Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07730


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Full Text

ANNO XXXIII N. 82.
Por 3 mezes adiantado 4$000.
Por 3 mezs vencidoi 4#500.
>
S.
?
DIARIO
SAMADO II DE ABRIL DE 1857
Por anuo adiantado 15000.
Porte franco j*ra o subscriptor.
NORTE.
AMBUCO.
njaadi Coiu.
PARTIDA DON CORREIOS.
Olinda : todas os dias, s 9 e mrm horas do dia.
Ignara**!!, (;oinnna e l'araliiba : naa airgundaa o scttas-feira*. '
S. Anlao, taanM, llonitu, Caraar, Altinlio e Guraiilmiis: na tcrea-reira.
S. I.oupenjo l'ao-d'.tlhu, Naiarelh, Limociro, l'.ii ., I' .....,, Inga-
seir", Flores, Villa-Bella, IfM-Vi.la, Oricuav ,- Ei lias i|NarU*-rviras.
Cabo, Ipojoca, Srrinhem, llio-Kormuso, Una. Hirroiros, Agoa-I'rela,
Pimentciraa e Natal : qiious-feiras.
(Todoa os correio* parlen a fo horai da.manti3a.
AUDIENCIAS DOS TRJBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio > sagundil quintal.
Belico ; lercas-feirai e labbadoi.
Fazenda quartaa e sabbadoi a 10 boraa.
Juio do eommereio: segundan! 10 horas quinlai a* malo-du.
Juno de orphaoi: segunda e quintal ai 10 borai.
i'rimiira rara do civel aegunda e leitai ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quarUa e aabbadoaao meio-dia.
KPII EMEHIUES DO HEZ DEfAltRIL.
1 Quario ereicente ai 11 horai e Uminutoi da tarde.
9 Luaebeia a 7 hora e 9 minutos da (arde.
17 Quino mioguanteaa9horai e t minuto da maihaa.
W La nota ai 4 boraae 85 minutos da tarde.
di u RE AMAR DE IIO.IE.
i rimeiri ai o horai e 18 minutoa da Urde.
segunda as 5 horai e 42 minutoi da manhaa.
DAS da semana.
6 Segnnda. Si. Diogenes e Plalonides
7 Terca S. Epiphaniu b s. Rufino c Peluzio presb. Mm.
8 Huira, de trevas s. Amancio b.
9 Quinta de Endoencas :- do meio dia em diante.
10 Sexta da Paixo cea o trabolho ale oineio dia.
11 Sbado de Aiiiluia S. Leao magno p- dr, da Igr.
12 Dominga) da Pascoa da Kecureicio de N. S. i. C.
O seuhores aMignanlea do correio particular de
(.oan.., queiram maudur recebar mas cartas e jor-
nae na botica do Sr. Francelino Pinto Creipo, na
Ak """ d* n""na c,(laai lodos os das ale ai
">" oile. O Sr. Antonio Pinheiro deMen-
doncu continua a receber as assgnalaras pin e(e
Diario na dita cidade a 1 por qoarlel adiaulado, e
iSjOO vencido.
por era, usando da auloriaco qne me coo-
lei n. 781 da 10 de setembro de 1854, de-
PARTE QTf ICiAL
____, MIMSTKRro DA JUSTICA-
Decreto n. 1,898 de 21 de fevereiro de 1857.
Da regulamenlo para ai secretarias de polica dai
provincia, d. S. Paulo, Alagoai, P.rahiba, Ceam,
Maraaitio, Para, Sania Calharina, Paran, Espi-
rito ..auto, Sergipe, R0 tirand do Norle, Piauhy,
Amazonai. Malo-roeso.e Goyaz.
Hei po- *
hn
crelar o leguinte .
'c^tn1! A!'eC^elar'", de Polica da provincias
oe a. raulo, Alagoas, Parahiba, Cev, Maranhao e
1 ara terso comporta de :
Uro ofricial,1[ue tervira de secretario.
Jualro amanuenses.
Um porleiro, aerviudo de conlinuo.
Art. 2. As lecrelarias de polica das provincias
ae sania Calharina, Paran, Espirito-Santo, Serg-
P, Rio Grande do Norle, Pianhv, Amazona, Malo-
tsroaso e Goyax, lero :
Una escriptnrario, que servir de secretario.
Doos amanuenses.
Um porleiro. servindo de conlinuo.
Arl. 3. A lem desles empregados, haver um ama-
"i"?* M,erno Provincias martimas para a vi-
sita dos navios. Os referido! empregadoa vencerSo
os ordenados e gratificacoes marcados as tabellas
anoeas.
Arl. 4.0 Os presidentes das provincias dardo os
regulamentos-pirs distribuirlo, ordem e procesto do
servieo, designndoos lyrrQi neorssarins para clareza
aaeawipturac^eJwa-~divisao das mnlerias, mar-
cando as funeroei dos empregados, qoe sero as
mesmas dererminada pelo regularaenlo da polica
da corle, com as altrneles que a difieren do pee-
soal eligir. SSo purera indispensaveis os livros esta-
belecido pelo arl. 4" do referido regulnmento.
Art. 5. He applicavel a estas secretaria! o resto-
lamento da polica da corle, quauto s nomeaces,
eospeosOes, demisses, aposeuladorias e emolumen-
tos doa empregados.
Jos Thomaz fabuco de Araojo, do mea conse-
luu, ministro e seerelario de estado dos negocios da
joatica, assim o leoha entend.m e fac;a eiecular. P.i-
'1cl.d0 Bl0 de iiDtiro- *m^21 < fevereiro de 1857,
Jb da independencia e do imperio.Com a rubrica
de S. M. o Imperador. Jote Thomaz Sabuco de
Araujo.
Tabella dos venciroentos doi empregados, das sene-
larias da palela daa provincias de S. Paulo, Ala-
goas, Paraliiba, Caari, Maranhan e Para.
. Ji",9reS<'ilo*. Orden. Gralif. Som. .Totae:
1 Oflicial servindo de
seereUrio. 1:000 600
3 Amanoen*. tiOOo 200 800
Dito eilerno. 600 20i
Tliasonreiro 200
1 Porleiro serviudo de
^ continuo .... 400
1:6009
2:400
800
200VJ
4O05
ir.iOOS
' <~ Jos Thomaz \aWco de Araujo.
Tabella doa veneimaoloa doa empregados daa secre-
ta ras de polica das provincias do Amazonas, Es-
pirito Santo, (ioyai. Malo-Grossu, Piauhy, Para-
n, Rio-Grande do Norte, Santa Calharina e Ser-
gipe.
Empregados. Ord. Grat. Total.
1 Escriptorario servindo da st-
crelario......7 8008-JOS 1:2003
6003 mn
300 300
2 Amanuenses .
1 Porleiro servindo de continuo
* 2:700
Observarles.
as provincias de Sania Calharina, Paran?., Es-
pirito Sanld, Sergipe, Piauhy, Rio-Grande do Norle
a Mato-Grosso mais um amanuense externo para a
visita dos navios, com o vencimanlo aonnal de 600.
Jote Thomaz Salmeo de Araujo.
mIoi negocio da guer-
MINISTERIO-^". GUERRA.
Rio de Janeiro.Mo> ''i
r, em 14 de mateo de !&('' lllm. e Exm. Sr.HaveodtrpX, bero S. M. o Im-
perador approvar ai untrucQes para os assislentes
do ajodanle general do azercito as provincial, que
por copla remello a V. E., assim oeommonicoa
V. Ex. par sauconheeimentoe govern'o. Deusgoar-,
de a V. Ei.Mrquez de Caxiat. Sr. barao de
Suruliy.
Iuilrucr.ei para os assistentes do ajudaote-general
do tzercila as provincias.
Arl. 1." O assislenle do ajudante-general do ez-
ereito, que houver em cada provincia do imperio
onda Dio ha eommando de armas, na forma disposla
no arl. 4' do regulamenlo approvado pelo decreto
h. 1,831 de 31 de Janeiro de 1857, he o orgSo do
mesmo ajaante-general para a transmisiSo das or-
deos qne este receber do governo tendentei ao ezer-
cicio das nllribuicdes, qoe Ihe sao conferidas no dito
regulamenlo, que ferem relativas a administraran,
disciplina, jnstruegao a abaitecimento dos corpos,
oOlcMie prnsas isoladas que existirem na provincia,
ou por alia Iransilartm.
Art. 2.' O auistealedo ajudaote-general, logo
que chegar a provincia para uode fr nomeado, a-
presentar-se-ha ao respectivo presidente, e depois
eommunicsr-llie-ha olcialmenle aoa nomearan, o
dia ero qne assomir o' ezarcieio de suas funcres, e
o lugar em qoe eslabelecer aua residencia, que sera
na capital da provincia, e de preferencia em algom
estabelecimento publico, qu.indo o liuuver dispo-
nivel.
Art. !.* Pablicar depois guarnic,ao, com per-
misao do presidente da provincia, iua nomearan,
posse e raatdancia, para cnuheciinenlo dos corpoi e
oliciaes eHaclivos, reformados, da eitincta 2 linlia
com sida, honorario! com vencimenlo ou sera elle,
e praea de pret -que esiiverera na provincia, cuja
'a elle tratar de verilear. Jazendo os anen-
IBese rTjJTWne'cessarias para sea~~g?.v*Wo.
Art. 4.* O assiilenle dn ajudanle-general exer
tara pontalmente as ordens qaM directamente Ihe
dirigir o presidente da provincia sobre o movimento
da' forca armada no territorio da mesma provincia, e
a respailo daquelles objtctoi que dependerem i de
reolucao do dito prndenle como primeira antori-
dade provineial.
Art. ." Corresponder-ie-ha com o ajudanle-ge-
ueral do ezereilo ou com seu depulado na corley^.
conforme a natoreza do objeeto, obrettroVTTnTnlo 1 lemaaa
dissar respeito ao ramo de servido administrativo e
disciplinar allribuido ao mesmo ajodanle-general
pelo respectivo regulamenlo.
Art. 6.* Corresponder-se-ha com o preiidenle da
proviocia acerca de ludo qoe fr relativo a medidas
providaociaes qoe estiverem privativamente na au-
toridad) do mesmu presidente, e qoe sejam neces
sarias para o bom desemprnho das ordens do governo
a elle assistente transmiilidas pelo ajudanle-general.
Art. 7.' Cor'reaponder-se-lla com os commandan-
les da Corpus, ehefes da eslabelecimenlos mililares,
e ofciaas qoe ezislirem na provincia, iolimandn-
l.'ies as ordens que receber do ajudanle-general con-
lii.'as em ordens do dia do ezereilo ou em ofliciosdo
mes. corte, e assim roais sobre todo qoe for relativo a
levar a effeilo a execofgo de taes ordens.
Arl. 8'.' A's autoridades de que Irala o artigo an-
tecedente i' assiilenle se dirigir sempre em nome
do jjadanle-qeral, salvo- Jara a decoro de or-
dens do presidente da provincia, privativas de toa
auloridade, as guaes eran em nome leste.
Art. 9.* O. asociante do ajodante-general remet-
iera' por copia presidente da provincia toda a
correspondencia qoe tiver com o ajiidante-ageneral
rlireclamente, ou p.r intermedio de seu depulado,
para que o ine*nv> p esi uta faca ao governo impe-
rial sobre o objeeto dev co-respondencia ai obser-
varles que jul^ar conve.'iienles.
Arl. 10. Retnellerra' (,'mbem ao ajudanle-gene-
ral, eampre que hoover op^ettoni nirt, ezlraclo fiel
da correspondencia nfficial q.'ie tiver :ora o presiden-
la da provincia a respeito da-u-bjeclos relativos a of-
ficiaes e prajas da reipecliva feuarnisao.
Art. 11. A correspondencia do ass'slenle do aju-
danle-general acerca de objeems qot devam subir
ao eonheciinenlo do governo imperial, e qne de-
pendan de solujao neile, sera' por intermedio do
iadante-eaeral do ezereilo, na fornva do art. 5-
qnsodo eise objeclo eersar sobra a aaminisiracao
econmica dos corpas, mi disciplina e a tW omeae
e oraca qoe esisiiram na provincia, oo por ella
iransiiarera. Qoando versarem, porem, sobra ob-
jn qoi a "ban rlac<> <" I''' Mr
feila por intermedio do presidente da provincia.
Arl. 12. O ssi-lente do ajudanle-general fisca-
lisara' o movimento do pesaoal da goarnico da
provincia, soa disciplina, administrarlo e abaste-
cimento, e fara' o detalhe do servido da mesma guar-
nicao. Velara' sobre a comroodidade das respecti-
vas pravas, e inspeccionara' os quarteis dos corpos
e destacamentos da capital, dando parle ao ajo-
danle-general das irregularidades que encontrar,
providenciando sobre o que eitiver nos limites de
sois allribuires, e reclamando do presidente da
provincia aquellas medidas que dependerem da au-
loridade peculiar desle.
Art. 13. Colligira' e remetiera' em lempo ao aja-
danle-general do exercitb lodos os esciarecimenlos
que fortm oecessarios para a organisac^o do Al-
inanak Militar na parte relativa aos officiaea e re-
partieres militare! existentes na guarnido da res-
pectiva provincia.
Arl. 14. Infarniara' sobre todos os reqoerimeutos
de individuos militares existentes na provincia, diri-
gidos ao respectivo presidente, ao ajudanle-general,
oa lo governo imperial a no ezercicio dessa atlri-
buicao regular-se-ha lelo determinado nos arts.
5, 6, e 11.
Arl. 15. Remetiera'ao ajudanle-general, mi mez
de Janeiro de cada anoo, um mappa estatisticn do
pesioal da guarnirlo em relar.no s altas e baizas do
mesmo pessoal, sui iusIrucQao primaria, secundaria
e superior ; seus crimesjolgados no foro criminal
tanto militar como civil, e au mais que interessar ao
movimento do dito pessoal, ludo em referencia ao
anno lindo.
Arl. 16. O assiilenle do ajudiote-genaral, logo
que assomir o ezercicio de snai fooccOea, remetie-
ra' ao mesmo ajadaote-general uma'relarau nomi-
nal de lodos os ofliciaes a qoe se refere o art. ,'!
com declararlo de sua residencia, a razao de tua es-
tada na provincia, a permissao que para isso leve,
e da quo autoridade. {apois dessa relajan remet-
iera' nos das 1 a 16 da cada mez nm mappa de-
monitrativo da forra akiilente na provincia, com
declarasaoezplicita d^s alteracOei occorridas na
qunzena finda, inclusive as licen^as que o presi-
dertle da provincia conceder em coiiformidaae do
disposto no arl. 34 do egnlamenlo do ajudanle-ge-
neral. Esta mappa colileca' os oornes dos offciaes
cima referidos, a notaa das oceurrocias que live-
ram lugar a respeito dalles naqoelle periodo.
Arl. 17. O issislenla do ajodante-ganeral velara'
sobre qoe te maotenh em toda sua inlegridade o
systema de uniformes po ezereilo, e o de inslroc-
diio pratica das corpos existentes na proviocia, e
nao consentir' a mais! pequea alteraran nelles,
sera previa aotorisarjao do ajudanle-general, a
quera din' parte logo de qualquer particularidad!
que a esse respailo oecorrer.
Arl. 18. O assiilenle, do ajudanle-general nao re-
solver' queslo nenhuma sobre pontos de admi-
nistrarlo, disciplina p inslrucrau militar, senao
baseado nos principios claros e explcitos dos rego-
lamentoa geraes do ezernto ; e qoando JHes prin-
cipios forem duvidosns. e opontos da questao con-
Iruveraas, representara! ao ajudanle-general do ex-
escilo para esto decidir, a fin de qoe haja homoge-
neidade e uniformidadle oaquella disciplina, admi-
nislrarao e inslroc(oJ
Arl. I'.l. U assisieni rio ajadante-general do ez-
ereilo lie auloridade cbmpeleote na provincia para
nornear conselhos da [directo, de averiguacu, e
de invesligacao, e tamkem de inquinrao e de guer-
ra, quando receber para isso ordem do goveruo por
intermedio rio ajudanle-general.
Art. 20. Os processasde" ccnselho de averigua-
S3o, de uirecrao,de inquirirn e de guerra, a que
e proceder na proviocia, sarao remedidos pelo as-
istenta o ajudame-R neral, os doas primeiros para
serem por este decidid >j, e o uliimea para terem o
competente dostinu. &"'n do rneimo mudo reniek
tidos os processosde c< ^r.Mc.ao man-
dados furmar pelo pri "^provincia, pelo
ajudanle-general, oo .. governo por intermedio
desle, afun de resolvet-se sobre o consecuente pro-
cedimento ulterior.
Arl. 21. O assislanlB do ajudsnte-ieneral velara'
obre que nenhom odlcial seja dislrariido para ser-
vico de diversa natarJza do de ana arma, oo corpo
especial, sem previa ulorisarao do ajudanle geoe-
ral, ao qual commun cara' logo qoalqoer contra-
riedade neise sentido.__
Arl. 22. Logo qne o aisislente do aju....
ri receber os f-rotajs, que forem desuados para
a corle, manr*'s insecciona-loi de saude em saa
presenja por^HM cirnrgiAn militar, vaccina-los e
limpa-los con',nienlemente, providenciando para
que nao sigaro aquellas que, nao estando incapa-
zes do servijo do eseilcito, forem todava pelo mes-
mo cirurgiao julgados| em estado de nao poder em-
prehender a viagem rjor qualquer motivo de mo-
lestia.
Arl. 23. Logo qoe os recrulas esliverem assim
preparados e forneeidbs das pecas de roopae mais
objeclo qoe devem rdceber ao isseotar praca, o as-
isteotedo ajadaole-leneral requintara' ao preii-
denle da provincia a ejspedicJIo das ordens conve-
nientes para qoe elleslpossam segoir a seu destino, e
dai providencial que demandarem a qualidade e
ezlinsito da viagem qbe liouverem de fazer.
Arl. 24. Emquanld o reerutai se demoraram na
capital da provincia, b assislente do ajodanle gene-
ral velara' sobre qoe jejam bem tratados, e solici-
tara do respectivo preiidenle as providencial ne-
jessarias para qoe a ikcloiao delles nao seja as
iCadeas publicas em nromiicoidade com os crimi-
nosos, esim nosqnarteis, sendo addidos a ilgum
corpo para neile serem convenie'nlemente tratados,
e por ah perceberem seosivencimentoi.
Art. 35. Quando oa>ecro(as forem remeltidos da
provincia pelo assiile He ao ajadante-general do
eiercito, sero acompinhados de urna relcelo no-
minal rontendo a respeito de cada um a ualurali-
dade, filiarlo e sigoaa ique se averbam nos livros-
meslre, nolaodo-se ei i observarlo quando, onde e
porque auloridade for m recroiados, o dia do jura-
mento de bandeiras, > estado de saude. conducta
anterior, se constar, e ludo que poisa influir acerca
da legalidade do racti lamento, o qoe o assiilenle
do ajudaote-general Ir ilara' de verificar pelos meios
* seu alcance. Todas essas olas licarAo registri-
daa oo archivo do mes no assislenle.
Arl. 26. A czpedif o da ordem aos corpas da
goarnico pan asienta em praca os voluntarios que
se apresetilareru e o lecrolados qoe deverem ter
esse destino, assim con o para eOeclaarem-se enga-
jamenloi, he tambero da competencia do assiilenle
do ajudanle-general do ezereilo, mediante aotorisa-
rao do presidente da provincia.
Arl. 27. O aisisteni d j ajadante-general lera'
[a leu cargo os seguinb s livro :
y5 r.arje_sondencia ollicial como ajodanle-ge-
neral. ^*~-
Da corresponden^ ^ial
provincia e aulund. 'is.
Da corresponden |al com os clie'.es dos
corpos e ofliciaes militares exis'rVWSJja pjoviocia.
De matricula doi oflciaes reformados, da extincla
segunda linha co,n toldo, e dos honorarios com
ou i.>m eli e.
deises, ha vera' maii os que se fuerero abso-
lutamente Indispensav is para a regularidade e cla-
reza do servieo.
Arl. 28. O assislenle de ajadante-general lera',
pra coadjuva-lo nos Ir ibalhos de eiciiptoraco, nm
amanuense, que sera' | raca de prel da gunrnico,
o qoal peruebera' a mei ma gratificaran que o ama-
nuenses da repartirlo s Eral do ajodante-general, e
para a rondurr.io do re peelivoexpediente lera'.nmn
ordenanza tambero prarja da reipecliva goariii;a'6T
Palacio do Rio de JJoeiro, em 14 de marco de
18-iT.Mrquez de Canas. Conforme, Litaste
Augusto da Cm.ha IBaltos.
da provincia de Peruambuco aos 6 de abril de 1857.
Jos lenlo da Cunlia Figaeiredo Janiar, ollicial-
maior servindo de seerelario.
Registrada a 11. 53 v. do livrn 4. de lei pcovin-
ciaes. Secretaria do governo de Pernambaco 6 de
abril de 1857. Francisco de Lemos Doarle.
LEI N. 406.
Sergio Teixeira de Macedo, presidente da pro-
vincia de Pernambaco. l-'aro saber a lodos os seas
habitantes qoe a assembla legislativa provincial
decretoo, e eo sanecionei a resolurao legointe :
Art, nico. Fica aporovado o compromisso da
irinandade de Nossa Seuiiora da (".onceii.Ao da colo-
nia militar de Pimenteiras ; revogadas as disposi-
(Ges em centrarlo.
Mando, por tanto, a todos as aotoridades, a quero
o conhecimeulo e execiicao da referida resolucao
perteocer, que a cumpram e far,am cumprir 19o
inleiramente como nella se contem. O secretarlo da
provincia a faca imprimir, publicar e correr. Ci-
dade do Recife da Pernambuco aos 6 dias do mez
de abril da 1857, trigsimo sezlo da independencia
e do imperio.
L.S.
Sergio Teixeira de Macedo.
Carla de lei pela qoal V. Exc. manda executar
a resolurao da assembla legislativa provincial, que
saoccionou, approvando o compTomisso da irman-
dade de Nossa Senlion da Conceiro da colonia mi-
litar de Pimenteiras.
Para V. Exc. ver.
Firmtno llerculano Baplista Ribeiro, a fez.
Sellada e publicada nesta secretaria do governo
da provincia de Pernambuco aos 6 de abril de 1857.
Jos liento da Cuuha Figaeiredo Jnior, oflicial
maior servindo de secretario.
Registrad! a fl. 53 do livro 4 de leis provin-
ciaes.Secretaria do goveroo de Pernambuco, aos
6 da abril de 1857.Francisco de Lemos Doarte.
LEI N. 407.
Sergio Teixeira de Macdo; presidente da provin-
cia de Pernambaco. Faco saber a todos os seos ha-
bitantes qoe a a.sembla legislativa provincial decre-
too, e eu sanecionei a resolorSo segointe:
Artigo nico. Fica approvado o compromisso da
irmandade de S. Francisco de Paula, erecta na ea-
pella do Caxaoga' da imperial rreguezia da Varzea ;
revngada as disposices em contrario.
Mando, por tanlo.'a todas as autoridades, a quera
o conhecimento e execocao da referida resolocao per-
tencer, que a cumpram e fac.am cumprir iao inleira-
mente, como nella se conlem. O secretario da pro-
vincia a faca imprimir, publicar correr.Cidade do
Kicife de Pernambaco aos 6 dias do mez de abril de
rS57, trigsimo lezlo da independencia e do impe-
rio. *^
L.S.
Sergio Teixeira de Maedo.
Carlaede lei pela qoal V. Exc. manda executar a
resolucao da assembla legislativa provincial, .que
sanccionou, approvando o compromisso da irmanda-
de S. Francisco de Paula, erecta na capella do Ca-
xanga da imperial fregoezia da Varzea.
Para V. Exc. ver.
Firmino llerculano Baplista Ribeiro, a fez.
Sillada a publicada nesla secretaria do governo da
provincia de Pernambaco aos 6 de abril de 1857.
Jos Bento da Cunta FigueiredeJuoior.olTicial maior
servindo de seerelario.
Registrado a f. .52 v.do livro 4 de leislprovinciaes.
Secrelana do governo de Pernambuco 6 de abril de
1ck>7.Francisco de Lemos lluarle.
ENCARREGADOS DA StBSCRVI^Ad KO KL
Alagoas, o Sr. Claudioo Falcae Dias ; Beaia, > -
Rio da Janeiro, o Sr. Joao r ereira Martina. "^~
EM PERNAMBUCO
O propietario do DIARIO Manoal Fimerea da rafia, aa asa
livraria, praca da Independencia ai. a .
IITERIOK
coro o presidente da
OOVERMO
'A PROVINCIA
LEI N. 405.
ergio Teixeira de I [acedo, presidenle da pro-
Fajo saber a lodos os seus
Mima d Pernambuco.
habitantes
que a assen blca legislativa provincial
decretou, e eu sanecione a resoluto seguinte.
Art. nico. Fica approvado o compromisso da
irmandade de Nossa Sdnhora da.Assompcao das
Fronteiras, erecta na irbperial capella da Eslancin
da cidade do Kecife, e revogadas as disposirOss em
contrario.
Mando, por lano, a lulas as nulnridades a qoem
o i'iinhecimcnlo e ext-cucHo da referida resolucao
perlencer, que a eumpijim e facam cumprir ao
inleiramente como nella se cantean. O secretario da
provincia a fara imprimir; publicar e correr.
Cidade d
indepen
dencia e do imperio.
.L.S. t
l^rgl\ Teixeira de Macedo.
Carta de le pela q,i,,i V. EiC. manda execular a
resolucao da assembla ltLislaliva provincial, que
sanccionou, approvando ofeompromisso ds irman-
dade de Noisa Saohora di A-aumpcSo das Fonlei-
rai, erecta na imperial capella da Estancia da ci-
dade do Recife.
Pan V. *xe. ver.
Firmino Uercolanol Baplista Ribeiro* a fez.
Sellida e publicada neiUi secretara do governu
A INTOLERANCIA CATHOLICA. -
l.ma das phrases mais predileelns*criP?tvJgo janse-
nista, e do vulgacho da impiedade he a intolerancia
da igreja ealholica contra os infies e conlra os her-
ticos.
A niqunirao, as vesperas de S. Bartholomeo, as
excommunhoes, a Immiliarp do re Heurique, os
lormenlus do santo oflicin, as' fogaeiras d. s nulos de
f, a vida escandalosa dospapas tal ha a ladainha,
com qoe ha perto de um seclo noi atordem os ou-
vidos esses philosopho da mez meio, essa raca en-
fezada de Vullaire, essas deformes caricaturas d en-
cyelopedia.
A varriade da histosia lem sirio posta de parle, e
tem-se enilnon.'.'.-Jn em seo lusar a mentira do ro-
mance louco, e do pamp&Jeto insolente No Iheatro, nos f llielins, as rapsodiasdosoaiaiismo
o pandlo tem prevalecido contri o axioma da mo-
ral religiosa''*, o criroe he sempre periuiiirisMdo n'um
ministro do calholicismo, a virlade nos Aniego, e
nos persnnagens de Eugenio Sue, a igreja era somma
he ama des-as grandes calamidades, qoe pergtgoe a
numanidade ha 1817 anuos.
Voltaire, case assombroso patriarcha da impiedade,
que lamanha descendeocia deixoo, tinha e euginava
como mxima que devia meotir-se e mais meitlir-se
porque a mentira repelida tornava-se verdade huma-
na ; os adeptos do autor do Optimismo lem com ef-
feilo correspondido a esta reeomroendacao.
Mas he chegsdo o lempo da reaeco : he chegado
o lempo de chnmar-se a contas a razSo e a mentira,
e jolgar-ie de que lado esta' a verdade, e d qual o
paradoxo.
Hoje, referindo-nos a om escriplor recommenda-
vel, vamos por em frente da intolerancia o catholi
cismo, a benigna e mana tolerancia do protestan-
tismo. r
Logo, qne Luthero levantou na Allemanha o es-
tandarte da rebeban conlra a igreja caUbnlica, desde
esse mesmo momento comecou a fazer da doutrina
de perseguico conlra os catholicos a triis resoluta
de todas as suas maximai. Como (dizia elle; manda-
mos com (nota juslira o salteadores a forca, e nao
navemos de empregar lodas as nossa forjas conlra
estes papas e cardeaei, e lodos os mais excrementos
da Simonia Romana '! Poique nao habernos de lavar
no seu sangue as nossas maos? kcanr/elium rutlsan-
gmnem, responda da Suissa Z\>inglio : e portanto
mono bem traba feito Calvino 'quando quemara Mi-
guel servet em Gcuebra, e rr.nito melhor o famoso
reformador Cranmer, conOeronando tanta gente ao
logo em Inglaterra, onde ar.melhanle genero de mor-
le conlra os catholicos fez parte do direito publico
ao reino, e nao em nm ou ootro momento de illnslo,
porem durante nao mer.os de treze reinados inteirns
e successivos que tantos, vao desde o de Henrique VIII
em que tal le foi promulgada, ale o de Jorge II,
era que ella sa abolir,.
No reinado de Javme I, segando se le em Rush-
worth, declaroa o yarlamento, que a peneguicao dos
calholicos era necessaria para promover a gloria de
eo-, e doraote -os doos reinados seguintes, choviam
as solicilac.oesjio corpo legislativo e nos termos mais
urgentes, MaJ 9e podiam char, a lira de que os ealho-
UftM fos&'am perseguidos.
Conceder aos papistas a menor tolerancia possivel,
dizia o arcebispo Usher n'oma mensagera ao rei, as-
signada por mais onza oiipos, ha am peccado gra-
vissimo.
Em Eicoisia ara aindi peior.
Sabei que a perseguirlo dos papillas, grilava Knoz,
lo povo, he para vos ama obrigajao sagrada e lacro-
santa ; e qaanto a rainha (Maria Staarl) estaes em
libras por mez. Se baplisava um filho, segundo o
mesmo rito, devia pagar cem libras.
Se linha am sua casa para seas filhos um mes-
Ire da sua religiao, devia pagar qunrenla ehelins
por cada dia qae o tivesoe ; e se os mondava fon
de casa a algum meslre calholico, devia pagar cem
libras.
Alm disto, os Glhos assim educados nada podiam
possoir oa por hennc ou por corupri al se terem
aonformado, oo, por outras palavrn, apostatado.
Emfim al depois de morios eram perseguidos os
tristei e miseraveis catholicos, porque aquella, que
quera ser sepultado em oulra parte, qoe nao fosse
a igreja oa cemiterio protestante, devia fazer pa-
gar vinte libras pelos seus ezeculores testamen-
leires.
Depois de ter lido esta pequea amostra da legis-
lacao ingiera contra os catholicos dnrante tao grande
numero d'annos, atienda agora o laitor roaoeira
porque ella era posta em exeeucao. A respeito das
victimas catholicas, dizSydmy Smilh, a lei era com-
pleta, e lilteralmente execolada.
O padceme era primeirarneote preso no cadafal-
so, depois abriam-o vivo, arrancavam-lhe as enlra-
nhas, e qoeimavom-lh'as dianle dos olhos, e depois
desta operario feila, decapitavam-o, e esqoarieja-
vara-o. O lempo empregado nesla horrivel ramece-
ra en s vezes mui considcravel ; n'um caio durou
mais de meia hora.
Esta passagem he copiada textualmente do excel-
lente escripto de Sydmy Smilh, intituladoLelter-
to he Eloctors; porem se o leitor deseja um les-
lemunho anda menos suspeilo, eis squi Home, a
respeito das atlribui^es e procedimeolo do Iribansl
da alta commissao, eslabelecido pela rainha Isabel
Qualquer palavra ou escriplo, que tives-e sabor de
heresia, de scisma, ou de sedic.au, era pooivel pelos
altos commissarios oo por tres delles.
S elles eram juizes do sentido a [tendencia das
cipressdei, e o seu modo de proceder nao era por
lesleraunlias, mas por boatos, por suspeas, oa
conforme o sea proprio arbitrio. .Vuma palavra
om tribunal inquisitorial com todos os seus ter-
rores e iniquidades, linha sido eslabelecido
reino.
Maclain, as suas olas a Mosheim, he anda mais
expresso, fallando do mesmo objeclo. Os poderes do
tribunal, diz alie, eslendiam-ie a inquirir n3o l-
mente pelos melhodos legaes, mas lambem por meio
de muitas prisoes, inquisicoes, e tormentos, e todas
estas coudemnares eram impostas sem regra oo lei
alguma, mas nicamente segundo o arbitrio dos
juizes.
Pergunto agora de novo : ha em toda a hisloria
dos excessos da inquisiran, mesmo depois de exage-
rados pela m f dos philosuphos, cousa que possa
ser comparada cm iodos estes horrores ? Dos nos
livre de descalpa-los, sejam elles commettidos por
c Iholicos, ou sejara-o por protestantes ; porm ao
menos os primeiros obravain sempre em defensa
propria e os segandos como aggressores. Dos catho-
licos eram todos os templo., todos os altares, ledos
os eslabelecimenlos ecclesiaslicos, quando apparerea
a reforma. De todo tinham estado de posse pacifica
por mais de mil e quinhenlos annos ; e esta posse
era fundada na lei, sancciona'da pela prescripc^o, e
confirmada por ludo quanto ha de mais firme, e de
mais respeilavel no mundo.
Foi nestas eircumstanc'as que os preponderantes
se apreseutaram como agtreisores insultando, roa-
bando, perseguindo e assa miando com furor e en-
carnecimenlo, quo o proprio IIurnet, diz, que o
procedimenlo dos amigos da reforma obrigava o po-
vo a pensar qae o zelo qoe por ella alteclavam,
mais tinha por fin a pilhegem, do qae os inlere--.es
religiosos.-
Eite qaadro nao he nosso, he flelrrraale copiado
a hisloa^njp As fontes a que nos referimos ah eslAo
podem verificar-se as rilaroe-ique adduzimoi.
V uelle e edillquem os lions cafliolicos, o que oa
^alralaf, que o. iodilTerenlislas. que estes hero-
icos de nova espeeie,- que diariamente blasname
escrevem declama{oes conlra a-igreja, que reco-
nhe^am elles ueste quadro o espelho da sua iniqui-
dide.
Seja a historia o nosso campo de Iota : us que-
remos a discassao dos factos, nos qoeremos a apre-
ciado dasdonlrinas ; mas com as armas da razao e
coro o espirito da f. Estas qrjeilOes rio da mais
alia importancia e de recouhecida transcendencia.
No estado actual da socieriada he at de urgencia
venlna-las. mas nao com a imaginario escaldada do
romance, nem com as paxouxadas do truao, nem
com os salios do arlequim. Nesle terreno nunca
nos han de ver os leilores, salvo urna ou oulra vez
para protestar conlra insultos, se a isso nos abri-
garen..
F. M. Raposo d'Almeida.
(O BraM.)
PERIAIiailGO
consciencia obrigados a ass padres. Depois de taes mximas inculcada rio pul-
pito aos oovintes, nao ha nada que admirar, le o
parlamento escussez em 1560 decretoa pena de mor-
le conlra lodos-os catholicos em massa, s pelo fac-
i de o serem.
--Phrro o3o ha eoosi mais propria para excitar a
indignado de lodo o homem de bem, do qae lancar
os olhos pan os estatutos e leis penses contra o pa-
pismo, que por tao longo esparo de lempo e-liveram
em vigor na Inglaterra contra os catholicos.
Pedimos perdao ao leitor, se vamos offinrier por
um momento a semibilidarie do seu rorarn ; mas
nao podemos deixar de dar-lhe urna idea succinla de
lodl esta legislaran mais qae de Urarnn, cingindo-
aVaoa exposicao publicada por Fletcher em 1838.
7odo o calholico era puoivel de pena de morte na
brca pelos motivos srgointes : ( por negar o jura-
mento de ter o rei de Inglaterra como juiz supremo*!
em materias de f : 2- por soslentar o poder espiri-
tual do papa : 3' por dar ou receber a absolvicao
sacramental : 4- por se reconciliar com a religiao ca-
Iholica : 5- por ir receber ordens sacras ao ultramar:
6- por esconder ou ter em casa urmparire : 7- por
Miliar ao reino depois de degradado: 8- por siliir
do reino sem dar o juramento de sopremacia.
Alero da pena capital imposta era lodos os rasos
cima ditos liuham, alm disto os catholicos que sof-
du Recife de Pernambuco, aos 0 diai do frer urna serie de oppressOes e vexames. que lodos
i re abril de 1857. IriMsimo sexto da indepen- ul,,os lalveznssem aindi peiores que i morte.
O calholico nao poda ser tesUmenleiro, artm-
nistridor oa tutor. Assiguavam-ie-llie cinco militas
em roda da soa casa para a sua habitarlo ezclui-
va : e se nlguma vez sabia destes limites, eram-llie
confiscados os bens.
O calholico. que vinha do campo a Londres, de-
via pagar eem libras, e nao en admitlidu a defen-
der-ie pessoalmenie, nem a.demandar ninguera em
juzo.
Se se easavs, segando o rilo cltholico, devia pa-
gar cem libras, e se se provava qoe a roulher havia
ido recusante, pigivi de mil a mais outras dei
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL DE
PERNAMBUCO.
Seaaa'ordinaria en do abril da 1857.
Presidencia do Sr. Baro de Camaragibe.
Ao meio dia, verifican lo-se haver numero lega-
dos Srs. depulados, abre-se a sess2o.
I,ida, he approvada a acta ds anterior
O Sr. Phmelro Secretario aprsenla o legajte
EXPEDIENTE.
Um olTicio do secretario do governo, commani-
cando qae foram recebidos os compromissos das ir-
mandadas de S. Francisco de Paula do Casanga, de
N. S. da Conceiro da colonia de Pimenteirai e de
N. S. da Assompcao das fronteiras da Imperial ca-
pella oa tslancia.Inleirada.
Outro do mesmo Sr., .devolvendo, coovenienle-
mnte approvado pelo Exm. bispo diocesano, o
compromisso da irmandade da Santa Cruz dos pretos
canoeiros.A' commissao de negocios eccleilaslicos-
Sao lidos, julgados objectos de deliberadlo, e man-
dados imprimir, os seguintes projectoi :
A Asierobla Legislativa Provincial de Pernam-
baco resolve :
Arl. 1. A villa de Caruarti fica desde ja elevada
a categora de cidade. '
Art. 2. Ficam revogadas as dispoiicOes em contra-
rio.
Pajo da Assembla Legislativa Provincial de Per
namboco, 3 de abril .lo 1857.Dr. Paula Baptirta.
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Arl. 1. Fica elevada a cathegoria de villa, a po-
voacao de N. S. do O' de Ipojuca.
Arl. 2. O termo da dita villa comprchender o
limites da freguezia.
Ficam revogadas as dispo*icoafem contrario.
Paco da Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco, 4 de abril de 1857.Dr. Sabino Olega-
rio Ludgero Pinho.
Sao lldas a approvada <. redarSes dos projeclos
ns. 7 e 9 desteanno, e 17 do anno passado.
ORDEM DO DIA
Segunda discussao do projecto n. 14 deste anno,
qoe approva o compromisso da irmandade de S.
Miguel de Ipojoca.
Ha approvado lem dbale. ,
Continuarlo da segunda discassao do orramento
provincial.
O Sr. Metra Henrique :j Nao reverten sea dis-
curso.)
O Sr. Barros de fAtcerda sustenta a sua emenda.
Vai a mesa a anoia-se a seguinte emenda substi-
tutiva a do Sr. Barro de Lcenla:
Em lugar d* 2-.0OOJ, diga-se 1:2003. Mein
Heuriqoei.
O Sr. Paula Ilaptitta:Senhor presidenle, ea nao
fundamenlei a nimba emenda, como disse o nobre
depulado, em falla de contrato, em que por ventura
lenbi incurrido algaem, creio que al fui bstanle
explcito..
O Sr. Metra Henriques:Na falla da publira-
rao dos Irabalhos da casa...
O Sr. Paula Baptitca:Ea disse qae enxerga-
va na Assembla Provincial alguma disposicao para
acabar com a publicarlo dos trabadlos da discussao,
que alguns seuhores depulados nao mandavam seus
discursos para serem publicados, e que eu achava
bom, que aproveilando-se esta disposicao do nobre
depulado, se nao coulinuasse a gallar eisa verba.
Seuhores, he preciso em-nd-remos as opinidcs dos
oolroi, de modo que lites nao allribuamoi peusa-
mentns eslranhos...
O Sr. Metra lcnriqites:\ie comigo.
O Sr. Paula Baplista:(lio ha, senhor presiden-
te, opinin que eu emita, que se nao queira mais
oo menos desfigurar.
Agora, para demonstrara boa femque estoo.irei
s minhas opimOes ja emiltidas em annos passados
e qae sao as mesmas de hoje. Qoando os trabulhos
da Assembla Provincial eram lodos publicados, eo
juntamente cora o Sr. Dr. Manoel Cavalcanti, que
enfilo linha assentoaa casa, pognamos ama occano
para acabar com essa despez de pablicacao.
Ora, sendo esla a minha opiniao, a vendo ja al-
guma tendencia da Assembla Provincial para eile
fim, quera ver, sa efieclivamente se acabava com
isto, se nao se dav* mais esse dinheiro ao empreza-
rio : eila he a minha opiniao, e nao accuiar a pes-
soa alguma. Se o nobres diputados mandam ou nao
os seos discursos em lempo, he isto cousa com que
me nao posso e ngo me devo importar. Qaem qaizr
collorar a qaesiao neste terreno, qae tome a ioi-
cialiva.
O Sr. Metra Henriques:Ese eu qaizesse tinha
a coragem para o fazer, sem precisar do seu bene-
plcito.
O Sr. Paula Baptitta:Bem iei diito, assim
como o nobre depulado deve saber que lenlio o di-
reito de nao consentir qae me empreslem mlenres
qae nao sao minhas, e de declarar que nanea qaiz
collorar a questao ueste ponto...
O Sr. Metra Henriques:Nem eu disse isto.
O Sr. Paula Baqtisla:Mas eu eslou responden-
do ao que o nobre depulado disse, attribuindo-me o
motivo de haver apresentado a'emenda snppressiva
em razao de u3o se ter curopridp o contrato.
O Sr. Metra Henriques:(Nao volloa seu dis-
corso.)
Encerrada a discassao e posto a votos o art. he
approvado com a emenda do Sr. Barros de Lcenla,
sendo rejeitadas ai de mais.
Arl. 3. Com a secretaria da presidencia
1. Com os empregados.
2. Com o expediente e aiseiu
casa.
jsto acontece, porque nao ha o mioimo rasto de pa-1 no jamaii o faremoi acta anebra
da
14!700000
2:3908000
He approvado lem dbale.
Art. 4. Com a directora geni :
S 1. Com os empregados.
2. Com o expediente, um servente
asseio da caa.
He approvado sem debate.
Arl. 5. Com o Gymnasio :
1. Com os empregados e profes-
sores.
2. Com o expediente da secretaria
3. Com oaluguel da casa, movis,
olencibos e serventes.
3 4. Com as mensalidades de doze
alumnos pobres, sendo seis meio pen-
sionilai.
17:0905000
3:0009000
500/000
:i:500/O0
38:S60;*K)0
400S000
3:0005000
3:2405000
45:505000
\ ai a mesa e apoia-ie a seguinte emenda :
Para ser enllocada onde coovier :
Com a escola de eommereio. 3:0005000.Amorim.
"Sr. Josi Pedrc justifica, e manda a' mesa a se-
guinte emenda substitutiva :
Arl. 5. 1. Com os empregados e professoree, in-
clusive os do corso do eommereio 41:860/000.
Joi Pedro.
O Sr. Paula Baplista:Sr. presidente, jamis
concorrerei com o meo vol, para que estas cadeiras
creadas para o tnsino do eommereio sejim encoco-
radas ao Gymnasio. Taes sao os iuconveuientes qae
nisto descubro.
Ora, senhores, um estabelecimento para a edu-
carau de meninos com melhodo regalar na ligarao
e distribuirlo das materias de ensino, com om re-
gularaenlo, um reilor, e com urna disciplina con-
veniente, he par., adrailtir o enserio do eoiiuo de
materias destinadas a formar profissOei t he para
admillir esludaules de todas as classes, de todas
ai idtdes, e de qualquer educsc.au qae seja.
Senhores, nao queiramos imprudentemente con-
correr, pan que se desoalure esta insliluisao. Nos a
fundamos com tantos cuidados e zelos : estqdaros
o que havia de bom a este respeito em outros panes;
para que agora o desoatorarmos t Proovera a Dos
qoe as rondas da provincia permitlissem que o ele-
vassemos a maior grao de perfen.-o.
Se na occasio presente isto nao hl possivel', ao
menos piucuremos conservar esie estabelecimento
na maior pureza que for possivel.
Voto contra a-emenda.
O Sr. Joto Podro respondo ao precedente orador.
Ao 2. Com o expediente da secretaria e acqoi-
sicao ,ie objectos para o museu 7005-Ao 3. Em
vez de 3:0005, diga-se 2:7005.Ao S 5 do arl. 5.
Com uacrescimo da casa enaque esln' actualmente
o Gymnasio 4:0005.Porlella.l. de Barros.
O Sr. Paula Baplista:(Nao restiluio o seu dis-
curso.)
O Sr. I. de Barros explica as fazes em que se
funda a sua emenda.
Vai a mesa e apnia-se a seguinte emenda :
Fica o presidenle da provincia autorisado a con-
Irahir empreitimo de quantia necessaria, para qaan-
to antes concluir a obra do Gymnasio, o qual de-
ver*' ser pago com o producto dai lolenas que fo-
ram concedidas ao mesmo eslabelecimeolo.N.
Portella.B. Cosa.
O Sr. S Pereira:(Nao devolveo seo di-curso.;
Sao lidas e apoiadas as segaioles emendas subi-
litotivas ao 5 2.
Com o asseio da caa, expedieote da secretaria,
compra de instrnmenlos proprios para o estado de
historia natural, physica e clnica, 3:0005.Sa' Pe-
reira.
As aulas do eommereio serao dadas na sala da
Associacjlp dos artistas.Sa' Pereira.
Tendo dado a hora, fica a discassao adiada.
O Sr. presidenle depois de designar a ordem do
dia, levanta a sessao.
bullas por aquelles lugares.
Pedimos ao clebre denunciante do proprietario
de certa coeheira, que nao repita coro ai suas carta
para comoosco, porque n conhecemoi da perto
esie honesto cidadno, e nao consentiremos qae por
ama inveji inqualificuvel te offenda em nona Pa-
gina o tea melindre.
Vimos passar um carro, qoe vinha de nm dos
nossos arrabaldea, pozado por doos lazareolo c-
vanos, que mal podiam trocar as perno, lendo as
sarnelhas em um estado miseravel, sobre as quae o
cocheiro flagellava com o cabo do chicote; padimoi
a tomamos a pedir providencias para taes barbari-
dades.
------Anda pelas roas da Boa-Vista um preto, qae
Ue apellidadopoliticamente, o qual constante-
mente ebrio atroa os ares com deicompaisados ber-
ros e caulorias, acordando a todos, e convidando-os
como urna randado as jaoellas, Ene pralo lem-se
tornado iosopporlavel, ao passo qae as patrullias (se
exislero palmillas), deizam esse here incommodar o
socego publico!
Porque nao se obitmem as portas da casa in-
cendiada do Aterro? Esta' ella servindo de lupa-
nar publico 1
Nao se pode sapportar os assobios dos moleques
e menino da roa Velh ; a (oda hora, a todo ins-
tante, oave-se essa msica infernal; parece que e-
ses moleques lendo senhores, e estes meniaos pas,
a polica nao deveria roover-se. .Nao se pode ajui-
zar a algazarra, que at depois das horas de silencio
da noile, fazera csms divertidos.'
At amanhaa.
DISCURSO DO SR. DEPUTADO FLORENCIO,
PRONUNCIADO NA SESSAO DE 3 DO COR-
RENTE.
O Sr. Florencio : Sinlo que n3o esteja na casa
o nobre autor da emenda Exigir qoe os servijos
doi offlciaas de polica sejam de 25 annos, he o mes-
mo que nao querer Ihes dar reforma.
Um Sr. Depulado: He melhor do que o que
existe actualmente, que nao he nada.
O r>>. Florencio : Mas he peior do qae o pro-
jecto. Dentis, dizer .miro artigo que a licenr.a,con-
cedida por qualquer motivo nao seja levada eoi cun-
ta. O ollicial de policia vai para orna diligencia he
ferido, vai para o hospital, e o medico da-llie 3 me-
zes de cnnvalescenra a essa licenca nao lie levada
era conta, entretanto qoe MM licenca he concedida
para curar-se de ora feriroeolo, que recebeu no ser-
vico !
O Sr. A. Cavalcanti: No projecto lambem tem
isto.
O Sr. Florencio : O que le segoe he que o pro-
jecto he mn.e se eu visse o art. 2. tratara de emen-
da-lo oa votara conlra elle.
Sr. presidente o servieo militar que se exige de
nm ollicial de policia, he mnilo pesado, muitas
vezes o oflicial he victima, e quando tem vin-
le annos de servieo eitai inulilisado, entretanto o
nobre depulado pela sua emenda qaer anda res-
tringir o projecto. Ou queremos ou nao queremos.
tu observo sempre* urna tendencia de restringir
certas cousas, entretanto Sr.,fazer juitica nao he res-
tringir, fazer juslira he conceder, quando ha direilo,
e negar quando nao ha : logo qoe aqu se trata de
roelhorar os empregos, apparecem logo esses senho-
res sentinellas dus cofres, e chegam ot a fazer in-
juslicas.
( Ha um aparte.)
O Sr. Florencio : Assim, senhor presidenle, se
os nobres depulados entender que he de juslira con-
ceder-se reforma a esses ofliciaes, concedam-se, mas
seja com 20 annos. porque mais do que isso, he urna
burla, be om engao.
Eu voto contra a emenda.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
I. SESSAO ORDINARIA EM 18 DEMARCO
DE 1857.
Presidencia do Sr. Reg e Albuauerque.
Presentes us senhores Vianoa, Franca, Barroca, e
Mello, rallando os mais.senhores, abrio-se a sessao,
e ro lida e approvada a acta da antecedente,
ro lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidenle di provincii, con-
cedendo a aolorisacSo qne a cmara Ihe pedio,(para,
por meio de eroprezas, levar a efleito a conclusao
da obra do maladooro poblico, e conslrocrao de
urna can para soas sessSe, cedendo a favor do em-
prezario por certo nomero de aaaos o rendimento
do imposto de 500 rs. sobre cabera de gado qoe for
morlo oo municipioAdiado poTnao estar presea-
te o autor da proposla, qoe dea logar a esla aolori-
sac,ao.
Outro do mesmo, remetiendo approvada a postu-
ra addiciooal, qoe a cmara submelteu a soa consi-
deradlo em 11 do correle. Qua se publicasse e
se deslribaiisem copias pelos fiscaes da cidade.
Onlro do ollicial maior, servindo de secretario da
presidencia desta provincia, enviando de ordem de
S. Exc. exemplares de varios decretos do governo,
perteocenles a lecisiacan do anno de 1855. Ao ar-
chivo, e que se accosasse a recepcao.
Oulro do subdelegado desta rregoezia de Santo
Anlonio, remeltendo ama relacSo doa qae foram
multados nos dias 9 a 12 do correnta por venderera
agurdente a pretos escravos, afim de que se proce-
des-e a cobrante dos mollas. Qoe se transmiltisse
a relac.au ao procarador para cobrar as mallas, ,
qoando as nao qoairam pagar, commuaicar a c-
mara. *
Oulro do fiscal do Recife, pedindo se mandaste
pasar ao cirursiao Jos Antonio Marques a quantia
de 185800, importancia de orna corrida a anata -
mes sanitarios que elle fez com o mesmo cimrgiao,
em diflerenles diat do mez passado e do corrente.
Mandou-se passar mandado.
'falni dn n>r,l rl .n .Tnais. dando parle do que
lizera na freguezia, durante a semana finda, a pe-
dindo ma mi.i- -. i cmara reparar as ruinas que lem
em algumas partes o cano de esgoto de sangue do
matadouro.Que mandasse reparar as ruinas.
Oulro do fiscal da Boa Vista, dizendoqoeseacham
a desabar, podendo causar mal aos viandantes, as
bicas do sobrado queimado do aterro da Boa Vista.
Que se entendesse com o procurador do proprie-
tario da casa para mandar deitar abaizo as bicas, e
quando o nao facs, fizesse elle fiscal arrea-las.
Outro do mesmo, informando qae Joaquina Perei-
ra Arantes infringir as posturas de 8 de oulonro
da 1856, na obra qua esta' fazeodo na Baixa, na Ca-
punga, conslmindo duas casas juntas, ama com 25
e oulra om 26 palmos, quando as mesmas postaras
s permitiera casal cura 22 palmo ; pelo qoe o jal
goa incurso as penas respectivas. Negou-se a li-
cenca que pedia o peticionario para coolinuar a
obra.
O Sr. Mello fez o seguinte reqaerimeoto, qae foi
approvado:
Reqoeiro que se expecam ao actual eogenheiro
cordeador as mesmas ordens qae se baviam expedi-
do ao seu antecessor a respeito da estrada da Varzea.
Despacharam-se as peti(0es de Anlonio Jos da
Rosa, Alekandre Rodrigoes de Almeids, bacharel
Candido Aotran da Malta e Alboqoerque, Jo3o Soa-
res da Fonseca Vellozo, Jo3a Baplista Rodrigues de
Souza, Francisco de Barros Correia, Manoel Antonio
de Jess, Francisco Meudes Martins, Manoel Peres
Campelln, Jacomo da Gama, Manoel Andr l'.ntelho,
Mara Bernardina da Conceiro. Joaquirn Pereia
ii
de ; he contra o abuso qne ramee fallar ; aaa i
raoi comproraeltimeoto algaai,
ceptibilidades iodividuae, toda vax q
com o accento da conviccio aibalaveJ
urna necessidade urgente a grava por aaa I
A moral altamente protesta pala saa i
ao tordo oavidos da avanza, qaa m
vido IntirMie da ouro, aa srdida
zeneiro!
E se os aportlos da Carato |
evanglica por toda a parle da aaaaae, (*)
permitlido qna por noaaa tura*
conlra a violacio dos precaila da nUflii i
com o precioso langa, qae, par amor daa ti
Adao.foi vertido no sqpplicio da cruz can
rio o mais cruel, a abnegaca mais nali. a a
propria di minio lagarta sublMC da aaaaa ra-
demprdu I
O Salvador do gaera huauna iaaa aaafao aa
borlo, e tragn na maior (ribolacao a ciki aa atajjf
gora al a fezei !
A forca desfalleca*) en ezlreata; aa MaMsata
e contrahiam de dor ; na* havia Mala aadacar a
milvadeza eigotou lados o raenraa barbaraa I
Pedio repouso, deram-lhe loilaaalaa, pedia agaa,
deram-lhe fel! !
Com o pesado midetro obre o bataara, i
e coroado de espiuhos, canario da lodas aa ii
allroutas de urna piaba iufran a lisian ti. allt
marmorou ao menos, a, obra a 'ilTiri. aaln aaaa
ladrOes morrea envido na topa da eral! I
Sobre ser a avarenlo criminoaa.fte la hmm a' MMi
ingrato pan com o sea Redemptar !
Roiell) de Lurgoes, eseravando Jetut CkritH pa-
rante o secuto, nao ha dnvlda qaa aallaa braao
eloqoente em fivor do chriitianiuno.
Rabillo da Silva um Fastos da lereja vaaara
Dos, moilra a necessidade dos Hotos, a prava a la-
da a luz, qae a religiao do crucificada be a i
em e-sen ca.
Beroardln da Saint-Pierre, awombre das I
estadou o mando physieo, a demonstra
aiis qae ha em todoi as tarca da lacla, eaa rata-
cao ao seu creador; cumpre-nos a gara a atavar a
harmona on ralacao qaa exist entre a i
ramele humano, e o autor de todas aa l
O Penio do Chrisliunimo, produces di aa ge-
no brilhinte, foi urna barrein ingente, sna Cha-
teaubriand levantou tu porta da philoiaplsae a
Prodhoo, e que o fez. retroceder.
Al Conferencias da Lieordaira rtto pinlMlM pa-
deroios contra o proteslantism a Irophaa da giaria
pan o calholicismo, qae be a cpala, qae ha a |
matriz da igreja ehriitia, a legitima
verdade evanglica, a reprnenlinti* |
ca de Chritto a seus apostlos.
As insensatas doutrinai de Olivia a LalhiraHM
do loa. -*.. aaaiaiaiii m Jim. Kl Moa.o Ja.
niuilo com i loz eslumbradara da razia de '
e com a f evanglica qoe sempre sarteaUa a |
da Vieira pira coufusao do* hereges a rairtvTie m
sophistas : a exlincrao dellas parece piilaaMii aa
seculo XIX, e por ctnsegpnla a sabia padre Vaa-
tura ja' lem jos a essa gloria iraronrredenra, ;
s o genio anido a f poden conseguir a Ir
cabal d religiao do Calvario, cojas verdades brUbaat
nos espiritos esclarecidos, do mesmo mida qaa a sol
brilha por toda a superficie do globo .'
Voltaire, ipezar da ter sido grande gema, cara
na historia como Pilatos no Crada; ata aaaaa ha de-
leitado e seus escripto repellidos com inalbaau.
Com effeilo, do um principio eilibalaoUi par Can"
sin se dedoz outro quasi idntica, aaa i
saber : oda qae servara o mando Ma a
dade, e o qae seria Dos se a alaai aaa fa
tal ? D'ahi ie deixa ver, qaa Dos fez o
i obn mais perfeita di sua creicao ; datado o ha-
rnero di entendimenlo e vootade, a nade a aaaaa
ente capaz de adorar o creador, arta oalergea-Usa o
dominio sobre (odas n coosas credas, a la
ou a alma para gloria na e nobrezi da l
inem.
tiuizol, o estadista coasommida, na ara Trmtmtt
sobre a pena de morte em materia poHHc, piran
explicar de modo a ole deixar duvida, rada par-
. qae a eivilisacjio marcha pari paisa nm a catiap-
MarV.' fV,t"lUnv?!"'" s?U-m"?.6,> UfSa- : ha fazeodo ipplieace |l)
levanlnu-se a se'sao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario a escrevi.
Reg Albuquerque, preiidenle. Barata de AI-
meida.Franja.Reg.M. de Barros Brrelo.
PAGINA 4VULSA.
COLONIA MILITAR DE PIMENTEIRAS.
^ dia 3 do corrente, leve logar all a prociss3o
di Passos, em consequencia de ter lirado transferida
do dia proprio, pelas mnitai chuvas. Ja all nao
haviam aquellas velhes ideas assombradoras do bar-
barismn, como ha bem pooco lempo era naquelle
lugar o asylo dos criminosos e dos latrocinioi; va-
se j om concorso de fiis de ambos os lexoi, qoe
em torno do Divino Corrieiro, exceda a mais de
800 almas. Na vespera foi o Senhor em procissao,
decentemente transferido de sua igreja capella, pi-
ra urna oulra capellnha qoe lem no cemiterio, car-
regando o andor os Srs. director, subdirector, ci-
rurgiao da colonia e o Rvd. capellao, acompanhado
por urna suarda de honra, e os fiis, que com lo-
chai e ardilos, acompanhavam o prestito. Tevc
logar a procissao no dia segointe. que bem disposla,
alenlo ao zelo d muilo digno director e capelln,
fui posta na ra. Sele pa-sos bem colloc-idos coiri
as imagens proprias, em reeoedarao a um icio de
lana eflicacia, foram visitados pelo Senhor, vend-
se o gosto dispular com o olil e coro o agradavel;
aojos decentemente vestidos, bem marchavam ao
som da corneta, qoe arompaiihava a guarda de hon-
ra ; regressanrio o Senhor a sua igreja, all, o nimio
digno Fre Joi de San-Tnomaz de Aqoino, capel-
lao da colonia, recitoa com voz propria quaresmal,
om sumptaoso sermflo anlogo ao dia, tocante ao
chrisbanismo, que hem se pode dizer: em pooco
fallou no muilo: Reine em progresso o Saohor.
Consta-nos que la para a Cineo-Ponlai, um
individuo que viera do malo almoerevaodo, atacara
urna mulher, valendo-a a rigidez dos pairases, de
maneira qae poz em fuga o esperlinbo do malulo :
RELACAO' DOS BAPTISADOS DESTA FRE-
GUE7.IA DE SANTO ANTONIO DO RECIFE.
DESTE MEZ DE MARCO DE 1857.
1 Joaquina, parda, nucida a 27 de novembro
do anno prximo passado.
dem.Porphiria, crioula, nascida a29 de dezembro
do anno prximo passado.
dem.Canlionilio, branco, naicido no l.dejanho
do anno prximo passado.
2.Anisio, pardo, nascido a 30 de dezembro de
1855.
4.Anlonio, branco, nascido a26dejulho do ao-
_no prximo passado.
7.Manoel, branco, nascido, a 8 de fevereiro de
1838.Sanios oleoi.
dem.Gertmdei, parda, nascida ha 12 annos.
8 Virginia, crioula, nascida a 17 de junho do
anno prximo passado.
dem. 1.\ lia, branca, .nascida a ll de Janeiro do
anno prximo passado.
dem.Paulina, crioula, nascida a 4 de dezembro
do anuo prximo passado.
dem.Sophia, crioula, nascida a 4 de dezembro do
anno prximo passado.
dem. Antonia, branca, nascida ha II mezei.
10. Manoel, pardo, nascido ha 6 annos.
14. Antonio, pardo, nascido a 0 de Janeiro do
corrente anno.
dem.Jos, branco, nascido a 2 de agosto do an-
no prximo passado.
dem. Francelino, pardo, nascido a 20 de agosto
do anno prnximo passado.
15.Luiz, branco, nascido a 6 deielembro do an
no prximo passado.
0.Eugenia, crioula, escrava, nascida no la de
Janeiro do corrente anno.
21.Isabel, branca, nascida a 10 de letembro de
1855.
dem.Francisco,-branco, nascido a 3 de otabro
do anno prximo passado.
22.Francisco, branco, uascido a 22 de junho do
anuo prximo passado.
dem. Francisco, pardo, nascido ha 4 mezei.
dem.Amelia, branca, nascida ha 18 mezas.
23.Anlonio, crioolo, forro, nascido ha 18 annos,
sab ennditione.
dem.Joao, brauco, nascido a 3 di abril do anoo
prximo passado.
25.Aoguslo, branco, a 12 do correnle.
2!t. Salviana, parda, nascida ha 6 mezes.
dem.Luzia, branca, nascida a 6 de outabro do
anuo prximo passado.
dem.Justino, brauco, naecido ha 6 annos.San-
tos leos.
Iricm Bazilio, branco, nascido lia 3 mezes.
dem.Maria, branca, nascida a 20 de agosto de
' de 1835.
Ao todo 31.
Freguezia de Santo Antonio do Recife' 31 da
marco de 1837. O vigario / enancio Henrtque
de Bczende.
<\nmnnukaW$.
:
. r
A GUARDA E OBSERVANCIA DOS DOMINGOS
E DIAS SANTIFICADOS.
A religiao he a caieia de ouro, que
liga a trra ao throno do Eterno.
(Bartoi.)
He doro por certo abafir a voz di cooscieucia, e
para os quaes a inteligencia he Inda, a a l
rece no corarlo i mingnt de seivi.a
O christiinismo nao se impon a reaarirariM, a
callo hi livre e espontaneo ; elle vence as lata, ad-
qoire proselytos, e oblea o Iriamphe Uta eaMMrta
com as armaiada palavra a da persona 1
A religiao de Chrirto he auiversal a eterna, par-
que ai leis qae a regein rio untas a romataveis.
e ninguem i poden' locar com ma profana, mm '
que resalle d'ahi o abalamenlo do ranada social en
um calaclysmi horrivel.
Ja' se v, poii, de toda qne levamos dita, mm re-
correr a' histeria profana qne ahi arta' mostrando a
necessidade de descanto, para qna o Irabalho M x-
ercile ao depois com mais alaeridade, qae a qanal la
aqu agitada divide-sa em cannica e rooral-secial.
A historia sagrada nos ensina loga na ra primei-
ra pagioi, que Dos fez o mando am mi dia, a aa
elimo descansou a Cenan Dos de obrar aa wHeie
dia, diz o velho testamento, por caja razao tVcaa
consagrado par semprt.
Se Dos qae he Omnipatente creoo griade abra
do universo em iei> dias lmenle pela larca da aaa
divina palavra, a houve mister desean* na latiraa
dia. he obvio e conclodente, qaa o barbera qaa Ira-
balha com diligencia e aclividada dada a icsjaaaa-
fiira al o sabbado, diva sentir necessidade da fal-
sa ao domingo, e mesmo nos dias qne a igreja mia-
da venerar com religioso respeito.
Mas ilir-me-hio lalvez : o qoe queris vea ? Na
vede que a- rorporacGes cientfica
quando falla nm dever moral a unte 1
Nao vedes qae os collegio de initrocclo I
tar, e mesmo da superior categora, aaa daa lleta
aos domingo e dias santificada!, e al i
aos alronos o rigoroso dever de 1'sntirem I
pos divinos a consagraca do sacrificio eacharMic*.
oo a celebrarlo* da mina, eniinando-lbes os i>ate-
rios da igreja, na firme conviccio da qaa a religisVe
he parle integrante da educaeJo moral e civil, a qaa
sem a religiao on, por ooiti.iem a virlade da penca
vale o talento, de nada lerve ama rajaicSa rrrtricta,
a qaa porveotora queiram mbordinar a maridada ?
Assim, pois, i os sentimentos religiosas ha qaepa-
dero moriliiar o costnmes, adocar a ndole dw ha-
mens a arrada-los das perniciosas garrn da prartiloi-
C3o e do vandalismo.
Couvenrarn-se desti verdade o impo, ai I
sem coraran e sem crenris ; convenr.im-s a I
ges e libertinos ; convene im-sa lado qna i
o seo prximo nem se qaer por amor de Dea.
O estado he o primeiro a raconhecer a
e mais do que todo a necessidade da ama i
e tanto assim que a nossa Id fandamealal aa aaa
arl. 5. adopta a religiao calboliea apartslka i
abracada pelos nossos antepinado, a l
hoje por pais e por filho.
Anda nao fica aqu lado : o estado tama viva ia-
(*} Todo o podar, diase Cbrirte ara mil__>
foi dado no cao a na larra ; id, eaaiaoi ladra a
18*6 19. S* M,,h*0,, C,P"19' T-a6* '^'** '
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO, SABBADO 11 DE ABRIL DE 1857
i
Urewe pe angust e ublim* religiao, que adoplou
na ceolituic,So poltica ; ordena a edificaran de
grande! templos, ilim da que 01 fiei aiercitem o cal-
lo externo, despende com elles e com o clero orna
qaanlia avallada, e para a manliaca doi ecclesiasti-
cn arbitra ama varba, que ae chama congrua.
lhai para ai reparticoii publica* d* todoi os pai-
las caitos qae as veris fechadas nos diai de descanso,
e naquelles que a igrejt consagra para a tai glorlQ-
cit;Ao.
Nos deserto* mesmos a cdnseiencia dos silvagens
obriga-os adoracao do Creedor, e elles eorvam-se
dlaute doa' astros, e (ribolam-lhe hosannas.
O aiheu. por Unto, nao o pode ser de coracao, *
soa conaeiencia braria-lhe ao ouvido sem cenar : ho-
mem frgil a orgulhoso, conressa a toa fraqaeza, e
adora a Daos, poi* que a morle he certa.
E nao tarda o dia, era qoe o loberb* seeplico pros-
te-ae por tena, *rga as rolos para o co, e implore
'entre lagrimas e solutos misericordia.
Ha que a heresia sera o saber fortalece cada vez
Mis a igreja eatholica !
Todos os povos civilizados professafh a religiao,
que suas consciencia )lies impoem ; oa a seila que a
educado vai Iransrailliodo de gericao em geranio ;
os preceilos que ella estatae sao cumpridos i rlsea, e
considerados como deveres por de mais imperiosos e
agrados.
A Europa lloslrada por mais de ama vez tem agi-
tad* no mo dos parlamentos a queslit de guarda e
observancia dos domingos a dias santificados, e nessa
lata toda inlelecloal religiosa se empenharam as
primeira notabilidades.
Na Franca, por eiemplo, foi lia aventada com a
gravidade que inspira i materia, e anda mesmo do
ampo da priraeira repblica, quan lo o elemento re-
ligioso pareeia ameacado de orna perpetua proscribo
do territorio francez, a solurio fui favoravel, a o qoe
ha mais somante vanlajusa para a religtAo do Cal-
vario.
Esas discussues reprodazidas sempre com igual
ardimanto representa vara urna lula retiida entra o
ymbolo da f e a corrupcaoda poca,e trouxeram a
promulgado de diflerentes le.
Finalcenle, porm, asopinie assamiram um ca-
rcter extremamente serio, e entao tomoo-se uma
medida salutar e proficua, dando execucao a lei de
18 de novembro de 1814, a qual expressamenle de-
termioou, qoe em todos os dominios francezes fosse
mantido o preceilo da guarda e observancia dos do-
mingos e dias santificados.
A impiedade, poi, foi sabjogada pela saa impo-
tencia, e o principio religioso conseguio um trium-
pho todo grande a completo : he qae a verdade nan-
ea se deixa vencer I
lato posto, todos os governos das nac6M eivilisadas
eslAo inteirameole de aecordo, de qoe nada desmo-
raliza tanto oa subditos de um estado como seja o des-
piezo da retlgiao ; e que urna nacao sem crenca re-
ligiosa pode equiperar-se a om pillo, qae quizesse
dirigir uma nao tem o soccorro dos astros, ou com
o* pavos que teem perdido seu camfnho, e qae n3o
achariam seuao olhando paia o co.
E na verdade he bem triste e desairlo o que (ive
occasiaode observar com desprazer oa capital do im-
perio da Brasil, foco da civilsimo e das luzes. Os do-
raiagos a dias santificados passam all desapercebides ;
as casas de cominercio conservam-se a bertas, e effec-
tuam as suas Iraosaecoes com urna sede de oaro qoe
faz pasmar.
Qaando moito algomas lojas se fecham das doas
para tres hars da larde, horas estas em que os tem-
plos ai* celebrara nos altares, e por conseguale o,
esixeiros sahem, nao em procura de Dos e da igreja,
mas tmenle em basca de roganlas e pasalempot..
Traocai vosso aslabelecimenlos na noile do sab-
bado.e nAo o* abris sanio na segunda ti ira pela ma-
nli5, na certeza de qaevussotcaixeiros e subordina-
dos nao trilharao a vereda da perdido e pelo contra-
rio ser a religue, a laitura e bellas arles atsoas ni-
cas distraer, oes.
Deixai qae elles se exercitem com lempo e' vagar
Das pralicas religiosas, qoe oacam missa inteira, co-
mo he dever de lodo o chrislao, e qae frequeolem
o templos sos domingos e dias de fesla.
Vos sabis que muitos dias santificados foram dis-
pensados para sempre no Brasil, em virlu-ie do bre-
ve apostlico ae n oe jonno de 18.V, e qae portan-
I* redaiido quasi qae somente os dias de guarda aos
domingos.lie justo e de dever que deis vossos eai-
xelrot o descanso do stimo dia.
He revoltete por certo a religiao do dinheiro, a
ganancia do lacro e a ambijao de riqueza; o chris-
Ue verdadeiro, aquella qoe da o singue pela fe en-
che te de indignado aover negociar-se ao demingo
coro a mesma actividade qne nos dias de trabalbo.
Oh! O trabalbo do domingo he imaldicoado ;
aquelles que nlo observara os maridaraentos da lei
de Dos, serio castigados na vida eterna !
S* er Jes na indefedibih'dide da morte, na exis-
tencia de um Dos, e na immorlallidade da alma ;
acredita! lambem as penas e recompensas, estas pa-
ra premiar os bous e justos, aquella* para punir os
maos, o* qae houverem sido refraclarios dos precei-
los divino*.
Vejamos pois pelo lado cannico, qae agora nos
inleressa, o qae dispe o terceiro mindimento do de-
clogo qoe perlenee a honra de Dos, revelado a
Mojes do alto do monte Sinai.
Ei-lo : Goardara's os. domingos e as fesla* !!
Isto he, da eseriplara sagrada, nao Irabalhando
em domingo, nem diis santos, e ouvindo mista intei-
ra aaa tac* dia*.
A igreja tem lambem eslabelecido seos preceilos,
qoe sata eioeo, e entre alies diz logo o primeiro :
ouvir mista aos domingos e fastas de goarda !
? Ora, o povo inglez he protestante, e no enlanlo
v-M que a Inglaterra, esta naci alias poderosa e
bstanle rica, observa restrictamente o preceit* reli-
gioso do stimo dia A actividad* brilannica cessa
lauto em Ierra como no mar, logo que assoma o do-
mingo. Imi(ai-o 1
Por varias vtzes em 1855 a imprensa do Rio de
Janeiro oceupou a allenco publica com a guarda e
observancia dos domingos e dias santificados, a por
infelicidade nada poda conseguir, nao obstante se-
ren escriptos os artigos em linguaera enrgica, es-
tylo florido, e para um fim que a mp'ral de maos da-
das com a religiao applaodea com fervor.
Os clamores e qaeixumes de 600 artistas' oacionaes
e caixeiros empregados no commerciu do Rio, mani-
festados aos altos poderes de estado em uma repre-
sentarlo formal, tudo desgraradamenle atiesta, que
a religiao he escarnecida e a lei desrespeitada.
A falla de providencias a esse respeito faz se bem
salanle ; o bispado do Riu de Janeiro, a assembla
provincial e a cmara daquelle municipio anda nao
obraram como era mister, e por isso o Sr. Dr. Fran-
cisco Carlos Brandao, digno depulado por esta pro-
vincia, na legislatura paisada ( em 1856 ) apresen-
lou um projecto concebido nos segaintes termos :
a A assembla legislativa geral decreta :
Art. 1. He prohibido conservar abertos, nos do-
mingos e das santificadas, quaesqaer eslabel eci-
menlos commerciaes, officinas e fabricas; excep-
tuam-se :
i. Aqaelles aonde se venderem gneros ali-
menticios de primeira necessdade.
2. As boticas, cocheiras e deposito de carros e
objeclo* fnebres.
Art. 2. Os infractores pagarlo a multa de 25)
a' 509000 rs., qne Ihe sera' imposta pelos meios eata-
belecidos as leis em vigor, e o dobro na reinci-
dencia.
a Arl. 3. Fieam revogadas (odas aupUposifSes em
contrario, o
Eis ama medida tnoilo acertada, e que ficou po-
rem sem effeilo ; seja poi o anno de 1857 o desti-
nado para esse grande Iriumpho da civilijneAo.
Recife 20 de marco de 1857.
F. Ferreira Correa?

VISITA DO SR. CONSEI.HEIRO SERGIO DE
MACEDO AOS TRAMAI.HOS DA ESTRADA
DE FERRO DE AGUA FRETA.
A visita que S. Exc. o Sr. conselheiro presidente
desta provincia, Sergio Teixeira de Materia, a' pe-
dido dos ngenlieiro da companhia, fez aos Iraba-
Ihos da estrada de ferro no da 6 do corrente, cons-
tilue om facto que nao deve pastar desapercebido.
mondante qunnrio, nesses ultimo lempos, boatos
adrede espalhados hao de alsuma aorle creado ama
espacio da praveneflo no animo do pobtico conlrt a
exeruedo desses trabamos.
Com qaanln as pagiuas desle Diario a' se aehe re-
gistrada aquella visita, descripta com bstanle exac-
tidAo e discreta reserva, jaleamos anda assim, que
as orre o (levtr de noticia-la em lodos os seus por-
menor**, par* que o publico potsa fazer ama idea
d* qne ah (evo logar, dos fin da mesma visita e dos
ratollada* qoe daifa se Minea.
Para no* b* irwontattivel qoe (lavando concorndo
Ha aa araad* oomaro de paitan de todit *t cita-
ses gerarchia, qae por si poderamVer julgar do
que se ha feito, deve o juizo dellas servir poderosa-
mente para destruir a falsa idea, qua por ventnra
poderia formar-se do andamento e excjcucAo dos tra-
balbo*.
S. Exc. o Sr. conselheiro presidente., as demas
pessoat qnt o acompaohivnin, percortendo a linha
desde as Cinco Pona* at a villa do VCaho, viram
bem que o eerviro tem lido o imputan eompalivel
com os recursos deste plz, e que o eco lores da
eraprea nlo hao poupado esforcis park correspon-
der as vistas da companhia e do governb brasileiro.
Hiije, poi, he palenle. que os rumor* jumamente
espalhados si o destituidos de fundamenni : visita
de que fallamos foi a melhor resposla.quelee Ihes po-
da dar. I)ede o aterro dos Afosados \i aquella
villa slao feito todos os aterrse excavaros, eem
algn pontos ja' aperfeicoado* e com osVespectivos
trilhos assentados. Na Itja maiur parle, pirin, a li-
nha precisa ser completamente lerminadh com os
aperfennamento. precisos, Ites como recolle dos la-
ludes, nivelamenlo abahulamenlo do leith. Oaanlo
as quatro grandes ponte, a de Afogados alha-se em
mais de meio de sua execucAn, e as outrai ja' rece-
beram cometo, estando nos lugares respetlivo* to-
dos os matenae necessarios para serem cinrluidos
enm promplidao. He pepa qoe a qoadra ikvernosa
em que vamos utrar, venha lalvez embaral-ar essa
couclusiocom a promptidao que todos desejsm.
No magnificp copo il'agua que o engenheirn do
empreiteiro oflereceu aos seu aitoat convidaBo, al-
guma cousa e disse, nos discursos pronunciado por
oceasiSo do toatlt. que o publico nao deiiaralrie ler
com intere.se ; pelo qoe vamos dar-lhe uma idea dos
brindes qoe tiveram lugar. 1
O primeiro brinde, como he sabido, foi dirigite pelo
Sr. vice-consul inglez a S. M. o Imperador. \
O Sr. vire-cnsul di*e que em virlade da indis-
posigao do Sr. consol ie S. M. Britannica, liaba elle
recebido a honra de ser convidado pelo directores
da companhia prsenles, para propr a saude oe t>.
M. o Imperador ; qoe essa ausencia do Sr. Conper
Ihe causaya tanto maior pezar, quaiilo he sabido uoe
S. S., molo mais entendido em taet rr.alerat do que
elle, melbor poderia dnempenhar aquella honrVisa
commisso, que a sua inexperiencia nao permiKia
desempenhar cabalmente ; pelo que eperava dep.
Exc. o Sr. presidente, e dos demais assistentes o di-
vido descont.
O Sr. conselheiro Sergio levantando-so dse, que
moito agradeca ao Sr. vice-consul o brinde que aca-
biva de dirigir ao monarcha bra*ileiro, lo adorado
de seus subditos, que apreciando devid^menle os sen-
tmenlos de S. S., Ihe pareca nao poder expressar
melhor o apreso em qoe os tinh, do que propnnio
lambem a smde da raioha Victoria, um do aohera-
nos mais virtuosos qu occopa om dos Ihronos do
mondo.
O Sr. vire-consol agradeceo pnr s e pelos subdi-
to britanoicos presentes o brinde feito a sua sobe-
rana.
O Sr. Bayliss, engenheiro do empreiteiro, lomando
a palavra, e lendo um inlerpetre ao sen lado, pira
Iraduzir o seo discurso, disse :
Rpgo-vos, senhores, que nchais os voiios co-
pos, e de i veis o vinho correr livremenle, pois te-
nho a propr-vos ama saude, qae achara' uma ex-
pressao de assentimento em cada bocea, um echo
em cada corceo.
Receio, senhores, ar considerado egosta, reser-
vando para mim aquillo, que seria considerado por
cada um, a por todos, um privilegio, um prazer.
O brinda que tenho a honra de propr, he diri-
gido ao nosso Exm. hospede, o cavalleiro Sergio
Teixeira de Macedo, conselheiro de S. M., e presi-
dente desta provincia de Pernambuco.
He para mim uma fortuna, que este brind.e ngo ca-
ree, de neohuma exposic3o de eloquencia, nem exija
mais do qae a simples meiir,ao desse nome iiluslre,
para obler em seu favor a mais sincera e eulhusias-
tica reclpro.
Entretanto, nao posso deixar que esta opporluni-
dide desea ao tmulo do passado sem expressar pu-
blicamente a grande obrigacao qoe lodos os iolc-
ressidos na estrada de ferro devem a S. Exc.
E quern ha aqu, que nJo tenha interesse em uma
obra de tanta importancia nacional ? Compraz-me
confessar essa obraa;ao especialmente por parle da
companhia, dos directore*, do accionistas nglezes,
da eommsao de deapropriac,3o, do engeohero,
do Ihesoureiro, e emfim ; .inda que nao menos, poi
que tenho dado talvrz a S. Exc. mais incommodo
do qoe lodos o mai), o confeiso por parle do Sr.
Furness, o empreiteiro.
O lando comideramos que cinco annos hao de-
corrido, depois qae spparecea < projecto dessa es-
trada de ferro, e que S. Exc como embaixa lor na
corte do meo paiz, e recenleineule como presidente
desta gloriosa provincia, lem ido sempre prompto
emajadar a sua execucao, ja com os seo sabios cuu-
selhus, ja removendo crises por meio de adequadaa
advertencia, e ja corrigind pelo seo joizo impar-
cial e profundo aquillo qoe he contrario ao inte-
resses do paiz ; do que retulla o fado de que tem
dado ao* emprehenddores e execotures lodo o ad-
jutorio do governu, devem todos admittir. que he
estrictamente justo, que ni e a que represento
demos esse publico leslcmanho de serviros laes, coro
rerooheciroeiito e agradecimento.
Estrangeirn, eomo sou, seria tao indecoroso como
supemuo raitat nwii fenus por 5. Bxc. a esie
paiz. Todos vos os conbcceis. Kihores, e elles e-
tao-se gravando as laboa da historia desse impe
rio. permillir-se-me-h*, porem, expres*ar por par-
le d*o i|t leiiiesemo o pezar que sentimos, ven-
do que S. Exc. comanla pre-sa vai deixar esta
provincia. E creio poaer isseverar, qoe esse sen-
limento he partilhado por lodo que se acham pr-
senles. Certo esloo, de qoe 8. Exc. legara' com-
igo o> bons desejos de lodas as classet nacionaes e
ettraogeira.
Vamos, pois lodos, representando como represen-
tamos, a varias inslituice* desse paiz, e as varia
nares do inundo, brindar e honrar S. Exc, dando
prova enthosiaitica da eslima e idmirar^ao com
que lodos respeilamos o seu coracler public e pri-
vado do nosso senlimenlo pela ua ida, e dos nossos
volos (pelo bem estar de S. Exc, bebeudo A
saude rio Exm. cavalleiro Sergio Teixeira de Mace-
do, dignissimo presidente desta proviucia.
0 Sr. conselheiro Sergio, expressando toda a gra-
tidao de que s acha possuido, diz qoe nada
mais tem feito do que procurar servir ao seu paiz
com a riedicacao e esforco qoe Ihe sao possiveis e
inspirados pelo amor, que ao mesmo paiz vola : que
como brasileiro se considera prrnambocsno, uao
s porque Pernamboco he uma partcula do impe-
rio, como lambem porque foi uesla provineia onde
elle balbuciou e aprendeu at primeirai nores do
respeito aos direiros de cada um ; que assim se nao
devia dovidar de que Uzesse eternos volos pela soa
prospendade e grandeza, de qoe a estrada de ferro
eria poderoso agente.
O Sr. Mornay diz que se levanta para propr
a saode do Sr. marqoez de Olinda ; cujo nome se
liga no seu pensaroenlo a grande mprea Oa es-
Irada de ferro ; qae nao ha quern ignore, que a S.
Exc. moito se aeve o bom resultado desae negocio.
Foi S. Exc. quem no senario brasileiro. quando al-
gumas novens se apresenlaram offuseando o horison-
le deta empreza, pronunciou com toda a vehemen-
cia do seu patriotismo, aquella prapheiicas pala-
vras :a estrada de ferro oe l'ernaanbuco ha de se
fazerpalavrat eslas que foram como qoe o sanlel -
mo.qne goiou o orador em (odas as dilliculdadesem
qae se achou.
Qaando em Londres, sempre ajudado e acom-
panhado pelo Sr. Sergio de Macedo, elle e via nos
malores embarazos, e se recoihia a casa quasi que
desesperado de conseguir cousa alguma, e deixava-
se eabir esmorecido, no silencio do seu gabiuele sen-
ta de repente aquella voz patritica bradsr-lhe ao
ouvidoa estrada de ferro de Pernambuco ha de se
fazer,e entao as forca e Ihe reaoimavam, volla-
va-lhe a esperanca e a vonlade, e sentia-se forte pa-
ra ludo superar, como de fado aconleceu.
O Sr. barao da Roa-Vista diz,, que na qualidade
de collega e intimo amigo do nobre marqoez, julga
poder interpefrar a expressar fielmente os sentimen-
los de qae elle se adiara animado, se all eslivesie,
e qae por isso pedia permissao para agradecer a'
minuto a viva manifestac.io que acabava de dar do
aprego em que linha os aervijos de tao disliuct
Pernambucano ; mas que couvinha lambem dizer
qoe tal manifestado tra uma juslica, porque nin-
guem ha qoe seja mais patrila, mas amigo de seu
paiz, e que mais ardenles vol fatt pela prosperi-
de de Pernambuco do qoe o marquez de Olinda
O Sr. Dr. Ignacio de Barro, presidente da cmara
municipal do Cabo, diz, que sendo a estrada de fer-
ro uma idea, qoe boje patsa ao dominio da reali-
dade, jus'o era que naquella reuoiao se fitesse
mencao honrosa d'aquelle ou d'aquelles.qae se apre-
senlaram como agentes detsa idea, islo he, os con-
cessionano ; e qae por isso propuaha a saude dos
Srs. Mornays.
O Sr. Alfredo Mornay manifesla o seu profondo
agradecimento, e expressa com coree vivs os seus
anhelos pela realuacjo do pemamento qae rece-
bem realidade com a estrada d* ferro.
O Sr. barao da Boa-Vista prope um brinde a di-
rectora da companhia, de cujo comporlainenlo de-
pende principalmente o resultado da empreza- S
Exc, fazendo juslica aos directores acredita que a
direcro dos negocios sera a que se deve desejar.
O Sr. Wood, Ihesoureiro da comp,chia, diz que
a direcc.ao he composla de negociante inuleze que
nao pensam senao no fiel cumprimenlo do seus de-
veres ; qae na Inglaterra a mentira e a deshonra
sao synonymo ; que o Brasil se lera lomado pree-
minente no mundo pela boa f nos seu contratos <-
qoe assim ludo coucorre para augmentar a confiVn-
ca que se deve ler nese negocio, tanto mais quanlo
os directores sao levados por um motivo mais alio
do que o augmento da, Tortura particular ; que, no
que Ihe Jiz respeito pesoa|,nente, elle tiuha vin-
Pernambuco na esperanea de comprir o seu*
-y~
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do i
deveres, o que eslava di.post' a fazer p'or lodos o
modo*. Os directores teem basfanle altivez de es-
tar em relacao com am paiz novo e IAo frtil e
magnifico como este.
O Sr. Mornay prope a saude do Sr. Furness o
empreiteiro, seu engenheiro, o Sr. Bayliss, q'ue
fizeram um verdadeiro ser vico a empreza, lomando
a i a factura da estrada, quando um oolro emprei-
teiro, qoe havia proinellirio faze-lo, e recusara
qne aqu nao esteja o Sr. Furness, para agradecer-
vospessoal e conectivamente a eaaneira bondadosa
com que correspondesles a sua saude.
Direi re soa pane, que brevemente elle estar*
aqoi, e entao licito r-lhe-ha esperar ver por mul-
las vezes os vosso bem aceilos roslos, nao em occa-
aiao semelbante, pois espero, que a vosa seguiute
reumao sej honrada com a presenca do bello seso.
Pareceme qoe lodos concordareis comigo, que as
llores e arbustos da lalurez* que no. rodeara, bel-
los como sao, comporiam matiz mai formoso com a
presenca e reunan dessas nutras llore animida,
que ciiiislituem a melh r parle da creado, as e-
nhoras. Brevemente espero offerecer-lhr a facili-
dade e novillada dos cairos a vapor.
E, tocando nesf* poni, rievido he que a S. Exc.
eu esplique a causa do Irahalhoa nao lerem pro-
seguido com a rapidez, que fra para desejar, e co-
mo aiilulbou a S. Exc. na viola aos Irabalbns
lio fins de aeosto passado.
Esse alrazo lem sido motivado por clrcumslancias
que lem occorrido, principalmente nesse paiz, e par-
ticularmente de demora no embarque dos materiaes
em Inglaterra.
S. Exc, eoliamente n3o ignura, qoe n,1o ha anda
bem onze meze, que se lancou a primeira p de
Ierra, tra agosto pa.sado Hollamos os Irabalhos do
Ierra completos na exleusao de nove milhas, e li-
nhamos terreno para masa quatro milhas, no qoal os
Irabalhos eslavam quasi completos.
Al ee periodo a de proegoido com uma rapidez quasi mgica, e elogios
foram feilo aus desapropriadore pelo esforco que
empregaram.
Desde entao para ca' dilicoldades lem apparecido
na ilesapro|iriacil. o que inulto mal no lem feilo,
pois que neises lerrenos justamente lem de ser culis-
troida a parle mais pesada dos trabalho. S.
Exc se lembraro', qne eu esperava ter muilo traba-
lbo da segunda seceso completo em dezembro p.s-
sado, porem at o preenle nao lemos, lilleralmenle
fallando, uma braca quarirada de terreno para 1ra-
balhar nessa sercAo.
Nao culpo os desap'ropriadores, nao culpo o em-
pregado da companhia, uo culpos propietarios ;
de Indos tenho recebido de lempo em lempos molo
adjotorio. Nao me perlenee, nem desejo aecusar ou
mesmo recriminar a peato* algama : conheco e sin-
lo que he muile mais agradavel elogiar, do que cen-
surar.
Demoras lem havirio no progresso dos Irabalhos,
como observou S. Exc. na abertura da asiemblea
provincial, demoras que lem impedido o cumpri-
menlo do queasseverei a S Exc. ; e que boje me
obrgam a prevalecer-me desle ensejo para dar jima
salisfacAo de mim, tanto a S. Exc. como ao seohor
Furness.
Se necessarlo fosse provar que nao he do interes-
se do Sr. Furness demorar os Irabalhos, baslaria
aprsenla! o fado de que os empregados ioglezes
aqoi existentes variam em cusi de 12 l'clHK) t
per un mim ; eeu posso mostrar uma perda para elle
na demora dos Irabalhos, e abertura das duas pri-
meiras secres de mai de 10,000. .
Um oolro poni ha em que devo locar.
Na miiiba volla do Rio, oavi com consideravel
sorpreza, qoe beato linham circulado acerca da
pouca estabilidad dos Irabalbns da estrada ; e que
urna serie de artigos la ser publicada contra ; sua
execocao. Chagra no sabbado, no domingo oov
esses beatos, assim como qoe o engenheiro do go-
yerno o Sr. Mello Reg, e achava incumbido de
inspeccionar os Irabalhos; mas qoe com a gentileza
e cortezia coslomada, elle Uuba ofTerecido esperar a
minha chegada. Immediatamente dirigi um convi-
te ao engenheiro do governo, pedindo que a inspec-
?Ao dos Irabalhos tivesse lugar no dia seguinie. Seria
esta accSo do hornera que receia o exame ? Nao !
Certo de qae os Irabalhos se acham em boa con-
dicao, e podem firmar crdito a lodos quanlos nelles
se occupain ; sempre lerei muitogosto em que qual-
quer pessoa os venha inspeccionar e em qualqaer
lempo.
i Somente desejaria que aquelles que nao foram
jaizes competentes, heiilemanle de aventurar ante
o publico opinies, qae nSo lendem senao a guia-lo
mal, e a prejudicar inleresses qoe elles professam
proteger.
Podis perceber, senhores, que fallo das cartas de
om accionista, publicadas no Diario, cujo escnptor
pode ser, he verdade, um acciouisla, mas nao um
engenheiro civil. Nos temos um proverbio ioglez
qoe diz : o pouco saber he periguso, e tal me pa-
rece ser a qualidade de experiencia prnlica que tem
o accionista na factura das estradas de ferro.
Eu nunca me empenho em polmica pelos jornaes,
especialmente com escriplore anonymos. Aquelles
que lem vislo o progreso dos Iraballios, imaginado
que tenho pouco lempo para isso, e asseguro'-vos
que anda manos inclinac,Ao. Tivesse eu mais de
ambos, que entao interrogara ao accioniata acerca
do valor do interesse que elle lem na estrada de
ferro; por qoe eja, qu d f ,r esse interesse, arrico-
me a dizer qu* o Sr. Furness lem-no anda maior
na eslabelidade dos Irabalhos, visto que aules que
estes se lindera, file possuira 1|24 parle das asoe.
Ninguem deve esperaras obras magnifcenles que se
acham as estradas inglezas, e em alguma do con-
tinente, exeeulada com um custo enorme.
Nean sao ellas necesarias. Humen pralicos vos
dirrto qua a mis importan! par, de uma Irada
de ferro he a linha frrea. A ee esta respeito estra-
da nao ser inferior a nenhuma do mundo de igual
trafico. Isso posso dizer sem medo de conlradiccin.
poi qualqaer juiz eelnpelente. Em vez de erigir
obra de esplendor e luxo para agradar a vista,
guardai os vossot recursos para anda mais desenvol-
ver a estradas de ferro e a estrada coramuo neile
paiz, frtil como nenhui outro, rico em ludo da na-
tureza, com fabulosa riqueza era mioerae, abaixo
de sua superficie, e que quasi podemos dizer, esta
destina30pelos cejes a ser o paraizo-do mundo.
Peco-ves, pois a lodos, exceptuando os irmau* en-
geiiheiros, que -Ao julgueis do Irabalhos quanto a
estado era qoe b3o de licar, pelo que leudes vislo
anda em execucao. He da iiienrAo do Sr. Furness
dar obras laes que tanto sirvam ao paiz, como ao seu
crdito. Esloo prompto a expor a sua reputcude
empreiteiro a prova rgida do lempo. Creio ter
oceupado demasiadamente a vossa allenco ; mas
bem vedes quanto devo desejar qoe a vossa opiuiao
nao seja guiada por sseveraces fals. II accionista
lem, por inadvertencia lalvez, avancado assevera-
ce, se nao falsas, bem longe das verdadeira, ma
tenho cnifiausa em que nao tomareis a disuguracao
dos fados por argumruln, nem asser^Ao por prova,
Os Irabalhos. quando findos, fallaran por si mesmos,
e darAo a melhor negativa assercjlo, evidentemente
uaacida ou de falla ale cnnhecimenlo, ou de algum
oulro motivo menos amigavel.
De mim mesmo pouco tenho a dizer-vos, e nunca
mais do que par agradecer de todo o meo coracao
a imneira cordial e benigna com que foi proposla a
minha saude, procurando sempre rrerecer a vossa
avoravd opiuiao. O conceilo que me concedis,
he de joslica qne o divida com os que me lem aja-
dado 'leste trabalbo, e s posso recebe-lo para dar a
cada um sua justa parle: onde lodos procedem bem,
merecem todos louvor. Daudo u cada um o que he
seu, o Jaco com espaciaiidade aos roeus dous Insuec-
lores de Irabalhos, Srs. Priee e Daives.
Deixai anda que vo agradaba de novo essa ex-
preAo de vosaa boodade para com o Sr. Furness e
para comigo, a qoal sendo sempre grata a elle, nao
o he menos a mim lie um excesso de cavalleiris-
mo, corlezia e generosidade que tenho experi-
mentado desde o momento era qoe pisei em solo
brasileiro, e posso diztr de coracao : Deus preserve
e prospere a najAO brasileira, e junto a de meo paiz
natal lomara esta bandeira, e exclamara. Poasa
esta bandeira ser beijada por todas as brizas e por
mil aunus Ireraular altiva :
t'eaoi os Braiileiros.
O Sr. Peniston, engenheiro da companhia, diz
qoe, alem do prazer que experimenta, achando-se
reunido naquella occasiAo a lo beuignas pessoa,
sent salisfarao de confessar quanto a companhia
deve a aquelles qoe se encanegaram da larefa da
desapropriasao do lenos para a estrada de ferro,
o que tem sido feilo segundo ai inslrucdiet da di-
recccAo, guardado o devidojrespeilo pelos direilos e
privilegios dos propneiarios ; pelo que prope a sao-
de do Sr. barao da Bua-Visla e daquelles senhores
qu* com elle se associaram.
. O Sr. barao ria Boa-Vista agradece por si e por
parle dos seus socios, e diz que turnando a si a lare-
fa da desapropriacao. elles nao foram levados senAo
pelo desejo de facilitar a companhia os meio de le-
var a effeilo a empreza da estrada de ferro : que
aproveitiram a occasiAo, para de passagem dizer,
em observado ao qae p.radorou o Sr. Bayliss, que
os empreiteiro uJu concorrerao por modo algum
para a relardajao d. Irabilho, e que nao sera' por
falla dilles, que eUes nao sejatn feitos em lempo.
U hr. r. Mamede diz, que defiendendo o fuloio
da eslraaa de ferro principalmente da boa direccAo
direc(3o de seu Irabalhos, elle *e felicitava por ver
que essa directAo esta'confiada a um lio disliuclo
engenheiro, cuja repul^ao se ach. firmada na In-
glaterra por lal modo, que se pode consnlla-lo como
um orculo na sua profissao ; pelo qne prope a sau-
de do Sr. Peniston.
O Sr, Peniston agradece, c promeile fazer qnaulo
cnuber em suas forjas para conservar o conceilo,
que com tamanhd bondade acaba de expressar o Sr!
Mamede.
O Sr. Mornay prope especialmente a saude do
Ihesoureiro, o Sr. Wood, que pela sua pratica
mercantil loriiou-se recoinmendavel i companhia,
ao ponlu de ser eucarregado de reger aqu as nego-
cios (iiianeeiros, em cujo desempeuho elle se ha mos-
trado digno de toda a confianca.
O Sr. Wood diz que esta muilo atifeilo de ler
viudo ao Brasil ; que no paiz da hospilalidade uin-
guem he eslrangeiro, e por isso desde que aqu che-
gou c.ius i -rou.se dos notsos ; que ao demais te re-
pula muito honrarij vendo que se confiam a sua
guarda quantias lao grossas, e espera da Providen-
cia, que levar ao cabo a sua larefa.
OSr. Peniston prope a saude do Sr. Mello llego
e dos eiiiteiilieiros brasileiro, aos qua- deseja
uma mu prolongada vida, para que posun) realitar
no seu paiz as miiias e grandes obras de que elle
precisa, entre a quaes s.ioVeahe a do melboranien-
lo do nosso parlo, nAu esqueeeu lo tambera os im-
purlanles melboramenlos que reclama a agricul-
tora deste paiz, ja pelo emprego da machinas,
O Sr. Mello Rego-diz, qae, comqaanto oa reu-
niao se achera nao menos de cinco ngenheiros bra-
sileiros, julga-s, pela posirAu immerecida que oe-
cupa na estrada de ferro, na ubrigaijAo de agradecer
por si e seu collegas o obsequioso brinde rio Sr.
Peniston, ohriga(,lo que elle satisfaz com duplo
prazer, por ler de dirigir-se a um honiem da mema
profissao, que com os seus nutres collegas ingle
representara entre nos o papel do agentes d pro-
gresso, Ilustraran e riqueza que a estrada de ferro
promeile a esta provincia, onde a vinda dos euge-
nheiros ingleze, pralicos na exeeu;ao dos grandes
Irabalhos, pode servir de mu proveilota lc,Ao ao
engenheiro hratileiros, e es .cial raen te ao orador,
que deseja aprender com elle.
Onlros brindes foram ainda feito; mas nAojul-
gamoi dever menciona-los, por nos parecerem nAu
ler um carcter oflicial.
Todava cumpre mencionar o brinde feito pelo
juiz de diniludoCabo S. Exc. o Sr. presidente,
em nome dos habitantes da comarca, pela honra da
visita de S. Exc.
liOIANNA.
Urna peana moi hbil ja dcenvnlveu 'um modo
satisfactorio o procedmeuto louvavel.que acaba de
ler a cmara municipal de (ioianna, e o eu digno
presidente o commendadur Antonio Francisco Perei-
ra, com a deliheracAo que lomaram era sissao para
deiobslruir o ro de Goiamia, e pois nada mai dig-
no de allenco poderei eu acrescentar ao qoe ja osla
dito ; p.rem como o meo fim nAu seja nutro, sen3o
fazer realcar anda mai aquelle faci, pralicado pe-
la illoslre cmara, lembrando-me de que a acQ8o
meritoria deve ser cada vez maia repelida, sendo que
n'isto he que esta o prec,o que a ella s* da', e a a-
tisfacao do que a fazsensivel; por isso nAodeve cau-
sar estraiiheza, que en diga ou acrescenle algunn
cousa a que com lana graja, ja foi dilo.
Sim, Srs. redadore*, o commendarior Pereira he
o homem por Exc. da comarca de Goianna, pois
que nao sendo seu filho (o que deu lagar a que fosse
guerreado eroamente as ultimas eleic,es) deu <
mais bullanle pas.o, para o engrandecimento, e il
lustrarlo da trra, que nao he a do seu nasciraenlo,
indicando na respectiva cmara, para ser desobs-
truido o rio e seudo a sua in licacAo favorosament
aceita pela totalidtde dos vereariores, e pondo-se lu-
go em aueaeao semelhante alvitre, pois que ja se
deu comeen a abertura du anligo canal do rio. He
nolavel ver-se a dedicacAo com que aquelle commen-
dadur se entrega a realisacAo da gigantesca idea da
cmara, porque elle proprio constantemente tem
assislido ao lialialho, deisando. por conseeoinle o
seos afiazeres, e quem lanao o Sr. Antonio Francisco
procedera de um modo igoal 1
Qual o homem proprielario abastado da cmara,
que sendo filho d'ella ja lave igual conducta era re-
lacao ao engrandecimento da Ierra, em que ms-eu J
Desafiamos para qoe se nos motlre, mas certo esta-
mos de que ja mais o ennseguirao, parque a verda-
de he a qne lia expendida.
E o que se dir' sabendo-se qoe elle oflereceu a
cmara a quautia di nito conlos de res, para se
realisar aquella medida ?
Nao revela is o o mais acrisolado interesse pelo
loreecimenlo de Goianna ? E agora podesse dizer
que elle nio deva n'ella preponderar, porque nao
he a patria de seu nascimenlo t
Ou ja' alguem se deve convencer de que elle he
o verdadeiro goiannista, o seu primeiro carcter,pe
lo passn que acaba de dar ? Talvez se uotdiga, que
he pouco, ou nada isso que elle acaba de fazer em
beneficio de Goianna.
Se leudes essa convierto, lembrai-vos da mai
alguma cousa, que tenha para a prosperidade moral
e material da comarca, e ide ter com elle, para ver-
se ha recusa de sua parte em conenrrer! Aposta-
mos, que nao, porque muilo de perloo cnnhecem s.
ei sabemos qaaes o seus seulimenlos relativamente a
Galiana.
Temos Sr. editores, ainde qua maJ dito o qoe
senliamosa respailo do Sr. commendador Antonio
Francuco Pereira, deixando de nos estender ma,
para nao ..He.....r sua reconhecida modestia, pe-
dindo-lhe desculpa se essa nosa breve exposicao
moleslon.
., O apreciador do mrito.
Goianna 7 de abril de 1857.
da inslruccAo, pregada pelo i 11 as t re Caslilho .porlu-
guez da formosa cidade de I.i-boa.
<>e coincidencia Ambos Ca-lilhos! E* segundo
a doutriua de ambos a mesma iiluslre discipula a
mesma alma, desinteresada e ardenle i O mesmo
coracAo intrepiao e bondoso Que melhor acqoisi-
rAo poderia esperar oExrn. Sr. cor.selheiro Caslilho,
para a propagarlo do seu melhodo ? Desiotertsse
intrepidej, iolelligencia, e bondade. reunido as de
mais virtudes da Exm. Sra. D. Catharina a consti-
luem primeira professora da inalrurr,ao pri-
maria. A Exm. Sra. D, Catharlna reconbeceu
por aecuradn eiludn a* vanlagens do novo, sobre o
velho syatema de ensino.e esta' bem persuadida qu*
n8o he o vulgacho, nao he a classe rolinera que da'
o mrito ou demerito ao insigne sy*loma de Caslilho
sao os homens pensadores, os que" lem com alteucao
meditado no novo.melhodu, lie ella illns'tre mocida-
rie acadmica que tem om futuro brilhaute, no qoal
aspira, e posirAu de entila les tcienlifica netle vado
imperio, ea mociriade que lem de oceupar mnen-
les lugares na magistratura e na diplomacia, he es-
la mociriade que felizmente tem uma escola resida
por om excellenle profesior do melhodo Caslilho,
no transito para o local das soa aulas, aonde pode
caminar o novo melhodo de ensino, sao estes II-
luslres estudioso os habilitados para julgar da effl-
cacia do melhodo Caslilho, asim como ja Ihe fazem
a divida jo*lica, o principie Sr. professores pbli-
cos desta rapilal. Felizmente eslAo ja com suas II-
eencas registradas na directora geral do esludos des-
ta provincia a Sra. D. Priclla, S'nborinh de Af-
baqaerque e Melle.o Sr. Bernardo Fernandes Van-
na, e o Sr. profeor jubilado Anlonin Mximo de
Barro l.eile, todo Ir na freguezia de S. Pedro
Gonjalves.
O Rvuid. Sr. parir Mannel Adriano, na de S. Jo-
s. O eximio Sr. professor Jos Mara Machado de
Figneiredo, ea escola eenlral, na frenoezia de San-
to Antonio e o lllm. Sr. major Antonio Ignacio da
Silva, e o Sr. Andr Alve* na fregoezia da Boa-
Vista, ao torio oilo escola rio melhorio Caalilho, e-
13o supprida loda a 4 freguezia desta capital.
Oh Dos inspire a Exm.a Sra. D. Catharini
Leopoldina de Castro Aranj, a vir abrir a toa esco-
la na conlinuacao do melrido Caslilho nesta capi-
tal ; seria um grande auxilio a inslrurrao primaria
par* o sexo feminino niela cidade. No entinto qual-
quer senhor que se aehe licenciada para ter eieola,
e quizer aprender o melhodo Caslilho. pode dirigir-
se a esta escola central, a fallar com a raulher do
professor, qae a qualquer hora enstoara' gratuita-
mente.O professor, Francisco de Freitas Gamboa.
A Associaiao Popular de Soccorros Molaos, de
conlormidade com o estatuto, proceden no dia 5
do correle a eleicao da directo e das diversas com-
rai*ses.
Foram eleilos :
Director.
O Sr. Rufino da Cosa Pinlo. com 36 volos, sendo
o immedialo ero votos o Sr. Romualdo Alves de Oli-
veira com 23. '
Vice-Director.
J. C. Teixeira.
Thesoureiro.
Francisco Antonio de Figoeiredo.
1. secretario.
Aurelano A. Peruri de Carvalho.
2.o Dilo.
Anselmo Jo Duarle Cedrim.
Commisso liospilaleira.
Felippe Nery da Fonseca.
Maooel Thomaz de Farias.
Ricardo Jos de Santiago.
Commiwao de exame de eonta.
.1 -A i ria Costa Braga.
F-anoisco de Paola e Silva I.ins.
Elisario Gomes de Millo.
Scnhore* redactores.Ttnho ouvido variadas opi-
nies sobre a directo que convira' tomar o caroi-
nho de ierro qoe se esta' construindo do Recife a S.
l'tancisco, a opiniao mais exagerada foi que deveria
ella seguir o litoral al a villa de R.rreiros ; diver-
a ootras opinies se rem apresenlado, e eomo nao
seja so a iutelligencia quem tem fallado a tal respei-
to, assenle que lambem podia emillir minh opi-
uiao, porque aos sanios enceuheiros compele o rii-
reito de seguir aquillo quemais couveuieole Ihes pa-
recer. '
Eslou persuadido qoe Depois do coslejo ao Cal
de s.nlo Agostinho, devera' o camiuho seguir para
seu ponto de regada, tomando a direeso mais recta,
mais solida, e menos despendila que for possivel,
apartndole sempre do litoral 10 leguas.de distan-
a, pelo menos, porqae eita' nos inlcreses do go-
verno, qoe lem subvencionado urna linli i, vano-
'es martimos, =q'ie entre o litoral e o cujinho de
ferro seja guarda, i urna distancio de 10 legua, i ra
ser conservada a zona equidistante de cinco le
entre um e oolro vehculo, porqoaulo convira' aoi
agricultores que eitao a cinco leguas do litoral, con,
duzr seus productos para os porlos do embarqae, o
aquelles qne ficarera a cinco leguas do caminho de
ferro, convira' conduz-loi para a estaces desle. e
rte&ti5ej3.
OS JORNAES.
1." Uma illusao.
Acrediten) que nos paizes onde a liberdade da
impreosa floresce, onde os negocios pblicos se dis-
colem em pleno da, onde cada qual livremenle e-
mitle a sua idea, he fcil allingir a verdade ao me-
nos em pessoas e coasas. Ah todos os inleresses
e todos os syslemas aimallaueamenle se prodazem,
os contrarios seconigem e contrabalancean). A luz
resalta do embale das opinies. Uma stopiniao
dira uma parte da verdade ; toda as opmies ele-
vando a voz dizein-na inteira.
Pura illusao Os jornaes nao dizem, nao podem
dizer a verdade inleira, nem das pessoas, nem das
cousas, embora sejam librrimo os paizes.
*O" jornaes na dizem das pessoas a verdade
inleira.
Exaltar ou abater desmesuradamente, prndigali-
sar o louvor oa a censura, fater d'ura peronagem
poltico conforme o interesse ou I circunstancia.
um genio raro, om salvador, um hroeum ho-
mem sem talento, om inepto, um despola 1 laea sAo,
bem o saliera, os desvos da imprensa e do espirito
de partido.
Quando a carreira publica do homem atacado oa
pplaodido nao se mauifesla por actos decisivos e
caractersticos, qae pensar Onde achar a verdide ?
O eslrangeiro inormenle, obrigado a opinar entre
o Tlicmos, coma- formar a sui opiuiao.
~ F.*lraulu i -m Nao lie (aro oovir eerlos eirf-
lo protestar, ao mesmo lempo, sobre o mesma per-
sonagem duas opinia differeole, a opiuiao ver-
dadeira e a opiuiao de circumlnncia ; o mesmo
pode dir-se, eja se vio al ii'um paiz inteiro, onde
urna polmica irritante e apaixonada eslimulou o
amor proprio e a razAo. Escotai os adversarios des-
ierto assim vida arabas as emprezas, aquillo qoe es ." "1,ll,!"erl" : e"" trenlos (dizero elles) slo in-
la nos imeresses do governo, mai iu(eresa a com-' DeRav*18- nD" : ad eieellents as suas inten-
pinhia, por quanto seus lucros dependem da con? ,esPe,,Mno-10. admiramo-lo na vida priva-
---- -peniiein da con
currencia de mullos producto para a estac.i, len-
do de notar que na zona cima mencionada atraves-
e terao a conducc.30 nAo s dos productos da Uvou-
ra, mais de muitos onlros de produccao espontanea,
de que abuuda aquelle abencejado solo. A direcc3o
man neta encurta o caminho nunca menos de qua
tro leguas, e isso resultara' as vanlagens qoe se Me
ignora, e se tornara" mais solida a base da estrada,
porque vai subindo lentamente, e em logar de lon-
gos atirros, vAo se fazendo diminuta excavacee. e
ninguein pode contettar a solidez de um e Wagili-
dade de outro, em um paiz como o dosso sujoito a
invern folies, que causara damnos nAo pequeos
accresce mais a diminncao|de ponles, por qoe tem o
camiuho de atravessar nos onde sius leilos 3o me-
nos espaolo. .
Tomando a directo indicada.o caminho maii rec-
to he o valle do no Una, com directo a Serr do
Bocu, ponto maisaccessivel da cordilhcira de serras
que divide as aguas do Una das d., S. Francisco : o
valle do Una he o mats espacoso menos lortuoso.e pas-
saria a serra.segue uma immensa planicie cortada pe-
lo rio J'anema, que be tributario do rio San-Fran-
ci*co
Rogo-lhe, senhores redadore, a pablicacao de-
les pensamenins que muilo obrigarao ao
Viajante do interior da provincia.
tyublUweS a ptptoo
Instruccao primaria em Pernambuco.
o Diversos des reparte o co benigno,
E quer que cada uma alma um s pussua.
Cames.
Caridade! primeiro dr.m do Espirito Santo! Ca"
ridade yirtude deiconhecidaafl do povo hebreu
Caridade! ensinada por Jetas Chrislo e por elle
collocadi a frenle de todas as virtudes ehrilllat,
pois que nao pode amar a' Dea*, aquelle nAu ama ao
prximo !! Mas como he qu* a imprensa pernara-
bucana tilo prodiga em decantar vinudes e reodor
homenagem ao verdadeiro mrito, deixoa-te em ol-
vido por espado de um anno!? Como be que ba-

lem
isso efizera crear um, e*p,ci. de desc.n.i me, n 7peoV 7r*ul*' rp, ,^T i ril"?
publico, que quasi faz abirlar lodas.ai esperanca* '
qoe iiessa.circomslancias o Sr. Fnrneit linha sido|
por assim dizer, o salvador da empreza, enenrregan-
do-se dos trabalho, os quaes, mbora o qaa se lem
dilo, aidifficoljalc que vao sendo vencida, ca-
minham eomo e lem vislo, dirigidos pela inlell-
geocia do Sr. Baylis*.
O Sr, Baylii. Iivaolando-se diz :
Stnbore,i pan mim motivo de iinUne.nlo,
no que nao somente os engenheiro brasileiro, ma
lambem o propriet'hos muito lem que faier ; ca-
bendo-lhe ainda nessa occasiao felicitar aos mesmos
engenheiros pera boa execo(An e vigilancia, que em-
pregnm nos Irabalhos da provincia. Referindo-se a
ua posigA.i nos Irabalhos da estrada oe ferro, s iz
que sempre que se fazem obras laei dao-se igaaes
boato, e qae por isso nio te admira do que se tem
dito.
beis peona que vezes innmeras se hao prestado
futilidades, e nao pouca a doestos, dos quaes le...
resultado iguobeis viiiganjas, precedidas por inve-
terados odios, que asneando o puuhal do assassmo
nos ha entregue ao Wrialo, abrindo assim o cami-
nho a dor ao pranto, a' dessoli^ao e a morle I! Co-
heqoe a Imprensa pernambncana nAo regislrouem
suas columnas os relevantes o apreciaveis serviros
de ama alma nobre edeslimida, dedicada a aiuine'u-
le,vntude da caridade, e qua veucendo a fraqueza
propria do seu .exo, afrontando pangos, calcando
aos pes prejuizos anaigados, a qualqaer hora do da
ou da noile, a qualquer distancia, desprezando a
loria dos elementos por chavas, calma ou frius,
san ao menos mudar de vestidos, por falla de lem-
po, sem allenrier a's supplicas rio esposo, dos p-
rente, das mesmas autoridades, do seu mesmo pas-
tor espiritual, sera allender raclnroacao alguma,
se lanca no meio dos cholencos, qual uulra Debora
no meio dos niinigos do povo de Deo, e ella s
combale, debelae vence o terrivel flagello, alvsndo
para mais de qualrocento dos nossos semelhaiites,
que sem o sen soccorro leriam su .cumbido victimas
do gangelico monstro Sem mais anxilio que Dos
ea ardenle caridade que a. inflammava, animada,
apalrocinada apena, pelos philanlropico Sr. I)r.
Babia* e Ignacinho, proprielario do eugenho Caclm-
eira, que Ihe maudaram duas carteiras homeopa-
Ihicas, nico remedio com que curou' do cholera
mullos enfermos, ja' abandonados pelos profcssoie
no periodo almdo, no mximo perigo, na crise mais
arriscada .! Porm qne posso eu dizer "> En po-
bre de expresse*. eu baldo oe laleulos !'.' Vosso au-
xilio invoco. ntegros magistrados da cidade do Rio-
I'ormoso, illustres Drs. Souza LeAo, Thedoro .Macha-
do I-reir e Hvm. Aulonio Marques de Castilli.i...
vosso favor invoco, que navego
Por alto mar, com vento IAo contrario,
Que senao me ajudais hei grande medo
Que o meu fraeo batel se alague cedo.
Cgmiie.i.
.Ijiiriai-roe v<, habitantes do Rio-Formo-o, aiu-
dai-me crarOe agradecido, a publicar a nome da
illu'trc Pernambucana, a Exma. Sra. D. Calharina
Leopoldina de Castro Araujo, vos que a remmmen-
dastes ao Exm. presidente desta provincia, que a
gratincou, e cuja gratifleaeto nAo sendo desprezada,
fui augmentar u cofn de grnext a favor dos ch leri-
co desvalido, com o que a nossa herona mais ron-
lirniou a seu desinlerese, a ua exemplar caridade !
Diverso des regarte o co benisuo,
o Equerque caria uma alma umsposua.
O reo quer que a Exm. Sra I). CaMuriiia seja o
prololypo da caridade, ela excellenle Sra. n;lo con-
teniente de curar do males do carpo, segoindo o c-
vaugello pregado pelo iiluslre Caslilho brasileiro,
da cidade de Rio Formoso, propoero-t* a tratar das
enftrmidadei do tiplrilo, evingelistado doalrint
da : mas nAo he do nosio partido. He cecessario
qae .ria..
E os defensores dese.atlajlrrta, unio, se- 4e>nTott
cre-los, qne pode salvar n causa,i"b'llc, e.cutai-o
por sua vez. Viram-no> jbvparto, e conhecem-no
intimamente. y'
Que elle he o"rniserayel, isso saherao-lo nos :
altribuem-rtii-ilr fritos vergonhosos ; iras he o ho-
mem qvjg nos convra. O mais, que importa Nos-
sos adversario aecusam-no ; n nao podemos dei-
"-lot'olre a* punta do louro : defende-lo-hemos.
guere-, saUfr a ,aa hislojia-! Ella ah vai. i> E em
seguida, os allibaixos, as acr;es m*, as vergonhas,
as ignominia do hroe, tudo sabis, ndate vo es-
conde sao |ia de qoe ,, uufaj, podgj, depol8
disso julgar cora conhecimenlo de causa.
Os e strangeiros nao podem eslimar sses julgamen-
los opposto e conlraditorios ; al comprehede-los
Ihe he custnso ; logo, para esles, a imprensa he
om meio defeilaoso pira fixar a verdade. Para o
proprio nacuma. o he, se elles se alteem aos jor-
naes em julgar homens e cousas.
km ""a ip,ore8 separam, quasi sempre, o homem
publico di> hornera parlicuiar ; e bom he que assim
seja. Sem esla riiliiirc,ao, a polmica Cuotidiana, ja
agr e viol enla em uemaiia, viria a ser em breve
uma arena 'impura, onde a mais vergonhosas pii-
xoes viriam -ssoalhar suas chaga*, ou travar peleja.
>A.i he, pon m, ineno certo, todava, que a vid
privada d om homem he uma poderosa presuropcio
'1 a 5rilu as ,aas lenjenci8 *ida publica.
Aquelle que, i la9 suas negocia;cs ordinarias, nao
respulou o ooi jj deoalrem, nAo ooaservar maos
puras, ae o Ihe.ouro publico Ihe he confiado. O ho-
rnera de m i e, sem conviccf.es, sem moralidide,
sem religiA, creu'csque sera sempre eomequeote
nos principios de nccasiAo qoe professa, e que, fe
de suas palavra e juramentos, o poder, que o in-
vele, poder fechar ol.hos e dormir? O epecorisla
de syslema, qae. na sua- proviucia, insnltava aero
pudor a moral publica, i.iiio osposo, mo pai.cra-
lo-hei despido de paixes, veslindo os arminho de
magistrado? credos que a i. 'inocencia iniquamenle
avexada. e os haveres da pe'oa de bem eslarao
seguros? credes que a au.tac ia e a injustic.8 dos
maos nao hAo de forlalacer-sec om a sua corrupjAo
e imprudencia ? E, comludo, o s jornaes nada di-
zem, nada podem dizer nesse as,'implo, posto que
seja perfeitamenle conhecirio ao es criplor.
3.Os jornaes nao dizem das
meiro que lado, al ante de ser homens, Ao gran-
des cidadaos e comprehenlem a idea de eidadao no
sentido antigo epagao. O mai popular de seus ho-
mens de estado, o qoe enlre elles melhor represen-
ta o qoe se chama o chauvinismo, oblevi o mais bri-
lhaute de seus (riu.nphos oratorios declarando, que
onde quer se enconlrasse um Inglez, era protegido
por seu nome e s linha qae dizer.: Civit romanits
sum.
Sob o aspecto histrico e poltico, nao se poderla
contestar a grandeza, menos anda a nlllidile deste
senlimenln. He por elle que a na(3o agiera he a
msis compacla, a mais unida, a mais l'orlemenle
constituida do globo ; he por elle que o Inglez, por
onde o leva o vento, leva i patria na sola dos seus
sapalos. Roma nAo existe mai e*l Roma ; etiste
onde este eidadao nmade, lambem como elle lim
consciencia de li mesmo eomo sent que e chama
legiAo com que facilidade viaja. Sobre lodo o glo-
bo est na sua patria ou meaos obra como se nella
eslivera.JCom que liberdade e eguraii(a move-e no
universo Ele toarisla, esle curioso, este bypo-
condriaco que n'um dia e ceiracAo vai fazer a vol-
la em torno do mundo, levar como nica arma of-
fensiva e defensiva seu chapJ de sol ; elle sabe que
ser protegido por esla qoalificacao IAo altiva em sua
humilriade : a Subdito inglez. Esse homem de
roupa preta, que dislribue Biblias por loda a parle,
e as esparha em soa passagem como om raslilho de
plvora, nao creiaes qae si Ihe loque imponemeole ;
se algum dia o tribuno Ihe posar a roAo, elle dir
a Ea sou ciriadAo romano e elle se far condozir
presemja de Flix, e dahi appeltari para Cessr,
Nos o repelimos, nao se pode negar o valor pol-
tico, o valor relativo deste senliraento de naciona-
lidade ; mas pode-se disentir o seu valor ideal. O
civismo he uma virlude ; nao he a virlude. Pode
acontecer qne o ponnam ecima de ootras lei que
Ihe sao superiores, que ponham a naco cima da
humanidade. Pode-se violar as leis da moral e da
julica por amor i patria eomo por ambicao pesaos)
eadorando-se o deas da palaia, algamas vezes esqoe-
ce-se que nAo ha senao am s Deo*. Quando uma
vez dissemos que Wellinglon era antes um grande
Inglez do que um grande homem, nada pensamos
dizer que podesse deprecia-lo uo espirito de seas
compatriota; queramos dizer que ha um lypo par-
ticularmente inglez de grandeza, de virlude e de
coragero, que Wellinglon linha admiravelmente re-
unido, e cuja conformidad* fizera delle um here
essencialmeole nacional.
A' proposito do espirito de solidariedade iuglez,
Emerson assim se exprime:
Um do segredos de seu poder, he a harmona
de seil pemamento... O simples loque elctrico de
urn^s de snas ideas nacionaes, os'reduz urfia s
familia, e pe em acc.3o para nso de iodos os Ihe-
souros que sua indi vidualiriade nao cessa de amon"
(oar. Isso he devido i exigaidade do territorio ou
ao orgolho e amor da raja ? He que todos elle
teem confianca em si e uns nos oulros.
Seu espirito, como a laa, absorve uma liAlora
que dura por mai lempo que o estofo. Elles abn-
cam orna causa coro mais lenacidade do quea vida.
Nao sao militares, mis cada individuo lomado ao
acaso daria om bom soldado. Esses homens tran-
quillos e mudos espotam uma causa de todo o seu
coradlo, e he esta faculdate que faz a poesa de seus
hroes. A dilTereufa das classes nao divide a alma
nacional... Elles se deslinguem mais pelo carcter
do que pela capacidade ou classe. Pelo trabalho o
plebeo lera o estofo de um lord, e o lord na ne-
ssidade se fara' um plebeo. Todo o Inglez Iraz
o syilema inglez em seu cerebro, sabe o deposito
que Ihe foi confiado, e obra o melhor que pode. O
chancellerleva a Inglaterra sobre saa massa, o al-
mirante nl^ionla de sua espada, o ferreiro em seo
marlello, o cozinheiro -m sai cplher ; o poslilhao
faz estalar seo chicote pela Inglaterra e o marinhei-
ro move seus remos ao som doGod tace Ihe Queen
Al os conderanados da juslica sao mutuamente tU
livos de saa obras. Na polilica e oa guerra, pren-
dem-se tarja* uns ao oolro como gatos de ferro...
No numero dos traeos foudamentaes do earader
inglez, Emerson colloca lambem a veraridade e a
linceridade. He elle ainda quem vai fallar :
Aaliibus leulonias lem uma simplicidade de
naiureza que i faz contrastar com a raras latinas.
0 nome allemAo tem orna significacao nrovjjrrrij de
1 meslidade^ '> .-,,,, fignra, de pa_
dres das velh. dos ms5i,es ulo,i,,do,
ao cheia de um profand. .. mmenlo de f. Ajon-
tai a esa redi lao hereditaria a pooiualidade, a pre-
cisAo a' qne o cemmercio habita ; d'ahi a veraci-
darie iimleza e o crdito inglez. O estado cumpre
exactamente suas promessas ei o publico nao ouve
gracejos es-e respeito... O particulares s3o fii.
cousas a ver-
dade inleira.
Nem dos aconlecimentos polticos o* jornaes di-
zem, nem podem dizer, loda a verdadervainda qae
a conliecam, o que raro he. A grandes 5eei-nasi.a"
grande partidas jogam-na um pequen numero de
autores e intereaiados ; quando inlervem a mallidao
he por accidente ; e, de mais. quem desconhece a
grande difieren; que vai de uma opiuiao manifes-
tada em conversarles particulares a outra que se a-
lira, por meio da imprensa, a opiniao publica? Ha
mil considerarles particulares as quae um publicis-
ta deve forzosamente curvarse. Enlre os muito
que fallam ao publico, mnilos direra^o inverso do
que p-.fis.nii, e os mais' rieidoi na veracidde, ge
coacto a dizerem senAo o qoe nao pensam, ao menos
a menor ea menos importante parte do que pensam.
Convin nao esquecer esla o Inervarles, se se quer
ver mais ao louge e melhor que o vulgo. U, no
mundo polillo um, moeda corrente ida por fal-
sa : mas he convencAo laca o recbe-la. Os ini-
ciados nAo se enganam no peso e no valor real que
ella tem.
Estas verdades sao colindas n'uma seara frtil
dellas.
El Criterio por Jacqoe Balmcs, obra honrada
em Franca, enm a quarla edicto, be um livro qui
da' honra a llepanha, e o fr., grande de consum-
inado philo.ophoao eu autor. Balines entroa mais
no carac.ie do homem quo La Bruycre, Fonlenelle,
e La llochefoucauld. Se a invesnga^Ao da verdad*
,?sl!ves*e ao alcance de um livro, nenhnm como esle
correspondera mais cabalmente ao Ututo : mas a
verdade moral nao leve ainda o seu llerschil.
O homem pode esludar-se, e ser estudu ; a homa-
nidade nao.
(OClamor publico.)
RASGOS INGI.EZES,
Usboios do carcter inglez.
Por R. W. Emerson.
Segundo artigo.
Passava-n-nos outro dia pelos olhos esla palavras
que l'acilo disse sobre os Judeos ; Enlre si om, fi-
dclidade invencivcl, ama caridade empre activa ;
contra o resto rio inundo, um odio iiiriuroavel, Es-
las palavras IAo simples, IAo concentradas, explica o
que nlliinamenle diziamos, lo he, que de todos os
povdi do mundo, o povo Inglez he o que oais e
aproxima do povo'judeu. Nenhum oulro ha que
potioa no mesmo grao o seotimento da naciopalida-
de e di luliduiedadi. O Ingleze sao Ioglettt pri-
a saa ornmesa,por mais innignicanle qae ella seja... 1
,a sinceridade nacional qoe repoua saa
lor$a. A veracidde he uma virlude de instinclo,
ella indica superioridade de organisarao. A naiu-
reza deu a eerlos animaes astucia como compensa-
cSo da forca, mas ao mesmo lempo fez delle o ob-
jeclo do odio de lodo ds oulros como por uma juiti-
5 vingadora. Na racas man nobres que teem o
apanagio da forja enconlra-se a lealdade, que he
lambem o fundamento do estado de sociedad*. O
animaes qae ao fazem aaz com o honiem nAo se
trahem amis entra si... A veracidde ini?rea*>ria.
rece tambera resaltar d'uma mais forte organisarao
animal.
Os Ingieres amam a realidade, amam-na na ri-
queza, no poder, na hospilalidade... Nao amim
muilo os adornos, e se os usam he preciso qoe ejam
verdadeiro diamante... Elles tero esla fume d*
trra ; esta predilecto pela poe do sol, que paisa
por caraclerislico da rara teutnica... Elles confian!
uns nos oulros ; o Inglez er oo Inglez...
He sempre a phrase de Tcelo : D'uma invenci-
vel fidelidade... 'entre si. Bom seria se su elle hon-
vessem no mundo ; mas ha ainda, a fura a rac,a an-
glo-saxonia, ootras povoaces que pedem para vi-
ver. Verdade he que o Inglez vos poden' respon-
der tranquillsroente que nAo sent a neeessidide di
vida. He preciso perdoar-lhe se elle obra como e o
mundo fosse onicamenle composto das ilhas brilan-
nicas ; sua escusa he que o er sinceramente. O In-
glez passea no globo como Galliver no reino de L-
lipul e de lempos a' lempos toma indgenas na pal-
ma ria ru3o e us considera como uma cerla curiosi-
dad*. Como queris pois que elle Ihes applique as
mesmas leis qae a' seus pares ? Como queris que
baja solidariedade ontre elles e elle ?
Ne o que explica at um cerlo ponto a differenea
qOe os Inglezes mostrara em suas relacoe* publicas
e suas relacites privada; elles nao tem o mesmo c-
digo moral para o exterior e para o interior,
tem evidentemente consciencia de. -U/trlfOe nada
os sorprende mais que ouv' salos de ma' f.de
iv^ptaeica e de outros vicio- uns. Nada he since-
ro comcStjm Inglezij'^-' ngleza. Nao ha paiz
em que a pS*W#Tnicmra seja (ao verdadeira como em
Inglaterra ;,nao ha paiz em que o.lr.nnens sejam mais
seguros e as.mulheres mais inviolavelirente dedica-
das. Como pois icuaes elementos vieram a formar
a parida Atoion ? Para bem comprehende-lo, he
preciso investir a verdadeira ualureza do espirito
tnglez.
Os Ingleze sao primeiro qoe tudo, homens prali-
cos, muilo pouco philosophos, e que muilo puuco ca-
so fazem ran) principio, elles chainam utopias. Nunca ra-
ciocinan) a" priori, e sempre tomam seu ponlu de
partido em um facto para ir a'- onlro. O duque de
Wellinglon, esle modelo do Inglez honrado, dizia o
mais honradamente que he possivel' no mundo :
Se o mundo fosse governado por principio, nada
seria mais fcil da que tratar dos graudes negocios ;
mas, em lodas as circunstancias, o dever de un ho-
mem prudente he escolher a menor enlre doas dif-
liculdades que o cercam.
A nnica plilosopiiia que si pode adiar na polilica
ingleza esta' neslas simples palavras.
Qu ndo nAo se obedece a' leis gerae, mas a' lei
dos fados, nAo e lie embarazado no caminho por
c,o de consciencia ; eis a razao porque os Ingleze
IAo arimiravelraevie se tirara de dimeuldaries contra
que quebram a caLe, o povos lgicos. SAo gran-
des reahsljs.e ante* a.-eilariam um fado sem idea do
qoe orna idea em facto. Ante de ludo, he precian
caminhar, he preciso avanzar, he preciso realisar ; a
experiencia he a rainha do mando. Tambem quan-
do falla a neces.idade, elles nenhuma dillicolriade
poem em corvar-se anle ella/ Se, por exemplo, he
preciso mudar de opiuiao,elle nao hesilam, nao lac-
leam, nAo dam saltos ; apostaran) francamente ,
lealmeate, draj 1 redondamente. Hevste o cele-
bre yslema de Gribonille ; em vez de se deixar mo-
Ihar elles aliram-se ao rio. Vede seas maiores po-
ltico, tem remontar intit longa qae Wellinglon
Peel. O duque de Willinglon linha combatid* par
toda sai vida, a emanciparlo 4a* eaiheliea* ; ajaaa-
do ella*** lornou inevilaval, nao t deitoa 4% eeaa-
bater por ella, eomo piopoz.
O movimenlo di convenio f*i oiaealade Militar-
mente, com* uma ordem do ditw O doqe* da Wel-
linglon nao se den ao tribaiba sjpaiuaadlr a* taaa-
doque muda'ra de Idea mudando da candad! ; ri-
tamos cedo qu* *ll* nAo pauso* aitta. Diz im-
plesmente qua quiria poupar *a pala a jaHH Ci-
vil ; quanto queilA.i iblricli di direita a da jai-
lita, ninguem pentou n*ll*.
Sir Roberl l'eel.que fizera con* || mt^a aaca-
siAo, fez linda mais em outra, qunele l*i|d* d_
der pilo partido proteeeonil.i, upprini, cata *
peonada as leis qae defeidra donata l*d* M ^j.
da. Ainda por aila vz, fix-ta a evoiacao *** BT4OTi
sem traoii(Ao, sen graos ao modo in.lez, aritanr, ,
rabera, Ecolhemoi ellas duas--------lHHij. co-
mo presente a todo ot epirito. Na*aaa*
oa principio nAo mudarim, ma* a* ftetee
caminhado : or, com* dizia o velho dajajM, da Jai
difficuldides h* precito escolher mea*, a ka besa
claro qae sob o ponte de vista pratica, k* mai* fcil
por de parte um* idea do que am faele.
Wellinglon e Peel, eomo verdadeiroi laclan i. r
conheciam a superioridad* da historia obra a phi-
losophia, e faxiam ganhar ao povo a qae
der a moral. Tambem Acarara ci
ner.-ic.1o de leos compilriatas.
Nao he s nos cstadistss, he lambem na
nar.lo qae se acha elle mod* rielermiaaa* *t
sea partido. Esle povo con verlo*
le, da' exerdeio ao espirito eomo a' am raer*
Julgam que nem fallara' nenhuma ceavenitaci*, po-
demos assignilir um exemplo qoa taca da parta a
Franca. j
Ninguem ignora que logo riep*i da ase dtafada,
o imperador foi na Inglaterra objeda da riafi*
larioa pooco respeilotos ; nlo natiureme* abra an-
te primeiro periodo. Porem, ca *m baila dia, en
uma disciplina admiravel, a lingoagm vartoa lid*.
Desde o momelo, dewie miaala am ajaa a im-
perador loroou-se sen afliad*. a* Ingleze Iralaram
no como lal, e uto fallaran) miis delle te ala coaa
respeilo. Na* t uao diara mi* mal dalle, com
nao permitliam que se o diste* am aaa praaaaci.
Nette povo tao livre e neste paiz ero que legalmia-
(e te diz (ndo'quinto se quer, a nica averna* d*
0piniAo e da convenci exerca orna ce niara iaaal a
qu* exerciria um governo ibtoUte ditama* por
te-lo visto, en-*e maii feliz durante gana* para
fallar ao imperador aa Franca do qaa m 1
ra. E nao julgueis que entre tt elle* ea
para obrar com os aogunos. Qiio
cereii ? Elles respeilam-se a si piaajjlni a aaar-
dam conveniencias reciproeas; pareccm lemprecrer
o qae dizem, a em verdide por tal moda a
*a me nao admira'ra de que elle o
Completos em teas odie*, em rae* iitKte, amtm
he que sao os Ingleze*. Goslam de nar aaria* aaa ae-
goeios, de ir direito ao facto, a *m aalitica aba fa-
zem senlimenlo. Se pireceii ibaadona-lai Ha* aaa
abandona Atasta hoiilem elles icabreabavam a
Austria de insulto tocavam foge na Italia; mas,
com oo ero razio, elles creern qu* a Frteet aa le-
par* delles no Coogreaw, e *i-lo* que bracam a*
Austraco e deiram cahir a* Italiano* a'mu.
D'om dia par* oolro, vereia impream i aflea ase-
dar de linguagero como te recebe** ama palavra da
'ordem, entretanto nAo recebe. Pee*
enlendem-se tem te filiar, dir-*.hia 4a at
de oeiedade de rrincc*-raic6* :
O Ioglez, diz Emerson, ha ca* ama na***
trelo da patriota, porque sen pait he rao postees.'
Sai confianca no poder e nai faculdide dama ai-
(Ao da-lhe um* impertinente iaaiffereaea p*n cam
todoi o outro povo. Elle nao amamsj*jbraa^*ta*...
Qaando qoer elogiar alguma coesa, aaa taperlili-
vo he diier: He Uo inglez E qaando va*
quer fazer o maior doscumprimealit, diz v*t: Ea
voihouvera lomado por oro Inglez.* Ha a Franca
que, por um con ir a l* aatnral, serve de madre ae
carcter inglez, para desanhar-se ai mtama aam
giz. Creio que lodos o* hornea* de sangua iaftaa aja
America, ni Europa, ni Asia, experimiatam am
tecrato tentimento de alegria de ola lerem aiiei*
Viaucet. Lirl-si^tjue Coleridge, no fien da am'certo,
renden publicamai^* griQa a' Dea* per Je le
do incapaz de pronunciar ar tu pilivra fraac
Em summ* sinto que a naturezi _* inglez ae* teja
bem arrogante e aggretaiva pjjVno ser lacampau-
vel com qualquer oofri. O mundo al* he bastale
grande pan doas...^m*-*eahora ioglaia, vtaj*a-
du no iUixjierre ouvindo i' un* illemlo fallir alia e
de seo-|compaoheiros eomo de eitraagairaa, diz-lh* :
Mis nao, n nlo oros etlriag*ir**, urna
1
Inglezes : vos he que sois etlnogeir*
O outro trecho de Ticito :
a ....... Contra o resto da mundo am odie iade-
mavel nao poda aero davida pplicar-** lilleral-
menle ao Ingleze ; mu encoulri-t* ealreuale
nella muilo do tentimento anligo qaa fzi ajaa a
mesma palavra sigmGcisse eslraageir* a iaimi|a.
Emeraon dix tind* :
Elle ofierecem inaltenvelmenle tea frii bjaaai-
lilidide .-o exilado* poltico* de toda as pialln__
Mas esla hospilalidade formalista ni* lerna mais
branda e mais agrada veis sol gliciaes maneira*. e
nlo pe neohum freio a' osla deveruaera
lidade, que torna toa ixistenei* incomnalival i
ludo que nao be inglez.
He possivel, mis ho esla indi ama das I
sea orgalho e de sua grandeza. Ni
mente por syropalhii pelos exilada* oa i
triplos qae os inglezes os aeoltitm, he i
pilalidade he om seatimenu nobre qaa me
inglez, he porque o solo ioglez lie na teta livr* pa-
ra quem quer que o pise, he parque e direita de ir
e de vir he am direito inherente a' larra da Ursa
Bretanha. Na latitqdeqoe deixa Inglez da faaar *
da dizer lado quinto te qaer, coro tanto qaa ale te
o desorgaoise, como nesta especie de atheisma pti-
co com que elle toma ea aceita alindo ** aa m-
qoietir rom que elles lo ero saa* patria*,
mi eons deste senlimenlo qoa faz can qu* i
tolere em seu paiz lo tas i relisioes, porqae, a fara
as suai,todas va lem a mesma cousi. Carla dia, am
uma das camarat frinceza, om radar aaa defen-
da a allianra ingleza, chegoa a' dizer :
S eu nlo o-se Francez, quererii ter laglaa. a
Era mui amavcl, e um Iuglez, a' quisa ripalanm
o cumprimenlo, responden :
E eu te nao fo*e Inglez, quizar* aar I*
E uao Ihe viria idea que oalra i
Jahnl
iVontimI dat iHlajH.;
0*mtxti0.
Sobre Londres, 27 3|4 a 60 d. e 37 7|8 a M d.
Pars, 3O rs. po* fr.
Lisboa, 9.i por % de premio.
* Rio de Janeiro, 2 por Ouj de deseoala.
Ac$5es do Banco, 40 a 4-Vde premie.
companhia de Beberine 549000.
rr

Indemuisadora. 5S ide-.
a d ealrada ile ferro 20 por Otn de
Disrooto de leltras, de;8 a 10.
Dito do bance8 a 10.
(juro..Olivas iiespsnholas. oe. .
Moedas de UslOO velh,. ". .
6VO0 aova.....
.8000. ....
Prala.Palaces brasileiro......
Peto* coluinuari s. ..." I
mexicaao*. '. '. '. '. '
.....,(..,,.,,,,i ,,p Denerioa oesxJUQ.
companhia Per- ambucaoa aa per
Ulilidade Publica, 30 por ceato d* pramte,
Indemuisadora. M ider.
XtMO
16*000
i*000
nooa
*ro
fono
iitwo
moda.
IMPORTACAO.
Barca francez. Cephise, vinria do Havre,
fisloa o srguinle :
57 ca xa fazenda de algodlo elinhn, dita de lia,
chales de dita, ditos de dita e seda, lenco* bornee*'
chapeos para homem e ditoi para Sra,, dito* a* mi,
honelea, calcado, chinelli, papel, pannos, cratlae*.
porcelana, cuuros, livro. neeesaarios, modas, lima*
perfumara, seda* etc. ; a F. Sauvig* \ {.-
10 ciixa* e.pelbo, moldura*, vidro, caadieire
de enbre, p*pei piulidos etc., T. Koberl.
I "i raij* vidros fjnd.s, redas porcelana,
ele. : a Ar-Rflberl.
26 caixjs licores sorlidns, i ditas regisl**, Ml*a
pas, livro, objeclo de escriplorio, perfotnaria, *
porcelana ; a M.gu.l Jos Alvea.
1 caita chapeo de seda pira homem: a M.J.
Carneiro.
75 barri e*75 meio* dito minlriga, 2 raiim cafre
forte, livros etc. ; a Isaac Curio (!
12 caixai e 6 fardo farenda* de I odio de seda
~de dila e algedlo, de meia lia, film de ligad! t-
palos, chapeni de iol de di, roupa feili, chale* da
lAa, luvaa de seda, peotei, pelle* rorroniioad*
couros, etc., 1 cixa panno, 25 ditas vinb* da Ma-'
rieira, 36 barril 30 meio di!** mialeiBa : a N a
Bieber & Canpinhii. "", O.

MUTILADO


.
DIARIO DE PE RNAMBUCO SAiBADO 11 DE ABBIlDE 1857
1 caita camliai < 'godo, 1 din cofre forte; t
o'barris e 20 meius dilu manleiga ; 1 Joe Uap-
Hiii da F. Jnior.
23 cala 8 f"!l0, feodef da algodao, de lita e
ilgodao, da aa algodgu, len;oi, aedaa mescladaa,
bale* Ja Uaiordado, panap dealgodlo, ele., 23
iailt champeaste ; a Scbafheitlin e Companliia.
i eai" Idroi, 7 ditas e 3 barricas porcelana ; a
J. B. Freglo.
33 cal* e H fardos faxendaa de algodao, dila de
Ua e teda, caiemirae, penaos, roopa l>ila, faiendas
da algodlo lia, de lia e algodao, chapeos para ho-
rnea), dilos de *ol de teda, calcado,-_ carlees para
chapos, ele, 13 gigoa champagne. 13 caixas rinho
tariDollh, 4 barris dito linio ; a J. Keller & Com-
panhia.
10 barrita 30 meios dilos manleiga ; a Ramos e
Silva.
30 eaixas sardinhas em aieite, 100 barricas cemeo-
(* 45 gigoa champingne, 73 barra e 73 raaios ditos
manleig i a Usaerre & Tissel-rreres.
11 canas chapeos par homem e aenhura, calcado,
clcheles, linha para costura, peines de tartaruga ; a
Cals-frere.
13 casas chapeos para homem. niios de feltro, se-
da, barretes e objeclos de Chapelaria ; a Christiani
(j Irm.lo. '
19 calas qaeiio", 12 barra e 23 meios" dilos ntan-
teiga ; a Bastos & Lemoa.
35 barris e 30 meios dilos manleiga ; a Ferreira &
Looreiro.
41 caitas objectpi da chapelaria, ercGee, porcela-
aa, instrumentos de masica, chapeos de so! de seda,
pannos, cartonagem, laolernai, pasaamanaiia, quin-
auilhana, ferros < igommar. calcado, crlstaes,
vro, sedas, pre^ juro para selim, diloa enver-
Bisados, calcad-, fiei.a, chapeos, cidos solphurico
nitrito, mercaduras, ele. ; a J. 1*. Adour &
Curnpanhia.
2 canas vidios ; a H Uomonl.
4 ditas formas ; a Barroa Brralo.
1 dita pertcnces de ama rama ; a F. (j. de Oli-
veira S
120 harria e 90 meios Hitos manleiga, 1 caita car-
tonagem ; a Schramm Whately & Companhia.
3 caiaa hiendas de algodao, de lia a seda ; a As-
Hay & Companhia.
13 ditas faiendas de 13a e de algo 'So, chapeos pa-
ra homem, ditos de sol, vi.iros, roapa feila, relojoa-
ria ; a J. C. Ayre*.
1 dila porcelana ; a Leinos Jnior & Leal Res.
40 caixas faxeu da 13, de algodao, e de seda algbdao, calcas de la,
chapeos, chales de algodo.agullias, joiaa falsas, rou-
pa fejta, cssas ele. ; a Timm M & Vinassa.
1 caita retratos ; a Guimfto.
I fardo rolhas, i eaixa roopa para aso, carne e
Vlnho, 2 barr dilo tinto ; a Meuron & C.
. 1 aixa navidades ; a Boessard Millucheau.
II caixas perfumaras, flores arlilicises, chicles
para meninos, mercadorias ; a l.elellier & C.
60 barris e 60 meios dilos mauteiga; a II. Bronn.
32 eaixas faiendas de sena, de alindan, de algodlo
e 14, da dito a ssda, fitas de seda e la, perfumarlas,
tscova, chapeos para senhora, roopa feila, panno
de linho encerado e mercadorias ; a 11. Brnno 6 C.
1 eaixa coaros ; a J. M. Fraire.
1 dita roupa ; n A. L. dos Sanios & Rolirn.
2 ditas oanos ; a I. Vignes.
50 gigoa' champagne ; a Saunders freres & C.
1 fardo chapeos de palha ; a Johnstoo Pater C.
2 caixaa vermz ; a F. de Souza.
8 dita* perfumaras, obras de ferro ; a F. P. VI-
aana.
10 caixaa nonecas, perfumaras, bengalas, batan-
ea*, roopa feila ; a H. Dencher. ,
15'canas el fardo roupa feila, qoinqu'ilharias,
ckapeos para homem, calcado, mercadura ; a Burle
i aooiii.
4 clisas flores arlificiae, sedas, roupa feila ; a
Slqoeira & Pereira.
1 caita eouros ; a F. A. da Pinho.
7 ditas faienda de algodao, de l e de aeda, cha-
peos para homem. capoles de aeda ; a A. Slqoeira
1 caiu chales de 1,1, e de seda, e ditos de dita
para ; a 1. Bronn.
1 dita phulographia e mercadorias ; a ordem. -
2 caiiuihas 17 embrulhos amostras ; a Timm,
J. Keller, Bieber, SchafheiUio, L. A. Siqoeira
Bronn, Sauvage.
2 caixas cestos, 38 dilas calcado, quinqoilharias,
capsulas, perfumaras, obras de (landres, mercado-
rias ; a Feidel Pinto & C.
2 alias balxella de ferro balido, bombas, qnin-
qailharia ; a G. A. Buraois.
2 barricas qoeijos ; a Ed Borel.
3 caltas couros envernisados ; e Demesse l.eclere
iC.
3 ditas chapeos de senhora ; a Theard.
1 dita caljadn ; a A. de Almeida Gomes. .
2 ditaa espelhoa peqoenos a F. Germn.
1 ililai essencias de cravo da india, canda etc. ; a
3. Suura &C.
1 eaixa faiendas de seda ; a Silva Guimaraa.
16 eaixHt papel, 1 dila vidrot, 1 dila calcado ; a
l.aoomt* Feron ftC.
"Mtp'-iMmv $$ pote.

V
I
?3o destribuida ao escriySo Francisco Igna-
cio de Torres Bandeira. p
E como o supplicante ja liouvesse justifi-
cado a ausencia do supplicado em lugar nao
saDio, fez o referido escnvSo passar a pre-
sente carta de edilos, com o prazo de 30 dias,
pelo theor da qual chamo, cilo, e hei por ri-
lado ao supplicado Manoel Jos Freir de A-
orarte, para que no referido prazo compareca
nesie juizo para allegar sua defeza por todo
o cotiteudo na peticSo cima transcripta, sob
pena de proseguir a causa os devidos ter-
mos a sua revelia.
Pelo que, toda e qualquer pessoa, paren-
tes, amigos ou conhecidos do referido sup-
plicado, o poderSo fazer sciente do que ci-
ma lica exposto
E para que ebegue noticia a todos, man-
dei passar o editaes que serSo allixados nos
lugares do costume u publicado pela im-
preusa.
Dada e passada tiesta cidade do Rocife, aos
de abril de 1857.
Eu Francisco Ignacio de Torres Bandeira,
esenvao do juizo especial do commercio, o
iz escrever.
Anselmo Francisco Peretti.
4Dr*fci$tt tw
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conseibo administrativo tem de comprar
os objectes seguate :
Para o 9.- batalhao de infantaria de inba.
Papel almaco resma* 6, pennas de ganco
400, caetas 2, lapes 72, tinta preta de escre-
ver, garrafas 6, areia preta, libras 6, cartas
le a, b, c, exemplares 20, laboadas ejem-
plares 20,gramraaticas portuguezas por Mon-
te, ultima edico, exemplares S, compendios
dearithmetica por Avila, exemplares 6, pau-
tas 6, traslados de escripia 20, clorureto de
soda, libras 4, zarc3o, libra 1, livro impres-
so para registro auxiliar, do geral do bata-
talhSo, para os assentamenlos, contendo 32
folhas, 1.
Companhia fxa de cavalbaria de linba.
Aperelhos de limpeza 64, bolsas para os"
mesmos 64, bornaes para racao de cavallos
64, mantas de algodao 64, silbas meslras,
64 silhas de panno 64.
Fortaleza de Brum.
Livros em branco pautados de 150 folhas
1, bandeira imperial de 8 pannos, de niele,
balanca de conchas de folba 1.
Hospital regimenlal.
iissucareiros de luca 15, bacas de ra-
me, sonldas 30, bacas de lou$a 10, barretes
de algodao 70, bules de louca 15, chinellas
de couro, pares loo, colches 8,com adres de
estanbo i conchas de cobre 2, esquife co-
berto 1, facas pequeas para cozinha 8, fre-
gideiras de ferro, sorlidas forradas de por-
celana 6, mantas de 19a 46, manleigueiras
de louca 15, panellaa de ferro, sorlidas, for-
radas de porceliana 9,pannos morluarios 2,
paes de ferro 3, travesseiros 8, sinete sem
armas, pequeo, para marcar papel com o
distico, Hospital Regimenlal de Per na m buen
1, brim brancojliso para 608 camisolas, 200
l'ronhas, 214 guardanapos, 324 lenqoes e 24
toalhas, varal 6619, chita para Vi, cobertas,
covados 120. ]
Botica do mesmo hospital.
Caixas com capsula de copabiDej de Moths
12, espumadeira de folha 1, ferro preparado
pelo hydrogeneo, oncas 2, vinhjo branco,
garrafas 16, vinbo tinto, garrafas 16.
Forueciment dos armazensdo Akmoxarfa-
do oflicinas de 1.* e 2.* ca ise.
PranchOes de pinbo de 11 polegadas de
largura 12, arcos de ferro a 1 1|2 polegadas,
arrobas 10, pregos caixes, milhe ros 10, c-
leo de linhaga, arrobas 5.
^^^^T*^asse.
Ferio irlJjTz redondo 3(4 de polegada,
quintaes 20, dito'dito em barras de 1 1'2 a
3p3 edita, quintaos 30, dito sueco quadra-
do de 1 polegada a 6|8, quintaes 50, safra
grande de 2 pontas 2, dita pequea 1, foles
grandes 2, rame de covilha, arrobas 10, ditq
grosso de 1 li2 oitavo de grossura, quintaes
3, tornos grandes para bancada 12, limas
chatas de 8 polegadas, duzias 7, ditas mucas
chatas do 8 ditas, duzias s.
4.a classe.
rame de latSo n. 13, arrobas 2,'estanbo
l*-aa*Mat>aiab*L, 1riohas 1, rame aje ferro
de amarrar, arroba I, caanhos do norte, n.
10, 20, caixas com folhas de Qandres obra-
das 4, ditas com ditas singlas 6.
5.a classe.
Sola corlida, meios 200, lio de vella lino,
arrobas 2, ,'iniiaa brancas, libras 10,\ ditas
no, eqoipagem 13, carga-trhi raais gneros jlflgetas, libras 10, brochas para sa|teir\), mi-
Iheiros 10, capa-rosa, arroba 1. \
Para o fornecimento de luzes as estacos mi-
litares nos ">" ri ahril e maio deste
>"avios entrados no da 9. .--------m
Rio de Janeiro34 dias, barca porlogaexa Amazo-
na, de 203 toneladas, capilAo Gaspar Nones dos
Sanios, eqmpagem 13, carga 114 toneladas de
paira ; a Maneel Alves Guerra. Pertence a Boe-
n-Ayres. *
Lisboa37 dias, brigue porluguei aExperieocaa,
de 220 toneladas, capitSo Joaquim da Silva Roi-
a Amoriro Irmao*. Pertence a Lisboa.
Navio sahido no mesmo dia,
Phila lelphlBarca americana John Welsh, ca-
pitn Tbsmax S. Slee.
ilins 4 ; dito de mercurio, oncas 4 ; linimento ano-
dyno, libra* 4 ; ludano lquido de Sidenham, dilas
4 ; dito de Rou mostarda, ditas 32 ; muigo da Corsea, diai 3; dito
islndico, dilas 5 ; mcl de abe i has, dilas 32 ; mag-
nesia calcinada, ditas 2 ; mana', dila* 32; sena, di-
la 8 ; manleiga de cacao, ditas 2 ; nitrato de po-
lassa, ditas 2 ; oleo de ricino, libras 32 ; dito de a-
mendoas, ditas .16 ; dito de copaba, dilas 8 ; dito
de macella, dila 1 ; pastas de jojobas. dilas 6 ; pi-
llas ferruginosas de Valet, vid ros 12 ; solphato de
oda, libras 4 ; dilo de qoinino, oncas 8 ; (uhrar-
bonalo de bismulho, libra 1 ; tarop de groselhas,
garrafas 21 ; dilo do bosque, dilas 12'; dilo de pon-
as de espargoa, dilas 40 ; dito de nale, vidros 40 ;
dilo de Lamouroui, gairafas 40^ dito peiloral iu-
glez, dilas 24.
Escola do presidio.
Historia de Simao de Nanioa 20 exemplares, eco-
noma da vida humana 20 dilos, Anlhmelic* por
Collaco 20 ditos, calhecismo de Monlpellier 20 dilos,
resumo da doulrina chrisUa 40 dilos, carias dea, b.
e 40 dilos, taboadas 40 dilas, grammxlica portugue-
sa por Castro Nunea 20 dilos, geometra pratica 20
dilo, podras iic lonsa 40 dilas, creOes 12 duiias,
traslados de differenles qualidade* 40.
Quem qaiier vender te* ocjeclos aprsente as
soas propoatas em caria fechada na secretaria do con-
selho as 10 horas do da 20 do cnrrenle mei. Sala
das sessoes do conselho administrativo para fnrneci
memo do arsenal de guerra 6 de abril de 1857.
Manoel Isnacio Bric nardo Pereira do Carmo Jnnior, vogal e secretario.
THEATRO
Dl
santa Isabel
DOMINGO, 12 DE ABRIL.
Recita extraordinaria.
Porjoslos motivos, o ipctaculn aonunciado para
hoje, fica transferido -para amanhJa domingo 12
do crrame, com a trajedia
AHTOHIO JOS
OU
o no\ i:\ivonsiao.
J orto Cela no far a parle de Amonio Jusc, por elle
erearia.
Rematara' o espectculo a jocosa comedia em
1 aclo.
OS TRES GENOS FOGOSOS
Os bilhetes de quaria ordem e galrria acham-se a
venda no escnplorio do Ihealro.
Principiara' as 8 hora*.
SEGU.NDA-FEIKA. 15 DE ABRIL.
12.* recita da assignatura.
Repreientar se-ha a insigne tragedia em 5 actos
AHTUN10JOS
ou
OPOETAEAIKQIISICA'O.
Jo3o Caelano fara',u parte de Antonio Jos.
Rematar o espectculo a graciosa comedia em 1
aeto
Mlflf
mnet.
O llim. Sr. contador servindo de Ins-
pector da thesourarta provincial, em cum-
primento da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia, de 31 de marco ultimo, manda
fazer publico: que no dia 23 do corrente.pe-
ranteajunla da fazenda da mesma thesou-
se ba de arrematar a quem por menos
rana.
fizer a obra do empedramemo do 22." lango 3.ale abril de T857.-----Manoel Ignacio Bri-
J. J-. .1 III.Ih.I. a. I Mr, ah. S f*'*r\ ninn. Uuli 1----,~ *^ .T II ._____ .1 .
Az v t Jaiii-JaS 1*0*/, \ de
coco, caadas 47, fio de algodSo, libras\96,
pavios, duzias 9, velas de carnauba, arro-
das 10. \
Quem quizer vender, aprsente as suas
propostas em carta fecbeda. na secretaria do
conselho -as 10 horas do dia 14 de abril cor-
rente. \
Sala das sessOes do conselho administra-
tivo para fornejkmenlo do arsenal de guerra
OU
OS EFFEITOS DA EDUCAAO.
Os bilhetes de platea e quarla ordem eslarSo a
venda no dia do espectculo, no eseriptorio do
thaatro.
Principiara' as 8 horas.
TERgA-FEIRA, 14 DE ABRIL.
BENEFICIO
DO
ACTOR JOS LUZ DE AZEVEDO,
Representar-*e-ha o drama de arando e-peclaculo
ornado com banda de mu-..i marcial e trapa, inti-
tulado o
NOVO DESERTOR FRIKCEZ
O Sr. Joao Caetaon ros Santos fara' aparte do
capilo Varrur, aeguindo-se canla.lo pela aenhora
I). Isabel e o Sr. Sania ilusa, o muilo applaudido
duelo o y
MEIRIXHO E A POBRE.
Rematara' o espectculo a nova e multo joco
comedia em aeto
0 HOSPEDE DE SEU CRIADO.
Eis o divertimenti que o beneficiado se ufana >r
escolhido para apreseutar ao respeilavel publico
desla cidade, de quem espera a sua prmerrao.
Os bilhetes acham-se desde ja' a venda no eserip-
torio do theatro.
Principiara' as 8 horas.
Baile popular
DE
MASCARA E PHASTASIA
NO
da estrada da Victoria, avaliadaem
10:9679550. A arrecadacSn serafejjaijavd'b'r-
ma da lei provincial n. 343 defd naio de
1854, e sob as clausulas especiaes abaiso
. copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arre-i
matar;3o, comparegam na sala dassessOes da
mesma junta no dia cima declarado, pelo
roeio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o pre-
seBte, e publicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de
Pernambuco, 1.* de abril de 1857.O secre-
tario, A. F. da Annunciac5o.
Clausulas especiaes para a arrematado.
I." As obras do empedramento do 23.
Iaor;o da estrada da Victoria, far-se-bSo de
conformidade com o orcaoiento,' planta, e
perfis, approvados pela directora em conse-
lho, apresentados a' approva?'io do Exm.
8r. presidente da provincia, e recoojiiderado
na' razSo de 8500 rs por cada braca cor-
rente de empedramento em 10:967550 reis.
2. O arremataule dar principio as obras
no prazo de um mez, e as concluir* no de
12 mezes,ambos contados pela forma do art.
31 da lei provincial n. 286.
3. O pagamento da importancia da arre-
mstacSo verificar-se-ha em tres prestares
Haes, e a ultima das qu'aes se/a paga na
dWasiao da entrega definitiva, visto nSo ha-
ver prazo de responsabilidad.
4. O arrematante npter direito a re-
ceber o pagamento de nenhuma das presla-
;6es no ejercicio correte.
5. Para tudo mais que n3o se achar de-
terminado as presentes clausulas, nem no
orcamenio, seguir-se-ha o que a respeito
disppOea lei provincial n 286.
Conforme.-O secretario. A. F. da Annun-
ciacSo.
O Dr. Anselmo Francisco Peretti, commen-
dador da imperial ordem da Rosa ejuiz
do direito especial do commercio, nesta
eidade do Recife e provincia de Pernam-
buco, por S. M. o Imperador, que Dos
guarde, etc.
Faco sa.'n.'r aos que a presente carta de edi-
to virem, o della noticia tiverem, em como
Francisco Xavier da Fonseca Couiinho me di-
rigi por escripia a pelicHo do theor seguin-
le :
llim. e Exm Sr. Dr. juiz de direito do
commercio. Francisco Xavier da Fonseea
Coutinho.querfazer citar a Manoel Jos Frei-
r He Audrade, para primeira deste juizp vir
nssignar os ! ta por documento sendo urna de 236*072,
c outra de 321*430, ambas vencidas, sendo
coudemnado no principal, juros, e dsias,
aenSo alleg.r e provar embargos que o re-
leve. E poique elle esteja ausente em lugar
nao aabido, como j provjouosupplicante
neste meamo juizo poroccasi5o do arresto
que requereu, e fez effectuar em geu:bens,
requer a' V. Lxc. digne-se de o mandar citar
por edilos, com o prazo da lei, sob pena de
revelia.
Pede V Exc. se digne dererir-he avista
dos documentos juntos : pelo que, recebera
tnore- Joaquim Jos da Fonseca.
E mais se nSo continua em dita petiQSo,
3ue sendome apresenlada, profer o meu
espicho do iheor suguinie :
Dcatribuda, como requer. Recife l.de
abril de 1857 a. F. Peretti.
E mais senfio continha em meu despacho
qui copiado, em virtude doqutl foi a poli

co, mejor presidente interino.Bernardo,
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
O llim. Sr. inspector da thesouraria de
fazenda desla provincia, manda fazer publi-
co, que, em cumprimento do determinado
em ordem do tribunal do tbesouro nacional,
tem de ser arrematado de um a tres anuos,
que comecavam a correr do I.' de julho pr-
ximo futuro, o servico da capatazia da al-
faudega desta mesma provincia,a quem por
menos fizer ; maiores ou inelttores vanla-
gens offerecer em favor da fazanda, e que
Dos termos do art. 64 do regulamento de 22
de juuho de 1836, o referido contrato andar
ra em praca por 30 dias consecutivos conta-
dos do I.* de abril prximo futuro em dian-
te, e ser arrematado no dia 30 do dito mez
de abril, a 1 hora da tarde, perante a tbe-
souraria. Os pretendentes compareram com
seus fiadores legalmente habilitados no lu-
gar do costume.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 2 de margo de 1857.O official
maior, Emilio Xavier Sonreir de Mello.
COftSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar o se-
gainte :
Para o presidio de Fernando.
Farinha de inaunoca, medida velha, alqoeire*
400 ; atelle doce, caadas novas, 40 ; vinagre, dilas
dita*, 40; brim branco, para lences, camisolas,
toalhas e irouhas, pegas 26 ; papel almaco perlina,
resma* 6 ; dilo pautado, resmas 4 ; tinta de escre-
ver, garrafas 12 ; caivetes lios 4 ; barandOes de
cera 12 ; cera em velas de meia libra, arrobas 4 ;
camisas de flanella 20; eolchoes 60 ; Iravesseiios 60;
cobertoras de ii 50 ; barretee 100 ; bacas de ra-
me, pequeas 4 ; lalheres 50 ; escarradeira* de me-
tal, 50 ; pralos de lou;a, 50 ; chicara* e pires, ca-
saes 21; bule* de louca i ; aisucaleros 4 ; casti-
caes iie metal ; colheres de metal para cha' 50 ;
perfumadores '.'; eicnvama de metal 2 ; Usouras
pequeas para corar caustico 4 ; corras de embira
para -andamies 200 ; vidro para caiiilhos, caita 1 ,
dilos para lampe&es de ra 30 ; folhas de flaudres,
eaixa 1 ; ditas de ditaa dobradas, caita 1 ; plvora,
arrobaa 8 ; reparos onofres de calibre 12, 8 ; pedras
de amolar 8 ; pos prelo, arroba 1 ; vene em massa;
libras 2; alvaiade, garrobas 4; zarcSo, arroba t
er, arrobas 2 ; azul ultramar, libras 2 ; fezes de
ouro, arroba 1 ; incens, libras 1 ; espirito de vi
nho, caadas novas 6 alcairao, barril 1 ; dotrradi-
cas de croz para javellas e portas, pares 100 ; pesos
de ferro de 2 arrobas, afendo, 4 t sinos de 8 arro-
bas, e de 6 ditas, 2 ; vassouras de'piassava 30 ; te-
dias 4000 ; lijlos de ladnllio 4000 ; pregos caibraes
4000 ; iilos caiiae. 4000; prego* ripan 4000 ; dilos
de guarnirlo 4000 ; frechaes de 20 a 30 palmos 40 ;
enrhameis de 24 a 3C dilos 40 ; travs de 30 ditos
12 ; prauchCes de amarello 4
R'ilica do mesmo presidio.
Alga'ias sorlidas 21 ; agoa de flor de laranja, gar
rafa* 12 *. dila de aliare, sita* 12 ; dila ingleza, di-
las 12 ; di'a de abarraque, dilas 24 ; dila de sede-
lilz, dilas 12; dita de sellz, dilas 12; raz de allhea,
1 liras 8 ; alfazema, libras 8 ; mmooiaco liquido,di-
las 4 ; avenes, dilas 8 ; acido oxlico, oncas 4 ; di-
to cuneo, libras 2 ; saiiguesunas 200 ; balsamo tran-
qulho. libras4 4 ; bicarbonato de soda, dilas 4
ramphora, dilas 8 ; eanlharidas, dilas 2 ; cevada,
ditas 16 ; conserva de rosas, dilas 2 ; eollodio, dilas
2 ; earbonalo de ferro, oncas 6 ; dito de polassa,
libras 2 ; rentaio espigado, onca* 2 ; calomelanos,
dilas 2 ; cannella, libras 1 ; emplaslo'd* vigo, dilas
4 ; dilo adhesivo eslepdldn, varas 6; peneiras de ca-
bello 2 ; emplasto de aquilino gommado, libras 4 ,
eniofre sublimado, libias 4 ; estancia de cannella,
oncas 4 ; dita de cravo, ditas 4 ; dila da erva doce,
dilas 2 dila de aniz, dilas 2; eilraclo de abaynlhio,
dilas 2 ; dito de genciana, dilas 8 ; dilo de rathaoia,
ditas i ; dito de alinee, dilas 4; flor de rnica, li-
bras 8 ; dita de sabuaoriro, ditas 8 ; dila de tilia,
ditas 4 ; dila de chamnmila, dita* 4 ; dila d* rose,
rubras, ditas 2 ; gomma arbica, flilai 8 ; gramma.
ditos 8 ; arva cidrelra, dila* 2 ; jaburundy couluio,
ditas 4 ; Idcidio, di tu 32 ; iodoret da potiiiiam,
PAL VCETE DA Rl\ DA PRA1A-
Nos das 11 e 12 do corrente htver"o bai-
les inlubitavelmenie, para o que estar o
salfio brilhanlemente illuminado. R para
commoJidades dos concurreMes, haverSo
vestuarios a carcter, e da mais exquisita e
extravagante phantasia para alugar. Espe-
ra-se do| cencorrentes o louvavel compor-
tamentoque sempre tem apresentado nos
bailes popular, para que a par do progresso
e civilisaqao continu um dos poucos diver-
timentos que temos nesta provincia. Os
cartOes estaro venda no edificio no dia
dodivertimento, o qual deve principiar as
8 horas da noite e terminar, as 2 da ma-
nhfla.
$tD0i>6
m
<.-
80-S.
Companhia
pernambueana.
seu carreganento pnmpto, para o resto e
escravos a frete, trata-se com o seu consig-
natario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo,
ra da Cruz n. 1.
l'ara (t iiio d eJaneiro,
Pretende sabir neslesiito dias o brigoe nacional
Velos, lem promplo iou* terco* de seu carrega-
mento, para o reslo e escravos a frele, para os quaes
tem escellenles commodo*: trata-se com o seo con-
signatario Amonio Laii de Oliveira Azevedo, roa
pa Croz n. 1.
transatlntica de vapores
SialCS.
Espera-sede 12 a 13 di crreme o vapor Barda
VICTORIO EMMANUEI, vindo de Genova, e de-
pois da demora do costomesegue para o Rio de Ja-
neiro, com escala pela Dalia, para onde recebe pa.-
sageiros, bem como paro Montevideo e Buenos-Ay
res : trata-se com os agenbs Leinos Jnior & Leal
Reis, no eseriptorio da roa lo Torres n. 14.
Companhia
transatlntica de vapores
sardos.
Espera-se de 9 10 do corrente, o vapor sardo
COMTE CAVOUR, vindo do Rio de Janeiro, ede-
pois da demora do necesaria segu para Genova,
com aseicalasde San-Viesate, Madera, Lisboa e
Marselha, recebe carga a aassageiros: Irala-se com
os agentes Lemas Jnior & Lel R*i, no eseriptorio
da roa do Torres n. 14. "
ttifc*.
LEILA'O DE BARRIS COM CAL.
O agente Pestaa far leilSo, por conta
risco de quem pertencer, de cerca de 150
barris com cal virgem, vinda de Boston, e
desembarcada ltimamente, he igual, o.i
superior a de Lisboa, e se vender para li-
quidado de coBtas, pelo maior preco ofiere-
recido : segunda fejra 13 do corrente as U
horas da manh3a, no caes do Ramos, arma-
zem de farinha, onde os pretendentes pode-
rSo examinar.
Grande sorti-
me t j'\>prias pura a quu-
amos mbfri.
.4'
O vapor l'ERsIM'MiA. commandanle lente
Moreira, aeha-se a' carga para Tamandar, Barra-
Gran Je e Maceirj, pira onde saliira' a's horas da
manli.i,. de 12 do corrente.
Para Lisboa sahe com brevidade o bri-
gue portuguez Encantador : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para
o que offerece bous commodos, falle ao ca-
pitao do mesmo o Sr. bernardo Augusto Lo-
pes, na praga.ou aos consignatarios Thomaz
de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Viga-
rio n. 19, primeiro andar.
I'ara Lisboa,
O novo e veleiro plhabote portuguez Al-
frelo, seguir para Lisboa com a maior bre-
vidade, por ter grande parte da carga enga-
jada : as pessoas que quizerem carregar
dirija-se a ra d* Cadeia do Recife n. 12, es-
eriptorio de Bailar q Oliveira
PAIIAO AltACATV.
Segu at o dia 15 do corrente, o hiato na-
cional Capibaribe, por ja ter a maior parte
de sua carga protnpta, para o resto e passa-
geiros, Irala-se na ra do Vigario n. 5.
Digo eu abaixo assignado, que tenho
justo e contratado com o Sr. Manoel Pesta-
a a compra da posse de um terreno no lu-
gar do Verde por delraz do Hospicio, com 43
palmos de frente, e fundos al o muro que
divide em caixSo para edificar duas moradas
de casas; e se alguem se julgar com direi
tos ao mesmo, ou por hypotheca ou por
qualquer trato, ahnuncie por este Diario
nestes 3 dias. Recife 9 de abril de 1857.
Francisco Macicl de Souza.
Nestes 3 dias espera-se a barcada Duas
Irmaas, carregada do arroz de casca e pila-
do, que se vende por menos 200 rs. do preco
corrente, e hhvendo quem compre todo se
far algumadilfere 19a : a tratar na ruada
Cadeia do Recife, e >m Ferreira Matbeos, ou
na Soledade, defrot. e do palacio do senhor
bispo.
A pessoa que annunciou no Diario n.
81 de 9 do corrente mez1 precisar a piemio
da quantia d i:500#, dando por seguraca
urna casa terrea nesta cidade, dirija-so a es-
ta t-pograpnia, que se lhejr quem a d
Na Colonia Militar de Pimenleiras pre-
e de un ofiicial de funileiro e um pa-
iro : aquella pessoa que quizer ir para
alli, procure nesta cidade ocapit3o direc-
tor, para tratar ; e nesta typographia se Ihe
dir aonde mora.
Augusto C. de Abreo vai a Europa, e
deixa por seus procuradores os Srs. Francis-
co Gomes de Oliveira e I. I. C. Leite Jnior.
Perda
Do poder dos abaixo assignados, desappa-
receu um val da quantia de vinte contos de
reis, passado pelo Sr. Jos Antonio Bastos, e.
a favor dos annundantes, em data de 25 de
fevereiro desie anno, o qual n3o est sella-
da, ja se acha pago, e por isso sem valor al-
gum : quem o tiver achado, roga-se o favor
de entregar na ra da Cadeia do Recife, loj
de cambio n 34.Joaquim Jos Silveira &
Companhia.
Na taberna n. 4, da ra Direita, con-
fronte aooito do Livraraento, vende-se pas-
sas novas de carnada, e em quartas, hcelas
de ditas com enfeites, para meninos, figos de
comadre superiores, mermelada nova em la-
tas de 4 libras, por 3000, doce de goiaba li-
no, queijo londrino ou de prato, queijos 11a-
mengos bons, manteiga irigleza, dita fran-
ceza, chourigas, vinho de diversas qualida-
des, dito do Porto engarrafado, cerveja de
diversos autores, charutos S. Flix, e vare-
tas BrandSo, o de diversos autores, mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, feijao
mulatlnho bom para sement, e todos os
mais gneros de taberna superiores, e por
prego commodo.
Precisa-se de urna ama forra, ou cap-
tiva : na ra de Moras n. 10.
Jos da -Silva Mendonca Vianna, subdi-
to brasiletro, relira-se para a Europa a tratar
de sua saude.
Precisa-se para um engenho distante
desta praca 8 legoas, de um feitor que en-
tenda de planiaces : quem esliver nestas
circunstancias e quizer, dirija-se ao sitio
do Cajueiro, de Francisco Ribeiro de Brito,
ou ao engenho Mussambique.
C. STARR & C.
respeitosamente annunciam, que no seu ex,
lenso estabelecimento, em Santo Amaro,
conltnu'a a fabricar com a maior perfeiciin
e prompttdo, toda qualidadede machinis-
mo para o uso de agricultura, navegado e
manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em
geraj, tem berto em um dos grandes arma-
zens do Sr. Mesquita, na ra do Brum, atraz
do arsenal de mantilla, um
9
23500
25? 00
23400
23600
33000
73000
43000
113000
33000

3
9
I89OOO
MMO
63500
63500
58500
43500
33000
3400
43400
53500
13000
. 3900
36OO
3800
53OOO
19600
* 15000
3950
73500
800
320
280
4O0
resma.
Kicas mantee de blond pretas e brancas.
I.s de linho a a
'jrosdenaple pretq laviado, eovado. .
Dito dilo liso muito largo, covado. ...
Dito cor de rosa muito eocorpado .
Sarja prela hespanhola muito encorpado,
covado............
Selim preto maco superior, covailo .
Panno fino preto e de cores, covado de 33
rs. a............
Corles de casemira de cores com barra ao
lado e de qoadrinhos, corle.....
Cortes de cuteles de velludo prelo e de
cores ............
Curtes de colletes de,gurguro de seda de
varios padrfjes a........
Meias croa* superiores para meninos .
Leudos de selim e de gorgorSo pretos,finos.
Grasalas de seda prelas e de cores .
Chalas de merino bordado a velludo. .
Dilos de dilo bordados a seda.....
Dilos da dito cora lislra de seda ....
Dilos de dilo com barra malisada, linos. .
Dilos de dito lisos.........
Ditos de dito com franjas de la .
Diloa de lia adamascaaos prelos e de cores.
Lencos para mSo.de cambraia de linho,lisos
Palitos de alpaca preta fina e de cor. .
Gndolas de alpaca prela e de cor. .
Pupelioa de seda de cares, matisadas, ce-
vado............ .
Cbalr de seda de cores, com quadros, co-
vado ..........##
Lila de quadros pequeos e grandes, co-
vado ............
Ua eseda, bonitos padrees, covado. .
Ricos cortes de la de ramagem malisada
com 15 covados........
Mauritana de seda de cores com vara de
largara, covado.........
Ursulina de,seda com listras malisada*, co-
vado............
Sedas de quadros de novos padfOea,covado.
Chapeos de massa, franceze* superiores .
Duqueza de seda com ramagem, covado. .
Mossulina de cores moi lindas, Covado. .
Chitas francezas finas........
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PHOTOGRftPHICO.
EA NOVA N. 21.
Retratos de lodos os tamanhos tirados se-
gundo os ltimos e mais aper,feicoados pro-
cessos,retocados a oleo, aquarelia ou a fumo.
Especialidade de retratos para alfinetes,
cacoletas e outras obras de miniatura colori-
dos com toda a perfeicao.
Retratos para cartas (a 148000, a meia du-
zia 1) aparelho sempre prompto para tirar
retratos de pessoas fallecidas.
P.eproduccSo em ponto maior de retratos a
daguerreotypo como tambem copia de qual-
quer obra artstica.
Vistas da cidsde e seus arrabaldes, sitios,
tmulos e outros monumentos.
Grande sortimento de molduras, para pess
tous e caixinhss do ultimo goslo.
Esterescopos e vistas estereoscpicas :
pequeas e portateis cosmoramas espressa-
mente fetos para recreio dos salOes e reu-
nides familiares, contundo urna muilo varia-
da escolha de vistas de l'aris,Londres, Vene-
za,Suissa etc., como tambem vistas anima-
das.
Um esterescopo com 12 vistas tudo ar-
rumado em um elegante cofrezinho com fe-
chadura ao mdico preco de 203000.'
Augusto Slahl, tem a satisl'agiio de par-
ticipar aos seus amigos e freguezes, que no
ultimo paquete vindo da Europa, chegot o
segundo pintor que elle hav.a mandado en-
gajar para o seuvestabelecimento. Com a
acquisic.no desle artista que acaba de sahir da
urna das primeiras ollicmas do phqiographie
om Pars, elle se acha actualmente habilita-
do para dar anda mais andamento e regula-
ridade a execuc/io de todos os ira bullios de
sua profssSo.' Assim agrado.cendo ao pu-
blico, cuja confianza espera merecer sem-
pre, o acoln monto favoravel com que at a-
gora o lem honrado, roga as pessoas que
Oesejam pGssur o seu relralo ou o de algum
praeute, ou amigo, que se apressem em man-
do-lo tirar, tino so porque precisa algum
tempo para que um retrato seja cuidadosa-
mente colralo ; como tambem porque o
annunciante pretende em breve retirar-se
para outra provincia do imperio; e por isso
ser bom que as pessoas que se desejam re-
tratar nao esperem pelos ltimos momen-
tos. Para maior, comodtdade das pessoas que
quizerem visitar a sua galera, e sobretudo
das seohoras ; o proprietario deste estabele-
cimente, propOe-se abn-lo,competentemen-
te illuminado, as noites de la, e deste
modo facilitar aindamis aoconheci ment
dp publico os trabalhos da pbotographia.
l\a lujada boa f
t vende-se o mais barate
uossivt i:
Grosdenaples preto muito bom, o
covado 24*000
CanUO preto muito fino, proprio
para luto, o covado 960
GorgurSo preto muito fino com sal-
picos, proprio para colletes, o
covado 43OOO
Panno fino azul, o covado 3/000
Lencos pretos de seda para grava-
la,, meio.lenc o 1/000
'Meias preta* de seda muito supe-
riores, o par 23000
Casemira de qnadrinhos pretos
muito fina, o covado 1/000
Cortes de colletes de fusto 500
Ditos de ditos de dito fino HOOO
Ditos de ditos muito superiores 1/600
Grosdenaples de seda de lindas
cores, o covado 23000
fortes de vestidos de fazenda'de
seda muito linda 18/000
Setins lisos de cores, o covado 800
Veos pretos de bl bordados de seda lofOOo
Cambraias adamascadas, proprias
para corlioados, pecas de 20 varas 7/000
Ditas para cobertas, de bonitos pa-
drocs, o covado 200
e alm disto ha um completo.sortimento de
fazendas finas e grossas, que vendem-se por
precos t3o commodos, que ninguem deixa
ra de comprar; assim como chapeos do
Chille muito finos, que se vendem por me-
nos que em ontra parte i na ra do Queima-
do n. 22, na bem conhecida loja da boa f.
REMEDIO IMCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as naco*
podem testemunbar as virtudes desle re
dio.inroniparavel, e provar em caso necetsa-
rio, que, pelo uso quodelle fizeram, ten seu
corpo e membros mteiramenle s3os, desos
de haver empregado intilmente outras tra-
tamentos. Cada pessoa poder-se-ha conven-
cer dessas curas maravilhosas peta leitara
dos peridicos que Ib'as relatara todos oh
dias ha muitos anoos ; e a maior parle dl-
as s3o L3o sorprendentes que admiran os,
mdicos mais celebres. Quantas pessoas re-
cobraran) com este soberano remedio o uso
de seus bracos e peinas, depois de ter per-
manecido longo tempo nos h os pitaes, asala
deviam soffrer a amputacao I Dellas h mal-
tas, que bavsndo deixado esses asylos da pa-
deciutento, para se nao submetlerem a asas
operario dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso desse precioso re-
medio. Algumas das taes pessoas, na efusSo
de seu, meo 11 heciment, declararan estas re-
sultados benfico* diaoie do lord cawfsga-
dor, e outros magistrados, alim da mais au-
tenticaren, sua alDrmaliva.
Niogttem desesperara do estado da sua
saude se tivesse bstanle confianca pare ea-
saiar esle remedio constantemente, agien-
do algum tempo o tratamento que necessi-
tasse a ualureza do mal, cujo resultado seria
provar incontestavelmcnle : Que ludo cara.
O ungento he un, maiparticularmente
nos 11 g vintts cmeot.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da cu-
lis em geral.
En ierra idades doanus
Kr u pcoes escorbtica,
Fstulas do abdomen.
Frialdade ou falta de
calor as extremi-
dades.
Frieiras.
Gengivasescaldadas.
Incitar; oes.
luflammaco dofigado
dabexixa*
InflammacSo da ma-
triz.
Lepra.
Males das pernea.
dos paitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosqui-
tos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurscfias patnilas.
Tinba, en qoalqaer
parte que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das rtlculaooas.
Veas torcidas a*j se-
dadas nss 1
na roa da
Espera-se
at odia 16 fio c
Vapor li<
rre
It!t'
ite, o
de Liverpool, o qual depois de
trooier para e-la porto, aeAiira
vnlla locara' aqui para receber
pool cin direilura.
rlecatfe. ar o que
para a Bahia : na
carga para L'ver-
aPura o Rio de Jiiueiro,
0 patacho nacional Amasorias, pretende
sabir com muito brevidade, tem metade de
DEPOSITO DE MACHINAS, '
construidas no dito seu estabelecimento.
Alli acharao os compradores um completo
sortimento de moendas de canna, com todos
os melhoramentos 'alguna delles novos e
orgiiiaes) > que a experiencia de muitos an-
nos tem mostrado a necessulade. Machinas
de vapor de haixa e alta presstlo, tachas de
todo tamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de milo e ditos para conduzir formas
de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dito, fornos de ferro batido
para farinha, arados de forre da mais appro-
vada eonstroeeSo, fundos para alambiques,
crivos e portas para fornalhas, e urna inlin-
dade de obras de ferro, que,sera enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna
pessoa inlelligenlc e habilitada para receber
todas as encominendas, etc., etc., que os
annunc.iantes contando com a capacidade de
suas oflicinas e machinismo, e pericia de
seus olliciaes, se comprometiera a fazer exe-
cutar com n maior presteza e petfeicSo, e
exacta conformidade cora os modellos ou
desenbos, e insiruccoes que lhe forera for-
necidas.
Fugo no dia 4 do corrente mez, o es-
cravo Andr, mualo ollicial de sapatei o,
com ossignaes seguintes : altura baixa,
grosso do corpo, nariz grosso, barbado, falla
mansa, passadas miudas, cor paluda, levou
calca de castor cor de caf, jaqueta de chita
preta, talvez tenha mudado de trajos ; foi
escravo do Dr. Luiz Alves, que morou om
Olinda : roga-se as autoridades policiaes, e
capitSes de campo, de o apprehendere levar
a Boa-Vista ra do Rosario n. 54, que ser
recompensado.
por
precos do que em outra qualquer parte,
tanto em porcoes como a retalho, afilan-
K eando-se aos compradores um s preco 5
U para todos: este estabelecimento abrio-n-B
ja de combinacao com a maior parte das ca- S
js| sas eoramerciaes inglezas, francezas, alie- JJg
g| mos e suissas, para vender fazendas mais 3%
S em conta do que se tem vendido, e por isto M
X o fie recen elle maiores vantagens do que 1
S outro qualquer; o proprieurio deste im- |
S portante estabelecimento convida todos 9
1 os seus patricios, e ao publico em geral, |
JS para que venham (a bem dos seus inte- g
I resses) comprar fazendas baratas: no ar- 9
gmazem da ra do Collegio n. 2, deAn- "%
ionio Luiz dos Santos & Rolirn.'
ROB LAFFECTEUR. .-,
O nico auloritado por eeisao do conselho rea.,
decreto imperia\.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o
arrobe de Laffecteur, como sendo o nico
autorisado pelo governo e pela real socieda-
de de medicina: Este medicamento de um
gosto agradavel e fcil a tomar em secreto,
esta em uso na marinha real desde mais de
60 anuos ; cura radicalmente em pouco tem-
po com pouca despeza, sera mercurio, as af.
fecQfles da pelle, impngens, as consequeu-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dos
partos, da idade critica e da acrimonia he-
reditaria dos hnmores; convm aos catar-
rhos, a bexiga, as conlracQcs e a fraqueza
dos orgfios. procedida do abuso das injec-
SOes ou de sondas. Como anli-syphililicos
o arrobe cura em pouco tempo os Ilusos re-
centes ou rebeldes, que volvem incessantas
em ciisequencia do emprego da copahibe,
da cubeba ou das njecc,es que rcpresenlem
o virussem neutralisa-lo. o arrobe Laffec-
teur he especialmente recoramendado con-
tra as]doenras inveteradas ou rebeldes ao
mercurio eao iodorelo.de potasso.Lisboa.
Vende-se na botica de ilarral e de Antonio
Feliciano Alves de Azevedo, praca de I). Pe-
dro a. 88, onde acaba de chegar urna gran-
de poreo de garrafas grandes e pequeas
vindas di eclamenle de faris, de casa do dito
Boyveau-Laffecleur 12,ra iuchelieu Pars.
Os formularios dio-se gratis em casa do a-
gente Silva, na praca de D. Pedro n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Baha, Lima & Ir-
mflos ; Pernambuco, Soum ; llio de Janeiro,
Rocha & Filhos; e Moreira, loja de drogas ;
Villa Nova, Joo Pereira de Magales Leite",
Rio Grande, Francisco de Paula Couto&.C.
Na taberna grande ao lado da igreja da
Soleiade, precisa-se de um caixeiro bom,
fiel o diligente, nao se duvida dar bom or-
denado; na mesma casa atfhou-se na ra No-
va, nos mezes passados um aneldo de ouro :
a quem pettencr, dando os signaes, lhe ser
entregue.
O abaixo assignado faz sciente a todas
as pessoas que tem penhores em seu poder
desde o anno de 1850, at o mez de feverei-
ro de 1857, que najara de vir tirar, ao con-
trario serao vendidos para seu pagamento.
Januario de Abren.
Offerece-se urna senhora para tomar
conta de um menino para criar de leite, em
sacasa, pro melle bom tratamento : quem
~ ,a. -------- --------------------- UlilU PRI a Vl/aVIllll
esttyer nesta circumslancia, dirija-se a ra e comprar para casa de homem solteiro :
Direita n. 86.
MUTILADO
4
jPra os homens
que tiveiem bom g-osto.
Vendem-se muito bons ostojos propnos
para viagem, por terem todas osarranjos ne-
cessanos para "barba, pelo barato preco de
13, 23, 33. 43, 53 e 68000 cada um, esporas
muito linas do casquinha e ac para correias
a 13 e 13200, caixas redondas de tartaruga
para rap, pelo baratissirno preco de 53000,
ditas de bfalo, fazenaa muito superior a
13500 e 3/, ditas muito finas de massa a 1|,
ricas charteiras e muito finas a 23 e 33500,
ponteiras para charutos de marfim e de uni-
corne a 500 o 600 rs., carteiras muito ricas
de mogno, proprias para vi agora a 83, lt>3 e
123, ditas sem ser de madera para 39, 53 e
6/000, cinluroes de borracha a 13 e 13500,
gravatas pretas ^e de cores, fazenda muito
boa'a 13500, riquissiraos caivetes de pu-
nhal com cabo de madreperola a 5, pinceis
inglezes para barba a 13, garrafas de cores
com copos, proprias para lavatorios, pelo
baratissirno prego de 13, galheleiras com to-
dos os vidros necessanos e colher, pelo ba-
rato prego de 23, trancelins prelos rolicos e
chatos, ue borracha, para relogios a 160,
320, 400 e 50o rs., obreias de cola, contendo
todos os dias da semana, cada caixinha a 400
rs., ditas lisas a 160, escovas para denles
muito finas a 160,240, 400 e 500 rs., e ditas
de cabo de marfim que fmbem se vende
barato,1 ditas de cabo de ac para unbas a
320, 500 rs., 600 e 13, ditas de cabo de bu-
falo e de marfim, que se vende barato, ditas
muito boas para cabello a 640, 1^500 e 33,
ditas para falo a 1*280,135OO e 23, ahadores
inglezes para navalhas a 13, navalbas mui-
tissimo finas para barba a 23 cada urna, ri-
cas bengalas de caima e bamb', pelo bara-
to preco de 23, 33 e 4#00, ditas de junco a
500 rs., 13, 1J200 e 13500, caixiohascom 30
pedras de ac, lomeadas e muito bem feitas,
brancas e encarnadas, proprias para jogos
de damas ougamSo, pelo baratissirno preco
de 2-3, 2/500 e 33, jogos de domin em cai-
xinhas a 1200, 13500 e 23, diversidade de
objectos de charao marcheladosde madrepe-
rola de cores, consistindo em jogos de da-
mas, pastas para guardar papis, caixas para
joias, ditas para voltarete, ditas para papis,
carteiras para senhoras, e outros mais ob-
jectos, tudo de muitisaimo goslo, e que nfio
se vende caro, lixas de ac e de madreperola
para voltarete, e outras muilissimas cousas,
tudo de muito gosto e por prego barato co-
mo todos sabein : na ra do (jueimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa Ta-
ma n. 33.
O thesoureiro da AssociagSo dos l'ra-
ticos, faz publico a quem convier, que com-
pra por corita di mesma AssociacSo, apoli-
cesde divida publica, ou do banco do Brasil,
quem as tiver o quizer negociar, procure-o
na ra do Pilar n 111, a qualquer horado
dia. ou annuncie sua morada para ser pro-
curado.
Aviso para o l*ai.
Dcseja-se saber se existe nessa provincia
Clarinda de tal, lillia de Josopha de tal, cuja
mili he casada com um F. de tal Teixeira ;
assim como se existe Mafalda de tal, filtia
da parla Monica, estas duas meninas tem a
receber em Pernambuco urna deixa, a qual
foi deixada pelo fallecido tenente-coronel
de infantaria Caetano Alberto Teixeira Ca-
valcanti, estas duas meninas ou pessoa ha-
bilitada DOr ellas, pode dirigir-se a esla pro-
vincia, a ra do Collegio n. 5.
Precisa-se de urna ama quesaiba cozi-
nliar, e fazer todo o mais servico de casa
na ra do Caldereiro, taberna n. 60.
Precisase de urna ama para comprar
e cozinhar, em casa de homem solteiro : na
ra da Praia n. 4.
Veuue-sa, esle ungento noesUbelect
to geral de Londres n. 844. Slrand, a na
loja do todos os boticarios, droguistas e en-
tras pessoas encarregadas de sua venda en
toda a America dd Sul, Havana e Hespenha.
Vende-se a 800 rs. cada bocetinha,conten
uma.instruccSo em portuguez para explicar
o modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral be em casa doSr. Soen,
pbarmaceulico, na ra da Cruz n. 22 en
Pernambuco.
Acha-se na subdelegada da frentazia ,
de S. Fr. Pedro Goncalves do hecife, una
trouxa, contendo roupa suja, que foi apa-
ndada no caes de Apollo a quem pertencer
apresenle-se, que dando os signaes e panu-
do a* despezas. Irte ser entregue.
t'recisa-se de un criado i
Gloria n. 1. ,
Para cumprimento de legados, vende-se
urna met-agua, nesta cidade,'em tmsos pro-
prias, livre de todo e qualquer embanco, a
moJeriia, sem precisar do menor conc-rlo.
nem mesmo de pintar, ou caiar, en boa ra
desta cidade, a qual esla alugada por 83 rs-
mensaes, e vende-se por B5o0 reis : a Ira,
lar na ra de Hortas, casa terrea n. 92.
poesas 5
DE m
9 Furtado Coelbo
V.Dde-se om resto : a* loja Sr. Na- n
SJt.gaeira, na ra do Crespo. aa
^ajaj Ht
Precisa-se da quantia de I .-500/000 rs ,
por tempo, e a premio quo se convencionar,
e d-seem garanta uma exaelleote, e bem
acabada casa terrea, prximamente feila, em
uma boa ra desta ciiade, cuja casa actual-
mente renda 359000 reis mensaes : a quem
convencionar, annuncie para ser procuiado.
Franciaco Mara Sodr Pereia, e Fran-
cisco Vaz de Carvalbo Sodr, pedem a todos
os seus conhecidos, o obsequio de nao tira-
rem as suas carias do corroa, e quem tirau
as que vieratn do Sul, no vapov S. Salvador,
queira ter a bonlade de manda "-nlrrfaHn
SVSTEHA MEDICO DE HoClOWAY.
PILULAS HOLLOWAY.
Este inestimavel especifico, composte ia-
teiramenle do hervas medicinaes, nao con-
tem mercurio, nem alguma oulra subsiam ia
delctela. Benigno a mais tenra infancia,
e a compleico mais delicada, he igualmen-
te prompto e seguro para desarraigar o nal
na compleigo jnais robusta ; be inleira-
mente innocente em suas operagoes eeffei
tos pois busca e remove as doencas de
qualquer especie e grao, por mais antigs e
leazos que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas con
este remedio, muitas que ja eslavan s por-
tas da morte, preservando em seu uso; con-
seguirn, recobrar a saude e forras, depois
de haver tentado iautilmeirte todos os ou-
ros remedios.
As m3is afilelas nSo devem entregar-es a
desesperaco; Tacara um competenle ensaio
dos elltcazes effeitos desla assombrosa medi-
cina, e prestes recuperarSo o beneficio da
saude.
NSo se perca tempo em tomar este reme-
dio para qualquer das seguinles enferniaa-
des :
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Areias mal de).
Asthma.
Clicas.
Convulsoos.
Debilidade ou exte-
nuado.
Dcbiliuadcou falta de
forcas para qual-
quer cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
EnfermidadeS no ven-
tre
Eufermidades no liga-
do.
Dita* venreas.
Enxaqueca.
Herysipcla.
Febres biliosas.
Febrcs intermitiente
Febreto da especie.
Colla.
Ilernorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Indigestos.
Inflara macos.
Irregularidades da
menstruacto.
Lombrigas de toda es-
pecie,
lal de pedra.
Manchas 11. culis.
ObslrucQo de ventre.
i'litisica ou consump-
?3o pulmonar.
lietencrio de ounna.
Kheumaiismo.
Symptomas secunda-
rios.
Tumores.
Tico doloroso.
Cceras.
Venreo (mal.)
I'recisa-se de uma ama de leite que o
tenha em abundancia, e que seja bom ; pa-
ga-se bem, nSo se olha a preco : na ra da
Cadeia de Santo Antonio, tercoiro andar n.
22, ou na prace da Independencia n. 15.
Precisa se de uma ama para cozinhar
Vendem-se estas pilulas no estabelecimen-
to geral de Londres n; 244. -strand. e na
loja de lodos os boticarios, droguistas e ou-
jras pessoas encarregadas de sua venda en
toda a America do Sul, Havana e Hespanha
>endem-se as bocetiohas a 800 rs. Cada
nma dellas conlm uma instruccao em por-
tuguez para explicar o modo de se usar des-
tas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum
pharmaceutico, na ra da Cruz u. 22, em
Pernambuco.
tratar oa ra Direita n. 106.
Tachas de ferro.
Na fundicSo da Aurora em Santo Amaro-
e tambem no deposito na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional cene es-
trangeira, batidas, rundidas, grandes, pe-
queas, rasas c fundas ; e em ambos os la-
gares exislem guindastes para carregar ca*
noas ou carros, livres de despezs. Os preco
sSoo s mais commodos.


DIARIO DE PERNAMBUO, SABBADO 11 DE ABRIL DE 1857.
CEDRAS PRECIOSAS-
| Aderecns de brilhantes,
$ diamaDtr.se parolas, pul-
jff veiras, allineles, brtacos
$ s rozetas, botoes e aunis .
de diflereoteegostosede *
-: diversas pedras de valor.
a w
J Compran), vendem ou *
trocam prata,.ouro, bri- .*
I0REIRA k DARTE.
JA U| 8UHIVB
Ra do Cabuga' n. 7.
W-I**, i
11 a *-
$ OURO E PRATA-
I Aderemos completos de $
ouru, mu ios ditos, putee i- *
ras, alfoeles, brincos e J
teeebem por to-
dos os Vapores da Bu-
! irocam praia,.ouro, bri- J -.^rw ...> .1... i. *~
Ihanles.diamaolesepero- $ rOjM-aS O()tMS ' las, e
4; rozlas, cordOes, trance- ?
' lins, medalhas,crreme* B
I e enfeiles para relogio, e *'
J outrosmuitosobjeclosde +
v, ouru. 1
J Apparethos completos, *
| de prata, para cha, ban-
lejas, salvas, caslic.aes, ?
* las, e outras quaesqner ,n,..| t i'lejas, salvas, caslicaes, *
$ joiaidevalor, a dinheiro "'IMierilO ifOStO, ta.ll- ,| colheresdesopaedech, ^
i~ ou por obras, lo 'J."b 1 mijitos outru-s objeclo <
smaSaaesi **?*.**?.;* fo o tranca coCo deprata.
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o con 111 iodo como costumaiii.
COHSLTORH HOlEOPiTHICO
00
LT
^kV6 *cnam semPro os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
em glbulos, e preparados cora o maior escrpulo e por presos bastante commodos :
HREQOS FIXOS.
Botica de!2 tubos grandes. .
Dita de 24
Dita de 36 b
Dita de 48 a >
Dita de 60 .
Tubos avulsos a......'
Frascos de tinturrademoia onga. .
Manual de medicina homeopathica de Dr. Jahr eom o dic-
cionario dos termos de medicina........ 205000
Medicina domestica do I)r. Henry........" ,ofooo
Tratamento do cholera morbus .... 2/000
Repertorio do Dr. Mello Moraes .....'..'.'. 6I0O0
10/000
15-000
20O00
259000
309000
18000
29000

-2
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S X m E i. O B -
0 *5 a, s S- s
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S X
"iJ* a
O ,SS ^r? S. X
Attenco
U. C. Yates & Companhia: estabelecidos
no Rio de Janeiro, na ra do Hospicio o..40,
vendo um annuncio publicado em urna das
folbas de i'ernambuco polo Sr. Bartholomeo
F. de Souza, preveuindo ao publico que o
verdadeiro xarope do bosque s elle he
quera vende.prevenimos ao mesmo publico,
que o nosso xaropo he reraettido do Rio de1
Jrneiro pelos cima proprietarios ao Sr.
Manoel Alves Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cre Santos, na ra Nova n. 53, ni-
cos por nos autorisados para venderem o
uosso verdadeiro, e mais prevenimos aos
senbores'consumiJores, que ha perto de 5
annos os rotlos collados as garrafas sSo
assignados por Henry Prins, como procura-
i dores dos cima proprietarios. Rio de Janei-
ro 13 de Janeiro de 1857.
Bartholomeo Francisco de Souza, len-,
do o annuncio dos.Srs. R. C. Yates & Com-
panlua no Diario n. 17, em que diz ser s-
mente verdadeiro o xarope de bosque que I
se vende nesta cidade na pharmacia do Sr. I
Jos da Cruz Santos, onde fez deposito o
Sr. Manoel Alves Guerra, que recebeu delles
proprietarios, declara ao publico, que nao
duvida seja falso o xarope de bosque que
lamhem vende em sua botica, mas assevera
que elle he comprado aos mesmos Srs. R.
C. Yates & Companhia, do lUo de Janeiro
como provam os documentos abaixo :
RIO DE JANEIRO 8 DE AGOSTO DE 1856,
O Sr. Bartholomeo Francisco de 6'ouza
comprou a R. C. Yates & Companhia :
4 duzias do garrafas com xarope
do bosque a 54,-)000.........216J000
6 duzias de 1|2 garrafas com xa-
rope do bosque a 279000......I629O0O
Rs. 378*01)0
Recebi o importe cima, do Sr. Antonio
Joaquim Veira de Carvalho. Ri de Janeiro
8 de agosto de 1856. Por R. C. Yates &
CompanhiaJos Paulino Baptista.
Kecouheco verdadeiro o stgnal supra. Re-
cife 8 de agosto de 1856.
Em f de verdade.
Manoel Hilario Pires FerrSo.
RIO DE JA.NKlK.l 18 DE I'EVERITRO DE
1857.
<>s Srs. Constantino Gomes de Faria & Fer-
reira compraratn a R. C. Yates & Compan-
hia : .
4 duzias de garrafas com xarope
do bosque a 549000.........216/000
6 duzias de 1(2 garrafas cora xa-
rope do bosque a 279000......162/000
Rs. 3789000
Recebemos o importe. Por R. C. Yates &
CompanhiaW. C. Cerwartt.
Nos abaixo assignados declaramos que
compramos o xarope cima para o Sr. Bar-
tholomeo Francisco de Souia, de Pernarn-
liuco, em virtude de sua ordem do 3 do cr-
reme. Rio de Janeiro 18 de fevereiro de
1857.Constantino Gomes de Faria & Fer-
reira.
Iteconhego ser verdadeiro o signal supra
de Constantino 1,orles de Faria di Ferreira.
Rio 18de fevereiro de 1857.
F,m f de-ver da de.
Pedro Jos de Castro.
JOHN CATIS, |
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERUAES,
n. 20, ra do Torres,
PRIMEIKO ANDAR,
' prata do Corpo Sauto
RECIFE.
He chegado loja do Lecomte, no aterro
da Boa-Vista n. 70, o excllcnte le te virgi-
nal de rosa branca, para refrescar a pelle, ti-
rar pannos, sardas e espinhas, igualmente o
afamado oleo babosa jara Impar c fa/cr
cresccr os cabellos, assim como po impar-
ciul'de lirio de Floren^a para brutoejas e as-
peridades da pelle, conserva a frescura e o
tvelludado da primavera da vida.
.Retinara de
Reg & Barrto, no Mon-
te i ro.
No depositoMesta refinaria, narua da Ca-
deia do Recife n. 30, ha sempre assucar re-
tinado Je superior qualidade, tanto em p
como em torrOes e em pSes, por prego mais
coramodo de que em outra qualquer parte.
- e
'.:
At'eriijo.'
Scientifica se a quera convier, que a revi-
sSo de pesos, medidas e balanzas, principia
do 1. do corrente a lindar no ultimo de ju-
nho : na casa da aforicSo, no pateo do Ter-
co n. 16.
Si
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaigoooi dentista, roa Nova n. 41 :
na mesma caa tem agua pos dentrifice.
m
?&@
r':
SEGURO CONTRA F060.
Companhia Alliaoce.
Esubelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a quera mais convier que estao plenamente au-
torisados pela dita companhia para effectuar segu-
ros sobra edificios de ti jlo e pedra, cobertos da
tlha e igualmente sobre os objectos que contiverem
os mesaps edificios quer consista em mobilia ou
fazendas de qualquer qualidade.
ReparticSo da vaccina.
O cowmissario vaccinador vaccina as
quintas e domingos de todas as semanas, no
torreSo da Alfandega, e as tercas-feirs na
casa de sua residencia, primeiro andar do
sobrado da ra Nova, esquina da do Sol, das
7 as D horas da manbSa.
Precisa-se alugar um preto possante,
embora seja bruto, para trabalhar mensal-
mente nesta typographia, dando-se o sus-
tento : na livraria ns. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia.
REMEDiO DOMESTICO.
Pihilas depura-
tivas, anti-beliosas, do
Dr.'AUan.
Recommendamos ao publico este excel-
lente remedio, iutroduzido no Brasil em
1846. Nao ha molestia a mais obstinada que
seja, que possa resistir ao tratamento judi-
coso deste excellente remedio. Estas pilu-
las impedem as molestias contagiosas, so-
bre tudo as de natureza syphiliticas. Sa0
igualmenie boas para indigesiSo, como para
a diafrhea, apoplexia; asthma e as mais af-
feccOes do peito, constipaQes, as molestias
das senhorasem geral.Jtoda a qualidade de
Tebre, hemorrhoidas, molestias dos olhos
dores de cabeca, molestias de pelle, renten-
cao das ourinas, e outras molestias das vias
ounnarias. nico deposito em Pernambuco
no eserspiorio de Vicente Ferreira da Costa,
largo da Assembla n. 9, a mil reis o vidri-
nho.dez mil reis duzia.O. PalmerRio de
Janeiro, deposito geral, ra dos Ourives
n. 81.
Attenco.
No novo deposito da ra do Rangel n. 73,
confronteja botica que faz esquina para o pa-
teo da l'enha, com a frente pintada de azul,
vendem-se p3es grandes e muitosaboroso, a
tres por dous, e outras varias qualidades de
massas por baratissimo preco no; mesmo
deposito, vendem-se bilhetes das loteras da
provincia, onde a se tem vendido varios
premios.
Precisa-se de nma ama de leite para
criar a urna menina de 3 mezes : na ra do
Collegio n.i21,terceiro andar.

Paga-se bem.
Cuteiro.

Em frenle da malrlz da Boa-Vista n. 86, 9
W amola-sa toda e qualquer ferramenla, assim 9
S como se uolam oovido em espingarda e lim-
35 pam-se espadas. a
tS;-5Si3-S-S83@-z;
Precisa-se de urna ama que tenhal>om
leite, para criar urna crianca de idade de 3
semana : no]pateo de S. Pedro n. 22.
Aluga-se urna casa na rassagem da
Magdalena, antes de chegar a ponte grande,
com sotSo e muitos commodos para grande
familia : os pretendentes dirijam-seao Tra-
piche Novo 11.16.
NOVIDADE.
Avisa-se aos senhores encarregados das
procissOes, que, no deposito de seceos e mo-
Ihados da ra de S. Francisco n. 6, existem
caixinhas de papel de cores cheias com con-
fetes, amendoas e bolinhos, por barato pre-
go, e proprias para se darem aos angihhos
no lim das procissOes, por sereru muito cora-
modas e aceiadas.
Precisa-se alugar um oudous molo-
ques que sejam espertos, para servico muito
leve, mesmo com idade de 9 annos para
cima : na ra do Nogueira n. 21.
p-sea quem quizer levantar por es-
pago de alguns annos, um pedaco de terre-
no novo e em matas distante do lugar do em-
barque duas leguas.beira mar.com excelen-
tes proporces para muito se lucrar, por te
Ierras para plantar-se, para dous mil p3es
annuaes, e da agua copeiro sem ser preciso
agude ; as pessoas que quizaren) fazer algum
negocio, podem dirigir-se a ra do Livra-
meuto n. 26,que achara com quem tratar
--- Precisa-sede urna criada ou criado que
saiba cozinhar para urna casa de pouca fami-
lia : a tratar no Hospicio casa do Dr. Mendes
da Cunha, junto ao quartel.
Lotera d pro-
vincia.
O Sr. thesoureiro manda Tazer publico
que se acham venda na thesouraria das
loteras, ra da Aurora n. 26, primeiro an-
dar, bilhetes, meiose quartos da segunda
parte da sexta lotera do Gymnaso, cujas
rodas andam no da 16 do corrente mez.
O Sr. thesoureiro manda declarar que ex-
iste grande porcSo de bilhetes, meios e
quartos cima, e por conseguinte grande
softmento de numerarnos, e nessas ulti-
mas loteras tem vendido os premios maio-
res.
Thesouraria das loteras 4 do abril de
1857,O escrvSo,
Jos Januario Alves da Maia.
Lotera
DA
Provincia.
O abaixo assignado tem exposto venda
seus felizes bilhetes, meios e quartos da se-
gunda parte da sexta lotera do Gymnaso
Peruambucano, os quaes nao estSo sujeitos
ao descont dos oito por cento da le.
Por Salustiano de Aqutno Ferreira
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Precisa-se de um criado : na ra do
Hospicio n. 9
Aluga-se 1 preto proprio para arma-
zem de assucar : quem precisar, dirija-se a
ra da Senzala Nova n. 4. ,
Vrecisa-se de urna ama para o servigo
de urna casa de pouca familia, dando-se pre-
ferencia a escrava : na ra do Collegio n. 15,
armazem.
Aluga-se urna casa terrea grande, na
ra da Alegra : a tratar na ra do Collegio
segundo andar n. 9.
Precisa-se de um bora feitor para um
s>uo perto da praga : na ra da Cadeia do
liecife n. 16, primeiro andar.
Jos Antonio Soares de Azevedo, re-
tira-se para Portugal. \
fevvnpma.
Comprase um cabriolet coberto, de
2 rodas, novo ou com pueo uso : quem o
tiver e quizer vender, dtrija-se a praga da
Independencia n. 15.
Compra-se urna escrava que cosa e
engomme bem : na ra Nova n. 34. Na mes-
ma casa precisa-se de urna boa costureira e
honesta.
Compra-se urna escrava que saiba bem
eugommar c coziuhar. que seja moga : na
ra do Collegio, segundo andar n. 9.
Compram-se mulambos finos de chita
e madapoln, para eovernisar; na loja de
marcineiro da ra da Cadeia n. 18
Compram-se 4 escravos, sendo 1 preta
moga que engomme bem e cosa. 1 dita de
meia idade, que saiba cozinhar, e 2 escravos
mogos pegas para servigo de campo : na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 50 defronte da
ra da Madre de Dos.
Compra-se um escrava moja, que
cosa bem, engomme e cozinhe : a tratar na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
Compra-se urna casa trra com com-
modos para familia, as freguezias.deSanto
Antonio, S. Jos e Boa-Vista : trata-se na
ra Augusta 11. 17,
Compra-se urna casa terrea eqi qual-
quer dos baiiros desta cijade, cujo aluijuel
saja de 150/000 a 1809000 res, annualmente :
na ra do Livramento n. 33.
Compram-seeffectivamente na ra das
Flores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica e da divida provincial, assim
como aeges das diversas cumpanhas aulo-
risadas.pelo governo.
Compram-se 2 escravos do 14 a 16 an-
nos: a tratar no escriptorio de Jos Joa
quim Dias Fernandes, ra da Cadeia do Re-
cife.
f&md$.
Couro de lustre.
Vende-se couro de lustre" francez, o me-
lhor que pode haver neste genero, pelo ba-
rato prego de 59 a pelle: na ra do Quei-
niado, na bem conhecida loja de miudezas
da boa fama n. 33.
Objectos para
luto.
NaVua doQueimado, na bem conhecida
loja de miudezas da boa fama n. 33, encon-
tr-se sempre completo sortimento de ade-
regos, brincos e rosetas, pulceiras e alline-
tes, tudoureto, propriamente para luto, e
que tudoae vende mais barato doqueem
outra qualquer parle.
illilho bom em
SACCAiS.
Na taberna glande ao lad) da igreja da
Soledade, chegou grande porgSo de saccas
com muito bom nilho, e vende-se por preco
commodo.
Vende-se vinagre de Lisboa superlati-
vo, e pedras de filtrar : na ra da Praia de
Santa Rita, serrara da viuva Cardeal.
Vende-se pexe salgado de todas as
quhdades, muito gordo, pelo paralo prego
de 100 rs. a libra : as Cinco Pontas n. 93,
no pateo do Tergo n. 21, e no pateo da Pe-
nha n. 10.
Vende-se um preto idoso, proprio para
servigo de campo : na ra do Rangel n. 1.
Attenco.
Vende-se urna das melhores tabernas nes-
ta cidade, para retalho grosso, vende a di-
nheiro e a prazo, com boas lirmas,pagando
osjuros.se vender ateo lim de junho vndou-
ro : a fallar na ra de Santa Rita n. 15, se-
gundo andar.
Vende-se urna ptima escrava proDria
para servigo de casa, por ter habilidades, e
ser de boa conducta : na ra da Praa n. 43
primeiro andar
TEHDE-SE
urna negra robusta, propna para canjpo, e
tambera da por dia 560 : na ra Direita
n. 78.
Vcndc-sc umacarteira com'secretar
eni bom oslado : nos quatro cantoodtt"
Vista.
Vende-se taboado e pranchOes de pi-
nlio deSueca, proprio para armagode ar-
mazem de assucar.
Paos de pinho vermelho para mastaros.
Chumbo de munigSo.
Folhas de cobre.
Metal amarello e zinoo para forro, com os
competentes- pregos.
Alvaiade de chumbo e de zinco, em p.
Tinta branca de oleo.
Papel fino de escrever.
Vinbo especial do Rheno e do Porto.
- Vende-se por >rego muito commodo,
10 saccas de feijSo nulalinho, no armazem
de Paula Lopes, no oes da alfandega.
Doce de arat a 500 rei Chegou a ra do Ollegio n. 5, nova re-
raessa de doce de arata a 500 reis cda cai-
xSo.
Vende se um teneuo com 40 palmos
de Trente e 300 e tan os de fundo : na ra
da Esperanga, outr'ra caminho "novo da
Soledade : a tratar cjm Francisco da Costa
Amaral no mesmo caninho, taberna
No sitio da Trenpe, sobrado n. 1, que
tem taberna por ba i so, ha boa sement de
macaxeira para vender-se, e bonitos pes de
AlecrUn.
FEIJAO' MJLATINHO.
Na ra da Cadeia d Recife, primeiro an-
dar n. 11, ha para veider feijao mulatinho a
139000 a sacca. No mesmo escriptorio se
achara tambera a vsnda por pregos razoa-
veis cera de carnaubi, sola, gomma de man-
dioca, touemho da tirra. esteiras o chapeos
de palba.
ilap Paulo Cordel"ro,
chegado agora do Ro : na praga da Inde-
pendencia n. 3.
>*-
Milho.
Vendem-se sacca com milho na travessa
da Madre de Dos, amazem n. 16.
Bacalho da es:ova verdadeira, marca
de rogo, vende-se n( caes da alfandega, ar-
mazens de Seraphin & Paula Lopes, as
m3os dos Sr.s. Tasso & Santos, a qualidade
he sem comparag3o d mais superior no mer-
cado, e nunca veio nelhor, he proprio para
guardar por aiiMo lempo, sendo chegado
ltimamente com 22dias de viagem semen-
t, o prego de ve ser ae 169000 por barrica,
mas faz-sedifferenga, levando porgfies.
Moleque peca.
Vende-se um molaque pega/crioulo, com
idade de 18 a 20 annos, bonita figura, sem
defeito algum ; na ra Direita A". 76.
Vende-se urna escrava moga com al-
gumas habilidades, assim como 6 cadeiras,
l soa, i mesa elstica de jantarcom 16 pal
mos de comprido, 1 espelho de parede, 1
toucador, 1 par de bancas, tudo por prego
muito commodo, por ser de urna pessoa que
se retira : na ra da Roda n. 52.
Vende-se urna taberna bem afregue/a-
da para a trra, propria para qualquer prin-
cipiante, e tem commodo para morar um
rapaz solteiro : a tratar na mesma, na ra
da Senzala Nova n. 2.
Sellins
patente inglez.
Sao ebegados e acliam-sf a venda os verdadeiros
e Ha couhecidus sellins inglezes patente : na roa
do lrapiclie-Novo n. 42, armarem de fazendas de
Adamson llowie & C.
RAPE" DE TODAS AS QUALIDADES.
Vende-se rap de Lisboa, Paulo Cordeiro,
pnncezado Rio Rocha, Gasse grosso, meio
grosso, fino, Meuron : na praga da Inde-
pendencia, loja n. 3.
--- Vendem-se pipas vasias de Lisboa, vin-
dasdoRio de Janeiro, e juntamente 1 mo-
leque de 12 a 13 annos de idade, cao com-
prador se dir o motivo por que se vende :
oa ra da Senzala Nova n. 4.
PARA SACERDOTES
Meias delaia para sacerdotes, de boa qua-
lidade : na ra da Cadeia do Recife, loia
ti. 50..
Vendem-se 4 moradas de casas na ci-
dade da Parahiba do Norte, a saber, 2 arma-
zens na ra do Vaiadoum, 1 casa de esquina
com bastantes commods, na ra das Con-
vertidas, e 1 dita na rA da Matriz, na cida-
de alta ; vendem-se todas ou cada urna do
per si : quem as pretender, dirija-se a esta
praga,na ra dos Prazeres n. 10,a tratar com
o proprieturio das mesmas, que se lhe dir
o motivo por que se vendem ; tambera se
trocam por qualquer proprredade -esta
praga.
Vende-se carne secca de Bueno
res, boa, de 49 a 49500 cada arroba : na ua
da Praia n. 4.
Para se adorase raeiiiuas
A loja.da ra Nova n. 4 recebeu pelo ulti-
mo navio francez ricos chapeos, enfeites e
loucados para senhoras, chapeos para meni-
nos e meninas de 1 a 8 annos.
* alus francezes.
Vendem-se palitos e sobrecasacos de pan-
no fino preto c de cores, forrados de seda-
com galla de velludo, de 22 a 289000, casa,
cas a 28SO00, palitos e sobrecasacos de alpa-
ca de 7 a 129000, ditos de brira a 39000, col-
letesde todas as qualidades, caigas de case-
mira preta e de cores a 10 e 12000 : na ra
Nova, loja n. 4.
Pechinclia para os alfaia
te.
Na ra do Crespo, esquina que volta para
a ra da Cadeia, existe urna porgo de algo-
dao trancado muito encorpado. proprio de
entretelas, pelo baratissimo prego de 120 b
jarda.
J\a loja da boa f
vende-se to barato que
admira :
Ricos pannos para mesa pelo dimi-
nuto prego de 39000
Brimjbranco trangado de puro li-
nho, vara 13440
Dito pardo liso de puro linho, vara 640
Ganga amarella franceza, muito li-
na, covado 320
Fil de linho liso muito fino, vara 80O
Dito dito com flores, dito, vara 19280
Cambraias francezas de lindos pa-
drOes, covado
Chitas francezas muito finas, de pa-.
dres novos, covado
Camisas de riscado muito bem fei-
tas e muito bonitas
Palitos pretos muito bem feitos
Camisas de meia minio finas
Ricos lengos de lilet cora palma
bordada a matiz
Ditos ditos de cambraia muito fina
com Meo de linho
Luvas de seda de lindas cores, com
ricas botlas, o par
Ditas de dita de lindas cores, bor-
dadas e enfeitadas
Ditas pretas de torgal
Chales lisos de merino, de lindas
cores
Gravatinhas ,de cassa,; de padres
muito bonitos
Lengos brancos de cambraia
Ditos ditos de ditajeom barra de cor
Ditos de linho proprios para rap
e assim outras muitas-fazendas que vendem-
se por menos que era qualquor outra parte
na rita do Queimado, nos quatro cantos n
22, na loja da boa fe.
XAROPI
DO
Facas, garfos e
colheres
Vndem-se as melhores facas de cabo de
marfim que se pode encontrara 159 a duzia,
ditas de cabo de halando muito' linas a 6? a.
duzia, ditas de cabo oitavado e rolico a 39.
ditas cravadas a 39200, ditas de.chifrede
viado a 49400, ditas para sobremesa com ca-
bo de balango a 5o ditas cora cabos rogos
e oitavados a 39, colheres de metal do prin-
cipe muito finas pata sopa a 69 a duzia. di-
tas parach a 35000, e outras mais qualida-
des de facas e colheres, trinchantes e amo-
lador de facas que ludo se vende barato :
na ra do Queimado, na bom conhecida loja
de miudezas da boa lama D. 33.
Rrinquedos pa-
ra meninos,
Vendem-se diversidades de objeclos de
ago, muito delicados e proprios para meni-
nos brincar, por pregos muito baratos : na
ra do Queimado, na bem conhecida loja de
miudezas da boa fama n. 33.
RICAS BONEGAS FRANCE-
ZAS.
Vendem-se muito lindas e bem vestidas
bonecas francezas, grandes, pelo baratissi-
mo prego de 29 e 29500, ditas vestidas de
noivas, e cada urna no seu cart3o a 3/000 e
39500, prego quo n3o ha quem deixe de dar:
na ra do Queimado, na bem conhecida loja
de miudezas da boa fama n. 33.
320
32o
19500
4000
1/000
5000
19200
1#280
2/000
19000
49500
240
240
240
400
BOSQUE
l'oi transferido o depositojlete xarope para a bo
tica de Jos da Cruz Sanios, na ra Nova 11. 53
sarrafas 55500, e -rffcias 39000, sendo falso todo
aquellcam ffaulor vendido neste deposito,pelo
quese/az opresenteaviso.
HITANTE PARA 0PIBL1C0.
Pira cura de phtysicaem lodo>osseusdifleren
tesgros, quermotivada por constipacoes, tosse
asllima, pleuriz.escarros de sangue, drde cos-
tados e peito, palpilacaono coracAo,coqueluche
bronchile, dorna Rarganla, e ludas as molestia
dosorgospulmouares. *
N. O. Bieber & Companhia, ra da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
BrinzSo.
Brins da Russia.
Viuho de Madeira.
AlgodSo para saceos de assucar.
Lera de carnauba
da melhor que ha neste genero, vende-se de
nma arroba para cima por prego commodo ;
na ra da Cruz do Recife n. 36, confronte ao
becco da Lingoeta, casa de Mendes & Braga.
J\a loja das seis
portas
Km frente do Ltvr.tineuto
Vende-se fil de linho preto com salpico 8
1/280 a vara, chapeos de sol de seda par
homeni, com toque.de mofo a 49000.
i\a loja das seis
portas
Em frente do Livramento
Vendem-se riscados francezes de cores es-
curas a 160 o covado, lengos brancos com
barra de cor a 120, meias brancas para me-
ninos a 240 o par, cortes de cassa chita eom
7 varas a 1/280, riscado le algodSo para rou-
pa de escravos a 120 o covado.
fa-
Saccas com
rinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra,
nova e bem torrada : na ra da Cadeia do
Recife n. 23. ?
VAQUETAS PARA CARRO.
Vend-m-fe em ca* de S. P. Jolmslon & C, che-
gad.s ltimamente, assim como bous sellins ioglezes,
lio de vela, candieiros e casliraes bronzeados, tudo
dur preros commodos.
Vende-se.por prego commodo,superior
vinho do Porto erh barris de 8." : na ra do
Trapiche n. 11, escriptorio de M. A. Guerra.
Em casada Henr. Brunn & Companhia, na
ra da Cruz n.10, vende-secogoaceincaixinhai da
duzia.
Sellins e relegios.
SELLINS e RELOGIOS de patente
inalez : a venda no irmazem de
Roslron Rooker & Companhia, es-
quina do largo do Corpo Sanlo'nu-
mero 48.
A3SSOO
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, ssim como potassa da Russia verda-
deira : na praga do Corpo Santo n. 11.
TAIXAS PARA ENGENHO.
la f undipo de ferro de D. W. Bowmana na
ruadsBrum, passando o chafariz, contina ha-
dar um completo sertimeptode ta ixes de ferro f un
vido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
tcham-se a venda,por epreco commodo com
promptido; embarcam-s oucarrega-se amcar
o seindospeza ao comprador.
Emeasa de Saunders Brothers C., praga
do Corpo Santn. 11,ka para vandaro sa uinta
Ferro inglez.
Pixeda Suecia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para saccas.
Dito entrancado igual ao da Babia
E um coapleto sortimento da fazendas proprio
par este mercado tudo por prego commo do.
Oradecarnatibacgoiiima
Vende-se na ra da Cruz do Recife n. 13,
primeiro andar, por menos prego do que em
outra qnalquer parte.
Vende-se superior linhas de algodao
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa de Southall Mellor & C, ra do
Torres n. 38.
Moinhos de vento
combombas derepuxopara regarhortateba-
xa ecapim : na fundicode D. W. Bowman
Dama do Urum ns. 6.8 e 10.
Potassa refinada em latas de seis
libras.
0 antigo deposito da ra da Cadeia do Re-
cife n. 12, recebeu agora urna porgao de po-
tassa refinada de superior qualidade, em la-
tas de 6 libras, que se vende por prego ra
zoavel.
Agencia
da fundicao Low-JIour,
ra da Senzala Nova
11. 42.
Neste estabeleciment coutinu'a a haver
um completo sortimento de moendas e meias
raoendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de todos os
tamanhos para dito.
Para mscales
e bocel e i ras.
Vendem-se duiiasde caixasde masa para rap pe-
lo baratissimo preco de 610 r.,duzias de lezouras em
canaoa lO00e 19200 e grandes a 1592o, duzias de
eaixinhas de pto com palitos de fogo a 240 ra..daM
de penlesde chifres moilo bons paraalizara|tj>2u0,
duzias depentes de baleia para alar cabello a 29900
e 2;600,dozia de navalhas para barba a l9600,groza
de iiuir.es madreperola para camisas a 600 reis.dilai
moito Tinos da gata a 160 reis, grozas de notftes Ti-
nos para caiga a 280 reis, cartas com 25 nenies de
allmete a 140 res,duzias de peales de balea para a-
lizar a 39, grozaa de livellas para sapatos a 560, du-
zias de caivetes finos para aparar pennas a 29500
e 39,duzias de gaitas (armnicas) a 13200 e ijiOO.
duzias de torcidas para candieiros a 80, reis grozas
de marcas para cobrir a 100, 120 e 160 ren, pe-
ca de tranceln para beolinhes a 12o ren, pulceiras
encamadas muilo bonitas para Sra. e meuinas a 200
rs.,duzias de miadinhas de linhas pretas a 240 rei
pecas com 10 varas de fila de cs a 320,360 e 400
reis, duzias de lapes a 100 rs., dozias de caixas com
clcheles a /20 rs., linhas brancas de novellos de te-
dos os nmeros, ditas de cores, linhas de miada Tinas
e grogos, ditas de carrileis brancos e de cores, cordao
de vestido de toda grocora, biquinhos de todas as
larguras, e baratos, rendas de todas as larguras e-
pelhns, crdas- de viola, Titas de laa de todas as co-
res, Tilas de linho brancas e de cores, didaes, agulhas
de todos os nmeros, lillas de seda de todos os nme-
ros, penuasde palo,caixas dechifre, rozarios, colhe-
ies de ferro, relroi de todas as cores, vernicas, filas
debeira greta e liranca.grampas.eludoo maii que se-
ja necetsario para completo sorlimenlo de bocelei-
ras e mscales e qu. tudo se vende moilo maia bara-
1 do que em outra qualq loja, na ra dollnei-
roadu", na bem conhecida loja lie lniudezai fama n.|33.
ao ultimo goso.
Rl A DA CADEIA DO RECIFE K. 48, LOJA
, DE QUATRO POHTaS, DE
Narciso Mara Caroeiro, acaba de receber
pelo.-tltinio paquete da Europa, um comple-
to e Wiado sortimento de roupas feitas ao
ultimo gosto de Pars, como sejam, casacas
pretas, palitos de casemira e de alpaca, col-
otes de gorgurSo preto e de cores com de-
senhos mui delicados, verdadeiras capas de
burracha e seda.de duas faces, os nicos
impremiaveis, palitos inglezes do casemira
a prova d'agua, excellentes perneiras de bur-
racha, de todos os tamanhos, c outras mui-
tas fazendas de seda preta, proprias para a
quaresma, que se vendem por menos do que
em eutra qualquer parte.
Relogios;
N ra da Cadeia do Recife n. 18, ha relo-
gios di todas as qualidades, tanto de ouro
como de prata, ditos foleados e dourados,
por pregos baralissimos.
Por 40 rs o covado
Vende-se chita franceza larga c fina, com
pequeo toque deavaria: na ra do Crespo,
loja de Campos*Lima.
Planta da cidade do lie-
cife
Vende-se a planta da cidade do Recife e
seus arrabaldes, feita pelo Sr. Dr. Jos Ma-
medeAlves Ferreira, por dez rail reis: na
livraria n. 6 e8 da praga da Independencia.
Mappa das distancias d
provincia.
Na livraria n. 6e 8 da praga da Indepen-
dencia, vende-so o mappa das distancias
das differentes villas da cidade entre si, e
relago a capital da mesma, a mil reis.
Vinho do Porto
ele 1857.
No armazem de Jos Joaquim Dias Fernan-
des, becco da Madre de Dos n. 12, vende-se
superior vinho velho do Porto, em caixas de
urna e duas duzias, por prego commodo.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba de boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife, loja
Deposito
de rap princesa da fabri-
ca de E- Gasse, no Rio
de Janeiro.
Vende-se a prego commodo rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vaporS. Salvador ; na
ra da Cruz 11. *9.
Na ra da Cruz ti. 50, armazem de San-
ta Barbara A-Companhia, vendem-se effecti-
vamente caixOes vasios de todos os tama-
nhos.
Vende-se a verdadeira graxa ingleza n.
97, desafamados fabricantes--l)ay & Mar-
de 15 duzias de potes:
Crabtree ; Companhia,
tin, cm barricas
cm casa de James
ra da Ci uz 11. 42.
Para as senho-
ras de bom gosto.
Vendent-se ricos estojos de Jacaranda
proprios para costura de senhora, pelo ba-
ratissimo prego de 2*500. a> 69. 79 e 890C0
y"",,, y ..1/ e
3 "\ ........*- "** '^pr'as
pa.a senhora e meninos a 80o e 500 rs., te
souras muitissimo tinas para costura, de
todos os tamanhos a 500 rs., 600, 19000 e
19200, ditas para unhas tambera muito finas
a 800 rs., 19000 e 1/200, linha de peso mui-
to fina para labyrintho a 100 rs. a meadi-
nha, ditas para bordar a 100 rs., 140 e 160
lindas caixinbas com grarapas a 160 e 300
rs.. cartes com 14 e 24 pa es de clcheles
francezes a 80 rs.. 100 e 120, linhas de car-
reteis de 200 jardas do autor Alexandre 80
rs. o carretel, ditas de 100 jardas do mesmo
autor a 40 rs., caixinhas com agulhas fran-
cezas a 160. ditas com agulhas de papel
preto a 280, carteirinhas com agulhas fran-
cezas a 320, agulheiros muito bonitos com
agulhas lambem francezas a 160 e 320, cai-
xinhas com 16 novellos de linhas de marcar
muito finas, azuese encarnadas a 320, ricos
botes de cores para vestidos, ou roupinhos
de meninas a 600 rs., 800 elja duzia, ricos
agulheiros de ago e de marfim a 240 e 800
rs., dedaes de ac muito bonitos e cada um
na sua caiXtnha a 500 rs., almofadinhas de
rauitas qualidades proprias para pregar alfi-
netes e agulhas, pulceiras de varias quali-
dades, riquissimas fitas lavradas e lisas, de
todas as larguras, trangas de todas as cores
e larguras, Utas de velludo abertas e lisas,
bicos muito finos de linho ede varias lar-
guras, rendas de varias larguras, babado
aberto de linho, toucas de 13a para criangas
e outras muitissimas consas, que tudo se
vende mais barato do que em outra qual-
quer parle: na ra 10 Queimado, na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
gas de seda
parasenhora.
Vendem-se superiores ligas de seda para
senhora, muito bonitas e de muitos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 19200,
1/500 e 2/000 : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33
Laa para vestidos.
Vendem-se cortes de 13a para vestido, de
muito bonitos padres, c com 15 covados
cada corte, pelo baratissimo prego de 5jo00:
na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
Algodo monstro, he pe-
d incita.
Vende-se algodSo monstro, com 8 palmos
de largura, muito proprio para toalhas o
lengoes, pelo diminuto prego de 60o rs. a
vara : no loja da boa f, ra do Queimado
n. 22.
Oculos e bonetes
BECHiiisio fii au-
no.
NAFNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. HA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ.
ha sempre um grande soriimenlo dMa.gai.iei *.
jectos de ni.chanismosproprios |----------fctnhajaj.a *
ber : moendas e meias moendas, da aawis msnii
constrocrao ; taixas d ferro fundid batida, *
superior qualidlde e de lodos os (aDMbt*; retal
dentadas para agua oa aiiiroaes, de toda* aa Ktptr-
goes ; crivos e bocas de fornalha e registra* de ba-
eiro, aguilhoes, l.ronzes.parafusoa e cavilhi.ea.au.
nho. de mandioca, etc. ale.
NA MESMA FUNDICA'O.
SS"0 am '.od" encomineijii na a *aaria-
ndade eonhecida com a devidt
modidade em preco.
presle- ac
Reiogi
ios
cobertos e descobertos, pequeos e grandes.
de ouro patente inglez. para hornera >
nhora de um dos melhores fabricante* de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete !-
glez : em casa de Southall Mellor iC ra
do Torres n. 38.
Arados de ferro.
Na fundig3o de C. Starr & Companhia em
Santo Amaro, acham-se para vender arado
de ferro de um modello e construegao muito
superiores.
Moendas superiores.
Na fundigSo da C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender moca-
das de canna todas de ferjo, de um modeJIo
construegao muito superiores.
PRFiIIARIAS
muitfs?imo finas e de mui-
to bons gostos.
Vende-se a verdadeira agua de colonia do
Piver, simples e ambriada em frascos de va-
nos tamanhos, banhas muito finas e de umi-
tas qualidades em ricos vasos, espiritas e
extractos muito finse de muitas qualidades
em frascos de muilo gosto, sabonetes muito
finos e de muitas qualidades, agua de lavan-
de ingleza, fazenda muito b. .vinagre "ro-
maneo lambem inglez e muito bom, extraT
los muito linos proprios par. boladoe*-
todante, escencii de rosa, pomada franceza
muito boa, macassarperola muito bomedo
todas as cores, dito oleo, pos para dente*.
pasilhae outras muius perfumara,, todo
muito Uno e de muito* gostos, do* melhores
fabricantes da Franca eInglaterra, e tudo**
vende barato na ra dojueimado, n* bem
conhecida loja de miudezas d. boa faa.
U. .J.
Botoes para pa-
lits, colotes e punhos
de camisa.
Vendem-se abotoaduras muito fina* de
madreperola para colletes, pelo baratissimo
prego de 500 rs., ditas muito ricas de toda*
as cores a 320,400 e 500 ra., dites muito fi-
nas de madreperola para palitos de meninos
ehoraensaSOO e 640 r... atacadora, par.
punhose coilannbos de camisa, de moito
rico gosto a 400 rs., 800 e 29000, dito* da
cornalina para casacas a 300 rs., e outra*
muitas quajidades de abotoaduras que sa
vendem muilo barato ; na roa do Queima-
do, na bem conhecida loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Varaiid.ts e grades,
Um lindo e variado sortimento de model-
los para varandas e gradaras, de gosto mo-
dernissimo : na fundigSo da Aurora em San-
to Amaro.e no deposito da mesma, napas do
urum.
^gi^tng ?*i*4>*3.
O CUARDA-LIVROS BRAS1LEIRO, ou arte
da escripturag3o mercantil apropriada ao
commercio do Brasil : vende-se na rna da
Cadeia Velha n. 22. Prego 8/000.
elogios de patente
rjglezesdeouro, desabnete edevidro:
vendem-sea prec,orazoavel,em casa de
AugustoC. de Abreu, naruada Cadeia
do Recife, armazem n. N'6.
de todas as quadades.
Vendem-se oculos de todas as graduages
com delicadas armages de ago, pelo barato
prego de 800 rs. e 19500, ditos com armages
douradas e prateadas a 19200 e 19500, ditos
com armagan de bfalo a 19200, dilos com
armagao de baleia a 480, ditos com armagSo
de metal branco a 400 rs., lunetas de um s
vidro redondas e quadradas com aro deb-
talo a 500 rs., ditas de dous vidros lambem
com armagao de bfalo a 19500, ditas de um
so vidro redondas o quadradas com aro de
tartaruga a 19200 e 19500 : na rus do Quei-
madrj, na bem conhecidada loja de miudezas
da boa fama 11. 33.
AlgodSozinho da Babia
para saceos de assucar.' vende-se em casa
de N. O. Bieber & Companhia, ra da Cruz
n. 4. _
Attenco.
Fugio no dia 16 do corrente mez _.
Justino, crioulo, com os signaos seguiotc
aJtora regular, ebeio do corpo, sem barba'
com falla de dente na frente, calvo de car-
regar peso na cabega, muito regriste. be
bem conhecido por andar entregando assu-
car pelas tabernas, tem sido encontrado por
diversas pessoas conhecida, e diz a ellas
que anda em servigo de seu senhor ; por is-
so roga-se as pessoas que o encontrar, que
o mandem prender e levar a ra Direita n 7
que ser3o generosamente recompensadas. '
No dia 4 de fevereiro do correite auno
desappareceu um negro de nagflo, masqu
parece crioulo, por ter viodo muito peque-
no, anda mamando, o qual represente ter
de 26 a 32 annos de idade, de nome Malhia*.
cozmheiro, estatura ordinaria, magro, rosto
comprido, pouca barba, olhos grandes, *o-
brancelhas fechadas, nariz chalo e pontuda
beigos grossos, bocc- regular e cora dontea
tem uma pequea cicatriz em urna da* re-
ces, e outra cm uma orelha, pela parte do
ba.xo, de um taino que levou, benT como
outra no pescogo, que por mulo leve, talv
seja pouco v.sivel; foi encontrado em Santo
AntSo, segurado a estrada, com um bauzi
nho de (landres novo na cabega, e um callo
no brago, sendo muito dado a briga de*te
anirraes ; este escravo perlcnce a Cuatevo
Jos do Reg, no Recife, ra da Aurora
quem o appreheuder sera bem gratificado.
Fugio de bordo ao brigue brasileir
Melampo, na noile do dia 8 do corrente, um
negro de nome Marcelino, nagSo Cabinda
altura regular, secco do corpo, rosto com-
prido, barba serrada e cria suissa, cos falta
de denles na frente, e conste andar vestida
com paleto, e calgado : quem o pegar leve-o
a bordo do dito navio, junto ao caes do Pas-
seio Publico, ou a casa de seu consignatario
Manoel Alves Cuerra, na ra do Trapiche n
14, que sera bem recompensado.
CRATIFICACAO DE 1009000.
No dia 23 de margo prximo paasado, fu-
gio do engenho Pindobinha, da freguezia de
Ipojuca, um molato escravo de nome Joa-
quim com os signaes seguinles : idade 15 a
30 annos, he bastante claro, "aballo um
pouco grandes, e anellados, alto, neceo do
corpo, sem barba alguma, ps cambado, le-
vou vestido camisa de nscadinho encamado
caiga branca, eoVtra de algodSo azul, cha-
peo de chili ja usado : ba noticia delle ter
passado para as bandas d Agua Preta, em
direcgSo ao Rio de S. Francisco, portento,
roga-se as autoridades, competentes a caa^
tura, e quem o pegar, leva-lo no referido
engenho, a seu senhor Manoel da Costa Al-
buquerque, ou no Recife s Joaquim Maoet
Ferreira de Souza, no pateo do Carmo n. |
que ser gratificado coma quantiade toin.'
Continua a estar fgido o escravo Tbeu-
doro crioulo, he pescador, idade pouco mais
ou menos 38 annos, baixo, ebeio do corno
espadaudo, tem muitos cabellos brancos na
barba, cabega e peito* : foi escravo do fina.
do Vidal, ex-carceireiro da Cadeia desta ci
dade : al o meiado do anno passado ando
em Pona de Pedras, onde leve m3i e irmSea
forras, que morreram pelo cholera, e deooT
estove oceupado em Ierras do engenho Pe-
dreiras, serrando madeira : o escravo Tha.
maz, mulato alto, com marcas de bexieaV
idade 40 anuos, loi escravo de Hilario doA
thayds Vasconcellbs, morador no engenK,;
lapua, provincia da Parabiba, tendo sidoan?
les escravo do Sr. Carlos Coelho, que ohou
ve por heranca de seu sogro Jos Joaquim
Souza, da mesma provincia, aquella f..JT
no lia 19 de jane.ro, e esse nodia 30 K
terabro do anno de 1856 q,em p,r?!;
ve-osa ra da Concordia r.. 26. a seu ni
Pedro Antonio Teixeira Guim.'ra^ "e Kr.
tificara generosamente. H "^
Fugio no dia 31 de marco prximo na.
ssdo, o escravo Antonio mulato> dada?M
5Sa53-"?*5w6
daScZ?nnrd": 3uem0Peg.Meve^oe.^
fnn^T- rd" DA26' a sen 8enhor P^ro An-
genero?.,raente?a'maraCS' q"e 8r"fiC>r-
PERN.: TYP. DE M. F. DB FAJUA 1857:
MUTILADO


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