Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07763


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Full Text
ANNOXniIIN. US
Por 3 mezes achantados 4s000.
Por 3 mezes vencidos 40'500.

Por 3 mezes vencidos 4$500.
DIARIO
OlVRTl FEIRA 20 DE NAIO DE 1857
Por auno adiantado 15^000.
Porte franco para o subscriptor."
NCARRBGADOS DA BGBSCRIPCA'O NO
PanUba 8r. Joao Sedolpbo Goma ; Ntul
tal I. Pit-aira Jnior; Araeitv, o 8r. A. dt Linios
>!*, Sr. I. Jote di Oliveiri ; Maranhao, o Sr. Jo qu
a* RadrigiMl ; Piauhj, Sr. Domingos Htrealini
GaaranM ; fara', Sr. Juilino i. Rtmoi ; Amaionat
aja da Cela.
PASTE QPPICIAt
NORTE.
8r. Joi-
Br*ga ;
ira Mar-
A. Pmioa
Ir. Jiro
PARTIDA DOS C.OKRREIOS
OliniU : loH.a o das, ia Vi "lea hr.raa liiar.is.u. Goiaaaa e l'araliihn : nal siyiin.ljs a sritas-feira
S. Aman. Bvierroa, lionuu, Carainii Aliinho e Garaafcaa: na leraa-Mea,
S. Luurenco Pao-dMIho. Kaiaretli, lim.....n, Orejo, Ptt*qawra, Insla-
irir*. Flore*, Vl'e-lle/'a, Boa-Vi,ta, Oncurr a Ktu naa eaartaa-reiraj,
Cabo, leojnra, Serintiem, l;io-Frm.i>o, Una. Uarrearua, Agoa-Prela,
Pimrnleiraa t Natal qnntas-rt.
(Todoa oa crrelos pariena aa 10 horas d
.anh.li.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio : lsumln i quintal.
Rllicao ; lercai-feirai e labbadoi.
Faienda quartaa aabbadoi ai 10 horai.
Juizo do commercio: teguodint 10 borai a qufntaa aa mala-dla.
Juiao di orphot: segundas a quinlM 10 horaa.
Timaira rara do ciril- iigundu a aeitai aa miio-dii.
ISegunda Tin do cifil: quartli ubbidono miia-dia.
I'.I'II KMKItlDK.S DO MI/ DE MAlo.
8 La cheia as 11 horas a 51 mininos da larde.
IR Quarto minguanleai8 horas e 50 minuto di larde.
'2:i Lu ora ios 28 minutos da larde.
30 (juarlo erescenie as 10 horas a 62 mininos da maobaa.
PKKAMAR DE IIOJE.
Prlmeirt a 1 hora 18 minuioi da larda.
Beguda i 1 hora t 42 minuto! da manhai.
DAS da semana.
18 Segunia.S. Faiit de Cantalice f. Prisco rci.
19 Terca. S. Pedro Celestino f. : S. Ivo f.
SOQuarta. S. Bernadino de Sena ; S. pautllla.
21 Ouinl i. -:- Aseensao do Scnlior. S. Marcos.
22 Seit. S. Rita de Gissia .S. Quitarla S. Emilio.
23 Sbado S. Ila/ilio arr. 8. Desiderio; S. Epitafio.
21 Domingo. S. Vicente de Leirim,
ENCARREGADOS da slbscripcao NO BOL
Aligo, o Sr. Claudino Falceo Dias ; Babia, a Si. D. Duarl
Rio di Janeiro, o Sr. Joo Pereira Mariim.
EMPERNAMBICO.
O propietaria do DIARIO Minoel Figuairoa da rana, oa sua
lirraru. priea da lndipandancia os. 6 a 8.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente iu dia 30 de marro de 1857.
A' Ihesouraria da Bahia, declarando qu o irib-
Ol ojo Ihesooro dea pravimanto .10 recurso inl t-
poata da deei.ao da menina lheourarii, que julgou
procedente a apprehensao feila pelo consulado, da
nove dalias e cinco paos de cedro, pertencenles a
Manoel Goncalvet dos Santos Jnior, e consignados
a Eroasto Kanlach e C; porquanlo, aegnndo odt-
posto oa ordem n. 17 da 28 de marco de 1843, rao
he da competencia las masts de consulado fa *r
apprehensao de madeiras por motivo de falla de i-
cenca para e sea eirle, oa per anta tar jeito em n a-
Us do dominio publico, oSo aando, como nilo ao
gneros subtrahidoi aos direitoa, que pelaa ditas ni e-
aaa se arrecadara, caso nico, aro que Ifle cum| re
fawr a aporaheniuio dos tarase* do regalaroeotolde
30 de Ruio da 1836; ale incurabindo, nam podando
incumbir, o acto da presidencia de 19 de telerut.ru
de 184o ao consulado da apprt*eo*So da genero* has
circotnalancias expostas, devendo apenas o respectivo
administrador prevenir capitana do porto, quin-
de se deem casos semelhantit, afim de que e-la
proceda ai diligencias necessaria* a faca racollier ao
arsenal de mantilla is madeiras que forero corlada
aam a* licencias competentes, .e segando o dispeslo
o referido icio.
A' presidencia deS. Pedro.lllm. e Ex. Sr.
Teodo a imperial retolucSo de 15 de novembro. ul-
timo, tomada sobre consulta da secc.io de fazend.i do
cooaelho iwernbla provincial daasa provincia, conlormanJo-
sa com o parecer da mesma stec^o, que encontrn
ser inconstitucional o 9- do atl. 2- u. ;I33 de 30 de
novembra de 1853, qae lancou o imposto de 8 por
canto sobre 1 madeira da ip exportada, por ser leerlo
que 1 exportarlo regala a imporlacjo, roorrjienle
nos paizes agrcolas, e qne o prtco dos mercados da
Europa, odo o regalador do mercado dos predue-
tus da nossi industria igricoli, todo aqmllr. que
pode ahTeetar o valor perroutavel dos oossos proauc-
los, aSecti o sea mercido, e ai mesma raido a im-
portadlo e renda respeclivi, e issim o poder jegis-
. sativo qnc livesae a faculdade de impor na exorta-
ao, leria implcitamente a de regular a impoitarao
e prejudica-l.i contra a letra do art. 10, 4 5*le arl.
12 do acto addicional; e bem assim o 25 dolmo-
mo arl. 2* da citada le, no qaal se knpe a lata de
IOO9 por tonelada sobre as embarcarles qoe .nave-
gan ao canal da Barca, por ser igaalmsAle aaplica-
vel a esta disposico as sobreditas raines, e pnrqae,
tendo a aasemblea geral legislativa extinguid a to-
oelagem pelo que raspeila ao commercio de cabola-
gem, nao he licito, e antas contrario ao espirito do
acto addicional, cre.irem as assemblas prov nciaes
Ex.,
ame
pan a
rnOes
os ob-
saaattn-
o mesCDo imposto abolido, recomnienda a
de arden di S. M. o Imperador, que quando
Ihaatea leis e resoluces lite forem enviadas
saocrao, expooha respectiva asaemblea as
palas quies nao pode elU legislir senSo sobre
jeetos qae ferem de sois resnelas e expresii
buigoes, e a conveniencia de serein pela me un as-
aemblea, revogadaa as leu qoe, como as sup aiuen-
cieeadas, sao prejndicisis as imposic/xs do i slado e
ao iniertsses geraes do imperio.
31
Cirealar.JoA Hioricio Wmderle\, prisidente
do tribunal do Ihesouro nacional, commun ct aos
Srs. Impeclures das tlicourarias de fazenda, para
aua Intilligencia e secur.io, que a imperial esolu-
clo de 5 di fevereiro de 1853. lomada sobre consulta
da aeceflo da faxenda do couseiho de estado, d rlaroo
que o beneficio da lei de 6 de tiove.mhro de 1827 hrr.
extensivo s viuvas dos olliciaes miliiares qbe cora r\'<' esii camera reqoisiton.
. llevo declinra V. Exc. qoe nao recebi esle olti-
cio, mas que acabo de ofliciar ao mesmo bacharel no
sentido da recommendac.o qae V, Exc. me fe a
honra de communicar.
DitoAo Exm. general commandante das armas,
para mandar dispensar de aquarlelamento ao guar-
da da oilava companhia do pnmeiro batalhao de
gnardas nacionaes, Manoel do Nascimento Acciuli.
l)eu-se sciencia ao commandante superior dest*
municipio.
ih>Ao mesmo, dizendo ficar inteirailo de ter
sido alistado como addido no dcimo batalhao, o re-
cruta Antonio Francisco Pereira.
DitoAo mesmo, para que se sirva de dar o con-
veniente destino, aos rtcrolas Severino Vicente
Ferreira e Marcolino Jos Rulino, os qoaes -o va
dios e de mo comporlameulo.Communicou-se
aojoiz de direilo de Nazaretli, que os havia re-
meltido.
DitoAo mesmo.Nao devendo as pravas de
prel, allanta a exiguidade de seu sold, dispendrr
com as licencas que obliverem desla presidencia
para tratar de saa saude, nos termos do regulamen-
to que baixou com o.decreto n. I.sn de 18 de Ja-
neiro ultimo, lenho resolvido, de conformidade cora
o que V. Exc. pondera em seo officio n. 322 de b'
do crrante, qus laes licencias sejain concedidas por
simples despacho, que ser communicado a V. Exc.
paro sau coaliecimcnto e execorlo. Picando assim as
mesinas pra;as dispensadas do ouns, provenien-
te das portarrias, que era pralica solicitaren!.
D110--A0 commandanle da estacSo naval, intei-
rando-o, de haver deferido o requerimento em que
o rerrol.i Manoel Antonio do Sacramento, pede qut
se Ihi nao de destino ate que aprsente elle docu-
mentos que provera a sua i-enc,,to.
DitoAojuiz de direilo do Bonito, enviando,
em satisfcelo a requisito conlida em seu oflicio de
29 ie imtfi ultimo, o modelo am manuscriplo, dos
mappas eslatislicos das decisis do jury, visto que
11A0 existera mais na secretario do governo exeiu-
plares impressos dos modelos que acompaiibararu o
aviso circular da 8 de Janeiro de 1833.
iloA' cmara municipal de Nazaretli.O juiz
municipal do termo de Nazareth, eommauicoo-me
em sea oflicio datado de 30de abril, nao tem dado
execujao ao arl. 33 da lei regolamentar de|19 de a-
goslo de isii;, visto quadeixaram de faoccionar as
juntas de qu.lilicar.iu desie municipio.
I la ven lo asta presidencia considerado* de nenhum
efTeilo os trabalhos da qualilicar.au na parochia de
Nazareth, por ter.sido irregular a organisiC,ao da
respectiva junta, ofticiou a essa cmara em dala da
12 de fevereiro ultimo, designando o dia 18 de
abril prximo fiado, para a iuslallarao da nova
junta.
Cumpre qua essa cmara me informe, se foi exe-
tada a decisAo cuntida no citado olTieio, e se ao em
andamento os trabalhos da qualilicacao uessa na-
rochia.
No caso de nao ter fanecionado em lempo oppor-
lono a junta de qualificacao na Ireguezia de Traeu-
nhaem, convem, que *s minantes recommendac,o>s ao juiz de paz compe-
tente, para que, na forma do art. 4. da citada lei,
convoque a junta qualificadora. que dever iustallar*
se no dia 1 i de junho prximo futuro.
Em todo o eao, essa cmara deve pro vi lindar
de modo qoe o juiz municipal competente posss reu-
nir o eonselho de recursos, logo que esleja complelo
lodo o processo da qualificacao as duas fregneiias
di que se (rala.Oflieiuu-se ao respectivo juil mu-
nicipal, remetiendo copia deste.
v Dito1A' cmara municipal desta cidade, com-
muilicaiido-lhe ler-se mandado tirar pela repartida
das obra? publica* a copia da planta dos Afogado
para a respectiva lalrina. Commanicon-se a ilie-
sonraria.
DitoAomesmo, coramunicando-lhe, qoe seguodo
consta de officio do Exm. presidente d Kio Grande
do Nuri*, foram all recebidos os artigos de farda-
mento remetlido por esse arsenal para aquella pro-
vincia, com deslino respectiva compauhia fixa de
cavadores.
DitoAo bacharel Joao Francisco Duarle Jnior,
jaiz municipal e de orphaosdo termo da Garanhuns,
recommendaiido-llie, queindependente da a presen 1-
rao de carta imperial, para ceja eihibic-ao Ihe mar-
cava o prazo de 3 mezes, entrasse no axercicio do lu-
gar de juiz municipal e de orphios daquella termo,
para o qual fura rite reconduzdo.
Dilo Ao director das obras publicas, aatorisan-
do-o a dispender al a quanlia reparos tsislenles na ponte dos Carvalhos.
DitoAo rouielho de revista da guarda nacional
da Cimbres, dizendo ficar inleirado d* haverem sido
concluidos os respectivos trabalhos no dia 18 de mar-
co ultimo.
Igual ao de Garanhuns, que findou os seas Irabi-
Ihos em 7 de fevereiro ultimo.
PortaraExonerando o padre Pedro Jos Nones,
do lugar de capelln do cnllegio das orphaas.Com-
municou-se ao patrimonio de orphaos, e olficiou-se ao
Exm. prelado diocesano ptra indicar uro sacerdote
para o subsliluir.
Dila Concedendo ao secretario da Faculdade de
Direilo, o Dr. Joaquim Aulonio Carneiro da Cunha
Miranda, era vista da inform.icjIo do respectivo di-
rector, 3 meies de licenca cora \encmenlos para tra-
tar de sua nade no Kio de Janeiro.' Fizeram-se as
necessarias eoramuDicaces.
E.rptdienle de tetretario da prorintfa.
OflicioAo 1." secretario da assemhla legislativa
provincial, euviando-lhe copia do oflicio em que o
administrador do consulado geral, ministra os escla-
recimenlos pedidos pela assembla sobre o mappa
incluso.
DitoAo mesmo, declarando-lhe ler-s* determina-
do a cmara municipal desta cidade, que haja de pres-
tar a sua informaran sobre o reqairimeulo de Jos
Francisco Pereira da Silva.
COMMANDO DAS ARMAS.
8rtel feaeral do eomnuado da* armas de
Pirnambuco na cidade do Reclfe, era 17 e
malo da 1857.
ORDEM DO DIA N. 479.
O general commandante das armas, em virlode de
deliberarlo da presidencia commumeada em oflicio
de 15 do crrenle dalado, determina que o Sr. coro-
nel Domingos Aflonso Nery Ferreira, passe o enra-
mando do primeiro balalhao de infantaria da guarda
nacional, era aquarlelamento ao seu imraedialo, vis-
to romo tem de assumir inlerinamenle o commsndo
superior da guarda nacional do municipio do Recite,
durante o impedimento do respectivo commaudanle
o Exm. Sr. brigadeiro baria da lloa-\ isla.
O mesrao general, fai certo pura os fin* convenien-
tes, que Resta data conlrabio novo engajamenlo por
mais ti annos nos termos do ragutaraenlo de 14 di
dezembro de 1852, precedendo inspecc.ao de saude,
o soldado da terceira companhia do oitavo balalhao
de infantaria Raymuudo Rodrigues da Silva, o qual
perceber por sobre os vencimentos que por lei Ihe
corapttirem o premio, de 4008000 reis pago segundo
o dispoeto no artigo 3, do decrelo numero 1401 di
10 de junho de 1854. e lindo o engajamenlo ama da-
ta de Ierras de 22:500 braca, qoalradas. Si deser-
suino Barroso de Millo e Leandro Lopes Dias.De-
ferido.
Oulro de Anlonio dos Santos Neves, pedindn re-
gistrar a sua nomeacao de caixeiro. Como re-
quer.
Oatro di Antonio Aniones l.obo, informado pelo
Sr. desembargador fiscal, pedindo malncular-se.
Na forma requerida.
Oolro de Anlonio Lopes Pereira de Mello, infor-
mado pelo Sr. desembargador fiscal, pedindo 1111-
Irieular-se.Malricule-e.
Oulro de D. Mara Florinda de Castro l'.arriro,
informado pelo Sr. desembargador fiscal, pedindo
registrar a su* barca nKecife.Seja registrada,
prestando o juramento e assignando o Ierran de
iiliriiiarj 1, da que trata o artigo 403 do cdigo cora-
mercial.
Outro de Joao Dias de Castro Guimaraes, porlu-
gun, com 45 aunos de iilade, domiciliado em Ma-
cei, onde tem eslabelectmenlo e grosno e a reta-
dlo, pedindo matricular-se.Vista ao Sr. desembar-
gador fiscal.
Oulro de Miguel Jos Barbosa Goimar3es, portu-
guez, de 41 anuos de idade, domiciliado neila cida-
de, onde he astabelecido com loja de fazendas em
grusso e a relalho, pedindo matricular-se.Vista ao
Sr. desembargador fiscal.
E nada mais havendo a tratar, e Sr. presidente
ancerrou a sessao.
SKSSAO JUniCURIA EM 18 DE HAIO PE 1857.
Presidencia do Exm. Sr. deiembargador
Souza.
Ao 1. dia, aehando-se presentes os Srs. desero-
hargadures Villares e Gilirana e o* Srs. deputados
Reg, Baslo e Lemos, e supplente Ramos Silva, ^
Sr. presidente abri a sessao, e lida a acia da ulti-
ma, be approvada.
Expediente.
Fui prsenle ao tribunal u aviso do mini-torio da
jmlica de 5 do eorrente, em que o Exm. Sr. Diogo
Pereira de Vasconcellos eommuuica ter sido Hornea-
do ministro e secretario da astado daquella reparti-
C,io, pur decreto de i do referido mez.
Julgamentot.
O Sr. presidente deu provimenio ao aggravo do
juiz municipal da villa do Cabo, ero que sao :
Aggravante, liento Jos da Cusa ;
Acgravados, os exequentes dos lien- de Francisco
Jo-c da Cosa.
Patsagem.
Do Sr. desembargador Villares ao Sr. desembar-
gador Gilirana a appellarau em sao ;
Appellante, Lnii Jos de Brilo ;
Appellado, Jos Dias da Silva.
Nada mais havendu a tratar, o Sr. presidente le-
vanlnu a e-sao a 1|2 hora da tarde.
EXTERIOR.
VOLCA'O DA ILIIA 1)0 FOCO.
Ahaixo transcrevemns o inlerassanle relatorio do
Sr. Flix Antonio de linio Capello. relativo a sua
visita ao famoso volcao da ilha do Fogo. e que se
acha publicado no bollelim do governo geral do Ca-
bo-Verde, n. 205, de 8 de Janeiro de 1857.
RELATORIO.'
A ilha do Fogo, urna das ilhas que conaliluem o
arebipela&o de Cabo-Verde,acha-se ailuada entre
Isl*. 48 e 15 I' 15" latittude de norte; e enlre 25""
20', 30" c 21, 35' 20", longitude oeste domeredia-
eote* ae liveiein casaste re arficufo morfta.
Ocular. .lo.io Mauriciu Wandeilav, prelaiilenle
do tribunal do thesouro nacioiial, fai s^ber oa Srs.
inspectores das thesourana* de fazenda, p ra sua
iiilelligencia e eicnico, que endo da competencia
contineiou do ministerio da faienda, no. termos du
art. 1- do decelo de 27 de junho de 1810, decidir
definitivamente do direilo das habililaodas pen-ao
do meio toldo concedido pela lei de 8 de novj
de 1827, devem as Ihesourarias de fazenda re
em lodo o caso ao thssouro os processos de ha
ces, qoer reeonhe^am, quer neguem provj
mente o direilo das habilitandas, afira de qus
ferida pelo mesmo ministerio as decisoes defii
posesam as partea interpor o recorso estabelecidn no
art. 46 de regolamenlo de 5 da fevereiro de|l842.
Circular. Joao Mauricio W'anderley, preijdenle
do tribunal do Ihesooro nacional, coramunioa aos
Srs. Impectore* da* Ihesourarias de fazenda! para
oa inlelligencia e execuc,ao, qae pela imperi. I re-
ii^Jf. -'acorrer na perda das vanlagcn* do premio, e i no de Grceovich.
Vuaquella* qoe liver direito, sera tido coaio recru- Ella ilha, bem como todas as otras do Arcbipe-
w' lado descontsn !o--o no lempo do engajamenlr -----
DitoAo juiz munieipal supplente em exercleio' prislo enn virtud*, de sentapcja, avarbanlo--
mbro
lelter
illita-
orla-
pro-
livai,
eon-
lado,
USti-
solur,ao de -28 da maio de 1856, tomada sobre
olla da secrao de faienda do Canselha de es!
foi declarado qoe seudo da competencia do mi
rio da fazenda no axercicio da juri-dieran cunlebicio-
sa que Ihe coofere o decreto de 27 de junho de 840,
dteidir ai rcclimar-oea du meio sold, concedida pela
lei de 6 de oovembro de 1827, nao poden ier-
romper a rre-criprao do quiunjuennin eslabelecnla
na legislacao m vigor, as justificantes que deve-::
promover ai viuvas e mais pessoas a quem entrpele
a referida pen-ao ; cumprindo, porlanlo, que -e con-
sidere preacripto o direito das habilitandas lodjis as
vezes que as peticoes forem apresentadasas llieisni-
raria* de fazanla depois do referido qoinqoenn
Circular.Joao Mauricio Wanderlry, ptesid
do tribunal do Ihesouro nacional, transmute aos
inspectores das ihesourarias de fazenda ; copia
cluaa do aviso do ministerio de fazenda de 5 de ju
nrio de 1856 expedido direcloria geral da co ila-
hilidade do theeouro nacional, em cumprimenta da
imperial resolocao di 10 de maio do mesmo anio,
lomada aobre comalia da secc.io de fazenda do con-
de
seibo de estado, para sua intelligenia, e afim
qoe o observara em casos idnticos na parte relal
as habililaroes dos herdeiros e eeasionarios das c
dores da fazenda publica.
a Copia.Rio de Janeiro.Ministerio dos nedo-
cins da fazenda, em 5 de junho de 1856.llave
S. M. o Imperador por bem mandar consultar a iic-
rio de faienda do eonselho de estado, se vista lio
arl. 7*, 2' do decreto de 12 de novimbro de 18.ll,
detem-se considerar presrriplaa as dividas reclama-
das por Gomes e Irmao, Jos Rebello de Figueirejdo
e Jos Joaquim Guimaraes, sobre que deu parecer
essa directora em data de 30 de ouhmru proxn 90
passadu, fui a menina siccao de parecer:
Olanlo divida de Gmese Irmao, que nao pule
ser considerada como piescripia, porquanlo, emh< ra
fosse proveniente de ara imposto illegalinente ari >-
cadado pela recebedoria da cidade da Bahia, e c>-
mo tal sujeita ao contencioso administrativo da tt e-
eouraria, aqoein compela resolver sobre o seo pi-
Kimenlo ; todava, como nao livessera os reclama 1-
les recorrido ao foro civil por sua volitada, e s m
obrigados por despacho da mesma Ihesouraria, de o processo havido por fado da faxeuda interromper
o curso da prescripcao, apezar da incompelsucia lo
mesmo processo.
<>uanlo a divida de Jos Rebello de Figueirc
que nao deve ser tembem considerada como prefe
cripta, porque nao pudendo o reclamante requerir
o pagamento da sorama que pagara como fiador 1 e
um contrato fiscal, late depois que por senten ;a
do poder judiciarin competente fosse decidida a
questao civil da exnneracao da fianja, que elle pn 1-
tra por eftailo da imv u-o do mtsmo coolralu, o o
podia a prescripcao fiscal correr contra quem 11*0
po lia ainda requerer, cabendo-lhe somenle faie-fo
depois da deci.au judiciaria.
Quanto porm a divida de Jos Joaquim Guima-
raes, deve ser considerada cuino prescripla, inenlis
na parte qae haja de perlencer ao coherdeiro desJ-
aisado, por isso que sendo proveniente de jubilarlo
00 pensao com assantamento em fulha e pagavel era
pocas certas, e devendo a prescripcao correr dessis
pocis eradianle, nao poda ser interrumpida pr
11ra processo de h ilulilaco de herdeiros, que apezar
de instituido nesia corte e proviucia, onde exisle|rj
todas as instancias ju linaria-, durou mais de cinto
aunos, como para alteslar negligencia do reclaumilt).
Tendo-se confurmado o mesmo augusto senhlr
com o dito parecer, por imperial resolura de tu ,_.
maio ultimo, assim o rnmmunico a V. S. para ai a
inteligencia e devela evecurao. Deus guarde a
S.Marque* de Paran.Sr. director aeral iiileaj
110 da contabilidad*. Conftele, o oflicial-maiir,
Jos Severiano da Rocha.
OOVEli>JO DA PHOVINGIA.
Expediente do dia II do maio de |8T.
OflicioAo Exm. presilente do Rio Grande lo
Norte, tlizeii i 11 que fica inteirado, de haver S. Ei
dispensado os Drs. Jos Augusto de Soara Pitant
Jos Joaquim de Sun/a, a Francisco Lean Arn.ii d.
da primeira vara, dizendo quo estando a sabir nes-
les dias o navio, que deve conduzir os sentenciados
para o presidio de Fernando, convem qoe Smc. sa-
tisfar ao que Ihe recommendua esle governo em
oflicio de 5 do crreme, declarando o numen dus
presos que para all tem de seguir, e o dia certo em
que poderao embarcar.
DiloAo inspector doarsinal demarinhaannuin-
do a que o Africano livre alienado do nome Joaquim,
fique perlencendo exclusivamente ao lazareto do
Piaa, pelas raiOes que Smc. expenden era oflicio
de 15 de abril ultimo.Olliciou-ae a respeito
commissao de hygiene publica e ao provedor da
saude.
DiloAo promotor de Flores, dev ol ven Jo os map-
pai dos trabalhos daquella promoloria, durante os
meies de fevereiro e marco ltimos, afim de que os
complete no corrija no sentido das observarles fei-
las pelo chefe de policia no officio constante da co-
pia junla.
DiloAo Sr. 'Antonio Jos Gomes do Correio,
declarando-lhe eslar scienle de ler Smc. passado a
admini-irar.iu do correio desla cidade ao seu imrae-
dialo Domingos-dus Passos Miranda, em consequen-
cia de ler sido aposentado por decreto de 6 de abril
ultimo.
Porlaria1: mee leudo a Joaquim Anlonio Rodri-
gues, de conformidade com a informa.; Vi da capita-
na do parlo, licenra para tirar as malas desla pro-
vincia 300 p >s de sicupira e 180 ditos de amarello,
afim de seram empregadns na factura de urna ca-
trera para o serviro da alfaudega por elle contratada
como respectivo inspector.
DiloA agencia dos vapores, para dar passagem
de estado para a Baha, ao Dr. Joaquim Pedro da
tai Costa Lobo.
DitoA mesma, para dar passagem para as Ala-
cas, ao anbdelegado de polica Joaquim Estevao
da Cusa Tavares, qoe para elli segoe era companhia
do lente Jos Cunegundes da Silva, qua ennduz
preso o religioso franciscano frei Anlonio do Rainha
dos Anjos Machado.
Expediente do secretario da provincia.
OflicioA Ihesouraria de fazenda, Iransmitlindo
Ihe 4 nflicios da direcloria geral da despeza publica
de 8, 17 e 24 de abril ultimo.
inte
Srs.
-li-
da rmnmiisao medica em que te achavain naque la
prnvincia.
DitoAo Exm. vice-presidenle do Caata,Tp-
nbo presente o oflicio tle 27 do mea (indo, em q
V. Exc. me pede para fazer rhegar ao poder do 1 1-
cbarel L'mbelino Ferreira Clao, nnmeadu juiz inn-
nicipal d'oi ptiao. dos termos reunidos do Ic, I...-
vrat a S. Malheus, o oflicio no qoal se Ihe recom-
mendi pritltza era seguir para o logar de sai ju-
risdiesao.
Oflicio Ao Exm. general commandante das ar-
mas, dizendo-lhe ficar inteirado de ler sido alistado,
romo addido no 10. balalhao, o recrula Induro Ro-
drigues Feio-a.
DitoAo chefe da polica, inleirando-o Ihessiararia provincial lera ordem para pagar as des-
peas eom o sustento dus presos pobres das cadeias
de Sanio Antao e Buiqoe, feilas no trimestre de ou-
tubro a dezembro ltimos.
DiloA' Ihesouraria de fazenda, cnmmuuicaiido-
llie. que o bacharel llerrulaun Antonio Pereira da
Cunha, participnu ter, no dia 17 do pastado, assumi-
do o exprcicio do cargo de juiz de direilo da comar-
ca de Naiarelh.Commamcou-se ao presidente da
ralicta.
luloA* mesma, dando-lhe sciencia de haver o
juit municipal de orphaos do Ooricurx, bacharel
Joao Aniones Currtia Lias Wanderley, entrado no
dia I. de fevereiro ultimo no exercicio do seu car-
go, por ler cessado o motivo, pelu qual eslava elle
suspenso das suas foncces.Parlicipou-e lambem
ao presidente da relaeao*
DiloA' ursina Iransmitlindo duas lellras saca-
das pala Ihesouraria de fazenda do Rio Grande do
Norte, sobre aquella a favor desta presidencia, na
importancia nin pnrtau de ferro e diversos objertos de fardamen-
In, remedidos para aquella provincia, seudo o pur-
18o para o cemiterio publico da capital, e os objec-
tus de fardainenlo para o respectivo corpo de poli-
cia, conviiido que S. S-, daquella importancia entre-
gue a Ihesouraria proviuctal daqi i, a quanlia de
3003800 rs., que por esle governo pagou a me-ma
Ihesouraria a Joao Caelano Coelho e a Domingos
Francisco Ramalho, eo restante ao eonselho admi-
nistrativo do aisenal de guerra.Commonico'i-se
esle. Ihesouraria provincial e ao presidente da-
quella provincia.
Dilo A' mesma. Tendo o Exm. Sr. presidente
desta provincia cnnselbeiro Sergio Teixeira de Mi -
cedo, incumbido a Luir. Jacquet Brunel, de escollier
e acondicionar diversas amostra* de Ierras desla
provincia, segundo W instrucrues constantes do avi-
so incluso pur copia, adianlaii.lo-ie para i-sn ao
rnmmitsionado a quanlia que Ihe pareme necessa-
' ra ; sirva-se V. S. le entregar ao mesmo Itrunel,
a somma de 2:500J000 r* qae ella pede para com-
1 pra de cavallos, malas, inslriiinenlos e mitras des-
peas necessarias para soa viagem e detompeaho da
coinmiss.o do apreseolar depoil as respectiva cuntas.
DiloAo director das obras militares, aulorisan-
do-o a aceitar o offerecimento de Manoel Luiz Coe-
lho de Almeida, para medanle a qomitia de 811.3,
encarregar-se da factura das obras de que neressila o
quarlel da companhia lixa de ravallaria, afim de
serem a respectivas lannihas substituidas por camas,
e dizendo que a respeilo do asphaltamenlo, empre-
gne Smc. diligencias para oble-lo pelo preco mais
inudico que fur pnssivel.-Comrauniciiu-se a Ihesou-
rana de fazenda.
DiloAo director do arsenal de guerra, cenreden-
do aaloritar-ae para mandar fazer algn- pequeos
reparos e arranjot internos precisos, ao quarlel da
companhia de aprendizet minores daadle arsenal,
I bem iHim, o abriraeoto de um cano de lijlo e cal,

desconlo, e a parda das vautagena no respect .,-
lulo, como est |>or lei delerminado.
/ot Joaquim Cocll
- 18 -
ORDEM DO DIA N. 480.
O general rommandanle das armas, em vi 1 da'a
c iiiimiinicar/ies recebidas do quarlel general do ex-
ercilo, e da presidencia desta provincia, fai publico
para conhecimenlo da guarnigao e d,evido effeito :
1.' Que S. M. o Imperador Csmmiserando-se das
circumsiancias do soldado do III. balalhao de man-
lana, Manoel Alves branles, houve por bem por
decrilo de 27 de abril prximo lindo, pardoar-lhe o
crime de deserto que commel'.eu, quando praca do
1.' da mesma arma.
2.- Que o governo do mesmo augusto senhor por
aviso do ministerio da guerra de 16, foi servido con-
ceder Ires mezes de lictn;a de favor para ir a pro-
vincia do Maranhao Ira lar de negocios da saa familia,
ao Sr. alferes do 1'.!. batalhao, Anlonio Nogaeira
Pinlo.
3.- Que por aviso de 27, foi approvada a nomea-
cao do Francisco Pereira Vianna, para o logar de -
cnv.id da boliea do hospital militar desta provincia,
com o o-dinado qoe Ihe competir.
4.' Ou* por aviso de 29, ludo de abril lindo, em
deferimenlo a supplica do Sr. rpita 1 do balalhao 4.-
de mi.miaa. Pedro Aflonso Ferreira, se detertmoou
que a consignadlo de trinta mil ris menaaes qoe
deixou ne-la provincia, fique redutida a quinze rail
ri, a contar do I.- de julhn em diante, revarlendo
em favor de soa irm.1a D. Mana do Carme Ferreira.
0 mesmo general determina, que fique desligado
do '.!. balalhao de infamara a qoal esla' addido o
Sr. capitao do 7. batalhao da mesma arma, Leopol-
dino da Silva Azevedo, visto que tem de seguir para
a Bahia no vapor que se espera do norle.
Finalmenle, d pahlicidada ao oflicioabaixo Irans-
criplo que Ihe foi en leracado a 9 do correule pelo
Em. Sr. lenle general barao de Sorahy, aja-
slanle general do exercilo, com referencia aos venci-
menlns que compelcm aos sentencia los pelo crime
de 2.' deserrao, cojos vencimeatns Ibes devem ser
abultados a contar do 1.-, desle mez.
OFFICIO
lllm. e Exm. Sr. Inteirado da duvida em que
V. Etc. si acha e propOe em nh oflicio de 20 de
abril dest* anuo, acerca dos vencimentos que com-
peler aos sentenciados pelo crime de segunda de-
sercao ; tenho de cummonicar-lhe para sua inlelli-
gia e governo, em resposla do seu cilado oflicio, que
esses sentenciados lem direilo aot vencimentos de
sold, etapee faldamento, do mesma modo qua as
mais pracas do exercilo, de cojo estado eflectivo el-
les n.1o So excluidos senao temporariamente, duran-
te o decorso da prislo a que foram condemnados.
Esses vencimentos Ihe eran pagos pelo corpo qoe
perlencerem, ou que esliverem adiados, como deter-
mina o aviso regio de 25 de fevereiro de 1807, cujas
dispusieres foram rivalidadas, e esclarecidas pelo S
I. da pro vi.lo do couseiho supremo militar de 21
de mareo 1829.
Dos guarde a V. Exc (Joartel general do ex-
ercilo ua corle, 9 de maio 1857. O lenle gene-
ral llardo de Surnhi/, ajodanle general do exercilo.
lllm. e Exm. Sr. lenle general Jos Joaquim
Coelho, commandaiit* das armas de Pernamhuco.
Joie Joaquim Coelho.
- 19
ORDEM DO DIA N. 481.
0 general commandante das armas, rectificando a
sua ordem do dia n. (70 de I desle mez, declara,
para os fin convenientes, que o Sr. capitao Li>pol
dio da Silva AzeVedo fez passagem para a quinta
companhia do stimo batalhao da infantaria, por
decreto de 15 de abril prximo lindo, o que couslnu
de aviso do ministerio dos negocies da guerra de 21
do dito me/.
Declara igualmente, que ten 1 pastado de dnenle
a prnroplo un dia 10 do correule, o Sr. segundo ci-
rurgiao Dr. Francisco Gonc.*lvis de Mnraes, reto-
muu incumbencia da enfermara do quarto bata-
lhao de arlilharia a pe, da qoal fienu exonerado o
Sr. segando cirorgiau Dr. Roiendo Aprigio Pereira
Guimaraes, que passou a ser considerado memoro da
junla de saude, da qual foi dispensado o Sr, segan-
do cirurgiao Dr. Jos Maniz Cordeira Gilahv : o
que ludo conslou de participaran do Sr. delegado
interino do eirurgio-mor do eurcilo, datada de
16.
Jote Joat/uim Clho.
tribunal do commercio.
Sessao administrativa em 18 he maio de 1857
Presidencia do Exm. Sr. desembargador
Son zii .
As 10 e meia horas da manhaa, prsenles os
Srs. depoladus Reun, Basto, l.emus e supplenta
Ramos e Silva, o Sr. presidente abri 1 sessao ; e
seu In lida a acta da ullitna, fui approvada.
Leu-te o teguiole
EXPEDIENTE.
Foi lidu um oflicio do secretario do tribunal do
commercio da curte, datado de -i de fevereiro do
crrenle auno, aecusando o rerebimento de Otilio,
qua Ihe foi dirigido pelo Iribunal desla piuviuria,
em 1 do mesmo me/.Arrbive-p.
Fui presente a rotara oflicial dos procos crren-
les da prara, relativos a semana fiuda.\i 111 Ion ...
archivar.
DESPACHOS.
Um reqaerimenlo de Felii Souvage <.<,- Companhia,
pedindo regiitrar as nomeacOcs da seo ciixeiros Je-
Eailha
f*|aPrre Je origen) plulonicae /formada de massat
de batallo ejeetado de Interior da tvrra, e que cons-
lituem o seu esqueletoe de extensos depsitos so-
bre-poslos quellai matsis, formados dat diversas
variedades rio basalto compactode vakespililepe-
pirinae todas as rorhas composlas de pyroxene e
leplinite, variando infinitaminle em propor;ao e
lexlora. .Sao, porlanlo, dous grupos distinclos de
rochas que constiloem esla ilha1 primeiro gropo
que forma o seu esqueleto, he formado pelas rochas
que primeiro ae fieram patentes cima das aguas
ejecladas, inipellidas pelas forras expansivas inte-
rioreseslat rochas sao, basaltos e raais substancias
da mesma coroposigao, porera senipre da textura
compacta :perleocem ao segundo grupo as rochas
que reveslem aquellas massas primitivas, e que fo-
ram injertada- em dillerentes pocas desde a forma-
cao da ilha al hoje. Estas rochas saobasaltos
vaketpiliielufos baslticos, etc.
Quando tratarmos da origem de todas as oulras
ilhas do Archipelago, o que faremos em urna me-
moria especial, havemos de mostrar quaes foram os
diversos syslemas de sub elevarlo que Ibes deram
origeme por consequencia qoal foi a maneira e
ordem porque foram successivaraenle appareceudo,
ora parle, ora o todo de cada ama dellas; por ago-
ra, como sii tratamos da ilha do Fogo, exporemns,
smenle, as ideas e principios de que carecermos,
para bem se comprehender o que Ihe diz res-
peilo.
Esla ilha sendo um volcao activo, constilua ama
abertura permanente entre o interior e a-superficie
da Ierraconcorre por consequencia. com os outros
volcoes em aclividade, para o socego porque hoje
esl patsando a crusla do globo : be, porlanlo, um
poni saliente de urna grande cadeia de montauhas
pertencenle a urna das grandes! rugas, que por di-
versas veies se formaran na parle solida da Ierra,
e ai quaes deram a denominarlo de syslemas de
sob elevarao ; depois mostraremos ser aquella ilha
formada pelo mais moderno desles svsleraas, e he
muito provavel que seja o ponto de cruxamento da-
quella cadeia de mrmtanhas. com a de algom dos
outros syslemas, pota que est reconhecido, lano pe-
los fados como pela (heoria, que no ponto de cruza-
mento de duas iinh.n Je montes, se forma sempre
urna elevac.au superior, a manir parle das vezes, ao
mais alto munte daquellas cadeias, e ba-laule vezes
este punto mais elevado conlm urna abertura por
onde sahem gazes e materias inferiores em fusao, is-
lo he, conslilue o que te chama um volcan.
'Segnem-se dous paragraphos a re-peno da classi-
licacao dos volces do globo.)
.... Constiluindo, porm, a ilha Jo Fogo um vol-
cao em aclividade, e tendo alm disso as materias
ejecladas na epuca da sua appanriu, bem com as
que foram successivamenle injectadat pelas crteras
amigas e modernas, da ordem das substancias vol-
cnicas perteucenles ai ultimas formac.ties, e idnti-
cas das qne lem langado e ainda hoje lanram os vol-
coes modernos aclivus ; lemos demonstrado ser ella
pertencenle ao ultimo syslema de sub-elevarao, e
por consequencia ser ella a ultima que s formen no
Archipelago, salvo, rumiado, alguma ou parte d al -
guma das outras ilhas, que fosse formada por aquel-
lo syslema, e que he, por consequencia, cootimpo-
ranea.
A universidadu, e regolaridade que se nnlam nos
cones lolcanicos em geral, e as ilhas volcanieas,
tanto amigas como as que boje se eslao formando,
e as quaes teem sido esludadas, tanto em relarao a
sua forraacao no acto do apparecimenlo, como ao
seu desenvulvimenlo posterior, comparadas com a
forma e mais circumsiancias caractersticas que se
observara na ilha do Fogo, levam-nus a conclor que
esla ilha nao leve, lauto no aclu de seu appareci-
menlo, como as dilferentes pucas das suas emp-
ees a furnia que aprsenla.
Avr.lla nesla ilha, quando se observa do lado do
oesle, um vasto anoel de altas rorhas que parece
terminar a ilha, constiluindo a parle mais elevada
della. Eslas rochas conlinuam a apresenlar o mes-
mo aspecto, islo be, continua a ser fechada, e com a
mesma altura a linha que as termina superiormente
at o noroeste da ilha, aonde comeran a rebaixar-
se successivamenle al o mirle aonde he mnima a
suaaltura.de leste por diante comer Bofamente a
altear at oesle, em que a sua altura he mxima.
Esta montanba annnllar intercepta na sua base que
existe prximamente a rail e diuentos metros sobro
o nivel do mar] un plauo de talude menos rpido
do que a sua encosla exterior ; esle plano Contina,
mais ou menos accidentado, al ser curiado pela su-
perficie do mar ; nao existe, porm, esle plano em
Inda a ilha : be exactamente aonde aquello aiinl
be mais elevado, que exi-le iiiferierinenle aquelle
plano, terminando no ponln aonde aquelle leriniua,
e comern lo inivamente a augmentar nu ponto on-
de aqoelle annel de rochas principia a ereseer ; he,
pois, constituida a ilha, infcriormenlp por ama vasta
superficie, e superiormente terminada pur nina COa
ra de elevadas ruchas, a qual se acha cortada, apre-
senlando urna vasta tolueno de rnnliuuidade : ve se
mais que este annel nao existe nu centro da ilha, e
que se acha enllocado a um lado della, no ponto que
corresponde a lesle.
Estando hoje esle cone, senao lem aclividade | por
isso que exislem crteras evidentemente de fnrmacao
posterior a elle, laes lie ai da IslT, Isiti. e 1852]
poln ments lendu deixado de n pslur lia poOCO* an-
nos, be claro que au exi-liriam as crteras adven-
licias que se nbservam ni paite Dosteiiot di grande
cralera, pois havendo ama fcil sabida para as lavas
por aquelle cune, nan se furmariam aqurllas crate-
rat, as quaes. regra geral, somante se formara pela
oblilinjao momeotnia on perminenle da princi-
pallogo a formaran d'aqoelle pico, deu-se urna
opnca suposlerior a d'estas crteras.
. Scgaein-se seis paragraphos a respeilo do Vesn-
viu, e da appanclu de diflerentes ilhas, pur efteilo
de erups^es -uh marina-, )
A appanr.ni do cone existente nu interior da gran-
de crtera que termina a ilha do F'ogu, era urna con-
sequencia nece-aria da ordem de tactos purque foi
successivamenle pintando esla ilha ;a amiga pri-
mitiva crtera devia obslruir-se enm o correr dol
lempos, ja porque as lavas que sahiam pela abertura
Ir. 1,1111 resfriar-se nat sitas paredes, indo assim suc-
cessivamenle ensrossando e-tas cusa d'aquella, ja
porque as sob-taiicias interiores deviam ir perden-
do a velocidade de que vinbam animadas e cahirem
em consequencia do seu propno peso, pela diminui-
i;ao das torca* impuls.vas interiora*seguiu-se de
aqui a formarao succetsiva de pequeas abertura!
nos pontos que ollereciam menor rc-i-lencia aquellas
forras ja entao accuranladas em cousequencia d'a-
quella obslroccao;estas pequeas craleras eocou-
tram-ie hoje, perfeilamenle caraclerisadas, para que
nao haja duvida algama sobre a sua origem, em tur-
no da base do cone inicialmas estas crteras, pelos
motivos ja apuntados, e pelas suas limitadas diraen-
ees, deviam obslruir-se rapulameule ;em consta
queneia d'esla oblileiarao as materias volcauicas dei-
xaram de ler urna fcil sabidaos gazes accumul.i-
ram-te, augmentando a farsa impulsiva, e por con-
tequencia a tendencia a formarao de novas abertu-
ras, por isso que as antigs se acbavam fechadas
tolrendo a pressao das sobslancias acrumuladas so-
bre ellas, a maneira de vlvulas desegurant-a sobre
carregadat ;eslavam pois fechadas deiandu de er
pontos de menor resistencia, os que antes d'i-so, li-
nham estado n'estas eircomstaocias ; alera d'isto a
parte da ilha que te forinou posteriormente ao cone
primitivo, nao oilereria pontos aonde se furraa-sera
at novas aberturas pois linha sido formada regular
e successivamenle por deposito de lavas, que lornan-
do-a homognea Ihe deram urna forle espessora.
Kcstava pois como superficie de menor resistencia,
o profiri fundo d* crtera, a qual nao tinba sido
cheia de substancias volcnicas al as bordas, mas o
seo fondo linha sido sitnplesmenle obstruido, por
estas substancias deixarem de se elevar por falta de
inipuKloe n'esta superficie devia ser do alo con-
trario ao da sahida das antigs lavas, que havia maior
probabilidade de se formar qualqutr abertura pot-
leriur.Assim aconteceu, qoindo mais larde se fur-
mnu, em consequencia de nma graudissima crup-
cao, o grande cone adventicio, que pela conlinuada
sahida de subslancias ja eniao difleretiles das primi-
tivas, isto lie, menos Unidas, e mais desaggregadas,
foi augmentando em vulume e lumou a forma de
p\rami.le roica que boje aprsenla : esta crtera
foi formada exactamente em um ponto da super-
ficie, mas afaslado do poni da antiga sabida das la-
vas, islo he, para leste.Foi n'esla occasio que se
formn a grande solucao de continuidade que hoje
exisie nos bordss da grande crtera inicial,rato he,
116 aclo de se formar aquella grande elevaran, n'um
poni da superficie que ale entao se achava unida e
horisonlal ; as paredes que sa ochavara moilo pro-
timas d'aquelle ponto deviam soffer um grande aba-
lo, dando era resallado lerem fracturadas e despe-
dazadas n'uma granda exlen-a 1.Alem d'esle gran-
de cone, exislem dentro da anima cralera, alguma.
oolraa formadas modernamente, das qoaes filemos
raent-aobem como algumas aberloras ua bate 0'-
aquefle cone por onde salnram as lavas de algumas
eruprues anteriores a de 1817 ;mas d'ealat aber-
turas formoo-se a meia encosta ua erupcao de 1785
o qne fez diier a quem observou e-le phenomeuu
que o pico se tnha aborto perpendicularmente :
de feilo as lavas sahindo por aquella abertura^ de-
viam formar urna larca faxa luminosa, que faria
suppor a quem isto observaste, qu* o pico te linba
aherfo deixaodo ver as materia* loteriores ineandes-
centes.
Etislem aindi algumas oulras craleras : exterior
menle a primitiva ; do lado do sul inste urna, que
pelas snas graudes dimenses, e pela grande quanti-
dade de lavas que lanenu, indica a grande intensi-
dad! da erupcao qoe leve lugar n'aquella poca ;
a planicie que constiloe o funda da primitiva cralera
achajiecoberla pelas lavas laucadas pelo pico, e cra-
leras adventicias posterioresdas quaes as de 1817
laucn lavas qoe correram para o nordeste em om
campo denominado Relva. que existe a leste da
povoarao dos Mosteiros ;n'esle campo enconlram-
se os vestigios das lavas das Iret ultimas erupees
cujas lavas apezar de serem idenlicas, dislinguem-se
com ludo pelas allerarues almospheriras qoe lem
lonrido at mais antigs ;as lavas de 1817 e os de
1816 chegaram ao mar, em quanlo as de 1852 fica-
ram a meio caminho ;as duas primeira! nao sas-
laram o mesmo lempo para ebegarem ao mar, em
quanlo as de 1817 levaram Ires das ; as de ISiti le-
varan menos de duas lloras para alli chegarem, e
lleve nolar-se que lano as primeiras como as de
18.>:2, qoe nem alli chesarain, correram pur um pla-
uo bastante inclinado, porem de igual inclinat-o
em todos oa seus pontos ;estes pheuomenos expli-
cam-se fcilmente pela dillereuc.a das massas e esta-
do de (Ma ifaquellas lavas.
Esle annel de rochas fecha urna vasla planicie cir-
cular e horisonlal, dentro da qual se acha collocado
o grande cune, e qae vulgarmente denominan) picu,
ou vollo da ilha do Fogo ; enconlram-se igualmen-
te dentro desla planicie algumts crteras adventicias,
das quaes sao Ires as principie* ; urna que se fur-
mou no rim d'uma pequea elevarao na occassa da
erupcau de 1817, oulra formada na base deOM mont-
culo, quando leve lugar a aranejh) de 18t>; e oulra
lambem com o coi respndeme cune, e que se formou
na orrasia.i da eropc.au de IS52.
_ Daqui se couclue claramente, ja pela disposirao
circular do annel de roohas, que coroan a muiilaiiha
que conslilue 1 ilha, bem cumu pela cavidade fecha-
da por aquelle annelrircumsUncias que levam sera
duvida alguma a classilicar esla cavidade como urna
craleraja pela posic^o dessa mesma cralera a res-
peilo do cune que conslilue a ilha, bem como pela
posirao do pico e eralias adventicias que exislem
dentro daquella craleraque a ilha du Fogo consti-
lue um grande cune de sublevaranum volcao de
eropcao sub-marina.
Nc-te igualmente, pela posirao e disposirao des
depsitos de substaucias volcnicas, que turniam a
parte da ilha que cxislena base, e rodea em parle o
annel de ruchas que uescrevemus, que a furma da
ilha, na epuca do seu apparecimenlo, era como a de
lodos os cunes desublevarlo, a de urna grande mon-
tanha cnica regular, truncada na sua parle superior,
aonde exislia|uma grande cavidade ou rralra pur on-
de sahiram naquella poca as lavas, que pela sua
grande quanlidade e continuada crrenle augmenla-
ram a ilha em externao, fazendo-lhe perder em
parle a forma primitiva.
Ettudando aquella parle da ilha v-se, ja' pelo
curie feilo a beira-mar pelas aguas ja nos curtes das
ribeiras que be I. imada pela sobre-posir,ao da-
quellas lavas ; por aquelles curies se uolam dis-
linclamenle os diversos depsitos de substancias vol-
cnicas nolaodo-se em primeiro lugar os basal-
tos seauindo-se as.ditlerentes especies do mc-ino
genero de rochas variando as proporo'ies dos tle
m6nte, o de mil metros de altura, eleva-se urna |
enorme pyramide cnica truncada na parle soperior,
onde ha terminada por urna cora de rochas negras
recortadas, e de aspecto singular.0 aspeclu dtsla
especie de obelisco mouslruusu, isolado no meio da-
quelle vasto circulo lodo coberlo de cintase areias
negrasproduz necessariamente urna sensarao inde-
finida, mi genera dir-tehia ser o resto de enor-
me fugueira, que m."m- gigantes alli livessem prepa-
do Nin he pottivel fogir a urna sensarao de isola- <
ment, e, permi(l.i->e a expressao) de aniquila-
menlo de si mesmo que experimenta quem observa
aquelle espectculo, e, senao com o* ollios do corpo,
pelo menos com os do espirito, paisa em revista lo-
dos os phenomeoos lodos os inovimenlos, lodos ot
horrorosos cataclyimos que tiveram lugar desde a
formaran da ilha, ate o desfecho, ou, o que he mais
provavel. ate este grande inteivallo de aclo Jaquel lu
grande drama geolgico.
Admira, com lado, o esquccimcnlo, o abandono,
e o desprezo em que te acha esle volcao, em quanlo
de toda* as parles, e era lodos os lempos chovem as
descripees dos phenoraenus que a uatnrtza, sem-
pre frtil e variada, nos aprsenla aot milhares aobre
a Ierradescripres, ora poeiicat, ora scienlificas,
exageradas quasi terapre as primeira*, fra- e rauoo-
lonas as segundas ; o pobre, trate c malfadado vol-
cQo da ilha do Fogo, nao mereccu ainda, nao digo
ja urna descrincao potica e pomposa, mas nem se
qoer um lugar enlre os pontos mais elevado do glo-
bo !....
Em quanlo se eataa citando aliaras inferiores a
mil metros, uo merece allenrao um volcao que lem
de altura tres mil e dtenlo* metros sobre o nivel
do mar I Um volcao cuja altura poucu difiere da do
grande Lina, e qoe he superior ao Hera da Islao-
dia c au Eoxnfreira de Guadelop*. e, finalmente,
superior em altura 'que be quasi tripla) ao Vetu-
vio !
Para se fazer urna idea desle abandono, on
ignorancia da existencia desle volcao, basta dizer
qoe a nosta visita foi a segunda feila ao alio do vol-
cao e ao interior da saa craletl I..... A primeira foi
feila na occasio do levanlamento da carta bvdro-
graphica do archipelago por Madge e Vidal ; a'com-
panharam-os neata visita o segundo lenle de arli-
lharia de segunda linha Jolio Cesar de Vasconcellos
(,omua. joven de batante tneiecimento, e de gran-
des esperanzas, e o lenle de segunda linha da ilha
do Fogo, Marcelino Jos Avelino, moc.o demereci-
meniii, e o nico deutre os habitantes da ilha qae
la tem subido !
As subslancias mineraes que se enconlram na cra-
iera do pico e lias inferiores, sao, alera das que se
acham ja citadas, o enxofre mais ou menos poro, po-
rm em pequea quantidade (foi pelo menos u que
vi) ; urna Ierra formada pela mistura de enxofre e
.numen ^que os habitantes denominara contra, e que
applicam a todas as doencas) ; e algum salitre, tam-
bera em pequea quanlidade ; eslas substancias (re-
pito, pelo que vi) nao me parecen etlar no caso de
merecerem ama explorarlo regular, pois qoe alm
da difliculdale do transporte, por isso que a maior
parte exisie em pontos inaccessiveit, estando mais ou
menos imporas, a tua purilicacao naquelle poni
por forma alguma poderia fazer competir aquellas
subs!aociat com aa que upparecem no commercio.
A cralera de 1842 acha-se era urn estado de acli-
vidade nolavel ; os guias que la nos conduziram cut-
lava-lhes a subir o monte, sobre o qual ella se for-
mn, em runsequencia do grao elevado de calor era
que eslava Inda a superficie ; am qnalqoer ponto
desta, deslaca-se com facilidade urna crusla dilgada,
cuja pane inferior se acha toda cubera de enxofre
sublimado ; propon;.10 qcie se continua a exca-
var na superficie detle moule, o calor vai augmen-
tando a ponto de se tornar insapporlavel eo de-
envolvintenio dot gales sulphidrico e talphnroso.qae
sempre ie eslao envelvendo, na necas-Se de m eaea-
var augmentara a ponto de tornaren a airauspbera
mil iranio : a crtera he bastante funda, e as
substancias que existem .10 seu interior (lauto quao-
lo mis permitlirain o calor quo he insupporlavel e
os gatees que te envolveln em grande quanlidade;
eslao, se nao em fusao, pelo menos am completo es-
tado pastoso.
Termiuarei por agora esla descrip;ao e contidera-
Ces geraes relativas a'ilha di Fogo reservando
para quando tratar de todas at ilhas do Archipelago,
fazer a detcripgao botnica e meteorolgica daquella
ilha ; por essa epoca, se eniu ja potsoir os im-
iriimen'u- mithematieof e physicot de que se nao
pude prescindir neslas ndnga<;es, e a falta dos quaes
be devida a pouca piofiriencia desla memoria, trata-
re! de descrever lodos os phenomenos melereologicos
que tiverarn lugar nesle Archipelago.
Ribeira do Paul, na ilha de Santo Anl.iu, 15 de
Janeiro de 1856.
Flix Anlonio de Brilo Capello.
K. B.Conforme o hvdrographo ingle Purdv, o
pico da ilha do Fogo lem lt2( '.brabas inglezasde
allura, acuna do nivel do mar.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
IITERQR,
RIO DE JANEIRO
SESSAO DE <> DE MAIO DE 1857.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Cacalcanti de
taeerda.
Lidas as acias de 4, e 5 do eorrente sao
approvada, e passa-Je ao expediente.
Um oflicio do Sr. marquez de OlinJa, partici-
pando haver sido Horneado, por decretu de 1 do
crranle mez, ministro e secretario de eslado dos
negocios do imperio e presidente do eonselho de mi-
nistros.
Cinco oflicios Ju- jr-. Bernardo de Souza Franco,
Francisco Diugo Pereira de Vasconcellos, visconde
de Maranguape, Jernimo Francisco Coelho e Jos
Antonio Saraiva, participando haverem sido noraea-
dus ministros e secretarios de estado, o primeiro dos
negocios da fazenda ; o seguodo da Justina ; o ler-
ceiro dos estrangeiros ; o quarto da guerra ; o
quinto da marinha.De lodos ficou o senado intei-
rado.
I'uus avisos do ministerio do imperio, remetiendo
os aatographos sancciouados das resoluroes da as-
sembla geral ; a primeira, aiitoritando'u governo
para despender al seis mil conlos de rit com a im-
porlarao de colonos, com as obrat do caes da alfan-
dega e com a coustrucr,ao de um dique no Rio de
Janeiro destinado aos navios de guerra ; a segunda
e terceira. approvando as penties concedidas ao ca-
pitao honorario Ricardo Le3u Sabino e ao guarda
nacional Jos Joaquim de Slqueira.Fica o senado
n.teirado, e manda-se participar i cmara dos de-
putados.
Ira aviso do mesmo, remullendo urna copia do
coutralo celebrado a 6 de marco ollimo pelo go-
verno imperial, por intermedio da repartirlo geral
das Ierras publicas, com a Associacao Central de
Colunisacao, para iiitr.i lucc.i 1 e estabelecimenlo di
memos e na lexlura a proporfa que estes depesilos I '" ,ni1 colonos no imperio, afim de Serem iujeitas,
sao raait prximos da superficie, o que indica difle-
renea de nilciisiJati nos phenomenos volcnicos, e
por consequencia dlllerenra as pocas da formarao
daquellas deposilos o que musir que esla parle
da ilha fui furmada sucre-siva e posteriormente a
apparirao do grande cune inicial.
Mais larde fnrmoo-se em consequencia d'uma
grande ernpcSo, o grande cune que boje te v den-
tro da crtera primitiva, e's depoil della te adiar
obstruida ; este apparecimenlo n'uma epoca pos-
terior, deinoiis(ra-se pelas seguidles razes : era
primeiro lugar as subslancias iojectadas pelo coe in-
terior, compralas com as que a arande cralera lan-
i;..ti. e Cum as quo formara o seu fundo, mo-lram-
nos a mesma dilTerenca, e levam-nns pur consequen-
cia a concluir n que cima disseinos, relativamente
aus deposilos de lava. A existencia desles depsitos
un lado de oeste da ilha. isto he, do lado .mu 1- o an-
nel di ruchas he mais elevado, mostra claramente,
que esli annel, na ep"Ca di formaran da ilha, nao li-
nha a solucao de cuuiinuidade que hoje se Ihe nol
appruvacao do corpo legislativo algumas clausulas
do mesmocontralo.A' commissao Je emprezas pri-
vilegiadas e obras publicas.
Oulro do mesmo, remetiendo copias das leit e re-
golamentos prumulaados na provincia do Paran
sobre a creaco e modificacao dos mposlos que pa-
gara no registro do Rio .Negro os animis, que
passara das provincias liraitropbes para a dita pro-
vincia e para a de S. Paulo.A quem fez a icqui-
sirao.
Outro do ministerio da lanuda, remoliendo um
dos aulugraphus sauccionaJos da lei, que lixa a des-
peza e orea a recoila geral do imperio para o
exercicio lie 1857 a 1858.Fica n -en ido intei-
rado, e manda-se communicar cmara dos depu-
tados.
Outro do ministerio da juslica, remetiendo copia
du qua Ir das distancias entre os diversus munici-
pios e parochias da provincia do Amazonas.A
quem fez a requisic,lo,
Tin officio du primeiro secretario da caraira dot
lo lado tle' leste,e que pelo'conlr'arin, "era de-se"' ,|el",,-"!"V l""'.cipaiidu que eta .idupluu, e dirige
lado, qu
das, po
e aquellas rorhas se echan......lais eleve-1'' '""""".,m|'e"-'1, a resul"ao da a.seml.les aeral
is du contrario, as lavas leriain corrido n ua ",ul"r"al",'1'." -"*"> a prumov er a Mieorporacjo
Ido, e au para oesle, aonde se i.u.lou e-a ',e e"mP*1nn,,!! I'ara P1"1". *'' e 5Crc'1 ^ l"-'
juelle la
maior quanlidade : leudo, paia, lido iaual e lem
iiilerrupcn, aquelle annel to rolha*, e leudo pelo
contrario, rido mii< elevado no ponto aonde boje ex s-
le a silucu de coiilunuidadc, huuve necessariamente
um grande salaclymM, qu rmpanlo aquelle annel
no dito punto, formou uraa nova crtera, a qual nao
pude ser uura se nao daquelle cune.
O espectculo que offerece o interior da.grande
primiliva cralera, merece especial mencao ; nao
he, comludo, para os nossos cunlieriineiitos lillera-
rins, nem tan ponen para n lima qoe se dirige esla
memoria, lazer urna descriprji, pralica do helio lcrri-
Ivel, do lerrlvol magMloaa que ollerere aquelle cs-
| peelaculo Limilir-not-hemo*, planlo, a uma
descripc.lo siiuplesmenle geolgica.
Dentro de ama vaslissima planicie, que nao lem
i minos de 14 a 15 milhat de cirrumferencia, rodea-
1 da pur orna alia munlha di rochas corlada vertical-
MUTILADO
nu litural e us do imperio.Fica o -eiiadu lulci-
rado.
Sele nllitios dea presidenlcs dai prnvincias Ju l'jg
de lanciru. Espirito Santo, Piaohy, Goyai, Rio
Grande do Norte, Para e l'araluba Ju Norle, remet-
iendo os aclos legislativos das re-peclivas 1.-embica-
provinciacs. \' comuiissao da attamUai provin-
eiaea.
Don* oflicios dos presidentes das provincias de
Parj e Rio Grande do Norle, renetlendo exempla-
res das fallas cora qoe abriram as assemblas leais-
laiivas Jas dilas provincias 110 annu pass.ide.A ar-
chivar.
Dous nilicio- dos preiidenle das provincias do
Pata e Psian, remellenJu exenifilares dus rela-
lorios cora qup 01 censelheiro* Sebt*ti&o do Itego
Barros e \ cente Pires da Mola Ibes passaram as.
adminislracoes dai ine-mas ptovinciis. A ar-
chivar.

I m oflicio do presidente da provincia de S. Paulo,
remetiendo os regulamenlos que se achara impressos
para a execucao das leis provincias e arrecaJarau
de imposlos naquella provincia.A quem fez a re-
quisara.
1 mi,1 representarao da assembla provincial de S.
Paulo cuntra a disposirao do 4. de um artigo subs-
titutivo ao projeclo de limites entre algumas pro-
vincias ao sul do imperio, approvado na cmara dos
depulados, e ora em diicuttao no senado.A' com-
missao de eslatistica.
He reinettido para a secretaria am exernplar da
11 Guia do Correio do imperio ofltreeido pelo di-
rector geral du mesmo.
O Sr. Ferraz repuer que se deem as providencial
necessariat para que no prsenle anno te faja a pu-
blic.ir.io dos debates do tenido.
O Sr. Presidente declara, quesera lomado ni de-
vida considerarlo esle requerimento.
He apoiado o approvado o teguiole reqaeri-
menlo :
i Reqaeiro que se pet-sm ao governo infocmacei
sobre as cansas e uaturezas de algumas desorden-
icontecidas Diurnamente em S. Paulo em varas co-
lonias pelo syslema da pareara.
o Rio de' Janeiro 'i de maio de 1857.Jo-
bim.
0 Sr. Presidente convida aoi Sri. senadores para
Irabalharem as eommissoea, par ser a ordem do
dia, e da para a do teguinte a terceira diietxasao da*
propusires da cmara dos deputados approvando as
aposenta dorias concedidas aos juizis de direito Fran-
cisco Vieiri da Cosa e Francisco de Paula Ncgreiios
Saxao Lobato.
Levanla-se a sessao s 11 horas e .1 quarto*.
Presidencia do Sr. Manoel Ignacio Catalcanli de
Lacerda.
Lida a acti da anterior, he approvada e pasia-se
ao siguile s
EXPEDIENTE.
L'm aviso do ministerio do imperio, remetiendo
um dosautographos sanccionadoi de reaolucSa da
assembla geral, concedendo dez loteras a beneficio
da associacao de S. Vicente de Paulo inslallada nei-
la corle.
Oulro do ministerio de fazanda, remellenJu om
dos aulographot sanccionadoi da retojocao da a-
sembla geral concedendo a Joao Vaz Portilla, con-
tador da Ihesouraria da pruvincia ido Maranhao,
doos annos de licenca.De ambos ficou o senado
inleirade, e mandou-ta communicar k cmara dos
deputados.
1 m oflicio do primeiro sacrelirio da tobredila c-
mara, participando a nomeacao da mesa qoe alli
deve servir no presente mez.Pica o leado intei-
rado.
S3o lidose ficam tobre a mesa, para enlrarem na
ordem dos trabalhos os segrales pareceres .*
A commissao de mn-iiimean leu a representa-
Cao qoe a cmara municipal da villa de Jagaarao di-
rigi ao senado, eipoudo qoe aos legisladores pro-
vinciaes nao tem merecido a devida silencio o des-
envolvimenlo moral e material Jos municipios, a
atlribuindo esla falla ao defeilo Ja orgamtarao das
assemblas proviociaes, requer por isso ao senada
que resulva nlguma coOsa que remedie om tao
grave inconveniente, e indica a raedida.de etlabe-
lecer que os deputados provioeiiet sejam eleilos co-
mo os representan et da naca" na assembla geral,
islo he, que cada municipio eseolha en si aquelles
que iievei.iu Iraduzir 01 seut interenei.
A cummissao de cun-liiuicao, sem entrar no
exame da nicessidade ou conveniencia da medida
reqoerida, pondera qoe ella se refluz a nma refor-
ma da cuiistiiuicau que, te fotse necettaria, devia
ser iniciada na cmara dos depulados ; e por-
lanlo he de paiecer qne a repratenlirao seja archi-
vada.
11 Paco do sanado, ( de maio de 1857.V. de Si-
pucaby.V. de Ahuci.
ir A eominissao da con-Utuirao, a que foi remet-
lido o requerimento do subdito sardo Luiz Nicolao
de .Mana, que pede ditpenta da residencia dos dous
anuos para ohter caria de naluralitat-ao de cidadao
brasileiro, he de parecer que o supplieanle teja in-
deferido, porque nao aprsenla razo alguna! para
dispensar-s* a lei em teu favor.
Paco do seoado, 5 de maio de 1857.V. de Sa-
pucaby.V. de Abaet.
Enlra em discusslo, e he approvado tem debate o
teguinte:
a A commissao de consliluirao he de parecer que
sejam archivados os papis seguinles, que exislem
na respacliva pasta, porque 01 assumplot nelles Ira-
ladot oa deixaram da ter applicacao pelo blpsu de
lempo, ou ficarara prejudicidos por aclos .legislati-
vos posteriores :
I. lie 1 o er un -ni > do finado senador Vascon-
cellos, para que se examine te o governo podia
conservar na provincia do Rio Grande do Sul o fi-
nado senador Galvo sem obler para isso licenca do
senado.
" f; .frojeclo de resolucao dalado de 2 de junho
de 1811, alterando algumas dispoiic,oes d lei elei-
loral de 19 de agosto de 184li, com o parecer da
commissao.
3. Aviso do ministro do imperio de 5 de jalho
de 1854 com a tupia das solucoes que dera at dnvi-
las olferecidas pelo presidente de Mallo-Grosio, re-
lativas a eleice du senador jior aquella provincia,
que lev* lugar naquella poca.
4. Copia da acta do cullegio eleiloral do Cata-
lao, porlencendo eleirao de senador pela provin-
cia de Gtvyaz, feita em 1814.
o Paco do senado, 5 de maio de 1857.V. de Sa-
pucaby V. de Abael. o
O Sr. Presidente noma para a commissao-de
ron-iiiiiic.-,,, e diplomacia, em logar do Sr. marquez
de Olinda, ao Sr. visconde de Uruguay, e.para a de
legislacao, o Sr. Jos Ildefonso de Souza Ramos, am
raaar do Sr. visconde de Maranguape.
9 ''''Mrquez de OUnda presidente do eonse-
lho) :Sr. presidente, o ministerio actual, tendo si-
do honradu com a confi.inra da coroa, apresenla-se
com conlianca perante a as.emnlja geral. lloolem
live a honra de expor na cmara dot Srt. depnta-
dus os principios que bao de regular seus aclos ;
agora nao tenho mais do qua repetir aqaillo mesmo
que alli diste. O paiz, depois de lulas, ca-ninha pa-
ra a concordia dos espintos ; esle ha o grande re-
soltado da publica proclamada do alio do Himno,
e que tem chamado lodos os Brasileiros a um pen-
samenlu. O ministerio esl firme na contiouarao des-
sa publica. Quanlo a objectot meramente admiras.
iralivos, o ministerio, nao leudo trabalhos preparados
refere-se queiles que ja ixistem nat camarai; a-
dopla esses projeclos. mas nao se obriga susten-
tar lodo o seu dtscnvolvimeolo. Conclao dizen-
do que espero do senado todo o auxilio, toda a
coadjuvarao oa adrainislracao dos negocios p-
blicos.
ORDEM DO DIA.
Eotram em terceira discussao, e sao approvadas
sem dbale, para subirem a saneajao imperial, at
proposires da cmara dos depulados approvando as
aposentadorias concedidas aos juizetde direito Fran-
cisco Vicira da Osla, e Francisco di Piola Negrei-
ros Sav.io l.obalu.
O Sr. l'resiSente declara esgolada a ordem do
dia, e da para a da primeira sessao a primeira di*
nii-.ii da indicaran do Sr. Ferrai sobre a publica-
cao dos debates du senado ; primeira discussao da
prupusiran do senado approvando a pensao mental
de 115UO rs., concedida a I). Floritbella Mxima
da silva ; e terceira discussao da proposirao da c-
mara dos depulados sobre a naturalisacao* de varot
estrangeiros.
Levauta-sea sessao s 11 horas e 5 minutos da
maobaa.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAsMBlCO.
M1NAS-GERAES.
Conceicjo 18 de abril de 1857.
CARTA III.
Charo patricio e cidadao amigo.
llecordn-roe de que na rninha anterior, que vos et-
crevi, nao vos noliciei, que eslava ja eslava marcado
o da para a eleirau dus Jnus senadores, que tem de
preenrher a vaga deiada pelos fallecidos Paran, a
Valonea : ora, pois, o fajo. Foram convocados os co-
micios eleilnracs para o dia 17 do futuro mei, afim
de csculliereni os eleilures, qoe no 17 de junho lem
de votar, era lista sxtupla nos- ridadaos, que man
aptos julaara, para exercer t.u honroso mandato,
qual o de tenedor do irr.pe.10.
Sao ramios os candidatos, que aspiran a granda
honra de sentar-so as cadeiras dos n padres cons-
eriptot brasileiros, e proceres da nar.in, afim de go-
/.arem em doce far menle as peitorait falias de
pao de l.
V'ou dar-vos a reseuha dos qui maia probalidadet
ronlam de entrar na lista, epe/ar de que, neslas ma-
terias eleilsirles, o branco vira prelo e o prelo bran-
co, n'ura raorneuto.
Eis os homeos i
t.onselheiro Paulo Barhu
Desembargador Anlonio I huma/, de Godov,
Theophilo Brnidilo Ottoni.
Cbriiiiano Bioadilo OUoni,



DIARIO DE PEUNAMBCO QUAHTA PETRA 20 DE MAIO DF 1S5T
Ueiembargador Francisco Dioso Pereira de Vascon-
cello*.
Coosetheiro Lois. Antonio Barbos.
'.ooselheiro J..... Pedro Das de Carvalho.
Ur. Manoel de Mello Franco.
Desembarga,Inr Bernardo Beliaario Soares de Soura.
Hesembargador l.imr.iini Jone Rilieiro, ele. ele. ele.
Koi tambera mineado o da Ib de junho, imme-
dialo ao de ele;.lo para senadores, para a eleirAo
dos depulados provinciaes.
Sobre i-lo muilo se Un Tallado : saber, n fixa-
<;.io correspondendo tairtb'pin rom o adiamento da asaent-
blea provincial para 25 dette, como vos dase ; e mi-
litares de juizoi so lem aventurado sbreos verda-
deiros rnolivoi do adiamenln de i 'J de abril, e a convocado dos elilores para junbn,
quando os depolados acluaes se arham fura dos dis-
Irictos, pelos quaes se apresenlam. sem podertm de-
ender, lolii vinbnt, as suas candida turas.
De urna carta, que vi, de un dos cheles oo cam-
pedes mais extremos da assemblea, concluo que nao
lioute iodilTerenlismo nesses prazot : e os dignissi-
mos tantoloma rara o pi.lo a unbaque ja prnpu-
zeramfazer pared* :mais creio qoe uAo se podi-
ra realisar tal intento.
Ouanlo a mim, declaro-vns, qne nAo acho motivo
relevante para o adiamente, na allegaco de nao se
acharern promplos os rel.itoros e oulra* pe^as, qoe
coslomam ser aprsenla,las assemblea ; parecendo-
me que essa faculdade de adiar as assemblcas pro-
vinciae), concedida ao> presidentes de proviucia,
deve ser usada com criterio prudencia, em reole
de elrcomslancias lio ordinarias, que ju completamente o emprego dessa medida. Mas, me-
ntor, que o roen pensaraenlo, podo ser o dos que
peasam, que ralo sao ntcessarios motivos poderosos,
para juslilicar tal ac(o.
GraDde eeleoma lis de ha ver dentro da Ilustre
nlo legislativa, que, nesta monean, nao navegar em
bonaoc,osoi marea ; e se o piloto nao for prudente e
avisado, eertamenla correr ella risco de ir a matm-
ca, e quica arrebenlar-se em peri sosos abiolhosr E
por isso pude-se avisar ao pilotoabr'olhos! A' bella
primavera, qoe reinava, va) agora aobsliluindo o
fro vern, que oeste rae; ja principiou e por isao
as maniras ja se apresenlam envoltaa nessi fra e
agradavel neblina, que s desapparece, quando o rei
do da slenla o seu esplendor no meio uo caminho
para o tea culminante Ihrono.
Os gneros alimenticios achsm-seem preoo alio,
sendo aisucar, o que mais lera subido : ltimamen-
te vendia-se 500 reis a libra : hornera vendeu-se
ein priroeira mo a T.nkhi reis a arroba. Os geueros
espirituosos le lamuem subido : a cachara, por
excmplo. esta a 89000 o ancorete, que lera caada
e meia. O vinho a 1280 a garrafa. A eerveja pelo
mesmo preco. A manteiga ( nao vai, como espiri-
tuoso ) esta a 29200;a libra;; etc.
Em compensaban dessea gneros elevados, ha oj-
itos baixiasimos, que cun pensara a sua falta, ou a
aua caresta.
Os diamautes lera subido, depois das ultimas noti-
cias de pat, rindas da Europa, e vende-se a oitava
de 6009* 7000, quando no anuo passado vendiam-
M 3009 e pouco mu-. Creio que se durar a paz,
como he provavel, anda subir mais ; e principal-
mente qoaodo principiaren), os casaroenlos e bapli-
aamenlos dos principes, e priucezas, la da outra
banda.
O chefe de polica ja voltea do Sabara': cousla,
que Qzeram-ae algomas prisoes de criminosos, mas
uao a do celebre Veneno.
Aqui Olido ; a dou fundo. Adeos.
PERiAaauca.
:.a ja dase na ditcussa que houva sobre etle; Porque Uve a ousatia de querer formar ama opi-
prucelo, que se alsuem recorresse a goveruo para nulo, em lomar os runselhus do nobre depulado, t
vender bilhetes de loteras concedidas pelo poder ie- por islo. nao he por oulra cou-a. Eu respellO-0
ralL elle podia, mu bem (miado as uis-po-ira-s a declaro que ouvirei o seo parecer sera duvida
'e'( permiltir que easea bilhetes fosaem rendidos: nhuiua, porque eonheco muilo que h
hojfe dire anda mais, hilo he. que os vende lores n.., ha talentoso, rotihecu mas sobretodo
precisara dessa permissu do govern pan veralerera .ln qnererei testnr os seus eonselbof,
la/
vnr
gadus
O:
Va
F
var,se
ASSEMBLEA LEIsISLATIVa PROVINCIAL DE
PERNAMBUCO.
Suuo ordinaria em 14 da malo da 1857.
Presidencia do Sr. Jos Pedro da Si lea.
Aa meio-eva, veriiieaudo-ae haver casa, abre-se a
seasAo a approva-se a acta da anterior.
O Sr. Io Secretario aprsenla o seguale
EXPEDIENTE.
Urna peticao em qoe Domingos tione.alves l'ereira
Baslos. ex-colleclor da villa de lguarast, pede a
esta assemblea a absolvilo da quanlia de 953988 rs.J
juros da quanlia de 3:522a506 com qoe enlrou para
o eofre provincial o seu Dador, em virtade de estar
elle peticionario alcanzado em semelhaute quanlia*
A' commissao de.orrameiilo provincial.
He lido a approvado o segointe parecer :
A commissao de saude publica, a quero fui re-
metlido o projeclo apreseolado pelo Sr. I ir. Souzt
Keis, para dar o sen parecer, apota as ideas phllan
trpicas do Sr. depulado ; porm jaleando que 111.11,r
dessnvolvimenlo deviam ellas ler, sobslitue dilQ
projeclo pelo segainle:
< A assemblea legislativa provincial de Pernam-
buco decreta:
Arl. 1. Fica creada na provincia de l'ernam-
buco ama commissao medica, encarregada de prestar,
oa leas serviros por todos 01 municipios da pro-l
vincia.
Arl. 2. A commissao inrambe1", esludar as
causas de Insaiobridade ; as causas de molestias en-
dmicas e epidmicas, e o corso deslas ;2, propa-
gar a vacciua ;3o, observar as plaas indigeuas
com vantagem erapregadas 110 oso domestico, nos ca-
sos de molestias; e unirs quaesquer plantas cujo
oso posaa ser vanhijoio na llierapeutira ;i, eslu-
dar a geograplua medica, e com especialidade a topo
graphia do'lugar da sua resideucia, rolhendo todas
as observares geographicas e meteorolgicas, que
devem ser lomadas com ucscnpc.no minuciosa ;5,
estndar a eslatislca morluaria ; e a popolaca dos
municipios e as proiitses predominantes desla ;6,
acooselhar as municipalidades as medidas sanitarias
que devem ser tomadas nos casos de epidemias, 00
endmicas;7o, tratar Gratuitamente os pobres e os
presos, qoer em seo proprio domicilio quando for
consultado, quer emalgum dos logares mais povoa-
dos a concorrido9 em das que para esae lim Intu
marcados.
* Art. :l. Em cada comarca bavera' um medico en-
carregado de exercer as obrigaces do art, 2 : o da
capital sera' o presidente, que lera' mais um medien
como secretario e uro escriptorario, e estara' em re-
lacao eom os cheles das repartieres no qoe for rela-
tivo a saude publica, e dar' animalmente um rela-
torio sobre o estado sanitario da proviucia.
a Arl. 4. O archivo de cada um desles mdicos
de comarca estara' collocado na casa das cmaras,
onda comparecerao nos das marcadas para registrai
09 seas Irabalhos.
a Arl. 5. As cmaras municipaes promoverlo
qaanto antes a creacilo de hospicios de beneficencia
para cada comarca a cusa dos seas municipios, .1 eu-
jo cargo ficara' a despeza com o traame uto dos des-
validos, e do qoal huera' orna ambulancia oflicial
para ministrar os remedios receitados.
Arl. 6. Nos casos de epidemia o governo da pro-
vincia fica aotorisado, nao s a dolar cada munici-
pio com amqoanlilativo para oceorrer ao acre.curio
da despeza, como a arbitrar urna gratificarlo aos roe
dicos das comarcas quando estes tiverem de sahir de
sua residencia para correr os municipios tratando dos
aceommellidos.
Arl. 7. Cada medico vencer' o ordenado de rs.
1:2009, sendo 2009 para o seu expediente : o da ca-
pital lera'mais 11 gratificarlo de 1:2003 rs. : o se-
cretario vencer" o ordeaado de 1:200-3 rs., a o es-
criptorario o de 6009.
a Arl. 8. Ficam derogadas as disposires em con-
trario.
c Paco da assemblea legislativa provincial de Per-
nambaco 1:) de mam de 1857.
Ornamento da de/peza a fazer com esta cum-
inisso.
11 mdicos a 1:200 rt..... iC:800SO0i
Ao presidente, gratificado 1:20090
Ao secretario........ 1:200.;4>0(
Ao escriturario. ...... i.nn-iii
Expediente........ ',ui mu
bilnelfs, principalmente os da municipio neutro, el-
les podvm de sen ninlu proprio vende-loa. e era a
11 a 11.lera' promover o seque.stro para arrecadar
ipo.lo, 1 > 11111.- DRa havera' jala que julgiiea la-
da hunda, a v.sl das expresses da le, r. nein
as oluridades IIips prohibirlo a venda-dasses bilhe-
te.| Porqnaulo pela mesma lei elles lem liherdaile
par os vender, nao ha nem urna prohibidlo para
vrlillrr bilhetes do Bo, elles o podem fazer nos ter-
iniu da lei, e quando alguein denunciar que elles es-
lo Vendeiido bilhetes, os juizes derlaraiAo que era
visado qoe esla' na lei, nao ha aemelhaule prohib-
r.lo, e os absolverilo da mulla. Islo he mais urna ra-
z.ilo dar que o projeclo seja adoptado na primelr*
discitssao, e para ntiegonda eolio Iralar-s deemen-
da-ld, conforme h'ir mais conveniente, mais ulil aos
inlertsses da provincia, de accordu com o pensaraen-
lo da casa.
O Sr. (Vesta requer que se proceda a volac.lo do
projeHo por parles.
O Sr. Kpaminondas de Mello oppoe-se ao reque-
nmerito.
.(' Sr. Lu: Filippe defen NeivaL o qual he approvado.
Encerrada a ili9cu he adprovado na prnneira partee reueilado na se
giindaL
Conjtnunr;no da lerceira disrusso da projeclo n.
11, que ausmenla os veucimeutos de algalia enipre-
" provinciaes.
O Sr. Souza Carvalho justifica as suas emendas,
a mesa a seguale emenda, que he apoiada .
ca o presdeme da proviucia eutriaado a ele-
julgar conveniente, os vencimenlns dos em-
pregai os pblicos, guardando urna proporrilo razoa-
vel, Rito excedendoa 10.IKKI-; rs., e ficaud em vigor
a tablilla, ale que seja alterada pela assemblea, a
quem deve ser submelltria.Francisco Joao.
O Sr. rrancuco Joo :(Daremos em oulrc nu-
mero.)
A iliscuss.lo fica adiada pela hora.
Continuadlo da secunda discussao do arl. ^ i do
oiv.nni'iitn provincial.
O Sr. Barros de Laceria cede da palavra.
O $r. Oonralies (iuimares principia declaran-
do que nao lenciona\a entrar mais na iliscussAo so-
bre .1 inconveniencia da ariecadaro dos bens de e-
venlO, mas porque o seu nobre" collega Barros de
Lacinia cedeu da palavra, via-se obneado de nella
entrar uovamenle para responder ao Exm. Sr. ins-
peclnr da Ihesouraria, que reparou no modo que le-
ve 10 orador, qoando axpz esses inconvenientes,
afiaiirando-lhe que de iruido algum enlrou em suas
intiiices mulesia-lo. Faz eonsderafoes sobre a
qualilicarno de bens de evento, como se acha defini-
do; no regulameulo de 17 de julho de 18)2. moslran-
do que aiuda quando, por hvpolhese, pouesse cm-
tinuar essa arrecadacno pelos collectores. que se sop.
nha empregado publico, de modo algum eonvina,
que se desse esse arbilrio aos arremalanies, quo le-
vados, flmenle pelo inslinclo de seus inleress.'S, ja-
mis de-i-riraiiiariai laes bens, sendo prmcipalmen-
le elles juizes e procuradores simultneamente. Cnu-
linua declarando que os colleclores arrecadam como
bens de evento, os gados, e beslas ferradas e de sig-
aaes, e cnnclue com as seguinies palavraa :
Os criadores esli dessiraniados em fazendas lon-
ginquaa, a seus gados naturalmente propenden) a
subir, qaaiulu he as prmairas aguas, oo collectores
apprehendem esses gados e qoe alias lem os ferros
de seus dimos e os arrematara.
Mas se esta' em duvida a propriedade de seme-
Ihantes bens, se nao eslflo anda qualicadns como
bens de evento, digo eu, nao lie competente o col-
lector, e aiuda menos o arrematante, para considerar
neos da fazeuda publica, os qoe se acham ne-sas
condices.
Assim, poia, Sr. presidente, eu desejaria qne se
fizesse uesla casa algum reparo no modo porque vai
passar esle artigo, que para mim tein muilo mais
dilTiculdades, visto que he lirada a atlribuicao dos
eullertores para os arrematantes.
Ped honlem que oa uobres collegas, que sao habi-
litados para fallar na materia exaiuinassem esle ar-
tigo para nao ueixa-lo passar aqui de chufre, mas
acho que minha voz ser a nica que se emuer con-
tra semelhaiile abuso, mas en julgo em roinlia cons-
ciencia ler cumprido o meo dever e asseuto-ine -
guardando a deci-.in da casa.
O Sr. yosr Pedro refula as obiervac;Oes do prece-
dente rnembro.
Vai mesa a seguiite-emenda, lendo o seu autor
requerido a retirada de oulra que ja lia. 1.1 ollerecido
ueste sentido :
. Fica o presidente da provincia autorisado a re-
formar o regulamento dos hens de evento, tiran lo
revogado o arl. 41 da lei n. 300 dependendo a refor-
ma da approvar.m da assemblea.
O r. Barros de Ijxcerda suslenla a sua emenda
e oppe-se ao artigo.
Encerrada a dMasata he o artigo approvado e re-
geilada ,1 emenda do Sr. Birroa de l.acerda.
Art. 45. O governo mandara' fazer, por admi-
nislracao, os reparos da mslriz de lioianna, ou en-
tregara' para esle lim. sem Banca, ao respectivo vi-
gario, a quanlia precisa, e o producto das loteras
20:200-:
N. II. Actualmente s he possivel a despeza da
lerceira parte do que esla' oreado.Dr. 8a' l'ereirt .
Dr. Caelano Xavier Pereira de llrilo.Dr. Sabiio
Olegario Eudgero Pinho, cora restriegues.
Terceira dicuss,lo do projeclo n. 41, que autori a
o governo a dispeuder no exercicio de 1857 a 18 8
eom a divida de exercicos lindos a quautia de is.
1:22893:19.
He approvado sem debate a segunda dsrussao lo
projeclo n. 46, que appruva o controlo feilo pelo pt e-
sidente da provincia com David Wiliam Bowinpn
para a feilora de um caminho de ferro desla cidajde
a' de Olioda.
He approvado sem dbale.
Terceira discussao do projeclo n. 38, qoe approva
o cumpromisso da irmandade de N. S. do Kosariojda
fregoezia de Tigipi.
le approvado sem discossao.
Continoa a primeira discussao do projeclo n. <30t
qoe interpreta a lei n. 3 O .Sr. ipammondas de Mello : or. presidente,
eu me acho plenamente saiisfcito rom a discossao e
com a marcha qoe lem lido esle projeclo ; me atcho
plenamente satisfeito, porque por meio do raciocinio
eu teutm levado a conviccAo ao corarSo de todos os
membros' desla casa. Boje uno reala dovida alte-
rna, qoe na lei existente nao est claro o pensamen-
to pairado ua discussao, quando Iraloo-se de confec-
clona-la, e que nao se acha ella adoptada segundo a
maioria da casa enlendeu que elle o devia ser em
beneficio da provincia. Dizem que a prohibirao ou
que o imposto se refere a todas ai loteras co'uc di-
das pelo poder geral, mas coro a modilicarAo lara
provincia, e que nessa modificarAo para* aa mi-
nucias, tambero te comprehende as loteras qui s.lo
concedidas em favor do municipio neutro ; mai es-
tai qoe sustentam esta opinin iuclusive o hou ado
inembroque seuAo acha na casa, o Sr. A. Cvale, nli,
no seu discurso que corre inipresso, cheguo a 1 011-
fessar, iiue com efieito na le adoptada em vigor 11A0
est claro, nao esta comprehendido esle ponsan eti-
que Ihe r.M-am concedidas, existentes na Ihesoura-
ria. >
Kemelle-se a mesa a seguinle emenda que he
apoiada.
Sera' extensivo aos viasrios que a matrizes cs-
tiverein no mesmo caso.Souza Carvalho. '
a Supprima-se o artigo.Barros Brrelo.
O Sr. Uanoel Cacalcnnti :Sr. presidente, a
leilura da emenda modificou o proposito em que eu
eslava de votar a respe.to desle arno ; perm sem-
ipi farei sluumas reflexOes.
I A casa est eom oll'eilo bastante desalienta, e ru
Iconfesso que pela primeira ve/, depois de maltas an-
uos, sioto-me acanhado em faltar nesta casa. A raa-
nelra porque fui tratado ua sessao penltima he de
jcerlo desanima.lora, e o que me consla (er-se dito
na sessAo de hontem, anda leva maia longe o meu
Idesauimo. 1 Movimeulo de alleurao seguido de pro-
fundo silencio.)
I Discorria eo sobre orna materia, quando se me
inlerrompeo, dizendo^mas a pratica Dio he essa.
^essa occasiAo fui inlerrompido. mas eu com mu)ta
rorlezia respoodi a qotm me iuterrompiase fosse
Isobre a pralica do processo eu me calara, mas so-
bre pratica dos misteres da v)da, pego Ik-.-im; laro-
bein para ter miuha opiniAo e lrmar-me nella.
Mas, seuhores, o nobre depulado nao sei porque
hontem responden a isso que k eu liuha prlica de
fazer;assucar e de governur esgravos, mais nada
com efieito, he preciso... 11A0 qualilico, nao possu
adiar palavra, nao me pode sabir de bocea a pala-
vra com que qoahhque lal procedimento ; poique
eu teulio receto de avanci/r proposites uesla casa
puuco dignas de mim. Eu me julgo com direilo a
nao ser tratado desle modo, Eu que teolio visto
muito mais do que lem mullos, que tenho relages
muilo soperiores, muito mais ampias, que leuho
n-laro- com o que ha de mais superior na socieda-
de brasileira, na tenho pralira do mundo, s tenho
pralica de governar escravos Com elleito, eu nao
vivo envolvido em todos 01 negocios, mas nao me
oceupo excesivamente dos mu-us negocios.
Porcm eu nao esranho islo, o nobre depatado
depois que se apossou de certas veleidades de eman-
cipara poltica, quer tratar Je resto a todos Eu
nao me opporia, neiti me opponho a que elle fizesse
essa emancipar.10 ; mas o nobre depulado ja que
quer preparar-se para quando for emancipado tra-
tar de resto aos mais, faz cora que ae procure cor-
lar-lhe todas as a/.as. Se elle pretende, quando se
emancipar politicamente tratar aos collegas, como
lem ei I o actualmente, as miohas puncas forras
empregarci era corlar-lhe lodos os vitos, islo era
beneficio mea o de lodos.
O Sr. P. Baptisla :O rastel! n3o esl mo.
O Sr. M. Cata\caiil\ iSe o que eu referi 11A0
he exacto...
O Sr. P. Baptisla :Nlo be, nao.
O Sr. /. de Barros :lio exacto.
O Sr. M. Cacaleanii :Islo he, n.1o he exacto
lalvez em parle, porque a minha posirn lis lio mi-
seravel, eu son la mis'-ravel.que lalvez o nobre de-
pulado nao queira aceitar o jilizo que delle faro.
Seuhores, eu cor.heco cerlas verdales, e digo, so-
mente a verligem dos partidoi faz tolerar-o contado
asqueroso de certa gente.
O Sr. P. BapUtta :He urna verdade OSr. Af. Car.aXcanti:Smenle a verligem dos
partidos oa faz (olerar.
O Sr. /'. Baptisla :Nunca disse urna verdade
Igual a esla.
O Sr. 'M. Cavalcanti:Estimo que .11101 era a
approvi>c,ao da eabeca de S. Ele, pis anda hon-
lem, quando o Sr. Francisco Jo3o fallava, r- se diri-
ga a alguem esclarecido, o nobre deputa.lo, que
lem monopolio ^e caliera, di.seeu nao quero res-
ponder.O nobre depulado lera un tal talento
ne-
alilado, que
sernpre, eu
nao iju -icr- 1
ser moderado de-ta ferina.
O Sr. 1'. Baptista:ti troeadilho ralo esla m.io.
O Sr. .1/. Ctmatcantl : Se ha Irticadilh de mi-
rilla parle, mo nuvi bem, assun C'ino Dio ouvi o que
o nobre depulado disse hoiiiein. Mas se o nobre de-
notado quera se explicar, quera lirar alcuma des-
forra, porque lijo espern por mim para boje, mes-
mo paia facilitar .1 minha responti J Na minha au-
sencia, u\ti he da cavallelro, Eu falto pouco, o no-
bre depulado m- que rhego a hora un que se abre a
sessao, estoii constantemente na casa, nlo asi, to-
ra paite activa na dhcoaUo, c un da nico que
na vira, o nobre depulado nlo podia dallar de fil-
iar, se he que (inha de se explicar'.' Entretanto, pe-
lo que me consta, conlinuoii anda honlem as suas
OtTensat, ilta he, pelo que me consla, pode ser que
esleja mal iiiforraado.
(01 Sr. Diputado :E o que dina o jornal'.'
O Sr. M. CacateantitSobre pablica(Oet nao
me importa, eo fallo para lodos, mas he accidental-
mente, fallo era especial para a casa, para os meus
COlleRM, e nA rae importa da uiaiieira porque mi-
nhas 1 iiiira- forem Iranscriplai.
Mas eu, ipeaar lo nobre depiitadn, conlinuarei a
lomar aluuma parle nos Irabalhos desla casa.
O Sr. P. Baptisla :i.lnero o notle eslorvar '.'
(' Sr. .1/. Caralcanf :?ois heni, apezar de in-
diioo. de incapaz de lomar parle nella, porque um
hontem que s sabe governar seus escravos, de cer-
I nao poda tomar parle as discusses da assem-
blea....
O Sr. P. Bnplistn :Pode lar muilas Iheorias.
O Sr. Manoel CautUeatti : Bailo o que estou
eu dizendo?
F.11 j nlo sei mais a lingua qoe fallo, nem qoe
Iinj 1 1 se falla.
OSr. /'. Baptista :O nobre depatado de vez
em quando diz verdades bem boas! Nao salte que
liugua esl fallando.
O Sr. M. Cattalcaiti :sim, quando se me diz
so sabe governar escravuse depoispode ter
boas !heoiiasnAo sei o que isto exprime.
Apezar da opiniao do nobre depulsdo, eu ennti-
nuare no meu proposito de manifestar com toda a
franqueza as minhas opinies.
O Sr. /'. /tapiista :E com bastante pzar meu.
O Sr M. CaoaUaaU :As minhas opinies so-
bre qualquer materia que aqui se apresenlar, que
eu virque sobre ella posso diier alauua cousa para
o que rae julgo habilitado sem a Itcenrs do nobre
depulado
O Sr. P. Baptista :Mas o nobre depatado pode
sor monopolisador da pralica.
O Sr. M. fataicantl:Eu faro monopolio da
pralica, Srs. ? Eu digo que a minha pralica mos-
lra-m* as cuusas desla maneira,he isto mono-
polio '.'
Eu itec a pralica dos oiitros '.' Tenho a minha
pralica, pode ser qoe haja outra, pode ser que en
me engae, coino me hei de engaitar em muilas
cousas, sera duvida nenhuma ; mas quero entrar
tambera cura ornen contingente, quero que as mi-
nhas observares possam inainfeslar-se e dizera
pratira he esta.
11 Sr. P. Baptista :Est boj muito manso.
O Sr. 1. o> Barros : Como esteve oulro da.
O Sr. .1/. Caia\ranti :Eu nao sei como se p-
de dizer que 1 estou mallo manso, quando exponho
as minhas opinies cuino serapre. O nobre depula-
do enlende alguma cousa sobre estas materias, eu
tambera eiilendo, eslou no meu direilo.
O Sr. /. Baptista :Ao menos lem conscieucia
disso.
O Sr. M. Cavalcanti:Que pode fazer seu juzo
como quizer, qoe duvda'.' Mas tambem deve ser
mais eom plcenle, nAo deve dizer, que eu s tenho
pralica de fazer assocar e de governar escravos,o que
he falta de polidez...
0 Sr. Paula Baptista :lie verdade !
O Sr. M. Cataicanti : Ea lento dilo s vezes
a casa he injustainsto nao ha incivilidade ; se eu
dis>er, que o patronato esta' autorisado, nAo ha im-
polidez, se eu fallar mesmo em patronato, nao ha
impolidez, porque fallo em geral. lalvez ea diga
cousas um pouco fortes, cora seus propnos uumes,
mas nAo oliendo.
Eo lenho de lazer aleuinas rellexe9 sobre o arli-
gO, e entran nos-as refiexes. (I.) :
A emeuda modificou urna Idea do projeclo, qoe
quer que a obra da matriz de Goianua sa fac.a por
arrematara ou por administrarn : isto eu nAo sei...
t'm Sr. Depulado :E o diiiheiro entregue ao vi-
garm sera fisura '.'
_ 1111 Sr. Depulado :Como he entregue a todos o
dinli-iro das loteras.
Oulro Sr. Depulado :Mas nAo por orden) nossa
O Sr. Br'tlo :Todos prestara li.iuca.
O Sr. Souza Carraiho : Esla' engaado, ap-
pello para o Sr. inspector da Ihesouraria.
O Sr. M. Cavaicanli: Parece-me que a fianc,a
deve ler luear.
O Sr. Souza Carvalho:Eu explicarei.
O Sr. M. Cavaicanli: Eu deaej muito as ex-
plicaajes do nobre depulado, que he muilo capaz ue
as dar. A emenda modificou o artigo, geueralisa a
idea e lalvez soja bom mandar fazer por adininislra-
pon.lerar, ha aluda outras cimsideraciles. Se o pro-
cura 1or dos leilos da fazen la nAo podia ler an-
menlo em seus venriinenlos. en) couaeqiiencia de
porcenlagein, a casa para ser reherente, deveria ler
approvado a emenda de Sr. Epaminonda de Mello,
que augmenta essa poreeatagem. Talve al fsse
esse n seu iiilenlo. nao s porque o resultado sen o
lesu.o, coir.o tanabem p*la preferencia do segando
arbiltio, era rallo de quo a pnrcenlauem excita o
empregiido a promover a arreca laclo. Entretanto a 5S0, e os anjinhos chucliarem boas dse* de palma-
raaioria repmvoO ambas as medidas, ncgsiido-lhe toadas.
nao s o augmenta de ordenado,como o de porceuta-1 A' noile pitsada, por mais de nina vez, as rui-
nas privilegiadas da caa queunada do alerro causa-
F. no ce tambero ha isso '.'...
Chamamos a allenco do Sr. inspector da ra
da Boda para urna mulher dissolula, moradora nes-
aa ra : consta-nos que esse Ivp de depravara, can-
sada lalvez de ollender a ll-'os, quer viver rodeada
de innocentes, lalvez para (ornar seus puros exein-
plos : cora ludo ser.i hm que o Sr. inspector diga a
essa ovelha p-rdida, que iinpeuiieiiie nao p le vi- naqnella localidade, e o Sr. Itorgei ver entre anginhos, sob pena de ir parar na deten-1 deudo por eonseguinle a eandidalura que pretan.
r Sergio Teiieira e Macedo ae huve as eleico*i
desla prorinria, era quaulo que o Liberal anda boje,
seis tneies depois, adrede S. ElC. a prelexlu de 10-
lervenclo neataa elen.-es !
No eutaulo coiivin notar que o Sr. coronel Mo-
racs, na el* o de (gnarassa', senda despojado ar-
bitrariamente do exercicio da nlrfleoeia qoeioxa
B, nhorea pensar a casa que o procurador dos
retios da fazenda he cmpiesadoque menos Iraba-
llia naqnella reparlifn.
O Sr. Souza Carralliu : lie lalvez o que mais
trabalha.
(' Sr, M. Ilnriiiuet: Digo que lie o emprega-
r.ini hou) bons sustos a quem passjva ; por ditas ou
tres vezes c.ihi ti noile grande porra de calira e
barro, deipregadas da rnriuja pelas chovas: ale para
as rumas o ler dinheiro he hora, grecas a Dos !
Porque razio 11 "10 se prohibe a esses malulos a
ntrala na cidade com a camisa por fra da calca ".'
dn mais importante da reparliro, por que, seuhores, Se esses malulos, ou as pessoai competentes para ve-
o procurador fiscal da Iheseiiraria, he lalvez o pri- : lar sobre esse BMnmptO, |elgsin que tal uso he C011-
raor responsavel por todos aquelles negocios ; elle i veniele. eaganam-se coinplelanienle, e devem sa-
deve de nece-siiaile, e por lei, aer nnvidn e altendi- I lier qn he nina indecencia : dito motivo justo a cri-
do em todas as pendencias administrativas e judica- I Uca dos cslrangciros, e filhos das oulras provin-
rias, he meuibro da junta, ralo he subordinado ao lelas.
inspector, nein aojeilo ao ponto, falla es|iecialmcnle i Pedimos a lodos quantn lerera esle nosso ai li-
ern todas as quesles do direilo, e sem o seu parecer | go, que pecara bem as lavadeiras das suas roupas,
nadase pode resolver ; pelo menos na Ihesouraria ge-! para que disem esse mo co.luine de lavar a roupa
ral assim he, e al o regulamento obriua a dar o seu | damlo-lhe cm um ccele deaapiedadam-ule, alten-
parecer por esrripl sera duvida para inelhor verili- deudo que, assim nralic.atnlo, parlem us bolei e cs-
| lal coadune exisle, e era por isso he s nelle que se
veste a roupa bem lavada e clara. Este pedido Ole
se ente le cm os artistas alfaiales.
Breve teremos rom abundancia bol frnclas,
madeira de consIrurcAo, e in^is algumas cousas boas
e ms a vista do dcsenvolviinento rpido da vegeta-
r no alio da torre do Collegio.
Ale amanhaa.
r;lo esse reparos ; mas esla exccpcA.1, esle patrpualo
isto nlo ofende ao nobre depulado; he o que eu
trtlo riitend.
OSr. Souza Carvalho : O nobre depulado ig-
nora as clreunxtaneiai que se nao.
O Sr. M. Cavalcanti : Pola bem, pode ser que
as explicantes do nobre depulado venham moddicar
s minhas ideas, porque por ora eslou disposlo a vo
lar contra.
O Sr. Souza Carvalho : Eipero ter a fortuna
de conquistar o seu voto. Sera' o meu mais bello
triamrrho nesta casa.
O Sr. M. Cavalcanti:Tera lido tantos, que eu
ja' me mostr de algum modo inclinado a volar a fa-
vor da emenda, com quauto nao a lesse talo muilo
por alto, mas quando a explicar, eu hei de lc-la e
prestar mais alleuco.
O Sr. /'aula Baptisla : Daremos em oulra oc-
easiajo.)
Dada a hora fica adiscaaso ndiada.
O Sr. Presidente depois de ler marcado a ordem
do dia, levanta z sessAo as 3 >., horas da tarde.
to. Perianto, lenhoret, esla provada a ulilidaie do | "e
mujio superior, e ea njo o deseonheno, mis di I algum.
Disrurso do Sr. depulado Mexra llcnriques, na
svssilo de,13 do covrenle.
O Sr. Meira llemii/ues :Sr. presidente, eu nAo
podia prescindir da palavra na lerceira discussA
desle projeclo, porque lendo fallado por mais de
uma vez ua legnoda discussao inanifeslei as ra??s,
que me assilliam para impugnar a sua approv ; 1
da iii-in-ii 1 porque elle se liriha preparado, e logo
previ e aniiunciei a casa que u resultado da vola-
rao iria justificar tudo a junio que anles eu re-
ceiava. '
He chegada a hora de provar que minhas previ-
ses se realisaram, e lere de faze-lo cora o voto da
propria maioria.
Dizia eu, Sr. presidente, na segunda discussao
desle projeclo que se nao podia prescindir de urna
anahse muilo minuciosa era relac.no aos ordenados,
as graltlicaces e os vencinienlos em geral dos di-
versos empregados das difierenles repartieres, e que
sera esse esludo, sem essa analyse o resallado da 10-
laco nao poderla ser satisfactorio, nSo poderia d*i-
xar de reseulir-se doa mesuios defeilos que a com-
missao linli.1 itolado no svstema que actualmente
exi.le a respedo da distribuido desses venciraentns,
quer como ordenados, quer como gralilicaces. As-
sim vemos que o projeclo consignando o augmento
dos ordeuados oes empregados da Ihesouraria pro-
vincial, da directora das obras pollinas, excluidos
os enaeoheiros, dando purera a e.tea um augnu-nlo
a titulo de cavalgaduras, augmentando os ordena-
dos dos empreados da secretaria do governo e
equiparando o das professoras ao dos profeisores,
fui afina! refundido em o artigo substitutivo, que
auloii'a o goveruo a fazer este augmento. Mas,
que diSerenea se Dio observa entre lodo o projeclo
e o artigo substitutivo, entre lodo o projeclo em si
mesmo, e aiuda cora relacAo as muilas e variadas
emendas que Ihe foram offerecldas? E qoal fui,
seuhores. o resultado da vol.icAo da casa 1 Aulo-
ri-ou-seo goveruo augmentar, a Ululo de graliflca-
(fo os venciniciilos provincial, aicloindo procurador fiscal e o sulici-
tador Em uma repartidlo inleira enlendeo a
assemblea que s dous empregados estavain 110 caso
de ser excluidos, mas a razao dessa excluso nin-
gueni rivonl'iruu.
Note V. Exc. que um desses empregados que fi
excluido na Ihesouraria provincial, he aqnelle mes-
mo que o nobre autor da emenda, o Sr. Souza Car-
valho, considerna digna de um augmento superior
a lodos 01 empregados, porque a emenda por elle
otTereeida ao projeclo primordial dava ao procura-
dor Racal SOOa de augmento ; entretanto que a as-
semblea enleiideu que esle nAo merecia augmento
elle proceda contra a lei.
Ja v, pnts a casa, que esle empregado lem ne-
cessidade de coiihecimeulos rnni varia os, de saber o
direilo em todas as ramificantes de apphca-lo a to-
das as dillerentes hypolheses que possam necorrer
uaquella reparli;ao, e enlralanlo he exclu lo da
paittlha, he menos considerado pela maioria da as-
semblea, 110 momento em qoe ella delibera que os
00111.....s e pnrleirns das reparlioiies sao credores da
augmenta de ordenados !!
O Sr. Souza Carraiho .-Disse muito bem.
O Sr. M. llenriqUi:Eu fui o primeiro que
disse que nao achava razoavel o augmento de SOOS,
que a tabella olTerecida pelo nobre depulado Ihe
consignara ; e anda pens assim, mas tambem sern-
pre declare) que ua podia haver raza o para que el-
la fosse excluido, e nAo me retiro somenle a elle,
refiro-me a todos os empregados pblicos, qualquer
que seja a sua calheguriti, porque, afinal, lodos sao
empregados e Irabalham ; e se a raiid" com que e
justifica o augmento de ordenados, he a caresta dos
seeros, seuliorts, o pobre nAo compra mais bara-
to do que o rico, e lalvez adqutra por maiur preep
e muil maia caro o mesmu eener.
Paranlo, j \ a casa, que uAo huuve justira na
adopcAo do projeclo.
O Sr. Silva Braga:Est em lempo de ser re-
parada.
OSr. M. Ifrnrii/ues:Nao huuve justira,quer pa-
ra cora o procarador fiscal, quer para cora o solicita-
dor, poli que, j disse, pelo ineuos nao se expende-
rain raines que .:..% a.-cni a justica dessa excluaAo.
Assim tambera, seuhores, no consulado provincial
aoainelaram-se apenas os ordenados dos guardas,
talvez pela raiso do que elles 0A0 percebem emo-
lumentos. E, pergunto eu, o conliauo, e porleiro
do consulado lem emolumentos'! Nao ; tem apenas
ainhus um insignificante ordenado, salvo o ensao,
de !0u9, ordenado que, como j mosirei, esl em
urna desproporrao Completa em relacAo ao continuo
e porleiro das obras publicas, da Ihesouraria pruviu-
cal e secretaria da presidencia.
Disse aqai o nosso collega, o Sr. Silva Braga, que
lim desses empregados.-o continuo do consulado, lia-
va recorrido a esta assembiua, pediudo a recompen-
sa d seu trabalho, porque ha 0 anuos serve na-
qnella repartidlo, uno como continuo, mas como es-
cripturario, cujo ordenado be de 1:500? com a por-
ceulaseni; ao passo que elle, duraule lodo esse
lempo, ha exercido esle lugar sem perceber os res-
pectivos veuciineitlos, e apenas com o ordenado de
OIIjOOl). Entretanto a assemblea o excluio, bem
como ao porleiro, da auln-,;ao que acaba do ap-
provar. Nao sel se ha razao juslicaliva dessa ex-
clusAo. Creio que nao, porquanlo s-mprc enlenli
qne a aiisinentar-se os ordenados, devia fazer-se
.-11.; 1 a lodoa, devia haver t.ital lado para todos,
sem dislinecAo de pessoas e da calhegorias. (Apoia-
dos.) 1 anio ao cicriplurario, como ao continuo,
ao porleiro, ao empregado mais insignificante, deve
chegar a lodos o beneficio ; o contrario he uma in-
justicia, revela exceptes parciaes, odiosas, que nao
podem honrar muilo a decisAo da casa.
Ea me leuho pronunciado contra o augmeuto ;
mas a casa era sua maioria pretendeu que elle de-
via passar, e urna vez que passou, julgo qoe esta
mesma maioria, que a propria assemblea deve sfor-
jar-se para que a sua obra se nao resiuta do menor
deleito.
Ora, por calas razes que acabo de enunciar ja'
pode ver o nobre deputado o Sr. Epainiuondas de
Mello, a cujo compromisso vou tigora salislazer.que
nao leve elle raza, permita dizer-lhe, para exlra-
nhar a emenda do nosso diltineta collega o Sr. B.
de l.acerda, que eiclue os empregados da secretaria
do Kuverno e ra assemblea, viilo euleuder que uAo
merecem augmento ; porque o nobre depulado sabe
que a propria maioria qua sustenta e defende o aug-
mento, eniendcu *i sua sabedoria, que devia ex-
cluir da Ihesoorarii provincial, e do consulado dous
empregados: quau.) mais um membro da in.... a
qu impugna a idea de augmento.
Enlendeu o nobre depulado, segundo secretario,
que esses empregados eslavam hem pagos, que nao
deviam ler augmento,e firme emiseus principios u3o
p-'ii-a talvez como eu, queuraa vez vencida na casa
a idea do aucmenlo, ella deve ser extensiva a (oros
os empreados .convindo poim qoe se adopte uma
justa distribuir; i, qoer em relacAo aos ordenados
quer as cralicacoeg.
Felizmente a maioria approvou a idea de que es-
ses ausmentos fossein dados como grali!icac.es, idea
que rae parece mui proficua, pois que com elleilo
era um paiz em que o governo no mesmo dia em
que aposenta um empregado, nomea-o para oulra
reparlicA e pira empregn da mesma importancia
e trabalho looalraente lucrativo, uAo he conve-
vienle qua passeiu laes auguieotos como ordena-
dos.
Mereceu tambera a spprovacAo da maioria, a e-
mi'inla do Sr. Epaminondas de Mello, sobre a dis-
Iribolelo doi emolumenlos da secretaria da presi-
dencia.
Creio que ella em vista dessa alterarlo sem du-
vida Irara' augmento para uns e diminuirao para
oulro-, mas, entretanto, se esta idea se pode reseu-
lir de alguma injustica, nAo sera' ao meu ver, maior
do que aquella que "se observa na distribuir, que
aclnalmeiite se faz nesta repartirlo.
Como ja altingi a quasi todas as emendas,-que al
hoje se lem olT'recido ao projeclo, e nao tenho em
vistas protelar a sua discussao, concluirei, pon que
ped a palavra principalmente para reforrar os ar-
gumentos que na segunda discossAo linha expendido
receando muilo o resultado da volaco do projeclo ;
e com elTeilo acabo de mostrar as inju-licas qoe no
meu entender resultara delle pelo raudo por-
que fei approvado ; e muilo desejo que a caa em
son sabedoria e imparcialidade procure repa-
ra-lasvde una maneira satisfactoria, e digna de si,
alenla a gravidade e importancia do assumplo qua
Ihe cumpre apreciar.
1 que
lia ; 111-110:11 delles \eja-se beia achou de
queuar-se d Sr. cuuaelheir Sermo
So o Liberal crila, s Liberal i|ueixs-so e o ac-
ensa, s o Liberal o calumnia !
Oulros Candidatos derrotados poderam resisnar-so,
acharan) era si, na dismdade nessoai, forras para
dominar a dof do mallogre e da decepe ; s o re-
dnetar rhe/e, nao !
E com que fados procera justificar esse redac-
derramava o saugue brasileiro, licava capaz de mor-
rer.
Oh Dos conserve a saude, e a vida do nosso
augusto mouarcha. e d grande dura^ao a esle mi-
nisterio.
Seja feliz o noiao paiz, que ns seremol tambem.
lie urna nva era, que vae surgir Agora sim .
Srs. redactores, licamos to contentes, qoe a peo-
na nos cabio da mo, e por agora nem maii um
iriz.
At logo.
O Calmantt.
biatiQ )* Wctntmtntt.
A assemblea ntisesso de honlem approvon em se-
gunda discussAo a emenda que havia sido uITcrecida
em lerceira au projeclo 11.11 que augmenta os ven-
ciinei)ts de algum funecionarios pblicos provtn-
ciaes, sendo tambem adoptado o projeclo na forma
emendada.
Approvou ent seganda discusso o projeclo n. 53
do anuo passado, qae diz : ir O beneficio da* loteras
concedidas e que secoucederem pala assemblea pro-
vincial, para qualquer lint pahlico oa particular, se-
r de 12 por ceulu, como ja estabelecida e livre de
qualquer imposto ou despeza.
Enlrando em segunda discussao foi approvado o
projeclo n. 52. quereunindo as fracc,es dos territo-
rios de Caruani, Itiejo e Cimbres oseucorpora a lia-
ranliuus.
Em primeira discussao anrecioa o de u. 51, que
.1111.11 isa o uoverno a fazer as desspropriaces dos ler-
reuus perleneenlM a particulares na Villa do Cabo,
orando os seuliores Manoel Cavalcanti. Francisco
J0A0, e Beso Barros, licando adiado e com a palavra
o Sr. Souza Carvalho.
Continuando na discussao dos artigos addili-
vos oll'erecidos ao projecloi de ornamento provin-
cial em segunda jliscassAo : oraran) ossenhores Epa-
minondas de Mello, Barros de l.acerda, Theodoro
da Silva, Souza Carvalho, e A. Cavaicanli, ficaudo
adiada pela hora.
A ordem do dia para hoje he a mesma.
.srs. redactores,Ignorando eu como dva classi-
hcar um itiimein [posto que em miniatura,,) que por
lor, o despello que o lem exaltado, o phreuesi que escup por ,!, ,-.,, pr|,||,i por jnslos moti-
0 lem fina das coodieO is tunda da mais e-lnrla ju- vos e na ausencia ua amizade qoe cura elle linha,
tica a rispeil do Sr. consclheiro Sergio? Juslili- de jamis enlrar nos dominios livres de minha pro-
ca-o cora es.a reraessa de algumas arma, .- cailurha- priedede, Dio > linna I quando assim obrei na dis-
rae para alsuas ponina da provincia, onde os exces-' poaic,Ao lata do art. 17;) s 00 ,|,, conslitu r.lo, como
sos e aasoada das eleiroes de 7 de Miembro, faziaiu para evitar quasqer iea,uleeimentoa indignos, por
recelar rsela manutengo da ordena publica. unra inteiraiuenie repriivadoi; mas aquella mlnia-
Oiieua o Liberal que o Sr. conselheiro Sergio, har reincida, conllnaaodo evadir com sai prsenos
depois das disturbios daquella 6poe>, nccorri-los em e.la uiesina minha propriedarle
Sanio Anl.i, nlo se preravesse para impedir-Ibes i Eis oque ros ao. Srs. redactores, porque especial
a reproducen na eleicao de 2 de novambro '! 1 obsequio imlique-me, ... devo considerar aquella
Se concede essa medida de previdencia, enlende- | hoinein, como fallo de hriu e aeiiliraentoa, ou aa cu-
ria que o cartuchaine fosse distribuido sos autores rao perfeito provocador e usurpador do meu direilo.
das desordena de setembro *.' Ouando assim obro, pediudo a Ymcs. a classifica-
Ou he inuila pretencio, 00 orna pdlilica, que, 1 c'io que dev dar a scmtlli,iU.||,imem. ile _arl| (je
por transcendental, nao pu leuios coiiipreheiider-lhe I mim arredar quaesquer censuras a meu reapeiln,
quando pelos tramites da prudencia e do direilo
que me assiste, vejo-me obrigadu de repllir o abo-
so, qae seinelhante individuo faz do direito que jul-
go ler, ele.
Koso-lhes, Srs. redadores, de dimiar-se dar-me
a respeilo uma resposta que seja condigna a duvida
era que laboro.
Eiigenho Velhn de Jaboaiao 18 de maio de 1857.
Jos Francisca l'ereira da Silva.
($0mmtttticab(>$<.
?SlQ\'M 4VULSA.
tambem logar a alguem poder discutir, poder dis
crepar de sua opiniao ; apezar de que eu ennve-
nho, qoe lenha mais deserabaraco, mais facilidade
de dizer o que peuaa do que eu.
O Sr. Paula Baptista : Mais moderarlo.
O Sr. Francisco Joo.:A assemblea nao, diga
a maioria.
O Sr. Meira llenri'/nes :\ maioria orle d?u
qoe elle na mereca nem 50?. Agora, porum ob-
serva-fe que um dos membros muilo distincln dessa
O Sr. Manoel Cavaicanli : ModerarAo, creio 1 maioria h o mesmo que seoppoe ao voto nella, e
que na, pois eu que dizia n o nobre depulado lem faz revivar a emenda em favor do procurador dos
pralica do piocesso, mas em pralica dos mUtrraa da
vida e pedia liecnca, lapibein u>e julitava habili-
lado jiara fazer o raeu juizo, sera isto falla de mo-
derarn'.' Mais moderaego do que asta, creio'qoe
nojie possivel, e me parece que podia ler es-a pra-
lica indrpendcnle da vonlade do nobre depulado,
sem qae para ludo se julgaise preciso o seu assenli-
mentu, para se fazer qualquer julio.
Vo ful moderado ihzendo islo, e lu? moderaro
do nobre depulado diz,,- o notaje depulado U, leu, .obatitutivu Ni'o vo.o'u"Velo".* gto toa'ora.*..!
i r 111, .. iu foir assocar e oirn'ir sai-, qc ....... I__. -i r *
feiles da fazenda provincial.
O Sr. Sonsa Cartailu>:~-Ea naoperleneo a maio-
ria, perlence a mira mesmo.
lia ouir. sparie.J
O Sr. Meira llenrioues :O projeclo nAo podia
passar a nao ser pela vonlade da maioria da casa.
O Sr. Sou:aC'uriul/io :Eu volei coulra o pro-
jeclo.
O Sr. Meira lenriaiits:Nao votoo pelo rtico
.. I.ll.'. .. IV'-.n ...I.... ...I..______.____ --- --I. .
pralica de fazer atracar e dirisir seu- escravos dos
bella moderaro! lio preciso fechar os I
projeclo, esta provada a necessidade delle ser ai op-
iado, ha primeira discnsao, para que em sesi nda
discossao possa soffrer as emendas, 011 110 senlidr da-
quelles qoe enlen ie.11 qae a reslrirro se refere a
toda, as loteras, 00 no sentido daquelles qne enleu-
dem que e-sas ra.trncCJ sa referen) lao mnente as
loteras concedidas peal assemblea provincial.
Se por ventura os nobres depoladns regeitaren) o
projeclo em primeira discussao, nAo tero mi! nr-
casiaa para esclarecerem, para precisaren) o seu den-
aineolo ; e por isso eu entendo que he: de urgente
necessidade, qoe he indispensavel mesmo qoe o iro-
jeelo tej adoptado em primeira discussao, paralque
na segunda, qoe he quando se pode mandar emen-
das, is regulante o penaaroeoto conforme a maioria
esclarecida da casa o adoptar.
U Sr. Sonsa CarctAlu,:Volei con'.ra aquella e-
menda.
O Sr. Meira llenrique* :Enl.lo tenho a honra
de ronlempla-lo ao la lo da maioria ; mas pe que
vejo asura quer desertar ; e nessa deserrao eo o a-
eompanho, porque com effeilo o nobre depulados
saliera que eu sou lavado nena que-lo por espirito
de juslica ; e se os empregados da Ihesouraria pro-
vincial foram considerados disnos de um ausraenlo
em 'eus vencimentoi, nao posso de cihnr razao plaa-
livel que justifique a exclustlo do procurador dos fei-
'S.r' ".". nal""la slssim como diz, de | los, e de solicitador ; nao posso saber como esta casa
que alia* he cumposla em sua maioria de hmeos
favor aura
Se nao se p fim.ent.io eu uuvi mal ; mas dis- de leui collegas, cojas hahililaces 11A0 podem ser
olhos a ludo, para se dizer a meu respeilo qua eu
lenho pralica de fazer assocar e dirigir e-rr. vos |
Pois a um hoineni que fez seus esliidns numa das pri-
moiras universidades do mondo, qne tem feilo quasi
s-mpre parle desla rasa, que he relacionado com' o
que ha de primeiro 110 Brasil, que coniuiuiiie.i. que
tem rrlaces particulares um pouco cima da com-
iiiui, Uular-ie assim de resta e dizer se o nobre de-
putado tem pralica t|0 mandar seus escravos, he
uma bella moderaro !
ceno lem raza.
O Sr. Manoel CacalcmnH: filo se pa.sou isto'.1 formados, exclue desse augmento, tiene
Se n3u se passou as.im.ento eu uuvi mal ; mas dis- de seus collesas, cojas halulilace
.e qoe eu su sabia fazer assucar e guvernar escravo desconheculas pela maioria della.
que eu nao linha pralica de mondo e isto por ques?, Mal, senhores, u3o lie lmenle tilo que leuho
Malditas especulacoes, que redundam com-
muuimente em prejuizn dos agentes a pacientes
della. Os tratantes e traficantes, aquelles que ne-
nhuma acdvidade possuero para ganhar a vida
pur ineios licitas, teudo alias prndisiosa para aquel-
las, que a honra e conscieucia repeliera, devem-nos
volar nina ogerisa mortal, sernpre que, couscios de
ilsuuia Irani/nihcrnia os fulminamos, e fulminamos
di'sapiedadameitte, porquanlo n.lu podemos transigir
com especuladores de ineios qoas serapre crimino-
sos e reprovados. Pouco nos importamos cora as fu-
rias de um jogalor traanle, ou de um cantelisla la-
rapio, que para possuircra mais ura real serAo Gapa-
lea de arrancar no jugo com ponhal aleado uma fe-
liz vaza das moi do pacereiro, ou a cusa das m lio-
res versonhas e maroteiras vender um bilhele da lo-
tera falsificado, oa que ja lenha corrido. Nao crs-
san'inos de bradar contra esses inventores de bran-
i/uiilias nlo cessaremos de chamar contra elles a
allenco da polica, e de aiira-loa |a execraba publi-
ca, ja que do publico se serven) como de instrumen-
to as suas esperte/as. Ao passo que o artista pobre,
e honrado se esforca um dia inleiro, para ganhar
rom o seu suor o pie que lera de alimentar mulher
e li.ti s ; a passo que o honesto empregado publico
trabalha oito e novo huras em sua repanieo para
poder viver na soeiedade, sem Ihe ser preciso jog.ir,
ou commellcr quaesqueijoulras iudisnida.lea, o dono
de uma espelunca de tabulasen) ganha por dia cin-
eoenta mil mis, a cusa lalvez das lagrimas de tantas
mnlberea, e dos gritos famlicos de lanos meninos !
Cunfessaraoa queja temos asco quand se ns apon-
a alsuns desses jugadores, de ardile e agua raz,
salteadores civis, qoe se Ibes fosse mistar arinarem-
se al os denles para alacarem a poiiria quand os
incoinmodasse, o fariam sem trepidaren) ura mo-
mento, cora tanto que depois.... sim. depoi* de ge-
merern as prisftes publicas tivessera dinheiro para
dinheiro sacaren) na hinca das bolsas alheias.
Ntlo fallemos por or 1 nos jogadores de profltslo :
fallaremos mais logo em ontro genero de especulado-
res qae vendem bilhetes j.i corridos ou falsifi-
ca los : eslainos verificando certa cousa a respeilo
importante.
Orlo snjeilo, que quer ter fro9 de astrnomo,
pretenden lo animar a uma senhora Her-osa a res-
peilo do futuro e decantado cometa, rti.se Ihe moito
lenlior de si :
.Nao ha cometa, minha senhora, rleixe fallar :
o que parece aos astrnomo* ser cometa he um phe-
itomepo muilo importante, e aiuda nao vulg iri-
sado...
E qual he, Sr. M...'.'
O sol lem sempre de d*0 uma eslrella, que
parece a mail belia de todas, e de seclo era secuto
despede sobre ella um dos seus raios para fecnda-
la ; esse ralo, ou esse germen de f-cundaca plane-
taria be o que os astrnomo! chamara cometa...
E esse rato assim d ipedido, pergonlou aiotla
a senhora, nao poder desviai-se, e ir aftaclar a
Ierra !
Nao, min'ia tenhori, a menos que neises mo-
menlos o sol nAo esleja cm trovas, o que repugna
cora a sua lucida nalureza.
A defiiicao engenhoaa do cometa agradou muilo a
senhora, que immedialamenle foi repcli-la a uma
-u.i amiga muilo espirituosa, a qual acabando de
ouvir a narrdc.io, disiecom muilagra;a ;
O /.iierril l'ernamlmcano de 7 do corren'e, a-
preciaudo a conduela do Sr. Dr, Villela lavares, pur
occasia da discossAo da eleicao do 1 circulo desla
provinciu, suscitada nai sesses prepatonas da c-
mara dos Srs. depulados, nAo contente cora aa in-
justicias que ah taz a es-e disno representante, nAo
podeainia refrear a m vuulade, nem to pouco
a gana de aggressAo de que ha sido victima naquella
folha o Sr. conselheiro Sergio de Macedo, sempre
sob o fuu lamento de uma supposta utervcnc.Au elii-
loral.
Era nosso humilde entender, ach mos IAo pouco
generosa essa ali -rracao da maueira racional de pro-
ceder, taolo em relacao a o alliado que ergue sua
voz eloquenle era bem dos interesses do partido com-
mum, coran no que ae refere ao cavallelro ausenle,
quo em nada desmererendo alia estima e considera-
cao romper o silencio era que temos permanecido, para
dirigir hoje duas palavras aos nohres redactores do
Libera], pediode-lhoa de ludo a devida venia.
leraos sido al hoje alhetos as dlieoasoaa da im-
preusa, no locante a toda essa serie de invectivas e-
leiloraes d qua se aopposic.Ao contra lem servido a
adinmi-lr n; ni que liudou uliitnaraente.
. Sunca us haveudo encarregado de preconia-la,
quando aqui e4lava o Sr. ocnselheiro Sergio, nAo se
poder 1 hoje que o seutimento da Justina acta sobre
nos, dizer que somos induzidos por motivo menos
digno, menos noBre e desintaressado, na* comide-
ra^Oes que vamos aventurar, nAo s relativamente
aqoelle Sr., mas aluda o Sr. V. lavares, com
quem alias tiaj temos nanhom compromisso.
Neslas circumatancias licita nos ser a franqueza
-iiir1 cente com a imparcialidade que nos dirige, e 1
usan lo pascaremos o ponto que lem 1- em
I Dr. V. Tavares. que apezar de repellido e
hosl ado pelo conventculo do Liberal, nAo lem
esrjK cido na aincendade de sua* opinies, encar-
regoi e de uma causa ( compre COOlossa-ta ) menos
insta, quaai que fundoo-se smente naa accosa^ues
exage.adis d'aquelle jornal, como que lendo era vis-
ta talvez prodis-ilisar concessoes a esses despeitados
iniraigos. Anda assim den mais um motivo a novas
repulsas, a novan hostilidades, a ponto de dizer-se
que o sen silencio seria mais proveiloso ao partido
liberal {!), visto rom, em suas impognacei a elei-
cao citada nao-adduzo a palavra documentos das ir-
regularidades de que as arsuia o Literal, u qual a-
Ifai, por suas .exageraees induzio o illuslre depu-
do ao erro de fallir em oslenlacao de f m;as e oulras
cousas mais, que efleclivamenle nao se deram a-
qui.
Ora, se os adversarios do triumpho oblido as elei-
Ces do circulo, nAo fizers-o mais, era seua artigos
e protestos, dique expender pura simplesmeutes
a verdade dos fados, para que. como Ibes comprla
nlo fizeram subir a cmara dos Srs. depulados, do-
cumento., com os quaes o Sr. V. Tavares fundameu-
tasse as aecusaeea que houvesse de formular f E se
o nao fizeram, 11A0 provam, por acaso imbecihdade,
quando 11A0 se queira dar a esse omiasAo a expli-
car Ui razoavel e natural de ausencia formal e com-
pleta de docaineulo algum valioso conlra a citada
eleiejlo ?
E com elleilo se os Srs. do /.. W,il podessem pro-
ilimr razes fortes e convincentes uAo s conlra a
eleic do 1- circulo, como tamben) di intervenfa
que propalara por parle da administrar,,! ; sera' lo-
cico luppnr-se que te-las-hiam mellido em si, nAo as
fazen'10 constar aos poderes competentes'.'
NAu_ temos que s dignns directores do exaltamen-
to liberal sejain IAo limpinos como qoerem pas-
sar.
Era lodo o caso he da primeira intuirlo, que se
na averiguarlo da eleijAo do 1-circulo, houveerro
que prejudicasae o partido liberal desla provincia,
elle he exclusivamente do seu directorio, e nAo do
Sr. V. Tavares, que nAo podia fnzer mais do que
fez.
Emfim, deixemos o Sr. V. Tavares com os seus
alhados (passadoaou presentes.) He esta uma queslo
puram-nl-) de familia ; sao negocios do foro domes-
tico em que senAo deve ingerir um esranho.
I'aasemos conseguinlemenle elei;ao de S. AnlAo,
e a prerouisada inlcriein.lo do Sr. couselheiro Ser-
gio na luta ileiloral da provincia.
Nao consla por loto algum, que desse circulo ap-
parecesiera reclaroa^es na cmara contra a respec-
tiva eleijAo ; e se o Sr. Dr. Branda elTeclivaraente
possuia algamas, devem ser IAo insignificantes, que
Dio o animaran) a acaslelar-se nellas para tomar posi-
co bellica nos debales da verificara 1 de poderes. He
decrer mearaoque nem para uma lis-'ira escaramuca
sirvam, visto que o Sr. BrandAo que tanto lem pro-
mellido guerra aos Srs. conselheiros Jos Bonlo e
Ssrgio de Macedo. nAo perdera por ceilu urna occa-
siAo la upporluna de cmbale los com proveilo. Se
nao o fez, be porqae nada deviam valer os docu-
mentos que Ihe foiara fornecidos, segundo diz o Li-
beral.
Todos esses fados, quer em relar.no ao 1/ circulo,
quer ao de S. Aulo, vAo arrancando a mascara ao
Liberal, e mostraudu claramente que a fallada 111-
tervencao do Sr. conselheiro Sersto na eleicAo, nAo
paasa ue um inventa para enredar e mystirar os
ignaros, e que como realidad, anida que especiosa,
mas deliberadamente propalada e arraujada, apenas
exisle na Irausvinla imasinacA) rjo* rodadores do
Liberal, despeilados com se achara pela derrota
que os arrasiou a propria incuria, a ausencia de tino
e espirito de ordem n'uin Irabalho raelhodico e pre-
videnle. Sim, nao aban louassctn, cora o lizeram,
tis eleices passadas, erro elijas conseqoencias foram
n lu terem lido sopplenles de eleilores as formaroes
das mesas ; nao dellaasem isualmenie correr a rev-
lia as qualilicaces dos voiaulea, que cerlamenle le-
riam sido mais fetizes uas ultimas eleices.
o aicjnce.
Ntlo argumente Liberal com o fado solado da
reraessa dessa carluchaine, busque antes deduzir-
Ihe os corollarios. Argumente cun o uso que delles
se fez, e do que por tal reraessa siflreram os seos
alliados, e nAo com futilidades desse quilate, cuju
valor he multen lo logo a simples leilura. Arsu-
mente com os abusos que por ventura praiicarara as
autoridades a que se fizeram as remessas, abusos
qoe se nAo deram. e nA com fiCQes miseraveis qae
licm por si mesillas refutadas.
O famoso escriptor inculcando qoe seas alliados
sSo IAo timoratos, que uma insignificante remes*a
de rartochaine para este un aquelle lugar obriga-os
a fugir 3 bora drrer, esptvondoa, abandonando as
urnas, nao se lemhra por certo de que a historia da
revotucao de 1SS all eal para protestar solemne-
mente contra essa escapatoria sem fundamento ;
p irque roraccm arrojo nao Ibes lilla.
Ilesla breve Blpesi(So em reslibelecimento da
verdade dus fados capciusamente obscurecida, lor-
na-se saliente qual o quilate da arcosaco feila ao
Sr. conselheiro S-rsio ; e por comeguiule nAo ire-
mos no desenvolviineolo desla materia mais .1 lian-
te, como podera talvez convir para plena compre-
henstlo della era todas as suas rehenes, uma vez
que teiniis para ns que Inventos piecnchidu menos
mal o lim a que nos prnpuzemos, que canamente
Dio lie ootra sena apresenlar lamben) o nosso em-
bargo as Iojastlcaa do Liberal, aem com ludo nulrir
o desojo de alimentar urna discussAo sobre fados
passados, hem sabido* de lodos, e ja julcados em ul-
tima instancia pelo legitimo juiz a upiuiAo pu-
blica.
Ampliando porem esta conelaio .icrescentaremos
inda que temos por bstanla o quo havemos dilo
pira deinonslrar cm evidencia que Liberal Ao
discute os negocios eletloraes da proviucia com
precisa lealdade, e que na apreciadlo delles pelo
contrario ha descido a adulterar os acontectmenlos
a secusar s por ueapeilo e caprichoso iinpdlsj. A
acrimonia de sua argumenlacao revela a iniiiili la-
de de qualquer esforc nosso, tendela a demove-l
desse empenho mesquinho, inglorio, sem um lim ex-
equivel, em cuja pralica entretanto parece recru-
decer ; neslas condiees Valeria fazer aqui resenta
do processo eleiloral de cada dislriel de provincia,
alim de demonstrar que era lo los elles a accAo do
governo s se venceu por elleilo de neulralidade,
ou medidas de ordem e seguranra publica ?
Como quer qoe seja, em proveilo dos leilores e
nalureza da accusarjAj cuja fraqueza he notoria,
cu.npre concluir aqu, esperando que o motivo que
noa faz sahir da roncha nAo seia nunca traduznlo
por luva de hoslilidade laucada ao Liberal, a cujos
redactores nAo entra iolencAo de offensa nos clcu-
los do Justas.
Bectfe 10 de maio.
yuMkacJ p&lbo.
COUSAS DE C.OIANNA AOS lli DE MAIO
CRREME.
Dcpoii da minha ullimn impertinencia de 11 do
andanle, pouco, ou quai nada lenho para Ihe noti-
ciar, porqoe hera v, que o paiz de cu he pequeo,
e seu aconteciinentos devem estar em propon;.10 :
entretanto sempre darei a taramella sobre alsumas
coasas ca da Ierra, aiuda que sejam de pequeo
vulto.
Saiba que a chuva ( qae por ca se chama sansue
da Ierra j reappareccu com abundancia ; e j os agri-
cultores destizeram a feia carranca com que estavam,
ji eslo zomheteiros, e ja nao respondem a genre por
monossyllabos somenle.
'O tanto d ver um acricullor qoando nao chove !
"icam a-siin com cara de crianzas desmamadas.
leve ingresso na cadeia, e pouco depois iliida,
por via de lianca ura certo mocollo, ou anles uin
Cario ti-iiiimedes, por ler privado a duas meninas
pobres e inexpertas da I-lii-iiia-i- de seu presente, e
da esperance de eu futuro. Coiladinhas '. Como
**\o facis aa niulheres para sacrificarem a joia, que
poasueiii de maior valia j a honra > para nhlereui o
que 1 -.. ,1.1.1 um pora d'ouro ( o casamento 1 I
l'orserera nimiamente pobres, foram instaurados
dous processo*. sob patrocinio da prometera, na
forma da lei. Muitos louvores ao Sr. Dr. promotor
ca da Ierra, por lr acolbido IAo benignamente essas
duas infelizes, solopond-e de boa vonlade a peni-
i.'II-ii.-m de duas accusaccs conlra esse desalma-
do, que repula esses crimes nefandos um passalem-
po Mil honras ao Sr. Dr. Eslelliti, que se lem
constituido pai desees miseras e mesquinhas a
quem seus progenitores so podem dar lagrimal por
seu infortunio.
Talvez que esse inleresse, que a justira lem to-
mado pur essas meninas desgrasadas, teuha prnduzi-
da o efieito de nAo levar ao ultimo desespero seus
pas, e evitado um novo crime.
Oh s quem he pai sabe avaliar a justa inlensi-
dade da dr, qae deve ler transido esses malaventu-
rados pais E s os pais latiera execrar esses mona-
tros, esses cauihaes domesticados !
A suarda nacional c da Ierra caminha piano
piano ; nao por defeilo do chefe, que em verdade
lem os melhores desejos, e tem applicado grande di-
ligencia ; mas sim p[ culpa dos oimoiandantes do
coros, e de uma boa parte da offioalidade, que so
quiz a honrara, e mais nada.
Alguna, ou anles muilas ufliciaes, nem patentes ti-
raran) : ootros lilaram patentes s para lerem o gos-
lo de verem a ni malulos chama-Ios Sr. lenle
coronel, Sr. capilAo, Sr. lente. Sr. alteres, porcm
farda nicis. E unto abusaran) da paciencia do coro-
mandante superior, qae este levando ao conhecimen-
to do Senhor governo, ease proredimeuto, foram
desonerados e desautorisadoa un \i emperrados.
Ora, meus senhores, le qoerem comer bololas,
Irepem !
Orlo que sentimos esse fracasso ; porqae entre os
i'iilmiii.i. lis muilo boa gente, que podia prestar
grandes serviros; mas ja que assim 0 quizeram, as-
sim o lenbaiu : sua alma, sua palma he gosto do
del unto, leve o Alabo o enterro.
01 senhor governo de la lem posto o cammandanls
maior em tala*, e se elle 11,10 puxar pelos cordeis,
11-10 Ihe quero estar na pelle.
No da 18 desle leremos a primeira reani.lo do ju-
ry do corrate anuo, presidida pelo nosso dignisaiino
juiz de direilo Frcilas llenrique.
He boa pesso", traa a gente moitefbem, e por is-
so nos matulo, estamos pe helaje ; porque tambera
somos cativos do agrado.
He verdade, que he duro para fazer um favorzi-
nho : nAo dispensa a cenle do jury, nem por nada,
s se v a mle.|ia com seus olhos, fe se o medie
diz que he muilo grave. Taraliem he certo que el-
le faz isso cnni erandes e pequeos. Dos o ejude !
Os srandes c da Ierra sAo muilo malaudrinos.e paa-
sariuheiros : s querem plantar cana, e estar no
dolce lamiente dos Italiano).
Fogo nelle- Pois s os pequeos sao qoe devem
carregar com o fardo, com lano sacrificio, para li-
carem-se embalando ls tartarugas? l'ois 11A0, esse
lempo j la vai !
Como a hexiga mora por haixo da casa da cma-
ra, na cadeia, onde se reuma o jury, lem elle de
Irabalhar em um dos sal-s d convento do Carnio,
cora permistAo do bondadoso prior.
O salo di ordem lerceira, onde j l'unccionoii o
jury, est agoia orcupado pela aula publica du pro-
fessor JoAo Jos Barroso a Silva Juvenis, que he
IAo acreditada, e concorrida, que nlo ha na cidade
uma casa que a pos-a bem acummodar.
Ja qua fallamos 11 u Sr. J0A0 Jos Barroso da Silva
Juvenis, llevemos fallar do seo grande merecimenlo
em qualiila.le de empregado poblico.
A sua aula cunta mais de cera alumnos, c quasi
abiange todos os meninos da cidade, porque he um
dos melhores professores de que temos noticia. O
seu zelo, e cuidado pelos alumnos he lado paternal,
e o seu trabalho esla so lomando superior a loas for-
ras.
O Sr. Barroso he credor dos matares elogios, oa
antes ii,1o ha elogios que Ihe hastem.
O Sr. Barroso aeonapaoba seus alumnos na enlra-
da e na sal da ; assim que nao se cunta um distur-
bio 1 r.itica 1 1 pr um menino de sua aula.
Emfim, o Sr. Barroso he digno de un premio. O
qoe lomos dilo he a pura verdade sem hyperbule.
Os sugeilos que armara rila as par. ..panhareni os
papacapins de Cabrelo, vAo-se rarefazend ; poique
a polica s lera inquietado muilo.de serlo que ja
pouco se falta ueasas ligeirezas de mo. I'orlaulu ns
malulos j respiramos mais livreinenlo.
Continuae -ani mez maano, quo as devolas ca
V. 111.Imperio, em 16 de abril ie 1855.
Subinelle-se ao couhecimenlo do poder legislativo
uma lei da assemblea legislativa dn provincia de
Pernamhacn, qoe partee ofTensiva das leisgeraei,
e do acto addiclonal nos artigos em qoe impne
tributo, e oiius as casai da venda de bilhele*, e
cautelas-de lotera, e sopprime a agencia en-
carregada da percepc.lo do imposto de algodao,
conveocionando cora a provincia das Alagoas,
para onde esse genero ae exporta, a iiiderainsacao
do imposto.
1. sereno.Rio de Janeiro. Ministerio doi ne-
gocios do imperio em lli de abril de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Tendo sido de parecer a ser-
eno dos negocios do imperio do conselho de eitcdu
ein consolta de 8 do mez lindo, que a dspogiAo do
arl. 10 S 16 da lei proviucial de Peroambuco n.
MI), prumulgada 110 anno passado, laucando un
imposto exagerado sobre as casai em que se veu-
ilerem bilhetes e cautelas de loteras de ootrat pro-
vincias, e estabelecendo onua, e lormalidades rela-
tivamenle a laes casas, offende o imposto geral, e
contraria a doulrina do decreto de 30de marro,).
18S4 : ten lo a mesma -ereo, em vista do art. 83
2 da 1'. ni.11 tinelo, vigorado pelo 9' do acto adicio-
nal, entendido que -So dignos de reparos ol arte.
i I e 53 da citada lei provincial, pelos quaes se au-
lorisoo o presidente da provincia, a supprimir a
agencia dessa agencia encanes ida da cobiance. dos
direilus do algo 1.1,1 dessa provincia exportado na
das Alagoas, e a couvancionar com o desla sobre
a iudemnisacAo dos que Ihe perlencesae: Manda S.
M. o Imperador remeller a V. Exc. copias da dita
consolla, e da citada le, a lira de que sendo presen-
lea a cmara dos Srs. depulados quandu reunida,
baja o poder legislativo de resolver sobre esTs ob-
jeclo como entender acertado.
Deo guarde a V. Excl.uiz Pedreira do Cont
Farras, Sr. 1- secielario da cmara doi Sn. depu-
lados.
N. 127Fm 11 de maio de 1855.
A responsabilidade pelo imposto em divida i pode
lar logar quando te verificar qualquer das hypo-
lheses eslabeleciJas no arl; 18 do regalamenlo
de 1-2 de junho de 1845.
Rio de JaneiroMmisterio dos negocios da fa-
zenda, em 9 de maio de 1855.
Fique o Sr. administrador da recebedoria dn mu-
nicipio da corle na intelligencia de qae a responsa-
bilidade pelo imposto em divida, lo pode ler logar
qoando se verifique qualqaer das hypolheses eala-
beleodas no ail. 18 do regulamento de 12 de ju-
nho de 1855 ; e portanlo queo novo inquilino do
predio. 23 A da roa do Hedregulho, de qoe he
proprielarto Antonio da Coala Nogueira, sobre cujo
reqoerimento informou em sen officio n. 72 de 38
do mez findo, deve ter relevado do pagamento do
imposl de que ficou em debito o seo antecessor.
Mrquez de Paran'.
wmmttft*.
Era prova anda da inconsistencia desse castello
da inlervenrAo pelo Sr. eooaelheirn Sergioveio ha
pouco ao dominio do publicu um fado asss signifi-
cativo, qoe desvn '.-e por uma vez tudas as duviJas
a quesillo eleiloral de Iguarassii.
Bata provado qae n'aquella fregnezia se deram
realmente violencias, e preleriees de formulas ; e
isto lio cyp.icainenle qoe um protesto bem documen-
tado ches iu a cmara dos Sr*. depulados, subscrip-
ta pd Sr. coronel Manoel Pereira de Maraes, o
qual em semelhaute emergencia nao se conservou
in librente ao eshulho caprichoso de seos direitos po-
lilicos, a que una mesa acinlosa o forcou. Mas o Sr.
coronel Maraes, que nlo deve ser menos liberal du
que a redaccA do Liberal, porque ale mais do que 1 ^a lpfra frequenlo a despello niesino da chuva, c a
ella ja passou por provaoca dotorosas nos das azia- "
ss do eu parlido, nlo iiirrepou em cousa alguma,
no uso d'aqualre appllo qoe Ihe reatava, a admiais-
Iraca do Sr. conselheiro Sergio ; confessando antes
quehavia sido per elle serapre allendnlo com a
inanii iinparcialidade, era suas reclaroacOei juilas.
O Sr. Barga da Honceca. que le parle dos empe-
nhadoi oa eleici de Igoarami, al pur eseripto con-
finniui a neulralidade de S. Ble.; s o Liberal o ac-
ensa e o arrota mesmo por iulervenrn no 2.- circu-
lo, onde oprocesso eltitural /orre IAo plac 1a e re- Pa ,re que quasi o malo.
expensas de ludo. He muilo louvavcl isso ; por-
quanlo o Dos de Abra .o. he credor de lodos us
sacrificios.
Anles de concluidnos esta, o nosso compadro Bal-
aegai nos den a milicia da organisac > rio novo mi-
nisterio, que nos sorprendan, por nao esperarme*
lo depressa pe curanleraeiito de mistas esper.in-
cas c desejos. C .m elleilo, eslAo amalgamados (Iro-
sos e Trotanoa ; o que demonstra, que a publica
concilla 'ra v n por diantc. Dei ura ar.c,o no com-
gularraenle, qua. nem uma s reclama,; 1 1 se.deu por
parle da opposir!
He uolavel, cotn effeilo, que membros mui dis-
tinclos d paiti- liberal, publica e notoriamente
coofesiem a iroparcialidade cuto que o Sr. coutclhei-
PRACA DO RECIFE19 DE MAIO AS
:t HORAS DA TARDE.
Golace* officiaet..
Cambio sobre Londres27 :i|l, tiOd|v.
Pinho Borges, presidenta interine.
L. Dobourcq Jnior, secretarlo interino.
, CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 :l|4|a (JO d. e 27 7|8 a 90 d,
Paris, 350 rt. por fr.
a Lisboa, 95 por % de premio.
Rio de Janeiro, 2 por 0|o de descont.
AcrAo do baiicu 50 por cenlo de dividendo per coti-
la do vendedor.
a a companhia do Beberibe CO9OOO por acc a
a companhia Pernambucana ao par.
lltilulade Publica, 30 pur cento de premio,
c n Indemnisadora. 52 idesi.
and estrada Diseonlo de leltras, de^8 a 10.
Acedes do Banco, 40 e 45 de premio.
Ouro.Oncas hespanhulai. .
Moedas de (eiOO velhas .
bjxiOO nuvas .
1 49000.....
Prata.Palaees brasileiros. .
Peso eoliimnaries, ...
a mexicanos.....
28a 288500
. IrilOOO
. .. KiTOO
. 99000
: 2r.oo
. 29000
. 19860
ALFA.NDEGA.
Pendimenlo do da 1 a 18. .
dem do di*. 19. .
295:7605218
21:1905325
316:950/543
Descarregam hoje 20 de maio.
Barca inglezaFloaliug Cluudmercaderas.
Barca luglezaMeslhtoecarvAo.
lirigue inglezMignoniltetnlhos de ferro.
Barca americanaUannak Tboresloofarinha de
Irigo.
Barca porloguezaMaris Jospipas vasias
jlrigue porluguezRelmpagodiversos gneros. '
I alacho porluguezBrilhanteidem.
Ilrigue bamburgaezElbegenebra e garrafal va-
sias.
Escuna hollaodezaAnligequeijos e genebra.
Blata brasileiroDous Amigostumo e charutos.
CONSULADO ERAL.
Rendimento do dia a 18.
dem do- dia 19.
56:!6".sS(U
8:80lj647
65:2659511
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcodimeiilo do da 1 a 18.
dem do dia 19.
5:3768592
225/132
5:601972
DESPACHOS DE EXPORTAC.VO PELA SA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
19 DE MAIO DE 1857.
Bueuos-Ayret por MontevideoPolicahetpanbola
Kosiias, Isaac, Cuno tV C, 40 pipas cacbasa,
10 pipas espirito.
Marselhansua francez aPiarre Le Orande, N.
O. Bieber & Companhia, 5W lceos assoear mis-
cavado.
Rio da PralaBarca nacional Rufina, Viova A-
morim iS Filhos, 250 barricas acucar braueo.
HavreBarra frai.ceza .Veneaoela. N. O. Bieber
li C, 1,600 saceos assucar mascavado.
LiverpoolBarce Ingleza uKloaling Cloud, James
Crablree A; C, 1,500 arcos alinear mascavado
Havre Barca Irancea Emma Mathilden, Saun-
ders Brolbtrs & C, 2,900 acooi assucar masca-
vado
LisboaBrigua porluguez rtl.aia II, Francisco Se-
veriaiio Rabello & 1'ilho, 20saccas algodao.
BarcelonaPalaca hespaoltola Amelia, Aranaga
i\ Brvan, 370 sacras algtidAn.
RECEBKDtIRIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE CERNAMBUCO.
Renlimeotn do dia 1 a 18. 12:013-5123
dem do dia 19....... 1:1369879
13:1808002
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo d da 1 a 18.
dem do dia 19. .
37:6503213
;i:0089l.3l
0:658a37i
Mojumc $0 pori
Sim, eslo completos os meus drsejrs Eu qoe
leuho ura curadlo |,V> bran l, que nlo gn-lo de var
meus galos e penis hrigareiii u lerrciro da fizcn-
da gema, a me estarca todo, quando lia descom-
posturas, insultas, per cautas polticas; e quando se
MUTILADO
.Navios eulrados no dia 19.
Montevideo21 das, escuna hespanhola rrPrisra,
de 272 toneladas, capilAo Pero Anloniu Millet,
equipagem II, carca carn secca ; a Aranaga A
Unan. Perlence a Barcelona e srguio para lia
vana.
Nova Zelandia81 diat, galera americana -Mriinl
Wetlaaton, de 32.) lonelad-s, capita \V. II. Cul-
tor, rquipagem 24, carga 2,200 harris com azeile
de peixe. Veio refrescar e segu para New-Bed-
ford. Perlence ao nie-ino porto.
Lisboa25 das, brigoe porlugoez (Taraje III, de
213 toneladas, capilo lranci-co Antonio de Al-
nieila, equipasi 111 14, carga vinhos e Oais gene-
ros ; a M ino-l Joaqun) Ramoi e Silva. Puta-
ee a-Lisboa.
Rio de Jiuciro12 das, barca ingleza Jimt An-
*.


DIARIO DE PEHNAMMJCO QUARTA FEIlU 90 DE MAIO DE i881
ne,a de 305 tonelada*, capitau Charle! Monloo.
equipagem 12, m laslro de pedra ; a Amorim
Irmaos. Pertence a Sliield.
Dondee45 dia<, barca malera Mllelo!, de 68
loneUda, rpit5o Sturmey, equipagem 12, carga
earvo ; a Rastran lloaker & Companhia.
Navioi aludos no mesmo dia.
AsniIlute brasileiro Novo Olinda. de 85 tone-
lada!, raestri Custodio Jos Vianna. equipasen! 8.
cama virios generus. l'assafieiros, JoAo Franc*-
ro dos Santos (aviso, Jo* Filippe da l'euha, E-
zequiel i.m* Vanderley. Carlos Antonio de Arau-
0, Jernimo Cabral Pereira, Jos de Borja C.
Raposo da Cmara, Jernimo llibelro Horado,
Aolonio Trajano da Cus, Tarqino Jos Cavalcan-
ti, Gregaria Ferreira de Carvalno.
CanalBrigoe americano l.a Gr.-iiige, de :)Gt to-
neladas, capilo Ira Maraes, equipagetu lll, car-
ga assocar. Passageira, Isabel Caroll.
LiverpoolBarca itigleza allermino ; com a mes-
illa carga que Irnuie. Suspenden no l.aineirao.
Rio de JaneiroBarca portuguesa Mana Keliiu ;
rom a mesina carga que Irouie. Stupendeu no
. I.ameiro.
*.'fik
l.i: ll.Ar DE QUBIJOS FLAMENGOS.
Moje 20 as 10 horas da maoMa far. lellao o aen-
le Pestaa, por conta de quera perlencer, de cerca
de :i(l caitas com queijns ilaniensos moilo Treicos,
desembarrados a semana atrasada, deronle da al-
faudega, armaiem do Sr. Aunes.
O agente Borja, de ordem do Esm. Sr.
I)r. juiz especial do commercio, a requeri-
menlo de Joj Marlins de Barros, e outros
EXTIHCfO BANGO DE PER-
NMBUCO.
A dheceo do extinelo Banco de l'cr-
nambuco tendo de dar im a sua liquida-
cao no ultimo do corrente mes. convida
por isso aos possindores das respectivas eredores de Jos Rodrigues .rea, far leilflo
notas de emissao, a trocarem-nas ate '
aquella dala, na cai\a filial delta provin-
cia. Recife, 5 de maio de IS7.O se-
cretario, Joo Ignacio de Medeiios RegO.
No di 13 do corrente, loi adiado por
am pescador, ein occasiao que deitava a
rede, uma du/.ia de paz : quem se julgar com
compareca
direito a ellas,
de S. Jos.
Subdelegada do S. Jos
na subdelegada
do Itecife 15 de
da taberna sita no largo da Ribeira n. 1. per-
tencente a este, penho'ada por aquellos,
constando da armacSo, gneros, especiaras,
e utensis etc. : sabbado 23 do corrente, as
11 horas em ponto, na relinda taberna.
gft *h g -i. *.*},*.
0:5025000
a-.3598000
1:8fO500O
6:8649000
4:6593000
1:5923000
8:080s00.0
590^000
2:6573000
4:2l0j000
3:69ROO0
2:770,000
1:693OO
trttffOOO
2:7633000
3:173#000
3:091*000
O Illm. Sr. contador d tbesouraria
provlteial, servindo de inspector da mesma
thesouiVa, era virtudede resolocao da jun-
ta da fazenda, manda fazer publico, que em
cumprimento da lei, peranle a mesma junta,
se hao de arrematar otn hasta publica a quem
mais der, no dia 10 de junho prximo vin-
douro, os impostes seguintes :
23500 reis por cabeca de gado vaceum, que
for consumido nos municipios abaixo de-
clarados.
Recite, avallado aonualmente por
(Xinda, dem dem por
Iguarassu' dem idem por
Goianna idem idem por
INazarelh idem idem por
Cabo idem idem por
Santo AntSo idem idem por .
SerinbSem idem idem por
Rio Forrnoso e Agua Preta idem
idem por
Pao d'Alhn idem idem por
K nos municipios seguintes,
nos quaes s pagam aquellos que
talharem carne para negocio,
eos criadores o dizimo :
l.imoeiro, avallado annualinenle por
Bonito e Caruaru' idem idem por
Brejo idem idem por
Cimbres idem idem por
Garaohuns idem idem por
Flores e Floresta dem idem por
Boa-Vista e Exu' idem tdem por
Nos 5 ltimos municipios.isto
he, Brejo, Cimbres.Uaranhuns.
Flores e Floresta, Boa-Vista e
Esu', sao arrematados con-
juntamente os impostos a car-
go dos collectores e 20 0|0 do
consumo da agurdeme nos
seguintes municipios :
Ulinda, avahado amiualmente por
Iguarassu' idem idem por
Goianna idem idem por
Pao d'Allio idem idem por
INazarelh idem idem por
Santo AntSo idem idem por
Cabo idem idem por
Hnnito e Caruaru' idem idem por
Rio Forrnoso e Agua Preta idem
idem por
SerinbSem idem idem por
l.imoeiro idem idem por
Garanhuns idem idem por
Brejo idem idem por
Cibres idem idem por
Flores e Floresta idem idem por
Boa-Vista e Esu' idem idem por
Vai igualmente a praca para ser
arrematado, conjunclamenle com
o imposto do gado vaceum, o di-
zimo do gado cavallar, nos muni-
cipios abaiso declarados :
l.imoeiro, avalido animalmente por
Brejo idem idem por
Cimbres idem idem por
Bonito e Caruaru' idem idem por
Garanhuns idem idem por
Flores e Floresta idem idem por
Boa-Vista e Esu' idem tdem por
Imposto a cargo dos collectores.
Brejo, avallado aiiuualrueule por 55i~(J0U
Cimbres idem idem por 3jJ?o4
Garanhuns idem idem por 455-000
Flor s e Floresta idem idem por 'jtj-ooo
Boa-Vista e Esu' idom idem por 4423000
As arremalacoes serao leilas por lempo de
tres anuos, acontar do l'dejulho do cor-
rente auno, a 30 de junho de 1800, sob as
mesinas condicOes das anteriores, e na for-
ma do art. 76 do regulameuto de 3 de agos-
te de 1852.
As pessoas que se propozerem a esta ar-
rematarlo comparecam na sala dasscsses da
mesma junta, no dia cima declarado, pelo
meio dia, habilitadas na forma do art. 75,do
n/estno regula ment.
E-para constar se mandou aflisar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de
Pernadibuco 9 de maio de 1837. O secre-
tario, Antonio Ferreira da AnuunciacSo.
Art. 75. Vi contratos da arrematarlo de
renda, que imporiarem em mais de dous
contos de reis, serao efectuados sob a ga-
raulia de dous Hadares idneos, que lenbam
bens de ra/, na cidade do Ilcito, ao menos
um delles, uma vez que o outro seja notoria-
mente abonado.
Art. 76. As arrematares podero efec-
tuar-se pela maior ou menor licitado olio-
recida em cartas fechadas.
i
KOTEI 0 DO THELEGRAPHO
o de ^857 -Osubddegado, M,&\JS!^&*&Sg
o -safe ssspro- skkss lsss&rBs
dezembro de 1852, laz publico que foram i-
ceitas as propostas de Luiz Leopoldo dos Cui-
maracs Peixoto, Cuilherm* da Silva Guima-
rflea, e Jos Eaptista Braga, para fornece-
rem.
O." os medicamentos, segundo a relacao
ja annunciada, para a botica do hospital re-
gimental, na importancia do 2361900 rs.
O 2.- 39 covados de casemira encarnada a
23300 rs., 5i6 covados de hollanda de lorro a
80 rs.
O 3.- 28i8 botes convexos de metal ama-
rillo de 7 linbas de dimetro, e com o n. 4,
a 100 rs., 1010 ditos de ditos, de 5 linbas a
100 rs
E avisa aos 2 primeiros vendedores, que
deverao recolher os respectivos objectos, ao
arsenal de guerra no dia 22 do corrente mez,
e ao ultimo o mesmo tari logo que lindar o
prazo, pediloemsua prooosta.
Sala das sessdes do conselho administra-
tivo para fornccimenlo do arsenal de guerra
9 de maio de 1857. Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
saile pupular
DE
3553000
1063000
813000
963000
80a000
254/000
563000
423000
523000
3*3000
1143000
603000
38c0O
383000
40DOOO
343000
(ilOOO
529000
lOSgOOO
U6.5OO
80/000
342300
2093000
NO
PALACETE DA KUA DA PKAIA.
Quarta-feira, 20 do corrente.
A pedido de alguns influentes haver mais
este l'ailo publico nesie mez, c os cartoes
estarao venda no dia do diveilimento, >|ue
devo principiar as 8 horas e terminar as 3.
&V&V&
Q&.
MaranSiao
e Far.
Goinpanhia
DE
Beberibe.
O Sr. caixa da mesma Companliia esta'
autorisado a pagar o dcimo oilavo divi-
dendo, na ra/.ao de i.SolK) rs. por acrio.
Recife, til de maio de 18.">7.o secre-
tario. Lili/, da Costa Porlocarreiro.
Compram-se pataces lirasilciros e
bespanhoes, a 2^020 : na ra da Cadeia
do Itecife, loia de cnmltio n. ~iH.
i
Milho em
da i
do
i- -v -..-, : -,mr
O veleiro palhahote nacional LINDO
PAQUETE, capilo Jos Pinto Sones, procedente
do Kio de Jsnerro, com melade do seu tarraga
menln. desuna lo aos porlos indicados, para onde
seguir'com lirevidade, recebe o resto da carga
com o mesmo destino : a tratar com o consignatario
Antonio de Almeida domes, na roa do Trapiche n.
10, segundo anddr.
''ara o ?io d Janeiro
Segu em poneos das o patacho nacional
Tamega, para o resto d> carga e passageiros,
para os quaes toril cxculleftles commodus :
trata-se com os consignatarios Nvj.es^G^A"frfl VC'l' i\ ( I t* 11*0
T|r-r>rJo TTaTrfelrrJ-si;34;
H,eal contpanhia
quetes iuglezes
PROVINCIA.
O Sr. tliesoureiro das loteras manda
fazer publico, que se achara a venda, no
pavimento terreo da casa da ra da Au-
rora n. 2(, bilhetes, rocise quartos, da
sexta parte da sexta lotera do Gym-
nasio, das 9 horas da manliaa a's 8 da
noite, cujas rodas andam no dia 2o do
corrente.
Tbesouraria das lolcrias l(i de maio de
1S."7.Jos Januarjo Alves da Maia, es-
criviio das loterias.
g SYSTBMA NORTE-AMERICANO. B
Aterro da Boa-Vista n. 4,
Pcaeiaa-aa de um felor diliucute, e que en
leuda lamb.in de jardiin. e de uins ama forra ou es-
crava que saiba comprar e cozmliar c entornillar ;
no Alondeeo >ilio de .loos porlOM de ferro, defronte
do sitio do fallecido l.niz Comes l-errcira.
PLACO A NOVA DA PAKaHIB.V.
Surgi para nos uovo hotrimBle,
Cedeu le seu paira a guerra crua,
lloje Ierra ditosa a gloria.lie toa,
E desde que surgi em nosso monte
lleu-nos, de le a mais clara lonte.
He um Alves esse lieroe, a cuja vula
Kowa se cliamou logo a conquisla.
Oh lo, militar 1 s novo Marte
Do iiiunigo as handeiras rom pesie o estandarte
A palma, a victoria, a alegria te assisla.
Como lao licn fundado baluarte,
i.'a.il Sebastopol iuconquiitavel
Km um estado boje deploravel
Perdeu forras, handeiras, estandarte
S a forja Uia, novo Marte !
E somente o bellicoso genio leu,
A palma, n veucimenlo boje dos deu,
II qual mais que Indos le agradero,
B no lrai;o de rudes versos-te ofl'ieco
Em honra de victoria um lauro meu.
Roma n3n nasceu ja' tendo gloria
Oi bomeus te a Irassaram no porvir
Si as armas tal poderes assumir
Ueixara's ao porvir longa memoria. ,
l'm l'latjnfnite.
l'recis-se alugar urna am secea para o servi-
r de urna casa de familia : na ra Nova n. 30..
Precisa-se de um moro porlusuez de idade 18
a 20 anuos para caixeiro de uma fabrica de Velas
d carnauba, dando fiador a sua conduela : ua ra
llireita n. 57.
Q'
Lotera
ov
provincia
a
de Pa- pheuomeno
vapur
$*tata>K.
-"TV

No dia 21 desle mez espera-se do ni n vapor
TEVIOT, commandaule Moir, o qual, depois da de-
mora do costume, seguir para Soutbamplan, locan-
do nos poitos de San Vicente, Teneriff, Madeirae
Lisboa : para pas.agens, etc., trata-se com os agi.'ii-
Ics Adam-oo llowle <\'C.,.rua do Trapiche Novo
>. 42 N. II. Nao se rerebe embrulho algum mais
larde do que duas horas antes de se fechar a mala.
TARA O A SSL".
Sgue com brevidade o hrigue Elvira, com
qnalquer carga que apparecer, Irala-se com o con-
signatario Jas Joaquim IJias Fernando, ra da
Cadeia do Kecife.
*S
i.*,*
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo teru de comprar
o seguinle :
Compendios de arithmetica 6, areia preta,
libras 6, livro impresso para registro auxi-
liar do geral do 9.' batalhSo, para os assen-
tamentos dos olliciaes, contendo 32 folhas 1,
cbinellas de couro, pares 100, conchas de
ejore 2, esquife coberto 1, linhas brancas
croas, libras 10, ditas prelas, libras 10, cadi-
nlio do norte n. 10,10, lio de algodilo, libras
96, papel cartao, resmas 8, resina de cajuei-
ro, arroba 1, costadinhos de amarello 6, la-
boas de louro de assoalho, duzias 22,,seniio
2 duzias para as obras militares, ditas de
dito de forro para as obras militares, duzias
2, black-verniz, barril 1, sapatos feilos na
provincia, pares 540, cordo de 13a preta, va-
ras 480, boioes pretos de massa para capo-
les 30uo, casemira carmesitn para vistas, co-
vados 7, sinete de punho com armas impe-
riaes, e legenda inspectora do terteiro dis-
tricto militar 1, dito para prensa com a le-
genda, companhia de artfices 1, cal preta,
alqueircs 200, dita branca, alqueires 12, li-
jlos de alvenaria, uulheiros 2, pregos fiap-
cezes, libras 10.
Para o presidio de Fernando.
Escarradeirasdc metal 50, camisas de 11a-
nella 20.
Quem quizer vender, aprsente as suas
proposias em carta fechada na secretaria do
conselho, as 10 horas do da 26 do corrente
mez. '
bala das sessoes do conselho administrati-
vo para forneciment do arsenal de guerra,
18 do maio de 1857.Manoel Ignacio Brieio,
prcsidenio interino.Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
O Illm. Sr. Ur. chele de polica manda
fazer publico, que se acba recolhido a casa
de deleuco desla cidade ocrioulode nome
Luiz, que diz ser escravo de Francisco Diogo,
morador em l'edras de Fogo, o presentemen-
te tiesta capital, o qual escravo foi pre.-o
como fgido, no termo de Iguarassu', e pelo
respectivo delegado roineltidu a esta repar-
ticao em data de 14 do corrente. Em vista
do que be o senhor do escravo avisado para
solicitar a sua entrega medanle documentos
comprobatorios de seu dominio- Secretaria
da polica d' l'ernambuco 16 de maio de
1057.O ollicial servindo de secrelrrio,
Jos Xavier Faulino Ramos.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
De ordem do tribunal do commercio se faz
publico, que em virtu le do ter Jos Caetano
Vieira da Silva, renunciado o ollicio de agen-
te de iimIocs desla praca, lica marcado o pra-
zo do 6 "..ezes, acontar destadala, parase
apresentar peranle o sobredilo tribunal
quaesquer reclamac,es que possam haver
contra aquello es-agente de le oes, de con-
formidade com o disposto no art. 11 do de-
creto n. 858 de 10 de novembro de 1851.
Secretaria ao tribunal do commercio de
Pernambuco 14 de maio de 1857.No im-
pedimento do ollicial-maior, Dinamerico Au-
gusto do Reg Uangel.
O agente Borja far leilSo em seu ar-
mazem na ra do Collegio n. 15, de uma ex-
cellenle mobilia de sala, ptimos guarda-
roupas, commodas, marquezas do dormir,
uma cama franceza de^apuraJo gosto, lava-
torios com pedra e seni ella, apparadores,
guardi louca, mesa elstica, objectos de vi-
dro, porcellana e louij-i, "como bem : cande-
labros, lanternas, vazos, e apparelhos dp
mesa, diversos utensis de casa ele. ele, de
de uma familia que se retira rara a Europa,
os objectos ja annunciados para o leilo que
deyia ter lugar no dia 14, e uma iminensi-
dade de outros muitos uligos etc. assim
como fara leilio de cinco ptimos cscravos
de ambos os sexos, os quaes se acharOo ex -
postos anxame dos senhores propendentes
no dia do lcililo : quarla feira 20 do crlen-
le, as 11 horas.
. O Illm. Sr. corrector geral, Frederico
Kobilliard, oslando prximo a fazer urna via-
ge.-n a Europa, fara lcililo por inlervenr;ao do
prsposto do agente oliveira, de toda a mo-
bilia etc., da casa de sua residencia no cam-
po, consisliudo cm sof, mesa redonda, con-
solos, bancas de jogo e para oulros mstcies,
cadeiras usuaes, ditas de balanco america-
nas novas, ditas estofadas de encoslo, piano
de excellente voz s, esleirs e tapetes de sa-
la, lampeo s de globo, lanternas, caixas com
pistolas de 5 tiros, e ditas para duello, cai-
xmbas para voltarete com lixasde madrepe-
rola, copiador de cartas, catoira, urna con-
certina com msica, jogo de corridas, guar-
da vestidos, commodas, secretaria de segre-
do, lavatorios grandes e pequeos, toucado-
res, ptima cama de ferro grande, ditas pe-
queas, mesa elstica para 24 pessoas, ap-
parelhos dclouc,apara janlar, ditos de por-
cellana pirs-almoqo e cha, bules de metal li-
no, cobertas de dito, garrafas e copos para
vinho, facas, garfos e collares, porfo de vi-
nho engarrafado de superior qualiJade, um
carro para seis pessons de dous ou de um ca-
vallo, com arreios dobrados o singelos, a
cabriolis, sendo um novo, 2 cavados, sel-
lins com arreios, Irem de cozinha, dio para
jardim, e inlini lades de objectos assas ne^-
cessarios ; alem dos artigos supramenciona-
dos, uvera lambem excellente Hambre,
queijos, bebidas etc para o lunch : sabba-
do 23 do crreme, as 10 horas da maniiaa,
sitio da casa amarelra, junto ao da t-.xma.
baroneza de Itebcnb >, na ponte de Uchoa.
LEIL\0- DE MOR1LIA.
0 agente Pestaa fara leilao de urna pessoa
que se retira para lora da provincia, de unta
mobilia de jac- randa, coustanlode cadeiras,
cooso'Oscom podras sof, e mesa redonda ;
uma dila de amarell >, cadeiras, sofas, me-
sa redonda, consoles, mesa de jantar, lan-
ternas, candieiros, iougas, apparelho de por-
celana para cha, lavatorios e mais objectos
que se achaiiio patentes no diado leilio :
sabbado, 23 do corrente, as 10 horas da ma-
nhj, na ra do .pollo n. 17, segundo andar.
I.EII.AO' DE PARINHA DE TRIGO.
O agenlc l'elana fara eiiao por coala ds quem
perlencer de 90 barricas de familia ie trigo de-
sembarcados nlliiii.iiionle : seita-feira 22 do cor-
rente pelas 10 horas da maQhaa uu 'lirgo da alfaa-
deg armazem do Sr, Aooer.
um menino de 4 annos de idade, italiano de nasci-
iiienlo. que viaja em companhia de seo pai, esle
meniuo chama-se Luiz Brcstiniaui, que caula e
dansa perfeitammite, ja IraballMa 'm presenra de
S. M. 1. ; mai raro havemos de encontrar um me-
nino com esta idade e com tanta intelligencia e
presenta de eopirito, se algumas familias particu-
lares desejarem ver esle pheuomeno arlislico podem
dirigir-e a praca da Independencia n. 23, toja de
chapeos.
Precisa-sc de um caixeiro para pada-
ria. preferindo-se um que tanha pratica do
mesmo negocio : na ra Direita n. 24.
O Sr. Hippolyto Francisco das Chagas,
que era morador ua ra da 'alma.e que em-
penhou uns penhores no pateo da matriz de
Santo Antonio n 9, com o contrato de tirar
no prazo do 3 mezes, e pagar os juros, o
qual passou um recibo com a mesma decla-
ragao, c como ja faz 6 me/ese elle nfio te-
nha pago juros nem tirado scus penhores,
faz-so o presenteannuncio para tirar no pra-
zo de 8 dias, do contrario serao vendidos
para pagamento do mesmo dinbeiro, c o
recibo por mim passado licar sem vigor
nenhiim.
Joaquina Mara de Sant'Anna..
Precisa-se de uma ama para coqiprar
e cozmliar : na ra de S. Gongalo n. 10
Vendcm-se 3 casas terreas novas, mu-
radas e com cacimbas, urna na ra dos
Guararapes n. 14 e duas na ra do Brum :
a tratar na ra dos (.uararapes n. 20.
Jo Francisco da Cosa (iuimaraes agradece
sommamenle a ludas as pessoas que lbe fize-
ram a honra de acompanliar ao cemilerio pu-
blico, os restos morlaes de sen querido flbo,
Jiisc Francisco da Cosa tiiiimaiaes.
Pela sepunda vara desta cidade, escri-
vao Molla, vai a prar;a por arren lamento de
tres anuos, as rendas do sobrado de tres an-
dares e loja da ra direita n 88. np valor de
6808rs., cuja propriedade IfciWInoe
posse do desambargador Joaquiru Teixeira
Peixoto de Abroo e Lima, e Manoel Florencio
Alvez de Moraes : esle arrendamenlo he a
requerimento do primeiro consenhor, com
assislc'icia do segundo, e hade ser feito por
quem mais der no dia 20 do corrente, na
sala das audiencias com as garantas, e da
forma estabelecida na respectiva accSo.
- Benazet Tiene, subdito francez, reti-
ra-se para a Furopa
i bnete Portuguez de
Leitura em Pera iinbuco.
De ordem do Illm. Sr. presidente do conselho de-
liberadvo novamenle se avisa as Sr. raerobros do
memo cmisellio, que, em consequencia de odo ha-
vtr comparecido o numero de couslheiroj determi-
nailo no art. 37 dos e-latulos pala ttele extraor-
dinaria aunonciada para 1S do Crrenle, lera' lUKar
amanhJa (u ewatettao, as 7 horas da larde deven-
do faoeciouar o numero de inembms que termina,
a ultima pane do referido arl. 37.O secretario inj
lerino, Ricardo de 1 reilas Itibeiro.
Recife 19 de maio c:e 1SJ7.
O abaixn Mtlgnado faz srientc aquellas pesoas
que lera pinhot-M em seu podar de-de |Kj3, a raaio
proiirao pinada deST, de o ir tirar no prazo de
oiln das ilo contrario senln vendidos para seu paga-
ment a pin que nlo se charaem a ignorancia faz o
presente annuncio.Manoel de Azevedo Almeida.
Attenco.

Mara llosa da Assumpcao, de con for-
midade com os seits anauncioi por ve/.es
transcriptos neste jornal, previne a quem
convier, rme s e nicamente passou e
assirruot nina obrigacao de seiseentos e
noventa mil res Mlll.sOOO;, em -2 de
l'evereiro do corrente auno, a favor do
Sr. Joaquim Antonio-da Silveira, com o
prazo de dous ine/.es, sendo cpie onlro
qualquer titulocreditorio que apparcea
com sua assi:natura, lie falso e sem valor
albura, assim romo que nao assignou es-
cnptura de livpotheca e testamento al-
gum. Kecife,18 de maio de 1837.Ma-
fia llosa da Assumprao.
Vende-se mantega ingleza a 700 e 800
reis, macarro o 320 reis ; na ra Direita
n. 14.
sacras.
Continua-sc a vender na taberna
Vigario n. 12.
O abaixo assignado, por parte da com-
missao liquidataria da companhia de Pesca-
ras Lisbonense, faz publico que dn confor-
midade com a rosolucSo tomada em suaas-
semblca geral, se proceder a venda em lei-
lao publico, na pra<;a de Lisboa, de todos os
navios da referida companhia ; o como bre-
vemente tem de chegar a este porto o bri-
guc denonuuado Pescador, pertencenle a
mesma, avsa-se a todas as pessoas interes-
sadas na compra de taes navios, para que o
examinem. podendo dirigir ao abaixo assig-
nado, no seu escriptorio, ra da Cadeia do
Recife : o supradito leilao tora lugar logo
que o mencionado brgue, regressar nesla
viagem. Por Francisco Gomes de Oliveira,
Joao da Cruz Macedo.
Fugio de bordo da barca Mathilde, o
escravo de nome Antonio, de idae 70 annos
pouco mais ou menos, com os signaes se-
guintes, crioulo, falla muito e desembara-
zado, mullo alio, barba bastante ojaum
pouco branca, levou roupa azul, costuma
refugiar-se para os engenlios -. quem do mes-
mo souber noticias, e o capturar, dinja-se a
ra do Trapicho n. 14, que ser bem grati-
ficada.
Sociedade de Ensato Francez.
O.0 secretario convida a lodosos socios a com-
parecer am uiliai. as 10 horas em ponto : ua ra da
Alegra n. .
Antonio Norberto de Souza l.ealdade declara
em resposla ao annuncio do Sr. procurador da Illm.
cmara municipal da cidade de Olinda, no nDirion
n. 182 de ."> do correle mez de maio. que o seu sitio
do Fundan, as man-ens dn rio Uebcribe mo he
sojeito a foro I:......nem a dita Illm. cmara, nem
a alguma ootra corporacilo, ou pessoa : poia que foi
ssmpre possuido em pleno dominio por seus pro-
prietarios, como consta dos litulos pblicos porque
tem possuido. Recife 17 de maio de IS57.
UONTE PO ACADMICO.
A rnramiss.io directoia convida aos senho-
res socios pertencentes ao terceiro anno, a
comparecerem boje as 4 horas da tarde, no
alerto da Boa-Vista casa n. 10, aiim de pro-
ceder-sc a eleicSo do socio director, pelo
dito anno.O 2.' secretario, Ovidio da Cama
Lobo.
Jos. Simoes de Magalhaes, e sua rtiu-
Iher Thereza Candida de Magalhaes, hypo-
thecaram a sua casa terrea sita na Passagem
da Magdalena, entre as duas pontes que tem
um po-.'tao de ferro, defronte do sitio do fi-
nado Firmo, em 1846 a Joaquim da Silva Lo-
pes, como prova a escriptura no cartorio do
tinado escrivSo Jos Alexandre Ferreira, e
at hoje ainda nao recebeu o importe da hy-
poiheca : para que sirve de governo para
quem comprar a posse do dito sitio, que tem
de pagar a dita hypolbeca.
Precisa-se de uma ama para cozinhar :
na ra da Aurora n. 30.
- L'ma pessoa habilitada, est resolvida a
ensinar meninos : os pas de familias que
quizerem, podem drigir-se a travessa da
ra do (Jueimado n. 1, terceiro andar,
^f A pessoa que tiioii uma carta no cor-
reio n. 1287, na lista de 15 dofirrente, quei-
tntrega-la no mesmo corrcS> a quem lli'a
en, assim como estiver, ou manda-la en-
tregar ao abaixo assignado na ra da Sen-
zalla Velha n. 140, primeiro andar, e so o
00o lizer, lica obligado a provar em como he
sua, ese for o me- mu sobrenome, obrigado
a mudar, visto que o niestno abaixo assigna-
do, be muito mais anligo nesla cidadeJoa-
quim Jos de Almeida Pinto.
Attenyao
Perdeu-sc no dia 11 do mez prximo pas-
sado, do pateo do Carmo, ra larga do Ro-
sario, ra estrella do Rosario, ruadoQuei-
trado, ra do Crespo, at o arco de Santo
Antonio, urna nota de 2800, e nao se declara
se a nota he do banco do Brasil, ou se he das
sedulas velhas do nosso imperio do Brasil,
porque foi perdida por um homem do mato,
que uSo sabe ler, e apenas conheci s sedu-
las pequeas : a pessoa que a tiver adiado,
querendodesencarregar sua consciencia, en-
tregando na ra do Rosario da lioa-Vista n.
32, gratilicar-se-ha generosamente.
Hoje as 3 horas da tarde, na casa da
residencia, na ra da Conceicjio, dojutzde
paz da Boa-Vista, do primeiro districio, por
execugao de Antonio Pinto de Azevedo, se
hilo de arrematar a quem mais der, por ser
a ultima praca, os bens movis peuliorados
ao major Filippe I) jarle Pereira : quem nel-
lel pretende lanijar, pode comparecer,
que serao recebidos seus lances.
Na travessa da Madre de Deus n. 9, de-
snja-so saber quem he a pessoa encarregada
dos negocios do casal do fallecido Sr. Rav-
mundo Jos Pereira Bello.
Compra-se efTeclivamenie cobre ve-
Iho, seja de que obras for, forro de navios a
300 res a libra, e lato a 260, e peridicos a
3.-220 arroba ; no paleo do C trino, esquina
da ra de Moras n. i.
No becco largo do Recife, taberna que
vira para a ra da Senzalla .Nova n. 30, tom
saceos com perfeito inilho.
Jo3o Ward, e mulher Isab lia Ward,
subditos britanuicos, relira-se para fora do
imperio.
Compra-se um selliin usado que es-
teja em bom estado, e tambem um par de
malas: na ra do Rosario da Boa-Vista n. 54.
Precisa-se de olliciaes de aifaiate, para
caigas do casemira : na ra .Nova n. 52.
O
den
i-i i i
1059
3195
II til)
5*25
18(i'j
A
lima parte da sexta lo-
tera do Gymnasio.
abaixo assignado ven-
as seguintes sortes:
l:">0fl.si incios.
20(>K'i i|tiarlos.
lOO.s quartos.
"lO.Si meios.
50.2 ditos.
50$I i|uarlos.
dos
garanta
8 por
cento hi paga nos lugares
j annunciados.
/*. .1. L Lotera
DA.
Provincia.
O abaixo assignado vendeu os seguintes
premios ;
1 bilhete Numero 3318 5:0005
1 meio 1333 5005
1 bilhete 120i loo?
2 quartos > 1864 50^
O mesmo tem exposto a venda os seus fe-
li/.es bilhetes, meios e quartos da sexta
parlo da sexta lotera do ymnasio Per-
nambucano, os qua-'s no estilo sujeilos ao
descont dos oilo por cento da lei.
Por Saluslianode Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porlo.
LOTERA
DA
provincia.
O abaixo assignado vende a dinheiro a vis-
ta, sendo da quanta de lOOOOOO reis para
cima, os seus felizes bilhetes, meios, e quar-
tos, pelos presos abaixo mencionados, na
ra da Cadeia do Recite n. 45, esquina da
Madre de lieos:
Bilhetes SsiOO recebe 5:0009
MeioS 2?700 2:500
Quartos 1?350 1:2503
Por Salustiano de Aquino Ferreira,
Jos Fortunato dos Santos Porto.
- Precisa-se de um ollicial bahuleiro :
Aluga-seum armazem de tres por- o aterro da Boa-Vista n. 52, achara com
quem tratar.
Os abaixo assignados, com loja de ourives
na ra do Calinga n. 11, confronte ao pateo
da matriz c ra Nova, azeo publico, que
estilo recebendo continuadamente as mais
novas obras de curo, tanto para senhora
como para hotnens e meninos : os pregos
continuam razoaveis, e passam-se contas
com responsabilidade, especificando a qua-
lidade do ouro de 14 ou 18 quilates, ficando
assim sujeilos os mestnos por qualquer du-
vida. Seraphim & Irmflo.
--- Um rapaz solteiro, cora habiltaces
precisas por ler sido do malo, e tem toda
pratica de servico de campo, e d langa a
sua conducta, ofTerece-s.e para administrar
qualquer engenlio nesla ou em otitra pro-
vincia : quem de seu sarrico quizer ntilisai-
se aiiiiuucie por esle Diario, on procure no
aterro ua Boa-Vista, fabrica do charutos n.
77, que se dir quem pretende.
GABIMEMTGEZ
De ordem do conseino deliberativo se faz
publico, que lica convocada extraordinaria-
mente a assembla geral dos senhores socios
accionistas para doming >, 24 do corrente,
as II horas da manhaa, alim de deliberar
acerca do parecer da commiss3o de exame
das contas der a eleioo da commissiio que deve exa-
minar as contas da actual. Recife 19 de
maio de 1857.O secretario interino,
Ricardo de Fieitas Ribeiro.
BILHETES Di LOfERU DO
RO DE JHEIRO.
Aos 20,000,?, O,000&
4.0003000, 2:0003800 e l:000f000,
Hoje deve chegar o vapor inglez com as
stas da 10 loteria do theatro lyrico, extra-
ida a 13 do corrente : anda existo alguns
las, sito na rua da Praia, perlencente ao
patrimonio da Ordem Terceira de San-
Francisco : os pretendentes dirijam-seao
largo do Carmo n. 10.
Thvs. Brouglton e sua senhora. WU-
liam Jackson, Daniel Me. Moram, Charles
Sudlow & James Wetlield, retiram-se para
Inglaterra.
Precisa-se de um feitor para eiigcnho,
paga-se bem, sendo capaz: quem quizer
falle na taberna de Joaquim Coelbo de Al-
meida. na Boa-Vista, ou com Antonio Con-
calvcs Ferreira ConceifSo.ua rua da Praia.
33.". :s ?,?/\CC
lis
hia n u uu crreme : amia existo alguns
bilhetes, meios e quartos venda, na praca
da independencia, loja n. 33. Adv-rte-se que
hoje, sem perda de lempo, deve u ser vendi-
dos os bilhetes por causa da prxima che-
gaila do vapor.
Precisa-se de um feitor para um sitio
nos Remedios, que emenda de plantacOes :
a tratar no caes do Ramos, sobrado de dous
andares, no primeiro andar.
O abaixo assignado, com loja naos-
quina da rua do Crespo n. 5, declara que
n3o tem nem vende em sua loja roupa feta
em paizestrangeiro, desde adata ein que
foi ltimamente colectado pelos langadores
por Ihe acharcm na or -asilo do lancamento
tres duzias do camisas smente, as quaes
mostrou ao dito lancador, compradas para
seu uso, que por lbe nao servirem, expz a
venda, ignorando pagar o imposto respec-
tivo.Miguel Jos Barbosa GuimarSes.
FEITOR.
Precisa-se para um sitio pequeo, parto
da praca, de um feitor solteiro que enlenda
ue hortaliga, etc.: dirjase ao primeiro an-
dar de n. 20, na rua do Torres, praca do
Corpo Santo.
Milito e mais g-
neros.
Na taberna grande ao lado da igreja da
Soledade, continuam se a ven ler saccas com
milho bom : de novo avisa-se aos bous fre-
guezes que esto estahelccimento acba-so
bem surtido e de bous gneros, como sejam:
queijos do reino, do sertSo e de pratb, doce
de goiaba, vinbos de muitas qualiJades.
bous, manteigas inglesas c francesas, cha
lino, entrelio, verde, hysson e preto, bola-
chinhas linas e grossas, assuoar de todas as
qualidadcs, e pista, fino, do Moiitoro, sar-
dinhas de Mantos, amendoas, passas c casta-
nhas piladas, massas linas para sopas, e
muitos gneros bous do diario de uma casa
do bom paladar, ludo por menos preco pos-
sivel. Na mesma casa precisa-so de um ho-
mem que faca cigarros.
Ao Preguica que est
queiiotndo.
Na loja do Preguica, rua doQuoimadon.
2, vendem-sc com todo o desembarazo e
sem preguica, militas e diversas fzeodas
por preco baratissimo ; entre ellas notam-
se cambraias francezas, padrees nofos e co-
res lxas, pelo baratissimo prego de 480 rs.
a vara, pecas de chitas escuras- de excelen-
tes pannos a e G?, e um covado a 140 e 160
rs lencos de camb^aia para maos a 120 ca-
di um, lencos sola d muito bom gosto
a 800 rs. c mui lindos padroes a 4o0 rs. o covado, boni-
tos pannos para mesa a I392O, rumas case-
miras para calcas e palitos a 500 rs. o cova-
do, e outras muilas fazendas que deixa de
mencionar.
Pede-se ao Sr. M. A. V., morador em
C,...., haja de vir ou mandar pagar at o dia
30 de maio, na rua larga do Rosario n. 46,
primeiro andar, a quanlia que nao ignora,
do contrario lera o prazer de ler constante-
mente neste Diario o seu nome por extenso:
Para espera basla um anno.
A pessoa queannunciou permutar 011
vender uma mulata com habilidades, quei-
ra dirjgir-se a ru. da Cruz, no Racife n. 35,
segundo andar, que agradando se fara todo
e qualquer negocio. .Na mesma casa ha para
vender um balcao de amarello com volta,
proprio pa-a escriptorio, muito bem feito.
A fabrica desabito da rua Imperial.
Precisa-se de serventes livres ou escravos,
e tem-se para vender urna bomba de ferro, e
algasias varas de rJe de rame galvauisado,
pipas e barris vasios.
I Mio-Forraoso. 1
*g O Dr. Jo3o Hnnnrio Bezerra de Mne- %"
Sf medie, pela I-Acuidad. ,'l"l ,ua residencia un cidade da Rio-lar- rife
., inoso, e de novo eflsrere eus erviQos lo- TS
V. jas a. pessoas que o liourareui com su ron- Oi
@ Baaes
Q
Jardim publico em Per*
iiaiiibuco, rua da Sole-
dade ii. 70.
Neste multo grande jardim lia muito gran-
de varioiade de llores novas nesta provin-
cia : rosas, dalias, e outras muitas quali la-
des, assim como ps de alecrim do norte,
sylindras, ele etc. : lambem ha muitas
quahdades de figos, uvas, qualidades novas,
sapotas esapolis, etc. O tempo he proprio
de plantainas. Aprontam-se encommendas,
lauto para o centro da provincia, assim c i:no
tambem para as mais do sal e norte. Pre-
sentem-nte as roseiras estilo com flor para
a vista dellas se fazer boi escolha.-
Precisa-so do um cafxeiro portuguez,
com pratica de taberna, de 18 a 20 annos :
quem pretender, procure no aterro da Boa-
> isla n. 84, que ah se dir quem precisa.
Roga-se a Sra. Arminda Pinheira dos
Santos, que queira declarar a sua morada,
para ser procurada, a negocio de muito in-
te resse.
--- Desappareceu no dia 1.- de maio deste
ando, do engenho Camassari, da freguezia da
tscada, uma cscrava crioula de nomo Mana
Leonor, idade 28 annos, cor fula, estatura
mediana, e regular, com falla de denles na
nenie, talla alaciada e dengosa : quem a
appreheudcr, conduza ao dito engenho,
que sera generosamente recompensado.
- Precisa-se de uma pessoa para o ser-
vio interno de una casa estrangeira, que
enlenda de cozinha : na rua Nova n. 17.
A!ugam-se is dous quintaos da rua do
Apollo, com uma porta coche.ra, para o mes-
mo (tm : a tratar na rua da Senzalla Velha
n. 70, terceiro andar.
--- Precisa-se alugar uma parda ou preta,
preferindo-se escrava, que saiba tratar de
criancas, e dos seus arranjos : a pessoa que
a tiver, ou queira ilisso se encarregar, din-
ja-so a rua de -.. Francisco, como quem vai
para a rua Bella, obrado n. 8. para tratar de
seu ajuste, que sera bem pago avisla de suas
qualidades.
Sac-se qualquer quantia sobre o
Porto, pelo vapor inglez .Teviot, prximo a
chegar: no escriptjno deT.de Paria, rua
de Trapiche n. 40.
COMPANHIA BRASILBIRA DE PAQUETES
A Vapor.
Previne-se. aos senhores passageiros que
livercm de seguir viagem no paquete Gua-
nabara para Nacei, Balea e Rio, e que deve
chegar do norte de 20 do corrente por dian-
te, que esse vapor deve seguir para o sul no
mesmo dia da ebegada a este porto, sendo
convenieulc, por isso que os seus passagei-
ros vilo tomar suas passagena com antece-
dencia, na agencia, rua do Trapiche n. 40.
Aviso
J. P. Adour ,\ c, fazem publico que de
seu poder exlraviaram-se duas lettra porel-
les sacadas em 10 de novembro de 1356, a
sua ordem, valor em fazendas, urna de .
386/600 reis, a quatorze mezes, e outra de
193>300 res, a 19 mezes, aml.as aceitas pelo
Sr. Joflo Ignacio Soares de Avellar, a quem
prev-niram pira s niio pagar seno a elles
$$@$$@ $$$$&
Desappareceram do poder de seu se-
nhor, Fortunata crioula, qne represonta ler
36 annos de idade, com os signaes seguin-
tes : ollios afumaqados, nariz apapagaiado,
cara comprida, com todos os dentes, cor pre-
la, alta, com uma marca no sangradouro do
braco esquerdo, proveniente de queimada-
ra, e outra no peito do p tambem esquerdo,
cachimba muito e he bem fallante ; costu-
ma andar principalmente pela rua do Col-
legio, e d"ahi at o pateo do Terco : ha ma-
teria para suppor-se estar seduzida e acolla-
da no bosannlio, ou ter sido exportada para
Nazareth, Serinnaem, S. Lourenco da Mata,
contra os quaes exportadores, seductores e
aceitantes (bem suspeilarnos quem seja) ja-
mis detxaremos de usar da faculdade que a
lei nos concede : suppoiims tambem ter ido
para o Rio Forrnoso, S. Anlflo, Canavieiras
dislricto da Gloria, o parles de Goianna, em
companhia de um mualo escravo por nome
Marcelliuo. E Mara, de Angola, bem alia,
olhos brancas, desdentada, falla mansa, com
um carbnculo bem sobre os peitos, o qua
ainda nao esta completamcuie sito, com as
pernas malfeilas, de maneira que parecem
inchudas, suppoe-ee tambem ler sido expor-
tada para os lugares cima mencionados, ou
estar acoitada em algumas das casas da Ca-
punga e Ponte Velha : encarrega-se pois aos
capilaes de campo e autoridades policiaes,
apprehenderem-nas e levarem a seu sqohor
na rua da matiiz da Boa-Vista n. 36, ou no
Rosarinho, sillo que foi do fallecido Alexan-
dre daSilva Fragozo, que serao recompen-
sados.
Precisa-se de um capellao para um en-
genho em Serinhaem,da-se bom ohleuado :
a tratar na camboa do Carino n. 18, com Sil-
verio Joaqnin Martina dos Santos.
Quem annunciou querer contratar um
menino para um ollicio, dirija-se a esta ly-
pographia, .que se dir onde deve procurar.
PUBLICACAO KKLIGIOSA.
O Brasil.
Peridico Catiiolico, Litterario, e Noticio-
so, publicado no Rio de Janeiro,' subscreve-
se na livraria' n. 6 c 8, na praca da Indepen-
dencia a 63 por-semestre, pagos adiarftado.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier Jaz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
lio na Passagem d Magdalena, que lica ao
norte da estrada cutre a ponte grande e a do
Chora-menino, e afci tem preparado uma
casa de saude com todos os commoJos para
o tralamento de escravos, cujos senhores
residam lora da praca, ou "que nao os pos-
sam curar em suas proprias casas : quem
para isto quizer-s-o ulilisar de seus servicos
mdicos, que serao desempenhadus com o
maior zelo, dirija-se ad palco do Carmo n.
9, primeiro andar, ou no referido sitio da
Magdalena. Preco3^000 diariosexceptu-
ando conferencias, sanguesugas e opera-
Ces.
Ao publico.
Ao publico e principalmente aos meus fre-
guezes, tenhn a honra de participar, que me
acho presentemente habilitado para forno-
cer qualquer obra de minlia profissao, dos
mais escolliidos e melbores pannos, como
No dia 22 do corrente, na sala das an-
diencias, linda do illm. Sr. Dr. juiz de or-
pli.ios, se deve arrematar a casa que lica con-
fronte a igreja de N. S. dos Remedios, ava-
llada por 2:OoO rs penhorada aos herdei-
ros do major Francisco de Asis Campse
sua mulher, por execugao do Eira. Sr. vis-
conde de l.ourcs.
Jos Antonio Moreira Das & C, fazem
sciente aos seus freguezes e mais compra-
dores de plvora, que continuam a ter um
completo sortimenlo deste genero, das me-
lbores qualidades que vem a este mercado,
eas amostras encotitraro em seus oscripto-
rios na rua das Larangeras n. 14, e rua da
Moeda n. 23.
Fugio no dia 11 de maio do corrente
anno, a escrava crioula de nome alaria, com
os signaes seguintes baixa, corpo regular,
falta de dous dentes na frente, rnos e ps
pequeos e apalbetados, suppe-se estar
grvida, tem uma marca em uma pa, cahin-
do para baixo do braco, crespa do tamaito
de um annel, representa ter 20 annos de ida-
de, foi vista pela manhaa nos Afogados, sup-
pOe-seque siga para Gloria de Gaita, donde
he natural, e para o Pao d'Albo, onde tem
prenles : quem a pegar leve-a a rua de S.
Rita c. 5, quesera recompensado.
- No dia 20 do corrente mez, depois da
audiencia do Dr. juiz municipal da segunda
vara, se hao de arrematar por venda na sila
das audiencias, os bens penhorados a Luiz
Pires Ferreira, por execucao de Marianna
da Conceicao Pereira, escrivao Baptista
Peranle o juizo dos feitos da fazenda,
se bao de arrematar em ultima praca, os bens
seguintes:
Uma casa terrea de pedra e cal, sita na rua
das Aguas Verdes n. 52, com porta e janella,
com 16 palmos de largura e 79 ditos ae com-
primento, com 3 quartos, cozinha fora, quin-
tal em aberto, no fundo cacimba s e entu-
lliada, por l:000o000 reis, penhorada a JOs
Borges.
Uma casa terrea na rua do aral das Cinco
Ponas n. 41, a qual tem quintal murado
em parte, cacimba propria, por700s, penlio-
rado a Vicente Barbosa, testamenteiro de
TheoJora de Jess Alves.
Uma casa terrea da pedra e cal, no lugar
do Forte n. 4, tendo de largura 58 palmos, e
27 ditos de comprmanlo, com quintal mura-
do no tundo e cercado a esquerda, cacimba
s, differentes fructeiras no quintal, por .
1:0003 rs., penhorada aos herdeiros de Filip-
pe Anselmo.
Urna casa terrea na freguezia de .Jos,
na rua Imperial n. 919, a qual tem 30 palmos
de frente, e 46 de fundo, por 3003, penhora-
do a lzidoro Marques de Colunha.
Uma casa terrea na rua do S. Miguel n.
50, com 15 palmos de largura, e 50 ditos de
comprimento, 2 salas,1 quarto, cozinha den-
tro, qniutal, em ch3os foreiros. e em nio es-
tado, por 20/, penhorada a Paulino Hercula-
no de Figueredo.
Uma casa terrea na povoacao dos Afogados
na rua dos Passos, sendo de taipa n. 3, de
porta e janella, com 19 palmos de frente, co-
zinha dentro, quintal em aberto, chaos fo-
reiros, por 403, penborado a Manoel Jos Ri-
beiro.
Um espelho grande de raxilbo do mogno,
por 323 rs., urna mesa de meio de sala de
angico, por 10, penborado a madama Mo-
veroay.
Uma banca de tornear, com seus perten-
ces, por 60 rs., um torno de ferro em bom
estado, por 123 rs., penborado a Antonio
Fernaudes Braga.
Uma pequea casa terrea de pedra e cal,
na freguezia de S. Jos, na rua Imperial n.
196, com 18 palmos de frente, e 43 de fun-
do, achando-se em caixao, quintal em aber-
to, chaos foreiros, por 1003 rs penhorada
a Joaquina Bertholeza das Dores.
Uma casa terrea na rua do Motocoiomb n.
56, com 16 palmos de largura, e49 de fun-
do, 2 salas, 1 quarto. cozinha dentro, quin-
tal era aberto, com,porta e janella de frente,
em pessimo estado, e em chaos foreiros, por
20.3 rs., peuhorada a Rosa Maris de Jess uo
Nascimento.
Um sobrado de dous andares esotao.na
rua da Guia n. 42, com 33 palmos de largu-
ra e 127 ditos de comprimento, cozinha den-
tro, quintal pequeo e murado, por 7:000,
penhorado a Silvestre Antonio Lages.
Uma casa terrea na freguezia de Santo An-
tonio, na travessa dos Quarleis n. 21, a qual
tem 25 palmos do frente, e 49 da fundo, d-
zinha dentro, pequeo quintal, em mao es-
lado, por 800/, penborado aos hlerdeiros do
Joanna Mara da Silva.
Uma casa terrea mei-agua, no becco das
Miudhihas n. 15, a qual tem 17 palmos de
frente, e 33 de fundo, por 400, penborado a
Francisca Maria da Conceicao, por Thereza
de Jess Baudeira. *
Uma pequea casa terrea na freguezia do
S.Jos, na rua Imperial n. 208, a qual tem
a frente de lijlos, e os oilOes de taipa, ten-
do 28 palmos de frente, e 45 do fundo, co-
zinba fora, quintal em aberto, por 250?, pe-
nborado a Manoel Alves dos Santos. Julio.
Uma casa terrea na freguezia de S. Jos,
na rua Imperial n. 200, com 19 palmos de
frente, e 50 ae fundo, cozinha lora, quintal
em aberto, cacimba propria, por 4003 rs., pe-
nhorada aos herdeiros de Euzebio Lopes.
Uma casa terrea mei-agua, no becco do
Calderero n. 4, com 16 palmos de frente e
28 de fundo, por 500/rs., penhorada aos
herdeiros de Jos Mana de Amorim.
15 potes grandes de lourja por 53 rs.
102 dilos pequeos de louca por 203 rs.
21 vidros grandes com tampa por 43 rs.
209 ditos pequeos por 53 rs.
63 garrafas brancas por 7/ rs.
33 ditas pequeas por 33 rs.
1 caixa pequea de l'ollta por53rs., con-
tendo 19 vidros.
36 vidros maiorespor 13500 rs.
30 frascos pretos por 13 rs., penhorados a
Bento Luiz de Carvalbo
3 caixes de pinito por sr-rs.
16 medidas de (landres por 1 rs.
1 barril vasio por 320 rs.
5 pesos de ferro por 13 rs.
5 medidas de madeira por 1 rs.
1 braco de batanea por 33 rs,, com concha
e corrente de latao.
I pequeo caixao para sal por 500 rs.
31 pedacos de taboas de ptnho por 23 rs.
l balcao em 2 pedamos por 2-3500 rs., pe-
nhorados a Jos Pereira da Silva.
Os pretendentes comparecam na sala da
audiencia, as 10 horas da manba do dia sJ
de maio crreme.
Bilhetes de visita.
Graiam-se e imprimem-se com perfeir.ao bilhetes
de visita, lellras de commercio e lodoso objecin da
sejarn. casacas, fraques, sobrecasacas, val- *?(*'. julros, vi.il.elase qmesquer de-
ludo, fustao etc., para collcte*, casimiras as ?" A1,u\n'"e firmas' w*lti' nl Ulho do-
m ;- li. i 1 11 tu'":1" -o<5"iiis ce como ein relevo, ornamento com obieclosdeooro
man. lina:., de bellos padroes. de todas as e ,,ra.a. Faz.en.-se r,co,. |d oainae. n.
cores para calcas, brins etc e me encarrego
de exncutar qualquer encommenda, pela ui-
e originae para
bordado! de labjrinlho. Adrollie-ie a recosa de
quaesquer rtrsle ohjeclm no eaio de no tirarem a
i tima moda da Europa, dcbaixo de lo la ga- "nlenio d |i'so;is que os encpmmendarem.: que
I----------------------------------------- .....: ...... .-. Xf n ------------^.-:------------------- ,-----------| -^-* 1.IM (lllllll- U'ini ? lll t
sagiaores. Iteciie 15 de maio de rantia, por commoJo preco. J. liunder aI-' (,re,e"'ler ,lir,Ji,'se a q^qoer le.ie lu*rn
s
1857.J. p. Adour d-C
CARNEIRO FGIDO.
Fugio no sabbado 16 do corrente, um car-
n-irotodo branco, com uma corla em roda
do pescoco, sendo a motada uma lira de cou-
ro, he bastante grande e muito manso ,
quem o tiver adiado querendo restitui-Io;
dirija-se ao Campo Verde, primeira taberna:
que paga-se as despezas.
Tiocam-se notas do banco do Rio de
Janeiro, com descont, rjvjr moeda corrente
tiesta praca : no escriptorio n. 40, rua do
Trapiche.
faiate, rua Nova n 52.
- Existe para vender-se na rua da Cruz
n. 26, dous fardos de fumo de primeira qm-
lidade, para capa de charutos, o qual he ve-
llio de dous annos, e vindo da Babia lti-
mamente.
Precisa-se de nm feitor para sitio :
no sobra lo da rua da Gloria n. 7.
Otferece-se um preto bom cozinheiro,
proprio para casa estrangeira, ou mesmo
para qualquer familia, alianza-sen con.luc-
ia : quem precisar dirija-so a rua da Senzsl-
la Velha n. 10, primeiro andar.
Iiairro do llerite, rua da Madre de Deo n. 32, pri-
meiro rfndr ; em Sanio Aolonio, na livraria clansica
do .pateo do Collegio n. 2 ; na- Cinco PouUl, lobra-
.lo ili- quina cuiifruiile a nialriz aova.
Brinquedos pa-
ra meninos,
Vendem-so diversidades de objectos de
ac, muilodelicados e proprios tara meni-
uos brincar, por precos muito baratos : na
rua de Queimado, na bem conhecida loia de
miudezas da boa|fama n. 33.
MUTILADO





DIARIO DE PERNAMBUO QUARTA fEIRA 20 DE MAIO DE 1857.
:*^i#hr*!$9-;*??* He BBE SHg
? I'I:i)IV.\S PHECIOSAS-
* Aderemos de brilhanlas. *
>; diamante e perol*, pal-
% ataras, alfinels, brinco *
J a rozelas, boloes anneis <,
% de difireme gostos e de >'
I diveraas pedras de valor. J

; Compram, vendem ou
Irocamprala. ooro, bri- s
D
qoaesqoer
dihlieiro $
:
, la, oulras
* joiade valor, a
* uu por obras
m
ioreira i inm,
LOU O OIRAS
Ra do Cabuga n. 7.
iecebem por to-
dos os vap< res da Eu-
ropa *s obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
; .<
ffi oi:r E prata. *
Aiiereros completos de ^,:
. ooro, meios ililos, pulsei- $
* ra. allineles, brinco* <
S rojetas, cordes, Irancel-
<5 lins, medalhas, correnles
* e enfeiles para relogio, e
gj outros muitos objecto9 de
j ouro.
* Aparelhos completo de
prala para chu, bandejai, 5
salvas, entlicae, colheres 4.
de sopa e de cha, mu- i
los oulros objeclos de *
prata. m
e sem
11. 12
de Lisboa, as quaes veodem por
pre$o commodo como costumam.
Compra-se om palileiro de prata lirta
feilin : na roa da Calcada sobrado amarello
Vendem-se de 10 millieiros para cima."
pedras de fugo na ra da Cadnia do Recile
n. 31.
Vendse UOn negra com todas habili-
dades, engoman milito bem, cozee faz do-
ces, e de muito boa conducta, no ra do Li-
vramento n. 4.
Vende-sc nma boa escrava crioula,
de 20 annos de idade, prendada com to-
das as habilidades, e urna Olltra cjuo re-
pula 22 anuos, boa ligara e sem habili-
dades : na ra do Cabuga' n. l, segundo
andai.
ESCRAVO PECA.
Veode-se um escravo crioulo, de 20 a 22
annos de idade : na ra do Livranmento
n. 29.
C0ISULT0R10 HIEOPATHICO
DO
Onde se acham sempre os majs acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
em glbulos, e preparados com o maior escrpulo e por presos bastante commodos :
PRECOS F1XOS.
Botica de tubos grandes. 10/000
Dita de 2* ... 155000
Dita de 36 20JSO00
Dita de 48 a 255000
Dita de 60 ... 303000
Tubos avulsos a....... 10000
Frascos de tinturrademeia onca. 2000
Manual de medicina homeopathica de Dr. Jahr com o.dic-
1 cionario dos termos de medicina.........
Medicina domestica do Dr. Henry.........
Tratamento do cholera morbus
Repertorio do Dr. Mello Moraes
Attencao
o
It. C. Yates & Cornpanhia: estabelecidos
no Rio de Janeiro, na ra do Hospicio n. 40,
vendo un annuncio publicado em urna das
folbas de Pernambuco pelo Sf. Barlbolomeo
F. de Souza, prevenindo ao publico que o
verdadetro- xarope do bosque si elle be
quem vende,prevenimos ao mesmo publico,
que o nosso xarope he remetlido do Rio de
Iruelro pelos cima proprietarios ao S
Manuel Alves Guerra, e este senhor fez o d<
psito para ser vendido na pharmacia do Sr.
los da Cruz Santos, na ra Nova n. 53, uni-
cos por nos autorisados para venderem o
nosso verdadeiro, e mais prevenimos aos
sonhores consumidores, que ba perto de 5
annos os rotlos collados as garrafas s3o
assignados por Henry Prins, como procura-
dores dos cima proprietarios. Rio de Janei-
ro 13 de Janeiro de 1857.
Bartholomeo Francisco de Souza, len-
do o annuncio dos Srs. R. C. Yates & Corn-
panhia no Diario n. 17, em que diz ser s-
mente verdadeiro o xarope de bosque que
>e vende nesta cidade na pharmacia do Sr.
los da Cruz Santos, onde fez deposito o
Sr. Manoel Alves Guerra, que recebeu delles
proprietarios, declara ao publico, que n3o
duvrda seja falso o xarope de bosque que
tambem vende em sua botica, mas assevera
que elle he comprado aos mesmos Srs. R.
C. Yates & Cornpanhia, do Rio de Janeiro,
como provam os documentos abaixo :
RIO DE JANEIRO 8 DE AGOSTO DE 1856,
O Sr. Barlbolomeo Francisco de Souza
comprou a R. C. Yates & Cornpanhia :
4 duzias de garrafas com xarope
do bosque a 545000.........2165000
6 duzias de 1|2 garrafas com xa-
rope do bosque a 279000......1629000
Rs. 378000
Recebi o importe cima, do Sr. Antonio
loaquim Vieira de Carvalbo. Rio de Janeiro
{de agosto de 1856. Por R. C. Yates &
".oropanhiaJos Paulino Baptista.
Reconheco verdadeiro o signa"! supra. Re-
Sife 8 de agosto de 1856.
Em fe de verdade.
Manoel Hilario Pires Ferr5o.
RIO l)E JANEIRO 18 E FEVERFIKO DE
1857.
Os Srs. Constantino Gomes de Faria & Fer-
reira compraram a R. C. Yates & Cornpan-
hia :
4 duzias de garrafas com xarope .
do bosque a 5*5000. ........ 216/000
6 duzias de 1|2 garrafas com xa-
rope do bosque a 275000......162/000
Rs. 3785000
Recebemos o importe. Por R. C. Yates &
CornpanhiaW. C. Cerwarlt.
.Nos abatxo assignados declaramos que
compramos o xarope cima para o Sr. Bar-
tholomeo Francisco de Souza, de Pernam-
buco, em virlude de sua ordem de 3 do cor-
rente. Rio de Janeiro 18 de fevereiro de
1857.Constantino Gomes de Faria & Fer-
reira.
Reconheco sor verdadeiro o signal supra
de Constantino Gomes de Faria i Ferreira.
Rio 18 de fevereiro de 1857
Em f de verdade.
Pedro Jos de Castro.
205000
10/000
2/000
6*000
$0*ttg>t3$.
Compram-se travs de 25 a 35 palmos
de comprimento, e palmo de grossura : na
livraria da praca da Independencia n. 6e8
Compra-se urna cabra costumada a
criar menino : na ra de S. Francisco, so-
brado n. 8, e na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
Compra-se efectivamente na ra das
Flores n. 37, primetro andar, apolices da di-
vida publica e provincial, acetos das compa-
nhias, e da-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas quantias, sobre penhores.
Compra-se um coelbo unaxo): na
praca da Boa-Vista n. 7.
lllllllli
muitissi 1110 finas e de limi-
to bons gostos.
Vende-se a verdadeira agua de colonia do
Piver, simples e ambrtada em frascos de va-
rios tamanhos, banbas muito finas e de mui-
tas qualidades em ricos vasos, espiritos e
extractos muito linos e de muitas qualidades
em frascos de muito gosto, sabonetes muito
nos e de muitas qualidades, agua de lavan-
de ingleza, fazenda muito boa, vinagre aro-
mtico tambem inglez e muito bom, extrac-
tos muito finos proprios para bolso de es-
tudante, escencis de rosa, pomada franceza
muito boa, macassar perola muito bom e de
todas as cores, dito oleo, pos para denles,
pastilba c oulras muitas perfumaras, tudo
muito fino e de muito* gostos, dos melhores
fabricantes da Franca e Inglaterra, e tudo se
vende barato na ra do Queimado, na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
Na loja nova ao p do arco
de **aiito Auto sao.
Aviso aos sen Mores de
engenho.
Cobertores de aigodfo a 500 rs. cada um :
na ra do Livramento n. 16.
Vendem-se velas de carnauba, com-
postas, da melhor fabrica do Araraly e sa-
patos do Aracaty muito bons, tudo por pre-
qo commodo : a ra da Gadeia do Recife n
60, primeiro andar.
Attencao.
Na ra de Santa Thereza, casa n. 7, ven-
dem-se cortes de cambraia franceza a 2/000
o corte, cortes de chila franceza com8l|2
covados a 1/ o corte sem avaria, duzia de
meias de cor para homem a 35, sahe o par a
250 rs., duzia de meias de senhora a 25*00,
lencos de cambraia com bico a 200 rs. cada
um, he fazenda (na.
- Vende-se a taberna da Capunga, per-
tecente a Francisco Joaquim Duaite : a tra-
tar com Jo.10 si man de Almcida, na ra do
Vigario
chaly
Sentad.
No pateo do Carmo, esquina da ra de
lionas n. 2, vende-se gomma a 100 rs., man-
teiga ingleza boa a 6*0, 720, 800 rs., 960 e
15120, muito lina franceza a 720, banha a
520, oleo de ricino a 480 meia garrafa, pe-
netras de rame do melhor fabricante de
Lisboa.
BATATAS HOLUNDEZA.S.
J desembarcaram as superiores batatas
hollandezas, em gigos, e vendem-so no ar-
mazcm de barros & Silva.
Ama.
precisa-se de urna ama para casa de.poa-
ca familia, que saiba cozinhar, e engommar,
com toda a perfeicao, e paga-se ben\ : ua
ra do Ccllegio n. 15, armazem.
JOHN CAT1S,
corrtor geral
E AGENTE DE LETLO'ES COMMERL1AES,
n. 20, ra' do Torres,
PRIMEIRO ANDAR.l
praca do Corpo Santo
RECIFE.
Afericao.
Scientifica-se a quem convicr, que a revi-
s3o de pesos, medidas e balancas, pr incipia
do 1. do corrente a lindar no ultimo deju-
nho : na casa da afericao, no pateo do Ter-
0 n. 16.
SEGURO CONTRA FOSO.
Cornpanhia AlliaDce..
Estabelecida cm Londres, em marco da 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra da 11
tornar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a quem mais convier que estao plenamente au-
torisados pela dita cornpanhia para eflecluar segu-
ros sobre edificios de tijolo e pedra, cobertos da
lelha e igualmenla sobre os objectos quecontiverem
os mesaos edificios quer consista em mobilia ou
tai fazendas de qualquer qualidade.
HA LOJA
da boa fe.
vende-se muito barato
Colchas de damasco pelo diminuto preco
de u >"0o. ricos pannos para mesa a 35, atoa-
Ihado adamascado com 8 palmos de largura
a i.-iOo a vara, mussulina branca muito fina
a 500 rs. o covado, ditas de cores de padres
bonitos a 320 o covado, chitas francezas
muito finas a 320 o covado, brim branco de
puro linho a 154*0 a vara, dito pardo tran-
cado tambem de puro linho a 19280 a vara,
ganga amarella muito lina a 320 o covado,
cambraia muito fina com salpicos brancos e
de cores a 15 a vara, alpaca preta fina 6*0 o
covado, cantSo preto muito fino, fazenda su-
perior e propria para vestidos de luto a 960
o covado, panno fino azul a 35 o covado, dito
muito fino a 5/, dito preto muito lino a 5#,
dito inuii > superior a 65, ditos verde escuro
e cor de caf muilo superiores a 69, cortes
de casemira preta, lina, para caira, com lis-
Ira bordada a 105, cortes de gorgurSo de
seda para collete a 2/, ditos de casemira
preta bordada a 65, fuslo branco muito fi-
no a 25 o covado. cortes de cambraia preta
com 7 varas, pelo diminuto prego de 25 cada
um, ditos de dita branca com salpicos de
cores, tambem com 7 varas a 292*0, sarja
preta hespaobola a 2a o covado, grosdena-
ples de cores a 1/800 o covado, seltm preto
lavrado multo superior a 295O o covado,
gorgurSo preto de seda com salpicos, pro-
prio para colleles a 35500 o covado, luvas
brancas muito finas, de fio de Escocia, muilo
proprias para os srs. ofliciaes militaren, pelo
baralissimo preco de l e par, meias pretas
de 13a, proprias para os Srs sacerdotes a
15-811 rs. o par, ditas de laia muito superio-
res a 1800 o par, meias de algodo cru,
muilo superiores para meninos a 400 rs. o
par, lencos brancos de linho muito finos a
400 rs., chales de Ua rxos e pretos, pelo
barato preco de 39, fil Je linho liso muilo
fino a 800 rs. avara, princeza preta fina a
720 o covado, dita muito lina que rivalisa
com merm a 1 o covado, e alm disto um
completo sorlimento de fazendas de todas as
qualidades, que se veodem muilo barato, na
ra do Queimado n. 22, na bem conhecida
loja da boa f.
Custou, porm chegou, os mais ricos en-
feites para cabeca de senhoras, chitas fran-
cezas de ricos padroes a 240 rs O covado,
sapatinhos para meninos de diversos gostos.
Nesia loja tem.continuadamente um comple-
to sorlimento de fazenda de bom gosto, e se
vende tudo por barato preco.
Vendem-se excellentes uvas muscatel
a 15000 a libra : na esquina da camboa do
Carmo n. 46, taberna.
Ao barato, que se acaba.
He chegado a ruado Rangel n. 11 o supe-
plor cha de S. Paulo, o qual se vende em
latas de 1, 2, 4, 6 e 8 libras, pelo diminuto
prego de I36OO a libra.
Farinha de milho.
No moinho de vento, junto da lun Jicio de
Santo Amaro, moe-se milho a 100 rs. a cuia.
No mesmo estabelecimento vende-se farinha
de milbo por pregos razoaveis, assim como
um par de rodas diaoteiras para carro, fer-
radas, com buches e eixo, queapezar de lu-
do ser novo, so vende mui barato.
Vende-se um sitio na estrada do Rosa-
rinho, que foi do fallecido Fragoso, planta-
do e cercado de novo ; e urna escrava perfei-
ta engommadeira, lavadeira e cozinheira : a
tratar no mesmo sitio.
Vendem-se velas de composico, pro-
prys para malar formigas : na loja de fer-
ragens e miudezas, na ra Nova n. 35.
No escriplorio de Jos Antonio Morci-
ra Dias & Cornpanhia, na ra das Larangci-
ras n. 14, vendem-se velas de composlgfio,
proprias para malar formigas.
No escriptono da ra da Moeda n. 23,
vendem-se velas mixtas, proprias para ma-
lar formigas
Vende-se una casa terrea com quintal
murado, castalias para pretos, arvoredos de
fructo, cacimba e tanque para banho. sita
nos Afogados, na do Motocolomb n. 28 : a
Iratar na ra da Soledade n. 6*
Vendem-sc as seguintes obras em fran-
cez : diccionario da conversacao, 52 vols.
em 8.-, Finimore Cooper, 4 vols em 4.-,
Walter Scot, 3 vols. em 4.-, Cesar Cantu, 10
vols. em *.\ memorial de S. Helena, I vol.
era *., Hel cambista universal, 2 vols. em
Pardessus direito commercial, 6 vols
em 8.-, Vincez legislagao commercial, 3 vols.
em 8.', Scribe, 3 vola, em 4.', Dumas im-
pressOes de viagem. 1 vol. em 4-, Luiz XIV,
1 vol. em 4.-, 05 tres mosqueteiros, 1 vol. em
4.*, Veilles litterairesde Vctor Ducange, I
vol. em 4.-,obras completas de Moliere,'
vol. em 4.-, Eugenio Sue, o Judeo Errante
Paula Monti e Thereza Dunoyer, 1 vol. em
4.-, Veilles litteraires de Michel Masson, 1
vol. em 4.-, Balzac, 3 vols. em 4.-, Paul Fe-
val, 2 vols. em 4.-. Jacon, 4 vols. em 4 ,
diccionario do commercio, 2 vols. em 4.-.
Tambem se vende a biblia sagrada cm por
tuguez e latim em 7 vols., ricamente enca-
dernada : quem alguma destas obras pre-
tender, pode annunciar, que sera procu-
rado.
achamalotado. de todas as
cores 1,100 rs, o co-
vado.
Na ra do Queimado n. 21 A, vende-se
chaly liso ajhamalotado, fazonda esta de
muilo gosto, chegada pelo ultimo vapor da
Europa. DSo-se as amostras com penhor.
Capas e polainas
PROVA D'AGIA
Feitas pelos melhores fabricantes inglczcs.
VENHAM E VEJAM O' GENTE !!!
Vendem-se de 8 a 125000, iguacs as de 20/ :
na ra da Cruz n. 2.
(]rtes de chita
franceza, largra, a 2,000
rs. o corte.
Vendem-se cortes de chita, escura, mati-
zada, a 29000, om covados a 2*0 : na ra do
Queimado n. 21 A. o-se as amostras com
penhor.
Corten de chaly
de tobados a f 2#000.
Chegaram pelo ultimo vapor da Europa
ricos cortes de chaly de babados, fazenda
esta muito fina e de lindos gostos : vende-
se na ra do Queimado u. 21 A.
Sedas de qua-
ilriiiliosiiiindo i a tOOO rs.
o ovado.
Na ra do Queimado n. 21 A, vendem-se
sedinhas de quadros raiudos, chaly de lis-
tras e flores solas a 800 rs. o covado. DSo-
se as amostras com penhor.
Vende-s sement de macacheira mui-
to boa : no silio da Trempe, sobrado n. 1,
que tem taberna por baixo.
Chapeos de fel-
ti o e bonet de cabello pa-
ra meninos.
Vendem-se ricos chapeos de teltro para
meninos, enfeitados com fitas e plumas, pe-
lo baralinho preco de 35500, bonetes muito
lindos de cabello a 25 rs. : na ra do Quei-
mado, ua bem conhecida loja da boa fama
n. 33.
Sel lins e rels ios-
SELLIMS e RELOGIOS de palele
Inulez : a venda no rmaim de
Kolron Kooker & Companliia, es-
cjiiiii.i do largo do Corpo Santo nu-
mero 18.
MAS PtEfAS ilE LAIA
e algod&o para padres.
Vendem-se superiores meias pretas do
laia, pelo barato prego de 1800 o par, ditas
de algodo de superior qualidade a 600 rs. i
na na do Queimado, na bem conhecida loja
de miudezas da boa fama n. 33.
de penlesde chifres moito lions para atizar8115200,
du7ian de pentea de bajeia pala alar cabello a -J520O
i 25b00,dozia de navalhai para barba n IsOO.Krorai
de boloes madreperola para camisa a 000 reis.ditat
moilo tinoa de aeata a 160 re, groiai de botoes fi-
no* para cali;a a 280 re, carias com 25 pentea de
alfnetea Un reia.duzias de peale* de balea para a-
lizar a :I5. srozas de fvellas para sapaloia 560. du-
zias de emteles linos para aparar pennas a 25500
e 35,duzias de gallas (armnicas; a 15200 e
duzias de torcidas para candieiros a 80, res
de marcas para cobrir a 100, 120 e 1DU res, pe-
c.ai de tranceln pata benlinhcs a 120 res, pulceiras
encarnadas muito bonitas para Sra. e meninas a 200
r-.,riu/i.i- do ini.i l.i.l,,,- de linhas pretas a 240 res,
| rucas c.iin 10 varas de fin de tus a 320, 360 e 400
res, duzias de lipes a 100 rs., duzias de caias com
' clcheles a 720 r., buhas branca, de novillos de lo-
I dos os numrrus, ditas de cores, bubas da miada finas
e cromas, ditas de carrlteis brancos e de cores, cordao
de vestido de (oda a procura, biquinhos de lodas as
larguras, e baratos, rendas de lodas as larguras, es-
pellios, curdas de viola, filas de lia de lodas as co-
res, hia- de bnlio brancas e de cores, didaes, acullias
de todos os nmeros,' filia de seda de lodos os Horne-
ros, penuas de palo,cai\as de chifre, rozarios, colhe-
res de ferro, retroi de Inda as cores, vernicas, filas
debeira preta e branca,grampas.etudo o maii que se-
ja necessario para completo sortimenlo de bocetei-
ras e mscales e que ludo se venda mudo mais bara-
to do que em outra qualquer loja, na ra do 0ei-
mado, na bem couhecida loja de rniodeza da baja
fama a. 33.
Pianos.
as cores a 320, 400 e 500 rs., ditas muito fi-
nas de madreperola para palitos de meninos
e bomens a 500 e 6*0 rs., atacadores para
puchse collarinhos de camisa, de muito
rico gosto a *00 rs., 800 e 25000, dito de
cornalina para casacas a 300 rs., e outras
moitas qualidades de abotoaduras que se
venden) muito barato ; na ra do Queima-
5ioo, do, na bem conhecida loja de miudezas da
Rro"s boa fama n. 33.
Leques muito li-
nos.
Na
| DENTISTA FRANCEZ. |
w Paulo '.i na mesilla casa tem agua e pos dentrifice. -.';
I'recisa-se de um bom contra-mes-
tre como tambem ele ofliciaes de concer-
t e de toda obra : na loja de all'aiate da
ra Nova n. 60"
Precisa-se de urna ama que saiba cozi-
nhar, e fazer lodo o mais servico de casa :
na ra do Caldereiro taberna n. 60.
GG^O^v* G>GGGGOG3
Jb Joo da Silva llamos, medico pela uni- pt
2? versidade de Coimbra, mudou sua residen- l"
ity fia da ra do Cabug* para a roa Nova n. y??
fo (i'J, sezondo andar, sobrado do Sr. Dr. Nel- Sj
[ to, e abi contina a rereber, das S j l'i '".
W hora da maohla, e das 3 J 5 da larde, as J
} pessoas que o queiram consultar. g
GOGOSGO-G&GOGOGG
Agencia de passaporte e folha corrida.
Ru dino do Kego Lima.despachante pela repar-
ticSo da polica, tira passaporte para dentro
e fra do imperio, e folha corrida, por com-
modo preco e presteza.
i Uefronte da matriz da lo;i-\ isla n. Ki;, gs
5 amola-se loda e qualquer obra de corle, J
^? assim como limpam-se ferro de cirurgia da s>*
g3 loda qualidade, bale-se ouvido em espin- Q
sardas: na mesma vende-se e alugamse gj,
.. bichas, asaim como maodam-se applicar
qoalquer hora.
Vende-se a taberna da ra da Senzala
Nova n. 22, bem afreguezada para a trra,
tem bons commodos para pequea familia,
e o alugucl he l'ivoravel : quem a pretender
di rija-sea mesma, porque o dono faz todo o
negocio, visto a urgencia que tem de mudar
de lia Intacto.
Bichas de Ham-
burgo.
Na travessa do Rosario, loja de barbeiro n.
2, estao espolias a venda, aos ceios e a re-
lallio, chegadas pelo paquete vindo estes
. dias de Hamburgo, e se vendem por barato
prego, e alu'gam-se.
Vendem-se 3 moleques e 1 negra cri-
oula de idade 14 annos ; na ra da camboa
do Carino n. 12.
BAthdo faciliiita.
Na livraria Ba praca da Independencia n.
6 e 8, vende-se o'motbodo farjilimo- para
aprender ler, novamente impresso e aug-
mentado, por mil res.
Vende-se urna bonita crioulinha, de
idade 9 para 10 annos : quem a pretender,
dirij-se ao aterro da Boa-Vista n. 26, se-
gundo andar.
VENDE-SE
Superior manleisa ingleza, a libra i hu
Hila franceza mullo superior, a 880
Dita de jiorco, a 560
Cha Byana lino, a libra 25UKI
Hilo do Kio, muilo superior, a 19600
I Mu preto multo superior, a 25000
hilo perola muilo bom, a 20000
> ih.lii amarello mallo superior, a 160
Hilo brauco hespanliol, verdadeiro, 3 300
Vinho do Porto engarrafado, a garrafa 900
Dilo branco de Lisboa, a 600
Dito da l;igueira muilo superior, a 600
l'.anoella em casca muilo superior, a libra a 19280
Cerveja branca muilo superior, a duzia 75OOO
DeelJM do reino viudos no vapor, de 15" a 25000
Hilo de prato moilo superior a HDra 800
Azeile franrez verdadeiro, a garrafa 060
l.iror francez antigo, garrafas grandes a 2S560
Dilo dito, garrafas roeuores, a I52OO
llhciiriras de Lisboa, novas, a libra 600
Touciuho superior de Lisboa, a libra 400
K-primari'ie americano verdadeiro, a I52OO
Dito francez slearina, a 880
-hiiroiair iranre/. minio superior, a libra 900
lito de Lisboa novo, a 480
\mendoas novas, a libra 560
ag muito novo, a libra 400
rvada muilo nova, a 400
Ipisla muilo novo, a 160
bsrdinliasde Nanlcs muilo superior a lata 760
i oulros rouilos geoero, pelo mais diminuto preto :
a ra do Kangel o. 11.
No armazem de Henry Forster & C,
aes do Ramos, vende-sc. superior trelo
:hegado ltimamente da America.
G
Homens do povo
He chegado o lempo de serdes todos os
instantes interrompidos as vossas projec-
ladas viagens, e se as fazeis, chegais a esta-
rces aonde vos falta muitas vezes roupas
para mudardes essas que leudes no corpo. en-
sopada de agua, e assim achar-vos exposlos
a eiiiistipaQin's e a oulras molestias que de
momento vos pode sobrevir ; a urna tao gra-
ve posico he vosso dever evita-la antes, ide
sem peda de lempo munir-vos de bons ca-
potes de chuva, tanto de montara como de
andar a p. U deposito confronte o becco do
Rosario de Santo Antonio vos offerece este
garante contra a chuva, simples quantia
de 2/ a 55000, retribuir* o vosso commodo
e a vossa saude, que val tudo quanto possuis;
nao he exagerado o qne vos digo, as pos-
soas que tiverem andado pela Europa devem
saber que esses capotes U sao preferidos aos
de panno ou de borracha, n3o somonte pelo
seu mdico preco como tambem pela certe-
za de que o indiviJuo que o trouxer nos
hombros nao sent peso quasi nenhum per
nao ensopar agua nelles, assim como (cam-
iticos bracos desem pedidos para fazer qual-
ojuer servico, por isso mesmo os homens
empregados em distribuir pao pelas casas,
camponezes, viajantes, eslafetes do correio,
canoeiros do mar, empregados noschafari-
zes. ditos na capatazia da alfandega, emlim
todos os senhores artistas que nao podem
dispr de 10 a 3O5OOO para um capote de
panno ou de borracha, sao convidados pelo
presente a irem ao lugar cima indicado,
Chegou ao deposito de p5o, confronte
ao tecco do Rosario do Santo Antonio, um
bello sortimenlo do cestos fraocezes pro-
prios para costura de senhora, para fruclas
e oulros mistures, brancos e piulado-, assim
como actales brancos de verguinha,sortilos
e pintados para asgamenhas de gui com-
prprem, condenas regulares, sapatos de chu-
va para andar a p e montado, farinha de
Irigo, massas da mesma, raduzida em bom
pao provenga, crioulo e commum, bolacba
crioula ebolachinha imitando a ingleza, bo-
lachinha de ararula simples, biscoitos e la-
tas doces, assucar perola do vapor do Mon-
teiro, dito branco, somenos e mascavaUo,
tudo de torrao, dito lino branco, retinado e
somenos, caf moido simples, cha hysson do
melhor, tudo isto se vende a presos razoa-
veis, para todos os que honrarem este esta-
belecimento.
Vende-se um casal de escravos criou-
les, sendo o escravo de 30 annos e a escrava
de22, e ambos de bonita ligura e cosuma-
llos ao servico de campo : na ra da Aurora
ti. 36.
Na travessa da Madre de Dos n. 9,
vende-se o verdadeiro papel alinaco de pri-
meira e segunda sorle, proprio para reparli-
coes publicas e escriptorios, por preco com-
modo, chegado agora ; assim como urna
porcao de pedras para moer milho e algu-
mas saccas com favas, tudo muilo em couta
para liquidacao : assim como na mesma ca-
sa se precisa de urna pessoa para cobranca
na praca, dando liador a sua conducta.
Vende-se urna mulattnhamut linda.de
11 para 12 anuos, com principios de costura,
propria para urna noiva : na ra dasTrin-
cheiras n 29.
Velas superiores
Vendem-se velas muito superiores a 14$ a
arroba: he escusado tecer elogios, pois
quem comprar umi vez saber da realidade:
I na ra do Nogueira n. 21.
loja
das seis portas
Em frente do Livramento
BARATO QUE, ADMIRA, A 55000.
Pecas de cassas pintadas com 20 varas,
gostos novos, a 59a peca dam se amostras
com penhor.
la loja >
das seis portas
F.M FRENTE DO LIVRAMETVI'O.
Vendem-se cassas francezas e riscados a
meia pataca o covado, fazendas novas: dam-
se amostras com penhor.
AIEIX4S FRANCEZAS.
F.m lalinhas, as melbores que tem vindo a
esta praca, nico deposito no aterro da Boa-
Vista u. 8, defronte da boneca. Assim como
muitos oulros genejos de superior qualida-
de, por precos razoaveis, ludo chegado l-
timamente.
Na ra do Rangel 7, vende-se vinho
de caj' engarrafado ba 4 annos, feito na
provincia do Ceara.
/ 1 OS000
Vende-se excellenle cera de carnauba do
Aracaty, c Assit', de urna sacca para cima,
cscolbendo o comprador a sua vontade, pe-
lo indicado preco de 10/ a arroba : no ar-
mazem de D. R. Andrade >\ C, ra da Cruz
n. 15.
ADOLPIIE BOUR<;E()iS.
. Vendem-se vaquetas e sola fle lustre para
carro, marroquim, panno,galSo, chaves, bri-
das, bndoes e lanternas, ludo por preco
commodo : na ra Nova n. 61.
Cobre
Vcndem-se leques muito finos, com plu-
mas, espelhos e bololas, pelo baralissimo
preco de 25 e 39500, ditos sem plumas muito
boa fazenda a 15280 : na ruado Queimado,
na bem condecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
Sao muito finas
e de, isuito bons gostos.
Mussulinas muilo Anas, matizadas com
lindas cores, de padres muito bonitos e
inteiramente novos; vendem-se pelo dimi-
nuto preco de 560 rs. o covado : na ra do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Couro de lustre.
Vende-se couro de lustre francez, o me-
lhor que pode haver neste genero, pelo ba-
rato prego de 55 a pellc : na ra do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama n. 33.
Scllins
patente inglez.
Sao chegados e acham-se a venda os verdadeiros
e bem coohecidos sellins ingle7.es patente : ua roa
do Trapiche-Novo n. 42, armazem de fazendas de
AdamsoQ Howie Si C.
Flauta da cidade do Ke-
cfe
Vende-sc a planta da cidade do Recifee
seus arrahaldes, feita pelo Sr. Dr". Jos Ma-
mede Alves Ferreira, por dez.mil reis : na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Mappa das distancias da
provincia.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia, vende-se o mappa das distancias
das differentes villas da cidade entre si, e
retaceo capital da mesma, a mil reis.
Deposito
de rap princeza da fabri-
ca de E. Gars.se, no Rio
de .Janeiro.
Km casadeRabeSchmettau &Companhias
ra da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
pianos do afamado fabricante Traumann de
Hamburgo.
Algodo monstro, he pe-
cliinclia.
Vcndo-se algodSo monstro com 8 palmos
de largura, proprios para toalhas e lencoes,
pelo diminuto preco de 600 rs. a vara : na
ra do Queimado 11. 22, na loji|da boa f.
Vende-se superior linhas de algodSo
brancas, e de cores, em novcllo, para costu-
ra, em casa de Soutball Mellor & ., ra do
Torres n. 38.
1ECH1IISI0 par siex
1H0.
NAFUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
N11EIRO DAVID W.BOWMAN. *A
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA-
FAR1Z,
ha sempre ume;randesorimentodoslesaiDlesob-
jeclos demechanismosproprios paraenfcenhos,a sa-
ber : rooendase meias moendas, da mais moderna
conslrurcao ; la ivas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos ; rodas
dentadas para a -ua ou animaes, de todas as propor-
cnes; criMise bocas de fornallia e registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes.parafuios e cavilh5es,moi-
nlius de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDIQA'O.
se execu lam lodas as encommenda* com a snperio-
ridade j couhecida com a devida ptesteza ecom-
modidade em preto.
XAROPE
DO
OSQI
l'ENTES DETODASASQlALlDAE.
Vendem-se penles de tartaruga para cabello
o melhor que se pode encontrar, a 5o, ditos
de baleia imitando o mais que he possivel
aos de tartaruga, a W, 19900 e 15500, ditos
mais ordinarios de baleia a 2*0 e 320 rs., di-
tos de tartaruga para alizar, fornidos e mul-
to bem feitos a 45, ditos de marfim, fazenda
muito superior a 15500, 2f e 3-, ditos de
borracha de muito superior qualidade a le,
ditos de bfalo verdadeiro, muito finos e
bem feitos, a 640, 800 e it, ditos a imitacSo
do umeorne a 15, ditos de baleia muilo bons
a 280, 320 e 400 rs., ditos de bfalo verda-
deiro, muito bonitos e bem feitos, proprios
para|suissas e chancas, a 320 rs., ditos do
marfim muitissimo bons, fabricadoa-em Lis-
boa, para piolbos, a 800,13OOO e 1*500. di-
tos pretos de bfalo tambem para piolbos, a
500 rs.: na ra do Queimado, na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fama n- 33.
Para os jovens
n morados.
Vendem-se ricas folhas de papel phanta-
zia para escrever, cada folha com a compe-
tente capa e urna obreia de cola com qual-
quer dia da semana, pelo barato preco de
60 rs., 100, 20o e 300 rs. : na ra do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama o. 33.
Tachas de ferro.
Na fundicSo da Aurora em Santo Amaro-
e tambem no deposito na ra do Brum, logo
na entrada,, e defronte do arsenal de mari-
nha, ba sempre um grande sorlimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas c fundas ; e em ambos os lu-
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despeza. Os pretjo
sSoo s mais commodos.
Foi transferid o o deposito desle tarop para a bo
tica dejse da Cruz Sanios, na ra Novan. 53'
garrafas 55500, e meias35000, sendo falso lodo
aquelle qac nflof or vendido neste deposito,palo
quesefaz opresenteaviso.
niFOUTAlVrc PAM 0 PUBLICO.
Para curade phtysica em lodoosseusdiflereD
iegraos, quermolivada por constipacoes, losse
a siiini a,pie un/.escarn- desangue, drdecos-
ladosepeito, palpilacaono coraraoxoqueluche
bronchite, dorna garganta, e lodas asmolestia
dos org os pulmonares.
Oeulos e bonetes
Varandas e grades.
Um lindo e variado sortimenlo de model-
los para varandas e gradaras, de gosto mo-
dernissimo- na lundigao da Aurora em San-
to Amaro,e no deposito da mesma, na ra do
Brum.
Moendas superiores.
Na fundicSo d C. Starr & Cornpanhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender moen-
das de canna todas de ferro, de um modello e
construccao muito superiores.
Luvas de todas
as qualidades.
Vendem-se verdade i ras luvas de pellica
de Jouvm, pretas e brancas, para homem e
senhora a 25500 rs. o par, ditas de seda de
todas as cores e bordadas, com guarnieres a
25500, ditas lisas tambem de seda e de te-
das as cores, para homem e senhora a 13,
15200 e i/son, ditas pretas de torcal, muito
boa fazenda a 15, ditas brancas de algodSo
para homem a 240, 320 e 400 rs., ditas de
cores muito finas de fio.da Escocia para bo-
rne m e senhora a 320, 400 e 500 rs., e ou-
tras mais qualidades de luvas, qu se vn-
de barato: na ra do Queimado, na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
DE MUITO BOUS GOSTvS E
BARATO
v Vende-se a preqo commodo rap lino,
\psso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
ra da Cruz n. 9.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, ssim como potassa da Kussia verda-
deira : na praca do Corpo Santo n. 11.
TA1XAS PARA ENGENHO.
la fundipo de ferro de D. W. Bowma na o*
ra da Brum, passando o chafariz, contina ha-
dar um completo sorlimerto da la ix es de ferro f un
vido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda,por epreco commodo com
promptido: embarcam-soucarragaat-sa mear
ro semdospeza ao comprador.
Em casa da Saunders Brothers C. pra;a
do Corpo Santn. 11 ,a para vsnder o m uiota
Farro inglez.
Pixeda Suecia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para saccas.
Dito entrancado igual ao da Baaia
E uui completo sorlimento da fazendas proprio
para asta mercado tudo por preco commodo.
Moitthosde vento
com bombas derepuxopara regar hortaseba
xa decapim : na taadifla de D. W. Ilowman
na ra do Brum ns. 6. 8 e 10.
de todas as quadades.
Vendem-se oeulos de todas as graduacOes
com delicadas armaces) de aqo, pelo barai t
preco de 800 rs. e 15500, ditos com armacOes
douradas e praleadas a 15200 e I55OO, ditos
com armacSn de bfalo a 15200, ditos com
armacao de baleia a 480, ditos comarmacSo
de metal branco a 400 rs., lunetas de um s
vidro redondas e quadradas com aro de bu-
falo a 500 rs., ditas de dous vidros tambera
com armacSo de bfalo a 10500, ditas de um
s vidro redondas e quadradas com aro de
tartaruga a I52OO e 19500 : na ra do Quei-
mado, na bem eonhecidada loja de miudezas
da boa fama n. 33.
para forro de navios: no armazem de
Tao limaos.
Venue-se.por precio commodo.supcnor
vinho do Porto em barris de 8." : na ra do
Trapiche n. 14, eseriptorto de M. A. Guerra.
Vendem-se mastaros
de pinito vermellioda Sue-
cia, de 3 a 18 pollegadas e
50 a 60 ps; em casa de
U. J Astley & C-
nelogios de pa-
tente
iiifjlcz.es de ouro, de (abnete e de vidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Aujjusto Cesar de Abren, na ra da Ca-
deia do Reeifc, armazem n. I (i.
Qlaudio ZJubeux
Vendem-se velas mistas, proprias para
malar formigas, e para que estao muitissi-
mo approvadas : no seu escriplorio, ra da
Cadeia de Santo Antonio 11.13,
CLAUDIO DUBEX
Vendem-se velas estearinas, proprias pa-
ra carros a 19(20 cada pacote de 8 velas, :
no seu escriptor'io, ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 13.
Claudio Uubeux
Tendo recebido urna factura d.> 2,000 bar-
ris de plvora, dos melhores fabricantes,
vende-os a 145OOO; as amostras acham-se
no sen escriplorio, ra da Cadeia de Santo
Antonio n. 13,
Attencao.
Vendem-se pe?as de chita de muito bons
pannos, pelo baratissimo preco de hg a peca,
que sahe o covado por seis vintens e dez rs.,
a porc,3o he pequea : portanto quem gosta
de economa deve-se aproveilar : na ra do
Crespo, loja da esquina junto ao arco de
Santo Antonio, e na loja de 4 portas 11. 12.
Charutos de lia va-
na : vendem-se em casa
deC. J. Astley & C.
Agencia
da fundicao Low-Moor,
ra da Senzala f^ova
n. 42.
Neste estabelecimento continu'a a haver
um completo sortimenlo de moendas emeias
moendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de todos os
lamanbos para dilo.
jiacliinismo pa-
tente ingle/
Os melhores relogios de ouro, patente in
glez,, vendem-se por precos razoaveis, nti
escriplorio do agente Oliveira, rita da Ca-
deia do Recil'e 11. 62, primeiro andar.
Tetinas de cma, cera de abclha e de
carnauba.
Na ra da Cadeia do Recite, loja n. 50, de-
fronte da ra da' Madre de lieos, ha para
vender os gneros cima, recctitemenle che-
gados, por presos razoaveis.
Ligas de seda
para senhora.
Vendem-se superiores ligas de seda para
senhora, muito bonitas e de muitos pa-
drOes, pelo baralissimo preco de 15200,
1/500 e 2/000 ; na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33
N. O. Bieber c\ cornpanhia, ra da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Itussia.
dem inglezas.
BrinzSo,
Brinsda Itussia.
Vinho de Madcira.
AL'.nlan para saceos de assucar
Algod&ozinho da Baha
para saceos de assucar.' vende-se era casa
<]e N. U. Bieber tt Cornpanhia, ra da Cruz
n. *
Para mscales
eboceteiras.
Vendem-se duiiasdo raiasde masca para rap pc-
loibaralissimo prer,o de lii r.,duzias de lezoorai em
carlio a 19000 c 15200 e grandes 15920, duzias de
coiiinhas da po coro palitos de fogo a 240 r.,duzias
B elogios
cobertos e descobertos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez. para bomem e se-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : cm casa de Southall Mellor & C", ra
do Torres n. 38.
Meias de todas
as qualidades.
Vcniiem-se meias de seda branca para se-
nhora, o melhor que se pode encontrar a
35500 rs. o par, ditas pretas tambem muilo
boa fazenda a 25500, ditas brancas de algo-
dSo, muito finas a 320, 400, 500 e 600 rs.,
ditas pretas tambem muito finas a 400 rs.,
ditas de seda de cores muito bonitas e pro-
prias para baptisado de crianzas a 29000,
ditas cruas muito fortes para meninos a 400
rs., ditas de cores de algodSo para meninos
a 210 e 320, ditas brancas para meninas a-
240 e 320, ditas cruas e brancas para ho-
mem a 160, 200, 240, 330 e 400 rs., ditas de
cores de fio da Escocia tambem para homem
a 400 e 500 rs.: na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33.
Suspensorios de
borracha muito finos
Vendem-se suspensorios de leda e sem se-
da, muito finos, pelo preco de I9OOO, 1.-200,
1/600 e 2/ o par : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33.
l\a lo jada boa f
vende-se o mais barato
possivel :
'hales pequeos de merino, de lindas co-
res, bordados em duas ponas a 75OOO, ca-
misas de riscado muilo bem feitas, pelo di-
minuto preco de 1/500 cada urna, ditas de
meias muito linas a it, lencos francezes pa-
ra rape a 360, chitas finase de padrOes mui-
lo bonitos para cobertas a 200 o covado,
cambraia adamascada com urna vara de lar-
gura, proprias para cortinados a "5 a peca
I de 20 varas, gravatinhas de cassa muito bo-
nitas a 200 rs., selim encarnado, verde e
amarello muito superiores a 800 rs. o cova-
do, cortes de fustSo pata colletes a 500 rs.,
1s e 15500, lencos brancos de cambraia pro-
prios para homem a 240, ditos ditos com
barra de cor tambem a 240, ganga amarella
Iranceza muilo lina a 320 o covado, lencos
brancos grandes, proprios para cabeca a
400 rs., meias brancas finas- para senhora,
pelo barato preco de 240 e 320 o par, brim
de quadrinhos de padroes muito bonitos e
do puro linho a 210 o covado, pecas de pla-
tilliasdealgodao, com 20 varas, pelo bara-
lissimo preco de 3600 cada uma.chapeos de
palha lina do Chili, pelo diminuto preco de
I'1/, e alm disto muitissimas fazendas finas
egrossas, que vendem-se por menos que
em ontra qualquer parte : na rna do Quei-
mado n. af na bem conhecida loja da
boa le.
Boloes para pa-
ntos, colletes e punhos
^de camisa.
Vendem-se muito ricos jarros de porcelana
para llores, ricos pares de calungas para ci-
ma de mesa tambem de porcelana, tinteiros
de muito gosto, e paliteiros, tudo de porce-
lana c por- prce.0 que 11S0 deixar de servir
a quem gosta do que be bom na ra do
Queimado, na bem conhecida loja de miude-
zas da boa fama n. 33.
Bom e barato
Vende-se muito bom papel alroaco greve
a 49 a resma, dito muito bom sem ser greve
a 39200, dito de peso pautado a 49500. dito
liso a 39, dilo paquete pautado a 5 e 6| a
resma, dito de cores, de folha pequea, em
quartosde resma a 700 rs grozaa das bem
contiendas peonas de ac, bico de louca a
15200, ditas muilo finas sem ser de bico de
louca a 500 rs. e 19, duzias de lapis muilo
finos a 320 e 800 rs., caetas muito bonitas,
de ac, torneadas a 120, ditas de espinho a
200 rs., ditas ordinarias de p*o e (landres a
20 rs., caivetes de cabo de chifre de viado,
de 2 folhas, muilo boa fazenda a 800 rs., di-
tos de 1 s folha com cabo de.madreperola a
800 rs., ditos muito finos de 1 s folba com
cabo de marfim a 156110 e 2/, ditos de 9, 3 e
4 folhas, finissimos, tambem com cabo de
marfim a 29500 e 3/, vidros com tinta car-
mim muito fina, propria para riscar e escre-
ver a 800 rs., boiOes de tinta preta ingleza a
140 rs., tinteiros patente inglez, de. vidro a
19500 e 35, reguas redondas muito bem fei-
tas tambem inglezas a 500, 600 e 800 rs., pe-
dras inglezas muito finas para amolar a 1/e
15500, tinteiros para algibeira a 400 rs.,
agarradores de papis de muitas qualidades
e precos, e outras muitissimas cousas : na
ra do Queimado, na bem conhecida loja de
miudezas da boa fama n. 33.
Objectos para
luto.
Na ra do Queimado, na bem conhecida
loja de miudezas da boa fama n. 33, cncon-
tra-se sempre completo sorlimento de ade-
remos, brincos e rosetas, pulceiras e alne-
les, tudo preto, propriamente para luto, e
que tudo se vende mais barato do que em
outra qualquer parte.
Arados de ferro.
Na fundicSo de C. Starr & Cornpanhia, em
Santo Amaro, acham-se oara vender arados
de ferro de um modello e construccSo muito
superiores.
WH*:Minto&o$.
Vendem-se abotoaduras muito finas de
madreperola para colletes, pelo baratissimo
preco de 50o rs., ditas muito ricas de todis
MUTILADO
Desappareceu no dia 9 dedezembrodo
anno passado, do engenho Piabas do Bom
Sucesso, municipio do Porto Calvo, provin-
cia das Alagas, um mulato escravo de nome
J0S0, de idade 22 annos, pouco mais ou me-
nos, estatura alta, grossura proporcional,
bem espadaudo, rosto redondo, cabeca um
tanto pequea, cabellos crespos, bem focha-
dos, testa pequea, os cabellos da cabeca
desee muito para cima das sobrancelhas, na-
riz chato, pouca barba, e ruivas, bem feito
de corpo, um tanto barrigudo, pernas com-
pridas, ps grandes e mSos, he bem desem-
Laracado no fallar e andar, he carreiro, mui-
to contador de historias, fumador de charu-
tos e cigarros ; com facilidade passara por
forro, teni una cicatriz na bocea do estomo-
go dentada de um cavallo : desconfia-se que
ande ttabalhando na estrada de ferro no he-
cife : roga-se a todas autoridades policiaes
e capilSes de campo, que lenham conheci-
mento de existir em seus domicilios, o man-
dara prendere remete-loa seu senhor Joao
Duarle Lopes de. Vasconcellos, no dito en-
genho, ou na cidade do Kecile, a seus cor-
respondentes, Lima Jun|or & C, na ra da
Cruz n. 28, que serao generosamente re-
compnesados e indemnizados de lodas as
despezas qu por ventura se faca.
Fugio de bordo 00 brigue brasileiro
Melampo, na noite do dia 8 do corrente, um
negro de nome Marcelino, nacSo Cabinda,
altura regular, secco do corpo, rosto cm-
pralo, barba serrada e cria auissa, com falta
de denles na frente, e consta andar vestido
com paleto, e calcado : quem o pegar leve-o
a bordo do dito navio, junto ao caes do Pas-
seio Publico, 011 a casa de seu consignatario
Manoel Alves Cuerra, na ra do Trapiche u
14, que ser bem recompensado.
PEKN.: TYP. DE M. t. DE FARIA 1857;

. .


Full Text
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