Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07714


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Full Text



r
AiMNO XXXIII N. 41.

Por 3 mezes adiantados 4000,
Por 5 mezes vencidos 4"500.
SEXTA FEIIU 20 DE FEVEREIRO DE 1857.
~_
Por auno adjuntado ISfOOO.
Porto franco para o subscriptor.
EdCARREGADOS DA SITKSCRIPCA'O NO NORTE-
Parahiba o Sr. Joao Rodolpho Gomes; Natal, o Br. Ja
quim I. Pareara Jnior ; Aracalv, o Sr. A. da Lemoi Braga ;
Ceara, o Sr. J- Jos da Olive ira ; Maranbao, o Sr. Joaquim Mar
Juei Rodriguea ; Piauhv, o 8r. Domingo! Herculano A. Pessoa
earenae : 'ara', o Sr. juilino J. Ramos Amazonas, o Ir. Jero
ojmo da Coala.
PARTIDA DO i .111x11 EIOS.
oim.i,: i" u. o, di
ll
S. AalBo, I!
S. Lame
aira, Flor,
C.b.., I,.j
l'iinriil'iris u
1 Ollni o$ |
i, s > <* mc-wi IwrM do iIm.
...ijiim. e Krabiba : iu* wgtm *ntou-tmna.
terrux, Remito, Cunurv, Aiunt.....Gamnhut*: tu ire-lutm.
iv ,-.) \nl(,, Kauteth, Unt^ro, Brcjo, FVtsqHfn. laga-
VilIa-BasUa, Itoa-Yj-i*, flrieurj e En u* .'.uru.-iefnu.
ic*. Schuhrm, lli.a-I-'oriim-o, L'm, Hart.it..*, AijUl-Preia,
Nall : fltolu-faint.
itrrn>- parlen fu haru i >ia -.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do cornmercio .' legundas quintal.
Relacao ; tercss-feiras e labbadoi.
Fazeuda .- quarlas e aabbadoa aa 10 borai.
Juizo do cornmercio: leguada ai 10 horas e quinlai ao meio-dia
Juno daorphaoa: aeguadaa e quintaa ai 10 horai.
i'rimeira rara do civel segundaa a lenai ao meio-dia.
Segunda Tara do civel: quartai a labbadoi ao meio-da.
EPHEUERIDES DO ME/. DE FEVEBEIRO-
1 Quarto crescenle ai 6 horai e 1 minutos da tarde.
La cbeia ai 9 horas e 33 minutos da jrdc.
17 Quarto minguante a 1 minuto da manfla
H La nova as 9 horas e 38 minutos da manh.ia,
Primeira II e 30 mioutoa da tarde.
Segunda e 54 minutoi da manha
DAS da semana.
Di Segunda. Ss. Porfirio. Samocl. Jeremas.
17 Terca. S. Policromo. b.; Ss Secundino e Romulo Vlm.
18 Oiiana. S Theotnnio 1. prior de S, Cruz*
19 Quinta. S. Conrado f. ; s. liabino m.
21" Sella S. Ixleuterio C Kilo Itb.
21 Sbado- Ss. Maxituiano c Fortunato Itb.
22 Domingo, da Uuiuquagesima S. Masrgarida de orlona I.
EXa.AKKEGADOS DA SI.llSCKIpr.AC M mi,
Alagoas.o Sr. Claudino Falcao Dias ; Baha, o Sr. D lMn.ru
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira .Martina.
EM PERNAMIIICO
V) proprietario do DIARIO Manoel Fiaueiroa d< lana na na
livrana, praca da Independencia ni. 6 e 8.
PARTE OPPIOtAL
TRIBUNAL, DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 19 DE 1 EVEREIRO DE
1857.
l'retiitncia do BXM. Sr. desembargador
Souza.
As tU horas e meia da mauhaa, prsenlas os e-
nhores depoUidos Reg, Baslo, l.eroos e supplenle
Itinios e Silva, na falla do Sr. Siqoeira, o Sr.
presdante abri a sesso, sendo lida a acta da ulti-
ma, (oi approvada.
EXPEDIENTE.
O tribunal do cornmercio resolveu consultar ao
governo imperial sobre' o augmento de tres corre-
lores desla praca, visto ser diminuto o numero ac-
toal de cinco.
Um requerimenlo de Jos Baplisla da Fonseca
Jnior, pedindo registrar urna conla do cosleio do
patacho Anna, qae Iho foi consigoado.Regs
ire-se.
Huiro. inl'onuado pelo Sr. desembargador fiscal.
de Raymuudo Carlos Ceite, pediodo registrar o con-
trato aunexo de dissolucao da suciedade.Como re-
quer.
ilolro, inlormado lambem pilo Sr. desembargador
Macal, de Manoel Francisco da Silva Carrito, pe-
diodo registrar a aulorisarao qoe dera a' sua mulher
para poder commerciar.Hegislre-se.
SbSSAOJDICIARIA EM 19 DE FEVEREIRO DE 1857
Presidencia do h.r.m. Sr. desembargador
Souza.
Faltou o Sr. depulado Siqoeira.
Julgamentos.
Appellinlcs, Jo Pinto de Ceraus Jnior e ou-
Iros ;
Appellado, Gaspar Autonio Vieira GuimarJes, co-
mo cessiunario de Manoel Antonio da Azevedo.
loi confirmada t senlem.a appellada.
Appellautes, Mai.oel da fon-era Cimbres e Jos
Aulouio l'inlu ; -
Appellado, Fortnalo Carduzo de Gouveia.
Fui confirmada a sentenca appellada.
Appeilanle, Aulouio Joaquim de Souza Ri-
beiro.
AppelUdos, t. Cicilii Rosa da Cosa e Joaquim
Jos Coorenco Cartacbo e onlros ;
Desprezaram-se os embargos.
EXTERI&,.
JUI.GAMENTO DO ASSASSINO DO AKCEBISPO
DE PARS.
Tribunal critfial do Sena.
('residencia de M. DeMligle, priraeiro>presidenle.
.lulifeia de 17 de Janeiro.
Cansa de Vereer.Homicidio commeltido na po-
sos de S. Exc. H vm.i. o arcebiipo de Paris.
O sacrilego crime commeltido no dia II de Janeiro,
e de que nao lia exeroplo oos nossos anuae* judicia-
rios ; a solemoidade com que se procede aojulga-
meuto do assaHno, concorreram para que acudam
numerosos espectadores ao tribunal.
Ja antes das nove horas da manhaa a sala eslavo
qoasi apinhada de advogados e de pessoas a qoem se
linham dado bilheles.
Mono- magistrados e membres do ministerio pu-
blico oceopam as cadeiris collocadas por delraz do
tribunal, No hemieyelo lomaram assenlo o Sr.
prineipe Mural, os emhaixadores e os addidos de
embaixada.
A's dez horas e meia entra o reo Verger. He ura
hoinein de eslatora mediana, um pouco magro, de
roslo paludo e taciturno, cabello preto e basto, olbos
bastante encovados: nos labios contraliidos, divisa-
se-lhe um constante movimeoto convulsivo, o olfiar
he sombro velhaco. Vesie orna sobrecasaca abo-
toada ate lo poiclo.
l'ouco depois, os membros do tribunal oceopam os
saos lugares. *
M. Vaisae, procurador gem, icompanliado por
M. Barbier, adrogado geral, lomam assenlo no lugar
destinado eo minislerlo publico.
O Dr. Nogenl Sainl-I.aurens, advogado do reo.
Momeado ei-ollicio. eala sentado no banco dos de-
fensores.
O presidente.Accusado, levanle-se. Como s*
chama '.'
Verger, (com dosembaraco e voz forle :Joo
l.oiz Verger.
Presidente.Que idida lem '.'
Reo.Triula annos.
Presidente.A sua prolisslo '.'
Reo.Ecclesiaslico.
Preaidenle.Onde morava '.'
Reo.I Kimamenle morava com meu irmao, na
ra de Sena, n. jO.
Crcsidente.Donde he nalur.il '.'
Reo.De Neuilly sobre o Sena.
Presideole.Assenle-e.
M. Col,primeiro escrivao 14 o auto de aecusarao.
V.i- aqu o Iheor desle documento :
No dia 9 de jaueiro, a igreja de Sanio Estarlo
ilo Monte foi profanada por crime nefando, l'm
prelado, qut pelas suas qualidades pesioaes e pelo
augusto carcter, de que eslava revesli lo, pareca
nao dever ser o alvo de senlimenfos odenlos ou
vingalivos. S. Ec. Rvma. o Sr. Siboor, arcebispo
ile Paris, soecumbio ao ponhal de um homicida,
qaando celebrava tima ceremonia religiosa. O au-
tor desle crime (lie mu clrigo indigno, e que com
juatica eslava suspenso. Para immolar a sua victi-
ma, levanloo-se denlre o povo, ajoelliado entre o
qual se occullava, fiogindo orar humildemenle.
Em Sanio Eslevao do Monto celebrava-se urna
fesla dedicada a Santa Genoveva, padroeira de Pa-
rs ; o arcebiipo all se dirigir para ofliciar. Das
Ires lloras para as Ires e meia cliegou elle, t loi
sentark na capella-mor, para assislir ao sermao.
Concluido este, cncaminhou-se para a sacrista, am
tle reveslir as vesles poutilicaes ; em sezuida o
p,-eslilo arclnepiscopal dirgio-se pira o altar innr-
Comerou a procis-So, e depois de ler dado urna vol-
ta a igreja, S. Esc. dispunha se a enlrar na nave
pelo grade rollocada por batao do orgao, junio da
porla principal ; ahi eslava na primeira cadeira da
lerceira bancada, a direifa, um homem (alindo um
paleto!; era o reo Verger. (i. Fiis ajaelhavaaa
recusradous ou Ires pesaos, mas -em largar o b-
culo archiepiseopM ; porem acurvando-se logo, ca-
hin uus braros dos clrigos, que o acompanhavam.
I m delles ouvio-lhe distinctamenle soltar estas pa-
lavras ; a Oh meu Dos mea Dos e mais al-
gomas oolras. Mas a voz era ja inoilo sumida, e a
(esleinuulia que depe sobre esle fado nao pdc per-
celier, se elle dissera : n Que ilesgraca ou :
Desgranado I n
n O ferlmento nao foi so mortal, mas de algum
modo fulminante ; transportado primeiro para a sa-
crista, depois para o presbylerio do Sr. parodio de
Santo Eslevao do Monte a nebro victima em breve
eihalou o derradeiro suspiro.
O assassino, logo preso pelos mariuheiros da ci-
dade, foi condozido Mairie (adroinislrarao) do
'2. bairro, onde se llie lizeram as primeiro- per-
gunlas.
Nao lie possivel descrever o assombro c o ter-
ror que se apoderou das pessoas, que e-tas un na
igreja ; fura della nao foi menor .'a cooslemacao,
onde chegava a fatal noticia, que se espalliou cora
extrema rapidez; lodos queriam couveucer-se de
que o crime, que escolhera urna victima u nobre
e lio clemente, s poda ter sido commeltido por
um homem lonco, o que se vai ver mostrara, se
he possivel conservar semelliaule illuso.
o O accusado Verger uasceu em Neuilly sobre o
Sena, em -21) de agosto de 1829. No dia I- de abril
de !8il, contando eulo li anuos, foi aduiitlido,
grarat senerosidade da Sra. soperiora das recolhi-
das de Neuilly, uo pequeo seminario da ra de ,v
Nicolao du Chardounet. Dos registros desla casa
consta, que em I8t-i fui della expulso por faltas, em
que se achava compromcllida a sua probidade. De-
pois de ter passado anida alguna auuos u'um colle-
i:io (particular, entrn no grande seminario de
Meaux, e ah recebeu ordeus sacras aos 2't annos de
idade. Foi primeiro eocommendado em diversas
parochits .ruraes da diocese de Meaux ; mas esla
po-ieao honrosa e modesla no poda salisfazer a
ambieao o orgolho, que ilesde esla poca conlilueui
a principal ferito do seu carcter.
Em 1852, Verger vcio para Paria, onde esperava
encontrar urna surte mais brilhante ; alcanrou li-
cenra temporaria para dizer inissa ; depois, pela
mesma recomuicnda<;au, queja o prolesera em ISil,
o reverendo padre l.egrand, parodio de S. Germa-
no l'Auxerrois, consenlioem admilli-lo na sua igre-
)a, na qoalidade de cosdjuclor.
O reo passou quasi 3 annirm S. Germano
l'Aoxerrois. Ouando para ahi enlrou, viuha cheio
de dividas. O reverendo padre l.egrand deo-lhe a
quaulia de 801) francos [1449000 para as pasar, e
tan longe levou a sua benevolencia, que I lies deu um
apo'culo ii sua resi lencial parochlal. Verger acei-
tn os beneficios do respeitavel parodio ; porem de-
pois dasilludido das exageradas esperanzas que con-
cebera com esla protec(o, alrcveo-se a levan-
lar contra o sea > mi'eitor as mais indignas ca-
lumnias.
. I-'.ui agoslo de tNjj, a SMoridade superior da
diocese, havendo eaaeado a Htenea que llie dera, o
reo leve de deisar a parochia de S. Germano l'Aa-
\errois.
a Anda se deraorou 7 mezes em Pars, cansando
o areebispo e o iribunaes com as suas ealnmniaaaaj
queixas contra ureverondu padre Cegrand, edirigin-
do a esle varias cartas, ameac.ando-0 de fazer escn-
dalo, se llie mo arraniasao urna igreja. cujo rendi-
menlo fixava em 2,300 franco- i Ii- rs.
ii Finalmente, S. Exe. Revir, o Sr. Sibour. con-
doeado-se da miseria a qoe eslava redozdo, dignou-
se interceder par elle ao bispo de .Meaux. que conti-
nuara sendo seu superior eeclesiaslico.
v Urna caria do Rvm. bispo de Meaux, que asta'
junta aoa aulos, e com a dala de t> de fevereiro de
IS.Vi, atiesta que fora em conseqnencia dos desejos
manifestados em nome do areebispo de Paris, que
chamara Verger a' sua diocese, eem 12 de marro se-
guinle foi Horneado encominendado da parochia de
Serris.
ii l'oremnovos escndalos, em breve Ihe merece-
rain novas castigos.
ii Nos principios de deiembrn de 1856, o reveren-
dissimo bispo de .Meaux foi obrigado a suspcndc-lo.
Esla resoluro Ihe foi eommunicada por urna caria
com adata de 12 dedezetnbro, na qual anda lran-
parece alguma benevolencia.
a (luir caria lambem janta aosaulos, do reveren-
ilisiimo bispo de Meaux ao areebispo de Paria, mos-
Ira que a suspenaao te fuudamenloo em Ires mo-
tivos :
ii I. Por sor autor de um libello famoso conlra a
jnslira de Melun.
ii 2. Por pregar n,i igreja que parochiava, conlra
o dogma da Imrnacuhda Couceicao.
ii I. Finalmente, por se ter descoherlo um es-
criplo intituladoTestamento, cheio de violentas
diatribas contri os dogmas da religiao, conlra a au-
loridade e a disciplina eeclesiaslica'.
Parece que Verger -alio de Serris, dirigi lo-se
a Paris em 2*> de dezembro de 18.(>.
i Allega elle, que veio para pedir ao areebispo
melropulild, que Ibe levanlasse a suspenso, que
llie impona o revereudissimo bispo de Meaux
aere-orilla que concebir u pensamenlo de se vin-
gar por meio de um crime logo em 2(i de dezembro,
que foi quando ama pesioa que Hulla relaces com
o arrebi.po, Ihe disse, qu S. Eic. reverendissima
Ihe nao levaularia a suspenso, e nao consenliria em
dar-lhe audiencia.
ic A leilemunlia indicada he Mr. Legiotll ; depoz
o aclu do inqtierilo. e pelo seu depoimento consla
que manifeslara ao reo s sua propria opiuiao acerca
Ha justa causa da uspensan, e por forma alguma se
justifica, que esta lestemunlia Ihe hajs dilo que o ar-
eebispo o conde.....ara, negando-se a dar-lhc audi-
encia. ,
serroso, reflecliodo porm, que alguns ecclesiaalicos
d parochia linham sido seus condiscpulos, e pode-
riam, conhecendo-o, prejudicaros seus projecloa, foi
enfilo collocar-ie na nave, no lugar cima indicado,
e ja' ahi eslava qnando o areebispo chegou, e all
permanecen dorante toda a ceremonia. Finalmente,
ao aproximar->e o momento fatal, soube abrir a ho-
micida faca com o maior disfarce, aguardando qoe a
victima viesse por si mesma eolregar-se ac seu fu-
ror.
ir Nao dei isguodo golpe, disse o reo, porque bem
sabia que o piimeiro linha sido cerleiro. a
ii Se a' visla desles fados e deste modo de fallar
podesse liaver anda alguma dunda acerca da pre-
meditado, qae dirigi o braco do assassioo, e da
responsabilidade penal em que incorreu, alguna do-
cumenfos apprehendidea lauto em casa de seo ir-
mao, onde residia quando commelleu o crime, co-
mo no seu domicilio, em Paris. Ianc.ariam sobre esle
fado urna luz brilhante o ao mesmo lempo sinis-
Ira.
ii No roesmojda do'crime, e lembrajido-se ja' dos
suas consequencias, Verger escreveo pelo aeu pro-
prio ptinho um lestameulo, no qoal Inslilue o irmao
seu universal herdeiro, e Ihe da' orna procorarao
com ampies poderes para receber qoaesqoer ordens
de pagamento, qoe Ihe fossem dirigidas no decurso
do mez de Janeiro.
Ao lado desla prova da (amaulia placidez, pres-
tes a commeller Uto grande crime, he misleraore-
seutar ama outra, pela qual se conliece que o ro
amadureceu o seu execrando designio, ora ahando-
ii.iii.Iu- >, ora renovando-j. conformo as cousas cor-
ran) ou uao corriaru a' medida dos seus desejos.
i No dia :il de Janeiro de 1856, Verger escreveu e
assignou por seo proprio punho um papel, qtie foi
euconlrado entre oulroi. Fura esse dia, -em davi-
da, o indicado para a perpelracao do. crime. que t
veio a realisar-ae passado um anuo, porque esse pa-
pel alludido acabava nesles termos :
o Su eu premeditei a alimenlei, o golpe que aca-
ba de ferir o arcebiipo de Paris. n
n Perguulado a esla respeilo pelo magislrado io-
lerrosanle, Verger reapondeu :
ii Esse papel foi eirriplo na verdade por mim ;
lie lambem verdade que no anuo passado, achando-
me nessa occasiao sem recorsos, em consequencia da
sospenaao, resolvi'malar S. Exc. reverendissima.
Abandonei esla idea, quando conceb a esperanza
de obler naaro emprego na diocese de Meaui : re-
uasceu porm, e laveia-a ao cabo em resollado da
suspenso, que me impoz o revereodissimo bispo de
Meaux. Acliei me na mesma sitoar-ao penosa, e al-
guem me disse, qoe o revereodissimo areebispo de
Paris nao quera nein ulgr-me, uem mesmo ou-
vir-me. u
Porlaoto, Joao l.uu Verger he accusado de ler
no dial) de Janeiro de 1857, perpetrado homicidio
voluntario com,premeditarlo e Iraliicao na pessoa de
Alaria Domingos Auguslo Sibour. areebispo de Pa-
rir.
Crime previsto no artigo Irczenlos c dous do co-
diso penal.
u As testemiinh.i- era numero de 19, tfi apreseu-
ladas pelo ministerio publico e Ires pelo reo, reli-
raram-se para aa salas que Ibes eslao respeclivameu-
4e designadas.
O presidente. Verger, levanle-se.
Verger. Desejo apresenlar urna observarlo ao
Iribunal e aos jurados. Peco ao Sr. presidente que
aje digne conceder-me ja a palavra.
Presidente.Tero a palavra.
Verger.Ssnhores, ha desenove seclos, um ho-
mem qoe esa ma i- que nm homem, qoe se chngate
Jess Gbrislo, e que era homem e Dos ao mesmo
lempo, pronouciou urna senlenca compendiosa ; essa
senleuca he a seguinle : I'ax vobi* ; po.i mnibus.
Oolro homem. que vos todos estimaos e veneraes,
que eu eslimo e venero lambem, disae no nosso lem-
po : o imperio he a paz. Senhores, be misler com-
prehender o sentido desta*;jnotaveis palavras o
imperio he a paz....
Presidcule.Accusado, nuca-no-...
Verger.Ja concluo a minha observacao.
Presidente. Reserve-a para soa dele /a.
Verger, lomando calor.Com licenca... o impe-
rio he a paz : o imperio da espada, he a guerra : o
imperio moral, he a paz. Senhores, ouvistei ha
pouco o Sr. escrivao ler-vos um aulo, uo qual se
contera os mais circunstanciados pormenores do
soccesso pelo qual sou responsavel peranle Dos,
peraule a sociedade, e peranle mim mesmo. O mi-
nisterio publico leve sua disposicao lodos os meios
para haver o que Ihe era misler afim de me aecusar,
afim de me denegrir, alim de me apresenlar socie-
dade como um criminoso.
Senhores, sou obrigado a dizer-vos que para mim
nao houv e lanas facilidades: desde quo eilou preso,
nao me lem lido possivel procurar a menor prova
externa para fortalecer e corroborar a miuha defeza.
Reconhcco que as aecusaees que me dirigem sao
lerrivcis ; porm os meios de defeza que leuhu para
me juslilicar do delicio ou do crime, que me impu-
tara, sao lamhein formdaveis. Entre os meus papis
eiHlern documentos, os quaes vos provarSo al onde
chegou o odio doi meos inimigos ; e, senhores, os
meus inimigos sao a inquisicao papal : he a Inqui-
siclo papal qoem aqu me Ironxe.
Os meus documento, foram em parte entregues
ao meu honrado palrouo ; mas lia oulro ponto capi-
tal para qual desejo chamar a vossa aliente, ae-
nbores jurados, e a do Iribunal. Esle poni'capital
he o que diz respeilo i minha f ; um clrigo sem
f, nao be clrigo. He por islo que eu preciso que
me lejam entregues todos os meus papis. Esles pa-
pis estarla, como eo proprio, em seguranra na mi-
nha pri-a i.
Iluntem lUeram-me urna violencia moral com rc-
Verger ; pergunlei-lha se a sua defeza exiga maior | O presidente.Verger, deixe concluir leslemu- Verger.Revelo-a pela minha energa.'
prazo que o que decorria al boje, se careca de al- j nha. A justici respeita a liberdade da defeza. Pos- I O presidente.A sua energa '.'
guns documentos para bem da sua defeza. Depois lo que se negu i discos sao, poder fallar quando
de ler manifestado o desejo deque se adiasse o jul- llie parecer opportuno. ,'A' leslcrauuba'. : Desorle
gameoto, acabou por annuir a que boje se verili- qoe, vio dar a punhalada ?
caise !a Verger; He islo verdade'.'
Verger. Sr. presidente, he verdade e nao lie.
O Sr. Cormonl.Sim, Sr. presidente.
l'm dos porleiros da audiencia abre um embrullio,
O presideule.Verger, lie esla a faca de que se
servio '.'
Verger, com frieza.Sim.
bre n depoimento da teslemunha'!
Verger.O seu depoimeulo he exaclo. I nica-
mente lenlio que dirigir urna ceusura laulo a lesle-
muiiha, como a propria auloridade. Nao sei como
he que a auloridade cousenle que os seus agenles su-
balternos maltralem um delinqueule, ou um homem
sorprendido em llagrante delicio. Apresenlei-me a
esses Sra. meinuhus da cidade sem nllerecer a me-
nor resisteucia ; etilreguei-lhes a minha arma, e, a-
pezar disto, fui horrivelmeule maltratado; rasga-
ram-me o rollete o reo levaoli-se, abre a sobreca-
saca e musir ao auditorio um rasgao que lem no
collele ,deram-mc soceos e ponlaps por lodos os la
Dissesles-mo que defeza seria completa, intelra e cociendo parte das vesles eosangueuladas da vcli-
livre, porm que s devia versar sobre a fado, un- ma,* delle tira urna grande faca catalaa. Agitarao
caroeule sobre o relo ; eu acrescenlei: e especial- j no audilorio).
mente sobre as circumslancias que deram causa ao
tacto.
Assim, para esclarecer cssas circumslancias, he
misler absolutamente que lenha lodos os meus do-
cumeulos, todas as carias escripias pelos meus ini-
migos, os membros da inquisicao papal.
O presidente.Me misler qoe fique bem enten-
dido, que o reo leve lodo o lempo uecessario para
preparar a sua defeza, e que nenbuma opposirao
houve ao prazo que pedia. De que se Irata ',' De
ana accusado de homicidio. Foram intimadas to-
das as leslemunhai que podiam dar esclareciroeulos,
lano acerca do proprio crime, como sobre os pre-
cedentes do reo. Agora o reo vai mais longe ; qoer
atacar difl'erenles membros do clero. Se islo se Ihe
concedesse, a liberdade da defeza viria degenerar
am lirenra. O ministerio publico julgou nao dever
aulorisar seraelhanle capricho. S chamoo, com jus-
to fundamento, as teslemuiihas que podi.im depor
acerca de fados concerueutes ao processo.
Verger.Tenho a honra de responder-vos, que
o meu advogado me escreveu lionlem, sexla-feira,
s cinco horas e meia da larde, iuformando-me de
que s duas da larde reetbra um aviso do Sr. mi-
ulslro da jajstiea. contrario ao do Sr. advogado ge-
ral. Eslou aulorisado para chamar as miulias lesle-
munhas, porm minha cusa ; mas desde as duas
horas ala as cinco e meia nao pode i-ombinar-me
com o meu advogado, e nao live o lempo uecessario
para previnir as ninhas sesseula leslemunhas, cojos
depoimenlos me sao iudispeosaveii.
O advogado Nogent-Ssinl Caureus. Eis o que
lenho a direr para esclarecer esle ponto. O reo li-
nha-ine fallado u'um rol de Irnla a qoarenta lei-
lemunhas que enviara ao Sr. procurador geral. Dis-
se-lbe que de cerlo se faria nina cscolha desse rol,
de que elle me nao deu couhecimenlo. S h.utein
a tarde fui previnido pelo reo, de que por soa conla
quera fazer intimar sesseula lestemuiihas, de eujus
nomes dera conhecimeuto ao Sr. procurador geral.
Agora, se o Iribunal me concede cinco minutos, eu
me combinarei com o roo acerca do ladenle que
elle suscilou com relarau aa suas le-lednmhas.
Mr. Vais.e, pncurador geral. He preciso n3o
dar a esle incidente mais importancia do que real-
mente lem. Nnigueni aqu pretende coarelar por
modo algum a defeza di, reo. Qoe exige elle '.' t)
que temos visla nao he um rol de leslemunhas, he
um abominando libello......
Verger, !evantando-se e rom eueigia.Lea, le-
nhor.
O, procurador geral. He um hnrrivel npon-
loaun....
Verger.Lela! lea !
O presidente.Accusado, recordasles as palavras
de Christo........
Verger, com vehemencia. Sim, appclln para
Christo, para a sua hondada, para a sua miseri-
cordia.
O presidente.Falladles, ha pouco, na necessidade
da paz, entre ella oo vosao e-pirilo. Wao inlerrom-
pa o Sr. procurador geral.
O procurador geral.Annuir ao qae o rn pede,
seria preslar-se o tribunal ao mais indigno eslrala-
gema. O Sr. presdanle leria de mandar calar as
leslemonhas, apena- proooneiassem as primeiras
palavras. Eis aqu loda a verdade sobre este inci-
dente ; o senso commuin ha de fazer-nos jusiica.
Porvenlura podamos uus. depois do sxecrando cri-
me perpetrado na pessoa do revereudissimo areebis-
po de Paria, conseulir que se levaolaase o ponhal
da calumnia conlra as membros mais eminentes do
clero de Franca '.' O prazo que agora vos pedem nao
he mais do que urna nova tentativa para recomei;ar
am estratagema, que forrosaincnle devia fruslrar-se.
Desse rol de sesseula leslemunhas, escolliemoa Ire,
cujos depoimenlos parece ligarem-se aos fados da
aecusaco. Achando-se a causa devidamenle escla-
recida, pejo ao tribunal que rejcle o adia-
roento.
Verger.Nessc caso, a defeza nao he livre.
O presideule.O qae quer dizer aflirmando que
a defeza mo he livre?
Verger.Digo que me negam a liberdade de de-
fender-me.
O presidente.Desse modo, insiste em sustentar
qoe a sua defeza nao he livre, porque nao pode a-
presentar o depoimento de pessoas que accosariam
oulras iiiteiramcnte alheias ,i causa.
Verger.Sun, he a forra de Dos ; e della care-
ro porque pralicaes violeocia moral, c violencia
pbvsica.
OSr. Cesen!)!, proprielario.live conhecimen-
lo do escndalo causado em Serris pelo Sr. V erger;
encontrei-me com e-se desgrasado clrigo, ees-
forcei-me por Ihe mostrar qual era a sua posi-
!3o ; o aconselliei-llie que procuraste os aeus meios
de existencia no (rabalbu. A nossa conversa foi
demorada, e alTeciuosa de parle. De larde insist no
que lbe dissera ; e dci-lheu coosclho de secscot;-
II presidente.--Tem alguma cousa que dizer ao- i dar. Fallou-me na Immaculada Couceirao ; o3o
meconvinha, porm, envolver-me com elle a'om
"i-cus-ao Iheologica. Fallou-me uus seus projeclos
de casamento, e igualmente de que desajava appel-
'ar para a corle de Roma : Iralei de Ihe fazer ver
que isao era inolil. Fallou sempre mu discreta-
mente. Segundo elle disse, esperava recebe-r urna
pnalo do reverendsimo hispo de Meaux. Mos-
Irei-lhe que nao linha direilo a nuil pensao...
Verger.Sempre se lera direilo a um estipendio
vencido.
A lestemonlia S. Exc. It vma. responjeu a sol"
licuaban de Verger, que com elleilo, anda Ihe de-
via alguma quaulia, e que Ih'a faria chegar as mitos.
dos. Bem vedes, senhores, que semelhanle prista iTivs oulra conversa com elle, mas pareceu-me mui-
lo exaltado. Nao o loiuei a ver depois.
dada lem de moral.
O presideule.(Isagentes da pulida, em geral,
cumprem o seu dever cora moderarao. Se porven-
lura. como aflirma, couiraelterain alguma violencia
na sua pessoa, he qoe foram provocados pelo trsle
espectculo que acabavam de presenciar.
0 bedel da Sanio E-levao do Monle, e a alega-
dora das cadeira', slepem sobre fados ja comie-
ndo-.
O presidente.Tem alguma cousa que dizer a
respeilo do depoimento da ultima (eslemuuha '.'
Verger.O depoimenlo da senhora he millo oas
suas consequeucias. Pagoci-llie 10 cntimos 20 rs.
nao be licito, conforme a doolrina de Nosso Se-
nhor Jess Christo, pagar seja o que for na greja,
no lugar aaulo, disse islo mesmo a' senhora, e dese-
jo que aproveile a' sna alma. A' senhora nao pode
dizer com certeza quando beque enlrei por essa
grade : mas digo-o eo ; foi emqnaulo se canlava
o o Magnifica!, a uo lim das vesperas.
O Sr. l'icaul!, cutileiro.Keconhece a faca que
Ihe apre-enlam. Verger appareceu na sua toja uo
dia 11 de dezembro, em Irage eeclesiaslico ; rom-
prou aquella faca por 15 francos SfiOO e mais um
cauvele por 2 fr. O c. 150 rs.) edn para pagar
esses objedil- nina moeda de 20 fr. 8"H>00. )
O presidente.Como honve aquelle dinheiro ?
V erger.Por diversos modos ; nao me lembro
bem.
il preaidenle.Nao linha, havia pouco, recebado
a'.uum socenrro do arcelspo de Paris '!
Verger.Nula, aquelle dinheiro era o producto
l da venda da minha mobilia.
OSr. II miele, pancho de S. Sertino.No dia
de Natal, depois de se cantarero vespera?, um Indi-
viduo que mal vi, e que depois soume ser o padre
Verger, me enlregou urna carta volx.mosa acerca da
minha predica de manilla. Nessa prdica Irate
eu dos devores qoe particularmente nos impoe a
O presidente.Importa, senhores jurados, para
quedis o devido valor a este depoimenlo, que vos
record o escndalo que Verger cautou, qoando fo>
cura de Serris. O tribunal criminal de Melun jal-
gura s coiidemnara um homem accusado der ter en-
venenado urna mulher; Verger que assislira audi-
eucia, lomou a. defeza do coudemnado, publicando
nm libello difamatorio coolra o Iribunal e coolra o
jurv, e dirigi ao Sr. procurador geral ama memo
na, na qoal, em lermos violenlissimos alacava a ius
liluicao do jury. Esla memoria foi appreheudida.
Verger andn pessoalmcnle vende mo orna carta qut
h/era imprimir a esle respeilo. No pulpito rieleuden
o enxeueu 11 ir. Algum lempo depois, preguu vio-
'enl.imente conlra o dogma da Immaculada Coucei-
c.io. Foram esles os e-candalos que Ihe acarrelarain
a suspenso.... Verger, que lem que dizer acerca do
depoimenlo da leslemuuha ?
Verger.Muito, Sr. presidente, i enhoqu contar
peranle este tribunal ludo o que se passou u'um lri
bunal criminal, ha agora dous mezes, pouco mais oo
manes, no dia t i de novembro de 1856. N'esle di-
parli de Serris as qualro, horas da manhia, com ana
minha parochiana,prenla da pessoa que se dizia ha
ver sido envenenada. Na algibeira levava urna cari,
para o prefcilo do Sena e Marne, s)| qual llie pe-
dia algons succorrns para as minhas duas igrejas. .\
senhora Martin, a minha fregntxa, imtou comgi
quea aeompaubasse i audiencia. Obscrvei-lhc qu-
a preseura de um sacerdote, em semelliaule lugai
era cimicaria s conveniencias, e que para alguma-
pessoas seria at objeelo de escndalo. Re-olvi-me,
todava, depois de haver alinorado rom a Sr.aJIar
lio e a-aa familia, a acompauha-las ao liihunal.
Euliou o reo na audiencia ; os meiobro, do tribuno1
lomam os seus logares. I.-se, corno ha pouco, o
aclo de aecusacao. |lnterroga-se o accusado. Em
lodo o interrogatorio uio se enconlr, a mais pequen,
caridade no lempo do Natal, lie, disse eo, o tem- prov* cun,r'' elle. Progride a discusso da cauaa ;
he misler que a minha
laeao us leslemonhas cujo rol eu apreseulra. Des-
Seja como for, proprio Verger declara. qUc j (as leslemuubas, qoe eraiu scai.nla, o Sr proco-
desde esse momento nutri uo seu coracao o projec- rador geral t admillio tres. Eolio jolsuei-me com
lo de orna vinganca atroz de re-lo o pen.amento direilo a escrever a S. Ex. o Sr. ministro da iusica-
do homicidio era-lhe familiar ; referi elle n'om do, dei-lho conla do que se passova, pedindo-lhe que o
seus interrosalorios, que no auno passado depois de lizesse constar iminedialamenlc a S. M. o Impera-
ler sido despedido da parochia de S. Germano l'Au- dor. Eis-aqui a caria qoe escrevi :
.err.it, comprara um machado, com o qual tivera Recurso a S. Exe. o ministro da joslira, para
por ditTereole. vezo, a mlencjo de f.rr ora arce- ser |r.,$miido a S. M. o imperador.
po fin que devein esqueeer-se as injurias, em que as
:amiiu- mai- desunidas, devem reconciliar-se : he
o lempo do perdi, i'ambeinune oceupei de ou-
Iros deveres a que a caridade dbrigaves neis lias suas
relaces com a igreja. ,
O autor da carta nao segura,*as minhas ideas, e o
papel que linha a' visla denunciava um esprilo lao
phreuelicameiite exaltado, que foi logo ver a asss-
oatura, e Ii : o Verger, clrigo, ra de Hacine
n. 2.
Progredindo na leilura, couheci quesera eslarde
accordo comigo, Verger ficara um pouco impres-
siouado com o pensaineulo genrico da minha pr-
dica.
No dia seguinle devia eu dizer miasa applicada
pela reconciliacao dos inimigos ; pedio-me que me
nao equecesse delle nessa missa. Disse-me que es-
timaria muito encoulrar-rne depois da ceremonia,
licando nos amigos de inimigos irreconciliaveis que
eramos. Coucluia neslea lermos : a Porvenlura vi-
rieis ao meu enconlro '.' eu ja sou vosso. Esla
proposla de reconciliacao causou-me haslanle ad-
miracao, porque nao conhecendo o Sr. V>rger, nao
alinavacom o motivo porque podesae ser meu ini-
migo.
Pouco depois, recehi outra caria delle, na qoal
me dizia : a resolva-se a salvar-me, porque eslou ja
perdido.
Nao sabia eu como havia de explicar ludo islo,
todava nm homem, que careca de quein o forla-
| lecesse e auxiliasse, reclamas a minha sssislen-
cia, e dizeudo ser ecclesailico ; entend colher mais
informares a seu respeilo. FCnrarreguei portanio,
um dos meus parorhianos de ir a' morada indica-
da. Era nina hospedara ; Verger nao eslava la',
nem sa,biam onde morava .
Dirigiudo .ilgumas pergoulas aos doDos da casa,
o meu parochinuo obteve as seguiutes respostas :
o Esse senhor lie um clrigo suspenso, e nao mere-
ce que ninguem se oceupe delle. r, Desejaudo co-
nhecer os motivo, qae levav.un o dono da hospeda-
Verger.Sustento, sim
vida seja examinada.
O presidente.Rep lo-llm que, nos lermos d? lei,
nao pode apresenlar senao >s leslemunhas que de-
ponham sobre os fados relativos ao delicio, ou acer-
ca dos seus-precedenles.
Verger.Peco as minhas leslemunhas.
O presidente.Oueira responder s ergonUi
que vou fazer-lhe.
Verger.Nao respondo sen.io :as minhas leite-
uiunfia- : > ra a fallar por esle modo de Verger, o meu delega-
O advogado Nogenl Sanl l.aurens.__Nao desejO a'' '"Sislio. Sem se referir minuciosameole a ne-
prolongar esle incidenle : direi apenas que sem con nhuma cireumslancia, sem ale articular ueulium
cordar abaolulamenlc com a exigencia do desgracado ; rdc, conlra Verger, o dono da hospedara respon-
Verger, he cerlo que aiuda quando lizesse intimar i deu : Se quer prestar algum servieo au Sr. Ver-
m uilas leslemunhas, o Iribunal poda usar do diret- =r,como pdese suppor,eu|n3o desejo contraria lo;
(o que lem de se negar a ouvi-las. Convido o reo a niais ''e mim alguns obsequios lem elle recebido, e
que se modere. pagou-m'cs por um modo bem feto, a A joven
Verger.Honrado patrono, nada lenho que ar-i eT"1"lei,e ,,omm. r'llou nos mesmos lermos.
gor-vos; mas peco absolutamente, e uo. lermos da | ''"'"'"le ornen p.irochiauo dando-me coalada
caria, qoe dirig ao minislro da josca, que venham *"a comi,liisa>'' resumio-a em duas palavras que me
depor ludas as lealemonhas que eo Indique). Man- na,tww a '''"''
lenho a minha vonlade, n. =.. ... Verger.Diga-as, senhor.
quero que seja execu-
bispo. ora o reverendo padre l.egrand.
n Desla vez provra-sa de urna arma lerrivel, a
comprida faca catalaa, de que se servio por um mo-
do lao fatal, e que comprara, diz elle, havia pouco
qoando passava o areebispo, para receberem a ben- meos de dous mezes para sua defeza pessosl.
cao. Verger ajoelliou. Ao enlrar na ave o ar- Ko enlrelaulo, liulia risolvido malar o arcebis-
cebispo abencoara ai primeiras pessoas, qoe Ihe ti- I'. Verger realisou o seu execrando designio, e ej-
cavam i esquerda. Vollmi-se pira a direila, o a*. I proprio contou os pormenores com utna Iranqutl-
sim, Verger achava-ae enllocado debaixo da mo 'dade de espirito, que denuncia a vonlade mais me-
que ia laocar-lhe a bencao. De repente, com a re- I dilada e mais cruel.
pidos do raio, Verger levaula-se, e,. daaembara- fNos iutci rogatorios esforea-se por dar a conbe-
cando a mo direila qoe linha enllocada dexai- ; eer que eslava perfeilamenle senhor de si, o que
xo do paleto!, atira-se ao areebispo, imbele-1 bem sabia n que faiia ; o dalo da" urna prova, ra-
lbe na reaiao do coraste orna comprida faca ca-1 terindo, qoe no dia do Malal, tendo ido a'igreja de
tabla, com qoe eslava armado. Os clrigos que
iam atraz do prelado, nial liveraro lempo para per-
caber o qoe se passara ; julgaram ao principio, que
o areebispo apenas fora loeado com a man ; mas lo-
go o povo consternado vio o assa'sino, o qual m
lenlar evadir-se, e como para glorifirar-se d.. sua
execranda acetas agilava no ar a faca ensaugueiila-
da, exclamando : Ibai.co as dems Depois ex-
plienu, como por esta extravagante exclamarlo pre-
ii Eim. Sr.O Sr. advogado geral, no meu pro-
cessu, negase a mandar intimar todas as leslemu-
nhas de que Ihe dei a lisia. Tenbo a honra de de-
clarar a V. V.\e. que nao responderei absolulameu-
le cousa algaraa ao iulerrogalorio do Sr. juz, ou
se fallar, sera s para o informar do indeferimenlo
dado ao meu requerimenlo.
o Se querera poupar a vergonha aos meus ini-
i migOS, sinlo-o bstanle ; pela minha parle mi me
arreceio delles ; venham lodos.
Ah jaslica humana, a joslira divina cahir
; sobre Ii, desgraca, mil ve/es sobre ti
llem o vedrs, islo he serio, muito serio. Carero
de minhas pravas ; s,1o ellas de duas e-pecies ; sao
escripias e sao verhaes : as pravas escripias sta os
; meus papis ; as minhas prova verhaes sao as mi-
^!JT*?'0tZ?ma0f?" umreSUmo has leslemonhas. Nao lenho ., minha di.posic.io
da sua predica da manhla. acompauhado das obser- I nenllami( de?5as ,,rovas. P *
vaces criticas que Ihe inaoirara ,. ,-.
' '"spi'ara. Pcco-vos que meditis na observacao que arabo
i Nodiai dejaaeiro, aquelle em que rommelteu ; de aprescnlar-voi. Peco ao digno presidente que
o crime, Verger as duas horas da larde dirigio-se a preside a esla audiencia, que se digne a.lia-la pira
greja de Santo Eslevao do Monte, levando romsigo j daqui a oilo dias.
>. Scveniio nnvir urna predica do parodio de-sa fre-
gnezia, voltara de larde a' hora das vesperal, e
a faca caalas : foi primeiro consultar oquadro das i O preaidenle. Senhores jurados, importa que
toadla allodir fesla eslahelecla ds Imnia.ulad. ceremonia, d.q.elle da, depois foi collocar-,e juu- i saiham a ex.cla hislo.ia dos roclos, O recurso inler'
Conceicao, e i confraria de Sania Genoveva. ,0 d., banco do, cel.brau.ea. cora a inlenclo de i pos.o pelo ro conlra a pronuncia, foi regei.ado na
acedando violenc.a do golpe, S. Exc. Rvma. rir o areebispo, qoando este eolra.se para oovir o I quinla-leira paisada. Nene mesmo dia .live can
O Sr. II.inicie.Es-as palavras vilipendo!-, es-
pecialmente applicadas a um clrigo cuslain a subir
lada.
O presideule.O tribunal vai decidir.
Depois do Iribunal deliberar por um hrove espa-; *' bocea de um eeclesiaslico.
o, o presidente leu om despacho, pelo qual o lri-j Verger.lie misler dize-las ; aqui deve dizer-se
bonal nega o adiamenlo, visto que apenas se fun-
damenta na ueccssdade de fazer comparecer om
ludo ; a verdade toda.
O Sr. lia nicle.I'ois bem, aquelle homem disse
cerlo numero de lestemunlias, cujos depoimenlos I que o Sr. era um abominado canalha. Se repilo
seriara alheios, lano ao* fados sobre que versa o I estas palavras, a culpa be sua.
precesso, como moralidade do ro, e mandando j Verger.Aceito esse epilhelo de ranalba al que
quesepasse i dieeos-lo da cansa. prove o contrario.
O presidente.I.evaute-se Verger, e responda as) O presidente.Tem alguma cousa que dizer so-
minhas perguntas. i hre esle depoimenlo '.'
Verger, com vivacidade.Sr. presidente, nada V'ereer._Duas palavras acerca da ullima phrase
responderei ; islo he una violencia moral
O presidente.Enfilo seote-se : entre a priineira
lealemonha,
Interrogatorio das UtUmunkat.
OSr. Cormonl, meirinho da cidade.No dia I
de Janeiro estiva de servieo ua grja de Santo Es-
levao do Monle ; acfiava-uie poslado perlo da nave,
na quinta bancada ; o accusado Verger eslava na
lercejra bancada. Na occasita em que o revereudis-
simo areebispo, que ia co rouce da prociss.lo, enlra-
as leslemunhas depoem, e pelos seus depoimento-
v-se qoe o accusado era culpado de maltratar su
mulher, de ler lido relaces illicilas e criminosa-
com algumas vizinhas, de haver ledazido a irmaa de
soa mulher ; mas de veneno, nem vislumbre de
prova. Os peritos examinaram e analxsaram as en-
tranhll da mulher que se sapponha envenenada ;
nenhum vestigio de veneno encontraran). Estive na
Faculdade de Medicina, e o Sr. Ceaneur me conlir-
mou na opiniao de que nao he possivel deiiar de le
descobrir os vestigios do veneno no corpo de ama
pessoa envenenada.
O presidente.Peso ao acc.usadoaque se reslrioje
a qoeslao ; esses pormenores nao inleressam i dii-
cussao da causa.
Verger.He urna violencia moral he mais nma
violencia para acrescenlar a lodas as oulras Fui
ler com o procurador imperial ; chamou oulro ma-
gi-lrado para a auxiliar; ambos mepropuzeram quts-
Ies dillicets ; mas por duas vezes os levei a parede :
derrulei completamente esle doos magistrados, com-
plelamecle. O proenradar imperial disse-me : Va
se embora, o Sr.cala Mundo Eo respondi-lhe : ala-
que-me jurdicamente Seja parle conlra mim !
O presideule.Convida Verger a que se modere
e a que seja mais conciso.
Verger.Nao !
O presidente.Nao .'Peco-lhe qae abandone
esse lom que assumio desde, que comerou esta ao-
dipncia ; nao posso tolera-lo por mais lempo.
V erger.Tambem eu nao posso alurar as vosaas
aecusaees.
O presidente.i.luem he que vos aecusa .'
Verger.Vos, Sr. presidente.
O presideule.A pi-lica Havia cundemnado esse
homem que quizeslesdefender.
Verger.Innatamente wjnslameate Para en-
venenar he misler, veneno e o veneno nao appa-
receu.
O presideule,Nao be essa a quesio. Se continua
n'eeeea lermos, retiru-lhe a palavra.
Verger.Pouco me importa isso. Preliro a goi-
lliolina, preliro a morle : defendo a verdade, a ver-
dade de Dos.
O presideule.I'ois qu c '. um Iribunal examina
urna caua o mais escrupulosamente que he possivel,
e depois de ler dado a senleuca, o Sr., que apenas
asiljo a audiencia, julga-ie aulorisado para decla-
rar mal fundada essa decisan '.' O Sr. sabe mais que
os magistrados e os sabios '.'...
Verger.Lea-se a minha Cabra Caga a lliso. )
l.am-a, senhores jurados Eu sou migo de lodos
os que ata coudemnado- injustamente, e de lodoi os
qae sofTrem.
O preaidenle.E-la denomitiacuo de "Cabra Cegao
levara lalvez a acreditar n'om desaranjo menlal no
accusado. Eis-aqui a explicarao d'esle ponto: Ver-
ger nu seu libello lamoso aecusa os magistrados c o
Jury de lerem us olhoa vendados....
V erger. todos vos os leudes !
O procurador geral.lie d'ahi que ven es-e ti-
tulo de Cabca-Cega.
Verger.l.am-a Povo, ped que. a b-ain Pu-
blico, pedi-a a meu irmao, elle vo-la arranjaro.
OSr.BaOlafo, visario geral.Conhec o padre
Verger pela primeira vez em 1852 : deixara a sua
dioerse sem o consenlimenlo do seu bispo. Sollci-
da minha carta ao Sr. parodio : De inimigos que (nu ''" revereudissimo Sr. areebispo as llcencas ec-
el'-ia-licas. BsCreveo-ae u hispo de Meaux, n qual
respondeoqoe o padre Verger linha ilgum tlenlo,
porem milites defeitos no ,cu carcter. Como nao!
eramos nos lomaremos em amigos. Sou inimigo
Rgadal do sareniocio actual, como Jess GhrfalO era
OimigO dos | hariseus a do sacerdocio d:i sua po-
ca. Sou inimigo flgadal de "ludo quanlo lie phari-
saico, hypocjila ; quero que se lia o meu es-
cupi.
O presidente.lie cscusado.
Verger.Nao nao !Vejam lodo, : ludo me
negam.
t) presidente.O senhor asime um lom bem lin-
0 Sr. Raotaiu. Eitavam as cousas nesle estado,
qaaudo a irmaa soperiora das irmaa, da caridade
de Neaillx, qae fora a primeira protectora de Vef-
ger....
Verger.He verdade, por causa da minha Inter-
na.
O Sr. Ilaulain.....pedio ao Sr. cura de s. Germa-
no.d'Auxerrois qoe llie desse emprego na sua igra-
|a. Conoeutio elle, e pedio-nos a este respeite, a,
necessarias licenras para confasiar menores.
Verger.E ai adultas lambem.
O Sr. Ilaulain.Eslas liceuras foram ronccdida-
ao senhor cara, e lob a sua reipouiabilidede pesso-
sl. Verger permanecen por algum lampo nesla pa-
rochia.
Verger. Oualro anuo-.
O Sr. Bal un.Ni linha licenca para coulassar
menores, llavera' dous aunos, o seuhor perucho
veio pedir ao areebispo qoe Ihe cassasse aquella li-
cenca.
Versar.Disa o motivo..... VUto que en so li-
nha licenca para eoufessar menores, deve explicar-
se o motivo porque rae cassaram essa liceoca). A
reserva nesle ca-o, suscita acerca dos meos eosln-
mes....
O Sr Baalain. O Sr. parodio lirada molas*
ponderosos, nem o sabe para sollicilar qoe Ihe feme '
lirada a licein.a.
Verger.Suspenda ; o senhor he nm lacmorose !
Murmurios d iodignafao .
O Sr. Ilaulain.As liceoras leudo sido concedi-
das sob a responsabilidade do seuhor parodio, le-
rara do mesmo modo cassadas. Emqnanlo ao que
se passou na residencia parucfiial de S. i.enn nio-
l'Auxerrois, nada tei.
Verger.Ninguem pode sabe-lo. O seabor nao
taiz ouvi-lo.
O S. Iliulain.Sei nicamente que depois d
ler sabido do presby (erio, Verger fez correr circula-
re- recheadaa das mais *in lignaa allegaees contra
o parodio e contra lodos aa clrigos de S. Germa-
no-l'Auxerrcsaique chegou a fazer anisaras lao
raves, que se julgou conveniente advertir a poli-
ca. Ioslaurou-se urna devassa. Ao principio pa-
recen que o autor era um doudo : n resollado d'e--
-a devaasa moatroo que Verger era simplemente
ira homem perigoso : porem como nao eoostava Oe
nenhum fado incurso na apphcacao das le,, dcixa-
r.uii-o em liberdade.
Verger.Ah o senhor esla' desgoslose por na*
poder eucarcerar-me como doudo Ah Ah a in -
piisii;.lo cosluma la/er d'e-.aai !
O Sr. Ilaulun.Depois de ludo islo, S. Kim.
Rvm. ciin lcelo-,..- aiuda da miseria de Verger,
o'.lio ao Rvm. bispo de Meaux que Ihedeae-e emprc-
tO ua sua diocese.
Verger.Ah he isso, he io ; eu era um cl-
rigo -coi diocese, audava romo urna pella de fi-p
para bispo -, nao iierlenria uem a Pedro nem a Peta-
lo : ninguem me quera.
O presdeme.Oueria fallar com mais rea puno
los seus superiores.
Verger.Mai o que eu digo cala ua orre pon
lencia, e esla correspondencia esla jonta aos solo-.
O Sr. Ilaulaiu.No dia t.'i de dezembro nllirnt.
o revcreudi.simo bispo de Meaux, escreveu-me qae
sem embargo da sua boa vonlade, fora obligado a
-uspender ao senhor Verger, e que n.luralmcnle
esic se dirigir a Paris.
0 presidente.Oue lem que dizer sobre esle de-
poimeulo '.'
Verger.Moilas coosas. Em primoiro lugar,
uhor vigario geral, declaraos qoe me cassaram as ll-
cencas em S. Geimauo-l'Acxeriois, e nao di/eii n
motivo. Aarim.fazeis com que fique suipeilo o iiieu
priicedimenlo ; ora bem ; lambem eu tenho o direi-
lo de voi perg'.inl.ir se he porque o mea modo de
proceder-rol re^rehcnsvel no'quc respeilo e le ene <
coslumes, que ma tirasles as licenca, em S. Germa-
iio-rAuxerrosJ* He porque-em resultado de de-
saccordos que houve eulre nos, o lenbor parodio
quiz separar-se de mim sem bulha, e propozera nm
parodio da lina Nova e ao de Nossa Senhora do C-
relo para me admildrem na sua parochia. E coum
eslai suas deligencas te frustaram, he qu- me move
lie enciriiica la guerra. Primeramente, jugando
fazer com quo sa'iisse da parochia, reduzio a mi-
nha congrua a um terco Ficoe de que ,e ha da
lembrar'.' Conseule que se levanten! sospeila a-
cerca dos meus eoslumei. Faz com que me nrrm
as licenca- de coofessar. Ura, he mi,ler que lodo,
sai'jamos que, o sacerdote qoe lem direilo de dizer
un- i lem direilo de eoufessar.
O Sr. Ilaulain.i.iueira perdoar ; a ordenarao a a
luri- fice',,, sao duas cooaas di,lindas.
Verger. Sim, he eisa a doulrina da luqui-i-
rao.
O Sr. Ilaulain.Conhec) esla materia roelho qae
o senhor.
Verger.t) Sr. falla conforme n seu ltalo, ea
iuvoco o meo, e ea Ufa provarei se aisim o deso-
jar.
O presidente.Mas uao seja lao vilenlo.
Vargas*,Oavtr-aee-fca um vezao menos coro pa-
ciencia '.'
O presidente.Nao nc a paciencia que nos l.dl.i.
Verger.Sim, he a paciencia. N'esle negocio
su queris ver am humem morto, om ponhal en
ungentado, e depoil o cadafalso, onda subir' en-
tra virtima.
O presidente.He escudado demorar |>or mais
tem|io esle depoimento.
O Sr. Ilaulain.Pos,o relrar-me '.'
V erger. Nao cousinlo. Esle senhor lem me
recusado lanas cousas, que be juilo qne cu tam-
bem llie recuse algum.
O Presidente :Esla' compreheulido.
Convidado a explicar-,e sobre o depoimenlu da
leslemuuha e se bre a nota de ai de Janeiro de 1H."*,
na qual dizia : S eu premeditei e as>assinei o aree-
bispo de Pars : eo escrevi essa carta o aono pas-
sado, desesperado pela conduela que comigo linha a
inquisirao parisiense, e quaodo me achava na allrr-
oaliva de lancar-rae ao Sena ou aurcidar-nie com
um liro, eul.lo diese cmnigo : mena iuimigoi folga-
rao de se verem livre de mim, e-livc o valor que
Dos da' a lodo o homem que se levanta coulra a
inquisirao.o
O procurador imperial, o prefcilo de polica o o
chele da prefcilura receberam minliaa declararoc-
,10 mmenlo em que escrevia aquellas palavrai.
Eu fui a casa daquellu funecionano a disse-lhe
que poda acontecer que eu atlenta.se coulra a vi-
da .fintrcjlii-po. O seu dever era pr-niler me e la*
lavia nao o fez. *
O Presidente :A vo*sa doolrina he ahominavcl.
Verger:Com agitaran mentira, menina, pre-
idenle. Aiiitlunu ao nieu ; k-i I >
" Preaidenle :So merece compaixiio nm homem
arlirulava nenhum fado grave conlra elle, n.lo se I semelliaule ; todava Irata d justificar
va na nave, o accusado stirou-se a elle e Ihe deu
ama punhalada, exclamando ; oabaixo as daasaaa i guiar.
En o os meus cimarada logo o capturamos. O a.- Verger.Que que quer di/er .'
casado ro depois coiidu/ido administracta do 12.- O preaidenle.O senhor eta" eheto de vio-
bairro, oode foi interrogado. llsnria.
Verger.O Sr., o, seus canuradii inaltralaiain- Verger.- I- u clon cluio de maii,i,Uo.
meborrivelmenle. ,, P,esidenle.-Deveria revela-la pela sai Ira-
O Sr. Cormonl.Nao be verdade. I mildade.
adoploa a sen respeilo neuhuma re-oluro que Ihe
lo-se de-f..x-iravi!. No entretanto tenu, na diocese
I de Paris nm regiment, pelo qoal na ka ahi per-
I milllda a residencia a qoatqoer clrigo nao adjonclo
I a alguma parochia, no que uao lenha meios atua pro-
l'rios de exielenci .
Verger,llonilo regiment !
II presidente.Silencio, acensado.
Verger.Mas iccau-n-me.e nao qnecem que eu
responda ;.ih veremos '
O presidente.Sr. Kaulain, conllnwa,
Verger.lie ua verdade inui'dignn de loovor esle
i i-i liii.ciii i !
leu rnn
Variar :-Mentira, menlira !
Oh Jc-ua Chrislo, que e-lai all, qoe eslai-
vendo o inagislradu !.....
O Presidente :Caiai-VO*.
o abbade Milla:!, superior da aaaa de Nossa Se-
uliiira do. Campos, da' algumas explicaroes sobre a
rondada do aren- ido durante a soa educaran.
Diz, relilivin.enle ao farto cosnprovadn pela acia
de accu-aijlo, qui- havi.i inlo despedido por falla de
probidade; que a protectora de Verger Ihe havia
dado dinbetro, e nao te ronhecia a sua ioxer,.,o
Verger I ompre s obras de Mollire, da Ron,
sen e de Pascal, pioliibida pela mqui-icao. O ,,b
.
MUTILADO


-2
MAR EOIDPERNAMBUCO, SEXTA FEIBA 20 DE FEVEREIRO DE 1887.
bade Lyrun declara em reunida que Verger o at:i-
cara continuadamente,* oscrever* cunlra elle algae*
iibellos.
Depni da sua declarar.'..!, ftil. com grande mo-
deracao, Verger disse com a saa rustumada exal-
taba :
O depoimento dessa leslemonha nao rae he de al-
auiin inaneir. desavorav.l. De re-(o, elle nao dit-
semclhanle assumplo, aventuran-mus afumas da. O capillo e .1 Irlpolacto poderam salvar-se em um. de lil de juihn do anno p,
ra/o'S que lemos para julga-lu como 1*1. lile do nave lia pofem a deplorar a perdn do un! reil.. riillei
o Em primcirn lugar ninauera ignota, e o llover- menino de lanno*, primn-irmao do capillo. Vanas
no muilo menos, que a* rendas publicas, gravadla I embaraed) do eommereio do porlo, e euii ella* o
como esta,' lioje, na sao uflin-nl. s para imlas eMaler da guardamuna da iltondega, um bote da
necesidades da naran. As'lislas pagsa pela melado, capitana, e algum rscalrreid* estare ile guerra
; nao o so anda assim com a regulaidade posslvel, loria no porln tahiram immedialanwiila paraaqael-
i e os militare*, a vhivas, os pensioniala qneisam-** le deatino, aflm d* preciar indo o auxilios. O vapor
da falla de pagamento. Supprimida urna parle da de guerra ioglpz Arritr largan lambempara all ail
i renda na entrega que sena ntcessario faier suri- : non da larde 1I0 referido da >.
se toda a verdade ; nJo falla do que ambos aibe- I dade, que apresen! o projerlo de amortizacto, csu- Conteguio-ie talvar cerca d* 1
mos contra o procediraanlo do hispo de F.vrem
O Prejidenl*:Silencio, silencio !
O acensado, levantando a voz, rpprova a condue-
la dos hi.poi d'Evreux e de Suissons. Movimenlo de
indignar, k> no publico.)
O Presidente :Silencio, silencio, senlai-vos.
O aecusado, gritando o gesticulando com mala
toro_a :
teahores, nRo (tubo liberdada ; au quero di-
ser a verdade ; quero que lodo o mundo a saina.
Mr. Legrand, cor* de Sainl Germain, enlron na
ala da audiencia. Comer a sua deelarar.,0 r*fe-
rindo a entrada do acensado na igreja enm tr.-je de
sacerdote ; em seguida falla dos escriplos infamanles
que Verger publicara contra elle, f) acensado le-
vanla-se ; leiam-nos, leiam-nos eiclamou elle.
O presidente manda ler varias cartas escripias por
Verger a M. Legrand.
Nio he itso, tenhnres, nao be nada diiso ; quero
que se leia ludo, esclama Verger.
O Presidente :Ler-se-ha ludo.
O aecusado entra n'um accesso de loucora impos-
ivel dedescrever, levantase, sentase, loroa-se a
|..yantar, gritando para o cura de Saint-Germain
ensrate! miseravel !
O Presidente ^au acensado' : Voa mandar-vos
sabir em virlude do direilo que a lei ni* concede.
Verger :Seja, lambem o desejo.
O Presidente :Gendarmes, prendei o accosado.
O gendarmes nao podero sujeilar Verger que gri-
ta : deiai-me aliir.
O Preaidenle : Esta' suspensa a setsao.
Depois de alguns instantes continua a sesso. lo-
inam-se as diliberaces das de mais leslemunhas.
No momento em que o procurador geral compra o
seu interrogatorio, a exallacao do aecusado sao lem
limites.
O presidente manda que se co-aduza o aecusado i
pristo,
O procurador geral loma a palavra.
A sesso continua.....
Ao cabo de ."> horas, as qualro e um quarlo, o jury
entrou na sala dos conselhos. Sahe as quatrn e tres
quarlos e pronuncia a pena de morle contra Verger.
{Jornal do Coinmercio de Lisboa e A'arSo.l
j'ilas as rentas da alfandegs, como estonio muilo ; rinb
.tM) barricas de fa
llgnm nutres ohjcrlus de menoa vullo. qne
ado. que esladele os di-
al differenciaes, o vlee-preiideote da Confedera-
$10 Argenlioa, 00 exeicicio do poder exerulivo lem
resulvido o derrela :
'i Arl.l.o Oscahusde que falto a lei de I!) de ju-
Iho sao .is rio. Santa Alaria e Sanio Anlomo na em-
bocadura do Ido da l'rala.
.. Ari. 1." O eommereio que se faz pela eorrtilhei-
ra dos Andes eal no e*o do arl. 9 da lei. eouli-
Duando a pagar unieamanla o direiin ordinario.
Arl. 3." t> cilado art. ila lei oto se
que os navins que venliam de cabos a tora
Se a navegafto pelo rio Paragoay com haiuleira 1 sliaiig-ira. lira expresamente prohibida pelo go-I e isi-ucAes deque) devoin golar, secundo o arlmo do
verno paraguayo, a navegaran com bandeira hraii- Iralado a que me relir... os na\ios de guerra brasi-
leua encontrara da parle ddqiirlle governo embaa- leiros e paraguayos, conforme o us 1 ceial, excluem
;o* taes qae se tornara imposivel., o ineinos navios de guerra, como V. Ble. ube,
l.-j-se o eguinlo exlnclo da caria do ootso cor-1 da Irater pawaporlet ou outros documeuios que os
rrspondrnle de AlonleYideo ; allenda-te linaoagem aotoriwm a navegar; c por esta raiflo poia, Jalto
as honras, franquezas .rra-tadas lolas as bemfeilorias. p,
A atena Aba, ubdiio argaattl, roaldaole ,;m
villa de Mella. Opoonda a Tarnur. apreseolan-
oppiir
' _" ,, r .viii ..,......, ------- ..... "*7 "'"J" <- menos vuiui, qoe que us navios que vendara de cabos a fura com des-
lempo .ocie lade da 1848. nto telarla au Iheaao- ; \nitm pkrte da carga, t) caco da Emilia a fui lino a portea da r.onfederara-, faram esc.la nos por-
ro outro recurso ine o imposto departamental ; mi- rebocado para denlio do porto pelo vapor .Menai, los inlermrdiarios ,1,, K10 da l'r.la.
I)t)
poslo que por si su nao iasu para allender ma- i da earrera de Huenus-Ayres.
uulenrao da pidicia, a eiucariio pulilica, 00 eolio e 1 Poslos em li-sla puldica os cueros salvados e o
deman exigencia! da ajdmiuslr*cto. I casco dn navio, prodoiiram 3.900 posos, qaa foi o
,i Por milra parle, neih sempre se sujeilarao os lai.ro maior ullerecidu pela casa conimcrcial dos Srs.
servidores do B*tado a rereber lio rnenle melado; lirk-on & C.
dos seus venrmienlos ; nem sempre lirar.i descuida-! l'oiair. m*i| victimas do liorrivel luf.jn abarca
da a diiraraii primaria ; n-in sempre oflrerSO as > braaileill o Castro III, 11 que snllreu vanas ronsi-
nos.as rlas.es pela falla ue recursos ; para toda* j deravei na pra e na obra mora ; o brigiie brasi-
eslas neres'idades sio Indiipensaveii as rendas pu- : leiro o Principe Americano, o o berranluu brasi-
blicaa, livrete bondanles, de manelra qoe cubram i leiro a Esperarla, a a barca sariiaoAnneia.ua
todas as prerises do Balado. | barca rrancea n Arlide Maria, a e o berg.inlii da
Por ora nao veio anda a lu/. do dio o projerlo que se irata. Qualquer poini que elle seja, nao po-1 He preciso declarar, que a maior parle deslas ava-
dera resislir forra da verdade que se conten as 1 lias deve ser (llriboida a desmido enegligencia dos
da olba oflicial da AnumptSo, e concloir-se-ha que
a queslfla com o Paragoay anda nao esla lermi-
naila :
observarles da oKepuhiicao.
criplM. Paseemos adiaule.
Acaba de ser apreseolado ao povernn peles Srs
I). i'arlns tiras AUtuiso e I). Jac ntlio L.ebres de Itu
vira, directores aulorisados pelo circulo de Arle
que deivainos Irons- ,rapiiaes, que de oidmarin ueste porlo. onde saliera,
que sao frequenios os lemporaes, ainarram os seus
oavioa, romo se eslives'em era urna dnk*.
Iosf|iipinos agora Dolieiafl da repoblicas visinhas,
r.ni BuenosAyrea continua a ser objeclo da atien-
mi. que he o nome colleelivo da aneiedade d lies- ; rao pobhra a queallo da nacionalidade aiaenlina.
panda qne esses enhores lepresenlain. um arando- Felizmente porem nao se tem all repetido os famo-
so projerlo de viabilidade em loda a Itepublica. sos casos de duellos.
As obras principaes que se prupe realisar sao as j Comeravam ja enlre os pulilicos os preparalivos
segoinles: para a balalha das prximas eleifes de represeu-
I" Abrir estradas ceraes e os competentes raraaes I lanles.
qnp licucm os poves da repblica entre si. A atlencao de coinmercio eslava absorvida desde
1 Construir ponies, barcaras, viaductos, peque- alcuns das pela crise monetaria, que affecla aclual-
nas ponles, ele, em lodos os passos difllceis dos menle aquelle mercado, ciic que se linda aecrava-
rios, arrelos, correnles e pantanos, que as vias de do por elTeii', da oapenilo do pagamentos do corre-
communicacao deverera corlar. I tor-bauqueiro M. Winler, o qual se aedava envol-
3 Eslabelerer sobre eslas vias, medida que se I vido em avulladns negoeioi cora mudas casas de
forem realisando, lelegraphos eleclriros. particular-; coinmercio, e principalmente cora asalleinaes. ()u-
menle desde esta capital, ate ao Brasil, Uuenos-Ay-1 ira quebra que casalo granda aa09*eto e sorpreza
zcs e Paraos.
4o Eslabelecer colonias aercolas, povoa.las por
familias hespanholas da- provincias vascongadas, da
11.....1 mli 1 de Catalua, (ialicia, I Ni Baleares e Ca-
narias.
.~i" Fa/er um canal desde o rio de Sania l.uzia
na prora, fui a de. II. oe liaray. n.o sii pela emina
cooaideravel, em que iroportou, como por alcuma*
partleolaridadet que nella ngoraram. No did 12
milla silo preso o Sr. liaray, e reinellido pala a
radeia dos deve lores. Kei iisava-se, que algomaa c-
as nao pndessein acudir poniualmenie aosseus cm-
alo e>la capital, cujas a;uas deverao servir em sen I promi-s-is pecuniaiios, e acrescenlava-se, que ou-
Iransilo para regar os campos que se cultiven!
dar impulso os machinas a que se queira ap-
pliear.
tj" Propnr ao governo o meio de melliorar o
porlo.
Comose v, o pensamenlo oo projeclo he de di-
menses sigaiilescas, e dado que se|a levado ef
Iros b.iviain ja olicllado renuvarao de prazas, em
eonseqoencia da nolivel escasees de numerario.
.\ paz com os Indio foi celebrada pelo general
Ksralad* rom os rlufes das Indus do sul, e liavia |a
merecido a approvaciodo enverno a respectiva con-
venci lirmada por aquelld general e chelea. O
lado linda sido rerehidn cora atlafaCJto por lo-
leilo, cnveriea o K.lado-( inenlal em um verda- dos os bahilanles do estado de Boenos-Avres
deiro paraizo lerreslre. Parecia-nos, porm, prefe
rivel que a grande reforma da viabi'idade cornecas-
sp pelas roas da cidade de Monleviilo, pelas qoaes
nao he poasivel transitar era carro sem crave incora-
moto, e muilas vezes nao pequeo ri-ro,de vida.
.-.. e par-
licolarmenle pelo eaiantieiroj da Campanha.
Sobie a epicrapbeliifUurar.lo do camiuho de
ferroescreve a Orden aa ecuinles lindas:
Antes de liuulcm, depois de srandes esforros,
foi desembarcada a primeira locomoliva do camihn
COBRB8PODDBNCIA HO < JORNAL
COMUEBCIO.
Montevideo, 1 de feveieuo de 18j7.
Va este serraaosem exordio, ou ames sirva-llie de
exordio oque levou o anterior, datado de IB do mer
lindo, islo he, digamos simpleimente que, gratas a
Dos, a repblica rlenla! do l rnaay continua ain
prufonda paz, e o espirito publico" ioslra-e cada
vez mais conveucido da nectsuidade indeclinavel de
sua ron.ervar.'iii.
Bera pode pois annunciar-serisuradamenle fallan-
do, que a uao do eslado na aclnalidade navega a
camiuho ; e que se os venios nao mudarcm, 011 da
parle dos pilulos e da Inpulacau nao liouver descui-
do ou impericia, em breve ilgara' ella nas boua-
josas aguas da civibtacijo e do progres-o.
Se como cdronisla liel e imparcaSl nosenmpredi-
zer que de esta a opinin seral do paz em que us
adiamos, cumpre-uos lambem nao peculiar que um
ou oulro espirito exi-le anda qoe, ou por nimia sus-
ceptinilidade, ou pela inlujeucia das recordacOes de
um pastado nao nimio remlo, ou fin alenle pelos
dselos de vioginea detse passado, iiSovi' clara ese
rena a siluacSo, manifeslando pelo contrario, mais
nu menos proounciadainenle, asappredenses us te-
mores que o dominara.
Pasa prova Iranscreverenios aqui o pequeo ru-
co que sob o tituloi(Coafereiicisi> puhlicou o C nu-
mrelo del Plata i> em seu numero de 20 do pas-
ta dp.
ir O bosque de Bolonha em Pars he nm lusar de
-enirevislas de diversos genero. All v3o jogar
vida os que lem um ressenlimenlo de honra, e com-
binar as dilTerencas os que por circuuislaucias im-
portunas nito podem ver-se, fallarse 011 entender-
se hiremenle. A chionica porem nao diz qoe a bos-
que da Boluuha jamis lenha servido para conferen-
cias ligorosaraenle polticas.
>< Era orna chcara muilo prxima do Passo das
Huraa-, segundo consla ha um precioso e fresco
busque, cujas ramagens nao perihillem as iropuilu-
nidades do sol de Janeiro. No meio desse bosque
lapizado de musgo em flu, e acariciado pelo ambi-
ente vivilicailor, ha una mesa lisa, obra sera duvi-
da de alguin apaixonado dos prazeres campe-lres.
As.eaura pes.oa, qoe, anda que nao esteva oh essa
snlulo a (em liona olbus, que no doniiuco achavaiu-se
dos peraonagens seuiaoaa a ruda di mesa ; um ca-
davrico de magreza, e outro esplendido de vida e
de rubuslez; que um escrevia, u mais gordo moldan-
do sua pene* em ora pequeo liulciro de- cdifre,
detse que nos os filhos priniucehilos dos que Irou-
xeram a liberdade do commercio e da industria ao
Rio da prala levamos a escola ; emqnanlo que a ou-
Ira personagem, o mais magro, lirava aa alcibeiras
minios papel que pareca cunaullar, e de sua cabe-
ra miiilas inspirare-oo idea I... Dos Ib'as lenda
lospii ,ulo '
o De modo qoe Montevideo possoe" o que n.o
posue Pariiom bosque para coufeieociaa poln
licas.
Para que esta artigo possa ser debidamente com-
preliendido pelos leilores, convem declarar que a
chcara do general U. Mauoel Oribe esta' situada no
Miguelele era um lucar muito prximo do denomi-
nado Passo das Duran i- ; e outrosim que o corpo du
geuar.l de nolavelmeiile magro. V-se pulanle
que, a despello occa-idn das eieirfs, despeilo dos ens prolestos
pblicos e solemues adhesAo a ordein e a paz ; a de
despeilo em uina palavra, da posico pacifica em
que se acha e da vida retirada que vive, o general
Onb* continua a ser o nhjecto de snsios e recems,
e o que he mais, da espionagem que o segu por
loda paile, penclraiidu-lhe al 11 lar domestico pa-
ra teV4a conversar cora um amigo ou com um p-
renle.
forros he pois reconhecer qua, e em ludo bao
nao ha muila poesa ou grande dse de pnico infan-
til ha cerlamenle 11 proposito deliberado de exercer
ubre aquelle cidadao oriental, cujos direilos So lau
bous e tao dignos de respeito como o de qualquer
oulro, a perseguirn da vingaii(;a e do eslerminio
poltico a lodo u transe.
E islo he sem duvida um mal, ia pelo precdeme
pengosu qu assim se eslabtlece, ja porque a pac,-
eucia humana lem um limite ; e o homem, conscio
de sua influencia e do sen prestigio, pude em um
momento de desespero e de ressenlimeiito aulon-ar
que e desprenda a pedra do alto da monlanha
sera que esleja depois era sua vonlade e em suas for-
jas o conlc-la e fase-I* parar.
O que sobreludo laslimamos he que no manejo
dessa intriga se prncore astuciosamente fater iiguiar
o Brasil como inslruraenln O extracto do despacho
dirigido ltimamente pelo Sr. Camas ao gaveino da
repblica dando Ihe cuula de nina conferencia que
leve com o Sr. conselheiro Parando nessa corle,
extracto de que os leilores liveram ronliecimeiilo pe-
la BjasM corresponJenria do primeiro do mez (indo,
nu so fui publicado, como o dissemos, em lodal lo-
Ihas do E-lado Oriental, mas laindem transcripto
nas de Buehos-Ayrcs e Conrederac.au Aigcntiu--,
sendo geralmcnie considerado con un libellu do s
yerno imperial contra a pessoa du general Onde.
Ue por isso que muilu ra pai* desejar a publica-
do integral dessa conferencia, convencido como es-
tamos de que nella havia necessariameole de appa-
recer a rasposl* do Sr. ministra dos negocios elran-
geiros do Brasil, lo clara e nomplela como o exiga
a dignidade do imperio.
Nao deitaremos esle atsomploiem fazer orna e!e-
claracao muilu franca c categrica, e lie que nao le-
moi rehira,1 de spece alguina cora o general I)
Manuel Oribe, eulidade qu nunca Irocou rnomosco
urna palavra, e a quem nem sequer de vista n ro-
nd-cemos. Fallamos assim guiado onicanieiile pela
ob-ervaro fria dos faci, pelo lioui senso, e pela
crilica desapaixonaJt e unparcial.
Desliemos gura os aponlamenlos que liavemcs to-
mado desde u dia 18 do mez lindo, dala da nussa ul-
tima correspondencia.
A induslna n* E-lado Orienlal cantil ruin mais
om recurso podeosu. se de exacta, como nos pare-
ce, a noticia que lemos da diat n'um dos lurn es
desla capital.
No deparlamento de Canelones, que elisia cinco
leguas da culade de Montevideo, fui descoberla pelo
Sr. Natividad Blancl.ard urna mina ,le cana., de
pera. cuja ve a principal corre de E a f) e Iterece
vea de canto, que em seu aspecto s, aemelba
mudo ao de boa qnalidade de New-Caslle.
sendo que em sua mxima parle oD'ciecem o aspeclo I 'le ferro do Oeste, Irazenclo-a par* ilefroule da al-
de verdad'iras ruinas seculares! | fandega 7 ', hora d< larde. Para conseguir por
Pretende abrir estradas e caiiaes, construir pon- j em Ierra lo pesado volme empregaram-se 33 ca-
tes e telegraplnvs elctricos, ante de nivellar e cal- j vellos, alera do aovillo de mullos individuos. Era
car ts mas da capital do estado, de cerlo que equi- islo apenas o que fallava para dar comeo, ans Ira-
vale a vestir casaca c grvala cora os ps det- i baldo de OSOgoracto dn camiulio, soccesso ctplen-
ealtjos! 1 dolo que varaos ver'realisado dentro de poneos dias
O 9r. Nieall L. Com, p?dio e odleve damiasSo dn | com applau-o de lodo os amigos do prngresso do
logar de juiz do ernne da capital, qne servia desde P*. porque assignalara rom um fado de immcnsa
alguna sones. O Sr. Conde passoo a exercer o 110
tire ollicio de advugado. Por ora nao foi nreenedi-
do esle lugar.
0 Sr. D.Jos Pedro Pinlns volton ainda umsvez
i retUccto da Hltppublicao,qiie lanos desgoslos elnr-
meidos Ido lera causado. Preso, romo o diasemos
na correspondencia anterior, por llover replado o
Sr. senador Ambrosio Velases, obieve a liberdade
no da -.'_' ou J 1 do passado, por n.eio da tianea que
presin. Dos conceda d'ora em dianle ao joven
rodador dias mai serenos e tranquillos.
1 roa certa do dpp.iriamenlo do Salto d;i a Irisle
nolicia dp que algunias carrpla que eondasiatn gp
ero desla capital para Drognayana haviain sido
saltadaa em eaminho por nma qoadrilha de la-
dres, qoe depois de fenr ci-m bala um dos con-
ductores, rouliou sua vonlade quanli eiicuntrcu
nas nipsm.s carretas.
O Comercio lirl l'laln de -J: do passado. relatan-
do este deplnravel acnnieciment", acompanha-o, en-
lre oulras. ilas segoinles odservncoes:
Esle fado, que nao lie novo, nem sem cxrm-
plo era nona campanha, lie om agudlian mais pera
que a aulondade se oceiipe slia e efliestnienle da
petfeila organinacto das polica) dspariameniars,
afim do que os interessrs ,1o cummercio interior. o
la inilosiiaa, os da liqueza nacional em orna pala-
vra, sejam poslos ao antigo desa especalafSe do*
vagabundos e ladies, que unidos em numero, des-
eobriram a veis de nina mina licil e rica na pillia-
gem e no assassinaln. n
O estado das prisps em Montevideo, de na vpr-
>lade laslim* so, protesta aliamenle cnnlra as ideas
de civilisac.ao e os sentimcnlos de bomanidade do
serillo em que vivemos ,
.Nao somos nos que fllame : dr- a junta econ-
mica administrativa desla capital, rujo oflirio dirigi-
do ao miniflro do enverno da repblica obra eme
llianlp ohjeclo he digno da ntlpitc.ao dos leilores, e
por iso aqui o transenvemo-.
" Sr. mini-tro.Os carceres foram creados para
aorrigir e castigar os delinquenles, mas de nenliom
modo para pervcrle-los, privandoos dos consolos
e-piriluae-, e de Indo quanto cou-lilue e loma esli-
mavel a vida do domein civilitadd.
Abandona-tos a si mesmos, dena-los aenhores
de suas iiiclinaee na fnlgan^a e no vicio, deiva-
los em contacto como seos iguaes he pioceder con-
tra a lei, contra a sociedade, de educar e fomentar o
vicio. A iunla econmica administrativa, que tem
pela constituidlo da repblica o encargo de velar
pela seguranza individual, levanta a sua voz com
loda a enercia da razio para pedir a V. Exc.
um prnmplo remedio mi mal social que no ampara
- Fallare! agora co Paraguay, no que diz respeilo
particularmente ao Brasil.
O Semanario, foida offlcial do presidente Lpez,
era en numero de 1:1 de deiembro ultimo, depois
" Ar,-/-"1I,,'m o oilos navios trazor rga p,i de transcrever nleeralmenie decreto dn governo
rito P-'IIO- ..n I.....a ,.,,., e ,,,., ,, ,, ,-. |mperU| |>823 ,| .,;, de ,,,,. ,, ., .,._
le.ler.i.-aospin que e,e fado, nem a descarga da do, qne regola o despacho das merce.loiia qne le-
pa, e cieslin.i.la ai|i,elipS fa,-., mrorrer a mercadoiias uham de ser levada p.| rio Paraguay o porlo de
desuada nos daConledeiarJo ,,o pagamento de di- j Alhoqueique na provincia de MallO-tirosSo. soli a
reilo. diller.. nri.es. epigrapde Mlouna* ob,ervan Art. .1. Sarao igualmcnle consideradas de ar- menle esse d
cor '
que a determinaran relativa eos navios de guerra
brasileiro couda na uislrurces para oroininandan-
le do Cerro OccUenlal, emdararando a livre lian-
silo du Mttracantt peles aguas du rio Paraguay per.
lenccnte a repudlira, nao oslan em harmona (om
o arl. 18 do Iralado.
a Tenho a honra, Sr. mirh-trn de expnr a \ Esc
esta con-ideraces, alim de que V
pre-lar-lhes a sua alicnrao. e me .liga e O vapor
MaracanBa pode uu nao seguir livreiuonle ao seu
destino.
" Aproveilo a occasio para agradecer a V. Exc.
' declararan verbal que se dignoo fater-me, de que
Oppondo-.e Tarouco,
dn docoinenlo, que dtmon-lravam a legalidad* de
sua Inopric.la le. I. i;im ,..|.- despi./.i li s. e irirni.lj.
enle foi a golpe de machado arrasada a pioprie-
dade d" vivenda, galpdrs, canee*, ele e ludo in-
cendiado, arrastandu para fura do limite do camp*
ao dilo Tarouco, aua familia e traste.
Cun]e< Taruuco aprrsenlco-se ao Sr.
curunel curamamlanle ala 1 brisada e frunteira,
qoeisaade-sa dos aclus violento e deapolicu da au-
londade orienlal, e que sua queixa fra allendida e>
privad com leslemunhas sata o Sr ioiz munici-
' pal de-ta cidade, e ludo tubmetlido o c. i.l.ecimenlo
dE
"n. Sr. presidenle da provincia.
,1 ... ......-- r---
h ",'.'" ri" "'" ':ran -J do pasado, dn :
" e l',J-1' lemos carias doladas de M de(e met,
em que no, din,,,qm ja marchar naquelle da a ar-
,.ll,Hx*r;3.;L,,.e.*," "r,,H>a B*J'i P"1* 1 In-
terior, aiiliir.ar-se-l,a o agente rumiiieicial argenli- I ||e claro qoe na doulriua do preinserto arl. 4."
no em Baenos-Ayre* e o con.nl grr.il era Monlevi- do tratado de navegacao e eominerrio. nle encentra
den para que no casos espcciltcados nos dito. arls. base o decreto imperial, cima consignado, para con-
c, tea .1 reqnerimenlo du inlere os certificados conveniente, piccedidas todas as d
licencias necessarins para a plena averiguaron do
facto qup ceililicam.
n (oimmunique-sp, ele. 1.
Rpfermdo e a esle decreto, diz o Commerciodrl
'lula oa sua parle commercial :
O governo do Paran' cometa a modificar a 11a
mal acooMlhada medida. Ficara nao abtanle ain-
da em pe Indas as prelences dessa lei, pela qual 11
islrangeira, pelu que
do mencionado d-
lo a porln em emharcaces
expresa o romiieranium
creto.
11 O governo do Brasil decreta medida fi-cae a
nhservar-se no caso de que, por falla de embarca-
rle brasilcira, n cummercio se veja ohrigado a re-
correr a elrangeiras, |iara nao perder es vaneasen,
da (raiisacrops com ea provincia reranla do impe-
rio, setn inipnrlar-se se essas di-posirps acarretam
governo da Conrederai-to, a nosso ver. pe em pra- inconveniente politices, ou prejoilos raleriaea are-
nca o contrario do qne Ihe convem e do que prali- pobliea, e sem considerar qne a-sim franqueia a n-
cara os poyos commerciaes do mundo ; isto he. af.J- i vegajto do alio Paraguay, na parle onde o imperio
la-se do mercados cora que negocia, em lugar de
approximar-sedelles. E-peramos comludo urna no-
va modlfieacao, a que .sera cin breve toreado pela
convierto ''" seu erro, e dos resullados prejudiciaes
de sua insistencia.
o Enlrelanloum navio que se dirija agora a Cnn-
feeracao podera' entrar e deixar carga em Munie-
vido e Boenos-Avres. Temos lambem ora porto
exceptuado, que he o de Canillo, e uenus Avres
lem uolro que he o da llahia Blanca.
Duas palavras anda acerca de Motilevid
temos por concluida a epstola.
O governo da repblica, por decreto de -J| do
me/, lindo, allendeOdo >s rerlamaces dos habitan-
tes du liltoral do Rio da Prala e dn Uruguay, reol-
veu habilitar as recebedonas de Mnldonnd, Colo-
nia, Nova l'almir.i e Paiuand para despachar a
au he ribeirinhn, bandeira eslrangeira em geral.
nao obstante saber que ns tratados de navegerao da
repblica rom as nacos eslrangeiras nao Ibes fran-
queaiu esse rio cima do ultimo porto da Assump-
cao.
o Este decreto, pelas circumslancias de momento
e para o casos em que o acha conveniente, se dcs-
ciilende a seu arbitrio de direilo de calmlagem por
emharcacoes nacinnas, e coiim e-ta htpoilicse uto
e epcri|icou no tratado, porqoe nac. se' pele prever
e da- que o Brasil proceda no rio Paraguay lio em oppo-
sirilo do seu zeloso cuidado no Amazonas, apparenla
nao adiar Irave no Iralado de rtavegacto e eorn-
rnercio celebrado cun o Paraguay.
* Masa repnblica do paraguay lem todo ojos a
reclamar eonlra este aclo d legisa^ao inleiior e ad-
ministrativo do governo impeiial
importancia a poca aclual
A inaugurarlo do primeiio camiuho de ferro
na Rrpndlica Argentina, que era al pouco lempo
om sondo doorado para minia genio, .leyera ser fei-
la cora a silemnidade qnp ligo n povns civillsados a
um acto de tanta transcendencia ; e segundo lemos
envido, a proximidad* do fado da luger a que se
Irate ja do programla da ceremonia, que se calcula
ler.1 lugar no piimeiros dias de fevereiro.
t) commerelo a a Industria 3o em dreve con-
quistar um olemeuln ale agora descondecido enlre
nos; ana alavanca prodigiosa, cujo impulso civili-
sa e cnriquere o* poyos, o
Eslava marcado o dia II do correnle para a inau-
garaco de que e traa.
Em Boeoos-Ayres, como no Elado Orienlal, he
lambem sen'ivel falla de bracos, sobreludo na
Campanha. para realisar a colhpila do Ingo. Tendo
em con-nlerarao essa tilla, o ministro da guerra ha-
via mandado lirencear melada da guarda nacional
so cvico cas franleirar.
Segundo a Orden, ires s.lo os eslabelermenlos a
vapor que funecionam actualmente era iioenns-
Ayres. () monillo de Loren, o de S. Francisco, c o
situado na ra do Per, No principio du crrenle
mei deviam comecar a Irabalhar lambem o dn Sr.
Vial*, eo dos Sr. Onello i\C. narua deSaula
Rosa. O Sr. Josio preparava ja o que vai eslabele-
rer na pequea praca denominada dos Andes.
No mercadoOnza de Setembrotrabalha-sa ae-
loalmeote no eslabeleclrbenlo de outros trp vapo-
re, um da sociedaiie nonyma, outio da sociedade
argeiilina. e o chamado do Oeste. O segundo deslos
-ei destinado a distllacao de espirilos.
\lem disto Irata-se rie eslabelerer na praca ro
Retiro ontia machina a vapor para o corle de'm.i-
deiras. Pelo que lca exporto j. se v, que em llue-
nos-Ayres aodr todo agora a vapor. Heos queira
que nao baja a ama esploslo.
Ka Orden da id do passado l-se o egainte :
a Sacrilegio,Acaba de ser mudada a custodia Je
S. .Miguel, lie este mu faci inaudito em Buenos-
Ayres. A groja o considera como um do raaiores
sacrilegio, que se podem perpetrar ; e o chriilao o
presente iniiiiedjaianientp, que ao llegar ao tem-
plo v dos o* aliaras e extinela* *s loses, ludo in-
dica enISu a ausencia da Mageladc Divina, e faz
com que o templo se lome inleriliclo.
Ha motivo |iara crer que o sacrilego he nm
Italiano, que servia a um sacerdote da niesma na-
cfio, que vive na ig/eja. Este Italiano embarcou al-
limainente com nome uppotlO no vapor a Sar-
degna.a
Anles de deixar Boenos-Ayres para passarmos a
mercadonas que por ellas se imporlem. a .ltanlo Axim, tem a repblica eslipulares positivas
correnle mez em dianle, seguindo-se neste despacho qu. regulan, o eommereio do porlo de 'ambas as par-
os regulanienlns da alfandega era vigor. He mai- les contraanles, cutidas 1,0 Iralado de c-mmercio
um pao em Tavor da liberdade do coinmercio. e navegaran ratificado e trocado ; assim como a so-
Ha madrugada de lioutem appareceo neslt poilo berania nacional sobre o rio Paraguay onde rerlen-
0 loeanliuf. Felizmente nao leve de soflrer a ex- ce privalivamenle. soderania que'nao permille a um
travacanle qitareiilena, que os doulcres julgarain a I poder eslrangeiro legj.lar a semeldanle 1
lin.il desnecessaria, e por sso segu hoje para ahi.
O grande Tainlierlik parti lionlem a larde para
l!ueno-A\re, em cujo novo Ihealro denominado
Colon vai esculpir seu nome immortal,
Foi freiieticamenle victimado e applaudido em
Montevideo, onde deixa recordares indelevcis.
Jornal do Coinmercio dn Rio.}
1 respeilo.
como lambem da de l.r qoe prover-se do dorumen- commissao de engenheiro. encarre-ala
lo preterpta naa nsIrucrOes paia o comniandaiitc cipio aus Irabalhns da eslrada e c<7iiir arP"n"
do Beru Occidei.lal do Po de A-sucar, porque csiao >as de pn la entre aquella capital a a o" ***!!'
era contrad ceto com o artigo IS do Iralado de ti de Sanl* Calharina. piuvincia de
abril nllimo enlre esla repblica e o imperio ; eque O governo imperial conlribue com consi"n
c mo fnsse allendida ela requiniran, o vapor re- eapeciaes para eslas despexas. 't"**
gressaria deste porlo ; que V. S. loma a reprsenla- No norte da provincia de S. Pedro do Sul m
cao desse assumplo era virlude de ordem que rece- grande a secca. A navegacao paia o Un, pr,i ,
lien do Sr. ministro dos negocios estrangeirus do lava interrumpid, por oSo haver mande don t,]'
Brasil para assim fateln em qualqoer caso de difli- : moa de agoa no Jacula.
cuidad que por ventura enconlra-se o commandan- (I Sr. harao ,ie Mana, qoesegnira desla curte para
le do referido vapor. Munlevido nu vapor Tocanlinf. desembarco aa
Cnnsideranilo ronvenienle que cnnslassem os cidade do Itin tirande, onde se demorou alcuma.
pontos mencionados, ped a V. S. a sua communi- horas, s. Exc. foi recebido coitf as maiore demora.-
carae por esrnplo, e ficoo de fa/-la. Iranes de eslima por loda a popularan.
" Com efTeito, ervio-se V. S. passar-me na dala [Jornal do Coinmercio do Rio \
citada urna nota, dizendo que o vapor rie cueira .
brasileiro Moriicaniia deve seguir viagein al Mal-
lo-Groa**, conforme o que se acha eslipnlalo nu
art. 18 do Iralado de amizade, cnmmerrio e navega- '>
ao celebrado enlre o imperio e esla repblica era
li de abril do correnle anno, porem que V. S. \
nas iusirurcles para o commandanle do Cerro (leci- I
dental do Pao de Aasacar urna determinaban op- (
|.n-ia ao arl. 18 do referido ti alado.
Passa V. S. a copiar o artigo das dita Initroe- ~, sauen,os qaal 'atto porque ns aapaataas*)-
cOps que diz : Est Iraiiscnplu na nula do cnsul, rr'0* amarles e galera na podem. por siena*
cima publicada. |e lirj"lo, applaudirem qualquer acta* qoe lh*
este um cosluin* nao praticado entre
Noslbe.-
mesmo da Eu-
Em virlnde deste arligo assenl V. S. que os na-: "''" f*""*1 lc,"os 'ido e somos infirmado, os
vio de guerra nao deven Ira/.er pasaportes, nem '' 'l'ecladoie do camarote (cuj maioria commum-
n 111 ros ducumenlos que os oulorisrm a navegar, a I "enle he enmposta peto bello sexo', leem s liber-
que, por conseguidle, ,1 delemimacao relativa sea IJ*.,? 0*'applaadll como Ihe convem o actor que
navios de guerra brasileiro. conidias na instruc- I ""'"i J;l acoaanda mm'vs lencos, ja bradandovi-
C9es para o commandanle do Cerro Occidental, em- J"*-J*' '"'olmenle. dando palma* e lanrandi.-ldi -
barajando a livre lranilo do Maracaniia pelas aguas .!"?u.'!*'_''_c" ^i, ejimus no o excepcionse, nSo
PAGIN4 AVULSA
" Enlrelanlo, prosegoe V. s., oarligo IS do (rala-i *2,"le he e,,e om cosime nio pra
do diz o eguinte. 1 Est lambem transcripto na Ln"s, m,s I" be misler acabar com elle
mencionada ola do cnsul. I,r''* d0 R' ,,e Janeiro, nos Ideado mi
ITERIQR.
A nona cadea, senhor, he um opprobrto para o Confederacao Argentina, julgamos ronvenienle
paiznao se pode penetrar nella sem evpcrimenl.-ir Irnscrever aqui uio .rlici do peridico Irancet. pu
urna dor profonda. Emque e occupam|eaac humen
que a jiislica eoceiruu aJIi'.' (iccup*m-e,cohor,em
jugar e em .desdar no crime ao delnqueme incau-
tas, que por le*/e< fallas esiao milurados com ns
mais lamoso criminosos. All se endurerem no
mal, all adquirem hbitos de contumacia ; dalli,
senhor, sabem como feras por lano lempo compri-
midas a devorar es sen semelhanlrs Muilo lornam
a cadea por crime que nuuca teriam commelddo
e nao linuvpssem penetrado nella. Para ler uina
cadea semeldanle, melbor tora mil vezes nada ler.
Na cadea se lem perpetrado jA crimes de homicidio,
* nao una vez .....un, mas varia vezes. O pre-
so po-suem faca, e cr.m ellas se ferem eir. suas dis-
pute ao jogo.
a O MUbeleeimenlo da cadea no paleo das aalaado
nono corpo legislativo he, senhor, urna impruprie-
dade. He preciso, 011 mandar construir um edifi-
cio adequad.i, ou aproveilar algiim dos qne por for-
tuna conservamos, romo o quarlcl de Dragues, o
rollegio ou a anliga padaria de Morales no Cordn.
Coste o que costar, he preciso emprehenrier asta ira-
balho. Nao basta porem mu lar de local ou de i-
Inacao, he preciso mudar da >yilema : tslahelecer
celia, a reclosao. o silencio, a educa^ao moral e
religiosa. He preciso que?o presa se corrija para que
vollepuro ao seio de sua familia,e til a ella a a sua
patria.
1 na penilenclaril em pequea escala seria um
progresso digno dn paiz, que tantos annos lem con-
ladnno meio dasdasgraess. A V. Esc. estaa re-
servada essa gloria iiivejavcl, que a postendado re-
cordara com orgulho gratidaS.
1 A joma, senhor, oflerore a V. Exc. sua dedil,
porem aulenle conperacao para levaravanleo pen-
samenlo que lem a honra de subraellei a sua alia
consideracao. Oeos guarde, etc.
Em urna de nosa< correspondencias anteriores
roja data nao lies orenrre nesle niomcnln. .!imos
que o abandono da eduracao primaria da mucidade
desvallida era nm dos maietque corroa o p-t.i lo n-
rieolil. o ollicio da junta econmica administrativa
dirigido ao ebefe de polica da capilal em -J do mez
findii, e que vamos lambem Iran-crever em setuida,
ronlirma de ura raudo caldegorico quanto eotao a-
vancantos,
Sr. chefe poltico e de polica.Esla cornorseto
v rom entimculua direcrao errada que leva a edu-
cacto dos joven, que por alian dono de sen pas ou
lulores v.igain pelas ras e soberbios da ci.laoe a lo
das as hora! do dia nu da noile. Sob qualquer pre-
lexlo reiinera-se em bandos, e rom seus gritos, ;p.j_
los e palavras demnstralo a deseavollara precoee
nos viceiiis, que mais larde bao de decidir de sua
sorle. Sera enlan que a nussa sociedade lamentara o
teo Culpavel aliainli.no.
Bem quizera a junta eslabelccer cscu'as prima-
rias de arles ou ofilcloa, c dedicar a sua altencto a
esle impurlante ramo do seu cargo. Carere, porem,
,i!i lutampiiie des recurso indispeusaveis.e einquan-
lo a lei nao o da, ou ella os procura pnr meio .le
dpnalivos, ou nutro recursos cxtiaor inarin, espera
qneao menos WS. facaconipaiecer na sin presenca,
d aecordo com o juiz de menores, os pois, lolores,
un encarregado* deses meninos mal triado, o o
blicado ne-ta capital, Avenir, rclalivamenle a'
imporlant* qnesdlo da incorporarao.
Dando conta do haverem sido repellidas pelo go-
verno daqoelle Estado nova prnnosire do general
Urquiza, ende nutrascunsiAcracoes 'aventara ojor-
n-li-ia fianre?. as seguidles:
* A mediacln dos agente diplomalicn da Fran-
ca e da Inglaterra sera', segundo se nos as.egura.
impotente para conjurar a borrasca que se arma na
niaVg-m occidental do Prala.
Na.i de sob o ponto de vista de ua independen-
cia nacional, que Boenos-Ayres persiste era nerroa-
npe.er separada da Coiifedpracaoi; deque previ-, que
reonindo-te as demala provincial perder' a na pre-
ponder;.neta, e sobreludo o privilegio de que goia
da lauto l^mpo.
E'pera por esle meio poder conlinuar, procu-
rando-* recursos excepciones, dominando ao me-
nos as relaeos commerciaes da Confederacao ; e jul-
ga poder apra/ar indefinidamente a rea'lisarao do
grande aclo nacional, que dara ,is provincias unida
nina parle dos beneficio) que elle sii collie. Ilir-se-
nos-lia, porm : o Balado de BaenojS-Ayres n.o lom
o mesnio direilo para separar-se da Confederaran
Argentina, que leve esla para consiiluir-iesem lle-
nos-Ayres '.'
i Cerlamenle, nina ver qoe Baenos-Ayre* respei-
le o decreto de 5 de oatobro de I82, pelo qo.il se
etlnbelecea a livra navegaran do nos, ou desisla da
ilha de Mailim Garca, qae, pelo Iralado de 18 de
jnlho, uao pude ser retida nem consenada por ne-
nhuin dos Estado* do l'rala. oa de seu allloenles,
qae ule adheriste ao principio da navegacao li\re ;
urna vez sobreludo qua lenuncie a eierrer'qualquer
especie de monopolio a respeilo do cnmmerrio mle-
lior en evlcnor das provincial unida.
a No caso coiilre.no, as potencia signatarias do
Iralado de lll.l-juldu de 1IS..:), ettio no direilo de
recorrer at a' toic.1, e as provincias unidas nao dci-
xarao eguramenre de fazer nudo lano para garan-
tir ns seu- interenes.
As dalia do Paran alrancam a -Jl do passado. O
g verno da Confederaran havia nnmeado nina com-
missao campala do general Huido, do Dr. Nicanor
Molina*, jui/ da corle suprema de juslica. e do Dr.
Ramn Ferreira, liral 4o Estado. E-l'a commisifo
proceder' a tomar por si. ou por delegados que no-
meie. as medidas necessarias para o eclareoimenls
da origen, das reclamacea apreunlada pelo minia
tros de Franca o Inglaterra relativamente a piejuj.
zosde-iilnliliisdas re|.eclva iiiirries: e para tu- coma'rca do Maraju para a de (Vijrup.i" ni
vesligar qual o verdaclctro algaristno a que sohem
laes rprlamare.
0 o Nacional Ars*ntino publica varias olas di-
plomalir.u ende o Sr. Vaaqoei, ministro das relare
extciiores do Paraguay, e o Cuinmis-ionado especial
dos Esladoa-L'nidns, das qoaes resulta nao hayer-se
podido verificar em Asanmpcgo a Iroca das ratifica-
res do Iralado com 01 Estados-l'nidos.
(I motivo da negativa do governo paraguayo para
a dila Iroca consiste nas enrrecces de liugnagem *
dp rrn a fcilas no Isalsdo polo adnido do, Esiados-
rnido.
1 ma nni do Sr. Vasqar-i ao aecrelario de plido
da Luan Americana
RIO DE JANEIRO
8 de fevereiro.
A vaga qoe deixou no supremo tribunal de juslica
o Sr. conselheiro Jos Maria Sales tiameiro de Men-
donja Peranha, sera preenclnda pelo Sr. desembar-
gador da relajo do Marnndao, Tidurcio Valeriano
da Silva Tavate.
Por decreto imperial foram creados dous slereo-
metras privativos para o juizo commercial.
Por decretos de 7 do correnle foram Horneados :
inspector da alfatiriega do Rio tirande, o inspec-
lor interino da iresma alfandega, Bernardo Jos
llorgc.
Primeiro allicial da secretoria de eslado dos nego-
cios da familia, o segundo oflicial da mesma secreta-
ria, Jos Mana da Tnndade.
Foi demitlido o confereule da snbstilniQo troca
do papel moeda na caita da amorlitardAo, Manoel
Rodrigues de Almeida.
A pedido seu foi exonerado Manoel Eufrazio de
Azevedo Marques do lugar de segundo escriplurario
da Ihesourana geral de S. Paulo.
Foi nomeado presidenle da companhia da islrada
de ferro de I). Pedro II, o Sr. Clirisdann Remedido
Olloni.
Por dccrelos de ;il do mez ullimn, e ti do ren-
le, liveram lugar os seginnlcs despaclins pela secre-
laria de eslado dus negocios eslrangeirus.
l-oi elevado a enviado extraordinario o ministro
plenipolenciaiio, o Sr. Marcos Antonio de Araiijo,
que servia como ministro residente na Presta, sendo
igualmente acreditado jnnlo dos reinos da Suecia e
Dinamarca.
O Sr. Domingos Jos tionealves de Magaldaes foi
removido nu niesmo carcter de encarregado de ne-
gocios da Sardenda para a Russia.
OSr. Jo-c Ribeiro da Silva dem da Russia para
as Duas Sicilias.
O Sr. Ju3n Alves l.oureiro, secretario da legacto
imperial em Pars, fui promovido a encarregado de
negocios, e acreditado junio a varios esladot da con-
federacao germnica c a Suissa.
O Sr. Cesar Sainan Vianna de Lima, secrelario
em Londres, foi promovido a encarregado de nego-
cio na Sardenda.
O Sr. Francisco Xavier da Cosa Agotar de An-
drada, secrelario no* Eslados-UnidM, foi removido
para a lecarao dp Londres.
O Sr. Ilennque l.uiz Ralln foi promovido a se-
cretario de lecagto em Pars, onde servia.
OSr. Felisberlo liomes Jardira loi promovido a
ad tido de primeira classe em Pari.
O Sr. Julio Constancio Villeneuve, addido de pri-
meira classe nos Estados Unidos, foi removido para
a lej .ra 1 de Londres.
OSr. Antonio Mana Diaa Viauna Berquu foi pro-
movido 1 addido de primeira classe em S. Pelers-
burgo.
Por decreto de 30 de Janeiro lindo foi nomeado
capitto secrelario geral do enramando superior da
guarda nacional de (jiiaralingiiel-i, da provincia de S.
Paulo. Francisco de Assis e Oliveira llorges.
Por decretos de -i do correnle mez foram no-
meados :
Jni/es de direilo das comarcal de :
Cuyab, capital da provincia de Mallo tirosso, o
juiz municipal Fumo Jos de Mallos.
Mallo (irosso, da dita provincia",' o juiz muniripal
Daniel Luir. Rosa, tiran dn sera efieitoo que 1101nc.ua
pa'a Cuy aba.
Rio Paran, em Goyai, o juiz municipal Antonio
Angelo Riheiro.
Saboeiro, 110 Cear, o juiz municipal Jos Mariano
I.nsios.1 do Amaral.
Ti erezina, capilal do Piauhj, o juiz municipal
Delfino A osmio Cavalcaud de .liuquerque.
Jui/.es municipaes ede orphtos dos termo de :
Mago, ta provincia do Rio de Janeiro, o dacdarrl
Cario Frederico de" Lima e Silva, ficainlo sem cflei-
lo O dccrelo que o noineara para Paral}.
Ararat;, no Ceara, hacbarel Jos "Pires I'alcao
Braodflo.
Pilar e Inga, na Parahiha, n hachare! Adoiplio de
Barros Covaleapti de l.acerda.
Rosarlo e Icadi, no Maranhao, o hacharel Fran-
cisco Lbano da Silva Ribeiro.
loi reconilnzido o bacdarel Adelino Antonio de
Luna Freir, no lugar de juiz municipal e de or-
ph.ins do lormo de Iguarassii, em Pernambuco.
For.im removidos :
O juiz de direilo A111l.ro/in l.eilto da Cunha, da
liaver
pedido
O juiz municipal e orphao, Gervasio Campello
Pires Ferreira. dos lermus do Pilar e lugo, na Para-
hiha, para o de Serinhaem, em Pernambuco
.. luaiiifpsla, qoe o Boveinn do
dmoesto coro everidade, fazendo perseguir e di- Paraguay esta' d.poto a renovar a negociacilo de
P'"""'c1e.......-n'-titea. reuco-s. e empregando un, Halado de a.uiiade, commereio-a navegarto p
ou.ro nieins^ieS. -,. jl:,ue conveniente, e q,,e covenn. no.le am.rirano enviar para e."r'Saa "
Stlflii, na osphera de suas imporlantea llnbuicoe.. | AssnmpcJIo un, plebipolenciario con, a iustrcroes
C0'>",(,Ue ""..... Sr" Btanel" -'reo......coPnse8uiro.abe..cim.,.?o '7Z*+......,ma eircm-tauci, enrice.
Ida meninos com ana escola q.....Se deve pastar despperrebida. A carta creden-
0 Semanario diz man adianle .
O decrelo imperial 11. 1,823 de *2> da oulnbro
desle anuo, offende o art. do Iralado rie navega-
cao e cummercio. u a oberania nacional da repbli-
ca. Analysaniln esse decrelo com alguma Henean,
ve-se que nao foi pensado com a niadureza qaa re-
quer nm assumplo 13o imporlante.
' E por ultimo conclue :
lie de esperar que. reconsiderando o governo
imperial os motivo que Ihe acm.-rlh rain as medidas
consignadas no decrelo cilado, o resegar, dando
urna prova de seu respeilo as ohngaees contrshids
pelo Iralado de navegacao e rommeicio, e a conaide-
racto devida aoannunciado proleslo da repblica do
Paraguay, cujo governo sempre e lem rreslado com
a melhor vonlade ao exacto cumprimenlo das obri-
gariiea ontrahidas com os governot contraanles.,,
No mesmo numero do Semanario, e em seguida
a eslas observosione*. le e com o titulo Hay algo
mas um oulro arligo do qifnl julgamos convenien-
te dar tambera aqu algana exmelos :
Soubemos por diverso canaes que a gabinete do
Brail preparava a partida do vapor Maraca lia al
o Cuyalia cora o lim especial de averigaar'te a re-
publica do Paraguay esta disposla a guardar o Irata
do de amizade, eommereio e natvgncto ; que Irara
algun cngendeiios, armamenls e pclrechos ; que
inilro vapor (rara mais armamento.
Tamlirm se annunria que o vapor brasileiro
Curta, marchar para Albuquerque a receber lodos
os allluenles do rio Paragoay
Que e esl.va organiando cerla companhia de
vapoiea para navegar mrna.lmenledo Rio de Janei-
ro al M.uir-t,1 n>.11. que a companhia transportara
monieSes, armamentos e Iropa, e que essea vapore
poderla ser armados em guerra, onde e quandu con-
Veeha a poltica do Brasil.
San noticias multo alarmantes. A pelitiea leal
do governo do Paraguay ha d enmprir religiosamen-
te o* seus parlus de-dp que sejam guardados pelos
seus conlralanies. Se fallaren! alguma explicarcies
ao dolad.1, o governo e(ara promplo a da las por umi
Iroca de olas, en por urna eommistto e-pedal. E-
lamos corles de que a nosa adminislracao nao deu
lugar medida inun,i~tosa de enviar um navio ar-
mado a indagar ae la' coulorme com os dalados
que celebrou com o Brasil. Se nao bala por nossa
parle a ralificacao e Ircca dos Iralado, nao conhece-
iiins oulro modo de asecurar e garantir a tiocerida-
dc do nofsos aclos.
E continuando a tomar para basa vises do genero
da que firam expo-las, levanta o .Semanario caslel-
I11 gigantescos, que deixam bem ver a boa disposi-
cap em que se acha o governo do Paraguay de cum-
prir lealmenle por sua parle as diposirb>s do [rila-
do de (i de abril do anno lindo. Valha-not Dos com
el Sr. Ijtpez, que parece decidido a pr em ultima
prova a paciencia e a dignidade do goveroo impe-
rial.
o No nnmero seguinte do |.Seinaiiar>o, islo hp, no
dia -1\ de dezembro, enconlra-se o seguinte artigo a
respeito do vapor Maracaniia :
* Este navio braileiro, do qual fallamos no nu-
mero anterior, entrn nas Tres Bocas nu dia l dn
correnle: chegou a llomaila as II horas e meia da
maohla.e sabio dalli as II llorase Ires quarlos. O
capitn disseque, como era navio de guerra, au 1ra-
zia duciimeiilo algum de navegacao, que seu destino
he at Malto-Grotso ; que a guarnicao do navio
he de l) pracas com 3 olliriaes, leudo dous canhOes
com a municOes correspondente. Dhe em segui-
da" que a tripularan uao he militar, porque vemeomo
paquete ; Iraz ende oulros passageiros o coronel 1>.
Fianrisco Piulo Araujn Corra, bratileirn.
i. Nao apresentou caria de saude, como devia,
conforme a regra geral, e em virlude do que espe-
cialmeule foi delerrainado na inslrurrrs para a
ominan launa da pulira lluvial das Ties Boceas,
que o Semanario poblicoa opporlunameule, e que
aim disso, foram Iransmilliclas em copias legaja-
das ao ininisiro dos negocios eslrangeirus do Brasil
e ao consol geral brasileiro nesta capilal. Ocapilto
do navio brasileiro se julgou desobrigado com diter
que a Irijiolar.lo vinha livre de enfermidades end-
micas.
ir Ixao apparece inda o Maracaniia, sem duvida
porque os seus engenbeiros vir.lo pralicando laiga
o* reconhecimento de sua cummis-an. Veremos co-
mo so pnrla a sua chegada a e*le porto. Picando bem
entendido que as urden* dn supremo governo da
repblica bao de ser cumpndas textualmente, nao
se admitlindo que sub prelexln de paquetes se quei-
ram intru uzir tropas para Matlu-C-rosso.
o Cora eslas iiidicacoe pndcr3o os nossos le lores
avahar os ronceilns da publicarlo anterior sobre as
vistas do Maracaniia.
.< E por ultimo encontramos no Semanario do
dia :il a correpondencia trocada ende o cnsul geral
do Brasil eu ministro das relarii's exteriores relali-
vamenlc os embarazos oppastoa pelas inslrurres
dn-governo iia repblica navegar.lo convenciuna-
da pelo iralado.
Julgamlo de lodo o inleresse para os leilores o
coiilieciiiieulo dessa* p^^as olliriaes, vamos Iraduzi-
las e Irairscrev-lat inligialuienle, potlo que sejam
um punco extensas.
o Consulado geral do imperio do Brasil na repblica
dn Paraguay. Assumprao 29 de dezembro de
1836.
lllm. e Exm. Sr.O vapor de guerra brasileiro
Maracaniia deve, como V. Exc. sabe, seguir via-
gem al Halle-Grosso, conforme ao que se acha es-
lipolado lio arl. 18 do datado de omizade. commer-
enre navegarao celebrado entre o imperio e esla re-
publica en. (i de abril de Correnle anno ; ma vejo
do Rio Paraguay, perlencenles a repblica, uSo esla
em harmona Aim o artigo 18 do Iralalo.
Nao se dispula au Maracaniia o transito livre
estipulado no predilo Iralado de (i de abril ultimo,
sean que a essa liberdade nao obsta o regulameiilo
qua \ S. pretende invalidar. Equivoca-se quandu,
supi e que esse ducumenlo deve ec um passaporle,'
e debalde torpou o incommudo de dizer-me que ot
navios de guerra nao devem dazer passaporles, nem
oulrus derumenloi qoe u aiitonaem a navegar, por-
que ninguein pedio passaporle ao capilao do Mar-
canoa.
A polica fluvial do Cerrilo pedio-lhe caria de
taude, e elle responden que na a Iraiia. Sera' que
nem se quer devem trazer esse documeuto os navios
de guerra brasileiro, ao menos para navegar os ros
da repblica'!
o Nao se iraporle muilo V. S. coro esse documen-
to ; bastir nma rerommenriacao olTicial do capitn
do porlo desla capital, e lambem o pasaporte do Va-
queano paraguayo ; qualquer desles documentos
podera' ocapnao do Mmracanaa enviar ao comman-
dante. que o lera por muito sufliciente para relevar-
Ideo pralico, para go*rd*r-lhe loda as allencoes,
qui ni .imam essas instrueces, e para proporcionar-
me todos os recursos que possa necessilu- e ten ha a
commandancia.
.< v. S. sabe que a* edegada do Maracaniia a' esle
porlo, ninguein pedio ao opila., papel n-m ducu-
menlo de especie algum. Sabe V. S. que no sahba-
do 27 do correnle pedio ao capillo do porlo que Ihe
procura.se o melhor vaquranu; e em consequencia
desle pedido se Ihe mandou apresenUr honlem, se-
Eiinda-feira de manhaa, o pralico liregor o Mnales,
porm o capilao do Mar*cnna disse-lhe quo .inda
no podia resulver-se. Nao (ardou V. S. em vir ao
meo despacho cora a sobredi! preteiiclo de que se
permita ao referido capilao levar um s vaqueano
al a maior altura possivel, e qoe se o exonere de
toser escalas para a troca de pralico.
V. S. porm se desenlends de luto islo na no-
la qu* contesto.
a Tamdrm se desenlende V. S. de daver-me dilo
em sua visita que faz sua redamaran por orden.
qu* recebeu du ministro dus negocijs e-lraiueiro-
do Brasil, e em lugar dracreditar essa nntunsacao
como devera, poslo que o ministro nao se leuda a
mira dirigido sobre o particular : nem com o moti-
vo dehaver-lde eu enviado upporliinainente essas ns-
IrucrOes em copia .1111.111- ida-, vera V. S. preve-
nindo o julzo do aru governo, e disputando em seu
mero caracler de consol ea regulaini'ulos do supre-
mo governo da repblica, a quem esse mesmu data-
do de ti de abril ultimo reserven o diteilo de pro-
ver a' sua teguramja por meio de ret ulamenlos po-
liciaes.
a Esquivoa-se V. S. em allribaii-me a declare-
cao verbal de que os navios lira-ilein nao sao obri-
garios a lomar pralicos do rio neta repblica, e que
por comeguinle podem elles subir e baixar o lio
rom pralico uu sem pralico, conforme Ihe cornetilla.
V. S. me poe en, conlradiccSo com o arligo do tu-
prerao decrelo de 15 de pido desle anno, publiradu
110 numero LVI do Semanario, cujo llieor he como
segu: a Tolo o navio que pretenda subir desde
o Assumpcan al ao porlo habilitado do Brasil, para
c o eommereio, dever scolhrr um dos pralico ou
a vaquanos matriculados na capitana, do porto de
11 que falla o artigo anterior.
o O que eu diste a V. S. em tua visita de honlem
foi que se os navius brailetrus nao quiterem tomar
o vaquanos da lisia da capilania desle porlo, co-
ndecidos por sui pralica na navegacao dj alto Para-
guay, ralo levaiao desle porto, nem dos de cuna,
neiilinm oulro vaqueano ; o que deve ser indilleren-
li a V. S., pois que a seu ver os navios brasileiros
podem subir e baixar o rio com pralico ou sera pra-
l'or o
liaver pedido.
.... ... ,> -.... t -.- u... .... ..vi 01,1- niiiii" nio- j,>
(1 juiz municipal e orphao*. Manoel llettriqoe | JnsUarroet para o mmmandanto do Cerro Ocri-
Cardini, rtn lermu deS. Sebasliao, em S. Paulo. I -enlal em denle do Pao de A'sucar urna delerraina-
para o do Bonito, em Pcruanibuco, por o haver pe-
dido.
alerce da serventa vitalicia do oliicio de :
Secundo lahellito de notas, e escrivlo do civcl e
crime, e do jan e pyecuee erimlnaesda capilal
do Amazonas, .Manuel do NascimeOtO Figueira.
Por decreto de (i do mesmo mez : *
Foi nomeado o brigadeiro Manoel Antonio da lon-
sera Costa para o lugar de coinmandantc superior da
goarda nacional do municipio da corle*.
" f) supremo governo dispor esa escala rie Iroca
de vaquanos, a' falla de pralicos que pussam guiar
os navio era seu transito a Mallo-Cmsso desde As-
sumpfto al a' maior altura possivel, comu quer
O decrelo da matrienla de vaquanos, bem con-
siderado, be um favor e una proieccao necessatia
aoi navios brasileiros, que no vej como possam
marchar sem esle auxilio em um rio que nao conde-
cen!.
o Com esla contestarlo minuciosa, V. S. mesmo
pode resolver a perguntaqoe me faz. seo vapor Ma-
racaniia pode ou nao sudir livreinenlc a sen desli-
porm. alim de que nao se queixe de que dpixo
sem repotta e-sa pergunla, sou a dizer-lde queie
quer sudir. o tara' de confurmilade com as rxplira-
c.s que deixo vertidas por um olisequio a boa re-
lao/ies, e sem ler em visla allrihuir a V. S. oulro
caiaelor que o de sua cicdencial. Aproveilo ela oc-
catito para saudar o Sr. rinisiil geral do Brasil com
miaba mala diitinela eomideracie, ele.
ic Ignoramos o que se piasen depois da dora des-
las ola. Sabemo- apenas que o .\/arocanam, que
chegtra Aisampcto no di.i -21 de dezembro, seguiu
a 7 do passado para Albuquerque. levando a rebo-
que a e'cuna cu\ abana Diamantina.
Fecharemos a noticias do Paraguay com om
arliguinho que se cha no .S'cmantrib de Vi de de-
zembro, e que julgamos nao dever lambem pasar
desapercebidos. E1-I0 :
o O Sr. Jos Maria do Amaral, enviado extraor-
dinario, ministro plenipotenciario do impe jo do Jira-
sil jonlo rio Exm. governo da cnulerieracto argenti-
na, clise 110 Paran, ao nosso coniinissionado o cida-
dao Flix Egasquiza, que eslava esperando inslruc-
c/,s do sen goveino para vir a ela cidade; eque
para expedir-lde essas inslrurco o governo impe-
rial sn esnerava conlc.larao do governo da republi-
dejda algum lempo t explorara., de mu... de ra.,a.. | da urna rasa orrecio
oe pedra latmlf dtMcobrirai vana* ouir^
qe lici-ni
porem mtior diilancia de l.,u boa quli.ia jp como a tle que e trata
A amiirluar.io da divida puhiica he
a n qi:i COfilfl com n iIi*(f,i.|d
e d;i popuUfSo.-D*ii. yu ule.
r.'r Irie .'7 .' i'5'* ',!**>* 4l T u- vra. e .,P Se,a a onla .cnumica din. ......I
^2^oD;^nm.2,l^ble,l: "* .M0l00 mqalqrdesla.a..le.laliva.. A casa bta.i
.;.'!!, !. ""'""""' '"""'" 'u-u nrasa do, Sr. Uerm.tvo da Coila e Inn
irra ; resolocto tem dnvida dillicil desde que se
considerar que o paiz deve -ominas enornies, e dn-!
pe apeiias de urna renda diminalltsima, c mesmo '
0--1111 sujeita a mil eml,arac;o- ,- empendos
de arles e ollicio, pj
v.m juvarao rie \ S
c
nao fique o negocio em pala-
ida
ilei-
prace dn Sr. Germano da Cosa c Irma
vai e*labe|cr urna aarreia de *apore ende a capi-
al n Cerro, Euihora esto meihuramento lenha por
cal do Sr. Itiear.l.i Kilzpalnrk. edmmiaSionado es-
penal do Elados-|'nidn. diz que lem elle (leos
lerea dobovernoda l nio para Iralar com o rio
Paraguas, sobra Indas a quesles pondenle, entre
roba a- potencia. Convidado pelo mlnntro da
relacOet exlerior*. do Pangoaj para entrar sa di*-
rustto deaaas qarsloes, declsrou o Sr. Filzpalrick
qae os eut poderes erara eiclotivamante limitadoa
liUcacito do Iralado. venlicailo o que
t) paquete Tcantiiu, da linda do sul, cnlrou an-
la-liontom as lil doras da noile. Tras dalas de Bue-
DOS-Ayre at 28, de Montevideo alo .11 do pas.do,
do Ui. Grande ato :1 e de Santa Callianna alo .". do
correnle.
cao opposla ao artigo IH do supra menciunado Ira-
lado.
o A referida rietermiitarao diz : Os navio de
guerra, lano brasileiro como paraguayo, enviaran
ao 11 .ni 11 luanle n documento que <> auinri.e a pa
sar a um rieslinu mais adiaule. A mesma altencto
so guardara com ns ron n.andante das villas de Con*
reprim e do Salva lor, 110 caso em que precisem
prnver se de recursos.
.. Enlrelanlo o arl. ls do tratado dia o seguinte
o As duas altas parles contraanle convem cin re
nos queiramus parecer oro dal.il.iuie meo* civi-
lisado. Porque, puis, una endura 00 am especta-
dor de camarote, ha de ailir impassivel triom-
pbo de actores como c Sr. Joo Caelano, D. Gibri-
ella, ele, sem qoe ao menos pou f.ssr rom o -eu
lenco um sigoal de approvajao? A piales d prin-
cipio e os camarote companham. em qae ao nos-
jo ver p,ta apparecer censura alguma. Na corle
fomos lestemuiiha da parle qo* loma v.m as enlin-
ras, .pian o em S. Pedro e no Gvmnasio os adores
de.eropenha.aoi bem o seu papel. No Rio-Grande
lucrara mais: era urna noile indas seuhoras fo-
ram acompanhar a Sra. I). Gabrieila a sua residen-
cia. Nao queremos aronielhar que faram o qoe
seos caraces nao peden : po, mn, como 'lemos viajo
alguma familia, alia de importancia, dr-ejarera
applaodir aquelle dos sennores aeloies que mais
Idet lem agradado, dom seria que bouve.se quem des-
se o exemplo, porque, estamos caito, minios seren,
que do seo camarote applaadiriam os clores, ni e
bem desempeiihatscm seu papis.
Consta-nos que foram demillidos doos empre-
gados da cmara municipal; ignoramos qua* -|.nn
os motivo em que e baearam essa denussoes.
Vejamos em quem recadera as noraeaciie pire
esse lugares.
O fiscal de Murihec, qae morava ursta capi-
tal, foi tambero demitlido : a ratSo que oto para
lal ilemis-ao, Meara serpor morar elle di-tiole do
lugar do seu emprego.
Alero de urna loues qoe cenlinaaratnle percur-
re as meada freguetia-da lloa-Vi-la deshonesl.-
menle, ocompanha-a lambem orna prela denunia-
daineute ebria, pradeando mesma obscenidadr.
que aquella: ora. em verdade, he am par digno da
ilans-r uina al, aa praba mais publica deila ci-
dade '. y
Hosaroo aaMT*e morador* de cerla ca* da
rua aguas putrid.i: a quererem, entto **j* n linas*
gamellas, qu* f.ca am lago qoe leja capis de ala-
gar um gigante, anula mesmo com pernal de po.
Olivera que a pulica acabe cum ese batuques
que Indas as noile se fazem na Esda i.-V.v.i. e
que. segundo am iutormam, acabara qoasi empre
debaixo de pao.
Consta-no, qoe se prepara em regra e com le-
da as formalidades, um baile usqu, no litio do
(.ajueiro, para o dia l dVorrenle.
Nflo ha nada mai improprio do qoa aggloroe-
rarem-se as quilandeiras pelas calcadas da rua, ven-
dendo a suas coisesan.s. bobos, carur, sagas,
fejes, cangica, ele impedindo desl'arleo tran.no',
a convidando em roda de si, prelos, menino, men-
tigi, que lili vao alroorar e jaolar. O Maltn
licae devem toier relir.r par. 01 mercados laes
quitandeiris. e punir as qne recalcitraren).
Xa quarla feir. houva no Apollo c, v.ndeville
pastoril, pelas im-a joven pastoras, e ol .1 direr-
rao do Sr. Sania Kosa;as meninas, etsuartistasu.s-
renles. esmeraran, se em ig.idar, sobre loda, lr*,
que gozam algumas sv mpalhiasno publico. Ee vas-
devilles nao tem idomaii .tuque pequeo eawio,
mide tero se desenvolvido a inrhiiaca.i para a arle dra-
mtica nesa meninas, qae se liverem qeeaa i en-
sille, podem contar com o pao quntuli.no. em pre-
ci-arem recorrer a oulro meioqoe talvn oto
Ibes deoi. comluilo, lano Dome para o fulam. OS.
Santa Rusa, quando nada baja eilr. em benelim.
da arle dramalica, ha muito esqaecida enlre no,
lem tidu bous desej as, tem qoettda vivar heacsta-
menle por meio desse recorto, muro qaa elle, co-
mu artista dramtico, pode rliegar, e eom-eeumte-
inenle Irabalhar conlorme suas forcas e bons dese-
jos ; nao desanimamos ao artilla, que qoer saber,
que por meio de sua arte qoer viver.
Nao podemos deixar de chamar a llene* das
aulondade repelidas vezes, para os oostea merca-
dos, que. em abono da verdade, jaiem aa etrea e-
queciuienlo. O genero de primeira aerewidade
sao, pela maior parle, mo, e empre p*r am ate-
to exorbitante, e baja vista o prec* da carne vtale ;
mas esle mal lie inearavel, n'o n.i nber, romo
|ior toda cidade. naqucllea lugar*! onda ha laido ;
e bem que riigam lodo qne o gad,. e-l.i lamb'm
canssimo, embor. baja ahnndanria delle no **n.in.
A farinda qua, sempre denegrida e com pes.imi.
gbsto, acha-se, segundo dizem, depositada em p*s-
imos logare. Os mendigos, immoodos e leprosos,
eslo sempre em contacte com lodo is-o qu* com-
pramos e que comemos, e parece-no, que deveodo
haver quem vigi e velle nos mercados, he a maior
ilaa vergonhas ver-se o drleito, qoe por *hi val,
atado a popularan delle silenciosa victima.
Consla-uos qoe.alm dasolemnidade religio-
sa e de muilo; diverlimenlo, qoe le preparan ao
Moatciro para o dia. 32, 1 e 'M. diverts devela
se rruniram para darcm nesse dia alo vestir, um cobertor, janlar, come lambem ama
generosa csmola a um rresrido numero ac p*br*.
Ab quem no der qoe seto* canas e reproda-
ziaaem em lodaa a testas d* nossoa arrabal.Ir S-
lisfaz cerlamenle concorrer par. um festejo, qaanrio
se v lao bem empreg.da a quanlia qoe < di. Ja
imilla- familia da cidade la e arham, e malla* na-
das a se ettl preparando para panarem no Mon-
tero eses alegre dia.
No dia Irt.ricpois d* (i horas da lard, fe/- -e da
vel do noso porto a fragsla a vapor Ptrmxtrancr,
Cora ilr-iiim Serra l.eoa.
Honlem deiiiandando o ancoradnoro o brigue
inglez Jibin, pruredenl-de Liverpool, *nc*lhoa no
banco da are.) denominad.. Bresued, a qae s*ndn
roohecid pelo brigue barca llamaraca', tu largar
urna lancha guarnecida coro a geni* necetsana ao
mando do Sr. primeiro lenle Jos Rodrigues da
S >iiz, para o soccorrer. e ajadado pelo vapor
ca, arimittiiido a sua rtomeacao. Estamos corlo de reboque qoe p.sava, toi o referido biiaue salvo
que nAu rerebeu u goveino a communicarAo que ci
la o Sr. Amaral.
o Desejariamo qne vienta cora inslrucre bailan-
te* a ver se se aclaro o liuri*onle. e descansamos de
oovir nolicias prodacrocs hostia d .5 diarios do
Brasil.
A dalas de Valparaizo pelo lli da l'rala alran-
rara a iin de dezembro. A rcpudlica clulena conli-
nuava ciii perfeilo socego.
No Pein gai.dava terreno a revolarao eonlra o 1 El~y
presidente general Castilla, cuja aulondade se aeda- jZ
va limitada a capital, a l'uuu c Faena
sem prejoizo algum.
t) vapor Imneralnz vindn do porlo dosel
dome > seu bordo para esla provincia aa eguiiile.
niageir, : altores Jni Franciar* da Silva, Jo*c
| l.ourenco Alies, I. mrem-n Acrinli vVandertot Gaaa-
iy.irrn a I escravo, Manoel Carta* Moreir..'eaaaa-
Inhora e I rsrrava. Joai Cnnr.lve Torres. Alexan-
1 dre Jo-c Grangeira, Jos fersntal* da Araujo Barra,
* escravo*, Aaadete de Jes,, lirandao, Fiiint
io de Lamia, Hermenegildo 1". ellio oa Sli,
Aagasts Mendes, Mano>l Januario li-ierr.
objeclo principal, p, r p.rle .da salarien, nu xarqu^ada que alli pi.sstieiu, nao to
I eui-.seull,raa,ne,,ie rallado ,1. p,,,,ecIo em lies por isto meno? dignas dos loo vores. ado rero-
locudrarao. que consistir era amortiza, a divida do nhecimenlo dos habitante, de Montevideo pela (sei!
EtUdo, rrpreseiilada p.,r-Soo-pu lilolot de liria le ,I-corara.,,,,,,,,,-,,, cora aquelle pon, que a -
credilo. por uina sociedade que pedir *m recom- ira llie-propurr,,,,,,.,;, H '
pensa datante aj prazo de 30 anuos .. prodaelo da i Temo.....egislrar nolicia de mai un Iremen-
enda do papel Mil. lo a da rio Imposto da contri- ,lo feracto que cal.,, br. ..te poilo ,el. nra .1, "a
buirao directa. Iiatando .testa maler.a em seu na- Ida madrugad, da dia 2 do r-iado
blca.r6 "J:t ''" P3 ""''"'li'aJ"',a'1"m"'"'a"lt"l"'- A barca ii..rle-.,..,r;,,/.,, ,,.,, ontm
Por inuii.i alil porm que *ia o prolemo, elle, .,,ii de l'i.iiiiii'i'r*"i'|,|i a. 'tu t T,'"..'!.. h"v" r ''"s 1n,r|,|"" '
!;^'n.en.....Ul, a'n.es que' c,,...........X /'-ne, mam." ,7' ^ "m I ZS* mU" """ ""mn"r, aqn "
ni em qne o rorno lev.sl.il.v, ter.. d ncospar-se de / carre O Sr. I). Patatal E. baque foi nomeado senador
pela protincia de Oalamarca, e I). Vicente de Cas-
lillo, o presbylero I). Leonardo Acedo, e I). Euge-
nio N'onn palo lernlono federali-ado.
no da 26 de detembro nllimo reonio-se a cmara,,
legislaliva era Garriente* para proceder a elei;ao do denle Lpez declara qi
g.vein.i lor. jaliiu eleil
p,t.l a 1 un, c laena Joaqaim Jos, Campos, Jacinll.-. S...r*. d- Mea am
A Lima liiib.m rdegaclu dus ni-lro. de Coila ; 5ua se,,l,r,, o rros |.c|co A.....nio de Vas-
guiar o Iransilo do ei. navios .le guerra na agnaal""?' artegada* de organnatem cora o Peni e coneellos. I.evino Vieir de M.redu Lima, el erra-
10 rios Paran e Paraguay, que llics perlencera, no -Inlli a resislencia que deyciu cppor as repblicas v. Man,,*! da Silva Par.r.hn*. Antonio Pialo da
segumies termos: S. Ex. o Sr. presdeme da repu- he.p.no-am*rieanas aa inratOet dos Oibusleiros. Silva Cortho. Jo Fraaekoa Tabaea, Alar o CaHaa
Bolivia aaUva tranqoill. Em Psa Coehabamba d. Car....... Lia. Jo* C-'H... F l.ppe \a,er de
r.tia estrago* ufebreamarel.a. Almeida. Anlaaie C.W.I de AtSssTmT Haaaal da
En. Nove Granada fe, ele.lo presidente o Sr. Os- silva Gome, Manuel l.u.z de Azevedo. Ceas* lo Al-
l eu competida! Murnlu w, ,,e ,;,,.,, ja,n, Pere.ra de Olro l.oell.o.
erapre "
blica, era atteurao a que o Kra-il de lira e-lado ri-
lipirindo, concedo que. 111 tepeiideiilen.eiite de pre-
' vio aviso e conscnltraenln. al dous navios rie guerra
Nas repblicas do l'rala nenlium aroiilocimeiito i brasileiros. de vela uu vapur, ionios oa separada- P'r* om **' votos,
publico de importancia duda occorrido. O E-ladn I monte, pn-sam sndir e riesrer ivremente, sempre obieve Sll.IMHI vol-. lenenl- Ji,o Frataeiae* da OUvatr. Me-aoil*. J.isfl
Onenlil ficava em pax. a em unen ,a ,. a alten- i que a-im convenha ao governo imperial, pelus no A noticias do Mxico lo anleriorea qoe linda- Kelieiana Machada. Itrr Tlimri da Suma. Jor Saa-
r.n publica preudia-se quasi excluiivamente elei- Paran e Paraguay, na parte petlencenla .1 re>p- mui I"" %ia lk'9 Esl.dos-I nidos. rM frDeMj j,,,),, |r,,co ataeira, Dom.nco Ko-
rfics a que se la proceder para a representacto pro- blica, bem ronco entrar em lodos o porlo dela; A nrlirias interiore da provinrla de S. 1'edrn ,1o drigae de Ca saldo, liaaatl unaaal Franri.n, de
Vincial. : aberlos as bainleiras eslrangeira; com lano porem I Sal ollerecem puuco inleresse. Na frnutoita ruin o Metra Ijma. I escr.va. Francisco RaaiasaM Rihei-
Inhi quanto ba de inleresse, lano desla repatbli- j qoe nenbnm do* dilo* navioi *enha mainr arrjoearao Eslado Oiienlal nnbaro occorrido porm algn ro Meeezes, Manoel Biheim Brrelo d* M*n-/
ca como da .Confederacao Argeniina, ven, ,,,,urin- que a ce litM) loneladai. nem mainr armameula que ncontecimenlos lamenlaveii que revelara a misada J.'" Jos di Monle. e eu lilbo. o purluguer Mann-
amenle referido na caria do nosso Hireinondenlede > de s I, .cas ,ie rogo, E mai adiaste a que os na- dos gancho! e a falta de seguranca, que ha naquella el Jos ta Silva Crasa sen liilra e I aacsaeta, J,,.,-
Montevideo. 1 vios rie gorrra brasileiros a oa paraguayo goiarto fronteira. ||. da Rocha Jnior, J.aqalm Jo*e l',..n,e,. |
I).. Paraguay, onde parerp-se nos preparan! novas raspeclivamente, im odrriilo portos lluviae, rias 1 O Coinmercio, de Jagoarlo, refere o facto se- criada, lleminn* Uarle Rodrigue-, Anlunio Alve*
dilcdMade, sin impnrlaiiles as milicia. O presi- I honras, franquezas a ieuras que sao do uso ge- goinle : Ferreira da Silva, Padre Cslaasaa 1 rriada, An-i,.
decreto do goverun im- j ral. i> ,, No dia 1 prximo pa9ado, que fran-I lira segundo as stipulac'S qoe acabo do Irans- sadn urna escolla armada c capilan-ad;i pelo alcaide liuerreiri.de t>lrn. Angelo Meucs de (l'ivrira
primeiro goverua lor cons- | penal da :>.", de oolubr'o prximo pa9ado, que fran-
l"pn dVcrel'n^.'-'i* ''' 1(1 *0,l'"foSr- p"ols. I qoea o coinmercio de Albuquerque as haitdelraa es- I crever. os navios de guerra "briieiros, compreben- I ordinario da villa de Mello, no K-iadnnenl.l. fui Francisco Anlmuo de Fr-ilas, M .re. Jo.qn.m d*
ff "a !" onileada a l*i | Irangfiraa, de opporio as eslipulares do tratado de di.lo na rondiee do Iralado como esla o Mora- [ a ca-a do cidaoa drasileiru Manuel Jasar Tarouco, Calla. Jato Baatttsa d* tlliveira. I ranee, x. ,.,,,,,,
1- iS.le abril do mwnu aniui, e i-oiiseguiiilPinenlp nao aniT-i podem ubir e baixar livremenle o rio ; e I vizinho e fiznideiro .bastado junio aquella silla, e Itngrides da a*aa enli..ra, lorondo A. dfAiencar,
permlltlr o Paraguay, que pelas suas aenai suba j assim creiu que luda a exigencia d* qualquer loen- i Ihe inlimou que nn pra/.u de 2 huras devia desee- Jos AugiKlo Mandes, Igoari* Aecioli de Almeida',
para a provincia de Mallo-GrntKo embarraran til<;n- ment para ete bvrs transito vai de anrnnlm an qna cnpar au propriedade, que mansa e pariliramenle Hr.E. Briodel 1 rriado.Joto de Aquino Gaspar.M.-
ma que tn-ep bona pile bniileira. I e aeha a|ovttdo. 1 pn*mia dude IBW, tnb pena de trem demolidas a noel Jorfe v'alloto, Antonio Miria Moteira de ai
Para melhor ntolligencia a rnmprimento da lei
.
MUTltSDD"

;



DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 20 DE FEVEREIRO DE 1857
I
r
\
valho. Francisca Ferreira Corra, Manoel Enfrailo
Corra, I). Auna Filippa da Coila ('minea e 1 Wnt.
alfi-rrs Anljnio Jos de Oliveira Sampaio, I)r. JoSo
Manoel de Lima e Silva, Marcelino da Silva Mon-
teirn, 11 pracas do exercilo e 1 ev-praca.
Seuuem para o norte:hite Hidolplio Gome, D.
("nillierioiiia Nunes de Castro e 1 criado, Antonio
Tiburcio Reaende. Pedro Urde, alteres Brai Ave-
lino Frim, diio Filippe Viclor Aevedo, dilo Joa"o
Gomes Bapliala de Muera, 1 praja doeserciloe3
i-pracas.
Ate
amanhaa.
JURY DO RECIPE.
1. fessao.Dia 17 de fevereiro de 1857.
Presidencia do Sr. Dr. Bernirdo Machado da Cos-
a Doria.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio l.uii Ca-
valeanli de Albuqoerque.
Escrivao Interino o Sr. Manuel Correa Gomei de
Almelda.
Advogado, o Sr. Jo Silvano Hirmogenes de
Vasconcellos esludanle eidade.
Feila a chamada as 10 horas da manli.l.i. acnaram-
ae preseniea 4."> seiihure jurados.
Forain dispensado das mulla por (erem compa-
rerido e apresenlado escusa legitima, os senhores s-
guinlea : *
Dr. Francisco Pereira Freir.
Jos Eusebio Alves da Silva.
Jos Barbosa de Miranda Sanliaeo.
Foram multado em mais JOB os maissonlio-
rca ja' multados no dia antecedente, e tambem os se-
nhores legointei :
liencillo Peregrino Maciel Monleiro.
Antonio Aureliano Lope Coulinjio.
Joaquim de Almeida Finio.
Eduardo Firminn da Silva.
O Sr. joi de direilo declamo aberla a sessiio, de-
pow do loque de eampaiihia feilo pelo porleiro.
Aberla a dita sessao, foi condolido a presenta do
tribunal do jury para *r julgado o reo preso Juse
de Sania Annai acensado pur crime de arma prohi-
dldaa, sendo defensor do mesmo, o Sr. advogado
cima mencionado.
O conselho do jury de seolenra foi composla dos
senli res seguinlea:
Minoel Carneiro Leal.
Jiarlholomeu Goedes de Mello.
Jos Nunes de Oliveira.
Augusto Joaquim de Carvalho.
Jo< Cervario d Amorim Garca.
Sjeveriana Bandeira de Mello.
Januarin Constancio Monleiro de Andrade.
Jos da Fonseca e Silva.
Francisco Rufino Carvalho de Caslro.
Antonio Machado Gomes da Silva.
Caetano Jo* Meniles.
Joaquim Tencha Peixolo.
E prestnrain o juramento, em voz alta, sobre o Ih-
vrn dos santos evangelhos.
Foi o reo interrogado, e disie qae nSo sabia o mo-
tivo por que era aecusadu.
OSr. promotor na aecusacao disse, que o reo tora
encontrado com urna faca Mando com nutro indivi-
duo, na noile de 21 de abril do anuo passado
dista mais que o reo eslava incurso as penas do
arl. 3 da le de 26 de mimbro de 1831, e pedio a
eondemnacto no grao medio.
O Sr. admgado na delata dii-, que o reo nao Mi-
ra encontrado com a faca, e pedio a absulvicao do
mesmo reo.
epoi* da Ireplica, resiimindo o Sr. jaiz de di-
reilo a acco*ac.in e deten, foi o conellio cunduido
a sala secreta oa confer-ncias as 2 horas da larde,
d'onde voltou as 2 1|2 horas com ssjaa resposlas, que
foram lidas pelo preaidenle do conselho do jury de
senlenca, e o Sr. juiz de direilo, depois de receber
as resposlas e proceso, poblicoo sua senlenca, con-
deronando o reo a 35 das de prisco simples, grao
mnimo do artiga 3 da lei de 2(i de oulnbrn de 1831,
e as cusas ; e levantou a tesso, adiando-a para o
dia seguate as ',( horas da maiinaa
com a le, e al meimo bem poucas lem havido du-
rante o meu efl'eclivo coinniamlo. Nao sel, poi,
que preleri;6as sejara essa,a que allude a Regenera-
fio, nem como deva tu responder por ellas. Se se
refere a ea que em seguida menciona, islo he, a'
que diz lera' de soffrer o Sr. mpiUe Pires, do es-
quadrgo de cavallaria. se for pmpnsto para o cum-
ulando deste o Sr. (enante Miranda, enllo permita
o aulor daquelle ariiiio que en Ihe diga, que Dio
lem a i...... r raaio. e que qiimi.to a livesse, nao ra
ceitamenle contra mim. Secundo o artigo 50 da ai*
tada lei, para a uou.ea^ao do commandanlc de cor-
pos,au se allende nem a palente, nem a anliguida
de do Horneado, ella pod' recahil al em un simples
guarda ; e depois,esa nnmeacao por esse mesmo ar-
ligo he privativo do govemo geral.e feila sob propos-
la e.rlusiva do presidente da provincia, nada abso-
lutamente lem com ella, o coinmandanle superior.
Se. pois, S. Ele. propoz para coniiniinlaole do
Joao de Carvalho Paes de Anlrade devedor ao up- i existe, aeham-so a venda no esrriptorio do
iilirane. a niiHiiin a*. l.farMsrinn ... __..._____ .^,i[.iMu Uu
plieanle a qunlia de 1 :(KMI-!HII1 is., com o respec-
tivos juro, que ao supplicanle, como a 'minislia.lor
de ana molher, eosbe era parUlna dos bena da casal
de seu sofiui Francisco de Carvalho Para de Andra-
de naa ledras da* quaes era devedor oilil Juan de
Carvalho Pee* de Andrade na importancia lolal de
8:01X1? rs. pela compra do engeallo I rha, que foi
especialmente hypelhecado para pagameulo delta
divido, e romo o* supplicados nao (enhatn sa(afeilu
esla divida, ao passo que o fuppllcunla funda o direilo iii.s documento junios, como s.jain a* latirs
issiguadas por Julio ile Carvalho pacs de Aii.tra.le, e
eerlrdao do Invenlano e parlilhaa de I). Anua dos
Anjns de Carvalho doiivnn pesiada pelo escrivlo
linio, quer o sapplreante que se proceda a .lil* cila-
co com lem requerido, sol p*na de seren condein-
nados no pedido do upplic*nlo nlo enmparecendo : j
ec mu um do herdeirns Manuel de GaiValho Pacs [
brediio esquadrao, o Sr. lenle Miranda, o que i de Andiade esleja ausenle.em lnear nao sabido.quer t
los, est iva no seu diieiio, nem es-a propot! o topplicanle (a/er rilar a esle por edito nos lua-
theatro.
Principiar as 8 horas.
BAILE
popular de ms-
caras e phan-
tasia.
So palacete da ra da Praia.
-Nos das 22, 23 e 94 do corrate haveri
estar prvida a ausencia na conc lincilo, sendo cila- i bailes lio Carnaval, no Sal jo do palacete da
ra da Praia, o qual estar conveniente-
mente ornado, e l)i ilhantcmentc Iluminado
Us directores la-o quniilo |0r possivel para
que reine a boa ordem e harmona : os b-
neles estarSoa venda no edificio, nos das
dosdiverlinientos, quedevein principiar as
8 horas, e terminar as 2 da manliaa.
res, e jomaes mais pu>
la eidade, vislo ja
ila a viuva por si, como lulnra dos meuores e o cura-
dor gcral, e os maiores re 12 ell anuos un mus
pruprias pessoas : pede a V. Ec. Sr. Dr juiz espe-
cial d'i cnmmeicio, e digne ordenar a ciiarao pela
forma regrada.E It. M.Alcoforado.
Nada mais se continua em dila pelicflo aqui
la o desaira, no que alias conven) a Hegmerarao.
.Nao tenlio noticia do aviso do Sr. ministro, da jsli-
ee.de que falla a Ilegeneraca^, e em que se inaiiua
guardar a anUguidade em laes proposlas, e nem uo-
demos crer nelle em qnunlo o nSo virmos, porque
seria manifeslamenle coulraiiu a'quelle atligo da
lei, que cima cilamos.
yoanlo a'prelenco de galibar aneires influ-
encia pelus meiosde que falla o artigo u Regenera- I Iranscripla, a qual seniln-me apresentada, dei o de
f, nao sei se tal accusacSo tambem se dirige a' pacho do Iheor seguinle : dislribunla, como requer.
muina pessoa, (enlio no enlrelanlo consciencia que Recite Iti de feverero de 1837.Anselmo I'rau-
ella nao me cabe ; lodos em Pernambuco eonlio-1 SCO PereUI,
cen m-u carcter e minlia educado ; e de mais.ne- Nada mais se continlia em dito meu despacho aqui
nhum humem de aenao commum pode crer que tal IrinieripK em virlude do qoal leve disinhuic.lo
eipedienle seja o mais propalo para angariar sym- l.do Iheor seguale : A. Duarte. Oliveira.
pathia e prestigio. Alcm de que,nao he crivel que Nada mais rontinlia a dislnliuic.lo aqu Irans-
laes desgoalos ou vjame euejam suHreiido, ou le- cripia, em virlude do que o escrvao qoe esla s-ib- ,
iiliiiin sr, lenlo os cominaudanles de compauhiaa e I creveu, mandou passar a prc-eule caria de edil' Jos de Souza. va i seguir hre
Compai.hia
SEGUROS MARTIMOS.
lXS$0& :: i C,80.
decorpos do meu copimando, sem que se lenham em o praao designado no cdigo cominoicial, pela
qoeixado peranle mim. Se esse mal eslsle, nao me | q"l seu Iheor se chama e indina ao supplicado de
consta, nem se Ihe lem procurado o remedio pelos ; vedor lasante, cima declarado por Indo o conten-
REPARTS AO DA POLICA
Occnrrencias dotlia 18 de fevereiro.
Foram presos : pela subdelegada da fregnezia do
Recite, Mauoal Gouc,alves Boaventura, por deso-
bediencia.
E pela subdelegada da fregoezia de Sanio Anto-
nio, Manoel Alves Santiago, por desordem.
tao t pernambuco-
Temos a' vista jornaes, de qoe foi portador o -lin-
peratriz, rojis datas chegam, as do Rio a' 10, da
Baha a 16, de Sergipe a i, e de Macei 18 do cr-
renle.
Foi nomeado director do arsenal de gnerra dcsia
provincia, o ntajor do estado maior Manoel Ignacio
Bricio.
Creon-se nina legaco aa Alleroanha. em aobsli-
luicln a' da Suena, e Dinamarca, que fcou almela-
da a' da Prussia. Ella vai representar o Brasil na
Cnufederscao Helvtica, e nosprjncipaes e-tadosda
Confederaran Germnica, como a Baviera, Wurlein-
berg, Grao-Ducado de Badn ele.
Por decretos de 7 do crrenla foram nomeados :
Foi suopnmiio o commando das armas da corle,
sendo nomea H'rcilo o bardo de Suruliy.
O marechal de campo JuSo Frederico Caldwel,
ei-commaodanle das armas foi uomeado insoeclor
gerai da arma Sol.
O imperio foi dividido em (i dislriclos de fnspec-
qa, um par.-, arma de artilharia, doas para a de ca-
vallaria, e tres para a de infamara.
Odiilrictn de inspecc..1o da arma de ai(ilharia com-
prebende a corle, o Para', Pernambueo, Baha e S.
Pedro, e o segundo Corle ePernambuco ;o primeiro
de inf-nlaria de S. Pedro ; o sVgundo desde Sania
Catharina at Alngoas ; incluindo Minas Geraes;
o terceiro da Pcrnamhoco al Amazonas.
Os corpas da guamiego de Guyaz, e Matto-Grosso
serao inspeccionados por offlciaes das re>peelivas
armas, nomeados para esse lm, quando o governo
jolgar necessario.
No dia 8 tinlia-se procedido a eleirao de nm sena-
dor ; n resultado de 7 dislriclos era o seguinle :
1. Candido Borges 30j.
2. Saya Lobato 302.
:i. Tliomaz Gomes 22.
Noticias de S. Paulo dizem osegainle :
Abrise a asembla provincial a 3 do crranle,
foi eleilo seu presidente o 8r. Nebias. O preco dos
genero aliraeiilieios havia..bailado da alia, que
eonservavam. O lypho, as beigaa e a labra ama-
rella la- ravam all.'
L-se no Correto Mercantil:
lev.- lugar no da 2) do passado, as 5 horas da
larde, no palacio epiacopal, a ceremonia religiosa da
proteslacao de D. Margrida Kerth, natural da Ba-
viera, e de sola protestante, sendo a mesma proles-
(aco recebida pelo Sr. bspo conde, peraule duas
lestemuiihaa. No da 4 deste m /. cason-e a mes-
ma senhora, no oratorio do Sr. senador JuSo Anto-
nio de Miranda com o Sr. Fraoklin Brasileiro Jan-
sen Lima, assilindo a esle aclo como lesleintinhas
o memo Sr. Miranda, sua senhora, a Sra. I). Anna
Jansen do Paco de Miranda e o Sr. Eduardo Jansen
Ferreira da Veiga.
as folhas de Boenns-Ayres enconlra-se una
noticia sobre a prolongarlo da linha de navege^So
milla entre os porto do Rio de Janeiro e Marselha.
a Eis-aqoi o que diz El-Ordem :
A linha de vapores entre o porlos de Marse-
lha e Rio de Janeiro vai estn Jer-se al Buenos-Ay
res, dentro de pouco lempo.
Acompaiihia de navegado mista dos Sr. Ar-
n.iii'l. 'i'-iiiach lim.ios e l'.'iinp., de Marselha, que
he | que eslabeleceu a linha ale o ao Rio de Janei-
ro, julga agora conveniente unir tambem a osla
enrumunicacao mensal os porlos do Ra da Praia,
cojo mercados represenlam valiosos iuleresses com-
merriaes europeos, e coia cidades altrahem urna
emigrai.-an sempre crescente, que precisa manler
auas resees com a patria que enses iudividODS dei-
xam alen! do Atlanlico.
O vapor destinado para a carreira do Rio da
Praia he u u Avenir,n que ja lem feilo difTerentes
viagens ao Braeil.ii
No dia |- do corrent- leve lugar a abertura daas-
semblca provincial de Sergpe.pronunciando o Ezm.
presidente da provincia um bello discurso, por esla
oceaaiao. A proviucia|gozava de paz e saluhridade.
Da I! Mi i e Macei nada ha digno de mencao.
Achani-se a' carga para eale porto :
He l'no, a barca uThereza I.
Na Rabia, o patacho Esperanra, o hrigne i Ve-
loz, neo Mala a Duus Amigos.
Chegaram prooadenles deste porto :
Ao Rio, 5, o V.rigue de guerra francez lleau-
manuir. ii
A' Bina, a 11, patacho E a barca mglezai i.Maria ; |3, o palachu porlugoez
ifUorlence ;. a ti. a barca ingleza Amelia ;o a 15,
a ga.era belga afiaria Amelia.
Saliiraui para esle porto :
Do Rio. a.i.a barra h.mburgueza olleros;-!'
b, o palarho lamega.
O vapor francez ..Bysantin,, dcva pirljr n0 dia
l.t, hs mema competeuics ; e ., contra miro proprio lem
apparecido alguma vez em publico, cousa que com
iso se paraca, deixo ao mesmo publico, o deci-
dir de que parle lem estado a curtrzia, a juslica e
a lei. J "
Nao me record lambem de liaver alguma vez sol-
lado quer guarda, quer oflicial algum, preso a or-
dem de seus chees, sem ler previamente ouvido a
estes, na forma do arl. 21 do regulamento de t de
abril de 18i ; a menos que esses mesmos cheles me
nao lenham pedido a sua lollura. Se a Itegenerarao
quizrsse indicar-me o nome de algum desses guar-
das ou olliciaes, sollos por mim seiii aquella formali-
dade, que independenlemenlc da lei, a simples civi-
lidade recummenda, multo o cstmaria, poique en-
lao lena occasiao ou de mostrar-Ule a inetactidao
das informacoes, que se Ihe lem dado, oo de fazer-
Ibe ver, quando verdadeiro fosse o fado, que o ci-
tado artigo do regulamento nao impe absolutamente
aquella audiencia previa, que salva empre os caso
em que ella nao lie possivel.
Nao me escandaliso de ver meus actos e meu pro-
cedimcnlo, como empregado publico, disculidus pela
imprensa, anles o Uesej.., porqoe lenho consciencia,
de que os poderci sempre explicar e autorisar rom a
lei : iciiliu proenrado, quanlo me lem sido possivel,
tnauler a disciplina nos corpos do meu commando,
lUandMda e re lar os direitos de cada um, quer ofiiciaas, quer guar-
das : senao obstante exislcm discontenles, isso he
natural ; se da mesma orle um ou oulro abuso ou
injustica d-se e cunserva-se sem repararlo nos cor-
pos, cujo commando me M cnnli nlo, lambem isso
he da ordem das cousas humanas, porque nem todos
lerao ebegado ou podem rbegar ao meu conheciroen-
lo, e mesmo alguna ha cujo remedio nao he fcil.
Repilo, pois, que as censuras qoe a Itegenerarao
naquelle seu artigo me dirige. s3o infundadas! e
quando o nao fo-sem,iiao devena recahir sobre mim
a manir parle Mella-.
Recite 19 de fevereiro de 1807.ttarao da Boa^
1 s(a, comminil.inle superior da guarda nacional do
Recite.
OSiir..?j0,
CAMBIOS.
Sobre Londres, 28 d. 60 d. v.
< Paris, 3iO a 311 ra. por fr.
t Lisboa, 95 por % de premio.
Rio de Janeiro, 2 por 0|0 de descont.
Acedes do Banco, 10 a 1."> de premio,
n a companhia de Beberiba 54J000.
o a companhia Pen.amhucaaa ao par.
o L'lidade Publica, 30 portento da premio.
e Indemnisadora. 52 idera.
a d. elrada de ferro 20 por 0|n de premio
Disconto de leltras, de 8 a 10.
Dito do banc:8 a 10.
Duro.unjas hespanhnlas. .
Moadaa de 6944)0 velhaa
a o 6>U0 novas
(9000. .
Prata.Palacoes braaileiros. .
Pesos columnarins. ,
mexicauos. .
do na pelic.ao e despacho aqoi transcripto.
Pelo que lodo e qualquer pessoa.prenles ou ami-
gos do dilo supplicado Manoel de Carvalho Pees de
Andrade, o podrr fa/.er scirnle do que cima lica
expo.lo ; e o porleiro do juizo Usar a prsenle nos
lugares do cosime, e sera'l publicada pela ioiprensa.
Dada e passada oesla eidade do Recite, capital da
provincia de Pernambuco, aos 17 de fevereiro de
I8.Y7.
liu Maximiano Francisco Duarte,escrivao osubs-
crevi.
Auselmo Francisco Pcrelli-
A camamara municipal do PiPcife faz
publico, que se acham vagos o lugares de
fiscal das l'regue/ias da Boa-Vista e Murihc-
ca, e o de solicitador : os pretendentes a
taes empregos. podem reqoere-los a mesma
cmara com as hahilitaijoes que tiverem.
Pago da cmara municipal do liecife em ses-
siio de 18 de fevereiro de 1X57 .Manoel
Joaquim do llego e Albuquerque, presiden-
te.Manoel F'errcirj Accioli, secretario.
"*
As malas que tem deconduzir o vapor
Impcratriz com destino aos portos do norte,
lecham-se hojo 20] as 4 horas da tarde, sen-
do ate as 3 1|2 com o porte simples, e as 4
com o duplo.
28 a 289500
. 165000
. I6-1OOII
. 99000
. 20C00
. SfttHMI
15860
ALFAMlbUA.
Kendimenlo do da 1 a 18. ,
liiam do dia 19. .... .
28i:72l;Hl2
20:3735829
311:0954021
Oescarreoam hoje 20 de fevereiro.
Barca ingieraElisa llandmercadonas.
Barca hranceuComle Hugeridem.
Barca inglezaQoeenbacalhao.
Brigue ingleMercuryidem.
otlNSl'Lfflk GKRAL.
Rendimenlodo dia 1 a 18. .
dem do dia 19. ,
101:6385124
5:3l.lj852
106:9515976
LMVERSAS PROVINCIAS.
RendimentP do dia 1 a 18. 6:4319055
dem do dil 19........ 4949588
6:9255613
DESPACHOS DE EXPORTACAO PErA~MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
19 DE FEVEREIRO E 1857.
GenovaRrigue aardo aDaino, Baslo Lemo,
1,226 saceos Manear maicavado.
Falmoulh Brigue diuamarquez Anna iviaria,
11 iii ni Monsen & Vinassa. 500 couros salgados.
LiverpoolBarca ingleza oUuedn... llenry i..i.....i.
520 sacros asucar mascavaJo.
LisboaBarca portusueza .Gralidao. T. A. Fon-
eca i\; Filbo, 200 couros seceos salgados.
Lisboa Brigue porlugucz eCenslanlea, diveisos
carregadores, 36barricas e 85 saceos assucar bran-
eo e mascavado, 200 couros salgados, e 3O0 meios
vaqueta.
PurloBarca portngueza iS, Manoel lio, l.uiz Jos
de S* Araujo, 1(X) couros salgado; Manoel Joa-
quim Ramo e Silva. 100 sacros assucar hranco ;
Basto A; Irmaos, 5(6 couros seceos salgados.
Parlo Palluhole porluguez Comci lencia, Do-
mingos Alves Malheos, 3 pipas aguar lente.
liba de S. MiguelBrigue porluguez Oliveira,
Beato Irma i, (('saceos assucar branco.
Ilhade S. MiguelPatacho porlutuez .'Alfredo,
diversos carregadores, 211 pipas mel, 6 barricas e
50 saceos assucar branco e mascavado.
SlockolmBarra sueca Elisabelh, N. O. Biebcr
Companhia, liiMI saceos assucar mascavado,
1,111 couros salgado.
xDortacao .
Colingoiba, hiale brasileiro Scrgipnnon, de 5
tonelada, roudiirio o seguiuta : 100 barrica) b i-
calhao, 19 caivas e7 fardos dvoraai fazemlas. | ma-
la perfumara, 2 barricas salitre, I cala louc, .50
barri pulvura, lOquinlaes rhuinbn e muir'.
KECEBEDOKIA KK RENDAS IMEKNam i.K-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia I a 18. 12:036-776
dem do dia 19........ I-364967S
i3:S0l9451
CONSULADO PROVINCIAL--
Rendimento do dia 1 a 18. .' 55:'l85fC32
dem do da 19........ 2:933;698
enr. Maraulio e 1* .r.l
O hrigne escuna Graciosa, capitao )oSo
. vai seguir breve para os por-
los cima referidos: para carga trata-se!
cotn o consignatario Amonio le Almeida1
Gomes, na ra do Trapiche n. lt, segundo!
andar.
Todas as pessoas que tiverem tontas
com a barca francesa Cyclupe, hajam de as
a presentar gexla-feira al ao meio dia em
ponto, no esciipleno dos consignatarios, na
ra da Cruz n. 4.
Para o Rio de Janeiro
segu em poucos diasa polaca .nacional Ze-
loza, de primeira marcha : para o resto da
carga Iraia-se com os consignatarios Isaac,
Curio & C, na ra da cruz n. 49.
58:,1195330
- GbMK&e $0 p$K&
Senhore* redactores.I.endo o u. 6 do peridico
Regeneraran, publicado lionlem, enconirei tll.i|,.
un arligu, ob a pigraphe A guarda nacional do
Herife o qual nao posso deisar pa>s.ir sem res-
posta, porque ah ,t f.z censuras graves. q.,e uj
merero, e indica ea em desabono meu lacio. e,uc
se diz acontecidos na guarda nacional desle muni-
cipio, e t|ii -.qu.iu.lo mesmo reaes fossem, nao riode-
riam com juslii;a ser me imputados.
l'alla--o nesae artigo de preteri(es,que lem havi-
do na numeaeao dos ofllciae, e de desejos de ga-
nhar affen;6es e nieada, desvirtuando e ale nuli-
ficando a auti.ridade dos rommandaiilea de compa-
uhiaa e corpo. Qnanln s prelerices, sabe qual-
quer por muito pouco lldo que saja as leis da urga-
nisarau .la no-sa guarda nacional, que es proposta
para preenrhimento das vasas dos lugares de ca-
pilfles e olliciaes subalternos, inlo pertence ao com-
111.111 lanie superior, e im aos proprios cmmandan-
les dos corpos, incombimlo apenas aqoelle 1uf.11 ma-
las, oque he ludo eipressamenle delermiiiadu no
artigo (8 da le de 19 de selembrn de 1850 : ora a
islo me lenho en limitado al aqui, as proposlas
que me (em sido enviadas pur essea commandanles,
tfM lenho aempre ichado em perfeita cenformidade
Navios entrados no dia 19
Rio de Janeiro e porlos imermedios9 dia, vapor
br.sileiroBlmperairiz, commau lame o eipillo-
tenenle Antonio Joaqnim de Sania Barbara.
Terra Nova;li das, brigue OOlri i(Ruuiiymedei,
de 200 toneladas, capilao Samuel Prowse, eqni-
pagem 12. curga 2.5(KI barricas com liacalb.10 ; a
ordem. Pertence a (ir*enock.
Navios saludos no mesmo dia.
Rio da PraiaPolaca despatillla ollella Doloresn,
eipililo Buaveulura Dural, carga assucar e agur-
denle.
Porto- -Brigue porluguez Tres Amigos, raplto
1.1.111 lino Dumiiigus Goucalves, carga assucar e
mais gneros.
Canal pelo Rio Grande do Norte Brigoe irnilez
i'ltemark, capilto James Doean, em laslr,..
Passageiro para o Rio Grande, J010 Allrel lo-
zer.
Serra l.ionne Charra ingleza ePreseverenee.
Suspemleu de laminhas.
rreio i-era!.
Relagio das cartas seguras, viudas Uo
sul pelo vapor Impcratriz, paia os senhores
alnixo declarados :
Antonio Rarreto Cutrim de Almeida.
Antonio llerculano de Souza Bandeira.
Joaquim Arsenio Cintra da Silva.
Joaquim Antonio Carneiro da i.unha.
Joaquim Martinho da Cruz Correa.
Joaquim L. Monleiro da rCuz.
Jos Pereira Vjanna.
J. RodriguesGuimaries.
J. Rodrigues de Souza.
Mana Carolina de Albuquerque Rloeni.
Miguel -Archaiijo Monleiro de Andrade.
Morcira & Duarte.
Manoel Goncolves da Silva.
Manoel Joaquim Ramos c Suva.
Pedro Mirlini.
Tasso IrtnSos-
CONSULAT DE FltAXCE.
Le cnsul de France en eclte lsidctire a
I liimni'ur de prevenir les personnes, que
cela pourrail inleresscr, que lundi pro-
chain. 23 du courant, a onze heures di mi-
tin, il sera procede en la chancellerie du
consulat de France a l'adjudication aux cu-
chares, sur soumissions cachetees d'iin nm-
prmit la grosse aventure de la somme de
diio/.e rnille franes pour les bes >ins du trois
mats, le Cyclope Ledit, emprunl garant par
le corps, quille et agres du dit nnvir. Les
soumissions, qui seront ouvertes publique-
rnent, seront rerjues au consulat de F'ance,
jusqu'a onze heures precises tluiour 23.
TRIBUNAL DO aCOMMERCIO.
Por esla secrelaria se faz publ'co que ties-
ta data foi inscripto no livro da matricula
dos commercianies.a firma social brasileira
de Jos vntonio Moreira Dias \ C, estabele-
cida nesta eidade, com casa de coinmercio
de gneros do paiz e estrangeiros.--Secreta-
ria do tribunal do commercio de Pernambu-
co. 19 de fevereiro de 1857Dinameric Au-
gusto do liego Rangel, no impedimt tilo do
ollicial maior,
0 administrador da mesa do consulado
provincial, em virlude do disposto no arl
3 do regulamento de 3 de julho de 1852, faz
publico que se acham depositados dous ca-
vallos castanhos aprehendidos pela subde-
legada da freguezia de S. Jos, os quaes sao
coiisiuerados bens de evento, por se ilesco-
nhecerem seus donos, e para que no pra/o
de 15 dial compareca quem aos ditos caval-
los lenha dire.to, liados os quaes se proce-
der a aricmatacSo pela forma marrada no
arl. 4 do supradiio regulamento Epara que
ciiegueao conhecimento de todos, mandei
fazer o presente edital aos 13 de fevereiro
de 1857.Antonio Carneiro Machado Ros.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
o conselho administrativo, em cumpri
Diento de rt, 93 do regulamento de Hile
dezembrodc 1852, faz publico quo foram
aceitas as proposlas de Bartiiolomeu Fran-
cisco de souza, Manoel Antonio l'eiseira,
Jos Nogueira de Souza, Jos liaplista Bra-
ga, Joao Fernandes Prenle Viauua e liodri-
gues Ribeiro, para fornecorem : o primei-
ro, os medicamentos para a botica do Hos-
pital Regimental, segundo o pedido ja an-
nunciado, na importancia de 337^220 rs.;
o >pgundn 2 bancas de amarello por 509, 6
cadeiras de dito por 42^, 1 sitete com as
armas imperia-s e legen la da rqiarlicfio das'l
obras militares por 25:-; o terceiro, 50 ex-
emplares de -imilo de .Mantua a 500 rs.. 50
ditos da Economa da vida humana a 280 rs
25 resumos de arillnnetica por Colaco a 1?,
50 calhecismus de Montpeli.-r a 900 rs., 150
resumos da doulrina Christfli a 60 rs., 150
cartas de A I C a 60 rs., 150 taboadas de nu-
meraciio a 60 rs 50 resumos de gramtica
portngueza por (astro Nunes a 500 rs., 25
compendios de geometra p r Silvano a 80O
rs., SOj penas de ganco a 1-.200 o cenlo, 20
Uuzas de lapis a 300 rs., 60 pedras de lou/a
encaminadas a (00 rs., 50 duzias de lapis de
pedra para as mesmas a 210 rs. ; o qoarlo, 1
caixa com vidros de 14 a 16 polegadas por
11/, 1 arroba de ac fundido qnadrado de
o|4 a 2/500 a Ib. ; o quinto, 5 irn bus de ac
lundido im barnnhas a S/a Ib. ; o sexto, 2
arrobas de ac fundido qnadrado de 5|i a
8*900 a ib ,2 airobasde ac fundido oila-
vadoa 3.-200 a Ib., 30 qiiintacs de ferro in-
gle* redondo de meia polegada a 9#800.
E avisa aos 2-, i, 5- e 6- vendedores
que deverSo recolher os referidos objectos
ao arsenal de gera no da 20 do coiret.te
mez ; 10 primeiroqueassimofara no dia SI.
e ao lerceiro vendedor no dia 19 do cor-
rente.
Sala dassessOea do conselho idministrati-
vo para foinecimento do arsenal de guerra
18 de fevereiro de 1857 Bernardo Pereira
do Carino Jnior, vogal e secretario.
F.spera-se do sul o vapor francez BISANTIN, e
depoi. ila demora do cosime seguir para1.Marselha : qualqiiar informaran; com os agen-
tes >. O. Biebcr & C na ra da Cruz n. 4.
Para Ro de niteiro
sahe com mttita brevidaire o bem conhecido
brigue Sagitario; anda recebe alguma carga
e passageiros, para o que trata-su com Ma-
noel Francisco da silva Canijo : na na do
Collegio n. (5, terceiro andar, ou com o ca-
ptlao, a bordo.
Ceara' e Acatacu".
Segu 110 da 25 do mez c irrente o palha-
bote Sobralense; para o resto da carga e
B**5f?firos> lri,ta-se com Caelano Cvnaco
->, na ra da Cadea do Reo fe D. 2.
o de Ja-
neiro.
O brigue FIRMA segu pura o Rio de
Janeiro no dia 22 do crtente, ? recebe
passageiros < escravos a frete, para os
<|iiies tem i-\ci-llentos coiiiinodos : tra-
ta-se cum os consignatarios Novaes A C,
na nm do Trapiche n. .lt, ou cora a ca-
p to, na piara.
&0UI i
I) r. Anselmo Francisco l'erelli. rommendad.ir da
imperial ordem na Kosa, e juiz de direilo especial
t'ernainlnico por S. M. I. e C. o Sr. L'. Pedro II,
que l-o auarde ele.
, Para Lishoa
segu com breyidade a barca pot tuguez.a
EHPREZA, por ter parte da carga promp-
ta : para o resto, trata-se com os consig-
natarios Novaes A C, rita do Trapiche n.
34, primeiro andar.
Para a Baliia.
A velcira e bem conhecida sumaca brasi-
lera Horlencia, pretende sabir para a Babia
com muila brevidade ; tem jiromp'o parle
de seu carregamenlo : para o reslo trata-se
com o seu consignatario Antonio Luiz de
Uliveira Azevedo, ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa tencin sabir com brevi-
dade a b-.rca porluguez licmvinda, CapiUfO
Jos Arlhurio Moreira, por ja ter parte da
carga prompta ; para u resto della e passa-
geiros, para o que offerece bos commodos:
trata-se com os consignatarios Amorim Ir-
maos, ra da Crnz n. 3.
I'arao Aracaty vai sahir sabbado 21
do correnlc, a barcata Jaguaribe : para o
resto da carga e passageiros trata-se com
Camiiiha t r'ilhos, na rus da Cadea lo Be-
Cite n. 60, primeiro andar.
Para o mo
de Janeiro.
segu com brevidade a b rea Sorte ; recebe
carga, passageiros e escravos a frete : a tra-
tar com Caelano Cvriaco da Cusa .Moreira,
na ruada Cadeia n. 2.
i ara o Assu'.
Para o Assu' segu por estes dias, por ja
ter parte do carregamenlo, o brigue Feliz
Destino: quem no mesmo quizercarregar
ou-ir do passagem, dirija-se ao esrriptorio
do r. Manoel Goncalves da Silva, on a bor-
do coin o capitao.
SEGURIDADE.
AGENCIA FILIAL,
registrada no tribunal do commerciodesta
provincia
llVi'clna-se qualquer scgiiro sobre navios
ou carga, a Condicjes mu favoravei.s : a-
propostas areilam-se em casa dos agentes
Isaac, Curio \ C ra da Cruz n. *9, onde se
pmle tambem saber as conveniencias, que a
companhia olTerece aos segurados. Para fa-
cilitaros seguros pequeos, acaba a direc-
Cao de dar ordem para que as apolices se
paguem por 50(1 tiesos cada urna.
ATTENCA'O.
Aiisentou-sc no da 3 do frrente a escrava
pard*,ile nome Rosa, geralnienle conhecid
pela antonomasia tle jaca-molle, representa
ter de 35a iO anuos, baixa, cara cala, ps
apallielados, com urna cicatriz no beico su-
perior do lado esquerdo, cabello carapinho;
levou rom sigo diversos vestidos de cassa, e
tem por eoslume usar de chales Suspeita-se
andar em Uinda, por ter sido encontrada,
ha dias, as proximidades da fortaleza do
Krum : quem n apprehender e leva-la a ra
das l.arangeiras 11. 2fi, ser generosamente
gratifleado.
(i encarregado da testa de S. lienedicto
da Boa-Viagem, declara pata eonl'uso dessi
lingua mordaz, aut'r do nnnuncio sobre o
pagamento da msica, quo julga inda dever
a pessoa alguma tendente a testa menciona-
da ; e se alguem se considerar credor, aprc-
sente-se em 24 horas, quesera imme'diata-
mentc salisfeilo.
Jcanna Maria da GonceicJIo paga in-
cnntinenle qualquer divida da testa de S.
Benedicto da Boa-Viagem, onde he mora-
dora.
Convidam-s os senhores reverendos
sacerdotes para r-elehrar mi-sa por alma do
tallecido Jos Dias Souto, com a esmola de
l#280, na matriz de s. F'r. Pedro Goncalves
do Recite, no sabbado 21 do correte.
Uo engenho Boacica, provincia das
Alagoas, fiigiram no da 10 do correte os
escravos l.uiz e Manoela, casados, pe tencen-
tes ao abaixo assignado, que os houvepor
compra aoSr. Antonio da Costa Nunes, mo-
rador na villa da Palmeira da provincia das
Alagoas, os quaes tem os signaes seguintes :
l.uiz, bailo, grosso, beicudo bem prelo.
com rieatri/es volhasnos regeilos dos ps e
curvas, bem fallante, e reoresent ter 4 an-
uos. Manoela, vcrmelha, boa estatura, bra-
cos linos, mos o ps pequeos, sem leutes
na lente, meia corcund c tera 30 anuos, e
tem mili e irmfos :-in Campia Secca ouGa-
ranhuns, d'onde he Glha : quem os appre-
hender, tera lOONHIO, pagos em Macei pelo
Sr. Uanoel Joaquim Uarle Guimar.les, ou
no engenho supradito do abaixo asignado,
rreguezia do Pilar.-.lose Joaquim Mala.
OSr. Manoel Rorges de Hendonca nes-
ta eidade he rogado a remir o seu penhor
que para em poder de Antonio Luiz Pinto,
em Macei, islo no prazo de 30 dias, e na
taita ser esle vendi lo para pagamento do
principal e premio, segundo sua leltra, li-
cando o direilo salvo ao Sr. Rorges para con-
tinuar a dizer que nao tem negocio com
pintos.
- He chegado ao deposito de charutos da
ra da Cruz n 50, um completo sortimento
de bons charutos, cbegsdos ultiminiente da
Babia, com as marcas seguintes 'sobe-
ranos, iiacionaes, infantes, cavalleiros, v-
relas, alliados, aprasiveis, emilios, recreio
de yaya ea fama va, os quaes se vendem
por menos preco que em outra qualquer
parte.
Rc-ponde-sp a pcrgunla das almas,que
esperam pela missa parochial : que se o 1 a-
rocho, deque se trata, tem coadjutor, est
claro que iienliiiina falta lia ou deve haver,
visto como ao coadjutor cum re nos impe-
dimentos physie.os do parocho celebrar a
missa do di e explicar o Evangelbo, sem
que por isso se considere perpetuamente
impedido tal parodio, pois que nao silo es-
tes os nicos deveres do ollici* de parodio,
e nem sSo os de que trata os cationes,
que, pela nao pessoal execur seja esbu-
Ihadodo beneficio.
Furtaram do sitio unto a rgrejj de Bc-
lnt. ao amanhecerdo dia 18 do correnle fe-
vereiro, urna vacca de cor amarella, lendo
a frente da cabe?a prda, ps e maoscilca-
dos de prelo, com urna orelha corlada a
outra com um talho na pona formando urna
tesoura, esla pejada e prxima a parir na
ultima la forte deste mez 011 na primeira
de marco : roga-se aos senhoresencarrega-
dos da polica ou oulra qualquer pessoa.que
a apprehender ou della souber, a fcam con-
duzrao dito sitio, onde se pagara genero-
samente esse trabalho.
Linhas deonini-
Liqidalion.
Pommateaux, aterro da
Boa-Vistan. 16.
^Diitod SDUrr0p0a
Hecbamado o Sr. Joaquim de Oli-
veira .Mello, ao largo da Assemblea, casa
confronte ao chafariz, segundo andar, pa-
ra '.justar suas contal e dar as explica-
eoes que nessa occasiao llie forem pedi-
das, do caigo que alli oceupava, visto
ter-se retirado sem a isso se querer pres-
tar, sendo de sua obrigaco ; espera-te
do Sr. Oliveira, que a isso senao negu,
sob pena de se procurar os meios de que
manda a lei.
Cui.vi.i.i-Kt: a>. miiiaoi ,i fallecido Ji.se
llias Snnlo, pura aisisiircn a una misa r-xa-
da por sua alma, que lera le se mandar role-
lirar no fflimo da. s libad 21 c0 trrenle,
pela* ."i lior-s da manilla, na malri/. de San-
Fre Pedro (joo{lvee do Kerife.
__________________ ( 'ih llar
if amiga
santa
Fai-i, .i... .------- fi""o "omero itc pe-soas que li-tu i
i ai;i. Hber aos que a prente caria virem, em cu- memla lo lulli..to- ..... .. i
!'- HNeml,rB.,dr J.r..,n Martiniaim Fie.e.ra "T",^,'" '" i W**-**
e Melle me f*t peiira,, du il,,6r ..uinle :' C,U com dramil e J OS
ni
de
lllm. e F..10. Sr'. Ur'. juir do commrrrio.I>i o I
dfs-mliarsailur Jerni,0 J| ilerdiai... F.gueira de i
Mil*, coinu adiniiiHrador np -a mullirr. que elle :
quer fa, cilar a viuw e lird iro de Joao de Car-
valho Pae. de Aiidiade H veri propor-llir* uu.a
aerlo ordinaria na primeira audienci. d.sle io.zo,
vlsu> Han e ler verificado a courilia.-ao como roiisl
do documento junio. Funda-ne o .upplicanle para
a pMBMfK dela aeeSjl tu, que endn n rasl de
SABBADO, 21 DE FEVEREIRO.
Recita extraordinaria.
Joio Caetano, querendn sa'tisfazer a um
grande numero de pessoas que lem encom-
ala re-
D. CESAR DE BZAK.
Finalisando o divertimeuto cum a nova co-
meta em 1 acto
A DAMA
DOS CHAVOS BRANCOS
Oa bilheles encommundadose n reslo que
AVISO PACA ( PARA'.
Deseja-se saber se existe ncss.i provincia
Malalda de tal, lilha de Josefa de tal, cuja
mai foi casada cum F de tal Teixcira, assim
cono se existe Carolina de tal, o nome da
mili desta se ignora ; estas duas meninas
tem a receber mi Peruambuco urna dotsa, a
qual ro deisada pelo fallecido lenenle-co-
ronel de infantera Caotatio Alberto Teixei-
ra Cavalcanti : e.stas duas meninas, ou pes-
soa habilitada por ellas, podem dirigir-se a
esta provincia, na ra do Collegio n 5
@t@S@V-_'JtT.'it*.'fgj!Sm,
.-. Chet-aram nltiin>men(e de* "aris" rico V.
...t ve-liiarm para 0l4railei do carnaval, lodoa '!'
X reuTaC'C : "a rUI ''" <;re>l'u' '"-'' 1""d- S
Quem tiver uma ou duas negras que
queiram vender bolos, paando-sea venda*
gem, e que lenha senhor ou senhora que li-
ba nce, dirija-se a ra Direita, refinacSo
'" LVASJDViS
brancas, cor .le paiba e preUs, tanto para se-
nhoras, como para homens, chegadas pelo
vapor lmar: vendem-se cm casa de J Fal-
que, ra do Crespo n. i.
F.m quinto aqui estiver a companhia dra-
mtica do Sr. Joao Caetano, llavera lodos s
dias de theatro um mnibus quesabira de
Apipucoses 6 I taboras, da tarde, e voltar
depois das representagrjes.
N. B. As pessoas que desejarem esta con-
duc;no,deverno vir com antecedencia com-
piar bilhetes no respectivo escriplorio
Prccisa-se de umeaixeiro de Idadede
15 a 18 anuos, que possa dar nanea do sua
conduela : na ra do Trapiche Novo n. 22
Francisco Jos Germano retira-se, por
algum lempo, desta eidade para Fnropa, e
deiza por seus ba-itanics procuradores, em
primei.o lugar Daniel Pancrario Vilella, em
segundo lugar Jacques llonnelbnd, e no ro
judicial o Sr. Flix Francisco de Souza Ua-
galhaes.
Na ra Augusta, sobrado junto ao vi-
yeiro, rom frente ao ebafariz, precisa-so alu>
gar urna escrava que n.io seja de ra, e que
ssiba coser e engonimar.
Aluga-se um nreto escravo, de meia
ulade. que saiba fazer o servico urosseiro de
uma casa de pouca familia e compre na ra:
paga-se bem : na ra do Hospicio n 36.
--* Avisa-se ao respeitavel publico desta
eidade, que se ach em o Poco da Pineda
urna companhii. dramtica, que acaba de
ch-gar da fregue/ia de Ipojuca, a qual pre-
tende dar algumas representaroes, em as
quaes se representara os primeiros successos
e icontec mentos que houveram desde o
principio do mundo ale o secnlo prsenle.
A primeira n'presenlaciio sera boje as 8 ho-
ras da noite, em o mencionado lugar do Po-
co da Panella. Aiuda se recebem assicna-
turas.
.Na ra Direita, sobrado do um andar
n. 33, ao pe da botica, fazem-se Hitaos de
siringa e de nutras qualidades, muito bem
feitos, doces de diversas qualidades, tanto
secco como d* calda, pastis de nata e buli-
nhos.
Um olflcial do brigue barca Itamara-
ca precisa de um criado de coi,pardo ou pre-
lo : a tratar na ra de Apollo n. 9.
:'}t"!'.->c bum mlugueI
por um primeiro andar de urna das prinri-
paes ras de santo Antonio ou de Roa-Vis-
ta : quem tiver um para logar, dirija-se a
ra da Autora n. .">8, primeiro andar.
Precisa-se de um bum feitor para um
sitio perlo da eidade : a tratar na ra da .Ma-
dre de Dos n. 2.
F. II. dos P. C. nada' deve proveniente
da fesla de .s. Benedicto da Boa-viavem, e
quem se julgar credor da mesma festi, di-
nja-se a ru do Padre Floriauo n. i, para
ser pago, isto quanlo antes,
Anulai continua a estar fgido desde
odia ii de Janeiro o preto criouo ia por
vezesannunciado de nome Jos, con. pan-
nos no rosto, costas corladas e tornozelos
i botados pira lora por causa de bobas, lem
I sido visto de Itapissuma para Iguarassu' e
Tabalinga acoutaJocom uma preta que ven-
de lato : sera iccompensado quem o levar i
ra da Gula, taberna n. 9,
Hoje 20 as il horas, na sala das au-
diencias, depois da doSr. Dr juiz de ausen-
tes, se bao de. ai rematar 11 r us de coquei-
ros, avallados em 3.-.0U0 cada um, mil o lau-
tos palmos di! terreno, lendo cada palmo de
rundo mil e tantos palmos, sendo o palmo
avahado em 0/0(10, sito na ra Imperial, lu-
do perlcncenle a herauca de Antonio da
Irindade, e vai a praca a requerimento do
Dr. procurador liscal da fizenda gara I.
MUTILADO
a l'honneur de prevenir les personnes qui
desirent acheter un magasin, avec ou sans
marchandises, veuilleot se prsenter pour
prendre des inlnruiations et traiter.
I^ornititeaiix
previcnt les personnes qui ont des objeta
reparer chez lili, qu'ils vient ales relirer
d'icl au quillZO de mais, saos cela ils seront
vcndiis pour le payemenl du Iravail; il pro-
lile de cette occasion pour prier les person-
nes, qui lui doivent, d'avoir l'obligeance de
venirsolderl urs compte.
- Pommateaux et sa femnie vont en
France.
Precisa-se de duas amas escravas, uma
para fazer o servico de cozinha de uma casa
de pouca familia, e outra para ngommar :
na ra do Collegio n. 15, armasem.
FESTA PO MMEIHO.
Culto a' Divindade e caridade aos desva-
lidos.
Progrmala.
Termiuam no dia 21 as concorridas nove-
nas de N. Senhora da Boa Lsperanr;a.
No demingo 22, alem da missa do madru-
gada, haveta a missa cantada da fesla, e a
ttfiite urna ladainha, com serrada cm ambos
os actos, em seguida tirar-se-ha a bandeira
da mesma Senhora, e se-a arvorada a do mi-
lagroso S. Conealo de Amarante.
No dia 23 uma missa de m.-drugada prin-
cipiara o festejo, haveri depois a fesla do
giorioso Santo e ladainha a noitc, pregando
nos Jias 22 e 23 os liuis. Plegadores de S.
M. l.,o padre meslre Fr. Joaquim do Espi-
rito Santo e padre meslre Sr. Uno do Monte
Carmello. Descida a bandeira do glorioso
Santo, sera levantada a do inclyto marlyrS.
Pantateflo, milagroso padrociro da bella" po-
voacSo. '
No dia 2i lia era missa as 5, (i, 7, 8 c ho-
ras do dia, depois a testa do Santo marlyr,
e Te-Deum, orando osRvms padre mestres
provincial dos Carmelitas c Fr. Joaqun do
Espirito Santo.
I.ogo depois da testa, 100 pobres de ambos
os sexos receherao uma camisa, calca ou
vestido e cobertor, e sero immediatainenle
conduzidoa ao bello barradlo da chaca-a da
levada, onde os aguardara urna mesa com
100 talheres, sendo elles all servidos pelas
senhoras, que se quizerem prestar a esse su-
blime acto de ca ida le, c depO'S uma virgem
dar a cada um delles uma genorosa olTerta
para alimento do dia seguinle.
Todas as pecas que restarcm do janlr
serao inimediatamenln remellidas aos infe-
lizes habitadore^do hospital dos Lazaros,
para o que se achara ento uma car roca de
transporte junto a<> barracao.
Taes sao os actos religiosos que aguardan)
os devotos das festas do Monleiro, que terSo
occ-.siao do vqr a bella decorac.ai e aceio de
lo lo o ternilo", e o esplendor das func^Oes
religiosas, para cujo briihanlismo nada ha
de faltar.
Immensas girndolas de arrojado fogo do
ar. bellos e rpidos baloes, uma brilhante,
vistosa e colorida lluminacSo por toda a
pi)VOar;fl niuitas barracas com ptimas pro-
visoes, primorosas pegas de armoniosas m-
sicas, cavalhadas dos melhores e mais ej-
ercitados mestres, e muitos ouiros diverti-
mcnlos esperam a grapde concun enca que
de toda a parte se prepara, para assistir as
bnlhantes festas do .Monleiro.
No .lia 2i a nnile, depois da entrega da
bandeira do padroeirc a nova F.xma. juiza,
arder o grande fogo de artificio, com o que
temiinarao as festividades dos Monteirenses.
liiliittes de \ Hita.
liiavam-se e imprimem-se rom perfei{So bilheles
de viaHa, lellrai .ie eoamereio r lodoee* iljecto de
arle caligrnphies, recnlrns, vinhelasequaesquer de-
senliiis. Aliicm-se urinas, sineles, (anlo a (allio do-
ce como em relevo, ornameiilo com objeclu decoro
e praia. ruem-aa rUcoi lindos e origineei para
lionl.il.i de lalnrinllio. Admille-sa a recusa de
quaesquer desles olijeclo no cao de n.io ficarem a
conteni das pessoa que os encommendarrm : que
pretender dinja-ae a qualquer de.tes lucre : no
liairio do Kecife, ra da Madre de Deo n. 32. pri-
meiro andar ; em Sanio Anl.inio, na livrarii cla.sic.
do pateo do ColleBio n. 2 ; na Cinco PoiiUd, sobra-
do da quina oourronte a malriz nova.
Ra larga
' DO ROSARIO N. 38.
botica dt;
Bartholomeu F. de Souza,
contina a vender
Msw^i [) igg@iyji
(sendo falso oque for vendido em outra
qualquer parte.)
Rob L'AHecteur.
Piltilas vegetaes de Brandet.
Vermifujjo inglez cm vidros.
Elixir anti-amatliico.
Frascos de bocea larga com roldas, de
I a I libras.
Na rita da Csdeia do Recite, primeiro
andar n. 12, ha para vender-se- muito boas
esleim e chapeos de paltia, viudos do Ara-
caly.
Precisa-se de uma ama ja idosa, para
casa de muito pouca familia : ua Scnzala
Velba n. 2, primeiro andar.
~ Precisa-se saber quem he nc.ta prar^n
o correspondente do Sr, Sebasliao da Cunha
Accioh Lina, para se Ihe fallar a negocio de
interesse do mesmo Sr., visto nao aber-se
ao certo de sua morada : quem o for, pde-
la dirigir-se a ruado Livramento n. 26, a
qualquer hora do dia, no deposito de pao.
Aluga-sc a casa da ra da Bem-
fica n. 22, na Passagem da Magdalena, at o
lim de agosto de 1837, ou por anuos, com
commodos para gratulo lamida : no largo do
Corpo ^antu n. 25
Alugam-se, para casa estrangeira, dous
moleques que sabem fa/.er todo" o servico de
urna casa a tratar na ra da Cruz n. 2.
Us abaixo assignados declaram p-lo
presente, que ninguem poder lzer negocio
ou traiistccao alguma com a fabrica de cha-
peos de retiro de C. \V. Mull, cita na ra do
Desuno, no bairro da Boa-Visu, por se a-
Char liypothecada dita fabrica aos. abaixo as-
signados desde o primeiro de oulubio de
18tj.Chrisliatii IrmSo.
Tratu
O abaixo assignado lem justo e contrata-
do comprar a casa terrea,em r.axSo, sita na
Capunga, ra dos Deoses, pertenceule ao
8r. Domiiigos.Jose de Sant'Anna : raga por-
lanto, que se alguem liver > emliaraqar esle
negocio, o avise ou auiiuncie por este jor-
nal, do que licara muilo obngado. Itecife,
18 uc leveieiro de 1837.
Jos Baptista Braga.
Precisa-se do urna aun forra ou cap-
tiva, para casa de pouca familia, e que
laQa compras : na ra da Cruz n. 50, depo-
sito de charutos.
Precisa-se de um pequeo para caixci*
ro de taberna, aiuda n-esmo que i.ao tetilla
pralica do negocio, e que d Dador a sua
conducta : quem quizer dirija-se ao Campo
i Verde, na primeira taberna.
Mosquita Jnior & Cardozo scienlifi-
cam que o Sr. Francisco Correa Soaros dei-
XO de s"r se i caixeiro desde o dia 18 de fe-
vereiro de 1837.
-Declara-se ao Sr. tbesourciro das lo-
teras, que nao pague o quarto de bilbele n
2183, da quarta parle da quinta lotera do
(.yinnasio, ene deve correr este mez, isto no
caso de sabir premiado, pois foi por seu
dono perdido na larde de 18 do correte De-
Clara mais o abaixo assignado, que s pague
lodos os qualro quartos juntos, alim de elle
conhecer qual lie osen .-leve ino Jos Firmo.
Da-se a premio at a qn- ntia de 3:500,
ou em todoou em piule, sol seguranea cm
bens de raz : na ra de Apollo n. 13, ariiia-
zem, se da quem faz n lie-ocio.
""......cjV" ,le "" feitor de campo,
que seja solleiro e lenha pratiea, dando co-
nheci...ento de sua pessoa : no engenho No-
vo de Munb ca.
Francisco Correa Soares declara, que
deixon de ser caixeiro dos Srs. Mesqoita J-
nior a Cardoso, 110 dia j9 deste
' .
folhinhais
PARA 1857.
Aeliam-se a' venda as bem condecidas
iolhindas, impreSSM nesta t\ iHirrapliia,
das Seguintes f|iialdadei:
FOLHIMIA RELIGIOSA, conlcndo alem
to me/.es, a bibliotheca do clinubui
brasileiro, que se rompoe de ora-
cticsquotidianas, meidodo de .issistu a
missa e conlisio; canticoi, paalmoi,
livintios, ollicio de Nossa Senhora da
ConceicSo e muilas outra* orardes de
grande ment, preco......320
DITA SIMPLES, contndoalem dos me-
zes, a lei dos circuios e vai ias tabel-
las de iinpostos geraes, provincia?* e
mtinicipaes, preco........ 10
DITA DE PORTA,' a qual alera doi me-
/es tem expliraees das indulgencias e
e\toinmunlioes, etc., pre'O. 160
DITA I) ALMANAK. a qul alem do
inez.es, contemo almanuk civil, admi-
nistrativo, commercial, e industrial da
provincia, por.........(M
Todas estas ioldinhat sao imprettas em
bom papel e exceller.le typo, e vendem-
se em porcio e a retaldo : na livraria da
praca da Independencia ni. (i a 8.
UVjM
i-onn
(i.-?0ll
MM
i*S(IO
2?ar
tfM
13*100
i-otm
\v*n
Hl
SOO
720
300
:n
2MI
m
UM
2sonu
-
VELRDTIVVS DE TOBES E^PIETA.
para jatins de senhora e roupa
de mascaras.
Chale! de merino boMadns a velludo. .
ilos de diln hordailot a ena.......
Dilos re .M.i com lidra de seda.......
Diln de dito con Iranja de neda.....,
Dilo de dilo com barra maliuda.....
Dilo de Ifla de todni a rere........
Ricos corles de venlidos de eda de ramegem.
Rico fortes d vestido de sed branenr..
(rosdenaple de eda de cores, h>, covado.
Dilo prelo lavrado. o nn-lli.ir r>o*itel. > .
Dito dilo lis., muito enrorpailo. ...*...
Mauritania de teda de vara de largara .
Chai] M'i-iilui.i dsela com lialra ....
Seda de quadroa de novo padreas. .
Frondelina de seda de quadro. .
Iiuqueza de eda de lindo sotlo ......
Lia e eda de ramagem, dnas largaran .
Ilr-lli.iniiiia br.mca para vestidos. 1. .
Miis-iilin ile ciVes para vestido* > .
Chitas Iranreissde cor finas. ..,...
I'.assasf ancezade cures finas. jarda.
Puleeiras de coral de varias core.....
Cortes de cassa Irancea..........
Pedos de efgaiao para eamisa........
Camisolas, ceroula e mri.s de ix.
Palitos de panos preto e de cor, finos. -Jo-un
Di(os de alpaca pre(a e de eor....... --,uo
Previdencia.
Campaniia de se//nro con-
tra a mortalidade dos es-
eraros, estubeleeida no
RIO D JANEIRO
CAP1TAL-2.000'000.000.
Agencia filial em Pernambuco. ra do
Crespo n. l.
Os -i-jirns sao realisados no escriplorio da com-
panhia ou mesmo fra, sob proposlas das proprieta-
r ios dos escravos, lodos os dias alis, s par i n pa-
ro de falleriinenlo e as proposlas, podem ser re-
mellidas a companhia lodo os dias, al as cinco lia-
ras da (arde.
As i-iMidiro;s imprexaspodero sr procuradas oo
escriplorio da companhia.
Dar-sa-ha consallas cralis aos escravos sesnraa das
9 para lo horas da manhla.no escriplorio da comp.
l'cde-se aos credores do fallecido Joo
Francisco l'aes llarrcto de apresentarem
seus rditos a Jos Candido de Bairos, para
tralar-sedeseus pagamentos, no escriplorio
do mesmo Barros, das 10 horas as 3 da lar-
de, no caes de Apollo, casa nova de um an-
dar, ou em sua casa, em Santo Amaro, junto
a igreja.
Precis-se de uma ama que se queira
encarregar do servic.o interno de uma casa
de tiomem solleiro, que seja robusta c n3o
lenha meninos, paga-se bem agradando : no
Forte do Mallos, ra do Burgos n. 31.
- Precisa-e da quanlia de I.OOOs com
seguranea c hypolheca : o tabelliao Baptis-
ta do Sa esta autorisado para lazer, e rece-
ber as propostas necessarias a quem quizer
dar.
Em rasa de Vidal i Bastos, na rus da
Cadea do liedle n. 56 A, existe um mole-
que com 8 ou 9 annos, que andava perdido,
e como o dito moleque nao sabo dizer quem
I he o senhor. faz-se o presente, pars quem
f -r sen senhor, dando os signaes, leve-o.
Adverte-se que nao responsahilisam-se por
morte ou fuga do mesmo moleque.
Aviso aos mascaras.
Na ra da Cadeia do Recite, luja de calca-
do n. 9, hs sapalos proprios para todos u
vestuarios de mascaras, Unto de homem co-
mo de inulher.
C. STARR & C.
respeilosamentc annunciam, que no seu ex
tenso esUbelecimeolo, em Santo Amaro
continua a lalincar com a maior perfeicSo
e pro.nplidao, toda qualidade de machinis-
10 para o uso de agricultura, navegacao e
manufactura, e que para maior commodu de
seus numerosos freguezas e do publico em
vo,?- '( "werl0 "'" u,n ,ios B'"des mu*
zena do sr. esquita, na ra do lirum, atraz
do arsenal de mariulia, um
DCPSITO DK SIACIIINAS,
Mi ."ni! c-" dil so" e^^^cimenlo
AU ach-rao os compradores um completo
sortiinenio de moendas de canoa, com todos
oa inelboramenlos [alguna delles no vos e
',uJ\'lT a '!ue.a esPe'ie"p' le muitos an-
nos tem mostrado a necess.dadc. Machinas
de vapor de baixae alta pressao, tachas de
lodo tamaito, tan lo batidas como fundidas,
carros de mao o dilos para conduzir forma!,
de assucar, machinas para moer mandioca
prensas para dito, for nos de ferro butid
para tarn ,a, arados de Ierro da mais appro-
vada construecao, fundos para alambiques,
enrose portas para lornalhas.e uma inflni-
enumer "br v ^ ^^ ^ rt SSSL
enumerar \ mesmo deposito existe uma
essoa intelhgentee habilitad, para receber
todas as eucoiu.nendas, etc.. ele, que os
aiinuniiaiiles contando com a capaidade de
sua, oracinas o machinismo, e pericia de
seus olliciaes, se compromettem a fa/.er exe-
cular com a maior presteza e perreiciio, e
exacta coiilormidade com os modellos u
nZ. 1 ,'OS' 6 ",slruces que Ihe fura for-
Tachas de ierro.
Na lundicao da Aurora cm Santo Amaro,
e.taiiiliein no deposito na ra do Brum, logo
na entrada, c defronte do arsenal de mari-
nlia. lia sempre um grande sortimento de
lachas, lanlu de fabrica nacional como es-
trangetra, batidas, fundidas, grandes, pe-
quenas, rasas c fundas ; e em ambos os lu-
gares exislem guindastes para carregar ca-
noas ou carros, livres de despeza. Os precos
ao os m.us commodos.
Lotera ocl pro-
vincia.
Corre iifaJliveliiiente
sabbado 21 do torrente.
P. iJ.Layiuc.
>-.


DIARIO DE PERNAMBUCO, SKYIAFEIKA 20 DE FEVEREIRO DE 1857.
1
$$>
V..;. I..;'-;..:--'-

CONSULTOKIO CENTRAL 110- ;
MEOPATIIICO. C:-
Kua de Santo Amaro (Mundo-No- 3
vo) n. 6. @
O Dr. Sabino Olegario l.uigero Pinito, Ob
de volta de iua v.aaem ao llio de Janeiro, ST
'';* continua a dar consultas lodo* os das oten, Wr
'':} da* K hojas da manlia, a 1 da larde. j;
> Os pobresao medicados gratuitamente. 'Mfe
SEGURO CONTRA FOGO.
Conipanhia Alliance.
Estabelacida cm Londres, em ruarlo de 1824.
, Capital cince milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothef C, lem a honra de in-
formar aos Sr*..H(Mwie6.proprietanos decasaat
a quem maisaeBar que Mi plenamente >Q-
.orisados pela diatmppanuM ^aMpfeciu r segu-
ros sobre edilicios 4?.liiolo a padra, eoberios de
tlha e igualmente sobaos objallos qnecontiverera
os meamos edificios quer consista em mobilia ou
era (azendas de qualquer qualidade.
-_v Nova loja de funileiro. g^
.;,j Na loja ile fumleiio da ra da Ou/. do ;':
J? Kecile n. 37, lia para vender camas de fer- 5|*
'-.? i", ditas de veulo, de madeira de amarello, t?
^ ditas de louro, ha juoUroenle folha de 3}
Flandics de superior qualidade; neste no-
vo eslabelecinieuto veudem-ie as Ta/enda '
.iw mu* baralo que em utra qualquer loja. j.
i? assim romo cocos de folha a 19200 rs. cada J?
-& urna duna. $;
6@SfQ' ,,ref'?a-se lugar um preto possante,
L*3M
Substitnicao do
arcano a pofassa
pelo barato irtco por iiii* lata de 10 libras:
nuartoazem de N. O. Bie-
ber & C, ra da : mz
ii. 4.
?

Ao respeitavel
publico.
o
DENTISTA RNCZ.
Pan.o (jaignoQX deu lista, rua Nova n. i 1
* ..* na mesma casa tem a^ua e |i<- deulrice. *.,;
Aluga-se aantisa casa de vender plvora, na
rulado de Olinda, cnm boio silio, liana para capim,
e boa casa de viveuda ao pe : quem pretender dila
casa dirija-se aos do Vicario n. 31*
3 J. JANE DENTISTA $
jr conlina a residir na rua IVova n. 1'., pri- ^
9 roeiro andar. l5
Reparticiio da vaccina.
O coinmissario vaccinador vaccina as
quintas e domingos de todas as semanas, no
torreSo da Alfandega, e as tercas-feiras na
casa de sua residencia, pi iniro andar do
sobrado da rua Nova, esquina da do Sol, das
7 as 9 horas da manbaa.
V?'
m
f
,3 RUA NOVA N. 18, O
V lja de fazeudase ronpa feita de Al. A. Ca- 'h
y^' j|i!i C, nde eiiconlrarnn os bous fregueoa ;*_
Vw as obras niais bein acabadas que se podt-in \.
-'3 en conlrar, de lodas as ires e qu.iliilales.e h
.,'i lem de aceitar renos obras dejiiicomuien- i;"
'**? das, por ler luaior porrAo de dilTerenles QP
C"$ obras, assim coo o tem ile augmentar o i
"-* preco diis encommPiidadas, e para mais fc
'"_' bem servir a seus dorios, sera para lodos ^*?
*.;.< um so prco .1 dinheiro. Ci
GRANDE GiRDA-ROUPA
. DOS
MASCABAS.
Ruado* olcio n. 18,
primeiro andar.
0 dono dcste importante deposito de ves-
tuarios para ocarnaval, avisa a todas as pes-
spas amantes dcste bello c iiileressante pas-
sa-tempo, que tem este auno, em seu depo-
sito, os mais ricos vestuarios que fcc lem a-
presentado, ricamente adornados, coni ele-
gancia, phaiitasia, ideal c maravilnoso, pro-
prios para lodos os caracteres que cadaum
quizer representar, e a maior parle delles de
velludo, chegados ultimamenle de Franca .
por tanlo espera a concurrencia de um e
oulro sexo, visto ter vestimentas para ho-
mens e senhoras, como bem, ricos nminos,
capacetes e basloes, emfim um completo sor-
11 ment de immensas diversidades por com-
niodo prego, tanto para alugucl como por
venda, o que ludo so acba a disposi^So dos
illustres cavalleiros no supradito deposito,
que tem por signal, em sua janella, urna
bandeira arvorada, e dous figurinos elegan-
lemente caracterisadog. A clles, que os prc-
leiiitentcs so muitos, eo carnaval esta ba-
tenda porta da Vcneza Americana.
Lotera da pro-
vincia.
O Sr, thesoureiro manda lazer publico
que se actiatu a venda ueste cscriptorio, rua
la Aurora u -26, primeiro andar, grande
P01C.0 do bilbel_'s, meios c* quarlo da
quarla parte da quinta lotera do i.vninasio,
cujas rodas andam no da SI de fevereiro do
torrente auno. OSr. ibesoureiro manda de-
clarar ao* seuliores jogadores, que existem
iiunicracoes sorlidas, como tambem os bi
Hieles vendidos ueste cscriptorio nessas ul-
timas loteras lem sido muilo afortunados,
por isso espera que clles concorror.'io para
que continuadamente nao liquem tamaitas
porgues de billietes por vender, como sem-
ine lem licadu. Thosouraria das loteras 7
do fevereiro do 1857.O cscrivSo,
Jos JauuarioAlvesda liaia.
Na rua larga do Rozarlo esquina
do buceo do Peixe frito, no segundo an-
dar do Sobiado a. !), continua a dar co-
mida para foca com lodo o asscio, c por
preco mudo em cunta.
I AO PLHLICO.
p| No armazera de fazendas_ baratas, rua do
M Collcgio .* 2,
M vende-sj) um completo sortimento de fa-
H zenda/fnas grossas, por aiais barato
^ precos do qua em outra qualquer parte,
H lano cm porcoes como a relalho, affian-
8j candOTse aos compradores um s prejo
para lodos: este estabelecimenio abrio-se 6
^ de combinacao com a maior pane das ca- |
sas commerciaes inSle/.as, francezaf, alie- B
^ maos e suissas, para vender fazeudas mais &
:% em conu do que se tem vendido, e por isto Si
m ollerecem elle maiores vanlagens do que ?|
1 outro qualquer; o proprieiario dcsle im- S
^ porlanie estabelecimenio convida todo* S
M S9a Patricios' 8 ao Pblico em geral, f'i
^ par^que venham (a bem dos seus inle- p
\g resses) comprar fazendas baratas: no ar-
^ mazem da na do Collegio n. 2, deAn- \
M Wo' Luiz doa Santos & Rolia. S
l'ede-seao Sr. A. U., morador noen-
genho L.. que tenlia a bondadfl de prestar
attenrao ao (juc tratou com o seu correspon-
dente B. F. A. C; do contrario conlinuare-
mos com mais clareza.
Precisa-sc alugar um andar co;n
commodos pera familia, sendo no bairro
de Santo Antonio ou no aterro da Roa-
Vista : quem tiver ou souber, dirija-se a
rua da Cruz n. -2, arma/.em, naca-se
bem, agradando.
Nos armazen do caes do Romos ns.
1 V e 1<, ba para vender superior cal virgen
em barra, muilo lina, e a melhor que ha de
Lisboa : o preco he favuravel, e a forma
dos barra dilerentes.
embora seja bruto, para trabalhar mcnsal-
mente nesta lypgraphia, dando-se o sus-
tento : na livraria lis. 6e8 da praca da In-
dependencia.
Domingos Alves Mutlieus sacca sobre
O Porto aocambioda piara.
OFFIW de: LHHGRAPH1A.
Kua da Gru/ n. yi>.
O dono dcsta olliema lem a honra dean-
nunciar ao respeitavel publico, que se acba
sempre prompto para executar mu perl'ei-
gSo e brevidade todos os trabalboa concer-
neiiles a arle lylhographica, assim como
cuntas, facturas, leitras, circularte, precos
correles, qualquer desenlio, viiiheta ou
emblema, etiquetas de todas as qualidades,
bilhetes de visita, de participado de casa-
meulos, etc., impressos em ouro, prala c co-
res. Impnme-se tambem com a maior bre-
vidade cartas commerciaes e presos corren-
tes, aulhographos da mao dos dono.-., para as
sabidas dos paquetes, etc
Compra-se urna carleira de urna face,
ou secretaria, nova ou usada; na rua da Ca-
deia do Kecile n. 00, por cima da loja de
ciiapeos do Sr. Lobo.
O abaixo assignado declara aos de*
vedores de Aureliano i\ Andrade, que nao
paguem seus dbitos senaoao abaixo as-
signado, do contrario terao de pagar se-
gunda vez. Recite, 13 de fevereiro, le
1857. Manuel Jos l.eite.
Vidal & Bastos, com loja de l'erra-
gens na rua da Cadeia do Recife n. ")
A, pedein aos seus devedoies das extino
tafirmas Antonio Joaquim Vidal e Anto-
nio Joaquim Vidal & C, que tenham a
boudade de pagar seus dbitos anligos ao
sen cai.xeiro Vicente Alves da Costa e
Silva, isto ate o im do correnle me/.,
e os que slo nao lizerem teriio de ver
ser procurado taes recebimentospo; um
procurador especial para lal liin ; e des-
de ja' previnein que nao allenderao a pe-
dido algum, urna vez entregue ao dito
procurador.
ADVEKTt.XCIA.
O procurador da cmara municipal desla
cidade avisa a todos osSrs do nos de estahe-
lecimentos sugeitos ao imposto annual de
2jf e > rs que o prazo para o pagamento
principiou no primeiro do correnle, e linda-
se no ultimo de niar^o, prximo futuro, e
previne aos mesmos Srs. que nao so guar-
dem paia os ltimos dias, por nao ser pos-
sivel assignaiemse todo a ura lempo.
OII'erece-se um menino de 13 annos
para caixeiro, sendo chegado do mato ha
pouco tempo, preferc loja daj"azendas, miu-
deza^, ou lerragem, e da fiaHor a sua con-
duela : quem precisar annuncie para ser pro-
curado.
O brigue brasilciro Almirante precisa
de marinheiros brasileiros para a sua via-
gein ao Rio de Janeiro.
No armazem de Burle Souza & Com-
panhia, rua da Cruz u. 48, ha mui lindos o
elegantes vestuarios para bailes mascara-
dos, ultimamenle vindos de Franca, tanlo
em porgao como a retalho.
9
>
1
i
I
BOTICA MOMEO PATICA.
N. 13, RUA DO ENCANTA-
MENTO N. 13.
Dirigida
velo lioi i na
PIRES RAMOS JNIOR.
A elliracia do* iiiediciinenlo* bonMODI"
lliieos depende do sua bita prepararlo, do
Mo on desvedo que se ompregn nrsle mis-
l,nn 11

k ler, e Inmuem dos rmiheciinenlos phariea- /a
w co.lMiainicos quesede-ve ler al* medici- *5
0
m
osito
do joias e tibias de ouro, aterro da lfoa-Vis-
ta n. 11, de 11. A. Hoetfger & 0., de llambur-
go, osquaes tem a honra de participar ao
respeilavel publico, que abriram urna loja
deslesartigos de sua fabrica nesta cidade.
onde se encontrara sempre um completo e
bello sorlimenlo, pelos mais commodos pre-
sos, i
Na rua das Trinr.heiras n. 8, loja de
tarlarugueiro, com a fenle pintada de ver-
|de, compra-se cil'eclivamente tartaruga, e
|paga-se por mais preqo do que em!outra
i qualquer parte.
l'rcc^sa-se de una ama para casa de
pouca familia, para lodo o servico interior c
exterior : na rua ella n. 20.
Jos Joaquim da Cunha GuimarfieS,
eslabelecido com loja de tarlarugueiro, na
rua das Irincheiras n. 8, quem entra da ma-
triz ao ludo direilo, avisa ao respeitavel pu-
blico e aos seus freguezes, (|ue recebeu de
Franca um completo sorlimenlo de obras de
tartaruga, como pontea para alar cabello de
dilerentes qualidades, ditos para alisar,
marrafa, e para ineniuas; alni destas obras
tem no mesniu eslabelecimenlo um bom sor-
limenlo de peules, caixas, ludo ah fabri-
cado ; assim como se concerta qualquer
obra de tartaruga, por precos commodos.
Precisa-se de um criado : na rua do
Hospicio u. 9.
,0 Sr. Francisco Cavalcanti Laccrda,
que morou no engenho l'iabas ou Quitindu-
ba, eque boje acba-se residindu para as par-
les do Airaiakgjuoira dirigir-se a dislilar;ao
de tranca, na praia de Sania Rila, que multo
ae Ihetleseja Tallar, c tambem ao Sr. Jos
r.od|igues.Lima, ha pouco chegado de liai -
rciros.
Precisa-se de urna ama para casa de
pouca familia : na rua do Kogueira n. 26.
I'reeisa-se de urna ama- para casa .:c
pouca familia: na rua larga do Rosario, lo-
ja n. 24.
Precisa-se de um tenor para um silio
muito peno desla cidade, dando-so bom or-
denado : a tratar no pateo do Carmo, so-
brado n. 3, por cima da botica, ou no arma-
zem de madoiras do Miguel, defronte du te-
llieiro dos cauocirus da rua Nova.
Precisa-se de dous prelos de idade,
que enlcndain de plantas de capiui; da-so
comida e bom salario : a tratar no paleo do
Carino, sobrado u. 3, por cima da botica.
l'rccisa-se de um homem desempeido
para tomar couta de urna carraca, promet-
iendo-so bom ordenado, e da-se casa con-
tento : a tratar no paleo do Carino, sobrado
n. 3, por cima da botica.
Precisa-se de una ama de leite : na rua
da Florentina n. 3i>.
Precisa-se alugar ama ama que saiba
lavar o engommar, paga-so bem : na rua do
Queimado, segunda loja de fazeudas n. 18.
i
v
Nova fabrica de lainancos no paleo de
Sania Cruz, na Boa-Vista, principio da rua
Velba n_ 127, perleiiceule a Manuel de Jesu
deira : quem a ella se
lazer negocio.
oeposito
JurdaoCaldeira : quem a ella se dirigir nao
deixara de lazer negocio.
na. Porlinto imle novo esiabelcci ni
/A lem ludo ijuaulo l'or uecessario para seu
Wf uso, lano em glbulos, como em tinturas;
iB 8 assiin laiuliem carleiras de rti\ersus lama- ^
^ olios, lubus ivoliot, ele., ele. O precoi 2
^ Ma os mais mdicos |iosiveis. ^
Na sexla-leira 20 do correnle, na sala
das audiencias, e linda a do lilin. Sr. Dr. juiz
de orphaos, se ha de arrematar, por venda, o
sobrado oe dous andares silo na rua do Cor-
doniz n. 1(1, que rende (Os mensaes, c se
aclia avahado por 3:0005; vai a |irar;a a ro-
queriiiientodosberdciros da Tinada D. Cla-
ra Maria do Nascimento, no inventario a que
se esta procedendo pelo carlorio do escrivao
Cuimaraes.
Precisa-se de alugar una ama secca
para dentro de casa : na praca da Indepen-
dencia ns. 36 e 38.
A senhora que Ihe convier ir para o
mato, cncarregar-se da educaro de meni-
nas, annuncie ou dirija-se a rua Augusta so-
brado n. 5.
, -- loga-sc encarecidamente ao lllin. Sr.
coronel Joao da Costa Villar, lembre-se do
que mandn dizer em sua carta de julbo de
1852, a um dos herdeiros do Uado Alves da
Silva & C.
Anda est por alugar o bom armazem
c solao na rua da Praia n. 40 ; a fallar no
mesmo, ou com Guilherme Salte.
L!m prolessor de inslruccao primaria,
com trinta annos de magisterio, aposentado,
presta-se a dar lic,oM parlicularcs : os pre-
tendentes dinjam-se a rua do Crespo ti. 11,
onjannunciem.
i
sil
No aterro da Boa-Vista n 81), vende-so
manteiga ingleza a 480 e 9G0 a libra, mar-
nielada cm lataa de 2 e 4 libras a 5(0,a libra,
ervilbas a 200 rs. a libra, latinbas de sardi-
nhas a 500 rs., chocolate de Lisboa a 410 a
librbalas com biscoitinlios inglezes a 1-800,
ligos de comadre a 200is. a libra.
Na rua do Crespo n. i<, esquina vnde-
se oseguinle, por precosbaratissimos: ba-
rege de cores para vestidos a 200 rs. o cova-
do, cobertores -|( algodo a 500 rs camisas
francezas, a duzia i6,*ono, cortes de cassa de
barra a 1*600 cada um, e outras muilas fa-
zendasna mesma proporcao.
Vendse a taberna, sita no becco lar-1
godo Reciten. 6; bem afreguezada para a I
ierra! quem prclendor dirija-se mesma.|
- Vendem-se dous sitios no lugar de
l'arnamei

H0IC4 miui 110-
MEOPATHICA
uo
DR. SABINO O. L PINHO. 5
! Rua de Santo Amaro Mundo Novo)
NI." MERO0.
i Vendera-se uuicameule nesla botica os uiais ^
i acreditados medicamentos honicopathicos, por aj
^i precos muilo commodos. j
A aceto desles medicamentos he tao proinp-
^ la e ellicaz, que lem merecido as honra da $f
i preferencia em todas as parles do imperio, @
i onde lem sido ciperimeuladoa. .v
Cada tubo avobo.....IjMIIO Z
- Cada tidro de tiulura 2jO(XI @
I Carteiras e cauinhas com mcdicameiilos,
desde 1> ale JOUjOOO.
m J',eaouro houieopalhico ou vade-mecum do S
homeupailu, obra cssencialmenle indispen- i
9 aavel a quem. deseja empresar a hoineopa- i
'!" a.........ilcuoo iac
W I rala:nonla bomcopalhico do 9J
9 choltra-morbus......lOOO A
l'eniambuco.......^Klll r'
Sp N. B.Para conbecimeulo do publico, avi- @
/..; sa-se que o Ur. Pirca llamos Juuior, nao he ($
O mais caiveiro da bolica central homeopalluca, 9
racoes. gj
: t&ompv$&.
_ Compra-se elleelivamcnle broaze. Ja-
lao e cobre velbo : no deposito da lundico
da Aurora, na rua do Urum, logo na entra-
da n. 28, e na mesma fuudicao em Sanio
a mai o.
Compra-se ama casa trra com com-
modos para familia, as freguezias de Saino
Antonio, S. Jos o lloa-Vista : trata-se na
rua Augusta n. 17,
Compram-soen'eclivamente na rua das
Flores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica o da divida provincial, assim
coinoacces das diversas cumpauhias aulo-
risadas pelo gnverno.
Comprai se duas casas terreas paia
urna encomnn 'a : a tralar na rua do Quci-
uiado u. 32, 1
Jua)pra*8e
na rua do Cabuga, na loja de miudezas de
4 portas, de Jos Alves da Silva Cuimaraes,
um carro ou cabriolet mesmo asado : quem
o Uver e quizer vender, dirija-se all, que
achara com quem tralar.
Compra-se un negro canoeiro : a tra-
lar na rua das Larangeiras u. 14.
Compra-se um sobrado de um ou dous
andares, o tambem urna casa terrea, que es-
lejain em bom estado, as piincipaes ras
du bairro de Santo Antonio : quem as tiver
para vender, dirija-se a rua Uiroila, sobrado
n. l>, que se dir quem as quer comprar.
Compra-se a colloccao do Liberal Pcr-
uainbucano aeoulubro de 1855 al dezem-
bro de 1856 : na rua do Hospicio n. 9.
irim, com arvoredos ile Inicio:
quem os pretender, dirija-so a tratar no Pas-
seio Publico, loja n. 7.
Vndese urna carraca para dous bnis,
bem construida e de madeira de sicupin,
nor preco muilo commodo a tratar no pa-
leo do Carino, sobrado 0.3, por cima da
botica, ou no armazem de madeiras do Mi-
guel, confronte ao telheiro dos canoeiros da
rua Nova.
Na taberna da rua do llortas, de duas
portas verdes n. 4, contiiiiia-se a vender
manteiga ingleza superior a (40, nozes a 210
a libra, bisco!los l'rancczcs, nina caixinba
2^000, lamilla do Maranhflo a 140 a libra,
amendnas a 560, passa um quarto 2/880, c a
libra 500.
Viiiho do Porto
de 1857.
No armazem de Jos Joaquim Dias Fernan-
das, becco da Madre de Heos n. 12, vende-se
superior vinho ve.lho do Porto, cm caixas de.
uniae duas du/.ias, por preco commodo.
Vcnde-se na coclieira da rua da Flo-
rentina um bom cavallo de carro e uus bois
de carraca ou carro de engenho, ludo por
preco milito commodo.
PATEO BES. PEiliO
Pcchinclia pecbiticfiH !
No deposito de massas linas do pateo de S.
Pedro ii. acha-sc um sortunenlo complete
de tudo quanlo se pude exigir para regalo :
boliulios de ararula peruambucanos e cario-
cas, passas, castanha do reino, ameixas e
ligus de comadre, sardinhas de Nanles, cafe
em caroco c moido, cha hysson da ludia,
dito pelo e brasilciro, assucar rehilado, as
verdadeiras bolacninhas regala e alliadas,
um completo sorlimenlo de charutos de to-
das as qualidades, e ludo purque prerjo'.....
Venham ver, freguezes, e
I o a '2*1 por pataca !
fazenda saborosa, a inelhor que existe no
mercado.
FAZENDS BRATiS
vio ariuuxem do fazeudas
da na do Queitaado u.
!7, de .JoS.0 Jos de
Gouveia, vendem-se a?
segaiotes fazeudas, a sa-
ber :
Crosdenaple de seda prcta, covado 13500 e 2$000
Sarja prela lavrada, covado 2,-SMH), 24O0 e 28

DE
Pao, o melhor e mais sabor oso a 23 por
na pataca, o convidamos ao respeitavel pu-
blico para u vir examinar, tnaii'teiga ingleza
de superior (|ualiade a 900 rs., licores mul-
to linos a 1/200, as bem conhecidas llores
d ovos para soirees a 40 a libra, bolachas a
moda de Braga a 4oO rs., diversas qualida-
des de boiachir.has e bolinhos, charutos
muito superiores, cha muilo bou a 2/5110,
e diversas massas, que tudo se vende muilo
barato : na rua de Moras, no deposito ir 18.
A qualquer hora do da ou da noitc.loma-
se nosalao da rua de llortas n. 16, podendo
Umhcui enlrar-se pelo portan do mesmo
pslabeleciment, em frente a igreja de San-
la rbereza ; bem como a qualquer hora ha
sempro um variado sortimento de petiscos,
c aos domingos ha sempre mao de vacea.
Na rua eo mundo novo, casa n. 40, de-
seja-se fallar com urgencia com a lllma.
M. I. Mana Clara Dias Coelho, casada no
laranhao com o Sr. Coeliiu, e boje morado-
ra nesta provincia ; o negocio be do uile-
resse da mesma senhora, e por isso toda a
demora sera prejudicial.
Francisco Jos Concalves da Silva, vai
Portugal tratar de sua saude.
-- Uesoja-se fallar aos herdeiros do tinado
J"se Antonio Pena, a negocio de
resse ; queiram annuncia
para serem procurados.
seu inie-
suas moradas
Diamanlcs. '
Chcgeram os desojados diamantes de cor-
tar vidros, muilo superiones, clavados em
latao : na rua Nova n. 38, loja de funileiro,
delronte da igreja da ConceicSo.
Na rua da Cruz n. 50, armazem de San-
ta barbara A Companhia, vepdemse elleeli-
vamcnle cauces vasios de todos os tam-
i tos.
Vende-se una barcaca ja mui iraba-
Ihada, o que nccessila de algum concert :
a uaiar na rua do Queimado n. 28, primeiro
andar.
Attencio.
Venderse um fardamento completo, tanto
para servico ordinario como para grande
gala, para um guarda nacional doesquadro
de eavallaria, assim como o compleme *el-
lun com seu pertcncos, ludo em muilo bom
estado, e vende-se por todo proco ; a tratar
na rua do.Livranicnton. 38.
Charutos.
Na loja do ISourgard, rua da Cadeia do Ke-
cile ll. 15, vendem-se superiores charutos
regala, de Tbomc Pinto, a #500 oceoto, e
regala Trovador a 37U00 u eeulo, e oulios
para 25 e 29z00.
vende-se urna casa terrea na rua do
logo n. 32 : quem pretender, dirija-se a rua
doQueimadun. 41, que se dir quem vende.
Vende se uu cavallo russo, boui an-
dador de baixo a uifio, cm boas carnes, pro-
prio para cabriolet : quem o quizer ver di-
rija-so a cocheira do Sr Sebasliao Lopes
Cuimaraes, que achara com quem tralar.
Wa rua da Madre de Dos u. 2, ven-
dem-se saGcas com leijao mulalinlio.
Vende-se um jogo de breviarios, usa-
do, de 1815 : na liviana n. 8 e 8 da praca da
Independencia.
_ culos e lunetas de todas
as quaiidades
Vendem-se superiores oculoscom armacSo
de tartaruga de ludas as graduandos a 3#000,
ditos muilo bous com aruiaC/9es douradas a
S200, ditos ditos com armaedes prateada,
1, dilos ditos eomarmacao de ago a 80 e
19, lunetas com armaeo de tartaruga a 1>,
dilas redondas oquadradas de baiea a500
rs.,ditas de dous vidrus arma^ao de baiea
a 15600, e oulros oculos mais que se vendan
por preco barato na loja du boa fama na rua
uo uueimado n. 33.
iscovas ie todds as quali.
tiaues.
Vendem-se ricas cscovas inglesas para
roupa, o melhor que pode haver o de nova
invencSoaSa, ditas francezas muilo bas
a 15, IS500 c OOO, ditas para cbelo ingle-
zase francezas a l200e2, dilas para den-
les ingle/ase franoezas a 400, 500 e 600 is.,
dilas para undas dila dita a -240, 500 e 19, e
ounasqualidades mais baralas, que ludu se
vende na la do Uueimado na bem condeci-
da loja de miudezas da boa fama n. 33.
VENDEM-SE CAPACHOS
piulados, coinpridos e redondos a 700 e 800
rs ; na rua do Queimado loja da boa lama
n, 33.
Hila dila de lislras, covado -J;tKI
Hila despalillla, covado j--(:o
Una dila de seda iagleza, covado :>ikhi
Chales de chai) de cores com li-lras de seda li-rOOO
Chalet de obaly de cores, bordados 10>000
(hales de chalj bordados a malll 11JUOO
Chales de caaemira lisos ViUO
Chales de relro bordados 205000
Damasco de i.ia e seda com (> pabilos de lar-
gura, covado ;>81K>
l'anuo de Imho de superior qualidade, largo,
vara
tianga amarella da India, muito liua, vara
llrini brauco de liuho entrefiDo, vara
Panno aloalhado comSpalmoi de largara,
vara
Lilla prela lina e entrelina, peca 99, 99500 e 13J00
Corlea d cambraia prelos coit babadus para
lulo
(".orles de cambraia brancos bordados de cor
Corles de cnlleles de fusiao, lino*, com barra
Curies de casemira de ..aluodao de bom goslo
l'ti.ndiai de brelauha lielinho de Ii jardas
Peinillas de camnraa branca oordada
Li-ncos de cambraia de liuho brancu, diuia
Aberturas de fuslao lino para camisa
lillas de Idilio lino
Selim a/ol. verde, amarello e liranco com loque
cuvado ()
Chapeos de caslor branco, lino, cabera grande IO9O00
Chapro prelo lino, francez, para ineuiuo 5j(H10
Camisas de meia linas 900
Completo sorliinento de obras de la para
meninos, par lOfOOO
('ravalas de diversas qualidades 10, 8IK1 e 1^000
l.uvas de olgodlo brancas para homem, par 260
Panno de buDitas cores para mesa 39000
Vende-se um guindaste portolcl, de
ferro, que pega ern 90 arrobas, pouco mais
ou menos, por preco em conta na rua lli-
rcila n. 66.
Vende-se uina aegrinha pega, de 14
anuos, de muilo boa conducta, com princi-
pios di algumas habilidades; na rua Direita
n. 66.
Vende-se a metade do sobrado de tres
soo
:ioo
600
1.V.IK)
I96OO
25hOII
800
1*00
33000
2?8iHI
3"i(M)
500
;ioo
Vendem-se superiores velas de esper-
macete, ebegadas ltimamente da America :
no cscriptorio de Ilenry Forsler A. Compa-
nhia, rua do Trapichen. 8.
Vende-se a taberna da rua do Vigario
n. 8, com os fundos a ventado do compra-
dor, e faz-se todo o negocio a prazo ou a di-
nheiro, da melhor maneira que servir ao
comprador.
\ i: eio, -Ja :. 9.
Vende-se um completo sorlimenlo de ri-
cos curie.-; de cassa de cores e prctas, rom 7
112 varas a 1/600 cada um, dilos de chita,
fazenda multo liua a 35000, editas de cores
e pelas a 160 o covado, o oulras inuitas fa-
zeudas boas e baratas.
*or Jess
Faz admiras
ton ir
fumo di; Garanliuus
Queiii |)itadi
S>o
Vende-se o superior lumo de (iaranhuns,
lano em grandes porcoes como em pesos
pequeos defronte da matriz da BoaVisla-
n. 88, taberna da esquina do Hospicio.
Boa lama.
Vcndem se superiores macas para condu-
cao de roupas cm viagem, pelo barato prego
de 5, 6, 7 e 85 cada urna, galheleiras cum
tudos c s vidros necessarios a 2?, ricas car-
teiras de Jacaranda e mogno para se escrc-
ver e guardar lodos os perlences, proprios
para viagem a 8, 10, c 125 cada una, costu-
reiras riquissimas de Jacaranda com os re-
parlimenlos forrados de seda ecom muilo
goslo a 4, 5, 6, 7 e 85, pcnles muilo linos pa-
ra alisar.proprios para enancas ou para suis-
sas a 320 rs., puleeiras do meihor gosto que
se pode encontrar a 2/, ricas cruzes de cor-
nalina, carleirinbas para lembrancas, gurras
para homem, as mais modernas que se pode
encontrar, sincles com todas aslettrasdoi
abeedario, sincles proprios para namorados,
ricos Irascos para cima de mesa coutras
muitissimasgalaulaiias, lulo muito lino e
de muilo bous gostos, asseverando-se a
quem vier ver o rico sortimento, que sem-
pre existe neste estabelecimento, nao dcixa-
ra de ter em que empregue muitissiino bem
o seu dinheiro : na rua do Oneimado na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n 33.
licas litas linas e uioders
nas dos melhores gostos
que se >;ie encontrar
se vcndem na loja da boa lama na rua do
Queimado n. 33 e por procos que naodeixam
do agradar aos compradores, porque real-
mente se vende baralo e ha niuilu onde es-
colher.
', ; Em casa de Eduardo Ii. Wvalt,
-;,; rua do Trapiche Novo n. 18, lia
;'_; para vender :
;3 I piano forte, novo e elegante de
3 lubricante afamado em Londres.
;}3 Graxa ingleza n. 97, deOai ,
Martin.
Tinta de eterever do tabrcante
Arnold.
Tintas em oleo de varias cores.
Callos da Russia.
\ stalleria.
Agurdente de Franca emba-
c
i":
O
O
o
v:>
O
I
i
Vinho Sclierr\ dilo.
Fructas em conservas n
Papel para cartas.
I.ivi
le,

i
i
':'.

es
m
o
para nulas de
ios para copiar dito.
Candieiros de candelabros
lo on/.e.
Ac em liai
carro.
EXOS para carro.
Chicotes para dito.
Retogioi de ouro cobei lose des-
coberlos.
arandas e grad. s#
lili lindo e variado sorlimenlo de inodcl-
los para varandas e gradaras, de goslo 010-
dernissimo : na l'undigaoda Aurora em "ail-
lo Ainaro.e no deposito da mesma, na rua do
Un ui.
oure de lustre marca de
casteio.
Vendem-se pclles de couro de lustre de
muilo superior qualidade a preco de 45 e
4/500 : na rtia do uueimado, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa-lama n. 33.
Luvas de varias qualidade
Vendem-se ricas luvas de seda de todas as
res, eobordadas e com bolotas a 2 o para
ditas semser bordadas brancas eamarellas
para honiens e senhoras a 15, I52OO e 1-35000
ditas de lio da Lscocia braucas edoco.es
para homens e senhoras a 300, 400, 500,
600, dilas brancas e de cores, de algodo,
proprias para montara a 240 e 320 e outras
qualidades mais que se vende na roa do
Uueimado 11a bem conhecida loja de miude-
zas da boa Tama 11. 33.
i^ra escriptorios e cano
ros.
Vendem-se resmas de papel de peso du
melhor que he possivel haver a 89, dito in-
ferior pouca|cousa a 35 e 355U0, dito paque-
te muitissimo lino a 45500 e c<-, dilo almaco
greve e marlim a 45, dilo almaco muilissimo
bom a 3-3200, dito de cores cm quartos de
resma a 700 rs., grozas das verdadeiras pe-
nas de ac liico de tanca pelo barato preco
de 152"", ditas muito boas sem ser bico de
tanca 500 rs., duzias de lapis muitissimo li-
nos a 320 rs., ditos proprios para riscar li-
vrosa 800 rs., canelas de osso torneadas para
peonas de ac a 120 rs., caivetes finissimos
de urna a quatro lolhas a 1, 2, 3, 45, c ou-
tras mais cousas que se vende baralo; na
rua do Queimado na bem conhecida loja dr
miudezas da boa fama n. 33. '
Arados de ierro
Na lundico de C. Slarr Santo Amaro, aedam-se para vender arados
de Ierro de um modello e couslruccao muilo
superiores.
Vede-se eiiuen-
andares, com grande solao e mirante, da rua
estreita do Rosario n. 41, cujo arrendamenlo | to muito barato e bom, pelo preco de
7'500 a barrica, por se precisar do ar-
.- Vende-se urna escrava crioula, debo
nita tigura : na rua dos Copiares, taberna
n 12, se dir quem vende.
He muito barato.
Vendem-se duzias de facas e garfos de ca-
bo de marfim de boa qualidade a 103, ditas
ditos de cabo de balanco muito Anas a 6/,
ditas ditos cabo rolico e otavado a 35, du-
zias de colberes de nielal principe a 39 e 63:
dilas de niela) mais ordinario a 800 c 19*00,
e oulras militas cousas que se vende barato,
na rua do Queimado na bem conhecida loja'
de miudezas da boa fama n. 33.
Para quem estiver de luto.
Vende-so na rua do Queimado, na bem co-
nhecida luja de miudezas da boa fama n. 33,
voltas prctas linas c ordinarias, ricos alhne-
tes, ricas puleeiras, e ricas rozetas, tudo do
melhor gosto que se pode encontrar e por
preco que nao deixara do agradar aos se-
iihorcs compradores.
VIMll) lio PORTO GENUINO.
Vcnte-se opliuio viulio do Porlo em barris do
quarloe oilavo, por preco razoavel: na rua da C-
13, aacriptorio de Bailar S Oli-
dea do Recile u.
veira.
Algodftoinho da Baha
para saceos de assuca 1 : vende-se em ca-
sa de N. O. Bieber c, C, rua da Cruz
n. i.
Vinho do Porto, superior chamico.
Kmcaixsde2duiiaeem barrn da oilavo, ra-
ceiilemenlecheRadopelo brigue Trovador; vend-
le unicanienleuoarmaKinde Barroca & Castro, na
rua da Cadeia do R.cife n. 4.
Na loja da boa f
vcnde-se ti mais baratu
possivel
2000
960
1-5800
49000
H&000
3/000
1/000
25000
500
1/200
liDOO
500
1*000
1/600
99000
18/000
800
Farinhade Tri-
este. .
SSSF.
(Vwdadeira.)
Peto navio BLOOMB. ebegaram GO
harneas dcsta acreditada farinha : ven-
de-se nos armazens de Tasto limaos.
Relogios de patente
iij'lczesdeouro, desabnete edevidro:
vendem-se a preco razoavel, em casa de
AugustoC.de Ahreu, narua da Cadeia
do Recile, arma/.em n. (i.
$**'
c
Vende-se cal de Lisboa ltimamente chc-
gada, assim como potassa da Russia vcida-
deira : na praca do Corpo Santo n. 11.
Moinhosde vento
combombas de repuxo para regar liorlafeba
la de capim : na fundicao de D. W. Bowman
na rua do Brum ns. 6. 8 e 10.
Em casa de llenr. Bruno & Companhia, na
ruada Cruz u. 10, vende-secognacemcamnliatde
duzia.
FARINHA
>e Trieste.
Vende-se em casa de"^aonders Brothers & C. o
praca do Corpo Sanio D. II, a muito superior e bem
conhecida farinha de Triesle, da marca-primeira cortinados, ecas'do on"~.
qoal,dade-cb.2ada em 9 do corren., na escuna Dilas para cotarlai PaS"?.? Wras
Pfeil., em porcoes grandes e pequeas, cooforme a
vonladedo comprador.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Ra fundicao de ferro de D. W. Bowman
rua da Brum, passando o ehafariz, coniina ha-
ver um completo sortimerto da la i x as de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, aa quaes
acham-se a venda, por epreco commodo a com
proniplido: embarcam-soucarragaai-se amcar-
ro semdospeza ao comprador.
Emeasa da Saunders Brothers & C., praca
do Corpo Santn. 11,ha para vandarosagtiinia a
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcatro da carvo,
Kona de linbo.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para sacca?.
Dito entrancado igual ao da Babia.
E um completo sorlimenlo da (azoadas proprio
para aste mercado : tudo por preco commodo.
AVISO,
aos fer^eiros.
F. 'OIRiER,ateiTodafon-Vislan. 35
Tem para vender a vontade do com-
prador
CARYAO de pedra
por preco com-
Urosdenaples preto muito bom, o
covado
Canto preto muilo lino, proprio
para luto, o covado
Sarja preta hespanhola, o covado
Corgurao pelo muito lino com sal-
picos, proprio para colletcs, o
covado
Casemira prela lina, o covado
Panno fino azul, o covado
Lencos prelos de seda para grva-
la, meio lenco
Meias prelaj de sea muito supe-
riores, o par
Peitos muito finos para camisas
iiiiosde Imho muilo superiores
Casemira de qiiadrmhos prelos
muito lina, o covado
Cortes de col leles de fusto
lulos de dilos de dito lino
Ditos de dilos muito superiores
crosdenaples de seda de lindas
cores, o covado
'orles de vestidos de fazenda de
seda muito linda
Selins lisos de cores, o covado
sed" dU fil0 bordadas de
Veos prelos de lil bordados de sed. 35
Cambraias adamascadas, proprias
ninados, pecas de 20 vara
as para coberlas, de bonitos pa-
dioes, o covado F aan
fazenlfinas8. Um Cmp,et0 ^rtimenloTe
_ JITAS DE YELDO.
fS^KiajKtf.jS:
^"""sgcslos, pelo barato preco de 60
320 400>m) e 600 rs., rua do QueimadJ
na loia de miudezas da boa fama n 3f
anda em praca do juizo municipal da se-
gunda vara, a requerimenlo do conscuhor
da oulra melade : a fallar na rua do Quei-
mado n. 40, primeiro anda:.
Alit ncao.
Vendem-se 2 carrinlios de 4 rodas para o
servido da alfandega, novos e bem construi-
dos : a tratar no aterro da Roa-Vista n. 55.
Vendem-se na rua Nova, taberna da es-
quina, junto a pon le da Boa-Vista, castlidas
muito novas a 200 rs a libra, manteiga in-
gleza a (so, S00, UbO e latsO, cha a U800,
2, 2/400 c 3/000, gomma a 120, dila de ara-
mia a 200 rs., e queijos a l$800, 2/200,
2-400. e oulros muitos gneros, por preco
commodo.
Rezerro e couro de lustre.
lie chegado o escellente couro de bezerro
francpz, 111 rroquini e couro de lustre ; ven-
de-se na rua da Cadeia do Recile n. 36 A,
loja de ferragens de Vidal c< Bastos.
- Vende-se um escellente cavallo com
lodos os andares, c um sellim inglez, novo,
por preco commodo : a tratar na rua do
Amparo, em Olinda, casa ao pe da oseada
que sobe para o adro da igreja de N. S. do
Amparo.
Vendem-se duas moradas de casas em
Olinda, urna na rua do Amparo, com quintal
sollrivel e murado, com excelentes commo-
dos pina familia, o a oulra na rua d S.
francisco, rom grande quintal e cacimba
com agua de beber : quem as pretender,di-
rija se 1 Casi da rua do Amparo ao p escadinha que sobe para o ladro da igreja de m 1
N. S. du Amparo.
Ferro barato.
Na 111a do (Jueimado 11. 32, existe um
grande sorlimenlo de ferro de todas as qua-
lidades, qne se vende mais baralo que em
Oulra qualquer parle.
mazem onde esta' recolhido : na rua da
Cadeia de Sanio Antonio n. 17.
CERA t. CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba de boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recife, loa
n. 50. '
Domingos Alves Matheos tem para ven-
der em seu escriptorio, na rua de Apollo n.
23, por mdicos precos o seguinte :
Iliense elegantes pianos
Superior vinho velbu do Porto,em barris.
Superior vinho velbo do Porto,enganalado.
Superior vinho velbo jeropiga branca.
Coilns de linho para montara.
Cobertoresencorpados de algodo.
Superiores charutos da Babia.
Saboueles em caixinbas.
Rico e superior papel piulado e dourado pa-
ra loriar salas.
Vendem-se terrenos para cdificacao na
estrada do .Manguinniho, do do Recite, lado
esquerdo, junio as casas do Sr. Vanoel l'e-
reira Tcixeira, cora 250 palmos de fundo e
de frente os que o comprador quizer : a ta-
lar na rua da Cadeia do Recife n. 9, ou com
Jos Baptista Ribeiro de Paria, no
da Estancia.
Vende-se panc,o muito proprio para
canario do imperio a 100 rs. a libra: defron-
te da lielacao 11. 28.
Vende-se a venia deira graxa ingleza n.
97, dos afamados fabricantesDSV cv Mar-
tin, cm barucas de 15 duzias de potes:
de James Crablrec o Companhia,
rua da Cruz 11. 42.
Gratficaeao
le 10O0O0
l eseravn^.f "h1"""1" 0U der noticia certa dos
nassadn ar^S ""l ^5 de "goslo do auno
passado. Antonio, de idade 35 annos, pouco
mais o enos, cor preta, estatura alta 8ec-
n*Tt ftmm "nas/cab.ca cava;' lem
Sito 22E "a. lfa" nosa' sada con o
dito preto, de idade 24 annos, eslalura baixa
e grossa, cor ta.oca, be.cos grossos ; "
de iiruneira qualidade,
modo.
I
otassa e cal
virgem.
Noantigoeja' bem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Recile, escripto-
rio n. 12, ha para vender muito supe-
rior potassa da Russia, dita do Rio de Ja-
neiro e cal virgem de Lisboa em pedra,
tudo a precos muito lavoraveis, com os
quaes licaro os compradores satisfeitos.
N". O. Biebercv C, rua da Cruz n. 4,
vcndem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
Brinzao.
Bi ins da Russia.
Vinho de Madeira.
Al;odao para saceos de assucar.
a dos.
Em casa de RabeSchmellau < Companhia,
rua da Cadeia 11. 37, veudem-sc elegantes
Pianos do afamado fabricante Traunann de
llamburgo.
elogios
Cobtrloi e deteoberlaa, pequeos e grandes, de ouro,
palele logias, para homem e senhora, de uro dos
seu silio I melhores fahricanles de Liverpool, viudos pelo ulli
1110 paquete mgle : em casa de Suulball Mellur A;
Companhia, rija do Torres D. 30.
SECHAIISIO fu m
quaes escravos perteneem ao Sr Jos l'sna-
cic,do Mello, rendeiro do engenho Quandz,
Peiso^m*TPT"d0Sr S,r" 'naci Camella
Pes'm,pfr. lqUe,ra Cav,,lca"". morador en.
cerli, rJl qUem 0,.}!eS" ou der noticia
ateoTC^r ne,,."'errer" de ^^
- Iugionodia 24 de dezembro p. o o
escravo pornome Matheus de naC3o h
quen,,deJOSeJoaqnim de MesquiU, idade
40 a oO annos, eslalura regular, un. pouco
ulo, clie.o do corpo, falto do u.n olho, na
rn chato cara larga, n>ui,0 p0Uca barba
pes e maos grandes e largas, pesad" no m-
dar, tem urnas marcas nos peitos iula"
que esta em alguma casa acoulado pof Zr
cez.nheiro, pe oque se protesta contra quem
n l.ver niio so pelos dias de servico, Z<1
proceder criminalmente, e roga-se sratto!
r.dades pol.ciaes, cpiUJea de campo'"ais
l-essoas do povo, que o peguem e levero a
rua do Queimado. casa da esquina nl8 se-
gundo andar, queserao beni recompe8nsa-
Kugio na madrugada do dia 12 de a.
neiro do correnle anuo, o escravo crioulo
de non llypolito, esUtura puco a cima da
regular, secco do corpo, cara redonda? bol-
eos grossos, pouca barba, orelhas pequeas
-alia descansada, idade 24 aiwinsf Sto %
-------__ u un.
alguna denles ha frente, nenias linas, pes
Os, rallo de
grandes ol.icial aV^M^JJS
sabe trabalhar cm casa de caldeirs de enge-
nlu. de assucar sabe ler e escrever, e or
isso be bastante ladino, e talvez que ir."wS-
sar por lorro, mudando de nome, se bem
que ha noticia estar elle acoulado por eer a
pessoa, cujo nome sera publicado, sc 0 dilo
escravo nao for entregue ao seu senhor
morador na rua das Aguas-Verdes, .que to-
dava recompensara a quem o aprcsenlar.
Continu'a a estar fgido o escravo
Antonio, Cassange, de idade 36 anuos, pou-
co mais ou menos, com os signaes secta-
les: altura regular, cangueiro no anda?, cor
preta, rosto redondo, sem barba, costas lim-
pas, clieio do corpo, conversa pouco, ruj es-
cravo do tinado caetano Gonwlti d r
una, e lugiono i
xime
.elugiojiomezdcjulho dr, auno pro-
o passado, suppoesc achar agasalliado
por algueui, para as partes do, sul desU nrn
viucia: a nessoa min r. ..aesla oro
: -.lgodo a variado,
Vende-so algodo liso muito encorpado elnm^^8^ m,rcMiU\ nmuu ac
Urtn i-,.m nnni-> .vr!.. a i.ru.i .liiii 'orninerciD do Brasil : vende-se na rna da
aJpS"aV" rrcspo b^a ^ir.....* ^ Vo....." =" '-.o^OOO.
i couslruccao ; laivas de ferro fundi o ehalido.de
' superior qualidade e de lodosos laiiianl.os : roda
Deposito
de rap princeza d
ca de E. Gas-e,
de Janeiro.
Vende-se a preco commodo
a abri-
no Rio
noticia do niesmo escravo com 50KKW.
O CRARDA-LIVBOS BRASILE1RO, ou arte dentadas paTa'a'eaoa ;'ma^"deuHJaa'MpoVor! He'lampo.'a noiie'do da ido corren'o'Tm
da escr.pturacao mercantil apropriada ao S?m; rivwebocea.defornalhae reghtro.de bo- negro de nome Marcelino ,,ari<. rhin^
aieiro.afiu.lhocs.hronzes.parafnsosecavilhes.moi'ai.ur., ramil.. J''l' C CBDinda,
nliosilc mandioca.ele.ele aunra regular, becco do corpo, rosto com-
NA MESMA FL'NDICA'O priJo, barba serrada e cria suissa, cum falta
leeseealaaitodaaaaeBcommendas co... a superio-! n.^U." i'l r'a e,.Ue' e consl,i anJar ****>
ridadeacouhecidaccomadevidapresleziiecom- '. ,ra Pale,,i c eal(;ado : quem o pegar leve-0
modidadeem
Na rua do Vigario n. l'.l, primeiro andar, ven-
de- se vinho do Porlo dr superior qualidade da hem
conhecida mar GW cm pipa, barrite caita de
urna e duas duiiasde sarrafas.
rape lino,
grossoc meio grosso, da acreditada fabrica
cima, ci.cgado pelo vapor S. Salvador ; na
rua da Cruz u. 49.
Vendem-se
da
Agencia
Mo
huidicao Low-
rua da Senzala-Nova n. V2.
Neste estabelecimento continua a
de
I',
relogios americanos, de U|n completo sortimento
dilerentes qualidades, para p0r~em cima do meias moer.das para enfenho, machiiu
^L^.':"^ Henrs Porel*r*C-> de vapor etaixa de ferro batido e cod
rua do Trapiche n. 8
Fu ni j f'ianeez caporal.
I.ste excellente fumo serve tanto para ca-
chimbo como para cigarro; vende-se na rua
do trapiche .Novo n. 22, em casa de A. He-
brard, pelo preco de 2r000 a libra Iranceza :
a elle, que ja esla se acabando.
na ver
das e
as
do
de lodos os tamaitos para dito.
CAL E POTVSSa
Vender pola*sa da ltu--ia e a meneara, cheleada
nesif- da- e de superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos seasdeposi-
loi ua rua da Apollo n. 1 A, e 2B.
preco.
O
l'oi Iransferidoo deposito deste tarop para a bo
lica de Jos da Crui Sanios, narua Novan, 53'
;irraCai 59500, e meias 39000, ser do falla todo
aquellc que naofor vendido neste deposito,pelo
nuesefa/. o prsenle aviso.
IMPORTANTE PARA 0 PML1C0.
Para curada phlysicaem loilo>osseu>dil1eren
iesrios, quermotivada por constipares, losse
asllima, pleuriz. escarns de sanuue, drde eos-
lados e paito, palpitacaonojcoracau, coqueluche
bronchile, dorna garganta, e lodaa asmolastia
dosorgos pulmonares.
bordo do dito navio, junio ao ca s do Pas-
seio Publico, ou a casa de seu consignatario
Mano'el Alves Guena, na rua do Trapiche u.
1}. que sera bem recompensado.
Kugio no dia 2 do correte a escrava
de iiiicfiti Mocambjquo e de nome Hila, a
qul lem os signaes seguinles : baixa, oltios
afumacados, com signaes de sua na^ao sobre
10 nariz, rom um deleito em um dos dedos
da mSo direita, proveniente de um panari-
cio, pes pequeos, cor bstanle prela, a
qual l'oi escrava de Jos Hodrigues Pereia,
morador no lugar da Torre, etero sido vista
na Casa Folie, Poco, e na Torre em um mu-
cambo aoude mora um prelo da Costa, le-
vou vestido cor de cale e panno da Costa com
slra encarnada, e mais urna trouxa com di-
versas roupas : a pessoa que a pegar,leve-a
a rua do Sebo, casa lerrea com solao n. 17,
que ser* generosamente paga.
PEKN. : TYI'.DE 41. I\ DE FAKIA185.'

"."
MUTTLAW

- .
w^*


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