Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07725


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Full Text
ANNO XXXIII N. 77,
Por 3 mezes adiantadot 4J000,
Por 3 mezet vencidoi 4#500.
SABBVDO \ DE ABRIL DE 1857
Por anno adiantado 15j000.
Porte franco para o subscriptor.
KNCARUEGADOS DA SBSCRIPCA'O NO NORTE.
Ptrahba o 8r. Joao Rodolpho Gomet; Naul, o 8r. Joa-
ula I. Parein Jnior; Aracaty, o gr. A. d Lenso Braga ;
"* {,"?'' '' lo" de 0,ive,r Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
ee Rodrigue ; Piauhy, o 8r. Domingo! Herculano A. Peuoa
b-earent ; Para, o Sr. Justino J. Kamoti Amaionai, o Ir. Jero-
ajoto da Costa.
PARTIDA DOS COBROS.
Olinria : todoi os dias,s !) raeia hptai do !..i.
IgaanM* Goianna l*araliiba : 114 itumlti!i *e t.i4-fe
S- Anln, UVrerrixi, Itonito, ('..iruaru, Altinliu Gara nlina-.: uj l*rf.i-tWr4,
S. l.Miin-ii\- f.-. ". Flores, Villa-/,Wi.i, Boa-Vi.Id, Orirurv o lv u iu* quarlas-Tiriras.
Cabo, Ipojuca, >i'inii."i-m, llin-Prnio>o, uM, I irruiros, Agot-I'rela,
Pimentero* Natal : quintan-felra*.
(Todoi corrcioB parlen a- 10 hora da manh,
PARTE QFFICAX.
QOVERNO DA PROVINCIA.
Expedante de la 21) ato mareo.
OflieioA' cmara fnnnicipal do Cabo.Cumpre
qoe tasa cmara rae declare coro urgencia, aa ja te
acham emposaarlos, e desde quando, oa vereadore9e
juize de paz eleilos un selembro ultimo para o pr-
senle qualriennio ; e, no caso negativo, qual a ra-
/.3o de nao ter sido exectilado o arl. 105 da lei rega-
lamentar de 19 de agosto de 1846, por cuja disposi-
jao esaa posae deveria etecliiar-se no dia 7 de Janeiro
ultimo.Igunes as cmaras de loaraas, Santo
Ani.no, Rio Formoio, Villa Bella, Boa-Vista e In-
glzeia.
_* ~
*." Scelo.Palacio do governo da Pernambuco
S de marjo de 1857.
Com o parecer junio por copia do presidente da
alacho, respondo -o cilicio de 20 do eorreule, em
que Vroc. me consulta, se foi legal a designarlo
qoe fea da um advocado do furo para siibslilui-lo
temporariamente no cargo de curador geral dos or-
phaos.
Dos guarde a_ Vine Sergio Teixeira de Mace-
do.Sr. Juan Francisco Coeiho Btlsncourl., juiz
municipal e de orphaos supptriit em excrcicio no
termo de Sanio Anlao.
Parecer a qne se refere o oflieio supra.
Illm. e Exm. Sr.O supplenle ero exercicio do
juiz municipal do termo de Santo Anl.'io proro-
'u nos termos prescriptos do art. i. do decre-
to n. 817 de 311 de asusto de 1851. quando designan
um advogado do foro para -iili-iiiui-l j temporaria-
mente no cargo de curador geral dos orphaos, valo
pertencer-lha a apreciaban deaplidlo e idoneidade
daquelle em quem linlia de recahir esculla, e das
razes mesmas de conveniencias do servido poblico
e inleresae dos orphaos, as quaes podiam obriga-lo
a nao preferir o promotor, que, tendo de acompa-
nhar o joiz de direilo ns correijes e residir no
ponto da comarca, que maia convenha a' adminis-
Irajao da joslica, e fiscalitar os actos de todos os
empregados, denuncia-Ios, accoaa-los. etc. etc., nlo
seria o mais adaptado para oceupar a dila substitui-
do, que eiige residencia permanente no termo da-
quelle, qoe a exercer ; visto como (em de assislir
aos inventarios, cuja marcha nao ariroille demora, c
ser on virio sobre lodos vs despachos nos mesmoa pro-
feridos e nos procesaos delles dependentes. Emen-
do, poia, que a mencionada designarlo fui curial-
arte ule falla, e como lal deve subsistir independerse
de approvajao do juiz de direitn, peranle quenr. nao
serve immedislamente o curador geral, esim peran-
le o juiz de orphaos, a quem em seu lermo tem as
leis confiado semelhanles iiomeajet.Volla incluso
u oflieio do juiz cima indicado, que ao meu poder
clusou coberlo por oulro de V. Etc., que Tica res-
pondida da maneira expolia.
Dos guarde a V. Exe.Hecife 26' de marjo de
1857.Illm. e Exm. Sr. conaelheirn Sergio Teiiei-
ra de Macelo, presidente da provincia.Anlonii
Ignacio de Azetcdo.
- 28 '
OflirioAo Exm. general commandanle das ar-
mar, dizendo qoe lica inleirado do motiVb porque
al agora nao regresin para o seu regiment o al-
fares Horacio de (usino Coetho, que para aqu
vaio com licenja.
OiloAo me-mo, recommendando a eipedijao
de soas ordena para qu o soldado M-noel Po te
aprsenle o coronel Trajano "-sar Burlamaqoe,
alira de o acompanhar para as AlaKiiaa, sendo con-
siderado no lial.illi.i.i, a que elle perlence, como em
diligencia na mencionada provincia.
DitoAumcino, dizeii.lo licar scienle de haver
S. Exe. mandudo alistar,*io1no addido do t- hala-
Ihao de iulania'ia, o recrtita,^Unoel Izidoro lio-
. mea, que Ihe fora remellido pelo cliefe de polica.
DitoAo Exm. cnmm-ii lante saperjor da guar-
da nacional do Rcife.Kemelto por copia a -V.
Km. aflu acertado, o oflieio emque o commandanle rio car-
po de polica refere a- oocurrrncias qae no da 9U
do correnle as sele horas da nuile se ileram na
ra Nova deata cidade, por occaaiio de pasaae-
guarda de honra do 1' liiialha de iofanlaria da
guarda nacional deste municipio.
Junio achara' V. Eic. pnr copia, o Ifeclio de un
oflieio do ciiefe de polica confirmando a narradlo
feila pelo referido commandanle.
DitoAo mesino, devolvend afim de serem con-
feccionados regularmente os documentos relativos
aos vencimentos da escolla de guardas nacionaes
que chegnri do Bonito para o fim de condozir os
ariminosos que teem de responder no jury naquelle
lertn*. e inleirando-o de haver mandado adianlar
ao alferca commandanle da mesma escolla, pnr
conla da taes vencimenlos, a qu.n'tia de HKI-, al
(|ue oa sopradilos documentos vollein com a- for-
malidades legaes.
DitoAo-commandanle superior de Goianna,
para qae haja da ministrar a sua informarlo acerca
do objeelo eonlido no aviso da Justina de 1i de
agosto de 1855,, .de qoe se Ihe remelle copia.
Iuaes aos commanrianles superiores de Ol ma e
Cabo.
OiloA Ihesouraria de fazenda. dizendo que nao
obstante actur-se esgolido o crdito aherlo para aa
deapezas da ohra que se esta' fazeudo na nlfaudego
delta ciilade, pode S. S. manda-la continuar sob
responsabihdsde desta presidencia, al que o go-
verno imperial delibere sobre o augmento pedido
para o referido crdito.
DitoAo director do arsenal de guerra, appro-
van.lu a ua deliberadlo de graliflcar a Alberto Jos
Oiaa da Silva com a quantia de 1Uf por haver cap-
turado o Africano livre Jorge, que se achava au-
sente do servico a aquelle arsenal.
DitoA cmara raonicipal desta cidade, para
dar o seo parecer acerca do reqoeriroenlo, qae se
lile remet*, no qual varios proprielarios de paja-
ritas testa cidade pedera a revogacilo da postara de
13 de junlio de 1855.
DitoAo direclor das obras pahlieas, para mau-
llar entregar a cmara municipal de Olinda, a por-
rdo que anda reala dos lijlos provenientes da de-
moliera du arco <|o Varadouro, e que eslava sendo
apmveitado na obra all em conatruc^ao.
PortaraAo agente de vapores, mandando dar
uaagagera para as Alagoas, por corita do governo,
o soldado Manuel po.
Inaes para a mesma provincia, ao alferes Berar-
dn Jo.aqim Correia, e para a corle aos alferea Joa-
quim'Antonio Dias, e Francisco Antonio de Sa'
Brrelo Jnior.
Expediente do .secretario da provincia.
OflieioAo sacrelario da as enviando, para serem submeltidas a mesma aasem-
blea, as bases com que o sobdito franc*z Ilii^ciiio
Broussouse se propOe a "eslahelecer linhas de carros
nesta cidade e seos arredores, mediante o privilegio
eielusivo de 15 anoos. .
Despachns do dia I. de abril.
Antonio Maooel Coollio, pedindo a adroisaao do
menor Antonio ao arsenal de nurinhaAlaniJou-se
admillir.
Antonio Jos Pereira de Meodonr;a, pede licenea
para corlar as matas desta provincia e de Alasoas
J.OOU pranchoes de amarello.A informar an capi-
tn do porto.
Claodino Angelo Castillo Brancn, capitn do 10.
batiilhao da infanlaria, pede .i mezes de tcenla.
Mandou-se passar portara, concedendo a' licenca
pedia.
Joaquim Caelano de Son/a Cousseiro, lenenle-
coronel commandanle da fortaleza do llrom, reque-
siiindo azeile de carrapalo.Mandou-ss fornecer.
Iosqaim Rodrigues Coeiho Kelly, lenente-coro-
nel corojnaiidaiile do 10. Iialalliao de infanlaria, re-
ijoisilando~aT*v O masmo, requisitando cariucl,S do adarme 17.
Mandn se fornecer.
O mesmo, reqo.ilandn o concert do arrrr "lo
arruinado.Foi rcinellido ao arsenal de guerr
ra concertar-te.
Joao Manuel da Costa e Silva, primea '
rio 1. halalhau de artilharia da guarda n
AUDIENCIAS DOS TRIBNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio .* segundase quintas. g.
Relaco ; lercas-feiras e sabbados.
Fazenda .- quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas a quinlai ao msio-dia.
Juizo de orphaos : segundas e quintas as 10 horas.
i'rimera vara do eivel segundas a seziai ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas a sabbados ao meio-dia.
Ki'iir.air.iuD.s do mez de ABRIL.
3 Quarto cresceate as 2 horas e 11 minutos da tarde.
10 La cheia a 1 hora e 58 minutos da farde.
18 Quarto minguanteas6horase 44 minuto da manha.
23 La nova as 8 horas e 9 minutos da tarde.
IMtEAMAH DE HO.IK.
Primeira as 11 horas e 42 minutos da uianhaa.
Segunda as 12 horas e 5 minutos da tarde.
DAS DASSEMANA.
30 Segunda s. Joao Climnco ; s. Clinio s. Domnina m.
31 Torca s. Balbina v. s. Amos prof.
1 (luana s. Macario 1 Quintiano s.Valerico ab.
2 (.lumia s. Fraucisco de Paula fundador dos religiosos mnimos.
3 Sexta t. Eslevam in i relio Monte.
4 Sbado s. Izidoro are. e dout.'da igr.
5 Domingo de Ramos .-. Ira v. m.
ENCARREGADOS DA SL'BSCMPCAd NO MI.
Alagoas, o Sr. Claudioo Falca o Dias ; Babia, tt. I
Rio de Janeiro,o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBUCO
O proprietario do DIARIO Manocl Figoeiraa de raria, u na
livraria, praca da Independencia aa. 6 a 8.
Salvador Coeiho de Drumraond e Albuquerque,
capitao commandanle du forte do Pi Amarello, re-
quisitando azeite e To de algodao.Mandou-se for-
necer.
Trajano Alipiu de Carvalho Meudonca, capitao
commandanle da compauhia de artfices, requisitan-
do azeite pavio.Maudou-se fornecer.
Tlioma/. Jos il. Silva (insinu, teuente-coronel do
1. balalli.no de artilharia da guarda nacional destaca-
da, requisitando azeite de corrapalo e fio de algod.no
Mandnu-se fornecer.
Oflieio do inspector do arsenal de marinha, apre-
setilan o duas proposlas para o fornecimentu mento preciso para as obras do melhoramenlo do
porto.Volle ao Sr. inspector do arsenal de mari-
nha, para declarar qual o molivo condecido para
elevaran nos presos do genero de qoe se trata.
Dito do administrador Jo eorrcio, dizendo que as
bandeiras dos signaes acham-se em m-lo estado.A
informar ao inspector do arsenal de marinha.
lemunhou o ioteresse sempre prsenle, sempre acti-
vo, que consagra as grande e serias quesles da
paz, agitorj corajosamente a solaceo de todas as dif-
ficuldades da hora presente, o alhvio dos males que
comporta infallivelioeole toda a sociedade que pro-
grede.
. A civilis3c.no, como elle diz, embora lenha por
alvo o melhoramenlo moral e o bem estar material
do roaior nnmero, marcha como um ezercilo, as
suas victorias nao se nlcancao sem sacrificios e sem
victimas. As vas rpidas que facilitam as commu-
oicafes abrem ao commercio novas estradas, des-
locara os interesses e deixam aps si os paizes que
dallas anda sao privados, estas machinas tao uleis
que mnlliplicara o Irahalhodo hornero, subslluindu
ao principio, e deiiaudo roomeolaneameute muitos
bracos desoecupados, essas minas que eapalham no
mundo urna quantidade de numerario al aqu des-
coohecida, esse accreacimo da fortuna publica que
III. e Eim. Sr. Em eumprimenlo do arl. 57 ,
11 do regolamento deata Ihesouraria, lenho a honra)
de remoller a V. Esc. os balancetes da receita
descera desta mesma Ihesouraria, verificada ao mea|
de marco prximo findo.
Dos guarde a V. Exc. Theaouraria provincial del
l'er namliuro, 1 de abril de 1857.Illa, e Exm. Sr,
cooselheiro Sergio Teixeira de Macelo, presiden!)
desta provincia.O contador, serviudo de inspector
Antonio Carduzo de Queiroz Fonseca.
Demonstradlo do saldo existente na caixa especia
das apolices em 31 de marco de 1857.
Saldo em 28 de feverciro
p. fiudo.....136:0OO00O
Receita de i a 31 do cor. 8
-----------------136:00(O00(
Despeza idem........ 8
Saldo
I36:00090(K
Caia doexercicio de 1856 a 1857.
Saldo em 28 do fevereiro
. p. findo ... -22<):i89S78i
Rece i la de I a 31 do cor. 114:5179888
Despeza idem........
Saldo .......
Cana de depsitos.
Saldo em 28 de fevereiro
P- findo.....176:3139335
Receila de 1 a 31 do cor. 5005000
344:007967!
87:306881!
256:700885:
Despeza idem.
Saldo.
176:813933:
353699001
141:041933:
sentantes dos povoi para discutir os seas intereises e
concertar as suas convienes.
Em Londres, a questao de poltica exterior, sobre-
todo a questao da China, se elevaran! s proporrdes
de urna coallis.no parlamentar ; ao menos serven) de
pretexto e de santo aos partidos que querem derri-
bar o ministerio de lord Palmerslon. A coallis.no
comprehende os lories que teem por chefe lord Der-
by e Mr. D'Israeli, a fraceflo dos Whigs que vola
com lord John Rusiell, os Peelislas rievolados a Mr.
(iladsloue, e emfim os Radieaes de Manehesler. S.lo
cousas extremamente graves que nao podem esca-
par a ninguem. Emqoanlo quealio da China, se
he verdade como o ulliinqs despachos aflirmam,
qu* longe de ceder s ameacas dos Iuglezes, o im-
perador chinez appellara para as armas, pode-se di-
zer que elles esiao preparando no exlrerno Oriente
grandes eventualidades. As causas da diflerenc,a que
occasionou a destruirlo de Canino lulo sido diver-
dacupla o consumo, lende a fazer variar e a elevar smente narradas. Procuraremos deslindar a ver-
Caixa especial dncalcameoto das ras desta cidade
Saldo em 28 de fevereiro
a. p. lindo.....1:6509694
eccila de 1 a 31 do cor. 6:0519600
Despeza idem
Saldo
7:7029291
1:6009000
6:1029294
Caixa especial da cou-lruccao da ponte do Recife.
Saldo em 28 de fevereiro
p. findo ..... 1:0219180
Receita de 1 a 31 do cor. 59800
Despeza idem.
Saldo
1:026598(1
4009000
-->*
6265980
Caiaiespecial das lotera*.
Saldo em 28 de"fevereiro
p. findo.....8:7938884
Receila de 1 a 31 do cor. 3889250
Despeza idm .
Saldo
CNMMANDO SUPERIOR DA GUARDA NACIO-
NAL DO MUNICIPIO DO RECII/E.
'"" J-JFrtQ Vr Ti asmaos de V. Exe. a par-
te que me ainjpo o capitao commandanle da guarda
qae na noile de 26 do correnle acompanhou a ma-
cero rio Senhor dos Paaana da igreja. do Corpo1 Santo
para a matriz da Roa-Vista, refenndn a oeenrreucia
que leve lugar na ra Noya, e a maneira porque se
hnuve o referido commandanle da 'guarda, que sa
apresenton em meu quarlel, para fazer entrega da
bandeira rom a msica e as doas prnneiras sectiles
na melhor ordein. Em vala do oflieio do Exm. Sr.
presidente da provincia,qoe V.Exc. acba de enviar-
me arumpaiilia lo de copias dos que Iheiiiriuiran o
comnMaartante do corpo policial,e Dx.chefe de polica,
Cano de ordenar ao referido capilao que informe
circumslanciadaroenle sobre os fados que nelles se
mencionaran! ; e aguardo sua informal;,!o para a le-
var ao conheciinenlo de V. Exe.
Dos guarde a V. Exc. Quarlel do commando
do l.o bal-linio de infanlaria da goarda nacional do
Rerife, em 30 de marco de 1857.Illm. e Exm. Sr.
Baria da Boa-Vala, commandanle superior da goar-
da nacional do Recife. Domingos Alfonso Nery
l'erreira, coronel commandanle.Conforme.O se-
cretarlo, Firmino Jos de Olivcira.
Illm. r. Cumpre-me participar a V. S. que
quando eu me relirava com a guarda, que sob meu
commando havia acompanhado trasladado da ima-
em do Sr. .los P.vsos da igreja do Corp* Sanio pa-
ra a malriz da Boa Visia, ao passar pela ra Nova
nma das peasoas dopivo, deu vivs ao mrsl'e da
msica do balalhaoa que perten;o eniao o subde-
legado da fregnezia de Santo Antonio que all se
achava aam forca de polica e inspectores de qnar-
leirao roandou prender essa peasua, e u povo, que
em sxcesaivo numero acompanhava a msica lomou
a iniciativa a favor do preao ; do que resullou gran-
de lula entre aquellos e a polica, neasas circuns-
tancias, vendo eu que dos partidos pelas msicas >le
polica e do primeiro batalhao he que provinha se-
meldanle disturbio, segu com a primeira e segunda
eccoes, levan lo 1 bandeira, deixei a tereeira e quar-
ta para ajudarem a polica a rrstabelecer a nrriem.
Oeos goarde a V. S. Qaartel do Recife, 27 de
marco de 1857. Illm. Sr. Domingos Allonso Nery
rerreira, digno coronel commandanle do priineir'o
batalhao de fuzileiros da guarda nacional do Reci-
fe.Jos Loz Pereira Juuior, capitao e comman-
danle da guarda.
Conforme. O secretario, Frmino Jos de Ol-
veira.
31 de marco.
Illm. Sr.Avista do oflieio' que V. S. boje me
remelleu, do capilao Jo- l.uiz Pereira Jnior, com-
mandanle da guarda de honra que acompanhou a
procissao.na noile do da :i6 do crreme, vim ao ro-
nbecimenlnde que esse oflicial nao compito com
seua devrres, deixando parle da forja que romman-
dava em desordem, e relirando-se com o restante
dell, quando Ihecumpria ronservar-se a' sua fren-
te para manler a ordem e procurar evitar o conflic-
to qoe so den entre aguarda que eommandava ea
polica ; e como fallas dessa nalureza n,lo devem
dcar impunes, faca-o V. S. recolher preso a' minha
ordem, por 3 rilas, apenas este receher.
Cumpre tambem que V. S. me informe a respeilo
do proce.limento que IWeram oa olliciae sulwllernos
qoe marcliararr. nessa occasiao, e sobre os quaes na-
da diz o dito commandanle.
Deoa guarde a V. S.Illm. Sr. Domingos Alfonso
Nery Kerreira, corone.l chefe do 1- batalhao de fu-
/iltiro- da guarda nacional. BarSo da Boa-Vista,
commandanle superior.Conforme.O secretario,
Firmioo Jos de Oliveira.
o valor de todas as coasas, essa fnnte inexgotavel
de riquezas que se chamara crdito, gera maravi-
llas, e com tudo, a exageracan da especulaco oc-
casiona imillas ruinas individuaes. Dahi a neces-
aidade, sem embargar a marcha do progresan, de
vir em soccorro daquelles que nao podem seguir-
llie a marcha accelerada.
As duas grandes preoccupaces desle discurso,
um dos mais consideravcis do imperador, sao coad-
juvar no interior as mullidoas a lutar contra a ca-
resta extraordinaria de todas as cousas, e contra a
falta completa de propuices entre os recursos e as
rendas, a levar ao exterior todo o desenvolvimenlo
das riqoezns nacionaes ; pretende prevenir a volla
das inundaees, quer para agricultura uovaa con-
quistas, novos prugressos, quer para o servico mi-
litar, qae he o imposto cummara em Franja, urna
durac/t 1 muilo mais breve, quer para a iudusiria,
para 11 commercio um futuro de progresso. Esta
primeira qoeslao qoe he a queaUo da ordem do dia,
he allribuida i insufflcieiicia das culhcitas, falta
de bracos, tem-se allribuido a' oblinacao r.iiinuira
dos cultivadores, ,10 accrescimo das populai,3es, i
allluencia dos aslrangeiros nas cidades, ao augmen-
to da riqupza publica, a suerra. emlim a tudo ; en-
ganaramse. A siluarao uao he anmala e transi-
loria, he pelo contrario a consequencia necetsana
de ura progresso social, do deaeiivulviroentu das for-
tunas particulares, do augmento geral do bem es-
tar individual. Aqui como em todas as crises phyi
sicas, que fazein passar pela enfermidade para che-
gara um estado de saude melhor, ha um intnval-
lu de perturbarlo, de anciedade e de soffriineiilo,
mas em breve a perturbarlo |se aplaca, a ancieda-
de se accalma, u soflrimenlo desapparece, poia que
o equilibrio se estabeleceu nos hahilos do corpo, e
a saude torna a recomerjar a florescer com um uo-
vo esplendor. Tal he, segando nos parece, a silua-
CSo aclnal de urna parte nulavel da sociedade euro-
pea que deve comprar a' costa de om incoinmodo
momentneo um melhorameqlo progressivo de bem
estar e de riqueza. Se o valor do dinheiro, dimi-
nuido era consequencia da abundancia dos nielaos
preciosos, e tambem em mtJJa da exlen-ao prodigio-
sa das operajes financeiras e das emprezas coro-
merciaes, os proprielarios lernloriaes ja vem o
producto das soas Ierras e das suas casas elevar-se
singularmente, e nao eata indefinidamente longe o
da era que iodos os homens que vivem do seu Ira-
halho manual ou inltlleclual oblerao urna remunc-
racfin anloga ao proco correnle de todas as cousas.
Aqui e>l 1 verdade, e he com prazer que se ve o
governo francez eslabelecendo como principio de
direilo o accrescimo legitimo dos salarios, reclamar
^ tomar a iniciativa de urna reforma prudente e
u'il ; foi com viva sallsfacao que te ouvio Napo-
leao lil aniium-iar o augmento dos ordenados dv\
------5-------1 lodoa os empregados inferiores das grandes adminia
_ i 'PCee do Estado, e se o e^m^mm irier a lo-
njr^ das as regios, laLvez '%ystffl aeja ci w^
I pois de dimiMir oa"nearHos que pesara"*,
agricultura, procurando otlS conipensacao p.n j
i I imposta novo iodo, os valorea fu,,\,-, Como p 1-
cipio, esle imposto he ju>to : a pr.qqriedade le -
lorial somente nao deve solirer a iiiaiot_parle os
encargos, e nfto he leguiino qoe nquelles qutf am
d.s sena capitaes um remliinenlo tres equah ve-
za mais forte do que os proprielarios ten i' riaos,
nao tornero a sua parle lias conlribnices do Estado.
Os capilars depois de algum lempo se dingiram
com demasiada avidez para a industria da agricul-
tura: se a laxa nova conlribue para reslabelecer o
e equilibrio, e melhor repartir as larcas da riqueza
nacional, sera' um duplice beneficiu que ella lera
produzido, dando novos recursos ao oslado. Sob
oulro aspecto, sera' anda um grande beneficio ; pois
qae a despeilo dos economistas, qoalquer paiz de-
ve prover a sua subsistencia, e alo se enllocar a
esle respeilo na dependencia do eslrangeiru ; qual-
quer paiz dev a mais elevada e a maia especial
proleccao a' sua agricultura nacional, einpregando
para esle fim todo os meios pussiveis.
Se objeclam o exemplo da Inglaterra que ja uao
percebe depois da reforma operada por Sir Roben
Peal senao ura simples direilo de batanea sobre os
ceraaes eslrangeiroa, e que abrogando a sua legisla-
do sobra osrereaea. esla' sujeila as eventualidades
mais incerlas, he forja responder a ato, que nao
he voluntariamente e de bora grado qoe ella enca-
rou e aceilou a siluacSo. Os direitos anteriores, por
mais elevados que fossem, nao linham podido fazer
qae ella ennseguisse prover por si mesma a sua ali-
meiitacao. Longe dahi ; as cousas chegam succes-
siv.imonte ao ponto de que urna quantidade de 52
milhdes de hectolitros de trigo que eram necessa-
rios para o sen roosamo animal, uao prodazio mais
do que 37 milhoes ou mais ; de aorle que era obri-
gado a pedir lodos os annos ao eslrangeiro 13 mi
Ihoes de hectolitros, 00 o qoarto do seu consumo.
Desde enlaa, a Inglaterra ja nao tiuha a escolha
da sltuacao ; a primeira lei he viver : o que fazera
aria vez, que nma grande insuflicieneia se manifes-
la nas cudelas, as naresqae em lempos ofdiuarioa
maniata os direitos sobre os graos eslrangeiroa .' A-
hrem as suas frouleiras, snppiimem lodosos obsta-
culos e provocam Indas as iraportaccs. Pois bem,
no momento ero que a Inglaterra era obrigada a pe-
dir habitualmenle ao exterior urna ponan cunsidera-
vel do seu alimento em cereaes, comprehenriendn que
devera' fuer mi lempo ordinario aquillo que as ou-
Iras 11,11;.-,-, s faziam em ciicumslancias ordinarias;
devia conservar as suas reilones aberlas, abolir defi-
nitivamente direitos que linham faltado a aeu fim,
que careca a subsistencia no nico ulerease dos
l.and lord*, e qne por outroilado nasciam do seu des-
envolvimenlo menufaclureiro commercial e marti-
mo.
dade no meio de versrs contradictorias.
Desde mu lo lempo os Iuglezes. reclama vam, sem
poder oble-lo, o direilo de penetrar era toda a ci-
clad trtara, direilo que 1 lie- fura aaaeguiado pelo
tratado de Naukin. Verdade he que linham despre-
zado de prevalecer telle, mas o governo chinez
lomara afinal em 1817 o comproaisso de execular
completamente o tratado depois de dous annos ce-
corridos. Este lapso de lempo expirado, as autori-
dades chiuezas tenlaram anda ganhar lempo, pre-
textando que a immensa popularn da cidade era
mu opposta a admissao nos europeus na cidade,
para qae fosse possivel ebrir-llies as portas, sem com-
prometer aa relacoea inlernaciouaes. Ao principio,
ltimos lempos mostraram-se determinados a fazer
valer rigorosamente os seus direitos.
A Lorcha Arrow, que tinha um capitao inglez, o
pavilbao inglez e Iuglezes, lioha a bordo homens
sobre os quaes pesava nma aecusacao de p.rataria,
os Chioezesquizerain capturar esles 1 adroes e os lo-
roaram ; enlo depois de um fogo dirigido com boro
xito sobre os lories, o cnsul inglez Mr. Parkea
padio s autoridades chiuezas qne os homens cap-
turados fossem recooduzdos Lorcha pelo mesmo
oflicial que os tinha conduzdo, que se apresenlas-
sein desculpas, e que se asseguiasse que o pavilbao
inglez seria respeilado para o futuro. Como nao re-
cebesse respcsla alguma, sir Seymour ordenou a
lomada de nm navio chinez, o que leve lugar sem
melhor resultado.
Eniao, dispondo nas aguas de Canino, o Calcuttii,
o Coromandel. o lampan/i, o liarracout, o Ir'in-
chetter e o Brillan, se apoderou dos fortes quaai sem
dar om liro, das quatro barreiras, axuradas com 150
pecas, das do Itlenlein e de Maco, mu forte pos-
CSo sobre urna ilha situada no meio do rio. Esla
illia era defendida por 86 pijas, e a guarnijao in-
glez foi ah enlloca.la. Depois de ter pe lido de no-
vo e intilmenterepararnes ao alto coinmissaiio im-
perial, coiilinuaram a ajioderar-se das outras forta-
lezas, e a pioleger as feitorias o mira um assallo.
Emfim, cansados de o3o ter podido obter esl.is ex-
cusas tantas vez.es solicitadas, se determinaram a
bombardear Canino, e depois de um fogo de meio
dia, entracn! na cidade por urna larga brecha. Oa
Inglezes se reliraram, pralicando peranle o vice-rei
um acto que apenas occasionoa una resposta evasi-
va, e coiiliniiando a -m obra, destruiraiu a esqua-
dra chineza, turnaran 1 fnrlrs de (al fauna, que se
acharam senderea do de Caiiiao. Depuis os Chi-
nezes tomaram as arm, em grande numero.
lloje, que' a Inglaterra coinejou osla guerra que
preoecupa justamente todas as potencias martimas
da Europa, soja qual fr o resultado das hostilidades
eropeiihadrs pelojilmi>,ni" Seymour, MOceleste
imperiodesU**To~asiill'er do "uinalia para oulro a
invasiao^fosTos barbaros da Enrona que lia lauto
repellio com dosprezo. A aWiga imroobilida-
n- Ucnpo
MwUie chi
3778112
8:8075022
CORRESPONDENCIA
N*
pedsxX mezes de licenja.Mandou-e passe
ra, aincedendn a' licenja pedida.
JosThomaz/le Freilas Jnior, alferes
da nacional do muuicipio de Goianna, perli
para om dos corpas dosli cidade.Expedira.^^
convenienles ordena. ^s^,
Jesoino da Costa Albuquerque e Mello, reque-
rendo qoe e ordene o pagaaenlo do auslenlu dos
cavatina!, / qne pela sebdelegacia da freguatia (fiTC-
Vagados foram confladoa a su.i guarda.Volte ao
Sr lapeclor il Ihesouraria provincial para man-
dar psiear ao supplicanto a imporlaucia, que se Ide
dever, como eposilarioque foi doa cavallna, de que
iral 'deveudo este pagamento ser efleeliiado na ra-
z3o ra 80 n. diarios porcada um dos mencionados
cavnllos, conforme Indican a tereeira seccau da eun-
taderia daquella Ihesnurarla no parecer a que ae
refere a informajo do Sr. inspector, datad de 30
de marco oltimo, aob n. 75.
I uiz Jos Ferrerr, coronel commandanle do 8.
1, .lho da infanlarir, requisitando azeite de carra-
p'aioMndense (trneeer.
DO DIARIO
wetv
a-.JlIS..
DE PER-
7 de marco de 1857.
Ja nao he de Conilanlinnpla, mas he anda da
Oriente, he do extremo Oriente que vem velha
Kuropa aa suas mais inflante*, preoccupaces : com
effeilo, a qut'io persa est ao menos adiada par um
tratado assignailo nestea olhm > das, mas a ques-
*.no cbineza se aeha em plena eflVrvescencia. e sem
nlar-llie os elTeilos iinmedialos sobre o proprio
eatro da riiller-nca, veio perturbar urna das gran-
potenciascom Unas as rnenlos iuquielaces de
criae. e ca alo.I,ierra qae accuinula anda
vez lo loa os graves cuidados da guerra e da
paz. Menos preoecupada, Ptatsea tem mais lem-
po para ,iccupar-si> com sigo propria.
A s.lo legislativa fot aberla segunda feira 16 de
fevereiro, pelo imperader em paataa, com a cere-
monia do eslylo, na ,h[, ,|u, mareehaea naa Tnile-
riaa. O discurso de Napoleao III he um Verdade-
ro aconlecimente.
Depoi de se haver felicitado de ter visto desap-
pincer na.Earopa todas ai (meajas dt guerra, tes-
de
ama
nma
A Inglaterra, que por mais que lenha feto, nao
podia tirar a sua subsistencia do sea proprio solo,
iSo tem feilo sob cerlo aspecto o sacrificio da sua
agrirullora senao sob a influencia de urna imperio-
sa uecessidade. E nislo tem ella forjosamente a-
fronlado um estado de coasas precario e choio de
pongos, e por outro lado he mister, para que se-
melliaule estado de cousas se Ihe nao torne fatal,
que ella permaneca sempre, e em todas as circuns-
tancias, a senhora dos mares, lima nocao que pode
salisfazer a sua alimenlacao, deve pois, fazer lodo
para conservar sempre esla preciosa facaldade, para
fazer prosperar a sua agriclora, para faze-la (al,
que tire della em lodaa as circumstincias a salisfa-
jo das suas necessidades, para escapar, n'uma pa-
lavra, a um immenso pergo. Foi islo o que coni-
prehendeu o governo francez. Depois de lar desdar-
le declarado que para salisfazer as exigencias da si-
luarao resolver retlozir as despezas sem suspender
os grandes Irabalhos, sem coinprometler as existen-
cias adquiridas, diminuir certos impostes sem pre-
jiidicar as finanras, augmentar os ordenados inferio-
res, e piestar agricultura os mais assignalados aer-
vijos, Napoleao III aerescenlou qoe maniendo urna
forja militar digna do paiz, adoptara um syslema a
que dava grande imporlaucia, e segundo o qual os
dous tercos, pouco maia ou men,, dos conscriptos
de cada anno nao permanecern mais de dous an-
uos debaixn das bandeiras, e formaran depois urna
reserva que formara na primeira apparicao de um
peri mona exercilados.
He isto tambem um grande beneficio, he nma
modificajao que presla anda um servico real a agri-
ullura, cooservando-lho um mainr numero de bra-
joa>" campos o acut ei ni com prazer. Ernfun.
inipt;TrrfoT-Uo aa esqueceu de urna quoia para o
1 ii 1I111I11 un iM In IlllflllSlM Lantallanlieei cuja
das estas relajes convm que a Inglaleira admira :
a posae definitiva de uina parle do litloral deste
I lolplui, paiz plano, sobre o qual os rails se pulciau
prolongar mais tarde de Bouchir al Beder-Abas-
si ; desta ultima cidade alu Bombaim o trajelo au
seria mais do que quatro ou cinco dias era navios a
vapor. Segundo o aeu uso, a Inglalerrra comejaria
provavelmenle por se apossar dos pontos do litoral
que Ihe sao convenientes, e depois procurara a legi-
timar a posae por uro tratado de paz. He ento qu
dar voluntariamente 1 Persia em Cambia, nao s]a
provincia de Herai, mas por pouco que ah se de-
more, a de Kamlalior tanto mais voluntariamente
quanlo estas duas provincias nao ibes perlencem, e
porque Ibes custam animalmente somraas fabu-
losas.
A mediaran da Franja a das negociajoes de Fe-
rook-Khan occasionaram, corri ji ihe hissemos ero
principio, um arranjo nas condijoes facis de regu-
lar : algumas ilhas e uro porto 011 dous no Golpdo-
l'er-icu, devera ser dados a Inglaterra.
Ero Londres, a reaposta ao discurso da coroa foi
discutida e votada no parlamento no'meio de de-
bates mu vivos. A este respeilo, na cmara dos
lorda, o conde llorn se pronunciou contra a pol-
tica aggressva do gabinete, reclamoa a diminui-
cao immediala do incorae tax e a soppressao pa-
ra 1860, foi lord Clarendoo que defeudea o go-
verno.
M. D'Israeli na cmara dos commans atacou
igualmente a politiza ministerial, lano no exterior
cerno no interior, tambem apresentou urna mo-
ro para a auppre-san do imposto sobre a renda. Em
seguida, Sir Cornuall Lervis, chaneeller do thesou-
ro fez a sua exposicao liaanceira k cmara dus com-
inuns; dise que o projeclo do orrameiiiu para o
auno de 1857 a 1858, inclosive 265,000-libras es-
terlinas desuadas a guerra da Persia, se elevava a
65,1,1,000 libras esterlinas. Chegando.ao oincome
taxn, dechirou que, segundo a lei, o governo linda
direilo a 16 pennts ou a 12 pennis pelas rendas mais
mdicas durante o anuo de 1857 a 1858 e a 5 pen-
nis pelos doos anuos seguidles. 4a despezas afleren-
lea a estes tres annos podem ser avalladas em
25,000,000 de libras esterlinas. Propoz reduzir a la-
xa sobre a renda a 7 pennis por libra, e continuou
sobre o mesmo p durante os tres anuos segointes.
Declarou que o governo eslava na inlenjao de mo-
dificar oa il i re t na sobre o cha e sobre o assucar, e
propoz urna rcriucrao animal ; emfim, terminoo
declarando que aa rendas do imito de 1857 a 1858
poderiam elevar-se a 60,365,000 libras esterlinas,
deixando om excedente de 891,000 libras esterlinas
em.proveito do (hesouro. E depois como o discurso
da ranilla aonuoriou que sera proposlo ao governo
renovos os actos do bauco de Inglaterra de 1819 a
1814, oa aeloa de 18*5, concernenles aos bancos de
Irlanda e da l>cn,.ia, e a lei relativa aos bancos por
sociedades anonymas, apresenlou urna mcran ten-
dente a fazer iiumear urna cororoissao especial en-
canastada do proceder a um mmenlo sobre estes
ltimos objecios. Resulta deatas explicajes que o
governo est disousto a renovar o aclo e a carta do
banco sem modificaees. Depois de algumas obser-
varnos trocadas entre diTereutes merobros e sobre a
nocao de M. D'Israely, foi convenciunado que hou-
vessero duas commissoes, uina para a renovajao do
acto e da carta do banco, a outra para os bancos por
sociedades anonymas. He quasi fora de duvida que
o aclo e a carta dos bancos serao renovados pu-
ra e simpiesmente, segundo as inteuces do go-
verno.
Para vollar a quealao chineza, devo diz'er qne
e1evou-se a proporjOes de nina coali-ao parlamen-
tar, servio de pretexto e rie saJilo aos partidas, que
pretenden! derribar o ministerio de lord Palmer-
lon. Os prinieiros aymploinaa de existencia desU al-
ianea se revelaran! desde a principio. A raojAo de-
ord llerbv contra a poltica exterior occasionou um
ineza nilo pode resistir por fnais lempo a ar- vT>to ministerial de 146 inembros contra 110 na ea-
oonie cruzada dos ulereases do commercio e da ci- mar datllords, mas na cmara dos cominuiis a rao-
vilisa;flo moderna. Devorado no inlenor por una cao semrlliaule feila por M.Coh len leve ostra aorte.
horrivel guerra civil, qoe dora desuo 1850, oppri- | Se^mida-feira 2 de marco, 268 votos contra 217
cnnilemiiar.un o compoitamento do almirante Sey-
mour e aa suaa o.ieraces sol o trplice poni de
Vista do dircito, da humalilda le, e da poltica. Urna
mnioria de 16 votos pronunciou-se contra o ibJais-
terio, e istu depois de urna iliscuss.no que dMrou
desde 4 horas depois de meio dia al 2 horas e meia
la mansa, e na qual MM. Roebuck, Gladstone,
t Israely, e Gibs 11, diaseraiu que queriam a emen
(a das queixas pelos meios diplomtico--. Pergun-
laram depois, se lord Palmerslon presisliria, e ap-
pellaria para o paiz por uina disscluran do parla-
mento, depois da volacio do oicaiiienio, ou se de-
leriiiinaria a ceder o poder, ou a lord Derby. 011 a
lord Jodi Ruasell : a 5 de marco dirigio-se a Wind-
'', e na sua volla declarou a cmara dos lords e
as dos communs a resaiujSu, em que eslava de dis-
solver o parlamento, pediudo-lhes que approvassero
os novos impustos para uro anno, e o bataneo para
Ires roezes. A opposijao declarou que nao fazia ob-
jeejao algoma a esle re-pello. Depois declarou,
aim rtisio. que nada seria mudado na poltica se-
guida na Clima, pois que longe de aceitar o vtridic-
to do parlamenta delle appella para a najao.
Ao passo qoe o parlamento se ada na vespera da
sua dissolujao, ovi-lem ainda qoestOes su,pon,a, sa-
lir todas aa cahecas, e para as quaes nada comtado
esl proir.pin. Queremos fallar das pelijues dirigi-
das ao paila nenio pelos operarios sem Iraballio, e
grupados nas reunies de Smilhlield em que j lo-
camos em no,sa ultima carta. He eata a revelarao
de orna situaran interna extremamente melanclica
qoe fazem a' Inglaterra as suas mmensas popula-
rnos maimf.iriureiras envollas nas dohras de uina
miseria mpossivel, osaeus milhares rie operarios, as
soas familias sem aminoro, quesera' ero breve cons-
trngida a oxpellir do solo natal, repellir do seio da
patria, volar ao mais cruel exilio, e expor afinal co-
mo malfcitores.
O fim do Irahalho he prndiizir a abundancia : na
Inglaterra este fim he apenas ohtido sobre um pon-
to em que a reaejXo comer. Para concluir com a
du! i-l!rel inli ', diremos que u ministerio nada ga-
nlisju com fazer cnncesea e se ter mostrarlo fcil
peranle a arrogancia Yanke. O tratado l> illas Cla-
rendnn, que rogiilava a posijao da Inglaterra na
America Central, foi para o senado dos Estados-Uni-
dos o objecto de um acto que rolo pode engaitar a
ninguem em 10,0,1 a Inglaterra, le um adiamenlo
indefinido ero pre devem proriuzir na Ameiica Central, e na poltica
dos Kslados-l'ulilos espera aproveilar muito inelhor
do qu coiitouiainlo.se do aceitar as claiitqsks do
tratado actual: todava a Inglaterra nao se despei-
Iara' com isto.
O'. M.
mido no nono pela Rnssia, 110 sul pela luglaleira,
que j (oca nas suas fronteiras, a leste e sonso III
toral por lodos os oslados marilimos da Eiuofa e
pelos esladoa Mounscos, quo desde muilo lempo
lanjam um olliar de cobira sobre urna regiao anda
inexplorada, o imperio esl destinarlo fatalmente a
sucrumbr, e o nosso seculo se acha fnrro-amonle
ciia.a.lo i solncao dele grande problema : a Clima
aberta, todava em presenja do deplnravel eslado
interior creado pelas iusurrtires suscitadas succes-
sivamenle contra as inslilu jes, nao nevara lugar
de porgunlar-se. se f. ra da questao da revisan dos
tratados, tudo na se loma incerlo e nao occasiona
prematuramente tima guerr essencial, para a qual
evidrnlemenlcas forcas ingieras e francezas, envia-
das a' China, nao sao siillicienles. A Inglaterra e a
Franja s teem iuteresses coinmerciaes a defender,
nao devem inlromeller-se naa con leudas polticas e
religiosas ; uina protestante, 1 oura eallml ca, nao
enconirarao ah auxiliares: fora mister negociar
coadjuvario por nm exercilo de Mi,embarque ao me-
nos de 10 a 50 mil homens, e sem islo a situarlo do
almirante Seymour se lomara crilica. Pela sua
parle, a Rnssi creoo para si em qualquer evenlua-
litlade urna posicao formidavcl ; ha lalvez cliainiila
a tirar immeusos lacros rias circumatancias. Desde
agora o sen commercio lertestre vai atlrahir urna
psrle rias memulonas que nao tem podido desen-
volver-se pelo sul, ao passo que a Inglaierra vai sof-
frer inconteslavelmenle grandes perder, ao menos
momentneas.
Depois dos acontecimeii'os que acabamos de refe-
rir, as coasas teem continuado o seu curso, e os Chi-
nezes se leem mostrado determinados a prolongar a
sua resistencia. O nevaran imperial de Pekin nao
tem platicarlo o menor esforc para conjurar 11 pe-
rgo que ameaca ai mais induslrusaa das suas pro-
vincias. Ovala' que se poaaa forjar o imperador a
entrar *m relacoea directas coraos esladoa europeus:
sena islo um meio de previuir um futuro incalcu-
lavel.
Quanlo ao que diz respeilo a poltica exterior da
Inglaterra, podemos dizer que. graras as negocia-
joes seguidas em Paris por Ferouck-Kan. ombai-
xador do Shah, a qurslao persa chegoo a urna solu-
cSo pacifica, a um tratado assignado, em virlude do
qual a Inglaterra e achara d'ora avante na Persia
nas mesmas condijoes das nacoes mais favorecidas,
e lem por consequencia o direilo de possuir cnsu-
les em todas as partes, ero que a propria Rassit os
possue.
A Persia restituir llera!, os Inglezes rosliluir.no
Buschir: esla solucao nln Wff talvez seno um
adiaroento, mas nm adiamenlo ao menos de urna riu-
raco ina'preeiavel, e oop lamhem afaslar de uina
maneira indofiniliva a ora suprema, que deve por
oa exercitos rnssos e inglezes em pi esenca na Asia
central. O .\f .lianistan e a persia nao s.lo em es-
sencia de grande peso nesta diflerenca ao mesmo
lempo publica e commercial, cujos verdarieiros
campees sao a Russia e a Inglaterra; e esla diffe-
renca he especialmente commercial como todas as
cnmplicaci'n's, em que a Inglaterra se acha empe-
flhada. lleral, p.,r cuja posso as hoslilidades come-
raram, he a verdadeira chave da India, nina etapa
importante, n primeira viudo da India ingloza, a
iitiima deixando a Persia, desaa famosa estrada de
Trebisonda a Tehern para a Asia central, e. o pim-
o dejonejao da estrada mais praliravrl da In-
dia ingleza a khaiva, Boeknra c a Tartaria.
Dahi um inleresae poderoso e vital para as duas
potencias quo preleudism maiflor e desenvolvor o
aeu commercio, e po- '_sso d-fenderas suas posijOes
j adquiridas, e assegiirar-sc de novas a custa desta
pobre Persia e demais e mais oppnmido entre os
dous lerriveia rivaes. Os dous rivaes hilo pensado to-
dava, de parle a parlo, que linham caria om mui-
la enusa a ganhar se esperasero, e muilo a perder
se fossem. demasiado deprecia. Pela sua parle a
Russia jnmprelieii'io a vanlagem da sua posicao, e
della sahira somente para aproveilar-ae das fallas
do sen adversario, se a occasiao se Ihe proporcionar.
Pelo seo lado a Inglaterra reconhecia que na estrada,
em que ella enlrara recentemonfe, nao devo trans-
por certos limite,, e com o sen admirivel hom tamo
sabe parar em lempo. Asssim a aorta de lleral es-
t boje quasi decidida, j 11.no ao trata de Ide fazer
mudar de seiihor, a provincia licara' perlencendo a
Peraia, a Kossia esl cheia de, paciencia, contando
com as suas acquisijOes sobro as bordas do Mar Cas-
pio, aproximando se da Poisia, para o raso em que
alguma louca rmpreza da Inglaterra Ihe asaegu-
creajAo he pedida depois de muito lem,"1- Esta suli- rae um nom rxllo v |ngUlerra oceupa-se inlei-
vencao he um sacrificio bem eo||ocailo.Trci,nn"M'- 1 ramele com outra Conibinaoflo, com o eatabolnci-
cio exterior de nina naca nflo deve ser apr*ri'1rl0
como o de um merrador pola nica preoociipB5ilo
rio lacro material do momentu. lima najAo .,eve
ver do mais alto o de mais 1 auge", deve abracar com
uro olhar o complexo de relacoea, deque dependen!
a existencia, a prnsperirlarie e o poder iio,prc?enle
e no futuro, um povo que aspira a gra'ndes des-
tinos deve poia desde enlAo impor a si ln^ns "a-
crificios moiiienlaneos, no intuito de .1 1 i'lnr mais
forja productiva. 1
Ainda repelimos: a linguagem dirigida f F'anca
em nome da Franca he vcrdadciramenle patritica
e altiva, como convm ao seu hom senao e ao sea
espirito cavalleiroio, sua razAo a ao seu ,,lesinle-
resse, ella no meio da qaal vem seniar-te os repre-
mentn do eaminho de forro alravez da Turqua d'A-
sia. Por nm rasgo de genio, por una destas combi-
najes financeiras e polticas, cojo sogredo ella pa-
rece le, e qoe s pode comluzir ao bm por suas
riquezas e por sua perseveranca, acaba de abrir ao
seu commercio atravez da Turqua d'Asia nma va
nova, nina eslraria de que Horal n.ln seta' ama ota-
pe iuilispensavel. O eaminho de ferro, cuja
cessAo quer obler, da Soecia ao Ettphrales, e que
cont prolongar mais laido al Bassora, ser, se se
concluir, e se ae poder eslahelecer ero boas cundieres
de aegarauja ao menos n equivalente da estrada de
Trebisonda ; verdad he que he misler ainda na ex-
(remidade desle eaminho qae hajsm porto de des-
embarques dos emporios no Golpho-Periico, tob lo-
Outro, em que Guilherme Augoslo Rodrigues Sel-
le, anualmente de posse da barreira do Molocoloin-
h, pede que por um acto legislativo a presidencia
soja autonsada a rescindir o cootralo da arremala-
i.-u) da barreira, logo que principie a funceionar a
estrada de ferro do Recife a S. Fraociaco, que tem
de passar por all.A commisaAo de pelijOes.
Oulra, da irraandade do Divina Eapirilo Santo,
erecta no convento d Santo Antonio do Recife, pe-
dindo a concesso de 2 loteras de 100:0009000 cada
urna.A cororoissao de pelijOes.
Oulra, de Flix Gnmea do Hego, pedindo, que ten-
do de ir para a provincia do Para', e leudo de levar
em sua compauhia 9 escravos seus que bordara rie
seos paes uesla provincia, a interprelacAo do arl. 42
S S da lei provincial n. 391, afim de julgar o sup-
plicanle isentu rio imposto que ella exige.A com-
missao de legislajAn.
Oulra, em que Jos Antonio de Araujo Jnnior, so-
cio proprietario da fabrica d leos purificados, es-
tablecida na cidade de Penedo, provincia daa Ala-
goas, pe te a assembla a coocessao de 2 loteras de
120:0005000 cada urna, visto que o supplicante vai
eatabelecer urna outra fabrica nesta provincia, 00
logar de Paparaja.A commissao do pelijdei.
He lido e appruvado o seguale parecer :
A commissao de ordenados para poder deferir o
reqoerimenlo do Dr. Jo3o Jos Pinto, em qae pede
augmento de ordenado, he de parecer pee seja ouvi-
da a arimiliislrajao do patrimonio '^.pdnos.Sa-
la das com mi,-nas, :ll de mar jo # ,7.--Siqueira
Cavalcanli.tionjalves Gutmaraes.
Tambem le-,o e approva-se o seguinte parecer :
' A commisaAo de'negocios de cmaras, tendo e-
xarainado as inclusas postaras da cmara do Recife,
que foram provisoriamente approvadas pelo Exm.
presidente da provincia, he de parecer, que pndein
ser definitivamente adoptadas por esla assamnla,
comprim por lauto qae sejam impre'ssas para en-
tra rom na ordem dos Irabalhos.
Sala das commissoes da assembla legislativa
provincial de Pernamhoco, 31 de marjo de 1857.
Oliveira.Pereira de Brillo.--Reg Barros, d
Sao lidos juigados objectos de deliberarlo e man-
dados imprimir os aegointes projeclos :
A esla assembla pede Joao Francisca Aniones,
arrematante da i Iluminaran publica da cidade de O -
inri?, prorogarao por outro tanlo lempo do contrato
com elle celebrado em 1852 : por isso que nao s
(em exactamente curoprido as condijOea respectivas,
como ate melborado a referida illuminar.lo.
< A commissao de pencos lomando ero cnn-ule-
rajAo as plausiveis razes que assistem a prelenrAo
citada : he de parecer, que se adopte a resolujao st-
guinte :
' A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco, decreta :
o Arl. 1. Fica o governo da provincia aatorisado
a proruEar por mais 6 annos o contrato feilo com
Joao Francisco Andinos, acerca da illuroinsjao pu-
blica da cidade de Oluida, logo que se acabe o prazo
qu aclaalitienle vigora.
Arl. 2. Sementante contrato que expirara' an-
tes do prazo marcado no artigo antecedente, no mo-
mento que se estabelecer a ilInininajAo a gaz na dila
cidade.
Art. 3. cicam revogadas as disposijes era con-
trario.
* Pajo da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, 31 de marjo de 1857.Antonio Caval-
cauti.Mello Cavalccnti.Carneiro Monleiro.
o Joaquim Pires Carneiro Monleiro, pede a esta
assembla a prorogajao por mais dous anuos da li-
cenja, qae para e-tul,ir na Europa o curso de enme-
ndara civil, Ihe l'ra concedida ; visto como os dous
anuos que Rndam em junho prximo, apenas lem
elieg.ido para adquirir em Paris o grao de bicharel
1 em ledras que se exige para a entrada na ecola de
! ponies e caljadas, de que he elle alumno desde 31 de
outiiliro do auno pasaado.
A commissao de petijes, allendendo as diliicol
dades dos esludos, a qae se deu o supplicante, ao
seu arrToveitaiiieuto, e a utilidade que prometa
prestar a esla provincia, quem adqutre os conheci-
menlus malheinaticos do curso completo daquell
escola ; he de parecer, qae ss adopte a seguinte re-
solujao :
A assembla legislativa provincial de Pernara-
boco, decreta :
Art. nico. Fica prorogada por mais dous annos
a licenja concedida com ordenado, pela lei numero
358 de 1855, ao ajudanle de engenheiros Joaquim
Pires Carneiro Monleiro, para continuar na Europa
os seus esludos : revogadas aa disposijes em contra
no.
Pajo da assembla legislativa provincial de Per-
namhoco, 31 de marjo de 1857.Antonio Cavalcan-
tiMello Cavalcanfi.
A comroiss.no de estalislica, a cuja consideraco
foi levado o requerimenlo de Francisco AITonjo de
Mello, allendendo aos fundamentos em que elle ba-
zos o seo pedido he de parecer que ae adopte a se-
guinte resoluc.au.
a Arl. I. u engenho Santa Cruz, da qae he pro-
pt iclario Francisco Allonso de Mello, e qae esta' a
quem do riacho Jo3o Mulato, continuara' a fazer
parle da freguezia e termo de Barreiros.
a Arl. ->. Ficam revogadas as disposijfies em con-
trario.
Sala das eommissOca, 1 de abril de 1857.Nas-
cimento Porlella.Pinto de Campos.
ORDEM DO DIa.
Segunda discus,ao do projeclo u. 9 deste anno
que approva o compromiaso da irmandarie do S. Sa-
cramento de S. Lourenjo da Mala.
He appruvado, sendo dispensado o intersticio a
requerimentn do Sr. Marjal.
Primeaa niarussao do projeclo n. 10.
O Sr. I. de Horros diz qua os professores do Gvm-
nazio devem sor sujeitos asmesm as penas dos da Fa-
culdade de Direilo, elpara isso offerecer o projeclo
presente.
Peale a voloa o projeclo lie approvado, sendo a
equermento do Sr. NascimcnloPoilella dispensado
ro intersticio.
tereeira iliscussan do projeclo 11. 7 que fixa a
forja policial.
Vai a mesa e apoia-se a seguinie emenda :
Emenda ao art- L do projeclo n. 7.
Em vez de 400 praras ; la-sa 350 prajasEx-
cluam-se as palavras srguintes do mesmo arl: po-
dendo em circumslancias extraordinarias ser eleva-
da 600S. R.Machado ila SilvaOliveira.
Encerrada a discus-ao e posta a votos a emenda he
approvada, (cando o projeclo preso para nova du-
eii-s 10 na lu: 111,1 do regiment da casa.
Segunda riiscussao do orjamento provincial.
Artigo I. O presidente da provincia he aulorsa-
tlo a despender no exercicio de 1857 a 1858, obser-
vando a dcstribujAo feila nos artigos segainles 1
ASSEMBLA LEGISLATIVA PROVINCIAL DE
PEKXMBLCO.
Sets.io ordinaria em 1 d abril de 1857. ^
'residencia do Sr. Ilarao de Camaragibe.
Ao meio-dia, feila a chamada, e havendo numero
legal, abre-se a sessAo.
I.e-se e approva-se a acta da anterior.
0 Sr. !. Secretario da' conla do seguinte
EXPEDIENTE:
1 ni cilicio do secretario do governo, remetiendo
2 lequenmentos em que Antonio Rodrigues de .Ma-
ntel, eoR'inuo do consulado provincial, pede urna
gralificajAo pelos servjoa extraordinarios qae pres-
ta na sua rcparlijAo.A commissao de ordena-
dos.
Oulro do mesmo senhor, remelt?ndo os eaelareci-
mentiia pedidos por esla assembla sobre o acude de
Bom Jardn?.A quem fez a requisicao.
Oulro do mesmo senhor. remetiendo um oflieio em
qne a cmara municipal de Goianna pede autorisa-
j3o para ..emolir urna lapagem feila no rio denomi-
nado (i.iiannj, quando imperie de correr pelo sea
leito primitivo.A commissao de uegocios de cama-
ras.
Outro, remoliendo om requerimenlo e doenmen-
los era que u Dr. Vicente Pereira do Reg, pede a
presidencia ser reintregailo na ca lona de linguit in-
gloza, que oceupara no oxlincto liceo, on jubilado
com o ordenado proporcional ao lempo de'servico
nos termos do art. 152 da lei provincial n, 369 de
11 do maio de 1855.A rommiatlo de IrgislajAn.
Urna pMira em que os habtenles da freguezia do
Ilnmanca', | c lera quo so. transida a sle da malriz
do lugar onde uta' para a igreja de Nom Senhora
do Pilar da mesma freguezia.A commissao de es-
talislica.
Oolra, da profeesora publica de instrucjAo prima-
ria, Mara Coelllo da Silva, pedin :o a esta assembla
que seu ordenado se|a igualado ;to dos prufossiires.
A commissao de ordenados.
Oolra, em que Francisco de Araujo Cezar, escri-
vao do jury da cidade de Nazareih, pedo que na lei
n-^urcamenlii se marque quola para pagamoitlo da quan-
tia ifo-~TKt7SLllO, que a rain- ra riaquella cirtado lite
esta a dovet.A conniiiss.no de orcamenlo inuit'ci-
pal.
Oolra, cin qae Caelnno de Oliveira Mello, arre-
matante- do ramo rio dizimo do gado vaceum no mu-
nicipio do Brejo. pede o abale de 2:1009.A com-
missao de orjamento provincial.
manda de
Arl. 2. Com a assem-
bla provincial :
1. Com o subsidio dos
merobros da a-seroblea em
tres mezes da sessao .
$ 2. Com a ajada de dis-
to de viuda e volla dos
r.iembros residentes no in-
terior, e fora da provin-
cia ........
S 3. Com os empregados
da secretaria.....
S 4. Com o expediente
e asseio da casa ....
S 5. Com a publicaran
do.Irabalhos portachigra-
plios ero Ires mezes de ses-
sao ....
068:936/910
16:560*000
1:99901000
4:150^000
W0#000
6:750j!)l>0 29:8503000
O Sr. Paula liaplhta Sr. presidente, continua-
re a submetler a considerajao da e.iaa as reflexes
quejulgo dever fazer sbreos Irabalhos desla assem-
bla.
(Juizera, Sr. presidente, que o nosso orjmenlo se
aproiimasse, o quanlo fosse possivel, a verdade. qui-
zera mesmo qu elle fosse a cxpresso dos nossos sin-
ceros tleaejos.
eliro-me ao S 5." qae diz : com a puhlieajAodos
Irabalhos por udugraphos em 3 mezes de sessao.
Tenlio para mira, que a publicara 1 destes Iraba-
lhos ja boje pode ser muilo bem dispensada. No Dia-
rio de Pernambuco j nao apparocem publicados os
discursos de mullos tendere* dopuladoa. creio, que
e-te anuo cada ora de per si ja eala resolvido a nao
dar publicidade as suasoptiiiea, porque pouco ou na-
da se t a esle respeilo, ja ninguem sabe o que sa
pata na assembla provincial, () pois qoe o Jiarui
que era o meto que lodo, (inliam de seguir oa iraba-
lhos da casa, de ver os dtfferenes objectos de que se
Iralava, e a oplniao de cana uro dos deputados, nada
disto j publica ; por tanto, se isto he de goalo de
todos, lamben, sera dn meu ; pois lenho milita do-
cilidado para submetler-mo 10 gosto dos meas
(*) Oueira o Sr. Depulado recorrer as sessOes pu-
blicadas tanto 110 presente -anno, romo nos anterio-
res, e condecora' qu s alguna discursos uao lem
sido pnblicadus, he porque recehendo-os seos auto-
graphos para os corrigtrem, os nAo devolver ; faja
com qae nao soja o contraanle obrigado a da-los, e
vera' o resaltado.
O Redactores.
collegas, e por isso tambem eatarei prampia a capa
rar, para no caso da anda continuar a lar aanU
nesta assembla nAo publicar aa mirabas paaia,
semln esle o desejo de todos ecooaanacaa ania
6:1X11)9000 rs. com oa larltigrapbaa.
O Sr. S Ptreira .Parto de 7:000*.
O Sr. Paula Baptitta : Corno dita*, a aaaaan-
bla provincial he quem tt boje amoi ata alone,
est se declarando pouco a pone* a versa pnMiciea -
de de soas discusses. Acabe- loco cara cata a-
pezas, qoe isto ser nm beneficio para aa cofre pro-
viociaes.
Ainda mais, qoando tema tida canetanieoieata
dous mezes de sessao, vem quantia designada para a
publicaeAo dos Irabalhos em Ires mezes.
Eu raandare um emenda, tuppriminda nata
verba.
Vu a mesa e apoiara-s a seguale nminda 1
Emenda ao arl.2' 5 4eem a eipadienia a as-
seio da casa, pasamento do excesao da dnpa frita
com os reparos da casa e novos concert2: S. R.Barros de Lcenla.
Supprima-se o S 5- rio artigo 2*Paela BantiaaU.
O Sr. Theodoru da S.S. P, nAo nal con aira
possivel riiecutir-se o orjamento provincial, fallan-
do-nos todos os recursos, todo as dadas nfUrinaa ajna
sao indspensaveis para a saa discnunu ? Ha at na-
je decorrido um mez da tsale mas entreten! naa
tivemos ainda rotatorio da presidencia, nana aa ra-
bilnos parcies a que esta e refere, uea aa I
cates da Ihesouraria ; n'uma patarra,mena
nem um s documento !
/ri Sr. Deputado :Vamo reduziuaaf asta a ns-
prcsso mais simples.
O Sr. Theodoro da S.:Como he potuvai, nna-
las cireumsUncia, diacotir-sa com diaceraimaaat.
cum a precisa illuslrajio o orjaatenle pravinciai ? O
orjamento provincial a mais imprtanla dn naneas
leis ;a que diz respeilo eotende com tadaa a ra-
mos do aervijo publico, a qne na peda basa diaen-
lir-se sem que sa examinen) a renfrenlesn m kfh-
renlesretaturioa, balancetes, tic ?
NAo quero fazer censara a casa por qua alia rata
ma dAo he culpada dislo ; nAo qnaro i censa-
ra-la por guardar silencio.....
O Sr. Barros de Laceria : Na Isrn gnardas
silencio ; ja se pediram o re latones a Palanca la.
O Sr. Theodoro da Stlom : Ma 1
sem esses documeutos sem estas recursos
de discutir o orjamento. Agora pedirei .
deputado 1- secretario, qne efferecan ama 1
a considerajao da cas, que haja de explica-la.
Existe no orjamente provincial a yerba dn 460
para expediente e asseio da casa : ma o nobre de-
putado eleva essa verba, pedindo 2:WXl/000, tai aa
se fizeram concertos e que de outra, lalvez ainda
precise a casa ; mas na sei se se asta' devende alza-
ma cousa desses concert, an ae a ana imporlaucia
foi paga a salitfeila. Por isto na posso valar nota
emenda, tem qoa o nohre depulado di^oe-a dai-nta
os etclarecimenlos que precito.
O Sr. Barro de Laceria,: S. P. en posae fer-
necer ao nobre deputado alguna esclareeimenlo ta-
bre a enit'tida qua apretcnlei.
A cata loda abe qat grande reparo farana lata
grandes concert, comprnu-te mobilia, qae ntnva
grande aderarlo na repartirle interna ; itta ha fac-
i que lodos no sabemot enlAo a qaata marcada
nAo chegou para iaso.
Agora mesmo o ofileial maior motlrta-mc, qne
ha em dficit de 600/ e lanos mil rs.
Eu nAo aei muito bem rio modo por qat tt tint
rara essas despezas, ma como nos rudeam ver, naa
he erivel, qoe se fizettem deleixadamentt ;nttn di-
nheiro corre por conla do Sr. 1- secretara lld'a-
eha-se lenle e ea nAo estn moito habilitado nafa
saber diato. mas desde ja mis tadot acredilaanea, ajan
ess.i despeza corren muito beta.
Mns existe esle dficit da 600/ e Unto mil r. ;
ha necetatdade de. se fazerem novos tpparoa, dote
cuinprarem mesmo mais cadeirat. vista qoe lean da
augmentar o nnmero dos deparados, tempra sao maia
3 ou i endeirat, preeia--e de navu repatteirot a na
uina immenaidade rie peqaeoas drapezat da que rae
infurmou agora o oflicial maior. Se liotiver algara
exeesso, o que nAo posto tletde ja antever, isto Ma
prejudica de maneira alguma ; pastara' como saldo
par o outro anno.
Este sAu na etclarecimenlos qoe pasto dar.
O Sr. Jos Pedro :Responde a algoma abserva-
joet do Sr. Paula Bapliala a declara o melive par
que nao publica ot seu discursos.
O Sr. Sascimento Vortell* diz qoe enlaada no
sem os documentos relativo a' le do oremanta
he iropoaaivel a cata tratar delle, a manda ata con-
clu-an mesa o teguinle requerimenlo :
\ ai a mesa e a tpoia-se o tecuiute reqocriaatnla.
Reqoeiro o adiamenlo do projeclo por 3 di.is, a
que se requisita a vinda doa docomonlta ariginaea
que foram fornecidos, pela Ihesouraria pravinctal,__
N. Porlella.
O Sr. Theodoro da Stca:Sr. presidente, aia-
gnom pode mais deseonhecer at dillicaldsdes cota
qoe luamos, ot emhararos em que ao* vamos ackar.
ditcoliodo o projeclo de' orjamento teta lar na dedo
precisas, em vista da conftalo da nobre dnptjladt
inspector da theaouraria e do requerimenlo do
depulado que se astenia desle lado, req
lo que inda mais embarazosa veio fazer a 1
sijIo.Os nobres deputados reconhectmqnt 1
dados nAo se pode discutir o orcamenlo ; o <
do membro, em consequencia disto, propoz o adia-
menlo da discut,Au : mai entretanto vejo, qoe ndo
he possivel ser essa adiamenlo approvado....
O Sr. .\. Porlella :Perqne ?
O Sr. Theodoro da stlta :Ceosta-me. nnbotaj.
qoe os Irabalhos de impresslo dos rotatorios, do ba-
lancetes se achira demasiadamente atracado : apfel-
lo para o nobre deputado direclor dalmlroeja nn-
blica, qoe ha poacoa dias disst-ine que a ato relala-
rio ainda eslava muito airando....
O Sr. Machado Porlella :Esl na quinta (ar-
ma ; fallara duas. O proprilare do Diario dtte-
me que houve nma acrumuiajAo extraordiaarta do
Irabalhos.
O Sr. 7 heodoro da Si/ca :Cansla-mn maia oae
o relalono da presidencia anda esta mait abrazada,
do que o do nobre deputado ; e assira digam-rae,
mena tenhores, o que imparta o adiameolo do nobre
deputado? Nada mais do que o reconheciraeuM dcaaaa
diili-uldade om que nos adiamos, diflicoldado qa
alia, mbsiaiira. parque findo o Ires dias....
(J Sr. .V. Porlella :Vem os origiuaes.
O Sr. Theodoro da Sllca : Ah !.. Bem: a tnp-
punha qoe o imhre deputado pedia apena tt 1*11111
a di-i u--,io por 3 das, em quanlo o proprietario da
lypographia remellut para a cara ot innoainU,
iropresaos ; era uina inotili iade. Eslava pots a'oaa
engao ; mas como o nobre depulado poda ot ornti-
naes dosses documentos, o qoe na minha apinino re-
media o mal, voto pelo requerimenlo.
O Sr. Paula Baplisla : Sr. prctitinte, ..
adiamenlo proposlo pelo nobre deputado, daoeanro
se me n 10 engao dan calhegoria da conveniea-
cias : a primeira, lie conveniencia poblrca, porqan
qoalquer emenda que se qoeira apreseatar, qoal-
quer ponto que se queira bem discutir a aprafondar
apparerc logo a necessi Iade de ir aos JiBeranle ba-
lances e as dillerenles pecas iostracttva que tt re-
partires apresentam, sem o que liraremo lodo nas
are.
O Sr. Burros de Licerda : Mat
ja nao compulsen ludo isso ?
O Sr. P. Baplisla : Portante, Sr. persiana!;,
me parece, que nAo podar estar btro pranarede,
bem instruido na epreciajAn do orcamenlo, aqnelle
que esliver alheio inteiramenl a esses deenanttMes.
Agora outra ordem de conveniencias.
Seohores, ot corpos collectivot se man lem peta re-
gulan Iade : nunca constataos irregularidad, por-
que nellas est a morle, esl o suicidio. Cada ata
vai abusando pouco mait ou menos da tolerancia, ti
paciencia da assembla provincial, ella vai deaati-
tindo rie si cerlos meios, que lem d ialrar-se. do
obrar regularmente e no fim desta condtteendenciat
mal cabidas, ella lera' declinado rie sua dignidadr.
Pugnemos poit pela regularidad dos traballaa.
Eu vejo, Sr. presidente, qae a adoptar-too requr-
rimento do nobre deputado, nao ha inconveniente al-
gum : visto que nao esla publicados esle dacaaoea-
tos, vamos aos ni igm.iea, aalejam lies ot cas ata-
quanlo se riisculir o oijamnale, porque qocrendo al-
gum Sr. tlepula lo na oecatJaP da ditcusalo presen-
tar alguma emenda, ou disentir o orjameat tan re-
tacan a cenias objectos, pede iaia secretaria a ins-
i;uir--e, o mos.no pule ter eoaj piuma anleataca-
ci.l'orlanlo ou voto |
o Sr. Horros de Laetrda :F
ote \ litar pelo adiameivto, mat reconheeca
iui| orlain u que todot os notrret deputados tela it-
c nliecnl'i no* o-clareciiiiiilos qoe s.lo reqaeriae,
eu vejo, qae elle nAo talitfat. Stpponhamas, qat
no lira doa 3 dias nao vem esses origanaes....
Om Sr. Deputado :E porque nao bao de vir?
O Sr. Barros de Lacerda :Aond esiAo estas ori-
giuaes '.'...
Vn O Sr. Barros ae Lacerda :Eu veja ainda ealra
cousa, Sr. presidente, vejo qae a commisaAo do or-
jamento 0A0 podia formular o seu projactt tota o
dados oecettariot, a orcamenlo exitte|em oieeatate -
tei qae nos depatadot, qne nAo faztmos parto an*
commissao de orjamento nio temos ot meamos da-
aenment.
la desejo, Sr.
MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO, SAMADO 4 DE ABRIL DE 1867,
L.de Lacerda :Mas esses documen-
to, que cummisaao leve rallo he que o nao vi-
mos imprem nem o. origin... ...A .
qa. ba.eoo o sea, proi^X p" ea ,T"o.
5?ttJ,,?,*,d' ,,roJec,u pud *.
52Sf:=;" wasar
na discos,*, duer, qe na esta habilitado ?...
di.se nu..,'"^s-Na-lli. disse .lo, ni.*,
* qw ra roaleru de cifras e qne as nao liaba de
.5,5r- "'"o* < Lacerda :Ma como a commis-
sao rormulou a sea projecio ...
OW. Ignacio de Barro* da om aparte que nAo
ouvimos.
O Sr. Bar*di
I" que ^HK,
fundar para a uiaeossAo por isso que foram a* bases
00 sea projeclo nao ttlando prsenles, pode a con,-
nnasao dar as explieac.de* iiecesssrii.
"eraais, jr. presidenta, ainda que venbam esses
originas, estamos na mesma, a demora sempre s
da, porque he um > exemplar. .
O Sr. Ignacio de Barros da uro aparte.
O Sr. Barro* de Lacerda :Se os documentos es-
to ua mo da commissao, ou ella os pode fnrr.e-
Wi esc'usado era o reqoerimenlo ne adiamenlo pelo
nieuoseconomisavam-se dous dias. Aisim entendo
o, que oa nobre* diputados nos po.iem dar os es-
clareciroentos necessarios e por isso vol contra o
adiameolo.
O Sr. Ignacio de Barro, justifica a commissaode
quq Tai parte, das arguicors feitas pelo orador an-
tecedente.
O Sr. P. Baptista : Sr. presidente, a quesiau
no he cora a comraiisan de orcamenlo, a quesillo lie
rom toda assembla. A commissao elaborou o seu
projetto e apresenlou-o, tendo para isto na oceasiao
os dados precisos ; mis vamos discutir, temos para
lsio dados ? .
O Sr .Burros de Lacerda, da' um aparte.
O Sr- P- Baptista : i Ja se deo resposta a so.
O Sr. Barros de Lacerda : Nao me satisfez.
,Q Sr. P. Baplitla : Parece-me que o devia sa-
lisfazer, porque al ouvm fallar em acto de confian-
ca, mas o cerlo he que not sao necessarios esses do-
cumentos, que he costme elle* viiem a casa, seren
deitriboidoe pelos depotados e he costme nao s
aqu, como em ledos es parlamentos...
O Sr. Barrot de Lacerda : Entao o adiamanto
na satisfaz, porque vem s o original.
O Sr. P. Baptista : Isto he melhor do qoe
u declaro que mearno as informsces Ha eommis-
Ko, nao podem salisfazer. porque eommissAn eon-
rw'n0U **" Priecl de orcamenlo em visla dos
lirterenles dados tornenlos pelo Sr. inspector da
lliesuraria, d'onde.se segoe que elle foi a fonte, a
documentos, ir a essa fonte, a essi origem.
(Ha oro aparte.
Mas oraguem querouvir os roerobros da commis-
sao da ornamento implesmenle, o que se qoer, he
formar um juizo ajvista desses dados posilivos.
Sr. Barros de Lacerda : Isto he impossivel.
. O Sr. P. Baplitla : Impossivel qut sejam pedi-
do esses dados 1 Pon o nuhre depotado ehama im-
posaivel aqoillo qoe esta' nos estylus, aqoillo que se
faz por absoluta necessidad ? (.-ipoiidot.)
) Sr. Barros de Lacerda da' um aparte.
O Sr. P. Baptista : Como he que o nobre de-
pulado diz, qoe he impossivel, qoe se pessam esses
eselireeirnenlos que sao de absoluta necessidad, que
tem sido praliea constante virara a' casa ?
O Sr. Barros de Mcerda : Digo que hoje exs-
te esta impossibilidade.
O Sr. P. Baptsla : Todos os anhos se destri-
boero esses impreasos para cada um estudar em soa
caaa ver como hade volar no orcamenlo, ora, na
falla dialo he preciso qne vealia alguma cooss
* o que he que pode vir ? Venha esse original, qoe
coro quinto nao seja urna medida completa, he orna
ineia. medida que" Tica justificada pelo imperio das
circomiUncias, pelas necessidsdes. U meo nobre
collega amigo o que quiz, fot por assim dizar ,
moldarte um pooco a forc* das eircumslanciai, e
era o maia que se podia fazer para se remediar o mal,
para se nao demorar a diacossao al qoe viessem es-
ees impresso*; he um remedio exigido pelas circums-
laucias, e que de cerlo erre de alguma couaa me-
lhor do que nada.
Encerra-se a discussao e pondo-se a votos o re-
qoerimenlo approra-ae.
Primeira diacossao do projacto numero 11 :
*..**' empregados das repartirles provinciaes
tollieitim dasla assembla augmento de ordenado,
llegando que em visla da eareatia dos genero* ali-
menticios sao insufilcienles os vencimenlos qoe ac-
tualmente lera.
A commissao de ordenados a quem foram prsen-
les os requerimentos desses empregados.contiderando
que por muito plaosiveis qoe parer.iu ser os motivos
allegados, o estado dos nosaua cofres provinciaes n8o
comporta orna despeza tao avoltaia, como em ril-
vida seria a resalanle de um augmento qaalqoer,
mesmo insignificante que fosee, nos vencimenlos de
lo.los os empregados provinciaes ; julgou de ver s at-
tender aquelles, que sao na actuabdade os menos
bem aqninhoados, offerecendo para esse fim a consi-
derarao d'assemblea provincial o seguinle projeclo :
A assembla legislativa provincial de peruara-
buee decreta :.
Arl. |. Os empregados da Ihesouraria provin-
cial, e da directora das obras pablicaa, excluidos os
enseoheiros, perceberao a litlo de giali(lcac,ao, um
augmento de vale ppr eenlo sobre os vencimenlos
que actualmente tem.
Art. 2. Os engenheiroCdas obras pablicaa, e seus
ajudantes perceberao para cavalgadnrae orna gratifi-
rarao annoal de qoatr ceios mil reis.
Arl. 3. O amanuenses da secretaria do gover-
no perceberao maia eem mil reis de ordenado.
o Art. 4. Os vencimenlos das professoras publicas
que se habilitaren! na forma ,la le regulamentar de
I* de maio de 1855, sarao equiparados aos dos pro-
fessores pblicos.
n Art. 5. Ficam revogadas (odas as disposiroes
em contrario.
Sala das commissoes d'assemblea legislativa pro-
vincial de l'ernambuco, 23 de mareo de 1857.Au-
gusto Frederico de Ollveira.Siqoeira Cavalcanli.
tioncalves Goimarae', com erslnccOes. .
O Sr. Barros de Lacerda enlemie, qoe para a casa
er coherente,tratndolo projecto.altima mente aobmet-
tido a discussao de augmentar a despeza, deve tam-
bera ser adiado al que cheguem o esclarecimentos
ha poneos pedidos. Nao se anima a propor o adia-
manto, mas emende qoe elle he conveniente e qoe a
casa o deve adoptar para ir de aecordd com o sea
procedimeoto,
OSr P. .Baptista: Sr. presidente, lenho qoe
nppr a esle projeclo difTerenles razOes ; e a cmara
qoe as aprecie.
A commissao, oulrura desle projeclo, qoerendo
moliva-lo, assim se exprimi puuco maia no menos
qoe atienta- a careslia dos gneros de primeira ne-
cessidad, e nao perinillindo o estado > nosso the-
souro, que se augmente o ordenado de lodos os em-
pregados em geial, ella augmenlava soraealedaqoel-
lea que mais necesilavaro, daodo-lhes mais20 0|0
sobre os seus ordenados.
Naeei, senhores, se a ilustre commissao foi feliz
no sen juizo a respeilo dos empregados, que mais
prensara de augmento da ordenado. Versara', pois,
o primeira exame sobre este ponto.
Denlre lodosos empregados provinciaes, lembroo-
M a Ilustre commissao nicamente dos amanuenses
da secretaria do governo, esqoecendo na escriplura-
rio chefes de secrao, e lembrou-se mais dos em-
pregados da Ihesouraria, e obras publicas, inclusiva-
mente os engenhairos a' cada nm dos quaes da urna
cavalgadara de 4009 por anno.
Anlra de ludo, senhores, direi que a caresta dos
genero* alimenticios n3o he alguma novidade ; mas
um argumento velho, com qoe sempre se lem queri-
do augmentar os ordenadomos empregados, he jn
roasa aedica. que nunca produzlo seria impressao.
Ktitrelauto foi bastante vir esta idea no relalorio do
Exm. presidente da provincia, para Ihe quererem dar
summa importancia, e desla sort quererem commet-
ter parcialidades.
O relalorio do Exm. presidente falla da caresta
dos geuerpa como nm mal, qoe aofirem -lodos os em-
pregados, e pede o aogmenlo para lodos piles. Bem .'
ah o elTelo corresponde a causa : a causa lie cora-
mum, 'ped-se tambera urna medida cominum e
geral.
A commissao, porem, desviou-se desle pensamen-
lo recio : e aceitando a causa que he commum a lo-
dos, propOe augmento de ordenado para certoa em-
pregados someote.
Pergontoeu: a os empregados do consulado es-
tilo bem pagos para deverem ser esquecido* ? a
l> Sr. A. de Oticeira : Sao os emprestados mais
bem pagos, assim como o da secretaria do governo.
O Sr. P. Baptista Mais bem pagos ? Os seos
ordenados sao tao exiguos.
Um Sr. Deputado : Mas a* poreenlagetis Ihes
sao vaolsjows : rendem muito.
O Sr. P. Baptista : Os ordenados fixos sao di-
minuios : as poreenlageiis ajo rendimentus eventuaes
e contingente*, que augmentara e diminoem por
eircumslancias imprevistas, e que ne/n se r>cehem
nos casos de molestias, nem entrim as .psenla-
doria*.
Esle projeclo tem coasas mnito miuda%|e qoe nem
se enxersam : 'muitaa aem duvida escaparSo. Vamos
am empregados da secretaria.
O mea pensar a este respeilo he que se deve dar a
esle* empregados um hom ordenado e acabar-se com
estas rjuotas dos mollmenlos. (Apelados.;
Esta pratica, aeuhores, lie lerrivel, lem pessimas
ronsequeoeia; PrmeirjalaiBdo ella suscita des-
gotlo* enlre w*mpr*g*dolB|fcesma reparts, jro-
O Sr. PorUlla : Tamben nao he assim.
O Sr Pauta Baptista :He asim mesmo, ae bem
qoe estes degoitos, e cartas esqiiivauca, que del les
legoris lem 10 quotas, e muilas vezes he o que nao
Irabalhoo.
Depon dista, aenhor presidente, com esle syslema,
qoe obriga empregados pelo seo Inleresse a ser
procuradores da* parles, elles perdem muito na dig-
nidade que devem 1er e maular no servico publico.
Om Sr. Deputado : Esta hora : iato im, he ver-
dade.
OSr. Paula Baptista :Agora por favor dig-me
a commissao, porque na secretaria do governo so-
mante Ihe'mereceram especial lembrance os amanu-
enses ? porque tambera se nao lembrou dosescriplu-
rarios.
O Sr. augusto de Oliceira : He porque os ama-
noenses leudo um onieuailn meiiur, e mullo peque-
o, puncos erni>lument(-s percebem.
O Sr. Pauta Baptista : Muito bem esle argu-
mento tem urna extensa,! mmensa, e fm trazidu em
meo favor ; porque se os amanuenses ein relagflo aus
esrriplurarios lem menor ordenado ; e pac conse-
guinl* menos einolumenlos Ihes locara, lambem os
eicnpturarios em relac.v, .,, chees de secco lem
pequen ordenido, poneos emolumentos percebem, e
o mesmo se deve dzer dos chefes de seccSo era rela-
fflo aoollicial insior, ele.
As diversas categoras de empregados de urna ea
mesma repartir a... categoras que ja eslao creadas
por le e com vencimenlos apropriudos a ellas, nada
lem com a esclusan parcial, que o projeclo faz de
uns, acallando alias uutros.
Os empregados das obras publicas. Oh este min-
ea jamis podiam ser esquecidos. O entrar para as
obras publicas ja nao he qualquer colisa. O ser em-
pregado das obras publicas ja quer'dizer um homfm
que vive do multas proterr,oes, um hornera de malla
vala, muito bam reeebido pelos poderosos da Ierra,
etc. Por lano, como he natural, o augmento de or-
denados devia principiar por elles ; pur que so del-
les passar a nutro, tanto melhor, e se nao passar,
nao llavera cora islo inju-iicH, porquesio elles os que
mais merecem.
Um Sr. Deputado :A irona nao est ma'.
O sr. P. Bapiista : E os engenheiros ? Estes
apenas sao lembrados para o pequeo beneficio de
10113000 para ama cavalgadura.
Ora, a medida, em verdade, devera' ser moi otil;
porque lalvez qoe por falla deslas cavnlgaduras he
que, elles, nao podendo ir aos logares, em que se
eslo fazendu certas obras, deixassem apparecer to-
das aa fallas, de que foram acensados em urna das
sessoes psisadas, e se bem me lembro, na sessao de
1855. E por isso, a medida da commissao he com-
pleta ; ella quer urna cavalgadura de iOOjOOO. (Ri-
arias.)
Um Sr. Deputado : lira oflmal de polica lem
803 rs. para cavalgadura : um eiigenheiro ha ler
40O30d0rs.-
0 Sr. P. Baptista : ||o que cavalgddnra que
lem o engenheiru ascala em motivos muildfferen-
les dos motivos, cm que assenlam as qoe ijeem esles
officiaes : a explicarlo he bem clara.
Sr. presidente, por se haver fallado das Abras pu-
blicas, ja' vimos sobre as nones caberas urna tem-
pestado horrivel. Eu, como as nao lemo.japrovei-
tarei a oceasiao para dizer alguma mu-a.
Acaso, senhores, tendea vos ontros conhe|cimenlos
dos pareceres das commissoes nomeadas pa^a vestjo-
rarem a ponte pensil de Cachanaa'? he islo eonsa dig-
na de ler-se.
O resollado de loda esla historia he a ponle estar
em estado de perderse, ,. nSo se sabe concertar a
ponte.
O Sr. S. de Lacerda : A ponle esla' em con-
cert.
OSr. P. Baptista : Que concert : es|a' so bo-
tando novas travs : no caes qoe fica ao puente esta'
se engrossan-1* a parede, etc., mas no raalchiDismo
n.lo se loca, porque nao se sabe.
O Sr. S. de Lacerda : So elles nao saliera, me-
nos sabe o nobre deputado.
O Sr. P. Baptista : Aceito esla declaradlo ; he
lio mesmo ; estamos em perfeilo accordo.
Senhores, se o facto d.i careslia .ios generes deves-
ae Iraner o augmento dos ordenados, alem disto sr
irapraticavel quanto ios empreg.dos gerae ; visto
que a assembla geral n.i pedera estar altendendo
as eircumslancias de cada urna das provincias, e de
cada urna das localidades, para fazer infinitas ds-
lincces, mal estanam as fiuaucss do paiz. Nesle
caso seria preciso sacrificar as finanzasjiu ftiucciona-
lismo, e sacrificar a vida e a consrrvacao do estado
ao bem estar dos particulares.
Keconhecendo, purera, que as nossas financas nao
repeliera absolutamente algum bem que se quelr
lazer aos empregados, declaro que se a cornmssao
quizer dar algom augmento a todos oa empregados,
em geral,ae qoizer segoir a' justa o pensamenlo do
relaiorio, qoe, segundo as expres<5es do nobre depu-
tado, o Sr. Thendoro Machado, foi qoem levanlon a
lehre, mande urna emenda nesle sentido, e quesera'
mais accolhida, do que o seu projecle de augmento*
pareiaes.
Pedindo a palavra o S'. Barros de I.acerda, o Sr.
presidente ada a discussao rio projeclo para a sro
seguiule, nomea para commis-ao que lem de levat
algons aclos a saneeiio aos Srs. Ignacio de Barros,
Silva Braga eTheodoro da Silva, levanla a sessBo as
3 e ineia hora* da tarde depois de ler designado a
ordem do dia. > '
Scssao' ordinaria em 2 de abril da 1857.
Presidencia do Sr. Jos* Pedio da Silra.
Ao meio dia, abre-se a sesaao, teudo-se verificado
numero legal,
l.-se e approva-se a acia da anterior.
o Sr. Primeiro Secretario lf- o seguinle
EXPEDIENTE.
lima pelirao em que os empregados do tiajmnas'io
pedem a esla assembla augmento de seus orde-
nados.A* commissao de ordenados.
Oulra de Ignacio de Barrosaodeira, escrivao in-
terino do jury da cidade de Golanna, pedindo que
se marque qoota na le do orcamenlo, para que seja
o supplcaote pago da quantia'de 3378 rs.,que B-
quella cmara Ihe he devedora.A'commissao de
orcamenlo municipal.
(Jotra de Raphael l.ucei, pedindo que se aulorise
a presidencia da provincia, para prorogar por mais
20 inezes o prazo da apresenlacao da companhia dra-
mtica, na mesma conformidade que ja lem contra-
tado.A' commissao de petices.
Oolia de Luiz de Albuquerque Maranhao, pedin-
do a passagem de seuengenho Aldeia, para a frei-
goezia de Pao d'Alho. A" commissao de eslalis-
tica.
Oulra da mesa regedora da veueravel ordem ler-
ceira de Nossa Senhora do Carmo deata cidade, pe-
dindo preferencia para que corram as lolerias conce-
didas a soa ordem.A commissao de pelicOra.
He lulo, jutgado ohjecto de deliberarlo a manda-
do imprimir o segoiole projeclo :
ra do I.ivramenlo da freguezia de S. l,oureif{o da
Mala, approvado na parle religins* pelo Exm. pre-
lado diocesano, merece a approvarao desla assem-
bla, por isso a commissao dos negocios eclesisti-
cos he de parecer qoe se adopte a seguinle reso-
luc,ao :
A assembla legislaliva provincial.de Pe.rnam-
baco, resolte :
Arligo nico. Fica approvado o compromiso
da irinandade de Nossa Senhora do Livramenlo da
freguezia de S. I.oureneu da Mata ; e levogadas as
disposir-s em contrario.
Pajo da assembla legislativa provincial de Per-
nambuco, 1 de abril de 18.57___tinncalves Guimaraes.
Padre Margal.Plato de Campos, i
{Continuarse ha.)
lugar, o que a palavra de Dos lem h operado de
grande, de til, de sublime, he mais ama prova de
que o estado precisa por demais da igreja, de que a
igreja nfio contraria o verdadeiro procresso e de
que finalmente sua unan ao estado lie o inaior passo
para o eiigraiiriecimeulo de om e outro. S a f
calholiea he capaz de fazer surgir como por encanto
om bello cemilerio em 36 horas ; s a fecundidade
do senliineulii que a regiao do Calvario inspira, fu-
ra capzz ile ohter dos fiis tantos e lamBiilms sacri-
Hcios, e sem que elles se acliem cansados de faze-los
e sem que acliem Instantes os que leeni feilo. O
cemileno de 36 horas tera 200 palmus em quadrn, e
com una greja do 60 de comprsraenl.i e 30 de lar-
gara, lie um verdadeiro prodigio que recorda as
eras amigas do rhhsaitismo, em que tanta era a f
que por ella a vida era o menos que se dava.
Anda tambera em progresso espanloso a gran-
de raalriz, cuia primeira podra o Rvm. FV. Caelano
laiifou no dia 4 de marco. O grandioso e importante
eslabelecimento de educacao para o sexo femini-
no, neste genero, segundo, nos coma, a primeira o-
bra do Brasil, val cada vez mais se apereicoando,
ornea* ao zelo desse illuslre inissionano, a' quem ja
lamo llevemos. Mas como he que esse padre pobre,
sem recursos, ergu* riu nada essa obra gigantesca "!
Como he que s a palavra de um homem faz tantas
maravilhas "' He que es.e homem lera fe ; he qu*
esse hornera lie um miaslonario ralhnlico ; be que
para a palavra de Dos nada lia impossivel.
Eniao, Sr. C.resso, Vmc. pode fazer calar a Pa-
gina Avulsa 1 Mas porque meio? Como arranjara'
isso '. Enlao ce que dignidade, altivez e honra fu-
giram desle globo V Ou suppOa que ninguem mais
aa poesue alera do de Vmc. ? Se quer que nos ca
lemoe, ensino-lhe nm meio, o onieo. He nao dar
Vmc. motivo para justamente o censurarmos. Aca-
Jie rom ese jugo, que nos calaremos. Nao lemoa a
menor indispusijao para com o senlior.mas nao sup-
poriaieii!o< esse seu desrespeito s lea do paiz.
Nao ha findicao que em fazer barulho se com-
pare a' certa casa de om neceo, que nao he estrello.
as fumlinies o que hale e causa bamlho he o mar-
lello, nessa casa ne a lingoa. Oh quanta briga,
qoanla descompostura, quaula palavrada Assim
tambera nao ; briguem mimicamenle ; he melhor
do que fallando, he mais decente e s cansa os bra-
cos, e assim he braco e lingoa, alm de que, ffende
aos nnvidos alheios. .Nao sabem mmica '.' Pois dea-
cnmpnnham-se baixinho de modo qne a voz morra
nos uii,l.raes de sua casa. Mas nada, conlinuem ;
o senlimenlo he uattiralineiile expansivo, e Vmcs.
querem dar liberdade a' nalureza. Conlinuem.....;
os arrependidos lambem se salvam.
O dia l." de abril he o da das pulhas como
lodos sabem ; e a par de muila semsahoria.appare-
cein muilas tecas engraradas. Urna dellas sabemos
nos por riemaia inleressanle Ua sojeito morador
em i Huida e que se tem em coma de nao ser erapn-
Ihado por ninguem. cahio no laco, mas bem armado
que temos visto. Tinha elle um bilhele para o es-
pectculo que devia ler lugar no dia 1.-de abril ;
disserum-lhe. e pessoa sisuria que fora transferi-
do o espectculo para o dia seguinle, e o homem,
por se nao len.hr.ir que eslava no I." de abril e pela
qoaldade da pessoa. acredilou. Dispone a'nao ir
ao (healro. pas-eiava elle a' cavallo longe de Olinda
quand encontrn quem Ihe devia lembrar qoe es-
lava no I." de abril. Era um amigo seu. Depois
dos comprimenlos, fallou-se sobre o theatro :
Entao nao vas ao theatro ?
Nao, porque n.lo ha.
E quem l'o disse '.'
T.....
E acreditaste "?... Volla para Olinrla, vai bus-
car o (eu bilhele e vai para o theatro. Foi cacoaria :
hoje he o 1.- de abril.
Ilaslou, e tanta foi n raiva que leve o homem por
ver-se racoado, qoe sem mais pensar, e sera dizer
urna palavra, fui a' Ohnda e de la' cora o bilhele
chegou ao Recife as 8 horas da noile. S defronte
do theatro foi que o bom do homem eoulieceu que
era victima do !. de abril.
O Sr. tenente-coronel de engenieirns Jos
Joaqoim Rodrigues Lopes, acaba de submeller ao
juizo dos seos ainigoi ora bebo e engenhoso mappa
genealgico 'da familia imperial, reinante do impe-
rio desde o seu (ronco original, o conde D. Henri-
que. Esle mappa que he desenliado em uma'lira
larga de papel, tem lautas dobras quanlos sao os se-
culos deeorridos do anuo da era chnsiaa de 110o ato
Do*, e he lodu Iracado de liaba* horisolaes, corres-
pondentes a cada auno, as quaes se veem os fados
histricos, ja naciu.iats, ja estrangeiros, que se de-
ram nesses anuos, com designaeao em muilo delles
do dia, inez e lugar em que aconteceram. Com o
soceorro dealguns poneos sigoaes convencionaes all
se Ifiem innameras observaces, que alias leriam de
occopar longas paginas para serem feilas pelo aclual
syslema de historia. Na historia escripia oude os
tactos s3o narrados cora mais ou menos clareza, se-
gundo a penna que os Iraca, muilos oulros faelns,
como illarao se podern tirar, mas sempre depois de
raciocinios ; nesla historia, por assim dizer, pinta-
da inoomeraveis illaces por si mesma* so palen-
team, e revelara antes que o leilor busque lira-
las. Em nossa humilde opiniao, he islo ioconlesta-
velmeote om proveiloso invento que resuma qu
reduz a expressao mais simples a historia, e nao du-
vidamus de acreditar, que este melhodo simpudsi-
mo de estudar, on de reunir em um ponto lodos os
seus mais importantes factus uenerahaara' bem at
as ctasses menos Ilustradas da sortedade. o esludo
desle ramo de conheeimenlos humanos. Louvorajj,
pois, ao Senhor Lopes, a esse dislincto e incansavei
lirasileiro, que com seMelhante descoberla, que
lera' infallivelinente le ser seguida pelas oolras
.laches, honra ao paiz e da urna prova bullanle de
seus talentos, e raras vezes imitada, assidaidade uo
trabalho. O mappa geral do Sr. Lopes ha de ser
imitado, ha de ser para o futuro o melhodo repenli-
no^o ensiuo de historia universal.
* Hornera percorreu as roas do bairro de Sanio
Antonio a procissu do Sr. Bom Jess dos Desampa-
rados, qoe sabio da igreja de Nossa Senhora do Ter-
ca, a qual eslava decente e bem organisada.
Al amanlia.
PAGINA AVULSA
Domingo de Ramos.Comrca amanhaa a se-
mana santa pelo dia qoe commemora a entrada I ra
iimplianie de Jess Chrislo em Jerusalem. Cha-
m-se a'esse domingo de Ramos (Dominica Palma-
rom), em cotisequencia do u-o qne desde os primei-
ros seclos da igreja se eslaheleceu, de ler o clero e
o povo palmas e ramos de arvores na mi durante o
officio e a procissao. He o dia primeiro da semana
e o ultimo domingo da quaresma. Dizem o* Evan-
gelista* que o povo, advertido da chegada de Jess
a' Jerusalem, foi a seu encunlro ; que uns eslende-
ram seus vestidos oh *eu panos, que oulros eobrl-
ram o caminho de ramos de palmeira : e que assim
o acnmpanharam alo o templo exclamando:__pios-
peridade ao filfio de Dlvid Ahencoado seja aquel-
le que vem em nome do Senhor Mat., c. 21 ;
Marc, e. 11 ; Loe, c. 19.Desl'arle o reconheee-
ram pelo Messias ; e era razao dessa ceremonia o
dia qoe a commemora, se chama de Ramos. Esle
dominen foi amigamente chamado dominica com-
petentiam porque vinham nesse dia os calechu-
menos pedir ao hispo a gruja do baplismo, que de-
via ser administrada no domingo seguime. E como
afim de prepara-los para isso lavavam-lhes as cabe-
cas neste mrsmo dia, foi ninda chamado capitila-
rinm. Emfim, os coslnmes dos imperadores en.
Iriarchas, de conceder gracas nesie da e fez chamar
domingo de indulgencia.
He hoje o beneficio da A'soeiacao Tvpographi-
ca Pernambucaiia, ollerectdo pelo Sr. Ju.lo Caelano
dos Sanios, socio na curte, e nesla cidade da mesma
Associaeo, e consegaiulemenle ligado pelos mesmos
inleresaes aos nossos patricios lypographicos. Se os
demais beneficios que esse digno artista tm dado
em favor de outras associac,Oes leem merecido do
publico o devido apreco, o que devera' elle fazer em
favur da Associaeo Tvpngraphica ".' lie obvio. Con-
coner para que 1.1o nlil qu.1o civlisadora Associai-ao
progrida, e seja no pnrvir om baluarte insuperavel
ao regresas- da eiviiisacao, quaudo mos coslumes
teuham preienefi-s taes. Esperamos que o nosso
San|a Isabel urmigae de espectadores : comida-
mos, nos, que relativamente fazemos communho
com os nossos irmAos lypugraphos ao publiro desla
cidade para que trihutem no aliar das artes suas ge-
nerosas e voluntarias homenagens.
Porque razao sa deixa de numerar os assenlos
da platea geral! MAo se evitara assim a desordeni
j eonfusao que todoeos das ah se observa'.' Ne-
nhum lem lugar cerlo, e a noile loda he aadJ
procuramio-se empolgar melhor psito. Quem
chegou a ohter om iiom lugar nao se niela a' l.van-
lar-se, por que logo ha quem diga : foi ao mar
perrien lugar.; e
COMARCA DE GARANHUNS
26 de marco de 1857.
A pesie das hexigas nao prosegoio em sua mar-
cha ascendente, e o pnico de qoe se deizaram
possuir primo COM mullas familias qne precipita-
damente almidn.,rain esla villa, vai desappare-
eendo ao que parare, para dar lugar ao acertado nl-
vitre de regressarem, como estn pralicando algu-
mas, aos patrios lares ; com lodo ou todava, como
Ihe pnrecer mais elegante, ainda ha gente a correr
e outir.s que al hoje se conservam em volanlrio
divorcio aos seus commodos e iuteresses : em parle
deve-sa allribuir este beneficio publico as promplas
providencias que der.im as autoridades em direccle
a combater-se o centro de infeccao existente na ca-
doia.jiela remocao lados, sem prejuizo da segurnca doa me.rao- ; ven-
tilacAo e fumigares lias diversas phsfies etc., etc.
Ja estamos na posse iie laminas e tubos capilares
de novo e excedente pus vaccinieo, enviado pelo
Dr. commissario, o que muito e moito Ihe agrade-
cemos.
Antonio I'ereira, o awearlne der inreliz Trajano,
de quem Ihe fallei em mraha citrla precedente, foi
condemnado a gales perpetuas.
Esta he elaborada fet tena sur le cou : e nesla
earreira o que mullo receio he, que o mea pobre
animal d ern Ierra com algum diabo, que se Ihe
mella em cabeca alravessar-se em >eo caminho...
por ejemplo : algum requerenle... Eis um ; e para
avilar desordens ; cabeca quebrada, deslocaces etc.
aqni fien.
Estamos em sania paz com lodos os poderes acti-
ves e passivos, a excepeAo dos vveres, que estAo
por alto prei;o.
Adeos, que temo a chegada de mais algum.
P. S.Errata : Em minhultima caita em lu-
gar dedesvelada, leia-se desolada, que foi o que
marca, os quaes o recehem, emburram no seo *an-
(o ocio.
Em principio* de fevereiro enlrou em exeretcio o
joz municipal do Ouricnrv. o pr. Jlo Aulunes
Lilis Wanderlcy, o qual huvia man de om anuo,
eslava fra do exercicio, por ler ido luspeuso pelo
goierno provincial e mandado responder a um pro-
cesso, em virlude de ama impulacao, que Ihe fizera
na cmara qualriemiel o deputado Mello Franco.
Suspenso o homem. galgn o xereicio da vara mu-
nicipal daqiiulle infeliz termo o tenente-coronel Al-
varo Ernesto de Carvalho Granja, o qual, sendo a
a ilion, la le processanle ihiqiiellejuiz, iaea geilos deu
ao processo. que Irouxe o Di. \Vanderlev de Here-
des para Plalos, por e-pac.o do 16 raezes, depois
dos quaes, dizem, liviara-se ; mas qu. ainda assim
o Sr. Alvaro Dio Ihe quiz ceder o erarcicio ; de sor-
te que duulor entrou no exercicio, e o Sr. Alvaro
iiiiiniiou i.iniliem no exercicio, e arabosderain au-
diencia : diga-me, pois Vmc, se sera' possivel cs-
larem dous junes raunicipaes em exercicio ao mes-
mo lempo em om termo, ou se isso sarao gentilezas
do termo do Ouncury, aquella Ierra anmala ? Nao
sei, em qoe parara is.o ; mas o certa he, que ambos
eslavara no exercicio.
A 10 uu a 12 do mesmo fevereiro sabio de Cabro-
lu para o Ouncury o capilao Jos Erancisco da Sil-
va, eommandanle da forfa volante, levando-a com-
*igo, assim como a familia a passar all o lempo das'
sezoea, qoo se esperam em grande escala esle auno
no rio de S. Francisco, como ja esla' comec,ando.
Com ell'oito, se nos anuos em que a eschenl he um
ponco alterada, lornam-se assezoes all no rio um
llagello, o que n3o far,1o ellas esle anno, que parece,
rasgaro-se as nuvsns pelas cabeceiras delle e dos
seus fuedalarios, e esle poder minenso d'agoa nao
caliendo uo espasmo leilo, transbor loa e alagou
quasi lodas as trras das fazendas e villas collocadas
ts margena deile, assim como quasi lo las as ilhas,
cansando um prejuizo eonsideravel, ja afogando e
deilaudo do rio abaixo grande numero de aniraaca
yaecons e e cavallares, de qoe eslavara chelas as
ilhas, ja mergolhando lodas as roca* de mandioca,
deixando seas douns sem o menor recurso E.n Ca-
brob fallou, dizem, um palmo para inundar loda
villa, lendo todava de-li.hitado loda a roa do rio e
par da de fra; Mizmenle, porem, ja ha das, dea-
ce, de orle que, nao soja sahio das casas e da rus,
como at dos muros, e acha-se deulro do leilo.
Dizem qoe o Dr. juiz de .lucilo aproveilara-se da
enelienle, e descera pelo ro al a Varzea Redonda,
mide lluvia desembarcar e ir por Ierra at Piranhas,
onde lera de eiobarcar-se de novo e seguir para es-a
praca a lomar assento n provincial. Nao consta
porem ainda qoem lenha licado uo exercicio da vara
de direilo. caso seja exacta a noticia da descida do
elfeclivo.
O Dr. promotor lambem deseco, aproveilando-se
da companhia do Dr. Brandan, que parti de*16 a
20 de fevereiro, depois de ler percorrido os princi-
paes lugares dalla, dando e assislindo a minios pa.
godes em quasi ludo* elles ; e, dizem os maldizen-
les, vai ido cheio de pielenres dos diversos infloen-
les, que concorreram parausos eleieAo, qoe ainda
que elle fose presidente da provincia, inspector das
Ihesnurarias geral e provincial, e ministro da cora
conectivamente, ser-lhe-hia impossivel servi-los em
ludo quanto pretendem. Forle carnada !
Do ineiado de Janeiro al 10 de fevereiro, deram
varias rhuvas por toda comarca, a excepto de algum
lugar, oude nada' absolutamente choveu, e produzj-
ram essas chavas al,um verde, que os bichos iam-
e remediando ; levaotou porem o lempo desde a-
quella ulli.na dala al hoje, que esla' o lal verdezi-
nho por Ierra inleiramenle. e o que mais he, qoe es-
lamo* sem a menor esperanca de invern, pois a al-
raoiphera nao aprsenla o menor indicio de mudan-
5a de lempo. Os gneros alimenticios lodaVia nao
tem snui-id.i illa alguma, prir.cipslmente a farinhn
qoe lem ltimamente abundado muito nos mercados;
mas parece, lera i de ir esle auno e um prejo cousi-
deravel ; p .rqn-, tendo-se feito muilo poocas plan-
lajOes. ainda que lomera m chuvas e em abundancia,
puuco lea' de haver ; e caso nao lornem mais, nem
pouco, nem nada ; e enlo lera' este *erlo de lutar
cora urna secca lerrivel, que acabando por ora lado
loda a criajao, o principal, equisi nico ramo pro-
ductivo riesta comarca, reduzra' os seoshabi-
lanles ao mais calamitoso slado^pela insuppnvel
falla de legumes de caroco. Dos se amerciede nos.
Nao sei que heterogeneidade existe enlre o* *ertoe*
do lado do norte do Araripe, e os do sul, que quasi
sempre que nos do sul arde urna secca abrazadora,
ha nos do norle invern grosso, a ponto al de fazer
mal, como me consta terem esle anno sido tantas as
chovas no Cariri, que lera' de haver piuca moagem,
emvirlude de terem as aguas carregado as canoas.
, Continua a comarca a gozar da nm socego assas a-
preeiavel. Boa* venturas Ihe appetece.
O Soticiador.
Carta particular.)
maia solemnes do lempo quaresmal. era que nota- eca (e pao sogra como V. S. inexactamente refere)
chainos he aquelle pelo qual ae commemora o en-
lerramenlo do nosso Redemplor : eremos que ne-
nhum chrislAo verdadeiro podera' deixar de senlir-
pa**ou-se como eu uarrei, b nao como V. S. o pu-
bhcoa adulterando a seu bel prazer.
se profundameule abalado ao presenciar esse acto : | lo do oulro caso acontecido com o Sr. seo par
le em Serinhaem nu rngenho Roa* '
muilo dislanle, alias (eriT V. S. de ver escriplo
mas por isso mesmo que he um acto muilo solemne
desearamos que elle lo.-o revestid de toda a pom-
pa e inagiiificencia, que requer sua categora exlre-
mamente elevada ; esta pompa porem nao po-
de haver fazendo-se nesla cidade qualro e cinco pro-
cisses de enterro como quasi lodos as anuos se fi-
zera ; e paar ssio|pedimos permissao as irmandadese
confrarias, que lem de fazer os aclos da Semana
Sania, se reuniasein e lizessem um* s procissAo, a
qual poderia sahir da igreja do Corpo Sanio, e re-
collier-ae na matriz da Boa-Vista nu na .igreja da
Sania Cruz, d'unde aahiria ao oulro dia a procissAo
da Itesuneico por percorrer o mesmo liajecto. Des-
la forma podaran as despezas pareiaes, que bao de
haver em qualro ou cinco procssoes, fazer-se cora
urna .,..,! qual seria apresenlada com mais grandeza
e brilliaulissimo.
A (ropa que se ha de dividir por pequeas par-
celias para as diversas igrejas uw junta fazer o a-
corapanhamanlo que necessariaioeule .cria maia
pomposo.
Drsejamos que os senhores eucarregadus de se-
melhanles actos reiliclara um pouco no que levamos
dito, e dehberem conforme Ibes parecer mata ra-
zoavel.
W.
a.. ^ -, ~ I Pl Que torrentes de inepcias Ib
?Olltiif 9t ei&PJCUf&flbi&.0.1 l;,bi"s: l'or u"imu dis,e *iue na
________a. vr.av i triuinpiiareni cumDlelainente ns
A assembla approvoo I tem
da emenda olTerecida em U. caira discussao ao p
jeclo de fixacao de forc prcial, regeifada a segun-
da parle.
I. ni ti nu a ii ,l.i a primeira discUssAo do projeclo n.
II, que aogmenla o ordenada de diverso* emprega-
- proviuciae., o }>r. B*rros de Lacerda cede da
Srs. redactores .Terrivei* sao os effeilo da
hydrophobia Nunca pensei que esta hnrribilissima
enfermidade produzisse, em urna crealura humana,
o* mesmos elleitos que produz no e3o He isto, po-
rem, o que acaba de succeder enlre nos, na pessoa
le um pobre moco, que por ah anda babaodo con-
tra mim e os dignos lentes da Faculdade de Direilo !
E o que faz a junta de hygiene publica, que nAo
loma cuidado com esse germen de distribuicAo,
laucado ao eio* da populacAo 1 He verdade que'a
cmara municipal he quem primeiramenle devia
por em pratica as sua posturas, em i el.co a esle
mal.
Li boje a vossa agripada, Sr. Dr. Aprigio, e cada
da vos i|inslrai mais capadocio A' que vem o em-
genho Csmorim, e a mu.ha delegada do Brejo '?
Porque nao haveis de ser explcito, claro, e decisi-
vo as vossas mi-erave s allusc- '.' Oque eu fiz no
(.ni.orim foi provar, mais de urna vez, que n.io sou
ccbarde como vos, e minia gente que por ah ar-
raata o fardan.oque eu fiz no Brejo foi reprimir ins-
linctoa in.ins.com,i os vossos, e com a reclidAo de es-
pirilo de que nao sois capaz. E a que vem Umbem o
assassinalo de enfeliz eordeiro ?;0oeieis ainda es-
pecular com esse embuste, queja apndreceu na ca-
b-ea de quem o invenloo'.' Se sois homem de
honra, vos provoco a asseverardes, sem rebuen, que
fui eu o mandante desse homicidio, para que eu
possa, arrailan.m-vos pelas orelhas ao tribunal do
jury, cmbulir-vos na, le,(a um novo stigma de re-
provacao Sede franco ; deixai os lorcrolus da ser-
pele para oulra ..ca-iao ; sim, sede franco Mi-
seravel na pabreza de meios cora que me confun-
da, vive esgravalando no lixu das pocas que foram
as cousas ja ditas, ja repelidas, e ja mil vezes refu-
ladaa, pulverisadas Torpe miisAo a desse novo Ira-
peiro de l'aris I As injurias reproduzidas por mil
turmas sao argumentos de urna Inste fecondidade de
imaginacao. e nAo de cabedal de rioulrina, diz um
grande eacriplordos nossos dias. E eu accrescenta-
rei. que as injurias que rompem de labios impuros
passim susorrando por cima da pessoa a quem sao
Miradas, e la' vAo murrer nos charco* onde foram
bebidas !
Mas diz o Sr. Dr. Aprigio, que nAo posso entrar
na apreciacao do que se passou em seu decanhado
exame. E porque nao '. Pois saiba o Sr. Aprigio
qoe, leigo como sou, na* materia jurdicas, pude
conhecer muito* dos mnilisstmo* absurdo* qoe pro-
feriste* nesses momentos aziagos para vos '. [.embro-
me, por exemplo, que vos persunlaodo o Sr. Dr.
Loureiro o que era direilo commum, v* Ihe rei-
pondesteshe o direilo comido na ordenarles
Santo' nome de Jess Qoe porteiro ahi dos audito-
rios ignora que o direilo commum he direilo ro-
mano ? _E o que nao disse em direilo mercantil ".'".'
O que nao dira qualquer cacheiro de taberna, con-
forme logo se vera'. E a soa proca oral '. Oh I isso
he o sesguipedalia verba mais vergonho que lenho
vislo .' Ao subir a' cadeira, Sr. |)r. Aprigio con-
verleu-se no Jnpiler da I liad* e loca a laucar
chispas e bombas por lodos os ngulos do sal3o .' Era
o estourarda tempestado em nonte de esli! Era
o vezuvio em seusarrblos faiscutes Nos grossos
lurbilhoes de fumo que Ihe sahiam da garganta,
barafostavam os nemes veneraveis de autores, qoe
elle nunca con\pulsoii se nAo a meia legua de dis-
tancia No despejar de suas arlilhariaa. afigurou-
ae-me muilas vezes o bombardeamenlo de Sebasto-
pol Que trrenles de inepcias Ihe nao cahirara dos
labio* Por ultimo disse que na revulucao de 1831
(riurapiiarem cumplelamenle os principios queac-
"f Com
dos
COMARCA DA BOA-VISTA
10 de'marco.
Ha hoje justamente tres meze, que Ihe endere-
ce! a miuha ullima, tendo decondo tao longo lem-
po, sem que desse l;mm copia de unm, porque,
leudo o compadre Xiquinho feilo vlagem ao l'iao-
hy. foi agora que chrguu. e achando'ae o sen in-
lallivel caslanliinlio muito elropiad, e magrinhu,
nAo pode elle anida fazer saluda para adqorir nu-
tic.T, que Ihe possa dar ; todava, como elle bas-
palavra, e poslc- a vujos. appruva se.
Approva eii/Tei^ltjHpacussa,! os prnjectos ns^.l ''"
11, o primeiro que approva o compromisso da ir^
mandade d S. Sacramento de S. Loorenco da Ma-
ta, e o segundo, que crea orna aula de c'ommercio
nesla cidade ; e era primeira o pro|eclo n.-14 deste
anno, qoe approva o compromisso da irmandade de
S. Miguel de Ipojura.
nirando em primeira discussao o projeclo n. 11
do anno paseado, que c, ncede aposentadora aos of-
ficiaes do corpo ,1* polica, fica adiada e com a pa-
lavra o Sr. A. Cavalcanli.
A ordem do dia para amanhaa he a segunda dis-
cussao do projeclo n. 11 e 14 deste auno, e conluiu-
acAu da de hoje.
Nao Ihe dou igual prova de luexactdAo a respti-
- l'a'oJ*-
le em Serinhaem no rngenho Rosario,. por emr
pelo piiiihn delle a mesma verdade que eu escrevi,
merecem.
Deixo de Iralar da conferencia eom o* Sr*. Dr*.
Aqoino, Pereira do Carino, Sarment, V. S. e este
sea criado, por nao ter a mnima referencia a que*-
IA, e haver V. S. se servido della smenle para
baiulha-la.
Ireixo igualmente de oceupar-me com o trecho no
qual V. S. me accoja de desabollar os meus colle-
gas, por haver-lhe j respondido a isso, como devia,
e nutrir plena conviecS de que me farAo justica,
nao s por me conhecerem de muito lempo, como
por verem que essa aecusaro he t'eila por V. S.
cheio de culera, despeitn e amor propriu, que ludo
nvnlara' para indispor-me cum elles, a cujos olhos
nao passar,i'de nauseante intriga, arma favorila de
qoet.i nao lem razao.
Oulro lano nAo pode V. S. dizer de si, qoe nAo
saliifeilo allar-se, ha procurado rehaixar urna respeilavel cor-
poraran medica, de quem recebeu a halnlilacao ne-
cessaria para corar enlre n* !
.Nao repelirei a maaeira porqae fui introdazidn
na caaa rio seu rioeme, de quem lomei conla, porque
Li lambem que o Dr. Hernn!, in.p.cie* ,,M,|
dos bospitaes de Munich e Berker era Berlna|a tra-
tavrn igu luiente dos symptena* primitivas a *-
caaidarius da lyphlli* sem mercarlo, tirando sempre
muilo proveilo desse syslema na primeiro a alga,
ma* vezes do segundo case ; qee nao ** pede aavi-
dar que a* molestias venreas careas-** *eni erra-
rlo ; qoe a rapidez e segu-anea da cara etIJJa na re-
laeao eom o repooao, dieta, e a..no que aa Luesa
observar ao* deentes durante o tralamenlo. ja* a*
recahidas depoi* do empregafljat aniphlogitlieu* ssa
menos grave* do qoe a< qu* surcedem no Iralaaaeale
mercurial ; e por fim aeeretcenlaia qu* em l'orlagal
depoia qu* o* mililares a man paaaaa* da par** ala
tratado da siphylis sem mercurio, us >mplaaa* *-
cndanos Ao menos freqaenle** eem'especial i a asta
as effecres ,n.s ossos.
Bem vejo que V. S. aborrece as citaroe a Iraao-
cripces: poiem a mim praz egeir os grande* a*ea>-
tres e pralicos da s.'iencia ; no pono presciadir da
auloridade delles n'um* discussao ecienliaca awr
"-ia qoe V. S. procure radieularnar -
fieando cerlo de que luda* as suas nervada* aetia* ra.
verterAo s-lire si mesmo.
Ja antevejo que V. S. lera' arrumulado Ma
halaras grande copia de insultantes prajeelia
disparar sobre mira ; mas .liante de sriaelhaala dad
carga, nAo terei remedio se nao voljar as reata*.... a
fazer nm* honrosa retirada ; porque Bata *el balar-
me com taes armas.
Entretanto releve-me o respeilavel publica da be-
V. S. diz que nAo se importa com isso; nem o qoe ver necupado a soa benvola attei.rao ei__
elle me disse, por j ler dil quanlo basta. aumplo lAo nauseabundo, lerobrano-** de aja* a aa-
Diz, pi.r.-m V. S., n'oulra passagem das suas bel- j so lem sido obrigado pelo Sr. Dr. Rama.
las prodocees, que quando delle ae enearregoo pa- | Seu alenlo eollega
ra trata-lo, achuu-o deilado n'uma marqueza, sem Or. Ignacio Nery da Fi
poder vestir as ceroulas, porque tinha as pernas, o Recife 30 de marco de 57.
rosto e os bracos eeberto* de ulceras, sendo preciso1 P. S. Esla eslava feil* na lypngrapliia qaaads ap-
ipara dar alguns passos llrmar-se nos hombros ae \ pntceu ua Jornal 4o Commercio ** eorreeps-
duas pessoas; nma ulcera no globo de um olho, p deuc'a a que se refere o Sr. Dr. Ramo* na sa* carta
urna cephalalgia intensa qoe nAo Ihe perraittia sofregamente publicada no Diario de 2 da rerrenle,
tima hora de repouso n ; e que quando deixoo de | allribuindo-me a paternidade della.sem saber rtl.i.a-
lrla-lo eslava elle em lal eslado que caminhava guir aslylos e comando a alona, sorneule poraae
lAo bem qoe dava longos passetns, a dansava a scho- a afTIueiieia de trabalho* me tinha inpedida da arar
lis e walsas e apenas Ihe reslavam a Igu mas ten- aprsenle a lempo no prelo e ler o redactar
das uns ps o mAos, que linham sido rebeldes ao Ira-
tamenlo. porque o doenle, senlindo-se melhor, enm-
mellia algn* abusos conlra a* suas recommeuda-
cOes, mas sem mais dr em parle algoma.
Que eu o vi qoasi (contina V. S.,\ e disse o qoe
quiz, porque esperando realabelece-lo era pooco*
da*, conlava cobrir-me de looros e V. S. de vergo-
nh*. Jas que o meu calculo sahio nm pouco usa-
do, porque lendo receilado pela primeira vez o do-
enle a 20 de fevereiro, ainda est oa mesma, pois r
' ea Ihe conde; melhora; e ennelue exclaraaddo: .medicamentos prescrinios oor V S
es-
ii, ii
C-T>mmttttica&o.
priraeir* parle l""am "o raovimenlo republicano de 1824!
i.-ussao ao pr- enel10' cusla a crer, que o Sr. Dr. Aprigio chegasse
a esla mouslruosa cunclusAo A confiderac.iu do
equador Iriumphando em 1831, quando nao houve
se nAo mudenca de pessoa do monarcha, e. nao do,
rgimen! E he este o homem qu* quiz, e ainda
qoer, cout/uistar urna cadeira na Faculdade de Di-
reilo Felizmente o seu comporlamento ulterior
temjustir- |e o rra-fet da rongregacAo I'"""1"
cu.-uo |,N ,tanu,nle nessas expi S,^_' d8
. coiera, eni tos ^0**
ontinuai, porcmarSr. Aprigio I,ancai sobre mim
' vomilos negroe^qne quizerdes ; mas fleai cerlo de
1 > oahei,,e reduzir as vossas legitimas propor-
eo u.ii.io ., saliera' qu.l de nos dous he mais
sae^ lego e mais... o re.lo logo direi depoia da Se-r
man Santa, durante a qual encommndarei a'
Dos lase impo, que diz n.lo acreditar no* meus
suUragios.! Isso mesmo prova a insipiencia iney-
elopedica disse pobre mocc- !
Recife, i de abril de 1857.
C'onego Pinto de Campos.
oxala que nAo lenha eu de consumir para conjluir
acora, igual lempo ao que V. S. empregou desde
o coraeco al quasi ao lira. Nos qoasis he que est
a duvida '
He roa de dov da que V. S. nao patetttea os te-
los, como elles sAo ua reslidade; e que para depri-
mir-me n.lo poupa meio algom. Ora, pois, V. S,
desereveu o e-lado do doenle quando loraou conla
delle, e quando o deixou. Eu agora vou lambem
expiir o esiad.i em qne o acliei, aquelle em que el-
le se acha actualmente.
Depois qne fui inlroduzido na sala onde eslava o
doenle. achei-o sentado n'um sof.i, lendo muilo,lo-
gares dos ps e mAos c.herios de pequeos emplas-
tros, e ao apmximar-me delle, deo- is dos recpro-
cos comprimenlos do cosame, pesiando lugo a exa-
mina-lo, observei que alcm desse emplastros que ti-
nha sobre a* numerosas ulceras, soffria mais de urna
dr n'um qaadril, qoe Ihe lolhia os livres movime-
los daquelia parle ; de raudo qoe, para dar alguns
passos mais longos, era misler arrimer-se sobre um
corpo eslranhn : alias se fazia em muito curio
pajo. com diflicaldade e lodo inclinado para
lado.
Das ulcera* que Ihe nolei nos ps, mAos e pernas,
urnas eslavam inflammaila, uulra nao, e algumas
coberlas de carnes esponjosas ; alm do mais que
fui notando e descobrindo no doenle, e qu* mai*
adan!., indicarei.
Hoje), patea*, o doenle e lera doa* ulceras, urna
n'um p e oulra u'uraa perna ; ambas em eslado de
nAo permiltirem ao duente andar calcado, nem ain-
da andar livreinenle. t
Do quadro aclual se v, lodavia, que elle conla
vantagens reaes a olhos vistos; e nao as que notoo
V. S. quando tinha ulcera nos ps, mAos e pernas, e
n3o podia andar. (>aem duvidar do qoe levo dito,
pode ir ver o duente.
Vamos a analyse dos meio* therapeulicos por V.
S. empregados, a cujo respeilo diz V. S. qoe recei-
lou os mesmos, e passe por alto nesse ponto par
nao confessar a minha inopia. J
Bem dizia V. S. comprehender que o meu sile.
co nesla parle era filho da modesiia, e que nAo-i-
nnha oulra cu soa pooca pratica e o seu errado tratamunto. Co-
mo, purera, V. S. insiste nesse ponto, dir-lhe-hei
agora ja'que assim u exige, que V. nAo Iratuu o
doenle como devia, < segonno o estado actual da
scieoeia, no que moilra|complelo alrazo.
As theorias sAo muito boas quando dellas se *abe
fazer a devida applica;ao em lempo e occasiAo op-
porluna ; o que demanda um longo tirocinio.
Na .na ultima missiva, diz V. S. qoe em ludo
estavamos conformes, menos quanto a caolerisaco,
porque o lenle uAo quit u|eilar-se a ella eom
recelo das dores que podia sejjraa, qjs ulceras cu-
rias ,1 earo.s v !re< e espuiijiMkv^1 '
Ora, meu collega, como havia o doeale de senlir
dores as carnesptridas e esponjosas, e ter re-
ce de cauterisaca.i, sera conhecer seus elleito*.
Passemos as sangueehugas, euja applicacAo Iba
pareceu (ao absurda e incomprehemivel em vulla dej
oleeras, ele.
Se V. S. quizesse, bem podia lirar-se desse W
barajo, recorrendo mesma phvsiologia e Ihera-
pertic.i ; mas preferio fazer este nleio, e fiogir nao
comprehender. Eu vou faze-lo sahir delle.
yAo sabe V. S. que as bichas m ppqnAno nume-
ro ou sangrando pouco sAo excitantes, e qoe *an-.
arando muito ou em grande iiuanildade o debi-
tantes .'
ra.lo em publica-la. Paciencia .' Consola-taa a coa-
sideracalo de que he o Sr. Dr. Ramo* o ateaw* babi-
lilario para jolgar-me.uAo por ser parta aa ca**,
como por se acbar lodo inflamiiiado de ada e rede-
ra conlra mira.
Illin. Sr. Dr. Ignacio Nery da Fouseca. Em rea-
posta a sua prezada, lenho a dizer-lhe, qa* teada
sido minlia av atacada de urna apopletia aa aaaa
paseado, charaei a V. S, para Ir tala, ao qa* V. S.
preslou-se. Depois estando ella ainda esa asa aa
leva aaa aova
eontuu-me sempre o que vou
lante indagador,
dizer.
O jury, quelhehavia cu noticiarlo, devia func-
cionar no lerrao de Cahroh no mez de Janeiro, go-
niu, porque o primeiro jnryqaetiver de funccionar
alli, lera dente de eelhe; dizem, qoe s ainda nAo
lioove jara.ins naquelle termo, porque nelle quer
apreentar-se o Francisco Nunes, cujos prenles
pretendem a todo transe livra-lo. A historia d ju-
ry gurario lie a seguinle :
Nao prclendia o juiz de direilo fazer;a[ciinvoeacao
daquelle jiry ; mas a Torca de grandes instancias
dos prenles d Nunes, oflicioa ao juiz municipal
daquelle Ierra, para que uzease o sorleio. Acun-
teceu, purera, que este juiz nao eslivesse em exer-
cicio, mas sim no gozo de urna liccuc.a, foi o oltleio
ler as raaos do primeiro supplenle daquelle juiz ;
este, aehando-se ineomrao.lado, enyiou- ao segun-
do supplenle, para esle dar-lbe eXeeoejaO ; que
com elTeiluexeeuloa, convocando os jurados para o
da 3 de fevereiro. Sendo purem o juiz de direilo
informal rio como, e.por quem fra feilo o sorleio,
ordenou a sua revogaedo, dando como ralla, o ter
elle sido operado por autondade uicompelenfl. pois
devia ser surte,do por um\lo substituios do juiz de
direilo, e nAo por um dos dvjii
como nao se egolou a lista dus c;
lu pois esta a sorle ,|0 jury daquelle termo, cujos
infeliz** presos aillo condemnado. a solTrer urna pri-
sa> inhmia, se a sua sorle, porquaulo, desde que passon Cabro-
bn a categori* de termo, anda illa funccioi.oii jar)
all. Rnsna-se, que os presos querem faser urna re-
preienlacAu^ ao governo nesse sentido, afim de ver
se do alto lites veem alguma providencia, que me-
Ihora as suas con lices. Com effetto. he urna linha
desla comarca ; ha dez aun. s, que enlron.nella de
nAo por um dos dsprn monieipaj, vislo
ifaquelle.
para con-erva-lo he micier pas
sarloilaa noilesem airedar p. Supponha-.e ago- juiz de direilo o Sr. |>r Lobo 'esleve 7 ai
r. que cada am conhece o seu lugar ; continuara'
anda afmatelo de conquistar oulro melhor con-
linoira, esse Ineommodo de ser cada um guarda ma-
balavel de sea posto ? sera' pos.jvel que se venda
liascem, vlvam e*ronilidM. Por quinto, endo eales mir namaro de billieles duque hade assenlos?
eiiinlumeiilns pro labore, c estando a* quotas dialrl- Ja se vi. pois. qoe a nossa idea nflerecemlii lo las as
boidsa na rza do orrlsnados lo eda um dos en- vansima, nAo lera o menor inconveniente, nem pa-
lirigado, dalii resulla que quando ara empregado r* o Ihenlro, nem para o publico,
ubalterno lem urna quote de I5000n oalrodte*. | Pap*eaca. o que religilo lem feito oe-s*
nesse longo espato apenas abr um jury no termo
do Ouricory. Enlrou o nosso. hoje, juiz" de direilo
oDr. Sou/a Res, e ja sao decorridos 3 anno, e
ne-e espaco de lempo func.ionou ojuryporduas
vrta) cm Boa-Visla, e urna em Ouricurv, sendo esla
presidida p'l juiz raumc'ipal llalli.
Ora, por esla narraca ja ae deixa ver, que nAo ha
Jiuheiro mais mal empregado do que o que a naca i
dep*nde com oajuizei de direilo des infeliz co-
Que e odei* a qoem no delesia, que se procure
mesmo algum darano aquelle qoe nos causn mal,
aquelle com quem vivemos intrigan, nao he bom
por cetlo, vai de encontr as sabias maximaa do
evangelho; maas.rapre (em um transeat, pode aer
om pouco desculpavel, poia o contrario aeria um es-
forc, urna vi'lDde. e nm lodos o. llorarais sao vir-
loosus. Porm olTepdrr a qoem nnnea no* causn
mal; detractar c calumniar a quem lalvez nunca de I u
nos se lemhrou. he em vrrdade um proeedimento,
nAo simplesinente censuravel, mas horrendamente
torpe, e a prova mais exuheraule de um carcter
prfido, de urna lingua raalditentr, de um curaca i
venenoso.
Nesle caso esla' o espectador iuvisivel do Liberal
Pernambucano n. Depois de fallar de orna corpo-
rac. inleira, de linear o odioso, de alrar doesios
sobre a assembla prnvincal na lotalidade de seas
tnembros, sem ao menos empregar a usual phrase de
salvas honrosas excepcAes com que procuram
disfarrar-se com o manto da imparcialidade ainda
os mat refinado* .- manhosns detractores: depois
de ludo i.lo, amia nao esgolado o fel da mordaci-
dade, lanca-se o espectador, ou entes espeladnr, so-
bre um digno moco que se ac'ia ausente, e fere sua
reputara do modo mais Hesapiedado porque fere-o
na ausencia, e miquillo de quo um esludanle deve
vivar mal ciososua leputacA de capacidade.
Kefirn-me ao Sr. Jouquira Pir'*' Carneiro Monlei-
ro, aldanle de engenheiro da lenarlicao das obras
publicas, e actualmente era Paris.
Este moco, depoil de esluriar alguns preparatorios
de que fez exame na academia, enlrou gratuita-
mente como ajodante de engenheiro na reparligan
das obras publicas ; depois de mu,los mezes de | ra-
uca, foi Monteado efleclivamenle para o dilo logar,
era cujodesempenho se moslrou solicito, e era lAo
assiduo. que nAo obstante a impertinencia de urnas
intermitentes conlrahidas nos paludaes da estrada
da ponle dos Carvalhos, peisevrava nos respectivos
,rab8l|..... a ponto de pedir eom uraa grande in-
flammacAo no ligado, da qual foi necessario ir curar-
se a' Europa ; onde nAo quiz ueixar de aproveilar o
lempo da lieenca que ohlivefb, empregando-se em
dudar as materias de sua prolis.a. A assembla
provincial, a' vista dos atleslados e mais documen-
to, que elle aoresenlou, coticcleii-ihe em 1855 ilons
anuos de lieeiica, pura e le continuar a estudar em
Franca. Essa licenca terminara' em juuho e elle
prrisaiirio de mai rios anuos pare ultimar seus es-
ludns. de novo requer a' assembla a prorogaeao da
licenca.
Como esla' pendente da asscmbli a concessAo da
licenca, eis que o csiiertador, querendo torpemen-
te vingar se do pai na pessoa innocente rio filho,
procura prevenir o juizo .1 1.1 illu-irc crpiraco,
pinlanrro-o como ura moco destituido de habilitanies
e de me anacida le, e negacAo para as lelras (ue
miseria !
Allirmo-vos. senlia/es especladores, que o Sr. i
Jo/quim Pires Carneiro Monleiro nAo he o moca
que dizeis : assevero-vos, sb palavra de honra,
que elle he um mogo do habilidade e estudioso. Per-
gunlai a quamas pessoas alias respailase**, lem rin-
do'da l'aris, e que la o viran); e licareis informadu
do modo porque elle alli se porta, sabereis da renu-
tacao qne elle goza, quer quanto a inoralidadc,
qur quanlo a sua capacidade inlelleclual. I) seu
trato pulido, a maduteza do seo pensar, a eslima
que geralmenle goza, satisfazem rnraplelainenle aos
lions l'ernambucanos que all vAo. Bem conhecidos
to muilo que ltimamente lem de I voilsdo :
Interroga! -oa, vo peco, e cerlificai-vos rio que aca-
bo rie dizer : delles lenlio novido muita vezes.
Se instiluiroes lillerarias e scientificas da Franja
sai como lodos saliera, as mais acreditadas, nao vi
merecerao pouco os rinrumonlns que elle aprsenla.
Pon poderia ele ler entrado para a e'cola de pon les
e calcadas sem ler passado por exames rigorosos as
materias que conslitiiem o t.acliarelado era leltra*.
NA sabis quaes ellas sejam, perganlai, iudagai, e
depois fallai.
Bem cerlo, porm, esloo de qut- a assembla, com
a illusIracA que Ihe he propriu, nAo se deixara,
levar pelos desejos, e maclunaces do espec-lador :'
ella rabera' completar a sua obra, exleuden do a'
mAo a' um seu fillio, que vendo nAo illar-llie
muito pera ultimar sen* estado*, pede-lhe um pe-
queo auxilio para poder vollar a *os provincia.
cuja ereseeule prusperidade exige grande numero d
boas, e habilitados engenheiros, de que linda leraos
IA grande reconheeida falla.
Slilsif*,
lllm. Sr. Dr. JoAo da Silva Ramos. Li as suas
dms carias publicadas no Diario de 23 e 21 do cor-
rele, e com qoanlo nAo eslivesse di.posto a alimen-
tar urna polmica que sem duvida j havia de ir
cansando tedio as pessoas ensatas pelo gesto acri-
monioso com que V. S. a havia adobad, segundo o
eu paladar ; todava demoveu-me do meu proposito
o considerar qoe continuando V S. a insullar-me de
urna maneira lAo brusca e desabrida, nao devo re-
colher-me ao silencio sem repellir. como poder, as
suas virulentas acgressqas e dialrihes que nAo de-
vem ficar sem resposta ;e ja que V. S. me arrastra
para esse campo, forcnin he acompanha-lo, se bem
que nAo possa baler-me nelle com,armas guaes as
suas...
Vejo, polm, que o seu plano consiste em julgar-
me por si, all ibiiindo-me adulleracAo de fados ver-
dadeiro que V. S..be o primeiro a negar, e falsi-
dades de o/ue V. S. h quem reveste os seus escrip-
los, apregoa. nAo s pelas toja, se nAo lambem
por loda a parle antes que eu Ihes atiril.ua isso eom
mai razAo.
E afinal as.enl lalvez V. S. que Beata viclorioso
escrevendo em ullimo logar, sem duvida porque
leu o dilo de um historiador ingle/, queo poto he
sempre da optniao do ultimo orador*
Mas, lembre-e o Sr. Dr., qoe ha muila gente sen-
sala que nos julgue ; e qne nAo est collieudo louros
no natal da umversidade.
l'ermilla-me pois que decline da *ua auloridade,
assim qoanto a queslAo de faci, como a queslAo
medica. Quanlo a primeira, porque nAo o jolgo com
mais direilo a ser acre litad do que eu, nem juiz
compel,ule da verdade, e qoanto a segunda, porque
i,5o o pode ser em causa prnpria. D se pois a res
peilo, se quizer ser respeilado !
Dad esle cavaco, como la' se diz, enlrarei de novo
na qoesliu de faclu, relativa aus Itosea* doenles, nao
ja por V. S., mas para melhor esclarecer o respei-
lavel publico, qoe he o nosso legilimo^uiz. '
Diz V. S. que eo negu haver dilo ao doenle qoe
o Iratameiil por V. S. prescriplo era nocivo ; por-
que o mesmo doenle Ihe dissera,depuis da minh vi-
zila, que linha mudado para um remedio que nao
Ihe eausaria os males que algum dia leria de sentir
por causa do mercurio, que interrogado por V. S. se
esse receio Ihe havia sido tn/undido por mim, nada
Ihe respondeo ; e que se assim' nao fosee, elle me
desculparia, para nao ver o seu salvador falsamente
aecusado; mas que ouvindo mais algumas pessoas
leve V. S. a infelicidade de obler a certeza de que
en fallei em seu desabono ele.
Ora, meu collega, onde esla' a forca de sua lgica!
como qur V. S. rierinzir de principios falsos con-
sequencia* verdadeirai '.'
I'ois nAo conhece V^S. bem de perlo o doenle ?
Nao sabe V. S. que com quanlo seja elle um moci>
le familia distincla, bem educado, cninmerciaulc.
alaque e nao achando eo Y. S. em casa l__
para Jsbualao, procurei o lllm. Sr. Dr. Jaita da Sel-
va Ramos, para ver i doenle, e elle sa piastsa a
meu convite, continuando nu tralasnenlo della ate
qae ella morreu.
Ha o qoe posso dizer, pode V. S. fater desla a ax>
qoe quizer : no mai* ditponha V. S. da prsatttasi
desle que se preza ser de V. S. muito lienta a abri-
gado.
Jos Francisco Marlins d* Veaaiaa
Recife 30 de marca d 1857.
Srs. redactores. Verificando eu e p* mea* ssat-
gus, no acio mesmo da eieicAo, que a t da swveanarn
do anno pn-xim lindo, te Unga proceder aa traga*
zia de Jguarsssi, qae o livro da qoalilicacl porga*
sa eslava fazendo a chamada dos volante* tinha si-
do cumplelamenle falsificado, ea depr*veila da
roanle* do partido liberal ; rwalvatna* para bem
documentar o protesto, qaa haviitno* fele cernir
aquella fare.a eleiloral, lenlar ama velloria jnnaatal
no referido llvro, fim de juutarmos a allevarao asan
prova evidente de tal falsifi-aeao.
Nctsa iiitencAo, o mea amigo, Dr. Antanta TrwWta
de Serpa BrandAo, requeren om rame peraaie a
juiz municipal daquelle termo, o qual davritsada
da toa competencia par* admillir o reqoerido. a-
visu-nos para um dos jalze de direilo da leamia.
Recorremos en ido ao Sr. Dr. Alejandre Bar
que se dignou decidir que u referido jane
pal era competente para o deferimeolo aaa fe.
direilo.
Apresenlado esse despacho, o Sr. Dr. Adelina aser-
rn! o dia 13 do crrenle para ler Iniar a euaaa pe-
dido, ma sem nenhum resallado, porque a hvra cas'
quesiau au disimilo no archivo da cmara muni-
cipal, onde devera estar guardad, a nem em mo da
juiz de paz em exerdri ; ni* tul Iraiido a aaataa
ca. Novo prazo, portento, foi maread*, o a 17, de*
de audiencia, existi ainda msate luaaisiq. era*
sa repeli nos dias 21 e 27. em que s* detarminaram
aodiencia* para semelhanle fim.
. O caso he qae o litro nAo appareeea, qa* aa este
v|es|iuid, ou occullo, provavelmenl* para qae na*
appareja essa importante piara a tempera da eele-
bra elaicjlo de Igoarassu, que a coltegio eleitsr*!
de (tirada houve por bem aaiu-riomr !
Todos esses manejos mano* propriu, tanta me lem
indignado, qne nao poso deixar de inleirar a pa-
b ico de mais essa violencia qne, contra as Hiato
diretlos da opiiosicao de Igaarars, sa acaba ala r-*
em praliea.
Os homens honestos e riesapaiionari** qae lar-
mera um juizo verdadeiro acerca desla e airas r-
currenc*, doe tanto tem eelebnsado freueezia da
Igiiaraaso", qae, em qaanlu a nos, anda lenta* na
""co ullurin .a>r*a nansa quillarde, ew,.
(jmsquelxa faremo elTegar eo Exm. Sr. eaatse-
Iheiro pre.idenle .ta-tHsvineU. e anima rae a epa-
ranS' lH,qalila9llc* no* "'' foi la.
da 1857.
Manoel Pereir* de Mora**.
nascido e criado nesla eapilal, lidando sempre com
genle polida, e por isso com a necessaria delicadeza
para n.io ofleorier o melindre de V. S. nem o meu,
lodavia nAo lem o conheeimenlos precisos para
p.ider dislingoir o que Ihe faria bem nu mal, e por
conseguinle n3o poda dizer-lhe seraeffianle cms '!
NAo se reeorda de que elle se queixou a V. S. de
sentir muita enmichio pelo corpo.de falla deappe-
lile, de insomnias e de nAo sei que mais... que muilo
Ihe inc.ramodava, e que, era consequenca riessa
qoeixas, V. S. Iheprescreveu a< pimas d'opio; igno-
rava V. S. que es*e estad de solfrimenlo era resul-
tado dos excitantes ? NAo sabia V. S. o que era isso?
Creio que sabia, mas finga ignorar : por lano, meu
eollega, esla' lirada a consequenca da suahjdmiracAo
I i eslado rio doenle e ria sua applcHcAo. Loga ha
Ma rie lealdade desea sua iccusacAo ; que por isso
he digna de censura.
Com outro libePo famoso me obsequia V.S. quando
di.-, que posso continuar a dizer pelas lujas e por
culr;:s maltas partes que o doenle nAo lomara um ';'
hanlio, nem corlara o cabello, durante o le- "J"
qoe V. S. o tritn, quando u propri '-, '.'1 ,le.
va ler dito nu,- '-- ^ ,1",,B nlt '"''
... -1 ."-rrnnvSTiHnh.i's um da sim oulro
III,', f (lie C -# L II l
cenia O' -Triara o cabello duas ve/es ; e acres-
llex-ln ',ie fl,,a,"' escrever, me rcvisla de mais re-
VP e gravidarie, para na o fazer fallamente, ele.
eu '""ca ''esle trecho releva pondeiar-lhe, que esse
' ,A cnnselho deva.V. S. tomar para si, pois o que
tassall ar-?''1" '" !""len'e desejn insaciavel de a-
r i"as eiair "' ridiculari.iar me eom as suas aqne-
,,' esses.
Oque ,,
? J en bu dilo
que ,ni
Nao sabe V. S. que lodas a vezss qoe um tecido
ou orgAo se acha em estado de torgencia com exilla-
cu do syslema sanguimo geral on particular, flu-
xAo, cougestaes fortes.assim como n'um* phleugmasia
intensa e recente com grande reac^Ao n'um individuo
que lem vigor em si, as sangri-s bem applicadas re-
presentan) um papel muilo importante e o*cssro'.'
ti o que fiz : n'uma. ulcera appliquei bichas em
pequeo numero e a snlacAo de mralo de prata ;
n'outras em maior quanlidade e as onliphl.-i&air.is,
ora directo* ora indirectos, e oulras vezes combina-
dos com oulra substancias alterantes, afim de di-
minuir o seu estimulo na parte em que julgava con-
veniente essa applic.ic.lo. %
Resolva pois, a visla do qoe lenho demonslrado,
qual foi a physiulogia medie de qu* me servi.
rudo o mais que V. S. disse, nAo vem a propo-
sito, e s serve para cobrir o papel de palavras es-
cripias a esmo.
Pelo esbocoque V.S Iracou.vejoqoe foi Iralar de
am doenle de siphyle* da primeira e segunda classe ;
sin he, do que comprendido a inflammacAo da
membrana muccosa... e da que comprehende as si-
phyliries, siphylis constitucional, como o exanlhema
iphylilico, as vegelaeOes, postulas, excrescencias,
exasiosas, tumores gomosos, as dores osleocopas e
oulras muilas lesoes.
Ora, pela sua historia vejo mais que o mal se
achava no eslado de agudeza nul.rrilabilidade. Sendo
assim e. geralmenle a mullido que easas molestia no
seu primeiro grao de inflammacAo sejam combatidas
pelos anliphlogislicos ou dilnenles, e depois segan-
do a marcha que vai segurado, se aller'e o Irala-
menlo.
Logo achando-se o doenle no primeiro caso, por-
que nAo Ibe applicou V. S. o devido Ir1 tsenlo
mostrando desl'arle estar em dia com a sciencia em
vez de censurar-me por ler eu abracado os conse
Iho dos Drs. Broussais, Raceborske e dos meus
muilo dignos meslres os Srs. Drs. Manoel Feliciano
I'ereira de Carvalho e Manoel de ValaiAo Pimentel,
e oulros muilos de grande repular-Ao e reconhecidu
menlo.
l'ermilla-me agora dizer-lhe que V. S. nAo eslu-
iluii bem o seu doenle ; porque se tivesse feilo, no-
tara que elle tem mais de 21 anuo,, he de tempe-
ramento sanguneo, tem vigor e se elle sollria de
urnacephalalgia inleasa que nAo Ihe permillia ler
urna hora de ropousa, deveria V. S. ler laucado mAo
dos anliphlogislicos e rie oulros recursos para dia-
po-lo aos excitantes, e nAo ter empricamente r. cei-
lado o xarope rie Larry 2 libras com ti oilavas rie
hydriodal de polassac urna femenlaco de ungento
raerrurial e belladona, depois o opio,caroba, mer-
curio ele, ele.
Oulra verdade devia V. S. reconhecer ; islo he,
qoe dias anlrs de ser o mesmo deente confiado aos
meus caidsdeaja padeca, alem de oulros suffrimen-
tos do tubo intestinal, cujo padecimenlo se revela-
va pela falla de appelle, m.urania e magreza, lano
assim que V. S. para anima-lo diss Ihe havia recei-
lado as pillas d'opio para roncilar o somno.
Esla sua ullima applicacao me parece contra me-
dicada ; porque sendo o opio um medicamento por
excelleueia excitante, dandO-M a om doeute queja
linha falta de.appelite.... lalvez pelos repelidos cx-
cilanles, sem duvida se poderia allribuir esle aog-
menl a eviiac.l i medica'iien*oaa.
^iituicc>e>3 9 peotoo
TRIBUTO AO GENIO!
ACU'JUSCrPE DASCEXA BRASILEIRA.
oiLi.nsTQi3siia:o sektror
40A0 C4:T\N0 DOS S4NT0S.
RECITADO NA NOITK E 31 DE
MARCO NO THEATRO DE SANTA ISAI8L.
Pago ao genio om tribute i.__
Fraco iribulo, mas oa.cid 'i
(Magalhes.Suspiros ffaaffims.l
as atas da fama resoa ten nome,
leu nome, que um'ra de gloria aa* mire*,
I o arle evarcnd.. cunsegue* renonte.
Do palco brasileira ditos* atanare-ha.
leu nome se ouve nss vaga* ane soba
v*a as azi das brisas ;
leu nome I
O* lodu os lados mil palma* t_
S* caso, Caelano, no palco la |
Um ji-lro raiando no nosso horisanle
Nos truuxe mil glorias, portjn lm hividas ;
Porqoe, digna artista, roroe-ta fraata
Os Inoro* ganhidos do genio nss lid*..
De anglico fugo mea estro se anime
Narrando lea lejos, arlisU portento ;
Se o berco liseras na i,recia sablim*.
A Grecia sublime le ergsera um moimrnta :
Com passos aigiatei, srtnla bem nova
La marcha, e derrama verdade enlre vo.;
F.nchei-vo* de orgnlho, brailriro pova.
Que um genio bratilio ra ergo* ealre ana,
Com pobres encomios, actor rerebai-aa*
Eu ei, qu'enlre elle o meo nada al l '
Oh I povo* da Eoropa, nrgi, e dwet-aa
Se cato vos tendes um artista igaal? !!!
Dizei-nos, oh lilhns de llalla e ele He Dize.-nos, na- lett.a snMraaV* F'ane*> Dizei-nos oh filho* lambem d'Allemanha,
Bnlannia, dizei-nos r,l|ai l'ortu;ure .
Ninsnem me responde mortal algnatoas*
Uppor-se ao que digo, qu'a voz Ihe Ullera!
()uTi, descernientes da Europa orgalbaaa.
No mondo, Cael.no, rival nao conhece:
Na hislor. brasile. mil gloria, u, marra,
(.om ellas se honrara o povo, a nacaa-
l'or glorias Uu bellas l'invejam iinagnbm'
A par de Caelano monarcha qoe sis ? f
NacAo eonheeids, nsr;*o asea rail..
eqMena aa id.de, creseiri na Milita;
Ue .mor .nim.rio, Rr. Por leres smente tal geoie por lili '. I:
E vos, llr.sileirns, qa'amai l.nln a'rto,
Feliz i.rii.iinjnl i d* vossa naci,
C.ntai essa gloria par lo las a parle,
Pur ser dos artista, o re vossa i
Pequeas encomios o povo vo* lee*.
As glorias pagar-l'as quera ha qu't* atreva ?
I'oi glurias celestes smenle merece,
Um genie gigante, qu* as naves s'eltva :
Na* azas da fama re,o, leo nome.
Ten nome, qu'am'era de gloria no marea ;
l -ri- exercen.lo ronsegue* renumi,
Uo palco brasil**) d.t. monarrha !
J. C. Mjntrir:
NAo notoo mais V. S. que o doeorc.atem da falla
deappelile, senlio inaii.r peso na cabeca e alguma IO THEATRO DE AFOLLO ^UUiMiTtCIt IH
perlubacAo na visla, mas enfraquecimenlo geral e HOSPITAL POUTl ULE/.I.OI VOKES AOS*
n somno interrumpido por sonhos abstractos e de JOAO C.VtTAM) DOS S\NTt>.
curta urjracilocomo de fado se den? Em fim meu
collega,em medicina a praliea e os batea SAo ludo ;
a presompcAo nada.
Toda a modcracAo he bol, qaando o medico cl-
nico Um por mth -,,,, escolher e ejjjpregar
" escolher eion*
asaiaCM Mlpae
- '.'.'..rapeulicos cor.------m#gar
"Pl"'rliino, era dse apropnada a ualuie/a do mSj
i conslituijao do doenle.
1 raland ainda do mercurio devo confessar, que
nA i n sou exclusivista desle medicamento e nem de
nenhum oulro ; e se dise alguma cousa conlr. esse |
melal, foi por ler convicrAo de que no caso em qae
V.S. delle usasse nao foi hem pplicado.e j ler dado | realcar comes seus formse ttraelivo* a*
ozcc$pont>auia%.
Sri. redactores.Stm divida qa* um dos icio*
em loria a parle he o mesmo
,. a escriplo, e oala fizesse V. S. oulro lauto.
dil- r iat '""' <'ae "" '"," doenle foi por aere-
sen cure sua* oalasj*, e se lomei a men cargo o
sil ''vn' ^"' Pdido e por ve-lo em eslado de
i'a S|n *' ''"* n,ea, '''os soccoros e esforcos. Creio
em reg' e*l*,r" "ol1" direilo, e que tenho obrado
c .'*. Di eirla que abaixo val inserta, vera' V.
S. que
o cato di av di esposa do Sr. Qoelroz Fon-
i 10-
i. par-
I
O JJJo-.liu Apollo levcslio-se de ni.gneeeaei* e
, como a vir_em que se enfeila, para asassltr a
-.nl,' Tests, a.iude ua homen.gem v.i cn-
- preitos e captar all-c o,. O fiouleepiria 4a
llumiusd anlecipadamenle, allaslav a re-
oelorno. Os salde e-lavam huuiaiamrnja ar-
ara receberem iii flores animadas itaaWw
' .edade : oh e como era bella va-la., ja f-
|.rupos. j'dispersa-la pelo salla, Mixaaa-
.d.s eom lano enranio a graee, cama a rana
Ttihai de primavera '.... Parece-no **e acs-
a noile nao luiive jatmim ou acuceua, qae aaa I*
ealear eom os seu* lurnosos ttractivo* a* uhtrs
muitii* resiilladns desfavoraveis na* mAos de habis: perfumados d lliealro.
professores. Se aflirmo com mai* energa que os' O *olo exterior do edificio, assim c*mo
aiiliphlogistieos curavara a siphylis, fui por ler viilo lerior, eslava lapizad de dores, qne par loda
dorante os meus prunelr* esludos os genios medi- la riiffundiara urna fragrancia embriagadora.
ros dos Srs. Drs. M. F. Pereira de Carvalho e M. d: ( espectculo escolhido fot insigne tras,
ValadAo Punenlel e oulros no hospital da miserior- Nova Castro, de origem portogaeza ; a rom (
dia da corle oblerem ptimos resultados doa anti- J seja por lodo* mallo contienda, nlo deixo* ca ._
phli'licos assim na syph\ lis primitiva como na se-1 de produzir grandes emoces : lal foi a d**mpa-
cunriaria. | nho da parle I). Pedro pelo Sr. Jola Caelaao da*
Nesse mesmo lempo li na bibliollieea publica da ] Santos. Neila tr.Kedia offerecem e* jag*. ifta dif-
escila una circular publicada era Londres neloa Sr. flcei, que o grande arlisia sabe rsmsTrihloasi a
W. Frankliii a James Mac (iregnr, na qual ipre- ; execular. Os oulro* adores, que junlameaW traba-
srnlavam documentos os mais importante rie casas Iharam, sonber.m mu bem aalisfatsr a expectativa
de iphylilico* calidos em mercarte, e pelos inli-' do publico ; ludo emfim pareca harmsaisar- rara
phlogisiicos c ouiroi excitan les, tornar jocundi i nuil* do dia 36 da atarea. En 41-

MUTILADO


DIARIODI PERNAMBUCO 8ABBADO V DE ABRIL DB
veraoa actM. foram linead eena flore e bou-
nueti, enlatados m fit" bordartii a ouro ; urna vi-
moi n< di esmerado uibalho, em que se liuArtista
suliliine.
Taraiinalaa tragedia, alrivesiaram canario
.luas meninas, oa, para mellior duer-se, dous anjos :
M quiea parlindo di Ursinos Oppostos, se aproii-
inaram aaarllili : a primeira, depois de haver reci-
ladu uns exeellenle versos, collocou-lhe sobre a ci-
bera urna coroa de ouro primorosamente Irabalhada,
a ijunda, depois de hiveY recitado lambem algana
ver-1* analosj, Ihe entregou nin booquel de crivos
brincos, enligado em Alas ricamente bordadas a
ouro.
\s lyras dos trovadores nao esliveram em ocio.
1,'rra bnlhante plMlangu se piem campe, para glo-,
riar artista. A' lesia della apreseiilou-se o Sr. F.
S. Farreira, recitando urna bella poesa que nos leve
por ak'um lempo eita>iados : se^uiram-sc os Sis,
Navarros, ji' bem couliecido como mirm de maila
hibilidade, Sr. Oliveira por parle do Hospital l'or-
luauez. e oulros ralis que deiamos de numerar.
Seguio-ae a comedias Tres Genios Fogosos__
em que os actores satitlueram asirsdavelmenle 0 pu-
blico.
Depois de terminados os traballios daquella no te,
dingio-se o Sr. JoUo C-ietano pira casa, no meio de
urna eommissSo de 16 pessoas por parte d hospital.
e acnmpanhado de quisi lodas as pesnoas, que com-
punham a pltlea.entrejis applaosos e os liyinnosque
enloava alegremente a musir da goarda nacional da
Boa-Vista, e ao eitriinur Jos logeles, que subiam
aos ares. Tndn islo pareca annunciar aos habitantes
da nnsaa Venaca, qoe tamhem soubemos dar o rtevi-
do apreco a eaie braxao de glorias, qoe boje ostenta
o Brasil, Disto nao lizemos mais qoe seguir o exem-
plo dos nolMs compatriotas do Kio de Janeiro e
ISihla. ,
l.ogu que eliegou a casa o grande artista, dirigio-
se a' jauella, e notnein de numerosos amigos, impru-
visou alomas palavris de soudacao ao povu per-
naiiihucano, que bem illeslam o elevado grao de
respeilo e ympalhia qoe nos consagra. Assim, pois,
terminaran! os regnsijoi dessa noile memoravel.
Anda que nao sejamos minuciosos, foi de nosso
iiisiincln nao deiar pissar llesapercehidas as ocenr-
rencias deste da, lSn importantes para a gloria do
srande artisla, e par.) nos que assim o admiramos.
>'a nos veslimo de lisonja, pira exagerarmns os
Tactos que- muims presenciaram ; pelo contrario, fur-
lanioniK minuciosidades. Mas como temos ciim-
prtdei o predicado essencial a que nos propuzemos,
concluimos pedindo deseulpa aos leilores de alguma
coma que por acaso deuassemos de relatar,corto era
de nesta missio.
Rcile2de abril.
LisboaBrigue prtate .Viajante, diversos cir-
regadure, M eooron talgados, 12 saceos assucir.
LisboaBrigueportuRoez .l.aia III, diversos car-
ra! iV*" 800 ,*CCM aisociir.
I orlABrigue portuguez S. Manoel I, diversos
carregadore, 241 saceos aasucar, 5 pipas aguir-
PhiladelphiaPalazo americano Forster, diver-
sos carregadores, 60(1 s.ccos assucar.
Buenos-AyresBirciumleza Coiitieallm, diversos
carregadores, 10 pipas agurdenle.
I' "rigue brasileiro Despique de Beiriz,
diversos carregadores, 10 saceos assucar.
LisboaPatacho porlu&urz Maria, diversos car-
regadores, 20 cascos niel, 100 saceos assucar.
LisboaBrinue portuguez Bom Soccesso, diver-
sos carregadores, 10 cascos niel. 15 prancboes ma-
deira.
LisboaBrigue portuguez Encantador, diversos
carregadores, 17 cascos mel.
xoortacao .
Canal, brigue ingles Eslher Aun, de 289 tone-
ladas, conduzio o segunte 2,000 saceos cora
10,000 arrobas de assucar.
Parahiba, biate nacional Flor do Brasil, con-
dozio o seguinle : 99 volumes gneros estrangei-
ros, 20 -arcas caf, ."i ditas arroz, 68 meios de sola.
Barcelona, polaca bespanliola Theresina, de
201 toneladas, condoli o segaiote : 264 uceas
aigooo, 5,100 cuuros seceos.
ECKBUUK1A l)E UKMiAS INTERNAS CE-
RAES l)E PERNAMBUCO. .
Kendimanto do dia 1 a > 9903481
Idemdodia2......... 1:1985969
Sttrie&afce.
2:189J>450
CONSULADO PROVINCIAL.,
Rendiinenio do dia 1 a 2 9:396*791
Mrfi do dil ;1........ 3:021985
124I8S776
;t8.>l AexfO $> pvtio.
Navios sabido- no dia 3.
Canallirigoe inglez Eslher Aun, capito Tho-
maz Kearney, carga nssucar.
LondresBarca ingleza 'Ariel, com a mesma car-
ga que troiixo. Suspenden do laraeirao..
Wtotmr$.
O COMETA EOIIM 1>0 MUNDO.
O comen de I53b\ ou de Carlos 5-, enjo appare-
i'imenlu eaa 13 de jonh prbximo, predisse temera-
luenie Din astrnomo, leva ainvesligaco todos os do-
cumentos que pussaro interessar a opiinAu publica,
l lia respeilo.
Sobre este ponto eis aqu ilguns exlnclos do Di-
riontrio de AUronomia, publicado por Mr. A. de
Gnynavier :
Desde qae os cometas tem sid > melhnr observa-
do, ji nao presefltain aquellas formas extraordina-
rias que outr'ora Ibes atlnbuia a imaginacno exalta-
da dos povos. jolgando ver u'elles os sigoaes da co-
lera celeste.
( Estes corpos vaporosos e ditphanos, queso silo
luiniiosos refl'cllndii os raiosrlo sol, em geni sao
msi mais frageis e ncapazes de produzirem a m-
nima perturbaga* na superliciS c na almosphera do
nosso planeta.'
a A resistencia do _eJJi allrai'^oes planetarias, vccasionam variagdes, tinto
man eooslderaveis na periodici.laJe dos cometas,
qoinlo mais extensas sao as suas rbitas, e quando
mena* se faz 'emir a arcAo do astro central, as lon-
ginqaasj regioeiem qoe essescorpos estranhos vao va
g rosamente coutinuir o seo gyro, depois de bave-
em turnado urna rapidez as vetes prodigiosa,quando
se apionmain do Sol.
Paranla, para e-tes especialmente, nao he
possivel predizer o dia cerlo em que hilo de appa-
recer, a at meinio na aproiimago de alguns an-
uos.
O cmela de 1811 tinba, no dia*15 de outubro,
uina cauda de 40 milhOe de leguas, cuja exlremida-
de se achata enlls a 6 milhOes de Ierra; o de 1770
apinxionoa se al a distancia de 24:0t)n myriame-
tros ; o perto, e finalmente o de Biel ou de (unlieit acbava-
se as vezes distante da Ierra menos de 2:600 rnyra-
melros. Aperar destn proxiroida les,l.ie< rorpos nun-
ca Uverain, desde os lempos histricos, a meoor in-
fluencia nos movimenlos di Ierra. O cometa de 1770
que paasoo e turnoo psssar entre os satellites de
Jpiter, nemsobre a marcha desses pequeos Corpus
leve a mnima influencia.
Devoremos acre litar com una. dos mais sabios
pri'fessr.re*. Mr. Babinel, que o encoulfo deslas
masas di rapures nao producira no nosso planeta
luis effiUv qae o choque de urna an.iorinbi com
um comboi puchido por dez locomotivas a lodo o
vapor t J ^ ____ ._
Seja qual for a tensididfr pai, ***H:j(J|e
litoein a ciuda e ncleo dos camelas, (ero-ie reto-
nli'Cide que ilguns npreanltam uini velocidade dez
ni 1 vest- mw que a dej^nais lories t
em boi physiea, a forrs -tea d eom corpl
sus mass.i, combinada com a sua velocidad i
esta ultima he predigiosa. anda mesmo que"* p1
meira sej quisi nenhuma, a resultante pode ser
gnaid-irarel. Assim deve acontecer com o cuine-
ls a quejo espirituoso aslroiiomo cima cilado,cha-
ma nadas vlsiveis. i Com effulo nAo he cousa sa-
bida que o venios, os ftiriccoes. as maiuueiras.esses
anidas vl'iveis n e toilavia irr que o ar destocado '.' As erupeies vulcinicis, oa
tciraraotot, as explosdes gazosas, e o raio, mo silo
prudutidns tambera por ^molculas, impercepl
que Haladas, nao tem Torca alguma V
Pod porlanlo razoavelmeute suppor-ie que o
choque de enormesma-sas de nevoeirus animados por
urna velocidade impossivel de iraagioar, e por con-
segoinle por una eerla forca, poderla perlnrbar pelo
menos i atmospbera do nosso planeta.
Arago para nos tranquillisar acerca de eme-
l'ianle enconlro.romparava o perigo qoenisso poderia
haver a prohabilidrde de tirar urna sorle prela ni-
ca eulre (rtenlos milhoes de sortea brancas.
VENUS E O FIM 30 MUNDO.
Ao auoilerer ve-se no liorisonle, diz um jornal
de Pilis, o hrilhaute planeta Venus,que veio oesen-
thronlaar Jpiter : de 8 em 8 anuos apparece mais
radiante reflectindo a illuminacilo do sol, e 1857 he
um desees annos. O publico de Parts, que pensu mili-
to ao tm do mundo, presta agora grand-* atlencdo a
esta planeta qoe em 1849 apenas provocara a rnrio-
stdade dos sabios. Ao dia 27 de fevereiro Venus i-
presenlira (uao observamos} um disco nielo illumi-
nsdo como a loa no quaito crecente.
No da 4 de abril apparecera' no seu rnaior liri-
Ihautismo e sen' visivel de da, assim como durante
lodo o mez de marco. Entilo apresenlara' urna meia
loa como este astro quando esta entre a loa nova e o
quirto erescenle. He o tara' um ohjeclo digno de
ver-se, e ji'o curiosos acodera aos telescopios pu-
blico.
No die 10 de niaio Venus e-lar debaixn do sol,
e depois apparecera' oulra vez o crescenle, mas en-
l*o eslara' mais alta e cm mellior pnsirilo que no
periodo actual. He em 1> de juoho que lomara' a
mo-trar se no seu maior brilhantismo, pudendo cnlao
rhservar-*-- mullo melhor de die.
Os cariosos que nao sao da'sciencia, lem rom que
se entreler. 4
(Jornal do Commercio de Lisboa.'
O D-. Francisco Bernardc de Carvalho, juiz munici-
pal supplenle da segunda vara e preparador dos
proiessos do jury, do lermo desta cidade do Reei-
fe, ele, etc.
l-'aco saber, qoe pelo Dr. Alexandre liernar.lino
dos Res e Silva, juiz de direito da segunda vara
criminal desta enmarca, me fui cnmmanlcido ter do-
signado o dia 23 do correle, pelas 10 horas da ma-
nhila, para abrir a segunda sessao judiciaria do jury
desle termo, que Iralialhara' 15 das consecutivos,
havendo procedido ao sorteio dus 48 juizes de fado
que teem de servir na referida sessSo, de conformi-
dede com o arl. 326 do regulamento n. 120 de 31 de
Janeiro de 1852, la an sorteados e designados os ci-
dadaos scguinles :
Fregoezia de San-Frei Pedro 1 lonralve-.
Fesberlo Ignacio de Oliveira.
Innocencio (arria Xavier.
(enuino da Costn Albuquerqoe.
Joao da Silva Faria.
Joaquim Rodrigues de Almcida.
Antonio.Pereira de Oliveira.
Francisco (Jomes de Oliveira.
Jos Candido de Barros.
Antonio (iornes de Miranda Leal.
' Santo A11 iuii,i.
Jos Manoel de Sequeira.
Jos Lopes de Ferias.
Jos Lulz Pereirn Jnior,
Jos Ignacio de Medeiros Reg Monleiro.
Joaqom Jos de Paiva.
Antumo Domingnes F'erreira.
Jos Maria Machado de Figaeiredo.
Manoel Pereira Rosas.
Jos Beroardo do Reg Vallenca.
Sin-Josc.
Alexandrino Caelnno Deolindo.
Manoel Jos Pinto.
Marcellino Antonio Pereira.
<-~. Boa-Vista
MiTienioncalves da Silve Queiroz.
Manuel (.ellio da Silva.
Joaquim^gnaciii de^Jirffs Lima.
ma, para fornecer 6 railheiros de tijolos de
ladrilho, cotnpridos, postos no porto mtiis
prximo a obra do hospital regimer.tal a
30)000 reis o milheiro : e avisa ao supradito
vendedor, que devera principiar a Tazer en-
trega dos ditos lijlos, do dia 6 do corren-
mez, em diante.
Sala das sessOes do conselho administrati-
vo para forneciment do arsenal de guerra
3 de abril de 1857Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
O illa,. Sr. inspector da thesouraria de
fazenda desta provincia, manda fazer publi-
co, que, em cumprimer.to do determinado
em ordem do tribunal do thesouro nacional,
tem de ser arrematado de um a tres anuos,
que comecavam a correr do 1 de julho pr-
ximo futuro, o servigo da capatazia da al-
fandega desta mesma provincia,a quem por
menos fizer ; maiores ou mcliiores vanta-
gdns offerecer em favor da fazanda, e que
nos termos do art. 6* do regulamento de 22
de junho de 1836, o referido contrato andar
r cm praca por 30 das consecutivos conta-
dos do 1." de abril prximo futuro em dian-
te, e ser arrematado no dia 30 do dito mez
de abril, a 1 hora da tardo, perante a Ihe-
soura ia. Os pretendemos comparet;am com
seus fiadores legalrrente habilitados no lu-
gar do costume.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Pernambuco 2 de marco de 1857.O ofllcial
maior, Emilio Xavier Sooreira de Mello.
Tendb esta reparticio de contratar o
fornecimento de bom lijlo para as obras a'
seu cargo, na quantidade, e por lempo qtie
mais convinienleforem,assim como do com
prar broxa sortidas.bnm da Itussia.bandeiras
imperiaesde a 6 pannos, cunetas para pe-
nas,cadeados de Ierro sorlidos, cairo velbo,
dedaes de repuso, eslanho, tio de vela, dito
de algodao, linbo de barca, loiiua ingleza
eslreita, dita larga, raerliin, oleo de liubu-
ca, pennas de ac, papel ilniago de linho,
dito carluchinhoPpennas lapes,pregos de fer-
ro para castado de 4 a 4 polegadas, piassava,
saceos de conducgo.sapatilhos de feno sor-
tidos, tinta preta, dita branca, tijolos ingle-
zes, tinteiros oo estanho, e tinta de escrever
mui boa, ludo para fornecimento doAlmo-
xarifado, manda o lllm. Sr. inspector fazer
publico, que aedrea receber-so-bo propos-
tas nesta secretaria em cartas fechadas, no
dia 4 do correte mez, ateas 11 horas da
manha, em i]ue elfectuar-se-hao os ditos
contratos e compra, comprimi menciona-
reni as propostas somente os precos lisos de
cada um dos objectos
Inspecco do arsenal de marinha de Per-
nambuco em 1.- de abril de 1857.O secre-
tario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Lisboa
O patacho portuguez Maria pretendo sahir
para Lisboa no dg 12 do cocrente; anda
pode receber alguma carga : trala-se com
os consignatarios Novaes t\ Companhia, ra
do Trapiche ti. 34 Tamhem tem excellentes
commodos para passageiros.
Para Lisboa, com a maior brevidado
segu o brigue portuguez ISom Successo :
quem no mesm 1 quizar carregar on ir de
passagem, dirija-se aos consignatarios Tho-
maz de Aqitino Ponseca vigario n. 1!), primeiro andar
Mfti
LEILA'O DE PRIXE PARA Llij!JID.\gA'0.
O agente Pestaa fara leilSo de 12 barris
com optimie,i>eixe xerno.O qual ser vendido
pelo maiorpteco offereciiro, para lechar con-
tas : segunda feira 6 do correntc, as 11 horas
da mantilla, no arma/cm do Sr. Anncs, de-
fronte da alfandega.
185T J____
mSm
J
f,$mwxt$\-J
rilACA DO RECIFE 3 l>E ABRIL AS
3 HORAS DA TARDE.
CnlaQfes ofliciaes.
Descdnlo de letlras9 % ao anno.
r'rederico fobiUiard, presidenle.
P. Ilorgo, secretario,
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3|4 a 60 d. e 27 7|8 a 00 d.
Pnris, 350 r. por fr.
c Lisboa, 95 por $ de premio.
Rioide Janeiro, 2 por 0|f) 'le descont.
Acces do Banco, 40 a 45 de premio.
companhia de Beberibe 549000.
companhia Pemambucana ao par.
Utilidade l'ulilicu, 30 por cen di premio.
< Indemiiisado.ra. 52 dem.
11 a da estrada ..e ferro 20 por 0|ode premio
Diseonto de leltras, de8 a 10.
Hito do banco8 a 10.
fc
(juro.Onc;as hespanholas. Mnedas de 69IOO velhai 6,>O0 novas c sOO. I'rata.Palaces brasileiros. Petos colunin.iri -. a mexicano.. a 289 a 289500 169000 I69OOO 99000 : 29OOO 29OOO 1J860
Hl.l-ANDEl.A. Hendiinenlo do dia 1 a 2 Idun do dia 3 ..... 36:7J2:!l(l 15:13i53l3
52:1579253
(ieraldc- AmfllTodos Santos.
Vicente] Machado Freir Pereira da Silva.
Joaquim Bernardo o> Mendonc,a.
TrislAul Francisco Torres.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
Iirivasiu Prolasio Simo--.
Antonio Ricardo do Reg.
Belmijo Augusto de Almeida.
Patricio Jos da Silva Saraiva.
Candido Emilio Pereira Lobo, j
Francisco Angnslo de Oliveira Barros.
A fogados.
Jos Antonio de Olivis Anlunes.
Sevenno Jos KilgOJJka de Menezns. ^
'"""' '-' i, y .^
Antonio le naci "o^Vco Medeiros.
Jos EslevSo More ra da Costa.
Miirilicca.
llyaopio di S' e Aibuquerque.
^bil Germano aos Santos Pereia Uasloe.
Jabuaulo.
^aVrwo Rodolpho Delgado de Borha.
Taaayiin Pereira Vi.una.
KrmTcTsaejbevraliiiiii de Souza l.eSo.
SilveslisTantas Lima.
Manoel Ignacio de Aibuquerque Maranhao.
San-Lourenco,
Miguel Joaquim do Reg Barros.
^,-,1 Iniliij a | f^iin Tnffper si, bem como a lo-
dos os inleressados em aeral.'se convida para com-
parecerem no piimeiro andir.da casa em que foi ca-
deia, em a sala das sesses do jury, lano no referi-
do di.ie hora, como nos demaisdias seguinies, em-'
qoantn durar a sesso, sob as penas da lei, se fal-
laren).
E para que chegoe a nolicia'de todos mau lei paa-
sar nao s o presente edital, que sera'lido e yflixa-
do nos logares mais pblicos e publicado pela im-
prensa, como remoller iguaes aos subdelegados do
lermo para publica-los e mandar fazer as notifica-
coes necessanas aos jurados, aos culpados, e ai leste-
munli.is que se ar.barem nos seus districlos.
Gidaile do Recife 3 de abril de 1857.
Eu, Manoel Corren Gomes de Almeida. escrivo
interino do jury, a subscrevi.
Prancisco Bernardo de Carvalho.
O lllm. Sr. contador servindo de ins-
pector da thesouraria provincial, em cum-
primento da ordem do Exm. Sr presidente
da provincia, de 31 de marco ultimo, manda
fazer publico: que no dia 23 do corrente.pe-
rantea junta da fazenda da mesma thesou-
raria, se ha de arrematar a quem por menos
lizer a obra do empedramenio do 22.- lauco
da estrada da Victoria, avaliadaem.....
10:9679550. A arrecadacfMt ser feita na for-
ma da lei provincial n. 343 de 15 de ik,aio de
1854, esoh as clausulas especiaos abaixo
copiadas.
as pessoas que se propozerem a est$ arre-
matadlo, comparecam na sala das sessOes da
mesma junta no di cima declarado, pelo
meio dia competentemente habilitadas.
B para constar se mandou aflixar o pre-
sente, e publicar pelo Diario
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco, l.< de abril de 1857.-0 secre-
tario, A. F. da Annuiciacfio.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1.* As obras do empedramento do 22.'
lango da estrada da Victoria, Tar-se-nSo de
conformidade com o orcamento, planta, e
perlis, app.-ovados peln'directoria em conse-
lho, -. apreseutados a' approvaco do Esm.
Sr. presidente da provincia, reconsiderado
na razao de8?500 rs., por cada braga cr-
reme de empedramento em 10:9679550 reis
2 O arrematante dar principio as obras
no prazo de um tnez, e as concluir no de
12 mezes,ambos contados pela forma do art
31 da lei provincial n. 286.
3." O pagamento da importancia da arre-
rnaiaco verificar-se-ha em tres prestages
iguaes, e a ultima das quaes ser paga na
occasio da entrega definitiva, visto n3o ha-
ver prazo de responsatiilidauo.
4. O arrematante no ter direito a re-
ceber o pagamento de nenhuma das presta-
ges no ejercicio corrente.
5 Para ludo mais que nio se adiar de-
terminado as presentes Clausulas, nem no
orgamento, seguir-se-ha o que a respeilo
disppdea lei provincial 11 286.
Conforme. O secretaria, A. F. da Annun-
ciaeSo.
THEATRO
DE
santa Isabel
' jh* ---_
GRANDE ESPECTCULO
Em beneficio
ASSOCIAgAO'
TVPO(iR\PHIC\ PEI^AMBtCm,
Concedido pelo artista Joo Caetano
dos Santos.
Depois de executada pela orcheslra nina bella 011-
vertun, subir a' scena, h ser pela ultima vez entre
mis representado pelo Milita Joilo Caelano. o qual
deve relirar-se para o ral al o lim deste mez im-
prelerivelmenle, o lindiasimo drama em cinco actos
e um quadro,
ARIMA k VIVAN DEBA.
Em seguida o artista Francisco Josn Corris de
Queiroga, em ol sequo loe benfleiadoe, execulara'
em scena
' UM CONCERT DE FLAUTA.
>eguir- c Inedia em um acto,
* JtK.at:z:aQ^jar,>av.
'*" ajrj ,.
S DA EDUCACAO
peclaculo com o duelo do
iHO E A POBRE
C
Ta,-.
ME.
pela senhoi .. Isabel e o artista Sania Rosa, r,e
dignam fazer-nos o favor de repeli-lo em nosso I ,-
neficio.
T.)l he o espectculo que os ai listas heuelieiados
lem haura de oflerecer o illustr.do publu desta
cidade, de quera esperara loda a prolerc.au.
O resto dos bilhetes ochase a' venda na Imana
Universal, ra do Gillegm n. 20, e 110 da do.espec-
iarlo no escriplorio do Ihcalro.
N. B.:Em um los inlervallos do drama, ama
roiiiiiii...in de inembros da associarao ira' pelas ca-
maroles cumprimentar is pessoas nelles exi.tente),
e receber deltas as quanlias: cora que houverem di
beneliciar-nos. *
Detcarregam hoje 4 de abril.
Batea inwtaAun Baldwinmercaduras,
BaWWiogrVzaNauphanleinercadorias.
linca americanaMondaminfarinha de trigo,
l'alaclio americanoChapnianidem.
Briaue brasileiroTherezalumo e loucinho.
^NSULAIH) GEKAX.
Kendimanto do d.a 1 2 17:9873?8i
dem do dli 3....... 5:8l7j)8l5
3:80J099
l.lVERSAS PKOVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 2 .
dem do di, 3 .1......
483S134
I98986
68I992O
DESPACHOS DE EXPOKTACAO Pfci.A MESA
DO CON-s0L*DO DESTA CIDADE NO IMA
3 DE ABRIL DE 1857.
LiverpoolBirca ingleza Oberon, divenoi carra-
gadort, 310 uccM algotUu.
1 pi o a K^t- $t
Para o tiio de
Janeiro
Segur, em poucos das o brigue nacional
Leo, capitSo Faria, para o reslo da carga c
frete, trata-se com os consignatarios Isaac
Cunoc* C.ompantiia, ra da Cruz n. 49, pri-
meiro andar.
I
Ara a Baha
pretende sabir nestes 8 dias o veleiro e bem
conhecido palhabolo nacional Dous .migos;
lem promplo dous largos de seucarrega-
mento : para o resto, trata-se com o seu
consignatario Antonio I.uiz do Oliveira Aze-
vedi, ra da Cruz n. I.
.^ara o Vio d elaneiro,
o brigue nacional Veloz, pretende seguir
com muita brevidado ; lem promplo metade
de seu carregamento : para o resto e escra-
vos a frete, para os quaes tem exceilentes
commodos, irata-se coen o seu consignata-
Jio Antonio Ltiiz de Oliveira Azevedo, ra
da Cruz n. 1.
Perdcu.-se na noito de 30 para 31 de
margo prximo passado, um capote de pan-
no azul fino : quem o tiver acijado e quizer
entrega-lo, queira traze-loa botica do Sr.
I.uiz l'ed'o das Neves, ra da Cruz n 24, que
ser gratificado.
Sera lim Teixeira Bastos, vai a provincia
de Sergipe, deixando encarregado de seus
tiegocios aos Srs. Pastos cV l.emos.
No deposito rccenlemenlc aberlo na
rboira, exisiegrande porcSo de carv.lo, para
vender-se, n3o so em porriio gran le, como
a relalho, promeitendo-se aos compradores
dar-se-lhes o duplo do que costuma dar as
casas que tem este negoci.
Fugio no dia 31 de margo prximo pas-
sndo, o escravo Antonio mulato, idade 30
annos pouco mais ou menos, de boa estatu-
ra, tem falta de denles na* frente, heoflicial
de sapaleiro, mas h milito,he oceupado em
trahalho de carroga, e canoeiro, lem por cos-
t'ime embebedar se, c d logar a fazer des-
sas ausencias : quem o pegar, leve-o a ra
da Concordia n. 26, a sen senhor Pedro An-
tonio 1 cixen-a CuimarScs, que se gratificara
generosamente.
No dia 13 de marco, prximo passado.
sexta-feira de noite, perdeu-se um cavallo,
com 2 barricas de bacalho, do Recife at o
Barro f quem o adiar e quizer entregar a seu
dono, pode entregar no engenhp Pantorra
do Dr. Antonio Luiz Cavalcanti, ou no Reci-
fe, sitio na Moledade, da sogra do barao de
Suassuna.
GrUTII'-ICiVCAO DE 1008000.
No dia 23 de margo prximo passado, fu-
gio do engenho Pindobinha, da freguezia de
Ipojuca, um mulato escravo uc ame Joa-
quim com os signaes seguintes : idade 25 a
30 anuos, he bastante claro, cabellos um
pouco grandes, oanellados, alto, secco do
corpo, sem barba alguma, ps cambados, le-
vou vestido camisa de nscadinho encarnado,
caiga branca, eoutra de algndiio azul, cha-
peo de chtli ja usado : ha noticia del le ter
passado para as bandas d'Agua Preta, em
direegao ao Rio de S Francisco, portanto,
roga-se as autoridades, competentes a ca,-
lura, equem o pegar, leva lo no referido
engenup,'a seu senhor Manoel da Costa Ai-
buquerque,.ou no Recife a Joaquim Manoel
Ferreira de Souza, no pateq do Carmo ni,
quesera gratificado coma quantla de 1OO-3
Continua a estar fgido o escravo Theo
doro crioulo, lio pescador, idade pouco mais
ou menos 38 anuos, baixo, cheio do corpo,
espadaudo, tem minios cabellos brancos na
barba, cabeca e pellos : foi escravo do fina-
do Vidal, ex-carceireiro da Cadea desta ci-
dade : at o uimado do auno passado andou
em Pona de Pedras, onde teve mai e irines
forras, que morreram pelo cholera, e depois
estove oceupado em trras do engenho Pe-
dreiras, serrando madetras : o escravo Tho-
maz, mulato alto, com marcas d>i boxigas,
idade 40 annos, loi escravo de Hilario de A-
tbayde .Vasconcellos, morador no engenho
r"pita>jeTTvTncia da Parahiba, Urido sido an-
x.y*cravo do Sr. Carlos CoerhtrJ que o liou-
(Vr heranga de seu sogro Jos Joaquim de
>ou/,a, .la mesma provincia, aquello fgido
no dia 19 d Janeiro, a esse no dia 30 de se-
tembro do auno de 1856 :. qaetn os pegar le-
ve os a ra da Concordia Q. -26, a seu senhor
Pedro Antonio l'eixeira Cuimares, que gra-
tificara generosamente.
No primeiro do correntc, ausentou-se
o preto Joo de nago Costa, o qual foi do
finado Belem, he bstanle alto, reprsenla
ler 30 annos de idade, anda com camisa do
estopa, chapeo braubo de baela, e usa de
um barretiiiho por debaixo do chaceo : lem
se vislo na ra Sov,- Forlo do Matos, ra do
vigario, aterro da Boa-vista e Passagem, an-
da a titulo de ganhador, e he por isso que
se lem encontrado nos lugares cima men-
cionados : quem o pegar leve-q, a ra da
Cadeia de Sanio Antonio n. 7, qu- ra bem
recompeugado. .
Desappareceu-da cocheira dos mnibus
um cavallo alazio, quemdelle liver noticia
e quizer entregar, leve-o a dita cocheira que
ser recompensado.
O abaixo assignado vendo no expediente
dos trabalhos da a-se:nbla provincial, pu-
blicados'no Diario (jo 1." do corrento, um
requeiimento que o Sr. Jaciniho Alfonso Bo-
telho dirige a mesma assembla, explicando
pertencer-lhe o terreno daantiga estrada de
oilnda, e isto em opposigaoao requeriioento
etnqueo abaixo assignado pede pernussao
para aforara cmara municipal deolindaa
extensflo- dessa estrada,correspondente a sua
ptoprieda.le Conceigao de Beberibe: a estes
esclarecmentos dados pelo Sr. Jacintho, tem
o abaixo assignado a ponderar somonte, que
parece dar-se contrasenso em conlessar
elle que esse terreno foi da amiga estrada
publica, e ao memo lempo sustentar que
Ihe perlence assim como pedir a respeila-
vel commisso, a que esta atlectoo conheci-
menlo do negocio, que ltente bem para os
ttulos do Sr. Jacintho.
Recite 3 de abril de 1857.
Manoel Elias deMoura.
Vende-se
e vacca
Am nhiia das 6 horas em dianle : na ra
de Hortas n. 16, primeiro andar.
iociedade Orpheuica Per-
nambticana.
O secretario faz sciente aossenhores so-
cios, que a direcgo tem determinado irro-
vogavelmente o dia 6 do corrente mez, para
ser realisada a posse da nova direccSo, e se
lomarem as medidas que o estado excepcio-
nal da sociedade o exigir, e por isso roga
aos mesmos senhores so dignem compare-
cer ua casa da sociedade nesse dia, pelas 6
horas da larde, Picando cerios que a socieda-
de funecionar com qualquer numero de so-
cios que comparece.rem.
Irmandad,e do S. S. S. da matriz da Boa-Vs!a.
Tendo a mesa regedora desla irmandade de apre-
seni.i no da 8 do crrenle, pelas 7 huras da mantilla
pichalo do Senhor Sacramentado, nos enfermos,
com lo .1 lo.los os irmaos em geral, pan compare-
cerem 110 consislorio da matriz u 6 horas da 111a-
11I1.11, Hilan le acompanharera a referida procis*sAo :
I oiiirosnn .1 mesa regedora pede a lodosos inv.aos,
que BoariiHilo dar lisuras, que as mande as 6 1|2
horas, porque teuciona sabir com procissAo as 7 ho-
ras da uiuiih.ld. Consistorio 3 de nhrll de 1857. O
escrivao, Jos Joaquim da Silva liuiuiaraes-
Precisa-se de orna criada para o servido exter-
no de urna casa de pouca familia : na ra das Cruzes
n. *>, segundo andar.
Precisa-se de urna ama secca que coiinhe bem :
na ra do Sebo n H9. ,
Os Sis. Mauoel Xavier Correa l.ima, D. Fran-
cisca Sofa Mouteiro, lera carta viuda de Guianua :
111 livrana n. fi e 8 d praca da Independencia.
Precisa-se de urna ama forra para com-
prar ecozinliar, etc ele. : na ra Nova n.
5, segundo andar, ou a fallar no cartorodo
lahtilliiio S.
Luiz Manoel P.. Valcnga com sua mu-
lher e um lilho menor retira-se para Lisboa
a tratar de sua saud e deixa por seus pro-
curadores para tratarem 4e seus negocios a
L'iiz BorgesdeCerqueira. Dr. Joaquim Fran-
cisco de Miranda e Joao Bernardo doR. Va-
lenca.
VOLTARETE.
Cartas para voltaretc linissimas, nao ha
venda senSo no deposito 11. 6 da ra de S.
Francisco, por barato prego ; com a vista se
desenganaro.
Sabbado 4 do corrente, na audiencia
do juiz de paz do segundo districto da fre-
guezia de s. Pedro i.oncalves, as 4 horas da
tarde, se ha de arrematar um carro usado,
de carregar gneros, avaliado na quanlia de
J6&000, penhorado a Luiz Bemon, e para que
chegue a noticia de lodos faz-se o presente
annuncio.
Compra-se um sfa de Jacaranda, pe-
queo e estrello, anda que usado : na ra
do Crespo prximo ao arco de Santo Anto-
nio, loja de Guilherme da Silva CuimaiSes.
ParaLisboi sahe imprelerivelmente no
dia 9 do correute o brigue portuguez Via-
O doce do
59 a.
A confeitaria 39
em Santo Antonio,
totfai*4frc
COP.HEIO GERAL.
As malas que tem de conduzir o vapor bra-
sileiro de guerra/fliatis, com destino as pro-
vincias do Maratfho e Par, fecharp-sc hoje
4 tio corrente, as 10 horas da manhaa.
O vapor Persinunga recebe a mala pa-
ra Parahiba hnje*(4) as 4 horas da tarde.
Fel subdelegacia do Recito e faz pu-
blico, que na noite do 26 de margo foi en-
contrado no caes de pollo urna trouxa com
roupa suja : quem a ella se julgar com direi-
tos, comparcQii, que provando pertencer-lhe
Ihe sera entregue. Subdelegacia do Recife
3 de abril de 1857.O subdelegado supplen-
le, Domingos A Ivs Matheos.
CONSELHO ADMINISTRATIVO'
O conselno administrativo, em cumpri-
menlo do art. 22 do regulamento de 14 de
dezembro de 1852, faz publico que foi aceita
a proposta de Jos Eustaquio de Amorini Li-
HatAO Rio
nciro,
a veleira e bem conhecida barca nacional
Amelia,, pretende seguir nestes 8 das ; tem
promplo metade de seu carregamenlo : para
o resto e esclavos a frete, para os quaes lem
excelletiles commodos, irata-se com seu
consignatario Antonio I.uiz de Oliveira Aze-
vedo, roa da Cruz n. 1.
Vcmle-se o brigue portuguez Rom Suc-
cesso, novo, de prim ira marcha e bem cons-
truido, de lote de 12,500 arrobas: quem
pretender, dirija-se a Ihoinaz de Aquino
Fonseea & Filbo, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa sabe com brevidade o bri-
gue portuguez encantador : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, para
o que offerece bous commodos, falle ao ca-
pitiio do mesmo o Sr. bernardo Augusto Lo-
pes, na praga.ou aos consignatarios Tliomaz
le Aquinol-'jnseca & Pililo, na ra do Viga-
no n. 19, primeiro ailar.
Pata o Ceara vai seguir com brevidade
o ltale Correio do Norte ; recebe carga e
passageiros : a tratar com Caelano Cyriaco
da C. M., na ra da 1 adea n. 1' ;
ompan
Pernasubiieaia.
O vapor PERSINL'.VGA ichi-ae a' carga paria
Parahiba, para onde satura' a's 10 horas da manhUa
po da 5 do crrenle: a carga sera' recebida al '>
5 hora da larde do dia 3.
por preco
Ct.itiitiodu Uii preiu' de
meia itiatie, proprio para
servico do campu ou para
tr tar !c aniiiae.s, em que
esl h liiHtad : ta ra
Nova 11. >0
i Grtfica-se
5 a quem entregar 011 der-uolicla de um caixo-
le viudo do si,|, mu vapor Guauabara ", na
f sua ultima naaem ; a marca do dilo caixole
he a seauinle : V. J. ||. S. cV C. e o lelre-
roJos da Rocha Filgueuas : quem delle W
; poder ilar indicia, dirija-se ao bairro 6 Vista, a ra do Aterro 11. i! ; em Santo An- BJ
Ionio, a' casa dos Srs. Sequeira & Perema, C<
S ra 1I0 Crespo n. 7; ou no bairro ao Recite, ;;
W ra da Cruz n. 13. 9
989 9 .*&*3^9-3@;dS> $98999
IRHANDADE lA MATRIZ DG SANT1SS1MO
SACRAME.VIO l() BAIRRO DE SANTO AN-
TONIO DO RECIPE,
A mesu actual desta irmandade, pelo presente
convida a lodos os seus innilos a comparecer) no
dia 7 do crreme as seis hora* da manhaa, para en-
corporados iicninpaiihareni a procissAo do Seuhor aos
enfermos, que tem de sabir da mesma matriz 110
mencionado dia. Consistorio da irmandade i ,1e
abril de 1857. O escrivao, Tibuicio Valeriano
Bnplisla.
O esrrivito da irmandade do Sr. Ilom Jess das
Chngai, erecta na igrejn de N. S. do Paraso, de or-
.iem da mesa ngedora aa mesma, convida a seus
rharissim s irniilos, afiin de no domingo 5 do tr-
renle comparecerem no respectivo consistorio, as 2
horas da larde, para que encorporados acompaubem
a |ir.icissilo do seu paoroeiro, aqnal leudo de passar
pelas ras, ao sahir, n.,(eo do Paraiso, Roda. Santo
Amaro, Aterro da llua Villa, Mslrii, Vala, pateo
da Sania Cruz, Rosario, Conceigao, praja da Una
Vista ; e de volla, roa nova, Camhoa e paleo do
Carmo, Hortas, Marlyrios, h.cco da .Marisco, paleo
do terco, Direila, pleo do l.ivrimenlo, Queimado,
paleo e roa do cullegm, Cadeia, bcco do Ouvidor,
Cruies, prar;a da lodependeneii e Ouarteis ruaa-se
aos more dores dessas localidades, que haj.-m de liffl-
pa-las convenienliinienle ; lerminnudo o acto com o
sermilo dorostiioe, sendo o pregador o reverend-
simo adre meslre Raphael Amonio Coellio,Tlieo-
doro Antonio de Jcui liorgei, escrivao,
jante: para passageiros, trata-se com o ca-
pitSo o Sr Manoel dos Santos, ou com os
consignatarios Tiiomaz de Aquino Fonseea
& F1II10, ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
-- Precisa-so alugar um moleque : no
aterro da B >a-Vista 11. 11.
KEIJAO' MULATINIIO.
Na ra da Cadeia do Recife, primeiro an-
dar n. 11, ha para vender feijilo mulalinho a
13-3000 a saica. No mesmo escriptorio se
achara tambem a ven la por pregos razoa-
veis cera de carnauba, sola, gomma de man-
dioca, toucinlto da ierra, esleirs o chapos
de pa :. ..
- Vonle-se urna carroga de cavallo com
todos os pertences ou sem elles : quem qui-
zer, dirija se ao aterro da Boa-Vista 11. 14,
que achara com quem tratar.
; Vendem-se 30 pipas vasias na ra do
Cabug, loja de mitidezas de Jos Alves da
Silva Guimares.
MMACO 1NVERNISADA.
Vende-se a annacao que existe na loja
que se acha fectuia no aterro da Boa-Vista
n. 36, a qual est propria para miude/.as,
clcalos e cera a fraur no mesmo alono
11. 46, loja de calcados.
AOS CAIXEIROS BIASILEI-
ROS.
Alexandre da Silveira Lima Veneno cot vi-
da aos caixeiros brasileiros para comparece-
rem ua c-isa 11. 27 da ra do Livramenlo,
das lo horas em dianle, attm de assignarem
urna petico em que se pedo assembla
geral exonoracilo do servigo activo daguar-
da nacional. Aquelles que anda nao assig-
uaram, e o qui/.ercm faz t, pdem compa-
recer na casa cima indicaila.
- Desappareceu um cavallo ruco com
tima malha vermelha junio a orelha, o qual
eslava carregado com urna carga de carne
secca e 8 enxadas dentro dos costees; ro-
ga-te a quem o adiar ;var a rus Nova n. 71,
que se Ihe gratificar!
A pessoa que apanhoit uns oculos de
armaciio de ouro, na ra do Queimado de-
fronte da loja n. 13, queira mauJa-los entre-
gar na mesma loja.
Precisa-se de um sacerdote para capel-
Lio de um engenho distante desta cidade 8
legoas, que se preste a ensinar piinicuas
leltras o grammatica porlugueza a 3 ou 4
meninos; paga-se bem: a quem convior,
dirija-se ao paleo do Terco, casa n. 44, a tra-
tar com Manuel Eleulcrio do Reg Barros.
Fugio do engenho Muribeqiiiuha, ao
amanhecer do da 1. de abril do corrente, o
preto de nooie Benedicto, crioulo, co n os
signaos seguintes : cor fula, alia, choto do
corpo, roslo descarnado, testa pequena, fal-
ta de denles na frenlc, falla grossa, repre-
senta ter 20 annos de idade : quem o apprc-
hen !er, dirija-se ao mesmo engenho, ou ao
pateo do Terco n 44, que sera gene osa me-
le recompensado.
Avj>:>
Guilherme Sctte, como procurador de
Francisco .Manoal da silva Tavares (residen-
te emLisboal, pede a todos os senhores m-
quilinos, que nao es 1 fio em dia com os res-
pectivos alugueis, o favor de maiidarein pa-
gar ao annunc'iantc 'legando o ultimo reci-
bo) : na ra da Praia travessa do Carioca
n. 11.
Aviso
Os Srs., Candido Theodoro Rodrigues Pio-
lo, e Bernardino Dotningues Porto, sao roga-
dos a irem a ra da Praia travessa do Cario-
ca n. II.
Antonio Gomes Villar, tendo de rcti-
rar-se para a'Europa, a tratar de sua saude,
deixa por seus bastantes procuradores, em
primeiro lugar sua mulherl) Rptasela RA
tiuunares Villar, em segundo, o Sr. Joa-
quim da Silva Castro, c em terceiro, o Sr.
Jos Joaquim da Costa Maia. *^
Precisa-se aiugar um 011 dous molo-
ques que sejam esperlos, para servigo muilo
leve, aesmo com idade de l annos para
cima ; na ra do Nogueira n 21.
Precisa-se de una criada livre ou cap-
tiva, que saiba engoinmar e cozinliar : na
ra na Cadeia do Recife casa 11. 53. primeiro
andar.
Manoel Gongalves de Olivara,vai Portu-
gal, eleva cm sua companiiia sua mulher, e
sua cunliada de menor idade.
Pede-se aos senhores denulados da as*
semidea provincial, que se dignem fazer ex-
tensiva a gratilicagao que tem o prol'essor de
latim de S*Jos, para o alugucl de casa, a os
de mais prol'essores da mesma disciplinado
interior em relagao aos lugares, visto que
lias cidades tem os professores de instriicgiio
primaria 100;?, e as villas 50', e nao descu-
bro razao para que osdelatnn nio possam
ter o mesmo, pois o importe das matriculas,
que n'oulro lempo Ibes perlcncia para.com o
seu rcudimento, pagarem casa, e ulencilios
das aulas, foi-lhes lirado, uiaiiiando-se ar-
recadar como rendas provinciaes, quando
e levou-soa matricula a lOOO
O amigo da justiga.
A, confronte ao Rosario
avisa as pessoas que tem
encomtnendado doce, e juntamente aos fre-
uezes, que receheu 6 arrobas da verdadeira
casca de goiaba.
Roga-se a quem for credor do casal
do fallecido Joao Francisco Paes Brrelo, de
apresentar seus crditos na ra do Co!le-
gio, loja n. 3, alim de se verificaren! os mes-
mos, para s proceder ao seu pagamento,
conforme se convencionar ; Picando preju-
dicados todo e qualquer credor que se nao
apresentar at o dia 15 do corrente ; pois
que dessa dala em (liante se n3o allemlera
a quem no se tiver apresentado.
De ordem da mesa regedora da irman-
dade de N. S. da Conceigao da igreja da Con-
regago, convido aos senhoies msanos e
procuradores actuaes, a comparecerem no
consistorio da referida irmandade pelas 7
horas da tarde do dia 4 do corrente para o
lim de darem posse nova mesa, e igual-
mente rogo aos ndvos funecionarios, quei-
ra m comparecers indicadas horas para re-
ceberem a posse. Esperando que nao faltem
atienta a urgencia que ha de se prestarem
ascontas do anno pretritoO escrivSo,
Jos Azevedo de Andrade.
Na barcaca Invencivel Anna, ancorada
no caes do llamo*, ha arroz com casca a
57600 o alqueire da medida velha, e islo s
at o da 4 do corrente, depois podem pro-
curar o vendedor no armazem junto .1 Joao
Baplista dos Santos Lobo. Pedras o n bolos
tambem ha a venda na mesma barcaga.
Os abaixo assignados fazem sciente
ao respeitavel publico, e principalmente ao
corpo de commercio, que amigavelmente
dissolveram a sociedade que titiham no es-
tabelecimento de moldados da ra da Cruz
n. 36, debaixo da firma de Hiendes Si Braga,
licando a cargo do socio Antonio Lopes Bra-
ga o activo e passivo do mencionado esta-
belecimenlo. Recife 31 de margo de 1857
Jo3o Jos Rodrigues MondesAntonio Lo-
pes Braga.
Pesca-se

No viveiro grande do silio do Muniz, no
aterro,dos Afogados,na terga, quarta,(quin-
ta, e sexta-feira, da semana santa.
Fugio ontem as 7 horas d'a manhaa,um
preto crioulo, de nome SebastiSo, que foi pe-
gado ltimamente no lugar do Ca'chang,
tem os signaes seguintes : levou camisa de
riscado, caiga azul, tem os ps inchados, he
quebrado, tem os escrotos grandes, e levou
ierro no pescogo : quem o pegar, leve-o a
ra Oireita n. 24, que sera bem recompen-
sado.
Precisa-se de um moleque de 12 a 14
annos de idade, para o servigo externo, e de
urna escrava para o servigo de urna casa es-
trangeira, de tres pe.ssoas*le familia : quem
os tiver para alugar, pudendo afiangar seus
coslumeS, queira dingir-se a ra do Vigario
n. 5, primeiro andar.
Lotera da pro-
vincia.
Corre hoje 4 de abril.
#*. J: Liytne-
GRANDE SITIO.
Aluga-se um sitio grande ero inda, jun-
to ao que foi jardim botnico ; tem grande
casa de vivenda, muilas errores le fructo,
boa ierra de plantai, alem da grande pasta-
gem para mais de 20 vaccas de leite : tra-
la-se na ra da Cruz n. 40, no Recife.
Offerece-se urna ama muilo carinhoaa,
e com muilo bom leite : quem pretender,
dinja-se a ra do Vigario n. t, segundo
andar.
Na taberna da esquina da ra dos Mar-
tirios n. 35, chegou a primeira rere esta de
queijos do sertSo Sendo) muilo frescaea a
640 rs. a libra.
Prccisa-se de urna ama para todo o
servigo de urna casa de pouca familia : na
ra eslreita do Rosario ti. 12, segando andar
Precisa-se de um amassador que saja
desembaragado : na padaria da ra larga do
Rosario n. 48.
Precisa-se alugar um preto velho, pa-
ra estar em um sitio : quemo tiver, dirja-
se a ra dos Martyr ios n. 30.
Na ra do Collegio n. 25, terceiro an-
dar, precisa-se alugar uffla casa para fami-
lia.
Prccisa-se de um criado : na roa do
Hospicio n. 9.
Precisa se de urna muito boa ama de
leite, sendo parda ou preta, pagndo-ae astu-
to bom ordenado : na ra de lorias n. 16,
primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para cozinliar,
para casa de pouca familia: no. paleo do
Tergo n. 4.
Jos Caetano de Carvalho, vai a Eu-
ropa.
LMJOES DE PIANO 1
i
POR
FURTAD coelhq.
Methodo especial de ensino
Pode ser procurad im liolel inglez; Je I ai
Attencao.
No dia 27 para 28 do mez de margo prxi-
mo lindo, fugio do engenho Pereiras da fie-
guezia de Santo Amaro de Jaboatiio, urna es-
crava crioula, ponime Maria, com os sig-
naes seiuintes : alta, cheia do corpo, bem
fallante, tem o estomago botado para fon,
orcltaas pequeas, a qual escrava foi com-
prada ao ar. Antonio Magalhaes da Silva,
morador nesta ortiga, para onde consta ter
ella se encarainiado : roga-se as autorida-
des polieiaes o capilSes de campo a sua ap-
prehensSn, c leve-la ra da Aurora ao Sr.
io Pinto de Lemos Jnior, ou no engenho
cima mencionado a seu senhor Jos Maxi-
mino Pereira Vianna, que gratificara gene-
rosamente
Acha-se fgido desde o da 16 deste
crrante mez o escravo Antonio, crioulo, de
idade 30 annos, pouco mais ou monos, o
qual costumava cortar carne o anuo passa-
do n'iim talho defronte da igreja da Pcnha,
tendo na peina direita una ferida anliga o
grande, que o prohiba andar de pressa,-e o
fazi mauquejar:' a pessoa que tiver delle
noticia e o pegar, pde-o conduzir ao aterro
da Boa-Vista n. 17, que sera recompensado.
Fugio no da 31 do prximo passado
mez, do engenho S Barlholomeo, um mole-
que de nomo Trajano, crioulo, secco do cor-
po, cara descarnada, ps limpos gago ; le-
vou camisa e caiga dealgodSo azul, foi en-
contrado nos Mugados no dia 1. do correle,
he muito ladino, inculca-se forro corphao,
por ter perdido os pas do cholera : quem o
pegar, levando a seu senhor o coronel Agos-
tinno Bezerra no dito engenho, ou no escri-
plorio dos Srs. Lomos Jnior iV Leal Reis,
sera bem recompensado
Joaquina Mana da Conceigao vai ao
Rio de Janeiro, e deixa por seu procurador
o Sr. Antonio Francisco Portugal.
Jiossa Se 11 hora da Uoncei-
cao dos VI.liiares.
Para conhecimento dos devotos de N. S.
da Conceigao dos Militares faz-se publico,
que, eul virtude de deliberagflo da actual
mesa regedora, passa dora etu .liante a ser
cantada a missa dos sabbados, que al o pre-
sente lem sido rosada o u culto a mesma Se-
nhora, o que lera principio no dia 4 do cor-
rentc. Consistorio da irmandade de N S. da
Conceigao dos Militares I. de abril de 1857
O secretario, Bernardino de Sena da Silva
Cumiarnos. ,
Aos aaiantes da bea fu-
maya
Na ra do Aragao n. 12, ha um grande sor-
Uoalhado,
Vende-se aloalhado muito largo e bonito:
na ra do Queimado n *9..
Precisa-se de urna ama forra ou capti-
va para todo o servigo de urna casa de pouca
familia ; na ra da Cadeia Nova, defronte
da casa n. 11.
Precisa-se de um caixeiro para taber-
na, com alguma pralica : no aterro da Boa-
Vista n. 80.
*"
MUTILADO
timento de charutos de vai lados ttulos, dos
melhores autores, c da melhor qualidade
que tem vindo ao Vnercado, que sao os se-
Kinntes : depulados, senado es, alliados, re-
galos de Havaiia, nova fabrica, regala, S.
Flix, affagos, lncenos,e ouiros muitus que
deixa-se de mencionar, s na presenga do
comprador; assim como os fabricados na
mesma, de bom fumo, que se alianga a qu
lidade : a elles, freguezes, a visia faz fe.
Precisa-se de urna ama de leite : na
ra de Hortas n. 60.
Iiesapparecey, na noile de quarta-feira,
1. do crrenlo, para o amanhecer da quinta,
do caes por tra da fundigo do Sr. I). W.
Bowman, urna canoa de carien a : quem a
acharou oelia der noticia, dirija-se a mes-
ma fundigo, a fallar com o caixeiro da mes-
ma, que sera recompensado.
(. administradores da massa fallida de
Oliveira limaos & Companhia, estando de-
vidamante autorisados para procederem ao
primeiro raleio de 5 U|0, convidam aosse-
nhores credoiesna mesma massa,que I .am
legaimeule admittidos, a apresonlarem-se
com os seus crditos
poctivo dividendo no escriptorio do caixa
de adminislragao o Sr. Joao Cardoso Ayres,
na ra da Cadeia du Recife n. 41, nos das
uleis, das 10.horas da mauliaa as da larde.
Recife I. de abril de 1857. Joao Cardoso
AyresAntonio. Alves Barbosa Kraucisco
Xavier de Oliveira.
.-oares,
com fabrica de peutes de tartaruga na ra
das Triuciieiras n. 1, avisa ao publico e prin-
cipalmente a seus freguezes, qu recebeu
pelo ultimo navio de'Franga uulrico e va-
riado soi lmenlo de penles de littaruga pa-
ra atar cabello do sosto mais moderno; as-
sim como tambem na mesma fabrica se en-
conlrariio mullos bons pentes do verdadeiro
in.ii lim, lanto para tirar o bicho e a caspa,
como para alisar, o que ludo pi amelle ven-
der por menos prego do que em oulra qual-
quer parte.
Lotera
provincia.
Corre boje.
O ab.iixoassionado aiii-
da tem um resto dos seus
felizes bliett.s, meios e
quarto-, iihs lujas do ros-
tiiT-e. 't\>r alustiuiio
de Aquino Ferreira, .los
Fortunato dos s. /\>rto.
O abaixo assinado como herdeiro do
finado Manoel F.leulerio Corren, faz sciente
ao Sr. Francisco Sanpilio Pereira,que a oa *
lettra da quanlia de 714/000 rs., vencida em
25 de Janeiro do correle anno, fora* perdi-
da honterfi pelo abaixo assignado, e por eso
o previno para que nao pague dita leltra a
quem Iheapreseular pelo motivo exporto.
Can 30 de marco de 1857.Francisco Can-
lidio Corrcia Ltns.
No da 31 do passado. fugio um mula-
linho de nome Odilon, idade |4 annos, com
os signaes seguintes : cabellos sollos, roslo
redondo, denles limados, eo mais regulai,
levando vestido calca e camisa de algottfo
azul : quem o pegar, ou delle liver noticia,
pode-se dirigir a ra da Aurora n. 5J, que
sera recompensado.
Jos da Silva Azevedo, vai a Portugal
e leva em sua companhia asduts menores,
Maria Luiza dos Santo* Sazes Vieira eCui-
Ibermina Sophia dos Santos Saz.s Vieira.
Precisa-se de urna ama forra ou cap-
Uva : na ra da Cadeia do Recife loja de kwr-
beiron. 10.
O caixeiro que se offerece no Diario de
30 ou 3 do mez passado,para taberna, queira
apparecer na ra.Nova n. 65, para traur.
Francisco Alves Monleiro Jnior, faz
sciente ao publico em geral, e especial saet
te ao respeitavel corpo comprela!, ao* tMR
admittido a socio do seu estabelecimenlo, a
Manoel Jos de Faria, por Isso todas a* iran-
saeces lendentesjao mesmo estabelecimenlo
desta data por diante serSo fetas. debsixo
da firma de Francisco Alves Monleiro Juuior
& Companhia.
Ma ra do Vigario n. 19, primeiro an-
dar, existe urna carta para ser entregue a
a Francisco Rodrigues de Figueredo,* oulra
a Jos Rodrigues de Figueredo.
W Cuc loliiiu Karbou Cur.ltiru, icidcrnaeo da #
*J 4 mino, ibriu am curia particular de llaga* >
> ingina a' rui do Collegia n. 19, siguml >- j
# dar, onde eoaini Iradaiir, escrever, S m
0 um modo acouiruudado aoa eiaraei, prlu >* 0
.i lema iim novos estatutos : pode wr proenrado aj
9 a qualquer hori. aa
--sJJ
Precisa-se de urna pessoa competente-
mente habilitada para manufacturar sabfto e
steanna, e dirigir urna fabrica em nao pe-
queo ponto, estabelecida em urna das pro-
vincias de litoral do Brasil: a quem eonvier
e possuir os devidos couhecimentos det.
prolissao, pJe dirigir-se axM. I Rodrigues,
ra do Trapiche n. 26, para oulros esclareci-
menlose as vanlagetis otierecidis.
Desappareceu no dia 9 do correute, a
preta crioula, por nome Maria, de idade 3 anuos, pouco mais ou menos, com falla de
denles na frente, e os peilos um Unto met-
lidos para dentro ; levou X vestidos de chita,
Prxoe outro encimado, 1 panno da Coala
encarnado, e 1 saia preta de alpaca : roga-
se as autoridades e capiUles de campo a ap-
prehonsao da dita escrava, e 'eva-la no bec-
codolNoronha n. I, que serao recompen-
sados.
I-se dinheiro a juros em pequeas
porgoes, sob penhores de ouro ou prala :
na iua da Praia n. 49, se dir quem da
A praga do reslo dos terrenos da ra
imperial, porlencenle a heranga jacenledo
finado Antonio da Trindade, firou transferi-
da para o dia 3, as 11 horas, na sala das au-
diencias, depois de linda a do Sr. lar. juiz do
ausentes, e bem assim 114 ps de coqueiro
Lotera do Kio
de Janeiro.
AOS 20:00O;O00, 10:000900(1 K 4: Hoje esperamos pelo vapor,do ul, con-
ductor das listas da lotera 25 do Ihealro de
Niclheroy. Ma praca da ludcpendeacia n.
40, anda existe mr. pequeo uiiini-r, 4a bi-
Iheles e meios dessa lotera. Na mesma loja
se fara o promplo pagamento dos premios
tu forma do costume, log i que eslejamns
de posse das mesmas lisias.
Precisa-se de urna ama que lenha liorn
leite, para criar una enanca de idade de 3
semana : no pateo de S. Pedro n. .
Compram-seeffectivamenle na ruadas
Flores n. 37, primeiro andar, apolwe, da di-
vida publica e da divida provincial, assim
como aecues das diversas compendias auto-
risadas pelu gnverno.
Coropram-se 2 escravos de 14 a ts *>.
B nos: tratar no escriptjno de JosJa-
para receberem o :es- I.","11 Dus Fernandes, ra da Cadeia do Re-
cife.
Compram-se pataci.es brasileiros -.
Iiespanhoes a 2/010 : na ra da Cadeia do
Recife. loja de cambio n. 38.
f^gj Innocencio SmolU. pinfenur ilr
..v. du' liciies de piano e canlo : H pen, ai qn
jv quiere se ulihur de. a presume, pa>-
?/} dem nrorura- lo em toa caa aa ra la Ca-
f^ deia .lo Recite n. 30, ale as 9 lloras .li BJS>
uliaa : a.-un como te uderece para eanpsK
ou iiKlnimriiUr qaalqu. r mu-ici aiera m
profana para oiclinir, fe.
Alericd.o.
Scientifica se a quem eonvier, que a re
sao de pesos, medidas e balnncas, prinr
do 1. do corrente a (indar no ultimo
ntao: na casa da aforic^o, do pateo
co n. 16.


DIARIO.DE PERNAMBUO, ABBADO 4 DE ABRIL DE 1857.
V
o
j 1EDRAS PRECIOSAS- j
g Aderecm de brilhaatee,
t diamantes e perola, [mi-
j* ^e-ras, alfineles, brinco)
,j e mielas, bolea e atinis
de diferentes gostos e de
*: diversas pedraa de valor. ?
0 *
^ Compram, vender ou *
Slrocamprata, ouro, bri- J
litantes,Miaimintes entro- >:
* las, e oulraa quaesqner '?
at joias de valor, a dinheiro
: ou por obras.
OREIRA 1 DUiRTE. >1
LIJA 01 OURIT88
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben) por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do uiais
moderno fosto, tan-
to de Franca cano
t
es Ma3r*- -*
OURO E PRATA-
3R ~ 86
$ Aderemos completos de ?:
:fi ouro.meiosdilos, pulcei- J
i ras, aliloeles, brincos e -^
rozeUis, corddes, trance- *
lins, medalhas,corrente* ?
e enfeiles para relocio, c J
outrosmuitosobjeclosde
OUI'II. ------
Apparelhos completos, *
l-
V
?;
iS de prala, para cha, lian- g
$ dejas, salvaa, ealicaes, $
* colheresdesopaedech, *
e tnuilns oulros objeclos gg
, de prata.
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o eooimodo como costumani.
CONSULTORIO HMEGPiTHICO
Onde seacham sempre os mais acreditados medicamentos, tanto cm tinturas como
em glbulos, e preparados com o maior escrpulo e por pregos bastante commodos :
PKECOS FIXOS.
Botica de!2 tubos grandes. .
bita de 4 ii .i ...
Dita de 36 ") ...
Dita de *8 ...
Dita de 60 ,
Tubos avulsos a .....
10/000
150000
209000
258000
300OO
13000
25000
Frascos de iuiturra,demeia onga. .
Manual de medicina homeopatbica da Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina......... 208000
Medicina domestica do Dr. Henry ......... Oooo
Tratamento do cbolera morbus.......... 2/000
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6/000
JOHN GAT1S,
corretor geral
E AGENTE DE LEILO'ES COMMERUAES,
' n. 20, ra do Torres,
PR1ME1RO ANDAR,
praga do Corpo Santo
1 RECIFE.
" ..' *> X*J*" ''J' *
A eidade de
... transferido o deposito deste tarop para a bn
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Novan. 53'
garrafas 59500, e meias3000, sendo falsc lodo
aquelle que uAofor vendido nesle deposito,palo
quesefaz opresenli aviso.
IMPORTANTE PARA OFGBLICO.
Para curada plilysicaem lodoosseusdiflerer.
lesuros, quermolivada por constipares, losse
asthma.pleuriz.escarros desancue, drde cos-
tados epeito, palpitarjono coracao,coqueluche
bronchile, dorna saranla, e lo'das as molestia
dosorgaos pulmonares.
Aluga-se una casa na Fassagem da
Magdalena, antes de chegar a ponte grande,
conj sotSo e muitos commodos para grande
familia: os pretendentcs di rijam-se1 a o Tra-
piche Novo ii. 16.
Offerece-se para ama de qualquer to-
mera solleiro urna parda de meia idade, pa-
ra cozinhar e tomar conta da casa e de lodo
o servido, excepto o de portas para fra.pois
lie muito Piel e de bous coslumes : quetn
precisar, dirija-se a boa-Vista, ra da Man-
gueira n. 6.
l'recisa-sc de ofliciaes edecosturei-
ras ; na loja de aU'aialc ua ru Nova n. 60,
esquina a ponte.
Attenco!
Um mogo que est arrumado, e por cerlos
inconvenientes deseja sahir, offerece-so para
caixeiro de qualquer estabelecimento de
grosso [trato ou ajudante guarda livros, ou
cobranga, pois tem bastante pralica de com-
mercio, e boa lellra : quem de seu presu-
mo se quizer utilisar annuncie para serpro-
curado.
DENTISTA FR1HCEZ. :
Paulo Gaiguoui deotist, ra Nova n. 41: .'.','
na mesma casa lem agua e pos dentrilice. w
WM$^: O :? OSOS
ESTRADA DE FERRO
do Recife S. Francisco'.
LIMITADO.
&ita?ta cijamafca.
Os directores da Companhia da Estrada de Ferro
do Kecife ao San-Francisco, limilado, tem feito a
enasta chamada de duas libras esterlinas, oo res
1~5n i, sobre cada acrfio, na dita companhia, a qoal
ilcve|ser paga at o da 9 de abril do crrenle anuo
de 1857, na Baha, em casa dos Srs. S. S. H-ven-
port & C, na corte, em casa dos Srs. Maua, Mac.
Gregor & C, e em Pernambuco, no escriplorio da !
Corapanhia.
O accionista que nao realisar o pagamento den-
tro do termo indicado, poder perder lodo direilo
as aproes sobre as quaes o ditu pagamento nao se |
tiver eOectuado, e em lodo caso lera de pagar juros
na razSo de 5 por canto ao aono, e de nao receber
juros ou dividendo da Cuiopanlna, pelo lempo qae
decerrer entre o dia iudindo para o pagamento e a I
soa realisai;3o.
Nenhum auto de transferencia pode ser registrado
depois do dia 9 do corrente, antes do pagamento da
chamada.
Por {ordena dos directores.S. P. VEREKER,
thesoureiro.
Recife 3 de marro de 1B57.
He chegado loja do Lccomte, no aterro
da Roa-Vista n. 70, o excellcnte leite virgi-
nal de rosa branca, para refrescara pelle, ti-j
rar pannos, sardas e espinhas, igualmente o I
afamado oleo babosa para limpar e fazer!
erescer os cabellos, assim como p impar-!
fial de lirio de Florenca para brotoejas eas-
peridades da pelle, conserva a frescura e o
avelludado da primavera da vida.
SEGURO CONTRA FOGO.
Compauhia Alliance.
Estabelaeida cm Londres, em margo de 1324.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
a a quem mais convier que estao plenamente au-
lorisados pela dita compaohia para effecluar segu-
ros sobre edificios de tijolo e pedra, cobertos de
lelha e igualmente sobre os objeclos quecontiverem
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou
(axendas de qualquer qnalidade.
Reparti^So da vaccina.
O coidmissario vaccinador vaccina]]nas
quintas e domingos de todas as semanas, no
torreSo da Alfandeg, e as tercas-feiras na
casa de sua residencia, primeiro andar do
sobrado da ra Nova, esquina da do Sol, das
7 as 9 horas da manhSa.
Precisa-se alugar um preto possante,
embora seja bruto, para traballiar mensal-
niente tiesta typographia, dando-so o sus-
tento : na livraria tis. 6e8 da praca da; In-
dependencia.
O abaixo assignado declara aos deve-
doresae Aureliano & Andrade, quenSopa-
guem(seus dbitos senao ao baixo assigril-
iio, do contrario tero de pagar segunda
vez. Recife 13 de fevereiro de 1857.
Manoel Jos Leile.
Refinaria de
Heg'o & Barreto, no Mon-
te i ro.
No deposito desta reflnaria, na>ua da Ca-
deia do Recife n. 30, ha sempro assucar re-
tinado de superior qualidade, tanto em p
como em torros e em pSes, por prego mais
commodo de que em outra qualquer parte.
Precisa-so de nma ana de leite para
criar a urna menina de 3 mezes : na ra do
Collegio n..-2l, terceiro andar. Paga-se bem.
Precisa-se de urna una'luna ou cap-
tiva, para casa de pouca familia, e que
faca compras : na ra da Cruz n. 50, depo-
sito de charutos.
#-
0 O Dr. Ignacio litmo Xavier faz publico, 9
Qf que mudon sua residencia para o seu sitio, 9
9 oa Paisagem da Magdalena, (que fica ao or- O
{ te da estrada entre a punte grande e a do Q|
9 Chora-Menino), e ahi tem preparado urna 9
y casa de saude, com lodos os commodos, para 9
53 e tratamento de escravos, enjos senhores re- %
% sldam fura da pra$a, ou que nao os possam
ts) curar em soas proprias casas: quem para is- 9
i-ji to quizer se utilisar dos seus servidos med- g
^ eos, que serSo desempenhados cora o maior $
I zelo, dirija-se ao paleo do Carrao n. 9, pri fj
0 metro andar, ou no refarido sitio lona. oa
KEMEDiO DOMESTICO. T
Pilulas depura-
tivas, anti-belitf-as, do
Dr. Alian.
Rccommendamos ao publico esto excel-
lente remedio, iutroduzido no Brasil em
18*6. N3o ba molestia a mais obstinada que
seja, que possa resistir ao tratamento judi-
cioso deste excellente remedio. Eslas pilu-
las impedem as molestias contagiosas, so-
bre tudo as de natureza syphiliticas. Sao
igualmenie boas para indigestSo, como para
a diarrbea, apoplexia, astlima c as mais af-
fccqes do peito, consiipa^Oes, as molestias
das senhoras em geral,Jtoda a qualidade de
febre, hemorrlioidas, molestias dos olhos,
dores de cabera, molestias de pelle, renten-
gao las ourinas, e outras molestias das vas
trinaras. nico deposito em Pernambuco,
escriplorio de Vicente Ferreira da Costa,
da Assembla n. 9. a mil reis o vtdri-
'7 mil reis duzia.O. PalmerRio de
deposito geral, ru dos Ourives
ftua do Crespo n. 4.
Recebeu pelo navio Ollndan um completo sorli-
ment d* fazemiap, como sejaia :
Casacas prelas superiores.
Cali;as ditas ditas. \
Cohetes ditos ditos e de velludo.
Sobrecasscas de panno fino.
Palitos de pauno e eaaemira.
Ditos de diversos feilios.
Uno- de alpaca de todas as qualidades.
Ditos de casemira de cores com golas de velludo e
ootros.
Superiores chapeos pralos para liomem.
Sobretodo de panno, proprio para o fri.
Chapeos de castor branco com pello e sem elle.
Sapalos de borracha.
Perueiras de dita.
Sobretodo de dita.
Malas de visgem tanjo para liomem como para se-
nhoras.
Sarcos para viagem, de todas as qualidades.
Tudas estas fazendas se vendem mais barato que
em outra qualquer parte.
Lotera dja pro-
vincia.
O Sn thesoureiro manda fazer publico
que se acham venda nesteescriptorio, ra
da Aurora n. 26, primeiro landar, grande
porcao de bilhetss, meios I e quarlos da
quinta parte da segunda lotera dd conven-
to de N. S. do Carino, cujas rodas andam no
dia 4 de abril futuro.
OSr. thesoureiro manda declarar aos se-
nhores jugadores, que exifitem numera-
rles sortidas ; como tambem os bilhetes
vendidos nesle escriplorio nessas ultimas
loteras tem sido muito aft rtunados, por
isso espere que elles copcorr jrao para que
continuadamente nao (iqu m tamaitas
porces de bilhetes por vender, como sem-
pro tem ficado.
Thesouraria das loteras 2* de marco de
1857,O escrivao,
Jos Januario Alves da Maia.
Attenco
R. C. Yates & Companhia: estabelecidos
no Rio de Janeiro, na ra do ill>s. icio n. 40,
vendo um annuncio publicado! em urna das
folhas de Pernambuco pelo Sr. Barlbolomeo
F. de Souza, prevetitndo ao pjublico que o
verdadeiro xarope do bosque! s elle he
quem vende,prpvenimos ao mejimo publico,
que o nosso xarope he remellio do Rio de
Jrneiro pelos cima proprietkrios ao Sr.
Manoel Alves Guerra, e este senhor fez o de-
posito para ser vendido na pharmacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, na ra Novl n. 53, ni-
cos por nos autorisados para (venderem o
nosso verdadeiro, e mais prevenimos aos
senhores consumidores, que b perlo de 5
anuos os rotlos collados as garrafas sao
assignados por Henry Prins, com,o procra-
lo de j a nei-
dores dos cima proprietarios. H
ro 13 de Janeiro de 1857.
Barlholomeo Francisco de ouza, len-
do o annuncio dos Srs. R. C. Ya es & Com-
panhia no Diario n. 17, em que diz ser s-
mente verdadeiro o xarope de bosque que
se vende nesta eidade na pharrriacia do Sr.
Jos da Cruz Santos, onde fez Ueposito o
Sr. Manoel Alves Guerra, que recebeu delles
proprietarios, declara ao publicof que au
duvida seja falso o xarope de basque que
tarahem vende em sua botica, mab assevera
que elle he comprado aos mesmAs Srs. R.
C. Yates (S Companhia, do Rio de Janeiro,
como provam os documentos abaij :
RIO DE JANEIRO 8 DE AGOSTO DE 1856,
O Sr. Barlholomeo Francisco de ouza
cotnprou a R. C. Yates & Companhia :
* duzias do garrafas com xarope]
do bosque a 5*5000.........1 2169000
6 duzias de 1|2 garrafas com xa-
ropo do bosque a 279000.
1625000
Rs.
,378#000
Recebt o importe cima, do Sr. Untono
Joaquim Vieira de Carvalho. Ro def Janeiro
8 de agoslo de 1856. Por R. C^Yates &
CompanhiaJos Paulino Baptista. I
Reconheco verdadeiro o signal supira. Re-
cife 8 de agosto de 1856.
Km le de verdade.
Manoel Hilario Pires Ferrao.
RIO DE JANEIRO 18 DE FEVBRFIRO DE
1857.
Os Srs. Constantino Gomes de Paria & Fer-
reira compraram a R. C. Yates & Compan-
hia :
4 duzias de garrafas com xarope 1
do bosque a 54j>000......... 2|l6/000
6 duzias de 1(9 garrafas com xa-
rope do bosque a 27?000. ..... 162^000
Rs. 3+8000
Recebemos o importe. Por R. C. Yates
CompanhiaYV. C. Cerwartt.
Nos abaixo assignados declaramos que
compramos o xarope cima para oSr Bar-
lholomeo Francisco de Sou/.a, de Perna
--,, _.......in-
uuco, em vtrludede sua ordem de 3 do cor-
rete. Rio de Janeiro 18 de fevereiro de
1857.Constantino Gomes de Paria & Fer-
reira.
Reconheco ser verdadeiro o signal supra
de Constantino Gomes de Faria iS Ferreira.
Rio 18 de fevereiro de 1857.
Km f de verdade.
Pedro Jos de Castro.
jPaga-se bem.
Precisa-se de olficlaes de alfaiale para
toda a obra, e juntamente costureiras para
as ditas : na ra da Cadeia do Recife n. 40,
primeiro andar.
O abaixo assignado avisa ao publico
e particularmente aos seus freguezes, que
recebeu pelo ultimo navio de Franca um
grande e variado sortimento de relogios de
todas as qualidades e lamanhos, tanto de
parede como de algibeira, assim como ricos
relogios com esmalto de diamantes, para se-
nhoras, e outros objeclos qua a.vislados
compradores se Ihe apresentarSo : na ra
Nova n. 21.
Francisco-Jos Germano.

i 40!

te**$.
- Compram-se mulambos finos de chita
e madapolao, para envernisar ; na loja de
marcineiroda ra da Cadeia n. 18
Compram-se taboas para andaimes :
na livraria ns. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Compram-se 4 escravos, sendo 1 preta
moca queengomme bem e cosa, t dita de
meia idade, que saina cozinhar, e 2 escravos
mocos pegas para servico de campo :,'na ra
da Cadeia do Recife, loja n. 50 defronte da
ra da Madre de Dos.
Compra-se urna escrava moja, que
cosa bem, engomme e cozinhe : a tratar na
ra do Trapiche n. 14, primeiro andar.
%om$*>& %%&%%&%&
t Compra-se o Diario de Pernambuco de ;A
gj 19 d dezembro de 1853, e tamben) s col- ^
'2? lecces das leis brasileiras de 1839 a 1849 :
;! na ra do Collegio n. 15, primeiro andar. {
Compra-se urna casa trra com com-
modos para familia, as freguezias de Santo
Antonio, S. Jos e Boa-Vista : trata-se na
ra Augusta n. 17,
Compra-se effectivamente bronze, la-
to e cobre velho : no deposito da fundicSo
da Aurora, na ra do Rrum, logo na entra-
da n. 28, e na mesma fundicao, cm .Santo
Amaro.
JBenM.
Oclos-e bonetes
Vendem-se oculos de todas as graduales
com delicadas armace de a,co, pelo barato
preco de 800 rs. e 1^500, ditos com armaedes
douradas e prateadas a 19200 e 18500, dilos
cora annacSn de bfalo a 19200, dilos com
armagiio de baleia a 480, dilos com armacao
de metal branco a 400 rs., lunetas do um s
vidro redondas e quadradas com aro de b-
falo a 500 rs., ditas de dous vidros tambem
coin arinacfto de bfalo a 13500, ditas de um
so vidro redondas e quadradas com aro de
tartaruga a Ij200 e 15500 : na ra do Quei-
mado, na bem conhecidada lja de miudezas
da boa fama n. 33.
flotees parapa-
lili, col leles e ]>unhos
de camisa.
Vendem-se abotoaduras muito Snaa de
madrepcrola para colletes, pelo baratissimo
prego de 500 rs., ditas muito ricas de todas
as cores a 320, 400. o 500 rs., ditas muito fi-
nas de madreperola para palitos de meninos
e hotuens a 500 e 640 rs., atacadores para
punhose collarinhos de camisa, de muito
rico gosto a 400 rs., 800 o 29000, ditos de
cornalina para casacas a 300 rs., e outras
muitas qualidades de abotoaduras que se
vendem muito barato; na ra do Queiraa-
do, na bem conliecida loja de miudezas da
boa fama n. 33.
PEMilAlllitS-
liiitispiii) finase de mul-
lo luns goslos.
Vende-se a verdatleira agua de colonia do
Piver, simples e ambriada em frascos de va-
rios lamanhos, banhas muito finas e de tnui-
las qualidades em ricos vasos, espiritos e
extractos muito finos e de muitas qualidades
em frascos de muito gosto, sabonetes muito
finse de muitas qualidades, agua de lavan-
de ingleza, fazenda muito boa, vinagre aro-
mtico tambem inglez e muito bom, extrac
tos muito finos proprios para bolso de es-
tudante, esceocis de rosa, pomadafranceza
muito boa, macassar perola muito bom e de
todas as cores, dito oleo, pos para dentes,
pastilha e outras muitas perfumaras, tudo
muito lino e de muilos gostos, dos melhores
fabricantes da Frauga e Inglaterra, e ludo se
vende barato na ra do yueima,ilo, na bem
conhecida loja de miudezas da boa fama
n. 33.
Vende-se taboado e prancbes de pi-
nito de Succia, proprio paraarmagao do ar-
mazem de ajucar, paos de pinho vormellio
para mastareos, chumbo de uiunico, folhas
de cobre, metal amareilo e zinco para forro,
com os competentes pregos, alvaiade de
chumbo e de zinco, em p, titila branca de
oleo, papel lino de escrever, vinho especial
do Rheno e do Porlo.
Vende-se azete de coco a 39000 a ca-
ada : na ra do Rangel n. 5
Cera de carnauba
da melhor que ha ueste genero, vende-se de
nina arroba para cima por prego commodo ;
na ra da Cruz do Recife n 36, confronte ao
becco da Lngoeta, casa de tiendes > Braga.
i\a loja das seis
portas
Km frente do Livraueuto
Vendc-so fil de linho prelo com salpico a
1^280 a vara, chapeos de sol de seda para
homem, com toque de mofo a 49000.
seis
a loja
portas
Em frente b Livrament
Vendem-se riscados franceses de cores es-
curas a 160 o covado, lengos braucos com
barra de cor a 120, meias brancas para me-
ninos a 240 o par, cortes de cassa chita com
7 varas a 1/280, rtscado de algod3o para rou -
pa de escravos a 120 o covado.
- Na taberna da ra Nova, junto a iio'i'a
da Roa-Vista, vendem-se queijos do scrto
muito novos, por prego commodo.
Varando8 e >rad< st
Um lindo e variado sorlimenlo de model-
los para varandas e gradaras, da gosto mo-
dernissimo : na fundigo da Aurora em San-
to Amaro,e no deposito da mesma, natrita do
Urum.
Gouro de lustre marca de
casteio.
Vendem-se pelles de couro de lustre, de
muito superior qualidade a prego de 49
4/500 : na ra do yueimado, ha bem conhe
cda loja de miudezas da boa lama n. 33.
ara escriptorios e cario
ros.
Vendem-se resmas de papel de peso do
melhor que he possivel haver a 69, dito in-
ferior poucaicousa a 39 e 39500,'dito paque-
te muitissimo fino a 49500 e fts dito almago
greve e marfim a 49, dito almago muitissimo
bom a 39'200, dito de cores em quartos de
resma a 700 rs., grozas das verdadeiras pe-
nas de ago bico de langa pelo barato prego
de 192OO, ditas muito boas sem ser bico de
langa 500 rs., duzias de lapis nuitissimo fi-
nos a 320 rs., ditos proprios para riscar li-
vros a 800 rs., caetas de osso torneadas para
pennas de ac a 120 rs., caivetes finissimos
de urna a quatro iblh a 1, 2, 3, 49, e ou-
tras mais cousas que se vende barato; na
ra do Queimado na bem conhecida loja de
miudezas da boa fama n. 33.
Saceas com
rinha.
fa-
Vendem-se saceas com farinha da trra,
nova e bem torrada : na ra da Cadeia do
Recife n. 23.
Pedras de fogo.
Vendem-se (de 10 arrobas para cima) pe-
dras de fogo: na ra da Cadeia do Recife
n. 31.
Atteocao.
RESFRIAREIRAS DE PATENTE.
Est3o expostas a venda na praca di Inde-
pendencia, loja n. 33. as refriadeiras de fi-
nissirao barro, inda n5o visto, de diversos
lamanhos, brancas, pintadas, bordadas e li-
sas, as melhores que tem vindo ao mercado
por prego commodo, attendendo a superior
qualidade. _
VENDEM-SE CAPACHOS
pintados, compridos e redondos a 700 e 800
rs ; oa ra do Queimado loja da boa fi*i
n 33.
Bonecap francezas.
Vendem-se bonecas francezas ricamente
vestidas e.de varias qualidades a 19200,
1S600 e 29, na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
Vendem-se duas moito lindas escrava
crtoula, sem vicios nem achaques, o qne se
alianga, bem mofas, algaina* habilidades
coran se informara' a vista : os prdendentes
dinjam-se a roa Direita, na botica n. 31.
Vende-se urna escrava parda cora 30
annos de idade, sabendo cozinhar perfecta-
mente : a fallar na ra do Queimado n. 8.
Vende-se urna taberna na freguezia dos
Afogados na ra de S. Miguel n. 72, com
poucos fundos commodos para familia
a tratar na mesma
--Vendem-se batatas muito novas, no ar-
mazem de Jos Joaquim Pereira de Mello,
no caes da alfandeg. I
Vende-se um cabriolet moderno, com
o competente cavallo : na ra Nova n. 61.
Na ra do Cwspo, loja de Campos &
Lima, vende-se algodao trancado, alvo, pro-
prio para toalhas de mesa, com toque de
avaria, porm muito forte, a 200 rs. a vara"
e a 240, si)xom pequea cousa ; he mui"
recommendsda-esta fazenda para quem-t"
ta de economa. t
Vende-se utna taberna com poucos.-fu'u
dos o bem afreguezada, na ra da Trempt
n. 5 : quem a pretender, pode dirgir-sea
mesma, ou a ra do Mondego n. 49, que!
achara corr quem tratar.
Vendem-se boas esleirs do
na ra da Cruz laberna n. 34.
L) U<-/.<1S
Vende-se,por prego commodo.superior
vinho do Porto em barris de 8.": na ra do
Trapiche n. 14, escriplorio' de M. A. Guerra.
Taclias de ferro.
Na fundigSo da Aurora em Santo Amaro-
e tambem no deposito na roa do Rrum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de mari-
nha, ha sempre um grande sortimento de
lachas, tanto de fabrica nacional como es-
trangeira, batidas, fundidas, grandes, pe-
queas, rasas e fundas ; e cm ambos os lu-
gares existem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despeza. Os prego
sao os mais commodos.
Em casa de Henr. Brunn & Companhia, n
ra da Croi n.10, vende-secogDacemcaixinhas de
duzia.
Ai a dos de ferro
Na fundigo de C. Starr & Companhia, em
Santo Amaro, acham-se para vender arados
de ferro de um modello e construego muito
superiores.
Moendas superiores.
Na fundig3o de C. Starr & Companba, em
Santo Amaro, acham-se para vender moen-
das de canna todas de ferro, de um modello e
construego muito superiores.
Sellins
e relogios.
SELMNS e RELOGIOS de patente
inglez : a venda no armazem de
Rostron Rooker & Companhia, es-
quina do largo do Corpo Santo nu-
mero 48.
5
ao ultimo gosto*
RA DA CADEIA DO RECIFE N. 48, LOJA
DE QUATRO PORTAS, DE
Narciso Maria Carnciro, acaba de receber
pelo ultimo paquete da Europa, um comple-
to e variado sortimento de roupas feitas ao
ultimo gosto deParis, como sejam, casacas
prelas, palitos de casemira e de alpaca, col-
letes de gorgurao preto e de cores com de-
senhos mu delicados, verdadeiras capas de
burracha e seda de duas faces, os nicos
impremiaves, palitos tnglezes de casemira
a prova d'agua, excellentes perneiras de bur-
racha, de todos os lamanhos, e oulras mui-
tas fazendas de seda preta, proprias para a
quaresma, quo se vendem por menos do que
em outra qualquer parte.
RELOGIOS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 18, ha relo-
gios de todas as qualidades, tanto de ouro
como de prata, ditos foleados e dourados,
por pregos baralissimes.
saccis.
ao lado da greja da
continua-se a vender milito em
(>ra de carnauba egomma
Vende-se na ra da Cruz do Recife n. 13,
primeiro andar, por menos prego do que em
outra qnalquer parte.
PARA SACERDOTES.
Meias de laia para sacerdotes, de boa qua-
lidade : na ra da Cadeia do Recife, loia
n 50.
Vende-se superior linbas de algodo
brancas, e de cores, em novello, para costu-
ra, em cas de Soulhall Mellor & C.
Torres n. 38.
Moinbosde vento
____ ^
Na loja da boa f
vende-se o mais barato
possivel:
Grosdenaples preto moito bom, o
covado 2/1IOO
Canto preto muito fino, proprio
para luto, o covado 9*39
ruado Gurgurio prelo muilo finocom sal-
picos, proprio para colletes, o
covado 4900A
t999
com bombas de repuxo para regarhortasaba- ''anuo lino azul, o covado
xadeeapiro : na fundifode D. W. Bowman Lengos prelos de seda para rrava-
na ra do Brum ns. 6.8 e 10. ta, meio lenco
Potassa refinada em latas de seis Meias preta. de seda muito sunc-
lihras. riores, o par
O antigo deposito da ra da Cadeia do Re- Casemira de qnadrinho. pretos
ctfe n. 12, recebeu agora urna porgSo do po- muito lina, o covado
tassa refinada de superior qualidade, em la- Cortes de colletes de fustSo
tas de 6 libras, que se vende por prego ra Ditos de ditos de dito fino
zoavel Ditos de ditos muilo superiores
Laa para vestidos. Gr^e"a,pLeri e da de lindas
1 cores, o covado
Vendem-se cortes de 13a para vestido, de fortes de vestidos de fazenda da
muito bonitos padres, e com 15 covados seda muilo linda .
cada corte, pelo baratissimo prego de 59000: Selins lisoj de cores, 0 covado
na ra do Queimado n. 22, na bem conheci- Veos prelos de fil bordados de da
da loja da boa Carobraias adamascadas, proprias
Odt) ministro, lie De- ...f" corl'"los, pegas de 20 va
. Ditas para cobertas, de bonito
Chincha. dres, o covado
Vende-se algodao monstro com 8 palmos ? ,lm di!.t0 ha um conPleto sortimento de
> largura, muito proprio para toalhas o f,zenda* llnas gnwsas. que vendea,- por
ngoes, pelo diminuto pregu de 600 rs. a Prec08 ld0 commodos, que ninguem deixa-
) comprar; assim como chapeos do
Alg(
da
de
Icngoes, pelo diminuto pregu de 600 rs. a
vara : no loja da boa f, ra do Queimado
n. 22.
Agencia
Low-lloor,
Nenala ova
ii. 42.
Neste estabelecimento conlinu'a a haver
um completo sortimento de moendas emeias
moendas para engenho, machinas de vapor
e taixas de ferro batido e coado de lodosos
lamanhos para dito.
fundicao
ra da
&
NA FUNDIAO DE FERRO .
NHEIRO DAVID W.BOWMAN, .VA
Vil'lO etu
Na taberna grande
Soledade,
saceas.
por 240 rs, o covado
Vetfde-se chita franceza larga e fina, com
pequeo toque do avaria : na ra do Crespo,
loja de Campos & Lima.
Sao muuo lindos para pu-
no os.
Vendem-se muito bonitos botes para pu
nhos pelo barato prego a 500 e 800 rs. cada
abotoadura : na ra do Queimado na loja de
miudezas da boa fama n. 33.
Planta da eidade do lie*
cfe
Vende-se a planta da eidade do Recife e
seos arrabaldes, feila pelo Sr. Dr. Jos Ma-
mede Alves Ferreira, por dez mil reis: na
livraria n. 6 e8 da praga da Independencia.
Jiappa das distancias (la
provincia
Na livraria n-. 6 e 8 da ora"
''nc. /ende-so o map,
is difireme.* villas da .
ilac9o a capital da mesm
D
Chille muito finos, que se vendem por n
nos que em ootra parte: na na do Qoeim**
do n. 22, na bem conhecida loja da boa f-
FITAS DE TELDDO.
Vendem-se filas de veludo preUa e de co-
res estrenas e largas, lisas caberlas da sen-
lo bons gostos, pelo barato preco de 1M
320, 400, 500 e 600 rs., na ra doQoei
na loia de miudezas da boa fama n. SJ
Escovas tie todas as quali-
dades
Vendem-se ricas escovas ingleza* paia
roupa, o melhor que pode baver e de nova
invengSo a 3, ditas francezas muilo boas
i 19, 19500 e 29000, ditas ..r. cbelo innlc-
zas e francezas a 19200 e 2, ditas para den-
DO ENGE- les inglezas e franoezas a *00, 500 e 00 rs
MAN. WA d,ts Para unh* lila dita a 240, 500e 1,
RA DO BRUM, PASSANDO O oHA- outras1uallddesmasbaraus, que ludo se
FARIZ, I!n,d,.n"_r!La: d? Q"-'!lo na bem eonheci-
ha sempre am i?raode soriimenlo dos sesuinles ob-
jectos demechanismosproprios paraeni^enhos.a sa-
ber : moendas e meias moendas, da mais moderna
construct-So ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qnalidade e de lodosos tamaitos; rodas ""c-c superiores maca: Jm-
deutadas para asua ou auimaes, de todas as propor- ?3o de roupas em viagem. pelo barato nrero
epes ; envese boca, de fornalhae registro, debo- de 5, 6, 7 e 89 cada tma. Wllieteln. ro
aira. apuilhOes. bromes.parafusos e cavilhes.moi- todos < s vidros necessarios a 2i ri r
nhos de mandioca, etr. etc. ,... ...______""5 r
NA MESMA FUNDICAO.
se eiecntam todas as eocommendas eom a superio-
rdade ja conhecida eom a devida piesleza eeom-
modidadeem prec.
VINHO DO PORTO GENUINO.
Vende-se ptimo vinho do Porlo em barris de
quarloeoilavo, por preco razoavel: na ra da Ca-
deia do Recife n. 13, escriplorio de Bailar & Oli-
veira.
Cartas liara jogar.
Vendem-se baralhos de carias francezas
muito finase de bom papel a 500 rs. o bara-
Iho, ditas portuguezas muito finas a 320 rs.:
na ra do Queimado na loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Aracaty ;
500 reis.
dr! araca a
Chegou a ra do Collegio n. 5, nova ro-
messa de doce dearag, fabricado no enge-
nho Guerra a 500 res cada caixo, assim
como de goiaba a 640 reis o caixflo.
Vende-se urna cabra de leite, propria
para criar menino : na taberna da ra das
Cruzes n. 20
Vende-se um trancelim grosso para
relogio de gosto moderno : na ra do Pa-
dre Fi..ano n. 21, segundo andar.
.Sal do Assu'.
Vende-se o resto do sal do brigue Feliz
Destino por prego commodo, por se precisar
do navio desembaragado : a tratar no escri-
ptorio do Sr. Manoel Gongalves da Silva, ou
a bordo com o capitao.
Heixe.
Vende-se na ra Direita n. 27, peixe xerne
a 160 rs. a libra, favas a 560 a cuia. raanlei-
ga ingleza a 960, 800 e 640 a libra, dita
franceza a 800 rs., muito boa, esleirs de
peperi grandes a 400 rs., ditas a 360 o 320,
cha hysson n 29560 e 2524C a libra, caixflo
de doce a 1000 c 640, e outros muitos g-
neros, por prego muito barato.
---Vendem-se urnas casas na ra das Man-
guciras n. 8, em Olinda, sendo utna casa pe-
quena e urna grande, com quintil e cacim-
ba : os pretendenles podem ver, e tratar na
ra do Crespo 11. 13, loja de Joo de Siquei-
ra Ferrao.
Attenco.
Vende-se urna excellcnte loja de calgado,
sita na ra Direita n. 48, com armagiio de
amareilo eiivernisada e envidragada, propria
para qualquer estabelecimento, e vende-se
Coui os fundos a vontade do comprador: a
mesma, ou na ra do Livramento
tratar na
a. 41.
Depositle ianos fortes
Em casa de Timm Momsen praga do Corpo Santo n. 13
Livios.eni ortico de Hait-
burgo.
Em casa de Timm Momsen & Vinnassa,
pr&ga do Corpo Santo n. 13.
'iauuio
_ Acham-se a venda uo deposito n. 6 da ra de S.
Francisco, pianinos com o competente teclado,
acnmpanhado de um melliodo faciluuo que ensiua a
iocar walSaa, poicks e slioutises ele, el. Sao muilo
bem aperfeii;oados e servem ao iuesino lempo para
adorno de uina sala.
.. ha hysoiL
O mellior que ha nesle merca lo existe no depo-
sito da rus de S. Francisco n. 6, por cumtnudo
preco.
cilios e lunetas de todas
as qualidades.
Vendem-se superiores oculos com armagao
de tartaruga de todas as graduagoes a 39000,
ditos muito bons com armagdes douradas a
19200, dilos dilos cora armages prateada,
19, dilos ditos comarmago de ago a 800 e
19, lunetas com armagflo de tartaruga a 19
ditas redondas e quadradas de baleia a 50
rs.,ditas de dous vidros armagao de baleia
a 19600, e outros oculos mais quese vendem
por prego barato na loja da boa fama na ra
do Uueimado n. 33.
VAQUETAS PARA CARRO.
Vendem-se em casa de S. P. Jolinston 4 C, che-
gadjs ltimamente, asim como bons sellins ioglezes,
lio de vela, candieiros e castices bronzeados, ludo
dur precos commoitns.
BONS QUEIJOS.
Na ra Direita n. 8, vendem-se bons quei-
jos pelo barato prego de 1:440 cada um.
Velas de Carnauba
a 1*9000 a arroba, vindas do Aracaty, em
caixas de 40 a 50 lihras ; na ra do Queima-
do n. 69, loja de ferragens.
pura
'iilnne
Os melhores relogios de our-,, atente in-
fetez", vendem-se no escriplorio do agenle
Oltfeira, ruada Cadeia do Recife n. 64, pri-
meiro andar.
Va ra da Cruz n. 50, armazem de San-
ta Barbara iV Companhia, vendem-se effecti-
vamente caixes vasios de todos os lama-
nhos.
CERA DE CARIfAUBA.
Vende-so cera de carnauba de boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife, loia
n. 50. ,
Vinho do Porto
de 18&7.
*
No armazem delos Joaquim DiasFeruan-
des, becco da Madre de Dos n. 12, vende-se
superior vinho velho do Porto, em caixas de
utna e duas duzias, por prego commodo.
Deposito
de rappriuceza da fabri-
ca de E. Gasse, no Rio
de .lanejro.
Vende-se a prego commod.o rap fino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
ra da Cruz 11. 49.
Vendem-se terrenos para edificagtj na
estrada do Manguinniho, do do Recife, lado
esquerdo, junto as casas do Sr. Manoel Pe-
reira Teixeira, com 250 palmos de fundo e
de frente os que o comprador quizer : a tra-
tar na ra da Cadeia do Recife n. 9, ou com
Jos Baptista Ribeiro de Faria, no seu sitio
da Estancia.
-- Vende-se a verdadeira graxa ingleza n.
97, dos afamados fabricantesDay Mar-
tin, em barricas de 15 duzias de potes:
em casa defames Crabtrce & Companhia,
ra da Cruz n. 42.
ferloofios
coberlos e descoberlos, pequeos e grandes,
de ouro patente inglez. para homem ese-
nhora de um dos melhores fabricantes de
Liverpool, vindos pelo ultimo paquete in-
glez : em casa de Soulhall Mellor &C; ra
do Torres.n. 38.
Meias de todas as qualis
da des.
ndem-se muito tina* mpia.- kis e brancas para senhoras pelo barato pre-
go de 2/500,ditas de laia pera padres a 19800,
ditas de fio de Escocia pintadas para homem
pelo baratissimo prego de 400 e 500, ditas
brancas ecroas para homem a 200, 240 e
280 rs., ditas pinladas e brancas para meni-
nos a 240 e 300 rs., ditas brancas, finas para
meninas a 240 rs., ditas brancas para se-
nhoras a 240, 300 e 400 rs., ditas prelas de
algodflo para padres a 600 rs., e outras mais
qualidades que se vendem barato na ra do
Queimado, na bem conhecida loja de miu-
dezas da boa lama 11. 33.
Pecliincha para os tfaa
te-.
Na ra do Crespo, esquina que volta para
a ra da Cadeia, existe urna porgflo de algo-
d3o trangado muito encorpado. proprio de
entretelas, pelo baratissimo prego de 120 e
jarda.
Kicas litas finas e inoder
nardos melhores gostos
que se pode encontrar
se vendem na loja da boa fama na ra do
Queimado n. 33eporpregos que nilodeixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente so vende barato e ha muito onde es-
colher.
w
hos.
O CUARDA-LIVROS BRASILEIRO, ou arle
da escripturag3o mercantil apropriada ao
commercio do Brasil : vende-se na rna da
Cadeia Vciha n. 22. Prego 8/Q00.
njjlezesdeouro, desabnete edevidro:
vendcm-seapre<;oraz.oavei,em casa de
AugustoC.de Abren, narua da Cadeia
do Kecife,armazem n. 56.
"$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, ssim como potassa da Russia verda-
deira : na praga do Corpo Santo n. 11.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Ra fundicao de ferro de D. W. Bowmano u
ra do Brum, passando o cbafariz, contina ha-
dar um completo sortimerto da taixss de ferro f un
vidoe batido de 3 a 8 palmos de bocea, ai -juaes
acham-se a venda,por eprc^o commodo o com
proraptidao: embarcan]-.- 011 carregaa-sa mear
o semdospeza o comprador.
Emcasa de Saunders Brothers C. ,
do Corpo Santn. 11,ka para vender o sa
Ferro inglez.
l'ixe da Silera.
Alcatro de carvao,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo liso para suecas.
Dito en trancado igual ao da Babia
E um completo sortimento ds fazendas proprio
para sta mercado : tudo por prego commodo.
Hamburgo.
N. O. Bieber & Companhia, ra da
Cruz n. 4, vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
Brinzflo.
Brinsda Russia.
Vinho de Madeira.
Algodao para saceos de ssucar.
AgodSozinho da
para saceos de assucar: vende-se
de N. O. Bicbcr & Companhia, ra
n. 4.
He -'.iiiito barato.
Vendem-se duzias de facas e garfos de ca-
cm casa
da Cruz
na ra do Queimado na bem conhecida loja
de miudezas da boa fama n. 33.
BANDEJAS FINAS E BABA
TAS
praga
uints

ras 7/00*1
aoo
da loja de miudezas da boa fama n. M.
Boa fama.
Ve nde-se superiores macas para condu-
teiraa de Jacaranda e mogno para se escre-
ver e guardar lodosos perlentes, proprios
para v.agcma 8, 10, \, 12 cada urna, costa-
reiras nquissimas de Jacaranda comoire-
partimentos Torrados de seda ecommoiU.
gosto a 4, 5, 6, 7e 83, pentes muito fiaos pa-
"." rl0priO.s p-n '"ou para aois-
sas a 320 rs., puiceiras do melhor gosto toe
se pode encontrar 2/, ricas cruza do cor-
nalina, carteirinhas para lembrancaa, corras
para homem, as mais modernas que se pode
encontr 1, sinetes com todas as letlraVdo
apcedano, sinetes proprios para na morador
ricos frascos para cima de sosa e ootra.
muit.ssimasgalantarias, tudo muilo Roo e
de muilo bons gostos, asseverando-se a
quem yier ver o rico sortimento, que sem-
pre existe neste cstabeleci ment, n9o deixa-
ra de ter era que empregue murUssisso besa
o seu dinheiro : na ra do Queimado na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
&&W.&PB *S*i.^4i#
Fugiram na noite de 25 do correle
do poder desuaseohora abaixo asignada,
dous escravos, ha pouco comprados ao Sr,
Jos HaymundO Correia, da villa dasLavras
que os comprara no Exu'; um delles tasa
signaes gegttintes 1 chama-se Torqualo ca-
bra negro, idade'de 34 a 36 annos, estatura
regular, bem parecido, cabellos cara pinna-
do-, testa larga e espagosa, cantos mui-
to grandes, olhos prelos, barba toda fecha-
da, e as vezes tras toda rapada, falta de al-
gn dentes na fren le, urna cicatriz as cos-
tas da mao. e falla muilo mansa, levoo ves-
tida, caiga e camisa de algodao azul, cha-
peo de couro.e comsigo, urna Mea e camisa
de algodao azul, um lengl da alcoMo bran-
co e urna Taca de lrrachar.com cabo do oseo
polido, esle escravo fora de Manoel Floren
co de Menear ; ooutro por boom Albino.
idade de 18 a 20 annos. pardo dar, cabel-
los carap.nhados, olhos pretos, ntos li-
mados, alio e relbrcadu, pestaoeja qoaodo
olha, lvou vestida, calca e camisa azol.on
dita de riscado, e urna baeta encamada
jaquel, de couro : consta que fu giras am-
bos reunidos, por serem amigos a proce-
dentes dos serios : quem os prgar sera w-
nerosamerite recompensado, alera da com-
pensagao das despezas flue os mesmos Bu-
rn., podendo dirigir-se nesu eidade do l
cito, a sua senhora, moradora na ra do Ho>-
picio n. 5, na Parahiba, villa do Pombal
cas. do lllm. Sr. delegado Joao D.nU. de
Oliveira, 110 Rio Grande do Norte ser?. .
Martins, c.dade da Imperatriz ao SrTran-
cisco Roberto de Oliveira. Recito 26 de mar-
go de 1857.Josepha Francisca Pinto Re-
gueira Hamos. .
No dia 26 do corren tc.desa pareceu da ca-
sa do Manoel Antonio de(Jesus,ura seu escravo
por nome Ignacio Calle, do gento de An-
Em casa de Rabe Schmettau & Companhia, basass^h^tn^TV !}UebT.'o d#.a^
ra da Cadeia n. 37, veudem-sc elegantes Squerdo orn* i. d. Ple"
r,!aann,buoaf8,nad0 rabr,Ca"lC TraU'"ann dG S^^r?b. ^..toTa5%
loi canoeiro no porlo da ra Nova, muiio>
annos e he bem conhecido por Utolc r*.
commendo a todas as autoridades policiae
e pessoas particulares, por quem possa sm-
encontrada-se. que omandPm pegar e entre-
gar na ra larga do Rosario n! 18. ped,ri,
que se recompensan com generosidado
Fugo de bordo do vapor Iguarasau o
escravo pardo de nome Amaro, idade 00
Bfl ll I "nn.os' llu.r re8"'". fo. canoeiro do por-
a cm casa rUa VV quem aPPhender toW
do-o a seu senhor j0S Francisco da CwU
na ra do Trapiche n. 14, primeiro sodar'
sera generosamente recompensado.
Atenyao.
Fugio no dia 16 do corrente mez
bode marfim de boa qualidade a 109, ditas in 1 5 rl !t "ellle raa **
ditos de cabo de bataneo muito finas a 6/, ,,^"" T.0"10^ .s s,PD,es Kuinles :
ditas ditos cabo roligo e oitavado a 33, du- 0" f.ifrtJa. Jf ? eor.po' f" barb"'
zias de eolheros de metal principe a 3 e 65: r it, *"1? n" freD!f' calvo <-
ditas de mclal mais ordinario a 800 e 15400, l'Pn,"ii beca, ojoiIo agrala, ka
e outras muitas cousas que se vende barato ^^Sur^V t^ V"lre8,mdo "*
na ra do Oueimado na bem conhecida loi 2!I_?c!a" laDerns. lem 8.'d<> encontrasW,,,,:
z "aPas
diversas pessoas conhecidas, e diz
que anda em servigo de seu senhor ; ni
so roga-se as pessoas que o encoolraroua
o mandem prender e levar roa Direita n \
que serao generosamenle recompensadas
Vendem-se bandejas finas e de varios ta- desannarec. nm^nir'^ d correi, o,
manhos pelo barato prego de 1/500, 2*500, Dlrcct chmdoT ?f .d "<. *
35500 e 43: na ra do' Queimado loja d So .^.d maM V'nd. ",UU> *ao-
miudezas da boa fama n. 33. %fi l>Tn^^0'-A?ml P^wnU ter
de 26 a 32 annos de idade, de nome Mathias.
I PfllF^ FINfi^ coznheiro, estatura ordinaria, magro, roslu
lafiUUU llilyO. coraprido, pouca barba, olhos grandV-
Vendem-se Iequ,es muilo finos com ritas brancelhas fechadas, nariz chalo c pontudo
pinturas, espelho e plumas a 2*, 35500 e 4/ : beigos grossos, bocc regular e com denles*
na ra do Queimado loja de miudezas da lVi urna pequeoa cicatriz cm urna das fa-
bos fama n. 33- ees, e outra em urna orelbe, pela parte de
U>kta-42 4?& \ ii ^a,.xo'de um talho que levou, bem como
oTOldaSi %D Cil oulr* "o Pescogo, que por muito leva, Ulvcz
seja pouco visivel; foi encontrado em Santo
V inn'Arr -l11-' spguindo a estrada, com um bauzi-
??
No antigo e ji bem conh-ecido^lfioosto da tn,f".e8 est0 e ra da Cadeia do Kecife, escriptorio 11 12 Jos uo Rea no Recito, ra da Aurora:
ha para vender muito superior potassa d 1"ea, opTehender sera bem grat.hcado.
Ess ""' r,c"io""""'"- = S"sxri
dores satisfetlos. prid0j barb, serrad, e cri, suiSM> com Mu
ParaCIIiem eStlVer de lutO. de dentes na frente, e consta andar vestido
v^An _. .... 1 j ^ com paleto, e calgado : quera o pegar leve-o
,,ha^uI^/rd?QU%,naK0*rna bemC "orto do dito navio, junto aocaT do P^
llu..L,J c r6 m,udcz1as da. boa fama 33' seio Publico, ou a casa de seu consignatario
voltas prelas linas e ordinarias, ricos allme- Ualloe, .,' r.lpri- ru. do ir^ST.
tes ricas pulceir.s, e ricas rozetas. tudo do ? sera bera recorapensldo P'Cb* "
melhor gosto que se pode encontrar e por H
prego que no deixara de agradar aos se-
nhores compradores. PERN.: TiP. DE M* F. DE FARIA 1857:
MUTILADO


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