Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07753


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Full Text
ANNO XXXIII N. .O.
Por 3 mezes adiantado. IfOOOj
Por 3 mezes vencidos 4o00.
SEXTA FEIRA 8 DE HAIO DE 1857
Por anno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
NCARRb.ADOS DA SllBSCRIPCA'O NO NORTE.
Parahiba o Sr. Joao Kodolpho Gomes; Nul, 8r. Joa-
ota I. Pudra Jnior ; Aracalv, o Sr. A. da Lemo Braga ;
neti, e Sr. J. Joae da Olivcira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
nta Rodrigue ; Piauhy, o 8r. Domingos Herculauo A. Pesioa
Guaran rara, oSr. Justino J. Ramol; Amazonas, o ir, Jer-
nimo da Coala.
PARTIDA
DOS CORKREIOS
da hor o .lia.
OlimU : tod o da, i. 9
lajaaraesS, Golaana .- 1'arjtLba :
S. AaiSn, Beierroa. Roallo, Ganara, Ali
S. Lnureiiro Peo-rfMlho, Naaareta, l.i
leir. Flure, rilta-Belfa, Boe-Vi*ta, Or
Casa, leojeca, SarlaUaai, Mo-Poraa, aa. I
iacetefrea e Nniai eaiatea-feiraa.
-f.-i
.....\i-i--n-iri-.
Geranaaa*! ai tere.
, llr.-j... Pesquera, I
Ktu ni' snartea-ni
', Aata.Pi
(Tdr.
ooarraioa parti-ra lo t --i. di
ieM
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio eegunda a quintal.
Selacao ; len/as-feiraa a aabbado.
Fazenda .- quartaa e sabbado ai 10 horaa.
Juizo do commercio: segundases 10 hora quiniai a* malo-da.
Juno da orpboi: segundas a quiotaa as 10 borai.
^rimaira ara do civel : legundaa a lailaa ao meio-dii.
I Segunda rara do eirel: quartaa a tabbadoi ao]maio-dia.
EPHBIIERIDES DO HEZ DE MAR).
8 La cheia as 11 horas a 51 minutos da larde.
10 Quarto minguante aS horas e SO minuto da tarde.
'! t La ora aos 2Se minutos da tarde.
30 yuario ereacenie ai 10 borai a 52 minutos da man ha.
PRKAMAR DE IIO.IK.
Primen a 2 hora e 42 minutos da tarde.
Segunda ai 4 horas e 6 minuto da maosa.
PARTE OPPICIAL
OVEB.NO DA PROVINCIA
Despachos do dia 4 de maio.
Antonio Jomi Betlhuldo, carcereiro da cadea de
Cmara', pedindo qoe ae Me manda pagar seus or-
denado) aob respomabilida te.Ja ae ofllciou ao
governo imperial, para que marque ordenado ao
opplicanle.
Candido Memles da Cnnha e Azevedo, salisfa-
xendo a exigencia conlida no despacho de 27 de
ibril ollirao Foi remellido Ihesouraria provin-
cel.
Delfina Mara do Sacramento, pedindo admia-
eo ilo menor Joa Luiz, no arsenal de guerra.
^ '"('''ni" ao director do arsenal de guerra.
Joao Braulio Correa e Silva, professor, pedindo 60
dias da lieenea.A informar ao director geral da
matrue*** publica.
Joaqetaa Francisco de Mello Santo, secretario
aposentado da repartido das obras publica, pedin-
do pagamento de seus ordeuadot.A informar as
obra publica,
Leopoldo Augnto Ferreira, capitilo coramandan-
te da compaiia de cavallaria, requintando azelte
de earrapalu.Mandou-ee fornecer.
Manoel do Nascimento, pedindo admis-Ho no ar-
senal de guerra do menor Nicolao Leoncio.A in-
fo.m,r "lireelor do arsenal de enerra.
Irajano Filippe Nery de Barcenos, otlerecendo-
ee para leceionar gratuitamente os aprenduei de
'nq" no co,leSio dos orphlos, emquanlo durar
impedimento do actual prof.8sor.A informar ao
eonselho administrativo do patrimonio dos or-
phflos.
Oflicio do chafa de polica, dizenrio que se mande
2P' "lespezaj fpna. com os preso pobres da ca-
deia da Goianna.Foi remellido i\ theiouraria pro-
vincial para pagar.
Dito do lente general commandanle da armas,
requisilando pagamento da quanlia de 105 a que
tem direilo o quarto batalhao de artilharia.Foi re-
mettido Ihesouraria de fazenda para mandar pa-
gar.
David William Bowman, satisfazendu o despacho
da presidencia de 30 de marc.o ultimo.Volle ao
inspector da tlieaouraria de fazenda.
Domingos Jos Ferreira Guiraares, com arma-
ren de1 ferragens.A' vista da informaran nao ha
que deferir.
Francisca Maria da Luz, pedindo a admiasSo no
arsenal de guerra, para seu lillio menor de nome
l.laullno.
Hygino Josa Coelho. lenenla-coronel comman-
danle do quarto balalha.. de artilharia, requisi-
lando azeite de carrapalo. Mandou-se forne-
cer.
Jee da Silva Guimaraes, lente coronel com-
mandanle do nono batalhao de Intentara, requi-
ntando azelte de carrapato.Mandou-sa furiie-
cer.
Joaquim' Caetano de Sonza Cou coronel commandanle da forlaleza do Bruto, requi-
ilando azeite e To de algodac.Mandou-e for-
uecer.
Jo tionealves da Porcioncula, pedindo que seja
encaminhado ao governo imperial um seu reque-
"jenlo.A informar Ihesouraria de fazenda.
Jo-e Pereira C lilas, quer ser nomeado correio da
recebedora de rendas internas.A mformer a tlie-
aouraria de f./.ma.
Lima & Martms, com loja de ferragens.A" visla
da informar" nao ha que deferir.
I.ourenco Jos do Kegn, recluta de msrinha.O
eommandnle dar por o upi>licanle pm Itlierdide.
Maria da Conceicao, pede que eja admiltido no
arsenal de guerra, seu fillio menor de nomn Ju-
vino. A informar ao director do arsenal de
goerra.
Pedro Justino ,|u Souzi, qoer ser nomealo cor-
reio da receheilori.i de rendas internas.A informar
a Ihesouraria de fazenda.
Olflcio do coinmandanio superior da guara na-
cional do Kecife, .iprespiitando o requerunciito do
mejor Aletandre Augusto de Fria Villar.A in-
formar a' Ihesooraria de fazenda.
Dito do commandanle uperior da guarda naeio-
nal do municipios de Olinda e Iguarassu'. rrquisi-
tando os objeclos que e lazeaa nii.tcr para o upe-
diente do comedio de rtvtsta da qualifcai;ao da res-
pectiva guarda nacional.A informar a' Ihesouraria
de fazenda.
Dito do commamlante uperior da villa do llrejo,
apresenlHiido o prel do corneta Simplicio Gu
Correa.Fui remetlido a' Ihesouraria de fazenda
ra pgar.
Dito do lente general commandanle das arman,
apre para ser deferido o requrrimentu do
tilferrs da nono batalhao de iufantaria, Joaquim Jos
Goncalves.A informar a' Ihesour.iria provin-
cial.
O mesmo. incluso o do leante coronel romman-
daole do nono halalhln de infantaiia, relativo ao
concert que se esta' Tazando na coberta do quarlcl
do dito luijllijii.a informar ao director das obras
militares.
mes
pa
xado de oceupar o lugar de caixeiro de soa casa, a especia, e as tropa se embarcaran) a (i em I'orls-
DIAS DA SEMANA.
4 Segunda, s. Mnica, viuv.
O Terfa. A couvercoo de s. Agoslinlin.
O Qnarta. s. Jobo aulc portam lalinani.
7 (.luinla. s. Kslanislao h. m.
8 Suxta. Apparic.io de s. Miguel no monte (rgano
) Sbado, s. (in-gojio Na/iaii/euo b, doul. da gr.
10 Domingo 4. depoitda paseboa Ss. Philadclpho e Arfeo Mffl.
ENCARREGADOS DA SL"ltSCll';AO M sil.
Alagoaa.o Sr. Claudino Falcao Dia ; Baha, a Sr. U. Duaite
Rio da Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martin.
EM PERNAMIH.CO
O propietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Faria, na na
linaria, praca da Independencia o. 6 a 8.
Jo.e Mauricio Ihlhaucourt de I.acuda, sendo subs-
tituido por Jos Velloso Suares Jnior, de quem pe-
de seja registrada a nomeac,a"o.Ajunle a nnmeac,ao.
Outro de Saunders lirolters & Companhia, pedin-
do certidtlo do registro da procurado que Ihe dera
Me. Calmont <\ Companhia.D-se-lhe.
Oulro, informado, de Antonio Pedro das Naves,
pedindo malricular-se.Malricale-aa.
ApresenlaoJo-se por parte do correlor Fraderico
Itobilliard a noineac.m de seu prepotto Luiz Amavel
Dobourq Jnior, o tribunal approvou-a a mandou
registrar, prestando o prepotto juramento da bm
servir o referido cargo.
Sendo concluso o autos de rehabilitadlo do fal-
lido Leopoldo da Silva Qtieiroz, o tribunal deu o
seguinle despacho : Ajunle certidao da seutenc.a
que juililicoo a quebra e a da lista dos rredores.
K nada mai havendo a tratar, o Sr. presidente
ncerrou a sessao.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel (enera! do commando daa arrnaa da
Pernaobco ata oldade de Reclfa, em 7 te
al* de 1857.
OKDEM DO DIA N. 473.
O general coniinaiidaule da arma determina,
em virtude de dcliberarau da presidencia, commu-
nicada em oflicio de hontem datado, que seja dis-
pensado do aqoaitelameiito o Sr. altere-* do 1. ba-
talhao de minutara da guarda nacional de-te. mu-
nicipio, Manuel Gomes da Silva, visto que os sens
servidos sao necesiarios na repartirlo da alfandega
onde etrea o lugar de amanuense.
Determina outro un o mesmo general, que li-
quem dispen-adas de lo 10 seivifo as praras do
enrpot consluntcs da relaeao nominal n. 1 'abaito
trancripla, que na inspeci;ao de snude que se prn-
cedeu a 1:1 de abril prximo lindo, foram pela res-
pectiva junta riiiisuleradas incapaz de lodo o sei-
vi{o, e que a da relelo n. > continen] a fazer n
ervifo que compalivel for com o seu e de, al que S. E\. u Sr. leueute general har.o de
Suruhy aldanle general do eiercito delibere aobre
seu deslios.
lelac'.o nominal n. 1
4. I11i.1ll1.11 de artilharia a p.
Tambor nuir Jos Thomaz.
a." SsrgentoFrancisco Nicolao Carneiro da Rocha.
Soldado Francisco Vaz Domiugue.
Dito Manoel I erreira da l'aisao.
x. halalhao de infantaria.
Soldado Maunrl Alves de Freilas.
Dito Pedro Mendcs.
DitoJos Kiheiro de Carvalho.
'.1. batalhao de infantaria.
CaboManoel liento da Saude.
Dito Manoel Vicente do Nascimento.
Soldado Francisco Anlumo.
Dito Antonio da Silveira Bilanrourt.
Hilo Kellariniuo Francisco da Coila Villar.
Dito Manoel l'rdroso.
DitoAleixo Feruandes.
Hilo Manoel Jos I r*ira.
Olio Francisco Rodrigues de Souza.
l. haialhao de infantaria.
Csbo Jos Raimundo de Carvalho.
Companhia de aitilices.
SoldadoAsosliuho Jo- Ferreiia.
Mancebo Feliz Antonio Severino.
Dito Canato Jo> Rodrigue.
Rehiran nominal n. t>.
9. batalhao de infamara.
Soldado Manoel Jo do Nascimento.
I'ii'iCl.iuilino Jos Francisco.
Dilo Manoel RomSo S iare.
10. batalhao de infaularia.
Soldado Paulo Jos de Souza.
Companhia de arlifi.ee.
Anipecada-.-Jovimano Jos Autuues.
Jos Joaquim Cocino.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSiO ADMINISTRATIVA EM 7 DE MAIO DE 1857
'residencia do li.nn. Sr. desembargador
Souza.
SESSAO JDDICIARIA EM 7 DE HAIO DE 1857.
/'residencia do Exm. Sr. desembargador
Souza.
A um quarto de hora da larde, prsenles o
Senhor desembargador Gitirana, e os Son'iores
deputadns Reg, Basto e l.cmos, o Sr. pratideote
abri a sessao, e lida a acta da ultima, he appro-
vada.
I alian lo em causa participada o Sr. desembarga
dor Villares.
A pedido do Sr. desembargador Gitirana, foi mar-
cado o pnmeiro dia til para o julgatnenlo dos em-
bargos em que sao :
Embargante, Joaquim da Silva Lopes.
Embargado, Jos Antonio Lopes ;
Nada mai havendo a tratar, o Sr. presidente le-
vantan a st-s'to a t|_! hora da larde.
?XTRiQ.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBLCO.
PARS
7 de abril de 1857.
Em Lisboa, depois de urna ciise de IS dia, e da
impossibilidade de cooslruir um novo gabi.iete Tora
d j partido progresaisla, o marquez de Loul e o vis-
conde de Si da Bandaira formaram urna coallic,ao
cora Ires depulados do partido carlista ou comerva-
dor coo'lilucional, e conslituiram um aovo minis-
terio. O primeiro aclo do ministro das linan;a
he a propositan de Ires projeclo de lei : para
abolido do privilegio do fabrico e venda do sabao
a partir do y de junho de 1858 ; 2' para a regala-
risa^ao do impoilo destinado a' amorti-,,r.o dos bi-
Iheles do Banco de Lisboa ; 3- para a eincrilo no
continente e as ilha adjacenles a partir do 1. de
Janeiro de 1857 do imposto chamado do subsidio
Iliterario. Esta eiliuc;ao foi volada unnimemente,
mas as opiuiSos sao mu divididas sobie os ineio de
substituir este imposto.
Em Londres, a ordem qoe prorogou o parlamen-
to a partir de 21 de marro, foi adoptada no conseibo
particular reunido a 20 pela raiuha, c a dissoluc.ao
foi proclamada oflicialmeote a 21, pela propria rai-
uha, as eleic.oes sera j terminadas a 20 de abril, e o
novo parlamento se reunir' 00 eumeno de nidio.
A |.roro^.ie.io leve lugar por eotnuiisso real, u>
cummissarios erara o lord chanceller, o conde Grin-
ville, o marqoez de llrealdalnane, o conde d'llor-
rowliv, e lora Slanley d'Alderley.
Mr. Schaw Lefebvre presideule da cmara dos
communs deiiou aeu posto depois da 18 anuos de
sarvijos, e foi chamado para a cmara dos lord sub
o titulo de vmconde d'Eversley d'llecklield no con-
iliido de Southaiiipton.
A Inglaterra eiitrei^ou-se immediata e inleira-
menle aos ^meeting eleiloraes, e depois o< difle-
renles orgia da un.ireiis 1 tomarain o lum do mais
ardeole enthuiiasmo. para celebrar cada um do seu
lado o candidatos da rcpecliva opimao e conlian-
ra, como se DO estado de uliro\rii.i-, ,1 1 poltica em
que se achava todo o reino unido, em consnuncia
dos aconlerimeiiloarcenle, iiilj se podeate converle-
rem urna desas transformar;i)es sbitas, cujo ezemplo
as eleiQe ingleZM tem ja tantas vezes olTerrcido. \
derrota sollrida pelo gabinete de lord Palmersloii nao
iniluio sobre as eleit;0es, de maneira qoe Ihe tirasse
urna parte da influencia que at o presenta eierce
e a 01 1111.10 nao traiislnrnou o papel do parlamen-
to ; ae manifestares da cidade, as das provincias,
as .lo grande jornaes se declararan! do modo nal
evidente e a tolo cuto em favor de todo o commercio
inglez. E esla constante preoecuparaodo seu nego-
cio que tornava a Gr.la-Brelanha i.lo facilmenle >a-
lisfeua acerca da saja diirren^a com s l'niao Ame-
ricana, Ihe he boje urna boa e commoda reala para
se mostrar cosa da ua digmdade nacional e da so-
lueau pela arma Ja que(ao chinela.
A eleicoes comcr;ar.ira a 2K de mar;o ; desde o
dia 28 os re-ullados conhecidos aecusavam 1)1 depu-
lado mini-tcriaes e 47 deputadoa da opposirao.
So.nma tudo, ueste momelo, o ministerio, dado o
halanro dos sus ganhos e da* suas perdis, se julga
ler ganhado mais de vinle voto : entre 556 elei-
r,fis coiihecida, ha 305 liberaea, (7 conervadores
liberaes e ISti conservadores. Reslam 7li cleir;6es
por conhecer, das liO pouco mais 00 menos perten-
eci a coinuiiiscs irlandezas.
Asim, lato equivale a um bil de indemnidade
dado a lord l'almerslon ; isto posto, sera' para aras-
lar a tempestade qoe ronca sobre o gabinete, que
elle eommelteu nm aclo mui significativo, a nomea-
<;ao de lord Elgin em qualidade de enviado ezlraor-
dinario a Caniao '.' Nao o sabemos.
O amigo da paz M. M. Cobden, Bright, Gibon,
l.ayard, e algn dos seos, inleiramente naufra-
garan!. Assim, pensa-se, que o qoe mii domi-
nara', na cmara dos communs, lio um partido li-
beral mixlo, composto dr|cooservadores e liberaea de
Whigs modelado. O detlocamenlo da opimao n.lo
sra' nem completo, nem absoluto. Para todo aquel-
le que seguio cuidadoiamente o ullimo debate,
he fcil reconherer, que cmhnra nenhum dos chefes
(le partido de que a coallirio pode obler um vol
holil ao gabinete l'almerslon, nao lem prohabilida-
de de apresenlar a' opinlo geral bstanle garanda
para ser chamado a uccede-lo. Se a m noria da
cmara dos communs depois de sa encontrar e unir-
se em um peiisamenlo de censura, acerca de urna
poltica, cujas rxprcses diversas oflenderiam suc-
cessivamenle todas as opimOes, nao pmleria deslinir
as distidencias profundas que dividem, e que cons-
liloem pequena minoria, tendo cada una desig-
nios, idea e doutrina : emquanlo se tratar d um
novo gabinete, os sitiados da vespera tornar ae-hiam
os adversarios do dia segoinle.
A personagem polilica que tela mais lerrivel an
gabinete he lord John Itussell. O cus Iriumplius
rcenles nos meelmg da cidade sao um presagio
dos que ha de colher na cena do parlamento. At
o presente, ignora-se absolulamenle qual ser a
composirao da mesa da cmara dos communs, lem
corrido os boato mai diversos a este repei(o. Se-
gundo o a Morning Adversiler u o nomes do candi-
datos acolhidos com mais favor para a presidencia
san os de Sir Staart, Worllev, solicllor general, Fil-
zo> o 1". Baines. 0 candidatos dos lorie MM.
Spencer, Walpole e Sir Triilern Thesiger : o o Ad-
verliaer pena que o mclhor prelendentc que se
pode escolher seria M. Baines. Todava nada poda-
rla ser ainda prei-lo a esla respeilo, e entretanto o
general Sir Lscy Evans, decano da cmara, aera Ho-
rneado speaker provisorio.
A guerra da Chin, que, apezar do vnlndo parla-
mento, be aceita como om caso de forra maior, coa-
tinua e vai conlinoar. A noticias do thealrn das
hostilidades atiestam a consternario em qne foram
lanzado o eslrangeiro pela destruigao das fortale-
zas, e pelo fados da mais selvagem aggresao da
parle dos Chmeze. Por ootro lado, a situado do
almirante Seymoor era extremamente critica, em
preteocj do rebeldes reunido aos impenaes, e de
i.OIK) juncos de guerra ancorados no rio de Caniao.
promptos a qualquer ataque contra o navios ingie-
re. Era misler esperar que forras suftirientes en-
viadas, ou da ti'.ia-lireanlia, 011 da India, viesiem
permillir-llie lomar a offemiva 00 t'alar com honra,
e rom ludo, apezar ditlo, elle ronlinuava anda o
fago contra Cantao, onde 10,1100 catas ja' estavam
demolidas, e conlra aflotilha que lite quera torpren-
der a eiquadra.
Na Inglaleria conlinuavam o preparativo da
expedicao com mui grande aclividade
As 10 hora da manilla, achando-se presentes os I ptdieWaariVltVo
Srs. depolados Reno, Lisio, Lemoa e oaipplenlea|ral Ashbernham ; c.,.npoe- llamo e Silva, o Sr. presidente abri a sessao
sendo lida a acta da ultima, foi approvada.
DESPACHOS.
L'm requerimenlo de Frelerico Robiliard, corre-
lor desta prai;a, pedindo para deixar a Luiz Amavel
de l companhia, ,|e arliiharia de Woolivirh, de um
deslacamenlo i|e sollado de marmita e de soldado*
de engenbarl, de Um halalhao e de 100 nlllrian de
tanda expedido de lnslalerr, de dua brigadas de
finlaria. que .eran lomadas ao paar pela ilha
Dubourq Jnior, oceupando o seu lugar durante o Mauncia, e de 5r.g,menlos partidos das Indias para
lempo que Ihe he, necesario para ir a Europa tratar e rennireiii em Hong-Kong. A iliflerenlet tirina-
de "i.i saude.Como requer, devendo pasor o titu-
lo documentado da noineaeo do prepoato para ser
approvado pelo tribunal e registrado.
Outro de Jos Antonio Basto', pedindo cerliilao
de ua matricula.I', uno tequer.
Outro de Jos Velloso Soares, declarando ler dei-
das (lo comniandadas pelo major general Sir Roben
t.arrell, de i, brallar, pelo major general Stranbcii-
zee, .le llalli,n, pelo coronel Pakeuham, do exeici-
lo da Crimea, pelo coronel Welherall, enligo qaar-
tel meslre geueral do conlingente turco. Em Wool-
w.ch desembarcaram-se muuicOei de gutrra de toda
moulh.
Por oulro lado, a Franca ae preoccopou com a sita
cooperaclo; tem conservado 110 mar da China a e>-
quadra a's ordena do almirante Gueriu, esta es-
quadra deve combinar o seu eforr;o com a div-
sso naval que commanda o contra-almirante Rigault
de Genouilly. Estes dous almirantes lero a' sua
dispnsirjao fragata, corvetas a vapor e canhoeiras,
necetsarias para o ataque das coilas e para seguir ao
longo do rio.
Urna invaaao na China piide ler logar pelo lado
do mar, porque monlaobas inaccessiveis e deserto a
abrigam contra os alaqoes do seu vizinhos luni-
trophrs. A propria Rusta nao poderia cuidar em
dirigir nina expedirlo a' China pe suas frooteira.
A-si ni, he obre a costa e a embocadura do rio
do imperio celeste que as operarle militare podem
ter logar : o plano adoptado pelos Iogleze em 182
era talvez o unico pralicavel, he o que sera' indu-
hitavelmrnte eguirlo. Conaisla em remontar o Vong
a Kiong at Nankin, itn he, at aOO roilhas da sua
embocadura, o interceptar a roinmunicace das
provincias rio norte com a do meio-dia. O* Voog e
Kiong divide a China em dua regies distinclas de
iti milhas. cima da Nankin desembocam neste
rio oa dous ramo do canal imperial, por ineio do
qual as dua- regioes trocam os seus productos ; a
rotnmunicaew dos ranaes com o rio interceptada, a
culada de Pekin ja' nao pode viver, fica asphyxia-
da no seu vasto recinto, lima marcha sobre eala ca-
pital lena resultados menos seguros, menos prorap-
lo, e especialmente menos decisivos. Sem contar os
incidente que podem nascer de temelhanle expedi-
cao, poderia fazer-se com que o imperador, eva-
cuando a capilai, nao sahisse para fra da graoda
muralha ou para as provincias montanhezas, Chau-
91, onde seria impossivel allingi-lo, e d'onde domi-
nara o meio-dia dos seo Estado, e eternisaria a
guerra : he tintn que sariain precisas forjas mui
importantes. N'oma palavra, dtzem que o governo
chinease prep.ra para urna heroica resistencia, e
lem a intenso de metler a pique o juncos ua em-
bocadura dos nos depois da passsgem dos navios in-
glezes e fechar-Ibes a volla por mar.
So sa fallou um momenlo naa pretendidas inlen-
ciiis pacifica do imperador e na desapprovacao que
Infligir a Veh, vice-rei de Cantao, nada dtsso he
exaclo.
Aguarda-se de Tehern as raltficaces do Scliah
da Peisia ao tratado assiuuado em Pars a 4 de
marco por lord Conley e teruk-Kan. A Ptala de-
cididamente renuuciou a suas prelenriies sobera-
na do Afgbanislan, e se empenhou* em evacuar
lleral. Pela sua parle, a Inglaterra pnmellen res-
tiloiro territorio pena e a ilha que delle depen-
dem, de tal maneira, que oexercitn hnlann.ro efftc-
tua o mais tarde, nos tres mezes que se seguirem, a
evacuarlo de Jierat e a volla da legarlo ngleza para
leheran. He convencioiado que a Inglaterra g-
zala na Peisa do Intmenlo da nacao mais favore-
cida, tanto no que diz respeilo eos consule, quanto
no que toca transacres do commercio. O gover-
no inglez renuncia dar sua prolecrao a qualquer in-
dividuo que nao eslabelecesse a soa qualidade de
snbdilo inglez. E-la ultima estipulajao especial
Menle parece allingir o mal no eu priucipio, pois
que a ingerencia de governo eslrangeiros nos nego-
cios interiores de um Estado, sob pretexto de pro-
leerlo a conceder a tal ou lal subdito, ainda suppon-
do-se que delta possa emanar algumas vantageus,
deve ser urna causa constante de difliculdades, e pa-
rece cabalmente fela para oflender as nsceptibili-
dadea, e at a auturidade do governo mais fraco
chamado a suslenta-lo.
Comparando a condici.es tao simple, tao razoa-
veis.com a prctenc;e emillidas de parlavyalls),
no cometo do debate, nao admira que as prnuuiraa
tentativas de ajusle tenharu naufragado, e quo tenh
ido necesario, para renunciar as negociaces, o in-
termedio lodo conciliador da Franca.
Ningoem duvida que o Schah deixe de dar as su 1
ratificacOes.
C. M.
MATO-GROSSO.
Presidio de Miranda no Bai.ro.l>araguay,'si de-
zembro de I85(i.
Se V. he dos laes que duvidam que possa descer i
Ierra noticias do oulro mundo, he chegada a vez do
seu desengao, porque vai leccbcr noticias miuhas.
Estoo einiim 110 Presidio de Miranda, e crea que
para nelle me adiar, venc mais obstculos e pastel
por mais Irabalhos do que o proprio Hercules|: Nao
lenha iuveja das impres-es romauescase hrilhanles
que talvez supponha qoe eu eslou gozando no meio
desla natoreza virgem, mageslosa e sublime, por-
quo, era abono da verdade, nao vale a pena que tive
nem os perigos que coni.
Os quadrot da nalureza $3o muilo apreciaveia
quando com socego, paz de espirito, a sem marl>-
lios do corpo ; ma quem se pode entregar com pra-
zer e enlbusiasino a esta delicias da alma, currando
mil vezes o naco de sollrer uraa nrnrte ingloria, 00
passando urna vida cheia de privasei e de aborre-
cimenlo !...d.claro-lhe que ealou mal de fogo a Ma-
gna com a nalureza, e se Ihe e.crevo esla caria, em
que lerei de recordar os meua rudes Irabalhos, he
emanle porque sou escravo do dever, e lenho da
cumplir a promessa que Ihe fiz.
Vou, como me padio, contar-lhe muilo por alto a
historia da viagem da expedido militar que parti o
anno passado para Malo-Grosso. Nao conle eom
orna deacripcao potica e minuciosa; faiei nica-
mente om resumo bem resumido da (al historia de
bem triste memoria para nos que c eslamo.
A viagem que fez a expedicao militar de Coriliba
ae.Malo-Grosso o convencer,' de que esla provincia
do imperio he um mundo, a parle, que ainda bem
poucos conhecem, e que al agora lera sido abando-
nada completamente lei da nalureza. Nao ha pa-
ciencia que basle nem peneveranca que se nao sin-
la abater com os inconimodo e olfrimenlos desta
viagera que fiz, eque nao sai como comegui fazer.
Ora veja e aprecie de l.i os bocadiulto< por que live-
mos de patear.
Da Coriliba ao porto de Jalaba ha 120 legua por
Ierra ; mas 190 leguas que valem 1,900, porque sao
alrasessadas por caminhos que s deviam servir para
Viagem do diabo, que, segundo dizem, tem pe* da
cabrilo.
Do Jalaby ao porto do Barbosa gala-se 31 dias
de viagem, que se faz em canoas muilo rudes e pe-
quenas, lendo-se de vencer cochoeiras e corredeiiis
que ba.ta ver para um homem senlir-se com suo-
res frioa. V. nunca talvez ouvio fallar cm corredei-
ras pois cu Ihe explico o que >So.
Existen! no rioTahacy, Paranapanema, Zerinhu-
na, Samambaia e Brilhante, que co-rem quasi sem-
pre cm leilos de pedia vive, lugares onde a cnrreule
d'agua he lal que levanta ondas lio encapelladas co-
mo as qoe se observara no mar alto ; estas onda
proveui nao s da violencia da correte, como da
pedras que eslao moilo a flor d'agua ; a estas brin-
cadoras do elemento liquido he que chamara corre-
deira, e nellas urna canoa corre com lal rapidez,
que se o palinuro nao he meslre, vai a cncava cim-
ba esbarrar em um dos lados do canal ( lu;ar onde
a pedra he mais profunda ; porque canal aberlo pe-
la arle havia de ser graoa encontra-lo aqni ), e en-
tao a canoa atravessa, he apanhada de lado pela cor-
rele, emborra com facilidad, e quando emborra,
adeus minhas encommendas '. rezara por alma de
quera vai dentro.
O nome de cachoeiras merecem verdaderamente
as seguintes : Capivara, l.aiangeiras c Sorra do Dia-
bo. A priineira he a rebenlaeao de agua em um ca-
nal muilo estreilo, que de-cahimlo com indi/ivel
violencia sobre pedras, que leem de altura dous ho-
rneo, se precipita com lal velocnlade e Torco, que
umitas veze patle o temo aos pillo, e leva a csle
ao fundo. Nesla cachoena pardea o tenenle Valle na
-ua viagem urna canoa com tem bellico e lies sol-
dado, de que nunca mais hoove noticia.
A egunda cachucha he igual a' piimeira, com a
dilTereni-a da ser o sen canal muilo largo ; porem a
correuleza he linda maior, e ao enlrar-se nella umi-
ta vezas se amarra na popa da canoa correntes de 1 de fogo : sao conhecidos
ferro de mais de seis arrobas, para torna-las mais ca-
pazas de resistir ao impelo das aguas, a diminuir as-
sim o perigo.
Na cachoeira chamada Sorra do Diabo he que n.lo
ha grande risco; leem de soflrer ondas quo cnlram
pela pioa e saliera pela popa das canoas ; mas ludo
se arranja bera urna ycz que estas na* atraveisem,
porque a atravessarem, a desgrana ha'iofallivel. VV-
se daqui como lio ceito que muilas vezes o Diabo
nao he lo feio como se pinta ; pois a eachoeira de
nome diablico he menos perigosa da qoe as daas
piimeiras.
Para que V. faca idea da forra da correnteza ne>-
les treilugare, bastara' dizer-lhe qaea om quarto
de legua de ditancia ja at canoas romecam a sentir
a sua influencia e a ser arrasladas para o pricipicio.
Fora destes maos logares ludo man he baixio, on-
de pooco risco se corre.
Na primeira das cachoeiras mencionada--, passa
ludo por trra, e s os piloto se conservam na ca-
noas couduziodo-as a varejao .- as oulras duas pas-
sam as canoa a remos de voga ; pense porem em
quanlos transes nao se veem aquelles que se achara
no aperlos era que me achei nm pobre christao
viajante encoramenda aqu a soa alma de cinco em
cinco minutos.
Desde que se entra no /.erinhuna navegam a ca-
noas a forra de varejao, e eniao a viagem que era
de 10 a 12 leguas por dia, grara a' forja da corren-
te, pasa a er de duas leguas, vencida a' cosa de
um Irabalho incestante, que se prolonga das t horas
da manhaa a' 8 da noile E que tal ?... Ah meu
amigo, tiesta viagem de caranguejo he que foram
ellas apanharaos temporaes horrivei, passamos por
forre crueis, e talvez muilos de fome livessem mor-
rido se nao foste o mantimenlo tiazido pelo com-
mandanle o muitosofliciaes, que dividiram o que
Iraziam com o batalhao : ainda aim, meu charo,
houve dias em que urna costella de boi era o ban-
quele de dous soldados. O que nao nos faltoo nan-
ea, foi agua. A Provincia Divina acudio-not a lem-
po, fazendo-nos encontrar urna canoa qoe nos tra-
zia mantimenlo ; que alegra que tivemos Erafim,
chegamos ao porto do Barbosa, e deste sahimos, e
depois de mais da 14 dias de viagera demos comuos-
co no Presidio.
O Presidio he nm desierro, e mais nada ; Manos-
ea de um forle ( fraco Ihe chamara eu ) quadrado o
cercado de urna estacada de pa'o enterrado no chao
lera alguma bocas de fogo com reparos a' Onofre,
orna capella e varios quarlei onde e acham o 2.-
batalhao, artilharia da pruviucia, cavallaria e ca"
radores.
Os liahilantes do logar supprem-ie de maulimen-
to para mezes; porque s3o os ludios que os vendein,
e estes nlo Irabalham -en.lo cinco mezes por anno, e
deixam sele para vadiar. Eu fallei em veuder man-
timentos, e V. nao saba como aqui se airanja isso.
Os Indio nao querem saber de diuheiro ; u que pe-
dem he Iroca ; urna quarla de familia de mandioca
"'' ""na vara do algodao americano, ou una gar-
5 cachaca, e assiin o mais.
tena he queme como urna fogoeira 1 O calor
betel que derrele velas de ospermacele, mas se pa-
ra refrescar-nos faltam-nos aqui os sorveles do Fran-
Cloni, temos em compensar io guaran' a feriar!
Tudo he caro, e peior do que isso, quasi na 1a se
enconlra do que lis mais cominum a vida 1I0 homem
civiUstdo.
Da forras destacadas nesla provincia, a mais tra-
balhada e apoquenlada he a cavallaria : alem dos
deslacamenlo da fronleira em Coimbra, em Miran-
da, e no Kioac ( que qoer dizer clavieula quebrada i
ha ainda o que aqui se chama renda, i.lo he, urna
partida de 10 ou 12 horneo cominandada por um
subalterno, que atravessando vastos campos, onde
mnrre de fome quem nao leva que comer, vai parar
na Forqoilha, a'qoem do rio Apa', e ahi se demora
ot encontrar a rcuda paraguaya, que he cornposla
de mais de vinte praca coniinandada por om capi-
llo, e que acampara no nosso territorio, no lagar
chamado Forqoilha, uome que deve a dous bracos
dos rio Apa-nim e Apa, que cnconlrando-se formara
urna forquilha. Alera do Apa lem os Paraguavos
um forle circulado de estacadas, c no centro al-umas
casas de palha : he esse o acampamenlo das suas leu-
das ; a sua sentinella avanzada acha-se enganchada
no ramo mais alio de urna arvoie giganlesc, de ma-
neira que pode descobnr as nossas rendas a extra-
ordinaria distancia. Veja qoe ideas !
A dua rendas brasileiras e paraguaya qoandoae
encontrara, Iratam-ae a lova da seda isto he s di-
zer meu ; porque (uvas he cuusa que ca' nunca e
vio), a renda brasileira chega ao Apa' do noso
lado, ao mismo lempo que a paraguaya chega do
outro ; avanzara ambos os commandautes, e no cen-
tro do rio Apa' comprimentam-se e conversam.
A renda brasileira nao se pode demorar nesse lu-
gar mais de duas horas ; por que o governo Lpez
nao quer, e nao da' licenr 1 ; e convem saber qoe a
10 leguas de distancia, na villa da Couceicao, esta'
um major com forcas suflicieules para vir, em caso
de necesidade, era aoxilio do forle, qoe por aignal
e chama S. Jos da Boa-Visla, provavelmeute pela
boa vista de que goza a sentinella, qoe se eug.ncha
nos alio- ramos da graode aivote. Aquelles Para-
guayos lem lembranca que parecera esquecimenlos!
O logar em que esla' batido csse forle he lerritorio
nosso, a eive de goarda ayancada aos Paraguayos ;
isto agora sem ser lembranra he qua nao passa de
exquisilo esqueciraento uosso.
Feilos os cumprimtntos de despedida, seguem o
nosso oflicial e mais praras cosleando o Apa' al o
logar, perto do qual corre o rio Igualimim, e nao
v.lo adiante ; por que nao ha caminho, e os sitios
sao perigosissimos em consequeocia dos Cotoados,
Indios que alia tem auas aldeas
Eis-alii a vida que leva a pobie cavallaria Antes
ser pedestre all na capital do que cavalleiro aqo
em Malo-Grosso.
pelo lilulo dos n caradores, moros, que ahem para esludarem.s vio formar-se 1 Essas prises havlam sido recommendada viva-
de onr;a e tigre o e bem lliescabe a denominadlo. I "" direilo, e raro he o que quer ser medico Te- 1 mente pelo Sr. Paos I! inri o, .que para concgui-las
Ha entre elcs urna celebridade de nome Jos re- j mos J,a la"Ios na(,|llr.ei9 "o Piaufay, que menos que f'z partir para alli um destacamento coramaudado
1 fora, bastara para brigarem pela
banho ; he um goal-, indomavel e vlleale em todo o | ,ro, ',rc, 'que ren,lenl P
depulares, e ou-
-,-- --......... os ceinpeteules rame;
sentido, e chama-se rehanho pelo grande numero de quasi todos o annos ca' nos ehega um. e os notaos
mu tere que tem. malulos ja vao scvsmanilo'com nula gente formada ;
Para se fazer idea dos eostumes deste Indios ahi ^SS^SI^uK!V^ q".l >''"
ni urna ,lr ,...,it,... no Maranhao em 1SIN, na Baha em 1K:li,em Mina
vai urna de suas extravagancias. e S. Paulo em 1S2, e Pernainhuco em 1849, oram
Para qoe Om guato possa tomar molher c merecer ,,n6j* por esses patriotas da barriga, a ao depois
a. honras de marido he necesario que piove ler mor- st'ttS^ffZ^il^ 'iL*i
. .. ivao se persuada porem \mc, que os nossos pa-
lo orna anea : veja que diabo de namoro ou de pre- Iricios sejam tao telo, que meram todo esse Srs.
sent noivldo! om goal bebe os ates por urna gna-1 PJJ< mesma bitola ; nao, n.lo ;' elle sao assaz pers-
ma- I Pica.ze!,i sabem separar o joio do trigo ;
l, qoer te-la por mulher, e o que faz?... vai ao ma
lo, mala tima onca, lira-lite a pello, leva-a ao pai da
pequea, e sem mais ceremonia carrega com a sua
gual !
E a cooa nao fica nisso tantas oiiQas ou tigres
mala nm guato, quantas sao as guali que pode ter
audam entre alies as mulheret por pellas de onca !
E o mais he que as mulheres ajudatn os mando,
neslas perigosas carada, e nellas dio prava) do co-
ragem e agilidad admiraveis. Ouva-se o togido de
um tigre : a mulher salta da rede, e aceude um fa-
cho, a o marido a segu com a zagalia em punho ;
cnlram ambos na floresta, marchando a mulher adi-
anle procoram o tigre, e acliara-o ; gallo a mulher
levanta o brac.o e sacodc o facho em desafio : a fera
levanla-se sobre o pes, c salla de improviso, mas a
mulher capa-se para um lado cora rapidez inrrivel
e o marido recebo o tigre, eulerrando-lhc a z-._-.ua
no -angra lomo !
E depois mulher e marido vollam muito socega-
dinhos para a palhoQa, artaslando o ligte, e v3o nei-
tar-se na rude cama... qual cama Aqui nem Indios
nem homens civilisados lem cama : lodos doimem
em roda.
E na minha rede vou eu tambern procurar dormir
um bom somno, e verse ao menos em sonhos posto
gozar o prazeres dessa bella capital, de que sinto
saudades 13o vivas.
Adeos ; pero-lhe que as suat oraches nao se es-
qoeea de mim, e que me considere como um homem
queja esta'no outro mundo, tendo passado desta pa-
ra peior vida.
Pnrt-tcriptom.
Eu tinha o maior detejo da fazer-lhe chegar noli-
cias de Mato-Grosso de lie ou de qualro em qua-
Iro mezes ; desconfo porm que n.lo hei de ir mui-
to adiante com a minha correspondencia, porque te-
mo com razao, fazer banca-rola com a despeza do
papel. Nao pense que islo he grara : olhe, o papel
cusa aqui 32. a resma !....
{Carta particular.)
(Jornal do Commercio, do Rio.)
CORRESPOX!ii:XCLVS DO DIARIO DE
PERNAMBOCO.
PAKA".
Bclem, 21 de abril.
I olitica He um eseameo, s Ihe ajuntarnao
mreita. .Se boje em dia a polilica lis ainda em l-
curna parte o meio seguro e promplo de levar os es-
taros 1 letici.lade ; se em alguma parle he poltica
repellar as convenieucias sociaes, a arte de se tor-
nar agradavel, a caridale erafim com a vestes da
g.ilantaria. a polilica direila he o avsso de tudo
is-o. t v-loa ochar as bochechns com polilica !
imagine um pequeo monslro p insudo ou barriga lo,
romas lacs bochechas chelas de vento que supora-
huiida da cabera, bocea rasgada, o labio mperior so-
hresahindo andebaixo, pernal o pescoco linos, c lera
o lypo de um politice direilo.
Kio-me da gravidade desse r.nao, as bandeiras
uesprega as : mas rio-a, quando eslou su 110 meu
rainbembe, ou com algum amigo de segredo : iir-
me quando elle veja -.'... Dos me acu la : e oxal.
que nunca saiba que eu sou eu... islo he, que sou
"mandador das mis-ivas ; c que se agarra la com o
Mromalisla.
P-m quanto elles polilicam, voo en folaando e a-
junlanrto materias para a minha coirespon lencia.
lJKse-lhc em urna das anleiioies
nppns.cao direila ) a presidencia
Podc-sn dizer que ressnu ; b, niuil
um aniguinho politieo Ou eslao de9canaado~para
loniarem a comecar, ou ja eagolaram a sueco das ba
nalidades. Qne fazem agora Crearan) una ideali-
dade negra, negralhona, beicudona, inagralhona,
liurrachona, pesadona, ladrona, assa-sinona, e diver-
lein-so a fazer-lhe gaifonas Di/.era que querem ar-
rancar-lhe Oaolho... nlo tal para que
->o Diario da Direila imprimiram-se apodos e
di-lnbes conlra 0111 subdelegado de Camela. O of-
fendido chamou a responsabilidade o artigo, que o
impresor apresenlou assigua lo por om Jos Alves
uerra. o Procurou-se n Jos Alves Goerra, e nao
ha quero o eonheoa em Camela, nem quem o des-
culira, apezar de urna, alviraras promellidas 110
e/no do Commercio E com ludo os illuslres Drs.
Cantao e Freilas la eslao atfignadoa como teslemu-
nhas que conhecem o Jos Alves tluerra, e o viram
laier o artigo | S,be como respoudera a quem Ihes
pcrgunla pelo tal Guerra '.' com urna risola ao es-
tes os polticos que guerrean, a presidencia. Julgue-
ot o publico.
A inania do desprezo vai grassando. Lima nolabi-
bilidadc por coj. posse briga a gente direila. mas
qoe nao obstante, hade ligar-se ao lado que o fuer
. aprer.iam .
mrito, e desejam mesmo, que nos loque bom qui-
nhao de hachareis illuslrados e honrados, enienda-se
o que elles arrepiam e moslram ma vonlade, he con-
lra esse cardume de desbarrigado, gritadores, lan-
zo los, cheios de oculos, e imposturas, que por larem
um pergaminhn, chegam no Piauhy com fumaras de
imperador do Jap3o querendo levar ludo seu ta-
lante....
Aqui mesmo temos hachareis de uraa repularao
sera mancha, |de urna capacidade luterana a toda
prova ; e temos (por nossos poetados) forma linhos em
direilo, que p-recem formados as avessas, que faz
laslinta, do', e piedade mesmo.
O invern tem sido peimo, e por conseguinte a
cnllicila do cereaes era' pobrtesima. O gado vaceum
e c iva ir tem chegado a um prego tao alio que,nun-
ca se vio nela proviora : al_uni Cearences, doa seus
vizinhos, com 3 compra de laes genero lem-nos io-
Irodurido grandes sommas de diuheiro falsa a moe-
da de _0f em ouro, a de prata de 2.; eslao muito de-
preciada,
Morreu o Dr. Francisco de Souza Marlins : esse
Ilustre Piauliyenie que tanto honrou o lugar de de-
pulado geral por nossa pruviucia, vivia elle retirado
na ana fazenda Cana-Brava, distante de OeirasK le-
guas, e entregue .1 urna continua leilura, inteirom-
pida apena por alguma necessi l.de corprea : nao
quera ler a menor relarao cora ninguern : ao de-
pois que elle (enlou suicidar-se com|um tiro fisto ha
dous anuos alraz), lornou-se muito religioso, e sem-
nre que sabia que tinha mnnido qualqocr homem
de mua la de seu conhecimeiilo, exclamava antes
fosse eu, ja nao sirvo neste un. uto para nada, de
boa vonlade trocaria minha triste e pesad existen-
cia pela de fulano, que tanta falla ha de fazer a sua
familia, e ao Bra/.il: !
Nada mai me orcorre porem agora para escrever-
Ihe. Sou com eslima e considerado, seu atiento
leilor e carrespoudeute fiel.
missivas que a
ia diminuindo.
) nao appaiece
Mas visto qoe Ihe fallei nos Coroados, quero dizer-
lhe algama cousa dos laes Indio.
Antes de todo diz-se que o rio Iguatimim e sitios
vizinhos coolem riquezas fabulosas ; mais ainda nin-
guem se resolveu a ir povoar essa nosa California.
0 nosso governo tem tratado de chamar a si os
Coroados, e nisso obra com acerlo ; porque sao elles
verdadairos defensores daquella fronleita, e a nossa
guarda ..vaneada ; inimigos jurados dos.Paraguavos,
leem por vezes destruido o seu forte, e perseguidu
e desdorado fotcas paraguayas.
As floresta e mallas ala taes e tao profundas, qoe
nem por Ierra nem por agua se ehes'iu ainda a ne-
nelrar no aldeamenlo do valenle Coroados. Dizem-
rae que ha pouco lempo um ollicial paiaguavo, com-
mandando orna forja imponente, ousou penetral nos
tramendus bosque, e aviziiihar-se das radas habita-
res daquelles Indios ; mas o resultado da atrevi-ra
empreza foi darera a' casca lodos os Vilenloes, a' ex-
ceprau de um nico soldado, que parece ler escapa-
da smenlo pata levar a noticia da horrivei carni- r
ficina.
Distes indgenas ha algumas narsque ne.ociam
comoosco, eque quan lo he necessario tomam as ar-
mas e vao baler as tribus selvagens inimiga?, trazen-
do-no enlgo rrianras que Ma haptisa las, e ficam
entre ui : temos poi assim urna cohorte de comba-
lenles um pouco indiscipliuados he Verdade, mas a's
vezes bem aproveitaveis.
Asnaresmais lerriveis tao as dos Gaalool, Goai-
cuii'is, Caiaa's, etc. : os primeiios sao csvallcitt 9, e
balalli.m cora espada, laoc,as, ou zagaia, o armas
deputailo provincial, coilau urna larguis.iraa porcSo
de desprezo, que reparti com os iulliieules que en-
cuna S. Etc. au sel porque fui ela estrellando
o seo desprezo, ale licar-se desprezando a ama ro-
en., oegra Ora rocha negra he una nollidade: ava-
lie-se por ah a qualidade do tal despiezo, que s
recabe em insignificancias.
Em f, do conenle. lerminnu o Sr. coronel Seve-
ro Jos de Souza Lima seus dias, viclirna da obedi-
encia e da disciplina. Sua moile fui getalmeule en-
lida : o brioso e honrado militar tinha as sympalhiai
de aeus valenle- irmaos de arma e de lodo* os que
poderam apreciar-lhe o fondo de hondade que o ca-
ractensava. O estado da sua virtuosa consorte, lier-
dada somonte de um nome honrado,merece a pio-
tecrao de quem deve olhar para a viuvez occasiona-
da pelo serviro de sua palria.
Esla creada aqui urna oaixa econmica. A ulili-
dade de semalhantes eslahelecimenlos he boje um
axioma, e por isso deixo de declam.ices a respeit,
louvo a lembranca, e os seus dignos autores. Este
relo, anido ao da crearan de oulros eslahelecimen-
los, demonstra evidentemente que reina aqui, sob a
adninisiracao do Exm. Sr. Roban, a Iranquill.dade.
A lucia das gazelas, pois que esta' reduzi la a luc-
ia pt-soaes, nenhum influencia lem 110 espirito
publico. O commercio Continua cm sua marcha re-
gular, o aspecto da cidade lio lisongeiro, as cha
publicas e particulares, v.lo em andamento ; ha Idea-
Iros, ha baile, ha festas, etc. f-omenle se enconlra
urna ou oulra cara amuada, e e -- .......que em po
nuca tudo se diz, e ludo se nave, e a ludo responde:
e rr amus et bebamus, eras moriemur He um
genio moldado para a polilica !
I ma consulta, peco que fara aos seos leilores. A
morle dee sepultar no esque'cimeiilo o homem pu-
blico -. Da-lhe direilo a' apolheose. ou enlrega-o ao
juizn imparcial da historia com lodo seus actos,
bou e maVs !
Pola minha parlccieio naimmortalidadedo homem
pub.ico: e esa immorlalidade he 13o Iota de duvida
que nella cicemusmesmos materialistas. A apolheose'
per fas ou per nefas ,.. S por ser morlo, seria um
novo Irinmpho ao vicio impune, una nova nena V
virlude espesiuhada. '
Concluo com esla coarclala philosophico polilica.
PIAL1IV.
Therezina .".I de marco de 1837.
,Sm maiscumprimcnlos principio a dar-lhe ni li-
as dessa nossa boa lena.
Tem reinado em certas loealldade ni cmara- de
tangoe com tao ruim carcter, que ha fojlo multas
viclnnas, inornirnle no cornmerriu il S. tionralo :
graras aos ceos, porem,ja vai-se extingoindo lio ter
rival molestia. ()< nosso lertanejos com as soaa
hervas tem Sabido salvar a nimia gnl, como ja
acontecen em 1819, quando nos invadi a boiiga.
le verdade ioconlestatarel qne Dos da o fri con-
forme a roupi : nesla pobre provincia, nio ha medi-
co, lengo dona cm Oeiras, e nm netlo capilai ]
De maneira que a populacho vive sujeila a invaai
de qialquer epidemia, e tu e-pera da Misericordia
Divina.
CEARA'.
. Forlaleza, 1 da maio.
Deixei de Ihe srrever pelo algu.irassi'i para que
Ihe nao chegassem ao couhecimeiiln noticias retarda-
das. A cada instante esperava-se o que apezar da anciedade publica muilo deteansado
vinha por esse mares.
Alem da ralle cima expendida, ponco ou nada
l'iiha eu enlou a dizer-lhe, aituacao ou circunstan-
cia em que anda boje vejo-me collocado.
Em urna provincia, em que a populacho arha-se
moilo disseminada, em que por isto osacontecimen-
tos se nao precipitara, as novidades mo podem ap-
parecer senao mui rarameute. He o que succede a
qui quasi seinpre.
Depois da sabida do Sr. Paes Brrelo, nao lem
havido, que eu saiba, incidente noiavel na adnunis-
Irario. Parece que o Sr. Meuuense lera limitado
ao evpedieule ordinario, ainda que 110 ramo >as o-
liras publicas teolia fcito algamas iniciativa*. Cous-
la-me que elle comprara ao cidulao Auloiiio Kodri-
_iib- Ferreira urnas frente de casa, que este poasuia
ua nraca da nmuicipali 1 ule pura ahi edificar arma
zens para oflieiuas, e depsitos dos inateriaes da
obras |Mif.i,- ...
O peridico Solo publicado no dia 28 do corren-
le, ja' da' e>a noticia, pelo que nao duvulu mais da
sua veraeidade. ,
A opiniao publica nao lera sida uniforme a res-
peilo da utilidade da compia.
Os que pensara que lia muilos extravos na admi-
ni-tr.irao das obras publicas, applaudem o Sr. vice-
presidente, f). que pensara, que essa a Iminittraro
corre com o maior zelo dizem, que o dinheiro "foi
gasto era pura perda.
Os que assim discorrem, sao todava de parecer
que a compra seria muito boa, se fosse dcstiuado o
terreno novamente adquirido para a e lineadlo de
um thealro, de que lauto precisa e-la cidade. Como
o desuno boje ostensivo da compra de nemhum nio
do prejudica ete projeclo, crino que e pode dizer
que o aclo do governo esla' iuteiiaraeule isenlu de
censuta.
Uuando muilo se poderia dizer. que o Sr. vice-
presidente, alleudeinlo para as foi(.is do llicmoio
provincial, devia de preferencia atlender para algu-
mas obras mais urgentes. Mas esta censura uinguem
lli a fez, nem eu tao pouco Ih'.i furo, por mo ler es-
ludado a edilicarao publica, e nao sabor por isso
que obra esla' 110 caso de merecer preferencia.
O engeobelro ainda n.lo foi |iara llatunte, pata on-
de devia partir de ordem do Sr. Paes Brrelo. Di-
zem porem que ira' era qualquer dia da semana viu-
doura.
A estrada de Baturil he da maior importancia
para o commercio da provincia ; ella lem de ligar
diversos ncleos iinpottaulisiimos de popularan, e
lodo a esla capital. A adminsilrarao por lano nao
deve cessar de activar o seu andamento por lodos os
meio, que esli>erem an seu alcance. O Sr. paes
Brrelo, que a nao perdia de vi>la, uilcucioiiava or-
ganisar urna companhia de Iralialhadore para sarasa
einprrgados nella exclusivamente. No lelalorio,
com que onlregou a administradlo ao Sr. Meudes
tiuimaraes, o que ja foi publicado ua eazeta ofli-
cial, elle recommcudou eficazmente essa medida.
Nao Ihe posso assegorar porm se o Sr. vicc-presi-
dente, a lomara na devida con,, leraro, se bera que
ba.ia razao para devila-lo.
bm todo o casi, como inlere>sado pela pro-peri-
dade e engrandecimento da provincia, tomo aqui a
liherdadc de pedir ao Sr. Mondes, qoe consigne es-
sa idea, e a encrela no relalorio, cora que tiver de
abrir a assembla legislativa ern jullio prximo vin-
dour.i.
Os agricultores de Maniausiiape, qoe habitam 110
lado occidental da s-rta do mismo nome, empre-
henderam a abertura de urna airada de carro, que
rom mais r.icilidade d sabida s suas producroes.
Dizem que a elrada he de notoria ulilidade, e que
a presidencia mandara dar um :uuto de reis para au-
xilio da raesraa.
Pretende-se melhorar a estrada, e o svslcma de
Irauspoites do Aracaly para a cidade do Ico. Nao
sei porem em quo poni se acba o respectivo 010-
jecto. r
As apprehense da secca, de que Ihe fallei em
minha passada iiiissiva.desappareccram de lodo. Par
(oda a parle tem chuvido muilo.
Acaba de tr nomeado proraolor publico da impe-
ratriz um bacharel natural desta provincia, de no-
mo Leopoldino Dcllinn de Abrej. Nao cotillero es-
se moco, mas se elle lem habilidede, que a au'a 110-
inear.io deixa presumir, nao potso deixar de louvar
o vice-presiJenle por sua nomeacao. A juslica ad-
ministrada ou promovida por n.os leigas, he' urna
calamidad, e hacausaJo malea profundas nesla nre-
vincia, r
O promotor nomeado para a nova comarca de Sa-
boeiro, ainda nao deu provas de aceilar a Hornea-
ra o.
Actualmente s a comarca do Cralo acha-se vaga
de promotor letrado.
O bacharel Beruar.lino le Sena Dias, promotor
publico de Baluntr, seguio no dia 11 do correle
para a respectiva comarca. Es-c moco parece ser
sisudo, e c pode avahar de alguem nos breve, mo-
mentos de urna visita, suppouho que he bstanla h-
bil, e que lem ideas segura a re-peilo da Iheoiia do
proceuo. Presumo que elle ha Ce fazer urna carrei-
ra feliz, e que ha de ser muilo .limado pela boa e
dcil popularaude aluril. principalmente se nao
envnlver-se all ua intriga raesquiuha e tac uiha dos
partido.
O bacharel Duda, promotor de Ouexcramubim
ja enlrou 110 exerricio do seu cargo.
Ja chegou a osla capital, c achi-se no exercicio de
uas attribui(oei o assistenta do ajndaata general do
etercilo. Dizem qu he homem de trato lino, e de
maneiraa eavalleirosas. Dvo rrer que assim eja,
mas como o 11,10 visilei anula, nada posto allrmar-
Ihe.
Cessaram o divertlmenlo ou a representanies
com que inr. R ib rt entr.-linha t notas curiosi.ade!
A capital estara boje sem distraerla alguma, se nao
foisem as reomoes diarias que nosdAo viee-preai-
ilenl-, e os bilhaiiles sara
de 1"> em \:> dias.
pelo alfeies Manoel de Faria l.emos, a quera iioine-
uu delegado do termo.
So dia 2i do crreme chegoo aqui o desembarga-
dor Jos Pereira daGrar,a, o qual lem de seguir cora
oa familia para a provincia Do Aracaly para esla cidade veio aquelle magis-
trado por mar. infelizmente oflreu em sua viagem
diversu incommodo, passaudo al pelu desgoslo de
ver sua senhora abollar. Por essa raz3o deixou elle
te seguir para seu destiuo, no vapor, que daqui la-
bio no dia 2.'i.
No dia aulecedente chegoo a ela capital, devendo
seguir para o Maranhao, o Dr. Benvenulo Augutto
de Magalhae Taques.
Sua Exc. nao pJe desembarcar, ou nao o quiz,
cm consequeucia de achar-se o mar aempre mull
agitado, durante o tempo da demora do vapor : mas
constou-rae que foi muito obaeqoiado a bordo por
diveria pessoas gradas desla cidade.
Dos queira qne S. Exc. posta acalmar o animo
dos Marauhanses, e que consiga fazer eulrar a pro-
vincia, que vai administrar, as vas de proiperida-
le, a que ella lem direilo.
Saude e paz Ibe desejo.
con. que nos mimosea
A polica continua na sua selvidtde conlra o cri-
me, gracasa energa do Dr. Abilio, qne lodosos
das adquire oovojsde estima publica.
Nestes ullimo das tem do feilat diversas plisoea
Importantes. Acabo de aber que foram presos di-
versos membrosda fornida dos Bol.ies, moradore no
Riacho do Sauguc, c que liiiham urna imporlancia
Wotamos com o mamr desprazer, que lodosos I imoienta na loealldade.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 28 de abril.
Desla vez n3o cansarei sua paciencia com estira-
das relaresda fenre amarella e docholera-morbus;
porque, graca a Dos, daquella, que smente inva-
di esta capital, ja se observam poucos casos nao pe-
rigosos, a deste apenas se dato algn na freguezia
da tioiaouinha.
Em quasi tudas as minhas missivas asiegurava eu
> me. que nao me achava envolvido na poltica da
provincia, e, creia-rae, que s dalla Ihe f.dlava as
vezes, para salislazer o meu comproroiso, e er o
man minucioso que podesse. Ma agora he oulra
cousa ; ja lenho propensao, e ama forja que au sei
que forja he, me leva de rojo para a polilica, a des-
petlo dos meus maiores esforjos. Protesto-lhe, com
tudo. nao adulterar a verdade, e contar-lhe o fac-
tos como se forera passaudo, ou, ao menos, como me
chegarem noticia.
Acompanhe-me, por tanto, at esse valle povoado
de silvas.... subamos essa escabrosa roontanha.
Na manhaa do dia 1 do cotrente mez aportou a
esta capital no vapor Igoarassiio o Exm. Sr. Dr.
Bernardo Machado da Costa Docia, nomeado presi-
dente para esta provincia, e a orna hora da larde do
mesmo da tomou patosa e prestoo jotamenlo as
maos do piesidente da assembla provincial, que se
achava reunida.
Antes mesmo da nomeacao do Sr. Dr. Doria j
por c se sabia que S. Exc. era um magistrado pro-
bo, intelligente, inflexivel, josliceiro e independen-
te ; assim como que nao havia lomado parle jamis
na polilica do pai/., e que por isso nao tinha com-
promisos, n-ui capricho a satisfazer.
E essa nobres qualidade, que a fama apregoava,
foram consideradas pelo boos particulares, e pelo
empreados publico honrados, como om garante de
seu bera salar; mas descurocoaram aos especuladores,
ganhadores e prevaricadores.
Logo que chegoo proviocia, o Sr. Dr. Doria co-
mejou a dizer a lodos que nada tinha com os palu-
dos ; que saberla distinguir u metilo do demerito ;
que tolerara todas as opiuies, que nao ullrapassas-
sem os limites da lea ; que promovera o melhora-
iitenlo moral e material da provincia, e que final-
mente recebena o apoio de todos o homens de
bem.
llouve quem dissesie que islo eta ame verdadei-
ra ulopii, que jamis ipodera ler lugar, m-
xime na poca actual, em visla da vanarao da poli-
lica da provincia. E islo sabe Vmc. porque orna do-
loios.-i e velha experiencia nos tem habilitado a pen-
sar d esle modo. Mas assi.....flo acoulcceu ; os pri-
mnos aclos de S. Exc, logo que se ofleteceu oc-
casiau azada, foram pruvaudo que o seu program-
ma adminiilrativo nao era um vaniloquio.... urna
chimera, porem nina perfeila realidade.
Tres projeclo de lei da assembla provincial, um
creando una radeira de primetraa lellrns do sexo Te-
minino ua villa de Aiez, sera alguma ulilidade pu-
hlica, uutru elevando calegoria de comarca os mu-
nicipios do Principe e Arary tambern sem utilidade
reconhecida, e oulro litan lo a forr.a policial com a
cabera de touio e o coipo de carneiro, sobiram a
ancrao ; mas o Sr. Dr. Doria, leeouhecendo a inu-
Uhdadedos pruneiros, e vendo no ullimo 13o so-
mante urna churhadeira que absuivia a lerr;a parle
das rendas da provincia, vollou-os assembla a-
quelle para oto lerem efTeiio, e esle para ser orga-
nlsado no sentido da enliga fi-acao. Com elleilo as-
sim saeeedeo contra os volos do Joao Chysoslomo o
Maraeaja, a quem nao causaram a mai levo impres-
sao as Iflo bem fundadas razes de S. Exc.
Eis qui as primeiras pedras do fundamentos,
por sobre os quaes lem de ser levantado o magetuso
edificio da glora do Sr. Doria.
Em virlude da nova le foram exonerados no da
2. do crreme lodos os olliciaes que exsliam, e
nomeado, para commandanle interino da compa-
nhia o ajiidanlc de ordens da presidente o tenenle
reformado Manoel Ferreira Nobre, e para lenle
o Cosme qoe era capilo do corpo. Fallam as no-
meares de dous alteres, qoe, nao se sabe, em
quem recalurao, |raas que e espera sejam acer-
tada. *
Pelo que algumas veze Ihe hei dito conlra o corpo
de polica, cuja desconveniencia' evidentemente de-
mousliei, ja pode Vmc. saber que muito applaudi
esle proceduneoto, o qual.por sem duvida, n.lo a re-
vela disposirtjes favoraveis aos inleresses da provin-
cia, como provam o tino administrativo de S. Exc.
E poique nao havia eu desejar a reforma da poli-
a, se, alera das razes exposlas, as suas desafina-
das cornetas me alcnasavam, e at me enTermaram
ae (ypanos como seore-rc-rno decurso da
todo o lid, c muilas vezes alia noile.
A assembla autorisuu o presidente para refor-
mar, se julgas-e conveniente, a Ihesouraria provin-
cial, e a secretaria do governo ; comame que al-
guus dos empregados d'aquclla repailicau, que, diz-
se, au cumprem com seus devere, esperam urna
demissao : porqueaquellos sobre quem cahioj a
torre de Silc. au eram maiores peccadores que os
oulios Galileoi.
Por uiiauliuidade de votos resolveu a asemblea
provincial enviar ama mensagem coinposla de j
inernbro, o Dr. Brandao, qoe foi o relator, o Dr.
Jernimo, o commandanle superior Mello, o padre
Luiz da Fonceca, e o lente coronel Luiz da Fon-
ceca Silva, para felicitar a S. Exc. pela alta ronfi-
ai.ca, que nelle depotilou S. M. o Impeador 110-
meando-o presidente desta provincia. A felicilacjlo,
que deixo de Iran-rrever aqui, por ser alguma co"ua
longa, leve lugar uo dia 21 deste mez. S. Exc. com
grande serenidade de espirito respondeo, sgradecen-
do a assembla.
O Dr. Lobo, juiz de direilo desla comarca, e que
eslava interinamente no exercicio de chefede polica,
depois de se ler dado por doeule. pedio e obleve
da presidencia Ires mezes de liceuc. pan: tratar da
sua ande.
No dia s, ;i olo hora da noile, acompanhado de
seus amigos, embarcou pata a coile o St. Dr. Passos,
ex-presidenle d'esU proviueia.
Asegaranca publica se conserva iaalteravel,
30
Remello-lhe, para Vmc. ver, nmexcmplar do pro-
gramma administrativo do Sr. Dr. Doria, e, e for
po-sivel, pero-lhe que o mande publicar no seo con-
ceiluado jornal ; pois que o considero digno de cor-
rer loio o imperio, para ser devidamenle apre-
ciado. r
Cousla-me que de honlem para c tem sido at.ee-
tadas perigo.amcnte da febre amarella muilas pes-
soas nao so de bordo dos navios estrangeiio, que e-
tao no porto carregando, como de dentro desla ci-
dade.
remo espera.ira de qoe nc-lc anno aocmenlem
pr.igressivameiite as rendasprovinciae,porque os di-
urnos doa gados foram arremata los por mais 16:003
do res do que o anuo passado, c porque, merc d
Dios, alsafra paseada foi frtil nos assucaros.
no da 12 do correnle mez teappareceu o invern
em luda a provincia, uazendo conforto aos criadores
e agricultores, que princfpiavam a desanimar.
Al boje lem sido exportado. ,. deparha'lo na
alfandega desta capital para forado imperio, 190,000
arrobas de as-urar, perlenccnle a safra pastada ; a
no piulo se adiara dous grandes navios carregando.
J.i voo alguma cousa adiantado ; de oulra vez e-
rei mais conciso do que ntasaante.
A Dos.
PARA1BA.
6 de maio de 1856.
I'.om quanto tenha-lhe ecriplo pelo correio publi-
co, em .". do que corre, c [muco baja boje a nrreren-
lar an que enlio Ihe disse, todava apreveilo a paasa-
ger.i deale roneeiro S. Saltador, para dizer-lhe que
continua ain.la habitando esle valle de lastimas e de
miserias, pr..mpto -emprea desempenhar, posta ana
iiisullic.enle, a ardua larefa de chronisla desla boa
lorra, que aeeitei ale quando for do seu agrado e a
mim cuuiier-me. '


-
MinrraDiT


DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIHA S DE MAIO DE 1857
Uil ialu, que pouco ven. 10 caso, que t bem
pud.a oinillir, visto que, nenhuina salisfacao lentos
de oar a (al respeitu, c,,iniuiiiro-lhe, para -eu des-
canso, que, dpois de miaba ultima que acuna noto,
a Irallijulllldade publica nao fui aqu alterada, cou-
linuaudo a seguranca ludividual e de propriedade a
ser-nus garaulida, trala* a vigilancia da polica. A
respeilo de aalubridade tionhuma melhura lemu-
oblido, uiuicli.iudu no inesino estado que lhe uol-
eiei.
As chuvas, rslts ltimos das, Icm cabido copiosas,
e aa safras que j ......senlindu os ciloil < perniciosos
do lol abrasador, v.n--e reaiiimaQdo a. olhos visto*.
Dos assim o permita, para divisar melhor cara nos
agricullo.es, queja aiiuavam bein carrancudos cun
o lal Mtr*.
O) influonles du sociedade bailante ero qui lhe
fallei estao de orellia inurclia, c a modo que dflsaui-
m.idot. Suppunho que o meii vaticinio se realisaro.
Se eu soubesse onde existe enterrada a u caveia de
burru. que lauto nos persegue, punlia ludo em pra-
lica para destazar o encanto. Dou o eavaco sena-
meule. se o tal projectn abortar, porquaulu, apezar
de septuagenario, desejo conseguir ama dislraccau
onde ao ineuu* racraie a vista, e acha cuinpauhfiios
di palestra.
No |. do andante comecou a oflicar-se oa iereja
matriz daslH cldade, n Mez Mariaiiuo, rom a solein-
nidadc cuslumada, afDuiudo ao templo grande nume-
ro de devotos a despeitu do niao lempo, que Icm [el-
le de madrugada.
Domingo fez-e a fela do glorioso S.Jos,na igreja
de Nosaa Senbora Mili dos Uorneus, cuan tuda a de-
cencia, pregandoao Evangelhoo Kvd. padre llamos,
que desempenliou aalisfaclonaueiite sua missau. A'
larde percorrau a procisaao do mesmo santo as ra*
das cidadea Alta o llana, precedida de urna guarda
de honra du luzdo balalhao da guarda nacional, e
acutnpanhada de bastante povo. O tempe chuvoso
cu lugar a esta aoleinnidade.
Prioclpiou e concluio-se cid paz, a arrematarlo
dos gados vaccuin e cavallar de pruducc.au da pro-
vincia, perlencenle flu anuo passado, inoutandu nu
valor de rs. 52:557300, excedendo por con-equencia
arrematadlo du auno ultimo ra. 7:G8*.i;000, em li<-
nelicio dos tlres pruviucise. A concurrencia de
pessoas do senao para a arrematado fui grande, mas
tendo o desgoslo de enconlraretu-se com um compe-
tidor de pulso, qual lie o correspondente do Sr. Vis-
conde do Ico, levanlaram grande celeuma, e zeram
mu concilibulo, em o qual decidlraui ccrganisarain
urna sociedade denominada dos Dez, alim de arre-
mataren! lodoi os diurnos rta provincia, o que Com
effeito zeram, escnpaudo-lbes uin ou uulto mtimct-
pi, sem duvida por salgado de mai*. ll*?-e|o de co-
rarlo que a sociedade frua o mais feliz resultado,
mas tenbo c um jadeo que me agoura u contrario.
Se assim Mr, viva leos a assembla provincial ah
esta ; ella anida nao per leu o costme de alteuder
aosprejuizosdas parles conceder "'es materias, etc.,
porlanlo nada baque recelar quanlu ao paga meu -
lus, senao poderem ser [ilM era devido lempo.
Louala-me queo Eviu.Sr.vice-prestdeote leudu vi-
sitado a obra da cadea publica, e examinado a sua
planta, descobriu alguus defeilos na divisa, da* pri-
sas, e mais per is du andar aupeoor, pelo que resol-
veunomearduascoinmissu.es, uina composlade juris-
tas, oulra de escolapios, alim dedarein o seu pare-
cer a respeilo, para em vista delle, oetermiuar no-
va ordem aquellas divisese prises, por ser possivel
ainda qualquer roud uca nese sentido, sem inaior
despeza ou alleracao do contrato. Aguardo o resul-
tado desle particular para coiumuuicar-lhe.
S. Exc. projecla, e lera aleja determinado, o or-
namento de certos melhoramenlos e concert as
puntes a estradas, cujo transito he mais frequenle,
afim de proceder aos reparos necesarios, pelo que
inuilo me congralolo, visto a precisao urgente que
temos de laes melhorameulos ; eiperaudo que oscui-
dadoa de S. Etc. se eslenderao a mullos uulros ob-
jeclos, qae demandam do governo aecurada allen-
(3o.
O goslo pelas viagens ao ultramar va i so deseu-
volvendo lambem nesta provincia. Alm de varias
pesaoas qae ja lera ido fazer lal digreso, seguio para
essa no Iguatati, para embarcar no primeiro pa-
quete que passa-se, o vice-consul portuguez, o Sr.
Francisco Ferreira de Nuvats, com sua digna con-
surle e duas liUiinhas, e agora ueste vapor parte com
0 mesmo designio, o Sr. Joaquim da Silva Coelho,
levando em sua cumpauhia un filho e um sobriuho,
aue deveiu ficar a educar-se em algum cullegio da
Europa. -
Ambos estes senhores sao uegocianles, e possitem
genio empreheudedor e de progresso, e cuino teem
de visitar as phncipaesjpracas da Europa, espero
nao se descuidarlo de fazer saliente o homo peqaeuo
1 ui.iu, queja nao he l;lu insignificante como o que-
rem da proposito fazer crer,empnhando-se em pro-
mover-nos o coromercio directo.de que tanto neces-
Mtamus para uosso fuluro eiiBiaudecimenlu. I'orlau-
to, ventos propicios, e mar tionanruso us leve a sal-
vamento, coroaudo dos ruelhores resultados seus es-
forgos para o fm almejado.
Enlraram na inspecr;o do algodiln, les V o d
do paasado ateo 1." do crtenle tlt saccas.que ob-
tiveram os proejo) de 75.)(J0 a 7S7IW rs. por arroba ;
0 assucar branco veudeu-se no mesmo periodo a
15800 rs., e o mascavado a jSU rs., Os couros leni
valido I0?H0 cada um, e s3u procurados.
Acbam-se neslo porto qualru uavios estrangeiros.
embarcando gneros de produecao do paiz.
Nada niaia me uccorre diguo de fazer-lhe men-
ea n.
Deiejo-lhe boa saude, patacos em quir.li.la U-, e
venturas ua gra^a do Seuhor, ele.
I.e-ko e pprova-sa u aeguiule pi ojelo : 1 Buten la, 1 aiao bem 1 icorreidr; mas ereio, une na
o Aaseiabl* legislativa provincial de l'enumbu- caso de aogmeular-ea o ordenado dos omprogorlm da
co resolve : Iheaonririi praviacial, do consulado e reparticlo dea
a Art. 1. l-'ica o providente la provincia autnri- | ultras publicas, oe da eerolerfa do ffoverno 11V10 li-
sadu para denpropriar oa terreno*, perteneentes aoa caro melhor fovoreeidoa ; porque, senhores, cuino j
parliculnres 11a villa do Cabo, para edificacflo me- |e dase nesta can, e linios nf sahemo
Ihoramentn e oformoaeonDontoda moama villa
PERiAsaauc
i( Art. 4) governo de-peiidert' ncsla desaprn-
priado ale a quanlu de vinle e qualru eolitos de
ris.
Arl. ;t. 1) terreno doopropriodo, ficara' per-
lenceudo a c.maia municipal do C-ibo, (pie indeiD-
uisara' o valar da desapropia;"10 aunualmeote.
Arl. \. I'icam derogadas todas as dispoaicors
em ronlrariu.
,( Paga da asMmbla legislativa provincial de l'or-
nainliuco, I- de maio de 1817.Jos Joaquim do
Reso Barro*.
Segunda ditcnaeio das emenda offrrccidas em
lerceira ao projecto n. 12, que approva o compro-
missu da iriuaudade do llom (.onsclho. lie appru-
vada sem discaeMO.
Conliiiaaran da segunda discoMlo do projecto n.
II, que augmenta os ordenad.a de alguna empre-
gadns provinriaes.
O Sr. 1're.K/enfe declara que n;lo -e inlereMa na
materia, purcm que por decencia e na por dever se
lera senipre retirado, qoaoda se trata do pre-enic
projecto e que uso uiesrao nra' na prsenle occa-
sin, para o que convida u Sr. segando f-ecrclano
interino a oceupar a cadeira preaidenoaL
ti Sr. OliMira (occup.i a cadeira da presideDOil.)
O Sr, h'iKtiiiondtif de Mello : Sr. presidente
depois do incidente, que appareceu nesta casa em
relacAo a materia du que se (rala, eu veju-nie obfi-
gado a diser duas palavras a respeilo.
A comuussdo especial quando encelen oa seus Ira-
balhos apreciou em piuneiru lugar esla qtiesiao,
(propooll por mu),) se convinha, o deviamos tratar
do augmento de ordenado dos empregidus, ou se po-
damos dar ura parecer rcjcilando lodu e qualquer
augmento indisliuctameule ; tendo olloiiefld se o co-
fre provincial podacouiporlar ou nao a desprza, re-
sltame desse augmento de ordenado ; a coinuissau
accorduu em que se devia tratar de augmentar os
ordenados dos empregadoi ; que a cnmiiussao espe-
cial ma podia ir alera do sea mandato, iiAu po lia
rejeilar u augmento, e s devia tratar de ridiculan-
sa lo.
Acompanliaiido a cominis-ao neOM pensamanlo,
de dar-seo augmenta, coiiliuuel a Irabalhor c -m os
meus collegas, e ja haviainiis organisado uiea 011 we-
uos a tabella dos ordenados realivos a Ihesuuraria,
e qu.ulo a oulras repartieres puhlicas, punco fallara
para se concluir o Irabilho. alas eu divergia ea-
eetacialraoBle dos meus collegas em um punto, que
au posso deixar de declarara casa.no que conii-
iiuu a divergir e uesse seulido lencunio volar, diver-
ga queoto ao augmento d,.s amoragado* da lliesuu-
raria ser cuusideraJo como gralilieaerio e nao como
ordenado. A commiss3o era de opiuuo que todas os
aogmentos deviam ser sempre considerados gralilrca-
coes, e eu era da opiniao que eMH suguienlos devi-
am ser considerados como ordenados. Diverga mais
quauto ao augiuenlu dado ao procurador fiscal, e ao
solicitador da fazenda, prupunlia, que nada se OUg-
meulasse a esses ein|iregadas,ma que era curapensa-
i;aa su augmeutasse a porcenlagem do jaita dos e'-
lus. Perejil estas as divergencias quo live relaliva-
meiiie ao trabalho da cunimissau e declaru, que ues
se sentido continuarei a votar.
\ olo pela maiur parle deSses ausmeutos de orde-
nados o volare contra um ou outru, que rae pereda
queja esta' bein aquiihuado, procuraii.li) lamhem
aproveilar algoMI emenda a respeilu de algn em-
pregados, que uo eslo considerados no projecle se
por ventura ungucm apparecer, que o propoiibd an-
tes de mira.
SAo estas M etplicac,6es quo entend conveniente
dar a respeilo do projerlo que esla' em iliscuss.lu.
Sr. .i. Cilcalcanli : Kein-r para retirar sua
emenda relativa ao projecto 11. II, que se actia em
discusso.
A casa con.cali ua retirada da emenda do illuslrc
depulado.
Vai a mesa eapoia-se a seauiite emenda :
A porcenlagem dos empregados da secretaria do
governo, sera' dividida do modo seguuile. Os ama-
nuenses lerao duas partes, os esrrip'uianos tres, os
olliciaes qualruo uUicn,! maior ciuco, e o secre-
tario sei-.Epamliioiidas de Jiello.
Arl. addilivu.
Os regentes da casados eiposlos terao o or.leado
de iUUcl) cada ura.Souza Carvalh...
Cora os pagadores d.s obras publicas o mesmo quo
se da' aos eiigeuheiios para cavalgaduras. Silra
Braga.
Com o eonlinuo do consulado provincial mais -JIM.'?
de ordenado.Silva Braga.
O Sr, Meira l/fiiri/jues : Sr. presidente en
bain poderla ceder ila palavra, por queja annuncui
a casa meu pensameuiu a respeilu do orejelo, que
ura uceupa a sua alientan, e que sem duvida tri-
umphara' ; entretanto, como ruembru da dlalineta
commissau entend que devia sempre dar algumas
esplicaijes a respeilu da conferencia, que houvc en-
ire os membiosda uiesma nu intuito de formular
um prujeclu, que melhor podesae salisfa/.er aos d--
sejus manifestados ua casi por alguus de seus meni-
bros, e 110 sentido das diversas emendss que aqu
foram ollerecidas.
lluosi que era pensamenlo dominante da roinmis-
s3u o aiigmento dos ordenados, sendo, que eu pen-
da sempre para a negativa ; a divergencia por 01.1
a respeilo do modo de realisar eses lamnenlos, ,. e;-
*a divergencia n;lo deivava de ler muilo bou? funda-
inenlu ; por que V. Etc. e a rasa sabein que o- 01-
denados dos fuiccjon^rios pblicos proviuciaee nao
clao distribuidos com a precisa josliea e Igual ladea,
empregados qoe em reiacao a outros tem ordena loa
muilo superiores ou muilo inferiores, ha emprega-
dos, que lalvez com menus trabalho teuliam urde-
iiadusuiais vaulajosus do que nuiros mais pensiona-
dos ; ha mesmo uma desprupnreao a respeilo dadis-
liuceao entre ordenadus e gralilicac.es...
I ma I 'nz : Em qu"!
O Sr, Meira llcnr\(uc& : Tallo dos emprega-
dos em geni, lio inaueira que quando mesmo se a-
doplou por Mala o augmento de viule pur cento, ja
v V. Eie.que a comraissan leu i de calnr na ni'Sraa
falla saiicciouari'lo aquella denigualdade.e d.spropur-
Cjlo, ao menos que inio quizesse rmular um projec-
to, em que se observasse essa igualdade, essi jusliea
di-tribuiliva ; mas ura traiiallio til, nao he pira uro,
nein doua das...
O Sr. M. Caealcanli : ( Com Irona ,' lie qoa
a ciiMiinis-ao nao trabalhou direilo.
O Sr, Metra Uenriquci : Apeur de qne .1 com-
missau fui sera duvida ron.i.lera la cuino ociosa ou
vadia, como pouco zelnza...
O Sr, M. Cacalcanh : ( Com irona ) Vera
como islo sa emenda aqu bem.
O Sr. S/ea /traga : Menos por mim.
O Sr. Metra llenrii/itet : Ciineaulu talvez I
faser essejuizo por iniin.
Como dezia, existe grande desproporcjlo.nor exem-
plu entro conlinuaae porleuo, tenas porleiro da lile-
eoararia, perteirode consulado provincial, da assem-
blca da reparlieau das ulnas putilieas. e Roalmenle
la secretaria do governo ; sao cincu repaillefleso
eses cinco empregados silo da mesma oatogoria ; eu-
iivi n: i, se recurremus ao orcainenlo, vemos que ca-
da um delles lera um ordenado dilTerente, e pelo
menos, se dou> uu ires tem o m?,ino ordenado, ob-
serva-ae um cujo ordena lu lem uma duTereRCI de
1009, ou -idos salvo o engao.
(Vasa l'oz : E ha minia. din>renr.Hs dessas.
O Sr. Metra //eiiri'/iiea": Uiderencas que como
qne nao acham urna ra/o joallOcatlvS, por que a
posieao do empregado he o mesma, o trabalho he o
mesmo, as hai.ililaeoes exigida p.na o lugar a9o as
mesillas, e por que razil > o porleiro da reparlieau A,
tem TIKkJi o da repartido it. lem (iOIrj, ouIro'oOU;.
ele. ele.
Note-se mais que mulla vezis um porleiro dessa
reparlieau, eujo ordena lo he mais antojosa, he um
liomem solleiro que nao lein peso de familia, e cujas
necessjda.le sao em menor numero,
( Ha um a parle que lulo ouvimos. )
lato he uma circiiinslaucia p.'ra ag;ravar ainda
mais a injusliea que se nula. Tu lo isto puuderou a
Commiss.1o ; ronderoo lambem qne a emenda of-
ferecida ao projecto nao eslabelena essa Igoaldade,
essa jiijla dialrlbuiejo, quer cm relacfo aos nrdeiia-
dos. i|uer as gratilcacoea e a ininha upiniu he, que
110 e.i'O de dar-M augmeutu seja sempre como gruti-
lii- rio.
Ora, vamos logo ao primeiro fnnecionario de que
ella Irala, que he o Inspector da llieaouraria provin-
cial. O inspector da tliesouraria tem como ordena-
do |IM!O(KI r., masa emenda ollererida ao pro-
jecto, nao conlenl- c.nn augineut.ir-llie uma gratifi-
cara, de 4(>0-s0<)t) rs...
(lia um aparte.)
Nao se persuada o nohre depntado que o ordenada
do que Irala a emenda,l:e o que actoalmeate Oliste,
nao, augmenta-so o ordenado ; e porque razilo os
lOOJOOU rs. que se dio, quer ao inspector, quer ao
contador, quer ao thesoureiro, mo s;io como gralili-
caeilo '!
l'm Sr. Depulado : Proponha uma sob-
emeuda.
O Sr. Meira Uemiguet: Ja di-sc por miis de
uma vez, que ha preciso ailender-se a isio : eu
pens que o empregado (pie se aprsenla c.nn
10090(10 rs., sem duvida nao lica desfavorecido
para que a eummlssto Ibe aogmenla ainda o or,!.
nado con; 1000000 rs., d como gratificarlo 300$,
sendo que a gratificaran, no meu moda du pensar,
traz com sigo oulras vanlagns, he um estimulo para
O) empregados, augmenli o sen zelo pelo trabalho,
garante a aMideidade epromplidflo ao aervlfo,
O Sr. S l'eretra : At u livra du inuitM mu-
lestas...
O Sr. Me]ra UuwiqtU*: Eujcltei 1.e-la ca-
sa o exemplo do governo gsral a respeilo das facul-
da es de direilo...
Um Sr. Prptilaita : .Miso governo as llie-ou-
rarias nao da gralilicac/ie*, da si, ordenados.
O Se Meira J/enrii/urs: M.is nos podemos
dar o augimnlo, como mellior enlendermos,
II avia tamhem uma ojlra divergencia, o era,M Ira-
lando a commi's;io de augmentar os ordenados dos
funccionarios pblicos, podia, 011 devia prescindir
de alguus. O projeclo mo falla, pur ejemplo, nos
empiegidos da secretaria do gotern, augmenta
apenasfl ordenado .las amanuenses ; a emenda su
traa .los empregados da repartido de obras publi-
cas e thosooraria provincial; mas eu nao >"i porque
razio. Sr. presidente, lratando-M de uma medida
de nileresse g.ral, qoe s? da h .je d primeira ne-
cessldade, dever-ae-he pdi de parle estes 01: aquel-
le empregados, augmentar smente os vencmenlu
IldO
emprega-
do* da secretaria do gvrarno, tem sem duvida ira-
b.lho muilo mais pesado do quo os de qoaesquer ou-
lr is reparlicoeo....
/ i Sr. Drjiilailo : lem os emolomentos.
1' Sr. Me 111 llenrtqttei : Appolla-e para os
emolumentos, mas os ciuolumeulos, segundo esluu
Informado, ( nao sei >e es^as oforraaefies su elaclas,
son .1 primeiro a derlaia-lo ) erara distribuidos em
virlude da le n. 1)1 de 7 de linio de IS 2, comida, a
abortos A lenco nu*- por ah vio e vem, tradusem impedidua o pajjnwiro segundo vlee-presldenles.
Inleirada, e que se raMpondease.
Oulru do mesmo, exigiudu segunda va das rupias
aulllenlieas das acias das elcires de eleilores, a (pie
sa proceden em novembfO ullinin, lias paroebias dcs-
le municipio.al'ii lou-se tirar.
Oulro do advogodo, solicitando urna licenea de
olio meses, por ler de fa/.er uma viagem para tratar
{de sua saude, e a peiuussao de licarem subsliluindn
is |)rs. Ji.ao Silveira de Souza, e Cypriano Tenfloii
singolarmenls a ipicdo de carcter ingles, represen-
tara o principio do inl-resse e da economa que
nunca os abandona. A' proposito desses chapeos
protestantes, ja ouvimos dizr com gracs, que os seus
tornos eramintuios de earidade.
Conlinoa-so a lanear agua ptrida de algoii.
sobrados. Pur ora vai islo como aviso, depois ser
mus obligados a anonU-los.
Sr. li-eal do Iteeife olho vivo para a ra da
tiuia, para e-Has vendas, para rerlns pesus... e mais I tiuedes Alcofurado, a quera informara dos negocios
Igoaldade pelos empregados, pnrin passou a lei ..
II de Mi de juiho de iNi'.l, que man Ion distribuir
os emulurneulos na ra/.ao dos ordenados pelo serre-
lano, nlHcial-maior, amanuenses, ele, elr., e ja i
que ludo para curto horco que lhe lica bem con-
tiguo.
Conste-nos que continua em seu modo de vi-
inolar a qiiaulus passam, esse poloe inleliz
da ra (('Aurora. Nada ha que faga corngir esia
scuhora desalmada.
Ouerendu uro desses da rlasse immorredora dos
gaialos, fazer orna viagem em que linb 1 de ga
a easa,que rexilla dessa dlsIrlbolcAo, nio haver pro-; 13 das, red a um amigo e propoz-lhe perder lli.lHK)
porra,, entre os empregados subalternos e os de ca- i se nao engrdense 11111 cavallu sen nesse pouco lempo,
t'gona superior ; suecede, por evemplo, que quan- com a condicao porem de o deuar levar para sua
do ura empregado subalterno lem I por cenlo, o se-
cretario |em '). lem o quinlupb.....
lia Sr. Depulado: E eu aclio muilo juslo
isla.
1) Sr
ASSEMBLEA LEI.ISLAIIVa PROVINCIAL UE
PER^AMBLCO.
Seas a o ordinaria em 2 de malo de 1857.
Presidencia do Sr. Jote Pedro da Silca.
Ao meio da, veriea-se haver rasa, abra-se a
sanio.
I.ida a acia da antecedente, he approvada.
O Sr. Primeiro Secretario da couta do se-
cuinle
EXPEDIENTE.
Claudio Debens, procurador de Delfina Mara do
Espirito Sanio, proprirlario dajeasa que serve de
quartel ao destacamento da vida de Pao d'Alho pe-
de que na le respectiva se designe quola para pa-
gamento da quaulia de KO, importancia do alogoel
da mencionada casa.A coinmissao de fazenda e
ornamento proviueiat.
I.e-se e approva-se o seguinle parecer :
A coinmissao de negocios de cmaras, para poder
rmiltir o seu juizo sobre a peciento do Henrv
(iihson, constante da peligilo junta, reqoer que "a
cmara de Onda. leudo em vista o disposlo nos
arts. 42 o 4:1 da le do 1'de oulubro de 18J8, in-
forme a respeilu da referida preleuc.au.
Sala das cummissoes da assembta legislativa pro
vincial 2 de malo de 18J7.Oliveira. Keg'
Uarros.
I.em-se e approvam-se as redaeots dos projeclos
ns. 17 desle anno, e :>l de I85|i.
I.e-se e Tica adiado pos, pedir a palavra o Sr.
Silva Braga o seguinle parecer :
A commissao de coromercio, agricultura e colo-
hisae.o,tendo preseule a indicarlo do nohre depula-
do o Sr. lar. Sabino Olegario, que tem pur fm uma
representarlo a a-si'inl)!.-a geral sobre coluni-ar.lu
africana, he de parecer que esta ludieran seja re-
jeitada pela casa, ltenlo os ponderosos motivos
que militara contra a medida da proposta, e que a
commissao pasa a expor.
Por maiores que sejam as vanlagous que a agri-
cultura da provincia possa colher da medida pro-
posta, por mais exclusiva que seja esta na pruduc-
eao dessas vaiilageua, alias mu coulestaveis, nada
disso compensa o que ella lem de incouveiiieti
de anti-patrioliea.de pengosa cale de auli-humani-
laria.
Se entre mis existen) prelos escravos, se pela me-
dida proposta prelos livres hoeaea lerao do mi-tu-
rar-se inevitavelineule com aquellos, peder' *ucce-
der que a itiiniurjli lado f-r.i rom que alguus se-
uliore-, sob cajo poder simultneamente eslejam
prelos livres e pretus escravos, nao posMm deseri-
innnr um dos eutrns, confundindo pur exemplo oa
litlios destes com os daqaelles. Se infelizinenle
coafusOes de (al genero sao bem possiveis, a medi-
da proposta lembrara' de alguma sorle esses esfor-
coi gloriosos de toda naco brasileira para a ces r.lo completa do trafago de Africanos, e em couse-
queucia ella he sobremaneira inconveniente.
A commiisAu de agricultura julga-se fcil inter-
prete dos agricultores desla provincia,quando .ftirmn
a necessidade da colomsaeao eslrangrtra nao he dic-
tada pela desregrada le do ouro ; a qual s litan-
do nesle, despreza ludo mais. viudo assim a elvi-
dar-ae al o archelypo da moralidade e da eivilisa-
CSo para adorar o ooro, e s o ooro. Nao Se a co-
lonisaco tendo por fm o augmento da forera pro-
ductiva da agricultura ararrelasse eomsiico inewla-
velmente a deamoralisucao de povos barbaros plan-
tada 110 seio de ncsas familias, iieuhum agricultor
brasileiro desejana semellianle colonisaeao.
Ora, se a medida propoala, emhora n' boas inlen-
eoes de seu uubre autor, produzra' o ilerrainaraeii-
lo das fezes da Afnc no imperio braailiiro, he esla
a razan pela qual a eommsslo lambem earaelertsa a
medida proposta sobremaneira aoti-patriolira.
Dessa medida resallando a inlrodoecdo em gran-
de escala de Africanos, que lerilu de mislurar-se
iiecessaridinnle cun os Africanos nussos MCTavo*,
a coinmissao enverga uisso ligme eooaa mais de
suinma gravidade, alcm do auginrulu da farra brula
dos brarjos agrcolas, o que Ib aulunsa a cfassiliear
a medida pioposla lambem de per gOM*
j.inliin a comtnissao reputa semelliaille medida
anli-hum.iiitl.iria, em razio de ijue Irazendu ella
para o Brasil c para a frica, effeiloa qua-i idnti-
cos aos do Irafego de Africanos, esla he coiisid-ra lo
anli-humauttario pela eivilisaeaoactual.
Sila das ruinm..... da isseroblea legislativa pro-
viicial, U de abril de 18,7.Ignacio de lia 1 ro-
llar ralo.Antonia Marques de Amoriin.
OKDEM DO DA.
Terceira discusso (o projeclo 11. -S desle anno.
Vio a mesa e apoiam-se as aeauinlea emendas :
Supprimase a emenda do Sr. Barros de Laeer-
da, que passou em segunda diMuesto eonaiderando
como empreslirao o beneficio das loteras.Oli-
ve i ra.
Mais duas I dorias de 100:000-; para a irmanda-
de do Espirito Sanio, erecta 110 cunvenlu de S
1-ianciaco.Soaza Cirvalho.
Enrerr-se a diecussto e approva-e o projeclo I dos erapregadas desla ou daqueila reparlio e
Meira Uenrique : Nao echo reato nes-
-a jusliQa, e qui/.era ale que os emolumentos fos-
-e 111 distribuidos igualmente, porque mis sabemos
que de ordinario, eases eiuolunieiitos sao pcrceln.los
em cousrqiieuea da certas Irabalhos, de que smen-
le sao eiiearregados os empregados suhalicrnos.
fina roz : u era ate da opiuulo que fossem
supprimidos ns eiiiolumenlos.
O Sr. yietra Ilenru/ucs : Essa he a minlia opi-
ni.lo, quizera que se acabassera os emolumen-
tos...
Um Sr. Depulado : l'oi essa a opini.to da coin-
missao
O Sr. Metra lltmiquet : Eu eslou referindu-
me a um dos argumeulos das que impugnara o aug-
mento das urdeuadus para a secretaria du governo
O uubre depulado ha de lembrar-se, que eu |a disse
quando fallei n'oolra ocessiio, que era miuha opi-
niao que st acabassem os emolumenlos, e se aug-
menlawm os ordenados ; mas enlendo tainbern que
nao he justa a diltribuicjlo daquelles, como actual-
mente se faz.
Aeresee, que ns niniliimenlos nao s3o eerlos, e
">": se po le. calcular o seu augmento ou diminui-
ra, e assim distribuidos s podem avultar para com
um empregado de cath-goria inferior, quando por
ventora ehegertm a uma somini Importante no fim
de cada anuo. Ecouio foi revogada aquella lei da
iguatdade ?
o Sr. si l'rrciru : ignaro completamente.
O Sr. Metra lleiirtijuef : Pois eu mlu ig-
noro.
Porlanlo, se a casa nHo adinillir o pensamenlo de
suppriuiir es eniuluiiienlos, enlando que iiu (leve
dallar de lomar orna medida qualquer a respeilo do
modo de fazer easa distribuirlo, ou restaurando a
lei n. ',1'r, ou mesmo approvaiido uma emenda que
araba de ler-se, cretu que do Sr. Epaminundas de
Mello, que me parece ser minio melhor do que o
que actualmente exisle.
Pelo que respeila a emenda, de que eu fallei pela
primsira vez, moslrei a designalda le (fue bavta,
moslre que adoptaudo-se como base os 20 por cenlo
indicados pelo governo, a emenda nao guardara es-
sa pmporc/lo ; por exemplo, daudo-se ao procura-
dor fiscal r>t)05 rs. de angumenlo...
OSr. .s'.iira CiirralAo : O que acha nisio ?
O Sr. .I/airo flenrtquei ; Acho que nao se
guarda proporcio com o que existe, porque leudo o
Inspector 1009 rs. sobre o ordenado de ~:}D0j rs.,
nao correspoude nein a 20 por cenlo ; entretanto,
que 1:200.-? rs., ai.diciouaiidu-se-lhe 2U por eeulo,
da 20-?. soturna inferior a melado daqueila augmen-
to de 500.; 18.
O Sr. Souza Cjrcallio: Discuta se he juslo ou
n;lo. e qual o ordenado que deve ler.
O Sr. Metra llciir/ue* : Eu Ja" disse que
trato te jasiiea, quer em relac/10 eos ordenados que
aclualineute exislera. quer prescindinJo dislo, e lo-
mando uma baso de 20, de :10 011 50 por cenlo, dar-
se-ha sempre a desproporfto us ordeuados dus im-
preeados.
Um Sr. Depulado : A base he juaiica.
_ O Sr. Metra lleitri./ues : O nohre eollega, oSr.
Epamioonda de .Mello, opinoa que se nao devia dar
ordena 10 ao procurador fiscal, e antes augmentar-Ule
a porceulagiira. Eu mo aduptei essa idea, porque
mi descubro relio para que o procurador fiscal fi-
que priv-do de um augmento, quando lodos os mais
o tem. aera que se fi/.esse alteracio alguma na por-
centagem, lano mais, quauto o uobre depulado eoni-
pr.'bende muilo bem. que quando a arrecadaeo fn*-
se por domis ventajosa, bem poderla ser qne o aug-
menlo proveniente dessa porcenlagem excedesse al
a quaulia de 5005 rs. que lhe era dada como gratifi-
carlo, pr.rque a arreeadaeao nao lem limiles, he
lado qunntna Ibesouraria poder receber pelas dili-
genci.is do jnizo.
Assim, pui, creio, que como memhro da exlioeta
commissao, leulio ennttidu n meo pensamenlu a lal
respeitu ; pude ser que no correr da discusso seja
levado a' dizer mais algnma consa.
Vai a' mesa e apuia-se a seguinle emenda :
4>as souraria, cuusidere-se como ordenado, o nao como
gratificara 1.Epaminniulas de .Mello.
O Sr. FrancUDO Zoilo : ( Diremos m outro nu-
mero).
O Sr. Presidente : A discusso lica adiada pe-
la boro.
II Sr. Stea Hrmja requer urgencia para conti-
nuar a discvssio do projeclo.
O Sr. ['residente :E-l.i cm discusso n Urgencia.
O Sr. .Nili-a ruga : Peco a palavra sobre a
urgencia.
O Se. Manoe\ Cucacanli:Pec,o a palavra le-
la decencia.
O Sr. Si\ra lraga : Sr. presidente, ea enlen-
do que essa esuraasj do nohre depulado he real-
m?iile muilo ollensiva, he muilo ponco decorosa pa-
ra mim e para a easa, porque o que se pode colli-
gir do procedimeulo do nohre depulado, he que o
meu requerimenl) au esta nessa grande bunestida-
de, do que he decenle...
O Sr. Manuel Cata\eanti: Pode nao elar.
O Sr. Siftvi Braga : Pode nao estar, nao ; por
que esla na ordem do regiment da cata, e o no-
hre depulado que se aprsenla aqu lao propugna-
dor das regalas da casa, nao pode dizer isto, mo
esta nuturis..]., a qualilicar de indecente o meu re-
querimenlo...
O Sr. Franciico Joa da' um aparte.
O Sr. Silra Braga '. Porliuto, eu insisto no
meu requeiimenlo, requeiro que se consulte a easa
sobre a urgenria de se discutir o projeclo 11. II, a
easa pode decidir como entender, pode regeiltr o
meu requerimenlo, mas nao pela razo de iu.lecen-
cia nu de liune O Sr. Manuel CacatciuUi diz que se oppoe a ur-
gencia por entender que nao he conveniente, nem
derenle que a casa inlerrompa a discusso da lei do
orcaraente, lendo sido prorogada s.sessio paraM
conaderar es-a le, alim de tratar de materias de in-
terese secundario e quiera' todo particular, como o
projeclo para que se pede urgencia ; euleiide que
o honrado Miembro, que acabuu de fallar, mo lem
motivo para se molestar, quando elle orador sup-
porla catado ludo quauto se faz e se diz ua assero-
blea, contra sua opiuiao, apezur de militas vezes
nao goslar, e jnlga que primeiro qne ludo be do de-
ver da eaaa apreciar a lei do oreameoio, e depuis
entilo tratar desses ostros ohjectua de importancia
secundaria, e assim lera explicado couvenieulemeu-
te a sua exclamaeao.
O Sr. Fniucisio Joo oppc-ae a' urgencia.
O Sr. Metra llenrlquei offeruce o seguinle reqoe-
rimeulo.
Continaafio da segunda discusso do orcamculu
provincial.
Arl. 27. i^oin os coadjutores das
freguezias.........5:100^)00
lie approvado sem debate.
o Art. 28 Com o guizamenlo e fabri-
ra das m.ilrizes.......1:7394000
lie tambera approvado.
Arl. 29 com 01 religiosos capuchi-
nbos........... 8619000
O Sr. Souza Carcalho Icvenla-se para protestar
contra as arguires injustas e extemporneas felas
pelo Sr. Dr. Manuel Csvaleanti a' sdmlnistracio e
a' pessoa do Extn. Sr. Jrs lenlo.
Defende esse ex-presidenle da censura feila poi
causa da pensio dada para os estados do Sr. loa-
qolm Pires Carneiro Muiileirn, cuja responsabilida-
de cabe utiicameute a' assembla.
Declara que nunca fui aqneeido pelos ratos ben-
ficos vibrados pelo Sr. Jos lenlo, mas que boje
nao po le recusar lhe a justiea que sempre lhe fez
durante a ua administradlo e que he grande
gloria para esse administrador sii arhar o Sr. Ma-
nuel Cavalcanli para confundi-lo cen-uras lao pou-
co momenlosas e lao injustas como a que inuppur-
tumenle lile acaba da alirar. Apoiados..
O Sr. .V. Paridla : ^ Nao resllalo o seu dis-
curso.)
0 Sr, I. de Hunos : ( Nie devoiveu o seu dis-
curso.
O Sr. Manoel Caelcmtii: (Faz algumas con-
siderarnos.)
linreira-se a disCUSSiO, e pondo-sc a vulos o ar-
ligo, be spprovade.
Dida a hora, o Sr. pr-siden'.e designa a ordem
do di,
casa. A' principio 'esitou o dono du cavallu se dc-
veria nu nao acreditar ne-sa g-rdora reiieuliua, mas
deixan.lo-se levar pelas promesvas du eapadoeio, en-
Irega-lhe o cavallo. He o que quera o lal gaia-
10. Logo que apanbou o pobre animal, muutoo e
bi se fui engurda-lu pur essas Miradas. Nu lim dos 15
das ou aulas disso volla elle da viagem. Irazendo o
pendentes, e dara as precisas insiruccOes. Gonce*
deti se a licenij.i. annuio-se a proposta c inaudou-
se responder ao sdvogado.
Ouiro 2) du procurador, s.ilisfa7eiulo a exigencia
que Ib- ful feila por portara de 21 de marca ulti-
11111. relativamente a despeza leita no anuo munici-
pal lindo com rusias de procesaos criminaos, jury e
oleic/.t's, a/eile para as prises civis ele.Ao verea-
dor i|ue fez a requi-ieilo.
Oulro do mesmo, reineltendo o batanete da re-
ceila e despeza municipal, perleuceute au mez de
marco pruximu lindo, e o du eemileriu, relativo ao
tiimeslre lindo no mesmo mez.A commissau de
pulira.
Oulro do engfenheire cordeador, enviando o esbo-
eo de duas plaas para os cemilerios das freguezias
do Puro da Pauella e S. I.uuieueo, laudo cada um
ion patin-i-cm quadio, e pudendo moler perla de
quurio batalbSo de artilharia, a diapoc|lo do Exui.
lente ^eueial commacdanle das armas.
Pela subdelegada da Iregoesia da lloa-Visla, n
prelo Jos, qoe disaer eaoravo de Jos Francisco
de Almeida, por ebno e deaordeiro.
Enlraram em o porto testa cida le viudos de fura
do imperio e apreentadM iksI.i secretaria durante
o mez de abril prximo lindo 9 estrangeiroa sen lo
um austraco, um heapaiiliol, un banoverisne, doua
Ingleses, tres portnguetoa, e um pruasiaoo. K alu-
rmi para futa do imperio 13, sendo dous francezes,
dez poitugiiezcs a um aoisso.
rauca de que, devidamente comprrheudido, sera
abrarado o meu programo! administrativo, e des-
l'arle podeiei conlar com a poderosa cnadjuvacio dos
bous Kio-graiideins M rdua, mas honrosa larefa
que sobre mim pesa.
1. Pelos motivos exposlos, considerando en como
uiiiilu valuso e ellieaz o apoiu de V. recunimen-
d.1,1 1,,-ibe luda a allnela para o que passo a pon-
derar, e posso as-everar-lhe que, se ,ue fa||ara luzes,
subram-me re-olucio S firmeza para ir alein de pa-
lavra- e Ibeonas.
1. Convencido de que na slricta observanria da
cousliluirau das leis.e na firme conli.nr, que ,ono, ,lo
mea ler ... inst.lu.eO,. do paz esta vcrdadei.a
1.11.11,,.|,. de rula.iao br.sile.r, .porque lora desle ler
reno a orden, afi in.pns-ivel, e a Itberdade rila las
sari de orna chimera, he para este pontu ua i,'l0
,le roiiver-11 piincipalmeiile aa 11 inha. toreas L,
cerlo au ha uiru caitiinhu, por 011 le pussa'ioos
eavallo mais merlo (loque vivo, mais magro do que qiiliibaulas sepulturas sendo 400 pouco mais ou
Itnt.a levada, e quando o dono enr.iivccidu rompe menos subterrneas, e 100 em catacumbas ; dizendo
em furor-s contra elle, neis ah o voaio cavallu, que, se o seu trabalho raereceaM apprevacSto, passa-
disse-ll.e : lomai os IQ^OOQ rs. perdi-os, e anda ria a organisar os respectivos oreameutos.A ca-
ntis o sustento, .1 dise-ll.e ha.xinho s que nao tem mar aceitn os projectus e mandn respouder ao cn-
fa'lio. Que lal Alugou um eavallo por 15 das geulieiro que apreseulasae os respeclivus oreamen-
pelu alto prceu de I0 ra. Eis un. petfeilu cavallei- los.
ro de Industria I Outro do fiscal de S. Juso expendo a necessidade
Iteunem-se em uma escuda da ra Mlreita do de ac tapar o arrombo felo pelas aguas da mar, no
Rosario um choro de moleques assobiadore-, que fa- alerramenlo em frente, pelo lado de leste, dos cur-
zem a desharmonia mais bein esludada |.ara incom- raes do maladouro, alim de evtlar-seque liquen, a-
modar us uvidos alheios. Seria bom que qurm po- ; lagados os curraes lias endientes do mar, e os bois
de. BCobeSM rom essa rntisieii dcspct.sada periodos, dentro d'agua.A commissao de edifiraee*.
e por Indos aborrecida, e que nao pouco incommoda Oulro do mesmo, informando como qae dispe
a viziuhauca. Nao alo meuos dignos de correreao es- ; as posturas, relativamente a alleraeilo das horas da
sea outros muleques qoe no paleo do Carmo se exer- maianra de gado de-ltuado ao consom requerido
rilara nn qu.il maior estala dar com o chicote. Nao por Joia Jo-e precisa ir longe, elles lem nu miO o qae precisara A commissao de saude.
em oulra parle. Oulro (2) do contador partecipanilo, afim de que a
O vapor S. Salvador, viudo dus porlos do or- cmara previ lenciasse, que se achavam exmelas as
I*, Irouxc a seu bordo para esla provincia us seguin- [ quutas destinadas, para occorrer as despezas com o
tes passageiros : jury e eleir,es, e cora o expediente C un res.oes, e
Dr. Joaquim Pedro da Costa Lobo e seu filho me- ate excedidas, aquella na quaulia de 752J800, e
or e .'i escravos, Jos Teixeira dos Santos, Franris- esla na de MS/loO.(Jue se soltcila.se -o Exrn. Sr.
ro de Paula Monle.ro Albuquerque, cabo de eqoa-! vicc-presideuie da provincia aathorlKCjIO para se
dr- Jlo BapUsla de Moora, Charles Pooles. Ileury conlinuar a despender pelas n.esmas verbas o que
Jakman, James Wenlcry, Carlos l'lagge, Jos Fran- : for neee-sario at o lim do exercicio < mente.
cisco de flliveira, Dr. Eleulerio Aogustu Albahyde I Os Srs. Barata a llego, Baerain n seguinle reqnc
e seu esciavu, Lucio Kibciro (iuimaraes, Samuel Fi-| rmenlo, para que a cmara mauiMiasse ao Ei.r'n.
lippe Uclioa, e seu escravo. Joo Joaquim TellesPa- presidente da provincia, o Sr. conselheiru l'eiseira
gels, Uoncalo Ju-lAITunso, Adolpho Werb-ter, Jos de Mace lo. ura voto pur escr.ptu de seu tacoobvvi-
Augualu de Caslro, lenlo Jos da Coala, Francisco metilo, e gratidao.
Jos de Motaos e Silva e 1 criado, Atilonio Jos de u Sendo notorios os importantes serviros, que u
Suuza Carvalh, Curuelio Nepotes de Magalhaes, i Exm. Sr. conselheiru Sergio Teixeira de Maccdo
Antonio Vicente de Magalhaes, Piimo Pacheco Bor- | presim a ela provincia, durante o curto periodo
ges. Titeados Perera Bulos, padre Joc Avelino | de sua adminislrae.lo, na qualulade de presidente,
Mnnleiro, tnajur Antonio Carlos Pereira Piulo, Joa- \ desenvolvaudo a mais honrosa e patritica conduela
RELACAO' DAS PESSOAS FALLECIDAS NA
I HF.til K/.IA IfE SAMO AMONIO DO BE-
I IFE EM ABRIL DE 1857.
Erneatina, parda, libia de CaeUna Mara du Bom
parlo, 11 mezes.
Manuel da Foiiseca l.emus Jnior, braucu solleiro,
22 anuos.
Joao Franrisco do E'pirilo Santo, branco, solleiro,
II anuos.
Jaquimn) Delpliuui, branro, solleiro. 2i nnnos.
Bernardino Ferreira, branco, solleiro. 24 anuos.
Elias, crenlo, tillan de Isabel de lal. 2 auno,
lledalo, branca, eipoalo era casa de Aotouio Can-
C^^Svi^rS,^, so.teir.. 29 anuos, conee,.,, u a lulo.ios dadlo, brasileos .mpor.a.,
Maria, parda, MU, de VictuiM.ia Francisca das Cha- !f'SH.^JS'SS* "a" l,e l"'1" ?-
grao de pro-ptridade a (|uo he deslinila pelos seus
recursos naluraM.
o De rni.f. rmidade rcm estes principios, looge ,|0
me envolver na lula doa partidos, iei.hu procurado
eollocar-me acims delles, e espero 0,10 ler de sahlr
desle proposito ; porque me parvee que so deste mo-
do se podar tornar ellecliva a igual lad: dos cida-
lilos peraule a le. A conslituirao do imperio lem
quii da Silva Coelho e seu llliu menor, Ignacio
Maia da Sdva Coelho e I menor, Augusto Muniz
Machado, Manuel Bodrigues de Andrada Paiva, ca-
pitn Clau lino do llego Barros e seu eacravo, Ber-
nardo Noral.
Seguem para o sul : Manuel Pinto do Amaral,
Joao K iberio e soa se..hora, D. Jo-eplnna Mara,
Manoel Antonio, Laariauia menor, Miguel Antonio
da Silva, Manuel Joaquim da Bocha, Manoel Pinto
du Amaral, Angelo Custodio, Joaquim Balalha. Ma-
noel da Hucha Braga, Pedro da Costa Pinto, Fran-
cisco Alves de Ol.vera, Dr. Jos Joaquim Machado,
Manuel Antonio B(S|os. Jos Klorindo Torres Albu-
quer(|ue, I desertor, 5 (^bins, 25 recrulas para u ex-
ercilo, 8 ditos |.ara a inarlnba, 42 escravos a en-
tregar.
O vapor (Igosrassus leva a seu bordo paraos
porlus do norte os ae^uinles passageiros :
Joao Baplista de Albuquerque, Manuel Fonlaine
Sobriuho, Leopoldina Flora da Coiiretcio, Dr. Luis
Correia da t^lueiro/. B.rros, Josa* l,uncalves dos lte(S
Jnaquira Marques Dainazio, Fr. Jos' do Corar,au de
Mara Castro, Joaquim Ignacio iMonteiro, Joaquim
Ezequiel Barboza, l.uiz I erreira de Mello, Fructuo-
zo Pereira 1-reire e 1 eacravo, F'rancisco Ignacio
Ferrcira Jnior, Antonio da Costa Alecrim, Sabino
Anlonio da Sdva Coutinho, F'rancisco ltufiuo de
Santa Anua, Marlinlio Jos' de Souza, Jaso Marti
olio dos Sanios, Antonio Serafm da Silva, Ignacio
F'rancisco Pereira da Silva, Antonio Jos' Pruden-
cio. Francisco Rndrignea da Panacea, Jos Lucas
da Cusa, Juliu francisco de Azevedu, Antonio de
Souza Lelo e 2 escravos.
.11: amanha .
COMARCA DE SANTO ANTA'O.
Victoria 0 de maio.
lia das houve un:.: discusso entre diver-
sas pessoas relativa af iiomeaces de ollciaes de
pnmelra linda para o cargo de delegado de
polica; utis reprovavam, e oulros approvavam
na geslilo de todos os negocios administrativos, pro-
moveudo a fiel e protnpla execueDo das leis, a des-
peilu de quaes quer cousidera^es pessoaes, giran-
tiudo a paz que se suppuiiha aineaeada cura aa elei-
eea geraes e inunicipaea; reqiieremos que esla c-
mara pur meio de uma commissao de seus merabros
aprsenle ao mesmo Kxra. Sr. um voto por eacriplo
de seu reconllscimento e gralidio. Ilecife 15 de a-
bril de 1S57. Os vereadores, Barata d'Aluieida,
tiuslavo Josdo llego.
Puslo era discusso, foi approvado, sendo regei-
tada a seguinle emenda, que oleicceu e suslenluu o
Sr. Barroca :
"Supprima-se depois da palavra paz,que se suppu-
nha aiuaajada.Silva Barroca.
No sentido da proposta acuna redigio-se e assig-
nou-se o vol de gralidio, e foram Humeados era
commissao para o presentaren) a S. Exc. os autores
da indiraco.
Foi lambem regeilado o seguiule requerimenlo,
que fez oJSr. Barroca :
Que se recominende aos Srs. liscaes, para que
preslem a necessarta alinelo as denuncias que dia-
riamente se veeui publicadas nos peridicos desla
cidade, mine infr.tccea de posturas da municipab-
dade.
Paco da cmara municij>al do Kccife,15 de a-
brtl de 1857.Silva Barroca.
Despacharam-se as peliroes de Antonio Joaquim
Correa 2 Aolooio Jos da Ilusa. Caiido do Sal-
les Peitvto, Domingos Jos Machado, Domingos de
lloilanda Cavalcanli de Albuquerque, Piaocieco
Mondes Mari ns, barharcl Prancisce d'Aaais d'Olt-
vetra Alaeiel, Firminu Pessua da tiania, Francisco
Malneiro da Cusa, hacharel Francisco Lilis Caldas,
Francisco Antonio Alves Mascronnos, hacharel Juau
Litis Cavalcanli ifAlbuquerque, Fre Joau da As-
suraprao Muura, Jos Nones d'Oliveira, Ju.iquun
Iratici-co de Paula E-leves Clemente, Joao Henil-
ques Da), Joao Jos do llego, Joaquim Jos da Cos-
a, Jos Alves da Silva iclorla
ga*, III das 'pobre )
Hallulla Mana do Sanamente, crioula, casada, 25
annoa.
.lose, branco. lilbo de Jos Joaquim de Noraes, um
mez.
Ilm prvulo. (Pobre.)
I Inodora, larda, eserava de Aleixo Jos da Luz, 9
a tinos.
Antonia Crispim dos Aojos, crioulo casado, 41 an-
uos. (Pobre.)
Maria Jos, crioula, solleira, 85 anno.
Manuel Pereira da Silva, braucu, solleiro, 56 anuos.
Luiz, criuulo, escravo de Pedru Barboza da Silva,
40 anuos.
Mana, parda, filha de Joaquina Maria, 18 aunos.
Jos, brenoo, lilbo de Francisco Antonia Paz, I
raezes. (Pubre.)
Maria, cnuala, liiba de Manoel Pedro Castra Lima,
I atino.
Maria, crioula, eserava do Dr. Francisco de Assis
Oliveira Maciel. 9 mezes.
Prudencio, crioulo, escravo de Lucio Candido Pereira
de Csrvejfao, 15 anuos. ,__.
Jo!t,,~Tard7 escravo ue Manoel Antouiu Viegas, 5
anuos.
Morinu, pardo, filha de Francisca Ilusa de Sanl'Ao-
na, 2 mezes. (Pobres.)
F.ltppa, crioula. eserava de Joan Chrysoslomo F'er-
n.indes Vianna, 'Mi aunos.
Miguel Ferreira llaslos, bronco, solleiro, 15 anuo.
Manoel, pardo, lilbo de Itusaltua Caudenciu da Sil-
va, 7 das.
Antouiu Francisco de Paiva, braucu,com 28 aunos.
Jos, pardo, escravo de llosa Jusliiuauua das Neves,
15 das.
Jaauario, pardo, filho de Belarmitio F'erreiro Ra-
mos, 7 mezes.
Camarina de Sena Maria dos Praurea, crioula, ca-
sada, 15 aunns.
Antonio Jos do Sanl'Auna, pardo, solleiro, 15
aunes.
Mara, branca, filha de Jos llapli'la Braga, 15
mezes.
Antonio Jos Pereira, pardo sulleiru, 32 ,'iinos.
I.uiza Mara, crinla, aolleira, 50 ......
Maria. brauca, filha de Pedro Borge .a Siqueira,
9 dia.
Maria, brauca, filha de Francisco Lino de Suuza
Cuulu, 1 mez.
Ignez Marta da Conceiejo, parda, solleira, 44 anuos.
Albino Ferreira, branco, solleiro, 20 aunos.
Cordoltna, parda, lili,a le Jos Anselmo da Costa, 8
mezes.
Claudio Jos dos Sanios, branco casado, (iti anuos.
Leobina Mana de Jess, branca, solleira, 11 anuos.
Jos, branco, filho de Joaqmua Francisca, 3 mezes.
Marianas Francisca da Sdva, branca, solleira, 2b
anno.
Antonio, pardo, lilhn de Rila Maria, oilo aouos.
(Pobre. I
Doluiugos da tal, Africano livre, solleiro. 05 aunos.
Padre Leonardo Joo firego.
Prioste.
iOtrt.iJ
-#,...-.i >&*. i>.
........ ,,,, 1 1 1 >> v Bmquanto a no,, somos de opimlo que as noaaea- "" """""J" P Marque, da Silva, Joao Igna-
eoes de uflkiaes de buha, quando estas reeahem em l"'" 'Sa""'s de Avellar, Juse Pereira da Silva. Jua-
buracns pn.bos sa, as ra.lhures, porque sera rea- qu"" P,e'e"" """""' Juau S"ar*S ,ld ***< JuH-
porq
de parentesco, sera am.sades as loealidailcs
sem in1r>gas para exereilarem inesquinhas vin
-oh a ,-jin da autondade, podem exereer um.
cia imparcial, levando a sua acea mide ella se
uar necesaria, o que mo se da' (com honrosas .-
reproesl qaaudo os delegados s.lo do mesmo lug^r,
porque esles a- mais das vezes de.xam de obrar cu-
1110 devertam por evitar intrigas e indisposirjoes coi
os seus distrilauos, quaudo o ollioial de liuba me
iiusprezandu essas intrigas, visto como lem de reli-
rar-se, exerce cse empregu com mais desembarazo
hberdade, accresccndo a tu lo isto que os negocios
da polica 11 li-ni vem lodo o lempo que o agricultor
ou fazeiide.io (erin para cuidar dus proprios interes-
ses. Nao se inverla portn o pensamenlo do Viclu-
riense, o qual, comquaulo pense assim, todava mlu
desconhece. que cidadans exislem lias localidades'
dignos de oceupar rs-e eiuprego.
Temos falla de bracos pata a agricultura, a popu-
laeao eresce, e com ella o numero dos consumido-
res, pelo que parece-nos, que no recrutamenlo se
deve ler allenrao aos tnoeus que s? applic-m a agri-
enllnra, esleinleudo-se elle aoi vadius e aos que nao
lem oecupacao honesta.
Deu -se no engenho Bello Monte, da freguezia da
Escada, um faci criminoso, mas jiislificavel pelo
cdigo criminal, o he o seguple :lim moco, vol-
laudo da casa, encu-lou a espingarda ao canto da
sala da casa, onde mora com sua unli viuva e ir-
rolos, um desles, sem que fusse vislu, carregou-a
Com plvora e chumbo ; apparecendu ah um tro
calor de espingardas, eoovidou a este mofo para tro-
carera as armas, e assim contratados, exigi que
elle batesse o fuzl para ver se a espingarda era boa
de f, go, e fazendo islo. infelizmente acuuleceu, que
viudo de detraz da casa sem ser perrebtdo um seu
mulo, ao chegar a porta, para onde se dirigir a
bucea da espingarda, receben luda a carga, e fule-
cu. Este aneesse lera sido bastantemente sentido
pela viuva mili, por ver um lilho murlu, e outro
Sin la que involuntariamente assassino de seu tr-
mn.
-Achira serecnlhi los a cadeia para eutrprir as sen-
lencas que llies foram Impostas a revelia pur de-
ctsao do jarv, os Srs. Francisco Virissimo, Anloitio
do Ssnto, e Heraldo de tal.
J vai el 10 vend,, e os agricultores estao mais con
lentes.
Na feira de Hollado veodeu-te a coia de farinha
a 20, a de fe.jao a 1;0, e a de mlhn a 480, a de
carrapalo a 50U ; rada um ovo por 20 e at 10 reta.
A carne do Caer vendeu-se por libra a 20, e
o bacallio a Hit).
Vterain ao mercado 156 bois, que foram venJi los
ao clenlo de SfSOO por arroba. Consuinirame no
aasougue 31, e a melhor carne foi vendida a 21 pa-
tacas.
Al oulra vez.
O lirloriense.
(Carta particular.)
quim Jos Tavares e outros, masa regedura da ir
mandade de N. S. da_Coiiceie,lo dos Militares, Ma-
aoel Martina de Carvalhe c Mearon &C.
Despeza da que irala o procurador uu oflicio Mi-
nia.Nu exerci'io da 1855 a 5ti despeudeu-se con)
c islas de processos criminos, 1:001150112: com u
Irbu11.1l dojnrj e eleteocs HUBO/, e com luzes para
os preso OO.'l.j.
iMn .mi- o mesmo anno n.lo se arrecadou mulla
algiVfia era virtda do cod. do procoSSO e lei de
eleices.
Durante o 1. semestre do eiTcicio correte res
18-ili a 57 despeodeu^e cum rostas de prucesoa de
I:72a*070. jury e el-ir u. 2:7523, luzes naia as pri-
soes 572.1M20.S se recebeu de imillas no ctr. er do
refer.du semestre, em vtrlude do co.l. do proc, re>s
083250.
Barros llego, presidente.Barros Brrelo.Silva
Barroca. S ,, 11111,1.Franca.Mello.
e lvenla a ses-ao ai 3 l|i dj tarde
P &S,M 4V ULS k
TS ImT" t ^ Ji\3
CMARA MUNICIPAL DOKECIFE.
SESSAOFATRAOliDINARIA DE 15 DE ABRIL.
Presidencia do Sr. I'arros llarrelo.
Presentes o Sis. B-go, Vianna, Barroca, Barata,
e Mello, fallando com causa participada o Sr. Franca,
e -era ella os mais senhores, abnu-se a sesso, e f.1
lula e appiuvada a acia da antecedente.
Fui lidu u seguinle
EXPEDIENTE.
Fin aviso expedi lo pelo ministerio do imperio, em
dala de 21 de marco ultimo, eommuuieaudo que, por
decretos da me.-ma dala, despeusara S. M. o Impe-
rador a Jos Pires Fereua, o padre Venancio llen-
riqoo de Rezende, por haverem pedido, e Anlunio
C'-elbo de Si;' e Albuquerque, do cargo de vicepre-
sidente desla provincia, e nomeara por carias impe-
riaes de igual dala, para aervirem o referido rargo,
ua falla 1 u Impedimento do respectivo presidente
em segundo luc ir ao banlo du Rio Pormoso, cm ler-
reiro a Joaquim Pires Machado Parlada, e em sex-
to Manoel Joaquim Carneiro da Cuuha. Inlei-
rada.
Oulro do Exm. presidente da provincia, mandan-
do qu* a cmara remetlesse com toda a urgencia a
Ibesuursrts da f,zenda copia da plaa, ltimamen-
te approvada, da povoeco dos Alegados.ManJoo-
se nesle sentido expedir urdeiu ao eiigeulieiro tor-
iieador, pira Orar a copia.
JLHV DO RECIPE.
2.a sessSo.Dia (i de maio de 1857.
Presidencia do Sr. Dr. .4lcxandre Bernardina dos
neis e Silca.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Joaquim de
Souza Rea.
Escrivo interino, o Sr. Manoel Correia Gome
de Almeida.
Advogodo, o Sr. Dr. Joaquim IlUiro de Moraes
Cerval no.
Feila a chamada as 11 hora da maulia, aclta-
ram-sc prsenles 43 senhores jurado.
Foram multados era mais 20^000, os senhores ju-
rarlos multados nos das antecdanle.
O Sr. juiz de direilo declarou abena a seslo,
depois do loquo de campanilla.
Aberla a mesma sesso, veio a presenea do tri-
bunal do jury, para ser julgado, o reo alia,ir ido An-
lonio da C ist Moreira, acensada pur rrime de olTeii-
sas physicas, felas na pessoa de I guacia Loiza Fon-
seea uu da 21 de etembo du anno de 1851, sendo
deleusor do mesmo reo o Sr. advogado cima men-
cionado.
O eonaelho do jury da senleiiea foi compo-lo dos
senhores ae^uinles :
Joaquim lletiriques da Silva.
Juso Ignacio de Medeiros Reg Mouleiro.
Bernardo Rodrigues Pinheuu.
Dr. Manoel Jos Domiugues Cudiceira.
Ignacio Francisco Marlins.
Jos Izidoro Pereira dos Res.
Antonio Correia Csbral.
Juan Bapt.sta lludrigiies de Souza.
Antonio Jlos Bandeira de Mellu Jnior.
Anlunio Hulino de Aodrade Luna.
Joaquim Mauricio Uonealves Ilusa.
Jesuino da Cosa de Albuquerque Mello.
E ptesl,rain juramento sobre o livro doa santos
evengelnos.
Foi o nu. interrogado, o dissa que ere aecuaado
por um 18 pancadas dadas em um mulber chamada
Iguaria de tal, pur n que nao frt elle a autor dal-
las. Disse raa.s que sabe, por ouvir dizer, que o au-
tor dos fer.meutus quesuflrera dita inulher, fora um
cahoclo amasio da uUendiila.
O Sr. promotor interino disse que fra o reo o au-
tor dus fenmeiilu feilos em Iguana I.uiza, e por isso
eslava incurso as penas lo arl. 201 do cdigo cri-
minal, grao mximo,' por se dar a c.rcu.n-taucia
gravante di-s J.5 1, 4, (i e I do artigo lti do mes-
mo cdigo.
O Sr. advogado disse, que o reo mo era crimino-
so ; e que nos nulo- nao exisliam provas cuulra, e
pello a absulvicao do mesmo rn.
OSr.juiz do direilo, depois da defeza, resumi a
maleria da accesinjlo e defeza, e propoi ao jury as
quesles de fado, e seudo eslas enl.egue ao ditu ju-
ry, fui e-tn cunduzido a sala secrela daa ci>iifere*|>
cas a I hora da larde, donde vollou a l|2 hora rom
suas respostas, que foram lida pelu presidente do
jury de -rulenca, e o Sr. juiz de dtreilu receben 10
as respostas do mesmo jury, publirou sua seniora,
ah-iilveudo o reo a rondemuando a municipalidaue
tas cu-las, e leventoo a sesso, adiando-a para o
da seguinle as 10 huras da maniato,
coma ,111-n 1, du Sr. Brrosda Lcenla, Heandolo de lodosos empregados provincaes, I
elle dependente daiegunda dtaWniflo, sendu rejeila- gun, que os empregados da aeerelari'a du aoverno,
i a escepra dos amouucuse!, de que irala o artigo,
das aa dentis.
S'.bem tuJus a excenlricldade doearaeler h"s-
nailbol ; uma iua,;in-e.io viva, rica romo a sua
Imgua, da-lliea para ser exagerados e amantes du
di prate, a torna-Ios celebres por es-a qneda. F.m-
quanlo a turnes elviHsa las d'svanecem -e eui .!>- |
.ei.-.r au mundo o grandioso q.iadro da indu-lria
universal, a evpr em brilhente ronciirret.ria os -cas |
mais ricos lliesouros, os m..... heras divertero-se I
em exposicdes de chapeoa vellins, de cachimbua que-
bradus p de lu lo quanlu provoca o ri-o e hllaridado.
Carlos \ assi-lia uas proprlaa exequias edi ion-
io vivorecebia snfreg., as lour,.^ funeraes. Esla
peripecia de sua vida resume eloqui>nleuieiite u ge-
nio bespanhol. Diamelralmeiile oppoalo he O carc-
ter inglez. .', p,mili,h la,le mililar. a serielade nun-
ca inierrompila, a coneisle csraclerisam-nos singu-
larmente. Uenerosos, os IngUzes a;lo ao meamu
lempo sobremaneira economlroa. Votadas pur nina
uatoral leulencia as retardes comni.r-ia?-, os insu-
lares endeosam o sanio principio de ioteressaa di
econumia. Vem aqm n pelo un. dito opiraramatieo
de um nosso delicado eritico. O loglez he um lenco
Lrauco sobre o chapeo. Com effeilo esies chapeas
KXFAKTICAO OA FQI.ICIA
Occurrenciai do dia i de maio.
Das dilTereiiles parles hoja recebados nesta repar-
lieau apenas eunslam os seguidles fados que se de-
Outro do mesmo. devolvendO o reqiieninenlo que ,. ,,. ua |.>,iIh_ jj, ,|a 0,1 ,|, ,mrr pIu.
limo paseado, foi eucunIrado em le ras do engenho
DlBmsnte, o cadver de um prelo idoeo, o qaal
aendo vistoriado resuliou do exaine o conhecimento
de ler o dito pr"to fallecida naturalmente, em cun-
ssqaeucia de nao sa havtr eucoiilrado coatnjfto al-
guma.
No da 2 de abril prximo lindo. Mainel tiomes
lu Silva, morador 1.0 engenho lidio Motile, dtspa
eampanhou aa ollirio desla cmara 11. 22 do 1. do
crrenle, erecuiiiineiidanila que u mais breve possi-
vel iuf-rinsse de novo sobre o objeclo do mesmo
reqoerimenlo, tendo em v.sla o danoslo no arl. 3.
da re-olueilu da assembla geral legislativa le 25 de
utilubrn de S'il, e rcmelleudu cun a nformaclo,
u.o o plino adoptada pura us fnrnus das podaras,
e mlu tamben, us pareceres que derara as eorpora-
(Oes menea, acerca dola-. Qoe se remetlessem rendo casualmente oui.....piugarde, ferio a uu, seu
plano e parecer., declarando- se que nada mais li- irmlo menor de nomo Prenda..... do qual lhe su-
a aereseenler aquella sua informara., breveio a morle. Nao obstante aer este lacla mera-
mente lilhn do aca-u, lodivia o fralreeida uccullou-se
do I. do correato ua qu nada reaolocjlo.
Oulro do mesmo, aninrisando a cmara a eonltnuar
a despender pila quola desuada pata negocios fo-
renses alim de nilo licarem paradas aa que-hVs
juliciacs.Que se cummuntca-se ao procurador e
contador.
(lulro do lerceirn vi.-e-presideule da provin-
cia, Dr. Joaqoin Pires Macha o Porlella, patli-
eiuaii.lo que aesla qualidade lomara pos.e da ad-
mn.isirarau da provincia no na 8 do (corren-
per ler d, seguir para a corle, corno depulado
a as
eiiible.i geral.
p o respectivo subdelegado depois de haver procedi-
do ao competente corpo de delicio Irala de iuslau-
rar u dcvi 10 summario, e de capturar o fugitivo.
Foi preso : pela subdelegada da freguezia da
Versea, Flix Jos do Sacramento por iusultos.
ti
Foram preso ; pela subdelegada da freguezia do
Reeife, o pardo csrravo, para averiguados pur cri-
me de ruubo.
Pela sol. lelegaria da freguezia de S. Jo, o
d., ., i7.,. T.I I*'"' 1 r,i!." ae'rU '"e *",e f'"\0 *"".,IB'":" e".". I'r se adiar fgida, e Ma- duadas e crcum-peclas dus dve.sos mon.ctpios, ex-
di mesma seigioleixeua de Macedo, ese acbsrem.uosl JosuSoarts Outmiracs, por ser deiertor do pondo-lliss fraucameule as nimbas ideas, ua espe-
O S. Salvador foi porlador de joruaea do Ama-
zonas ate 8, du Para' alo 21, du MaranhlO al 27, e
du Caira'al 30 da pasudo, do Pianhy al 30 de
mareo e da Parahiba al ti dn crranle."
Em oulra parle encontrarlo os letlores as cartas
dos nossos correspondentes no Para', Piauhy, Cear,
Rio tirandedo Norte e Paraluha. que cuutein a no-
ticias mais imprtanlas que se deram, e alera dallas
eis o que da mais adiamos digno de menrao.
No dia 12 de marco lom.u posse da pre-idenria
do Amazonas, o Exm. Sr. Dr. Angelo Thomas dn
Amaral. S. Exr. fui all bein recebido pur araba as
cures pulihease por deliheraeao da 26 do mesmo mez
adioo a sts-ao da assembla provincial para o dia
primeiro de ouiiibio vinduuro.
No Para' linha deixado a administrado da provin-
cia, pur motivo de molestias o ExtnJ Sr. Beaure-
paire, mis, .1 ahida do vapor j uc ttovu havia as-
sunndn a redeas g veriiameulae.
No Miran ai lavrava, c.n a freguezia de Peria',
uma epidemia de diarrhea, febres e lusse, que al-
gumas victimas havia eito. Lina Cum.nissao medica
foi mandada pelo F;xm, presdeme, alim de soccor
rer os infelizes atacados do mal.
Padecen, de ama febre pernteicaa, o primeiro le-
nor da companhia lyrtca que alli Irabalhara oulrora
aob I direcrao do m. Ramn la.
S. Pile, o Sr. vice-pre-ideule, leudo tomado posse
ha pouco lempo, e vcudoque lhe era imposetvel pre-
parar lodos os necc-sat 10, documentos pira sercra
aprcsetilados a assembla provincial a 3 de maio,
da de sua abertura, adiou-a para M do prximo a-
guslo.
No Piaohy inmou posse da presidencia, no dia 7
de mareo, o primeiro vice-presidente Dr. Looreoca
Francisco de Almeida Cilanlio. Nao podemos fur-
lar-nus ao desejo de publicar em nossaa columnas o
que a -eu respeilo a do juiz de direilo Dr. Delphino
Augusto Cavalcanli de Albuquerque, diz o uCurreio
Piauhyense :
Pelas qualro e meta horas da larde da 7 do cr-
renle ruin 1 na gerencia da administracSo desta
provincia o Exm. Sr. Dr. chafa de polica Lnurenco
Francisco de Almeida Calanho, ua qualiuade de
primeiro rice-presidenle.
o O comeen da idmialstracao de S. Exc. aprsen-
la-se revestido de imparctalnlale, jusilla e reflexo.
Desejamus, e de todo cunea.., qoe S. Exc nao des-
lize-se da carreira que encelon, e prosiga em sua
administrarSo, proceden lo sempre pela maueira por-
que o ha fedo at agora, porque se as-im o fizer,
de'empenhara' dignamente .1 alia missau de que e
acha enearreaado, (ara' glandes ssrvlcoa a provincia
e satisfar' completamente aos mais ntimos dezejos
de seus numeroso amigos.
Individuos mal intencionados para qoem a in-
triga, a calumnia e a desordem sao elementos com
que se identifican., prugitoslicavam inver-a com-
pleta no pessoal do olllcial da provincia, aonhavam
com perseguicas, o asseauravam memo uma reac-
eao que dsvu. (dlliam elle) ser operada pelo Exm.
Sr. Dr. Calanho, purin o syslema envenialivo esla-
belecido por S. Exc., que cn seus acluso Icm mns-
Iradu supenur a ine-quinhns odias e ridiculas vin-
gsocaa, he o mais solemne deantentido a laes prug-
noslicadnres, que devein currer-se de vergonha por
haverem sabido obler o despreiivel nome de pseudo
propbela.
a Algnns dos amigo do Flxin. Sr. Calanho olle-
rereram lhe ura esplendido baile, que leve lugar a
15 ; esleve elle multo animado roneorrido para
mus de 203 pea suas .1- ambos os sexos, da genlc mais
grada desla cidade ; lizeram parle daqurlle feslim,
nao e disliuguii lo all cores polticas, e o prazer e
eonlentamei.ln se inanifaslavatn era lodos os sem-
blantes. S. E\e. mostrea por sua afabilidade, Ihane-
za e delicadas maneiras, que apreciava devidamenle
os senlimentos de que todos se achavam possuidos.
O ilive.ln.il uto duruu ate as duas e meia huras da
madrugada.
11 O da 2.5 foi entro ons um dia rompido ; S.
Exe nao se poda esquecer deise dia cui que, pelo
fuudador do Imperio foi jurada a constituido poli
lica ; houve le-Denm solemne, a que concorreram
lodas as corporacoes e um numeroso concurso de
pessoas gradas ; houve parada, corlajo, e a imite >.
Ex oOereceu um cha' que foi muilo concurrido.
Damos a S. Exc. os devidos roboras por haver da-
do vida ao 25 de marco, qu 011 lie nos. cura pezar o
diremos, se acluva como que esquecidu. Por de-
creto de 5 de fevereiro foi 11 urajea lo juiz de direilo
para esla capital, o jais municipal Uellino Augusto
Cavalcaul de Albuquerque, nue, segundo ooiinfor-
mara, se turna recoinmeinlavel pelos precedentes de
sua vida publica, pela sua illu-traeao e bas ma-
neiras.
OSr. I)r. Delfino he naloral le Peroamboco, e
cuuha 10 do Exm. Sr. I Ir. Catutho. Na mesma dala
foi despachado para a comarca de Saboeiro no Cea-
ra' o ilisiincio Piauhyense Jos Marianno Lostoss
do An.aral ; d irnos aos bebllantes do Saboeiro pa-
ral), ns pela acquisieao de um magistrado, qual o Sr.
Dr. Jo-e Merianno, a quera mu de perlo cuubece-
mos
Do Riu tiran le do Norte n la ha llm doique di
no-S" e ,rrepui.dente, a nao san OSegOIOle prograirf-
ma do Sr. Dr. Doria, que co:u prazer registramos
em nussa- columnas :
o Circular.llave.ido en em o dia I. do crrenle
mez tuinadu pus-e do cargo do presidente desta pio-
viucia, para que fui Humeado pur rarla imperial de
ls de fevereiro uliuno, fui 1 ,gi o meu prtmairo cui-
dado inlormar-me escrupulusametitc do ealado em
que se achavam oa diversos ramos da adminitrarao
publica, alim de dar reguleridade au servicu, e pre-
ver as nece-sidade* mais orgentes pur meiu de me-
dida promptas e enrgicas,
Ne-le designio leoho feito o queme foi paasjsaj
em lio poneos dias, e pretendo na marcha qne eu-
ectet nao poupar esforro para fazer a e-la Ierra o
bem que em num couber ; como purera os meu pri-
meiros actos, contrariando Inlereeses inesquiulios a
palxes particulares, podem de proposito ser mal in-
terpreta los, e conven que o meu pensamenlo clie-
gue inteiro e estreme a lodos us ingu os da |irovin-
cia. anda rnemu ios lusares meuoa importantes,
jnljue. convenio,le dirigir-me, nao sil as aulon.la-
tes e-itlsliloida. como em eeral as p,u,sas roats gra-
luadas e circutn-peclas dus diversos municipios, ex-
vedar
o restringir : lodos devem ser admilldns aos em-
pregus publico-, em prupnreau dus meiecimenlos do
cada .1.11 ; lodos einfin lem diieiio de intarvir nos
negocios de seu paiz deulru das 01 bitas que Ibes su
tratadas ; e euusequeiiiemetile, toda ytt qUe c.,_
ses d.reitos e prerogattyas nao forem a todos garan-
tidos, toda a vez que por qualquer modu fr e vellu-
da dessa legitima u.lervenrao uma classe, ou uma
porcilo qualquer de enlodaos, pode-se aaseveiar que
a igualdade esta destruida, calcada a liberdade e
a conslituirao abalada emteus fuudamenlos.
Assim pois, tolerando lodas as opimes, uma
vez que se conleiibam nos limites U?gae-, aceito e de-
sejo o concur-u de tudos ; e sem fazer oulras disliuc-
c,es que nao sejam aquellas que estao estabelectdas
na le fundamenta do estado, promoverei cem lodas
as mu,ha- foreas a repressao a panic3o dos delicies
e uao me esquecorei de premiar o tlenlo e a \ irlo-
de, qualquer que seja o lado a que perleuraoi oa
individuos, sobre quera Iridia de recahir o premio
00 o castigo, porque de oolro modo a lei nao sera
fielmente execulada, a juilica n.lo sera iuleiRi, nem
puderenios colher o preciosos fruclos das sabias ins-
tttuirea que felizmente nos regem.
u Quando S. M. o imperador. M do auoslu thro-
iiu, cm que o cullocou a mao do Arbitro Supremo
prottoneia era face da nacjlo palavras de paz e de
concordia, chamando os brasileiros a umau ; quando
por luda a parle o espirilo publico condemna as opi-
nics extremas, e o penaamenlo da eonriliaru parece
eslendere dus msis altos poderes do estado a ludas
as carnudas da pupulacao, nao he de stippur que nes-
ta provincia a intolerancia levante o eolio altivo
prucurandu prender a suciedade em sua marcha pru-
gressiva.
lie redo qua em toda a parle ha exagerados,
que pospem o bem publico aos inleresses de fa crio,
e aos seus caprichos particulares ; mas dandu o evui-
plu de modcrac.'.o e de tolerancia, ainda a aquetlcs
que por ventura se lajim de constituir inimigosdo
governo, e fazendo ju-tica .1 todos, sera desviar-me
da senda que lenho Irilhado, e hem intencionados, comprelundeudo n meu pensa-
menlo e acreditando ua pureza de mi..has iuleuees,
me preslem o auxilio de que occeisilo, para qoe as-
sim posa ir seguro ao alvo que Idilio diauie dos
olhos.
a S desle modo puderei encontrar pessoas ho-
neslas e inlelligenles, capazes de ajudar-me, e mi.10
a admiuislraeao da ju-ln.'a lera uma marcha conve-
niente, a arrecadac.au daa rendas se far com rego-
laridadc, a educando e iu-truccan publica lerao o
po-sivel titcremenlo, e a par do progreso moral po-
ileremos ver realisados os melhoramanlos malenaes,
que mai podem concorrer para o engraudecimento
da provincia.
o Estes ao es objetos que prendera a minha at-
lticto ; e do que deixo exposto ficam patentes a
V. as idea que formam o meu programla. Con-
fiando em seu palriuli-.no, acredito que me prestara
a sua cooperaeo, quando ella me seja necessaria ; e
dele modo V. concurrer para o bem da trra
que o vio nacer, eu prncurarei corresponder a con-
li.iur.i que em mim depositen o governo imperial, e
lodos contribuiremos para o lial riimprimeulo da li-
beral eoiistitoirau quo nos legaram ua nossos aute-
passados.
Palacio do governo do Kio Grande de Norle, 27
de abril de 1S57.1) presdeme da provincia., Ber-
nardo Machado da Cosa Dona.
Cheguu no Para', no da 17 do passado, sabida
dc-ie pnrtn.com !1 dias de viagem. a escuna hollan-
deza nliackeohucens.
(Sommuul c>0x
O SENTIOR JOAO" CAETANO DOS SANTOS.
Teve lusar sexla-feira 1- do crrenle o embarque
do Sr. J...11, Caelauo dus Sauloa para o Rio de Janei-
ro. Distinefissimo arti,la dramtico, um gemo pro-
duiido pola titureza ardenle dos Iroptcus, elle, o
uuiro artista braaileiro que ha jamis pisado o palco
scetiicn convcuieiilemeiile, desceu nma vez do ll.ro-
110 de sua gloria, vencido pelas instancias que daqui
lhe fo.am feila, deridio-se a vir pasear algum
lempo era nussa chara Veneza, e fazer entre nos mi-
litar em tolo o seu esplendor os raros tlenlas de
que a Providencia o dentara.
15 velo, e aqui se demorou carea de tres mezes,
conquistan 10 dia por da aa sympathias e admirarlo
desle povo, que o recebeu de bracos abados e com
toda a eilu-.i 1 da alegra, que uma visita de lauta
considerarlo lhe devia inspirar.
Durante esle corto espaco de lempo qae por ea
se demorou, u Sr. Joao Cadano dus Sanios se apre-
senlou lal qual sempre fui por loda a parte, o ar-
tula eoasummado e o cavalteiro de uissimo trato e
de maneir.ls delicadas, o humera do scula, todo
cheio de earidade, e digno de toda a sympalhia e
consideracao.
Chegedo a Pernambuco e adiando o nosso lindo
thealro fechado ha tanto le rpo, o Sr. Joao Cadano
dea-lhe o snpro vital, e elle surgiu radioso e bello
aos olhos do publico, vido de la. honesto enlrelent-
mento ; os nossos artistas dramticos, da ha lano
carecidos de pao, para si e para oa seus, viram logo
ftigr de sobre elles a miseria que os acabruuliava.
O Sr. Joao Caelano trouxe portaulo o pao para o po-
bre e o prazer para o rico, viuda a aer dest'arle til
a amba estas classes da nossa sociedade.
O liomem que por onde quer qua ande, se distin-
gue pela natural inclinara,, que sent para fazer o
bem, nao deamentio aqui es-e eonceilo de que entre
n ja' gozava ; e assim una o vimos epalhar com
m,lo larga soccorros, banecenciai nao smenle
as individualidades, como anda a corporacoes. A
esa de sua residencia, quaai sempre dieia de ami-
gos de lodas as gerarchia, qne ello n.lu sabia distin-
guir, o quaes o procuravam para gozar de suaapre-
ciavel companhia, dos sltrielivos de sua cooversarao
illuslrada. e desse traln de verdadeiro cortezao. titiha
constantemente as podas aherlas aos pobres, qae se
soccorriam do grande artista para em a earidade do
seu crlelo acharen) recurso as necessidade de qoe
se viam lomados. Sim, dignu-o o pobre pai de fa-
milia, a viava desamparada, o orplilu desvalido, o
dneule necesstlado de quanlo bem Ibes serviram os
sucrurrus que profusa, mas escondtdamenle Ibes mi-
nistre! : digm-o os orphaos da provincia, os (len-
les do ho.pii.il portuguez de beneficencia, os artis-
tas da Associaeao Typograpbica Pernambucaria. se o
nome de Joan delauo dos Santos,que jamai se Ihea
riscara' da memoria, nlo Ibes ha de recordar sempre
a beneficencia e candada personificadas no grande
artista Brasileiro.
lato identificado, lao inlimamenle lgalo a nos
por taes lieos, com quanlo mui breve fossa a sua re-
sidencia entre os Peniainhucanos, que por sua parle
jamis deixaram nem deixarao de o con-iderar de-
vidamenle, nao poda eeilmenle deixar de cansar
grande sensacilo a partida do Sr. Jo.lo C.ielano dus
Santos, o qual linha ja necessidade de regressar ao
patrio lar, e ah destansar tira pouco das grandes
fadigas a qu entre mis e dr.i ; careca alcm duso
de abracar sua cara familia, distante da qoal ae a-
chava havia Ires mezes, e de quem recebia lodas as
oceasioes pedidos instantes para qoe v-dta-e logo
que biiuvesse setlsfeito os deveres.a qua se obr.gara;
e, pois, furea era que parlsse.
Nesse da, logo que o vapor Teviol deu signal
que havia ancorado cm frente do uos'o porlo, viu-
do da Europa, foi geral o bobcio entre os amigo do
artisla por rxcellencia : grande concurso de pessoas
de lod s as rlasses apinhoo logo a casa de sua resi-
dencia : lodos queruni ve-lo anda urea vez, que-
ran) abraca-|o a lodo o co*lo. A"s 2 horas da larde
ah se acharan., ale.u de-s-s amigus, ns artistas dra-
malieos do nosso Ihealni e as directoras da socie-
dade do hospital porlugiiez de Benalicencia e da As-
sociaeao I ypographica Perniimbucaua, seguidas du
mullos socio dessas curpor.iras que elle bettel-
ciuu ; euia'. chegandn a hora, o grande arlista, de
bracus dados a um n.embro de cada uma deesas di-
rectoras, e acumpanhado de grande numero de pes-
-uas decentes, de todas as gerarch.as, que de duas a
duas firmavam um brtlhanlc e extenso pre.ltto, -e
d.r.gio ao cas da Litigela, onde enconlrou inu>la
geni- que o eaperava, a qual nao leudu eabxlo em
sita casi, ah o fora esperar para delle se despedir na
OCCMilo lo embarque.
Elleciivamentc ahi leve lugar bem sensiveis a do-
ndas despedidas Era nmeros o tontuna ; mu
a hora insla.a e forea f,i que o Sr. J,,au Cadano se
meltes-e eni ama bella canoa de d,/. remos, qua lhe
.aviara preparado deceiilemenle alguus amigo,
iiaiu, aeampanhado de diversos esealerrs d.eios de
gente que o qutz seguir ale ImeMe, largou pa(a
bordo du vapt.r, depois .'e dirigir p.ra a mulliilau
apu.hada no caca o Indiapensavai -Adrus qoe loi
Correspondido pelo muit.piic.ee renslsnls agitar de
moilos l-ne. no ar, al que a canoa sahisse bra
da barra.
Acompaiihou-o na meaina canoa nina eommisao
do. arti-tas ib. lliealro e o cunselho director da At-
sueiaea Typogradluca Pern.,mburana. A bordo do
Teviol,* e no lugar de honra, o presdeme desla
Assocaeilu, artista pernamhucai.o recommendavd
pelo sen merilo professiuii.il, dirigi no dislioctO
amigo e protector eos iNpographoscle Pernariilnico
nma bella allneucilo aialoga ao objaclo : a qual
o Sr. Jlo Caelauo respondoe com um graciosa e
delicada improviso, en. qoeoeSSsnraVI aes scusami-
gos de Peruambucu a su.i pi i|,elu.i 1, mi. r. tura e re-
cuiiheciiiienln.
Seguir-m--e as uliimas dcpcdidase IMfttrarJha,
As lanchas vuluuam paia lena, correspondendo de
vez em quaudo ao adeos que de cima du tombadi-
-
...
MUTTLtaD"
'..- *'-. '


se lem
nova
ni
llio do vapor dirigs ain-ia aos teui amigos e malar
arhsls dramtico que aqu lem vtndo, e aporlaram
a 1*1 i,i quasi a! 5 huras da larde.
Deatra em pouco. o Teviol. suspendeu as qnalro
ancoras cun que se achava pieso ilianle do Kecife, e parlio em .lir*r,;.i ao sul, levando a
sen borlo o HOMO dstinclo amigo, o seeros.,
prole-ur dos p 'bies, de que.n al os ricos man que
uiu.lo receberain.
') de ni ii j de 1837.
Y. ir.
5ERGIPE.
Nao podemos, deixar passar em silencio alaiimas
ansarcO*. pordemais injustas, comidas e,., una carta
particular ,,o Za.l r. enviada desla ci.lade e ^ubl Ja-
da no U.lu Sernense, de 11 ,, passadoZl,
cuj i iniha parou boje em as nowaa mos.
rallando elle da eleicfio, que brevemente
de proceder da pessoa que lera de uccupar a
cadeira, que essa provincia yai ler uo senado. ,<--
se espume:
Sera uina clamorosa injostica, ser urna quebra
dos tolo, provincia*., se tor eleito o Sr. Joaqun
Marcelllno de rilo, que, segundo ducn, be un
dus candidatus. ii
Nao he que eu descouliea os recursos InleUec-
luaos do Sr. M .rcelliuu de Brilo ; ao c nlrano, sou
um .ios seus admlradort. ? Poreot.qoaet sau os be
nebcios renes, quaes us servio, prestados a provin-
cia pelo Si. Marcellmo ,ie linio Qual o iuteres.se
que Sercipe Ihe pode inspirar'.' Se elle he digno de
occupare.se cartu, a Bullid porque ja o nao esco-
Ibeo '
Pallo Moceramente, a ser o Sr. Iiarilo do Mi-
roim, e a ver-mo preferilo por mn fill.u de oulra
provincia, retirava-ine de lodos os negocios pbli-
cos, a Scrgipe, que voltawo a ser, comu ja fui, um
leu lo da corle e da Kabia.
^ Permillir-uos-lia u dt-uo correspondente, que Ihe
digamos, ou que nao lem conlieciinenlo dos direi-
lo<. que habilitan! a esta cargu o Eim. Sr. cune-
Iheiro Joaquun Marcelllno de Brilo, ou que, que-
rendu louvr ao Sr. bario de Maroim, prucurou na-
ga-Ios.
Nos convencemos, porosa, de que fura elle levado
a Iracar semelhaiiles linbas pulo primeiro motivo,
porquaulo iiiuilo o cousderamos.
Vejamos, pois, se o Sr. Marcelllno de Brilo lem
iluuil a f lugar por Ssrgipe, ou se a sera urna
|u. lira do. brin, proviuciaes, se for cloilu.
Nao Sbera por acaso o Sr. Zidir que o Sr. Mar-
celllno de Unto ttlrau, por assim diter, a na car-
rera de nUK.sktd, utssa provincia, com mulla de-
dieacao, iulelligencia c honra a toda prov.i, e islo
por .i I,o us a ii neis"'
Nao saliera inais que enlilo casou-se em urna das
familias mais influentes e numerosa, da provincia?
Nao tabora, Bualmente, que dirigi os deslios
dessa provincia por anuos, e curopriusua imporlau-
le missao de modo tilo louvavel, qoc leve em seu
favor a espressao da provincia inleira, scolbendo-o
seu represntame i asseinbla geral?
Se poriu o Sr. Marcelllno de Blilu eserceu a mi-
gislralura por anuos uaquella provincia, c em di-
versos lugares, com mulla dedicarlo, iiilelligenria e
honro, o que uao oos po lora coiiieslar o Sr. /.adir ;
he evidente que preslou servigos a provincia, eqoe,
mo sendo alie.it licios reaeta, teem, comludo, muilu
niais valimenlo ; porque na melindrosa dislribuicao
da Walica consiste a lelicidade dos povoa, t nada
m.is subdme e uinguem nata digno da gralidao de
um povo, .lo que aquello que couiprehendc heluien-
' 'adrado papel de jun, como o lem feilo o Sr.
Mircellino de Brilo un sua brilbaulecarreira.
Achan lo-se ligado naquella provincia a ama fa-
milia numerosa e de influencia, como ja o dissemos.
e na venia le o he; screseenluinais que alsuus deseos
filhos alh liveraiu o nascimentu, claro esl que o >eu
corado palpita pelo progresso dessa piovincia, a
quein ido irroainenle se acha uuido, e por cuios
ulereases por forma algoma pode ser iudilTereule.
Negar-nos-ha o Sr. /.adir esta verdade maufesla ?
Estamos qoe nSo.
O administrador que ielosamente tratados iiilc
restes da provincia, qoe gorerus, prestar servidos
a ella ? Crernos que snn. Como deputado, fe o que
Ihs f possivrl, e se mais nao fe/., foi purque ua-
quella poca em que a apresenlava, eram entilo aca-
lmadas as propoices da provincia para muilo con
seguir, l'orcin. ae prcseulemeute for seu represea-
laate, pode o Sr. Zadir conveucer-se de que muilu
alcaucar em favor Oella. Ilem.
Tuao ulo locouleslavelmeule sao servirjos, a par-
anla benelieins na--, loga lea elle direilos a esse
honroso lugar, e un. litemos juslira ao digno cor-
respondente, .pian lo distemos que pur ignurancia
disto se liava assim pronunciado.
Des.iinliecern, por ventura, a Babia, que lem sido
injusta para com elle'j au pur cerlo. Mu. lie oo-
Va a ra/.ii.i.
A prodencia a o juio seusalo do Sr. Marcellino
de Brilo afaslam-o deasas lula. puliliCKS, pelas
quaes desgra(adameule se pode com maiur facilidade
Buhir as alta, potijss.
A experiencia dos fados nos lem rlemonslrado.
hslamos cerlo de que se o Sr. Iiai.io for preterido
senlira, porque assim succe.le a lodo aquelle que
pretende qualquer coosa e a perdo ; mas Dio pelo
la.I.. .le provincialismo, visto qua alie, na. raeenlts
eleicoos para depuli,dos asamblea gcral, eoipragua
toda .1 influencie, que nUpOa em ea paitulo, fa-
zendn ele^er a um homem inleiramenle estraulia a
provincia, e prel-riodo assim a mullos fllbos bastan-
temente bahililados; alcm oslo nos capacitamos
(ambein de que elle .e ha de honrar, leudo, como
competidor um anciau di.tincto e um dus caracteres
brasileiros mais admirados e respeilados.
Muilo nos revollaiiios quando vemos a nossa pro-
vineia cscolhrr para seus represntenles a filhos
alheios, sem que leiiham dircilos a islo, sanio por
imposicofS polticas; ao passo que nos -jIisI,i/.,iii ,.
leudo as babililares precisas.
IVns ir de modo contrario, lie desejar o sea bem
bvpollielicamcnle.
Tambem, he forcoso, confessarmos, qoe nenhum
lilho de oulr provincia, a exeapfio do Sr. Marcel-
llno de Brilo, merece aclualuienle es-a graea d*
Scrgipe.
lemo. nrgulbo de dizer, que ninguem mais do
que nos, ama a essa provincia de que somos filbo,
c deseja seu [irogresso, pelo que po.lemos allameute
deapraiar as censuras, que se nos pstala tazar por
esle nusso modo de pensar.
i.i.ii/eramos que o Sr. /.adir nos dissesse, em que
lempo foi Seritipe feudo da curte e Babia, e tam-
bem quan lo deito'i do continuar a ar ; assim como
porque manara eulonde tal feudalismo, pois. tela-
receudo-ons, lalvat nos dessemo. ao trabalho de res-
ponder-lhe.
Basla.
J vamos muilo longo, aguardar-nus-benius para
oulra vez, se nos provocarem.
Mazar.
Becfe, 5 de maio da I8.7.
DIARIODE PERNAMBL'CO SEXTA FEIRA 8 DE MAIO DE t85i
mingar, constando alias qoe sempre sa conse-va-
rara em moilo boa a completa harmona, do que
rol teslemuuha pre-encial, pelas cuivcrsaces qae
diaiiameule linhaiuos com o primeiro, a sganlas
ve/es coiu.o segundo, quando appanela nesta ci-
dade, sendo que o seu comportamenlo donnle a-
quelle meu tiereicio e mesmo alo o prsenle, tem
sido mu regular e incero, o ptimo eiiiqoauto a.,
cumplimento de seu< deverea na qaalidadeds mili-
lar, pelo que tem adquirido as sympalblas de Inda
esta comarca. Pude lazar o usa que llie parecer
desla minlia rcsposla, que be a verdade nua e
crua.
Di.pooha da vunla le de quein he.__De V. S.
aliento amigo, venerador e criado.l-'iancisi-o de
l*aula Norherlo de Andrade.
S. C, U da maio de 1857.
N. i.Illm. Sr. alfcr Manoel loaquim d'Oli-
veira Cur.iuiur.Bespundendo aqui mearno como
V. S. iiede, nao tenbo a menor dovida em as-ove-
rar-llip, que lo.laslas xe/.es que com V. S. leulio lulo
o soslo nc conversarmns, em ueuhuiiia dellas V. S.
fallou mal de seus eorapaoheirus, lenle Br.iuco e
alfercs Nonalo, e antes sempre que uesses senhores
. S. lallava, era elogiandoO. ; e no da que V.
S. e o Sr. teneule Branca me lizei.iin o favor de
vir aqu vi.ilar-me e passarem o da, entra mollas
uulras conversas qu- ti vemos, fui ama dellas V. S. e
o luesino gr, lenle Branca fazerem minios elogio!
ao Bim. Sr. lenle general Joic Joaquun Coe-
llio, c a oalrut muilos seuhores olllciaes do exer-
cilo.
He p.iis o que posso ascverar V. S. em respos
U de sua carta retru, podando fazer delia o oso que
Ihe convier.
Preso serDe V. S. amigo muilo venerador c
crudo.Amonio Alees Viniina.
>. Illm. Sr. alteres Manoel .loaquim de Oliveira
l.urchatur.Kespondeinlo aqu mesmo, como V. S,
vem de exigir, uio lenlio o menor escrpulo em as-
severar, que as peuees esas que me leuho com V.
S. eucoulrado, nao o (cubo ouvido deprimir ou sen-
surar algum seu eamarada, uein mesmo me consta,
que V. S. o teuha a-sim por aqui feilo, leudo esta-
do alo o prsenle no peu-.imeulo de que V. S, vi-
vera bem com o leiienle llrauco, e que nao menos
amigo era do alteres Nonato.
Se dlaiima cousa se lem .lado em contrario do que
Icnho ailirmado. tleste momento ludo ignoro, sendo
que na. duas nicas ver.es que elle me lem feilo o
favor de vir a esta sua casa, foi urna em companhia
doteuenle Brauco e oulra nado alfercs .Noualu, sub-
delegado de Goiinnlnha.
Sendo i|o expretdo da pura verdade do quanlu
sei, podara' V. S. usar dcsta miuha raspela como e
onde bem Ibe convier.
Agradecido ao.compriroento.de V, S., tai tam-
bem com repello, de V S. venerador obrigado e
respeilador.Joao Auloniu de Araujo Frutas lien-
ridase.
(i. Amigo Sr. Manoel Joaqinm de Oliveira Cur-
chalur.A conlnoa(.1n de perfrila saude e pro-
gresso de llin.l de le deseju.
Em resposla ao conlheu.lo de la caria, rlirei que
nunca me constou o teres promovido indispoticie
alguma ceir miro, e anida que me distsesem al-
guma cousa a respeito, eu n.lo dava crdito porque
le julgo incapaz de pralicar o miuimo acto cuulra
teu companlieiros.
Aqui fleo como sempre, pnis son com preceda es-
tima e eoMJderacju), leo amigo, collega e obrigado.
Kaymuudo Nonnalo da Silva.lioiauuinha, J'.l de
abril de I8.">7.
, llio de JaneiroBrigue nacional eDimloa, Palmei<
r.i i BelIrSo, :t pipis egaurdenle,
, Buenos-A yrn por Monlev|dooPolaca hes^anhola
Hosilaa, Isaac, Curio ij| t;., pipas auuardeu-
te cachaca.
Ituenos-.\xns e MontevideoBares nacional ePlor
de Oliveira, Aiiionm Irinaos, 5(1 lisrrica. a
su-nr branco.
i LiverpoolBrigoe logle iBlius, Paln Nash rJi
1. 1211 saceos assucar mascavado.
Piula.lelpbiaBarca americana Uniea, Malbeos
| Anslln A r. I lOsaacoi as-m-ar mnseaTadn,
, CanalBarca inglezaCouriier Paln Nash rj C ,
tt900carcos aesocar masenvado.
PortoGalera porlngoea Olindaa, Miranda &
Campos, 1,000 ponas de bel; Manuel Francisco
Horeira Mala, -2 eaiadea -2S caixaozuhus de doce
de goisba,
EXPORTAgAO'.
liba lirados, patacho portaguei al.ibsrdadea,
de l.ii toneladas, condoli o segoinle : i"> pipas,
I > meias lillas, 27 quai lulas, ->| barril d* :[ 4j|
ditos da ."> -, T ditos de e 10 ditos de (i.- mel, I
caixa pes de coqoeirn.
Lisboa, briuue porlngufz eTamjO I, de 31S to-
neladas, coiidu/.io n segaiule : ,187 sarcos e 1
barrica rom tj.,:'.l arrobas e 11 libras de assurar.
7S sacras cuni 11-J arrobas e J libras de alandao em
pluma, 30 sseros gommi, :i(il> rseos mel, lllli cou-
ros salgados, 17 muidos couiiuhos,
dem, galera porlnguesa Marcirida, de -1 f3
tonelada., condoli o tegoinlo : :i,sus saceos com
19,060 arrobas de a-sucar. I.VI cascos mel.
BECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS CE-
KAES DE PEUNAMBUCO.
Kendiraeulo do dia t a (i. :i:8in.-0.>i
dem do da 7....... 595$I79
ytublicatao apc'to.
I.i c.im grande prazer a resposla do verladeiro
sotneriplor do Gabinete Porlaguei de Leilara nesls
cidade, ao falso do Liberal n. 1:171 a bem expressa
e bonita llaguagem coio que deu sua cabal espofta,
he digna de ser lili pelas sublimes elpressOss e no-
bres seulimeiilos que o mu digno subscriptor pa-
tentes pdo goslo que tero o amor que consagra a es
le eslabeleciinenlo ponugiiez que tanto engrandece
edeleila a mocidade de ambas as nace I livre de
uiim lacs peiisamentos do que digo ser por espirito
de adulacio, mas uos porluj.iezos conhecemos per-
teilamenla os uobres seuliraenlos e cavalheirismo
que caraclsriis os brasileiros a par de urna generosa
hospital! lade que por cerlo Ibe somos elcriiameule
sralos ... praza aos ceas que lodos pensem como o
verdadeiro subscriptor e que todos onauinemcnb-
olhem com indiflereuca para esses que procuram
Irairoeiramenle promover desinlelligeueiss entre ...
accioiiisias, reronendo aiionimaiiieule de vizeira as
folhas publicas para desconceiloar aquelle dicno es-
labelenmenlo !... queira desculpar-me o verdadeiro
'iilisrripior se neslas luscas Hullas tiver imprecep-
livelinenle ulluscalo sua elevada r..udcsli,i. He
muilo rasleiro esl meo ponteado ; mas os deleito!
de miuha me-quinlia rloqocucia upprem as fallas
de miuha iogsuuizidade.
S'imelaciionifta comante.
i de maio de Hi"i7.
'&Qm f *i<9
CAMIM4JS.
Sobre Londres, -j, :)i4! UO d. e 27 7[8 a 90 d.
t Paria, 3.VI rs. por Ir.
Lisboa, ."> por % de premio,
Rio de Janeiro. -2 por Om .1, descont.
AecJM do banco SO por canto de dividendo por cun-
ta do vendedor.
companhia de Beberibe 609000 por acete
companhia Per -nmliucaiia ao par.
Ulilidade Publico, 30 porceutods premio.
Indemiiisadora. 52 dem,
da estrada ue ferro 20 por Um da premio
llisconlo de leltras, de;8 a 10.
Accoes do Banco, 40 a*45 de premio.
lluro.Unca! bespanholas. .
Moeda de brHH) velbas
tjjjjuo novas
* 45000. .
Prala.Palacoe brasileiros. .
Pesos coltunuarius. .
a mexicanos. .
2S
ALKANDEdA.
lien.lmenlo do da 1 a Ii. .
dem do dia 7 .
285500
16*000
HOIKK)
93000
23000
2B000
1H60
79:6748724
3:3539797
10:1:028^521
(&9tvt$ponbwia.
I'eodo seguido voluntariamente a sida militar,
lomei por capricho ser rigoroso na cemereacto de
SUM roontacao, qoe fosse nigua .le miuha posicao.
Nesle sentido leudo audado em serviro por diver-
sos pontos deste imperio, e at eucarregauo de easn-
inisscs importantes, sempre me dirig de tal manei-
r, que sgradal ao publico e aos meus superiores.
Deslaquei para a eidada de Coianna. e shi, iiel
ao meu proposito, me parecen ter rigorosameole
cumpriJu com oa meus deveres, quando s.0 manda-
do, por ordem do Exm. Sr. coiiimandanle das ar-
mas, recolher ao meo corpo.
Essa ordem sorprendeu-me um peoco, e buscan-
do a causs, siube, que algoem quiz pretender ma-
cular ininha rspulaerio, pe,nuco mesmo Exm. Sr.
commandante, baralaiido-me cosiumes prupnos d
almas vis e abjectas.
Nao quero, e nem desejo saber, quem fosse esse
meo graluilu e infame detractor, mas quero con-
servar illesa minba repaiaflo, quero mesmo fazer
remover essa no loa falsa, que Ihe quizeram em-
prestar, e por isso nll'ercco ao publico os documen-
tos ahaiio Irsnseriptos,que sio retpostasdat auio-
ridadesdaquelle lagar, para os qiiaes chuno respe!-
lusamenle a b'iiigna alienrilo do Exm. Sr. coroman-
rianle das armas ; e consulto ao meu vil e cslomnio-
so detractor os refute, se lie rapaz ; he um desali
solemne que Ibe f.f,n, seja franco, ao menos esla
vez, e aceite o.
Depon, se for preciso, anda voll.irei ao publico
prmcipahnenle se esse neuro e asqueroso detractor,
aceitar a Inva que sulemuemenle Ihe aliro,
Cidade do R-rife, ele.
O alteres, Manoel Joanuim 'He Olireirn Cur-
chnlur.
W. 1. Illm. S Manoel Joaquim de Oliveira Cur-
ehalur.Rrspndcii.l.i .ua carta, devo dizer, por
ser verda.l-, que V. S. nunca lev. o procedimculu
de que tul acensado, e qu- nunca em nnnlia presen.
va profeno palavra .Ignn,, cop,ri .eus ,,,,, r|n_
pai.heiros, soud,. pelo eootrario, ammo de ambos.
aro, S' qUer ,,ara ""''-I3" PW
Sou, rom estima e consideracao, de V. S., aliento
venerador e amigo, '
Joa Joaquim da Cotos. Reg Barros.
S. C, I de mo.
N. 2. Illm. S'. Manoel Joaquim de Oliveira
l.urchatur. S intuido summaineule que alsaem
8"U desalleelo, lenba buscado petante o Exm Sr
general C'.minanilante ilas armas, por em duvila
carcter probo a sincero que tanto o honra, lanho a
declarar Ibe, em abono da verdade, qoe em aeohn-
ma oecaaiSa peranta miro V. S. aeaoeoo proposi-
ido que me previniese contra os sens rlleuas, o i,.,
neme Branco e alteres Nonato ; pelo contrario, sem-
pre lem sido leloao pelo conceilo d'ambo., com os
qnaes sempre manleve arnizade intima ; a conduelo
civil e moral que ha lido durante o lempo que se
achou V. S. netla comarca, lem sido ejemplar, e 00
cumpriin-iiio desses devores, se tem portado cm
mulla delicarilo. inlt lllgencia e Ii lelidale ; as coni-
inis- s de que l-nho encirrcgado, prova a con-
rian?a que em V. S. depusito e o apreco de suas ex-
celtenles qmlidades.
Pode V. S. rasar a uso que Ihe convier desla mi-
nlia resposla, e arredile que son com sinceri lale,
de V. S. ltenlo venerador, criado e amigo obfigt-
dissimo,
Caetano Eslr-llila Cvale.nli Pessoa.
S. (.., 1 de niaio de 1S57.
N.:l.--lllm. Sr.alferes Manoel Joaqoim d'Oliveira
Cnrrhalur.Retp.....Ionio aoconl-.lo de sea caria,
eomp c-rn dizr que, durante o meo eteveieio de
delegado supplente deala comarca, nunca depoi V.
S. p.ranie miiu .le seus compaiiheirus d'armaa, o
leueute Branco e altores Nonato, a proposito de os
llescarreuam boje 8 de maio.
Barca francesaBroma Mailnldem-rcadorias.
lingue fraucaxPierrc le Graodcemento.
Barca iogleaFloallog Cluu Imerradorias.
Burea inglezaJuvernatnlhos de ferro e carvOo.
Barca inglezaCoorricltintilla de trigo,
[jarea americanafuifamilia e bolachinhas.
I alacho americanoUommerce fanni.a e bula-
cliiuha.
Bricae amerirauu llellen rariuba, bolacbioh e
cha .
Brigue porlugaexLlis IIdiversos gneros.
Brigoe brasileiroSagitariopipas vasias.
IMPORTACA'O.
Patacho americano Kelck Commerccn rindo de
I lula lelplu i. coiisiunado a lleurv Korsler A- C. ma-
Ulfsilou o segoinle :
1,370 barricas familia de irigo, 300 barriqultthes
bulachmli.is, .,11 sacros farellos ; aos consignatarios.
Palaclm nacional uSorprezau viudo do Ido Gran-
de do Sol, eansigoado a Amorim 6i Irmao, mani-
festou o secutle :
6,500 arrobas da carne clurqus, 268 dilas de
graixa em bexuas ; a ordem.
Vapor brasileiro S. Salvatoru viudo do Rio de
Janeiro, consignado a Agencia, inanifsslou o se-
guiute :
1 alqueire de f.iriiiha ; a Jos.: Mara Rodrigues.
I forma goura-ae ; a I). \V. Bowman.
1 embrulho dilo ; a Manoel Joaquun Raines.e
Silva.
I dilo dito ; a Manuel Picaneo de Oliveira.
1 eaitote dito ; a C. E. Pereiri de Lentos.
i dilo dito ; a Joaquun Eurpides da Silva Rios.
1 dilo dilo ; a l-'eidel Piolo A. C.
1 dilo dilo ; a (i. I. Aflonso.
I encapado dito ; a Jos Mariaiiuo da Cusa.
i bahodito ;a \V. II. Daniels.
1 raninha e I paneiro dito ; a Lasserre A- Tis-
set freres.
1 paoeiro dilo ; a llenry Korsler & C.
1 caixinbs dita ; a Jote Antonio Bastos,
I dilo .tilo ; a C-n.lido Al n-n Morejia.
I surco dilo ; a Jalo II. de Caslro A; Silva.
Brigoe nacional Algrete! vmdu do Rio Crande
do Sol. consignado a Manuel fiuncalves da Silva,
mamlcstuu o secuinle :
(i.258 arrobas de carne de charque, 12 ceuros vac-
cuns ,- au consigoalario,
Brigoe Ingle Elisa vindo de Teira Nova, con-
sign.nlo a Saunders Brolhers & C maiiilestou o se-
goinle :
2,691 barricas baralhao ; aos coosigiialarios,
llimoe naeiooal tSagitano, vindodo Rio de Ja-
neiro, consignado a Manoel Francisco da Silva Car-
rico, III,tullesluu O si pulule ;
I caixa rap ; a Seve A; C.
1 dita dito ; a J. J. Ruges de Caslro.
8 pipas vasias : a JoSo Pinto Reg, de Sou/n.
III sarcos brollo ; a Jos Pereira da Cunta.
125 barricas v-sias ; a M. F. de Sonta Cuneo.
40 raues licores, :l barricas fariaha, 2 caxocs
laminas de chumbo, 124 rolos romo, -l barril
toucinbo, cailues chapeos, I!)| taceos cafe', 191
pipas tasif! e 2 rris vastos ; a ordem.
2 cnes chapeos ; a Antonio de Almeid Cunes.
Palhabole nacional tl.illdo l'.iqurlen xmdo do
Riore Janeiro, consignado a Aulouio de Almeida
Comes, inanifeslou o segoinle :
218 saceos cafe' e til) pipas vasias ; ao consigua-
lario.
CONSULADO UEBAL.
Rendimenio do da I a 8:630s6t3
ld.rn.do dia 7....... 5:1019555
24:0729168
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rci.dimenb.dod.al a 6. l:.s-,-s7S
dem do da ,....... 691/888
19779776
DESPACHOS DE EXPORTACO PELA MESA
Rio .leJai.e.ro-Brigoe nacional Firniaa, Jos Vel-
loso Suares, 358 barrica aisacar brauco.
1:4459773
CONSULADO PROVINCIAL.
lien,liine| j ,|la
dem do dia 7
I a (i.
11:4346996
3:2429264
14:6779260
MARANUO 27 DE ABRIL.
I'rero* crvenle*.
(eneros de mporll{Ho.
Alcalrlo sueco .
A/eiie doce portog. b. 8."
Araselos roa ....
Racalhio......
Ile/.ei ros......
enveruisa.los. .
Breo.......
Cabos de Hubo ....
de cairo ....
Canalla......
Caraeiras frai.ee/. de oor.
Cera em velas .!e Lisboa.
Cha llvson.....
Choorl;s< de Lisboa .
Chombo de muuicao.
Erva doce ....
Karinba de Iriso .
l-'olha de I landres .
Lonas da Rnssia .
ingle/as. .
Alanleiga ing era. .
i> frauceza
Massas sotii | s. .
Oleo de liuhaca .
Passas muscalei. .
Paios de Lisboa .
Presuntos portugue/.es
Pxe da Suecia. .
Plvora ....
yueijos domeaos. .
louciiilio portuguez .
Tabeado de pinbo.'lll p.
Vinagre .....
Vinlio linio do Porto.
de l.i.l.oa
i' branco de
s iluto francot i
he-pai.hnl o
I muscaiel engarraf. duzia
Bordeaos ...
o champagne.
barril
5.
arroba
barrica
duzia
i)
barril
q-.illll.ll
)l
libra
du/ia
i. libra
.
. a. rub
. quinlal
. arroba
. barr.-a
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. libra
. caixa
. fraseo
. caixa
. duzia
. arroba
. barril
. libra
. um
. arroba
. duzia
. pipa
(enero* de expo-luc.
16*000 a 20-sTf)0
38-3000 403000
89500
3 .->
KijOOO .. 18*1(10
'OOOO 4SOO0
79000 89000
369000 40oom>
329000 3i->flOU
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'JOOO 2UCMHIO
19200 o IsiSO
19600 252IKI
1(19000 I29OOO
229000 229-OO
89000 .1 8-.IHI
213000 .1 8fi900
249000 .1
389000 > 40-3000
30(Kl) .1 :I23(IIMI
9700 9800
9980 9600
61000 6)400
irioo a
69060 a
:i3200 o .
liipOOO o 129000
169000 o 203 MI
O'dJO .3.1I O
3900 I3.HHI
11 SOOO 11j>300
2O3OOO ,. 249000
I3O9OOO 160-3000
3 9
3.309000 3409000
3303000 3(09900
ser prer;o.
300)000 3253000
53
9
223000 o 2-30IKI
I9IO
79000
39400
airoba
pipa
alqueire
ai roba
qu .1 iillio
Algodao |a qualidade
Serra. .
Assucar branco 11 soile.
" 2'dila.
mascavado .
Agurdenle.....
Arroz em casca.
S do vapor. .
de oulras fabricas.
Azeile de earrapalo .
" de aniiiron,.
a de gergtlm .
(jame secca.....
Cafe em casca ....
Cbilres de bol .
Coaros de boi SSlg. verdes libra
.moco
. ..1 tuba de mandioca,
d'agoa. .
I'umo de molho. .
a de corda .
Cergeli.......
(omina do s| .
(rod de peixe .
Milito......
Oleo de cupabiba '.
Rap......
Sabao da Ierra .
amaren.....
Taboaao de costa.lo .
de bncurl. .
" de cedro .
de paparaoba
liquira.....
Viqaiti!
7.3'.(H)
7s20U
7rlllKI o
79000 o
59200
(9000 1
395OO 1
IOO9OOO 1159900
19700 I9SOO
29OOO i)
295OO
fraseo
arroba
o
ceulo
alqueire 23000 a
3(00
^500
19300
69 III!
99OOO
(3(KHI
9400
1-3100
43000 .
89500 o
59OOO ..
" 3 9.115
alqueire L90O o l-.i
laido u :/
arr,.ha 49OO0 Tljnoii
59000 I29OOI
2320.
,'i-S,)
9000
I9800
9
isioo
39800
!
libra
alqueire
cuta
libra
arroba
libra
palmo
duzia
frasro
urna
Sobre Londres.
l'ot'u_,|
Franca .
Cambios.
596OO
9160 11
I96OO ..
9
I9OOO o
3.3OO I)
3IIKI
3160
16 SOOO >i 21-3(100
I29OOO 2O9OOO
59000 9j(HII)
^S"|() 3'J(KI
39200 I) 33600
3-200
27li2
. 95
. 320,
(Diario do Maranho.)
CEAKA'30 de aril.
I retes rorreles dos gneros de exportaran
pqia
arroba

alqueire.
23900
alqueire
arroba
Agurdenle, cachaca
Algo.lo em pluma.
f em caioco.
Arroz, pilado. .
casca. .
Azeite de earrapalo. rm^
Assucar branco em rama arroba
> rehilado. m
mascavado .
Borracha i.rula ou nomina
elasliei defumada
Cabellos de bm nu ravallo.
Caf pillado I.-' sorle .
' -"
Carrapalo.....
Carne teCCl ou salgada! '.
(.era de abelha ...
earnaobi .
Coros para comer .
Couros de hu salgado" .'
') earoeirooa cabra
curtidos ...
Doce de qualquer quali-
da.lc.....
Fariuba de mandioca '.
I- ajilo.....
Coinma de mandiou '.
" aramia .
Madeirasingko,goora|.
lo.....
! Alves. jaca, e ra"
boge ....
Corceo de negro,
Talijuba. .
Vilele .
1 Cae d'arco ero linh.
Cedro erochapres.
Mel ,ie engenho ....
furu .
Milho..... *
,'oeijos. .
w ..... j 1 '.
Sebo derretido ..'.',
em rama ....
Sola ou vaqueta em rucio!
louctuho _
.. .. Melis.
duro.Oncas bespanholas
Moe.i.is de CSiOO velhlS
" de 69400 novas
! de 3000
Pnta.Palacdes brasileiros
Pesos columna, ios
aj mexicanos
9O9OOO
690OO r.-iiHi
15000
39000
53000
2B600
59500
69MM
3.3000
53i00
83000
63OOO
6-3O00
cenlo
arroba
tcnlo
arroba
alque.ru
libra
arroba
5-3200
49OO0
796O0
83OOO
iiooo
99600 109000
9320
-.53000 3O9OOO
7.3OOO
200
um
duzia
ranada
o
alqueire
libra
alqueire
amiba
11
m
arroba
259OOO
(00
39OOO
49500
Com.nei-citil.)
8-HOO
."i-MlO
83'MIO
9*000
9240
3200
300
300
,3320
9300
IO9OOO
iOgOOO
9180
9100
59OOO
32IKI
5 38. II.
831 "MI
6>000
33200
53000
20.3000
I.,-, ni.
169OO
99000
29OOO
2.31 HJO
I-32MI
m0Wmm& *$ pot :r.
Mavio! enlradoi no di,. 7.
Pii'B e porlos intermedios15 diaa in,. .
ult.mo pono 13 horas, va'^Wasl,!^' g*
ihe.ro.0"""0"""""6 L ,c"e"le A' M P"-
Ph.la lelpi.n-r. -lias, barra americana .Menisoli.a,
d* J(9 lonela las, eapitgo Henrj Colle. equipa-
gen. 2. carga 2.500 barrica, eom ferino!Toe In-
ga a Juhnslon Paler & Companhia
.Navios saludos no mesmo dia.
I.i-l... -I sucho brasilciro .Co.|.oela, capilSo
Jos.-Joaqoim Pe.eira, carg, as.ucar
Rio do Janeuo-P.iil.abole br-sile.ro eAdolphoa
ZTi.'bc'c''u D'wn" *oi,v,:lri'-rar" 4S'U-
Para os portos do norteVapor brasileiro Icoi-
rasso., eommandaote Anl....... da Sllveira Ma-
ciel J11n1.11.
;' '-. IV
(lo o ronseiho de qualifica<,-3o, no consisto- (
no da igreja de N. S. do T*rt;o, alim de pru-
ceder-se a revisfio da qualiiicicSo dos cida-
iluiis qualiGcados, < .tos que liouvereu) de
ser novanienie qualiOcados, e oos uim Uve-
rem destireli ntnados, ludo na rormada lei-
Pelo que lodosos cidadSos que tivcreaj a
reclamar seus direilos, o queiram razar ate
0 .lavo .lia de sua instullaciio, alim de po-
deieiii ser considerados pelo mesmo conse-
Secretaria rio cmisrlho de q i.ililieaco da
trc-Ruczia de S. Jos do Recife 2 de maio de
1857.
l-.u Pedro Tertuliano da Cunha, capilao se-
cretario o csercvi.
Itodolpho Jos Barata de Almeida.
Companhia
: ftuHxa
Olencnle-coroneiRodolfbo Joo Barata de
Almeida, oflicial da impenai orde.n .U
llosa, cavalleiro ds de Clirislo, comman-
dante do 2.- baUlnSo de infantaria di
guarda nacional do Recife, e presidente do
c .nsellio de qinililicac.o i!a fieguezia del
CORRKIO GER\L
as malas que tem de conduzir n vapor s.
Salvador para os portos do sul, feeham-se
nojo (. do con ente as 2 horas di tarde em
ponto. Kecebcm-se correspondencias com O
i-ana.8',""!51.0 al0 ,,a 1,ora- furam-se
ca las ate I hora, e passada ella n;7o se rece-
1 (amis nonhuma para dito lim. Os loinaes
deven, estar na repartido as II horas em
ponto.
Directora iis obras mi-
litares.
No quarlel da guarda nacional destacada
se precisam de algunas obran provisorias,
como reuartimealos de madera, ele, o re-
telnamento do edilicio e alguns reparis
niiudos: quem disto se quizer*encurregar,
pode comparecer nesla directora, onde se
acha o respectivo orcameuto, e podera l'azer
0 ajuste.
O Illm. Sr. capilao do porto, de conformidad
com as ordrus do il.ii.islerio da niaruiba, trausmit-
lidaspelobx.ii. Sr. viee-presideole da provincia,
eiii ollicio de II do andante me/, manda dar publi-
cidade a tradcelo abaiie .10 aviso aooonciando
aos navegantes o Mtabeleeimento de pbaroes em dif-
lerenles pontos da Europa, o dos Estado! luidos da
America.
Caphania do Porto de Peruanibuco 15 de abril
de lci._ o secretario, Alexaudre Rodrigues dos
Alijos.
TKADLCCAO'.
Aviso aos naxegaules.
N. 35.
BAHA DE SAO" FRANClSCO-CALIr-ORNIA.
Sino de Aevoeiro em Pona liouila.
A cominivsu directora de pbaroes dos Eslados-
Unidos, acaba de fazer publico que um sino de ne-
voeiro da 1,500 libras loi colloc.i.io 110 uUluIl' e\w-
lamenle em frente da torre da casa de pbarol em
1 unta onila. iNortb llead ua Haba da oau tran-
eisen na California.
O siuo com o uiachinismn esiao collocados em urna
armaca., ab-rla na Irenle, ao nivel da ierra, e era
locado .luanle lempo escoro e de nevoeiro, d.ira'
seis pancadas com iutertsilo de lsesundos cada
orna, sesumdo-sc urna pausa do 51 segODdeS.
O sino esta' elevado 270 pes acuna do mar.
O foso da pera do uexoeiro conliuuara' como d'an-
les alo nova participado.
Por ordem de S. S., assignado John Washington,
hydrographo. e
Reparlnjao hydrographiea do ahniranlado. Loo-
dres l de oulubru de 1856.
liste aviso allecla o. secutles mappas do almiran-
lado: Sao I iaiici.ro n. 591.
Fil-se publico pela impeecio do arsenal de
manulia qoe o vapor elaaarass,s da companhia
pernambucaua de naveaaca.i cosieua, pode conti-
nuara navegar, visto que leito.ua nere.sarios exa-
mes nos termo! do regiilameiilo bailado com o
decreto 11. 1321 de 5 de s.lembro de 1854, lio ca-co,
machina, caldeiras, spparelllo, maslreasAo, vea-
me, amarras, e ancoras, acha se ludo islo em bou.
eslado. In.peccao do arsenal de matlnha le Pei-
uambuco 7 de maio de 1857.O inspector, Eiuiano
Antonio ros Santos.
-Oconselho adminislralivo do patrimo-
nio dos orphos lem de levar hasta pu-
blica, em u sala de suas sesses, em os diaa
1, 5e 8 de maio prximo Vindouro, a renda
le urna parte das casas lio mesmo patrimo-
nio, abaixo mencionadas, por lempo de um
anuo, que lem de decor.er do 1 de julho
prximo futaro a 30 de jiiuao de 1858, se-
guadoo qne dispoem os arls. a e i, dos
eslalulos em vigor, a saber :
Largo do GpUegio.
N. I.Sala do 1 andar'da asa de sobrado
do mesmo numero.
1 Luja grande do dito sobrado.
V" IDita pequea de djjal.lilo.
llua do Collc^io.
N. 3.Casa de sobrado de dous andares.
Largo do Puraizo.
N. *.Casa do sobrado de dous andares.
I'.ua das l.arangciras.
a. 5Cusa com solSo.
Ra do llangel.
N. 6.Casa terrea.
Prar;a da Boa-Vista.
a. 1Casa de sobrado de dous andares.
Ra Vclha da Roa-Vista.
"s 8.Casa terrea com solo.
Ra da Gloria.
N ').Casa de sobrado de um attdar u co-
obeira separada.
Ra de San-Concalo.
N. 10.Casa lerrea.
N. II.dita dita.
Ra do Sebo.
. 12.Casa terrea.
Ra do Pires.
N. 13.Casa lerrea de inea agua.
Ra do Rosario da Boa-Vista.
N. I*.Casa larrea.
Ra da Cadea do Rccil'o.
N. 16Casa de sobrado de um andar.
N. 17Dita de dito de dous andares.
N. 19.Dita de dilo de ires andares.
Us licitantes hajam do comparecer com
seus Dadores, em a sala das seasOes do mes-
mo conselho, as onze horas ua manhSa da
ultima pracji do mencionado oa 8 de maio.
Thesouraria do conselho administrativo
do patrimonio dos orphiios, 28 de abril de
1857. O thesoureiro, Joauuim Francisco
Ruarle
REPART1C40 DAS OBRAS PUBLICAS.
A reparlicao das obras publicas, contrata
oforiitcimentode lijlos de alvenaria gios-
sa balida, e areia para as obras da capital,
pelo lempo de seis mezes : os preteudentes
dirijam as suas proposlas em carta l'oc.iada
ao illm. Sr. director interino no da 9 do cor-
rente, as 11 horas da nauhaa nesla secre-
taria.
Secretaria da directora das obras publi-
cas, (de maio de 1857.-O secretario, JoDo
Francisca Regis dos Alijos.
BiwJlcir.M.
Ksi*0* .
V
lllaranh^o
e Far.
H
O veleii-o palhaliote nacional LINPO
PAQUETE, capilAo Jos Piolo Nanea, prneedenle
do Kio de Janeiro, rom melale do seu carreci-
menlo, deslina lo aos porlos iu lirados, para onde
segoira'eom brevieide, recebe < reto da carca
com o mesmo destino : a tralar com o consignatario
Amonio de Almeida Comes, ua ra do Trapiche 11.
Ili, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com tola brevidade, o bemeonbe-
cilobrigue nacional Almirante, tem grande
parle da carga promuta, para o resto, pass8-
geiros e eseravos, para o (jue lem ricos com-
molos; traia-se com o consignatario Jos
Joaquim Das remandes, ra da Cadeia do
Recife.
a
de
s Ju- da cidade do Rpcife etc.
.1^0 saber :,os que o presente edita! virem !
que :.a terceira dominga, 17 di correte mez, '
pelas 9 huas da manha, se achara iustalla- I
1 o h 10 co -8iiei.ro
segu com brevidade o veleiro brigne nacio-
nal DamSo; lem parlo .!a carga prompta :
para o reslo, patsageiros e eseravos a Rete,
para o que lem excelentes commodus, tra-
ta-se com o consignatario .lose Joaquim
Das Fernn les, ra da Cadeia do Recife.
0 brigue nacional DamSo, que segu
para o Rio de Janeiro, precisa de marinhei-
ros nacionaesj a tratar com o CBDitSa a
borde.
0 brigue nacional Aimirantc, que se-
gu para o Rio de Janeiro, pre.-isa de mari-
nheiros naciuuacs ; a tratar comocap.iau
a bordo.
...'.'1.'',"'1' de Hamburao o vapor inglez GOLDEN
FI.EECE, e depiis di demon do coilanie s-guira'
para llal.ia e Rio de Janeiro : para freles ou passa-
gelros, no qual tem tteellenle eoramodoi, liala-se
com o> aneles, na roa da Cruz. .1. 1.
Para Lisboa sahe 01101 brevidade, por
ter parle da carga prompta, o bem conheci-
do brigue portuguez l.aia II ; para o resto e
passageiros, trata-se com os seus consigna-
tarios Francisco Screriauo Cabello s\ Filbo.
transatlntica de Genova.
Em I2dn crrenle esperase o vapor sardo CE-
M.\A, v.n.lu da F.uropa, e depois da demora ne-
ccssar.a seaue para Babia e Rio de Janeiro, e rece
be patiaielroi para oslas prai-ase para Sl.mlevido e
lluenos-Ayres : no escriplono dos. ."entes l.emos
Jnior o Lesl Kcis.
Ccar e Jfcara-
ci.
Segu no dia 1 o palhaliote Sobraleuse,
capitao Francisco Jos da silva Ralis; para
o n-sto da carga e passageiros, treU-se com
C.aelano ( ynacoda Cosa Morcira, na ra da
Cadeia di. Recife 11. 2.
Maranhao e
ara.
Segu na presente semana o brigue esctin-
nacional Laura, anula admite alguma carga|:
trala-se com o consignatario J. K. aa Fonsc
ca Jnior, na ra do Vigario 11. 23
Para o Mio
de Janeiro
segu com milita brevidade, o liem ronlic-
cido lirigue SAGITARIO, o qual tem i
maior parte le sen carregameato protnp-
to: para o restante e passageiros, trata-
se com Manoel Francisco da Silva Carri-
tjo, na ra do Collegio n. 15, terceiro
andar, ou com ocapitao, a hordo.
trans-.sil nuca de
Genova.
,


rl\

Transferencia dolt ilaode
mobilii e fazendaH.
O agente Pestaa transferio o leilao de
mobilia e fazendas, annunciado para boje
em seu armazem, para segunda feira 11 uo
Correte, ao meio da, no mesmo armazem,
Trasl'erencla.
Por justo motivo nao poje ter lugar o lei-
lao da barca francesa Barachois, annuneia-
do para hontem 6, c lera lugar o leilao da
dita barca, sabbado 9docorrente ao meio
diaemnonto, a'porta da associacSo com-
mercial.
Leilao de familia d i trigo
Transferencia
Por motivo, nao DO le haver leilao de fari-
aetngo, (cara transiendo para terca feira
13 do crranle, as lo horas da manha, na
porta do simazem do Sr. Aunes, defronte da
allandega.
O preposlo do acnle Oliveira far leilao, por
ordciu eruula da urna ;,css-.a .,.,..-.. relira para Eu-
ropa, de uta sua mobilii lano de Jacaranda rom..
de amarill.. a qual se comaos di sof, mes, redn-
os, consolas, cadeiras, ditas de br.coi e de l.ala.i.o,
rest com espelbo, leoeadores, ludo de iacarao,
'le costo ni. lerno e muilo bem feilo, a de sroarelle
1....."' <'"' deras, ROaMi roup,, camas de Ierro,
auarda vestido, um le.lo fruir-/, rom cortinados no-
vas de casa, guarda loara, .u-a elstica eom 8 ta-
boai, urna eerleira, baoc-s, om oplinto e eleeanle
piano de armario hiroburguei qoail i.ovu, com ca-
deira, oulro dilo de mesa, proprio para priucipian-
le, vasos de poreellam para II oes, tparslho de lou-
c.i nal novo para ...esa, dito de porcellana doma la
para clis, lanlernat de vidro, candelabro, carrafas
e ropos para viol.o, ro.npulciras e muilus oulroi ar-
lisos : teaooda-reira II du correla, as lo horas da
mauliaa ua ra d \.o,rio n. i2, primeiro andar.
Leilao iaoje^
O ajenie Rorja, transferio o lelllo, qae detil ler
loear noolem em s-n arnuiem na ra do Collecio
ii. lo para luje as Id horas, eonthuludo n'um crao'de
ecomplelo surtin.ei.li. de obras de marcenarla no.
vas e usadas, bem como duas excellenles mobilias
de jacarando, com pedra, um lindo loilelle lamliem
de jaairaode, urna ptima eomoda-secretsris da me>-
...a mideira, cadoiras de ..manilo, s.,fas, marquetas
contlos, mesas red ii l.,s. mesa elstica, guarda loo-
ca, lavatorios e oulras minias obras tvoltat or.
candelabro! e Innlernti de vidro, ptimos eandie-
ros iogleiet para ... .o rte ala, objeclus de por ce I
lana e de erjslal para teisicu de mesa c eure.le de
sala, reloRios de pared, rico, qua iros. uma eraode
porrao de I. lisios e cesllnhas franeexes de dotssiioo
aoslo, corles de vesIMo de seda de differenles pa-
drees, uma cam com oiiodeiss moderna! de tod-s
as qoall lados, e urna inlini lade .le oblrw mullos 0li-
jectoaetr. ele. ; as.im ...mu tambem far leilao de
diversos derivos de imbu os sexos, ntreos quaes
liresahem uma prela, ptima cozinbeira a encom-
adeira. e una paroa, peritl co-lureira, os quaes
se adiara., patentes ao esame dos senliorepreleo-
deules. no ref n lo nrmai iu.
~V v ..- $ &
PROVINCIA.
O Sr. tliesoureiro das loteras manda
fazer publico, que se acharo a renda, no
pavimento terreo da casa da roa da Au-
rora it. 2.'i, bilhetes, meiose (|u.irto?, da
daquaita paito da sc\ta loleria do G)tu-
ne mito de
Maia, es-
la.-..., das :> horas .t uiauhaa a' 8 da
noitc, cujas rodas nJain id dia !l do
correute.
Thesouraria das loteras :: H
IS.7.Jos Januario Alves u.
envao das loteras.
Procisa-se 'e um cria.lo para o servido
tanto interno como externo da casada um
moco solteiro : quem ijui^er. dirija-sea So-
ledade, raa d joBo Fernandes Viira n :;;.
OtTerece-se uma mulhcr branca .le boa
conducU, para dirigir uma cas., de pouca fa-
milia, ou do u o homem solteiro, mesmo
para sitio : quem precisar >l i rija-se a ra Ja
Concei(3o ua Boa-Vista u. 2.
( era de carnauba,
lia para vender, do superior qualidado, na
, ra da Cadeia du Recle, pi inicuo andr.r, es-
criptorio de Corcel irnios
em
saceos.
Na taberna da na de Santa
n. (O, (denominada (fueimada),
uma grande portlo de millio,
vende por pr&jo uiuilo barato.
Thereza
chejjou
<|ue se
Na roa Nova loja o fabrica de chapos de Chris-
iiain x\: liiuao, ... l, lem para vender, chezados
olllmaoienle, os secuinlesobjecloa abtiaa meoeio-
'...iios : ebaecoi fraucetet saperflnoe : ditos de fel-
iro do varias eres e de superiores qualidades ; ditos
'le lo.ilra prelos e de cores ; ditos de castor prctos,
ropa ha.xa ; dilos de dilo, cops alia : ditos de fel-
jro para montara, com ricos enfeites ; ditos de ret-
iro e pall.a, para meninos c meninas; bonetes para
mininos, do melhor soslo possivel; ditos de coro
e seda para homem ; chapeos de pbaolatia para hu-
men., e ouiro. minios variado, sortimeolos, os quses
se veudein mais baratos du que em oulra qualquer
parle.
-9 ftaOado 'J do correle, as i horas da lar- ',-:
Si de, reunirse-la o Athencu I'eriiamhacano ^
0 cm sessaoeilrsordisn>ris, para, em xirlude de C3
^ um rcqueriinento Miaado por alanits so-
I cu... iralar da reforma .o aluuns rticos dus @
<3 eslalulos ; mat, rietarmioeodo o srl. .">| dos J*
i luismos estalulusque t poder! o Al-ieueu 5
deliberar ueste sentido, quando duas lucas 6$
& parles de sens membros, por eserntioio secra- s
w Jo. n-sim lulgsrem cenvenienle, moilo se et
.-^ u preciso queusSrs. socios nao fillein a Se
9 sessao designada. ts,
Secretoria do Alheneu
S de maio de 1837.-0
s leheloii Cesar Borlamaqut.
Pernaml.ucano, 7
primeiro secretario,
8s'**-t-r35?i?539'
B
Loter
D\
7
Gir re
maio.
i
a.
9 de
subbtdo
'. -i. Layuje.
CCl-
an-
Sabbado, 8 do correte, as 4 horas da
urde, na porta da casa da residencia do Sr.
jui/. de pz do segundo dislriclo de Santo
Aulouio, se bao de arrematar varios movis,
entre os quaes, urna clsrinela do chave c
um crueOxo du ouro, penhorados a Firmino
foso do Espirito Santo, por eiecuc.o de
Joao de Oliveira Lima.
Precisa-s'i aiugar urna preta que saiba
cozmhar ensn mar o diario de uma casa,
e comprar, para urna oasa que a familia sao
tres pessoas: quem a tiver, derija-sc a ra
da ..anta Cruz, casa terrea n. 22, ou nGa-
punga Nova no sitio da Sra viuva Cardeal.
Andr llenrique Wilmer faz uma via-
gem a Kuropa, levando am sua eompaoliia
sua senhora, um hlho e urna lilba de menor
i lade.
- Vendein-se 3 eseravos crioulos. bonitas
ugoras, de idade de Ii a 20anuos, i crioula
de idade 18 anuos, bc-oita li,-ura, com boas
habilidades, 1 mulata, 1 negra e 1 negnnha
lie idade de II a 20 annos, 1 .'senva boa co-
/inheira e xendedora, de boa conducta, de
idade 30 annos : na ra de Acuas-Verdes
n. 46.
BILHETES Di LO fEA DO
BIO DE JHEIRO.
Moje pode chegar o vapor do sul, Victori-
no Ktnaiiuel, conductor das listas da quaria
lotera da antiga S, extrahida em 28 ou 29
do prsenle mez; e o vapor eslava annuncia-
do para sahir em o i.- do correnle.
--- Precisase de urna ama que saiba co-
zmhar, en-ommar e fazer o serviro diario
do casa de um homem casado sem filhos ; no
pateo do Panizo, no segundo andar do'so-
brado que volla para a ra da Roda. Adver-
le-se que a ama nao lenba lilho.
Precisa-se de um caixeiro com prutica
de taberna : na ra do llangel u. 11.
Autonio de AzeveJo Pereira, cidado
brasileiro, vai a Europa, levando em sua
companhia sua senhora e uma crala
- PreCisa-se de una ama que saiba
zitihar ; ua ra da l'raia n. 51, secundo
dar.
FRONTISPICIO lio CARMO.
Os euc-negados da Cesta da Senhora do
(.armo, erecta no frontispicio do mesmo
convento, convida ao aenhores procurado-
res Simplicio Rodrigues Campelo, Manoel
Jc.sc de llliveira, II umenegildo Jos de Al-
canUra, Jos Cecilio Luiz de Albuijuerauj,
a comparecerem no domingo, 10 do corren-
le, no pateo do Carino, primeiro audar do
sobrado n. '.), para se tratar da dita festivi-
dade.
Pmcisa-se alagar urna preta escrava,
uma ama loria e um criado para casa de
pouca familia : na ra alraz da matriz da
Boa-Vista n. 16.
D-Se dinheiro a juros cm pequeas
quaniias. sob penhores de ouro : quem pre-
cisar, dirija-se a Iravcssa do PetaotQ, casa
II 116.
Compram-se pataches brasileiros e
hespanhoes a 2^020, o moelas do ouro de
I6c00 com meio por cenlo de premio : na
ra da Cadea do Recife, luja de cambio
ii. 38.
-- Fugio no dia 7 de abril prximo pas-
sado, do poder do abaixo assignado, lavra-
dor do engenho Perereca, comarca do llio
lormoso, osen escravo crioulo. de noine
Antonio, bonita ligura, falla meia arrogan-
te, estatura regular, clicio do corpo, cara e
nariz grande, pomas grossis, com uma man-
cha de pannos desde o pescocoa t os ncitos
'i qual j loi captivo do Sr. Kduardo de la-
man Jare : quem o appreheuder e levar a-
Muelle engenho, on nest* oraca, aoSr Jos
Comes Leal, sera bem recompensado___Ma-
noel Jos da Costa Couto.
unta res.
Na ra deHorUs n. ir., roroece-se almo-
cos juntares pata particulares sendo comi-
ua multo bem feita, e por multo commolo
preco, maodando-se encasa a lempo u a
uora que se determinar.
1:1o du vacc'ri
lodos os domingos na la de ilortus n
lo, na bem conbeci a casa de pasto.
Jaijceiro.
Precisa-se de um pequeo para caixeiro
do loja de calgado: no aterro da Roa-Vista
u. i4, que lentia urlica do negocio, e ab.ne
.-ua conducta.
. """ !* Margarida Rodrigues Pe'eira, viuva
de Joaquim Jos Oas Pereira. scieatiGca ao
publico, ecom especiadade ao respeiUvei
corpo do c ni. iiercio, que lem feilo socio
Mj olera
DA
rovincia.
c
CORRE AMNH\'A.
O abaixo assignado anda lem um resto
de s-us f.-lizes bilhetes, meios e quartos .la
quarU parte da sexta lotera do Cymnasio
I'ernambucano, as lojas docostume.
Por saluslianodu Aquino Ferretra,
Jise Fortunato dos Santos Porto.
Ii Isabel Celestina Kodrigues Halliday,
viuva de James Halliday, e Francisco Con-
calves Netto, como administrador de sua
inultier, e tutor dos menores filhos do mes-
mo finado, scientiGcam ao publico e com es-
pccialidade ao respeilavel corpo do com-
mercio, que a casa commercial existente
tiesta cidade, sob a firma James Halliday &
Companhia, continua em liquidarlo, sendo
eucarregado de toda a gerencia e adminis-
traban, o ex-socio do finado, o Sr. Izieloro
Bastos de Oliveira. v
Aviso aos tanoeiros e correspondentes
de seuhores de engenho.
Vende-so rodas de arcos para pipas, de boa
qualtdade, chegados ltimamente do Porto,
por prego conimodo : ua ra do Vicario
n. 27.
Pcde-se ao Sr. que tirou urna porr3o
de ouro na ra das Trincheiras n 14, que to-
nda a bondade de o entregar, e o nSo fazen-
do, sera o seu nomo declarado pelo mesmo
Diario. ,
Antonio deAzevedo Pereira, nogoci-
ante, residente na cidade do Aracaty, e do
presente nesla praca, vai a l-.uropa, cm com-
panhia de sua seu.lora, e deixou a sua casa
no Araciiy a seu filbo Guilherme Peieira A-
zevedo, e ao Sr. yprimio de Moura e Silva,
encarregado de seus negocios nesta praca
a seu cetiro Francisco Ignacio Titiouco de
Souza.
AVISO
Emilia IPittnicb, neurlandeza, segu para
Lisboa, do vapor sardo Vctor Cmmauuul.
Fugio do engenho Cajabussitzinho des-
triclo do Cabo, no dia 19 de abril lindo, um
escravo de uome Uamiao, mualo, idade 30
anuos, estatura baixa, barbado, levou ves-
tido camisa azul, caiga do riscadiuho : roga-
se pois as autoridades competentes a captura
do mesmo : quem o apprcbender e levar ao
engenho cima, ser generosamente recom-
pensado.
Na ra Augusta, taberna n. 1, por bai-
xo do sobrado que foi de Jos Maria, ven-
dem-se queijos do sertao de Serid, muilo
frescos, a libra a ti o iuleiro 540,tOiu de to-
dos os lmannos.
Prccisa-se de uma ama que tenha bom
e abundante leile : ua ra do caes do Ramos,
sobrado de 2 andares, no primeiro andar.
Furlaram em dias de abril prximo
passado, do engenho Guerra, sito na fre-
guezia do Cabo, um poltro ruco, de roda,
terrado lias duas ancas, e na p com o Cerro
FB, sendo com este ja oilo cavallos que fur-
lam no mesmo engenho, por isso pede-seas
autoridades policiacs, a apprehensao do di-
los cavallos, ou pessoas a quem forem ofJe-
rectdos, que aicui du agra'dtfcer, so gratifi-
cara generosamente, sendo entregues no
ir-esmo engeuho a Francisco Lins Paes Br-
relo ou no Recife em casa de Manoel Alves
Ferreira, no largo da Asseiula, casa n. 12,
segundo andar.
Gr.tiica-se com 10,000.
A pessoa que achou um trancellim fino o
urna luneta, ludo de ouro, tendo sido perdi-
da da Capunga ra da Cadeia de Saulo An-
tonio : querendo rcstitui-la dirija-se a ra
Jo rorros n. 38, primeiro andar, que ser
recompensado com a gralilicaqo cima
mencionada.
Precsa-so dcumcriaJo: na do Hos-
picio u. 9.
__ No consulado portuguez deseja-se fallar ao
*-^ss Sr. ;.,.iiiin_os Alves Uarbou e Silva, so-
bre negocio qoe Ihe ioleressa.
i\a ra .Nova n. 17, precisa-se de uma
pessoa que entenda do coziuha, para urna
casa de pequea familia.
I)a-se dinheiro a juros mdicos, com
penhores : na ra da Praia, por cima da ty-
pographia, segundo andar.
No dia 12 do correte, na casa das au-
diencias, linda a do Sr. Ur. juiz dos oipbaos,
ira a praga por 3 annos, a renda do engenho
Pitaugueira, silo ua freguezia de S. Lou-
rencodallatta, em chaos Core i ros, do Exm.
bario de Suassuna, avaliada esla renda em
1:2000 rs.annuaes.
O passageiro pelo Tcviot, que desem-
barcou nesle porto, e levou por engao com
sua bagagem um babu' preta, queira ter a
bondade de informar aos agentes da coin-
pinhta Srs Adamson llovrie & Coirpanhia,
aoude se ple o procurar.
Precisa-se de una ama para casa do
homem solteiro, sem filhos e que seja do
meia dado : na ra da Santa Cruz n. 4.
O Illm. Sr. director da AssociacSo Po-
pular de soccorros mutuos, manda fazer pu-
blico a todos os socios respectivos, que boje
quarta-feira, C do corrente, as 6 horas da tar-
de iiavere sosso extraordinaria, para a qual
se convida.-Jo:1o dos Santos Barros, 1. se-
cretario interino.
Antonio de S Lopes Fernandes dcixa
porseus procuradores, em primeiro o Sr.
Jos Joaquim Dias Fernandes, em segundo
Jo3o Tava es Cordeiro. em terceiro o Sr.
Manoel Jos Carneiro GuimarSes.
Precisa-se de um feitor para sitio :
no sobrado da ra da Clotia n. 7.
Oirerece-e um homem j bastante ha-
bilitado para feitor de engenho, e tambem
um administrador com a precisa capacida-
do para o mesmo fim: portanto, quem do
seus prestimos se quizer ulilisar, dirija-so as
L meo Ponas n. 71, ou a taberna de Gurjau'
de baixo, que achara com quem tratar.
0 Sr. S Alfonso do II. B. tenha a bon-
dade de apparocer na praca da Boa-Vista
n. 20.
Os assignatiles da traduccao de Hei-
neccio, podem ir receber boje a segunda en-
trega, na ra do Crespo n. II, loja do Sr.
Antonio Domingues, das 3 horas da tarde
cm (liante.
Ao sr- Manoel do Nascimento Rodri-
gues Franca, pede-se a favor de apparecor
na ra do Crespo n. 19.
- Na printeira audiencia do Sr. I)r. juiz
municipal supplente da segunda vara, cscri-
vao Cunha, lera lugar a ultima praca dos
bons penhorados s Francisco Jos Belem.por
'xecuc.ao dos herdeiros do finado Antonio
Marlins Ribeiro, sendo objectos de ouro e
prata, eseravos, e um sobrado de 2 andares
ns rita do Cordorniz n. *, avallado em .
1:0005 rs., uma morada de casa terrea na ra
da Senzala Velha n. 6, avaliada em 2:000-5,
ii os altos da casa de sobrado de um andar,
no neceo do Padre Alexandre, avahado em
1:0000 rs
No dia 12 do correnle, linda a audion-
cia do juizo municipal da primeira vara, se
lera de r.-alisar a arrcmatacSn do arrcnla-
mento do sobrado n. 63, da ra Nova, per-
tenccnle a D. Joaquina Mara Pereira Vianna,
ja annunciada para o dia 1 mas que nao
podo ter lugar, por nao ter havido audieu-
cia.
loSo Fersndes Prenle Vianna, vai a
Europa a seus negocios, o durante a sua au-
sencia, deixa na g ron ii dn sua casa con-
mercial, oSr. Joo Jos Ribeiro Guimaraes
e seu cunhad. o Sr. Fraucisco Ignacio Ti-
oouco de Souza. (. c .ino sena bastantes pro-
curadores, os ".rs- llenry Gihson, Jos Anto-
nio Bastos e commendador Joao Pinto do
Lemos.
ij- Offerecc-sc para caixeiro de qualquer
estabeleciment, um rapaz portoguez, com
preferencia para loja d'fazendas, do que
a talar na ra das
^ con. o Sr. Antonio Rodr gu; s Pinto, para cm" nlgu.na prat.ca
continuar o gyro do cstabeiecimenrS d-; cm- Cruzes ii. 13.
jados e p-rfutiiarias, sito no at.'rro da Boa-| ,
isla n. 14, so!, a Urina de Viuva iiiris Peni-1 recis-M Jl' ums ama para cozinhar
ra & Pinto, sendo encarregado de toda a go- so' "'' p,3r? eosommare levar, psga-se bem :
reacia e Bdminislrs^ao sucio Pinto.
Precisa-sa slugar ama mulbur honesta
para engommar roupa da casa de
lia, c zelar o bem estar
,lr
urna f mi-
de uma inclina de
20 mezes, unir. servido a -restar : quem s
quize.- prestar, dirija-se a loja u. 3, ptoximo
ao arco de Santo Aulouio.
na ida da Lingoeta u, 4.
Joo Fernandes Prente Vianna vai a
Europa, levando em sua companhia, sua se-
nhora e sua lilba de m or idade.
Pr-cisa-se slugar uma escrava do meia
liJaJi., para cozinlu, e vender na ra : ua
.ai da A.J.U i. 3S.
-
MUTIUSD"
ILEGIVEL
i- ^


DIARIO DE PEKNAMBUO, SEXTA fEIRA 8DEMAIO 1)E 1857.
%. CEDRAS PRECIOSAS-1
! Aderecoi do brilliantej, *j
j diamante* e perola, pul- >
* vciras, aMineles, brincos *
g eroiela.'J)ol6e*eanni *
T de diflerente rosIos ede J
5 diversas pedras de valor. ?
I I
; Compraro, vendem ou ja
trocan prata, ouro, bri- ^
ri Ihantes.diamanleseparo- *
* lis, e mitras quaesquer i
joiasde valor, a dioheiro *
ou por obras.
:?. *?>?;<** *** :?. >:'**:?:*
I0REIM 1
UJ BE WlRNBg
Ra do Gabuga' n. 7.
*
i OL'ROE TRATA
.?. __
' Aderemos completo de ;
+; oum, meiosditos, pulcei- 9
ras, allinctes, brincos e v
^ rozelas,cordoes,trance- 3
* lins medalha,correute *
Tj e cnfeiles para reloaio, e ij
^ outrosruuitosobjectoide ^
* ouro. i
j Apparelhos completos, *
^ de prata, para cha, ban- ^
;.;; dejas, salvas, casligacs, >;
x colhereidesopaedeclu'i, j*
$ e muitos outrus objeclos ^
S de prata. ?.
Elecebera por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno ^usto, tan-
to de Franca como
de Lisboa, asquaes se veodem por
pre^o eommodo como eostumam.
CRSQLTORIO HMiOPTHlCO
wm
Onde seacham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
em glbulos, e preparados com o maior escrpulo e por procos bastante commodos :
PHECOS FIXOS.
tubos grandes. ,
Botica d
Dita de 4
Dita de 36
Dita de 48
Dita de 60
a
10/000
isooo
205000
255000
30000
15000
25000
Tubos avulsos a.......
Frascos de tintumdemeia onca.
Manual de medicina homcopathica da l)r. Jahr com o dic-
cionario dos tormos de medicina.....
Medicina domestica do l)r. Henry '. .
Tratatnento do cholera morbus......
Repertorio do Dr. Mello Moraes.....
209000
10000
2/000
6*000
Acnco
R. C Yates & Companhia: estabelecidos
no Rio deJaueiro. oa ra do Hospicio n. 40,
vendo um annuncio publicado em urna das
folhas de i'ernavnbuco polo Sr. Barlholomeo
F. de Souza, prevetiindo ao publico que o
verdadeiro xarope do bosque s elle he
quem vendo,prevenimos. ao niesmo publico,
que o nosso jarope he remeltido do Rio do
Jrneiro pelos cima propietarios ao Sr.
Manoel Alves Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53, ni-
cos por nos aulorisados para venderem o
nosso verdailciro, e mais prevenimos aos
senhores consumidores, que ha perto de 5
aanos os rotlos collados as garrafas s3o
assigoados por Henry Frius, como procura-
dores dos cima propietarios. Rio de Janei-
ro 13 de Janeiro de 1857.
Barlbolonieo Francisco de Souza, len-
do o annuncio dos Srs. R. C. Yates & Com-
panhia no Diario n. 17, em que diz ser so-
monte verdadeiro o xarope de bosque que
se vende nosla cidade na phnrmaoia do Sr.
Jos da Cruz Santos, ondo fez deposito o
Sr. Manoel Alves Guerra, que recebeu delles
propietarios, declara ao publico, que n.o
duvida seja falso o xarope de bosque que
Umhem vendo em sua botica, mas assevera
que elle he comprado aos mesmos Srs. R.
C. Yates A Companhia, do Rio de Janeiro,
como provnm os documentos abaixo :
RIO DE JANEIRO 8 DE AGOSTO DE 1856,
O Sr. Banholomeo Francisco de Souza
coroprou a R. C. Yates & Companhia :
4 duzias do garrafas com xarope
do bosque a 545000.........2165000
6 duzias de 1|2 garrafas com xa-
rope do bosque a 27-7000......1625000
Rs. 378*000
Rocebi o importe cima, do Sr. Antonio
loaquim Vieira de Carvalho. Rio de Janeiro
' de agosto do 1856. Por R. C. Yates &
'ompanhiaJos L'atilino Baplista.
Rcconheco verdadeiro o signal supra. Re-
cita 8 do agosto de 1856.
Em f de verdade.
Manoel Hilario Pires Ferriio.
RIO DE JANEIRO 18 DE FEVER1TRO DE
1857.
Os Srs. Constantino (lomes de Faria & Fer-
reira compraran! a R. C. Yates & Compan-
hia :
4 duzias de garrafas com xarope
do bosque a 549000.........216/000
6 duzias de 1(2 garrafas com xa-
rope do bosque a 275000......162/000
Rs. 3789000
Recebemos o importe. Por R. C. Yates &
CompanhiaW. G. Cerwartt.
Nos abaixo asignados' declaramos que
compramos o jarope cima para oSr. Bar-
Iholomeo Francisco de Souza, de Pernam-
buco, em virludedc sua ordem de 3 do cor-
rele. Rio de Janeiro 18 de feverciro de
1857.Constantino (ornes de Faria & Fer-
reira.
Keconhego ser verdadeiro o signal supra
de Constantino Gomes de Faria & Ferreira.
Rio 18 de feveroiro de 1857.
F.m f de verdade.
Pedro Jos de Castro.
SEGURO CONTRA FOSO.
Companhia Alliance.
Esiahelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhees de libras esterlinas.
Saunders Brothers & (L, (em a honra da in-
formar ios Srs. negociantes, progrietarios de casas,
a quem mais convier que asiao plenamente au-
orisados pela dita companhia para effectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cbenos da
tlha e igualrncntt sobre os objeclos que contiverem
os mesmos edificios quer consista em mobilu ou
m fazendas de qualquer qualidada.
JOHN GATIS,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMHERC1AES,
n. 20, ra do Torres,
PKIMEIRO ANDAR,
praga do Corpo Santo
RECITE.
O Dr. Ignacio Firmo Xavier faz publi-
co, que mudou sua residencia para o seu si-
tio na Passagem da Magdalena, que lica ao
norte da estrada entre a ponte grande e a do
Chora-menino, e ahi tem preparado urna
casa de saude com todos os commoJos para
o tratamento de escravos, cujos senhores
residam fra da praga, ou que nfo os pos-
sam curar em suas proprias casas : quem
para islo quizer-se utilisar de scus servigos
mdicos, que serao desempenhados com o
maior zelo, dinja-se ao paleo do Carino n.
9, primeiro andar, ou no referido sitio da
Magdalena. Prego2/000 diarios -exceptu-
ando conrerciicias, sanguesugas e opera-
ces.
Ana Yova d. !
Acaba de receber relogios de todas as qua-
idades, tambem Millos para todas as vis-
tas, por prego muito em conta.
iriso.
Retinara de
Reg & Barreto, no Mon-
te ro.
No deposito desta retinara, na ra da Ca-
deia do Recite n. 30, ha sempre assucar re-
finado de superior qualidade, tanto cm p
como em torros c em pues, por prego mais
eommodo de que cm oulra qualqucr parle-
Perdeu-se na larde de domingo 2 do
correte, ate Apipucos e oulros arrahaldcs,
um boUlo de punhos de duas grinaldas 60-
castoadas em ouro, ottereco-se gratificar
com o valor do niesmo a quem o acliou.que-
rendo rcstitui-lo: na ra do Calinga' luja de
ourives do Sr. .Nicolao
AMA DE LE1TE.
Precisa-se alugar urna ama que tenha bom
leiie, o de boa conducta, forra ou captiva :
no aterro da Boa-Vista, lo|a de billielcs n. 56.
,:
s-ompit*
A
Antonio Lopes Pcreira de Mello, faz
(dente aos devedorct da loja de calcado
da ra da Cadeia do Recife n. t, que foi
dirigida pelo finado Alejandrino Pedro
do Ainarul, que tem marcado o prazo
para seu embolso ate o lim do mez de
inaio do corrente auno, lindo este, en-
tregara' ao seu procurador para este re-
ceber judicialmente, cortos de que dessa
data em diante, nao tora' contemplarlo
com pessoa alrjuma ; por isso previne
com tempo suficiente para depois nao lia-
ver queixa. Kecil'c i>0 de abiil de 1857.
Antonio Lopes Pereira de Mello.
Compram-se travs de 25 a 35 palmos
de comprimento, c palmo de grossura : na
livraria da praca da Independencia n 6e8
Compra-se urna cabra costumada a
criar menino : na ra do S. Francisco, so-
brado n. 8, c na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
Compra-se cflectivamcnle na ra das
Flores n. 37, primeiro tndar, apoliecs da di-
vida publica e provincial, aegesdas conipa-
nbias, o da-se dinheiro a juros, em grandes
e pequeas quantias, sobre peuhores.
Naeucadernagae da Uavessa da Con*
gregago, compra-se um 2.- v. da segunda
edigao da grammalica de Burgaia.
Compra-se urna pavoa nova : na ra da
Cadeia loja de ferragem n. 53.
- Compram-se camisas e toalhas de la-
byrintho : na ra do Collegio n. 18, segun-
do andar.
- Compra-se um escravo preto, mari-
nheiro : na ra da Cruz, escriptono de An-
tonio Lu/, de Ohvcira Azevedo, n. 1.
Coinpra-se um cavallo do sella : na
ra da Gloria n 86.
Compra-se eirectivamente bronze, la-
to e cobre velho : no deposito da l'unigao
da Aurora, na ra do lirum, logo na entra-
da n. 28, e na mesma l'undigao, cm Santo
Amaro.
Ama.
^| Juan ila Silva llamoi, medico pela uni-
.'.^ vrsrlade de Coimlira, mudua sua rosiilen-
..> na da ra do Cabagi para a roa Nova n.
t$ 6, seaondo andar, obrado do Sr. Dr. Nel-
A lo, e alu contiiMia a receber, das 8 as 10
^T horas da manbaa, e das 3 a 5 da larde, as
" pesioasqueo queir.im coniullar.
V.?
- lie chegado a loja do Lecomte, no aterro
da Boa-Vista n. 70, o excellentc leilo virgi-
nal do rosa branca, para refrescara pelle, ti-
rar pannos, sardas e espinhas, igualmente o
afamado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos, assim comop imperi-
al do lino de ITorenga para broloejas eas-
peridades da pelle, conserva a frescura e o
a velluda lo da primavera da vida.
AtericSLo.
Scientilica se a quem convier, que a revi-
sao do pesos, medidas e halangas, principia
do 1. do crrenle a lindar no ultimo de ju-
nho : na casa da aferigao, no pateo do Ter-
go n. 16.
g DSHTiSTt FRNCEZ.
.:; Paulo Galgnaoi dentista, ra Nova n. 41 : '
:.; na meiona caa tem a^ua e p dentrilir". };-
Precisa-se .le 3 olliciaesde cliaruteiro:
na ra do Rangel n. 2.-
Precisa-se de urna ama para casa de pou-
ca familia, que saiba cozinhar, e engommar,
com toda a perfeigao, e paga-se bera : na
ra do Ccllegio n. 15, armazem.
A pessoa que julgar-se dono de um ca-
vallo ruco, sumido nos fins do mez passado
ou principio do corrente, desta praga, e bera
assim do urna besta melada, haja ds appare-
cer no engenho Agua-azul, do abaixo asig-
nado, na comarca de Nazsrelb, que avista
dos signaes que dr, ser-lhe-ha entregue o
cavallo, que existe em poder de um seu mo-
rador, e lera noticia da besta.
Antonio Luiz Pereira Palma.
Precisa-se de urna a-na para o servigo
interno de urna casa, e mandados a ra : na
ra Augusta, penltimo sobrado a m3o di-
reita, ; rio do chafariz.
Precisa-se de urna ama para criar um
menino, tendo a mesma bom Icite : na ra
larga do Kosario n. 35, loja de miudezas,
achara com quem tratar.
Na ra do Collegio, o Sr. Cypriano Luiz
da Paz; no aterro da Boa-Vista," o Sr. Joao
Ferreira da Luz ; na padaria do Sr. beiriz,
dirio quem ila quantias de 400, 500, 600,
700, 8U0. 900, 1:000/000, e mais com hypo-
iheca em casas terreas: assim tambem
quem vende um preto velho sem molestia e
vigoroso, e o motivo se dir.
Arrenda-se ou vende-se um silio junto
a matriz da Varzea, com casa de vivenda
grande, e bastantes arvores de frucio, bem
como larangeiras, cafezeiros, e outros : a
fallar na ra de Hurlas, sobrado n. 2, segun-
do andar.
Aluga-s; o armazem de 3 portas, sito
na ra da Praia, perleiiceuto au patrimonio
da ordem tercoiradeS. Francisco : os pre-
tenduntes dirijain-.su ao largo do Carmo
o. n. 16.
Precisa-se de urna mulher forra ou es-
crava, para o servigo interno de casa de fa-
milia, que tambem saiba engommar, seja
sadia e de bons coslumes, obrigaudo-se a
morar com a mesma familia : a tratar na ra
Nova n. 50, segundo andar.
Precisa-sede dm perfeito cozinheiro:
em casa do Dr. Sabino Olegario Ludgero Pi-
nho, ra de Saulo Amaro .Mundo Novo) n. 6.
D-se^a quantia de 50 a 2005 a juros,
com penhores : na ra Nova u. 12, loja, dir-
se-ha quem da, das 11 horas do dia as 2 da
tarde.
Deseja-se fallar ao Sr. F. Tal Berlaldo
para negocio da seu interesse ; na ra da
cadeia de Sanio Antonio, loja doterraco
n. 25. '
C. STAP.R & C.'
respetosamente aiinuncian, que no seu ex,
teoso estabelocimenlo, ein Santo Amaro.
contiou'a a fabricar com a maior perfeigao
e pruuiplidao, toda qualidade de machinis-
mo para o uso de agricultura, navegagao e
manufactura, e que para maior eommodo de
seus numerosos freguezes o do publico em
geral, tem aberto em um dos grandes arma-
zens do Sr. Mesquita, na ra do Brum, atraz
do arsenal de marraba, um
DEPOSITO DE MACHINAS,
construidas no dito seu estabelecimento.
All icharSo os compradores um completo
sortimento de inoendas de canoa, com lodos
os melhoramentos (alguns delles novos e
originaes; a que a experiencia de muitos ali-
os tem mostrado a necessidade. Machinas
do vapor de haixa c alta presso, tachas de
todo lamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de raao e ditos para conduzir formas
do assucar, machinas para moer 'mandioca,
prensas para dito, fornos de ferro balido
para familia, arados de ferro da mais appro-
vada eonatruceSo, fundos para alambiques,
crivos e portas para fornalhas, e urna infini-
dadede obras de ferro, que ser enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna
pessoa inteligente e habilitada para receber
todas as encommetidas, etc., etc., que os
annunciantes contando com a capacidade de
suas oflicinas e machinismo, c pericia de
seus olliciacs, se compromellem a fazer exe-
cutar com a maior presteza c perfeigao, c
exacta couformidade com os modellos ou
desenhos, e insirucgOes que lhe forem for-
necidas.
A viuva Brito, com fabrica de velas na
ra Direita n. 59, faz sciente que o Sr. Fran-
cisco Pinto de Magalhiies no he mais seu
caixeiro, e por isso desonerado dequalquer
transaego tendenti- mesma, podendo ni-
camente cobrar dos devedores constantes
de urna relagfo assignada pela anunciante,
a importancia de seus dbitos. Pela viuva
Brito, Jos Pinto de Magalhaes.
Precisa-se de una pessoa que queira
trahalhar cm urna fabrica do fazer velas de
carnauba, e que distribu! as mesmas pelas
rreguezias, que seja de reconheciJa probi-
dade : na ra Direita n. 59.
-- Gontmu'a a estar rugido um cabrinha
do nome Manoel, de dada de 1(i annos, ten-
do lalla de um enle na fenle ; assim co-
mo tem una cicatriz na lesla quasi junto ao
cabello, preveniente de um couce de caval-
o : quem dellesouber, dirija-se a ra Ve-
Iba n. 94.
Metlioo facilimo.
Na livraria da praga da Independencia n.
6 e 8, veude-se o uiethodo facilimo para
aprender a ler, novamente impresso e aug-
mentado, por mil res.
Doce de arac a 500 res,
Cbegou a ra do Collegio n 5, nova re-
messa de doce de araga, fabricado no enge-
nho Guerra, a 500 reis cada caixSo, assim
como de goiaba e banana.
No deposito da ra do Rangel n. 48.
vendem-se tmaras do fcgyto.pelo barato pre-
go de lo a caixa, queijos londrinos a 400 rs.
a libra, assucar crislalisado, manU-ua, e
bolachinhas linas de todas as qualidades,
tanto da trra, como de fura, ludo por mais
barato prego, do que em oulra qualquer
parte.
RA ESTRF.iTA DO ROSARIO N. 11.
Vendem-se caixascom tmaras a 72o rs.,
queijo londrino a 400 rs. a libra, dito de pra-
to a 720, dito do seno a 560, dito de qualhn
a 400 rs.. latas de 2 libras com massa de to-
mate a 15800, e oulros gcncros.que s a vis-
la dos compradores se rara o prego.
At te 11 gao.
He chegado ao barateiro, na ra de Santa
Thoreza, corles de chitas l'rancczas a 1?000
o corte, afianga-sc nao ter avana, com Seo-
vados e meio
CHALES DE MERINO'
de muito bom gusto, lisos, bordados e de
barra ; vendem-se na ra do Crespo, loja
n. 19
gs ao car-
nauba.
Novidade.
Na ra do Qucimado n. 30, loja do ferra-
gens, vende-so o superior couro de lustre a
49500 a pelle, superior papel paulado a
4a500, dilo paquete a ?500, dito de peso a
25800, marroquim a 23 a pelle, facas de ca-
bo de balango a 59400, ditas a 05, ditas mui-
to superiores de 2 botes a 6^500, ricas cai-
xas de bfalo a 15800 o 23, e oulras muitas
ferragens e miudezas, que vista se pora
prego, e nio se engaa os freguezes
a 1.S00 rs.
Vendem-se cortes de vestidos de chita
larga, a de/. tustOescada um: na loja de
i- portas, na ra do Queimado n. 10.
A Mi) RES 0 C0VAD0-
Vende-se chita larga sem avaria a I-20
rs. o covado : na rua do Queima tajado,
de i portas n. 10.
Relogios de pa-
tente
inglezes de ouro, de saboncte e de vidro:
vendem-se a prero ra/.oavel, em casa de
Augusto Cesar de Abreu, na rua da Ca-
deia do llecie, armazem n. lo'.
Na nova loja de i portas, ao pe do
arco de Sanio Antonio, ha para vender
superiores fazendas de hom goslo : mus-
sulina de cores, dita branca, chai; de
cores, lindezas,duquezas, alpaca dequa-
dros, enl'eitespara Descoca de senhoras,
cortes de cambraia de salpicos, pecas de
chitado quadrosa 5J000, ditas roxas a
5j800, cortes de sempre-viva a l.sbOO,
chales de merm li/.os e bordados ; e ou-
tras militas fazendas, por preros (pie
agrada a todos ; este estabelecimento esta'
todos os dias aberto ale as 7 e meia horas
da noitc.
Vende-se um bonito mulatinho de!
a 10 annos de idade, em casa do portuguez
Luiz i'.aetano Rorges, na terceira casa da rua
da Concordia.
Vende-se um baixo e um pistn, em
bom eslado, e muito em conta : na rua da
Flores n. 19,
Vendem-se 25 aegocs da estrada do
ferro, coii o mdico juro de 15 por cento :
na roa da Cadeia do liecife n. 36, primeiro
andar.
Vene-sc a terceira parte da casa ter-
rea da rua da Calgada n. 16; a tratar na
mesma.
Na rua do Vigario n. 12, e na de Santa
Ihercza n. 60, vendem-se saccascom milho
por prego eommodo.
CHA' SUPERFINO.
Acha-se venda no deposito da rua de S.
Fraucisco n. 6 superfino cha hyssou de qua-
lidade muito suj>erior, por barato prego ; s
com a vista se avahara da bondade delle.
QUEIJOS.
Muitos bons queijos llamengos, v'ndos no
ultimo vapor, esln a venda no deposito n.
6 da rua de S. Francisco, por barato prego.
PE..HINCHA
No deposilo da rua de S. Francisco n. 6,
ha para vender caixas de l'olha de (landres,
proprias para costurli, etc., etc., por muito
barato prego.
Nendo-se urna canoa aberta : _w rua da
Santa Cruz n. 44.
- Vende-se lenta muito secca, achas
grandes, e muito boa qualidade, aos milhoi-
ios e ajscento, prego cjmmodo : na rua
Nova em frente. porto, armazem de um
deira junio ao soorado.
Vende-se urna parcllia de canarios do
imperio muito bous cantadores, por 45/000 :
no aterro da Boa-Vista, loja n. 56.
Chapeos de fel-
tro e bonet de cabello pa-
ra meninos.
Vendem-se ricos chapeos de teltro para
meninos, eiil'eilados com litas e plumas, pe-
lo baralinho prego de 33500, bonetes muitn
lindos de cabello a 25 rs. : na rua do Quei-
mado, na bem conhecida loja da boa fama
n. 33.
Charutos
veiiuem-se
. AstUy
Sellins e
de lava-
ein casa
& C.
rele ios.
Pcunas de ema, cera de abelha e de
carnauba.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50, de-
fronte da rua da Madre de Dos, ha 'para
vender os gneros cima, reccntcmenle che-
gados, por pregos razoaveis.
SELI.INS e RELOGIOS depalentc
liudez : a venda no iirrna/ciu de
Hustrun Rooker > Companhia, es-
quina do lari;o do Corpo Santo nu-
mero 48.
mm PRETAS BE IA1A
e alfodo para padres.
Vendem-se superiores meias pretas de
laia, pelo barato prego de ljS'800 o par, ditas
de algodao de superior qualidade a 600 rs. :
na rua do Queimado, na bem conhecida loja
de miude/as da boa fama n. 33.
Leques muito fi-
nos.
Vcndcm-sc leques muito finos, com plu-
mas, espclhos o bolotas, pelo baratissimo
prego de 29 e 3550o, ditos sem plumas muito
boa fazenda a 1o280 : na rua do Queimado,
na bem conhecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
- Velludo rico para forrar carros, com
todos os pertcnces, vende-se na rua da Cruz
n. 10
Em casa de Henry Prunn i Compa-
nhia, rua da Cruz n. 10, vendem-se pianos
chegados no ultimo navio, quadros com
moldura, cemento romano, cognac em cai-
xas de urna duzia, velas do composigao,
conservas em lalas.
Sao muito finas
e de muito bonggostos.
UusSUlintS muilo finas, matizadas com
lindas cores, de padrees muilo bonitos e
inteiraniente novos; vendem-se pelo dimi-
nuto prego de 560 rs. o covado : na rua do
Queimado n. 22, loja da boa f.
Vende-so na rua Direita n. 95, velas de
carnauba fabricadas na Ierra, muilo bem
feitas e de iodos os tamanhos, 6, 8. 10 e 13
cm libra, pelo diminuto prego do 129 a ar-
roba, sendo os freguezes servidos com
promptidSo de loda e qualquer porgilo que
quizerem.
Vende-se na rua da Cadeia de Santo
Antonio n. 8, casa terrea, muito superior
Jacaranda, lauto em porgoescomo a retalho,
ludo a vontade do comprador, Irasles de lu-
das as modas modernas, tanto por venda co-
mo por aluguel ; assim como junco de su-
perior qualidade ; os pretendeutes podem
dirigir-se a dita rua e casa, a qualquer hora
do da.
Vendem-se uns livros um pouco usados,
sendo geometra OUoni, e arilhmetica, se-
lecta iugleza, e francesa, diccionarios do
mesmo, e muitos oulros livros de prepara-
torios: na mesma typographia se dir a quem
quizer, procure boje al sexta fera.
Vende-sc, permuta-se, ou arrenda-se
por menos de melado do seu valor, nm silio
de trras, com soll'iivel casa do vivenda. de-
nominado Aguazinha, em lieberibe, pouco
adianto do porto da Madeira, tem abundan-
cia de trras para plantas, e pasto a sola pa-
ra gado ealgum alvoredo : os pretendeutes
tralem na rua do Vigario, no trceiro andar
da casa n. 19.
Vende-se doce do goiaba, o mais lino
que tem vindo a osla praga ; a visla o dir ;
na taberna do Sr. Porto, no aterro da Roa-
Vista, defronte da matriz.
Vende-se cera de carnauba cm saceos :
ua rua Nova n. 44.
--- Vende-se um mulato de 20 a 22 anuos,
ptimo pagem, sem vicios nein achaques, c
teni ollicio de alfaialc, prel'ero-se a venda
que for para fra da provincia, ou para o
sul ou norte desta mesma provincia : na rua
da Guia n. 64, segundo andar.
Superiores quei-
jos.
Vendem-se queijos muilo novos, chegados
pelo ulliuio vapor viudo de Haniburgo, pelo
barato prego de l440 : na rua Direita n. 8.
Kna to Queimado n 1.
Querendo acabar com as seguintes fazen-
das, resolve-sc a vende-las pelos precos mais
commodos possiveis :
Chitas escuras c claras, fixas, a 160 rs. o
covado.
Cortes de cassa de barra a SfOOO.
Ditos de dita sem barra a l, Cassas franeezas lixas a 440 rs. a vara.
Di las de quadros para babados a 1?600 a
peca.
Alpaca de quadros com lio do seda a 400
rs. o covado.
Atoalhado com 8 palmos de largura a
19200 a vara.
Lengos brancos com barra, para niiio a
100 rs.
Riscado francs a 220 rs. o covado.
Madapolo com loque de avaria, de diver-
sos pregos.
Venderse
na rua das Trinchoiras n. I, loja de tartaru-
gueiro, 2,000 e lanos chifres de hoi.
Carnauba
13, a
Charutos.
Vendem-se na rua do Collegio n.
"#500 o milheiro, em magos do 50.
Vende-se urna taberna 110 Corredor
do Bispo, com fundos sullicienlcs para qual-
quer principiante : a Halar na mesma com
o dono.
Vende-se urna excellcnte vacca pre-
nha, boa leileira : na rua do Crespo n. 10.
Vende-se um piano com excellenles
vozes : na rua larga do Rosario n. 22, se-
gundo andar.
Atteuco.
Vende-sena rua Direita n. 27, manteiga
iugleza muito boa a 960 rs., dita a 800 rs.,
dita a Olo, queijos novos, viudos Diurnamen-
te pelo vapor a Ufe 15300, ditos a 1/700, cai-
xoesdedoce de 4 1|2 libras a 1.3OOO, ditosa
ii40, toucuilio de Lisboa a 400 rs., dilo a
320, queijos londrinos a 480 a libra e a 400
rs., aguldente ile Franga a 1i500 e 1/4U0-
Precisa-se no mesmo lugar de uui caixeiro,
prefenndo-se portuguez, de boa conducta,
nao se olha a ordenado, leudo boas infor-
uiages.
Ao Sr. de
eiigenl
10.
Claudio Dubevx
><.nde plvora ingleza a 13?, 1S3 e ISjOOO r. o
barril de 25 libras.
Milho bom em
NACCAS
Na taberna glande ao lad > da igreja da
Soledade, cbegou grande porgao do saccas
com muito bom mi I no, e vende-se por prego
eommodo.
Couro de lustre.
Veude-se couro de lustre francez, o me-
Ihor que pode haver neste genero, pelo ba-
rato prego de 53 a pelle : na rua do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama n. 33.
SeSlios
patente inglez.
Su chegado p arhnm-e a vendaos verdadeiros
, Ix'in cunlieridus sellins in&lezes patente : na rua
do Trapiclic-Novo n. 2, arniazein de fazendas de
Al in-i'ii llowie A; C.
Planta da
Algodao nionstro, he pe-
chineha.
Vende-se algodao monstro com 8 palmos
de largura, proprios para toalhas e loujoes,
pelo diminuto prego de 600 rs. a vara : na
rua doQueimado n. 22, na loja da boa f.
Ligas de seda
para senhora.
Vendem-se superiores ligas de seda para
senhora, muito bonitas e de muitos pa-
drOes, pelo baratissimo prego de 1?200,
t Jim c :>000 : na rua do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma 11. 33.
N. O. Biebcr & companhia, rua da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
Brinzflo.
Brins da Russia.
Vinho de Madeira.
Algodao para saceos de assucar
Aigodaozinho da Baha
para saceos de assucar .' vende-se cm casa
de N. ii. Itieber & Companhia, rua da Cruz
n..
Para mscales
eboceieiras.
Vendem-se duiiasde raiasde mastapara rap pe-
lo barilisMino prego de (o rs.,duzias de leioura9 em
carloa Ij'mile 18200 e sraudes a 18920, doziai de
camulias de pao com palitos de fogo a 24o r.,duzias
de penlesde ebifres muilo bou para alizar a|1c200,
duzias de pentes de baleia para alar cabello a 28^00
e 2.-l>n",cuma de uavalhas para narba a l8600,groza>
de boloes madreperola para camisas a 600 reis.dilai
muito finos de au.na a 100 reis, grozas de botes fi-
nos para rali; i a 280 reis, cartas com 25 peales de
alliiiele a 14o reis,du/.ias de peales de balea para a-
lizar a 38, grozas de livellas para sapalosa 5 zia* de caniveles linos para aparar pennas a 28500
e 3r:,duzias de gaitas (armnicas) a 18200 e IsOO,
duzias de torcidas para caudieirus a 80, reis grozas
de marras para cobrir a 100, 120 e 160 re, pe-
fas de tranceln para benlinhcs 120 res, pulceiras
encarnada* muilo bonitas para Sra. c meninas a 200
rs..duzias de miadinhas de linhas pretas a 240 reis,
peras com 10 varas de fin de eos a 320,360 e 400
reis, duzias de lapes a 100 rs., dozias de caisas com
clcheles a 720 ri., ludias brancas de uovellos de to-
dos os nmeros, ditas de cures, linbas da miada finas
o grocjal, ditas de carriteis braurose decores, cordao
de vestido de toda a grogura, biquinlios de todas as
larguras, e baratos, reudas de ludas as larguras, es-
pelh.'S, curdas de viola, filas de lila de lodas as co-
res, filas de linlio braness e de cores, didaes, agulhaa
de todos os nmeros, filias de seda de todos os nme-
ros, pennas de pato.caixas de chiTre, rozarios, colhe-
les de [erro, retroz de toda a> cores, vernicas, lilas
deheira prela e branca,grampas,eludo o mais que se-
ja necessario para completo sortiineutode bocelei-
ras e mscales e que ludu se venda muito mais bara-
lodo que cm uutra qualquer luja, na rua do Ouei-
niiido, na bem conhecida loja de miudezas da boa
lama n. 33.
1EGHAIISBG FAftA F.MI
Vendem-se 300 alqueires de sal de Lis-
boa : a tratar no Forte do Mtttoa, armazem
do iuerra.
Na lo ja da boa f
vende-se o mais barato
possive]:
Chales pequeos de merino, de lindas co-
res, bordados cm duas ponas a 7e000 ca-
misas de riscado muilo bem feitas, pel di-
minuto prego de 1/900 cada urna, ditas de
meias muito finas a 1#, lengos franrezes pa-
ra rap a 360, chitas finas e de padrOes mul-
to Ibouitos para cobertas a 200 o covado
cambraia adamascada com urna vara de lar-
gura, proprias para cortinados a 78 a nPca
2 *!? Krav>ti"has de cassa muito bo-
lillas a 200 rs., sciim encarnado, verde e
amarello muito superiores a 800 rs. o cova-
?"' C.UrrtnS.d.C fusl1 Dara col|etes a 500 rs ,
Ite 1*500, lengos brancos de cambraia pro-
prios para homem a 240, ditos ditos com
barra de cor tambem a 240, Kan.a amarella
rraneex. muito fina a 320 o fova^Tengo,
brancos grandes, proprios para cabega a
*uo r.s meias brancas finas nara sonhnrn
ESLfUrS dC S 32 P". brrn
de quadrinhos de padres muito bonitos e
NAFUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W.BOVVMAN, ,\A
RUA DO BRUM, PASSANDO O t.HA-
FARIZ,
lia sempre um grande soriimento dos seguintes ob-
jeclos demechauismosproprios paraenxenbos.a sa-
ber : moendase meias moendas, da mais moderna
coiislruir.H, ; tainas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos tamanhos ; rudas
deutadas para agua ou auimaes, de lodas as propor-
res; crivos e bocas de Tornadla e regislros de bo-
eiro, acuilhOes, brouzes.parafusos e cavilli0es,moi-
nhos de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICA'O.
e evecuiam todas as encommendas eom a soperio-
ridade ja conhecida com a devida presteza ecom-
modidade em preso.
cidade do Re-
cite
Vende-se a planta da cidade do Recife e
XAROt
DO
Foi transferido o deposito deste tarop para a ho
tica dejse da Cruz Santos, na rua Aovan. 53'
garrafas 59500, meiasSsOOO, sendo falso todo
seos arrabaldes, feita pelo Sr. Dr. Jos Ma-|*1|,e"e 1ne "aofor vendido ueste deposito,palo
a UMOOO.
Vendc-so carnauba a 109000 a arroba, em
porgao de una ai roba para cima : na rua uo
iNogueira u. 21.
Velas superiores.
Vcndom-so velas muito superiores a 148
rs. a arroba ; be escusado tecer elogios,
pois quem comprar urna vez saber da rea-
lidade : na rua do iNogueira n. 21.
Vendem-se superiores uvas moscatel
a 15000 u libra : na esquina da Gamboa do
Carmo n. 46, taberna.
Vende-sc una excellente casa, sita na
rua da Mangueara n. 1: a lallar na rua do
1 Crespo, loja n. 16.
Xa rua do I.ivramento n. 16, vendem-se
coberloies de algodao grandes, proprios pa-
ra a eslagao do invern, pelo barato prego
do 500 rs. cada um.
Claudio Dubeux
Vendem-se velas mistas, proprias para
matar formigas, e para que estao muitissi-
mo approvadas : noseu escriptorio, rua da
Cadeia de Santo Antonio n. 13,
PALITO'.* FRANCEZES.
Vendem-se palitos e sobrecasacos de pan-
no lino prclo e de ci.rcs, com gola de vellu-
do e forrados de seda, de 22/ a 28;, sobre-
casacos pelos, forrados do seda a 28?, pali-
tos decasemira de coics, com gola do vellu-
do a 24/, palitos do alpaca do 6 a 108, de
linbo decores a 33OOO : na rua Nova, loja
CLAUDIO DBEX
Vcndem-sa velas estearinas, proprias pa-
ra carros a 19120 cada pacote do 8 volas, :
no seu escriptorio, rua da Cadeia de Sanio
nli.'inu II 13.
Claudio Dubeux
Tendo recebido urna factura de 2,000 bar-
ris de plvora, dos melhores fabricantes,
vende-os a 14;000; as amostras aehom-se
no seu escriptorio, rua da Cadeia de Santo
Ai.ion:.! n. 13.
Bichas de Hamburgo.
No velho deposito do bichas, rua estreita
do Kosario 11. II, rocebeu-se 4 viveiros de
bichas de llamburgo, e esta rctalhando
*;5fO0U o cento, e cm porgao por menos.
Vende-se 011 permuta-se o sobrado do
um andar n. 4!l, sito na rua Imperial, canto
da travessa do Lima, poi oulro sobrado no
bairroda Boa-Vista, que lenha commodos
para grande familia, e volta-sc a quantia
que for razoavel : quem pretender, entenda-
se com o desemhargador Santiago, na casa
de sua residencia, na rua do Hospicio.
medo Alves Ferreira, por dez mil reis : na
livraria n. 6 e8 da praga da Independencia.
Mappa das distancias da
provincia.
Na livraria n. 6e 8 da praga da Indepen-
dencia, vendc-so o mappa das distancias
das difiranles villas da cidade entre si, e
relago a capital da mesma, a mitris
~ Vende-se a verdaduira grasa inglesa n.
97, dos afamados fabricantes Hay c< Mar-
tin--, em barricas de 15 duzias de potes:
cui casa de James Crablree Companhia,
rua da Cruz n. 42.
Deposito
de rapprificeza da f.:l>ii-
ca de tt. Gasse, no l\i<
de Janeiro.
Vende-se a prego eommodo rap fino,
grossoc meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
rua da Cruz 11. 49. *
Em casa delllenr. llrunn & Companhia, na
rua da Cruz a.10, vende-seco^naceuicaikinhas de
duzia.
*lk *v* CW
quesefaz opresenteaviso.
IMPORTANTE TARA 0 PUBLICO.
l'ara curade phlysicaem lodoosseusdiflereD
tes graos, quer motiva da por conslipac&es, tosse
asthma, pleuriz. escarros de saneue, drde cos-
tados e peito, palpita cao no cora rilo.coqueluche
bronclnle, dorna sarnanla, e to'das as molestia
do so rua o t pulmonares.
Vende-se taboado e pranchns de pi-
nho deSuecia, proprio para armagHode ar-
mazem de assucar.
Paos de pinho vermelho para mastarcos.
Chumbo de munigao.
Folhas de cobre.
Metal amarello e zinoo para forro, eom os
competentes pregos.
Alvaiade de chumbo e de zinco, em p.
Tinta branca de oleo.
l'apel lino do escrever,-
Vinho especial do Kheno e do Porto.
Itua da Cadeia do Recife, casa de C. J. Ast-
tey $ Companhia.
Oculos c bonetes
de todas
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gaila, &sim romo potassa da Kussia verda-
deira : na praga do Corpo Santo n. 11.
TAIXAS PAKA ENGENHO.
Rt fundipao de ferro de D. W. Bowmana u
ru do Brum, passando o chafariz, coniina ha-
dar um completo soriiraeplo da laixesde ferro fun
vidoebatidode3 a 8 palmos de bocea, as quaei
cham-se a venda,por eprego eommodo com
prorrjpddo: embarcam-soucarragaat-st mear
ro senidospeza ao comprador.
Em casa de Saunders Brothers C. prag
doCorpo Sanioo. 11,ka para vsndar o s uic'u
Kerro iuglez.
Pixeda Suecia.
Alcatro de carvao,
Eonas de linho.
Esponjas.
Urona.".
Algodao liso par sacras.
Dito entranrado igual ao .1 a Babia
E uui completo sor timen 10 da Hundas proprio
para me mercado ludo por preco eommodo.
Vende-se superior linhas de algodao
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, cm casa de Soulhall Mellor & C., rua do
Torres n. 38.
Momhosde vento
combomhas dcrcpuxopara recar horta s e ha
a dacapim na fundicaode D. W. Bowman
na rua do lirum ns. 6, 8 e 10.
as qnadados.
Vendem-se oculos do todas as graduagoes
com delicadas armages de ago, pelo barato
prego de 800 rs. e 19500, ditos com armagOes
douradas e prateadas a 13200 e 1500, ditos
! com armagan de bfalo a 15200, ditos eom
armagiio de baleia a 480, ditos com armacSo
de metal branco a 400 rs., lunetas de um s
vidro redondas e quadradas com aro de b-
lalo a 500 rs., ditas de dous vidros tambem
com armagiio de bfalo a 15500, ditas de um
so vidro redondas c quadradas com aro de
tartaruga a 19900 e 1C500 : na rua do Quei-
mado, na bom conhecidada loja de miudezas
da boa fama n. 33.
I
depuro linho a 240 o covado, pegas de p|a-
tilhasdealgodSo, com 20 varas, pelo bara-
tissimo prego de 3*600 cada uma.chapeos de
palha fina do Chili, pelo diminuto prego de
10/, e alm disto muitissimas fazendas finas
e grossas, que vendem-se por menos que
em ontra qualquer parte : na rna do Ouei-
mado n. 22, na bem conhecida loja da
boa f.
totoes para pa-
ntos, colletes e pininos
de camisa.
Vendem-se abotoaduras muito finas de
madreperola para colletes, pelo baratissimo
prego de 500 rs., ditas muito ricas de todas
as cores a 320, 400 e 500 rs., ditas muito fi-
nas de madreperola para palitos de meninos
e homens a 500 e 640 rs., atacadores para
punhos c collarinhos de camisa, de muito
rico gosto a 400 rs., 800 e 2a00, ditos de
cornalina para casacas a 300 rs., e outras
muitas qualidades de abotoaduras que se
vendem muito harato ; na rua do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da
boa fama n. 33.
PENTES DETODASASQUAI.IDAES.
Vendem-se pentes de tartaruga para cabello
o melhoT que se pode encontrar, a 5, ditos
de baleia imitando o mais que he possivel
aos de tartaruga, a l#, 15200 I55OO, ditos
mais ordinarios de baleia a 240 e 320 rs., di-
tos de tartaruga para alizar, fornidos e mul-
to bem fetos a 43, ditos de marfim, fazenda
muito superior a 15500, 2) e 33, ditos de
borracha de muito superior qualidade a l,
ditos de bfalo verdadeiro, muito finos e
bem feitos, a 640, 800 e 15, ditos a imiUgfio
do unicurne a 15, ditos de baleia muito bons
a 280, 320e400 rs., dilos de bfalo verda-
deiro, muito bonitos e bem feitos, proprios
parajsuissas e criangas, a 320 rs., ditos de
marfim muilissimo bons, fabricados em Lis-
boa, para piolhos, a 800, IjOOO e 1500. di-
tos pretos de bfalo tambem para piolbos. a
500 rs.: na rua do Queimado, na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fama n. 33.
Para os jovens
na morados.
Vendem-se ricas folhas de papel pdanta-
zia para escrever, cada folha com a compe-
tente capa e urna obreia de cola com qual-
quer dia da semana, pelo barato prego de
60 rs., 100, 200 e 300 rs. : na rua do Quei-
mado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama o. 33.
Taclias de ferro.
Na fundicSo da Aurora em Santo Amaro-
eltambem 110 deposito na rua do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ba sempre um grande soriimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
queas, rasas c fundas ; e em ambos os lu-
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, iivres de despeza. Os prego
s.ioo s mais commodos.
annidris e grades,
Um lindo o variado sortimenlo de model-
los para varandas e gradaras, de gosto mo-
dernissimo- na fundigSoda Aurora em San-
to Amaro,e no deposito da mesma, na rua do
Brum.
Moendas superiores.
Na fundigSo de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender moen-
das de canna lodas de ferro, de um modello e
construcgo muito superiores.
Luyas de lodas
as qualidades.
Vendem-se verdadeiras luvas de pellica
de Jouvm, pretas c brancas, para homem e
senhora a 2c500 rs. o par, ditas do seda de
todas as cores e bordadas, com guarnigOes a
25500, ditas lisas tambem de seda e de to-
das as cores, para homem e senhora a 13,
Ic200e1|500, dilas pretas de torga!, mullo
boa fazenda a 15, dilas brancas de algoil
para homem a 240, 320 e 400 rs., ditas de
cores muito finas de fio da Escocia para ho-
mem e senhora a 320, 400 e 500 rs., e ou-
tras mais qualidades de luvas, que se ven-
de barato: na rua do Queimado, na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
Attenc&o
Vendem-so pegas do cinta do muito bons
pannos, pelo baratissimo prego de 5# a pega,
que sahe o covado por seis vuitens e dez r's.,
a porgao he pequcua : portantp quem gosta
de economa deve-so aproveitar : ua rua do
Crespo, loja da esquina junto ao arco de
Santo Antonio, c na loja de 4 portas n. 12.
-Sola de qualidade especial, vende-se
no armazem do caes do liamos, de Francisco
Figueira deSaboia : a tratar no seu escrip-
torio, rua de Apollo 11. 5.
da
Agencia
fundico
Low-Jtloor,
rua a Senzala i ova
n. 4.
Neste estabelecimento continu'a a haver
um completo sortimenlo de moendase meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodosos
tamanhos para dilo.
iismo pa-
tente ingiez
Os melhores relogios de ouro, patente in-
v.^Tm f o "f,e'Pr fCC C,mom0d0'SUperi"r filez,; vendem-se por pregos razoaveis, no
vinho do Porto em barns de 8. : na rua do escriptorio do agente Oliveira, rua da Ca-
Trapiche 0. u, escriptorio de M. A. Guerra, deia do Kecife 11. 62, primeiro andar.
irios
j
cobertos e dcscohertos, pequeos c grandes,
de ouro patente inglez, para bomem e se-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : cm casa de Soulhall Mellor & C", rua
do Torres n. 38.
Km casado UabeSchmettau &Companbias
rua da Cadeia n. 37, veudem-se elegante,
Pianos do afamado fabricante Traumann de
llamburgo.
Meias de todas
as qualidades.
Vcndem-se meias de seda branca para se-
nhora, o melhor que se pode encontrar a
39500 rs. o par, ditas pretas tambem muilo
boa fazenda a 25500, dilas brancas de algo-
diio, muito finas a 320, 400, 500 e 600 rs.,
ditas pretas tambem muito finas a 400 rs.,
ditas de seda de cores muito bonitas e pro-
prias para baplisado de criangas a 29000,
dilas cruas muito fortes para meninos a 400
is., dilas de cores de algodao para meninos
a 240 e 320, ditas brancas para meninas a-
240 e 320, ditas cruas e blancas para ho-
mem a 160, 200, 240, 320 c 400 rs., ditas do
tSfcraMHiittt'ei.
Auscntou-sc no dia 4 do corrente, do
armazem da rua do Apollo n 6 A, o preto
escravo de nome Manoel, idade pouco roais
ou menos de 26 a 30 annos, vestido com ca-
misa de algodao trangado, e calcas tambem
de algodiio, sendo urna azul, e oulra branca,
lem os tingos muitos grossos, e podre um
dente da frente do queixo superior : quem
o pegar, elevar ao dito armazem, ouem
Parnameirim no sitio de Joaquim Jos de
Ainonin, ser recompensado.
-- A 26 do mez lindo fugio o preto Jo3o,
de idade que reprsenla 35 annos, estatura e
grossura do corpo regulares, bem fallante,
lem como sobre os olhos, e o melhor signal
he ter uns calombos por baixo do queijo, e
ao lado, principiando do p de urna orelha,
e mais calombos cm um braco e no peito ,
consta andar por esta praga ganhando, e
poros airabaldcs, etc.: qualquer pessoa
que o pegar, leve-o a rua da Cadeia n. 28,
a seu senhor Domingos da Silva Campos
Continua a estar rugido o escravo Jos,
crioulo, idade 18 a 20 anuos,com pannos no
rosto dos dous lados, talhos as costas, tor-
nozelos botados para fora, por causa de bo-
bas : julga-se ter ido para Ingazeira por ter
mal nesse lugar, foi comprado a Joaquim
Jos de Sania Anua, em dias do mez de de-
zembro prximo passado, e fugio em 11 de
Janeiro do crreme auno : quem o pegar
leve-o a rua da Guia, taberna n. 9.
Fugio na nuite do dia 30 de abril um
escravo crioulo, de nome Lourengo, de ida-
de 25 annos, o qual foi comprado a iogo
Soares Carneiro de Albuquerque, morador
no engenho Cuspo, freguezia de S. Lourengo
da Mala ; o escravo lem os signaes seguin-
tes : corpreta, altura regular, ja foi surra-
do, tem a nema direita mais lina que a ou-
lra, e na mesma perna tem urna cicatriz ;
levou camisa e caiga de algodSo ja velbe-e
chapeo du palha : a pessoa que o pegar, di-
rija-se a rua Direita 11. 3, que recetier 50/
cores de fio da Escocia tambem para homem I de graticagao.
a 400 e 500 rs,: na rua do Queimadu, na 1 -* Fugio de bordo do brigue brasileiro
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-| Melampo, na noitc do dia 8 do corrente, um
ma n. 33. 1 negro de nome Marcelino, nagSo Cabinda,
altura regular, secco do corpo. rosto com-
prido, barba serrada e cria suis-a, com falta
de dentes na frenle, e consta andar vestido
com paleto, e calcado : quem o pegar leve-o
a bordo do dito navio, junto ao caes do Pas-
seio Publico, ou a casa de seu consignatario
Manoel Alves Guerra, na rua do Trapiche u
14, que sera bem recompensado.
Suspensorios de
borradla muito linos
Vendem-se suspensorios de seda e sem sp-
da, muito finos, pelo prego do 15000, 15200,
1/600 e 2/o par : na rua do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33.
PBBN.: TVP. DE M. F. DE FAKIA 1857:
...v.
MUTILADO
ILEGIVEL
V *" ""


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