Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07727


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Full Text
ANNO XXXIII N. 79.
Por 3 mezes adiantado 4$000.
Por 3 mezes vencidos 4$500.

TERCA FEIRA 7 DE ABRIL DE 1857
Por auno adiantado 15000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KnlCAKREUADOS DA SUBSCRIPCA'O NO NORTE.
Parataiba Rr. Joio Rodolpho Gomei ; Natal, Sr. Joj-
oto I. Pr*ira Jnnior; Aracitv, o Sr. A. d< Leaoi Brag ;
art, Sr. J. Jote da Olivein ; Maraohio, o Sr. Joaquim Mar-
ata Rodrigue* ; Fiauhv, 8r. Domingoi Barcalaoo A. Pessoa
GeartoM ; Pira', or. Juilino J. Rimoi: Amaionai, o Ir. Jiro-
nvnwda. Costa.
PARTIDA DOSCORRElOS.
OlituU : todas os das, s 9e aieia horas do da.
Iguaraas, Unanla a Parahiba : naa segunda* o estas-feiras.
S. Anlo, Be ierro*, ilonilo, Carnaru, Altmlio c- Garaiihnns: na lataa-Mr*.
S. Lourenjo Pau-ldMIIia, Naiarelh, l.iao.-iro, llrcju,' l>i-qaira, ln*-a-
leir". Florea, Villaillella, Roa-Vi.la, Oricur o Ks.ii as ,|,iiartas-rera.
Cabo, Ipojnca, serigki-ea), Ilio-FornoM, toa. liirr-irus, Agua-rrala,
Plmenleiraa Natal : qaintas-airas.
(Todoa crrelos parten aa 10 horas da manha.
AUDIENCIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commereio tegnnda quintil.
Relaco ; tercas.frirai a nbbidoi.
Faienda .- quarlaa a aabbadoa aa 10 horas.
Juizo do commereio : laguodasai 10 horaa quintil ae malo-dii
Juno de orphoa : aegundaa a quintal 1110 horai.
i'rimaira rari do civel Kgundil i MiUi ao meio-dia.
Segunda ara do eival: quartai aabbadoiao maio-dia.
EPHEMER1DES DO MI./ DE ABRIL.
1 Quarto crescente ai 11 horaa a Uminutosdi urde.
9 La ebeia a 7 hora a 9 minutoi da tarde.
17 Quarto minguante as 9 horas e 42 mnalo da manhal.
W La ora ai 4 horue 55 minutoid Urda.
PREAMAR DE HOJE.
Primeiri ai 2 horas a 6 minutos da Urda.
Segunda ai2horai e 30 minutos da manhaa.
DAS da semana
6 Segnnda. Ss. Diogenes e Platonides
7 Terca S. Epiphanio b s. Rufino e Peluzio presb. Jim,
8 Quina, de trevas s. Amancio b.
9 Quinta de Endoencas : do meio dia em diante.
10 Sena da Paiao ceca o trabolho ate oraeio dia.
11 Sabido de Alliluia S. Leo magno p. dr, da Igr.
12 Domingo da Pascoi da Itccurcijo de N. S. 1. C
encarregados da SUBSCRIPCAO no sol
Ala goal ,o Sr. Cliudino Faleao Diai; Babia, Sr. B.
Rio da Janeiro, o Sr. Joio Perein Mirliai.
EM PERNAMBUCO
O proprietirio do DIARIO Manoal Fiaaairai Faria, M aM
livrari*, prici da IndependencU ni. S a 8.
PARTE 07FIGIAL
Ir

SMJVERNO DA PROVINCIA
Relatorioqueaolllm. e Exm. Sr. conse-
llieiro presidente da provincia, Sergio
Teixeira de Macedo, apresentou o direc-
tor ge ral da-instruetjao publica Joaquim
Pires Machado Portella-
(Conirauacao.)
ENSINO PUBLICO.
Instrurjao primaria.
Se i initruccio publica sempre merecen cOuside-
racio ni todos o> estados militados, a instruccao
primar! tero,sido objeeto de asidnos desvelos e are u-
rada meditaran dos paizes moderno".
E oa verdade, nada mais diatio da allenrao dos
gnvernante*. Ningaem hoja pe em duvida a ne-
eeuldade de desenvolver a inlelligencia e aaelaracer
a raxSo don povos, formando-I lies principa lujen le o
coracao : e a inslrucjAo primaria he que Ibes abre a
perU para o mondo das ideas, para a senda do pro-
grave. (1)
Se porero os nossos poderes pblicos cunea tran-
corarim esse dever, tambem (permilta-ie-me di/a-
lo) nao procoravam cnmpri-io eom a efllcaz solicita-
de, qoe Unto se fazia misler. E eis a razio por que,
nSo obstante diversas leis a respeilo desle ramo do
servijo publico, anda estamos muito aquem do que
dveramo e pnderamos estar. He verdaJe, que
nesle terreno nao se pode marchar velozmente, co-
mo muitos pen exemplo, nao forara la' tao rpidos e lacis ; e Dos
oes livre de que a na cnslem lo caro os noasos.
Has a mociJade pernambucana he geralmenle ta-
lentosa : e se sement boa em trra frtil nao cer-
miea fructifica, culpa he do cultivador.
Forim nosaat escolas regias, depois da exlinccio
dea Jesoilai, instituidas pelo alvara' de 6 de novem-
bro de iirl e mantidas palo rendimenlo do imposto
amado subsidio Iliterario, s (2)
Territorio vallo, populacho roui ra ;eada, dimina-
to namero de salas, e estaa, cora U_ta poucas eicep-
C.SM{regidas por imperitos rotinejps, e muitas vezes
por aventureiros eharlalSes, n3u podiam deixar de
apresenlar o quadro que enlSo se va :mui poucoi
homeos, principalmente no interior da provincia, sa-
beodo ler e escrever, e raras as mulheres, mesmo
as cidades, com este diminuto grao de inslrnc-
cSo. (3)
Tivemos a nona emancipajUo poltica ; e o pacto
fundamental no art. 179 $ 32 garanti gratuitamente
a nstrnecao primaria.
Enlao em voga o aystema de Lancaaler, e estaba-
lecida na curte urna directora geral do ensino mu-
tuo, por porua de 18 de julho de 1823 maodou o
coveruo geral crear em Pernambuco urna escola des
ae methodo, para a qual foi nomeado ora professor,
que veio cora inslrucjes expedidas em 25 do mesmo
mez- (i)
Apparecen a lei geral de 15 de oulubro de 1827
deu-se um passo : creaaami-se mii escolas, e pare-
cen ler algum- movimenlo a ioilruccio primaria :
nlo ficou em esquecimenio a iiispeccu das aulas;
a lei do 1. de oulobro de 1828 deu essa incumben-
cia at cmaras municipaes ; sitas nao houve resal-
tado algum dassa providencia. Segundo informa-
r;6es qoe pode ubler da thesouraria geral, havia en-
13o 25 esetilaa, com as qaaes se deipenderam res
5:0009. (Mappa n. 5.) Nesse anoo foi, que crea-
rain i aulaa para o seto f-minino. () Sinto nao ler
pedido saber o numero de alumnos, que at frequen-
aseada, em virtud* do acto addicioual, Mttaaj
BN ti'ii li HliVt flcuTtade de legislar adore'
a iostruc^lo publica primaria, tivemos a lei provin-
cial n. 43 da 10 de junho de 1837, para cuja eieen-
co se expeJiram aa instructries de 27 de oulubro
do mesmo anno.
Nova faca pareceu tomor a inslruccao primaria ;
mais formalin.i le e rigor nos concursos, mais goslo
e ernolacio nos professores, mais adianlamenlu nos
aluranoi, mais movimenlo em soraraa : ja s conia-
vain 62 escolas ; verdade he, que deslas su 5 eram
para o sezo feminino, e que quando se gaslava com
as obras publicas 129:391-3082 re., enm a inslruc-
<;So primara apenas despendia-se rs. 25:0679350. (6)
Qualorze annos deeoireram, sem que houvesae re-
forma algoma impulsiva a' instrucran primaria ;
pois s a 12 de maio de 1851 foi espedido um novo
regalamenlo. Digo instrucran primaria, porque
quanto a secundaria oa superior houve grande in-
cremento eom a reforma operada pelo Ezm. bnrao
da Boa-Vista em 1840 no Lycea Pernambueano, do
qee Ihe deveu resultar gloria.
Com a puUicarao do citado regulamenlo de 12 de
malo novas esperancas ae creara ji. mas elle nSo era
completo, e piuco mais s< adiantou : osystema da
impecc.ao pareceat melliorar, purera pooeo seosiveis
foram aa vanUgens. Eiisliam enlao 82 escolas, sen-
do 66 para meninos e 16 para ininillllliaa*1'>"'' '
-"' A uiLesaidade de uaia reforma se fazia sentir, ou
antes o atado do paiz recia man urna lei maia desen-
volvida, previdrnle a completa. Ao Ezm. con-
selheiro Jos lenlo da Cunha e Figueiredo ca-
be a honra de haver compreheudido eaaa situaran
emprehendido essa obra. Louvorte Ihe sejam
darlos e a' astembla legislativa provincial de
1855 pela promulgarlo da lei n. 369 da 14 de
maio desse anrto. Inda beber o que ha de me-
Ihor, e nos rinde aer applicavel, na lei franceza
da 15 de marco de 1850 e rrgolatneoto geral da cor-
te de 114 de favereiro de 1854, contem a nos-a le
disposices precioslssimas, e convarle era prescitos
multas ideas e medidas apresenladas pelos escriplu-
res que ae bao oceupado dessa especialidade. Tem
poram alguraas lacunas e mesmo disposicoes por ora
inexequiveis4J*a pralica o ira' demonstrando, e pau-
latinamente se ira' applicando o remedio.
Aioda nao se podara apresentar verdadeiros re-
saltados filboi dessa reforma : a lei he multo nova ;
Um mu poaeo lempo de exeeucjio : posto que pro-
mulgada em maio de 1855comecuu a ser execolada
em oulubro, ou antes em Janeiro do anno passado,
poea de Jesol.ic.ao em Inda a provincia por causa
do cholera morbos. Com mil diiliculdades luloo o
mea antecessor, e conlinuei eu a lalar.
Urna reforma nao se opera de um instante para
ootre, era seos effeitos po lem ser logo apreciados.
O estado pois da Inslruejso publica por ora nao he
lisongeiro, como irei mostrando no decano desle
relatorio ; nutro, poram, a esperanza de que este
anno maia alguma conga se Cira', e uemos mellio-
rando, se medidaprovidenies nao fillarem.
Kntre oatras porei em primeiru lugar s que se
ague.
paBseola normal.
Sempre enlen4n|Be para levar a iintrucrrm pa-
blica primaria ao grao a' que deve cliegsr, nao se
poderla prescindir de urna poucos meze*sque tetiho lido de exercicio desla di-
rectora, cada vez mais me convengo dessa neceisi-
dade. Agnardava porem a poca desse relatorio
para a fazer sentir? rvr Exc. ; enlretanto era sessio
do eonsalho director, a 18 de dezerobro, deliberou-
se i/nefosae lugo ntahifastada a V. Ene. Devo aqu
miltir as minliat Idees a respeilo.
Como ja disse, reputo de inuita utilidade urna es-
cola normal, porm montada em termos. de
Tacto, coa* estabeleeer convenientemente a un da-
rle do envino, implantar no professor os hbitos de
um bom meslre, desenvolver, aperfeicoar e dirigir
Ihe a vocaeSo, e adorria-lo de oalros dotes mdispen-
saveis a um educa lr da mneidade '.' Ja inuilo se
lem repetido, nao perca por mais esla vez : o pro-
fessorado he utfa especie de sacerdocio, e muito im-
portante. Nao pode dispensar um noviciado, escru-
puloso e desvelada.
E na verdade : o professor tem de preparar cda-
daos para o estado : .'o bom oo mi entino que elle
der, resollara' proveilo on daino para a patria : as
aoas palavrai ou discursos, as suas ideas e sentimen-
tal, as suas accOei e costme terao grande influencia
obre o Muro dos discpulos.
Mas 8 edocacao preparatoria dos meitres deve ser
mthodica e completa. O funcionario incumbido de
instruir a mocidad em nome do|poder publico, de-
ve ser o modelo de um perfeilo cidadao ; deve se
imagen, das virtudes privadae publica; deve
apreseoUr-se como digno laco moral entre ns cida-
.tos fjtveriin. Po.m para que isso se d.), para
a alomnos-mestres posiain reeeber seme
Ihanle edaeicSo, he mistar qae hajst um estabeleei-
menle l.il como os.que existem na Allemanha, na
['mura, na Hollinda etc., estabelecimento tal como
no-lo descrevem os auctores queex-profesao tem tra-
tado da materia (*). Nao be orna simples aula a qoe
os aspirantes ao professorado vSo a' horas determina-
das reeeber taes c taes lc6es ; he preciso nm edifi-
cio adapta do aquelle fira, com as acommodarrs e
dependencias necessarias, com jnrdim, parque, lago
para natacao, pateo para exereicios gymnaslicos; he
preciso mais que ludo um pessoal instruido, de re-
conhecida moralidade, dedicaran, pralica e nimios
outros requisitos, sem os qaes as vanlageos nao
eompeosarSo as despezas.
Ora, um estabelecimento desla ordem importa era
nao pequea somma, que nao sei se actualmente po-
dero os nossos cofres comportar sem prejuizo da
salisfarao de oulras necessidades tambem momen-
tosae.
Occorre-me, portanto, propr o aegaiote :
Como o ullicio de V. Exe. de 9 de dezembro diz,
que indique esta dreelorih as medidas que para me-
Ihoramenlo de instruc;ao publica, possaro ser toma-
das pelo governe geral, respeitosamente lembro, qoe
V. Exe. fara ver ao mesmo goveroo, qae providen-
cia alguma rodera' dar de mais proficuos e vanta-
josos resultados para a nslrocro primaria, nao em
ama s provincia, roas em todas, do qae mandar
a' Europa ver pessoas devidamente habilitadas, e
montar com todas aa proporc,oea e necessarios re-
quisitos urna boa i escola normal na corte, onde
possam oa qoe|quizerem dedicar-se a' dillicil, mas
honrosa prolissSo do magisterio, ir com panagem a
casta das provincias habililar-se competentemente.
Deste modo seria aberla all urna fonle em que de
lodos os pontos do imperio, se tussem beber os mea-
mos principios, o mesmo melliodo, os meemos evite-
rnas. Con-tiluir-se-liia assim a u unidade do en-
sillo, tan preconisada e necesiaria, sera eslabelecer-
se a centraliiofoo, tae temida e de qoe tanto se
fallou o nao pasudo na cmara dos Sn. depu-
tad.*.
Emquaoto porem nao for levada a efTeitu lao pro-
vellosa medida, enlendo qae com pequea despeza
deve alguma das aulas da capital, regida pur nm dos
melliores professores, ser convenientemente monta-
da sm casa apropriada, e onde v3o praticitr por
espado de 4 ou 6 mezes, por exemplo, lodos os qae
qaizerem deslinar-se ao magisterio ; os qoaea nao
poderaa seradmiltidns a concurso sem atleslado do
dito professor, e referendado pelo resperlivo dele-
gado Iliterario, no qoal se .declare, qae tiveram
aquella lempo de paalica. Durante esse periodo
nao s devenio aprender a dirigir regularmente urna
aula, fazendo diversos exereicios eom o professor,
como devera' este ser obrigado a ler-lhes e expli-
car-lhes o curso de pedagoga de Mr. Demouchel,
anligo direclur da escola normal de Venaillea, obra
pouco volumosa, contendu oque heessencial, e de
tanto merec memo que nao s foi approvada, como
premiada pela Academia Franceza. Mandei buscar
um axeraplar, e ja incumb alguam de sua tradcelo,
cojaleilara muito desjaaaj torne familiar a lodos
os professores. -""^^^
ESCOLAS.
Numero movimenlo das escolas, neeesiidade
de oulras.
Eiislem 85 escolas publicas provinciae* de iris
Iruerao primaria, sendo 68 para o sexo masculino,
e 17 para o feminino.
Aehavam-se vagas qnando enlron o'anno. e vaga-
ram duarante elle, 19, das qoaes 3 de meninas.
Em coiisetTaencia de fallacimealo dos respectivos
professores, 9^ a da Dlioda (de meninas) a da Vic-
toria (de meflBaa) a de Iguarassii, Barreiros, Cruan-
cy, BomJardim, l'auellaa, Brejo e (iaranliuns.
Por jubilacaorj. a saber-: Trmr.s- 4-Bta-^
ta, a segunda cadeira da fregLiena da Roa-Vista, da
capital, a de Behenbe, Bezerros, SaTSg^'riajjpf-
Boa-Vista e Baixa-Verde. Va^f
P6r causa de remncao dos professores 4, a de
liuisuna (de meninas) a segunda de meninos da
mesma oidade, a de Tacaral e a de Bonito (de me-
ninas.)
A de Cibrobn lambem ss achava vaga, por haver
ha muilo pedido demi*8o o respectivo professor.
Houve diversos concursos para o provimento de
taes cadeiras. No primeiro que leve logar depois
que eulre no exercieio da directora, appareceram
21 oppoailores, doze dos quaes sahiram repro-
vados.
Todas ellas, paranlo, acham-se prvidas, a' ex-
ceprao da de Sania Mara, para a qtial s appare-
eeu um opposilor da de Cabrob, para a qual
nenlium appareeeu, e por isso propuz a V. Exe,
fosse nella prvido o baeharel Joaqoim da Coala
lluuradn, qoe embora |app*rovado em um dos con-
cursos pasaados, esUva sem cadeira ; a da de Baixa-
Vcrde, para prolessor da qual apreser.tei a V. Exe.
nos termos do art. 41 da lei regulamentar, o pro-
fessor adjunto Jernimo Theolonio da Silva Lou-
reiro.
,__Quem considerar a extensao e popularan da pro-
vincia de Pefnambaco, e sua merecida' importan-
cia, cerlamenlese admirara' di>t|nenoina l.io pou-
cas escolas primaras ; e subir' de patato | ^.,..-
co se altender a que bulras provincias d nao
maior categora possuem ara numero duplicada
e triplicadamente maior de cadeiras. No entanto,
Pernambuco, cuja populacau lie de 950,000 habi-
tantes, lem s 85 escolas !
Minas que conlm 1:300,000 habitantes lem
Babia 1:100,000 "
9. Paulo 500,000
Kio te Janeiro 1:200,000
S. Pedro 281,300
Quem dira que Pernambuco lem mais
goas s 10 cadeiras Quem dira que para
feminino temos i 17 cadeiras, ao passo que
Sergipe tem. ... 15
Ceara' a .... 16
Alagoas a .21
S. Pedro .... 41
S. l'.iolo a .... 55
llio de Janeiro. 57
Qaantos povoados importantes sem ama escola !
Qaanlas villas, sedes de comarcas, sem urna aola
de meninas Em verdade, Exm. Sr., he para admi-
rar que na villa do Cabo, 7 leguas, e oa do Li-
moeiro 18 dislaole da capital, n.lu baja urna s aula
publica para o sexo feminino, e cansa d ver que
desse mesmo beneficio e.-iau inleiramenle privadas
oulras comarcas mais cenlraes e longinquas, era
que as familias nem ao menos encontrara commndo
transporte para suas Qlhas virem educar-se no Ke-
253
195
165
162
120
qoe Ala-
o iexo
que os
(1) Savolr lire, diz Aimc Marlm, c'esl lenir la
chef do monde des pensces.
(2) Pala carta regia de 19 de aaoilo del/iJao
ronde de Reseno, de, vice-rei e capilao-gentral do
Brasil se Irat.ra de inipecco e mellioramenlo cas
aulas, e bera asaim pela de 3 de setembro de mesmo
anno o biipo de Pernambuco.
(3) Qnando asim m eiprimo, refiru-me propria-
manle a clauet baixu da popailacao : as familia*
rieaa n.ln eatavaro as mesmas circumslancias.
(4) Pelo art. 9 .la le provincial n. 144 se mondn
que fosse reduzula ao eiuino simultaneo.
(">) Re eniao para ca' dentro do periodo dos qnaes
30 annoss se tem creado mais 13 escolas para ra-
nina* !
(6) Vlde o bataneo daquello anuo, euj orcameoto
toide582:532t"0.
cil'e Se ha lugar em qae maia leusivel ae
eala falla he certamenle o seriao.
He preciso que cale no animo de lodos que nao
podaremos desbravaros coslomes da popularlo do
interior, amenisar os habilos, e plantar os principios
de moralidade. tem que baja em cada povoado una
escola e urna igreja : iisnlelligenrias... Ilustradas ;
os coraces... bem formados !
i' irr.io dizer : escolas ha, que conlam mui pou-
cos alumnos ; para que crearem-se oulras ? Mas,
quid inda ? Diversas causas concorrem para
isso ; e urna del I as he o aehar-se aioda mu rareada
e disseminada a nossa popularan ; ra/.ao de mais
para que se eslabelrcam mullos oolros focos de
inslruccio, mormente pelo interior, onda os povoa-
dos sao lao distantes.
Uizein os dados da estalislca qae a Ierra paite
da popularan de qualquer paiz he de meninos de
lira dia a 14 annos, e qoe 3|7 dessa Urca palle sao
de meninos de 7 a 14 anno.., periodo ordinario da
vida ila escola. Ora, segundo o ultimo relatorio do
ministerio do imperio, lem Pernamburco 950,000
almas,'demos que livres sejam 500:000 ; logo tennis
71:427 meninos, dessa idade, ou urna eacola para
cada 840 meninos !
A' vista dessa necessidade foi que a lei regula-
mentar de 15 de maio, querendo ornar mais eflec-
tiva a promessa do s 32 ,j ar|, 179 da eonstiluifao,
eslatuio no art. 51 que em cada parocliia hoovesse
pelo menos urna aula para cada um dos sexos. In-
felizmente purera nao lera sido poiaivel realisar essa
providencia, principalmente qaanlo a escolas de
meninas, que. nao sei porque fatalidade lo pouca
considerarlo, leem merecido, como se nao fora em
Ues escolas que se lem de preparar para o fuloro
boas e perfeila. mais de familia, das quaes depende
em grande parle o destino da socie tale.
Cumpre alguma coosa fazer neste sentido : se nao
sepuder extender esse beneficio a' lodos os lugares
ao m?iios ans mais necessilados. Se o MUbeJeieJ-
inento de tima aula de isirucrao primaria era qual-
quer localidade he sempre de vanlagem para o pu-
blico, para certas paragens loma-se de una neces-
sidade in.leclrii.nel.
Disso convencido, prnpuz logo em agosto ao con-
selho director a crearAo das seguimos escolas : de
meninas, em todas as villas que ainda nao as lives-
sera, ao menos nai que fosiem caberas de enmarca ;
e de meninos, para a Luz, Taqaarilinga, Ipojue,
Itapis'iima, Murhecn, Raposa, Baique e Cimbres.
Foi porm o conselho de parecer que se a.tiase a
crearlo de alguraas, emquanlo se cnlliiam mais fclr-
comstanciadas informarnos sobre essas localidades ;
pelo que live de expedir novas circulares. Em de-
zembro porm approvou o conselho nao s todas ai
() Vide Maller, Rendo, Domond, Cooiin.ate.
que en havia enlao proposlo, como urna de me-
ninas para Pedras de Fogo, e mais as de meninos
para S. Vicente de Nazarelh, Bebedoaro e Grvala,
sendo as duas ultimas propostas pelo membro do
conselho Dr. Jernimo Villela qae havia pessoal-
mente visitada taes lugares.
Talvez pareea mni sabida a despeza qoe vira' a
accreacer ; mas a' mim o que compete he represen-
tar sobre as necessidades existentes, indicando o re-
medio : a V. Exe. cabe satisfaze-lai do modo que
poder.
E ja qoe loco em despezas, permilla-se-me dizer
que Pernambuco nao he a provincia, qae, propor-
r.10 gaardada, mais despende com a instrucran pu-
blica ; pelo que examinemos o anno financeiro pro-
vincial de 1855 1856, e veremos que emquanlo o
orcamenlo de|MinasGeraes andoo por 795:2859486, e
do,penden rom a instrucran publica 153:271^800,
emquanlo o Rio Grande doSul, cojo orcamenlo an-
dn por 846:926b306, despenden eom a iuslrucco
publica 120:2679768, S. Paulo, cojo orcamenlo an-
dou por 583:6483318, despenden 117:7765620 ; Ala-
goas, rujo ornamento foi de 598.7959222 despenden
54:1179997, a nossa provineia, qae, arrecadou
1.037:0569264, s despenden 8t:426227, dos qaaes
50:0989895 com a iuslrucivin primaria.
Casa, asseio, mobilia, e mais utensilios das escolas.
Nao ha aulnr algum qae a respeito das escolas nao
Insisla sobre a conveniente siluac.au, commodidade
e bom arranjo do edificio em qoe se deva dar o en-
sino. Qaer pelo lado hygienieo, qoer pelo da mo-
ralidade e adianlamenlu dos alumnos, deve a casa
ser esparosa, clara, arejada, bem repartida e mobi-
liada.
Pao lemos ama s aula primaria em edificio pro-
prio. Quasi lodos os professores da o aula em suas
ca'sas, o que Iraz eomsigo mil inconvenientes. O
lliesouro provineial da' orna quola para o alogoel
de casas ; os professores coslumnm addicionar mais
algoma cousa, e arrendar nma casa maior em qae
morem e facam aula. He abuso que esta' mu ar-
raigado e de diflicil extirparlo, principalmente em
cortos lagares em qoe nao ha moitas casas comino-
das, e eslas por aluguel superior a' quantia consig-
nada.
He de necessidade a conslrnecao de casas apro-
priada.
O Dr. Abilio Cesar Horges, em seo relatorio so-
bre a instroccSo publica, diz Maia vanlageos de
nao menor valia ollerecem os edificios especiaos, e
que alm do carcter de importancia que tomaran)
is funcres du magisterio, entrando para elles mes-
tres e discpulos, e sahiudo tambem juntamente as
horas marcadas no regulamenlo, nao feriara os pro-
fessores ao p de si molher e lilhos e moitos outros
objectos domsticos que Ihe roubassem a alinelo e
os distrahissem de suas obngares, nao iriam con-
tinuamente ao interior da casa, deixando acephala
a escola, adminialrar eate 00 aquello aervico, e al
largamente dormir, romo sei que muito acontece.
O eunaeltieirt Caslillio a esle respeilo aisim se
exprimea He evidente que a najan assim como
tero quartels pan seus soldados, templos para o seu
culto, bospilies para seus enfermos pobres, Iribu-
naes para suas justicas, e residencias mais ou menos
esplendidas para seus institutos scientificos, milita-
res, agriadas etc. possoa igoalmeote para soa ins-
Irucrao primaria casas proprias e dignas, sem loxo
algom, mas sem falla alguma tambem.
E nao se diga que he islo urna utopiaque tao
cedo, ou nunca, podaremos edificar lautas casas
para escolas. A despeza nao he to graode como a
priraeira vista parece : o edificio deve ser mu sim-
ples. Sinlo nao poder ja, adaptando as nossas cir-
cuinslancias e especialidades o< preceitus da obra de
Mr. Booilloo sobre a edilicacio das escolas prima'
as, apresentar 1 V. Exe. o respeclivu risco ou da-1
ienho eom o orcamenlo organisado por al
nossos enganheros. Nao puponhu que se
todas as escolas a ora tempo, mas que prmclrame
te se trate das da capital, depois das das cidades, d
pois das das villas etc., le; e nem tao pouco que as
despezas saiam dos cofres provinciaes.
As loterias, qoe tem servido para ludo, sirvara
tambem para isto. Haja loteras locaes o. por co-
marcas, mas exlrahidas na capital. Os hbil; .es
desses lagares, movidos pela utilidade immediata da
cousa, e talvez mesmo pela novidade, darao fcil e
prompta exlracrao aos bilheles. /
PerailU-se-me qoe anda cite o cunselh iro Cai-
lilho : Nao disentimos, diz elle, se sao ny.raes, ou
immuraes, urna vez que as ha sempre, e visto que
nao s.i as tolerara, mas as prornovem e julgam.de
certo modo santificadas, quando as destinam a be-
neficiar casas pas, misericordias, e asylos : lenho
para mim qae nao sera' para cansurar o lerobrarmo-
lai em proveilo da insirucrao primaria : se o Ihea-
Iro :,s merece, como as deimereeoriara as escolas '.'
Alm de casas apropriadas, he preciso que as es-
colas tenham mobilia necesiaria e o eoovemeute
asseio.
Em gem eslo as escolas mal prvidas ; limita-se
a sua mobilia a uus bancos para os alumnos, e urna
mesa e cadeira para o meslre ; e bom he quando
se nao enconlra ludo isto em mo estado. Algoraas
para poderem trabalhar, a de Bom Jardim, por
templo, padiam bancos emprestados ao sachristau
da ii.?lriz.
Precederido as formalidades da iostraccao de 11
de oulubro de 1855, reqoisilei a V. Exe. e foram
fornecidos movis is escolas constaoles de relajan
sob 11.'. luirs requisijes se me lem feilo : al
guias acno-as exageradas, lenho-as Inundado re-
formar ; oulras podem ser adiadas, emqnanlo sao
satisfeitas as de mais urgencia ; e outraa vo ser le-
vadas ao conheeimento de V. Exe.
Alem de bancos, mesa,cabides e o mais que men-
cionara as citadas instrocfes, devem as escolas ter
um relogio, um qoadro com a imagero do Scnhor
para as oracoes da entrada e sabida dos alumnos,
doas cadeiras ao menos, cartss de abecedario e na-
meracao, e indispensavelmenle urna taboa ou pedra
geomtrica para os exereicios orthographicos e an
Ihraeticos. Duvido qae pnssnra todas estas cousas
comecar a ser fornecidas desde ja ; nao posso porem
deiiar de exigir a pedra geomtrica.
Parece-me que cae aqu lonvar aquellos profaa*
ores, que como o deOlinda Jo8o Antonio da Cosa]
Medeiros, e o do Pojo, Jos Felisberto da C.-uta-Ga-
ma, para lozimenlo de sua aula, leein a sorf-usla
comprado algons denles objectos, que na foram for-
necidos pelas cofres pblicos. j"
Se em geral as escolas sao pouco asseuda, alga-
mas ha qoe se recommeudam por soa lirapeza e
decencia. A de Pedras de Fogo, regida pelo padre
Antonio Generoso Bandeira esta' naaa caso. Eslava
aentlo preparada cora asido a do naVo profeasor de
Ignarassu' padre Manoel Iguacio Bezerrn do Ama-
ral. Deslas digo porque as vi : lere porem muita
alisfacao era mencionar em nutra occasiao as que
enconlrar no mesmo p, em as visitas4qoe lizer as do
sul e do eenlro da provincia.
Urna grande parle das escolas eslavam sem livro
de matricula, ou eom elle em pessimo estado, alguna
decisivamente velhoa e ale rotos e mu irregular-
menle escripturados. Professor eocontrei que disie-
nte nao ler llvro de matricula ha 16 unos. Tem
sido fornecidos noves livros, e acabo de organisar
um modelo pira a escriplorajau das matriculas.
-Mulla, aulas 11.111 linham livro para o ponto diario
des meninos; o que fazia com que ignnrando-se o
namero preciso das fallas de cada delles, em um
trimestre, por exemplo, nao se podeV* apreciar con-
venientemente o respeclivo gra'vj da adiamntenlo.
Teifho exigido que em lodas ellas haja esse livio, pa-
ra cuja fscripturarao bei dado explicac,6ei.
A uniformidade do ensino e hora rgimen de urna
escola s.) cousas irremissivelmenle indispensaveis na
inslrucjao primaria ; e se um em pouca aulas se
enconlra, he 1 oulra qoasi nenhuma na maior parte
deltas. Professores ha zelosos que faiem com rego-
lardnde aeui exereicios escolares ; grande parle
porem, seguido sem crittrio ama rotma anliquisiima
nenhum reiullad favoravel poderlo apresenlar. He
islo o que por mim mesmo Ienho verificado as vi-
sitas qne hei feilo. a diversas aulas. m algomai
havia lir.1.1 de leilora de manhaa e nao a larde, cu-
jo lempo era destinado aescripta econtas, e vice ver-
sa ; em oulras escrevia-se de manhaa e a larde, -
cindu rain poseo lempo para a leilura ; em ornas,
as I ires de duulrina e conlas eram dairias e ai vezes
de manhaa e 1 (arde, em oulras s em cerlo dias da
semana ou nicamente aos sahbados. He intuitiva
a dcsvaulagem qne distn resulla.
De mais, he da essencia do methodo simalunco,
com razao mandado adoptar pela noisa lei, ama
regular dislribiiicao doi alumnos pur classes ; e se a
aula he nm pouco numerosa, lorna-se essa classifi-
c-ieao de absoluta e imprelerivel necessidade.
Nal escoliada capital, com pequeas exrepjOes,
e na !- jadeira de Goianna encnnlrei a distribuijao
por elaiias, nao segundo ama norma oa pailr.lo para
lodas lies, mas conforme o discernimenlo e pericia
do professor. Em qaanlo nao argarfisava urna ta-
bella rnnlendo as bases para a classificsjo dos alum-
nos, c distribuyo do lempo para os uiveisos exer-
eicios escolares, fui por iii*trncjo<-H verbaes, nas vi-
sitas, tratando de uniformisiruin pouco o processo
das aulas.
Essa tabella ja en a ienho organindo ; e depois
que ouvir I leu respeilo o juizo dos professores 111-
1 Ulligentw pralicos, e for approvada por V. Exe.,
a farei distribuir e execoiar era todas as escolas, as-
sim como as respectivas inslrocc,sa
O art. 60 da lei diz qae todo o expediente denlro
das escolas sera' feilo a cusa dos cofres provineiaei,
que corrern tambem por conta dos mesmos cotres
as despezai com o fornecimtnto da livros e de outros
objectos necessarios ao ensino dos meninos pobres.
E o itrt. 36 das iotlrueQoes de 11 de oulubro manda
qoe o* delegados lilterarioi remellara ai 15 de de-
zembro nm orcamenlo organisado eom aa formali-
dades proscriptas no mesmo artigo, e segando a la-
bella dada. Enlretanto, nao obstante haver com an-
tecedencia expedido circulares exigindo esse orna-
mento, nao o Ienho recehido de todas as aulas, e 1
maior parte dos qoe recebi ehegaram larde, de rao-
do" qoe rae nao foipossivel proeeder a urna aprecia-
do conscienciosa confrontando-os' com mappas das
respectivas escolas ueste e era oalros aaoos anterio-
res ; e com as informaros on conhecimenlos qoe
tenbo; de maior oa medor grao de pobreza da po-
pulacho de eertii localidades. Alguna orcamsntos
sao exagerados, e nao conformes cora ai bases forne-
cidas.
Julgn de necessidade a realisacao dessa providen-
cia da lei. Sou o priraeira a recoohecer ai diilicul-
dades com qoe lula om professor, principalmente no
mato, qoando pede a seas discpulos compendios,ar-
dosias, ele. Muilos pais, por pobres, nao podem
salisfazar essas requisices ; e oolros, embora com
posses, veem-se em embarazos para a sna acquisicao
por falta de portadores, que venham fazer essa com-
pra a capital, d'onde as vezei voliam, (victimas de
soa ignorancia) eom oolros livros oo objeclos que
nao us que boscavara. Eslnrvns consegaiutamenle ao
bom andameoto das aulas.
Qoanlo ao fornecimento de livros, compendios, e
ardoiias, parece-me mais convenienle que era vez
de cada professor compra-Ios m pequea porjao, ir
dislriboindo-os, e de 3 em 3 raazes apresenlar a
conta clataificada, como diz o artigo 37 dai initruc-
tes, para ser-lhe paga, compre ala directora por
atacado ama grande porrao de taes objectos, qae
sahirao moitomais em cauta, para oa ir forneceudo
as escola*, por intermedio Jos delegados, a vista das
reqoisicdes dos professores.
A' ninguem he desconhecido qoe os meninos cos-
turaara gastar maito papel com ai suas primeiras
escripias al que aprendam a formular os caracte-
res do alphabelo maiasculo e minsculo : por isso
Um algons professores adoptado nesia e em ootras
provincial o terem em ardosias 01 primeiro exerei-
cios de escripia. Se ha economa por ora lado, lia
por outro, qaanlo a mim, o iaconven-ent* de se a-
costuraarem escrever com os dedos daros, e nio
pesada, pela falta de fiexibilidade do crean. Os
msculos digitaes devem|ir logo contrahindo a agili-
d.le que ae precisa para a escripia, o que s se
consegue com o uso da penna, principiando pelas li-
nhas recias e curvas, para ir logo habilaando-se *
fazer os tinos e talhados rjas Ultras. .Ministran lu-
se-rae ama amostra de papel vidro, d qae alem de
transparente, e poder canseguinlemenle ser applica-
do sobre o traslado, pira os principiantes, lem apro-
priedade de se poderem fcilmente apagar as Ultras
nelle escripias com lints, pareceu-me que mais ba-
rato que a ardosia e cora taes vanlagens, devera ser
comprada urna grande porrao para diilrbuir-se com
01 alumnos pobres principiantes: entretanto fiz urna
pequea encvmmenda para ensato nas escolas da
capital.
fira'os de en-inn nas escolas.
A lei regulamentar no arl. 48 dividi 1 instrucran
primaria era I" 2- grn'oa, designando as materias
qne conslituem um e nutro.
Ainda au funeconam as escolas do 2* gra'o. Nem
irva islo de admiraran, por qnanto na corte, mi le
regulamenlo foi expedido em 17 de feveriero de
dos" 1854, tambem ainda nao funccionaVn pelas judi-
cniaas razoes apresenladas pelo Exm. cooselheiro
nupector geral dos estados. M
lV.deliberar.i.) do conselho director em sessaode
18 de nuiilirn de 1855, assenlou-se que deviam 1er
do 2 gra'o unicamante ai cadeiras du eexo masculi-
no desla capital, e de Olinda. Eutendo porem que
tambera devem gozar do beneficio de urna instruc-
c3o mais desenvolvida as oulras cidades da provin-
cia, algomai das qoaes, a ceitos respeilo', nao sao
inferiores a amiga inelrnpole. O que porem previ-
amente is Ihes podera" exigir, afilo de que nao
haja despeza em proveilo, ha qoe para em qualquer
dellas poder eslabecer-se urna escola secundaria, a-
presenle-se a directora orna reajdo nominal de 30
alomaos pelo menos em estado de passarara a esto-
dar s respectivas materias.
Em seasao de 30 de Janeiro deliberou o eonselho
director se propuzesse a V. Exe. que nas escolas
qoe se eslabeleeerem do 2. grao, nao se ensinem as
materias do 1. ; que as escolas sejam separada! e
dislinclaa ; e que i ae adundara nas do 2. os me-
ninos dados por promptos naa do 1."
Isto me parece razuavel, e mesmo neeessaiio. Co-
mo em urna a escola, e com um s prolessor se po-
dera dar inslriicja 1 moral e religiosa, ensillar a ler,
escrever, noces de grammalica, principies de ari-
Ihmeliea, s qualro operajea fandamenlaes, suas
applicacoes praticaf, osystema de pesos e medidas
da provincia, a leilura dos evangelios e noticia da
historia sagrada, os elementos da historia e gengra-
phia, os principios das ciencias physicas, a geome-
tra elementar, a agrimensura, c desenlio linear,
noces de. msica, exercieio d canto, gymnaslica e
sysiema de pesos e medidas do imperio e das ua-
ces de maior trato commercial !
Ho diflicil achar-se um horaem sabendo lanas
coosas perfeitameiite de modo podar ensina-las
(*) nem pur rsais perfeila que seja a distribuirn
das horas das respectivas lij&cs, podera deixar de
ser estoi vado o ensino propriaruenle primario. O re-
sultado ser Picaren) os alumnos com ama superfi-
cial e teouissima nojao de ludu, sem oada saberem
slidamente. Tenham menos cousia a aprender,
mas fiqoem sabendo o que se Ihes eusinar. Conhe-
cirqentos vagos e superficiaes em materias d'inslruc-
J3q, elementar he om mal. Nas escolas primarias
UMsm-se os fundamentos dos conhecimenlos liu-
afpnoi: cumpre que sejam solidos seus alicerces,
oearmente no que diz respeilo aos principios de mo-
ralidade e da uossa santa religiao. A instrucran
moral e religiosa deve ser a base indestructivel so-
bre que se levanta lodo o edificio da educacao de
om povo. Nao simpleamenle a instruccao, mas a
verdadeira educacao de um povo, ha o qu princi-
palmente se deve Ur era visla. Dizia Leibnitz que
reformar-se-bia o genero humano se se reformas-
e-a educaran da mneidade. Para ilo nao bastara
simples recitajao de orare<, e meras ljOes de ca-
iberismo, lie preciso que o professor nao esteja so-
brecarregado do ensino de tantas malerias,' lenba
lempo para explicaciies, fazendo amar o dever, para
qae o seu comprmanlo seja suave ; o que s con-
seguir, aa, alm de comprehender e ensinar, tam-
bem sentir e praiicar o que enslna, reunin lo ao pre-
ceilo o exemplo.
Memoran de cadeiras.
Extenso, como lie, o bairro da Boa- Visla, e com
grande popularao disseminada pela Soledade, Man
gainho, Capunga, parle da Passagem, etc., precia
de mais urna escola pelo menos para cada um dos
sexos. Em quinto, porm, nao sao creadas, pare-
ce-me que nao devem continuar iao prximas uina
da oulra as duas cadeiras do HU masculino, ums
na ra da Gloria, oulra na do Tambi. Tanho pro-
cedido a devidas iuformaces acerca da convenien-
cia da localidade para onde, embora ja fora da ci-
dade, deva ser transferida a segunda cadeira. Na
primeira minian do conselho director tratarei disto.
Quando visitei a escola tle Punta de Pedras, 110-
lei haver mui pequea frequencia : |informou-rae o
professor ser isto devidu a' |,mus.,1o dos pas dos a-
lumnos, qoe sendo pela maior parle pescadores,
eoslumam leva-Ios eomsigo, quando sahem ao mar.
Dizendo-me o delegado Literario ler sida uatr'ora
mui frequentnda a cadeira que houve na povoicao
de Tijocupapo, encarreoei-u de dar-me ama re-
lacao nominal dos meninos, que, se para all fosse
removida a de Pona de Pedras, poderiam frequen-
la-la. Mas, nao he isto bailante : precisa proce-
der .1 mais informajei.
Tambem se me inculca n conveniencia ta trans-
ferencia da cadeira de Natarelh do Cabo para a
Ponte dos Carvalhos, povoado que va i augmentan-
do. Hei de ir por mim mesmo examinar essa loca-
lidade.
Ct\legio dos orphaas c rasa das e.ipostos.
Tratan.lo das escolas publicas, caberla aqu algu-
ma musa dizer mais delalhadamenle sobre o rolle-
gio das orphaas, cuja aula est mil montada e func-
ciona mm irregularmente. Como, po>m, Irala-se
da reforma desle eslabelecimenlo, refiru-rae s re-
flexes que a tal respeilo apreseotou a V. Exe. a
commirso por V. Exe. oomeada, e da qual uve a
honra de fzer parle.
I'roftssores.
Movimenlo do pessoal.
Os mappas ns. 8 e 9 demnnslram quaes os profes-
sores e professoras publicas. edr4aran as localida-
des em que dan aula, a que grao pertcncero, (guan-
do loram nomeados, quando entraran! em cxctcicio,
(') O professor deve saber mais do que ensina ;
pois como diz Maller : on oseigne tres mal, qoand
on ne sal qu lout jaste c qa'on doit aseigner.
qoe I icen jHs lem lido, quaes ui removidos, d'unde e
para onde, e mais observares.
Dorante o anno falleceram 7 profesioreso de
Iguarassu', o de Barreiros, de Croaogy, de I'a-
nellas, Garanhuns, e Bom Jardim, e a professora
do cralo de Olioda.
Foi jubilado ora a professor de Sania Mara da
Boa-Vista padre Juao Jos de Araujo, era 9 de se-
tembro (7).
Foram removidos tres : o de Tacaral para Be-
benbe, Miguel Archanjo Pimenlel era 10 de Janei-
ro ; oda Goianna para a segunda cadeira do bairro
da Boa-Visla, Geraioianno Joaqaim de Miranda,
em 22 do mesmu raez ; e de Bonito para a Victoria
a professor* Goilherraioa Bazilissa Barradas Ucha
em 5 de abril.
Permutaran] snas cadeiras 4 : o professor do Po-
to, Jos Antonio Goncalves de Mello com u de Bom
Jardim, Jos f elisberto da Costa Gama em 14 de
junho ; o do Altinho, Padre Francisco Seabra de
Andrade com o de Bezerros, Manoel Joaquim de 0-
liveira Maciel (8) em 7 de jooho.
Obliveram gratificarse* nos termos do art. 28 da
lei, por terem mais de 12 annos de exercieio, um
professor duas professoras, como consta do map-
pa n. 10.
Habililaces.
Convidados por edilal de 28 de maio do anno pas-
sado para virem habilitar-se nos termos du arl. 26
da lei, apresenlaram-se nove professores, dos quaes
s tres foram julgadus habilitados : o do Peres, o
de Pesqaeirae a professora de Iguarassu'.
Mu judiciosamenle procedeu a lei determinando
que dos actuae* professores os que qaizerem perce-
ber as novas vanlagens, qoe ella proporciona, pas
sem tambem por nova prova de habilitaran. Alem
do incentivo para mais esludo e applicacao da parle
nelleque loriara de fazer (se he adqoada a ex
pressao) urna recordarlo geral do'qoe haviara apren-
dido, e de qae muilos por propria negligencia, oo
por Oatras circomstanciis, naturalmente se teriam
esquecido, apezar da pralica diaria '. accresce que
achaudo-se mais desenvolvido o ensino primario
corapreheodendo novas materias, devem mostrar-
se sabedores dellas ; e seria mesmo pouco equitati-
vo, que Ocaisem nsifraindo as mesmas regalas,
que os novos professores, qoe passam por um con-
curso mais rigoroso.
Com qoanlo reeonhera, qoe om pouco repugnante
sera' a quem por algons annos tem oceupado a ca-
deira de meslre vir senlar-se no baoeo de examinan-
do, quizera qae a lei tivesse para aquellas qae a isso
se recusassem oolra sanrja> que nao a simples :on-
tinoacao do actual ordenado sem as novas vanlagens.
Keconhejo igualmente, que he mui diminuid e in-
significante o ordenado marcado pelo regulamenlo
de 12 de maio de 1851 ; porm muilos o perce-
bem mdevi,lamente. Se as forjis dos cofres provin-
ciaes fossem oulras, nao leria duvida em proper a ju-
bil.irlo ne nm poucos, afira de serem seus lagares
soppridos por novos professores, de melhores hanili-
lajes.
M.is, agora qoe tiremos nos ? Coagi-los ao exame.
Sesabem, nao devem ler receio,ser3ojalgados promp-
tos : se nao sabem, esfor;ar-se-bao por aprender
e oo saiam approvados oo nao, sern assim mais
condecidos, e sempre ficarao com mais algamas no-
ces.
Como porm deverao ser eoagidos'.' Querendo in-
dicar alguma providencia a este respeilo, deliberou
n conselho que esta directora represmosse a V.
Exe. sobre a conveniencia de ama disposicfio legis-
lativa que autorise a despedir do magisterio com mu-
lada do ordenado aqoelles professores que dentro do
loogo prazo de 18 mazos nao compareceris para ha-
bililar-se, ou comparecendo, nao forera ialgados ha-
bilitados.
A priraeira vista parece demasiado forte a medida :
mas essa irapressao de rigoridade desapparecera' se
relleclir-se que se dentro db largo espaco de anuo
meio nao quizer habililar-ae, ou nao moslrar-ae ha-
bilita 10 um professor nas materias qae quolidiaua-
menle lecciona, e Das poucas, que accresceram, oo
he culposamente omisso e refractario, uu decidida-
mente estpido e incapaz de melhura ; e quer n'ura
qaer noutrucaso, he evidentemente prejudicial a soa
conservarlo na cadeira.
Dando V.-Exc. a estas refiexSes o peso qae mere-
cerern, propora' o que julgar razuavel : enmprindu-
me declarar, que u que Ienho dito he em referencia
a professores do primeiro grao ; pois quanto os do
segundo julgo-os At cerlo pnolo jaitificadoi cora o
grande numero de materias qoe aceresceram e eom
.1 falla, qae allegara, dos compendios respectivos,
falla que espero nao leve muito tempn a ser reme
diada com a ira .lucran de laes compendios que man
dei buscar a Europa.
Talvez concurra lambem para isso o ineenlivo mui
poaeo forte da dilerenja entre n ordenado do pri-
meiro e do segando grao ; cera mil reis nao he quan-
tia qoe compense n estudo de tantas disciplinas ac-
erescidas! Si nao ae sepnrarem as cadeiras, como
proponho, o ordenado deve ser nunca menor de.....
1 rOMfOOO.
Por amor a usura, e em honra da classe dos pro-
fessores qoe muilo prezo, e desejo ver revestida de
loda a consideraran, o que ha pouco disse de muilos,
nao he comprehensivo de lodos. Temos felizmente
professores habilidosos e instruidos, dedicados ao seu
mprego, compridores de seas deveres.Eolre os
novnrnenle prvidos, deslingo moros, em qaem depo-
sito molla confianja.
Mais vanlagens aos professores.
Assim como parece-me que tendo se promulgado
nova lei reformando a instruccao publica, nao se
deve deixar escapar occasiae de desviar do professo-
rado os qoe de mestres s lera o Ululo,sem o que
naufragaran as melliores disposicoes reformadotas,
timbera enlendo que loda a animaran he pouca. to-
do, o favor nao be bstanle a om homem que dedi-
cndole a urna profissao miliudrusa, v censumirem
le seus dias suh o peso de assoloa e mortificante I
da, de arduas e penosas obrgares para cojo desem-
penho iio se puupa a mil e-forros. A eateihon-
ras, vanlagens e garantas.
Assim pois, teria para eslimar que se coneedesse o
Ululo do membro honorario du conselho director a
3 ou 4 professores publicus ou particulares, que nes-
les 5 annos mais se distingaissem por sua moralida
de iustrocco, grande numero de alumnos com reco-
nhecidu aproveilamenlo.
E que se concedesse aos professores a gralilicajao
de cinco mil res por cada menino, que dessera por
Pjompto ; devendo porem o exame para esse fim ser
presenciado nas escolas du capital pelo director geral
e nas aulas do fura por lodos oo pela maioria doi
membros do conselho de dislrietos. Essas remane-
rajes mi parecem ,nui convenientes: alera de se-
ren mais algum.is parcellas para o nao pingue orde
nado dos professores, fariim com qoe estes mais se
esraerasaem era adiantar os seos alumnos. Lei ja
houve que as conceda : facis abasos foram lalvez
a cansa da sappressao. Com u system de iuspec-
c.ii, boje mais desenvolvidu, e pela maneira que in-
dico deve ser leito o exame, mui difileilmente se da-
rao.
U arl. 26 do regulamenlo geral de 17 de fevereiro
de 1851, faculta aos profesores a entrada para o
Monte-Pin. A exemplo dessa disposirao, e do que
estatuto o arl. 39 dajet Franceza de 15 de marjo le
1850, devereui.is ler nesta provincia una caixade e-
conomias e de previdencia para a qual, afira de ga-
ralir seu futuro e de suas familias, fossem os profes-
sores, principalmente us casados, obrigados a en-
trar mensalmenle cun urna pequea quola de seo
ordenado.
A lei he verdade, garante a jubilaco eom o ord-
nalo proporcional ao lempo de servijo au professor
que ficar impossibililado de continuar 00 magisterio,
mas depois de 10 annos de exercieio aos uovamente
prvidos, oo que se habilitaren!, e depois de (reze
aos que n,1o esliverem nestas c.rcomslanciav ; quan-
lus pumm dentro desse prazo, poderao adoecer e de
mol, sha incuravel que us prive de qualquer ucea pa-
ja o '.' E mesmo no primeiro caso, quando morrerem,
o que terao seus lilhos e viuvas '.' Siga-se pois o
exemplo da Allemanha, franja, e oulros piizes.
Professores adjunclos.
Aherlo por mea antecessor noi termos do artigo
36 da lei regular mentar o eoncnrso para professores
adjunctos, apenas appareeeu um alumno da escola
de Sanio Amaro de JaboalAo de nome Franciseo Sil
verio de Fara Jnior, que leudo passadu pur ca-
me, foi por V. Exe. nomeado professor adjnncto
em julho do anno passado, c continua na referida es
cola. Praza a Dos que, venha a ser algnm dia bom
professor.
Annunciailo novo concurso o anno passado, nen-
hum appareeeu. Depois que dirigi circulare!, apre-
si'iiini -se-ni" um alumno da escola do Peres ; mas
aioda nao passou per exame.
O que aqoi se tem dado, den-se lambem na corle,
e a razao he obvia : os aclnaes alomnos nao eslavam
preparados para isso, nem tiob.im incentivo algara.
(7) Esla anno ja foi jubilado umu de Bafea-
Verde, Antonio Jos de Sour.a.
(8) Tambera permutaran! esle anuo o do collegio
dos orphaos a o de S. Lourenco.
('; E ama prova disso he terem alguns pedido li-
eeuca, sob o fundamento de vireca preparar-se
na capital, para o exime de lubililacao.
Vejamos se agora vao se predispondo d outro modo.
O qae he exacto he que filhos de escolas, qoe pela
maior parte preeisam ser reformadas, amamenUdos,
permilla-se-me a expresiao, com o lei le da actaali-
dide, extraordinario sera' se a todo o tempo nao se
retentirem da primitiva alimenlajao.
Em quanto, porm, nio ha urna escola normal.
Dio nos descuidemos deise meio de preparado dos
novos professores.
Passarara a' professores adjunctos, na forma da lei,
o substituto a substitua, que aqoi havia.
Desejando ver aproveiladas as habilitaciies, qoe no
concurso para a cadeira de Onda apresentoo a op-
posilora Francisca das Chagai Bibeiro de Oliveira,-
que embora apprgvada plenamente, nao obleve a
preferencia ; e reeonhecendo qae a escola di Boa-
Visla preciiava da ama adjuncla, a propoz, depois
de nuvido o conselho director, e V. Exe. a nomeou
para o dito lugar.
Foram lambem proooslos e nomeados professores
adjonclos, Jernimo Theolonio di Silva Loureiro e
Manoel Rodrigues Machado Lima, qae tambem ha-
via m sido approvados em concurso para professores
calhedraticos, e nao prvidos por falla de cadeiras.
ALUMNOS.
Frequencia.
Freqntnlaram o anno passado ai escolas publicas
de instrucran primaria 4739 alomnos, sendo 2862
do sexo masculino e 877 do feminino, (mappas ni. 11
e 12).
Se divdirmos o numero dos alumnos pelo das es-
colas existentes (84, excluindo a de Cabrob, qoe
nao funecionou todo o anno) veremos que locaran) 44
meninos cada escola. Do que se pode concluir
que as escolas publicas primarias, nao s3o freqoeo-
ladas por aquelle numero de alumnos,porque podiam
e deviam se-lo. Tolavia nao he desanimador esse re-
saltado.
Diversas causas concorrem para a ponca frequen-
cia. Os mestres nao impiram as vezes muita confian-
ja : ,,s vezes tambera, victimas de intrigas locaes,
qoasi sempre polticas", veem arredarem-ie-lhes os
discipolos.
Tambem voga ainda entra Ignmas familias jnizo
pouco favoravel as aulas publicas, por admitlirem
meninos de Indis ai classes e tem a menor edu-
cacao.
Oolra causa he achar-ie a populajao mni dessemi-
nada por pontos disUnles do local das escolas, onde
n.lo tendo us pais pessoas que sosUnlera seus filhos
sem pagamento, nao os matriculara : o que soccede-
ria muito menos se a aula fosse urna s vez ao dia
das 9 horas da manhaa as 2 da tarde : porque os me-
ninos qoe eslivessem em taes circunstancias pode-
riam ir a' escola ja' almocados'e voltar a tempo de
j.miar em casa ; acerescendo que ncar-lhea-hiim li-
vres ai Urdes para algons servicos domsticos, que
sobre elles recahera, como nao ignora quem pelo
mato lem andado.
O anno passado, porm, a primeira cansa foi sem
duvida a terrivel epidemia que Unta devastado cau-
sn ; e orna prova disto he qoe no primeiro semes-
tre, qoadra da cilamidade, a frequencia foi de 2061
aluciaos ;meninos 1542meninas 519. O Urceiro
trimestre foi o de maior matricula : no ultimo, qoem
ja' nao tem seo filho na escola, deixa para manda-lo
no anno segoinle.
Este anno que, gracas a' Providencia Divina, nao
coinerou sol a pressao de tao terrivel fiagello, he na-
tural que mais avalle o namero da matricula. E
lano mais espero islo, quanto dirig urna circular
aos reverendos vigarios invocando a soa aalordade
paitara I, influencia pessoal e telo de membros natos
dos eonselhos de districcos, para qoe r* pais nao dei-
xem de mandar seas filhos aproveilar-se dos bene-
ficios que a lei lao liberalmenle Ihes eoneede. Pre-
fer prmeiramenle esse meio suasorio ao emprego da
medida aulorisada pelo art. 64 da leidi coaccSo
por meio da polica, sob pena de malta; da qoal
lancarei mise uo for proficuo aquelle meio. He
providencia qoe tem dado bons resallados ero diver-
sos piizes (*): talvez seja ama das causas a' qae a
Allemanha mais deva o estar lo geueralisada a ins-
Iriicrao elementar.
Em minhas visitas i escolas tenho observado que
ordinariamente a frequencia diaria doa lomos he
de 1 pt menos dos matriculados ; nas aulas do mato
he as vezes maior o numero de faltas.
Sendo a maior parte dos meninos, qne as frequen-
uro, filhos de pessoas pobres, s3o elles mesmo* qoe,
muitas vezes, na falta de escravos 00 criados, vao
comprar as provisoes do dia oo tratar de oalros ar-
ranjos domeslicoi; e excedendo da hora d'aola (o
qoe as vezes procorara de proposito qae succeda,)
ja' faliam naquelle dia. Eis urna das razoes, porque
enlendo que os exereicios escolares, salvo naquellas
aulas em que convier nma s vez ao dia, deverao aer
das 9 horas no meio dia, em vez das 8 as 11, princi-
palmente na estacan do invern.
Se islo se da.' nas cidades, maito mais no mato,
onde eoslomam os meninos aeorapaohar o. ajndar
os pais no servijo da lavoora, trato de animaes,
etc., ele.
Eximes.
Nao pude saber qoal foi o verdadeiro namero dos
alumnos qae se examinaran): muilos que eslavam
no caso de fazer exame, nao o fizeram ; oolros po-
rm qae nao o eslavam, foram examinados.
Ja' tenho feilo ver e recommendado qae os exa-
mes de qoe se trata sao o de aluminio, que o meslre
considere promptos nai materias que ensina. Do
contrario resallara' paasar um menino por tantos
ex.imes qoaotos 01 annos que levoa de escola ; e Ur
o professor, quando quizer reqoerer grati"ficaj3o oa
oulrat vanlagens, de allegar crescido numero de exa-
raes em sna aula, como se foram outros tantos alum-
nos dados por promplos.
Vio posso, pois, a falla de urna base tegora, con-
frontar o namero dos examinado!, cora o dos matri-
culados, e dednzir legilimaraenle as concluies qoe
eonvioha tirar.
Premios.
Sempre forara sao considerados os premios como
om poderosissimo estimulo para a applicacao e bom
comportamenln dos alumnos: excitando ama nobre
emularan exercem saluUr influencia sobre o seu es-
pirito e Coracao, e servem de grata compensajao as
fadigas do astado.
Disto convencido, preteodi o anno passado fazer,
depois do encerramenlo das aulas e com solemoida-
de devida, urna distnboijo d premios au alumnos
mais distioctos das escolas publicas da capital. Mas
alm de nao haver quantia decretada para isso, nao
pude predispor as cousa em ordem a haver uina jus-
ta apreciaran do mrito, para qoe fosse devidameote
premiado. Beeeiei. psji, qae a profieaidade da me-
dida nao viesse a ser destruida oa eafraquecida pela
precipilacao do acto.
Aguirdei-me pan esle anno.
E comq desejo lomar islo extensivo s escolas da
fra, incluo no orjamento junio nma verba para ser
etnpregada em livros, ou objeclos proprios para pre-
mios.
iNSTaucg.Vo publica secundabia.
A inslrucjao publica secundaria era dada no anli-
go Lyceu (**) e era algumas cadeiras avulsas de la-
tn), em diversas cidades e vilas da provincia.
Convertido o Lyceu em Intrnalo com a deuorai-
n ij.i'i de (iymnasio Provincial de Peruarabuco, lera
apezar de diiliculdades com qae ha lutado, sabido
grangear muito bom crdito era conseqnencia da re-
gularidade qae nelle se nota, da disciplina qoe all
reina, das materias que se ensioam, da educacao qae
all se proporciona, e mais qae lado pela bem mere-
cida repula.;;!.) de seu regedor, que activo e desve-
lado, procura elevar o eslabelecimenlo ao grao de
prusperidade de que he credor.
He pos com satisfarn qoe aqoi consigno a cres-
cente prosperidado do Gymnasio : ella justifica s
esper ni jas concebidas, e legitima quaesqaer e-for jos
qae se lenham despendido em pro d lao benfica e
uecessaria instituj.io.
O que agura mais sinto he nao ter o edificio em
que se acha, a capacidade e acommodacea sofllci-
entes, para poder satisfazer aos pedidos e instancias
de lanas familias desla e de oulras provincias, qae
desejam e forcejara por seretn seus filhos educados
nelle.
Um intrnalo era de facto orna necessidade entre
nos. A primeira edur.ij.lo da lenra infancia dove
pcrlenrcr familia. Mas depois, s na educarn em
cuminum, sob a vigilancia, dictaraes, cuidados, e
cxemplos de um educador esmerado, he que puder
esle por meio de urna observaran inlelligenlc desco-
brir os symplomas, as tendencias, Mhabito*, que re-
vi-I .m .1 ndole do menino, cujo carcter se procara
formar.
Era, pois, ama necessidade, repn,mas ainda nao
e-l 1 ella de todo salisfeita :flica-lo-ha quando pele
menos houver em cada cidade da provincia um bom
collegio de e lurajao.
Nao sei a razao porque nao lenlam algoraas pes-
soas estnbele/M-r collegios particulares em algoraas
desais cidades, meomo em pequea aeaU. Sa I
bem regido*, e tivessem ever disciplina,
nheclda moralidade, nao haver 1
cahissem : necessariamenle lirarUaa il
Ciiba a V. Exe. a gloria da atufa
idade maia completamente aqoi, piifialMail
de modo que com a roiior b'evidadese coasclari 1
(icio comeeado pira o l.ymnisio, a qa
elle nao ficar ultimado, se proceda ca
pequea obra, qne indica p regedor eaa 1
qae tenho a honra de eom este fazer 1
5 de V. Exe.
Por ella ver V. Exe. qae exiliada na 1
manto smente 9 alomos loteraoa a
nao piando, foi al dezembro clavad* a
ro I 33 ; qoe tamiiem hoave 5 |
externos ; ao todo 93 ; que delles fia
internos ; 2 meio-peosiooisUs 1 xlarao,
consta do mippi o. 18.
O mesmo relatorio da' a razia da
lao poucos eiames : o interno* enoci larda ;
os e ler nos preferirn! fazer exime na CaslagU das
Arlas, onda sao validol para o ingresa*
luperiores.
Sa o governo geral detaja qaa praguata Gv
sio, xtenda-lh* ama nica vea aM
ra ; iolervenha pira qoe sejam vilidw,
Ficoldadea Academia* do imperio -h m
do* peranle a F.iculdade de direito d Rdfe *
eximes qae nelle e fuerera, e para ) p*>***B
obter oro* carta de bichare! aa ledras w fax pr-
correrem o seu estadio luterano.
O pessoal do* professores a ampregado* da Gyaa-
nasio esla' demonstrado no miope o. 14.
Na citado relatorio encontrara' V. Exe. la
esclarecimeotos quanto aa material a eaoral at
belecimenlo. economa, disciplinas, ate.
nho-me de aqui reproduzir a que oelU 1
O regedor noU alguns dtalo* no iaJHat te
terno. Enlendo qoe nao a deva ja' retacar *
obra aioda tao nova: a prattea ira' raaaifi
Ulvez oulns imperfeijes ; e aquelle diga* fia
nano eom a illustrajao e experiencia qae tea,
r*'presentar dipois nm trabalh* qae mata, a
qoe maia convenln aa Gymoasio.
Nao lindare esle artigo sem declarar, qa rata
haver urna cadeira de allemao, rae paraca oa (
conveniencia a creajlo de ama de ilalwaa.
Se a Allemanha tea adquirido lie Ual 1
bridada pela vitalidad* a pajisea
cia, pel profndela a originilidade da aea (
n.lo nos deverao* esquect- da qoe a IUim
patria das bella* arte*potsue nota rtaja
ratara, e Um ama lingoa irrua lio
que nao deveremos prescindir do 1
Consulte-se o costo qo* aqui aa ai dwvlv
pelo esludo das liuguis, e eonhee*r-e-ka a I
sa cadeira : raaita gente desoja prender I
mu nao ha professores, nao a 1
la lingoa.
AULAS AVULSAS.
Existem valia* 6 cadaira* tt lata h
por 35 alumno, orno cumia do mappa a. 15.
Achando-se vaga a' da Iguirats',
para alia removido o profeaaar da de s'. Fre
lionralves, qoe eslava em lama* aatnaa.
suppnmida naffirna doarl. 79 da lei. Toda* w aa
estao prvidas.
Com franqneza devo dizer a V. Etc., qu ala tm-
xergo eloalmeole raaita utilidade ana lata aajaM,
assim dispersas pela provincia. Sea eactaatar a ta-
porlaneia do astado de litiro, coja* viatagea* aira a
verdadeiro conheeimento da noa linca*,
todi a lilleralara, aria erro indescalpavel par
duvida. quinto mais negar, calendo ladavia 1
muilo mais proveilu cnlheriam a* ItKallidadaa
que ellas ae achara, sa era seu lagar s iswtiUaai
cadeiras do 2* grao primario, ao da
ras de imlrucclo leeandari*. de mais
utilidade.
Hoja aprende/lalira qoem lasa da earaar 1
superiores ; aqoelles que naaaa* loealidadea IIm
posses para proseguir em lata esludo*, qa* da na-
cesaidade terao de vir para a capital, pidarja vir
maicedo fim de esludirem loga a lata. Mm Mac-
las familias por Me* lugares, sean poderem auadar
seas filhos para aulas auperiores, eliri all en-
contrar escolas cm que elle* recebesma aa toa-
Ir uejao miis desenvolvida qoe -lameaUr, aa ha-
bililassero para diversa* proiisaoe* coraa.nar exaaaia,
para eaixeiros enrnmrrciaes, admiaittrad*sr* ala la-
zendas ruraes,aa oatras oceupares, ate.
Quanios rapizes nena* cidades sahiada da maia
primaria vivem por algam lampa em eamplela patr-
oiciou oeciosidide, porque nem lem haveve* pata
eslodarem humanidades, nem idada a luHliUr,i
para se darem a certai occupicfte Pad* Mea lem-
po ser muito melhor aproveitad*. E em lazar las
poocos que vio para latim, apparecari* matlaa fas
quairam freqaentar una ala da 2- grao, iiamdi
e distinta das do I-.
Ero verdade. aa moco que liver 1
mais desenvolvido da anlhmelica em I
cues pralica, quer em qnebridos a dcciaae*.
em complexo* propereda* ,- qae pamair aaatr
tos de historia a geographia, e 01 principia da I
cias physicas ; que souber a geoaelru ala
agrimensura, dezenho linear, msica cVc. 1
para occnpir-ie em muita raaaa da qa |
ahulada e honesta subiislenna.
De miis, o diminuto numero de llaman faja fra-
quenlaram o anno panado ai las de latim, faam
denota o pouco apreso em qa* ellas sao lidas, aa
grande parle devldo, he verdade, a* preder dni-
dioso dos professores, coja reabililioi* rpala diUt-
culloii. Um delles, por ojo ter lido alma* ilgaa,
esleve algn* mezes sem o vista da
para a cobranca de seu ordenado.
I Conii"nr-e *a.)
IITERIOR.
() Na Austria o ensino he tao obrigatorio, que
rh--.t a haver a imposicilo de ama malta aquelle
meslre de ullicio que recabe um operario, que nao
sabe ler, nem escrever.
(**) O Lyceu foi creado em o 1.- de setaabro de
1825 pelo fallecido senador por Pernambuco, Jos
Carlos Marinck da Silva Ferro, eolio presdeme
desla provincia. Conlinha as aulas de latim, philoso-
phia, rhetorica, geographia geonutrli.
qaepar
S. PEDRO DO SUL.
Cidade do Rio Grande, 14 de mareo de 1)157.
Como sabe, por nossos iucommodos da
xamos por algara lempo de noliciar-lhe <
aqui se tena passado ; agora poram, qaa
quasi restablecidos, vimos, como prometa*).
linoar 1 Urefi de escrever-lhe por lodo* aa
les, embora pouco oa nada potsa occorrer qaa 1
reja a peni de relatar a qaem filia lampe
pin curar de Unios e Uo raemenloso* m
entretanto restringir-oo*-hm* ao qaa paaa aar 1
algum inleresae, sem preleriraai daquelle*.
Ja deve saber que a prodenu a pacifica imlati
Ira jao do estimivel conaelheiro Sr. Jeroaimo Fraa-
eisco Coelho nio agradoo o redactar do Ka* tiria-
dense.ii que nos ltimos momenlos, qeande ja da
todos era sabida a sua retirada, proioapea iam
rando as aecusajoes qae lomara o aacarg do rraaa-
crever para ser melhor apreciada ana adiaiaMra-
cao, qae se no corlo espejo da aa da rara* ai* fu
minios ou grandes beneficios provincia* tiiaUna
nio vejo males qoe prodozisie oa qa vMkam a *>
judiea-la.
As miii grivt-i ccosajfics, segunda a raacia ra-
daclor is enumera, cifram-se an segaiote* :
> 1.a S. Exe. consom ai rendas da pioiafcil *
cora a parla do noria della, em qaanlo qaa. a sal,
qne d maior reodimento para o* cofres paMieaa,
tica sem o menor recurso.
2. S. Exe. dina no aa relilorio qaa ara 1
coidir nas obris mais argenta, e anreaiaU
laes o aforraoseamcnlo da praja de palacio, a ata
da vanea de- liravalahy, e um eraprestimo para aea-
bamento do theatro da capital.
a 3.a S. Exe, em vz de emprear os dsaketrt*
da provincia, e olieilar mesmo alguma preUerie
do goveroo geral para raaitas obra*, como Mjam es-
tradas capotes, fonles publicas, casa* para al I
lices provinciaes, pin pagar-** beta s
re cujas cadeiras nio lem oppositares, par
mesquinhos os vencimeatos, para reedifieaeia da
igrejis, conslrucjes de puna em teda* aa ra* a
arrotos, vai emprehender nma estrada para Saata
Calharina, a nella empregir fondos geries a pravia-
ciaa, gastar lempo, occopar engenherro*. te., ato
Sao elas ai maia gravas accoiacda da Ri* Graa-
deose.a Os mais papis qjie se publteim aa pra-
vinna puzerana-se em columna carrada aa iafaii
da adminislracio do nobre conselheira ; a aa var-
dade fcil tem sido pnlverisar 01 rgaaaaU-. da ne-
bro redactor.
Turnados assim os fados solado*, lazando Jtatrac-
jAo de lodos 01 mais qaa stiperibandam ao ralatarisi
de S. Exe, nem asssm pode-se iofertr qaa* ana ad-
tninistrajio fosse t.io parcial imprevirienU qae d
se occapasse dos melhoramaalos rcla*iad par
urna importante parle da provincia, ca atOaaraz* a
menoscabo das neeessidada e melhor*
riaes de todas ai oolra* loca
vincia. Faliam bem lio is 1
gomia oulras ; as pona, oarvalaSaiTV^aiaacaajv
is muitas ootras obrn a qoe S. Exe. prest** a Vi-
vida attenjno.
Primeiro que si lembraise o Sr. ronielheiro Cnclb*
de promover os melliorameolo* potsiveis aa attiada
qoe de ha maito existe otra ai dais prsviaci**, ac-
cupou-s* em fazer explorar o ciail da litaaij*
nhi, qae muilo facilita a navegacie alia aeU ai-
dada t a eapiUI, vitanda o groada Motil ala Pr-
1 oivarao do Vacaeaay
MUTILADO


leiriuha Canganu. Primeiro mandn construir o
tiiipilal mihlar judio ao quarlel das Triucbairat, o
patol da plvora oa ilha do Consalo ; e se nao tez
ledoqaartoeraoexaiiarioatodasasmunicipalidadei,
oa. alguma coma qoe lodos livestem de agradecer-
Ine, fez todo o. bem que poda. Conservou a pai,
nao eicitoo rivalidades, o3o creou partidos, fez jus-
illa distributiva, e fiualmeote atravessoo a qoadra
convulsiva das eleijoes gtraes com a imparcialidade,
diaeeroimeute e zelo de um babil administrador,
ules sao r,s fados.
Xarabem abi deve ter sido relatado com exctstiva
importancia o tacto de achar-se esta cidade merc
de urna qoadrillia de ladres. Exageradas algumas
tonuiiyas de roubo lizeram com' que o digno chefe
de polica o Dr. Uavio Peixolo, aqu viesse, e pas-
tando a ioformar-s do occorrido, encontrn os pri-
meiros traeos da devassa, Instaurada pela priso de
un pardo por nome liras, ordenada pelo iulelligen-
te e activo delegado de pelicia Bouone, que a uao
ter cabido enfermo, e gravemente, feria prevenido
as tentativas que durante a sua enferraidade se de-
ram, e que o Sr. Gavillo Penlo, com a iolelligeo-
cta e decisio de un babil magistrado, soube preca-
ver, fazendo .capturar uns viole a lautos vadios,
que levou para a capital afim de Ibes dar trabalho
dos corpos do extrcilo e da armada, prendando um
tal cadete Ramos, escapaodo-te uns dous uniros iu-
jeilos iniciados no crime de baverem lentado matar
a enlinella e ronbar o cofre da mesa de rendas pro-
vinciaes. Assim railabelectu-ie logo a conliaoja qoe
Kreci abalada pela repelijio de tentativas de rou-
. o que felizmente Dio passoo disso.
A assembla provincial encerrou-se do dia 4 do
correle. A saa lei de orjamenlo presume que a re-
ca ta chegoa a 1,000:000o, e autorisou a despeza de
mais de 1,300:000/, contando com as verbas que se
nao esKolarem.
A sabida dos escravos para fra da provincia, ven-
didos ou destinados venda, foi tributada com 50/
cada om ; e o qoe he mais, a entrada foi prohibida,
q qoe equivale o imposto de 200/ por cada um ei-
cravo importado na provincia !
Merecen, porern, o maior cuidado a colonitacao,
para cuja verba decretaram uns 150:000$.
O conselbelro Jernimo Francisco Cotillo entre-
au no dia 8 ao primeiro vice-presidenle o oomraen-
ador Patricio Correa da Cmara o governo da pro-
vincia, e o commando das armas ao marechal de
campo Francisco Flix Pereira Pinto, e seguio or
trra para Santa Cathsrloa.
O segundo vice-presidente, o Dr. Capistrano, foi
nomeado secretario do governo ; isto dizem os ior-
naes da capital.
O Tocanlios nao lem podido sahir ; desde hoo-
lem qoe os passageiros esperara signal de embarque.
O Imperador ehegou bootem barra e funde-
oo ; boje, depois de commonicar com a trra, l se
vai para Montevideo; por elle serei mais ezlenso.
(Carla particular.)
UornaX do Commerco do Rio.J
PERIAMBCO:
DIARIO DE PERNAMBUCO TLRQA FEIRA 7 DE ABRIL DE 1857
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL DE
PERNAMBICO.
Seaaaa' ordlB.rl.ent 2 de abril de 1857.
Pretenda do Sr. Jos Pedro da Siten.
(CooelniSo.)
ORDEM DO DU.
Segunda discussao da emenda oflereeida em ler-
* ^R* proec, ane fixa a forC> policial.
O Sr. K. Porlelta concorde com a primeira par-
le da emenda offerecida pela illustre eommissao de
torta policial, qoando propoe ella reduzir a 350 o
numero das pravas de polica, est dispostoa concor-
rer eom o tea voto para a sua approvajao, visto
qoe he a opiniao saa qoe o augmento do sold a
"tae prajas be indispensavel, estando ao mesmo
tempe convencido da impossibilidade em que se *-
cliam os cofre* provinciaes para occorrer a urna
grande despeta. Nega porm o seo vol a segunda
parte da emenda qoe qoer tirar a autonsaj3o con-
cedida pelo projeclo de poder o presdeme da pro-
vi ueia, era circunstancias extraordinarias, elevar a
torca a 600 pravas, e nega-o, porque he praliea dar-se
asaaeterit*j3o a mesmo as conveniencias do servijo
publico exigem qoe te nao deixe o governo de ruaos
alada* qa*ndoatueees*idades publicas, a ordem e a
segurarte* exigirem o augmento da torca poli-
cial. "^
O Sr. Florencio :Sr. presidente, nao posso dei-
xar de entrar oesta quettao, porque ella est expres-
saroenle determioada do acto addicional, Uto hefi-
xar a forcaestoa perianto ioleiramenle nos meos
principios.
A ilustre eommissao, da qual Uva o desprazer de
ser distideote vendo agora, que nao podamos ler
soldados de polica com o soldp menor do que o sa-
lario do mais ordinario srvenle, (e estou convenci-
do que anda mesmo eom esse augmento os nao te-
ramos; aoteodeo, qua devia levar os seos principios
econmicos ao ponto de reduzir a forca. Ea con-
cordo eom a eommissao, em qoe se deve dar o aug-
muto do toldo ; porque emquanlo o toldo das pra-
cas da polica for inferior ao de qualquer servente,
nao havemoi de ter soldados, ese us tivermos, hao de
sabir do numero dos serventes que oinguem qoizer,
uto he, bao de ser aleijados, lortos e doentes. Mas
vendo a eommissao qoe na poda deixar de aug-
mentar o sardo, e attendendo os seas principios de
rigorosa economa, jutgoo dever di oinair o numero
de pracas. Ora, vamos a ver se a eommissao audoo
bem.
Senhores. om numero suflicienle de pracas de po-
lica, ha um dos primeirot demonios de ordem:
nos lodos vemos, dos todos presenciamos qoe na
t nott* cidade nao ha patrulhas ; da meia noile para
o dia a cidade eslt erma de soldados, pergnnla-se o
motivo dislo ; a resposia he fcil.Nao ha solda-
dos-7-,
Ptrgaoia-se, a cidade do Recite que va em pro-
gresso pode ter policiada con 350 pracas ? Nao, e
dentis he precito advenir, qoe quando te hoover
. 350 praja, lodaa nao esta rao em servido efeclivo,
porque he preciso levar em conta os doentes, as pra-
Sat emprefadat oo qaartel e assim nio poderao fi-
car mai* de 300 pracas para satisfszer as oecessida-
des da polica...
Um Sr. Depuiado : E ae destacamentos ?
O Sr. Florencio :Tambem he precito levar em
conta es destacamentos e assim ver-se-ha que 350
pracas nao chegam, o qoe he claro, vendo nos que
400 que temos, tambem nao chegam. A meo ver
eom menos le 600 pracas nao se pode fazer o ser-
vijo ; mas vam o tal principio da economa, os cofres
nao podara supperlar a despeza, he como se resolve
a questao. Senhores, dar de mais uao he bom, po-
rm dar de menos be passimo.
Porque nao se dio 600 praras ? Dizem os nobres
deputadoa, porque nao ha dinheiro: enlao fa-
ca-te o que quer o acto addicional, fixe-se smente
a forja eis a eommissao de aecordo comigo, bem
como os nobres depotados qoe scabam de agentar-
se. Fixem-se 600 pravas e o governo geral nao lera
remedio tenao mandar pagar, valo" qoe nos nao
podemos, e dar-lhes-ba o reclmenlo para nnifor-
mtaar o corpo de polica de Pernambuco, dar ga-
ranliat aos ofTiciaes, porque no corpo de permanen-
tes da corte, quando om official em urna diligencia
leva om tiro d'um faeinoroso, lem orna garanlia,
lem da qua viver, e em Pernambuco morre de
fome...
O Sr. Barros de Lacerda :Ja ha om projeclo
oeste sentido.
O Sr. Florencio :Mai nao sei se a assembla
provincial pode dar peoses... (apiados).
O Sr. fpaminondas de Mello :Pode.
O Sr. Ignacio de Barro :Nao pode.
O Sr. Florencio : Eu respeito muito a opiniao
do nobre depolado, lano mais que vejo qoe o oobre
deputado responden com intima conviejao, porque a
sua resposla he aflirmalva ; digo-lhe porm qoe ae
a assembla pode, nao sei porque falalidade esta
casa em saa maioria nao quer comprir esaa saa *l-
tjibuijSo, e nao qoer, umplesinenle porque nao
quer, ou ent3o limile-se tmenle ao qoe determina
f o acto addicional, fixaxa forja. Urna vez porm que
a assembla lem decidido pagar a forja policial,
urna vez qae toa abrigado a seguir a maioria, decla-
ro qoe hypolheco o meo voto a esse projeclo, porque
nao posso conceder que se queiram bous servidores
do. Estado sero lhes pagar. Vai por exemplo um
official com 16 ou 18 prajas a requisijao de orna
auloridade policial pronder ama quadrilba de la-
dros ; os senhores sabera a facilidade que oa nosia
Ierra ba de resistir sempre que se pode : a aulori-
dade vai, mas apenas apparece o perigo, diz ao offi-
cial perigo ahi est, alacaisegue-se urna resis-
tencia, Uros de parle aparte, o oflicial Tica eom
orna poma quebrada, dous oa tres soldados morios
e odre* tantos feridos, e em resallado de ludo a
viuva do soldado, o que tica sendo '.' lima mendiga
que val pedir asmla de porta om porla, e o od-
ela! compra urna molda vai tirar subscripjes pe-
los amigos para poder viver !
Isto, tenhoret, he a realidade ; enlendo eu, que
al he desairoso para a provincia. Prtenlo oo a as-
sembla pode oo nao pode, ae pode faja alguma
coata,mas eroquaoloa mira nao pode, porque, como
eu ditse ha pouco, a polica he geral, a entretente
em cada orna das proviocias, da Baha, Rio, Para,
ftiaranhao, ba om regolamento diverso e o que eou-
vinha era que a polica de lodo imperio livesse om
so regolamento, fosse paga por um s cofre, porque
sodos esses corpos de polica lem ama s missao, qae
he auxiliar as autoridades geraes oa repressio dos
crimes, represiao que sem duvida eomptle ao poder
geral...
O Sr. Ignociode Barro :Muito bem.
O Sr. Florencio :A assembla ouve isio silen-
ciosa, apenas om meu nobre amigo dizmuito bem
ootrqt Srs. depulados enleodem que a doulrina
lie exacta, mas vamos i volajao e nao s se (xa a
forja, anas se da dinheiro.
O Sr. Barro de Lacerda :Pois bem, paguemos
nos i 350 prajas, e o nobre depolado peja ao go-
verno geral que pague s oulras 250.
O Sr. Florencio .Mas assim mesmo nao pas-
saria.
Eo voo demonstrar a necessidad'e da forra. Ja
diste, qae decretadas as 350 pr.-ijts, poder-se-hit
cootar com 300 em effeclivo servijo, conlando-se
50 doeoles e eoipregados em difTereolet misleres do
quartel, porque os quarteis nao lem negros captivos
para em prega r J WB servijo ; suppouhamos 300
(iracas, 150 eslftWaatacarlis no centro e o resto na
praja : ora, be claro que 150 prajas nao pode che-
gar para o servijo d'oma cidade populosa como a
nossa, para manter a Iranqoillidade publica ; e en,
Sr. presidente, digo de todo man eorajao, que a se-
guranja publica ha era duvida a base de toda a so-
ciedade bem organitada, e para isso he necesssrio a
aveolureiros que procuran) por lodos os modos, por
todos os meios obler dinheiro, anda mesmo os mais
vis, ot mii. despreziveis ; uu uatura a arligoa qoe ontros lizeram, outros inven-
laudo calumnias e imprimindu-as... emlim, senho-
res, eu creio, que nao pode haver ocoasiao mais aza-
da para entrar no desenvolvimento desla-quesiao ;
se a casa entender que nao, eu me callarei, sou mui-
to dacil, mas emlim s3o eslylos parlamentares, be na
discusiio de xajao de forjas que se tralam dessas
qoeslOes...
Um Sr. bipulado :~E o que quer fazer o nobre
deputado'.'
O Sr. Florencio :~Eu llie digo .
Senhores. eu creio que a experiencia nos lem de-
monstrado constantemente, quando se traa desla
materia, qoe he oecaso de cada om depolado ex-
plicar aqu as seas opinies, comanlo qoe ellas le-
nham relarao com a maleria : assim, eu espero, qoe
a cmara me nao faja perder urna occatiilo, que nao
he mullo azada, nao s porque eo nao eslou laulo
nanlo devera estar prevenido e mesmo eslou dot-
le, mas eu espero, que os meos males nao se aggra-
veme ante, pelo coulrario sirva a discussao de es-
pecifico para elles e eu fique inleiramenie bom,
porque vou ter um desabafo digno de mim e tam-
bem da casa.
Eu disse, Sr. presidente, que se nao podia pres-
cindir da forja como o primeiro elemento de or-
dem e lenho diste tanta consciencia, quanlo vejo
que as vezes as ameajas da anarchia sao mais peri-
gosas e mais lernvcis para om paiz, do que a pro-
pna auarchia. Eu ptjo a cada um dos Srs. depula-
dos que roe pejam explicaces de qualquer argumen-
to que lhes nao agradar, porque eu declaro que as
dare com franqueza.
Eo digo, que ai ameajas de aoarchla sao s vezes
e quasi sempre peoresdo que a propria desordem ;
porque esse estado de incerteza cumprometle ludo,
poe peas ao andameuto do comuiercio, das indus-
trias, emlim revolve ludo e poe o goveroo em em-
barajos maiores do que se exislisse a propria anar-
chia.
Sr. presidente, a cmara consentir que eu diga
hoja que teuho estado, assim como outros m ai tos,
sem meios de defeza, sera urna iiuprensa para me
defender, sendo iiisallad.os constantemente por pas-
quins e nao por jornaes polticos .digo pasquim,
porque enlendo que um jornal poltico lem missao
muilo especial, e pasquim he lo'do folhelo, teda te-
na iminuuda onde vai quem quer lanjar o seu es-
carro contra o seu adversario. Eo qoiz procurar
minha defeza, assigDando-a com o meu nome, fui ao
Diario do Sr. Figueiroa, e elle negou-se-me di-
zendo sempre que era forle o meu artigo, que fizesse
modificajes, ao que eu Ihe respond, qoe nao, por
isso qoe assigoava com o meu nome, e uem de oulra
forma eo entro em questoes pela imprensa, do con-
trario chamo os meus aggretsores peraole es tribu-
uaes do paiz (o que eu provarei que he ama
borla).
O Sr. Souza Carcalho : Mas agora descobrio
um ineio de fazer com qae publique a saa defeza.
O Sr. Florencio : He verdade, grajas a Dos,
aproveito a occasiao e pejo ao Sr. tachigrapbo que
lenha toda a fidelidade.
O Sr. Presidente : Eu lembro ao nobre depo-
lado qoe deve cingir-se materia ; nao posso con-
sentir orna discussao inteiramenle exlranha.
O Sr. Florencio : Eu hei de mostrar qoe a
forja publica he um elemento de ordem, e que 350
praras nao sao bastantes para auxiliar o governo afim
de que faja respeilar a ordem publica, a cauta dos
cidados honestos : eslou no meo direilo, a te a
assembla decidir o contrario, calo-me e enlao direi
qoe nao foi t o Sr. Figoeira qae pz peas minha
defeza, mas lambem a assembla provincial.
Sr. presidente, om peridico miseravel chamado o
Echo Pernambocano, u mas a que eu sempre cha-
mei e chamo Echo Infernal, fez urna correspon-
dencia contra mim ; nao Irouxe esse jornal, mas
emlim a cmara teda sabe : recorr s leis do paiz,
e apenas apresenle o requerimento, eis que o Sr.
Dr. Brandan, meu amigo, a quem muilo rtsveilo e
a quem ludo faria, menos o que me pedio, o Sr. Dr.
Braodao empenhou-se para que eu desistase, asse-
verando-me que todas as satisfajes me seriam da-
das por esse jorual e nelle publicadas, mas eu nao
accedi, nao aceile, porque he nm jornal que t pode
deshonrar, he ama machina infernal que s serve
para mentir ; dei pois a denuncia, e esse redactor
foi processado, foi sustentada a pronuncia e tem de
ir ao jury ; nao direi o que aconteceu, porque me
reservo para esse lugar. \
Appsrectu um tal Liberal Pernambucan,: e
depois que adquiri para a sna redaejao om hoinem
sem creoja, sem fe, sem religio, sem principios po-
litices, om echo da maldade, finalmente, qoe ludo
lem insultado, que nao respeila pessoa alguma, fez
publlc r um eommuoicailo, a que, para lhe respon-
der, Uve de sujeitar-me so Sr. Figueiroa, assignando
urna responsabilidade de meia 1'oliia de papel, com
lodos os 1 e rr, sssignado o M, e coja epigraphe he
o eilylo he o homem : islo foi meu.
Depois, Sr. presidente, qaerendo responder assig-
nando o meo nome, deteobrindo-me absolutamente,
porque detejo ver bem discutida, bem clara a minha
conduela, nao me foi po recetes, e eu fiquc indefeso. Fui aos Iribuoaes. cba-
mei esse peridico, e apparecendo um advogado qoe
se digooo Iralar-me moilo bem, dea explicajOes que
constam dos autos, qae aqu nao Irouxe, explicajOes
que parecem mais querer allenuar a impressao qua
poderia causar esse artigo, do qoe suppor-me capaz
do procedimenlo que se me allrilioia : nao eslive
por isso, porqoe as quesles de liberdade de im-
prensa s me salisfajo com a ultima deei-ao dos tri-
bunaes ; mas, nao obstante, o renegado, o homem
sem f e sem religio (icaria coberlo da punijao das
leis, e lodavia a presen tam-se annuDeios desla or-
dem. (L6.)
Esse IV. tem-me lana raiva I.. Eu, senhores, es-
lava disposlo a publicar esses documeotos, qoe esiao
aqoi, mas eis apparecem empenhos para os nao pu-
blicar...
Um Sr. Deputado : Se esiao ahi, he bom lr.
C> Sr. Florencio : Espere o nobre depuiado :
ea hei de entrar em discussao com a franqueza que
me he propria. Teocionava publicar esses documen-
tos, mas emlim veio um homem a mim e disse-me :
a nao imprima, porque iiso nao vale nada e bao de
dar explicajOes. Pois bem, nao os imprimo, mas
entretanto eo voo dar assembla o direilo de ler
esses documentos, embora nao os imprima e o3o diga
coolra qoem elles sao...
O Sr. Souza Carvalho : Moslre-os aqu em
familia.
O Sr. Florencio : Moitro-os assembla.
\em anda mais esta pergants, mas sempre com
estrategias, de maoeira qoe eo nao posto chamar a
responsabilidade. (L.)
Srs., este fado he publicado por om homem qoe
foi guarda do eslabelecimenlo e que me vi na oeces-
sidade de despedir, porqoe era om miseravel, um
homem indigoo, e se responda a islo nao he para
justificar-me de urna infamia destas, he para dar
urna resposla cabal, porqoe eu creio qoe o3o haveria
era Pernamboco, a excepcao desse individuo ou ou-
Iro igoal, um homem capaz de dzer islo. Tenho
vivido na abundancia, tenho sabido gastar dinheiro,
mas soo iocapaz de gaslar um vintem de qualquer
pessoa, quanlo mais commeller om acto desles!
basto hoje 4:000, se os tenho ; amaoba nao gaslo
4 Violens, se ot nao lenho : ahi eslo lodos os meus
precedeules, ahi est a minha vida publica e priva-
da, ahi eslt o publico que me conhece, e que sem
duvida me julga incapaz de semelliaule infamia. (A-
poiados.)
Agora vede, senhores, eslis copias : (l.)
Sobdelegacia da fregaezifde S. Fr. Pedro Gon-
jalves.O Illm. Sr. administrador da casa de de-
tenja) sirva-se por em castoda, a ordem do lllm.
Sr. Dr. chefe de polcia.o portugus Jacinlho do Re-
g Meirelles, por compcidade no crime de reduzir
a eseravidao pessoa livre.Recite 7 de amia de
18j6.Leal Seve.
Conforme.O escrivao,
Trajano Evaristo Ferrao Caslello-Brauco.
ro remellido ao Sr. delegado para proceder na
forma da lei, e o Sr. delegado fez esta ordem da sol-
lora. (L.)
Ordem de soltera.O Sr. admiuislrador da casa
de detenjao, oo quem suas vejes fizer, seodo esta
apresentada, iodo por miiff" assignada, relea da
prisao. e ponha incontinentemente em liberdade a
Jacinlho do llego Meirelle., ahi recolhido e preso a
disposijao desle juizo pelo supposlo crime de reduzir
a escravidao pessoa livre, visto uao'se ter
do sua compcidade em dito crime, o
pra.
eltgacia do 1-dislriclo do termo do Recite, 23
de agosto de 1856.Eq Joo Saraiva de Araujo
.balvao, escrivao escrevi.Francisco Bernardo de
Carvalho.
prova-
quo r- ii tu -
Conforme.O escrivao,
Trajaoo Evarisso Ferrao Caslello-Branco.
Depois o Sr. chefe de polica diz islo: (l.)
O Sr. administrador da casa de detenjao tenha
em boa f-uarda o crioulo menor Jo3o, que a esla
portara acompanlia, ale que sa discuta a questao de
sea liberdade.
. 3"r'tariIVep?liciaue Pnaroboco 7 de agosto
de tSo6.Dr. Polycarpo Lopes de Leao.
- Conforme}O escrivao,
Trajano Evarislo Ferrao Caslello-Branco.
O Sr. adminislrador da casa de detenrao remella
com olllcio junio ao capillo do porto, a menores
Joao crioulo, e Gregorio da.Silva, pardo, recolliidos
esle em qoalro de janho e aquelle em sete de agoste
doauao prximo passado.
Secretaria da polica de Pernambnco, 10 de Janei-
ro de 1857.Dr. Polycarpo Lopes de Leao.
Esl conforme.O escrvflo,
Trajano Evarislo Ferrao Caslello-Branco.
Ja veem os nobres depulados que os doas pardi-
nlioi que eslavam na casa de detenjao, e que nao
podiam ser considerados escravos porque a polica
foi vigilante, teram declarados forros, e conseguin-
temenle remedidos para o arsenal de marraba ; en-
tretanto faz-so a poblicajao, que ba pouco roa li.
mas de urna maneira que eu Bao pdsso chamar
responsabilidade, diz-se que eu vend esses pardi-
E [ir-, senhores, om jornal qae quer ter os foros
ce poltico, que recebe escriplos desla nalureza ?]..
uesgrajado, senhores, o homem qoe paraser poltico
se v na necessidade de injoriar, de mpular aos
saos adversarios coasas que elles oo leem e qoe nao
KeHmaC?"esde f,zer- E de 1<">m he a respoma-
bdidade desse jornal, ..nhores ? Um homem que se
maullado, qoe quer procurar um desagravo pu-
blico ve-se na necessidade de recoar, porque a
S'^LTr1""*1 um homem que mor.
28 leguas de d.slancia, e ci.-aqoi como ,em fran-
ponsavel n3o se pode cilar, porque hc|um senhor de
eugenhn que mora 28 leguas disfanles... .
O Sr. G. Guimaraes :Todos os peridicos esiao
00 roesmo caso.
O Sr. Florencio: Vejo que o nobre deputado
nao lem raz3o, poique do meu lado nao (em pe-
ridico nenhuin e jornaes que insullem, osjornats
qoe aqu temos be o a Liberal a e esse Echo infer-
nal... a
O Sr. G. Guimardet: Eo refiro-me ao nosso
paiz.
O Sr. A. Cavaleanli:Mas lia jorna'es que leem
responsaveis no Recite.
O Sr. Florencio : Alguns. Ha um tal Voz do
1 ovo, cuja pequenhez e abjecj3o he la I que u3o
merece fallar-se nella...
O Sr. Itego Barro : E o Diario de Pernam-
boco .'
O Sr. Florencio : Mas o -Liberal, senhores,
0 que quer dizer a sia responsabilidad*?...
A 'V' AA Ca'"fca>"i : Tem respons.vel legal.
v Ar. tlorenno : Siro, mas he o propriclario
de um engenlio, que mora daqui a 98 teguas, e a
quem ninguem pode citar. E demais, senhor.s, se-
lamos franco, para que eslarmos com historias l
lista telha, oo que n3o ha da redaejao, he ama ma-
china infernal para fazer diuheiro, mas eu declaro
que lite u3o dou um viniera, .fescomponha-me como
qulzer, que i Djioba cusa esse syslema nada ha de
galibar.
O Echo infernal eslt hoje transformado naquillo
de que n.ia lem nada Jornal do Commerco,
este gosta bem de fazer soa vida. Quando havia a
guerra da Crimea, foi pedir aos Inglezes e AllemSes
assignaturas para o seo jornal, dinheiro, finalmente,
e como elles nao quizessem, no oulro dia declarou
que n3o eram s ot Pnrluguezes que passavam ce-
dulas falsas, que os Inglezes e AlntolM lambem as
passavam. Eu at creio que me rebano fallando no
Ul Bebo, elle n3o merece as miobas altenjOes.
Portante, Sr. presidente, 350 prajas nao he forja
sufliciente para garaulir a Iranquillidade publica;
he necessario que as leis criminaes tenham execocao,
e os Dobres depulados sabem muilo bem que para a
execujao dessas leis, precisa-se de forja publica, e
menos de 600 prajas n3o he suflicienle, mo se pode
fazer a polica.
A rnzo que leve a eommissao para propor 350
prajas nao foioulra seno por ver que augmeulava
a despeza, e nao convinha, os cofres proviuciaes nao
comportivam esle peso e por isso reduzo o numero,
henhores, a eommissao nao devia ler lanos escr-
pulos, se via que a provincia precisava de 400 pra-
jaa ou 600, devia propc-las...
Da* Sr. Deputado : E com que Ihts pagava 1
/'Sr. Florencio;Os aojos qoe Ihe respondam.
Nao he possivel, senhores, que crescendo a provin-
cia ua proporeao que lem crescido, que augmenlau-
do teus meios e a sua populaj.lo, nao tenham cresci-
do os reDdimenlos para salisfazer a esse augmento
de despeza; porque se a provincia vai em prospe-
rtdade, se a sua populaj.lo augmente, a sua receila
deve ler crescido es. proporjao, e se os nobres de-
pulados confessam islo, nao sei donde vem esses re-
come : islo he cousa clara...
O Sr. Barros de Ijicerda : Parece lgico.
O Sr. Florencio : Eu creio, teohores, que seria
disproporctonal dar a Mamanguape 400 prajas, tai-
vez que 10 praras sejam bastantes, mas entre Ma-
manguape e o Recite ha muitadifferenja.
A Bahia lera effeclivamcnle 600 praras de polica
e lalvez multa maior forja de linha... "
O Sr. Olheira : Tem menos forja de linha.
O Sr. Florencio : Ora, islo de casos cxlraordi-
nartos cu nao enlendo : a forja deve ser decretada
para os casos ordinarios, porque para os extraordi-
narios o governo lem a guarda nacional, a forja de
linha, etc. para os casos ordinarios 600 prajas serao
sollicienles.maspara s extraordinarios 1000 nao che-
gam, e nessa occasiaoo presavnle lance m3o de to-
dos os recursos que as leis Ihe dao para garaulir a
ordem publica. Ea pois, enlendo, qae o corpo de
polica deve ler pelo meaos 600 pracas, se os nobres
depulados entendem que nao ha dinheiro, fajam um
pedido ao poder geral, para que pague esla des-
peza....
i'm sr. Deputado : Se pngasse nao era mo.
O Sr. Florencio : He o que devia ter, e assim
poderia o corpo de polica ler aquella regularidade
qoe era para desejar.
Vol a favor unicamenle do meu projeclo que con-
signa a forja de 600 prajas.
Eu leria ainda o qae dizer, porm n3o posso mais,
eslou faligadissimo.
O Sr. Presidente : Ea devo advertir a casa,
que me nao he possivel permitlir, qae a discussao
continu por esla forma. O nobre depotado sabio
um pouco da materia, porque traale da emeuda e
sobre ella he qoe deve versar a discussao.
O Sr. TAodorodaSitea :Sr. Presidente, sebera
que reconhera que os estvlos da casa autorisam que
na discussao da forra policial se fajam algumas cou-
siderajoes mais largas, a respeilo da poltica provin-
cial, e mesmo sobre oolros negocios concernentes ao
servijo publico, lodavia rae parece qoe nao he esse
eslylo iao absololo que delle se prevaleja algum dos
uolires depulados, para tratar de juslificar-sede aecu-
ogoes, qae em carcter particular Ihe tenham sido
fetas...
O Sr. Florencio : Isto se faz, nao t aqoi como
na cmara dos Srs. depotados.
O Sr. Theodoro da Silca : Concedo qae os es-
lylos aulonsassem o nobre deputado uslificar-se,
por mofo da tribuna, de increpajOes qoe por ventu-
ra se Ihe dirigiesen] no caracler de depalada provin-
cial ; porm, qae se prevaleja desla occasiao para
discutir eom os jornaes o que elles hao dito a seo res-
peilo, em carcter particular, he o que eu n3o ad-
mllto e acho mesmo inconveniente ; porque dessa
discussao nao sei se proviru algum dezar dignida-
de da casa.
as dlscussSes desla ca dar toda a gravidade e nao provocar lulas desiguaes.
1 revalecermo-Dos desle recinto para defezas parti-
culares, he o que me parece pouco digno de nos,
pouco digno de gravidade que deve caraclerisar esla
casa. Devo lodavia confessar que estimei que ao uo-
bre depuiado se ofterecesse um roete para qoe se jus-
lificasse das aecusajoes a que allodio ; folguei com
islo ; mas nao pretendo acompanha-lo nesse terreno,
segui-lo nessa discussao, porqoe se o fizesse, sahirla
da ordena, pois, fra da ordem fallou o oobre depo-
lado. (Apoiadot.)
Paranlo, j v a casa que as poocas palavras, que
lenho de proferir, nao oceupar-mc-he das de que se
servio o honrado memoro, que se asseula minha
esqoerda, com referencia aosiornaes que u tem in-
sultado e injuriado.
fini qUeo noDre aePulaa.pilo, tenha sido vic-
tima da cafomnia ; eslimo que se justifique, como
joslilicoa-se ; mais, repilo ainda. que nao poda fa-
ze-lo oeste occasiao, nao lhe leodo sido dirigido os
improperios e injurias que se referi, no carcter
de depuiado provincial, e nem bavendo a rainima
relajan na soa defeza eom a materia de que se trata.
fculrarei, por lano, na discussao, prescindiodo do
que a respeilo de sua defeza disse o nobre deputado.
Dous teram os oradores que fallaram acerca da
emenda qoe se discole, o meu uobre amigo e col-
lega, o Sr. Nascimento Portalla e o Sr: Carneiro
Monleiro. O primeiro desses honrados membros
concordoo com o procedimenlo da eommissao em
ler diminuido o numero efteclivo das pracas do cor-
po de polica, observando lodavia que era incouVe-
nienie a emenda na parle em qoe se prope a eliroi-
najao do augmento da forja, no caso de circumstan-
cias extraordinarias.
Antes de ludo, me parece sensivel a conlradicjao
em que cabio o nobre o deputad.0. Se o nobre de-
polado reconhece que o oslado fmanceiro da provin-
cia reclama a medida adoptada pela eommissao, islo
he, a diminuijao do numero efeclivo das prajas de
polica, nao est por ventura em conlradijao o uobre
deputado, quando enlende que a petar disso e apezar
mesmo doa principios de economa que reclamaran!
aquella medida, nao devia a eommissao ler proposlo
a suppress3o da aatorisajao para elevar-se o corpo
"OO prajas, em circutnslancias extraordinarias ?...
O Sr. Nascimento Portella : Nao ha contradi-
J30.
O Sr. Theodoro da Silca : Faja o nobre depu-
iado apphcarao desses principios de economa a sua
argumenlacao e a segunda parle da emeuda, c vera
que esla em conlradicjao. Pois, senhores, nao ha-
vera conlradicjao naquclle quo enlende que por eco-
noma se deve diminuir o numero de prajas de um
corpo, entretanto que censura i quem por espirilo
de economa, propoVque cm caso algum seja eleva-
da a forja desse corpo '!
Um Sr. Deputado :Nao ha economa quando ba
necessidade.
O Sr. Theodoro da Siten : Mas, considerndo-
se as proposteoes do oobre depolado pelo lado eco-
nmico, sem davida alguma qae esla em conlradic-
jao. o
Pergooloo o nobre depuiado se, reduziodo se o
corpo a 3.j0 prajas, ficaria com a organisajao qoe ac-
lualmenle lem, islo he, se o numero dos oflkiaes, de
Que ora se compite, continuara* a ser o mesmo.
Respondo, que na aclualidade o corpo de polica
tambera se compe apenas de Irezentas e ciucoeulae
lanas prajas ; mes apezar disto, apezar de nao eslar
completo, a sua orpaiiisajao he a que foi prescripla
pelo respectivo reculamente, lie a que foi d'elermina-
do na le do fixajao do auno passado, he a mesma
que prop|e a eommissao.
signada na respectiva lei de fixajao ; mas depois d'a-
quella poca al boje nao passou ella d* orna iouli-
lidade, lauto que nenhura presidente leve ainda ne-
cessidade de prevalecer-te della par augmentar o
corpo da polica, viste como circuinslanciat extraor-
dinarias tenao i m dado. .
O Sr. N Portella : Razao de mais.
O Sr, Theodoro da Silva : Se pois aquellas
circunstancias anda nos ameajassein ou se eslives-
sem 13o eminentes que fosse dever nosso Iralar de
acaolelar os inleresses da provincia e da ordem pu-
blica, ea seria o primeiro a propor no projeclo essa
disposij3o ; mas ellas nao am^acamnos; a provin-
cia esla tranquilla e desassoinbrada ; todo o paiz
lambem o esla' : porque raz3o pois reproduzi-la no
projeclo, mu, sendo lia mais que una inulilidade J
He verdade que a eommissao a havia consignado no
projeclo ; mas reconlieceii a soa iiesnecessidade e
por conseguinle devia pedir a soa eliminajao. Que-
rer-se-lia que fajamos leis inuleis "? Nao me pare-
ce possivel nipu n :i;a i seria ao que teoho dito.
Puder-se-ha argumentar com.o faci de lerem as
commisses conservado sempre semelhaole disposi-
j3o ; mas perdoe-me o nobre deputado, esse argu-
mento, quando muito, podera' ser urna censura as
commisses que lem fixado a forja policial e mesmo
a eommissao actual ; pnrem n3o tem (anla forja que
c.incurra para que a emenda dene de ser approvada,
porque aquella disposij3u o3o importa cousa algu-
ma ; e reproduzi-la seria nma inulilidade.
Este foi pois o, motivo mais ponderoso que levou a
eommissao a propor a soppreesao da parte do pro-
jeclo em que ss auloris o presidente a elevar o cor-
po de polica em circunstancias extraordinarias a 0O0
prajas.
Ainda porem oolra consideraran leve a eommis-
sao para isso : foi o molivo que a obrigou a redozir o
corpo. Se porem caso a eommissao enlende que os
cores provinciaes exijam era conseqoaocia do aog-
meuio de sold a's prajas do corpo de polica, que
se reduzisse o numero dellas, porque na realidade lie
impossivel que a provincia possa acodirat suas dif-
rerenles necessidade, conservaodo-se om pessoal 13o
elevado nesse corpo ; por odro lado eoleodeu igual-
mente, para ser coherente com os seos principios,
com o molivo d reduejao, que convinha estender
essa reducen ateo mximo a qae se poderia elevar
a forja policial.
Desla medida, Sr. presidente, creio que inconve-
niente algum pode dar-se ; porque a allerajao da
ordem e paz publica se annuucia com antecedencia,
entretanto que o estado da proviucia nao inspira re-
celos.
Estas teram as unijas razdes que levaram a eom-
missao a consignar a emenda. Enlendo que lie ne-
cessario dar ao governo lodo o presligio, teda a for-
ja para a boa gesl3o dos negocios pblicos ; mas es-
too convencido de qae com a adopjao da emenda
nao vamos contrariar a marcha admioistiativa ; o
que nao leve a coratnissSo em vislas, porquanlo
confio muito no zelo e patriotismo da adminislraj3o
da provincia. Como disse, deve dar-se ao governo
lodaa terca nece-sana para que bem possa adminis-
trar a provincia ; porem he preciso qoe tambem al-
tendamos as forjas dos cofre provinciaes. Deve-se
prestar ao governo lodo o apote, teda a cooperai;3o
para a roanulenj3u da ordem publica, sem comludo
desprezarem-se os recorsos dot cofres poblicos ,
afim de que se possa salisfazer todas ai necessida-
des. Assim j ve a casa que a eommissao leve mo-
tivos razoaveis para proceder da forma porque
o fez. ,
Senhores, alem diste, ha oolra considerarn e eu
expo-la-hei a' casa. Nos nao podemos garantir a
ordem de coosas na provincia ; au sabemos se d'a-
qui mais ha alguns mezes a administrarn provincial
sera a mesma, se oulra. Agora, por ecooomia, re-
dozimos a forja policial ; mas quem dos assegora
que teja respeitada essa reduejao, podendo-ae, a pre-
texte de circunstancias extraordinarias, dtvar-se a
forja a 000 prajas 1
Um Sr. Deputado : Nos aqu esteraos para lo-
mar-lhe conlat..
O Sr. Theodoro da Silca: Declaro lodavia que
essa descouanja, esse recejo nao pesou de forma al-
guma no animo da eommissao, com referencia a ad-
rninislrajao actual, em quem alias sobrtraaueira con-
fio.
Confeccionando a secunda parle da emenda, ella
lundou-se para a presen lar a' casa uat oolras razes
ja expostas.
Vou terminar, senhor, sem qoe me oceupe cora
as considerables que apresentou o Sr. Carneiro Mon-
leiro a respeilo da maneira por que se deve fixar a
forja policial, visto terera sido ellas por mais de urna
vez repelllo- pela casa."
Essas coosiderajSes, a meu ver, s3o lao vtilias que
poder-se-hiu a seu respeilo usar de urna expres<3o
graciosa do nobre depuiado que se asseola do oulro
lado : o mais velhat que o padre uosso.
Todos os das se repele que a atsembla provin-
cial s deve fixar a forja, e u3o aulorisar a respecti-
va despeza ; mas apezar diste a casa por muitas ve-
tes se lera manifestado em contrario ; e entretanto o
noliie depolado conliuua i
Eu desejava muilo, que a despeza com o corpo de
polica, fosse feila pete governo geral ; porque os
cenlo e lanos contos, qae com elle se gsslam, pode-
navn ser applicadot a- urgentes necessidades da pro-
duca. Seria urna fortuna para ella, porque as dif-
jostijas nos inleressea de um partido smenle, com
as situajoes desesperadas, qoe te cream para os ini-
raigos onde a paciencia humana fique exhaurida,
lambem se destroem conviejes,alias mu purat, te
desvairam os espirilos, se tortura a sociedade e se
geram pergos.
se sociedade urna tal praliea podeier*convenieuie, rad-
io menos o ser hoje.que lodos os espirites marchara
para a concordia, e que lodos nao obstante as di-
vergencias de suas opioies procuran! fralernisar-se.
O nobre depuiado esligmalisou o comlemnou os
nbusosda imprensa na emissao do pensamenlo, e,
na verdade, he este om mal de lerriveis consequen-
cias que devemos aborrecer e procurar corrigir ;
mas he de um la lo somenle qoe partem estes pas-
quios, de que o oobre deputado lem sido urna das
victima ? ou antes elles se jogam reciprocamente,
e.'... (Cruzam-se diversos apartes.)
Contii-uarei. He bem recente o liberal genuino,
publicado no Dorio de Pernambaco, que continua
insultes em resposla de oulrot iusultoi; que censo-
rava o desregramenlo da imprenta do um partido, e
se exceda por um modo igual, e fazia aquillo mes-
mo qoe pare-ia reprovar.
O Sr. Pereira de Brito 'Apelado, muilo bem.
t/mSr. Deputado :N3o insultava lano.
O Sr. p. Baptitta:Mas, sempre nsullava ; e,
no entanlo, applaudiam-se esle insultos : porque
eram alirados a adversarios.
O Sr. I. de Barros :o uobre depuiado falla Uto
genricamente.
(Ha oulros apartes.)
OSr. P. apiaia :-E a este respeilo lodos le-
raos tido os nossos erros, e n i revolujao de 1849,
apezar de licarmes vencedores, livemo's urna parle
de responsabilidad?. (Nao apniados.)
O Sr. Barros de Lacerda :Por cautela voo di-
zendo, qoe nao admillo.
O Sr. Pereira de Brito :E por cautela voa di-
zendo : muilo bem.
O Sr. P~Baplisla:E mesmo agora o que acabou
de fazer o nobre deputado nesla assembla '.' defen-
deu-se oppondo insultos contra insultes, e imitando
o qoe esligmatisava.
O Sr. Florencio :Muilo obrigado.
O Sr. P. BaptUta":E foi assim que o uobre de-
putado da homem qae Isa meu amigo, e a qoem devo respeilos
e eslima. Nao temos a mesma opiniSo poltica ;
mas estimaino-nos, respeilamo-not reciprocamente.
Refiro-me ao Sr. Dr. Nascimento Feitoza.
O Sr. Florencio :Nao fallei no Sr. Dr. Feiloza,
nao qoeira prestar servijos.
O Sr. P. Baplitta:Errnubrejo-me com defen-
der o amigo ausente, e perdn ao nobre depolado
todo, qae disser contra mim.
0 Sr. Florencio (levautando a voz) :Hei de di-
zer que me esta' calumniando, que ludo islo he ca-
lumnia. (Sussurro.)
Um Sr. Deputado :Islo n3o he parlamentar.
O Sr. /'. Baptitta :Se o oobre depuiado me di-
rigir oulro insulto, mais cheio de honras rae coosi-
derarei ; se dirigir terceiro, com islo ainda mais me
honrara' ; dou-lhe portante permisso para me in-
sultar do modo que quizar.
Oov perfeilamenle o Sr. deputado fallar dos pas-
quins, que conlra elles algons jornaes lem publicado
emcuju numero enlra o Liberal Pernambucano.
O Sr. Florencio:Ea ja'dei orna explicacao
qae o nobre depuiado devia aceitar, e nao continuar.
O Sr. Paula Baplisla: E, portento, entend,
que elle lambem liuha procurado detender-se das
impulajOes que lhe lem feilo esle jornal. Mas, em-
fim, alienta a declarajao que ella fez, devo aceita-la
para nao v-lo 13o euliado.
O Sr. Florencio : Tenha paciencia.
O Sr. Paula Baptista : Paciencia, nao. A pa-
ciencia que deve haver, Sr. depolado, nao he de
minha parte ; mas da parle de quera nao lem sabido
conler-se.
Sr. presidente, fique-se sabendo que na provincia
de Pernambuco reiua plena paz, e nao esta' ameaja-
da de ser aoarchlsada; e por esle lado devemos to-
dos, amigos e adversarios, viver salisfeitoc! este fe-
liz resultado, tao satisfactorio a' nossa ctvilisajao,
honra a lodos geralmenle, permanecer nelle he o
dever mais sacrosanto de todos os partidos.
Eis o que vim dizer por diguidade da provincia.
Quanlo ao mais, ja'previa que alguma cousa desa-
gradavel ha*ia de apparecer, nascida da intolerancia.
Passando agora ao projeclo em discussao sobre a
fixajao da forja policial, e da emenda que qoer re-
dazi-la a 350 prajas, digo que, segundo pens, esta
emenda nao deve ser approvada.
Somos lestemuohat de que por falte de forja de
primeira linha, esta' pesando grande servijo sobre a
guarda nacional, conservando se conslaulemente
um batalhao em destacamento. Sabemos o quanlo
com este servijo sofftem os guardas uacionaas, cida-
d.los laboriosos, e o quanlo soffrem soas familias.
Confessemos, qoe por estes servijos elles tem adque-
rido direilo ao reconhecimento publico, e se lem
mostrado como brasilairos mu dignos; mas nao
queiramos lambem augmeular-llie os sacrificios s-
menle para economisarraos alguma cousa mais dos
cofres da provincia!
A occasiao, portante, nao he propria para esla re-
duejao ; ao contrario a contrasto e a repelle. Seuao
.. podemos curar um mal qualquer; cumpro ao menos
renles verbas de orjamenlo ja' etilo estirada* po", que o nao aggiaveraea : uada ha 13o simples com
lal forma que ulo sei como chegam para tanto ; mas ste verdade.
que remedio? P< demos nos interpretar o aclo adi-
cional ? O
di
com
Nada mais tenho a dizer, salvo" so alguma mpug-
uajao ainda se fizer a emenda.
O Sr. P. Baplisla : Sr. presidente, se ai pro-
posijes emillidas pelo nobre depuiado qae acabou
de fallar, para defender-se de algumas iuveclivas de
co pomposo, em lypos golhicos, o o indispensavel
aviso de qoe os lullieles eslau a acabar-se. Quanlo
a'critica, pouco se lhe da' com ella, e he trabalho
bem dispensavel e as vezes bem pouco til para a
torio doa adoro. Ja temos por vtzet experimenta-
do essa curiosidade, que o charlalanitmo algumas
vezei lem explorado vantajosameule. Assim, pois.
porque se n3o erguera' do tmulo o ootso Iheatro?
Somos informados qae ha era alguma ra do
Recite mai lo desapiedada, que obrga urna pobre
criaoja a' esmular aot passageiros para dar-tfie o pro-
ducto. Se esta mulher fuste enferma, que nao te
podesie tirar de cima de um leilo, o que impozette
ao pobre Gibo a vergotiha de etraolar em 13o lenra
idade, ni lhe perdoariamoi como bom enrulaos,
porqoe ao menos veramos alguma cousa de loova-
vel nesse sacrificio da innocencia. Alas roubar ot
sedimentos de brio e altivez a' urna misera cnaoci-
nha, para se dar teda aos prazeres com o producto
lao eustoto para a innocencia, islo revolla ao homem
mait phleugmalico.
Cumpre-iios declarar que o que alguret diste-
mos sobre alguns mojos desrespeilosos da ra da
Concordia, n3o se enlende com algous que inoram
no principio da mesma ra. Islo notamos por avi-
lar que immerecida recaa sobre algueui imputajSo
(3o pouco honrosa.
Nao sabemos eoroo o Sr. fiscal do Recite, mo
desenvolve o seu reconhecido zelo para evitar que
essa gente despejada do becco que vai dar a' roa da
Guia, teja mais comedida em suas palestras adamas,
em suas dansai e cantigas, e em geral em saa vida.
He doloroso alravessar a' uoite com senhoras pdo
meto dessas espeluncas, que tscancaradas offerecenj
o mais hediondoespeclacute. Nao ha agua por man
ptrida que com lodo desplaute ah d3o te vase,
passe quem passar, emlim bem se podia chamar o
becco do inferno.
Por mait solicita que seja a polica, sempre ha
abusos quo ficam impunes. Esta solicilude he o
que nos anima a' recorrerme* a' ella. Sabemos co-
mo o digno subdelegado de Saulo Antonio tem pro-
curado obstar a ospeculaj3o na venda dos bilheles
de Ihealro ; en ir jlaulo algueni ha que tem sabido
farlar-se a' sua vigilancia. Sujeitiuho lia que era
todas as noiles de espectculo posla-se a' entrado do
Ihealro, a, com o seo palito de alpaca esbraoquija-
da, vai impiDgiodo os seut bilhelinhos de platea e
cadeira pelo mdico prejo de 2, 3, e 4$000 rs. Nao
tem sido assim urna ou oulra vez, mas tedas e iual-
teravelmenle.
Isto he que foi apankar '. Vmc. anda lem
osso inleiro '.' Sera' possivel depoit de apanhar Ires
vezet n'uraa noile ? (Miado ; veio pela ra de
H.....paroa e apanhou ; correo, voltea urna
roa e quaodo viuba oolra vez, lornuu a' apanhar ;
foi-se e mais larde, volteo terceira vez e lerceira vez
apanhoa ; e nesla ultima foi de amollecer.....
Bem leilo.i ara ser mais respeitador da honra alheia.
II i tambera ama (oslija individual, he este. E ve-
jara como apanhou calado Ninguem soobe se nao
os qoe viram ; era elle lote de qumar-ae.....
Antes quer que lodos os cceles do mando lhe ba-
lam as costas, que lodos os bracos se cansera de
dar-lhe do qae aizer urna s palavra a esse respeilo,
victima do amor, marlyr do ccete, lamentamos a
vossa sorle ; mas por tal prejo nao qoeriamos a co-
roa. Se dos dessem urna grande felicidade para a-
paubarmot Ires vezes n'uma uoite o de ccale, nao
qoeriamos, maa a razo he por qae nao temos nem
costas que tautn apanhem, nem coraran que lano
ame.
Huello em seraaua sania !Deixe-se disso fi-
dalgo ;ilbe a forca, Que figura triste a de um fi-
dalgo entercado 1 Anda quaodo se lem um nome
para se dar em'volla. na troca da forca pelos arca-
buzes e sobretodo ara lazarilho que os desarme, in-
troduzindo na algibeira o qoe deveria entrar uo
peilo, bem vai, mas ler um dnello oa semana santa
sem nome e sera lazarilho, he asueira ; nao faja lal,
perqu a policia lhe lomara' coalas. Se lhe insulta-
rain, ou perdoe, ou queixe-se, mas nao queira ba-
ler-se... Seremos mais claros se nos constar qae o
Sr. continua alta noile a rondar essa casa, porque
nos asseguram que nao he boa a saa iuteujao.
S Nossa Senhora do Livramenlo nos lem li-
vrado do mond que nos armou o lempo e qae a
municipalidade nao quer desarmar. O lempo arrui-
nou a casa que faz quina da ra do Livramenso para
a do Queimado e Rangel, e a municipalidade oo
qner demoli-la. Faz bem..... He geule que nao
anda pela roa, qoe iio cuida Dessas coosas, que nao
esta' arriscada, por conseguinle a ficar sob aquellas
raioat. Faz bem ; assim podessemos nos fazer.....
No da 3 do correte leve logar pa cidade de
Goiaooa a prucissao do Sr. dos Pastos com a maior
pompa possivel, acompauaila de todas as autorida-
des cvis e militares, em cu]a procissao st congra-
tulavam os amigos, que de alguma forma aa acha-
vam dissabonados desde as eleijOes passadas. Hou-
ve muilo cuidado da parle do Rvm. prior do con-
venio do Carmo, em recohler a imagem a om logar
do cosime, para de novo fazer o povo suas adora-
jes.
O commerco e religioso povo daquella comarca
lejano*] grande parle no lozimenlo do acto, acompa-
nhando orna das glandes baudas da msica qae
desempeuhoa satisfactoriamente, e mais seria se li-
vesse reunido a oulra em opposija a primeira ;
posto que na mesma occasiao se ofterecesse gratis,
ci.-...jo-cam uto a grande uniao o patriotismo
oeha nopovode.Goiauna, deveudo ludo sto
onal ". O gov o geral nao lem declarado pb ae m Jda" eifhinar do projeclo as seguinles pala-
ITerentestvezcs t,ue a fiajo, bem como a deuieza ras : podendo eleva-la a 600 prajas nos casos ex-
im a forja policial compele as provincias ? Hraordiuarios.
forja, porque ella ale servo t de reprimir ot cri-i queza insnllaodo o deixando'o inau
met, mu faz afugeutar dai cidudea orna aflavllo de 1 pouibilidade de oblar orna Mliifajao, porque o rei-
N3o ha
inconveniente para a orgauisajao do cor-
pu que elle se compunha de 350 praras e fique com
a mesma organisajao que tem presentemente, com o
mesmo numero de officiaes, de sargentos e de cabos,
etc. Antes de apresenlar a emenda, reduiindo o cor-
po aquello nomero, procurei entender-me com pes-
soa habilitada, que me asseverou nao haver inconve-
niente algum nisso, viste poder cunlinuar da mesma
terma a sua organisajao.
Presumo ler dado'a
pulailo exigi.
Senhores. urna necessidade fortuito, circunstan-
cias exlraordrnarias e imprevistas, circumslancias
que abalaran) toda provincia, como lodo o Imperio,
ocrasionaram qoe as leis de fixajao da forra poli-
cial se dispozessc que em caso extraordinarios pode-
ria o corpo de polica compor-se de 600 praeaf.
bisas circumslancias Batearais da rcvoluco de 48
a com ella deixaram de existir. Veem, pois, os no-
bres depulados.quo a disposirao.cnja suppress.lo pre-
sentemente propue a eommissao, orignoo-se do mo-
vimenlo revolucionarlo que se deu na provincia ; e
que era teda devida as circiimstancias d'enlao, as
quaes ja- tfo exislem. O efleilo nao pode sobreexis-
nr i causa ; e por isso nao se devia mais incluir no
projeclo de fixajao essa disposijSo... .
O Sr. A. Porlella : Mas'a eommissao consic-
nou-a. "
O Sr. Theodoro da Silca : He verdade que,
not anuos aubseqoenlet ao da revolujao at mes-
mo o anno pastado, esta dispoticu f0j sempre con-
jornaes, se referissem nicamente a' pernea*, de bom
erado me sobmetlena a advertencia, que V. Etc. j
fez, de nao consentir, que esla discussao continua
13o desviada de seu objeclo, e de seo lim.
Mas, nao : algumas destas proposijes, senhores,
tiveram maior alcance : alem de ferirem om partido
poltico, e de ferirem minhat affeijes.
O Sr. Florencio : Por exemplo...
O Sr. P. Baptista : Tambera (erirao a provin-
cia naqoillo, que lera de mais juste, de mais sanio,
e sobre que s se devem dizer cousas verdadeim.
Com toda a calma, qae a occasiao e o assomplo
exigem, eolrarei em algumat cousiderajes, que me
parecem olis e interesantes.
Sempre professei doolrinas fa oraveis ao poder :
sempre perlenc ao partido da ordem, e nao ser
qualquer revez em minha vida poltica qoem ha de
destruir, ou mesmo Iranstornar as miabas intimas
conviejes : eu nao as tenho por amor de mim : de-
dico-as (odas ao bem geral, e qoasi qoe posso dizer,
que ellas me nao perlencem ; mas, um, ao paiz.
Enlendo porem, senhores, que este partido da or-
dem nao pode ser sempre o mesmo em todos os lem-
pos a sua missao nao he somenle combaier revolu-
jes armadas: nao he somenle destruir lodos os pla-
nos concertados e executados debati da influencia
de paixesaem frcio: nao. Mesmo em lempos Irn-,
quiilos esle partido deve existir como urna das neces-
sidades indeclinaveis das sociedades ; mas enlao a
soa missao ja he oulra : j nao he susleular urna im-
mobilidade estril e repugnante cum a marcha de
ideas inoffeosivas : ja' nao he eropregar resistencias
aos meios de se satisfazerem novas necessidades ;
pelo contrario, acompaiihaudo as Iransformajes,
porque o homem e a sociedade podem razoaveluien-
le passar, o seu dever he no correr de lodos estes
aconleciiaentes con ter as opinies exageradas, e
aceitar ludo quanlo ba de bom, todo quanlo leude
a diffoodir a ordem por lodos os elementes de forja
e vida social : he mesmo esforjar-se por generalisan
a ordem de modo a evitar novas torteras, novas reac-
jes e iiovos perigos.
He claro, perianto, que em poca nenhuraa eu
concebo um partido de ordem, lendo para repre-
sentar um papel quasi scraelhanle ao da espionagem
(reclanoajoes.)
A explica jao da eom para j,1o he mu simples: os
espios muitas vezes desejam que hajam crimes *
os luventam para se fazerem bem necessarios.
Passo a considerar algumas das proposires do no-
bre depuiado.
Disse o nobre denotado, qae se entre nos u3o exis-
te anarchia, exislem ameajas della, ameajas que
sao peicres que a propria anarchia.
O Sr. Florencio :Nao disse isto, peco a palavn.
para explicar-me. O meu pensameuto foi islo, dis-
se que a forja de 350 prajas n3o chegava para as
necessidades do servijo, que a policia era om ele-
mento indispensavel de ordem, e qoe a visla do
progresso, em qoe ia a provincia, nao podia dispen-
sar-se men* de (00 prajas, e que com quanlo na*
extslisse anarchia ; comludo exisliam ameajas, e por
isso convinha eslar governo habilitado com furia
creio que dis O Sr. P. Ilaplista continuando :lAcctilo as ex-
plicajOes do uobre depuiado, e ueste incidente cou-
linuarei no meu proposite.
Sr. presidente, o que co quero dizer em respoda
ao nobre depuiado e vou dize-lo por amor da ver-
dade, e em honra de nossa provincia, he que em
Pornambuco nao ha partido, que queirs fazer revo-
lujao, que rema a paz e mo ha metela de anar-
chia.
Um ir. Depuiado :Tambem eslou nisto : muito
bem.
O Sr. P. Baptista :--Acabemos com eslai provo-
cacoes, ou recriminajoes conlra um partido polilco,
as circunstancias mudaran), suas opinies lambem
es(3o profundamente modificadas (Bpoiados) sua or-
ganisajao, soa dircejao, suas crenjas actualmente ja
s3o oulras : lodos querem a ordem, Iodos confiara
nos recursos constitticionaes.
E que pezar, que repugnancia mesmo ser a nossa
em nroterirmos esta verdade".' pelo conlrario esla
verdade honra a lodos nos, honra a lodos os partidos
e ennobrecea provincia.
E coiro podera'apparecer a tolerancia, qnante
se nega um recia real, como esle, para se fazer in-
juslijns aos adversarios ?
Oh senhores, que pezar me acompanha nesla oc-
casiao que mauifeitajao lenho de fazer sim, de-
claro que nao acquiesjo a ncnliumas injurias espe-
culativas ; nao vejo que na poltica baja necessidade
de te escandallar a razao.
Essa mesma eleijao a que ha poneos mezes te
proceden, e foi presidida pelo espirite de paz e or-
den), nao foi islo devido em grande parle aos esfor-
jos de alguns dos nossos adversarios ? (Rcclama-
jes.) Andei pelas malrizes, andei enlre o povo, vi,
otivi o assisli aos esforjos, aos planos e conselhos qu
se empregaram e se deram para manler-sc a paz.
Os Hesejos e paixes immoderadas podem exislir
por diHerentes modos. Nao ihe nicamente conci-
tando-de o povo a desordem, des'.ruindo-se seus ha-
bites pacficos, estragndote a educarlo qoe aa fa-
zeta ravolojOt. Com a reprodocjaoiconilaute deiu-
Poiquanlo esla clausula he natural, neeesiaria, e
como lal acompanha lodos os projeclos ue Oxelo de
forjas. Aa circunstancias extraordinarias seno po-
d*JJJfe prevenir, e o presidente qae he a primeira pes-
boa"'sobre quem este' a responsabilidade peja segu-
ranza da provincia, deve eslar armado de lodos os
meios necessarios para este grande fim.
Eo\
ie queris cora a ellimiuajao desla clausula?
qual o | esidenle, que em duras necessidades hesite,
por falla de urna tal clausula, em augmentar a forja,
e deixe a sociedade entregue ao perigo ? (Apoiadus.)
O Sr. Theodoro: Logo a clausula he niulil.
O Sr. Paula Baptista : Divergimos na conse-
quencia. Logo, digo eu, ella he 13o necessario, que
devo ir expressa na lei. Se u3o for expretsa, certo
que nem por isso o presidente em circunstancias ex-
traordinarias deixara' de augmentar a forja e por em
aejao lodos os meios necessarios para a aaivajao pu-
blica; mas, neste caso, a lei sera tachada de imprevi-
dente e defeituosa.
S3o bem conliecidat as disposijes favoraveis desla
assembla para o actual administrador da provincia,
e eu qne lambem fajo parte della, sou um daquelles
que maiores respeilos tributara illuslrajao e gran
de raerecimanto de S. Eic. Assim as medidas co
das neslas emendas n3o sao medidas que iJi^em
falla de confianja oo eovolvam aclos.-eV:'censura.
Logo, por este lado, sao ellas anda iiiulcis, e nao
devem ser approvados.
fce com estas emendas se (era odesigt e dimi-
nuir a forja policial pelo molivo de ie ..a ver aog-
menlado os vem menlos das prajas e oiciaei, o mo-
tivo nao procede : as necessidades do servijo da po-
lica devem ser salitfeilas : se nao forem.a seguran-
ja individual soffrera': e nao he possivel conceber
que se possa deixar a seguranja individual compro-
meltida, para se nao gastar diubeiro. Uma econo-
ma desla ordem he a mais irracional que dar-se
pode.
Vote a favor do projeclo da fixajao da forja poli-
cial, e conlra as emendas offerecidas.
O Sr. !. Secretario 16 um officio do secretario do
governo, participando que S. Exc. o Sr. presidente
da provincia marcara o dia 3 pelas 11 horas do dia
para receber a commis-ao que lem de apresenlar al-
guns aclos a sanejo. Iuleirada.
Dada a hora e lendo a palavra o Sr. Florencio,
liay a discussao.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
te a eiiao.
;
ves V,
que deve ser igualmente rejeitada oulrar "'^leJra<_iriCa>> que em tees oecasiCes mosirao
ligarte daquella freguezia, Domingos Al-
Dom ngo leve logar a procissao de Hamos,
qne sabio da igreja do Paraizo, a qual esleve aceia-
da, e perrorrendo raotas rnas, recolheu-se pooco
depois das 6 huras da larde.
Rogamoi a auloridade policial do Recite, que
faca reprimir cerloi cmxeiros .las refinajes da ra
do llrum, e mesmo de algumas tabernas dess* ra,
quando enflorados, vio bauhar-se na mai peque-
a ; ajuntam-sc em bando-, e e-los, que marchara
canlando em vozes alias canjoes obscenas,
- ,- ---------, que so
podem ouvirlaes caixeiros e as hachantes dos lupa-
nares !
Acha-se enlre nos o Sr. Dr. Diogo Cavaleanli,
deputado a assembla geral pelo circulo da Areia,
oa Parahiba : este mojo ha de fazer om digno pa-
pel na represenlajio nacional, seos latelos e sua
probidade o alleslam.
Cn'to-nos que lerja-feira da semana vindoura
(13), um espectculo variado sobe a' sceoa no ihea-
lro de Sania Isabel, ,i beneficio do Sr. Jos Lata.
Artista de om goslo apuradsimo, elle formn o seo
programma cora bellas composjes. O NOVO DE-
SERTOR FIANCEZ, um dos._dramaj teut- pr*di-
ledos, (o oque, aaaellnn para essa noile: lendo
"Tlauas vezes a' scenaeaido exlraordina-
namenteapplaudido, obleve s preferencia. O seo
valor artstico he imraenso, sea eslylo e o elegante
goslo de seo eoredo o tornara pordemas recommen-
davel. Como quer que lenha sido bastante apre-
r'.Jtio o engrajado dueloO meiriuho e a pobre,
elle o nlermediou entre,o drama e a comedia. Se
oolros que nenhum merilo artstico tem, bao rece-
ido distinejes emseui beneficios, oSr. Jos Luiz
he mais qoe digoo dellas. Conbecido e apreciado
neste cidade em diversos caractere, espera obler a
proteejao do publico. Desejamos que esse artista
veja realiados seos dourai'os sonhos.
Ale amanhaa.
te por dia, em lugar de oilo qua ta fotu^
gando ter aaimeotado o uamero de laxa* cata ca
da guarda com a do deslaca ment de palete Q
terve de goarda ao* presos, que Uabalham a etU.
balecimeolo.Qoe talisfizette a requiarjto.
Ootro do procarador, tratando da aeeaatidid* da
ser reformada a tabella o. 2 de irapetloi sobre a tai
licajao, quaulo a designajlo d* roa* principa**___
Qoe aprndanse a ref.rm, ouvindo, aa tmnieeta
aot (-caes. '
Oulrat (parte* untan***) do* tscaos da aVcl*
Santo Antonio, S. Jote, Boa-Vida o Vanee, ao-
nollimo participa que leudo procedida a a
obra qoe osla' edificando Joaqun* ndale
na ra da Paz da freguezia de S. Antonia, i__
foi determinado, cousiderava o preprielarta ii
no arl. nico da postara addicional de 21 oa)
de 1855.Ao archivo.
Oulro do fiscal de S. Anlouia, intenta***
se podia conceder a licenja qae ped* Aaloai* Praav
cisco Pereira, para construir somidooro na rtu 4a
Cadeia, em frente da cata em qoe habita, aa* a*
porque at posturas o permitiera, como par ser a rae
ama das mais largas da cidade.C*aced*a-et cata a
condirjao de inspeccionar o engenheiro a obra.
Oulro do metmo, eommanicaud* aao peder aooa-
parecer a setsau de hoja per dneule.Inlotrada.
Oulro de contador, commonicaeda lar reaaaaoasaa
o ejercicio de suts futieron eo dia 9 de corrale.
Intairada.
Oulro do fiscal da Boa-Vitta, parlieipaado '<*
achara as casal em conslrocjao aa ealreral lee
Afilelo*, at quaes mandoo cmara qoe eiaaa**Me-
te.Adiado tl que cheguo a informadla 4* ea-
genhetro cordeador, qae tem reteji eom
Tendo o contador requirido reforma*** a
a sua decisao de 4 do cnrrenle, qae Iba
o ordenado do maa de fevereiro ultima, ailegaaaW
ler estado doenle, como provou com alletlaaVt ato
facoltalivo, depon de breve discostao em qoa taaae-
ram parte o Sr. Barroca,. sustentando (qaelte acia
da cmara, e o Sr. Barata, fallando a favor de pre-
terirn, attendeo-se ao peticionario, ficaedo tem ef-
teite aquella dteitao.Marcoa-*e # dia 18 da car-
rele para principiar a primeira tes*]* odlllo
desle anno.
Resolveu-te se nformatM a oalrjaa da Mianl
Eleulerio do Reg llanos nAi < oppaaaa a tamal a
a que lie teja coucedido o ter Mo qae por alera-
mente pede ao Exm. presidaut da proviacia, Me
nos fundos do seu litio na jiovnajae do* Afofada*,
uma vez que ao aforante seja imposta caadlcS* 4a
eoslume, de ceder gratuitamente o numera de a l
mos precisos para as ruat a tnveisas qae piimVim
no mesmo terreno.
Foram approvados dout pareceres da commieaw
de edificajes, um opinando qae se indeftriw* a
pretenjao do cidadao Jos Francisco Pereira da Sil-
va, a'cerca da obra que pretende fazer aa fn
posterior do tea sobrado da ra da Cadeia a1
freguezia, e oulro te opon io a prelrnjao de Va._
lo de FreiU* Tarare*, qoe requeren allerajla aa
pr ojecta i a travessa de S. Gonjalo para a ra da* Bar-
reiras. Neste segando parecer propex a "ramiiili
e foi approvada, a supprei-ao d* referida raa, e a
subslilucao por oulra, qoe parta do lirMo daa Kar-
reirat, em seguimeolo a margem dai camba**, re-
servando-se a eommissao para rppnrlnnimccte apto
tentar esla o oatras allerajet da planta da cid***.
O Sr. Franca apresentoo orna postara addiciaaal,
que tei approvada cosa peqnenas modifictjet, pra-
hiblndo aa frisureras o a qutesquer prnnti qaa a*
empregam no trafico da lavar e preparar frenara*,
o fazer esle servijo dentro da cidaoe, permilliaoW
somenle na* immeditjes do maladoore, e e aa raa
Imperial, ao tul da fabrica de tabla.
O Sr. Barrot Brrelo fez o segoinle requertmeato,
que foi approvado.
Requeiro que a cmara peja autarisaji* aa (JO-
veruo, para reatar proposiat com o fim de tdlieei
uma casi para aTetsoes da cmara e ora i
ro, dando por um cerlo numero da aonos o .
mente do imposto de 500 rs. par eabeca 4*
morlo no municipio, sendo estet obra* feila* i
do a* plantea e orjamenlo que e cmara
depois de receber at propctlat quo te lhe ap._
retn. Pa jo da cmara 11 de mareo de 1857___M.
de Barro* Brrelo.
Mandoo-ie remetler a' eommissao de edificara**
nma pelijao, viada da presidencia para ter fajar-
mada, do vigario Manoel Vrenle de Araoj*. roaae-
reiido na qualidad* de tetlamenteiro invialmlmle
dos bens da fallecida D. Mara Serpa, Ulula da lar-
reno por Iraz da roa Nova, qoe fax parte da naca
do eaptm. r ^
Detpacharam-se as pdijoe* de Bernardina de Sa-
na Das, Domingos Jos Pereira da Costal Franrt*
co das Chagas Bezerra, Jo3o Loiz Ferreira Klbeira,
Joaqun) Tavares Rodovalho, Joaqoim daa Seal**
Dioiz, Joaquim Francisco de Paula Esleve* Clieui.
le, Joaqaim Francisco de A buquerque Saaliaa*
Jote Francisco Pereira da Silva, Marrad Caricia
(ornes de Almeida, Manoel Ca ni pe lo Jae
Gama, e levanten-** a tetao.
Eo Manoel Ferrera Acrinli, teerdari* a u
Rago e Albuquerque, presideole. Barroca__
Franca.Vianna. Mello.
- I
Pfel^
4 VULSA
TBSDSLflSUo
Teve logar, como annunciamos, o beneficio
concedido pelo Sr. Joao Caelano dos Santos, em fa-
vor da Associajao Typographtca Prrnambucana. O
especlaculo foi verdaderamente hrilhanle e nume-
rosamente concorrido. Ainda por esla vez, o Sr.
Jo3o Caelano rouhou a admiraran geral, lao natu-
ralmente desempenhnu o diflicil papel do general
conde de Saint-Andr, sustentando o carcter do
cgo a par da austera gravidade do pone do conde.
A scena da reviste dos Invlidos e aquella em que
o conde reconhece a vivandeira, enliga companheira
d'armas do sargento Bernardo, ,o verdaderamente
inimitaveis. Parece-nos al impossivel mais natu-
ralidade, mais singeleza do que o Sr. Joao Caelano
slenla no pairea O eximio artista he uma dessas
iutelligencias buriladas, um desses typs felizes de
imitar.lo, que admira, que pasma, que arrebata,
I commove e allrahe, mas que se nto pdedisseccar
peranle a mesa anatmica da critica. Como dase
mos, o espectculo foi esplendido. Algnns de nos-
sos umaos, homens d'arle, recilarara brilhanles ins-
pirajes poticas, assim como o Sr. Pedro de Cala-
saos, que, ffcla segunda vez, elevnu a sua voz no re-
cinto do Ihealro, para applan r o irm3o-genio.
Se ha uma forma 4a lili, raima que enlre nos
carera de anmajao, he pot tem duvida o drama.
Evidentemente somos bem pobres na connepjao co-
mo n'arle do drama, dSo porqoe nos fallem latentes
especiaes, mas porque o goslo cada vez mais se vai
perdendo, em ausencia de Irabalhos regulares. O
Santa Isabel, edificado, segundo os preceilos d'arte,
e com delicado gosto, pareca annunciar ao nosso
Ihealro um teluro esperanjoso. Entretanto em pou-
co concorreu para o progresso dramtico. Espere-
mos um pouco. Em breve nem se fallara' oe Ihea-
lro. E poucos sentirao a falla dessa ulil r*ers3o.
Assim he que o goslo se mirra, como delinba a ar-
vore quo o cullor nao monja. Sohretudo o goslo
lyrico nao existe quasi absolutamente enlre nos. Nao
fazemos carga ao governo -do enlorpeciineiilo des*e
nosso fino lenlido, porque o governo vola ao Ihealro
o subsidio de 12:00(J90UO rs., o que ja he ama aui-
majao vanlajoaa. Mas porqoe nio se eqnlralara' uma
eompanbia lynca ? Estaremos acaso a' quem do
Maranhao > Que icepliciuno he esse dot nossos ho-
a possamos nstonlar !
apreciar? Mas como
mens ? I)ar-se-ba que n3o
Que o publico, nao, a suba
implantar o gosto "(Sao eremos que lal seja a ra-
zao. Ue verdade que o nosso publico he bem pou-
co cultivado acerca do que respeila ao ihealro ; en-
tretanto so o francez o podera' exceder om curiosi-
dade. O seu proprio enlorpecimenlo, a Talla abso-
luta de divcrlimenlos, que Uies mitigelo as fadigas
do trabalho jornaleiro, coucorrem activamente para
desp*rlar-lhei a aneiedade, por Indo quanlo he no-
vo, bom oa mo, eom lano que nao filie o aonon-
CAMARA MUNICI PAL DO RECITE.*
SESSOEXTRAORDINARIA EM 11 DEMARCO
DE 1857.
Presidencia do Sr. Reg e Albuquerque.
I resenles os Srs. Barros Reg, Vianna, Franca,
Barate, Barros Barrete, Barroca, Reg, e Mello, a-
bno-se a sessao, e foi lida e approvada a acta da an-
tecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Lm officio do Exm. presidente da provincia, au
lorisando.a cmara a elevar a 1 rs. diarios o orde-
nado tes guardas municipaes, como se lhe havia pe-
dido.Inteirada, o mandou se commonicar ao coo-
lador e procurador.
Oulro do mesmo, enviando, de conformidade com
a resolujao da assembla legislativa provincial, o re-
querimento que a' mesma assembla enderejaram
alguns dones o CMxeirosdc laveroas, pedindo para
estes eslabelecimentos se conservarem abortos nos
domingos e das sanios al ao meto dia smenle ;
alim de que a cmara informasse a respeilo. A'
eommissao (le peliees.
Outro do mesmu, remullendo copia do officio qne
em dala de 10 do corrente dirigir ao juiz de paz do
primeiro dislriclo da freguezia de Jaboateo, desig-
nando o dia 26 de abril prximo vindouro para a
tnstallajao da respectiva junta qualificidora. In-
teirada.
Ootro do presidente interino da eommissao de hv-
giene publica, remetiendo copias dos pareceres dados
pelo merabro da mesma eommissao, Dr. Jo3o Jos
Iniocencio PoRgi, a respeito n3o s da preleucao de
Joaol.uiz Ferr ra Ribeiro & Irmilo. orno da's sal-
gadera, nos povoados. Lido o primeiro parecer, e
nosio era discussao, o qual se oppanha a' conslrocjao
de padanas no lugar do Campo Verde, por licar pr-
ximo a cidade ; a ornara, i.ao obstante, concedeu a
lieenca requerida peloi referidos Ribeiro & Irma*
para eslabelecerem a sua padaria naqudle lugar,
guante porem ao segundo parecer, resolveu-se foso
iransniutido a' eommissao de saude com a nelicao
que o molivou.
Oulro do engenheiro cordeador, dizendo que lendo
que dar seu parecer sobre desenhos que representara
edilicio a construir, por alguns particulares, acha,
va-se embarajado a visla dos termos empregados
pelas posturas em vigor, pois que, determinando ellas
o miuimo do v.lo que devem ler os meamos edificios,
bem como da allura e largura das respectivas portas
e janellas, parecia-lhe que deixavam ao arbitrio dos
particulares o augmente destas dimenses, e que tan-
to e<(avam elles disso persuadidos, que era algum
dos desenhos que lhe leem sido aprescnlados, ha por-
tas de l:i palmos de allura o oulros de ele de lar-
gura ; mas que parecendo-lbe qoe nao querera' a c-
mara permillir 13o grande irregularidade, que ron-
correr' mu duvida para desfeiar a cia)ade, pois que
ler-se-hia que ver portes de 13, 14 ou 15 palmos a
par de oulras de V2 ; pedia lhe esclarecose a cmara
a respeilo, para saber regular-ie.Mandou-se res-
ponder que o mnimum determinado pelas psteras,
asaim a respaile do v3o que devera ler as esas, como
d largui a das respecliva portas e janellas, devia
ser rigorosamente observado, sem augmento nem di-
minuijao, nos edificios ordinarios, mas que nos pre-
dios de maiores dimenses e fora do commum, as
larguras de mas portes e janellas podiam exceder o
mnimum, core lauto qoe iiessas dimenses se guar-
daste sempre a devida proporjao em rellirao ao vao
do predio.
Ootro do ajadante da casa de datenjio, icrvindo
de administrador, reqoisitaado nove garrafa* d azei-
HEFAKTICAO DA POUCIA.
Occurrenciai do dia 4 e 5 de abril.
Cumpro-me levar ao eonhedment i da V. Exe.aaa
foi preso a minha ordem e roeolbid* ea etlide
maior do qaarlel do corpo de polica o Rvm. Fre
Adorno da Rainha dos Aojos Machado, por crian
de estupro e rapio.
Da* difierente* parlicipajoe* bonico* baje rara-
bidas nesla repartijao conste o segoinle :
Foram preso* : pela subdelegada da freg** da
Recite, Joao Evangelitla dos Santos Leal, par eaa-
briagnez. '^
Pela sublelegacia da rreguezia de Santa Antedi
Benedicto Eugenio, por infraejao de peati
oieipaes, Francisco Jos Ribeiro, para at
am crime de forte.
Pela sobdelegacia da freguezia de S. Jeee, Jeaa
Antonio Cedrira e Maood Francitco, ambo* aar
ebrios, Joaqoim Ferrera dot Anjos e Jotnna Fraa-
cisca, por desordem, Alejandre Francisco d* raiva
Januario> Ferrera do Espirilo Sanie, Coa*laaia*
Jos do Nasruneulo, todoa por desobediencia.
Pela subdelegara da frcgeezia da Bat-VisU. *
pardo eteravo Crispim, por infraejao de talaajm
manicipaes, Ma.ia Joaqaina do Etpirilo Sid* e
liosa Mana de Santa Anna, por dcsorddra*
Pela sobdelegacia da fregaetaajjo* Af.gad**, Ja-
ic Antonio de Paula,por leulalivTde mor*, o L*Jtf
renltoo Joto Joaquim, por ebrio.
^omntutticaDo.
RELIGIO.
^m.
O PERDAO.
Si quis peccareril, adeoratum hahemus atm* a*>
trem Jesum Chrittmmyustum, elipse ett propt-
tmto pro percuts nottrit : non pro' iiiafifj -
tem tantum, sede eliam pro tnttu rntrntU. i I
Joan, 2.)
. Oerecido ao Sr. Dr. Aprigio IjaaatMraat )
A moutanha, mniuanln, eis V*Wpa,'*t* *
da dos grandes myleriot do Dao* de J.eab Atcen-
aamus ad montem Dei Jacob. De tenho da dar e d*
opprobno a que se acha atado, do alto da crai, bem
como a 'ue que se retira da sombra, e ae eolleea aa
candelabro, o verbo de Dos feilo homem, a **b-
dorta encerrada, a verdadeira luz que illumma *
iodo o homem que vem a esle monda, brilh* eaaa
extraordinario esplendor no momento aaeaaaa cea
que parece qnaii eilingoir-te. O Deot de matetlade
e de gloria publica sua religiAo de amor. O araada
monareha do universo promulga o seu codita de par-
len,, jaslija. O lilho de Deot falla, pela dlima vea
aos hlhosdos homem. O enviado dos rao* rnaaifaeta
a Ierra seas orculos cierno*. O mait lerna da* pan
declara saa ultima vonlade, o dita o tea lestaretate
em favor de rudos ..grates. TetUkmlur in cruce De-
mmu (Ambros. in Luc.)
Oh precioso testamento, cuja aal aira dwpetir.
he uma orajao ch.-i. de laraoraajlenieacia ...lia.'lM
para nos! pls quo, ;10 pit%0 p^Rwpiar, ..i
a reconciliajao, o perdao, o rsquaeimenlo. aasaaara
a todos os percadores o perdao* esaaecimenlo, a
reconciltajao. >
Ora, he esle mvtterio de misericordia ininila qae
!v. Joao annunoa ajastes termo* : se algom da v>
ti ver a desgraja de caber no necead*, nio deaeepeea
do perdao ; porqoe temos jante aa Padre Blerae aa
pesso de Jesos Chrislo morlo por uos, nm advocado,
um protector sempre poderoso p*r*aa joxtica, **>
pre elemente por soa boudade. E nao be idmiatt
nosso mediador, mas he aind* a victima da atopi
ciaran, victima offerecida por nossos aeceado*, par
lodcs os prcidos do mundo, .s'i quis pecetcerit af-
cocatum habemus ele.
Consideremos, por (ante, hoje esta
morosa de Jrsu*. esse legado de valor
nos deixou nosso Pai, no momento em
(recava a inorle por amor de mis. Paetaiaa do
mait vivo reconheciraenlo por um lio grande lim
flcio, e de confusao em toce de nosta iiigralidaa, da-
(estamos desda j as nossat culpas ao pe da cruz,
com a conlnjao da Masiileaa a humildade da
bom ladrao ; e com lae* il.**a receber o perdao, que Jess Clin obleve : assim como poderemos lamben experimea-
(ar que elle he realmente no**o lerna advagada
junio ao Pai, e a verdadeira victima de propiciarla
por nossos peceados. Adcocatum hahemus etc.
- Primeira parte.
Um criminoso, pormeisinoene tederalo q*e tei,
he, segundo as lef romanas, nm ente veneravd
sagrado no instante em qne padece o aoppUei*. /te*
sacra rus. Elle lem dtreilo a rampaiae *da* pra-
pnos juizes que pro.u.nriaram jonlra elle a atalea
ja coudcmiialoria, doi proprios algozr* qae Ib* d**
a inorle, e jamis he permillido a quem qeer aa*
seja rcgosijar-sc rom os seus padecimenlo, allia|r
a soa pessoa. einsultar a sna dor.
Mas ah povo degenerado e croel! Eso* reaaei-
lo* q.ie a nalareza irapp, Ue as leii t*i
que foram sempre observados para com
culpados denlrc os filhns dos homens, lt*wnw-
mente esqoccidos, qoando se irala do filheealt***!
Apenas a cruz he basteada, aproa* erucilead*
he exposlo a visla des-e |>ovo immento qoe carrera
a esta execocao sanguinolenta, todo! o espectadora*
nitrera de alegra feroz, sem *ol*Tnecerem, ttm
te commuverem de nenhum modo om prtuaj* da
especlaculd .(oloroso, que *tTer*ce aquelle corpa la*
perteilo, e 13o delicado, saapeot por Ir* erivae.
cubarlo de chaga-, a verleado stng** : ddiim eea
pai o doui malfeiiores qoe ahi aebeea ae lata
tambem crucificado*, e comejam a vomilar i
I
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 7 DE ABRIL DE
v
1857
o Mesiias-
uin ini-
for-
Jeies Chrulo lomtoli o raai* acerbos iniullos ai
mais saerileiws provocacoes, as mii atroz blai-
pheraia. Assim, as dore* causada pelos cravos qoe
Iba dilacerara o corpo, 01 algoies, diz S. Leao, a-
junltm anda os tragos de palavras ch.i.s de ul-
trajes, proferidas contra elle por essaa lioguas ra-
passada ds veneno despide, ennegrecendo a sua
gloria e o en nome.
Todo* povo all regnrgitava, o cobria de inju-
riat: et stabat omnis poputus speclam et deride-
bant eum. (Luc.) (Ja principes dos sacerdotes, as
deutores da loi e os auciaos de Israel, esquecendolo r
propria dignidade e o respeito qoe se deviara rou-
tutmeole. confandidos cora a populaca, nao javam de tomar parte no insallo, e grupados ao re-
dor da cruz, em distancia de se fuerera onvir de
Jasas, diiiara-ans aos oolros,: oh qoe salvador no-
deroso nos lora enviado Elle, salvando os oulros
nao pode salvar-se a ai. Simililcr el priWiDes ,al
cerdotum, etc. (M.rc. Loe.) E.s o honemVo*i tem
pretendido pastar pelo Messias, pelo escolhino de
Ueos Eis o hornera que se arrogara o titulo de rei
Luc.| Ah! se elle he verdaderamente o I
rei que no fra permitlido, porque nao faz
.agre? Porque se nao livra pelo sed proprio es
So, e Mo desee agora mesrao da cruz em nossa pre-
enca 7 !se tal fues.e, poderia ser que entao acred-
tenlo.melle. Si rtx Israel es), descendat etc.
(SMlli.^aiare.) Ve. povo judaico, aquelle que leve a
audacia da acclamar-se filho de Deus! Se elle re-
presenta a verdade, porque Daos, que he sou pt*
senao apresta em vir livrar de nossas raaos esse filhu
muito amado, em quera elle poz todas as suas com-
placencias iConfidit. (Main.)
Anda ruis. Urna forja oceulta invisivel pare-
a eieilar todo aquelles qoe clavam presentes,
vocirerajuto a maldic.ao e o ultraje Os mesmos sol-
los^romanos, posto que eilraohos ao sentiaieolo
B_o*io iureroal de que os Judeos se achavam pos<-
sujfjos epnlra o Salvador, inultavam-o por toa vez,
^Tzendo-lhe : Poderemos nos crer que sejas t o rei
'dos Jadeos? Pot bera: se tu realidade s o rei u
Msalas, salva-te e musir o leu poder. Iludebant
*' ele. (f.uc.) Al os que passavam, qoe neuhama
parle haviam lido na cutidero iiarflo, vendo a cruz
erguida nos vaos do calvario, misturavam suas blas-
phemias com as injurias dos que, collocados em lor-
no della, oalriam-se das penas e opprobrios de Je-
>ss CraciGcado. Faziam Ihe venias em sgnal de
mofa, dizendo-lho, em tom de insultante irona :
Desgranado, t que queras destruir o templo de
Dos e reedifcalo em tres dias Tu qoe le gabavas
de poder obrar um tao granle prodigio, porque
nJo fazes o radagre a perder de visla menor, de sal-
var-te i ti mesmo ?! Se s o filhojde Dos, prova-o,
teaeendo da cruz, a Prastereuntes aulem. etc.
(Main.)
Era orna palavra, loda a corapaiio parece ex-
tiocla naquella mullido feroz: Judeos e Roraanus,
principes e povo, espectadores e algozes, raostram-se
todos dominados de um furor incumprehensivel. De
todos os labioa partem as mesraas vociferaedes de
odio e desprezo contra Jess, porque estes sentimen-
tes pullolara em lodosos corases: um concert un-
nime de mal lices, de ei.probrac.Ge*, de sarcasmos,
de nlasphemias e de insultos, levantando-se do lo-
dos os pontos donde se pode avistar a cruz, fatia ro-
snar nos ares urna consonancia infernal, que um echo
de horror repercuta pelas teoslas da moiilanha.
O crueldade! oh barbaridade! oh huraaoidade ul-
trajada oh magestade de Dos calcada aos ps !
Dewie a origem do mondo, jomis os huroens ha-
viam levado lio longe o endurecimeotu, o orgolho,
a perversidad, n impiedtde e o sacrilegio !
Mas que vejo"? O eo cobre-se de lrev, a Ierra
ondula; em seos gonsos, o sol se obscurece e nega-se
a Iluminar Mo proterva alroeiotde. A nalureza
inte ira uae pode supportar o horrlvel allentado,
eomeaellido contra seu divino autor; todas as crea-
turas geraera : omnis crealura ingemiscit (Rom. 8)
Miseria! O alissimo' prepara-te paTa a v ni janea !
O crucificado volve aos cos olhos lurvos, fazendo
sabir ao Ihrono de seo pai echos de sua voz mori-
bunda. Geraco brutal, cessaste de existir des-
graciada ais a eolera celeste que provocaste, pres-
te* a manifestar-te Eis qoe te sorprende o espan-
toso caatigo, de qoe fotte tantas vezes ameacada !
quero le defender agora da ira de Deoa, e como
Iba podaras escapar ?...
(Paraphrases do padre Ventura..)
Conego Piolo de Campos.
(Continua.)
otie$ponbcncia
Sri. redactores : l.endo ou seo Diario de hoje
a mu ha nomeac.ao, para o logar de secretario da
polica da proviocia da Parahiba, jolgo do meu de-
ver declarar solemnemente que nitu suliciiei este lu-
gar, perecendo-me escasado dizer qoe o nao aceito,
visto como be elle inconlestavelmenle incoropativel
com a nobre profissao de advogaJo que exerco nesla
cidade.
Com a pBblicaelo'deslas linhas obrigaro seo as-
tigoante e constante leitor,
Joaquim de Souza liis.
S. C. no Recife 6 de abril de ls.T.
Boenos-Ayres~Brigue porloguez aResolvidoa, Bal-
lar & Olivara, 300 barricas atsuear.
Buenos-AyresBarca ingleza oCounealho, Isaac,
Curio & Compaohia, 250 barricas assocar.
Exportacao,.
Penedu, hiate nacional aSergipano, de 54 tone-
ladas, condozio o seguinle :148 volumes diversas
mercadorias 102 ditos diversos gneros.
ECEBfiDOUIA UK ItKNlMS IMEHNAS (jE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia 1 a 4 .... 4:693G98
dem do dia 5........|:5I9|6S0
(i:207337
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do dia 1 a 4 14:9158.157
dem do dia 5........ 3:6003810
18:5168197
-atOD ^C.i4
to
Navio- entrado no dia 6.
Macis2 dias, brigue escuna de guerra inglez
Spy, commandaule Locrafi.
4e*. *0.
0 lllm. Sr. contador serviniio do ins-
pector da thesouraria provincial, em cum-
primento da ordem do Ksm Sr. presidente
da provincia, de 31 de marco ultimo, manda
fazor publico: que no lia 23 do corrate,pa-
rante a junta da fazenda da mesraa thesou-
raria, se ha de arrematar a quem por menos
Uzer a obra do empedramenio do 22.- lanco
da estrada da Victoria, avaliadaem.....
10:9678550. A arrecadacStr ser feit* na for-
ma da lei provincial n. 343 de 15 de ruaio do
1854, e sob as clausulas especiaos abaixo
copiadas. *
as pessoas que se propezerem a esta arre-
matagao, comparecam uasala dassesses da
mesma junta no dia cima declarado, pelo
meio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o pre-
sente, o publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco, !. de abril de 1857.O secre-
tario/A. F. da AnnunciacSo.
Uausulas especiaes para a arrematarlo.
1.a As obras do empedrameuto do 22.-
lanco da estrada da Victoria, far-se-bSo de
conformidade com o orcamento, planta, o
perfis, approvados pela directora em conse-
lho,' apresentados a' approvao do Exm.
Sr. presidente da provincia, e reconsiderado
na razo de 8$50O *., por cada braga cor-
rente de empedramehto em 10:9679550 res.
2.a O arrematante dar principio as obras
no prazo de um mez, o as concluir no de
12 mezes,ambos contados pela forma do art.
31 da lei provincial n. 286.
3.' O pagamento da importancia da arre-
matado verificar-se-ba em tres prestacOes
iguaes, o a ultima das quaes sera paga na
occasiao da entrega definitiva, visto nao ha-
ver prazo de responsabilidaus.
4.a O arrematante n3o ter direito a re-
ceber o pagamento de nenhuma das presta-
cOes no exercicio corrento.
5 Para ludo mais que nao se achar de-
terminado as presentes Clausulas, nom no
ornamento, seguir-se-ba o que a respeito
disppde a lei provincial u 286.
Conformo.O secretario, A. F. da Annun-
ciarau.
Dtdf*gf3
Correio
j-erul.
Srt. redoefores.Taodo de seguir ii.iuha viagem
pira a Europa,faltara a urna de miuhas obrigasoaa
mais resnelas, sanan maoifeilasse us sinceros votos
de eiitroa, e gratldSo de que me aclio penhnradd,
pelo bom acolhimenlo qoe me prestara'm mullos Srt.
pernambu^anos ; a quem cordialmente agradeso os
bens oflieios por mim recebidos : so relirar-me da
linda hospitaleira cidadedo Recife, cumpre-me
de>pedir-me de todos os Srs., qoe riveram a boiul,--
de de honraa-me com soa confianza, nlTerecend
Ihe na cidade de Lisboa, para onle tenciono dirig
me querenil Dos) o meu presumo; lerei mu
prxaer reeebendo qoalquer ordem, po-la logo el.,
exeeuclo : porque so dette modo poderei desempe-
nhar a divida de meu eterno Teconhecimenlo.
Pernambuco 6 de abril de 1857.
O conego tigario, Domingos Jos da Silva.
fWS.
r AC DO RECIFE 6 DE ABRIL AS
3 HORAS DA TARDE.
Cotac,ues ofHeiaes.
Cambio sobre o KaSe Janeiro1 ", de descont.
r'redtrico Robitliard, presidente
P. Borges, secrelario.
CAMBIOS.- ,j ^
Sobre Londres, 27 3|4 a 60 d. e 27 7|8 a 90 d.
c Pars, 350 rs. por fr.
c Lisboa, 95 por % de premio.
Rio.de Janeiro; 2 por 0|n de descont.
Acedas do Banco, 40 a 45 de preratt
c companhia de Beberibe 349OOO.
< companhia PernJmbacana ao par.
c Ulilidade Publica, 30 por cauto da premio
Indemnisadora. 52 dem.
c da estrada de ferro 20 por 0|n de premio
Discoot de lettras, de8 a 10.
Dito do banco8 a 10.
iiuro.Oncas liespanholas. .
MoaagMe 69100 velhas
c 'sVV 69400 novas
c a 49000. .
Prala.PalacOes brasileiros. .
Pesoa eolumnaVioa. .
a tauicanos. .
AI.FANDEOA.
Kendimenlo do dia 1 a 4 .
Idera do dia 6 ......
28 a 289500
. 16JJO00
. 16JO00
. 99000
. 20O0
. 29000
19860
* #
87:4679549
28:6279814
om verguinbas, arrobas 1, rame de ferro
de amarrar, arroba 1, cadinhos do norte, n.
10, 20, caixas com folhas de (landres dobra-
das 4, ditas com ditas singlas 6.
5.a classe.
Sola cortida, ineios 200, flo de volla fino,
rrobas 2, inbas brancas, libras 10, ditas
Dretas, libras 10, brochas para sapateiro, mi-
lheiros 10, capa-rosa, arroba 1.
Para o fornecimento de Iuzes as estacoes mi-
litares nos mezes de abril o maio deste
anno.
Azeite de carrapato, caadas 930, dito de
coco, caadas 47, fio do algodSo, libras 96,
pavios, duzias 9, velas de carnauba, arro-
das 10.
Quera quizer vender, a presento as suas
propostas cm carta fecheda. na secretaria do
conselho as 10 horasido da 14 de abril cor-
rente. ''.
Sala das sessfics do conselho administra-
tivo para fornecimento do arsenal de guerra
3 de abril de 1857-------Manoel Ignacio Bri-
cio, major presidente interino.Bernardo
Pereira do ('.armo Jnior, vogal e secretario.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de
fazenda desta provincia, manda fazer publi-
co, que, em cumplimento do determinado
em ordem do tribunal do thesouro nacional,
ti'm de ser arrematado He um a tres anoos,
que comecavam a correr do 1 de julho pr-
ximo futuro, o servico da capatazia da al-
fandega desta mesma provincia,ja quem por
menos (izer ; maiores ou melhores vanta'-
gens oflerecer em favor da fazanda, e que
nos termos do art. 64 do regulamenlo de 22
de junho de 1836,Jo referido contrato andar
ra em praca por 30 dias consecutivos conta-
dos do 1.* de abril prximo futuro em dian-
te, e ser arrematado no dia 30 do dito mez
de abril, a 1 hora da tarde, perante a* ibe-
sourana. Os pretendentes comparecam com
seus fiadores legalcente habilitados no lu-
ir do costume.
Secretaria da -thesouraria de fazenda de
Pernambuco 2 de margo de 1857.o official
maior, Emilio Xavier Sonreir de Mello.
116:0959393
aln-il.
Descarrtfant'hoje 7 di
Barca inglezaNaophanlemercadorias.
Barca inglesaAno Baldwincerveja, ferro e tainas
Brigua insleaMartha Milesferro e cerveja.
Patacho portagoezAlfredovin'io
Brigue austracoLijubicafarinha de Irigo.
Patacho americaa*A. A. Chpinanidero.
eORTAtfla'O.
Vapor nacional Salvador, viudo dos porlos|
do ul. mamifesloo o feguiol^Zjj.
1 caiva iguora-s; a'SchafRejiBitwj! C.
1 dita dila : Joaquim P. MendiGuimarae'.
1 volme dilo ; Jos Joaquim Amonio.
1 dito dito ; a Antonio Pereira qKCTiveira Ramo-.
1 dilo dilo ; a Antonio Pas** Mello.
1 dito dito ; l.uiz Antonio da Siqueira.
1" dilo dito ; Joflo Anclad.
2 dloa dito ; a Joau Caetano das Suito--.
1 erobrulho dilo ; a Jos Moreira rispes.
1 dilo dito; a Lemos Jnnior (t l.eal lien.
.1 lata defolha dito ; a Carlos Justiano Rodrigues.
1 rhapaleira ; a Koliuo ( ines Fonteca.
1 caixinha dilo ; a Manoel Jos da Costa Forlo.
1 caitota dito; ao conselheiro Srbastiao do Reg
Barros. *
OJNSULADO (ERAL.
Rendimsnto do da 1 a 4 28:0009635
Ida da dia 5....... 7:7619029
35:76l66i
LMVKtWr\&-t?ROVINCIAS.
Rendimentodo* 1 a 4 1:2389376
dem do di i 5....... 8219183
2.-0598559
DESPaCUOS DE EXPORTACAO Pela MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
5 DE ABRIL DE 1857.
LisboaaVigo* portagoez aViajanleo, diversos car-
regadores, 750 aaccos assocar, 17 couros saliiados.
LisboaBrigue portugoez Encantador, diversos
' carregadores, 1,500 aaicos estucar roascavado.
LiverpoolBarca ingleza Oberon, Roslron Roo-
Uet & Companhia, 170 sacess algod.io.
pori0__Brigue brasileiro Despique de Beirizn,
diversos carregadores, 50 saceos assucar, 1 barril
agurdente.
Briah Waller Escooa honoveriana Joliannt,
Timm & Companhia, 984 couros salgados.
LiverpoolB^rca ingleza Oberou, diversos carre-
gadores, 658 coaros salgados.
PortoBrigue portagoez oS. Manoel I, diversos
carregadores, 20 saecat algodao, 263 couros tal-
gados.
J.isboa Brigue portagoez I-ala III, diversos
carregadores, 100 saceos assucar branco e masca-
vado, 30 tecos gomma.
LisboaPatacho pqrtoguez aMaria, Domingos Ro-
drigaei da Andrade, 500 meios de sola.
RelacSo das cartas soguras vindas do sul
pelo vapor S. Salvador, para os senhores
abaixo declarados:
Affonso Xavier Fortes de Bitancourt.
Antonio Pires Ferreira.
Antonio de Vasconcellos M. Dmmmond.
Ballazar Jos dos Res.
Bastos & Lemos."
CbristovSo Guilherme fireckenfeld.
Domingos Alves Matheos.
Bomingos das Neves Teixeira Bastos.
Filippe Lopes Netto.
Francisco Gofcal?es de Oliveira Sobreiro.
Francisso Jos Alves Guimaraes.
Francisco Pinto da Oosta Lima.
Francisco Manoel Paraizo Costa. .
Francisco Seraphico de Assis Carvalho,
Francisco Severiano Rabello & Filho. I
Joaquim da Costa Dourado.
Joaquim Ferreira Mendos CuimarSes.
JoSo Baptista Fragoso.
Joaquim Bernardo de Magalhes.
Jos Alves de Moraes.
Jos Antonio de. Andrade.
Jos Marcelino Alves da Fonseca.
Luiz Jeronv mo Ignacio dos Santos.
Luiz Jos de Souza.
Manoel Goncalves da Silva.
Tiburcio Antunes de Oliveira.
TaSso lrmSos.
I'.elacao das cartas seguras existentos na
adrninistracao do correio, para os senho-
res abaixo declarado* :
Caetano de Castro.
Carlos Jos de Mattos Vaneque.
Francisco das Chagas Bezerra Alvares.
Francisco Ignacio dos Santos.
Justina Lins Machado.
JoajrjttttrrAtves da Fre tas.
Joaquim Augusto de Siqueira Lima.
Joaquim da Silva Pereira.
JoSo Antonio da Piedae.
Josepha Joaquina de Vasconcellos.
Lino Jos do Castro Araujo.
Marcelino do Souza Lima (2).
Manoel Jos Ribeiro Cavalcanti Lima.
Manoel Thomaz dos Santos.
SebastiSo Anuda Miranda.
Rocha, Lima & CuimarSes.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar
os objectos segu nte :
Para o 9.- batalhao de infantaria de linha.
Papel almaco re,smas6, pentias de. ganco
400, canelas 2, lapes 72, tinta preta de escre-
ver, garrafas 6, areia preta, libras 6, cartas
da a, b, c, exemplares 20,'taboadas ejem-
plares 20,grammaticas porluguezas por Mon-
te, ultima edicSo, exemplares 6, compendios
de arithmetica por Avila, exemplares 6, pau-
tas 6, traslados de escripia 20, clorrelo de
soda, libras 4, zarcSo, libra 1, livro impres-
so para registro auxiliar, do geral do bata-
talhao, para os assentamentos, contendo 32
folhas, 1.
Companhia Dxa de cavalharia de linha.
Aparelhos de limpeza 64, bolsas para os
mesmos 64, bornaes para racao de cavallos
64, mantas de algodSo 64, silbas meslras,
64 silhas de panno 64.
Fortaleza de Brum.
Livros em branco pculados de 150 fo has
1, bandeira imperial de 8 pannos, de filete,
balanca de conchas de ful ha 1.
Hospital regimental.
.lssucareiros de louca 15, bacas de ra-
me, sorlidas 30, bacas de louija 10, barretes
de algodao 70, bules de louca 15, chinellas
de-couro, pares 100, colches 8,comadres de
estanho 2, conchas de cobre 2, esquife co-
berto 1, facas pequeas para cozinha 8, fre-
gidoiras de ferro, sorlidas forradas do por-
cellana 6, mantas de Jaa 46, manteigueiras
de louija 15, panellas de ferro, sorlidas, for-
radas de porcellana 9,pannos mortuarios 2,
paes de ferro 3, travesseiros 8, sincto sem
archas, pequeo, para marcar paael com o
distico, Hospital Regimental de Pernambuco
1, brim brancojliso para 608 camisolas, 200
fronhas, 214 guardanapos, 32i lences e 24
toalhas, varas 6619, chita para 12 coberUs,
covados 120.
Botica do mesmo hospital
Caixas com capsula de copahitia de Moths
12, espumadera de folha 1, ierro preparado
pelo hydrogeneo, oncas 2,' vnho branco,
garrafas 16, vinho linio, garrafas 16.
Fornecimento dos armazensdo Almoxarifa-
do officinas de i. e 2." classe.
PranchOes de pinho de 11 polegadas de
largura 12, arcos de Ierro a i 1|2 polegadas,
arrobas 10, pregos caixes, milheiros 10, o-
loode linhaca, arrobas 5.
3." classe.
Ferro inglez redondo 3|4 de polegada,
quintaos 20, dito dito em barras de 1 1|2 a
3|8 de dita, quintaos 30, dito sueco quadra-
do de 1 polegada a 6|8, quintaes 50, safra
grande de 2. ponas 2, dita pequea 1, fole!
grandes 2, rame de cavilha, arrobas 10, dito
grosso do 1 112 oitavo de grossura, quintaos'
3, tornos grandes para bancada 12, limas
chalas de 8 polegadas, duzias 7, ditas mugas
chatas do 8 ditas, duzias 8.
4.* classe.
rame de la tao n. 13, arrobas 2, estanto
THEATRO
DK
sania Isabel
SABBADO, 11 DK ABRIL.
Recila extraordinaria.
Por justos motivos, n3o ple snb r a cena o dra-
ma annunciadoOs seis degraos do enme. e re-
preseotar-se-ha estila era eo lugar, a iutigne tra-
gedia em 5 actos, do Dr. I). J. G. de Magalhaes :
ANTONIO JOS
OU
0 POETA E \ IMQIIISICVO -
J ii.i.i Cae la mi far a parle de Antonio Jos, por elle
ereada.
Rematara' o espectculo a joco 1 acto.
AS COSTUREIRAS
As pessoas que tem encommeadado camarotes e
cadeiras, queiram procura-Ios al quarla reir ao
meio dia.
O resto dos bilhelet acham-se desde ja a' venda.
no escriplorio do theatro.
Principiara' as 8 horas.
Baile popular
DE
MASCARA E FHANTASIA
NO
PALACETE DA RLV Di PRAIA-
Nos dias 11 o 12 do corrente haverao bai-
les indubitavelmenle, para o que estar o
sai3o brilhantemente Iluminado. E para
commodidades dos concurrentes, haverfl
vestuarios a carcter, e da mais exquisita e
gi.iite phanlasia para alugar & -
os concorrelires^--li5irvi57t com"
oque sempre tem apresentado i.
ds popular, para que a par do progresso i
civilisac3o cjntinuu.uui dos poucos diver-1
limentos que temos tiesta provincia. Os
cartOes estaro venda no edilicio no r*'i
doalivertimento, o qual deve principiar ,s
8 horas da noite o terminar as 2 da i s-
nbaa.
E
para
itivie>o& th
t tu
X>$4
Ciupuiiliia hrasiieira
paquete a vapor.
de
O vur HANA', commandante F. F. Borges,
esptra-se u. porlns do norte al 10 do correte,
(Jevendo segis para Macei, Bahia n Ro, depois
da demora do .costme : agencia, na ra do Trapi-
che n. 40.
Companhia
pernambueana.
O vapor PERSINUNGA, commandante irfoirare,
espera-te ne-ie porto al o da 8 do ro'rente, Pica-
ra' logo a' caiga para os porlos do sul, para onda
sahira' o mais promptamenle possivel.
Para Lisboa sahe com brevidade o bri-
gue porluguez Encantador : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para
o que offerece bous commodos, falle ao ca-
pitao do musmo o Sr. Bernardo Auguslo Lo-
pes, na prega, ou aos consignatarios Thomaz
de Aquino Fonseca & Filho, na ra do Viga-
rio n. 19, primeiro andar.
Para o Cear vai seguir com brevidade
0 hiate Correio do Norte ; recebe carga e
passageiros : a tratar com Catflhno Cyriaco
da C. M., na ra da (adeia n. 2.
Lisboa.
O patacho portuguez Mara preteMc saltii;
para Lisboa no dia 12 do corrento; ainda
pode receber alguma ctrga : trata-se com
os consignatarios V'ovaes & Companhia, ra
do Trapiche n. 34 Tambem tem excellentes
commodos para passageiros.
1 Para Lisboa, com a maior brevidado
segu o brigue porluguez Bom Successo :
quem no mesmo quizer carregar ou ir de
passagem, dirija-se aos consignatarios Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar.
Par* Lisboa.
O novo e yeleiro plhabote porluguez Al-
fre lo, seguir para Lisboa com a maior bre-
vidade, por ter grande parte da carga enga-
jada : as pessoas que quizerem carregar
dirija-se a ra di Cadea do Kecife u 12, ca-
criptorio de Bailar 6t Oliveira
%tit^
O agente Borja fura' loilau em seu armazem.na
ra do Collegio u. 15, de una immensidade de
objeclos de diflerenles qualidadet, cousislindo em
obras de marcenara uuvas e usadas, lnur.i e vidrot
para servico de meta, eao/ielaliros, lanlernas, can-
dieiros de varios modelos,objectos da porcellona e de
marraore para enfeites de sala, qoinquilharias di-
versas, charutos flnoa da Bahia, ama porc,o de latas
de biteoilinhot francezes, llvrosi impressos ele. ele-
ele, : ludo sera entregue por qualqUer preco maior
que oflerecam, visto que nao ht limite algom, quar-
ta feira 8 do crranle as 11 horas em ponto.
I.eilfo a tiro de martello.
O agente Pestaa far leiliioem sen arma-
zem na ra da Cadeia do Recife n. 55, de
grande porcSo de mobia nova e usada, de
amarello e de Jacaranda, c uno sejam cadei-
ras, o de balando, consolos, m."frquezas, so-
,fs, mesas quadradas, e rei'ondascommodas
camas francezas, e do armaco, espelhos,
loucadores, varios relogios de ouro, e'de
prata, e para cima de mesa porcellauas, vi-
dros.candieiros, pedras marmores quadradas
o redondas.duzias de vinho de caj', 300 la-
tas de conservas do carne o paixe proprios
para embarque, e muitos oulros objectos
quesera impossivel enumera-los : quarta'
feira 8 do corrente as 11 horas da mar.haa,
assim como vender 60 barricas com bola-
xinha ingleza.
Transferencia.
O leilSo de peixe annunciado parar hontem
6, llca para hojo 7, as 11 horas da manhua,
no armazem do Sr. Anuas, defronte da il-
fandega.
IRMANDADE DE SANT'ANNA DA MADRE DE
DOS.
Uavendo o Eim. Sr. presidente da provincia, em
data de 3 de novembro do anuo prximo passado,
mandado entregar a esta irmanda le as chaves de
seu consistorio, (onde funcclooiva a aula de latim ,
e achando-se te muilo deteriorado, leve a sopradi-
lt irmandade de manda-lo apromptar e preparar de
cernemente, enllocando nelle a iimgem de sua pa-
'droeirn, e como' hoje pelas oilo hurai da nvinhaa
deva ler alienca i solemne, tanto dessa imagem como
do altar em que e ada, e depois llavera' nma mis-
ta cantada, o escrivflo actual convida a todos os ir-
maos para que se disnem a-sistir a esse acto. Joa-
quim Fraocisco da S Iva Jnior.
OescrivSn da irmamlade do Divino Espirilo
Sanio de San Francisco rnga a todos os mesarlos, e\-
inesariot e mais irmAos a comparecerem no consis-
torio da mesma irmandade, afra de assistirem aos
actos da semnna Sania.
Precisa-se de umaama paracozinhsr : na tra-
vessa do Diqoe n. 9, primeiro andar, casa de ho-
rnera solleiro.
Da-se um cont de reis a joros oo mesmo em pe-
qoenas porosas na ra de San liento na cidade de
Olioda, sobrado de um andar, varanda de pi, de-
fronte da la ii'ira do Varadouroi
IRMANDADE DO SBNHOR BOM JESS DOS
PASSOS.
O escrivSo da irmandade do Senhor Bom
Jess dos Passos, erecta na matriz de S Frei
Pedro Gongalves do Recife, em nome da
mesa regedora convida a todos os seus ir-
mSos para comparecerem sexta-feira 10 do
corrente, pelas 9 horas da manha, no con-
sistorio da mesma irmandade para encorpo-
rados acompanhar a procissio de enter-
ro, assim como encorporar no mesmo con-
sistorio as 2 horas e meia da tarde, para ir
acompanharem a prociss3o de Triumpho que
tem de sahir da Ordem Terceira do Carmo :
outro sim, pede-se a todas as pessoas que ti-
verem capas da irmandade em suas cusas, e
nao possam compadecer, o favor de as man-
dar entregar ao thesoureiro na ra da- Ca-
deia do Kecife n. 13. Recite 6 de abril de
1857. Oescrivao, Dominhos J.os da Silva
CuimarSes.
O abaixo assignado, aclia-se no exer-
cicio da subdelegacia da freguezia de S. Frei
Pedro Gongalves do Recife, e d audiencia
todos os dias.na casa da sua residencia n. 43,
da ra da Cadeia. Recife 6 de abril de 1857.
Manoel Luiz Gongalves Jnior.
Marcelina Mata da Paz, moradora na
ra de Santa Rita n. 58, otferece-se
ama de casa.
luga-so urna sala da um sobrado na
ra do Collegio, com alguns trastes, a qual
tem duas alcovas, o cozinha : a tratar na ra
do Cabug n. 9
Precisa-se de urna ama para o servido
de urna casa de pouta familia, dando-so pre-
ferencia a cscrava : na ra do Collegio n. 15,
armazem.
MUDANCA DE DOMICILIO.
r elix Venancio de Cantalicio, respeitosa-
mevte avisa a seus amigos e freguezes, que
mudou sua loja de alfaiale, da ra do Cres-
po, nara a da Cadeia, ctsa auarella por bai-
xo do terrado.
\*- Auga-so um sitio na Passagem, a mar-
Ti do rio Capibaribc, por lodo o mez de a-
squetn o pretender,dirija-se ao armazem
dajrua do Brum ii.24.
Precisa-se de um criado : na ra do
Hospicio n. 9
- D. Mara Candida da Silva Soarcs, vai a
Portugal tratar de sita saude.
59000 DE GRVTIFICACa'O.
Perdeu se na noite de Domingo, na ponte
da Boa-Vista, urna carleira contendo esens-
tos, uns verbos da gramraatica ingleza o por-
tugueza, e mais alguns papis com algumas
notas qle SO serve ao dono : quem achou a
dita carleira, queira levar no escriplorio dos
Srs. Rostron Roolcr & Companhia, na Pra-
ga do Corpo Santo, ou no escriptorio do Ca-
minhode Ferro, e receber a importancia a-
cima dita.
D. Paulina Caelana Soares Carnero
Monleiro, vuva de Bernardo Jos Carnero
Monlciro, convida as pessoas que sejulga-
rem seus credores, que aprsente suas con-
tas, ou seus ttulos, na ra do Crespo n. 9,
que achara com quem tratar ; isto o mais
breve possivl.
Vende-sc um sobrado de tres andares
no aterro da Boa-Vista : a tratar na ra do
Crespo n. 9
O secretario de irmandade de N. S. do
Tergo, convida aos seus carssimos irmSos,
para comparecerem na respectiva igreja,
quaria-feira 8, pelas 7 horas da manhSa, a-
lim de acompanhar-se a procisso do Senhor
aos enfermos na treguezia de S. Jos, bem
como no dia 19 as 3 horas da lardo para a-
companhar a procsso dos Passos do Se-
nfior, que tem de expr avista dos fiis a
veneravel Ordem Terceira de N S do Car-
mo, e no dia 12, pelas 7 horas da manhaa,
para acompanharem a procisso do Senhor
Rossucitado, que sahe da mesma veneravel
irdem.
Compra-so urna mobilia ja servida, es-
tando em bom estado, com os seguinles ob-
jectos : urna du/a de]cadeiras, um sof, me-
i redonda, dous consolos, e cadeira de ba
ango a tratar na ra es.treita do Rosario
u. 10, primeiro andar. .
Vende-so urna casa terrea, com sotflo
ndependdute, sita na ra da S-mzaia Velha
n. 14: trata-se no aterro da Boa-Vista n.
36, segundo andar, de manhS* at as 10 ho-
ras, c das 4 da larde em diaulo
OSr. Manpel Elias deSloura, nio pare-
cotermuita conlianga na illustrago c pro-
bidade da assembla provincial, visto que,
depois de havor dirigido a esta a sna supplica
para aforar mnlia estrada, dizendo ser ella
pertencenle a cmara de Olinda, que alias
nao quer lomar o que nfio he seu, resolveu
ir oceupando o publico com seus annuncios,
como fez nesle Diario de 4 do corrente. Urna
vez^ue o Sr Moura dirigio-so a assembla,
deixe que ella julgue como Ihe parecer de
jnstiea. Mas parece que o Sr Moura oque
quiz fo insinuar que eu conlessava ser o
terr#no da anliga estrada publica, quan'do
nunca semelhante cousa aventurei, o ape-
nas sustento, sustentei o heido sustentar que
a estrada que corre na minha proprieJade e
cujo aforamenlo pretende o Sr. Moura, nun-
ca foi publica, e apouas um caminho parti-
cular, que sempre pertenceu aos meus ante-
cessores, e hojea mim pertence. Espero que
essas insinuages nada inlluiro no animo
da illustie commissao que indepondente-
mente da recommendagao do Sr. Moura,
costuma prestar attengao aos documentos
que Ibes sao submetli Jos.
Recife 4 de abril de 1857.
Jacintho Alfonso Botelho.
RAPE' DE TODAS AS QUAI.IDADES.
Vcnde-se rap de Lisboa, Paulo Cordeiro,
princezado Rio Rocher,'Gasse grosso, meio
grosso, fino, Mouron : na praga da Inde-
pendencia, loja n. 3.
Vendotn-se pipas vasias de Lisboa, vin-
das do Rio de Janeiro, e juntamente 1 mo-
leque de 12 a 13 annos de idade, o ao com-
prador se dir o motivo por que se vende :
na ra da Senzala Nova n. 4.
Aluga-se I preto proprio para arma-
zem de assucar : quem precisar, dirija-se a
ra da Senzala Nova n. 4.
JNOVIOAE.
Avisa se aos senhores encarregados das
procissOes, que, oo deposito de seceos e mo-
lhados da ra de S. Francisco n. 6, existem
caixinhas do papel de cores cheias com con-
feites, amendoas e bolinhos, por barato pre-
ga, e proprias para se darem aos anginhos
no fim das procissOes, por seren muilo com-
modas e acetadas.
Hoje 7, as 11 horas, na saladas audi-
encias, depois de (inda a do Sr. Dr. juiz de
ausentes, se ha de arrematar o resto o ter-
reno pertencente a heranga de Antonio da
Trindade.
GABINETE PORTUGUEZ
DE
Em vista da teima da directora, em expo-
liar os socios, do tempo em que era de cos-
ime estar o gabinete aberto, ainda a des-
peito das Aiuias advertencias eexigencias
que se Ihe lizeram, e a que ella se negou at-
lender 11 com grave prejuizo mesmo do seu
bom criterio, muitos socios tem deliberado
suspender o pagamento das suas quotas, at
que ella revogue a sua Ilegal o degradante
dehlieraciio, ou at que urna nova directo-
ra a.satin o pratique.
As directoras presididas pelos lllms. Srs
Drs. Sarniento e Almeida ampliaram sempre
as regalas dos socios neste ponto ; a actual
restringue-as! quanto porcia se enganou
nos seus estravagantes devaneios-'! I quan-
to se expz ao ridculo I I..
He de esperar que o conselho deliberati
vo, por sua dignidade, por sua dedicagSo ao
estabelecimonto, ordene a revogagSo de t3o
anti-civilisador/i o illegal resolugo da di-
rectora ; com o que muito se acreditar, e
o estabeleci ment ganha' : evitar a sua
rpida ruina. Um socio.
Lotera
DA.
Provincia.
O abaixo assignado tem esposto venda
seus felizesbilhetes, meios e quartos da se-
gunda parte da sexta lotera do Gymnasio
Peruambucano, os quaes nao esto sujeitos
ao descont dos oito por cont da le.
Por Salustano de Aquino Ferreira
Jos Fortunato dos Santos Porto.
--- Vende-se urna escrava parda, sabendo
cozinhar o ordinario e ensaboar perfeita-
mente : a fallar na ra do Queimado n. 8,
loja.
Vende-se urna escrava moga com al-
gumas habilidades, assim como 6 cadeiras,
1 sof, 1 mesa elstica de jantarcom 16 pal-
mos de comprido, 1 espelho de paredo, 1
toucador, 1 par de bancas, ludo por prego
muilo commodo, por ser de uraa pessoa que
se retira : na ra da Roda n. 52.
Vende-se urna taberna bem afregueza-
da para a Ierra, p.-opria para qualquer prin-
cipiante, e tem commodo para morar um
rapaz solleiro : a tratar na mesma, na ra
da Senzala Nova n 2.
De ordem do lllm. Sr. proveflor da socie-
(Bj dadeOrtliodoxa, convido aos Srs. socios
para a seisSo de hoje, a's 4 horas da larde,
na ra das Agnas-Verdes n. 64, sendo i|e
grande importancia para os mesmos.O es:
at envin, Mauoel Joaquim Silveira.
H Recife 7 de abril de 1857.
Sellins
patente inglez.
Sao chr-gados e acham-se a vendaos verddeiros
e bem conlieeidus sellins inglezes patente : na roa
do Trapiche-Novo n. 42, armazem de fazeudas de
Adamson Uowie & C.
Perdeu-se na noite de 30 para 31 do
margo prximo passado, um capote de pan-
no azul fino : quem o tiverachadoe quizer
entrega-lo, queira trazc-loa botica do Sr.
Luiz Pedro das Nevos, ra da Cruz n. 24, que
ser gratificado.
Desappareceu da cocheira dosompibus
um cavallo alazo, quemdelle liver noticia
e quizer entregar, ieve-o a dita cocheira que
ser recompensado.
IRMANDADE DA MATRIZ DG SANT1SSJMO
SACRAMEMO DO BAIRRO DE SANTO AN-
TONIO DO RECIFE,
A mesa aclual desta irmandade, pelo prsenle
convida a todos os seut irroSos a comparecerem no
dia 7 do corrente as seis horas da manhaa, para en-
corporados acompanharem a procisso do Seohor aos
enfermos, qoe tem de sahir da mesma matriz no
meucionado dia. Consistorio da irmandade 4 de
abril de 1857. O esenvo, Tiburcio Valeriano
Baptista.
Precisa-se de um sacerdote para capel-
13o de um engenho distante desta cidade 8
legoas, que se preste a ensinar primeiras
lettras e grammatica portugueza a 3 ou 4
meninos ; paga-se bem : a quem convier,
dirija-se ao pateo do Tergo, casa n. 44, a tra-
tar com Manoel Eleuterio do Reg Barros.
Precisa-se alugar um* ou dous molo-
ques quo sejam espertos, para servigo muilo
leve, mesmo com idade de 9 anuos para
cima : na ra do Nogueira n 21.
Prccisa-se de urna ama forra ou capti-
va para todo o servigo tie urna casa de punca
familia ; na ra da Cadeia |Nova, defronte
da casa n. u.
doce do
A.
A confcitana 39 A, confronte ao Rosario
era Santo Antonio, avisa as pessoas que tem
encommenJ>.do doce, e juntamente aos fre-
guezes, que receben 6 arrobas da verdadeira
casca de goiaba.
Roga-se a quem for credor do casal
do fallecido JoSo Francisco Paos Barreto, de
apresentar seus crditos na ra do Colle-
gio, loja n. 3, afim lio se verificarem os mes-
mos, [.ara so proceder ao seu pagamento,
conforme se convencionar ; Picando preju-
dicados lodo e qualquer credor que se n.1o
apresentar al o dia 15 do corrente ; pois
que dessa data em diante se n3o attender
a quem nao se liver apresentado.
Pesc-se
No viveiro granle do sitio do Muniz, no
aterro dos Afogados.na terga, quarta,|quin-
ta, e sexta-feira, ca semana santa.
Fugio hontem as 7 horas da tnanh1a,uui
preto crioulo, de nume SebastiSo. que foi pe-
gado ltimamente no lugar do Cachauga,
temossignaes seguinles : levou camisa de
riscado, caiga azul, tem os ps incitados, he
quebrado, tem os escrotos grandes, e levou
ierro no pescogo : quem o pegar; leve-o a
ra Direita n. 24, que ser bem recompen-
sado.
Atteo^fto
No novo deposito da ra do Rangel n. 73,
confronte a botica que faz esquina para o pa-
teo da Penha, com a frente pintada de azul,
vendem-se p3es grandes e muilo saboioso, a
tres por dous, e outras varias qualidades de
massas por baratissimo preco no; mesmo
deposito, vendem-se bilhotes das loteras da
provincia, onde a se tem vendido varios
premios. '
Do engenho Capibaribe fugio em ju-
nho dn 1849 um escravo cor cabra, secco
do corpo, falla explicada e algum tanto fa-
nhosa por causa de muito tabaco que toma,
tem falta de um denle na frente, e os dedos
mnimos de ambos os ps trepam sobre o
oulro, chama-se Luiz, e intitula-se por for-
ro: segundo om annuncio da delegada de
Iguarassu', suppo>-se ser o escravo, e por
isso se doseja saber do mesmo delegado
aonde se acha preso, e a quem foi remotti-
do, para se poder verificar.
Protisa-se de urna ama do leito, for-
ra ou captiva : na ra do Hospicio u. 34.
Os administradores da mSssa fallida
de Joaquina Militan Amaral, pagara o pri-
meiro dividendo de dez por cento da mes-
ma massa, em casa dos administradores
Isaac, Curio & Companhia, ra da Cruz
n. 49.
MUTILADO
ffoUiinhais
PARA 8S7.
Acham-se venda as bem conhecidas fo-
ibinhas impressas nsta typographia, das
seguintcs qualidades:
DITA SIMPLES, contendo alm dos raesze,
A lei dos crculos o varias tabellas de im-
postas geraes, provincaes e municipaes;
prego.................24o
DITA DE PORTA, a qual alm dos mezes,
tem explcagOes das indulgencias e ex-
communbes, etc.; prego......160
DITA DE ALMANAK, a qual alm dos mezes,
contm o almanak civil, administrativo,
commercial e industrial da provincia,
por..................500
Todas estas folhinhas sao impressas em
bom papel o excellente typo, o vendem-se
em porgan e a retalho : na livraria da praga
da Independencia ns. 6 e 8.
Na ra do Brum,armazem de S Arau-
jo", n. 22, ha para vender presuntos do Porto
superiores, e para retalho, na ra da Cruz,
taberna do Sr. Antonio Lopes Braga, e na
Praga, na do Sr. JoSo Francisco de Carvalho,
que vendem em conta para acabar, jarros
para sitios, de urna das melhores fabricas de
Lisboa, de todas as qualidades e pinturas,
para ver-so na loja do louga atraz de Corpo
Santo, de Justino Antonio Pinto, tambem ha
cera de carnauba boa que se vende por ata-
cado, e arcos para barricas, ludo por pregos
rasoaveis.
Urna pessoa habilitada ofTerece-se para
ser empregado no commercio, n'algurr ty-
pographia, na estrada de ferro, etc.
Roga-se ao Sr. coronel JoSo ->sia
Villar, senhor do engenho Aviaiu, naja de
dar cumprimento ao que diss em sua car-
ta de 31 de julho de 1838, porque nenhuma
esmola se ihe mandoa ;.edir.
Sociedade de Ensaio Franoez.
O primeiro secrelario adverte a todos os socios,
que hoje (7 de atril havera' setsp as 10 horas em
ponto, na roa das Aguas-Verdes o. 6i, primeiro
andar.
O Dr. Piu Aducci que retira-se para Europa,
vende lodos os livros e ferros, muito em conta ; po-
de-se procurar no tlolel Inglez a qualquer hora.
Ordem terceira
iarmo.
Itinerario da prociss3o de Triumpho dos
Passos do Senhor e sua RessureigSo.Deven-
do a referida procisso ,percorrer as ras,
Camboa do Carmo, Flores, Porto das Canoas
Nova, Cabug, Rosario larga, travessa da
mesma, Queimado, ra das Oruzes, becco do
Ouvidor, Cadeia, Collegio, pateo do mesmo,
pracinba do Livramento, ra do mesmo,
Direita, pateo do Tergo, beccp do Marisco,
Jlorias, pateo do Carmo, recolher-se : o
secretario da veneravel Ordom Terceira do
Carmo desta cidade, em nome da mesa rege-
dora, roga aos moradores dessas ras, onde
tem de transitar as mesmas procissocs, nos
das 10 e 12 do correle, de mandar limpar
as testadas das suas casas, como exige a de-
cencia e decoro.qut; se deve ter as ditas pro-
cisso : e por esta occasiao o mesmo secre-
tario tem a honra de lembrar as contrarias
que se acham convidadas para comparece-
rem o mais cedo que Ihes for possivel.Ma-
noel Joaquim Muniz Baranda.
Lotera
provincia.
Quinta parte d;i secunda
g loieria do Carmo.
Os fclizes bilhetes com
a rafortca do abaixo assig-
nado, obtiverasn os Segu li-
tes premios:
2372 5:000-2 meios.
3187 1:3009bilhele.
1712 5008dito.
2557 20092 meios.
1081 10092 quarlos.
1082 10092 ditos.
2750 5092 ditos.
3345 5092 ditos.
2843 509-2 meios.
3472 5092 ditos.
As garantas das sortes
grandes sao pagas la rui
da i adeia do Recife ti.
>0, ou na praca da bid*
pendencia n. 40.
P. J. L'-yme.
A drecgSo da companhia de seguros
Indemnisadora, previne aos senhores accio-
nistas, do qne no dia 8 do corrente, palas 11
horas da manha no escriptorio da compa-
nhia, havera reuniSo da assembla geral,
para resolver sobre assumptos.que a mesma
direcgo tem de submetter a sua considera-
cSo. Recife 4 de abril de 1857.J. J. Tasso
Jnior.JoSo Ignacio de Medeiros Reg.
Joao da Silva Regadas.
Attcnco.

Fugio no
dia 23 de
marc.o, urna
prela de no-
me Clara, de
n.j'\ln, qoe
represe n t a
ter 25 annos de idade, he fula e bastante (torda,
conliece-se bem pelo andar apilado, lem lido diffe-
renles senlioras, e ltimamente foi do Sr. Domin-
gos Jos Ferreira, morador na rut Nova ; ha des-
roalianca deque eslnja scoitads *m alguma cana:
roga-se, pnis, as autoridades competentes, a sua cap-
tura, e a quem della der noticias, de a apprehender
e leva-la a' ra da Cudeia-Velha n. 35, qoe se era-
tincara'.
Rtf'ltiios
cobertos e descoliertus, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez, para bomem ese-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vndos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Southall Mellor &C, ra
do Torres n. 38.
Lotera d pro-
vincia.
O Sr. thesoureiro manda fazer publico
que se acham i renda na thesouraria das
loteras, ra da Aurora n. S, primeiro an-
dar, blhetes, meios e quarto da segunda
parle da sexta loieria do Gyanaaio, cuja
rodas andam no da 16 do corrente mex.
O Sr. thesoureiro manda declarar que ex-
iste grande porgSo de bilhotes, ineios e
quartos cima, e por conseguinte grande
soitmenlo de numeragoes, e nessaa ulti-
mas loteras tem vendido oa premios maio-
res.
Thesouraria das loteras 4 de abril de
1857,0 escrivSo,
Jos Januario Alves da Maia.
Pechincha para os alfaia-
te>.
Na ra do Crespo, esquina que rolla para
a ra da Cadeia, existe urna porgSo de algo-
dSo trangado muito encorpado, proprio de
entretelas, pelo baratissimo preco de 120
jarda.
Pianos.
Em casa de Rabe Schmc ttau & Companhia,
ra da Cadeia n. 37, veudem-se elegantes
pianos do afamado fabricante Traumann de
llamburgo.
N. O. Bieber & Companhia, ra da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
BrinzSo.
Brins da Russia.
Vinho de Madeira.
AlgodSo para saceos de assucar.
Potassa e cal
virgem.
a/ooe
No antgo e ja bem conhecido deposito da
ra da Cadeia do Kecife, escriptorio V. 18,
ha para vender muito superior potaste de
Russia, dita do Rio de Janeiro, e cal rirgem
de Lisboa em pedr, tudo a procos muito fa-
voraveis, com os quaes ficarao oa compra-
dores salisfeitos.
Naloj&daboaf,
vende-se i mais baiatu
possivt I:
Crosdenaples preto muito bom, o
covado
Canlao preto muito fino, proprio
para luto, o covado
GorgurSo preto muito fino con sal-
picos, proprio para colletes, o
covado a
Panno fino azul, o covado
Lencos pretos de seda para grva-
te, meio lengo
Meias pretaa de seda muito supe-
riores, o par
Casemira d qnadrinhos pretos
muito fina, o corado
Cortes de colletes de fustSo
Ditas de ditos de dito fino
Ditas de ditos muito superiores
Crosdenaples de sede de lindas
cores, o covado
Cortes de vestidos de (azenda de
seda muito linda
Setins lisos de cores, o covado
Veos pretos de fil bordados de seda
Cambraias adamascadas, proprias
para cortinados, pecas de 90 raras 7/W
Ditas para cobertas, de Banitei pa- '
dres, o covado 200
o alm disto ha um completo sortimento de
fazeodas finas e grossas, que vendem-se por
pregos 15o cornmodo, que ninguerd deixa-
ra de comprar; assim como chapeos do
Chille muilo finos, que se vendem por. me-
nos que em ontra parte : na ra do Queiman
do n. 22, na bem conbecida loja da boa fe-
I
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W.BOVVMAN, A
RA DO BRUM, PASSANDO O oIA-
FARIZ,
lia sempre um grande fortunen (o dos sepninles ob-
jectos d e mechanismos proprios pa i a o n _e nli o-,a sa-
ber : moendase meias moendas, da mais moderna
conslrucrao ; taitas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade e de lodosos lmannos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
S8es ; crivose bocas de fornalha e reizistros de bo-
eiro, a^uilhes, bronzes.parafusos e cavilh0es,raoi-
nhos de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUND1CAO.
se execulam (od; ridade j conhecida com a devida presteza ecom-
modidade em preo.
Taclias de ierro.
Na fundigao da Aurora em Santo Amaro-
e tambem no deposito na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
tachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas c fundas ; e cm ambos os lu-
gares e&istom guindastes para carregar ca-
noas ou carros, lvres de despeza. Os prego
siio os mais commodos.
Arados de ferro.
Na fundigao de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender arados
de ferro de um modello e construcgSo muito
superiores.
I
I
2*00
18/6*1
800
101000
29600
2ft
2SM
Grande sorti-
raeutj de fazeudas pretas
proprias para a rjwa-
restua
Ricas manas de blood pretas e brancas.
Los de linho grandes e peqnwaot.
(jrosdenaple preo de i amanera, covado. .
Dilo dito liso inoilo encorpado, cavada .
Surja prela verdadeira hespanholt, covado.
Selim preto raaco para vestido, cavado .
Panno preto Tino prava de lmio, covadt)
de 3JW00 a.........
Casemira prela setim elstica, corta .
Cortes de rlleles de vedado preto e alo cae.
Cortes de colletes de gargurao de teda da
varios padree a........
Popelina de seda com dores nial nadas, ea'-
vado.............
Chai y de quadros da cores o covado '.
Meias cruas superiores para meninos .
Lencos de stira pretos e da gorgurla para
grvala...........
Gravalinhts de setim preto da orna vala a
de dnaa..........
Chalas de merino bordado a variado.* \ \
Uiloe de dilo bordado* a eda .
Ilitus la dila com luir de aeda ,
Ditos da. dito com barra alisada *
Chales de merino com franjas da lia. '.
uiloa de IXa adamascados pretos e de cfl
Ricos corles de l.ia de ramagem reanuda
com 13 covados........
Grosdenaple de cores para vestidos, covael
Mauritana de teda coro vara de largara
covado ........".
Chaly de seda com llores malitadas, covado*
Ursulina de seda com lislras malisadas. ce-
Vedo.......... _
Sedat de quadros de novos padres, covado!
rrondelina de seda de quadros. covado. .
Uuqueza de seda de ramagem, eovd* .
nicas lias para vestidos de senhor, covado
Mussulma de cores mu lindas, covado. .
Chitas francesas finas. .. .
Cassas francezas de crea fixat, vara '.
Pablos de alpaca prela fina e de car. .
(midolas de alpaca preta e de cor. ...
Era frente do becco da CangregacSo,
bolica, a segunda loja de (tiendas.
KiROPE
DO
I
3
7*
J
>*t>I!E
Fui transferido o deposito este xa roa* para a be
lica ele Jos da CrurSanos, na ra Nova n. Sf
------- ... uBoib.-, uae J't'* l II,
garrafas "it.00, e meias3f000, sendo falto t4.
aquelle que nofor vendido neste deposito,
quesefaz o presen lea viso
IMPORTANTE PARA OPIIL1C0.
Para curade phlysjcaem lodoiossenedileraa
tesgros, qoerraolivada por constiparles, losa*
asthraa.plenriz.escarros doaangoe, diWde coo-
tados epeito, palpitacaono corac.ao.coquelocho
hronchile, dorna garganta, o todas ai aaolaalia
dos orgo? pulmonares.
.-, HiUiCl ti)t#.
SVSTEMA NOKTL-AMHRAF
Aterro da Boa-Vista n.
:!" andar.
Moeiidii-s superiores
Nat,fundigo de C. Starr & Companhia, em
Santa Amaro, acham-se para veedor moen-
das de canna todas de ferro, de um modello
construegao muito superiores.


DIARIO DE PERNAMBUO, TERCA fEIRA 7 DE ABRIL DE 1857.
I0BEIM l NABTE.
Aderecos de brilhanle,
diamantes e peroles, pul-
veiras, alfineles, brinco* *
e rozelas, boloes e aunis |
de dItrenles goalos e de
diversas pedral de valor. ?
_ m
Compram, vender a |
irocain prala, ouro_,'1>ri-
I lhanles,diamanlese piro- *
* las,
un iw iiiRim
Roa do Cabuga' n. 7.
Hecebem por to-
dos os vapores da En-
OURO E PRATA-
.*
g
Aderecos completos de *
ouro, meiosdilos, polcei- ?
*j ra, alfineles, brincps e p
a rozelas, cordele, trance- *
S lina, medalhas.eorreute ?
f e enfeiles para reloaio, e S
3 oalrosmaitosobjectosde J
% ouro.
J Apparelhoa completos, R
rODa aS Obrai? CIO ItiaiS 3 de prata, para cha, ban- gj
$dejas, salvas, caslicaes
?
&*Kr'.."SE: moderno gusto, tan- |StS3SS,|
l^W^!tode Fran^ com i .Tr,ru' ob,e,ot*
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o commodo como costumam.
CONSULTORIO HOIfiOPATHICO
DO
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Onde se acham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto em tinturas como
ein glbulos, e preparados com o raaior escrpulo e por precos bastante commodos :
HREgoS F1XOS.
Botica del2 tubos grandes. .
Dita de 2* 2. .
Dita de 36 > ,J^\ .
Dita de 48 N/
Dita de 60 >
Tubos avulsos a .
Frascos de tinturrademeia onga.
10/000
153000
205000
259000
309000
13000
29000
Mauual de medicina horneo palluca de Dr.'Jahr com o~di-
conario dos termos de medicina.........
Medicina domestica do Dr. Henry ... /
Tratamento do cholera morbus........"
Repertorio do Dr. Mello Moraes...... .
20900
10/000
2/000
61000
e
a
e
a
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fi
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~ -
S
a,
- a
o;
' -
*->
Ti
5
X
es
N
3
a
t
Precisa-se de urna pessoa competente-
mente habilitada para manufacturar sabiio e
stearina, edirigir urna fabrica em uSp-pe-
queno ponto, estabulecida em urna das pro-
vincias de litoral do Brasil: a quem convier
e possuir os devidos conhecimentos desta
profissSo, pode dirigir-se a M. I) Rodrigues,
ra do Trapiche n. 26, para outros esclareci-
menlos e as vantagens offerecidas.
-oares,
com fabrica de pentes de tartaruga na ra
das Trincbeiras n. 1, avisa ao publico e prin-
cipalmente a seus freguezes, que recebcu
pelo ultimo navio de Franca um rico e va-
riado sortimento de pents de tartaruga pa-
ra atar cabello do goslo mais moderno; as-
sim como tambem na mestna fabrica se en-
contrarlo muitos bons pentes do verdadeiro
marfirn, tanto para tirar o bicho c a caspa,
como para alisar, o que ludo promette ven-
der por menos prego do que em outra qual-
quer parte.
Auna Joaquina do;Sacramento previne
ao publico que nao se responsabilisa por
qualquerdivida sera lera sua firma ; para
ivrar de engaos, sirva este de governo.
Desappareceu na noile de quarta-feira,
1. do correte, para o amanhecer da quinta,
do caes por traz da fundigao do Sr. D. W.
Bowman, urna canoa de carreira : quem a
acharou della der noticia, dirija-se a mes-
tna fundiese, a fallar com o caixeiro da mes-
ma, que sera recompensado.
2 Especficos
i *
m para dr de dentes.
i' Jos Anacleto, continua a sangrar e tirar
?* bem denles, chumba dentes turados, separa
bem os da frente, e applca ventosas sarja-
-;jvd.is. Pode ser procurado a qualquer hura
-'".. "us se'a dias da semana, na ra da Caro boa
* do Carmo n. 20 ; ende-se especficos odoo-
'.. lalgicos, remedias infalliveis e mullo pro-
:.",i prios para aplacar e destruir as dores de
;^ dente pela caria, por 19 e 29000 rs. o fras-
x? quinlio com folhelo, assim como pos denli-
:^i Iricios e tnico par conserval elimpar per-
_.5 feitamenle os dentes sem alterar o marmore
f polido, fortalece as geogivaa e as cora de
y um bello rosado e deixa na bocea orna frei-
. cora e hlito mu agradavel e previne o mao
W progresso e dore de deules. Por 2J000 rs.
a caia.

A0SCA1XEIR0S BIASILEI-
ROS.
Alexandre da Silveira Lima Veneno convi-
da aos caixeiros brasileiros paracomparece-
rem na casa n. 27 da ra do Livramenlo,
das 10 hores em diante, afim de assignarem
urna pelico em que se pede assemblca
geral esonei ac5o do servido activo da guar-
da nacional. Aquelles que anda naoassig-J
naram, e o qiizerem fazer, pdem compa-
recer na casa cima indicada.
Precisa-se de urna ama forra para com-
prar ecozinhar, etc., etc. : na ra Nova n.
5, segundo andar,-oo_a fallar ao cartorio do
laliellio S.
VOLTARETE.
Cartas para voltarete linissimas, nSo ha
venda senSo no deposito n. 6 da ra de S.
Francisco, por barato prego ; com a vista se
dcsenganarSo.
FEIJAO' MULATINIIO.
Na ra* da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. ti, ha para vender feijao mulatinbo a
13)000 a sacca. No mesmo escriptoriose
achara tambem venda por precos razoa-
veis cera de carnauba, sola, gomma de man-
dioca, toucinho da trra, esleirs e chapeos
de paitia. .
Irmandade do S. S. S. da matriz da Bo-Vista.
Tendo a mesa regedora desta irmandade de apre-
aenlar no da 8 do crreme, pelas 7 horas da mauhaa
a prociasao do Senhor Sacramentado, aos enfermos,
convido a todos os irmaos em geral, para compare-
cerem no consistorio da matriz a 6 horas da ma-
nhia, afim de acompanharem a referida procisso :
outrosim a mesa regedora pede a lodos os irm3o>,
que licarain la dar figoras, que as mande as6 1|2
horas, porque lenciona sahir com proeissao as 7 ho-
ras da manh.ia. Consistorio 3 de abril de 1857. O
ascrivAo, Jos Joaqoim da Silva Gnimaraes*
Precisa-se de urna criada para o srrvico exter-
no de urna casa de ponca familia : na ra das Cruzes
n. 22, segundo andar.
Dao-se 600,000 r s. a premio sobre hy-
potheca em nma escrava, ou se compra :
na praca da Independencia n. 3. *
i
Vende-se taboado e prancbfies de pi-
nho deSuecia, proprio para armaco de ar-
mazem de assucar, paos de pinho vermelho
para mastarCos, chumbo de municSo, folhaj
de cobre, metal amarello e zinco para forro,
com os competentes pregos, alvaiade de
chumbo e de zinco, em p, tinta branca de
oleo, papel fino de escrever, vinho especial
do Rheno e do Porto.
. Cera de carnauh.i
da melhor que ha ueste genero, vende-se de
nma arroba para cima por preco commodo;
na ra da Cruz do Recife n 36, confronte ao
becco da Lingoeta, casa de Mendes & Braga.
Na foja das seis
portas
Em frente do Livraineiito
Vende-se fil de linho preto com salpico
1/280 a vara, chapeos de sol de seda par8
liomem, com toque de mofo a 49O00.
I\a loja das seis
portas
Em frente do Livrainento
Vendem-se riscados francezes de cores es-
curas a 160 o covado, lencos brancos com
barra de cor a 120, meias brancas para me-
ninos a 240 o par, cortes de cassa chita com
7 varas a 1/280, riscado de algodo para rou-
pa de escravos a 120 o covado.
Na taberna da ra Nova, junto a ponte
da Boa-Vista, vendem-se queijos do sertao
mu i lo novos, por preco commodo.
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Attenco
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R. C Yates & Compauhia: estabelecidos
no Rio de Janeiro, na ra do Hospicio n. 40,
vendo um annuncio publicado em urna das
folbas de Pernambuco pelo Sr. Bartholomeo
F. de Souza, prevebindo ao publico que o
verdadeiro xarope do bosque so elle he
quem vende,prevenimos ao mesjno publico,
que o nosso tarop be remeltido do Rio de
Jrneiro pelos cima proprietarios ao Sr.
Manoel Alves Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, na ra Nova u. 53, ni-
cos por nos autorisados para venderem o
nosso verdadeiro, e mais prevenimos aos
seobores consumidores, que ha perlo de 5
anuos os rotlos collados as garrafas sao
assignados por Henry Prins, como procura-
dores dos cima proprietarios. Rio de Janei-
ro 13 de Janeiro de 1857.
Bartholomeo Francisco de Souza, len
do o annuncio dos Srs. R. C. Yates & Com-
panhia no Diario n. 17, em que diz ser s-
menle verdadeiro o xarope de bosque que
se vende tiesta cidade na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz. Santos, onde fez deposito o
Sr. Manoel Alves Guerra, que recebeu delles
proprietarios, declara ao publico, que nSo
duvtda seja falso o xarope de bosque que
tambem vende em sua botica, mas assevera
que elle he comprado aos mesmos Srs. R.
C. Yates & Com pan li i a, do Rio de Janeiro,
como provatn os documentos abaixo :
RIO DE JANEIRO 8 LiE AGOSTO DE 1856,
O Sr. Bartholomeo Francisco de Souza
comprou a R. C. Yates & Companhia :
4 duzias de garrafas com xarope .
do bosque a 549000......... 2169000
6 duzias de 112 garrafas com xa-
rope do bosque a 279000......1629000
Rs. 378*1000
Recebi o importe cima,, do Sr. Antonio
Joaquim Vieira de Carvalho. Rio de Janeiro
8 de agosto de 1856. Por R. C. Yates &
CompanhiaJos Paulino Baptista.
Recpnlieco verdadeiro o signa! supra. Re-
cife 8 de agosto de 1856.
Em f de*crdade.
Manoel Hilario Pires Ferrio.
RIO DE JANEIRO 18 DE FEVERFIRO DE
1857.
Os Srs. Constantino Gomes de Faria & Fery
reir compraram a R. C. Yates & Compan-
hia :
4 duzias de garrafas com xarope
do bosque a 549000. ........ 216/000
6 duzias de 1[2 garrafas cora xa-
rope do bosque a 27.3000......162/000
Rs. 3789000
Recebemos o importe. Por R. C. Yates &
CompanhiaW. C. Cerwartt.
Nos abalxo assignados declaramos que
compramos o xarope cima para o Sr. Bar-
tholomeo Francisco de Soua, de Pernam-
buco, em virtude de sua ordem de 3 do cr-
reme. Rio de Janeiro 18 de fevereiro de
1857.Constantino Gomes de Faria & Fer-
r ira.
Reconheco ser verdadeiro o signal supra
de Constan lino Gomes de Faria <\ Ferreira.
Rio 18 de fevereiro de 1857.
Em f de verdade.
Pedro Jos de Castro.
Aluga-se urna casa na Pussagem da
Magdalena, antes de chegar a ponte grande,
com.solSo e muitos commodos para grande
familia : os pretendentes dirijam-se ao Tra-
piche Novo n. 16.
Offerece-se para ama de qualquer do-
men) solteiro urna parda de meia idade, pa-
ra cozinhar e lomar conta da casa e de lodo
o servico, excepto o de portas para ra.pois
he moito fiel e de bons costumes : quem
precisar, dirija-so a boa-Vista, ra d.a Man-
cucira n. 6.
JOHN GATIS,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERCIAES,
n. 20, ra do Torres,
PRIMEIRO ANDAR,
praca do Corpo Santo
RECIFE.
-He chegado loja do Lecomte, no aterro
Boa-Vista b. 70, o excellcnte leite virgi-
| do rosa branca, para refrescar a pelle, ti-
rar panno*, sardas e espinhas, igualmente o
afamado oleo babosa para limpar e fazer
crescer os cabellos, assim como p impar-
cial de lirio de Floreaba para brotoejas e as-
peridades da pelle, conierva a frescura e o
avelludado da priaurora, da vida.
AtV.rico.
Scientifica se a quem convier. que a revi-
s3o de pesos, medidas e balancas, principia'
do 1. do corrente a (indar no ultimo de ju-
nho: na casa da afericao,' no pateo do Ter-
co n. 16.
ESTRADA DE FERRO
GBANDE SITIO.
Aluga-se um sitio grande em Oiinda, jun-
to ao que foi jardim botnico ; tem grande
casa de vivenda, muitas arvores de fructo,
boa trra de plantar, alem da grande pasta-
gem para mais de 20 vaccas de leite : tra-
la-se na ra da Cruz n. 40, no Recife.
- Na taberna da esquina da ra dos Mar-
lyrioS n. 36, chegou a primeira remessa de
queijos do sertao (Serid) muito frescaes a
640 rs. a libra.
~ Precisa-se de urna amanara cozinhar,
para casa de pouca familia: no pateo do
Terco n. 4.
GratiGca-se
LIPES DE PIANO <8
POR (g)
FURTAJ)0 C0ELH0. g
Methodo especial de ensino
Pode ser procurado nu hotel ioglez, de I aa 2
4 horas da tarde. (fi
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, ssim como potassa da Russia verda-
dera : na praca do Corpo Santo n. 11.
TAIXAS PARA ENGENHC.
Ra fundicao de ferro da D. W. Bowmann u
ra doBrum, passando o chafariz, eontina ha-
dar umcompleto sonimerto de taixes de ferro fon
vido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaet
acbam-se a venda,por epreco commodo a eom
promptidao: em ba rea m-s ou ca r r gi se. em car
o semdospeza ao comprador.
Em casa de Saunders Brothers C. praet
do Corpo Santn. 11 ,aa para vandar o sa uinta
Ferro inglez. '
Pixeda Suecia.
Alcatrao de carvo,
Eonas de linho. \
Esponjas. "^-s^^
Drogas. 7
Algodo lizo para uceas.
Dito entrancado igual ao da Baha L
E un completo sortimento da fizendas projrTia-.
para asta mercado ludo por preco commodo.
Crrdecarnauba egomiiia
Vende-se na roa da Cruz do Recife n. 13,
primeiro andar, por menos pre^o do que em
outra qnalquer parte.
Vende-se superior linhas de algoda
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em casa deSouthall Mellor & C., ra do
Torres n. 38.
Motnhosde vento
com bombas derepuzopara regar hor lasba-
la de capim : na (undico de D. W. Bowman
Botoes para pa-
ntos, colletes e punhos
de camisa.
Saccas com
rinha.
fa-
Vendem-se abotoaduras moito finas ato
madrepcrola para colletes, pelo baratisasam*
preco de 500 rs., ditas muito rieas de loatas
as cores a 320, 400 e 500 rs., ditas moito fi-
nas de madreperola para palitos de me ni eos
e homens a 500 e 640 rs., atacadoras pora
punbose collarinhos de camisa, de muito
rico goslo a 400 rs., 800 e 29000, ditos alo
cornalina para casacas a 300 rs., e ootras
muitaa,qualidad vendem muito barato; na roa do Qiiviaaa-
do, na bem contienda loja de miudezas ala
boa fama n. 33.
Varandas e grade*.
Um lindo e variado sortimento de modea-
los para varandas e gradaras, de goslo aao-
dernissimo : na fundico da Aurora Osa 5aa>-
to Amaro.e no deposito da mesma, oafroa do
Brum.
a quem entregar ou der noticia de um caixo-
" le vindo do sul, no vapor n Guanabara na *
sua ultima viagem ; a marea do dito caixote
he a aeguinte : V. J. M. S. & C. e o lelrei-
roJos da Rocha Filgneiraa : quem delle
W poder dar noticia, dinja-ae ao bairro da Boa-
V Viste, a ra do Aterro o. ** ; em Santo An- a)
9 tomo, casa dos Srs. Sequeira 6 Pereira, 9
ig roa do Crespo n. 7; ou no bairro do Recife, 9
9 ra da Cruz n. 13.
Retinara de
ego & Barreto, no M^11-
teiro.
No deposito desta relinaria, narua da Ca-
deia do Recife n. 30, ha sempre assucar re-
finado de superior qualidade, tanto em p
como em lorrOes e em pies, por preco mais
commodo de que em outra qualquer parte.
OfTerece-se urna ama idosa para casa
de pouca (amilia, e d fiador da sua con-
ducta : na travessa do Sertgado n. 3.
com farinha da trra,
na ra da Cadeia do
do {lecife S. Francisco:
LIMITADO.
&itarta ^antaDa.
Ot directores da Companhia da Estrada de Ferro
do Recife ao San-Fraociaco, limitado, tem feito a
quarln chamada de duas libras esterlinas, ou ris
179777, sobre cada accao, na dita companhia, a qoal
devejser paga al o dia 9 de abril do corrente anno
de 1857, na Baha, em casa dos Srs. S. S. Daven-
port & C, na corte, em casa dos Srs. .Man, Mac.
Gregor & (',., e em Pernambnco, no escriptorio da
Companhia.
O accionista que nao realisar o pagamento den-
tro do termo indicado, potrero perder todo direito
s acres sobre as qqaes o dito pagamento nao se
tiver ellecluado, e em todo caso ter de pagar juros
na razao de 5 por eento ao auno, e de nao receber
juros ou dividendo da Companhia, pelo lempo que
decorrer entre o dia indicado para* o pagamento e a
ana realisacSo.
Nenhom auto de transferencia pode ser registrado
depois do dia 9 do corrente, antes do pagamento da
chamada.
Por ordem dos directores.S. P. VEREKER,
Ihesooreiro.
Recife 3 de marco de 1857.
l DENTISTA FRAHCEZ. I
Paulo Gaignoax dentista, roa Nova n. $1 : **
ua mesma casa tem agua e pi dentrifice.
BiIhetes de visita.
Gr.-vam-se e imprimem-se com perfeicao bilheles
de visita, leltras decommercio e lodosos objcclos da
arle caligrnphica, registros, vinhetase quaesquer de-
senhos. Abrem-se firmas, sineles, tanto a (albo do-
ce como em relevo, ornamentos com objectosdeooro
e prata. Fazem-sa riscos lindos e originaes para
bordados de labyrintho. Admitle-se a recusa de
quaesquer destes objectos no caso de nao ficarem a
contento das pessoas que os encommendarem : que .
pretender dirija-se a qualquer destes lug.res : no
bairro do Recife, ra da Madre de Dos n. 32, pri-
meiro andar; em Santo Amonio, na livraria classica
do pateo do Collrgio- n. 2 ; as Cinco PouUs, sobra-
do da quina confronte a matriz nova.
Ktt&XftetK&rl&tt&
-" ii*f*t'-*.m**KTKAliKA*H' SI ar01tar>>KitTe?|r.
AO PUBLICO.
jf| No arraazera de fazendas baratas, ra do
Collegio n." 2,
vende-se um completo sortimento de fa-
zendas Gnas a grossas, por mais barato
precos do que em outra qualquer parte,
tamo em porcoes como a retalho, affian-
cando-se aos compradores um s prejo
para todos: este eslabelecimento abrio-se
de combinacao com a maior parte das ca-
sas commerciaes inglezas, franeezas, alie-
mos e suissas, para vender fazendas mais t-
em conta do que se tem vendido, a por isto M
oQerecem elle nxaiores vantagens do que X
outro qualquer; o proprietario deste im- I
Gompt**.
SEGURO CONTRA FOCO.
Companhia Alliaoce.
Esubelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brolhers & C, tem a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de ctsas,
a a quem mais convier que esli plenamente au-
torisados pela dita companhia para efleciuar segu-
ros sobre edificios de ti jlo e pedra, cobertos d
telhae igualmente sobre os objectos quecontiverem
os msanos edificios quer consista em mobilia ou
sai fazendas de qualquer qualidade.
ReparticSo da vaccina.
0 cornmissario vaccinador vaccina as
quintas e domingos de todas as semanas, no
torreSo da Alfandega, e as tercas-feiras na
casa de sua residencia, primeiro andar do
sobrado da ra Nova, esquina da do Sol, das
7 as 9 horas da manbaa.
Precisa-se alugar ura preto possante,
embora seja bruto, para trabalhar mensal-
mente nesta typographia, dando-se o sus-
tento : na livraria ns. 6e8 da prar;a da In-
dependencia.
REMEDiO DOMESTICO.
Pilulas depura-
tivas, anti beliosas, do
Dr, Alian.
Recommendamos ao publico este encl-
lente remedio,' iutroduzido no Brasil em
1846. NSo ha molestia a mais obstinada qup
seja, que possa resistir ao tratamento judi-
cioso deste excedente remedio. Estas pilu-
las impedem as molestias contagiosas, so-
bre tudo as de natureza syphiliticas. Sa0
igualmenie boas para indigesiSo, como para
a diarrhea, apopleja, asthma e as mais af-
feccOes dopeito, constipagoes, as molestias
das senhoras em geral,toda a qualidade de
febre, hemorrhoidas, moleslias dos olhos,
dores de cabega, molestias de pelle, renten-
cHo das ourinas, e outras molestias das vias
ounnarias. Unicp deposito em Pernambuco,
no escriptorio de Vicente Ferreira da Costa,
largo da Assembla n. 9, a mil reis o vidri-
nho.dez mil reis duzia.-O. PalmerRio de
Janeiro, deposito geral, ra dos Ourives
n. 81.
portante eslabelecimento convida i todos
os seus patricios, e ao publico em geral,
para qua venham (a bem dos seus inle-
resses) comprar fazendas baratas: no ar-
mazem da rutado Collegio n. 2,,deAn-
tonio Luiz doi Santos & Rolia.'
BOYAL HOTEL'LONDON.
26, newbridge steet Blackfriars
Monsieur Polydore*de Keyser a l'honneur
d'informer messieurs les voyageurs qu'il vi-
ent de repreudre l'hotel Royal Londres,
tenu avec tant de succes pendant 15 ans
par son pere, mr. C. de Keyser L'hotel vi-
ent d'lro enlierement remeublc elle nou-
veau proprielaire s'eflbrcera, tant par l'exac-
titude du servici, que par la modicit du
prix, de mriter la confiance de messieur,
les voyageurs. Londres, le ler. janvrie,
1857 '
Cutileiro.
Em frente da malrix da Boa-Vista ir. 86,
49 amola-se toda e qualquer Tarramenta, assim
(| como se botam oovido em espingarda e lim- J
9 pam-se espadas. a
AO PUBLICO EM GERAL, E ESPECIALMENTE
AOS ALs-GOANOS DA COMARCA DE PORTO
UI1Y1
Em 21 de Janeiro do corrente anno, scien-
lificou-se ao Sr. Dr, Francisco de Borja Buar-
que, advogado nos auditorios da comarca de
Porto Calvo, da provincia de Alagas, de que
se tinha feito desistencia da inlengao Brote
em que se estava, de se querer liquidar con-
tenciosamente o casal dos fallecidos coronel
Chnstovjto d Hollanda Cavalcanti e sua
mulher, oahores que oram do ensenho
Marrecas.
Oeonbecimento dosta partecipagao, teve
o Sr. Dr. tres ou quatro das depois daquel-
la data ; pelo que, desde este ultimo lempo
em diante, todo o acto judicial ou exUajudi-
cial, que por ventura tenha assignado o re-
ferido Sr. Dr., como procurador bastante,
nao tem por certo a legalidade precisa. E
desde ja espera-se, que o Sr. Dr. Francisco
de Borja Buarque, justifique por esle Diario,
o seu comporlamento, como advogado da
liquidaco daquelle casal, desde" o dia em
que para esse (im deu-s-lhe plenos poderes
al o em que teve sciencia de Ihe terem sido
retirados ditos pudores, por se adiar ludo
entSo sem remedio proveitoso.
Esper-se anda com mais ancia, que o
referido Sr. Dr. Francisco de Borja Buarque
publique os fundamentos jundicos, que
exislem,ou a razao de conveniencia que hou-
ve, que o demoveu do proposito, em que es-
tava firme de se oppr a qualquer iuventa-
rio, que se quizesse fazer na casa, por nao
convir aos intoresses dos herdeiros c anteada
liquidacSo do casal, esobre que alias exis-
liam atilecipadas combinacoes entre este e
os seus delegantes, para fazer o aviso sem
combinacao em contrario.
Se o Sr. Dr. Francisco de Borja Buarque,
iiu se justificar perante o publico, a respetlo
do que se Ihe pede, de modo que Taca f, o
publico te-lo-ha por um advogado deslela
sua honrosa e muito importante misso, te-
lo-ha por nm advogado nao digno da muito
nobre prolissSo, que exerce.
Espera-se'. I!
Um dos herdeiros de Marrecas.
precisa-se de nma ama de leite para
criar a urna menina de 3 mezes : na ra do
Collegio n.jSl, ttrceiro andar. Paga-se bem.
Precisa-se de urna ama que tenha bom
Uite, para criar urna enanca de idade de 3
semana : no pateo de 8. Pedro n. 22.
Compram-su malambos finos de chita
e niadapolSo, para euvernisar; na loja de
marcineiro da ra da Cadeia n. 18.
Compram-se taboas para andaimes :
na livraria ns. 6e8 da praca da Indepen-
dencia.
Compram-se 4 escravos, sendo 1 preta
moca que engorme bem e cosa, i dita de
meia idade, quesaiba cozinhar, e 2 escravos
mogos pegas para servigo de campo : na ra
da Cadeia do Recite, loja n. 50 defronle da
ruada Madre de Dos.
Compra-se um escrava mo^a, quo
cosa bem, engomme e cozinhe : a tralar na
ra do Trapicne n. 14, primeiro andar.
Compra-se urna casa trra com com-
modos para familia, as Treguezias de Santo
Antonio, S. Jos e Boa-Vista : tratare na
ra Augusta r, 17,
Compra-se um sfa de Jacaranda,^
queuo e estrello, anda que usado tur _
do Crespo, prximo ao arco de Santo Anlo
nio, loja de Guilherme da Silva Guimaiesn
Compra-se urna casa terrea cm qual-
quer dos bairros desta cidade, cujo aluguel
saja de 150/000 a 18Q9000 res, annualmente :
na ra do Livramenlo n. 33.
Compra-se urna meia libra esterlina
em ouro : 11a ra do Cabug, loja de ourives
11.1 D.
Compram-seeffectivamente na ruadas
Rores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica e da divida provincial, assim
como acgOes das diversas cumpanhias auto-
risadas pelo governo.
Compram-se 2 escravos de 14 a 16 an-
uos : a tratar no escriptorio de Jos Joa-
quim Dias Fernandos, ra da Cadeia do Re-
cife.
Vendem-se saccas
nova e bem torrada
Recife n. 23.
Pedras de fogo.
Vendem-se (de 10 milheirospara cima ) pe-
dras de fogo : na ra da Cadeia do Recife
n. 31.
Na ra do Crespo, loja de Campos 6;
Lima, vende-se algodo trancado, alvo, pro-
prio para toa]has de mesa, com toque de
avaria, poror muito forte, a 200 rs. a vara
e a 240, s com pequea cousa ; be muito
recommendada esta fazenda para quem gos-
ta de economa.
Doce de arac a 500 reis.
Chegou a ra do Collegio n. 5, nova re-
messa de doce de arag, fabricado no enge-
nho Guerra a 500 reis cada caixSo, assim
como de goiaba a 640 reis o caixao.
VAOb'ETAS PARA CARRO.
Vendem-se em casa de S. P. Johm.ton & C, che-
gadas ltimamente, assim como bons sellins ingieres,
fio de vela, caodieiros e castices bronzeados, lodo
dor precos oommndos.
BONS QUEIJOS.
Na ra Direita n. 8, vendem-se bons quei-
jos pelo barato prego de 1:440 cada um.
Velas de car tintaba pura
a 129000 arroba, vindas do Aracaly, em
caixas de 40 a 50 libras : na ra do Queima-
do n. 69, loja de ferragens
Vende-se.pOr prego commodo.superior
vinho do Porto em barris de 8." : na ra do
Trapiche n. 14, escriptorio de M. A. Guerra.
Em casa de llenr. Brunn t Companhia, na
ra da Croz 10, vende-secognacemeaixinhas de
duzia.
Sellins e rcleg'ios.
SELLINS e RELOGIOS de patente
inglez : a venda no armazem de
Roslron Rooker 6: Companhia, es-
quina do largo do Corpo Santo nu-
mero 48.
na roa doBrnm ns.afi, 8e 10.
Potassa refinada era latas de seis
libras.
O antigo deposito da ra da Cadeia do Re-
cife n. 12, recebeu agora urna porgao de po-
tassa refinada de Superior qualidade, em la-
tas de 6 libras, que se vende por prego ra
zoavel.
Agencia
da fundicao Low-Jloor,
ra da tenala Tova
n. 42.
Neste eslabelecimento continu'a a haver
um completo sortimento de moendas e meias
moendaspara engenho, machinas de vapor
e taixas de ierro batido.e coado de lodosos
lmannos para dilo.
7&*$9<->P9* mi
rf>
.**ati,0.
Rap Paulo Cordeiro,
chegado agora do Rio : na praga da Inde-
pendencia n. 3.
PARA SACERDOTES
Meias de laia para sacerdotes, de boa q ua-
lidade : na ra da Cadeia do Recife, loia
n. 50.
Vendem-se 4 moradas de casas na ci-
dade da Parahiba do Norte, a saber, 2 arma-
zens na ra do Vai adouro, 1 casa de squipa
com bastantes commodos, na ra das Con-
vertidas, e 1 dita na ra da Matriz, na cida-
de alta ; vendem-se todas ou cada uma de
per si : quem as pretender, dirija-se a esla
praga, na ra do Rosario n. 10, a tratar, con
o proprietario das mesmas, que se Ihe dir
o motivo por que se vendem ; tambem se)
trocam por qnalquer propriedade nesta
praga.
Vende-se carne secca de Buenos-A v-
res, boa, de 49 a 49500 cada arroba : na ra
da l'raia n. 4. <
i*ara senhoras e uie.iiajfes.
A loja da ra Nova n. 4 recelietfpW'uli-
mo navio francez ricos chapeos, en folies e
toucados para senhoras. chapeos para moi"-
nos e meninas de 1 a 8 annos.
Palitos francezes.
Vendem-se palitos e sobrecasacos de pan-
no fino preto e de cores, forrados de seda-
com golla de velludo, de 22 a 289000, casa,
cas a 289000, palitos e sobrecasacos de alpa-
ca de 7 a 12900o, ditos de brim a 39000, col-
letes de todas as qualidades, caigas de case-
tnira preta e de cores a 10 e 12000 : na ra
Nova, loja n. 4.
Vende-se esersva mui robusta o sem
achaques : na ra da Santa Cruz n. 82
Vende-se ou arrenda-se o sitie Estiva
de? Cima, no lugar da Ibura, com casa do vi-
venda e arvores de fructo, trras para plan-
tago de caima, capim eenaguo, assim como
matas para tirar lenha : quem o pretender,
dirija-se a praga da Independencia numero
23 e 25.
ATTENCO'.
59500 medida velha.
No armazem da ra da Prata, travessa do
arsenal de guerra e contiguo ao armazem
de Jo3o BaptisU dos Santos Lobo ha para
vender arroz com casca vermelho, um dos
primeiros gneros proprio para sustentar
cavados c passars por ser igual a milito c
nSo causar sangua aos animaos pela nature-
za da especie !!! A elle, cocheiros, n3o se
admirom do annuncio, pois que na provin-
cia de Alagoas, Para e outras, nflo se d mi-
lito a cavado o sim arroz, e da-se da mam-i-
ra seguinte: secco-molhado ou de molho
para o dia seguinte, cozido ou borrifado
com mel, da maneira que o deilarem na
mangedoura ellescomem. A medida velha
enche uma barrica de farinha do reino das
grandes, e comparem com um pequeo sac-
co de mllho por 53.000. Ha arroz branco
tambem venda no mesmo lugar.
ARMACAO INVERNISADA.
Vende-se a armacSo que existo na loja
que se acha fechada no aterro da Boa-Vista
n. 36, a qual est propria para miudezas,
calcados e cera a tratar no mesmo aterro
n. 46, loja do calcados.
^o ultimo gos*
A DA CADEIA DO RECIFE N. 48,
DE QUATRO PORTAS, DE
Narciso Mara Carneiro, acaba de rece
pelo ultimo paquete da Europa, um comple-
to e variado sortimento de roupas fe: tas ao
k timo gosto de Pars, como sejam, casacas
POtaa. palitos de casemira e de alpaca, dol-
ieses de gorgurao preto e de cores com de-
senos mui delicados, verdadeiras capas de
burracha e sedado duas faces, os nicos
impremiaveis, palitos inglezes de casemira
a prova d'-agua, excedentes perneirasde bur-
racha, de todos os lmannos, e outras mui-
tas fazendas de seda preta, proprias para a
quaresma, que se vendem por menos do quo
em outra qualquer parle.
Relogios.
Na ra da Cadeia do-Recife n. 18, ha relo-
gios de todas as qualidades, tanto de ouro
como de prata, ditos foleados e dourados,
por pregos baralissimos.
.>lilio em saccas.
Na taberna grande ao lado da igreja da
Soledade, continua-se a vender milho em
saccas.
por 240 rs. o co ^.
Vende-se chita franeeza larga e Ona, com
pequeo toque de avaria : na ra do Crespo,
loja de Campos & Lima. ,
Planta a cidade do 11 e-
cfe
Vende-se a planta da cidade do Recife e
seus arrabaldes, feita pelo Sr. Dr. Jos Ma-
medeAlves Ferreira, por dez mil reis: na
livraria n. 6 e8 da praga da Independencia.
appa das distancias du
a provincia.
fra u. i; e H da praga da Indepen-
vendejsse o mappa das distancias
erenidr villas da cidade entre si, e
a cacital da mesma, a mil res.
do Porto
de 1857
Nq armazem de Jos Joaquim Dias Fernan-
dos, becco da Madre de Dos n. 12, vende-se
superior vinho yelho do Porto, em caixas de
uma e duas duzias, por prego commodo.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba de boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife, loia
n. 50.
Deposito
de raptfprinceza da fabri-
ca de E. Gasse, no Rio
de Janeiro.
Vende-se a prego commodo rap fiuo,
grosso 9tneio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
ra da Cruz n. 9.
Na ra da Cruz n. 50, armazem de San-
ta Barbara Companhia, vendem-se effecti-
vamente caixes vasios de todos os lma-
nnos.
Vendo-se a verdadeira graxa ingleza n.
97, dos afamados fabricantes~Day & Mar-
tin, cm barricas de 15 duzias de potes:
cm casa de James Crabtree & Companhia,
Para nsascates
e boceieir^s.
Veodem-se duzias de raizas de massapara rap pe-
lo baratsimo prego de 640 rs.,duzias de (ezooras em
canaoa 19000e 19200 e grandes 19920, duzias de
caixinhas de pao coro palitos de fogo a 240 r.,dnzi*s
de penlesde chifres moito bons para alizar a|1a2co,
duzias de pentes de baleia para atar cabello a 29200
gfiOO.dozia de navalhas para harba 19600,grora
de boloes madreperola para camisas a 600 reit.dilas
muilo fios da gata a 100 reis, grozas dt noles fi-
uo para caiga a 280 reis, cartas com 25 pentes de
alfinelea 140 reis.duzias de pentes de balea para a-
lizar a 39, grozas de Pivellas para sapalos a 560, du-
zias de caivetes finospara aparar pennas a 29500
e 39,duzias de gaitas (armnicas) i I320O a yo.
duzias de torcidas para candieiros a 80, reis grozas
de marcas para cobrir a 100, 120 160 reis, pe-
ca de tranceln para bentinhes a 12o res, polceilSs
encarnadas muilo bonitas para Sra. e meninas a 200
rs.,duzias de miadiohas de linhas prelas a 240 res,
pegas eom 10 varas de fita de eos a 320,360 e 4oo
res, duzasde lapes a loo rs., dozias de caixas com
clcheles a 720 r., linhas branca de novellos de lo-
dos os nmeros, ditas de cores, linhas da miada finas
e pacas, ditas de carrileis brancos e de cores, cordao
de vestido de (oda a grognra, biquinhos de todas as
larguras, e baratos, reodas de todas as largura, es-
pelhos, curdas de viola, filas de Lia de todas as co-
res, filas de linho brancas e de cores, didaes, agulha*
de todos os numeras, filias de seda de todos os nme-
ros, pennas de palo.eaixas de chifre, rosarios, eolhe-
lea de ferro, relroz de todas as cores, vernicas, filas
debeira preta e braoca,erampas,eludoo mai qoese-
ja necessario para completo sortimento de bocelei-
ras e mscate e qua ludo se vende muito mais bara-
go que era outra qnalquer loja, na roa do Ouei-
lo. na bem condecid.1 loja de miudezas da boa
aj.|do.
Para as senho-
ras de bom gosto.
Vendem-se ricos estojas de Jacaranda,
Fugiram na noile de25\do 1
do poder deaua senhora abaixoSasaifooalo,
dous escravos, ha pouco comprado* ao Sr,
Jos Hay mundo Corris, da villa dasl
que os comprara no Exu'; um delles teJP *
signaes seguintes : chama-ae Torqualo, *-
bra negro, idade de 34 a 36 annos, esUUttV
regular, bem parecido, cabellos carapod*a-\_
do-, testa larga e espacosa, cantos aaei- ^-'
lo grandes, olhos pretos, barba toda fecha-
da, e as vezes tras toda rapada, falta do al-
guna dentes na frente, uma cicatriz 1
tas da mo, e falla muito mansa, leroa
tida, caiga e camisa de algodo azul, ei
peo de couro.e comsigo, nma calca e cal
de algodo azul, um lengol de algodSo f
co, e uma faca de trincbar,com cabo ato 1
plido, este escravo fora de Manoel
ci de Alencar ; o outro por nomo Albino.
idade de 18 a 20 annos, pardo clare, cabal-
los carapinhados, olhos pretos, dentoa li-
mados, alto e reforcado, pestanoja quando
olha, lvou vestida, calca o camisa azul.oaaa
dita de riscado, e ama baeU encarnada, e
jaqueta de couro: consta qoe fugiram am-
bos reunidos, por seren amigos o |
dentes dos sertOes : quem os pegar
ocrosamente recompensado, alem da 1
pensagao das despezas que os 1
rem, podendo dirigir-se nesta cidade do Re-
cife, a sua senhora, moradora na ra do Hos-
picio n. 15, na Parahiba, villa do Po moa I,
casa do lUm. Sr. delegado Joto Dantas ato
Oliveira, no Rio Grande do Norte sorra ato
Marttns, cidade da Imperatriz ao Sr. Fran-
cisco Roberto de Oliveira. Recife 2* de mar-
go de 1857.Josepba Francisca Pinto Ro-
gueira Ramos.
No dia 20 do corrente.desaparecen ato co-
sa de Manoel Antonio deUesus.um seu eaeravo
por nome Ignacio Calor, do gento do An-
gola, de mais de 45 annoa, quebrado do am-
bas as verilbas, tendo o dedo polegar ato |
esquerdo torio para dentro, cara
um pouco fe i oso, e bebe muilo,
foi canoeiro no porto da roa Nora,
annos e he bem conhecido por Calle
commendo a todas as autoridades poli
e pessoas particulares, por quem posta ser
enconIrada-se, que o manden) pegar e entre-
gar na ra larga do Rosario n. 18. pactara,
que se recompensar com generosidade.
Fugto de bordo do vapor Ignarassu', o
escravo pardo de nome Amaro, idade da M
annos, altura regalar, e foi canoeiro do por-
to da roa Nova : quem o apprehender sarao
do-o a seu senhor Jos Francisco da Coala,
na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar,
sera generosamente recompensado.
Attenco.
Fugio no dia 16 do corrale mez o 1*040
Justino, crioulo, com os signaos ingainlm :
altura regalar, cheio do corpo, sem barba,
eom falta de denles na frente, caira do car-
regar peso na cabeca, muito regrista, ba
bem conhecido por andar entregando assa-
car pelas tabernas, tem sido encontrado por
diversas pessoas conhecidaa, e diz a ollas
que anda em servico de seo senhor ; por to-
so roga-seas pessoas que o encontrar, ano
o mandem prender e levar roa Direita n. 76
que serSo generosamente recompoaaaatoa. '
No dia 4 de feve>eiro do eorreite ama,
lesappareceu' nm negro de nagSo. m*s qoa
varece crioulo, por ter vindo muito
proprios para costura de senhora, pelo ba-, i0,*.'ud' n,ain,ndo, o qual representa- lar
ratissimo prego de 29500, 4, 69, 79 e '89000 *e r*.* ?2 nos de idade, de nome Maibai.
ra da Cruz 11. 42.
OGUARDA-LIVROS BRASILEIRO, ou arte
da escnpturagSo mercantil apropriada ao
commcrcio do Brasil : vende-se na rna da
Cadeia Velha n. %2. Prego 8/000.
Relogios de patente
uglezesdeouro, desabnete edevidro:
vendem-se a preco razn vel.em casa de
AugustoC. de Abreu, narua da Cadeia
do Recife, armazem n. ^6.
caixinhas para guardar joias a 800 rs., 1/ e
19200, carterinhas muilo delicadas proprias
para senhora e meninos a 800 e 500 rs.,#te
souras muitissimo linas para costura, de
todos os tamaitos-a 500 rs 600, 19000 e
19200, ditas paraunhas tambem muito Anas
a 800 rs., 19000 e 1/200, linha de peso mui-
to fina para labyrintho a 100 rs. a meadi-
nba, ditas para bordar a 100 rs 140 e 160.
lindas caixinhas com grampas a 160 e 300
rs.. cartoes com 14 e 24 pares de clcheles
francezes a 80 rs.. 100 e 120, linhas de car-
reteis de 200 jardas do autor Alxandre a 80
rs. o carretel, ditas.de 100 jardas do mesmo
autor a 40 rs., caixinhas com agulhas fran-
cezes a 160, ditas com agulhas de papel
treto a 280, carteirinhas com agulhas fran-
eezas a 320, agulheiros muito bonitos com
agulhas tambem franeezas a 160 e 320, cai-
xinhas com 16 novellos de linhas de marcar
muito finas, azues e encarnadas a 320, ricos
botOes de cores para vestidos, ou roupinhos
de meninas a 600 rs., 800 e 1$ a duzia, ricos
agulheiros de ago e de marfim a 240 e 800
rs., dedaes de ago muito bonitos e cada um
na sua caixinha a 500 rs., almofadirihas de
multas qualidades proprias para pregar alli-
netes e agulhas, pulceiras de varias quali-
dades; nquissimas fitas Irfvradas e lisas, de
todas as larguras, trancas de todas as cores
e larguras, litas de velludo abertas e lisas,
bicos muito finos de linho ede varias lar-
guras, rendas de varias larguras, babado
aberto de linho, toucas de 13a para criangas
e outras muitissimas consas, que tudo se
vende mais barato do que em outra qual
quer parte: na ra rto Uueimado, na bem
conheciaa loja de miudezas da boa fama
n. 33.
/^igas de seda
para senhora.
Vendem-se superiores ligas de seda para
senhora, muito bonitas e de muitos pa-
dres, pelo baratissimo prego de 19200,
1/500 c 2/000 : na ra do Queimado, na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33
Lila para vestidos.
Vendem-se cortes de 13a para vestido, de
muito bonitos padroes,.e com 15 covados
cada corte, pelo baralissimo prego de 59000:
na ra do Queimado n. 22, na bem conheci-
da loja da boa f.
le
pe-
Algodo nionstro,
chincha.
Vende-se algodSo monstro, com 8 palmos
de largura, muito proprio para toalbas e
lengoes, pelo diminuto prego de 60o rs. a
vara : no loja da boa f, ra do Queimado
n. 22.
Oculos e bonetes
Vendem-se oculos do todas as graduagoes
com delicadas armages de ago, pelo barato
prego de 800 rs. e 19500, ditos com rmages
douradas o praleadas a 19200 e 19500, ditos
com armaco de bfalo a 19200, ditos com
armaco de baleia a 480, ditos com armaco
de metal branco a 400 rs., lunetas de um s
vidro redondas e quadradas com aro de bu-
falo a 500 rs., ditas de dous vidros tambem
com armagflo de bfalo a 19500, ditas de um
s vidro redondas c quadradas com aro de
tartaruga a 19200 e 19500 : na ra do Quei-
mado, na bem conhecidada loja de miudezas
da boa fama 11. 33.
Agod&ozinhi) da Baha
para saceos de sssucar.' vende-se em casa
de v. O. Bieber & Companhia, ra da Cruz
n. *.
cozmheiro, estatura ordinaria, magro, rosto
comprido, pouca barba, olhos grandes, so-
brancslhas fechadas, nariz chato e pnnloo.
beigos grossos, bocc- regular e com dtate,
tem uma pequea cicatriz em orna atoa la-
res, e outra em uma orelba, pela parta de
baixo, de um talho qne levoo, bem carao
outra no pescoco, qoe por muito lora, lalras
seja puuco visivel ; foi encontrado em Santo
Atitao, seguindo aeslradaw.com um baoxi-
nhode flandres novo na cmLga, o nm gallo
no brago, sendo moito dado a briga oeste
amiraes ; eate escravo pertence a Gratara
Jos do Reg, no Recife, roa da Aurora -.
quem o apprehender sera bem gratificado
Fugio de bordo ao brgno braaitetro
Helampo, na noile do dia 8 do corrento, nm
negro de nome Marcelino, nas^p rabil da,
altura regultj, secco do corno, roaI3~oom-
prido, barba serrada^ cria auiaaa, com falle
de dentes na frente, e consta andar vestido
com paleto, e calcado : qnem o pagar tevo-o
a bordo do dito navio, junto ao caos do Paa-
seio Publico, ou a casa de seu consignatorto
Manoel Alves Guerra, na rna do Trapicho o-
14, que sera bem recompooaado.
CRATIFICACAO DE lOMMMI.
No da 23 de marco' proxime^essado, ra-
gio do engenho Pindobinba, da irageezia ato
ipojuca, um molato escravo donme Joa-
quim cora os signaes seguales: idade 15 a
30 annos^he bastante clara, -aballo um
pouco grandes, eanellados, alto, secco oV.
corpo, sem barba alronte, pea cambados, te-
vou vestido camisa de nscadiono encarnado,
caiga branca, e outra de algodo atal, cha-
peo de chili ja mmato : ba noticia dalla ler
pissado para as bandas d'Agua Preta. em
direccao ao Rio de S. Francisco, portete.
roga-se as autoridades, competentes a cata-
lura, equem o pegar, leva-lo ato treferido
engenho, a seu senhor Manoel da Cosa Al-
buquerque. ou no Recife a Joooaim Manoel
Ferreira de Souzamno pata, ato Carmo n. I,
quesera gratilicado cora#quantiade lora.
-Continua a estar fgido o escravo Theo
doro crioulow 1 pescador, idade pooco mata
ou menos 3 annoa, baixo, cheio do corpo,
espadaudo,.U n muitos cabellos brancos aa
barba, cabega% paitos : foi escravo ato atoa-
do Vidal, ex-carceireiro da O
dade : at o meiado do anno |_
em Pona do Pedras, onde levo mli o ir
forras, qe morreram polo cholera, o 1
estove oceupado em torras do engenho "Pe-
dreiras, serrando madeiras : o escravo Ton-
ina/, mulato alto, com marcas de bexigas,
idade 40 annos, loi escravo do Hilaria de A-
Ihayde Vasconcellos, morador na 1.
Tapua, provincia da Parahiba, tendo l
tes escravo do Sr. Carlos Cocine, que o I
ve por heranca de seu sogro Jos Joaquim 4
Souza, da mesma provincia, aquello fagwa
no dia 19 de Janeiro, e esae no dia 30 da ee-
tembro do anno de 1856 : qaem oe pegar le-
ve-osa ra da Concordia n. 46.a seu irabui
Cedro Antonio Teixeira Cuimartos, quegra-
tilicara generosamente.
fugio do engenho Muribequinba an
amanhecer do dia 1. de abril do corrate,
preto de nome Benedicto, crioulo, eoeao*
signaes seguintes : cor fula, alto, cheio ato
corpo, rosto descarnado, testa pequea fal-
ta de denle na frente, falla granea ram
senta ter 20 annos de idade : juem aaare-
liender, dirija-se ao mesmo engenho aa aa
pateo do Terco n. 44, que sera generoramoat-
le recompensado.
Fugio no dia 31 de marco prximo pas-
ssdo, o escravo Antonio mulato, idade 30
annos pouco man ou menos, de boa estatu-
ra, tem talla de dentes na renle, beoweul
Je sapaleiro, mas ha muito.he oorapoato i
trabaiho de carroca, e canoeiro, tam Wcos-
lume embebedar se, c d lugar a Catar aba-
sas ausencias : quera o pegar, Iera-o amtu.
da Voncordia n. 26, sen aentor Pedro An-
tonio Teixeira Caimanes, que ao graUQcara
generosamente. f"ucara
MUTILADO
PEUK.: TYP. DE M. F. DB FaftU
UOB:


Full Text
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