Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07708


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Full Text
\
\\\0 XXXIII N. 55,
Por 3 mezes adiantados jfOOOsj
Por 3 mezes vencidos 4$500.

W.mmr* III4P1
DIARIO
SEXTA FEIRA I i, DE FEYEBEIRO DE .857.
Por auno adiantado 15{,'000.
Porte franco para o subscriptor.
BUCO
.v:\nnt;..ADOS DA SsJBSCRIPCA'O NO NORTE.
Parahiba, o 8r. Jcao Rodolpho Gome ; Natal, o Br. Joa
Jiiim 1. Pereira Junur ; Aracatv, o 8r. A. de Leruoj Braga ;
i ir, o 8r. i. Jote de Oliveira J Urinhio, o Sr. Joaqun. Mar
I lie* Rodrigue! ; Piauhj. o 8r. Domingoi Herculano A. Pesio
rense ; Pin', Sr. i uino I. Rimo Amazona, o Ir. ;Jero-
o fmo di CotU.
PARTIDA DOS CORKEIOS.
Olinria : todos os dial, i9e neis horas do da.
Igaarassu, GoiaQBa e Paraaiba : as *e,ro 1, i sellas-r-iras.
S. Anlio, Keicrros, Hoaiin, ("mar, tliinao a Giraaauns : na lerea-reira.
S. Loareneo l>eo-dMlhu, Naisreifi, r.lmne/ro, Brejo, Pesaaaira, /n=a-
leir". Flores, ViHf-Bella. Iloa-Vi.i, Oaticorr a Etu : aas ojaarui.fairaa.
Cali, Ipojica, Serinhaem, tlio-Forraoso, Una, llarrajros, Agoa-Prela,
i-tmetiiciras a Natal : qaimas-feiraf.
(Todos as correio parira as 10 hars da Bala.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNA ES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio segundas quintu.
Relacno ; tercai-feiraa e labbadoi.
Fazenda .- quarlai e labbadoi ai 10 horaa..
Juizo do commercio: leuuiida ai 10 horn qu:nial aa rnilo-dia
Juizo de orpbaoi: legundaa e quinta ai 10 hora i.
1 rimeira tara do civel f segunda* Milu lo meio-dia.
Segunda ara do niel: quartaa abbadoiao meio-dia.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE KE\'EhEIRO>
1 Quario crescente aa 6 horai e 1 minuioida larde.
a La cheia ai 9 horai e 33 minutos da farde.
17 yuarto minguante a 1 minuto da maohaa
24 La nova as9 horase 38 mmutoi da manhla,
.. j ,. '''MAMAR DE IIOJE.
segunda as 7 horas e 42 minutos da manhaa
Primeira as 8 horas e 6 rainutoi da tarde.
DAS da semana.
9 Segunda. S. Apolinarity. rn. ; i. Ansberlo.
10 Terca S. Escolstica v. irnia de S. Bento.
11 uarla S.Lazaro b. Ss. Clocero, Desiderio e Castrense Bb.
12 Quinta S. Eulalia v. m. : Ss Modesto.
13 sella S. Gregorio p. ; s. Calhariuade Rici V.
14 Sbado S. Valenliiii m.. Ss. Auxencio.
15 Domingo da Sexagsima Ss. Faustino e Jovila.
KXCARREGADOS DA SUIKCIUPCAO NO BOL
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Diai; Babia, o Sr. D. Duural
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martina.
EM PERNAMBICO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa da Pana, di iu*
livrana, prata da Independencia ni. 6 e8.
PARTE
OOVERHO DA FHOVINGIA.
c-rs*iaai iiaia'Jdi fevereiro.
Oflicio__ Ao Bxro. eaamandaiile superior da
guarda nacional do Reelfe, aulurisando-o a mandar
desligar do t. balalhAo de infamara deale munici-
pio ao alfere* Aolonio Auafliano Lope CaaUniho
Jnior. pasundo-lhe a guia de passagem, de que
I rala o arl. 45 do decreto o. 1130 da 12 da margo
ila 185.1, visto ler elle mudado a sai residencia pa-
r o municipio de Nazarelh. Cemrouoicou-se ao
ejmmandante superior daquelle municipio.
Dito Ao mesilo, aolicilando ii expedido das
eanvenienle ordena para que sej, dispensado do
rvigo da guardt nacional Manoel Leviuo de A-
ntorim l.im, psrleucente ao 3. balalbao de Infan-
turla, visto achar-se empregado do servigo da es-
trada de farro.
Dito Ao general onromandante das armas, in-
leirando-a de que o Exm. presidente daa Alagoas
participara ter remettido para aqui no vapor Igua-
vau 10 eaixas tam olijectot perleocentas ao 8, ba-
lalisio da inlanteria.
Dito Ao mesnio, recommeadando a expedirio
la anas ordens, para qoa o alfares do 8. bala I bao da
(alaria, Coriolano da Castro e Silva e aprsente
ao general inspector ao 4. dlstriclo militar, alim de
servir de sea secretario era logar -do elfires Pedro
Martini, que foi dispensado de Mroelbnne sarvico.
Commnuir.ou-se ao referido general, a a thesou-
raria de faienda.
Dito Ao chafe da estagao naval, para que re-
meta com urgencia ao general eoaamaodanle das
armas, afim 4e*ssentar praga em um dos corpos do
esercilo o palian3 Sebasliao Barbosa de Vascoocel-
los, visto que a pai daste, otTereoendo-o volunta-
riamente para o servato da estado, nlo deseja que
tea fillio seja alistado na otario ia.f)lliciou-se a
respeito ao general.
Dito Ao inspector t thasoararia de faienda
inteirando-a da haver o bacharel Jlo Antonio de
Areojo Freilai Haaariquaa, jniz da limito de Goian-
na, enirad*-*** rjia primeiro do crrante no gozo
da iicenra de \f das, qe Ihe f*ra concedida.I-
2ul communicasj W faila ao presdanle da re-
lacao. m
Hilo Ao inais, fara fornecer ao liwiil-ra-
ronal com manda nk| do 27. balallulo de iiTanlaria
da guarda nacional de Sanio Aullo os livros men-
cionados na relajio que remelle.Communicou-se
ao respecllvo commandanle superior.
Dito Ao meimo, para foroewr um livro mes-
tre con) 300 folhss ao conkjliandanle do 2. balalhao
da gaarda nacional daste municipio. Communi-
cou-se ao commandanle sopenor.
Dilo Ao meimo, iccommendando a eipedi^Jo
de ordens para qoa na racebedorii de rendas mler-
na, seja arrecadada a riiporlanria dos einolumenlos,
sello a fila qoa est a-dever Manoel do Nascimenlo
Casado Lima, por ter sWo nomeado tabellian do ju-
dicial a olas, a eicrivao do crime,, civel, orphaos
aoenies, capailas e residas do lermo de Villa
Bella.
Dilo Ao director do arsen.il de guerra, para
foruecer a direcluria dis ohra. mililaras 2 barras,
6 cadeiras a um sineta pequeo com as armas im-
pariaes.Caiatnanicoa-se a' referida directora.
Dilo Ao mearan, para que faga aproinplar,
afim da aeraos enviados paro as Alagoas, os objetos
mencionados ua rslarao ji.na.
Igual para apromplar urna cmela de loque para
a mesma provincia.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha, en-
viando-lbe copia do aviso da'fuslina de I4deja-
nairo ullimo, delerminando que os Africanos ap-
prehendidos em Serinhaem sejam enviados 30 para
a casa da correcto no piirueiro vapor, que seguir
para a cSrte.
Dilo Ao joiz de direilo da comarca da Boa-
Viila.Era oflicio de 17 de dezembro ullimo Vine,
me coraraumea lar havidn um disturbio de desa-
gradaveis resultado* na freguezia do Ei, em dias
do mea de nnvembre.
E porque fados desla ordem Jevem ser Irazidos
ao conliecimaqio do gorerno conr as nnflif t;"" ~
pecilicaroes. rassommendo a Vine, que me,informe,
com oque Iba constar, sobre a nalureza do dislur-
bio, e causii que o molvaram, declarando-me o dia
corto em que elle leve lugar, e as providencias da-
das pelas autoridades complanlo-.
Dilo A' cmara de Tacaral.Depois de ler
nasla dala dirigido um oflicio a Vmcs. recommen-
dando-lhes a expedirlo das convenientes ordens pa-
ra qoe a ioilallac,no da junta da qoalificacao na
fiequezia de Tacaralu saallecliie no oa 19 de abril
prximo, receb eommniucar i dessa cmara de
13 do correnle'sobre o mesmo objeclo. Nada mais
rotando a providenciar a esta reapeilo, reliro-me
ao que disaa ao meu citado oflicio.
Dilo Ao palftaaoiiio dos orphaos, aoloriando
a deferir a requerim-nio em que Manoel Gomal-
ves Barros pede em easamenlo a urphaa Francisca
de Paula Cavalcanli deUbuquerque.
Dito Aatjnii de paz mais volado da freeuezia
de Tacaralu.Teolio prsenle o olllcio de 9 de Ja-
neiro ultimo em que Vmc. commumeando-me que
o joiz de paz mais volado do qualriemiio findo
den.ira decuraprir o disposlo no arl 4. da le re-
gulamenlar de 19 de agosto de I84U, cunaolla-me
se he compleme para presidir aos Irabalbos da
jimia, na qualioade de jniz de psz mais otada.
Nao se senda pais elfecluado na (erceira domiiua
de Janeiro a reuniao da jimia quali5cadora, designo
a da 19 de abril prximo viodouro para sua ins-
lallacao ; ficanto desta inaueira salvo o esparo de
lempo oonveoieele para que a convocarlo dos elei-
fores e supplentes aea feila com a antecedencia de
um mez, delertainada no cilado arl. 4.
A Vmc. incaroba fazer essa convocarao e presidir
aos Irabalhos da jonla, urna vez que esleja jura-
mentado na forma da le.
Nesla data recorameudo cmara municipal a
tipedicao das convenientes ordens, lim da que os
refeiida junta comecem no da cima
indieado, sendo presididos pelo joii de paz comp-
leme.oiUciou-se nesle sentido a cmara munici-
pal de Taearal.
Dilo 'Ao director geral da inslrac^lo publica,
scieutificando-o de ler deferido o reqnerimenle em
qae o profeasor jubilado Alexaudre Jos DOrnellaa
pede o pagamenio da quanlia de 388 rs., preco por
que vendeu para a aula de inslrurclu elementar os
movis de que traa o oflicio de Smc. de 1 do cor-
rente.Ordeiiou Portarla torneando a Jernimo Tbeolonio da
Silva Looreiro para profeasor da cadeira de ins-
tru-cau primaria de Bsixa Verde.Fizaram-se as
conveoianles commucica(es.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO ADMINISTRATIVA EM 12 DE FEVEREIRO DE
1857.
Presidencia, do Exm. Sr. desembargador
Souza.
Presantes os senhores depulados Kego, Baslo,
e supplenia Ramos a silva, oa falla do Sr.Si-
qaeira.
EXPEDIENTE.
Um oflicio dalado de hoje, do depulado Luii An-
tonio de Siqueira, participando nao poder compare-
cer ao tribunal por falla de saude.
Huiro de 8 de Janeiro do correute anno, dojuiz
municipal daViratga, commnnicando nao baver-se
intentado all aeejio alauraa coromercial, durante o
auno prximo passado.Accine-se a reeep^ao.
Lin reqaerimenlo de Jos Francisco I.eiAo, ex-
praprietario da sumaca "Diana,o informado pelo Sr.
desembargador liscal, entregando u registro da mes-
ma por t-la vendido, para que ss facam as sonla
cOes de sua desoneraciu.Como requer.
Oulro de Jos Guedes Nogueira, comprador da
sumaca Diana. pedindo n registro da mesma com
as complanles notas.Prestado o juramento e as-
signado o lermo de obrigacao, ale qae traa o artigo
463 do cdigo, eiilregue-se-lrtoo registro com as ne-
cessarias annotacoes.
Oulro da Jlo Jos Gouveia, br.isileiro de ib' an-
uos de idade, natural de Sobral, a estabelecidn com
loja de fatendas na ra do Qoefmado, pedindo ma-
Incular-se nesle tribunal.Com visla ao Sr. desem-
bargador fiscal.
Oolro de Isaac Cario & Confjmnhia, pedindo o
regiai.o da aua nomeaego de agente da companlna
Seguridade, o estatutos eralo de sua incorporadlo, aatisfeilo u despacho do
Iribunal de :J0 de novembro ultimo.Kegislrese.
SESSAO JDICIARIA EM 12 DE FEVEREIRO DE 1857
Presidencia do Exm. Sr. desembargador
Souza.
Fallou o Sr. depulado Piulo de T.emns.
Passagem.
Pela ausencia do Sr. destrabar -ador I.elo, foi
disliinoida ao Sr. desembargador Gijirana as appel-
lacoes entre parles :
Appellanles, Manoel da Fouseca Cimbres e ou-
lro ;
Appellado, Fortunato Cardozo de Gouveia.
Do Sr. desembargador Villares au Sr. desembar-
gador Gitiraoa :
Appellanles, Jato Pinto de I.emps Jnior e ou-
Iros ;
Appellado, Gaspar Antonio Vieira
Guimarles,
EXTERIOR.
Irabalhos da
CORRESPONDENCIA DIPLOMTICA ENTRE A
GRAA-BRETAMUAEO BRASIL RELATIVA-
MENTE AO TRAFICO DE ESCRAVOS.
presentada cmara dos lorii por ordem de .S-
\f., decnnforinidaUe com a inciisagein da mesma
cmara, em 21 de julho de 1830.
-v- VO conde de Clarendon ao Sr. Jerningham.
Foreisn-Oflice, 31 .le maio de 1836.
Rccebi o vosso despacho de 12 do abril, incluinlo
copia da resposla do ministro dos negocio" eslrangei-
ros de Brasil, a ola que Ihe dirisles em 7 de mar-
Cu, a Iveilin.lo o da fiiiuiiclo das autoridades braii-
leiras na quesllo dos Africanos desembarcado! e rou-
bados em Serinhaem, e em ratafia a' parle do vos-
io despacho, que refere a enlie.i-ta que liveslescom
o ministro hrasjleiro, significo-vos queiapprovo, que
conimunicasseis ao Sr. Prannos as inljorniacOes que
lindis recehido a respeito do movimenlo do Iralico,
qoe se dizia comeesva a spparecer em e os peque-
nos logislas da Baha.
Sou> e,c- (l rendon.
S. 9.O conde Clarendon ao con si I (oteper.
l'oreign-Oflice, 31 de maio de 836.
Recebi o vosso detpacho de 21 de atril, mencio-
nando as circumslancias que vos levaran) a fazer urna
viagem a Serinhaam, bem como os rac guasles relativamente au desembarque! de escravos
africanos naquelle poni em outubro |>assado, e as
razes que vos induziram a chegar a' ennelusao de
qae o presdeme da provincia de Pe
connivente nesse desembarque, e se p
sua po-irao uflicial para proteger os pj
iniuosos.
-V. lo. o conde Clarendon ao Sr.
Foreigu-Ollice, 6 de junbo de
(Vide Jornal do Commercio de 23 do
.V. II. O Sr. Jerningham ao condt
(Kecebida a !) de jaofao.)
Rio de Janeiro, 12 de maio de
Tenlio a honra de communicar a V.
OS OVOS DE PASCHOA.
POR ROGEK DE BeACVOIR.
nambuco era
evalerera da
incipaes cri-
lerningham.
836.
crrante.
Ctirendon.
Iba de seu livrmlio de memoria, e enlrebou-a a Born
Mello.
1836.
Esc, que o
II
Tres brijos.
Conllllii,ic."m. )
Eslranso em Pelersbuigo. abysmailo de fadiaa, e
nao podrtelo acertar com a hospedara de Isaac Dom
Mello decdto-se a cauiuhar ao acaso, como um
doodo, emluradu em seu capole, chocando-se i von-
lade, com us passeiadores uoclirr ra-, que enconliava,
e rheio deoriulho pela sua aventura real. Natural-
mente vaidusv. elle lena querido Jispor immediala-
menle de urnrorreio, afim de envia-lo a Lisboa, para
imprimir sua [elicidade as gaxetai Relleclindo um
punco o nossoPorlaguez, senta lodavia certa humt-
Iharao ; bem saina que representara o papel de ou-
Irem ; mas,diiia com sigo, que de cerlo esse oulro
uao pudia er mais bello, nein mais eslimavel do qoe
elle._ consolas.la nalural em semelhaule caso. A vol
de Calhariiia vibrava-lhe aluda ao ouvidu, como urna
doce harmona, a elle ergua ,, fronte com ar radian-
lo e apjnoiia.l.,. Uaia beij >, muilos beijos dados a
Iraperalriz! Era para exalla-lo e assusla lo alterna-
tivamente,
E aqaelle doudo de Andr, dizia c11 r> com sigo,
aquelle medilailor absurdo, nao fallava-me dola se-
iro com o odio nos ..Iho-, ou a colera nos labios !
lie urna princeza como ha poucas ; ama a galantera
mais do que nossa rainha, (|iie atlecla ser melindro-
sa. Emfin, que mal fia e:n que, nina rainha piulo-
sopha deixe-ss: abracar um pouen. e nos receba em
onlra. que nlo no Ihrono '.' Kio fui sein ttzao, que
Vnllaire efiamou-a a Estrella do Norte, ltala w eu
quizera saber por quera p,sso eu aos nlhoi dessa bel-
leza imperial, yual he o servido importante, que
Ihe Ii/. ".' acrescenlava Dora Mello, contemplando o
lago que Ihe fura dado. So amanilla, sim, amanhaa
lie que o saberei. Mas, se ella euviar-me Sillera,.
descobrindo o engao Seria injiislira, pots de ccrlo l'irilo.
Sr. Jos Banlo da Cunha e Figueiredo, presidente
de Pernamhaco, foi succedidu naquelle cargo pelo
Sr. Sergio MacJo, ex-minilro brasilciro em Lon-
dres.
Algomas pessoas encaram asa roadanra como ama
especie de demissao ; comludo o Sr. Paranhos disse-
me ha das, em urna enlrevisla, que com elle live,
que o proprio presidenta Jos Bento tinha pedido a
sua exonerado. a
Em urna conversa que live ha dias com o minis-
tro dos negocios eslraogeiros do Brasil, communi-
quei francamente a S. Exc. todas as queixas que eu
linha ouvido acerca do procadimento do Sr. Bento
na quesiao de Serinhaem, da dependencia em que
eslava dos Cavalcantis, e da perseguirlo que faiia
aos Drummonds, bem como da tentativa que lti-
mamente fizeia para conciliar a benevolencia do Sr.
cnsul Cowper. O Sr. Paranhos procurou defender o
Sr. liento, como nunca deixou de faze-ln sempre,que
Ihe falle! nesla materia. S. Exc. nao poda a dimitir,
que o presidente procedesse mal, persegoindo os
Drummonds, que elle julgara criminosos, e parerii
admirado de que eu pudesse acreditar, que a aulo
ridada impirial se deixasse influir por facetes pro-
vinciaes.
Informei lamnem a S. Exc, que o Sr. Cowper Ii
nha recebido ordem de V. Exc. para apresenlar ao
coronel Gaspar de Menezes Drummond us cordiaes
agradecimenlos do governo de S. M.. pelos serviros
que prestara a' humanidad!, apprehendendo o ne-
greiro na foz do rio Serinhaem.
Observei, porm, ao Sr. Paranhos, que por defe-
rencia para com um pedido do Sr. Jos Benlo, de-
morn o Sr. Cowper por alguro lempo esle trbulo
de jnslisa ao coronel Drummond, mas, qae ltima-
mente o cnsul de S. M. me informara ter commu-
nicado ao presidente Benlo, que ja' nlo exista ne-
cessidade da demora na apresenlacao daquellesagra-
decimenles, e que por isso os ia Iransmillir, o que
supponho lera' feiio hoje.
Ao oovir estas palavras, disse-me o Sr. Paranhos,
que linha a queizar-se do governo de S. M., por
Iransmillir agradecimenlos a um subdito brasileiro,
que linha de responder parante um tribunal brasi-
leiro por accosaces que Ihe erara taitas, exclaman-
do eolio S. Exc :
Se vs queris ser juizes nesla materia, esla' lu-
do acabado, n
Disse a S. Exc, que o governo de S. M. linha da-
do esla ordem ao Sr. Cowper, a que mesroo se S.
Exc. ou o Sr. Cowper me livesse consultado relati-
vamente demora na execucao desta ordem, Mtjje-
ria eu inlerviado (porque nao podia) em ordens lio
positivas.
Bem, acresceolou o Sr. Paranhos, escrevei ao
vosso governo, e meuciouai o qua eu acabo de di-
zer. arei tambera ordem ao Sr. Carvalho Morei-
ra, para fallar sobre esle assumplo a lord Claren-
don, o
Para provar a S. Exc. que havia precedentes die-
se, que elle considerava como causa de qucia, re-
cordei-lhe que o visconde Palmcrslon em 1830 oo
1851, se bem me lembrava, linha mandado dar agra-
decimenlos oiciaes aoSr. GonralvesMarlins, e lam-
hem ao Sr. Mauricio Wanderley, eniao chefe de po-
lica da Bahia ; mas S. Exc. enleudeu que o ca>o era
muilo difTerenle, pois que nenhum de.-es cavallei-
ros se achava na peala** de parle accusada,*omo se
taba o coronel Vascnncellus Drummond.
Fallando da nomeaclo do Sr. Macdo. dei a en-
tender a S. Ele., que nlo podia deiiar de applau-
dr urna tal nomeaclo.
Urna deslas noites live occasiao em um baile de
conversar com o Sr. Macdo, que me fallou da sua
prxima partida para Pernambuco. Acrescenlou que
tendo procedido a indagares a respeito do chefe de
polica, e sendo o resullado dessas indagacei salis-
falorio, resolver conserva-lo no emprego.
Refer enllo ao Sr. Macelo ludo quaolo sabiu -
tinha ouvido a respeito do presdeme Benlo, da po-
lica e dos Drammonds, bem como dos favores pres
lados a Cavalcanli (Chic cacador), o qual, sapposlo
esdvesse preso, passeav as ras de Serinhlera, ao
passo que o fillio do coronel Drummond era conser-
vado em prislo rigorosa ; e pedi a S. Exc., que so-
breludo Iratasse de BMUsar os proce.sos o mais de-
pressa qae ajuslir,a o perraillissa, pois que os Drum-
monds, que eram julgados innocenles, veriam entao
lavada a sua repulaclo da accuia.ao lerrivel, qoe so-
bre ellas peiava.
S. Exc, que evidentemente nutria alguus prejui-
zos contra o Sr. Cowper, fez-ma algumai pergunlas
acerca desse cavalleiro. Dase a S. Exe., que era um
homem activo, que, quando se oscupava de um ne-
gocio, o levava ao lim, e que, especialcenle ua
quesla'o de Serinhiem, tinha feilo grandes esforcos
nos nieresses da humanidade.
De conformidade com as inslruci.oes coudas no
despacho de V. Etc. de 17 de narco, no qual V.
Exc. diz, que lendo a ola do Sr. Paranhos, que re-
melli por copia no meu despacho de t> de feverei-
Tenhugrandissima saliifac^lo db coiihece lo,
senhor, re-pondeu o Porluguez. Ara; nhaa quando
o da esliver claro...
Mo foi dilllcil a Dom Mello, reeouheeer nesse ad-
versario improvisad um Irancez. de bello aspecto.
Era da mesma estatura, a linha al alguna seuie-
iiian; i de ii'icoes com elle.
A agilacao e a desordem do mancebo pareciam ex-
tremas. Evidentemente a interp.llacho furiosa de
Dora Mello o sorprender no mein de urna carreira
precipiiada.Eile deiiou-o, com efleitol dapoisdele-
rem marcado um poni de reunan para o dia se-
guinle.
Oh dixe Dom Mello com sigo, tima enlrevis-
la ualaule, e um dnello : essas cousas andain s ve-
les em companlna Agera posso dormir Iranquillo.
Mniha nolle esla' completa.
BB,lralaato, n maneabo que cruzara um instante
com Dom Mello, continuara seu caminho. Chegan-
(lo ao ngulo da praca do Almiranlado, parou rilan-
te de sua casa, e halen a porta.
Urna caria para o senhor cavalleiro, disse-llie
o porleiro, caria vinda do palacio.
O mancebo abrio-a com a mi Irurriala, e ao le-la
mormarou fazendo um movimenlo de dcspeilo :
Ja he larde a hora Ja passou I
Sahiu ra|idamente, e iniarrogou com a visla as di-
versas sombras, qne alravessuvam a prara.
L"ma mollier com o mesra vestuario", debaixo do
qual polis Mello perseguir a iraperalriz, psssavaei;-
II dame de porlico adornado de candelabros are-
s"s- ^*lava *" laojava de quando em quando
um otilar vago cm torno de si. O mancebo ruidou
ver urna inquieteclo secreta em seus movtmenlos ;
ella evilava os grupea do povo, e pareca indecisa a
respeito da direcru que ia lomar. A pouca distan-
cia, e a sombra, caminhavain aps dclla muilos liu-
mens eniburadoi em capules, os quaes paravam lam-
bem quando ella pama. O joven Irancez, obser-
vou bem esse manejo, c conrloio para si, que a im-
peralrii olo aborreca t vigilancia, mosmo em uiua
o.ule de prazer e de loucura. Vingadorcs obscoros
e myalerioso podiam agujar contra ella seus punhaes
as irevaf. Nao sorprender elle mesmn ua ho.pe-! vahsava em loda a s
d-ria de Isaac, a palavras ameaca loras de Anrtrj famosos hroes do seclo XVIII. hroes de operas.
Slefanoir ? l-.sse homem Ihe era desconhcido, porml e de ceias, une agora nao acham-se mais seuao as
oes-laravur
Debaixo do Irage vulgar, que Irazia a soberana,
pareca ler recobrado a arara de sua mocidade. Ila-
vta essa noile urna Iransformacao complela em sea
porte, em seu ar, e al no lom de sua voz. Conslran-
gula no fri ceremonial de urna corle, na qual via-se
ubrigada a observar a si mesma desde alsum lempo
em lazlo da groa duqueza Natalia, sua ora, e tam-
bera pur causa das murmuran,-, da parle sla da
naco, essa inulher, que chora** em publico, para
ganhar pirlidarios, quando Pedro III a mallratava
lenlavf. no fim Iragico do esposa a hvpocnsia da so-
lidlo, frequenlava mesmo a> igrejas e es convenios
em cerlos dias. A Idea dessa mascarada noclurna,
dspertara-lhe mil desejos sairncados ; ella lembra-
va-se do primeiro aiplendor de seu ruino, de sua
belleza, desea imperio absoluto sobre lodos. Ale-
rtela* pe-arias que irazia, seus brajas dolidas pelai
muitas brutalidades de um Orlad, os phaatasmashor-
rendos, que inclinavam-se de noile a rabeceira de
seu leilo, soas vingancas, suas punires, ludo ella
esquecera, por essa liberdade de poucas horas, por
esse largo campo de avenluras amorosas, qua u cos-
tme rio paiz Ihe abra- Sua imaginaran vagabun-
da represeotava-lhe, ora um soldado da gaarda cir-
cassiana, vindo exigir della como um resgafe, o bei-
jo costumado, ou alaum cavalleiro das cuardas fal-
llodo-lhe com palavras adocicadas. Fra lalvez cm
urna noile dasaae, que ella encoolrara a Orloll, do
qual fez seu cmplice antes de faze-lo seu valido, a
Wissulsky, bnlhanle ullicial, oa a algum marido se-
creto, marido de um mez, de um so dia .' Para urna
inulher lio romanlica, a hora do praier Irazia com
sigo nina especie de eslremecimenlo t de lerror.
Qeesj era, pois, e'*e mancebo, que viada assim ale-
gremente buscar sua senten^a ? quem era esse im-
prudente, que adorava a Cilhanna '.' A' sua visla,
a imperatriz reprimi urna leve perturbarlo.
Encarando-o a claririade da lalerna, que illorana-
va urna itnacein da Virgem, Calhanna reconheceo
facilmente|am bello cavalleiro, qae, na semana pre-
cedente, salvara sua carruagera de um grande pe-
rigo...
0 cavalleiro de Luz era um homem devidamenle
formado. Joven, esvello, e cheio de ardor, elle ri-
projeci ,- sinislros, perlurbavam-lhe anda i
r
nao meuti.
Absorto em sua relievfies, Dom Mello, como dis-
semos, nao cuidava as pessoas qiieciiconlrava ; cho-
r "'' pouco depois com um mancebo envidio como
elle em um larso capole escuro. Por um acaso ex-
Iraoriliuaric, esse capote era da mesma cor do sen,
bem como lar.o qots o descunhecido irazia no cha-
peo. Dom Mello nao fez esta judiciosa observadlo
sanio praguejanlo eonlra o descuido daquelle que
eiicuolrava. e ao qual aposlropbou ua verdade com
termos asss fortes.
Por loda a resposla o descouhecidorasgou una fo-
Vide Diario o. 'H.
Tenha de pedir um favor a imperatriz, disse
elle rom si".i ; ella m'o conceder, sendo por raim
advertida de um periso Ei-la : sejamos dicnus de
nina missio, que me he imposta pelo dever, e lalvez
tambera por inlefesses, nlo menos charos, rio qae os
de Citharina Animo, cavalleiro vas aehar-te
rtiaule rie orna rias |>olenrias mais lerriveisri mun-
do I Lembra-te das lines do ron le da Laurasuais,
leu primo, e nlo leesqueras rie que urna iraperalriz,
emhm. nlo he mais do que, urna raulher !
O cavalleiro lleunqoe de Luz nlo fallara al eo-
lio, seuio a im|ieralriz de Ihealro ; por issu, ficou
um pouco perturbado, aproiimaodo-se de Calhan-
na...
as de Chnrriin, ou rie Moreau ; na verdadei-
ra patria era o OEil de idieuf, e sua carta do Ter-
iiu : Pars e Versa lies. Apezar de inrrii'eis esforcoi
para consesuir o lilulode libertino, o cavalleiro per-
manecer como as natoreras primorosas, bom, cr-
dulo, e excessivan.enle cheio rie confianca. Callia-
rini i-xamiuava-o.eachava-lhej algoma semellun-
ra com l'unialowski, do qual nlo podera esqaecer-
se. quando o cavalieiro ollercceu-lhe o brajo, dizen-
do-lhe coro viva agitadlo :
Qualqner oulro a ahrararia, senhora ; nlo sou
digno de lanta honra, e limito-me a rogarlh, que
acele-me esla noile para eu oidenanca Crea-
me a senhora, nlo esla' aqu em Hgeranea ; aran-
des perigos ameacam-na. Nlo pusso eiplica-los
agora ; ha no seu palacio... ,
ro, pareca V. Ezc. qua o Sr. Paranhos nlo exone-
rava salisfaloriamenle as autoridades de Peinambu-
co, tanto das queixas contra ellas feilas, por nao te-
rem empregado o necessario vigor na repressao da
escandalosa violai.an da le no desembarque de Se-
rinhaem, como de oatras aceusaces contra ellas di-
rigidas, cemmuniquei ao Sr. Paranhos a opiniio de
V. Esc, aeerca da soa nota, e manifeslei a S. Exe.
a esperanca qae linha o governo de S. M., de que
pira o futuro, e em lodos os casos desla ordem, o in-
virti brasileiro provaria, que as autoridades pro-
vinciaesem loda a cosa do Brasil seriara acorocoa-
das e estimuladas no emprego da mesma louvavel ac-
(ividade, que as ten} distinguido para o fim de esma-
garera o trafico, como se moslrou com a apprehen-
slo do negreiro americano Mary E Smilh.
Na 12.O cnsul Cowper ao conde de Clarendon.
( Recebido em 9 de jonho. )
Pernambuco, 19 de maio de 1836.
Tenho a honra de communicar a V. Ese, que o
presidente, o Sr. Jos Bento da Cunha e Figueire-
do, foi substituido, e que o Sr. Macedo, ha pouco
miuistro brasileiro era Londres, foi noraeado seu
successor, he esperado a cada hora. F'ui lambem
informado ; que o chefe de polica acaba de ser fi-
nalmente demitlido.
N. 13.Memorndum. (Communicado ao conde
de Clarendon pelo Sr. Morena em 18 de Junho de
1836.).
O governo deS. M. o Imperador do Brasil rece-
beu do honrado Sr. YVilliam Slraflurd Jerningham,
encarregado de negocios rie S. M. Brilaunica no Rio
de Janeiro, urna ola datada era 7 de marea prxi-
mo passado, na qual diz o Sr. Jerningham ler sa-
bido, qoe a marcha seguida pelo governo imperial,
e pelas autoridades imperiaes na descoberla dos
Africanos roubados em Serinhiem, e no processo
dos individuos implicados nesle crime esta' longe da
ser satisfactoria ; e queem consequeneia de instrOc-
cej recebidas do governo de S. M. Unanme, se
di'igia ao governo imperial para inlimar-lhe que,
se nlo ampregasse os maiores esforcos para desco-
brir os verdadeiros criminosos nesle, e em lodos os
demais casos de trafico de escravos, e para perse-
guidos cora lodo o rigor da lei, o governo brilanni-
co seria obrigado a por oulra vez em forja as dis-
posices do aclo do parlamento de 1813 ; e que ao
passo, qne nesle caso os cruzadores brilannicos ex-
erceriam na cosa, nos ros e nos portos do Brasil a
vigilancia e actividade, que os agentes e funeciona-
rios do governo brasileiro deixassem de erapregar
os Iribunaes inglezes pronunciaran) as sentencias de
condemnarao, que os Iribunaes brasileiros recusas-
seco proferir.
Esta nota do Sr. Jerningham foi respondida por
S. Exc. o Sr. Josl,Mara da Silva Paranhos, minis-
tro e secretan o de -estado dos negocios eslraugeiros
no Rio de Janeiro, em urna nota datada de (i de
abril prximo passado.
O miuislro brasileiro em Londres nlo ficou me-
nos sorpieodido du que o seu governo com o con-
leodo da nota de 7 de marco, e s depois de chamar
a' ruemoria, e de combinar cerlos faclos e circums-
lancias de que linha conhecimento pessoal, e que
eram ignorados pelo sei governo quando rece-
beu a referida ola, he que Ihe Toi dado riescobrir
urna causa, que, sem por ein dnv.'da a juslica, que
deve presidir a Indos is aelos de um governo lio
Ilustrado com o de S. M. llrilannica, podia ler
provocado ama intimarlo lio inesperada e lio of-
fensiva como aquella, que foi feila ao governo im-
perial.
Tendo-se poiem recordado desses faclos, e len-
do-oi combinado, esla' convencido o ministro bri-
sileiro de que nenhum oulro motivo podia ler in-
duzido o governo britannico a mandar a' soa lega-
cijo do Kio de Janeiro inUriicces, qae aulorisas-
sem a ola de 7 de margo, senio as informales
prematuras, e inexactas enviadas ao Foreign-Office
logo depois da oceurreneia de Serinhiem.
Era uraa entrevista com lord Wodehousc emli
de margo prximo passado, observou o ministro bra-
sileiro com a maior sorpreza, que o sub-secrelario
de estado fallava du uegocio de Serinhiem por mo-
do tal que revelava eviilenlemente o quaulo S. Exc.
ignorava o verdadeiro estado do assumplo, e islo a
poni tal, que al puuha em queslio a indubilavel,
e notoria apprehen>lo e chegada p! cidade do Reci-
fe de quasi lodos os Africanos conduzidos pelo ne-
greiro capturado em Serinhaem. [goal asierran
fora repelida por lord Palmerstoo ao ministro bra-
sileiro era urna conversa casual, que Uvera sobre
este poni na recepeno rie gala de S. M. no dia 7 de
maio.
No decurso dessa conversarlo S. Exc. parecen es-
tar iuleiramente convencida de qae nem um s
Africano linha sido apprehendido.ou liradodas mos
do negreiro, e que este estado de cousas ora devido
a' criminosa negligencia do presidente e mais au-
toridades de Pernambuco.
Comparando as impressoes do Foreign-Ollice e do
primeiro rainisljo com o modo porqne o cnsul in- gao do aclo de 1813. aclo qoe o governo inglez re-
glez em Pernambuco se dirigir ao presidente da- tirara quando havia moito menos" provas do zelo do
quella provincia em -J7 da outubro, logo depois da governo, c do bom xito das suas medidas,
appnbeaiao do negreiro, poca em qae o Sr. Cow- Infelizmente, porem, las considerage, que de-
psr, anSo ha issopara eslranhar, foi indatido em veriam ler determinado a legago brilannica a nlo
erro por aleaos arligos publicados nos joraaei da dar aquella iulimaglo ao governo imperial foram
opposigaoem Pernambuco eallendendo almdis-I desprezadas, a o governo imperial leve de receber
so a que o cnsul he o canal official por onde a le- ella nova prova de desconfianga, que infelizmente
garlo brilannica deve ter oblirio informagoes acer-
ca do desembarque rie Serinhiem, ioformages qae
a levarara a dirigir ao governo imperial a ola con-
fidencial de 13 de uoverabro, na qual appareciam
noticias inexactas iguaes aquellas que aa acham na
correspondencia do cnsul ; lodos esles fictos e cir-
cumslancias combinados com a ola de 7 de margo
fazera presumir lgicamente, se acasu nao poe fora
de loda a davida, que as inslrucgoes do Foreign
Office, em virlude rias quaes se julgou aatorisada a
legago brilannica a dirigir aquella ola ao governo
imperial,furara o resultado das primeiras impressoes
creadas por informagoes precipitadas e inexactas do
Sr. cnsul Cowper, e que estas inslrucgoes foram
Iransmillidas a' legaglo brilanuica, quando ainda
nlo se couheciam lodos os pormenore de urna qoes-
lio, que estava ainda envolvida em lodaa as duvi-
das e incertezas das investigagon policiies e pre-
liminares.
Diz-se que he islo o qoe lgicamente se deve pre-
sumir, porque era materialmente impossivel den-
tro do espago decorrido, qae o governo britannico
tivesse conhecimento da nota do governo imperial
dalada em -2 de fevereiro, anles de Iransmillir a' le-
gago brilannica do Rio de Janeiro as suis inslruc-
goes para a nota de 7 de margo.
De feilo, foi somenle em -2 de fevereiro, qne o
governo imperial pide ministrar a' legaglo brilan-
nica em urna nota riaquella dala as informagoes as
mais plenas e completas em addilameuto aquillo
que ja Ihe linha communicado em ola confiden-
cial de 4 de dezembro.
A distancia e a falla de frequenles meios decom-
municaglo enlre a provincia de Pernambuco, e o
Rio de Janeiro justifican, a demora na reroetsa das
que
he oulra vez manifestada pelo governo da Inglater-
ra ao imperio do Brasil, nlo obstante o faci de ser
o Brasil um dos melhorcs freguezei do povo a dos
productos da Inglaterra.
O governo britannico receben nforraagii Incom-
pletas, as quaes se dflo como terminados inquerifos
e indagagoes a que se eslava ainda pracedeodo re-
gularmente. Este fado deve cansar admiraglo ;
mais o que he anda mais para sorprender, he a ig-
norancia absoluta acerca da principal circamslancia
do desembarque em Serinhiem, islo he, a appre-
henslo immediar de 162 Africanos a bordo do a Pi-
loM>oat, quando foi capturado. Se assim nio
toase, o ministro brasileiro nlo lera onvido, qoa se
punhj em duii 11, que se conlaslava e al se negava
qne semelhaule rircuraslanciaftivesse lidorealmen-
te lugar, quando pela correspondencia de agentes
Drilannicos no Rio de Janeiro e em Pernambuco se
v, que aquelle numero de Africanos ;fui capturado
ogo a principio e mandado para o Recite, e qae a
nica differeng i de opiniio era quanlo ao numero
exacto dus negios perdidos.
E pois, o ministro brasileiro lamentando profunda-
mente ver-se compellirio a acreditar, que esle fado
inesperado foi provocado por nma combinaglo ain-
dajnuilo mais inesperada, e de circumslancias que
coocorreram, para que o governo de S. M. uao dej-
cobrisse no desembarque de Serinhiem, e as suas
pilases ulteriores aquellasincetidade, zelo, activi-
dade e delerminagio firme para esmagar todas as
lentalivas de renovarlo do Iralico, que a propria le-
gigio brilannica em A de fevereiro reconhecera e
applaudira nu governo do imperador, julga, que he
para elle um dever inevilavel a.imperioso levar di-
rectamente ao conhecimenlo do conde de Clarendon
necessar.as coramumcigoes officiaes, sem as qaacs o ama eiposigio clara e succinla de loda a qneslio, e
governo nlo podia com jostiga e segttr.nga lomar dos passos que se eslo dando em Peroambucu por
nenhum a deliberagio, ou mesmo alfir
r como fac-
los reaes asserges, que al enllo exiiliam somenle
no dominio de urna publ cidade dovidosa.
Se o agentes diplomticos e consulares de S. M.
It. no Brasil tivessenrdado conla ao seu governo
dessas diflicoldades, oa minislro brasileiro esla' con-
vencido de que ao governo de S. M. Imperial se
leria poupado a sorpreza e o pezar causado pela
ola de 7 de margo, pois que o governo britannico
seguramente nlo teria autorisado um acto (lo pou-
co justificado pelos fados. Para evitar un novo
incideate desla nalureza, lio particularmente de-
sagradaveJ nu actual eslaxte- das relegues entre os
dous paizes, nlo se pode dizer por cerlo, que se exi-
gir muilo da jusliga e equidade brilannieas, se se
coiitasse que a legarlo brilannica, que anles do rc-
cebimenlu rias inslrucgoes do l'oreign-Ollice, linha
recebido informages da marcha regular do proces-
so instaurado em Serinhiem se resolvera a demo-
rar por aljura lempo o cum primenlo daquellas ins-
lrucgoes, levando como sua juslificagao ao conhe-
ennento do governo britannico o verdadeiro eslado
da questlo, que tanto linha melhorado. E a le-
gaclo brilannica podia com lana mais razio ler de-
morado aquella intiraaglo, quaulo he cerlo, que
assim evilaria a contradiegao em que a ola de 7 de
margo a collocava em relago is suas espoulaueai
decliragei coulidas em oulra ola, que, para Ten-
der tributo a'joslica, linha sido compellida a di-
rigir ao governo imperial no dia 4 de fevereiro.
Naquella ola, como sabe o governo hrilannico, elo-
giara a legaglo altamente a sincendade e zelo de
que o governo imperial acabava de dar provas ua
apprebensio da escuna norle-americana l Mary E.
Smilh as asuas de S. Malhcus.
De feito, no dia 4 de fevereiro a legagio brilan-
nica dirigio-ie nos seguales lermos ao -governo
brasileiro:
rial, ao passo que indica a firme delerminagio em
que esta' u governo imperial de esmair lodis as
tenlativasde renovaglo do delestavel trafico de
Africanos, da' novo prestigio a Torga moral do po-
der executivo, elc.o
Entretanto apenas um mez havia decorrido, e ja
essa mesma legaglo, que voluntariamente manifes-
tara esla opiniio acarea do proceriimenlo do gover-
no imperial, enviava ao mesmo governo, que lio
recenlemenle ella reconhecera eslar firmenienle de-
terminado a esmagar todas as tentativas rie renova-
rlo do trafico, oulra note, n. qual acrimoniosa e
ofensivamente noda a honra do governo imperial
chamando-o >< ao senlimenlo da sua propria digni-
dade, exigindo do governo imperial qoe cumpra
oas ohrigages de modo mais honroso c cmplelo
e amcagando am Eslado independnte com a esecu-
No meu palacio, senhor 7 La' nlo soa livre, e
domis nao tremo ; veja !
Tomou a mi do mancebo e apoiou-a forlemenle
sobre o paito.
O senhor he francez, e eslimo que, vollando
para o seu paiz, possa duer ao re l.ulz XV, que a
iraperalriz Calharina nlo Ireme :
Eslas palavras foram pronunciadas com.um s-
cenlo de uubreza. que lornava Calharina urna rau-
lher exlraordinaiia, quando fallava as faegoes. O
cavalleiro adrairando-a, creu lodavia qae nio devia
fallar aos deveres que a si mesmo impozera.
Engana-se, senhora, lomee elle com voz cheia
de amargura, ensana-se cuidando, por ser corajosa,
que o assassinos dormem. Anda ha puuco na hos-
pedara de S. Nicolao ouvi um homem proferir con-
tra sua pessoa palavras de ameaga e de vingaiiga.
E qoem he esse homem ? pergunloo ella'com
ura aorriso extraordinario. Seu nome ?...
Igooro-o ; elle nlo pareca ser conheci lo pe-
los que iln se acnavaru.
Algum louen que se fuodasse lalvez em haver eu
perdoado a Tchoglkoff, bem que tivesse na mi um I fi'ou muilo lempo nlle os olh
punhal Tranqoilise-se, senhor ; affirmo-lhe qne
nio fico menos locada de urna rieilicaglo, qual
nada o obriga. Mas nio chama-se o cavalleiro lleo-
riqae da Luz, e nio receheo esla noile por minlia
ordem un agradeciraentu, nao direi o prego rie um
servigo que fez-rae ha poucus dias '
ra grande satisfara de provar-lhe que na Russia os
Irancezeslem direito a ludo.
Dizei.do eslas paUvra<,Calharina deixra cahir so-
bre o cavalleiro ura desses snrrisos provocadores, que
ella sabia conciliar iu bem com a digmdade rie sua
pessoa. O cavalleiro Iremia ; lleniativamenlc ale-
gre e sorprezo dianls dessa mulher, persunlava a si
mesmo se era elle propria que onvia a Cilhanna, se
devia encerrar-s para com ella eir uina idolatra
respeilusa, ou tentar na cerco que nlo pareca des-
auradara iraperalriz. Essa graga que elle.quera pe-
riir-lhe, ser-lhe-hia concedida em -emelhaoie luar,
nlo esperara ella signaes mais vivos e mais apaisa-
nados rie seu ardor ? Allonilo e mudo, llenrjquesen.
lio correr-lhe pelas veas um eslremecimenlo de
gelo ; nlo era mais senhor rie sua perlurbaglo e de
seu lmur. Cnegando os labios face de Calharina,
retirou-o- quasi inmediatamente ; mas esse tmido
beijo leve um atlraclivo irresislivel para aquella que
o recebeu. Ilenrique era dolado de om desses otila-
res carreeados de languidez, qne deixam rahir em
turno de si um orvalho de cenlelhas ; ludo era bran-
dara e elegancia em seus movimenlos. A imperatriz
os cora melanclica
meditaran... coinpsrava-o em silencio a semblantes
adorados.
Helio como Estanislao Ponialowsk, dizia ella
comsigo.
Elle ofTereceii-lhe nivamente o braco, e recondu-
molivo de apprehenslo feila em Serinhaem, e Irans-
millir a lord Clarendon copias aothenticas de lodos
os documentos, que lem referencia a eite caso, afim
riecollocar fra de loda a duvida a eiaelidio das as-
sergoe* feilas nesle memorndum.
Em 5 de julho do anno passado soube o presdeale
de Pernambiico, que no dislriclo do Rio Formoso
rorn.iin boaloa da nm projecto de desembarque de
Africanos. Mandou immedialamenle proceder a
invesligages ; mas nenhum.i prova ie pude obler
que juilficaise os receios de que o trafico da Afri-
canos ia reviver em urna provincia, onda o propria
Sr. Cow|ier tinha declarado, que havia inleirainenle
cessario. Coinquanlu nlo houvessc a menor prova,
o presidente ordenou ao chefe de polica, ao joiz de
dir.ilo do Ro Formoso, e ao official commandanle
da alafia naval, que concentraisern loda a sua
alinele, esforcos a vigilancia no poni suspeilo.
As ordens do presidente foram cumpridas ponlual
e Belmente. No da -27 rio passado mez de julho, e
:)l de selembro, o ofiicial curaman.lante da eslagio
naval iuforinou ao presidente, que a crvela a Ka-
marac e a baigae de nuerra Clrense, lendo
croza lo ua allura da"cusa, que.se lornava suspei-
la, ulo ubservaram o menor indicio de um projeclo
de desembarque de Africanos. Na mesma impossi-
biliilade de descobrir circumslancias sQgpeilas, se
achou o vapor inglez a Rilleman, s que lendo sa-
bido rio porlo do Recife por difierenles vezes en-
tre os dias 3e li de oulubro para cruzar na di-
recglo do sul, voltou para o Recite sera resultado
algum.
Assuspeitas occasionadas pela denuncia de 3 de
julho liuliam pois diminuida grandemente, quando
em II de oulubro, tres mezes depois, om pilot boat.
que se dizia infectado e Irazia igada a bandeira de
qnareulena, fui tundear junio a ilha de Sanie Aleiio
as aguas de Serinhaem.
No da 12 do mesmi mez um saveiro empregado
na condueglo da pedras riaquella lha para o Recite
velejou para o porlo da ilha, incutindo assim receios
aa negreiro, qae suspendeu e entrou precipitada-
mente na baha de Serinhaem. Enllo pela primei-
ra vez correu o boato, de que o navio linha a bordo
urna carga de Africanos. A aoloridade local, qae
nlo tinha alli Torga para obrar, dea parte irameriia-
lamente do occorrido ao commandanle do pequeo
destacamento desoldados estacionado ua villa do Rio
Formoso, cinco leguas distante da baha de Seri-
nhiem. Essa autoridade era um funcionario cha"
mi lodelegado de Serinhiem, e he importante
saher-se, que o seu nume he Drummond.
O commandanle do destacamento p-se logo em
marcha com us soldados, e cnegando ao ponto ao
amauhecer do dia 13, apprehcndeo iinmedialamen le
o a pilol-boat, e achoa-lhe a burlo 162 Africa-
nos. No sea oflicio i u forma va o delegado ,-i aoloridade
superior, que parle dos negros linha sido tirada do
navio antes da sua chegada, e que a despeilo das
averiguaces que fizera para descobri-los, nio Ihe
tinha sido isso possivel, como nlo linda conseguido
lambem apprehen ler a geerniciio do negreiro, que
aules do sua chegada havia abandonado o navio
e fgido.
Apenas o presdeme da provincia leve noticia des-
ta oceurreneia, raandoa a Serinhiem a corveta olla-
marac, a levando a bordo o chefe da eslagae naval,
ifim de trazer para a cspilal da provincia o navio
capturado com os Africanos ralle encontrados, o pa-
ra laucar mo dos meios mais vigorosos com o fira
de apprehender a guaroigio do negreiro e descobrir
os negros perdidos.
A crvela a Ilamarae voltou para o Recife.no
lia li, trazendo era soa conserva o pilol-boil com
162 Africano!, tendo sido baldados os eifurgos em-
preados duranle lodo o lempo que alli ae demorn
para prender a guarniglo, e verificar a* na realidade
linham sido descobertos alguns do* Africanos rou-
bados.
Como os esforgos feilos para esle fim, lano pelas
autoridades navaes, como polic.iaei, nao foram bem
succedidoi, ordenou o presidente, que um emprega-
do superior, isto he, u chefe de polica da provincia,
segaisse para o districto do Rio Formoso, e inslau-
rasse alli a mais escrupulosa devassa no intuito de
prender a todos aquellesque se livessem tornado
saspeiloi, e capturar o Africanos, qne livessem si-
do roubados anles de ser lomado o navio.
Os passos dados pelo chefe de polica nlo foram
baldados, pois conseguio apprehender, e conseguin-
temenle restituir liberdade, 9 dos negros rouba-
dos do pilol-boal, colhendo limbem noticia de
muitas circumslancias do crime, de muilos dos seus
autores e cmplices, contra os quaes instaurou um
processo crime.
O governo imperial, approvando o procedimenlo
do presideole:de Pernambuco, reteirou em 31 de de-
oml.ro as ordens as mais positivas ao presidehle pa-
ra continuar a obra com vigor e lomar novas medi-
das judicaes nu dislriclo do Kio Formoso, e mandou
prender immedialamenle no Rio de Janeiro, e re-
metler para Pernambuco, o subdito porlugnez An-
tonio Severiano de Avellar, sobre quem reeahiam
suspeilas, em consequeneia das participagSes feitas
pelo presidente rie Pernambuco, de ser elle impli-
cado no desembarque de Serinhiem.
Lord Clarendon vera neslas medidas espontaneas-
firme reoluglo, o zelo, a energa com que o go-
verno imperial procedeu para descobrir o crime com-
meltdo em Seriuhlem, devendo merecer especial
allenglo de S. Exc. as medidas extraordinarias, qoe
o governo imperial sera a menor hesilagSo mandou,
aa* foasem tonudas pelo presidente de Pernimbuco
para o castigo elTtcaz e severo de lodos os criminosos,
a para a apprehenso e restiloigio i liberdade dos
38 Africanos extraviados.
O resullado deslas medidas de vigor foi a resli-
luiglo a liberdade de 21 Africanos, alcmdoslt2
achadosa bordo do pilol-boal, fiado assim a fal-
lar um numero muilo diminuto. Cento o oiten-
la e tres Africanos Irazidos pelo pilol-boal gozam
hoje da liberdade, que as leis do imperio Ibes ga-
ranten!.
Eslas medidas da vigor deram oulros resultados
que nio leem menos importancia, e vem a ser : pri-
mo, a prislo e pronuncia dos suppostos aulores e
cmplices desle crime. enlre os quaes ha pessoas,
coja posiglo social nao servio de obstculo ;i acglo
das autoridades ; secundo, a deportagio do trafi-
cante portuguez Avellar. o qual, a despeilo da falla
le provas safiicienles, foi denodado do imperio por
um aclo especial administrativo ; rfio. a prislo do
hlho do delegsdo Drummond, eonlra o qual ba sus-
peilas vehementes de se ler prevalecido da autori-
dade de sea pai e da aquiescencia deste, para ex-
traviar alguns negros, qUe felizmente foram desco-
bertos ; e finalmente, a demissao do delegado
Drummoud, pronunciado lambem como cmplice
na fuga do capilao do pilol-boat a na daslroicio dos
papis do navio, nodoando asiim a honra de um
aconlecimento, que alus leria sido tio complela co-
mo foi a da apprbhenslo da escuna norle-ameiicana
a MaryE. Smilh.
He lambem muilo para lamentar que esle homem
deixasse de comprehender e de cumprir os seus de-
veres ; mas nem o presideute da provincia, nem o
governo imperial, nem nenhum governo do mundo
pode ser consirierario com jusliga, como solidario dos
erros dos seus agentes.
Aqaillo que o governo imperial era obrigado a
fazer quando descobrio esla lamenlavel falla de f,
eaa*prie-a immediala e espontneamente. Demil-
liu Drummuuri do servigo do imperrdor, comqoanlo
as primeiras circumslancias do caso fossem honrosas
i inlervenrio do delegado nesla oceurreneia. Ogo-
temo nlo hesilou por um momelo, nlos em de-
milli-lo, senao lambem em proceder criminal e ju-
dado por mim... Eu linha pedido a Arrika. urna de
nimbas damas de honor, que lh'o enviasse .'
Que, senhora. dignan*** '.'... Tal prsenle...
Se ainda nao receheu-o, he pur mniha culpa.
San emhaixador lumou-me lorio o lempo hontem de
noile, coulinuou ella soonndo ; na verdade, julguei
que poderia uiar do privilegio dosovos de Paihoa..
E he este privileijie que hei de invocar, -
nhora, para tomas, a libe
Cerlo lago bor- zio-a al o palacio imperial.
Ha verdade, perjuulnu-lhe ella, que o senhor
tem passado algumas vetea debaixo de minhas ja-
uellas J
O mancebo abaixou a cabera em signal de assen-
timenlo.
Amanha, lornou ella, poder! ver-Ote e fallar-
me na estufa du palacio... L eslarei as riuas horas.
O cavalleiro inr.linou-se, e Calharina ahrindu cora
urna chave secreta a pequea grade du palacio, per-
rdade de locar com o la-
bios esla mo real, lio digna rie empunhar ura sep- [ rieu-se as trevas.
tro... O sim, este momento he para mim o mais i Ilenrique ficou muilo lempo riianle da fachada es-
ditoso de rmnlia vida |cnra do edificio, nominada apena* pala clandadel
O cavalleiro dspoz sobre a mo rie Calharina o I que sabia de alaumas janellas. Nesse mesmn mo-
beijo mais respeiloso. Estava fri e perlurbadu. i atento levanloo-se brandamenle una leve cortina, e
Se seu primo, o conde de Lauragaais, o livesse o mais helio semblante de moca resplandeceu na
visto nesse momento, leria tito piedarie delle.' [profndela dessa ranura, como urna estrella de
Somenle isso '.' lornou Calharina, encantarla I noile.
pelo seu semblante e'pela belleza de seusolhos gran- O cavalleiro conlemplou-a aluuns segundos com
des e negros ; he as'im que obrara, senhor, para nma perlurbaclo, da qual s elle linha u se-redu.
capaz rie quebrar urna langa na arena, ou de mane-
jar, se fosse preciso, urna es|iada de enramando mas
u fogo encoberlo de suas pu|iillas, o ardor de seus
menores geslos, revelava uella urna serie de paiaio
nio farta. Nio era mais moga, e ja o lempo come-
cava eonlra ella sua luta obstinada ; mas resislia-lhe
rom energa como una potencia que nlo deve ja-
mis cahir. A arle mais casquilha, mais penivel,
mais ceda cunseeuira pouco a pouco triumphar nella
das rugas e da pallidel: polvilhos odorferos cobriam-
Ihe os cabellos, mil aromas leves envolvlam-na ; seu
corpo aadava as pedras preciosas e na seda.
. E,sa mulher era Calharina.
Viva e jovial ella assemelhava-se nesse dia anles a
alguma sultana alegre rio que a una soberana que
enfada-se. Sabia das mos de suas camaristas, as
quaes linham passado mais de duas horas alaviun-
do-a. Nlo quizera receber netta roauhaa nenhum
eral,,i\ n-.ir. nem applicar-se a nenliura Irabalho.
Era sua Iroule e em seus labios lia-se a esperama.
Sonhira toda a noile com o cavalleiro.
A oulra mulher 'aquella que Ihe licava mais pr-
xima formava o cintraste mais nolavd com a impe-
ratriz.
Adoravelmenle bella, mas dbil como um canni-
jo, ella linha era loda a sua pessoa um ar rie no-
breza e rie sofirimenlo, que fazia meditar dolurosa-
meiile era urna das pinturas suaves rie Crrese, em
que a virgem lem um ar lio triste ; seu rosto con-
servava a cor baga ria cera ; suas mfos e suas espa-
riuascram rie nina pallide/. lao Iranspa-enteque fazia
quasi estremecer a quera a va. Na verdade pareca
quoo menor supro devia arrebatar essa flor delicada
nasciria ao louro sol da Alleinanha, anles sufiocaria
que abrigada junio do Ihrono de Catharuia, e sobre
a qual a imperatriz laucan a furto de quando em
quaudu um olhat de inveja. i
Era a arla duqueza Natalia, mulher de Paulo I.
Nascera princeza de Hesse Darmsladt, e fora es-
colhida para esposa do futuro imperador com jircfe-
rencia a duas irmiasque a linham acompanhada em
su
com Mina, rie Pompadour".' Por ventura as he
da corle rie Franca asseinelham-se ao marmore .'
A senhora eclipsa a lorias, respouricu o caval-
leiro Ilenrique rie Luz com arrior, e conherendo
que daria ma opiniio da Franca a Calharina) lam-
bem nlo foi por ellas que alFrontei o olbar invejoso
de seus corlesaos, senhora, quando seus cavallos en-
furecenrio sea pouca dialencia rio palacio imperial..
lie verdade, o lenlior fez-me tslreinecer ; he
corajoso. Agora lemhro-me rie que Arrika eslava
ainda mais coinmovida que eu... De noile fallou-me
a ieu respeito, mas como se poderia acha-lo '.' o se-
nhor linha desapparecirio, eu ignorava que era Fran-
cez, ignorara sua aileigio a mira, que uio sou iua
III
As rainhat da noile.
Em um c.imanm du palacio imperial Ires inulhe-
res esiavam reunidas as onze horas do rila seguiule.
Lina tuha um desdes vestuarios rio oriente, que a
a Viagem Ja Allemanha a Russia. Sua honriade,
sua graca linhem-lhe gauhado logo o corago dos
subditos de Calharina ; em Moacow o povo viera
reunir-se em sua passauein.e beijar-lhe rom respeito
as riobras do vellido, como se fora una sania. Era
esse sen primeiro crime aos olhos ria imperatriz, a
qual eslava resolvida a conservar desde eulio o crio
duque Paulo na mais completa servidle, e ulo per-
minia nunca i ora lornalo nm K inilanle popu-
lar. I onda em seu oraulho, Calharina iluplicara sua
vigilancia para com a graa duqueza ; os espas ria
sua chancellara secreta iiuhain recehnlo a ordem rie
seauir-lhe os menores passos. Para desagradar sua
Peterhofl. A iraperalriz acabava de tocar cora os
labios a fronie da uora scguudocostomava ; achou-a
Ser verdade o que dsse-me o doulor Almann ?
>alalia lera pouco lempo de vida '.'
Como para fodficar-se nesse pensamenlo, Calha-
rina pnz-se a contemplar lentamente a zrla duqueza
seus cabellos riescendo-lhe de cada lado das fonles'
laziam sobresahir u contorno macilento das faces '
seus olhos g/antes e limpidos pareciam rodeados de
um circulo azulado. Ella curvara seu eolio rie rvsna
examinando o bordaaf de urna moga, que eslava a
seu lado, e sorna-lhe com um ar de melanclica
hondura.
Muilo bem, querida Arrika, reat he uraa fada
para o Irabalho miirmurou ella cum soa voz ben-
vola ; advirlo-a deque ser preciso dar-me ligoes.
A moga a quem Natalia dirigia-a* corou a prin-
cipio como se esse cornprimenlu ria grla duqueza
Ihe houvessc dispertado una lembranra ; depois
conlinuou a Irabalhar, evitando o olhar de Calha-
rina.
Era urna donzella na qual ludo era graca e deli-
cadeza, desde a cor desusa laces e de seus labios ale
os deliciosos conturnos de seu seio apenas formado
linha em seus muvimenlos urna viveza rie pasiari-
nlio ; nula e duas perolas collocadas em sua boc-
ea mimosa, faziam nascer o desejo de v-la rir ou
cantar.
Arrika, dama de honor ria iraperalriz, era'lie jo-
ven e bella como a condessa Zinowefl, a qual rasou
depois com Orloll. Ella lirava de quando em quan-
lorie urna-cesta holiuhos para ollerecer au macaco
predilecto .le Calharina. aquelle mesmo. ao qual por
urna vfnganga digna rie riso, a imperatriz riera
nome de Clmiseml em razio da guerra secreta
sempre Ihe fez esse minislro.
o
que
phaiilKia dos pintores lanas ve/es lem procurado ; soberana, bastava que Natalia tivesse agradado aos
llava apenas a belleza de suas formas debaixo i Moscovitas, bastava que sen lilho jio lesse um dia
perneadores de larcas liS(rs d ouro e chamar a mulher : a imperatriz !
de um dessi
rie seda com que as mulheres do Cairo envulvem-se I Cali
O silencio durava desde ilguns segundos: foi a
imperalm que rompen o.
Entio, querida lilha, disse ella a grla rioquvza
com um sofrita forrado, e voss lambem, Arrika.
'squeceram se do lim para que aqui nos reunimos !
balamos na sala do consellio, e espero seu rela-
lorio.
A graa duqueza e Arrika pareceram erobtra-
gadas.
Oh I eslo confusas lornou Calharina entre-
tanto temos de dar conla a iras raesmas deala r.oile.
Por ventura os ovos rie l'asclioa nlo loram |>ara vos-
ss a fonle >Ih mil avenluras ".' Sobrelurio cora o ves-
tuario que linham semelbanl* ao meu.... nlo son
invejosa, todas mis eslavamos em icnaes condiges
l.onlesso que foi lauca essa minha idea, acrescenlou
Calharina riivedindo-sc com o embarago dcllas. F.s-
iu bem certa rie que lorias nos fomos ahragadas !...
rliu linha sacudido essa manilla o peso de Mas por quem ranlas aa T EM a ana 'loma.a
ao sabir do hauho perfumado; sen* breen us, bra- sua, praeeenpagoei invajos-s, ou porque soment- cui- ,n.ere.sanle Se \?,i,"V.hve.se anu fa.a d. inri,,
eos fe.los porum molde divino, sainara Ihe daa datae no aneoolro da uoite precedente, ou porque o i.0 um
manca, loncas e goarnecd, de perola ; seus ps ar aha.ido de Nalalia, sua pallidel e a alleraglo de lh'o enviare! a o rio tea d, alP.gar.a
hrncavam em chinellas rienmeosto exquisito. Pela
expresslo altiva e animada de seu emitanle, ella
soberana... Tem de pedir-me alguma graga .' Eu le- i parec* primeira visla una hiroina de lorneios,
canta divino Mas nao I .o,liara recei'i ; cu
arei anianh'a delimo rio veo da all'-goria
ausato urna emoglo se- alcm de que. e-bu j espera de Diderol Nf.nhuma
"' !.?-?-. "qat >'-U "*? I!era mpreheudida, uislo a excepgo de mirn |
(ConiiMar-je-Ar/.)
is feigoes Ihe live-sem causado um
e profunda. Deraais n grlo dnt,__
eslava hi, havia de cagar durante toda a uiauhaa em!
'
ILEGIVEL


..--...
-
.




tUAiUO DI PEBNAMBICO, SEXTA PEIBA 15 DE FEVUEIUO DE 1851
dieialmeole coulra elle. Nesle poni salsfez com-, cidos e apreciados pelo p.np.lo aoverno brilannica ?, lidai.e'do Irensporl.-loa
plelainenle o seu de.er. e o que resta a fazer cv- : Que beneficio pole resultar
pera-se eom conlunja da joitica dos Iribanaes do
paiz.
A primeira circunstancia favoravel, a que cima
se alludcem relajo a Drummond. hoo fado da ap-
prelieiisao primiliya dos M9 Africanos e i appre-
hensao do apilot boato.
O coosul britinoico em Pernambuco altribuia-lbe
a apprebensao : o govarno imperial era da mesme
epiniao, e al o lonvou oflicialmente, e foi por sem
duvido em cousequencia da ptimeira phaie do des-
embarque de Serinliaem que o governo britannico
aotorisou o seu consol a dar agradecimentos lo de-
legado, a* delles, o julgssse digno.
Cord Clareudon sabe por sem duvida que o Sr.
Cowper viiilou o presidente do Peruambuco par
Ule declarar que linha recebido do seu governo ao-
lorisarSo para agradecer a Diumraond. por i-so que
desejava oblar a acqoieseencia da presideule antes
de exeeular aquella ordem.
O presidente, relribuindo com cordialidade a rc-
Rnlaridado e propriedade de om tal procedimcnlo,
respondeu que o Sr. Cowper se eulbusiasmara natu-
ralmente pelo delegado fJrummond em cousequen-
cia das primeiras noticias que cliegaram a Pernam-
buco da parlequeDrdmmond tiveranaquella apprc-
liensao ; que fura esta lambem a primeira impres-
s;lo do governo, mas que invesligarCes posteriores o
linham feito mudar de opioiao.
Duraute essa entrevista o Sr. Cowper nio negou
ao presidente que a delegado DrummonJ Ihe linlia
confessado baver favorecido a fuga do capil.lo do
pilol boal.
Em consequencia das observarles que o presiden-
te apresenlou nessa oCcasiao ao Sr. Covvptr, pareceo
esle renunciar impress3o favoravel que anterior-
mente tmiia do procediinenlo de Drummond em
Serinhaem ; e o ministro brasileiro anda |3o sabe
se o Sr. Cowper apresenlou ao delegado Orummond
os agradecimeotos, que o Foreign-ulfee ordenara
fossem dados qucl1e;funccionario do governo im-
perial.
? confissao feila pelo Sr. Cowper.10 presidente da
paovincia de l'ernambuco, eonfisso que o ministro
brasileiro acaba de levar especial atleocao de lord
Clarendon he mais urna prova de que nio linha si-
do Iransmiltida ao Foreign-Oflice uma informara
completa da oceurrencia de Serinhaem, porquanlo,
se o Foreign-Oflice tivesse informaees pionas a esle
respeito ter-se-hia poupado conlradiccSo de ler
mandado agradecimenlo? a um funecionario brasi-
leiro; que sen proprio cnsul era obrigado a con-
demnar.
He de esperar que o Sr. Cowpcr-com esle leste-
monho da sua propria conciencia, e influenciado
Pelos argumenlos do presidente, se lera' abslido de
eumprir aquellas instroccf.es do seu governo, Vlcvi-
da a informaees inexeclas, especialmente porque
lord Clarendon da maneira a mais delicada leixou
ampia faculdade para elle proceder nesla materia
comedie diclasse o en juizo.
Tal he o estado actual das cousas occorridas em
Serinhaem. Em poucas palavras so estas ai cir-
cunstancias caraelerislicas de.l 3 assumplo ISo mal
apreciado, que deram causa apresentacao da nota
de 7 de marco. Todas estas medidas postas em exe-
eoc,So pelo governo imperial, e pelo presidente de
l'ernambuco, afim de Irazcr o procedimenlo judicial
de Serinhaem ao estado em que hoje se acha foram
lomadas muilo anles da dala diqoella ola e foram
o resultado da determinacao espontanea e decidida
em que se acha o governo imperial de reprimir com-
pletamente o Irafico de eseravos.
Disto lem ampias provas a legacSo brilannica no
Rio deJeneire. Desdeas primeiras noticias qoe o
governo imperial receben da occurrgncia de Seri-
nhaem. nunca deixou de transmittir a legacao, como
a fado indoi a inspe-, lares braiileiroi naquelles
. eriiocgao do tranco. ta de que a uesligeiicia do coronal Mi nozes nao foi'
que a Inglaterra lano Hija, do descrdito e oet- eettae eonivencia com o lilho, e por consequencia
morali.acao da acCao do governo brasileiro, eeco-1 eomplteidade do crirnf, conforme a le n. 581 de
saniln-o de neglleancis e da descuido em mn caso 11851) artigo .1.
em que mostrou a maia decidida energa ? Da tal] Em consequencia ncsla data se exiicdem orden
procedimenlo por par* dn a..vern.. britannico pode | ao presidente da provincia para prisao e proeesso
contribuir, pete contrario, para acororoar os negrei- ; do deleaado, que foi causa do vergoohoso extravio
ros, qoe nao vendo na enersia leseuvolvi la pelo ; de 'i7 Africanos.
lados, por inlernicdio 1 Nenbu-ua deslas aceo-ac,6et fui refutada pelo me
do cnsul eral, que ommiiiiiquem ao governo im-i """''""''"" do Sr. Moreira. O ceverno de S. M.
sab=, porm, por intermedio do encarrilado de ne-
uncios de S. M. no Rio de Janeiro, que o presilente
partid* dequslquer navio .nspeilo de empreaar-se d, Pro,ra|)on M exolleritdo, e be pocpalro c;,-
no trauco, ossignaes pelas quaes pode ser conhecido na! que o rliefe do polica foi demitli lo. S -e ve-
is humes dos earrogadores t outras parles atareas*- rificar que stas medidas foram lomadas pel inver-
n brasileiro como si^nal da sua desapnrovagao ao
governo imperial sonso u;na coacrao cstrangeira,
nao lerao algoma na linne detorminarao ein que
est e governo do paiz de por termo para sempre ao
trafico de escravos.
lm lal procedimenlo, longe do contribuir para o
fin que ambos os governos leeni a paito, leude a
crear novos obstculos, collocaudo o governo impe-
rial na desvanlajosa posicao de ler de arros'rar a
suiceptibilidade nacional em um objeclo, eujo bom
xito depende do apoio unnime da nacao.
L'm lal procedimenlo. finalmenle, rompe as rea-
fjOi-s entra os dous governos, pelo reseolimento que
causa urna censura nao merecida, que alien I.- na
O governo imperial espera que mediante ai novas
diligencias, preso e processado es-e delegado, que,
poderoso no lugar, err.barae.avi lejI a>Jaea, 0
crimesera' latisfacloriameiile averiguado, e por 'con-
sequencia punido pelo, Iribunaes.
leos guarde a V. Exc.
Jos Tlioioaz Naboeo de Araoio.
ANNEXO 16 AO N. 13.
t presidente da fttttneU de l'ernambuco ao mi-
nistro da jiitica.
Palacio do governo em l'ernambuco, 11 de feve-
reiro de 1856.
Ivxro. Sr,No da 9 do crreme cliegaram a esla
sua forma a soberana do Brjiil, e que destre a cidade 10 africanos borae- dos roubados a bordo do
p illiabolu capturado em outubro na barra de Seri-
sem,->refaz, todas as infrmalo
s e pormenores que
chegavam ao seo conhecimenlo, e qoe Ihe pareca
podenamservirparaestorvar a realisacaodequalquer
oulro governo ou tentativa de renovaca* do trafico
Foi o governo imperial que se apressou a commoni-
carlsgatio brilannica o resultado das investlga-
roes;policiaes, e as revelacoe. feilas peraole o chefo
de polica do Rio de Janeiro pelo porlogucz Avellar
qoando foi preso como su.peito de complicidade 110
desembarqoa de Serinhaem, revelaces que mostra-
ran! pela primeira vez qne os necreiro. eslrangein.s
(l'ortoguezes e llespanhoe-). deportados ou fgidos
do Brasil, se reuniram nos Estados-Coidos, onde
encoolraram todas as facilidades e prolecco da par-
le dos proprietarios de navios americanos, promp-
losa-coneeder.lhes a immunidede de sua baadeira ;
e que as tentativas da renovaron do trafico no Bras.
nao linham a menor origem 00 cooperario nscional,
anles eram completamente conspiracSsi'e coml.ina-
coes plaoejadns por eslrangetros fon do alcance das
leu do imperio. Estas infarmaces foram recom-
pensadas pela nobre apprehensao da escunalameri-
cana Mary E. Smilho, que arrancn appUtUOS vo-
luntarios mesmo legajao brilannica.
Alcm do syslema de comm unicacocs Trancas e
Icaes para com a legacao brilannica, lord Clareo-
don sabe que o governo imperial sempre desejou
eslabelecer umsvslema de cooperado mnlua para o
lira to digno de louvor de cUincjao do Irafico no
Brasil
confianza reciproca, cleiueulo essencial da coopera-
rlo mutua de ambos os governos para a exlinccao
completa do trafico.
Por todas estas razoes o ministro brasileico espe-
ra que o governo de S. M. a Hainha, tomaudo em
consilerajao os lacios rectificados ueste memorn-
dum, adoptar as medidas que mais convenientes
julsar para destruir a dasagradaval impressio cau-
sada ao governo de S. M. o Imperador pela nota de
7 de marco, contra a qual, em vlrtuda de inslruc(ef
do seo governo, julga o mintslru brasileiro do sen
dever teprcsenlar.
Londres, 9 dejunhode 1836.
(Documento annexos ao memorndum n. \'.i do Sr.
Carvalbo Moreira.)
* O Sr. mini'irn da jititira ao Sr. I'aranlios.
(Reservado.) Ministerio dos negocios da juslira.
Rio de Janeiro II de abril de Ibjti.
Illm. e Exm. Sr. Tenho a honra de trausmillir
a V. Exc, par copia, a confidencial do presidente
de l'ernambuco de" 19 do prximo passado, em a qual
elle participa que o cnsul Inglec naquea provin-
cia procurou o seu arcordo a respeito da insiouieto.
que recebera do ministro ingltz 1.1 l.onilre, para
sgradecer ao coronel DrammoDd .1 paite que tomou
na captura do contrabando negreiro em Serinhaem,
no caso delle cnsul entender que ll ummond o me-
reca.
Refere o presidente que, relribuindo com franque-
za a bondade com que o cnsul o consultara,Ihe dis-
se que ello se havia enthusiasinado pelo coronel
Drummond no momento em que receben a partici-
padlo da captura do contrabando, e tanto, que Ihe
fez os miiorcs elogios, sende que o governo imperial
lambem o mandn loovar ; mas que as informaees
e peeqnizas posteriores li/eram que elle c o EOverDO
imperial mudassem de conccilo e livessem a Drom-
mond sb a mais arave ampeila ; que aullo o cn-
sul, hem que se mostiasse muilo favoravel a Drum-
mond e rcvelasse .1 eoOflssSo que elle Ihe fi/era de
ler dado escpula ao capile do palliabote, retirou-
se sem declarar se eslava 011 Dio dispoalo a logia-la.
Esle facto he de muilo alcance para que posta
psssar desa|ierceliido e sem alauma rceiamaeao, por-
quanto elle tende ,1 desmofalisar sanref: i.que com-
pele ao governo imperial sobre os actos dos seos sub-
ditos, e a sua ac3o na repressio do Irafico.
V. Exc. sent, como en sinto, es conflictos de au-
loridade e soberana, os inconvenientes c emhararos
de orden, publica, que poden ser cnusequenria de
lemelhanle proceder, dado que seja licito a um go-
verno estrangeiro louvar e agradecer oflicialmenle
um acto que o governo do paiz censura e reprova,
elogiar a um empresario que o governo do paiz de-
inilte e sujeta aos Iribunaes por e-se arle.
O louvor barateado o Drummond, qoe conrearon
ao coosul ler dado escpula ao capito do palliabote
negreiro, prejodica a repressao, porque a morolidtw
de que dabi se lira he que merecen louvor as auto-
ridades locaes que apprchendcm os navios iwgrciros,
aiuda quedeixem salvse impunes os importadme.;
que outrosim merecem louvor essas auloridades por
fazerem a apprehensao de Africanos, ainda que ua0
piovldenciem, como fez Drummond, sobre a guarda
se exlra-
ilclles, deixaudo que elles fossem roubaJtj
A vigilancia e a actividad do governo imperial,
o ministro brasileiro o repele, foram earoadas com
os mais felues resollados. O governo britannico sa-
be perfeilamenle queo governo imperial, erabora
corresse o risco de offender e ele ferir os escrpulos
comlilocionaes de orna classe poltica influente no
Brasil, nao hesitou em propor, e conseguio das c-
maras legislativas do paiz a le de 1 de selembro de
IK'iO, e as disposiees addicionaes de ."> de dezembro
del85i, qoe nao s sujeitam o crime de introduceao de Africanos ao julgamenlo de jui-
zes especiaes nomeados pelo governo, senfio que aug-
inentam as penas deile crime.
As diligencias do governo imperial lem sido mais
de uma vei reconhecidas e louvadas pelo governo
brilannico, e ao parlamento da t.raa-Brelanha lem
sido apresentados despachos dirigidos pelo Forcigp-
Ollice aos governos dos difireme* Estados euro-
peus, instando com elles que adoplcm alegielaeaodo
Brasil a lal respeito.
Com estes novos meios de aceao lem o governo
imperial aterrado portal modo os negreiros, que de-
pois da su promulgacao somente duas tentativa,
de desembarque de eseravoa se lem dado na costa du
Brasil, c mesmo estas, como est claramente prova-
do, foram organisadas fora do imperio com capi-
laes eslrangeiros, e sob a prolecao da baodeira dos
Estados- Unidos.
Distas tiuas tentativas, se a apprehenslo de Seri-
nhaem nao foi iao completan brilhanle, como o da
escuna Mary E. Smilho, hWiilrelanlo incoolesla-
vcl qoe o contrabando de Africanos j n3o he um
objeclo possivel de especulado no Brasil, poli que
a vigilancia do governo imperial he incessanle ; c
dado mesmo o caso do escapar o negreiro aos croza-
dores inglezes da cosa d'Alrica, achara forzosamen-
te as autoridades do paiz, e nas medidas de previ-
sao e reslricQ.lo combinadas pelo governo imperial, o
mallogro completo das suas especularf.es e o castiao
severo do seu crime.
He assim que nos blue books apresentados ao
parlamento se podem ter buje eommonicaecs offi-
ciaes de lodos os cnsules britannicos nas didereiitcs
previncias do imperio, informando ao Foreign-Ofli-
co qoe eslava exmelo completamente o trafico dos
Africauos nos seus respectivos districtos ; e com
verdade o disseram, pois que o trafico de escravos
esta extinelo 110 Brasil.
Condcmnado pela apinilo Ilustrada do pifa, a-
meacado c punido pelas le. ,: p|ai auloridados, o
negreiro ja nao pode orgauisar seus pi,n0s e'aizen-
cias denlro do imperio.
Se alm das parlicipaef.es cumulares nutras pro-
vas sao requeridas, abl eslao ellas nas appreh.nsoes
feitas pelos cruzadores e auloriJade braailetraa em
Serinhaem e S. Malheus, c em lodo csse lystaoaa de
vigilancia para frustrar os projeclos, hoje bem co-
ndecidos pelo governo imperial, dos proprietarios
americanos associadns aos negreiros que, ou foram
deportados do imperio, ou dclle fuilram. Osdoeu-
menlos ns. 'Jl,.>,j:i e->': prona claramente os
esforeos syalematicos do governo imperial pata o lim
de prevenir e de punir todas estas tcnlalivas crimi-
nosas.
Em presenga desla sinceritade c da eflicacia dos
meios que era boa fe nao pode ser negada, qoe o go-
verno impeiial est determinado a unpregsr em lo-
dos os casos para por termo 4o trafico ; e em pre-
seura de todas as medidas e preeancoes espontaneas
e auorgcameute tomadas pelo dito governo, como
pode y nota de 7 de marco ser explicada, sem a por
Peina o governo imperial o contraria, c euteu.le
que o mrito da apprehensao (ira eclipsado e esque-
cido, des.le que esaai autoridades que fazem a apj.re-
hensSo, favorecem nos importadores,e ulo guardam
e p.iem em salvo os infellzea Africanos.
Kogo, pois, a \*. Exc. que, communicando ao go-
verno de S. M. Brilannica, pelo roeio mais conve-
niaolt, a parlicipasao do presidente de l'ernambuco,
se digne de reclamar contra esse acto, fazendo sen-
tir os inconvenientes desses louvores prest.-i.lo> an co-
ronel Drthnmond, que pelo governo imperial foi de-
iniltido e sujeilo a' rcsponsobilidade, sendo cerlo
que impossivel he a repressao, contrariados assim os
aclos do governo imperial, tendentes a torna-la ef-
Tec Uva.
Dos guarde a V. Exc.
Jos Thornai .Naboeo de ArauJo.
ANNEXO ,2 AO N. 13.
O elufe de polica ao ministro da ustira.
(Particular.)Secretaria da polica da corte, 17 de
noven.bro de 183Ti.
No inlerrogalorio a que sojeitei o reo Antonio Se-
verino de Avellar, pude descobrir que os punios da
costa d'Africa mais sujeitos ao embarque de Africa-
nos ao sul de Benguella i3o Nuquenieni, Baha do
Klephanle e p.oximidades da mesma. Em Angola,
Ambriz e Cabinda o Irafico h diflicil por serem lu-
gares muilo conhecidos e populosos.
Para o norte de Bengoella os pontos mais favora-
veis ao trafico sao Molembo, Chinchla e Congo.
Nessas immediaees ha um cabo ihamado Cabeca de
Cobra, o qual, sendo pouco frequenlado pelo* cru-
zadores inglezes, que tem medo dos seus baixios, he
aproprhdo ao embarque de Africano por ser ateas-
sivel a embarcaees pequeas, que sau as que de or
dinario se eniprtaam neeM Irafico.
Diz-ee tambem que o rio Zaire lie um rio de cr-
renle muilo rpida e de difii:il accesso quclles bar-
cos, que acham liifiiculdade cm vencer a correle, e
que para tirar d'alli Africauos seria necesario cons-
truir all mesmo embarcacf.es apropriadas ao trfico,
embarcaees que fcilmente sao coubecidas pela qua-
lidade da sua madeira, que he a que se ciicontra na-
quclles pontos, lie des-a madeia que fui construidu
o palhabole csplurado cm Pernambuco.
nhaem, remetlidos pelas autoridades laquelle ponto.
Mandei imraedialainenie copia da unta que es acom-
panhoo ao chefe de policia ordenando-Iba que
procedesse conforme as leis ; e pela copia inclusa da
carta 11. 2, que hontein recebi do mesmo chefe de
policia ver V. Etc. que j.i se acham aquelles afri-
canos no arsenal de marinha, e lambem que cm Se.
rinhaem foram apresentados a auloridade, por Joao
Isidoro da Paix,lo, que diz le-los encontrado na ma-
la de Tailinga, engenho dos CirmaliiM naqoellc dis-
tnclo, e que os entregara afim de receber o premio
offerecido nos edilaes all afllxadW ; o que le-
nho a honra de comniuuicar a V. Exc. como be do
meu dever.
Jos Banlo da Cuuha Figoeiredo.
( ANNEXO 17 AO K. 13.
OSr. I'aranlws ao Sr. Moreira.
(Particular.;Secretariados negocios eslrangeiros,
Rio de Janeiro 14 de abril de 1856.
O ministro da joslica informon-roe, em carta par-
ticular de 12 de abril, qne mais dous africanos da-
qoellcsque Irooxe o palhabole capturado em Seri-
nhaem linham sido apprehendido* em virtode das
providencias tomadas pelo presidente de Pernambu-
co, e se acham agora no arsenal de marinha daquel-
la provincia. Foram encentrados por um inspector
de quarleirao em um mocembo dentro da mala do
engenno de Ubaea, naqoellc districto, Informa-me
mais S. Exc. que Francisco de Paula Cavalcanli
Wauderley l.ins, por alcunha Chico Carador, acen-
sado do crime de roulnr aficanos livres daquelle pa-
lhabole, se acha preso em Serinhaem.
Son. ele.
Jos Maria da Silva Paranhos.
ANNEXO 18 AO N. 13.
O Sr. I'aranhns ao Sr. Moreira.
Secretaria de estado dos negocios eslraiiciros. P.io
de Janeiro 1. de mareo de SC.
0 presidente da provincia de Pernambueo commu-
mcou-me, em dala de ->\ de fevereiro, que as c.rdens
da repart.cao da justiea se acham ja cumnridas, e
que cm .virtode delias o subdito porlugaez Antonio
Severino de Avellar foi deporlaih do imperio no va.
por inglez 7amar, que sabio daquelle porlo no da
20 daquelle mez, depois de asslgnar o respectivo ter-
mo na repartido de policia, o qoe communico a V.
Exc. para seu governo.
Sou, etc.
Jo Maria da Silva Paranhos.
ANNEXO 13 AO N. 1.1.
O Sr. ministro da juslira. ao presidente da pro-
rinda de Pernambuco.
Reservado.Ministerio dos negocio! .la juslica.
Rio de Janeiro, arri 31 de dezembro de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Manda S. M. o Emperador que
o enere de policia dcs-a provincia, na repetir.io das
buscas a que por si ou por delegados de cuifiaue 1,
deve proceder para apprehensao dos africanos n-
liados em Serinliaem, assim como nas novas dili-
gencias e averiguacei que deve de novo pratiear pa.
ra prisao dos reos pronunciados e paniego do dele-
gado e oulros que sejam descobertos, sejam observa-
das as rearas eslaheleciJas na confidencial que em i
de dezembro do correle diriai n V. Ese., a sabor :
1 Qua se devem ter cuma de novo importados c
rouba.!os cm Serinhaem tolos os africanos hoeacs
qoo forein adiados nas buscas a qoe so proceder.
2." Que so devem apprahender escravos ladinas
dos engenhos suspeilos, para por promessas ou eoae-
ggo serem abrigados a declarar e Inform ir onde es-
to os africanos bocaes, e as pessoas da tripolacao.
3. Que convem compreliender no proeesso e
obriga-lo a justilcar-se, o coronel loto Manoel de
Barros Wanderiey, pelos seguintes indicios que so-
bej im-para a pronuncia, ser elle o consignatario do
palhabole, cu aquella a quem finita elle dirigido,
ler contra si o precedente de se liaver j i envolvido
cm outro desembarque, ser delle crealura Joao Jos
de parias.
." Que a'auns dos africauos bocaes com um in-
terprete acompanliem as novas diligencias para ap-
prehensao.
5." Que c promettam premios avanlajados a quem
denunciar ou trouxer presenca da auloridade al-
gum al'ricano bucal, ou pessoa >la liipolacJo do pa-
lhabole.
Dos gnar.! a V. Exc.
Jos Thornaz Naboeo de Araujo.
ANNEXO 1AON. 13.
OSr. ministro da juslira ao presidente da provincia
dr Pernambuco.
Ministerio dos negocios da juslica.R0 de Janeiro
31 de dezembro de 1855.
Illm. e Exm. SrPelo alucia n. 17 bis, que co
dala de 21 do prsenle mez, V. Exc. me dirigi, (i-
quei Inteirado de aenir-se ja reeolhido a pri-a 1 nesai
capilal o iiacharel Antonio ilc Vasconcelloa Henazei
de Drummond, pronunciado como cmplice no ex-
travio de alsjBsss dos africanos livres viudos no paut-
bate apprehendido na barra*de Serinhiam. Compre
que V. Exc, iiiformando-me se o dilo bacharel se
entregan espontneamente a pritfo, expeca ordens
reiteradas para captar* .los outros delinquenlcs.
Dos guarde a V. Exc.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo.
ANNEXO 15 AON. 13.
O Sr. ministro da jastira ao presidente de Per-
namburo,
( Reservado.) Ministerio ds negocios da jusli-
ca.Rio de Janeiro 31 dedezenbro de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Como pos c acontecer que An-
tonio Severino de Avellar, qoenesta corle foi pr,
e para essa provincia remetlida no vapor Beberib,
como in lisiado do crimo de desembarque da africa-
nos em Serinhaem, consiga o-dem de soltura por
virtode de naoeas corpas, ou seja despronnoeiado
no proeesso a que deve responder ; mandil S. II
Imperador que em algom dos referidos caaos seja o
mesmo Avellar deportado Jo imperio, ficando preso
al que parla directamente lei-e porto para a Euro-
pa, sendo cerl" que pela confk'encial q:ie cm 16 de
novembro dirig a V. Esc., jafinna silo insinuada
esla medida.
Dos
uardo a V. Exc.
Jos Thomaz Nabuco d'> Araujo.
Na posicJo que I im d :,,.,.,; | crear
potencias, ja nio havia duvila .taqese a lulo se
prolonsaase, n llieatro da- i. xialtda es nao se apro-
aria da Europ... Ualti avante que *e Ion. ir..:
tratado de Paria, consagrando pelas garai Uaa mala
' "- a iiidepeudcucia e integridade do imperio
r T't'',f0'O",oe'lis garanlias .....raes como
i-rande ficto a 1
O mesmo Avellar acrescenlj que acralmente as
embarcaees mandadas para a co>la iao compradas
aos Norte-Americanos, de coislrnccio liL-eira e de
pequeo valor, pois que e-les americ-nos, pelo pri-
vilegio de que goza a sua bandeira, ,1o os mais da-
dos a este trafico,
No que levo dito estao as informaees que pude
colher, sem mostrar que linha em vista um objeclo
ostensivo, o que me pareceu til communicar a V.
Exc.
Beos guarde a V. Exc.
Joao l.ins Vieira CaosansSa deSinimbu".
ANNEXO II AON. 13.
O Sr. ministro ia ustiea ao Sr. Paranhos.
(Reservado.)Ministerio dos nejnos da joatiea.
P.io de Janeiro, .11 de dezembro de 1855. ANNEXO
Illm. e Exm. Sr.Rcferindo-me ao oflirio do pre- O Sr. Paranhos ao Sr. Atore
Bidente de Pernambuco do i do crreme sb n. 390 Particular. -Secretaria dos negocios estr
bis, cuja copia I01 por elle transmlltida a'V.Exc., ros. 13 de fevereno de 1851
curoprc-iiic significar a V. Esc. que, constante co- Segundo Orna < ummunicarao que me fez o Sr. .
reo he, a' visla do dito ollicio. o extravio de ',7 Afri- nislro da judie 1 cm carta particular, datada de bou-
canos, dos quaes nove ja foram ach .dos e restituidos lem, o eommandaate da escuna Mary /.. Smith in-
a' liberdade, be evidente a negligencia da aolorids- formn que dous barcos americanos, sendo um urna
de policial a respailo desse ferio, que deslustrnu a chulupa de un mastro, u // Icol, de Now-York, e o
nprehensgo, e bem digno he de severa c esemplar "ulro um lugre, linham entrado em um dos porto*
panicSo. O governo imperial penetrado do dever c da Costa a'Afrioa cutre t;abo i.opis e Loango para
do interesse poltico da repressao, mandnu repetir as embarcaren! escravos para o Brasil.
buscas uos nacimos so-peitos. assistindi a rilas pea- A e peeoMelo deve ser feita por Joaquim Ignacio
oalmente o chefe de policia ; proceder a novas di- Riveroaa d'Ouzigo, innao de I). Frai cico Rtverosa
liaoncizs para descoberla do crime, prisao d.;s cii- o qual ten lo ordem de sabir uo imperio por ser 110-
minosos e apprehensao doi Africanos roabados; do- loriamtn e traficante, te demorn por muilo lempo
mitin- ao delegado e sebstiloi-lo por pessoa que seja em Lisboa.en dizachar-se boje 110 Rio de Janeiro.
sobranceira ou ilbtia aos inlereaaes da localidade. S. Esi. ap mas reoebeo aquella nf margo reeom-
0 tacto : 1.- d liaver esse delegado deitado que mendou aos presidentes .las provinei .s e ao chefe de
eeapillo do navio negreiro so rttirasse cm paz, policia da corle que vigiaasem culJadosamenU a-
qoando o dilo navio ainda uSo eslava apprehendido, qnellos don-, navios, eqoe procodesse immediala-
ncando assim livsa para eiileudcr-se com os inters- mente as mais rigorossa pesqoizai para descobrir se
sados-2.', de nao ter apprehendido 09 papis de de faci o dito I). Fraaeiseo Rtverosa se acha no
bordo qoe serveriam para prova do crime ; 3.-, de Brasil, afim de ser preso c contra elle nroceder-se
oppor-se cembar-iear a teeSe do rhefe de policia na com o maior riaor da lei, se se adiar
averiguaeao do crime ; V, de nao providenciar so- novasespeeula(6es de trafico
hre a apprehemao e auarda dos Africanos, emquan-
d, a n,ilor,-.- 1 da carga, o lugar para onde he pro-
vavel ou presumivel que se destine, e outras qnr.es-
quer ialormajes que hiliililcm n governo a tom,.r
todas as medidas de precauriio afim de fruslrai as
lenlativaa qoe possain ser ralaa dos portes daA-
merica do Norle para inlroJuzir africanos no Brasil.
Sou, ele.
Jos Maria da Silva Paranhos.
ANNEXO 21 AON. 13.
O Sr. Andrada a Mr. Crampton. ,
Legacao imperial do Brasil nos Eslados-Uoidos,
Wa-hinalon, 12 de nuio de 1856.
Sr. ministro.lie hoje fura de duvida que os tra-
ficantes de escravos dingem dosportos dos Estados
Unidos suas operaces para a Cosa d'Africa. afim de
transportaren! negros para Cuba e para e Brasil. A-
qui se eoostrneme daqui partera os navios negreiros'
que vio carregar em Ambriz o no rio Zaire, e em
outres portos duquellas paragens.
Duas novas tentativas desle genero acabam de
msllograr-se, graca*a vigilancia dos cruzadores bra-
ileiros.
(I navio capturado no mez do outubro prximo
passado, na entrada do parto de Serinhaem (Brasil ,
com uma carga do negros a bordo, e enja bandeira
o p le reciihecer-se, pertence, segondo lodas as
apparencias, ao commercio dos Fstados-IJnidos.
Assim lambem i escuna Murij l. Smith, apresa-
la ltimamente em S. Matheos pelo brigue brasilei-
ro Utimla, navcaava sob o pavilbao da Uni.lo.
Ocapita.i desle navio declaren qu duas outras
embarcaees tambem norte-americanas( um lugre e
a chalupa II i/rol, de Now-York ) linham entrado
ein um porto da Casta d'Africa, enlre o Cabo l.opez
e Loango, para alai lomaren! negros com desuno ao
Brasil. f
Esles outros fados fazem crer qoe os abominavtis
Iraficantis deescavos olabelcceram nos Estados-
Unidos o centro de suas criminosas especulaeo.s.
0 governo de S. M. o Imperador, zeloso em fazer
sem; respeilar as leis do Brasil, e firme cm sua
vonla le de impedir qualquer leulativa para o re-
nasciiicuto do odioso Irafico dos negros, cliamou a
mais seria allenc.io desla legacao para lao importan
I objeclo.
Terei o maior cuidado 110 cumplimento dos men,
i.evcres. c exercerei, como me ordena o enverno im-
perial, a necessaria vigilancia, aliin de impedir pelos
meios ofliciaes n meo alcance qoe se equipen! ues-
tes estados, navios desuados ao transporte de escra-
vos para o Brasil. F. quando nao pudor conseguir a
ilelencao de um negreiro, darci di>so parte ao meu
Roverno, afim de que, avisado de semelhanles lenta-
livas, possa tomai medidas c impedir desembarque
a salva nas cosas do imperio.
Afim de melhor informar o governo de S. M..
cemmoniqeei aos seus genios consulares nesles es-
tados a ordem que recebi do ministerio dos negocios
eelrangejros, recoinmendando-lbes a esle respeito a
mais activa vigilancia.
Nao sendo menos inleressado ncsla repres3o o go-
verno deS. M. a rainha da tir.la-Brelanha.eu acela-
rei com o maior prazer, e olharei como um servico,
o auxilio e cooperarlo qaejolgardei dever dar-me
nesla occasi.o.
Se julgardes cotiveuionle, Sr. minislro.recommen-
dar aos agentes consulares (Je S. M. a rainha que
communiquem a esta legacao, directamente ou por
intermedio degella que dira*, qoaesqeer esclare-
cimenlos que possam er-lhc oleis, e qoe a infnr-
mem das tcnlalivas que se prepararen! na extensa,,
do territorio cm que cada um delles exerce a sua
jnriediccio, ser-vos-hei snmmamenie reconhecido,
porque ser-me-liiam ellei um poJeroso auxilio para
o eamprimertto da minha lareTa. ,
Recebei, ele.
F. \. daC. A. de Andrade.
ANNEXO 22 AON. 13.
O Sr. Crampton ao Sr. Andrada.
Washington, 30 de maio de, 1858.
En, reposta a carta de 12 do corrente que me fi-
zaste-. honra de dirigir acerca do trafico de escra-
vos, e especialmente acerca da recente apprehensgo
feila pelo brigue de auerr.i braiileiro Olinia .l^i es-
cuna americana Mnr-j :. Smith com um |rar- 1 de
negros a bordo, tcaho milito prazer cm iofbrmor-
vos que as inalraccOes reeabidaa do meu governo me
mandam que corresponda livremente comvosco em
todos ,.s assumplos.qiie lenliain referencia ao trafico
de escravos em tolas as occasoes que isso possa ser-
vir para frustrar os designios dos traficantes.
Os cnsules de S. M. ja liveram ordem para com-
muni?ar-me todas as noticia-, que poigana obter, e
que sirvam para prevenir ou mallograr as tentativas
que se lizercm relalivainoiile an trafico, e eo nao
deixarei de communicar-vos quaesquer itiformaces
que receba,
Fura quasi ocioso asseaurar-vos que sempre me
dar o mais sincero prazer cooperar comvosco para
o consegu ment dos objectos, que ambos os nossos
governos lem tanto a peilo para a repressao daquel-
le nefando Irafico. *
Sou ele.
John I". Crampton.
ANNEXO 23 AO N. 13.
O Sr. Andrada ao Sr. De Escalante.
Legacao imperial do Brasil. Washington, 8 de
maio de 1850.
Sr. ministro.Recebi do meo aoverno ordem pa-
ra intormar-mc se um certo l>. Francisco Riverosi,
que residi por alauns anuos no Brasil, se acha ago-
ra relmenle em Cuba, ou se suppoem que all .se
ache.
Como n3o ma he possivel obler esla Informadlo
por via ollicial.tomo a liberda te do dirigir-mo a vos,
Sr. ministro, para pe lir-vos tenlnis n bondade .le
coninioiiicar-me as informaees de que caree 1, agr-
deceuJo-vns de aute-mlo a bondjJe com que eslou
cerlo arolhereia o meu pedido.
Iterebei, ele.
A. de Andrada.
ANNEXO 2i AON. 13.
O Sr. De Escalante ao Sr. Andrada.
Leaaco da llespanha.Washinalou 10 de maio
de 1856.
Sr. encarreaado de negocios.i'enho a honra do
levar ao vosso oiihecimenlo, em rcsposla 1 vossa
am.ivel earla de 8 do corrente, que cm data de hoje
escrevi ao capil.lo general da Una de Cuba pedindo-
llte as i.iformaces que desejait, e que vos Iraiismil-
luci apenas chegaiem as miulias maos.
Aceitai, etc.
A. de Escalante.
N. I'.O conde de Clarendon a, Sr. Moreira.
l'oicign-Oflice, 2 de junlio de 1856.
O conde de Clarendon apreseula ns seus cumnri-
menlos ao Sr. Carvalbo Moreira, e lem a honra de
Irantmiltr-lhe junio algumas obstrvacOes relativas
ao memorndum eommuoicade a lord Clarendon
em I s do correte pelo Sr. Mareira, relativamente
) as-.....pto de uma nota ollkial acerca .lo Irafico
de escravos, que .1 encarregado .le negocios de S.
M. no Rio de Janeiro dirigi ao ministro brasileiro
dos negocios estrangeirot cm 7 do marco de 1856.
ANNEXO AON. ii._ Memorndum.
1 lejunbo de 1856.
O Sr. Jeriiingham leve ordem para certificar ao
governo bresileiro qu o aoverno de S. M. seria abri-
gado a recorrer no em prego rigoioso dos pode
procedimenlo daqoelles funecionario-, .. governo de
>. U. eslimar., sobremaueira saber (pie e-se acto de
necessano vigor foi prafleado pelo goveruo brasilei-
ro, e rerunhecer de beamenle que a |o -He aoverno
pdz termo aos principacs nmliv s que obrigaram o
governo de S. M. a dar ordem ao encaneaado de
negocios de S. M. no Rio de Janeiro para dirigir ao
Sr. Paranhos a ola de 7 de marco.
N. 15.o ronde Clarendon ao Sr. Jerningham.
Foreiau-Ollice 2li de juulio de 1856.
Em referenele ao vosso despacho de 1:1 do passa-
do, tenia, de eommnnicar-Yos que o governo de S.
M. approva a lingnagem que empregaales na vossa
conversa rom o Sr. Paranhos e rom o eavalleiro
Alare-Jo, a repello do prorcdintenlo das aiilcridadet
de Pernambueo.em relacao a 1 desembarqii da afri-
canos cm Serinhaem.
OSr. Moreira ejneisoa-ce-me da nota que diri-
sisles ao Sr. Paranhos em 7 da mire., pas-a lo,e que
o Sr. Moreira diz causou arando pesar ao aoverno
brasileiro, que linha eonsrienria de nao ter mereci-
do a evprobraeao deif.dii de vigilancia e de indine-
ronca na repressao dn Irrticu de escravos.
Respond ao Sr. Moreira que linlieis obrado de
conformidad cora as vosas n-lroeces, o que nao
fora da iulenrao do aoverno de S. .11. oiortiticar o
governo do lr..sil : mas qne ., proeodiinenlu daquel-
le governo a respeitu do desembarque de Serinliaem
nao eslava de accordo rom a marcha que recente-
mente 1,1o lionrosamenle linla se;: la o Brasil, e
que o objeclo do governo de S. M. era dar ao go-
verno do Brasil uma advertencia amigavel das con-
sequenrias, que se seguiran! de nao ter obrado com
vigor cm um momento em que era evidente que se
fa/iam tentativas em diflerenles pontos para reviver
o Iralieo de escravos.
I Sr. Moreira responden que a renovarlo do tra-
fico no rasil era impossivel, pois que a" honra do
-uvero 1 e os Ulereases do paiz I lie eram imposto*.
Son, cir.
Clarendon.
N. 16.(conde Clarendon ao cnsul Coirper.
Foreign-Ulce. 26 de jiudio de 1856.
Recebi o vosso despacho de 1! do passado, com-
mnnicandoqne oSr. Jos liento Figoeiredo, linha
sido substituido na presidencia de Pernombuco, e
qne tem por sucre.sor ao eavalleiro llaeedo ; bem
como, que 0 chefe de polica de Pernambuco lora
demitbdo ; e lenho a dizer-vos que s.. esla informa-
cao s6 confirmar plenamente, dani o inaicr prazer ao
aoverno de s. II.
N- I O conde de Clarendon ao Sr. JerningHam.
" Inreian-Oflice, :!ll dejuuho de lisjti.
tm referencia ao meu despacho de26 -.lo corrale,
Iransmilhj-vos boje, para vossa inf.-mae.^e, urna co-
pia do memorndum, que me apretenton o Sr. Car-
valbo Moreira, ministro brasileiro nesla corle, e urna
copia da respusla que del a representado que elle
levo ordem de fazer ao governo de S. M. relativa-
mente a'nota .que dingiites ao Sr. Paranhos em 7
ds mareo passado, de coformidade rom as nistruc-
ers comidas 1:0 meu despacho de '.i de Janeiro.
(Continua.)
Jornal do Commercio.)
lado cm enviar atrever, da Allcuanha tropas fran-
cezas que seriam chamadas a couperar com o exer-
rito austraco '.' Oque seria quau.lo a I-ranea e a
Inalalerra, inleiramente senhoras da situaeao, livres
dov seus moumtnio-, podessem pesar ao mesmo
lempo por Ierra c por mar, sobre a confederado
aermanica! Qoanlo a lodosos estados neult.is assim
ruino a' quanto a' eonfederajSn, era importante con-
jurar este perico usando do tola a sua influencia
rom o lim de apresar o momento da psz..S havia
um caminho a seguir : era i-to levar a S. P lers-
burgo bous conselhos ; era fazer comprehen ler ao
aoverno russo que quaui.i mais a auerr.i se prolon-
asse quanto mais seria solado, que a opioilo em
urna palavra condemuava a sua politica.
Varios gabinetes enlraram franc-iineute uestes de-
e a civili-aco moderna, boje em c
Mb-.eao musulmana, umea herdeir. .
S'S. Oriente, pndera' te.ilaV "vi
Hade soba influencia tutelar do Occ
e em conlacio com a Ci-
ra das ideas e .ios
remante as
atierlo a
denle
Mas o
Oriente 1
consequeui,
leseiilace dos acoi.tecimenlos de que o
noalro, leve (.ara a Europa ootrat
ment da Sania'iti!' ''e l'"" c""Si,='"u W| 1-
Franca leve oeetaa % C il! T hc-'5- ''ue a
meira ptira-e "" J.c1""r"1"' ranle a ,-
iros consistan, ,.-;.. .c' ''1C'S' mo jadiase-
abril de 1851
Londres
"Principio no tratado de lo do
omt,r ,,.!'n" 5 ,b""!,f* '"e '<" c de
suas f.reas de Ierra e de m,r\La''* "," f"':1'""" '
no olinmano e prevSt?,^ 'T"^ '""
sign.os. Foi ass.m que de Breede, da Munich, de q0 ,nhain perturbado ,V'll"(l'',i,''7,'|,J''''-1 s
diversos oulros pontos de All'inanlia, lizeram che-1 dezein'iro de 1854 enu- O tratado de i de
gar ao gabinete russo ioformlcf. is prodanles sobVe o | Anria assoclara o p*mtd?ViZl P*,2t!! '1
estado vordadeir.. das cousas. O. doo. adverarlos I de empre/.a, s,n -o m.lia l"""a.* V,:t =';'"-
111.1- determinados da poltica occidenlal, madama menl F.-te vste-na se ,lenos diplamalica-
., ;,.0,la.a L^" Por va da as-
OS GABINETES EM 1855.
A mor parle dos Estados secundarios da Allema-
nha nariilhavao as ideiae.da Pru-sia. A Bavieira, a
Saxonin, o Wortemberc.o liaeevre,leslemonhavam
acerca da Franca e da Inalalerra senlimentos dovi-
dosos o assignalados de pouco querer. O espirito das
conferencias de liambcra sempre su! -istia em Mu-
nich e cm D.-esle, e era fcil ver qoa lodi a Al e-
manlia ainda se achava sobo prestigio da Ru -la
apezar das violac.es qoe este preeligi linha podido
toSrer na primeira pitase da atierra.
Pela ana parle os Estados da Italia Conservavam a
mesraa attitude. A eoeperacfio do Piemonte, sa<-
peila r.os outros aovemos da pennsula, mi 1 linha
contribuido a reduzi-los a mi'. A corte de aples,
muilo mais adiantada sob este aspe-lo do que os
gabinetes allemaes, confessava lao allamente quanto
era possivel as suas sv inpalhias para com o aoverno
roseo. Sempre preoecupada cima de tudo dus seus
negocios interiore', continuava a ver na Rsela o
apoio lulelar do s-u aystema politieo. A conclusfm
.le urna convenea entre o gabinete de Washington
e o re S. Pelersborao, lelalivaiaenle aos ilireitos
neutrcsein lempo d guerra, niinislrira cm ls.">! a
cl-rei de aples a ..rea i.'.o de dar a este reapeito
napnleuciasem leatemnnlio dos seu- senlimentos.
Sozinl.0, na Europa, conseullra vlherir a eet con-
veiir,iu (i?lo menos intil, pois que o direilo jos tull-
iros eslava seauro, minio alcm mesmo das estpo-
lares que eno-rrava, pe'a declaraca.ii commum da
Franca e da Inglaterra no comer das hostilidades.
Depois do rompinei.lo das nrgociacOes de Vicua,
o aoverno napolitano so poderia licar liel ao penas-
ment que Ibes inspirara um procedimenlo Uo
pouco motivado.
Pelo contrario, achame-nos em posic3o de obrar
soliro a llcspinli.i de empenlta-l rom no^ro na
euerra pelo mesmo Ululo que o PierSMt. Se dermos
crdito as parliealaridadea eircnmstannai .sque fo-
ram publicadas a esle respeito nos jorna'-s Ue Ma-
drid, o aoverno he-panhol nada mais te: 11 exigido
do que tomar paite em um negocio que reama lao
cnnijlelanienle lodos os caracleres da urna queslao
europea. Com elleilo, fora mais ventajoso para a
Bespanhaeonsagnir as satas toreas a qualquer em-
preza internacional do que gasta-las, cerno lem fei-
to, nas discordias civis, e nao ha impossivel que a^
potencias occidentaes, ao menos a Franei, livessem
cuidado, antes que a ullima revolocAo despatillla
arrebentasse, dirigir nesle sentido o pensam-nto do
gabinete de Madn l ; mas na poca ein que, segando
OS jorran despanhes, a velleidado lie entrar na
allienca anglo-franceza se manifestara em Madrid,
os emliaracos do go araves c ;i siluajao mui complicada pitra desenvol-
ver utilmente nm designio de.te genero. As-im nao
vemos que tennaot ervnareeido aclos officiaes, ou da
parle do governo da ninlia Isabel, 00 da parte das
potencias, para juntar um coiiliaente iiespanhol ao
contingente sardo. Ae boae-intencijes que se mani-
1 -i.-t un daquelle lado lem lodavia interesse, e he I f**1"
milito mais justo acreditar que na mesma poca
assim como acabemos de dizer, havia a in.sso res-
peiln umitas hesitacOes ua'Europa.
As incertezas da situacao paralisaram at as boas
disposiees dos aovemos animados dos melhores sen-
limnlos a no'so respeito. As operaees diriaidas
duraute a primeira rampanha no Bltico, a lomada
lieos! ein Dresde e M. de Pforten em Munich, fu
ram a Pars na oecasia da cvpo-.ca universal, e
voltar.im para saos paita com dlas mais favoraveis
asla poltica. Tudo faz crcr qoe foram partcula-
mente sensiveis que o impera lor julg m devi-r f a' opiuiao dos n luiros, e que mi limite da *ua influ-
encia ennlrihuiraiii a dar a Rusta utna justa ideia
dos perigos da situacao.
Foi em Sloekolmo e Vi un que a queda de Se-
baslopol devia prolexir w mais poderosos etleitos.
A uego iaea qu redu/.io a Suecia a conliabir
orna allianca com a Franca Ja 1 Inglaterra fot
o objeclo de diversas publicajoes. lie lodavia dilll-
eil saber exactamente a' que poca remonta ; mas
nao he duvi ln-o que o impulso decisivo tenha viudo
1I0 grande Iriumpho militar obtido ptlas potenciar-
occidentaes na Crimea. O "lado adiantadoda es-
laeio nao permittia a Sueciaconlrahir na.a alliauca
ouenaiva. Com entlo, ella se exporia a versasteaj
la o embate das forjas rusias na Filandia autesqoe
os alijados tives-cm lempo de vir em sen snecorro.
Asalm, so poda concluir orna alliauca defeosivj.
As tentativa- feilas dep >is de inuilos ann is pela Rus-
si! para obler direito* de pesca; obre certa parte,
dn liltoral nornegana eat a ios;e do golpho vern-
ser, accessive! em qualquer esleeau; e onde se po-
derla conlrnir um eslabeleciraento maritimo com-
paravel a Sebastopol,e-:-s leotalivasaSempre repelli-
il.s pelo gabinete dejSti-kolm,masemnrereprodu-
zi hs.minislrarsm os clenxeulus .Jesla all .uro.
El-re da Suecia se obng'u.ji iiaoaeeder nada a
llus-ia. ainlormata Frau'.j 1 er lnalat-rra ace'rea
- n ivas solitaces a que po-l-riaver exposto I As
duas crandes potenciasrontrnhiam peltvsua liarte a
ebrigacao de miiiislrer-'tn.pas a Suecin para rgpellir
qualquer agresso. lodepen lenlPinente do sea.va-
lor como meio de impedir para o fnluro um ivu
euarcndeeiinenlsTiia Kussia a cusa da Suecia, esle
Iralado, a -ianado a 21 de novmbro de 1855,lii.-
auida por cousequencia immediat.i no prsenle li-
gar defnilivameate a poltica do gabinete le Slo-
ekolmo a'd_s dos gundes potencias. A illiaoca
so era def -ifiva, e alo poda, sem imprudencia da
pa-
ria
.era .-efusiva, e oto poda, sem imprudencia da p' *
irle .a Suecia, lomar oulro carcter nas approxi- ,,, T!, a. a"8*1 3o tenha tomado parle no
!-!.;."' o 1 ive.rno ; rns iiinauem .irvi lava que la"0 ae I arts, nfo fui esquecida nesle Iralado.
atierra .!.-ves-e coniinnar nt primavera de Ifsifi, "'""'l'saefo das tilias d'Aloud lio uma prova do
esla allianei se lornasse defeiiv i. e que a Suecia
nao fnsss- a 1 rimeira a pedir aos seus alliadoa que
operassem cain elle por Ierra na Finlandia, ao pa-so
que ns rsquadras alacamem Crnnsia.lt. Assim a con-
clusaa do Iralado de Stockolsoo era para a Rossia
om sxmptonta dcsigradavel, e esle tratado, lomado
publico no niomsnto era que o conselhos pacficos
chegavam de lodas as partes em S. Petersburgo, era
capaz de inspirar moi araves rrflexes.
t.mn todo, re--oIuefe.i ainda mais araves se prepa-
ravam nos conseiltos das grandes potencias signa-
larias do tratado de 2 de deeeflbro de 18")i. AIS
le novemh.o de 1K55, no inomentoiem que a neg
ciaca do ir.it ido de Stocholmo chegava a ten termo,
a Austria snbmellia aos gabinetes de Pars c de Lon-
dres om pr| -lo d s eondic"a a fazer a Russia co-
mo ponto d" partida do nova iiegociafOes. Esta
projecto era basrado sobre ot qoatro pouloe das no-
las de8da ast] iodo s^-i. ui.s eonsideravelniente
desenvolvidas. Foi de-l'.irla que o lerceiro poulo,
que 1105 tiol e. V!e:uin, inrriicava siinplesmcnie a
levisa do tratado de MI, u'um nhcresso de equi-
librio enropcu, se achava traduzilo pela nentraltsa-
efio do Mar-Neg-o, s sui ires-ao de qualquer arsenal
invrilimo militar sobre o liltoral desle mar, aad-
misso dos consoles eslrangeiros em todos os portos.
Poi desparto qoe u liberdade di :nvega{ao do Da-
oublo, qoe s pareca primitivamente reclan .ir 1 -
gilanria indirecta da Europa, svia s^r girantida
d'ora avante pela presen;-! iounediaia de navios da*
potencias us emb 1 adu .-.....-i- no, a por uma rec-
t.::-.......i de fronu ras qoe tiravam Rossia toda a
tnirgemesquerda e quasi mcl dedo lorrilorio da
pr .vinca U Be saral ia. Foi d .' :;e, no que r.--
pula ao primeira m^, q uemja senloli-
mlav a auppns-i 1 o prole 1.,.-.:.:.. rosso nos prin-
cipados, mas qoe se nlabelena para si as baste de
ntneystema defensivo serio, resliaindo-lhes o terri-
torio tomado a Kussia na Beoaarabia e por eonaa-
(1. ncia 1 ida a mareen) ,-. n ; Danubio, com
ae soda fortalexas. Em fia, o .piarlo ponto devia
s-r regulado em Constaniinopla .-otro os tillad s de
- de dezembro e a Porta, ^ nao s- deixava a Ru-sis
oiilra p-rspeetiva nesla qoeslao, lio arave para 1,
pois qoe Helia -i lo a propria causa da auerra, se nao
asvoclar-te na paz, jo irabelho que seria preparado
pelas :i potencias e pe-, mllSo. Em vrlude das no-
tas de Vienna. a- .! polenc... res-rv.rain para si o
(Licito de formular, em consequencia das quatro ga-
ranlias, COodicOes particulares em um interesse eu-
ropeo. O projecto de 1 ropoeicoes ..presentado pela
Austria aos gabinetes de Pars e do, Londres repro-
dnzia esla condieao. A \ulria se ollerecia, se es-
las bases fossem approvadas pela Franca e a Ingla-
fazer om ultimtum. Doria leva-lo a S.
Petersbiirao e romper com o gabinete rus-o, se, no
prazo de3 semanas, nio fosae aceito, no seu com-
plexo e nas suas particularidades, sem modificarlo
elguma,
Bstae COodicOn eram dema.iadamenie ve na josas,
e por i-so nao podiem ser approvadas pela Franca e
pele Inalalerra. Oaer fossem 011 nio aceitas em S
mente
sionatura quasi inmediala de aatlrota\tede',Mh.
olfen-iva e der-nsiva com o l'.eni.i.
qualidade do Estedo^^^^^
cabalmente a uecr/ssiJade -lo <5reu dencia de Constaniinopla. Emfiat, en, crand<'.,''V^
dn interes-esaerees se completara abracando a ne-
cia, altiada.como a Austria, para a aereaste. ,-_
mente, mas que nao poda deixai de set arraiti u
na Iota, se a guerra devesse ennlintar. A nea. ea_
qes de Pars suslenlaram este lecho. A erottria
Prossin veio reuoir-ee-^lhe, o pondo a sua ..-.i;,,.,!
lura tolado da assijuatura di Franca, da Inglaiu.
ra, da Austria, da Turqua e do Piemonle em um
acle, que he o iriumpho da politica occidenlal, lam-
bem se associou a esta poltica. Assim, no momen-
to da contjasao do tratado de l'aris, todas as poten-
cia que liveram um papel na Europa, se acham
reunidas en, |0rno da Franca. Ainria ha pouco e
grand centro poltico da Europa pareca estar em
S. Petersborgo ; em 1856 esl visivelmenle em Pa-
ns. Emlim. an lado desle importante tratado, que,
dando ao equilibrio gral la-> poderosas carandas,
ereoo novas lelacoes entre ludas as grandes polen-
C!!" eufP('a!. UM1 Iralado assignado a 15 de abril
de I85G igualmente em l'aris. aparta a allianra, que
conlribuio principalmente para operar estes resul-
tados.
Este tratado de 15 de abril, entre a Franca, a In-
glaterra e a Austria, n>.l 1 c-intm que n3o esteja no
iralado cera! de 30 de marro. Considerado sob esle
aspecto, njo acre-renta nada a' forea das estipula-
ntes da caz. 530 he 13o piuco, como alauns espi-
ntoojiarrWrirrt acreditar, um Iralado de desconfiju-
ei: nao lie mais que a consasrarao dos lar;os con-
trahidos enlre s Iresajtolenci.s duraute ai neaocia-
cf.es e dnranle a guerra ; mas sol esta relacao tem
uma importancia vbrdadeira, 110 sentido da que al-
lestantu claramenle que um novo sjslema federa-
tivo saln da cris-; que acabamos de airaveasar, oque
a allianra toma la em 1815 contra a Franca nao be
m d ora avante do que /ama recordar/Jo hislo-
lao rpida de Botnareun 1 produzram fe izes elleilos : Petereborgo, era 11..11 importante aceitar as .llenas
imeressc que esla potencia inspirou aot aabioet de
I. aris e de Londres. Por outio lado o tintado de
-I de novembro de 1855 he om tratado de allianra
perpetua. Se, romo o de 15 de abril de 1856, lem
um objeclo especial, na rralidade so difere porque
lemerynnsuleracao o Norte, ao passo qoe o oulro
se refl r. ao Oriente. Assim urna quadra pela al-
hanca permauece formada pare garantir o equili-
11,10 europeo, quer seja ameacado no Bltico, oo lio
Mar .Negro, e esla allianra domina ludia as oulras
rol .rrJes na Europa.
Acitara' a Rusiia esle estado de cousai".' Renun-
ciar a posaor a baha da Varaneer, que .aseegarara
em toda a o-lacilo a's suas esquadras uma saluda
sobre o Ocano ? Faia' irrcvogavelinente o sacrifi-
cio dos seos projectos sobre Cnslanlinopla ? N'um.i
palavra. as ealipulardee dos tratados, que ecabamos
le lembrar, apresonlarae garantas de esiabilida-te
e uraca.. Todoindata soppo-lo. Comeffeuo, de
evidente que lodas as vezes que a Russia prorur.is.se
viola-laf, oOenderia as alliau(as forma las para de-
fender o Nuile c o Oriente. P r oulra paite, sab-
T"r ex^erieiiQia qu- lili? reslain mu ron | -
greesos a realisar em seu seio anles de coidar em re-
nevar a tentativa, em que acaba de naufragar.
Alen disto, as disposiccs particulares de seu sobe-
rano, o sen eoraetar recto e sensato, sao garantas
tanto mais anreciayais, qoanlo a consliluie.io e os
cislumes da Russia ministrara a mais larga parte
a acro pessoal do principe. O impulio que clin
parece ln memento resolvido a dar a'admiuislrar.o,
as reformas aulerioies, imprime necessaram nte'a's
1 teaa direecos novas e pacilicx. Assim pode-e
crer que em lagar dener para o muudo um obj-rio
de inquielaeoo e de usto, a prosperidade da Ros-
sia, l.ivoree, n o dcseiivolvimeulo de a.-rinrn- Uto
rico. ,. (ao poderosos de BJVllieiejaa encerrados em
seu seio, 11S0 f.ra' mais que r..-.tribuir para o bem
cominnin. A paz de Porisneste sentido promeltc nao
somente ser dura.loure, mas ser fecunda.
L'ma irise que rau ropa, devia ter repercudi iiasjouir. s partes da
mundo. Os Estados-Unidos se interessavam mui vi-
vamente nesle acor.tecimenlo p.r diversas coas.
Em primeiro lugar, por ,im destes contrastes hist-
ricos, que s >e explicara de uma maneira apparen-
te. a arando repblica democrtica parece sentir uma
especie secreta de abnidsde para rom o vasto impe-
rio absoluto. Se o principio social dos dous pai-
zes difiere escencialmcnte, ha certa setuclhinra na
Ma posicao inleroaciouel. Ambos al hoja hisr
anido a mesma poltica de eugran lecimei.t-. Comrrv
os seus interesses nao se acham em pane algnnia em
eonOieto, . tado presente das rousas, nao p dem cansar enlre si
o objeclo de contestec,** alguma. *l>ead* o romeco
da ultima auerra, o aabinele de S. Petersburgo. em
consequencia das circunstancias, procurara siahe-
lecer refociles mais intimas com a do Washington ;
alu pensoo-ee que esta relaroes podiem ler em fa-
vor da auerra elleilos immedialos e praticos. Foi
por islo que o cummercio francez ingle/., allrihuic
aos dous governos o pciisamenlo de se cnlen tsjresji
para armar corsarios.
foi desparte que Remedle adquirir a Noruega ; Iprciimamenta em lola com a Rossia, e e guerra se
mas a perda da Finlandia se achava sempre prsenle cnnlinuiva rom um novo e poderoso jIIi.i :... ,\
aos e-pirilos. Pode-se rcconlie-er que a aiinexa.vo Rossia, do fundo das provincias Ir.iiiscaucii-niniis^al
de um reino iitcunipletamcnie unido a Soecia. difli- Hnlendaa, era atacada sobre lode a toa frooleira
cil de goveroer e animado de oro espirito de oppo-1 P*r eiereitos qoe, operen o ou em massa, oo por
sieso que beb. na sua propria consliluioao, nao divers.les combina las, deviam, em um momento de-
era uma eompensaesie sulciente. |do, laucar lodas a-, soes fme,a paro a parlecen-
EmGro, o pa mais de uma vez sentir corle de Sloekolmo. O ve- O aoverno russo comprehen icu i-!o. .Na., se poda
Iho rei Carlos Joalo podera anles da sua niorlc apre- ntlribmr a oulr.. can-a a r. l;o;ao que elle tora -
rar lodos os encaraos da alliai.c 1 de-igual que con- adherir pura e simpleemenle ao oltimatam da Aos-
trahira com os csares, e o lilho devia necesroriamen-! Ir-11' de|iois .le ter em balde tentado llodir esla do-
l s:;uit com a maior altenrao o ileseuvolvimenlo
da lula cnijieiihala entre as grandes potencias occi-
denleee e e Rossia. Assim, por malta lempo toda-
va que as forjas de tena da Franca e da Inglaterra
Dcavara concelradas sobre Sebaslanol, poda nao
ser prodenle declarar a cnerra i Rossia; milhor
fora cm lodo o raso eperar que as duas arandes
potencias se aehassem hablliladas a obrar por si cellos que luibu a combalcr
mesinas no Bellico
lorosa necerdode p.-r meio de rnnlraproposir^es. Se
ns -en- eiereitos livessem soflrtdo perla- immehsis,
se o sen llitaooro esliv isse exhouslo, j rovecoes an-
da maiores c mu- perigoses | ra su posicao, d9o ja
somenie no Oriente, mas no Europa, Iba pareciam
reservada*. 11 imperador Alexandre, por uma di-
cir.lo cerloroetile corajosa cm presentados preeon-
pera
que por mar. Pan lomar um
partido, o eoverno oeco aauardava |--la sua parte
que a qoesISo de Sebaitopol Ios-e denuda.
lim lumma, a situarao era por lo-ia. a parle inde-
cisa, e Inda a Europa se achava n'Um estado de he-
sitaran e do especlaliva. Com tudo, em breve esla
indecisao qiioseauira o rompimento das conferencias
de \ ienna dera li.-.o ao vvm inlereste qoe excitou
por toda a parle o impulso activo communieado us
nossas operacf.es mililares 110 mar d'Azol. na Crimea
c un proprio Ballico. A nosia soperioiida.ie 'e lor-
nava de novo inconleslavel.' Emflm, caite Sebasto-
pol, e a situacao muda im'medielamente para o-
iieulros assim como para o- l.elliaeranles. Os belli-
geranles eondotirem an termo atraillo empreza que
absorvie lodoe oe estorbos, e compaTandoo que li-
zeram com que se propuiiham fazer, c-siao em di-
reilo de considerar o alvo como olcancado. Oejaetos
angressivoe .i.. Russia por mar eslao destruido!, c o
grao le porlo de auerra em que sr abrigavam as su.is
esquadras esls em minas. Para adiar as verda.leira-
COtl lil oes de pal, s ha urna cousa a fazer, be coii-
sagrar em direilo os bclos consumados. Assim, as
he-ilaces ja Dio fie poesiveis no que diz respeito
ao O unto, se se abrirem negocierl .
Tela saa parle, a' Rosta -abe o" que deve pensar
sobre a sua iorca de resistencia ; esla' feri.ia
faze-la aeeeilai
denlro <-us seus Estados, ebracitu enrgicamente o
partido da paz, c soube, em virlode do seu fi me
comporlamrnlo, faz-r respeilar cm torno de si a de-
terminacao que lomara.
Quando se leve ruahecimenlo na Europa, por in-
discricoes de imprensa ingiera das clausulas do ul-
timtum austraco, eeralmentese dovidara sea Rus-
sia cedera. A reclih *arfm das feonteiras na lless.i-
rabia fuga julgada particutarroenle inacsilavel.
Ouaudo se soub.: i aceitacAo pura e simples Su ii.-
perader Aleaaudre, inantfesi u-ie om movinie....
immetiso de sati-laeao, mas que se achou um instan-
te dominado por i.ui vivo senlimculo de deacoulian-
a e incredolidadc. A Kussia linha dado a.i amado
uma lal ida do sen poder, exercere sobre lodas as
r. laees inli 1 naiijnaes desdel815, nm 1 bcqo tal, li-
nha sido 1.10 cotistaiilenieiite feliz em lu.io quanto
i-mprrheudera, que a opioijo ojo po ia crer que < I-
reuuiie asse de uma maneira lao completa aos
-cus projectos seculares. Assim, pensava-se que s
aun rira ao ultimtum d'Auslria com o intuito deai-
nliar lempo, dislrahir a opiuiao, e procurar mclho-
rar a sua situacao aproveitaodo-se .las divergencias
de interese que podiam surgir enlre seus adversa-
rios.
Os successos moslraram que a Rossia renunciara
c remonte aos suhterfuaio-, e que quera leal-
an-
........- i------ ..-,....... v. ,.Vw coiiirriius aos cruzadores britannicos pelo aojo de eeae meiosete engreodectmeitto no Orier.le. Fez o mente a paz, desej..a tem duvida de restringir lii
1815, por isso q-.ie as autoridades braatleiras na pro- eneaio do sen poder nesle terreno, c fora evenl : ,n qoento fssse pus-tvel a mierpretasuo das conlicf.
vinel de Pernambu o n n,... m. -Iraram fromidso deve ruc< nherer que este enseio era prematuro. Se <]" aceitara, mas re-olvida a nao retirar liad
qoe linporlava quasi connivencia na queman do iA quer tratar sabe de ante-m...- qnes po.i-ra' com a qoanlo aos proprio pasneipios, do que cedrra.
envolvido ero
lo vinha o de-taramento,
/ir que, se uii-i f.rai
gar o destacamento,
temi qo; |le obvio ndii-
Sendo aaora inqueslonavel que os traficantes di-
rigem suasoperafOes desEstedee-Unldos para a Cos.
nos na llavaua
lodos rondados antes .le che- ta d'Africa a lim de iinpirtarem afr.
foi porque i-,livessem se- je no Brasil, dou boje ..ilem a' lona
greiro ehegado a Serinhlem em outubro de I SUS,
sen.i lembem que eeies autoridadee nao quizeram
recorrer a medidas legues e edlcazes, alim d. .1 -co-
briruii ou de punirem, quando fossem descobertas,
.1- ;.- -0.1. comprotiiellidus n. quelle negocio.
Esla apiniao he fundada no segoinle :
Primo. Que o presidente da provincia de Pernam-
buco, alia: de prover .1 segiiranca daquelle navio, e
de oceultar o desembarqoe a saa carga, que | erlen-
cii a algnns aimgos ---..s, r-muveo de ati'.'-tiido as
autoridades polici :e- do li-lricln de Serii.ba. 11 .
Secundo. Que de proposito oidenou que o proees-
so pieliminar do inquerilo le; il,qaanloao< fulos do
cas.. luis I :lo n-i Rio l .i-.n- -o, Inaar distante seis
legos do ponto onde forana, desembarcados os *s-
cravo-, nao mandando instaurar eeaa .lev;.--;, na Bar-
ra, onde, e nao no lito Formoso,se achavam as pes-
soal que coitheeiara os homeo que roobaram os es-
clavo'.
Te-lio. r>oe tliiii le vinatr-se do coronel Vas-
r.uiie ios Dr-ommood, e de seu lilho o Dr." Antonio
Druniiiiuiid, que foram os apprehensores de grande
numero de escravos em Serinhaem.e alim de aniiiil-
lar odepoimento das nicas tsstemuuhas oculares
do crime, lornaiidn-os parles ar-ii.adas, ocluid no
trucadas enlre os doos gabinetes, s liveram como
resultado obVia! a cnaclo-ao de nasa convonrrlo dr.-
tmada a hiar os principios de direito maril'imo cm
lempo de guerra, conven; lo mm incompleta, pa-
rn deixava subsistir o eorao. N'oma palavra, esta '
iimv ncao loha certamenle um alvo nolilico lora I
sea1 objeclo apparrnte. As dus polenciss, qoe a
li'ili.m eonclo.do, viam nella um meio deformar
unta lia-i o- neulrna, que tena podido, ae o plano
lo-se bem aaceedido, lornar-so mu iucommodo a'
Franca e a* Inglaterra ; mas. por orna previdencia
hbil, que essisnaloa diplomacia aogle-frasHeaa
durante e crise, os gabinetes de l'aris e de I login.
loni; 1 .111 a dianlrira. proclaman.;., prinripios mu. I a
mate liberaos. O. Estados europeos, que romo a
Prussia, por eiempla, (en,ni de-ejado entrar mi li-
ga ;, ..arlada pelee K-lados l.'iii.io c a Prussia, ato
ti. 1 mi retexlo alau ..
Vi. 111a palavra, se o peiisamento de-la liaa essl
neutro- perlence mais espceialiiimle i,' RejBstt, pla
s;:,i parle, o- Et ladea Unidos, proel an oo ae a esla
eombinarga, linltem su- nreeeenpeejtea par rubros.
A guerra enlre es grandes putencias eorepeas, 1 -
para elles uma diverate til. Pretengenda-ee, ellt
desviave da America a aAeofasida Franca e .1 ;-
glotona, ou no menos Ibes lineo a iivre' eTspi a
das sua- torcas. Assim, o gabinete no Waelustnon
esperava poder dar bvra lilnoi 1 lllmiiqls ,..-.i
designios,sobro lanos ponto*, que f.i;em .>.' al-
gunsannoso objeclo dea seas calcios ponaneratt-
tes, t;oba. S. Domine Ametica-Oatral, 1 Haat-
fOlcnja lieii-mponao cre-rent- eveila maat oque
iiuina, a ambic.io los seus vizinhos em.neliei.de-
oores
v governo americano eoalara sobro ela eMvorsoo
a p ni 1 >ie tomar na Eoropa orna ;.;tu-ciio rapaz te
desperl r ate corlo nonto -s jaslas su-'.-piil-1,.; .,
dos gabinetes. i-'..i dest'arc, qu? por um in-uule
deixou rrer, que doisova de BtegorJar rtun otirocra
e eompre de on.a p.nirae, qoe asi erava a.- na-
vios americanos .. 1 ponto no Arrhi.,1 .
Os ontros Estados o'An 1. eete*aai muiocea*
pd.s com as -.111 diseustOes taterieroa, oo
siedsmi.le toll. --. do< fr. das gri -. :- qoi.:,,... om
e di bolera ; o enligo nrat rio, peta qVmso onsi
vivamenti. Couilado, a motor arte eraneio cm
; dtsposicAei rympalbicasem f.v.-r di franca r da In-
I gleterra, as diversas phaso de Iota, e a, pl .udiram
a orna pe, que por el proprioa Mi ora somvanta-
i ge s.
pracesse de aecasofati, de euvolia com alguna ios,
I ao Dr. Antonio Druiiimunl e oulras peasoas que ti-
em cooradiccao com a verdade dos fados J| conhe- guro., enSo porque u. roubadores oto linham fac-1 Wavhioglon para reconnienaar at sgeni.Vcons'u" | *""* *"* *"*' "' pp,"""',ao "-
po
coudi.-;iu de f.izer o sacrificio .tas posiQoes d'ondc
am'.-i.va ainda he pouco a existencia do imperio
ollominee l!:e opprimia a iudepi mienci...
Relava .:: 1 menle a leci-iir a queslo rl
se na.. 1 .: orara na prolongarlo d is b .-lili.la 'e- ,;
- lude rio trininpho que al entio Ihe bltern,
e se pea mm parteas potencias occi.leolacs nao -.
aprove If.-tcm da v niaaem das posicf.es para acilar
oerlScs de territorio e levar a guerra as proVim i..-
ros-a- lmitrophes da Austria e da Prussia. Era so-
Ino r-lo pmiu uue i'i tefleioes de icios.- gabinetes
uliavam rom n applicacan.
t m iscorso do imperador Napolcao, no momentd
da .;', 1 nf.;; .la evposicao universal ( a 15 de no-
vembro de 1855, > vsio indicar roe neotroi 1
porlamento que deviam seguir, o qne as potencias
occidentaes. 1 ni vam a sua prudencia. O impe-
rador nao Ihi 1 pe la non coop 'rargo efiectiva ; aa 1
os obrigava a fazer .l-mon-lrarees armadas nem
compn mettor-se de forma algomi para com a Rus-
si;.. N'oma palavra, sua lingoacem nao linda na ;,
le commtnalorio a respeito delias, mas pedia-lt.es
Assim qoe se de i 'i-, que so ia negociar, a sitca-
c.lo se desenlio:! rom multa cjareza. A Franca rr-
..:.- niara o pr m- no i-.;pel nas <>per..rder milil res,
linda iaoslmenlc exereido uma inllnei ra prepon-
iirsanle sobre a match dos negocios .:; Ion
i-:.; 1 r-ra -. recotthccie, e os -rus adverearios,
assin como os seus alliados, ram pi.....
proclama-lo, pedndo qaasi Fimnltaneemenle qoe
as n goei res livessem luger em Pars. Esla lo
menigem 1 e prodeneia e firmeza p-ssna!
-I-, imperailor Napoleae, ao mesmo lempo i-i;- -
nergia ;... espiril 1 putitico .'o roe *. seo .>.. r
Imita .ledo prova. i'- -de .. le ipu '-1 qoe o prin ;-
10 Napoleao rconia em Ionio de -i Ionios prii -.-
e sodei in '-, nada se vera 1 m nossa Itislona -n-.-
111..ule a --i"-, lestemonbos .1" rinili.-nr-i e respeilo.
Altrtbue le ao conde Oriol uma resposla 1 1
darida f-i posi^go da Pranc nesle momento tgo
.denme. ;. Kolilo. senlior e. n.'e, lh dtssera .. im-
perador, Irar-nos-ha a paz?Senlior, rosp.....lera
o primeiro plenipotenciario da Rossia, vou proc ira-
Europa vinha procor
fio A i.
repercuts
a guerra a a paz lam m liveram a sua
. Ale o romeco de -'V con < a Pev-
sia, I.. lili .1 R lo '-. in-nes ajsM i a
''- r vale eonli la. do poe Turqua, -ni.a 1..-
i || 1 v'remaineiite r. er-
v- r bargje 1: o pe .r
. 1. .1'r iiidade ; pir-ce que
teri lea 11 ,- n:ell.-r--
' '. eseohoa em ls lem
! 'r -'ai petcoci -. l'i-ra- 1 r um
- lento t-. .'e -e he -r Is-
lo 1 snt qns e p'e-lar.i;
a lia .." -Ir I 1. ue 1 .-
'-", 1- lora de utn Halad., de eeasMasavM
com 1 t-il.iuel ; nile t tenstml 1 evi leal -
i ti.'i o d boa vonl aprov ttedn
lee, se el I -o rX 1 tresarin para tu-
i-.' 111 iniaptihiadi qai a
; .-- ere inter, o .ele loheinedl in
:. .en;..-. N'oma palavra, as naten-
s nao pter -ivam aprssser ee pare b-
am empru ir a a sua ar|tf) dele |a.
lo, aenoo no r.,-o em q-i a forja das rausa I
.ic coinininalorio a rrspcilo delias, mas pedia-li.es ; la. a Toda a Europa vinha procurar a paz em Pariz veseem odrieado a levar a guerra" a' Asia e aailar a
que lizessem co.ihecer as suas opunoese que se pro- e lodos os aabineles confessavam ue para rhea.r a | queslao do t'aocaso
nunriasiem de uma maneira calhegorica. Havia nesta I este de.eiilace nao se poda collorar as .leeociaces 1 salo* a erise, qe araba de eoneloir-.e oi Ima
lniauaaem om convite 1.10 hahil quanto liseneiro sob uma influencia mais ftvoravel. pa.a a r,vil,.aro em toda, aa parles do allo. Na
para os n.otro.. Ao lado da advertencia, havia uma Nao temos que .nlr.r ueste aeocaeota na historia Eu.opa. eq-ulibrio da, poten, ia< clabele.-nio -
homeiiagama importancia do papel que Ibes era destas negociajes qu* mais adiaale enro expolias bre novat eareea, a all..nea. lomada- conforme- 1...
revolvido, e ne josto dizer que a mor porte compre- crcomtineiadamenle : llmitamo-nos a apreciaros interesseai, o projecto. de dominio universal toe
tundea este appello. I reioiudoi tus -uas reanles com a situacao gerel. 0( desde 25 anuos, eram um ubjeelo de sustos repe I..
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO



I>IA1U0|DE PEHNAMRUCO SEXTA FEIRA I3DE FEVEBEIRO J)E 1857
d.is pela acojlo victoriosa la Franja e da Inglaler-
r.i, e rom o apoio moral de turtj. os gabinetes, prin-
cipio libera proclamado" ein favor dos pnvilliips
neutros rn> lempo de guerra, e sujelos a a lli -1
dos governos dos dous mundos, que a amencia He
doolritia uniforme nesla materia, (inlia lanas \ m -
preoccupido e ensiiu^o/ntalo : tac* sao os resulta-
dos dos tres grandes annos que acabamos de alra-
vessar.
A Piovideiwja sempre propicia a' aquelles que se
lornam .lignnsflus <-pu< beneficios, por sua pruden-
cia'e eoragaa, permilli que a pai, que cunsaara es-
tes Brandes reiullados, fosse assiunada cni l'aris. As
ecordaroes dos tratados de 1SI">, foram desl'arle
apagadas, e nobreinenle apagada', porque a nossa
victoria fui a telarla dos inlerenaa aeraos, e o mun-
do inleiro recolhe (. 'os beneficies.
,.lnuaire da Deux Mondes.'
IBTERIGR
O QLE IIK O MAKAMIA'O.
A impreusa e o Sr. Cru/. Machado.
Existen) n> llaranhio. o al'u.lic nlor-.M ir inlien-
se {liario ), que poblica o actos ofliciaes ; o nOb-
servartiori ; o Constitucional t se a a Anva-Epo-
eba. Eslas n, un Ir o follias sus.leni.ini a ariniinisira-
c,ao.
O .'Estandarte. follia 4o grupo 4* o Estrella, a
que anda no seu n. S9 de 31 de agosto fazia toda
justira as boas inlencfter, honestidad e nobreza de
sent: ionios de S. Ec, no n. :!> de G de s-ttmbro
poi-se em opposic.l,. di-ci.lid.i. le a mesma gente
qne tambem as vesperas das cleicf.es de 1852 rom-
p ea o celebre convenio, qae fez com o tinado F.xm.
(.'Vimiiiii Machado. Dessa vez nlo hoove convenio,
porem houve a coincidencia do rompimento na ves-
pora da eleirjlo.
O Eslanl.irta pnblicou o seu ulllaao r.. 39 a 27
de novembro ; parece ter julgado (inda a toa
. missn.i.
A <>Concilia?3o fui instituida pelo l)r. Reg em
reo n.ine e nos dos l)rs. Vilhena e Marques Kidri-
gues, com o lim de aggreilir a administrarlo nos jn-
teresses da candidaturaFabio: pnblicou o seu
pnmeiio u. a JJ de setembro ; no 2." de 22 de se
leir.bro o Dr. Marques Rodrigues declarou retirar-
se-la redaccao ; c ne 9.' n. de 15 de novembro ap-
pareceu lamiiem como redactor o llr. Henriques
Leal, a u em antes se ailnbuiam qu.isi todos os ar-
ligos ; e jiu tou toa existencia com o 10.-n. de 22 de
novembro.
O ffProarosso. falla dos Dri. Cart.s, e Valle, .^s-
cripta nos seus oroprios uiteresses, teceu a admi-
os lins a que ianua e na !a nos relendo por
mais lempo em -Santa Isahel. ictiramos-uos tain-
nislincao do Sr.Cruz Machado os maiores elogios al rjj
10 de Kelembro ; rrtm.i porem. o pnmeiro psrde.se el""
Hs esperanzas de sua eleic.Ho pelo circulo d" Caima- ?*" ,
YSes, por onde era candidato o Eim. llr. Joao l'e- P '
dro Das Vieira,presidente da provincia do Amazo-
na., cuja c indi lalura pretenden que foss retirad.., 1"? iWRmos ineililar no preslig.o qae cerca esse
passou de pois fazer a mais crua e insultante guerra S5"10 miar por eus companl.eiros, ps-
a adrr.inisIrar,1o. H
No da \ 1 de dezembro o delegado de polica.
prenden p ara o recrulainenlo tres individuos,.^*^
que eonfuuilimo-nos cora uin dos grupos, e espera-
mos pelo de-techo dessa scena, que pronullia ser dig-
na de ittonrao.
Com efleilo, poucos momento, depoll chegou o
Sr. Jofio Caelaoo com o Sr. I>r. Searea de Azevedo.
e vimos, com prazer, uoasai c-perani;3s reali-
sadas!
A' chegada do genio braaileiro, aspirndolas su-
biram ao ar, e a esse signa!, uina banda de msica
marcial, postada (letra do thealro, responden coui
nina brilliante marcha.
Toda a eompanhia e mais empreados, lendo a'
sua fronte o Sr. Paula Otas, veni recche-lo lora do
tliealro, e ilepois das sandacBes do eslylo, este >e-
nhor apreeenlea-lha em urna salva a chave da porta
principal, ornada com elegantes laco de lita.
(I Sr. Jpio Caelanu com aquella gra;a,que I lie he
habiloal, atravessou por entre a mnllidao, seguido
de seos couipanhijn s. e ::brio a porta do templo que
aguardan este genio !,..
Eniao um espectacuo icleirameute magesteso se
palnteou !...
No vestilinio juncado de ful has e flores, estavam
Iotas a atri/cs, tendo a sua frente a Sra. 1). Ga-
briella De-V'echy, que cnoaminhaudo-se ao Sr. Jo5o
Caet^no, dirigi Ihe um pequeo discurso, e offer-
loo-llie um rindo bouquel de pravos braneos, pe.lin-
do em nome de >eus eompanhoiros qne o aceitaste,
como prova de rpieiio e pennnr He amizade. Da-
hi. dirigio-ae o Sr. Joo Cnelano para a eaxa do
ineatro, sol urna cimva de lluros que as damas Ihe
atiravam, e cercado de mtit,:s peoa que ahise a-
chavam para ve lo e cumprimenta-ln. No corre-
dor que Tai do vestbulo a' oseada da caixa, haviam
dous arcos de verdura entremeada de flores, e ao
chPgar ao palco, a banda do nono hatalho que es-
lava pollada ahi, locon urna outra marcha ; alaca-
ram-se mais girndolas, e proromperam entliusias-
tieos vivas, a que respenden a maior parle das pes-
soas presentes.
indos estes preliminares, os senhores Antonio
Jos Unirle Coimhra e Francisco Polycarpo dos
tiolmara-s, recitarar.i puestas suas, dedicadas ao Sr.
JoSo Caelano, e-n sigiul de sralid.lo, e como leste-
monho de amizade.
Ties sao os sentimenlos que "'se bomem prodigio-
so sabe crear no cora ojo dos que o rercam *
de inserir, em seu jornal, estas linhas. |me estigno
com toda a couidei-,ico ele.
Jouo Lucio da Co*ia Monleiro.
b-------------- .~......... ..> i,..c .. .-1.111 .... leiipile I -ii/ !...(
GrS^t^ E22L "IIT'*?^ ; Com--......Man
EleiiMoilos jttizes ejuizjts e mais devotos
que ten de iestejar a Virgera Mara
Santissima Sonliora do Rosario, pa-
droeira do porto desta cidade de Olin-
d.t. n.i-piiincira domirifja do futuro
nez cleotittilito do anno de IS57.
Juiz por elpira...
O Illm. Sr. llr. Hanoel Joaquii de Miranda l.obo.
Jeiza por eleica i.
A lllma. aEsma. Sra. D. :...ii.i Pranciica Coelho
Ramalho, iiiha do lllm. Sr. Uomiogos Francisco
ttamallie.
Jni/. por devoc.to.
O illm. Si. Icnent ,1 o-e Mafia de Carvalho Jnior.
Juiza por d. vorao.
A lllma. e Exma. S:a l>. Isabol Emilia da Cosa,
lillia do lllm. Sr. Jo-e lenlo da Co*la.
Escrivao por eleicSo.
O lllm. Sr. Dr. Francisco de Pasta Santos Jnior.
Bacrivao i'or davocao.
O lllm. Sr. Sergio Profiri da Mulla.
Escriv;la por pleirao.
A lllma. e E\ma. Sra. I). Ilenedina Feliciana do
Nasciinciilo.
Escrivaa por dpvoiao.
A lllma. c E\ma. Sra. I). Firmini Fiorinda l'creira
Pinto.
Mordomc.s.
Os lili-:-. Srs. :
Coronel Dominan AlTou^o Nor> l,'srn,iri.
Mnoel J' >; i < 11 j 11: i il.-ins e Silva.
Mziiinel Ignacio ti; Oliveira.
CapitSo Antonio Jora Rotiriftaoa rie Sou/.i Jnior.
Antonio Loisde (Miveird Aevodo.
I'elix Sauva;e iV C.
Peidel Pinto & C.
Joo Pedro Adoor i\ C.
Tenpalf l.iii/ Jn- Ktlriptios le Son/
Rio de 167 toneladas, me.lre LoPoUo liento Vi f,,'," *rSenn' de ?"""':!'
eonipagem 10, carua 7VV) arrobas de carne seces i "' ade,r8S *0f,i,Cle ] : '
o 1S0O tainhas; Vicente Alvea de Sonza Carva- armas ntperi.ios I. w
lio & C. Perleiiep ao Rio de Janeiro. Sala das SosmVs do COnselllO : iai-li.i-
Babia "'
Par
t>a
i barca portugui za
iiio u. i erlence ao Rio de Janeiro. Sala (las Si'smii'S lo t'"n-' lilo :'.:nii!-li.i- '("iiccnni lin-virlade i Imc. imri,, ,.
%-*."" brasHrtraetolencia, de 'vo para fornecia.Pt.to.lo arsenal .lo guerra im'.-V/v ..... Io1"1.,""'
J* toneladas, mestro taqim e Knza coto, 9 de feverciro de 1857Anloiii. Gomes Lral -l REZA- fW ter part-da carga promp-
MmT!T/ninS3 rni"H-'4b" '."'"s i*-PiMo, prnideiile inlcrno -:v>-tunlo i'o- ,a : l>;"il' "slo, liMla-secon. os consig-
^^>:v.^n^!!^i^<'u\">> Carmo Jnior. v,,i ,- f, notario, "alarios N.-va.-s a V.., ra do Trapiche n.
III.: "-ih__Ostia.- hl-ilk lt...ll^. *. --------------------------------------------------.-------------.._____ .11. niMlll .'..n ..J_..
fmm
eicellemc c hm couslraido, eanalii'ou-o como en
tendedor da malera, que o lie : (luanle o temrn
dessa visita, a banda nao ces.nd de locar lindas e
vanadas pecas, o que ell; agradecen qoanda deseen
a phI-.,i. bem como a *eus pompanheirns aojnellaa
demonsiracoes de estima ; depoit abracon.oa, p rp-
tiroo-ae .'...
Eslava concluida a festa, paranlo, lendn [ireen
el (ionralves da Silva.
(juitn l.uiz Csrlos barbosa de idadade de 2T anuos,
Alfredo de Moora Falcilo de 111 anuos, < Rjymond ,'' '*" ,
Gaalnno da Silva de 16 anuos, .n qoaes nao lento \|!, \*
iseni..i legal, foram nesse mesaao da remetlidos por .,'|-,".''"'1
Jle an M'(ll!i -i .d.u rtinfe i'h ucdi.-i.i u nnr ...lo t .1 '
.^^...a<... .^a., av.a.u .ar. ...caw." J'U .illllllllll, |Wr fm-,
a^lle ao dezembargidor cliofe do polica e por este a
presidencia ; como, norem, o dezemb'Srgador ehefe i -
a-ij-_-i____________. _u:___.____?___. -,. na
de polica nbs;rvas,e que o ultimo era menor, e filho d
do pessoa misersvel, S. Eic. omindou incoalinen- ^.. a
le ir em paz M>er4ade. *>\
Os dous autros, sendo inspeccionados, e julgados
'. aptos para o s&rvieo, (iveranapra^a no corpa ce po-
lica,o prinii'iro a 1S e o 2.- a 19 de dezemliro.Bar-
bosa he irmiioeVe Jesuino, operario da tvpographia
d Nova Epoclun folna covernista, e derlaro que
nlia sido perario na i\ pographia do Diario, que
havia sido veodda, em consequencia da mo'le do
seu proprietarin.
Ouanio a Alfredo, lioha sido ha lempos, um do
entregado!es do Obse vador.B folha governista.
Como o c mmandante superior da guarda nacio-
nal levasse ao conheeimento da pres.dcucia que
Birhoa T.i inferior do II hatalhao, eslava fardado
e havia sida sempre prurnplo para o serviro, S. Esc.
em atlenctlo a visto, determinan que se inolilisasse
o asirntsmenlo de pn.ja.
Os Sn. Cirios e Valle, redadores da nProgrcs-
so. a R.go, V lh-ii i, e l.ealredactores da difunta
aConcitiac/l e Jorga redactor rio defnnlo E-lan-
darle,e MaHla, prnprielario do mesmo, reumratn-
se e comnin t am-se para tirar proveito dos fados
occorridos pollCmeio do um embusto, que fizesse crer
fura da provi u, que o Sr. Croa Machado pere-
se^uia a imprensa da opposiclto.
S. Exc. parti da capital para o Itapucuru' no
dia 20 de dezembro, e regressou no oa :lt>. O va-
por S. Salv.doro chegen do l'ar no dia 21, e se-
guio no dia 22 para o Sol, levando toda a corre
pondencia, que S. Esc. ja h .va deiado prepara-
da. Os aatorjs du embaste, leudo feilo imprimir
doaa folhiis tarjadas de preto, cornos titulo
(il'rogressoo e aCoucdiacflo> dtalas de II ; 1:1 de
dezembro, eonSaada nicamente um protesto, re-
m-tteram-nas par esse varior para as provincias do
Sul, e depois distribuiram-nas ucsta capital, duran-
te a ausencia .le S. E Nesse protesto se declara que S. Ele. com desig-
nio de assassioar a impreusa oupusietomola, manda-
ra preDder o prsoi a preteilo de recrutanienln
ns lypoc"ptios, que Irabalhavam as tlpographiai
da opposic.So, e qne qualro delles ja tinham sido
presos, daos do quaes se arham com praea asseu-
le, e osoutroH estavam a/raegaidoa e Iramisiadoi.
Pote-se, que apenas ios tres individuos, um lioha
sido operario na lypograploa do Diario, que a pra-
ea delle teve lagar a 18. a qual depois foi ioalilisa-
da, oque do enia o al boje na foi preso um s in-
dividuo, que te ecupe cin qualquer especie de tra-
li.I los da imprenra.
Osaaloretdo po(es(o conseguiram o seu fo.f
illudiram algun. ci naos do Sul, e com epecial.i-
de o Correio Mer anlil, a testa de cuja reda'C-10
ai lia o Ev n. drpulsdo Francisco Ocla ri>-o de Al-
meida Km, qne. leudo conlieciineni* He quanto
sao eapuzes os homens. que fizeram guerra ao fina-
do Em. Olimpio Machado, ser particular amigo,
e que se-ido tamben) amigo coliega de S. Etc.,
pirece-nof que devia esta' prevenido, e nao atizar-
te 1.1o fcilmente illadi/.
O Estandarte e i trConcialiacm, como se diss,
ja tinham deizado de appareeer desde 22 c 27 de
iiKe.'nijio. O P(oeres?o,i> porcm que apenas in-
t -rr i.iiii.u sua publie c.,,, durante os das necessa-
ries. para fazer crer o emboste, coutinuou a ser pu-
blicado regularmente duas vezes por semana, des-
incniindn-se por este modo. Cointudo c Dr. Cirios,
seu redactor, rom chegada do vsporaParana ven-
do que o Irama produzira ellcilo nos iucuIos ni-
mos dos reiaclores de ligan' follias de oulras pro-
vincias (pois queremos acrrdilar na boa fe delles ,,
enlendendo que devia continuar a suslenta-lo ; uo
n. 8 do Projirossu de 2S de Janeiro, sah;n-se com
urna mofiia, em que declara un- a Ceiba ora com-
peta por tres oorajosos t> |ioqra;ibos, que se aeliam
boinisiadof em sna casa, onde esta' a typographia do
oprogresson I
A ver lade lem a sorle das estrellas, por mais De-
talla que esleja, la vem u:n astrnomo qae des-
cobre, e fiea conheclde.
Espondo os fados I-es quaos se passaram, com as
dalas e nomes proprins, temos p ir :i:n esclarecer
todos os collegas da impreusa das onlras provincias,
para tique qiiem sabemlo' que o proleslo tarjado Je
lulo nao p isuii de um emboste ; que a impreusa
no Mar.nb.to, he livrrUbrrima c al licenciosa ;
que nenhuin lypographo tem-i lo perseguido pela
presidencia ; e que esla conveniencia oa jattioa
de seus actos, que,ao pub!ir.i.,is imiue iiilmenie
na folha (illicial. nlloreceia da Imprenta sara, e
nlo se importa com os Insultos e calumnias do seus
desjllectns, aos quaps deiaa livre, franco e lodo in-
leiro o privilegio de rallar a verdad* Impunemente.
(Publicadar Maranhente. )
PAGINA
IB 3
LS
ni\3
Consta-nos que se preparan) espatos FerrugaMos
das ponas direil'. com que s- ha de furar o tronco
de rerlo Cujueiro arribado, sei muilo bom, para
deaaiurava da noralidade pblica, que o respectivo
Sr. insperlor va a inquirieao, esyudiqua o que leva-
mos dito um Pscravo he nina creaiura.
Sr. O... n. estamos de vedta, e como tal te-
mo bisando muda couisnlia boa, qne se Coren] rppe-
ti las. botaremae no oiiio da ra, ao depois diga : o
etc. etc.
Soie lade.Essb logar v.ii-se tornando de d
em da palor : ha poucos das foram a um quintal
rumiaran) 12 g.lltnhas, afora outras.e pan la fo
urna i'\o llinil |
i'-'cn de rame.
____.-. -----* .ios parimos pon;- is, accre-c
qaaMo deua u.ngueru noile ,, ,,7 ,_ ^u () ^^ .,
-, ........= "iii turf luiiiias
eu.,a ..o.te raeonlram se cerlo -individuos eoeapau.
dea, qnetsmdM,,.....t,,m 0 ^ fin, U
na all, cnamele,po iu.iigr, a's '*
V- a.l. transitam. ollr.,,, ..dnosle um cortiooque
-.tomn^'o".""" 'r"' Bm du "" ""',Uvi feria, aos
alamnoaecrl, ,.,!,- or, rll se aehaw niado na
Janella,ecom um fogu na n io, ,, ,
im-so profesor p os meninos rpo, ..,, ",
v.,s ,i me- ve ,r.,qael neniioTcor-
rism, o iiic-i.-e pullav .. o< meninos berrav i f
Cogaelaa lubiam, c snb am, e subi in> !..
Na ra do Aragao, em urna sabarna, hi .-,
maldito ca ,que be oas.omhro e duende d> |oia Vi
7iviuline,i,iim d
icpousar.
Pedirros a p ,r, inolber, que teveahaliiiid.de
dp wo bem tnstoaroaen papasalo, retire-o da por-
to, se quer que o Sr. inspector na i o Caca desanpa-
rerer por uir. y..-.
Prese mi irnos i.....lem nm fdcto,qae oa he pojsi-
vil deixr pasear em silencio.
Dirteindo nos -, theatrs da anla Isabel para
eomonmenlar o eximio arliua. 0 Sr. Joilo Caelaoo
dos -.aiiti.s, cnn auna nutrimos retar *s de amizade
h.i baslanto lem,.-.. femos sorprendidos pelo espec-
tculo que se us apr.sentou.
HavLm duas girndolas *m Irona ao tliealro e
ao redor dalla*, e sob o peristylo do mesmo, grande
concurso de povo se achava aglomerado. Inquiri-
mos a rausa denes aprestos e reuniao, diiseram
que havia urna reeepco preparada pelos artistas ao
re da scena : salisfeiia por esse lado nossa curiosi-
dade, era miiter que o fosse completamente, para o
Jos .! '.-iiiiii da Coila .Mala.
Joaquim Francisco de AIcid.
Jos Dias Fernaodes.
.luse Ittheiro da Costa.
Antonio l.uiz do Santos.
Antonio Pendra de Olivrira Ramas.
Francisco Pereira Loniec.
Tenenle Sm Nunes de Paula.
J laquim l.uiz Vieira.
Antonio Anlunes l.obo.
Foi pelo eaminho e livre a do ruido da mullidlo f* *JS Sa"!os ''""-
ie DoJemos medilar n.. nrp.ii-... e, .. "-'us'.o Cesare Abren.
rrancisi-n Benedicto de Sonza llsil.osa.
io ui
necer i
emecflr por um povo uteiro, e decidimos nao dei-
-to passar desnpercebido, era a essa testa inleira-
uitp artstica I...
aza aoi cof que os Peruambucanos sempre im-
rciaese bandas coroem os esforpos !" -rti-ia
'nr vida .s scena escripias por Sbakspea-
1M, Damas, Bouchardy, Arago e mullos
llealli qne atouns soapticos que anda duvidam,
io de cedpr a vi vacia das provas. a aublimidada
seu Irabalbo e insplracoaa do seu genio crea-
manhila he o primeira espectculo, com a Pama
de S. Tropcz,\ estaremos nSo s para apreriarmos
i Taima Ame.ieano.eomo tambem para formarmos ? m" .J'"'^'"'^"""
im iaizn otarlo de toda a rnmrumh,, pi3 !nm a A 'V""- e fcvmn- "> -''1"
---------_-------^.--------.. ^. ,,...,.,, p.i.fl i t ni, i ni-.-
im juizo exacto de toda a eompanhia, cada um de
per s, -e un lo o desempenho das partes que Ihe fo-
ram confiadas.
l'e amos mui encarecidamente aos nossos patricios
ammiles e apreciadores das arles, que nem por um
m .menlo se nuor esqupcam qne o iliuslre artista o
Sr. JoSo CaPtin dos Santos he amigo dedicado dos
l'ernambucanos. aimso sincero dos homens laborio-
sos, e que o seu corarlo de acliti que s aspira glo-
ria, s quer nm nome, nao ainnlia, iiaoconsenle ani-
nliar o menor seniiment.. da urdido inleees.r.
Demesao iliuslre soberano <.o palco o que por
um direito de nobre eooqoisla Ihe perlence ; nao
ssiamos os aicos que deixentos de tributar ao genio
o que aos genios s compele.
O espectculo de ntaaha mostrara' que .lo he
eem oslos motivos, que o nome do Sr. JoSo Caelano
dos Sitiios lie lio profundamente respailado, cum!.
artista insigne, na Europa eem ludo o Imperio.
Entre as noticias que irouxe do norte o vapor
l'nrana', vpo lamben) parlicipac39ofileial, deque
na provincia do Pef se tern dado alguna casos de fe-
lice amarella, especialmeule nos estrangeiros ; c que
pelo ullim i v.por all ekesMdo lo Amazonas, soube-
se que nos monicipios do Obidos e (iurup.i havia
apparecido igualmente urna epidemia a que os lia
hilantes tem denominado leb.e amarella mas
qoe io pode ser reconhteida cientficamente como
tal, depois que |j cliea ircm oa dous Cacollallvos,
que o governo ia fazer seguir em eosamissaa.
Al am/nih(ia.
USPABTIQAfl DA PQI.XUIA.
Occorreocias do dia 11 de fevereiro.
Foram presos : pela sul.iiel-sjcla da fregnezia do
Recife, Valeriano da S"'*a Freilas, e o prclo escra-
vo Nicolao, por d**'jrdem.
Pela suhdelegacia da fregaexia de Sanio Antonio,
os preto. scravoa Vicente e t; limo, tambem por
desorden), o Mara de tai. para averiguaeSea em cri-
me de furto.
Pela sub lelescia da fregoezia do Poco da Pa-
rclla, o prclo escravo lleunqae, por fonido.
E peb>uh!c!eg.ica la Cregueun da Muribeca,
Manpsd Francisco da Rocha, porsuspeito du sercri-
piios... c Herculanu Leopoldina da Silva, para ,ne-
riuacoesem criuie de urlo.
OtVZ&p0 U
, m, ",l"''',r'i--'> tUeral Pernambucano n.
1393 em oro artigo de fond-. qe tem por epigra-
pl.e -O Sr. Florencio J-,-e Csrneiro Monleiro, e ^,
casa do.telencao,entro maltafalsidade, calumnia,
e allusOM injuriosas as sacadas de proposito contra a
r ... i'o a.. I.,....-. ._______..
respecti\o
Ciilen.iu,
Bernardino Lopes da Amorim.
Joan Francisco da Lapa,
Jlo FraiiPisr.i Pinto.
Mjiu'I Jos 'lendes.
alordomns.
As illnui. e Eimas. Sr t. O.
Anua Joaquina de Almeida.
Thereza de Jeras Moreira.
Etolvina Carolina Peasoa da Silva.
Anna Leopoldina Jansen.
Amelia Elisia Pessoa Rahello.
Herminia L'rsina Pessoa Rahello.
Rite Bezerra Rahello Pessoa.
Thesoureiros.
O lllm. Sr. Ulis>ei Pernambucano de Mello.
. rsula de Moreira
Araujo, inulhcr do lilil. Sr. Jos Antouio de
Araujo.
O conego vigario, J.uii Jos Pereira.
i .
rV.ACA Ui> RBCIFE12DE FEVEBEIRO AS
3 HORAS t)A TARDE.
Cotacf.es ofliciaes.
Cambio sobre l.ondre28d. 60 dn.
Descont de lettrat'.) ao son.
. .Freierico /lobilliar.presidente
/'. Btrgn, secretario.
Perlence a Babia. Passageiro, Jota Mara"
Camarngiba2 dias, ltale brasiMro aSaatsLazia,
de >i toneladas, me-lre IvslevSoRjbeiro, eqoina-
gem i, carga assocar; a Manuel Jos Loile. Per-
lence a Pernambuoo. P.issaseiros, Jilo \'|e5an-
Ir da Silva, llelarmaio Jos Mariano, Podro Jos
de Meti.
Rio de Sn l'rancisco do sol:o das, patacho in-
glez lAlexanire, de ir. i limpiadas, capitn | |N-
choll, equip.gem 9, carta 100 toneladas deareia
a or lem. Perlence a Walerford.
Navios sabidos no inrsino dia.
CanalPatacho Inglez Soovenlr, capilito l'eler
Le Itasseguai, carca assuear.
demBarca ingleza sllindooi, canitao W. Kelly
carg) assucir. Su-peudeu do lameirao.
Rio liraude du SulBarca brasilera uClementio..
capiiao Manuel Jaaquim Lobato, carga assurar e
agurdente. Passaaems. .I,kc Alves de OIvp-
ra, Joc Antonio ds Cusa Meira, Joaquim lu-
cio de Almeida Lopes.
Baltimore por Macen.Iliate americano oU....-
moni, capilao A. W. ISpmioUIs, carga aism i
\ alparaizo Briguc in-le/ ,.i.rj ||ardinR, capilu
A. Charles, carga asaucar.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor brusi-
leirc cParan, command.inle F. ['. Bors.es.
BE
santa Isabel.
">, primotroandar.

lio de
t a.'^KB.I
esro
o
JoSo Caelano dos .Saotos, em virtude -Jo
contracto celelirado com a directora do llie-
alxo de Santa Isabel, lera a honra .lo apre-
sentai- eo Ilstralo publico desla capital,
dando i ei;o nos seus trabadlos, sabbado
1* ;c ; or cnle, com o d ama em 5 actos
a
O lllm. Sr. inspector da
provincial, em cunipriincnlo das
signatarios Novaos C, ra di Ttanicl
o. 34, primeiroandar.
^ra 3 Rin di; ':.-(? o
segu com toda brevidadeo bRgue1 hrasilei-
ro Almirantt!; yi tora parte dn carrogamen-
lo prompto: para o resto, passageiros e c
i-ravos a fretc, para o 1)110 lem exccllenles
commodos, traia-so com o consignatario
Jos Joaquim Dias Foruaiidcs.
ra o Rio d<; .jaiielr
".......lugu un aauaagao-. *"{ seguir com brevidade o l.-cm condecido
Km consequencia de sua chegada um pt.ti- brigae DamSo, de primeira marcha, ja lem
1 larde a esta provincia, por motivos ni- alguma carga prompta : pata o resto ees
I VI
itt
HDES.IROPKZ
no qual representar o papel de Mauricio,
por elle creado, e no lim do drama recitar
um niDiiologo .le saiidaco'
Ihesouraria
ordena do
previstos e incommodos de saude, e nao se cravos a (i-
podrtelo demorar aqui alm do lim do abril commodos,
prximo futuro, tem delibrado, me a as- J
, ._.....,..........u ,,., UIJ ,...,...... .uiu.i., u ni ui-iii.';,l0 ,.ue a as
m.r. presidente da proAincia, mandaiS'gnalura ja feita por 2i recitas, soja so-
conviaaraos proprietanos abaiso meneio- mente por dczeseis.'alim do el'e poder dar
nados, tentregarem na mesma Ihesouraria, | recitas ertraordtnarias, para satisfazer as
no prazo doDodias, a contar do diada pr- pessoas qtl nSo entraran, no numero dos
meta publicacau do presente, a importan- assignantes, c ueste sentido pede aos ouc
ca das quotasc.im ,,ue devem entrar para assign. rain a rcalisacSo de sbu entradas
.calgamentodasp.sas da ra .io Beber i be at sexta-re ra, 1:1. e m casa da ra da ,:a-
,caes -le Apol,) conl.ir;.).; o disposto na le dea do l'ecile, 11. 5!, primeiro andar *
.X"a,vo1utr,'V"r,;'ln,,,10.q,,0a,',1|adal ***? ** !'''''--" -n" os de
I r?rW.. P'J""ia C0'" du,,l caTr0tcs '!'! 1uarl" "r'"-m- pl3 a venda
1. io ,' i''' a, conformidade do i no da doosp -cta6ulo.no escriptorio do Ihea-
50 m. r,-"!:,!lu-'l,t0 de o dezembro j troydas dez horas da manha. c.n diante.
45*'
13 AGuilhcrmina Candida Pereira.
43 Jos Antonio e Araujo.
45 Eduardo Henrique Fox.
45 AViuva Lasserr.
4" --Antonio Pedro das Ncves.
150/
130?.
.55"
a
Epara consUr se mancou allixar o ,re-
senl a publioar pelo liiatio Secretaria da !
ihesouraria provinciol tic Pernambuco, c de1
feveroiro de 1857.--Csecretarlo, Antonio Fcr-1
reir da AnounciacSo.
ANDE
popular de
mascaras c
%)$ i
~ i;ajii'.'o.-..
Sobre Londres, 28 d. ti> n. v.
Pars,340 a :t r.-. .i,. fr.
a Lisboa, 95 |10r de premio.
_ io de Janoi.o, 2 ,,. o,,, ,w descont.
Acrop. do Banco, io a :, de premio.
o eompanhia de Kfbevil.e 544000.
eompanhia Per unbneana ao par.
Uli6adaPnblic,30preenlodapreni|o.
h Inaemnisadora. :?y i.ie- ..
,,." ", '! e,*,rada '" ,r' -O por Dio,.'e prem o
Discoolo de lell as, de Ka J.
Dito do banceX a 10.
Qaru.Uncaa hespaoholas. .
Moeuai de 6500 vcllias
Oo'.ll'.) /icvas
" 49000. .
rraia.Pa^acoes hrasiirir^.s. .
Pesos eolarnnan s.
a mexicaii.... .
380 i
. 16*0011
.' Ib'
UsfHMI
. : 00
. 3000
IrSCO
ALFANItBUA.
Kendimemr. do da I a II. ,
dem do dia 12.
134 608903
--"1:1111SS1
183:992*781
casa ile detencao, ou antes contra o sea
a ministrador, avante proposijoM, qus
lo devem passar sem algom repara.
Dous lacios ebamam s ibre tu lo a alinelo da
popal r o, di/ o /.,'ocral l'ernamburnno : o pri-
men';, lie a uaaUe .res is. .ip-ii>.i.!o, de lioirorosug
nmes, como cerr poi toda a cid.idc. o aseando
he a negligencia estudada ao Sr. Florencio Jos
Carueiro Monleiro.
Sen.i a en tmpresado na oaslidade de siadanle d? I para lasir
casa da detened), lagar sobre qoe recabe toda a re
ponsibilidade, na ausencia do Sr. aduiini.ira^u.,
lie vislj quesere respun-awl pelos caoss de ne-li-
gencia, nosqnaesot presos schsssem facilidade para
evasvao.e por conseqoencia se lo.se verdadeira a no-
Ucia que da o ifiral, nao me poderia subtraliir a
respoiiabilidade, que -W.i acrrela.
Mas taes ragas de presos acensados aVAorrorasoa
trunes, nao >c aeram, e senipllianle sccasacSo nao
pa-si ue ma Tontada, que lem ns .enhoies d',. libe-
ral ao adininislrador a casa de datemTio, duno
por cerlo de maisjaslira e eonsideracJo.*
Ewa pretendida fu-, de prenuaeetttamo de hor-
rorotoi erime*, qae, ni pbrasedo .ibeml, corra p>.
ota ,i cidado.e que he deseripkdcom'e .res tan nei ras
j.e urna ealomma revoltsnte, digna s.imentp daquel-
le ijae a escreven Desafio a.w ,>hores do Uberal,
qu apresentem as ,r iras n su i capazos de provar
sua a.eri;.1u. A sngun.li proposico, que faz ob-
jeclo da acensa.;:.,., he da senvolvida nelo Uberal
nos seguales lermoi :
A respeitoda negligencia esladada da Sr. Flo-
rencio, ha cireonmancia qae parece corroborar o-
receoa da popul.cao parece ter por Dea salvar as
ipparencids no locante o administrador, para aae.
quandoporvcn'.ura algum cri.ne s- perp-tre, fr
I loienqu ade um meio de juslificar.se, allegando
nao ter parte algama na perpetraclo des.e crime
por achar-se aus nle. ..
>.'"Se trecho ioj irioso, dicradanle, e que fas re-
revollar o animo mais phleugmalieo, se concine da
maiiciraioaisclira e positiva, que o abarlo as.i--
nadd, como ajud.inleda raa .!. deteneSo, he o e-
entorde algum cun; que se pretende perpe-
trar. K !=
Ue principalmente contra se.nplhaale torpeza,Si*
redIct..ro., que cu venho protestar com ludas as for-
ras ie imana alma, he para rcpeltir tamanho insulta
que ,: ,i .i me vejo obligado a' occopar as pajinas do
seu ,'ouceiluado jornal.
Nijo sohe faUn e falsi.sima que o Sr. administra-
:r: fiwr ^St^OCSr. &Tff.
>of accusadosVe horrorosos crimc.<, como lano
a elle, cimoleu, sumos incapazts de influir de niauei-
I"" :i' ,..ni : i i- i .i.... .... .1- -
' .------------------------I-.-...IC miinii i|L- (Oa.iei-
ra alguma para qoe a casa de delcnrio p;rc.i o .- i........(... do Crdito de seguranza e ordem qu; lem merecido
.m ella roupas e Pr mais de urna vez tem sido pteotea ... por po
i l'i ..,.. ..i..,i ,. -'.id' (fun SP. 1p:n ilinnndr v.cil ,_>.< ....... .- -_____ ...
.---------------------------------------------------- -... j. |i .-.i- | ,,, JMI| 1.-^
.. oa' que se lem diznado valla-la, entre as quaes nao
|. podemos rjeiiar de meocianar o Sr. Dr, Feiloza, que
iua tendo vislo ludo Jaeopulosampnla. achou o etabe-
leeimcnlo em eicelleote ordem, e licoa, como que
admirado por ter.encentrado limpeza.aeeio, e regu-
l.iridadp, que talve/ nunca inppozcsse.
Ouanto ao crime que s.? pr-unde pjrpelrar com
aduses a' casa de delcnca ., lie urna f.rea lito mi,a-
ravel, nr.ia calumnia la..i-l;ca, p revollante, nue
emvez de reverta-la | ca '- bre o aulor do a.ligo
que me rpfir... conlenlar-,ne-liei em dizer qu? nao
Dcscarrcqam hoje 13 de fevtreiro.
uaiera ingleza(ieneveveferro < csren
Barca malezaMidasbacalbio.
brigue inglez(irerianideiii.
Brigoe InalezKelpieider .
Briaoe sardoDaim.diversos gneros
Barca Hranceza-ostavemprcalonas.
Palhahote porinsoeiCoincidencia||i0|0
Brigae brasileiro-Almiranlediversos gneros.
Urigue brasileireFirmadem
I Mi'O ha i.:\o.
Bngaa sardo eDamaun, viudo de Genova, consie-
MJoaBartos&Lem^manifesl......seguate?'8
Ilkli?.."' a', f,,Dh' cde 'r'-"' :l"' '""as,
1 boeetaa ditas finas, 50 saces fardo, 30 rtica
alp,ta !:l ditas caslanh.s, 1". rartos alhien' M
ordinaria, I eai,. fi,M0da,, ama portf, de Seara
para lastro, l.lo:) re-i-as ,i- .iho. ',',, '
;,.,........t^V'laZiZlZ
it-.roapafei.a.-ca,,,|5alsap,r;ha;^r-
Rendimon:
dem do di
"ONSULAIK) BRAL.
ido da I a II. ,
12.....
n:.Vii()95
1:962)936
riy^>27ao5o
eiVERSAS PROVINCIAS
P.endunenio dn .ifl I 11. ,
li ti" 12. *
1:1169273
r2j687
l:-(. !}
DESPACHOS HE EXPORTACAO PrIaI ,.sT7
"re "r^af^c*
braneo, 200 vaquples, 19 couro. salgados.
Porto-Brigoe portugus Tres Amigos, Antonio
fjiiz de Oliveira Izeved ,ascos mel.
1 'STfSS',,'^^* BoinSoceesso; Th.m,,
uo Fon
sec
'
lio, :0J saceos
do Aq
branca.
Lisboa j>,b rwriBgqez Con-lanie, Miguel
te*;1*-".....ni '-""
LisboaarAporV4Vulfa..(,.rali.!3o.,, Mano..) i_
naco d. Ovatra, 42 > ,- .,,,, ilaKt0't
nipscavado. ,^^K
l.isboa-Bfea pnrtogaea Bmpre/ .. Amorim ir^
ma s, .(., cascos meL
IHia de S. afcel-friaue p.rtusnez ,OI,eir.i,
ivcr-os carregatorr-s, ', .j,., i,,1rrieM mac
n.anco. I, cascos agua dente.
ilnad, S. Migael-Palacho porlo^nez -Alfredo,
' 'I'" f,"e8"dor". ,s" -"- assoeai branca e
maseavado, 1.1 cascos agurdenle.
Iloenos-AyresPolaca h spaabuls ,(!lel!a Dolores,.
Schr.mn. Whatel, & Cwipanhia, 60U barricas
usurar liranco.
CanalBrigue rneco sAdreHa, N. O. Bieber i*
Companbia. 300 saceos assocar maseavado"
aiarselbsBarea rranceza Cyclope, .\. t). Bieber
e <..m.:ii.lna. 600 -aecos assocar njasevado.
BaaMnhiale americana Katc IIpIIc,,.., ||en
l'orsler ; Lo.n;..,lna, 200 sacos assocar masca-
V sDorlacao .
Araealy.hiale Corren, do Norte., de :1T ionela-
das. eonduzo o secuime : 257 volnn.es divarwi
mercaddria,, 62 volomei seeros do p.,?. *
Valp.rai/o, l.rigoe inlez Lurd llar.iii:-.., de S97
i"'-!.!!., roiidiuo .. seaoiala: i,:,,),, JS
''.I '..d,d ,:.\ ,, ,. ,...,.,r. '' dK"S
dal.nnur.. por Marpi.i, mala! amenr. Rosa.
m-nd... de .- io.:..|au..v. cudurio .!tle :_
m rcc respasta.
en i, de : w d.lo eerdade, node- .'r'V'V'.'Vrtu^' i"'-!!'':ir- "
.'r eu tu.ljtl..,p.,i ""''-"'<['\ lff*Bm>/.r. .- ,.,--.-
vo ser suspato, p rqaa alem de ser eu ladlflrente
* partidas] polinr .s. accrecc qae estes mesmo. Sr
o acham, sabam de
rieom i.ropn.i. /;.. quando foi preciso dizer a
vera .de^emprqo fiz.a despeilo de quaes quer consi-
deraces, emb ira arrsl*M a indisp isicOes dp mpus
propiios ain.sns, .. correlujionarius d'outr'ora: por
(amo, rpp'.lo, nao tenho ,! :.. de ser contestada no
que acabo de espor, n. I mh i ni or receio i'c
queso nossa lanzar a bre a casa de deicnro a me-
a.or impul ija .. ., censara que a deadoare ; mere-
eeinc, *a ,. ,_,, ]., ,islrarf .r. felizment, pela
io e oesi-uij, -.,.. nossos deveres, todaaconfi-
.:i.i... ao governo a h.....na cnefe, beincoino o. .-lo-
.?, ."'" P*0 iiup-rciaes e de.apaizonada
dPn.or'.m"" ae''e ^'""t c qua se reme
2 n'r'"".mneira calumniosa e prfida com
qne prorstem .., s,.. do fVra< acerca dos p-
gop,osdar..,adedele,,c;lo ; ebeisto o que nos
Cuslnmo proceder com leald.de e franqueza ; e
por is,o, ptdiudo aoa Srs. redactores, qae N dignen
ni i) di man
I I : do dia 2
RAES B PERNA] illxu.
Ha 1 ia 11.
AS Bj
''..:r,-707
l:0li;J5a
:98M2.'>1I
Renuimento do
dem oo Ji t>.
CONSULADO PROVIKCIA1."
'lia I a II.
3.K7GU922
2::lt2aG84
:W074S60C
CORREIO OERAL.
A mala que lem .le conduzir o palbabote
prasiieiro Aurora, com destino ao Aracaty,
leca-se bojea;i3! asil horas da ranhaa.
Pela subdelegacia da freguezia dos
Aroga.Ios.se faz publico, que foram presos
ese acham reeolhidos a casa de deteneso
desta cidade, os osera vos segointes: Bene-
dicto, que diz ser'eacravo de Jos Francisco
Cyriaco, morador no engeniio Maragi, Juno.
eecravode Antonio Araujo, senh..r do en-
genho veto da rreguezie de .'monea, e Sa-
bino, escravo de sebastiSo Mauricio Wan-
oerley : qticm se julgar com direito aos
meamos, compaSca neata subdelegacia, que
justificando, Ihes scrao entregues Subdele-
gacia dos A rogados, 12 de lovereiro do I87.
i'r: cisco carneiro Junio'.
--- Jos Henriques Ferrcira. cnsul de s.
M.F nesla provincia de Pernambuco. Faco
sal.er a todos ns sul) utos pertuguo/.es resi-
dentes tiesta provincia, *: mais pessoas inte-
ressadas.que .. consulado de Portugal se
aclta cstabc.ecido na ra da Cruz u. ii, pri-
meiro andar, cuj i reparlicSo esta aberta das
horas da mahha at as ,ia tarde. Consu-
lado de Portugal em Pernambuco .os 11 de
fevereiro .' 1857.
. 'us Henriques Ferrcira-
Manuel Joaquim .la Silva Klboiro, hscal da
rreguezia ile Sanio Amonio, do termo da
.cidoue do Kecife etc.
Fago publico para conhecimento Ue quem
tss&:di8possao do ariiu *-
l'osturasde :in dejiinhodc 1849.
Titulo ).
Art I.Toda a pessoa que sem licenca da
cmara monici al depositar oas ras e ou-
tros lugares pblicos do seu termo, qual-
quer ol.joeto .-to embarace o transito cu-
bico, sera multado em 2s000 rs. por cada
objccto, quesera removido a sua-custa para
o lugar qae pelo fiscal for rtesignado, salvo
oaobjectosmercantis desembarcados e sa-
ludos da alfandega, u os que liverem de ser
embarcados.! que ion ni volumosos, devendo
ser recomidos imiuediatameote.
E puia que nSo appareca quem anda is-
norc lao terminante disposicSo, lavrei o
prseme que seta publicado pelo Diario
l'iscal.sacao da freguezia de Santo Antn.o
do Rec fe. 10 de levcreiro, de 1857.-0 Hscal,
Hanoel Joaquim da Silva Itihciro
ADVfeRTENCU.
O procurador da cmara municipal desta
cidade avisa a todos os senhores onos de
? ?,'e'^'""1110" sujeitoi ao imposto annual
t*H**0W> '!ooprao parao pagamen-
to principiou no l. docorreule, e hoda-se
no ultimo de marco prximo futuro, c pre-
vine aos meamos senhores que n.io se guar-
dem para os ltimos .has. por uo ser possi-
vel aviarem-se todos a um lempo.
--Pela subdelegacia da freguezia de S.
Jos loi rceulhido a deposito um cavallo, que
i o encontrado na ra sem dono, no dia o
do crtenle : quem tiver direito a elle, pro-
ve-o, que liie sera entregue.Recife. 9 .le
leverciro de 1857.-Accioli,subdelegado sup-
pl nle. '
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conseibo adminislrativotem de comprar
o segutnte : '
Para a botica do Hospital regiment!.
Acido tartrico libras ->. arseniato de soda
oilavas ano.maco liquido libras 4, acont-
io iibr.is 4, aciJo prussico medicinal oita-
vas -J, alrolina escrpulo I, armada libras 0,
alcohol de 3C graos cana las I9,assncar candi
fibrasi 4, belladona libras t, cenUurea me-
nor libras t, cal viigetn libras 2, cianureto
poiassa oitavas >, calomenaria a vapor meia
libra,cicuta libras 2, dormideira libras*,
digitales libras ^, espirito de mastruco libra
s.esBencia de flor de larangeira onc i,
gomma acairiua frauceza libia i, hipo-sul-
pnaio de soda libras i, [agalo de Ferro onca
i, minio onca I, macella libias i, nitrato de
prau rundido oncas s, Orcaneta oi.cas -2,
meo,ie oliveira garrafas 8, oomada de ca-
o iiIiii i, potassa a canutiuo oncas2,rhui-
naio I.iasi', lai/.eiisiana libras4,solphato
|": m gnesia ar obas -', sabao venesiano li-
oras i, oxtramonio oncas 8, espermacete li-
oras 2, santonma onca I, sublimado corro-
sivo otit;, i, tamai :n io com assucar arroba
i. jssu,-ar refinado arrobas a, borrachas de
gomma elstica com pipos 50, ditas gran les
para crystel 12, esponja Una libras 6, fundas
do lado direito 1i!, ditas do la lo esquerdo j,
madspolao peas 6, graes de vidro 4, serin-
gas de metal ti, tesoura I, vidros de urna a
8 oncas 200.
Oitavo batalhiio de infantaria de linha.
Caluciras do ferro batido para lo pracas
Aula de primeiras letras dos apientlizes'
menores.
Simo de Mantua excmplares 50, Econo-
ma da Vida Humana csemplare: 50, e: i
mos de aritqniclica poi Coiaco exempiates
>o, caint -isasrjgd : outpelier c templares 50
resumos djydoutriua elirisWa esemplarcs
150, cariasdAB .;,; mplares 150, laboa-1
das de numerasaoexem.duivs ijo, resumos I
au.mleai.o.tt,gu /.. por Castro .Nunca
N palacete da na da Praia.
Romingotfido corren te lean comeco os
,-1';?''"''"'fes no vasto SALVO DOPALA-
;, oJm,'1IA''} PRAlA' qedr or-
nado eilluminadoconi todogosto e brilhan-
tismo. Os directores guiados pelas ideas
progresivas, nao lem poupado despezas para
que os bailes do carnaval sejam sumptusos
e bnloanu-s, e raro quantolben tor possivel
pura qne n;lles reine a boa ordem c harmo-
na que sempre se tern observado en. seus
divertimenlos. Os bheles estarao a venda
no edificio, no dia do divertimento, o .nial
3fPr'nC'Pis9 horas, o terminar as 3
da manhaa.
S
CEARA', SIARAN.'IAO F. PARA"
Segu com brevidade o palhi boto Sobral
reeehe carga o passaSeiros: a tratar com
Cactanoi i.ynaco da C. 51., i.a ma da Cadeia
do Recife n. 2.
MMHWMmk
Cii
s francs
di

it\ C-COMTOIS, eommandante Poarnier, em
laaem para a liaxreneloa porloa da escala-naa
rete pasa : iros, na roa doTra piche n. 11.
.ara Lisboa 'pretend.-. sabir com a
mor brevidade obrigueportugi.cz Cons-
unto, por ter a maior parte ,1a can;,! urom-
pta : quem no uiesuio quizer carrejar eli-
de passagem. para o que lem excelleotes
commodos, dirna-so aos consigna lar ios Tbo-
mazdcAquii.oruoseca Cv Filh'o, na' ra do
vigario n. !'.), pnmeiro andar, ou co e ca-
pitao o sr. SilverioaManoel dos eis.
- Sigue imprctcrivelmenln para o Ara-
caty uestes 6 di..s o Iliate Capibaribe ; para"
o resto da carga trata-sc na ra da Cruz do
llecile n. U, pnmeiro andar.
ra seguir com lneviiiaJo, ohem c dJRV
'.lo brigue FIRMA : para o resto da
rra.auell.cfi la, trata-seqpjp os coa-
lie

te, paia o que offerece bous
tratase com o consignatario
ose Joaquim Utas remandes, ra da Cadeia
do Kecife.
Para o Porto segu at 18 do correntc
o novo brigue ponuguez Tres Amigos ; re-
cebe carga a lele e tem encllenles comni.i-
uos pars passageiros : trata-se rom o capi-
tao na praca, ou na ra de ^ polla n. 20, ar-
mazem de assucar.
Para o Rio de Janeiro sabe com muita
brevidade o bem condecido brigue Sagita-
rio, o qiii.| tc.n a maior pane uocarrega-
mento prompto ; pa o rstanle e pissa-
geiros, Irata-se com Hanoel Francisco da
silva Carrico, rua do Collegio n. 15, tercei-
ro andar, ou com o capil3o a bordo.
t-iia, ilitraiho i P -
O hrigrtc escuna Graciosa, capll.'o Joo
Jos do Souza vat seouir. breve para s por-
tes cima referidos! para caiga trata-se
com o consignatario Antonio de
(ornes, na ma do Trapiche n. le,
andar. i
;u ;y iaiiia.
A veleira e bem condecida sumaca brasi-
leira Hortencia, pretende sabir para a Babia
em minia brevidade ; tem prompto parle
de seu carregamento : para o resto trata-se
com o son consignatario Antonio Luiz de
Oliveira Azevcd... rua da Cruz n. 1.
Mmeida
secundo
..-v
O agunlo Pestaa far leilSo do grande
quantidade de Obras de marcineria novase
usadas. Consistndo cni cadeiras, sofs, mar-
n- zas, mes >, redoudis, dita elstica, eun-
s.ilos, lavatorios, c.indceiros de vnlro para
cima de u'esa, globos de dito, aparelbo de
porcelana, diversos quadros de ticas moldu-
ras, espedios, relogios para cima do mesa,
'lilos para algibeira, diversas obras do ouro
e prata, e iiuu ludo se acba patente ao cx-
atrie dos compradores, sesta-feira 13 do cor-
rele, as 11 horas .a manMa, nm seu anna-
scni, na rua da Cajeta .io Recife n. 55.
O agente Rorja transferio o leilo que
devia ter lugar quinu-feira (12) emseuar-
mazem na rua do Collegio n. 15, para ter-
ca-feira, 17 do correte, as II horas da ma-
nlma, de urna infinidade. deobjectos dodif-
ferenlt'. qualidades. bem como obras de
marcineria, novas e usadas, consistiado era
urna exceflento secretaria de Jacaranda com
pcdra^diversos guarjaroup.s e guarla-
vetidoi de BWgtio, commodos, eamas rr.n-
cezas, leitospara crianca, mobilias comple-
tas para sala, etc., candelabros, lanternas
vasos e enfeites de poreellana para mesa,
vidros clojgas diversas, bijoutri s c ou-
tros inultos objectos, etc que fo.a impos-
sivel mencionar, os quaes so entregarn
sem recusa de qualquer prec maior oflere-
cido; assim eomo urna ptima canoa de
carreira, de amarello, com bastantes com-
modos, a qu) se achara exposta no ca^s ,|0
-ollegio. Nesse mesmo Jia tambera lara
leilao de um Ierre:,,, com 37 palmos de
frente e 300 de fondo, annexo ao sitio Je l)
Joanna dos Pasaos, com frente para a roa do
Sebo, e para a rua .Nova do Limoeiro: os
senhores pretendentes que quizerem a!gu-
mas inlormaeoes a respeilo, diriiam-so ao
supradttoarmazctn do agente annunciente
milTnASKCNBI 'RETA.
pora jaques lo tenaora (. roupai
Je mascaras.
Chaleade BMrla.i hordadosa velludo. .
|)*loa de dilo brdalos a s^da........
I'ios de dilo com lisura rie srda.......
Inios de dita com franja de seda......
Hilos de dilo com hirra matizad*.....
i) los d 18a de lodss cors........
!ticos corles de vestido" de seda de ramagem
Rico corles de nxtidae de seda hranc.^.
.rosdi laple do seda de cores, lh, corado,
pito prclo hvrado. o melhor MiveL .
|)i I o dilo I,.., ,;, enenrpano. ......
Mauritania de sedo de ara de larsora .
Chaly de seda com flores mataiadas .
Uassulina de teda com listras ....
Sedas de quadros de novns pmtr.'.es. .....
rVoodeiilu de seda de quadro*. ...,,
Dnqaeza de se.-*.! de lindo aoflo '.
\.':\ e seda de rimaiiem, dnas larenras \
Brslhantioa hr.uica pera veelidoa.
Mnsinlina de eres pare vestidos ...,'.
Cintas Ir.'inrefM d cor finas. ..,.,..
("'ss.iefrancp.r's ,1 crei f,n:l< jardsl
Puleeiraade r, r'! viTiss coras.....
Crios de ra ir-nf/a..........
Pedos de e.^iv ". para ramisa.....
("im>olas, caronlao c mri^s o Ha.
Palila de panno prela ^ di* r-r, fiama.
Ditos de ajpaoa prrla ? .|p cor. .
l)espja-se fallar ao ir. .'ose Alves Fer-
rcira, negocio de sen jnteresse, e assim lu-
ja deannnnciara sua morada.
- Precisa-se da um caixeiro com prali-
ca de taberna ou mesmo som ella, c se for
dos chegados uitimaiiiente do Porlo, me-
lhor : no largo da Ribeira da S. Jos<: n. f.
Uanoel Vorcira da silva, portusne/.
Tai a Portugal.
Oabaixo assiguado, morador e Ufa.
ciantcna villa de P.arreims, faz scienle ao
oorpo de cotnmercio desta praca, e princi-
palmente as pessoaa com quera' lem transae-
Coes. para que no prazo de 3 das a, resen-
tarcm sitas eootos Bu escriptorio do Sr. An-
tonio Francisco Martins de MiramU, rua ia
Praia li. I, eue puntualmente ser5 satisfei-
tos. Recife 19 de fevereiro do 1857.
Joscl.insde itarros.
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Knimi nlo (,: i
lis sil:' ni
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'' eomman el '. isrc Per
,; porl ido noi te -n e-
do sul ale o dia i> coir-nle.
liverem de remoller eicravns c
J" ":'!" : ;' carga ou eaconimen-
da, deve ,i. ,i aae ca no dia da che tada do va
P?r. Pr leenaa ir oque poder ser r..-. i-.. :
da da sabida lmenle se admiltem passageiros e di-
nheiroa irele. al asboras do expediente : aL'eneia
uado lYapiche n. 40, primeiro an lar.
C milla trun tlautica
de
I*or
G
^'ittnri9o9a
nova.
. -----
O vapor GENOVA e-pera-ee a-\\ no dr,i -" do
crreme, rindo I. t.enova, e se^iiini depois da de-
mora precisa pata n Baha e Rio de Janeijo, para
onde rerelie pa deo o Buenos-A; i : Irata-se na roa do i. rres n.
1i, n> eseriploria de l.einos 'Jnior tt Leal Rea
acenles. ''
^rnam bucana.
exeuiplares J30,
..ettdios de geomelria


--.'

stto.
-Navios entrados no dia 12
K,o,le Janeiro-I! dias, pi.,ra braeitalri aZelea
nC.' ^ l0"e,a" "'l" Mai.oelC.omes de
tliveira Magano, eojulpagem II, car^a c.fe.vasi-
Ihames e mais gaaeroa : a I-aac Curio i C Per-
Vur?..1 ,,er,lil"ll,uco- ''gwrn, Bri/, Pinlo
* l j ll lid ,
. .------------------------ '" -_\,W.1,I .11,1
pratica ll0r silvano ciemplares 25, penas de
ganco ceios 8, lapis duzias 20, podras de
lousa encaixilhadaa para ..nenio 50, lipis do
peora para lousa duzias 50.
Ollicinas dn lerceira classe.
Ferro inglez redondo de meia pollcgada
quintaos 3i), eco rundido em barrlnhas ar-
robas o, dito dito quadrado de ciuc i (arlos
a urna polegada arrobas J, a.;o fundido oila-
vado arrobas a.
CJuarta classe.
Caixa com vidros de 11 a 16 poilegadas 1
Quem quizer vender taes objectos, apresen
f as suas propostas em carta fechada, na
...:-.
:.-
8
m-r
O vapor I(.| ARASS1P aclia-se i carca para os
"'"-;'.'- l.ranj..eome,e......ca \-,.
,' ,;;': :'--\-; 'y.Cearae Aear.e, para
- o.it- salnroas.. bora da larde do .lia 1.1 do cr-
renie.,o expediente para a carga se fechar as :i
rta***!*.,, p^aen.4.3 d.
- Para a ilhadeS. Miguel sabe em pou-
pam mi.
Acl.a.n-s a' nsmlii as bem cocheadas
fclninlias, impresas nesta rvpograpla,
da$s.-(;iiintesi|imlidades: "
F0LU1.MIA RELIIOSA, contendo alen,
dos mezes, a bibliotheca do cliristao
bfasiieiro, que se compile de ora-
qocsquotidiant, ruethodo c assistir a
missa e confissao; cnticos, psaimos,
hjmnos, ofliciode Nossa Senhora da
ConceicSoe muitas outras orartiesde
grande mrito, preco....., ,"()
DITA SIMPLES, contendo alm .los me-
zes, a le dos crculos e varias tabel-
las de impostos geraes, provinciaese
municipaes, preco. ... i-
DITi l)E PKTA, a qual alm d'os me-
zes le: explicHicOes das im ulgenci i
excommunhiies,etc., preco |,
DITA DE AL3IANAK, a qual alem dos
mezes,contemo almanak civil, admi-
nistrativo, commercial, e industrial da
proTincia, per.........;,;.,.
rodas estas (olliinhas sao mpiiessas em
*pel e excellente typo, e vendem-
e em porcao ea retalbo: na livraria da
praca da -Independencia ns. ii(. S.
-- Precisa-se alugar um preto possante,
cmhora seja bruto, para trabalbar niensal-
mente nesta lypQgraphia, dando-se o sus-
tento : na livrarl ns. c c s da praca da In-
dependencia.
Precisa-sede um pequeo de io a i>
annos. pna caixeiro de unta taberna na ci-
dade de Olinda, e que de fiadora sua con-
ducta : quem pretender, .rija-sea ma lar-
ga do ltosario,|loja de miudezas n 33.
-- He chegado as lojas de'selleiro de Uioeo
Jos Leite Guimures da rua Nova n.:, e lar-
j""i" osaim n. 30, osc.-l|,:ie r..Uro Manco
eamarello para canlu.es e cinto de pagem.
M-se 20CHKIIJ apremio sob cenhores
ll!-""" ou prata: na rua Nova n. 47, pri-
meiro andar. '
Compra-sc umn casa tern
ro de Santo Antonio, San-Jo
Vista: quem
quizer icnder.
110 baic-
1 "ii Boa-
irijn-sc ,1
ru.'ido a
ida
r, <(ut
ruado Uortas n. .,
se dir'quem pr< lehde
Ks rua Nova n. 55, veude-sc manleica
~ libra, dita franceza a
':' '"' le enroco a 180, velas d sperma-
cct0 i!- "iiiisdo carnauba a 120, sletria
icarrSo a5G0, Ulhi.rirn a IS'>.
macarraoa5G0,Ulh!,rirna ll lins :,-..- do
reino a 840, \ abo de Lisboa a I 10 560
dito Figueira a 600 rs., dilo do Porto a 640
dito engarrafado a 1;, l.'lOO e 1/380 a ;ar-
iafa, bolachinha ingleza a 360, dita de ara-
ri^f0?rs-'b.i^oilos.." l"0rs' lnbas anor pouca.cousa >
Javalliada em
Bberbe.
Domingo. 15 do correle, hovera rom to-
do o brilbantismo as canlhniaa ern Nhe-
ribe; pelo que espera', oa iullticntes ala
mesma, que a bella rapazcada conenrr a
tornar mais brilhant l ..la a brincadeira.
'Obailo assignado agradece ao Sr.
Francisco de,Frettas Cambo i a honra de o
conlernnlardesignadamenlc em sen annun
ci do Diario n. 31 de 'i do eorrenle ; c em
resposla tem a dZr-ltle que nem aoueila
correspondencia r.em os seus anntiucios
afamados discursos provam a incubada .u-
perioridade do methodo repentino. Atatmi
o Sr. Gamboa lora fstto cxcelicnte explora-
Co, lem andado livre e desenlie.tido,' mas
quando tiver quem Ihe saia ao encontr, n
que nSo esU muito lonco, vera qaaoechu
da bulha .ir ha f.-ito.se ha de perder no i
pac.-), e entilo a queda Jo seu edificio ser
mevitavel. Olinda 11 de fevereiro .leissr
Salvador lleurique de vlb qaerqaic
I'revine-se ao lllm. Sr Ihesoureir.i.i...
loteriis, que nSo pague o meio hillie.. .
1883 da quarla parle da quinta lote ia do
nymnasio, a qual corro no dia SI ale feve-
reiro do corrale.....io, o qual bilhete a.-ta
se garantido por oSr. Antonio d* silva i.ui-
m irSes, o foi perdido pelo seu dono I I
los de Frailas Valiente, c leaa Ma eostas o
S'gnal de umi cruz. \ rorjod CaeUnoJoac
' Frenas ValleaCe, los Tkaadoro Gosves
Fugio ni raadragada do .lia 1-j deta-
neiro do crrante anno, o escravo cnoulu
de nome Hypolito, eaUtnra poaeoa dasa di
regular,seccodocorpo,cara :e.iouda, bei-
cosgrossos, pottea barba, orcinas pequea-
Ha descansada, idade 2\ anuos, hito de
alguna denlos na fronte, nemas finas, mis
granles, ollicial de sapateiro, cozinheir..,
sabe trabalhar em casa ue calarag da en ra
nho de assucar, sabe ler ecscrever, e por
isso be bastante I idino, c lalver queira pas
sar por lorro, mudando de nome, se Im-ih
'ue ha noticia estar elle acontado por cei i.
pesso.,, eujo nome sera publicad ., seo dito
escravo no for enlreSile ao cu senhor,
morador na na das Agu.-.s-VerJes, que to-
dava recoreiiei.sara a quem o aprescutar.
Precisa-se de orna ama une saiba co-
zinhar e en^nmniar para casa de um homcm
casado sen; fi!hos: quem quizer dirija-seao
pateo do Panizo, no-segundo andar dos >-
lirado que yolta para a rua da Iluda.
Precisa-se do urna ama para colindar
em casa de pouca familia : na rua do No-
ueira n. 2\.
Francisco Jos Fernandos Pires Taz
sciente ao nrrematanlc das agurdenles, que
pagando 100 annuaes por vender espirito*
naciooaes, n roiistanJo-ilic que S. Me. o nne.
colleclar em mais 64-sOOO, enUb faz scienle
I'ic, do lim do trimestre em liante deiv.
de vender espiritos lueioea. de prodiicco
brasileira, en sua taberna da rua do Corre-
dor do Hospicio n SO.
"- ntonio Jos aires de Brilo, de M.
cei, acha-se nesia capital, e asnera ares-
posta da carta qne dirigi cm utubro de
annopassado ao Sr. Dr Joio FlonpMDias
Brrelo, morador em Goiaona ; e faz scieu-
te ao mnsmo senhor que apenas Ihe espora
ate o da 25 do correte n../. cha-se na
ma do (Jneimadn n. 20.
Um it(;o c u)
ha pouco ;. esta cid.ide, que tem boa leUn
e iolei.de de escripturacao por partidat do-
l'iauas, se propoe a guarda-livros de qual-
quer casa commercial, ou mesmo para r--i-
xeiro de roa : quty de seu prestiao se qui
rer uUlisar, pode Wngir-se a rua loyuc-
mado 11. i';-, leja ,1 Monleiro Cruz.
--- Aluga-se ama grande rasa terrea com
sitio, po lugar da Solodade: a li-al'ar M
Uanguinbo, sitio de Herculano Alves da
Silva.
Hescncaminliou-se um baln'.1: (lan-
dres azul a mareado, com roupa, na orca-
siSo de sei coaduzido das Cinco Ponas para
a Boa-Vista, e o preto que o eon lii/.ia, de-
sappar cauda rua d.. t.oncordia : portanln
pravine-se a pessoa que o apprcbeiuicr. i| 1
leve-o a rua da doria,eonl.otile .. fabnea do
fallecido Pires, que t-,.ra cecompensadav.
Precia i-se de um criado : na rua do
Hospicio n. y.
Precisa-se ie duas anas eserava,,
um : para fa/er o servieo de cozinha de urna
casa de pouca ramilla, contra para engom
mar : na rua do liollegio n. 15, aratazem.
- Joo Jos de Carvalho Uoraes comprou
o bilbele n. 171.6 por cunta e ordem do Sr.
Francisco Savier Teixra. do .caraca .
vincia lo t;eara, o qu.l bilhete be da quart.
parte da quinta lotera do Gymna .1...
--- Compram-se duas car oeas que
11 muito bom estado, c .1 bot
ell w : qu 'ii tivoi annuncie.
s riptorios e cario-
r *.
- lem- r. mas
mellior que he possivel liav a .-. .it. M.
rior pouca'cousa a 33 e 3asco,dit pa
i--''", iih- liiuii. boas sem hicod.
sag' a 360a libra.
coalla "roolTe &S, l1"" E""?' "> i. <^'.sdel.,1.|S,r,ull,sM,l,!i-
.....nuc. eu, u- um casa coln^ri^0^??^ ff-7'S0 ,lu "s :,- ls- lil1"* l""I"-'"* P'a imv I.-
eos das o veleiro patacho portuguez Alfre- r, eopUma rodnri. 1 ""U Ueu J S" rs- c*neU osso aneadas par.
-o: quem ,10 mesmo quizer carnear ou Ir acnarjues%ef?a.d?i l"'n I',ci s ",:m P1'^ de ac al-0 rs caivetes lin.ssimo!
secreleria do conselho as Ol.oris'do"^ 18 I g5 eni?d4> eoo os consigna! d seVo meno edo Para' 1K f" """! qU-tr to,ta ^ 3' ?*--
do cotrcnle mez. i dfi A'l"'no Fonseca & Filho, para eiigeh Hill, ,terr* n" 'lrn*m,ls C0USS 1 vende barato ; ,w
1 n. rua do Vigario 11. 1!., andar. Izes n '0 lalemada rua das Cru-.ruadoQueimado "aben, conl.ccida lo.Je
* I miudezas da boa fama n. 33.
MUTILADO
ILEGIVEL


DIARIO DE PERNAMIIUCO, SEXTA FE1RA I", DE FEVERERO DE 1857.
0 MEOPATIUC. C:-
^ Ra de Santo Amaro (Mundo-No- @
Q vo) n. 6.
S'O Dr. >a6ino Olegario Ludgero Pinito, ffy
de volla de iaa viagem an Kio de Janeiro, [,'*
continua a dar consultas todos os das uleis, r..."
$ das K hojas da mandas, -2 da tarde. ;'_';
'iSOs pobresao medicados gratuitamente, y,
SEGURO CONTRA FOGO.
Compauhia Altiance.
Esubelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhoes Je libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tero, a honra de in-
fonaar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a quera rnais convier que esto plenamente au-
torizados pela dita companhia para effecluar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
tlha e igualmente1 sobre os objectos quecontiverem
os inesmos edificios quer consista em mobilia ou
em fazendas.de qualquer quadade.
;J Nova loja de funileiro. $$
Na loja de fumleiio da ra da Cruz do fe
, Recite n.37, ha para vender camas de fer- I
? ro, ditas de vento, de m.ideira de amarello, "S?
(a dilas de louro, ha junlamenle folha do ^
>?k Flandres de superior quadade; nesle do-
w vo eslabelecimento vendcin-ie as fazendas &
mais barato qoe em onlra qualquer loja. a
assim como cocos de folha a 19200 r>. cada
@ urna duiia. -/:':
Substituieo do
arcano a polassa
pelo barato prego de 5,200
por una lata de 10 libras:
"noarmazemde N. O.Bie-
ber & C, rua da ( 1112
11. 4.
DENTISTA FRANGEZ.
Paulo (jaignoui dentista, ra Nova n. 41
&

m
na mesma casa tem agua e pos deulriuce.
Alaga-ae a anliga casa de vender plvora, na
cidade de Olmda, cora bom sitio, baisa para capim,
e boa casa de vivenda ao pe : quem pretender dita
casa dirija-se aua do Vigario n. 31.
I J. JANE DENTISTA
2K contina a residir na ra Nova n. 19, pri
*? meiro andar.

'%&%P%r\&fr

Precisa-se
de olficiaes de alfaiate para obra grande,
pagando-se 7g por meio teitio de cada nma
peca, assim como de costureiras para o
mesmo ofllcio': r>a ra da Madre de Dos
n. 36, primeiro andar.
SAo respeitavelS
| publico, g
3 RUA NOVA N. 18, @
il toja de faiendas e ronpn feila de M. A. Ca-
iJ Ju|& C., onde encontraran os bons fregueies J
& as obras mais bem acabadas qne se podem &
tj en contrar, de todas as cores e qualidades.e fft
i tem de aceitar menos obras de encommen- ,.
" das, por ler inaior porcSo de ililTerenles *'
fi obras, assim como tem de augmentar o Jijj
Si preco dss encommendadas, e para mais j*
_ beni servir a seus donos, ser para todos
c? um preco a dinheiro. %?
precisa-se de urna ama que saiba cozi-
nhar e fazer o servico interno de casa : na
KM do Livramcnto casan. 20, segundo andar.
Kua Nova n. 34.
Madama Rosa llardy acaba de receber de
Taris um novo sortimento de chapeos de
seda para senhora, lem igualmente urna
grande quantidade de eufeiles de cabeca
muitas outras fazendas que se vendem
conla.
Reparticao da vaccina.
O -coinmissario vaccinador vaccina as
quintal e domingos de todas as semanas, no
torreao da Alfandega, e as terc.as-feiras na
casa de sua residencia, primeiro andar do
sobrado da ra Nova, esquina da do Sol, das
7 as 9 horas da manbaa.
e
em
Os abaixo assignados, com loja de ourives
na ra do Cabug n. 11, confronto ao pateo
da matriz e ra Nova, fazem publico, que
estSo recebendo continuadamente as mais
novas obras de ouro, tanto para senhora
como para homens e meninos : os precos
continuam razoaveis, e passam-se contas
com responsabilidade, especificando a qua-
dade do ouro de 14 ou 18 quilates, licando
assim sujeitos os mesmos por qualquer du-
vid.Seraphim 6c Irmao.
Precisa-se de urna pessoa que saiba
cozinliar bem, forra ou esclava, para ca-
sa estrangeira. paga-se bem : na ra do
Trapiche n. 8
GRANDE GARDA-ROPA
DOS
MASCABAS,
Ra do Collegio n. 18,
primeiro andar.
O dono dcste importante deposito de ves-
tuarios para o carnaval, avisa a todas as pes-
soas amantes.deste bello e interessante pas-
sa-tempo, que tem este annu, em seu depo-
sito, os mais ricos vestuarios que eo tem a-
presentado, ricamente adornados, com ele-
gancia, phanlasia, ideal e maravilboso, pro-
prios para todos os caracteres que cada um
quizer representar, c a maior parte delles de
velludo, chegados ltimamente de Franca .
por tanto espera a concurrencia de um e
outro sexo, visto ter vestimentas para ho-
mens e senhoras, como bem, ricos uomins,
capacetes e basles, emfitn um completo sor-
timento de inmensas diversidades por com-
modo preco, tanto para aluguel como por
venda, o que ludo se acha a disposic.ao dos
Ilustres cavalleiros no supradito deposito,
que tem por signal, em sua janella, urna
bandeira arvorada, e dous figurinos elegan-
temente caracterisados. A clles, que os pre-
lendentcs sao muitos, eo carnaval esta ba-
* onda porta da Veneza Americana.
Lotera d& pro-
vincia.
O Sr. thesoureiro manda fazer publico
que se acham a venda nesle escriplorio, ra
da Aurora u. 2b, primeiro andar, grande
porfo de bilUetes, mcios e quarlos da
quaru parte da quinta loleria do Gymnasio,
cujas rodas andam no dia -21 do feverciro do
crrenle auno. OSr. thesoureiro manda de-
clarar aos scnlfores jugadores, que exislcui
numeraces aortidas, como tmbern os bi
Ihetes vendidos ueste escriplorio nessas ul-
timas loteras tem sido muito aforluuados,
por isso espera que clles concorreriio para
que continuadamente nao fiquem tamaitas
porches de bilhetes por vender, como Sem-
pra tem Ocado. Thcsouraria das loteras 7
de fevereiro de 1857.O eacrivao,
Jos Januario Alvcs da Maia.
Precisa-se de um menino de 10 a 12
anr.os, dos chegados ltimamente, para ir
para o Ico, para urna loja de molhados c fa-
fazendas :na ra da Cruz do Recife n. 13,
primeiro andar.
l'recisa-se de urna ou um criado para
o servido lora de casa : na ra do Hospicio
n. 7.
- Precisa-se de um criado
Alnga-se urna preta para o servido
diario de urna casa : quem a tiver o quizer
lugar, dirija-se a roa da Cruz, sobrado n.
23, que achara com quem tratar.
~ Da-se a juros a quanlia de 2:3005 m.s,
sob hypotbeca em predios nesla cidade :
nesta iypograpliia se dir.
- Ainda conlinu'a a estar fgido o par-
do escravo lunocencio, do idade de 34 ali-
os, o qual doappareceu no da 5 de agos-
to do annu prximo passado, levando um
sacco com roupa e um chapeo branco de cas-
tor ja usad dentro de una caixa, levou
tanibcm um chapeo de palha velho e roupa
de traballio, os signaes sao os seguimos :
ja pinta, barba rapada, alto e secco do cor-
po, espadau'do e descarnado do rosto, cor
baca, falta de um dente na frente, o qual
escravo veio do Ico em principio do anno de
1853, comprado pelos senhoies Cammtia A
F'llios : roga-se a todas as pessoas, autori-
dades e capitaes de campo que do mesmo
possam ter noticia, o obsequiu de appre-
hende-lo e remelte-lo ao seu Sr. Justino Pe-
reira de Andrade, na ra Nova n. 52, fazeu-
do por conla deste as despezas que forem
necessarias, alem de 1001000 de gratilicacao
a quem trouxer.
Os abaixo assignados declaram que.len-
do dissolvido amigavelmente a sociedade
que tiiiliam soba razio de Gouvea & Leite,
linalisaratn sua Irausacces em o ultimo do
roez de dezembro do anno prximo passado,
licando a cargo do socio Gouveia todos os
negocios relativos, passivo e activo da refe-
rida sociedade, c as novas irausacces de-
pois occorridas, de conla do mesmo socio
Gouvea, que continua em substiluico da-
quella lirma.Joao Jos de tiouvoia.liay-
mundo Carlos Leile.
Precisa-se de urna ama para cozinhar
e engommar : na travessa da ra do Queima-
do n. 1.
Attencao.

Precisa-se saber se existe alguma fami-
lia de Jos Manoel da Costa, que foi ca-
sado no termo da villa de Santo Antonio
de Garanhuns, Iregtiezia do Senhor Bom-
Jesus dos Remedios, em Panellas de .Mi-
randa, sitio ou iazenda de Jundia'; dei-
xou lilhos de nomes Francisco Manoel da
Silva, Auna Mara de*Jesus, Joaquina Ma-
na de^Jesus e Thereza Mara de Jess.'
Seu pai lie quem deseja saber dos lilhos
com os nomes cima : se alguem souber
noticias tera' a bondade de dirigir-se a
ra do Trapiche n. o, escrptorio de
Xovaes e C, ou annuncar por este
DIARIO.
I'recisa-se fallar com os Srs. Antonio
Pereira da Cmara Lima, Antonio Jos da
Costa Araujo, Amaro Soares Man/, Adriano
dos Santos Peres, Bernardino de sena Bar-
bosa, Cassianode Mello Castro, Filippe Rel-
io Maciel, Francisco de Mello Luis, Francis-
co Americo de Oliveira : na ru do Uueima-
do. loja n. 10.
o dia 13, as 11 horas, na sala das au-
diencias depois de linda a do Sr. Dr. juiz de
ausentes, se ha de arrematar urna grande ex-
lensao de terreno, sito na ra Imperial, per-
tencentc a heranca do tinado Antonio da
irindade. assim como 114 ps de eoqueiros :
os prclendentes pcldetn procurar o porteiro,
alini de verem se Ihes convem anematar
todo ou alguma parte, e vai a prara a re-
querimenlo do Dr. procurador fiscal da l'a-
zenda gcral.
Offerece-se um mogo de boa conducta
para caixeiro de algum escriplorio ou de
Icobrancas: quem precisar annuncie.
O abaixo assignado desejando liquidar
o restante das dividas pertencenles a casa
que sob sua lirma gyrou, desde novembro
de 1846 al 11 de agosto de 1851, roga as
pessoas que ainda nao saldaram seus dbi-
tos, queiram faze-lo no mais curto ^espaco
de lempo possivel.Raymundo Carlos Leile.
O administrador da cocheira da ra da
Cadeia n. 12, Augusto Fischer, roga as pes-
soas que se iulgarem seus credores, de se
dirigirem a sua re'sidencta : na ra das Cru-
zo* n, 12, das 10 horas alean meio dia.
.VTTENCA'O.
Precisa-se alugar um silio que lenha bas-
tantes frcteirase lina casa para morada, e
que leulia commodos para escravos, prefe-
rindo-se perto dcsta prar;a : quem o tiver
dirija-se a ra Direita n. 76.
Portaran* no dia 1* de dezembro um
cavallo melado com clinas e cauda prclas,
tem urna berruga grande no pcilo, muilo
passeiro, o cavallo foi furtado do engenho
Sillo Novo, freguezia de Nazarelh : quem
delle souber, pode levar a ra do Hospicio,
sobrado n. 15. }
Offerece-se um rapaz brasileiro para
qualquer arrumacfio, e mesmo para escripia
por ler alguma pratica : quem de seu pres-
umo se quizer ulilisar annuncie por esla
folha sua morada para ser procurado.
Precisa-se de um forneiro que seja
desembarazado : na padaria da ra largado
Rosario n. 48.
O subdelegado da freguezia da Boa-
Vista, Itufino Jos Correia de Almeida, acba-
se no exercicio da subdelegada por ter ees-
sado o motivo pelo qual havia passado ao
seu supplente. As audiencias sao as lercas
e sextas-feiras da semana, as horas da Ur-
de, e despacha todos os dias uteisdas7 as 9
horas da manbaa, e das 4 as 6 da tarde, em
sua casa, e fura deslas horas em qualquer
parte que for encontrado.
' GRANDE FESTA DE S. (ION- !
CALO EM S. AMARO.
9 Se\U-lcir,i. s 7 Rom da uoile, salur do
oes do Capibariue, casada juiza, a bandeira
do mesmo santo, conduzida por pastoras, en-
loando h) nios anlogos, sendo acoiupauhada
9 Pr ii-i. i das nielhores baudas de msica. ;>;
9 ChfEando > igreja, subir au sea lugar, com B
,- repelidos rojes de fogo do ar. Sabbado t>a- 9
9 vera' ladaiuha.'e lis multo presumivel que 9
haja dausa de corda tarde, o que se u3o
9 alianca para nSo illudir ao respeilavel publi-
Sexta-l'eira 13 do corrente depois de
linda a audiencia do lllm. Sr. juiz de paz do
primeiro districto d#fregueg Fre Pedro Goncalves, tem de ser arrematado
um piano avahado em 100,7, por execuqo
de Joaquim Jacinlho contra M. A. s. Deboad,
visto como nHi) Fez contar a execuc,ao nem a
remOCOmo havia requerido.
I'erdeu-se, domingo 8 do corronte, um
cachorro d'agoa, cor de rap claro, leudo o
cabello das maos para ta/, cortado : em Fora
de Portas, na ra da Pilar n. 145, se recom-
pensa generosamente a quem delle der no-
ticia.
Precisa-se de um caixeiro que lenha
pratica de taberna, e que d Fiador de sna
conduta : a tratar no Mondego, taberna de
Feliciano Augusto de Vasconcellos.
Xo armazem de
BURLE SOUZA&C.
Ra da Cruz n.i-8,
Ha mu lindos e elegantes vestuarios
para bailes mascarados, ltimamente vin-
dos de Franca, tanto em porriio como a
retalbo.
Xa ra larga do Rozaro esquina
do becco do Peixe frito, no segundo an-
dar doSobiado n. 9, continua a dar co-
mida para fora com todo o asseio, c por
preco muito em conta.
<> CoiTiiissario
do vapor Bebcribe roga aos Srs. fornecednres
tanto da carne fresca como do p3o, para os
navios da armada, o favor de lhe declararem
por este (Diario, quaes as duvidas havidas
para com o mesmo commissario, relativa-
mente ao mesmo fornecimeuto.
Grande
Deposito de pianos, na roa
jNova o. 27, esquina da
Camboa do Cuino.
I. P. Vogeley, de volta de sua viagem da
Europa, lem a honra de annuncar ao res-
peitavel publico, que abrir uestes dias o
seu estabelecimente de pianos, na ra Nova
n. 27, onde se encoulrara um grande e rico
sortimento de pianos, dos melhores fabri-
cantes da Europa, por elle mesmo escolla-
dos, da mais solida e moderna construccSo,
apropriados para este clima, e das mais for-
tes e bellas vozes, por mui razoavel proco. O
mesmo espera merecer a conanca do res-
peilavl publico, tendo 'elle como fabrican-
te mesmo escolhido os instrumentos. No
mesmo eslabelecimento encontrar-se-ha lin-
das pecas de msica para piano e para can-
to com acompanhamento de piano, e tam-
ben) encarrega-se continuadamente de alli-
naces e concertos dos mesmos instrumen-
tos com muita promplidao.
Faz-ae almorz e jantar com muito
aceio e promptidao, manda-se levar sendo
perlo. Na mesma casa toma-se conta de
roupa para lavar de sabao, e engomma-sc :
no becco do Carioca, armazem n. 9..'
SYSTIiMA MEDICO
IIOLLOWAY.
IMLULAS IIOLLOWAY.
Este inestiinavel especilico, composto|in-
teiramente de hervas mediciuaes, nao con-
ten mercurio, nem alguma oulra substancia
delexlcrca. benigno a mais lenra infancia,
e a couipicicao mais delicada, he igualmen-
te promplo e seguro para desarreigar o mal
na complciQo mais robusta ; he inlcira-
menle innocente em suas operarles eeffei-
tos ; pois busca e remove as doenqas de
qualquer especie e grao, por mais antigs e
lenazcsque sejam.
Entre militares de pessoas curadas com
este remedio, muitas que ja estavam s por-
tas da morte, preservando em seu uso ; con-
seguiram recobrar a saude e Torcas, depois
de haver tentado intilmente todos os ou-
tros remedios.
As mais alllictas nflo devem entregar-se a
desesperadlo; facam um competente ensaio
dosellicazes cffeilosdesta assombrosa medi-
cina, e prestes rocuperarao o beneficio da
saude.
Nao se perca lempo em tomar este reme-
dio para qualquer das seguintesenfermida-
des :
Accidentes epilpticos
da
Febres intermitientes
Febreto da especie.
Colla.
Ilemorrhoidas.
llydropisia.
Ictericia.
IndigeslOes.
Iiillamniac/ies.
Irregu la ri da des
nicnstruaca.).
Lombrigasde toda es-
pecie.
Mal de pedra.
.Manchas n,. cutis.
ObstrucQao do venlre.
l'hiisica ou consump-
q3o pulmonar.
ReteuijSo do ourina.
Hhcumalismo.
Symptomas secunda-
rios.
Tumores.
I ico doloroso.
L'lceras.
Veuereo (mal.)
Cam>f#i9.
Alporcas
Ampolas.
Arelas mal de;.
Asthma.
Clicas.
Convulsocs.
Ucbilidade ou exte-
nuacSo.
Debilidadc ou falta de
forjas para qual-
quer cousa.
Desinteria.
orde garganta.
-- de barriga.
nos ria.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ven-
lre
Eufermidadcs no liga-
do.
Dilas venreas.
Euxaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
Vendem-se estas pillas no eslabelecimen-
to ge ral de Londres n; 244. Strand, e na
loja de lodos os boticarios, droguistas e ou-
jras pessoas eucarregadas de sua venda em
toda a America do Sul, Ilavana ellespanha.
Vendem-se as bocetinbas a 800 rs. Cada
urna dellas contm urna ioslruccSo em por-
tuguez para explicar o modo de se usar des-
las plalas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22, ero
Pernambuco.
FZENDAS barats
yh> aruia/ein de fazendas
Vendc-se um deposito de pao em bom
lugar : quem o preteuder, dirija-se a pada-
ria da ra larga do Itosario n, 48.
Vendc-se urna cadeirinha cm bos em-j
lado : na ra do Hospicio ti. 50.
Barato que admira
Na ra do Livramento n. 29, vendem-se
chapees de palha, francezes, a 800 rs. cada
um.
Na ra Nova, taberna de 4 portas n.
48, vende-se superior manteiga Inglesa a
900 rs. a libra, 80o e 720, dita franceza o 720,
cha hysson a 29 c 23240, caf cm caroco a
180, batatas a 80 rs., chouricas a (>oo rs.,
queijos os mais novos a 29100, aletria a 360,
macarrSo a 560, sardlnbas de Nantesa5O0|
rs. a lata, passas a 5(>0, espennacele a 8U0
rs., arroz a 120. anozes a S!40| farinha de ta-
pioca a 160, sabao branco a 240, bolachinba
de ararula a 400 rs., soda a 400 rs., loucinho
de Lisboa a 380, vinho de Lisboa a 480 a
garrafa, Figueira a 560, Porto a 640, e outros
mui tus gneros, tudo por presos commo-
dos.
Superior cal tle Lisboa.
Vende-se no armazem da ra da Cruz n.
15, superior cal de Lisboa, em barris de 5.'
a 8#000, deixando o casco, c capachos de es-
parto, em, fardos, e arenles de dilo em
caixas.
Ra do Quei-
mado n. 19.
Vende-se o segu Ote : seda incorpada,
furta-cores a 29500 o covado, sedas de qua-
drinbos miudos a 19200 o covado, cortes de
phanlasia de seda de quadros e lisias a flj
cada um, luvas de seda bordadas, brancas e
ambrollas a 2#, 2;500 e 3/ cada par, velbuli-
r.a superior do cores o prela a 900 rs. o co-
vado.
tlussiiliiia bran-
ca a >00 rs. o covado.
Na ra do Queimado n. 19, vende-se mus-
sulina branca muito fina, e de lindos lavro-
res a 500 rs. o covado.
fcuardanapos a
5,000 rs. para acabar
Na ra do Queimado n. 19, vendem-se
guardanapos para sobremesa a 30 aduzia,
para acabar.
CMBRAIAS FRANCEZAS
ni ruto lina a 260 e 550 o
COY;-do.
Vcndem-so na ra do Queimado ti. 19.
CORTES DS GASEIIRA ES-
<:ur a o.UOO cula mu.
Vendcm-so na ra do Queimado n. 19,
cortes decasemira lina, escura, para a pre-
cstac5o, pelo baralissimo prero
o
a
Q
O
Em casa de Eduardo II. Wyatt, ^
ra do Trapiche Novo n. 18, ha ff
para vender : ';
1 piano forte, novo e elegante de ~
fabricante afamado em Londres. $V-
Graxa mgleza n. 97, deOaj di f.'j
$ Martn.
o
o
o
o
o
m
VINHO 1(0 POKTO GEN LINO.
Vende-se ptimo vinho do Porto em barr da
quarloeoilavo, por prc^o razoavel: na ra da Ca-
daia do lenle n. 13, escriplorio de Hallar 4 Oli-
veira.
Aigod&ozirihc
d
Tinta de escrever do fabricante
Arnold. m
Tintas em oleo de varas cores. ^
Caitos da Rusta. $>
Crysta Hera. A
Agurdente de Franca em bar- ^
,is- @
Vinho Scheriy dito. ^
Finetas em conservas ioglezai. fi
Papel para cartas. ^
Lvios para copiar dito. ;j,\
Candieiros de candelabios de $fe
bronze. ^
Aijo em baria para molas de
carro. -^
Eixos para carro. a
Chicotes para dito. ga
Uelogios de ouro cobertos e des- gg
cobertos.
para
sa de
n. \.
Bill I
oa ISaliia
accoi de amuca vendc-se cm ca-
N. O. ii.eber i C-, ra da Cruz
Vinho do Porto, superior cham.ro.
c.n.me,,Ie,11e8adUpe1oL;"ueb:r.vd.d:;':";,,::
te uiiicaiiienliioariiiaMmdt aWa. "-*
ra da Udaia do K.c.fc ,7. V. & U"ro
J\a loja da boa l
vende-se tao baratn que
S-@$&
9
Compra-se urna mobilia ja usada sendo
de amarello ou oleo : quem a tiver dirija.se
a ra larga do Rosario, loja de lour^a do Pe-
reira.
Compra-se urna casa trra com com-
modos para lam lia, as Ireguezias de Santo
Antonio, S. Jos e Boa-Vista : trata-se na
ra Augusta n. 17,
- Compra-se urna casa em Olinda, em
chaos proprios, preferem-se as ras do Va-
radouro, S. Bento. Ilibeira, ou S. Pedro Novo:
quem a tiver annuncie para ser procurado.
Compra-se para urna encommenda
5 molequesde 14 a 18 annos de idade:
na ra do Collego n. 21, primen o an-
dar, das 10 horas as ."> da tarde.
Compram-seefleclivamenle na ra das
Flores n. 37, primeiro andar, plices da di-
vida publica e da divida provincial, assim
como aeges das diversas companhias aulo-
risadas pelo governo.
Compram-se escravos de 9 a 35 anuos:
na ra do Collegio u. 21, lerceiro andar.
ariiia/ein de la'/e
da na do Queimado n.
7, de .loao' los de
, Gouveia, vendem-se as
seguintes fazendas, n sa-
ber :
Grosdenaple de seda prela, covado IjOO 2jOll(l
Sarja prela lavrada, covado 25OO, 2j10O e 290U
' 2r
sent
3600.
Mussulin s
de
r
i(l(l
2>2(K)
28000
(0U00
KteOIK)
iisuou
W5O0
209000
rn^i.3.
S

Crep de fila-
mm \ 800 rs. o covado.
Fazenda nova, chegada pelo ultimo navio
francez, tecida de laa e seda, de quadros e
lislras de cores muito delicadas, para vesti-
dos de senhoras e meninas : vende-se na
ra do Queimado, luja n. 17 ao p da botica.
/^eUudilho e vel-
butinas
Omelhor que nessa fazenda tem vindoa
este mercado, de cores muito lindas, para
vstidos dos mascaras : vende-se na loja n.
17 da ra do Queimado ao p da botica.
Mussulina bri-
Ihante.
Fazenda branca lavrada de 5 palmos de
largura, chegada pelo ultimo navio francez,
com padres e desenhos tao delicados que
parece seda, para vestidos de senhora; ven-
de-se por preco commodo : na loja da ra
do Queimado n. 17, ao p da botica.
Dila dila de hstras, cuvado
Dita hespanhola, covado -
Dita dila do sed ingleza, covado i
Chale de ehaly de cores com lislras de seda
Chales de ehaly de cores, bordados
Chales de ehaly bordados a roaliz
Chales de casenura lisos
Chales de relroz bordados
Damasco de 1,1a e seda com (I palmos de lar-
gura, covado
Panno de buho largo, de superior quada-
de, vara
livnga amarella da India, muito fina, covado,
Brini branco de liuho eutrefino, vara
Panno aloalhado com 8 palmos de largura,
vara
Cilla prela lina e entrefina, peya 'J>, 9f00 e 13^100
Corles de cambraia prela com liabados
para lulo
Ditos de dila branca bordados de cores
Dilos de colleles de fusldo finos cem barra
Ditos de casemira de alKodUo de bom gosto
Peinillas de breUuha de linho de 6 jardas
Dilas de -.tv r -. i .i branca bordada
Lencos de cambraia branca de bnho, dazia
Aherlorasde fusllo fino para camisa
Dilas de buho fino
Selim azul, verde, amarello, e branco, com
loque, covado
de cores,
fazenda muito lina e de lindos padres a
3#600 o covado. chitas francezas muito fi-
nas a 32u o covado.
Este isas da india.
Ven Icm-ee na ra do Queimado n. 19.
Vende-se um bonito moleque, bem ro-
busto e sadio ; no aterro da Boa-Vista n. 10.
Deposito
3J800
00
300
600
Is50
15600
S5S00
800
1-3800
3,f00
25800
3DVO0
500
900
400
Chapeosdecaslor branco, fino, cabera erandl 10-5000
Chapeo prelo francez, fino, para lueniuo 5/000
Camisas de meta finas 900
Compleln sortimento de obras de laa para
meninos par, 105000
Grvalas de diversas quididades a (OO, 800 e 15000
Luvas brancas de algodao para homem, par 260
Panno de honilas corespara mesa 35O00
LI,\GUK'.V1>E LISBOA.
Na ra do Collegio n. 5, vende-se linguica
de Lisboa a 560 a libra.
linda crioula com 14
superior : na ra do
9 co. Domingo, a's horas du co-iuine, lera lu-
9 gar a lesla, subindu a' (arde ao ar um balao,
9 e noile havera fandangos, mui bem eusaia-
^ do, o comoaiuda nao se fizeram melhor. Ter-
ft minando, linalmenle, na seiiuuda-feira, a jg
0 noite. com a lirada da bandeira, aeompanha- 9
y da de cantara, rousica e dan-a de S. Iionra- qf
9 lo, p depois,um variado e graode fogo de vis-
4 la : eis tudo o que podem fazer os iocansa-
* veis f .-leiros do mesmo santo, pediudo desde 9
a ja' desculpa. tt
Precisa-se alugar um andar com
commodos pera familia,endo no hairro
de Santo Antonio ou no aterro da Boa-
Vista : quem tiver ou souber, drija-se a
ra da Cruz n. 42, armazem, paga-se
bem, agradando.
Compra-se um cavallo novo, que
seja manso e ande ben? a passo ou car-
lego baixo, sendo de boa figura e em
achaque : quem tiver t quizer vend-.r,
dirija-se a' livraria do pateo do Collegio
n. 2, que ah se dir' quem compra.
- Nos armazens do caes do Rampa1 ns.
14 e 16, ha para vender superior cal virgem
em-barns, muilo lina, e a melhor que ha de
Lisboa : o prcijo he favoravcl, e a forma
dos banis dill'erentes.
Alugam-se escravos diligentes para
trabalho, Sando-so-lhes sustento, vestuario,
e tratados quando docntes, preferindo-se os
Para vestidos de
E
l'
Vendem-se as verdadeiras sedas da India
de 3 palmos de largura, de quadritihos miu-
dos e grandes de cores muito lindas,
pelo barato prcr;o de I5200 a 15*40 cada co-
vado : na ra do Queimado, loja n. 17 ao
peda botica.
Vende-se urna padaria com todos os
seus pertence.s, bem afre;uezada e em
lugar marcado as posturas : quem pre-
tender dirija-se a ra do Queimado, loja
n. 15.
Attencae.
que forem do mallo : quem os tiver c qui-
zer engjar, dirija so a ra do Poucinho por
detraz de Santa Tnereza, casa do capitSo
Franca.
Directora das obras mili-
tares. '
Quem quizer tomar por emprcitada os re-
paros do portio e da charoin do hospital
regimental, pode dirigir-se a directora das
obras militares, onde adiar o respectivo or-
namento, e podera fazer o ajuste.
' Joaqun: Jos da Costa relira-sc para a
liba de S. Miguel.
Aluga-.-e o armazem e sotao da ra
da Praia n. 40 a fallar com Cullherme
Selle.
Vende-se urna famosa escrava de 40 annos,
sabendo cozinhar o diario de urna casa u la-
var de sabao ; a visla do preco commodo
ninguem deixara de comprar, por isso que
cora pouco dinheiro possue urna escrava boa:
queme pretender dirija-sc a ra dos.Marly-
rios n. U.
Sobrado.
Vende-se o sobrado da na do Itangel n.
60 : a tratar na ra do Collegio n. 5.
Vcndem-se 2 casas terreas de pedra c
cal, sitas na cidade de Olinda, na ra de Ma-
linas l'errcira : quem as pretender, dirja-
se a Tua Augusta, casa de sotao confronte
aos Cnclhos.
Vende-se um escellente cavallo para
cabriolet a tratar na ra da Cruz n. 20
Vende-se um escravo crioulo de muilo
bonita ligura, de idade de 18 anuos, e muito
bom ollicial de marcinciro ; quem o prcteii- T^.jii
der dirija-se a ra Imperial padaria do Sr.
Campos, confronte ao chafan/..
Vendem-se duas carrosas com dous
bois, em bom uso : quem quizer dirija-so a
ra Imperial n. 43, que achara com quem
tratar.
Vende-se urna
annos de idade, pega
Hospicio n. 15.
Vendem-se 2 negros mor;os, que ser-
vem para todo servido, e por prec,o commo-
do : na ra Direita n. 06.
Vende-se um relogio de ouro patente
inglcz, com pouco uso : na ra do Padre
Kloriaiio n. 21, segundo andar.
Para liquidar
eootas
Os donos da loja n. 17 da ra do Queima-
do estio vendendo por menos de seu vslor
certas fazendas, como sejam cassas e cam-
braias francezas linas de cares Gxas, pelo
uaralo preco de 4O0, 500 e 560 rs. a vara, as
verdadeiras chitas francezas muilo finas e
de cores firmes, pelo preco de 260 e 280 o
covado, bareges de cores lindas com qua-
dros de seda a 500 rs. o covado, e outras fa-
zendas que eslariio a vista dos compradores,
por precos de convidara comprar.
VE.NDE-SE
feijo mulaliuhoanuilo novo e bom, saccas
randes com milbo a 4?500, velas de cera
de carnauba pura, ditas de carnauba com-
posia, das melhores que se fabricam no A-
racaly, t saccas com feijao mulalinho pro-
prio para animaes : na ra do Vigario, ar-
mazem n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife n. 37, ven-
de-se superior gomma de mandioca ultima-
mente chegada do Aracaty.
Na ra da Cadeia do Recife n. 57 vnde-
se superior cera de carnauba, ltimamente
i chegada do Aracaty.
Na ra de Cadeia do Recife n. 57, ven-
dem-se muilo boas peiuias de ema.
de joias e ebras de ouro, aterro da Boa-Vis-
ta n. li.de II. A. Eoltger & Companhia, de
llamburgo, os quaes tem a honra de parti-
cipar ao respeitavcl publico, que abriram
urna loja deslcs artigs de sua fabrica nesta
cidade, onde se encontrar aempro um com-
pleto e bello sortimento, pelos mfis commo-
dos precos.
Yelbotmas.
S3q chegadas ra do Queimado, loja do
sobrado amarello'n. 20, as muilo superiores
velbulinas de ricas e cargantes core.
Sedas a i#e l$*100.
Chegarara estas sedas de muitos e delica-
dos gostos, que se vendem pelo baralissimo
preco de 1^000 a 1/200 o covado : na ra do
Queimado 11. 38, em frente do becco da
Coirgregaro.
Sedas pretas.
Superiores sedas pretas lavradas para ves-
tidos, grosdenaple preto, setim pros ma-
co, tudo por pre^o'commodo : vende-se
na loja de 4 portas, na ra do Queimado
n. 10.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba de boa qua-
dade : na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50.
Domingos Alves Malheos tem para ven-
der em seu escriplorio, na ra de Apollo n.
23, por mdicos presos o seguinlc :
Ricos e elegantes pianos.
Superior vinho velho do Porto.em barris.
Superior vinho velho do Porto,engarrafado
Superior vinho velho jeropiga branca.
Coxins du linho para montara.
Cobertores oncurpados Je algodao.
Superiores charutos da Bahia.
Sabonetes cm caisinhas.
Kico e superior papel pintado e dourado pa-
ra forrar salas.
Vendem-se terrenos para edica^o na
estrada do Manguinntho, do do Itecife, lado
esquerdo, junto as casas do Sr. Manoel l'e-
reira Teiisiia, cora a50 palmos de fundo e
rente os que o comprador quizer : a tra-
l. na ra da Cadeia do Recife n. 9, ou com
Josc Baplista Rjbeiro de Karia, no seu sitio
da Estancia.
Vende-se painijo muito proprio para
canario do imperio a 10 rs. a libra: defron-
te da Relaciio n. 28.
iSoni e barato.
Vende.n-se sa patos de borracha de
lustre, proprios para o invern, de ho-
mem a ."i.sOO e de senhora,a 5#000, sen-
da do melhor gosto que tem vindo a es-
ta prara : na ra dp Livramento n. 05,
loja de calcado. Na mesma loja cima
vendem-se resmas de papel- de peso a
2jK00 rs., sendo em grande'cu pequea
poreo, a vontade do Ireguez.
~ Vendc-se a verdadeira graxa ingleza n.
97, dos afamados fabricantesDay de 15 duzias de potes:
Crabtrec 6: Companhia,
Farinha de Tri-
este.
SSSF.
{Verdadeira.)
Pelo navio BLOOMB chegaram 3600
barricas dcata acreditada farinha : ven-
de-se nos armazens de Tasso Irmaos.
elogio de [> lente
nglezcsdeouro, desabnete edevidro:
vendem-se a preco razoavel, em casa de
AugustoC. de Abreu, narua da Cadeia
do Recife, armazem n. 56.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, assim como-potassa da Russia verda-
deira : na praca do Corpo Santo 11. 11.
Moinhosde vento
com bombas rio repuso para regar h orlas aba
xa de capim : na (iludirn'le 1). W. Bovina*
narua do Bmm n. 6, 8 e 10.
Em casa de Heor. Brunn cV Companhia, na
ra da Cruzo.10, veode-seeogoaremcaiiinhaida
duzia.
FARINHA
De Trieste.
Vende-se em caa de Saanders Brolhtrs & C. n
prara do Curpo Sanio n. II, a muil superior ebem
conbecida familia de Trieste, da marcaprimeira
qnaliJailerimada em 9 do corrente na escuna
Pfeil', em porgues grandes e pequeas, couTorma a
vontade do comprador.
TAIXAS PABA ENGENHO.
fla fundico de ferro de D. W. Bowmann a*
ruadsBrum, passando o chafarir, contina ha-
ver umcompleto sortimecto da taixus de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por epreca) commodo a com
promptidao: embarcam-s oucarregaa-sa em car-
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de Saunders Brothers & C., praca
do Corpo -Santn, ll.ka para vendar o seguint* a
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcalro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para saccas.
Diloentrancadu igual ao da Bahia.
E um completo sortimento <19 fazendas proprio
para asta mercado : tudo por pre^o commodo.
ohrato
admira :
Ricos pannos para mesa pelo dimi-
nuto preco de
Brim branco trancado de puro li-
nho, vara
Dito pardo liso de puro linho, vara
Brim de quadrinbos, de padrdea
muito bonitos, covado
Ganga amarella francesa, muilo fi-
na, covado
Filo de linho lig muito fino, rara
ilo dito com flores, Jilo, vara
Cambra las francezas de lindes pa-
drees, covado
Chilas francezas muito finas, de pa-
droes novos, covado
Camisas de riscado muito bem fei-
las e muilo bonitas
Palito, preto, muilo bem feitos
rLmt." b,nm (",rao Pro hubo
Camisas de meia muilo finas
Ricos lencos de lilet com palma
bordada a matiz
Ditos ditos de cambraia muito fina
com bico de linho
Luvas de seda de lindas cores, com
ricas bolotas, o par
Ditas de dita de lindas cores, bor-
dadas e enfeitadas
Dilas pretas de lorcal
Chales lisos de merino, de lindas
cores
Grav?>,inh de cassa, de padres
muito bonitos
\f^t bra"cos de cambraia
' s*lls de dita com barra de cor
Hitos do hnho proprios par. ra,,
t'. SMalm milr..___:._ mr .-1'*-
mn
lMIl
640
aoo
320
800
1M80
320
320
15500
4b 000
mm
1/000
5#000
iraoo
11280
a/i>oo
isoo
49500
240
940
240
400
, FITAS DE VELDO
Vendem-se bias de veludo pretas e de. m
na loia de miudezas da boa fama n 33-
BANDEJAS FINAS E BARA-
TAS.
Vendem-se bandejas finas ri- -,,M ,
miudezas da boa fama ff d B
Escovasde todas as quali.
dades.
uflSm e Jk aa .rrancez,s muiu>
ouirasqualidades mais baratas J*
cortes de la
de quadros a 3#000.
Vendem-se na ra do Queimado n. 21 4,
cortes de 12a de quadros com 8 covados e
meio, fazenda est (|iio lem urna vara de
largura ; dio-se as amostras com penhor.
Vende-se cmen-
AVISO
aos ferreiros.
&*****$ fnil*o$.
filie. cheio do corpo, falto de um olho, na-
cbato cara larga, muito pouca barba,
dar ten 6randeS '"S"' ^Mo B0 "
uar, ien,.,mas marcas nns rwii.,. .,l.___
tin, em barricas
em casa de James
ra da Cruz n. 42.
OGl'AUDA-iJVKOS BltASlLKlRO, ou arte
da escripiuragao mercantil apropriada ao
commcrcio ilo Brasil : vendc-se na rna da
Cadeia Velha n. 22. Preco 8/OOO.j
Na rua do Vigario n. 1'J, primeiro andar, ven-
iT. 6J moleque no dia 9 do corren-
te mez, de nome llenriqoo, U.u ^SX
camisa de madapolo. calca azul,W,?ch,
peo, he muito magro e tem os ps grandes"
rogase a quem o pegar, leva-lo a rua or',
n- 38, que sera bem recompensado em casa
de Jos Baplista Braga.
- Fugionodia 24 de dezembro p.p. o
aue fi? r."T "**> <*o Angola.
que ro de JoseJoaqnim de llesquiu, idade
F. POIBIEB,aterro da Boa-Vistan. !> *0.a Pannos, esUtura regular, um pouco
' lUlll. rlii>m .ln .----CU. J .. '
lem para vender a vontade do com-
prador
CARVA DE PEDRA
de nrimeira rpualidade, por preco com-
modo.
I'otassa e cal
virgem,
NoantigoeJa' bem conliecido deposi-
to da rua da Cadeia do Becile, escrpto-
rio n. 12, lia para vender muito supe-
"ior potassa da Bussia, dita do Bio de Ja-
neiro e cal virgem de Lisboa em pedia,
tudo a precos muito favoraveis, com os
quaes licarao os compradores satisfeitos.
N. O. Bicber& C, rua da Cruz n.4,
vendem:
Lonas da Bussia. '
dem nglezas.
Brnzo.
Bi ns da Bussia.
Vinho de Madeir.i.
Algodao para saceos de assucar.
Pianos.
Em casa de Babe Schmettau & Companhia,
rua da Cadeia n. 37, veudem-so elegantes
pianos do afamado fabricante Traumannde
llamburgo.
Keiog'os
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de ouro,
patente inRlez, para homem e scnliora, de um dos
melhorej fabricantes de Liverpool, vindas pelo ulti-
mo paquete iuglez : em casa de Seulball Hellur \
Companhia, rua do Torres n. 38. .
^EGHAIISIO PARA
no.
XA FUNDICO DE FEBBO DO ENGE-
NHEIBO DAVID W.BOWMAN. Ka
BA DO BBUM, PASSANDO O oHA-
FAB1Z,
liasenipre umgrandesoriimenlo dos esuinles o
jectos demeclianismospropriosparaengenhos.a sa-
ber : moendase meias mnendas da mais moderna
conslrnccfio ; taitas de ferro fundido e balido.de
superior qualidade e de lodosos lamanhos ; roda
dentadas para asua on animaes, de todas as propor-
res; erivos c hoccasdefornalhae resislrns de bo-
eiro, ahMiillics,l.ronzes,paralusOs ccavillioes.moi
iilin- cU: iiiandioca.etc.etc
NA MESMA FUNDICO.
I-
lo
D. Fortunata alaria'da Silva, viuva de
Joaquim Antonio de Vasconcellos. tendo de
proceder seu inventario, no juizo dcorphaos
da comarca do Bonito, faz ver a quem se jul
Masearas flaas.
No deposito da rua da Cadeia n. 6, ha as
de-se vio lio do Porta le superior qual idade da bem eeiecutamtodasascncommcDdas com a superio-
.ridadejcouhecida ecom a devidaprestezaecom-
inodidadccm preco.
Ciinhecida marca GW ero pipas,barrisecaisas de
ama e duas du2iasde garrafaa.
mito barato e bom, pelo preco de
a barrica, por se precisar do ar-
mazem onde esta' recolliido : na rua da
Cadeia de Santo Antonio n. 17.
Vendem-se 4 rodas para um carro, 3
em bom estado e 1 precisando de concert,
pormolico preco : quem as quizer dirja-
se a rua da Soledadc, que segu para o Han-
guinho,no sitio dos 4 leocs, a qualqeur hora
do dia, que achara con, quem tratar.
Vende-se una mulinha com II para
da
Agencia
melhoics mascaras que tem vindo a esle 12 annos, urna negr perfcila engomma'dei-
mercado, tanto em linas como em bom ca- ra, de naQiio, com 3U a 35 annos, urna dita
raclor. A ellas anles que se acabem, pois tem i crioula, com 20 anuos, bastante forte e sa-
na travessa Iga^credordTcasa.^uslfique suas dividas 1 tido grande extracto dos amantes do car- dia : na rua da Senzala Velha n. 70, seguti-
para sercm atlendidas. naval, 1 do ou terceiro andar, se dir quem vende.
fumricao'' Low- 'lo <|\
rua da Sen/.ala-^iova n. 42.
Nestc estabelecmento continua a haver
umcompleto sortimento de moendas e
I meias moendas para engenho, machinas
[de vapor ( taixas de ferro batido e coado
de todos os tamanlios para dito.
CAL E POTVSSV
Nerjdc-se potassa da Russia e americana, chegada
uestes dase de superior quadade; cal de Lisboa!
da mais nova que lia no mercado: nos seusdeposi-1
los na rua da apollo n. 1 A, e2B.
Veude-sesuperior linlia'de algodilo branca e
de cores, em novello, para costura :em casa de
Southall Mellor & CumpaDliia.rua do Torres i). 38.
XAROPE
DO
X.
l"oi transferido odeposito desle jarope para a bo
lira ile J..... da Crui Santos, narua Novan. 53",
garrafas 50500, a meias 35000, sendo falso todo
aquelle qoe nao for vendido nesle deposito, pelo
queseTaz opresenteaviso.
IMPRTAME PARA 0 MILICO.
Para curade phlysicaem todoosseusdifleren
lesgrios, quennolivada por cniislipari.es, losse
asthma, pleuriz, escarros de saogue, dorde cos-
tados e peito, palpitaran do corarn, coqueluche
hroncliiie, drna garganta, e todas aimolestia
dosorgocpulmouarei.
urnas marcas nos eitos : julea-se
cezinheiro"nl,fiUm* "" ,*uUd <""
rr^fn i-9*?* dl,s d servico, mas se
proceder criminalmente, e roga-se as auto-
idades pol.ciacs, capital de campo e Z
Pessoaedopovo, que o Pbsuem a W^T.
rua do Queimado. casa da esquina o ase-
gundo andar, queserao bem recompens,-
Fugio no dia 2 do correle mez de .
vereiro, do sitio da Trempe, sobrado n. I.
unja prela de nome Mara ^joeira, de nacao
Calaba, idade mais de 50 annos. levou ves-
tido azul e panno da Costa de lislras de co-
res, foi vender fructas do mesmo sitio cm
dous taboleiros ; pede-se a todas aa sutorl-
dades policiaes e capitaes de campo que a
encontrar a apprehendam e conduzam-a o
referido sitio acina, que serao bem recom-
pensados de seu Irabalho ; e o mesmo se
pcue as autoridades de Olinda, Santo Ama-
ro, (.isa Forte e Monteiro. por onde coatuma
andar quando foge. ProiesU-se. contra quem
Hie der dorm Ja em sua casa.
~ llontem pelas seis horas da mtnha
lugioda casa do abaixo assignado um seu
escravo de nome Antonio, com a idade de
quarenla e tantos annos, tendo os signaos
seguintes : corpreta, baixo, secco do crpo,
fallo de denles e com alguma barba, trai oa
oreltia esquerda urna argolir.ha de ouro, tem
ollicio de sapateiro e um deleito no dedo
polegar de urna das maos. Quem o pesar ou
livor noticia, dirija-se a rua do Queimado
loja de ferragem n. 14, que sera recompen-
sadoJos Itodrigues Ferreira.
.\o dia 4 para 5 do Janeiro prximo
passado fugio do engenho Muribequinha o
crioulo Innoccncio, com os signacs seguin-
tes : representa ler 20 a 22 annos. quando
principia a Miar gagueija, conserva o rosto
cheio de pannos, tem cm um dos pulsos
um papo, os es um pouco apalhetados, os
olhos um tanto brancos ; levou roupa de al-
godao da liahia e caiga branca: roga-se aa
autoridades policiacsc aos capitSes de campo
o facam prender e conduzam ao mesmo en-
genho, ou em casa do capilao Manoel Lleu-
lerio do llego barros, que serao bem recom-
pensados.
- I- upio na manhaa do dia 5 do corrente
um niulaiiiili.i de 10 a 12 annos, do nome
Bebaslifio, cor trigueira, cabellos carapi-
nhados c avcrmelliados, rnos e ps bastante
grossos, feicOes regulares e robusto ; levou
camisa e calr;a de algodao listrado uc azul :
quemoapprehender, levo ao seu senhor o
Dr. Filippe Lopes Nctto, na rua Nova n. 69
que sera recompensado.
Ocsappareceu no dia sext-reira. 6 do
corrente, as 8 horas da noite, a escrava Clau-
dina; supp6e-.se oslar amulada, he trigueira
de ordinaria estatura, bem fallante, tem os
denles multo alvos, e algumas ardas no
rosto, levou vestido de chita encarnada no
corpo, c alguna da outras cores e de cassa
em urna Irouxa, e um chales de merino en-
carnado, quasi novo, com harra de cores
quema tiver acoulada, love-a nestes dous
das a casa de sua senhora, na rua do Hos-
picio n. 7, que se promete nao se proceder
contra, ou quem pelos signaes a poder des-
cubrir, lcve- a mesnn. casa que sera recom-
pensado.
_. Fugio de bordo do brigue brasileiro
Mclampo, na noite do da 8 do corrente. um
negro de nome Marcelino, uacSo Cabinda,
altura regular, secco do corpo, resto enn-
pndo, barba serrada, e cria suissa.s : quem
o pegar leve-o a bordo do mesmo navio jun-
to ao caes do Passeio Publico, ou a casado
seu consignatario Manoel Alves Guerra, rua
do Trapiche n. 14, que sera bem recompeu-

PEUN. : 1VP. DE M. f. DE FARIA 185;.
MUTCSD"
ILEGIVEL


Full Text
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