Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07700


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Full Text
AR'NO XXX11I R. 27.
Por 3 mezes adiantados ajjOOOj
Por 3 mezes vencidos 4$500.
UURTl FEIHV \ DE FEYEREIM DE 18X7.
Por anuo adiantado i5<000.
Porte franco para o subscriptor.

E\,:ARREGADOS HA St'HSciiii'c.VO N<> NORTE-
Parahiba o 8r. Joao Rodolpho Gomei \ Natal, o Sr. Joa
quim 1. Pereira Jnior; Aracatv, o Sr. A. de Lemos Braga ;
Oir, o Sr. J. Jos de Oliveira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar
Sun Rodrigue! ; Piauhy, o 8r. Uotningot Herculano A. Pesioa
earense : /ara', o Sr. Justino J. Kamoa Amasonai, o ti. Jero-
oymo da Costa.

>
i
PARTIDA Dos COKKKIOS,
Oliin. : tuH.
IgNara**., G
6. A lio, i;
S. I-
... ,. ParaMba
Alinh
niliun.
ni re,a-f.lra
5. l.oareac.0 lUo-d'.tlfco, Naiareifc, l.iiimvro, Rrrjo, Paataaira, fajia-
ir.Florea, Villa-Bella,Raa-VfiU, Ouiifny KA: mu i|uarMji-iV.Ta.
UllHi, ipojuc.i. NiTinh.inm, i.iu-KiiriTjOso, Un-t, Jtirreiro, lajia-Pre
Natal : irinla^-fcira
l corro parir a* f o har da manha
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio .* segundas e quintas.
Relicto ; lercag-feiras e sabbadot.
Fazenda : parlas e sabbados ai 10 horas.
Juizo do commercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia,
Juizo deorphos : segundas e quintas as 10 horas.
i'rimeira vara do civel segundas e senas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEERIDES DOMEZDE I F.VEp.r.lUO.
1 Quarto cresrente as 0 horas e 1 minutos da tarde.
'.' La cheia as y horas e 33 niinutus da /arde.
17 Quarto minguanie a 1 minuto da manhaa
24 La nova as!) horsse.38 minutos da manhaa,
l'lil.VMAlt 1K Hojfc.
Segunda as II horas e 13 minutos da larde.
Primeira as 19 horas e ti minutos da manbja
HAS DA SEMANA-
2 Segunda .".< Purifirac^y) dn Nossa Senhora : S. Apeniano.
3 Torca S. Bra/ p. m, ; i Cetcriao diar. m '< s. Laurenlino
i Ijuarta S- Andrai Corsinc b r. : i. los de l.eouissa I.
5 Quinta S. gueda v. m. : s. Pedro Hapiisia.
Sexta As Clu^as da Chrislo Scnhor ,\osso. S. Doroltiea v m.
7 Sabodd S. Romualdo ab. : s. Ricardo rei.
8 Domingo da Septuagsima S. Jooo da Malla.
ENCARRE6ADOS DA Si iiscripcao no mi.
Alagoas. o Sr. Claudino Falco Uias : Bahia, o Sr. D. Duprat
Rio de Janeiro,o Sr. Joo Pereira Martina.
KM PERNAMBCCO
O propriclario do DIARIO Manoel Figueiroa d
linaria, praca da Independencia ns. 6 e 8.
le Faria.na >u
QOVERNO DA PROVINCIA
Expediente da da 30 da Janeiro.
l HlicioAo Exm. comnniiilanle superior da suar-
da nacional do municipio do Recite, recommendan-
do a expedicAo detuas un.mi, para que seja dispen-
sado do servil" da mesma suarda nacin.il, eraquan-
to esliver exercendo o lugar de inspector de quar-
teirA na freguezia da Boa-Villa, o guarda Palriro
Jos da Silva Saraiva, pertencente ao :!. balalhAo de
infanlirii.Communicou-se ao chele de polica.
DiloAo mesmo, recommendando que ordene ao
lenle coronel commandante do 2. balalhAo de in-
f miara da guara nacional sob seu commando su-
periur, que enve quanlo antes ao inspaclor da Ihe-
sourana de fazenda os prels geraes de que trata o of-
ficio que remelle por copia. Communicou-se a'
ilipsoinaria.il' fazenda.
obras publicas, qoaudo he cerlo que elle serve por
contrato.
Dito Ao regedor do Gvmnasio provincial, ap-
provaodo a transferencia que Smc. fez da aula de
desenlio para a larde at o inez de m .reo vinrlouro,
alenlas as razes apresentadas pelo professor de ma-
themalcas de nAo po.ler lecciouar larde, como ta-
fia resolvido. a congrrgacAn; e hem assnn a medida
que lomou fazendn con que o professur da 2.a ca-
neira de geegrapliia se prestaste a leccionar acata
materia ns alumnos externos que a freqnenlam ero
um anuo romo preparatorio para matricula na l-'a-
culdade de Direilo.
DiloAo juiz de paz do sesttndn anuo da fre-
guc/ia de Sanio Aullo.Em ollicio de 23 do rnrren-
le Vmc. me declara, qoe tendo-se Batallado ne-sa
Iregueiia a juma qualilicadora com eleilores e sup-
plenles creados pela eleieAo de 2 de novembro ulti-
mo, os quaes foram convocados pelo juiz r!e paz
mala volado, proseguio a mesma junla ern seus ira-
balhos, alo que deparando Vine, no Piano de l'er-
numbtirn com a derisSo que dei a urna Centolla do
DitoAo chefe de polica, dizendo.que pode man-
dar embarcar hoja no brigue de guerra oCearense, juiz de |iaz da freaoezia de Santo Anlonio desla ca-
%
os sentenciados que enistirem na casa de delenrao
com deslino ao presidio de Feruando, enviando uina
relajo dos nomaa delles, para espelicjio das conve-
nienles ordena.
DiloAo commandante da prac,a, para mandar
embarcar hoja no brigue de guerra Cearene. o
qoe hver de renieller para o presidio de Fernando.
Igual recominen.ia'; io se fez as oulras reparti-
eres.
DiloAo iospeclor da Ihsouraria de fazenda, di-
zendo qoe em vista do que S. S. ponderou, nao se
deve realisar o adiamntenlo que reqoereu o capi-
lar) reformado Jos Jo.quim da Silva C.o-li, dos ven-
cimentos correspondentes a esle ini*z.
I til oAo rae.roii, dizen lo que, visto ter de seguir
em commissao no dia i de fevereiro provimo vin-
douro, o dale de guerra Parahibaoo, mande S.
S. pagar al :l lo cilado rae/., os vencimenlosda re-
pectiva guarnicao perlencenles ao prseme mez,
beitt como adianlar as cumedoria relativas quel-
le.Inleirou-se ao commandante da eslaco naval.
DiloAo mesmo, Iransmitlindo para o fi'n con-
veniente, o aviso de letra na importancia de 5159
rs., -acc.i'ia pela thesooraria de rendas da provincia
do Ro tirande do Norte, a favor da Manoel Kiauei-
ra de Faria. l'arlicipou-se ao EiuJ. presidenie
daquella provincia.
DiloAo commandante da eslavo naval, recom-
mendando a expedirAo de suas ordens, paro que n
commandanie do brigue de goerra Cearense rece-
ba a seu bor<1o, e irauspnrie para o presidio de Fer-
nando, os 15 senlenciados constantes da relaraj que
remelle.Ofiicioo-se ao juiz municipal da primei-
ra vara, para os fazer embarcar.
DiloAo mesmo, declarando que, convem que a
partida do brigue da goerra i< Cearense seja trans-
ferida para o dia I. de fevereiro prximo vindonro,
vislo dAo eslarem prom, to os sentenciados que
teem de ser enviados pira o presidio de Fernn lo.
DiloAo director do arsenal de guerra, para la-
zer apresenlar ao inspoclor *la ttiesoureria de fazen-
da, os papis e livrot sobre que versam os traballios
da cominissiio de eome daquelle arsenal, afim de
qoe possa ser liquidado o alcance do almoxarife,
Bernardo Jos Alarnos Pereira.Commuoicou-se ao
iospeclor da referida Ihcsourara.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, dizen-
do que mande entregar ao nitor doSemin'ano Epia-
copal de Olinda um africano livre, para ser empre-
gado no servido daquelle eslabelecimenlo, em subs-
tiluicao ao de nome Josc Antonio, que se mandou
recollier ao rt-ferido arsenal.l'ailicipuu-se ao Eiro.
bispo diocesano.
DiloAo mesmo, para mandaa fazer com brevi-
dade no bn^oe barca < UamariV os pequeos re-
paros d que trata o eoraanandaoio da eslac^Ao naval
no nflieio que remelle or copia.Commuiiietm-se j
ao supradilo c.Hn.nandnlc.
DiloAo cninmnndaulo snperior da guarda na- '
cional da coinaia-a da Boaita, inleiando-o de haver, |
em visla de sua iiiformacAo mandado passar palele
de lenle da primeira compendia ilaaierrAo de lia
lalliao de rc-erva n. 5, a Antonio Jos Delinques.
Dilo Ao juiz de direilo da comarca do Buiulo.
Kecebi o seu ollioio de l do correle, em que
Vine, me declara que sendo consollado pelo juiz de
paz do dislriclo de Panellas se poda elle continuar
no eiercicio de sen Cargo, embora fimlo o qoalnen-
no, llie responder alHniialivameiile, vislo que
anda nAo se acliavam juramenlados os juizes de paz
novameule eleitos.
Conformando-me com a resposta que Vmc. den
ao mencionado juiz, cumprc-me declarar-lde que,
comquanlo negocios dessa ordem p iieiir.un exclu-
sivamente ao poder administrativo, de sempre con-
venienle e luuvavelr pnncipalinenle em casos ur-
gentes, que o primeiro uiagisirado da comarca pres-
te s autoridades delta iodos os e*clarci'nonlos. e
inslrucces que forera necessarias par a boa exe-
curao das leis e lie I observancia das ordens supe-
rior.,
Devo previnir a Vmc. que em dala de 1:1 do fr-
renle delermmei cantara municipal de Caruani
qoe dsse posse aos cidadlM ltimamente eleiloa
para juizes de paz e vereadores dese municipio.
Dilo Ao commandanie do presidio de Fernan-
do, dizendo que pelo commandanie do lirigoe de
guerra w Cearense a aerSo onliemies a Smc. a fari-
nda desuada para o forneciuienlo daquelle presidio,
bem romo alguns ohjeclos enviados pelo orsen I de
guerra, e 15 senlpuciados cujos nomes coustain da
relaclo e guias que remelle, e oulros inais que bou-
ver do enviar o chefe de polica,
Dilo Ai. director d-sobras publicas, inleiran-
do-o de haver, em isla de toa informarlo, orde-
nado ao inspector da lliesouraria piovincial qoe
mande elfeciuar o pagamenlo da quanlia a que lem
direilo o arrematante dos reparos do ac.ude de Ct-
roani, Jos Joaquim de Novaos.
Dito Ao procurador fiscal A& Iriasouraria pro-
vincial, exigindo com brevidade o cumprimeiiludo
despaedo da presidencia de 30 de dez^mbro ullnno,
pedindo o sen parecer acerca dos papis relativos a
impnslos qoe, Bogando a opimao do inspector da-
quella thesuuraria, dc\e pagar o engculioiru Hillel
pelo seu titulo de eiiseuliciro da reparlicAo das
SkSSO JtlDICIARIA EM 3 DE t"EVEREIRO DE 1857.
Presidencia do E.rm. Sr. detembargador
Souza.
Ao meio-dia, prsenles os enhores dcsemlwrga-
dor Villares e os depntados, fallando com causa par-
ticipada o Sr. desembargador liiliraaa, e nada da-
vendo a Iralar, o Sr. presdeme levanlou a sesiAo.
EXTSHIQR.
pilal, resolveu suspender os Irabalhos da jonla par
coinera-los de novo, de conforraidade com aqut-lla
minlia decisAo. t
Approvando a deliberadlo de Vmc, designo o dia
S de marco prximo vindouro para a in-lallacAo da
junla qualilicadora, alim de se poderfa convocacAo cora a aiilecedeucia determinada no arl.
i- da le rcgulamenlar de 19 de agoslo de IKlfi.
Nesle sentido olliciou-se a' cmara mnnicipal d'alli.
DiloAo juiz de paz mais volado da fieuezia de
Aguas Bellas.O juiz de paz do segundo auno des-
sa freuuezia, Jos de Mello Cavalcanli, olliciou-me
em dala de 12 do correnle, communicando que
Vine. il.Mv.ira de fazer a convocado delciminada
no arl. da l rcgulamenlar n. :1S7 de 19 de agos-
lo de ISili.
O fado de e nao ler eilo essa convocaran no de-
vi-lo lempo parece indicar que Vmc. achando-se im-
pedido o.i i ileu, como lite cunipria, o convenienle
aviso ao sea substilulo legitimo para a-sumir as
fonreoes que Vmc. nao poda exercer. l'allas desla
ordem, que fazem lofpoitar pouco zelo pelo aervieo
publicu, sAli nioilo para estranhar, pois que dolas
resulla o adiamento de um processo que a le qur
que se eT^clue em poca determinada, a menos que
al&uraa circuinslancia extraordinaria a issose oppo-
nha.
Acabo de olliciar cmara municipal do Buique,
designando o dia 29 de margo para ter lugar a ins-
lallai ,1o da junla qualilicadora.
Se Vmc. esliver impedido, compre que do scicn-
cia di-so a'referida cmara, e avise em lempo ao
seu substituto legilimo para proceder a convocarlo
com a anlecedeucia prescrijila un cilado arl. i-, e
presidir aos Irabaldos da junta, que devora come-
?ar no indicado dia 29.Fez-se u necessario expe-
danle.
PortaraCnicidendn 30 das de licenca com or-
denado para Iralar de sua saude, ao juiz de direilo
da comarca de (ioianna bacdarel Joao Antonio de
Araujo Freitaa Ilcnriques.Expedirain-se as ne-
cessarias cummonicaces.
DilaMomeando, depois de ouvir o commissario
vaccinador provincial, para exercer iuterinainente o
limar vaga de commissario vaccinador na (recuezia
de Agoai Bella, ao professor publico da mesma
fresuezia Liberato Tiburlino de Miranda Macirl,
sera vencimenlo alguin na forma da lei.Fizeraiu-
se as necessarias couimunicacOes.
COMMANDO DA UUARKICAO.
Quartel do commando da uamicio' na cida
do do Recife, em Fernambnco, 3 de feverei
rod 1857.'
OlvTlEM DO DIA N. 111.
O coronel commandanie da guarnidlo determina,
, que nesla dala ejam desligados ilo seguuon balalliao
de inf.inlaiia, em o qual se achara addidos m Sr.
priineirn cirargiao capilAo Di. Prxedes (ornes de
ou/a Pilonga, c segundo cirurgiao alferrs Dr. Fran-
cisco Meudes >ie A no i un. esle na mesma qualida e
de a Idulo para o nono halalhao de infanlaria, e
aquelle para o dcimo da dita arrna.
Assigoado..Manoel ,1/uni; Tacares.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO ADMIXISTRATIVA EM 3 DE FEVEREIRO DE
1857.
/'residencia do /V.rm. .Sr. desembargador
Souza.
Prsenles os sMihores depotados llego, Basio, l.e-
mos o supplcnle Ramos e Silva, na falla do Sr. Si-
queira.
L*m requerimenlo de Jo.io de Souza Pereira, pe-
dindo rerlidlo da matricula da firma de Meurou A;
Corapalibia.Como requer.
Oulrn do mesmo, pedindo recislrar o lilnlo de
in.ioea<;.lo de caixeiro que deu-lue Mearon & C
Como'reqocr.
Oatro de Jos Anlnnio Mnrcira Dias i\ C., de no-
vo pedindo reaislrar o seu contrato social, vislo ler
ido tatiffeilo o despacho do Iribuual de 29 de Janei-
ro ullimn.Kenislre se.
t>ulro de Velloso tS Ponles, igualmente pedindo
remirar o seu contrato social, sendo iluminada a
primeira parle do arl. 17 por ser contrario do cod.
com. It-gislre-se.
Oatro de Antonio Jos da Silva GuimarAes e Ma-
noel Joaquim da Silva Pignoirodo, pedindo regis-
trar o contrato d sua sociedade.Recisire-se, Pican-
do entendidos os supplicanles que o livro copiador e
diario sao os menciona los no cdigo commercial.
Oulrn de Faria & ("iiiiinarAes, pedindo regislrar
o seu conlralo social.Reilre-se.
Foi prsenle a cotajAo Ollial dos precoi corren
les da piara da ultima semna.Arcltive-se.
A INGLATERRA COMPARADA A FRANCA,
Em rel.-ir.Ao ta sua organisa^Ao constitucional, legal.
jurdica, religiosa, commercial, industrial fiscal,
scienlifica material, ele.
Desde que em 183S me eslabeleci em Inglaterra,
onde tenhn exercido a profis.An de advogado consol,
livo, e ottde lenlio, por conseqoencia, eilo um serio
eslu.ln das leis, oso coslumes e insliluires desle
paiz, couclui que a Inglaterra nao se pareco com paiz
Igom.
" Na lnclalerra mo ha nera cdigos, nem classifica-
r^ao de leis ; consta a legislacAo da um improgliode
editos e carias veldas ; estatutos anligos e modernos,
bilis oo acias do parlamento ; regolamentos do con-
selho privado, etc. Tudo islo enche mais de cera
volmes in folio.
Esta falla do codilicacAo de suprida pela jurispru-
dencia, mas esta de lao conlroversa que anda mais
augmenta a desordem c a ronfusAo. Os relalorios
eompilacAo das decises judicaes', enedem mais de
qoalrocenlos volumes, anude os advogados aritam
com profosAo argumentos, entre os quaes he quasi
impossivel que nao se desvair a rcligiAo do jura-
mento.
VAo buscar aos numerosos tratados e obras de di-
reilo publicadas em Londres, as indispensaveis no-
rocs, de que carecem, para entraren) no intrincado
e lAo diflicil lahyrinlho da legislarlo e jurispruden-
cia brilannic.is; he porem lal a diversidade de opi-
nioes dos difTerenles aolorcs sobre qualqucr questAo
que as vezes o embaraco anda se torna maior.
Onlra difliculdade, que encentra o legisla exlran-
geiro, que se aventara nesle labyrintho, he o voca-
bulario de que usa o foro inglez.
Os termos de direilo, as denominr;oes dos aclos
jodieiarios e ixtra-jodiciarios sAo lirados do idioma
saionicn, do latm e do anligo idioma da Norman-
dia. (1)
O que porem complica a siluar.io he que esles ter-
mos, levados do continenle, teem em Inglaterra ama
sianificacjo muito differenla da' que Ihei da a saa
orlhograpliia nativa; de sorte que o legisla exlran-
geiro, depois de ter a vista do-la locures lechnicas
sonido por se lembrar dos seus bellos annos classi-
cos, lem i- repellir estas palavras da son memoria,
e s a ella vnllam para o fazerem desesperar.
Era destinado o moii Irabaldo a encher qualro vo-
lumes, eo porem extrahi-lhe a essencia e o reduzi a
um.
Para de alguma forma amenisor a aridez do as-
sumplo, vali-me de cuaques hisloricas. as quas de-
vem apresenlajtiVmdres debauo de oulrn ponto de
visla ; e he elle o que apreentam os seas vastos es-
tabeteeimentos! de crdito, de commercio e de indus-
tria ; e tambera as suas insliluires philanlropicas,
scieniificas e arlislica.'.
O met livro pode servir de guia aos extraaros
para arranjarein os seas negocios.
Por elle saberao o prer.o, porque podem ohler jus
lica nesle paiz. Poderao al reclama-la sem se in
commodarem. Ou enlo, se quizerem visitar Ingla-
lerra, ato sahirAo della levando nicamente os so-
perficiaes conltecimenlos, que dao os itinerarios e
guias de viajantes.
NAo me limilei smente a levanlar a pelle e a to-
car na epiderme, profundei quanlo pode com o es-
calpello.
Mostr com loda a conscicncia o bem e o mal, qne
da nesla opulenta ilda, em redor da qual gravitan)
todas as naces do universo, e qae anda occulta com
um veo de briilio ofTuscador.
Londres, 30 de abril de 1851.
CAPITULO 1."
Da ualureza e da forma do governo inglez. Sera
ele captulo didido em tres secces.
A primeira Iralara' da Realeza.
A segunda da cmara dos Pares.
A lerceira da cmara dos Continuas.
SecrSo I.
Da realeza.
Sii depois que Guilherme conquiste*) a Norman-
dia he qoe a Inglalerra se lornou um pai coslitu-
cional.
O poder soberano, linda que de grande lalilude
nAo he all absol'lto.
Fui definido e limitado pela o Magua Citarla ; he
assim que se chama o acto, que o re Jola, ein 1215,
finga dar s suo proprio niolu o aos seus liis ha- re Inglaterra
roes.
Elle nao poda obrar de nutra maneira, i vista
da energa, com que os lunies Ihe exprimirn) o
vol do paiz.
Desde a promulgacao da Magna Citarla, nunca
mais o rei de Inglaterra pie por, si i tomar nma
determinacAo e laucar imposlos. Para volar os sub-
sidios linda de convocar o .Clero a Nodreza t
e as n Communas : e foi a reunan desla especie
de Tres Estados, a que depois formn o enrpo com-
plexo, a que se deu o nome de parlamento. (21
Peloespaco de (res seculos foi a Magna Charlan
o nico laro enlre o rei ( a afia ; mas em I6S9,
os lords e as Communas lizeram aceitar ao prin-
cipe de Orange Ihe billof righlsn a declararlo dos
direilos acias que cartava e limilava os direilos da
coroa; e ttellese delcrminou que o o soberano nao
podesem o concurso do parlamento,sospender
a execucAo das leis. levanlar dinheiro ou laucar
imposlos, nem manler um exordio em lempo de
paz.
Oolras disposicOes deste pacto nacional assegn-
ram a liberdade das eleices ; a inviohbilidade dos
membros das duas cmaras ; declaram qr.e clles nAo
podem ser chamados a responder lora da cmara
pelo que tiverem dito e feilo no interior della
O mesmo billaol rigltls garante a independen-
cia dos jurados e prescrever a formarAo das lisias,
de que elle deven) ser lirados.
Esle bil annulla lodas ;ts promessas feilas relati-
vamente a mallas e confissaees que possam dar-te
judicialmente conlra os particulares
Prohibe que se lancera mullas eiccssivas. i.3i
Prohibe os caslisos crueis. (i)
E ordena, sem todava prescrever a sua convoca-
cao annual, que se rena frequentemente o parla-
menlo para fazer ou emendar leis. ;5
Quando tobe ao Ihrono qualquer soberano novo,
na familia da rainlia Victoria.
Esle | uislros de eslado. 9 O primeiro lord da Ihesoura-
arld he de ualureza inleiramenle exclusiva. ri.i he quem preside e dirige esle gabinete, ape/.ar
Parece, porem, que a feenndidade de Jorge III e I de haver oulro memltro do tzabincle, a quem se da
dos seas descendentes deve livrar por lougo lempo a
Bajo ingleza das perignsas comimc/ics, que andam
annexas roudanca de ilvmnaslia.
Dis*c no principio desle capitulo, qne he muito
exleuso o poder do soberano ; com e leitn, elle de o
cuele da igreja nacional.
Coinmauda o cvcrrilo de trra e o de mar.
Faz a paz e a atierra.
He em seu nome que se administra a justica.
O soberano nomeia os magistrados e lodos os mais
funccionarioi, i excepcao daquclles, que sao nomeia-
dos por elcicao.
Confere dignidades e ttulos ccclesiaslicos.
Nomeia os pares do reino.
Nomeia os embaixadores, os cnsules e os otitros
agciilcs diplomalicos.
Escolde o ministros, dimilte-os, e os substlue a
seu bel prazer. Os minislros sao responsaveis, mas a
pessoa do rei he inviolavel.
O re pude, em virlude doten reto, deixar de
sanecionar as leis voladas as duas cmaras!
O mais asradavel dos direilos do mon.ircha, he 0
direilo de perdoar.
Alcm de todas eslas aiiribiiices da realeza, linda
o monarcha era senltor de lodas as rendas da coroa
Enlre os diversos dominios da coroa nao se fazia
como em Franca, dislinccao, no que respeila aos
dominios .lo eslado senAo enlre baa da coroa e bens
de dominio privado, porque em Inglaterra todos os
bens que nao erara ponaidot pelos vassallos do re,
perlencam i coroa. Guilherme de Normandia linha
confiscado em provcilo sea lodas as propriedades,
que erara de Eduardo n Confessor, e depois de ler
feilo mtiilas liberalidades aos bares normandos 7)
qoe o linham ajudado na conquista, lomou Guilher-
me posse do resto. Depois cresceram os bens da
o principe que he investido na coroa, em virlude da coroa, porque Uenrique VIH supprimindo as nr-
maxiniM O morlo domina o vivo presla juramento
de governar era conformdaile con>osdous pactos
synallagmalicot, cojas principaes disposi;cs araba
de referir; alm disto promelte fazer executar as leis
do reino, assim como as tenlencas e julgamento dos
Iribuoaes.
O soberano lambem jura a lei de Dos tal qual he
entinada pela Biblia, e de conservar na a inte-
gridade a religiSa protestante reformada, conforme
foi eslabelecida pelas leis. O arcebispo de Canler-
bury, quando coroa o monarcha na igreja de Wesl-
minsler, he quem recebe delle esle juramenlo. (i;
Existe um lerceiro pacto nacional que se deve jun-
r Magna ^fiarla e ao billof rigltts : he o acl of
vnenl, ehamado lambem Pacto de $ucettt3o ;
he osle eslalnln o que allrihne e restringe a coroa
:u
PEDRO WOEHR.
l.4 VIDA i: 0&KE1RO SLISSO-
POR ESTEVAO' ECGIS.
IV
.Vo i/kii' reapparece Claudio llardy.
Alguus das depois de-sa lerrivel acea, que per-
turbara a minie/ i nnpres.iouavel e nervosa do jo-
ven sapaleiro, os ion iiindos eslav.ui) assenladiisein
sua pidne cair.a occopados cora o seu atOBeaa janlar,
o qual consislu em po e hlalas cozdas. Desle o
domingo em que Pedro fura lAo cruelmente ullr.ija-
do, ello alo sahin mais senao para ir a casa do re-
iin'n la.i. vottava de notlc occullando o roslo e cos-
leando i.s paredes. N;lo dera lu.tis um passo para o"
lado da ctdade alta.
Os duus irmAos janl.ivain silenrio-os e tristes, quan-
do as passadas ,ie um hornera fizeram ranger os .le-
gues carcomtdiis da eseadinhe, que conduzia a toa
pobre habilacro, e anle< que elle* podessem pergun-
lar a i mesmos quem viaha fazer-lhe nina viztla ao
meto dia, a pona da mansarda impelllda por ntAo vi-
gorla abno-se abalando as paredei, e a Mmblaole
aleare e ousado de Claudio Baidy dezenhou-se no al-
io da escada.
Sem aguardar a sandarao dos dous irmAos Clau-
dio iiardy enlruu, lomeo a fechar aporta, e aisen-
tandu-se sobre o uuico lainborelc que ah ttavia es-
teudeu a mAo a Pedro, o qual upeilou-a com um
olh-ii Irisls e assuslailo.
Alada nos guarda- ranenr pelas loces de do-
mingo? comei;ou Claudio cora sua voz rauca eale-
gre. Ora! estavimos embriagados! Devesesqoe-
"cjer isso Mas, |.orqu tio brsonbo '! porojae inni-
ca^vens cotn ftosco i Os cainaradM ain.iui te. Mas,
era i.'ina Repblica he mister que liajain opiaifios, lie
misler que os bous se coiilieram ; bel de provar-l-
islo hreveineiile. Pur ora ilizc-ine como oslas ?
Oh muilo in I, rwp mi ti:u l'i' i i com um olliar
desesperaidi. O velhe Marro era esle o nome do sa-
paleiro reirieudo, em cuja casa elle Irabalhavaj o
velho Marro nAo quer raaisdai-ine seno Ircs baches
(15 ceoliiuos) e o Sr. Eckeiss lamlieiu nao pode raais
ailianlar-ine sAanhairo. Mcu inaaoost raila vezuiais
iluenle. Ja e-c ni a sangue. A'einlemos lodos os nos-
sos pobres iiiove-is a Bunlscliu, su resla-nosesla cama,
e creio que Adolpho e eu libraramos no lino nulo
laucar-nos uo Sagino.
Vide Diario a. 25.
vezes que sobe ao Ihrono um novo monarcha ; fi-
ca, porem, sendo o mesmo em nuanto dura o seu
reinado.
A ilniao.i i lixada ,i rrinba Victoria importa em
o par amento armados ,',- ,,s- m ,||r1, dTWW| ,,,, rorma n.
alindo pjrlimentam in- .... ....
le: para o bolsiabo particular de S. M. ftO.tKKI li-
bras esterlinas
I l'm e lirio di iiiiillierme I, linha trdenado qoe
tolos os di-cunos los-cm em Nornaa frOnch, poden-
do continuar em lilim corrompido os oulros actos
do processo. Dnrou uto al Jorge II, que determi-
nou que lano um como os oulros foasem, (eilos em
iujez.
l.lue lotice inlerrotnpeii Claudio Bardy ; vnu
dar-lo um eonsolho. He preciso que Arlolplio va
para o dospial, e va lodos os dias beber a asa da
Ponto Grande l); isso ha de eara-lo melhor do qoe
todas as drogas, e da de poupar-le alguma cousa. lie
preciso que entres como eu na suarda civil, isso le
renderi cinco bachea por da.
Na cuarda civil exclamna Pedro Moehr : na
guarda civil !
Na guarda civil creada pelos Jesuilas?he
Perrier qoem rnuimanda. Eu ja enlrei hunlem....
Como lu ? diste-Pedro Moehr encarando o en-
marada com espanto ; mas eu cuidava que eras ra-
dical, c entras agora na suarda dos Jesutas ".'
Claudio Bardy ficou um poucu vernielho, mas
lranqoil!isou-se Iqgo, e disse eslendendo as peritas
cotn ar de importancia.
. Ati! Pedro, nAo enlendes d pnlilica, sou ra-
dical como d'antea, son anda um soldado dal^ninn-
cipnin iutelleclual dos povos ; porem -sou Frihur-
gaense, lu es Frlbargoense nos oraos Kriborgaen-
ses ; levemos fa/er respelar a soberana do can-
to. Foi enaaeeller Barilhold quem explicou-
me isso. NAo he para drfeuCcr o Jesoilas que
entro na Guarda; quem rae dera ve-Ios lo ios
eaireadoa he para defender a soberana do can
lAo. Levatilaiu-se fortalezas em Junio d Pribor-
B ; o cmbale sera' liarla. E depois s ganha*
i rias tropas fmleraes, tamo melhor. Formar-so-
ha um governo radical. Sou anda radical, lu es
radical, lodos nos somos radicaos, (fueres ir comiso
a' casa de Pierrier! Ja lemos na guarda bous
enmaradas : Laullty, Chassotte, Blanda, o pintor
Mullcr, liendra, Eggtril, os dous Ollel, Lam-
bessi, e aquelle que escreve para o narrador ; he
preciso que venlias como os oulros ; os Jesutas dAo
u violto ." b-bem-se bous copos.
Claudio Bardy lermutou assim seu discurto, e
nguardoo o effeilo de sua p'opinla.
Pedro .Moehr que nao entenda de partidos, c
aturdido pela eloquencia do cantarada anda hesi-
ta va.
Claudio querendo segundo sita expre'Ao predi-
lerla balrr o ferro emqnanto esta' guenle forcoiu o
pobre Pedro al em suas ultimas Irincheiras, pin-
lon-lhe coin as cores mais rsoohaa os lo-neltcios
dessa defe/a roenliroaa para aaobsrania do eantta,
| defeza que nAo fazia o iitenor daiiino nos proveiloa
do urna mudanca du soverno no cuso de qae o der-
rito federal ficaaao victorioso ; moslrou-lli palo e
vinlio para elle e para n irmao o lira da miseria ;
fallou-lhe etnlim 1,1o hem que o pobre sapaleiro
que nAo sabia mais que lizesse, levanlou-su, e os
dous amigos foram d bracos lados ler com Pierrier,
enlAo cominaudaiile sujierior da etiarda civil dos
Jesutas, e que ilepois foi coinmandanlesuperior da
guarda civil dos radican para ser anida romman-
danle da guarda civil das Jesaitas, quando lioove a
asscmbla de Posieui. Pedro Moehr nchuu-se as-
sim encurpnrado s companhiat do centro e munido
de urna espingarda, um sabr, e umi carluxetra
rom cinco baches de sold por dia. e a obrigaco de
fardar-se a' saa casia.
O partido conservador fazia minen is prepara-
tivos ile defeza, porque esperava-se a cada riia a
cltegada das Iropas federaes. Coiis|ruiam-se"forla-
lezas sobre os oeiros que rodeara Frihurgo, guar-
necia-se o arsenal, alislavam-se todos aquelles que
queriam entrar na guarda civil, e os JesuiUs per-
correndo a cidade iam aos corpos de suarda dislri-
bruir as medalhas da Immaculada ConceicSo, 'que
cada soldado devia Irazer ao peilo (2;. Comecava-se
mesmo a fallar de ntilasres : em um eiercicio de
foso algumas balas linham-se achatado sobre o pel-
lo ornado com ama medalha de um rarahineiru im-
prudenle que achara-se ao lado do alvo oo mo-
mento da dcssrac.a geral. Depois uina iinagein da
Virscm Saniissima animarasa com urna aureola
aos nidos do eacrislio Wichl, o qual recebera quin-
ao francos para dar sua palavra de honra que vire a
Vtrsem Sanlssima inclinar-se para elle, e promet-
ler-lbe a vicloha
Flses absurdo* prodoaiam pouco elleilo na cidade,
excepcao il-s mulheies da CongregaeBo do Rosario
dos Eremitas ; porm o povo do campo aceilava as
laes quaes Ihe eram contadas. Teda o cantan de Fri-
burgo eslava em urna agilacao febril ; amoUvam-se
os sabres, fahricavam-se halas, as quaes elles en-
venenavam mordendo ; os conservadores piepara-
vain-se para urna defeza a todo o transe; os radi-
caos calmos e silenciosas aaflViam todos ns in-iilin-,
(endo a viclona por certa ; porra o numera dos
ltimos eslava inui dizimadn ; lodos allavara-se na
guarda civil dos Jesuilas, onde o vinho que corra
larcamente fazia supporlar os sermrs l'ma espera
misturada de aoguSlia atormentava esse pobre e va-
leroso cant.lo de Fribitrgo.
Emliui, chesou a hora.
1 uta -larde, pelas qualro doras, um srilo fez le-
vantar-se loda a cidade de Frhuigo. O exerctlo
federal eslt a qualro lesnas da cidade \
linmediatameule as mtiliieres e os meninos fusi-
ram para as grojas ; os chefes do govorno app.irc-
cerain frenle das tropas, depois reliraram-se para
sus casas, e aguardaran! no lomiar das norias tra-
zeiras o resollado do primeira cmbale que ia dar se.
A guarda civil poz-se em ordem du balalha tas
praea.
Bepeiitinamciite toda a cidade dea um grito de
alunita.
Acabava-se de ouvir o primeiro (iro de canato de
urna das fortalezas da rita ros Lagos.
Mas l'o lomeis uina pequea esi arainufa. J.i
linha annilecido.
ILUa realmente em I ribiirgo urna foule, caja
aaajjtoi'
agua^roduz um elleilo maravillioso contra asdoeucas
de peilo O autor foi curado por esta agua de uina
pltlysica j adiaulada.
i2 Nao escrevo ura romance ; refiro os fjelos co-
mo leslemunha ocular. Todas as ciictimslancias an-
da as mais insignificantes desla narrarAo i3o liislo-
ricat.
(2) Os historiadores deram a nlgnns dsles par-
lamentos denominaces dislincl.is. Houve um a
que se chamou ptrlrmeiititnt iiisannm.
Foi aquelle que no reinado de Uenrique III, viu
a cmara dos lurds em suerra abcrla e constante
com o rei e com a fsmara nos coinmuns ; a puni
lal que os paies iam para o parlamento armados ros
pes ? eafreea, Oulro,
doctuin lorunu-se celebre, no reinado de Uenrique
IV pela ausencia de lodas as capacidarieS : islo por-
que a Schcri/ft excluiram da candidatura a' toga,
n scieucta e u talento.
Houve tamben) o parlininenlum diabnliciimnque
fez u processo 'o conde de Marck.antes da sua exal-
tado ao Ihrono.
Seguio-se depois o lonj parliamenl, nque durou
lano como o interresno.
Depois deu-se o nome deconvenlion parliemeni
ao que elevnu ao Ihrono a rasa de Oransc.
Finalmente ooconlideris parliamenl, nissim'.cha-
mado por causa da sua dediccAo aos minislros.
',:!' Que laes seriara as mullas naquella poca '.'
A aliara, era qoe ellas anda boje semanlem, exce-
de, em geral, lado quanlo ha demais severo r,a le-
gislaban do continenle.
(i1 No lempo desle lamoso bil of rigltls mitilos
supplirios eram precedidos e acompanhadosde hor-
riveis torturas. Ao mesmo lempo qae a uac,Ao re-
conhecia o podrrdo sol-rano, quera per um freio
as coleras reaes. Todava ao mais tarde he que fo-
ram supprimidns, a pooco e pouco, os mais crueis
desles ca>tigos ; mas al ao fim do seculo pastado
ainda se conserven a pena de morle, para certos
ruine-, os quaes depois foram casligados com penas,
lie verdade qae rigorosas, mas menos irremedia-
veis.
No capitula inmediato farei conhecer com mais
especialdade eslas diversas reformas.
(5) Nem a Magna Charla nem o billot righlsn
conlem clausulas que ordenen) a convocacAo animal
do parlamento; porm como o ornamento s era
volado para cada auno, e da mesma sorle lei cha-
mada molioy icl, os soberanos eram ubrigados a
convocar as cmaras, ao menos urna vez cada atino.
'(i) A igreja de Weslminsler, hoje urna especie de
Panlheon, foi na sua ortsem erigida para o culto
railtulico, e su depois do reinado de Uenrique VIII
he qae foi dada ao culto protestante. Guilherme o
Coaquistador nella te fez corear em ltili. Desde
nlAo lodos os soberanos all leem si|o sagrados e
enroados. N'esl numere lisura Uenrique VIII, e
lambem duas das suas viclimas, Calharina de Aragiio
a Anna Boleyn.
A rsinha Victoria he qnem fecha a lisia tiestas les-
las cornada. A 28 de jonho de 1838 he que sua
magestade presin em Weslminsler, as maos do ar-
cebispo de Canlerbury, o pieduso juramenlo, que
nem sequer te lembrou de violar.
Friburgo apresenlou durante essa noite um es-
pectculo digno de unta cidade da media idade.
Os edificios pnblicos linham sido Iransfurmados
emquarteis; havia soldados por loda a parle, e
chegavam oolros a cada ii-lante.
As Iropas rederaeselacavain ...mente um dos lados
da cidade ; as porlas opposlaa vomilavam sem inler-
rupcAo ramponezes armado-, loda populadlo dos
dislriclos allemae, a qual vinha de boa fo rombaler
pela religilo atacada e mnrrer se fosse preciso pela
fe de seus pais, representada pelos Jesuilas !
De iioilenA.i havia onde se abrigassem Indos esses
voluntarios, armados da maneira mais exlraordina-
ria, e qae Irasbordavam aos reios na ras de Fri-
burgo.
Os sinos linham locado a rebate.
O landsturm ebesava.
Chama-se landslurot tempestadedo pai:} olevan-
lamenlo do pavo ein massa, quando a patria esl
em perico. Nesses momentos lorio aquelle que lem
um braco pira irazer qualquer arma, loma o cami-
uhu do tusar amearado ; meninos com sabres e po-
uhaes ; velhos arraslando aps de si aresbuzes en-
ferrujados ; humen maduros tratando foucet, lau-
cas, machados, as pesadas espadas de dous guies
da media idade, e al os utensilios de cozinhi, lodo
aquillo que linham podido adiar as fazerMas n de
que podtam fazer qu-lqoer uso noalaque ou na de-
feza : uina popularlo mleira,desde infancia, Irans-
fuga do berco, al a velbce, visinlia da sepullura,
levantara-se, armora-se cora o que achara 'i mo, e
marchava em soccorro da relisiao, a qoal seos curas
linham declarado ein perigo. O landsturm nAu po-
dando adiar alirigo em ne. huma parle, foi obrigado
aacampnr-se na ra. I.ancaram-se palltas para ser-
vir de leilo a lodos na ra Lausanne, colches para
os velhos, eos hahilaiiles deram-se prensa em reu-
nir lodo n mi.fin e acuardcitle que anda havii na
cidade sitiada.
Os ramponezes do landslurm pozeram-se de c-
coras diaule das porlat; os meninos, tremendo de
fro, ajuularam a palha sobre seus ps us ; os oulios
bcbam, ou relvala MlH ro-arios.
As lochas e lauernas fasiam rosahif na nevoa
essas calieras sombrias e fanticas.
Alraves dos aropoa passavam hnitiens vestidus de
prelo dislriliuindo medslhai e iinasciis.
l'm niiirinurio suido suba dessa mullidlo para o
co sombro, no qual brilhavara algumas estrella)
como pregos de oaro.
Pouco depois esse murmurio convcrleu-se em um
tumor rimado c coclinuu.
l'ma voz dtzia alsumas palavras, s quaes respon-
da a iiiuliid.'in ajoelbada.
Rezavam o ollicio dos deftinlns.
Nos inlervallos de--,. psalmoi lustibres niiviam se
ai vezes as Irombelis do aiercilo lilianla locar a re-
lirada sobre os oileiras que riominam i cidade.
Tinha-te estabelecido um carpe de gaanla a en
Irada da etcada du collegio, o i .na da esa do Sr.
Grausert.
Pedro Moehr nbi eslava de seutiaella.
dens reltgiojas, confiscou-lhes oj bens em seu pro-
veito.
Finalmenle a rainha "Elisabelh ainda mais os ao _
mentn, com os hens que coufiscava a's viclimas de
sua poltica fanalica.
Em luglalerra um dos ramos mais productivos das
rendas da coroa consista as multiplicadas mullas
que te imputtham, e ainda se impoe em proveiln da
coroa.
Direi at qae era o melhor dos rendmentos reaes
porque em lodosos lempos sempre temsido lAo
mal dirigida a adminislracao dos bens da coma, que
o seu produelo liquido he'muilo pequeo, (oi islo que
fez com que fussein entregues ao eslado lodas as
propriedades reaes, obrgando-se a nacAo a pasar
animalmente ao rei cerla qoanlia. F.sle rendinien-
l-> chamado lisia civil 8) nAo sei porque, ra-
zAo1, he determinad pelo parlamento lodas as
para ordenarlos de etnpregados da
corlee para pensos, 131,260 libras esterlinas;
para as despezasda ceja da rainha 172,500 libras
esterlinas; para csmolas 13,200 libras esterlinas
para desrezas evenlnae 8,()i(l libras eslcriinas.
O parlamento porem sempre leva mais longo a
ns liberalidade, volando para os desrendenlcs do
monarcha, qaando rhegam a maior idade, subsidios
iadividuaet.
Parecedemasida a imporlmca da lilla civil, mas
se a corle de Inglaterra nAo fosse cercada de grande
explendor, triste serta o cunlrasle que (aria com a
magnificencia da omulhosa e rica nobreza, que se
senla nos desros do Ihrono.
Disse cima que a pessoa do rei lie inviolavel, e
que somonte os seus minislros sAo responsaveis ;
porem fallando em os minislros deve enlender-se o
que aqu se chama gabioete.s o qual he formado
por quinze membros; os minislros qae sAo mem-
bros do Pricij coitnccil couselho privado' esses nAo
teem responsabellade em quanlo a actos do gabi-
nete.
O governo por conseqoencia, bazea-se, de fado,
nesle gabinete, o qual sempre he lirado das maioras
'parlamentares.
Os oulros minislros, membros do consellto priva-
do, compara-Ios-hei ao que em Franca se chama m-
(7] He por esla raz.lo que enlre as mait nobres e
ricas familias de Inglaterra, se contam tantos nomes
que lao grande lustre deram a anlica Weuslria.
S O que em Franca se chamava intendencia do Galles.
lista ciiit, chima-so em Inglalerra eommiuton of
rooi and foretlt. Seos beds da coroa couslavan
ii me.i mol i,, de bosques e oreslas era bem posla esla
denominarlo ; mas nao era assim porque lambem
te coinpunliam de tenas, herdades, casas palacios,
parqttes, ele. Tambera havia mullas em proveiln do
soberano ou da coroa.
A cada instante se encoolra nesle paiz pallvrai
lAo mal applicadas, que fazem desesperar o lingista
mais forle.
a denoinin.ic.ao de presidente do consellto. He a ra-
z3o porque se designa par primeiro o ministro que
dirige o gabinete. Os oulrot Ireze membros lem
cada um a sua pasta ; um lem a da justica, oulro a
da do interior, oulro a da guerra, oulro a da mari-
nha, oulro a dos negocios estnngeiros, oulro a das
finanets, oulro a do cotnmerciu. lis directores ge-
raes das administradles, que em Franca nAo sAo
qualificados como minislros, por exemplo, o admi-
nistrador geral ros correm, o da lista civil, lam-
bem sao membros rio gabinete, e por consequencia
leem foros iguaes aos dos minislros ; teem assenlo
uo consellto de estado c vol tas deliberaccs desle.
Ihe privy coancil o consellto privado) he muilo
numeroso porque he cmaoslo por aquelles qoe ja
foram ministros, o por lodos os altos fuccclonarios
do eslado prsenles epassados. O duqoe de Wel-
ngton ncci'.s iriamenle fez parte delle.
A ralada convoca alsumis vezes os membros do
cnnselho privarlo 10 s sessoes do gabinete ; s suc-
ede, porm, isto, quando sua inas:slade preside
pessoalmenle ao consclho.
O consclho privado lem urna cmmitsAo, da qual
me li'i de oceupar mais adiante.
A rainha, apezar de casada, lie considerada mo-
llier livro. Portante pinte fazer, sem depeodencia
de seu esposo, lodos os aclos que a lei prodibe as
mait molderes em Inglaterra, se ellas nao san auto-
ritarias por seus maridos ; laes come vender, com-
prar, alugar, citar em juizo, ele.
O derdeiro presumplivo da corea, que lem a de-
sisnaraode ttPrince of Wallesa principe de Galles ,
ttasceo a '.) da selembrode 1811 ; he o segoudo dos
sele filltos da rainha (II) Victoria.
L'm allomado conlra a vida do principe de Galles
serta om crime de alia traillo: da mesma sorle se-
ria considerada a violacao de easlidade da priuceza
a fiida primognita da raiolta ,121.
Menhura descendente de Jorge II pode aiilei da
idade de 25 annos, Contrahir casamenio valido sem
o consentiraenlo da rainha ; depois desla idade, de-
ve dar-se parle ao conselho privado do projeclo de
casamento ; e o parlamento pode oppor-e a elle.
O principe Alberto, prvido de grandes carias de
naluralisacao, lem a do edamado naturalmente a lo-
dos os cargos mais elevados do estado ; todava, ral-
lando constitucionalmcnte, nao lie mais do que o
primeiro vastado da rainha. Se pralicasse aleum
laclo que o (oruasse ro de alta Iraicao, a sua qua-
lidade de real consorte nAo o sublrairs vindicta
das leis. S lia om caso em qoe eslas leis sAo mais
doces para com o esposo da rainha, dique para com
os oolros homens casados ; he o caso de infdelidade
conjugal. E reinado de. Victoria.
O principe Alherlo foi naluralisado inslez por um
arlo especial do parlamento, o qual Ihe roncedeu ao
mesmo lempo unta pensao annual d 30,'KH> liara
lestsrlinas. Outrooetoda mesmo parttoenlo ;no
easo da rainha morrer anlaa do herdeiro chamado a
siii'c.eder-lhe chesar idade de I.S.annos: Ihe da a
resenria do reino. Todava o principe perdera a
resencia, se depevis lornatse a casar com nina ca-
Iholica.
Nao s ns minislros, mas lambem as outras tesle-
monhas, que assistissem ao casamenlo clandestino
do hirdeiro da coroa lorttar-se-hiam reos de pr L'ma moca ajoelbada junio delle mislurava sua
branda voz cora as orantes da mullidao.'
lerminailo o ollicio. a moca levantott-se, e pare-
ceu continuar com Pedro Moehr urna ennversacao
inlerrompida.
A senle do landslnrm, exaltada por essa ceremo-
nia lucultre, levanloa-se gritando, como ns Cafres
qnando lancam-se 'odre o inimigo.
Ponco depois essa mullidao hramin como nma
lempeslade.
As mAos balcram conlra a; armas e os copns ; os
ps etmagaram as carrafas quebradas ; .tlgons me-
ninos suUncados dvam grilos asudos; as mulheres
fusiam, ou ajoelhadas eslendiam ai maos para o co;
as lochas acadas por homens embriagados, cahlam
sobre as patitas, as quaes incendiavam-se e apaga-
vam-se novameule rlebiixo dns pes dos bebedores ;
as casas lodos oravam ou choravam; o co, cima
Oaasaa lumullos, rlesrobria pouco a pouco lodas as
suas estrellas, e pairava luminoso e sereno-sobre as
nulas furiosas desse mar de homens.
E os homens vestidos de preto conlimiavam I dis-
tribuir medalhas e macen.
Perlo de corpo de guarda dous mocos Irocn-
vam suas almas deleitados por anta primeira con-
fissao.
Oh senhora, di/.ia o mancebo, agora eslou
forle como ura Dos. E se eu morrer, accresceulou
elle, Vmc. sera a irmSa de meu rino, nao he ver-
dado ?
A moca nAo respnndeu se nAo aperlando-lhe cor-
dealmenle a mao.
B no meio desse lumullo de armas, desset etilos
de homens embriagados, desse rumor de Irombetas
lonsnquas, desse lirados de urna mullidao fanalica,
os anjns naviram o divino susurro de um beijo. Re-
pentinamente a mullidao calou-se.
Lina voz faltara, a grande voz do canhao. Co-
meoava o cmbale as porlas da cidade. A lilullidAo
escotava silenciosa e angusliada.
I'nrmarara-se as cohorlcs, eslabeleceram-se os
poslos,
Pedro Moehr, ebrio pela primeira alegra de sua
vida, foi enviado como senlinella .. grande escada de
madeiraque liga lapracas do alio da cidade ao bair-
i.i de La Planche.
l'oi collocado no meio de-sa imroensa e-rad.t in-
greme e estrella, elevada sobre um rorhedo a pique
rom a or.letn d alirar ao primeiro rumor, sem per-
sunlar previaineiile : Ijuem vein la '.
Km lomo delle licaTam rordedos a pique caber-
los de ratos arbustos, no futido a lurrenledo Sarino
correndn rom o mesmo rumor indifterente como a
naluren ns lulas bananas ; rima oeslroudo do ca-
lillan e o ruiiioi lousiuquo do combalonlos.
I iniu islo pouco iinporl.tva a Pedro Moehr.
Elle lilil i nos labios, no corarlo, na alma, no es-
pirita, or loda a parle, a embriaguez de um pri-
meiro heijo de mulher, de um primeiro beijo de
amor.
Passou urna hora alloinlo cm teu estase, e icudo-
l A eomh'u M i feita enlre o soberanoe a na
cao, de muilo vaiilajusa para a realesa ; he islo o
que demonstra ura relalorio feilo ao parlamento so-
bre os rendimenlos da lisia civil. Elles nAo exce-
den) nos annos ordinarios a mais de 3>,0000 I. s.
E deduztndo de-la somma para as despezas da ad-
minitlracilo,.......... 192,000 I. s.
S l 'un ao Ihesouro nacional. 158,000 I. s.
0 que mais se critica he o cosleamenlc de dezece-
le lloreslas reaes, cajo ron lmenlo liquido nAo vale
nada.
Em compensacAo desle dficit, lem John Bolfl o
prazer de chamar seas passeios aos helios parqtres de
Londres, c apezar de parecer natural que sedeixas-
sm a disposicjlo de saa mageslade, aquelles em que
eslAo os palacios reaes, o povo nao pcrmitle i|ue se
loque em urna nica arvore desles pirques; ose
islo alguma vez succede. de lodas as parles se ele-
vara srilos de indisnacAo. A apphcac.lo de uina
parle rio lude parko |,ara o edificio consagrado
grande exposicAo, loscilou clamoieslAo lorie que
a inlendencia da lisia civ jtilgou-se obrigarla a coa-
ervar nesle edificio um pequeo numero de erro-
res seculares, apezar de milito velhas, e de- incom-
moiiarem nosarranjos desle grande bazar rio mundo.
III Km Portugal, consellteiro de eslado.ola
do traductor.
Jl A rainha lem Ires filhos e qualro ilhas, ama
das quaes nasceu primeiro do que o principe de
'alies.
12 Como o eshluto nAo falla as filhas segundas
da rainha. o mesmo ciime commeltido conlra ellas,
nAo cria consideraslo de alia Iraicao ; seria urr, de-
licio ordinario.
Km Inglalerra a ledra da lei lie Indo. A viola-
cao da rainha, ou mesmo nicamente a tenlalva.
lambem seria um crime de alia IraitMn. O estatuto
diz: A rainha reinante; do sorle que a violacao
da rainha viava n3o passaria de um delicio ordina-
rio, cuja tentativa nem sequr foi previtla.
muiiirc. Ate mesmo seriam aecusados pelo nimo
de alia Iraicao, ape/.ar mesmo de ja' nAo existir a
rainha.
0 crime ou delicio chamado pra-munire foi ou-
Ir'ora punido com a maior severidade ; consitlia 0(-
tc crime em molestar por uro acto qualquer a so-
premacia do monarcha a rctpeilo da rcligiAo rear-
mada.
i.hiand i pelo crime de pnrmunire era o roeon-
leiunado a ser preso, a mesma senlenea que Ihe ira-
ponha esta pena, lambem Ihe mpunba a do ronlit-
co de lodosos seus bens.
Esla lei deixou de ser applicala; nao esla' porem
por isto revogada. Pelo meos, assim o allirmaram
ha pouco os jurisconsulto* em pleno parlamento, a
propotito do c irdeal Wisemau e de alguns Njate,
que por urna bulla do papa foram prvidos em sedes
episcopaes.
O toberann linha em seu favor certos direilos
reaes, os quaes desapparereram com (a relurma das
leis. I alivia ainda nao foram abolidos todos :
mas os que ainda subsistem an Iam confundidos enm
os rendimenlos da lisia civil.
Apezar de ler sido enlresue ao eslado ludo aql-
lo, que conslilue esla l-la civil, dcixa o parlamento
a S. M. a posse dos principaes palacios ra coros 13'
e levado pelo mesmo espirito de liberalidade. appli-
ca o parlamento para uso dos membros da familia
real, os edificios de que a rainha nao quer yr-
vir-se.
He escasado dizer qoe os diamantes da corea II)
depositados na torre de Londres, sob a suarda do
duque de^Vellinglon, commandanie em chefe do
exercito. cilo a' disposicAo de S. M.
Como compensacAo de tantos direilos inherentes
a nobreza, o povo inglez dcsfrucla plena posse de
seus bens c |iropncdadeaj}aegundo os regulamentos
das leis civis ; e em quanlo ao seo corpo gnza de
urna completa Itberdada, a qual Ihe he garantida
pelo aclo conhecido com o nome de habeos corpas.
Ein couformidade com csl'oolr contrato synal-
lagmalico, feilo enlre Carlos XI e o parlamento,
qualquer petsoa presa, seja a' ordem do rei, a' or-
dem do ministerio, uu mesmo em virlude de um
mandado de qualquer magistrado, pode reqoerer
para comparecer em tribunal de justica, aonde en
sera' mandado per cm liberdade, oo sera' dada a
cansa da sua prisao.
Todava algumas vezes, em consequencia de cem-
mocOes polticas succede, seren suspensos os efleilos
do aaoMl UUl/aM, e esta medida he tomada para
sala-lo publica silus populi). Nestas circumstan-
cias extraordinarias, a pessoa privada de liberdade
nao poda sabir da prsAo, ainda mesmo que presla
aanca-
He verdade que a lei loma os Imicini. requeran) a prisAo, responsaveis por esle exercuio
do oler, que degenera em abuso, se elle nao be de-
pois legitimado por motivos graves.
Mas nunca se procede ao exame da conduela l
auloriJndo, porque loso que passa a rrisc poltica,
da-so um bul de indemtndade aos minislros. e res-
nltie-a ao mesmo lempo ao babeas e- i-pus a sua for-
ci tutelar.
Acabamos de ver romo foram combinadas com o
lireilo do povo as prerosalivas ta realeza.
Os direilos do povo sao assegurado nao so pelo jo-
r iinonio da monarcha, mas alera disto, pela vigilan-
cia dos seus mandatarios directo,os membros da c-
mara dos communs.
Devo ajuular, em honra dos pares de Inglaterra,
que elles, pela tua pa'rle, issleniam com grande in-
dependencia ns pactos conslitorioaaes.
SECCA'O II.
Da cmara dos lord'.
Considerada sol o poni de visla da sua urganisa-
co, a cmara dos lords, he como a realeza, um ra-
mo aristocrtico da arvore da consliluicAo.
Com etl-ilo. he a cmara formada de elementos
lemporaes e espirituaes, rdeios lodos de dislincces,
de ttulos, de prerogativas.
se esquecdo de todo pelo sublime esoismo das pri-
meiras ebriedades do amor.
Enlrelanto, Ernesto de Staeklio, favorecido pelo
lumullo e pela desordem dessa itole, conimellia no
corpo de guarda descro da ra de l.ausame ura
crime infame violentando a pobre Elisa, a qual de-
pois de ler lutado muilo lempo e do ler gritado em
vio pira a mullidlo, refugiada as igrejas ou reu-
nida as pr.ic.is, succumbio emftra a forra de seu
vil scduclo.
Pedro Moehr tai retirado dahi, mas nao subsli-
tuidor.
Ao primeiro tiro de canhAnos Jesoilas e os che-
fes do governo conservador linham desapparecido
com o commandante superior das tropas, o Sr.
Maillardoz. Os sitiados sem suia e sera capilacs ca-
pilolaram depois de tuna hora de combate.
No dia seguidle as Iropai federaos entraran) em
Friburgo.
A cidade apreaenlava um aspecto mni Irisle.
Era lodaa as pararas elevavam-se monles de ar-
mas quebradas, espinsardas sem coronhas, fardas
I despedacadas; rlianle do arsenal estava um inonlau
enorme de armas de tota a especie, que at tropas pi-
i savatn a vontade com ligrimas de colera.
Nenhuma espingorda fui entregue intacta.
As tropas federaes enliaram em Friburgo s qua-
lro horas da larde.
Ao pe das tilias de Moral lialiam-aa reunido os
radioaea para saudarem com acolaraaces seus liber-
tadores.
r*olavam-se enlre elles na primeira ordem uns
vinle grilidures, que linham Iraztdo na vespera a
espingarda e a medalha da suarda civil dns Jesui-
las. Gritaran com loda a for^a de seas polmoes :
Vivara os radteaes Vtvam as tropas federaes Vi-
va a democrarh Vivam os direilos do homem.
Quem mais gritava era cerlainenle nossn anliso
conhecido Claudio Bardy, o qual deivara a medalha
e os cinco bsches por dia dos Jesuilas para de lirar-
-c n ivamenle causa d.i emancipifao intellcctual
dos povos.
As Iropas federaes oceuparam o cant.lo de Fri-
liurso ale que fosse Horneado pelo povo um Governo
que eativesae a aiiura da marcha prograssifa *\a hu-
iiianiilaile. F^o governo l,0in qoe romposto d ho-
rneas que alo linham a syropathia do paia, tomou I
as redeas do Bstado com m.io lirinc oasada. Ana- i
aar de sua prometas fea poneos hens .i patria.'
Elle contarvoo-se, o que he muilo, mas mudoii an-
tes a face das cousas do que melhoroii a Miuac.io.
Em Friborgo, na Saissa, mudd-e de governo,
alim de que os conservadores e os radicaes chesuem |
allernalivameiite aos empresos publico, lie preci- .
! so que Indos vivara. A falla de iiisdustiia, de i'iim- \
niercio, de vivas relacoes axlarioras, de participa-,
cao activa no movimenlo europeo ileitam ociosas'
miiilas inlellk-eiif ias, e pobres inuilas naasoaa que
eslAO sempre promptaa pata derribar o governo e**- j
1 labelecido, afim de acharan na inujaiica das admi- j
1 iiislrare o meio de Guardar para si alguma ruuia I
i dos diuhtiro pblicos.
,13) IIHcLinghan palacc, SI. lames, and ll'ini-
sor pala'-e sAo do uso de S. M. O palacio de lltmp-
tim-courl vat ser arranjado |iara o principe real. O
pequeo palaciu le honnisgtnn son.le nasceu a rai-
nha, e .mu le se reuni o primeiro <-nnselho de mi-
nislros, era oceupado por sua mAi. a dnqueza de
kenl, depois da morle de Guilherme Wlll.
| E-lao avahadas em d.iiii.i.tiid de libras esle-
linas os joias guardadas na lorre de Londres. Su o
diadema esla' avahado em 1,000,000 d libras ester-
linas. Sobre a coroa real veem-*e as flores de lis.
Tambem faz parle desle Ihesouro o celebre diaman-
te Koh-i-noor monte, de loz', cnji poste lanas ve-
zes disputaran) a India e a Persia. F'oi o seu ultimo
possessor o suliao de Labore, mas depois de nma
deslas inlervences pacificas dos exercitns inglrzes
as ques("s inleslinas dos soberanos bellirosns do
imperio in ho. tornou-se esle diamante em um dos
despojos ptimos da goerra, rujo resultado foi torra-
ren) os inglezes posse de Labore, lie eta a lorma
porque o soverno inglez acaba com as dispalas, que
cnitiinoamenle se elevan) enlre o principes odio*.
Kha-i-noor esta' avaliado em 2,000,000 de libras es-
terlinas.
O soverno radical nascidn da ocespacao do can I io
de Fribarga pela-s Impas federaes inatiGoroo soa
elevacao por tima fesla popular de igniliracaj ao
mesmo lempo janli.i e pueril. Foram qnriuia-
dos na praca de Nussa Senhora sobre vistas fosuei-
ras feilas para esse fim os instrumentos de lorlur.i
ate eatlo conservados, como ja di-enio., em unta
torre velha da ra le Moral, qoe depois fui derri-
bada. Pronun 'taram-se intuios discursos, e comu
o fallar di sede, nAo bebeu-se menos do que se
falln.
Os radicaes que linham sndado 'le cabera Imixa
durante u governo dos Jesutas, eslavam asnra ar-
gulhosos, e os demcrata- do dia seguinle, bem ro-
mo em toda a parle paredam os patrilas m.ns e,i-
lliusiastas. Todos diziam-se democralis da ve.pera.
O cerlo he que paia ns radicaes, Friburgo lomara
n aspecto de umi cidade Itvre de uina l>ranina
odiosa.
A nevoa hypoerila quo snbia lodos n dias do
coufissionariu para envolver lodo paiz. redara o
lusar a seria luz da verdade. Ternara-se inais vivo,
mais livre e mais forle o ar que esses peilus respira-
va m. Elles renasciaiu para a luz-, e esfregavam min-
io us ornea habituados a baca rl.iri.ia le ilos Je-oiia.
e rleslombrados pur eme esplendor franco e alesre.
E Pedro Moehr.
Depois da de-crean qoe houvera, (lie nao anima
va se a raaaparacar em publico, a
N.lo linha o in ijudiei, descaramcnlo de Claudio
llardy, que mudava de npintau no espaco de oilo
horas, como s livesse bebido um copo de viudo
novo, e proclamava-se com (rmela imperlurliavet
radicil da vespera.
Ivn luanlo os oulros bebiam na prara de Nossa
Senhora ao crepitar dos inslrilmenlos de tortura
que as chammas coiisumiam, Pedro Mnehr >,inho
em sua pobre habilacAo, pnt* o irmAo eslava no
hnspilal, cuidava In-lcmenle no pu do da -
gutnle.
linha havido mu laura ile governo ; lile nodi.-
via mais esperar adiar IrabaJh i cm rasa do eaw r-
vadoraa ; porajaaala a mor paria desle aavatai fo-
aido,os eairoa ciav.iui aaearllai : eram ea vencidas.
Resiavam o- ra hcaest, aanharai do presealai c aaUks
dislribnidores do Irabalbo edepio. Mas como re-
ceberiaan a elle, trnsfuga da suarda cvica dos Je-
s utas, a elle que lora viste par Mea montando
guarda pelo guverno c.dii lo .'
O ingenuo rapaz via-e pcraegahle per toda a ci-
da le. Ao primeiro passo que aeaaa lora .le -ta
mansarda via-s exposl i a urna scena emelli.inlc
aquella de que a tora virlima. I pobre sapaleiro
chora*! aaaiima em sen apaaeato deaarte.
F; isnorava ainda a inais lerrivel d* -uas desra-
cas, a violencia feila por P.rneslo de M.irklin a iim-
ca a queni elle eousasravs um amor t.i.i puro, e 1.1,
prolon la Iiori ii lainenle Pedro Mr.fhr n.io en-
tenda de poltica.
ConUnuar-se-hu.)


MUTTl^DtT
.
-


DIABIODB PERNAMBUCO, QUABTA FEIBA ', DE FEVEREIRO I.F. ,R5,
Conta i cmara dous aicebispos a -\ bivios ; lie
esta a psrle espiritual. (I.">)
Emqaaiitu a temporal lio a cmara mimada :
1. Por todos os pares de Inglaterra.
2. Por drzeseis pares de Esco 3. Por miiIo e oilo pares da Irlanda.
Vemos pela estatislica de 1S19. que a cmara era
composla por qoalrocentos e cincoaula e ires mem-
bros. (16)
Tero a cmara dos lord duas altribuices ilislioc-
tas : urna legislativa, nutra Jtidieiari.
As fuuccdes legislativas exerce-a* om concurrencia
com a cmara dos commans.
Pelas allribuioes judieiarias rompele-llie o jut^n-
roenlo dos criminosos, cuja aecusaco foi feila pela
cmara dos communs, por delictos d'alla traillo.
Quando se dao estes easos, os lords ecclesiaslicos
nao tomam assento na cmara.
O presidente da cmara he o lord high chanciller
( o grao chancellen ,1
Elle tem sua ordem seis assistentes nu uflicwes
principaes, osqaaei dtaempenham funeces anlogas
as de secretario, escrivAo, guarda dos archives, ele.
A cmara tem um Ihesoureiro, um bibliolliecario,
porleiros, continuos, e mais uns dozs empregados.
Sempre est.i a' di-po-ic do chauceller uro ins-
pector de polica.
Alcm disto, a cmara dos pires lie um supremo
A caara dos communs funeciona ordinariamen-
te cinco dias em cada semana. Se ella romera H
DI) scsses passadas tres horas de Irabalho, pndem
fnnccioiiar validamente vinle memlirns presentes
i'X ; islo, porm, pnucas ve/.es succede. 2\'
Os membros do parlamento nao percebem indem-
nisaco alstima pernuiaria ; pelo contrario, a am-
biento de uceupar este sargo, leva inuilas vrz.cs os
candidatos a despejas extravasantes, c que tem ar-
ruinada Mais de um senilemenn; lod.iv a os exem-
plosde Bribrry corrupcao) tem diminuido ha anuos.
ds mtmbros da tmara do*communa amigamente
eran) dedos por tres anuos, mas ha ja muito lempo
qno sao pleitos por sele.
Para exercer o direito de eleilor he preciso ler
dragado aos vinle e um anno, ser stnliur de cerlo
derliinento, ou eniao pagir grande renda de casas ;
ter seis mena de rrsidencia, etc., etc.
O que senilmente serve para resillar o ceuso clei
toral he a laxa dos pobre-.
Ha outras nimias coadhjStl para se poder entrar
na lista eleitoral ; e iiio.mii depois de inscrirtlo Bella,
anda nao he bacante.
Se nao cxi'le loi estatuaria, neni le de un.....ni
le clara, os ad togados enlfto va~o beber a'tale dai
leis ds indos us paizes, ao direii natural, e lamber
ao fu* romanan), que he a origen), em todas as na-
ees, iln direito civil. Km qnanio ao iireilo dan gen-
les a Inglaterra loiu nina maheirn propria de o en-
tender o appliear.
se nao existem cdigos para definir e determinar
os principios, que os magistrado* estilo encarregados
de fazer respeilar, tamliein os ni ha que prcscTe-
vam a forma do processo ou arcao, que se pretende
instaurar. Islo nusmenla os (bancos, em que se
veein os estranseiros ; porque cada tribunal de jos-
tica tem um modo particular de e proceder perau-
te elle ; de surte que seria da roinha p.rfi- urna te-
meridad dar sequer un resumo sob a forma porque
se bao de Instaurar o proceaaoa peranle os Iribonaet
ingleses. Como as parles sao ohrisadas a empresar
olliciaes minisloriaes, os leilores do nien livro, que
se iran na neressidade de rerorrerem jusilla
brilaunira. devero confiar aoshomens de le o cui-
dad dos prores-os que hoovcreni de instaurar.
Em quanlo as materias rrimiuacs, o campo na
he menos vasto, nem mais esclarecido ; vejo-me
muito embancado para dar um idea da classilicaoao
ds actos, que s,l con-iderados alteulalorios da or-
dem publica, das pes-oas. ou ta propriedaile, que
da mesma forma, porque
goveroo, o qual cedo insto a' opiniao
, em Inglaterra sao pun
lie preciso para ser qna- ._ ,-z '
' ^ em I-rauca se reprimem os rnmes, ns delicio*, e
qtier adm.ltido a votar que prove ler pago a laxa as contravenenos com tanta clareza definidos uo co-
dos pobres.
Toda a fraude cleilnra^ he punida com a mulla
de 'til libras esterlinas.
Os individuos excluido* da eleteao ficam subjei-
Iribonal judicial em materias civi criminaes,romo i '<" mulla de I,IKK) libras esterlinas. -2.'
mostrarei no capitulo seguinle.
Os membros da cmara dos lords teem a faculda-
de de sa fazerem representar por proxics (17) na vo-
laoo das leis.
A minora da cmara dos lords pode, quando ha
tlesaccordo sobre qoalquer le votada pela maioria,
protestar contra a decisAo e publicar o proltslo.
Os pares nem podem ser presos por dividas, nem
seren poslos (ora da le ; a habitado dos pares he
iuviolavel ; e mesmo nos casos criminaes e execoli-
vos nao pode entrar no domicilio delles um oflicial
de justic.i, que nao va unanlo de ordem real.
Podem tomar assento aos lados dos magistrados e
tispenderem-lhes a soa opiniao. Sejaqual for o lu-
gar do reino, em que se achem, podem uella exercer
a (uncces de juiz de paz.
Em lodos os casos, em que o jurameuto se exige
Judicialmente, o3o sao os pares Abrigados a prsta-
lo ; basta que declaremdebaixo de palavra de hon-
ra que bao de dizer a verdadt.
Os pares lAo nomeados pela rainha, ou por meio de
carias plenle.-, ou por om irrit (18) o qual exprime
o litlo, que o solieran Ibes coofere, barao, viscon-
de, etc.
SECCAO' III.
Da cmara aos communs.
Visto seren lirados denlre lodos os cidadoi ele-
giveis, sem tlisliiicr.it) de jerarchia, os membros da
cmara dos communs, be esta cmara o ramo popu-
lar da arvure da constituido.
As leis de finanzas devem comecar por Ihe serrn
apreseutadas. A cmara dos lords pode rcgeita-las,
nao pode porem fazer allcrae.io emquanto a's som-
iiio* voladas.
As leis penaes, que enonrram clausulas fiscaes co-
mo, por exeuiplo, multas, devem tambero ser sub-
metlidas, em primeiro lugar, a cmara dos com-
muns ; o mesmo soccede com as Iris que autorisam
a receber os direilos, e que approvam tributos.
Todo o cidadao.etu contemplando vinle e um an-
uos de idade.pode sereleito deputado, com tanto po-
rem que tenha o rendimenlo de (it)t> libras esterli-
nas, islo para ser representante dos campos : os das
cidades basta que teuliam de reuda 300 libras esterli-
nas. (19)
A iuviolabilidade dos membros i/o parlamento t
como lhes ciiamam, colloca-ns ao abrigo de prizOes
por dividas, nao so durante a -e- .ni, roas durante o
qtialre dias que precedem a abertura do parlamen-
to, e diiraule os quatro, que se succedein ao encer-
rnniento.
Disse cima que os membros do parlamento nao
podem ser obrigados a responder pelo que dizem no
interior delle.
Se porem as leis os prolegem emquanto a's pes-
soas, deixa-lhes os bens sugeilos ao direito coni-
mu n, e al nao impede que o memoro do parla-
mento, red de urna quebra falsa, seja declarado co-
mo lal pela jostira. 20
Mullos individuos nao podem, por causa das fune-
rfles que exercem, serem eleitos membros do parla-
mento.
Os magistrados sao dola excluidos pela simples
razio de poderem ser chamados a' cmara dos lords,
quando ella funeciona como tribunal de justira.
Os membros do clero tambem i3o xcloidos da c-
mara dos communs.
Todos os chefes e empregados das administracOes
fioanceiras;
Os magistrados de polica e os Scheriffs e outros
olliciaes de juslira tambem nao teem entrada na c-
mara.
digo.
Oi_ adelos, os eslatutos, osados d parlamento
sao lio multiplicados, e as proprlas decitoei Indicia-
rlas sao tao numerosas, que lian posso deix.ir de Ibes
chamar um cabos.
Em Inglaterra, as leis penaes teem variadn*mais
do que as leis civis, islo em consequencia das mu
daueas de dxmuastias e de religtan.
He a ralla porque a rada passo se eucontra um
zer que os lies poderes de que elle se compe, de- estatuto, que deslrue oulro. Os soberanos calholicos
vem concorrer para a confeocAo das leis ; e que se os monarclias protestantes s sobre um ponto se
urna das cmaras regeita um projecto, ou se o so- tee,n lfado deaccordo : he sobre a con/iscaeo da
Uepois de termos apresentado os elementos cons-
titutivos do governo inslcz, quasi que he iuulil di-
berann nao o sancriona, nao pode elle vir a ser
lei.
Succede algumas vetea ser emendado em dma
cmara qualquer projecto votado na oulra ; ueste
caso he o projecto levado por una commis.ao a'c-
mara aonde leve iniciativa.
prnpriedade dos condemnados.
Iloje conseguiram os legistas fazer orna classifi-
caraodas acees humanas, suscepliveis de punirn ;
eslao divididas em les catbesonas principaes. clas-
silicadas por estas tres palavras : treasvn, felnny,
mis Icmeanor.
Treason ^S; he a rubrica sob a qual eoltoeam os
atleutados contra a pessoa do soberano, ou dos setis
i uandn he a cmara dos communs que dirige herdeiros, sssiro romo as conspiracoes tendentes a
urna mensagom a'cmara dos lord., he a rommis- '''""baiem a sua auloridade ; alt-m'disto, qualquer
.. :_,..j-.:j. i tentativa dirigida cnnlra a isreja reformaila, oo en-
sao ...troduzda pelo prime.ro portero que se cha- ,,, (|Q11,qoer col,|lracao, Cllj Jfim seja m a face
ma genllenmii, e, estando este ausente.pelo sesondo do goveruo, ou favorecer a invasao e a conquista do
que se chama /ornan. O chauceller de'ce da sua i P*-
cadeira para recehera mensagem. Ja'expliquei no primeir capitulo os oulro ca-
vm.o....___i_____ sos, em que se coinmotle o crime de reiso. Tam-
As mensagei da cmara dos lords a dos com-1 bem Mqila|,,Cil(l de ,, erlmc de imilar ou
muns sao levadas por dous maslcrs do tribunal da | cor.trafaztr os sellos do estado,
chancellara. O homicidio pralicado na pessoa do lord grao
Se a mensasem for relativa a' rainha, on a um cliacfller. e na de outros presidentes dos Iribunaes,
_,_____j. ,. i no momento em que fuuccioii.im, lamben"! he pu
principe de sangoe sera levada a cmara dos com-1 -
muns por dous juizes.
As mensagens da coro a' cmara dos lords sao-
lhe entregues pelo mordomo mr, ou pelo ministro
que em laes circumstancias dirige na cmara os ne-
gocios do governo.
Ouando a mensagem he relativa a nm projecto
emendado, se as emendas ao aceitas, a lei uada
mais reclama do que a sanecJIo real. Se as emen-
das sao regeiladas, ueste caso deve haver orna con-
ferencia entre os delegados por cada urna das c-
maras. A commissao da cmara dos communs vai
i dos lords, os quaes a recebem caberlos. Se as
OfrtBivM nao seconciliam nesla primelra entrevista,
celebra-se oulra rouiuao, oa qual cessa a eliquela, e
rujo resultado he, quasi sempre, concordaiem ; alias
i.io se torna a fallar mais no projecto.
CAPITILO.II.
Do que na Inglaterra consliltie a Icgislacii.
No meu prefacio fallid no estado de desorden) e
coufnsao, em que se aciaiti ns documentos anligos,
uioderncs e novos, que na magislralura e foro de
Inglaterra teem hura de lei.
Em Franca sabe a gente o que de momento dave
consultar par se assegurar do direito que Ihe assis-
le ; traa de urna conleslac,ao civil, recurre-se ao eod.
civil, aondese.acha previsto o caso.ou eniao dirige-se
o individuo para o tribunal cicil. Trata-se de fa-
zer pagar time divida commercial, temos a nulo o
miigo de eominercio, o qual nos esclarece sobre a
validade da nossa prelenjao, e para que se nos faca
juslira temos o tribunal do commerrio. He iii,i
crime, um delicio,cuja punicjto importa a sociedade,
temos o cdigo penal, que nos diz qual a gravidade
do caso, e o gr3o de castigo, a que elle esta subjeilo.
Por esta forma a ciassificacao das malcria9em c-
digos especines edistiactos, com as auas denomina-
riles proprias ; depois a bomoseneidade dasjurisdi-
res instituidas para a explicaogo dos arligos deste>
cdigos ; es o que era Franca torna a juslira fcil
e prouipla.
A previdencia de MapoltAo anda foi mais longt,
esse quiz que se |prescrevessetn as formas, que se
devem seguir peranle cada especie de jurisdiceSo.
Nos negocios civis e criminaes sao as formas traca-
da pelo cdigo do proresso civil ; em quanto que
para os crimes e delictos ha oulro cdigo de proces-
so; chamado cdigo de instrucrao criminal.
Em Inglaterra nao existe especie alguma de codi-
ficarao ; a lesslarao esta' espalbadt ; he um mon-
13o de edictos, estatutos e actos de todas as pocas
I ambem lodos os fornecedores do governo e lodos I em nexo nem ordem.
Neste paz acham-sc conslitoidos coslumts e usos,
que nao foram prescrplos poredielos nem por esta-
tuios, mas que a consagrado dos seculos aisimilhou
os empresarios de Irabatbos pblicos pagos pelo ti
souro (21.)
Nao podem ser eleitos os individuos condemnados
por crimes ; tambem o nao podem ser os devedores a eslatutos. iti;
enllocados fura da lei.
A eleii.a, que se reconheceu ser o resultado da
corrupcao ,bribcry) he annollada pela cmara ; e o
iudividuo que dora caosa a' corrupcao, nao ptide ser
Tambem ha cnstutnes locaes de certas cidades e
burgos, que algumas vezes derrogam o direito com-
mum.
De mais, lia regrasque s Iribnnaes dejuslica ap-
direilo escriplo.
Finalinenle ha o dircilo cannico, a qual licou to-
do o seu poder reunido a relisiao reformada.
Para saber qual lie a opinia da jurisprudencia so-
bre qualquer questlo, he prciso fulhear todas as
senteucas dadas; porem, em Inglaterra, como nos
ootros paizes, a mxima e.r fado orilur jus torna
esta larefa extremamente dillicil : "porque ha obre
todas as qliesles nina nfinidade de setilen^is, cuja
analoga 5 he apparente, e que por islo lano po-
dem ser invocadas coio contestadas. T,
reeleito durante a mesma sessao. Alcm disto he i plicam etn opposica aos principios estabelecidos no
obrigado a pagar unu mulla de mil libras esterlinas.
O presidente da cmara he eleilo por maioria de
votos. Todava esta eicolha deve ser confirmada pe-
la rainha. Esle funecionarin percebe a quanlia de
.">,O0O libras esterlinas, e alm disto tem um lano de
cada bil, que diz respeito a Interesses privados. De-
ve ler urna residencia explendida.
Como succede na cmara dos lords, tambem ha na
dos communs empregedos de diversas classes, para
ajudarem o presidente e os membros das commisses.
Os honorarios desles empregadus rao muito elevados,
o menor he de 100 libras esterlinas, cada anno ; e o
maior he de ,OO.
O hibliothecario percebe vinle e cinco mil francos,
e o capella dez mil.
The spe.acker (he assim que se designa o presiden-
la, nao pode manifestar a sua opiniao sobre as mate-
rias que estao era dbale.
Os membros da cmara, que nao querem ou nao
podem fazer parla della. empregam algunas vezes,
quando nao querem resignar as su.is cadeiras, nem
tnoio indirecto para se rclirarem : acceilam o cm-
prego de stetcardship oflhe chiltern hundred-. i
As sessoes da cmara dos communs sao mais fre-
quentes do que as da cmara dos pares.
seguido pul
publica.
A reforma he a oidem do da (32).
.Nao bala, porm, a urna narao que se intitula
com orgulho a nrimeira narjn do mundo, o ler re-
formad algumas ies deleiloosas r Ininalai: o que
a Inslalrria rerlnma he a rudiliracao das leis, que
seria lacil de r.izcr se .,. Ineambiase esto Irabalho a
urna commissrtn competa de homens de lalenlo, ti-
rados da sociedad, que rom o Ululo de Lato re-
/iirm, fiiudon em l.nndros, para alvilrar aotes-
tadistas os remedios.que leclama o miseravel ciado
da |n>licg em Inglaterra.
CAPITULO III.
Da di-lrilniirao da juslira em materia civil,
commerciiil, e criminal.
\ mtilllplioidade, a nimilliaura de competencia,
e a falla de clatiificagao de Iribnnaes, ludo isto he
urna eonseqnenela natural da falla de cndiiicarao da
legi'lacgo ingiera.
Por lauto a oraanisarao indiciara briltnnica he
un oulro callos. Nao ha all, como em Franra, jui-
zes para o civil, pflra ,, comtnercial e para o "crimi-
nal ; os Irlbunaea lodos arcumulam eslas diversas
eompelenciu, Tambem nao ha as provincias Iri-
bnnaes de primeira Instancia e Iribunaes de appella-
eao, os de Londres he que funecionam para todo o
remo.
Seria Irabalho baldado procurar dar urna idea aos
letlores eslrangeiros da singular dislrtbuirao da jut-
lica em Inglaterra, desrrevendo-lhes para lal lim os
Iribunaes conforme tiles all sao denominados e es-
tablecidos, julguei que conseguira nialhor o
seaumdo a classifieacao franceza.
meu
assim o
magistrado he una espene de juiz arbitro.
A iusliloicVio do jttrx, que existe no paz desde
lempo imuiemoiial, :ts tanto em malerias civeis e
commerciaes, como em maltriss criminaes, e que
determina as deeises dos magistrados ; esta creadlo
incrustada nos eoslumes inslrzts, se lum sido, tm-
qiiaulo aoscountij court te ; por isso qne, quando o objeclo da accSo he de
valor inferior a riuco libras, qualquer das parles pu-
de rerlr.mar um jurj composlo siimenle de cinco
membros.
O juiz tambem pode convocar o jurx.
O processo petante us county court< he simples e
summtrio. He menos dispendioso de que se fosse
inslnurado peranle os Iribunaes superiores, porque
nesles, por um inleresse mnimo, as cusas sao lio
elevadas como se se trals*e de urna reclamado
cotisidcravel.
Ojttis do counly conrts uuxc as parles e mesmo
as mulhcres tiestas, na sn para datera explicaces
como lestamuuh.is, e debaixo de juratuenlo, o que
he urna eicepc,ao a' regra admiltida em toda a par-
te, de ningueui poder dar testeiuuuho em seu
favor.
Nos Eslados-L'nidos, aonde a leis de Inslattrra
sao de direito comniuin, fui aonde se iulruduzio pri-
i raciramenle pela innvi;,io ; e foi depois dos rela-
mi fizesse, seria impossivel a qualquer individuo, torios viudos desle paz rm favur da medida, que se
que nao fosse insltz, comprehtuder ete ddalo de fez um cnsaio em Inslalerra inlroduzindo nm arti-
Iribuuaes briannkos, que, ora teem allribuicea I go ad hor no acto to parlatnenlo, que in-Iiloio os
idnticas, ora as teem tspectaes, ora 9io iribunaes de i county courtt
cidade da provincia, coro o qual se negocia o Inllie i Iteinon muita Iraiiquillidade em lodo lempo, que
le, para elle instaurar, em seu notiit, acglo, paran- 0 povo esleVe reunido no Poco, ele.
te um dos iiliaii.i,-- superurts. .
tls county cauris podem, mas para isto he preci- \ ~ Acal" de set "mMju P"1 o lunar de pronto-
o o couseulimenlo de todas as parles, julsarem "' da comarca de Flores, o Sr. Dr. Vicente Jan-
causas, cujos interesses sa .uptriores a .VI libras. I sen de Castro Albuqnerque. Mor de crudirao, o Sr
que be hojeo termo da sua jiirisdir.io. Neste caso, o |,r. jailien, faz esperar que sera' um promotor co-
(lo) Os lords espiriluaes nao sao por isto pares :
e he sem duvida esla a razao, poique a cmara se
denomina dos lord, e n dos pares.
Hi Sao assim divididos :
Principe* de sangne........:(i
Duques'............0|lj
Marqnezes...........Qjnl
Condes............H71
Viscoudes...........211 ,-
Baroes............137/
Pares d'Escocia \ .... |(i
li,ts i d'lrlanda........-
Arcebispos e btspos de Inglaterra ti
Arcebispose bispus d'lrlanda.....\,
(l/j i:ii.ini.i--e proxtes o uiandalario que vola as
asstmbleas deliberantes, por aqoellcs membros, que,
tendo direito de volar, nao asststem as reunios.
I em-se visto natritas vezes na cmara dos lords ser
pnrtador de grande numero de proctiraees um mem-
bro .influente. I.ord Wellinglon era de" lodo os pa-
res o que reuna maior numero de pro.ries.
18) Esla palavra n! he applicada a inuitos aclos
judtciariose Diojadidariot, os quaes n.lo leem en-
tre si a menor analoga. Aqu trata-se de urna espe-
cie de caria palele real. Outras Tena, um wril
he urna citaran para comparecer peranle a jostica,
pois he o acto porque qualqoer he avisado pura com-
parecer em om tribunal. Outras vezes um wril
he urna especie de appellarao, quando urna parle
quer reformar, no o tribunal da equidade, uina
senlenra dos outros liibunaes de juslira ; stntenca
que n.lo pode ser julgada seno pe4o u "direito com-
Iiiuni. u
19 lis membros enviados pela Escossia nao sa
obrieados a justificar que tem htns. Os lilhus pri-
mognitos dos pares, e os membros da universida-
de tambem nao sao sujetlos a provarem que teem
fortuna.
(Oi O deputado que he convencido de quebra
fraudulenta, he excluido dorante um anno, c se nao
esla rehabilitado no lim delle, lem de sabir do parla-
mento.
211 Se apelar desta cansa de incompalibilidade,
alguns individuos, curobiindo-a, eonseguissem fa-
zer-se nomear membros do parlamento, a sua elei-
cao seria anntillada, e alm disto leriam de pagar
.~m> libras esleilinas de mulla para a rainha.
-- Sendo esle empiea, que he pago, dado pela
coro*, importa Incompalibilidade. ti- cbillernkun-
dreds san un. pequen dominio real, pelo qual
/-''jrii administrador percebe um salario iieca-
livo ; mat acontar este .-ini.i.-.. (ujaila a unu re-
leicao, que quasi iiuuoa lenta o lusmbi.i, CU| do-
Kaaxi he assim fartunlada.
nido como treason.
Felonv ~)\ he o termo genrico, que se applira
aos crimes de homicidio, rapto, roubo com violen-
cia, etc.
Misdemmeanor CO, designa todos os.delictos, que
nao entram na calhegoria designada pelo termo /-
tony, por exemplo, os ferimeutos, as calumnias, as
injurias, etc.
Seria mi-ler a qualquer cstraugeiro ter grande pra-
tica dos processos e Iribunaes de Inglaterra, para po-
der elastlear rorrectameule em cada urna destasca-
Ihegorias de crimes, delictos e conlraveneoes, os fac-
tos e aclos puniris, sobre os quaes em Franra o c-
digo penal e o cdigo do processo criminal lizeram
uina iau lucida classificaro.
Os fado quasilicad^s em Franra de quasi delictos
cnino ferimeutos feilos sem iiilenoao, ao d-scarregar
una arma de fo ; ou por falta de prudencia, con-
duzindo certos animaes ; ou qualquer prejuizo feto
sera inlenrao ; lodos estes fados sao em Inglaterra
objectoile urna qualilicaro geuerica : a que s d o
ii"me de manslaugler. (31)
Lina legislajao Uo confusa necessariamenle eare-
cia de reformas ; conheceu se vivamente a necessi-
dade de as t/er ; c o parlamento dtdicou-se a ellas
logo que a paz seral pcrmitlio a naeao oceupar-se
de melhorauenios internos.
Os primeiros estadistas, que tmprehenderam des-
truir os moti'troosos abusos da legisla^ao semi-bar-
bara. que regia a Inglaterra, foram sir Samuel Ra-
mtlly, sir James Hacinloch, Grey lleunett e Taj-
lord.
Ha mais de .10 annos que o parlamento, instiga-
do por elles reduzio os casos a que se tleve appliear
a pena de morte, e supprimio a expostro publica
aonde o couilemnado soffria torturas.
No caso de alta Inicio, era entercado o condem-
ado, e teito em pedacus, mesmo antes qusa vida
se tivesse extinclo de lodo. Era-llie corlada a cabe-
ra, e as cnlranhas arrancadas e laucadas no fogo.
llavia outr sttpplicio chamado altet, o qual con-
sista em metter o braro do cotidemnadoeui umvs-
so de agua a ferver, e nesla posicao se devia couser-
var o desgranado, al que confessasse o seu crime.
Oulra prova tao cruel como grotesca, era pralicaa
nos lecuios obscuros ; l'aziam exorcismos sobre um
pedaco de pao e de qucijo e mettiam-u na bocea do
acensado. Se elle nao cuit.eguta enguli-lo era deca-
rail culpado.
Chamaran) a esta prova s mcrsel of execration.
O us de qiteiraar s mulheres convenc las dt alta
Irair.io, e o de as a;oilar por delictos iiieuus graves,
fnran abolidos pelas primeiras reformas.
Depois o grande leforinndor emeconomia polilica,
cuja perda irreparavel a Inglaterra anda boje chora,
-ir Koberlo Peel.eulrou uusadameute na via das re-
formas. Alcancen do parlamento um bil, que de
urna sti vez abuiou 6Sdeslea vclhos eslatutos ecar-
las reaes, cujas dispusireserain um flagrante cnnlra
senso com a marcha e progressu das ideas.
Kste mesino acio do parlameuto supprimio tam-
bera a pena de morte emcerlos crimes, subsliluindo-a
por outras puni(es mais leves.
Mr Kobeilo Pael aluda fez mais : obleve que se
cnitcedesse aos juizes a faculdade de adocarem as
cnniiemtiart'-, quando se deise o caso de apparece-
rem circumslancias altenuaules.
Os amigos estatutos eram por tal forma vagos a
respeito de certos crimes, laes como homicidio, biga-
mia, atlenlado contra o poder etc. etc., que oulro
estadista raui recto, lord Lausdovine propoz, e con-
seguio que o parlamento adoplasse urna lei, a qual
define com mais clareza a nalureza dos ci imes, espe-
cifica as disposicties penaes, que Ibes devem ser ap-
plicadas.
Lord Denman e lord Campbell, seu digno succes-
sor na presidencia do tribunal de (ueeu sbench tri-
bunal do banco da taiulia tambera contribuirn]
muito para as reformas, que se operaram em uutras
disposiees golbicas da anliga legislarao.
O confisco, esla heranc,a do feu'dalismn vido,
loasi era applicada a todos oscoudeuinadus e mes-
roo nos ca.-os qualificados de quasi-delictos, os ca-
vallos ou outrus quaesquer atiimaes que livessem oc-
casiouado os accidentes, eram, assim como as car-
ruageos, carros c objeclos, que livessem concurrido
para os accidentes, cooliscidos, ou em proveilo da
rainha, ou em proveitu do barao do condado, ou em
proveilo do lord ol nianor (senhor da villa), isto
quando as familias ainda gozavam desles frasmenlos
dos direilos teudaes. Huje quosi que desappaeceram
pelo desuso estes vestigios do feudalismo, 'e o con-
fisco loi abolido nos casos quahcados de quasi de-
lictos.
I.ord Campbell fez preeucher urna lacnna que era
oulra mancha da legislarlo. Fea dar as partes lesa-
das por um homicidio o direito de reclamaren) urna
indemnisara.
I) anios n |ej nao conceda aos prenles da victi-
ma direito de acrSo contra o autor da morte.
O proprio lord John llu'-ell nto licou impassivel
dianle da exigencia de rclorraas reclamadas pelas
leis do seu paiz.
A elle se deve a abolir.io da pena de morte nos
crimes de falsidade em escrpturas publicas e priva
das ; pelo crime de contrabando, pelo crime de di-
sfmenlo de soldados e marinheiros, ele, ele.
Se as reformas, de que arabo de fallar, se suoee-
deram utilmente as mateiias criminaes, em as ci-
vis e tas cointnerciaes lamheui chamaran) a alien-
cao do parlamento.
I.ord Kroiigham foi hbil e importante instigador
das importantes modilieacOts, que se lizeram nos nu-
meroso* estatutos que se applicavam aos casos tle
baticarota e. de quebra ; cem a ciearau dos coun-
!> courls Iribunaes de primeira' instancia) este
bil livrou de prislo por dividas menores ta quanlia
de -21) libras esterlinas : em quanlo que anlisamenlr
se ohlinha ordem de prislo contra individuo, que
drvesse a quanlia de SO Traucos ; e alera disto era o
devedor obrigado a pagar as cuslirs que sempre dn.
plicavam a divid.
Foi um grande succes=o a publicarlo desle arto
do parlainenlo, o qual fez siillar grande numero de
pessoas presas por dividas insignificantes. (,lue
de benraos merecidas foram dadas a lord llrou-
gham.
No capilulo seguinle lornarel a fallar tiestas im-
portantes modificaron feilas na legi-lacao in-
gresa.
Eslabeleceu-se urna nobre emularao, que ronl-
nuou entre lord iiiougliam e lord Campbell relati-
vamente a* refortna das leis. Em todas as sessoes
sao apresen'.adol na cmara dos lords bilis, para sup-
primirem, modlficarem e melhor.ircm ns vtlhvs es-
tatutos e aclos do parlainetitu ; e esle exemid he
disiinsnir as leis de '. ~
inleresse seral, da leis qe silo relalivas compa- lransP"rlar as quaes he preciso um srande carr. Su-
nhias ou corporacoes, ou a interesses lucaes a priva-: c l'"rei"' ', vez<"s- T1" i1""'' teem noticia de
dos. Chamam-se os primeirospublie bilis c os ""'"'* dcc.'-'"s- n,,e bilntctet ario vai bus-ar-lbes
sesundosprvale bilis. ,(le maneira que no he raro ver cilar em um pro-
Kncotilrain-se os lili- ou actos d parlamento em """ r""'ne"ta sonlencat.
casa do impresaor- Mansard. Os tpublic billa cus-! A u*,*laet* volsar da palavra treason he
tara, cada um :t pci-c, e us prvale bilis a o do- ,r"":"'0 mas romo se v, au se enipregit esle termo
bro. "os C8*M de conspiraran ; appllca-N a actos que
ilusamente (ravam-st mil t duzciilos evempla- "0 '""lcm fazpr C"ID 'luc' < "' rulpado o nome
res dos bilis do parlamento ; mas em ITilti o Rover- V conP'r<|or.
no accedeu aos destjos do parlamento elevando a *' fcls "m r'""' ''," 1ue "'" lllu lc Bplela-
cinco mil e qiiiulienlos os ejemplares distribuidos me'"e 1 nOWaphia das palavras. A IradbCcat)
por lodo o reino, sendo publie bilis a, e a tres "i"!'11 ,le 'elony lie felona, que em Franca, t-
cenlos, sendo o prvale bilis, a nl",'i, '"'C'1. Vqui felnny he a de-isnaeao de urna
.... i ,. ,, i callicsura de cuines, que em Franra inin pndem ser
,ai 1 or exemplo, o dircilo dos filbos de lierdarem : qtialilieados de Iraicgo. taes como hoiniridio roo-
de sens pas o mafl o do rredor de reclamar o que DO, elr.
r23i As sessoes mais nleressaqles do parlamenln
s.io as da tarde. Coineram ordinariamente s cinco
lloras e um qn,trl ; multas vezes prolongam-se pela
noule sMiante. Os membros saliera, Ion,.un a entrar
ou rctirain-sc de ludo a seu bel-prazer, islo depen-
de pelo inleresse que tomam uas malerias em dis-
COSatO, o do crdito que os oradores teem na cma-
ra. A .. n.Id, a sempre be numerusa e alenla
quandu tonta a palavra o illuslre Kobeilo Peel. O
mesmo succede na cmara dos lords quando o duque
de Wellinglon deve motivar o seo voto.
(I As diver-as parles do reino da tiraa-Breta-
nha contribuem para a formadlo da cmara dos
communs pela forma sesuitile :
InglaterraKepresetilanles dos campos
Das 1 nixer-ida tes ....
Das cidades........
Paiz de CallesKepresenl. dos campos
Das cidades......
EscossiaRepresentar
Das cidades
Irlanda Kepresenlanles de campos.
Da uuiversidade......
Uas cidades........
li
i
dos campos
:)2\ ill
14------ i!)
30
23 33
jf
Total
Vi-----IOS
j(i
(25l A saneeSo real, ou he dada pessoalmtnit
pelo soberaiio, ou he dada por commi-s,iu. Karas
vezes succede que sua mageslade a d pessoalmenle.
So o faz quando enceria a sessao. Sua maseslade
vai a' cmara com grande i ompa, e he sentada no
Ihrono que pronuncia a formula :
He volitado miulia que estes bilis se lornem
actos do parlamenln.il
lie pelo titulo deAcl of parlamrntque se de-
signa uina lei emanada dos Ires poderes. Mollas ve-
zes laitiliom se Ihe da' > qualilicaeao ds estatua ;
tnmo muito antis o caso se apolles as ordooanca
de rei-auteriorps ao esUlelccimenl dos parla-
mentos. Hosla a ra/5 porque os legislas citando
una le se servetn itidillercnleinente da qualilica-
rao de estatuto, nu de acto.
Anda ha oiilru lerm, de que se seivem lano
no parlamenln, como fura delle, he o de bil para
designar tima lei emanada dos Ires poderes, e em-
prega-se principalmente para
primeira iustauria, ora sao de appellacSo, e algu-
mas vezes al de revista.
Na inin 1,1 classiliccao sesui o contrario dos auto-
res tuglezes, que marcan) o grao de jurisdiccilo, co-
meando pelo tribunal de juslira mais elevado.
Considero mais racional o melhoilo Trance/., por-
que comer pelas causas que sao iuslauradascm pri-
meira instancia, passam depois aos Iribunaes de ap-
pcllaeao, e por ultimo vio dar ao de cassacao.
Coinecaret pois, fallando nos Iribunaes inferiores,
qne sao os correccionaes ; em segundo lugar trata-
re dos Irtbuoaes de primeira instancia ; era tercei-
ro lugar, dos Iribunaes de appellaeao ; em quarlo
lugar, do liibunil da chancellara, que tambem -o
chama tribunal de equidade ; em quinto lugar dos
Inbuuaes supremos, que chamarei de cassacao, por-
que sao os ltimos da jarisdiC(3o,
A inamobilidade he em Inglaterra prnpriedade de
lodasas funecoesjudiciarias. No reiuado de ui-
llierme terceiio lie que utn estatuto declarou que a
commissao de um magistrado nao seria dunlng
pteasme (segnndo a vonlade do governo;. Em 1823
l'ni-lbes lixado ordenado, em lugar dos fees ihono-
rarios.)
Pelo mesmo aclo do parlamento teem segura a apo-
seol.idoria. Isto aboli o uso de venderem os juizes
os seus lugares para asseguraretn com que passar a
vainica.
I"tu magistrado nao pode ser demiltido, mesmo
faltando aos seus deveres, senao por seutenca de dous
Iribunaes, aos quaes o governo entrega o julgamenlo
dos fados.
Com goslo confesso que nunca vi appliear este
meio para destruir a iuamnbilidade.
SECCAO I.
Dos tribuna correccionaes e juizes de pa:.
Em Londres os magistrados de polica, os que pre-
sidetn ao que elles chamara melropolitan plice
conrts ( iribunaes de polica da tnelropole teem al-
iriboteues idnticas a's dos magistrados, que as pro-
vincias chamam justar ofpeace (juizes de paz.)
Esles Iribunaes em Inglaterra sao gratuitos e sao
coropostos pelos habtlautes mais notaveis do county
, provincia ou condado,. A polica de cada provin-
cia be regida por um magistrado em chefe, que se
chama lugar lenle ( govemador>,o qual ordinaria-
mente he escnlhulo entre os mais ricos propietarios
da localidade..
Esle masistrado faz, para ser submellida a rai-
nha, urna lisia dos habitantes mais elevados, a desta
lista S. M., ouvido o ronselho privado, escolhe nm
numero proporcionado ao da popularn, a quem
invesle com o titulo de magistral o'f Ihe county
i magistrados do condado.;
O liiijar-teneiite reparte esles magistrados entre
os dtvctsos juizes de paz para assistirem aquelle, que
preside o tribunal.
Sendo as altribuijSes dos juizes de paz as raesmas
que as dos metrapmitanpulues courls, que desisnei
por Iribunaes de polica, o que voo dizer das lunc-
ees de9les tnliun n s em Londres, pode applicar-se
aos das provincias. f
Todos os Cactus, e aclos, que era Frauda s,lo ci.*
Iraxeine- as leis da polica, sao e/a Inglale^s<,"
competencia dos Iribunaes de polieia ; nao fica po-
rem aqu a jiiiisdicco dcstes magistrados, porque
elles tambera sao competentes para darem senteura
sobre fados, qualiftcados em F'ianca como crimes"e
dbelos, e, como taes nao sao da jurisdtecao dos Iri-
bunaes de polica, mas sim competencia dos Iribu-
naes correcionaes e dos assises.
Por consequencia o mus simples magistrado de
Londres esla investido de poderes muilo lulos, visto
que ces magistrados podem, depois da Instruccto
primaria, nu soltar o re trazido a sua presenea de-
baixo do peso da mais grave prevengo, ou enfilo,
prontineiaudo-o, podem solla-lo debaixo de bati-
r. :i:i ,
Por esla forma nao ha intervenrao de ministerio
publico, que alias nao existe em luglalerra ; n.in ha
dependencia de cmara alguma de consslho ou de
aecusaco; um juiz de paz tero faculdade illimilada
pora dispiir da liberdade de um cidad.io.
Ouando o juiz con.ternna a parte a dar ai'.islo he
orna ou mullas flaneas, e alem disto urna garanta
pessoal de boa conduca fulura (3i como tambem
a de comparecer em oulra audiencia para a qual o
juit addia o negocio, ou enfilo a comparecer no tri-
bunal criminal, quando o juiz acha o erime suflici-
enleinente provado para maddar o reo para o tribu-
nal dos astises ; he esle mesmo magistrado o que
marca o quantum das flaneas, o qual sempre he
proporciouatlo a' nalureza da olensa, a'sua gravi-
dade, e a coodieao social dos individuos.
As nnliinenes dos Iribunaes de polica s3o algu-
mas vezes absolutas.
O magistrado de polica he juiz soberano quando
ondemu.i a mullas ou a pnsao, c aj pude inflingir
as duas penas ao me-m., lempo.
Tambem be juiz soberauo em materia civil quan-
do o objectu da extgeucia n3o passa de cinco libras
esterlinas.
Com prazer digo, que a justica desles magistra-
dos he quasi sempre paternal. E.n lugar de arran-
caran dos reos, que comparecem na saa presenea,
coufisses ou declarantes, advcrlcm-lhes, pelo con-
trario qoe nao fallera antes de lerem refleclido, por-
que do que disserem se ha de tomar ola.
Por consequencia, as parles explicam-se com loda
a liberdade, e he raro que sejam assislidas por de-
fensorc. Todava, nos negocios de importancia, e se
as parles leern tneios de pagar aos advogados, o ma-
gistrado ,l'lllilllo-s.
He lal a bondade dos juizes de polica qne o povo
freqaenlemeiile os vai cunsuttar nns seus ambararos.
I'ambcro he verdade que os desgranados au Invo-
can) debalde a sua humani lade ; a poor buz ;a ca-
xa dos pobres mais de uina vez se abre toda* as ma-
ullas para alliviar urna miseria. (3."),
SECCAO II.
Tribunacs de primeira instancia.
Para tornar mais claras as nimbas explicasOes, di-
vidirci ca secr i e:n cinco paragraphos, e nulilt-
sarei estes paragraphos empiegando a deDominacao
ingleza de cada coitrt.
1.'
(oiiiii/ court. 3(i.
A creaeao desles Iribunaes he um dos mais bellos
ttulos de lord Itrougham ao reconhecimenlo dos seus
roncidadaos. Antes da existencia desles county
ourls qualquer creilor pela quanlia de duas libras
esterlinas era obrigado a citar o sea adversario pe-
ranle os Iribunaes superiores de juslira (371; hoje
quando a acra nao passa de 50 libras pode dirigir-
se ao county court do seu districlo.
A competencia dos cnunty courls exlcndia-se ao
principio, smenle alo a quanlia de 20 libros } mas
oi parlamento elevou-a depois at a quanlia de OO
libras, todava foi proposlae approvada orna emen-
da, pela qnal. quando o objeclo de arcAo passa do
valor de O libras, teem as parles a faculdade de in-
tentaren) a nenio ou peranle ura county court, ou
em um tribunal superior.
Em consequencia disto tem os agentes do minis-
terio publico ronlinoailu a instaurar processos nos
iribunaes superiores, por dividas de menos de 20
libras, e a razan porque o fazem be porque os seus
honorarios sa moit maiores uestes Iribunaes.
Oulra dispoaiego do mesmo ad do parlamento
Cacollooaoi especuladores de processos, umsrgunlo
niel de iliudirem a creaego do counlq conrts.
Por esta disposirgo, quando qoalquer devedur re-
side a tois de 20 mullas de Londres, pode cilar o
sen devedor, domiciliado em Londres, peranle um
dos tiibuuaes superiores, mesmo por uina divida,
que nao chegue a 20 libias. Succede, pois, minias
vezes que, para se cobraren bilbeles a' nrdem pro-
Allegou-se no aclo que a experiencia den resul-
tados satisfactorios, e fez-se o possivel para que se
eslendesse a todas as jurisdiees esta exceprao de
um principio seguido por lodas as Isgislaces do con-
fluente.
A instrucrao feiln peranle o county courts s he
relativa a interesses mnimos. He por islo que um
ensaio que se poda fazer sem perigo. Mas admillir
em geral, para loda a especie de crimes, o tcstemu-
nlin das parles, he provar o perjurio e/ornecer ali-
mentos aos Iribunaes dos assises encarregados da
repressao deste delicio.
O juiz de um counly court lem a faculdade de
conceder ao devedor os termos ou prasos, que julgar
sullicientes para elle poder solver a divida.
lie peua que a benfica medida ilevula aos esfor-
tos de lord Drougfiam se restrinja as aceces, que nao
passam de 20 libras, poique einquanln a's que pas-
s.itn desta quanlia, be dada a preferencia aos Iribu-
naes superiores, cujas deeises sao eieculivas corpo-
ralmcnle, etoquauto que aos county court mi anda
annexo este rigor.
A prisAo por divida, em Inglaterra, nunca lie me-
dida etnpregada nem pelo banco, nem pelo alto com-
mercio.
Esle meio coercitivo, de que s lancam mAo os
usurarios, ou quem quer salisCazer odios e vingan-
eas, he exercido em Inglaterra por urna maneira
mullo mais irritante do que no continente. Para o
devedor condemnado nAo ha all nem nasciraento
nem occaso do sol, de noiteou de da, a qualquer ho-
ra pode ser preso o infeliz.
Para elle nao ha lunar de refugio. No theatro, no
baile, nos palacios, nos parques reaes, ale no templo
de Dos, pode ser preso, seja qual fr a causa da di-
vida, mesmo pelas cusas, se ja' liver pago o capital
e os juros. JH|i
Em Fianea, quando um credor faz prender Om de-
vedor lem obrigaean de o sustentar.
Em Inglaterra, porem, na he assim. He preci-
so que o pobre devedor se sujeile escaca caridade
que se da a lodos os oolros presos, do qual se loma
eompanheiro, na s no que resptila a lal caridade,
mas lambetn de Cuma ; porque os presos s obleero
um local separado, se (eem meios de pasar ; da
mesma maneira, se querem comer nutra cousa, que
nao sejam a lal caridade, devem ler a bolsa bem
guarnecida, porque ludo nesles eslabelecimenlos se
vende por prora- exorbitantes, e aos infelizes encai-
cerados neslas casas nao he perroillido mandaren)
buscar nada (ora.
[Continuar-se-ha.
ino deve ser. lie um dos talentos que a Faculdade
de Direito o anuo passado 1,1115011 de seu eio.
Na reumo da companhia Pernambocana, em
:tl de Janeiro, foram eleitos : presidenta dt assem-
filra geral, o Sr. har de l.amaragibe ; secrelariu-,
os Srs l.niz de Carvalbo P.ies de Andrade e Anto-
nio Alvts de Souza Carvalbo; membros da directo,
os Srs. Miguel Itooker, Antonio Marques de Amo-
ritn, Jos Jacome Tasan Jnior, Nerdam c JoAo Pin-
to de Lemos Jnior ; supplrnles dos directores, os
Srs. Luiz Antonio Siqueira, Miguel Bryan, l.niz
I0-0 da ..-i-i.i Aunirim, F". Souxage e Candido Al-
coforado ; c membros da commissao de turne de
cotilas, os Srs. J. E. Koberls, Pedro C. voo Soehs-
len, e Frederico Itobiliard.
Hontein as 11 horas da nianhaa leve lugar a
abertura solemue do anuo lectivo do lixmnasio Pro-
vincial Periiambucan. Achando-se presente, o
regador do eetabeleciraanto, o director geral da ins-
Irucro publica, os professores, Irinta o lanos in-
ternos, varios convidados, em cuj numero conta-
va-se o Exm. conselheiro o Sr. Jos lenlo da Co-
tilla e Figtieiredo, o Sr. padre mostr JoAo Captstra-
no de Mendonca, professnrdo eslabelecimenlo, pro-
ferto um eloquenle discurso de inauguraco annua :
depois do que deu-se por Anda a ceremonia.
At amanha.
MAPPA demonstratiio dos doentc* tratados no
hospital regimental de l'ernambuco no mez de
Janeiro de 1837.
Hospital regimental 1
de fevereiro de 1857.
Numero de doenles. 1

s
re
- E
-; Of


id n 0
.Vi :>s io j
2 tiri
Obsercaroer.
Dos fallecidns I foi de gangrena do escroto, lendo
entrado ja moribundo ; o oulro foi de litrberculos-
pulmonarcs.
Dr. Prxedes Comanda Sonsa pitonga,
1n cirurgiAo encarregado.
PAGINA AVULSA
* Fevereiro, me/, lemivel e terrivel Proa a
Dos qoe. esle anno, venhas menos iracundo que
emeras transadas Se Irazes leu corita dt ator-
ragues de molestias, passa ligeiro como F;lo, e
deixa-nos em paz ; mas se Itu stquito he de felici-
dades, gitaneas e cchenles de saude, ento corre
vagaroso e tardo, e torna leus dias longos, e las
uotles extensas !
Ja' la' vai o teu dia segundo, celebre nos annaes
da nossa historia provinciana ; dia em qoe tiossos ir-
in 10. te haliam, qual feras bravias que se despeda-
rain em cada encontr, as ras desta bella ci-
dade.
Tristes recordaees, por cerlo, sAo eslas ; mas, que
fazer'.' He preciso recordar ao iuciperto joven os
seus mos feitos de outr'ora, para que nao os lome
a repetir ; he oecessario etisimr e a/.orragar lodo o
dia o novo corsel, aliin de que aprenda os andares
quedeva saber.
.v'j di do 1 1--1 o, em om dos nossos arra-
baldes, junio ao oitaoda igreja do lugar, urna cova
foi aborta, e uella enterrado o cadver de um pre-
I lo. Agora que.em nosso porto, se acha a febre araa-
1 ella, fazeudo inauditos estragos, he poca mais que
rom plenle para se vigiar na salubridade publica. As
autoridades policiaes e municipaes devem ser as pn-
meiras a cuidar della, porque a ninguem mais do
que a ellas incumbe esse dever. Os gneros alimen-
ticios, os enterranienlos nos arrahaldes, os animaet
que existen) pelas ras em pulrcfacc,ao, os moules
de lixo nos beccos e ras mais retiradas, os lama-
raes ; emfim, ludo quanto pode, coriompendo-se,
exhalar mos miasmas e causar damno a laude. Se-
jamos providentes ; porque se o n3o forraos, sonr-
remos em breve em nosso centro, o aroile do terri-
vel mal.
A moralidade a decencia publicas devem ser
sempic observadas, e, quando nAo o forem, a aulo-
ridade competente he obrigada a faze-las respeilar
por quem qusr que for. Em um becc, em Sanio
Anlouio, para o qual se entra de um lado por urna
ra estreitl 00 principio e larga no fundo, e do ou-
lro per um pateo, exisle orna casa em que habita
tima A'u.ssuaraiiii. ciiju iiiaior prazer he, toda vez
alie Ihe da' na vonlade, diztr qoanla palavra ma' no
mondase diz. Ah se joga, se toca, se dao -emula-,
sambas o outras quejandosdiverlimentos. O Sr. sub-
delegado dessa (reguezia qoe nao paclua com o es-
candalo a inunoralidade, e que, eiaclo velador da
decencia publica, lanas vezes lem dado buscas em
lupanares deise becco, aioda esla vez nos allen-
de'.
Quem nAo lem vergonha lodoo mundo he seu,
he adagio velh.i. que sempre esla' em moda. Em
cerlo alerro, que nAo he de m rfsfo, existo um mo.
QO, cojo uso e coslume he insuflar a lodos quanlos
passam pela sua pinta. Nao ha dia em qoe eise tir-
so nAo inquiete um vizinho com seus insultos. L'ma
correcrAo o tornara' mais allencioso ; a quem lli'a
deve dar, pedimos applique esse balsamo a aquella
chaga.
As cavalhadas do Cachanga' esliveram magui-
ficas, os cavalleiros geralmeule corrtram que agra-
darain, e inultos foram os desafos : lodo povoado
esteve alegre. A" noile houve em casa do Sr. Mar-
lins uina pequea e agradavel rcunio familiar.
A Ceslivitlade da Senbora da Saude esleve na
exIensAo da palavra completa ; 0A0 se pode calcular
o numero de pessoas que transilavara pelas ras do
Poro : o luxo asitico, o apuro das modas, a mais
bella e grata Cralermdaue, ludo concoireu para que
o Poco eslivesse brillianteracute coroado, como o rci
dos povoados.
A' nnile om grande numero de familias dislinclas
so reuni em casa do Sr. Dr. Mamede, e abi por
largas horas esliveram na mais perfeila sociabilida-
de de um alegre sarao. A casa do digno juiz da fes-

mi nr^iiVv.
telados, se acha um amigo, residente em qualquer | la esleve sempre freqticnlada, n.io B por pes-oas do
lugar, como desla cidade, que finara apreciar t,io
magnifico dia naquella localidade.
,:\2 Deve cuten ler-se que fallo ira reforma das
lis civis, eoinmrrciaes e criminaes. e nAo da re r-
ma das leis pnliljcas, para a qual se orgaitisoii urna
assoriaedo Intitulada Nalional reform associa-
lion.
33 Ha todava
H Segundo um edicla de Eduardo I, a cp?ea a
que se referetn para quiilificar um faclu de 01010-
rerlos crimes en que 11A he mor al. he o anno IIH'J. ludo o que he anterior a
facultado dar a liberdade ao reo por meio de lian-1 osla data be considerado immemorial.
ra ; i-lla na pode ler lugar quando o crime be da I (39) Em Inglaterra o terreno porladoi de urna lel-
caiiicsnria dos quaiifieados do treasin. Ira piclesladn pode recorrer contra os indossantes
ios de nrovocarao a duello, de aroea- | precedemos, e perseguir o occeilanlo, se he urna lel-
tra de cambio. Se o credor nao Iba he dado per-
einpresltiu :|a nullidade da um contrato blilaleralcm
que as parles nao pozaran) os seus sellos ao lado das
assignaturas, etc., etc. : nada disto esla'classificado
tai estatuto alsnm, m.i- ,-1,' cUssifirad
leiS de pail, que -i--iialn.ini llnuilll..,,
la- .
'.. > lite......- de ai: 111
feu no*, do ad.i purle \,-m 1
en Ico as
n;io psorij
iinporlanc:
1 pioio.lr
de
le-
as
;10 l'elos diccionarios insieres nao se pode tradu-
cir rorreclamenle a palavra ini-eaicanor. Todos dao
a osle termo a Iradtirro de dolido, quaulo ella he
nina qual liearao senerlea qoe se appllc a una in-
finida le de delirios.
-i| Como nenhnm diccionario ingles Iras a pala-
vra liiainlaBghlcr, din-- alxoein.....i- hbil do que
tu o Irabalho de dar a e-l.i palavra a 1.....teiK'iuiiiani M senlenca* dos Iribunaes; para | Itlertl, limilan.lo-me a explicar o que significa.
es tle vias de laclo ; nos casos de perlurnacao do
soreg pnhlico, as caones que o magistrado >lige,
Ao primeramente as de dous amigos da parle, os
quaes devem ser pessoas de todo o crdito, depois
a parle lia de dar corla somma como caucan de si
profiri.
t) produclo desles bailt reverlem a favor da rai-
nha, quando -e d n caso de serem infringidas as
promossas, a que ellas servetn de caur.lo,
33 Os jurnies ingle/es lo los os titas poblicam as
remessas de ilinbeiro que as pessoas caridosas remet-
iera para a poor box.
:il! Cornil y court nao quer dizer, era Londres,
tribunal de condodo ou de producto}, qutr di/.er
tribunal de districlo ; porque a meiropole esla' di-
vidid 1 tin dez di-lrirlos, cada um dos quaes lora um
liib.....il.
'.i Quando halar doeIribunaes de nppellaro
Itllare ueiltT tiibunues uperiure'.
sesnir MnAo o arceilanle, nao perdecomludo no fu-
turo o direito sobre os iudnssantes. O que nao pode
he exigir delles as cusas, qne faz com o acceilanle.
O resultado disto he que depois mesmo de eslar paso
do capital e dos juros, rastam-lht as rusias, e pude
par ellas fazer prender o saccador, se esle nao Ihe
pisa.
A lei franceza he mais humana, porque depois dt
paga a divida, capital e juros, as costas nao podem
ler peona de prlsgo.
Por miro lado, a lei ingleza lixraudo o porlador e
o einlnssadnr, da nbriaac,ao dt pasarem as cusas, he
m-Ms providente do que a lei franceza.
V.m Franca abn-a-se desla faculdade do podtrem
abrigar o Indoaanta a pasar aos indossantes as rus-
ias feilas cun o principal devedor ; pndem ser per-
seguidus ledos, porque e 'abe que a o n milis he
boa.
CARTA DO VISCONDEDE KIKIKIkl, A SLA
ESPOSA, A VISCONDESSA UOMESMtl TI-
TULO.
I.
Que desgrsra, viscondessa,
Que desgraca tao fatal !
I.i vti o meu Portugal !
Nao doo pur elle om viniera ;
Passe purl,i muito bem,
II.
' IJuiz salva-lo ; Dos bem sabe
Se Ihe puz a diligencia ;
Mas nada liz paciencia
au resisli a patota ;
Confesso a mioha derrota.
III.
Tinlia ja dentru.da'pata
L'm projecto flnanceiro ;
Fazia chover dinheiro,
Orgaoisava as linanea-.
Fazeudo algumas mudanzas.
IV.
Dava caminhos de ferro
Muito alem do Carregado,
Por dez reis de mel coado.
Ja se sabe, cousentia
Os pagamentos em dia.
V.
0 lio Julio me linha
Hecommendado, pois eu
l.he ollerecia o voto meu ;
Prumettia-lhe por lim
Dtzer a ludo que sim.
VI.
Mas armuu lal gcrinsonc,a,
Tanto fez, taulo desfez,
Uiie ero muito bom porluguez,
l.he digo, meu bem querido,
Fiquei deveras comido.
MI.
Mas enmigo se ha de haver
Esle meu tal Juliotinho ;
Vou pn-lo em lenres de vitiho,
Ja que me fez LI allrouta,
Vou tiiti.i -I j ,1 mioha coula.
VIII.
Vou pentlura-lo no prego
Do jnrtialismo, por Corra ;
1 la de dar pulo de curca,
Ha de grtmar a pilada,
Dar ao diabo a carrada.
IV
Hei de chamar-lhe piolho,
Pulga, mosca, carrapalo ;
Arranha-lti como om galo,
Combale-lo a todo o risco,
Iteduzi-lo a p e a cisco.
X.
Ha de com lingua de palmo
Pagar-me a lal drsfeilinha :
' Juro pela vida minha,
E dos meas anlepassados,
Pelos telizes doorados.
XI
NAo soo neuhum bigorrilha?,
'Ni ni tioca-linlas, nrm pobre ;
1 anlio saugtic azul, sou nobre,
Desctndo de dez avt'is,
Que nenhum vendeu retrs.
XII
NAo sou dessts lidalguilos,
Nobres de meia ligela,
Sem capellao, sem capella,
Sem brases, e sem telizes,
Senbores dos seus narizes.
Mil
SoU v i-rundo, e Ipnliu o foro
De hdalgo cavalleiro,
Com honras de conselheiro ;
Vou ao Paro, e beijo a mAo
Aquem reina na narao.
XIV
Ja se v que a vista disto,
F'oi um crime, um altentado
Trocar o nomc dourado
De um lidalgo progiessisla
A favor de um m'guelista,
XV
One arruma os ps a parede,
E n.in jura o nosso rci !
I. despreza a carta, a lei ;
E quer dar os dias-santos,
Dtliois de trali ilbus lautos !
XVI
Itra Prima, isto he dn mais,
lirada os crios lal desaforo,
Canta-me fnra do cro
O lal Jalinho, pois bem.
Sobre o cachaco me lem.
XVII
Vou propor-lhe um desafio
A dez passns, t a pistola,
Deitar-llie os milos fura
E pnr-lbe as tripas ao sol,
E ttar-lhe bolsa no rol,
XVIII
Vou fazer pres-nle delle
Ao diabo em breves dias.
Diga pois a's noasas tas
(Jue Ihe pndem ja rezar.
E a sua alma cnrnmtnendar.
XIX
Mas sempre Ihe va' dizendo
ijue j'ilgo o lempo perdido,
Pois de cetto ressenlido
Contra elle Dos esta'
Por acj.io tao vil e ma'.
XX
Ja se v que morln elle,
He delunto e vaga a pasta ;
Isto, senhora, me basta,
Subo cu ao ministerio,
V. elle desee ao oeuiilttio.
XXI.
t.iue vinganea, ve 1 onde- 1,
Que tacanea, lia feUi I '
O cinzel, a tinta, o c /.
O piucel, a brocha embn
U.1o dt oceupr-so do mim.
XXII.
Une torrente caudalosa,
De palavrts -em iguaes
Correr' nesses jomaos !
Chamar-mt-bao meu amor,
O ministro Ktdemptur.
XatTl.
E os poetas '.' estes logo
Aos meas ps as Ivras poem ;
Sonetos, odes compem.
Improvisos de repente !
lenho livintin cerlaineott.
xxiv.
I'ambos os polos no mtio
< meu nome ha de echoar,
lalvez iu.mu figurar.
Salva a redaCAo das ptlas.
Na familia dos cmelas.
XXV.
Se esla idea lurotnois,
Tao ebeia de retuludos,
Nao me Irouxesse oceupadot
Os milos noite e dia,
Eu nAo sei o qoe seria.
XXVI.
lalvez compraste do esparla
1111,1 corda e me enforrasse !
Tal vez que me envenaste
Com a ooz que mala os ratos.
Mesmo com pos de sapatos.
XXVII.
Dos arcos das Aguas-Livrot,
lalvez. Prima, me lanrasse ;
E tslendido all licatte.
Conhejo que era urna asneira
0 morrer de lal maneira.
xxvni.
Portugal perda oh hombre
De cabellinho na venta,
A quera a maior tormenta
TiAo he senhora capaz,
De fazer tornar atraz.
XXIX
E demaii, a mais brava
A viscoudessa viuva .
Islo he, a pedir chuva.
Coa marido doce e terno
Adora as noilts d'inverno.
XXX.
D, menina, lempo ao lempo,
E deixemos vir quem vem ;
Faro-lhe esla de Belem,
1 ou gaslar-me n'um sarao,
Osm mostra ser menos taao.
,Kraz na
CHAPEOS.
Escrever a historia dos chapeos, seria encelar urna
disscrlarAo longa e Caslidiosa, qoe cansara os nossos
Itilores, porque os chapeos, acumpanhando os sca-
los, usos e costomes, lem sido IAo mudavsis como
as rabera- que os trazem : eomtudo, aioda qne em
resumo, diremos alguma cousa sobre este traste iu-
dispensavei.
Ainda que os mais anligos qaadros o monumen-
tos, represeulem os borneas -em chapeo, comiud
est provado que esle traste, que boj fu parlo dos
guarda-ruupas, sejam de homem, 00 -enhon. ne da
reraolissiraa data. 1
O uso dos chapeos, he de ha mallos tcalos co-
ndecido no Tibel India;, onde ainda hoje sa con-
servan) com a mesm Corma de enlAo, e qoe he
muito semelhanle ,t forma dos chapeos chins, qae
ainda vemos por ahi pintados ; pelos chapeos te
distinguen) os sacerdotes do eslo da populacho ; o
Crande Lama, ou o sopremo sacerdote eobre a ce-
bera com um chapeo eucarnado, com ornatos espe-
ciaes, urna borla, joia, etc. : os sacerdotal inferio-
res njoasj indislinctameitte de um thipo amarello,
ou tambera encarnado.
Os Lacedomtos osavara chapeos de om leeid
grosseiro, para se dislinguirem dos escr.ivos*que li-
nhain a rabera nua.
Os Aihcnie11.es [ambem tleviam usar chapeos,
pois que segundo remolo historiador, quando Dr. o
leu eo povo as suas leis, foi opprimidn pelo peso dos
chapeos Jos isto era um etgaasl de apprnvac,ao, por
cerlo que nao seria agradavel lal uso, tanto mais
que a cadt apoiado seria precisa urnachanelada ;
com esle oso, haveria pessoas que >n precisaran,
Cazer sortimento de chapeos, porque em repelidos
apoiados, eihaurem loda a sua elocuencia. Ora,
os chapeos libetianos, e os ontros seos conterrneos.
sabemos mis qoe sao cnicos, e por isso os jolgimos
pouco proprios para a ceremonia ; porem os dos
Creso--, que eram dalos, eslavam mais proprios pa-
ra servir de palmas npprnvativas.
Os Humanos usavam de chapeos em viagem, qne
tinham largas abas como as dos peregrinos, o eram
presos por baixo do qucixo com utas de tnret.
Por algum lampo Coi esquecido o oso dos chapeos,
sendo coberla a cabera por diflertntes oolros tras-
tes ; porem os romeiros da Palestina, lizct.m desap-
pareeer os chapos, e alguns cenobitas, adopttram
o mesmo uso, mas licou ahi, porque o usual era cu-
brir a caliera com urna especie de tcuea, oo booet
de panno, seda, ou velludo, como sa v nos retra-
tos daquelle lempo, e esle uto dorou scalos.
F'oi nos comeros do seculo XV qua comeros a
vulgarisar-se o uso dos chapeos, e qoe elles esme-
raran) a appartrer em abondancia em Fr.ioca, lles-
panha, Porlugal, Italia e Alltmantia, aioda que
pouens anuos antes tinham apparecido e entrado em
uso na Brelanha e na Calabria, qoe ainda hoja letm
chapeos classicos.
Os chapeos, como lodos os trastes da moda, tem
tido mil variaces, c boje quasi qoe a sua Corroa
primitiva sti se encontra nos frtdes.
Em comeen foram os chapeos de copa regolar e
jibas largas, para resguardar do sol e da chava; ma*
lugo lizeram jogo com as abas e dcram-lhe difiran-
les posi^es. Francisco I e llenriqoe IV osaram le-
vantada a aba de diante, presa com um firme o
sombreada por una pluma; imilaram-os, e este
uso lotnoii o nome dos dous reis.
Manrique, duque de l.uise, levantava i aba de
lado ; procuraran) imilar este oso, r os chapeos as-
sim arranjados uram chamados chapeos a liga.
Depois comecaram a enrolar as abas dos chapeos,
do modo que boje osam os benedictinos, ou como o
chapeo de I), lia.ilio, no liarbeiro dt Sevilha, e
lano os e11rul.1r.11n qoe ticaram por lim com tre
bicos.
Porm a moda ainda 11,10 eslava boa, e comecaram
a achatar as abas e lizeram o que se chama chapeo
armado.
Sa as abas leem soflrido, nAo se icm'dada menos
com as ropas; de pontudas ou p> ra ni.lar- como ns
chapeos dos malabares, dos calabrezes e outros. e de
IAo altos como um pAo de assucar, c i-siram a hear
chatos e rasos como os carijos.
Esqneciamos tratar dos reverenditsimos chapeos
ou chapeos dos reverendissimns, os quaes muilo em-____sg
hora utassem de chapeos ha muito lempo, dimitid**
s foram autorisados a lerem chapeos pelos fin* do
serulo XIV; exceptuando porm o largo chapen car-
dinalicin, que foi dado aos crdeles por um breve
do papa ltinoccncio IV, em 191* Os chapeos eecle-
siaslicos, em seu comero, forana como ainda lnje
usa o clero Craucez, porm o lempo tamben. Ihe
Irouxe quesles, soflreram discosses c liverain um
bil de reforma chapelal, donde parliram as varie-
tlades da especie, distinguindo-se o- chapeos jesui-
licos, franciscanos, carmelitanos, iMnediclino-, dns,
b.n ba l'iilni., dos bernardos, do- ai rbidos, e urna
strit dtlles. lodos dilieretilef enlre si, em cor, le-
m.inli e lorraa.
NAo fallemos nns cha|itoi russos, polacos, hnga-
ros, e outros queverdadttramente perlencem rlis-
se dos botiels, de que tambera fallaremos em outio
artigo.
Aioda exi-tem muilas formas de chapeos, se an-
l>sasemoso chapeo andaluz, -uisso, o oulra. varie-
dades de pequea importancia.
Os chapeos tle Uraga, que sao bem conhrcidos, e
queja' lem sua idade. e de queja' usou como uni-
forme, a iufanlaria porlogue/a de 1700, tambem sof.
friam s0,is pequeas tnodilicares. mis exulem sem-
pre com credila e extracrAo.
Emlim, os chapeos leero seguido as ciberas, vari-
ando de forma, laraanhn e rr ; andando com as es-
tares e os sex"S.
Ja' que fallamos as dillcrenras dos sexos r.illa-
reiinis us rlnpous das senhora-, Cmoraram este-
111- senil,..- nobre*. por nina esperte de son co-
luro, dt tima aliara iltsmarraila, e rom um x,.,, ,..
dente ; osle fetlm e liminho, vanava segundo a ca-


MUTILADO



i
1
I
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I-
DIARIO DE PERHAMBCO 01 "ARTA PEIHA '. DE FEVEREIRODE 18.V;
tliegoria de quem o osava ; e vemos nos relritoi
amigos doj secuto* XIII e XIV, a- ranhas com um
chapeo desmesurado. Este traite divulgou-se as ou-
Irai classej, e (odas senhoras usaram. A forma foi
variando sempri; ja hooveram chapeos pequeos i
pastora, qoe em cima, dos pen(eados dos lempos de
Luii XIV, XV e XVI, apenas (apavam aqoiuta ou
eila parle da cabida.
Passou-se aos chapeos de palhinlia de diflereDle
tamanhos, e hoje eslAo no diminailivo.
Ua chapos que nao se poem na rabera, e que s
servem para leqae, oa d: inceramodo, como sao os
de pasta.
O proijresso tem chegado a ludo, e os mesmos cha-
peos lem expressAo. Algons san tilo eloqucnles, que
pelos seus moiinoenlos e corlezias, ja' se sabe se o
cortejado he rico ou pobre, grande ou pequeo, mi-
nistro ou depulado, valido ou disponivel, etc.
Em sumraa, ha chpeos de todas as formas e fe
tios, que latero corlezias de todos os lmannos g-
neros.
Basta de chapeos.
(O Cosmopolita.)
.-------------__:---------,
Vina lagrima por occasiao da sentidissima marte
de meu amigo e collega Saturnino Demvenuto
Xogueira Paz, estudante do curso theologico de
Olinda o/ferecida a seu triste pal.
Oh rnors, quam amara esl memoria la ..

Semelhante a rosa, que eihalando ao derredor
seu agradavet perfume a dora runo do segador a ar-
ranca ; aisim a cruel parca sdenla da vida humana
e^ba de dar um fatal golpe aos pas, manos, e a-
migos, roubando a preciosa existencia de Saturnino
Bsmvanulo Nogueira Paz. Sim.ella nao olhou pa-
ra o pai, cuja nica esperanza nelle ; consista para
a lerna mal, e nudosos manos que anciosos anhela-
vam oscular-lhe no santo altar soas roaos ja sagradas;
para sens amigos, e collegas cmlim, cojos semblan-
tes lacilurnos, e melanclicos indicam bem a dor de
que se acham possuidos, e a lacuna, que enlr'elles
deixou ... Dooa annos Ihe baslavam, e voltaria
alegre a seus lares domsticos, enchendo de prazer
Ma familia, agora inconsolavel.... Natural da
Parahiba, perdea ella es-e lilho, que seria llvtz
para o futuro um de seus esplendores.
No verdor de seas annos, e quando ludo Ihe pro-
mettia ama dilatada vida, (ah como he procaria a
existencia humana } foi Dos servido chama-lo a
eterna mansa> dos justos... Agora s nos resta Mal
saudades, e cheios de pezar derramemos, urna la-
grima sobre seu sepulcro....
A Ierra Ihe seja leve.
Olinda, 29 de Janeiro de 1857.
Uazilio Lxiiz de .llbin/uert/ue Cabral.
ELEC40 DOS JUZES, JUIZS
e mais empregados que tem de festejar
ao glorioso Santo Antiio, no anno de
1858.
Juizes por eleicSo.
O Eim. r. cooselheiro l)r. Jos lenlo da Cunta e
Fgueiredo.
0 lllin. Sr. I.ni/. Barbalho de Vaiconcellos.
I i) Capilao Luiz Cizar Pinlo de Farias.
Juizas por eleirau.
A 'imi. Sra., consorte do Illm. (Sr. Dr. Ignacio de
Barros Brrelo.
A Esraa. Sra., consorte do lllro. Sr. Dr. Pedro Be-,
ierra Pereira de Araujo Beltrao.
A ExmaVSra. 1). Lata Maria da Conceic.ao, mana
do Rvm. Sr. vigario Francisco Xavier dos San-
ios.
Juizes por devora".
Os Illm-. Srs. :
Jos da Silva Alve.
Capilao Caelano Jos Cabral.
(iuilherma (ornes do Reg.
lente Thomn Rodrigues da Canha.
Alferes Manoe.1 Correa de Queiroz.
Juizas por devo;ao.
As Etmas. Sras. DD.
Consorte do Illm. Sr. major Manoel de Sa Cavalcan-
(i Cins.
Consone do Illm. Sr. Jos do Reg Dantas Cou-
tinho.
Consorte do Illm. Sr. Feliciano Rodrigues de
Souza.
Consorte do Illm. Sr. lenle Miguel dos Anjos Al-
vares dos Prazeres.
Consorte do Illm. Sr. Antonio Raymundo de Mello.
Escrivacs por eleirao.
Os Illms. Srs. :
Iltrculano de Barros l.ima.
Antonio Goncalve. da Silva.
Joaquirn Manoel da Cosa Figuein'ia.
Alferes Angelo Borges Alves.
Jos Caelano Marques de Carvalho.
Eacrivaes por devocao.
Os Illms. Srs.:
Major Claudino Jos de Almeida Lisboa.
Francisco Antonio Bezerra Cavalcanli.
Anlonio Alves de Jess.
Seralim Caelano Bezerra.
Antonio Marques evangelista.
Mordomoa.
Os Illms. Sra. :
Feliz C ivalcanti de Allmquerque Mello.
Joao Rodrigues Duro de I.yra.
Sebastian Antonio de Albuquerque.
Jos Jacintho de Meileiros.
Atexandre da Molla Canto.
Joaquirn Jos de Sania .Vniu.
Mordomas.
As Exmas. Sras. DD.
Candida Rosa da Silveira.
1 mili di mi ri Batilissa Burradas L'cha.
Caetana, consorte do Illm. Sr. Joao Vicente de Bri-
to Galvao.
Consorte do Illm. Sr. Manoel Pedro da Silva.
Mana do Rvm. Fr. Jos de S. Domingos.
Cousorle do Illm. Sr. Manoel da Silva Coulinho.
Procuradores.
Os Illms. Srs. :
Alferes Ajanadle Jos de Hollanda Cavalcanli.
Joao Eugenio da Trindade.
Alferes Francisco de Amorim Lima.
Manoel lienriques de Miranda.
Manuel M.irinbo Palcao.
Luiz do Amor Divino.
Manoel Illidio Alvares dos Prazeres.
Thesoureiro.
O Illm. Sr. Manoel da Cosa Ventura.
Noiteiros.
A primeira. segunda e terreira noile ficara' a de-
libcrarno do Ihcsoureiro.
A quarla sera' dada pelos senhores marchantes.
Encarregados.
Os Illms. Srs.:
Manoel Cmn. Wanderlev Jnior,
lenle Joao Antonio de Miranda.
A quinta noite sera' dada pelos senhores arlisla?.
Encarregados.
O* Illm. Srs.:
David Taqoes l'erreira.
Ignacio Ferreira da Silva.
A seila noilc sera' dada pelos senhores nego-
ciantes.
Encarregsdos.
Os Illms. Srs.:
Manuel da Silva C.outinho.
Manoel Concalves Lima.
A stima noile sera' dada pelas senderas nolleiras.
Encarregados.
Os Illm.. Srs.:
Tibiirlinc Pinto de Almeida Jnior.
Filippe Cavalcanli de Albuquerque.
A oilava noile sera' dada pelas senlmras ca-
sadas.
Encarregados.
Os Illms. Srs.:
Amonio Francisco Chaves.
Thnmaz de Aqu'no Oliveira.
A mina noile sera' dada pelos reverendos sacerdo-
te, e empregados pblicos.
Enrarrec;ado.
(X Illms. Srs.:
Alexandre Becerra de Albuquerque Barros.
Rid.iriniun dos Santos Knlr.ln.
Itvin. coadjurlor desla fregup/i.i, n padre Francisco
I erieia de Souza Branco.
Ao Illm. Sr. Dr. Joaquirn Jos da Fon-
seca, milito digno advogado nesla ca-
pital, cm signal da maior gratidao.
Symbolo o mnis perfeto de bandada,
Philantropo, sincero e caridoso ;
Til, Fonseca, le preslas presuroso,
Os deveres ln cumpres de amizade.
Docolleea na ausencia, raridade !
limo amigo le raottris, e extremoso....
T accodes com zeln piedsso
Ao irmilo, que padece na verdade 1
Dana bem levarei a sepultura
A lembranca feliz ; como a historia
Da injosllca, que lauto me amargura !!!
Aqui leu premio justo be a memoiia :
La nos ecos leras cheio de candara,
Suas grecas, seus dons c sua gloria.
O. I), e C. pelo padre Joo llerculauo do Reg,
aos > de fevereiro He 1K57. .
(;>***& tflUK
CAMBIOS.
Sobre Londres, ->S d. 11(1 d. v.
Pars, 310 a lili r. por fr.
Lisboa, Rio de Janeiro, -2 por 0|q de descont.
Accoes do Banco, 10 a 45 de premio.
a compjmhia de Beberibe 515000.
ti compauhia Peruambucana ao par.
Ulilidade Publica, 30 por cento de premio.
Indemuisadora. 59 idem.
(i da estrada de ferro >() por Oin de premio
Disconto de ledras, de 8 a 10.
Dito do banco8 a 10.
(juroOncas bespanholas. -289 a 289500
Moeda de fisiOO velhas .... 161000
ii t9i(K) novas .... 163000
45(100.......99000
Prala.Falacei brasileiros......29000
Pesos columnarics......25000
* mexicanos......, I586O
Cana Filial to Banco do
Brasil
EM 3 DE FEVEREIRO DE 1857.
Direclores da semana, os senhores : Joao Pinlo
de l.emos e Anlonio Marques de Amorim.
Taxa de discoulos para lellras.alc i mezes de prazo,
8 por cenlo ; dem paro ditjs coro veuciinenlos pos-
loriores, por cenlo.
ALKANDEUA.
Rendimenio do dia 3..... 26:3749943
escarreyant hoje 4 de fevereiro.
Barca inglezaGenevievemercadurias.
Brigue inulezPorliatrilitos de ferro.
Brigue inulez(Jnly Sonideir.
Brigue porluguezOliveirapipas vasias.
Barca porluguezaBoro Sucoessodiversos gene-
ros.
Barca francezaMariapipa, de vinho.
Brigue dinainarquezAuna Manamercadorias.
IMPORTACAO.
Brigue inglez nP.irlia, vnnlo de Londres, consig-
nado a Rothe & Bidoulac, mamfeslou o seguinte
300 barril plvora, 100 ditos cerveja, 5 ditos tin-
ta ; a Fox Broliiers & C.
9 canas velas ; a Barroca & Castro.
3 dilas fazenilas de algodio. 2 ditas ferrasen*, 5
ditas conservas, 3 barricas co-.ifeitaria : a Feidel,
Pinto & r.
300 barris plvora ; a Adamson Howie & Com-
pauhia.
35 fardos cabos, 1 embralho pertences para escrip-
lorio, 200 barris plvora ; a Scolt Wilson A; Com-
panliia.
40 dilos salitre, 100 ditos plvora ; a f>. A. Ma-
Iheus.
13 caixas vinho, I dita fs/.ends de algodife ; a E.
i A. de Mornay.
30 barris salitre ; a J. Soum \ C.
310 di(os plvora ; a Sanndcrs Brothers tV Com-
panhia.
.30 dilos salilre ; a lirander a Braodis.
140 ditos lmi.i ; a i/Mem.
2 caixas bolacbiiihas ; a F. G. de Oliveira.
I dila meias dealgndao, 1 dita chapeos, seda e
fazenda de linbo, I f r.lo peles, 1 cana fazenda
de algodao ; a A. C. de Abieu.
1 roda ; a Bosiroii Rooker i\- (;.
2 caixa chapeos de palha, 4 dilas dilos de fellro
1 fardo cutiros ; a Isaac, Cuno & C.
1 cana bnneli-s e accos de viagem, 1 dila ehapai
de sol de aleudan, 1 dila dilos de dilo de seda. 1 di-
la Intidaiiiur, I dita laceada de algodao, 1 dila
velludo, | far^io panao de ln ; J. C. Avres.
6,915 Iridios, I barril dilos, 1,i 15 dorinentes, 607
barras de fero, 30 feixes de dito, 1 barril machados,
35 caixas chaves, f .lilis pei|slaes, i dilas arreos, 8
barricas palilos de fo^o, 30 ditas espigas de ferro,
16 dilas pregosde ierro, 1 cena e 171 feixes ps de
ferro, 20 titos rame, loo Larris polvor.1, 2 dilos
cOs de ferro, 6 volantes molduras para wagons,
ditos forma, para dilo ; ao. com-igiialarius.
2 caixas f.izeiidas de lAa, 1 dila chales de crep,
! dilas charulos, 1 dila perfumarlas, 1 dita obras de
prala. I dita lerrageaf, I dila vidros. 2 barrieaa vi
iho Xerez, 2 dilas cerveja ; a l.oiz Antonio de Si-
ueira.
UONSUIAOO UBRAL.
Rendimento da dia3.....11:0555688
b'IVERSASPKiiVINCIAS.
Iteudiiiento do dia 3..... (129911
llENDIMKMi) DA MESA DO CONSULADO l)K
PERNAMBLCO EJITODO O ME/. DE JANEI-
RO DE 1857.
Consulado de 7 por rento. 117:216-3227
------------117:2169227
Ancoragem........2:6719.500
Direilos de 5 por cen(o na
compra e venda das em-
barcatoes..... 51&9S00
Expediente da eapalaxia. 947>575
Mullas....... IO9OOO
Sello lixo e proporcional. 1:2789(96
Einuluiiiciilus ile ccrlides. 89120
5: (335891
Dircisas provincias.
Dizimo do algodao e oulrus.
general do Rio Grande do
, >'ofle....... 736-5(21
Dilo dilo e oulros gneros
da Parahiba. .... 339731
Dilo do assucar e oulros g-
neros da dila..... 283-5353
Dilo dilo do Rio Craule do
rrle....... 2425165
Dito dilo das Alagas. 7:0399117
122:6509118
8:93(9790
131:584.908
cposilos sabidos .
Dilos existentes .
1:3269003
2:7649729
Mesa do consulado de Pernambuco, 3de fe-
vereiro de 1857.O escrivao, Jacomc Gerardo Ma-
ra Lumachi de Mello.
N. B. Repelse por nao ter saludo crrenle o que
ja foi publicado.
DESPACHOS DE EXPORTACAO PELA MESA
1)0 CON.-lil.ADO UBSTA CIDADE NO DIA
3 DE FEVEREIRO DE 1857.
Gotberabarg Uriaue sueco Alphildn, N. O. Biebcr
& Compauhia, 300 sarcos assucar mascavado.
CoihemburgPatacho sueco Julia, Saunders Bro-
thers 6c Companhia, 800 saceos asquear masca-
vado.
Slo-kolmBarca sueca (Blisabetbi, N. O. Bieber
_ & Companhia, 60 sacros assucar hraucu.
SlockolmBrigue uero lElises, Joliuslon Paler &
Companhia, 120 saceos assucar brauco, 671 cou-
ros salgados.
CanalBarca maleza llindoo, C. J. Aslley A.
Companhia, 2,720 saceos assucar mascavado.
CanalBrigue sueco iiAclivo.i, Saunders Brolhers &
Companhia, 600 saceos assucar mascavado.
MarselhaBarca franceza .cl.nion, N. O. Bieber i
Compauhia, TIN) sacco. assucar maca\ado.
LisboaBarca portanaeu liralido. diversos car-
regadores, 30 saceos assucar mascavado, 10 casco.
mal.
Por loBarca porlugueza 8. Manoel II, Carvalho
Q liuiniaraes, 100 saceos as.ucar brauco.
PortoBarca porlugueza DuarlelV, diversos car-
regadores, 575 saceos assucar I raneo e mascavado,
12 dilos gomma, (0 cascos vnel.
Buenos-AyresPolaca heipanhola oBella Dolores',
Schramm Whalely A Cnnpauhia, 28j barricas
assucar brauco e mascavado.
ValparaizoGalera maleza Seraphina, Jobnslon
Paler 6; Campanhia, 2,900 saceos assucar brauco.
RECEBEHOHIA DE HE.NDAS INTERNAS (iE-
RAES DE PER.NAMBOCO.
Rendimenlo do dia 3...... 8929760
CONSOLADO PROVINCIAL.
Kendimenlo dodia 3...... 8:0195(21
:^0D':-iaip ^ pettt.
/'avoi entrado 110 dia 3.
Aracaty6 das, hiaie luasileiro Aurora, de 35
toneladas, meslrc Jos Anlonio Fernandes, equi-
pairem 5, carga cooros sacados e mais geueros ;
a Marlms Irmaoe. Pcrlence a Pernambuco. Pas-
sageiros, Joan Rodricoea Pinienla.
Mtio 1} .o no n-.e-T." dia.
CilirallarB.igoa inglez uKanavala, capilao I. F.
Le Saear, carga assucar.
O Dr. Anselmo Francisco Peretli, coromendador da
In.penal ordem da Roza e juiz de direito espe-
cial do commerci.i, por S. M. I. e C. etc.
Faro saber ao que a presente caria de edictos vi-
rein, em como lleurique Grasan me fez. a pelirao
do Iheox seguinle :
Eviii. Sr. Dr. juiz do coinmercin.Diz llenri.iue
(.ibson, negociante ingle/, eslabeleeido ne.ia cidade,
que en I arador de Jota Correa dos Sanios, da
quanlia de 3:2V0j901 rs. e seus juros, por "Julo de
loas letlras mercantil veneidas a 10 de levereiro de
1853, Dio leudo sido ellas pagas ato o prsenle,
quer o iipplicaule. para reserva desse dircilo, e alim
de que riqoe interrompida a preaeripejlo, protestar
na rama da le, e requer a V. Ese. que e digne de
mandar lomar por termo o sen prole>lo para ser in-
limado ao auppucado. o porque elle eslija ausente,
em rugar incerlo e nao sabido, quer o .upplicanle
juslihcar a sua ausencia, aliui de que, julgada por
seiilenca, se digne V. Exc. mandar que o lupplica-
dnseja inlunado por carta ediclal, com o prazo legal,
passando se para esle hu a conipeloute caria : assini
pede a V. Exc. defenmenloE. R. alc.-Proeura-
dor, Rodolpho Jnao Barata de Almeida.
E mais se aflo COnUoha em i(a pelirao. na qual
dei o despacho do llieor seguinle :
Tmese por lermo o protesto, a prodaiam os sup-
plicanlesa sua jnslifica{.1n na rorina requerida.Re-
cite 22 de janeiio de 1857.A. K. I'erelli.
E mnis se nao conlinha em dilo meu despacho
aqui bem e fielmenle copiado, depoii dn qual se se-
gua a distribiiirao do llieor seguinle:A lluarle.
Oliveira.
E mais se nao conlinha em dila dislribuirao, aqui
fielmenle copiada, depoisdaqual seguia-se'o lermo
de proleslo do Iheor seguinle :
Aos 22 da Janeiro de 1857, neala cidade dn Rccife
de Pernambuco, em meu cscriplurio, vein. peranle
mim e as leslemunhas abata foignada, Ihnrique
lubson, e disseque proleslava pelo eonleado em sua
pelirao ul retro, qoe lica razando parle do prsenle
lermo, e de como assim o disse e proleslou, assignou
eoin as dilas leslemunlias o prsenle E11 Maximia-
no Francisco Duarle, escrivao o escrevi.lleurique
Ijibson.-iLuiz Francisco de .Mello lavares.Leo-
poldo Ferreira Marlins Ribeiro.
E mais se nio conlinha em dilo leimode protesto
havendo o supplicaiite produzldo suas prova, c me
sendo os autos couclusns, nelles dei a leotenca do
eor seguinte :
A vista da inqoirirao de lis i verso a lis. 7. julgo
provaila a ausencia de Jos Correa dos Santos, era
lugar nao abido ; pelo que mando que para a inli-
magao deque traa a pelirao de til. 2, se passem edi-
taescom o prazo de 30 diaa, e cusas.Reeie, 28 de
Janeiro de I8"/.Anselmo Francisco Peretli. ,
E mais se nao conlinha em dila scnlenca aqoi
transcripta, em virlude da qual o escrivao que esta
subscreven mandn pasiar a presente caria de edic-
tos com o prazo de 311 das, pela qual e seu Iheor,
se chama e intima, c hei por bem intimado ao sup-
pllcado devedur ausente cima declarado de todo n
conleudo em sua pelirao e lermo de proleslo cima
transcripto; pelo qo;il loda e qoaliuer pessoa, p-
renles e amigos do dilo supphrado, poderao fazer
cenle do que aciraa lira cxposlo, c o porleiro do
juizo Biara a prsenle nos lagares do colume, e
sera publicada pela imprensa.
Dada e pa-sada nesla cidade do Recife ans 30 de
Janeiro ,de 1857.Eu Maximiano Francisco Duarle,
escrivao o sub-crevi.Anselmo Francisco Peretli.
tetetw
i v .
Companhia
FKA\Ca-AMEHCA\A
vapores francezHS
Havre.
do
v .
Fifi'vrmnnu "" ,,0e "",or franoel
FRAWC-COMTOIS, rommaudanle Fournier, em
viagem para o Havre pelos porto, de escala : para
irele e passageiros, na ra do Irapichc n. II.
Peruambucana.
O vapor /guarasm esperado oeste porlo dos do
snl no dia 7 do correle, partir para os do noria
ale o dia 13 : para carga e passageiros, no respecti-
vo escriplon.....o largo da Assembla 11. 10.
gritife?.
Lasscrrii & Tisset-I'rorcs farfio loilao,
por nlcrvcnijo do afronte Oliveira, de cerca
100 barris de soperiur mauteiga franceza,
recentcmente impurlada, e em coniiiiuai^ao
serao vendidas por Corita e risco de iiucm
pertencer, 300 011 mais saccas de lamida de
mandioca, 100 caixas de massas, e 20 barris
de vinho do Porto : quarta-feira, 4 de leve-
reiro, as 10 limas da manhDa, no armazem
do Sr. Luiz Antonio Aunes, delronle da por-
ta da abandera.
Pela iriSpecc/io do arsenal de marinha
se faz publico, que foram feitos na confor-
midade do regulameiito, acoinpaiihando o
decreto n. 132* de 5 de dezembro de 185,
os cxaines necossanos nss machinas, caldei-
ras. casco, apparelho, inaslroa^ao, veame,
amarras e ancoras da barca a vapor Iguaras-
su, pertuncenle a Conpanlua Pernambuca-
na de navgaqao costeira. e achou a com-
missiio tndo islo em bom estado,
motivo foi unnimemente de pa
podia esse navio seguir para onda de pro- j zem supradito : sexta-feira, o do corrente,
sent se destina. Inspccc/io do arsenal de as horas em ponto.
O agente Borja fara leilSo cm seu ar-
tnazetp, na ra do i.ollegio n. 15, de um ex-
plendiuo sortimento de obras de marcine-
ra, urna grande porc.no de quinquilharias
Irancezas, e de oulros muitos objeclos de
por cujo djircrentes qualidades, os quaes s coma
parecer que visla su l"lu.c apreciar, c se acbain 110 ariua-
marinha de Pernambuco em 31 de Janeiro de
1857.Eliziario Antonio dos Santos, ins-
pector.
-- O Illm.
Schapieillin 11 C. atTio leilao, por in-
tervengo do agente Oliveira, de grande
sortimento de fazendas de algodao, l&a,
ria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco, 3 de fevereiro do 1857. .\o impedi-
mento do secretario, o ollicial maior Miguel
Alfonso Ferreira.
A direccSo do exlincto banco de Per-
nambuco fa Seiente ans %r accionistas que
acha-se aulorisado o tliesourciro .la caixa
lilial a efl'ecluar o pagamenio d dividendo
leito pelo banco do Brasil, do sei. jatee lindo
em 30denovembro ultimo, que corresponde
a 69352,94. por cada aceo realigada da-
Huclle banco cxtinclo.- Recite 2ti de Janeiro
de 1857.-Joao I guaci de Jlcdeiios llego,
secrelario.
Pela mesa do consulado provincial se
faz publico, que os 30 das uteis para o pa-
gamento dos iuiposlos de i|ualro per cenlo
sobre diversos estabelecimentn de 1:2009
sobre casas que veodem bilhelea de lotera
de outras provincias ;. de 'i0?00 sobre casas
de modas, e de 209000 sobre casas Ue jogo
de billiar do anuo linanceiio de IS5U a 1857;
se pnui'ipiam a contar do I.- de Icvcieir
Vindouro. .Mesa do consulado provincial 30
de Janeiro do 1867. No impedimento do
administrador, llieodoro Machado Freir
Perena da Silva.
du manliaa,
Cruz.
Johnston Putei- intervengo do agente Oliveira, do mais
complelo sortimento de faz.endas ingle-
/ sexta-feira (i do torrente, as 10 bo-
i i maiilma, no seu armazem, ra do
Leilao .le
-li>i'a?i>
n<,.,Jj.
-- Para o llio de Janeiro sabe o brigue na-
cional Auolpbo, capitn Manoel Pereirade
&a;para o reslo da pouca carga que lile fal-
la, passageiros e escravos a fete, trata-se
com Lduardo Ferreira Hallar.
^carac'.
Segu nesles dias o palhabote Sobralcn-
sc. ; recebe carga o passageiros: irata-sc
comi CaeUno Cynaco da C. M., na ra da
Cadcia do Ilecile u. 2.
- Para o llio.de Janeiro sabe no dia 8 de
levereiro a,nova barca Kccife, d.; primeira
marcha; SO recebo carga miuda e passagei-
ros, para os quaes tem csuagosos e acetados
commodos: a tratar comlanoel Francisco
da bilva (JarriQo, na ra do Colbgio n. 15,
le-cetro andar, ou a bol do com o capilao
Manoel Jos Hibeiro. K
csara', makanhao i: para'
0 brigue escuna brasileiro Graciosa! capi-
ao Joao Jos de Sjuza, vai seguir os por-
tos acuna referidos: para carga trala-se
com o consignatario Antonio yde Almeida
(.ornes, no seu escriplorio, rua'do Tranicbe
O. 10, segundo andar.
i roT; f!LbK0a "rel"""htrcom a maior
lircvidade a barca porlugueza Gratido i
quem na mesma quizer carregar ou ir de
passagem, lrato com os consignatarios Tho-
niazde.\quinoFonsecae,F.lbo, na ra do
Vigario n. 19 primeiro andar, ou com o ca-
pilao na pra;a.
rayares cordeiro, na ra da Madre de lieos
H. JO,
Espera-sc do sule segu para Europa al odia!
le fevereiro pouco mais ou me,,...... vapor l.am-
borgue/. MILI IOMA. analqner InforraaeSo com
os agente. N. O. Ilieber A. C. ruada Crnn. i.
Fret-se para o- Rio Grande dn Sol,
Buenos-Ayrcsououlro qualquer porto do
imperio, o bem conliccido brigue Feliz Des-
tino : quem pretender dirija-se a ra da Ca-
dea do liccile, esc-iptorio de Manoel Gon-
quim da Silva, ou ao capilao a bordo.
V
ara
o itio
(ic J
O.
Segu no dia ^ do corrente o patacho >lon-
rique ; su recebe escravos a frete : a tratar
com Caelano Cyriaco da Cosa Uoreira, na
ra da Cadcia do Rccife n. 2.
de Ja
neior.
fiims coi. civ.
No dia 7 do coiTente mez, ;-o meio-
dia, a'porta do-armazem, em lenle do
trapiche lo algodao, se fara' leilo de
100 barril dea em pipa, viudos com cal
de Lisboa, e que sao ptimos para servi-
i-em pata embarque.
--- o agente Pestaa fara leilio de grande
qn idade de obras de marotneria novas e
usa s, consistmdo em ca letras, sofas, me-
sas,. .an lis, dita elstica, marquesas, com-
modas, consolos, caodeeiros, vidros, 16
caixs com licor l'rancez, diversas obras de
ouro c prala, relogios. os quaes se acham
patentes ao examc dos compradores, em seu
armazem na ra da Cadela do Rccife .n. 55,
quinta le ira, 5 do crlenle, as II horas da
manbiia.
M\t'0& &Vt&99.
Scguo em poneos i
brigue escuna Laura
ias o bem conliccido
ainda pode receber
alguma carga e escravos a frete: Irata-se
com o consignatario J. B. da l'onseca J-
nior, di ra do Vigario a, 23,
loiliiiifias
PARA 1857.
Acliam-se a venda as bem conliecidas
(olhinhas, irapressas nesta tvpograpliia,
das teguintes qualidades:
FOLHIMfA BJBLIGIOSA, conlendo alem
dos mezes, a bibliotbeca do christao
brasileiro, que se compoe de ora*
res (juotiJianas, methodo de assistir a
missa e conlissao; cnticos, psalmos,
livmnos, ollicio de Nossa Senbora da
Conceicaoe muitas outras oracoes de
grande mrito, piero...... ."-20
DITA SIMPLES, contundo ale'm dos me-
zes, a lei dos circuios e varias tabel-
las de imposlos geraes, provinciaese
municipaes, preco........ 2*0
DITA DE POKTA* a rpial alem dos me-
zes tem e.xplicacoes das indulgencias e
e-xcommunbes, etc., pico. 160
DITA DE ALMANAK, a qual alem dos
mezes, contem o almanak civil, admi-
nistrativo, comineicial, e industria) da
provincia, por.........500
todas estas lollinilias sao impressas em
bom papel e encllente lypo, e vendem-
se em poiro ea retallm: na livtaria da
piaca da Independencia ns. c8.
^v-.;-.--,.;..>v--i.,..- ; :.:\.;::J\J'-Jt8-
-.$ O Di. Pedro Antonio Cesar, 5
-;5 medico pela Faculdade de Medi- -;>j
-:{3 cia da Ifaliia, tendo ebe-'ado a es- A
-^3 ta cidade, participa aos seus ami- g$
gos i ao publico desia capital, pie M
JS esta" prompto para exercer as "
j luncroes de sua proissao, e pode
;;- ser procurado na casa de sua re-
%$ sideucia, a" ra ireila n. 100,
" **5und andar.
i]? a pobreza tem consultasgratui-
-:;.;- lamente, das 0 a's 0 horas da
@ manbiia.
Atteuco.
s
No deposito de pao da ra de Moras ti. 16,
vende-ae pao o uiellior posivel a 22 por pa-
taca, assim como as bem conliecidas llores
de ovos para sobres a 640 a libra, bolachas
a moda de Iiiaga a 400 rs., e muitas outras
diversas qualidades de bolacbinlias, diver-
sas qualidades de doces para ola, charutos
de mallas qualidades, cafe com leinj para
almocos e para qaalquer hora que se queira
tomar ; cm um salii 1 do mesrqo cstabeleci-
mento, pudendo cnlrar-se 1 ca Frente que
be no numero cima indicado, ou pele por-
tao confronte a groja de Santa Thereza.
I). Clementina de Iforaes Sarmcr-to
declara jue nao pagara' mais, seja qe
objeeto l'or, que se diga tei sido confiadt
a pessoa sua enviada, senao se Ihe apre-
sentat ordem por ella escripia e assigna-
da, emque pera esse objeeto ^continuados
abusos a obrigam a fazer esta declaraco.
Vende-se um cscravo crioulo de bonita
figura, bom canoeiro: na rua do Queimado
n. 41.
Vende-se ateiledecarrapalo a 2141)0 a
caada, du em iiairi;: na ra das Trinchei-
ras 11. 29,
i I
"-.rH-s-^-
li:i)l!\s PRECIOSAS- *.
>-
Adererns dt brillianlrs, *
diainaulps e ^erlas, pul- 3
eir.is. alliuples, brincos
e rn/.plas, bot'ies e aunis J
3 de diOerentet goslos e de ^
\ diversas nedras 'le valor. ?
*'
i '
Comprara, vendem ou *
f Iriicam prala, oaro, bri- \
* lli.inlrs.iliaiiianlese |' * la, e muras qoaesqoer *
* joiasde valor, a dinheiro *
uu |mr obras. ^
IQREIRA DQARTE.
LAJA QJ 91IRIVES
Ra do Cabuga' n. 7.
[tecebem por to-
dos os vapores da iill-
rop as obras do mais
moderno g"osto, tan-
to de Franca como

ww i X --.--
1 orno i:i>ii.\r.\. ?
i n
'$ Adereros completos de t
*' nuro, ineiosililoa, |lr,'i- *
; ras, allincle-, brinrns e *
Z rubelas,coidnes, Iranre- J
luis, niedalbas,enrenles *
e enteiles para rclniiio, c *
oulrnsmuilosobjeclosde ^
- ouro, ^ t
Apparelhoi completos, *
; 'le trala, para cha, ban- J
-\; deja-, lafvaa, caslirae-, >
* rollieresdcsnpaedeclia, f
S e muitos oulr.is objeclos *
^. de prala. +.
'.X* :> 1' I ; <- ? -
de Lisboa, as quaes se vendem por
preeo eommodo como eostumain.
COMSLTORIO HDIEOPATHICO
DO
Li>iii S>a 'f. &QDBI SaC!>i)3!5)3-3
Cafe com
leitc.
A qualquer hora do dia ou da noile, i Ma
como da-so almoros, jantares e ccias, no
sali do deposito da na de HorUl n 16,
antes de ebegar ao pateo do Cartno. I Ste
saiao lorna-se recomrnenitavel pela comino
ilidade que tem, pdenlo lamiera entrarle
pelo porlao que tem confronte a Santa The-
reza.
\a!ojadaboaf
vende-se tao barato une
admira :
Hicos pannos para mesa pelo dimi-
nuto preco dn
... r
Onde se acham seinpre os mais acreditadas medicamentos, tanto em tinturas como
cm glbulos, prepara los com o maior escrpulo e por procos bastante commodos
PKEQOS FIVOS.
Bol>a de 12 tubos grandes. .
Dila de 2i .
Dita de 36 > > .
Dita do 48 s .
Dila de 60' > .
Tubos avulsos a......
Frascos de Untura de meia onga.
Manual de medicina homeo^athica de Dr. Jahr com odic-
Conario dos termos de medicina
Medicina domestica do Dr. Ilenry.
Tratamento do cholera morbus
t0/000
15?000
205000
259000
309000
15000
20000
Re; crtorio do Dr. Mello Moraes
20;000
lOOOO
2/000
6OO0
lo mat-
eo n tas
Aos I Um.-,. Srs. directores
da caixa lial do Ban-
co do Brasil.
Ails. > e .o Banco pode
dinlteiro a premio por mcio dt:
coi-rentes.
Art. 21.Compete a' directo; a de-
terminar a taxa dos descont e do pre-
mio do dinheiro que receber a juro.
Art. 25.A Caixa publicara ao me-
nos de I em I dias, o preco de seus
discontosedo juro do dinheiro que bou-
ver de receber o premio.Quid ".'
B0MERI2 FRA1CUSE.
1 DO TKAPICHE S. 2.
Bilhar.
Vende-se um ptimo bilhar iulciramente
novo ; no aterro da Boa-Vista n. 23, luja de
trastes.
.Vendfm-sc 12 cadeiras, 1 sola, 2 con-
solos, 1 mesa redonda, o 1 cadeira de balan- cores
C0, tildo do amarello : na ra do Rosario da (-lavralinhas de cassa
preco de
Ci-irn brauco trancado de puro li-
nho, vara
pito pardo liso do puro linho, vara
iinm de quadrinbos, de padrees
muito bonitos, covado
Canga amarella franceza, muito li-
na, covado
Fil d linho liso muito lino, vara
tito dito com llores, dito, vara
Cambraias fraticezas de bndus pa-
dres, covado
Chitas Irancezas muito linas, de pa-
droes novos, covado
Camisas de riscado muito bem re-
tas e muito bonitas
Palitos prelos muito bem feitos
Ditos de brun parlo de puro Imbo
i.amisas ilc meia muito linas
Ricos lencos de lilet com palma
bordada a matiz
Ditos ditos de cambraia muito lina
com luco Uo linho
l.uvas de- seda de lindas cores, rom
ricas boloias, o par
Ditas de dila de lidas cores, bor-
dadas e enrolladas
Ditas prolas de torzal
. Chales lisos de merino,
Boa-Vista n. 13.
CEBA DE CARNAUBA.
\ende-sc cera de carnauba
muito bonitos
Lencos blancos de cambraia
de luidas
de padres
- de boa qual i- Ditos ditos de dita com barra dade : na ra da Cadcia do Recife, -=- "*-
KLA
II
yaura toutle jout- de la viande de
boauie et de motiln.
AC06E FMNCEZ.
KUA 1)0 TRAPICHE .N. 2.
lera lodos os dias carne de boi e de
carneiro.
MMr#*999TO&M9
?V? Ven,|e"'e Uln', "a.leirmha la Babia com ."Jl
.., ricas carlinas .laurailas, na cusa de sbralo Z
;> n. 9, da ra da (luna : quem a prelenilir W
V;3 comprar po le procurar na lila casa, itas 7 ;'J
sj liora, da iiianhaa as 9, e a larde, das i as !i. n
n. 50.
I o, a
^elludillio (
butin^s
vel-
Onieliiorquo nessa fazenda lem vindp a
este mercado, do cores muito lindas, para
v-stidos dos mascaras : vende-se na laja n.
17 da na doQueimadoao p da botica.
Vende-so urna mulata moca, boa lava-
deira, e propria para qualquer servico ainda
mesmo pesado : na ra da Cruz do Recife u.
31, primeiro andar.
~ Umbelina Wanderlev Pcisolo participa
aos pais de suas alumnas' e as mnis pessoas
interessadas, que mudou o seu estabeleci-
mento para a travessa da ra do Queimado
n.1 ; e conlinu'a a lecebcr meninas exter-
nas, internas eincio pensionistas. Tem con-
tratado mestres para dansa, msica, piano,
c Trance/. Espera que o respeitavel publico
a continuo a proteger como o tem Toilo be-
nignamente at o presento.
Vendem-se sardi.iha"s m'quar'to's de n ", Vilorino de Almeida Ra'.iello vai a
meia lata, vinho de Bordeaux em cuixi- Si > nr"!f!rdVu< Mu,,e' ? ,loi1x,com,u
, i i i ,, : onnn.ir.i procurador a seu soc > Antonio da
nhasdeduzta, equeiiosde Gruyere, tudo Gusta almeida, e como segn lo seu irmao
le superior qualidade c por preco com- Manoel Rabello de Almeida.
mudo: na ra do Trapiche n. 11. T pparecan na noile to dia 2 do reve-
ro.,,, ,-.> reiro, no sitio da estradt nova auevainara
-Comprare urna grammatica lran- oManguinho, ama burra com um liiiio i!
ceza de Kurgain, usada, ou mesmo o so possoaqoe for sen dono, queira apparecer
gundo volume : nesta typographia. para Ibe ser entregue, no dito sitio, de An-
Compra-so urna casa terrea com bom l0"'a Francisca Cadaval.
quintal, cercado ou mesmo em aberto, nos "" Sal" a |||ZB segn lo numero da lie-
lugares segaintes Campo Verde, Soledade, Seneracio: sera entregue, aos senhores as-
Caminbo Novo, ra dos Pires, de S. Goncalo s,8n*nlS, e vende-se avulso nos lugares
do Sebo, do Cotovelo, edifficada com a rea' """""""iados.a 160 rs o numero,
le para o nasceute : a tratar na roa da Praia *" Sr- Josu Rabello Padillia queira diri-
deSanta Bita serrarla n: 13. gtr-seariia do Queimado a fallar com Jos
l TTENljAl. Csteves Vianna, a negocio que nil j ignora
O abaixoassignado Tai seiente ao respei- Precisa-so do um lomeiro, paga-se
lavcl publico, que sempre Tez timbre em bcm.senJo perito : na ra ireila n. 2V.
cumprir poiilualmenle os seus contestos, Prccisa-se de um caixeiro borne que
como director de orchesta, com todas as pes- ,1('' fi;lllr"" => sua conduela, para tomar cunta
soas que o c-ncarregam do qualquer Tunerao, (le "'na taberna por balango, e nao se duvida
e esta mesma pouluilidado lambem tem i dar bom ordenado ou alguma vantagem : a
constantemente observado com as admitas- fallar no paleo da Sania Cruz, na taberna
tragoes transidas da imperial espolia da\&*quinada ra Velha.
tstaucia, quan 10 ellas do sua parle satis- Precisa-so de tiiii caixeiro para taber-
aziamossetis doveres relativamente ao pa- M 1ue lulia pratica da,mesma ou sem ella,
gimento do honorario de lacs funcgOes. .Nao mas dando I.iiiqj ,1o sua conducta, paga-se
nouve pois lalta de muzeos para a lesla do 1)(>n- ordenado : no largo da Soledade n. 16
corrente anno, porcm o Sr. Antonio ferreira ; padaria.
da llora nao ignora o quaitlo se deve ainda Por todos os paquetes sacca-sc sobre a
aoarjatxo signado da Casta do anuo pss-' pr-ca do Porto qualque.- quanlia vista ou
sauo.Jose Marcelino da Costa I a prazo : ua ra do Trapiche n. 0,
-- rugi na madrugada dodia 19 de ja- torio de Thomaz de Faria.
neu-o do cor rente anno, ociioulode nomel Nos abalxo assignados
llypolilo, estalura pouco acuna ua regular, nosss freguezes que o sr. Custodio Anlonio
soccoocorpo.cara redonda, beigos srossos, I loaros nao be mais nosso caisciro desde o
pouca barba, lalla descansada, idade 21 au- Jia M de Janeiro de IS-i7, e por isso es' dis-
nos, falto de alguns denles na frente, pernas; Pells|l de todos os nossos servidos.- Recite
boas, pes grandes, ollicial de sapatelro, cu- de reverciro de 1837.--Ponciano Sainado
zinheiro, sabe trabalbar cm casa de caldei- | O abaixo assigu ido previne ao respc-
ras de engenlio de assucar, sabe ler e escre- l:tv^ publico quo ningucm faca negocio c>m
ver, o por isso bu bastante ladino, e talvez : Francisco Martina dos Sanios com a proprie-
Sfoao
M*a
CM
-.Mili
320
800
18-J8U
320
320
IjiOO
4?IKHI
30000
1/000
."#000
15200
1#280
2/UOO
1-OOO
KM
210
210
2.0
*0O
oscrip-
avizamos aos
Dilos do linbo proprios para rM
easnm outras maltas fazendas que iiilnuii
aa'do'n "Un "? +**"***:
PARA AS SENHOHAS DE BOM
GOSTO.
Vendcm-se caixinhas ricamente enlejia-
das propnas para presentes a 2>, 35 o ca-
nelas ricas proprias par, senhoras a 500 rs
carleirinbas muito lindas para senhoras a
taStUdESN* parCStura' '"''"as -
If, ditas ditas para unhas a 500, i> e j/500
ricas franjas para cortinados a */ pera, |cn-
Cinhos de retroz de todas as cores a STT
ricas caixinhas para guardar ioias a 800 rs '
camisas de meia para enancas a 500 rs ri-
cos botoes para roupa de chancas a 1, 'du-
^.ooaea*-noSHb,0rda.dos para"
a W^iin da*J ,nais ordinarios
a 3*J e 400 rs., agulhe.ros com Bcnlhas sor-
idas a 160 e 240 rs. carloes de co.xots
coT^.h2* ParcS.a ^c.rteirh.ha
IhuVSiL!". fri,,"cezas a ,6 .. niiadasi da
1 ola para bordar a 100 c ICO rs., carritei-
de lilil, de 200jardas bou. aulor a 80 rs., d.-
ta de 100 jardas autor Alexandre a 40 rs
iiiac.nbos de grampas mudo boas a 60 rs!
, tranci.ibas de laa de casacocs a 80 rs I re-
; 58, caixinhas com grampas muito boas a la
. r., miadinbas de hnhas de peso linas a 120
ra., Hallados abortos de linbo a 100 o 1"i ra
, a vara, d,to bordado do lindos padrt.es a M
c larguras c outras muit.ss.mas cousas, quo
ludoae vende barato, na ra do yueiiade
loja de miudezas da boa fama n. 33.
as*.* ******-*** ,
ME0PATHIC.4
1 w
1 DR. SABINO O. L. PINHO.
m Ra de Santo Amaro i Mundo Novo)
NUMERO6.
\en,lein-,e umcamenle nesta botica os mai-
a 'r'e''u,,"s,"le"rneii|Us liomeopalriicr, por
praca muiio commodos. v
S uVa d!"eS !ne 2 r qUe '"" **** m honra, da
' onde lem sida cperimeula.lo.
Cadi tubo avulso. igQnn
r.JE" Ti,lro de ,'nl"ra 25000 T
leira, e camodas com mcdicamenlos, &
IcttlOSOUll. v
Ihesouro liomeopatlneo ou vade-meenm do
ir.
i

i
i
i
I
i

tdfde I 5 ale ljiloi'l"
I 1 mi
boraatpaUa, obra esscncialmcilo
2
savel a oue.a aaatjl imprim hom^r
(lila a
II5000
9
15000 f
nlior, morador na ra das Aguas Verdes n. | Arronda-se um grando sitio no lug
SO, o mais breve possivel, que todavia re- dos AfOictos com casa devivenda, estribara
compensara a quem o apresentar. 'quartopara pretos, duas cacimbas do boa
U abmxo assignado ueixou to sor ca- agua, duas grandes baixas com capim que
xeiro do Sr Frauci-co Botelbo de Uendonca podem suslenlar mais de vinte cavados, ter-
desde o da 31 de Janeiro prximo lindo, e "s para plantar macacheira e verdura, mui-
agradece ao mesmo Sr todo o bom conccilo ls coqueiros o oulros arvoredos da fruclo
que fez de le durante o lempo que foi seu 0 qual confronta com o que Toi de Joaqun!
caixeiro. AntonioJacinlhodeMe leiros Dulra. |de Oliveira : quem o pretender dirija-se ao
Anda ausenta preta Igncz, crioula, sobrado do dous andares na ra do liorlas n
bem conhecida na Boa-Viagem por ter sido 1*8.
do Sr. Alfonso, e ter lavado la : roga-se a | Precisa-se de um amassador
quem compele^ aprehenda o leve-a a sou se- Direita n. 82.
na rua
nlior na rua Velha n. l-2.
As audiencias do juizo de paz do se
gundo dislricto da freguezia do Saer.inJrl
do bairro de Santo Antonio lomara ., ..
quartas c sabbadosas 2 horas da (jj "!
sala das audiencias nesta cidade. '
AlugS-se uma rasa na povoa^^o do Be-
beribe do lado da igreia : quem a pretender
dirija-so ao alerro da Boa-Vista 11 47, segun-
do andar.
vende-se um grande tarrano no lugar
do I.uca, principio da Kstrada -Nova : na rua
Nova n. 42.
-- Fugio no dia 1 do corrente um escravo acl|a recolhido desde o da 27 do corrente,
mualo de nomo Benlo, com 16 a 50 annos I paulo, crioulo, do dade 21a 25 annos, 01
>ie idade, lem na caneca e na barba alguna i HuaI ,liz ser escravo de Ignacio Machad 1 da
cabellos brancos, be relbrcado do corpo, 1 Cos'a, morador em EspTnbaras, capturado
olbos pequeoos, quebrado das venillas, lem Pcln_ eampauba Manoel Montoiro.Helegacia
um dedo das niaos lino, por nelle ter tdo da Victoria 28 de Janeiro de 1857. Tburtino
Fugio no dia 30 do niez de Janeiro p.
p. um mulato capiivo de nomo Ciementino,
com 03 seguiutes signaos, baix, magro, ca-
bello carapinho, falla de vagar, glasto hu-
milde, tem falta de alguns denles, sabe, ler
e escrever ; esto escravo foi do Sr. Francisca
Anlonio de Salles, morador emiJoianinba to
llio (irande do Norte, para onde se suppoe
ter fgido dito mulato : quem o pegar con-
duza-o a sen sanhor na rua da Uadeia do
Kecife n. 40, que sera genorosam uito iccooi
pensado.
>a cadeia da cidade da Victoria se
um panaricio, andn em nutro lempo em-
barcado, cosjjinia andar com a cabeea baixa
e olbar por baizo; levou vestido camisa de
madapoln, calca de brim branco e chapeo
de inassa pn-lo : quem o pegar leve-o a rua
da Praia n. 36, que sera generosamente re-
con? pensado.
-- Vende-se um lindo moleque do o an-
nos, bem robusto e sadio: 110 aterro da lloa-
Vista 11. 10.
Pinlo de Almeida".
Camiuba A Filhos mudaran) o escrip-
lorio para a rua da Gadeia Velha 11. 60, pri-
meiro andar.
Aos d 'volos do SS. Bozario do N. S.
Na rua do Queimado n. 13, loja de fazen-
das. vendem-se benlinhos da imagem do SS.
Rozario, bordados a ouro lino, o de dilfe-
rcnlesgostos, polo baratissimo preco do 500
res cada par.
~ Precisa-sede um caixeiro do 14 16
annos, que tetina pratica do taberna, prete-
re-se dos ltimos cheg idos : na rua do Pilar
Vende-se a bem alreguez.iJa taberna
Ja rua da Roda n. \x : tratar ni mesma
Vende-se uma taberna na cidade de
Olinda, com poneos rundos.eem bom lugar '
por ser nos Quatro Cantos, e muito bem | Joa Gomes de Amorim e Joaquirn Fer-
: quem a pret-nder nroi.-ure no ;rnira Coulinhodeisaram de ser caixeiros de
Jos Alves da SilvaGuimarSes.
Recife, rua da l.ingoota, casa n. 8.
-- Vende-se uma escrava crioula, de %
anuos do idade, que alem de sor doceira
tem todas as habilidades precisas
Iralaroenlo liomeopalhicu d
cliolera-morbus.....
Propaganda homeopathica n,
*9 I ernambuco .,UUL
\ lt 11.- i-'*"" i5uU
i. 11.1 ara cnnliecimeolo do publico vi- A
la-M que o Dr. Piral Ka.nos Jnior, nio lie S
9 mu. ciueiro da botica central --irTlll. *
,1*g ,em '"lerferencli alguma ero tua< ope- Si
**d ->>
Ji(li;tcsde visita.
de<^ul!lar.H iml,rimcm-w con> Prfic,lo b.llwte,
arl J:J B cu.m,nere" **"* objrclo, da
MllOi. Abrern-c lirmas, mm*m. lauto TSm do-
ct. cun,, M ratero, oriiameuloicom objrcloi denor..
bodV. u Z,e?"S" ',','"" lindos c ""'" para
bordad., de laayrimh. Adrante-so a recusa de
quaesquer desle, objeclo, no ca de nao carnn a
otalo das_peoas que os encommeadarem : atie-
ureleu icr dirija-e a qual.ioer deles luo.res
l'iirn, do Rere, rua da Madre de eo, *!' l
... paleado Coii,s,o o 1M, Cinco ,.0IiU
10 da quina confronte a malru nova.
I AO PL'BLIGtt.
jj| o armazem de fazendas baratas, rui do I
B Collegio n.' 2,
S vende-se um rompalo sortiroetuj do fa- B
^ zendas finas grossa?, por mas barato
* precos do que em outra qualquer parle,
tanto em porcina como a retalho, affian- fe
^ cando-se aos i-om;irailores um s preco &:
g para todos: esie eslabeler.iment ibrio-se t
H de combinaco com a maior parte das es- |
U sas commcrciaes inglezas, franeezas, alie- 1
j maos e suissas, para vender fazendas mais
$ em conta do que se tem vendido,
.$ offereosnt elle maiores
4
Augusta, casa de sotao
lllos.
O alferes Antonio Marque* do Souza,
romo agente do segundo batalhSo do infan-
tera desde oulubro al dezembro do anuo
confronte aos Coc-1 ultimo, c do Hospital reg mental desde o
comeen de Janeiro ateo lim, nada dvo
na rua
--Vende-so um mulatinho peca, de idade Possoa slguma.pois tem saldado de prompto
1 ~ para 8 anuos, com a condi^ao de nao todas as sois contas, do que possue os res-
para conheci monto
sobarcar : para ver e ajlistar," na rua do i peclivos recibos, eas.sim"decla
nuigol, taberna n. 50, esquina d liecco do 1 pressamcnlc tiara con)
.aicareiro. dado.
Vende-se tima rela mot;* e
ra, cazinha, engomma e ensaboa
do CUIegio 11. 18. segundo andar.
Pecisa-se de uma ama para cozinhar
> cas,, de pouca familia : na rua do ,\o-
111 u 1 os-
tia ver-
boa ligu-
as roa
guaira n .
Bonecae francezus.
Vendem-se honecas Irancezas ricamente
'vestidas crie varias (qualidades .1 1-200,
i l>6oo e 29, na rua do Queimado loja ib< miu-
I dezas da boa fama n. 33.





MUTILADO
por isto
vanlagcns do que
oulro qualquer; o proprietario desle im-
liorianio estabeleciinento convida iodos
os seus patricios, e ao publico em peral,
para que vcnhain (a bem dos seis inle- :-
I resses) comprar fazendas baraus: do ar- JJ
^ mazem da rua do Collegio n. 3, deAn- Jg
jg lomo Luiz dos Santos & Roliaa.
mmMmammmmmmmmmm
N taberna da rua llirell n. H, roiifronli
ai ..ilao do l.ivrameulo, de J s de Mello Cosa O-
liveira ^ C, ba o, egaialei ^enrri Mpattafal
vinli.n do I-orlo tle diHVreiiles qualidade* de I,o alt'
13600 a garrafa, dilo de l.i.boa > (lili 7J0 a -ir-
rafa, dilo da l'isueira a 560 e II0, dilo de Sie e
do Kslrr-ilo a 180, M..I e (lo, eiripu branca a ISiSO.
vuibo branro a que rhainain Ma.lrira a SIXI i- dilo
brauco a .".(iO, ceneja pela e branca, Unto em sar-
rafis .-..ni., ni mei.n dita, de dlverm qualidae" o
aalores, boa i-enebra bollandera e BraBWBJaan ero
rraiean e ii illjaa, boa ehornaag etagaiiifce, meia. r
Higo, ba pastal lisos de (aflalo em caitinbat
de .1, (, \>, Id e ->i libras, amellas, lelria, macar-
rlo, arroi dolarann.io, Mg, revadinba. \crdadeira
farinba nu Komina de malarana. Imlarhuibas de soda
e iacletK, biseoulinbns lim,. tai lala<, bolachinha
le aramia, lalaaeotn sanllalioi, dMeatataSl / nbo,
|C | rola a i-.nu r>. a libra, cba do Dio ero lalas de I, _',
; 1, 8 e ll! libra, rlmurir-i>, Inuriulio de Lisboa, mao-
j Iciga iosleza a 1,3(0, dila franreta a 7JH. qneijos
- inulto bous, i h-nji.i- fino de dillerenle ima agaardealo de caima de Jl inn,oSarln ns niai
Reeerai propriai saMa 'siabeiecimeiiios por piaaai
couiino'toH: awcvirasMN que ansa bem awMas i"-
dsi i- pnaaii que se digaarca lionm-aoi toin -.ua
protee(is freguetii.

.


DIARIO DE PERNAMBUCQ, QDARTA FEIRA 'i DE FEVEREIRO DE 1857.
SALSA PAKKILIU
DE
Biistols.
Vende-se nicamente na botica do Sr. An-
tonio Pedro da >. tveves, na ra da Cadeia
do ftecife.
VIRTUDES DA SALSA PAKK1I.1IA. DE
BMSTOL.
A salsa parrilha original e gcnuina de
-feUeuco.
Bristol possue todas as 'virtudes para curar
todas as enfermidadcs que pruvn de un
estado de impureza de singue e das ecre-
cOes mrbidas do ligado e estomago, e em
todos os casos que necessilam remedios pa-
ra purificar c robustecer o svslema. Em to-
dos os casos de escrophulas, erysipclrs, li-
lil, erupc,6es cutneas, manchas, bilis, in-
flammasSo e debilidade nos olbos, inchaco
das glndulas, dores lumbares, alfeceoes
rbeuinalicas, dores nos ossos e as juntas,
bydropisia, dispepsia asinina, diarrha,
tiisse, resfriados, iiiflamniacao dos pulmocs,
phsioa quando provra da obstruecao dos
bronchios cm pessoaa escrophulosas, influ-
enza, indigestan, ictericia, debilidade geral
do systema nervoso, lehres agudas, calores,
enfermidadcs das mulberes, cufermidades
biliosas, e em todas as afTeccoes provenien-
tes do uso immoderado do mercurio, lista
salsa parrilha so emprega com eflicacia em
todos os sobreditos casos, c be reconhecida
como a mulbor medicina que existe.
PHEC.UCaO.
As pessoas que compraiem a salsa parri-
lha uteverao ler o cuidado de observaren!
que a salsa parrilha de Bristol esta em gar-
rafas de grande tamanbo, com as palavras
salsa parrilha gcnuina do Bristol, Nova
York, gravadas no niesmo vidro.
Sobre a rolha da garrafa severa o nomc
de Bristol. Urna direcco acompaiihara cada
carrafa.
CASO DE DEBILIDADE COM ICTERICIA.
Ncw-York 30 demaio de 18*3. Urna se-
nhora soflria de espasmos nervosos, experi-
mentava urna continua aniquilacao de lor-
ias ao pouto de cahir por ve/es em syucope.
Empregou multiplicados remedios sem tirar
vantagem. Dcclarou-se urna ictericia com
uin emagrecimeuto progressivo. Esgotados
os varios recursos da arle foi a tempo em
progado o incomparavel remedio da salsa
parrilha de bristol e o rpido estahelecimen-
lo da euergia vital logo reappareceu com
novo vigor.
CASO DE ISABEL DAVIS.
Isabel Uavis foi iccommellida pelo espa-
do de quatro anuos de ulceras escrupholosas,
tendo seis cbagas abertas na parte superior
do braco direilo, as quacs deitavam grande
supuraeflo e causavam a quasi iuitnobilidade
das partes. Chegada em santa Catbarina
em novembro de 1847 a docnte consullou
varios mdicos, os quaes deram o conseibo
de amputar o braco, coum o nico recurso
de salvar a vida, l'oi entilo acnoselbadoo
uso da salsa parrilha de Bristol a enfermar
que.a pedio como suave alivio, logo ella ex-
perimenlou tuovanlajoso prnveilo.que con-
tinuando temi'0 segundo o uso do remedio,
ebegaram as feridas ao melhor.estado de ci-
c iti sagao. O caso be referido pelos (mura-
dos professores Coodmann e Samuey Haver.
$$ CONSliLTUKIO CENTRAL 110- ^
($ MEOPATMICO. 9
;,j Ra de Santo Amaro (Mundo-No- y
& v) n. 6. M
fc O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito, (''
?? de volia de na viagem io Itio de Janeiro, X
"J continua a dar cousullas lodos os iii.i- uleis, W
^ das 8 hojas Ja manliaa, a 2 da larde. 7..
v*. Os pobres sao medicados gratuitamente. **
j&&*3&& #&
SEGURO CONTRA FOCO.
Companhia Alhance.
Eslabelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brnlhers & C, tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a quem mais convier que esto plenamente au-
iorisados pela dita companhia para effeciuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
llha e igualmente sobre os objectos quecontiverem
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou
em fazendas de qttalquer qualidade.
;: ".r..'r":':\ j ''.': i:';- :..-:-.'-\'-:-S^\m^
2 DENTISTA FIUXCEZ. |
jftj Paulo Uaignoex, de volta de soa viagem &
T? i Europa, esl morando na ra Nova n. ^T
68* 41, primeira andar, oude pode.ser procura- ?
.'ib do a qualqaer hora.
&%&&ii'.->ffi:xuc:\:!'i:'!> \-,r\.m.?.
ti/
R. C. Yates & C, estabelecidos no Rio de
Janeiro na ra do Hospicio n. 40, vendo um
annuncio publicado em una dns follias de
Pernambuco pelo sr. Bartholomeu V. de
Sou/.a, preveiiiniln ao publico que O
deiro Xarope do bosque so elle be quem
vende, prevnolo ao uicsnln publico que o
nos-so xarope be remeilido to Kio le Janeiro
pelos proprietarios cima, aoSr. Uanoel Al-
vos Guerra, e este Sr. fez o deposito para ser
' I vendido na pharroacia do Sr. Jos da Cruz
Furto.
I'urtaram honlemj 20 de janeiro um re-
logio de ouro dos amigos, patente ingle/,
com duas caixas de ouro descoberto, n
10:882 l'oi furladn de cima de nina mesa do
sobrado de um andar da ra d.0 Itangel, na
venia- "ccasio da mudanoa dabi para a ra Dirci-
ta ; ha desconliancas que fossem os mesmos
pretos que carregaram os trastes, e por isso
roga-so a todos os senhores relojoeiros ou
pessoaa quem Coroflerecido apprehende-lo
e leva-lo a ra do lasseio Publico n. 9, ou
aniiunciar, que seriio recompensados.
Compram-se escravos de o a 3jannos:
na rus do Collcgio u. 21, tereciro andar.
Compra-se umi escrava engommadei-
ra : na distilacilo por delraz da igreja de
Santa i'.ita.
$en*5.
Santos na ra Nova n.53, nicos por nsaulo-
risados para venderent onosso verdadeiro,e
mais prevenimos aos senhoiVs consumidores
que ha perlo de cinco anoosl os rtulos coi-
lados as garrafas silo asaignados por lienry
Prins, cont procuradores dos proprietarios
cima.Bio de Janeiro 13 de janeiro de 187.
p. p.It C. Yates & Cllenry Prins.
Harlholonieu Francisco de Sou/.a leudo
o annuncio dos Srs. P. C. Vates di C. no Dia-
rio n.17, em que. diz ser tmenle verdadeiro
o Xarope do Bosque que se vende uesta ci-
dadenapharmaciadeJu.se da Cruz Santos,
onde fez deposito o *r. Mauoel Alvos Guerra,
que recebe delles proprietarios, declara ao
publico que nao duviua seja falso o Xarope
do Bosque que lanibem vende em sua botica,
masassevera que elle foi comprado aos mes-
mos Srs It. C. Vates & .( do Itio do Janeiro,
comoprova o documento abaixo.
Rio de Janeiro 8 de agosto de 1856.
0 Sr. Barlliolomeu Francisco de Souza
comprou a lt. C. Yates & C. .
4 d u/ias de garrofas com Xarope do
Bosque a 34/000........216/000
6 duzias de metas garrafas com Xa-
rope do Bosque a 273000 .... 162/000
Bis .... 378500
Recebi o importe cima, do Sr. Antonio
Joaquim Vieiradc Carvalbo.Itio de Janeiro
8 de agosto de 1856.Por It. 0. Yates & C.,
Jos Paulino Baptista.
Estava reconhecido.
Aluga-se
urna grande casa na roa Imperial n. ll,
com tres portas de frente, dual grandes
salas, cinco (juartos, cozinhu fina, etc.,
por _12$U00 mensaet; a tratar na ra
Direita n. 15, loja.
- 0 nico preservativo contra a caspa
que at agora tem apparecido, tem a vanta-
gem de preservar da caspa, ainaciar o cabel-
lo, e lambem litigir o mesmo : na loja n. 1
da ra do Crespo.
Precisa-sc de urna ama quesaiba co
zinhar, para una casa de pouca familia : na
praca do Corpo Santo n. 17.
ara mesas e
pianos.
Crep de lila-
(iR\NE\8ftORS OCMADft.
Fa/cnda niova, chegada pelo ultimo navio |
france/., lecida do 13a e seda, de quadros e
lislras de cores muito delicadas, par., vesti-
dos de senhoras e meuiuas : vende-so na |
ra do (Jueimado, |. ja n. 17 ao pe da botica
...... ... .... ... ... -^. ".;.' ..".;. #fc; .^,
lini cusa de Eduardo II. Wyatt,
j ra do rrapiche Novo n. 18, lia 0
;. para vendei :
yj 1 piano forte, novo e elegante de
_';- fabricante afamado em Londres.
O
de
a n. '.>7, de las A
escrever do fabricante
1 vanas cores.
ESTRADA DE FERRO
do iiecife San Francisco.
0 abaise assiRnado faz saber, que depois do da
3 de fevereiro p.u.ir.i. no seu escriplorio, ruir do
Crespo n. 2A, aus snihores acrionislas, juros na ra-
zaa de 7 por cenlo ao anuo, sobre ,i- arenes respira-
das nos seu* nonei respeciivos nos livros da com-
pantiiH da Eslrada de Perro ale o da 31 de Janeiro
do correle. ,
Os seuhores que nao livercm assiRnado o cnnlraln
da companhia, devoran fat6-l0 por i ou pur scus
bdsUnlt'S procuradores, aules de leceber os juros
devidos.
Por ordem dos directores.S. P. VEREKEK,
Ibesoureiro.
Recife 31 de Janeiro de 1857.
^recisa-se
&&$&
..:
PARA CONSERVACA'Tbs' ^ f%
& DENTES. 4|
y- Vende-se p* e asua denlrilices : na ra cy,
Nova n. 41, em casa do dentista fraucez ^
(2? Paulo tiiil-nou.
W..-v..-v..^,.-v^--'.. -v..-,,,-.,,--...--.,.--,,,^.-^-
Seguros contra
o ogo.
ConiVVMIIA NORTHERN.
CAPITAL j; 1,260,000ESTABELECI-
DA EM 1856.
Para effectuar seguros
sobre propriedades, mercadorias, mobilia
c gneros Je tpiasi todas as rpialidadcs.
Premio de r>|8 ate I \2 por cento ao anuo,
agentes C.J. Astley&C. Ein conformi-
dadede oidcns ltimamente recebidas,
os agentes acliam-se habilitados a lomar
risco contra logo, e sobre gneros dee\-
portaco, como sejam : algodao, assucar
ou cotilos, depositados em trapiches ou
arma/.ens particulares, em Hacei, lara-
gua' ou Porahiba do norte : agentes C.
J. AstlevACj
Sulistituicao do
arcano a polassa
pelo barato pregro por unta lata de i O libras:
noarniazeiiide ^'. .iiii-
ber & C, ra da Ciua
ti. 4.
Precisa-ae de urna lavadeira para
lavar roupa !c urna grande familia : na
praca da Independencia ns. 0 c S, li-
yraria.
Abi:a-se a anligl casa de vender plvora, ai
cidadc de Obnda. com bom sitio, baixa para capim,
e boa casa de vivemla ai, pe : qoem pretender dita
casa irija-se a roa do Vigario n. 31.
de oliiciaes de alfaiate para obra grande,
pagando-se 7.S por meio eitio de cada nina
peca, assim como de costureiras para o
mesinoolllcio: na rua da Madre de Dos
n. ">G, primeiro andar.
-- Aluga-sc a otaria que foi do finado Po-
dro Jos, em Apipuros, a qual tem minio
bous barrenos, etc. : a tralar com Claudio
Dubeux.
Joscpha Henriqucta de Miranda Barros,
prol'essora particular dos primeiros conhe-
cimenlos, visa ao rcspcilavel publico, o aos
pas de suas alumnas, que se a cha com a sua
aula abcrla : quem de seu presumo se qui-
zer utilisar, dirija-sc a rua da Alegra da
lloa-YUta n. 42.
Alugam-se duas escravas para o servi-
?o de quilandeiras : quem as livor e quizer
alugar, dirija-se a rua da Cruz, sobrado
n. 23, que achara com quem tralar.
Aluga-se una escrava para o servico
de una casa : quem a tiver c quizer aloyar,
dirija-sc a rua da Cruz, sobrado n. 23, que
adiar com quem tralar.
Precisa-se de urna mullicr para servido
interno de casa de familia, que seja sadia e
saifea engommar, obrigando-se a morar com
a mesma familia : a tratar na rua Nova, casa
ti. 50, segundo andar.
Deseja.se saber a residenciada tilma.
Sra. ft. Anua Mottleiro, chegada de Lisboa
em otnubro ou novembro do anuo prximo
passado, para lbe ser entregue una carta
na na da Cadeia do Hocife n. 6.
Confeitaria.
9A
confronte ao Rosario cm Santo Antonio, rc-
cebeu de Lisboa holinhos sortidos, ditos de
amor, s viudos a este estabeleciiiieulo, bo-
cetas coni Inicias difTerentes, e uiarmelada
secca a primeira vez viuda para negocio, di-
ta em latas de diversos lamanhos e da mu-
lbor que costuma vir, quartos de marmello
em calda e outras muitas fructas, gela de
marmello, e otaros muitos objectos, e as
nielhorcs perfumaras.
Oleados pintados de superior qualidade,
de lindos e variados padroes,muito proprios
para cobrir mesas, cominodas 0 pianos, sen-
do da melhor fazeoda quo tem vino ao
mercado, e por preeos muito cotninodos :
na antiga loja c fabrica de chapeos de Joa-
quim de Olivcira Maia, na praca da Indepen-
dencia.
Compram-seellcctivamente na rua das
Flores n. 37, primeiro andar, apolices da di-
vida publica e da divida provincial, assiai
como acajes das diversas cumpanhias aulo-
risadas pelo governo.
Sabio a luz sahbado, 31 de Janeiro, o
peridicoRegenerarjiu: dislribue-se gra-
tis, e contina a distribuir-se as liviaiias
do pateo do Collegio, Cabug, loja do Sr.
Villasboas, e Boa-Vista, botica do Sr. Uanoel
Elias de|Moura.
I ni 1,-u-am do abaixo assignado, no dia
20 de janeiro, pelas lloras da larde, uouco
mais ou menos, um cavallo caslanlio escu-
ro, um lauto magro e sellado, dinas cabi-
das, casco um pouco aparado e he em grao,
nao tem andares, so serve para carga, cos-
tumava pastar no lugar da Tlore-la d'onde
o ladro o levou, e esla contra-ferrado de
novo com um gaucho, por isso roga-se as
autoridades policiaes o favor auuunciar
(uando por ventura seja apprchcndido na
mao de algum ladrao. Cidadc de Olinda !
de fevereiru de 1857.
Alanocl Gomes doMacedo.
Deseja-se fallar ao Sr. Malliias Pereira
da Silva, natural da liba da Madeira, a ne-
gocio de seu inleressc ; assim como roga-se
so Sr. JoSo Rodrigues Ciras, que tendo no-
ticia do dito senhor cima, lenba a bondade
de ir a rua do ijueunado n. 7, ou|annunciar
a sua morada.
Avisa-so ao Sr. colletor c recebejor
dos impostos das aguas ardeutes e mais be-
bidas espirituosas de produrciio brasileira,
que so deixou de vender ditos espiraos no
ultimo de janeiro do anuo correnle, na ta-
berna da rua de Santa Bita, dcbaixo do so-
brado n 1.
Quem pcrdeti varas de littjlavrada e
maisuiii pouco de GldeliubC prelo, dando
os signaes certos se entregara, pagando o
importe do annuncio : a procurar na loja de
miudezasdi rua larga do Cosario n. 33.
f)a-sc30> rs. de gratificarlo a quem
(ler noticia de um pardo, cor retinta, de no-
me Veriato, de 60 anuos de idade, bocea
bamba e sem barbas, pernas cambadas, ca-
bellos ainda pretos, sabio da cidade de reia
depois do meiado de dezembro do anno
prximo lindo com una carta do Dr. pro-
motor daquella comarca, a seu pai o capitSo
Diogo Velho Cavalcanti, senhor do cuge-
nho Baixa-Verde na comarca de Nazareth,
e voltando para a mesma cidade de Areia
no dia 26 do mesmo me/, de dezembro com
urna entra carta ero resposta, cm que iam
encluidos 6'lti?000 rs. cm scdulas, nSo|ap-
pareceu mais, e apenas l'oi visto na cidade
de Olinda. cm urna casa de plvora que bo-
je serve de rancho, no principio da estrada
que vai para Fragozo, nos dias lU e ll^de
janeiro : .pede-se as autoridades policiaes a
captura do dito pardo.
Na rua do Qucimado n. 29 apparcccu
nm preto do nome Joaquim, procurando
quem ocomprasse, diz ser da Parabiba, es-
clavo de Francisco Antonio de Alrr.eida, se-
nhor do engenho Boa-Vista ; o abaixo assig-
nado o conserva em sua casa, mas declara
em lempo que nao se responsabilisa por fu-
ga ou morle, cm conformiJade do que nes-
ta data avisou ao proprio Almeida.
Recife, 30 de Janeiro 1857.
Jos Morena Lopes.
~ Mugase urna casa por dous mezes,
sendo Tevereiro e marro, eni Apipucos : a
tralar com Antonio da Silveira Luiz, na ci-
tlade'de Olinda, paleo de S. Pedro, taberna
da esquina.
ssuliua
ante.
bri-
Fazcnda branca lavrada de 3 palmos de
largura, cliegada pelo ultimo navio france/,
com padrcs c descnbos 100 delicados que
parece seda, para vestidos de senbora; ven-
de-sc por proco cominodo : na loja da rua
do Queimado n. 17, ao p da botica.
Para vestidos de
SESMAS BiKffltS
Ven bni-sc as verdadeiras sedas da India
do 3 palmos do largura, de quadiinbos mui-
dos e grandes, de cores milito lindas,
peio barato pceo de l>200 a MM4G cada co-
vado : na rua do tjuetmado, loja u. 17 ao
po da botica.
ijara li<[uidar
coritas.
Os donos da loja n. 17 da rua do Qucima-
do estao vendendo por menos de seu valor
certas fazendas, como sejam rassas e cam-
braias fraueczas linas do cares lixas, pelo
barato preco tle 100, 500 e 560 rs. a vara, as
verdadeiras chitas francezas muito linas e
de cores liiiues, pelo proco ue 460 c 280 o
covado, bareges de coris lindas com qua-
dros de seda a 30o rs. o covado, e outras fa-
zendas que eslarSo a vista dos compradores,
por preeos do convidara comprar.
Vcnde:n-se p das de liombreiras, ver-
gas, soloiras e cordao, o Otilias muitas : a
tratar na rua da Cadeia Vclba em Santo An-
tonio n. 7.
Domingos Al ves Malheos tem para ven-
der em seu escriptorio, na rua do Apollo u.
23, por mdicos procos o seguiulc :
Ricos e elegantes pianos.
Superior viulio velho do Porlo.em harris.
Superior vinbo vellio do Porto,cngariaado .
Superior vinbo velho jeropiga branca.
Coxitis u; liuiio para montara.
t.oherlores encorp dos Je algoJao.
Superiores charutos da Babia.
Sabonetas em caixinhas.
litco e superior papel piulado e dourado pa-
ra forrar salas.
Fiores de
'..^
.:

&
-.
Na quiua oa rua de Moras n. 2, conti-
nua-sc a vender figos de comadre a 120 rs.,
goninia a H0 rs., alpista a 100, cevada a 100
rs., dita tmida a 2*0, cafe moido a 320, gom-
ma de ararula a 200 rs., sag' a 320, man-
lina, toda de seda e de um gosto muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor viudo da
Curopa, tuuilo proprios para assenhnras de
bom gosto, assim como chitas francezas
muito linas matizadas com lindas cores :
A,
Fsla bolachinha felta com o mel^
l'eigoamcnlo do que ouira quilnuj^y-.
balho de seu fabrico, niuil'ii^opna para
soires : vende-se na rua d: /lorias no de-
posito n. 16 a 610 rs. a libra, aonde se eti-
contra um variado sortinieulo do Iiolaclii-
niias c holinhos, o o.uo ludo so vende muito
em cotila.
draxa
Martin.
finia di
Arnold.
finias ein oleo
Cabos da Kussia.
Crystalleria.
Agurdente de Franca em liar-
eis.
Vinho Scliern dito.
Filelas era conservas ingle/.as.
Paltcl para cartas.
Limos pata copiar dito.
Candiel ios de candelarios de
bronze.
Aro em barra para molas de
carro.
Eivos'para carro.
Chicotes para dito.
Itelogios de ouro cobertose des-
cobertos.
y'-A .s.".5:*i.-;\:'".::-:':-':-;:'-^'-;:-..-... ;
Kelbutiiias.
Vendcm-sc vclbulinas pretas c de cores,
por menos do que cm ouira qualquer parte,
para fechar cuntas : no alerto da Boa-Visla
n. 10.
-r- Vende-so um cabra sapateiro : no col-
egio da Conceigao, na Cruz de Almas, sitio
[da Piedade.
-- Na rua de Apollo n. 1 A, primeiro an-
dar, vende-se urna bonita escrava cabrinba,
de 17 anuos, co/.inlia o diario, e tem princi-
dio de habilidades para casa do familia.
Vende-se panino muito proprio para
canario do imperio a 100 rs. a libra: defron-
le da Keiarao ti. 28.
i\a loja das seis
portas
En frente do Livraiueiito,
Pecas de madapolo com toque de avaria
a dou> mil rs., dous c quinheiilos, tres, tres
e quinhentos o quatro mil rs., pecas de al-
o.l.iozinho largo, liso e trancado por dif-
ferentcs presos, pecas de chita a quatro e
cinco mil rs., e de cobcrla, linas, a seis mil
rs., tildo com toque de avaria
PAKA t.ll EM TlVIiii ROM COSO.
Vende-se um bom sitio com perlo de 500
palmos de frente c 1'30o de fundo, ebeio de
umitas tructoiras de diversas qualidade-,
Com duas grandes baixas para capim, terre-
no excellenle para plantadlo do legumese
borlalica, commodidades para se f-zerom 2
vivoiros por ter camboa d'agua salgada no
fundo, casa sotVrivcl para murada, murado
na fenle o de um lado, agua de beber, etc.,
e lm do todas estas bondades, quem qui-
zer mandar lazer urna morada de casa com-
inoda e aceiada, ja tem um formidavel e
bem feito acercc para isso, com 10 palmos
de frente e 110 de fundo, guarnecido com 2
portes um de cada lado ; e lie perlo da pra-
ca por ser logoaosaliir do Manguind para
03 .vlllictos: quemo pretender e quizer ve-
lo, enienda-so com o proprielario Jos Sa-
porilc, morndor na casa annexa ao dito .a-
tio, de miuabBa al as horas, e de tarde
\las 5 cm "ante ; e no decurso do dia no
Bastos c\ I.-
inos. rua do Trapiche n. 17.
bb\T -^ B ^ .
teiga ingle/a a i0, 610, SO, 060, franceza a dfio-se amostras na rua do Queimad n 1*
720, cha a a/, 2/2*0, 2-560, 2-K80, bolacha ; na loja da boa te del'ronie da da boa fama,
ingleza grande egrossa a lio, arroz o 120,' PARA UlKM TEII BOM C toMcinbo de Lisboa a ino ig ,de Sanios a 320, .Na rua io (inclinado n. -ll, loja da boa f,
farinba de l igo a 120, holacliinhas de diHo- ha um completo soriiuientu de gros.ieuapo-
renles qualidade a 360 e 100 r>., vinho de le le seda de lindas cores; tproveiirm antes
Lisboa a 480, Kigll-ira a 560, Porto a 6W, que se acabem, que a fesU esta com nosco,
dito engarrafado a i-ooo, oleo de ricino a assim como cha. eos do Chile muito linos,
500 rs. meia gnala, milho a 210 a CU I, e
penetras de arome para refinadores e pa-
deiros.
Vendc-se a verdsdeira graxa ingleza n.
97, dos afamados fabricanti siiav o, Mar-
tin, em barricas de 15 duzias o potes:
em casa de James Crabtrec & Compaiibia,
rua da C tu/ n 12.
que mi veiidem
pe i le.
por menos que em nutra
K
0 CUARDA-LIVROS BI1ASILK1R0, ou arle
da PseripturaQo mercantil apropriada ao
commercio do Brasil : vende-se na rua da
Cadeia Velha n. 22. Proco 81U00.
Na rua do Vigario a. Vi, primeiro andar. vn-
de-sevinlio ilu Porto dataperior qualidade da bem
condecida marca CW cm pipas,barriteeaitaade
urna e duas du/.ia- de carrafa.
Agencia
da 'iindi^ao Low-.VIoor,
rua da Sen/.ala-Nova n. \'l.
Neste estabelecimento continua a haver
um completo lortiincnto de moendas e
meias moendas para engenho, machinas
de vapor e taixas de ferro batido c coado
de todos os tumanlios para dito.
Fai'iuiade Tri-
1 ionios
mbarlai e dMeoberlat, pequenu e srande, de auna,
palenle ilude*, raa kea e enhora, de um du*
inellidre labriranle- dr 1 iverpoul, viudv peta cln-
inu paquete inalfi : j-m ca>a Companhia, rua do I orre, i,. ;|s.
Vende-se agurdente de Fiama > m
caixas de tuna du/.ia : no arina/eui de C
J. Aslle\ &C.
Vinho do Porto, superior chamico.
Km caiiafda 2 du/ia* e em l,;irn. rieotlito re-
C'iitemenU'iliecadiipcIoJhricue o Trntni vendei-
tv nicamente un arina/em de Barro A; Castra M
rua da Cadeia do ltale u. 4.
Pianos,
l'.m casa de Rabe Schmcltau & Companhia,
rua da Cadeia n. 37, vende ni-se elegantes
pianos do afamado fabricante Traumanu de
llamburgo.
Aigorilluziiiltjo
para saceos de assueai
sa de N. O. Bieber A
n. i.
da
BnhH
vende se cm ca-
C, rua da Cruz
este.
SSSF.
5600
ven-
Lotera da pro-
vincia.
O Sr. llicsotireiro manda fa/er publico,
que se acham a venda neste escriptorio, rua
da Aurora n. 26', primeiro andar, gratulo
porfi de bilbctes, meiose quartos da quar-
ta parte da segunda lotera do Catmo, cujas
rodas andam no dia 7 de fevereiro do cor-
rente anno O Sr. Ibesoureiro manda decla-
rar aos scnhorcs jugadores que exislem nu-
meraedes sortidas : como tambem os bilhe-
tes vendidos neste escriptorio nessas ulti-
mas loteras tem sido muito afortunados,
por isso espera que cllcs concorrurao para
que continuadamente nao liqucm tamanlias
porces de bilhcles por vender como sem-
pre tem iicado Thcsooraria das loteras 31
de Janeiro de 1857.Jos Januario Alves da
Maia, escrivao.
Lotera
DA
rovincia.
O abaixo assignado vendeu as seguinlcs
sortcs :
1 meio numero 2212 5:090/
(Vcrdafeira.)
Pelo navio BLOOMB cliegaram
barricas desfa acreditada fannha :
de-se nos arinazens de Tasto I raos. '
CU E POTASSV
\ende-t polassa da Kus-ia e americana, rlie&aila
uestedase ne superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: noi seusdeposi-
los na rua de .pollo o. 1 A, e2B.
iogiuis -ie patente
uglc/.esdeouro, desabnete e de vidro:
vendem-sea precorazoavel.em casa de
AugustoC. de Abreu, narua da Cadeia
do Recife, urma/.em, n. 3(i.
Superior eal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
arma/.emde Novaes&C, rua da Madre
de Dcosn. 12, por preco comraodo.
Vende-sesuperior liuba de algodao branca
te c,,re<. em novello, para *o-'.oia :-m cas de
goathall Uallor & Cooipanhla.roadoTorre a. :s.
Vende-se por menos do que em ou-
ira parlo, cera de carnauba e velas de com
posir;ao : na rua da Cruz n. 3*.
/Ui&<*
...
HO^O!
|Ao respeitaveli
publieo. I
RUA NOVA N. 1S, Q
' !"'" ''e lataadaf e ronpn feit de M. A. Ca- ;
"... J'i|tV C, onde enconlrar;l" os bnns Dregaesafl
'* as obras mais bem acabadas que se podan QP
*1? en contrar, de ledas as cores e qualidades.e -y';
xv tem de aceitar menos obras de encommen- (":"
w das, por ter inaior poreflo de diferentes *..."
y.- obras, assim co o tem de aupmenlar o :?
.-. proco d-s encomineiidadas, e para mais .*.
;: lien) servir a seus donos, ser para lodos *#
5rf um sii preco a dinlieiro. \i
Conliiiua-se a vender queijos dos mais
novos que ha no mercado a 1-50U cada um,
gomma de enicommar a 90 rs. a libra, figos
comadrea 140rs. a libra, sag' a 300rs.,
cevada a 80rs-, caf da tena em earoco a
240, dito moido a 200 rs., familia de araru-
la a 200 rs dita do Maranhao a 100 rs. ; na
taberna da rua dellortas n. *.
Precisa-se de nm criado : na rua do
9,
1 di i o
1 dito
2 quartos
1 dilo
1 dito
1 rucio
17bt
l(i!)
1666
3380
2031
'.20
aoo#
100?
100,
50/
50/
50/
fe-
O mesmo tem exposto a venda os PCUS lt
lizes bilheles da quarta parte da segunda
lotera do convento do Carino, os quaes nao
cstao sujeitosao descont dos oilo por cen-
to da le, e cujos preeos sao os seguinlcs :
Bilbetes OsOOO recebo 5:00o#
Meios 3'000 2:500-
Quartos |K00 l:a50#
Na praca da Independencia, lojas n. i, 87
a 30, e na rua da Cadeia do Recife, esquina
da Madre de heos ; lambem se acham a ven-
da bilbetes sem a garanta dos oito por Cen
to, pelos preeos abaixo declarados :
Bilbetes 51300 recebe 4:6009 '
Meios 2-C.O n 2:300;
Quartos 19330 1:1509
Por Salustiano de Aquine- Fcrrcira
Jos Fortunato dos Santos Porto.
a ll por un x
pataca.
Vendc-se na rua de llortas no deposilon.
10, antes de chegar ao pateo do Carino, e
lambem lein entrada pela partan do palco,
do Carino em frente a Santa Thereza. Este
pao be o melhor que he possivel fa/er-sc em
qualidade e tamanho ; c chumamos a atlen-
cao dos senhores compradores sfim de o vi-
rem examinar.
Vctidein-se batatas novas a 19000 a ar-
roba : no armazem de Luiz Antonio Atines
del'ronie da porta da alfandega.
Vende-se a taberna da rua do Vigario
n. 8, com os fundos que convier ao compra-
dor, a prazo e a ditiheiro ; fa-se lodo o ne-
gocio
Vendc-se um negro mogo, sadio e ro-
busto, srvenlo do pedreiro, e excellenle
trabalbador ue roca : na rua do Aragao n. 1,
primeiro andar.
Vende-se urna bonita escrava parda,
bonita ligura.com 17 anuos, cngoiflmadeira
e doceira : lia rua das Trinchciras junto ao
nicho.
Vende-sc milho tnnlto novo, saccas de
um alqueire, o farinba do Rio l-'ormoso, lu-
do por preco commodo : na rua do a mor un
n. 36.
Sedas de qua-
dros tniudiiiiios -i 1^000
o covado.
Na rua do Queimado ti. 21 A, vendrm-s'e
chales de touijuim a 21-5000, 15a de quadros
a 61i> rs. o covado, grosdenaple preto a
19800, 29 c 2-200 o covado, fazenda muito
superior ; dao-seas amostras.
Gorguro de
quadros a 900 r-.o co-
vado.
Vende-se na rua do Qucimado n. 21 A,
gorguro de quauros ondeados, de lindas co-
res, seliin lavrado preto a 200H e 2/t00 o
covado, sarja preta lisa muito lina a 29200,
dila la viada a 29600 ; dao-se as amostras.
Ghaly de flores
das seis portas
KM FRENTE DO LtVRAMENTO.
Sarja hespanhola a cinco patacas o cova-
do, cun quatro palmos do largura, nobreza
de duas larguras a tres mil rs luvas de seda
preta c de cores a mil rs. o par, longos de
relroz prelos e de cores matizados de/.
lustr>i>s, sedas pretas com llores a dous mu
rs. o covado, lencos de seda para pescoco de
senhoras a dez tustfies cada um. De ludo se
da amostra, levando penhor que cquivala O
que se quer ver.
Velbiitin
c listrs
s. o cu-
li. 21 A
a 800
vado.
Vende-se na rua do Qneimado
dao-su as amo-tras com penhor.
Briiantine de o-
560 rs. o -ovado.
de cores prclas para jaqus de senbora e ves-
tuarios para o baile masque: na rua do
Queimado n. 40, em frente do becco da Con-
gregacao.
Vendem-sc terrenos para edilicacun na
estrada do Manguinniho, do do Recife, bulo
esquerdo, junto as casas do Sr. Manoel Pe-
reira l'eixcira, com 250 palmos de fundo e
do frente os que o comprador quizer : a tra-
tar na rua da Cadeia do Recife n. !>, ou com
[Jos Baptista Ribeirodorara, no scusilio
da l'.slaiicia.
Vende-se em ca-
sa deJ. PraegerozC., rua da Cruz n. II :
Champagne ae Clicquot.
Conservas injjlc/.as em caixas de > duzias.
Cognac framcez em caivas de 1 du/.ia.
Pctit-Pois em caixas de latas.
Vinho de UordcaiiN ein caixas de 1 du/.ia.
Agua deSeitz cm botijas.
Vinho do Klicno.
Cenebrade llollanda.
Kepolhoem conserva.
Fejao etn dita.
Sardinhas em sal.
Queijos de nata superiores.
Uaren(|iiesein sal.
No armazem da rua da Cruz. n. II,
vendesopor prero muito Ixuato :
fintas finas hamburguezis em latas.
Alvaiadeem brris deiun quinto.
Bom e barato.
Vende.n-se sapatos de borracha de
lustre, proprios para o invern, de lio-
mema r>.s00 e de senbora a 5$000, sen-
dado melhor gosto pie tem viudo a es-
la praca: na rua do Livramento n. 35,
loja de calcado. Na mesma loja cima
vendem-se resmas de papel de peso a
i'.s'Si) rs,, sendo em grande i it pexiuena
poreo, a vontade do Ireguez.
ueiii vir cora-
res
0mt>t$*
l''oilran<(eri(lo o deposito Hcsle xarope para a ho
tica de Josc da Cruz Sanlns. narua Novan. 53',
garrafas 59500, e meias 3:000, sendo falsn lo,I,,
aquello i|U* nao fnr vendido ueste deposito,pelo
i|i].....:. opre'enteaviso.
IMPORTANTE PAU.V 0 PIBLICO.
l*jra cura'le piil\siracm lodofossaundjflerfii
les i>ros, que r mol i va ila pof con>l i parns, losse
astiinia, picaril, escurro de sanaue, drde eo$-
lailosc peiln, pnlpilao.ln no earacSo,eoquelaeha
broncliitc, dorna Karaauta, e ludas ai molestia
dasorgiel pulmonares.
O Dr. Eslevao Cavalcanti de AlbtK|uer-
que, formado m medicina pela faculdadc
Compra-sc urna duzia do cadeiras de
mesmo
jaitas no paiz, e sejo usadas : na rua de
[tortas n. 62, Casa terrea com a frente pin-
tada deazul e as portada de branco ou lies-
Hospicio n
-- A pessua que qui/.er ensillar etn um en-
genho prximo a esta cidade, a.s linguas Jacaranda, que sejflo do l'orto, o
franceza, latina c portugueza, dirija-se a rua
da Cadeia de Santo Antonio, segundo an-
dar da casa n. (i, para tralar do ajuste.
No dia 26 do mez passado, desappare- ta typographia.
ceudo palacio da soledadc, um cavallo ala- Compram-se escravos que sejam sa-
zflo, coni os signaos seguinlcs: tamanho I dios e fortes, proprios para armazem de as-
ile meio, pea e mius calcadas de branco ou |sucar : na rua de Apollo u. -2>.
duas maos e um pe calcado, pois nao se esta Compra-se para una encominendr.
bem presente, Ir- ule abcrla c com algumas ; 3 moloques de 14 a 18 anuos de da<
caspas, bebe em branco, cimas separadas|na ra ,|M Co||
Chegou a rua do Qucimado 11. i'l A, bri-
iantine a que cha mam mussulina branca de
- flores miudinbas adamascadas, fazenda esta
amaissiiperi.il' que tem viudo ; dSo-se as
amostras com penhor.
Albaneza
I^000 o ovado.
Chejou rua do Qucimado n. 21 A, alba-
neza preta com mais do vara de largura.
K.
Veude-sc superior rap Paulo Cordeiro,
mu i to fresco, e 0 mais semelbailte ando
()(,. Iisboa : na praca da Indepen-tencia, 11 3.
UVAS lid SBRTA'O.
cahindo parle de um lado c parte do outro, I""'"" "" Y'",('<'"! nJ I1'1""-1'"0 '"'-. Chegarama rua do Queimado n. li
anda a passo, puicm obrigado por ser muito '''"' ll''s '["'oras a S > (la lano. mais frescas ovas do sertao,
galopador : quem o apprehender ou O tiver ] Compra-se una secretaria para cscri'-; vendem muito barato.
as quaes
pra porque o prego
convida.
V'cnde-sc nina porc3o de algodao trancado
da baha, fazenda muito enenrpada, com
pequeo deleito, sendo fazenda muito re-
commendavel para roupas de escravos c
para todo servido de campo, linalmente
iiiiito propria para loalhas do mesa e ou-
tros muitos .11 ratijos de casa de familia; c
quem deixara de comprar limpo a 20 a va-
ra, c defeiluoso que mal se condece a 200
rs. : na rua do Crespo D. 11, quarta loja vol-
tando da rua das Cruzes.
Vendem-se chapeos de CfilK de to-
das as tpialidades : no escriptorio de No-
vaos Ai C., na rua do Trapiche n. -"ii-.
Cmcasa de TimmAlonseniSi Vinnssa,
praca do Corpo Santo 11. I.", lia paraven-
der um sortimcnto completo de livroi em
,s Inanco, clic;atlos ltimamente de Uam-
se
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, a:-sim como polassa da Russia verda-
dera : na praca do Corpo Santo n. 11.
Cimento branco
Hechegado o excellentecemeptobran-
co ja bem conbeeido e e\perimenIado,
lauto em barricas como as tinas: noai-
ma/.cm de taboas de pinito de Joaquim
Lopes de Almeida, na praia de San Fran-
cisco, junto a nontenova.
eijilo Hititaiiilio-
Ven8e-se na roa da Cruz o. 34, faijio mulalinbo
por prero cominoilo.
Vlonhosdo vento
combombas dercpnxopara resar horlaf cba
xa de capim : na fundiro de D. W. Bowma
narua do Brum ns.6.8e!0.
Antonio Josede Castro vende plvo-
ra de superior ipialidade a lJjOOOo bar-
ril : as pessoas que quizerem dito gene-
ro, apparecam em o seu escriptorio, na
rua do Vigario n. DI pata veras amos-
tras.
Em casa de llenr. lirunn A Companhia, na
ruada Cruz. n. tu, vende-seco;nareincaixinliafde
ARINHA
De Trieste.
Vende-se em rasa de Saanderi Brolheri \ (".. n
praoa do Corpo Santo n. II, a miiiln mperlor e bem
conherida farinlia de Triesle, da marcaprimeira
qualidadecbtgadl em 0 do rorrele na escuna
Pfeil,eni porrOesjraiides e pequeas, conforme a
vunlade do riaiipradiir.
TAIXAS PARA EXGENJJO.
Ila fundipo de ferro de D. W. Bowmann ua
ru da Brum, passando o chafariz, contin ha-
ver um completo soriimeric de taixes de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmus de bocea, as quaes
cham-se a venda, por epreco commodo a com
promptido: etnbarcam'-s oucarrega-se amcar
ro semilcspeza aocompranor.
Na.ru.1 do Trapiche u. li, escriptorio de Ma-
noel Alves duerra, vende-se por commodo prero e
.esuiule:superior vinlio dn l'orlo un liarns di,
"iUvo.chapeos ilc fellro, esahaoamarellu fabricada
no Itio de Janeiro
Emcasa de Saunders Brothers o C., praca
do Corpo Santou. 1 l,h para v*nd-)r osauirda *
Ferro inglez.
l'ixeda Suena.
! Alcalrao de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para sacras.
Dito entrancado igual ao da Babia.
E u^ completo sorlimento de fazendas proprio
para ste mercado : ludo por pre?o commodo.
Vendc-se nina porc9o de pipas c limis
por praso de ,-eis mezes com as competentes
garantas, B lambem se arrenda o armazem
onde se acham depositados os mesmos ob-
jectos: a tralar com Joaquim Goocalves de
Albuquerquo. c. silVa, na rua da Cruz 11 35,
primeiro andar.
VIMIO lio POBTO GEMINO.
Vende-se ptimo vinho do l'orlo em harris de
(piarlo e oilavo, por preco razoavel: na ruada Ca-
deia do Recite n. 13, escriptorio de bailar \ Oli-
vcira.
Luvas de variisqiihlidailr
Vendem-se ricas luvas de seda de toda:, aa
res, cobordadas e com bullas a 9) o para
ditas sem ser bordadas brancas e amuralla,
para liomens e senhoras a 1?, ISJstOO c tMMs
ditas de lio da Escocia brancas e de coree
para homens e senhoras a 300, kio, 300 ,
6 proprias pata inontaria a 2*0 e 320 c outras
qualidades mais que se vende na rila do
Queimado na bem conhecida loja de nuude-
Zaa da boa fama n. 33.
Perfumaras fo simas.
Na loja dn niiudrzas da boa fama na rua
do Queimado n. 33 encontrase sempre um
rico sorlimento de perfumaras de todas as
qualidades. inglezas c francezas, sendo dos
melhores autores quo ha em Paris e Lon-
dres, a saber: agua de Colonia muito boa,
sabao para barba de rreme de amendoas,
agua de Uvamle muito superior, vinagre
aromtico para dores de cabera, banha mui-
to Fina em ricos vasos, extractos de muitas
qualidades, estrados proprios para bolsuda
estudanle, essencis de varias qualidades,
opiato o melhor que ha para limpar denles,
ps para limpar os denles, e oulras mullas
cousas que'no deisarao de paragar aos se-
nhores compradores, e que tudo se veude
por precinho muito barato.
Ociilos e, huirlas de uxlas
as qualidades.
Vendem-se superiores oculos com armacn
de tartaruga de todas as graduarle* 35000,
dlos muito bous com armarles douradas a
Iv-SOn, ditos ditos com armares prateaita,
1?, ditos ditos comarmacao de ac a |M e
l>, lunetas com armacao de tartaruga a 1?,
ditas redondas equadradas debaleia a 500
rs., ditas de dous vulros armacao debaleia
a 1S6U0, e outros oculos niais.quo.se vendem
por preco barato na loja da boa fama na rua
do (.inclinado 11. 33.
VENDEI-SE CAPACHOS
pintados, compridos e redondos a 700 e 8WI
go*4tm
rs ; na rua do Queimado loja da boa Tama
LEQUES FINOS.
Vcndem-se leques muito finos com licas
pinturas, espelho e plumas a -it, 30500 e 4f
na rua do Queimado loja de miudezas da
boa lama n. 33.
Meias de todas as efunlia
(Jadea.
Vendem-sc muito boas nirias de seda nre
tas a brancas para senhoras pelo barato pro-
co de 2/500,ditas de laia para padres a 19800,
ditas de lio de Escucia pintadas para hotncm
pelo baralissimo preco de 400 e 500, ditas
brancas e cruas para hi-nicm a 200. 240 e
280 rs., ditas pintadas c brancas para meni-
nos a 2*0 e 300 rs., ditas brancas, finas para
meninas a 240 rs., ditas brancas para se-
nhoras a 240, 300 e 400 rs.Jdilas pretas de
algodao para padres a 600 is., e oulras mais
qualidades'que se vendem barato na tua do
Queimado, na bem conhecida loja de miu-
dezas da boa lama n. 33.
Ricas titas (inas e muder=
as dos melhores
que se pode encontrar
se vendem na loja da boa fatua na rua do
Queimado n. 33 e por preeos que nao deixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente se vende barato e ha muito oude cs-
cnltoer.
/Sao muito lindos para Mi-
rtilos
Veodem-se muito bonitos botoes para m
nhos pelo barato preco a 500 e 800 rs. cada
abotoailura : na rua do Queimado na loja de
miudezas da boa fama n 33.
'.euro de lustre marca de
easteo.
Vcndem-se" pcllcs de rouro de lustre de
muilo superior qualidade a preco de I'e
4#500 : na rua do (iiicimi.d, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa Tama n. 33.
-.TV..-...-'. .....-.,....:...- vi.-ii.-y-,.:..;,..:.,
'.,';. Vende-se urna radeinnlia da ItaKia, na .;'.
. jg rasa de sobrado n. 9, da rua da Mura : V.
X quem preleudrr comprar pude procurar :J'
v.." na dila casa, das 7 hora* da maoha n S, e '.*
J; a larde das 1 as ti. f?j
-...*'..*'^4*^.,<*'*... ,.*, -*a^K.*. ...xi-y. ...
'Vi
0Cmt>l$ fa^&sMI
I'ugio nos dias da semana passada urna
escrava da Costa de nomc Itomana, com o
signaes seguinlcs: alia c magra, meia fula,
cosiumada a vender tirita ; sa;'io de casa
rom um vestido de chita cor de rosa, r rom
um panno da osla azul c encarnado, ja
usado: quem a pegar leve ao palco do Ca-
ra i/.o n. 8.
Fugio hontem as 7 horas.um escravo mua-
lo de nome Tbomaz, alio, reforcado de eorpo, rom
marcas de bexigas, pernasgroras, e relias manas
de cicralizcs as cauellas, falla coiu muia manci-
j do; levou vestido camisa de panno azul grr^o
guarnecida de ourelo branco, nos omhros e pu-
j nhos, abena na frentem forma de pabl: estees-
,cravo he natural da I'arahiba e oi escravo do Sr.
j Carlos. Coelho, qneo houvepor heranca de seu so
C* gro Jos Joaquim de Soiiza daquella cidade, foi
etn conbeeido Hepisi- comprado pelo abaise assignado aoSr. Hilario da
Potassa e eal
vinrem.
Noantigoe ja'
to du rua da Cadeia do l'ccilo* (scrijilo- Alhandra Vasconcellos Junior,morador D'j engenho
rio n. 12, lia para vender minio supc-iTapu freguezia do Pilar detta .rrovinri:
l'ior polassa da litissia, dila do Kio do Ja-,
,1o Kio d Janeiro, pode ser procurad,, para I,,, lomle.(1TOt| joa.iui,,, Klias de Moura,
o cxercico de sua prolissSo na rua estrella aM scra recompensado e nagas as des-
do Rosario n. 10, segundo andar, das S horas
e meia da manbSa at as 5 da larde, c alem
tiestas horas na estrada de Joo de barros,
no sitio em que motou o Sr. Dr. Vicente Pe-
reira do llego.
cm sen poder leve-o ao sillo das los'iras,
a.s
pailas
que
pozas.
Precisa-se de un bom fomeiro que
entuma dn ntassas : na padaria do Saraiva,
ua do Mundego 11. 'J.
torio, que esteja cm bom estado : na ruada
Cruz 11. 34.
Compra-se
una preta crioula, mo^a, bonita gitr;-, com
habilidades, paga-se bem agradando quem
a tiver e quizer vender dirija-sc a rua do
1 Sebo 11 \-2.
CARNE lio SBRTA'O.
Vendc-se muito boa carne do SCrlSo : na
rua do Queimadu 11. 14.
.Hussuiiii branca.
Vende-se na rua do Queimado n 19, loja
de Santos Coaho, mussulina branca muilo
lina chegada Ipelo ultimo vapor da|Europa.
burgo.
DEPOSITO
de pianos fortes.
Sol liinento completo,
Ementa de Tinun .Monsen >.\ Vinassa,
praca do Corpo Santo n. l~>.
neiro e cal virgem de Lisbo. em pedra,
ludo a preeos muito lavoraveis, rom ns
quaes (carikoot compradores Satisfeitos.
V o. Bieber* C, rua da Cruz. n. i,
vendem:
Lanas da Russia.
dem inglezas.
I5i in/.fio.
Ib uis da Rusta.
Vinho de Madeira. ,
AljjodaO para saceos deassiicd.
SAO' MUITO LINDOS.
Pdcos cortes de vestidos de fazenda muito
quem o pagar leve-o a rita da Conrorr'.ia a Pedro
Antonio Taixeira Gimaraes, qua *;r geDarof*-
menle cualificado.
Uesappareceu 110 I. de feverciro, as ?
horas da tarde, da rua da Aurora, cm Santo
Amaro, a prcla Quitcria, motila, com os
signaes seguinlcs : balsa e rasan do corpo,
levou vestido de dula preta, panno da Cosa
i- argolas de otilo pequeas as orelhas :
roga-se a I odas as aulotidades policiaes e
CapitSes de campo que a pegarem Icvcm-a
a,1 seu senhor em santo amaro, no lim da
rua da Aurora, que serS.o gesrarotusea\te re-
compensados.
PEK.N :I\P. UE M. 1. 1)E tAKIA 187
L.



MUTILADO

.




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