Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07731


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Full Text
ANNO XXXIII N. 83.
Por 5 mezes adiantados 4$000.
Por 3 mezes vencidos 4^500.
SEGUNDA FEIRA (5 DE ABRIL DE 1857
Por anno adiantado 15/J000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
EtfCAUREGADOS DA SUBSCRIPCA'O NO' NORTE
Pinhibt, o 8r. JeaV Rodolpho Gomu i Niul, o 8r. Jo*
Im I. Partir Jnior; Aracaty, o 8r. A. da Lanoi Braga
ara, o Sr. J. Jote da Oliveira ; Marianas, o Sr. Joaquim Mar-
naa Rodrgua* ; Piaulij, 8r. Domingo Harcnlano A. Peoa
C arene* : Para', o Sr. Juiido J. amo*; Amaxeae*, o Sr. JVo-
jaw da Coata.
PARTIDA DOS.CrtRRKIOS. '
Olinda : toda! oa diaa, aa 9 e maia hora* *o da.
laoiaraaa, Unianna e Parafeiba : nal aegaadas e seslas-lairas.
, Aotio, Saaarrva, Bonito, Cmara, Alimho e tiaranhons: na terf a-Foira4
S. LonrenfO Pao-dMIho, Naaareto, Umoeiro, Orejo. Pesquera, ln;ra-
aeira. Florea, Villa-Relia, Boa-Vi.la, Oricurj o Ex naa qnartas-feiraa.
Cabo, Ipojaca, Serinhaea, Rio-Formoso, Una. Barroiroa, Agoa-1'rela,
Pimeatc.raa a Natal : qalataa-rairaa.
(Todoa ai corren partea ai 10 hora! da nunhii.
AUDIENCIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommareio i aagunda a quintal.
Relicio ; tercas-feirai a aabbadot.
Fazanda : quarui a aabbadot ai 10 horai.
Juno do eommareio; isgundaiat 10 horas a quintil aa malo-da
Juio da orphaoa : tecundaa a quinlat aa 10 borai.
i'rimaira rara do civel Mgundaa a leiiai ao meio-dia.
Segunda Tara do cirel: quarui a aabbadoa ao miio-dis. *
EPHEMEIUDES DO HEZ DE ABRIL.
1 Quarto ereacenta ai 11 borai e laminutoida urde.
0 La eheia a 7 hora a 9 minutos da (atde.
17 Quarto minguaataai9boraie 42 minuto da manha.
*4 Loa noTa ai 4 horaia SS minutoi da tarde.
i'it i" \\iai: DE BOJE.
Primeira ai 6 boraie 54 minuioi da tarde.
Segunda ai7 boraa e 18 minuioi da manha.
DAS da semana.
13 Segunda. S. Hermenegildo principe m.
14 Terca. S. Domuioa v. ; Ss. Tihurcio e Valeriano mm.
15 Ouaru. 8. l'ancracio ; Si. Eulhiquio, e Olimpiada mm.
16 Quinta. S. Engracio v.*. Ss. Calillo, Carillo, e Ceclano mm
17 SeiU. S. Aniceto p.; Ss. Hermogenes e Fortunato mm.
18 Sabbado. S. Galdiuo b. card. ; S. Perfeito presb.
19 Domomingo. 1. depoil de Pascoa. S. Eiped to.
encarregados da subscripcaO no sul
Aligon, o Sr. Cliudino Ftleao Diaa ; Babia, o Sr. I
Bio de Janeiro,o Sr. Joao Pereiri Marlini.
EH PE UNA MI! ICO
O propietario do DIARIO Manoel Fignairaa da Faria, aa l
livraria, praea da Independencia ni. 8 e 8.
PARTE OPFICIAL
COMMANDO DAS ARMAS.
tunal arenera! da com.iia alas aramaa ais
Per.uah.co na eldade do Heclfa, em 9 de
brfl da 1857. .
ORDEM BO DA W. 45?.
O general commanJanle dea irmai fat peblieo,
Par eoaheeimeuto da guarnilo e eonvnWnte* Im.
que o Era. Sr. eooielhero Dr. Sergio Teneiri de
Macado, (todo, como depulado aisembte geral
legislativa, de segoir para a corle, entregos honlem
a adminslrac.ao deata provincia ao Eira. Sr. Ureai-
re vico-presidente Dr. Joaquim Pirea Machado Pi-
tella.
Publica igualmente qne a presidencia, era visU
de qee Ule eipdt o Sr. cirurgio-mr de brigada
delegado do cirorgito-rar do exereilo, Dr. Joi
Sergio Teixeira, aleito depnlado pelo qoarlo circu-
lo da provincia do Maraoho, foi servida eoncider-
Ihe permtelo para seguir para a corle, no vapor que
ee espera do norte, o que consta de offlcie datado de
hentem. Determina, por Unto, que metmo Sr.
Dr. Sergio, entregando, na forma da lei, no da II
do correte, a delegaeia ao Sr. prirneiro ctrurgi Jo
Dr. Prxedes Gomes de Soma Pitanga, notnee logo
quera deve a este substituir na incumbencia do hos-
pital ragimental.
O mesmo general determina, que a junta de sao-
da, aa 9 horas d.i oanhla do da 13 desle mez, se
retina na secretaria do Sr. delegado do cirurgiao-
tr al* exereilo, afim de inspeccionar oa ofltciaas a
pracas de pret doa eorpot existente* tiesta guiruicao,
iecleidos na reanlo nominal que Ihe sera' em teao-
po a presea lid*.
Jote Joaquim Clho.
~~IlTEHI01tT~
CHARA*.
Rea torio com que o Exm. Sr. Dr.
Francisco Xavier Paes Barreto passou a
administracao da provincia ao 3. vice-
presidente da mcsm.i, o Exm. Sr. Joa-
quim Alendes da Cruz Guimaraes, em
25 de marro de 1857.
Illm. o Exm. Sr. Tendo itdo eleito deputado
pela provincia de Pernamboco, e devendo seguir
para a eorte, aBm de tomar asiento na respectiva
cmara, pasto a V. Exc. a administrarlo desla pro-
vincia, oa qoalidade de seo 3. vice-presidente, e
em observancia do que determina o aviso de li de
marco de 1848, cabe-me a honra de dar a V. Exc,
algumas infsrraac&e* sobre os diversos ramoa do
servico, publico.
Traoqnillidade publica.
Reina em toda provincia perfeita tranqdlllidade.
Por eceasian de proceder-se a eleicao de vereado-
res e jeiiei de paz em aetembro do an'no panado, e
posteriormente de eleitores, deram-se algtimas
deaerdeoa em diverfos pontos da provincia.
Daas desordena as mais graves orim as que in-
felizmenle liveram logar as freguazia* do Cralo,
sobral. Sanl'Anna, e Imperatriz, aonde a exaltaco
Pnrto 5
Damne 1
Offeaea a* moral 1
Ajunlamenlo illicito 2
Armis defiias 3
Tirada oa faga da presos 5
Keiiiteucii 1
159
ne atrevo a garantir a V. Exc , a exactido
itnrsrlMM, a iijliinjn li .uhUii liTliaWil.........In
um trinmpho, que s honra quando he alcancado
pelos meios regulares, os levaram a commetter os
mata deploraveii e criminosos excessoa. Oilo mor-
as e mnitos ferimenlos foram o resultado dessas lu-
las deagracadas, qne lauto dendem contra os noisos
inlereaee e eivilisaSo.
Para tvodcar desses Tactos, e punir aos seus au-
tores, ordenei ao chefe da polica, que se dirigisse
s respectivas locolid.ides e instaurasse os necessa-
riot processos. O chefe de polica ja se acha de
volta, e pelo relatarlo, que dirigi a' presidencia
vera' V. Exc. a maneira satisfactoria por que des-
empeohon elle a sua commissSo.
Noa dilTerentes procesaos instaurados por causa
dos inceessos occorridos na eleicao, foram pronun-
ciados 19 individuos, dos quaei ja se acharo presos
6. Para a captara dos outroa indiciados, lenlio ex-
pedido as mais terminantes ordens, e nao duvido
um momento da que V. Exc. empregara' os mes-
mu aforeos para que nao fiquem aem a devide po-
nicRe os autores de taes allantados.
" Lamentando profendamenle oa desastrosos iuc-
canoi, qne ensanguenlaram a elei^So de algamas
fregoezias da provincia, resu-me a consolacSo de
haver feito tudo qnanlo eateve ttn meu poder para
qne o pleito eleilora! corris em paz e com toda a
liberdade.
Fiel aoa meas principios, e em observancia as re-
commeudacOei do governa imperial, So s conser-
veia mala, completa neutrnlidade entre os partidos
que pleitearam a eleicao, como dei asmaiitermi-
naales ordena e insIrnceSes as autoridades palkiaes
e militares para que nao pralieassem acto algnm,
qne podeue por em coaccao a liberdade dos cida-
dioa no pronnnciamento do sen voto. Poodo de
parte as accosaeet dsaeompaobadis de provas da
imprensa, e aa qoeixas exagerada* dos descontentes,
poeto aaaegurar a V. Exc, que em geral na autori-
dad** ae abtliveram de intervir, como taes, na elei-
cRo. Urna ou ootra q oe se desviou das minlias or-
den, fui logo destituida.
Segaran;* individaal e de propriedade.
Dorante o anno passado, e o< mezes de Janeiro e
fevereiro do andante commetleram-se em toda pro-
viaaia, legando um mappa fornecido pela secreta-
ri* de pelict'a, que tenho i vista, o* siguinles cri-
Homicidios 30
Tentativas de homil "'> 8
Ferimen.'o* e ontra* offtnsas
phyaica.; 91
Rapto 2
Esta pro 2
Calumnia e injuria 4
Ronbo i ----
ORIGINAL DO OURIO DE PERNAMBUCO-
&
12 DR ABRIL DE 1857.
A civiliMcSo moderna be o producto da elementos
diversos ', e ho imposaivel nio reconhecer que lie ao
etpirilo hriUo, ao espirito evanglico, qne a lia-
minidnde deve a* mais preciosas vanlagens desta f i-
vilisacSo, de que illa se ufana com muita justic,*.
Ainda quando os abusos que se exprobram ao ca-
tholicitmo romino fossem mil vezes raaioret, islo s
provarii ama cousa : he que *e pode abosar de tudo.
A* idea* de igoaldade e fraternidad* ao ideas
ehriktaas, iato he, conforme ao espirito chrislSo, que
he pira a Ciitholieismo a que a equidad* he para a
juslica escripia, a relivio para a llieologia, Jess
Chritto naJJa as sana apAslolos.
Lamarane rendeu um.i humenagem misnifica ho
ehritianis**o as priroeirns paginas da tua admira-
vel liistari-t ios Girondinos.
a O ehriillanismo, diz elle, achando o* homens es-
cravisado* e degradidos por toda a trra, te levan-
tara a* queda do imperio romano como urna vin?an-
ca, mas *oh a forma de urna resigoacito.
* Proclamara as tres palsvras que repeta a doos
mil aanaf de distancia a revoluto franeaza : liber-
dade, igaadade, frateruidade dus homens.
a Ma* tin.'ia escondido par* certo lempo este dog-
mi no faod* da alma dos ehristos.
* Demasiado fraeo ao principio para ligar se a s
leis eivis, dinere aos grand*a : a Deixo-vos ainda
algum lempo o m-indo poltico, conflno-me n6 mun-
do moral.
Cnntinuae, i pedardsi, 8 Slgemar, claMificar,
deslij dado*.
Pala contraria linio dizer qn* nutro a convierto,
qae, lem deaias, moitos ootro* crimee se commel-
leram ao* 14 natas dacorridat de Janeiro do anno
panado a fevereiro deste anno. O deleixo da algo-
mis autoridades e a* facilidad** qoe o* malfeilores
oeonlrim esa um palk vasto e to ponco povoado
como o uosso, para decollar os nos crimes, dao
causa a qoe moitos altentadoa, a algomas vezes bero
horroroios, passem de*ap*rcebrdot, o fiquem impo-
ne*. *
Adraiosirae,3o da jattica.
No anno que acaba de lindar foram sobmellidos
ao coohecimento do jury em toda a provincia 253
processos, comprahendendo 294 roi, qne commet-
teram 318 crimes, dos qoas 6 foram poblicos, 22
puliciaes e 290 particulares, incluindo 97 homici-
dio*.
Deram-se 153 conderooacSes, e 141 absolvij**.
Grande parle destes crimes foram perpetrados em
annos anteriorei. Do mappa respectivo ver V.
EiC. qae no* 27 termos qae tem a provincia, func-
cionou o jnjjy nma s veiem 14, e diixou de func-
cionar inleiramenle ero 3.
O governo imperial acaba de prover a comar-
ca do Saboeiro, creada pela lei provincial n. 752 de
5 de agosto do anno prximo panado.
Instrucr.to poblica.
O regulameolo da iuslrnccao publica de 2 de ou-
tnbro de 1855 conten seguramente ai medidas ne-
cesarias, e applicavei* entre nos para o desenvolvi-
mento desse importante ramo do tervjco publico.
Infelizmente na pratica tem elle encontrado al-
gomas difficuldadea, que nao podero ser removidas
fcilmente.
A lnsperc,So municipal, por exemplo, que o regu-
lameolo eslabelece, he oenhama entre ius. NSo
ha aqu pessoas habilitada* qn* gratuitamente ae
preslem a' visita e inspecrao das aulas. Em alga-
gama* provincias, e principalmente oa corte sa tem
recorrido a delegados estipendiados.
Esta pro> itlattctd lem sonido os melhores resulta-
dos, e deveria ser aqu adoptada-, pois que he o
nico miio de se eslabelaeer ama inspecr.no activa,
constante e rigorosa, e qae jleria a vanlagera de
chamar os professores pralica continuada dos seus
deveres, seno pelo amor de soa profissao, ao me-
nos pelo receio de serem sorprendidos em snas ne-
glicenciai e fallas.
Mas portera' a provincia desde ja tentar esse re-
medio em vista dos puucos recursos dos seas cofres'!
,No armo pass^^ a assemblca proviocial autorliou
a^nceaidencia '4^n:lar fazer a visitadas~aula* do
interior, estalieleceudt* eertSI vanfagons\s oesaVjs
que se encarresasstlv de urna ral roramis'Sn. Foi
um melhoramento para a causa da instrn<-rao pu-
blica, que ed folgo de registrar aqoi. Nao he tudo 5
mas incooteslavelmenle he nm puno dado no ca-
minho do progresso.
Antes da lei provincial que. >rtl0js#*ea aquella
medida, havia en ordenado ao director da inslruc-
rao publica, mediante nma ajad* de custo que Ihe
rnandei pagar, que uzease na viagem ao interior
d provincia, afim de inspeccionar as aulas.
O director fe essa viajera, j o importante e cir-
j cumslan.-iado relatorlo que elle mi presenton, ha-
bilita me a aswgurar a V. Exc. que he justamente
da falta de execocao das leis, que regalam o en-
sillo, qae provem o sea atrizo. O mrsroo r*latorio
sobre o qoal chame a altenc.no da V. Exc, me
dispensa de entrar aqni em ontroa deienvolvimen-
los sohre este assumplo.
Instrurrao secundaria.
O numero dos alumnos que frequentaram o l.y-
ceo desla cidade durante o anno passado foi de 201,
presentemente ese numero he de 165.
As cadeiras de latim do interior foram no refe-
rido anno freqoentadas por I(VI discpulos.
Ue inda muilo diminuto o norriero dos alumnos
do Lycen, que nelle ae sujeilam a exame. O nSo
terem este* examet nenhum valor nat academia,
do imperio explicam este f*cto. He raro que o
esludinle qneira sujeiUr-se a ama prov* difTici,
qoe nenhnma vanlagera Ihe traz.
O ediliciu em qae funccloMnj*|ot,vceu. ja nao
linh* o espseo necessario pari.'afnter os-lalumnos,
que freqaintam as snas diflereotes aulas. E por-
que nesse mesmo edificio esta' enllocada a theiou-
raria provincial, aconteci*. qae ambas essas repar-
li(cs se achavam mal acnmmodadas com- grave
detrimento do publico servico.
fastas cireumslancias, e nao sendo possivel en-
contrar nesta cidade ama casa particular para onde
podesse passar o Lycea, resolv estabeleee-lo no
edificio que deve servir de hospital de caridad*, *m-
qoanto nao he lie applicado ao lira para que ha
destinado.
Inslroccao primaria.
Eislem creadas 74 cadeiras de initrecao prima-
ria, sendo 51 para o sexo masculino, e 23 para o
*exo feminino. Das primairas acham-ie providas
effeetivamenlo 36, interinamente 12, a vagas 3 :
das segundas aillo prvidas definitivamente 13, e
8 interinamente ; acbam-ae ainda vacas 2. Ha c-le
anno mais 13 escolas do qae existia jno anno pa-
sado. ,
as 64 aulas que eslavam prvida* no nono pre-
trito matricularam-se no 2- semestre 3:391 alum-
no* : a lber do taxo masculino 728, a do- *exo
feminino 663.
Combinando esta cifra com a do anno anterior.
temos nm exeeuo de 789 alomaos, o qae prova
que a inslruecjlo primaria nesli provincia vai em
ootavel progresso.
Devo acrtscenlar que naqoello numero nSo en-
trara os alumnos das escola* particulares, cuja po-
pulacho lie de 1:000 pessoai ponco mais ou menos
e nao ralbara oa calclo* do director da i nslr ucc,ao.
O ensino particular-continua ainda de nm modo
irregular, e nip he fcil dar-lhe ordem. A isso se
oppe coslumes inveterados, qae su o lempo pode
destruir.
Continua florescente o collegio de menina* desla
capital. ltimamente era elle frequenUdo por
31 alomnas.
Ha lambem nesta cidade nm professor particular
com o competente titulo. A soa aula ten 27 dis-
cpulos.
Sande publica.
O estado de saude publica he nimiamente satisfac-
torio. Em nenhum ponto da provincia acha-se elle
alterado por circumslancia algnma, nem mismo
pela* molestias geraes, qae insta quadr costumam
reinar em certas localidades.
A febre amarella, que no decurso do anno pas-
sado appareceu quasi simultneamente na cidade
do Aracaty, nai praias da Matamba, em S. Bernar-
do, na villa da Imperatriz, e na cidade do Sobral,
acha-se actualmente exlincta em toda a parle.
Em Sobral a febre amarella se tem tornada quaii
endmica, e esta circomstancia chamon a atleurao
da antoridade sobre aquella localidade. Para exa-
minar a causa do mal, e propor os meios de extin-
gui-los, foi incumbido de ir a Sobral o Dr. Cassiano
Augusto de Mello e Mallos, o qoal apresenton na
sua volta um interessante relalorio em que (embra-
va certas medidas, euja adopto me parecen con-
veniente. Em oflicio de 26 de Janeiro da correle
auno, recommeodei a cmara de Sobral, que as fi-
zeise executar.
Devn crer que a referida cmara nao deixara' de
fazer ao* teas rouoicipes um tervico 13o impor-
tante.
Grabas a' Divina Providencia nao se l*m al hoje
manifestado nesla provincia a epidemia do cholera-
morbo*, que tantas viclimas ha feilo tm ootros
pontos do (imperio.
Todava reinando ainda o flagello m. elgumas
localidades do Rio Grande do Corle e Parahiba,
bem que com nm carcter mait benigno, conser-
vam-ie em deposito os objectos, e medicamentos
que se compraran) no anuo pnssado para soccorrer a
popnlaco desvalida no caso de ser esla provincia
invadida por aquella epidemia.
Forca publica.
A forra publica da provincia compe-s da nacional, do meio batalhao do eacadores, e do
corpo de polica.
Nao lem lido possivel otgani' ''*
a guarda nacional da pr
ganincao, acha-se mu ti
vera" ata mapas juulo.
O malo batalhao de ca.,auo completo, i
o mesmo ae da' a respeilo do corpo de polica, f >
armamento deste corpo acha-se em pessimo estad' ;
lie indiipensavel renova-lo, qoanlo anlrs.
A forja de linha, e de polica acha-se quaii loda
destacada. A soa distribuirlo he a seguinte : No
Cralo 35 praca e um cnpilAn ; em Missao-Velha 14
e um alferes ; em Sobral 32 praras, um eopilao e
um alferes ; uo Aracaty 19 praras e um alferes ; no
leo '21 pravas e um lenle ; no Ipu' 22 prajas e
um alferes; na Imperatriz 22 pracas e um lenle ;
em Uranja 8 pracas e nm sargento ; em .Mara l'e-
reirn 12 pracas e nm alferes ; em Baturil 8 pracas
e nm sargento ; em Aearacu' 5 praras e um cadete ;
em Qoiieramobim 15 prar.is e nm capilao ; em
Caoind 8 pravas e um sargento ; em 5. Joo do
Principe 20 pracas e um alferes ; em Santa Auna
15 pracas e um tenle ; era Marangnape 15 pracas
e nm sargMto ; em Siup 5 pracas e nm cabo ; em
Pacaloba 6 praras e nm cabo ; em Riacho de San-
gae 13 praras e um alferes.
O resto da forja emprega-ie ero faxer a guarnidlo
desla capital, e ootros serviros.
Obras publicas.
Este importante ramo do servido publico, acha-
se ainda a cargo de um *n engenhiiro, continuando
por isso os mesinos inconvenientes, que em minha
expQiicao do anno paisado tive a honra de pon-
derar a V. Exc. Insisto as ideas que entSo eralli
a cate respeilo.
Obras geraes.
Tres sao as obras qoe se esiao executaodo por
conta dos cofres geraes. O palacio da presidencia,
o qaartel do meio batalhao, e a ponte do desem-
barque.
Palacio do governo.
Esla obra acha-se quasi concluida, faltando ape-
nasfazer a calcada em roda do edificio, e acabar a
casa do baoho.
O palacio acha-se convenientemente decorado, a
raobiliado.
Qaartel do meio batalhao.
O qaartel do meio batalhao acha-se bstanla
adianlado. O engenheiro orc;a em cinco contos de
ris a qoantia necenaria para a sria ennelusao, qoe
se podera' realisar em 6 mezes.
.
Ponle do desembarque.
Esla ponte na qual se lem despendido nao peque-
a somma, lem ja preslado algum servico, mas nao
se acha ainda em estado de preencher o fim de sna
conslrucc.ao.
Urnas vezes as mares cavam tanlo no logar dos
ultimo* esleios, que na baixa mar ha all 8 palmos
escravisar a profanar os povos. Voo emancipar as
almas.
Gastareis dous mil annos tal ve? m renovar os
espirito* antes de manifestar-me na* insliluicrs.
Mas viri um dia era qae a minha dootrin* sahira' do
Umpo e entrara no conselho dos poviin. Neile dia o
mondo social sera' renovado.
Esle dia, continua Lamartine, titiha checa lo.
Tinha sido preparado por um seclo de philosupboa
scepticos em appareocia, mas que criam em reali-
dad*.
ic O sceplicismo s ie ligava as' formas exteriores,
e aos dogmas sobrenatoraes do christianismo ; mal
adoplou-lhe com paixo a moral e o sentimento so-
cial.
Aquiilo que o christianismo chamava revelarlo,
a philosophia chamava razao. As palavras eram
differentes, o sentido era o mesmo.
v A emancipadlo dos individuos, das castas, dos
povos, derivava igualmente do christianismo.
a O mundo anliso a* emnneipava em nome Cliristo, o mando moderno se emancipava em nome
do* direitos, qoe toda crealura recebeu de Dos ;
ambos faziam demanar esla emancipadlo de Dos ou
da naturez.i.
Mas deiseinus de dvagar;ei, e entremos em o
nosso aasumpto.
Na poca em que' nos adiamos, isto he, no lempo
em qoe se coinuiemurain os sanios myalerios da pai-
3o do Redemplor no mundo, os letores nao levarn
a mal que Ibes demos urna noticia curiosa acerca de
urna Semana Sania em liorna. Duramos a este res-
peilo o que diz um viajante illuslre :
. a A* ceremonias do emana Santa allrahem a Ro-
ma grande numero de esirangeiros e viajantes, pelo
fauslo e pompa com que sao celebradas.
A hinclo dos Ramos faz-se na capella Searlna.
No fundo desta capella eleva-se um altar ornado tin-
gelamente : A ''do da porta do Evangelbo, esla o
throno do papa, logo abaixo a cadeira de bracos do
enador romano, chefe da magistratura.
a Segoe-s* por sua anllrjuidade os eardeae* prci-
biliros, sentado* em bancadas levantadas sobre tres
de fondo como acontecen nos mezes de oulabro o
dexembra do anno plisado : ontras vezes, porm a
correte das agnas arremrssa 13o grande quanlida-
de de arela no lagar dos esleios, qae s na prea-
mar pode effectuar-se penosamente algnm desem-
barque. He o que acontece actualmente.
Nao tendo o arrematan te da obra feila a ponte
com a exlansao de 700 palmos a que ae obrigoa, or-
denei-lhe qae tratas-e de conclu-1 a sera demora.
Conna-ma qoe a obra esta' em andamento.
Obra prot*nciac*.
Cadeia da capital.
Neste estabeleeimenlo consirae-se ama caa para
coakaha, distante do ediliciu principa I, duas casas para
a guaida, anentoa-se o portSo de ferro da entrada,
e rebocou-se interior exleriormente a muralha,
que cerca o edificio. Presentemente trala-se de fa-
zer 'os alicerces interiores do segundo raio da
eadeia.
Neste novo raio maodei constroir 8 priies diffe-
rentes, como V. Exc. vera' da respectiva planta.
Pretenda, eonelnida esta parte do edificio, e pas-
sado* para (lia os preus, faier a mesma dlvisao no
raio queja esta'serviodo, e qoe eonlm nma a
pristo.
Enlre os defeitos que se oolam na cadeia desla
cidade, sobresahe o de se ter construido no centro
do edificio um sobrado cora diversos saldes sem a
neetssaria segnranra para serem nelles recolhidos os
criminosos. Para remediar este inconveniente, e
dar emprego a eisa parle do edificio at aqu inu-
lilisada, ordenei ao engenheiro que fizesse nella as
obras necessarias para servir de prisao dos deliqneo-
tes nio sentenciados. Eila providencia era tanlo
mai* necenaria quanlo ai prisQes do andar terreo,
ja nao s3o suflicienles para o grande numero de cri-
minosos, qae nellas se acham recolhidos.
Hospital de caridade.
Eiteedificio acha-se confluido ; mas nao se lendo
designado no orcamenle' provincial qnoU alguma
para o costeio do hospital, nao foi elle ainda appli-
cado ao fim a quem he destinado. Em algumas
dai mas salas fuucciona presentemente o Lycea,
como ja Uve a honra de dizer a V. Exc. em outra
parte desla expoiicao.
Casa de educandos.
No edificio construido o a uno passado para servir
de hospital aos moradores do Oileiro, no caso de
ser esta cidade invadida pelo cholera,' esta' faneciu-
mndo o collegio dos educandos menores, creado
pela lei proviocial n. 754 de 5 de agojfo do anno
(indo. O collegio foi aborta no dia 10 do correle,
e dirige-se pelo regularbento de 22 de novembro
daquelle aniKi.
O novodesjino dado i hospital do Oileiro, exige
algumas obras e alterar; s, tanlo no in'erior, como
no exterior do edificio. O (engenheiro calcula ai
obrai projecladas em 1:000/.
.; Hospital do (.arrole.
Fizeram-se diversas obras no quarlel do 2- bata-
Jfi da guarda nacional dc4* municipio, alim de
vifde hospital, no caso de ai parecer nesla cida-
i a epidemia do cholera morbos. As obras foram
feila* a' cusa doi cofres geraes, e importar,un em
2:0829930 rs.
Csa da assembla.
D*n-se comeen a esla obra em 25 de outubro do
anbo passado. Estao ja concluidos os alicerces, e
promptas as pecas de madeira necessarias para o an-
dar terreo, que he destinado servir da Lycea. Es-
la obra foi oreada em 80:000 de ris, e deve ser o
prirneiro edificio da capital.
Maladonro publico.
Eita cidade ja Ido populosa eflorescente, ainda
n3o possuia um matadouro publico. Para supprir
esla falla, enlendi-me com a cmara municipal, de
accordo cora o sen presidente, resolv edificar um
matadouro publico no terreno, qne fica logo depois
do paiol da plvora. Esta obra acha-se ja em co-
rnejo de execucao, e para ella concorrem o cofres
da muoicipalidade com qoantia de 4:0003 de rs.
O seu orcamenlo he de 11:8009.
Calcamebto da capital.
Na principio desle anno dei comeco a este im-
portante melhuramenlo. Acha-se calcada ja a 1ra-
vessa da thesouraria, e em execucao o calcamento
da ra da Palma.
Cemiterio publico.
O cemiterio publico desta cidade, qae apenas li-
nha 150 palmos de frente e 300 de fondo, foi aug-
mentado, e oceupa hoje urna rea de 275 palmos
de frente e 560 de fundo, oo de 1512 bracas qUa-
dradas.
Duraule o anoo passado concluio-se a morada, as-
sentou-se o poftfo com a gradara de ferro, coni-
Iruirara-se os alicerces de duas casas do lado do por-
13o ; aterrou-se o prirneiro plano do edificio, e
assenlou.se a gradara' de ferro, que separa o pri-
rneiro do segundo plano.
Presentemente trala-se de aterrar anivelar o se-
gundo plano.
Ponle doTaoape.
Aantiga ponle doTauape feila de madeira sobre
alicerces de al venara acha-se em completa ruina, e
antear-java um prximo desmoronamenlo.* No mes-
mo lugar existe boje construida urna nova ponte to-
da de alvenana sobre alicerces de pedra, a qual pro-
melle orna longa duracao.
Ponte e aterro de Marangnape.
Para a inleira conclusao desta obra importante
falla o calcimenlo do aterro ; mas este servirn s
deve icr execolado depois do ioveroo. lata obra,
talvez a mais bem acabada da provincia, foi feila
com grande presteza e economa.
Ponte e aterro de Soure.
Com esta obre, qoe desde o seu emero foi admi-
nistrada pelo cidado Haninho de Borges, despeu-
degrans: em frente destes estao os cardeaes diieonos,
e os prelados das ordens religiosas. As tribunas sao
(.(copadas pelos emba va dores eslrangeiroae soas fa-
milias ; pelos eeclesiasticos de disliucr,lo, e pelas se
nhuras de primeira ordem, que podar obler bilbele
de entrada.
a Os ootros espectadores, em numero de cento e
cincoenla. qoe smenle sao admiltidos, occopam a
nave ou corpo da capella, onde se conservam sempre
em p, e separados por nma bancada da qoadratora
do sacro eolleglo.
a As onze horas o governador do palacio manda
fechar a porta principal, e ningnem mais be admit-
irlo.
cr Ponco depois o papa, precedido de todos os pre-
lados, auditores da Hola, e officiaes-mres da sua ca-
a, e seguido de grande numero de familiares, e do-
msticos, entra na capella'por urna porta ao lado do
aliar, e vai senUr-se no throuo.
Immediatamenle os cardeaes, um a nm, sobem
os degraos do throno, beijam de jnelbos o annel do
pontfice, e vollam logo aos seus lugares : todas as
maispesioai, n qaem compete esta diitincrao, sobem
beijar-lhe o p.
Concluida esta ceremonia, procede o papa hen-
ean dos ramos e palmas.
Para o cardeaes, prelados das ordens, e senador
romanos, sao destinados uus palmitos craciosamente
(cidos de fallas de lalmn e lilas amacollas Genova
ioi.a o especial privilegio de preparar o foruecer os-
les palmitos.
As pessoas. a qaem compete, os v3o receber das
mesmas mam do papa : s oulras pessoas de inferior
jerarchia, que fazem parle do cortejo, ou exercero
algnma funecSo nesla ceremonia, um cardeal dico-
no dislribne pequeos ramos de palmeira ; e os res-
tantes -,io distribuidos ao povo pur um inestre de ce-
remonia*.
a Acabada esla distribuirlo, revestem-ss lodos os
cardeaes, nos s*us mesmos lugares, como para cele-
brar mina ; entilo o papa designa os Ires que real-
mente a devera celebrar. Segue-se a procisso, que
so dirige capella Paulina.
a Aira/, da cruz vio logo os celebrantes, e depois
todoi o cardeaes de mitra na cabeca ; e no fim
papa reveslido de branco, cora a tbiara, samado era
urna magnifica cadeira de bracos, qae he elevada so-
bre um andor conduzido por doze homens vestidos
de n-iipetas riscadas de amarello.
A' porta da capella Paulina, e no seu interior
se lauta as ceremonias proprias desle dia, que re-
cordara a entrada liiumpliante era Jerusalem ; de-
pois do que volta a procisso i capella Sextina, onde
se celebra a missa, cmlada por um crelo de mais de
cem msicos. A missa dura precisamente cincoenla
minutos.
a Antes do ultimo evangelbo, o dicono annuncis,
que sua santidade concede quarenta e oito annos de
indulgencia a todas as pessoas que aisistiram i hen-
ean dos ramos e celebrsco da missa.
a O papa d enhlo a sua bencao em voz' alia, e se
retira logo com o mesmo cortejo com que entrn.
a Os cardeaes saliera da capella, abre-se a porta
principal, e permilte-se a sabida ans espectadores,
que at ah se lem conservado epinhados, n'ora ex-
tremo aperto, e sem Ibes ser dado poderem-se reti-
rar antes do fim da missa.
a Na grande sala ducal contigua capella Sentina
be qoe tem lusar, na quinta-l'eira, a ceremonia do
lava pcs.
a No fundo eleva-se o Ihrono do ponlilice : ;i sna
esquerda estao doze eeclesiasticos mancebus, vestidos
de rnupetai brancas, figurando os doze apostlos.
o Dos dous lados da sala levantam-te estrados des-
tinados para os embajadores e principes estungel-
ros, e para ai senhoras convidadas : os de mais es-
pectadores, que podein obler a entrada, ficam de p
no topo da sala em frente do Ihrono.
a Os doze eeclesiasticos, cada um porioa vez.en-
caminham-:e ao Ihrono, onde o papa faz o aclo de
Ihes lavar os ps conforme o ceremonial conde-
cido.
a Nao se pd* formar idea da sumptuosidade e
magnificencia deste acto ; a riqueza immensa das la-
pecariut e armacOtt; a profusao de preciosissimot
deo-se at o dia 30 de outubro ultimo, poca em
que mandei continuar por administracao, a avalla-
da somma de perto de 30:0009.
Foi oreada em oilo contos de ris a ma conclasSo,
e emquuto nao apparece quem queira contrata-la,
esta' sendo a obra execulada sob a directo do en-
genheiro.
Estrada de Marangnape.
Fizeram-se nesta estrada alguns reparos ndiipeD-
saveis e seis bombas de alvenaria.
Estrada de Mecejana.
Tem-se feito algoni aUrros nesla estrada no lo-
gar denominadoCoco.
A ponte do rio Tapui acha-se em pessimo eslado,
c reclama taes reparos, que he mais conveniente
constru-la de novo, eeguindo-se o mesmo syslcmi
adoptado para a do Tanape.
Estrada de Baturil.
Acha-se ja abena esta estrada n'uma extensao de
legua e roeia, com a a largura de 40 palmos, faltan-
do Ihe somenle algnma* excavaces e a construejo
de diversas bombas. O trabalho desta estrada nao
tam ptogredido com a regularidade e rapidez desa-
livis por falla de bracos para o servico. A mesma
falta se da' a respeilo de quasi todas as obras publi-
cas. Para avilar este inconveniente pretenda co
solicitar da assemblca provincial aulorisario pa-
ra crear nma, ou mais companhias de trabaja-
dores.
Em dezembro nltimo ordenei ao engenheiro, que
percorresse loda a linha da estrada projeelada, e do
seo rela'urio, que deixo sobre a mesa, vera' V. Exc,
que elle prope alleraces oa direccao que na mes-
ma estrada havia dado o individuo primitivamente
encarregado de explora-la.
Devo dizer a V. Exc. que mandei Irabalhar nos
dous extremos da estrada, afim de accelerar a soa
conclusao.
Estrada du Ico.
Sigoodo informa o cidadao Miguel Xavier Han-
riquei de Oliveira, encarregado de dirigir os traba-
Ihos desla estrada, apenas falta para a sna conclusao
a extensao de legua e meia, bem qoe teja esta a
pirte mais diflicl da obra. O mesmo encarregado
avalia em 5:0009 de rs. a quanlia necesiaria para o
acabamenlo da estrada, de modo que possam tran-
sitar os carros por ella.
Cabe aqui cora raunicar a V. Exc, qae o Dr. Pe-
dro Theberge, residente na cidade do Ico, tendo ob-
lido da assembla provincial um privilegio por 20
minos para eslabelecer urna linha de carros de trans-
porte d.e gneros e raercadoras enlre aquella cida-
de e a do Aracaty, acaba de (razer ao mea conhe ci-
mento, que para realsar esse gnnde melhoramento,
torna-se ndispensavel, que se garanta companhia,
que para esse fim se encorporar, o joro da 7 por
cento do capital que for empregado, o qual est ava-
hado em 00:0009 de rs.
Esla garanta, que provavdmonte se tornara' no-
minal, puis qne a empreza de que se trata promelle
lucros avantajados e todava indispensavel para ani-
mare altrabir oscapifaes anda muilo esquivos nes-
ta provincia, aonde o eipirlo de ass^iacao esta por
desenvolver.
Nao cabendo as atlribuic/ies da presidencia fazer
a cuncesi:lo pedida, (em esU negocio de ser submet-
lido a' decisao da patritica assembla provincial
na sua pruiima reuniao.
Descubro Untas vanlagens para o comrr.ercio e
agricultura desla provincia' na empreza projeelada
pelo Dr. Theberge, que n.lo duvido um momento de
que a Ilustrada assemblca provincial Ihe preitara
lodo o auxilio necessario para o sua realsacao, e
lomo a liberdade de recommenda-la a' prolecco de
V. Exc.
Fazenda provincial.
Do Velatorio qoe me apresenloa o inspector da
thesouraria provincial consta, qoe a renda perten-
cente ao anno passado, arrecadada al o ultimo de
fevereiro desle anno, incluido o auxilio concedido
pelo governo imperial para as obras da provincia, o
o saldo de 58:6319108 rs., que passou do anso ante-
rior, foi de 322:8489954 rs,
A deipeza do mesmo anno realisada at aquella
dala foi de 209:6809664 rs., resultando nm saldo de
53:1689290 rs., a saber, 27:5189416 em dinheiro,
2:0039899 rs. em bilbeles, e 23:6*59975 em letras.
Basles dados collige-se, qoe a renda do ullimo
anno foi superior a do anterior em 43:3198101 r.
Not doos mezes de Janeiro e fevereiro do ejerci-
cio crreme arrecadoa-se, inclaindo o sapprimenlo
de 12 conlos de ris feito pelos cofre* geraes, a
qoantia de 152:1239570 rs. Desla somma despen-
derse 31:6649120 rs., exislindo por consegu ule om
saldo de 117:459i50rs.
Se a essa quanlia addicionar-se o producto do dizi-
mo dos gados, cuja arrematarlo leve lugar a 6 do
andante, na importancia ae 78:1059, subir' o saldo
do exercicio correte a 195:5619150 rs., sendo'em
dinheiro 42:5529319, em bilhetes 1:5178281, e em
letras 151:1918750 rs.
Keunindo este saldo ao do anno anterior, teremos
em caixa a somma de 218:7329740 rs. ata|
O accresclmo que lem lido nesles ulrnoos lempos
a reuda da provincia, faz crer que a receila deste
anno sera' superior 4 do anno pasiado, e qae pode-
ra' cobrir as despezas decretadas na lei do orca-
menlo, as quaes excedem a' receila oreada em
71:9459751 rs.
Secretaria do governo.
Esla reparlicao funeciona regalarmente, e os seus
(rabalhos, que lem augmentado comidravelmenle,
acham-se em dia.
Nao tenho sena motivos para lonvar o compor-
l.in.ento dos empregados e do seu digno chefe o Dr.
Francisco de Araujo Barros.
S.lo estas as informarles, quejulguei conveniente
vasos de ouro e praia que adornara a sala Eitra-
nha mistura de vaidosa oslenlacao e de actos de hu-
mildad..- I*
lie lambem na mesma capella que se celebrara
os cilicios da teila-feira.
a Na ceremonia de manha nao ha nada iiol.i-
vel, o papa n.io faz mais do que assjslir a ella, oo
seu Ihrono despido de armarles.
A's trovas toda a grandaza se emprega no psalmo
Miserere, eujos versculos sao cantados alternada-
mente por dous numerlos crelos de msica.
Apagam-se as luzes, espalha-se a eseuridao, a
reina um profundo silencio, no meio do qual se or-
dena urna procisso, que sem fazer o menor arrnido,
s>) dirige i\ igreja de S. Pedro.
Taula era a eseuridao e tristeza que reina vara
na capella, quanto he o brilho e esplendor que se
vai encontrar nesla baslica.
a Toda ella esla vistosamente Iluminada, mas so-
bre ludo um allissimo Ihrooocoberlo de militares de
Itiiiv; de cima al abaixo, produz elfeito encantador,
orna scena mgica, que n3o puderia descrever-se.
k Junto a um paiso que representa a confissao e
arrependimentode S. Pedro, o papa vestido de bran-
co, e por Ira/, delle lodos os cardeaes e prelados, se
prostrara, c licaiA em silenciosa meditacao por meia
hora, linda a qual se rctiram sempre era silencio.
A appaino da A leluia he apparalosa e thc.i-
tral, porm nada tem de uolavel, nem a ella assisle
o pontfice.
Desde esse momento al alia noite por todas as
ras e pravas de Roma se ouvem tiros, bombas, e fo-
gos de artificio ; he um eslrondo continuo e alroador
que inailo incomraoda os viandantes, e com que os
Humanos procuran) dar demonstrar-oes jle ana ale-
gra por se lercm concluido a absllnenlia e privacoes
da quaresma.
A's Ave-Maras o sino grande de S. Pedro faz
retiir os ares com os seas pesados sons, annuncian-
do a bencao papal do dia leguiute.
(i He na baslica de S. Pedro que (em lugar a fes-
la da RessurieicSo. Esla fesla be feila como rnaior
apparato o magcsiade.
ministrar a V. Exc. sobre os negocio* da provincia.
O que nellas ha de incompleto, sera' fcilmente sup-
prido por V. Exc.
Cabe-me por ultimo desejar a V. Exc. ama feliz
administradlo, renovar os protestos da mais cor-
dial eslima e distiocta consideradlo, qne tributo
penoa de V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo do
Ceara' ara 26 de marjo de 1857.Illm. o Exm. Sr.
commeodador Joaquim Mende* da Cimba Guima-
raes, terceiro vice-presidente deita provincia.
Francisco Xavier Paes Barreto.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
PARA'.
Belm 30 de marco.
Esta correspondencia volta ao laconismo das pal-
iada*. Vvendo solado e quasi alirado a um canto,
tei apenas o que olliciosos amigos rae noticiara : os
que eram mais sabedores do que vai por aqui, tem-
se retirado um pouco, por desconfiaren) talvez qae
eu Ibes, transmuda as revelac.oes. que elle* me fa-
ziam em confidencia ; e com essa retirada ficoa a
minha polica manca ; ja nao sel mysteros, sei a-
penai o que he publico e notorio.
A administracao corre bem ; embora queiram cer-
tos patriotas tomar a si orna arrematarlo, j feila
por outrocom todaias condic,Gei legaes.
O eslado sanitario continua melbor : as sezOes
lem diminuido.
O comraercio nao desanima. O consol ingiez des-
cansa. A legoranca poblica nada loflre, nem re-
ceta.
Chegaram os jnizes de direito de Maraj e Ma-
capa, e vio partir para as soas comarca*.
O negocio do seminario terminoo airosamente pa-
ra o estabeleeimenlo e para o reilor o.conego Is-
mael de Sena Ribeirn Nery. No Diario do Com-
raercio vera a historia a e desfecho do artigo do
"Diario do Graro-Par* .os pus de familia.
ro bem acertado que u reilor chamasse o artigo
responsabilidade : no coso contrario, (icaria em du-
vida, quando mais nao fosse, a moralidde delle e
do seminario. Alm de que, o publico exige que se
Ihe d nm* satisfarn das acensarles, que se Ihe Ta-
lero contra algneiu.
A quesiao Kert tem por aqu lambem posto em
movmento idelogos e canonistas. De nm delle*
oovi que s a antoridade irrecusavel do Sr. hispo,
capello-mor, e a ana consummada prudencia, qne
nao delxaria de examinar todas as cireumslancias dos
dous divorciados, o faz hesitar oa partido a se-
guir.
A pressa me nao dexa repetir agora os fundamen-
tos, qae contrsbalancando a decislo do rabio bispo,
o |olem na duvida.
O nosso Guajar nao se innstrou 13o zangado co-
mo o pedra. Nao sei si para adianle qnerer mais do que
isto.
As velhas eslo j munindo-s* de missas e oraches
para esconjura/em o cmela, qoe alias tendo pas-
sado eomo boro amigo em 32, quer agora fazer de
arrufado com a gente. Eu eslou com muilo medo ;
you pedir aoastrlogoque diga pela soa bo-
quinba que o cometa mudou de reaolucao, porque
vio que as suas barbas, cabelleira, ou rabo, melleu
medo a mais de urna velha. O Diario do Grao-Pa-
ran alirou urna lanc.a em frica, lomando ao serio
a noticia do Diario do Commercio.
Sou obrigado a fazer aqi-i ponto final : de onlra
vez tirarei boa deiforr- +,
iARA'.
**JJaWs iza ti de abril.
Ja Ihe disse que o Exm. Sr. Paes Brrelo havia
deixadoa administracao, afim de seguir para a cor-
le na qoalidade de depulado rj assembla gejal por
essa provincia. Na vespera'da sea embarque fot elle
visitado por mafto e sea numerosos amigos e
afieicuados. O seu embarque foi nm dos mais solem-
nes, qae tenho visto nesla provincia. Um balalhfio
da guarda nacional, a cuja frenle achava-so urna
banda de mnsica excellente, eslava postada oa
praa do desembarque, para sauda-lo quaudo par-
lisse.
Mais de cem pessoas distnclas desta cidade e al-
gumas dos logares maii prximos o esperavam na
praia, afora o grande concurso de povo, que se api-
uhava no mesmo lugar. O Sr. Paes Barreto sahio
de palacio com um acompanhamenlo brilhante, do
qual faziam parle os prucipaes funccionarios p-
blicos, a quem S. Exc. deixou cercado desse presri-
gioe forja moral, que sao um dos mais bello* Ira-
jos de um governo forte e moralisado..
S. Exc. pedio aos seus amigos, qne o nao acom-
panhassem at a bordo ; mas em cnmpensac,ao estes
s o perderam de visla, quando elle se achava a
salvo no vapor, qoe o tinba de levar a tea des-
uno.
J* Ihe disse que o Sr. Paes Brrelo nao se mostra-
va muilo disposlo a vollar provincia. Mas por-
que nao hade elle vir completar a obra, qua Uo bem
comecou V A sua volU ler um doi maiores bene-
ficios, que o governo iafperial possa fazer ao Cea-
ra. qoa aos energeos esforcos, e rpidas medidas
de tan dislinclu funecionario, deve o nao ter passado
por urna conflagracao geral.
A administracao interina atada n.io se deienha ;
mas dizem que o Sr. Joaquim Meodei se dedicara
eom preferencia as obras publicas, ramo, em que
lem sempre mostrado zelo e actividade.
A polica esl em perfeita harmona com a admi-
nislraco.0 Sr. Dr. Abilio lem continuado a dar
as rani bnlhanles provas do seu talento, energa, e
independencia. Todos Ihe fazem essa justic, o que
he meio caminho andado para a perfeito desempe-
nhn de >uas arduas obrisjares.
O jory desta capital prorogoo a sua seisao por
mais Ires dias, afim de serem julgsdos os ltimos
dos 26 processos, que estavam preparados para a
sessao. As condemuaces e absolviaei lera cami-
abado a par ; alcancandose este resultado com mul-
lo e-forro, porque "he immoderada a tendencia pa-
ra absolver.
Consta que v3o sendo requisilados algn presos
do cenlro, que achira--' recolhidos cadeia dela
capital, afim de re-pon lercm por seus crimes nos
lermoi da culpa.
Essas reqoisic.oes porm v3o sendo s.itsfeitas com
grande costo por falla de forca disponvel na capi-
(al,
Esse eslado de coasas nao deve durar por muilo
lempo, porque he detrimenloso asociedade, e aos pre-
sos, que lambem sofTrem com a demora em sens jul-
gamenlos, alm de que a3o podem moitas vezes pre-
parar as provas de sua defeza 13o convenientemente
como se estivesaem sempre no dislriclo da culpa.
O Sr. Paes Brrelo, havia ,>or essas razOes, e nu-
tras considerarles de conveniencia social, dado um
grande impulso as cadeiras, que se eslao couslruiu-
do em differenles termos.
.0 Sr. Joaquim Mendes, pelos mesmos motivos nao
deve perder de visla soas obras.
A riqueza indizivel dos paramentos e artr.aces,
a immemidade de luzes, os numeroioi coros de m-
sicos, a elegancia a magnificencia 'dos veslnarins,
ludo aprsenla nm quadro, que faria recordar as re-
iacoSesdesses palacios encantados dos Romanos.
Pelas dez horas o siuo .grande, que s te deixa
ouvir em laes occasies, anuuncia a missa ponti-
fical.
As tribunas sao oceupadas pelas cenhorat Ilus-
tres, a quem se dislnbuem bilhetes : todo o espaco
qoe fica entre a cadeira de S. Pedro e o allar-mr
est ebeio de banquetas para os convidados de dis-
(ioccao.
O cenlro da igreja fica vre, o povo occopa os
lados da grande nave.
Pela* onze horas comecam a enlrar na baslica a*
congregacOes dos penitentes braucos, e penitentes
negros, vestidos do nma longa tunicada crres-r
pecliva, que os cobre lodos da cabeca aos ps, tendo
apenas dous buracos em frente doslhos.
Pouco depois urna grande banda de msica ins-
trumental precede o curpo diplomtico, embiixa-
dores e principes eslrangeiros, vestidos de corte e
seguido cada um de seus numerosos criados em
grande libre.
Seguem-se os cabidos de S. Pedro, e?S. Joilo de |
l.ono ; depois os magistrados, o.t auditores da-Kola,
os prelado- das urdens religiosas, o sacro collegio
dos eardeae,, grandes olliciaes do palacio e minis-
tro, do solio ; e no fim de ludo o ponlilice, para-
mentado segundo o rilo, com a tbiara na cabeca,
a cruz .i tro. bracos, e as chaves de S. Pedro as
mos, sentado sobre un) Ihrono riquissimo, que he
conduzido era ura andor por doze I miliares.
Os archeiros e guardas de palacio fechara o
cortejo.
O papa dirige-se ao aliar rar, e cimera a ce-
lebrarlo da missa.
Al aqu- a solemnidade he s para os escolla-
dos. Segoe-se a ceremonia para loda a cidade.
Desde de manha as duas pravas da igreja de
S. Pedro, e todas is ras, e largos circumvizinhos,
estao alolhados de poto, quo so amonla all em
O engenheiro civil ainda nio parta para Botarile,
afim de examinar o dirigir o* trabalho* da raapaettva
estrada.
O Sr. Mendei deve aprestar a toa partida, pait a
eslrada he da rnaior vanlagam para a provincia, a
que mait ha, atha-i* debaixo da* vista* aaidaaaat
providente* do governo imperial.
Dizem, qne o invern lem castado em algaaM par-
le. Eram is ultima* noticia* da caatra. Ma* cata*
lem chovido constantemente no principio da carra-
le mez, podem muilo bem sir alterada* aqecilat ae-
ticiai.
Deo* queira qae se rsalizm cata* esperaaca*, atas
ai qaaea ludo perece, e definha aqal.
Dizem qae eom a sihida da redactor da Cearata-
ie,u par* a corle, ticari encarregado da redaccS* da
metmo peridico o Dr. Leandro da Chava* MaUaka-
tisbonoa, moco, qae nSo conheco de parto, ma* qaa
me allirmara ser de haoilidade, a ameno trato.
A casa de educandos, inaugurada a 10 ee
pelo Sr. Paes Barretlo, tem-se comtilado a I
obrigado da* principad familia* nos dias aaalae o do-
mingo!. He orna instituicao da graade alease* eqai
e qoe deixou mmorlal o nome do *ea fandador.
No dja 4 do crreme dea a anta pilala atibarl a
sna ultima representado, ao qaa dizeto. O resalta-
do di noite sera' applicado* ilforri da
Ue esae um rasgo de philantrophia, qaa aa
prazer da registrar aqui.
Os taraos, que o Sr. Mendos cotlama a dlr,q_
se acha oa administracao, anda nao raaai.tr
creio qae depoil da Semana Sauta terSa alies princi-
pio, e cootnuarao regularmente.
Foi nomeado comraandante superior ialeriao 4a
capililo lente coronel do prirneiro baUlho da fe-
zileiroi da mesma, Jos Antonio Pereira Pachaca, a
chefe de eslado rnaior o lente coronel Victoria*
Augusto Borges.
A provincia fica em paz a tranqajillidade.
PERIAMHCO.
ASSEMBLEJL LEGISLATIVA PROVINCIAL DI
PERNAMBUCO.
DISCURSO PRONUNCIADO. NA SESSAO DE
DE ABRIL PELO SR. UEPLTADO* PAC LA
BAPTISTA.
O Sr. Paula Baplitta :Sr. presdeme, nao achoi
procedentes o* argamento* do nata)- daatada, iao-
peclor da Ihesounria, (perdee-Nn Ma asta fraa-
quezi) ; e por isso continuo a oppor-me a idea do
annexar-** ao Gymnaiio a* cadeiras, qaa farsea crea-
das, ha noucoi das, para o entino da atol arla cata-
merciaei.
Os Gymnasios, Srs. como bem sabis, naa ala nata
instituicao de simple* inslruccao ; masde edacacie
lambem.
O Sr. Jote Pedro : E a edneacio nio entra aa
inslrucc.a.1 ?
O Sr. P Baplitta : Deva aatrar ; mas, dafci aa
nao conclon, que tenha sempre entrada.
Estes duus objectos (inslroccao e aducacio) iluta
vivar unidos ; sao, para assim dizer, solidaria* :
qualqoer falha em um delle* he um Ir aila* aa basa
ensivel, qne prejndiea o homem nat meio*, qae da-
ve possoir, para o complemsoto do Todava, alie* alo visivelmenu disUaete* : ajea
tanda a fazer vigorar a espirito, etclarec*ado-o, a oa-
riqoeeendo-o de conhecimento* atis; ootro loada a
Uzer vigorar a vontada, sujeiUodo-a a bou* habitat,
e boa disciplina, de modo qoa saja dcil ata aah-
inetter-se aos deveres. ;Apoiadot.)
Nem lempr* aonde esta a inslroccao esta a virta-
de : nem tempre aonde esl a ignorancia asta' a
cri me.
O Sr. G. Guimaraei : Moito bem.
O Sr. P. Baplitta : Isto podo, ha naegavel
que aa cadeira*, que foram creadas, para a entinada
algumas materias commerciaes, alo foram para a
duplo fim de instruir e educar meninos ; asa* lie a-
mente para favorecera ao* qoe te qaixaraaa dadi-
car a ama profissao.
0 ensino destas material commereiet ala foi re-
euUrkaaio por In. son a. precaaorise cata aae esta
regulansado o ensino das materias qnepeneten* xa
Gymntsio : assim, h*o de eoncorrer para aq '
aulas pessoas de toda* a* dadas, da loda* as
de todos os cosame ; e ama tal mistara, qi
mira, sera nm elemento de desorden), ana I
deira cansa de mal a detrimento para os alataait
Gymnasio.
Disse o nobre depulado qae oto i ncoaveniaata i
ere real ; porque no Gymnaiio aprendan i
alumnoi externos ; pelo que eom a eaaendi, i
discute, nao se vai alterar o ma rtajtaaaa,
suas bates.
Eu digo, qae sim : diga al qaa te o i___
Ou estas novat anlas lulo de ficar considerada*, i _
faztndo parle do Gymnaiio, a os professores tajeites
ao meimo regulameuto, tendo parte na* eongregi-
ciies etc., on como externas.
No prirneiro caso teremos de ver a Gyaali fra
de suas legitimas e nalnraes proporc,oe, a qaaai ra-
duzido um omm'oiis, recebendo lado qaaale qaai-
ram mandar para elle, e com a coofosao a daaordaaa
na ditlrbuicao do entino dai materia*, coafaaSs o
desordem, qua se procoroa evitar em lodo* o* tata-
pos. Este* enxerlot da ma qoalidade daverae pre-
judicar boa arvore qoe j plaamos, e que vai cres-
cendo a prosperando medida do* notaos date joa.
No legando caso taremos de ver oa elemente* da
destroiciio no rgimen do G\ mnasio, aem qae o rei-
lor possa ter o responsivo] pelo* mam rasullada* *>aa
dah provenbam.
Os alumno* axternot, de qoe falln o nobre dapo-
lado, a prendera com os interno* : nes exempto* da
bons coatumes, e nat liroes recebem a* roesnu* ias-
pressoes, e as mesmas ideas: todo* o* osoirilae cia-
dos os caraces dos mininos etUo debaixo da meara*
influencia, o que certamtnle sealo podo dar aa Mi-
no de materia* extranhaa, cujas aulas ha* da ter fre-
qnenUda* umc.imente por alumoos exlaraes.
I-, ndo obstante ato, ainda en jolgo qaa seria mal
conveniente a creadlo de nm intrnalo, e de ara ex-
trnalo.
Se o nosso Cymnasio tem o duplo carador do t-
lernato a extrnalo, talvez qne itto sej devide a*
pequen*i forca dos cofraada provincia.
Senhore, ouvi ama esnfistao, qoe va* vou fazer
sem o menor pezar. Qaaodo se discotio a lei para a
crearlo do Gymnasio, eu me oppuz a ella. Ealia
oceupavam-m* cenas apprehentOet: pirecuma q
urna lal iuslituicao seria infructuosa, a receiava.ea-
tao, que Irouxesse om pasado onoi pira a provincia
sem vanlagens que o recompensassem.
Mas, hoje, alegro-me eom o confettar qae ma *-
ganei : apraz-me dizer, qne tob a direccSa da ata
clrigo de illutlracSo e virtudes, e cora farros
de professores habis o nosso Gvmnasto eretce e pret-
pera.
'Tratemos, pois, esta flor Uo delicada eom lado a
mimo ; sejamos metmo zelotos ero nio eontcntiriaet
que por algam iucidenleolla desbote e marche.
Eis o mea proposito, eit o motivo justificada da
minha timidez, para nao querer encorperar ai cadei-
ras rte commercio ao Gymnaiio, motive qae Uanaesa
deveii parlilbar, porque o bem, de qae te trata, aae
numero de mait de testent* a oitenla mil peno*! :
pode-se dizar que ningnem, qoe nao estoja e*fir-
mo, fica em casa nesla ooeatilo.
Pela orna hora da tarde apparece e papa cata
todo o seu sequilo na grande vareada por rima do
prtico da baslica,c adornado de lodo* os dittiaetivea
lio omino sacerdocio o do peder supremo, avanca
al a balaustrada de pedra, a tendeada aeeram-
vamente os bracos para os lados do nascenle o psa-
le, prferc em alia voz a* palavras aro* el or-M,
(para esta cidade e lodo o universo) o tanca aaa se-
guida a sua bencao, que lodos recebem d* jotlhot,
ou inclinado! com o mait profando reipeilo.
a A orilharia do cailello de Santo Angelo, e aa
linos todos da cidade annunciam com imsupportavel
eslrondo a loda a Roma e seas irredore* e asaeta-
lo da bencao.
Logo qaa o papa se retire da vareada, om car-
deal lauca della abaixo alguns ponhados de aaa pa-
pelinho em que se declara os anno* de iudalgea-
cia, que sua tantidade concede tos Rete qoe os
acharam presentes a la ceremonia.
a He incrivel o empenho e sofreguidao cea qaa*
centcuares de pessoas disputara enlre ti cade papa-
lioho destes que vem ainda voando pelos are*.
Levantam-se lodos os bracos, todoi o creca
apanhar, erapurram-se, apertam-te, etnsagara-
se nns aos oolros para aIcanrar o tanlo annuncio.
que*cada um le julgarii muilo falit de oblar a'
cusa de um braco oo urna parea deslocada a
Urna Semana Santa nao lem aqoi taala grande/a
nern mageitada, cumo na cidade eterna ; todava ha
urna dai solemnidades mais edificantes qua te ce-
lehram enlre nt.
Este anno a ceremonia dt Semana Santa leve
lugar em tres grojas, mas ue Corpa .Sanio foi ce-
lebrada com grande pampa e esplendor, tonda a
Alleluia, a transicio du' treva para a lux, a a* de*
actot mais admiraveit de todaj cereaaeaia.
AUalA-tl-Kntif.
MUTILADO


a
he tmente men.-nu he igualmente tomo : he da
proYincit, he emfira, de lodo o Imperio.
RECIFE 11 DE ABRIL DE 1857.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL-
O aoccetu mais imporlanle que esta temana leve Iu-
6>r na etphera da publica provincial,foi ctrlamenle a
entrega da adminitracjo da provincia pelo Exm. 8r.
conselheiro Sergio Teiitira de Macedo ao terceiro
vice presdanle recenlemenle noraeadu, o Exm. Sr.
Dr. Joaquim Pires Machado l'oriella.
Tendo tido eleilo depotado por um dos circuios
da capital do imperio, o Sr. contelheiro Sergio nao
poda deixar de temar atiento na cunara tempora-
ria, onde o elevara a toa imponencia real e beiu co-
ndecida illutlnglo.
O curio periodo ein que S. Eic. retidlo entre nt,
a a ente eleitoral, que Ihe absurvra grande ptrte
do lempo, durante qualru mezu, n.1o Ihe permilti-
ram dolar esta proviucia com o melhorainentes que
projacUva ; mas com todo Pernaintiuco Ihe deve
muito e ot Iragoi da sua rpida pa>3tgem tobre a
noeta sociedad por icaitos anuos perraaoecerio
Se alguma vota* te levanlaram tra a adminitlrirlo do Sr. contelheiro Sergio, he to-
dava urna verdade iucooleitavel que quasi toda a
populacho da proviucia faz jutlica sua severa mo-
ralidade, reclidlo, iroparcialidade e independencia
de carcter.
O proprlo orgao di opposicSo parece que lambem
nutre les tenliinenlot, acerca das nobrea qualida -
des que ditliaguem o Eim- Sr. Sergio Teixeira de
Macedo. Em um artigo cditoral, publicado a 9 do
crranle, era que o redactor da' cunta de entrega da
admiuittracav, faz algamat obtervaget subre u ca-
rcter de Sr. vice pretidente, e diz a que o patudo
vae lalvezenlr.tr em ama provaoga dolotota,... que
o partido liberal deve compeoetrar-te de todo o tan
espirito dt ordem e maular a ledo o transe o toeego
a Irauquillidade da provincia, embora os nossot a,t-
versariei tuppouham favoravel o ensejo para alguma
de auat premeditadas vingangas, etc. etc. o
Asteveramee ao ergio liberal que as auat appre-
heuiei acerca do futuro da proviucia alo totalmente
infuudadas, que uSo pasaam de puros sonhoi. O
Exna. Sr. l'oriella tem batlaule coosciencia dos seas
deveret, ha de goveruar a provincia segundo a cons-
tituicio e at leie.
Mat admirtindo-te por um momento, como jus-
to*, ee sustos da redicrau do Liberal, tegue-te que o
Sr. conselheiro Sergio nao he tue dspota, este ao-
guioario, ase perseguidor, como outr'era era apre-
tinado por alguem, peu que durante a *ua admi-
nulraco o partido liberal uSo enlrou em ama
provigio dolorota, os adversarios da oppotigo nun-
ca liveram un entejo favoravel para alguma das
suas preleudidas vingaugai, foi aempre uro peuhor
de ordena para o socego e trtnquillidade da provin-
cia, goveruou segando acontliluiglu e as leis, e nan-
ea Col intlrumauo de ninguem. Emlim, capramos
qoe com o correr doa lempos a redacto do' Liberal
continu e fazer juttija a's elevadas e raras qualida-
des de S. Eic. o Sr. conselbeiro Sergio Teixeira de
Macedo.
Em a noeaa revista da semana pastada fulmina-
mes o monopolio de faci que Um alravetsado o for-
iiecimento da carne verde. Hoje vimos oatra vez
denunciar so publico a crearlo de urna eompaohia
particular qoe tejaste' organitando para monopolisar
teda a cal que se fabrica no norte desla provincia,
e vende-la por um alto prego.
Dizem qoe algumat petsoat se dirigirn) a todos
ot fabricantes desle artigo e aos proprielarios de pe-
dreiras, e proanelteram comprar a cal qoe fabricas-
sem. E para inelhor cooseguirem o Gm desejado,
impozeraiB una multa de um cont de ris aquelle
fabricante que traosgredisse o contrato. Preten-
dere vender a cal a 1/500 rs. ; qoando oulr'ora e a-
inda presentemente se vende a 320 e UD rs. o al-
queire. Dizem qoe o contrato anda nao esta' as-
signado, porque um dos proprielarios de pedreiras
Dio tem querido annuir nt condicoes propottas.
Entreunto cumpre tomar urna medida que ina-
lilise este plano prejudicial aos interestss pblicos,
e o mel que nos occorre he qoe o governo mande
quaoto antes desapropriar algumas dessas pedreiras
por utilidade publica, e desla msneira a concurren-
cia se ha de desenvolver. Se o projeclo dessa cora-
Saohia monopolisadore for avaute, temos que a edi-
cago, qoe depois de certo lempo te tem lomudo
um poaco lenta, nao se podera' desenvolver, segan-
do as necesidades de urna populadlo etescente e
necetallada, como a nossa ; e o proprio governo,
qoe tambam faz obras ha de sentir os effeilos do mo-
nopolio.
O vapor entrado dos portes do sol no principio da
semana, alm da nomeaglo dos vice-preaidenlet,
oto trooxe noticia importante, que reproduztmos a-
qui. U do nerte deixou tedas ai provincias em paz.
As noticias do interior da provincia tao satisfactorias,
quanlo i permanencia da Iranquillidade. Atchuvat
lambem chegaram em diversos pontos.
Fallecern durante a semana 31 pessoas, sendo :
12 horneas, i mulheres e 10 prvulos livres ; 2 ho-
rneo, 2 mulheres e 1 prvulo escravos.
ttARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1857
PAGINA AVUL.SA.
nsEiiEHa\s
O aetoe da semana tanta foram aqni eelle-
brados com loda riqueza e pompa, e nunca vista
concurrencia. Poocas foram as igrejas que fizeram a
semana santa, masas* p"'" nana tteixarama de-
sojar. A nossa populaglo correndo ero masaa ao run-
do da igreja, que neise dia Ihe record todo o bem
qoe Dos nos fez e lodo o mal que nos Ihe litemos,
que nos aprsenla o espectculo de um Dos jolga-
dor, cendemiMdo e ponido por aquellos mesmos a
quem Me vinha arrancar da perdieSo, mostron-se
perfeilamente cslholica, e confirmoo o seu amor
pela religiflo do Calvario. E quem ha ahi qoe re-
fleclindo lias icenai diversas que tiveram logar
nesse monte pequeo, rido e morto para a vegeta-
{ao, se uSo tomara' de espanto por mysterios tama-
nhos, e de amor por qoem os creou '.' Nesse monte
qae ee chima Calvario foi sepultado Adi, o pri-
meiro homem, a causa da queda da humanidade;
correram os seclos, e nesse mesmo monte sobre o
mesmo logar da sepultara de AdSo, cta\ava-se a
eruz em que devia perecer oSenhor.Qoe myste-
rio O laagoe de Jesut Chrislo humedecer os ossos
de Ado, e lvalo da mancha do peceado Rea-
liiar-se o drama sublime da salvarlo, sobre a cabera
qae, causara a perdiglo Jess Chrislo, homem e
dos, suspenso pela cruz, entre o ceo e a Ierra, como
mediador entre Dos e 01 homens, devia ter Adilo a
seas ps, e Dos sobre sua cebera.Esies actos su-
blimes da semana santa, sao a reprovaglo mais se-
, vera doorgolho daqaelles, qae, sendo homens, qoi-
seram ser juizes de Dos, e a maior glorificagio da-
|. quelle, que sendo Deo*. tojetlou-te homiliiraente a
soflrer de nos por nos mesmos. Enlretanto, quando
aqui e em teda a christandade innmeras igrejat er-
guidas em nome de Jetos Chrislo commemoram a
Grande Semana, na parase de S. Jlo Chrysostomo
no proprio locar em qoe expirou Jetas Chrislo, a-
penis ama capella serve para se nao es^uecer qae
all morrea e Redemplor da humanidade.
Na esta fera santa houveram tres procitiet;
senda ama sahida do Corri Santo, onlra de S.
Francisco, ambas ricas e decentes, e felizmente ne-
nhuma detlas levava essas figuras burlescas, que
oulr'ora apresentsvam-se ; a tercena, porm saluda
da.igreja dos terceiros carmelitas,foi cima de todo o
elogio! Amigamente eoslumavam os referidos tercei-
ros epresenlarem na sexta semana de qoaresma a pro-
eitslo do Irioropho dos panos do Senhor, a qnal
etle anno passou, com moilo mais propriedade,
para stima sexta feira qae he a tanta, e uniram a'
aquella procisso, que entilo flnalisava com o Se-
nhor no lmalo, os aodores da Senhora da Soted-
de, Sania Maria Magdalena, e s. Joao, de sorle
que com elles ficou completa esla produjo. Os
andores esiiveram mui bem paramentados, e a pro-
cisso ioipirava aealaments e venVraco, sendo
ignajmente espurgada dai figuras exdroxulas, qtle
oulr'ora as ridieularisavam. Feixava o prestito SS.
. Excs. os Sn presidentes, conselheiro Macedo, vi-
ce-presidenle em exercicio Dr. Machado Portella,
varias peaioas gradas, e a guarda de honra.
-Conforme haviamos lembr.do, nenham carro
Iraositeu ua quiote, oem na texla teira santa, pelo
que reodemo# tiossos agradecimentos ao Sr. Ur,
chefe de policia, e aos Srs. sobdelegadns.
Em Olinda todos esset actos liveram logar,
senao com mais riqueza, ao meaos, he torca con-
fessar, que na S houve mais solemnidade. A vasti-
dao do templo, a presenta do Cabido e de um
gnnde numero de sacerdotes, o pove qus silencilo
e contrito assislia immovel a essa scena aagutlisii-
rna, lado concorrea para que na S os aclos da
pailita fottetD solemne erespeilosameote celebrados.
Alern da S, houve lambem nicamente, semana
santa, em S. Francisco.
Que a necetsidadu.de ter parceiros leve um
homem hombrear-se com loda casta de gente, a-
ehantoa mo, porem mao he lambem, e lalvez mais,
fjegar, esta ailo heterognea e momentnea,
sendo conseqoencii do jogo, sobre elle s deve re-
cibir e cantara ; eotretanlo o qoe nle podemos com-
prehender he cerno arriscam esiet homens saude e
vida, jugando de continuo com um... Estamos qua-
si nao ditendo)... com um morphetico...!!!
Bata ehovar um dia para te u,lo poder mait
andar em certas rua ; mas qual sera a causa ditlo '.'
Nlo lm tutra senlo porque s ras nao tilo calcadas.
E porqoe alo silo ellas calcadas '.' Porque... porque
- eeidim do uiil antea do necessario.
Um malhamalico Irabalhava em oro problema
qonnda Ihe vein um criado tlizer qae a casa se in-
ceudiava.Da' parte disto a senhora, hem sabr
que me nao mello nos negocios da casa'. Tal equal
fazem certos guardas. Mo ha dia em que Ihe nao
apenlemos um mal a remediar, urna violaclo da lei
a punir, e elles ou fazem ouvidos de mereador ou
lalvez resolvendo algurn problema mandem que
demos parte a senhora, porque elles nlo so uieltem
uo governo. ,
De vez em quando um carro sem lanternl?, e
de vez em qoando orna pessoa pitada- Srs. boleei-
ros, nlo esquecam as luzes, n3o por Vmcs., que o
sol d mel dia pisam a lodo o mondo, mas para
que a viste dais lanternas, Ins demos passagem fran-
ca e not ponhamos a salvo.
Dizem-nos que um togeilo qoe lira eimolas
para N. S., cotluma a arriscar no maior poni ou
trinta e um o resultado dat offerlas dos fiis, e que
quando ganha, flca salvo o dinheiro de N. S., mu o
ganho he dalte, e qoaodo perde, paraphrasea o qus
dira Miro (xa* Ul :* moilo ioWi N. .Se
ha ganho he delle, se ha perda eolio he de N. S.
Atsim slo muilos mdicos, se curam foram elles, se
matam, foi a molestia. ,
Na lerja-feira da semana sania vendeu-te em
algn dos acouguet da freguezia de S. Josc, carne
verde a 4 e a 2 patacas a arroba, isso prova eviden-
lemenle, que nlo he a falla de gado qoe lem feilo
sustentar o preco de 18 e 20 patacas. Manda qoem
pode, obedece quem serve.
No domingo, 5 do correnle, o Sr. fiscal da
Boa-Visla ou n Sr. Sr. lubdelegado, fez recolher a
casa dedelencio um corlador de carne, por ler ral-
bada) em um pequeo peso quarta e meia. He ma-
lliar em ferro fro : quando se prende um, restam
maia de meia dozia.
Ot mortdoret da roa da Santa Cruz estilo pri-
vados de chegarem as portas e janell. das catas,
po.quanlo sendo essa roa urna dat principaei d
Boa-Villa, e moitotramitada pelot mnibus, carros,
carrocas ("arnnhos e cavallos, esta a metan ra
cima dagua. I,mn, aloleirot. narreiroi, formando se
os eaminlins lio lemidot pelo nossos malulos: he
verdade qoe se dea principio no mez pastado ao
aterro da ra, seria lambem embargado e proles-
lado i lalvez.
Durante a semana santa o prer-o do piixe
quasi que faz revolucionar o povo, ha q'oem aflirme
que venderam-se (e por empenho), piaba a seis
lusioes, saonas a doas crazados.
* Iii'ullerr-not embora ; mas nlo nos calaremos
quando soubennos de fonte limpa, ou virmos abu-
sos que uo podem ser dispensados. Na noile de
quinta feira maior tivemos'de presenciar, na matriz
de Santo Antonio, dous individuos que a Iranspu-
nhaiu, fumando cmn um ditplanle e arrojo, que
admirara ao mais obsecado alhoo. Que escndalo,
raeut senhores Pretendis conquitlar zombtndo
ale do qoe n de mais respeilavel e sagrado na nossa
religllu I Poit sabei, que preciso sera' que orna mo-
fa teja pela menos lio libertina quanlo sois vos para
applaudir as vosias profanantes. Estamos bem per-
tuadidos, que a polica nao preseiiciou este desaca-
te, porque eolio faria por forja respeitar o logar,
que-por deverse meooscabava.
Os plnlo-pansasUm conhecido nosso dlspou-
do-se para jejuar na stxla-feila aula, tomou r. pa-
lavrasela largau'um sentido muilo largo, e de
tal son nella alargoa-se, qoe leve urna formidavel
indlgestao, nao pudendo por conseguinle jejuar,
como talvez nlo tencionava. Em verdade uem tu lo
he para lodos: om jejum he, lio grande sacrificio
para um guloso, que elle o nlo pode fazer : priinei-
rameute se nlo come, esla' daina lo por comer,
hasta isto para tirar o mrito do jejum, em que a
nosso ver o senilmente pelos padecunenlos do Salva-
dar devem lirar a 'fome, e o detejo de realisar lo-
dos os prazerei. Depois para urna crealura dessas
jejum he orcasilo de innmeros peccados; nlo
ha um relogio cerlo na sexta-feira Santa, lodos eslo
bebadot; nlo ha da mais niassaule, nem lempo
mais vagaroso, se fosse um Josu em vez de mandar
parar o sel, elle o fana voar al o Zenith, porque
esla he a hora de comer. Tem raiva do lempo que
nao corre, da matraca se nlo te apressa a dar o tig
nal de meio dia, oa de avaocada, do cozinheiro, se
oao pos na carreira o jaolar na mesa, de quem he
causa de nilo romper as 6 horas a alleluia. ele. Mas
a nada elle odia lano, como aos Judeos, qoe fo-
ram causa de seu jejum, de seu martyno.Ora, pira
que ha de urna crealura dessas jejuar, se o jejam s
Ihe serve de mal ? Figarai um glollo em qoalquer
circunstancia, e vede qae figura faz. N'om janlar
junio do melhor pralo ; ah esta' elle ; nlo se emba-
raca com pessoa alguma ; nlo serve a oiuguem ; crea
entre elle e o comer um inundo a' parlo, com que
nada lem os oulros. Se alguem Ihe pede um pralo ;
nem ao meaos levanta a cabega. Stot ouvidos cer-
ram-te, seus olhos s veem nma cousa : os pratos. Sa
deseja olgum guizado que Ihe fica longe. deila-se
por cima da mesa e la' vai bscalo, pe-n'o ju/ito
de ii, e .Cite, te nlo tiram. Todos o olhara, lodot
o admirara, mas elle, sem se dar por achado, vai pur
dianle, comendo de ludo, e muilo. leo primeiro
que cumeca, he o ultimo que acaba, sem ler perdido
um nstame, porque uem ao manos eta' pela de-
mora da mudaoca de pralo.N'am baile ; uns coi
dam em dansar, oulros em conversar, oulros em pat-
teiar, e todos em divertir-se, mas o goloso s pense
oa barriga, ou ae patsea he para laucar olharet vi-
dos para o lugar ande se prepara o cha', e se conver-
sa, bes com os criados para Ihes dizer que hej
tarde, que lodos eslo qaeixotos, emlim alo da' um
passo que nlo seja para apresstr o momento feliz de
alirar-se sobre os bolos e doces. Qoando as bandejas
v3o entrando em procisso pela sala, oem que ihe
arranquen) a aba da caiaca, nem que o mellara n'um
quadrado inglez, o faminlo ha de levar ludo de ven-
cida e esbarrar em cima dellat. Comea enllo o
combale. Euche as mos de bolos, e os vai comendo
o ir.ais depressa que pode, corre alraz dos criados,
poxa-os para si, embora eslejam servindo a' urna
pessoa qualificada, reprehende os de boca cheia e
acaba por lirar e comer de todo o que ha. Servido o
cha', vio urna nos ontra retirando-se as bandejas,
quando o homerfl s lembra qoe, se esla' de barriga
cheia, tem os balsos anda vasios de bolos ; nada, he
preciso euche-lot, e lambem o chapeo. Quem vai
dansar, danta, quem vai comer, come, e lodos a' sua
vonlade. Feila esla operacao, que umat vezes os
criados nlo consentem airas conseulem resmon-
gando ou rindo do comeT. lie algumas vollat
mais pela sala, e pue-se ao i. j salisfeito sua
misslo e seu goslo.Coacluin! *- nm cato
qae presenciamos. Um desses ptiiloponsas lioha pos-
te no chapeo boa porfo de lilos, e foi guarda-lo
atraz do piano. Nlo era a casa de grande ceremonia,
e por mais iofelicidade para o glollo, um gaiato bis-
pou-o. Dal: hapoucoseis capadoeioa fingirn) que
se reliravam, e a' um delles fallava o chapeo ; depoit
de,procara lo em varios lugares, dirigio-se ao piauo.
Aqui esla' o meo chapeo.
a Engana-se, senhor, este perlence-me.
O garolo, porem, que o que quera era zomhar,
voltou o chapeo e o assoalho cobrio-se de bolos.
Foi o senhor qoem os bolou ah dentro...
Do seo chapeo 1
a Sim, o chapeo he rueu, mat os bolos...
Slo do douo da cata ; iam por e...engao,
ca' ca' ca' ca'...
Kiram lodos do philopanta enforquilhado, em-
quanlo que elle envergonhado e confuso desappare-
cco, deixaodo bolos e chapeo. (
Se he verdade qae os sentidos a' proporclo, qoe
se apartan) do cerebro, denolam menos espirito e me-
nos moralidade na pessoa que aprecia os gozos, que
elles" produzem, lem o philopansa o qaarlo lugar,
depoit dotque aprecian) as bellezas da cor e da for-
tuna, do som e do cheiro ; e parece certo qoe a
gotto de om guizado he inferior ao cheiro de ama
rota, assim como etle ao som do trovador, attim co-
mo este a vista do juizo Gnal de Miguel Angelo.
Consla-nos, qoe hiero da caflua 22 patetas e
pemma, soffre o povo de Blinda outro mal anda
maior, he o que resulla da falsidMe' dot pesos. Pe-
dimot ao Sr. fiscal, que examine, se itlo he verdade,
e puna emelhanle alternado aos direiloi do povo.
Queremos erer, quero tenhor ignora essas coasas,
porque jamis nos rapacilaremos, que urna autori-
dade creada para velar no, direiloa do povo, se de-
grade a eensenlir em toa violceo. Mande o Sr.
(itcal a ora terceiro comprar um peso de carne, ig-
norando o vendedor para quem he, mande depois
em soa preteoca pesar, e vera' senao enconlra frau-
de. Aguardamos o precedimeolu do Sr. fiscal para
voltarmus ao meimo assuiupio, e enllo esperamos
poder aponlar-lhe. pelo nome do teu dono, o acalu-
gue em que isto se praliea.
Nlo tei, se d eise belitclo dos tebnqoistat....
Mas emlim, la' vai... Um rei, mas era (orco, prohi-
bi o Irbaco em seus estados, impondo a peua tn-
tignificante de nariz corlado a quem lomasse. Qae
rei, Qoe turco corlar um nariz, porque tomou
ama pilada C'esl Irop forl... Que um )ollao
prohiba o tabaco, que alguus mdicos o eodemnein
como prejudicial, qoe lodos ot homens o repuanern
como porcada ; he mao para o tabaquista, mas em-
fira sofTre-ie, porem que o papa Urbano VIH era
urna bulla de Ki'.li excommungasse a lodos os que
lomara tabaco, he o que devia fazer araarellos a lo-
dos os amigos da pitada. Daos nos livre de meller
a eicominunlio ero uussn corpo, s para meller urna
pilada na venia, Se todos que lomaui tabaco eslo
excommnngados, Salaoaziilo esta's, Fagile. An-
tes co sera tabaco, do que inferno com pitada.
Novo S. Smelo Estelila ; assim chama-
mos a esse lobis-homem, que se encotla a cirla qui-
na quasi todas as noile, por u u lo tempo a lio tarde.
V. quer meller medo Quer fazer-e de bicho ? Oo
isso he amor '.' Ja nisso nlo se parece com S. Simio,
que por oulra razio, que nlo esta, foi qae passou
10 anoot sobre urna rucha. Seja porem qual for.a
sua inlcncitn, ninguem a conhece, e todos antes de
reconhecerem no senhor om lobis-homem, se ale-
morisam de ver a tees horas um vulto, e na alli-
tnde ata que costoma pr-ae o Sr. Abra os olhos com
a policia. Nlo somos mais claros a ver se o Sr.
aquieta-se sem incoramoda-la.
Ouvimosa orna senhora dizer, que linda fei-
lo jejum deIras-pana*,e pergunlando-se-lhe o
que significava esse jejum, ditse ella, que era dar
durante o dia llosomente tres paisos : um para o
espelho ootr.. para a varanda, oulro para a mesal!
Eis urna bella penitencia ; espelho, varanda e
mesa...
teres Jlo Francisco das Chagas, Df. Antonio Ber-
riardo dos Pasaos 2 escravosD. Francisco Ri-
beiro Monlezoma, Dr. Anloui da Cotia Pinlo, tua
logra, 2 filhos e 4 escravos, Dr. Thomaz Clemente e
I criado, Dr. Victorino do Bego, Jos Cartel Comes
da Silva Belforle, 38 recruus, a variot escravot a
entregar.
At amanhaa.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
2.' SESSA BDINARIA DE 20 DE MAHCO
DE 1857.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
Prsenles o Sn. Barrot Brrelo, Kego, Barate *
franca, tallando com cusa participada u Sr. Mello,
e tem ella os mais senboret, abrio-se a tesslo, a foi
llda e approvada a acia da antecedente.
Foi lido o teguinle
EXPEDIENTE.
Lm officio da commisslu de hygiene, pedindo
desse a cmara ordem ao engenheiro cordeanor para
preslar-se ao seu chamado, afim de ler logar o exa-
ine que pretende fzer na localidade em que se lem
de edificar j fabrica de gaz.Mandou-se ofliciar a o
engenheiro e responder a commisilo.
Oulro do bacharel Joaqun) Ayret de lraeida
Freilai, participando ler entrado jio dia 17 do cr-
reme, no exercicio do cargo de delegado do primeiro
ditlriclo desle termo, para qual fora moneado pelo
Exm. presidente da provincia, oo da antecedente.
Inteirada.
Oulro de fiscal do Recite, commanicando que o
ealeamento de certas ras faue indicou) daquelle
bairro precisara de piomptos reparot, antes que se
deteriore mai.Que mandaste fazer smenle os re-
paros indispensaveis.
Oulro do fiscal de Sanio Antonio, participando o
pequeo fracasso que houve, no di* 18 do crrante,
na obra que esla' fazeudu Heorique Gibson, em nma
sua cata, na ra da Cadea, consistindo no detapru-
mo de urna das janellai da frente, em consequencia
de se ler lirado a taboa, que ordinariamente se pOe
por cima da contra-verga, o que deu lugar a que
eahisse a meama janella, mas qoe, nlo obstante,
obra esla' com solidez e regularidades precisas.ln-
leirada. a
Oulro do mesmo, dizendo o que iizera -na semana
linda.Ao archivo. ^
Oulro do fiscal da Boa-Villa no mesmo sentido.
O mesmo deslino,
Oolro do fiscal de San-Jos, commanicando que
o tecto e ladrilho do acougue da ribeira precisam de
elguna pequeos concerlos.Que maudasse fazer os
reparos indispensaveis.
Ouiro do contador, informando a pelirlo de Jos
da Cotia Bibeiro. dizendo qoe com effeite se Ihe de-
ve a qaantia de 319822, reslo de castas de procestos
eriminaei do anuo de 1855 a 1856. Mandou te
paitar mandado.
Oulro do mesmo, informando acerca da peticlo de
Joaqaim dos Sanios Diniz, que.l dos lancamenloa
exilenles na contadoria,con Cadeia da freguezia de Santo Antonio, n. 14, fora
cirileclada nos anuos de 1832 a 1H$6, em nome de
Migoel Rodrigaes Vieira, que ahi linfia officioa de
empalhada, e que deixou de pagar oa impostos mo-
nicipaes correspondentes aquelle tempo, sendo que
no auno correnle a cllecla fora teda em nome do
com liberna.Reiolveu-ie que o peticionario pa-
gaste lmente o imposto relativo a poca de soa col-
lecla.
Foram lidos os doas leguloles requerimeolos do
Sr. Barroca, qoe eslavao tobre a meta, e foi appro-
vado o primeiro, ficando o legando adiado al o
cumparecimenlo do tao autor :
Kequeiro que te aulorise aos senhoret fitcaet
para man larem plantar arvoredos nas pracas e caes
de mas respectivas freguezias, conforme determina
a segunda parte do arl. 25 $ 7d*l poslurai, e cuida-
ren) na sua conservadlo.
Paro di cmara municipal do Recite, 18 de
marco Kequeiru que o Sr. procarador da cmara in-
forme qual a deipeza feila no ultimo anno munici-
pal com cusas crimina, jury e eleijoes, e agua e
luz para as pri'oet, atsim como qual a Importancia
da receila das mullas, segundo o cdigo criminal e
lei de eleices, com applicarlo aquella despeza, in-
formando igualmeule qual a importancia dista mes-
ma despeza e receila do primeiro semestre do cor-
rete anno.
Fajo da samara municipal do Becife, 18 de
mar^o de 18)7.Silva Barroca, o
Foi approvado um parecer da committao de po-
licia, dizendo ter contratado por 'um trienio a im-
presslo dos trabadlos raunicipaei com o proprietario
da Ivpographia do Diario de Pernambuco, pela
meima quanlia de 15CQ00 annuaes do coulralo que
expirou. .
Entra em discussao urna peticlo de Manoel Maxi-
miauo tjiiedes, pedindo o compriraento da prometa
que fez a cmara, de mandar construir um monu-
mento para os restos mortaet do fallecido Norberlo
Joaquim Jos Guedes, promessa deuda a' ler o mes-
mo Norberlo cedido gratuitamente parle do teu sitio
para a edificarlo do cerailerio. O Sr. Bego confir-
mou a exaclidlu do allegado palo peticionario, e a
cmara retolvea qae o Sr. vereador Mellu, encarre-
ado dot negociot do cemilerio, procuras-e e ajus-
| lasse urna pedra decente para o monumento, e Irou-
xesse ao conliecimenlo da cmara n resultado desla
incumbencia. Mandou-se remetler a commisslo
de edificares a pelirlo de Vicente Ferreira da C s-
la, solicitando decitlo de urna sua petiro. em que
requeren alterarlo da nova planta do Forte do
Mallos.
Tratndose de fiar a inteligencia da postura
addicional de 8 de outubro de 1856, cuja dispeasclo
lera suscitado duvidas, resolveu-se que a largura dos
22 palmos designada, deve considerar-se o mni-
mum da mesma largara, e o mximum trinta palmos
exclusive.
Despacharam-ie as peticSes do major Anlonih Jo
se de Ohveira, Anlonio Ribeiro F.rnaudet, Augus-
to Jos Teixeira, bacharel Ivo Miquilino da Cunha
Soulo-Maior, Jos Lucio l.in- e oulros, Jos Uon-
calves Ferreira da Cosa, Joaquim doi Santos Diuiz,
Jos da Costa Ribeiro, Manoel .Marques de Carva-
Iho, Marcelino Jos Lopes, Manoel Correia Comea
de Almera. Mariana Dorolhi, Joaquina Rufina,
Anlonio de Almeida e levanlou-se a tesslo.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a esrre-
vi.Reg e Alboqoerque. presidente M. de Bar-
ros Brrelo.Silva Bairoca.Barate de Almeida.
Kego.Franca.
BALANCO DA RECEITA E DESPEZA DOSESTABELECIMENTOS DE CARIDADE
VERIFICADO NO 1 DE NOVEMBRO DE 1856 A 31 DEMARCO DE 1857. '
Despeza.
igo a 75 unas da casa dot exposlos qae
comparecern) a visita de pagamento
de 15 de Janeiro ultimo.....a.77
Keceila.
Por saldo em 31 de outubro a saher
Em letras.....1:8579145
Em recibos.....5:072777
decebido de Manoel Roberto da
Paz, importancia das despezls
feilas na casa dos exposlos, com
oa fi I lia de nome Candida, qae
por ordem do Exm. Sr. preti-
dente da provincia Ihe foi en-
Iregne.........
Da thesooraria provincial, impor-
tancia do beneficio da lerceiri
parte da segunda lotera, em be-
neficio dat obras do hospital Pe*
droll.........
Da mesina theiouraria, importan-
cia de curativo de mendigos re-
medidos pela policia ....
dem idem para os reparos da ca-
sa do grande hospital. .
dem pelo cur .'.vo das pracas do
corpo de polica......
dem por conte dis quolas vola-
das pela lei do orea ment vigen-
te, para o costeio dot ettabeleci-
raentos.........
dem idem para canlinoatlo da
obra do hospital Pedro II. .
Da recebedoria de rendas internas
geraes, proveniente da renda
dos predios, perleneentesao hos-
pital do Paraizo, qoe tinham
sido all depositadas, indo ja 1-
batida a quanlia de 406^53 do
premio da deposito.....
Da thaioararia provincial, impor-
tancia dos reparos teilos na casa
que te detiinava para habilacao
das irruas da caridade .
Do proeorador da administrarlo
por conla do rendimento dot
predios ....... ,
6:9295922
125800
2:3335334
II85934
9001000
1.0298700
i:875jl000
3:0003000
19:9355809
3873120
7:1015000
46:223.591!,
Administrarlo geral dot cstebelecimentot de caridade 1 de abril de 1857.
Oescrivlo, O tliesoureiro,
Antonio .lose domes -lo Correo. Jos Pires Ferreira.
MAPPiftftlo rnovimento dos estabelecirneritos de caridade, veri (hado do
vembro de 185G a 51 de niarco de 1857
(HUNDE HOSPITAL.
Exisliam........
Enlrarain........
! Curados.....
.Mclhorados ....
Nao curados.....
Manaran *as >*l,ora*'? **tota
lUcpois desla apoca.
Exslem....... .
58
102
74
10
0
1
20
55
38
8
7
0
I
21
30
O vapor Paran' vndo dot porlos do norte,
troaxe a seu bordo para esla provincia os seguinles
passageiros :
Jos Gifray, Miguel Joaquim de Ssnl'Anna, Jos
Pinlo de Magalhles, Jlo GuncoilvesGuimarlet, Ma-
noel Lopes de Catiro, Paulo Moreirl da Silva. Jlo
Anlonio Vaz Porlella, Raymundo Piulo Mendes
Ca mi n ha. Silvestre Ferreira Caminha e 2 sohrinhos,
Joaquim Das deSanl'Anna, F'rocluozoPereira Frei-
r, Joaquim Frrncisco de Oliveira Magno, Manoel
Zefcrino Garcas e 1 escravo, Koberlo Carol, Dr.
Francisco Piulo Pessoa e 1 escravo, 'Carlos Frede-
rico Barboza, FranciscoSoares da Silva Retumba e
1 escravo, Anlonio Candido Aulunes Oliveira, An-
lonio Rodrigues Mariins Ferreira. Manoel Luiz Al-
ves Vianna, I. Mendes. lenle Firmino da Cuuha
Reg, li pracas do exercito.
O mesmo vapor leva a sen bordo para es porlos
do sul, os seguinles passageirot, viudos do norlc :
Exms. senadores Angelo Cirios Muniz e 1 etera-
vo, Anlonio da Cunha V. e 2 escravos, Frederico
de Almeida Albiiqoerqoe. sua senhora, 1 fiiho e 4
ecrevns, denotados Jlo Aiigntto Ce/rea e 1 escra-
vo, e Francisco de Araojo Lima e 1 escravo, com-
mendador Jote Joaquim Vieira Belforl, sua senho-
ra e 1 filho, capillo-tenente Jos Segundino Go-
rensor, Manoel Antonio Pimenla, Dr. Manoel Pro-
firi Aranha, Dr. Antonio de Souza Gsrvalho, Mi-
guel Spijw,' Jilo Lat Olivier, Gonzalo Lourenro
Pereua. D. Thoinazi Pereira de Fariat, Ignacio de
Catiro, Auguilo Scbararam, Manoel Teixeira, Igna-
cio Gatpar da Oliveira, aaa sonhora e 1 escravo, al-
Admi
pelieionarin, por ler na mesnia caa te eitabelecdo 1 cadeiat para eicada geraes. A pertpectiva lem 7 ia-
1 nellas de 13 palmos sobre sele, e o andar terreo tem
6 janellai e um porlco de marmore com o emblema
deCaridade,com 21 palmos sobre 10. Pelo lado
da galera icoberla tem 8 janella! e 5 portal, nat
mesmas proporcoes em cada um dos andares. Adia-
se loda esla obra coberla ; a frenle com 3 cornijat e
filhelet ; ama lolea ; cauot de alvenaria balid'a, fei-
I s com cemento hidrulico ;caixa. de folha de cham-
bo para raceher ut aguas ; canos de lelhOes e de co-
bre coro 5 pollegadas de dimetro para os esgolos ; a
frente loda guarnecida de cal branca, e as janellai
do andar terreo fechadas com grades de ferro balido.
O pavimente terreo aterrado com areia do rio, na
altura de 10 palmos para receher o ladrilho : doas
rampas provisorias feilas a lijlo e sal para o servico
da obra : as grades dot caiiilioa e peitoris postas em
seus lugares : os caiaslios feitot de amarello vinhi-
lico, com loda a perfeiglo d'arle, e parle delles pos-
tos nas jauellas.
Galera coberta.
A galera coberla acha-ie feila na exten'lo de 210
palmos de frente e 18 palmot de fundo ; tem 8 ja-
uellas e 5 portas pelo interior, e 13 urcadas ni frente
para o grande claustro e 16 arcadas latera, s, cem 7
palmos de li gor.i 18 de altura, com 20 palmos do
pavimento terreo ao primeiro andar, e desle ao se-
gundo, 25 palmos, t do segundo a coberla 24 pal-
mos, lendo 84 Irsves em cada um dos andar-, e
estas forradas nos topos com forros de louro e lavra-
das a enx em tedas as soat facet ; tem 16 Ihesou-
ras, oulras tantea linhas, tercas, frechaet, mlot de
forra, ponlaletes, caibrot, ripas, chapas de ferro e
pregos de differenles dmenses, o lelhado coberlo
com lelhai ; canos feitos com lijlo de alvenaria ba-
tida e com cemento hydraulico ; caixa de folha de
chumbo para receber ai aguat do lelhado ; cauo de
cobre eom 5 pollegadas de dimetro para esgoto das
aguas ; 3 cornijal ; janellai guarnecidas ; e loda esla
obra embucada ; 6 filhites, realas, etc.
Grande claustro.
Tem 178 palmos sobre 234 com 12 arcadas e i
prticos ; 16 arcadas laleraes ; todo o cordao de pe-
dra de cantara lavrada ; com um poco de 20 palmos
de boca, com ama bomba de ferro e rodas de repu-
dio. Esta obra acha-te na altura do primeiro andar,
para seguimeulo da galena cubera ; loda ella estj
em emboco, sobre alicerces das dimenses ja' des-
criptat; loda em roda aterrada com areia de rio, em
estado de recebar ladrilho.
Perspectiva do lado,do norte, oo cozioha e suat de-
pendencias.
Acha-se feila com dous andares com 150 palmos de
frenle e 42 de fondo, tendo 8 janellas de 1.1 palmoi
tobre 7, e 6 janellas e dais portas pelo lado do jar-
dn) ; em cada um dos andares lem 54 Iraves lavra-
das nasqualro facet e limpas a enx ; os lopos for-
rados com taboas de loaro, e piulados a uleo de li-
nhaca e cinzenlo ; com 9 linhas e unirs lanas ihe-
souras, tercas, frechaes.cumieira, peudurel, nalot de
forra, ponlaletes, espigues, aibros, ripas, abraca
d-11 as, chapas, parafosus e differenles qualidades de
pregos; a coberla. pelo svslema de peudurel, eco-
berta de lelha com 3 cornijas, li Hieles ; canos feilos
de lijlo de alvenaria batida a cemenlu hydraulico,
e caixa prompla para receber o cano de chumbo ;
com pona e janellas laleraes ; acba-se lodo o edifi-
embucado, com 3 cornijas para o lado do primeiro
j irdiui de recreio, e aterrado com arela do ro para
receber o ladrilho.
I.atriua do lado do norle com 60 palmos de frente
e 28 de fundo.
Acha-se feila em altera de dous andares, sendo
travejada com 13 Iraves era cada andar e coberta de
qoatro aguaes, com Ihesouras, terca, cumieira, cai-
bros, ripas e difierenles qualidades de pre.' >s ; co-
berla com lelhat, lando tret cornijas, filhets em ro-
da do edificio, que he ero forma de trrelo, com
urna porla e duas janellas de frente e estes com as
dimenses ja descnplas, e pelo jardim de recreio
urna porla, lodo este edificio se acha embocado com
os canos de lijlo de ladrilho, assenladosem cemen-
to hydraulico pra receber os canos de chombo.
Primeiro jardim de recreio pelo lado do norle.
Tem 70 palmos de frente e 110 de fundo ; acha-
te com os alicorees feilos em altura de dez palmos
sobre a ierra, lendo a primeira base 13 palmot e no
ultimo recorte6 palmos ; acha-se aterrado com areia
do rio.
Armazem de vveres.
Tem 35 palmos de frente e 110 de fundo em al-
tura de dez palmos, lendo 13 de base e 6 de recorte.
Esta obra nlo pode continuar, porque o terreno nlo
he proprio e faz-te preciso desapropriar.
U 'lira, pharmacia, e >ua dependencia.
Tem 155 pemos de frente e 42 de fundo, com 8
janellas de frenle em cada pavimento, cada urna de
13 palmos sobre 7, sendo que n-s janell s do anlar
terreo ja temas grades de ferro batido postas. Tem
urna janella lateral no andar terreo, e una porla
com lacada e varauda nos andares. Tem 6 janellas
e duas porlas para o jardim de recreio do lado do
sul : he Ira vejado cora 77 iraves em cada um dos
andares, as quaes sao lavradas nas 4 faces e slo de
oilo pollegadas em qoadro ; os lopos guardados com
forros da taboas de louro ; com 9 linhas e oulras
tenias, Ihesouras, peudurel, cumieira, lercas, ire-
cliaes, caibros e ripas ; abrara letras para suspender
os pendureis, chapas para susler as tercas, parafu-
-n n-> raberas dat linhas, pregos de |dillerenles di-
:-.-s e iiisus de forc.a ; ludo da
abler-se a devida segu-
a, as espigues e cumiei-
bem robrem as junta
' .H01 feitot cora lijlo de
f\venina bal.. en.o hydraulico ; ot canos de
folha de chumbo, puslot os bocaes para condcelo
Vai aguat para a letrina ; assenlads os psrapeilos
oVsola de frente, faltando lio tmenle guarnecer
com cal branca as cornijas da frenle e as tret do la-
do do primeiro jardim todat emburadas, e todo esle
edificio interior e etleriormente lambem embudado
com as polladas fingidas ; o aterro de areia do rio
em altura de quasi vinte palmos no nivel do la-
drilho.
Catrina e gabinete de servico.
Tem 60 palmos de frente, com 28 palmos de fun-
do, com tres porlas e duas janellas pelo lado do jar-
dim, e urna porla e duas janellas laleraes com 13
Iraves ero cada um dos andares com coberla de 4
aguas, tres cornijas e filhetes em redor formando
trrelo. Etl coberto de telhat, com canot de esgo-
to feitos de lijlo de alvenaria batida e cerne nlo hy-
draulico para condcelo dat aguat aos canos geraes,
levando cumieira, tercas, frechaes, pregos de diffe-
renles dimentes, caibros, ripas ele.
Morada do chefe de pharmacia.
Tem 23 palmot de frenle e l de. fondo,; acha-te
na allora do primeiro andar em estado d# receber a
coberla, e lem nma janella e urna porla com as di-
menses das demais.
Primeiro jardim de recreio.
Tem 110 palmos de frente sobre 70 de fondo,
acha-se com os alicerces feitos e anas divises em
altara de 10 palmos ; suas paredes laleraes achara-
se em altura de receber o primeiro travejameoto do
armazem para os dilfcrentes objeclos.
Armazem para differenles objectos.
Tem 38 palmos de frente e 150 de fondo com ama
janella lateral, e 6 pira cada um dos jardins de re-
creio. Seus alicerces to todos das mesmas dimen-
ses que lodos os oolros ;]o alicerce de mais de 10
palmos de alto aterrado com areia do lio a rece-
ber o ladrilho. Suas paredes em qnadro a receber
o primeiro travejaroen'o para sobre esle armazem
formar a primeira enfermarla. Toda isla obra se
acha embucada e bem reparada.
Segundo jardim de recreio.
Tem 1(0 palmos de frente, 70 palmos de fondo ;
acha-se fora do alicerce dez palmos e em oolrbs
lugares 15, sendo a tua bate das metmat diroenset
da obra.
Dormitorio para os serventes.
Tem 38 palmos de frenle e 150 de fundo, acha-se
em aliora de 10 e 15 palmos fora do alicerce e snat
dimenses de conformidade com a obra. Sobre este
dormitorio tem desformar a segunda enfermara do
lado do sul ; todo o caixlo do alicerce acha-se ater-
rado com areia do rio a receber o ladrilho.
Canos de lairu.as pelo lado do snl e norle.
Tem 230 palmos-pelo lado do mi, e 8e pelo lado
do norte, comlruiffo de abobada de lijlo de alta-
narla balida, e argamasa de cal, e todo embocado.
Continuaclo'da galera coberla do lado do cenlro*
Acha-se com 724 palmos de exlentlo e 18 palmos
de largura circulando o grande claustro acha-se em
ultimo alicerce fora da Ierra 10 palmos e cheio de
areia do rio.em respaldo do ladrilho ; a pelo lado da
botica, acha-se ero andamento a chegar ao res-
paldo do segundo andar para receber a coberta.
Aterros e estacadas.
Foi feilo um alerro defendido por urna eslaeadi
guarnecida com taboas de pinito, o qual em algu-
mas parles leve i'> palmos de fundp, e lera 750
palmos de extenslo'com 175 palmot de largura em
alguus pontos e foi aterrado com areia do rio, lendo
aido agora reforjado com pedacos de lijlos, ualira,
eulolho, ele.
(Marta.
Pelo seo mi estado foi o lelheiro em parla demo-
lido.
Vidroi.
Ha 2000 vidrot especieas para os caitilios.
inclutiajc os que aillo em serviee dos botnilaai da
Caridade a Lazaros. Cabo* da aprela*, cariareme,
molet, pales, eeradat da caibros a 4a Bandalla ; re-
lallios de laboat de -atsoalbo e de castada 4a iota-
relio.
Adminlslraclo da abra do Hospilal Pedra II 31
de marco de 1857.O jdminnlridoT,Ja*a Pache-
co de Queirofa.
Itecapitularao da recata e despeza da obra do hospital Pedro II, verificada de
Odemaio de 1849 a 3t de marco de 1857.
Deapez.
Ciencia.
Ha 16 carriuhoi de mo em
bom e man estado
Aos empregadot da administrarlo eeus
ordenados ale riezembro .....
A Paulo Leillo Lonreiro de Albuqaer-
qae Jnior, ajudanle do bolicaro do
grande hospilal, seu ordenado al de-
zembro. ^ .
Aos enfermeiros e servf nles do mesmo
hospilal, seus jornaes de outubro de
1856 a margo do correnle annno. .
Aos ditos do hospital dos lazaros no mes^
mo lempo.......t
Ao regente do grande hospital, por des-
pezas em dito tempo.......
dem do hospital d"s lazaros, idem .
dem da casa dos exposlos, dem '.
A Hirih ilomeo Francisco de Souza, im-
portancia de drogas qoe frnecea a bo-
tica do grand hospilal, desde 21 de
selembro de-1853 at setembro de 1855
A Manoel Anlonio de Jess, importan-
cia de 1,701(g, 8 S e 4 onc,os de po e
bolacha, que lorneceu aos eslabeleci-
mentos de andarle desde o 1- de agos-
to de 1855 al 31 de dezembro do auno
paitado a 5J107, lermo medio, porque
sabio cada arroba........
A Joaqoim da Silva Catire' importancia
de 490 f' a 12 ft de ca e verde que
forneceu aos n.esmoi et1 ibelecimeulos
de maio a agoste de 1836, lermo me-
dio a 3^672 a arroba.......
A Benlo dot Sanio, liamos, importancia
de 593 Si' e 8 de dita, que frnecea
de oaluhrp de lr"K al fevereiro de
1857, termo mid a 46458 ....
A Kego cV Brrelo, importancia de 153
jU e 16 s de assucar, que forneceram
aos mesmos esla bel ecimentot de jolho
a dezembro de 1850, lermo medio a
4S9I5 a arroba ........
A Jote da Cruz Sanios, por 24 garrafas
de charope de erobiriba......
A Jlo Tavares Cordeiro, importancia de
gneros que forneceu dejulho a te-
leinhro do anno passado. ,
A Sebaatilo Jos Comes Pena, idem para
a botica de abril de 1855 a abril de 56.
A Manoel Alvet Cuerra, importancia d
91 aaeeos com farinha, que forneceu
em maio do anno paitado. ....
A I). Fortnala Coelho da Silva, impor-
tancia do armazem occopado pelo hos-
pilal' de caridade, vencido no ultimo
de margo..........
A Antonio Domingo Pinto, importan-
cia de movis qae alugou para rasa dot
expotlos...........
A Jlo Souiu & C. por 4 onjas decloro-
phormio..........
A Jos Pedro Cayo de Miranda por la
ranadas de vinho .......
Ao Ihemireiro do conselho da adminis-
Iracio do patrimonio dos orphlos, im-
portancia da despeza que tez por orea-
silo do casimenlo da exposta Ignti A-
melia Lobo, com Francisco Alvet de
Carvalho ..........
A diversos, pelo concert da cata desu-
ada para ai irmlas da caridade. .
dem na casa occopada pelo grande hos-
pilal............
dem na cata da ra da Moeda n. 29. .
dem com a obra do hospilal Pedro II,
desde novembro do anno patsado al
margo ultimo.........
19620
1:3805000
12500
587*500
3515000
2:527850
1:940t40
3:I68090
5:7458383
8:6888800
1:8008800
2:6148
7598740
458000
7678335
17cS480
318/500
72J000
449480
89000
538760
845220
3879120
365020
289140
6:4169270
Por saldo em caixa a saber:
Lelrat......
Kecibos .
39:8488528
1:7579115
4!6I826
6:3759391
46:2238919
1- d
eno-
IIOSPITAL DOS LA/.AKOS.
87
140
82
17
0
2
41
85 I Exitlcni.
Exisliam,.....
Cu liaran.....
1V Curados .
Melhorados .
Nlo curados.
.Morieran! ....
Keceila.
ltecehiiio da theiouraria provincial,im-
porte das quolas volada pelai leis
da urcamenloi, desde -J9 de maio de
189,"al 5 de Janeiro de 1857 .
Do bario de Beberibe, imporlancia do
saldo da sobscriprlo promovida na
corle, em beneficio das viavas e fi-
lhos dos que morreram netta cidade
em defr/a da ordem, cujo saldo, se-
gundo o parecer da commisslo que
promoveu a dita subvenglo foi ap-
f.licado'para a conslrucga da predir-
ta obra..........
De Antonio Caruelro da Cuuha, im-
purlancia da esmola por elle dada
para a mencionada obra ....
De Victorino pereira Maia, da l'arahi-
ba, por mo de llenrique Bernardo
de Oliveira, importancia da esmola
por aquelle dada para a metma obra
De Auguslo Frederico de O., idem. .
De um ann; mo, idem......
Do fiscal das carnes verdes, importan-
cia liquidadas mullsicorresponden-
denles a 1346 rezes na forma do
respectivo coulralo......
Do theionreiro geral das loteras desla
provincia, Francisco Anlonio de O-
liveira, importancia do beneficio da
primeira, segunda e lerceira parles
da segunda loleria concedida em be-
neficio da referida obra.....
De Salusliano de Aquino Ferreira, im-
portancia da parle que coube ao re-
ferido hospilal, nai sociedades que
gratuitamente Ihe deu o mesmo Sa-
lusliano em diversos bilhelet de te-
lenas da provincia......
De diversos, importancia da renda da
' olaria dot Coelhos......
Idem de madeirat inulilisada* perlen-
centei a dila obra.......
Importancia de materiaes pertencentes
a dita obra, que foram empregados
nos reparos da casa dos exposlos. .
dem n"o grande hospilal.....
I>e Anlonio Pires Ferreira e Antonio
da Silva Caimlo, importancia qoe
reeeberam de 55 avaliares, que fi-
zeram como avaliador'esdos predios
rustiros e urbanos nat cansas com-
mrciaet no triennio de 1853 a 55 e
qoe applicaram para a comlrucrlo
do predito hospilal.......
113:0008000
Despendido eom compra da ota
terreno e olaria, qaa lata de sar
demolida por pastar par ella o
hoipini Padro II.....
Com a cantarte viuda de
boa para o prtico do
e de ladrilho.
Lb-
8:0809000; Com a compra de 1,571,836 li-
julos de alvenaria grosu, balida
108000 i
3:200jp80O
2:MS4W
J6:5Ul/507
too#ooo
10-8000
363000
13:0568200
9:3005001
3109000
1:I86055
30-1 ti
196916o
1529100
Com ;
Com 345 dilat -orladas. .
Com 150 lelhet. 429000
Com 501 palmos de
dito.......250B5OO
Com .500 espines. 35B0DO
Com 303 canoas de cal br
prela, coolende 41,075
1438800
Por saldo a favor da caixa dos estabe-
lecimeolot. ......
145:8108785
3:0149780
J 48:8259565
Com 8,100 canoat de areia. .
Com a compra da madeirai.
Com eordes t toleirat da
Com o* jornaes dos obrairta a aar-
enlea.........
Cora 23 gradee da tena pasando
339 arrobas a 22 libras. .
Cem 200 vidras da 17 1|4 a
11 I3|ll> polegadat. .
Com divinos objeclos, como ca-
nos de cobre, a da chumba,
ferragens, cemente, tinta', gain-
datle, carrinhos 4a roaos, pt,
euchadas e carrales. ....
13:57
9:1
1.V1
S7r9K$m
1*3*433
5tltS
MftaatJH
i -
I ) IS I'* It V \ f 1 I* -^^^-aaaaaaaaa,
aa! ^'^^eroide'roporteu a despeza si incluida qaantia da faaaaMH ana_____- i
i d. Va1!" p,es,df"C'a sde,MendeVom fi,c,ur" qo.rlos%ar. loaco. no^^'hlClaTllrC
veo.' T-lll^. ,l"1""ll,?-.9fl "daqu.ll. quaotla, fica importando a despeza ItSk*
ve 013.2009800 porque foi comprado o terreno a olaria, qoe .e menciona ne.1. reca^tlScaV
Administragio geral doi estabelecimenlos de caridade 6 da abril de 1857
O escrivlo, aj n,..,,.;..
___________^tonio Jos Gom, do Correia. '^n^iln.
ftiatio be ytTn^autu^
Temos a' vista'jornaes Irazides do norte pelo Pa-
ran, cujat dalas alcangam, do Para a 30 do pas-
eado, do Maranhlo a 3, do Ceara' a 5 a da Parahi-
ba a 8 do rorrete. ,
No Para' at chuvas continuavam a cahir. prodo-
zindo ama pequea nchenle no Cuajara'. A salu-
bridade publica ainla ie achava uuz poaco alterada,
em consequencia das inltermilenles.
Fallecen no Piauhy o artista dramalieo Joao Ja-
eiolho Ribeiro, um dos caricatos qua culre nos tle-
los applausot cofheu em eras transadas.
Em oulra parte publicamos o relatorio que, por
oceasilo dedenar a presidencia do Cean, apresen-
toa ao seo iuccettor,"o Exm. Sr. Dr. Paes Barrete.
No dia V do correnle lmnu posse da presidencia
do Rio Crande do Norle. o Exm. Sr. Dr. Doria, e
no dia 6 assumio a eadeira presidencial da Parahiba
o Exm. Sr. Dr. Manoel Clernenliuo Carneiro da Cu-
nha, ua qualidade de vice-presidenle.
O Exm. Sr. Dr. Antonio Bernardo dos Patsos.pre-
tidente da provincia e Antonio da Coila Pinlo, da
segunda, seguern no referido Pa -ia' para a corle
No dia to do passado, ehegou aranhSo, pro-
f" lente desle porto, om sata dias e viagem, o Brf-
gue escuna Giaciota.
(imtmttttica&0#a
A MINHA VIAGEM.
delinea ^^edrh8 ^- '" ""''
19 10 29
1 0 1
0 0 0
(1 0 0
ti 0 0
0 0
L> CASA DOS EXPOSTOS.
Exisliam........
Cnlr....... ..;..:.
Saliirain.........
Morreran)-^ '"sde enlrad;
(Depois desla epoca .
Existen).......
.Setos.
120
12
0
4
21
107
167
13
1
0
3
171
287
J.-.
l!
*l
29!
2781
agao geral dos estabelecimenlos de caridade 1 de abril de 1857.
____________ O escrivlo,Antonio Jos Gomes do Crrelo.
REPARTIQAO DA POLICA
Occurrenciai dos dias 9 e 10 de abril.
Cumpre-me levar ao conliecimenlo de V. Exc.
qoe fiz huuiem recolher a cata de de'.enco a miuha
disposiglo Francisco Flix da Cosa, por"tuspeito de
red o /.ira escravidlo pessoa livre.
Das difierenles parlicipages honlem e hoje rec-
balas noeta repartiglo corista o teguinle :
lorarn presot : pela subdelegada da fregaezia do
Recite, os marojos irrglezes Eduard Gil. Blcknore
Auruer, illiam Poraisk e Marques de Oliveira,
lodos por desonlcin.
Pela luhdelegaria da freguezia de S. Jos, Bel-
miro da Silva, por desorden).
E pela subdelegada da freguezia dos Afosados,
Josc Comes da Silveira, Joaquim Ferreira e Jos
Rorges, lodot por Tarto de cavallos, Jos Antonio de
Paula. Laurenlino Jos Joaquim. por desordem, o
portuguez Anlonio |Jnlo Muniz e Panlalelo Jos
V ierra, por uso de armas prohibidas.
Fa ufflciodo I- do correnle refere o subdelega-
do da colonia militar de Pimenfeiras, qoe no dia 31
de margo lindo, Francisro Antonio Soares, fra as-
tassiuado rom um liro sobre o peilo esqnerdo por
Bernardo Vieira. e que lendo procedido ao compe-
tente corpo de delicio, fieava ampregando lodos os
meios a sea aleante, afim |da capturar o itiatsiao
que pode evadire depois de ler commellido o de-
licio.
EXPOS1CVO DO ESTADO EM QUE SE ACHA
A OBRA DO HOSPITAL PEDRO II.
Perspctica com 520 palmos divididos em tres parles.
Primeira parle do centro obre dona ailares.
Acha-se edificada tobre alicerces de 13 palmos de
base, o no ultimo recorte seis palmos, com cinco pal-
mos de profondidade c dez pilmos para receber o
alerro do pavimento lerreo, lendo 210 palmos de
frenle e 8 de fondo, e 12 de recorte nos laleraes,
sendo as paredes de t palmos de grossurt ; lem de al-
tura do pavimento terreo ao soalho do primeiro an-
dar 26 palmos ; do soalho do primeiro andar ao se-
gunda 25 palmos, e do soalho do segundo aoi conlra
frechaes 21 palmos,e desles as linhas 3 palmos. Acha-
se esla obra coberla rom lelhas e telhes
, sendo sua
coberla pelo svslema de peudurel. levando 14 Ihe-
souras sobre nutras lanas linhas, frechaes, cumieira, coberla com lelha e seus (avllete*'.
tergas, pendurel, mos de lorga, espigues, caibros e 1 Armazem.
Alicerce do maro da frente.
Tem 640 palmos de frenle, com 11 de altura, in
clusiveo alicerce inlerno e 4 de grossura no ultimo
recorte.
Madeirat em ser.
lia qutntidade de laboat de loaro, lano nos an-
damet, como espllhadot nos atsoalhos para que se-
quen). Ha 195 Iraves de differenles dimentut inclu-
sive as que servem nas rampas. Tera-se serrado os
praoches de louro, assim corno 10 labias de eoslado
de amarello em differentei diinensoei para grades -
raxiliot, e ha iil pranchet de louro para ser,-ir :
caibros tambero ha em qurliitidade,porque os andai-
mes anda te acharn por arriar ; aros e clxilioi da
a:n,ii ella para seren postes nat janellas.
Material de pedreiro.
lijlos existen) desuados para a primeira enfer-
mara de 60 a 80 milheiros, e uai arcadas alguus 40
milheiros qae servem d* feitar a obra ;haverio 300o
lelhat novas, alguus,telhes,e 15 milheiros di lelhai
velhat.
Ferragent.
Existen) 10 grades de ferro para as janellas da co-
linda ; 9 canos de cobre com mait de loo palmos ;
um gancho: carrete de pasar madeiras e sem acces-
sorios ; trras, limus, limales, ferros de cova ala-
vanea, faenes, grampos e pregos.
Serrara.
Ha atas serrara feila sobre pilares de lijlo e cal,
e, e ludas ae occorren-
cias, qoe enllo liveram lugar em minha sentimental
despedida, licaram eslampadas em me*coraglo.
En nlo devia, era poda ter etlranho a urna se-
pararlo qoe lano penalice ara. pai a nma rali, e
lano cotia um filho!
Eu nao me reiirava s da vajade de Paranagu,
coinigo pariiam maia Ires membroa da familia I
E pois lutava o senlimenlo da teparaglo tanto na
alma dos qae ficavam, como doa qne ae ausenlavain.
Daqoi oavia-ieom adeot, dalli coiraurna
lagrima, e toda essa tcena prodozia urna sentarte
lio viva, qoe commovendo o espirito, preparava-o
para receber um teniimenlo poticoa saudade !
Como se nlo fora ja bastante, cerra de vinle pet-
soat vao a bordo prolongar o pezar que natural-
mente nos acompanhava de perlo.
A's 11 horas da manilla, pooco mais oo menos,
o vapor Itebyrc suspeodeu ancora, a novo senli-
menlo veio augmentar minha dr.
Poaco depois, dez minutes lalvez, o vapor parou,
a as pessoat que com tanta disiincglo nos obsoqaia-
vam, sallaran) para teas escaleras, a com ot tem-
blanles contristados regressaram para Ierra.
A's 9 horas da noite o Itebyr, poste que moroso
em soa marcha, eslava longe e Tundeara na mansa
ensaada da ilha do Abrigo, afim de pela manilla re-
ceber pralico e demandar a barra da pritca Canaoea,
ide tocoo ai 8 horas da manilla, e depois de meia
hora de demora segua para Igoape, donde sahio no
da tegainte pela perigotistiroa barra de Capara
com deslino i Sanios, bergo dot Andradat, e dahi
para o Rio com eaaajjs por San-Sebaslilo e Uba-
tuba.
No dia 19 o rooeelro Itebyri inteirava 5 dias de
viagem, quando foi intimado pela fortaleza de Vil
lagalhlo para esperar a visita da alfandega, a eu
dando parabens a minha sorle, desembarcava oa
praia dos Mineiros as 3 horas da larde.
Direi primeiro que ludo, qae a magnifica entrada
do Rio de Janeiro sorpreode-me, toda vez que, dei-
xando o phaiol da ilha Rasa, passo por entre a so-
berba fortaleza de Sanla-Cruz e o multiforme Po
de Assucar, que se ergu* arrogante defronle da pri-
meira forlificaglo da America Meredional como um
veterano fiel a bella capital do Cruzeiro.
A vaslidlo da baha capaz de encerrar dentro
em si lodut os vasot do universo, as alegres povea-
roes que por to >a parte erobellezam os olhos; lodo,
emlim. apparece-me sempre com carcter de nuvi-
dade la I, que s me he dado explicar peloi encantes
da natureza ingenie, e pelo maravilhoio esforgo (la
inlelligeDcia humana.
O grande hospilal da Misericordia, com mais de
qoarenla janellas, fazendo frenle a barra em urna
praia amena, onde lambem esla a escola de medi-
cina volteda para Niclerohy, oflereea um aspecto
nimiamente tedoctor.
Situado etquerda, em um lugar apra/ivel deno-
minadoPraia-Vermelha. adroira-ie om edificio
magesloto de urna linda archileclura, sem conlra-
dcglo o primeiro etlabejecimenio do Rio, e qoiga
de todo u Brasil: reliro-me ao Hospicio de Pedro
II, onde as irmlas de candada vivem anglicamen-
te famil.ansadas com os infelizes alienados, os qoaas
encontram all o socego nas melodiosas palavras
daquellas devoladat mulheres, e a alegra, deixem-
me dizer assim, no meigo e sereno semblante de
quem so vive para o co.
Nlo dexare pastar sem ligeiro reparo a propos-
glo de om eslrangeiro, que averhou de infeliz o
Brasil, era virtti le di possuir essa obra nolavel para
um Um, dn elle, que faz supporque a loncura abun-
da aqu.
Nesse epigramma cu alluslo odiosa nlo enxerso
II) lilil jlli/o. '
O morro do Castello, onde o Ihelegrapho incestan-
lemenle faz sigual para a c.dade dos navios entra-
do, vein logo depoit da praia da Gloria e do Pa-
telo Publico detperlar a allenglo de quem
templa ; a ilha das Cobras cercada de um I
em grande numero, o calgamiole lado por
moderno, a illuminarlo i gas, a airas aaar_
que atiestan) a noeta civilisaglo a pragrama 1
ria.l em que viveraoi.
Por ouiro lado os salei da danta, as aapacsacalaB
thealraes e ontros diverlimenlet Setle ge
apresenlam aos olhoi etlraogeirot eotaa
lal qnal refere o .Ilustre Charles Kibaax, an
ama hltloria do Brasil.
As bibllolheeat, porm, nao haaram aa
nem as ledras; e en deploro a falla da be
em ara lagar, onde inteliigencias -(or
ai yezet, tm floreseerem, nem frnclificaraan, or la-
so que a iotlracgln casta entoa da r 1!
Deixo de entrar em miii minactatidadet, aarane
fallecoan-me ot dadix, a a demora 4a 22 da* na*
apenas Uve no Rio de Janeiro, ha tempo pordeaut
insufHcienle.para e fuer (pernittatn-me a ahrate)
ama descripgln material da ama aa primen-as aani-
laes do mundo.
Niclerohy e San-Domingas aa ai vi; vi laaskasa
Bota-Fogo, Jardim-Boianico, Enaenho Velho, %io-
Corapndo e San-Chritlovio, a oatra enti arrabal-
des todoi, Bota-Fogo M a lagar qne mata asa en-
canto u.
Anda agora tinto nlo ter patteiada a Prlropatia ;
era itlo prTTso para melhoi ajo izar da eairad* 4a
ferro Pedro II.
Moilo de proposito lenho preaeiadide da ge
pina, a de livrot qne se oceupem cava a tai
desses logare* para oto imita-tes, cabera 1
migo mesmo.
Assomou o dia 10 da fevereira, a aa asa aatantei
dia. as 10 hora* o meia da manMa aa
vapor Imperatriz; cheguei Babia na asaaMa 4a
dia 15 ; sahi dahi no da aegaiate, a na 4ia 18 a va-
por fondea va no porto de Macein, donde tegnia S
horis depois para esla provincia, a aqni ettaaaa aa
dia immediato (19) aa meio-dii.
A minha viagem eslava coaclaMa, gratas aaa
cos, com felicidade.
_ Eis, pois, terminado o mea Irabalhe rililliaaaiilt
a' esse assumpto : em oatra artigo raaaiatatsl* *
linhat ao commercio do Rio de Janeiro, lia lia
tua moraliiagao.
n.. .-, Fr<"*i*< Ftrrtir* Carrea,
Recite 1 / de margo de 1857
ripas: abragadeiras, chapas, parafut s, pregos de dif-
ferenles dimenset e descansos. Tem cada um dos
andares 7 Iraves, coberlos os lopos com forros de la-
boat de louro ; cada Irave lem 8'pollegadas de gros-
sura, sendo lavrada de loda ai faces a limpat a
eox; pintada a oteo de liuhaga cinzeulo. Ha trae
Ha om armazem colierlo de lelha, e feilo com la-
boas, qae serve para gnardar ral e madeirat. A poo-
co foi reparado em razio do cupim.
Casa em que mora o vigia
Ha ama caa da podra e cal reparada da novo
com quintal S cacimba.
RELIGIAO.
A Paschoa oa Resarreica'o *e Jesma
ChristO.
Jesom qamreti Nazarenam cracinm, serrexil.
...... *. Maree. I.
Mvtteno estopen lo acaba a sania igreja 4a tata-
brar! Jeiot Chrislo restusriloa Ir dia* depsMi ana
morle, como elle mesmo havia annonciado.
Etle teutloto acoDiecimenlo ; eata dia massaraial
da reaorreigao, lambem te chamaPaicbaaaaaaa
que te den a grande solemnidad* d*t Hebreo*
Paschoa, palavra derivada do hebraicaParaca
e do gregoPaschoasignifica pas*agaas. ft)
liste msgna solemnidade celebrarla pala hii |*ra-
elila. revela a tea lembrar a rieara.7Bn. ...
lerminador, que ferio ot premogen.loi da Eavatn
exceptuando apenatos filho* de Israel totO-mi
lambem qaer dizer a pastasen do povo Israelita Da-
lo lana da mar Verraelho, qoando f.gi,. Uwt*
perseguiclo de Ph.rao. O .imple, .ceno da rinrainu
creador baslou para qne as aguu dess.m franca ca-
mmho, aquella geraglo abengoada. que i. tasar
posse da P.teilina promellida a se.s proaenttaraa.
Para nlo ficar sepultado 00 olvido lio aaenasrv.-
sot aconlucim.nlos, aqaella pove cetebrav. a nM
11 da lu. de margo d. cada anno, esla grandiata fe.-
iividade : aeo ollimatam era a comida d. carrMro
com aquelle. lilo, da lai qne inlligi. Mvara* eaa*.
ale de morle do Hebreo que a ni* anardaaaa 1
-PaUKhi.?",,d: '"' "" r'S"a ^Wa4
Oe chri.Uo denominan) Paschsa -liilni I
ressarr.igio, di* em qae f.zand* *m paaaca* Tm.
dula vergonhosa da escravidlo da haasHMa4a. tZL
dador do ChrUlianitmo Iriumphoo do ijwTkr. IT
da tero recolhido coberlo de .fTront. ida TpVo-
Do mesmo modo aaa a Paichoa colebrja e.tr a*
Hebreos record* f.z lembr.r a paxagea* daetali-
veiro do Egvpto para Iibrd.d. e^.ir^ej* Ier-
ra praraallida. assim pcho, do, SSg ,
mora e diiperl* a lembranca de qae peta
ressurreiglo do homem Dos que pama a,,
ero para a vida, tambera nos passeraot 4a i,
da morle qae conquistamos por no*te* delicia*, pa-
ra a vida da graga, ficando deti'arl* rehibilHaote* a
entrar-mus na (erra da promitslo palo* miriLlmiali,
infinitos de Jeaai Chritlo. -----------
Effeclivamenle o Filho deDeos depais 4e havtavdu-
ranle sua perigrimglo na lerr* opresentada naffse-
ne sublime de prodigio* a mVlagra* wembr.i.i, *i
qoaet iiietlavaui por demais ser a Missias araasalli-
do, o Salvadrir do mando, seis dia antes da Paocaaa
chega elle Beldante op.de ha ponea di** havia ar-
gido da laxa fria Uuro, qnalnduano ajerte, e
d ah no teguinle 4>a parto de Betkfage villa *ila*-
da na raz do mo:.ie Olavila, he aontade em am
jumenlo, e an'ra Irinraphaale em Jeraialm.
nmullitude.'iu povo, tomando ramo*de palmeira ete-
rna Hsana (iiUaglo e gloria,' Bemdirto taja a (tai
de Israel que vera am nome da Senhor 1 desla forma
licou realitado o valicinio do ProphelaJubila filia
Jerusalm ; ecce Restan venil libi jaln al Slva-
lo' ipte pauper el aicendeni toper itiaira n mfm
pullun asina- 2)
Saiisfeitos esie. preparalivot de teut aaaalia, Je-
tut Chriilo entra na phate da taa dolara* pai xa*
man .te uma vez progiiotlic* a ruin* da Jeranarea*'
insirue seos ditcipolo. em diflerenla* aaaataB4r>'
falla-lhet cm diversas parbola! ; praliea a a'cciel
man huinilh.inle e tabmitia de lavar aa ps df ara*
discpulos ; deixa-lhet om novo mndalo, am pre-
ceilo singular de *marera->e muloanaenl mtlilaa
o inetlavel Sacramento daEiirharistia, aja**, m lili ai
aos horaeos quanlo tobia de poni aaa acii*al*d> a-
inor ; deita-lhet sua raesma carne, teo prapriai
o con-
lado cor
uma muralha enliga de defeza, nlo passa desaper-
cibida entre oulras muitas variedades que o Rio de
Janeiro orgulhosamenle ostenta.
A piaia dot Mmeiros situada entre a alfandega *
o arsenal de marinha, vive da ammagio dessat
Ticas reparliges, e sobre esla ullima. na parte su-
penoi, apparecea veneranda igreja de San-Benlo
com seu grande convente.
O largo do Pago appairre do mar com um chafa-
nzpyramidal no centro I- praga, a qual ha for-,
Bada de um lado pelo palacio imperial, do lado op- | sue. 'p,r, sfrlln,| ,Uilenl, .
posto pete cata do mercado em seguimenlo do hotel I Te da bond.de de lleot '
'
de 1 ronce, e em frente ao mar li ,1 o reste do pala-
ci, que se prenda r. capella imperial a esta a
Orden Terceira do Carmo tajhoja, poim, foi demo- 1
lido o passa iro, que ligava o palacio capella, e
dahi corre a n>va raSele de Setembro.
O morro da Conceiglo por sobre alias catas apr-
senla o palacio epitcopal no pomo mait culmi-
nante. '
Sem fallar na Gamboa, onde vapores e navios de
vela esl.lo agglomerados, eu vou enlrar na cidade,
admirar a.extenslo dat-raas, o tea alinhamenlo, at
suai riqusimas tejas, o. grande movimenlo com-
mercist di gente qaa 11 freqoenla coniianiemonls a
Creenchidos pon lodoi osles empenho Jera* Gkrta-
to ja comega a paitar por labore atando* 4M Iba
estavaui preparado, a* agonas do Harta, *a (aflri-
meiilo do jardim da oliveira* : a perfidia ala *
discpulo iosoleol* ; negsliva da oatra liaaarala .
pusiiiaiiiine ; o cirdaro* de ultraje,
no Pretorio a ac.-.isaclo no Iribtinal a
enroacfo de etpinha penelranles ; a
columna 1 torrele de balda** a
qoe recebe
rilalee; a
(1) Diclionar. Crilienni da CarmaU
(2) Zseh. cap. 9. v. f.a,Uwnwta
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 13 DE ABRIL DE 1857
le (tirados, ir.irandia iem par de ura povo enfu-
recido < amotinado, a preferencia do caotlilha Bar-
rabal, au Filho do Eleruo ; a eondemuaca" de mor-
a de croa em summa aoa doloroaa crucIQcacJo no
iropinade (lolgolhe ; o aorteio de su tnica incon-
intil 01 improperios e vilipendios que noi oltimos
montamos, a quindn ja lalava com 11 vatcat da mor-
a, recebia da gentilha vil ; Un era verdada provas
irrerrea*eis documento autnticos de que soffreu
pelo re'gale dn humauidader
O chafe dos preeatinado., o melhor santo de lo-
"k0* P,,r,arcna- mala temo de ledo os Pais o
*ilno adorado do Eterno, havendo superado os mais
acerbo, padeciraenlos para com a effu.ao de >eu san-
gue operar a reconciliado dos homans com seu Pai,
to entao cumprida a prophttva do re Psalro.ala,
quando denou um verme e olo homem ; estou fei-
lo o approbrio dos homens, a irrisSo da plebe :~Ego
aotem tura vermis, el non homo ; opprobrinm ho-
minuD et abjeelio plebis. (3)
,* 'Sado na aicautllada inonlanha do Calvario o
nde o sa-
glonoso ailandarde da redempc,ao, donde pen
ero-.anlo cadver do Divino Martdr ; sua morle ser
ve at para coovaraan daquellet masmos que eram
lisia costodias da corle prelonana.
Abeaadar coiDman Jante da guarda que aipreilava
o corpo do Safvador, conhece bellamtule pelos pre-
cedente, maravilhoaot que o innocente que aeabava
de expirar, era o Filho de Dos ; sua cooviecao o le-
a ao daseinpenho de urna acjo qua devia de sor-
prehender os incrdulos. Elle arremesta a lant;a,
bate nos peilos, e clama rom vot de um homem to-
cado da gra^a : bendito arja o Daos lodo poderoso ;
Dos de Abrahao, Dos de Isaee e de Jacob ; este ho-
mem era jatto era verdadeiro filho de Dos,vera
luc homo Filus dei eral. (4)
Abetiadar (otaria) prestando revereotemenie
s maii vivas vatsrallageni ao verdadtiro Dos, en-
trega logo a lauca a Caasio, ofli'ial da mesma curie.
Esle militar iotrepido a deserobaracadn, coja vista
defeiluoaa, eieitava as mofas de seus concidadSos,
eomj qua inapira >o, lema a tanja, e com mi > car-
leira erava no peilo direilo do Salvador, e ioopraa-
dameule v etpargir grand* quaulidade de agaa e
Mugue que inundara o seu rosto como um rio de
grafa e da aalva;** (5i Caaaiu recabando a parfae-
libtli lade de saa vala, sorprendido por Uo aatom-
broso milagre, commove-ae profaodamenla, a logo
arradilhado na dora Ierra, fere o peito, coufessa al-
lmenle Jeto* Chrialo ; a a regenerarlo que de-
poia receba eom mdiaivel contentamente. Ihe d* o
uoinejde Lunguiuli i.
. O mestnoa soldados boquiaberlos a vista de um
saccesso exlraordinrio que alteslata a divindade do
Homero que aeabava de padecer ao Golgolha, proi-
tram-sa e reconhaeera que ella he o verdadeiro Fi-
lho da Eterno.
Sepultado Jeaas Christo na seita-feira, Mara
Magdalena, Man,, filha da Cteofas a Salom, partir
no aeguinte da com aromaa preciosos, e per turnes
us mais odorferos, para trabalaamarem o corpo sa-
crosaiilo d Jess e veem com espanta arredada a
pedra que fechava o aepulcro ; observan) que um
aojo de rutilante faca e nevadas roupas, desee abobada calaste, e msveudo a pedra, sobre alia len-
la-sa, a da Ibes :--N*o vos aseusteis; se procuris a
Jetos Naiureno crucificado, reasusciloa, nao ella
aqui; he esle luslameuie o lugar onde o poieram :
Kolite etpavascere, Jetona quosrilii Nazarenurn
craciliiura, Surrexit, non est hic ; ecce loeoa ubi
posueanl tura. (6)
At sanias malheres reconhecem a verdade, a
Magdalena, porm, corre aos Apostlos, a perantt
Pedro e Joio, exclama : levaram-ma o meo Senhor,
nio sei onde a poieram !
Os Apostlos cun esta noticia chegam sobresalt-
alos ao sepulcro, e se convencen] da realidada, isio
ha, que a Corpo de aeu Divino Meslre all ja nao
exista.
Magdalena continua afilela, lacrimando sobre a
laga fra, eis que depara com dous anjoa de "vestidos
18o brancos como a nev, sentados as duas extre-
midades da campa; alies a interrogaraporque
choris amolier quid plorasqaem quaeretit le-
varan!, diz-lhes, o meo Senhor, e nao sei onde a
pozorom. Tuleruol Dominam meum, el nenio
Ubi poseorunl eum. (7)
Quaudo purcm esta piedoia mulher flactuava as
vascas da Iristexa, olhando para oulro lado do se-
pulcro ; v um homem em Irajos de horlalao, qu
llia dixmulher porque choras ? a quem procuras ?
Seulior, responde ella : se tu es quem daqui o
liroo, du-ma onde o guardaste ; a Domine, si lo
iostalisti *ara, dicilo mihi, ubi posuaslis eum ; et
ego aum lollam. (g)
A! vista de anejos lio rdanlas da Magdalena, o
Senhor quii dar se a conhecer, cliamando-a por
aeu nome, Mara! e ella exclama, Rabboni !
(meslre.)
Jesua Chrialo ento dlt-lhe, nao me toques, que
inda nao sub a roen Pai ; vai porra a mens ir-
maot (as apostlos) e assevera-lhes que eu van su-
bir a meo Pai, e a vosso Pai, a meu Senhor, e a
vosea Senhor.
Alegras os discpulos por Uo boa nova, quando
se eehavam juntos pelos j_oalot receios dos Judeoa,
fase meamo lugar Jess Clirislo mauifesla-se por
urna mauclra singular : pax vobis ego sum. o
A lurbaglo a assoiubro se apoderam desies disc-
pulos, julgaudo por phantasma o que aeabava a de
ver ; mas Jess Chrialo falla de ama maoeira que
faz desappaiecer os tiros da duvida : de que voa
perturbis ?-olhai|meos ps e rarntius mftos
metmo, tocai-me considere! que um espirito n3o
lera carne e osso como em inim vedes; vede as cha-
gas qua conservo, a Et eum boc dixissal osleodil
ets masas el (alus. (0)
O* transportes d'slegria, o juhilos de qae se acha-
vim repauadas os Apostlos sciolilavam de seus
i satos, porque viam o seu Divino Meslre reisusci-
lado ; viam as sua chusas; aigoaet indeleveis de
sua victoria, mais bullanles que o diamante, de
cujos fundos espalhaaam raios de luz que donuua-
vam os ares ; viam em summa, cheios de indizivel
cnnleiitameuto, elle Iriumphar de seus tormentos,
de suas dures, da mesma morte, e subir aasim glo-
rioso aa seu Elerno Pai, em qoalidade de mais po-
deroso conquistador, depois que venceu, e consu-
mo* a grande obra da reparado da especie huma-
na, a Gavisi sunt discipuli viso Domino.
A reatar reicao de Jess Chrialo, lia nao s o fun-
damento da nussa f, objeclo de nossa esperanza.
se nao tambero o modelo a exemplar da retearrei-
o espiritual da nossa alma na presente vida.
Da mesma sorle qae uro Adao lodos otiomens
perecero. assim em Jess Chrialo todoa vevifkam :
a premisaas da morte Ihes ministrara o infractor
Ado, as premiwts da vida Ibes entrega Jess Chris-
to, por islii, diz Saalo Ambrosio, em Jesua Chrialo
reasqicilu o mondo, resuscila o co, e raatnteita a
torra.
Para o Filho do Elerno nlo era mister a reasur-
reicSo como irreiceula o mesmo Santo Doulor, por-
que nada convera a quem nao esta sugeilo aos gri-
IhSes da morte prcm o era de um valor e vanla-
geui Irausecn lentes para o humera morlo pela
colpa.
Beneficio inapreciavel, prodigalisado i\ humaoi-
itit:
Desde a eternidade, possiie o Filho de Dos to-
das aa exceilencias, sua grandeza nao lera lmites,
seu imperio he immenso, seu poder infinito, nao po-
de reseer, nem pode subu : a mesma creacSo do
mundo, esto obra estupenda aos olhos do homem,
nlo o fez mais poderoso, nem a luz o torna mais
esplendido, e o mesmo ouro das minas o eonslilue
mus rico ; que'faria logo para elevar-te a um grao
subido de gloria 1 baixeai do seio do Eterno ao de
Mara ; nelle abreviou a la immeusidade ; eclipsou
o sea esplendor, caplivoa a sua liberdade, desar-
ihoo o sen poder, mas qual o resultado desla incora-
prefcensrvet mudunja-; As proprias quedas o levan-
taran!, com ruinas preparoo triomphos aisgoaladoi,
com duas naluretaa subi ao Ihrono excelso, a
gloria do Elerno, donde cora urna sahira !
A' vista de Uo asaombrutos aeonleciinepos, diz
S. Bernardo, qua Christo desceu para subir, abateu-
tt para remonlar-se de gloria.
Nevte sublime mysieno a razao hamana vacilla,
tropera, confunde-se e*ferde ; ella deve admirar
W effeiloe da Providencia, abaler seu penaamenln, e
tlizer depois cora a Igreja ; oh noite afortunada, que
so tvesle o privilegio de designar o lempo, e o mo-
mento em que Jeaus Christo raasuscitou dos moras
a (t vire beata un, quas solaT'tneruit acire lempos
et horara iu qua Chnatus ab infers ressurre-
xit !
Paire Lino do Monte Carmello Luna.
tyubcaco ape&ibo.
Bolencia do toldado encirragldo da conducrao do
preso. Ao ver-ia maltratado pelo aeu conductor, o
praao langa-ie aos ps do alferet Camillo Pialo de
Lemos, qoe de volla da procissao segoia a guarda de
honra, e pedio-lha prolecclo. O offlcial pouderou ao
soldado de polica qu nao poda nem devia espan-
car o preso, mas estai reflexois lveraro por alleneio-
sa retposla o ser to estimavel oflicial agarrado pelo
talabarte e empurrado com violeucia pelo soldado de
polica ; iiesla occasiAo a guarda, por causa da ex-
cesaiva agglumerarno de povo, mal podia mover-se,
mas ao ver o referido alfares atacado pelo soldado
de polica, o Sr. tenante Eiras, que commandava a
4a seecao da guarda, avancuu cun ella para onde
va o seu collaga cercado de eanalha, que proferia
com furor grilos de morra a guarda nacional, mas
mesmo uessa occasiao nem um su grilo foi dado por
gmte da guarda. Os ulaquea que se dizem feilos
pilicia sao pbantaslicos.e por cer(o,a lar existido ca-
sa saoha contra ellos dn parte dos guardas nacionaes,
eisas praras tonara aahido muilo peior da refrega
qae insolente e insahordinadumeuie suscilaram. lie
crivel que gritando os olliciuei e guardat a morra a
polica e achando-te como aa inculca possuidos de
furor, nu exceaso desse furor e no meio da confuan
6(1 baionetas apenas fizessem um ligeiro fariratnto ?
He zumbar muito do seuio commum de lodos, o nao
ter procurado dar ao menos niaior veroiimilhanca a
urna irapui-icio tao grave.
Que os olhciaes soltaisem o preso he tambera falso,
pon que ella foi logo cooduzidu casa de delencao
por soldados de polica, do que se deprehende cla-
ramente que os soldados de polica nao eslavam
coacto nem eram perseguidos, mesmo no meio de
urna contestado ongiuada pela insolencia de um
doa san.
Diga o Sr. subdelegado da freguezia de Sanio An-
lon.o se foi desacatado por alguera da guarda; tt
ou.io doi oiriciaet delta algom viva ou morra.
iga o Sr. subdelegado te esses oflicaes, e o pro-
prio insultado,-nao lizeram qoanto eslava a teu al-
cance para conservar a ordem da guarda.
Invoco o teslemuolio dessa autondade, como dig-
no de fe, e esloo certo de que ella contrariar as
aleivosaa declarares dos soldados de polica, que
sendo o primeiros perturbarem a ordem, iao o
uoicos a recorrerem i mentira para ancaparem a sua
crirainalidade
Se por.algun momentos renou a confosao uns sol-
dados da guarda, podem oo devero alies ser incre-
pados por nao torera vista impassivais detacalar-te
alTrontoiameule ura de seus oflicaes !
Sou o primeiro a pedir agora a inveslgafao dula
desagradavel oceurrencia. A minha honra, a dos of-
licaes qoe comigo se achavam, a da corporacao a
que perteucemos, ae acha empeohada no descobri-
mento da verdade, e cooscios da irreprehenaibilida-
de de nossa conducta, nao llevemos consentir qoe se
nos calumnie, fazendo-nos apparecer aot olhos do
Exm. Sr. presidente da provincia e dot do I liara. Sr.
ehefe de polica como Infames deiordeiroi. Se, mal
informado, o Sr. comraaodanle de polica deu ama
parle menos exacta, eumpre que ella teja corrigida,
a que o repare a nossa honra ultrajada.
Tenho respondido tao loccinlamante quinto podia
au qoa de mim se exiga aaber. Perdoe-rae V. 5. se
achir qua miohas expresaOat sao em demasa fortes;
com ellas ojo he minha inlenfo deareapeilar a
pessoa algoma, mas n3o sei como se pode repellr
om oltrage de tal quilate como esse que le nos fez,
aeuao com expressdes bem fortes, qae, batendo-o de
frente, o apaguem de urna vez para serapre.
Deut guarde a V. S. Qoartel no Recit, 31 da
marco da 1S37.
IIIm. Sr. Domingos Alfonso Nery Kerreira, dig-
nissimo coronel e commandanle do batalhao de
infantaria da guarda nacional do municipio do Re-
eife. Jote Luiz Pereira Jnior, capitao.
titACA DO RECIFE II DE ABRIL AS
!l HORAS DA l'AHDE.
CotafGes oflleiaet.
Descomo de ledras9 % 10 anuo.
reierico Itobitliard, presidente
/'. Rorgei, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3|4 a 60 d. e 27 7f8 i 90 d.
< Paria, 350 ri. por fr. '
Lisboa, 95 por % de premio.
Kio de Janeiro, por 0\q da descont.
Ac(oes do Banco, 40 a 45 de premio.
a companhia de Bebetibe 549000.
< corupaijhid Pwrm"bucana ao par.
a i Tjtilidaalajfnolica, 30 purcentoda premio.
Iodemuisadora. 52 dem,
c a' da estrada de ferro 20 por 0|0 da premio
Diseoolo de lettras, de'8 a 10.
Dito do banco8 a l'o.
ouro.Oncas hetpabholat. 28 a 28S500
Moedat de 6iO0 velhas .... I65OOO
6>400 novas .... I69OOO
4J000.......9(JO0
Prala.Palaeoet brasileiros......2|>000
Pesos columnarios......29OOO
* mexicano........ I966O
Rendimenlo
r^Tldom do (Ha
KANDKOA.*
d,._i,8. .
11.
154:1724739
CONSULADO PROVINCIAL.
Raodlraeoto do da
Idam do da II.
1 a8
24:993*932
2:37-23002
27:36B'J3i
PRACA DO RECIFE, 11 DE ABRIL DE
1857, AS 3 HORAS DA TARDE.
Revilla semanal.
Cambios Sacou-se a 27 1,2 a.60 d., e 27 1 jl
a 90 das vista.
Algodao-----------Eutrarara 452 saccas.l que foram
negociadas a 78600, 76"i0 e 78700
por arroba do lino, e 79500 pelo
regular.
Astucar-----------Enlraram lmente 13,317 saceos.
Mui puuco se fez nesla semana,
em consequtfbcia dos actos da se-
mana santa ; parece que as quali-
dades baixas eslao mais fras, no
entinto que aa eseolhidas foram
firmes. Os presos cootinuarain de
48 59500 por arroba dos brancos,
2/900 a 38300 pelo mascavado.
Couros-----------Esliverara mais procurados e ob-
liverara de 310 a 320 rs. por libra
dos seceos salgados.
Aguardeule Sem alterarlo da pree,o da sema-
mana autecedente.
Bacdlliuo- A venda foi peqoena, o que se
allribue ao fin da quarasraa, <
casas de retadlo tereiu deposito, e
finalmente a nao ser-bora a raaior
parle do existente. Retalhou-se
de 119 a 119, o suppera-se exis-
lirem 7,000 baricas,
Carne secca O mercado recebau esla semana
um carregamenlo do Ro Grande
do Sul, o qoe fe', subir u deposito
desla a 21,000 arrobas, emquauto
qu o de Buenos Ayrea baixou pa-
ra I "1,1 Di': vendeu-te da primei-
ra de 58500 a 58800, e da segunda
de 58 a 58300 por arroba.
Farinha de Irigo- Os carregameolos que lem chega-
d lem abastecido superaboudan-
teraente o mercado, de sorle que
boje monta a 11,lino barricas o
nosso deposito, sendo 600 de Phi-
ladelphia,500ode Ballunure.l ,000
de Richmnud, 1,400 de New Or-
lean a 3,600 de Tneiie. Rela-
Ihou-se de 229 a 249 da primCira,
229 da segunda, 26$ da terceira,
249 da quirla, e 289 da quinta.
Parle de ura carregamenlo na Bal-
limore foi vendido da 199 a 229
por barrica.
Descont-----------o rebate de lelras regulen a 9 por
cento por anno.
Frotes ---------Effectuou se para o Canal a 30
carenando na Parahiba.
Tocaram no nosso porto 2 vapores da companhia
coiteira e 1 de guerra inglez.
Enlraram : 4 itavlM de cabotagem, 3 eom gneros
e fazendas da Europa, 1 cora carne ateca, 1 cora sal,
2 em lastro a I navio de guerra.
Saturara : 9 eom genero* do paiz para portos es-
traogeiros, 4 da cabotagem, I em lastro e oulro com
parle de farinha de trigo que Irouxe.
Ficarara no porto 47 embarcarles, a saber : 2 a-
raericaoas, 1 austraca, 18 brasile"ira< 2 fraeeias, 2
hetpanholas, 1 hollandeza, II inglezas, 9 porlngu'a-
zai, a 1 saeea.
mvut.
O Dr. Francisco Gomes Vellqzo de Albuquer-
que Lins, juiz municipal, em exercicio da
primeira vara etc. etc.
Fai;osabpr aos que este vircm, ou delle
noticia tiverem. que em virtude da lei de 19
de agosto de 1846, art. 33 e Av. n. 8 do pri-
meiro de fevereiro de 1847, tenho convocado
o conselho municipal
reunir na terceira dominga do corrente
mez, e funecionar por espaco de 15 das,
na casa da cmara desta cidade.
E para que chegue a noticia a todos, man-
dei passar o presente edital, que ser aluza-
do nos lugares mais pblicos, o publicado
pela imprensa.
Recife 8 de abril de 1857.Francisco Go-
mes Vellozo de Albuquerque Lins.
$>* tlmftt 'de*.
venda no dia du espectculo, 00 escrlplorio do
thealro.
Principiara' as 8 horas.
Para Lisboa.
O novo e yeleiro plhabote portuguez Al-
fre lo, seguir para Lisboa com a maior bre-
nt^U' J*Ue y'Jade' Por ter -grande parte da carga enga-
jada : as pessas que quizerem carregar
dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 12, es-
criptorio de Baltar c* oliveira.
PARA 0 ARACATY.
Segu at o da 15 do corrente, o hiate na-
cional Capibaribe, por ja ter a maior parte
de sua carga prompta, para o resto e passa-
geiros, trala-se na ra do Vigario n. 5.
caada
a
caada
botija
caada
garrafa
arroba
, alqocirc
caada
1)

urna
um
i)
y
o

milbeiro
arroba
98.50
980
9610
9800
9800
9210
9800
8240
39400
28000
19120
18-280
19600
108000
38000
18000
59120
9JO00
58500
49000
550001
lllm. Sr. Em cumprimento da ordem Iraot-
mitlid* por V. S., qoe me manda informar sobre a
parle dula pelo Sr. commandanle-do corpo de po-
lica acerca da oceurrencia divida ao pastar pela
ra Nova, em retirada, a guarda de honra da bata-
hao qoe toh rntu commando acompanhou a tra-la-
darjlo da imagem do Sr. B jiii Jesot dot Pasaos do
Recita a Boa-VIela, em a ooilo de 26 do eorrente,
pao a referir o que sei a tal respeilo.
Tendn vista acopia dessa parte, nlo posto fur-
lar-me a sentir o mais profundo pezar'ao ver que o
Sr. commandanle, prestando f a aleivosas iuforma-
cCes, fizesse chenar ao conheciraento da primeira au-
loridade da provincia orna calumnia, que lauto lem
de alroz quanlo de desleal e gratuita. Revolta-me, e
ereio qoe lambern revoltar a qualquer hornera lio-
nelo, ver a facilidade com qoe se prestou crdito
aos embolias de toldados qae, leudo faltada em ta-
cto e por (udoao comprimento de ieua deveres, pro-
coram acobertar-se si(b o asqueroso manto da ca-
lumnia, lie falso, he falsiisimo. declaro alio e bom
aom, e tob a _minha honra adlrroo, que um t dos
offlciaes qae coraponham a guarda de honra profe-
risse grilo algura contra a polica, ou que pralicasse
ac'os onlrarlo ordem e disciplina, como se quer
fazer /oppor.
A nrigem do dislurliio nada leve com a guarda de
honra i a"e f"1 idntico a oulros que por msicas
militara* j;l te<*m apparecito: seus resultados teriam
sido lambem idnticos, se nao fora a imprudente in-
Oescarrcgam h"je 18 de abril.
Galera* iuglezaBermiouemercaduras.
Barca inglezaNaupdanlegigos de luuc,a.
Brigue inglezMarida Milesferro.
Brigue austracoLijubieafarinha de Irigo.
Brigue portuguezExperiencia pipas vasiiis s-
bolas.
PatachoportugoezAlfredopipas e barrsde vinho
IMPORTACA'O.
Brigue Auatr/iacoakLjubica, b vinda de ,Fiume,
consignada a N.t). afber & C", manifestou o se-
goinle :
2:400 barricas farinha de trigo, 150 ditas bolacha
grotsa, 250 cndeles ac, 4o eaixOet papel,1 enabru
Iho aiiusirai ; aos metrau.
Barca nacional a Malhilde,D vinda do Rio Grande
do Sul, consignada a Manuel Alvez Guerra, mani-
fetou o segrale :
11:305. arrobas de carne seca, 1:600 resteas cebo-
las, uo Ini-uas seccas, 1:500 bagris, 2 barricas el
quartola cora 1:00o lainhas;ga ordem.
Galera porlugueza Olinda, n vinda do Rio da
Jaoera, consignad, a Manoi| Joaqoim Ramo|e Sil-
va, mamCeslou o teguinla:
2:216 alqueires sal.
Vapor iiicional aParana', o precedente dotp>r-
lot do norte, manifetloo o tegninle :
2 mos fumo ; a Novas Si C.
1 caixola igoora-se ; a Heury Gbsoo.
1 dito ignora-se ; a D. enrique B. E. Prazeres.
1 dito ignorarte ; a Amoriui & IrraSo.
1 dito ignora se ; a Jos Pereira Vianna.
1 dito ignora-se ; a Francisco Manoel B. da Silva.
1 diio iguora-ae ; a Ignacio L. B. Taborda.
1 dito igr.ora-se ; a Leopoldo Augusto Ferreira.
1 Jilo goora-ae ; a ordem.
1 caixlo ;ao Exm.^tliideule da proviBcia,
1 dito ignora-so '; a Dotuiugoi Jos Ferreira.
I dito ignora-se ; a D. Mara dos Anjus Sonza
Leao.
1 eaixa ignora-se ; a Miguel Jos Alvet.
I dita ignora-se ; a Jos Joaqoim B. de Castro.
1 dita ignora-se ; a Domingos Ferreira Maia.
2dilai ignora-te ; a Williao Pascoal.
1 eaixole ignorase : a Joao Francisco A. I.inu.
1 caixao igoora-se, a Antonio Pereira de Olivei-
ra Ramos.
1 encapado ignora-se ; a Vicente A. de Souza
Carvalho.
1 dito ignora-se ; a Jos Candido de Barroi.
2 canas ignora se ; a Antonio Lopes Pereira de
Mello.
35 barra e 5n taceos ignora-se : a ordem.
Brgoe porlogoez Experiencia,nvindo de Lisboa,
consignado a Amonm c Irmao, manifestou o se-
gnlnte :
i pipas e 45 barrs viudo linio, mais 10 pipas vi-
nagre ; aT.de Aquino F. Filho..
i5 barricas sardinhat ; ao capilao aozente Fran-
cisca Gomes de Oliveira.
108 pipas novas razias e 391 barris ditos ditot,800
moldo* e 30 caixat cenlas >.i Amopm Irmao.
1 caivas hvros impretsus ; aTeliprie Honorato da
Cunda Munrca, ausente Felippe Lopes .Neltn.
30 barricas cdonca ; a Luiz Jos da Coala Amo-
nm.
2 caix.is, 1 lata e dado, raercadorias ; a ordem.
CONSULADO UERAL.
Rendimanle do dia 1 a 8 46:3139586
Idam do dii II....... 3:6798391
PAUTA
dot preeos corrente do attucar, algodao, t mai-
enero e proiuceoet nacionaet que fe de$pa-
cham na meta do consulado de Pernambuco.
na temana de 13 a 18 da aorii de 1857.
Assucar braueo....... 49-450
mascavado.......... 39000
o rclinado........ 59120
Vlgodao em plnma de 1." sorle 7-J600
a 2. 79200
i) 3." t 68800
em carneo......... b 18900
Aguas ardenlesalcool, 00 espirito
d'aguardenle. .
de cachara .......
b de caima.......
i> distilada a do reino. .
Geoebra.............
B ...............
Licor ...............
-............d.
Arroz pilado.............
b em casca ....'.......
Azeile de mamona......
b b roendobim e de coco,
o b de peixe......
Avet araras .......
b papagaios.......
Periqoitot............
Bolachas............
Biscoitos............
Cacau........... <
Cachimbos......., .
Caf bora.........
b em grao reslolho
a com casca......
muida ......_.,..
Carne secca..........
Cera de carnauba em pao. .
em velas.........
Charutos bons.........
b ordinarios 1 .
regala e primor .
Cocos seceos..........
Couros de boi salgados.....
b verdes..........
seceos ou espixados. .
B de Olira........
cabra corllos .
b b caroeiro.......
Doce de calda.........
> b goiaba........
b secco ..........
a jalea...........
Espanadores grandes.....,
a pequeos.....
Esleirs de preperi.......
Estopa nacional........
b estrnngeira, mao d'obra
Farinha de arurula.......
b b milho.......
b a mandioca.....,
Fejao............,
Fumo em rolo bom.....
b ordinario ........
b era folha bora......
o a ordinario .
b reslolho.....
Gengibre...........
Gomma...........,
Ipecacuanha.........
Leuda de adas grandes ...
- b )j pequeas .
b o b loros....... B
PranchSes de amarello de i oslados um
b b louro.........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 X a 3 de I...... a
b de dito usuaea...... a
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de
fazenda desta provincia, manda fazer publi-
co, que, em cumprimento do determinado I
em ordem do tribunal do thesouro nactonai,!
tetn de sor arrematado de um a tres anDos,,;
que comecavam a correr do !. de julbo pr-
ximo futuro, o servico da capatazia da al-
fandega desta mesma provincia,a quem por
menos fizer ; maiores ou melhores vanta-
gens offerecer em favor da fazanda, e que
nos termos do art. 64 do regulamento de 22
de junho de 1836, o referido contrato andar
r em praca por 30 das consecutivos conta-
dos do 1.* de abril prximo futuro em dian-
te, e ser arrematado no dia 30 do dito mez
de abril, a 1 hora da tarde, peranle a the-
souraria. Os prelendenles comparecam com
seus fiadores legalirenle habilitados no lu-
gar do costume.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 2 de margo de 1857.O oflicial
maior, Emilio Xavier Sooreira de Mello.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo icm de comprar o se-
grale :
Para o presidio de Fernando.
Farinha de mandioca, medida velha, alqueires
400 ; azeile doce, caadas novas, 40 ; vinagre, ditas
ditas, 40 ; brim dranco, para Iruroes, camisolas,
tosidas a frondas, pe$as 26 ; papel ahinco perlina,
resmas i ; dito paulado, resmas 4 ; linta de escre-
ver, garrafas 12 ; caivetes linos 4 ; barandes de
otra 12; cera era velas da meia libra, arrobas 4 ;
camisas de flanella 20; cotchoes 60 ; Iravessirot 60;
cobertores d 13a 50 ; barretes 100 ; bacas da ra-
me, peqoenat 4 ; fallieres 50 ; escarradeirat de me-
tal, 50 ; pratos da louca, 50 ; chicaras e pires, ca-
saet 24 ; bules de louca 4 ; assucareirot 4 ; casli-
raes de metal > ; colheres de melal para cha' 50 ;
perfumadores 2 ; escrivania de metal 2 ; latouras
pequenat para corar caustico 4 ; cordas de embira
para andaimes 200 ; vidro para caitilhos, caixa 1 ,
dilos para lampedet de ra 30 ; toldas de flandret,
eaixa f ; ditas de dilai'dobradas, eaixa 1 ; plvora,
arrobas 8 ; reparos onofres de calibre 128 ; pedral
de amolar 8 ; pos preto, arroba 1 ; verde em massa;
libras 2; alvaiade, arrobas 4; zarrao, arroba I
er, arrobas 2 ; azul ultramar, libras 2 ; fezet de
ouro, arroba 1 ; incens, lihr-.s 4 ; espirito de vi
nho, caadas novas 6 ; alcalrao, barril 1 ; dobradi-
ris de cruz para janellas o norias, pares 100 ; pesos
de ferro de 2 arrohas, aferidos, 4 i sinos de 8 arro-
bas, e de 6 ditas, 2 ; vauowas de piassava 30 ; le-
das 4000 ; lijlos de ladrifWi. llltlil ; preEot caibraes
4000 ; dilos eaiiaea 4000; preuos ripats4000; ditos
de guaroirao 4000 ; frechaes de 20 a 30 palmos 40 ;
eneharoeis de 24 a 30 dilos 40 ; travs de 30 ditos
12 ; prancbOes de amarello 4.
Espera-se
at o dia 16 do corrente. o
vapor hlice
de Liverpool, o qual depois de descarriar o que
tronzar para este porlo, seguir' para a Bahia: na
volla tocara' aqui para receber carga para Liver-
pool era direlura.
Para o Rio de Janeiro,
O patacho nacional o\masonas,B pretende
sahir com muitii brevidade, tem melade de
seu carregatuento prompio, para o resto e
escravos a frete, trata-se com o seu consig-
natario Antonio Luiz do Oliveira Azevedo,
u?da Cruz n. 1.
Para o R\o d Janeiro,
Pretende sahir nesles oilo diaa o brigue nacional
VeloiB, (em prompto dous tercos de seu carrega-
menlo, para o resto e escravos a frete, para os quaea
(em etcellaotes cominudos : Irala-se com o seu con-
signatario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, roa
pa Crnz n. 1.
transatlntica de vapores
sardos.
-?"*,*asalj0l
, B 10000(1
. o 5wr
logoob
. b 129000
I9700
S80f
29J0
29'.<0
32l
330
9210
J9O00
8360
8360
9100
320
9800
8610
2JO00
19000
8200
15600
I9OOO
39500
28200
Alqneire 28500
cenlo
cento
. *
Um
B
))
%

um

urna
<8>
..alqneire
. @
alq.
, (3)
cenlo
B
9000
109000
69OOO
120OJO
H9O00
79OOO
28000
38000
325OOO
29OOO
19000
119000
2.9000
I690OO
3) Paalm. 21.
(4) Mare, cap. 15 v. 39.
i) O langne e agua miraculosa que lahiram do
lado-do Salvador, eflo, segundo os Santos Padres,
duas1" foutes myst'riosas que serviram a regrar a
tinMfk"' ""'J3 : A agoarinfica o baptitmo, pe-
lo qual o homem he regenerado a vida da grac ;
Mtigae ininlica n Sacramento Eaeharistico que
allmenl a alma. Vlfla a lint- Sagr. de Roquejle,
um. 2. pg. 469.
() Mar. sap. 16, v. 6.
m Joan. cap. 20, v. 13.
(g) Ibed. cap. 2, v. 15.
(9) hn. cap. 90, 20.
50:0228980
UIVEKSAS PROVINCIAS.
Kendimento do da 1 a 8 .
dem do dix 11. ..... .
3:0869199
t
3.0869199
quintal
duzia
Costadinho de dito
Sonido de dito. .
Forro de dilo .
Costado de louro .
Cosladiuho de dilo
Soalho de dito .
Forro de dilo .
cedro .
Toros de tatajulia .
Varia de pereira .
o b aguilhadas.....* b
o b quiris..........
Era obras rodas de sicupira para c. par
a b eixos b sa
Mel...............^. caada
Milho...............alqueire
Pedra de amolar.........urna
b b filtrar -......... o
rebulls.........
Piassava em mollina......... um
Ponas de boi........... cento
Sabao...............$
Salsa parrilba...........@
Sebo em rama...........gu
Sola ou vaqueta..........nieio
Tapioca.............. '
rudas de boi...........cento
Vinagre..............pipa
309000
118000
99000
79OOO
49OOO
89000
69000
59000
29500
39OOO
19280
19000
19920
19280
269000
189OOO
9320
29OOO
840
09OOO
9800
8200
49200
8120
169000
69000
398OO
39200
K100
309000
Botica do mesmo presidio.
Algalias surtidas 24 ; agoa de flor de laranji, gar-
rafas 12 ; dita de alface, ditas 12 ; dita ingleza, di-
at 12 ; dila de labarraque, ditas 24 ; dita de sede-
ilz, ditas 12 ; dita de sellz. ditas 12; raz de althea,
libras 8 ; alfazema, libras 8 ; ammoniaco liquido,di-
las 4 ; avenen, ditas 8 ; acido oxlico, onrjai 4 ; di-
to ctrico, libras 2 ; sanguesusas 200 ; balsamo Iran-
buillio. libras 4 ; bicarbonato de soda, ditas 4 ;
campbora, ditas 8 ; canlharida, dilas 2 ; cevada,
pilas 16 ; conserva de ro-as, ditas 2 ; col ludio, ditas
2 ; carbonato de ferro, oncas 6 ; dito da polassa,
libras 2 ; eenlaio espigado, nca 2 ; calomelanos,
ditas 2 ; cannella, libras 4 ; emplasto de vigo, ditas
4; dilo adhesivo eslendido, varas 6; penetras de ca-
bello 2 ; emplasto de 1 quillao gommado, libras 4 ,
enxofre sublimado, lbi s 4 ; estencia de cannella,
nucas 4 ; dita de cravo, ilat 4 ; dila da erva doce,
ditas 2 ; dila de aniz, Jitasi > axtraclo de abaynlhio,
ditas 2 ; dito de genciana, ditas 8 ; dito de ralhaoia,
ditas 4 ; dito de alface, ditas 4 ; flor de rnica, li-
bras 8 ; dila de tabuguiro, ditas 8 ; dita de tilia,
ditas 4 ; dila de rhamomila, ditas 4 ; dila de roaz,
robras, ditas 2 ; gomma arbica, ditas 8 ; gramma,
lito 8 ; erva cidreira, ditas 2 ; jahurnndy contuso,
Mae 4 ; incens, dilaa 32 ; iodsireto de pota'aium-,
ditas 4 ; dito de mercorio, on<;aa 4 ; linimento ano-
dyno, libras 4 : tajaulano liquido de Sidenham, dfttis
4 ; dito de Houaseau, oncas l ; hubara, libras 32 !
mosiarda, ditas 32 ; musgo da Corsega, dilas 3; dilo
islndico, ditas 5 ; mel de abelhas, ditas 32 ; mag-
nesia calcinada, ditas 2 ; mana', ditas 32 ; sena, di-
tas 8 ; manieiga de cacao, dilas 2 5 mirtilo de pj-
tassa, ditas 2 ; oleo de ricino, libras 32 ; dilo de a-
men loas, dilas 111 ; dito de eopaiba, dilas 8; dito
de macella, dila 1 ; pastas de jujubas. ditas 6 ; pi
lulas ferruginosas de Valel, vidros 12 ; sulphalo de
soda, libras ; dito de quinino, oncas 8;~ icbear-
bonalo de bismnlho, libra 1 ; xarope de groaelhas,
garrafas'24 ; dilo do bosque, dilas 12 ; dilo de pon-
as de espargoa, ditas 40 ; dilo de naf, vidrot 40 ;
dilo de Limooroux, gairafas 40; dito peitoral in-
glez, dilas 24.
Escola do presidio.
Historia de Similo de Nantua 20 exemplares, eco-
noma da vida humana 20 dilo*. Arilhmetica por
Collado 20 dilos, cathecismo de Monlpellier 20 dilos,
reaomo da doutrna ohrist* 40 ditos, cartas de a, b.
c 40 ditua, taboada 40 dilaa, grammztica porlugue-
za por Castro Nunea 20 dilos, geometra pratica 20
ditoi, pedral de looaa 40 ditas, creSes12 duzas,
traslados de dilferenles qualidades 40.
Quem quizer vender taea oejeelos aprsenle as
aoai propostas em corla fechada na secretaria do con-
selho as 10 horas ,1o .ha 20 do corrente mez. Sala
das essOes do conselho administrativo para forneci
memo do arsenal de guerra 6 de abril de 1857.
Manoel Ignacio Unci, preaijente interino, Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e tecrelario.
THEATRO
santa Isabel
SEG.L'.\iJ.\-FKlUA. ir DE ABRIL.
12." recita da assignatura.
Representar se-da a insigne tragedia era 5 actos
ANTONIO JOS
0P0EI\EAINllSICA0.
Bspera-ee de 12 a 13 do corrente o vapor sardo
VILTORIO EMMANUEL, vlndo de l.enova.e de-
pois da demora do costme segu para o Rio de Ja-
neiro, com escala pela Bahia, para onde recebe pai-
sageiros, bem como para Montevideo r. Buenns-Ay-
res : trala-se com os agentes Lemos Jnior & Leal
Reis, no escriptorio da roa do Turres n. 14.
Para a Bahia
A veleira e bem conhecida sumaca nacio-
nal Hortencia, pretende sahir com mu la
brevidade, tem prompto dous tercos de seu
carregamento, para o resto, trata-so com o
seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, ra da Cruz n. 1.
Ornar
AVISO.
O vice-consulado de tardo faz scieola, qae de ora
em diante exigir o teguinla porte pelas carias en-
viadas por malo dos vaporea da Companhia Transa-
tlntica.
Pagar-se-ha .500 ria por caria da 7 !i gramroat;
a que exceder dobrado, a atiim por dianle:
Para Ilcspanha. .\
Portugal ( ...
a (iilbrallar. > l'orla obrigalono.
K. da Prala.)
Para Inglaterra. j He facultativo o pagamento (i'a-
Alleroanha .( franchissemenl) aqui, ao msemo
a I-1 a ura .(porte.
a Italia. .7
OSr. alferes Jernimo Alves do .v-urnpran e
major l-'reguersleim, leem cartas do Rio de Ja-
neiro : em casa de Jos Antonio da Cunta &
Irraaos, roa d Madre de Dos.
O
Botica
o
)0
9
11-11 xm ty>n\totoat)'ua I
EM PERNAMBICO f
UO DR. ?
SABINO OLEGARIO L. PINHO.
Rua de Santo-Amaro (Mun- w
do-Novo) n. 6.
Kesle eslaheleciroeulo exislem os medica-
meutoa mais adequados aos climas do or- g
la, preparados com a maior vigilancia pelo ~?
propnelaTio. ",'J
Existem medicamentos preparados no Rio -;'
da Janeiro, que se vendam por presos bal- ..-.^
xos, mas nao se garante sua eflicacia. '*
A experieueia tem damouscrado que os a
raedicamenlot aqui preparados produzem TE
raelhor effeilo, ca as provincias do noite, '.'J
do que os qua os que vem de fura. C'<
Os precos sao fixct, sondo mais caros, por S
serem malbores, os preparados em Ptrnara- W
buco.. r %
THESOURO HOMEOPATII1CO m
ou m
Vade-Jeciun q
HOMEtJPATHA |
PELO DR. ;~"j
SABINO OLEGARIO L. PINHO. M
Esla preciosa obra contina a vender-ie .-.-v
na botica central, a I9000 ara bruchura
1 Ir-(K)l) encadernada.
r-
Coustando-me que o Sr. Jos Du--rle dat Na-
ves, primeiro secretario do Gabinete Portuguez de
Leitura, propala qoe, as fallas de aluns joruaes no
supradilo gabinete he devida a minha pesaoa, en
razan de eu ser oenearregado de os mandar tubs-
crever. Sou a declarar, alio e bom som, que serae-
Ihante falta nao he -enao devida a incapacidade do
Sr. Neves, para desempenhar o lugar que oceupa
naqaelle estabtlecimento. Termina por dizcr ao Sr.
Neves, que recorra as conlas dos jornacs por mim
fornecidas nos annos anteriores, overa' que a que
esle anno forneci, altaracao alguma soffreu.\ Recife,
11 da abril de Iel57. Gaspar Antonio Vieira Gui-
marSes, socio benemrito.
Perdeu-se na ma jrogada do dia 12 do corren-
te mez urna polseira de armarlo com esmalte azul e
um diamante, da matriz de Santo Antonio al a rua
das Gruzes : porlaulo 1 peisoa que a tiver adiado e
qoier restituir, dirjase a rua do Cabuga' n. 6, que
sera' recompensada.
LEILA'O DE BARRIS COM CAL.
O agente Pestaa far leilao, por conta e
risco de quem pertenctir, de cerca de 150
barris com cal virgem, vinda de Boston, e
desembarcada ltimamente, he igual, 0.1
superior a de Lisboa, e se vender para H-
quidacao de contas, pelo maior prego ofTere-
recido : segunda feira 13 do corrente as 11
horas da mantiSa, no caes do Ramos, arma-
zeni de farinha, onde os pretendentes pode-
rau examinar.
O agente Borja, em seu armazcm na
rua do Collegio n 15, l'ar Ieil3o dos movis
pertencentes ao Exm. Sr. Dr. Bernardo Ma-
chado da Costa Doria, presidente da provin-
cia do Rio Grande do Norte, as quaes con-
sisten! n'uma eleganie mobiliaJUe Jacaranda
com marmore,ricos guarda vestidos de mog-
no, com espelho na frente e sem elle, guar-
da roupas, urna excellente cama francezade
Jacaranda com^ortiiiados, urna grande mesa
elstica, aparadores com pedra sem ella,
lavatorios da mesma forma.de gosto moder-
no, com todos os seus pertences. guarda-
loucas, sofas, cadoiras, mesas, marquezas,
comaiodas, e meias commodas, e outros
muitos movis para gabinete, quartos etc.
"odos candelabros de cristal de quatro a
cinco luzes, lamenta, candieiros ingluzes,
riquissimos vasos, calungas e outros enfeiles
de porcelana e cristal para sala e toiletl, apa-
relhos de Tinissima poreclaa, para liquido
e sollido, ditos de lou^a azul para o diario,
vidros e cristaes' para o servico completo de
urna mesa, um soberbo relogio de parede,
com msica, lindos qua nos, obras de prata
um ptimo carro de quatro rodas, inglez pa-
tente, com arreios, o urna innidade de ob-
jectus de differenles qualidades, e que fora
infadonho innumera-los, pois s com a vista
podem ser ajuizados : quima-feira 16 do cor-
rente as 10 horas em ponlb na manhSa.
t0P^AtVU0 V pww
DESPACHOS DE EXPORTACAO PKi.A MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
11 DE ABRIL DE 1857.
FalraoothBrimie inalez oCambria, Johuslon Pa-
ter I C, 1,000 saceos aaaorar mascavado.
LisboaPatacho porloguez Mara, Carvalho &
Irmao, 558 meios de soja.
LisboaBrigue purtugoez Encantador, diverso!
carregadnret. 13 saceos assucar hranco e masca-
vado, e 1,000 vaquetas.
l.isbiaBriuoe portuguez Bom Snceesso, diver-
sos rarreaadores. 52 rasros mel. S
PortoGalera porlugueza tfOlinda, Manoel Joa-
qoim Ramos e Silva, ."10 cascos mel. r
Rio da PralaEscuna ingleza Asia, Isa-i-, Curio
(Si Companhia, dlKI barricas assucar.
fixporlaoao .
Baeuos-Ayres Brigue porlngiiez Resolvido,
conduzio oseanmle : 100 pipas agurdenle, 250
taccot, 1,500 barricas e 00 tneiat ditas coro 13,873
arrobas e 26 libras de assucar branco et mascavado.
ECKBEOR1A DE RENDAS INTERS
RAES DE PERNAMBUCO.1
Rendimanlo do dia 1 a 10
dem do da 11 .
GE-
. I 7:322*117
.... I 121574
.7:743*991
i-
.'-'avins entrados no dia 10.
Rio Grande do Sul45 dias, barca brasileira Ma-
thilde de 233 tunelad..s, capilao Jernimo Jos
Telles, equipagem 12, carza 11,300 arrobas de
carne secca ; a Manoel Alves Guerra. Passageiru,
Hemardo Marlinhu. Perlence a Pernambuco.
Badia13 diat, sumaca brasileira .Hortencia de
94 toneladas, capitao Joaquim de Soozn Couto,
equipagem 7, carga farinha de trigo e maia gene-
rol ; a Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. Per-
lence a Bahia.
Par e portos Intermedios10 dias a 16 horai, vapor
brasileiro Paran' comnauuante Francisco Fer-
reira Borges.
:vimo sabido no mesmo dia.
PortoBrigae portuguez S. Manoel, capitao Car-
los Ferreira Aoares, carga algudau, mel a couros.
LisboaBrigue portuguez Viajante, capillo Ma-
noel dos Sanio, cargs^jsnear mel e cutiros.
^^^J'lWHS aturados no dia II.
Rio'otrJTineiru21 dias, barca ingleza Cora de
283 toneladas, capitao Wallace, equipagem 14,
carga lastro, eom 140 toneladas de pedra ; a or-
dem. Perlence ao porlo de Greenock.
Da commissoBrigue de guerra brasileiro Capi-
baribe. commandanle o capitao lente Lou-
renc) Felis de Cetqtieirn.
RnlherdaiD46 dia, brigue hotlandez Governeqr
Seiiomerae de 160 Ion* ladas, capillo I. Nelo*
equiparen) II. carga varios gneros ; a Brauler
a' Brandis. Perlence a Rolnerdam.
Camar.gibe2 dias, hiale drasreiro "Sania Lnzia
d< 24 lonekadai. meslre EttevAo Rib-iro, equipa
gem 3, carga assoear ;"a Manoel Jos Leile, Pas-
tageirot, Dr. Marcos Correa da Cmara Tamarin-
do, toa senhor e 3 escravos, Amonio C ivalcanli.
Navio tahido no mesmo dia.
LiverpoolBarca mgle\a Oberon, capilSo Tlio-
miz Pearce, carga asnear e algodao.
Jo3o Caelano fara' a parte de Antonio Jos.
Rematar o espectculo a graciosa comedia em 1
acto
IM!AISO@.TnA
00
DA EDlCUjAl.
Os bildeies de platea e quera ordem eslarao a
venda uo dia do espectculo, no escriptorio do
thealro.
Principiara' as 8 horas.
TEKCA-FEIKA, 14 HE ABRIL.
BENXriOlO
DO
ACTOR JOS LUIZ DE AZEVEDO,
Represenlar-sc-lia o drama de grande espectculo
ornado eom baoda de msica marcial e tropa, inli-
tulado
.\V0 UESEKTIIK FKAVITZ
OSr. Joflo Caelano dos Sanloi fara' aparte do
capitao Vari-ur,'srguindo->e cantado pela senhor
D. Isabel e o Sr. Santa Kosa, o muilo applaudido
duelo o
MKU.IMIO E A POBRE.
Rematara' o espectculo a nova e muito jocosa
comedia em 1 acto
0 HOSPEDE DE SEU CRIADO.
I.is o diverlimenlo que o beneficiado se ufana ter
escolhido para apreseular ao respeilavel publico
desla cidade, de quem espera a sua proteero.
Os bilhetes aedam-ae desde ja' a venda no escrip-
torio do Iheatro.
Principiara' as 8 horas.
QUARTA-FEIRA 15 DE ABRIL.
i~>." recila da assignatura.
Representar-se-ha o drama ara 6 quadros,
OS SEIS DEBAOS DO CR1ME.
Jo3o Caelano farda parle de Julio, por elle creada.
Rematara' o espectculo a jocosa comedia
0 HOM'EDI. DE SEU CRIADO
O bildetis de platea quirla ordem acbam-se a
mi
^$$0@&
Cocheira,
rua Nova u. 61
~ Precisa -se de uro homem para distri-
buir este DIARIO do Mondegoa Apipucos :
na livraria da pratja da IndepeDdencia.
POESAS 0
DE
Furtado Coelho. aj
9 Vende-se um reto : na luja do Sr. No-
O gueira, na rna do Crespo. a*
*. ums*-m9$t-smt$99*9m
Precisa-se saber onde existe Jos Pinto
Tavares, de idad.ede 12 annos, chegado do
Porto no mez de novembro de 1856 no bri-
gue Esperanca, para se Ihe intregar urna
carta e urnas incommendas de sua Familia :
na rua da Senzala Nova n. 1.
-- Acha-se vago o lugar de porteiro do
grande hospital de caridade, a pessoa que
sejulgar habilitado tara o mesmo lugar, ap-
parega no dito hospital, a fallar eum o seu
regente.
PENTES DETODASASQUAI.IDAES.
Vendem-se pentes de tartaruga para cabello
o melhor que se pode encontrar, a 55, ditos
de baleia imitando o mais que he possivel
aos de tartaruga, a 1/, I92OO e 15>500, ditos
mais ordinarios de baleia a 2*0 e 320 rs... di-
tos de tartaruga para alizar, fornidos e mui-
to bem feitos a 43, dilos de marfim, fazenda
muito superior a 15500, 2# e 3>, ditos de
borracha de muito superior qualidade a 19,
dilos de bfalo verdadeiro, muito finos e
bem feitos, a 610, gOO c 15, ditos a imitac.to
do lmenme a 15, ditos de haleia muito bons
a280, 320 e 400 rs., dilos de bfalo verda-
deiro, muito bonitos e bem feitos, proprios
para suissas e enancas, a 320 rs., ditos de
marfim mtiitissimo bons, fabricados em Lis-
boa, para piolhos, a 800. I3OOI) e 13500, di-
los pretosde bfalo lambem para piolhos. a
500 rs. : na rua do Queimado, na bem co-
nhecida loja tle miudezas da boa fama n 33.
BRITISU CI.ERKS PROVIDENT AS5OCIATI0N.
Ihe quarterly meeling of this associalion
Wlll be held on Honda; evening next 13th.
instant at the British & Foreign Librarv at
6oclock preciselya-ByortlerGeo. B. L^Lie-
vre,treasurcr.~Pemambuco Hth april 1857
Vende-se um lindo crioulinho de 8 para 9 an-
noa, proprio pata embarque ou oflicio : no aterro da
Boa Vista n. t.
Vendem-se tres casai terreas, duas na rua do
Brum e tuna na rua dosCuararapes : a tratar na rua
dos Gaararapes n. 20.
Vendem-se 3 boii mansos para carrofa : na rua
da Senzala Velha u. 70, 3" andar.
Vende-se aieile de carrapaln a '2)100 rs., em
caadas ou em barril : na rua das Trincheiraa n. 29.
Vende-se urna mulatinlia tle 12 annos, e urna
crioulinda de II, humlas ligaras e sem achaques;
na rua das Trincheiras n. 29.
Vende-se om prelo de meia idade, robusto e
sem achaques, de lodo o servico : na rua da Senzala
Nova n. 4.
Francisco Luir de Oliveira Azevedo, sua cu-
nhada D. Ignacia Pereira Laraego de Azevedo, o>
menores Anhur, Amelia, Julio de Oliveira Andrade,
e D. Maria Erraeliinlu Soares, vao a Lisboa
Ama de leite.
Precisa-se tima boa ama de leite, pagase bom sa-
lario : na rua tle Hurlas n. 16, 1 andar.
Luiz Jos de S raujo, rua do Brum
n. 93, saca sobre a praca de Lisboa 0 Porto,
ao cambio que se convencional-.
Vende-te um carro novo de qualro rodas, i
ora cabriole! de duas rodas, ama ca roca %
d& de quatro rodas, preparos para renovar car- -
x-j. ros, mollas, eiids, parafuios para rodas, J?
^ couros, lanlernas, velas, vaquetas, panno, ^
ef$ galio, bezerros, marroquirn, coldeira's en- &
xji vernizadas, eseovas para lavar carro, et- m
|g ponja, camurta, eseovas para arreios: ludo W
'3 por preto comraodo. ,-';
Perdeu-se uma.pulceira de ouro toda
engrasada, desde a i>..a da Cadeia do Recife,
at o Corpo Sanio : quem a tiver achado, e
queira restituir, o poder fazer na mesma
rua, casa n. 55, que sei gratificado.
Offerece-se um rapaz hr.-.vileiro cora 17
annos de idadn, que sabe bem traduzir fran-
cez, equelera boa lettra, para caixoiro de
casa franceza ou ingleza.
Precisa-se de um rapaz para feitorisar
oservigo do campo, em engenho do termo
das Alagas, anda mesmo que n5o tenha
pratica: dirija-se a Praga do Commercio,
escriptorio n. 6.
Na noite de quinta feira de Endoengas,
dentro da matriz da Boa-Vista, perdeu-se
urna pulceira de ouro com lislras de esmal-
te azul: a pessoa que a tiver acbado (teudo
conscieocia), querendo entregar, pode lva-
la a casan. 11, no principio da estrada de
Joan de Barros, que ser generosamente gra-
tificada.
O abaiso assignado, proprielario do en-
uenho Mussaiba, avisa pela primeira vez, aos
cortadores de madeiras daquella proprieda-
de, que se abstenham de assim o fa/er, e ao
Sr. Zeferino de Rnrbs, que se record das
condicOes da escriptura que assignou ; pelo
con.rario proceder-se-ha na forma da lei.
11 de abril de 1857. Joaquim S. P. de Si-
queira Cavalaanti.
CompnMaS urna carroca de um boi :
r.o aterro dos Afogados, silio do Muniz.
^ Alugam-s escravos a 15000 por dia,
para servirem eni carrinhos da alfandega,
tirados por animaes, apresentando-se para
isso as 8 horas do dia : a tratar na rua do
Pocinho, por delraz de Santa Thereza, casa
do capitao Franca.
AO PATEO DE S.PEDRO.
A s pessoas de bom gosto so offerece no
deposito do patep de S.Pedro n. 6, osse-
guintos objectos, por um prego, que faz de
admirar :Caixinhas de tmaras nfeiladas,
proprias para presentes, doce de goiaba su-
perlativo, queijo londrino, bolo francez su-
perior, bolachinhas de araruta, soda, estrel-
la, alliados. e W. K., excellcntiss.iraos, amen-
doas novissimas, ameisas, passas, e figos de
comadre, biscoutos tle dilTerentes qualida-
dos, cha hyson da India muito bom, cha pre-
to, e imperial, caf em caroco, e moido, o
melhor que existe no mercado, velas de
espermacete, e charutos de diversas quali-
dades, sardinhasde Mants em latas e meias
latas, e assucar perola, e refinado commum
ArTENgVO DO PUBLICO COMMERCIANTE !
O Sr. I uiz Antonio Atines Jacome, em res-
posta a declaragSo feita por esto Diario de
16 e 19 o mez passado, fez inserir urna c.-r-
tidSo da lettra por elle descontada ao Sr.
Miguel Joaquim da Costa & C.a, ten lo o cui-
dado de em sua resposta (Diarios de 20, 21,
e -23 do referido mez), nSo apreseniar o que
contm o verso da lettra, e nem refutar a
allegagSo deque a assignatura de Antonio
Annes Jacome Pires foi favor feito ao saca-
dorda lettra ao seu devedor Pereira de Mel-
lo. Nao se trata de saber quem deve pagar
a lettra, porque ninguem ignora queeudos-
sada ella, o possuidor na falta de pagamen-
te, vai haver a sua importancia de quem
mais garanta offeiecer. Oque se diz, he
que OSr. Luiz Antonio Annes Jacome, urna
vez que nao recebeu o valor da lctir'a do de-
vedor Mello, jamis devena conseulir que
Antonio Atines a pagasse, por quanlo foi
esle que Ihe fez o favor de reforgar a firma
de seu devedor, como se ve da leitura da
mesma lettra, cujo sacado Uc Pereira de
Mello. Se o Sr. Luiz Antonio Annes Jaco-
me ainda voltar, daremos a prova do que se
disse, e enlao se vera com evidencia a quem
se fez favor, entretanto decidam os commer-
cianles quem deve perder, se quem vendeu
as ceblas, ou quem fez o favor, para obter
o valor da lettra.
Manoel Luiz da Vciga.
Na rua do Brum do Recite, sobrado n
22, no terceiro andar, precisa-se de urna pes-
soa livre ou escrava, para lavar roupa de
meninos, cengommar. paga-se bem, e bom
tralatiieuto : a quem convter, dirija-se a
mesma casa cima.
NA RUA DO BRUM AKMA7.EM N. 22, HA-PAIU
VENDER O SEGUINTE :
Presuntos do Porto, e a retalho, ni taber-
na do "r Antonio Lopes Braga, e J. Fran-
cisco de Carvalho, na praga Uo Corpo San-
to, jarros para jai Jim estampados, o melhor
que tem vindo a esla praga; os pretenden-
es para examinar, podem dirigir-se a luja de
louga, atraz do Corpo Santo, de Justino An-
tonio Pinto, e para porgao, rua do Brum n.
22, aonde ha cera do carnauba superior para
vender.
Nova California
Rua do Queimado n. 6
FAZENDAS COM PEQUEO TOQUE DE
A VARIA, VENDEM-SE POR TODO PRECO A
DI.NHEIRO A VISTA PARA ACARA!.
Chitas finas cores Gxas, liapaa a pega
6/000, covado a 1*v
Ditas ditas, com toque de arara a pe-
ga a 59000, covado a. '*
AlgoJ.1ozinho liso bom, a pega 2*vW0
Dito, dito com toque, a pega 1K*0
Dito dito trangado muilo bom, a pega 9>SC0
Dito dito trangado com loque
Dito dilo com 4 palmos de largura o
30 jardas,a pega
Dito de dito com a mesma largura e
com 30 jardas, a pega 39(100
Dito grosso para roupa de escravos a
saceos para assucar, a vara Itt
Dito dito da mesma qualidade a vara 190
No escriptorio do engenbeiro em cha-
fe da estrada de ferro, precisa-se de um ca
xeiro de esc.ipla,brasileiro, e que escreva e
traduza o alingua ingleza;e dous engenheiro*
que escrevam e traduiam o inglez, eqoe te-
nho m pratica de levantar plantas e tirar nive-
la nifiitos. Assim como daqni a alguna meza*
precisa-se de varios empregados, como cai-
xeiros, etc., que possatn receber oo dirOm
ordens em inglez.
Len Kuhn, vai a Europa.
Oabaixo assignado, tendo boje sido
desligado do baUlhao 10 de infantaria, aon-
de se achava servindo desde 27 de julbo de
1854, por ter embarcado para a corte, em-
bora preso, e com a nota de desertor, falta-
ra a um dos maiores deveres, nio s da des-
ciplina, como da civilidade, se deixasae de
agradecer a nobre ollicialidade do mencio-
uuJn batalbao, boje nelle com especialidade
do actual commandanle, o lllm. Sr. tenante
coronel Joaquim Rodrigues Coelho Kelly,
muito digno major o Sr. JoSo do Reg Bar-
ros Ka 1 cao, o bem que fora (raudo ilnralc
o lempo qne all servio : assim como ato to-
das as mais pracas de que elle aa compOa.
Recife de Pernambuco 11 de abril da 1857.
Manoel Alves de branles.
AOS SENHORES ACADMICAS.
M. A. Caj' & C, offerece a venda um lia-
do sortimeoto de palitos egondolaa deca-
semira de cores, dos melhores qua m pode
encontrar neste genero, proprio para extrae-
gao do invern ; assim como um sortimen-
to de toda c qualquor obra de alfaiate, aje
primeira e segn Ja qualidade, fazendas para
qualquer obra, collarinhos, meias, suspen-
sorios, e oulras muitas fazendas que eaiaa
avista dos compradores, ten lo estipulado
desde o !. dejanetro, um s prego para tar-
dos, a dinheiro. a
Vende-seo sitio denominado Pina, com
boa casa de pedra e cal, com comraodo
para duas grandes familias, leudo para mai*.
de seis ceios pes de coqueiroa. viveiroa
principiados, proporgoes para bstanle voc-
eas de leite; adverte-se que faz-ae tocto o
negocio: quem pretender, dirija-se a roa
Imperial n. 39.
A pessoa que achou urna carteira de
marroquirn encarnado, dourada em ambas
as faces, contendo altn de varios papis, 2
notas do banco, urna de Mf, e oulra de
20, querendo restitu-la; com o que con toan
o podera fazer na rua da Cruz, armazn
n. 13, onde existe ordem para gratificar, caso
exija.
Perdeu-se urna pulceira da rua dos
Flores, at a ordem terceira do Carmo, da
ouro esmaltada de azul, gralifica-se bem a
quem quizer entregar, assim como roga-se
a quem for offerecido a pprenensao da me-
ma, na rus Nova n. 57, por cima do deposi-
to de louga, se dir quem gratifica.
S &a$wvtcotupo.
5 SYSTEMA NORTE-AMERICANO.
Aterro da Boa-Vista n. 4,
7- O abano assignado incumbido da l-
quidagao da ex-firma de Soares & C jolga
ter saldado todas as dividas paasivas da dila
tirina, o que faz publico para que se alguem
anida se julgar seu credor. Iiaja de presen-
tar sua conia dentro em oito dias, lindo os
quaes nao ser mais attendido. Recife I j de
abril de 1857.Jos Soares pinto Corma
CtlXElRO.
Precsa-se de um hbil raixei -o para casa
de pasto, paga-se bom ordenado : na rua de
(lorias n. 16, primeiro andar.
Para os homens
que tiverem bom goslo.
Vendem-se muito bons estojos proprios
para vtagem, por terem todas o arranjos ne-
cessartos para barba, pelo barato prego de
15, 23, 39, 4, 59 e 69OOO cada um, esporas
muito linas do casquinha e ago para crrelas
a le 19200, caixas redondas de Urtaruca
para rape, pelo baratissimo prego de SMa,
ditas de bfalo, fazenda muito superior a
19500 e 3/, ditas muito linas de massa a If
ricas charuteiras e muito Anas a 29 e 35*'
ponteiras para charutos de marfim e de uni -
come a 500 e 600 rs., carioiras muito ricas
de raogno, proprias para viagem a 8, 109 c
129, dilas sem ser de madeira para 3a, 5a
6JW00, cinluroes de borracha a 19 e laSM
grvalas pretas e de cores, fazenda muito'
boa a 19500, riquissimos caivetes de po-
nhal com cabo de madreperola a S, pinceis
tnglezespara barba a 1, garrafas de cores
com copos, proprjas para lavatorios, pelo
baratissimo prego de 19, galneteiras com to-
dos os vidros necessanos e colher, pelo ba-
rato prego de 29, irancelins- pretos roligos e
320, 400 e1 oO rs., obrei.s de cola, contendo
todos os das da semana, cada caixioha a 400
rs, ditas l.sas a 160, escavas para denles
muito finas a 160,240, 400 e 500 rs., e au
de cabo de marfim que tambera se vende
barato, diUs de cabo de ago para unkat a
320. 500 rs., 600 e l#, d.ta.V de cabo debV-
laloe de inarbm, que se vende barato, ditas
muilo boas para cabello a 610, if5oe) e 3a
ditas para falo a 19280, 19500 c 29, anadoras
inglezes para navalnas a 19, navaibas inui-
lissimo finas para barba a 29 cada urna ri-
cas bengalas de canna e bamb-, pelo bara-
to prego de 29, 3a e 4#0O0, ditas de junco .
30 rS., (> 1#2oo c 19500, caixinhas cora 30
pedras de ago, torneadas e muito bem feiu
orticas e encarnada.-., proprias para ioro
de damas ougamao, pelo baratissimo urecu
de 29, 2/5O e 39, jogos de domin em co-
xinhas a f^OO, U500 e 29, diversidade de
objectos de cha rao marchetadosde madrepe-
rola de cores, consistindo coi jogos de da-
mas, pastas para guardar papis, Caixas para
joias, dilas para vollarcte, ditas para papis
carteiras para senhoras, e oulros mais ob-
jectos, ludo de inultsimo gosto, e aue nio
se ven Je caro, Gxas de ago e de madreperola
para voltarete, e oulras muilissimas cousas
ludo de muilo gosto e por prego barato' co-
mo lodos sabetu : na rua do gueimado na
bem conhecida loja de miudeza da boa fa-
ma n. 33.
I VO PliBLIC.^^
J i\o armazem de fazendas baratas, rua do
6 Collegio n.* S,
i,| vende-se um completo sortimento de fa-
zendas finas a grossas, por mais barata
i precos do que em oulra qualquer parte,
* Unto em porcoes como a rettlho, affian-
g cando-se aos compradores um s prego
ijj para lodos: este esubetecimaato abrit>-aa
jg de combinagao eom a maior parte das ca-
H sas commerciaes inglezas, francezas, alle-
gg maos e suissas, para vender fazendas mais
|| em eonta do que se tem vendido, a por iuo
II offerecaa elle maiores vanUgens do qtaa
M outro qualquer; o propriauno desta im-
> portante estabelecimeuto convida i lodoa
* os seus -patricios, e ao publico em geral,
I para que venham (a bem dos seus inie-
Srasses) comprar fazen.fes baratas: o ar-
mazem da rua do Collegio n. i, deAn-
X ionio Luiz dos Santos & Rohav '
Precisa-se de urna ama de meia idade
para casa de homem solleiro, para coziuhar
e faier o mais servigo de urna casa : na roa
da Roda n. 52.
MUTILADO




DIARIO DE PERNAMBUO, SEGUNDA fEIRA 13 DE ABRIL DE 1857.
*-
{ l-KDR.VS PRECIOSAS-

, Aderece* de brilhante*, $
9, diamntese parolas, pul- ,
K .eiras, allineles, brincos ,+]
J rozetas, bolea innais *
j* de diflerenles gostosede J
diversas pedras de valoT.
i I
.' Compram, vendern ou *,
(rocam prala, ouru, bri- ?
Ihanles, diamntese pero- *
* las, e outras quaesquer #
joias de valor, a dioheiro
ou por obras. J
I! aifw*!
ORO E PRATA-
t
8
I
S $
V Aderemos completos de $
% ouro, meiosdilos.pnlcei- *
5 ras, allinetes, brincos e .J
+- roalas, cordoes, trance- *
I0KEIRA l DDiRTE. ?
LIJA B8 9I1RIVH
Ana do Gabnga' n. 7.
, ., Sf lina, medalhas,corrente *
AtecebeiH por t<>-lee.n.reies.pr,re|o"''o-,e ?
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
to de Franca como
2 oalrosmuitosobjectosde <
*i ooro. *
*J Apparelhos completos, I
jj de prala, para cha, ban- .
M dejas, salvas, ea.ticaes, ?.
colhresdesopaedech, '
jg e inuitos outros objeclos
* de prata. k
BfllUaMtUJtflBtigtiafiB!6BB
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o commodo como costuniam.
CONSULTORIO HOISPATHICO
DO
- l^aaT_.
Onde se achara sempre os mais acreditados medicamentos, tanlo era tinturas como
era glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por precos bastante comraodos
HREgoS FIXOS.
Botica de!2 tubos grandes. .
pita de 24 a
Dita de 36
Dita de 48
Dita de 60 b o (
Tubos avulsos a ....
Frascos de tinturrademeia onca.
Manual de medicina homeopathica de Dr. Jaur eom o dic-
cionario dos termos de medicina
Medicina domestica do Dr. Ilenry
Tratamento do cholera morbus
10/000
155000
209000
255000
30000
15000
25000
Repertorio do Dr. Mello Moraes
205000
10/000
2/000
6/000

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A fe rica o.
Attencao
R. C. Yates & Companhia: estabelecidos
no Rio de Janeiro, na ra do Hospicio n. 40,
vendo um annunoio publicado em urna das
folhas de Pernarabuco pelo Sr. liartfiolomeo
F. de Souza, prevenindo ao publico que o
verdadeiro xarope do bosque so elle he
quem vende.prevenimos ao mesmo publico,
que o nosso xarope he remeltido do Rio de
Jrneiro pelos cima proprietarios ao Sr.
Manol Alves Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, na ra Nova n. 53, uni-
'cos' por nos autorisados para venderem o
nosso verdadeiro, e oais prevenimos aos
se n lio res consumidores, que ha perto de 5
annos os rotlos collados as garrafas s3o
assigaados por Ilenry Prins, como procura-
dores dos cima proprietarios. Riodejanei- wrisados P' dita companhia para effecluar segu-
Scientifica-se a quem convier, que a revi-
sSo de pesos, medidas e balancas, principia
do 1. do corrente a findar no ultimo deju-
nho : na casa da aferigo, no pateo do Ter-
co n. 16.
i DENTISTA FR1NCEZ.
5g Paulo Gaignoux dentista, ra Nova n. 41 : ^
^ na mesma casa lem agua e pos dentrilice. ^
SEGURO CONTRA F060.
Companhia Alliance.
Esubelecida cm Londres, em marco de 1324.
Capital cince- milhdes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprieurios de casas,
a quem mais convier que estao plenamente au-
ro 13 de Janeiro de 1857.
Bartbolomeo Francisco de Souza, len-
do o anrruncio dos Srs. R. C. Yates & Com-
panhia no Diario n. 17, em que diz ser s-
menlo verdadeiro o xarope de bosque que
se vende nesta cidade na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, onde fez deposito o
Sr. Manoel Alves Guerra, que receben delles
proprietarios, declara ao publico, que n3o
duvida seja falso o xarope de bosque que
tambera vende em sua botica, mas assevera
que elle he comprado aos roesmos Srs. R.
C. Yates & Companhia, do Rio de Janeiro,
como provam os documentos abaixo :
RIO DE JANE.IKO 8 DE AGOSTO DE 1856,
O Sr. Bartbolomeo Francisco de Souza
comprou a R. C. Yates & Companhia :
4 duzias do garrafas com xarope
do bosque-a 54-5000.........216^000
6 duzias de l|2 garrafas com xa-
ropo do bosque a 275000......1628000
Rs. 378/000
Recebi o importe cima, do Sr. Antonio
Joaquim Vieira de Carvalho. Rio de Janeiro
8 de agosto de 1856. Por U. C. Yates &
CompanhiaJos Paulino Baptista.
Reconhego verdadeiro o signal supra. lie-
dle 8 de agosto de 1856.
Em fe de verdade.
Manoel Hilario Pires FerrSo.
v RIO DE JANEIRO 18 DE FEVERITRO DE
1857.
Os Srs. Constantino Gomes de Faria & Fer-
rcira comprara ni a R. C. Yates & Compan-
hia :
4 duzias de garrafas com xarope
do bosque a 548000. ........ 216/000
6 duzias de 1|2 garrafas eom xa-
ropo do bosque a 278000......162/000
ros sobre edificios de tijolo e pedra, cobertos da
tlha e igualmente sobre os objectos quacontiverem
os mesaos edificios quer consista em mobilia ou
fazendas de qualquer qualidade.
Repartirlo da vaccina.
coiamissario vaccinador vaccina as

Rs. 3785000
Recebemos o importe. Por K. C. Yates
CompanhiaW. C. Cerwartt.
Nos abaixo assignados declaramos que
compramos o xarope cima para oSr. Bar-
tholomeo Francisco de Souza, de Pernam-
buco, em virtude de sua ordem de 3 do cor-
rele. Rio de Janeiro 18 de fevereiro de
1857;.Constantino Gomes de Faria & Fer-
reira.
Reconheco ser verdadeiro o signal supra
de Constantino Gomes de Faria o Ferreira.
Rio 18de fevereiro de 1857.
Em f de verdade.
Pedro Jos de Castro.
JOHN GATIS,
- corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERL1AES,
n. 20, ra do Torres,
PR1MEIRO ANDAR,
praca o Corpo Sauto
RECIFE.
rHe chegado loja do Lecomte, no aterro
da Boa-Vista n. 70, o excellcnte leile virgi-
nal de rosa branca, para refrescara pelle, ti-
rar pannos, sardas e espinhas, igualmente o
afamado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos, assim como p impar-
cial de lirio de Klnrenca para brotoejas e as-
peridades da pelle, conserva a frescura e o
a velluda do da primavera da vida.
Retinara- de
llego & Brrelo, no M-
teiro.
No deposito desta retinara, narua da a-
deia do Recife n. 30, ha sempre assucar re-
finado de superior qualidade, tanto era p
como em torrees e em pues, por prego mais
commodo de que em outra qualquer parle.'
quintas e domingos de todas as semanas, no
torreSo da Alfandega, e as torgas-fe i ras na
casa de sua residencia, prifciro andar do
sobrado da ra Nova, esquina da do Sol, das
7 as 9 horas da mantilla.
Precisa-se alugar um preto possante,
embora seja bruto, para trabalhar mensal-
mento nesta typographia, dando-se o sus-
tento : na livraria ns. 6 e8 da praca da In-
dependencia.
REMEDiO DOMESTICO.
Pilulas depura-
tivas, anti-beJiosas, do
Dr. Alian.
Recommendamos ao publico este excel-
lente remedio, iutroduzido no Brasil em
1846. N3o ha molestia a mais obstinada que
seja, que possa resistir ao tratamento judi-
coso deste excellente remedio. Estas pilu-
las impedem as molestias contagiosas, so-
bre tudo as de natureza syphiliticas. Sao
igualmenie bas para infligesio, como para
a diarrbea, apoplexia, asthma e as mais af-
Tecces do peito, constipagOes, as molestias
das senhoras em geral.Jtoda a qualidade de
lebre, hemorrhoidas, molestias dos olhos
dores de cabega, molestias de pelle, renten-
gao das ourinas, e outras molestias das vas
ourinanas. nico deposito em Pernambuco
no escrtptono de Vicente Ferreira da Costa'
largo da Assembla n. 9 a mil reis o vidri-
nho.dez mil reis duzia.O. PalmerRio de
Janeiro, deposito geral, ra dos Ourives
II. 81.
Attencao.
No novo deposito da ra do Rangel n. 73
conlronteja botica que faz esquina para o pa-
teo da Penha, com a frente pintada de azul
vendem-se p3es grandes e muitosaboroso, a
tres por dous, e outras varias qualidades de
raassas por baratissimo preco no; mesmo
deposito, vendem-se bilhotesdas loteras da
provincia, onde ja se tem vendido varios
premios.
Precisa-se do ntrra ama de Icite para
criar a urna menina de 3 mezes na ro do
Collegio n.\21, terceiro andar. Paga-se bem
--- Precisa-se de urna ama que tenhalbom
I6ite, para criar urna crianga de idade de 3
semana : nojpateo de S. Pedro n. 22.
Aluga-se urna casa na Fassagem da
Magdalena, antes de chegar a ponte grande
cora soiao e muitos commodos para grande
familia: os pretendentes dirijam-se ao Tra-
piche Novo n. 16.
Precisa-se alugar um ou dous molo-
ques que sejam esperios, para servigo muito
leve, mesmo com idade de 9 anuos para
cima : na ra do Nogueira n. 21.
D-se a quem quizer levantar pores-
pago de alguns annos, um pedago de terre-
no novo e em matas distante do lugar do em-
barque duas leguas.beira mar.com excellcn-
ies proporgoes para muito se lucrar, por ter
ierras para plantar-se, para dous mil paes
diinuaes, e da agua copeiro sem ser preciso
aguue; as pessoas que quizerem fazer alaum
negocio, podem irigir-se a ra do Liga-
mento n. 2S,que achara com quem tratar.
--- Precisa-se de urna criada ou criado que
satba cozmhar para urna casa de pouca fami-
lia : a tratar no Hospicio casa do Dr. Mondes
da Cunta, junio ao quartel.
Precisa-se de urna ama qjn saiba cozi-
nhar, e fazer ledo o mais servigo de casa :
na ra do Caldereiro, taberna n. 60.
Precisa-se de urna ama para comprar
e cozinhar, em casa de homem solteiro : na
ra da Praia n. 4.
--- Precisa-se de urna ama de leite que o
tenha em abundancia, e que seja bom ; pa-
ga-se bem, nfio se ollia a prego : na ra da
Cadeia de Saoto Anlonio, terceiro andar n.
22, ou na praca da Independencia n. 15.
Precisa se de una ama para cozinhar
e comprar para casa de homem solteiru : a
tralar ua ra Direita 11. 106.
Offerece-se urna senhora para tomar
conta de um menino para criar ue leite, em
sua casa, ptomelte bom tratamento : quem
estiver nesta circumstancia, dirija-se a ra
Direila n. 36.
O ihesoureiro da AssociagSo dos M-
ticos, faz publico a quem convier, que com-
pra por conta d mesma AssociagSo, apoli-
ces de divida publica, ou do banco do Brasil,
quem as tiver o quizer negociar, procure-o
na ra do Pilar n. 111, a qualquer hora do
da, ou annuncie sua morada para ser pro-
curado.
Na taberna grande ao lado da igreja da
Soledade, precisa-se de um caixeiro om,
fiel e diligente, n3o se davida dar bom or-
denado j ua mesma casa achou-se na ra No-
va, nos mezes passados um aneldo de ouro :
a quem peitencer, dando os signaes, lhe sera
entregue.
O abaixo assignado faz sciente a todas
as pessoas que tem penhores em seu poder
desde o anno de 1850, at o mez de feverei-
ro de 1857, que hajam de vir tirar, ao con-
trario serao vendidos para seu pagamento.
Januario de Abren.
Precisa-se de.uma ama forra, ou cap-
tiva : na ra de llortas n. 10.
Jos da Silva Mondonga Vianna, subdi-
to brasileiro, retira-se para a Europa a tralar
de sua saude.
Precisa se para um engenho distante
dqsla praga 3 legoas, de um feitor que en-
tenda de plantagOes quem estiver nestas
circunstancias e quizer, djrija-so ao sitio
do Cajuetro, de Francisco Ribeiro de brito,
ou ao engenho Mussambique.
Na taberna n. 4, da ra Direita, con-
fronte ao oito do Livramento, vende-se pas-
sas novas de carnada, e em quartas, bocelas
de ditas com eufeites, para meninos, ligos de
comadre superiores, marmelada nova em la-
tas de 4 libras, por 38000, doce de goiaba li-
no, queijo londnno ou de pratu, queijos 11a-
mengos bous, manteiga ingleza, dita fran-
cesa, chourigas, vinho de diversas qualida-
des, dito do Porto engarrafado,' cerveja de
diversos autores, charulos S. Flix, e vare-
las BrandSo, 9 de diversos autores, mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, feijao
mulatinho bom para sement, e todos os
mais gneros de taberna superiores, e por
prego commodo.
Perda
fio poder dos abaixo assignados, desappa-
receu um val da quantia de vinte contos de
res, passado pelo Sr. Jos Antonio Bastos, e
a favor dos annunciantes, em data de 25 de
fevereiro deste anno, o qual n3o est sella-
da, ja se acha pago, e por isso sem valor al-
gum : quem o tiver achado, roga-se o favor
de entregar na ra da Cadeia do Recife, loja
de cambio n 34.Joaquim Jos Silveira &
Companhia.
--- Nestes3dias espera-sea barcaga Duas
Irmas, carregada do arroz de casca e pila-
do, que se vende por menos 200 rs. do prego
corrente, e h&vendo quem compre todo se
far algumadifferenga a tratar na ruada
Cadeia do Recife, com Ferreira Matheos, ou
na Soledade, defronte do palacio do senhor
hispo.
"' Augusto C. de Abreo vai a Europa, c
deixa por seus procuradores os Srs. Francis-
co Gomes de Oliveira e I. 1. C. Leite Jnior.
Digo eu abaixo assignado, quo tenho
justo e contratado com 0 Sr. Manoel Pesta-
a a compra da posse de um terreno no lu-
gar do Verde por dolraz do Hospicio, com 43
palmos de frente, e fundos at o muro que
divide em c xao para edificar duas moradas
de casas; e se alguem se julgar com direi-
tos ao mesmo, ou por hypolheca ou por
qualquer trato, annuncie por este Diario
uestes 3 dias. Recife 9 de. abril de 1857.
Francisco Macicl de Souza.
Bilhetesde visita.
(jravam-st e impriraem-se com perfeioao bilhetes
de visita, lellras de commercio e lodosos objeclos du
arte caligrnphica, registros, vinhelase quaesquer de-
senlios. Abrem-se firmas, sineles, tanto a tallio do-
ce como em relevo, ornamentos com objectos de ouro
e prala. Fazem-se riscos lindos e orifzinaes para
bordados de labyrintho. Admille-se a recusa de
quaesquer destes objeclos oo caso de nao (icarem a
conteni das pessoas que os encomiuendarem : quea
pretender dirija-se a qualquer destes logares : 110
bairro do Rcife, ra da Madre de Dos n. 32. pri-
meiro andar; em Santo Antonio, na livraria classica
do paleo do Collegio u. 2 ; na. Cinco Puntas, sobra-
do da quina confronte a matriz nova.
Lotera d pro-
vincia.
O Sr. thesoureiro manda fazer publico
que se acham venda na thesouraria das
loteras, ra da Aurora n. 26, primeiro an-
dar, bilhet9s, raeiose quarlos da segunda
parte da sexta lotera do Gymnasio, cujas
rodas andam no dia 16 do corrente mez.
O Sr. thesoureiro manda declarar qu ex-
iste grande porgao de bilhetes, meios e
quartos fcima, e por conseguinte grande
sortimento de nunicrages, e nessas ulti-
mas loteras tem vendido os premios maio-
res.
Thesouraria das loteras 4 de abril de
1857.0 escrivao.
Jos Januario Alves da Maia.
Precisa-se de urna ama para o servigo
de urna casa de pouca familia, dando-se pre-
ferencia a escrava : na ra do Collegio n. 15,
armazem.
_ Precisa-se de um bom feitor para um
sitio perio da praga ; na ra da Cadeia do
Kecife n. lo, primeiro andar.
Objectos para
luto.
Na ra doQueimado, na bem conhecida
loja de miudezas da boa fama n. 33, encon-
lra-se sempre completo sortimento de ade-
regos, brincos e rosetas, pulceiras e alline-
les, tudo preto, propriamente para lulo, e
que tudo se vende mais barato doqueem
outra qualquer parle.
VenJe-se taboado e pranchoes de pi-
nito de Suecia, proprio para armagaode ar-
mazem de assucar.
Paos de pinho vermclho para mastaros.
unutnbo de monifato.
Folhas de cobre.
Metal nraarello ezinoo para forro, com os
competentes pregos.
Alvaiade de chumbo e de zinco, cm p.
tinta branca de oleo.
Papel lino de escrever.
Vinho especial do Rheno e do Porto.
Ra da Cadeia do Recife, casa de C. J Ast-
tey Companhia.
Attencao.
Vende-se urna das melhores tabernas nes-
ta cidade, para retalho grosso, vende a di-
nbeiro e a prazo, com boas firmas.pagando
os juros.se vender at o fim de junho vindou-
ro : a fallar na ra de Santa Rita n. 15, se-
gundo andar.
Vende-se urna ptima escrava pronria
para servigo do casa, por ter habilidades, e
ser de boa conducta : na ra da Praia n. 43,
primeiro andar.
Vende-se vinagre de Lisboa superlati-
vo, e pedras de filtrar : na ra da Praia de
Santa Rita, serrara da vuva Cardeal.
Vende-se peixe salgado de todas as
qualidades, muito gordo, pelopnrato prego
de 100 rs. a libra : as Cinco Ponas n. 93,
no pateo do Terco n. 21, e no pateo da Pe-
nha n. 10.
. Vende-se um prete idoso, proprio para
servigo de campo : na ra do Rangel n. 1.
Vende-se por prego muito commodo,
tOsaccas de feijao mulatinho, no armazem
de Paula Lopes, no caes da alfandege.
Doce de a raya a 500 reis
Chegou a ra do Collegio n. 5, nova rc-
messa de doce de araga a 500 reis oda cai-
xuo.
Vende se um terreno com 40 palmos
de frente e 300 e tantos de fundo : na ra
da Esperanga, outr'ora caminho novo da
soledade : a tratar com Francisco da Costa
Amaral no mesmo caminho, taberna
Bacalho da escova verdadeira, marca
de fogo, vende-se no caes da alfandega, ar-
mazens de Seraphim & Paula Lopes, as
maos dos Srs. Tasso & Santos, a qualidade
he sem comparagao o mais superior no mer-
cado, e nunca veioJielhor, he proprio para
guardar por *iuito tempo, sendo chegado
ltimamente com 22 dias de viagem gmen-
te, o prego deve ser de 165000 por barrica,
mas faz-sedfferenga, levando porges.
Moleque peca.
Vende-se um moleque pega, crioulo, com
idade de 18 a 20 annos, bonita figura, sem
defeito algum : na ra Direita n. 76.
Vende-se urna escrava moga com al-
gumas habilidades, assim como 6 caderas,
1 Mli, 1 mesa elstica de jantarcom 16 pal
mos Ue comprido, 1 espelho de parede, 1
loucador, 1 par de bancas, tudo por prego
muito commodo, por ser de urna pessoa que
se retira : na ra da Roda n. 52.
- Vendcm-se pipas^vasias de Lisboa, vn-
dasdo Rio deJareiro, e juntamente 1 mo-
leque de 12 a 13 annr i de idade, o ao com-
prador se dir o molido por quo se vende :
na ra da Senzala Nova m 4.
PARA SACERDOTES
Meias delaia para sacerdotes, de boa qua-
lidade : na ra da Cadeia do Recife. ioia
n. 50. '
Mlho bom eiii
SACCAS.
Na taberna glande no lad) da igreja.da
Soledade, ehegOQ grande porgSo do saccas
com muito bom mlho, e vende-se por prego
commodo.
Couro de lustro
Vende-se couro de lustre francez, o me-
lhor que pode haver neste genero, pelo ba-
rato prego de 5 a pelle : na ra do Que-
mado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama n. 33.
Sellins
patente ingle/
BSSo chegados e acbam-se a venda os verdadeiros
e|liem conhecidus sellins iuglezes patente : ua roa
do Trapiche-Novo n. 42, armazem de fazendas de
Adamsoollowie & C.
Facas, garfos e
colheres
Vendem-se as melhores facas de cabo de
marlim que se pode encontrar a 159 a duzia,
ditasde cabo de halanco muito finas a 68 a
duzia, ditas de cabo oitavado e roligo a 39,
ditas cravadas a 39200, ditas de cbifre de
viado a 49400, ditas para sobremesa com ca-
bo de balango a 59, ditas com cabos roligos
e oitavados a 39, colheres de metal do prin-
cipe muito finas para sopa a 69 a duzia, di-
tas para cha a 39000, e outras mais qualida-
des-de facas e colheres, trinchantes e amo-
lador de facas, que tudo se vende barato :
na ra do Queimado, na bem conhecida loja
de miudezas da boa fama n. 33.
Itriiquedos pa-
ra meninos,
Vendem-se diversidades de objeclos de
ago, muito delicados e propros para meni-
nos brincar, por pregos muito baratos : na
ra do gueimado, na bem conhecida loja de
miudezas da boa fama n 33.
RICAS BONECAS FRANCE-
ZftS.
Vendcm-se muito lindas e bem vestidas
bonecasfrancezas, grandes, pelo baratissi-
mo prego de 29 e 29500, ditas vestidas de
noivas, e cada urna no seu cartSo a 3/000 e
39500, prego que n3o ha quem deixe de dar:
na ra do yucimado. na bem conhecida loja
de miudezas da boa fama n. 33.
J\a loja das seis
portas
Em frente do Livramento
Vendem-se riscados francezes de cores es-
curas a 160 o covado,. lengos brancos com
barra de cor a 120, meias brancas para me-
ninos a 240 o par, cortes de cassa chita com
7 varas a 1/280, riscado de algodSo para rou-
pa de escravos a 120 o covado.
Saccas com
rinha.
Vendem-se saccas com farinba da Ierra,
nova o bem torrada : na ra da Cadeia do
Recite n.25.
VAQUETAS PARA CARRO.
Vendcm-se em casa de S. I'. Johnsion 4 C, che-
Radas ltimamente, assim como bons sellins inglezes,
fio de vela, enndiuiros e castiracs
os.
A3S500
=
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gsda, ssim como potassa da Russa verda-
deira : na praga do Corpo Santn 11
TAIXAS PARA ENGENHO.'
Ha f undipio de ferro da D. W. Bowmann na
ruadsBrum, passando o chfariz, contina ha-
dar um completo sorlimei'to de taixss de ferro fun
vido e batido de 3*8 palmos de bocea, as quaei
actam-se a venda,por epreco commodo eom
promptido: embarcam-s oucarrega-s mear
o semdospezaao comprador.
Emeasa de Saunders Brothers C. praca
do Corpo Santn. 11 .ha para vendar o sa uinu
Ferro inglez.
Pineda Suecia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodolizopara saccas.
Dito entrancado igual ao d Babia
E um completo sortimento ds fazendas proprio
para asta mercado : tudo por prego commo do.
Cera de carnauba egomma
Vende-se na ra da Cruz do Recife n. 13,
primeiro andar, por menos prego do que em
outra qnalquer parte.
Vende-se superior linhas de algodo
brancas, e de cores, em novello. para costu-
ra, em casa de Southall Mellor & C., ra do
Torres n. 38.
Moinhosde vento
com bombas ,1c reuni par a regar borlas ba-
ia decapim : na fundicaode' D. W. Bowman
na roa doBrnm n. 6,8el0.
Potassa refinada em latas de seis
libras.
O antigo deposito da ra da Cadeia do Re-
cife n. 12, recebeu agora urna porgo de po-
tassa refinada de superior qualidade, em la-
tas de 6 libras, que se vende por prego ra
zoavel.
Agencia
da u mli cao .Low-AIo
ra da Vnzala Nova
11. 42.
r,
"ara
T vfnde-se>P"" prego commodo.superior
vinho do Porto em bar is ue a. na ra do
ua ra Trapiche n. 14, escriptono>de M. A. Guerra.
Km casa de.llenr. Bruno & Companhia, na
Se-flIlOraS e meilin"-' '"-- C""u-,' *<"*-ieogMcemcai.inha.de
Vendc-sflr carne secca de Rueos-,. 1
res, boa, de 49 a 49500 cada arroba
da l'iaia 11. 4. *
Neste estabelecimento continu'a a haver
um completo sortimento de moendase meias
moendas para engenho, machinas de vapor
e tai xas de ferro batido e coado de lodosos
tamanhos para dito.
I**ra mascates
e bocefeiras.
Veodem-se duiias de caitas de masta para rap pe-
lo baratissimo preco de 610 ri.,duzias de lezouras em
canoa 19000 e 19200 e (randas a I3920, duzias de
caiiinhas de pao com palitos de fogo a 240 rs.,duzias
de penlesde chifres moilo boos paraalizara|l9200,
duzias de penles de baleia para atar cabello a &M0
e JfiOO.dnzia de navalhas para barba a 19b00,groias
de boloes madreperola para camisas a 600 reis.dilai
moito finos de gata a 100 reis, grozas de botes fi-
nos para calca a 280 reis, cartas com 25 pentes de
alfiuele a 140 reis.duzias de penles de balea para a-
lizar a 39, grozas de fivellas para sapatosa 500, du-
zias de caivetes finospara aparar pennas a 29500
e g.duzas de gaitas (armnicas) a I920O e 19100,
duzias de torcidas para candieiros a 80, reis grozas
de marcas para cobrir a 100, 12o e 160 res, pe-
cas de tranceln para benlinhes a 120 res, pulceiras
encarnadas muito bonitas para Sra. e meninas a 200
rs.,daziaa de miadinhas de buhas prelas a 240 reis
pecas com 10 varas de fila de eos a 320,360 e 4o
res, duzia de lapes a 100 rs., dozias de carias com
clcheles a ,20 rs., linhas branca de novello* de lo-
dos os nmeros, ditas de cores, linhas da miada finas
e grogas, ditos de carriteis brancos t de cores, cordo
de vestido de toda a grosura,, biquinhos de todas as
larguras, e baratos, rendas de todas ai larguras, es-
pelhos. curdas de viola, filas de lita de todas as co-
res, filas de linho brancas e de eores. didaes, agullia*
de todos os nmeros, filias de seda de todos os nme-
ros, pemids de palo.caixas de chifre, rozarios, colhe-
iea de ferro, relroz de Indas as cores, vernicas, filas
debeira prela e l>ranca,grampas,eluiroo mai que se-
ja necessario para completo sprtimento de bocelei-
:eados, lado 'ras e mscale* e qo. tudo se venda mnilo mais bara-
to do que em oolra qualquer "*3Ja,iatna do cjuei-
madoi na bem conhecida loia de rniudezas da boa
EMasTMiNh
fa-

&0mpt.
Compra-se um cabriolet coberto, de
2 rodas, novo ou com pouco uso: quem o
tiver e quizer vender, dirija-se i praga da
Independencia n. 15.
Compra-se urna escrava 'que'cosa e
engomme bem : na ra Mova n. 34. Na mes-
ma casa precisa-se de urna boa coslureira e
honesta.
Gompram-se mulambos finos de chita
e madapolao, para envernsar; na loja de
marcineiro da roa da Cadeia n. 18.
Compram-se 4 sscravos, sendo 1 prela
moga quo engomme heme cosa, 1 dita de
meia idade, que saiba cozinhar, e 2 escravos
mogos pegas para servigo de campo : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 50 deronle da
ra da Madre de heos.
Compra-se'urna escrava moca, que
cosa bem, engomme e cozinhe : a tratar na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
-- Compra-se urna casa trra com com-
modos para familia, as freguezias de Santo
Antonio, S. Jos e Boa-Vista : trata-se na
ra Augusta n. 17.
Compra-se urna casa terrea em qual-
quer dos bairros desta ciiade, cuio alu-u.-l
saja de 150/000 a I8O9OOO res, nnualmeie
na ra do Livramento n. 33.
-- Compram-seellectvameiite na ruadas
I-lores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica e da divida provincial, assim
como aegoes das diversas Companhias auto-
risadas pelo governo.
Compram-se 2 escravos do 14 a 1G an-
nos: a tratar no escriptorio de Jos Joa-
quim Das Fernandos, ra da Cadeia do Re-
cife.
A loja da ra Nova n. 4 recebeu pelo ulti-
mo navio francez ricos chapeos, enfeites e
toucados para senhoras, chapeos para meni-
nos o meninas de 1 a 8 annos.
! .lus franeezes.
Vendem-se palitos e sobrecasacos de pan-
no fino preto e de cores, forrados de seda-
com golla de velludo, de 22 a 285000, casa,
cas a 289000, palitos e sobrecasacos de alpa-
ca de 7 a 129000, ditos de brim a 39000, col-
letesde todas as qualidades, caigas de case-
mira preta e de cores a 10 e 128000 : na ra
Nova, loja n. 4.
Pechincha para 08 alfaia-
tes.
Na ra do Crespo, esquina que volta para
a ra da Cadeia, existe urna porgSo do algo-
dSo trangado muito encorpado. proprio de
entretelas, pelo baratissimo prego de 120 e
jarda.
J\a loja da boa f
vende-se tao barato que
admira :
Ricos pannos para mesa pelo dimi-
uto prego de
Brimjbranco trangado de puro li-
nho, vara
Dito pardo liso de puro linho, vara
Ganga amarella ranceza, muito li-
na, covado
Fil de linho liso muito fino, vara
Cito dito com flores, dito, vara
Cambraias fraucezas de lindos pa-
dres, covado
Chitas francezas muito finas, de pa-
drees novos, covado
Camisas de riscado muito bem fei-
tas e muito bonitas
Palitos pretos muito bem feilos
Camisas de meia muito finas
Ricos lengos de lilet com palma
bordada a matiz
Ditos ditos de cambraia muito fina
com bico de iinho
Luvas de seda de lindas cores, com
ricas bololas, o par
Ditas de dita de lindas cores, bor-
dadas e enlejiadas
Ditas prelas de torgal
Chales lisos de merino, de lindas
cores
Gravatinhas ;de cassa,; de padroes
muito bonitos
Lengos brancos de cambraia
Ditos dilos de ditajeom barra de cor
Ditos do linho proprios para rap
e assim outras muitas fazendas que vendem-
se por menos quo era qualquer outra parle :
na ra do Queimado, nos quatro canlos 11
22, na loja da boa f.
duzia.
k-sSfs* Sellins
39000
19440
640
320
8()0
19280
320
32o
19500
4-5000
1^000
5if000
19200
i 8-280
2/000
19000
49500
240
240
240
400
e relalos.
SELLINS e RELOCIOS de paterno
inglez : a venda no armazem de
Rostron Rooker g Companhia, es-
quina do largo do Corpo Santo no-
mero 48.
ao ultimo gosto.
RLA d^t? SSIV L01A
Narciso Mana Carneiro, acaba de receber
pelo ultimo paquete da Europa, um comple-
to e variado sortimento de roupas eitas ao
ultimo gosto deParis, como sejam, casacas
prelas, palitos de casemira e de alpaca, col-
leles de gorgurao preto e de cores com de-
sennos mu delicados, verdadeiras capas de
burracha e seda de duas faces, Os nicos
impreraiaveis, palitos inglezes de casemira
a prova d'agua, excellentes perneiras de bur-
racha, de todos os tamanhos, e outras mui-
tas fazendas de seda preta, proprias para a
quaresma, quo se vendem por menos do que
em outra qualquer parte.
Relogios.
Na ra da Cadeiado Recife n. 18, ha relo-
gios de todas as qualidades, tanto de ouro
como de prata, ditos foleados e dourados,
por pregos baralissimos.
Por 240 rs. o covado-
Vende-tse chita franceza larga o fina, com
pequeo toque de avaria: na ra do Crespo,
loja de Campos i Lima.
flauta da cidade do Ke-
cife
Vende-se a planta da cidade do Recife e
seus- arrabaldes, feita pelo Sr. Dr. Jos Ma-
medeAlves Ferreira, por dez mil reis: na
livrarta n. 6 e8 da praga da Independencia.
Viappa das distancia d
Para as senho-
ras de bom
gosto.'
Vendem-se ricos cstojos de Jacaranda,
proprios para costura de senhora, pelo ba-
ratissimo prego de 29500, 49, 6, 79 e 89000
caixinhas para guardar joias a 800 rs., 1/ e
19200, carterinhas muito delicadas proprias
para senhora e meninos aaSOO e 500 rs., le
souras muitissimo linaAara costura, dej
todos os tamanhos a 500 rs.600, 19O0O e
19200, ditas para unhas tambem muito finas
a 900 rs., 19000 e 1/200, linha de peso mui-
to fina para labyrintho a 100 rs. a meadi-
nha, ditas para bordar a 100 rs., 140 e 160
lindas caixinbas com grampas a 160 e 300
rs., cartOes com 14 e 24 pares de clcheles
francezes a 80 rs.. 100 e 120, linhas de car~-
reteis de 200 jardas do autor Alexandre a 80
rs o carretel, ditas de 100 jardas do mesmo
autor a 40 rs., caixinhas cora agullias fran-
cezas a 160, ditas com agulbas de
preto a 280, carteirinhas
cezas
Pianos.
Em casa de Rabe SchmetUo;* Companhia,
ra da Cadeia n. 37, veudem-ae elegaataa
pianos do afamado fabricante Tranmaan
Hamburgo. t)
Potassa e cal
virgem.
... ,,nllB e j bem conhecido deposito da
ra da Cadeia do Recife, escriptorio 1S,
na para vender muito superior potassa da
itussia du. jo Rio de Janeiro, e cal virnta
ae Lisboa em pedr., tudo a precos muiio f-
SECH111SI0 piu n-
HO
^KXK^0 DEpERRO DOENGlA
NHEIRO DAVID W. BOWMAN k
A DO BRUM. PASSANDO IA-
I" AKIa,
lia sempre um grandeoriisaijWi,__,fc^^
jsetos demechanismosproprios parata.***
ber : moendasofMtias rooendas, da miuT
conslruccSo ; t^"
superior qualiaj
acotadas para fia a anima**, da Usa* m
roes; en vos e boca* de formina e reentrasi,
aira, aguilhoei, bronzM,pararo*o* a 'Uitt* j*.i
nhos de mandioca, ele. *lc. -----
NA MESMA FUNDICA'O.
se eMcutam todas *. encommendai eom a (api
^!. j* **** >m>e,vida prastasa ei
modidadeem preco.
m )Ntii.r]L
YINDE-SE
urna negra robusta, propria para campo
por dia 560 : d
ra
e
Direita
tambem
n. 78.
Vende-se urna carteira com secretaria,
em bom estado : nos quatro cantos da Boa-
Vista.
Foi Wansferido o deposito deste zarope para a bo
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Novan 53'
garrafas 59500, e nieias.fjOOO, sendo falso'todo
aquelle que nAofor vendido neste deposite.pIo
quesefaz opresenleaviso.
IMPORTANTE TAHA 0 PUBLICO.
l'ira curade plilysicaem lodo^osseusdinereIl
tesgros, quermolivada por consliparocs, tosse
asthma, pleuriz.escarros desangue, ddrde cos-
tados epeilo, palpitacaono corarao,coqueluche
bronchile, dorna garganta, e todas asmoleslia
dosorgao pulmonares.
provincia.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia, vende-se o mappa das distancias
das diflerenle villas da cidade entre si e
relaco capital da mesma, a mil reis. '
CERA DE CAUNALBA.
Vende-se cera de carnauba de ba quali-
dade : na ra. da Cadeia do Recife, loja
Deposito
de rap princeza da fabri-
e E. Gasse, no R
u
ca d
de >'aneire.
Vende-se a preco commodo rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador : na
ra da Cruz n. *9.
Na ra da Cruz n. 50, armazem de San-
ta Barbaran Companhia, vendem-se effecti-
ament caixoes vasios de todos os tama-
iiBB.s.
-- Vende-se a verdadeira graxa ingleza n.
97, dos afamados fabricantesDay & Mar-
tin, em barricas de 15 duzias de potes:
emeasa de James-Grabtree & Companhia,
ra da Cruz n. 42.
N. O. Rieber
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
BrinzSo.
Bri ns da Russia
Vinho de Madeira.
AlgodSo para saceos de assucar.
& Companhia, ra da
O 01IARDA-LIVR0S BRASILEIRO, ou arle
d escnpturacSo mercantil apropriada ao
commercio uo Brasil : vende-se na rna da
Cadeia Velhan. 22. Preco 8/000.
^elogios d patente
nglezesdeouro, desabnete edevidro:
vendem-seaprec.orazoavel.em casa de
AugustoG. de Abreu,'narua da Cadeia
do Recife, armazem n. N'6.
papel
com agulhas fran-
320,agulheiros muito bonitos eom
agulhas tambem francezas a 160 e 320, cai-
xinhas com 16 novellos de linhas de marcar
muito finas, azues e encarnadas a 320, ricos
botoes de cores para vestidos, ou roupinhos
de meninas a 6u0 rs., 800 e-l#a duzia, ricos
agulheiros de ac e de marim a 240 e 800
rs., dedaes de ac muito bonitos e cada um
na sua caixinha*.fi00 rs., almofadinhss de
muitas qualidades propias para pregar alfi-
netes e agulhas, pulceirts de varias quali-
dades, riqutssimas fitas lavradas e lisas, de
todas as larguras, trancas de todas as cores
e larguras, titas de velludo abertas e lisas,
bicos muito finos de linho ede varias lar-
guras, rendas de varias larguras, babado
aberto de linho, toucas de 13a para criancas
e outras muitissimas consas, que tudo se
vende mais barato do que em outra qual-
quer parle: na. ra do Queimado, na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama
11 dj,
igas de seda
para senhora.
Vendem-se superiores ligas de seda para
senhora, muito bonitas e de muitos pa-
drees, pelo baratissimo preco de 1?200
1/500 e 2*1)00 : na ra do Queimado, na
bem condecida loja'de miudezas da boa fa-
ma n. 33
Lila pura vestidos.
Vendem-se cortes de ISa para vestido, de
muito bonitos padres, c com 15 covados
cada corte, pelo baratissimo preco de 5;O00-
na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f. y
1& elogios
cobertos e descoliertoa, pequeos e r-inari
de ouro patente inglez. para bornea. Vea-
nnora de um dos melhores fabricantes tj
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete i*-
glez : em casa de Soutbali Mellor & C-, rae
do Torres n. 38. '
Arados de ferro.
Na fundicSo de C. SUrr & Companhia. em
Santo Amaro, acham-se para vender araaVae
de ferro de um modello e construccio aaulo
superiores.
Moendas supeiiures.
Na fundicao de C. SUrr* Companhia,a
a a Amaro chem-se para Tender mam
das de canna todas de ferro, de um modello
consUuccao muito superiores
IUUUI89IUIO linas e de mu-
. to bons gustos.
Vende-se a verdadeira agua de colonia m
P.ver, simples e ambr.ada em fraODad?
nos tamanhos, banhas ilo-fiieTdf,^2
tas qualidades em ricos vso^.J'
extractos muito finse de muisa^CdtdJ
en, frascos de muito gosto sabonSu -T
uno. e de muius qu.l1dide."^l^!!
de ingleza, fazenda muito t^^J^T
malmo tambem inglez e muitj bom.^trat
os mu.to fino, proprios par. bol W
ldante, escenc.t de rosa.^onwdaInmmZ
mu.to boa, macsar peroi. mu?ITS
todas as cores, dito oleo, p6. m7ZL*
pastilha e outras muiUs perfui^riaa!laj
muito Ono e de muitos goktos, do.rm*2
fabricantes da Franca e Ingl.terre, etodTlt
vende barato n. ru. do Queimado. The
conhecida loja de miudezas da boa tan
O. 33* namejaB
Botoes para mi-
lits, collets e puilios
de camisa.
Vendem-se abotoaduraa muito tinas ato
madreperola^aacolletes, pelo baraaaiaao
iH-eco-d* 500 rs., dii.s mmtTricas de todS
as cores a 320, 400 e 500 rs., ditas moito?
as de madreperola par. p.it. do merino,
e homens a 500 e 640 rs., aUttdores^
punhose coll.rinnos de camisa, n? .o*S
rico gosto a 400 rs., 800 e 2M0 dita.
cornalina para casacas a 30rT' f !hl
muilas qualidades de abotoaduras ,u^U
vendem muito barato; na ru. do oS..?
boa?."m^.C3rTOd',Oadfl-'^
Vaiaudhs e gradis
Um lindo o variado sortimento de model-
los par. varandas e gradaras, de gostoiao-
dernissimo : na fundic-o da Auroren lat
to Am.ro.e no deposito da mesma, natrma do
'&*rt**0i %Ui,*
Algodao
inonstro,
chincha.
he
pe
Vende-se algodao monstro, com 8 palmos
de largura, muito proprio para toalhas e
Ienr;oes, pelo diminuto prefiu de 60o rs a
?: no loja da boa f, ra do Queimado
Oeulos e bonetes
(e todas as qu*dades.
Vendem-se oeulos do todas as graduarles
com delicadas armces de ac, pelo barato
preco de 800 rs. e 1S500, ditos com armacoes
douradas e prateadas a 1200 e 15500, dilos
c ira armaeBo de bfalo a 15200, ditos com
armaciio de baleia a 480, ditos com armac3o
de metai branco a 400 rs., lunetas de um s
vidro redondas e quadradas com aro de b-
falo a 500 rs-,ditas_ de dous' vidros tambem
coni armac'io/ue Dufalo a 19500, ditasde um
so vidro redondas o quadradas com aro de
tartaruga ay1200 e 15500 : na ra do Quei-
mado, na *>em conhecidada leja de miudezas
da boa fama n. 33.
Algoclftozinho da Baha
para saccios de assucar vende-se em casa
de N. O. Pieber & Companhia, ra da Cruz
n. 4.
Attencao.
Fugio no dia 16 do corraala/mez o arelo
Justino, crioulo, com os signaos Maniates
altura regular, cheio do corpo, sem barba
com falla de dente, na frenleVcalvo* ea7-
regar peso na caber.., muito regrista. be
bem conhecido por andar entregando ana
car pelas tabernas, tem aido encontrado aor
diversas pessoas conhecidas, e diz a alta*.
que anda em servico de sen senhor : por te-
so roga-se as pessoas que o encontrar aue
o mandem prender e levar a roa Dimita n 7n
que serao generosamente recompeasadoa, '
No da 4 de reveieiro do cormile aaaaa
desappareceu nm negro de nacao. masile
parece crioulo, por ler vindo muito neoM
no, anda mamando, o qual repreaenutir
de 26 a 32 annos de idade, de r.omeT.Tnte
cozmheiro, esutur. ordinaria, magro. roeU
comprido, pouca barba, olhos gmidVao!
brancelh.s fechadas, nariz chato e^aZ!
beicos grossos, hoce regular e coin^e!
tem urna pequea cicatvz em urna fL
D!f;0.Blr *?"* orelha, pela prtofc
baxo, de um Ulho qne 4evou, beib como
SeUi.r!,,n,?oPeSC0?f q'de Por uito leve, hS
ffi&UC0 V'S!.Vel *' foi encontrado em Santo
Antao.segumdo a estrada, com um banz-
nhodefiandresnovoma cibeca, euiTgalto
no braCo, sendo muito dado a bria. dStw
lo'I!.n 6sle esCr'V0 Wf CnTuro
Jos do Reg, no Rccie, ra da Aurora^
quem o anprehender ser* bem grefl^do."
rugi de bordo do brigue brasileiro
Melampo, na noile do dia 8 do corrento^m
"egro de nome Marcelino, naci Ibtod
riS? Ke6'"r' secco d0 ~n. rosto coaT:
pr.do, barba serrada e cria suissa, eoajj falla
de denles na frente, e consta andar vestido
com paleto, e calcado : quem o perar tove.
sae?opd0K.d0d,t0 "v.o. junto aoc^dl^
seio Publico, ou a casa de seu consignatario
Manoel Alves Guerra, na ra rio Irapiebe
14, que sera bem recompensarlo
-Continua a estar rugido o excreto Tfaeo.
doro crioulo, he pescador, id.de pouco mais
ou menos 38 annos, baixo, cheio do corno.
esp.daudo, tem muitos cabellos brancos na
barba c.beca e pe.tos : foi escravo do fina.
do Vidal, ex-carceireiro da Cadeia desta cT
dadei: ale o meiado do auno passado andn
em l-onta do Pedras, onde leve ma?^raa2
forras, que morreram pelo cholera, e depoia
esleve oceupado em Ierras do engenho IPo-
dre.ras, serrando madeir.s : o escravo Tno-
dade 40 annos, loi escravo de H.lariodej^
thayde Vasconcelos, morador no engenbo
lapua, provincia da Parabiba, tendo sido an-
tes escravo do Sr. Cario Coelho, que e non-
ve por heranca de seu sogro Jos Joaquim de
oou*a, da mesma provincia, aquelle he-do
no da 19 de Janeiro, e esse no dia 30 d se-
tembro do anno de 1856 : qaero oa pegar lo-
ve-os a ra da Concordia u. 26, a sen aeofcor
l'edro Antonio Teixeira OuiniarSes, que gra-
tificara generosamente.
Fugio no dia 31 de marco prximo paa-
ssdo, o escravo Antonio mulato, idade H
annos pouco mais ou menos, de boa estatu-
ra, lem falta de denles na fente, heoeVaal
de sapateiro, mas ha rauio.he oceupado et
trabalbo de carrosa, e canoeiro, tem pbr'cos-
tume embebedar-se, e di lugar a lazar dea-
sas ausencias : quem o pegar, leve-o a rom
da Concordia n. 26, a sen .ennor Pedro An-
tonio Teixeira CuimarSes, que se gratifleara
generosamente. 8 --r
MUTILADO
PERN.: TYP. DE M. F. DE FAEU


Full Text
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