Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07754


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Full Text
ANNO XXXIII H. 106.
Por 3 mezes adiantados iifOOO.
Por 3 mezes vencidos 4$500.
SAKIIADO 1) DE MAJO DE W61
Por auno adiantado 15|00O.
Porte franco para o subscriptor;
NCAKREtADOS DA SUBSCIUPCA'O NO NORTE-
Parahiba, o Sr. Joo Rodolpho Gomes ; Natal, 8r. Joa-
uim I. Pirer Jnior ; Araealy, o 8r. A.
  • ara, o Sr. J. Jos de Oliveira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
    nea Rodrigue! ; Plauhj, o 8r. Domingo! He milano A. Pesio
    G earenae -""ara', o sr. Justino J. Ramos ; Amazonas, o ir. Jer-
    nimo da Coila.
    PARTIDA
    DOS CORRREIOS
    lia.
    Olinria : tnil^n ... din*. ft p meja hars d.
    Igaaraasi, (olaaaa < Parahiba : aaa segunda, e sastna-re
    S. alga, Renrroa, Roaito, Variara, Ahuil,.. Caraaaaaa:
    S. Lotirenro l'ai.-d'.llfio, Nasarelh, l.im .,Ur,, br..... I
    i.ira. Flor.-., Villa-Relia, Baa-Vbla, Oriearj a Bia aai
    Cano, laojaya, Serialileta, Rin-K..rmo-o, aa. Ltarreiroi
    I Natal
    al"
    (I ,i,l<> oa correios partrm
    is-re.raa
    ai 10 hnrii
    . larea-ft
    Seaera, Iiiaa-
    arlaa-Mi
    A...-IV
    da manila,.
    AUDIENCIAS DOS TRIIIUNAES DA CAPITAL.
    Tribunal do commercio .- segundas quiutai.
    Helaco ; tercaa-feiras e aabbadoa.
    Fazenda quartas e aabbadoa es 10 horas.
    Juixo do commercio : secndalas 10 horas a quiutea aa malo-da.
    Juixo da orpbaos : segundas e quimas as 10 horaa.
    rimaira vara do cive .* segundas a senas ao meio-dia.
    ISegunda ara do civel: quartas sabbadosaoimaio-dia.
    EPHEMERIDES DO MEZ DE M\IO.
    8 La rhcia as 11 horas e 51 mDutos da larde.
    16 '.Piarlo miuguante as8 hora* e 80 minuto da Urde.
    2.1 La nova aos 28 e minutos da larde.
    30 yuartu creacenie as 10 borai e fi2 minutos da man has.
    m I-REAMAR DE IIO.I.
    Pnmeira ei.. horas e 30 minutos da larde.
    Segunda aa 4 horas e 44 minutoa da manha.
    PARTE QFFICIAL
    OOVERNO DA PROVINCIA.
    Expediente ao da 1 da malo.
    Officio Aos Euros, presidentes da Uahia, Rio
    de Jaoeiro, comrounicdodo-llie que esta provincia
    goza de plena paz.
    DiloAo Elrn. presidente do Ceara', inteirando-o
    de lar dado as convenientes, providencias, nao s pa-
    ra que lenha logar o paeemento das passagens dos
    criminoso, Jos Bezerra das Neves, e Manoel Bezer-
    ra das Neves, e dos dous soldados, que os escolla-
    ram d'aquella para esta provincia, como lambem u
    regresso para all, dos muraos soldados. Ollicioo-
    se i theiooraria para o pagamento, e ao gerente da
    companhia Pernarobucana, acerca das passagens.
    Dito\o Esm. general comandante das armas,
    inteirando-o de haver olliciado ao cororaandanle da
    slacAo naval para mandar desembarcar os tres sol-
    dados do 8- hatalliAn, que vieram do Rio Formoso,
    no brigoe Cipibanbr. a dispusic.io do roraman-
    dante d'aquclle balalhaoFez-se o oficio de que se
    Irala.
    DiloAo mesmo, recommendando a expedicAo de
    euat ordena, para que sejam adidos R companhia
    de artfices os 8 aprendiies mencionadas oa relacAo
    junla, osqoaes furam classificados mancebosCom-
    inuiucou-.e ao arsenal de eoerra.
    DiloAo Dr. chete de polica, para com brevida-
    val os presos mencionados na relacAo junta, os quaes
    vieram do Hio Formoau, no brigu'e Capibaribe, a
    ditposicAo de S. S.
    Helarlo a que se refere o odlcio supra.
    Roa Mara Wanderley.
    Teneule Joaquim Jos de Souza.
    JoAo Chrysoilomo de Oliveira.
    Jos da Osla Saturnino.
    Claudio Mana da Conceic.lo.
    Mana Jos das Dores.
    Luit, prelo escravu.
    DiloA the.uuraria provincial, enviando-lhe para
    o fim conveniente, a relajo nominal dos depuladus,
    que coropareeeram na sessao da assemblea provin-
    cial no mez lindo.Commuoicou-se semelhanle des-
    tino a mesma assemblea
    DiloA masma, commonicande-lhe ter oflerido
    ao commandanle de polica, para mandar dispensar
    da commissAo em que eleve encarregado naquelle
    rorpo, o r. Cuelaoo Xavier Perera de Biito, urna
    vez que ja regressuu do Rio Grande do Norte, onde
    ae achaya em servirlo, o cirargiAo mor do momo
    carpo, Dr. Jos Joaqnim de Souza.
    DiloAo direclor gera! da lu.truccon pul.lira,d in-
    do-lhe sciencia de lar elevado a :1j0 "rs. mensaes a
    gralilicac.Au mental que percebe Ovidio Saraiva de
    Carvalho, como continuo e carleiru d'aquella directo-
    ra.
    ""oA cmara municipal desla ridade, pra ex-
    pedir o conveniente aviso ao l)r. JoAo ilyrcauo Al-
    ye Maciel afim de que v tnrmar parle :nos traba-
    Ihos da assemblea provincial, como deputado auii-
    plente. '
    DitoA cmara municipal de Santo Ailo, de-
    clarando em resposla ao que consulla aquella cmara,
    que faja vender os objertos, qae servirn] no hospi-
    tal dos cholencos d'aquella cidade, e recolher o seu
    producto ao cofre da collecloria d'aquelle munici-
    pio.
    PortaraAo gerente da companhia Pernamhu-
    cana, para dar passagem para as Alagoas no vapor
    Persiouoga. ao alferes Arislides Baltasar da Sil-
    veira.
    Dita=Coneedendo a (Juirino Joaquim Madeira li-
    eenca para ir ao presid de Fernando, levando com-
    sigs os gaiteros indicados na relacao jauta.
    OflieioAo chafe de polica. Cnnvindo evitar que
    sejam recrolndos os indios iiie per se acharem aldei-
    ados, livarrm em seu favor a seero da lei, baja V.
    S. de dar neste sentido as coovenienlcs tnslruccfies
    a's autoridades policiaca, recommendando mui "ex-
    pressamcnlr, que nenhum indio seja recrulado, ani-
    da que por seu mio cnmportamenlo o merera, sem
    qae a autordade policial competente se enfeuda
    com o director da aldeia, a que peitencer o mesmo
    indio.
    DiloA theiouraria de fazenda, dando-lhe scien-
    cia de ter sido approvada pelo governo gcral, a des-
    peza que esta presidencia mandou fazer sob sua res-
    ponsalulidade, com asajudasde cusi dosdeputados
    por esta provincia.
    DiloA mesma, communirandolhe que por do-
    crelo de 17 do passado fora o Dr. Vicente l'eieira
    do Reco nomeado lente da terceira cadeirado quinto
    auno da FacuMad* de Direilo desla cidade, em lu-
    gar do couselheiro /tacharas de Goese Vasconcellos,
    qae fora jubiladoCominunicou-se tambein ao di-
    rector da Faculdadr.
    DitoA mesma, cnmmnnicando-lhe, para que o
    faca mu-lar ao administrador da reeehedoria de ren-
    das, que com aviso da fazenda de .') de abril lindo,
    foi enviado a litulo de nomearAo de Francisco Go-
    mes I .mus du Amir.il para o lagar de continuo d
    mesma recebeoona.
    DitoA mesma, autorisando sob responsahililade
    da presidencia, a ronlinuacAo das deapezai com o
    espediente daquella repartirn, al o fim do cr-
    renle eiarcicio, vislo ser iiisaflicientc a qoanlia con
    signada parr essa verba.
    DitoAo ar.enal de marinlia, traiismitlindn-lhe
    as copias do ollicio do cnsul geral do Brasil em
    Brutellas, participando ter contratado o engeiilieirn
    luachmisla Charles Maire Colsnul para o servicu da-
    quelle arsenal, e do contrato celebrado enlre elle e
    o mesmo engenheiro.Iguaes copias foram envia-
    das a Ihesnurana de fazenda.
    DiloA cmara municipal de Igmrasni, para que
    com a rn.niina hrevidade, remella em dup'.irala co-
    pias das actas da eleicAo de elilnres, que uliima-
    menle leve lugar naquclla freguezia e na de Itama-
    raca'.
    DiloA agencia dos vapores lirasileiros, recom-
    mendaudo-lhe que mande transportar para o Mara-
    hflo, os Individoos que li/erein parle da companhia
    lyrica,qae foi conlralada para aquella provincia, sob
    a dirterao de Jos' Mara Kamouda, cerlo de que
    sera. mIH promptainenle pagas aa despezas de suas
    passageii", conforme alianra o presidente da mesma
    provincia.
    DiloA mesma, declarando sem effeito a nrdem
    expedida em abril lindo, no sentido de ser transpor-
    tado para as Alagos o alteres qnartel-meslre l.iiiz
    Vicente Viauna.Igual a companhia Peruambuca-
    na, acerca ''as pastauens para o Ce.ir, dos soldados
    de polica Rufino Jos das Neves e .Manuel Francis-
    co Alves.
    PortaraAo agente da rnmpanhia Pernambuca-
    na, para dar passaeem pura as Alagoas, no vapor
    nPcrsiiiungai), ao alferea l.uiz Vicente Vianna e ao
    -lilil, seu < im.ir.iil a Pedro A 1Ao Correa.
    DitaA agencia dos paquetea hrasileirns, para
    dar paasagom para o Ceara' aos soldados de polica
    oaquella provincia. Rufino Jos das Neves e Manoel
    Francisco Alves, aendo a impurlancia de laes passa-
    gens paga pela llicsouraria provincial desta.Isoaes
    para dar passagem por conla do governo aos primei*
    ros cadete* Julio Cesar Peasoa de Sabnia e Francisco
    Maia de Almeida Seixas, este para a Babia e aquel-
    la para o para'.
    OllaA mesma para dar passagem de calado para
    a provincia do Para', a Eduardo de Souza Pereira.
    Ditatem, ven p, o promotor publico da comarca
    da Boa-Vista, barharel Jos Mara Freir Gamciro,
    para a de facaral, por a.sim o haver pedido.Fl-
    zeram-se as communiracoei rio costume.
    DitaCunee lendn a Eduardo Ferreira Bailar li-
    renca para mandar ao presidio de Fernando o pa
    lacho nacional Sania Cruz, com a condicAo porcm
    de transportar nessa aecasUo, mediante pa'gamento,
    e no caso de ser preciso, os empregadoa, pracas,
    presos e geuero* do estado, que leiiham de ser en-
    viados para o mesmo presidio, sem perniisslo do
    governo, gneros e quaes quer outros ot.jectos per-
    tenceules a particulares.
    DAS DA SEMANA.
    4 Segunda, s. Monira.viuv.
    5 Tercja. A eouvercao des. Agoslinho.
    6 (Juarla.. s. Joan aute portam lalinam.
    7 ijuinta. s. Bstanialao h. m.
    H Soxt i. Apparirao de s. Miguel no monte Gargano
    !i Sbado, s. Gregojio Kaziauzeno b, dout. da igr.
    10 l>onnugo4. depou da paseboa Ss. Pluladelplio e Arfeo Mm.
    nao i lie doem direito para ter assenlo nesla casa,
    anda que foramos conservadores extremos, exclusi-
    vistas, ii.lu Ihe daramos o nosso voto.
    f.'mo voz :Devem ser honestos.
    O Sr. I'iriala:Honeilo e justo hoje, como
    sempre.
    O Sr. I'. Tavare* :Nao com prebenden do a ar-
    guinenlaca/i do nobre daputado.
    O Sr. <'iriao :Depois do discurso do nobre
    deputado se eu nSo lomasse a palavra para fazer uu-
    vir da tribuna a declarado solemne de nAo constar
    dos papis respectivos uada do que alie aflirmoo,
    podiam alguna membros da casa, a opiuiAo publica
    mesma, Iransviada, cundemnar o nosso prore lmenlo
    no presente parecer da commis O nobre deputado fallou em tantas violencias,
    apresentou a' casa tantos actos de interferencia go-
    vernativa nesla eleicAo, que seria un eacandalo, se
    a sanecionassemos com os uossos nemes fechando os
    olhos a ludo, caso livessem chegado a nosso coube-
    cimento...
    O -Sr-. r. Tacares:Mas o nobre depulado, a
    commissAo poliam nao saber.
    O Sr. Firato :Mas cumpre fazer bem claro,
    qae o nAo sainamos. As actas das parochiis ni nos
    din noticia do processo eleiloral propriamenle dito,
    e este sem vicio algum, e as cominis polo qoe lem em in'n, pelo que se Ibes apr-
    senla.
    Verdadeiros juizes na -mi sobre as cien-fus dos differenles dislrictos eleiloraes,
    sflo as actas os principaes fundamentos de nossas de-
    cisoes.
    NAo lin'iamos que enlender com a posirAo que
    oceupa em Pernambuco o partido do honrado depu-
    tado que acaba de orar ; nao tinhamos que entender
    com a opiniAo poltica do honrado deputado eletlo
    pelo primeiro diatriclo de Pernemoaco. Tudo o que
    acaboa de dizer o honrado deputado por Pernain-
    boco contra e-la eleicAo nAo consta das actas, Deni
    dos papis que nos foram apresenlados, mis o repe-
    timos, i'vcp,; i i eii.i da occorrencia qoe elle julgou
    esseucial e importante da parochia de Santo Anto-
    nio. Passo a oceupar-raa della...
    Vina co; :Mesmo na eleico secundaria liouve
    um proteslo que a mesa nAoqaiz receber.
    O Sr. Kifialo :Mas nicamente sobre as 53 ce-
    dulas ; ah nAo se fallava de interferencia do gover-
    no, de forra armada, de convenios, etc., etc.
    O Sr. A. de OUtetra :Pelo contrario, o governo
    era elogiado, e endeosado pela opposi;Ao.
    O fer. /'iria/o :Pela primeira vez qae se pro-
    cura dar execue.Vi le dos circuios era para deso-
    jar, que nao apparccessem o faclos vergonhosos que
    se tem dado, sou nesse ponto da mesma opiniao que
    o nobre depulado por Pernambuco ; esposi tudo o
    qae elle a tal respailo disse ; sinlo e deploro que
    oa exccuAo de urna lei, da qual esperavamos resol-
    lados tao benficos, colhessemos s decpeles amar-
    gas, que nos levain a descspeiar do futuro.
    Beprovamos, como o nobre depulado por Pernam-
    bnco, a intervengo goveruativa ; e so pode>semos
    inferir dos papis qoe nos foram confiados, que o
    Sr. ministro da jostra influir a favor do depulado
    eletlo pelo primeiro districlo, que o presidente da
    provincia einpregara forja armada a fvor do prole-
    gido do ministro, leriamos condemnado a e NAo consentiramos jamis que i sombra do ini-
    uistro aquello que nAo tem direilo a urna eleicjn
    viesse aqui munido de um diploma, desmoraliaamio
    o processn eleiloral, nossas mais sagradas ioilitai-
    CJSaa, usurpar o disliuclo lugar do eleilo do povo.
    Condemnariamos essa eleigAo desde o momento
    que se provasse interferencia do ministerio ou da
    presidencia da piotincia, amia mesmo qu m lo es-.-
    ministerio, essa i re-i lencia vies-em dizer-nos que
    linham pedido a favor do ciu lidatu como hoineus e
    nao como mililitros uu pi endent de provincia.
    Difltetl disiinc^Ao >e homeui e funecionario pu-
    blico, he essa, Impossivel mesmo '. funecionario
    allamenle collocado, todas as vezes que usar do sen
    noma a favor de qu ilquer cousa, acotnp-.ulia sm-
    se nomo sempre cun a iufluencia que a posirAo
    Ihe d.
    Ha parochia de Sanio Antn o, nrt acln de se pro-
    ceder apuradlo das cdulasVecebidas para a elei-
    cAo de eleilores, se verilicou um excesso de .Vt ce-
    dulas. Esse excesso pudi3 apparecer mu fcilmente
    Tor engao na contasen! ; por oulra qualquer ra-
    zAo, por motivos indepeudentes da volita le, por
    ter crescido o numero de volantes daquella freguezia.
    Isso mesmo nAo iiidue sobre a eleico dos eleilores,
    e o verificamos.
    O Sr. A. de Ulicctra :O excesso quo se allri-
    bue foi de 50.
    O Sr. ''iriafo :Parece-me que o honrado de-
    potado por Pernambuco nAo se deu ao trabalbo de
    examinar, se essas cdulas, se eises vol dados mes-
    mo aos supplenles poderiam inllar na oricm em
    que sAo cultora los os eleilores t supplenles. S o
    lizesse romo nos, m-mbr il i"c-,mmi .-.'m, recouhe
    ceria que, na hypnlhese figorad.i, anda mesmo que
    essrs 5:1 votos fossem todos dados ao primeiro elei-
    lor upplente...
    (lia um aparte.)
    Ja disse que a s-giinla cnmoiisiAo de verificacAo
    de poderes nAo represeula pcnsamenlo algum po'li-
    lico com uiteresses de partidos no exercicio de suas
    funceftes.
    Como di/.ia, dando-se os 53 votos ao elcilor sup-
    pleule, elle oceuparia o mesmo lugar.
    A commissAo, allendendn a esta circumstancia,
    julgou que Dio devia condemnar a eleicAo, onde se
    da rnenle este furto.
    Alera disso, a cnmtnssSo conhecen que era o ver-
    dadeiro depulado pelo primeiro districlo eleiloral de
    Pernamhuco o Sr. Dr. Augusto l'rederico de (Unci-
    r, no caso mesmo de nAo serem appruvados os elei-
    lores da parochia de Santo Antonio.
    Tenbo em mAo doajs dncamentos, apresenlados
    pelo nobre depulado eleilo do primeiro districlo, pe-
    los quaes se veriflea que os eleilores das duas (rc-
    snezjas reslaolee desse rollegio volaram no Sr. Dr.
    Ausasto Frc Icrico de Oliveira.
    Os eleilores do Recite, em numero de 20, o os de
    S. Jos, em numero da 23, formando o total de i:!,
    olfereceram ao depulado eleilo urna declar.rAo por
    ellcs assignada, ennfessaiido e fazendo publico que
    volaram lodos no Sr. Dr. Auguito Fredcrico de Oli-
    veira.
    Conceda-se qne a commissAo e a casa enlendcsse
    em ser jii-tu annullar n eleicAo da parochia de San-
    io Antonio, ficavam ao nobre deputado 5:1 votos,
    que eonslitiiein a maiona absoluta Capolados) no
    collegin do primeiro dislricte eleiloral da provincia
    de Pernambuco.
    Sr. presidente, creio qae lenho de provar agora
    que a sesunda commissAo de poderes, quando apre-
    cia as difierenles eleicors que sAo sujeilas ao seu
    exame, nao se regala por pensamento algum po-
    litice, nao he arraslada por paixOes ; julga pelos do-
    cumento! que Ihe sAo mandados pela mes c forne-
    cidos pelos Srs. pepulados dos dilTerentes dislrictos ;
    julga pelas provas...
    O Sr. r. Taiaret :NAo fiz aecusacao neste sen-
    tido .i nobre commissAo.
    O .S'r. I'iriaw :V commisso enn-erva inteiro,
    guarda relisiosamente esle proposito. Cuiou-se ni-
    camente pelo que Ihe coii'lou das acias paroclnacs
    do collegio do primeiro dislricto,anas quaes nem ao
    menos se allega que houvesse interferencia do go-
    verno, convenio, ou torca publica influindo no re-
    sultado da eleicAo.
    Que o Sr. ministro da jusliSa escrevesse corlas a
    favor desle audaquelle candidato....
    O .Sr. Ilrand'to : Importunamente saber que
    escreveu ; atianco Ihe que hAo de ser apresenladaa
    as carias em ocrasiAo competente.
    O Sr. / irialo :NAo neg que i escrevesse. O
    ministro acba-se na casa, e se defender. Nao Iralo
    dist agora ; quero someule fazr sentir que somos
    imparciaes, que nAo somos levadna por influencia de
    quem quer que seja, e que damos os nossos volos
    palo que rala dos documentos, das actas, ou de
    reprcsenlaccs dos qne se acham ofiendi los em seus
    direilos, representajoes que nAu appareceram na
    especie injeita. NAo lomamos por norle nquillo que
    as tempestuosas epocas eleiloraes se escreve de
    parte a parte.
    Tenbo defendido o parecer da commissAo.
    EN'CARREGADOS DA SI"iscuip<;ao no SIL
    Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Das ; Baha, o br. D. Duarte
    Rio da Janeiro, o Sr. Juao Pereira Martina.
    EM PERNAMBUCO
    O proprietarlo do DIARIO Manoel Figueiroa de Paria, na la
    livraria, praca da Independencia ns. 6 a 8.
    sinceridade por em MCOfta o seu programma de
    concilia^Ao e de liberdade dn voto, mas enconlrou
    mullos obstculos, que nao quiz, nAo p le, ou nAo
    leve lempo de remover, preparando, como devia, o
    paiz para que podesse pralicsr hvremente a nova
    poltica, o pleitear, sem desordens, a eleicio por
    dislrictos.
    O Sr. I'. Tacaren:Parece que depois da morte
    do Sr. marque* de Paran mudon de ramo.
    O .S'r. Pacheco Seria ama felicidade que o go-
    verno livesse lomado bem a peilo plantar a nova po-
    ltica, e para isso llovera, sem pralicar reacues,
    mudar o paiz oicial do accordo com as novas idea;
    deveria escolher homens, conservadores ou prosres-
    sistas, qne quizessem ou soubessera comprehender o
    programma por elle apresentado, c rompreliendendo
    bem o seu pensamento, o pozessem em execu^o.
    Este faci nAo se dea feralmente fallando), e mullo
    menos em Pernambuco.
    Creio que a provincia continuoa montada com as
    autoridades que por espaco de nove .tunos leem
    exercido alli o poder.
    He porlaolo ualural que a eleifAo corresse mais
    suavemente para o lado conservador do que para os
    progressi.las ; estes leriam necessidade de lanzar
    mAo de grandes meios para Irampliar. Assim, que
    a.liniracAo deve causar u resultado das eleicoes de
    Pernambuco'!
    O..S'r. V. Tacares: Apoiado.
    O Sr. Pacheco : Cerlamenle que o partido pro-
    gressist.i nao poderia pleitear soa caosa com as mes-
    mas vanlagens que favonearam o outro partido :
    basta considerarmos que o partido do nobre depu-
    lado se acha proscriplo para nos convencermos das
    difliculdades em que se veria, pleiteando pela pri-
    meira vez a eleicAo, (ando de lut.n- com urna quali-
    ficacAo em que uAo intervalo.
    Este he o fado que se d ; a eleic/io alli foi. na
    muilia opinio, de um partido someule; mas oque
    fazer agora '.' Se por esle fado annullarmos a eleicAo
    do Sr. deputado a favor de quem assignei parecer,
    ser preciso que aunullemus o geral das eleicoes, o
    que nAo seria conveniente, nem prudente.
    O Sr. /'. Tacares : Nem legal.
    O Sr. Pacheco :Se quizermos marchar oa sen-
    da da prudencia e moderacao, devenios aceitar o
    facto, procurando melhorar o estado do paiz, e na
    verificacAo dos poderes compre que sejamos caute-
    losos, n.o nos deixando levar por ron raes. O governo podia ter evitado militas cousas ;
    nAo leve porcm bastante coragem para arrollar a
    opiniAo em que se linha anteriormente estribado,
    receiou de sua propria obra, e na montou o paz
    no sentido do stu programma, rscnlhendu homens,
    come j diise, que quizessem ou soubessein com-
    preheu Jer o seu peosamenlo ; entAo muilo menor
    seria a somma de violencias e de maos meios.
    Eutretanlo devemos coiifessar que o governo fez
    sempre algoma cousa ; fez mais do que os seus ante-
    cessores, ao lenos pelo que diz respeito provincia
    de S. Paulo. He verdade que nAo allerou oflicial-
    menle o estado em que d'autes se arhava ; os nossos
    adversarios continuaran] alli senbures das pusieres
    olliciaes.
    i'oto t'o; :Muilas autoridades foram modadas.
    O Sr. Pacheco (olhaudo para o Sr. Costa Piolo;:
    Diz o nobre deputado qoe militas autoridades foram
    inaladas: o oobre depulado nAo esl bem informa-
    do, porque naquella occasiAo se acbava na Parahiba
    do N irte; alias saberla mellior o que em S. Paulo se
    passuu.
    Se tiverarn lugar algumas demissea foi em (Ao
    pequeo numero que uo vale a pena mencionar.
    O Sr Vasconcellos cohservou-se neutral ; apenas
    demitlio um ou oulro, que de.sobedeceu furmalmeii-
    te .is suas deterniinacoes, e que, contra suas rdeos.
    HIO DE JANEIRO.
    CAIIXA DOS SRS. DEPlTADOSa
    o> SESSAO PREPARATORIA EM >> HE ABRIL.
    Presidencia do Sr AnlOIO ./use Machado.
    (CodsIusSo.)
    O Sr. Vtriatoi llevo cbserv.ir ao discurso do
    honrado depulado, que leudo lavrado o parecer
    O Sr. Pacheco :Sr. presdeme, folgo em decla-
    rar que cnmparlilhei ideas do progresso modera-
    do qne o nobre depulado por Pernambaco aca-
    ba de exhibir nesla casa. Estando de accor-
    do com elle nesles principios, jolgo conveni-
    ente dar-lhe nina explicacAo, expendo a razAo por
    que assignei o parecer da commissAo, e me aciio as-
    sun collocado em divergencia.
    NAo duvido o asura nao he oecasISo de se tratar
    amento de-la materia) que a opiniAo defen-
    tn in ni-,.i na
    que se discul corre-me o d-ver de juslificar .i com-i dida pelo nobre depulado estaja e
    umiAo de poderes. Eu e o meu honrado collega da provincia de Pernambaco : creio mesmo que o Ma
    coininissao, tomando conhecimenlo de todas ns oa- tora do paiz official ; ., que' porcm para mim he fo-
    tras pejas que nos foram apreoentada acerca das ra de dnvida be que no corpo propriamenle eleilo-
    eleices de I.tlsrentes dislrictos eleiloraes, fijemos ral. islo he, i,os eida-taos qaalllioado* volantes, o
    o proposito de lomarmos a poeie/Io nica que nos, podido nrnareasiala nao poda acloilmenle liil.ir
    cuiiviuha na aelualidade. iccm vaiil.isem como outro lado, qae se acha olti-
    Deixamos da ser homens p.ililicns sr-e importan- cialmenle montado, e seutior de todas as posieftes
    le Irabalho, e areilanios lugar ele juizes severos I como se sabe ; Bssiin me parece que esse partido
    e imparciaes que leem dejulgar da materias mui I conservador de Pcrnaubuco nao careca de laucar
    graves. mAo de grandes meios de violencia para vencer
    Se um comervadur se apresenlar com tiluioi que l Da minha parle creio qoe o goveroo desejoocom
    preseular quasi sempre provincia de S. Paolo, nao
    lem sido por influxo do governo.
    Porianto, todas as vozes qne se me provar que
    houve seriamente intervencAu indehila do governo
    em qualquer cleiqAo. eonte o nobre depulado comi-
    go, firme e ronsiante, para esligmalisar etse aclo, e
    nesar o meu vol a semelhante eleirln mas se se
    quizer levar o rigor a um ponto tal de considerar-so
    que, por cxemplo, orna simples carta de um mem-
    bro do governo dando a sua opiniAo ere favor de
    um candidato, oujulgando natural essa candidatura,
    he motivo razoavel para annullar-se urna cleicio,
    entAo n.lo estarc de accordo.
    NAo ; o governo he compostn de homens, c nAo
    sei se haver algoma parcialidade poltica que possa
    subir ao poder e conservar ahi tan completamente
    como seria para desejar essa oeulralidade em mate-
    ria de eleicijei.
    Desde que a exh.ibic.Ao de ora documento tal nAo
    vier acnropanhada de provas demonslralivus de que
    as autoridades exerceram violencia e coaccAo, nao
    darei grande importancia a tal documento. '
    Limilu-me a estas observaeea.
    .lljtiH- .S'ra. Deputadoi. Muito bem.
    O Sr. A. de Oliieira : Se em lodas as occasiao,
    Sr. presidente, que me tem cabido a honra de oc-
    eapar a atiendo da cmara, eu sinlo um natuaal
    aeaoliamento por ler consciencia do apoucamenlo
    de minha intelligencia, V. Exc. deve comprehen-
    der qual nAo sera o embaraco com que lulo nesla
    occasiAo, lendo de entrar era urna discussAo enjo
    aasumplo principal he a minha insignificante pes-
    soa...
    O .Sr. Silreim Lobo : Aqui nao lia insignifican-
    cias.
    lima Voz iApoiado; explique os faclos co
    clareza.
    O Sr. A. de Olioeira : Por aquella razAo devo
    ames de tudo, Sr. presidente, solicitar a indulgencia
    da cmara, para que ou^a com benignidade algo-
    mas consideraees que lenho de suhmetlsr ao crite-
    rio da casa, com o lim de dar orna breve resposta ao
    nobre depulado por Peruainbuco, qoe encetou este
    debate, no qual vou cu entrar sem eitar preparado,
    fallando de improviso, ja qoe eu eslava longe de
    esperar esta discussAo, nao lendo eu por esse moti-
    vo neste momento em roAos varios domnenlos de
    que poderia fazer aso, alim do mellior fundamentar
    as minhas humildes assercOes.
    Sem duvida, Sr. presdeme, eu nanea pense que
    o nobre depulado, represntame da provincia de
    Pernambuco, perlencendu, como elle diz, a' opi-
    niAo liberal...
    OSr. /'. Tatares : Como eo digo, nAo ; como
    todo o mundo deve saber.
    O Sr. a. de Ohceira : NAo sei.
    OSr. '.Tacares:Puis lia quem duvide que
    eo pertenca a' opiniAo lineral !
    O Sr. A. de Olit-eira : O a Liberal Pernam-
    bacenn, orgAo principal da imprensa do partido do
    nobre deputado. diz lalvez o contrario.
    OSr. /'. Tararea : O nobre deputado quer
    me levar para una queslAo que nAo julgo conve-
    niente.
    OSr. yf.de Oliieira: N be essa a minha
    inlencAo; mas, pergnuto ao nobre depulado, por
    qoe ie quiz dar por molestado com urna simples pa-
    lavra que pronunciei '!
    0 Sr. I lavares : Puis o honrado nombro
    quer qual licar as miuhas ( oiniis meibor do que
    eo mesmo'.'
    O Sr. .;. de Olrcira : N.'o ; mas quero salvar
    as consciencia- ,te imporlanles membros du partido
    liberal de minha proviocia.
    O Sr. / Tacares : Posso as*everar ao honrado
    i'iembro que eslou nos meus principios ; o que nao
    oiiIros actos reprovados; o Sr. Francisco lleo .re
    Vasconcellos foi mi .....n -,,| neutral nas eleices
    daquella provincia, o isto j nAo i pouco em rela-
    cAo ao quo anteriormente se praticava.
    lima voz : lato ha da ser aqui bem discutido,
    com toda a amplidA possivel.
    O Sr. Vacluco Fallo no que diz respcilo
    provincia de S. Paulo ; eSe sai o que le passuu em
    Pemainbuco.
    Alli alguma cousa haveria, segundo le disse e se
    imprimi; mas deveria a commissAo de podeies di-
    rigir o seu voto someule por aquillo que se impri-
    mi e se disse '! Se existem lodos esses vicios e fal-
    tas que o nobre deputado notou, porque razAu o nu-
    bre deputado ou aquelles que sao interesados na
    boa decisAo desla causa nao se inunirain de docu
    menlos, porque n. i comprovarain peraulc nos todas
    estas irregularidades '.'
    A CommissAo de poderes emenden (ao menos
    aquella a que perlenco) que no estado em que se
    Acha o paiz e na necessidado indeclinavel de se cons-
    tituir a cmara na poca marrada na consliluicAu,
    devia dar parecer favuravel a todos aquellos depu-
    ladus eleiloi que se aprsenla..em sem duplcala,
    ama vez que das actas e documentos respeciivos nao
    constassem vicioi que pu.lc---.un atacar scriaiocnle a
    eleico.
    Esle tem sido o proeedimento da commissAo, pre-
    -uiniii lo que ruuipria o seu dever nao se erigindo
    em procuradora dos interessa los, e nem te apresen-
    lando como vingadora de lodos os ataques que pu-
    deisem vagamente ser argidos contra a liberdade
    do vol. Hasta, porm, que na pasta da commissAo
    exisla urna representadlo de qualquer cidadAn, con-
    testando alguma eleico, allegando vicios e irregu-
    laridades, que paree un pruceder, ou qoe prvidos
    rclevem, para a commistAu hesitar, pedir infor-
    maees e esludara materia, lano assim que ella nao
    den parecer acerca do Sr. Dr. Silviuo, eleilo depu-
    lado pelo districlo de Oliuda, e pedio inferirn-icoes ao
    governo, porque a respailo dessa eleicAo appareceu
    urna representando do Sr. coronel Maraes ar^uin-
    do-a de vicios.
    Mas na eleicAo de que se Irala, nada disln se deu ;
    remelleu-se o diploma do Sr. Augu-lo da Oleiro
    commissAo. Nada consta a respeilo de Irregularida-
    des nclla ; apenas vi que u Sr. llego OItfeiro c ou-
    tros seuhores apresentaram um protesto A mesa acer-
    ca de exagerado numero de eleilores, ou cousa seme-
    lhante ; a mesa rcjeitou esle protesto ; tal vez pro-
    cedesse imprudentemcule fazendo essa rejeicle, mas
    islo esl mi seu puniente ailnlrio, pois nao ha le
    alguma que obrigue as mesas a recrbereui laes pro-
    testos. -o por este facto, pudendo esse protesto
    ser menos procedente, devia a CommissAo dar um
    parecer diverso daquelle que deu ? Se as mesas nAo
    livessem esse arbitrio, qualquer individuo que qui-
    zesse prncraslinar ama eleijAo poderia lodos os das
    apresenlar protestos.
    Em regra geral as mesas que desejam que a elei-
    cAo corra livremenle, quando veem que n.lo ha o
    proposito tirn i i-'in t ese acto, nAo devem limi-
    lar-se a rrjeitar us pr..tloi que Ibes f.irem apresen-
    lados ; ao contrario, devem recebe-los c inseri-lns
    na acia. Mas nAo he esle fado s da apresenla^lo
    de um proteslo que pule provar a irresularidade'de
    urna eleicAo ; e se esse proteslo era prore lenle cum-
    ria aos signatarios inuinrem-se de docuineulos que
    comprovassem islo.
    Se porm, o illuslrado depulado, que 13o disna-
    menlo representa a sua provincia, pude apresenlar
    documentos contra a eleico de que se (rala, pide
    demonstrar ludo quaulo disse, ent.lo ainda lem nas
    suas maos o remedio, e nlo serci eu que Ihe negu o
    meu vol.
    Creio que o nobre depulado nAo quercr procras-
    linar a entrada dn Sr. Aomillo de Oliveira nesla ca-
    mera, e porianto, apreseulandn ns documentos que
    tiver, ou promellendo apresenla-lns, piide nedirque
    volle o uasocio a commissAo, a quem fornecera os
    precisos esclarecimenlos.
    O Sr. i". Tarares ; Pensei que havia na pula
    da commis-Ao os documentos relativos a essa elei-
    elo.
    O Sr. Pacheco : NAo existe all documento al-
    gum a este respiio.
    Se o nobre depulado enlende qne devem appare-
    cer represenlacoes seriamente fundadas, provaudo
    irregularidades, que por ventura houvessem nessa
    eleicA >, e islo em breve lempo, sem o menor dese|o
    de prncrasiiiiac.il,, entAo adie-se a deciso desla
    queslAo, pois nAo devemos decidi-la ob e subrepli-
    ciamente.
    tlissentiudo do nobre depulado ncsle incidenle,
    creio que nn mais lerei o prazer de me adiar com
    elle na defensa do bello programma de prooreaeo
    lento e moderado, porque sou da opiniAo daqoelles
    que entendem que a socicdade se move, que he pre-
    ciso acompanhar e dirigir esse mnvimenlo ; perlenco
    aquelles que querem o bem do paiz, qnaesquer que
    ajan os homens que praiiquem es-e bem.... i Apoia
    dos.)
    O Sr. /'. Tarare-: Esla he a opioiaO que nos
    p le salvar.
    O Sr. Pacheco : .... reservando sempre o direi-
    lo de exame e de censura.
    O Sr. /'. Tacares : Apoiado ; venbam o prin-
    cipios, pouco importamos homens.
    O Sr. fachect : Nlo sou defensor do eleicAo fi-
    Ibis ila fraude e da violencia ; lenho silo victima
    par mais de urna vez de coaernes por parle do go-
    verno.
    O .S'r. Sifceira Lobo : E eu lambem ; mas sei
    esquerer isto.
    O Sr, Pacheco : Se lenho tido a boom de re-
    reooiu a guarda nacional para revistas, e praliguL f ero sao excessos e exageracesi porque eiiteudo
    - sUaVoP'' o' repelle. "
    O Sr. A. de Oliveira : Mas o nobre depulado
    j.iara maisjosUea ie vlsse nas exprc-soes de que
    acabo de me servir antes o desejo de rrspeilar as
    conscieucias das liberaos de minha provincia que --.-
    acham ausentes.
    O .S'r. f. Tacares : EnlAn quer-se cousliluir
    defeusor delles V
    OSr- e Oliveira : Sendo ellcs riuadaos
    brasileiros, hei de defende-los naquillo em que li-
    verem usina e for de accordo com os inleresses p-
    blicos, t A potados.)
    Deixando esle incidenle, direi, Sr. presidente,
    que estou adraiado de ver o nobre depulado erguer
    a sua vuz contra a eleico do primerio circulo da
    provincia de l'-rnainburo, tendo elle deixado pas-
    sar em silencio a eleico de oulios crculos, cujo
    processo eleiloral foi feilo pela mesma maueira c
    pela meme forma por que foi eleito o du primeiro!
    Se o nobre depalado livesse feito e ein necasio man opportnna, quando se tralou da
    eleicAo de outros circuios da minha provincia, eu
    estara agora munido de documentos com que po-
    desse mellior fundamentar o meu discurso.
    ( \ Exc. vio que o oobre deputado pniicipiou por
    dizer que ficou admirado quando me vio apreseutor-
    me can lid..lo pelo primeiro di-lriclo clailoral de mi-
    nha provincia, por esperar lalvez um oulro nome
    sem duvida mais dislincto, oo por se adiar persuadi-
    do que as fjrcas do partido liberal eram lo furmida-
    veis nas freguezias que compile esse circulo que de-
    viam intimidar qualquer candidato....
    OSr. r. Tacares:Isao fallei em intimidar,
    nem em nada dlaao que esl ahi diz-nd...
    <> Sr. .1. de Oliveira:lia de nermillir que lo-
    me em consideradlo a sua admiraco. Sempre me
    ronsiderei, Sr. presidente, com poucas habitilacOes
    para oeenper o alio e elevado cargo de representan
    le da nacala, e por urna das mais importantes provin-
    cias do imperio, como sem duvida he a de Pernam-
    baco ; Uve mesmo algum desanimo do apresentar-
    me candidato, e sm duvida teria recuado desle pro-
    posito, se por ventura ja em duas legislaturas passa-
    das eu noboavesse sido com tanta benignidade con-
    siderado pelos eleilores da minha provincia, elegen-
    do-me depulado a assemblea geral.
    l'm Sr. epatado :K fui um depulado que sem-
    pre e.urou dos melhoramenlus da provincia. (Apoia-
    do..) '
    OSr. A. de Oliveira:Esta animacAo que ja ha-
    via recebido, dava-me alguma coragem para poder
    aspirar a honra de continuar a representar a minha
    pr-vinria nesla augusta assemblea. Apenas publica-
    da e condecida a divisan dos circuios, cada um dos
    depnlados da minha piovincia procurava um circulo
    onde a sua candidatura podesse ler mais acolhimeu-
    lo, onde fosie mais natural.
    Sendo eu, como sou, natural de urna familia de
    negociante!, domiciliado na cidade du llecile, lendo
    nascido e sido baplisado em urna das principaes fre-
    guezias daquella cidade, que faz parle do primeiro
    circulo, sede do commercio, leudo muilas relaees,
    cxcellentes amigos nesse logar oulro sim, parecen-
    do-me que nesse primeiro circulo predominava o
    elemento commercial, sendo eu dos 13 deputado. da
    ultima lecislalura aquello qoe representara mais a-
    proximadamenle esse elemento, entend por tolas
    essas cumiileraces ser esse o circulo que eu poderia
    aspirar a honra de representar.
    Ja v porianto V. Exc. que a minha candidatura
    pelo primeiro circulo era toda natural, e ainda pen-
    s boje que pelo menos ella foi mais natural por es-
    so circulo do que por qualquer oulro. NAo sendo
    empregado publico. nAo leudo nutras relceles senAo
    as adquiridas quer no commercio, quer na vida pu-
    blica como representante da nacao, e havendo eu
    emduas legislaturas paseada* lido eletlo depatado
    geral nAo vejo o que baja de se admirar por ler eu
    me apresentado randidalo por esse circulo, salvo se o
    nobre depulado me julga pouco disno, como lalvez
    posa ler razAo, de representar a provincia de Per-
    nambuco...
    O Sr. /'. Tarares :lie injuslica que me faz, a
    visla do modo porque principiei o meu discurso.
    Dirija a queslAo por oolro lado ; nao por este.
    O Sr. A. de Olirarire :Eslou re.pundendo ni-
    camente ao qoo ouvi na cmara. Se o nobre de-
    pulado me julgava digno de representar a provin-
    cia de Pernambaco, ha de permillir que eu Ihe di-
    ga que o primeiro circulo era onde a minha can-
    didatura poda ter mais BiHOtO e naloralidade ; o
    qoe prova o acnlhimeulo que live, nao obslanle 1er
    de baler-me com advrsanos imporlanles ; perian-
    to, em visli do qae acabo de expor, o nobre de-
    pulado me permillira' que Ihe eslranhe a sua ad-
    miraco.
    Agora, Sr. presidenle, VOU apreciar as principaes
    considcrarois com que o nobre depulado ie propoz
    apresenlar a minha candidatura como derivada ni-
    camente 'I" poder. V. Exc. c a casa saliein qnie
    devem ser as minhas"relacOee com o poder ; aqui s_
    acham felizmente alsons honrados depuladus,' que
    comigo flzerarn parle da legisllura pastada ; eses
    honrados depnlados aanem qual foi s.mpre o meu
    procediiiuiiio. Ao actual ministerio ja livc occa-
    siAo de fazer opposicAo, senao opposicAo aos prin-
    cipios, ao menos a militas de suas medidas.
    lendo o ministerio, subiuda ao pod-r, inaugu-
    rado orna poltica, apresenlaiido-se com ella na
    cmara, eu oapniei ; mas na continuarla de soa a I-
    minislrac.lo. lendome parecido qqej o minislerin
    ia fazendo deipeaaa :.qoe me pareciam exressivas,
    oppoz-me cowlaiitemenle a es. sua marcha. Os
    meus nobrea collegas da legislatura linda aabem
    que eu me oppuz urna por urna a lodas as medidas
    que leodiarn a |augmeol,ir a despez do 'Jislado ;
    orna eo das medidas propostas pelo ministerio ueste meus amigos de lodos as classes, quer empregadoa i gura o nnme de urna .., autordade
    sentido n.lo pas.ou c.m o meu voto, lendo eu sobre pblicos, quer simples particulares. eu lia's cunservadur e oiiolia de
    minios delles inslitoido um debate e exame rigo- OSr. Ilrando :lie urna immoralidade escre- i' Mullos apoiado. ) e '"""" e
    policial, sendo
    depulado liberal '
    .--------- ---- -----_.. .. _.. -a- -- .... ... < ..v .,... i... i i iiii,i i -- i-.oi- i .iiunusap'"
    ro,- | ver um ministro recommendando ete ou aquelle. .' O Sr. I'
    Assim. n.lo sendo en empresado publico, nao ten- | O Sr. A. de Olrcira :O nobre deputa.m, sen- deputado.
    cnlrelendo | do justo, ha de concordar que, no caso que S. Exc. | O Sr. A. rtc O/ircira :_|ie maneira que pela lo-
    do ligacAo alguma com o poder, nlo
    Zavera : Eu responderei ao nobre
    lion em Indas as eleices em que me lenho apresen- | O Sr. Brandal, :Eu censoro o aclo do minislro
    lado, me fosse hoje indifferente semine prestar os do estado,
    ofiicios da ami/.ade, si. porque esla' no ministerio. O Sr. Presidente :Alinete.
    Se prncurei a coadjuvacAo de um migo, que er
    minislro, recorr lambem, Sr. presidenle, a amize-
    de do pobre arlisia, .ifieicAo de lodos que conhe-
    eie. quem linha amiz.idc. (Muilos apeiedoa.) .
    Em que pois pode ssr da algum modo censurada
    0 Sr. iraudiio :He contra a promessa do mi-
    nisieiie.
    1 mu eos :Diz muilo bem !
    O SrBramtSo :Elle interveio para proteger a
    uns e para perseguir a outros, isto ha de ser des-
    a remessa de ama cu oulra caria de nm ministro i lindado na resposla a falla do Ihrono ; para esse
    de estado em favor de um amigo ? Cumpre aqui' campo me reservo.
    notar que o ministro nAo podia csrrever a membros O Sr. Presidente :Alinelo, rao posso consen-
    iin partido do nobre depulado, com quem nAo lem lir que se inlerrompa o orador.
    relatos a menos que o nobre deputado provasse O Sr. A. de 0\iceira :Conseg linlemenle. Sr.
    que urna caria desse ministro de estado havia cun- presidente, ja v V. Exc. oue se me apresenlei por
    vertido um liberal em conservador, oque nao he aquello circulo foi nicamente por confiar na efU-
    nalural ; que mal prtenle poderia fazer semclhan- cacia da amiztide dos meus amisos, quer necupando
    le caria ao partido liberal J Porcm prohibir ao | posiees ofiiciaes, quer lora dellas. O nobre depn-
    ininistrn de estado de escrever a um ou oulro amigo lado, se me quer fazer ju>tira, ha de ser o primeiro
    em lavor de um Candidato, qoe nao he sen subor- a cmifeasar que eu niu ah i
    dinado, e apenas amigo parlicular, me parece una
    doulrina insoslenlavel ; podiam disto queixar-se
    aquelles do meo lado poltico que pleitearam a elei-
    cAo comigo.
    Se por ventara os candidatos qa? se presenta-
    rain do meu lado se queixasscm da preferencia quo
    me foi daiia em consequencia das carias do meu
    amigo o Sr. minislro da juslir,a, poderiam em lal
    hypolhese essas queixas (er alsum cabimento ; po-
    rm nada ha cslranhar, e muilo menos a censurar,
    urna vez que nAo podemos prescindir de admillir
    que a cana de um ministro nAo podia influir no
    animo dos hberaes ; porquaulo sou o primeiro a
    confessar que nas filenas do partido do nobre depu-
    deputado nicamente
    por urna carta. I m me/ antes da eleico ale ao
    lempo final o nobre deputado havi.i ver-ie sempre
    na ra, erapresandu lodos os meios que mo eram
    licito., visitando lodosos volantes, emfim su procu-
    rando que a minha candidatura fosse livre e espon-
    taneamenle acolhida pelo povo, e uAo imposta pelo
    poder.
    (Muitos apoiados dos Sr. depolados por Pernam-
    buco.)
    Urna VOS:A sua candidatura nAo careca de
    carta do ministro.
    O Sr. S. Lobo:NAo devia carecer.
    OSr. A. de Oliieira:Oual a razo ".'o nobre
    depulado Dio sabe que nas circunstancias difiieeis
    lado una lal carta nAo abrira brecha, muilo mais em que me achei nAo podia dispensar nem repellir
    leudo o governo dado (antas provas de moderaclo, I a coadjuvacAo de puros amigos, quando eu os tenbo
    de tolerancia, tendo conservado a seus adversaVius
    polticos em posices ofiiciaes, como fe/, ao nobre
    depulado e com seus amigos, quando podia deixar
    de u fazer...
    0 Sr. /'. Taiares : Quem foi qoe me ronser-
    veu era posirAo ollicial'.' Oual he a miuha nusicAo
    ollirial
    O Sr. A. de Oliceira : A de lenle substituto do
    curso juridic.....
    O Sr. f. Tarares : Ora milito obrigado Foi
    orna radeira que tirei em concurso.
    O .S'r. a. de Oliieira : E cadeira que o nobre
    depulado ao depois per :eu.
    l'm Sr. Depulado : Deixemos esla discossAo ;
    vamos a eleicAo. ( Apoiado. )
    O Sr. A. de Oliceira : NAo continuara ; mas liz
    cs.-a referencia para mellior provar a moderaclo ob-
    servada pelo gabinele aclu il para c.m os m'mbros
    do partido liberal. Em villa pois desse espirito de.
    moderlcfio de que sempre esleve animado o gover-
    no, os liberaes nAo leudo a receiar aclo algum de
    bostilidade por nAo seguirem as oninioesdos minis-
    tros, e alias sobrando aos mesmos liberaes indepen-
    dencia para resistirem a qualquer soggostao do po-
    der, est claro que a caria do minislr > s poda in-
    fluir no animo do partido conervador ; consesuinle-
    inente iuadmiasivel a censura que o nobre depulado
    fez a esse respeilo.
    ' 01 .S'r. epatado : NAo apoiado ; alem de po-
    der essa carta evercer ama coaeco moral, he eeeapra
    um nieio nao eonilitocionel-
    por desinteressados. Se hoje eu" enlendesse que a
    marcha do ministerio actual era contraria aos meus
    principios e aos iulercs.es do paiz, assevero ao no-
    bre deputado que sobra-me coragem para collo-
    car-ine na opposicAo, e eslou persuadido que o mi-
    nislro da jusliSa, meu espeical ,e intimo amigo se-
    ria bstanle indulgencia para farer joftica a esse
    proeedimento, reconliecondo que em lal hvpotliese
    n.lo fazia senAo obdecer aos devores de 'miaba con-
    ciencia.
    Entrando o nobre depulado na apreciado das
    eleices dos tres circulp', prineipiou por censurar
    a eleico da parochia de S. Pedro tioncalves do Re-
    cite, Ora, V. Exc. e a casa, que devem conhecer
    qual he a po e sendo iiiroule.lavel que nessa parochia he onde
    reside o grande commercio de loda n provincia, e
    sendo lambem inconteslavel que o partido liberal
    nunca mcreceu as sympalhias uo cuminerciu da mi-
    nha provincia, j v V. Exc. que alli jamis o Irium-
    pho pde perlencer ao partido liberal.
    O Sr. V. Tarara :--Tanlo teve, que venceu em
    militas occasies a eleic/io de eleilores.
    O Sr. A. de Oliceira :NAo me lembro de seme-
    lhante victoria senAo por occasiAo das eleices Chi-
    rhorrinaa, de que mellior he agora nAo nos lecor-
    darinos.
    A nao se empregar a arma da intimidadlo, arma
    qoe ha empresado As vezes o partida do nobre de
    jinlido para arred.tr das unas os individes que re-
    presentara o commercio, que por sua natureza sao
    Sr. A. de Oliveira: Nlo sei onde etbi essa iiomcus pacficos c que nAo'"so'a, tte ee'envolv
    Consliluifao dn nobre iiepoladc.
    O MesmoSr. epulaio : Eu expc.irei quan-
    do tratar da independencia dos poderes.
    O Sr. .1. de Oliceira : Porem, ir. presidente,
    se procedesse o argumento do nobre depulado c de
    lodos que pensara como eile. isto he, que as poseoaa
    que esliverem em posices olliciaes nlo poden] influir
    nem lomar parle de maueira nc-iihuma nas ekdcoe-,
    i'-ul in a dabi que a oppusicAo senijire gauliaria,
    por que nas diversas localidades as po-ico-s oll iies
    sendo sempre oceup idas por pesaou eoncelloadas do
    lugar, o partido que apuiasse o governo licari.i por
    es pessoas maia uilluentes para sustentar a sua opinin
    Se o partido conservador por estar nas posice.
    ofiiciaes fosse assim ob-igado a perder a ruadjuva'cao
    daquellea de seus membrus que uceupassein einprrgos
    pblicos, nada mellior para dar glibo de causa
    opposicAo ; em lal hypolbese mellior seria etlar do
    ledo de opposicAo qae do guverno. De seiiiclbaule
    prinripio resultara que homein alsurn conceiluado
    de urna Incalidade se sojeitaria a aceitar nin cargo
    do governo com a condicao de nlo exercer e direilo
    da volar e de pedir volos.
    Para nAo alongar mais esla tliscusao, e mesmo pa-
    ra nlo roobar lempo cmara, deixo de apreciar
    mallas das considrenles apresenladaa pelo n jbre de-
    pado ; prometiendo porcm ao nnbre depulado que,
    se Continuar a empresar una seiiielbaule arsumen-
    l.iCAo, necessanamenle lerei de pedir llcenca a S.
    Exc. para refular-lhe ein oulia uccasiao. Enlre as
    eon.ideracoesaprc-cnladas a que agora alluda, me
    causou estranbeza, quanilo nos dis-e que perlencia
    a um partido vencido sempre pela Torca c nao pela
    razAo.
    !e esla urna considerarlo de muilo peso, que me-
    reco resposla, mas. dcixo esla quesillo para depois,
    por que me seria para esse fim preciso entrar em
    longos desenvulvimenlos.
    Disse o nobre depulado qu apenas a minha can-
    didatura foi epresonlada sob os auspicios do poder,
    imiuedialamenle todas as auiorioadcs se pronuncia-
    ram ein meu favor.
    Sr. presidenle, o que posso dizer he que lodas a-
    qnellaa autoridades do meu circulo sobre quem o
    guverno linha immcdiada acefm, nem foram eleilo-
    res F; cumpre aqui untar una rircuni-lanci.i sobre
    a qual chamo a allciico da cam ira, he que leudo
    sido ipreaeulados candidatos ao eleitorado nal fre-
    guezias respectivas ein que residiam, Irnlo o delega-
    do, como os subdelegados e alsuns inspectores da
    quarleirao, o governo immcdialamenle chamando :i
    sua preseura a essas euloridedes, Ibes recomineinlou
    de desisliremde seiiielhanle honra, c Ibes f.i com-
    municido pelo chefe de policia ordem exprcs.a para
    dimitlir cerlos Inapeetoreacojos nnmes se achara nas
    Usas como cundidalns ao elellorado.
    O Sr. l'aranagu : Isso he inconilitocional.
    O Sr. .1. de Oliieira : Poslo que nao appiovas-
    se na occasiAo es'a medida do governo, todava a nao
    censuro boje, porque foi mais urna conce.iao feitaao
    partido liberal, que serve nesle momento para pro-
    var alesahdade da minha eleicAo.
    Inculcando-se o partido libera! com torcas inven-
    Civeis nesse Circulo, o governo procuran quanlo Ihe
    ros.e possivel que na cleieio de eleilores nas Ircs
    freguezias de que se compe esse 1.- circulo as lisia,
    de eleilores nlo eiprimiseem o pensamenlo pal ci-l,
    mas sim o do parlido cooserveduf ; fui essa a razan
    que levou ao disno e dislincto presidente da minha
    provincia a fazer as aulnridadea poli.iaes a recora-
    maudacAo a que me lenho referido ; sendo ledavil
    enipre prudente aqui observar que aquelles in-
    peclores de qoarleirAn que nao cederam da honra
    do eleitorado, foram dimillilm.
    Ora, paree que nao se podo dar maior prova de
    imparcialidade da pane de guverno, quando alias se
    nota que no segundo circulo da Capital ao subdele-
    gado de urna freguezia perlenceule ao partido li-
    beral fo-lhe permilltdo fazer a eleico, instilnindo-
    se cheie de cabala em favonio partido liberal que
    venceu a eleicAo primaria na fr-guezia da Varita,
    grabas a essa auloridade policial !
    Sendo pois inconteslavel que os eleilores elilos
    nas (res fresuezia. dn primeiro circulo nAo eiprl-
    mam de maneira algoma o pensamenlo policial ou
    governalivo, c sim nicamente do partido conser-
    vador, o nobre depulado omiito pss.i circumstancia
    lao importante que salva a essa eleico de qualquer
    suspeila de haver sido ella hita com a inlervenclo
    do poder, ese.n apresenlar, o menor documento e
    em luuiullos, o p.rlido a que diz perlencer o nobre
    deputado, olo pode jamis triumpliar naquella pa-
    rochia.
    " Sr. /". Tacares : Isso he i ijuslica qae faz a
    epinilo poltica que sigo.
    O Sr. .1. de OUceira : Isto be urna pura ver-
    dade, urna vez que o Sr. denutado lalvez seja o pri-
    meiro a recouhecer que o commercio de Pernambuco
    nunca foi favoravel a' politice liberal.
    O Sr. Silvct'ra .olio : Mas o commercio nAo
    con-litue a provincia de Pernambuco.
    O sr. A. de Olivei'a : Eu eslou fallando de
    urna parochia que he o cenlro commercial de minha
    provincia, onde, pela razao que acabo de expor, nAo
    podia de maneira alguma o parlido liberal esperar
    jamis as honras da victoria.
    O nobre depulado consumo da mesma maneira
    o capillo do porlo de l'eruainbuco, que he meu ami-
    go, romo censuiou ao minislro da juslica. Eu sinlo
    que o uobre nlo Irouxesse antes a iioinenclalura de
    todos os meus amigos que me prolegeram, por que
    assim teria mais essa OCCaliio para do alto desta tri-
    buna renovar-Ibes os uieus sinceros e enrdiaes asra-
    decimenlos, pela ellicaz cooperario com que conlri-
    hairam para minha eleico. por quanlo eu sou o pri-
    meiro a recouhecer que nesss grande belalba poltica
    dala entre o partido conservador o liberal, uo pri-
    meiro rirculo eleiloral de minha provincial, du qual
    prelendia ser represntenle aquelle que era conside-
    rado como principal director do partido liberal, a
    victoria poda caber a qoem reuuisse em torno
    de si um exercilo, pur as-ira dizer, de prestrnosos a-
    migos em todas as classes da sociedade.
    Par lauto, Sr. presidente, anda repilo, nAo era
    P's-ivel, e apella para luios os nobres deputadoa
    que ronhecein a cidade do Recife, que ui freguezia
    de S. Pedro tioncalves do Recife, onde reside o com-
    mercio imporiaulisiiino de Pernambuco, lalvez seja
    b"je a segunda ridade commercial do imperio, pu-
    desse jamis vencer o parli lu liberal, sendo o com-
    mereio na minha provincia, como todos sancra,
    [muco inclinado a' opim.u poltica du mesmo parli
    du liberal.
    A coadjuvaro de dislincto, inlelligenle e honrado
    capillo do pono de provincia de Pernambuco o Sr.
    Eliziano Amonio dus Santos, quando mesmo exc-
    dese a cerlus limiles, nAo pode jamis pruduzir o ef-
    feito que o nobre depulado disse.
    A populacilo da freguezia do Recite se acha com-
    |iosla de cnladAos de posicao lo elevada, que segu-
    ramenle jamis se deilariam intimidar pela forra
    mesmo que fosse desenvolvida oelocapil.lo do port;
    ni casn algum se pode admillir semelhanle lijpu-
    these; sniores, iodo o momio condece quo o eapi
    lAo do porto de Pernambuco he um disno militar
    apoiados ), um dos homens que faz mais honra a'
    cla meio que Ihe fosse indecoroso. ( Muilos apoiados }.
    O Sr. /'. '/Vivares : NAo estamos discutiudo as
    qualnladcs do Sr. Eliziario.
    OSr. ./.de Oliveira : Mas .i nobre depulado
    discale-as. Permilta que Ihe diga que o nobre de-
    pulado para censurar a minha e!eic.Ao, s por lerem
    para ella concurrido amigos meus que oceupavam
    po-icoes olliciaes, devia comerar por censurar a sua
    propria eleicAo, por que |>ara ella concorreram in-
    dividuosque oceupavam posices olliciaes.Qneffl nAo
    sabelque o nobre depotado deve a cadeira qoe oc-
    copa nesla casa a um delegado de policia? como vem
    agora censurar a minha eleicAo, como feila pela in-
    ier\ cucan do poder, quando alia's ai auloiidadespo-
    liciaes e nutre! em juc o governo linha acrao im-
    meliata nem foram eleilores, leudo sido noeirculo
    do l nulo eleilores quasi lodas as autoridades nuli-
    ciees I !
    O Sr. /'. 7'avares : Eu responderei convenien-
    temente ao nobre depulado.
    O Sr. A. de Oliveira : De maneira que he per-
    mitlido, na opiniAo do nobre depu.ado, a urna au-
    leridede ser eleilur para volar em um liberal, mas
    ii,~: i ha a mesma permissAo para volar em um con-
    servador. Sa u nobre depulado quizesse censurar a
    InterveiicAo de urna ou uulia auluridade na eleico,
    diga sem recelo de ser contestado, que o nobre de-
    putado devia comeeaf por cunleslar a IcicAu do pro-
    lirio circulo que o elescu.
    O .S'r. / '/'usares: Esla' ensaada, hei de mos-
    Irar-lho que a minha eleicAo fui muilo livre, e que
    rae he muilo honrosa.
    O Sr. A. e Olivera!: Apoiado, nlo o neg.
    ''OSeJ : Assim como a do nobre depulado!
    O Sr. A. de Oliveira; Aceite adeelara(3o Jo
    .o por dizere. vagos, eroima essa eleico de illagal, nobre d' palada, e reforro a sua oninilo.
    hlha do poder, s porque algn, amisos i
    que eram empregadoa iiublicos n/dii, inlluiram.
    En declaro que merec essa honra da parle desses
    meus omisos, assim n......a honra de ser proteg lo
    per nnmerosas pessoaa que neo nceupavam po-i -
    ros oHiciaes, nem era possivel | ,n ,. |,,r M, .
    :.. lo as honras da victoria gloriosa qae julgo haver
    ulcanjado, >e p irvenlura nlo houveae su!., oeeor-
    rido pelel esforcus de lod >s os meus aro sos, mesmo
    qae eilee oecapassem qualquer emprego pabliee.
    O Sr. rundan :Nese caso nao tem rallo;
    venceram-se eleices siin ser protegidas por aulo-
    ridade...
    O Sr. a. de OUceira :Eo nao digo Uta : o
    que digo o lomo a repillr,qoe na lerrivel lua que
    Uve de sustentar contra o parlido liberal era massa
    que me disputara a eleic.lo ur eu de cerlo teria naofrasado se n.lo houvesse sido
    Minino o aparte do nobre depulado ; mas diso
    que, se a eleico do nobre deputado he honro-a pa-
    ra a provincia gum contesto, ha de permillh que eu appqoe i un-
    nli i eliico i .. mesmo principio com que defend a
    sua. Apoiados. )
    o Sr. tttanl&o: Nao lem applicacSo ncnlnima.
    O Sr. A de Oliveira : Nlo p ida querer |i ira -i
    o que n.lo quer para iniui. .-. lendo volado a favor
    do nobre depulado algumaa autoridades poljctaes, e
    sa co: rendo por cerlo que o nobre d-pulalo deve a
    .sua eleicAo ao Sr. JoAu Vi-ira da Cunha, delegado
    le polica de C.ruari, gozando influencia eleiloral,
    I qoe interveio na eleic.!o dessa IVeguetia, elesendoe
    i e aos son. amigos eleilores, u;io .distante a mler-
    venco dessa auloridade policial, a eleico do nobre
    depatado pelo circulo do Bonito he honrosa e legal,
    como pr em duvida a legalidadeda eleicAo dol.- cir
    0 Sr. Dantas: Apoiado, muito bem.
    O Sr. Augusto de Oliceira : Sr. presidenle, a
    parochia do Recife jamis pude perlencer a' opmiAo
    poltica do oobre deputado, salvo se empregar os
    mcius de inlimidac,ao e violencia ; e appello para o
    resultado de todas as elcices passadas; appello pa-
    ra a juslica do nobre depuOdo, a quem com a lisia
    dos qualilicados eu posso convencer de que senAo
    empregar a inlimid.icsio, o partido liberal que alias
    nAo deve contar com o apoio do commercio, jamis
    podera' pretender vencer na eleirAo daquella paro-
    chia.
    O Sr. l: Tacares: Tem vencido lanas vezes!
    / na Vos: Tantas. nAo.
    O Sr. Augusto de OMvtira : Passando a segun-
    da parochia, disse o nobre depulado com ufana,
    que jamis o partido liberal lindera ser derrotado
    all n urna eleirAo. Scnhores, he preci.o realmente...
    O Sr. /'. Tacaret: O nobre depatado me est
    emprestando o que eu nlo disse ; eu tallei da elei-
    cAo ile San Jos,
    OSr. A. de OUceira:Estou-me referindo a
    essa mesma fresuezia, onde o nobre depalado disse
    que jamis o partido liberal podia ser derrotado.
    OSr. /'. rasares: Nao podia, sira, senbor.
    O Sr. A. de Oliceira : Sr. presidenle, o nobre
    depulado nAo fez o que eu fu na eleicAo ; foi mais
    reliz do que eu. O nobre deputado nAu leve de car-
    regar com todos os Irabalhos e fadigas das eleicoes
    primarias do seu circulo, algumAs das quaes foram
    vencidos pelas autoridades puliciaes ; apenas termi-
    nado processo primario, o nobre depulado mouton
    a ravallo e deu um passeio al o Bonito e voltou
    eleilo. Se o nobre depulado me houvesse acompa-
    nliado em tod.s os meus Irabalhos, eslou cerlo de
    que naocommetteria a injuslica e mesmo a ilqui-
    da le de palr em duvida por um so momento a lega-
    lidade da eleicAo da freguezia de San Jos, que hon-
    ra o partido conservador, pois que fui urna verdadei-
    ra victoria alcanzada pelos meios os mais honrosos
    empregadoa por todos quantos eutraram nella.
    (Apoiados.)
    Pelo menos, eu vangloro-mo de ler sido cumpri-
    mentado depois do resollado da eleic.o dessa re-
    guezia por vanos membrus do partido liberal, que
    souberam nos c-f->rc,os por miro empregadoa para o
    vencimenlo da minha causa reennhecer a legalidade
    que procurei sempre guardar para com o meas ad-
    versarios.
    O Sr. I. Tacares : Empregnei meios da
    mais.
    O Sr. ./. de Oliceira : Empreguei meios que
    nunca me envergonbare de confessar. Se o nobre
    deputado qui/.cr reprodozir algumas calumnias, que a
    lal respeilo furam laucadas....
    O Sr. (. Tacares : -- Nao coslamo ser echo de
    calumnias.
    OSr. A. de Oliceira : Disto eslou persuadido :
    fallo em hx pudiese.
    Se i, nobre depulado quizer trazer casa tuda
    quanlo disse contra mira nina folha de Pernambu-
    co, eu me defenderei smenle em considerado ao
    cobre deputado.
    Se o nebre deputado for justo, ha de recuohecer
    que a eleicAo da freguezia de S. Jos foi ganha com
    umita honra por lodos quantos pleitearam nella.
    O processo eleiloral da eleicAo de eleilores dessa
    rreguezia rorreu o mais livre e regularmente possi-
    vel. tendo ella sido feila debaixo d i immediala ins-
    pecQAo dos membros do partido liberal, que desde o
    primeiro aclo da eleirAo, ale ao ler da ultima lista no
    acto da apuracA.i dos volos, esliveram presentes,
    exerceudo a mais severa isc3lsac,Ao, nAo se tendo
    perianto, verificado um s dos faclos allegados pelo
    nobre deputado contra a rcgularidade e moralidade
    de cleicao, quer dessa freguezia, quer das nutras,
    peri..cenles a.i primeiro circulo.
    Eu emprazo ao nobre depulado para exhibir ai
    provas dessas allegares, soh pena, para o futuro, nas
    discussus ein que beaver de turnar parte, a cmara
    dar sempre as asierces do nobre deputado, aquella
    consideracAo e crdito que mcrecem arguicoes, que
    uAo podem sor prnvadas.
    Permuta a cmara que eu aproveilo a occasiao pa-
    ra, do alto desla tribuna, dirigir nm voto de agrade-
    Cimeulo e graluiAo, Aquelles que cooperaram para o
    Iriumpho da opinilo conservadora, desde o pescadur
    edo simples artista ateo primeiro eleilor da fregue-
    zia, cuiupnndo-me tambein fazer juslica aos mem-
    bros uo parlido liberal, que na lula, em que conlra
    mira o meus amigos se acbavam einpenhados, sou-
    beram usar das armas do cavalleirismoe lealdade ;
    le um so dalles nao lenho queixa.
    Nem, senbures, duvidosa podia ser a vicloria nes-
    sa freguezia, onda oulr'ora predominava o parlido
    liberal, em vista do fado que deve expor aprecia-
    cAo da cmara. Todos os moradores daquella fre-
    suezia. em grande parle anillase pescadores pebres,
    m-s honestos e honrados, hoje leem certa repug-
    nancia au parlido l.beral, e diziam-me que nAu que-
    nain mais deixar-se levar das ideas daquelles que
    os eundtiziram ao matadoro (apoiado.), mas sim de-
    sclavara aconipanhar os qoe garandara a ordem, os
    que raziara obras publicar, ot que assim forneciam-
    Ihes po s suas familias. (Apoiados.)
    OSr. /'. '/avaras : NAo apoiado. Como mo
    chama para esse terreno, ter a resposla.
    O Sr. A. d". Oliveira : A eleicAo de S. Jos ho
    Ionio mais honrosa para o partido conservador, que
    justamente aquella! elementos com que centava o
    pai lido liberal se tornaran) a nosso favor. (Apota.
    lina immemidede de artistas concorreo < urnas
    comnoscu, do mam-ira que vencemos na eleicAo rom
    m.ioria extraordinaria, que eu nlo esperava. He-,
    claro a V. Exc, que neste momento lenho um re-'
    morso, o he o de ler desconfiado por algara instan-
    tes da lealdade de varias pessuas dessa fregaezia, a
    quem eu e alsuns amigos nossos Hollamos procurado
    para chara i-las nossa causa ; sem lor solTrido urna
    so defcelo entre os nossos amigos, que todos se mus-
    Irarain firmes, souberaos chamar para nosso 11 i ,
    novas adherencia., o que me faz tura OT, que se em
    alsuina necesilo a opiuiAo liberal trlumpha, he por-
    que n.lo se empregam os meios necessarios, be por-
    que nAo se procura a choupana do pescador, nao se
    vai a' casa dos arlislas, como tazara os membros do
    parlido liberal ; se os membr.sdo partido conserva-
    dor Bieeiem o mesmo, o parlido liberal serii semnre,
    vencido.
    O Sr. /'. Taiares : Enlo lomos nos os ariilo-
    ereles lRiso.)
    O Sr. A. de Oliveira : Repito, qae ludas as ve-
    zes que o parlido ooewerverdet scrvir-se dos meios
    de que faz uso o liberal, pondo-se em contacto im-
    medialamenle como povo, hade colher os mesmos
    resullados.
    to generosa o elVtcazraeule protegido pjr lodos os I culo, quando enlre os eleilores dcise circulo uo fi-
    OSr. /'. Tdiares : Quando precisam do povo
    empregam esses meio'. Mailos apoiados dus se-
    uhores depnlados de Pernambuco.)
    O Sr. A. de Oliveira : Eu lambem aeumpanho
    aos meus nobre; collegas por Pernambuco neeopoie-
    dos que acabara de dar ao aparte do nobre depu-
    Assim, Sr. presidente, verifiquei nessa freguezia
    que csa paite da populacjo que passava por libe-
    ral, e que se declarou a favor do nosso parlido, fot
    por eslar conven 11,1 de que o nosso partido so que.
    na ordem, porque com elle sempre linha sozado do
    paz e adquirido meios de subsistencia para suas fa-
    milias, ao pa-so que se lembrava das calamidades
    pe as qu.es linba passado quando e deixoo arraslar
    peu seducroes do parlido liberal em seus dias dn
    A respeilo la lerreira freguezia, que he a de San-
    io Amonio, Sr. presidente, V. Exc. ja x quo pou-
    co oo nada lenho a dizer em (o feila pelos dous membros da commissAo de veri-
    ii-.co que lomaran parle no debate e me precede-
    rn! nesla tribuna.
    Bises dous votos demonstraran! com toda a luci-
    dez qua essa cleic.io nlo pode ser auuullada ; e
    quando mesmo queira reennhecer romo irresnla-
    ndade substancial esse ausmcnlo de "i lisias qoe a
    ni-sa parochial razoavelmente altribeie a engao na
    conlagem dai liiUs, Uto nlo prejodica ee resallado
    final ; por quanto enlre o ulluno volado da lisia do
    pulid i conservador e o primeiro vetado da lista do
    partido liberal, cx:sle ame diOerenca de mus de 09
    Velos.
    Eu lambem ileivo de lomar em considcracAo al-
    giiinas iiHorrecc'ies que cninmelleu o nobre depala-
    do referi lo-.e a faclos pralira.los em minha pro-
    vincia, conlra ns quaes en reclatnei em apartes.
    Direi soiueul.1, qu nlo ao qu; occoireu com u Dr.
    (.indino, que o nobre depulado nioMinformo!!
    bem.
    Esae senbor nao linha o nnme que se Ihe dava na
    quliucaco ; a mesa repuguoa em aceitar a sua ce-

    MUTILADO"
    \ > -





    DIARIO DI MERNAMBDCO SARBADO 0 DE MAlO .>.; iUi
    dula, o partido libar.il, que iiSn quer Inlefveo-
    rAo do poder na eleijao, a requereu a' mesa que
    suspendesse o< Irabalho para ouvir a opiniao do pre-
    aidonle da provincia, como se ate tasse competen-
    te para decidir da idenlidade de om volanlc.
    Tome ss ola desle procedimaulo do partido libe-
    ral em minlia provincia.
    O Sr. Brandan :lie preciso fazer ama distinc-
    (> Sr. Sili'rira f.obp |Nem carias da un) mi-i dalo naioral do
    uislro.
    O Sr. A. de Ofiveira :Concurren mn delegado
    de polica.
    O Sr. I'. Tavares:Per.loe-me ; e nein ron-
    coocorrerain Miaja <|ue diminu a afolliaa qoe o hon-
    rado meinbro diz que he o orgio do partido li!ieral
    da mulla provincia ; e-se ale de algn) modo me
    j3o ; n,l i loi todo o partido liberal de Pernambu- | li/iniu guerra, e eu appello para a nobre depula-
    O Sr. A. de Oliveira : O nobre depulado deve
    refleclir que utai tonsidcrsjoes que (ac sao rela-
    liva ao meu circulo.
    O Sr. Brandan : O nebro deputado fallou em
    ana provincia, que lambem he a minha.
    O Sr. A. de Oltrrira : O nobre depulado sabe
    per ledamente *ni que entido fallo.
    O Sr. Brandio : Eu reprsenlo ambos ns par-
    tidos ; lu eleilo por elle* dous.
    lina I o; : Kepreseula n paii, c mn mii lodos.
    O Sr. A. e Oliceira : -- Applaudo a viclona do
    nobre depulado que merecen essa honra, honra que
    compeli lambem an candidato* que em muro- cir-
    cuios merecern! sufragios de (mos o lados, c por
    lano n.l i he privativa ao nobre deputado.
    Ja v a cmara que oo he e\aclo o laclo que re-
    ferio o nobre depulado. O Sr. I ir. Carolina deixou
    de votar na occasiAo, porque o seu nome nao era o
    mesmo que mencionsva a qoahcajo. Em conse-
    quencia do appello feilo pelo membros do partido
    liberal para o presidente da provincia, esle disse a
    mesa que, te em vista da insistencia do parlido libe-
    ral a mesa se conveucesse da idenlidade do indivi
    do, o admilbsse a votar. A mesa anuuio, porque
    linha consciencia da victoria, e iiAo precisava de
    um vol para vencer.
    Iumbeui. Sr. presidente, n nobre depolado com-
    meltea urna incorrecjdo contra a qual reclamei in-
    mediatamente ; campnmdo-me lomar palele dous
    fados referidos pelo nobre deputado, quando nos
    falln de um convenio enlre o presidente e o Sr.
    Dr. Feilosa, e urna grande oslenlajAo de forja ha-
    vida por urca-i-e da eleijAo do 1. airale.
    Realmente nunca pensei que o nobre deputado,
    residente na cidade do Recita, se esquecesse por lal
    forma de aeoiilcimentos de que elle foi, por assim
    diier, leslemunha ocular, ao ponto de alliibuir ao
    mez de novembro as occurreucias do mez de scleni-
    bro.
    Tanto aqoillo que o nobre depulado chama con-
    venio como essa pretendida oslentajao de tarca, sao
    oceurrencias do roer, de selembro por occaiiao da e-
    leijao municipal. O que posso asseverar a V. Exc.
    e a casa, sem receio de ser contestado, he que a u-
    nica forja que vi na freguezia de 9. Jus foram as i
    orden.meas do delegado e subdelegado.
    E so quando eslava asas adiantado o proeesso elei-
    toral no dia qoe se fez a lerceira e ultima chamada
    dos volantes, he qne o partido liberal, lendo feilo
    correr o boato de que ludamos gente armada em ca-
    sas particulares, e prurlamando-se elle- assim pou-
    co garantidos, o governn mandou chamar novameiite
    as autoridades, e nnuliou-lhei em S. Jos um dis-
    lacameoto de 14 a lt> pracas commaudadas por um
    alfares.
    O Sr. Anlunei de Campos :Tmha ama forja
    numerla.
    O Sr. A. Oliveira :O nobre deputado est enga-
    ado.
    O Sr. entunes de Campos :Era um balalh.io ;
    fui leslemunha ocular.
    O Sr. Augusto de Oliceira :O nobre depulado
    confunde a eleicAo de selembro MM a eleijAu de no-
    vembro.
    O Sr. .Intime de Campos :Tanto na primeira
    eomo ua segunda acooteceu islo.
    O Sr. A. de OMteira:Esla' engaado. Na elei-
    jAo de selembro be que houve arroinbamenlo de ur-
    nas, e al derramamento de sangue. Depois desles
    tristes acontecimenlos he que o Sr. general Coelho
    foi a S. Joscom um bata Hilo, isto he, com 200 pra-
    vas, para manler a ordein e fazer dispersar os grupos
    tumultuarios. Emlira, o que assevero sem recelo de
    ser contestado, he qoe na freguezia de S. Jusc, por
    occasiao da eleico ue novembro, a eleico pnncipiou
    com a presenja de quatro ordeuanjas, e que depon
    do tercetro da alli appareceu um pequeo destaca-
    mento do corpo de polica commaudado por um al-
    feree, sem poder precisar o numero desse destaca-
    mento, parece-me lodavia que elle nAo excedia a de-
    zoseis prajas ; porcm depois que o parlido liberal,
    note bera a cmara, requisilnu segiiranra, por occa-
    siao da lerceira chamada dos votantes, he que essa
    forja tai enviada a freguezia.
    O Sr. /'. Tarares:A Anal sempre foi a forja.
    O Sr. A. de Oliveira:Sim ; mas una tarja ape-
    nas de 14 oii de lli prajas.
    Eu lambem poderia provar ao nobre deputado que
    na eleijao de S. Jos a nossa chapa de ele lores leu-
    do triomphado por uma maioria de 80 e lautos vo-
    tos obre a oulra chapa, e ten do-se recebido nessa
    lerceira chamada menos de 80 lisias, ja a eleijao e-
    livaganha anteada rhegnda da forja, que alias foi
    requisilada pelo partido liberal, puis o resollado fi-
    nal da eleljAo demonstra qoe com as lisias recebadas
    nas duaiprimeiras chamadas a victoria era nossa.
    Se digo islo, he por demais ; e em lempo oppor-
    lono procurarei exhibir na cmara os Horneros do
    Liberal Pernambucanoo em que o proprio parlido
    liberal s.i pedia garanlias ao governo, ntlribuindu a
    mim e a meus amigos projeclos de quebrar oruas,
    que abas nunca Uvernos.
    Eu Sr. presidente, paro aqui, porque realmente
    estou persuadido qoe n.lo pode exislir no animo da
    cmara a menor duvida acerca da legalidad- da elei-
    e.io do primeiro circulo da provincia de Pemam-
    bueo.
    A careara faria orna grave injuslija a toda essa
    provincia, lano ao parlido conservador, como a o-
    piniAo liberal, se por ventura nao preslasse nesla oc-
    casio humenagem a inoderajao, a perfeila obedien-
    cia que lodos em minha proviucia tributaran) a le
    duranle a ollima eleijao.
    llevo dlzer qoe lodos alli, quer de om lado e quer
    do oulro, concorreram para a eleicao com animo dis-
    posto de empregarem lodosos meios de moderacio,
    ropellirem qualquer violencia.
    Coosegulntemeole, e lendo sido esle o uo-e lmen-
    lo, quer de om quer do oulro lado, na eleirfio, a c-
    mara comprehende qne nan era possivel que igual
    procedimeulo deixasse de eiislir no primeiro circulo
    eleiloral, composiode 3 freguezias cenlraes da capi-
    tal, onde, por assim dizer, o partido liberal queria
    dar soa grande balalha ao partido conservador, aon-
    de as autoridades estovan) vigilantes, empregando
    lodos os meios para que a liberdade do vol reinas-e
    em loda sua plenilade ; be esta ama verdade evan-
    glica que por ninguem, e cun provas, possa jamis
    ser encarecida.
    Sim, senhores, direi em conclusao que eslou bem
    persuadido que a eleicao do primeiro circulo da pro-
    vincia de Pernamhuco. he orna das mais regulares,
    legaes e mesmo honrosas qoe tem tido lugar em todo
    o imperio menos em uma parte, que he quanto ao
    eidadSo eleilo (n3o apoiados), qoe Me tem realmen-
    te as qoalnla les precisas para dignamente represen
    lar aquello importante circulo.
    i'ozes :Mnito bein !
    O Sr. V. Tcate* :Sr. presidente, depois que
    falln o nobre memhro da commi*-a.> o Sr. desein-
    bargador Pacheco, eu linha resolvido nao continuar
    nesta discossAo, porque detde que S. Etc. nos dieta
    que na pasta da comniu-iln nao ensila rep>senlajo
    nern documento algum relativa* a eleicAo do primeiro
    circulo da provincia de l'ernaiiibocu,'insistir ua dis-
    cussao onicamente eonliado em minlu palavra, sem
    poder demonstrar ou provar com docomeulns na mao
    lodo quanto Ihm.i dito, era marchar em terreno in-
    leiramenle falso.
    Tinha ea dito, pois, qae nao cinlinoava na dis-
    cassao, e que me resiguava :t volajao da cmara ;
    mas n pouca geuerosidade com que se hoove para
    comigo o honrado memhro que acaboo de fal-
    lar, me forjoa i pedir a palavra pela segunda
    vez.
    Parece, Sr. presdeme, qae o honrado depulado
    eleilo, em o seu discurso, leve mais por fim ferir
    me e moleatar-mr....
    f) Sr. Augmlu de Oliveira :Nao apoiado.
    O Sr. r. Tavares :.... do que defender a soa
    eleijAo, puguar pela sua causa.
    O Sr. Augusto ds OUceira :Pelo amor de
    Dos!
    O Sr. V, Tavares :Mas o honrado memhro tai
    demasiado injuslo para comigo ; nao eornpreltMdeu
    a minha siluaj.l nem a Iraldade com que proced
    para com elle. En, leudo de fallar sobre dota eloi-
    jea da minha provincia, tive a delicadeza e a leal-
    dade de commanirar quelles a quem lulere-savaui
    casas eleljoes que i.i fallar a respeilo dellas, e hoje,
    chegandu a cmara, disse no honrado memhro e ao
    nobre ministro da jaslica.quc com tffeilo failaria so-
    bre estas iluaseleijoes.
    Trago esle laclo casa para prova da minha leal
    dade ; mas romo me recebeu o honrado meinbro
    Sem medir bein o alcance da minha posijao poltica,
    aem refleiionar que eu pertenjo a una opiniAo que
    nao a do honrado memhro, a ama opiniao que ha
    oto aunos tem Picado iHdefesa nesla casa, e que co-
    mo o nico rcpresrnlanle desse opiniao pela provin-
    cia de Pernamburn me corre o dever de suslenlar e
    defender os seui direitos, o honrado memhro sa ad-
    ra sobre mim com loda a forro, e parece que quer
    esmagar-me com a allegaj.lo de fados cuja recor-
    dajo hoje, obre ser inconveniente c intempeiliva,
    moilo me magna e contrista.
    Ea, pois, lu forjado a pedir a palavra lambem
    em minha propria defeu ; nesle sentido, sem es-
    quecer o ohjerlo capital da diteanaio, direi algumas
    palavras, are algumas cunsideracOes guardando as
    devidas conveniencias.
    O honrado memhro prncpoa por desconside-
    rar-me ...
    O Sr. A. de Oliveira :N8o apoiado.
    O Sr. I Tavares :.... na proviucia da Per-
    nainbuco, como memhro do partido lineral. Cui-
    dando que me falla grande afTrouta, aprsenla un)
    iudividvo que nao fie meu amiiio. e ama afellua
    aonde lenho sido injustamente aggrednln, calum-
    niado e insultado. Como o individuo e talha que
    s.1o os oreaos du parli lo liberal da minha provincia,
    como o individuo c -i..... que leem o poder ne-
    ressario, a influencia legitima para dirigircm all os
    destinos do parlido liberal. A prudencia manda
    que eu nao responda ao honrado inernhrn nesla par
    le; nao he esta a occasiao azaia para tratar d -i.>
    assomplo.
    O Sr. t'unlia figueiredo :Apoiado.
    O Sr. /". Tacares :Mas o honrado memhro sa-
    be qoe se ha aqui, de I'ernariibaco, um representan-
    te legitimo das ideas liberaos, das ideas da rrpraia,
    be o depulado, que nesla momento (m a honra de
    dirigir a palavra .i cmara. Apoiados.; O honrado
    meinbro nao pude negar que para O triumpho da
    minha eleij.lo nao coucorreu o poder, e nein cou-
    cjireratn eei...
    do de Periianilinco ; esses nao se reuosijaram com o
    meu Irumphn, porque lenho condeinnado a sua lin-
    guagem etaitarada e vilenla, porque, ameslrado
    pela eiperiencia, re|>i||n os txceaeoe e son sectario
    do progresso calmo e lell-clldo ; as minlias ideas s.o
    Indis de moderarae.
    En miando, Si. presidente, qoe o nosso paiz nao
    vem sendo a perder raminhaiulo pelas vas do e-
    cesso com violencia ; emendo que o parlido po-
    lilien leem necessidade de moderarilo, de >e f.i>c-
    rem mitluu concesses. e acredite V-. E\c. que lin-
    io maior prazer em ter sido na minha provincia o
    primeiro liberal que se apresenlou frente denlas
    ideas.
    Onde esla aqui o motivo de acensado ou de cen-
    sura 7
    O honrado memhro a quem respondo nc-la neca-
    eile, Fairada um i comparajo enlre a sua eleijlo e
    a minha, disse que se para a sua tieieie nkviatn
    con-orrido autornlade e a polica, lambeiu para a
    minha haviam concurrido.
    Senhores, co repillu com loda a forja e energa
    da que snu capaz esla injuria que me lanc.i o Sr.
    Augusto de Olive-ira.
    O Sr. A. de O/iveira :Nunca disse islo.
    O Sr. /'. Tavares :Me e penaada o honrado
    memhro que, porque o Sr. Jola Vielra de Mello e
    Silva, delegado de Caruai, he meu amigo, me deu
    o seu voto, e os dermis oilo amiios seus, a polica
    influa na minha eleijlo. Todo Pernambucano sabe
    do Contrari ; fui guerreailn pe polica do llonilo .-
    Ilezerro, c aleni djsso, senlinrei. os volos do Sr.
    JoAo Viera. qoe muilo aprecio, nAo orain nreeiaai
    na miaba eleij.ln, lenla a votajao que ru ohlive.
    O honrado memhro sabe que no collegio d" II nu-
    lo, que lenh > a honra de representar nesla casa,
    comparereram IHeleiiores ; a m?ioria absoluta de
    11 i he 38, e eu live ahi il i vio.. Ja v o honrado
    meinbro que os votos que me deu o meu liebre ami-
    go o Sr. leueiile-coronel Jalo Vieiri d- Mello e
    Silva, volns que minio ni- honran, e que peuhoram
    minha uralulao, ni i c-ram precisos para a Biaba
    eleican.
    O Sr. A. de Oliveira :Nao diz islo o candidato
    c iiii-n i,ir do nobre depulado.
    O Sr. Presidente .A eleijao do nobre depulado
    ja foi ipp'VVadl ; nao e-l mais em dMCUStO.
    OSr. /'. Tacara :MasV. E\c. permillio que o
    honrado meinbro aecusasse a minha eleicAo, ha de
    permiltir-me que eu a defemla....
    O Sr. a. de Oliveira : Nao a accosei; al a
    elogiei, acho-a muilo legal.
    O Sr. /'. "ovare*: O nobre depulado admirou-
    e que eu lumasse a palavra para fazer algumai con-
    -iderares a respeito da san eleiciio. Eu creio, Sr.
    presideale, que ful muilo moderado, muilo come-
    dido, que proced com tuda a circumspeccAu e nia-
    dureza em ludo quauln disse em relela t eleicAo
    do nobre depulado, entretanto que o nobre depula-
    do procuroo ferir-me...
    O Sr. A. de Oliveira :01)! senlior Eslou pro-
    testando contra ilo.
    OSr. r. 'lavares: ...talvr-z julgando quej
    chegou o dia do combale, ludo reeordoj para fazer
    valer o Iriumpho da sua opiniao, da sua candidatu-
    ra ; prucurou magoar-me, sem neeenidade. O no-
    bre depulado ale foi recordar a revolueAo de ISIS, e
    nos di-se que os habitantes da fregue/'ia de S. J->i
    di/iio ao ilion s nAo volamos uaquelles que nos
    arraslaram ao maladouro publico. A qarm se
    dirige esta insiniiajo, Sr. pr-sidente '!
    Todo o Brasil sabe que o depulado Vlllela Tava-
    res enlrnu na revolueAo de 188;esa insinuaru
    pois me foi calcoladmenle dirigida. Senhores, ea
    e os meu- amigos depuladus por Pernamhuco em
    loiScarrejamos com as consequencias dessa revolo-
    JAo ; mas salba o llrasil inleiro que nem fiinins nos
    que a lizcmos, nem fui por nusso vol que se ella
    poz em campo. I'oinos arrestado por tarea das cir-
    cumstancias a tomar parle BtMtN mnvimento, a
    carre ar a cruz sobre nossos hombro, eeonduzl-la
    at o Calvario. Silba mais o Brasil que essa revolu-
    cSo foi o resultado da compressAo, e calculadaiueule
    provocada para nos perder; se fose agora oppor-
    luno enlrar nessa di-cussAo, que deve ser bem triste
    e melanclica, ea convencera....
    O Sr. Presidate : Acho muilo inconveniente a
    discn-so em tal terreno.
    Or. r. Tavare* : V. Ex. me perde ; seria
    inconveniente se o nobre deputado nAo lrala>se des-
    te ohjerlo....
    0 Sr. Presidente :. Mas elle apenas locou aillo
    de pass-igem.
    O Sr. i; Tavares: Bem; corramos um veo
    sobre cse pss*du, licuemos essa discus-ao (apoia-
    dos ; no e-lado em que se leba o paiz, quando lo-
    dos os nimos parecen) tender paro uma poltica de
    paz e conciliarAo, publica de prudencia e rellei.no,
    acbei moilo inconveniente que onobre depulado vies-
    e sucitar pqui estss idea. (Apoiados.) Eu apenas
    prncurei defender-me e aus meus coinpaulieiro de
    inforluoin.
    l)ise o nobre depulado que eu deixei pinar a
    eleiJfodo2' circulo da miaba provincia, onde se
    l'obaiii dado a- mesmas iiregalaridadei que o- do
    I circulo, sem que eu livesse dito urna palavra. O
    nobre deputado na'o reparou que eu nAo eslava ua
    casa quando tai approvada a eleicAo do circulo.
    Se o nobre depulado, Iraiende c-le pensamenio para
    a rasa, quiz fazer uma oulra iusiuuajAii, eu a repillo
    com a diiuidade que prezo.
    O Sr. A. de OUvera : El levanlando calellos.
    0 Sr. y, Tavares: Eu me explico. O nub'e
    depulado sabe que o deputado eledo e ja reconheci-
    do pelo i- circulo he o Sr. ba-Ao de Camaragibe, o
    nobre depalada, dizendo que eu nao disse nada so-
    bre esa eleijao, parecen inculcar que era recelo,
    algum lanar, alaum ajeda que eu livesse -e contes-
    tar a eleijao do Sr. Irao de Camaragibe....
    O Sr. A. de Oliveira : Nao apoiado. Para que
    levantar esse ca-lello '.' Fajo nioita justica ao nobre
    depulado e en Sr. bar.lo d Camaragibe."
    O Sr. V. Tarare : Declaro ao nobre depula-
    do, declaro casa, que aprecio as qu lidadcs do Sr.
    harn de Camaraeibe; lenho a honra de enlrele
    relajoes de annzade com S. El. desde que fui meu
    mtstrt na enliga academia jurdica de Olinla al
    boje, que he direclur da Faculdade de Uireilu do
    Recie, da qual suu lenle calhedratico ; mas occu
    pando lados opposlos na politice, nao haveria con-
    siderajAo alguma que me lizesse recuar, se com ef
    feilo na eleijao do Sr. bario se des-ern as irregula-
    ridades que houve m eleijAo do districi ..
    O nobre deputado insudo mulla lio direilo quo
    tem o ministro de estado de escrever cartas recoin-
    in-n ImiiI i seos afilhados....
    O Sr. A. de Oiveira : Kecommeiiilando seas
    amigos ; o pensamenlo he diverso ; nao sou afilhado
    porqne nao sou en.preg^do, nem preleudo euinrego
    publico de qualidade alguma.
    O Sr. /'. Tacares : Aceito a correjAo ; mas en-
    tendeu o nobre depulado que essa alervenci de-
    feriase! considerada benfica ; nada pedia Influir
    no animo dos eleilores, salvo >e o ministro escre-
    vesse a membros do parlido liberal para os demofer
    ilo proposilo de votar naqu.lles que ito de sua opi-
    niao. Declaro ao nobre deputado que nao compre-
    heudo a eua argmeul.jAo ; o nohre deputado leve
    malla habdidade para mostrar que as carlai ao Sr.
    ministro deveriam inflair no animo das pessoa do
    partido cntrario. mas lita leve uenhuma para moe-
    irar que ala devlam inlluir no animo daquelles que
    perteocem ao proprio lado polilicn,
    (' Sr. A. de Oliveira : O que disse foi, que
    quem dcvia fazer a censura erara us candidalos que
    plMle.ivam a eleiffo ptlo meu lado.
    O Sr. V. Tacares : O nobre depulndo disse, e
    loda a cmara bem ouvio, que se as cirial de Sr
    ministro fossem dirigida! a niembroi do partido con-
    trario, enlAo S. Exc. poderia ser acensado ; mas que
    elle, [alende jasticj a opiniio poliuca que cu sie
    jalgando-a incapaz de humilhar-se as caria- do Sr'
    eamelheira Nahucn,.enteii tu que o Sr. c.....ellieiro'
    dirigtndo-so ao sea proprio lado, poda escrever .s-
    ias carias
    comiiioicio ; o cumniereio ee nru-
    niinciou a meu favor. NA., ha tal, o nobre depula-
    do esla completamente illudido, nAo fui cendidalu
    do rommrrriu, fui candidato da capitana do porto
    (rito), foi candidato de autoridades polieiaes./Nao
    apoiados.)
    'Sr. ./. de ulireira :lie injuria que o no-
    bre depulado esu fazeudo ao primeiro circulo de
    Pernamliuea.
    OSr. r. Tarares :Nao fajo injuria ; o nobre
    u". iiiolo qaaudo ralln, prncurou magoar-me, qui/.
    alacar-me pur lodo os la los, agora eslou no meu
    direilo mostrando eom a evidencia do fados que o
    nobre depulado nao he com clleilo candidato natu-
    ral do commercio...
    O Sr. .1. dr OUceira iQaaei sao o fado f
    OSr. y. Tarare* :Se o nobre depulado fuse
    o raudnlalo ualural do commercio, na regaeiiii do
    llecife, onde o nobre depulado diz .. confes-a, que
    predomina o elernrutu cominercial. o eleitore iles-
    a treguezia seriam Indos negociantes maso nobre
    depulado sabe, que apenas saluram :l ou l negocmi-
    les eleilores...
    O Sr. A. de Oliveira :Ora, pelo amor de Dos !
    O nobre depulado nem couliece ijuciu s.io os elei-
    lores.
    O Sr. y. Tarares :Serie negocianles algum
    ofliciaes de guarda nacional, empreaados do arse-
    nal '.' O Si. coronel Antonio (i .mes Leal fui um dos
    maierae proleclorcs da eleijao de V. Eic, aera ne-
    uocianle?
    O Sr. A. de O'.iveira :O Sr. Come Leal he ne-
    gociante, tem muita peaiaii de sua familia do com-
    mercio.
    O Sr. /'. Tarares :O Sr. Elisiario, caplao do
    porlo lambem he negociante '.'
    O Sr. A, inexadidOe. O Sr. Elisiario nao foi eleilor.
    O Sr. / Tavares :Nao tai eleitor, mas fez elei-
    lores. Porlanlo pur eso lado o nobre depulado es-
    la engaado ; nao era candidato natural do com-
    mercio
    Volveudo fieguezia a. S. Joc. o nobre depula-
    do nega, que all apparacessa forja por occisin da
    eleijao, diz qne apparecerain somenle as lie fre-
    gu/las quecuinpoeni o primeiro dislriclo eleiloral
    de Pernambuco, lies nu quatro nrdeiiaujas ; mas eu
    para provar o contrario nAo lenho mais de que ap-
    pellar para a propiii consciencia do nobra depu-
    lado... '
    O Sr. A. de Oliveira :l-'allei com loda a clare-
    za ; disse que s na lerceira chamada velo urna for-
    ja, um destacamento.
    O Sr. /'. Tavares :O que lem que esla forra se
    apreseulasse na primeira oo m terceira chamada ".'
    r.igo qua ha uma forja, e que testa della se apr-
    senla um eommandanla racebeudo rccummeiiiajes
    da opiniao que su-lenla, que a eleijao prosiga nules
    por esla maneira do que por aquella, a eleijao uo
    he livre, esla ciada. O nobre depulado eleilo
    nao pode negar que em S. Jos houve tarja de pri-
    meira linha.
    O Sr. A. de Oliva r? Neg e protesto.
    O Sr. *'. Tararea :Ah esla o nobre depulado
    o Sr. t.ampo-, que foi trslemuuba ocular.
    O Sr. ,/. de Olive ra :NAo lie possivel, foi na
    oletjo de sclfto.bro.
    0 Sr y. Taiares Amia fallando sobre a elei-
    jAo do S. Jos, disse eu que seria imposiivel o
    Iriumpho da opiniAo que sustenta o nohre deputa-
    do, a nao nevar rapreen de fraude e de de violen-
    ca, e o nobre depulado retorquio-me i he porque
    nao fez o que eu lz. o Eu dei-lhe um apoio. O no-
    bre depulado, com elleilo, de-envclveu orna acllvi-
    dade espantosa, irabalhou mudo na soa eleijAo, ein-
    pregou meios talvez de mais ; mas he juslauenle do
    emprego desles meios que eu fallo.
    Senhores, ninguem ignora que para obter-se uma
    aletcRe be rabiar muilo cuidado. Irabalho e dedica
    jao ; he inisier o emprego de meios ; mas quando
    esses meios. sobre seren Ilegitimas, sAo immuraes,
    a eleicAo nAo pde ser jaleada verdadeira.
    OSr../. o> Oliver-j :--|-so h
    var, e nao ao dize-lo.
    OSr. /'. Tavares :O nohre depulado disse, qne
    visitn o artista, o hornero da classe baixa, que pro-
    curou a tolos, que leve amigos em ludas as con.li-
    Jnes, ele. ele. Eu duu parabens minha fortuna
    por ver o nobre depulado, qu sempre tai considera-
    do como membros do parlido aristocrtico na
    minha provincia, (rerliimajoes). procurar boje os
    arli-ias, os hoinen ue baixa coiidijan, e pedir-Ibes
    a -ua prnlerjAo, aperdanda-lhes a mo, snlicilando-
    Ihes o vol. Mas se eu quizse dar uuvidos ao que
    e dizia na minha provincia, como o nobre depulado
    abe e m'e pedio que ea n,lo fos-e e?bo desla noti-
    cia, se eu lives-e documentos em meu poder, ou ple-
    na conviccao, diria que o nobre depulado, aira de
    lulo, empregou dmiieiro na eleijao de S. lo- para
    veuc-!a.
    O Sr. \. <7e Oliveira :NAo diz, e diz. Soa re-
    ir e do
    MH -.-> r-^ -. -
    i que cumpre pro-
    presentante da capitana do porlo, do duiheii
    poder 1 reprsenlo ludo isso (Husadas.)
    O Sr. Presidate .NAo tai uceilo por ser a occa-
    siao incompetente.
    O Sr. .l/ira lleuriaaes :Mai creio que licou so-
    bre a me-a...
    OSr. Presidente :Si licou ,nAo existe, queira o
    nobie depulado mandar outro.
    0 Sr. .I/afra llenriquei: Pois cu requeiru de
    novoqno e dlieaiilo spja adiada ale que -e unpri-
    m un as emendas, porque anda as nAo recib, nlo
    sei se ja' foram impre-sa.
    1 mi fas Foram impresas e disiribuidas.
    O Sr. Meira Henrguii :Unjo".'
    Sr. Preaident* :Nao, ha tres dia.
    OSr. Meira llrniii/iies : l'erdoe-me V. E\c,
    eu fallo das emenda que furain oflerecida aole-
    boiilein...
    O S>-. Presidente :Eiiai nio.
    O Sr. Meira li, ariques :l'ois sAo esas as emen-
    das novas, uflereeidaa anle-hoiihun ; requer eu que
    o projeclo fo-e adiado ale que fosaem unpressas e-
    sjs ultimas emendas, tanto mais quanlo ellas Ira-
    ziam um peusamenlo ou idea nova, Iralavam da
    aagmenlo da porceiilagem dos juizo dos feilos. V.
    l-.xc. enleudeu que o meu requeriineulo nao poda
    ser areilu...
    O Sr. Presidente ; Na forma do regiment, nAo
    podia.
    O Sr. Meira /lenriqaes .-Eslava no seu direilo,
    Nem hue he cous
    reuras da juslija distribuiliva
    cslranha.
    Sempre que urna assembla, rpie ums corporajau
    coll diva procura adoptar medidas de deialhe, e-
    melbaules inronveulenies man ou menos se da i ;
    quando pela eenlrerie menos le sentiriam se fo.sem
    lomada! poralgeuin que,pela unida le depen-ainen-
    io e pela -ciencia particular dai aeceeaidade* dos di-
    verso! ramos a que ella-se referen!, com mais faci-
    li i,. ie e acera poderia loma-las.
    U'iercr-ie que a ras, adopte o projeclo com o ebu-
    veiro de emendas, que eiislein sobre a mesa, e cu-
    jas disp.'-iroes lalvez mesmo ignorem os n ibres dc-
    poladoe, be querer-se que volemos as cegas, e
    que -e adopte um projeclo que uo levar em -i o
    cunb i ila refleao, de que lano necessila. bis, m-u-
    enharea, a rarAo porque propon a rreajAo de urna
    coiumis*ao especial, commissAo que dissulveu--e an-
    les de oll-reccr o seu irabalho por uma circiinulan-
    cia fortuita.
    Sel que esse (r.ibalho nAo bavia de remover to-
    do is dillculdades com que traamos ; mas diminui-
    lai-hia, preveniudo a apresante jao de algoatai emen-
    das, e alem dillo inspirara colianja.
    Corno, pois, meus leuhores, e ha de adoptar o
    projeclo com a- endeudas '.' Eu voto decid lamente
    contra elle.
    Itcrnnbico, repito, que deve dar meios de subsis-
    ,1 n,r..1u"x.......< mas auora depon que tal- loneta mais ampios aos empregados da provincia,
    . i a t'a"nr"'- colligi qne elle eslava na per- aquellos qne consumem parle de sua existencia no
    aaaao ae que a discus-Ao uo projeclo linha lugar seivico publico; mas sejamo juslos na medida que
    naje en, cousequeucia desse requenmenlo ; e eu es- lmennos, para que se nAo resulta de parnalidade e
    da, por me parecer que elle tiuh ca- arbitrio ; arbitrio a parciali.lade que le-ullaiAo se -
    hido ; pelo que euleudi dever esclarecer-me e ao projeclo e as emendas larra approvadas.
    nobre diputado Alegre.-me, porlanlo, quando em urna das seiiei
    val mesa o cegumle requenmenlo quo se passadas, o iiubredepulada o Sr. Francisco Joao sui-
    .. ., leulou a dea de que, se queramos fazer alguma cou-
    uequeiro o adicmenlo da discassAo, alo qne se- sa em proveilo dos fuuccionanos pblicos da pro-
    nal unpreuai as emendas ltimamente ollerecidas. vincia, dev-namos conceder aulonsajAo ao presiden-
    -Al.-ua Manrique*. i, parH qu. eile augmenla-sa 'ana pruporjao ra-
    ai a misa a leguinle emenda, que se apela. zoavel os s-uj vencunenlos, abruido-se um crdito
    u arngo subslitutivo ao I do projeclo n. II desle para es-e liin. Pareceu-me islo razoav.l ; porque o
    anno. e as emendas .presentadas. presidente da provincia, qu; esla em contado com
    ii ,0.,Cr" aul""8,"ta = diversas reparlijdes publica, que couliece o sen
    a i u augineutar.a Ululo de gratihcajAo. os ven- machinismo e a imponencia dos servijos, bem como
    cimeuios dos empregados da thesourana piovin- a- ntcessida.les de cada um de seus memhro, be
    jN-)i a I8.>i, uo enredando o dos veucimeulos a
    10:000.7 ou a id por canto da despeja que actual-
    mente se fez rom o referidos empregados.S. It.
    Carneire.Padre Marjal, a
    O Sr. Florearlo ;<, tabhado o Sr. Meira Man-
    riques motivando um requnimeiito que linha de
    oileree.er, deu como causa o ler apparecido uma
    einen la do Sr. Epaminuuda de Mello, que couli-
    aha novas ideas, e que sendo necessario apreeiar-se
    a queslAo por esse oulro lado, pedia enlo que tasse
    adiada a discussAo al que as emendas fossem m-
    nreias para havar lempo de serein ellas esladadas.
    Eu ichei islo razoavel, e lendo pugnado pela ur-
    gencia no labbado, essas raines do nobre depulado
    me levaram a volar pelo seu requenmenlo, porque
    na verdade, me parecen justo, que havindo novas
    ufa- levessem er as emandas impressas, para qae
    se pudeise tazer um esludo qualquer, e depois en
    Irarern em discu-sao. Mas, senhores, assim co-
    mo eu com lo ia a franqueza evpendi essa op-
    niAo e votei conlra a urgencia, assim lambem sou
    ohngado a recordar que eu iisse, que ale segunda-
    fera bavia lodo o lempo para se relleelir, para se es-
    ludar a malaria, entretanto hoje parece-me, que as
    emendas nAo toram impres>as,porque urequeriinentu
    nAo passou....
    O Sr. .!/. Ilearit/ues :Nem no jornal da casa.
    O Sr. Florencio :Eu eslava persuadido que elle
    tinha paseado, mas, anda que assnn mi i tasse, tal-
    lemos com frmqueza. parece-me que ha um desejo,
    um proposito de protelar essa israssAo....
    O Sr. Maanel Cacalcaati :De esclarece-la.
    O Sr. ./. l/eitrii/ues :NAo pela parle que me
    loca.
    O Sr. ./. CacaUanli:Ha o proposito de faze-lo
    andar a galope.
    O Sr. Florencio : Senhore, ha necessidade
    de que as que-les ejein esclarecidas, he preci-
    so que ellas nAo passem nalope, us os nobres de-
    puladoi devem bem comprehender que eU questao
    debtese A immeniidada da das e quando ha voli-
    tado de esclaiecer-sc. quando ha ama npiuiao firme
    de disculir-se urna materia, n3u se diz como no lab-
    bado dina o nobre depulado (o Sr. A. Cavalcauli):
    eu quero fallar at preeucber a hora, para que nAo
    baja vnlajAo.
    Oueinquer esclarecer-se. esluda a materia, ha 17
    das que se discute esle projeclo, lem havido lempo
    mais que suflicieule, e o nobre deputado com o la-
    r r. i tarares:-Sr. presdeme, a hora esla : lenln que lem, podia oanlo bem ter estudado, e M o
    muilo adliniada, e eu julgo que a materia esta snll- nAo fez, foi por mo q'erer....
    as emendas de sab-
    ,, ,,.,,,. ,_ :----------(^.ii.u .,,. .ii^i iu,iiiiii|ac a urs ii.ihi, nr
    lee pagadores, que leAo para cavalgaduras 2005000 ma.s habilitado para tomar medidas de deialhe, sem
    ","!"'""'?; J. Prel"r as reara, da inslica dtitribailiva.
    iv-" .o-e "ar 'I'10-"Smenlo no exercic.o de Um Sr. Deputado : EnlAo vol pela minha
    Cienlemente discutida ; paro pois aqu, dizendo oo
    noli e depatada que eu nao eperava que elle nesla
    discussao [irociirasse Irazer i casa fados que real-
    mente nAo deveram ser IraxidO) com juslija e leal-
    dade. (Apoiados.)
    O Sr. Presidente :--Tem a palavra o Sr. Silveira
    Laba.
    O Sr. S. tobo :V. Exe. faz-ma o obsequio de
    dizer, se ea documentos que a reqoerimenlo meu
    foram pedidos a secretaria de estado relaiivainenle
    ao -onvenii que houve em i'ein inbuco entre o nre-
    lidente e o Dr. Feteu vjerain
    >Sr. PretUinlm:Anda nao, senlior.
    O sr. S. I.-ibo:Eolio, celo da palavra para lo-
    ma-la em occasiao mais competente.
    OSr. Kaoaeo (ministro dajuslija) :E-se conve-
    nio nao tai remellidu oflicialmeule ; consta dosjor-
    nae-'.
    N3o havendo mais quem peca a palavra. d-e
    por discutido, e pasto o parecer a volos, he ap-
    provado.
    O Hr. Presidente declara deputade, pelo primeiro
    dillricto da provincia de Pernambuco o Dr. Augus-
    to Frederico de Oliveira, e sopplenle o negociante
    Antonio Marques de Amorim.
    I.evanlou-se a seAo.
    ASSEMBI.EA LEGISLATIVA PROVINCIAL l)B
    PERNAMBUCO.
    Sessao ordinaria em de maio de 1837.
    Presidencia do Sr. Jos Pedro da Silva.
    Aomeiodia, verificase haver casa, e abre-se a
    sale.
    NAo he lida a acia da anterior.por nao se adiar so-
    bre a mesa.
    O Sr. Primeiro Secretario declara nao haver
    EXPEDIENTE.
    OSr, Presidente declara, que achan lo-se na ante
    MlaoSr. depulado applrnle JoAo llvicano Alves
    Haeiel, que vem lomar assenlo, e nAo se adiando
    prsenle doos dos membros da eoinrcUsao que lem de
    verificar o sen diploma, nnmr-a paia substituir an Sr.
    A. Cavalcauli ao Sr. Souza Res.
    Volla depois a comuiis-Ao com o stgainle parecer :
    A commissAo de rousiilirr.io c poderes a quem
    foi preside o diploma do Sr. depulalo supplenle
    0 Sr. .1/. Ileanqae ':li
    nado?
    O Sr, ./. Cavalcauli:Eu nao sou suspiilo,por-
    que vola pelo augmento.
    O Se. Florencio :lia orna emenda na mesa qu'i
    me parece que Ina todos es escrpulos, que me pa
    race moilo ratoav'.l, e qae pode ser adupladi
    cosa : ora, eataada a materia lio debatida, como es-
    la, ciero que oa nobres depulados pudcui miiua
    bem formar o seu juizo sobre essa emenda, ndepen
    denle de ir a iiuprenla ; eu pelu menos vol por el-
    la, salvo se os nobres depulados pruduzirem razocs
    que me demovam desie proposita.
    O Sr. ;. /niela:Sr. presidenta, ped a palavra
    tiara lazar uma declarajAo a casa, que julgo de meu
    dever laze-la, ua qualidade de empregado pu-
    blico.
    Sr, presidente, ludas as vezes que o projeclo n. 11
    lem cubado em nscussAo, eu me lenho retirado da
    sala, porque entenda qne como empregado poblicu
    nao devia entrar nesla discussao, mas buje reflecli
    melbor, e vi que com a minha retirada tinha de ti-
    rar um voto aos meus cotupauheiro*, os quaes reco-
    uhejo que na realidade prerisain de nosso auxilio,
    precisan] que nAo Ibes neguemos o pao, mormulle
    alitons que eu podere clar, e que eolio em pessi-
    mas ciicamslancias.
    Senhores, na qualidade de empregado da secreta-
    ria, eu me relirare quando se Iralar deisa reparli-
    jAo ; na qualidade de empregado publico, direi que
    na he o augmento designado as emendas.quu nAo
    he o augmento de -J) por cento lobre os ordenados
    dos empregados pruvinciaes, que me faria jamis
    turnar inteiesse por semelhaiile discu-sao.
    Senhores, 300 res he o augmento que se d aos
    ol i -i.i-. de secretaria do governo, e perguutu aos
    nobres depulados, era is-o um augmento i.io eor-
    bil.iule que fosse capai de arrastar-me e empregar
    esforjos para ohte-lo, sujeilamlo-me a ouvir dicte-
    rios em plena assembla'.' Nao, eu me relirare
    quando se Iralar da secretaria do governo, porque
    fajo parle della, no que lenho muila honra, mas au
    devo lurlar a meus compauheiros um voto, quando
    e-e voto pode dar-lhes o pao de que esies necessi-
    lam blenla.
    Ea conhejo, senhores, empregados pblicos, que
    para poderara viver, ve-un-se ua necessidade de ven-
    der dous e Ires mezes de seus ordenados, para faze-
    rein tace as suas mais urgentes necessidade!, para
    Mas dizia eu quo o presidenta, a leuden lo ao alto i monta na quantia j l>;U0c. ao patio que no or.-a-
    prero dos genero- propai o augmente de 20 por cen- menta que ora se dncale esta' marjada a quola 'de
    loaos empreados, d ah eu digo qc a iniulia e- 1MI9, dndose por coniequencia a differenja de
    ineuda he razoavel, e que es-e agineate deve ser i 3:l(>.>9, o que da'para rada um dos dous emprega-
    desinbuido p,.r tintas us empreuados, mai se o no- dos 1:350) e lant.s un I res, laboro nesla duvida, e
    bre d, pula lo entender que ha a Uros empregadu por ieio deiejo que a illuslie cuiumisiao de oirameu-
    que devem -er qualilicados, aprsente a sua emenda lu Ihe u mal ampias eiplicajoei.
    i O Sr. Ignacio de Barros diz que nessa qoota es-
    cora o no-
    que elle n.in
    la' coinpreheiidida a purcenlagnu, lano que a com-
    niis-ao apresenlou ulna emenda reduzudo-a.
    O orador coutinuau lu observa que uso leno rol-
    bge d i ariiau, e por Imito latiste nM ta duvidis.
    O tr. Jmi Pedro da' as eiplieajdes pedidai.
    t.iiieir.iidu-ie a discusiao, heo artigo approvado
    com a emenda da coiuim.au u rutilada a do Sr. A.
    Cavalcauli.
    e Arl
    S I. l
    S '-i. c
    >-. Com a- colleclorias .
    m ui empregados .
    om o expedosle. .
    nue eu vol por ella
    O Sr. Francisco Jnao Ai um aparte.
    O Sr. Florencio :Eu e>lou tallando
    bre depulado o Sr. Theudoro, o creio
    Ihe deu proeoracla.
    O Sr. Francisco Joo :Mas o nossos pensamen-
    los perleuceiii a lodo.
    O Sr. iv|orenci0 :Ma- eu nao ne dirig a pessoa
    do nohre deputado.
    Porlanlo, eu Bulando que a emenda deve passar e
    qoanlo ao lequerimeuto du nobra depelado, o Sr.
    .Meira,cu o julgo desnecessirje, por quanto a rasa ja
    lem a leu juizo formado acerca delta materia nAu lera
    ido a' galope, lera ido n paito minio lenlo, oa nobres
    depiilnlos podem discutir, apieeealu as emendas
    que jolgarem cunvenienles sem mais proleiajAo.
    O Sr. Francisco Joao justifica a manda ahuesa a
    irguinie emenda :
    Arl. nico. Fica o preiidenl; da provincia au-
    tori- lo a alterar desde ja os veuciuienlos dos em-
    pregados provinciae, auttmeiilan lo-o se entender \ divida publica
    conveniente, de maneira a ser conservada enlre ellesr Arl. 37. Com os juros desla divida
    uma proporrAo razoavel, n.lo .xc-lendo o mnimo | Arl. 38. Com a divida dea eaar-
    do augmento a cifra de lOttKXtoOOl) na Imalntade e cirios lindo...........
    sabineiieudo a respecliva tabella e approvacAo desta i SAo lodos approvados sem discossAo.
    assemhla na leaelu fulura.S. K.Francisco Joan. | Arl. 39. Com os eveuloaes, inclusive os dotes
    A. Cavalcanh I. de Barros. das exposlas, luz e o alueuel das raas para os des-
    O Sr. M'yueira Cacalcanti: Liaremos em oulro ', lacamenms qoe nao forem do corpo de polica res
    Arl. 33. (;m ,Kenei .
    S '"'" os empregadoi ....
    i 1. Com o expediente.....
    Arl. 31. Cora os ipoeenladei .
    Arl. :ii. l.um o jubilado. .
    Arl. M. Cora a amorlisajAo da
    1(i:937giNli)
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    0:0003000
    numero
    O Sr. Intentan I Helia : Se. presidenta, pe-
    di a palavra para dar algumas eupliraces ao uobre
    depulado que acabou de fallar. Duse o uobre de-
    pulado, que o quaiililalivu designado para a serrela-
    ria du governo, foi deslribunlo com parcialidade ;
    que n.lo huuve igoaldade nu destrihuijAo
    JO: 00113.0
    Viiii a' mesa e apjiam-se as seguintes emendas ;
    a Com a evenluaes, com os dotes das exposlas
    inclusive a da etposta Emilia Felismina de Barros
    l.eite, com o pagamenlo da despeza talla com as ir-
    mSas de caridade, cora loz e aluguel dai eaiai pura
    / Helia : Senhores, fazer aecusacoss
    za, sem apuntar os tactos, he cousa raui-
    Joao Urycano Alves Mariel.arhando-o conforme com 1 al "' moleslia de seu liltios e de sua mulher ;
    apurajAo geral, he de parecer que o dito Sr. pres- | *"'* occorrer as neres.idades de raomenlo, sacrifi-
    Uai, senhores, qu"m diz ao nobre depulado qUc
    ai cartas de um ininisiro de ettado.dlrlgida a niem-
    bios do seu proprio parlido ou daquelle que a sm-
    lenla, nAo inlluein cuiisialeraveliiieiile no animo d >s
    que as lecebem Poii suppe o nobre depulado que
    um ministro de estado que e-creve a auloridade u-
    ballernus, dizendo. a Eu me nter eso pela eleicAo
    do Sr. F. ; lupponlia que eu sou o canJnllo, nue
    ludo quanto pur elle fizer lomarei como taita pafa
    mim, etc. ; lupp.Je o nonre depatede que esta re-
    ciinmeiidajao. que este pedido, nio importa, pelo
    menos, urna recommeudajao ,-llicial V
    Ess dislinccao, Sr. presideule, que fez. o nobre
    depulado enlro a interferencia do g.vemo como ao-
    Inridade e a inteiferencia do governo corno opiniAo
    nao aceito nem comprobando; nSa sai desenminar
    essas interferencias, ao menos aai drcnmiUnclai ,ic-
    luae do meu paiz, Apoiados. )
    O nuhre deputado fez uma reoenha de nue e nas-
    soii as Ires frecuezis que cumpSe o I- dlslrirto e-
    leiloral da iniulia provincii. e apresealou-ie com
    tanta tare i, c mi lana e-lima, lio querido, lio a-
    niado naquella localidade, que s-m dnvi ; a' cmara
    deve loppor que elle he a primeira influencia ita-
    quelle di-lncto eleiloral, qu- be elle o h mera alli o
    mais popular, o hoinem ds sjmpalhias....
    Um Sr. Depulado : Saitentoo-sa na c-adiava-
    jAo de seus amigas.
    O Sr. I Tacares : Mas, senhores, o nobre de-
    pulado se contradi! quan la a par de-a popul irlda-
    de, que inculca e que me ha de dar liren.a para di-
    ler-llie que a nao lem, aprsenla nlervindo na ana
    eleijao amigos, he verdade, mal amigos era pn-ica i
    ollicial, amigos que dispuzeram de rccuise gover-
    namcnlaes e adminiflralivos.
    ti Sr. A. de Olit'firu : Islo he o que o nobre
    depulado nao prova.
    II Sr. '. Tarares: Onobre depalada disse
    que sendo o l- distiirlo eleiloral da Pernanibueo
    eommercial, elie era o candidato natural dease dis-
    lriclo ; mas a cunar ib ve saber que nobre depulado
    nao he nesuciante, he propriclano, e eu nia sei que
    tjrmpathiai ha do commercio para o nobre depula-
    do....
    OSr. I. deOrcira :Nao scrci negoriaule rr.a-
    triculade, mas pratico diariamenteaeloi do commer-
    cio perlenco a v iras empiezas commerciacs, e lou
    ale direilor de um banco.
    O Sr. I\ Tacares (, nsnra ,fpr..1)!>dr, |, prn-
    prielano o por et lado o* i pode Invocar princi-
    -i.i ii n oniuioreln aa>n ..___t
    le jurame.ilo e lomo assenlo
    Sala das commi-ses 1 de maio de 1857.Au-
    gusto de Souza Leao.JoAo de S >uz i Res, d
    He approvado o parecer, e sendo o mesmo Sr. in-
    Iroduznlo na sala com as formalidades do eslvlo,
    liresla juramento e loma iMentn.
    ORDEM D> DIA.
    Enlra em diseassao a emenda nllereri ia em ler-
    ceira ao projeclo n. 11, que concede duas loteras em
    beneficia da fabrica p.ra a extraerlo de oleo, que
    em Papacaja vai eslabelecer Jos Antonio de Arauio
    Jnior, de 120:0009 rs. cada urna.
    He approvada bem como a projaola que va a re-
    dacrao.
    Entra em lerceira diseassao o projeclo n. 2 sobre
    o compromiHO da irman lado o S. Sacramento de
    Ingaieira, e em segunda do de n... que appiuva o
    da irmandide de Nossa Senhora do Rusario de Ti-
    gipin.
    Sao apprnvailo.
    Cinlinuaro da segunda disrusifln do projeclo n.
    II, que augmenta os urdenados de vanos fuiccioua-
    rius pu'.dicns provinci-aes.
    O Sr. Presidente convida ao Sr. 11 secretario inte-
    rino para orcupar a cadeira, visto que lem de reli-
    rar-se da ala.
    OSr. Primeiro Secretario [Interino] diz que lendo
    de efferecer um reqaerimenta subie o projeclo, nAo
    pode tornara presidencia da casa.
    OSr. OlitMofra ,2" secretario inlerino'i occopa a
    cadeira da presidencia.
    O Sr. A. Cacalcaati 'pela ordem) diz que pola se-
    gunda vez reclama a cxecnjilo do arl. t."> do regi-
    menl
    cam dous e Ires mezes a vencer, pagando jurus ei-
    traoriliuarios !
    Por consequencia, senhores, julgnet-me obrigado
    a tazer esia declarajao, a dizer que nao lenho lo-
    mado parle at boje na diicusses do projeclo, mas
    boje entend em minha consciencia, que nao devia
    deixar de dar o meu vol em favor daquellcs de
    meus compauheiros necessilados, e espero que
    a rasa alleuda a estas razoes, ronlieja o motivo
    porque eu tomo parle ua discussAu deste projecto,
    na ceileza de que eu me relirare quaudu se Iralar
    da secretaria do governo.
    O .Sr. Hpaminoniat de Mello juilifira e manda
    a mesa a laguiule emenda, que he apoada.
    A' emenda du Sr. Marjal e Cameiro Montero,
    aeres-enle-.see Igualar os vencjinenlos das pro-
    l'essoras aos dos professores, bem como igual
    quanllll concedidas para aluguel de casas, lano a
    urnas como aos oulros, havendo idenlidade de loca-
    li ladea.s. R.Epiminondes de Mello. .
    O Sr. Tlieodoro da Silca :Sr. presi tente, cada
    vez mais me convenjo de qoe com rz3o lequeri,
    em uma das ses-es passadas, quando se discuta esle
    projeclo, qoe elle lusse subtnellido a apreriajAo de
    uma commissAo especial, que, emillindo seu jalao
    -obre elle e sobre as emendas, aproveitasse-o, bem
    como a esles, no que live-em de bom e olTerecesse
    p i-teriorineiile novo projecto a nema considerurAo.
    A casa adoploa o meu requirimeuio, a cominis-Ao
    especial fui noineada, mas infelizmente nAo refundi
    ella o projeclo o as emendas em novo projeclo, como
    eu desejeva.
    Depulado : Baile vule i
    emenda.
    O Se. Thcodoro da S/lca : Alegrei-rae lambem
    quando vi o |iensaronto do meu dllliaete collega, o
    Sr. Francisco JnAo, Iraduzido pelo nobre depulado o
    Sr. Carneiro Mouteiro, na emenda que ha pouco
    olereceu ; mas examinaudo-a poslenorinenle, vi
    com pezarque a IraducjAu n.lo fura lAo fiel como eu
    desejava. Me parece que se nos, por lemermos par-
    cialidades e in|uslijs legislando ubre deialhe-, au-
    lori-araus o preeidenle que adopte por s a medida
    que nos embaraja ; nao devemos na aulonsajAo que
    Ihe dennos designar quaes os fuuccionarios pblicos
    a quem te conceder aoginenlo de vencimentos ; por
    quedes-a desiguajAo parcial podem anida provir par-
    cialidades, que queremos evitar. Tanlo assim he,
    que, alera do* empregados comprehendidns na emen-
    da do nobra depulado, alauus talvez enslam, cujus
    vencimentos sejun insignificantes, ma que entre-
    tanto foram d'ell i excluidos.
    Ja v a casa que u molivo que irapeilo o nobre
    depulado a adoptar a ada consignada na emenda,
    tai evitar os inconvenientes, de que lenho fallado,
    nAo preencheu oertaifaineiile o seu lim ; porque ou-
    irus empregados, alem dos mencionados lalvez de-
    vessem lor sido contemplados na su emenda.
    tu, portauto, unto au puder volar por ella sem
    que algiiem a reforme, sem que alguem a corrija,
    porque declaro que, leudo proposilo deliberado de
    volar por algum augmento de vencimentos, s o f-
    rei lodavia. corrigindo-se o detallo da que acabo de
    fallar.
    Alera disso entendo mesmo que ama emenda de
    sentido ampio, coma a do Sr. Florencio, offerece-nos
    um meio conveniente de sahirmos das dilliculdades
    em que estamos. Nos fuoccionainos bo|a em virtada
    de ama prurugajAu ; u projeclo, que altarla lanos
    e lAo diversos niteresses, occasiona uma discussau
    mu larga e mui variada ; he porlanlo conveniente
    que adoptemos uma medida ampl e gerencia, que.
    evilanda adlseoaeio, acabe de urna vez com ella.
    A emenda do Sr. Carneire Mouteiro produz esle
    elleilo ; mas lem a iuconveuieoto da que ja tallei : e
    pur iso...
    Uma en: : J ha ama.
    OSr.Thendiiro da Siltvi ;Volare i eulSo por esls,
    se e-iiver nos lermos precisos.
    Devo lodavia declarar qua a autorisajAo qu con-
    ceder ao governo, ser dependente da approvajao da
    casa ; porque do contrario nao doa arbitrio ao gu-
    verno.
    0 Sr. Fioreacio : Sr. presidenta, a emenda que
    eu ollereei a casa, m parece que se nao pode re-sen-
    tir da inju.iica que Ihe nnluu o nobre diputado que
    acabou de fallar sobre ella...
    O Sr. Theodoro da SiBa : Tanlo he que o no-
    bre depulado o Sr. Epamioondas de Mello ja pro-
    curoo corngi-le, .iftareren n, uma sob-emeuda.
    O Sr. Fim-enrin : OITarecam StH), 500, um mi-
    nian que sou muilo dcil, se Hs acha, inilai voto por
    ellas. Mas, digo eu. quo iies.c ITiballlo que nflereci
    nia quiz tazer injoalieu a ningaem, liz aqnilla que
    pude tazer, fi-lo de boa f, apresenle um liabalba
    que rae pareceu bom. e me parece que fui anda
    Mm jaiu, minha emnda, do que o nobre depu-
    laflo ua tabella, que esla em deassao. porque enten-
    d que bavia mais alguem que devia ser contempla-
    do e cnnlemplei.
    O nobre depulado o Sr. Theodoro da Suva disse
    que a minha emenda era njost parque haviam
    empregados de pequeo augmento que ola lindan]
    sido complempladns no meu projeclo ; eulendu eu,
    porcm que isto nao procede, purque ludas as vezei
    que o nobre depulado rae disser : lal empregado est
    as coiidlres daque les por rana classilicados e man-
    dar orna emenda, eu aunan...
    O Sr. Francisco Joao :lie juilamente o que el-
    le nio quer fazer.
    O ir. Theodoro da Silca :=Ea quero uma dis-
    posijAo ampia que comprehendi lodos, que nao ex-
    clua pessoa alguma.
    O Sr. Manuel Cavalcauli :Nao lejam filboi de
    Deus mis, e uulroi que o nao sejam.
    O Sr. Fraacisco Joan da' om aparte.
    O Sr. floreado :Pojo au nuhre deputado que
    repita o seu aparte.
    O Sr. Fraacisco Joao : Isso ja passod, ja' la'
    vai.
    O Sr. Floreara :O nohre deputado he 1.1o in-
    juslo, que quando Ihe pejo a explicajao de um apar-
    te diz que esta' doeule.
    Mas o nobre depolado diz que ha mais enteque
    existen) mais empregados neceisiladus que nao esiao
    aqui comprebondido.i.
    Sr. premenle, eu ouv dizer aqui na casa que os
    empregado pruvinciaes que esiao mais mal pagos
    sao o da I he- Mirara provincial, lenhu ouvido dizer
    que os seus ordenados nAu esiao em proporjAo com
    o Irabalho qoe elles lem, e por isso eu euleudi que
    devia contempla! os empregados da thesourana, que
    lem du mais, quan lo eslAo duenles 40 nas, per-
    lera a quinta parle di ordenado, quando eslAo seis
    mezes perlera melade, quandu estao ura auno per-
    dem lodo.
    O Sr. .Hanncl Caca\canli:Sorprende-me ver
    con, lio boa !
    O Sr. Fioreacio :He ama razAo para o nobre
    depulndo volar pela emenda, porque sAo os empre-
    ga los que vivera -I-luna de um regulamenlo muilo
    avaro, e nos temos n eiemplo de que esse regula-
    inenlo se execula, porque um mojo empregado na
    Ihesoiirana, cajo nome agora me nAo lembra. fui
    para o serta 1 doeule e no lin do anuo nAo tinha | ranos, elevndose por islo a 3 3i.i a porcentagem
    mais veucimeiilo. Ora se ees empregadoi sao j de 3 l|i, qu- acliialm-nle vencera os empregado
    - -.9:81.000.I. d Barros.Oliveira.A. n. Souza
    Senhores, quando em 18.": ou 1K.VI a assemhla os deslacainenlos qae nAo taiem do corpo de polica,
    le-iguou a quaulia de MMOf ra., para a secretaria 1. de Barros.Oliveira.A. A. de Souia Car-
    do governo, nAo dise que era paia deslnbuir-ae valbo. 11
    cora esles ou quelles empregados, mas o presidente l a Supprima-te at palavras loz e aluguel de
    inandou deslrinoi-la cora igualdade pelos emprega-' casa, etc., ale o lim do artigo.S. R.Barros Bar-
    dot, segundo as suas caiheorias, e eis-aqui como se
    lem procedido ale boje.
    Dos balaujoi da Ibesouraria se pode ver qae essa
    daslribnicia tai f-ila eom Inda a igualdade, que o
    governo deetribuio eita quola su leudo ern consi-
    derajao a ealhecoria dos empreaados ; ah nao hou-
    ve patronato iierihum, e tu nao padil ronservar-me
    ao lado, vendo impulacOes desla ordein taitas a pre-
    sidencia da provincia mo pndia couservat-me o
    lailoouvinto o nobre depulado dizer, qoe todas as
    vezei qae se lera dato quolas ao governo para elle
    de-lribuir, lem bavnlo o patronato.
    O Sr. Sii/ueira Cacalcaati : Todos os presi-
    dentes :
    OSr. c.
    desta aalu
    to vaga.
    O Sr. Siqueira Cacalcaati: Appello para o
    nobre depulailo.
    O Sr. I'. I'ilella : F.u digo o contrario, e son
    lestemunha ocular, sou empreuado na secretaria, e
    nao me consla que na destrihuijAo de quolas vola-
    das por esla assemhla, se leuha dado o patronato
    como disse o nobre deputado...
    O Sr. Siqueira Caculcaali: Em reiposla digo,
    que appello para o nobre depulalo.
    O Sr. I'. I'ilella : Eu ignoro inleirameule
    que se lenlnm dado lemelliaules laclas.
    O Sr. Siqueira Cacalcaati: Persuade-se que
    sao o 4:0011/000 ?
    OSr. y, /Vtalla : O que ma com he que os
    presidente leem leitore-irielameule as despezas de-
    cretadas por esla assemblea, segundj as inleujOes
    da 111--1111 ....
    Cm Sr. epnladn : Defiende lodoi os presiden-
    tas, ou be so o Sr. Jos Denlo +
    OSr. F. I'ilella : Dtffeudo o governo em
    qu-m lenh. recunhecido reclioAo, juslija e boas 111-
    lenjdes ; >ou ha mullos anuos empregado na secre-
    taria e nAo posso deixar de dizer a verdade.
    t tna coz : Isso he muilo vago.
    O Sr. /'. I'ilella: Se he vaco, he preciso que
    o nobre depulado aprsenle fado e mostr qua- a
    quola que lui deslribuida menus convenientemente.
    Sr. presideule, vi ltimamente a emenda presen-
    tada pelo nohre deputadu o Sr. Francisco Joao, rns
    nia posso deixar de refuta-la, e dizer quo lie vaaus-
    sima, pnrquaiilu o nobre deputado talla nos empre-
    gados provinciaes ; quando se talla ern empregadoi
    provinciaes, pode-se entender que sAo lodos o em-
    pregados pagos pelos cofres provmciae, o qoe por
    cou-equenna essa quola leudo de er deslribuida
    cora es-es empregadus, he melbor nada se Ihes dar ;
    nao rabera ura violen) a cada um, e se j algum
    Sr. depulado lern apresenlado emendas, declarando
    qoe he cora o lim de prolelar a diacussAo, que nao
    lera mitras vistas senAo que o projeclo nao passe...
    O Sr. Barros de I.acerda : Se be comigo, he
    assim.
    O Sr. I'. I'ilella : Se os 11 ihres diputados 10
    qoereui prolelar a discu-Ao do projeclo, be mclhor
    que elle seja lugo rejeilado, acallemos com essa
    a-cu.- o, mesquiuba, e vamos aus outroi Irabalbui
    da casa.
    O Sr. Uleros de Lacerda : Eu queio rejeilar.
    O Se. I I,lefia : Eu lenho envido us nobres
    lela :, in.iuilV-larera a idea de pmtelar esse pro-
    lecto, e eniiln, Mollares, paiaique ettarmo nos can-
    J n lo e ouvindo o que leraus uuvido, quaudo o re-
    sollado sera este 1 S a ca-a ate diier dar o aug-
    menlo para que disruta mais esla m .leria ".'
    Senhores, |)c mullo fcil acusar sem cora ludo pre-
    cisar <>s fados, sem com tudo dizer sobre que ver-
    sam essas accu.jes e quaes os fados que merecen)
    censura ; uta be mao, senhores, islo choca a lodos,
    anda a aquclles que lem a consciencia mais hmpa.
    Se o nobre depulado o sr. Siqueira Cavalcanli tem
    para si que o geverno Ble ha deslribui lo com igual-
    dade as quolas que Ihe leem lida voladas, seria con-
    veniente que o nobre depulado inoslrasse em que
    consista essa desigualdade, em qoe o presidente li-
    nha abusado.
    O Sr. Siqueira t'acalraali :Os fados eslAo
    ah.
    O Sr. I'. I'ilella : Mas quando om fado pns-
    sa evi-hr era foros da opiniAo ao nuhre depulado, he
    bstanle para dizermns que nata confia do overuo,
    que nio Ihe quer dar auiorisajao uenhuma '.
    Senhores, eu quero que o nobre depulado conde-
    ja, que eu nao poda consentir da nmiha parle, que
    se lizeisem iceuiacda* lia vaga-, tem ; ruleslar cun-
    Ira ellas, e por isso protesto e digo que u nobre de-
    putado esla em erro quando assim pensa.
    Sr. presidente, cuuheco que lenho roubado o lem-
    po a casa com ritas refleies, mas era do raeu dever
    dizer o que senlia, urna vez que lenho acompanha-
    du com fidelidade e desvebo as adminislrajes da
    provincia, e cuiibejo o conlurio do que diz o uobre
    depulado.
    A discussao|fica adiada pela hura.
    Coalian em discussAo o arl. 3 do orjamenlo
    provincial
    He approvado lem dbale.
    Arl. 31. Com o consulado :
    . I. Com na empregados, inclusive
    dous lineadme-, cujos lugares licam
    creados cun a graduajAo e veucimeu-
    los de segn los escriplurarius .
    S "i. Com a capalazia.....
    ? 3. Com o expeduole e a- -em da
    casa. ......
    29:8118000
    .IV-mOOO
    1:0009000
    3i;IS950OI)
    Vai a mesa e ha approvada a leguinte emenda :
    Sabstilalivi ao arl. 31.Com os empregados in-
    clusive cum lanradures, cu|oa lugares licam creado
    lesde ja'com us venciinrntos de segundos escriplu-
    E-se meu procedimenlo, Sr. presidente, servio de
    que determina que 11,1 primeira hora se di- objeclo a salisfazer especulajoes: enlendeo-se que
    cul m us pareceres adiados, e pede que se acaso nAu I e"e cra ullw mina muilo epruveitavel, e que devia
    fr alleudido o eu requerimenlo, que se inscreva et-I"*" explorada ; enlAo disse-se e c-palliou-se que o
    ts sua reelamaeio na acta ; bera coran que chegou [aalor du requ-rmenlo leve pur lim prolelai o anda-
    hoje minutos depois da hora, e que faz parle da ">"'''" d" projeclu, mala-la ine-1110, quando reque-
    conimi-Ao de con-liluijAo poderes. '< u a romiuissio espinal, nAo ubslanle haver eu
    \ ai a mesa e apoia-se o segmn'e reqo?r:menlo .
    Requeiro que seja ouvido o Exm. Sr. presideule
    da provincia sobre o pr jerlo apresenlado.Barros
    de I.acerda. n
    O Sr Meira llcariques :Sr. presidenta, ped 1
    palavra para entrar na disru-Ao desle projeclo, e
    polo que ella me tasse j-isiamenle denegada, talvez
    por ser eu aro dos adversarios ji' pronunciados con-
    lr elle, lodavia entend que nlo devia deixar de de-
    clarar que su linha por fia pe lir uma explieiclo a
    resneiio desta discosiio.
    o Sr. Florend quan lo falln pela ordem, parece
    que 111 slrou-se convencido e (]ue a dlscusaao linha
    Ida adiada para boje em vitlu le de um requerimen-
    lo inu.
    0 ."sr. Florencio :Sim, senlior.
    O Sr. Mena Iniriqars:Puis o nobre deputadu
    e-la engaado ; esse meu lequoriiueut 1 como qiwsi
    sempre m> surcede, tai lambem rapelllda. pona- o
    nobre depulado que enlAo eslava, como boje, na pre-
    sidencia da mesa, enlendeo que n,'in era adini-sivel,
    Dio iei se p-lo regiment velbo, 00 novo.
    O Sr. Presideale : Dei a raiio dina, e o nobre
    l-'l-ui ni 1 convenceo-sc.
    O Sr. Meira llcariques :Ea desejo agora saber
    da msa e cem eiTeito o projecto entrou era discos
    s;"n buje ein virlude de-se requerimenlo de adiaraen-
    lo, nu se foi em comeqaepcia ue ler cabido a urgen-
    cia, porque hoave um reqoerimenlo de urgencia
    que cabio ; e um oulro de Idiamanlo para que o pra
    francamente declarado na diMaeiio, que nfe me o|>-
    jiuuba a que -e auginen'.assein os veuciraenlus ao-
    empregados provinciaes, cumlant < que e-se augmen-
    to luae razoavel e adoptada de um mu prudente
    e iem precipitaeAo algama. De irro|iosilo lem-se,
    prtenla, especulado com o meu procedimenlo.
    i; que entilo disse, Sr. presideule, repilo-o anda
    mal pagos e .ujeilos a um regolaineuto severo, nAo
    devlam por mim ser esqoecidos.
    Na mesma emenda d-e alIrihuijAo ao governo
    para augmentar o veuciineuto dos empregados com
    20 por cenia, o que eu eonheco que be muilo pou-
    co pra c-rlos empregados, mas einlm, as tarcas do
    cofre lalvez nAo perimUain fa/.ar-se mais, iiAi per-
    millam dar-se mais do que%ss aagmenlo como dis
    se o nobre deputado que me preceded, para alguns
    empregadoi monta apenas ern 3I0 rs. por dia.
    O Sr. I alientan l'illela: Justamente.
    O Sr. Florencio :NAo obstante, acbei essa base
    ile ;!0 par eenlo uniilu bou, e aproveilei-a como sem-
    pre aproveilo, o que enlcndu que he hora, quer ve-
    nda dn governo, quer venha da opposijAo, porque
    para isso eo sou muilo dcil.
    1, 1 ni I 1 o governo pedia 20 por cenlo de augmen-
    ta para us empregados provine aes, eu enlen ii que
    era em ron-equencia do augmento do preco dos ge-
    neios alimenticios, e enlo entend que'esse aug-
    mento de 20 por cenlo devia ser para lodos.
    Uma eos :Podem haver algousque nao precisen)
    de anmenlo.
    O Sr. Florencio :Podem haver empregados que
    mo comam '.'
    tVoia /; :Nao.
    11 Sr, Florencio:Logo, se o governo quando
    pedio os 2 ) por cenia deu como motivo o alto pre-
    ju dos general, enlio, digo eu, que esse- 20 por cen-
    lo devem ser distribuidos por todos, lodos solliem do
    me-mn mal.
    O Sr. Manat Caraleanti:E a careslia n.lo vai
    desuppar-rer cum o pmjecto tas carne* '
    O Sr. Flnreaeio : Isso be outro necocio, fallare-
    mos nelte quando a- Iralar de carne, quan lo a hoii-
    reronheee que os emprega los provinciaes nAo etilo 1 ver barita, ealia faja-se ama diminuieau, mas que-
    bem pagas, a qoe aa contraria, oa acluahdadc, eni(rei-e quo rom rarue de viole patacas, pasee om
    que ludo tem encarecido, he de julija que se aug- empregado eom o que pasaav a seis anuos, quaudu
    menlem os seus vencimentos para que poetara sub- 1 linha carne de oilo, he o que eu nAo entendo
    sislir. M'S de que modo deve fozer-se e-se aug-
    mento? Nio Ao j colihecidoi o cmhararo ruin
    que lulamoa, se quirennus conceder cse liigmeolo
    por meio 4o proj-cio '.' Qdanla emendas a elle rela-
    tivas tem horbulhadn e chuvi t,i sabr a mees? O
    resallada he, que se pergunlarmoi maior parla des
    la om aparle.;
    O Sr. F.orcacio :Nao se espante o nobre de
    lado
    nu-
    la 1
    OSr. Manoel Cnralranli :E elle esta' espan
    O Sr. Florencio :O qoe eu quero, he que o no-
    meinliros desla es em qnesenndo sanconfecinii.ida- bre deputadu se nao agale quando eo liver de dar
    es-,isemeiidas,lalvez o ignorem! A islo acresce que Ihe a|o, aparle, porque aqu lodos temos iguaes
    se ella forera adojilada, o augmento de venc- direilos.
    menlos que ciiuredeinns nAo lera uma base lila, e
    ao conlrario sera lodo parcial, ludo arbitrario.
    Cada um dos nobres depulados, levado apenas
    pelas suas afleicces particulares, pelo conhecimeiilo
    individual que lea de taes e tacs emprega lu-,"Hien-
    de que se Ibes deve augmentaros vencimentos n'nma
    rerla proporjAo, que alias nAo he a me-ma, qae ou-
    lros gairdaram em igaiai aagmeolaaqae propoem;
    e desu forma. Sr. presdeme, se forem approvadas
    as emenda, exilenle!, leramol a lamentar a parcis-
    O Sr. ./. Cavalcnnti d um aparta.
    O Sr. Florencio :Ora, eu velbo, sem ronheci-
    mentos, atrapalharao nobre depolado, luchare!, ta-
    po do commercio em seu favor ............... ,' .T.i "lamaoio para q o pra- a emendas (li.ie,,i,., i,,ren,ns a lamentar a parci-
    Mai, diese alud, o uobre deuulado o,. si cnir.is-e em disrussAo piando fossem impres- talarle, o arbitrio ella, resultantes; porque na sua
    uuurt depulado 1 ea. candi- .asas emeudii, mas esle nao fot aceito pur V. Exc... Icot.lecjao nao foram consullidis, nem guirdada ,,
    leu: -o.
    0 Sf
    couta.
    OSr. Florencio :NAo eslodar
    lileoiosa,
    OSr. A. Cavalcauli:Muilo obrigado pelo clo-
    gio.
    O Sr. Florencio :Ma concedam que eo
    lambem o que qulier, lenho csie direilo.
    ./. Caralcanfi: NAo me lenho nessa
    moito, mas he
    1 elo-
    diga
    Canalho.
    O Sr Sascimento Portella :Desejo que 1 eom-
    misiao de orjamenlo rae d a ralla qu? a levan a
    augmentar a verba designada no S 3- desta artigo.
    Do3.' da tai vigente rom o etpedienle e
    aceiu da Casa l:.">tlO>000, maso projeclo acloul
    marca para a mesma despaia 1:900)000, ha uma
    diltarenja de I0030B0 tiara mis c uo sei qual be a
    razan; pode ter um molivo mallo juslo como eu de-
    vo suppur e luopouha mesmu, e smenle pan poder
    volar por esse augmento desoje obter algumas ex-
    phcaees.
    Deaejo tambera qae a commissAo mostr a con-
    veniencia da medida indicada no .-i I.-, islo be quan-
    lo a creajAo de dous lincidorea ; en quero suppur
    que muilo boas rtjd*, levaram a cummissAn a ofle-
    recer esaa 1 ea, ma denejava couliece las.
    (O Sr. Presidente Alisa culeira, que he occu
    pada pelo Sr. primeiro secretario.)
    O Sr. Jnte Pedro da' as explicarnos pedidas pelo
    precdeme orador, e justifica a 'emenda da com-
    missAo.
    O Sr. 4. Cova'ranti liz que nAu pude bem com
    prehender a explicaeio dada pelo preredenle orador
    qu into ao acie-rimu da verba destinada para o ex
    pedienle do cm.-la lo. porqoaulo comparando
    verba aclual com o termo mello da mesma verba
    nos tres aiiuus anteriores, anda assnn nao equivale
    aa nosso de I00J que agora su nula.
    Quanle a rreacm de dous lanraduics, esla' o ora-
    dor de acenrdo, com a differeaca de que emende
    que potara elles ler a raleiorii'de lerceiros e nAo
    de set:un Ins e-cripluroriua, coma est.' no projecta,
    vi-lo como o ervico que da chamados a tazer, be
    jn>tamenla aquella qne compete laxeraos emprega-
    dns de menor calegoria, e no sentido de-la modi-
    licajao ullerecera' 11111,1 emenda.
    Vai a mesa a s-guinte emenda, qu* be Jipoiada :
    Os laura-orea lerAo a ealegaril e veii-im, 11I0-
    de lerceiros esrriplutarins.S II..x. Cavalcauli.
    OSr. .de Burros: Dacemos em oulro nu-
    mero.)
    O Sr. Adiscimenfo Portilla diz que avista das e-
    plicaces dudas peloSr. in-perlor da Ihesouraria pro
    vincial e pelo n hre depalada que acabou de fallar
    acerca do 3.* do arl. 31 .obre o augmento da quo-
    la marcada para a expedanla do consulado, be leva-
    do naturalmente a concordar com esseseuscolleBas,
    ma; a' enlrar em leflexoei de ojtra ordem, tenden-
    tes a demonstrar que 1 edopclii do f; i.- desse arl.
    31, n.lc deve ser taita peta ca-a: com qoanlo elle
    orador coucurle rom a crcajlo de-se empreados,
    avisla da- 1 lai enunciadas, nAo s pelo m 1.I1: .;-
    da loinin s-Ao. pelo seu illuslre rollega, o Sr. Anto-
    nio Cavalcauli, lodavia re-ia que da maneira por
    qu- ei- eoneebidn o artigo, nao venham ees em-
    pregedoi a lerem ordenado muilo superior, por
    quanto *e le olhir para a quola marrada no orja-
    relo.
    O Sr. .V. Paridla: Tenho de justificar o meu
    voto contra esle artigo, na sua uluma parle que esla
    suppriinida pela emenda do Sr. Barros Brrelo.
    Sr. presidente, eu eslou convencido que a Assem-
    hla Provincial, adoptando em sua le do orjamenlo
    esses principios, vAi pouco e pouco eslabelecendo
    meios de qnendo menos pensar, estar a soa renda
    absorv la nicamente rom objeetna que sao da com-
    petencia do coverno geral, (Apoiados )
    Sr presidente, nao ba-la que os cofres provin-
    ciaes renegocio com a nao pequea despeza do
    corpo policial, era anda mais necessario que como
    um adeudo viesse mais a despeza com a illumioajAo
    e aluguel das casas par quartel dos destacamentos
    que n.lo sao do corpo policial. Eu creio que a eom-
    missan algum molivo lem para apreieolar essa me-
    dida inleirameule nova, e em dovida quer me pa-
    recer que ella na foi levada senAo por um aviso do
    ministerio da guerra, no qual esle ordena aos pre-
    si lenle de provincia, que mandem pagar seine-
    Ihanles despeza pelu cofres provinciaes.
    Mas, Sr. presideule, a meu ver a nobre commis-
    sAo nao devera ter consignado isto, devia deixar ao
    poder provincial o laucar man do meio qae liver a
    eu alcance, seja elle qual for, porem nanea reco-
    nhecer a ebrigafia que lem os cofres provinciaes de
    carregar com e-sas despezas. Eo linha de volar con-
    lra e-ta parle do arl., e por isso vota pela emenda
    do Sr. Barros Brrelo, qoe eu leria apresenlado se
    elle a nao livesse offerecidn.
    O Si. So;a Carcalho sustenta o artigo do pro-
    jeclo, curan meinbro da commisso de orjamenlo.
    O Sr. Manoel Cacacanli mamfesla-se contra a
    ollima parle da artigo, e entrando em varias consi-
    decaeSee sobre a conveniencia ou desconveniencia
    dos destacamentos volante-, pronuneia-se contri a
    idea de semelhanles meios de pulteier, enumerando
    algumas desvanlagens resultantes da existencia dri-
    les deslacameulus volantes.
    OSr. Colenlim I'ilella : Sr. presidente, ama
    das ideas imporlanles que o goveruo lera posto em
    pralica sAo a meo ver a do destacamentos volantes
    e darei a razao. Todas as autoridades do centro re-
    cebiam os deslacameulos voluntes, como ama tarja
    salvadora, neceisaria, e a mais prooria para captu-
    rar 01 criminoso existentes na differcnles comar-
    cas, ca lura que as autoridades locaes nio podan)
    realisar por circuroslanrias especaes deism localida-
    des, por circiimsiancias qoe eu nao as pono mencio-
    nar ; mas o que posso esseverar he, qoe os deslaca-
    menlos volantes aprehendern) immeiisiilade de faci-
    norosos que andavam espalbados pelo cenlro da pro-
    vincia c que ts destacamentos volantes foram reco-
    nhe-id por todas as autoridades do centro, e olha-
    dos como um poderoso auiilo para a (irisan dos cri-
    minosos,qoe,ou porque esus autoridades nAo liiiham
    a forja moral, ou por oulras rircuinsluncias ficaram
    muilas vezes impune ; entretanto que com os desla-
    cameulos volantes, os criminosos se 11A0 evadiam
    loo fcilmente, porque a autoridad! ofliciava ao
    eommandanla do destacamento e este inmediata-
    mente com a sua tarja ia no incali do criminlo e
    asaim o prenda. .
    O Sr. Manoel Carale.auti: Como axcepj.lo po-
    de ser, romo reara nao.
    O Sr. 1 file/la Sempre e sempre preslarain
    mnilos servijos esses desiaranienlns, e lem dolida
    fi uma das melhores medidas adoplada pelo go-
    verno a noraeajao desses deslacameulos que lizeram
    com quetasaim ricolludos as priioes inmensos eri-
    m.....*"" como ja disse e qae al enlAo aombavam di
    acjAo dajuslija lalvez porque as autoridades locaes
    nao iivessera a necessaria tarca para conseguir esse
    fim.
    0 Sr. /. de Barros : A quem toca.
    O Sr. 1 1 Helia : : As vanhigens colindas pe-
    la proviucia com esses deslacameulos, os servijos
    prestados por elles, sao cuohecdos per lodos, e o
    nobre depolado nao o pode negar.
    0 Sr. .1/amiel Caralcanfi: Neg.
    OSr. /'. /llalla: Se a nobre depulado qui-
    zer negar que negu, pouco roe importa, mai se qui-
    zer recorrer aos dados eslalislicos, se examinar o
    numero de criminlos capturad.., ver que o que
    eu digo he exaetc, ver que a provincia lirou mudas
    e muila vaulaceus, desse grande servijo prestado
    pelo digno -admiuislrador da provincia, ( Apoia-
    dos. )
    OSr. Iguicio de Barros :(Daremos em oolro
    numero.)
    Dada a hora, ficou a discussao adia 'a.
    O Sr. Presidente designa a ordem do dia.e levan-
    ta a sesiao as 3 11 horas da larde.
    KECTIFICACO.
    O Sr. Epaminonaas de Mello oppoz se as emendas
    ondeadas pelo Sr. i, Porlella, ao corapromuso da
    irinartade de N. Senhora do Bom Conselho.
    Por ler sabido com alguns erros, repelimos o se-
    gunde parecer :
    A commisso do commercio, agricollura e colo-
    msajAu, anda prsenle a indirajAo do uobre depula-
    do o Sr. Dr. Sabino Olegario, qoe lem por fim urna
    repre-enlaja. a assemblea geral sobre colomsajau
    africana, he de parecer que esta indicajao ieja rejei-
    lada pila casa, alientos us ponderosos motivos que
    militara conlra a medida da proposta, e que a com-
    misso paisa a eipor.
    Por raaiures que sejam ai vantagens, que a agri-
    cultura da provincia possa colher da medida pro-
    posta, por mais ex lasiva que seja esla na produc-
    c i" dessas vantageus, abas muilo comeslaveis, nada
    disso enmpensa o que ella Ism ae inconveniente,
    de anli-p.iriolica, de perigoia, e ale de anli-liomani-
    liria.
    Se enlre nos exislem prclos escravos, se pela me-
    dula proposla prelos livres bojae l-ro de mistu-
    rar-!, inevilavelmente cora aquellei, peder succe-
    der que a immorabdade faja com que alguns se-
    nhore, sob rujo poder simultneamente eslejain
    prelns livres e pelos escravos, nao possam descn-
    ininar um dos oulros, ronfundiulo, por exemplo, os
    lilbos deilcs com os daquelles. Se intaliimenle con-
    fuses de tal generu sao bera possiveis, medida pro-
    posta burlara de alguma serle esses e-forj s gloriosos
    de loda najao brasilea para a ceasajAo completa
    ilo Irafego de Africanos, e era cooseqaencia elle be
    sobrenianeira iiiconvenieule.
    A commissAo de agrien llura julga-se fiel interpre-
    te dus agricultores Jesla provincia ; quando afliiraa
    a aeceeaidade da colom-ajAo eslrang-ira, n.lo be dic-
    tada pela desragradl s le do ouro ; a qual 10 filando
    ueste, depre/.a ludo mais, viudo astm a olvidar-se
    alo o arcbeiypo da moralidu.le e da civilia^rAu para
    adorar o ouro, e s u ouro. NAo se a coluni-ejAo,
    ten do por lim o augmento da forja productiva da
    agricultura, acarrelis-e comsigo iiievilavelineule a
    I. -i. i.ili-.iro de piivos barbaros [ilanlada no leiu
    de nossas familias, neuliuin agiicullor brasileiro de-
    -ejaria seraelbante colomsajAo.
    Ora, e a inedi 'a proposla, embora as hoas 11-
    lenjes de s-u nobre autor, pruduzira o derrama-
    ment dai fezes da Afnca 110 imperio brasileiro, he
    esla a razao peta qual a commissAo tambera carac-
    lerisa a medida proposla sobremaneira auli-palno-
    lica.
    Dessa medida resultando a introdurjAo em grande
    escala de Africanos, que ler3o de inislurar-se ne-
    ressanamenle eom ui Africanos nossos escravos, a
    coinmis-Ao enxerga 111-so alguma cousa uiaii de sum-
    ma gravidade, alm do ai.uiueiilo da forja bruta
    dos hrajos igricelai, o que Ihe autorisa a daisificar
    a medida propole tambera de pengosa.
    Emfim.a eomminaa reputa emelhaiite medida an-
    li-hu.i.a,,,i.,ria, em raiga de que trazendo ella para
    o Brasil e para a frica, elleilns quasi idnticos aos
    do Iratagn de Africanos, e-le he comiderado auli-
    buinanilario pela civilisajAo aclual.
    Sala das cnmmisses da* assemblea legislativa pro-
    yuicial, 2!) de abril de 18..7 Ignacio de Barros
    Barrito.Antonio Marques do Amurim.
    PAGINA 4VULSA.
    II'aL'i2iEai\S
    Sempre que d'enlre os afanosos lidadores do
    jorn-hiniu Vemos surgir algum, que esquece as ror-
    nlliai poltica, as lulas iulcrminaveii, odiosas, pes-
    snaes para atirer-se au juruabsmo scienlificn oa reli-
    gioso, desvaneeeme-am de prazer, porque be paisa
    pen>ar,que a sociedade carece aniel de ludo de edu-
    cae.ln moral, que Ihe lemp-re as paixOe publicas, e
    Ihe reiempere u animo naturalmei.le rnfraqurridn
    no lurvell 11I10 deoda casta de reljeles. Para mis, -
    edocajAu moral pote regenerar qualquer socieda-
    raeuio vigeuti pan o comalido, vc-ie que eiu'de, sda sciencii eslroncada i moral eviugelica em
    - ,
    MUT10a5(J"
    -




    ftlAMODl PERNAMliCO SAIHlAiiO 0 DE MAIO DE |8M
    nip|ioelreilo e harmnico, |iiideiprr um fu-
    turo Telu qua iuer poyo. Muilo principalmente
    mire niii, qua lu.los nos einbevccemo*. no prwgfcMe
    rodenal e que lli curvamos o joelho como ao idilio
    da poca, he inatlimavel qualquer Forma de publi-
    cado, que ie proponlia como lien nnico ,1 morillaa-
    ao da aociedade. O Iran merece cslas honras ein
    grao subido ; he um eTorro gigauteslo, nohre. ele-
    vado, que recommenda sos contemporneo* e recom-
    roendar a postendade o homem do seculn, que to-
    do /.elo e ardor pela santa casa da igreja llie lem y,.-
    lado urna yida de profundas lucubraros, de atura-
    das retinos, de ponoso todo, e qii* por lim vein
    sellar sin, reputaran, dando-se difcil tarefa da re-
    dando de um jornal religioso, cujas paginas sAo Ihe-
    ourui inapreciaveis, em que o gusto e a elegancia e
    imlruccao, em que o dizer e o pensar dipuiam
    palma. O Sr. francisco Mauoel Raposo de
    -Mu pi 1.1 he um liumem do seculo, mas aiu um pro-
    fauo; he una e noia glorias, um de uossos ar-
    morados Ulenlos, que naturalmente attrahem a aval-
    pallna, una iletsas lolelligencius burilladas, que en-
    canlam, convencein, seduzem e arrebatan). E o
    flra.ii'l, por cuja apparicao nos congratulamos, he
    um desses tilsimos eicriptoi, rm que a phrase lim-
    pida, eorrenle desliza-se. naturalmente levando ao
    espirito convicio e implantamln no animo do lei-
    lor a verdadeira philosoplna, a philusoplua do secu-
    lo e que sera lambem a dot seculos, que toda se re-
    ne na fe. O clero em seu baliineulo precisava de
    um orgAo que dttssc conhecidat du pas as toas ne-
    Cesiidadts e de um instrumento poleroso que influ-
    isse na salisfacAo dessas necesidades. Esse orgAo
    esa* Instruinenlo appareceram rom o Brasi\.
    Lro de tiogsu* hons noticiadores, enviou-nos
    urna carta, e denlio della a segoitile poesa, que mos-
    trara o go'lo apurado de seo desconhecido aulor a
    divertir bem oa uussos leitores :
    A ELLA.
    tjoeimandu inseuso, derramando flores.
    'Bocage.)
    lio sol cahiste derramando lerna
    l'elo upaco geutil raios de luz
    K Horca orvalliadas pelos ares
    Dos teus cabellos negros se sumiram,
    I' -i-.au lo pclat iiuveus que rhoravaro
    Ver belleza que o cn nao cubicara,
    (.le na anjinhos clioravamler perdido
    A mgica creadora dos encantos
    Que ouvio alegres ayuno* do canario
    y'lando vio te muiiiio uo seu uerc,o.
    Oh sab ir".o encanto I oh raaravilha !
    Oue o co chorou ; as llores do jardim
    Dando o perfume que correu nu prado
    Pa.sasle no ceo pelas estrellas
    E ellas perdern) o brilho abrasador !
    Keferve uo seu peilu dura chamma
    Que o sangue do corana me queima lodo,
    E em cinzas minlia alma se Masa
    Pelo encamo que o co brilha nos ares,
    Fui sempre ineu amor do teu encanto
    E'cravu aos leus ps puz o descanco
    Que a menie precisava..... que o delirio !
    Mas nao, altivo soa..... eu le despresn,
    (Jue in*u turno curadlo saugroo ciume.
    A prfida esqueceu o meu amor...
    Oh furias de Caronte, pelos cos.
    Arranca o CoracAo que foi ungido,
    E do corno me arraueou a trale vida,
    Basta, mulla lyra, nAo componjas
    Meu corarAo que Ireme de ladate.
    Varios na solidAo que o co he justo,
    La' ella na ira' mais perturbar
    A m una vida toda, chora, oh lyra
    A loa tambem chora ineu amor
    E a ingrata uAo verei ate morrer.
    Que paisAo, que versos, que poeto, que capa-
    dorm 1
    Que precien tem as devolas do Mea Marinnno
    de se porem m ra a meia noilo, quando Ibes hasta
    esterem na igreja pela madrugada Ora islo de fei-
    lo nenhum mal us faz, nem ao publico, e nem he
    por li nem pelo publico que fallamos, he por ellas
    meamos, que se v.iu assentar no adro da igreja es-
    postas ao sereno e bem vezes a chuva. I.nuvamns o
    espirito religioso que as anima, mas Ibes recommen-
    damos mais moderado ; uAo riizemns que deisem de
    cumprir sua rleviicilo, inaa Ihes acomedamos que o
    fagam de modo a' puupar moita enfermidade, e pode
    ser que alguma morle.
    A ponte da Boa-Vista esla' enm urna a/a que-
    brada. Pul o lempo que a quebrou, .li/.-m. mas
    nem por laso ella precisa menos de oulra, ou de al-
    guin remedio se for possivel cura-la. lia de ser....
    O que he quo nao he possivel hoj faz-r-.e aqu
    VAo aterrar o aterro ". Pois se nao v,lo, pa-
    rece.
    iNAo nos dir que costume he este seu '.'... Se
    na quer dar a esmola, pronuncie o l.il perdue, pu-
    rera nAo maltrate assim a um mendigo, ni porque Ihe
    pede urna esmola. Ja" vio na E-rnptura o papel e
    lim desse rico avarento qoe filia o que o Sr. faz '.'
    l'ois nao he in a liga ; assim o Sr. a lomaste. O
    Sr. ple dar o seu dinheiro A qocui quizer, ou nAo
    da-lo a niuguem, mais o que nAo pode he injuriar a
    quem lem a infelicidade de precisar -Lie.
    Meu seulior, nAo se agaste por (Ao |n>oco ; se
    faltamos na luneta foi em frcrel, sen) a menor allu-
    sAo, e sem qoe do Sr. nos lemltra*seinn*. Ora pois
    que eiginca applicar o Sr. tanto para Ros a sua lu-
    nelinlia coma quem Diz : Pensa qoe en tenlio
    inedo piAo era preciso isto para aabermoa que
    ii.io nos teme, e que nAo nos deve temer, yuem lie
    que da caV'Cn rom um arliuuinho da /'nr/ina por va
    de regra inollensiv.i como ella uiesma ? lie preciso
    ser nm malulo, e o Sr. nao he. B.'le pois sua lune-
    ta e ria-se.
    O vapor brarileira aPersinunsai), viudo de
    Maceui, trnuie a seu bordo o* soeuiules passageiros:
    Manuel Jos de Alnada Nones, JoAo Conrado ll--
    dian, (mlliernie l.uiz Heuligau, Alf\...... Go-
    RaB* da Coitl Meudes, Mauoel Jos Suare de A-
    velar, Jos Maiimiano Soares de .) valar, JoAo
    Antonio Alves da Silvii, Jo< Joaquim Alves da
    Silva,- I). Mara Margarida dos Praztres e t eicra-
    va, I). Kilo Bemvinda da Silva Guunaraes e I
    rscrava, I). Mara laen di l.ivrainenlo, Jo3o
    Lins de Barros Vasconcelos, Jo* Jjaquim de Sau-
    l'Anna.
    .//' amanhaa.
    . I falla justificada
    . 3 o
    REI.ACAO DAS PALTAS DOS ALUMNO* QUE
    1 'UEyUENTARAM AS AULAS DO GYMNA-
    SIO, NO MEZ DE ABRIL DO CRREME
    ANNO.
    Jos Joaquim da Silva. .
    Joaqui. Jos de Oliveira.
    Manuel Theophilo de Araujo Lima 1
    Jos Francisco de Araujo Lima 1
    JnaquiiQ Pereira Arantes .}
    Manoel Honorato dos Sanios. \
    Jos Manuel de Barros Wanderlev. i
    Allonso Sergio Kerreira ... 1
    .1 ; I! n li- i Accinli | -. |
    Carlos de l'inlio Bofges. -J
    AOoiim Barbota da Conha Mor.a 1
    Viridlo Sergio de Mour.i Mallos 1
    Affonso Sergmde Maura Mallos 1
    Joaqun) Jos Morena -J
    Thomaz Luis de lluro.
    Gjrmnaaio, i de malo de I8.">7.1> sacratarlo, An-
    tonio 'AssnuipcAo Cabral.
    nAo
    nAo
    nAo
    J5twtt>
    -' 'ptT^i-ii^U0.
    A assemblca necupou se hoiiteiii cun a discnsaSo
    do fiarecer da coininissAo de petirrics, sobre a pre-
    lengAo de II '; i i l.ueci, e denois de orarem os se-
    nliores Baptlfla e Lcenla, fui apprnvada una e-
    menda do Sr. Epamiuondat, para que ao guvarno
    fosse commcllida a solugAo desse uegocio.
    Proseguindo na di-cusMlo do projeclo n. II, so-
    bre augmento de vencimeiilo dos ernproga.los pro-
    vinciaes, orou o Sr. Meira, e lendo-se complelado a
    hora, foi proposta a urgencia para continuar a djs-
    cus-io, orando eunlra essa idea o Sr Francisco JoAo
    e narro* de Lacerda, licaudo a discuisAo adiada pela
    hora.
    A ordem do dia he a inesma, comecando relo pro-
    jeclo ii. 11. .ii
    RKCEBKDORIA DE RENDAS INTERNAS l.E-
    RAES DE PERNAMBL'CO.
    Rendimciito do dia 1 a 7. l:{{58773
    dem do da 8....... j:!i.;-Jjt)
    4:9879223
    CONSULADO PROVINCIAL. "
    Rendimenlo d dia 1 a 7. I4:677260
    dem do dia 8....... I:9ISI39
    16^988399
    mm
    t>2i*ite 0 P0tl#.
    navios entrados n. S
    Maceiii e porlos InterinadlosI dia c l!l hora, c do
    ultimo porto 8 horaVapor brasileiro Paisi-
    nuuga, coniiiiaiiiianle Joaqnim Alves Moreira.
    Navios sah os mi me.ni.i dia.
    Illia GraciosaPatacho portugue* sLiberdada, cs-
    pilaoJoAoll. dnlouseca, carga 18o pipas cum
    niel
    LisboaBrigae porlugoei Tarojo I, eapiUo Sla-
    nnel de Oliveira Palleco, carga assucar e algoiAo.
    Passageiros, Joaqnlin Ricardo M. it Paisa, l.in-
    dolpho G. M. de Paita, Miguel A. II, de Paiva
    aPS .** *- &.
    '>.
    ara
    de Janeiro
    Mi Atteucao!
    0ttt'pOttDZlliS.
    Srs. reiacloret.Tendo o vicario da froguezia
    de s. lenlo, Antonio Alves de Carvalho, assianado
    om libello famoso, qoe corre impresso conlra mim e
    algutis amigos meus, n'um ilos nmeros passado* do
    seu i Diario, n e vendo en que esse infeliz sacerdo-
    te, pastor das inalfavadas ovclhas d'aquella fregne-
    zia, pretende apreenlar-se ao publico, que nao o
    couhece, como um homem de bem, e que, nao con-
    tente com isso, junta uina collecgAo de injuriosas
    alliues, que podem ser entendidas com as victimas
    de soa baliosa maledicencia, sem com Indo seiem
    ditas de um modo, qne indepetidenlemeute a qual-
    quer expliearAo judicial.sujeilasse o imprudente au-
    lor dessa liuello indigna, a acgAo penal, qhe caberla
    em tal caso : venho por meio deslas ludias desafiar o
    Sr. padre Antonio Alves de Carvalho para ser ex-
    plicilo as allnsoes offensivas, injuriosas, e calum-
    niosas, de qoereclieou a sua nauseabunda correspon-
    dencia.
    Provoco o Sr. padre para declarar pelo jornal, se
    o qoe disse se enlende diretar.ietite comiso, mas
    de modo tal, e precisando os fados com tanta se-
    garaoea, que nAo seja fcil escapar a responsalnlida-
    de por abuso de eiprimir o pensarnenlo.
    Sempre eserci para com o Sr. padre Antonio Al
    ves de Carvalho, a raeommendagAo e pedido de a-
    mgos, que lenlio na ridade do Recite, todos os ofli-
    cins de caridale, que se deve ao prximo, e princi-
    palmente a um infeliz ministio de Je-us C'uisto :
    sempre fui orna barreira contra os actos de deeepe-
    ragAo, que a emelhanga de nm lobo, provoca o pas-
    tor contra MIS inf, lizes oveHias.
    Todo tenho feto para puopai ao recommendado
    dos meus amigosns desgasto* que Icria softrido d'a-
    quelle., a quem ha perseguido com o mais eacanda-
    lu mas esloo aleteada de eolfrer as ingraliiloes do Sr.
    padre Carvalho : lenho re. ol vilo abrir para com elle
    urna nova eia. Os clamores da fregueziaide S. B-n
    lo contra osexces-os pralicadus pele Sr. padre Car-
    valho nAo serAo mais abafados pelo meu genio apa-
    driiihador : d'ora em diaule elles chegarAo aos su-
    periores do Sr. padre Carvalho. porque eu nao os
    emliarare como lautas vezes fiz.
    lambem como cavalleiro flirmo que u'o serei
    eo quem mostr ao tioblico as dianas ganarenosas,
    que dilacerara a natureza mortal desse infeliz, e in-
    grato amigo. Tenho iep-it ao publico, e a decen-
    cia nao permute que Ihe descubra as miserias. SAo
    sera'neressario por ein analve o homem ; bastara'
    observar-se com atlcngAo o perucho...
    Rento Jos Alves de Oliveira.
    Cidade do Re-ife ( de malo de 185?.
    ^ti'icKuij a*i?oDo. I
    A' LV1A PENSATIVA.
    Em qoe pensas cenlil mnreniuha
    Sempre romersa em eoullnoo scismar '.'
    Pide acaso o pungir de amargara
    De leu peilo o repouzo privar ?
    N.lo, nao tides, formosa dnnzeila.
    Ja' l,io cedo a dasgraca sentir,
    luda o mondo se salela a leus olhos
    Linda insigan da aurora a surgir I
    SAo d'aniores os aftnhai lAo uralns,
    ye nos piula o porvir Ue mil cures.
    Os painei. que r-iracas na mate
    Malisados de iiifin os primores !
    Sesmo, joven, de leu doce enlate...
    Alt! nAo |i is.s jamis de-pertar !
    Sn tormentos u mundo ... eaconlra,
    i.lmu lo ii'.ilm se esvalie o annhir !
    (Exlrahido de um lbum )
    Na enlrada ta na chalan/, continua a liaver todos os lias
    hom chocolate, cafe simples e com Icile, o
    mo de vacca nos doiiiin^os n lias santos
    , No mcsnio estabelcciinento da-so latnbem
    yiaade, o liein conlie-; comida para fra, tudo por prego commodo
    o a contento.
    o absixo assignado participa ao res-
    peilavcl corpn comroercial desta praca, que
    tem comprado ao Sr. Jos Antonio Vasques
    a sua taberna, sita na ra da matriz da Boa-
    Vista ii. 54, livro edesembarazada. Rccifcs
    de nulo du 1807. Antonio Joaquim Per
    reita.
    Cregorio Paos do Amaral vai a Euro-
    pa, levando em sua c impanlua sua seoliora
    e lima lill'.a menar; nada lica devenJo, com
    ludo se alguem so julgir seu credor, apr-
    senle sua conla uestes oilo dias para ser
    paga.
    A abaixo assignada, mulhcr do Alcsan-
    driuo Ignacio da (.oucMcao. scienlilica aoi
    respeilavel
    segu com umita breyidad
    cido brigue SAGITARIO, o qual tem a
    maior |>arte de seu cari'egamentopromp-
    to : para o rentante e passageiros, trilla-
    se com Manoel Francisco la Silvu Carn-
    eo, na nm lo Collegion. 13, terceiro
    I andar, ou com ocapitao, a bordo.
    O brigue nacional DamSo, que segu
    para o Rio de Janeiro, precisa de mnriubei-
    ros nacionaes; a tratar com o eapiUo a
    borde.
    O brigue nacional Almirante, que se-
    gu para o Rio de Janeiro, precisa de miri-
    nheiros oacionaes ; a tratar com o capitn
    a bordo.
    X
    ai*.., $% [-.i
    JURY UO RECIFE.
    2." sessAo. Da 7 de maio de 1857.
    Presidencia do Sr. r. Alexandre Bernttrdino dos
    Reis e Sitia.
    Promotor publico interino, o Sr, r. Joaquimde
    Souza Res.
    Esrrivao interino, o Sr. Manoel Correil Gomes
    lie Almeida.
    Adv oga.lo, o Sr. I)r. Joaquim Elviro de Moraes
    Carvalho.
    I'>iia a chamada as 11 horas da manliAa, acha-
    ram-se presentes .!s seuhores jurados.
    I oram multados em mais 'iO^iHKI, os seuhores ia-
    ridos multados nos das anlecedaules, e em Iii-miii
    o Si./.eferin llodolphn Delgado de Burba.
    O Sr. juiz de Uireilo deelarou aliena a sessAo,
    depois do loque de campanilla.
    Aberla a inesma sesso, veio a presenta do tri-
    bunal do jury, para *er julgadu, o reo aliancado An-
    tonio Joaquim d'AniiunciacAn, ccusido pur crime
    de tentativa de furto de um cavallo, feita a Adelino
    Joi de Araujo no da J de agolo do anno de 1855,
    sendo delensor do reo o Sr. advogado cima men-
    cionad".
    Ociiisellic do jurv de sentenca foi composlo dos
    seuhores seguinles :
    Bernardo Rodrigues Pinheiro.
    JoAo li'.m.-alii- ..a Silva.
    Jesaino da Costa de Alboqoerqoc Mello.
    Jos Izidoro Pereira dos Res.
    Joaquim Ilenriques da Silva.
    Frauci-co de Paula e Silva Jnior.
    Jos Mara Machado de l'igueiredo.
    Manuel de Almeida Lima.
    Vicente Michado Kreire l'ereira da Silva.
    Antonio Jos Bandeira de Mello Jnior.
    (eraldo Amarante dos Saolos.
    Jo-n Ramos da Cruz.
    E prestaran) juramento sobre o livro dos sanios
    evangelho*.
    Foi o reo interrogado, e disse que era aecBMdl
    pur ladiAo de ravsllos, e que fri pieso por un.
    malulo, havendo um destes que la adianto, per-
    geniado a elle reo se liuha encontrado um homem,
    c respondendo que sim, chegaram os oolros e dis-
    seram : he este o homem. e o prendern!, ron luzin-
    do-o a preienca do Sr. subdelegado respectivo, que
    o mand.'ii preso parauqu^rtel de poli. la.
    Disse mais, que sendo elle roo soldado uo polica,
    e estando destacado, e acallando de rondar naquelle
    dia, pedir licenca ao comuiaudante do destacamen-
    to para ir ver sua inai que eslava doenle no lugar dos
    Remedios, e para fazrr o cainiihn mais compridn por
    ser l notle de la, fra pelo Barbalho, sendo ahi
    preso.
    Disse finalmente, que o homem que elle reo en-
    contrara era baixo, e-lava vestido de prelo, e que ia
    a passo apres'ado.
    O Sr. promotor interino disse, que do processo es-
    lava prosado ter sido o reo quem tentara fuilar o
    cavallo de Adelino.qoe estando a desalar dito caval-
    lo, tira perseguido e preso atr.z de orna moita, que
    eslava iucurso as penas do arl. 57 do cdigo cri-
    minal, combinado com o ai ligo 34 do roesmo, grao
    mximo, por se dar a circumslaucia iggravanledo
    I, do artigo Iti do referido cdigo, de Icr sido o
    crime commetlido a noile.
    O Sr. advogado disse, que o reo nAo nritlcra o
    Turto de que era acensado, qne as leslemunha nao
    mereciam erudito, poique te referiam quasi todas
    ao proprin eflendido, d sse que quando uiesmo o reo
    losse o autor do furlo do cavallo, a juslira poblica
    ata poda acensar, visto como nAo foi preso em fla-
    grante delirio, e pedio a absolvilo do messno reo.
    _OSr. promotor nterin') na replica diue,qui o rcu
    tora preso em fl arante, pois fula perseguido al a
    molla, anude fra preso.
    O Sr. advogado disse, que o reo fra achailo na
    moili, porem que clava innocenle.
    O Sr. juiz de direilo resumi a materia da aecu-
    sar,Ao e defeza, e propot ao jara M que-ilos, eseudo
    estes enliesue ao ronsellm, foi"este condolido a sa-
    la serreta da conferencias as -2 l|-> horas da tarde,
    donde volloo rs :i 1|1 com suas reposta, que Co-
    ma lillas em voz alia pelo presidente do jury de
    sentenca, e o Sr. joiz de direilo rerebendo as respos-
    las.declarno que nos termos do j 1. do artigo 7!) da
    le de 3 de desemhrn de 1851, appeliava para o tri-
    bunal da relacAo, publicou sua sentenca, absi.lvendo
    o reo e coiidemnaiidn a inunicipalidade lias cusa,
    e levanlou a sessAo, adiando-a para o dia seguinl'e
    is 10 horas da manhSa.
    l'RACA DO HECIKE 8 DK MAlO AS
    :l HORAS OA TARDE.
    Colaces ofliciaes.
    Assucar mascavado especial 3|350 por arroba
    com sacco.
    Couros seceos algados33.5 rs por libra.
    Cambio sobre Londres->H d. (rO dtv.
    Dilo sobre dito8 90 d|v.
    Dito sobre dito7 3)1 lil) d|v.
    Dilo sobre Pars3il por franco lili d|v.
    Frederico Rolnlliard, presilente.
    1'. Borges, secretarlo.
    CAMBIOS.
    Sobre Londres, 27 3[4|a 60 d. e 27 7|8 a 90 d.
    c Pars, 350 rs. por fr.
    e Lisboa, 95 por % de premio.
    Kio de Janeiro, 2 por Op) de descont.
    Aci.Ao do banco 50 por cenlo de dividendo por coti-
    la do vendedor.
    o a companliia de Beheribe OJJOOO por aceAo
    (i rompauhia Per amburana ao par.
    o Ltili.iade Publica, 30 por cenlo de premio.
    liidcmnisadora.52ide-'.
    n a di estrada e ferro 20 por 0|0 de premie
    Disconlo de Ictlra-, de 8 a 10.
    Ac^es do Banco, 10 a 4.5 de premio.
    Ouro.Onras hespanhulas. 28J a 288500
    Moedas de (ioiOO velhas .... IhyjOO
    c '..-i.i.i ni.vas .... 16^0110
    4S00.......93000
    Prala.1'atacOes brasileiros......25000
    Pesos columuari s.....29000
    meiicanos...... 1J80
    Directorio das obras mi-
    lita res.
    .No quarlel da guarda nacional destacada
    se precisan) dealgumas obras provisorias,
    co,))o reuartimentos de madeira, etc., o re-
    telliamcnto do e.lilicio t^ alguus reparis
    miudos: quem disto se quizer encarregar,
    pode comparecer tiesta directora, onde se
    acha o respectivo oryamculo, e podera lazer
    o ajuste.
    O lllm. Sr. capilao do porto, de conformidade
    com as ordens do muiislerio da inarinha, Irausmil-
    lidas pelo Btm. Sr. viee-praaidenle da provincia,
    em ollicio de 14 do andante inez, manda dar publi-
    cidade .i traducrAn abaixu do aviso aniiuiiciaiido
    aoa navegantes o eslabeleciioelilo de pharnes emdif-
    ferentes potitos da Europa, e dus Estados I nidos da
    America.
    Capitana do Porlo de Peruambticn 15 de abril
    de 1857. O secretario, Alejandre Rodrigues dos
    Aojos.
    TKADl'CCAO'.
    Aviso aos iiAvegaules.
    N. 35.
    BAI1IA DE SAO' FRANCISCOCALIFORNIA.
    Siuo de ,\evoeiro em Pona liouila.
    A commi-sAo direclora de pharocs dos Eslados-
    Uuidos, acaba de lazer poltico que um sino de ne-
    vueiro de 1,500 libras foi eolleeaao no Blull'n e\ac-
    tameule em frente da torre da casa de pliarol em
    Pona Botnia, uNorlIi lleado na Baha de San Fran-
    cisco na California.
    O sino com u niachimsinoeslAo collocados em orna
    armacAo, aberla na Ireule, ao nivel da Ierra, e sera
    locado durante lempo escuro e du Orvoeiro, dora'
    seis panudas cmn inlcrvallo de 16segondos cada
    ama, seguiudu-se urna pausa de sejunaos.
    O sino esla' elevado 270 pes cima do mar.
    O fogo da peca do nevoeiru contienan' como d'an-
    les ale nova participando.
    Por ordem de S. S., assignado John Washington,
    bydrographo.
    KeparlirAo hvdrograpliira do aliuir.intado. Lon-
    dres l de ouiuhru de 1851).
    Esle aviso allecla os .eguinles mappas do almiran-
    lado: SAo Frauri-co n. 591.
    IlLI'AKTICAo DAS OBRAS PUBLICAS.
    A teparticSo das obras publicas, contrata
    ofornecimentodc lijlos de alvenaria gros-
    sa batida, e areia para as obras da capital,
    polo lempo de seis mezes : os pictendentes
    diiijam as suas propostas em caria lechada
    ao lllm. Sr. director interino no dia 9 do eor-
    renle, as II lunas da maulia nesta secre-
    taria.
    .Secretaria da directora das obras publi-
    cas, de malo de 1857. O secretario, Joao
    Francisco Regs dos Alijos.
    CONSELUO ADMINISTRATIVO.
    0 consclho administrativo tem de comprar
    o seguiule :
    Para a botica d hospital regimental.
    Acido prussico medicinal, oitavas4, agua
    de labarraque, garrafas 12 amendoas doces,
    oncasS, amito, libras 2, brax, libras I,
    cevada, libras 16, caiiucila,libras 4, essencia
    de louro cerejo, oitavas 2,diw de rosas.oiU-
    vas 2, empla.slro de cicuta, libras *, dito
    mercurial, libras 4, fumaria, I i liras 2, era
    terrestre, oncas 8, iodo, oncas linliar1
    robas 2, meissa, libra 1, inu>^i)* **
    mralo de polassa, libras 6, oleo' .
    de bicalhao, luirs 8, oxydo de zioco,
    vas 2, oleo de crotn, miavas 4, raizo
    tbea, arroba I, reina deangico, libra.- ,
    batania, libra 1, resiuadebtala, libras 2,
    sulpliato de zinco, oiiQas s, sunaruba, libras
    2, tliredacio, onca l. valcianalo de quinino,
    oitavas i, assucar retinado, arrobas 8, azeite
    doce, garrafas 8, banlia de poico, arrobas 2,
    caixas para pilulas, grosa 1, l'.miz de vidro 4
    graos de vid. o granares 4, marmitas de lo-
    llid com lampas C, talas surtidas para fractu-
    ra de bracos e peinas50, vinlio blanco, gar-
    rafas 12, di o linio, garrafas 12, vinagre
    branco, garrafas 12.
    2.- batalhSo de infantaria.
    Casemira encarnada paia vivos, covados
    39, bollanda para forro, covados 546.
    4.- balalho de urlillieria a pe.
    Casemira cartnosim para vislas, ovados
    7, butes convexos de metal amarello, de 7
    hnbas de dimetro, e com o n. 4, 2848, di-
    tos diios de cinco linhas, e com o mesmo nu-
    mero 1010.
    9 batalbSo de infantaria.
    loloes pretos de missa para capotes 3000.
    Quoni quizer venJer, aprsenle as suas
    proposlas em caria [echada, na secretaria do
    consclho as 10 horas do da 24 do cononle
    me/..
    Sala das scsscs do consclho administrati-
    vo para fornecimento do arsenal de guerra.
    8 de maio de 1857. Manoel Ignacio Bricio,
    presidente interino.Bernardo l'ereira do
    Carmo Jnior, vogal e secretario.
    Para Lisboa sane oom brevidade, por
    ter parte da carga prompta, o bem couheci-
    do brigue porluguez l.aia II para
    Gram?*

    CiSlu
    - K'
    o
    < '? r,HI

    esquina da eamboa do Carmo,
    DEPOSITO 1>E
    Carlos Sckeel $ i/. Sassenhoff.
    i I-? lem aberlu o seu deposito, ou-
    0"* .iI.:!!! I .ilirCllllu.
    m
    J. P. Vogeley, lem a honra de avilar an mpfilaval pablico
    de se achara os miia lindos, fortes e bellos pauol, al boje couliacido
    L't S3HEISL ^ H. g^^^H^HIOFF.
    I prnneiro blenlo os pnmeirns premio, a melallia de honra, na eiposicAo do Londres de 1S5I, o de
    Muuirk de 1851 ; estes planos sao os preferidos ua Alleraanha, llollalila, Eslados-L'indos, e -e achan
    grande deposilo dos inesmos em lluenos-AMes, Valparaizo, etc., etc., onde rila mullo couhecidos a de-
    aejaJos.
    Ven.1em-e estes pianos deoai\o de loda garanti, anl'iancando nAo se mudarem, como lodosos
    moderna e forlissima, leudo a teclado a
    passageiros, Irala-se com os seus consigna
    tarios Francisco Severiauo abello & Fillio.
    CottipauMa
    ti ansutlxiitica de Genova.
    publico para nao tratar e mes- I mais que lem viudo a esie merend, sendo a conslru'';Jo amia
    mo emprestar dinheiro 10 seu marido sobre ela-ticnla le duejadl, e n exterior a mnor elegancia,
    o resto e ; um poi|ueno sitio na estrada de Joo do llar- | Ni inesma casa aflna-ae e ccncerla-se com perteic.lo os mesmas inslramentos, e aeha-se as musical

    Em 12docnrrenleepera-se n vanor sardo (iE-
    >\A, viudo da Europa, e depois da demora ne-
    ceisana segu para Baha e Rio de Janeiro, e rece
    lie passageiros para estas pracase para Montevideo e
    Huenos-Ayres : no escriptono dos agentes Lemos
    Jnior & Leal Reis.
    Ccar e ^cara-
    c.
    Segu no dia 12 o palhabole Sobralense,
    capilao Francisco Jos da Silva Ralis; para
    o resto da carga e passageiros, irata-se com
    Caetano lyriacoda Costa Moreira, na ra da
    Cadeia du Recife n. 2.
    arauho
    Para.
    e
    Cobre
    para fono de navios :
    Tasso Innfios.
    no armazem
    IOS, sol) pona de ser nullo todo c iiiulqiior a< ""'', modernas e dos nielliorcs romposilores da Europa.
    negocio, que com o mesmo lizer sem a sua
    inlervenco. Recife 8 de maio de 1857.
    Igncz Hara das Vigens.
    l^iiiau etu faina
    o mais luporior do mercado : no arma-
    zein de Tasso limaos.
    Ouiuibiis.

    Segu na presente semana o brigue escun-
    nacional Laura, aiuda admite alguma carga :
    Irala-se cora o consignatario J. K. da Fonse
    ca Jnior, na ra do Vigario n. 23.
    f.
    $8.>0O^ r'-tJttiJ, 6i?.
    ALFANDEIiA.
    Rendimenlo do da 1 a 7. .
    dem do dia 8 ,
    I03:0S^:.2I
    26:1293275
    129:1573796
    Deiearregim boje 9 de maio.
    Barca ingle/alloaling Cloulmercaduras.
    IIrea IngtexaJavrrnatr Ihoi de ferro.
    Harea france/aEn m i MalliiideniTCailoria;.
    Barca americanaMenwdafarinha.
    Patacho americanoConiuierce farinha de trigo
    Brigue porluguez l.aia IIdiversos gneros.
    Brigue biasileiroSagrariodem.
    IMPORTACA'O.
    Barca ingle/a ajnvernaa viuda de Liverpool. Con-
    sgnala a Rolbe & Bidoulac, luaiilfeslou o ss-
    goiute :
    36 toneladas e 10 qoinlaes rirvilo ; a orr1m.
    30 gigos e 1 sello loura ; a Johnton Paler A; C.
    332 trilbos de ferro, 2 cal.uias, 2 ten lera, 18
    rare de rodas ,' eixo, 1 v lume ceulro de rodal, 2
    tubos de (erro, 4 canas f t,iij% i molduras, :( caisss
    carros, 1 caita coberlat, IFcaixas obras de ferro, 16
    lei\s varis de feri... 12 pares de rodas e eixos, 2
    canas feri-amenla* yernlx, 26 cai\ e 1 bail ig
    nor.i-se, 6.5 toneladas e l quinlacs cArsAo qaeiruado;
    a llolha ei Bidoulac e genlea '.a estrado de ferro.
    Brigae oiiiericano nKeleini lindo de Ballimore,
    consignado a II. Patatal & C, mauifeslou o ae-
    guiule :
    1,551 barricas farinha de Irign, fil)l) bamqoinhas
    bolacbinha, 4:1 canasclia'.l peca de cabo ; aus con-
    signatarios.
    1 embrulho amostras de assocar ; a Koslron I; ,-
    oker i C.
    CONSULADO GERAL.
    Rendimenlo do dia I a 7. 2:072>!68
    dem do dia 8....... 2:Sl;l7i
    Maraiihao
    e Para.
    Transferencia do ls-iSao de
    niobtli. e fazetidas.
    O agente Pestaa transferio o leilo de
    mobilia e fazendas, annunciado para boje
    em seu armazcm, para segn ia reir II do
    correte, ao meio dia, no mesmo armazew.
    Trasferencla.
    Por justo motivo nSo pode ter lugar o lei-
    lao da barca france/a Bsracbois, annuncia-
    do para honletn 6, e lera lugar o leilo da
    dita batea, sabbado 9 do crrenle ao meio
    dia em nonio, a' port da assnciiit;3o coui-
    nercial
    Leilaode farmha d '.trigo
    Transferencia.
    Por motivo, nao p(i le liaver IpISo de l'ari-
    de trigo, (iesra transferido! para terca (eir
    W do eorrenle, as 10 horas da maiinSa, na
    porta do atmiizeiii do Si. a^r.nes, defronlu da
    all'audega.
    U preposlo do agente Oliveira far leAo, por
    ordem e conla de una penal que se relira para Ee-
    ropa. de lo la sua mobilia lano de jacarand.'i como
    de amarello, a qual se compile de sof, mesa redon-
    da, consolas, cadeiras, dilas de lirios e de balanen,
    tremo cmn espelno, leueadoics, Indo de Jacaranda,
    de goslo moderno e mullo bem fr-ilo, a do amaren.,
    consisto em cadeiras, guarda roana, camas de ferro,
    guarda veslido, um leilu fraucet com coilinado no-
    vosde cas-a. guarda louca. tuesa elstica com 8 la-
    boa, urna caiteua, bancas, om oplimo e elrgaule
    piano de armario liamburgue;. quisi novo, com ca-
    leira, ooiro dito re mesa, propra para prineipin-
    le, vasos de porrellaua para II .rs, iparelho do lou-
    Ca azul novo para mesa, dito de porcellana dourada
    para cha, lanlernas de vidro, candelabro, garrafas
    e copos para vinho, rnnipoieiras e mullos oulroa ar-
    ligos : segunda-feira II do eorrenle, as 10 horas da
    rnauhaa na ra do Vigario o. 22, primeiro andar.
    O _
    i
    Hoj, ao meio dia, ser vendida
    cm leilo, pelo maior prcc,u ofTere-
    cido, por ordem e em presenca do
    lllm. Sr. r.onsul de Franca nesta
    cidade, e por inlerveni;Ao do agente Pestaa, a
    barca francea BARRACHOIS. ancorada ueste
    porto, sol) as mesmas condn-oes j aniiuuciadas :
    na porta o AssociecAo Commercial.
    agente Jiorja esta' inciimliido de
    razer leilo, da rica mobilia e objectos de
    capiiclio do li\m. Sr. tenente-geiieial
    Antonio Correa Seara, que regressa a' cur-
    te do Kio de Janeiro. Oppoi tunnmeiilc
    iodicar>se-ba o dia, dislriliuindo-se oca-
    thalogodos objectos que deven) sor, sem
    reserva, vendidos.
    Schalheillin senca do Sr. chancellar do consulado llam-
    burguez, por inlervenco do preposto do a-
    genie Oliveira, o por conta e risco de iiueui
    pertencer, de triangulo trvcssfio SC n. 31,
    um fardo com 10 pegas de panno azul ava-
    hado a bordo do vapor hamburquez Teulo-
    nia, na sua ultima viagera : terca reir 12 do
    crrenle, as 10 lloras da nianliaa, no seu ar-
    niazctn, ra da Cruz.
    de
    DK
    Bcberibc.
    O Sr. director da mesraa companhia
    convoca os Srs. accioniltas, para reun-
    retn-seem asscmbtea geral, no dia 15 do
    correte, a uma hora da tarde, no res-
    pectivo escriptorio, ra Nova n. 7, alim
    de decretar-seo pagamento do 1S- divi-
    dendo, e proceder-se a elei(-So da admi-
    instracrio para o anno que comecou com
    o presente nuv.. Escriptorioda Cotn>:i-
    nliia de Beberibe, S de maio de 1S.")7.
    O secretario, Lui/. da Costa Portocar-
    reiro.
    Vendem-se mastaros
    de (iiiihover>ielhoda Sue-
    ca, de 8 n 10 pollegadas e
    50 a 00 \>6s: em casa de;
    C. J Astley & C-
    LOTERA
    Para a Vasgrm da .Magdalena
    e Cachanga : partir de hoja em
    dianle, a's i horas da larde.
    Couro ile lustre
    A 3J500 e 4*000
    boa fazenda, esta' vo.mdo : 11.1 rita D-
    reita n. 4-3.
    >.$
    o
    Caixeiro.
    -':'
    ir
    Xo dia 5 do crtenle a larde, Q
    desappareceu o pardo Joao, liio Q
    de Manoel dos Santos, o qual re- i'.t
    Sdia na estrada de lleleiu, e esta-
    va trabalhando como servente de
    pedreiro, na Capunga ; tem nove
    y*r
    f
    anuos de idde c nao ns repre- i.:
    senta tei por ser pequeo, eslava S;S
    vestido com camisa demadapolio,
    Oabaixo assigna lo vendeos seus felizes
    bilhetes, meios, c quartos sen loda quanlia
    de morooo rois para cima, dinheiro a vista,
    icios precos abaiso mencionados, na roa da
    Cadeia do Recife n. 45, esquina da Madre de
    leos :
    Bilhetes 5-100 recebe j:000
    Meios 25700 d 8:5009
    Quarlos 19350 a 1:2505
    Por Salusliano do equino Perreira,
    Jos Kortunato dos Santos Poilo.
    Na noile ultima de abril do eorrenle
    auno, do engenho Cabeleira, fugio uma es-
    crava do absixo assignado, cuja rscrava de
    nome losepha, idade 25 a 30 anuos, tem os
    Signaes seguinles : he caiira um tatilo escu-
    ra, altura regular, clieia do cor,io, delitos
    lima los, olhos um lano morios, nariz cha
    lo, lem encima do 11 '.> dos hombros vo'tan-
    do para cim-. da pa.um on dous calombinhos,
    cara Teia, os ps um tanto tortas para den-
    tro, e mullo regrisla, as pernas grossas, e
    cabelludas, tem algutnas habilidades, por
    isso roga-se as autoridades policiaes e ca-
    pitaes de campo, ou qualquer pesso quo a
    encontrar, a mandem prender e levar a rus
    Direita, becco da Peona, taberna do tntonio
    Pintotfagalhes, ou no cugen 10 Cabeleira,
    que sera generosamente recompensado.
    M Inas Per reir de Mello.
    Ausenten-se o cscravo cabra, de nome
    Ouaric, idade \0 annos, estatura baixa, cheio
    do corpo, o signal mais visvel, he ter o dedo
    mnimo do p direilo, atravessado por cima
    do immodialo ; gratilica-se bem a quem o
    pegare evar a ra de S. Miguel no Afogado
    n. 6, a seu senlior, Joaquim Barboza de
    souza.
    O veleira palbahote nacional I.INPO
    PAQUETE, ranilao Jos Piulo Nnnes, procedente
    lo Kio de Janeiro, \oin inelade du seu carreaa-
    uieiilo, deslina lo nos porlos indicados, para onde
    aeauira' com brevidade, recebe o resto da carga
    com o mesiiio ilMlino : a tratar com o consisnalano
    Antonio de Alenla Comes, na ra do Trapiche u.
    Ili, segundo andar.
    Pard oB'ode Janeiro.
    Segu com toda brevidade, o bem conbe-
    cilo brigue nacional Almirante, tem gratule
    parte .'a carga prompta, para o resto, passa-
    geiros e eseravos, naraoquetem ricos cum-
    ullos; irala-se com o consignatario tos'
    Joaquim Dias Fernandos, ra da Cadeia do
    i.ecifc.
    a ra o
    Kio
    (e fiieiro
    DIVERSAS
    Rendimenlo do da I 1
    dem do dia 8
    PROVINCIAS.
    26:9069342
    2:2773770
    636/336
    2:!>:i'o:||2
    DESPACHOS DE BXPORTACAO PELA MESA
    DO CONSULADO DESTA CIDADE .NO DIA
    8 DE MAIO DE 18)7.
    I'nrioCalera porliu'ueza nOlimla, Kmisdto Joic
    de Oliveira, 1:17 cainoes dore de ttoiaba.
    CanalBarca malezaCoorrierPaln Nash & C ,
    2,500accos as.ocar maseaVlda ; Saon'ders llro-
    lliers i\ C, 70 arcos anocar maseavado.
    EXPOUTACAO'.
    Genova, somaca naapaahtili Maria Molieras,
    de 171 toneladas, enndurin o lefiuinle : 188 cnu-
    ros seceos salgado, I,Ion saceos com 7,00(1 arrobas
    de assocar.
    Parahiba do Norte, lancha bra.ileira rrConceio
    segu com brevidade o veleira brigue nacio-
    nal liamiio ; tem parte da carga prompta :
    para o resto, passageiros c eseravos a fete,
    para o que tem excellentes commodns, tra-
    ta-se com o consignatario Jos Joaquim
    Dias Fernn les, ra da Cadeia do llecife.
    apompan
    :
    a
    v >or lauf-
    iiavt- lnig!i -l5r>iSi.eii'<4.
    SSOCI&Q&O'
    TVPiMR\psiic\ ramncLu
    O I."secretario faz publico, que h a de le
    lugar (do:;, i ligo das 7 para as 8 horas da
    manliSa, no hospicio de Nossa Senhora da
    Penha, uma missa solemne em honra de s.
    Joo Anle-portam Lalinam, padroeiro da
    mesma.
    Vende-so um escravo mulalinho, de
    idade de 9 a 10 anuos : na ra da Cruz u. 62,
    a tratar com Antonio Francisco Marlins.
    - Frederico lobiliard relira-se para Eu-
    ropa.
    Aluga-sc um escravo bem mogo, de
    boa conducta, para bolieiro ; alugam-se
    lambem 3 escravas muito mocas e sem vi-
    cios: quem precisar, dirija-se a pracioha da
    Boa-Vista n. G sobrado, segundo anJar, de-
    fronte da niatriz, que tem botica em bailo.
    l'recisa-se alegar um prelo de idade
    para pastorar urnas vaecas, mas com a cou-
    uit;Ho de na > ser bebado, nem impossibili-
    tado de actividade precisa para tal lim :
    quem o tiver cm laes circunstancias, queira
    deixar tiesta livraria sen nome, ra e nu-
    mero, para ser procurado.
    Desappareceu no Uia G de maio, da
    porta to armazcm do Guiroares ^ Alcanfo-
    rado, uma barrica de eerveja, qua julga-se
    ser furtada ou levada poi engao : roga-sa
    a pessoa a quem fosse oll'erecida, ou que a
    O dono da taberna grande da Sol lat, a-
    visa aos seus fregueses, uuc de novo rece-
    beu urna porciio de saceos com milho hom.
    Vende-sc um mulato de 18 anuos de
    idade,ptima Ggura.excellente para pagem:
    no aterro da Uoa-Vista, loja de calcados
    0. 24.
    N3o sendo possivel ao abaiso assig-
    nado, pelo sen estado imperfeito de saude,
    despedir-se de seus amigos, o faz palo pr-
    senle, declarando que na cnlado de Lisboa,
    anude se vai tratar, mullo folgara em rece-
    ber as suas ordens, pois deseja ter oceasio
    cm que possa mostrar a estima e conside-
    rarlo, que para os seus amigos eai geral, ou
    cada um em particular lem. Jos da Silva
    McndoiiQa \ lamia.
    I'rocisa-se de um criado para o se: vico
    lano interno como externo da casa de um
    mugo Solleiro : quem quizer, dirija-se a 5o-
    ledade, ra de Joao Fernandas Vieira n 36.
    0 Sabbado *.) do curenle, s 1 horas da lar 5$
    M de, reonir se-ha o Alheen Pernainbocano ,%
    em ses-iioevlriordinana, para, em \irtude de Ti
    iS um requcriniento ailiguadl por alsuns so- $
    *t cius, tratar da reforma de llgaus artigos dos QJ
    ^ eslalolos ; nial, delerminando o arl. .~)t dos g|
    mesmo- estatutost|,ie B podar o Atneneu
    0 deliberar nrltl eiilldo, quando doas Ierras Q
    _.; parles de seos membrus, por C'Crutimo secre- qp
    a> 'o, h-siii jiil^arem conveniente, incito se 0
    3 Tar preciso i;ne os Sr*. socios nao rallen) a C
    9 Mala designada. Gs
    Vi Seirelana do Atbeneu Pernambucano, 7 0
    de mala de 1S">7.O primeiro serrelario, O
    l'recisa-se de nm hbil caixeiro, c que te-
    lilla pratica de casa de pasto, servindo da-so
    bom ordenado : na roa de llortas n. 16.
    CURSO DE DEZENHO
    DIRIGIDO POR
    ARSENIO
    I TOO
    A" OLEO,
    . GADLT
    Osabaixo assignados tem a honra de sci-
    entiflear aos amantes das bellas arles, que
    hiio aDerto um curso le desenlio em seu es-
    labelerimeuto situado na ra Nova, primei-
    ro andar do sobrado n. 23, que faz esquina
    para a ra da Caniboa : quem se quizer ap-
    plicar a esse esludo, pode procura-Ios ahi a
    qualquer hora..\rsenio I*, da Silva-Edu-
    ardo G.idault.
    EST4BLEI
    DE RETRATA!
    DE
    ABSENIO & E. GADALT
    Arseoio A E. Gadault, retratistas brasilei-
    ros, discpulos de dous insignes mestres de
    Roma e Pars, havendo-se esUbelecido no
    primeiro andar do sobrado n. 23 da ra No-
    va, qu0 faz esquina para a ra da Camboa,
    ani estarao sempre promptos a prestar-se
    aos mistares de sua profissSo.
    Antonio de Azevedo Pereira, negoci-
    aote, residente ni eidade do Aracaly, e de
    presente nesta prac.*, vai a Europa, em com-
    panhia de sua senhora, o deixou a sua casa
    no Aracaty a seu (illio Cuilherme Peieira A-
    zevedo, e ao Sr. cypriano de Moura e Silva,
    e encarregado de seus negocios nesta praca
    a seu geuro Francisco Ignacio Tinouco de
    Souza.
    .
    ,J caiga deganea mesdada echapeo *..'.
    :.S de palhinha una, levando uma toa- ;;
    n Iba dobrada e um.i cortina : re-
    sidiaem casa do l)r. Cosme de Sa'
    O Pereira : roga-se as autoridades ,.'-
    ;;3 policiaes ou i qualquer outra pea* &
    i J! a casa do mesmo Sr. Dr., ou na @
    ) rita da Cruz n. ">."). Q
    :'-.":T\.': AAja, 'i.,--, -r',.<^s.-n. .->,.-n, g> .... ,Vj9 ,;....-.,...i>j:_s-.i?-^?x8'.
    Traspassa-se o anendamento do en-
    {;enlio FRESGONDIM, na freguezia de
    Agua-Preta, moentee crtente, o qual
    anda falla quatro nnnos para se lindar,
    com todos os seus perteoces, como sejam :
    2) eseravos de.servicc, bo>, bestas, cai-
    ros, ferramenlas, e ludo mais que he
    preciso para o manejo do mesmo en"e-
    nlio: a tratar com Antonio lose Rodri-
    gues de Souza, em seu escriptorio, na roa
    do Collegio n. 21.
    Bilhetes >erdi-
    DOS DO RIO DE JANEIRO.
    Oabaixo assignado perdeu es 5 bilhetes
    ioleiros da quarta lotera -:.i S, ns 770,
    771, 77G, 338 e 5191, desden praca da Inde-
    pendencia, ra do Ouciinad-i, cm seguida a
    ra do Rangel, toman lo atravessa do Arse-
    nal de Guerra, ra da Praia, e na volla sentio dos os aiuanhos.
    PWda dos ditos bilhetes na ra larga du | Prccisa-sn do urna ama que tenha bom
    Lch-t Ir?.iJnT^ 3 PeSS!'r qUe S.,,ouver e ** c'te : na ra do caes do llamos,
    acnailo i.lendo con^ciencia r"- '..... ---> --
    AVISO
    Emilia IVittnich, neerlandeza, segu para
    Lisboa, do vapor sardo Victor Kmmanuol.
    --- Fugio do engenho Cajabussuziuho des-
    triclo do Cabo, no dia 19 de abril lindo, um
    escravo de nome Damiao, mulato, idade 30
    anuos, estatura baixa, barbado, levou ves-
    tido camisa azul, calca de riscadinho : roga-
    se pois as autoridades competentes a captura
    do mesmo : qaera o apprchender e levar ao
    engenho cima, sera generosamente recom-
    pensado.
    Na ra Augusta, taberna n. I, por bai-
    xo do sobrado que foi de Jos Maria, ven-
    dem-se queijoe dosertao de Serid, muito
    frescos, a libra a 5(0 o inleiro 5*0,teu, de to-
    . fura o obsequio
    reslitui-Ios. quesera graliliradn : corto de
    que desis j estilo prevenidos os Srs. caule-
    Iislas e mais pessoas interessadas oeste ra-
    m de industria, a nao fa/er.em qualquor
    IransaccSo, caso depois da chca 'a do mps-
    mo vapor do sul trazando as listas, lenham
    obtido algum premio Prevenin io-se assim
    lambem ao respectivo tlieso ireiro O Sr. Joo
    Pe 1ro .a V'eiga, para ijue os uo pague se-
    ii3i> ao abaixo as>iynado. Petnambuco 3 de
    maio de 1857. J.is Ensebio Alves da Silva.
    ireci-a-sealugar uma mulher que sai-
    ba cozer e engomniar, para cisa de uma fa-
    milia ingleza : quera estiver ueslas circums-
    laucias, pede dirigr-se em BemGca, Pa-sa-
    gem da Magdalena, ilas 4 horas da larde, as
    10 da manna, no sitio onde mora Eduardo
    Keulon ou no llecife, das 11 horas da ma-
    DhSa, as J da tarde, casa de James Crabtree
    c Companhia, rna da Cruz n. 42.
    Aviso
    Osdonos da fabrica desahito dos Afoga-
    dos, tem o seu deposito na Iravessa da Sen-
    zalla Velha. por detraz da loja dos Srs. Cu-
    uli /i Amorim, anude continua-se a vender
    superiurfabao amarello, prelo, e cinzento,
    por menas do que om outra qualquer parte :
    a tratar no mesmo artuazem, ou ua ra da
    Cruz n. 39, taberna.
    Prccisa-se aiugar unn prtta que saiba
    COZnhar eengonmar o diario de uma casa,
    o comprar, para uma casa que a familia sao
    tres pessoas : quem a tiver, dirija-se a ra
    sobrado de 2 andares, no primeiro andar.
    I'urtaram em dias de abril prximo
    passado, do engenho Guerra, sito na fre-
    guezia do Cabo, um poltro rugo, de roda,
    ferrado nasduas ancas, e na p com o ferro
    r.{, sendo com este ja oito cavallos que ur-
    lum no mesmo engenho, por isso pede-seas
    autoridades policiaes, a apprehensSo do di-
    tos cavallos, ou a pessoas a auein forera offe-
    recidos, que alui de agradecer, se gratifi-
    cara generosamente, sendo entregues no
    mesmo engenho a Francisco Lins Paes Br-
    relo, ou no llecife em casa do Manoel Alves
    Ferreira, no largo da Asscmbla. casa n. 12,
    segundo andar.
    Na ra Nova n. 17, precisa-se de uma
    pessoa queentenda de cozinha, para uma
    casa de pequea familia.
    """ ,)a-se dinheiro a juros mdicos, com
    penhores : na ra da Praia. por cima da ly-
    pographia, segundojandar.
    Precisa-se de um feilor para sitio :
    no sbralo da ra da Cloiia n. 7.
    .""" Oflerece-se um homem j bastante ha-
    bilitado para feitor de engenho, e tambem
    um administrador com a precisa capacida-
    de pura o mesmo lim: porlanto, quem do
    seus prestimos se quizer utilisar, dirija-so as
    Cinco Ponas n. 71, ou a taberna de Curjau'
    de baixo, que achara com quem tratar.
    Ao Sr. Manoel do Nascimento ltodri-
    gucs Franca, pede-se o favor de apparecnr
    na ra do Crespo u. 19.
    Na primeira audiencia do Sr. Dr. juiz
    da Santa Cruz, casa terrea n. 22, ou ni Ca- m.UI,|cipal supplente da segunda vara, cscri-
    punga i\ova no silio da Sra. viuva Cardeal. |J0 l-unha lera ftigar a ultima praca dos
    Andr llenriiue Wiimer taz uma via-1 ls !;c,IllloraiOja|,FrHiicisco Jos Itelem.por
    r;"> doSjajTde'-'
    HibeTo, se
    gem a Europa,
    sua senhora, um
    i lade.
    o am sua companhia jj,^^00
    eiros do finado Antonio
    ilhoe uinalilba de menor'J,"rluus l'leir> sendo objectos de ouro e
    ; prata, eseravos, e um sobrado de 2 andares
    iJII li^Tff TAI. TAvT-att t\a ns'"" u tordorniz n. 4, avaliatlo em .
    DlLililLiLj k L'JlLAi DO *:')cars-,u,na,"orada,lecasaterrenarua
    n\t,i MI itrnaa SeMl' Veltla 6, avallada em 2:0005.
    UO DE JNEIBO | os altos da casa do sobrado de um andar,
    Moje Sache^ro'vfoorKl, Victori-! %$% d''adre A1anJre- ^aliado em
    UC Fvbelon C Lofteria
    5
    r
    *
    !
    Corre hoje > de indo.
    3. ., Layme.
    Sabbado, 9 do crrante, as 4 horas da
    larde, na porta da casa da residencia do Sr.
    Espara-ae de Ilainburso o vapor iirIpz GOLDBN
    i* I.Iil'.I.E, e il'p.is da dcntiira do cu>lurnc aeauira'
    -'P.",a.1"1"- IjaannancUda para o dia t, aaa que r
    FRONTISPICIO 1)0 CAItMO. | pode ter lugar, por nao ter vido audien-
    Os encarregados da fesla da Senhora do ;cia. umen
    Carino, erecia no frontispicio do mesmo I JoSo Fernandes Prente Vianna vai a
    convento, convida aos senlioresprocurado- j Europa seus negocios, o durante a sua au-
    I _3 O til
    J
    c
    a compareceretn no domingo,
    no paleo do Carmo, primeiro
    es Simplicio Rodrigues Cara-pello, Uanocl isencia, deixa na gerencia de sua eaaaeom-
    ose de oliveira, Hermenegildo Jos de l-lmercial, oSr. Joo Jos iheiro Guimares
    antera, Jos Cecilio Luiz de Albuquerque, e seu cunhado o Sr. Francisco Ignacio Ti-
    lo do corren- nouco de Souza. e c uno seus bastantes pro-
    iiro andar do curadores, os Srs- llenry Gibson, Jos Anto-
    sobrado n. 9, para se tratar da dita festivi- nio Bastos e commenda'dor JoSo Pim
    dade. Lemos.
    de
    anta res.
    Precisa-se de uma ama para coziohar
    levassopor engao, ou que saiba noticia, i juiz de paz do segundo dislrieio de Santo
    dirlja-se a ra Diieita, laberna n 8. Antonio, se lulo do arrematar varios movis,
    L'm rapaz solleiro, rom liabilitacoes; eiilre os aoaes. una claiiuela de chava a i
    precisas por ter sido do malo, e lem toda nm erucilixo de ouro. pcnhr.dosa F.rm^mo!?"'"'P^*r,-,,,r,,-"!'e-a l0jai1, 3' Pr0Xim
    praiica da servieo de campo, e da fianca a Jos do Espirito Sanio, por execuc.3o de '
    sua conducta, ofTerece-se para admiuisliar Joo de Oliveira Lima.
    qualquer engenho insta ou em outra pro- precisi-so alugar uma prcta escrava,
    vmcia : quem de seu servieo quizer ulilisar-i uma ama loria e uin criado para casa de
    SO aonuncie por este Diario, ou procure no pouca tannlia : na ra atraz da
    Naruade.lo-tasn.16, lornece-se almo- %~TltoS*?!"*"* ^** :
    a.8menftoUhmn KTfSSSStSt! WtfSttZJf~ ^ a
    norrq;-seSmmarmCaSa ^"r^fflSSSSST""
    i -- i racisa-se alugar uma escrava de meia
    /n ,Jade> Para cozinln, e vender na ra na
    Laiocciro. | ***.-. narua-
    DE MITO BOSS GOSTYS E
    BARATO
    Vendem-se muito ricos jarros de porcelana
    para dores, ricos pares de Clungas para Ci-
    ma 'e mesa tambera de porcelana, tinleiros
    J.e muilu goslo, e paliteiros. ludo de porce-
    lana e por preco que uo deixar de servir
    continuar o gyro do estabelecimenlo de cal- a qoem gosti do que he hom. na ra do
    cados e perfumaras, sito no aterro da soa- iJueimado, m bem couhecida loja de miudc-
    Visla n 14, sob a una de Viuva Dias Perei- zas da boa lama n. 33.
    ra A Pinto, sendo encarregado de loda a ge- Compra-ae etTectivamearte bronze, la-
    rencia o administraeo o socio Piulo. Uo e cobre vellio : no deposito da fumcao
    Precisa-sa alugar urna mulher honesta da Aurora, na ra do llrum, logo na enlra-
    paraengommarroupadacasade uma fami- da n. s, e na mesraa fundicao, em Santo
    lia, e zelar o bem estar de urna menina tie Amaro
    20 mezes, nico servieo a i restar : quem se
    quizer prestar, dirlja-se a loia n. 3.
    ao arco de -Santo Antonio.
    Gratiiea-se coui
    Procisa-se de um pequenn para caixeiro
    de loja de calcado: no aterro da Boa-Vista
    ii. 14, que tenha rauca de negocio, e abone
    sua conducta.
    - l). Hargarida Rodrigues Pereira, viuva
    de Joaquim Jos Dias Pereira, SCienlifica ao
    publico, ecoin especi ida le ao respeilavel
    corpo no commercio, que tem feita socie la-
    de com o Sr. Amonio Rodrigues Pinto, ara
    10,000.
    IleGiiaria de
    Fiar da V irluile-. .le 2l lenalada, ean lofW o se- i para Baha e ido da Janeiro : para ."rclss oo paaia-
    uinle : 5jj vulomes getieroi ealraugeiros, 6 cai- K*irus, no riual lem eu'lleiiiea cotnmudos, liila-ie
    " rP I com n agentas, o ral Ua Cruz o. 4.
    aterro da Boa-Vista, fabrica do charutos n.
    77, que se dir quem pretende
    Precisa-se de uraa ama que saiba co-
    Boa-Visla n. 16.
    ba-se dinheiro a juros cm pequeas
    quantias, sob penliores de ouro : quem pre-
    Zinnar; na ruada Praia n. 51, segundo an- cisar, dirija-se a iravessa do l'eixolo, casa
    uar- I n. 36.
    A pessoa queachou um trancellim finoe
    matriz da urna lunr-ta, ludo de ouro, ten o sido perdi-
    da da Capuoga n ra da Cadeia de Sanio An-
    tonio : queendo restitu- a dirija-se a ra
    do forres n. 38, primeiro andar, que ser
    recompensado com a giatificaco
    mencionada.
    >.ego& B;u reto, no Mn"
    teiro*
    No deposito desta refinaria, na ra da Ca-
    deia du llecife n. 30. ba sempre assucar re-
    finado de superior qualidade, tanlo em p
    cima como era lurres e em p3es, por preco mais
    commodo de que em oulra qualquer parle.

    MUT1LSDD"
    . .

    ILEGIVEL
    .
    !




    UIAKIODE PERNAMBUO, SABBADO 9 0EAIOM DE 1857.
    MOMIAS PUECIOSAS-j>>
    r&
    *
    ?
    Adereco, d anillante,
    diamante* f prrolas,pol-
    eirni, alfinele, brincos *
    t rozelasAbolue* e annaii *
    de dilTerentei (tosise.le 2
    diverjas pedral de valor.
    Ra do Gabuga' n. 7.
    s ---------------- I
    I
    tumo E PftATA
    receUera por
    ro-
    Compram, vcnrlrm ou
    troram prala, ouro, bri- J
    lliaiites.iliamanleseptro- ?
    las, e oulras quae joiasde valor, a dinheiro *
    un por obras.
    | dos os v;|); res da Illa
    ropa as obras io raais
    moderno ^\s.o, tan-
    to de *> nca co o
    i Aderezo completos de *
    B iiuru, ITIeloUllilOS, pulf'ri-
    ras, alfineles, brincos e i
    V roletas,cordoes,trance- *
    . Mus, iiiedalhas.correiile !
    e oTifees para relogio, e 35
    "... outroMiiuitosobjeclosde 1
    i ouro. __
    -:
    Apparclhos completos, i*
    gj de prala, para cb, lian-
    >- dejas, salva, ca-li(aes, *
    /j colliere.le sopa edcch, ,*"
    j e muilos outrur objeelos ?
    V de prala.
    **. '*' .*:.?,'

    de Lisboa, asquaes se vendem por
    pre$o eommodo como costuniam.
    C0HSLT0R10 HDIEOPiTHICO
    1)0
    rw
    Onde seacham sempre os raais acreditados medicamentos, tanto cin tinturas como
    em glbulos, e preparados como matar escrpulo e por procos bastante commodos :
    HUECOS FIKOS.
    tubos grandes. .
    Botica d
    ita de 4
    Dita de 36
    Dita de 48
    Dita de 60
    10/000
    155000
    205000
    255000
    305000
    15000
    25000
    Manual de medicina homeopalhica 'le Dr. Jahr com o dic-
    cionario dos termos de medicina .........
    Medicina domestica do Dr. Heury.......
    Trata ment do cholera morbus.........
    Repertorio do Dr. Mello Moraes.....
    D
    <
    1) 1)
    Tubos avulsos a .
    Frascos de tinlurradcmcia onca.
    Attcnco
    l. C. Yates & Companhia: estabelccidos
    no Itio do Janeiro, na rua do los,'icio n. 40,
    vendo um annuucio publicado em urna das
    fulbas de Pernambuco pelo Sr. Bartholomeo
    K. de Souza, preveumdo ao publico que o
    verdadeiro xarope do bosque so elle he
    quera vende,preveniaios ao mesmo publico,
    que o nosso xarope he rcmellido do Itio de
    Jrneiro pelos cima proprietarios ao Sr.
    Matioel Alves Guerra, e este senhor fez o de-
    posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
    Jos da Cruz Santos, na rua Nova n. 53, ni-
    cos por nos autorisados para venderem o
    nosso vordadeiro, e niais prevenimos aos
    senhores consumidores, que ha perlo de 5
    aonos os rotlos collados as garrafas sao
    assignados por Henry PriQS, como procura-
    dores dos cima proprietarios. Rio de Janei-
    ro 13 de Janeiro de 1857.
    Bartholomeo Francisco de Souza, len-
    do o aununcio dos Srs. R. C. Yates & Com-
    panhia no Diario n. 17, em que diz ser s-
    mente verdadeiro o xarope de bosque que
    .se vende nesta cidade na pharmacia do Sr.
    Jos da Cruz Santos, onde fez deposito o
    Sr. Manoel Alves Guerra, que recebeu dclles
    proprietarios, declara ao publico, que nao
    itavida seja falso o xarope de bosque que
    tamhem vende em sua botica, mas assevera
    que elle he comprado aos mesmos Srs. R.
    C. Yates & Companhia, do Rio de Janeiro,
    como provam os documentos abaixo :
    RIO DE JANEIRO 8 DE AGOSTO DE 1856,
    O ir. Bartholomeo Francisco de Souza
    comprou a R. G. Yates & Companhia :
    4 duzias do garrafas com xarope
    do bosque a 543000.........2165000
    6 duzias de 1|2 garrafas com xa-
    rope do bosque a 275000......1625000
    Rs. 378O00
    l.eeebi o importe cima, do Sr. Antonio
    loaquim Vieira de Garvalho. Rio de Janeiro
    ' de agosto de 1856. Por R. G. Yates &
    .oinpanhiaJos Paulino Baplisla.
    liucouheco vordadeiro o signal supra. Rc-
    t-ifa 8 de agosto do 1856.
    ni lo de verdade.
    Manoel Hilario Pires Ferriio.
    RIO DE JANEIRO 18 DE 1EVER1TRO DE
    1857.
    Os Srs. Constantino Gomes de Faria & Fer-
    reira compraram a R. C. Yates o; Compan-
    hia :
    4 duzias de garrafas com xarope
    do bosque a 545000.........216/000
    6 duzias de l|2 garrafas com xa-
    rope do bosque a75000......162/000
    Rs. 3785000
    Recebemos o importe. Por li. C. Yates &
    Companhia\V. G. Corwartt.
    Nos abaixo assignados declaramos que
    compramos o xarope cima para oSr. Bar-
    tholomeo Francisco de Son/.a, de Pcrnam-
    liuco, em virludede sua ordem de 3 do cor-
    rele. Rio de Janeiro 18 de fevereiro de
    1857.Constantino Gomes de Faria & Fer-
    reira.
    Ileconheco ser verdadeiro o signal supra
    de Coustantino Gomes de Faria At Ferreira.
    Eio 18 de fevereiro de 1857.
    Km f de verdade.
    Pedro Jos de Castro.
    SEGURO CONTRA FOSO.
    Companbia Alliance.
    Esubelecida cm Londres, em marco de 1324.
    Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
    Saunders Brothers & C, lem a honra de in-
    I ornar aos Srs. negociantes, pcoprietarios de casas,
    a quem mais eonvier que esBo^nlenamente au-
    torisados pela dila companhia par4*effeciuar segu-
    ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos d
    tjlha e igualmente sobre os objeelos quecon.tverem
    os mesaos edificios quer consista em mobilia ou
    iM (alendas de qualquer qualidade.
    JOHN GATIS,
    corretor geral
    E AGENTE DE LEILO'ES GOMMERL1AES,
    n. 20, rua do Torres,
    PKIMEIRO ANDAR,
    praca do Corpa- Santo
    MECHE.
    O Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
    co, que mudou sua residencia para o seu si-
    tio na Passagem da Magdalena, que lica ao
    uorto da estrada entre a ponte grande e a do
    Chora-menino, e ani lem preparado urna
    casa de saude com todos os commodos para
    o tratamento do escravos, cujos senhores
    residan) tara da praca, ou "que nao os pos-
    sam curar em suas proprias casas : quem
    para isto quizer-se utilisar de scus servicos
    mdicos, que serio desempenhados com o
    maior zelo, dinja-se ao pateo do Carmo n.
    9, primeiro andar, ou no referido sitio da
    Magdalena. Preco2/000 diarios -exceptu-
    ando conferencias, sanguesugas e opera-
    res.
    *) Joi>" da i",y!' amot, medico pela un-
    versidade de Goimhra, mudon stia residen-
    205000
    101000
    2/000
    6*000
    Ama.
    Precisa-so de urna ama para casa de pou-
    ca familia, que saiba cozinhar, e engommar,
    com toda a perfeieJJo, o paga-so bein : na
    rua doGcllegion. 15, armazem.
    - Precisa-se de urna ama para o servico
    interno de urna casa, e mandados rua : na
    rua Augusta, penltimo sobrado mao di-
    reita, pi-rto do chafariz.
    Precisa-sedcumaama para criar um
    menino, tendo a mesma bom leite : na rua
    larga do Rosario n. 35, loja de miudezas,
    achara com quem tratr.
    Na rua do Collegio, o Sr. Cypriano Luiz
    da Paz; no atorro da Boa-Vista, o Sr. Jo3o
    Ferreira da Luz ; na padaria do Sr. Rciriz,
    dirao quem da quantias de 400, 500, 600
    700, 8U0, 900, 1:000/000, o mais com hypo-
    theca em casas terreas: assim tambem
    quem vendo um preto velho sem molestia e
    vigoroso, e o motivo so dir.
    Arrenda-se ou vende-se um sitio junto
    a matriz da Varzea, com casa de vivenda
    grande, e bastantes arvores de fineto, bein
    como larangeiras, cafezeiros, e outros : a
    fallar na rua de llortas, sobrado n. 2, segun-
    do andar.
    Aluga-se o armazem de 3 portas, sito
    ra rua da Praia, pertencento ao patrimonio
    da ordem tercaira de S. Francisco : os pre-
    tcndetitcs dirijam-se ao largo do Carmo
    n. n. ii.
    Precisa-sede um perfeito 'cozinheiro :
    em casa do Dr. Sabino Olegario Ludgcro Pi-
    mo, rua de anto Amaro (Mundo Novo) n. 6.
    l)-su a quantia de 50 a 2005 a juros
    com penhores : na rua Nova n. 12, loja, dirl
    se-ua quem da, das 11 horas do dia as 2 da
    tarde.
    Continu'a a estar rugido um cabrinha
    de nomo Manoel, do dale do 16 anuos, ten-
    do falta do tim denle na frente ; assim co-
    m > tem urna cicatriz na testa quasi junto ao
    cabello, preveniente de um coucc de caval-
    lo : quem delle souber, dirija-sc a rua Ve-
    Iba n. O.
    y*
    AO MILICO.
    No armazem de fazendas_ baratas, rua do B
    Collegio n." 2, ?
    vende-se um completo sortimento de fa- J-t
    zendas finas grossas, por mais barato
    precos do que em outra qualquer parte,
    tanto em porcoes como a retalho, affian-
    cande-se aos compradores um s prego
    para todos: este estabeleciraento abrio-se
    5 de corubinago rom a maior parte das ca-
    sas commorciaes. inglezas, francezas, alie- n
    maos e suissas, para vender fazendas mais 3f5
    em conta do que se tem vendido, e por isto JX
    ollerecem elle maiores vantagens do que jk
    oulro qualquer; o propietario deste im-
    portante estabelecimento convida todos ^
    os seus patricios, e ao publico em geral, **
    para que venham (a hem dos seus inte- Jjjs
    resses) comprar fazendas baralas: no ar-
    mazem da na do Collegio n. 2, deAn- ^
    ionio Luiz doi Santos & Kolist.
    Lotera
    Provincia.
    CORRE BOJE
    O abaixo assignado anda tem um resto
    de seus felizes bilhetcs, moios e quartos da
    quarla parte da sexta lotera do Cyninasio
    Pernambucano, as lojas docostume.
    I'or Salusliauode quino Ferreira,
    Jos Fortunato dos Santos Porto.
    D. Isabel Celestina Rodrigues llalli a v,
    viuva de James Halliday, e Francisco Gon-
    Calvcs Netto, como administrador de sua
    mulher, e tutor dos menores lilhos do mes-
    mo finado, scientilicam ao publico e com es-
    pccialidadc ao respeitavel corpa do com-
    nicrcio, que a casa commercia! existente
    nesta cidade, sob a firma James Halliday &
    Companhia, continua em liquidado, sendo
    encarregado de toda a gerencia e adminis-
    Iracflo, o ex-socio do finado, o Sr. lzidoro
    Bastos de Olivcira.
    AMA DE LEITE.
    Precisa-se alugar urna ama que tenha hora
    leiic, e de boa conducta, Torra ou captiva :
    no atorro da Boa-Vista, loja de bilhetes n. 56.
    Pede-se ao Sr. que tirou una porco
    de ouro na rua das Trincheiras n. 14, que te-
    nha a bondade de o entregar, o o nao fazen-
    do, ser o seu nomo declarado pelo mesmo
    Diario.
    r,0mvm.>
    s de car-
    ii
    Vende-se na rua Dircita n. 95, velas de
    carnauba fabricadas na torra, milito liem
    feitas e do iodos os lmannos, 6, 8, 10 e 13
    em libra, pelo diminuto prego do 12? a ar-
    roba, sendo os freguezes servidos com
    promptdSo de toda e qualquer porgo que
    quizerem.
    Vende-se, permuta-se, ou arrenda-se
    por menos de metade do seu valor, nm sitio
    de trras, com sodrivel rasa de vivenda. de-
    nominado Aguazinha, em Reberibe, pouco
    adianto do porto da Madera, lem abundan-
    cia de trras para plantas, c pasto a solta pa-
    ra gado e algum alvoredo : os proteiidentos
    tratem na i na do Vigano, no tereciro andar
    da casa n. 19.
    -- Vende-se doce de goiabn, o mais fino
    que tem viudo a esta praqa ; vista o dir ;
    na taberna do Sr. Porto, no aterro da Boa-
    Vista, defronto da matriz.
    CHALES DE MERINO'
    de muito bom gusto, lisos, bordados o de
    barra ; vendem-se na rua do Crespo, loja
    n. 19. J
    --- Vende-se um mulato de 20 a 22 anuos,
    ptimo pagem, sem vicios ncm achaques, c
    lem officio de alfaiate, prefore-se a venda
    que for para tara da provincia, ou para o
    sul ou norte tiesta mesma provincia : na rua
    da Guia n. 61, segundo andar.
    Superiores quei-
    jos.
    Vcndem-se queijos muito novos, chegados
    pelo ultimo vapor vindo tic llamburgo, pelo
    barato preco do 1540 : na rua Direila n. 8.
    RllH
    do
    Qtieimado n. I
    - Compram-so travs de 25 a 35 palmos
    de comprimento, c palmo de grossura : na
    livrana da prara da Independencia n.6e8 gueirp
    Compra-se urna cabra costumada a
    criar menino : na rua de S. Francisco, so-
    brado n. 8, e na livraria n. 6 e 8 Ja praca da
    Independencia.
    Compra-se cITectivamcnle na rua das
    Flores n. 37, primeiro indar, apolices da di-
    vida publica e provincial, accocs Jas compa-
    nhias, e da-se dinheiro a juros, em grandes
    e pequeas quantias, sobre penhores.
    Compra-se um escravo pelo, mari-
    nhcro : na rua da Cruz, cscriptorio de An-
    tonio Luiz de Oliveira Azevedo', n. 1.
    Gompram-se palacoes brasileiros[o
    hfspanhocs a 2020, e moedas de ouro de
    I65O0O com meio por cento de premio : na
    rua da Cadeia do Rccife, loja de cambio
    D. 38.
    Sttttatt*
    SYSTEMA MEDICO
    HOLL WAV.
    PI LULAS HOLL WAV.
    Este incstimavel especifico, composto in-
    teiramcnledehcrvas medicinaes, nao con-
    tem mercurio, nemalgiima outra substancia
    delecteica. Benigno a mais tenra infancia
    e a comp eico mais delicada, he igualmen-
    te prometo e seguro para desarraigar o mal
    na complejo mais robusta : he inteira-
    mente innocente em suas oporacos eefTci-
    los ; pois busca e remove as doencas de
    qualquer especie c grao, por mais antigs e
    lunazes que sejam.
    Entre milhaies de pessoas ciirfdas com
    este remedio, mu.tas que ja estavam s por-
    tas da morte, preservando em seu uso con
    scguiram recobrar a saude e forcas, depoi
    de haver tentado intilmente tolos os ou-
    tros remedios. u
    As m5is aillictas nHo devem cntrocar-se a
    desesperacao; facam um competente ensata
    c^,e"eCrS,e,rell0S dcsU "hombros, med -
    saude. P recuperarao o beneficio da
    N3o se perca lempo em tomar este rcme-
    dio para qualquer das seguimos ei.rcrn.da-
    Acctaentes epilpticos Pebres intermitientes
    Al et bou o cilimo.
    Na livraria da praca da Independencia n.
    6 c 8, vende-sc o niethodo facilimo para
    aprender lcr, novamciile impresso e aug-
    mentado, por mil reis.
    I-.A ESTItEITA DO ROSARIO N. 11.
    Vendem-se caixas com tmaras a 7ors.,
    queijo londrino a 4oO rs. a libra, dito de pra-
    to a 720, dito do sertio a 560, dito de qualhn
    a 400 rs., lalas de 2 libras com massa de t-
    malo a 19800, e outros gcncros.quc s vis-
    ta dos compradores se l'ara o preijo.
    Vendem-se superiores uvas muscaicl
    a 13000 a libra : na esquina da Gamboa do
    Garmo n. 46, taberna.
    Vende-se na rua da Cadeia do Santo
    Antonio n. 8, casa terrea, muito superior
    Jacaranda, tanto em porqOescomo a retalho,
    ludo a vontade do comprador, trastes de to-
    das as modas modernas, tanto por venda co-
    mo por aluguel; assim como junco de su-
    perior qualidade ; os preteudenles podem
    dirigir-so a dita rua e casa, a qualquer hora
    do dia.
    Vcndem-se 3 escravos crioulos,#)nitas
    figuras, de idade de 11 a 20 anuos, 1 crioula
    do idade 18 annos. bonita figura, com boas
    habilidades, 1 mulata, 1 negra e I negrinha
    de idade de II a 20 annos, 1 serava boa co-
    zinheira e vendedora, de boa conducta, de
    idade 30 anuos : na rua de Aguas-Verdes
    n. 46.
    Milho em
    Querendo acabar cora as seguintes fazen-
    das, resolve-so a vende-las pelos pregos mais
    commodos possiveis :
    Chitas escuras celaras, fixas, a 160 rs. o
    covado.
    Cortes de cassa de barra a 2?fl00.
    Ditos to dita sem barra a 1/600
    Cassas rrancezas fixas a 440 rs. a vara.
    Ditas de quadros para babados a 19600a
    peca.
    Alpaca de quadros com lio do seda a 400
    rs. o covado.
    Atoalhado com 8 palmos de largura a
    19900 a vara.
    Lencos brancos com barra, para mao a
    100 rs. '
    , Rscatlo francez a 220 rs. o covado.
    Madapolao com toque de avaria, do diver-
    sos procos.
    Vendese
    na rua das Trincheiras n. 1, loja de tartaru-
    2,000 o tantos chifres de boi,
    arnaiiba
    Chapeos de fel-
    tro e bonet de cabello pa-
    ra meninos.
    Vendem-se ricos chapeos de teltro para
    meninos, cufetados com lilas e plumas, pe-
    lo baratiobo preco de 39500, bonetes muito
    lindos de cabello a 25 rs.
    mailo, na bem conhecida
    n. 33.
    Charutos
    na
    le
    veo

    leiii-se
    Astley
    llins e
    na rua to Quei-
    loja da boa lama
    de Ilava-
    em i'asa
    C.
    re
    eg'iofl.
    SBLLINSe REl.oi.IOS da patente
    Ingle : a venda no arma/.tm de
    Revirn Bunker i\ Compendia, es-
    quina iln larao do Gorpo Sanio Ho-
    mero 1S.
    EIAS Pr ETAS BE LA
    e algodao
    a 10.9000
    Vende-se carnauba a 10-000 a arroba, em
    porcSode urna arroba para cima : na rua to
    Nogueira n. ai.
    Ve'as superiores.
    Vcndom-so velas muilo superiores a 14.?
    rs. a arroba ; he cscusado tecer elogios,
    poisquem comprar urna vez saliera da rea-
    na rua do Nogueira n. 21.
    lidade
    Alporcas.
    Auipolas.
    Areias imal de).
    Aslh raa.
    Clicas.
    GoiivulsOcs.
    Debilidade ou exto-
    nuaQao.
    Debilidade ou faltado
    tarcas para qual-
    quer cousa.
    Desinteria.
    Dorde garganta.
    de barriga.
    nos rins.
    Dureza no ventre.
    Bnfermidades no ven-
    tre
    Enfermidadcs noli
    do.
    Ditas venreas.
    Enxsqueca.
    Herysipela.
    Febres biliosas.
    da
    Febreto da especie.
    Cotia.
    Ilemorrboidw.
    Hydropisia.
    Ictericia.
    Indigostocs.
    luflammaces.
    Irregu la ri da des
    mensiruacao.
    Lombrigasdetoda es-
    pecie.
    Mal de pedra.
    Manchas n cuts.
    Obstruccfio do ventre.
    I'htisica ou consump-
    Cio pulmonar.
    Reteucflo de ourina.
    ribeumatismo.
    Symptomas secunda-
    rios.
    Tumores.
    Tico doloroso.
    Ulceras.
    saceos.
    Na taberna da rua de Santa
    n. 0, (denominada (jueimada),
    urna grande porgo de milho,
    vende por preco muito barato.
    i
    ", ?',? cla rua rtu ''-^UK Para a rua Nova n. *ff
    Vi? "' seau.tlo amlar, sohradt
    lo. e al.i cuolina a rereber, das S as 10
    ido do Sr. Dr. Nel- j0
    ..reher, das S s 10>,
    hura da manliaa, e das :i rs 5 da tarde, as -'
    W peisoas que o tpieiram consi.llar. "..';
    - lie chegado a loja do l.ecomto, no aterro
    da Boa-fista n. 70, o excellcntc leite virgi-
    nal de rosa branca, para refrescara pello, ti-
    rar pannos, sardas o espinhas, igualmente o
    afamado oleo babosa para limpar e lazer
    crescor os cabellos, assim comopti imperi-
    al do hriodcFlorenca para brotoeiaa eas-
    peri.lades da pclle, conserva a frescura e o
    avelludado da primavera da vida.
    A fe r i cao.
    Seientiflea se a quem eonvier, que a revi-
    sao de pesos, medidas r- balances, principia
    do 1. to correte a (indar na ultimo de ju-
    nho : na casa da aferigao, no pateo do Ter-
    co n. 16.
    -. -..- ufvmf ti-- '<.*-..;..,..;.,-,',
    DEHTISTA fRIICEZ. g
    ^ Paulo (Higaag dculisl, rua Nova n. i| : '.'
    '... na mesma rasa lem agoa e p tlenlrilice. (
    Precsase de um caixeiro com platica
    de taberna : na ruu do Rangel n. 11.
    o
    .Venreo'mal.)
    Vendem-se estas punas no esubelecimen-
    df 1^**. n: 8*4. StrandV"TL
    loja de todos os boticarios, droguistas e on-
    jras pessoas encarregadaa de sua venda cm
    toda a America do Sul, avana eHcspanh
    Vendem-se as bocctmhas asoors Cada
    nina dolas conten urna instrucc5o "cm por-
    tuguez para explicar o modo de se usar Jcs-
    tas pillas.
    O deposito geral he em casa do Sr. Soum
    Pharmacculico, na rua da Cruz u >> cm
    Pernambuco. *
    Uiliietesde visita.
    Gravam-se e imprimem-se com perfciclo bilhetcs
    de viila, ledras de commercio e lodos O objeelos da
    arle ealifrraphic, rndslros, vudielase quaesquer de-
    senlio*. Abrem-se lirmas, sineles, lano a lalbo do-
    ce como em relevo, ornamentas com objeelos de ouro
    c prala. Fazem-s* riscos linios e originan para
    bordados de labjrmllio. Atlmilie-se a recusa de
    qiia.sqner drsles objeelos no ca-n tle nao licarem a
    conteni das pessoas que os euror.iiiiendarein : que
    nrelendcr dirija-se a qualquer dcslcs lua.res : no
    hdirro do Itccife. rua ta Madre de Dos n. :i_>, pri-
    meiro andar ; em Sanio Antonio, na livraria rlassir
    do.pateo do ColUpo ,,. -j (;incu |>0||USi suLra.
    lo da quina oonfronle a malri nova.
    - Precisa se de tuna ama que saiba co-
    zinhar, cTigummar o fazer o servio diario
    de rasa de um liomcm casado som lilhos : no
    pateo do Paraizo, no segundo andar do so-
    brado que volla para a rua da Roda. Adver-
    le-se que a ama nao tenha lilho.
    Autonio de Azevedo Pereira. cidado
    nrasileiro, val Europa, levando em sua
    companhia sua scnlioia o urna criada
    Thereza
    chegou
    que se
    Na rua Nova loja e fabrica de chapeos de Chril-
    liani & IrnMo, n. il, lem para vendar, cheudot
    ullimamenlc. os wgulnles objeelos abaixo mencio-
    nados : chapeos franenes superfinos : ditos tic fel-
    Iro de varias cores a de superiores qualidades ; ditos
    tle lonlra praloi e de cores ; ditos de ea copa baisa ; ditas de ililo, copa alia ; tlilos de el-
    Iro para montara, com ricos enfeiles ; ditas de fel-
    Iro e palba, para meninos c meninas ; dneles para
    menino*, .lo melhor oslo possivcl; .'ilos de cooro
    aseda para bomam ; chapeos de phanlatia para ho-
    mem, e oulroi muilos vanailos MrlimeDlo*, os quacs
    se vendem mais baratas do que em oulra niiaiqutr
    parle.
    Aviso aos (anooiros c correspondentes
    de senhores de engenho
    Vendc-sc rodas de arcos para pipas, de boa
    qualidade, cheRados ltimamente do Porto,
    por preco commodo : na rua do Vicario
    n. 27.
    Vendc-sc cera de carnauba cm saceos:
    na rua Nova n. 4i.
    Roupa de borra-
    cha para inverao.
    Na rua do Crespo, loja n. 13, ha para ven-
    der um sortimento tie objeelos do panno e
    de borracna, proprios para invern, con
    lindo em sobretudo de borracha
    Na rua do Queimado n 30, loja do rerra-
    gens, vende-se o superior couro de lustre a
    45500 a pelle, superior papel pautado a
    i^SOO, dito paquete aj^l9500, dito de peso a
    20800. marroqum a 9a pelle, racas de ca-
    bo de bataneo a 59M ', ditas a (i?, ditas mui-
    to superiores dr 2 botos a 0^500, ricas cai-
    xas de bfalo a lr-800 e 99, e outras muitas
    fcrrageiis e miudezas, que vista se pota
    pre^o, c nao se engaita os freguezes
    a IJ000 rs.
    Vcndcin-sc cortes de vestidos dechita
    larga, a dez tustOes cada um: na loja de
    portas, na rua do Queimado n. 10.
    ,A 120 MIS 0 COVADO.
    Vende-se chita larga sem avaria a 1-20
    rs. o covado : na rua do Qiieima tajado,
    de 7 portas n. 10.
    uclogios de pa-
    tente
    inglezes de ouro, de saboneta e de vidro:
    vendetn-se a preeo ra/.oavel, em casa de
    Augusto Cesar de Abren, na rua da Ca-
    deia do Recife, armazem n. 10.
    Vende-se um baixo c um pistn, om
    bom estado, e muito em conta : na rua das
    llores n. 19,
    Vendem-se 25 acc/les da estrada de
    ferro, co n o mdico juro de 15 por cento :
    na rua da Cadeia do Recife n. 30, primeiro
    andar.
    para padres.
    Vendem-se superiores mcias pretas de
    laia, pelo barato proco do ff800 0 par, dilas
    de algodao do superior qualidade a 600 rs. :
    na rua do Queimado, na bem conhecida loja
    tle miude/as da boa fama n. 33.
    Lcqucs muito fi-
    nos a
    Vendem-se lcqucs muito finos, com plu-
    mas, espclhus e bolotas, pelo baratissimo
    preco de 2? e 39600, ditos sem plumas muito
    boa fazenda a 18280 : na rua do Queimado,
    na bem conhecida loja do miudezas da boa
    fama n. 33.
    Velludo rico para forrar carros, com
    lo os os perlences, vende-se na rua da Gruz
    n. 10
    Km casa do llcnry Bruna & Compa-
    nhia, rua da Cruz n. 10, vendem-se pianos
    chegados no ultimo navio, quadros com
    moldura, cemento romano, cognac em cai-
    xas de urna duzia, velas de composieflo,
    conservas em lalas.
    Sao muito finas
    e, de uito bous gestos.
    Uussulinis muito finas, matizadas com
    lindas cores, de padroes muito bonitos e
    iiitcirameiiio novos; vcndem-se pelo dimi-
    nuto preco de 500 rs. o covado : na rua do
    Queimado n. 22, loja da boa l.
    Claudio Dubeux
    >ende plvora ingleza a 13?, lije ISfOOO rs.
    barril de 2i libras.
    Milho bom em
    Peunas de ema, cera do abelha e de
    carnauba.
    Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
    rronie da rua da Madre de Dos, ha para
    vender os gneros cima, reccntemenle cho-
    gados, por precos razoaveis.
    Algodlo moDStro, he pe-
    chincha.
    Vende-se algoilfio monslro com 8 palmos
    de largura, proprios para toalhas e leucoes,
    pelo diminuto preco de 600 rs. a vara : na
    rua doJQueimado n. 22, na loja da boa ta
    Ligas de seda
    para senitnra.
    Vendem-se superiores ligas de seda para
    senuora, muito bonitas o de muilos pa-
    drOes, pelo baratissimo proco tle ta200,
    1*500 c 9JOW0 : na rua do Queimado, na
    bem conhecida loja do miudezas da boa fa-
    ma n.33.
    N. O. Ricbcr & Gompanhia, rua da
    Cruz n. 4, vendem :
    Lonas da Russia.
    Idcm inglezas.
    RrinzSo.
    lirinsda Russia.
    Vinho de Madcira.
    Algodao para saceos de assucar
    Aifodozinho dn JJahia
    para saceos de assucar: vende-se em casa
    de N. O. Riebcr & Companhia, rua da Cruz
    n. 4.
    Para mascates
    e ooceleiras.
    Vendem-se dntiasde eaiaada msiapara rap pe-
    lo baratsimo prego de (ilU rs.,duzias de lezouras em
    carloa Ijnoe 1^200 a grande* Ij'Jio, duzias de
    CBixiuhas de pao com palitos tle fuao a 210 rs.,duzias
    de pautes de cbifres muilo bous para alizarali3200,
    duzias de penles de baleia para alar caballo a 2J20II
    a 29fi00,daiia de navalhai para barba a IjCOO.grozas
    de boloes inadreperola para camisas a fiOO reis.ditaa
    muilo linos de j:ii,i a IbO reis, groza* da boloes Ti-
    nos para calta a 280 reis, cartas com 25 penles de
    allinctea lo reis,duzias tle penles de balea para a-
    lizar a 3?, grozas de livellas para sapatosa 560", du-
    zias de caivetes linospara aparar peonas a 25500
    e 39,duitai de gaitas (armnicas) a 15200 e |.;mi.
    duzias de torcidas para caudieiros a 8o, reis grozas
    de marcas para cubrir a 100, 120 e 160 res, pe*
    fas tle tranceln para benlinhcs 120 res, pulceiras
    encarnadas muilo bonitas para Sra. e meninas a 200
    rs.,duzias de iniadinhas de ludias pretas a 2i0 reis,
    peras com 10 varas de fits de cs a 320,300 a 400
    reis. dtizias_de lapes a loo rs., duzias de caias com
    clcheles a 720 ri., linhus brancas de novellos de lo-
    dos os iiumi-ros, ditas de cores, ludias da miada finas
    e groja, ditas de carrileis brancose decores, cordAo
    de vestido tle toda a grojura, biquinhos de todas as
    larguias, e baratos, rendas de ludas as larguras, es-
    pclhus, curdas tle viola, lilas de laa tle todas as co-
    res, lilas tle linho brancas e de cores, didaes, aeulbss
    de todos os nmeros, filias de seda de todos os nme-
    ros, pennasde palo.cauas decidir, rozarios, colhe-
    ie de ferro, relroz de lodas as cores, vernicas, filas
    debeira prela e branca,grampas.eludo o maii que se-
    ja uecessario para rompido sorlimenlode hocelei-
    ras a mscales e que luilu se vende mudo mais bara-
    to do que em oulra qualquer loja, na rua do t>iei-
    matlo, na bem couhecida loja de miudezas da boa
    fama n. 33.
    ' MiU KPB-
    Vendem-se 300 alqueires de sal de Lis-
    boa : a tratar no Forte do Mattos, armazem
    do Guerra.
    SAGCA*.
    Na taberna glande ao lad i da igreja da
    Soledade, cliegou grande porcao de saccas
    com muito bom milho, e vende-se por preco
    commodo.
    "1
    o de lustre
    Vondc-se couro del ustec francez, o me-
    lhor que pode haver neste genero, pelo ba-
    rato proco de 53 a pelle : na rua do Quei-
    mado, na bem conhecida loja do miudezas
    da boa fama u. 33.
    NalojadaboaT
    vende-se o mais barato
    possivel:
    '-hales pequeos de merino, de lindas co-
    res, bordatlos em duas pontas a 700O ca-
    misas de riscado muito bem feitas, ne|0 di-
    minuto preco de 1/500 cada urna, ditas de
    mcias muilo finas a M, lencos franrezes ra-
    ra rape ;)G0( en,Us fillase de padroes mui-
    to momios para roberas a 200 o covado
    cambraia adamascada com urna vara de lar-
    gura, proprias para cortinados a 78 a peca
    tle 20 varas, gravatinhas de cassa muito bo-
    nitas i, 200 rs seiim encarnado, verde e
    amarcllo muito superiores a 800rs. o cova-
    ?'- .JS2 fusli1? para filetes a 500 rs ,
    Ifi e 1?o00. lencos brancos de cambraia pro-
    prios para hornea, a 240, ditos ditos com
    frV 0r h*me,a a 9* eanga amarelia
    bran? mU,^0,l"a 32<>OCOVdO, leCOS
    brancos grandes, proprios para cbeca a
    +00 rs., me.as brancas finas para senhora.
    pelo barato preco de 240 e 320 o par, brim
    de quadrinhos de padrOes muito bonitos C
    do puro linho a 210 o covado, pecas de pla-
    tilhasdealgodao.com 20 varas, pelo bara-
    tissimo preco de 3*600 cada uma.chapeos de
    palha lina do Chili, pelo diminuto preco de
    10/, e alm disto muitissimas fazendas finas
    e prossas, que vendem-se por menos que
    em onlra qualquer parte : na rna do Ouei-
    mado n. 22, na bem conbecida loja da
    boa fe.
    NAFUNDICAO DEFERRO DOENGE-
    NIIEIRO DAVID W.BOWMAN, wa
    RUA DO BRUM, PASSANDO O IIA-
    FARIZ,
    ha sempre um grande soriimento dos seguintes ob-
    jeelos de mechauismosproprios paraom.enhos,a sa-
    ber : mnendasc meias muendas, da mais moderna
    conslrucro ; laixasde ferro fundido o balido, de
    anpenor qualidade e tle lodos os tamaitos ; rodas
    den latas para anua ou aiiimaes, de Indas as propor-
    ciles ; crivose bocas defornalha e registros de bo-
    eiro, agoilhfies, lironzes.parafusos e cavilhes.moi-
    ulios de mandioca, etc. ale.
    NA MESMA FUNDICA'O.
    se execulam lodas as enrommendas eom a snperio-
    ridade ja conhecida com a devida presteza ecom-
    modidade em preto.
    da casa ter-
    a tratar na
    Vende-se a terceira parte
    rea da rua da Calcada n. 16 ;
    mesma.
    Ka rita do Vlgario n. 12, e na de Santa
    rnereza n. fio, vendem-se saccas com milho
    por prcio cominodo.
    ente ii chegados e acham-" a venda os vertl.ideiros
    ft n conhecidos sellins inslezes palete : na rua
    do Trapiche-Novo n. 2, aimazein de fa/.endas de
    Adamson llo\\ie & C.
    Planta da cidade do Ke-
    cfe
    VenrJa-se a planta da cidade do Recife e
    seus arrabaldes, leita pelo Sr. Dr. Jos Ma-
    medeAlves Ferreira, por dez mil reis: na
    livraria n. 6 c8 da praca da Independencia.
    Muppa das distancias d.
    provincia.
    Na livraria n. 6 o 8 da praca da Indepen-
    dencia, vende-so o mappa das distancias
    das differentes villas da cidade entre si, e
    relaeo a capital da mesma, a mil reis
    Vende-se a verdadeira graxa ingleza n.
    97, dos afamados fabricantes--liay Mar-
    tin, em barricas tle 15 duzias d'e potes:
    cm casa de James Crabtree & Companhia,
    rua da Cruz n. 42.
    Deposito
    do r

    ca de E. Gasse,
    de -Janeiro.
    Vende-se a proco commodo rap fino,
    grossoc meio grosso, da acreditada fabrica
    cima, chegado pelo vaporS. Salvador ; na
    rua da Cruz n. 49.
    im casa dclllenr. llruun i Companhia, na
    rua da Craz n.10, vcnde-scco^naretncaixinhas da
    XAB
    DO
    :.
    ?c

    r
    arlos
    13, a
    is-
    a 15^000,
    ditos a 12/000, perneiras de borracha, albor-
    nos de panno fino com capuz e sem elle, ca-
    pas de panno lino o um completo sortimen-
    to de palns d todas as qualidades, por
    precos que agrada ao comprador, e saceos
    para viag. m.
    Maia Irmao
    coni loja de chapeos na
    rua recclerain um grande c completo sortimen-
    to de chapeos de castor c velludo, ebegados
    ultiinamci.te de Franca, e vendem por prc-
    Cos muito em conta :
    Chapeos du velludo prelOS, copa baila a
    Canrobei t a 9^000 '
    Hitos de castor prelos, copa alta, a Cavai-
    gnac a 8;0n0.
    tutos de dilo sem pe,lo, copa alta, a l'elis-
    sicr a 6:000
    Ditos de dito com pp||o, copa balsa, de
    cor, a hangarnier a 4/000.
    Vende-se um berrjo moderno, com
    pouco um), obra rranceza, por preco commo-
    do ; tambem se vende um viado de capoei-
    ra, muilo manso : na rua da matriz da Roa-
    Vista n 25.
    Vendem-se na rua do Collegio n.
    7#J0l o milliciro, em macos d 50.
    Vende-so un piano com excellenles
    vozes : na rua la:ga do Rosario n. 22, se-
    gundo andar.
    Ao tr, de engenho.
    Na rua do I.ivramenlo n. 16, vcndem-se
    cobertores de algodao grandes, proprios pa-
    ra a eslacao do invern, pelo barato preco
    de 500 rs. cada um.
    (Jaudio Utiheiix
    Vendem-se velas mistas, proprias para
    matar formigas, e para que eslfio muitissi-
    mo approvadas : no seu cscriptorio, rua da
    Cadeia de Santo Antonio n. 13,
    CLAUDIO DUBEUX
    Vcndem-se velas estearinas, proprias pa-
    ra carros a 1I20 cada pacote de 8 velas, :
    no seu escriptorio, rua da Cadeia de Santo
    Antonio ii 13.
    Claudio
    eux
    la f.
    no
    l)ii-
    Rin
    duzia.
    lF5. .?;% rw
    m
    U<
    m
    Tendo recebido urna factura df 2,000 bar-
    ris de plvora, dos nuiliores fabricantes,
    vende-os a UtOOO ; as amostras acbam-sc
    no seu escrip torta, rua da Cad< iade Sanio
    Antonio ii. 13.
    Bichas de llamburgo.
    No velho deposito de bichas, rua estreita
    do Rosario n. n, recebou-se viveiros de
    bichas de llamburgo, e esta rcialliatido, a
    P5000 o cento, o em porcao por menos.
    Atteiic&u
    Vendem-se pcaas de chita de muito bous
    pannos, polo baptissimo preco de 5,# a peca,
    que sabe o cotilo por seis vmtens e dez rs.,
    a porcao he pequea : portante quem gosla
    de economa deve-se aproveilar : na rua do
    Crespo, loja da esquina junio ao arco de
    santo Antonio, c na loja de 4 portas ti. 12.
    Sola de qualidade especial, vende-se
    no armazem do caes do Ramos, de francisco
    ligueira deSaboia : a tratar no seu cscrip-
    torio, rua de Apollo ti. :,.
    Venue-se.por preco commodo.superior
    vinho do Porto em barris de 8/> : na rua do
    Trapiche o. 14, cscriptorio de M. A. Cucrra.
    Vcntle-se cal de Lisboa ltimamente chc-
    gada, assim como polassa da Russia vorda-
    deira : na praga do Corpo Santo n. 11.
    TAIXAS PARA ENGENHO.
    Ha (undifo do ferro de D. W. Bowraana u
    rua do lirum, passando o chafariz, copiina h-
    derumcompletosortiniePtode taixesdf ferro fun
    vido abatido de.", a 8 palmos de bocea, a quaes
    ckani-se a venda,por epreco commodo a com
    promptido; enibarcam-souearrgia-s mear
    ro semdospeza aoeompradtft.
    Em casa de Saunders Brothers C. prac
    do Corpo Sanion. 11,ka par vandar o sa uioia
    Ferro ingle./.
    I'ixeda Suecia.
    Alcatrao de carvo,
    Eonas de linho.
    Esponjas.
    Drogas.
    Algodao lizo para saccas.
    Dito entrancado igual o Ha Bakia
    E umcoaipleto sorlimenlo da fzandafpropno
    para asta mercado tudo por preco commodo.
    Vende-se superior lindas de algodao
    brancas, e de cores, crn novello, para costu-
    ra, em casa de Soulhall Mellor & C., rua do
    Torres n. 38.
    Foi transferido o deposito deste xarope para a no
    ticadeJosc da Cruz Sanios, na rua Nova n. 53'
    Garrafas 55500, a mcias3-;000, sendo falso lodo
    aquelle que nlofor vendido ueste deposito,palo
    quesefaz opresenteaviso.
    IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
    Para curade phlysicaem lodooesedadilleren
    esaros, que rinolivada por constiparties, losse
    a$tlima,plenri7.escirros de san&ue, dorde cos-
    tados e peilo, palpilac.lo no coracao.coqueluche
    bronchile, dorna samanta, e toda, aa asolea Ua
    dosorc o pulmonares.
    Veuie-se taboado e pranches de pi-
    nho deSuecia, proprio para armadlo de ar-
    mazem de assucar.
    Paos de pinho vermelho para mastaros.
    (humbode inunicSo.
    I'olhas de cobre.
    Metal amarello e zinoo para forro, com os
    competentes pregos.
    Alvaiade de chumbo e de zinco, em p.
    Tinta branca de oleo.
    l'apel lino de escrever.
    Vinho especial do Rheno e do Porto.
    Rua da Cadeia do Recife, casa de C. i. Ast-
    tey Companhia.
    Oeulos e bonetes
    de todas as quadades.
    Vendem-se oeulos de lodas as graduales
    com delicadas armacoes de ac, pelo barato
    preco de 800 rs. e 1?500, ditos com armados
    douradas e prateadas a 15200 e 1&500, ditos
    com armacSn de bfalo a 15200, tutos com
    armacao do baleia a 480, ditos com armacSo
    de metal branco a 400 rs., lunetas de um s
    vidro redondas e quadradas com aro de bu-
    falo a 500 rs., tlitas de dous vidros tambem
    com armacao de bfalo a 19500, tlitas de um
    so vidro redondas e quadradas com aro de
    tartaruga a 18200 e 1*500 : na rua do yuei-
    niatlo, na bem conbecidada loja de miudezas
    ta boa lama n. 33.
    lOL'lOS
    Moinhos db
    >alr
    vento
    com bombas de repuiopah-a rouar horlas e ba
    " decapito : na tundictode l>. W. Bowman
    na rna do lirum ns. fi, 8 e 10.
    da fnnu
    rua da
    Agencia
    ."<;ao
    Senzala
    lia 4 Low-.tloor,
    'ova
    Neste estabelecimento continu'a a haver
    um completo sortimento de moendas e meias
    mOBiidaspara engenho, machinas tle vapor
    e taixas de Ierro batido e coado de tudosos
    tamaiihos para dito.
    cobertos o descobertos, pequeos c grandes,
    de ouro patente inglez, para bomein e se-
    nhora de um tos molhores fabricantes de
    Liverpool, viudos pelo ultimo paquete in-
    glez : cm casa de Southall Mellor & C.\ rua
    do Torres n. 38.
    as qualidades.
    Vcndem-so verdadeiras luvas de pellica
    de Jouvn, preas c brancas, para hornero e
    senhora a 2J500 rs. o par, dilas de seda de
    todas as cores e bordadas, com guamii-es a
    25500, dilas lisas tambem de seda e de to-
    das as cores, para homem e senhora a 1,
    1s200 e 1500, ditas pretas de torca I, muito
    boa fazenda a 15, dilas brancas de algodao
    para homem a 240, 320 e 400 rs., ditas de
    cores muito finas de fio da Escocia para ho-
    mem e senhora a 320, 400 e 500 rs., e ou-
    tras mais qualidades de luvas, que se ven-
    de barato: na rua do Queimado, na bem
    conhecida loja de miudezas da boa fama
    n. 33.
    ^Ct^alM? &&!.
    aiaciiuusHi .pa-
    tente inglez
    Os melhorcs relogios de ouro, patente in-
    glez,, vendem-se por precos razoaveis, no
    cscriptorio do agento Oliveira, rua da Ca-
    deia do Recife u. 62, primeiro andar.
    Km casadeliabeSchmettaii tCompanhias
    rua da Cadeia n. 37, veutlem-se elegante,
    Pianos do afamado fabricante Traumaun de
    llamburgo.
    Meias de lodas
    as qiialithides.
    Vcndem-sc meias de seda branca para se-
    nhora, o melhor que so pode encontrar a
    35500 rs. par, tlitas pretas tambem muilo
    boa fazenda a 2;500, dilas brancas .lo algo-
    dao, muito linas a 32(1, 400, 500 e 600 rs.,
    dras pretas tambem muito linas a 40 tlitas de seda de cores muito bonitas e pro-
    prias para liaptisado do criancas a 25*100,
    dilas cruas muilo fortes para meninos a 400
    is., ditas de cores de algodSo para meninos
    a 240e 320, ditas brancas para meninas a-
    240 e 320, ditas cruas c brancas para ho-
    mem a 160, 20o, 240, 320 c 400 rs., dilas do
    cores de lio da Cscocia lambom para homem
    a 4uii e 500 rs. : na rua do Queimado, na
    bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
    ma n. 33.
    spensorios de
    borracha muilo finos
    Vendem-se suspensorios de seda c sem se-
    da, muilo linos, pelo preco tie 15000, 1.^200,
    i#600 e 2/ o par : na rua do Queimado, na
    bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
    ma n. 33.
    Auscntou-se no dia 4 do correntc, do
    armazem da rua .lo Apollo n 6 A, o preto
    escravo de nome Manoel, idade pouco raais
    ou menos de 26 a 30 annos, vestido com ca-
    misa de algodao trancado, e calcas tambem
    de algodao, sendo nina azul, e outra branca,
    lem os beicos muilos grossos, e podre um
    dente da frente do queixo superior : quem
    o pegar, elevar ao dilo armazem, ou em
    laruameinm no sitio de Joaquim Jos de
    Amonm, ser recompensado..
    -:- A 26 do mez lindo tagio o preto Joao,
    ue uiade que reprsenla 35 annos, estetura o
    grossura do corpo regulares, bem fallante,
    lem como sobre os olhos, e o melhor signal
    he ter uns calentaos por baixo do queijo, e
    ao lado, principiando do pe de urna orelha,
    c mais calombos em ura braco e no peito ,
    consta andar por esta praca ganhando, o
    poros airab8ldes, etc.: qualquer pessoa
    que o pegar, leve-o a rua da Cadeia n. 28,
    a seu senhor Domingos da Silva Campos
    Continua a estar rugido o escravo Jos
    crioulo, idade 18 120 annos.com pannos no
    rosto dos dous lados, talhos as cosas, tor-
    nozelos botados para Tora, por causa de bo-
    bas,: julga-se ter ido para Ingazeira por ter
    mili nesse lugar, foi comprado a Joaquim
    Jos de Sania Anua, em dias do mez de de-
    zembro prximo passado, o rugi em 11 de
    janeiio do crreme auno: quem o pecar
    leve-o a rua da Cuia, taberna n. 9.
    - Fugio no dia 7 de abril prximo pas-
    sado, do poder do abaixo assignado, lavra-
    dor do engenho I'eroreca, comarca do Rio
    loimoso, o seu escravo crioulo. de nome
    Antonio, bonita ligura, falla meia arrocan-
    te, estatura regula-, cheio do corpo, cara e
    nariz grande, peniasgrossas.com urna man-
    cha de pannos desde o pescla t os peilos
    o qual ja foi captivo do Sr. Eduardo de Ta-
    mandaie: quem o apprehender e levar a-
    quolle engenho, ou nesta praca, aoSr. Jos
    Comes Leal, sera bem recompensado.-Ma-
    noel Jos da Costa Couto.
    -- rugi de bordo ao brigue brasileiro
    Melampo, na noue do dia 8 do crtente, um
    negro de nome Marcelino, nacSo Cabinda,
    altura regular, secco do corpo, rosto cotn-
    prido, barba serrada e cria suissa, com falta
    de denles na frente, e consta andar vestido
    com paleto, e calcado : quem o pegar leve-o
    a bordo do dito navio, junio ao cus do l'as-
    seio Publico, 011 a casa de sen consignatario
    Manoel Alves Cucrra, na rua do Trapiche u
    14, que ser bem recompensado.
    WiKM.: TVP. UE M. F, DE FARIA 1857:
    otoes para pa-
    ntos, colletes e puados
    de camisa.
    Vcndem-se ahotoaduras muito finas de
    madrcperola para colletes, pelo baralissimo
    preco de 500 rs., ditas muito ricas de todas
    as cores a 320, 400 e 500 rs., ditas muito li-
    nas de madreperola para palitos de meninos
    c homens a 500 e 640 rs., atacadores para
    punhose collarinbos de camisa, de muito
    rico gosto a 400 rs., 800 e 25OOO, ditos de
    cornaliua para casacas a 300 rs., e outras
    muitas qualidades de ahotoaduras que se
    vendem muito barato ; na rua do Queima-
    do, na bem conhecida loja de miudezas da
    boa fama n. 33.
    /ENTES DE TODAS AS QUAI.IDAES.
    vendem-se penles de tartaruga para cabello
    o melhor que se pode encontrar, a 5, ditos
    de baleia imitando o mais que he possivel
    aos de tartaruga, a 1/, 152OO e 1500, ditos
    mais ordinarios de baleia a 240 e 3 -- i ^ ,"
    los de tartaruga para alizar, fornidos e mu- ^^
    to bem faltos s 45, ditos de marfim, fazenda
    muito superior a I55OO, 2J e 35, ditos de
    borracha de muito superior qualidade a 1$,
    ditos de bfalo verdadeiro, muito finos e
    bem faltos, a 640, 800 c 15, ditos a imitacSo
    to unic.rne a 15, ditos de baleia muilo bous
    a 280, 320 e 400 rs., dilos de bfalo verda-
    deiro, muito bonitos e bem faitos, proprios
    parajsuissas e criancas, a 320 rs., ditos de
    marlim muilissimo bous, fabricados em Lis-
    boa, para piolhos, a 800,15OOO e 15O0. di-
    tos pretos de blalo tambem para piolhos, a
    500 rs.: na ruado Queimado, na bem co-
    nhecida taja de miudezas da boa fama n- 33.
    Para os jovens
    na morados.
    Vcndem-se ricas fallas de papel phanla-
    zia para escrever, cada folha com a compe-
    tente capa c urna obreia do cola com qual-
    quer da da semana, peta barato preco de
    60 rs., 100, 200 o 300 rs. : na rua do Quei-
    mado, na bem conhecida loja de miudezas
    da boa fama n. 33.
    Tachas de ferro.
    Na rundicSo da Aurora em Santo Amaro-
    ejtambem no deposito na rua do Brum, logo
    na entrada, e defrontc do arsenal de mari-
    nha, ha sempre um grande sortimento de
    tachas, tanto de fabrica nacional como es-
    trangetra, batidas, rundidas, grandes, pe-
    quenas, rasas c fondas ; e cm ambos os lu-
    gares existom guindastes para carregar ca-
    noas ou carros, livres de despeza. Os preco
    s3oo s mais commodos.
    a randas e grades,
    L'm lindo e variado sortimento de niodel-
    Ios par* varandas e gradaras, de gosto mo-
    dernissimo- na fondean da Aurora em San-
    to Amaro.e no deposito da mesma, na rua do
    Brum.
    Moendas superiores
    Na fondicSo de C. Slarr A Companhia, em
    Santo Amaro, acham-se para vender moen-
    das de caima todas de farro, de um modello e
    construccao muito superiores.
    Luvas de todas

    *
    MUTILADO


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