado acaba de referir, he misler torturar
a razao para conceder que s na impressao das aclos
administrativos do imperio se gaslasse perlo de
eXfcOOOf,
O Sr. Fausto do Aguiar:Em dous exercicios
dilTerentes.
O Sr. Brandao-Passarei a nutro penlb.A lei de 10
de selerabro de 18i aulorisou a reforma dis secre-
tarias dos diversos ministerios. Ora, o nobre ex-m-
nlslro do Imperio anda no relalnrio desle anuo de-
clarou que nao liaba reformado a da sua repartirlo,
a que no enlanlo hava admildo nclla urna pore5o de
aldidos, que eram pago pelas verbas evenluats e
secretaria ; mas observo que do mesmo seu relato-
rio consta que se ahnram credilos para o pagamento
deavu'ladas gralificaroes dadas a laes individuos.
Como, pois se p'.de explicar esla singular onlra-
dicrao?
OSr. Fausto de Agolar : As evoutuaes podeni
comportar todas as despezas ?
O Sr. ])rand.1o : Nao be essa a qoetlSo ; o Sr.
ex-ministro disse expressamcute que is addidoi eram
pagos pelas duas verbas secretaria e evenluae
voladas no orcameulo. e enlrelanlo faz inenrao de
credilos aberlospara esc pagamento; eis o relalorio
(opresenlando-o'. E uao ser isto un.a bem rtele
conlradiccao ?
O Sr. Fausto de Aguiar : lie ficto anterior ao
exercicio.
O Sr Brandao : Com islo Dio respondo ao qu
asina dizendo....
O Sr. Fausto de Aguiar : Nao fo nesse exerci-
cioque se paaou pelas evenluaea ; he facto relativo
ao excrcicio passado.
O Sr. Brandao :... a conlradiccao"lie maaifeala.
o aboso lie pslpilante.
O Srl Fausto de Agoiar : Se o uobre deputado
mostrar que n5o bata necassidade, podo oceusar o
minislerio ; mas havendo neces>idade, o givernu rs-
ta aulorisado a abrir crditos supplemenlar.s, se as
rubricas n.1o rhegarem.
U Sr. Brandao: Anda islo nada pruva, porque
o nobre ex-minisjro confessou, que aquelles addid
"aviarasido pagos pelas quanlias voladas para as duas
lubricas, queja' menrioiie, e lis dllli que resulta
conlradiccao em que he apauhadn, quaudn faz men-
C3o de crditos aberlos pata laes paamenlos. Al ni
de que estiva elle aulorisado para dar a csse adli-
doi vencmenlos iguaes aos do ofiicial-inaior ?
O Sr. I ansio de Aguiar : Por que uio eslava
aolorisado'.'
O Sr. Brandao : A lei reconbeceu e-sa refirma
de organisacao da secretaria Fez usen.lu de sema-
litante especie de empreados, e marcuu lites tao a-
voltados vil iin.-ni 1
O Sr. Fausto de Aauiar : Esli claro que se ha-
rta de marcar algum veacimenlo.
O Sr. Brandao :Senhores, desse desgracado abu-
so de dar gnlilicajocs a seu arbitrio, d que se prf-
valtceu o minislerio dec.ihido, resulloo que .1 unssa
renda, que alia' lae prospera lem sido uestes ltimos
anuos, fo--8 toda consumida sein vanlagem real para
o paiz. Nein ao menos se lembraram ess, que di-
rigan) o leme do Estado, que deviam apphcar urna
parle dejla ao desenvolvimeulo das fumes de pro-
larra i,
O Sr. Marlinho Campos .- Apoiado !
O Sr. Brandao -. Os males qoe d'ahi se bo dejse-
goir sao facis de comprehen ler, e lalvcz quo mui
longe nao esleja a poca em qoe seja misler rtdoziro
numero dos empregados pblicos para que os outros
p -san ilrer.
O Sr. Fausto de Aguiar : Mas dando-Ibes me-
Ihores ordenados.
O Sr. Brandao :A silaarao lie ll, o fuucciona-
lismo be lao numeroso, que se ie quizer dar a tolos
os empregados pblicos os ordenados a qoe tiles lem
direilo, em razao do subido prejo de loiasas cousat
neaessariasa vida, duvido que a rauda do impeilo
cingue para isso. Anda nislo o minislerio passado
f'Z grandes males ao paiz, porque foi elle quem
maior impulso deu a csse excessivo funcdoiialis-
rao....
O Sr. Paes Brrelo : O uobre deputado faza
umservico se |>ropuzessi a dirainor-ao do- empre-
gados pblicos.
Sr. Branda.): fot elle quem mais leaci-
meute gaslou os dinheiros do Estado.
Oualro anus fazem, Sr. presidente, que ea ri-
zia desta tribuna, que om dos pruneiros cuidado do
governo era promover o entino professnnal agrco-
la, para habilitar os uossos agricultores a darem o
maior desonvolvimento a ce priucipal ramo de
nona riqueza, roa o qae me respoudia entao o Sr.
ex-mioistru do imperio '!...
O Sr. Pedreira : Faca favor de recordir o que
disse euiao.
O Sr. Brandao : .....dlzia qae oalra roosas li-
nhamos a lazer, que u8o era terapo de cuidarmos
d.ssa especie de ensillo; e no enlanlo nada se fea em
O Si. Brandao : ... Mo CunciHido....
O Sr. Sergio de Micedo : Concillado !
O Sr. Branda i : .... 1,1 i moderado como nao era
em oulro lempo ; roas deiiarei o presidente do Per--
.....lonco para depois, e por ora me oceuparei do
procedimenlii do ministerio, l'ara aprecia-lo, e-
hores, basta ler o discurto do Sr. ex-miuilro
da julira, pois que nelle se encontra amis viva
prova do mu 1 i a'tenl ituiio r.'in que o minislerio in-
lerviera na lula eleilor.il. S. Exc. disse ne-la cma-
ra que o governo eslava no seu direilo nlervindo
na eleigSo, porque nao era posaivil -ulmtlir que el-
le lecouservisse impassivel un pretenca do grande
pledo qu.: affsclava aos maii allos intereses da so-
ciedade.
Sera' preciso urna declaradlo mate explicila, ame
prova mais irrefragavel da interferencia Indebili
qae o ininislerio exercera no processo eleitoral'.' Mas
senliores, quiudo mesmo aquella ex-miuislro nao
se livesse ex|iressadu com tanto de- seinbarar,o, aqu
trago eu documentos que pruvariam sem replica a
verdade que acabei de enunciar, e esses mesmos
documentos poderlam ser dispensados em face de
que si vio ni abertura dos Irabalhos desla cmara.
Nao observamoi o que se passou aqu '.' N3o vimos
cunhadosdo ministros por ora lado, alilbados e pro-
tegido por oulro, prcteoderein aaseotoi oeste a'u-
guslo Mello ? Nao testeinunhamos as derrotas que
elles solTrrrai.- ein consequencia da provas que
se aprc-ciilaiam, de haver o gabinete indibitameule
inlervinilo em seu f-ivor I
O Sr. Paes Brrele:Nao apoiado. No se provou
tal.
O Si. lira i.l.lo:Tudo isto loi presenciado.
lia diver-os apailes.)
E os aparles que acalio de ouvir confirmara a ve-
racidade de minbas asser^Oes.
(Ha oulro aliarles )
O Sr. Paes B.rrelo:Podem dizer 10 ou 20 ; mas
islo nao musir qoe fosse assim.
O Sr. Brandao:Tenho a certeza de que aquelles
em favor de quera os ministros escreveram carias
nao bao de parlilbar a minha opiniao.
OSr. paes Brralo:Se se quer referir a mira,
eu o desali que apre-eute carias escripias a meu
favor.
OSr. Brandao:Fallo ein geral. Assim pois, Sr.
presidente, o procedimeuto do minislerio deeahido
era retcalo a leicao foi por demais escaudaloao...
O Sr. Paes Brrelo:era o depuldos d-j oppo-
sicao liberal di/.em isso.
O Sr. Brandan:... porqae n3o s inlerveio pro-
leaendo a ons, como perseguindu a oetros.
;Cruzain-se dinerenles aparte. O Sr. Presideale
reclama allenfao.)
O Sr. Paes Brrelo:Precisa provar.
OSr. Brandan:... donde se v que MI queda
foi a consequencia natural desse e de uniros escn-
dalas que o fizerara incorrer na execraban publica,
tlccupar-me-hei agora especialmente di provincia de
Periiainbuco, e lualyarel o procedirncnloque romo
pre-idcule, lili leve'o nobre depul.ido pelo Rio de
Janeiro. Devo enlrelanlo declarar qoe nao be inlrn-
jan minha descer as indivi lualidades, mas, nica-
mente fizer appreriacao gera! do comporlomento do
honrado inembro durante a lula eleitoral, e por lodo
o lempo que administrou aquella provincia.
Senhores, a nomtarao do nobre deputado para
pre-idenle de minha provincia foi aceita com pra-
zer por ambos 0 partidos polticos que nella existem
[Apoii los f| era a bia f e conlianjs que lodos
depositaran) ciii sua pessoa.
< Sr. Paes Birrelo:E anda deposlam.
O Sr. Brandan:...pela razio de que lendo elle
estado ausente do paiz por inultos auuos, e devendo
por coiiseauinle ser cslranbo as intrigas provenien-
te das lulas passadas, nenbuma vnganca linlia a
exercer, nenhum interese a proteger, a nao ser o
da ordem, liberdade e justira.
O Sr. Sergio de Macado:Apoiado.
O Sr. Paes BrreloNao foi s por essa razao,
mis lamben) porque be um cidadao llurado, ele.
(Apoiado).
O Sr. Brandal .Tal fo convirSo de lodos os Per-
oambucaoos, c por isso aproxma'ndo-se a lula elei-
IDral. o partido da opposirao libct.il, que all he in-
Ceiilestiveliienle ruiiueroio, e que desde 1852 aban-
donara as urnas...
O Sr. Pas Brrelo:Quando foi o nobre depu-
tado eleiln ?
OSr. Brandan:...julsnu qoe abrigado pela im-
pircialidadedo nobre depotado, por suas palavras
de moderara-) e promessa d< liberdade d:> vol, po-
da comparecer na arena e pleile-.r a eleicao..
cr' ,Se!c' dl' -Macedo:E .le faci a pleilfou.
<> Si-. Hr.nioa...-I'erloe-rae ; r.ibe-lhe a palavra
depon de niun, e enlo podera ie-pniidvr-iiie ; dei-
xe-rae billortar es facto.
O Sr.S -rain de Maced : Sim, senbor, al aqu
vai bistnriaudo multo bem sobre o objeclO de que
agora esl Iralnulo.
OSr. Brandao:B hislorlirei al ao fim da mes-
ma I .ria, forque nao Mo no iuteresse das paixes
nao estou teongeaado partido algura...
OSr. Pinto de Campos:O nobre deputadoji'
aqu disse que loi eleilo por ambos os partidos.
Sr. Brandio:E he essa a verdad, por isto ad-
vogaie con) lealdade os inleresses Irgilimos de ara-
bos elles, que na i podera ser outros senao os da
moralidadn o do bem publico, porque nao se pode
luvidar que era ambo os pailidos ha homens de
bem, que desejam sinceramente a felicidade do
pnir.
O Sr. Pinld de Campos.Nole que em I82 o
partido liberal naocompareceu a eieijao, como V.
Exc. mesmo ha pouco di-se.
O Sr. Brandao:Nao concorreu na piovincia em
geral, mas fez eleilores em algumas frcgueiias, oude
era imponlrtl que o oolro po esse vencer.
O Sr. Sergio de Macedo:Islo aconleceu em to-
das a provincias.
O Sr. Brandio:Mas, como dizia eo, a oppo-:cao
cnlendeu, em fice das promessas do nobre deputa-
do, que devia e poda tomar parle na lola...
O Sr. Seruio de Macedo:Lula eleitoral.
O Sr. Brandao:...porem o que aconleceu.' O
que se vio J o nobre depotado faltoo a sua palavra
e aquelles que creram nella lorain lludidon.
OSr. Sergio de Maced:Neg,
ti Sr. Augusto de OliveiraComo he que o no-
bre deputado pode aflirmar, se audou viajan >o pelo
serbio, traan lo da sua candidatura ?
O Sr. Brandao:Entao liquei inhibido de saber o
que se passou na provincia ? Ue ver mesmo o que
leve lugar no Kecife nos das era que all eslive '.'
Sr. presidente, desde siembro, tenipo ein que
desenbou-se a lula, que na cidad do Kecife eu ob-
serve! que o nobre deputado eslava disposlo a por
lora de combale eleitoral aquelles que em suas pro-
mesas liavisin confiado.
OSr. Pinto de Campos:O orgia desse partido
dectarou que nunca dispulou I3u livremenle uraa e-
leijao.
O Sr. Augusto de Oliveira : Apoiado ; lea o
Liberal Pernarabucanoi. do da 2 de novembro.
O Sr. Brandan:Nunca vi esta declaracao ; e
quando racimo ella lenha existido, nao sou obngado
a pautar a a|ireciac3o que devo fazer Jas cousas se-
an por ininhas prunas inspiratOes. Itefiro o que
observei, o que chegou ao meu coubecimeiito, e s
as-un rumpro cmn u meo dever.
O Sr. Sergio de Macedu:Uexem-o expor os
facli s.
(i Sr. Brandio:Sr. presidente, vi com lastima,
rom pez.ir profundo, que nquella importante e po-
pulosa cidade a eleirao se lizera em urna das fregue-
zia sob o immedalo dominio das ai mas...
O Sr. Sergio da Macedo:Das armas dos que que-
braran) a urna f
uao convrn dizer...
O Sr. Sergio de Macedo:Pois quem qnizesia fi-
zer esti fraudes la ia recorrer ao alferes ".'
OSr. Brandio:Na -ua opiniao por cerlo tilo
pida Uto acontecer, mas be porque lem necessldadi
que julgue mais conveniente exageraros acontec-. O Sr. Brandao :Investigado nalu alinele pelo
nenio, cu nao palenlear a verdade. Repilo, depoi; delegado.....
da circular de que fallei, o nobre deputido procedeu i O Sr. Sergio de Mliedo : N3o, senbor ; por
como d'anles, accrescendo que d'senvalveu rancor e I quem compela.
que se deitoa defiiillramenle arrastar por lateretsas O Sr. Brandao :..... e com laes elementos ja-
de segunda ordem, Tironeando iberiamente a urna j dados pela lora de lilil, piocurava intimidar o po-
parcialidade, ou para melbor dizer, a alguns indvi- vo, e dominar pelo terror.
dos que a ella perlencem. <> Sr. Sergio de Macedo : A quem porlenca a
O Sr. Sergio de Macedo :Deixei-ma arraslar por mesa 1
uileresses de segunda ordem ".' O Sr. Brandao :Parle a urna das fraccots, e
O Sr. Braii lao : Sitia, senhor, e procurarei pro- parle a' oalra.
va-lo. Da eloicao do eleitore do Kecife pouco sel, i' O juiz de paz partencia a' fracrao dolado que i Srs. Sergio de Macedo, Paes II,irrito e oulros Srs.
escpele do qae disseram os jornae-, porque a esse coinbalia contra a polica, e um dos msanos tana- : deputado de Peruambuco.
RACTIFICAC-VO.
No artigo publicado no Diario de heiilem
to cholera-morbui, na parle dai Inslruccoes,
em vez de p.le iem recejo dar-se ai
,
icerc.i
liaba
pes-
de juslillcar- ; porem note que' lo los os olliiiiie o"?-'1
que eiliveram em Pidras de Foca, atleitam a mo- v, '. '.* se
mu .. .. .m. ..._. ...i.. .. ...____..-... r.i_ is rellevnei, linhn 6, rm vez de a bv-
ma coat e d:1o emno certas ss rerominendic()ei fri-
ta ao commindinl dl forra par que a lodo rusto
venr.f ssa as eleir;s.
Irocam-sa diverso aparles entre o orador e os
lempo, pelo uobsequion que me fez o nobre depala-
do, eu me achara de viagera para a comarca de que
sou representante ; porem o qoe aliatico a cmara he
qae por lodos os pontos por onde pa--ei, e entre os
melhores homens de uin e de oulro partido com quem
Uveoccasi3) de relacionar-me, euconlrei a opiniao
de que o nobre diputado carresava com gravissima |
respunsabilidade pelo modo porque s havia porta-
do.
O Sr. Sergio de Macedo :lle'sponsabili iade de
que *
O Sr. Pranda-t :Ue ler iudebitamsnte intervindo
na eleijao...
O Sr. Sirgio de Macedo :Ue que modo ".'
O Sr. Brandao :Do modo queja mencionti, e
prrvalecendo-se da inlluencia do governo.
OSr. Sergio de Macedo :Como exerci essa in-
lluencia '.'
O Sr. Brandao :Por diversos meios, e entre ou-
lros dando cortejos noile em seu palacio, aos elal-
lores, na vspera da elric,ao.
O Sr. Sergio de Macedo :Cortejo no dia 2 de de-
zembro,
O Sr. Brandao :Porem dado noile, e aos elei-
tores, cousa que em Patnambuco nunca aconleceu
O Sr. Auguilo de Oliveira :Pois um facto oc-
corrido em dezembio pode iulluir no que se passou
em novembro?
O Sr. Ilr.niil.iii :Nao eslou tratando da eleic,ao
primaria ; trato da secundaria, bem v o nobre de-
putado que tanto em urna como era oulra pode ha-
ver interferencia indebtla.
O Sr. Sergio de Macedo :Foi para os eleitoni,
i|ue eslavara oceupados de dia na eleic,ao.
O Sr. Bian.iao :A volarao era no oulro dia, e o
fado de cortejo a noile foi i pula Jo como da muila
significaban.
( lia alguns apartes. )
( O orador elevando a voz. ) Os senliores querem
abafar-m cora vozerias '! nao o conseguem.
O Sr. Presidente :Alinelo.
O Sr. A aguato de Oliveira :A opposic,ao n3o li-
nha eleilores.
O Sr Brandao :Mas haviam oulro candidatos
do mesmo credo a quem se Iratava de derrotar,
como, por exemplo o Sr. desembaritaitor Figueira de
Mello, que linha frito opposir.ao ao ministerio.
O Sr. Sergio de Macedo :No dia da cltictlo ja
eslava eleila a mesa.
OSr. Brandao:Maso que lem isso? Estavam
depositadas a listas na urna "
O Sr. Ssrgiu de Macedo : Eotao fez-se a eleicao
por meio de cortejo ?
O Sr. Ilramiao :Ob quem sab que inlluencia
elle exerceu no retullado !
O Sr. Sergio de Macedo :Esle fclo he ridiculo ;
vamos a oulros.
OSr. Brandao:He na verdade ridiculo para o
nobre deputado proceder desta raaneira.
O Sr. AtiEuilo He Oliveira:Ue pouco airoso para
o corpo eleitoral de Pernaiubucn.
O Sr. Brandao :Entre oseliitores ha muiles ho-
mens de bem, a quem por cerlo aquello meio nao
faria dobrar, porem o que eu acho pouco airoso be
ler o 8r. ei-inimstro da juslija intervindo era favor
da cleirao do nobre deputado.
O Sr. Augusto de Oliveira :Ja se falloo nisso.
OSr. Biaudao :Acharan lambem ridicula esla
carta que voa ler. (I..j
O Sr. Sergio de Macelo :Ouem assigna esla
caria ?
O Sr. Brandan :O proprio Sr. Sabuco, que ie-
commendou a eleicao do Sr. Augusto de Oliveira.
O Sr. Sergio de Macedo :A quem he dirigida f
O Sr. Brandao :Nao carece declarar o nomo.
O Sr. Augnslo de Oliveira :He bom dizer; o
ministro como cita 1,1o etereveo a uin seu amigo.
O Sr. Brandao :(Jue bella theorial Naturalmen-
te elle tambera harta de ler escriplo ao presidente d
l'ernainbuco, que he seu ami.n.
la
OSr. Brandao: Ora, a um minislerio que bem da agricultura, n',,1
mais de 2O,(M0:(KX>9 Seria isto oloroso ? Mas emfim
o gabtuete panado o fez, e o paiz registrou e.te facto
en) sua lembranca.
OSr. Paes Brrelo : A primeira quesillo he ex-
aminar que credilos foram esse-, se foram ou n.1o pa-
ra Mtislazer as de.peza. decretadas pelo corpo lete-
ltiro. I ud.) o mais be declamaran.
() Sr. Brandao : Se o nobre depulado prelesaa
a doutr.na de que o governo est aulorisado a dispor
dos dinbeiros da n-cao nessa ecala por meio de cr-
ditos supplemenlares, hade eonrlr que as leis do or-
eamento sio inatete, c que inulil tambera be a reu-
Dlao das cmaras c lodo esse appaialo do sv-lema
constitucionsl.
O Sr. Paes Brrelo : He pura declamaran.
O Sr. Brandao : Pura dcclamac,ao!
O Sr. Paes Brrelo : He preciso demonstrar.
O Sr. Brandao : Pelo amor de Daos, meu se-
iihut! Para que inc interrumpe '.' Para que se inll mi-
ma tanto ? Para que n.iu be uin pouco raai> urbano
com seus coltrgasV
O S Paes Brralo : Pois nislo lia falla de ur-
banidad '.'
O Sr. Brandao : Sr. presdanle, se ao menc se
m-sc a boa applieacln dos dinheiros deslralil '
tbesooro por estes crditos, a giima razao haveria,
nao para justilicar o abu'O do niinislcrm, mil para
alteiiiiar a uj rttpunaabilidade pcranla a opiniao
publica, portm qual fu o destino que liveram esse
dmlieiros A mor parle deile loi gasta cm gra'liflca-
;..ss dada ios iroig j., sa ,.be, e applicau.i > des-
la decretar.
pezis que s crpo legislativo pod
< Sr. paes Brrelo : Vamos prova, anda lie
declamaran.
O Sr. Brandao :Nao lenha i ni i Brean, lenbor ;
x Bxc. rsia-sp encommudan lu mais do qm o nro-
prin Sr. I'edreira... (Rh)0 .
O sr. Paes I! irrclo : Na.) me iocommode ; ob-
ervo que csl declaman lo, que nao anre-ema
provti.
O Sr. Brandao : O ian lo oulras provas cu nao
ptjdessa apresenlar bastara per?uular
carao liverain csse" ai.tilW.OtX
ultlida le publica tealisau o
Ixem ao menos o exemplo da l'ranea e de oulros
paizes da Europa, que ueste, ultimo lempos tem
seriamente cuidado de dar impulso a grirullura ;
creaudo eieol.s pralicas de tusiiio agricola por tola
a p.iie, islabelecendo premios e disluicrots honor-
ficas para o* agricultores qM M distingireii), ani-
mando asexposiee como meio de crear emularan
e promover aperfeic..amento, nada disto, digu.'a-
balOB ao nobre tx-miinslro do imperio.
O Sr. Cruz Machado : Primeiro que ludo vas
le commnnijao.
O Sr. Brandao : Senhores, lie Irislc, mas llevo
dizer aqu que lao alra/a.los temos nos andado na
carreira do piogreaso, que mestou ua Amrica exis-
te un pequeo poro, rojo i xcmplo no. deve causar
vergonha ; quero fallar do Chile. Esa pequea re-
publica, coja populado be oilo ve/es menor do que
a ii .-a, e cojo territorio comparado coi o do Brasil
be lisa insignificante, aprsenla ura proRresse iu-
conleslaveimenle mallo malar de que o n;so, ja
p lo que h/ respeito ao desenvolvimeulo da indus-
tria, ja analmente ci ralacao aos iiiell,oramcnlos
maleriiies.
Desde ISil que all ssabrirara ao transito publi-
co dua estrada de ferro que ateancam grande par-
le do paiz, enlrelanlo que nos nos vamos amistan-
do vagarosamente, e anda nlo pesiDimos omi via
frrea .le gran es n/opor<;oi em activldada E por-
que no tem i-lo acontecido '.' Porque o pequeo po-
ro do Clule conieguio lora.r-no a dianleiral Poique
nao temos ti lo governo, porque us dinheiros pbli-
cos tem -i lo gastos pelo modo que eu linlio dilo,
P rqne se lem Icitu applicacao dellei, enlre unirs
cousa, para arraojar sOlhatlaa a subvencionar jor-
uaes ...
O Sr. Barbosa : E o s-nliur acredita nisso '.'
O Sr. Brandan : .... afuu de se poder su-teular
na poder ein lala pal.
Eis, meas senhores, o motivos por quefli oppo-
. p ssidu gabinete ;e se infelizmente elle
i..,-|. na direrrao dos negocios pblicos, eu
OSr. Brandao: ...sob a impressao da terror oc-
asionado pelu eraprego da fon;a armada.
O Sr. Seigiii de .Macedo:Diia drbaiso da im-
pressao ue que arma > Dos qoe quebraran) a ur
e linearan) buseap* nos uiftrda \*
O Sr. Brandao:...rcliro-me i freguezia de S.
Jos ; Uve occasiao de pa!sar pela iereja, ondea e-
lei3o se fazia, e o que vi fo um campo armado e o
povo comprimido peas baionetas...
O S'. Sergio de Macedo:E o que linha havido
anles disto
O Sr. ilran ao: N"c mi conslou que svmplomas
houvestein de perlorbacJo da paz publica"; linha a-
penas harido essa exallacao uus espirilos que lie
propria de todas as rlirOe.
O Sr. S rio de Mac.'do:Tinha visto o aliares
da igreja de Santo Antonia '.'
O Sr. Brandao:Estou rae referiudo a igreja de
S. Jos...
OSr. Sjrsi o .le Macedo:Tinln visto o ehefe de
polica correr a minha casa com a casaca ensanguen-
tada e os soldados ftridos...
OSr. Brandao:Nao soube diilo ; mas quando
assim liouvease acontecido, era o meio recolar fazer-
sea eleicao por entre o estrepito da mas, arban-
do-sc o general colioca lo com I ida a for^a exlslente
na capital da provincia em frente da inalriz .' Po-
O Sr. Sergio de Macedo:E ea eserever aos meus
amigos,
Ha otftrns aparles aos qoaes o orador responde. )
O Sr. Brandao :E aitim, Sr. presid-nie, foi fei-
a etei(n do primeiro circulo da minha provincia.
, Ha oulros muilos apartes a que responde o ora-
dur. )
O Sr. Ii-atiiio :Vamos a eleicao do districto de
Olinda. O nobre depulado ler coragem para negar
que all se pronunciou e decidi pur um taodidalo ?
O Sr. Sergio de Macedo :Eu me detidi por uin
candidato, e dei ouvidns s reclamarse da opposi-
dio contra a mesa de Iguarass !
O Sr. Bran ao :llavia em Olinda um emprega-
do publico, cuja probidade nunca foi pusla ein du-
vida....
O Sr, Sergio de Macelo :O promotor.
O Sr. Brandan :.... o nobre deputado mandou
cbama-lo a palacio.
O Sr. Sergio de Macedo :He falso.
O Sr. Brandao :He falto 1 Veja que oovi ao Sr.
Dr. Oueiroz alguina cousa neite sentido ; e porque
foi elle demiiiido dous das depois da eleii.Jo '.'
O Sr. Sergio de Macedo :Declararei.
O Sr. Brandao :Est ua caa oSr. Silvino ; iu-
voco o sea testemanhn.
O Sr. Silvino :Hei de fallar sobre este negocio.
O Sr. Brandao :O nobre diputado demitlio o
Sromotor de Oliuda, porque nao quiz volar no can-
idalo coutrano ao Sr. Silvino.
O Sr. Sergio de Macedo :O Sr. Silvino sabe que
nao foi esse o motivo. Sr. Silvino, esse promotor nao
declarou que tu Ihe dissera qae poda volar seguudo
a sua con-ciencia '.' He verdade ou nao, Sr. depu-
lado
O Sr. Silvino :He exacto.
O Sr. Sergio de Mactido .Nao declarou que eo
Ihe diarera que poda volar segundo i la con,cien-
cia ".'
O Sr. Silvino .Mas V. Exc. Ibe falln a rispei-
lo de oulra candidatura.
O Sr. Sergio de Macedo :Sim, senhor.
O Sr. Brandao :Etla'-a discubrindo a verda-
de. O que he cerlo be, senliores, que esse einpre-
gado, que servir com honra por eipac.0 de Ireze an-
nos no cargo de promotor, sempre respeilado e con-
servado pur lodos os partidos, foi demillido dous
das depois da eleijao, luido o presidente antes Ibe
fallado a respeito de urna candidatura que elle nao
ebmrava !
Passarei agora a d zer o que sei a respeilo da es-
candalosa iiiiri veneno que o nobre deputado exerceu
as eleires de alguns outros dstiiclui, de que Uve
cOnlieciinenlo.
O Sr. Sergio de Macedo :Ja nio lu de todus, e
sim de aluuus.
O Sr. Brand.lo :Nao poda ser de lodos, porqae
se era lodos u nobre depulado podeise exercera mes-
illa presso, cu por ccilo nao estara sssenlado lies-
las cadeira.
O Sr. Sergio de Macedo :Em quem votou o pro-
motor e u delegado deapolieia ?
O Sr. Brandan :De que lugar '.'
O Sr. Sergio de Macedo :Du seu districto.
O Sr. Brandao :Nao lei.
O Sr. Sergio de Macedo :E por ventura foram
ii iii'.llidos 1
O Sr. Piulo de Campos :Achou mesmo alli al-
gumarerummeiidacao do nc-bre presidente para qoe
se Ibe guerreasse '!
O Sr. Brandao :O meu circulo fica 200 leguas
distante do Ilecife, e eu para la foi, sem que elle
poifasse que islo acontecera ; mas lialare do ds-
trieto de (jnianna.
Desde a eleicao municipal que o m bre depulado
deu prova de que eslava decidido a inlervir na elei-
cao desse districto.....
O Sr. Sergio de Maced) :Para nanler a paz.
O Sr. Brandao :..... pan fazer Iriompbar urna
candidatura, c tornar impossivel o bom resultado de
oulra.
Apena valla! deila corle, saliendo a bordo, por
me dizer o chele de polica, qoe naquella comarca
reinal a llguiua excilarao.....
OSr. Sergio de Ma'cedo : Agilacao inquieta-
dor;-.
OSr. Brandg :..... procuro o nobre depulado,
c dsie-le que parta para alli, aliin de ver se po-
da Iranquillisar aos mnis amigos, lano de om, co-
mo de oulro credo pollico, e elle disto ficou sciente.
OSr. Seigio de Macedo :He exacto, e eu al
Ihe moslrei os proelamaees que elles faziam.
O Sr. Brandao :Segu ; e ebeaando a C-oianna
nio larde! em conbewr donde nuscia o mal. O (!e-
bem perleucia ao m -mo lado....
O Sr. Sergio de Mcedo : Quaulos das levou a
mesa a recabe* listas
O Sr. Brandao :10 ou 13.
O Sr. Sergio de Macedo :Bem ; veja a cmara.
E quanla listas foram recebidas '!
OSr. Brandao:Nao tenho presente o numero,
nao a eoulei.
O Sr. Sergio de Macedo :Ali '.
O Sr. Brandao : De tudo islu que alli observei
pessoalmeule, del conla ao nobre deputado ; mas o
qoe fez elle t llavia urna freuuezia, adoitamb,
onde a eleicao nao tinha sido feili no dia aprazado,
e cujo resultado vinha decidir do resultado total da
eleicao da comarca ; o uobre depulado, pois, nao s
charaoo a capital o chefe que pleileava contra o de-
legado, para desla raaneira dislrabi-lo do campo e-
leiloral, mas lamben) fez marchar do Recife una
forja de 100 ou de I jO pracsl.
O Sr. Sergio de Macedo : De 110.
O Sr. Brandao :..... cominaiidnda pelo teuenle-
coronel coramandante do corpo de polica, a qual,
reunida a' oulra queja na comarca exista.....
O Sr. Sergio de Macedo :Do ile.lacaineulo.
O Sr. Brandao ;..... apreseulou-e na puvoarao
de l'e.lias de F'ngo, oude e fazia a eleicao, leudo i
sua lenle o delegado, e ah cominelteu quaulas a-
Irocida les h pojssivel imaginar.
O Sr. Sergio de Macedo : Vamos a' exposicao
dallas.
iCrazara-e ao meono lempo difiereules apartes.)
O Sr. Brandao :Preudeu, varejou casa, recru-
lou no mesmo dia em que se fazia a eleicao, para o
fim de intimidar e dispersar os votantes que uao per-
tenciam a' polica....
Ha diversos npirtes qae n.lo oavimns.i
O Sr. Sergio de Macedo :Kara o favor de repe-
tir a sua proposicao.
OSr. Brandan :Dtia eu que o nobre depulado
remetiera do Kecife ama forja commandad pelo le-
nenle-rnronel .oiiiin ni I,inte do corpo de polici.
O Sr. Sergio de Macedo :Ura disliuclo mulo
prudente odfcial. ;Aooiadoi.)
O Sr. Brandao :Ora, o que ha de dizer o se-
nbor Eu Uve occasi.Vi de o conlitccr.
OSr, Paes Brrelo :Porlou-s magnificiineiile.
O Sr. Brandao :V. Exc. la eslava seguramente
para saber disto ; repito, mandou esta forja, que,
reunida a' ouira que achava era tioianna, mar-
chou para Pedral de Fugo, acorapanhada pelo de-
legado, e ah este cominelteu quanta casta de vio-
lencias he possivel imaginar, preudendo, recrutaud-i
e varejando casa no da da eleijao.....
O Sr. Sergio de Macedo :Kecrtitou '.'
O Sr. Brindao :Duvida t
OSr. Sergio de Macedo :Duvido, im, senhor ;
o rerrut.imanto esleve suspiuso todo o lempo que a
lei insuda suspender. -
O Sr. Brandan :Com elTeilo Eu fui lestcmu-
nb.i de todas e sas atrocidades.
O Sr. Sergio de Macedo :tjainUs casas te va-
reja rain ?
O Sr. Brandao : Haas, e baslava isto para pro-
duzr o elleilo que se desejava, porque os donos des-
sas casa eram cidadns respeilavei que pleiteavam
a ekir.n no ssnlido contrario ao delegado....
O Sr. Sergio de Macedo : Duas catas ?
O Sr. Brandao : Eis-aqu os documentos ; n.lo
o lerei i cmara porque sao exleusos, e eu Mo que-
ro faliga-la, porm os olTerero a quem o quizer ler,
e mesmo ao nobre depulado!
O Sr. Sergio de Macedo : En) qae Diario esiao?
O Sr. Brandao : No Diario de > de outuhro;
enlrelanlo, depois de taes atrocidades, que provi-
dencias deu o nobre depulado t...
O Sr. Sergio ^e Macedo : Tinha felo bem.
O Sr. Brandao : .... s foi demillido quando
deu os votos de que dispuuha a ura candidato que
ocultamente bavia adoptado, quando n.1o quiz vo-
lar no caod Jalo protegido pelo nobre diputado,
O Sr. Sergio de Macedo da' anda um aparte.
O Sr. lira u.la.i : Desta ni .neira ludo se justi-
fica.
O Sr. Pac Brrelo : Se as autoridades subal-
ternas abusaran), devia-* recorrer a auloridade
ase : pdete sem receio dar a peisoa.__
i dai refiexuei, linhn G3, en
H-i .""'""a corno Ualamenlo propbilalic"o,
lea-ti. a hygiene arontelha
comp'lenle, que he o juiz de direilo, para respun-
sabilisa-la.
ler-su-lia di/.er que a urna tal eleirSo presidir a l-! legato era o chefe de um grupo, contra elle tinha
,,'rdaile d vol que o nobre depulado apreaoira ? I havido una repre-eulacao dos mala importante e
Macedo:luda a torca ? Eram 00 notareis proprietarios da comares, e o nobre deputa-
liomens.
! do, bem longe de o demllir, da\a-lbe lodos os meios
. ^ ., I**, ni m l.ll.c >IC > U'.llllllll |
,,o,,'., :' um Pe"rnl commanda lit para elle vencer as eleice.
O Sr. Sergio de Macedo :Autis nao o devia dc-
homena
O Sr. Sergio de Macedo :Na igreja estavam
un 20.
O Sr. Brandan :Seuliure, fui tcstemunlia dessa
serna deplorare!, de lodo esse apparalo militar.
Uin Sr. Deputado : Era para proteger a liberda-
de do voto.
O Sr. Brandao :Ce.-lamente, prolecnlo de baio-
iiels !
OSr. Pac Brrelo :A (ropa foi depois da de-
icrdera.
O Sr. Sergio de Macedo :Foi pedida pelo parti-
do liberal, pelo Sr. Sersphieo,
O Sr. Brandan ;,\ao ,L., jjs(0 0 qoe gcj |,e qUC
assim loi feita a eleirao de S. Jos.
O Sr Paes Barril} :Cuno qutria que manlives-
se a i rlem '!
O Sr. Brandao : O presidente era competente
para demilur um empregado de polica, que as-iui
abusava do seo eraprego, no inlcnlo de vencer a
eleicao ; e porque e fez quaudo esse empregado
quiz ler um candidato seu "
O Sr. Paes Brrelo : Eli n.lo fez o deputado.
O Sr. II'........: Deixou de o fazer por um voto.
O Sr. Paes Brrelo : Bastava um s.
O Sr. Brandao :Sr. presidente, no llarab o
escndalo chegou a ponto que asaoloridade preten-
dan) subornar o peilar com dinheiro a ollcialidade
subalterna, para consentir que a orna fosse violada.
O Sr. Sergio de Macedo da' om aparte que nao
oovimos. I
O Sr. Brandao : Tenho aqu documentos para
provar esta verdade.
O Sr. Pae Brrelo : E foram esiei olllcacs que
exerceram todos esses abuso que disse ".'
O Sr. Brandao: esses ofliciaes ao mulo digno,
e a nao er a sua dignidade, maiores escndalos ti-
riam apparecido.
O Sr. Pae Brrelo :Estavam ai ordem do na-
bre deputado.
O Sr. Brandan :Nao careci disto, e tenho a glo-
ria de estar aqai sentado sem recorrer a meio nen-
hum indigno...
O Sr. Paes Brrelo IHe cousa comraom a lo-
dos.
OSr. Rrandao :Nao duvido, mas nem por isso
devo sentir menos prazer por me ver a frente do no-
bre depotado, apezar de luda tua persegoicAo.
O Sr. Sergio de Macedo :Perseguirao minha ?
O Sr. Brandao :Sim, senhor.
O Sr. Paes Barreta :Esta' lealrando a sua glo-
ria.
O Sr. Brandao :A gloria compete a minha pro-
vincii, qae anda possue homens que -bem resistir
as vonlades do poder, e que auxiliara aquello que
recurre aos teus patriticos e geueroios sentimenlos;
e nesta occasao a cmara me permittira' que do al
lo desta tribuna, eu agradeja aos heroicos habitantes
do circulo da I) ia-V -la o nobre empenbo que mos-
traran) pela minha reelecao, o delicado acolhimeiito
que me lizeram. a decidida i rolrc,lo qoe me pres-
taran), e igual agradecimento dirijo a a habitantes
do circulo de tjaranhuns, pela demonslrajao que me
dcrain de sua preciosa confianca.
Vollando ao aituniplo, peco a cmara que ouca a
leitora deste documento :
a Em Milu le do despacha do Exm. Sr. general
coinmaiidaule das armas, exarado na pelicao cima,
alliiino, sob minha palavra de honra, e jurarei
preciso fr, que tendo felo parle da furca que desta
cidade icguio para a comarca de'Goianna, rhegando
a povoacao de Pedral de Fogo, no da I de selein-
bro findo, no da 22 fui Horneado para entrar de guar-
da na igreja de Santo Antonio da freguezia de llalli
li, ua qual aehava-ae congregada a mesa eleitoral,
aliin de gusrdar a urna em que se deposiiavara a
cdulas dux volantes. Nesse mesmo dia, ai ti hoi as e
meia da noile, diiigindo-se a mira o lenle E var, do corpo de polica, ajudanle de orden do le-
nenle-coronel Sebastiao Lopes Guimares, iuliinou-
n.e que de ordera do mesmo Sr. leueuie-corunel
mandaste retirar ao quaiM cadetes do nono e de
cmo batalb. s de infantana que faziam parte da
nnsma suarda, ao que dei prorapla execurao ; da-
pois da retrala dos ditos cadetes o referido lenenle-
;i I ule de cirdens dise-me que o mesmo leninie-
r..rouel urdenava que mandasse coll-jcar na frenle da
ama 'i senlinellas erabujadas em seus raples, e que
ua circunstancias era que se ai ha va o juiz de paz
o partido governista se fazia necessario qoe naqoella
inesma noile se fizesse troca das cdulas que se achi-
ran) deposilada na ine-ma urna, nliin de que o par-
tido Sainase completamente veucedor, pnis que o re-"
ferido lerrenlc-roronel havia recebido naquella mes
ma noile um olTIcio do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, no qual Ibe ordenava que te empregassi-m
todo os meios para serem vencidas v eleire. Im-
medialamenle respond cun bran tura que aehava
inuilu prudente que e-la empieza ficasse para a guar-
da do oulro, porquanto nao rae era conveniente con-
sentir em 1)1 fiaude, deseendo assim muito na i s de
m nha dignidad, como discrepando do juramento
militar ; mas tnsislindo o supradilo teuenio-ajudan-
le, diste-Ib* tu nias, que o mesmo tenenic-coronel
me olllciasis dn.lo-me ordem nesse sentido, ou que
elle lenenle-coronel, juiz de paz, e raai-^luas ou
Ir pessoa da mais gradas do lugar me viessrm fal-
lar a re-peiln, afira de poder dar eu urna resposla de-
cisiva.
A hora esli adia-niada, Sr. presidente, e eu i lo
posto iilalar oulms facloi do uobre depulldo que
desejo trazer io conliecimenlo da cmara a do
paiz.
' O Sr. Sergio do Macedo :Deiafio-o para qut o
faja. r ^
OSr. Brandao :Hei de faze-lo lenho a reulka,
e nrlla V. Exc. me sarita.
O Sr. Sirgio de Micedo -.Diga ludo para ler
resposla.
O Sr. Brandao : Mat ante de concluir, ainda
iodicarei como prova da indebila mipiun ;, do no-
bre depulado da eleicao de Peruambuco, oque elle
fez em relacao ao districto de Sanio Aniao, e parti-
cularmente a freguezia da Escada.
Sendo Santo Anl.lo mui prximo a capital, o uo-
bre depulado ni i biu para alli primeiro e sego delegado militar para prepararen) e vencerera a e-
leirao ; e om de i qae leve.
('Ha alguns aparles..
O Sr. Sergio de Macedo : Para onl ?
O Sr. Brandao : Nao mandou para Sanio An-
illo primeiro asegundo delegado militar na poca das
elen. ?
O Sr. Sergio di Macedo : Alli o delegado re-
labeleceu a ordem.
O Sr. Brandao : Nao limilou-sea irlo. Em dala
de 10 ou 14 de ootubro mandoa entregar ama por-
cdo de armamenlo e cartuchame...
O Sr. Sergtode Macedo : Oh !... De adarme 3.
O Sr. Brandao : ... a um horaemqoe na fregue-
zia da Escada do mesmo dulri-lo era o chefe de um
grupo, e com lodos as forjas advo^ava os inler.. -se-
de urna candidatura que S. Exc. tambem protega,
O Sr. Piulo de Campo: E que lem alli influ-
encia let ilim.i.
O Sr. Brandao : Pode ser, mas bao de coufes-
sar que lu una iiumoralnlade, qae o governo nao
devia dar armai a um chefe de grupo que procurava
a ludo trance vencer os seus adversario'.
O Sr. Paes Brrelo : A um delegad de po-
lica.
O Sr. Brandao : Fosse l o que fosse, era um
liomem que pleileava a elujao, e que liona um ca
didalo a quem o nobre depulado tambem favoreca.
O Sr. Sergio de Macedo : M n le esse arma-
mento para manler a ordem,
O Sr. Branda i : A ordem he a palavra sempre
invocada por lodos aquelles que abusara da aulori-
dade.
O Sr. Sergio de Macido : Tinha bivido desor-
den! em Santo Antau.
O Sr. Brandan E da Escada ?Eo cartuchame
de adarme 10, que s serve para bacamarles 1 !
O Sr. Sergiu de Macedo j Do adarme sifli-
cie ile.
O Sr. Branda-): Sr. presidente, ainda no dis-
tricto do Kio Forraos i sa deu oulro faci que poz bem
patente a intervenc.V) do nobre depulado e do mi-
nislerio na eloces de Pernambuco. Era all juiz
de direilo uin magistrado que nao se pre-tava a a-
poiar urna candidatura protegida pelo nobre deputa-
do, e como poda acontecer que isso prejudicasse a
essa candidatura, fu removido durante a eleijo io-
inenle, e depois resutuidu ao seu lugar.
O Sr. Paes Brrelo ; Foi o presidente quem re-
moveu o juiz de direilo ?
O Sr. Brandan ; O presidente estiva de aceordo
rom o ministro da joiliji, e Irabalhavain no mesmo
sentido.
O Sr. Sergio de Macedo :Acaba de sir remo-
vido de novo.
O Sr. Brandao : Tudo isla me aulorisa a lizer
que o inibre depulado abusou do teu cargo, inter-
vindo dtrecla e indebilamenle na eleirao de miaba
provincia. -
O Sr. Serg o de Macado : A inlerfereucia que
Uve, o Brasil lodo me agradece, porque evilei huu-
vts-cn desordeus era Peiuarabuco*
O Sr. Bran lia : Agradecem-lhe aquelles en ca-
jo favor V. Exc. trabalhou, mas nao o Brasil, porqu
o Brasil nao agradece a quim nao cumpra os seo9 de-
veres.
O Sr. Sergio le Macido : t'.umpri ptimamente.
Apoiado da dei ulaj3o de Pernambuco).
O Sr. Brandao : E assim, Se. presidente, en-
tendo que, a continuarlo da presidencia do nobre
lepula.lo rbanio paia este poni a altcnjan do no-
bre presidente do conselho), seria urna calanvdade
para Peni.iinbucu. Muitos au apoiados da depu-
larao peni iinbiicaua.
OSr. Pinto de Campos: ('.mira istu protesta
o lestemunbo da depulajSo de Pernambuco.'Apoia-
dos).
O Sr. Brandao : Nao me admira esse fervor dos
nobre deputado que me inlerrompem, porque sel
que nscoslumamos chir sempre perf-ic-s em nos-
sos flltos, em nossot amigos, em notso prente.
O Sr. Augoslo de Oliveira : Assim como defei-
los era lo -si.s iuimigos.
O Sr. Brandao : Se le refere a raim,declaro que
nao sou inimigo do nobre diputado, que tu filio
iqui pelo interesseda cansa publica.
O Sr. Sa e Albaquerqae : N3u pretisamos de
presidente paia n,i)em temos ine.lo contri. (Apoia-
dos).
O Sr. Brand.lo : Sr. presidente, o actual minis-
lerio proclamo a poltica de concordia e mo le -aran,
e eu nada mais Ihe pojo do qoo a realitarlo dessa po-
ltica generosa ero relacao a provincia de Pernambo-
co. Ora, o obre deputadu nao a pode execular, em
vista dos fados que acabei d mencionar e da eras-
pelaran em que deixou os nimos naquella provin-
cia... Nao apu ados da deputarflo de Peruaubnco;.
O Sr. Sergio da Macedo : Oh !
OSr. Brandao : .... por isio beque, consideran-
do a c 'iiiiiiuai.o de sua iiiininislr .can como urna
ve/dadeira diigrija (nao apoialoi da drpolajao de
Pernambuco), nao causarei de chamar a alleii<;ao do
governo imperial para esle particular, pois que ca-
lendo que assim compro um dos meus mais ricorosos
deveres.
Tenho concluido.
fallei, leil-se : de qu fallei.'
(0m#p0ttbettcia.
O Sr. commendador llenio Jote Fernanda Burro*
e.o Potan de 2 do crrenle.
Senhoret redaclortt: Tendo lido no Voto om
artigo de redaecao, escriplo contra o Sr. commeuia-
dor Beato Jos Fernandes Barros, mai digno inspec-
tor da atraudega desta cidade, uo posso deixar de
diztr dua palavras em bono des cidado preslan-
I e respeilavei, que por cerlo nSo merece invecti-
vas daquell ordem, a cojo proeedimenlo jamis au-
onsau ataques que, se estao mal, geratmenli fal-
lando, a qualquer peso, to imupporlaveis quan-
d. dirigido! a um ciada,, que se fai digoo das con-
tideracuei de seut concidadao.
I)e lodat a palacra, eojo lecido comlilue o arli-
sr. commendador Fernanda Barros aerus.rao al-
ii,S-lly}'\ que im>"""> infnerao d'e seos
m. i' ? aecla"vao vaga.porquooSr.com-
l,f. 'mur.,,,0>s heeroverd.de motivo to ftil,
r.ni.,?o,uerau,epr",e--nor'-'-
E pelo que repeita ao desdem com que o Sr.
commendador Fernanda Barro trata aos oolro, he
cer .mente ama injo.lica llagrante feita o Sr !
dIeUard1"alfd",",dg* C0ja "^bilidade.maneira.
delicada, para com toda a geni. io 18o conhecina,
?alilad?'0M d"M P0Dt<> l0rU" ama r""<"e
Convm jodoo mundo que enlre o merilo e o de-
,T,c.H'.e B,0h0mem ,,onr,do e hamamaam
dignidade, entre o empregado publico eumpridor de
,",.uJ,r,18atM. e o empregado detonado, enlre o
cidadao honesto e laborioso c o mo cidadao turbu-
lento epregoijoio, ha um linha devi.oria mui pro-
nunciada, sendo aquella digno dos reep.ilos, e e.te
da exeerajalo o deapr.io do publico. E lodo aquelle
quenaoseprezadeperlencer a' ciaste dos pr.mei-
ro uao he por cerlo capar de ser contado mire os
llumens e bem.
Se, pos, o Sr. commendador Fernande Barros ia
compenetra de tua dignidad e lem a approvario de
sua consciencia como pii de familia, como cid'adao,
e como empregado publico, nao bao de ssr cerli-
menle ai declamajfle do Poco, que Ihe bao de fazer
perder, qoer a .eguridade de >ua cooscitucia, qur
a boa reputajSo de qo goza enlre aguilleque lita
apreciara a. nella qoal.dades, qualid.dei que mu
realjim, quando se Irala de fazer bem.
Desculpe o Sr. commendador liento JM Fernn-
lesrlarroi, se oos oflender a sua modeilia. dando
um desmentido solemne ao escriptor do pnco: he
porem ara acto de homeaagem a que nao pode sub-
irainr-se olletpeitador doi tenhoret honetlot.
S&nMicactio aptbibo.
CIRCULAR A TODOS OS SE.NHOHES FAZEN-
EIROSE CRIADORES.
Illm. sr.Havendo-ie nesla cidade formado urna
compaiihia por associajao commercial, p.ra o lira
da comprar ss gados necessaroi para o fornecimento
da carne verde a' populajao desta capital, com o filo
nao de melhorar o diversos ramos desle negocio,
era forma a que o servijo seja feilo com regularida-
de e lunpeza, como tambem assegarir Iwra vinda em
prejos, com certeza de seus capilaes aoi senhores fa-
zendeiros e criadures, contratando estes as vendas
de seus gados directamente eom a compauhia, arre-
dando desta forma o negocios intermediario entre
o primeiro vendedor e o consumidor, negocio que
fazem subir os preros, sem iuteresse dos senhores fa-
zendeiroa, em pura perda do consumidores, que e-
lio pagan lo a carne verde por prejot mui alto.
Temo, poi, a honra de convidar a V..... como
fazendeiro criador para contratar os gados que per-
tender ven ler. ser vu.do-se diier-no o sen numero,
qualid.de, lempo em que .levara ter entregues, e em
que lugar, e finalmente o prejo e con I cues do pa-
gamento, dignando-se designar a p.tsoa residents
ueita prjja, que contrate com a companhi, e lirme
a r.ui inl -s dos contratos.
1-mos a honra de ser com estima e considera, o
JeV..... moito ltenlos ven.radores criados,
Faria, Carneiro & Juvino. Mendonja c\; C.
Eiciiptono u roa da Cruze n. 30.
Kecife, 6 de agosto de 1857.
CAMBIOS.
Sobre l.ondre, 28 d. a 60 d.
c Paris, 310 r. por fr.
Lisboa, 9-2 por % de premio,
u Rio de Janeiro, 2 por Oo da desconlo.
Acrao do banco 50 por canto de dividendo por con-
la do vendedor.
o compauhia de Beberibe 60$000 por acrao
a compauhia Pernambucaua ao par.
Ulilidade Publica, 30 porceoto de premio,
i a Indemnisadora. 61 i de-..
d estrada da ferro 20 por Oin de premio
Disconlo de leltras, de 10 a 10 por cenlo.
Acjoei do Banco, 10 a 45 de premio.
Ouro.Onjas hespanbola. 29J500 a 30*000
Moedas de 68100 velhas .... 16J00O
c t 6t00 nova.....lbcOOO
48000.......93000
Prata.Palacoei braiileiros......290OO
Petos columnariss. ... 290OO
mexicanos. ....... ijkgo
ALFANDECA.
Reudimeolo do da 1 a 5 .
dem do dia 6......
73:957*41H
15:4t0a660
89:4389078
PfeGIIM AVULSA
im: bus.
Quando a ismola he grande, (diz o adagio) o
pobre desconfa Sella. Segundo 1101 consta, < ven-
der luinl.in 5 do correnl, no ncouguc-s da t m-
Vistl carne verde a -JcsiO e 3-?00 a arruba, o que
nos pareceu exlraordinario em vista do prejo porque
auteiioiment era vendida; mas como tesallasse
essa repentina raiidaiirs em beneficio do povo, i-
camossalisfeilos e movidos tmenle pelo espirito de
curiosidad procuramos indagar a Musa .e-le phe-
nomeiio, e enlao soubemo que fora capricho enlre
a cumpanbia e om oulro marchante,qu nao se quiz
Ciaoclar a ella. Seja c.'ino for, o povo pode comprar
carne mais l. iala, e bem bom seria que om tal ca-
pricho conuuaise, mas he de crer que n3o, porque
o que he bom dura pouco, e hs o motivo porque ap-
plicamos o adigio de que quando a eimola he gran-
de, o pobre desconlia .1-11...
Em-vista dos prej.. porque os caatelislas ven-
dein o billirle das loteras, varaos e.iabelecer urna
proporja.i, e avista delta pergunlareino, onda esl
essa vanlagem lao inculcad '.' Ei-la :Urna pesio
compra um tillule por K5OOO em mao do Ibesourei-
ro, lira o or de 8:000-3, cun a deduejodo impos-
to recebe 7:3609, mas se esse bilbele houvesse sido
comprado ao cautelisls pelo prejo de 9-3)00, como
v en.1 ni. qu,.n|.. se deveria receber '! Aiireteulainos
a propurcao e qoein quizer que a resolva para se It-
erar do en anoMiiqu* laborara:
8JOO0 : 7:361)3000 : : 500 : X
Consla-ioe que na beccu junto a ribeira da
Boa-\'i-ta, se faz lo.la si uoil-s lana porcaria, que
pela lin.ibaa 1.A0 e pode tramitar por tile ; a ter
exacto, bom seta que es-e abuso teja observado pela
guarda da ribeira.
Vina filha Ivpo.Dizem qoe T. B. de J. mora-
dora no b. das II. moirera na dia 18 do passado, e
sua lilli.. possuiu lo-aa de ura jubilu 111 tizivel liatou
de dar um grand. pagode, onde,era casa be voz pu-
blica te reo lira uraa raueidade esperpnjosa e ebria
de vi la, que 10 som do borabardearaenlo do forro
da c.a-a orea-ion .do pelas rolhas das hojudas garrafa
le rh unpagne, applaadiam o pasamento da pobre
raullier, que durante a sua vida fora, at como he
publico, por multas vezes espancada por unu filha
"adnravelo !
Sabio dos prelos o drara:Julia de Fenestran-
que appli- l.imb-ui continuara ueisa opposicao, ja lulo
miilir.
O Sr. Brandan :Demiltio-o depois ; qoando elle
se apre-euluu cora um candidato proprio, e adruiltin
a sua i.uposica...
O Sr. Sergio de Macelo :No foi por es-o mo-
tivo ; nao o devia demiilir antes da eleirao. e sim
depois.
o Sr. Branda.):Vamos adianlr.
Eucontrei em tioianna, Sr. ptesideule, a polica
fazendo estrago,
O Sr. Sergio de .Macedo :Oh
l) Sr. Brandao :Que duvida .
OSr Sergio de Macedo :(.lnulas mortes bou-
vcr.iui '.' Diga quaes foram ctses estragos 1
O Sr. Branda.) :Estrago de ouira ordem, ira-
idcs sera cunla, emliin o emprego de to.v. = ,
(r >r. Cruz Machado :yu. rem que se mantenha ranos de auloridade que pudiain concorier para ven-'
a ordera aceiidendu vela beula. ,;er a eleicao.
OSr. Branda,. :Depsis do que irebo de relatar O Sr. Sergio de Macedo :Meios de auloridade
eesdo Sr. Agostinho Ermclino de l.eao.
o Immediataraente relirou-se o referido ajudanle, Tern-nos algum. pessoa ponderado que acs-
ela um quarlo de hora depois regres-arsm a guarda turando o povo a visitar nos domiiign o cemilerio
os referi los cadetes, que por ordera do supradilo le- i publico, seiia conveniente qae a capella esliv-se
nenie-coronel os bavia eu mandado apresemar ao abeiu para quera quizrse orar pelos seus defuntos !
capilo Jo>c Joaqnim da Silva Costa, corninandsiile 1 Ora, se por mu lado parece islo acertado, por oulro
do contingente do segunda lalalhaode infanlaria. I ha om desarranjo. Poi ha de estar urna eap-lla
Sendo que por essa minha lembranra de me vircm alierla dii.^iil- ura dia inleiro, 011 pelo menos u.na
fallar a respeito daquella frao le o dilo lenenle-roro-
nel, juiz de pz, e tres pestous ciadas o que fiz so-
inenie con) o proposito de lorn r publico e ssr leste-
Descarregim boj 7 de agoslo.
Barca francezaOlindamrreadorlas.
Patacho inglesOnlvsoudem.
CONSULADO (.ERAL.
Bendimento do dia 1 a 5 22:3278011
dem do dia 6....... 6:2S3j9b 28:5805977
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo dodia 1 a 5 1:i03$tii8
dem do dia 6....... 178/182
l:581j>830
DESPACHOS DE EXPOUTACAO PELAMESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
6 DE AC-CSTO DE 1857.
HavreBarca ranceza Porle Rico, N. O. Bieber
& C, 324 sacc.i algodao, 50 taceos asiaear brin-
co e mascavado.
Porlo Barca porlugoeza nolaria Felita, divino
carregadore, 39 couros salgados, 43 suecos gom-
ina, :l_ harri o 3 mcias pipa mi.
Rio da PraU-Patacho porlugoez S. Jos, Isaic,
Cario & C, 350 barrica e 5 barnquihhas aisu-
esr brauco.
CualBr goe inglez Corher. Seoll Wilion C., 1,400 saceos assucar mascavado.
LiverpoolBrigoo ingle iiGauutlet, Paln Nash
i\ C 101 saccas algo'ao.
PonoBarca parluguea ali. S. da Boa Viagemu,
Thomaz de Aquinu Fouseca & F1II10, 132 tacco
..--..car 111 a\.; |...
LiverpoolBarca inglezi olpsvvich, lienry Gibsou
di C, GOO saceos assucar mascavado.
LisboaBarca portugueza (iralidaoi), Thomaz do
Aquiuo Fonseca A; Filbo, 200 cco as.ucir ma. -
cavado.
Buenos-ArresBrigue heipinhol Maoirchao, Bal-
1..1 v\ O.ncir.i. 10 pipas alcovl.
EXPORTAgAO'.
_Aiu' por Touros, brigue nacional Elvira, de
1.2 I rieladas, con lu.) o seguiile : til vol.inies
gene;oses(rangeiros, 76 ditos dito nacionar.
Liverpool por Maeei, brigue inglez Oeuevieve,
de 362 toneladas, r .11 lu/.io o teguinle 906 sac-
eos com 1,830 arrobas de assucar.
Liverpool pe. Parahiba,barca inglcM ..l'.lotli-l..,
do 189 luneta la, conluzio o eguiole :2,I0U
teco com 5,500 anulas de atsocar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
IIA ES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 5 ,
dem do da 6 ...... ,
dragos'
larde, c o Sr. sacrisldo a po quedo, esperando que
quem quizer venha nrai '.' Se por este lado ha 111-
onvenienlM, poroulru seria muila beuigni.lade dos
,.,,..';"."". -..............,......... P1.n,v,^, M mu tumo i ar. uraiiria.) : uepais do qna arabo de re atar
riis aliribuo eu que elles recuarain ante nm aclo
que se tinha logo de revelar o p.i los descoberlos de
um rrime 1,1o infame.
o Ouarlel 00 Hospicio em Pernambuco, emll
d oulubro de 1856.Antonio Dioniio do Soulo
moralidades sein conla, emlim o emprego de lodosos Candn), alfares do segundo balall.ao de lnlauta-
ria. u
Em virlude do desdicho do Exm. Sr. manchal
munhado aquello convite igNomiMoae que ae me di- i Sr. dmmisiradnr e eaprllo se lizeisem tal vonla-
-' ii- bre deputadu leu.
de campo cominandanle da armas, ixaridu na pe-
licao de Joao Alfredo Correia de Oliveira Andra.le,
decalo, sub minha fe a palavra de lloara militar!
34061709
1:58^18
5:1715157
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do .lia I a 5 13:1)30361
dem do dii 6.......- :i:35198ti0
16:1955233

le ios que nao sabem mentalmente orar.
Consta-nos que tura removido ou exonerado o
lenle coramandante do destacamento volante du
iii.i-Ki.ru. so.
Algn mora lores da ra do Livramenh.
determinaran), remudes fazerem um sociedade
em commaudita rom algn moradores da roas es-
treit do it aiio, Direili, Nova, (i.ieimado, praca
da B)a-Vil, etc., para pouparein emellianle tra-
balbo a muBicipalidade, concedendo esta a aquella I MelbourneHO das! barca ingleza Somer Cloud da
certas canliguu, qaaes a de poupirem o lrabalbo| 500 toneladas, capilao Sleel, equipagem 'l j,
fjtopimtnto t> d>i>t
Navios entrados no dia 6.
Liverpoolj'.i das, barca inglez Robar! Jones, de
227 tonelada, capitn Davis Tliomii, equipigem
II, caiga fazenda, e mais genero, a Aslley & C.
Pertenca a Barrnulh.


-


DIARIO DI PKRNAMBDCO SEXTA fEIRA t )K AGOSTO m 1851
carga la, a ordem, veio refrescar, lefiuc para Li-
verpool. Pertenea i Briilol.
I'arahiba6 dla<, liiile naeiooal Concei(3t> Fot dai
Virtudes, de 2S tonelada?, ineslre Aleandrioo da
Coila Silva, quipagem carga loros ds man-
gue, a Paulo Joie Bapliila. Perlence n Peruam-
boco.
cife 6 de agosto de 1857. Manoel Ferreira
Accioli. subdelegado supplente.
. CONSELHO AOM1ISISTKATIVO.
O conselho administrativo, em cumpri-
mento do art. 2-2, do regulamento de 1* do Blas,
dezembro de 1852, faz publico que foram -
CUF.RRA (l ORIENTE.
1.a Os fiis retratos das pumeiras perso-
nagons do muinli)
S. M..Nicolao imperador de todas a- luis-
Liverpool51 din, brigu iogler. Fortuna, de 256 ; "ollas as propostas deJoau Carlos Augusto
tonelada, capilao 11. WilUifou, equipagem !i,
carga plvora e canoi para gaz, a Roslron lio. ker
& C. Perttnce a Liverpool.
Araoaly15 das, hiale nacional Duvidosj, de lo-
nelada, mestre Bilaeiu Alendes da Silva, equipa-
gem 5, carga cera de camarilla, e mais gereno!, a
Joaquim M'rtini v\ Irmau, Perlence a Peruam-
buco.
Alala-it dias, galera diuamarquea llclvelien,
de 55 lon.l i t.i-, capillo J. Omsoii, equipagem
18. carga madeira de Ungir, ao capilo, legua para
Cork, perlence a Apereree.
New-Zelendia85 dia, galera americana Laoriana,
" de 297 tonelada, capiiSo Noilon, equipagem 23,
v carga 1,100 barra com r.eite, a ordem. Per-
lence a New-Bidford, aegue para Nen-liej-
forJ.
Navios snliidot no mesmo dia
Ri q Grande do SulBrigue oaeional Argonauta, ea-
pitao Francisco O. de Oliveira, carga asiucar a
agurdenle.
As-iiUrieue oaeional Elvira, capillo Belmlro Bap-
llila da Soaia, cargo em lalro He arela. Paaia-
keirea Antonio Das Feroandt, JoSo Antonio Por-
lo, Jos Vicente de Lima, Joaquim Rodrigues
Ferreira, Theodoro Jos Pereira Tavaree, sua sa-
nbora e 2 filiaos menores, cun un eicnvo a urna
criada.
<$$taN,&
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, comtnen-
dador da imperial ordem da Rosa e juiz de
direito.especial do commercio por s. M. 1.
e C. que Dos guarde etc.
! neo saber aos que o presente edita! vi-
ren), que no dia 27 do correnle se na de ar-
rematar por venda a quem mais dar, tlcpois
da audiencia desle juizo, urna pequea casa
terrea,sita ua ra doLassre ua Capunga,com
Trente de pudra e cal, e oitOea do taipa rebo
cada, cubera de telhas, com quintal e al-
guns arvoredos de fructo, com 40 palmos de
largura, e de fundo al a ra do Jacobina,
avallada por 500/rs., cuja casa vai a praca
por execugSo do Dr. Joaquim Antonio Alves
Ribeiro, contra Jos de Santa Anna lie-llanda
e sua mulrier, e nSo bavendo lancador que
cubra o prego da avaliago, ser arreaiata-
gao l'eila pelo valor da adjudicagSo com o
abatimento da le.
E para que cliegue ao conbecimento de lo-
dos mandei passar editaes, que serSo publi-
cados pela imprensa, e aluna los oos lugares
designados no cod. commercial.
Dado e passado nesta cidade- do Recite de
Pernambuco aos 5 dias do mez de agosto de
1857. Eu Maximiano Francisco Duarto es-
envao o subscrevi.
Anselmo Francisco Peretti.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, cominen-
dador da imperial ordem da Rosa ejuiz
de direito especial do commercio, porS.
M. I. o C. etc.
Fago saber pelo presente edital, em como
no dia 20 do correnle mez, se ha de arrema-
tar por venda a quena mais dar em praca pu-
blica desle juizo, a porta da sala das audien-
cias, os escravos seguiutes : Raphaol, de na-
Jo Mozambique, com 45 annos de idade
puuco mais ou menos, avaliado por SOOjrs ;
Antonio, de nacflo Cassange, com 40 annos
du idade pouco mais ou menos, avaliado por
9003 rs.; .cujos escravos assim avahados, fo-
ram penborados a Antonio Gomes Pessoa,
por execugao de Jos Vieita de Souza Co-
mes, i
E para que cliegue noticia aos licitantes
mandei passar editaeS que scrao alxados
nos lugares do costume e publicados pela im-
prensa.
adoe passado nesta cidade do Recife de
Pernambuco aos 5 de agosto de 1857.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira,
escrivflo o fiz escrever.
, Anselmo Francisco Peretti.
da Silva, Luiz Rorges Cerqueira, Luiz Leo-
poldo dosGuimaraes Peixoto, Rodrigues &
Ribeiro, Jos llygino de Miranda, Jos Fran-
cisco l.avra, e Jo3o C. Pacheco Soares, para
fornecerem :
O I.- 400 alqueires de farinha do mandio-
ca, de boa qualidade, ensaccada o posta a
bordo a 7/iOO rs. o alqueire, 10 arrobas de
arroz a 39200 rs., 16 ditas de assucar branco
enbarricado a 6/000 reis, 2 ca xas com ale-
tria a 11/ rs., 20 medidas novas de vinho
branco bom a 3J000 rs.. 20 ditas de vinho
tinto a 29800 rs., 40 ditas de agurdente
branca a 800 rs 6 barricas de farinha de
trigo marca SSS a 28S50O rs.
O 2.- 2 latas com verde mar, de 28 libras
cada urna a 240 rs. a libra, 2 pecas de cabo
de linho de primeira qualidade, de 5 polle-
gadas a 41/rs. o quintal, posto a bordo, 3
barris de blakverniz a 2u3 rs
O 3 Os medicamentos, secundo a relagao
ja annunciada, c mais 50 escarradeiras do
folha de (landres envernisa las, o 20 camisas
de flanella, na importancia de 626/580 rs
0 4.- 100 anchadas calcadas d'aco a 830 rs,
100 ditas de ferro a 6005 rs para o presidio
de Fernando, e 267 dazias do botes breos
de osso a 20 rs., 134 ditas de ditos pequanos
a 20 rs, 334 ditas de ditos pretos a 20 reis,
400 peunas de ganso a 800 rs. o cento, para o
arsenal .te guerra.
O 5.- 8 duzias de taboas do assollio de
louro a 60o rs., 24 duzias de ripas por 12.3 rs.,
192 caibros de 35 palmos a 800 rs.-, 4 eocha-
ms de 30 palmos a 123 rs., 24 ditos para bar-
rotes a 123 rs., 8 linhas de 32 palmos a 14.3,
8 frccliaes de 40 palmos a 159 rs 4 cumici-
ras de 40 ditos a 183 rs 8 lercas de 40 dito;
a 18 rs., tu Jo posto, a bordo, para o presidio
de Fernando.
0 6.- 1000 varas de algoJaozinho a 200 rs ,
para o arsenal de guerra.
O 7." 1 arroba de rezina de cajueiro a 400
reis, a libra, para o mesmo arsenal.
E avisa aos supraditos vendedores, que
devero recollier os respectivos objectos, ao
arsenal e guana no dia 11 do corrente mez
Sala das sessoos do consellio administra-
tivo para fornecimonlo do arsenal de guerra
6 de agosto de 1857. Bernardo Pereira do
Cariiio Jnior, vogal e secretario.
TRIBUNAL D COMNEUCIO.
Por esla secretaria se faz publico, que
nesta dala foram inscriptos no livro da ma-
tricula dos commerciantes, os Srs. Manoel
de Azevedo Pontea, e Joaquim Monteiro da
Cruz, cidad:los portugueses, domiciliados
nesta cidade, o 1 com negocio de fazendas,
e o 2. com fazendas e bijuulerias,ambos em
grosso e a retalho.
Secretaria do tribunal do commercio de
Pernambuco 6 de agosto de 1857.Dr. Apri-
gio Guimaraes, oicial-maior.
Emcumprimenlo ordem que em data
de boje acaba de espedir a thesourana de
fazenda, na portara n. 446, a administraco
da mesa do consulado desta cidade faz pu-
blico, que no dia 10 do corrente, a 1 hora da
tarde, a porta da mesa, se apregoam em
leilSo os seguintes objectos : um escalor ve-
Iho. 12 taboas de forro velnas, 130 ditas e 16
polacos de zinco, tambem velho, e 6O1) pal-
mos cbicos de pedra de Fernando, sendo
estes materiaes lirados do armazem e ponte
do trapicho do algodSo, leudo sido ludo ja
por vezes unnuuciado, e agora conformo a
ordem supra, se entregar a quem maior
lango offerecer : os licitantes comparecam
a hora indiceda.
Mes do consulado de Pernambuco 6 de a-
goslo de 1857 Pelo administralor. ni.'
escriptuiirio Francisco de Paula Lopes Res.
O grande duque Alexandre,principe o her-
deiro.
O grande duque Constantino, grande al-
mirante.
grande duque Miguel.
U grande duque Nicolao, acompanhado de
seus generaeselc. etc.
8.* Embarque em lialaclava, os adiados a
bombadeiarem Asapal.
3.' O grande bombardeainento de Sebas-
topol.
4.a AssaltodeSebe-stopol, em 8 de selem-
bro de 1855.
5.* A es naJra anglo-franceza passando
no mar Bltico.
6.a A sanguinolenta batalha do alma por
outro ponto.
7.a A sanguinolenta batalha de Inker-
m ni etc.
8.a grande bombardeamento de Odessa,
os Inglezas botando foguetes a Congreve.
9.a A medunha batalha das triucheiras
francezas, em 8 de seletnbro de 1855, a noi-
le da tomada.
10.* A cidade do Rio de Janeiro, tomada
da illia Galh3o.
11.a Vista de Santo Antonio em- Pernam-
buco.
12.a Vista da entrada de Mamburgo.
13.a A abertura de Sepulcro de Napoleao
em Santa Helena.
14.a Vista da cidade de Londres.
15.a Passoios e jardins do imperador da
Russia.
16." Jardim das larangeiras om Paris.
17." Casa da inoeda eut Paris.
O salo estara aberto das 7 al as 11 da
noite. Entrada a 19 rs., e os meninos de 8
annos a 500 res.
> I :>
looyooo
.;
e
&W00* m&mmy&.
companhia
Pernambucana.
O' Srs. accionlas da Conipanliia Pernambucana
qoe subscreveram uovas acc,e<, e que ainda nao
enlraram com a segunda preslaco de :K> por cenlo
ale fins de junbo prximo passado, sa.i convi lados
a verificar o referido pagamento al 15 do correnle
mei de agosto, no 1 scriplorio de Anlooio Marques
da Amorim, ra da Gru 11. 45.
CONSELHO DE aDMINISTRACAO" NAVAL.
Nilo leudo-so effectuado na sessao de hoje
do conselho de administrarlo naval o con-
trato, conforme sj havia annunciado, rela-
tivamente a compra de objectos, compunjo
o fardamenlo de pracas embarcadas nos na-
vios da armada, visto como smenle urna
nica proposta foi exhibida ; manda o mes-
mo conselho fazer publico, que pois fica isso
transferido para a sessao de 8 do corrente
mez, sendo que os prelendentes devero em
tal dia, e at as 11 horas da manhSa, pre-
sentar as sas propostas com declararlo d
presos lUos. Os objectos a comprsremse
s3o : 39 fardas de imperiaas marinheiros, 30
calcas de panno azul, 300 calcas de bri'm,"
300 camisas de dito com gola azul, 300 ai-
tas de algo 1:1o azul, 300 calcas de dito dito,
600 l'onets, 200 lencos de seda preta, 50 pa-
res de sapatos. Sala do conselho de admi-
nislracao naval em 3 de agosto de 1857. O
secretario. Alosan Ir Rodrigues do Anjos
--- O arsenal de marlnha compra os se-
guintes objectos para fornecimonlo do almo-
xanfado: almagre, agulhas de palomba,
brim da Russia, bandelras imperiaes, ditas
de jale, canutas para pennas, colheres de
ierro cairo velho.colla da Bahia, er, cauca-
dos sorlidos, cravos de ferro, dobra Jicas de
ditos sortidas, dedaes de repuxo, estanlio,
lechaduras diversas, Clelle, o de vela, linha
rio barca, dita do coser, lona ingleza-, larga,
dita dita estrella, lapis, papel lixa, dito ai-
masso, il, ordinario, pennas d'a?o, parafu-
sos do metal, ditos de ferro, pi-egos, ripas,
ditos do assoalho, ditos caibraes, ps de
ierro, remos de faia de 13 a 18 ps, saceos de
conduccao, seccinte, sola, tachas do cobre,
unta branca de zinco, dita preta de chumbo,
dita verde, tachas de bomba de ferro, tintei-
ros de estanho, tinta de escrever, raspas de
Ierro, raspadeiras, zarco, e folhas de (lan-
dres ; os pretendentes 4 venda de semelhan-
les objectos sao convidados pelo-lllm. Sr.
inspector a apreseutarem as suea propostas
en cartas fechadas com as competenics a-
mostras, n^sta secretaria, no dia 14 do cor-
rente mez, at as 11 horas da mauba, em
que a compra ser effeciuada.
InspeccSo do arsenal de marinha de Per-
iiimbuco, em 5 de agosto de 1856. O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O illm. Sr. inspector do arsenal de ma-
rinha, leudo, na couf jrmidade do aviso im-
perral de 22 de julho ultimo, communicado
honlein pelo Kr.ni. Sr. vice-presidento da
provincia, de mandar para a provincia do
Rio Giande do Norte um carpinteiro e ura
calafate, aim de empregarem-se nos concer-
los necessartos a urna catraia edous escale-
res ; convi la aos operarios desses fricos
competentemente habilita los, que queiram
preslar-se a isso medanle ajuste 011 paga
razoaveis, apresentarem-se-lhe coji a maior
brevidade possivel. .
Inspec^ao do arsenal de marinha do Per-
nambuco em 5 agosto de 1857.O secreta-
rio, Mexan.lie Rodrigues dos Anjos.
Por esta subdelegacia foi recolhido.em
deposito, um cavallo, que hontem a larde
andava vagando pela ra Augusta, sem con-
ductor, trazendo cangalln, um par de anco-
ras o mais os seguintes objectos : urna por-
cSo de carne do charque, quatro saceos, con-
teni farinha, camatOes torrados e feijilo
verde em bago, ludo em pequeas porqus,
e para proviso de viagem ; urna camisa e
una calca em mo estado, leudo aquella na
abertura dous boloes de ouro, urnas cabeza-
das com pica teira, urna faca de mesa, dous
fianikes com liauha, um capota, unn baela
encarnada, urna pcia de ferro com chave,
urna toalha, um pacote de slgodao azul, en-
volvendo reUlhos de ou'.ras fazen las, pur-
c5o de bicos e rend-s, um corte de caigas de
brim pardo, duas voltas decollar de ouro,
urna medalha de ouro, um par de saplos
de marroquim amarello, linhas, o outras
cousas miudas de muito pouca importancia :
quem tiver direito a taes objectos, prove,
que lhe sero entregues.
Subdelegacia da polica de S. Jos do Re-
TIIEAIRO
DE
Santa Isabel
COMPANHIA FRANCt/.A.
Teroeire i-epresentacSo dos artistas fran-
cezes do tlieatro imperial do Rio
de Janeiro.
Premiare represenlalion du :
LITAE 3.A,t CHAPITEE 1"
Comedie en un arle da llieatre de l'O.lon.
DISTRIBLITON de la piece.
Octave Dubourg......Mr. Pascal.
Edmond de Maillv.....Mr. Marital.
Lucile aa Femme.....M.' Paulinc.
(La tcne se pas-e daa uu Cbateau en Province.'
Secoode represenlalion redeman lee.
Pura o Assu' sabe no dia 8 do cor-
rente, o Ijem conliecido briguc Sagita-
rio*, o (pial recolic carga al o da (i, e
Jiassageiros at odia da saliida (8).
PARA O ASSU'.
Segu com a carga, que apparocer.o brique
nacional Elvira : quem nelle quzer carre-
ar, entenda-se com os consignatarios Jos
aquim Dias Fernandes & Filhos, ra da
Cadia do leo fe.
' O brigue nacional Elvira, precisa de
marinhciros nacijnaes, para a sua viagem
ao As" : a tratar com o capitao a bordo.
illa de Pe iiaiiuo
O brigue nacional Rom Jesus.o qual dever
seguir para aquelle presidio t o dia 12 ,lo
correnle,para cujo m o consignatario lem
auloiisaco do Exal. Sr. vice-presidente da
provincia, para depois de ter recebido todos
os objectos perteucente ao governo, receber
mais dos particulares, que esses estejam ha-
bilitados competentemente comsuas porta-
ras esuas notas dos objectos que tem de
embarcar, deveio mandar em continente
as ditas notas na casa do consignatario E-
duardo Ferreira Billar.
Para o Porto, a barca portugueza N.
S. da Boaviagom, segu impreterivelmente
a 19 de agosto prximo ; para um resto de
carga e passageiros, trata-su com os consig-
na Unos Tliomaz de Auuino Fonseca & Filbu,
ua ra do Vtgario n. 19, piitnciro andar.
Para Lisboa, sahe com a maior brevi-
dade possivel a barca portugueza GratidSo :
quem na mesma quizer carregar, ouirde
passagera, para o que tem aceiadoscommo-
dos, trate com os consignatarios Thomaz de
Aqnino Fonseca c I'ilbo, na ra do Vigario
ii. 19, primelro andar, ou cora o capitao Bor-
ges Pestaa, na praca do commercio.
Para Lisboa sabe com toda a brevida-
de, por ter grande parte da carga prompta, o
bonito e veleiro patacho porluguez Mafia
Ignez : quom nelle quizer carregar ou ir de
passagein, dirjase aos sous consignatarios
Francisco Severiano ltabello & Filbo, no lar-
go da AsseaAla.
gratificado.
No dia 2! de junho prximo passado fagio
do enguubo Varzea de Una, sifo na fieguezia
do N. S. d\ Luz, um cabra por mime Arclian-
!jo, cornos signaes seguales: alio e choio
ilo corpo, cira descarnada, olhos fundos,
denles limados, tiernas linas, sem unhas nos
1 dedos dos ps ; levo chapeo do pallia, 2 ca-
misas de iim lapolo, 2 d algodilo a/.ul, 1
calca de riscadinho de quadros e outra bran-
ca, levou um cavallo mellado novo o gordo,
com una das mSos calcada, sellado e eu-
freiadu : roga-se as autoridades e capules
de campo a sua cap'ura, e leva-lo ao dito
engenho a leu senbor Manoel Cavalcanti de
Albdqucrque, que gratilicar com u quanlia
cima.
___O Exm Sr. brigadeiro Luiz Antonio
Favilla lem urna carta vinda da Bahia, ua
ra do Aragiio n. 12.
CASA DOS EXPOSTOS.
O pagamento das amas da casa das expos-
tos devn ter lugar no dia 8 do corrente, pe-
as 10 horas do da, na mesma casa. Casa
d
O agente Borja, em seu armazem, na
ra do Gollegio n. 15, far leilSo de iiTa
grande quanlidade de obras do marcineria,
novas e usadas, varias obras de ouro c prata,
relogios de algibeira, objectos de porcelana
para enfeites do sala, louca e vi.lros para
servigo de mesa, diversas quinquilhaiias
francezas e 4 caixas com varias fazendas,
bem como madapoln, algo laozinho, cussa
pintada, ele, e outros mullos objectosque
so aclmrfio exposlos no dia do leilao no su-
pradito armazem : sexla-feira, 7 do corren-
le, as 11 horas da mauhaa ; ao mcio dia em
ponto, rao tambem a leilSo urna excellente
mobilia de Jacaranda com pedra, e oulros
muitos movis o arranjos de casa* perlen-
centes a urna familia que se retira para fura
da provincia.
TRASFERKNQ\.
O leilSo das 200 barricas de farinha de tri-
go, annunciado para hontem 4, fica transje-
rtdo para sexta-feira, 7 do corrente, no ar-
mazem do Sr. Paula Lopes, defroute da es-
cadinha da alfandega, as 10 horas da ma-
uhaa.
O agente Borja, de ordem do Kxm. Sr.
Dr. juiz especial do cammercio, a repueri-
meuto dos depositarios e procuradores lis-,
caes da massa fallida de D. Candida Mara poemas pico brasileiro, pelo Dr. Domingos
da Silva Lima, viuva de Delfino Concalves ; Jos Goncalyos de Magalhaes : acha-se ven-
Pereira Lima, tara leilo de 400 caixas com i da na nova livraria da ra do Gollegio n. 21.
sabSo amarello e 375 barris com breo, per-I Vende-se urna mulatinha recolhida,
tencentcs a referida massa, os quaes se acha- muito linda, que cose bem, faz labyrintha
rSo exposlos no armazem do agento annun- e marca, de idade 14 anuos'- na ra Nova
ciante, na ra do Gollegio n 15, onde ter n. 34.
lugar o leilao ; sabbadu, 8 do corrente, as
11 horas da manhila.
Lotera
l1
DA
romncia.
Lotera
DA
los exposlos 6 de agosto de 1857.-0 regente "r'd"" durante sua ausencia, em pi
V Geraldo Crrela Lima. '"S" mano JordSo Jos de Oli
,-. r i ra^ segundo, Joao Siinio de Almeida, e en
CiJi.itv 1'aCaO O.S lil- ceiro JoQo Fernandes Baptista.
CORliK QUARTA FEIRA 12 DE AGOSTO.
Oabaixo assignado vende a dinheiro a vis-
ta sendo da quanlia de lOOs reis para cima,
os seus felics billieles, roeios, o quartos,
pelos precos abaixo mencionados, na ra
da Cadea do Itecife n. 45, esquina da Madre
de Dos :
Ri I heles 8;750 recebe 8:000.-)
Meios ; .o.i 4:00(1)
uartos 2o200 2:0003
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Manoel Jos do Oliveira, subdito porlu-
tuguoz, vai a Portugal e deixa por seus pro-
primel-
iveira,
em ter-
iiioyo^.
iP #*, j>>. i
Mr. Pascal.
Mr. Uartlal.
M.c Paulino.
M.' Patea'.
PROVINCIA.
O Sr. tliesoiueiro das lotera* manda
fzer publico, que estao expostos a ven-
da, lodos 05 dias, no pavimento terreo da
casa da ra da Autora n. 2, das 9 lio-
ras da manhaa a's 9 da noite, billietes,
meios e ([Hartos, da primeira parte da
primeira lotera do collegio de Papacara,
pelos piceos declarados no plano abaixo
transcripto, o (|ual oll'erece milita vanta-
gem aos Srs. jogadores ; por isso, pois, o
Sr. thesouteiro espera que queiiam con-
correr, alim que possa ter estabilidade es-
te plano, e que tem numera roes a con-
tento para os compradores, cuino tam-
bem o Sr. tliesoureiro convida a'quellas
pessoas que pietendiam comprai bilbctes
em poirfio, de comparecerem na thesou-
rana das loteras para separarem-se-llies
os bilhetet, meios e (piarlos (|ue i|uize-
rern : a supradita lotera corre no dia 12
de agosto de 1837.
Mano,
- Vende-se urna cscrava mo^a, que en-
gomma.cozinha, cose bem, faz labynntho e
borda de marca : na ra larga do Rosario
* Em respusta aoaniiunclo qesahiono'dor- -j*
9 nal .t 20 .leste mu, limilo-me a diier que
S* e 9t sim de su dcmMlurailu pai Antonio de Siquri S
ra Cavalcanh, que assim pretende preveuir o W
i julgaiiienlo uiip.roial qu em pouco lempo S
" tem ea famotacania. Acunselin-o snlre- w
lano que mellior ser eiprrarinos, e resiij- 9
. narnui-nos com a sabia e rtrla decisio do 9 gregio Irtbaaal da reanlo melrupulitana, do W
90 que por em pralica manejos odiosos, ja' dio S
# sedioose *iiilliernlos que nada adiantam, so A
(S ilao apenas urna idea m e bem Uisle da f*
i quem os emprear.Antonio Culos Ptreira i^
(J| de Iturgoi Punce de Len.
y Bihia 21 dejulliode 1857. *
- #
Mantelete! eromeiras a 10 eSsOOO.
Vendem se manteletes de seda pretos,
com bonitos felios, pelo baratissiaio pre?o
de IOjOOO, assim como romeiras de fil de
seda de cores, pelo barato proco do 89000,
ludo na loja de 4 portas da ra do Queima-
do n. 10.
Toallias e guardanapos.
Vendem-se toalhas de linho pa a mesa de
todos os tamaitos, assim como guardana-
pos, ludo por preco muito barato ua loja
de 4 portas da ra do Queimado n. 10.
Capas e palitos de borracha
a 102)000 rs.
Veudem-so capas e palitos de borrocha
quofazem duasvislas, pelo baratissimo pre-
go de 10/ cada om ; na loja de 4 portas da
ra do Oucimado 11. 10
Sapatos dos melliores fabricados no
Aracaty, carne e queijos de Sobral, tudo die-
g.ido ltimamente vcnle-se por presos
coiiMii jdos : para acabar, na ra da Cadeia
do Itecife 11. 60, primeiro andar.
Compram-se Diarios a 130 reis a libra :
na ra estreila to Rosario n. 1, taberna do
Pocas.
Furtaram na madrugada do da 31 do
julho, do sitio do Rio Tapado em Olinda, um
j cavallo com os siguaes seguintes : ruco, pe-
queno, cauda curta, cambado, pode ter de
idade pouco mais ou menos de 6 annos. O
anuo passado, em o mez de julho, furtaram
do mesmo sitio ccima, dous quartaos, um
caslanlio grande, dous ps calcados, cauda
comprlda, frente aberla do lado de um olho,
cora urna berruga queimada, e he capado;
e o outro rodado, principiando a pedrejar,
capado, pequeo, nos quadris de urna e ou-
tra parte, com urna reladura que nunca en-
cabella, tem o Ierro seguinte na perita 11, e
no qucixo 1.
D-se 1:8003 rs. a premio de 2 por cen-
to ao mez, anda mesmo em pequeas quan-
lias, com garanta de ouro ou prata : no
paleo da Assemblea 11. 12, segundo e tercei-
ro andar.
- Quem precisar de urna ama de leile,
parida ha tres semauas.com muito bom leile,
dirija-se a Gamboa do Carmo, casa terrea n.
2, ao p do beceo tapado. Ma mesma casa
vende-se um lindo canind muito manso o
muito fulla Jor ; tambem so engumma para
fora roupa ue hotnem com toda a perforo
e aceio
Provincia.
5600 bilhetet a S.vOOO. 28:800,^000
Beneficio de 20 por cento. 5:?6O|0O0
LA CORUE SE1SIBLE
ou
LA CLF DU COEUR.
, Vauieville eu ou acia, mole de lianli, el de
danses par Mrs. Unir*lie el Lamberl Tlilbousl.
PEKSNNAGES.
Ernesl Califoorclion. ,
Ciprieii l'ainerln.....
Ziiine.........
Miini.........
(La scne le passe a Pri.)
Prein ere repreenlation de
(ItASD 0\ \TTEXD SV BOIRSE.
Vaude*ille du llieatre du Pelis Koval.
DISTB1BUT1N.
Rallineaii Kenlier. ...... Mr. Pascal.
Jules Brizard jeune Pelaire. Mr. Uertiat.
Madame Domouctl jeune Veuve. M.' Paeal.
Biscole Sertante......M." rauliue.
OHDIIE DC SPECTACLE.
1' i.Ijui mi atleud a Uourse.
2' Livre III.
3. Li cord ensille.
Os bilheles acham-se desde ja a venda uo lintel
nglti em mao de Mr. Pasral. e do du do espect-
culo lio esi-rijil in.i do Iheatro.
Come(ar as 8 lloras.
SOCIEDADE DKAMATICA EMP11E/.AR1A.
Sabbado 8 de agosto de 18.Y7.
BENEFICIO 1)4 ACTRIZ
ISABEL MARA MUES.
Loro que a orcliestra lenlia leriuinado uina das
Mea melliores ouerluras, subir a scena a malta in-
lereisaula e apparalosu comedia em Iros aclos, que
lem sido representada com geral acedarlo e applau-
", e que tem por Ululo
AS NEHOHIAS 0 Hllt.
O papel de Rubia sera'de-embeuliodo pilo Sr.
Germano que por ob.equio se presta.
Seguirsa-ba a reprtseDtac.au da comedia em um
acto, que t*nto agradnu njete iliemn*
r'aVaW-^m-M.m.jnC _3aaTjraTr"^m^
OS EFFEIT0SUA EODGACiO
lermiinirn' o ispeilaculo a muito lalciaaMnlc
cantnela 1 espanliola, que (autos applawoa 111-re-
ctu ni-te Ihealre, e que a ben.-iijji Uoga mo
pe >s nnenaoa pedidos que tem lido :
Canla-ia pela beneliciada.
Eis o diverlimeuto que a beneficiada escollicu pa-
ra tipicetiiar ao reapeilavel publico desla cidate,
de quem espera a necessaria eoncurreucia.
Os bilbeles acliam-se desde j-i u di*posi^ao do pu-
blico cin cusa da bentliciada, paleo do ParailO 11. 21,
a no dia du espeelEOlo uo tacriplorio do lliealro.
Principiar l 8 huras.
de Janeiro.
Pr tende seguir com brevidade o brigue
Hercules, capilao Carlos da Silva Araujo, re-
cebe carga, passageiros e escravos a (rolo :
a Iratar com Caelano Cyriaco da C. M,, na
ra da Cadeia do Kecife n. 2.
Para a Baha,
O veleiro o bem corihecido palhabote na-
cional Dous Amigos, pretendo seguir uestes
oilo dias, tem promplo dbus tercos de seu
carregam-nto ; para o resto trata-se com o
seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo,ra da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
O veleiro patacho nacional Agona, pre-
tende seguir com muita brevidade, lem
promptu motado do seu carregamento ; para
o resto e escravos a frete, para os quaes tem
excedentes comino los, trata-se com o seu
consignatario Antonio Lui/. de Oliveira Aze-
vedo, ra da Cruz 11. I.
Para o Porto segu impretorivelmente
no dia 13 do corrente o palhabote porluguez
Coincidencia, de primeira marcha, e s re-
cebe carga imu.la : quem no mesmo quizer
carregar, dirija-se ao seu consignatario Do-
mingos Alves Matheos, na ra de Apollo
n. 23.
Para a cidade do Porto por Lisboa, se-
;;ue no dia 9 do corrente a barca porluguez.
Mara Feliz, capitao /.eferino Ventura dos
Santos : quem na mesita quizer carregar ou
ir de passagem, para o que lem encllenles
commodos, dirija-se ao mesmo capitao oci
ao consignatario Luiz Jos do S Aiaujo, ra
do Brum n. 22.
23:0i0$000
1 premio. . . 8:000.s"000
I dito..... 2:000s000
1 dito..... i :000.S"000
1 dito..... 300SOOO
> ditos de 2000000. (OOsOO
ditos de lOO.sOOO. (iOOp-000
1 ditos de 0.SO0O. joOsOOO
33 dilosde aO.-jOOO. GO.sOOO
1140 ditos de 8.SO0O. 9:120<000
23:040$000
1200 premiados.
2*00 branoos.
5600
Os tres pi imeiros premios csto sujei-
tos ao descont dos 8 por cento.
Tliesourariadas loteras i8 de jullio de
1837. O tliesoureiro Francisco Antonio
de Oliveira.-^Approvo.Palacio do go-
verno de Pernambuco, 30 de julho de
1837.Portella.Conforme. Antonio
Leitede Pinlio. Tliesouiaria das loteras
1 de agosto de 1837.Jos Januario Al-
ves da Maa, escrvao.
:::
fe
fe
fe
Agencia
lia i le popular
DE
MASCARAS E PIAMASIA
^o
PALACETE DA RA DA I'RAIA.
Domingo 9 de agosto.
Ilavcndo espetaculo no tlieatro no dia 8,
foi tfansfeudo para o du 9 o baile nacional,
os directores conlam ter grande concurren-
cia, visto os numerosos pedidos que lhe tem
sido feitos ; osearloes calas;!.) .1 venda no
da io divertimento, o qUa| dt ve principiar
as 8 horas e terminar as 2
Gabinete Oplieo
ATERRO DA BO AVISTA !M.
O director desle sabio, participa a seus
Ilustres favorecedores, que leudo-se de re-
tirar desta provincia,offerece-lhes esta sema-
na una agradavel cxposicSo de vislas no-
vas.
P
ra a
Bahi

O veleiro e bem conheci lo patacho nacio-
nal Amazonas, pretende seguir com muita
brevidade tem prompto motade de seu car-
regammlo : para o resto tiata-se com o seu
consignatario Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo, ra da Cruz n. I.
aranhfio
e rara.
fe
fe
fe
fe
fe
fe
fe
fe
fe
fe
^ssociacao po-
pular de soc-
coitos mutuos
Do ordem do Illm. Sr. director i3o eoo-
vi.|,i j.ir- iodo os *r. socios a comparecerem
boje, pelas 7 lloras da noile, na ala das
esti's da sociedadp, para re reunirem em
sessilo etlraordinaria.
Secretaria da Astociarllo Popular de Soc-
corro Mutuos, li de agosto de 1857.A.
Carvalho,
-,;- ?i
fe-fe fe fe-fe fe fe fefefe
O brigue FIRMA ainda recebe aljju-
ma carga iniuda e passageiros, para os
quaes tem asseados commodos : trata-se
com os consignatarios Xovaes \ C., 011
com o capitao Manoel de Freitas Viclor.
ACARAC.
No da 9 do corrente me/, segu o pa-
tacho "Santa Cruz : para o resto da car-
ga e pdssageiros, tiaia-se com Caetano
Cyriaco da Costa Moieua, na rtia da Ca-
deia do Recite n. 2.
Compra-se una carroca mancira para
um cavallo, .com arreios, tu lo novo ou em
bom uso : na ra da Cadeia do Rccife n.
60, prin ciro andar.
--- Precisa-se de urna ama que cozinhe,
engomme e cnsaboe: na llha dos Ratos,
casa terrea de sotilo, com clcala alta, de-
fronte de 3 casas.
--- Precisa-se de um caiseiro de boa con-
ducta : na ra da Uruz n.5
--- A pessoa que annunciou a casa n. A
na Irayessa da Concordia para ven 1er, quei-
ra comparecer na ra do Pilar n. 141.
UencaK
Prcc:sa-se le urna ama de leite : a tratar
na ra de Santa Isabel n 9.
Tonlo-se dcsenCuniihado o carta.) n.
12, do camarote de primeira ordem, para o
espectculo de sabbado, S do corrente ; a
beneficia la previne que s valera un novo
cartao por ella assignada.
>
-.---.:
fefefefefe-fe-^
Mixm
ACADMICA DE


.
Em virlude do compromsso, a
lesa udiniinstralva avisa aos ir-
to pissporte e
folha corrida.
Claudino do llego Lima, despachante pe
la repartirlo da polica, tira passaportes pa-
ra dentro c fra do imperio: na ra da
Praia n. 43. primeiro andar, por commodo
preco e com presteza.
Anda fgido desde 28 do mez passa lo
o preto loflo, de naca BenguelU, idade 22
annos, pouco mais ou menos, he de boa al-
tura, tem os ps grandes e os olcanhares
crescidos para traz ; levou calca de risc.do
miudo e camisa, nao levou chapeo, mas eos
turna apanba-lo ou li.-a lo de nlgun cama-
rada, anda quasi sempre embriagado, costu-
ma dormir pelas escad>s que lica n abortas
toda a noile, e umitas vezes pelo trapiche
da alfandega : pede-se as autoridades poli-
ciaes que o encontrar, o conluzam ao largo
da Trenos, sobrado 11. 1, que totn taberna
por baixo-
Participa-se aoSr Manoel da Fonseca
de Araujo Luna hajade vir receber um papel
que lhe perlence, o qual est promplo desde
27 do junho do corrente anuo, e no se man-
da levar a sua casa por se iguorar onde he,
por isso se lhe pede que o venha receber 110
largo da Trempo, sobrado n. 1, que lem ta-
berna por baixo.
-- Aluga-sc um preto para cozinhar para
tres pessoas : na ra do Amorim n. 33, se-
gundo andar.
Preoisa-se de urna ama para o servico
interno da casa de homem solteiro : na ra
lo Amorim 11. 3J, segundo andar.
Manoel Joaquim Barbosa retira-se para
Portugal, e julga nada dever a pessoa algu-
ma ; mas e alg'iem se julgar seu credor,
qocira apresenlar sua cotila no prazo de
seis dias.
Precisa-se alugar 2canoeiros praticos,
forros 011 escravos, pava se empregarein na
condnccSo de lijlos dos Remedios para o
Kecife : a tratar no caes do Ramos, sobrado
de dous andares. Na mesma casa compra-se
a troco de lijlos um escravo canoeiro.
Pedro Calasans declara que tienhunia
parte tem na publicarlo de um peridi-
co que foi annunciado sobre negocios do
tlieatro.
Doseja-se comprar um sitio na Torre,
que seja boira do lo, e teuha baixa de ca-
pim : quom tiver atinencia.
Kst juslo ccontratado o sbralo de 2
andares da rui do Vigario 11. 10: quem so
adiar com direito a elle por qualquer titulo
que soja, appareca no prazo do oito dias, na
ra da (iui D 9, taberna.
I. Oursn relira-se para a Franca.
Albino Francisco Dias, subdito porlu-
guez, vai a Europa Iratar de sua saude
J11.1 uim Dias da Silva Lemos, subdito
porluguez, vai a Europa.
- Luiz Antonio Ua Cunia vai a Por-
tugal.
Vende-so urna taberna na Passagem
da Magdalena, ao pe do sobrado grande :
tratar ua mesma.
- Aluga-se urna casa terrea com sotilo,
contondo 4 salas, 4 quartos, cozinha fora,
quintal murado e grande, cscirriba propria,
sita na travossa do Lima: os pretendentes
dirijam-se a ra do Queimado 11 8, segundo
andar, das 10 horas da mantiiia, as 3 da
tarde.
Offerece-so para criado, ou copeiro de
alguma casa particular ou hotel, um ra.^
Iiespanii.il, queja tem bastante pralica, sabe
ler, escrever e contar : quem pretender, di-
rija-se a ra da Cadeia n. 4.
Vcndem-se duas casis terreas na fre-
guezia da Boa-Vista,que rende 15S000rs. :
{-j$ l quem pretender, dirija-se a la do Rosario
da mosma freguezia n. 28
No escriptoro de Tasso Irmaos, ra do
Amorim '11. 35, existe urna carta vinda da
Bahia para a lllma. Sra. 1). Auna Rita Augus-
ta do .Nascimenlo Crespo.
J chegou a ra Nova D. 45, loja de
LofficiiQo Pugi, um sjrtimento de cadenas.
Fugin.ha tres semanas,a parda escura,
Rui iVova n. 60.
Precisa-se de um preto ou preta para o
servico interno e externo de urna casa : na
ra .Nova n. 60, loia de alfaiate.
recisa se
de um h-oraem que entenda de plantaces e
alguma causa do jardineiro, para irabalhar
eni um sitio perlo desta praca : quem esti-
ver nostas circunstancias, dirija-so a ra da
Cadea do Hccien. 54.
Associaco

Corauercifti Beiicficente.
Niio se tendo reunido numero suflici-
entede socios para ter lugar a assemblea
geral annuaciada para boje, fica a rea-
niao transferida para o dia 7 do corrente,
ao meio-dia. O objecto da reuniao he
paja leilura do relatorio animal eeleico
da novadireccao. Kecife 5 de agosto'de
1857.A. de A. Rodrigues Isaac, secre-
tario da diiecco.
.:::;; ..^.ifefe-fefefefe
O
fe
Alfaiates.
fe

fe-
:

-:.:
fe
fe
:.:
.;
fe
n. 17,
@ maos, que na segunda dominga 0 donme Tliereza, de vinte| e tantos anuo
/' 1 lo corrente, a's l()e meia horas ^ de idade, baixa, cheia do corpo, levou ves-
-j da inanliaa, lera' Itifrai a reuniao IMI0 cor de rosa' e diversas roupas, tem
^ em meta geral de todos o^ mem- l^UM!" a,l:straIi-r NoJra ftcm,,dios'
..'; 1 ,. V! aon-Je dizem estar edificando um mocam-
O brosdaquella contraria. $ bo quom a trouser a ra do Sebo
fefefefe 'fefefe fe fefefefefefefe ser bem recompensado.
Compra-se urna preta de idade, mas Jos Hernardo Calvo Alco^orado, de
que saiba cozinhar o diario de urna casa : volta de sua viagem a Europa participa a
na ra du Amorim 11. 33, sagundo andar seus clientes, que pole ser procurado em
--- Na noite do dia 2 do corrente, perdeu- seu escriptoro, ra da Cadeia de S. Antonio
se urna pulceira de ouro, tendo 5 pc?as de casa nova da esquina, perteucente aos her-
formatura de mobles, ten lo 010 cima urna doiros do commcudador Luiz Gomes Ferrci-
chapa de Carolina branca; nos beccos do ra, onde em sua ausencia encontrramos
(uiaboe Veras, e ras por detraz da Matriz, Srs. Drs Cypriano Fenelon Guel-s Alcofo-
Velha, Mangu ira, Alegra o Gloria : quemo rado e Antonio Jos da Costa Ribeiro. Re-
achou, querando ser generoso, pode entre- cife 5 de agosto de 1857.
gar na ra da Gloria, em casi do Sr. biiga- 1 Gypriano Fenelon Guedes Alcoforado,
deiro Aletxo, que sera generosamente re-, advogaoo e procurador liscal da thosouraria
compensado provincial, mudou o seu escriptorio para a
Precisa-sede um bomamassador : na ra da Cadeia de Santo Antonio, casa nova
ra Nova 11 52. ida esquina, pertencente aos tierdeiros do
Vende-se urna porcao de pedras mar- commendador Luiz Gomes Ferreira, onde
mores: na ra do Apollo, segundo sobrado podo ser-procurado nos dias uleis, das 10
do lado direito indo pelo arsenal. horas da manhaa, as 4 da tarde.
No deposito de roupa leila da ra Nova $jjp
n. 19, preri.-a-'e de vale ofliciaes de al- 3
faiale para tbrai pequea, que sejam peri- 5
rilus: paga-se bem. ...'
&&fe &-&&MMMH&
Precisa-ce fallar com muita urgen-
cia a negocio de seu interesse, aoSr. An-
tonio de Azevedo llamos, que teve taber-
na no aterro da Boa-Vista : na travesa
da ra da Madre de Dos 11. 18, segundo
andar.
Domingos Alves Matlieus saca sobre
a praca da Porto.
--- Quem precisar de um rcestre de pe-
dreiro, francez, que cuten le de risco para
qualquer obra, tanto nesta prac1, ou fra
della, dirija-se a ra do Brum, em Fra de
Portas n. 14, que achara o mesmo, das 9 ho-
ras da manhaa as 4 da tarde.
Antonio Jos Rodrigues de Souza, sua
mulhcr D. Mra Joana Fiuza de Souza e
suas duas fillias menores Mara e Francolina,
retirara se para fra do imperio.-
A pessoa que annunciou querer ven-
ler urna pequea cisa na trtvessa da Con-
cordia, dirija-se a ra das Cruzes, taberna
n. 20
Antonio Joaquim dos Santos Anlrale,
sua mulher I). Joaquina Amslia Rodrigues
de Audra le o seus tres filhos menores Luiz,
Joo e Joaquina, retirani-se para lora do
imperio.
OITerece-se um rapaz para se empie-
gar na estrada de ferro, ou mesmo para ir a
qualquer man lado dos senhores ongenhei-
ros, se for preciso : annuncie para ser pro-
curado.
A mesa regedora di irmandade do Sr.
Bom Jess das Chagas annuncia por este
diario a todos os irmlos, que esta tem de-
cretado o prazo de 60 dias, contados da data
deste, para recollier cida um irmlo n^ste
espado a quanti 1 de GID00 para o edilicio
das catacumbas ; e para qua chegue ao co-
nhecimento de lodos,maudou passar o pre-
sente aviso.O escriv3o,
Raphael Antonio Cocino.
Prccisa-se de 2 pretos : ua padara da
ra das Larangeiras n 28. Paga-seumbom
aluguel
Precisa-se alugar nos arrebaldes desta
cidade al o Poco urna casaassobradada ou
sobrado, tendo os enmoiodos seguintes :
al n de polcr conter 12 a 20 pessoas, tenha
cocheira, estilbaria, arranji s para criados e
oscravos, e que o sitio seja abundante de ar-
vores fructferas e baixa de capim, que pos-
sa sust'litar animalmente, quatro cavallos :
annuncie >or este uDiario ou outros peri-
dicos.
D-se 1:000000 a juros com seguranza
em ouro, prata oj em predios desembara-
zados : quem precisar procure na ra do
LOtovelIu n. 56.
- Precisa-se dD urna ama para casa de
pouca familia (duas pessoas): na ra da Glo-
ria n lt.
Precisa-se de um criado : na ra do
Hospicio n. 9.
Jordao Jos Fragoso, retirando-se pa-
ra Lisboa, despedo-se por este rneio dos seus
amigos c all'ei,nados, a quem ofTerece na-
quelia cidade o seu pouco prestiiiio em
quanto all residir, ou em qualquet" parle
que o destino o levar, e pe Je-Ibes dasculpa
de nao dspolir-se de todos pessoalinenle,
pela brevidade de sua bartida i dcixa como
procuradores de se 1 sogr.i o f>r. JoSq1 Morei-
ra Marqu-s, os Srs. J0S0 Baptista FJagoso,
Thomaz de Aquino Fonseca, Manoel Antonio
Goiicalve*; e como seus proruradores e da
lrma do Moreira c Fragoso os Srs. Jo(5o Bup-
tista Fragoso, Manoel Antonio Gonrjalves e
Jos BrandSo da Bocha. Julga nad
nesta praca, tinto no qoe lhe rcspeita
a lirma detforeirs i< Fragoso eJoo
Marques; se porm alguem se juld
credor, dirija-se ao Sr. Joao Baptista 1
para este fnn.
Quem se julga 1 credor de C
Jos Raposo pode apresentar suas
a sen pai Constantino Jos Hat
so, no
prazo de oito dias, contando de ioje, pa-
ra serein indeinn sadai, nao se n
blisando por maii debito algnm,
prazo cima : ra rua da Praia n.l >
Prccisa-se d'.: inri destilador hab
contratar na ra do Ljvrainento
com Luiz Jos Pereira Simoes.
Quem quizer morar em um si o para
botar sentido na Capunga ; dirja-i
trro da Boa-Vista n. 62.
GOBRF QUART.\-FEIR\, 12 DE AGOSTO.
Primeira parte da primeira lotera do
recolhimento dePapacaca.
O abaixo assignado participa ao respeitavel
publico, que tem exposto a venda os seus
muito felizes bilhetes, meios e quartos da
lotera cima, as lojas abaixo declaradas,
os quaes nSo estSo sujeitos ao descont dos
dos oito por cento da le praca da Inde-
pendencia n. 4, loja da viuva Fortunato Bas-
tos, e 37 a 39, loja de calcado de Antonio
Augusto dos Santos Porto, e na ra da Ca-
deia do Recife n. 45, loja de miudeza de
Jos Fortunato dos Santos Porto. as mes-
mas lojas cima mencionadas tambem ven-
dem-se brlheles inleiros^em garanta.
Rilbeles 99500 Recebe 8:0009
Meios 48800 4:000/
Quartos 29400 2.0009
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porlo.
ttencilo.
Oabaixo assignado .declara ao curioso au-
tor do annuncio publicado neste Diario n.
160 do mez ultimo, sobre o lebate dae let-
tras pertencentes aos herdeiros da fallecida
Mara Francisca dos Anjos Bastos, as quaes
foram extraviadas, que o facto do extravio
desses litujos nSo tirou o dominio, que so-
bre elle linha o mesmo abaixo assignado,
nem lhe pode lolher. que com as referidas
leltras se possa effectuar qualquer licita
transaegao, salvo sendo esta praticada por
quem a exlraviou, que bem parece ser o pro-
prio autor daquelle annuncio. que des .'arte
procura cobertar-se de alguma tranqui-
bernia, que pretende la I ve'/, realisar para
auferir as vantagens do seu extravio, com o
maior abuso de confianza, que em sua res-
peitavel pessoa depositou um seu.prximo
prente infelizmente ceg. Recife 4 de a-
gosto de 157.
Joaquim Gongalves Bastos.
--- Precisa-se de um preto captivo para o
servico de casa : a tratar na ra do Trapiche
n. 20.
Aehando-se psga a Irmandade da So-
ledade de todos os foros al o ultimo do ju-
nho do corrente anno e do que lhe devia o
finado Antonio Jos Teixeira Lima, tora lu-
gar a arrematarlo da casa o sitio nos dias
de audiencias do juizo municipal da segun-
da vara, que sao quartas e sabbados, o es-
cripto e o recibo da irmandade cstao' em
poder do porleiro do juizo.
Leite puro.
Do dia quarta-feira, 5 do corrente em
.diante, se vender leite puro a 240 rs. a gar-
rafa, na esca la da casa n. 28 da ra da Cruz
do Recife, junto a taberna do Sr. Andr Bar-
bosa Soares, do lado direito : quem pois qui-
zer leite sem mistura d'agua, pode franca-
mente mandar comprar, que as 6 1|2 horas
da manhaa se achara o vendedor com por-
?3o no referido ponto.
Aluga-se urna sala na ra do Queima-
do, muito propria para escriptorio; quem a
pretender, dirija-se a mesma ru, na loja de
fazendas n. 33, que achara com qnem tra-
tar.
Envernisam-sa mobilias muito em
conta : no pateo do Carmo n. 24.
Deseja-se alugar um sitio pequeo nos
lugares Estancia, Trompe, Mondegoou So-
ledade: quemo tiver e quizer alugar, diri-
ja-se a ra das Flores n. 19, que se dir
quem precisa.
Jos Francisco Dias, subdito porlu-
guez vai a Portugal.
--- II. II. Suft retira-SJ para fra do im-
perio.
Precisa-se de urna ama forra ou esc/a-
va : na ra de Hortas n. 10.
Precsa-se de um caixeiro pira tomar
conta de urna taberna por balando, e que te-
nha boa conducta : no pateo do Tergo n. 12,
para tratar, das 0 as 9 horas da manlia e
das 4 as 6 da Urde.
Precisa-se de um caixeiro para taber-
na, com pratca ou sera ella> para estar em
comnanhia de outro : no paleo da Santa
Cruz n. 2.
Precisa-so alugar urna preta ou prelo
que seja de idade, para vender na ra em
taboleiro : quem tiver annuncie para ser
procurado.
ROB JLAFFECTEUR.
O nico autorado por dccisHo do conselho real,
decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o
arrobe de Laffecteur, como sendo o nico
autorisado pelo governo e pela real socieda-
do de medicina. Este medicamento de um
gosto agradavel e fcil a tomar em secreto,
est em uso na marinha real desde mais de
60 anuos ; cura radicalmente em pouco tem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as af.
fecces da pelle, impingens, as consequen-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dos
partos, da idade critica e da acrimonia he-
reditaria dos hnmores; convm aos catar-
rhos, a bexiga, as contraeces e a fraque/1
dos orgSos, procedida do abuso das injec-
ces ou de sondas. Como anli-syphililicos
ojarrobe cura em pouco lempo os fluxos re-
centes ou rebeldes, que volvem incessantas
em consequencia do emprego da copahibe,
da cubeba ou das iujeccoes que representem
o virussem ueutralisa-lo. O arrobo Laffec-
teur he especialmente recoramendado con-
tra as dueligas inveteradas ou rebeldes ao
mercurio e ao iodoreo de potassio.Lisboa.
Vende-se na botica de Barral e de Antonio
Feliciano Alves de Azevedo, praca de D. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar una gran-
de porco de garrafas grandes e pequeas
vindas dilectamente de Pars, de casa do dito
Boyveau-Latfecteur 12,ra hichelieti Paris.
Os formularios tfao-se gratis em casa do a-
gente Silva, na praca de D. Pedro n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima & Ir-
maos ; Pernambuco, Soum ; Rio de Janeiro,
Rocha & Filhos; e Moreira, loja de drogas ;
Villa Nova, Jo3o Pereira de Magales Leile ,
Rio Grande, Francisco de Paula Coulo 61
C. STARR & C '
respetosamente annunciam, que no seu ex.
tenso estabelecimento, em Sauto Amaro,
conlinu'a a fabricar com a maior perfcicSo
e promptido, toda qualidade de machinis-
mo para o uso de agricultura, navegagSo e
manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em
geral, tem aberto om um dos grandes arma-
zens do Sr. Mesquita, na ra do Brum, atraz
do arsenal de marinha, um
DEPOSITO DE MACHINAS,
construidas no dito seu estabelecimento.
All acharao os compradores um completo
sorhmento de moendas de canna, com lodos
os melhoramentos (alguns delles novos e
originaes; a que a experiencia de mulos an-
uos tem mostrado a necessidade. Machinas
de vapor de baixa e alta pressSo lachas de
todo lamanho, tanto balidascomu fundidas,
carros de mao e ditos paraconduzir formas
do assucar, machinas para moer mandioca
prensas para dito, fornos de ferro balido
para farinha, arados de ferro da.mais appro-
vada conslrucgao, fundos para alambiques,
crivos e portas para fornalhas, e urna infini-
dade de obras de ferro, que ser enfadonho
enumerar. No mesmo dcDOsilo existe urna
pessoa intelligenlc e habilitada para receber
desonhos, e instruces que forem for-lhe
Decidas.
ssenlioras que aiont^m
a ('avallo.
Na roa Nova n. 18, loja de M. A. Caj Tg C:
ha neos casavequec de cores, e pretos, para
montana ; assim como um grande sorti-
mento das mais bem acibadas obras de al-
contasIfaiaje, tanto superior, camo mais inferior ;
chapeos, ditos da sol, longos do seda, ditos,
de dita para grvala, ditos de cores, luvas,
suspensorios, ineias para Iiouiem, senliores o
ponsa- meninas, camisas, dilas de rucias, fazendas
indo o para qualquer obra qu:seja encor.imenda-
da ; a pessoa que vier a esta loja achara um
facto completo, eser um s prego para to-
dos, a dinhsiro.
Compra-se cffecli va mente bronze, la-
15o o cobre velho : no deposito da fundig3o
da Aurora, na ra do Brum, logo na entra-
da 11. 28, e ua mesma li>udigao, em danto
Amaro.
dever
como
loreira
ar seu
ragoso
indicio
: a
e ao a-

*
MUTILADO

ILEGIVEL
-
*


DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 7 DE AGOSTO DE 1837
C0ISLT0R10 jDHOPilHlCO
DO
Ondesoacham sempre os mais acreditados medicameiUos7"tanio em tinturas como
m glbulos, a preparados com o maior escrpulo e por precos bastante coramodos
fRECOS FIXOS.
Botica de tubos grandes. .
bita de 24 .
Dita de 36 > .
Dita de 48 n .
Dita de 60 a .
Tubos avulsos a......
Frascos de linlurredemeia onca.
Manual de medicina humeo; alinea de Dr. Jafcr com o dic-
cionario dos termos de medicina ; .
Medicina domestica do Dr. Henry.....
Trat&mento do cholera morbus .....
Repertorio do ir. Mello Moraes .
10/000
153000
20*000
259000
303000
15000
28000
20900
10/00
2/000
6*000
MpWMMIIIMWMMimillllllinB
I PEDKAS PRECIOSAS-1
' Aderemos de brilhanle, jjj
V. diamantea e perolgj, pal- W
$ eiras, alfinetes, brincos *j
j. a rozelas,, botdes e anneis g
de (tifTerenl-i genios o de '>
*! diverses pedraa de valor. *
Compram, vendem ou $
^ Iroeam prala, ooro, bri- g
lhanles, V jai, e outras qoaeaquer $i
"* joiasde valor, a dinheiro S
*; un por obres.
IOHEIR 4 1DAETE. |5~'j
$j Aderezo completos da
. ouro, meios ditos, pulsei-
2 alfioeles, brincos e
55 rzalas, cordes, Iraneel- |:
5s? lina, medalhas, correnlcs S
2 enfeiles para relogio, e *
3J oulros mailos objeclos de jj
$ ooro. i*
M4A bl 9URHU
Rna do Cabuga' n. 7.
gj Aparelhos completos de B
$ prala para cha, bandejas, g
. salvas, caaticaes, colheres .
jg de sopa e de cha, e roui- !e?
.$ los oulros objeclos de j?
sj prata. ^^^
Rio-Formoso.
O Dr. JoJo Honorio Beztrra de Mane-
tas, medico pela 1- acuidad da Bahia, lem
lindo sua residencia na cidade do Rio-For-
moso, e de novo eflorece seos serviros t to-
das as pesaoas que o honraren) com sua con-
fiaoca.
SEGURO CONTRA FOJO.
Companhia Alliance.
Esubelecida era Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tea a honra da in-
(oraiar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a a queas mais eonvier que esli plenamente au-
loriados pela dita companhia para efectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
le ha e igualmente sohre os objectos quecontiverem
os mesnos edificios quer consista em mobilia ou
su. Uz.ndes de qualquer qualiiiade.
JOHN GATIS,
corretor geral
E AGENTE DE LE1LOES COMMERCIAES,
n. 20, ra do- Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
praca do Corp Santo
RECIFE.
aff3S*-r.-:: ;? %^m
vf *^ i.* t!..
ecebem por to-
llos os va p iv s da Eu-
ropa asobrasdo mais
moderno gosto, tan-
>--ft**-B86*83HeK8ssw^ to de Franca como
de Lisboa, as quaes vendem por
prego commodo como eostumam.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
co, que muduu sua residencia para o seu si-
tio na Passagem da Magdalena, que lica ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
liOia-memi.o, e ahi tetn preparado ma
casa de saude com todos os com modos para
o tratamento de escravos, cujos senhores
resjilam lora da praca, OU 'que ua*0 OS pos-
sam curar em suas proprias casas: quem
para isto quizer-se til isar de seus servicos r^^TR/iriV Hs? CsTDDd
mdicos, que serSo desempenbados com o jL1 u* ut rtnnU
maior zelo, dinja-se ao pateo do Carmo n. ili) Rt'cife S. ftUCSCO
9, pnmeiro andar, ou no referido sitio da '
Magdalena. Preco2/000 diariosexceptu- LIMITADO,
ando conferencias, s.nguesugas opera- S j,, i", t C 11 11 j 1 O!.
Os directores da Companhia da Estrada de Ferro
do Recife a San-Fraocisco, limitado, teem feito a
179777 sobre eada arc,ao na dila companlii.i, a qoal
deve ser paga at o dia 24 de agosto do eorrente an-
no de 1857 : no Rio de Janeiro, em casa dos Srs.
Mau Mac. Gregor C. ; na Bahia, em casa dos
Srs. S. S. Davenport & C, e em Paroambuco, no
eacriplorio da Companhia.
O accionista qoe ao realisar o pagamenlo den-
tro do lempo indicado, podera perder lodo direilo s
accoes sobre as quaes o dito pagamenlo nao se tiver
efleciuado, e era lodo caso lera de pagar juros na
rjzao de cinco por cenlu ao anuo, e de nao recebar
juros ou dividendo da companhia pelo lempo que
decorrer entre o dia indicado para o pagamento e a
sua realisa^ao.
-Ncnlium auto de transferencia pode ser registrado
aoles do pagamenlo da chamada.
Por ordem dos directores. James Templeton
It'ooi, superintendente.
- O abaixo assignado, possuido do
maiiu- empenho de se descobrir os auto-
res e cmplices do horroroso assassinato
perpetrado na pessoa do seu mu i pieza-
do amigo Tliomaz Gollan, vice-consul de
9. M. JJritannica nesta cidade, ollerece
dous contos de res a ijuem lhe prestar
qualquer esclarecimento exacto sobre es-
se facto, ou inesino o conheciinento de
alguma circumstancia.ou accessorio delle,
de modo que se possa averiguar a verda-
de, assim como auegura, sol sua palavra
de honra, o mais mviolavel segredo, a"
quem fizer qualquer dessas revelacoes,
pois lie bem possivcl chegar-sc ao im
desejado, sem declarar-se donde ellas
procederam.
Consulado Britannico 11 de julho de
1857.II- Augustus Cooper, cnsul.
Fabrica de icao e tecidos
de alodo.
caixa
Eco
nomica de i-
buco.
ern m-
A di rocino convida aos Srs. socios, para J"1,?
J j;_ a j j i Jardim, vende i-se
do da 1 a l.ido me/, de agosto, reali-
larem as suas entradas subscriptas, aliiu
de comecarem as operaees; tanto os so-
cios ja' inscriptos como os que pretende-
ren! ser admittidos, se dirijam ao Sr.
Joao Raptista Fragoso, thesoureiro da so-
ciedade, em cuja casa provisoriamente te-
rao lugar os recebimentos e entrega das
cautelas.
Jardm publico em lJer-
nambuco.
II A D\ SOLED \DE S. 70.
Aviso aos lllms. Sis. vigarios, e mais se
nlioresencarregados dos cemiterio das ci-
daiies e villas .lo centro da provincia, e os
mais do noite sul.
Ven le-se urna rica caduira do arruar,
bem pintada e dourada, con seu competen-
te caixSo para a guardar o a reservar da
poeira : quem a pretender, enleuda-se com
..Caelano Pinto de Veras.
Attencfto
Extincto
Banco de Pernambuco.
Os Srs. accionistas do extincto Banco
de Pernambuco sao convidados a recebe-
rem, do dia ol do crreme em diante, o
dividendo feito pelo Raneo do Brasil, re-
lativo ao semestre lindo em 00 de junho
ultimo, na razao de ls"088 rs. por
accaorealisada, c bem assim o de G.S'OOO
tambem por accSo realisada, feito pelo
extincto Raneo, no lim de sua liquidacao ;
para o que se aclia antorisado o thesou-
reiro da caixa lilial.Joiio Ignacio de
Medeiros Reg, secretario.
I Nle muio rande v"nd-se cera de carnauba muito superior V ,
ara rname, o dos 'ie Araca'i' si,,to'' de P" e d <>"*> Ui
para urnampliio iiomii j(,mm. ~-,,,,;.... ,iD.hr, j .;.
IPotassa.
O deposit da ra da Cadeia do Red
n. 12, acha-seprvido com a excellen
potassa, que se vende por prero ra/.oavel
losarvores fnebres", cypreles. elioroins vin- ^"im! i! ^mm^A.^rh!^ ** sapenor
dos de Sania Helena V.ln). tirados da Arvore \t ^ "" Pr ?-rec
conimoilo : no escriplorio ile Prente Vian-
que cobre a sepultura de Napoleao I, e out'as
arvores etc. ; como alguns senhores, que lem
com.rado ps de flores a urn pardu alto e
magro, que os vende pela rua e diz serem
oeste jaidim me lem feito reclamacoes pe-
os logros que tem snffrdo, fiquem todos sa-
bendo, que o tal pardo n3o vende flores des-
la, rua da Cadeia do Itecife n. 57.
Vende-se urna preU crioula de 21 an-
nos de idade, que cozinha, lava, -ngomma e
cose : no Forte ao MattOS, rua do Codorniz
n. 7.
--- Vende-se um rio l'm<> moleque de 15
suas plantas, e garantidas as suas qIM.- ^Hm.lr 2u! to" uTZ
R meia idade, robustas, proonas para todo o
OUDO (le lil Uli'll'.i servico : na rua Direita n 3.
Tendo-se conducido para a praia da """ y?nde-s urna mulata de 28 annos, de
de fe
ca
a pa 1 a
Cadeia, por dotada caVa que ioT da po-! -= la BUr?' ^ngomma soffri *'' !a-va' C--
, zinha o diario de urna casa, cose chao, faz
ilia, cinco naves de 40 palmos, com 8 doce, refina assucar, e he muito carinhosa
e meia polegadas em quadro, no sabba- P*ra meninos: na rua do Bmm, passando o
do 1 do eorrente, as quaes (icaram amar- ch*r*r'<*. defronte da fabrica de velas e
gra-
i&
' '-:V^
fin>
m
mi
I DEHTSTA FRiNCZ. |
Jg Paulo Oaignoui denlisla, rua Nova n. 41 : ^
P La mesma caaa lem agua e pos dentrifice. ^ ,
Tasso Irmlos.
Avisara aos seus freguezes, que as ultimas
farinbas de trigo Kichmond chegadas ao mer-
cado, sSo vendidas em seus armazens, pelos
seguintes precos :
Galega 268000 por barrica.
. Iiaxall 25a500 dem.
O Dance 2430O idem.
Columbia 2390U0 idem.
Alem deslas tem farinhas novas de Tries-
te das marcas SSSFr Fontana e primeira
qualidade ; assim como completo sortimen-
to das melhores marcas de l'hiladelphla. No-
va Urleanse Baltimore.
Na rua do Fagundes, loja n. 27, la-
va-seeengomraa-secom perl'eicao, e pre-
ro commodo.
Na fundiqo da Aurora precisa-se
de serventes forros ou escravos, para
servico debaixo de coberta.
--- Precisa-se deum cozinheiro : no lar-
go do Hospicio junto ao quartel, casa do de-
sembargador Alendes da Cunha. Paga-se
bem agradando o servico.
PHECISA-SE de urna ama de leite :
a tratar na rua das Cruzes n. II, segun-
do andar.
_ Xovaes & C, rua do Trapiche n.
i, sacam sobre as pracas de Lisboa e
Porto, ao cambio que se convencional-.
m
O-
m
Casa de Saude
DO DR.
o PEDRO AMONIO CESAR,
'.J Na cidade de (ioianna, beceo do
*i Pavao n. 14.
tf O Dr. Pedro Antnn-0 Ceaar recebe pjs-
-.% soas doenle para Iratar em sua cana ja'
. mencionada, prometiendo de.empenliar as
Mf rune^ocs medicas com mnito lelo e activida-
; dsde.
f'l P'tro diario.
Pessoas livre. 3300
[f____. __ e.cravas. 2}000
:.;
ge-

r alinea de fiaciio e tecidos
deali>TOdo.
Os socios gerentes dosta companhia, pre-
cisan! comprar cal, lijlo, lelha, rea, nta-
ileirasdelei em pranrlifes e em travs, e
usamos, caibros c ripas ; paia cate (im
convidam as pi'ssoas qoo negociam uestes
;;linos, a dirigir as suas propoaUs por car-
la fechada, alel de agosto prximo futu-
ro, noesciiptorio da sociodade, rua du Tra-
piche b. 14, onde seio abenas em sessBo
ordinaria dos iilosg.re..tes. Ilecie 16 de
de julno de -1857.Ainorim, Parias, Guerra
'::o;x.;K:-::o --
^ l) l>r. fui niedirnia Jos Sergio Ferrain '
, de volla desuH via-ein ao Rio de Janeiro, i"-
lem iberio o eeu eseriplorio medico-cirur. 5
Ka* cg "a PraS* ,la Boa-Vi,ta sobrado n. l'J, f
ao enliar para a rua do AracAo, unde pode -"
^r procurlo a qualquer hura do dia ou $f.
..: da uuile : os pobres s.io traUdos gratuita.
.' iiienle. quer uo spu eseriplorio, quer em '
'.-' >ua can.
" >%&?. :/ :o -:i
/inda existe em poder do porteiro da
alianoeiga desta cidade para vender, por cou-
l la theauuraria da fazenda, a nova paula
ou tarifa da mesma landega, por Iu cada
um cxcmplar.
Ptcois-so de tomar a premio a quau-
tia de l:400s, dando-se por sguranca hv-
poiheca, ou mesmo venda de reto fechado,
ditTerenles escravos t i. pr,.,Si e todog da.
<|in da cidade ; nao te duvidando, alun de
dar-se parto dos escravos para o poder da
pessoa queder o dinheiro, pagar-se-lhe o
premio que sn eonveocionar: a quem eon-
vier anouneie para ser pro-uado, alim de
tratar se das de mais coiidicO a tic queir.
Zf Jo-e i'eln i'erein ,i- Humos receba assu- >
.:, rar de eonimMo : os Sr<. .i eiieeidios que 5
-..qnizcreiii uiili..,r p rt seo pre-tuno, dri- S;
,; _; jam-ee du largo da Assembl- n. \>.
Os absiio assignados, lendo oblido da Eoropa, as
oecessarias iii(orma;ees, planos e ornamentos para
a fabrica de fiar e lecer algorlao, convidam ios Sr.
socios a vir ve.loi, no eacriplorio do Sr. Manoel Al-
ve imerra, na roa do Trapiche n. h.
Igualmente convidam as pessnas qoe sobscrue-
ram para estaempreza, a realiaarem a terreira pres-
lacio de 20 por rento, o que verificarade hojo ale
18 de agosto pronimo, no mesmo eseriplorio.
As pesaoas que anda quiterem farer parle desta
empreza. serao admillidas, pagando o valor das en-
tradas relisadas na occasiao de subscreverem no li-
vro das assie.nnturas, quo sao de 1005 a 5:00005 rs.
Recife, 16 de julho de 1857.
Atnorim, tartas, Guerra & C.
Publicaco Iliteraria
C0R0(RAPIII\
Clironovraplii nobiliaria,
ncnloglcu e poltica
Do
IMPERIO DO BRASIL
COM VARIAS TRANSCR1PCOES
DA
Corographia brasileira, do padre Manee! A\res do
dial.Misiona da America :Porhi2Uza,"rte Ro-
cha Pilla.Clirnnica da compadliia, de Vsscon-
cellos.Misloru do Rrasil, do visconde de Cav-
ru.talriolo Lusitano, por Fr. Rapliael de Je-
os.-Memorias do Kio de Janeiro, por monse-
nhor I narroAnnaes do Itio de Janeiro, de
Silva Lisboa.Anuaes do Haraiihiln, de Berre-
do.Annaes du Rio Grande, do visconda de S.
Leopoldo.Memoria da capitana de S. Vicente,
por Fr. Oaapar da Madre de Dos.Eras do Pa-
ra, por Bayena.Memorial lii,lorioaa da Bahia e
corographia Paraense, por I. Accioli.Chrono-
legie, do ganersl Abreu e Lima.Historia do
Brasil, de Varnhagen.E de oulros impresso e
n. iiin-crii u :
CONTENDO
A descnpjao geographica.e iioc.ps liisicrricas e po-
liliras, dexle o descourimenlo do Brasil ale agora
U8o,\ c tambem o lempo em que foram povoaJas
as auaa ditrerenlea cidadts, villas e loparee;
Seus goveruadores, e a ormem da diversas fami-
lia lirauleiras e seos appellidns, eslrahida de auli-
goamanusrnplus genealgicos que tm trjs dille-
renlps se puieram obler ;
A historia dos ministerios, sua poltica e cmee
com queapparercram.
A historia das cmaras temporaria e Vitalia deide
a ronsliluinte de 17 de abril de 1823 al 1857 ;
L tambem una esposc.lo da historia da Indepen-
dencia, emipia e comprovada por lesleinuiihaso-
culares que aindam roslam, e dos outros movimen-
101 polticos, aflm deque se lenha om conhecirnenlo
iiaoio nao so da aencraplna do paiz como da sua
lusloria civil e poltica.
Pelo Dr. A. J. de Mello Marees, naloral da cida-
de das AlaEuas, aulur de multas 'obras lilUrarii* e
-cipnlifiras.
Sobscreve-se nesta cidade do ISr-rife, na livraria
da pura da ludepaiidrucia n. 0 e 8.
@ O Dr. Francisco de Paula Bap-
tista, tem abeito eseriplorio jiara @
@ advogar, no primeiro andar da C
5 casada rua dasTrincheiras n. 19,
por cima do cartorio do escrivao @
llaptista.antigamer-tedo fallecido g
KeC> e ahi, das!) horas do dia em J
@ diante, esta' prompto a ouvir a -; ;-
lodos, e a receher as causas de to- fi
^ dos <|ue quizerem procurar seus -;";
^ serviros de advogado. @
O brguo nacional Argonauta precisa
de marinheiros brslleiros para sua viagem
ao Rio Grande do Sul,
Lotera
Di
proviocia.
Sorte grande 8:000,000.
O abaixo assig'.iatioven-
de os seus uillietes garan-
tidos, pelos precos abaixo
notados.
Bilhetes DsoOO recebe 8:000s000
Meios 4s800 .. '4:000.s00u
Quartos 2$ 100 2:000.s000
Em quantias de 100,000
para cima, a dinheiro a
vista, em seu eseriplorio,
na da Cadeia to Recife
n. SO, primeiro andar, pe-
los seguintes precos.
Bilhetes 8$750 recehe 8:000.s000
Meios s'rOO 4:000.v000
Quartos 2#200 ,< 2:()00.s000
*. el. l';ym.ir.
Bazar Pernambucano avisa aos seus
freguezes, que em seu deposito da rua lar-
ga do Itosano n. 52, acha-se um variado sor-
timento de fumo e charutos, urna balanca
grande com pesos que o comprador quizer,
urna bancada para fazer charutos, de tres lu-
gares, ainda em bum estado, e urna porcHo
de madeiras de cedro em folbas, o qual dese-
ja vendar por ter precisao de dinheiro.
Precisa-sealugar um primeiro andar
n'uma das principaes ras de S.Antonio,
como sejam rua das Cru/es, do Collegio,
Qoeimado etc. etc.: a fallar no aterro d
Boa-Vista, loja n. 11.
Na rua do Collegio, o Sr. Cypriano
I.uiz da Paz, no aterro da Boa-Vista na na-
dara doSr. Beiriz, dirio quem d quantia
de 500# ale 2.000a rs., com hypotheca em
proprieJades ou (irmas a contento
; Aviso aosreihiores de O
Z$ engeiiho. ;:
fo Antonio Jos Mauricio, ora residente ??
Jg oesla cidade, na rua da Cruz n. li, primal- W
fy de asaucares, e conta com a proteccao de a
- ainii-os senhorts de engenho, aos .
radas, e na segunda-leira acharam-se de
menos duas : roga-se a ipiem dellas sou-
ber, queira dar noticia na obra da rua
das Gruzes, ou na livraria ns. 6 e 8 da
prara da Independencia, (pie sera
tilicado.
Da-se pinlieiro a premio em pequeas
quantias, com penhores de ouro e prata :
na rua estreita do osario n. 23, secundo
andar.
Na rua larga do Rosario, no segundo
andar do sobrado da esquina do hecco do
Peixe Frito, n. 9, d-se almoco, jantar e
ceia, por prego mais.commodo do que em
outra qualquer parle.
Luiz Alfonso Ferreira, consenhor do
engenno Sibir da Serra, .revine ao Sr Jos
relix da Camera Pimentel, proprietario do
engenho Gaipi, que protesta contra qual-
quer acto de possequeo mesmo senhor hsja
de praticar em Ierras do mesmo engenho Si-
luro da Serra, para annesar ao seu. sem que
elle seja ouvido o concorde.
Aluga-se um moleque de 18 aunos,
muito fiel, para o servico interno e externo
de casa : a tratar na rua do Collegio n. 16,
terceiro andar.
Precisa-se alugar urna preta escrava,
sabo.
Vende-sc urna mulaU de linda figura,
de 19 annos, prendada, pois faz labyrintho,
he engommadeira e costureira, de boa con-
ducta, propria para urna noiva ; na rua das
Trincheiras n. 29
Vende-se uma casa pequea muito em
conta, na travessa da Concordia n. A : quem
quizer annuncie.
""" Vende-se uma canoa aborta, quo pega
'00 a 800 lijlos, he muito propria para ca-
pim : quem quizer annuncie.
Aos senhores assucareiros
Vende-se urna porc3o de algodao desec-
eos, com alguma avaria. por preco muito
commodo : na loja de fazendas da rua do
Crespo, esquina que volta para a la do
Collegio n. 5.
A! barato.
Vende-so madapolo com toque de avaria
a 15800 a peca : na rua do Crespo, loja da
esquina quev)lla para a rua do Collegio
n. 5. D
""' Vendem-se tres moradas de casas nes-
ta cidade, sendo um sobrado de dous anda-
res e otilo, em fura de portas, defronte do
pnarol, uma casa terrea com bom quintal,
na rua do Fagundes, e um csixSn de uma
para lodo o servico de uma casa de familia casa com dous terrenos juntos para duas
quem Uvera quirer alugar, dirija-so a rua caS8s. no Poucinho : os prclendentes divi-
da CooceicSo da Hoa-Vista n. 46.
- Precisa-se de um caixeiro com prati-
ca de taberna ; a tratar na rua do Collegio,
loja n. 13, na mesma precisa-se de uma ama
para cozubar.
JVfi i-
seus
tf quaes promelie desempenliar salisfacioM S&
.-S mente nao so a venda dos assucares, como &
' toda e qualquer compra de que o encarre- "
:J garem,
PRECISA-SE de uma una de leite
Corra ou captiva, para amamentar uma
enanca,, paga-se bem : no pateo do Hos-
pital n. 20, sobrado.)
--- Em urna das mellores localidades da
ruado Hospicio ha urna casan. 18 B, feila
com lodo o gosto e esmero, e em cuja cons-
truccaoentraram as melhores madeiras do
paiz e as m Ihores l'erragens ; a mao d'obra
foi executada pelos melhores ofliciaes na-
conaes e aemaes, sen lo uma das casas
maisconfortaveis, porque seu dono a cdili-
ahi residi por algum lempo, i
resolvesso a mudar-se e uao lhe convenha
te-la lugada, tencin i vende-la. Tem co-
cheira eestribara, um bomto jardim com
canteirosde pedra e cal, Gares do ferro para
plantas, trepadeiras, entrada de frente e pos-
terior, isto he, pela rua do Hospicio e pela
do Destino, as frentes das calcadas de pedra
ue l.isbo, as entradas de marmorc, e os
lelos de estuque, escadss de volta, entre o
jardim e a casa ha um calca lo de pedra de
Fernando, o jardim he sapfrado do pateo por
uma elegante grade de ferro, tem uma gran-
de cacimba com bomba de repucho com en-
c mmenlo e um deposito na parte superior
da cozinha aon le se conserva *gua para
consumo da casa, a qual lie levad i pelo
mesmo cncauamento a diversos lugares do
elilicio, tem um quarto com baulieiro de
marmore e azulejo com vlvulas paia despe-
jo das aguas em um caimo de 230 palmos de
comprllo que con luz nao s essas como to-
das as mais do servico e da cnuva a inai,
osbanlio po lem ser quenles ou fros para
o que ha no l.anheiro duas torneiras, deque
uma cummunica com um deposito d'agua
Compra-se um balcJo envornisado
com 13 palmos : a tratar na rua estreita do
1 itosano n. 4.
I Compra-se effectivamenle na ruadas
llores n. 37, primeiro ndar, apolices da di-
vida publica e provincial, acc.oesdas compa-
nhias, e d-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas auantias, sobre penhores.
- Compra-se um oratorio com tres laces
de vidro, que seja quasi novo, paga-se bem.
Compra-se urna casa terrea que lenha
commodos para familia, e seja e a bom lo-
cal, no bairro da Boa-Vista ou Sanio Anto-
nio; quem ti ver annuncie por esta folha
Compra-se uma escrava de meia ida-
de : no pateo do Paraizo n. 14.
Compramso todos os pertences para
um cavallo andar com uma carrosa, o am-
bem se vende uma carrosa e uma pipa pro-
pria para vender agua, com grande torneira
de metal; assim mais urna loja de calcado e
tamanco, armacSo nova, estabelecida na rua
da Praia, casa n. 28 : na mesma se dir com
quem deve tratar e pretender.
Na rua do lirum n. 22, terceiro andar,
compra-se uma escrava que seja moca, e
que nao lenha andado na rua, que saiba en-
saboar e engommar, preferinio-se preta, se
agradar, paga-se bem.
Compram-se burro: na rua do L-
vramento n. 2., primeiro andar.
.,,7. t0,nPrarn-se Diarios para embrulho a
#000 a arroba, eflectivameute : na rua lar-
ga do Rosario ns. 15 e 17,junto do quurtel.
* Jm-se a rua do Queimado n. 2, loja da es-
quina do Peixe Frito.
- Vende-se ou permuta-se o sitio Agua-
zinha, em Beberibe, por outro sitio ou cesas,
sendo nosta cidale ou em lugar prximo,
preferindo-se a cidade de Olinda. tambem se
arrenda por preco commodo. Tem casa sof-
n-ivel, boa sala envidrarjada, com 6 quartos,
grande cozinha e estribara, tem arvoredos
de ructo, muita extenso para plantar ca-
pim, que sola para mais de 20 raheces de
gado, e militas outras colisas que se farilo
patentes ao pretndeme : tratase na rua da
Senzala Veilia n. 124, terceiro andar.
Vende-se na loja da esquina da rua do
crespo.que volta para a rua do Collegio n. 5,
chapeos de sol de panninho, proprios para
senhnra e para meninas irem para a escola
* 1/500 cada um.
Vende-se na loja da esquina que volta
para a rua do Collegio n. 5. cobertas de chi-
ta de todas as cores o qnalidades a 28500 rs.
cada uma, riscados francezes a 200 rs. o co-
vado, cambraias pretas proprias para lulo a
200 rs. o covado.
Na nova loja de fazendan,
de Jos Moreira Lopes, nos quatro cantos da
rua do Queimado n 18 A, esquina que volla
para o osario, vendem-se superiores cortes
deorgandys com 10 a 12 varas a 5/, cortes
de casemira preta bordados a 6/, ditas de
cores muilo linas a 6s, riscado francez mui-
to lino h 180 o covado, cambraias de cores
muito finas a 700 rs. a vara, colletes feitos
ue fuslao pelo barato preco de 1/800, e ou-
tras inultas azendas por precos commodos.
-AMEIXS FMNCEZAS
Al erro di Boa-Vista n 8,
iefronte da bornea.
Jos Joaquim Concalves da Silva receben
nova remessa de ameixas om latas do 3, 5 e
10 libras, as melhores qqe tem vindo ao
Vende-se urna negra ue nacao Rebolo,
por prego commodo : na praga da Boa-Vis-
ta, segundo andar n. 6.
Grande e variado sortimento de fuzendas
estrangesras, por precos commodos.
Rua da Cadeia do Recite numero 54.
LOJA DO CANTO.
O publico achara nesta cas, por presos os
tnais nlimospossiveis, toda e qualquer qua-
lidado de fazendas estrangeiras chegadas re-
centemente, e dos gostos mais modernos e
escolhidos, consideradas como nauveautes
as principaes ciJades da Europa. NSosepo-
dend) aqu enumerar todas ellas, o publico
ver pelas seguintes aliaixo mencionadas, a
moaicdado dos precos, e p Jo vir ver a su-
perior qualidade, certilicanJo-se da verda-
dc do annunciante, nHo deixando nada a de-
sejar o bom gosto e escoma de tflo variado e
moderno sortimento: chitas francezas mui-
to nasa, covados, 260 e 270 rs., seda bran-
ca, covados, 1400 e 1s50(), crle de seda
com 11 coados por i45. alpacas de cores,
covado, 480 e 520, ditas lavradas. covados,
6o0e700rs., laas de cores muito lindas,
covado, 560, chales de alpaca e merino a
30600, se las de cores tirando a gorgurao,
corno titulo melindre desenlia, covado, \g,
muito rico, madapol>s, peces de 26, 28, 3J,
34. 36 e 38 a 4j e 4-3500, e muilo lino a 5/300
e 8--S00, chitas, pegas, 5?400, 5/600, 6,>Ouo,:
65200, ft,500, 7, 70500. 8? o 9?000, chapeos i
de massa froncezes a 7/, chales de cambraia )0 l, S
a 1;I20, ditos muilo linos de.cores a 1540 o
U800 ditos mais linos a 2?200, pannos linos
pretos a 400, 35, 3o500, 4, 45500 e 5> io-
llin ..... .' milll. H.a. !_ lili. ... _.M T'
qqc .
mercado, biscoitos linos inglczes de todas as
qualidades, bolachinha de soda, e muitos
outros eneros por prego rezoavel.
Vende se um sobrado de um andar na
rua do Calabougo : a lisiar com o Sr. Joa-
quim Ferreira de Araujo Guimar3es, na sua
cocheira defronte do porto da rua Nova.ou no
Pogo da Panella com o Sr. Joaquim Ignacio
da Costa.
Caf
do mais superior que vera a osle mercado
vende-se na rua do Atnorim n 58.
erveja
cara para nella residir, e com efFeito ainda reirs muito ricas a 3/300, 3>.-,oO o 360,
lili roii,lii\ rn. .1,_____. i'n h.iidri^i,. .1 .11 iii. ''
de mui superior qualidade e de marca acre-
ditada : vpnde-se na ruado Amorm n. 58.
Vende-se um tvlbury com cavalloe
arreios, na estribara do Sr. Ucha, rua
da Guia: a fallar na rua do Trapiche n.
12, no escriptorio de HotheA Bidoulac.
Vendo-se um moleque de 18 annos,
sadio, proprio para qualquer servigo : na
rua do Queimado. loja de lerragens n. 13.
Vende-se superior linhas de algodao
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Soulhall Mellor & Ca, rua do
Torres n. 38
i\a lja das seis
cobertores de pello a l/40), chales de meri-
no bordados Com velludo a 12#, 13/e 18-000,
muito ricos pegas do algolao a */, 2/200*.
2/600,2.-800,30 6 35200, mussulina deco-
res a 360 o too rs dita branca a 300 e 30
rs. o covado, chapeos deso de junco a i/400
de ferro a 1-1)00, e baleia a 3a e 2a200, dilos
de panno para senhora a 1-800, cambraias
Usas de 10 jardas a 25 a pega, ditas tilias de
12 jardas a 4:600 e 5-, laazmha a fineza de
seiihazinha, de duas larguras, o cov-do a
19500 com ondas de seda, gravaos de seda
com lago, cada uma por 709 rs., ditas sem
ser de lago a lclUO, cortes de embraia e
o'.,,,3 *?', ?,9omira [""ta, o covado a 2^000,
2-200, 2J400 e 3/, mantas de se Ja a 6/oOD
J-.meas para senhora, duzia a 2-200, 3-?,
SS500 e 4#, e pares a 200, 250, 320 e 360, di-
las azues para liiinen, duzi* a 1-100, cruas
boas ? 2#*ij0, 3a H 3,WOi cha|es (l |8a pre.
tos a 2/a00, saryelim, covado a 200 rs., ca-
se i.iras 00, ditas de uma largura, cortes a 700rt. o alqueire.
ein frente
vrainento
35000.
Cortes de casemira com pequeo defeilo a
Ues mil reis, a qualidade he superior, e tem
soituncnto para escoiber, palitos de panno
lino preto e de cores, com defeilo, a ljOOO.
Carne do serla o.
Va ruadoyueimado, loja de ferragens n.
14, ha para vender por prego commodo mui-
l boa carne do seito e frescaes queijos.
entre elles alguns de violo e tantas libras,
bom f.iijo e milho, assim como peixe sec-
co, ludo chegado do norte, pelo vador Icua-
rassu'. r
LolioiV C. veudem cal preta a 60
rs. o alqueire, equivalente a uma barrica
de bacalhao, em canoas de (0 a TiOO al-
queires: (|uem precisar procure no por-
to andar do ultimo sobrado,
vendem ,i retalho
mas oe ierro para
sado e solteiro.
Vende, Anlonio Luiz de Oliveira Azeve
no seu esciiptorio na rua da Cruz n. i.
Vidros.de meia, ama e
duas onca8.
Vende, Antonio Luiz de Oliveira Azevedi
no seu eseriplorio, rua da Cruz n. 1.
--- Vende-se uma casa terrea em boa ru,
chao proprio, acabada ba pouco, com os se-
guintes commodos : 4 quartos, cozinha fe-
ra, cacimba s. de 2 viJragas e 1 porta ni
rente : quem pretender, dirija-se a rua Ve-
i lis n. .>+.
Na loja
das seis portas
EM FRENTE DO LlVRAMErvr.n
A 640 US.
Cobertores escuros para escravos a duats
patacas cada um.
Vende-se "al de Lisboa a 2jj0t)0
barril, sem o casco : na rua lo Li
ment n. 23, loja.
Sebolas novas de Lisboa!.
Ja desembarcaran! as soblas novas, vindps
de Lisboa, e vendem-se no armazcm de Bar-
ros & Silva.
- Vende-seo palhabote portuguez Coin-
cidencia, de loic de 140 toneladas, de supe-
rior construcgSo, pregado e forrado de c )-
bre, e prompto a emprebender qualquer
viagem : os pretendentes pod'em ve-lo lo
ancoradouro da carga, o para tratar cora s u
consignatario Domingos Alves Malheos, r la
de Apollo n. 23.
Xa lja das sel*
portas em frente do L-
vramenlo
Pegas de cassas com flores miudas, biai -
cas e de cores a 23000, ditas de ramsgp
para cortinados a 33000. saias bordadas pa
senboras a 23000 com algum mofo,
nelogios.
Os melhores relogios de ouro, patente in
glez, vendem-se por pregos razoaveis, no'
escriptorio do agente Oliveira, rua da Ca-
deia do Kecife n. 62. primeiro andar.
CAAS DE FERRO
Escolenles camas de ferro para solteiros :
vendem-se no escriptorio do agente Olivei-
ra, rua da Cadeia do Recife n. 62, primeiro
andar.
Agencia
da fundicao Low-Moor,
rua da fenzala Nova
n. 42.
Neste ostabelecimento continu'a a baver
um completo sortimento de moendas e meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodosos
lmannos para dito.
Algodao monstro.
V'eude-se algodao mon.-tro com 8 palmos
do largura, muito proprio para toalhas e
lengoes, pelo baratissimo prego de 600 rs. a
vara : na loja da boa f, na rua do Queima-
do n. 22.
tViussiiIlnas brancas e de
cures.
Vende-so mussulina branca muito lina a
440 rs. o covado, dila de cores de encllenles
padres a 320 o covado : na loja da boa f,
na rua do Queimado u. 22.
Taclias de ferro.
Na fundigao da Aurora em Santo Amaro-
a tambem no deposito na rua do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanlo de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas o fundas ; e em ambos os lu-
gares exislem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despeza. Os prego
sSoo s mais commodos.
relogios de pa-
tente
mglezes de ouro, de sabonete e de vidro :
vendem-se a preco razavel, em casa de
Augusto Cesar de Abreu, na rua da Ca-
deia do Kecife, arma7.em n. 16.
Met iodo facilimo.
Na linaria da;praga da Independencia n.
6e8, vende-se o melhodo facilimo-para
aprender ler, novamente
mentado, por mil reis.
Ao i*reguca
QUE ESTA VENDENDO BA-
RATSIMO
Na loja do Preguiga, ns rua do Queimado,
esquina do becco do Peixe Frito n. 2, conti-
nu'a a vondcr-srt militase diversas azendas,
por pregos baratissimos, entie ellas cam-
braias francezas, padres novos e cores fi-
zas, pelo baratissimo prego de 480 rs. a va-
ra, ditas de cord3o muito finas a 500 rs. a
vara, cassas francezes muilo finas e- de pa-
drees os mais modernos que ba no mercado
e 640 a vara, chitas francezas de lindssimos
padres a 280 e 300 rs. o covado, mussulina
branca a mais fina que he possivel a 440 o-
covado, diu de cor a 340, corles de casemw-
ra decor delindissimos padrOes e superior
qualidade a 6/cada um, cortes de brim de
puro linho de lindos padres a 28400 ceda
um, ditos de ditos a 28, ditos de algodSo a
i?360, ditos de cutim de lindos padres e
tnuito encorpados a 18600 cada um, lencos
de cambrea para m5oa 120, ditos mais linos
a 220, pegas de bretanha de rolo de 10 Taras
a 2s cada uma, chiles escuras de diversos
padres e cores lixas a 140,160,180 e 200 rs
o covado, e a pega i 58, 68, 6500 e 79500 ca-
da uma, cobertores proprios para escravos a
700 rs. cada um, grvalas de seda de lindos
padres a 18, ditas pretas de setim a U280
ditas de corles em outro gosto a 700 rs. cada
uma, luvas de seda de todas as qualidedes
para homens e senhoras, lengos de seda de
jjons goslos. gangas mescladas de lindos pa-
dres a 600 rs. o covado, cortes de castores
o bonitos padres a 18 cada um. cambraias
muito finas a 6/, e outras multas fazendas
!?*" de mencionar, e se venderSo
fSL LZ '222 preos i e se dara mos-
m'raf i penh0J! u88lln como moias case-
miras de quadnnhos miudos, multo Dro-
pnas para caigas e palitos a 600 res o cova-
do, riscados francezes de lindissimos padres
a 240 res o covado. v
Acha-se a venda, na rua do Crespo
n. 11, o drama Julia de Fenestrangev
Na loja
das seis portas
Em frente do-Livrament
COVADO A 200 RS.
Alpaca de algodao de. quadros e cores se-
guras com 4 palmos delaVgura a 2o0 rs o
covado. riscado france* decores escuras a
60 o covado ; dfio-se amostras com penhor
TACHAS PARA ENGENHO
I)a fundido de ferro deD. W. Bovvman
na rua do Bmm, passando o chafa-
m. continua a l.aver um completo sor-
timento de tachas de ferro fundido e bati-
do de 3 a 8 palmos de bica. as quaes ,e
Bcl.ama venda por preco commodo e com
promptidao, embarcam-se ou carregam-
se em carro sem despezas ao comprador.
IECHA1ISI0

impresso e aug-
A i'a dos
de
no segn
assim como
em pequeas porroei
3J400, CDS|e de chita a I?, setim preto, ro-
vado 38 e 3?300. cortes de biim de cores
io puro a 2:100, alito em varas a 1:400,
lo
ao publie
O absixo assignado taz seleote ao respei-
i tavol publico e aos seos freguezes, quo aca-
|ba de montar dous importantes estabeleci-
; mentos de fazendas, na rua do Crespo ns.
10 e t4,ondHencontr.-iSo um variado e liu-
do sorti j cuto de fazendas de todas as qua-
lidades, as quaes vende por prego m to
! coinmolo; sendo gerente do estabeleci-
niento n. 10 o Sr. Marcelino Jernimo de
azevedo i. i;. Malveira.
lie chegado a loja de l.econte, ate'ro
da Boa-Vist" n. "0,.excelleiiio leite virginal
de rosas brancas, para refrescar a pelle, tirar
; pannos, sarda.-,, e espinhas, igualmente o a-
famailo oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos : sssim como p impe-
rial iie lyrio d^ Kloreuga paia brotoejes e
aspi^ridadcs da pelle, conserva a frescura e
o avelludado da primavera da Tida.
Podecoiivir a todos e especialmente a
um a-ulioi de eurenlio que nosta cidade
quena fazer a sua residencia : quem a pre-
en.lt r comprar, dirija-se a rua da Midre de
Dos n. 26, ao seu piupiielario que ho
_ Vicente Ferreira da Costa
VeriaUeira tsai brn. -
ch ile Jaffuribe. |
. ;. He Ma de Crui n. 16, primeiro andar, se -'
. ach.ro cun !|aem coiilaaI;.r qn^lquer porcSo --?
W Se cal wenee.podeiKle-ee deede |a" aesrvrer i.
., nao so a lioa qodliJH.Io como me -..' m4iUa, vial cumu poder-te-he vender o>- i.:-
-; ,- tus med I*, dos l, : a CiildeaS.io de.la fe
, eel rol leda rom asun dore, e deve por i-so ^
9 ser preferida : em grande porcao da-^e l
v,; meie em eoule gjs
--- Precisa-se de:OOo* a premi.. de 1 por
ceulo ao mez, dando bens a hvpolheca
quem livor annuncie.

uno muilo boa, vara a 600 is., alpaca preta
a 300, 600, 61(1, 700 e 000 rs., corles de meia
casemira de ISa a 8/200 cada um.
- Vende-se kirsch, absinthio da bem co-
uhecida mana I. cjullrn : na rua da Cruz
n. ao.
Km casa de Eduardo II. Wyatt, rna do
Trapiclie-Novo n. IS, vende-sc o se-
Jiiiiile :
Cliuinho de municao.
Dito cui lenco! e barra.
Ancoras de trro.
Correntes idem de diversas grotsuras.
Manilhas idem a tamanbos surtidos.
ArreOS para carro.
Seiins para montaria de senhora.
Fio de vela.
Cabos sortidns.
li um completo sortimento de ferragens e
cutilaras, tudo por preco commodo.
ferro
Na fundigao de C. Starr & Companhia, om
Santo Amaro, acbam-se Dar vender arados
de ferro de um modello e construegao muito
superiores.
Venda de
pianos.
Vendem-se muitos lindos e excedentes
pianos, chegados ltimamente de Ilam-
buigo, c com lindos retratos no frontes*
picio : na rua da Cruz n. 55, casa de J.
Keller C.
Pianos.
Em casa de KabeScbmettau'&Companhias
rua da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
Pianos do afamado fabricante Traumann de
llam burgo.
Fende-se
na rua dolTrapiclie n. -li-, escriptorio de
Novaesi C, superior vinbo do Poito, em
Caixas de uma e duas du/.ias de 'arralas :
a' preco commodo.
Linas de Jouviii.
Constantemente achar3o na loja do Le-
conte, aterro da Boa-Visla n. 7, as verdadei-
ras luvas de Jouvin, de todas as cores,
igualmente ricos puntes de tartaruga da ul-
tima mola.
Cortea dos.
Vi.n lem-sc cortes de lila de Jlindos pa-
dres. com 15 covados cada corte, pelo di-
minuto prego do quinze patacas ; a elles,
antes que so acabem : na rua do Queimado
i n. 22, na luja da boa fe.
- Pa rua da Moeda n. 2, defronte do tra-
piche OO Cunha, ha para vender pipas novas
j e usadas, meias pipas, barris novos e usados,
arcos de pao para pipas, vimos, arcos de fer-
ro em fexes, ferrameutas paia tanoeros,
cal em pedra de Lisboa, lulo por pregos
commodos ; assim como barris com azeile
de canepato.
M 8AR.1TO lil E ADIIIi
Nos quatro cantos da rua do Queima-
do, loja n. 20, vendem-se pegas de madapo-
19o com toque ile avaria, pelo diminuto pre-
NVJ!.S!&0 D&FEB80 DO ENG
NHEIRO DAVID W.BOWMAN VA
"^dobrum.passandSo^a.
he wmpre grande oriimento dotieeninl.. nh
eonslrnccso ; (aiiesde ferro fnndido e btid,
laixasde ferro fundido e belid, de
olios; rodas
coe. ; crio.e leaa da7c7nVlha"rra"BWrlP!!i,r'
r;d^S^r"'^-"^^
NA MESMA FUNDICAO
Refinara de
e (eiro
No deposito desta refinera, na'.rua da Ca-
'/''l,ec,fe n- 30- a sempre assucar re-
flnado de superior quslidade; tanto em p
commodo de que em ouira qualquer parle.
Moendas su pe ore*
JtlTS deKC" Starr Conph., em
d? ?. '. "ham-se Pr tender moen-
das de canoa lodas de ferro, de um modello e
construegao muito superiores. ae" *
Varaiidns e gradt*
Um lindo e variado sortimento de model-
los para verandas e gradaras, de gosto mo-
ifm ,r'e n dep8U0 da mesm. > ^ do
Brum.
XAROPE
DO
BOSQDK
Fai trarjiferido odepoeito de,le ,arope p8ra bo
tice dejse da CrUI Santos, narue BLH .'"S
aarr. a. o500, mala.3000, seado falso" tol
aqelle qoe naofor tendido nette deposilo.p. o
quesefaz opreenlf aviso.
IMPORTANTE UM 0 PUBLICO
Pera curade pliljsicaem lodoiofseusdiDerrn
ieigr*oi, quermolivadeporconsiipacOes.losi.e
asll.ma,plearz.escarrosdesani;ue, ddrdecos-
lados e peilo, palpilacao no corarao,coqueluche
bronchile, ddrna saruanln, e toda as molestia
dos orga o t pulmouares.
Sellins e relearioe
SELLINS e RELOGIOS de plenle
rifilez : venda no armaz.m de
Rostron Rooker & Comp.anl.ii. es-
quina do largo do Corpo Santo nu-
mero 48.
Deposito
rapprinceza da fabri-
ca de E. Gasse, no Rio
tle Janeiro. \
Vende-se a prego commodo rap lino,
grossoe meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador : na
.rua ds Cruz
Vende-se na rua da Madre de Dos
n. 12,'armazem de Novaos & C. barris
de Ierro, oucuboi hidrulicos ; para de-
psitos de fezes, a proco commodo.
SECRETARIAS.
As melhores que ale boje lem apparecido
a1 este mercado : vendem-se. no escriptorio
do agente Oliveira, rua da Calcia do Itecife
n 6, primeiro andar.
CAL Wn W, LISBOA.
\en le-so cal nova de Lisboa, chegeda ul-
limamentc : na rua de Apollo, armazem
n. 20.
Queijos d; serto.
Navua doQueimido, loj do ferragens n.
11, ha para vender por prego commodo
muito frescaes queijos do sertSo, entre elles
alguns de viole e lautas libras, e muito boa
carne, bom feiao e milho, assim como peixe
secco, lu lo chegado do norlc pelo vapor
Iguarassu'.
Vende-se urna cama ainda nova, com
muito pouco uso. destas francezas, um par
de mangas de vidro, alguns romances, um
estrado novo, um pc^ueno armario, um pa-
pagaio novo, duas Garanas, uma das quaes I ?o de"i", 15200,"isbb", "iMOoT eimoTael-
anda sola e he muilo bonita. I ieSf que estao no resto.
di
ogros
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem ese-
11 hora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-,
glez : em casa de Soutball Mellor & C rua "
lo Torres n. 38.
$/*st>*$fa*e&0i.
Kugio do engenho Coelhas, termo de
Serinhaem, no dia 22 do prximo passado
mez de jonho o cscravo do nome Jos, com
os signees seguintes : idede, pouco m- is ou
menos, 30 annos, baixo, grosso, cor bem
preta, tem uma cicatriz na test, he de An-
gola, mas perece crioulo por ter vindo muito
pequeo, por cima da sobrancelha, prove-
niente de un talho ; levou camisas e cerou-
las de algodao branco e de listras, e tambem
uma camisa de b rinho amarello ; este escravo foi ha pouco
comprado eo Sr. Malinas Guedes, que lti-
mamente foi administrador do engenho Tra-
piche do Cabo, em cuio engenho foi visto
Mguns das depois de fgido o referido es-
cravo : quem o prender pode leva-lo ao en-
genho indicado, ou nesta praga em case do
Sr. ManocJ Alves Ferreira uo Forte do ilat-
tos, que s.jr* salisfactoriamerorecompen-
sedo.
PERN TYP. DB M. F.- DE FARIA, -1857
MUTILADO
ILEGIVEL
" ,'




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