Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07713


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXIII N. '.0.
Por 3 mezes adiantados 4,j000.:
Por 5 inezes vencidos 4,5500.

(RIMA FEIIU l DE FEVEREIRO DE 1857.
Por auno adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
,
DIARIO
NCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O NO NORTE
Parahiba o 8r. Joo Rodolpho Gomo; Xal.il. o Sr. Joa-
Suitn I. Pereira Jnior; Aracaty, o Sr. A. de Lemoi Braga
para, o Sr. J. Jos de Oliveira ; Maranbao, o Sr. Joaquim Mar-
3 oes Rodrigue! ; Piauhy, o Sr. Domingos llerculano A- Prssoa
e arante : /ara', o Sr. Juilino J. Ramos: Amazonas, o Ir. Jero-
oymo da Coala.
*' ii'.l- : lod, ... di*, a. 1 e meta huras dn
IgaarasM, Gotaua .- Parahiba :' naa scgund
PARTIDA DOS t'.ntill KIOS.
lia.
------* i" 'r.\ti.-f..|[
... AMao, Beaarrua, Boaila, Caraira, Vil......... Can.....,.:
S. Lour,'i.... Po-si'Alhtf, NaiarMb, l.ini r., Ur.-io I'
ir. Flor, Villa-Baila, Boa-Villa, Orioin e K.n .,.
Cabo, l|MMoca. S.Tinl.ipm, ri.,i.Fornio-o, Una. Barrairv
PiBMIfiras Halal : qinia..-ir,,.
''.....'"...'...... parlen, a* lo ,n ,. ,1., aauala.
i tarea-foira.
|naru.-r,.i
, A.-M-l',
AUDIENCIAS DOS TRIBIINAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommereio : segundase quintal.
Relacao ; tercas-feras e sabbados.
Fazenda .- quartas e sabbados as 10 horas.
Juizo do eommereio: segundas as 10 horas o quinlaa ao melo-dia.
Juizo da orphoos: segundas e quintas as 10 horas.
rimeira rara do eivel: segundas a sedas ao meio-dia.
Segunda vara do eivel: quartas s sabbados ao meio-dii.
EPHEMERIDES DO HEZ DE l'KYEiu;ll.o.
1 Quarto creseenle as 6 horas e 1 minutos da urde.
9 La cheia as 9 horas e .1! minulos da (arde.
17 Quarlo rainguanie a 1 minuto da mauba
24 La nova as 9 horase 38 minutos da manilos,
l'HKVMAII IsK llu.lt.
segunda as 11 horas e 43 minutos da manha
Primeira as 12 horas e 6 minutos da larde.i
PARTS

f
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedame do di 1* de feverelro
Oflicio Ao Exru. presidente de S. Paulo.
Tenho a honra de acensar recibido o oflicio de 27
de Janeiro ultimo, no qual V. Exc. rae eommonica
haver tomado pusse da adminisiracdio dessa provin-
cia, ero contequeniii de ler o Exm. presidente,
Francisco Piogo Pereira de Va'scoocellos, entrado
no gozo da lieenra que Ihe fura concedida pelo go-
veroo imperial.
Cumpre-rue segurar a V. E(. que sempre me
achara prompto a exeeutar as soas ordens, que rse-
jam relativas ao erviro publico, quer ao particular
de V.'Eie.
Dito Ao chefe de polica inleirando-o de ter
transmittido ,i lliesouraria provincial para ser paga,
estando nos termos legaes, a conla da despera feila
coro o sustento dos presos pobres da eadeia de Se-
rinhaem dorante o mezde Janeiro ullimo.
Oflicio Ao roesmo, comrnauirando-lhe qne
tendo por oflicio de 26 de Janeiro ultimo mandado
recolher ao arsenal de marinha, ein con.equencia
de aehar-se doente, o Africano livre de nome Jos
Antonio que eslava ao serviro do siminano episco-
pal de Olinda, em 30 do mesrao mez ordenara ao
inspector daqoelle arsenal que o maodsisse sntoti-
(uir por oolro, o que foi por elle comprido, como
se tu do oflicio de que se remelle copia.
Dito Ao me.srao, dizendo fcar inteirado de
haver S. S. nomeado o servente da casa de delen-
i;ao, Jaquim Rodrigues de Albuquerque para o
lagar vago de guarda da mesma casa de delcurao.
o bem asim a Antonio dos s-ntos Lopes para o de
servente.Communican-te i thesoararia pcovieial.
Hilo Ao director da obras pablicas, eonce-
leodn a aulorisac,ao que Smc. pedio ero oflicio de
hoiilem para mandar effecluar a compra de umi
carrora e dous bois, qo sao precisos ao servlco de
conservario da estrada do Mi,.podando .Impender-
se con) essa compra ale a quantia de IKIOSOOO rs.
Coinmunicou-se lliesouraria proviacial.
Dito Ao Ur. Apngio Jatliniaiio da Silva Gui-
roaraes, diieudo-lhe qw, segundo conste-de aviso
do ministerio de juslica. de 29 de Janeiro ultimo,
foram concedidos a Smc. 3 mece* ale lieenra com
veocimeolos.Fizersim-se as oeeetearies commuiii-\
caefies.
Dito Ao'jnit de paz mais volado de Pao d'A-
lho.Rece b o oflicio do I do correte ene que Vine.
m e participa, que nao --|mUo iuitallad a junu
qualifleadora dtssa (re-tuczia^lfa terceira dotnioga
de Janeiro, najo, aje* ^J^lMMtt,limasneiite
elaitos praalaram jurameye^ej Inrrefrido raasSaV
'lia ero que comeeou a fuucciorTIr a nova cmara
municipal, lomou Vine., na qualidade de juiz de
. paz oais volado a deliberacao de convocar por meio
de edilaas, aflixados na mesina dala em que me
ollicioo, os eleilorea e supplentes da eleicSo ile
1832, afiro de orsaoisarcm a junta no dia 2 de
- .juarro prximo jundouro. Em resposta tenlio a
declarar :
I.Qua o fado de nao.eslaren, juramentados na
epocha, em queise devia (er feto a c"nvocarlo, vs
jaizes de paz ltimamente eleitos, nao m motivo
jnstificavel para que se adiassem os traballios da
iiualilie.ic.i.i ; pois que na bypolliese de que se Ira-
la, achaodo-se no ejercicio de suas fuDCrOes o juiz
de paz Oais votado do qualriennio lindo, compria
qoe a convocarlo fosse feila por elle, ou no caso
de impedimento, pelo seu substituto" legitimo.
2. Que oao se tendo reunido a junta no dia mar-
cado por le, e compelindo em tal caso a presiden-
cia designar novo dia para a sua inslallar.a'o, segun-
do i declararan constante do aviso n. 22 de 2,"> de
fevereiro de 18i7 S I. nao devia Viue. proceder
a convocirao antes de consultar a presidencia, e
receber della a conveniente decisAo.
Sendo certo, porm, qoe do dia da convoearAo
ao da iustallarao lein de decurrer o prazo de un
tnez delermiuado noarl. i. da lei regulamenlar de
19 de agosto de !N(>, e nAo convindo por outru
lado dtmorar os traballios da qoalilicarao. approvn
a medida qne Vm. toinou ; cumprindo-me todava
adverli-lo de que para o fuioro deve absler-se de
usar de um arbitrio que Ihe nAo pertence.
DitoA' cmara municipal de Pao d'Alho.lie-
metiendo por copia para seu conliccimento e execu-
i;;lu na parle que Ihe toca, o oflicio que nesla dala
dirijo aojoiz de paz mais volado da freguezia na
Pao o'Alho, teuho a recommendar-llies, que de-
clarem espressamente ausjuizes de pa/. desse muni-
cipio, qoe so a' presidencia compete designar uovo
dia para a inslallaco da junta qualilicadora, quan-
do esta se nao poder reunir na terceira dominga
de Janeiro, como he de lei.
DitoAo director das obras militares, para man-
dar fazer os concerlos de que necessitain o porlie
do hospital regimental, e o cano i'j. respectiva co-
zinha. "\^
DitoA Jos Joaoinn de Lima, ageute da pro-
vincia i Im i'rande do Norte, para mandar pro-
mover a conddecao dos objectos, de que trata a re- I qoe eslcjam juramentados, sao os competentes para
lacAo janta, os quaes foram comprados pelo conse- ] presidir aos trabalhos da mesma jonta. O que com-
Iho administrativo em conseqoencia de requisito do munieo a Vmc. paro sea conhecimento e direccAo,
RAS DA SEMANA.
ir. Segunda. Ss. Porlirio, Samoel, Jeremas.
17 Terca. S. Policromo, h. ; Ss Secuudino e Romuiu Mm.
18 (Ruarla. S. Tlieolnnio 1. prior df S, ta ir
19 t^uinla. S. Conrado ; s. iahino m.
211 Sena S. Kleuterio e Xilo llb.
-1 Sbado. Ss. .Maxiuiiano e Fortunato Kh.
22 Domingo, da Quitniuagesiina S. Margarida de orlona 1.
Em. presidente do Kio Grande do Norte, devendo
Smc. enlender-se acerca da entrega de laes objic-
los com o presidente do referido conselho.
PortaraCoucedendo a D. Mariana u"a*Concei-
i;ao Pereira hcenc.a para mandar corlar as mal-
las do engenho Uujari.com poratarfo do respecti-
vo proprielario, 9(i ti aves, 132 enchameis, 8 tercas,
declarando-lhe que acabo de ofliciar no mesmo sen-
tido a cmara desse municipio.
DitoA'cmara municipal do Limoeiro. Nao
se teodo installado a junta qualilicadora da freguezia
de Taquaritinga na 3" domuiga de Janeiro o I limo,
designo o da 19 de abril para se eflecluar essa ins-
(all.irao, fcando assim observado o prazo de om
2 frechaes, 300 caibros, e 300 travesses, nao sendo mn< de 1ue ,rala '"So d> '' regalameDtar de
essas madeirat de sicupira, ou amarello, e bem as-
sim os paos de louro que forem precisos para fazer
I32duzias de taboas de assoalho.
lij-peienle do secretario da provincia.
OflicioAo Exm. general commaodanle das ar-
mas, dando-lhe scicencia de ler a presidencia in-
deferido o requerimento em que o tambar Manoe1
Januario pedio batxa do serviro.
DitoAo juiz de direito do Bonito.Sendo pre-
sente a S. E. o Sr. presidente da provincia, o of-
licio de 9 de Janeiro ultimo, em que V. S. aecu-
sando o recebimento das leis, decretos, e decisdrs
do governo qoe Ihe foram enviadas por esla secre-
taria com o mea oflicio de 18 de dezembro do an-
uo passadu, consulta se devt oo nao remetter a cer-
tidao Ja publicarlo das referidas lei-, decretos e
decises, qoe V. S. hesita em publicar, vi-lo qoe
ha niuilo se acham em e\ecuc,o nessa comarca,
mandaoEim. Sr. declarara V. S. que determi-
nando o decreto regulamenlar do 1* de Janeiro de
1838, que os juizes de direito quaudo receberem os
actos legislativos e execulivos que llie foremullicial-
mente remedidos, os faram logo publicar por meio
de edilaes afluados nos lagares mais pblicos das
edades, ou villas que servirem de caber das res-
pectivas comarcas, nenhuma razo deve obslai a
que V..S. preeocha agora esla formahdade, trans-
miitinJo a' secretaria do governo a cerlidao de qoe
Irala o art. 21 do citado decreto, aliin de se poder
CUBprir a disposi(oconlida oo art. 20.
f DitoAo olTicial maior da secretaria de estado
do imperio, declaran lu-llie lerem sido distribuidos
eonveiiienlemenle os ejemplares do peridico Aa-
liliador da Industria Nacional, que acompa
ram,a coauDunicafao daquclla secretaria de es i
3 de dezembro altimo. i
iloAo commaudanle do presidio de Feraau .,
dMolveudo-uJj de ordera da pratideucia, cimpe-
toaleinente despachada, os reqaerimehlos dos sen-
tenciados mencionados na relarSo infra, alira de se-
rem eulreguesj paites.
KeUraoq*a se refere o ollicio snpra.
Francisco Hispo.
| Vicente Vieira do Nascimenlo.
Casimiro Rodrigues de Oliveira.
Manuel Pereira do Valle.
Ignacio .M ii mi" da Silva.
Ignacio Ferreira Montamy.
Manoel Felii.
Francisco Ignacio de OliveiraP^^"" 'v^_
l.uiz Jos de Sania Anna.
Francisco Antonio Marque!.
Joftu Francisco Nepoinucenn.
Flix Francisco Jos de Oliveira.
Ignacio Jos da Silva dous.'
Il .-
(icio Ao Exm. bario da Bol-Villa, rnmman-
danle superior da guarda-nacional do Kecife, soli-
citando a expediro de novas ordens para que o te-
iienle-coronel commaudanle d >. balalhao de in-
famara da guarda nacional d monici|iio apr-
sente na lliesouraria de fazeo os prels geraes do
mesmo batalhAo, relativos aos i
Janeiro ltimos, a que se refet
dencia de 30 do passado.
Dito Ao Exm. couselheii
rao, inteirando-o de havir o
comarca do Orejo, bacharrl Ar.
los, reassumdo no dia 30 de ja
cicio do seu cargo. luual scic.iia se dea
asurarlas da fazenda e provincial.
Hito Ao insp-clor da Ihesaaiatii da fazenda,
para mandar pagar, sob responsa1il,iiade da presi-
dencia e por ronta do ministerio 4a guerra, como
al agora se (em praticado, a iBaporlancia do prel,
qoe se remelle, da guarda nacional destacada na
cidade de Olinda, decorrido do 1.
Caixa especial da eonstruerao da ponte do Kecife.
Saldo em 31 de Janeiro
P- findo......1: ,175020
Rerciladel alidororr. a
EX:.\nRECADOS DA .srnst lill't .\'i NO BOL
Alagoas.o Sr. Claudino Faleao Das ; Babia, o Sr. D. Duprat
nio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMIIt <:<>
O proprielario do DIARIO Manoel Figueiroa de Paria, na sua
livrana, praca da Independencia di. e 8.
Despcza drm.........
Saldo.........
Caixa especial das loteras.
Saldo cm 31 de Janeiro
p. lindo......8:3095744
Receila de 1 a 1 i do corr. 732>"iOO
1:4175020
1008000
1:0175020
.rs de dezembro e
o oOicio da presi-
residente da rela-
molor publico da
es da Iluda BaS-
'0 ultimo o exer-
t he-
lo de agosto de isii.
I "na vez que ja esleja juramentado o joiz de paz
mais votado eleilo tm seterabro nllimo para o pre-
sente qualriennio, a elle compele fazer a convocaran
e presidir aos trabalhos da junta, e no caso de im-
pedimento, ser chamado o seu substituto legitimo,
se tambera eslver juramentado.
Cumpre, pois, que Vmcs. experam neste sentido
as ordens necessanas para que a lei seja plena-
mente execotada.
Dito Ao presidente da cmara municipal de
Pao d'Alho. Rccebi o oflicio que Vmc. me dirigi
a 12 do correte, pediodo que eu designe novo dia
para a inslallai.-ao da junla qualilicadora, cujos tra-
balhos nio poderam comerr na 3" domingo de Ja-
neiro pelos motivos declarados no oflicio que acom-
panhoa o de Vmc, e Ihe fura endererado pelo joiz
de paz do 1. dislricto da fregoezia de Pao d'Alho.
Em resposta, teoho a declarar que desiguo o dia
19 de abril prximo viudouro para ler lugar a reu-
niAo da referida junta, guardando-se o prazo de-
terminado nn artigo 4. da lei regulamenlar de 19
de agosto de 18i(i.
Cumpre que a cmara desse municipio eipera as
couveoienlas ordens oeste senlido, remetiendo op-
pnrtanamente o livro e mais objectos de que trata o
referido joiz.
Dito Ao regedor do Gymuasio, aulorisando-o
a admiltir o til lio de Joaquim de Souza l.eo, de
que Irala o eu oflicio de 3 do corrente, em um dos
lugares que foram concedidos aos filhos de Antonio
l.uiz Pereira Palma, visto qoe al o presente o dito
Palma uAo tem procurado servir-se da concessSo qoe
Ihe Tora feila.
Dito Ao joiz presidente do tribunal do jurv,
para provideuciar no sentido de ser dispensado de
servir na prsenle sessao do jury o ajudante de or-
dens da presideueia, lente Miguel da Foustca
Soares e Silva.
Dito Ao director do arsenal de geerra, para
mandar entregar ao chefe de polica as 12 espadas
que foram recollidas naquelle arsenal pelo conselho
administrativo. Cmmunicoo-se ao referido chefe.
Diio Ao delegado de Olinda, para informar
com brevidade se anda Tie neceisario o'destaca-
mento de guardas nacionaes existente naqaella ci-
dade, havendo nella um balalhao de 1. lnha que
piide prestar o serviro, de que est eucarregado o
mesmo destacamento.
Dito Desonerando ao lente Manoel Alexan-
drino de Albuquerque Pila do cargo de subdelegado
deCaruaru'. lez-se a.respeito as precisas com-
muniearOes.
Dito Ao apele dos vapores, para dar passa-
gem de estado para o MaranhAo ao bacharel Ricardo
Amavel Rodrigues.
Deapea dera. .
Saldo.
9:042)314
7075888
8:3349336
EXTERIOR.
liles, e Exm. Sr. Tenho a honra de remeller a
V. fcxc. as inclusas demonstrarles dos saldos exis-
tentes as difieren pg ,|0 u.esonreiro
desla lliesosrana ) corrente.
Dos guarde a V. Exe. Ihesnuraria-provincial de
Pernamboco 1< de fevereiro de 1837.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Sergio Teixeira de Macedo, pre-ideote
da provinciaO inspector, Jote' Pedro da Stca.
Demonslrarao do saldo existente na caixa especial
das apolices em 14 de fevereiro de 1837.
Saldo cm 31 de Janeiro
p. lindo......13(:0005000
Receila He I a l do corr.
Despeta dem.
Saldo.
----------------136:0005000
136:0005000
Caixa doexercico de 1836 a 18.37.
Saldo cm 31 de Janeiro
P- .li,,do......219:3995183
Receila de I a 11 do corr. 49:8175793
l 10 deste mer,
e bem assim o sold e elape qoe iquelle destaca-
mento for vencendo do dia 11 em dianle.Comrau-
nlcou-se ao chefe de polica.
Dilo A Flix Corra de Oeiloz era Taquari-
tinga ).au se tendo insidiado a junta qualiflea-
dora dessa freguezia de l'aquaruinca ,, ;a domiiiga
de Janeiro ultimo, sesuudo Vmc. me participou em
seu ollicio de 20 do referido mez, tesigno o dia 19
de abril para se effecluar essa iistallacao, fleaudo
assim observado o prazo de om mez, de que trata
artigo 10 da lei regulanvutar de 19 de agosto
de 1816.
OS VOS DE PASCIIOA.
POR ROGEK DE BEACVOIR.
O pacilho azul.
Natalia cuidava chezar primeiro ao lusar da en-
trevista; enganava-se: Audr Stel'anoll a liuha pre-
cedido...
Ella reprimi um leve grito veudn-o paludo e im-
moval, encostado porta desse pavilhAo, antas como
un guarda severo e sombro, do que como um peti-
cionario ioquielr. Seos olhos scintillavam de uina
maneira-extraordinaria. Natalia n,lo examinuu-o
sem terror. I.'ma das maos do conde eslava occulla
ilcbaixo de seu eaflan. aoulra eslava pendente, mas
aperlada por um mnvimeiito convulsivo. A gid
duqoezs enlrou prjmeiro no pavilhao : o mancebo
teguio-a.
Aodr achava se evideiitemenle em ama de-sas
crises, em que um lioineiu seulese apenas senhor
de seu peusanienlo ; ,eu ||vj||,, p;,||iHe
de um plianlasma. I la ie febril, hcrrivel per-
lurbara-lhe as le.res ; as v/ts ilplu,as ,, 0,)jo
a da v.ng.nca, fallavam-lhe enlao no corarau. .V
lia paral)saram-sc seui niuvimciilo, ap- iJ",. "jaslica, a quera Den permiltb lao raras vezes
seja beindita, porque estendeu una
Lumpre aqu declirar a Vrar. que o juiz de paz
mais votado eleifo em selembio ultimo, e no caso de
impedimento, o seu sulislilolo legitimo, urna vez
ella conheceu
quasi selvagem, realcava-lhe u altraclivo das vanla-
gensexleriores ; elle nao liuha oar desses jovens li-
'alos, que parecem sempre subir ao Ihealro. Se
Natalia loi "locada pela incomparavel perfeieto de
seu rosto, inulto mais o foi pela ua altiva meaoco-
lia. iMao era um homem ordinario
que devia dizer-lhe logo a verdade.
NAn sou imperalriz.disse ella ao joven conde,
mas foi eo que recebi seu requerimento. eu queja
obhve mullo de Cslbarina. e que com o auxilio ne
Dos hei de oblar anda mais. Tranquillise-se.se-
nhor, he uina amiga, unn iiinAa que vem fallar-
llie. .
Pronunciando estas palavras, ella litava em An-
dr olhos ern qae pintava-se toda a sua alma. De
sua parle a sorpresa lornava-o quasi sem voz. Elle
exainiiava a si mesmo, contemplava a graa-duque-
za, c lisio Comprehendia.
Senhora, respondeu elle emiiin cora um tom
penelrado, quem quer que seja, vossa excell'ncia
lem dianle de si um miseravel. Nao he contra a
imperalriz que eo debera dirigir este punhal qoe
acabo de apaiihsr ; mas contra mim, se livesse co-
rsiem para isso Sem duvida nerdl-a, tornei-a sem
n seo canherimento cmplice de mmha culera e de
meo olio. E foi a senhora, cojo nome nem ao me-
nos conhero, que dignnu-sa de interceder por mita'
para com Calharina, que nslo temeu expor-se a uina
rerusa apreseiilando-lhe aquello escriplo Ah seja
beindita, visto que repre-enlame aqu um dos an-
Despeza idem .
Saldo
Saldo em 31
p. lindo. .
Receila de 1 a I do corr.
Despezaidem ....
269:2175278
69:137j:)07
200:0393971
Caixa de Janeiro
176:3I.M33
5
6:3135333
3
LONDRES
6 de Janeiro.
Jii se cnnlie're que estamos prximos da abertura
do parlamento.
A poltica interior comee de novo a tomar algu-
ma importancia e por isso larei que me occopar me-
nos daqui em diaule dos lacios da poltica exte-
rior.
lim incidente t3o grave como imprevisto, veio
sorprender o povo iiilez: o almirante Seymour,
commandante das forras navaea britannicas nos ma-
res da China, bombardenu Canlao.
Parrr que um laclo deste genero nao poderia ler
lugar seno em ronsequenci.i de prejuizos de maior
importancia. Todava o caso nao he inleiramenie
assim, e o pretexto deste acto de urna severidade
extracrdinria, parece a primeira vista dos mais
fuleis.
Eis-aqoi, pois, como os Tactos se passaram.
As autoridades do CantAo mandaram prender os
hnmens que compunbam a tripolarao de urna lorcha
com o pretexto de queellesse entregavan ao con-
trabando.
Esles homens eram Chiuezes, mis o cnsul en-
tt-ndeu que a lorcha perlencia ao governo hntanui-
co, que ella Irada um empregado deste governo, e
qoe os'Chinezes que a guarnecan) estavam igual-
mente ao serviro do dilo governo, e que finalmente
o navio tiitlia a bandeira inglezaque devia proviso-
riamente pd-lo ao abrigo da li-calisarao por parle das
autoridades chiuezas.
O cnsul apresenlou-se enlSo na dicta lorcha e
proleslou contra a captura da tripolacsio, porm pa-
rece que fura insultado pelos soldados do go-
verno.
O cnsul dirigio-se enlao ao govemador ; mas
aqu e por qualquer modo que se interprete a ori-
gem da quesillo, v-se que os Chioezes andarn)
mullo mal. Em ve do raciocinio ^npregaram as
injurias, de modoqueo cnsul leve de entregar o
nosocio as mos do almirante commaudanle.
Este deu provasd- prudencia e moderacAo, procu-
rou obler urna satisfaerjo amigavei da govemador,
mas n3o a pode conseguir. O govemador chegou at
a recusar-se a receber os enviados do almirante, o
qoe dea causa a que este comecasse por se apoderar
dos fortes que d. minavam o rio do CantAo. De-
pms como este pr.meiro passo nslo liona produzido
algum resultado, nvaoiloa batel a muralha da cida-
de onde abri um brecha, e apoderou-se momen-
taneamenle do palacio dn govemador.
Finalmente mandou nielier a pique vime e tres
juncos jnsvios asiticos de guerra rhiuezes. Es
aqui como as causas cslavain si data das ultimas
milicias.
lo de C'.anlAo um certo nnmero de feilnrias europeas
e americenas, mas parece que foram respeitadas pe-
las bombas da esquadra doalmiraute ingles, foram
depois guardadas por tropas inglesas, as quaes se
juntaran! torcas francezas e americanas.
D'um oulro lado a questao com a Persia, continua
no mesmo estado.
O enviado persa deixou Cnnslanliiiopla em se po-
der entender com lord Straford de HedclilTe, o que
nAo admira, e deve ler ehegado actualmente a
Paris.
Diz-se que ir depois a Londres, para ver se re-
cebe rnelhor mercado do governo do que do seu em-
baixador.
Na verdade que lem razio, porque he rnelhor re-
correr a Dos qoe mis santos.
Mas deve e-lar certo de que se a Inglateya nio
linha projectos sobre certas possessnes do golpno pr-
sico, nada seria lAo fcil como arranjar este nego-
cio.
O Shan da Persia propem deixar llerat com a
rundir.1 1 de que a loglalerra fara afastar Dost Mo-
hamed.
A Inglalerra inquieta-se Uto pouco com Herat co-
mo com Dosl-Moliamed, pois sabe mui bem que na-
da lem a temer deste lado pelas suas possessoes das
Indias.
O que ella ambiciona sao certos pontos do golpho
onde possa eslabeleeer-se forlemenle para
Para .1 Molanla, em 185649 pinas ; em 1S33
I nAo houvc exportoslo.
Para Fraura, em 183622 pipas ; em 1833
27 ; dul- r. 11 ,1 para menos 3 pipas.
Alera deslds iiares exporloa-se no ,11111o ullimo
para llespanha a insignificante quatinladede ama
pipa e um qoarlilho ; e em 183313 almudes e 3
caadas.
Para o re
, que poda agitar sobre a Beasarahia ; que se reu
I nissem .Mnenle para sa pronunciar sobre as difli-
; culdades a que doran lugar sis operacoes dos dele-
gados enearreuados de lisar osla fronleira conforme
I o artigo -A) do tratad,, de Pars ; qoe toase vedado
sis conferencias oceupar-se da oulra cousa -en da
i execucAo do dito artigo, e emlmi que a onferenc
nAo durasse mais de duus das, e em lodo o casa
nunra alm de tres das.
Muilo antes da abertura das conferencias, lodo.
os plenipotenciarios receheram inslrurceii. virase/
das demoras forradas, as coosas caminharam de
uina maneira mu regalar e sem noves incidentes ;
1110 e possessnes, a exporlsic,ao em 1836
foi de 636 pipas ; e em IS33 de 316 dulerenca pa-
ra mais 340 pipas.
llnni.m s; as, ___ i duraiile a< ullunas del.ires, a prudencia e o esoi-
llontem s di, *, jornal, reun.o-s. a a,- | rilo de consulta das grande, plenes, nao ceV
semblea geral da companlne l.lilidade Publica, pa- : de obrar para approximar as diver-as upiume., e
ra resolver acerca da amoilsarAo das acedes. A as-' co,",""r cousas a mais prosima solucao poaaiv'el :
sembla decidi que aos acc.oi.islas que" prererirem UL"!rSeq,ue, b,fla'iam "^umas ses-.. para levar
as arres d'imiiriia.-,. ..r.a. .1 11 j a elleilo o trabatho das conferencias, c qoe eslaa .es-
as acones d dmorl,saC.,o gradual, .a Ibes coucedesse fes abenas ince.ntemenle nAo .. mullipl.cari.m
o prazo de l.i dias plra trocarem as suas sirres ac- j indefinidamente para dar obra do congresao cou-
tuaes por oulras que serAq sorteadas para lodosos >l5rS*o definitiva, e a Plena e inleiraeseeucAo.
anuos d orna s vez.
0 commercianle desla praca, diz anda o Com-
0 *.ssim, o aun., de 1836 po le charoar-se o anuo
da paz; vio assignar se em Paris um tratado qos
rasga o testamento de Pedro I, a no sea ullimo da
meriio, \o Sr. Thomaz (1. Sandman, d hoje um vio "' representantes das corts signatarios do Ira-
janlar, em obsequio a Mr. Benjamn d Oliveira, di- ,a.d1?!"i;S '"/"""-se em conferencia no palacio
tinelo membro do parlamento ingles, onde lem ad-
persico
a epocha onde o caminho de ferro do Euphrales'e o quiridojus a gralidao portoaueza, pugnando acti-
eTesiraX-ttnlr "" 'mp0"",e,i "7" P"-.ducCao dos direitos do vinho. ||.
As relai.es diplomalic.s interrompidas parcial- pa" '"">" 1"e con'n'"cio porluense, a-
mente entre a Inglalerra e os Estados Unidos desde Pr"veile eusejo para dar por meio de manifesla-
a partida de Mr. Crampton de Washington vslo ser
restabelecidas no mesmo pe em que de antes esta-
vam.
I.urd Napier vae aos Estados I nidos para all re-
presentar S. II. Britnica.
Quando se v que mais de melade das difculda-
des inlernacionaes ssio suscitadas pelas exigencias 011
susceptibilidades dos emhaixadures e ministros es-
trangeiros e que estes sAo geralmenle mcapazes de
applainar as difticuldades que nAo provem ilelles
mesmo., be de laraenlar que se ligue lana impor-
tancia, a ser representado junto dos governos estran-
geiros.
I.ogo Napier he conhecido 110 mundo diplomtico,
tem representado soceessivamente a Inglaterra em S.
Pelersburgo.em Vienna, em Couslanliiiopla, e n'ou-
Iras cidades do continente ; mas preleude-se que
juntamente por causa disto, nao era o homem com-
petente para ser enviado si repblica americana.
Mas a diplomacia he urna graode e admiravel
cousa, a prova he o segainle Tacto : dous individuos
qoe se (inham empeuhado loueamenle em urna ques-
IAo, consideran) reciprocamente um ponto de honra
nao recatar, ntm um nem oulro adiar um meio di-
plomtico de cortar a quest.to e de aproximar os ad-
versarios sem que nenhum modifique a altilude que
primeiro tomn.
Isto parece-vos diflicil porque nAo coiiheceis os
homens de Estado, encarregados de regular os de-
veres internacinnaes das diversas potencias ; mas
para um diplmala, isto nAo he sen3o um jogo.
.1 tiarao.l
NOTICIAS VINllATElRAS.
Porto, 10 de Janeiro.
A exporlarao de un los pela barra do Porto,
diz, o Cimimercio, durante o auno que acaba de Ra-
dar aprsenla um resultado satisfactorio para o prin-
cipal ramo do nosso rommercio : ella exceden im
Ha divergencia de opinslo em Inglalerra a res- alguns militares de pinas a das Sjfus annos anlerin-
ntjrda at.i.ode tomada pelo aliaj^ile Seymour res, 6 representa om capital do" ais de 6,200 con-
approvam-a sem reserva
diaste do CantAo. jus
e pretenden, que as autoridades "chineVas* tom".'ido i "" d" "'"' P'S (,UC S'U(, e &2i P'Di"' calcu-
desde o principio a culpa. lando cada urna, prejo medio, a ?5O5OOO reis, o que
otros pensam. pelo contrario, que a causa da nao he exagerado, temos um valor superior a som-
f,i'ldo........176:3135.333
l^aixsiespecial docalramenlo das ras desla idade
Saldo em 31 de Janeiro
P-findo.....3:89.35134
Receila de I a l do con. 1035000
Despcza idem
Saldo.
4:090$134
3:3009000
1:3909134
qoestao he ludignade urna giande uarAo como a In-
glaterra ; que nflo esl. provado que a lorcha tosse
propriedade britannira ; que, em lodo o caso.a cap-
tura da equipagem chiueza nAo valia a pena de pro-
vocar um conflicto Mu borroroso.com o governo chi-
near.
O Times he da opiulto dos primeiros, e enlende
que o almirsiule deve apoderar-se do CantAo e oc-
cupa-lo comose fezem Ilong-Koug. Nao se pode
nem jaira se possa saber .xaclameute a vardade a
respeito da posicAo da lorcha em questao, porem a-
inda que os mglezes lenham tido milita razAo, he de
lamentar que|sr provoque urna guerra por orna cou-
sa de ama mediocre importancia. He demasiada
prelencAo querer fazer respeilar em lodos os pontos
do globo o pavilhao inglez, porqoanto hapovos se-
mi-barbaros como os da China que jamis compre-
henderAo perfeilamei.te o direito internacional,mes-
mo quaudo eja apoiada pela arlilharia.
De resto o verdadeiro motivo desla nova aggreesao
da Inglaterra contra a China, deprehende se d'uma
maneira mullo clara da polmica que se levanlou es-
tes ltimos das.
A pretenrao do. iogletei era poder entrar no Can-
lao como entrara em Shanghai e n'oulras localida-
des chiuezas. Se esiAo ou nao 110 seo direito nao
sei ; he certo porm que as autoridades os lem re-
pellido ale agora.
Em 1847, a instmeias do represntame britnico
linlia-se dihberado qoe esle direito de entrada seria
definitivamente concedido ao cabo de dous annos.is-
10 he. era 1849. Mas tendo sido randado o govema-
dor durante o inlervnllo, o novo (o que esta' actual-
mente'recusou a eolrad. aos inglezes, incitando .
anlipainia da populado chiueza contra os estrangei-
ros europeos.
Pensa-se geralmenle boje qoe a lorcha nao foi.
mais do que um preteilo, mas que a verdadeira cau-
a da atilinte h istil das dolorida les iuglezas no Can-
lao foi a recusa da entrada nesla cidade, edeseio de
obler esla vanlagem.
Mas se esle direito for alinal concedido sera' paso
mui caro. Cantao he una das tres cidades em que
se faz maior eommereio de cha, pois que tem ehega-
do a exportar-se mais de viole milboes de libras por
anno. Se o eommereio deste genero fosse prohibido
de-te lado, a Inglaterra sollreria de urna maneira no- !
tavel na mu- popular das suas necessidades. Ha per- '
placou-se sea frenesm.
Era essa a forinidavel
soher
na, o ohjeclo de sua
indignacAo concentrada, o terror de suas noite
ponto de mira de seu puiibal "? And
'estefanull'naii
condeca Calharina ; dianle de Natalia senlio-se desa-
nimado. Recuou si sua vista como um menino as- i.
lado.
Ness mnvimento abrm-sc-lbe o csiflan, e eihlo-
,lhe o pulliaI da 111.10.
Desgrarido murmurou a grsia duque/,, H
qual a piedade sorredeii ao susto,dr gracasaDtude
que eo nslo seja a imperatnz !
Ella conlemplou-o com om ar de dnvida e dedrs-
1 niii in,;a. A e-se eoospirader temerario pareca
impossivel que o eco podesse reenjar-lhe Citharina,
senAo por'nina fra (ombaria.
A grai;a soheraui de Natalia, seu olhar rhe'io de
innid ule, exquisita benevolencia de suas palavras,
lodo einfim, tranquillisou esse corarao al enlao de-
vorado por um s desejo, o de eiicoulrar-se com sua
mais cruel inimiga. Elle sibaixou-se, e apauhou o
punhal com ar confoso.
Natalia eoniemplo'i-o al;;uns notantes.
Nunca talvez linha visto um I >po mais exacto da .
formusura arega, lanas vezes ideada pelos esealp- e'ella com nina srara ineavel ; o que eu pu le
lores ; Andr paasnie as ludias nsil.res e admiraveis, entrever de sua miseria he horrivei. Nao couhec o
deixar o eeu
uto protectora si miiili.i miseria"! NAo tenho o di-
reito de pergunlar llie quem he ; ma de hoje mi
di,na eu Ihe perlenro, falle '. Vio a Calharina at
enlao inexoravel EnlAo declarou-llie a dor e o ju-
ramento iiillexivcl. por que estou ligado. Ah con-
le-rae como p le baler a esse eorscjlo de acii ; d-
ga-me como ouvindo-o Calharina julgou ouvir a
voz de Dos !
Parou eommovido ao mesmo lempo de admiraran
o de respeilo, para com essa raullier mora e bella,
i'-rii'ii:i!i,!<,-M: com avidez os menores gestos, e
suspenso de seus labios. Como se compadecer ella
Uo pr.iiiipidmeule desla desgraca'.' romo se alre-
">' a fallar a nnpcralriz ? Qual era fea mine, MI
posiclot era Calharina que lli'a euviava '.' Conlem-
plando-a nuvaineiile, Andr Slelanoff Mo poule
deixar de crer em urna inlervenc.ao quasi di-
-imo elle inslava anda para que responde*, ella
e-leiideu-llie a mo cora um ar lao nobre e cheio de
conlianca, qoe Andr ajoelhnu-senara imprimir-lhe
um lieiju.
Sei que o senhor he mili disnn de lastima, dis-
me susleve, e deo sminbas palavras orna consagra-
<;Ao austera e sania. Sim, venho aqu mais alegre
do que urna mullier a quem a sorle houvesse dado
um reino, venho dizer-lhe : Tenha espertaos a ira-
peralriz promelteo...
Promelleu murmnrou Andr coro amargo
srrriso, promelleu Ah senhora, nao abe o que
Ito as promessas de Calharina !
Natalia calou-se como se um relmpago houvesse
Iluminado sbitamente toda a sua alma, i'm estre-
mecmenlo passon-lhe pelo corarao e pelos labios.
Amigamente a palavra realera urna cousa san-
ia e grande, tornou Andr com tristeza ; desde Eli-
sabelh a Clemente lodos sabtm quanto ella val.
Eu vigiarei para que a imperatriz cumpra a
qee deu-me. disse Natalia.
Enfilo a senhora eslsi junto della '.' perguntou
An,ir,, tmidamente.
Junto della, nao, com ella, respondeu Natalia,
olhando para o mancebo com uina expressao de fran-
queza.
Tem-lbe odio '.'
Nslo, ella he qoe me odia.
Andr aproximou-se da grAa duqaeza por um mo-
vimeiilo involuntario, e pergiinlou-llie esquecenlo-
se de sua pro,-ra dor :
Atrnhori he infeliz Falle, falle, que posso
fazer em seu favor ?
O semblante de Natalia recobrou urna screnidade
oprenle. Ella arrependia-se dessa volla forrada
sobre si mesma ; era emliin a um homem eslraiihn
que acabava de fazer nina confidencia. Mas nesse
mancebo nesperadamenle lancado ao sen encontr
bavia urna forc;a maguelica. Suas l'eirOes respiravam
a audacia, a paixsio, a coragem. O que ella lera de
sna lameulavel historia enchera He perturboslo sua
alma casta e pacifica; demais ellejogava um jogo
lernvel, inaudito. No fundo do corarao Calharina
ndi.iva-o ; mas que Ihe lizera seu pai ? Eslranha as
intrigas da corta, ulteila al enlao cora a inimi-
dade de Paulo, pergantando ao mesmo lempo a si
mesma se possuia verdaderamente a chave de seus
----------- vencer essa re^islenria p rerormn
pen.amenlos mais secretos, a grfli duqueza nunca um ardil de cortezsia. lina mul em
Calharina Mas o que bem vejo que a senhora ig-
nora, o que aqoelle escriplo (rajado por mim para
a imperalriz nslo pode dizer-lhe, o que a senhora
pergunla-me com c seu olhsr, o que tem n direito de
saber, he seu crime (Gregorio M-ran,.:l, meu pai,
he criminoso por ler emndo a Calharina ; ella puni
em meo pai o seu valido.
Andr licou paludo depois deslas palavras ; esla
conlissao era arrancada de seu coracAo com um'. lula
violenta contra o seu erguido. De todos os nllraae,
eilos ao conde (JregorioSlefanofl. esse Ide parecer
sempre o mais croel e lerrivel. Elle comprimi um
suspiro, e tornou com voz allerada pela dor e pela
vergonha :
Foi essa a nica macula de nosa casa. Na ida-
de da vinle annos mu pai casara com urna sobrinha
do marquez de Manalva em Portugal ; ella falleceu
daiidu-me a' luz fui enviado pan Lisboa. O molf-
mi indicada. No anuo de 1831 linha sido a expor-
lacAo de 39,232 pipas e 11 o da 18.3.3 de 31,386.
" Como j;i lizercos o anno passado, vamos fazer
urna re.enba comparada enlre os dous ultimo, an-
uos de 1833 e 1836, sobre a ditfererir.a respectiva
qne houvc na exporlarAopara as difierentes nac.6ei,
na qiianlidade qoe cada urna das casas coramerciaes
exporlou nos dons anuos. Parece-nos que este (ra-
balho nAo deixar de ollerecer algum interesse.
A eiporlaco comparada do vinho para diver-
sas naces nos anuos de 1833, e 1836 da' os resulla-
dos segointes:
Para a tiran-Rrelanha no anuo de 1856 expor-
taram-se 29,216 pipas, e no de 1833, 26,7.33, ha-
vendo nm augmento a favor do anuo lindo de 2,1 I
pipas
Para o Brasil foi a exporlaro em 1836 de 6,611
pipa., eem 183.3 linha sido de 8,644, havendo no
anno lindo um augmento de 2,967 pipas.
Pan o. Estados-Unidos, em 18361,813 pi-
pas ; em 1833681 ditIereoc,a para mais a favor
do anno lindo 1,139 pipa..
Para ilamnurgo, em 1836891 pipas ; em 1833
1076 ; difiereura para menos 183 pipas.
o Para o Canad, cm 1836-391 pipas ; em 1833
60.3 ; d: 11 eren n para menos 11 pipas.
Para a Suecia, em 1636586 pipas ; em 1856
288 ; djfferencs para mais 298 pipas.
a Para a Rusta, em 1836430 pipas: em 1833
nao hoove exportarlo.
o Para a Dinamarca, em 1836350 pipas ; em
1855433 pipas ; dillereni.a para menos 85 pipas.
Para Terra Nova, em 1836181 pipas ; em
1835189 ; difierenra para menos 8 pipas.
Para a Australia, em 1856112 pipas ; em
1833 nao houve eiporlarAo.
Para Urernen, em 1X3672 pipas ; em 1833
103 : lillfrenca para menos 31 pipas.
roes obsequiosas, om lestemunho claro da muila con-
sideradlo era que teem um Cavalleiro, que por lAo
valiosos ttulos a meree.
4:0}tlESl><.\UE\CIAS DO DIARIO HE
PERNAalBDCO.
PARS.
6 de Janeiro de 1857.
Kevsla polticaA questAo do oriente.
O tratado de Paris ha tido resultado! orticos cu-
lo alcance, a opiuiao ja pode apreciar : por lim as
dpprehen.oc, que a questao do oriente tornada a
principal preoccopacao da Europa, fazia pesar desde
multo lempo sobre os gabinetes ; poz lim as inouie-
taroes que natde a paz de Andrinopales os homens
repolavarn tolos os dias mais graves, sem ochar
muios de por-lhes lerm... A neulrali.acAo do mar
Negro, af.istando o perio, pcrmitle boje espetar
com smeeridade o complemento dos destinos do nn-
peno 01 lom,,n,., assislir eem preoceuparAo aos eslor-
cos que Ui. para se regenerar, e Irabalhar para ba-
tiilnai os povos rhrislsliu seus subditos a succeder-
Ihe, se nao sabe sublrahir-se si lelhaigia, para vi-
ver a vida laboriosa e ulil das uares modernas. 8e-
solveu a forraidavel questao, lias-ida ha qualro se-
culos, islo he no dia em que Mahomel II impel-
lio o cavallo sobre o pavimento de Santa So-
plis.
Os plenipolenciariarios, ao eparar-se depois da
tr restablecido a paz curopea.abaiidonarara a una
diseoario ulterior, os promeuores de tres questes
considerados como principios : I- a livre naveg.eAo
do Danubio, -J- a deli-nilarilu das nossas frouteiras
enlre as provincias danubianas e a Roasia.3" a or-
sanisacao dos principados ; mas quando sahiramdas
discussoes de Uireilo poltica internacional para o
lenetio dos faclos, arharam que a segn ia quetUo
apreaenlava certas dilliculdaues malefiaes, em que a
primeira qneslAo se achava implicsida ; urna e ou-
lra Iicaram provisoriamente sem soluccAo ; e como
por isso mesmo o novo territorio prmellido aos
principados ele Ihes podesse ser entregue, a Austria
vio no complexo dettes fados um motivo
menos plausivel para dilTerir a evacuado deslas pro-
vincias cuja oranisacao se acboo retardada.
As dilliculdades mnimas e
do ministerio do. negocios eslrangeirus para a* en-
tender sobre os meios de piir lim as difliruldades
agitadas pelo artigo 20 do tratado de 30 d- marco ;
a primeira sessao, presidida pelo conde de Walewtki,
durou cinco horas. Hoje, seis de Janeiro, as daat
horas da larde, hoave urna segunda ses.An. Ate o
presente nada tem transpirado dos trabalhos dos
I plenipotenciarios.
I He urna honra para a Fraura ler por sua inicia-
Uva trazado as potencias ao terreno da ronsiliacAo,
ler evitado graves compliearoes, ler impedida qoe
a paz apenas assignada fosse arrefecida se nao per-
(urbada, por antagonismos desagradareis, e que as
relac/ies, felizmente restabelecidas na Europa nao se
arredassem por mutua- recnminares.
Dslo como cerlo que immediatamente depo-s das
conferencias, a esquadra ingleta deixara' o mar
Negro, e as tropas austracas os principados. Cord
Palinerslon se lem mostrado ne.tes ltimos lempos
muilo mais Iralavel sobre todas as questes. Re-
ce evidentemente as explicaces, qoe deve dar na
oceasiAo da abertura do parlamento em Londres.
Urna quesiao deve licar anda pendente : a ques-
tao da reorganisarAo dos principados danubiano,
que lem permauecido at aqu sem solarle pos-
sivel.
A commissao das potencia, europeas foi obrigada
a inlerromper as suas operaefes. Os divn, encar-
reg idos de exprimir os votos das popolaroes Moldo-
\ alaeas, nao podem ser convocadas, emqoaolo as
tropas eslrangeirsis oceuparem os principado*. As-
sim, nao ha sido permitlido reuni-las at este me-
mento, mas a que.t,io das frooleira. urna vea rega-
lada, e eilecluan Jo a. tropa, eslarugeiras a respte-
tiva retirada, os divaus poderAo ser inmediatamen-
te reunidos.
As.im ,|Uo oa votos da na^Ao forem ronhscidos, a
commissao europea pela sua parte terminara' o sea
Irabdlho ; depois a conferencia se reunir' pela ul-
liraa vezem Paris como reza a tratado. Tomara'
conhecimento do. diflereute. votos proferidos pelos
divn., assim como do rclslorioda commissao eura-
pc.i, que servir' de base ao justo definitivo desla
imprtame quesillo. Assim, podemo-nos lison-
gcar lioje que esta ullim 1 phaae das negociares que
-oiiservou a Europa, alenla depois docongreeao de
Pars, ja nao encontrara' graves obMacnlo., e qae a
nova orgaiiisarsio que os principados reclaman se
ellectunra na primavera. II muilaa esneranras
de que a reuniA dos dous principados resoltara'dos
votos da popularOes consultada. pensamos qae
um reino de Moldo-V.lacbia. que potsoisse em sua
origem urna populaco de mais de qualro milhoes
de habitantes, espalhada em reg .les de urna lerti-
- 0- .dp.Ch. q
noca no Danubio : fazla-se observar que a llus.ia
poda dest arle equipar uina flolilha sobre as nroprias
aguas do Danubio, o que tora contrario nslo so' ao
espirito como lellm do tratado de Pars : 2- a ilba
das Serpentea perlencia a Russia antes da guerra, e
:0111o o tratado nAo fazia raensao della, a Russia ore-
I I 1 n.< 1 ra knl ^_____! ... a...
m .rnenlo assigoado pela providencia marrar um
grande progresso na civilisaro da Earopa, e a Al-
lemauha Orara' dahi grandes vantagens.
Sorprende quanto as desronfiancas alintaos acer-
ca da Franca sAo persistentes anda hoje, predi.se-
ram a inulihdade das novas, conferencias para as-
tendia estabele-cer ah um parle miTiTa'r.'eMas Inslel '^SSl.'Sll^S! "" V,"' P,e,iri 1
, I so deviam .ervir para revelar as madanras oceorri-
I ..: na ..O ... ____ *
uilicanle, mas como a liba das Serpeles he ssluaa
na propriaemboccadnrado Danubio, eiicontravain-
se graves iuronvenienlcs a que a Russia couservasse
esle ponto de obsertaeike ; 3- a Turqua por consi-
lerarues polilicase eslralegicas desejava que o Delta
do Danubio cedido pela Russia fosse direetainenle
resliioidoa Poita e nslo aos principados danobia-
A Russia, eonsullada pela Franca, decidi qoe se
submcllia si deriajo da maiora dos votos dos pleni-
potenciarios reunidos. As confeiencias foram deci-
didas para o lim de dezembro, e se pnzeram de ac-
rordo sobre os pontos doililigio: a eessAo de llol-
sr.id ii Moldavia, a propriedade da ilha das Serpen-
tes e do Della do Danubio conferida i Turqua, e
para a Pmssia como rumpcnsac,Ao ollicial da eessAo
da ilha das Serpenles, a propriedade de om terri-
torio de 110 imlhas qoadradas na Bessarabia.
Desla maneira a -ua frouleira avancaril do pri-
meiro ao segundo Yapock, 0 que Ihe permilliria
estabelecer ah o centro adniini.lralivo de sua po-
pulaco bulgare. Portante lic.ri.i desla sorte salis-
feta. mas ao mesmo lempo perdera todo o ponto
de contado com o Danubio, e a questao da livre
navegacAo deste rio seria plenamente resolvida. A
honra deste compromisso be allribuida ao imperador
NapoleAo, que leve a primeira idea, e que conse-
guir faze-laaceilar.
.Mr. James rVileoB, secretario da lliesouraria e
amigo de lord Palinersloii, vinilo si Pars para lixar
dehnilivamenle as condiees sob as quaes as con-
ferencias deviam ser aberlas, os objectos de qoe se
deveriam oeeupar exclu.ivaiiienle e a sua detracta,
concluir que a maiora se pronunoiasse coiilra* as
prelences da Russia se o que diz respailo a ilha das
Serpeles; a poste de Bolgrad a as outras preleuce.
cara sobre o meslre do joven principe. O homem a-
mearadu calou-se, mas vingou-se pijucu depois.
I na nianhA.i meu pai achou dobrada a coarda do
palacio, tinliam.se enllocado sentinells a' porla de
eu aposento, percorriam-se seus papis como os de
uro criminoso Accus.nlo de alia trairAo, elle vo-s.
logo degradado no mesmo paleo do palacio e esbo-
Meado pelo algoz. Assim vingava-se Calharina, co-
jo coraran nada pd le enlernecer. nem me-mo a tor-
ea Je suas lembranras Ao Dr. Almann que foi o
nico em enlerceder pelo conde, ella respondeu s-
menle estas palavras : O.loll ehega amanhaa '. E a
mAo de Dos nAo pesou sobre essa mulher o raio
nao ve.o tocar a laxa real a divina padroeira do
Kremlin deixou-a viver I Miseravel deixou esbo-
relear puhlicamenle o homem que a salvara do fu-
ror de um povo ii.leiro, confia la smenle na falsa
denuncia de alguns vis eonselheiroa .' Ol
vo de m4.be separ-cAo teri sido um mysterio para j qu nha en f.ilol.'ceoTlT^ *JSS5
m.m por toda a vida. senAo tora urna carta do Dr. do anj do Senhor. em que mos repousav
Almann, qae declarou-me ha pouco a verdade. Ca-
lharina passando um da revista ao regiment de Is-
maeloll nlou om joven ollicial, cjo exterior agra-
doo-lbe. Urna tristeza nobre e branda lornava-lhe
as teiciie- anda mais bellas ; era modesto e corajoso.
Algom lempo depois revo|(aram-se os qualro re-
menlos das guardas. Inmaudo pira seo rhefe oprin-
cipe Ivan. I'm dta houve um levantamento geral
nos quarleis. Abandonada de urna parle de sua no-
- tu que
vejo desde enlao lodas as noites em meus sonlios
Andr nao dallara pa-sar estas ultimas palavra,
senao alravez de lagrimas de colera ; pareca vencido,
esgelado, porm coiitinuou :
'Jualquer ontro que nao o conde teria adiado
a morte no meio dessa. airles ignominias. Yer ar-
rancarem se-lhe de uina em uina as condeeoracoei
adquiridas era melhores lempos, receber o InsellO
nesse mesmo palacio, em qoe commaudara como se-
i^.,. ,, ------------ -------- "..->""'i'oiat-m, cm iiue ton 111. uara cmase-
i:"'" "r *!" s"< J' Pedro III, nhor, depois para coroa lanos ultrages, ap"sen-
quando meu pal yendo-a de uniforme exposta a pe- I lar a face ao algoz. nao era bstanle, senho?1 nara
r.^ U ; h '" *' C"" "r.J* "* mi0 ""- 8"l"""-lhe as torra. Ma, elle era ai embra^a-
pedio-a ila eahir viva ne poder delles, cobrindo-a -
com cu capole, e reconluzndo-a ao palacio do
almi-anlado por nina avenida secreta. Calharina pa-
goue-l" servir) prnpondn-llie logo um dos negocios
qur propozeia a (amos oulros, a compra de sua ver-
goiha! CooBavn na taidade de Gregario Stefanoll;
mas nem o de.liimbramcnti dessa riqueza rpida,
lm a paixAo violenta da imperalriz podiam faier
sna men pai consenlisse em -na deshonra. Calha-
rina resnlveu
que ala o eralho das estatuas antigs ; sua phvsio-
nuna era altiva e desdenhosa. I'm pudor sanio e
Vide Diario o. 36.
conde, seu pal, ignoro qual tenlia sido seo crime aos
olhos de sua soberana. Todava, senhor, nio he-
siiei em fallar a imperalriz em seu favor. A colera
de Calharina linha-rae assosiado a principio ; Dos
tora iniciada por Calharina ne-sas historia* mysle-
riosas, que eram anda um enigma para os leas pro
prios familiares ; nSO conhecia nesse reinado I, rrivrl
e surdo sondo as bellas festas de Peterhofl ou as r.-
mediasimperiiies da Ermida. A' vista de Andr ela
eompreliendeu logo que ia ouvir urna revelacAo es-
pantosa. Desde alguns segundos o mancebo pancia
absorlo em profunda inedilarao ; asaemalhava-ie a
uina estatua de marmore ruin os olhos litus nn disio.
Sua belleza real desappareeera, calendo o ligara
urna expressAo sombra e fatal. Todav a foi 1 pri-
meiro que rompen o silencio, e encarando a Jalaba
com firmeza, disse-lde:
Senhora, eu disse-lhe neste momeutojue nao
creio mis promessas de Calharina ; julene o iela nar-
ras.lo qoe devo sio seu interesse por um de-aresado.
O homem, roja sraca imploro, hr o cond'iiregorio
Stefaut'fl, e e-se homem he meu pai >ej algoz he
viva 110 poder delles, cobrindo-a 1 se do Bit, o nico ente destinado talvez a
noticia de sua vergonha '. (Juanlas vezes eo o son-
be depeh), seus pensamentos diiairam-se pira a Ier-
ra em que eu chorava Com elleilo eu era mais
peusalivo do que as pessoas de miulia idade, presen-
ta ja urna vida chei de perlurbares e de tempesta-
des. Qal espanto, que dor nAo Uve ao receber a no
licia da morte de meu pai '. Bolso eslava eu lome
de snspeilar que Almena oecullava-me si verdade
O conde tora meludo em urna das fortalezas do rei-
no; masodoulor ignorava nal era, lio fielmente
goardava-se o aegredo de Caltiarina. Por laso elle
prcleno farer-me crer na morte do umeo protector
que en linha no mundo.Chcganduaqu, apenas pude
crer na miuha desgrara ; os cunados generosos de
Almann liuliam me conservado
ininha riqueza. Meu espanto fui grande
.. um dessps cama-
ruis de Peterhofl, dedica 6. mais ao'crime do une
ao prazer, o vapor embriagador de nm vinho pie-
parado privoo logo o ende de sua razAo. Calharina
Iriumph.iva, porque o conde esquecea-se de ludo !
nessa orgia infernal. No da segrate quando acor-
doo, comerava o seu reinad" ; todos diziam-lhe qoe '
inda, mas debsiixo da sombra abobada de urna pri-
sti, e essa prisAo lem zumbado al agora de minhas
pesquizas. A leilura de seraelhante bilhele pro-
duzo em mim o elle lo de um raio ; Almann ah d-
/ia-me indo Rolo o veo qoe conria a vida de meu
pai, cah no mais sombro abatraetitn. A idea de
poder dirgir-me a Calharina ahiazava-me .1 sangue
e enebia-mede furor; mas como v la sera que esli-
vesse rodeada, sem que o braco de um assassinn se
interpo7osse enlre a imperalriz e minha vinganea .
Ai festas de Paschoa deram-rae emlim urna occasilo.
Resolvido a tentar luto para saber le Calharina, o
que Bxera de meu pai, vim aqui com 1 colera no co-
rarao e nos labios, pedir a Dos 011 10 inferno que
me entregaste Calharina Someete o cn respondeu-
me. Em vez do demonio, elle envis,-me um taje
em vez de Calharina, urna mulher que digna-sc de
compadecer-se do minha desgraca Ah sejam
quaes forem os estorrus do destino contra mim, crea
queja mais se apagara de minba memoria orna ima-
geic Isto atreetuosa como a sua, crea que aceilaria
hoje mesmo urna lula anda mais teirvel com a tor-
Inna, com lauto que depoi, de ler-rr,e abandonado
ella a suslentasse, com lano que a senhora nao fosse
nesla corle perseguida ou infeliz !
Fallando assim, Andr deixara cahir nma.lacrima
sobre as maos fn.s da graa-duqueza ; elle mlerro-
Mva pallidez de se bello .emhUnle. Commo
vida e transportada,Ndlalia conlemplp.va-oa seu tur-
no em um silencio enternecido. Confidente .:esse
drania lgubre, senta logo para com seu heme urna
svmpahia marav.ihosa. O silencio do logar em
que arlHva-se. a dnr lio apaixonada de Andr, ludo
ate ess, paridade de infortunio que cipe>imeiilava
pareca uni-lsi 00 mancebo. NAo senlia ella o mes-
mo iidin ao ouvir o nome de Callianna".' Nao suspei-
tava em >oa soberana sua mortal inimiga.' Mil I
ideas extraordinarias perlurhav-m-lhe o cerebro :.
ella lena queridu a lodo o cu,lu tornar Andr aaa i
tranquillo.
das as rela(des reciprocas das potencia.. Agaar-
dam tambera ver a qm-lo dos piincipados lornar-
se um pomo de discordia, e embargar alada por
raulo lempo a solurjo definitiva da qaesia d..
Oriente. Lm lugar de reconhecer o imimaw ser-
vico prestado a' Allemania pela guerra qoe a ar-
rancava a urna vassalagem humilladora parertm
odiar as potencias occidenlaes por lerem quebrado
os laros que Ihe tiravam toda a liberdada, e se cm-
prazem na perspectiva de complicaces nova., qoe
lornarslo a por era duvida o que a par de Paris re-
solveu com lamanlia felicidade. Com effello, .,
congresso poz lim' guerra em qae devia fatal-
mente arrastar a Europa, pois que nao teria sido
possivel que 1 Allemanha per.islisse um anno mais
na siluarao I,I-a que liuha adoptado, e Dos sabe
quaes teiiam lijo as coosequenciasde orna gnerrs
geral. Assim, nAo eram ss potencias helligeranles
que deviam aheuroar a paz, mas aquellas cuja Iraa-
quilliddde eslava amearada, e qoe leriam sido fa-
talmente arrasladas aos campos de balalka.
Na Austria a publicarao do. estatuios provineiaes
toi anaonciada pur varia, vezes, sem qoe com todo
naja n i,, lugar ; o impeador quer que seja feila no
correute anno prximo. Ha poocas semanas alga-
mas conferencia, tem tido logar a esle rospeilo no
ministerio do iuteiior. e oceupam-ae especialmente
com proposices vindas de diversos Estados da im-
perio para por em aclividade as representar.,es pro-
viuciaes. He certo desde o presante que as ideas,
que dominavan era IS52 sobre as altribmroes das
assemblcas provineiaes, se hAo modificado mailo,
que he devilo especialmenle as repre-ennrOes tol-
la pelos nobres e ricos propnelanos. Ja se nao
peusa que estar assemblas oossam ser simples con-
selhos dos governadores, julga-se que sobre caria-.
A urna vctima de Calharina. Andre, vose lem
dianle de si a ora da imperatrii I
A grsla duqueza 1 murmurou o mancebo pas-
mado. m
linha o segundo lugar no imperio. Feila
de humilharAo pela imperalriz, o desgrarad > ficoa
quasi doudo. O Dr. Almann, sen amigo, e'ra o ni-
co que o visiiava ; o lerror que Calharina nspiravs
ao sea valido exlioguira emlim n, lie I,, I.......,,,
ment de revolla. O exemplo de Wisolskv sacrifica-
do e despedido com prsenle, que duplicavam-lhe o
peso da vergonha, nao deixava-lhe
Ib,
essa obra | quando elle diste-me que en nao devia (ornar mus
a Petersbiirgn. Aconselhea-die lambem ama vida
Irisl e retirada. Somante um amigo que en (rome-
ra de Lisboa romparlilhou de minba solidan, e in-
duzio-me logo a diverlir-me com tosas.Yn.s,". |,e
rico, disse-me elle, o petar proinudo que sent, de-
ver. fugir a voz do praier ; brilbe, derdumbre a
Sea chave dessa pri.ao eslives-e em minhas
man-, di.se-||,e ella, Deas he leslemoiiha de que es-
ta mema noite Ihe faria eahir lodos es-es Ierro.
odiosos. Ah. qnem me dera ao.menoa poder rete.
lo junto de mim! Reunidos, leramosmatseorazem
Infelizmente. Andr, a delaclo rodea nussos meno-
uma larga parte de I res panes. Vs.e prorera ., prisio de eu nai
mente, | olhe. eis-aqm a minha.' Urna corte em qoenSo
po.so dar um passo sem arhar um espa, um Ihronu .
do qu,l n,i m- approxnno sem terror: E lo avia, I
Andr, nao pos,, fugir de-so Ihrono, son ubrlgado a
ijar lodos os da. a m.io le-.a mullir r que cli.imri-
se i alharlna Ah' quanio 10a de.gracadal
-Deagracada I luinou Andr, eu cuidava, -e-
------------- -----------, ..a ui'iiiii, aH3-
nhora, que .rnenle eu pa.-.sava por 1,1o lerriveis pro-
varues : Mas quem be a senhora 13o nobre, lato dig-
va, e sem duvida cuidando en, m.nVb.ndon'i'dopo, l cuida em sTiTZV.^r,'^ \'"T" ****"* *** ''g'-ieada He a um
elle a mao, mercenaria., levanlou mttZtiZmlmStt
adorar ine de amor, para qoe poisa
ma victima de Calhari-
lilho de i.ro.01 o, Slo-
Sm. a graa duqueza, tornou Natalia com
amargura. Iodos jolgara-rae feliz. eu devore mi-
nhas lagrimas; tolicilam me por ler o primeiro lo-
car junio de Calharina, e nAo tenho o primeiro lu-
gar senao em seu odio! E todava toi a mim e no
a ella que a Providencia lanrou ao sea encontr
he a minha voz que acaba de c.hir esse punhal qoe
vossi- agucava cintra Calharina.' Ah o ceo poz em
nosso encontr um sello ineflavel. Siro, Andre, sen
pai Ihe sera restituido ; agora estou certa disse. A-
insinlisla, es a mesma imite, f-ll.re a Calharina. En-
tretanto ore a Dos e tenha esperance, vigiarei sa-
br vase! I. neme neo para essa cosa nobre e san-
ta ; seo segredo fira para sempre sepultado em meu
pello Ea nAo oosaria aqui confiar em ningoem,
mesmo no Dr. Almann Mas he preciso separar-nos,
Biaba ausencia lalvez ja seja notada no palaeio. Ju
re-ine au menos nao emprehender nada contra t.a-
Iharina, jure me abjurar aqui a idea de crime e de
vinganea. Sement a Dios, Andn, he que per-
lence punir. Pela minha parle, prometi ajoda-ln
cm ludo como um amigo, om irmao : promelte obe-
decer-me.
Prometi, responden o mancebo, depois que a
vi, a senhora pot om freio ao meo odio, como seno
fosse impcllido pd mais sanio resrnlimeulu. Ilon-
lem, anda e-la msnliAa encnnlrei-a com a anteara
I nos labios ; agora, .Bobeen, esloo seos pes, em ler
esperaura senAo em sua bondade S'm, somente a
senhora poderia fazer lal prodigio ; Calharina Ihe
devero mai. do que podera pensar. Aceile-mr
pelo mais dedicado de seu. servos, ordene e sera
obedecida A senhora be o primeiro r ,10 rele-le
cabido sobre minha demencia e men inferno : Utos
colloeou-a esaia alio, para que eu Ihe tribute a mai.
santa adnrarAo: mas tambera sujeiloo-a a selliri-
entes piovacue- para que eu a laiiirnle Adeos. sa-
nhora, eja qoal lur o resultado de -eu, esforz*.
Andr Mefaiioll ln d" heindi/.e-la ; sua imagem n.u.
me deixara sen.10 rom a vida !
Elle diste estas palavra. cora om arrento lao ver-
da leiro c Ua pendrado, que sua. faros loondaram-
se de lacrimas. Fnxogou-is lentamente, c diepoz-
se a relirar-se nao tesa seatsaf om ullimo olhar de
tristeza e de emir esta nobre proteilura. (,lojiil,.
a N,talia. o eorar.11 palpitava-lhe roin novas emn-
(oes, a idea de separarle da Andie iniqoilara-lhe
as fercata... O manrebo romprebeudeit qoe levis
arrancar se pnmeiro a perluibaco de setneihaolt
scena ; imprllio a porta que dava para os jardn... .
Repentinamente recuou...
i m homem em traje de cara, e com os vestuario*
em desordem eutrava no pavilhao... Ease hornera
era o grjio-duqae.
/ (C(wliMar-lt*r>a.)
IVUTILADO




DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FE1RA 19 DE FEVEREIRO DE 1857
quesloet devem ler vulo deliberativo, e nao somonte
talo cousullivo. He provavel que u poder descri-
cionario don govens que era necessitado mais.
cu rueo pelas cireumitaucias etcopcionaes dos ali-
os precedentes, soOrera' mui prximamente resiric-
cOes importantes.
ln presenca dos trin.inieiilos que i.t/. a l'russia,
se pro :u/ui urna mudenca uolavel i.u gabinete de
Vienua. Todos os agentes austracos no eslrnngeiro
receberam iuslruc;oes. elodo esla' piouipto par ta-
zar I re por va de medidas militares ai necesidades
do inomenlo.
A viageni de Francisco Jos da impenlrii ao rei-
no lombardo venezianu ha sido em Vneta ucea-
silo .1.1- fe-las maravilhosas.
Em Compenhegue a silnec.ao do gobern dinamar-
qus para cem us de \ ienoa e de Berlim he mullo
mal lirme e oais decidida depois de algum lempo :
a sua resposta as ultimas notas das duas grandes po-
tencia allemaas, maica em lormos precisos a inlen-
*'" .fBUr," de "5o n""1" ,,iMja absolutamente n
cnnstiluicao geni de 2 de ooluhro de 1855, ncm no.
leis orgaucas que delta decorrem, para reunir em
lina ceulralisac.au couiinun os grandes negocio, p-
blicos de ludas as diveisas parles do territorio do
reino. A este respeilo tomou-sc impossivel ao en-
verno tazer aigumas roncesses a os da Allemauha.
lontmuam a considerar qualqoer interferencia es-
irangeira na administradlo de qualquer paite terri-
torial, como uina lufracrao i iudependencia da Di-
uamarca. Qualquer miuisleiio, se)a qual fr o par-
I Mo poltico a que perlenra, que i'estemuuhar para
coro a Allemantia alguma fraqueza, nio se poderia
conseivar un s da nos negocio!, Apoiada pela
ttus-ia, a Dinamarca se tranquilhsa sobre s evenlua-'
h lu.ics das rredidas coercemos com que poderiam
"meaca-la, em n.nie da coufederacilo germnica, as
dni graudes poleucias signatarias dos protocolos
em 1852. '
A quesillo do pedagio do Suud parece aproximar-
so de urna cunclusito: as convenees relaitvas ao les-
gale sero eslabelecidas por um protocolo ceral que
depois receberia a forma de um Iralado ralilicado.
Acrescenletitos que os Americanos lem a inlenrao de
so entender com o gabinete dinamarquez sobie a io-
demniiac.ao relativa ao pedagio.
bio Berlim procuram obler da Dieta germnica
urna proposito commum, a Austria, que se refe-
riese prolecc.ao dos ducados allemes para com a
Dinamarca.
A Imprenta lem mil .csconfianras a respeito da
I ranea na qoeslA suissa, acouselha ao governo que
nao sirva de pedestal i grandeza nascenleda Franca,
que se mostrando a este respeito mais prussiana "lo
que a piopria I'russia, dcMjana forra-la a laticar-se
ai hu bracos e sahir da sua lunga neulralidade.
Por decreto de > de dezembro, fui concediJo a guezia de Medito, courellio ile Oiiveira e Az-meis
Domingos Sanl'Agalha piivilegio de invencSo, por
espaco de 15 anuos, pon o fabrico de guano arlili-
cial.
I'oi decreto de de deiomhro, foi concedido a
Jacinlho Dias Damazio, privilegio de invenetlo, por
espaco de 15 asnos, para um novo systema de fa-
bricar gaz em Tornos sem retortas, por meio de do-
brada ileslillacao, gaz na so proprio para illumina-
(So, mas tamhein para comlitislivel.
A arle lypegrsphica, para cujo melhorameulo se
lem feilo i pulanles e MocUfOea lypographieas de Lisboa e Torio, quer
] | por parte do esclarecido direrlor da imprenta nacio-
nal, o ronselheiro Firmo Augmln Marcos, a in-
dustria lypographica porlogueza.qoe lio diaaainen-
le liguruu na iilluna expo.icflo universal com s no-
lavis aperteijoamcnlos que Ihe addleionou o nosso
lien, ni ru artilla Castro, vai rrceber mais um im-
.pul'o pelo pnmeiro esUbelecieoenlo do paiz, a im-
I U'ii-.i nacional, que acaba de contratar em Vien-
na u'Aiisina um arli-ta distlaelo, Mr. I.uiz Aller,
Para eslabelecer e dirigir una ofllriua de salvan.... peliinhi com cinprcza Romball. Seje
plstica applieada lypographia, cslereolvpagem, e
fonJie.iii merlianica.
Di/, o Jornal u1. Commerefo, industria r agri-
cultura, que este hab] arlisla, natural de Buda em
Huiigiia, aprender a arle de fundidor ea Hilvano-
plstica applieada, cum Wolf, O piimelro typogia-
pho da Allemauln. e que dirigir uina das uflici-
nasda imprensa imperial de Vienua em 1850. Em
18.52 foi contratado para diriair a fondista dos Mi-
chitanslas ;armeuios calholicos terminando o seu
coulralo cm novembro de 1836, poca em que se
pasou a Lisboa para o funja indcalo.
A imprensa nacional adiase boje a par de mullos
dos melhores cslabelrcimenlns eslraogeiros, senao
Solicias euloniaei.
Lisboa, 30 de Janeiro.
Alcaneam ate o meiado de selembro do auno ul-
timo, a noticias de Mocambique. Chegara a Mos-
suril, aldeia no cominele fronleiro i cidade de
Mozambique urna pailida 'de negros Hniat, que
sao us mjiures cotnmercianles daquella pjrle da A-
frica, conduzindo grande quanlidade de marfim.
"uira partida de uegros da mesma nacflo eslava em
Quclimanc, e calculava-se que a prelo de mailim
que traziam nao era inferior a 1,500 arrobas.
Veste dislricto liana paz, e liona alUuido ao mer-
cado 13o grande quanlidade de marfim, que a expor-
lajao para Mocamluque, desde Janeiro a agoata ex-
ceda a 3,2.16 arrobas; era porum anda grande, a-
pezar das ramessas feilas de Mocambique, a escas-
sez de mantimenlos, que nao podia ser destioida
pela moda abundancia que delleohavia cm Sena c
Tete, por causa das enormisstmas despezas de con-
ducr.o.
A cultura do gergelim liaba augmentado lauto
em loda a provincia, que a colheita do auno findo
i'oi dez vezes maior que nos atines anteriores.
A mafurra j era 13o procurada, que a sua ex-
P utarao no dito auno exceda de duas mil ar-
robas.
Era excellente a qualidade de (abaco prodozido
pelas seroentes que o consetho nltraroarino reraet-
lo para Mocambique, e j i na provincia sa consu
n i:iiii e fabricavam charutos das folhas delle.
O brigue ponuguez Frederico de Laearda que
proceda de Sufala para Moramhique, havia nau-
fragado na illi.i doFogo. Com os promplos soccorros
que for.iiu mandados de Mocambique, conseguiu-se
aalvar a liijiolacao, e nina grande poreft de mar-
lira, que era o objeclo mais importante do seu car-
regamenlo.
Tae* s3o as noticias que o cDiaro do ti.iverno a-
ehou dignas de extractar, e que recebea daquella
;>assessao portuguesa por via de Bombaim.
luquestiooavelmente o aclual ministro da ma-
i tuba e ultramar, o visconde de Sa da Bandeira lem
dado mais aliento as colonial africanas, do que os
teus antecessores. O decieio de 10 do crreme he
urna boa providencia que faz honra i sua adminis-
trado. Em virlude delle se mandam instaurar, em
aigumas das colonias do serillo d'Afriea [dltlrictoa de
(ioloBZo-Allo e Ambaca e no presidio de Pougo
Andongo) commissOes municipaes, coroposlas de
cinco Miembro-, afim de preparar aquelles diitriclof
e presidios, sem daviJa dos mais importanles do in-
terior da provincia de Augola, para uelles se csla-
belecer definitivamente o rgimen municipal que al-
l ha de coucorrer com grande ellicacia para a civi-
lisa^ao daquelles povos,
iliz-se que o eaprto de mar guerra Antonio
Ricardo Grar-a esta nomeado governador de Maco.
Oala que o governo o habilite a tirar todo o part-
do das circomslancias favoraveii em que se acha
aquellc nosso importante estabeleriinento, depois
dos nlmos acontecimenlos da China.
l'elas noticias ullimamonle recebdas de Cabo-
Verde, consta queo cholera-morbus eslava acabado
em todas as ilhas onde linda apparecido e qoe
igualmeule ae rapolava qoasi acabada a epidemia
do esccrbulo que hnuve na liba do Sal. Sii na dlia
do Fogo cooslava haver aigumas Tebres. o que se po-
deria altribuir a passagein de um estado de fonie pa-
ra o de abundancia de nianlitiientos.
As colheilas linhain sido boas as ilhas Brava e
de S. Nicolao e as ootias ilhas, em parte nio as
houve, eem outras parecan! invullicieule, ape-
zir de qoe em alguus lugares liubam sido regu-
hres.
Xoticias industriis.
Occupar o primeiro lugar desla resenha indus-
trial, como he de ratao, o rol das patentes de in-
vcne.io e do iutrola.r.i.j concedidas no anuo de
135(1, publicado pela direc;ao geral do commercio e
indusliia, repirlieAo das manufacturas.
Por decreto de I.! de fevereiro foi concedido a
Itoaorili \ Compauhia, privilegio de inlroducrao
por espajo'de S annos, para nm inaehinismo de las-
trar e ondear toda a sorle de fazenda,s de algodao,
Ida, seda, e linho, e especialmente os panni-
nhos de algodao, pelo systema decalandras de Iric-
;3o.
Por decreto de s de abr foi concedido a Tho-
ina Antonio do Aquino Peres, privilegio de inlro-
iloccao por espago de S unos, para o fabrico de cal
pelo systema de tornos coulinuos /ous continua-
i'oh', segundo o manual doChauxfournier, svs-
lema no qual se einprega o earvlo d pedra com ex-
11 ii -.ii> de oulro qualquer comhuslivel.
Por decreto de 14 de maio, foi concedido a Ala-
noel Joaquina Affonso, privilegio de inlroducrao por
espaco de 5 anuos,para o fabrico de cal hvdraiilica,
rmenlos e pozzolarnas artificiaos.
Por decreto de 11 de maio foi rouceddo a Ale-
jandre Charles Pierre Louh da Ville Chabrol. sub-
dito francez, engenheiro civil, privilegio de inven-
cao, por esparo de dez annos. para aperfeieoamen-
to as machinas da coz;r.
Por decreto de 14 de mam, foi concedido a
-lean Franc.o* Xavirr Perrin, subdilo francez, pri-
vilegio de umaflo por espaco d 12 anuos o 15
diaj para um adilicionameuln a urna pitadle do iu-
veneao que o dito Perrin ubtev* em Franca para
om systema d bomba re doos cyhndros de di-
metros diOerenles, destinada a apagar incen-
dios.
. Por decreto de 8 de jullio, foi concedido a Jos
Detry, subdito belga, privilegio de iadradncflo, por
espaco d 5 .-.niios. para nina machina de fabri-
car bolas de carvo artificial, chamado de Pa-
rs.
Por decreto de 22 le jolho, foi concedido a Joao
Baplisla Fascal St Compaabia, de l.yiio de Franca,
no. Ficou |ne
parecer, que COmmilSaO no- ^{0)0. da Cr0I,
Frederico Lopes Goimarles.
no ine-nio di.liiclo, ruja supeilicie he de um Bi-
lbao Irezenlos e irinla e nove mil metros qua-
drados.
A empresa de que he representante Mr. Romball,
e que se piopunha construir no porto de Lisboa um
plano inclina.!., cum estallemos e aflicinas em pon-
to grande continua a icrvlr de ihem expectativa
publica.
OSr. Romball relirou a proposla, e;u que pedia
ao coverno, coojiinclamenle com a conces-fu. cerlo
privilegios e subvciicoes exorbitantes, c substiluio
esta proposla por outre, em que se conten* i de pe-
dir a eonceeaaa sem auxilio do gover
judenlo purlaulo o
meada ai hoc devla dar, sobre seos ettalielecimen-
los de fundieao Clblenlea no liltoral do Tejo se
promptilicariam a emprehender o mesmo, de que
consliva a proposla, sem a subvencan all reque-
rida.
Irata-se agora de .mira ompreza anloga, repre-
sentada pelo Sr. Francisco Travasso Valdez, com-
I ,v........ com a einprez* Romball, Sejaai quem foi
os concesiiooarios, moilo lucrara um porto da im-
portancia geograpliica do nono, com esle uolavel
melhoraiiienlo, que Iba deve atlrahr, dentro em
poneos anuos, in-ii11 maior inuvimento niereantil.
Iinarirciimstancia que lem de prudozir beuefi-
e.o reiBllados, he o estalielecimenlo de emprezas
indnslriaei nosdiflertnles ceiros de popnlaco do
paiz. A demasiada ce nlralisacao na capital nao d
os mesmos resultados. Localiiar qoanlo sej pecas-
te!, eis o segredo de prusperidade, que lano lem fe-
licitado outros paizes com menos condiees favoia-
veis que l'orlugal.
Organiaon-ae cm Braga urna empreza, que se
denominaCampanilla g-ral bracaren em proporsoes, mas em perticSo e boa organisacao I ramelos maleriae na provincia do Minho.Tem
tanto mais de oina vez temos chamado a alinelo
de qunn compele esses faclm. Seropre ser bom in-
dagar de que inurrem os doeules desta Sr.-'
Atr amanl^ita.
Jl RV DO RECIPE.
1.a ess.io.Dia Iti de fevereiro de 1857.
Presidencia Un Sr, /;,. Demudo Uarhado ila Cot-
ia Dona.
Promotor publico, o Sr. Dr. Antonio I.uiz Ca-
1 .le. ni: de MI i | i i.ni,-.
Ecrv,1o interino o Sr. Manoel Correa Gcmei de
Alineida.
I'eila a chamada as 1(1 horas da manira, a I a., r ani-
se prsenles 19 lenherea jurados.
I'.irain dispensado da MMao, por apreseularem
molivoa justos, M senhores seguinles :
inleina,
O malerial desla imprensa lalvez no seja infe-
rior a iOO cunlos de ruis ;forles e dique fazer a
cenlcuaresdc bracos as suas ..llicinas lypographi-
cas, as de fundieao de Ijpos c em muitos outros
Ira bullios iccessorios. A fuuilifao de lypoi arha-se
all notavelmenle aperfaieeada, desde os_ rcenles
melborameatoi que Ibe ta a direecJo daq'uelle es-
tabelecimenlo. Possue esla rasa tre prensas me-|
cbanicas movidas por vapor o mais de viole prelos
de braco. A correcto e nilidez com que sahem (o-
das as obras de que se encarrega a imprensa nacio-
nal c o auxilio e eoadjnvaejo que presta asolliciuas
particulares, te: elevado eslecstabelecimenlo i con-
siderarao que merece.
O alio preco do papel de impressao he que esla
causando serios embarceos i inluslria Ivpogiaplii-
Ila
osla companhia por Dm principal a illominaeao a
gaz da cidade de Braga. Poder a companhia em-
prehender oulra qualquer illiiniinacno, qoe Ihe con-
veuiia, assiin como entrar em qualqoer operacao in-
du-lrial, fabril, coinmercial, agrcola ou mineraea.',
podriido igualmente a companhia fazer empresli-
i:n s a. cunaras municipaes do dislricto administra-
tivo de Braga, medanle as neeeesoriaa garantas.
U fundo da comnanbia sera' par emquao[o limi-
(ado a dii/.enlos cuinos de reia, divididos em 8,000
acees .le 252 cada urna, podendo esle fun lo ser
auementado por deliberadlo da assembla geral.
A companhia emule desde ji i.OO acees para a
empreza da illaminafjlo gaz de Braga, na confor-
midade do fonlralo cchbrailo entre a cmara mu-
nicipal da mesma cidade e jaeques obeil Mes-
nicr. A sede ou gerencia da companhia he na ci-
ca, lia apenas duas fabricas movidas a vapor, c nao bulando para o cotisumodo paiz, podemeom- ,onh as-ignaturs para 1,200 acces reafiaves, do
buiar-se entro si para sustentar um preco, que jul- fondo mateado.
guem necessa.iu para o juro dos fondee, que emprc- O concelho geral do commercio no minslerio
gam. Cagando o papol de impressao eslrangeiro das obras publicas deliberara, que lo,e consnlladu
M800 rs. cm cada cen arralis, nao convida o com- a Auoci&ejlo Com
mercio a importa-lo, i porque ei ou sel resmas
l'esu, loria de perder, em vista dos di-
fazendo esse
relos.
I .Runamente o gremio dos l_\pographos poiluen-
es, uoparecer que leu Assuciarao Industrial do
Porto, sobre as necesidades da sua arle, alim da-
quella Associa;,lo representar as corles acerca das
uecessidades c melhorameiilos induslriaes, foi de
opiuiao, que a concurrencia do novas fabricas na-
ciunaes pelo svslema mais aperfeieoado, que trou-
raercial de Lisboa, sobre as pro-
pealaa apretentadaa por Mr. Seone, em :11 de outo-
bro e 12 de novembro ltimos, relativo aos seguin-
les objectos :
Constriiceao de um caes madeira a Jetlie no Tejo,
e de nma ponle, qoe ligue esle com o caes aclual
da alfandega ;couslruceao de um carril de ferro
enlre a mesma alfaudega e a esluco do caminho de
ferro de leste ;faenldade de collocar amarras so-
bre eslacas a hlice no quadrn da alfandega, para
uso dos navios ;eslabelecimenlo de um serviro de
ie>sem esle produelo ao mercado por ma raioavel reho1oc. 'ejo por barcas a vapor ;o for-
prer;o, serta para a industria lypograpbica de incal-l "fcimenlo d'lgoi polavel aos navios que rteman.
culavel vanligem. Na conformid.de desse parecer IllM" esle porlo.
lermiiiava o mesmo gremio pedindo, que o papel direreao da Ass-oeiaeao Cammercial redigio um
de impressao eslrangeira entrame em concurrencia,
livre de direitos, al que o estsbelecimento de no-
vas fabricas nacionacs o f rnec-ssem pelo me preco.
Esta opiniao, nleirameule c-iuforme com es mais
saudaveis principios eronomi:os, re.ume a oaesISo
vital nao so daajU induslria. mas tambem da li i le
raria, se indusP se pode cham-r, c cima desta
duas poderosas considerarse, figura a seria e mui
seria quesl.lo da instrucrao popular, pois, emquau-
to o papel for 1.1o caro, baldado aarlo os esforros,
qoe se lizerem para a propagaeao das obras iileis e
elemeularcs.
Os traualhus de mineracao lem dentro em pou-o
de forneccr um brilhanie capitulo para a historia
industrial de-te paiz. R-ferindo me uaicamei.te as
descohertas, cuja propriedadelegal foi recenlemenle
recoiihei la, tratare de compendiar em breve espa-
do a animadora li-lj rlessas roncessOes.
Mr. Jcorgc Croft foi reconherijo, em filis de no-
vembro prximo findo, proprielario da descoberta
dj mina de caijvio e ferro em Alcanadas e Clnlo
Preio, concrlho da Balalln, dislricto de Leiria,
comprehendendo uina superficie de dezesete mi-
IhOes cento e Irinla mil metros quadrados. O re-
querenle .leve dentro em li mi.-zes orgaaaelr urna
companhia, ou mostrar, que lem os fondos precisos
para a lavra.
Semelhante reconhecimenlo de propriedade lega'
se fez ao mesmo JeorgeCnfl, eecica da minarle
(enhlenos Marrazos, concedi e dislricto de Leiria,
comprehendendo urna superficie de 19 milhoes e
(rezentos mil metros qoadrados.
Semelhante recoihecimculo se fez ao mesmo re-
quertule para a mina de carvao e ierro no lugar da
llarreira, roucellio e di-trielo de Leiria, comprehen-
dendo urna rea de vinle e cinco milhes e cincoen-
la mil metros quadrados-.
Semelhanle rcconheciinenlo para a mina de ferro
sita no AlsueirSo da Serra ou de Conlas. no conce-
lho de Parlo de Maz, districlo de Leiria, compre-
hendeudo urna rea de dous milhocs noveceiilos e
Irinla mil metros quadlados.
O mesmo, para a mina de carvao e Trro cm Porlo
de Moz, di*trc(o de Leirii, coinprelienjeiido uina
Superficie de oito milhoes Niaeenloa e eiiicoenta
mil metro- quadrados.
O mesmo, acerca da mina de ferro no Arnal, no
mesmo concelho e dislricto, comprehendendo urna
superficie de cinco milhas e menla e qeatra mil
metros quadrados.
O mesmo, acerca da mina de carvao e ferro, sita
no Camino das Mentiras, concelho de l'ombal, no
mesmo dislricto, comprehendendo orna rea dequa-
lorze milhes oilocenlus e noventa mil melrcs qua-
drados.
O mesmo, acerca da mina de lenMlOa sila no
Oei(e, concelho de Pombal, no mesmo districlo,
compiehenden lo urna superficie de Irezc milbes
e sei'cenlos mil metros quadrados.
O mesmo, acerca ds mina de carvao e ferro, em
Spite, nos concelhos de Leiria e Pombal, compre-
hendendo urna rea de Irinla e sele milhes e qui-
nhenlos mil metros quadrados.
O me>m.', para a m na de Ierro lias Fonlainhas de
Serr Ventozo e Portella do Vale So Espinho, no
concelho to Porto de Moz, no dislricto de Leiria,
comprehendeiuln urna orea de Irinla e Ires milbes
uilocenlos e c.iicoenta mil m-lros quadralo'.
A riqueza dc-tes jazigos nao lem rival em lodo o
paiz. Semina o numero de metros quadrados com-
prcheiidido pela superficie de terreno mincravel,
cuja propriedade legal de dscoborta foi reconhecida
a .Mr. Jeorge Croft, no dlricto de Leiria :Du/.en-
los e oiln milhe, oilocenlus e sessenla e qualro
mil.
lie fcil de calcular, \isla desla simpleenume-
racao, de que maneira tein de inflan na neaat pros-
peridade e ilesenvolvimenlo indotlrial esla minas
pr.ijerlo de resposla, que publicou pelas folh s pe-
ridicas.
Emqoanlo i comlruceao que da ponle de carga e
descarga enlende, que he de nqueslioiiavel vanla-
gem, para o commercio, nao sii como anbetilofflo
do aclual anai bromeo melliodo de descarga, mas
lambem como aobatiloicJo de dockas para descarga,
considerado o cusi deslas e a dilliculd.des que a
nalureza oppe a ana conservacau na margem do
Tejo.
Pelo que respeila a pereepcao de um dreilo de
barreira fir-igc enlende, qoe resolvida a coucesso
da obra, se nao fa-a quciao do preco do Irabalho,
ao menos pelo pri eiro anno, pois qoe os prnprios
inleresse do conc. sionaro olevaro a est-beleccr
uina tabella aV'ada aos dilfereules gneros, em
vista da eslali-tica de quanlidades c pesos, que se
liouver oblido.
(,uan(o ao carril de ferro al a eslarao da via de
[esle e furuecimenlo d'agua, parece Asocacao
prematuro qualquer exame, que destas proposlas'se
faca, sem que se resolva a primera.
Sobre o servico de vapores de reboque, reconhe-
cenlo a urgente necessidade deste melhoramenlo,
nada pode dizer a Associa^ao, al que lenha conhe-
cimenlo dfl seu numero e qualidades e da tarifa dos
precos que se pielende estabeiecer. E moslra a
conveniencia de se esperar, que cesse o privilegio
do tervico de vapores do Tejo, persuadindo-e que
[ior occasiao da exlinreao desle monopolio, fara' a
livre concurrencia, com que seapresenlem pequeas
enibarcac/ies a vapor tom fofcaa e condiees pre-
cisas para servir ora de transporte, ora paia re-
boques.
Emquaulo i collocacao de amarrarles lisas, re-
conbece-lhe a sua instante necessidade, alenla a
projecrn do quadro da alfande;a, a forja de cor-
reles no Cejo, moimenle quando impedidas pelas
cheias oo ventos de leste, e pela agglomerarao de
navios iquelle local.
Propoe por fun a Associarao Commercial, que se
augmenle a capacidade da alfandega grande de Lis-
boa para recolher mercadorias.
Eis porlanlo a opiuiao do commercio sobre eslas
i mporlanlisaimai proposias.
t,
PAGINA AVULSA
250...; flSa.2
REVISTA TI1EAIRAL.
Terra-lcira 17 do corrale. Dama de S. Troptz.
Ueciia eslraordinaria.
Dcixamos de fazer larga menean de loda compa-
nhia no seu trabalhq, porque pouco (eremos que
augmentar A neaaa revista panada, todava diremos
anda aigumas palavras, que adiamos sean necessa-
ria, ao muios uleis. A ruiupanbia do Sr. JoaoCae-
lano Irabalbeu magniricamenle ; nao lemos em cons-
cieocia coosa alguina que nolarmos, porqae alm de
Irabalbar Uo bem como na recita passada notamos
mais desembarace inas franqueza, e familiaudade
com o audilorio. lie natural.
O Sr. Joao Caelano, o insigne artista, ao nosto ver
loeoa an lobllma ; fazer mais, exprimir melhor, tra-
duzir com mais facilidade jior gestos os senlunenlos
mais intimo do coracao, seria tocar ao exagerado,
qoe -emprc e-la prjimo ao rediculo : representar
mellier as .-cena mudas de a .Mauricio a do 3, aclo
em .liante, he absololamenle impossivel, porqoesS.
sceuas que n.io se ciiinp>eheiidein pelu esludo, e sun
lela naturez.i, pelos impulsos naluraes do espi-
rito. K
A farca foi exeellenlemenle eiecnlada, rreenrheu
bem um dos seos Unaprincipaea a dimipaciodas
einoroes, que flearam nos corafoes de lodo, pelo
drama, com o* episodios jocosos de que milito ella
ahuiid.i. A nao ser urna critica aos mdicos, e um
epigrama a jastiea da Inglaterra, nada mais explica
a CoOJedia do a DefiinP. emhaicado. o
O Sr. Paula Da", que pela primen a vez foi em
scena, coinproheiideu p-i leilanienle o papel de __
a-tico interesaeire
Jos Leao de Castro.
Belflno dos Anjos Teixeira.
Antonio Rento Froes.
Fs.ram multados em 2)~ rs. cada um, os senhores
seguinles :
Joao Evangelista ,|a (;,(-, e silva.
Jos Ribeiro de Rrilo.
Joaquim JoiCde Sania Anua.
Joao Carlos .le Araojo.
Estevao Casado Lima.
Amonio Jos da Silva Meodonca.
Francisco de Paula c Silva Jpnior.
Caelano Jo- Men les.
Asostiolio .lose de (lliveira.
Jos da Fonteea e Silva
Francisco Cavalcanll de Albuqurrque.
Joaquina Vital Machado.
Joaquina de Sonza Miranda Couio.
Jos Antonio Carneiro.
Joaquiin Silverio de Souza.
Jos Nones de Oliveira.
Francisco de Amorlm Lima.
Francisco Rodrignea .lo Pi'sso.
Antonio Cesarle Moreira Das.
Dr. francisco Comes Vello de Albuquerque lilis.
Anlonio CaMa (la Silva.
Bernardiiio Feneira .la Cruz.
Sendo in-ullirlente o numere de 19 jurados para
haver sesso, u Sr. juiz de ciireHo proredeo ao sor-
(eio de mai ;i| jurados para poder haver sessao, e
foram soileados os senhores seguinles :
Joaquim Aretoio Cintra da Silva.
NicolaoTolenlino de Carvalbo.
Joaquim Theodoro da Silva Cisnciro.
Domingos das Nevea Teixeira Bastos.
Jas .; .Kii.ini da Cunda.
Dr. Joao Francisco Teixeira.
Aulobio da Costa Soares GuimaMes.'
Antonio Bernardo Quinleiro.
Beruaidino de Sena e Silva.
Antonio Pires Ferreira.
Dr. Gal lino Ferreira Gomes:
Januario Constancio Monleiro de Andrade.
Agn-liiiho Jos dos Sanios.
Claodine Jo de Siqueira.
Dr. Francisco Pereira Freir.
Thomaz de Carvalbo Soares BrandSo.
\ cenlo de Paula de Oliveira Villas Boas.
Joao Jos Gomes.
SeverianoBandeira de Mello.
Jo- Ignacio de Me.leirr.s Kego Monleiro.
Victorino Francisca dos Santo.-.
Jos Nunes de Oliveira.
Manoel Joao de Miranda c Sooza.
Francisco Manoel llerenguer.
Manoel Lourenr;o Tugo de l.oureiro.
Joaquim Vital Machado.
Jos Joaquim Pereira de Mello.
Jos Barbosa de Miranda Santiago.
Miguel da I-'omeca Soares e Silva,
liarlholomeu Guedes de Mello.
Joaqun- Teixeira Peixolo.
Concluido o sorteio, o Sr. joiz de dreilo mandou
qoe e expedisse os competentes mandados para as
notilicaces dos senhores sorteados, e sdspendeu os
Irabalhos a mel hora depois do meio dia, adiendo
a sessao para o dia segninle as 9 horas da manhaa.
2.' sessao.Da 17 de fevereiro de 1857.
/residencia do Sr. Dr. Bernardo Machado da Cos-
ta Doria.
Promolor publico o Sr. Dr. Anlonio I.uiz Caval-
canli de Albuquerque.
Etcrivao niayino o Sr. M auoel Correia Gomes de
Almeida.
Feila a chamada,as 10 horas da manhaa acharan)-
se presentes :|9 senhores jurados.
horam dispensados por apreseularem motivos jus-
tos os senhores seguinles :
Vicente de Paula de Oliveira Villas-Boas.
Joaquim Arsenio Cintra da Nlva.
.Miguel da Fouseca Soares e Silvai
Foram multados em mais 20S)djb rs. os senhores
jurados ja multados no dia antecedente, e mais os
seguinles senhores :
Antonio Bernardo Qon(eiro.
Dr. Francisco Pereira Freir.
Jos Ignacio de Medeiros Reg Monleiro.
Jos Barbusa de Miranda Santiago.
Francisco Manoel Berensuer.
Claudino Jo>c de Siqueira.
Sendo selT-i<(e o numero de jurados presentes
para haver st....., o Sr. juiz de dreilo a dectirou
aberla. \
Abeila dila sessao pelo (oque de campanhia, com-
pareceo o Sr. Dr. Fraocisco de Assis de Oliveira
Maciel, juiz municipal da segunda vara do termo
de(a -idade, e apreseulou 10 piocessos devidamenlc
preparados para sercmjtilgados, os qaaes sao os se-
guinles :
l.o Aiilorijustlca. reos presos Jos Cosario de
.Mello e Francisco Cesario de Mello Jnior.
2 o Autora a jastiea, reo preso Jos de Santa
Anua.
I. Autora a juslirja, reo preso o prelo Loiz. es-
cravo de Custodio Domingoes Codiceira.
I.0 Autora a justira, reo preso Fraocisco de Sou-
za Goiamia.
5. Autora a jtislira, rea afianradn Severino Her-
iros de Faria.
(i. Aulora a joilica, reo aliancado Apolinario
Candido dos Santos.
7.o Auloia a justiea, reo afianzado Olympio Joa-
quim de Sant'Anna.
8.o Aulora a Justiea, ico afianzado o pardo Cus-
todio, escravo de Francisco do Prado.
9." Aolor Florencio Jos Car miro Monleiro, reo
aliancado Ignacio Benlo de I.molla.
10." Aulora a justiea, roo aianrado Firmino Flo-
rencio de Mello.
E procedeo-se a respectiva chamada dos processos
apresenlados pelo Sr. juiz municipal, e o Sr. ju:z
de direilo man-tou que pela mesma tabella se mar-
casse os nias dos julgamenlos de cada um delles, e
prncedendo ao soileio de mais 9 jura-Jos,Coi,un sor-
teados os senhores seguinles :
Joaquim de Souza Miranda Costa.
Dr. Joaqom de Aquino I enseca.
Joaquim Bernardo dos Reis.
Manoel Carueiru Leal.
Diogo Joaquim da Silva.
Anlonio Aureliano Lope Coulioho.
Eliodurc Feruaudes da Cruz.
Joaquim de Almeida Pinto.
Eduardo l-'irmino da Silva.
Concloido o sorleio o ."-r. juiz de direilo mandou
que se expeditsem os mandados para as nolicaers
dos senhores jtirados serleados.e levanlou a leseio a
'; hora da larde, adiando-a para o da seguinle as
9 lloras da manhaa.
palhabule, e se esse palbabole fui depois apprehen-
dido por or.lem da polica, bem cuino se es-e pa-
lliabile trazia Africanos bocaes'.'
Respandeo, que no dia 11 do citado mez, indo a
Barra de Serinhaem, vio ao sul da liba de Sanio
Aleixo Tundeado um palhabole, e ahi Vicente Jo-
Alariaiino Ibe contara, que aigumas pessoas maniles-
lavam receio de ser o dito palbabole viudo do Babia,
c i(Teclado do chulera.
Manuel Fidelis do Nascimenlo, pronunciado nesle
processo dissera : >. havia de cada um de voces ler o
cholera que o palbabole Iraz. n e que pela mesma
raz.lo sabia, que Manoel Fidelis do Nascimeulo ja'
havia estado a bordo do palbabole, e Idra quem con-
duzna o capillo para a casa do coronel Menezes.
Disse mais, que elle le-lemiinlia logo que soobe
dasuspei(as qoe haviam contra a mesmo palhabule,
duigio-se a'casa do coronel Menezes, no engenho
Trapicha, e fol-lhe dar |iarle, e que islo (ez uo dia
doze seguinle.
Perguulado o que sabia acerca de Anlonio da Sil-
va Pereira, reo lambem nesle processo, e do doulor
Antonio de Vasconcellos Menezus de Druiiiiuou I e
dos mais aecusados presentes .'
Responden, qoe nosdiei segotnies ao doaconte-
Cimenlu de que se (rala, ouvio fazer a Antonio da
Reipondeo, que vira e lera um edilal do Dr. es- luido a liberdade, e mais .,3o Ihe sendo perguulado,
dieta de polica, pregado pelo inspector de quarlei-|e oem por pane dos mais sd.og.dos lenda-lh. sido
ao na porla da igreja do Uframalo, (rato d. Se- \ feito perguntas, por ni. quererem.li..ove o doolor
rinbiem, no qual edilal se promeit., o triple do va- auditor de mar.uha iquitao por linda em a
lor de cada africano, a quem as apprehendeme e en-, qua| depois de ser lies, e irhw cooforme. me.,,
Iregesse a polica, que oavl.l diaei em Rio Formo- | ledesn.nha tsaignaa com o d-ulor aod.lor M man-
o ao -ec.ivao P.nhe.ro, e a oulras pessoas, de cojos |la, doulor promotor publico, a os advogados que
nomes se nao recorda, que foram acha los c enlie- : lizeram as i
gues an Dr. ex-chefe de polica 9 desies Africanos,
cujos anprehrnsores foram premiados, nao Ibe cons-
tando que algum desees Africanos apprebendidus
perteneam ao Dr. Ilruinmond.
E mais nao leudo a ser-lhe perguulado, houve o \ Salgado, Candi-
i perguntas e reos, assiguando pelo nia Ma-
nuel Fidelis, por nAo saber eseiever, o doulor Itu
fino.
Eu Joao Saraiva do Araoio Galana, escrivio o aa-
"evi. ir. Paiyearna Lopes de Lelo.Aulonio Elias
Jos Be
ilo AnsIMela Malla Alboquwqte.
lernarde Galvo Abofaral, Dr. Antonio \i
eenia de NasewoaJo Pallan, Rufino 'milt d
metda, J... Francisco Ac'ioll Lias,
Paula Catataaali \V,n,lerle, Vilion
re...>Ant,) deVasconcellosMenezes deDrumm
Manoel Joveneio Macl
annos, nalur
e Al
I '[ancuco le
a >ilva |'e-
ha lo, atara de idade de Di. auditor de maiinha esla iuquiric,a por finta,
em a qual a-unou rom a lesleinuiiha, depois de Ihe
ser lido c o achar conforme, assignsndo lambem o
Dr. promolor, os advoga ios que lizeram pergunlas,
e pelo reo Manuel Fidelis, que mo sube escrever,
assigii'u o Dr. Rufiuo, assignando os deinais reos,
de qoe Indo dou l. i annos. na.ur.l e ,,.,, d, ,., do Ujo "
Eu Ju.lo .saraiva de Araujo Calvao e-crivao, o e- j vive ds agricoltur teslainunh jurada aos Sanl
cievi, Dr. p. ae |.ca0i ||,iuriu Fiel das Neves Fre-j Evangelhos, em eaa |,vro de||M fm que por j
re, Caiidulo Aulrao da Malla AUiuquerque, Jote dos I m3o direila promelteu dizer a verdad, e do co-tuine
Alijos Vieira de Arhorini, Rufino Augusto de Al- di-se nada. E sendo perguulado pelos artigos da
m-i la. Dr. Antonio de Na.cimento Feiloza, Anlo- contrariedade.
nio de Vasconcellos Menezes de rommond, Anlo- Ao primeiro diste que aiio-nte sahi. n
silva Pereira as aecusaees, que declarou neste pro- nio da Silva Pereira. Francisco de Paula Cavalcanli ,]iZer que no dia 12 de rtlntn a. "
- w ''O rtlif|,l iMOVIflIil
w anderlev, Jos I lancisco Accioli Lili-. pa.sado, chegoo t Barra de Ser.ohaem um palhabo
Antonio Ellas Salgado, nalnrtl de SennhSem detta (e carregado de africanas bocae. e .,,. a po|lria ,
provincia, solleiro, caueiro, resi lente na llarra de appreheudeo, e nunca ouvio dix-r que o aco-aJ,.
Serinhaem, idade de cincoenla annos, te.temuolia AiitoiiiodaSilvaPsreiralive.separletanlou.ini'
jura la aus Sanios Evangelhos em om Itero d'elles. portacao romo na appreheusAo dos releridwa(iiri-
era que MI sua m.lo direila e promelteo dizer a ver- nos.
dade e di coslume disse tomento qoe era morador Ao segundo di-se que so.ne.iie sabia por .,H
ntis Ierras do engenho do coronel Gaspar de Mene- dizer que o delegado de polica de SwoW.,
zes Vasconcellos de Drummond, pai do aecusado por. a bordo do dilo palbabole
Antonio de Vasconcellos Menezes de Drummond.
Perguntando se sabia que no dia 10 de outobro do
anuo prximo passado parlara ompaldabolo carregado
de Africanos bor.ies junio a barra de Serinhaem.se
loram todos apprehendulos, e por quem '.' ou se parle
d'elles foi extraviada ou furlada e por quem ?
Respondeo que esleve no dia indicado no engenho
do Aojo, e voltando a sua casa,tres dias depois, ouvio
dizer, que na Barra de Serinhaem aportara esse pa-
lbabole, lora apprebendido por or-lem do corone'
cesso, constantes de folhas 25 a 27 verso, masque
depois lem oovido argir de falsas essas noticias,
que i -o. i .'(.-.m contra o dito Anlonio da Silva Perei-
ra, bem como nada ouvio contra o Dr. Antonio de
Vasconcellos Menezes de Drummond.
Disse mais, por ouvir, que sabia que furam fnr-
lados algn Africanos dos importados pelo palbabo-
le, mas ignorava quem coinmetlra esse furto.
Sendo pelo auditor observado a teslemunha, que
as suas pruueiras declarares disse, que o Dr. An-
lonio de Vasconcellos Menezes de Drummond esle-
ve na praia com o capitao do pallmbole, e boje de-
clara que nada sabe contra o dilo doulor ; respon-
deu a laelemnnba, que era verdade ler a teslemu-
nha dilo, que o Dr. Antonio de .Menezes esleve na
praia com um canillo, mas nao era o de palbabole,
nem mesmo nomeoii o noine ou qualidade do ca-
pitao,
Sendo mais observado pelo auditor a le-lemiliilia,
que em suas declaraces de folhas 27, a teslemunha
disse, que sopposto o Dr. Drommond livesse astado
na praia e lialado com o capilao do navio, todava
era cerlo que o dilo doulor, era morador no enge-
nho do Anjo, e qoe porlanlo, a teslemunha especifi-
eu-i o capilao, e que esse capitn era de navio, e de-
va declarar de que navio.
Responden, qoe nao se recordava ler dito que o
Dr. Anlonio de Menezes esleve na praia com algum
capilao de navio, e mesmo Ihe pareca impossivel
que Imuresse dito.
Pergunladoseanlesde assignar as citadas decla-
races, as leu ou ouvio ler?
Itespoiuleu que nao, e mesmo nao instou pela Ici-
lura de suas declaraces, porque nao se soppunha
leslemunha, pois que foi chamado como informante,
mas que urna das pessoas que com elle as'ignaram,
exigi a leilara da informarao, o ex-chefe de polica
disse que nao era necesario.
Al.n do que neste depoimenlo vai escripto, a tes-
leniiinba repeli oque cons'a de sua citada iufor-
maeao.
E dada a palavra, ao Dr. promoUir para fazer as
pergunlas, que julgasse a bem da accusajAo.
Pergunta.io a que horas do dia 12 ebegou ao enge-
nho Trapiche do coronel Menezes, quando Ihe fo'
dar parle de estar na Barra om palbabole, contra o
qual havia suspeilas de trazer Africanos l
I.espon-leu, que chegou em dito engenho de meio
dia para a larde.
Perguulado mais, se as horas que chegou em dilo
engenho ahi eslava o coronel Menezes, c se fajlou-
Ihe logo ?
Responden, que quando ch-goo o dilo coronel es-
lava uo referido engenho Trapiche ; mas que Ihe
orna forra ds pai-a-
1.U9. .
Ao le c-iro disse que sabia ler o acensado Antonio
da Silva Pereira, catasta em sua casa no du 12 d<:
ouluhio do auno prximo |iasiado pur ler elle les(-
inonba ido na noile desse dia levar-lhs una carga
de niel.
Ao quinto disse que ignorava se o capilao do pa-
lbabole olivera em casa do accosadu Antonio da
Silva Pereira.
Ao sexto dltte que sabia por ver que a casa da ac-
aspar de Menezes Vasconcellos de Drummond, e Casa'' Sil,a l'''re'". be situada em um logar mui-
por esle enlregues ao commandanle da forc,a de pri- ,lo l'ul,l,c" "" de Serinhaem, e (requemada a
meira ludia para os levar para o Rio Formn lodos ,oda nora pur ser Je "egocio.
os Africanos bocaes encontrados a bordo no aclo da "Vo sel"nn 1,'5se 1u9 nunca mete dizer que o oc-
apprehensao. tusado Silva Pereira houvessa sablrahido ao fieario
Disse mais que pela mesma mo sabia que de bor- c"n alc"'" arican appre.'ieudido do dito p.ll.a-
do foram furtados alguna Africanos do carregamen- J*'
(o, e que ignorava por quem. ""s0 ""'* 1ue *''"* I"' conliecimaulo que lem
Enlo o audilor perguntou-lhe como no in(eiro- : do accu"Jl> S*m Pereira, que elle x.ssuia meio
gatorio (eilo pelo ex-ebrfe de polica a elle te-temo-' su""cie"(e; para subsistir honestamente, gozava de
nha, se lia a folhas finta e qoatro, que elle lestemu-' *0'1 r,P"l**i e a testemunba por isso o jolgava
nha declarara ler ouvido dizer que foram fortados al- '*" de l,ral'r alguma baixeza ou infamia.
/
fallou duas horas pouco mais on menos, depois ten-t-, Peguntado se sabia se o capilao do palbabole foi
do-lhe elle leslemunha mandado dous ou Ires reca-
do", lendo sido essa demora por causa de se achar o
coronel incommodado.
Pergeniada se na sua primeira declarado peran-
te o ex-chefe de polica, havia dito que ouvra di-
zer, que o coronel Menezes linha eslado na praia na
tarde do dia 12 de oulubro coia o capilao do navio,
e a quem ouvra isso dizer.
Itespoiuleu, queo que dissera, foi que nesse dia
12 o Dr. .Menezes olivera no engenho Trapiche, e
que no dia Ireze he que o dilo duulor olivera na
Barra com o capitn Flix, uome que entAo nao de-
clarou, sendo que linha em menle quando fallou em
capilao esse mesmo Flix, e que sabe de ler eslado o
Dr. Menezes com esse Barra do dia 13,
|ior elle teslemunha US
Pergiiotado como soube j..e o Dr. Menezes esle-
ve no engeuho Trapiche no dia 12 do dilo mez de
OUlubro ''.
Responden, que por ouvir dizer, que na (arde des-
se dia o coronel Menezes, pai do referido doolor, o
mandara chamar, e com elle estivera toda essa lar-
de, e islo depois que elle leslemunha vollou do di-
lo engenho, quando foi dar parle ao dilo coronel, do
palbabole de que se trata, com Africano, pois que
durante o lempo que alli csteve esperando para fal-
lar com o coronel Menezes, nao o vio, e mais nao
foi pergnntado pela promoloria publica.
E sendo dada a palavra ao Dr. Jos dos Anjos,
por a ter pedido, fez as seguinles pergunlas :
Perguulado qual a razao que dele, minara a elle
teslemunha qualificar de falsos os boalos deaecu-
aejo contra o reo Antonio da Silva Pereira
Hc-p >n leu, que as pessoas que naquelle lempo
disseram o que elle informou, sao hojeas mesmas
que di/.em, que Silva Pereira nao poda ler tratado
com o capilao do palbabole negreiro, e nem o lido
guns Africanos anles da preza feila, e islo pelo Chico
Orador, sobrinho de Gaspar de Ouiliuduba, e que
levou os \ h id..i-- em direce-je a peala de Serrambr.'
Respon leu que senao rcenla de (al ter dilo.
Perguntado mais 'se elle teslemiinhi sostentava
(er nuvido dizer que o Dr. Antonio de Vasconcellos
Menezes de Drummond ficoo-se com alguns Africa-
nos do dilo palbabole, conforme rousta do inlerro
galorio pagina cilada
Responden, qua nio, e nem se recordava de lal
haver dilo. ,
Peguntado se ouvio nomear alguns dos que ex-
'[ .rain, ou por qualquer forma tomaram parle no
' > dos Africanos, qoe do dilo palbabole faram l-
os fora da apprehensao legal
Respondeu que nao.
Perguntado se aabia o uome do capilao do palba-
bole, seete capilla foi a casa do cornac! (aspar de
Menezes Vasconcellos de Drummond, se foi s oo
guiado ; nesle caso por quem, o o lempo que esleve
com o coronel Menezes '!
Respondeu que de ludo isto smenle sabia, que o
capita<> foi a casa do coronel, isto por ouvir dizer.
por engao ler a caa do referido cornual Menezes,
e nesle caso a qo-ni elle procurava t
Ke-pi.n lii qoe uAo.
Perguntado se lem al o prsenle ouvido alguma
coua ou sabido por oulro meio, que oDr. Antonio
de Menezes Vasconcellos de Drommond, Francisco
de Paula Cavatcanti Waiulerlty.conherido por Chico
Cajador, Jos francisco Accioli Lina, ennhecido por
cazumb, Manoel Fidelis do Nascimento e Antonio
da Silva Pereira, ti nham parte na tentativa de con-
trabando feita no dito palbabole '.'
Respondeu que nao.
Perguntado finalmente se condeca a Joao Jos de
Parias, residente em Augola, o qual esleve em Seri-
nhaem, onde tem prenle*, e foi famelo ou aggrega-
do do coronel loe Man el de Barros Wanderlev,
senhor do engenh raria no dislricto do Cabo?
Respondeu qi tem ouvido fallar nesse ho-
rnero, mas que igi a a circuslnncia de ter elle sido
fmulo ou aggreg o do coronel JoAo Manoel de Bar-
ros Wauderley, s dnr do engenho Serrara no Cubo.
Perguulado ta m se conhecia Aogusto Ces-r
de "> i 1111 i ou ezes ?
Respondeu qui o ; e mais nao Ihe foi perguu-
lado.
E dada a palavra ao r. promolor publico |iara
fazer as pergunlas,que julgasse a bem da joslca.
Sendo perguntado e ni occasiao ero que depoz
nesle processo pernte o Dr. ex-chefe de polica, se
alem do mesmo ex-chefe de polica, o etetlvao e elle
leslemunha eslava preseule mais alguem '.'
Respondeu que eslava prsenle o Dr. Theodoro,
o qual, elle leslemunha rapSejD, era u juiz munici-
pal do lugar Kio Formse.
Perguntado mua, se quando o r. ex-chefe de
polica diet.ua o depoimenlo delle leslemunha,secun-
do o que ella respoildera, e o escrivao escrevia, ella
en sua casa ; porque be voz geral, que ocapilAo, de lestemunhava eslava prsenle, e eslava ouvindo. e
bordo dirigio-sc para o engenho do coronel Mene-1 se a escri|ila do seu depoimenlo era logo depois das
zes, e nao vollou mais a Barra de Serinhaem, lugar resposlas que ella leslemuiiha dava as pergunlas, que
MitatM upebioo.
um meneo imeretaeiro e pusilnime,
carbonferas, e a grande quanlidade de tetro que O Sr. C nml.ra. que fez o p.pcl do meirinho,
|iromellem explorarao
O cobie que l.u ahunilaiitesnenle predomina nai
nos:is minas africanas da Sorra do lembe, vai-se
oTerecendo lambem a exploracAo em nao peqitena
quanlidade no continente >!e Portugal.
Acaham de ser recouhecidos como propietario*
legaea da descoberta da mina de cobre sita na Lom-
ba das Coras de Pigeirot e Callas de S. Jorge, no
concelho da Feira, districlo de Aveiro, Manoel I.uiz
foi bem, linha bem rstndada i sua parle.
O Sr. Themolio, e o Sr. Ramos, -ahiram-s pti-
mamente ; arihos leen queda especial pura papis
joco-sirios, e o Sr. I lien,olio (emja no puhliru asen
favor uina excellente prevencao : laz-me lembrar o
bom Marlinho !
O Se Lima, e a Sr.a Jesuina, esla no papel de
molhrr esperlalhona do bom do pintor, por
lodos os lados eomprometlido, e aquelle nu papel de
criado, foram bem aplaudidos.
A eurhenle foi (inmensa, e observamos mais or-
lllm. Sr. Dr. chefe de polica e audilor de mari-
nba.Anlonio de Va-concellos Menezes de Drum-
mond vem [equerer a V. S., se digne de mandar, a'
visla dos processo instaurados por occasiao do ei-
travio dos Afrieanoi apprebenddos na Barra de Se-
rinhaem, e conlra o ex-delegado desse termo, coro-
nel Gaspaz de Menezes Vasconcellos de Drummond,
certificar :
1. Jases os uome. das (esleroonlus e informan-
es, que jararam no primeiro desse processos conlra
o supplicanle.
2. O Iheor dos d-poimenlos, que Anlonio Elias
Salgado, Honorio Fiel das Neves Freir e Manoel
Juvencin Machado, que preslaram porania V. S. lio
prosegoimento do primeiro daquelles processos.
3. Se cm alguma das pecas dos memos processos
consla, que o dilo coronel Menezes confessara ler fa-
cililado a luga do capilao negreiro, e que o suppli-
canle ruubara llljlesses Africanos.
. Se dos mencionados processos consla, por oulro
qualquer modo, esla ultima circumslancia : nesles
termus
Pede a V. S. assim delira.E R. Me.
Recito II de fevereiro de 1837.
da morada do aecusado Silva Pereira.
Foi-llre mais perganledo, se sabe por ver ou ou-
vir diZer, que Antonio da Silva Pereira tivesse feilo
! parle da guarda de paisanos, posta a bordo do pa-
lbabole '!
Respondeu, que nao Ihe consta que elle livesse
sido nm desses guardas ; al Ihe parece qoe seria
impossivel ore(ar-sc a islo, ou ser para (anlo cha-
mado, visto queja" velhn, uceupado nos seus nego-
cios, outros haviam no lugar, mais proprios para es-
se servico.
E mais nao lendo o Dr. Jos do Aojos a pergon-
(ar, fui dada a palavra ao Dr. Feiloza, que a pedio,
o qual paaaoa a fazer as seguinles perguntas :
Se antes, que elle leslemunha desse a sua infurma-
rao em juizo, fallou particularmente com o Dr. che-
fe de polica, e se esle Ihe fallou acerca de urna subs-
liluicao de ollicio com o coronel .Menezes ?
Respondeu, que anles de dar a sua informacaoem
juizo, conversara com o Dr. chele de polica ; mas
nao em particular, sendo que nada Iheouvira dizer
a respeilo da subslluic.lo do uflicio, e isso apenas
Ihe fazia o mesmo ex-chefe de polica e juiz proces-
sanle.
Ropondeu que sim.
Perguntado mais se lemhrava-se do que havia dilo
naquelle seu depuim'iilo em resposta ao que o Dr.
ex-chefe de polica Ihe nata perguulado a respeito
do Dr. Menezes ".'
Respondeu que sim, islo he, que leudo a Dr. ex-
ctele de polica Ihe perguulado ee ella leslemunha
linha ouvido dizer ou S3bia,que o Dr. Menezes havit
fi.-iin e.uu alguns Africanos do paihabole anles da
p.eza, furtados, e que responder que n,io sabia.
Perguntado mais se no seu interrogatorio referido
nao havia dilo que ouvia dizer que haviam sido, fur-
tados alguns Africanos anles da preza do palhahnte
em qaetUto, por Chico Catador, sobrinlio de Gaspar
de Ouiliuduba '.'
ltespoudeu que nao se recordava.
Perguntado a requenmento do Dr. Alcu/orado,
advogado dos reos Accioli e Wauderley, se sabia por
ver1 uu ouvir dizer, que o aecusado Windcrlev, co-
uhecido por Chico cactdor, fora ou m. miara pceaoa
ouvira fallar pelo Dr. (aspar de Menezes, Pedro A- sua a Barra de Serinhaem, durante o lempo em que
lexaudrinu e oulras pessiai, cujos nomes se n3o lem-
bra.
foi Ihe mais perguulado, como dissera elle em
sua iiiformacAo, que o Dr. Menezes eslivera no dia
12 de oulubro com o capitao do paihabole ".'
Respondeu, qoe sendo perguulado a elle teste-
muiiha pelo r. chele de polica, se era cesto que o
| coronel .Menezes eslivera com o capilao, e respon-
derlo elle leslemunha, que linha ouvido dizer, d-
Certilique. Secretaria de polioia e auditoria de-
marinda de Pcrnamhuco, 11 de fevereiro de 1857. '"' "'C"n CW,'ere dC |W,,e"' '" ,es,e-
------- ----------I -_-------------- w u, ...;.,, .i-i, -*!. s-, ...tiiii-:,:;i. i'f
privilegio de Inveaclo, por repace de anuos, pa- Ferreira e Manoel Ignacio da Silva. O leireno for- |o"em e all.neao, que nao houve no espectculo de
ra urna machina motora a combusiao comprimida ma um
polygono, cuj superficie be de um milho
i machine motear ti combutlton romnrimre'.
Por decreto de 22 de jolho, fui concedido a Ca-
simiro Dabbeue e Celestino Debbene, subditos -pi-
dos, privilegio de invenMo, por espaco de 5 anuos,
para um pislao de bomba a diapluagma un pistn
de pompe diaphragme..
Por derrelj de 2o de ejoslo, fui asneedido a
lleurique l.an, aabdile britnico, privilegio de in-
vencau, por espado de 13 anuos e 11 dias, para me- I .".cerca da mina de cobre em S. Miguel de Mllhtiroe
* Ihoramenlos no modo de encalhar n mbucacOes em planos inclinauo-i slip' para con- euja atea he de aovseeutos e qosrenla e doos mil
cerlo oo ron-.irucc o.e para urna machina, pnrehase metros quadrado:.
de oSo interrompida accjlo para mesmo;. c isual- i Aos mesmos requerente- se expedio puilaria so-
Irezcutos e oileula mil metros quadrados,
Aos me>mos requerente se ezpedio poliuria icer-
ca da mina de cobre sita no Moinlio do Pintor e
Maeiejre, concelho de Oliveira deAzemei. districlo
de Aveiro, cuja demarraran forma um polycono de
um aajlhao cont e setenta mil metros quadrados de
superficie.
Espedio-se por porlaiia aos mesmos requeienles
menle applioavel a oairos fin.
\
I bre a mina de cobre, sila no lugar da l.adeira, fre-
sabbado.
Conliiiue a companhia do Sr. Joao Caelano a nos
dar ii.nles alegres, cm que sempre postamos admirar
ns seus trabaihor,
Nio huuvo no domingo os fandangos annun-
eiado nos Remedios e em Santo Amaro, aflirma-se
que foi graea de algum barraqueare para vender os
pelitces, que reslavam do Poco.
Onvimoa dizer, que na ra V ha urna pebre
familia, que-soffre publica e escandalosamente o
maioret desalios de.............que quasi sempre em
hnagado, ora quer vender a manilla, ora de-feiliar
as enhor.1- da rasa, ele. Pedimos ao Sr. subdelega-
do, que pudendo ser, S. S. providencie a res-
peilo.
Ditera (jue fallecer Manoel I i,a- do Carino, r-
man do pharmareutieo Francisco Anlonio h Chapas;
o qual foi iralado pela cur&ndelra da hyoropesis
nao morren cerlamenle da enra.... no entre-
Dr. Lopes [So.
Joto Saraiva de Araeja Galvo, escrivao da aidilo-
ria de maiinha da provincia de Pernambuco pt,r
S. M. I. e C, que lieos guarde ele.
Orlilico, que revendo o prtmeirodos procseosle
qae trata o aapplicanle, delle coma, que fallaran
contra o maamoaapplicanto Antonia Elias Salgad.
em seu interrogatorio, Honorio Fiel das Neves l'rai-
munha podia asseverar isso, porque o proprio coro-
nel Meneze Id'o linda dilo ; que immediatamente
perguntou-lhe o Dr. ex-chefe de polica, se o Dr.
Menezes coslumava ciar com sea pni o coronel Me-
nezes, e respondenlo elle iestenuuiha allirmatva-
ireuie, o mesmo ex-chefe (le polica tiran lo a illa-
c,o de que logo o Dr. Menezes linha eslado com o
capilao, pergonloo a elle leslemunha, se nao con-
\ cordava com essa illaeao que arabava de tirar, ao
ahi esleve o palbabole, em que se Tez apprehcn-ao
dos Africanos, que possunse nu livesse cm seu en-
genho ou em nutra qualquer parte algum ou alguns
desses Aldeanos, qoe se dizeni extraviados do pa-
ihabole, e se finalmente lem amizade ou dependen-
cia com o mesmo Wanderlev.
Respondeu negativamente a todo.
Perguulado a requer ment do Dr. Feiloza. advo-
gado do acensado Dr. Drummond, se tai lido o in-
torrogatorio d'ella lesiemunba em o I;io Formoso,
antes de o assignar, e o que nena occasiao Ihe dis-e
o Dr. ex-chefe de polica .'
i:pon lee que n :-i ihe foi lido, e peiliiuln elle I
teslemunha paraler.na occa'iaode assignar, Ihe dista
o Dr. ex-chefe de polica, qae nao era precias ler e
qae assignasse.
Perguulado mais se no dia anterior ao em que
elle leslemunha fui inierrogado
re em sua informacao, e as leslemunhas Alipio Ca- que elle toslemunha responden
Disse mais pelo conheciraenlo qoe linha do dit
Silva Pereira, e de sua casa, sabia que elle, pomuia
os mesmos escravos queja linha anles d chegads de
paihabole.
Ao oilavo disse que nada sabia.
Dsiea requerimealo do advogadn do aecesadi
qoe o capilao do paihabole nao esteve nem janlou
no dia 12 de oulubro do auno passado na casa do ae-
cusado Silva Pereira, e que islo all uta porque tea-
do elle leslemunha chegado ao por do sol do referi-
do dia 12 e pernoitadn na mesraa case, ah nAo vio
pessoa qoe Ihe parecesse ser o capitao desse paiha-
bole, seudo que so vio pessoas da familia do acen-
sado. -
Disse, a requenmento da promoloria publica, qo-
relirou-is da casa do acensado Antonia a. Silva Pe-
reira, no dia seguinle a 3 para i horas da tarde, qae
nao sabio antes detsa hora para parle algama, o qoe
tendo chegado por veze a porla da essa do dilo Sil-
va Pereira, dorante o lempo que ahi esteve neteetjia
nAo vira na praia, que fica alguma cousa dislaole da
dita casa nem adjunte do povo, nem destacamento
de linha, nem negros novos, e quando retirou-ss da
casa de Silva Pereira, nio pasvou pela praia porque
embarcou-se a t'az da casa do momo, oi.de ten
urna cai.ili.'. i.
Depois de ler a testemonha acabado o seu drpoi-
menlu, a requeriioenlo do Dr. Anlonio Vrenle do
Nascimcnto Feiloza, advogado do aecosade Droro-
in-iii i. declarou a leslemunha que quando o doolor
ex-chefe de puei desla provincia esteve no Rio
1-orinosn, assignou orna infoinacJsji rnm n infore*:-i.-
te sem saber o que ella cov.iinha. porqae tendo ejne-
rido lc-la ou ouvi-la ler o mesmo chefe de polica
Ihe disse que qao era nece-.ano, e que o ameacou
com pr.sAo se nAo quizesie assignar, e mais nAo len-
to a ser-lhe perguulado, houve < doolor audilor ds
marinea, e-te depoimen(o por findo, em o qual aassj-
gnou com a leslemunha. o promolor publico a ad-
vogado do aecusado e esle.
Eu Joao Saraiva de Araujo GalvAo, escrivio o e-
crevi. Dr. Polycarpo Lopes de Leao, Manoel Ju-
venci Machado. Candido Aulran da Malta Alba-
-f:i-i i|ue. Jos dos Anjos Vieira de Arnorim, Anlonio
da Suva Pereira, Dr. Antonio do Natcimenlo Fei-
loza, Antonio de Vasconcellos atenezes de Drom-
mond.
E mais senao cnnlinba em dilos depoimeulos men-
cionados pela pelicAo. (Juanlo porm ao lereeiro e
quarlo quesilos dulla, nada consta do primeiro pro-
cesso, e a raspe.lo de segundo nada de positivo >e
pide igualmente alli. mar, visto como foi remedido
em original ex-juiz de direilo do Rio Formoso.
Nada mais consta da processo rela(ivamente a>
que menciona a peticio retro, e qoe eo escrivao bem
e fielmente z passar por certidAo, qoe vai na vei-
l i le sem coo>a que duvi la tica subscripta e asst-
gnada nesla cidade do K-rile de Pero ambaro, ae
l.'l de fevereiro de 1857. Fia escrever sobscrevi e
Miguel.
Em f de verdade.
JoAo Saraiva de Araujo GalvAo.
Iilm. Sr. Dr. chefe de polica.Diz Antonio de
Vasconcellos Menezes de Drummond, que 'nao po-
dendo o escrivat Saraiva certificar sobra o oltisnn
quesiln do seu rcqueiimenlo.de bmilem, islo be *e
de ulgmii i das pecas do processo instaurado conlra >
coronel Gaspar de Menezes Vascoacellos de Drom-
mond, e\-delega !o du lermn de Serinhaem, con.la
haver elle confes. ..do ler facilitado a fuga do capilao
negreiro, e qoe seu lildo roubara dez africaoos,__
visto como o mesmo escrivao declara baver lemelli-
do esse processo ao juizo de djreito do Rio Formo..
para seu proseguimenlo/o supplicanlc vem requerir
a V. S. que pira satisfater a ne-rssidade que gis-
es lem dessa certulAn se digne d- mandar, que d -
lo escrivao Ih'a da acerca do indicado poni, on qa<-
siloai-lade oulras cerluloc- an (heniicas por el e
mesmo eslrahidas verbo adverbum de lodo aquello
processo, ludo na forma da lei, e do eslylo.
Pede a V. S. assim Ihe delira.E R. M.
Ilerifc, 12 de levereiro de 1837.
D o que fr possivel.secr^laria da polica do
Peiiiamini i. \1 Je fevereiro de MR,
Dr. Lopes de baste.
joio Saraita de Araojo Galt,lo. e.rivAo du che'i
de polica ds priwmcia de Pernambuco. e do sjajna
inuuici|>al da prnn-ira vara da cidade do R.cile,
por S. M. o luipe.ador que Den guarde ele.
Certifico que. reven o a rr i l.i-i que pelo sopidi-
cante, e qie fu cxlrahida do processo in-lacra'-.
conlra o coronel Menezes, pur rrim de rrtpoeaahi-
lidade, da referida certid.lo nada consla rom rea-
cAoao podida pela sappliea.le em sua petirv rrln.
e a mesma rerlid.lu me reporto..e esla vai sem ns.
a que devida ftea, escripia e a-signada oesia sobr
dila cidade do" Itecife de Pernambuco. aes II de le-
vo eiro de IS.7. esrrevi e as'icnsi.
Em l de verdade.
Joa i Sataiva de Araujo Gilvac
I lint. Sr. Dr. juiz municipal da primeira vara.
Brancse le Miranda Leal Sv-. requer a V. >..
que mande dar por certMae u Iheor de sos pelirae*.
pelo qual ehasesa a joiz Ignacio Bento de I. v.dia.
pelo Dr. ex-rhe(c pdtA exl"bir a reapoutaMii ia.1* do artigo(I Tr.rle-
d- polica, fura preso um seu lilho, como se chamara i ^'"'''"T'^s '''''"" '" <'u:'""r.rn' ,;,;- rum "
.....,. ., ... __' de|iarh-i do \ S., ccrlntao da ril-rao e lermo I.--
alliimativamenle. efle e se q'-audo foi peranle o Dr. ex-4-liere de poli- peclivo, que em sudirecia se lavr....".
merino dos Sanios, Antonio dos Sanios Vital e l^lo-1 Foi-lhe roaii perguulado, se a leslemunha que as- ; c" fallar-lhe na soltura de 'ea lilho, f.ii que o mcsni.i I Pede V. S d-feiuiunl..E R. Mee.I rai-
rentino Jos de Miranda. I dgnoo a informaego peranle o Dr. chefe da polica, I ei-ehela de polica o interroano, o que Ihe disse o' "''" rte Miranda Leal So e.
Qoanlo ao segundo quesito da peticio, cotilico, f. por esle amaneado de pristo, por nAo qoerer as- I mesmo Dr. ex riicle de polica anles de inlerro- rcmi'd'e'^.buurel !. B*WW*" *' ,s'"Cl* ''-
pradilo mocoso serem os depoi- situar, independenle da leilura da nformacae 1 | lo, e se depois do seu inlerrogalorio foi sollo o d(o Joa. Saraiva .(V Araujo (,.|,.io. e.eri.Ao doju.ze.
municipal da primeira vaia do lern de-la ei.a-
inenl s. pedidos pelo sopplicante, do Iheor ae- tespot.deu, qoe rerosando urna testemunha as-1 seu filho.
3ul",e : sigiar a informacao sem ser lidia, o Dr. ex-chefe de i
Honorio Fiel das Neves Freir, solleiro, de Irn- plida disse, que nao era preciso lr se, por ser
m o Ireai aunes de idade, morador ua fregnexia da I umasimplas iniotmagia, e que por eesas a oabrse
Serinhaem. que vive de negocio, leslemunha jura la | didicUdades, anda mandara meller um no chi-
aos Sanios Evangelhoi, em um livro delles, em qae lili tro
por sua mo direila proniellea dizer a verdade, e do | Foi-lie perguulado o que eabem a respeito de um
costme disse nada. i dilal. us se (isou em Rio Formoso, da apprehen-
Ropondeu que seu filho de uome Albino Salgado
de Azevedo, "U de Azevedo Salgado, fura preso na
vespera do dia em que elle leslemunha foi inierro-
gado, que indo a pretenda do doulor cx-rhef de po-
M. I rC.
i ergunldo se sabia, que no dia 10 de oulubro do so de afeons dan Africanos extraviados, a quem peto do. africanos, stnd que do cuulrario man- P'"phe-i rheleqraph
aono prjimo pamado, checnu a Barra Je Seri-
ohtm, e randeou jaoto a ilba de Santo Ate.xo um
le ti" ItTtfe du IVi n.irnhu. i., per
que lito* iut lo, ole, i'lr.
CarUfico crf-tn s un..*s.sfr que f>iz nunrAo i pe-
llrili supra, do llieor --rsuinle:
lllm Sr. Dr. jo.* iiiufiiri|'.-l *Ia ptimeira m.
I i. ;i< i-c.i tli- Mu -ii i,i |.rl >.![ r'i|u-f a \ ^
Una no dia soiuinle ao da pn.1o de seu filhor p;ira que mJH,,ie eiUr Uotirio Ben.n .le l.oxolU, %\\f%U
(allar-Iho ubre a oMtira ilelle, tli^w-lhe o mnin ro do peridicoJornal do Cominrrcio__, para
ex-rhete de polica, declaran! e que -ouhe-*e a re<- *xh*hir a rrponMbilida lHigicro *r* -iiil i
\
os ho.,, ,e algum do, ttchado, pericia ao Dr. I dar-lhe-hi. o filho"paV.".~r7nh.. e qoe depoi, ,oe ^tn^toT Xr^'Z^Z t
I elle testtmnnha foi nlerrncann. sen filho foi rtsti- ateen* doos emites ni. ,. n0, qualro seaniu-
MUTICSDtJ
. :

I elle (eslemnnha foi inierrogado, sen lilho foi resli- | 'lalavra, doos ronlo, da n-i,
S
-
- -


DIAR E01D PERNAMBLCO, OllNTA FEIRA 1!) DE FEVEREIRO E 1857.
tes periodo) se Irala de om facto que comillas um
crime imputado a otorldsde policial da fregueiia
de Sin Frei Pedro (. mi; Oves denla ci.lsde, de que
ala inve-lidn o supplicanle, sendo que por lalo an
aupplicanle compele intentar accao crim nos ter-
mos do artii(0 dozenlos e vinle'nove, combinado
rom o artigo dutentos e Irinta do cdigo cri-
minal.
Pede a V. S., se digne mandar rilar n supplira-
do para da e hora cena.E K. MeFrancisco de
Miraoda l.eal Ser.
Autoa la, cile-se para o dia "> do corrente, as 10
hora* da m mia, m cata de minha residencia.
Recite 3 de fevereiro de 1857.Cavalcanli de Al-
buquerqoe.
l.erlilico eo, olli-i;il dejulita, abaixo BSSigflado,
ler citado ero sua propria pessoa, do que duu minha
T, no upplicado lsnacio Betil" de l.uxiillg, para lo
do o conleu i, (i e 11 ; < e despacho retro, e para
constar ps>e a preeole cerli lia, em que me as-
sisnei. Cidade Sa Kecife i de levaren o de 18 ">7.
Francisco JoSc Honorato Serra-tirande, ullicial de
jusilla.
Termo de comparecimento de Isnacio liento de
l.oyolla.
Aos .'> de fevereiro de 18.YJ, tiesta ciade do K"i-
fe de Pernambucu, em casa da residencia do l)r.
Silvino Cavalcanli de Albuquerque, juii municipal
da primeira vara, all compareceram o suf-plicanle
Francisco de Mirando l.eal seve, e Ignacio Bsnlo
de Loyolla, proprielario da typosraphiaJornal do
lommercio para o fin requeran n.i prlirAo re-
tro, seorto lida ao dilo pruprielnrio. declarou, qu
-.-ti to o artigo a que se refere a peticao retro da re-
daccao, perlenct-lhe a respnusabilidade, e como
quer qae nao livesse elle declarante iiitencilo de
alacar n reputaran rio supplicante, pedia aojuiz que,
com o conseiiliiiiantn da parle, permillisse explicar
o Tacto, de mudo a nao deitar duvida que olfenlrr
pona ao sopplic-nle.
Disse que o predito artigo se refere a po-
lica em cetal. e pi an subdelegado dn fre-
gueiia de San Frei Pedro tioncalves, sendo que an
rneij cuiiliecimeuto cliegou que a apprehenso in-
dicada no m-smo rtico fui eQecloada por pessoa
eslranna pulicia, donde bem se evidencia, que
utiii remotamente eiisle a iniiima allu-fl > ao quei-
xow. que considera um funecionano publico de re-
conhecida inleireza e prubidade; avista do que
disse o supplicante que se itufazia com a explica-
;', e nao pro>eguia na quena, do que o jaiz man-
dnu fazer este termo, que assiguuu com o suppli-
cante e o rrnprielario.
Eu, Manoel Joaquim Baptiza, eacrivao o enere-
i, uo impe lmenlo dos escrivilea Sarava e Alla-
byle.Cavalcanli de Albuquerque.Ignacio Sen-
t de l.oyolla.Francisco de Miranda l.eal Seve.
E iii.ii> M) nao coutinlia em ditas pecas, que eu
escrivao bem e lielmenle z exrabir por cerlidAo
dos propriusoiiginaes a que ma reporto, e vai na
verdade sem cousa que duvida faea, subscripta ej
assignada, nesla cidade do Kecile de l'emamhuco,
us 14 de fevereiro de 58j". Fiz ascrever, sobserr-
si e a>isiiei.Em fe de verdade, Jnao Saraica de
Araujo Galeno.
metroa de altura,sobre 2 metrm de larcora na bae. I He pouco mais ou manos a poca de Jos. Asco-,
O dosso nao lem maia que 21 inelros e meio, um luinnas iIihii> silo referidas a ete reinado. Ou-
pouco mais de 70 pea, obre dnus m.-lros e iO cenli- | tras paite su allribuidas a Tollnns I." e a Tolhmdi
inelros ; mas parece que "Acrece mais uiteresse bis-' 2.- que viviam, 2 seculus mais tarde pouco mais ou
lorie. Os nossos companlieiro* Inglesas Mr*. Seuior menos,
e Maclean, lamenlavam que a Inglaterra noqiii- Os priticipacs obeliscos foram regido* pelo i.' des-
zese fazer as despeas Beeassaria para o seu. Estes
obeliscos de uraniln cor de rosa, tirado dis pedreiras
da Silsilsh oa d'Assnaan, foram erigldoa ambos em
honra cl'Aininooii. pelo Branda Sesostris; e a dadiva*
loria que exprimen! os hjeroglifos he concebida da
maneira" segointe, segundo a Iraduccfto de Cliampol-
lion :
(I senhor do mundo, sol, guarda de justica ap-
provado por Phu', inainlou e.l-licar este edili.-.n em
hanrt deeu pai Ammon-Ba, e llie erigi estes dous
grandes obelisco de pedra diante do Kharnession, da
eidada de Ainmon.
ludicacies anlogas se encoulram sobre o proprio
p> I-uno e iiflo se pode duvidar que loda e-la paite de
LoBpaor seja obra do grande Se-uslris ou Kliain-
s< II.
lie provave! qiiefi era lambein n grande rci, que
era -presentado peeioalmanla pelos dous eolloasna
de 'ni ps de altura encostados ao pylomo. Eslas
duas estatuas de gremio euraru.ido e midillios como
os obeliscos, e>lao meio enle radas as ruinas e na
ard. EslAo todas mutiladas, ins linda se recouhe-
cem sobre as .'..becas quebradas as in-ignis reaes do
pshenl e collares. A largura entre os hombros be
de mais de melrn-.
Subimos, com algum perigo, ao alio do pylomo,
trepando de pedra em peura, e d'alii penetrando no
Loupsor, eu>aiamo< apre-enlar-nus nesle lugar, mas
era Irabelba perdido ; e ludo qusiito podemos veri-
ficar he que o eiio do pylomo em que subirs!, nlo
corresponded randa cnliiuiuala do paUciode Ame-
nnphis. O defeilo .le paralleiisino lie repugnante, e
nos recordamos que os nossns reis nAo foram mais
habis, edifican lo o Louvre e as iTullerias. He urna
inadvertencia bastante eslranlia. e nSo lie juslilica-
la e recounecer com os epyplologos, que os dous
les 2 principes. A gnnde sla lie d'Orir) 1.- pai
deninm-es 2.',00 ScMStrl, em l:!SI) anles da era
ehrisUa. A alameda dos esphiogM lie dcvi.la a ojie
Ultima rei. lia escilpluros c|ue san do remad., de
She.lionh |.- o Shisliah de Beblia. Sbe-se que este
principe se anudaran de Jerusalem no auno U7I an-
tes de J.C, e mise os p-vos r/eneidoai mijos nones
esl,io gravados fobre a pedra, (.hainpollioii lien o do
rei .le Ju.la. loada Malck.
A columnas do paleo onde existe de p c-sla co-
lumna solllalia de (ill pe, roiilcm os noni-s dn mal-
felor de rernaka o usurpador olhyopio, e o de Po'
ininilicheus, 714 e 661 anuos antes da era chnslfla.
Ja disse mais acuna algomas palavrai sobre os traba-
Ihos dos Piolomens.
AssimTliebas cessou de augmenlar-se desdo o lem-
po pouco mais ou menos em que se ediQcava a
grande pyramlda at .. mv.i li\ses, .VJ.'i anuos anles da noss.i era. V unaa* dos
Persas foi multa lanesls a capital dos PnaraOM ; ma-
eslc piiinciro desasir era reparavcl seiindu perece
pois que reis gregrn pdenlo anda aformuiear a cia-
da que subsista. O que destru,i Th-has, ful o cerC
ile :t anuos que ella .suslenlmi, 160 annos anles de
J.C. contra Soler >. un l.aihjres qnewvingou
cruelmente de lao longa resislencia. O vencedor un-
placavel deslruiu os uionumenlos, disperaou a popu-
l;;cAo, e cninecoii para ela venerav-l eidada uina de-
cadencia irremediavel. !N> lempo de SlTallMi menos
100 anuos,......eoatlnha mais scu vasto reelolu que
pohies aldeas ahiladas ama! das OOtrai, e quedevi-
am desapparecer pouco a pnneo. || >j,- na-* re.la
seuAo l.uupsor e algnmu cabanas em Goarnak e em
Meleoel llabou. Eis eui que ser tema a gloria hu-
mana !
Sobre as paredes desle templos arruinados, sobr
edificios sAo devidos a reis dillerenies. lie urna fal- i es'.es prlomes, eslo reprsenla 'os como em l.uiisor
la, que edificios iulerposlos terAo sem duvida di.si- as conquistas e os Iriumphus dus J l'liaraues. que se
nula lo a aquelles incmus que a commclliam, mas illu-lraram pela uuerra e Oseri I e eu fidiu. o
1 sacco dilu ; a Batios i Oliveira.
I embrulho periodldos ; a' W. Max.
1 dilo amostras ; a Ferreira A; Maieus.
\ apor sardo dlienova, viudo de tienora, inani-
festuu o eguinte :
t caixai livros ; a' P. P. Cappociae.
2 ditos sedas, I dito penles : Timm U. & Vi-
nas-a.
I dito cortinas ; a' Araan i\ Urjan.
10O caixas mataos, -2"i bala- de papel : a' Lemos
Junnr Ov Leal Reis.
I) caiv.i- mas,as ; s" Antonio de Alineida.
."i eaisai chapeos ; a J. Keller 4\ C.
Hials nacional Sereipano,a viudo de Cotugoiba,
consignado a Bastos .\ Lemos. saaiiifeslou o segonte:
.Vio saceos c ,ni 2,500 arrobas de assocar branco.
."illi couros salgadoi ; i barris mi ; d orilein.
Vapor ingles oNormn, viudo deSoutlismpton,
manifesiou o seguiute :
I pacole fazendaa .le seda e ligedlo ; a' .1. Keller
i\ C.
( cala fasendas de red. -2 ditas ditas de algodlo,
e sedas, I ilila Chalos de ciepe, I dita capoles ; a
Timm M. & V.
i caixas fa/endas de ilgodHo : a' II. ibson.
0 dilas dilas de dito; a' Adainson llowie 4 C.
50 caixasquei,os ; a' Francisco Comes d* Oliveira.
1 caixa fazendas ; a nrdero.
3 dilas dilas ; a G. C. S.
10 ditas ditas de algodo ; a Koslrou It. A. C.
.VJ ditas queijus ; a la-so t\ Irmao.
13 dilas conservas ; a M.J. Alves.
2 -tilas biscoiloa, I dita perfumara ; a F. S. de
Oliveira.
I dita c*'tat, 3 ditas sedas : a Suulhall Mellor.
5 ditasfarragens e arreios.i cavallos e ma mmen-
los. II p.icoles amo-tras ; a dixero.
Ui une ingle/. Mercury, viudo do Ierra Nova,
consignado a Saund^rs llrothers cV C., manifeslnu o
si'guinle :
_\i. 1'. barricas bacalhao aos mesmos.
XIMSUI.AIMJ titltAL.
Kendimenlo do da 1 a 17. .... 93:192g976
dem do dia IS........ 8:l43slW
ftttl6tQt&.
carga prompla ; par o resto della e pas gelrus, para o ouc offerace bons conunoilos*.!
Irata-se com os coiisi;iiaUrios Ainorim |r-
iiius. ra da Cruz o. 3.
Para o Aracaty vai sabir sabbado I '
lo crrente, a liarcac,a Jaguaribe : para o
resto da carga c passageiroa Irata-se com
Caminba Pilhos, na ra da Cartela do Re-
ar
Mascarada.
He ordem de S. F.xc, o Sr. mareclial, com-
mandanlc da (-avallara dos nobres hncei-
nis, se fiz publico para conliecimen'o dos
ara oificlaea c mais p ac;as, que nenhum
i mascara sera ailmiiiiiiu a lir;i; ilos torneio*
sem que receba um cartSo e inscrova sen
nomeoo arsenal di- calqado cm fu-ntc a
casa da lielacao, oa rus da Cajeta, llavera..
I duas licea ou mais, s..- o iiumeco o pedir,
Cin urna das quaes Si) correr as ca val liana.
os olliciaes e pracas disciplinadas, contorc*.
; doras das regra da cavallaru, toatendo ou-
Iras llc.es pata rccrulas.Iloberl du loable,
ajudanle de Ordena da 9. F.\c.
quaes seproce-| >tm.oo,. Fugio de bordo do torigua brasilero
ia a anemalacfio pela forma marcada no | Para o Assu segu por estes das, per ja Melampo, na noile do da 8 do corrente, um
5 Pela proenradoria fiscal da Ihesouraria
provincial silo couvi lados OS devedores do
imposto de l&ysOd snbre diversos esUbele
cimentes do municipio do Iteeile nos anuos
Bnanceirosde 1836 a 1837 at 1849 a I85H,
para pagaren* espontneamente seus debi- cite n. 00, primeiro andar,
tos com gula desta piocnradori, no prazo
de :to ilias, contados de boje, lindo o jual
seio oportunamente ajuizados tocios aquel-
los, ouc como taes. deixarein de faze-lo
O administrador provincial, em virlude do disposlo no Bit
:i do regulamento de :i dejolho de 1859, faz
publico que se aeliaiu depositados dous e.-
vallos casunhos aprehendidos pela subde- Legue com brevidade a b'rca Sorte: recebe
legaca da Ireguezia le S. .lose, os quaes SSo carga pasageiros e esclavos a li ele : a tra-
consiuerados lieos de evento, por se deseo- Ur C(jn, Caelanu Cyriaco da Costa Moreira,
noecerem seus donos, e para que no prazo na roa da Cadeia n. 3.
ue l > dias.compareca quent aos ditos eaval- ss"
los tetilla dire.to, lindos os nones so nroce- i AS
O 1110
de Janeiro.
2ti>*.
Sitreratirra.
CfcRTAS SOBRE O El'.YPTO
Acampamento dos l.agns Amargos, sthmo de Suez
2 de dezembro de 18.33.
Se me vi embarazado em f-llar-lhe dignamente
as p\ -.iii.i.l. e em Denderab.anda moilo mais me
vejo par'a fallai-lhe acerca de Tbebas. As pyrami-
des nao sito mais do que monumentos isolados. Den-
dsrah quasi que nao he um templo. As ruinas de
Thebas s3o una suberba cidade, completa que no
tempo de Homero passava par ter cem portas. N'e--
la epuca remola, isio he, mil annos antes d era
chrisiaa, a -ua repuiacio linha ]> passado os mares,
o linha penen.i.lu, sem duvida apoz as cooquistai.
t os povos louijinquos da Asia menor,qoe s entilo
deviam canhecer-lhe o nome. NAo me espsulo des-
ta reputacao ; e secundo o que vejo Sobreapsolo,ein
pe oo por Ierra, ereio que Thebas, por mais illuslre
que l'ii-se enlu, eslava mu longe de ler aiuda a sos
gloria legilima.
As rumas actaaes de Thebas.esla primogeaila das
cidades reaes, para repetir a espressao de Chsmpol-
lion, se es endem sobie as duas marcena do rio, s,
segundo o que temos percurrido em 2 das, quasi que
Ibes non posio dar mais de 5 on (i legua, da cir-
eumferenaia. A direita do Nilo, esta' Conpsor e
Krnak ; a esquerda, junto do deserto Lybieo, e-i.r
(iournali ou o Rhameneion esta' i uecrouoles real
de Bibanellmolouk e o meroiuium Olm seus
colossos, esla' enilim medeuel lisbsni.
Que immensi.'la Jes Que aaplendoits '. que teste
mundos incomparaveii Nao coiihecj llalbek e Pal-
myra ; mas em rignr eilaa duas cidades ta d'hon-
teic. se reflectirmus na veueravel aoliguida.le de
Itlebas, e suss ruinas, por mais vastas que possam
ser, i'sl.lo n.ui lon^e, se as julgo pelas 'escrip;6ea
dos viajantes eulhusiaslM, de serem Usm vastas como
as suas. Oh abysmos da hisloria e dus lempos .' lia
mais de 23 seculus que Thebas esla' em rumas ; em
que epuca, entilo, nasceu ella, e qoal he a idade da
ua virilidade e do seo puder ?
Acabo de nnmear-lbe eslas prodigiosas reliquias
na n.es.iii rde.rp, em que a^ visitamos. Wik u-ou
o erudito e nioi pratico, acouselba nos viajantes que
tgsm urna marcha inleirameiile contraria a que l-
inus seguido,co-pecem pela margem esquerda e aca-
beui por l.onpsore Karnak. U'esJa maneira con-
forma-se crin o prudente pruverbioCrestit enude;
e proced^m indo lemaaj forte a uiais foite,
.N.'i.i n-'iii as vanlagens de seinelbante melhodo,
mas, aqu as cousas sao igualmente admiraveis, oo>-
lo que mu diversas,seja qisal fur a maueira por qoe
as consideremos ; tmulos de llebao-el-Molok va-
ii'in no seu genero os templos de l.uupsor. Me tin
Habn, nao he menos admiravel do que o propno
Ixiru.ik ; e embura lenliainoslraualornado a afdem
preteripta pelos amadores do Egxplo pharaonicu.nao
peino que tenhamos perdido u nlo .leste maravillio-
so espectculo.
Asstm cune pela margem direila, e fallo pri-
meiro ni l.oupsor, a primeira palle de Thebas que
vimos.
O nome de Lnup>nr significa, segundo me parece,
oa lingo* hxemgiilicaos palacios. O nome he justo
.- coiiio Loup.or se ligava n'oulro tempo a karnk pr
alamedas, cujos Irc-s anda se obseivam, he mu
provavel que esta designasao geral deva appbcar-se
a loda a margem direila do Nilo. lluje limita se o
templos e a coixlrucces qae se euconiram a pouca
distancia do rio, que as inunda na grandes en-
dientes, que as defende solTiivelmenle um vellio
caes construido no lempo dos Ploloineus e dos Hu-
manos, l.oupsor coropi~>e-se actualmente de duas
parles moi distinclas. A' direila. indo do Nilo. rslo
lie, aotul, onsle orna serie de palacios que reroon-
tam. secundo insrnpcdes inconleslaveis, a Pilaran,
da Wlll dyoaslia lliehaiia, Ainunopti III ou A-
mnophis, que remava no annu 1 .) antes da nussa
era. A- culumnas que eslao anda em pe, e que per-
lencem evi >nleiuente a. parles dillerenles d'um
inesino edificio i em o numero de mais de cem.
Algumas ha que lem i-3 ps de altura sobre !l ou 10
de dimetro. Ha uina particuliridade extravagante
em algumas, be, que -3o a granadal em cuna d'u-
ma maneira mui nolavel, que alias nao prejodicam
0 elleilo. O capitel que he de follias de lata, lie
mais pequenu que o fosle. Cm sanctuano co cito
de hyaroglificos mui elegantes,recorda o nasciinenlu
de l'hara, e sobre suas paredes estilo representadas
< scenas principies do parlo da rainha sua mal.
1 ni saucluario mais ptqueno esla .ancravado no
grande ; nos baixus relevos, se acbam algumas iiu-
genspooco decenles, qui naode-culpam a disliucrAo
do logar ^mammise, cunsaftradu ao parto.
Todas eslas consuuches lesa um cancler nola-
vel de grandrza e aoliguld-de. Mi- desgracadamen-
le, c-l.ui loda- arruinadas e meias encoiierla* pelas
casa- da actual aldea de l.uupsor. As sisas de lijo-
Ios nAo esto someule collocadas ao p du- edilicius
qoe de-liguram, e-lao lambein c lineadas mullas
vezes no alio das mai- Isellas plaiiformas ; e f.-i as-
-iiu que os nussoi mariiiheiios quando vieram bus-
car nosso obelisco da praca da Concordia, e-lifica-
ram as suas casas do barro entre duas paredes do
lemplo, 40 ps de altura.
Os nossos soldados de 1798, cuja lembrauc he
anda muito viva entre estas populares (aerara uu-
Irotanto.
NSo se pode pois julgar moitn livremeulc do ef-
feito e da belleza de l.oupsor. Releva que nos c n-
lenlemos com aiieviubar mais cousas do que ve-
mos.
Tal he a primeira parle de Loupsor direila. A'
esqurr.la indo para Karnsk, o espectculo noo he
nem menos nem mais complelo. ^qui lambein nao
lia s.'ii.o fragmentos enterrados as casas. He um
enorme pylmuo com seus d u- Iroco-pxramiJaes aos
iiiui. I.it ,. o -ni aherlura giganlesra, que faz a
pona. O pylomo lem anda 200 pos da fachada e
sessenla de allura, anda que escondido. A perla
devia stm dovela l.r nina altura quasi igual. A-
fanliada do propyleo sao colierlas de busos relevos
que Champollion repul de inuilobom eslxlo, e que
represenlain em uina vuU exlen-o a-sumplos la-
le-rameiileguerreir.s, om cam|, rnm barraeasae
fornalhas, um esercilo formado em bat.lha com car-
ros e infamara ; uina balalha, una derrua do- ini-
migos que sao persegu,los ,, ponti d'espada ; una
passagem do no.onde -u ssassinados. uina lomada
da cidade, emfim i inbmisslo dos icneldos, que se
enlregam pri-ioneiros ao vencedor.
Tal b oassumplo desles mus grandes qoadros de
pedra, qu- nao leu. menos de .30 ps de comprimen-
lo. Cliampnllinii, o moco, decifrou as inser pees
desles boixoi lelevos, e reconheceu que e-l.- re ven-
cdor e Iriumphadnr. cuja glora o pylomo le Loo-
paar laamarUlisa, he Rhamses II o chamado o glan-
de lilho de Pliara Oseri. Se Oesi, o famosa Se-
so-tris dos Ciegos, que reinava om seculo pouco m.ns
no menos depms do Aineuophis, isio he, no seclo
T IV anles da n>sj era. Os povos vencidos caas
lumias sao ciledos ua in-cripro.*s. sao lodos os potos
asiticos da *le"pulaina, e lalvez das maigens do
Indo. He con-lanle hoje qoe as empresas do grande
S'snstr, rhcgaiam al os louginquos paizes. e isio
da urna alia idea do que era entilo o podei egypcio.
Cumpre que e-las eouqui-las do famoso monareba
i -lili .ui sido mu gloriosas, pois que seacham repro-
-diizidas em monumentos semellianles, quer ua pro-
pria l'hebas, do oolro lado do rio, quer ua Nobia
no lempl-a bypogeos il'lssambould.
He diaule .oeste pylomo de Rhainss, o gran le,
qne se achavam os dous ma^niliro- obeliscos de qoe
ae traa multas vezes. lu. u da direila, figura no
nosso Pars, ole o podemos admirar,gracas a mu-
nilicencii de Mehemel-Alli ; o outro qoe elle dea a
Inglaterra, licou ainda, e provsvslmmle nunca se o
qoe nem pur isso dejxa -le ser real.
Antes de deixar l.oupsor, quizera di/.er-|e algu-
mas palavras de rec.ir.lacoes de um genero diftrenle,
que lamliem all achames. Quero fallar-llie nesla.
pinturas a fresco que se descubrirain ha alguns auno.,
e cuja poca he mui dillicil de litar, que pelo menos
he cerlameiile posterior a' era rhrislaa. N'uina da-
salas abandonadas de Aincmuplieion e boje desro-
herla. imagiuarain faceff urna especie de edilicio,
meio templo e meio igrej i. Reboearam-te as pare-
des com un unlo que cucobria os hyeroglfo- profa-
nos, e sobre esle unlo, de um estuque bastante es-
pesso, pintaran) a fresco persouageus de grandeza
natural, em todo o ambilo desta sala quadrada. bm
um nicho ornado de duas columnas gregas de pes-i-
nio gosto, que parece ler sido una especie de altar,
dlstineuera-se mu claramente ires prsonagen>, sen
do mus homeos mu bellos, e a' direila urna multier
que n3o e'la' menos desenliada, pora de nicho.a' es-
querda, ob-erva-.se ilistiiictamenle um Romano, cn-
sul ou imperador ; o mais a.liante, na parede lateral
um c.ivalleiro muiiu bem montado. A' direila as (i
guras sito anida menos apparenles ; ha urna de c.ir
azul, que, segundo seu Irajo, he evidentemente
egypcia.
t> que ser.lo eslas pinturas ? que representando
ellas. A que poca .levemosrel-n las? Tudoquanlo
possa dizer, he que sao do maior estylo a que lem
alguina cousa da escola d- Raphael." Se remonlain
coma julgam, ale as solitarias .....u la. da Tlabada,
fazem a maior honra a' pintura daquelles lempos,
que do seculo XVI, nao lena feilo mais que re
soscilar. He um euigraa que Valeria bem a pena
decifrar. e nao julgo que fosse muito diflicil para os
olbos execcitados de um conhecedor. Nao me li-on-
geiode se-lo, fui obrlgada a deitar este cuidado a
outros, embora com aiguin petar.
Til lie Loupsor ; mas oque Ihe direi de kiru?k '.'
He aqui sem duvida que qualquer descrip^-iu he ini-
possivel pars aquella que prelend-r faze-la um puu-
co igual aoassompto. Mas tranquilliso-me, duen-
do que os mais habis naufragaram insto como eu.
Champollinn, n moco, lomou um partido mais sim-
ples, nao qois descrever de maneira algoma as mag-
nificencias de-tes grandes lugares.
Cliegiinos pela alameda, qoe dus palacios de Loup-
sor con luzem aos palacios e aos templos de karnak.
ia hora de viagein a cavallo nos foi -uflicienle.
a alameda era guarnecida a'direila e a' esquerda
! espliiiigWj-eom cabecas de camello de que u.i..
resla m. i do que rtliqoas muliladas. Mas enla or
(lem de eslalu is eslranha,, qu- padi.mi sr no nu-
mero de militas centenas, devia produ/ir um grande
elleilo. Cond.il a um pylomo de dala btanle re-
cenle, poia,qa*e de Piulmeo Evergere e da lainha
lii'rHice. soa irinaa, sua mulliej. au lem menos de
liO pea de altara. Nunca foi acabada, e pedras an-
da sllenles, como no tempo em que foram collnca-
das, agurdalo conslruccoes sopplcmcnlares, que
nunca chegara.
Alem do pjloinnrecomcfa a alameda dee-phinge,
muito maia enliga do que elle e que interrumpa, e
chega-se a urna serie de edificios que parecen! ser
do lempo de Rhamses IV (200 annos antes de Jess
Chrislo.' Sao conlidos n*um recinto quasi quadrado,
ten lo man de cem metros da compriuiento sobre 85
de largura. Os duus I a dus norte e sul, sao formado-
por Buleras, de qo reslam ainda mimosas columnas
mui bem conservadas. L'ina entre outra-, que fazia
parle de uiih alaiii"ds\collucada un meio daquelle
xa-to puteo, nao lem menos de 70 p- de allur, in-
clusive a base e o capitel. Devia haver 2li daquella
dnnen-ao.
Has ludo isto nao lio nada ao p dos vellius pala-
cios >-*>- chi'ga passando um outro py lome de !S0
ps de allura a etiremidade desta alameda Este
pxlomo da entrada para a grande sala, que nao lem
inctius de 3IN pus de compndo sobre IbO de largura.
O lecto fechado de pedra, das quaes algumas sAo de
40 ps de emprmenlo he esculpido e piulado. He
sii.ieula lo por 138 columnas, sendo 12 no cenlro.
paralellas a de que acabo de fallar, leudo 70 pe-
da allura sobre :': de circumslereucia. As ou-
Iras 196 que formam as partes laleraes dos dous la-
dos desta nave incumpar.ivel, nao tero senAo 45 ps
deallura sobre 27 oo 28ps de mbito: eslo de cada
lado sobre sele ordens de nave, cada*una. Senio;
deu-se ao Irabalho de conla-las. A uiipressao que se
eiperimenia debaixo deslas abobada- lem alguma
cuua do que produzem aspyramides: a geule lica
aniquilada debaiso de dimenses que ja nada lem
'e humano, e duvida algumas vezes, como Diodoro
diaule do monumento de Cheops, que isio seja obra
dos hmeos. Nao creio que baja no mundo urna so-
la em qu-lquer edificio, qae possa gabar-se'de um
i.i prodigioso desenvolvimenlu.
O lodo he de pedra de cantara analo. a a de llen-
dciez, viuda, -em duvida, la .bem das pedreiras de
Selsileh, cubera igualmente de gerugliuhos e de
pintaras, Quai tulas est.i columnas esiao em pe
como no da em que o. archileclos habis s erigi-
ram. Algumas, comludo, cinco ou seis ao mais, ce-
d^ndo a' aegao dos aguas, que as inun lac.ies do
Nilo se inlillram at all, e que chegam ale os gran-
des ench-utes a banhir urna p irle laquellas ruina-,
eslao calca.las. I na enlre oulras, cahindo-obre urna
das vizinhas, acbou-se delida na queda pela pedn
de cimalha com que eslava coioada, e que u.lu lem
menos de.'l ps de comprido. E-la pedra susteulou-
se ronlra a columna que ella balia sem ab.da-la. e
-uslenlou-se n'uiua posic.iu i.liliqua a lid ou 63 graos
daquella que a arrastara com-igu. Nesla uclina-
c1o vilenla e instantnea, nenhum dos guardaveu-
tos da columna, ao numero de 20 se de-airanjam, e
debaixn desl. inclinacao perigusa, elles esli ain la
lio firmemente junto- eutre si, como se livessemfica-
do perpendiculares). Verdade he que barras de ferro
interiore- atrave.sam as columnas-de um'exlremo a
nulro, elhe communicam nina solidez de adhesao,
que nao leriam sem este sorcoiro.
Alem desta sala que devia ser o lugar da assem-
bla -ioi povos as cirriun-laiicias mais solemnes,
noves pylmnos nos ennduzem a novo. rec.los,a Uu-
vas calumnalos, a obeliscos que se conlam entre o-
insieres de lodos ns que se conhece. Um Ble lem
menos de 91 ps ; o de S. Jlo de l.alram, em Ro-
ma, lie anda um pouco mal- alio, segundo as recor-
daees de um du- iiokiis rompanheiro-. Se conser-
varam esle no lugar, foi porque parece menos bello;
leudo sido desarr.lijado- os are-los em mais de um
luga. Por oolro lado nflo he causa fcil mover es-
las inassas medonhia e delicadas sem quehra las, e
vimos no chao os restos do maior de lodos os obelis-
cos, poli que lem 100 p-, que as maos desasadas
quebraran quando quorum iraze-las.
Alem e em torno desles obeliscos esla' o sauclua-
rio de que n.'u reatan mais que minas pouco reco-
nhecive-, quarlos laleraes de granito, e urna mulli-
dlo de coiMlriKc.a qoe conviria estudar por muito
lempo para eiic..nlrar-llies o carcter e o destino pro-
vavel. Cm lemplo qne parece pequeuo ao lado oes-
tes gigantes, foi convertido em igreja nos primeiros
lempos da eia chr sUa e all seamos sib.-e as suas
pare les, e sobre lu lo no lecto, urna-ientos que nao
pndem deiiar duvida alguma a esle respeilo. He
cabecas rodeadas de sureula- c de glorias ; segun-
do parece, estes trabalhos acceasories chegam ao
lempo em que o fervor do; neophitos os arra-lam
aos desafos da Thehaida e a e-les palacios qoe
povoaram pur algumas auna-, Cm lecto pintado de
.i/u! esl semeadn de estrellas de ouro, e as cores
que pareciera de iiontem. Entre duas paredes das
rnoralbaa vi timbera um grupo de estatuas de mar-
more branco mais puro e de om go-to exquisito,pos-
to qne mesclado.
grande S-corliis. *\Ao quero de-crever o- iminens.s
liaixo- relevos em queesiao gravadas aaarces pnnci-
paes da sua vida goerreira e as letonas que ga-
nharam -obre urna niiillulao de povos louginquos.
Encoiilrar-se-liao estes prnmennres ua grande e
instructiva obra de Mr. YVe!kiu"n, e ver-se-ba que
allestam de uina maneira certa que Se.oslho lulou
como seu guerreiro pai, contra as nacDes a-ialicas.
llarthelninj Saint-IIHairr.
Membrudo inslilulo.
o'ini'il te* Debis,]
IOI:li:ISl2l
. I1VKRSAS PROVINCIAS.
Iteudinieiito do da 1 a 17. .
dem do di 18. ,.....
$0

*t
CAJIBIOS.
Sobre Londre*, 28 d. 0 d. y.
i Par-, .'lo a :t rs. pur fr.
o Lisboa, 93 por de prcinjo.
Riu de Janeiro, 2 por Op) >< descoulu.
Ac^es do Banco, 10 a 13 de premio.
a cnmpauhia de Beheribe cOO.
a a companhia Per- amhucaua ao par.
a Clilida le Publica, : por cenlo da premio.
a ludeiniiisadora. 32 idea :.
llisronlo de lellras, de S a 10.
Dilo do banc.8 a 10.
juro.Oncas hespannolas, 28S >
Moedas de rio 100 velbas ....
" li-SiO novas ....
o icOOO.......
Prata.Pataces brasileiros......
Pesos columuan?s. ...
mexicanos......
litOIS-SiT
:I!I2J20S
6i431a053
283.300
I6S001)
IGlOO
98000
toOt
28000
1880
ALFAMIKGA.
Kendimenlo do dia 1 a 17. .
dem do dia 18......
233:i90j282
2J:2:t089IO
281:7218192
Oescarregam hnjr 19 de fevereiro.
Barca inglezaElisa lian i-ineicadonas.
Barca franeaxaComle Hogaridein.
Barca inglesaQueenbamlhao.
Bngue ingle/..Mercurydem.
.'tacho portuguezConatancspedras de cantara.
IRMPOTACAO.
Ilruiie liespanhul uReslauadur.n viudo de Mon-
tevideo, eensiguado a Aranaga ,\ l', ,u, inauifes-
tou o segninte :
2.378 quinlaes, :i arrobas e lo libras de carne sec-
ca, .30 couros de cubertura : a Ainorim i\ Irmaos.
Sumaca narionil iHerlenelaa, viudo da Babia,
culi-igi.a.lo a Anlnmo Luiz de Oliveira Azevedo, ma-
uifesiou'o seguinle :
OOOeaixiobas com 600,000 charotos; aos eonsig-
nalanos.
10 birria viulio branco ; a' Jos Aulonio da Cu-
uha & Irmao.
200,000 charutos ; a Domingos Alves Malheos.
2 caixas com 10,000 Jilos ; a' Isaac, Cario.
2 caixoes com 2J.IO0 ditos; a Jos Antonio d.i
t.iiiilio & Irmao.
300 raixKiha- e I caix.lo com 33,230 eharulas ; a
Ignacio l.oiz de Brilo Taborda.
8 pecles com :18,300 clurulos; a' Cuimaraes *
V alent.
98 eaixinhai com 9.KIK) diles; a' Lima J .nior i C.
1 piano, I cadena de dilo, 1 banqslnha, I louca-
dor, t cadeiriuha, I nidio: ao Dr. PedrolAntonio
Cesar.
100 barris cora 103 quinlaes de chumbo de muni-
cilo, 200 barias ue chumbo com 20qoinlaea, UK1
caixas com 330 arrobas de pastas, 5 caixiiihas com
610 libras de tmaras, .1 pipas e i nielas .lilas vi-
nho de Lisboa, 2,371 raixiuhas e 61 caixes com
6.38.700 charutos, 5 duslas e meias le cossueiras de
Jacaranda', ti quadros usados, 81) fardo- com 336 ar-
robas e 8 libras de fumo em rolha, I raixiuha doce
de caja, 2 calantes azeile de den l .ni garrafa-, 2
saccas com 8 arrobas de eolia,! fardo panno de algo-
do. 1,800 quarliuhs-, 1 caixa de tartaruga para ra-
p em um camlo que leva (teneros nicionaes; i
ordera.
Polaca nacional eZel'oza II,a viuda do Rio de Ja-
neiro, consignada a Isaac Cario & C, manifestoo o
seguiute:
0 caixa rap ; aos conslgaalarioa,
20 saccas pimcnl.i ; a J. \\ da Costa e C.
70 meios barris manleiga ; a' .1. p. Regs.
30 pipas vastas, 150 Volme! barris abatido,' l
volumes f.ig,. da Chja, s dtlns cale e farinba, II
barris toonnho, 15 rolos c 50 lalas lumu, :l caixf.es
chapeos, 120 saceos brinda, lOOditoscaf; a' ordem.
Patacho tiLcional Constanea, vtulo da Lisboa,
consignado a Bastos A; Lemos. tnanifeslouo seguinle:
100 mullios cebla-; aos consignalarios.
80 caixas pedr.s de canlaria ; a' Jos Antonio de
Araujo.
30 barris -ardinho
a' ordera.
dOl barr-sardinhas ; a' Tasn sJl Irmao.
100 barris sardinhas; a' Jos Ferniodes l-'erreira.
1 barris azaite doce, .13 dilos peixe e 56 ditos sar-
dinhas ; a l.inz Jo- da Costa Antoras.
19 pedras de camaria a'Jos leu eir Bi-los.
i caixa droga, 1 fardo retablos de pellica ; a' B.
rrancisco de Souza.
10 barris teueiuho; a Franciscos. R iludi ft I".
10 dilos carnes, lo dos loucli..... 30 ditos saidi-
nhas, (. barricas sinend las ; a' Thoinaz de Aquino
1. i 1 tibes. ^
1 sacca alfasema ; a' I). Antonia Lu si Celes.
6 caixas Irucla-, trilla marnela la, 8 barricas a-
mendoas ; a Jos Amonio da Can ha & Irmle.
8 barricas marfimquennadu, I caixa drogas, 1 dila
broenas a Moreira k\ Fragoio.
2 caixas e 1 fardo artigas, 2 borricas linhaea, di-
las pedra hume, 1 dita cesada ; a Vicente Jos de
linio.
10 barris azeile doce, :0 dilos sardinhas : a Jlo
Carlos Cocl'io S.
S caixas peixe em lata; a' Manoel Jo'iiiii.n Ra-
mos e Mlxa.
.0 pipa, sbatldas, 10 dilas vasias, O fcixrs arcos
de pl> ; a Nsscimento A; Lemo-.
23 volumes diverso' objeelos perlenceles a Sra.
I). Joaiiua Emilia de Souza Honleiro.
2 barril sardlBlias, 9 cana- sidras, 9 caixotes ca-
misolas, I dito calcado, 1 dilo gaiolas, :! gaiolas rom
N canario-, sarco dinhsiro de euro e prala.
1(i libras de rap, ti Idas doce, 2 embrulhos igno-
ro ; ao capitao.
Barca inglesa Quena, viudo de Torra Nevo,
consignada a dehramm Whalelj & C, i.ianifestou o
seguiute:
J0I6 barricas baealho ; aos mesmos.
Varar males Tainan, vindo da Europa, mani-
f siuu o seyuinle :
2 caixas joias e relogi ; i Rabe Scbamettaa t\- C.
I dita r-logio* ; a Augusto Osar de A brea.
1 dita dilos ; a' Eduardo C. de Oliveira.
2 ditas joias e-Tdilai mu-lras; a'Timm M. >Si
\ mas-a.
I lila relnqios ; Schaphetln \ C.
:l duas jotas; a' S. Sanvage.
DESPACHOS DE EXPORTACAO Pr.l.A MliSA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
18 DE PBVEKE1RO E 1837.
Slo-'kolmBarea sueca .Elisabclhn, N. O. Bieber
Qi Coinpan.'iia, IDO ronnis seccu-.
I'alinoulh Briguc dinamarquez Anua Hirian,
Tiinin Monsen A; Vinassa, 1,306 couros salgados
seceos.
Rio da PralaBriaon hespanhol Tarragona, Ara-
naga & Bryau, IDO harneas assucar branco e mas-
cavado, 20 (lipas espirilo.
LisboaB-rca porlugiie/a Bmprcza, l.uiz Jo.
de Sa Araujo, &0 saceos assucar branco, M.nuel.
(ioncalvrs da Silva, 60 couros salgados seceos,
N"Ves A. Coinpannia. 35Q saceos assucar branco e
ina-eava 1o, 2I0 meio- vaqueta.
Lisboa ltngue porluguez sGeoslanlea, diversos
earreeodores, 10 paneiros Ispiooa, 131 cascos mel.
PorloBrigue porluguez Tres Amigo-ii, Antonio
l.uiz lie Oliveira Azevedo, 28 saccas alg.ula...
P irloBarca portogoeza u.\. S. do Boui Successoa,
l'onseca, Me.leiros 0 Coinpanlua.HjO saceos SSSO-
rar bran-o e mascavado, 1. A. l'ouseca & lilho-,
lot) sarcos atracar branco,
liba de S. MiguelPatache porluguez .-Alfredo,
Bailar A; Oliveira, 12 barriqnillhas a-ucar bran-
co, CarvalbotJ Irmao- 19 pipas aguardeiile.l'ran-
ciscu Jo- da Costa Ribeiro, 18 meios vaqueta.
Buenos-AyrpsPolaca hespauliola Esperanca,
Aiiiiiiiii Irinos,, 100 barricas assucar masca-
RECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS tiE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hendimento do dia 1 a 17. t1:098aSI3
dem do dia 18........ 9383263
12:0:'6-->776
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeuto .o dia I a 17. .. .31:0518830
dem do da 18. ,..... 4:i:lJ;8t)2
O consellio administrativo, cm ciimpn-
menlo dcaiT. 22 do regulamento de H de
dezembro Ue 1832, faz publico que foram
aceitas as propuslas de liarllinloineu Fran-
cisco de Souza, Manuel Antonio leixeira,
Jos Noioeira de Souza, Jos Baplista Hra-|
ga, Joio Fernandas Prenle Vianna c Rodri-
gues Cx Ribeiro, para Inico letn : primei-
ro, os medicamentos para .1 botica dn Hos-
pital Regiment!, segundo o pelillo ja an-
nunciado, na importancia ile 337/220 rs.
o -egundo 2 bancas de amarello por 503, c
cadenas de dito por 42/, 1 sinete com as
armas imperia-s c legenda da reparticSo das
obras militares por 25? o terceiro, 30 ej-
emplares de similo de Nantua a 500 rs.. 50
ditos da Economa da vi.la humana a 280 rs
23 rostimos de aritlimetica por C laco a 1?,
30 CHtliccismos de Monlpeli-T a 900 rs., 1501
resumus da dou'.rina Clirista a 60 rs. 150 !col'l't'nle' a s iioras da manhaa, no ai-
a bordo do dito navio, junto ao ca s do Pas-
seto Publico, 011 a casa de seu consignatario
Manoel xlvesCuena^na ra do trapiche 11.
- Ilcnriiiue Biunn x*v Companhia fariio (l"e sera bem recompensado.
leils.0, por intervencSo do agente uliveira.1 -'sqi"ta Jnior Cardozo scienlili-
de um grande sortiinenio de fazendaa de se-
da. Ua, hubo c de atgod o, reeenlementa
despachadas, e todas proprias do mercado :
quinta-feira, 19 do crreme, ;is 10 horas da
manbSa, no sen armazem, ra da Cruz.
Leitode
queajos
O agente Pestaa tara' leiliio, por con-
ta de quem pei'tenccr, de 20 caixas com
(|eijos Hamengos, muito fretcaes, des-
embarcados esta semana: lioje, 1!l do
55:l85:l':i2
PALTA
dos prefO' curren/es to assucar. algodao, e mai-
teneros e praucrSt nncinnacs que se stespa*
eliam nri wrsa do consulado de Pernamliuco.
na semana de- 10 a 21 de /erereiro de 1837.
cartas de A II C a 60 rs., 1511 taboadas de nu-
rueraco a 00 rs 30 restimos do gramtica
portuguesa por Castro Nunes a 300 rs., 23
compendios de geometra pur Silvano a 8no
rs ,80o penas de gamo a I.--200 o cento, 20
dUZias de lapis a 300 rs., 50 pedras de louza
encaixilhadas a ,no rs., 30 duzias de [apis de
pedra para as niesmas a 240 rs. ; O qtiurto, 1
caixa cora vid ros de 11- a 16 polegadas por
/, 1 arroba de SCO fundido quadrado de
>| a 2/500 a Ib. ,- o quinto, 3 arrobas de a<;o
tundido em barnnhaa a 3/a Ib. ; o sexto, 2
arrobas du neo fundido quadrado de 5.4 a
2>3U0 a ib ,2 arrobas de ac fundido oia-
vadoa 3.-200 a Ib., 30 qoiniaes de ferro in-
glez redondo de meia polegada a 9#SO0
E avisa aos 2-, i 5- o 6- vendedores
que dever.ui tecolher os referidos objectos
ao arsenal de guerra no da 20 do corrente
mez ; ao primeiro que asstm ufara no lia 21,
c ao terceiro vendedor no dia iodo cor-
rente.
Sala das sessoes do conselho administrati-
vo para forneciment do arsenal Je guerra,
18 de reven*iro de 1857 Bernardo Perelra
do Carino Jnior, vogal e secretario
CONSLAT DE trance.
Le cnsul de France en cctle residence a
I lionneur de prevenir les personnes, que
cela pourrati interesser, que samedi pro-
chain. 21 du couranl, a onze. heures du m;t-
tin, il sera procede en la chancellerie du
consiilat de France a l'adjidicalion aux eli-
dieres, sur soumissions cachetees d'un em-
pruiit a la grosse a.vvnture de la somate de
dix mille ira es pour les besnins du trois
mats, le Cyclope l.edit, emprunt garant par
le corps, quille et agres du dit navire. Les
soumissions, qui seront ouvertes publiquc-
ment, seront recucs au consulatde Fance,
jusqu'a onze-iiuurcs precizes dujour 21.
nia/.em do
fan ilega.
Sr. Aunes, delronte da al-
nv>>,& n>er90&
-A-
S()CSFi)\DE!}EE\S\IOFPt\\(IZ.
O primeiro secrclarm anclara que boj- 19 lis sss-
sau as y 'i horas da inanha i, ua ra das AgDBS- Ver-
des u. 61.
7
Assucar branco.......
ma-cavado.........
retinado........
Algod.lo em pluma de I." sorle
ii i 2.a
)> n n 3.- ti
a cm carneo.........
Agirs ardeulesilcoul, ou espirito
!
',-300
-j-'.lilll
.35120
a wo
Us600
69200
I0/30
d'asuardente.
de eaebaca......
de canna ......
dtslilada e do reino.
80 caixai pedras1e cantar.a ;

>
a
Ueoebra
.
Licor .
Arroz pilado...........
ii em casca.........
Azeile de mamona ......
mendohiiii e de coco.
de peixe......
Axes araras.......
papagaioa.......
Periquiliis.........., .
Bolachas............
Biscoilos ............
Cacao.............
Cachimbos........, .
Caf bom............
ii era urAo reslolhn ...
u com casca.........
muido...........
Carne secca ..........
Cera de carnauba em pao. .
em xelas.........
Charulns bous .........
)> ordinarios......
regala e primor .
Cocos seceos...........
Couros de, boi salgados.....
xerdes..........
i> seceos no espixados. .
w de onca ........
>i ii cabra corlidoa .
ii u caroeiro.......
Doce de calda.........
goiaba........
i> secco..........
caada
I dita joias; a F. J. Germano.
1 dita joias ; a' J. P. Adour.
1 dita ditas ; a L. A. de Siqueira.
1 .lita dilas; a' Slqoeira o Pereirj.
I dila relosios, 1 embrulhu amo-Ira- ; a' Soulli.ill
Represeulavain duas multieres as- Mellara <\ C.
jalea ....,.,
Espanadores grandes .
una
.'i.
alqueire
.ai
alq.
cenlo
sentadas qnp dan a ina tima a nulra, as cabecas es-
Isxair. quebradas; mas, i vidanleinenle e-la ulira
moilo di-tincl.i er.i meia Brega e meio epxpcia. He.
sesiundo creio. nina cnriosi la le mu rara, e nilo sc
que ;i!jirii viajanle leuha pensado descreve-la, pas-
ta que vale bem a pena.
Tal he Karnak, em tuda soa marstade, em tuda
sua ruina ; ah fieanaes alcumas huras ; mas a- sen-
sai-."i.- qoe all eipremeotamos, nio se apagarflo em
OOSSS vid...
Para ciiinplcl.ir esla narroco niiiiio ioperfeila,
fura mislcr ler debis) dns ollios luda a surte de dc-
s-nlii.s, qae se li/eram dels eonslruccfles maravi-
Ihosas. Mas parque sorle. que amia os desei.lios
mais esaeloa ees phnlosraphicos melhorfs.tapenas
Ibe dar una idea mcumplela. a lealtdade das di-
me.ises val moilo neslas eoosas, e as pruporc,oes pur
mais que lejsm malhemalicameiite conservadas, co- ',
l-.imnas de 3 ou V cpulioielros de altora nunca pode-
lia mnve lu como elas culumnas verdadeiras qoe
-Ho 500 ou 600 vezes maiuies, que as suas reproduc-
Esles templos de Karo.sk, accomolados uusaus ps
dos oulroi, sao de data! muito diversas. Algumas
parles que nSo su ai oda as mais velbas, remonlam i
.**",..,: an ~ I---------- T-----"--------------- =ai*- triiiininim sa
tirar dslll. Estique neo maior, lem mus de 2.) i tlrselason 1.", 1730 anuos antes de J esas Chrislo.
1 embrulho relogios, e I dilo aniiislras : a'II.
tjibson \\ C.
2 embrulhos amostras; ;.' Pos Bratliers C.
2 cana- e embrulhu imu-tras ; a' J. Keller ^ C.
1 dil i livrns ; a \V. Jl. Pemston.
1 embrullin amo-Iras ; C. J A-llc S (',.
1 dito peridicos, 1 dito amostras; a Paln Na-k
4 diles e I eaisa amostras : a' N. O. leher.
I embrulho amostras : a' Isaac Curio C
I dito dilas ; a' Rustran KooLer \ C.
I uiin ditas : a' Barroca e. Castro.
5 canas amostras ; a' Burle & Soasa,
1 .lila dilas ; a' Rucha e Luna A. C.
2 ililas .lilas; ,i' J, C. Avres.
1 .Ida ditas ; a' J. I\. Corlho.
I dila dilas ; a liruiiu ,' C.
1 embrulhu papei- ; a' Basles & Lemos.
1 cana livros; a' associacil.i cemmercial.
1 emhiulho amostras ; a'Julinslon & C.
2 ranas e i embrulho am.i-lr.is ; a" \. ti. Rrunn.
2 linas bichas ; a' Dominios A. Malheos.
1 Calta de amo>lras ; a' Oliveira.
1 dila dilas ; a' A. M. Machadu.
1 dila dinheiro ; a' Anmrim \ Irmao.
1 dita dito ; a' J. C. C. da Cunha.
2 dilas dilo ; a F. S. Rabillo v C.
pequeos .
Esl iras de preperi.....
Esina nacionaljl......
ii eslrnngeira, mi d'oh
Farinha de aramia......
a u iiitlho......
a mandioca,. .
Fcijao...........
Fumo em solo bom ....
i ordinario......
e em fdlha' bom.....
u a ordinario ...
o i) reslolhn ....
(jengibre...........
domina..........,
Ipccacuauha........
Lcnha de achas grandes .
> k pequeas..... n
i> lurus....... s
Pianclii.es de amarello de Sealados um
n ii louro.........
Costado de amarello de35a40p. de
c. e 2 ,'. a 3 de I..... i>
de dito iisu.tes....... ii
Costadinlm de dilo........ v
Suallio de dito........... i,
Forro de dilu........... u
Costado de Inuro.........
Cosla.linho de dilo........
Sualho de dilo...........
Forro de dilo........... >,
i cedro..........
Toros de talajuba.........
Varas de pereira.........
ii ii agnilhadas........
o i) quiris..........
Em obras tudas de sicupira para c.
a i) eixos il w I)
Mel.................
Milito...............
Pedra ce amular.........
i librar..........
a i rehulus.........
Piassava em mollios.........
Ponas de boi...........
SabSo...............
Sal-a parrilba...........
Sebo ein rama...........
Sola un vaqueta..........
Tapioca..............
I tilias le bui..........,
Vinagre .........
BO
?520
?6i0
258(10
9800
l240
9800
B20
39200
18020
19120
19280
19600
10-3000
35000
19000
43640
li-M
59500
ifOOO
49800
39600
-00
lo>ooo
39500
lOoOOil
129000
I5T00
9KU0
29JOO
29560
9320
9330
~2\i)
1.33000
9360
9360
9240
92OO
-Si IQ
9400
29000
1-000
.3200
I9611U
13:100
'r- Mil
2>4O0
. Alqueire 29300
caada
botija
eanada
garrafa .
arroba
, alqueire
caada
una
11 ni
11
I
i)
ii
milhciro
. arroba
cento
cenlo
Cm
. um
BAIL
de ms-
caras e.ni
asa.
No palacete da ra da Praia.
Nosdiaasa, 33 e 24 do crrente ti
Daiies do carnaval, do salSo do palacete da
roa da praia, o qual estar conveniente-
mente ornado, e brilhantemente Iluminado
Us directores faro qunnto l'or pussivel para
que reme a boa ordem e harmona : os bi-
inetes esUrSo a venda no edilicio, nos d
dosdiverliinemos, (uedevem principiar as
8 horas, e terminar as 2 da manhaa.
?ft>t*00
ra
i**Hs
e;*sii. -Vlairinliao e I.ir
Obrigne escuna Craciosa, capitao Joo
Jos de souza vai seguir breve para ns por-
los acuna referidos! para carga trat-se
com o consignatario Antonio de almeida
Comes, na ra do liapiche n. 10, segundo
andar.
Tod is as
tiverem con las
pe, hajam de as
quintal
ilu/ia
par
caada
alqueire
uina
. um
cenlo
.
@
a
meio
cenlo
pipa
6a000
li .-1,10
ti- mu
I2ad0
KguXJO
7 000
29000
33000
329000
2-00.1
11.3000
213000
lli-3000
309000
i laooo
99000
7.3000
1-3000
89000
63tNJO
330i)0
29500
39OOO
l32fi0
19600
19920
Ia280
2I-M1IH)
IS3OOO
921 0
I96OO
9640
690OO
5SIM)
9200
3200
3120
lOslNH)
lijOOl)
:.-!,l 111
39200
,-:iiK)
:10300o
pessoas que
com a barca frauceza Cycl
apresenUr seiu-feirs ale aome.o dia
ponto, iioescri,iiBriodos
1 na da Cruz n. 4.
consignatarios, na
0 bngue FIRMA segu para o o de
Janeiro no dia 1 do corrente, s recebe
passageiros t: escravos a.frete. paraos
quaes tem escelleates commdos: tra-
ta-te com os consignatarios Novaes & C,
na ma do Trapichen. ou com a ca-
pitao, na piara.
Para Lisboa prctend-* sabir com a
maior brevidade o brigue porluguez Cons-
tante, por lera maior parle da carga prom-
pta : quem no mesmo quizer carregar o ir
le passagem, para o que leo excellentes
commodos, diri a-so aos consignatarios Tho-
maz de Aquino Fouseoa 4 Ftlho, na ruado
vigano 11. 19, primeiro andar, 011 ao c ca-
pilo oSr. Silverio Manoel dos eis.
'Para a iiliadeS. Miguel sabe em pou-
eos das o velciro patacho porluguez Alfre-
do : quem 110 mesmo quizer carregar ou tt
de passigcm, emendase coc os consigna-
tarios Thomaz de Aquino Konseca ix I'ilho,
ua ra do Vigariu n. 19, andar.
ar* ls
segu com brevidade a barca'poi-tugueza
EMPREZA, por ter paite du carga promp-
ta : para o resto, trata-te com os consig-
natarios Novaes&C, ra do Trapiche .
'i. primeiro andar.
catn que o Sr. Francisco i'.orre Soares dei-
xou de ser seu caixeiro desde o dia 18 de fe-
vereiro de 1837.
Dedara-sc ao Sr. thesourciro das lo-
teras, que nao pague o quarlode bilhele 11
2183, da quarta paite da quinta lotera dn
Cymoasio, que deve correr este mez, istouo
caso de sabir pr miado, pois foi por seu
dono perdido na larde de 18 do eorrente De-
clara mais o abaixo assignado, que s pague
todos os qualro quarlos junios, alim de elle
conhecer qual he o seu! >eveiino Jos Firmo.
I)a-se a premio al a qu-nlia de 3:500-,
00 em todoou em parte, soh seguranca em
bens de raz : na ra de Apollo n. 13, arma
zeni, se dir quem faz o negocio.
Precisa-se de um feitor de campo,
que seja solleiro e lenha pratica, dando co-
nheciinento de sua pessoa : no engenho No-
vo de Muribeca.
Francisco Correia .S'oarcs declara, que
deixou de ser caixeiro dos S'rs Mesquila J-
nior & Cardoso, no dia i9 desle.
Pede-se aos credores do fallecido Jo5o
Francisco Pacs Uarreto de aprr-sentarem
seus crditos a Jos Candido da Bat ros, para
trat.ir-se descus pagamentos, no escrplono
do mesmo Barros, das 10 horas as 3 da lar-
| de, no caes de Apollo, casa nova de um an-
dar, ou em sua casa, em Santo Amaro, junio
a igreja.
Prccis-se de urna ama que se queira
encarregar do servido interno de urna casa
de homcrr solteiro, que seja robusta c nao
tenha meninos, paga-se bom agradando : no
Forte do Mallos, ra do Burgos n 31.
Altiga-sc urna casa lenca n.i Passagem
da Magdalena, entre ss duas ponles, com
commodos para familia: a tratar no pateo
do Carmo, loja de l-rtaniguero, ou no sitio
de gratificado.
No dia I" afelie mez, das 5 para G lio-
ras da tarde, perdeu-se na ra do Trapi-
che, um port-moinuy, com
2 cdulas de oO.sOOO
I dila do 13*000.
I pataciio.
IsOOO em moeda pequea,
assim como algumas contas do navio AL-
MA : quera acliot e trouser este port junto do Brito, no Oajueiro.
mornav, na ra d;i Cruz 11. II, arinazem
dos Srs. J. fraeger & C, recebera' uina
{ratilicaeao de ill.s'OOO.
Lotera od pro-
vincia.
Corre iifallivelmentf
sabbado 21 do (orreiift-.
P. J.L;.ynie.
Na ra da Csdeia do Kecife, primeiro
andar u. 12, ha para vender-se muito boas
esleirn c chapeos de pilha, viiulos do Ara-
caty.
A< tenrf o.
Vcnde-se um faldamento completo, tanto
para servico ordinario como para grande
gala, para um guarda nacional doesqtiadrao
de cavallaria, assim como o competente sel-
lim com seus pertenees, ludo em inuto bom
estado, e vende-se por lodu preco ; a tratar
na ra o i.iuetmado n. 38
Precisa-se de urna ama j idosa, para
casa de muito pouca familia : na Scnzala
Velba n. 2, i-rimeiro andar.
Precisa-se saber quem be nenia pracB
o correspondente do Sr, SebasliSo da Cunba
AcciBa l.ins, para se Ibe fallar a negocio de
intensase do me-mo Sr., visto nao saber-se
ao corto de sua morada : quem o l'or, pode-
ra dirgir-se a ra do Livramento n 20, a
qualquer hora do dia, no deposito de pao.
Aluga-se a ca>a da ra da Heni-
fica n. 22, na Passagem da Magdal-na, at o
fim de agosto do 1837, ou por annos, com
commodos para grande familia : n"o largo do
Corpo *r.nt i n. 25.
Alugam-se, para casa estrangeira, dous
mcleques que sabem fazer tod i o servico de
urna c sa : a tr*lar na ra da Cruz n. 2.
Os abaixo assiguailos deelaram p-lo
presente, que nioguem poder fazer negocio
ou lranscc8o alguma com a fabrica de cha-
peos de feltro Je t;. H'. Mull, cita na rna do
Hestuio, no bairro da Boa-Vista, por se a-
char bypothecada dita fabrica aos abaixo as-
signados desde o primeiro de outob'o de
1830.Christiani x IrmSo.
Tratu
O abaixo assignado tem justo c coi trata-
do comprar a casa terrea,em caixHo, sita na
Capunga. ra dos Deoscs. perter.cenle ao i
8r. Domingos Jos de Ssnl'Ana : rog-i por-!
tanto, qu.- sealguem tiver a emhararar este
Precisa--e da quantia de 1:000} com
seguranca e hypotheca : o labellio Baplis-
ta de Ss esta autorisado para fazer, e recr-
ber as propostas necessarias a quem quizer
dar.
Km casa de Vidal A Bastos, na tua da
f.adeia do liccife n. 50 A, existe um mole-
que com 8 ou 0 annos, que andsva perdido,
e como o dito moleque nao saba dizer quem
he o senhor, faz-se o presente, pars quero
fur seu senhor, dando os signaes, leve-o.
Adverte se que nao rcsponsainlisam-se por
morlo ou fuga do mesmo moleque.
Aviso aos mascaras.
Na ra da CaJcia do Kecife, loja de calara
do n. !), lis sa patos proprios para todos m
vestuarios de mascaras, tanto de hnmem ro-
mo de mulher.
Continu'a a estar futido o escravo
Antonio, Oassaugc, do idade 36 annos, pou-
co mais ou menos, com os signaes seguin-
tes : altura regular, cangueiro no andar, cor
preta, rusto redondo, sem barba, costas lim-
pas, cheio docorpo, conversa pouco, foi es-
cravo do finado Caetano (.uncalve da Cu-
nta, e fugio no mez do julno do auno pr-
ximo passado, su.ipoe-se adiar agasalhado
por algueui, para as partes do sul desta pro-
vincia : a pessoa que o apprehender, sera
grabll ada com 100?000, que os recebera na
occastSo da entrega do dito escravu, no en-
genho Curcahi da comarca de Pao d'-lho.
ou no Kecife, na ra da tiuia 11. 61, segundo
andar ; tamo -m se gratificara a quem der
noticia do mesmo escravo com 50*000.
foiiiiilias
PABl 1857.
Acliam-se a' venda as bem conliccidas
folhinlias. impressas nesta tvpograpliia,
das teguintes qualidades:
FOLHINUA KKLIGIOSa, conlendo akan
dos inezes, a liibliotlieca do clirisl.io
ltasileiio, que se compoe de ora-
coes tnissa e conlissao; caulicos, psalmo,
liymnos, oflicio de Nossa Senhora da
f^onceirao e rauitas outras oraroes de
grande merilu, preco......' 9M
DII'A SIMPLES, contendo alem dos me-
zes, a lei dos circuios e valias tabel-
las de impostos jeraes, provinciaes r
municipaes, preco........ 2VO
dos mc-
negucio, o avise ou annuune por esle jor--DlTA DE POKTA, anual alem
nal, do que licara muito obrigado. Kecife, zes tem explicaces das indulf
IS.ie loverciro de 1857. v.v,mmu.-.-'s.....___"
Jos Baptista Braga.
Precisa-se de urna ami forra 00 cap-
tiva, pira casa de pouca familia, e que
laga compras : na ra ua Cruz n. 50, depo-
sito de charutos.
ProcUa-se de mu pequeo para caixei-
ro de taberna, ainda n-e-iuo que 1.S0 tenha hnm nnnrl r nnallani. i...., j
pratica do negocio, e que d fiador a sua p-pcI .* ev*celle"^ typo, e vende
conducta : quem quizer dirija se ao Campo em P*** e*W*a*llio: na liviana
Verde, na primeira taberna. 1 piaca da Independencia ns. (i c 8.
encas 1
excommunhoes, etc., preco. ". J60
DITA I) A.UANAK, a anal alem dos
me/.es. contera o almanal. civil, admi-
nistiativo, cominerrial, c indiistn.il da
provincia, por..........",(m
Todas estas lblliinlias sao impr(*ssas em
ja-
da
S.:J*'A*- ".*. .-+- '*^~-- '
Si
> l.|-:iili \S PRECIOSAS-
..
de
,' .-,<. : v pvflff*
.Navios 11.1 : no dia lu
Riajda Janeiro- -20 tlias, brgaa suero ujuiin, re
230 laiielaas, eapilo P. I. ALersou, npii|..i...-in
II, carga ISOIoneladas de pedra : a N. Ble-
bar cV Cmiipdlihid. Pertence a lielle.
I.oi.drcs:I5 .lid*, tiruine iiile-, aAbaoas, de 101
tonelada, capillo Alaaaodrs llilne, equipaseiu
!): cama madeira para a eslra la de ferro e mais
Ktneros a John Bayliss. Pertence e Uuodee.
Navios s.iiiuius no mesmo dia.
Porlos po sulPatacho ingle Sliamnick, rom a
ratania
rao.
BabiaBrigue m-le/ ..Sprav", com l mesma
qae Iroose. Suspendeu do lameirao.
arga que trotue. Suspeudea do latiu-i-
rargs
i ce aneiro
segu com toda brevidade o brigue brasilei-
ro Almirante ; jj tem parte do earregamen-
lo pron.pto : para o resto, passageiros c es-
cravos a rete, para o que lem excellentes
commodos, Irata-se c un o consignatatio
Jos Jouquim Das l'crnandcs.
ura .* i.iiiia.
A veleira c bem cnnhcida sumaca brasi-
leira Hortem-ia, pretende sabir para a Babia
com miiiu brevidade ; lem promplo parte
de seu carregamento : para o resto Irata-se
com o seo consignaUno Antonio l.uiz de
Oliveira Azevedo, ra da Cruz n. I.
Paira o Iv- de .: nero
vai seguir com brevidade o bem conhecido
brigue Damao, de primeira marcha, ja tem
alguma carga prompta ; para o resto e es-
cravos a frete, para o que offorece bous
commodos, tratase com o consignatario
Jos Joaquim Das Fernandos, ra da Cadela
do Kecife.
Para Lisboa tenciona sahir com brevi-
dade a b-rca portugueza Bcmvinda, capitSo
Jos Arthurio Moreira, por ja ter parle da
Aderezo, de brilhaoles, B
diamantes e perolas. pul- a
.eiras, allinetes, brincos .-'
s rosetas, botoes e aunis V
de dilferenles Roslolede
diversas pedras lie valor, v
'*
Compram, veiulem ou ''
J Iroram prala, ouru, bri-
lh,-iiiles,diaiiiaule>eprrn- S
las, e oulras quaesquer ^
J joiasde valor, a dinheiro
uu por obras.
?sv.is*is>. **>. v \-*:*,jt
mmiu i Nim.
Wh til HHW
Jlua do Cibuga' n. 7.
I
E
otrrto K PRATA-

inotieriio
(o e
& Aderecoi.coinplelot.ds>
*. ouro.meios-lilos.paleei-1*
* ms, alfioeles, brincos e *
& rodas, rordiics. Irincr- *
!< Mi..-. 11.ci.illi.i,crreme
': e enfeiles para reloaio. r ''
J ou: re-nuil le ? objectos de 2
. ouro.
:*. \ rcii.i.. completos, I
de prata, pura cha, ban- *
>. dejas, salvas, catlicaes, .
trOStO. 'I!- co'ner*de!;opaedeclii, *
8 e muilos oalroi objecla- I
r raCH co?.:to A'l'-,raU-
liecehem por to-
dos os vapores ti a Eu-
ropa :s obra.s do mais
de Lisboa, as quaes se veiulem por
pre^o eommodo eomo eosfumam.
C0KSULV0&10 HiM^OPiffllCO
DO
,. 0 *^-^ak. *aajfci-my^^k, _-&,_
ttnile seacham sem, re os mais acieditados medicamentos, tanlo em tinturas romo
cm glbulos, c prepara ios com o maior escrpulo e por nrecos bastante commodos :
HIKCOS inxOS.
Botica dPl-> tubos grandes. .
Dita de .
Dita de 36 J
Dita de 48 w
Dita ale CO >. ,
Tubda avulsos a ...... .
Frasios Je t'"tura de meia onca. .
Manual de medtcikia homeo,.athica do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina..... aNKOoo
Medicina domestica do Dr>. Henry........ lOrooo
Trata ment do cholera morbus iiioo
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 60OO
10/000
153000
200000
25OO00
305000
15'HJO
iCOO
,
*


DIARIO DE PERNAMMCO, QUINTAFEIRA 19 DE FKVERF.IRO DE 1857.
{$ CONSULTORIO CENTRAL HO- Q
M MLOPATIIICO. 3$
$ Ra de Santo Amaro (Mundo-No- B
vo) n. 6.
i O I>r. Sabino Olegario Ludgero Pinko, ,'.
de Tulla de iua via&em no Kio de Janeiro, *,*^
continua a dar consullas lodo* os diai ulei, 9
i das K hojas da uiauliAa, a 2 da larde.
;S O pobrai So medicados gratuitamente. '_
SEGURO CONTRA FOGO.*
Companhia Alliance.
Estabelecida era Londres, em margo de 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders JJrothers & C, tcm a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
a quem mais convier que esto plenamente au-
torisados pela dita companhia para etecluar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
llha e igualmenM sobre os objeclos quecontiverem
us meamos edificios quer consista em mobili* ou
a fazendas de qualquer qualidade.
&&$$@$ -$@@$S
Nova loja de funileiro.
Na loja de funileiro di ra da Cruz do
liecile n. :f?, ha para vender camas de fer-
ro, ditas de vento, de madeira de amarello,
ditas de louro, ha juntamente folha de \;
Flandics de uperior qualidade ; nesle no-
vo eslabelecimenlo vendem-ie as fazendas JJ
mais barato qoe eoi oolra qualquer loja. *>

o

I'ede-se ao Sr. A. U., morador no en-
genho I... que tenha a bondade de piestar
alientan ao (|ue tralou com o seu correspon-
dente B. V a. C. do contrario continuare-
mos com mais clareza.
Piecisa-se alagar um andar com
commodos pera familia, sendo no bairro
de Santo Antonio ou no aterro da Boa-
Vista : quem (ver ou souber, dirija-se a
ra daCiu/. n. armazem,
Deposito
ni.
Nos armazens do caes do llamos ns.
14 e 1(, ha para vender superior cal vtrgom
era barns, milito lina, e a meltier que ha de
Lisboa : o preco he favoravel, e a forma
dos banis dillerenles.
I'recisa-se alugar um preto possante,
embora seja bruto, para trabalhar mensal-
mente nesta typograpbia, dndole o sus-
tento : na livraria ns. 6e8 da praca da In-
dependencia.
Domingos Alves Matheus sacca sobre
o Porto ao camino da praca.
OFFHA DE LYTH Kua da Cruz n. 5.
O dono desta ollicina tem a honra de an-
nunciar ao respeitavel publico, que se acba
sempre prompto para executar com perfei-
cao e brevidade todos os trabalhos concor-
nentes a arle lythographica, assim como
cuntas, facturas, letlras, circularos, precos
correntes, qualquer desenlio, vinheta ou
emblema, etiquetas de todas as qualidades,
bilhetes de visita, de participado de casa-
meatos, etc., impressos em ouro, prala e co-
res. Imprime-se tambem com a niaior bre-
vidade cartas commerciaes e precos corren-
tes, aulhographos da mSo dos donos, para as
saludas dos paquetes, ele
Compra-se urna carleira de urna face,
ou secretaria, nova ou usada; na ra da Ca-
deia do Itecife n. 60, por cima da loja de
chapeos do Sr. Lobo.
O abanto assignado declara aos de-
vedores de Aureliano Andrade, que nao
paguem seus dbitos senSo ao abaixo as-
signado, do contrario torno de pagar se-
gunda ve/.. Recite. 15 de fevereiro, de
1857.Manoel Jos Leite.
Vidal gens na ra da Cadeia do Recife n. 5
Aluga-se a anliaa casa de vender plvora, na A, pedem aos seus devedores das e\tinc-
PSo, o roelbor e mais saboroso a 23 por
pagare' uniH pataca, e convidamos ao respeitavel pu-
. blieo para o vir examinar, manteiga mglez.i
de superior qualidade a U00 rs., licores mui-
lo linos a 1/300, as hem cbnhecidas llores
d'ovos para soirees a 6*0 a libra, bolachas a
moda de Braga a tOO rs., diversas qualida-
des de boiachir.has e boUnhos, charutos
milito superiores, cha muito boro a 2/500,
assim como coros de folha a 132IMI rs. cada =
urna duna. $
$uhstilui*;o do
arcano a polasso
pelo barato pilone 5,200
por urna lata de 10 libras:
no artuazeui ber &, C, na ta ( luz
ii. 4.
| DENTISTA FRANCEZ. 1
'.*,' Paulo Gaignunx dental, ra Nova n. 41 : [;]
'...* na mearan caa lem agua e p* Uenlnlice. ',,';
wwv
cidade de Olinda, com hom silio, baixa para capim,
e boa casa de vivenda ao pe : qaem pretender dita
casa dirija-se aoa do Vi&ario n. :il.
I J. JANE DENTISTA |
5* contina a residir na ra Nova n. tit, pri- g
'o ineiro andar. ;
Repartirlo da vaccina.
0 cowmissario vaccinador vaccina as
quintas e domingos de todas as semanas, no
torrean da Alfandega, e as tercas-feiras na
casa de sua residencia, primeiro andar do
sobrado da ra Nova, esquina da' do Sol, das
7 as 9 horas da manbOa.
|Ao respeitavell
publ
ico.
o
% RL'A NOVA N. 1S,
:'\ luja de Calendase ronpn feila de M. A. Ca- pVi
JS? j|c C- onde eiicnolrarno os bons fregueses ^
'*3 as obras mais bem acabadas que se podem ;,;
rj& en centrar, de lodas as cores e qualidades,e *$
;s lom de aceitar menos obras de encommen- .1^
**" das, por ter maior pori;ao de dillerenles W
^ obras, assim como lem de augmentar o jj
-* pieco 4 encommendadas, e para mais .
Jk beai sevir a seus donos, ser para lodos ^-f
i3 um s prero a dinheiro. ",.
. -,,-^ .> **^T- ^k -*k xr* *2x .?>. T\*>..<>.**
Vende-se um rico vestuario todo com-
pleto, para os tres das de entrudo : no
aterro da Boa-Vista n, 17.
Na taberna ds ra de Hortas, deduas
portas verdes n. i, eontinui-se a vender
manteiga ingleza superior a 640, nozes a -210
a libra, biscojios francezes, urna o;
2/000, lam.ha do Maranhao a lili
amendoasa 560, passa um quarlo 2/880, e
libra (('.
mo passeio, loja i.9.
i^ Em casa de Eduardo II. \\ \utt, f
Vende-se um completo sortmeto de n-1 Trapiche Novo n. 18, ha S
eos cortes de cassa d cores e pretas, com 7 |X i 9
l|2 varas a 1/600 Cada um, ditos de chita, :.; para vender : @
fazenda muito lina a 39000, chitas de cores .'{ 1 piano forte, novo v elegante de ?$
&.SSIO
- <
de 1857.
GRANDE GARDA-ROPA
DOS
MASCABAS.
iiuado ollegion. 18,
primeiro andar.
O dono deste importante deposito de ves-
tuarios para o carnaval, avisa a todas as pes-
soas amantes deste bello e interessante pas-
sa-tempo, que tem este anno, em seu depo-
sito, os mais ricos vestuarios.que se tem a-
presentado, ricamente adornados, com ele-
gancia, phanlasia, ideal e maravilhoso, pro-
prios para lodos os caracteres que cada um
quizer representar, e a maior parte delles de
velludo, chegados ltimamente de Franca .
por tanto espera a concurrencia de um e
nutro seso, visto ter vestimentas para ho-
mens e senhoras, corpo bem, ricos dminos,
capacetes e basloes, cmliin um completo sor-
timent de immensas diversidades porcom-
modo prego, tanto para aluguel como por
venda, o que ludo se acha a disposiQao dos
illustres cavalleiros no supradito deposito,
que lem por signal, em sua janella, urna
bandeira arvorada, e dous figurinas elegan-
temente caraclerisados. A clles, que os pre-
leudentes sao mu i tos, eo carnaval esta ba-
leada porta da Veneza Americai.a.
Lotera d?i pro-
vincia.
O Sr. thesoureiro manda fazer publico
que se acham venda ueste escriptorio, ra
da Aurora n. 26, primeiro andar, grande
porcao de bilhetes, meios e quarlos da
.quarta parte da quinta lotera do i.ymnasio,
cujas rodas andam no dia -21 de fevereiro do
frrenle anno. USr. Ihesoureiro manda de-
clarar aos senhores jogadores, que existera
uumerac.oes surtidas, como tambem os bi-
lhetes vendidos ueste escriptorio nessas ul-
timas loteras lem sido muilo afortunados,
por isso espera que elles concorrerao para
que continuadamente nao liquein tamanhas
porgOes de bilhetes por vender, como sem-
pre tera iicado. Thesouraria ds loteras 7
de fevereiro de 1837.O escriviio,
Jos Januario Alves da Maia.
Na ra larga do Rozarlo esquina
do beceo do Peixe irito, no segundo an-
dar do Sobiado n. !, continua a dar co-
" mida para fora com todo o asseio, e por
preco muito em conta.
Camilio Lellisda Fonseca e sua mulher
D. Genoveva Mara dos Res Fonseca nao se
reaponsabilisam por cousa alguma que seu
lilbo Brasilina tloy da Fonseca lizer, como
bem, dinheiros emprestados com bilhetes
falsos ou efTeilus em qualquer parte que elle
tone, pois quem confiar U-ra de perder.
Na noite de sabbado 14 docorrente,
perdeu-se no caminho do San-Jose ilo
Mangninlio ato ao liedle, um livro enca-
dernado em marroquim encarnado, con-
tendo a msica da opera J. Capuletti e
Manteclii de llellini: (juem tiver adiado
o dito livro eo queira restituir, podeen-
Irega-lo no largo de Corpo-Sanlo n. 15,
que recebera" a gratificarlo de lO.sOOO.
ta firmas Antonio Joaquim Vidal e Anto-
nio Joar|uim Vidal C, que tenham a
bondade de pagar seus dbitos antigos ao
seu caixeiro Vicente Alves da Costa e
Silva, isto at o lim do corren te me?.,
e os que isto nao lizerem terao de ver
ser procurado taes recebimentospor um
procurador especial para tal lim ; e des-
de ja' previnein que nao attenderio a pe-
dido algum, urna vez entregue ao dito
procurador.
ADVERTENCIA.
O procurador da cmara municipal desta
cidade avisa a lodos os Srs. donos' de estabe-
lecimentos sugeitos ao imposto annual de
SfeOrs., que o prazo para o pagamento
principiou no primeiro do corrente, e linda-
si' no ultimo de marco, prximo futuro, e
previne aos mrsmos Srs. que nflo se guar-
den! para os ullimos das, por nao ser pos-
sivel assignarcm-se todo a um lempo.
Ollerec-se um menino de 13 annos
para caixeiro, sendo chegado do mato ha
pouco lempo, prefere loja de fazendas, miu-
dezas, ou lerragem, e da fiador a sua con-
duela : quem precisar aununcie para ser pro-
curado. .
0 brigue brasileiro Almirante precisa
de marinheiros bra'sileiros para a sua via-
gem ao Rio dajaWiro.
No armazcm de Burle Souza 6; Com-
panhia, ra da t'.ruz u. 48, ha mui lindos e
elegantes vestuarios para bailes mascara-
dos, ltimamente viudos de Franga, tanto
em porcSo como a retalho.
Deposito
do joias e obras de ouro, aterro da Boa-Vis-
ta n. II, de II. A. !ioellger&C.,de llambur-
go, os quaes tem a honra de participar ao
respeitavel publico, que abrirain una loja
destesartigos de sua fabrica nesta cidade,
onde se encontrara sempre um completo e
bello sorlimento, pelos mais comino.los pre-
QOS.
Jamos llalliday, subdito inglez, vai
Europa, levando em sua companhia um seu
fllho de menor idade.
Na ra das Tiincheiras n. 8, loja de
tartaruguiro, com a frente pintada de ver-
de, compra-se etectivamente tartaruga, e
paga-se por mais prego to que em outra
qualquer parte.
Precisa-se de um caixeiro para tomar
conta de urna taberna, da-se hom ordenado:
a tratar na. iravessa da ra das Cruzes n. 8.
I'recisa-se de una ama para casa de
muito pouca familia : na ra do Hospicio
n. 34. -
Aluga-se o primeiro andar do sobrado
da ra da Cruz n. 34, proprio para algum es-
criptorio : a tratar com o padre Leite.
I'rccisa-se de uma ama para casa de
pouca familia, para todo o servigo interior e
exterior : na ra Bella n. -20.
Jos Joaquim da Cunta GuimarSes,
estabeleciuo com loja de tartaruguiro, na
roa das frincheiras n. 8, quem entra da ma-
triz ao lado direito, avisa ao respeitavel pu-
blico e aos seus ireguezes, que recebeu de
Franca um completo sortimeulo de obras de
tartaruga, como peo tes para alar cabello de
dillerenles qualidades, ditos para alisar,
niaiiala, e para meninas; alm destas obras
lem no mesmo eslabelecimenlo um bom sor-
limento d<>. penlrs, caixas, ludo ah fabri-
cado ; assim como se concerta qualquer
obra de tartaruga, por precos comiuodos.
Na ra do lirum n. 2, precisa-sede
uma ama, preferindo-se escrava, paga-se
bem, e he para lavar roupa de meninos e en-
gominar.
Directora das obras Ii
8 diversas massas, que ludo se vende muito
barato : na ra de Hurla, no deposito ir t6.
Gaf com
leite.
A qualquer hora do dia ou da noite,toma-
se nosalo da ra de Hortas n. 16, podendo
tambem entrar-se pelo portflo do mesmo
estabelecimento, em fenle a igreja de San-
ta Tbercza ; bem como a qualquer lloraba
sempre um variado sorlimento de peliscos,
e aos domingos ha sempre mo de vacca.
Na ra uo mundo novo, casa n. 40, de-
seja-se fallar com urgencia com a lllma.
Sra. Mara Clara Das Coelho, casada no
MaranbSo com o Sr. Coelho, o boje morado-
ra nesta provincia ; o negocio he do inle-
resse da mesma senhora, e por isso loda a
demora sera prejudicial.
Francisco Jos Concalves da Silva, vai
a Portugal tratar de sua saude.
-- Na sexu-feira -JO do corrente, na sala
das audiencias, e linda a do lllm. Sr. l)r. juiz
de orphos, se ha de arrematar, por venda, o
sobrado uc dous andares silo na ra do Cor-
doniz n. 10, que rende 608 mensaes, e se
acha avahado por :i:000r>; vai a praga a re-
querimentodosberdeiros da finada D. Cla-
ra Maria do Nascimento, no inventario a que
se esta procedendo pelo carlorlo do escriviio
GuimarSes.
Anenda-se o sitio denominado Pina,
porto da praga, com boa casa de vivenda,
bastantes coqueiros, proporgoes para vaccas
de leite : a tratar na ra Imperial n. 39.
-- Descja-se fallar aos herdeiros do Iiuado
Jos Antonio Pena, a negocio de seu inle-
resse ; queiram annunciar suas moradas
para serem procurados.
Precisa-se de alugar urna ama secca
para dentro de casa na praga da Indepen-
dencia ns. 36 e 38.
A senhora que Ihe convier ir para o
malo, encarregar-se da educaco de meni-
nas, annuncie ou dirija-sea ra Augusta so-
brado n. .
Roga-se encarecidamente ao lllm. Sr.
coronel Joao da Cosa Villar, lembre-se do
que mandou dizer em sua carta de julho de
1832, a um dos herdeiros do Iiuado Alves da
Silva & c.
Anda est por alugar o bom armazem
e Solio na ra da l'raia n. 40 ; a fallar no
mesmo, ou com Cuilherme Selte.
L'm prolessor de instruego primaria,
com nula annos de magisterio, aposentado,
presta-se a dar ligues particulares : os pre-
lendenles dirijam-se a ra do Crespo u. 11,
on|annunciem.
No armazem de Jos Joaquim DiasFernan-
des, beceo da Madre do Dos n. 12, vende-se
superior viuho velho do Porto, em caixas de
.una e duas duzias, por prego commodo.
Vende-se na cncheira da ra da Flo-
rentina um bom cavallo de carro e uns bois
de carroga ou carro de engenho, tudo por
prego muito commodo.
BOTICA CENTRAL II)-
IEOI'ATHICA
DO
10 PATEO BES. PEMiO
Pcchincha! pechincha !
No deposito de massas linas do paleo de S.
Pedro n. 6, acba-se um sorlimento completo
de ludo quanlo se pode exigir para regalo :
Vende-se o superior fumo de (aranhuns,
lanto em grandes porgues como em pesos
pequeos lefronle da matn/ da BoaVisla-
n. 88, taberna da esquina do Hospicio.
a lana.
Vendem-se superiores macas para condu-
gao de roupas em viagem, pelo barato prpgo
do 5, 6, 7 e 8-3 cada uma, galheteiras com
lodos < s vidros necessarios a 2f, ricas car-
leiras de Jacaranda e mogno para se escrc-
vere guardar todos os perlences, proprios
para viagem a 8, 10, e 12^ cada uma, costu-
rc.iras riquissimas de Jacaranda com os re-
partimentus forrados de seda e com muito
bolinbos de araruta pernambucanos e caro-|f5ostoa*> 5,6, 7eW, pentes muito finos pa-
cas, passas, caslanha do reino, ameixas e [ ra alisar,proprios para criangasou para sus-
sas a 320 rs., puleciras do meihor goslo que
se pode encontrar a 2/, ricas cruzes de cor-
nalina, carteirinhas para lembrangas, gorras
para hornero, as mais modernas que se pode
encontrar, sinetes com todas as letlras do
ahredario, sinetes proprios para namorados,
ricos Irascos para cima de mesa ro.tras
muilissimas galantarias, tudo muito fino e
de muito bons goslos, asseverando-se a
quem yier ver o rico sorlimento, que sem-
pre existe nesle eslabelecimenlo. nao deixa-
ra de ter eui que empre^ue muitissimo bem
o seu dinheiro : na ra do Queimado na
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma n 33.
Ricas fitas linas e modera
lias dos me Inores gostos
(iiie se pode encontrar
se vciidem na loja da boa fama na ra do
'..inclinado n. 33eporpregos que nao deixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente se vende baralo e ha muito onde 88-
colher.
ara mi; s e gradas,
Um lindo e variado sorlimento de model-
los para varandas e gradaras, d* goslo ino-
dei nissimo : na fundigao da Aurora em San-
to Amaro.e no deposito da mesma, na ruado
lirum.
ouro de lustre marca de
easteio.
Vende;n-se palles de couro de lustre de
muilo superior qualidade a prego de 4? e
4#500 : na ra do gueimudo, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa rama n. 33.
Luvas de varias qualidade
Vendem-se ricas luvas de seda de lodas a.-
r.oo
ven-
figos de comadre, sardinhas de Nanles, caf
em caroco c moido, cha hysson da India,
dito preto e brasileiro, assucar refinado, as
verdadeirasbolacliinhas regala c alliadas,
um completo sorlimento de charutos de to-
das as qualidades, e ludo porque prego!__
Venliam ver, freguezes, e
Pao a U2 por pataca !
I'azenda saborosa, a niclhor que existe no
mercado.
FAZENDAS BARATiS
No aiuia/em de fazendas
da ra do Queimado n.
7, de Joao .os de
Gouveia, vendem-se a
segaiutes fazendas, a sa-
ber :
rosdcnaple de seda prela, covado l>.j<)(l e 250'H)
Sarja prela lavrada, covadu 25000, 25100 e 29800
Hila lila ile lislras, covado 29400
Olla liespauliola, covado 29200
Hila dila ile seda ingleza, co\ado 2s000
Chales de bal) de cores com li-ira- de seda ii-ilou
Chales de chaly de cores, bordados In-mu
Chales de chai) bordados maln II5000
Chales de caseimra lisos -.'a m
Chales de relro bordados 2050011
Daoiasco de i.'u e seda coro (i palmos de lar-
gura, covado 358OO
Panno de linho de soperior qualidade, largo,
vara 800
Gangaamarella da ludia, muilo liua, vara :HHl
liriin brauco de linho entrelio, vara liOO
Panno aioalhado com 8 palmos de largura,
vara I950O
Lilla prela fina e entrefina, pera 99, 99500 e I3f00t)
Corles d cambraia pretos coui babados para
loto 1>(00
Cortes de cambraia brancos bordado* de cor 25HUO
tjorles.dc colleles de fuslao, linos, com barra SIHJ res, cobordadas e Com uolotas a 2t o para
relias
95000
coi es
500 ,
bO, dil,s brancas e de cores, de algodo,
proonas para montara a 240 e 320 e outras !?'. ulnPOmpleto sortimeptode taixesde ferro fun-
BANDEJAS FINAS E BARA-
TAS.
aisinha e preas a 160 o covado, e outras muitasfa-lA fabricante afamado em Londres. ^ 35500 e 4?: na
a libra, zendas bas e baratas. ,.-j Graxa ingleza n. 97, de Daj \ ty. miudezas da bos
SJor Josils
Faz admirar
Quem pitada lout-ir
Do filmo de Garaiihiiiia
>cndem-se bandejas finas e dn varios ta-
llos pelo baralo prego de 1/500, 2|500,
14>: na na do" Oucimado loja de
a lama n. 33.
...
&
o
i
Mari 111. ,,.
Tinta de escrever do fabricante 'v
Ainold. f/j
Tintas em oleo lo varias cores. Q
Cabos da Russia. ;/;
Crvstalleria. Ta
Agurdente le Franca embar- ^
lis. @
Vinho Scherrv, dito. .;.
Finetas em conservas inglczat. :J;
Papel para cartas. fl
Livios para copiar dito. I
Candieiros do candelabios de S
hion/.e. tin
Ac em barra para molas de
caro.
Eixos paca carro.
Chicotes para dito.
Relogios de ouro cobertose des-
cobertos.
Faiinhade Tri-
este.
SSSF.
(Verdadeira.)
Pelo navio BI.OMK chegaram
barricas desta acreditada lamilla :
de-sc nos armazens de Tasto Irmaos.
Relogios de patente
nglezesdeouro, desabnete edevidro:
vendem-se a preco razoavel.em casa de
AugtistoC.de Abreu, naruada Cadeia
do Recife, armazem n. ,~C.
Vende-se uma escrava crioula, de bo-
nitahgura: na ra dos copiares, taberna
" 12, se dua quera vende.
He multo I) trato.
Vendem-se dtzias de facas e earlos de m-
da" n ir,' K;,lr bf,*B n'u" y.
0'lM"oai cabo rolivo e oitavado a :i du-
z.as de coihe.es de metal principa 3- e%
ditas de mclal mais ordinario a 800 Tum.
e outras murta, cousas que se vende barato!
na ra do Qoeimado na bem conhecida loja
de miudezas da boa rama n. 33.
Para quem estiver de luto.
Vende-se na ra do Queimado. na bem co-
nhecida lja de miudezas da boa lama n. 33.
yoltas pretas linas e ordinarias, ricos all.i.e-
tes ricas pu.ceiras, e ricas rozetas. tudo do
meihor goslo que se pode encontrar e por
prego que nao deixra de agradar aos V
nliores compradores
vinho io porto;gem.i.no.
Vcnle-se ptimo viimo rfo Porto em Larri' do
qiiarloeoilavo, por preco razoavel: na ruada Ca-
data do Recie u. 13, escriplono de bailar A (ih.
veira. "
Aigodaonh para saceos de assucar
sa de N. O. Bieber &
n. i.
Vinho do Porto,superior ch
Em caixa de 2 duma.e barr, do
cenleraenlecbegadopelo brisoe Trovador;,
e un.camenle no armazem,I. Barroca A CI
ra da Cadeia do Ktcife n. 4.
da Bahia
: vende-se em ca-
C, ra da Cruz
lamico.
mlavo. re
ende-
i\ Catiro, na
Na lo ja da boa f
vende-se v mais barato
!101)
U DR. SABINO O. L. PINHO.
' Ra de Santo Amaro v.Mundo.NovoJ
% NUMERO0. *
9 Vendem-te auicamente nesta botica os mais
jg) acredilaos medicainenlos liomeopallucos, por t
ffi prei;os muilu comiuodos. Jj
y A acrao denles medicamentos he tao promp- g
}0 t.i e eflieaz, que (em merecido as honran da ..
^Spreterencia em todas as parles do imperio, $a
1 onde tem sido experimentado. ^
9 Cada tubo avolto.....I50OO ,f
Cada iilin de lnlura i- ..... ,5
9 Carleira* e caiiinhas com medicamentos,
9 desde 125 ale i1 taOOO. M
Thesouro lioi. -opalhieo ou vauc-mecum do v-g
9 homeupailia, obra csseucialmenle indispen- l
& savel a <|uem deseja emprear a honieopa-
Ihja a.........lllOOO
& I ni!,menlo homeopalhico do S
9 cholera-morbus......I5OOO t>
9 Propaganda boineopalhica em 9
9 l'ernambuco.......jOOO o
SC K. B.Para couhecimeolo do publico, avi- O
St Sii-se que o Dr. Pires llamos Jnior, nio lie Vi
O mais c.uveiro da botica reir, 11 hoiueopalhica, 1%
% e iiniu lem interferencia alguma em suas ope- 9S
S rac6es.
m
ie
I AO PIBLICO.
!j No armazem de fazendas baratas, -ra do ^
fe
;*
Collegio n." 2,
{j tares.
Quem pretender arrematar os concertos
de que carece a cozinlia do quarlel das Cin-
co Ponas, achara na dircclona o respectivo
orcamenlo, o ah podera fazer o ajuste a es-
ses concertos relativos.
No aterro da Boa-Visia n. 37, d-se
dinheiro sol penhores de ouro, prela, ou
hypolhcca em casas, etc.
Preciru-se de um criado : na ra do
Hospicio n. 9.
O Sr. Francisco Cavalcanti Lacerda
que morou no engenho Piabas ou Quitindu-
ha, e quo boje acha-se residindo para as par-
tes do Arraial, queira dirigu-se a distilacSo
de Tranca, na praia de Santa Bita, que muito
se lhe deseja fallar, c tambera ao r. Jos
Hodrigues Lima, ha pouco chegado do Bar-
renos.
de urna ama para casa de
na ra do >ogueira n. 26.
uma ama para casa de
pouca lamilla : na ra larga do osario, lo-
Compra-se etectivamente bronze, la-
tao e cobre velho : no deposito da lundu;"m
da Aurora, na ra do lirum, logo na entra-
da n. 28, e na mesma fundicao em Santo
Amaro.
Compra-se uma casa trra com com-
modos para familia, as freguezias de Santo
Antonio, S. Jos e Boa-Vista : Irata-su na
ra Augusta n. 17,
Compram-seeffectivamenle na ra das
Flores n. 37, primeiro andar, apoliecs da di-
vida publica c da divida provincial, assim
como accoes das diversas companhias auto-
risadas pelo govemo.
Compram-se duas casas terreas para
uma cucoinmeiida : a tratar na ra do Quei-
mado ti. 32, loja.
Compra-se uma carteira de amarello,
de uma s face : na praca. da Independencia
n. 4.
Compra-se
na ra do Cabugii, na loja de miudezas de
* portas, de Jos Alves da Silva Cui maraes,
um carro ou cabriolel mesmo nsado : quem
o tiver e quizer vender, dirija-se all, que
achara com quem tratar.
Compra-se um negro canoeiro : a tra-
tar na ra das Carangeiras n. 14.
Compra-se um sobrado de um ou dous
andares, e tambem uma casa terrea, que es-
tejam em bom estado, na principaes ras
do bairro de Santo Anlcniu : quem as tiver
para vender, dirija-se a ra tiireila, sobrado
n. que se dua quem as quer comprar.
Compra-se a collcccfio do Liberal Per-
nambucauo aeoutubru de 1833 at dezem-
bro de 1830 : na ra do Hospicio n. !).
bilas de linho lino
Sellm azul, verde, amarello e maneo com loque
covado 'ido
Chapeos de castor branco, lino.cabecasraude I0$000
Chapeo preto lino, francez, pira menino 53000
Camisas daaai-ia linas '.KIO
Completo trtunenln de obras de lia para
meninos, par a IO5OOO
Grvalas de diversas qualidades filio, Sllll e I5UI1O
Luvas oe alaudao branca* para hoineiii, par _u"
Panno de bu;, tas cores para mesa 3)000
Vendte um guindaste portotel, de
ferro que pega em 90 arrobas, pouco mais
ou menos, por preco em conta : na ra I)i-
reila n. 61.
Vende-se uma begrinha peca, de 14
anuos, de muilo boa conducta, com princi-
pios do alguinas habilidades ; na ra Dircila
11. 66.
Vende-se a raetade do sobrado de tres
andares, com grande soao e mirante, da ra
estreita do Bosario 11. 41, cujo arrendamento
anda em prae.a do juizo municipal da se-
gunda vara, a requerimento do consenhor
da outra metade : a fallar na ra do Quei-
mado n. 46, primeiro andar.
Atrtnyiio.
Vcndom-sc 2 carrinhos de 4 rodas para o
servico da alfandega, novos c bem construi-
dos : a tratar no aterro da Boa-Vista n. 55.
Vendem->o na ra Nova, taberna da es-
quina, junto a ponle da Boa-Vista, castanhas
muito novas a 200 rs. a libra, manteiga in-
gleza a 6S0, 800, 960 e it20, cha a 1#8'I0,
2?, 2#400 e 3**000, gomma a 120, dita de ara-
rula a 200 rs., e queijos a 1*800, 2/2011,
2*400, e outios muitos gneros, por preco
couunodo.
Sobrado de dous andares.
Vende-se o sobrado de dous andares da
ra do Bangel n. 60, em chaos proorios : a
tratar na ra do Collegio n. 5.
Bezerro e couro de lustre.
Me chegado o escolenle couro de bezerro
francez, marroquim e couro de lustre ; ven-
de-se na ra da Cadeia do lecife n. 36 A,
loja do ferragens de Vidal o. Baslos.
Vendem-se superiores velas de esper-
macete, chegadas ltimamente da America :
no escriplono de llenry Forster i\ Coinpa- j
nhia, ra do Trapiche n."8.
Vende-se um excellente cavallo com
lodos os andares, e um sellun inglez, novo;
por preco commodo : a tralar na ra do
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, assim como potassa da Rosis vcida-
deira : na praca do Corpo Sanio n. 11.
Moinhosde vento
comhomhas derepunopara regar hortaseba
xa de capim : na (undiro de I). W. Bowman
na ra do Brum ns. 6, Se 10.
Em casa de llenr. Bruun & Companhia, na
ra da Cruz n. 10, vende-secogoarem caiiinha 1 de
duzia.
FARINHA
ft T|,ieste.
\>iide-se em casa de'Saunders Brothers C. n
praca do Corpo Santo n. 11, a muilo superior e bem
conhecida familia de Trieste, da marcaprimeira
qualidadechicada em 9 do corrente na escoDa
l'liol :, em porcOesBrandes e pequeas,conforme a
vonladedo comprador.
TA1XAS PARA ENGENHO.
fundicao de ferro de D. W. Bowmann ua
rita do Brum, passando o chafariz, contina ha-
po8siveI :
Crosdcriaples preto muito hora, o
covado
Cantao preto muito lino, proprio
para luto, o covado
Sarja preta bcspanhola, o covado
corgurao preto muito lino com sal-
picos, proprio para colletcs, o
covado
2#IMK)
!ii
qualidades mais que se vende ua rna do
ueimado na bem conhecida loja de miude-
zas da boa fama 11. 33.
searas Anas.
No deposito da ra da Cadeia n. 6, ha as
melhoics mascarasque lem vindo a este
mercado, tanto em linas como em bom ca-
rcter. A ellas antes que se acabem, pois tem
lido grande extracSo dos amantes do car-
naval
dentad.
Precisa-se
pouca familia
Precisa-se de
ja n. 24.
Precisa-se de um fcilor para um silio
muito peno desta cidade, dando-so bom or-
denado: a tratar no paleo do (.armo, so-
brado n. 3, por cima da botica, ou 110 arina-
zem de madeiras do .Miguel, defronte do te-
Iheiro dos canooiros da ra Nova.
Precisa-se de dous pretos de idade,
M vende-se um completo sorlimento de fa- Hlqueenlendam de plantas de capim; da-se
zendas finas a grossas, por mais barato ti comida e bom salario : a tratar 110 pateo do
precos do que em oulra aualauer Darte >^|'-armo, sobrado n. 3, por cuna da botica.
cldo-ss' 'aos'"conip'raor*es' w""'i'7w liltad^ha.fd Sr, todos: es,e eLbe,,me,o JS g! lanS?V^r^'^e VoSS5SS JC,'r"le ^ '^' ^'^
H de combinacao com a maior parte das ca- |g n. 3, por cuna da botica.
sas commerciaes inglesas, francezas, alie- SI Otlerece-sa urna ama para lodo servi-
precosdo que em oulra qualquer parte, S I ,'armo' sobrado 11. 3, por cuna da botica. Chegeram os desejados diamantes de cor-
lano em porr6cs como a retalho, affian- **' ~ i rec,sa"se'Je um homum desempedido tar vidros, muilo superiores, Clavados em
Vendem-se dous sitios no lugar de
l'aruamciriu., com arvoredos de fructo :
quem os pretender, dirija-se a tratar no Pas-
seio Publico, loja 11. 7.
Vende-se uma carrosa para dous bois,
bem construida e de madeira de sicupira,
por preco muilo commodo : a tratar no pa-
leo do Carmo, sobrado n. 3, por cima da
botica, ou no armazem de madeiras do Mi-
guel, confronte ao telheirn doscanociros da
ra Nova.
Na ra do Crespo 11. 10 A, ha para ven-
der o seguiute, por precos baratissimos : ba-
rege de cores para vestidos a 200 rs. o cova-
do, cobertores de algodao a 500 rs., camisas
francezas, a duzia 16#i>, corles de cassa de
barra a 1-600 cada um, e outras militas fa-
zendas na mesma proporcao.
Vende se a taberna, sita no beceo Lar-
go do lecife 11. 6, hem afieguezada para a
ierra quem prelendor dirija-se a mesma.
Diamante.
<\;ra escriptorios e carro
rios.
Vendem-se resmas de papel de peso do
meihor que he possivel haver a 65, dito in-
ferior poucacousa a 3b e 33500, dito paque-
te muitissimo lino a 4-3500 e ce, dito almajo
greve e marlim a 45, diio a I maco muitissimo
bom a 89300,] dito de cores em quartos de
resma a 700 rs., grozas das verdadeiras pe-
nas de ar;o bico de langa pelo barato preco
de 15200, ditas muilo boas sem ser bico de
lauca 500 rs., duzias de lapis muitissimo fi-
nos a 320 rs., ditos proprios para riscar li-
vros a 800 rs., caetas de osso torneadas para
peanas de ai;o a 120 rs., caivetes finissimos
de uma a qualro lo I has a 1, 2, 3, 49, e ou-
tras mais cousas que se vende baralo; na
ra do Queimado na bem conhecida loja Je
miudezas da boa fama n. 33.
Arados de torro
Na fundicao de C. Slarr& Companhia, em
Sanio amaro, acham -se para vender arados
de leiro de um modello e conslruccio muilo
superiores.
">se ciine-
lo muito barato e hom, pelo prero do
7.S00 a barrica, por s<; precisar do ar-
mazem onde esta' recolhido : na ra da
Cadeia de Santo Antonio n. 17.
CERA HE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba de boa quali-
dade : ua ra da Cadeia do Recife, loja
n. 51!.
Domingos Alves Malheos lem para ven-
Amparo, em Olinda, casa ao p da cscada der em seu escriptorio, na ra de Apollo 11.
que sobe para o adro da greja de N. S. do I 23, por mdicos precos o seguinte :
Amparo. Ricose elegantes pianos.
Vendem-se duas inoradas de casas em | Superior vinho velho do Porto,em barris.
Olinda, urna na ra do Amparo, com quintal Superior vinho velho do Porto,engarrafado.
didoe baiidode3a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por epreco commodo e com
promptido: embarcam-s oucarregast-sa m car-
ro semdospeza ao comprador.
Era casa de Saunders Brothers & C., praca
do Corpo Santn. 11,ka para vender o seguinte a
Ferro inglez.
Pxeda Suecia.
Alcatro de carv;io,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para saeeas.
Dito entrancado igual ao da Babia.
E um completo sorlimento da fazendas proprio
para este mercado : tudo par preco commodo.
AVISO
aos ferreiros.
F. POIltlEK,aterro da Boa-Vistan. .">o
, Tcm para vender a vontade do com-
prador
GRYO de pedra
de primeira qualidade, por preco com-
ino ilo. ,
Potassa e cal
4rO"Ml
ajonn
3OCO
1#000
Casemira prela lina, o covado
Panno fino azul, o covado
Lencos pretos de seda para grva-
la, meio lenco
Meias preta* de seda muito supe-
riores, o par
Peilosmuio dios para camisas
Ditos de linho muilo superiores
Casemira de qnadr.nhos pelos
muilo lina, o covado
Cortes de colleles de fusto
Ditos de ditos de diio lino
Ditos de ditos muilo superiores
Orosdenaples de seda de lindas
cores, o covado
cortes de vestidos de f.zenda de
seda muito linda
Sents Iso de cores, o covado
Mantas pretas de RI bordadas de
>6Ul
Veos pretos de fil bordados de sed,
Cambraias adamascadas, prorrias
para rortioados. pecas de 20 varas
faSasn^ro^^--in,en,out
500
1/200
1/000
300
1*000
1/600
23000
18/000
800
I2j000
li ..-i'iiii
7/000
ra de
Chille muit finos
nos que e
comprar; assim como"chapeos" do
qua se vendem por me-
do n"' "i,0,"" a P"rXm ru o Quema-
do n. 22, fla bem conhecida loja di boa fe.
FITAS DE YELODO.
sollrivel e murado, com excedentes commo-
dos paia familia, e a oulra na ra da S.
francisco, com grande quintal e cacimba
com agua do beber : quem as pretender,di-
rija se a casa da ra do Amparo ao pe ua
escadinha que sobe para o ladro da igreja 'de
N. S. do Amparo.
Ferro barato.
Na ra do Queimado n. 32, existe um
grande sorlimeulo do ferro de todas as qua-
lidades, que se vende mais baralo que em
outra qualquer parle.
Algod&oavariado,
Vende-se algodio liso muito encorpado e
largo, com pouca avaria "a I96OO e 2/00" rs.
a pe?a ; na ra do Crespo loja n. 19.
Deposito
dt; rapprinceza abii-
ca de i. Gasse, no Rio
de Janeiro.
Vende-se. a preco commodo rap lino,
grosso e meio grosso, da acreditada fabrica
cima, chegado pelo vapor S. Salvador ; na
ra da Cruz 11. *9.
- Vendem-se relogios americanos, de
ditt'creiiles qualidades, para por em cima de
mesa : no armazem de llenry Forsier c,
ra do Trapiche n. 8.
111111 1 francez
9 maos e suissas, para vender fazendas mais
.% em conta do que se tem vendido, e por isto
B ollerecem elle raaiores vantagens do que
4 oulro qualquer; o proprietario des* im-
^ portante estabelecimento convida todos
g o seus patricios, e ao publico em geral,
ara que venham (a betn dos seos inte-
codeuma casa, excepto engommar e cozi-
libar : na ra da Alegria da Boa-Vista n. 42.
--Precisa-so de urna ama de leite : na ra
da Iloreuluij n. 30.
Precisa-se alugar una ama que saiba
e engommar, paga-se hem : na ra do
, lavar
Queimado aegunda loja de fazendas n. s.
Novalabnca de Umancos 110 palco de
resses) comprar fazendas baratas: no ar- & Santa Cruz, na lioa-Vista, principio da ra
Velha n. 127, pertencente a .Manoel de Jess
JordaoCaldcira : quem a ella se dirigir nao
dcixara de lazer negocio.


j| mazem da ra do Collegio n. 2, deAn- JJ,
:jt tonio Luiz dos Santos & Bolim. *4
WIIWWWW IIMIIIIMIUUIIiB
iaporai.
Ksle excellente fumo serve Unto para ca-
chimbo como para cigarro; vende-se na ra
do Trapiche Novo n. 22, em casa de a. Hl-
brard, pelo preco de 29000 a libra Iranceza;
a elle, que ja osla se acabando.
Vende-se luna cadeira nova : na Boa-
Noalerro da lioa-Msta n 80, veode-so I Vista, ra do Hospicio, na loja de niulor
manteiga ingleza a 480 c 960 a libra, mar-in. 50.
nielada em latas de 2 e 4 libras a 5li0,a libra, I Vende-se um excellente cavallo.mui-
ervilhas a 200 rs. a libra, latinbas de sardi- I lo proprio para cabriolel,por ser muito l'oi -
nhas a 500 rs., chocolate de Lisboa a 440 a I le : a tratar na ra da Cruz 11. 20.
librbalas com biscoitinhos inglezes a 1-800, Vende-se una porcao de estopa a I000
llgos de comadre a 2U0 rs. a libra. i a arroba, para acabar esse resto, tambem se
Na ra da Cruz 11. 50, armazem de San- I vende 11111 carro de condu/ir voluntes d al-
ia Barbara A Companhia, vendem-se eflecti- fandega para lora : na ra da matriz da Boa-
Superior vinho velho jeropiga branca.
Coxitis ue linho para montara.
C0I11.1 lori's enenrpados de algodao.
Superiores charutos da Babia.
Sabonetes em caixinhas.
Itico e superior papel pintado e dourado pa-
ra forrar salas.
Vendem-se terrenos para edilicagona
estrada do Manguinniho, do lo Itecife, lado
esquerdo, junio as casas do Sr. Vanocl Pe-
reira Teixeira, com 250 palmos de fundo e
j*e?*t>$>*fttt*0*.
virgein,
Noantigoe ja' liem conhecido deposi-
to da rua da Cadeia do Kccife, escripto-
rio n. 12, lia para vender muilo supe-
rior potassa da Hussia, dita do Kic de Ja-
neiro e cal rirgem de Lisboa em pedra,
ludo a precos muilo avoraveis, cum os
Mines (icarO os compradores satisfeitos.
N. O. Bieber di C, rita da Cruz n.4,
vendem:
Lonas da Butsia.
dem inglezas.
Brinzao.
U( ns da Russia.
Vinho de Madeira.
Algodao para suecos de assucar.
Bis nos.
Km casa de Itabc Schmeltau c Conipanhia,
rua da Cadeia n. 37, veudem-sc elegantes
pumos do afamado fabricante Traumann de
Bara bureo.
mn
ionios
Gratficacao
de 100^000
a quem apprehender 011 der noticia certa dos
escravos fgidos em 25 de agosto do a, no
passado. Antonio, de idade 35 annos. nco
mais ou menos, cor prela,estatura a, aer-
eo do corpo, pernas linas, cabeca calva; Um
d"iTo ure,8 ''i "a, ^^ R0' "-- cn?o
a r ', '^ "*a,,nos- esu,u a,*a
e gros.a, cor laioca, beicos grossos os
quaes escravos pertemera .0 Sr. Jos? 1**
e'me,"0' re".deiro doeseno Qanaz.
P,ssr.a"irmpradosao Sr- '8io Camello
I essoa de Sique.ra Cavalcanti, morador em
Pcsqueir. : quem o, pegar ou der noc".
certa recebera a gratificado cima d" im
no dito engeuho, ou nesta praca em cas
de Joaqu.m Manoel Kerreir. de Sou, no
pateo do Carmo n. 1. '
- Fugio no dia 24 de dezembro n r,
'"ga, muito pouca barba.
10
mchalo, cara larga, muito pouca biiba
dar, tcm urnas marcas nos peitos balsa -
que esta em algum. casa acontado 55 el
^ZW,el0qr ".?*** contra quet
tiver, nao so pelos dias de servico bbWZ
Proceder criminalmente, e roga-se s auto!
..dades policiaes, capi.^.L- ^^J^
era
. Je se-
serao bem recorapensa-
--- l'ugio na madrugada do dia 12 de la-
uro do crreme anI10, Pt,.r, /..I?.,1*
pessoas do povo, que o pegucm lev.
"ndn QUfmad0- "" d 53U 1
gondoandar, quesera bem recorap
nei
d
denon,e,,vp,)lllo>est.lu;a70'c;"--
regulat, secco do corpo, cara redonda
cosgrossos, pouca barba, orellmZtl
ECHANIS10 PAli m
Vende-se painr;o muito proprio para
canario do imperio a 1"0 rs. a libra: defron-
te da riclaciin n. 28.
Vcndc-sc a verdadeira graxa ingleza 11.
07, dos adamados fabricantes Day Mar-,.
de 15 duzias de potes:IN*FUNDICAO DE FERRO 1)0 ENGR
Crabtrcc & Comp
Un, em barricas
em casa de James
la da Cruz n. 42.
o csc.ravo crioulo.
ma isso he b3Slanle ladino, e talvez que r. p'.T
sar por lorro, mudando de nome, se bem
que ha nol.ci. estar elle acoulado por certa
pessoa, cujo nome sera publicado, ^c o dito
escravo nao for entregue .0 m senhor
morador na rua das Agu.s-Verdes, que l
dav.a recompensara a quem o aprsenla"
Fugio na mandil do dia S do rorrentn
anhia, I MILI RO DAVID W. BOWMAN. *A S "1"*" de ,u a ,: ""nos. de nome
RIJA DO BRUM,PASSANDO O ollA-1 ?/X i'' Cur '"e'". cabellos carap,-
FAR17 lnllddose;'vpr,"e'l"'dos.m3oepsbavUntr
tAltl, l rossos, fecOes regulares e rohiiuo" 1
hasaDipreamgraadesoriiaieBtodos egoiole. o camis. calca de algodSo IhSSC?1 T
jectos .lemecliaoismos proprios par.-ieiiLci.l.os.a sa-: (,ucln 0 annrebender I "S,lado de azul :
ibtr : tnoendase meias nineudas da mais moderna ii.- riu,,,.,! 1 v .'. ao SCU senhor o
conslrucrf.o ; taixai de ferro fundillo e fclido,.le '', "^ p" Wt'l-t "a rua Nova n. 69,
superior qualidade e de lodosos lamanlms ; roda ccomPensado.
O CI1ARDA-LIVROS BRASILEIRO, 011 arle dwtadei para agua oaaulraaes, de todaa ai propar-
la escripturacao mercantil apropriada ao *? ""XL.^^.Vr '" rM,lT'le'"^
,^ '. .. j 1 eiro, a(;uilnocs,iroii/.e*'.piirarusos cc;i\ 1 !i(iis.ni(ti
sommercio do Brasil: vende-se na rna da Dho| m,DdioeaTeie.ic ".aaw
- l'ugio
preio Jos,
Cadeia Velha 11 22. Preco 8/000.
. "n^lnu3 dSpSf'!! "" ^?rlmel?J,B.d,J'v,,"|ri de-se vinlio do PoriadaaupariarqoaUdadada bom miM|iaadeem preco. '
cunbeeida marca UW en pipas.barnse caias de
ama c duas duiiasile carral.:-.
no dia u a0 corrente mci a
de nacao, idade de 30 annos,
?a'S0U me""s- > NA .MESMA FLNDICA'O. i1!0, lcm li,lla de dc,,les "" fre-
eexeculamtodasaseiicommetidasconiasuperio- ---- Ci,'a de riscadinho e camisa
vamenie caixoes vasios de todos os tama-
n bos.
Vende-se uma barcaca j mui iraba-
Ihada, e que necessita de algum concerlo :
a Halar na rua do Queimado n. 28, primeiro
andar.
Vista n. 26.
Vende-se a taberna da rua do Vigario
11. com os fundos a vontade do compra-
dor, e : i/.--.- todo o negocio a yrazo ou a di-
nheiro, da meihor uiaueira oue servir ao
comprador.
XA RO
DO
m 1.i n o doposito dei
I1 Cruz Sanios,
meias moer.das para engenho, machinas 18>rr*f4a 5#500, e meias^o
de vapor e taixa. de ier,^ balido e coado: ^rJ^fZ S?
Agencia
'undicao Low-ior,
rua da Sen/.a la-Nova n. 2.
Neste estabelecimento continua a haver
um completo sorlimento de moendas e
meias moendas
h* vapor < laiv
de .todos os tamanhot para dito.
CAL E POTiSSA
\ende>ila
nesle. das e ue superior qualidade; cal de Lisboa lados e pello, palpilai-flo iiocorario, coqueluche
da mais nova que lia no mercado: noi seusdeposi- hronchile, Mor na gaanla, e toda aimolestia
1 los ua rua de Apollo 11. 1 A, e 2B.
quem o apprehender, leven a Santo Ama-
ro em casa do Sr. coronel l.cm-uha, ao seu
senhor 1 arlos Augusto l.ins de Souza, c pro-
testa-s Contra a pessoa que o tiver acou-
lado.
Fugio no dia 2 do corrente a escrava
de DacSo Mocambique e de nome Hila, a
qual tem os signaes segui.tes : baixa, r.lho
a fu macados, enm signaos de sua iiac.M sobre
o nariz, com um defcilo em um dos rledns
da m.'io dircila, proveniente de um panah-
i- 1 ... Icio, lies pequeos, cor bastante rela.
meias3800o, sendo falso' id I ""l,,"J"r '"^rda Torre, elem sujo vista
" neste deposito,pelo "a t.asa For,lc' ''uc"' ,: "" Tl,rreenl "m mu-
quesefaz opresenleaviso. .cambo aonde mua um preto da Coate, le-
lli'lil! I l\ i l IUl)l A ni 111 \\ v"" eWlo cor de catee panno da Carta con,
INI UnrsHll IAKA U rlBLIul. :"lri,c,ICi"I,aua.er"a,s"m tro-jxacomdi.
Para rurade i>hl>sica em lodnsosseusdillerrii 1 versas roupas : a pessoa que a pegar,leve-
lesgrios, qin-1 mull..,!., (lor conslipatftes, laxe a rua do Sebo, casa terrea com solao 11. 17
iia,pleuri7.escannsiesannue, d.'.rde eo-1 que ser* generosamente paga.
Josoruos pulmonares.
PEIt.Y ; IVP. DE U. r. DE I AKIA K.
MUTILADO
.

ILEGIVEL
--------------
I


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E55R0A0ED_8958HJ INGEST_TIME 2013-04-26T22:38:38Z PACKAGE AA00011611_07713
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES