Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07694


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Full Text
(
A Rifo XVXIII N. 21,
Por 3 mtv.es adiantados 4,<000.
Por 5 mezes vencidos 4$500.
TERCA FEIRA 27 HE JAHLM DE 1857.
Por anuo adiantaclo 15J000.
Poii- franco para o subscriptor.
ENCAKREGADOS DA SUBSCRIPCA'O NO NORTE.
Parahiba o Sr. Joao Rodolpho Gomes Natal, o 8r. Joa
quhn I. Pereira Jnior ; Aracaty, o Sr. A. Je Lemoi Braja :
Oeara, o Sr. J. Joa* de Oltveira ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar
!ues Rodrigue! : Piauhy, o Sr. Domingos Hereuleno A. Pessoa
raanse : cara', oSr. Justino J. Ramos: Amizooii, o tr. ;Jero-
oymo da Costa.
a-'-iri
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinaa : lod*i o* din-. ^ f* mi* hora, dn lia.
Imarastii, Gusanea a Parahiea : m- gemajifil* a .-il n-f.-ii
S. AalSo, Regprnni, Roalto, Carura,Allinlin Gamah* :
s. I.M.ir.'iu;., I'.,..--Mil,,. Kaaarpta, Idaoairo, ftreo, Peai|acira. /-ui-
cetra,Florea, VHIa-IIella,Boa-Yjata, oUn. u-, Eu : n.i- enrlaa-feira
Cabo, Ipojace, Seriabiaai, ais-Forasao, Ona, Barrc-iros, Agaa-Prat
Pfaieaieiraa a Natal: vaiiiaa-feiraa*
(Tuilos a correen parn-a ai (o haraa 4i manhls.
AUDIENCIAS DOS TRIliUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do conimereio : segundas e quintas.
Relacao lerrai-feiras e atibados.
Fazenda .- quarlas e sabbados as 10 horas.
Juizo do commercio: segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Juizo de orphaos: segundas e quintas as 10 horas.
i'rimeira vara do cive i segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPHEMERIDES Do MIZ DE .1 VM.IIto.
1 Quarto rrcscenle as 9 horas e 51 mingtosda manhaa.
10 La cheia as 6 horas c 48 ininuins da manhia.
18 Muarlo mingiuante as 2 horas e JO minutoa da maonaa
23 l,ua nova as'. horase 6 minutos da tarde.
d PIIKAMAIt llK IIO.IE.
Segunda as .i iK.rj- e 18 minutos da tarde.
Primeira as 5 huras e 12 minutos da ruanla
DAS DA SEMANA.
26 Segunda. S. Policarpo : S. Theoghna m.. s. M.nhildes rainba,
27 Terca. S. Joao CbritOttaHHI b. d. da igr. : .. \'italiano.
2S (Juaru. S. Cvrillo b. ,-Sa taidas, Haviano.
20 i.iiiini.i S. Francisco Ir Sallen b. s. Pipas sold-
30 Sexta. lVdicacJo da lla.-ilica de S. l'edm dus clrigos.
31 Sab. Jrj. S. Pedro Nolasrn Ss. Tscio ov ; s. Ijcimiiiano h.
i Dominga, i.- c ultimodepoii do liis, s. Ignacio b. m.
ENCABBEGADOS li\ Sl'BSCRIPCAO NO sil
Alasoas, o Sr. Claudino Falrao Das : Baha, o Sr. D. Ihiprai
Rio ile Janeiro,o Sr. Jojo Pereira arlias.
KM PERNAMBUCO
O proprielario do DIARIO Manorl Figueiroa dr lana na ana
livraria. (iraca da Independencia ns. 6 e 8.
O A HfU1 fllPlPflf A D'"'' reli":'i0" '"a's iiproximada ia ev'cM '" 'i'"'
Ml jELMM M. fif RalJk JA MtAA<) for possivei obter neste ruilo esparo de lempo, dos
GOVERNO DA PROVINCIA
Cipemente do da 83 do Janeiro.
OllicioAo Eim. brigadeiro comraaiidante supe-
rior da gaarda nacional do Recito, para qoe luja de
'mu ierar lem elleilo a dispensa concedida por olli-
cio de 10 de agosto ultimo, aos guardas do j. bala-
lh\o tle InCtiitaria, que e-lavam empreados na con-
servarlo da estrada de Pao d'Alho, visto que. se-
gundo declara o director das obras, dcixaram elles
de o ser, por ter sido arrematado semeihaute Ira-
balbo.
i'iioAo mesmo, commuoicando-lhe ler deferido
os requer mantos do 2. teueute do I. batalhao de ar-
? lunaria da guarda nacioual desle municipio Jos
Antonio da Silva Costa, do alteres da respectiva
reserva Itellarmino dos Sanios Bolcao, e aolorisan-
do-oa uiaudar desliga-los dos corpos a que perten-
eem, dando-lhes guias de passagem, nos termos do
artigo V> do decreto n. 11:10 de doza ds marco de
1853.
DitoAo coronel cointn.unanle da guarnirlo, rn-
viando-lhe, para que Ihe d a devida execorao, o
aviso da guerra de 2i de oulubro ultimo, Aceleran-
do o modu por que deve ser eutendido o d*polo
oa quarta parle do arl. da lei o. sij de .10 de
lulho do anno lindo.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver concedi-
do a Mana Thereza de Jess, o prazo de viole dias,
para exhibir a iseuc,5o que diz ter seo ftllio, o recru-
a Francisco Xavier da Silva.
UilnAo commindaole da eslac.lu naval, dizen-
do-lhe que acaba deolliciar ao coronel coinniandan-
te da guan";.lo, para mandar elleiluar com brevi-
dada o embarque dos oiliciaes e praras do 2. bal.i-
lluo de inl.int.iria, que Ir ni de segoir para Alagoas
no brigue de guerra Capibaribe, cuja sahila po-
rtera' S. S. ordenar, logo que as referidas pravas es-
'iverem .i bordo.Olliciou-se nesle sentido ao men-
cionado roruuel.
DitoAo Dr. chele de polica, dizendo ticar in-
teirado de haver S. S. por portara de 21 do corren-
te oumeado a Jos Elias de Oliveira para o lugar de
guarda da casa de deleurao, e para o de servente a
l'hoinaz Josc de Oliveira, veuceiido esle mil rei>
pi iritis. Coiomunicoa-se a' Ihcsourana provin-
cial.
biloAn mesmo, scieulilicaudo-o de haver traos-
mittido a'athesruraria provincial para seren pagas,
< an i,, nos termos legaes, as conlas das detpezas lej-
as com o sustento dos presos pobres das cadeias de
Caara') Seriuhaem e l.imoeiro.l-'ez-se o expedi-
ente de que se trata.
l>iloAo mesmo, dando sciencia de havei-se ex-
pedido orden) a' Ihesouraria provincial, pira que pa
gue a Jos Antonio Ferreira, nao a quaotii de Ji1.-
reis, como se onlenou por despacho de X do'corren-
le, e sim a de 27"? reis, que he a jusla
engenhos de fabricar assucar, comprehendidos nes-
se municipio ou districto, especificando : I., os qoe
sao movidos por vapor, agua ou animaes ; 2., o no-
mero das pessuas e dos animaes empreados uo seu
custeio ; :l. a qoanlidade de pues qoe coslumam fa-
bricar animalmente.
Nao he necessaria a exactid.lo mathimatiea uestes
dados, mas a que poder obler-se. Rejjilo islo, para
que Vine, uo demore a informaeao que pero.
Iguaes a todos os delegados c subdcleitadosda pro-
vincia.
DitoA Valeriano Bezerra Cavalcanli de Albo-
querque.Recebi honlem o ollicio de 25 de dezem-
bro, em qoe Vine, me eonsulla se pode accumular o
emprego de professor publico, como cargo de ve-
reador mais volado do municipio de Pesqoeira, para
que foi eleilo.
Em resposta, leudo a di/er-llie. qoe o aviso de 23
de julho de IHi;i, expedido ao presidente da provin-
cia do para*, declara incompalivel o exercicio simul-
taneo dos empregos de.professor publico e vereador
por se nao poderem desempenhsr salisfaloriamenle
as funcees de ambos, cumprindo por isso, que o
professor seja dispeuso do emprego de vereador.
t.iuando porr.in, nao peca dispensa, n.lo deve ser o-
brigadoa deixar o mesmo emprego, mas lica snjeito
as providencias de que laucar mo a aoloridade, a'
quem esta' subordinado, para obstar que tejam sa-
crificados os deveres do magisterio pelo cargo de
deleito.
PortarlaConecdendo ao capilao da quinta eorn-
pauhia do .1. batalhao da reserva desle municipio,
JoseMaria Freir liameiro, passagem para a quinta
companhia do .2. batalhao lambem da reserva.Fi-
zeram-se as precisas commucicacoes.
HitaDescuerando a Ruliniauo Sergio de Mello,
do cargo de subdelegado de Cruangi do termo de
lioianna.Conimunicou-se ao chefe de polica.
DtlaAo agenle da companhia dos paquetes a va-
por, para mandar dar passagem para o Rio de Ja-
neiro, por eonta do aoverno, no vapor que vier do
norle, ao capilao reformado do exercitn. Jos Joa-
quim da Silva ('.osla, e heni assm a sua senhora e
dous lilhos. a
gar muita pedra aos poviis, e julgo que os prnprie- ) pols eslou bstanle eufraquecido de lano lidar, e
(arios de Frecheiras, qoe lao generosos foram com i breve espero dirigir-rae para Papacara.
uas largas e voluntarias olTerlna, que breve le ru
igreja de causar utna santa inveja. No dia I i segai
para a povoar,aoMaricxsonde achei doenle ao
Rvm. padre coadjuclor da matriz Sania Maria, mas
grabas a Dos, nimio Irabalhou o religioso francis-
cano F"r. Francisco, capelhlo no engenho de Santo
Antonio (rande ; aqui se rasaram mais de 05
amancebados, se qoeimaram amitos biralhos de
carias (vicio dominante em toda a ribeira do rio
l'.irabiha se reconciliaran] lodos os desalselos ; e
desejos de terem all um cemilerio e urna i-.reja.
Ibes deixei um cemilerio bellissimo tapado e cober-
Em toda a parle, senlior, aonde eslivrr, queira
dispr de quem lano re-peita ao F^xm. Sr. presi-
denle, o povo pacifico e o brilho alagoano.
Dos goarde a V. Exc. mtiilos anuos.
De V. Exc. Sr. presidente dasAlagoasFr. ( ne-
fario de Messina, prefeilo apostlico eapuchinho.
Silio Cachoeira 7 de novtmbro de 185ii.
brilannico, dos prejuiros scrdo por elle em ron- los no Sinai e que DHo deve ser esquecido : mas en- Pela -nblelrcacia da fresaezia
sequencia de nao reigatar uas alfaodeaas durante ""s." contrario se observa : cada om quer ler I l.uiz Dias, por deaobadlaaMM.
do Recite, Anlouio
om cerlo periodo, e em virlude de certas disposi- "m. ,n.ei" ?' rfv."la i,il"li,1. me'n"' auc' Pft um caso Pela aabdelceaeii da fregoezia de Sanio Anlomo.
ries execulivas, urna porrao de valles da rorrele
divida de ti por cenlo, que elle recebera em paga-
mento da sua reclamacSo de oriccm Columbiana.
A^republica esta' amearada com medidas eoercivas
da parle das forras uaxaes lint.iiink.is, sem que o
forlmlo, elle d cm resultado iierecerein innmeras Joao BapUMa rta Silva, por*furto espaocamenlo.
pesioat. Em certa casa das Cinco Ponas, dizem que E pela sublelegana da freitoezia da Munbeca.
ha una fabrica de plvora e de fugeles. Nao Jo-Vicente da Cosa, por se adiar processado p
ha da era que com es-e fabrico, ns visiuhus nao crime de furto de escravos.
corram periso de verem-se abalados emoa* rasas ._______________________.________rm__
pelos eslilharns que esvoacarem com o crepitar do j
fogo. Quem deve vigiar uisso dormir Dicanl i
ommunicaD.
podtf exctUlivn, usand das aas preroizaliva^ rons- l'admim.
litocionaes, posa pre\eni-las. Por ^ua ordem, e i mm A moralidade publica exige, que os encarre^a (onlinueraos rom a ocwsa pr/ada rroz, \i-io que
Palacio do governo da, A.agoa, 20 de dezem- |,||*-j-j- da aaejo, pabUcap^ c. dc^-1 ftA^ aS 3r?%* ai?I U^iJrT ^^*>tMt "
brodelSli. menlos relativos ao rcenle dbale diplomat.ro nes-i se p,,de. n.m se deve consentir, que habite em Mal que bem vamos indo com .. favor de He..
Rvm. Sr.Dos, sem dovida, amerciando-sc dos ,e desagradavel negocio. He para esperar dos sen- urna roa publica quem quer que seja. O bairro do anda que baja quem neaoe a Dos a librrdmit da
Alagoanos residentes oas margeus do Camarigibe
(o |de lelhas. com grande porlao e urna capella de e parahju1 permittio qoe V. Rvma. contra os pla-
30 palmos em qoadro debaixo da invocarao de- oos de sua viaem t [.apai.ai.ai desembarcarse no
Santa Thereza.-fiz-lh.d, o. alicerce. de orna nova da os de miembro, na villa do Passo de Camaragi-
igreja de 80 palmos de fundo < 10 d. largo, deixei- be> demorai.do-se all e em variosoul.os lu=ares al
i3 em dinheiro, a mais I. BJ para se cobrar Qaebrangnlo. alim de liberalisar |o pao do espirito
correspon-
ale 31 de dezerabro, ao caixa o teuente-coronel da
goarda nacional de Moricy. A commissiio iior mim
uomeada para o andamento da obra me faz augu-
a aquello fics. os quaes Co fervorosa e ardenle-
menle o reclamavam a V, RVma., que como verda-
deiro apostlo de Jess Chrislo, mo pode ouvir
rar que em Janeiro Icrao a sna igreja, lodos os pro- irnp8SSve| os clamores dos que lao faminlos se mos-
iiriflljriiiL iiii'i l. a rira.l ir un -i *.>ilr> n>. >VJ>__
OllicioDo seerelaro da provincia ao coronel com-
inandanle da guaruir/iu, dizendo-lhe que, opporlu-
namente sera' transmutlo a' reparlijAo da gurrra,
afini de ser julgado em segonda oslancia, o proces-
so verbal do tambor Joaquim Comes dos Sanios.
Illm. e Esa. Sr. presidente das Alagoas.Se-
nlior ; quiz a Divina Providencia contra lodos os
os planos da minha viagem com deslino a Papacara,
que desembarras-e em o dia 28 de selembro na vil-
la do' Pasio de Camaragibe. De rnaneira alguma,
seohor, lenciouava demorar-uie na provincia das
n.pul I,m i. a lairnaia ,,.nam ,. ..-^.. ..... .-
i Aiasoa. purem o i;,,lo povo que acudm ao meo
do aluguel oa casa que serve de quarlel a guarda da I daaamhamna ,1q.i .. .;
| iicjeiniiarq je. iianilo-me signaes n;lo equvocos da
boa disposie.i. em ijjiwJ eslavam de ouvir a Divina
Palavra, obrigou-me a missiona-los por 7 dias ; teu-
do por resollado 711 nisaraeolos do ule aaiaucebl-
transiDilliodo para ler o conveniente destino, o vi- a.. .i. i.....:.,.,
' 'a, mullos liaptisados, om crd.ii neral enir* Inl
so de letra n. 18, na importancia de l:(U0 reis. sac- .,,.,., i.I, V B """
, i7T\- ""*OT 'evaiilanirnlo de nina rape a de Nos-a
cada pela Ihesouraria da fa/euda do Rio drande do Se,,l,r. d l!m i .11, i ,
,. .,,,. senlior do ttiini Coiiselho, de 20 palmos en. quadro
Norle sobre e.sa.e a favor de Miguel bermano de denlro d() eeallario, qaa asU
('apouga, vencido no Iriiueslre de oulubro a dezeiu-
bto ullimui.f)eu-se a ordeui de que se trata.
DitoAo inspector da lliesotiraria de fazaada
Oliveira Sicopira.Coinmiinicou-se ao Exm. presi-
dente daquella provincia.
DiloAo mesmo, inlcuaudo-o de ler deferido o
roqoerimenlo em que Jos Antonio de Araojo, pede
permissSo para comprar aos herdeiros de Jlo Ma-
na Seve, a posse do terreno de mamiba n. 217 A, no
I orle do Mallos.
DiloAo mesmo.Conviudo que se elleclue com
loda a pontoalidade, e em prazos corlos, o pagamen-
to das folhas dos arnaleiros empregados uas obras
do tatareto do Pina, recommendo a V. S. que faca
realisar esse pagamenlo nos dias 3, 1:1 e 23 de cada
niez. Para este ell'eilo, o inspector do arsenal de
mariuha, dous dias antes de se lindaren) os prazos
acuna declarados, Ihe mandara' apreseutar as com-
petentes folhas, que deverao conipiehrnder os jor-
naes vencidos at os dias 10, 20 a allrao de cada
mez.
Sirva-se ealrelanlo, V. S. de mandar pagar com
urgencia os joroaes que us meamos trabalhadnre< II-
verem vencido at o dia 20 do corrente.Ullicion-se
a este respeilo ao iuspeclor do arsenal de marinha.
DiloA' adininisirar lo geral dos eslabelecimenlos
de caridade,' cummunicando-lhe qoe a Ihesouraria
provincial lem ordem para salisfazer a importancia
da couta da despeza eila com os leparos indispensa-
vei na casa destinada para a habilarao das irmaas
da caridade.Expediu-se a orteui.
CircularA lodos o pre-idenles das cmaras mu-
nicipaes.Coiivto que Vane, me remella, de modo
que esleja aqoi al o dia 15 de fevereiro vindouro.
FOLHBTilB-
LlCASUlEMliFMrRViXA.
por Madama Leouie d'Aunet.
capitulo xx.
/ olla.
Conliuuarao.
A lia Medo e a sobrinba rouiinliavam pois pensa*
'ivas arranjaudo e suppoudo o futuro segando seus
daaajoi e seus rereios. Soa preoecuparao as fez es-
quecer o lim a que se dirijiain ; passaram desaperce-
bidamenle (liante das Ires amoreiras ; a noite t o si-
lencio reinavam em torno deltas ; a loa ergneu se
aai um cea estrellado, e seus raios pralearam a fo-
Ihagaai aanbria das oHvains.
Ropeiitinamenie as daas mullieres eslremeceram,
i uvindo ao longe o Irole de um'.cavallo qeediriga-
la para sen lado.
Eis ain Domiugus. dissa Kosa ; como vem lar-,
le Nos llie tiuhamos dilo que viesse as olio
luirs 1
i>'lo le alllijas, res|iondi>.u a lia ; elle etiesara
anda cedo a Marsellia se quizer andar como
a,'ora. ,
Com elleilo o ravalleiro louginquo apressava mal-
lo o paso de sua cavalgaduro, e em poocos minutos
appareceu na volla da estrada. A' claridade da loa
a lia Medc e Ro gara esvell. Nao era Domingos.
Meu Dos, disse Rosa apniando-se trmula ao
liraro da lia, creio que..... rreio que he Jome I
taita eleilo era Jorge ; elle ia naaaar diante das
mullieres sem ve-las, qoando a lia Medc adiautoo-se
al o ineio da estrada. Assoslado por essa lisura ne-
grx o cavallo recuou, c parou (remend.
Jorue olhoo alleulainenle.
Oh senlior meu sobrinhn, disse a etha rom
i ni ac.enlo que praeana lomar alegre, creio que an-
ies ^aerarla piur-tna do qu ver-aie.
- Ah inadaiiiesella Medc l.escstle perdoe-
iie, re^pondeu Jorge apoiando-se rpidamente esau-
daiidn-,1 cun lespeilo.
Por um seiiliui-nlo de timidezqoasj infantil, Rosa
mn.ei vara-so '" nl.l.i inculta aira/, da lia.
I -ni desrobrio-a sabilaraeiite, e Rosa, nao salidas Uo marido '.'
Rosa talbanou algaiaaa palanas, e Jorge licou
surpvczo de euronlra-la Uo inesperadamente :
Para disfatear sr-u emb.ir.iro nlereceu o braco
velba, jnnto di qual Rosa licoii como urna menina
timfda.
(V i aval1-. -i\\ i,,n d.-> l(.,- acabado a rarreira l'orra-
dnl.ine Ihe lora imposli ds<-de Marselh!>, atgaio
.iq'iillamenle o nenhnr, corlando de quan-i.. .-,,-.
,ji m.lo rom os deoles a relva da 'Irada
i,'.orante alcon- minlos n.".o oarlo-aataail do que
1
s ide Diario o. 19.
ava quasi eolregue.au
desprezo. E para ensiooar a idea toda religiosa nos
povos a respeilo do cemilerio celebrei a sania inissa
denlro de-la nova capella, deivei o pateo da igreja
da villa calcada de pedra, e quasi .".005 de estMla,
que se liraram para o acabamenle da dita igreja.
Vlli muilo me coadjuvou a Illm. Sr. Dr. jais de
direilo Meiidonra, e mais autoridades najparle qoe
Ibes dizia respeilo.
Na villa do Passo, senhor, lao importante e rica
nao lioii miss i nos dominitus, mas agora a irman-
dade tralou cum um capelhlo para te-la ; depoe
muilo leaie me engao conlra a raUgtta do eslado
nao ler missa em una villa nos domingos e dias
sanios de guarda.
No dia 11 sahi para o engenho Caviao hoja Bom
Couselho paia continuar a minha viagem, e qu.iu.lo
aiuda uao complelavam 21 horas da miaba chega-
da mais de tres mil pessoas fervorosamente pediam
missilo ; e eu nao leudo remedio, preguei tres dias,
confessando de manhAa e de tarde como he meu
costume ; e a pedido do proprielario Lima liz um
cemilerio, Ibes liz carregar moita pedra, e acaran
qoasi promplos os alicerecs de urna igreja de 8(i
palmos de fundo e 10 de largora. ueste engenho,
a.pedido do Sr. subdelegado de Frecheiras, e o Rv.
padre Bratico, fui ao engenho Frecheiras para beu-
>ter um cemilerio, e aproveilando em dous dias de
inissao da boa voulade dos proprielarios do districlo
Frecheiras. abri-lhes os alicerces de urna igreja de
100 pasmos de fifndo e 1(1 de largo ; liz-lhes rarre-
a rumor de seus pa labra os seixos e o erof-crotj de
suas quenadas despojando os joven* arbustos.
II- Ires persnnaseiis camiiibivam dominados pelo
embauco que produz sempre o desaccordo das si-
luanes cota os senlimenlos. Seus respectivos papis,
apparenlemenle mu i simples, eram oa realidade dil-
ftceis e delicados. Todos calavam-e, eslando loda-
via cheios do desejo de travar a conversacao.
Chegaram assim iliaute das Ires amorer'.. sem qoe
neuhuina palavra livesse viudo interromper esse si-
lencio penivel.
Ao i de urna das arvores Domingos, arrieiro, es-
lava deilado sobre a relva e fumava philosophica-
uienle seo cachimbo com quielaeo de um mensa-
geiru que liaba conscicocia de nao haver lardado
mais de meia hora.
Vio sem moverse approximar-se esse grupo (aci-
luruo como Ires sombras, lteconheceudo a estatura
alia da lia Medo, e u perlil graci.co de Rosa, levau-
lou-se. broa o barrete de Ca vermelha que cobre lao
pillorescamenle es-as bellas caberas meridiouaes, e
disse :
Aqui eslou, senhora, no lugar marcado ; creio
que quer enviar-roe a Marselha para um negocio ur-
gente ; meu cavallo esla promplo ; posso partir sem
demora.
Ah he verdade, responde!- a lia Med ; i.
quena inandar-le levar urna caria a Marselha ; mas
agma he iiiultl, accre-cenlou ella olliando para Jor-
ge ; podes vollar para a casa ; pagarei leu ineom-
modo.
.Nao ha presea, senhora ; as -uas ordem, disse
Domingos indo desalar o cavallo.
Mas, perguntnu Jorge, era para mim esla car-
la '.' Dr minha m.ii lalvez '.'
> i", luurmiiroil Rosa (un lanenle.
De quem era culao '.'
Era minha. disse ella em voz baba.
Sua, Rosa !
V, elle encarou-a com um ar francameule esponta-
neo e inlerrogador que fezlhe abiiiar os oihos, lor-
uou-a mu trmula
Jorge reparn Netas peiturbarao, e accresceolou
brandameule.
Voss- ha de dar-me essa caria, mo he ver-
dade ,
.Nos-e nioinenlo um relmpago de c-peranca illu-
inoinii o coraran da lia Mdc ; om pensameuto su-
bilo a fez lembrar-se de Diiningos, de cujo cavallo
aoviam-ee aiuda as pisadas ao longe.
Eda chainou-0 lies vezes com voz forte. Domin-
gos parou, e depois vollou.
Domingos, grilou-llie ella, \ ollas para a cidade
esta imite '.'
sim, senhora.
Eulao has dp acoiiipatihai -nie ale miaba rasa :
ella lica em leu rainmlio. Meu- lillms, dl-.-e vullau-
do--e para llosa e Jorge ; ja he larde, e n.io qoero
que fosees, CDnilti/.am-uiP a Capucuis, vollem para
Relbonsquel. i'ar.i mim ene ra|ia e"r siitliriente
sen r.iv.dlo eooheea-me, vno montar rielle, e esla-
rei em eaaaMeqai a vala mininos.
Mai, minha lia. dr=e Roca, Vmr. liiha-taeprn-
meltid" vir pausar algnn-, dia'- rnmieo.
Bala promelli uode manhia ason a io pre-
cien "- mais dp minhi con.panhia : lez leu marido.
' Vmr. -ier.1 sempre bem vinda em Relbonsquel,
madame>ella Med-, disse Jorge, e minha pneajica
prielanos aqui se preslaram, e muilo me ajndou
as recoociliacoe* dos jmaridos e molheres dissi-
dentes, o Sr. subdelegado do districlo de Muricy.
Passei da Capella, e pregueilduas vezes s, a mais
de I mil pessoas, que de repente se ajuntaram. Da
Capella fui i villa d'Assembla ; quera eu conli-
nu.ir minha viagem, mas provaleceram os pedidos
do dignissimo promolor publico, Dr. Serfico, e
permanecendo dias, so casaram mais de 0 aman-
cebados ; bavia intrigas, mas na noite do perdflo
dissparam-se. Por insinuarlo do Dr. Serfico pe-
di nina esmola para levantar urna igreja de cal e
pedra no cemilerio, e o povo den mais de ;)1K); em
duheiro, e tanta pedra carregou cm om dia so, que
pode-se (ase* a capella e circular o cemilerio que
esla mal enllocado) de cal e pedra.
Nao liaba aioda deixado a rjllaoTAstembla,
quando o Sr. Dr. promolor publico Seralico me loa-
Irme sobre a-mingas e necessidade palpitante da
igreja de Qaebraagala, aou le o governo e o Sr. his-
po a linham creado Ireguezia. Porem as miabas
razoes de ir avante em|meu caminho, se deseguaram
qoaudo rlieguei : pois urna povoaro tilo grande e
iinpnrlaiilu como Oiiebrangiila, me obrigoa ceder
as iusinuares do Sr. promotor. Abrindn a sania
nn--,ii] uo dia 2l> de oulobro, e quando tive a for-
tuna no dia :l de novembro de fecha-la, com espan-
to o digo ; eis o resultado : l-'oram abaixo todas as
intrigas, pois o perihlo e a rcconciliarao foi publica,
clamorosa e edifcenle, e os mais intrigados diver-
sas vezes jinlaram ionios. Se casaram qoasi 50
mancebos, se coufesaou bstanle gente, o Sr. sub-
delegado muilo me ajudou na parle que jllte loca-
va ; o povo csrregou em seos hombros SO lindas
, pesadissimas, que chegam para a cubera da igreja
[ nova, lana pedra e arela, que subeja para respaldar
j as paredes do c.orpo da igreja. 'I'irou-sc liill> em
' dinheiru, e os pmprielarlos repartirn) entre elles, .i
pedido meu, a- nove portas, aa ferrasen, pregas,
cal, lijlos, ele. Noeaeei caixa ao Sr. Domingos Ra-
mos e mais qu.itro cidadao* preseniles, e julgo que
ja igreja da uova matriz comer .ida rom os e-molas
deixadas do liaado capuchino Fr. Ilennqoe, uo
he um problema, mis um 'lo consumado. I'. ne<-
i la persuasao, na larde do -lia 2 de novembro Iras-
ladei a pia bapltsmal e o pndroeiro para urna ca-
I pella levantada e prompla d30 palmos de fundo
i e i)0 de largura, nesle- mesaos dias, pegada a nova
igreja, para servir de capella do Sanlissiino Sacra-
mento e de baptisterio. Dedicando a velba igreja a
Nossa Senhora do Rosario, o povo licou solueina-
neira entlenle com a mudaura da matriz, e de certo
nao deixara de ama-la ; pois Is a maesa immeusa
de dez a doze mil pessoas Irabalhaodo com enlhu-
siasmo religioso, pudiam dar vencimento ao espan-
toso aterro inleruo da igreja c ao aterro inlermina-
vel do paleo da nova malriz.
Julgo eu que V. Exc. lera oovido alguma Dolida
dos meus Irabalhos apostlicos prestados nesle pro-
vincia, mas lalvez menos exacla, ou exagerada, per
; isso animei-mc fazer-lh esta verdica deacripeso.
I para assim di/.er; o que eu tive a forloni de couie-
rar, lera a gloria V. Exc. de complelar ; pois seja
dilo sem lisonja, grande he a couanea, o amor e a
alia eslima que o povo alagoano consagra ao seu
hbil, e digno administrador : urna simples recom-
menda(ao feita uos lugares e as pessoas cima men-
cionadas por V. Exc. far.i do cerlo com loda pres-
teza concluir as obras, como disse, por mim com
algum suor comecadas.
A Mai do Rom Couselho Ihe ha de recompensar
largamente na sua goveruanra e>le serviro, entre os
lautos, que 13o hbilmente lem sabido prodrgalisar
a essa provincia.
Eu acho-me no silio Cachoeira tratando-me,
n.lo deve privar Rasa do prazer que Ihecaessm
suas vizilas.
Obligada, senhor Jorge, respondeu avelha, sua
m,lamia me he muilo agradavel ; com ludo prefin
adiar para a semana futura meu prujeclo du ir a
llelb lu-que!. Tenlio mullos afazeres em casa e nao
leria acoiiipaiihado Rosa seuilo para uto dci\a-la so
iwr mais lempo.
Sem esperar respasla, Me'dc l.escalle ajudada de
Domingos monlou uo cavallo, e depois envolvendo
a Jornec Mosa em um olliar de lernora disse-lhe
com voz commovida :
Dos os proleja, meus charos lilhos ; tejam
felizes !
Fez-Ibes aiuda um seslo allerlnoeo de depedida, e
sollando a redea a sua cavalgaduta afastou-se rapi-
damcule. e foi logo perdida de vista na ecuridoda
estrada.
Os dous mocos liraram sos.
Caminharam doraole muilo lempo um no lado do
oulro, procoraudu em seu espinlo urna rnaneira de
encelar a conversarlo. Seu embarazo lora augmen-
tado pela relirada da velba. Senliam-se parlo da
algum mntenlo solemne, experimenlavain a im-
prassU mv-leiiosa e indclinivel que precede quasi
sempre os arlos decisivos da vida. As phrasea frias
e Iriviaps trocadas um mez antes linliam se lomado
impossiveis.
Iravam de alimento espiritual.
Os grandes resultados que V. Rvma, conseguio
do arrependunenlo, conlricrilo e devoro daquelles
povos para a glorificaran do Senhor e engranderi-
nienlo da religi.io, mo me cansaram sorpreza : a
lmenlos de joslri do govirno bril.innico, que bre-
vemente sera' ludo regolado de urna maoeira salis-
l.icloria.
ii segoiate he um sammario da
delicia :
Selembro 15, i55.O Sr. Criflilh ao Sr. I.ino \
de Pombo, pediudo |por ordem do seu governo o
immedialo pagamenlo do direilo do Sr. Macken-
losh.
Selembro 2:1.dem ao dem, dizendo qoe lendo
a soa inda licado orna semana -cm resposta, elle a
exigia immedialamenle.
Mesen dala.O Sr. Pombo ao Sr. Gliflllh acen-
sando do recebimeotu das suas cari is, e promet-
iendo urna resposta em lempo conveniente para sc-
Recife se vai tornando cada dia um pelourinho, em coiiced'er-m'ii : eolrelanln como desde menino me
que a moralidade e decencia publicas sao azorraga- eusinaram, que nao cabe a tulla de urna arvore.
das; a Velba Sanzala quasi'sempre he o thealro,
aoiue se dao eslasscenas.
Nao ha hora, desde as li da tarde at s II da
sem qoe Heos o permita, vou sempre a^radecendo-
llie cada da de vida como urna merc, qoe |ije
rplirar-me, quando Ihe approuver. Sei que he urna
noite, cmque, qualqoer escravo, entrando cm cena asneira oulhi-logira moilo'craode o allritiuir a Den-
taberna do i.ivrameuto, ngo saia ebrio completo, a menor somma de liberdade : roas assim me-mo
molanle qualquer quanlia, de garapa picada, lano anles lolo oo bruto, romo nos chama a Zumb da
I pinga a pipa ao torno, al que da com o pinto ao j liberal que aereye oa phrase do Dr. Collac.0.
! rnao. Creio que Vmcs. nao -..bem nms cousa. e he qnp
Aonde quer nue o mrito exisle ilii o vamos o meu artigo anterior causnu grande scnsir.'io den-
procurar. para o registrar em nossa Vagina, i.iuan-. tro, e fura dn naifosals
do noticiamos o principio de incendio da ra dosj Dentro, porque o .ne/r da liberal, e a sucia eslo
Quarleis, por n.o sbennos, deixamos de mencionar I iuleiramente ilesapomados : e lora porque lodos qoe
o mue do sesui.do cadete o Sr. Jos Virgilio de l.e- rem saber o que significa 7-unihi. I ns dizem, use
que foi o primeiro que deuypor elle e o fez he urna especie de ataao da Costa d \frica ; nutro-.
constar ao morador. I.ouvores, pois, sejam dados a
es-e senlior pela sua vigilancia.
lie chegadn a' esla capital o Dr. Francisco Jo-
s Rabello, ex-jniz municipal do Rio Grande do
Norle. Joii iolegro, elle jamis soube olvidar a
ndole dos habitantes desla provincia he dcil ; em ?"'r de Vm
seus corai^oes esla gravado o temor de Dos, e em
seus nimos existe o foco da religtosidade, fallaudo
apenas quem cllirazmeulc o avvenle, para que
brilhe a pura abtanla da caridade, e sejam obser-
vados os preceitos do Evangelho. Se o rebaoho
se desvia da sua senda orihodoxa, he |poi falla de(.
bons e dUigenlea pastores, que o goiera bom ca- ""i e I"-'"""1" Ulnl prompla resposta a' sua per-| r e os atoleirosno lempo de invern, beo deque
Selembro 27.dem ao dem, respoodendo a' sua ,
carta de l;l, explicando as circumslancus da di- Fs^.aiila.'CmlS^ bMf^* "" "" *
*1' O pedagio das estradas, diz una lei, deve ser
Selembro :>.tt Sr. riflilh ao Sr. Pombo, fa- emprpgado na c.nserv.ieao dallas. Os passageiros
zcudo-o scicnle do recebimrnto da sua caria de -'7 (|uc lr"l5'lam P'a eslrada de Olioda solTrem um pa-
" de selembro. exprimindo admirarao do seu coaleo- i 'l,','f'l !!' di% 1,eeta C3,lil M;f,"ais s.e "'-
delj.. ... 1 ruinar esse caniinlio. Os buracos em o lempo de ve-
iniulio, mostrando-lhe os principios e abrolhos dos
Irilhos em que se desmanda.
Irinla e cinco dias de e-forros, solicilnde e acri-
solado zelo religioso foram sullicieiiles pata que V.
Kvid). oblives refere em pruveilo da-moral religi.io. Com as
palavras de Dos e Conselhoa do conli--ionario al-
caacoa V. Rvma. Dameroso casamentos de pessoas
amancebadas, reconciliaroes entre inimisos raneo- |
rosos ; levanlou capellas, lanrou alicerces de espa- |
'.usos templos ; erigi cennleros, e grangeou sobs-
cripres avalladas Da villa de Camaragibe, no en- |
genho Bom Consellio, uo dislrclo de Frecheiras, no
Muricy, na Capilla, em Assembla e Ooehrangulo
S3o bellos Iriumphos. tgo relevaulissimns servicos
feilos a religiao. Oxal podesse V. Rvma/dcmorr-
se mais algun\ lempo entre nos, e percorresse lodos
os municipios lo inlernr .'
A declaracao que me fez V. Rvma. de ler an-
coatrado forte e Valiosa coa IjuvarSode Indas as au-
I loridadesdas dlflerenles localidades em
nou, euclieu-me de jubilo e satisfar
gunla a respeilo da reclamarao do Sr. Mackin-1" eeasla. As pontee exiatem legorss per iNisert-
tosh. rordiajn fei, e em tal estado de desmoranamenlo,
., ,, ., ,. que mais parecem pingelas, que nonles'.'.'. '.
Oulubro I..dem ao dem, dizendo que ja se ha-
viam pessada t dias sem que elle livesse rcsposla
algoma a' sua ultima ola, eexigindo anles da par-
tida da mala do dia 10, incluin.lo urna copia das
ioslrocces particulares do governo bnlaimico, or-
denaiido-lhe.no caso de que nao so ochando regula-
do esle negocio -alisfacloriamenie pelo governo de
Cranada, de laspaadet as retardes, iiiformaudo-u
da que o almirante britnico leria de receber, em
lal caso, ordeai para empregar medidas ellicazes
conlra a repblica para obrigar o governo execuli-
vo a ciimprir as soai promessas para com o Sr.
Uarkialosh.
Oulubro .0 Sr. I'ombo aoSr. Orillilh, dando-
Ihe ampias explicatSas, e dizendo aue o governo
executivo nao prevenio o immedialo pagamenlo da
divida, porque nao pode dispor dos fundos do Es-
lado sem urna aulorisarao legal.
I m memorndum do mesmo. pan o mesmo, ef-
''"" ""-1"- ; lerecendo a pagar 100,000 pesos ern Ululo- d.i di-
: cssas aillo-vida llucluanle, com lano qoe, nslilulos consoli-
m-se credo- ; ,|a,|s exi-leoles em maos do Sr. Mackintosl. fosem
reenviados para Rogla ntim lempo determi-
no!-!.
ras dos encomios de-la presidencia.
Como administrador di provincia mo pow> dei-
xar de diiigir a V. Rvma, meas sinceros egradeci-
menios pelos argentes bfiielicios mornes c matei .es
que aspalboo pelas diQereale localidades onde
echoavaiii -uas apostlicas palavras. asseguiaiirto-llie
que nao me daaeaidsrei de empregar meus r.f.,rri,s
para concluir as pas obras enceladas pelo sen fer-
vor apostlico.
Agradec, porullimo es expressoes que me .dirige,
Memoranilom de una eonversir
liriililh o o Sr. Pombo, no qual, aquello diz qaa
n.lo lem peder algum para entrar rm diseeaea i
I respeilo dos termos do memorndum.
Oulubro x.o >r. liriililh ao Sr. Pombo, dizen-
| do que ve-se obligado a cumpnrsuas ordeai e ias-
I pender |a rela{0ei com o governo;
O decoro he um dos ademanes de civilidade,
que devem ler aquellrs que se presumem dp bem
educados ; loda vez que. algaeiB que se julga nessa
clas-e, olvida o decoro devidoao publico, he indig-
no de viver na socied.ule. Em (odas recilas no Ibes-
Ira de Santa Isabel, um magote de eOMaltet elec-
Iricot, lem por costame entupir um dos camarotes.
Aln reunidos elles olferccem ao pctenle publico urna
representaran, que n.lo loi aiinunciaila. O drama
que commuinmeuie lev.iin scena he o dc-res-
peilo s familias. Por demais nausea eslar junio
de laes ri>u\cdianles.
iiiiem quer que nunca vio o becco do Rosa-
rio, entrando uelle, a qualquer hora do dia ou da
ooile, julgar-se-ba sub rcrgido no fundo de alguma
latrina. Sr. guarda, procure alQucm que, morando
uas proximidades, eooieute qua os freguezes que t-
rnalo Mas refrigerantes bebidas, desbebam ubi oesse
local. Ei< a pona da solocaudo problema, Sr. gvar
da, busrai por isso saber de rest.
.; parede que fez sumir das vistas poblicas essa
.'o '. /'. que ileix ni una das rasas, que loi demolid
na ra das Aguas-Verde-, vai, pouco a punco, pela
segunda vez. lendo iaalilisada pelas benficas nidos
tTulguem, que daaejl ler perlo de si um deposito on-
de mande deilar aa inmundicias da casa.
He um dos mandndolos da Sania Madre
Igreja castigar aos qup erraos. : mas m malar so-
brp o izorrague o pobre discipalo, ignorante daqail-
lo que val aprender. .Na ra do Padre llonano
entre o Sr. I existe ama arpia, a quem coiifi.iram ama prela para
'ella easiaar, cuj'mai.-r prazer be balar ronliaea-
manle nessa inietit, desde o raiar al o por do sol.
Sr. Iuspeclor, nao taris vsoucaa por roinpaix.lo
lembraivas, que essa misersvel lenta o castigobem
como vos.
(I ogaaioda cotilinua a ser o eolrelenimeiilo
diario de ceri.i classe. Em nina loja da chapoaam
nina das nossss praras, nVio ha ilomuigo, em o qual
lanada a.iu 'ulnl.ro .1. o >r. I'emho .m >r. Cnflilh, fazen-
irdenles votos para que so reslahelera |d. scie
se nao rena umi socio de vatios a ligar lodo
promplamenle do incommodo que o relm nosilii """' *"* "ima rommanicar.io. e man,- j auto diale parle da ooile. Aulc-honieni lio pro-
Caebifc. feslaado grande pezar pela decisao que elle lomou I '""Hado foi, que as portas da_ loja licar-m aherla
Dos guarde a V. Rvma.Rvm. Sr. I rjfltaaae
de Messioa, prefeilo apostlico da Penha de Per-
uambuco.Antonio Coelhi de Sie Albtu/urqne.
SLSPENSO DAS REI.At O ES ENTRE A CRAA
BRETAMIA E NOVA CHANADA.
I'or um navio de vela cliegado pin Asphivrsll, de
Carlhagena, na quinta leii diz o l'anama Slar e a
I Irruid de de novembto -ecehemos a impoilanle
noticia, que o Sr. Grillilb, ncarregado dos negocios
de suamagcslailebrilauuicaem Rogla,leudo deilado
deregular com o governo da Nova Granada a i.uliga
e informando-o, que as autoridades da costa alian-i ***. i,mal,eccr do dia irdmedialo. O encarre-
lira i,.;, h.____i sado desse eslabelccimenln pouco se Ihe da que elle
lica, haviam de receber ordem para nao n-ar de ,,, a revel.a ; o dono ou proprielario be que.n sof-
represalia ou Itoslil^dsde coulra a forca naval bri- ; fre o damao que esse deleito ha de causar,
tannica, a dando ordens conlra qualquer ataque ; M"nlm seguio para Macei o c.sco do bala-
conlra as garantas particulares dos lobdilM brilaa- "fl0 2l" *" >"'"Ur,i- rixan.lo anda peala cidade
i(.0< c|(._ si.iiian seu command.inle o Illm. Sr. coronel Moniz. .
Sabliada leve lugar no thealro de Apollo um
0 precedente summario he muilo breve. EslesIespeelaculo pastoril, sob a diracelo doaelar Sania
fados de utoliuin modo allcclam os porlos do ls- i R"*a. Obsmgoslo e apurado desse senhor prest-
Ihmo. i dio a elle. O aclo da l/otni) l'ard foi a waaoevile
i-,,,,___... ,-..,, ... i 'evado a' scena. As jovens que se eticanegaram dos
1 mi caria .le Carlhagena de 21 de oulubro. diz : diversos papis, de.empcnliaram satisfacioriamen-
suspender os elleilos da le que le ; e com especialidad.e as jovens Alexamlrina Me-
llar e Ab'\ ni luna Maica.
se refere a' tasa sobre as malas quu alravessam o
Islhmo. Nada se lioha aioda dclermnado a res-
peilo da lei sobre a lonellagcm, mas, provavcl-
mente a-siin como oulra, ella lera de ser submclli-
ao.
A eleirilo presidencial, parece qae se declara em fa-
vor de D. Mariano Ospioa, por orna grande uiao-
ria.
'Moriiiif/ Chronicle.
prelenrao de Mackiiilosh, alalhou as negoriares da a'considerar.io do congresso na aagatala sessii
com o governo, i ii;formou qoe o almirante da *s-
quadra brilannica das indias occideutaes linhs
ordem de exigir pela forra o pagamenlo devidu. A
liacella o"^'"l de II de oulubro, assim se refere
a respeilo desla pendencia :
i Desgrac,adamoutr aaseaa nina diflerenra rom o
governo de sua magestade biitaiinira, lendo asas I
origem da desapprovarao pelo poder legislativo da '
convencao celebrada em 21 de novembro de 1855,
para compensar o Sr. James Mackiulosh, subdito
As duas jovens qoe
evecolaram o passo a dous a e Cachicha, esliver.im
ptimas.
.10 ainaiihiin.
relva, onde brilliou om momento como una gola
de orvalho.
Bass ligrima coromoveu o joven poda.
Esla' chorando, llosa, disse elle, o que he que
alllise-a'.' He minha presenca oo a ausencia de sua
lia '.'
0 seio de Rosa ergueu-se ouvindo a voz de Jorge;
mas ella permaneceu silenciosa.
Respooda-me, querida Rosa, lornou Jorge ;
que lem '.' Desejo conberer a causa de sea pesar.
N'3o leiilio nada, e eslou alegre de ve-lo, disse
PAGINA AVULSA.
2BJVZ; JLQ&A8
0 amonio prximo heumdos preceilos impoi-
vtmenlo-^generosos e apaisonados, a que cerlas mu-
llieres nao pudem resistir.
Parou e pondo a mas sobre o brajo do marido,
roi-rando-o a descubrir seu semblante perturbado,
disse-lhe com urna especia de branda solemni-
dade :
Jorge, sei ludo. .
Ihe....
Como, vosse sabe !..... exclamoo Jorge, voss,
Rosa Oh : mo, he impossivel..... yaem leria po-
dido dizer-lhe ''
. sim, ludo, e perdou-o-
Rosa einlim, erguendn para o marido seus olhos bu- i x o- mesmo. respondeu ella tirando do eio a
carta de Jorge a Eslex.lo. e entregaudo-a.
Jorge hcou um momenlo pasmado, lomou a caria
com mo tremola, e disse :
Ela caria em suas maos Porqoe roci chc-
gau-llie '.'... que enigma !
Na procure, Jorge ; eis-aqui a verdade : seu
amigo foi indurado por elreamsUnciai de que voss
midas,
E para provar-lhe a salistirao que linda de tor-
nar a ve-lo apertou brandaoienle o braco do mari-
do ; depois romo envergonliada de um'muvimcnlo
l.io ou-ido lie.ni mu vermelha, e durante um mo-
mento reeppareeeo-lhe no semblante a frescura de
oulr'ora.
HEPARTigAO DA POLICA.
Occurrenrias dos dias 2 e 25 de Janeiro.
Compre-me levar ao ronherimenln de V. F.xc.
que foram presos: a minha ordem, D. Carolina ller-
biler d'Assompc.o, por se achar pronunciada como
incorsa no 5 i- do arl. 2lt do cdigo criminal, e
Manoel Ventura, por ser fugitivo da cadeia do ter-
mo de lioianna.
Das difireme! participarles recebidas nesla re-
partirn consta o seguale.
Foram presos : pela delegara do lerrero distrir-
'o desle termo. Mauol Joso Uaplisla, por sospeiln
de ser rrin.inoso.
----------------.-^.-. |-^. sdvillll'ldl
sua voz lora i8o enlertieredora dizendo cssas pa- ha de ser informado a commeller a lonvavelindiscri-
lavras, siu olhar e sen gesto linham nina erara lao jSo de euviar-m'a.
branda, um senlimeniu ai mesmo lempo Uo limido'l Qoe! voss conhecc lodas as miabas loucu- ,
eproruudu, que Jorge senlio-se perturbado al a ras... -abe... E nao me aborrece Oh! Rosa, aalaa com os criados, os qoaes sati-la/.iam-!l,c imperfei-
>>"<* : voss be um amo '
F.ntao porque cbor.
me, conlinuou ella em voz alia, que o primeiro ne-
gocio para um homem ca-ado ha quasi seis sema-
na-, para um homem mualO, he oceupar-se com sua
molhtr.
He inleiramenle es-a a minha opniao ; assim
julgo Icrmiuailos os meus negocios, c vollei para mo
tornar la mais.
E filiando dpsta rnaneira Jorge apertou brinda-
mente o lirado de Rosa, a qual era testemuuha mu-
da desse primeiro combale entre a mai e o ma-
rido.
A approvarao que lia-se nos olhos da joven espo-
sa, e sua attilulp passivs desagradaran] a Mosa.
l.escalle, c lizeram-llie nascer" orna sorda irritarlo
conlra e-sa lilha lio pouco seinellianle i ella : alim
disto preparada pelas revelacc drcotaitsaeildll
de Thereza eslava aucio-a por lravar*a guerra quan-
lo antes.
l.s-1 miilher era essencialmente gueircira ; gosla-
va das agitaeoes c dos abalos, a-sim rumo as outras
aprecinm a paz c o rrpooso. Yrivava lodo o anos
pequeua- e-caramur i- rom o marido, rom a lia
smente.
Oh
pcrgunlou elle allerluo- Sou sua mulher.
lamente os initinctos beliieoios, porque lodos Ihe li-
qncro ama-lo, respondeu nbam emlim cedido. A perspeeUva de um verda-
Enlrando na pequea e-Irada pedregosa da ladci-
ra de llelboosquet, Rosa Iropeeou em urna pedia, e
esleve prestes a cabii. Jorge luslentoo-s segurando.
a pelo braco.
F.-sa pedr3 ollenduu-a, Rosa '.' pergiioloo'
elle.
Nao, obrigada, Jorge. '
Recahiram no silencio, porem Jorge cooervou o
braca da mulher debaixo do seu ; coiilinuaram .
camiuhar pensativos e modos, nicamente orcupa-
dos om com o oolru e sem animarem-s; a trocar
sen pensainenl.i commom.
Eulrelaulo Jorge coulcmplou Rosa, e acliou-i mu
dillerenle do que tinha visto.
loda a.soa pessoa (razia os vestigiosvivalsdas
seiisarps vilenlas que acabavam de abal.irlbe a
vida. Ella parereu-lbe exlremamenle emmagreci-
da ; as cores magnificas que elle liuha-lhe quasi
censurado eslavam subsliloidas \mt e-a palldez
Irauspareiile. I.lo bella as mulbere-loura-.
Seus cabellos em vez de rorinarviu grossas Iranras,
legenda o costume, eslavam alisados na fronte e 'ne-
gligentemente atado- aira/, da cabera ; o leve enlu-
mccimenlo das veas azucs das tales trana urna
emo(io comida. Fila eaminhava lealameata de
olhos baixos, e de nina maoeira lnguida que ndi-
cava o sotirimcnln. Vista a-im branda e in^le
claridade da loa com seu vestido branca e seu ar
aliando assemelhava-ie a um dos bellos aojos de
Andrea del Sarle bailada contra voalada a esta Ier-
ra de miseria p de dor.
Inrgp foi impresionado por e-sa physIOBOmil l.n
nova para elle eren com efipitn nunca ler v islo
P.osa. e continuo,! a oberva-la sem rnrnprehender a
dolicia qno ochava assaa contemplarn.
Absorta pelo" aens paoaamealoi, Rail ojo per-
ceheu a alinelo de qaa era objeele. e em qoanlo o
marido a eonlemplava, urna lacrima dp-ren-lhe len-
tamente pelis face, a rabio sobre urna moma da
ella em lom de lema renreiien-.io. deiro comale com um adversario serio, como um
nunca in o pojere dizer. i.iuerida Rosa, pcrmilla-nip que Ihe diga..... georo, fazia-lbe soai no peiisainenlo lodas as troni-
llura mal, nosa, .lev,- dizer-me lodo ; nao de-1 F.lle naoacabuu, porque vio dianle de si o sem-! beles das discordias intimas, corresponda assim a
vo eu ser seu proleclor seu conse he.rn, -eo melhor \ lilante carrancudo d .Madama l.escalle .iguendo- urna necessidada de sua naloreza inqu.ela, e lorna-
amiga. i enlio o d.re.i de consola-la, se vos, esla' I se no meio da vereda como ama diviodade vinga- va a abrir-lba os hoiisonles de orna espl.era de
afilela, .tlgnem alreveuse a penalis.-la na minha dora. ac,0, a ,| rl|a leria o papel de general do exor-
Niosoera me fez n-da, disse Rosa. CAPITULO \\|. -. *>>*" '" P ?*> raadei pala-
EolAo qae motivo pode alTIgi-ia erlaudo eo Otetpotot.
vrai de amor malcroo, de dever.de decencia : que
arlilharia e como licaria fulminado esse homemzi-
oho lao tmido !
F.11I.0, ditas Madama l.e-calle
lilha. ticas
: aqu, senao minha presenca 1 .vh sao bellas horas para paaseiai por moa-
fcssaspergunlas leilasem lom quasi lernopaiece-, les e valles, senhor meu genro disse Urna, les-'
'a- vZ'.lunnl fallou-me assim, responden alia ;' ooro?'"^ ttxSSEttJEttZ ^,1 TT,S "''" S '""T T""" ^
e alias lan.bem chorei meib) o mez passado. ilo Rosa reeolber-aa as seis horas Fu. bri'Vda a l' S" q"e 9 "' fmn
De veras ".' disse Jorge,- c como he que eu o ig- !' ~
uorava '.'
Nao sei. vosse nao reparava uisso. Porquera- do fazer por ss camiela '.' Sem duvida formara
zao B00 he nuil o mesmo ,, projeclp de lazar Rosa ter om delluxo. lie boa
rge seapiraada ; com ef- : idea Iraze-la assim mem nua e exposta ao sereno da
mudado em mim depois de estarla actual '.
..miado.pnlrelatito que seccas aqu coinu um ve-
janlar s ; enlrelanln miaba lilha sabe que be urna ||,u colmo ?
cousa que detesto. Oue cou-a tao mporlaule linlia ,,
Ah
sim, 11> i ii..ii Jorge
leilo mullas cousas lem mimado em mim epo
cerlo lempo, e mi sou mai- o mesmo, como voss Mina, l.escalle, apresenla-lhe meu respeilo,
diz ; quero enlar fsza la esquecer-se do enle iudif- respondeu Jorge sem lezer caso des-a mullulao de
lerente e enladonlio que cunlieceu ; sera' puisixel i palavras azedas.
isso ".'
Rosa ia de sorpreza em sorpresa vendo a Jorge
mirar primeiro no caininbo, a que receava lauto
nao poder condazi-to : seu coraran eaehea-sa de ai*
peranraae ella rirou to conleota que mi pude res-
ponder.
Jorge inutiuuou :
Sera'po-ivrl is-o, liosa.' podara' vo-s ei-
quecer-se du homem,extravagante do mez passado.
podera' perdoar Ihe as Ma-, a frieze, a iajeslica .
Ah minha chara Rosa, vo- nio abe o que pas-
sou-e em mim ; lenho minios sollrimenlns para
deculpa. Sp vossF sonbe

.Mas. minha mai, se Mr. de Vedelle leve ne-
gocios em Marselha, obrou bem indo la.
Nao poda l-var-lc coinsigo .'
Nao Ih'o peill.
Madama l.escalle licou vermelha de .olera a' vis-
ta dessa lobmissao : a di-cus-.io ia sabir do raminho.
A lempes'.ade amouloala sobre Jorge amsacsva re-
Bstava mu desgastlo pel apparie.io inesperada benlar sobre a eabeca innocente de Rosa. .Madama
da sagra ; mas n.io o quiz dar a conliecer.
Nao sou respoasavel, lurnouelle, por ler Rosa
ahido na miaba aaiaacia sem chapeo aacoatrel
lunilla mollier e a lia no calumbo, inadeiucsella
Medc l.escalle vollou para Capnos, eu recondim
lio para aqu ; ludo isso be mm simples, e nao
devii atlrabir me reprehensoes.
que he uro nome de um Dos do geutili-mn ; oulro-
que be o neme de um espirito mao ; uutros emlim
que be o diabo na lingtia geral do Congo.
Pois bem, nada disso he, oo he ludo isso ao me
mo lempo. Vamos pois csrrever a historia do /aninr
como elle he, como elle foi, e como ha de ler at a
ronsummiro dos serulos.
Em om momento de di-Ira. cao lance mo do
primeiro volme do compendio da historia do lira
sil, e a pagina 217 cnconlrei um episodio muilo ni
leressanlc d aoaaa historia : era a relarjo fiel dn
celebre quilombo dos Palmares Da provincia das Ala-
goas, naquella poca lazendo parle desla provincia.
Aperar de haver lulo ero outras ocessies a mesma
historia, com ludo lez-me mua impressao naqoelle
momenlo a leilura de duas paginas: eis ah o qoe
ellas dizem em resumo.
Todos quintos tem lirio a historia do Brasil sa-
bem qoe desde o anno de lli:lll conieroti-se a formar
as A lago,i- om '/uttumho coiu oegros fgidos de
l'ernamhiiro, sendu a primeira reunan alienas de
ti bem armados : e nue este eajtsaaea resislm com
denodo os II diaii le/rs. e aos Porlugue/es paj mai,
de meio seculo, chegaudo a reuuir--e Irinla mil al-
mas no lugir denomina-to Serra do Rarrigi. i que
densa algn- historiadores o nome de repblica rfo<
l'almaret. Com elleilo fracs foi a sua origem, mas
ailliinnlo em pouco lempo muilos oulros, ganhoo *
i "mi o um assombroso cnscimcnlo. Cesas os lo
giliv ta mo linliam mullieres, sahiram a procura-la-
a mam-ira dos Romanos, cahindo biutalmenle eobre
as habilac/.es vizinhas, eapoder.indo-se de lodas a-
muiheres de eiir. Diz lim lia Pila, qoe o roubo da-
Sabinas nao lora mais cmplelo, nem mai- geral.
Os salteadores doi Palmares imilaram anida ns
anligos dominadores do mundo, saqorando as po-
loaces, e rommetlciido mil nutras barbsridade-.
Os agncollorcs do Porlo Calvo, obr'gados a compra
rem a llliaacs dos negro", Ibes forneciim armas,
rouuiroes, o unir- inei.-.i lonas : p a colonia afn-
c ni i lomou um .ispelo il.resecle a 'errivel.
I m chefe elerdvo, e viahcio, escolhido entre os
mais aodazes, e denominado /umbi, algans liislo-
riadores eacravem Zumb e-lava euc.irreaado de vi-
giar aa secoranra da repabllaa, execuisndu por
meio da .genios de su.. neaiea(ao una especie de
cdigo, hoja infeli/inenle igaoresa, V religiao adop-
tada era provan Inienl j o chii-i ..ni-mo, alleradn
por imillas supcrsliiics gentlica-. Mais-dmelo
uli bivia decunnl i dea le o rasases do estbele
rmenlo, q na mi., o gmernador de" Periiambur,,.
auiedr miado, re Com elleilo, pondo-sed' acconlo iiinn iict-rri
do Riasil. Tez marchar sel.- mil hlieaai d inlaula-
ria eontrg os negro, dos Palmares : por. o estes <
repcllirain corajosamenlr. Com ludo a inUnl.iria
ruiiservoo acerco, a que ven. reunire toda a aa
pul.ir.lo da v izinliaiira : apparcceu por lano a loms
entre us cerrados, p logo qoe rhesou a arlilharia. os
negros succumbirain as pruneiros liro de eanli.i
lendo que optar rulre o horror do capliveiro, es
morle, a 'S.umlii. e seuscnmpanlieiros preferiram a
nllimo parlidn, ite-peiiliaiido-'e do pico de om ro-
cliedn alcnnlilado. no anno de Ili!l7. Os velhos. me-
ninos, e mullieres foram vendidos para pagamenlo
das despezas da expedirn ; pxtinguuam-se ale as
ruinas da culouia, o .n.lo apenas dos I'.iIih.h a
memoria dos seus celebres balulanl-.
I'i -orno- cima que alguns historiadores clwroam
/.nmh> ao chelo dos Palmare- : nutro..porem ea-
crevem /.umhi, o que nos parece mais acera.lo.
porque anula buje os negros da Coila d frica cha-
mam y.uinlii aos duendes, e aos possessos. Mi ha,
qoelles que se dizem possoidos pslo diabo. ou <
diabo em pessoa.
Vamos pois a moralidade da nossa historia, qor
nao he nossa, mas do llrasil, escripli por cinco oa
seis historiadores, lodos ds sccordo sobre o facto
oriocipal, com qoaolo discrepem alauma rou-t so
hre os incidenles. Perguutar lalvez alguem moita
apressado; eqnelemqoe ver a repblica dos Pal-
maros rom a da /..'" n .' *
Eis abi ao que chamamos coincidencias: e quem
pensar melhor vera, que ambas a- repblicas come
raram do mesmo modo, isto he, pela fuga de om pe-
queo numero de homens : nos Palmares fagitaei
deseas senhores, iqui, dos partidospraieiro e gua-
biru.
A' esse pequeo grupo loglo foi reuuir-se alaema
genio dispersa, mas seu rrescimenlo nao lem ido,
como foi o dos Palmares: todsvis como os negro-
A mil e a lilha encararam-se com espaolo.
I m relmpago de triumpho bull o nos olhos ds
Rosa; Madama l.escalle licou cslupelicla. Jolgou
que Jorge eslava inleiramenle doodo.
Ab!...aVmc '.' Nao he possivei, balboeiava
ella spm saber o qoe dizia.
Oue felicidade exclamoo Ro-a alegremente
balen,io palmas r..m gesto infantil. He a glande
uolicia de qoe Mr. d'Alais falla-.ne em sua carta.
Mas, pergunlou Madama l.escalle ; imrque ra
l9e deram-llie a cruz ?
Ellaj'ulgava i-r haviJo engao eulre i nome- de
Joige e do irni.io.
lie cousa mu simples, querida ni., eu com-
paz om lino, o qoal leve mais felicidide do qus
inercia; alguns amigo-o elogiarlin c talvez um
pouco premalurampule foi-me dada a rruz. Agora
be favor ; espiro que algum dia sera |uilic,a.
Desde I primeira palavracompaz um livro. Mi-
dama l.escalle eslava pasma la.
Roa Virgpm Vinr.'pscreveu um hxrs I
Encarava a Jorge com olhos muilo aberios, e re
pella -uas excldinariies como se dissee. Fez eme
estrella.
Jorge ale deu grande altenrao so e-panto da s -
ara ; e-lava oerupadu em obeivar a alegria de R"
sa, muilo mai- miporlanle para elle.
Antes de travar-se novamenle entre Madama t.e--
calle e o geeroesss conver-ar.io rome. ada com lan-
o azedome e acaba la dr urna rnaneira lao ioe.pe-
rada, chegaram a'aipuida dp Relbousqoel.
Ja chegainos, diste Jorge abriudn o porteo, e
lazendo a sosra enli'.r dianle de si. Sinlo-mo mm
fatigado esta noite ; permilla-ni' que recolhd-tne
cedo. Aioaubaa e-larci as uas ordens para con-
versar.
Madama l.escalle lomada sbitamente -ilencio-a
coulentou-r de fazer um signal de a-enlimenlo.
Vme. n.io lira aqui, minha mal perguntoo-
Ibe Rosa ; he muilo tarde par vollar a' cidade s -na
alcova e-la prompla.
Sem dvida Rea ; pretsedi ate pa-sai rom ii
go algaai dias e.ia irtseJ disso a leu paj.
Jorge nio fez neahaeaa abtervacas. F.uiranm
em ra-a. 1'bereia la.roo rurm-ameiile s Madama
I.e-calle um olhar Cheto de uilerrogarnes ; porem
esta n.li il'ii-lhe allene.io ; I h'rera i'mii. hisluria-
linh.im fieado no secando plano Madama l.escal-
le na-i via mai- elarsaseato sea papel. laanlaaia
de eslar so, a reca bar saa ideal mu i -iiai hadas
gontiosa si'ii.h... i loroava-ss ama lolinha que mere-
O que n.io be simple-, replicou Mma. I.esral- c'a ser esrrigida ngorssameute.
le, be sua inexpliravel ausenna. Qae necessulade Acho c-xliaordinariu, inmha lilha, comerou el-
havia de ir a Marselha e licar la mais de quiuze i la em lom decisivo, que...
"'" Jorge inlerrompeu-a dizendo-lhe :
- N.n Iin a M.irselha pisseiar, disse Jorge lan- Fillavanm-de negocios, senhora, i- Vmr ur-
alirscaadoero um .. peBwmento toda a .aa dolara- raudo om olhar expresivo 3 Rosa estiva la por gontava-roe que fui fazer em Mar-elh.i eu lroU,P
sa nisinria. ,..... motivo rave.
Parnn ; pia pvocacio do paseado Ibe maguara | One motivo era ee !
v.olenlameulr s-i lridas linda en"fmf,iienlada=
emocaio dom.iion-c, elle cnbr:o o rosto com 3-- mi
e om breve toloC/D lez-lbe arar o peilo
Veado-o 13o dee-perado Ho-a leve um de
l.escalle lieoo iodigaada. Ilem romo mudas pesso.
aleada- s sias i leas -lia mm quera ai bar a lilha
dillerenle de qae loria sito ]em sen lugar. Assim
Ro.aopprimi.il. llosa victima, Rosa forioss me-mo.
leria eiiconlr.nlo nella a defeasora mu- ipaiaonada: pela com. nunicar.o de Jorge.
o apoio mais enrgico ; R-ia resigaada a' '^i ver- i i
\ ou ja para miaba i i, di K arreo leu a vela l om lmr.i, i, n l I.
Paremos oulro lano, re-peudeu Joigs leci-
bcudo a sua da maos de l'here/.i.
Rosa acomp.inhou a m.li a' sua cmara, e relima-
se depois de dar-lhe boa Bello.
Midama l.escalle, que viera de pio|>oilu para
ron/i.-Mii o i'illni, n.o leva o animo dp delir Hota
de la urna ..oiiria qoe ha de rau-.ar-lhe srai.de -or- para faze-la ialla. A que-i n ichava-'t rrnilo mu
rf." "YZZL^ua P"" \M* Pria meiamorphn":.-I., advecarin, e ara m>
-T--J r "". J, m,n'j0r,- ;eiP'*deu Jorge dispo-io i iuo (ne nol.c,. pergaatoram ao n.! r.os. fa.ertxwhuiaaeeiil.oeBe.aa ver, S.doasmuhec- para explornr com a iilh, o lerroao delicaor S
- i m negocio ,o grandes os sea: negocios i l El-re. acaba de Docjear-;.e eavalleite da Le- conr.deoci.T ropiuraes
-e- rn.i-: murmuroo Mma. 1 escalla entre ns denles ; nareca- i qi3o d Honra. < -y,,!.,,,,,,,
MUTTU/DvJ


ILEGIVEL


(les necessidades se
crime, a polica
daquella repblica, estes noy fugitivos, invadem o i pelo amor do praier e por EraD
lar domestico, saqueiam .1 honra das 1 anuli 1. a .
ropu.acio de 'quaL Ib* cabera tl'Zda?' L- I "**" ,"0US,r, 8# ",s>"1'1
ras; ese nao vivera na serra do Barrica, vvemrum no"ca podara mulliplicarlemasiaib'mento o pra-
.1 sella na barriga, ea cada passo fazem da riqueza, res pcrniillhlos uem torna-Ios agradave. para f-
e do bem-eslar motivo para urna cruzada de des-
DIARIODE PERNAMDUCO, ll.li..\ IEIUA 27 DE JANEIRO DE1867.
\
composturas.
A repblica da Liberal tem como a dos Palmare
rar ao particulares a (enlacan de proeorar oulroi
mais perigosos;... porrm lias pequeras ciaades, nos
,- --------------.~... ^.....,. .,:, i anuales ,
o seu cliefe ou /.umbi, que se n,ln he o mais valeule Iu-.ares meno* povoados em que. os parliculares,
oo quilombo, lie pelo menos o mais audaz hato- "empre aos olhos do publico, alo censores natos mis
lente que se conhece, qualidades esla, que quasi I dos oolro, he nercsario seguir mximas inleira-
aempreandam unidas o cobarda. .o>
Al nareligiio ha sua, coincidencias: nos Pal- T "" "...... ,
mares era o chrislianismo com algumas superslices qa' cuidado que Rousseau pSe
gentlicas, na Uberal he n cristianismo com s'eus > restringir por si mesmo o alcance de suas rede-
iTa.,, l'.Mmftn''- ,AqU' """? li *"mH '" I"' *'"'" e de ",ode"r "ua applicacAo par. minorar o
. --------- I '**- I' J I. I l I ( 1^
a elcicao ie tona por urna s.i vei, e na Liberal re-
pete-se a torca lodo os annns : esta farra he urna
imitacio dadoZumfce de Buenos Ajres,'o general
Rosas, a que o goveruo do Brasil poz termo feliz-
mente am Monte Caseros.
O quilombo da Liberal nao causa menos temor
que o do Palmare causava aos seus viiinhos de
lorio Calvo ; e porlsso tamben) (eiu suas alliancas,
como aquelles, compradas a cusa de exlorsoes, como
improperios, sarcasmos, doeslos, etc., ele ele.
Felizmente o quilombo da Liberal tila siliado
pela insulana dos Srs. Penlo de Brillo, c Vilella
lavares ; e tu esperamos pela grossa artilharia desle
Huno, para ver desmoronar esse colosso de lito,
que arueaca a paz, a trauquillidade, o tocego das
familias s a ordem publica, a liberdade. a inorali-
tade a civilisacao da nom provincia.
Algorn espera qua o /.umbi da Liberal se atire
depois da derrota de alguiua montanha abaixo : mas
eala engallado, porque o /.umbi de boje nao he o
-'mii de eolio : he quadrimaiio, e lem urna cauda
capaz de agarrar-se at nasraroasde um espioheiro:
a he como a cabras, que sobem e descem por onde
nem o deuio o faria aero muilo roedo.
Eia ahi explicado o que quer dizer Zumb, e de-
finido quera teja o Zumb da Liberal.
O publico que faca agora o seu juizo depois das
nossas reflexe e coincidencias, e veja se he poss-
velcoaservar por mais lempo tu* quilombo, lendo
era constante anjeara a vida, a boura, e a reputaran
de ludo quanlo ha de mais grado e honesto, na.i ni
nesla provincia, como em lodo o Brasil.
O Libera/ fienuino.
o Ihealro. Elle nao diz com elleilo, retlert bem,
que os espectculos sao sempre um bem, excepto]
no XVII entre os idelogos; no XVIII ende os
pblloaopboBi
Leu dos confidentes, ou aules um dos empreados
Iliterario do cardeal de Itirhelieu, o ahbade d'Ao-
biEiiar, fez, por ordem de Richclieii, oa> projecta
de rei.iini i ilo tbeatro.
Nesle proieeta, Irala dos roaos elfeilos dos espec-
laculos e propoe o meio de os remediar; he curioso
couhecer estes nietos.
Ve-sa nelles o genio imperioso e despotice de Ri-
chelieu, que ludo quera dirigir e ludo urgtnisar.
l-undando a academia franceza, quera o cardeal
administrar as lettras mandando fazer um plano
de reforma para o Ihealro, quera administrar os
espectculos.
O espirilo das ledras he lio uaturalmenle liberal

gittertititra.
JOA'O JACQCES ROUSSEAU.
.Vira rida e tuas obras,
IX.
Rousseau e o Ihealro.
A carta sobro os espectculos.O Ihealro em Ge-
nebra.A queslao do llieatro aules de Rousseau.
Discossio entre Rousseau e d'Alemberl.|Ua
purgado das paixes no Ihealro segundo Arist-
teles, e Curoelio.Influencia do Ihealro sobre a
enndirao das molberet.
>o comer do annujde (7jH,estobeleceu-se Rous-
seau em urna pequea casa que tinha um hetve-
der aberlo sobre o valle de Montmrency e o lago I
Saint-tiraleieu on de Enghien, onde escreveu sua
caria sobre os espectculos. Elle proprio nos diz
em suas conlissoe com que disposirio de espirito
compoz esta carta : n At eoliodiz ellea indig-
nario da virtode me servir de Apollo ; d'esla
n ver substitoiram-no a ternura e a dorura da al-
ma.
u A injustir;,is de que eu fora apenas espectador
" liaviain-me irritado : as que sobre mm pezaram
eutrj eceram-me, e esta tristeza sera fel era a
tristeza de um coraran muilo amante, muilo temo
- que euganados por aquellea que julgam de sua
tempera era torrado a relirar-se para o iolerior de
sio mesmo A' tudo islo juntava-se um cerlo dcsa-
imuo tal, que eu me senlia a morrer e que. julga-
ic va fazer ao pnblico rainhas ultimas despedidas.
" EUaqui sao as causas secretas do lom singular
tfue reda n esta obra e que tao prodigiosamente
contrasta com o da precedente I .
Ouauto amim, a caria sobre os espectculos nao
respira a melancola e dorura com que Rousseau
crera have-li borrifado. Se o eslxlo he mais faril
que o discurso sobre a desigualdade das coodicoes,
ae he menos aflclado e torneado, se emfim tem lo-
res. Sneca faz mais aiuda, nao aconselha someu-
le'a l.ocilio que fuja dos espectculos, aconselba-lhe
que evite o mundo : Tu rae perguulas o que de-
ves evitar principalmente ; evita o mundo. Ijuau-
lo a mira confeiso minha fraqueza : nunca o viaito
sera que volte menos bom... As sociedades nume-
rosas sao mas. ii "i,1
Sneca falla aqu do mundo como se podera ex-
primir um doutor da igreja. Com elfeito, >e qu-
tennos evilar o que excita as paixes, devenios evi-
tai lauto o mundo como o Ihealro ; ambos valtiu o
mesmo para o chrislo ou para o plulosopho.
O padre Lebrn em seu dicono sobre a comedia
empenha-se tanto em recolher le.-temuohas contra
i.liioalro. que as rai procurar em Ovidio, e coufesso
das a grandes qualidades doaotoV se'm er Iba os i "' "^ pon*"le ver "u,or <"> mar de-
para os pequeo, estados ; diz ao contrario os es- quea academia franceza que elle ciera pela aulo-
pectaculus sao sempre um mal, excepto para os gran- | rtdattt, viveu e vive pela lilierdade.
des estado, e islo porque os grandes eitados sio por Qoaolo ao Ihealro, Rich.lieu morren antes de ler
s. mesinos um mal, porque na grandes cidadesci- fe.loa sua reforma, mas o ahbade d'Aublgnac nos
viiisadas e corruptas, sao necessarios os divertinien- conservou o sen plano.
lo. par. impedir os crimes, he necessario dar eeva Rirheleu, Mata projecta, coineca, q
regIW ma.s pa.xoes, porque senao lomera furio-' cardeal, quer eomn niahfro, a libertar o Ihealro e
sas. llevemos pois tratar da queslio geral dos bons
e mos resultados do Ihealro, pois que he desla ques-
tao geral qua Roos>eau trata em sua caria a d'Alem-
berl.
II.
adore da censura que os opprimia.
" lima declarar*, do re, diz elle, allendendo de
....." P,r|e que os divertiinenlos do Ihealro n3o sao
mais ura acto de falsa religiao e de idolatra como
, em outro lempo, uia.somenle ora diverlimenlo pu-
fcsta queslao ha ha mullo lempo conlr.iverlida, e blco, e que de oulro lado, as represeiilarf.es se con
he rur.oso laucar um rpido volver de olhos ,obre a formara a honestidade t os adores na., vive mais
Imloria desla controversia, aiuda quando ojio fosse no deboche e com escndalo, levanta a ola da in-
aenao para convencermo-nos do pequeo numero ; famia ccnlra .lies decrelada pelas ordenanra. e
de argumentos que eslao a disposirao do espirilo Ira-1 arestos. a ^11 .
mano para ventilar as discusses desle mundo.O
homem neste maudo reprsenla semprt a mesma
pera cora geatos dillercntes.
Desde l'lal.iu, que nao ousando alacar al.erl.imei.-
le a inylliologia, poz-se a alacar Humero, os plii-
losopho. da antiguidade sao pouco favoraveis ao Ihea-
lro. Cicero as Tuiculana. zoruba da pretendi
qoe a coinedia era ja a aeu lempo urna escola decos-
tumes e de ensinar a arle de reprimir as paj.oea.
t'.om elfeito a comedia, por e-ta hinca pretenrao,
fez-se inoiii- vezes guerra, ('..uno ella bem senlia
que algoma. vezes podia passar por frivola e licen-
ciosa, quiz fulminar as aecusacoes por seu arrojo e
declarou-se a iusliliiiiloia dos cnal.imes. He pur Ja-
la que (acero exdama :
I Oh que admiravel reformadora dos costumes
qoe he a poesa, qoe enlloca no nuraeio dos dcoses o
amor o autor de lodos os vicios e da licenciosidade!
Fallo aqui da poesa cmica que nao existira sem
estes vicios que., homem amara e qoe cou<(iluem
o assumpto principal da comedias, o .1
.ieca pretende que nada ha lao pernicioso como
o Ihealro ; he ah que o prazer iutroduz fcil-
mente o vicio n'alma dos luraeos; sempre se saha
do Irealro mais cubicoso.mai ambicioso, mais aman-
te do luxo e do prazer. i
O padre Lebrn que em sen discurso sobre a co-
media cita esla pas'sagem de Sneca contra o Ihaa-
Entretanlo, paro que os adore merecam a reha-
hilitacao que Ibes be concedida, o abbade dWubig-
nac prop.e varias medidas:
1 Que eeja prohibido mors. aubirem ao
palea se^iao esvcreag na cnmpanhi de seu pai
oo sua ovil.
-'' Que as viovas sejam obrigadas a se casar seis
mezes depois do cOmprimento do lulo, e que nao
representen! dorante o auno do lulo.
I Sua mageslade eslal.elecera urna pessoa de pro-
bidade e de capacidade, como director, intendenta
ou irao-meslre dua Ihealro. ejdos divertiinenlos p-
blicos em Franca, que lomara cuidado cm que o
ihealro se maulenha na honestidade, que vellera
as actes dos lelorea e dar conla disto ao rei. "
Esle grao-me.tre dos Ihealros e eo nao respon-
den, se o bou. abbade d'Aubignac na., liaava i crea-
c,1u do grao-meslrado dos Ihealro. algoma esperan-
ce pessoal; he ocoslume dos fazedores de planos se
reservaren! algnu lugar, como os anligos pintores
se collocavam volunlari.raenle cm um canto de sen-
quadros esle grao-meslre dos Ihealro. lern toda
especie de atlribuirOes importantes e diversas: es-
collaos actores e os obhga a eslndar a narraroes
e asexpress.asdossenlimenlo., alm deque tildo
sea rnmplelo ; le as peca, do poetas ja acredi-
ladas e examina a sua honeslidade, lcando o
I em perigo de sua repulacao. Quanlo aos
deftitos. ha por que eulao ja Rousseau Jcompozera
raelade da < Nova lleloiza, e adquirir mais fa-
cilidade e linerdade qoe no cometo de sua carreira
roais Rousseau sempre victima de sua imagnac,ao
pensava que quando escrevia. mais fcilmente, era
por disposicSo do espirilo e pela liberdade que ha-
Vil recobrado por sna rnplura cora seus amigos :
novo e curioso leslemunho d'esla teudencia para
urna especie de independencia selvagem queVons-
tilue o fondo do carcter de Rousseau.
Quanlo uos, sera procurar adiar na caria sobre
ns aspeclacolos, os mxslerios que Rousseau creu
haver-lhe conliado,- sem procurar l.nnim, mada-
ma d'Epna\, madama de llaudedol, Saint-I^im-
bert o mesmo Rou.seau, bera que elle, pretenda ha-
ver n ella representado lodos esles persooagens, a-
nalysemus esta corapoarao de Rousseau e a queslao
q.ro elle venlila;os espectculos sio bous ou mosT
servem para eorrigir os coslumes oo para corres-
poode-lus ?
(ligamos em priraeiro lugar em qoe occasiao es-
creveu Roussean sua caita sobre os espectculos.
Nao havia enta.i Iheatro em (iewbra. Em 171 i.
o conselho de estado aulorisara comediantes, mas
dentro em poucu o consistorio iuterdi-se os comedi-
antes, por qoe os actores linham pouco a pooco con-
fundido com elle, e representavam pecas de Moli-
ere. Era 17:18, Genebra sendo agitada por pertur-
hures que chegarro al a produzir a guerra civil,
tro, devena notar que se Irala principalinenlc nesta Pe,"s "ovei., suas pecas sao examinada pelo ario-
carta dos jogos do circo e dos combate de gladiado- meslrc reformadas segundo suas orlens. ..
I grao-mestre he igualmeiile encarregado .. de
adiar um lugar commodo e esparoso para couslruir
um Ihealro egundo os modelea, que serio dados
excmplo dos amigos....
Ao redor desse thealro ae edilicario casa para
alujar gratuitamente as duas compaulii.s de adores
uecessarias cidade de Paris.
Nao quero fazer urna compararn deshonesta;
mas quando vejo este projeclo de Ihealro e mesmo
de phalausterio dramtico, se posso assm me x-
pmu.r, proposlo por ura abbade a un cardeal, rae
de impossvel mo pausar que nesta poca em que
a vida religiosa redresela uos conventos pelas re-
foimiis de alguns cliefc de ordem, a idea de imitar
as instituiroes monsticas se estendia por toda par-
le, mesmo no Iheatro, e que o bom abbade d'Au-
bignac se fazia de algma sorle prior de orna con-
gregarlo dramtica que se tratava de reformar.
<> gusto publico purilicou .o Iheatro melhor do qoe
o leria feito o grao-meslre. l Entretanto a igreja
couliunou a ser severa com o Iheatro.
Nicole e Bossuet prohihera sem exilar os espect-
culos e deplararam-n os perigosus para os coslumes.
A controversia su.lenlada sobre este assumpto em
IW pur Nicole e era Iti'.li por Bossuet merece una
altenrao particular.
Era l'.i
por conlra a comedia e contra a lcenciosidade .los
roslumcs. Este tesleinunho parecera orna ttlit-
o. *r
a Ovidio, diz o padre Labran, declara que o jo -
gossao urna sement de rorruprao a exhorta Augus-
to para Siipprimir os Ihealros.
Eslou embararado por haver de expor um conlra-
senso do grave aulor ; Ovidio lastima-se de que \u-
gusto o leuha condemnado como um doutur de li-
bertinagem.
.< Os versu amorosos, diz elle, nao rorrompcni
seno a aquellas que eslao promplos para a corrup-
ci. Niu ha livros niioceiilas para o que leem sem
iimoceucia. lodo, os livros podera fazer mal; sup-
primireis todos os livros V Os e.-pedacolos podera
corromper; destruiris os Iheatro. 1 6
Nao ha cerlamenle aqui nenhuma eshorlario se-
ria paia destroir us Ihealros.
Demais Augusto, quando mesmo Ovidio ou qoal-
llesniarel.de Sainl-Surlin, aulur dos
/ ifionario* e do poema de Clovis, lendo-aa feilu
devoto, alacou e calumuiou os Jausenistas.
1-sle modo .le fazer penileuci. dos seos percados
obre os jausenistas toinou alijados de Desojareis
todos os iniraigoe.de Porlo Real; mas corno os dou-
vinciaes por cenas de comedia e linda tbiOJ razan
em jolga-la as-un :
a lli/ei-ine, seulu res, o que ae |iassa as come-
dias Representa se um criada velba.-o, um aldeao
avaro, mu niarquez extravagante, e tudo qua.....ha
no mundo de mais digno de riso. Contuso q,le a
Sroviurial esrolheu inelhor seus perssnageni ; bus-
ju-os nos convento! e na Sorbonna ; inlroluzio em
srena ora jacobinos, ora doctores, sempre jesuilas.
Ouanlos papis Ibes lai ella reprcenlar Liims *e-
zesapparcre um jesuta bom, oulras um jesuta lilao,
e sempre om fesnlta ridiculo. O mundo lerorid
duranlc algum lempo, e o man austero jau-enisla
tena crido ames tralr a xerdade, do que nao nr
lam,-ii,
"eila esta segunda caria, Hacine antes de iinnri-
mi-la nioslrou-a a Itnileau.
Esle esrulou-a rom grande sangue fro, loinou
exlremamenle a forma e o espirilo do Irahalho, e
acalmo dizendo :
.i Etta bellamente escripia : mas uio pensar, que
escreveu conlra as pessoa mus honestas domumtu.
Basas palavras, diz l.uiz Raciue, lizerain lo^o
raeu pal entrar cm si, e como ni., havia homem me-
nos ingrato, nem mais compenetrado dos deveres do
homem de bem, as olirigari.es era que elle eslava
para esses aeuhores llie vieram (odas ao espirito:
supprunio sua sesumla caria e seu prefacio, e reli-
r.iu os exemplares que pode da primeira...Se jamis
una la!l i pdda ,er reparada por um arrepeudimeo-
to, loi esla. Eu lu lestemuiiha do pezar que elle
leve em luda a sua vida ; se relieve uislo er cora
urna huraildaile e ci nlusu, capa/.es por si de aoa-
ga-la. ..
O inoouiiienlo de arrependimento de Raciue, he I
sua admiravel histeria de Purlu Real, mas eu au !
pude resistir ao prazer de citar urna anec.lula que'
honra Mollean e Hacino, c qua faz com que pussa- i
mos ler cora ellcso prazer exquisito para a alma de
eslimar o que admirarnos.
As duas Carlas de Hacine que possuimos a' penis I
seu e contra o voto do sen arrepeudimeulo, quasi na-
da fazem para justificar o especlaculu. A queslao
be muilo inrllior iralada em urna carta de Boileau i
era 1707. I inli i beaide entre Boileau, Massillon a i
M. de Monlciiesnav 17 urna conversarao sobre os
bous ou Maos elTeilo do Iheatro. Massillon, fiel A
Iradicra.i da igreja pioscrevia absolutamente a co-
media. IS II. de Monlchesnav era da opiniio de
Massillon. Boileau delendia o" Iheatro. mas distin-
gua cuidadosamente a comedia dos comedanles,
ii iiemais, v enunciis urna mxima qoe nao he,
segundo me parece, sostentavel, dixia elle a seos in-
terlocutores porque sua caria evideulemenle he o
resumo de sua conversaran : islo he, que una cou-
sa que pode produ/ir alsumas vezes ina'os elleilos
nos espirilo viciosos, ainda que niio seja viciosa era
si, deve ser absolutamente prohibida, embura ella
por oulro lado noten servir de recreio e inslrocc.io
dos humen-. Se islo fosse assim nao sena mais per-
miltido piular oas igrejas a Virgen Mara, nem
as Suzanas, iiein as Magdalenas de semblante agra-
davel, porque pode inulto bem acontecer que seu as-
pecto excito a concupiscencia de algum espirilo cor-
rompido. A virliide couverte ludo em bem, e o >i-
cio ludo era mal. Se anata mxima fosse recebla, j
nao bastarle s.i Dio ver representar uem comedia
ntm Iragedia, mas .-eria preciso tambera nao ler ne- |
iilnii<. seria preciso lambem nio ler nem Virgilio,
nem Thencrito, nem Terencio, nem Sophocles, nem
Ifomero. Acredilai-me, attacai uossas trage-
dias e nossas comedias, porque ellas sao ordinaria-
mente mullo vjciosas, mas nao ataquis a tragedia e
a comedia em geral, porque sao em si raesmas iinhf-
ferenles. Sm eu suslenlo, por mais que di-
ga o padre Massilon, que a poema dramtico he urna
poesa indillerenle em si mesma, e que nao he mai i
senao pelo ma'o uso que della se faz. lili Eis a
que. o bem eslabelerida, c eis os argumentos que
se pode empregar para defender a causa do Ihealro.
A comedia nao he una escola, o drama nao he una
lirio, como sustentara seus inhabeis apologistas ; a
poesa dramtica, como lodos os oulros genero, de
lilleratura e como o proprio espirito humano, pode
servir ao bem e ao mal. Tudo depende do tuo que
della se faz.
Vimos oj argumentos que Hacine em Ifiliti e Boi-
leau em 17(17 faziain valer em lavor da comedia.
Vejamos agora como os defensores da tradicejio da
igreja proscreviam abertamente o Ihealro e come-
dia. Nao queremos examinar o argumeulns que
elles empregam : nos os acharemos na controversia
do Rousseau ; indagamos agora -uniente se us duo-
lores qu pro.creverain a comedia, comprehenderam
a causa do prazer que proscreviam. Pensamos que
comprehenderam muilo bem a causa do prazer que
nos da' o lliealio, e suaa censuras explican! do modo
o nuil engenhoso a uatureza da emorao dramtica,
lia ama potica completa em sua eteonimuuhao.
Os dona principaes censores do Iheatro em Itilili
sao o principe de Conli e Nicole.
ll principe de Conli ama'ra muilo Iheatro, e ti-
nha protegido Moliere. Depois fea/se sinceramen-
le devoto, loruou-sc jaiisenista, e sortsforrou por una
especie de zelo expiatorio, por deslruir u" prazer que
luili.. amado. Reuma cum cuidado as passageus dos
padres que condeuiuavaio os espectculos, e publi-
cou-as fa/endo-as preceder de ura tratada-sobre a
comedia que he um dos melliore escriptos de
nn-sa lingua noseculo 17 ; nao posso fazer-lhe inaor
elogio. Nesle Irala.lo o principo de t'.outi be muilo
severo contra o Ihealro; msale na severidade do
censor, se encentra a experiencia do liornem que
muilo i'onlii.'ucii e inuilu amou o Ihealru, e he islo o
que couslitue u mrito e direi mesmo o goslo desla
obra, relia cora um espirito de penitencia.
O que ha de mais deploravel na comedia, diz o :
principe de Coaita, lie que os poetas sio senderes
das paixoes que desrrevem mas nio assim das |
paixes que os auiuiara. Elle esto seguros de
peiore. ror.uplores
em lodas as lempo
que.
opera,
opera
o padre Poreeja.titica eies....,
uiii.l.iui o mil em bem c o bem em mal, qu li/em 1 he veruade, com um poema xirluu'"vcrsoscade-
que a prnpnedade he o rniiho, qae o catamenlo he I cioeot, mas cheios de peniamenlot, urna niu.ira
a servida.i, que o adulterio he a liberdade, ou ain- furle eegradavtl, dan-as ao mesme teiniio rommo-
da que a comedia he nina escola de virlude e honea- das e severas ligeiras e modestas : a opera enm
reonindo c til ao asradavel para lotinuat no. co-
f
lidade.
Detgraca a' vos, diz laalat j i que chimis
bom ao que he man e ma'o ao que he bom.qne dais
o iioine de luz as Iravas c o de Irevas a lux, qoe
dileil que o que lie amargo he doce e o que he dore
he amargo Mu lar o noine das eoistat, he oara
u espiritos fraros confundir as ideas ; ha lanas' al-
ma, frivolas, lanas consrienrias tluvidosa e negli-
geules que nao couheceii. seus deveres tenia pelas
diquela, com que oa cumprcm I Mudai at dique-
las, e elles nao os reeonhecem mais.
\pprovo pois as palavras severas de Nicole;
mas soiuenle rae interrogo se entre os que preten-
de! praticar um aclo de chrislio indo ao Ihealro e
os que so decidem a ser idleiramente impos assis-
limlo a comedia, nao ha os que ahi x.lo -em crer
obrar nem laeaem nem lao mal, os homens honeslos
em Ipalayra que nio sao uemhypocrilas nem infpios.
Su me mi engao, sio esles omens que o ca-
suistas Dio queriam men ler ebaohilamenle.
O i .-uiiisuin nao he a mural; islo se pode diier
quer em favor quer conlra elle. A moral eslahelect
as regrasde conducta, e r.ao poderia ir mais louze.
He inister pedir muilo pare ler baslanle ; he mii-
ler dirigir-so a virlude para lear oa boiieslidide.
At regrat qoe se fazem cimmodas, cumplacenles, e
que procurain|erguer o homem de suas quedas se-
uuindb-o de raais oo menos longe, nio levara o ho-
mem de bera,ehe pelo contrario o hoiueui tjaekiezom
placencia emcomplacenciaas arra.la ao raal.l'erleuce
pois amoral ser severa;mas o casoitismo.qoe era lu-
gar de prescrever regras.occupa-se era examinar os
diversos casos da conduela huinana.ocaauitisme pode
ser raais indulgenle, do mesmo modo que n jurx
he naturalmente mais indulgenle que o legisla-
dor.
O legislador difine o nial que quer punir e previ-
os casos ; o jurados nada lein com essas diliuiroe
precisas e rigorosas, mas com as acces human.,.
r ni que cnlram necessarianienle o n.ai e o menos,
lodos o roubos sio igualmente culpados, rasa todos
os ladres nio o sao igualmente, puique us graos do
mal como os do bem, sao inliuitus na alma humana,
*s casuistas sao jurados ; elles pesara e examinara,
de um lado a reara, do uulro a eccSo que mais ou
menos se aparta della. -
A regra christaa e ecclesiaslca he nio ir ao Ihea-
lro ; mas se vou ao Ihealro ver Alhalia ou Polyeos-
le, .ou lao culpado careo se rosee ver um vaudevil-
le rnvulo ou licencilo '! lia pois na falla que com-
inellem os espectadores indo ao Iheatro dillerenras
iiieonleslaveif que dependem do genero das peras
que vao ver. A regra moral pode desprezar essas
dillereiicas, deve-o mesmo ; mas o casuilismu ou o
confessional deve leva-las em conla. Quaudu Ni-
cole diz eneolehsado, que euconlrou em sen tempo
peteoat que pretendern! alliar sobre esle poni a
piedade e o espirilo do mundo, tem razio de fuln.i-
nar os muralistas condescendentes qae pe o virio
ao alcance da couscicneia ; erra, se se dirigeaos di-
redores prudentes quo dislinguem no Iheatro como
no mundo, o geueio de prazer que all se vai buscar.
Ilouve sempre na igreja. ao lado do qoe se prend-
alo a regra moral o que proscreviam oa espectculos
como absolutamente niaua, os que nao envolvi.im na
mesma coiidemna;ao lodos os adores e lodos os es-
pectadores do Ihealro. Os jesuta perleoceram a'
esla o I urna escola : concedendo muilo a liberdade do
homem e as suas obras,lles nao queriam condemnar
as obras senao depois de examina-las. Ua nada mais
justo '.' E esa duulrina liulia ao mesmo lempo pur
si a vanlagem de dar a dirccro um poder qusi su-
perior a regra.
Nio quereiulo enlrar no exame do genero de pra-
zer qoe se vai buscar no Ihealro, e desejando antes
rar.'.es o puro amor da virlude.
Etln proramma_de una opera pura e \irlnosa
como a propa o padre Pore merece ser tomada
em considerado pela cominissa*. que acaba de ser
enearregadl de tigiar a a.lininulrarao da upera.
O padre Purre previne urna objeccao : se o Ihea-
tro pode ser uraa lio boa escola de coslumes, por-
que ocondemiiaui lanos homens piedosos e sabias !
Elles condemuam o Ihealro tal como he, e nio co-
mo poderia ser. Ha conexa indillerenles por sua
nalureza qne podemos tornar boas ou ma, a qut
nossa nerversidade faz quasi sempre viciosas. Pore
enlao examina o nosso Ihealro, e o julga severa-
mente ; censura a tragedia franetza por e ler
laucado na galantera, fallando assim as legras da
njofal e as ,i .re. :IU
lie tao severo romo Rousseau 'conlra Muliere, a'
quem elle exprobrs ler escarnecidu da virlude no
itanlhropo,e do casameuto noGeori;e l'an-
dim: Elle atlribue erafim os vicios do Ihealro, e
lem razan, aos e-pectadores, ao publico, que deve-
ria impor ao Ihealro o retpeite da honra e da virlu-
de, e que ri quando vn mal Iriumphar do bem,
cora lauto que Iriuraplie alegremente.
felive-nie um instante obre o discurso do padre
Pore ;ll poique e.sv discurso, pronnociadu em
um culleaio e peranle eardeaes, moslra melhor que
a disserlarao do padre l.allaro, promplamenle re-
tratada pelo aulor, qualera a opinilo de nina parle
da igreja sobre a quesillo do Ihealro.
A companhia de Jess parece al am cerlo poni
ler licado liel a' doulrina do padre l'orce. Em nos-
sus das ainda o padre Brone, em urna iuslrucrio
r.mira o Ihealro mais severa que o disruiso do pa-
dre Pore, pergunla se deve-sc cundemnar al.su-
liii.iinei.ir as pessoas que, por seus deveres, nao
podera abandonar a pessoa augusta de seu sobera-
no, e qoe por conseguinle sao obrigado. a' acompa-
nhaa-lo aos espectculo, pblicos '.*.
O padre Boone permille aos ajudante de ordens
e s damas de honor acompanhar os principes ao
Ihealro, com a con.lir.io de qoe dirao consigo, vendo
apparecer o adore. : Eis ahi pessoas que e
condemuam por mim, e gemerio do mais intimo do
coradlo. ;l>.
Essa .liie -r.io de inten;es pode causar riso ; mas
enlra no principio da caseislica, islu he uessa jus-
ta apreciario das cirrumstancias de unta .ice.ln.
apreciaeflo he do dever de quem julga o homens
em um tribunal ou no confessional.
<> erro dos casoislas nao he terem adiado as et-
enaal legitima do mal. porque a excotas sio direi-
lu iualienavel da couscicneia humana, mas ler re-
digido essas excasas, e Itilo dellas om manual que
se lem turnado para nm cdigo condescendenle of-
fererido aos peccadora, emqaaulo que -rnenle ni
omt iuslrucrio dirigida aosconlessores.
III.
Qui/. f.izer a historia da queslao do Ihealro desde
os lempos anligos ele Rousseau, e qoiz tambera in-
dicar, segundo Nicole, os principies argumentos du
adversarios do Ihealro ; devo agora examinar cuno
Rousseau desenvolveu tsles argumentos e moslrar
ao mesmo lempo por algomas analogas como Hos-
suet os havia desenvolvido (n annos aules delle.
,'in. i ...mipar..rei assim a eloquencia do grande bis-
P", e a eloquencia do philosopho, e farei melhor
comprehender por esla comptrncjlo a diflerenca dos
lempos e principalmente das ideas moraes.
A primera censura que faz Nicole ao Ihealro,) he
qoe elle favorece o goslo que lemos pela emorao.
Procuramos a emorao para evilar o aborreciraeulo.
Ora, d'onde prnvm u aborrecimenlo'.' Este segun-
. 'lo Roosseaa vem da civilisacao. So os povos civili-
condimiiar absolutamente lodos os espectculo. Ni- sados he que se aborrecen-.. .. O hornera qae reflecte
col nao se contenta de censurar os que juUilicara pouco aborrece-se, pouco. I) selvagem nio se abor-
o ihealro, indaga com admiravel sagaciaade, em seos | rece, nao tem espirito para islo. lie o descoulenla-
pensaineulo sobre os espectculos "i qual he a | menlo de si me-mo, he o esquecimeolo do gostos
uatureza da ernoru dramtica, e quanlo mais elle | imples que lornain necessario um diverlimenlo s-
ahi penetra, raais a condemua. ; Iranho n:. Aqoi ja Rousseau, sem o saber lalvez,
I." A comedia corresponde ao goslo que Itmus pe-, falla com Bnssud. O homem,|diz Bossuet em sua
las emores. O corar., gosla de se sentir vivar, e
> que elle mais teme he a calma e o repuuso, por-
que enlao Ihc parece que sua morle he prxima.
" Elle se entristece se nao he erido ; e lica ealis-
feld se sao profundas .oas len.la<.
Antes de Nicule, Sanio Agostiuho observa em saas
COHpjioet | -M que amava sobre ludo os espectcu-
los que o laziam chorar, e u. Iionieu de uossos das
aniam lauto mais urna pe-;, quanlo mais nella cho-
rara. Todos, poi, amamos a emocio. Mas he s
no Ihealro que a amamos! Nao, li a amamos e
procuramos em loda parte, no mundo e no Inbu-
naes. Porque a senhoras correm a atsitlir as sesses
tena er qae as comedia do X VIH seculoeou.l,
vara, (jorque defendan! a moral em vez de alara i.
creio que ha ontra*, pernea elle lem.grann, ,!/,;
para dizer que o q0e enfada nao in.lrue; .k,....
rmenlo s ,erve para o mal. corrompe pHoa ne. ,
menlos qoe suggere em vex de edificar pela caima
que produz. """ c"'n"
A secunda censura que Nicole faz ao Ihealro ha
excilar as ra,xes representando-as. O MlaliT
das paixoes humana, lulai.do enlre si ou aobslilu.das
por urna piixindomiuanle qoe nio encontr ob.u
culos senao os qoe animara para a viclorir e>le e.
peetarulo excita a paiie. mai. do que a ,,
me. hila aprend.m a empregar (oda. ,, foK' "
lea para Iriumphar a eu modo do que para comer-
se e irtoderar-ae, in-lriiem para o combate anlev no
H disciplina .. Con.ul..i. diz SS5T#t!
lado .i vetee coracio no fin de uroa tragedia .
mora pertorbacio e o enfraqoecimenio ,e tm
"os sentimos e ,,Ue se prolongara depoi, 7. ,IZ
annuncanium, disposiio pira repriro,, no,.,,'?,;
loe. As imprima, vivas tocante a qut ,., C
biluamo, a que lana, e lanas vexts .e d..ne,i.m
sio propr.as para moderar noos senlimeolo,732
sabemos que todas ., p.i.oes rf0 Irmas, que bata
para excitar mil e que combate-as ama pelas ou.,/
uio he senio om meio de lorotr o coracio mai,
sivel a Indas ,W t. Mota adianto Iralinde aindi do
eslilu do coraran depois praze, do ll.talru, Ru,
au acresceola :
O mal que a'exproba ao Ihealro njo he prensa
tneule inspirar as pannes crimino,,, ma, JZ .
alma para .entunemos muilo temos que denota m.
Iisfatem a' cusa da virlude. A, doce, emore, qo,
ah se eentera nao tem por ai u.emas um' obieclo
determinado, mas fazem naseer i neceidade elle>
nao iospiram precisamente o traor, m., preparara
a alma para senli-lo ; nio e.colhem pewoe '
quem-c deve amar, mis nos forram a fazer !
escolba."
Ha muila delicadeza e menlo nesta piulara do es-
lado d'alma depois de praier do Ihealro,e en aiea-
lana de bom grado depois da leilora dos romancen
ma,, ante, de Rousseau, Bosseel havia piolado e-i.'
estado d alma com ama peoelracio de peinemento.
e urna lorra de exprawao admirevei.. Despedace
luda lula da patxoe humanas nio tem oulro elle..
lo, diz elle enio excitar em mx ama ceda aleen.
sensual e .........i qaa dispo,iao ,0,,uieta e %,-, ,10,
prazerca dos sentidos que a oada leude e a ludo
tanda e que he a foote secreto dos inaore* uecr.
dos. )> rv<-
Bem sei, continua Rousseau, qoe o Ihealro lem
a pretenrao de porgar as paixoes; mas eo,l.-,e ,
minio a conceber esto regra. !
He mailu natural qae Rou-seao au eomprehen-
dt U regra, que ti.lo se applica ..' moral, .na- ?
A arle nio pretende purgar as paixoet pare faza
las virtuosas, mas para loma-las bella, ; tile a-.pir.
a belleza, nio a' virlude. T
Indagaremos agora que reanlo prende a belleza
a virlude, o bello ao bum. e como na arte drama
tica, lal como a euleudiam ot aoligi, os caracteres
que sao formados, segundo as regra. da arle, devem
lodos ler urna cerU bondad: e urna certa belleza
He essa urna queslao da arle que se aparto toparen
lemeute .la queslio de moral de qoe Irala Rous
Entrelanlo direi acerca della urna ptlavra, pur
que em minha opiniio, eala purilietcio dos casrece
res e da iianoes dramalicas e o .licito que preda
/.era sobre o, e.pecladore4.. he i inelhor iittlilicaeio
Uo Ihealro e mesmu da lilleralora em gerel.
.Continuar-te-ha.
Kneb&t.
rarla sobre os espectculos, procura dislrahir-se e es-
quecer-e de si i.....mu para acalmar a perseguan
desle inexhoravel abo.reclnenlo que cnnslilue e vi-
da humana, diz que o homem perdeu amor de
Dos. Amim, segundo Rnutseae e segundo Bcssoel,
o aborrecimenlo leva os homens ao Ihealro; maso
aLorrerimeiilo, segundo Rousseau, provm dacivili-
tario, do abuso da rellexio, da ociosidade que d a
fortuna ; segnndo Bossucl, da perda do amor de
Dos : palavras ditlertntes, o uiesnio pensainenlo :
poique oque Rousseau chama c.vtttsa^io coque
maldix chama-te mondo, na linguagen dos doulores
; da igreja, que tamben o maldueai, purque elle ron-
do tribunal de correcrio. Para serem commovidas.' ha n amor de Dos.
Os delicados amara a emorao, os grosseiros lambem. I Quer islo, dizera, qoe para evilar o aborrecimenlo
Quando um criado faza narracio de algaraa avenlu- qoe os espectculos di.lrahera por momentos, mas
ra trgica, exagera, quer ser commovido e commo- que nao deatruem, seja preciso qoe o homem volle
Somos lodos capazes de piedade. ma. somos muilo
vidos della ; para algum,a piedade para na emorlo,
isto he, no sentiraeolo egosta que nos fax sentir o
a florestas de selvagens. longe da civilisacao ou que
va sepullar-se'em urna Thebaida, longe do mundo?
Nio; o-homem lem conlra o aborrecimenlo um re-
. fugio melhor que a floresta oo a cellula ; he a sua
mal de uutrem, sem chegar at o seutirneiilo carido-! casa, he a lamilla, ni m pai, um filho, um marido.
so que nos faz allivia-lo. < I que faz que as pessoas diz Rousseau, lem deveres lao charos a cumplir^
senstveis pareram boas, c mesmo que cream se-lo, be que nada ihet deixam que roubar ao aborrecimeu-
que se suppe que ellas ir.lo da emorio a' caridade, "
e que realisarn sua piedade, se posso assim fallar,
e o que faz que ellas niu sejam ba, he que te con-
tenan de gozai o prazer da piedade, e nao cum-
prem seu, deveres. O Iheatro satisfaz peifeitamenle
esle goslo de se sentir coiutnovid.1 sera uada ter que
sollrer, nem que lenier por si-
lo." lloin e doce pensaineulo qae Rousseau lomava.
sem o saber, a San Cl.rvsoslouio. (Pota qoe! diz
Sau Chrv-o-loinn :l.i leudes urna raulher e lilhos,
leudes urna cata camigos: que ha de mais agrada-
vel que a casa animada pela cuinpauhia dos ami-
go '.' Ha uada que seja mais ama ve! e mais encau-
la.h.r que os allagos de um lilbn e a allcirao de uu-.i
como serviam-se da colera para defender a jus-
a .. 13 cihrain vivameule sobre esle poeto co-
I rani;a, Zuirch e Berne intervieram|e env'aram so e depois se deslruiam.
mediadores. Esles mediadores.principalmenle o con-: *'*m um circo permanenle, o amor do prazer e da
de de Laolrec. mediador fraucez, pediram que fos- licenra se introduziriam em Roma ; mas como a li-
quer oolro poel mail acreditado que Ovidio Ihe a- ullco rol"aucisla que se eriga em Idelogo ; nio
eonselliasse supprmir os espectculos nio o teria I se limilarm a atacar o poela, atacaram lambem a
feilo. O pi e os espectculos eram os dous gran- |cunie des meio de governo dos imperadores sobre o povo sor,e 1ue cmbale travou-se enlra Porto-Real e
de Roma. Todos os que anles de Augusto, pozeraui Kacine' '*' he, enlre os raeslres e o discpulo, por-
a mira no poder soberano, haviau ollerecido espec- \(,ue ,ac'e era discpulo de l'orto-Real ; mas elle
lacolos ao povo. Pompen mandou edificar ora circo i era I"*14 dramtico, e nao podia sollrer que os
de pedra e os velhos senadores o arcuseram de cor- i",lore> de romance e o poetas do Ihealru fossem
romper por isso o cosime publico. Al ahi com
elleilo, diz Tacita em seus Anana* 7 nio havia se-
nio cercas de madeira que se conslruiam para a oc-
>e permiilido a algou comediantes dar algumas re-
nreseulares. Em balde oppox-se-lhe o consislonu ;
tnas queixa nao foram allendidas. 1 No entonto es-
ta representaron thealia?, durram muilo pouco,
e adiamos nos exlrados do registros do cuiielho
deefadode (.enebro que 16 de dezembro de
I7j8,o coutislorio repr-seuloa que a comedia ctu-
" sava una perda de lempo coosideravel, princi-
cen^a e a ociosidade sin os prazeres ou a consola-
roes da servidio, era preciso que os imperadores
uslenlassriii e diverlissem o povo. Assim pois, Au-
gusto mandou edilicar um circo e em pessoa assislia
aosjogotqut nellese represenlavam,quia civile
rebalur miscer voloplalibus vulg, poiqne era de
sua poltica mesclar-se no prazeres do povo. Sai
os bons imperadores he que ousaram conler ou con-
plmente ao eslodantes e aprendizes, que enrai- | Irarar o goslo que linha o povo pelo espectculo..
- zava nos coraefles o espirilo de vaidade, sostena- I Marco Aurelio so permute os jogos do circo a larde,
va o amor do loto, dislrahra os espirilos das as- | para nao inlerromper o Irahalho e o commerrio ;
sembleas religiosas c causava urna consideravel P"'^"" o povo murmorou e disie que o imperador bujs no,8S sobre a vida de seu pai, elle deu raais al-
deapeza por que os comediantes haviam apurado | qoeria f.zer lodo o mundo philosopho. Al aos ni-
tores ne Purlu-Real eram grandes controversistas, e fazer acabar as de seo hroe e de sua herona com o
quinto aclo, e que os cumediaules niu diriu senio o
que esla' em seu papel, purqne elles ahi s eulram
com sua memoria, mas o coracio coinmovido pela
rcpresenlario, uio lem os mesmos limites : elle mo
obra njm~ medida. Desde qae elle se ach.i allrahido
por sen objeclo, abaudona-se n' elle era loda a ex- :
lenso de sua indinaran, e umitas vezes depois de i
ler re,olvido nao levar a paixoes alem dos hroes j
da comedia, elles se illudem. O espirilo acoslnmado
a nutrir-te de galanteras, e cheio de aventaras agr-'
daveis e sorpreudedoras. de versos temos, delica-
dos e apaixomiclos fat com que u romean dedicado
a" lodos esses senlimenlos nao seja mais capaz de mo-
derarji.. | -JO
Em vao os defensores da comedia prelendiara que
o Iheatro acaba sempre-por mostrar o vicio ponido e
a virlude recompensada O principe de Conli lem
muiia experiencia do ci acao humano para couleu-
lar-se com esta razio.
a O poeta, depoi de .er espalhado seo veneno era i
ama obra inleira de um modo agradavel, delicadu e ;
conforme a' nalureza e ao temperamento, er de-la-1
zer ludo islo com um discurso moral na bocea .le I
um velho re representado ordinariamente por um I
ma'o cmico, cujo papel he desagradavcl, cujos ver-
sos seceos e frios e algumas vezes maos, porque nes-
tes lugares he que o poela descanca dos esbirros de
espirito que acaba de fazer tratando das paixoes
(|l ; i e para completar soa resposta, o principe de
Conli cito alguns versos de Codean, um amigo mun-
dano lomado lambem hispo.
Eu bem sei, diz Cudau, em nm soneto sobre a
comedia :
Eu nao quererla sollrer a. cousas que goslo de [ raulher, quando se ama a' houeslidade '.' Ouvi ron-
observar,,, diz Sanio Agosltnho. lar orna passagetn dos (iodos, que he cheiade plulo-
-. .Nio he so pelo espeelaculo oa desgrara que o | sophia ; ouxindo fallar das loucoras do Ihealro e dos
Ihealro nos commove lao agradavelmenu, be sobre vergouhosos divrrliiuenlos que ahi se vai procur
ludo pala represeula^ao da. nossas paixoes. A pai- | l'ois nao lem os Hou.auos, disseram elles, ni
vues sio a vida daliua ; ellas fazem muilas vtzts
seu sollrimenlo, mas he um mal de que nao uos que-
remos curar, e de que mesmu queremos guiar.
r Niu he isto, diz Nicole, urna verdadeira loucu-
ar.
uem
tratados 'de envenenadores pblicos, nao dos cofres
mas das almas.
Era com esle nome que os austeros coulrovenis-
las de Porto-Keal designavaui os autores dtainalicos,
< como se tivessem pensado em seu anligo discpulo,
elles disseram que quanlo mais cuidado pe o
poela em cobrir cora o veo da honeslidade as pai-
xes criminosas que descreve, lano mais elle as
loma perigosas n capazas de sorprender e de cor-
romper as almas simples e innocentes, e 14 .
Hacine linha em Porto-Real uraa la que Ihe nao
pounava reprehensoes sobre o seu goslo pelo Ihea-
lro ; parece al que elle nao era raais recebido cm
Porto-Real: imagiuuu-se que o aulor dos iao;iu-
rini Muda em visto fallando dos poelas que cobriam
com om veo de honestidade as paixoes criminosa-,
- Meu pal lomou islo para si, diz l.uiz Kacine. era
> no ultimo aun,, nove ou dez mil libras, que em
urna palavra, seria para desojar que se u inler-
disse perpetuamente.
Resolveu-se segundo sio, dizem os rrgislros,
nio prorogar ao director a permtelo qae Ihe lora
concedida pata Irinta e daas recita, u
Este extracto dos registros do conselho de eslado
not moslra como a comedia en-aiva constantemente
inlroduzir-se em (ienebra e como os velhos cos-
ame dos geaebrense c o consistorio, guarda liel
lestes velhos coatumes, resisliam a semclhanlc iu-
troductao.
Era I7.V. Vollaire se havia eslahelecido em For-
nax Edilicou em seu eaitallo om Ihealro onde se
represeulava e elle mesmo represenlava -ua. trage-
dlas. Sendu convidados os habtenles de Genebra
para a-.i.Ur a estas represenlarf.es, nouco se foi pro-
pagando em (ier.ebra o goslo pelo Ihealro. Vollai-
re quereria que emCenebra houvesso um Ihealro pu-
blico, para sem duvida ler o prazer de fazer repre-
sentar suas pejes peranle urna verdadeira platea, e
limos lempos, o ihealro e o circo toram um do prin-
cipaes cuidadas do guveroo imperial e o mesmo
Iheodorico, senhor da Italia continuou cuidadosa-
menle esla Iradicrao dos imperadores. Asianou
subvenres pa/a os comediantes e reparou o circo e
o Iheatro de Roma. S
Asdcsgricasda gueira oda invasao nao inler-
rompiam os espectculo. Cidtdes foram aprisiona-
das pelo barbaros, era quanlo o povo eslava no
Ihealro. Em Antiochia, sob o imperio de Galllano,
o povo assislia, no circo, as graras de ara bobo,
quaudo de repende a raulher do bobo qoe com elle
represenlava exclamou :
Se nao esloo.souhando, ahi eslao os Partee. Com
elleilo erara ot Persas qae saqueiavara e incendla-
*ain a cidade e que comeraram a malar os especia-
dores. Em Carlbago, foi lambem durante urna re-
mulher, uem lilhos para inventor semelhanles pra-
zeres I querendo mostrar cura isso que niu ha pra-
zer mais doce para o homem sabio e moderado do
que a corapaiihia de urna raulher honrada e a de
seus hldo. ^o va, pois, o homem procurar em ou -
Ira parle prazerts e alegra, que Ihe sobrara em ca
ii. Dos que cunhecc a alma hoinaua que creou,
quiz, para suslenta-la, collucar o prazer a par do
dever e allia-los na ii.sliluicao da familia, o prazer
ao dever para moderar-lhe a' everidade, o dever ao
prazer para auxiliar a natural iiisullciencia do pra-
zor. He sobre i alliaur-a desla, duas graodes e doces
cunas, o prazer que produz o dever e o dever que
produz o prazer que se tunde e haseia a familia
hunuoa.
Rousseau linha raigo exprubar aos mndanos
do seu lempo haver perdido o goslo pelos prazeres
_ que na-, em das aSeires simples do devere. ualu-
reine.iio na di-siparao. A primeira dessas desordens. raes. Vede com elleilo como d'Alemberl, em sua
he um obstculo a lodas a- virtudes, e a segnuda, | resposln a Rousseau, falla do, devere e das alegra
urna eulrada para lodos o vicios ( Ti >. da familia. A passagetn he curiosa. Sem duvida,
ra '.' l'ois os espectculos sio esto mucura em arle.
Elles converlem nossas dores em prazeres.
Quanto he inevitavel o elleilo da represeutacao das
paixoes as-im adornadas e (ornadas amaveis, despo-
jadas das inquietarr.es e dos cuidado, qoe as acora-
panham quando sao reaes, e uio oflereeendo senao
a doce emorao que causa a sua magem '.' Se nao fe-
re, enerva o curaran.
A alma he attrahida do interior para o exterior.
onde ella ja linha tanto inclinarao para se espalhar,
e apprende assim duas coosas igualmente fuueslas:
una a' se aborrecer de tudo o que he serio, e por
conseguiule e seus deveres ; ouira a adiar esae a-
borrecimentu insuporlavel, e procurar-lhe om
19 -'.i
18 a --..I
17 a I8,r
1H.I I
I "> 17.I;'
I.', a Ir.
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7.K.
17,17
l7,rM
Qu'on \ voil a la lili roronntr 1'jnnocence
lenrao a aua vivacidade nalur.il: lomou a peuna. L "..', ........'
ese,,, dizer a ninguem. escreveu e espalhou pelo t^SS^VT^tA^T'
publico ama caria sem nome do aulor, onde ridicu- '
larisava esses senhures do modo raais amargo.
A carta fez grande estroudo ; os iiioliuislas bale-
ram palmas e carara eucanlado de ler emlim acha-
do oque procuravara ha multo e lio inuliliiienle
Acabamos dever nos peusamenlos de|Nicole lodos
os arKUineiilos que se pude empregar contra o (hea
Iro. Estes argumentos precisan, apena ser amula-
dos pela eloquencia de Bessuet e de Rousseau. He
era llii1) que Bossuel escreve sua caria ao padre
l.allaro, e suas mximas e reflexes sobre a come-
dia. Opadre Caflaro nao era um moralista relaxado,
diz elle, todos os notaos diverlimenlo. forrados e fac-
licios, inventados e usados pela ociosidade, esli
muilo a quem dos pro/ere. tao puros r Uo simple!
que uos deveriam ollerecer os develes de cidadao,
de amigo, de espozo, de lillio e de pai; mas bu lor-
nai, se o podis, esle deveres menea penixeise me-
nos instes, oo sollre que depois de os haver cutnpri-
nem ura mau sacerdote ; era um casuista, e qua pro- i do como melhor o pdennos, nos consolemos lam-
fessava sobre os graos do peccado que se euinmette hem como nos for possivel des alliccoes que os a-
indo ao Ihealro, os.principios da escola dos casis- i companhain 96 ... O que qoer dizer d Alemberl e a
las. Habiluados com elleilo a eslabelecer casos e h\-
potbeses para Iotas as fallas da con.ciencia humana,
os casuistas iinaginavaiu uraa comedia que uio fosse
uem iiuiii.ii.il uem corruptora, em falto mesmo de
quera pede tile o segredo de lomar menos peniveis
e menos tristes os deveres da toraila Esle segredo
so nos o possuimos, porque somos nos que o temo.
n'alma, se nos lem sido possivel guardar esl'oalro
islo he, nm homem cuja penna podessem oppor a de
Pascal, ailligindo-se entretanto por nao conhecerem
o aulor da caria. 15 .
Ha aqui lgame cousa que notar para a historia
luterana: a severidade de Porto-Real conlra aco-
meda e sen goslo pela velha Iradicrao da igreja : a
vivandade de Racint anda joven e era seu tempo
de erros e miserias, como disse raais laide em una
carta raademesella Mainleuon II
Le remede > piajt monis qne ne fail le pono
Elle peut re! nr me/ un espnl idolatre, raisou.
Mai, pour cbanger leur, in.rurs et regler leur
Leschrelieiis ont l'eglise el uompas le lliealre 11.
Netset versos.judicioeo antes do que elegti.le,(io-
deau taz urna dislinrrao justo que esquteera au prin-
cipe : a comeda pode servir a mural do mondo ;
ella he iuulil e perigota a moral rhrislaa, l'ode
ser am remedio para o mal, he perigo para o bem.
A severidade de Porlo-Real uo a.lmnlia essas jus-
tos modilicaroe. O que men le raais a Nicole e o
que elle cmbale com mais colera e, diz elle,
lein-sc e...|.relien.lulo ueste seculo juslilie ir a enree-
i en.lo defender dia c faze-la passar por um diverlimeuto que se pu-
sua caniale mesmo sua pessoa defendendo o tl.ea- "lia alliar com a devora... (Is oulro, tecnias eram
tro, nle hesitando alacar seus enligo* raeslres e to- mai. simples no bem e no mal. I laque faziain pro-
zer-se alliada de um mao poela ; os molnislas cm- 's*io de piedade lesleinunhavam por suas acroes e
I'..- ..mi i-, r, -a iulerlogando se era nm peccado segredo que Dos ahi gravou, o segredo de amar,
assislir a semejantes represenlare, respundiam -*mai vossa mulher e vossos filhos, c o dever de es-
que mo. Como directores das consciencias e obri- poso e de pai nao sera' raais (risle e peoivel. D'A-
gadus a lomar em considarac,ao as iiilenres du ho- | lembert nao lem necessidade, para devertir o de-
ntera, elles liiham razio; como apusloos e como vcres da familia, de consultor os pdilosoplius : Tjas-
ininistru da regra evaugelica, nao, porqoe enfra- I la-lhe inlerrogar o priineiru aldeio oo o primeiro
queriam a leu e parecan, accommoda-la. s fraque- obreiro que passar baslar-lhe-hia enlrar na mais
zas do corario humano. Bossutl pois escreveu au simples cmara, e ver depois do Irahalho jornaleiro
padre Callaro, e exigi delle urna relraclarao da dis- aldeao ou o obreiro aaaentado i mesa da ceia en-
seriaran que elle publicara sobre a cume'dia. Esle road' de crianr.ts ,. dislribuindo-lhes o pi de rala
se apressou em da-la, e a doulrina da igreja sobie o aue para elles ganboo, para comprehender o que he
m ou os jesuilas, aceitando a ..ili.iu, i com o Ihea-
lro ou cora seu defensores: eis o que ua que-lio
perlence a historia do lempo. Masa par disto ha
.s a.,2,"'.nenl"< 1U,! ner,e".cem ao a-sumplo mesmo
ni caria
preseularao do circo que a cidade foi lomada pelo
Vndalo, por modo que os gritos dos que eram mor- i do debate, argumentos a favor do Ihealro
los _coiifuiidiam-se, diz Salxien, coraos grito do de Kacine, e conlra era Nicole.
nao mais como em seu utlello, pereule nina plaiea I qe "W-"*!"" ci" ;-confuud,balur vox ron- .^Zll'T^J^n u ',,"' ,'deVi",," lu "rle da
de sala. P rtenUttm voxque bacchauliuin, ae vix discern poto- I a le a \ er.to.le di V r. "* V !C'M a,aC" '* T"" i"' ''"e T "'IU""" 'T "0"'e V"'
D-Alemberl, no arligu Cenehr. da Encc.oped.a, \ <^ ** "U"- iu '* P S^MSXS tLA^ I ^tA^^TtSffS^. ZSP
arouselhou aos seu, babitontos que edilicassem um | v"1' ''ul cllimaba' circo. ,'J : por juslihcar u Ihealro, mas a poesa em geral. Procuran! Inzer cora que a ronsciencia se acumumie
por sua- palavras o horror que linham a esses espec-
tculos profanos. Os que erara apaiionados pelo
Iheatro rceouheciam ao menos que uo aegoiota as-
sim as regras da rellgllo rhrista ; mas ueste se-
cuto ha pessoas que iera prelendido alliar sob esle
ponto a piedade e o espirilo do mundo. .Nao se con-
tentara de seguir o vicio, querem aiuda que elle se-
thealro nio foi enfraquecida por nenhum deleito ou
condescendencia. Enlrelanlo i escoto dos casuista
conliiiuoiibj raanler a dislinrrao que Ihe era cara en-
tre os bons e os raaos espectculos, enlre as boas e
as ms pera. Esto dstinccao enlre o hora c o mao
. uso do Ihealro ronslilue o ponto do discurso do padre
| Pureem 17:1:1. O padre Poie linha direilo de a-
a alegra do dever: entretanto entendamo-no bem,
nio o dever eumpriio o metlior possicrl, islo he,
por descarga de couscicneia ou por obediencia a le,
mas o dever cumplido de coradlo, com una dedica-
ran que se ignora e qoe por conseguale so renov
lodos os das. Ainda mais : a este bom e honrado
ruslico que he lao feliz de ser pai a ..' eslis lilhos
mar e de dellemler o Ihealro ; elle havia coraposto I flne liu alegres ibnejan seu pai, permuto a de,pei-
- V' I a------------ Tw.m.. ( ------ ------ ------ |>^w -vawn>aakav< jv i.'. ii
Ihealro. Rousseau leu esle arligo e dizem, une es- '**'* emlim, lendo sido muilas ve/es saqueada ,, co,lllemus. diz elle aos autores de Porto- | com a paixlo, e nao a va inquietar cora seus impor-
.""* "''' auslerulade de vossa moral : nao e-lranlia- Inwoa remorsos 23".
crevera sua caria sobre os espectculos por rie.peilo I pe'' l,arDars. os habilante que sobreviviam a e-
que condemnei os podas, a oulros xn. con- A' Dos nao agrada que eu queia enfrauuecer
a cume de Vollaire dos phi.osopho, raa, ni, "- **+ --" ira.ieradoresjogos de urco StmnVta SSSZ o'^'JZZTtoZ M^TllZT&riSEvTEZ,
Rousseau nao fez senao seguir o peiisamenlo que ja cmo indeiiiiiisarao e consolacao a ,uas de.graras, '"
o inspirara em suas oolra obras. A caria sobre os
espectculos faz parle da cruzada que Rousseau em-
preheiideu conlra a civilisoro do XVIII secuto ou
anles eunlra a civilisarao moderna. Elle prosefe-
veu o Ihealro como proscrevera as arles, a lilleratu-
ra e al o commercio e a industria. Rousseau lem
uiedo da inettde, pelo menos, dos movimenlos do
ror.ir.lo e do espirilo humano. Elle
qut excido luperfueranl quasi prosummo dele-
l orbis remedio circenses ab imperaloribns potla-
labanl. lo.
Os padres da igreja sau anda raais severos contra
o Ihealro que ostphilosophos anligos.
N'.io he islo pura admirar, que elles sio mais se-
veros guardas dos roslumes, e alm disto u Ihealr.
prendia-se i mylholegla por laul
O,
que queris impedir o, homens de honra-Ios. Ah
seiihores, conlei.iai-vo* cun dislriliiu os lugares uo I .- tai
oolro mundo nao regulis as recompensas nesle 'i ,["' ^ "T ",ul"'a"a P"''"'"" '"*>
Vos u dtixas.es ha muilu lempo. C.usenl. ,,e elle ,..', i i. *, KTf ",U'"S si0 'ra','le Salan na de
jalgue as cousas qoe ll.e pertcncem. I.aslimai-o e T) ?"* {'"'e "S "****" ,ae' con", "
qui/erdes, por amar bagatelas e de estimar o n "",'', "*" Fr,m,M,M >* depraiario
as fazem ; mas nao invejeis a. miseravei honra, ,"lellce'1 ''""'oras que obein ao palco, do que
que leudes renuiiciadu pelas-cenas impuras ou apaxonadas que ahi repre-
Dous amigos de Porto Real. Dubois, o traductor .""'T' '",.e*l,,f,',cu.lu "f iam obras de Jes,,, Chris-
das carias de S. Agoslinbo, e Baibier .1 Aocoun, res animara una bocea d'onde s sa-
Iragedias que Vollaire seu discpulo imilou, c come-
dias cheias de chiste e de boa moral Tarabem em
seu discurso prouuuciado no collego de Luiz o
Grande, peranle os carlear- de Polignac, de Bt,sj
e o nuncio do papa, elle nao hesilou em propor a-
Irevidamtute a queslao: o lliealre pele ser urna es-
cola capaz de formar os coslumes '.'
Por sua uatureza, respoudeu elle, pude se-lo
por nossa falto o lulo he.
Ja se tfi que o padre Pore he raais alrevidu na
deleza do Ihealro do qae Boileau, porque Boileau
pretenda tmente que a poesa dramtica era em si
indiflerenle, e o padre l'orc pensa que u thealro
pode ser una escola de coslumes. e Tralarei desla
materia, coulua Pure, uo como Idelogo, porque
nao tumo aqu esse carcter ; nao cuno censor, por-
que nao leudo esta auloridaue. nem mesmo como
lo de Rous-eau, ir um dia ao Ihealru franeex ver re-
presentar Mousicur do Panrceaugnae ou o Doenle
imaginario, nio porque se rowilem com o poder
das alllicres familiares, mas porque riam jolitos a
alegra dos lilhos aos olhos do pai e da mii he boa
para a alma para que ronlinoem no Ihealro os ri-
sos da mesa domestica, e principalmente tiara que
moslrem queonde ha familia, sempre ella produz
soa alegra para e tan, seus prazeres honesto. e i.a-
luraes. Setal disposto a crer nos perigos do Ihealro;
mas so os tomo pelos que o Irequontom sos.
Os divertimenlus do ihealru nao s.i.. sonjnwle, se-
goudo d Alemberl, remedios contra o aburrecimento
de nossos deveres ; sao lambem, segundo e-te philo-
sopho, lir.es ditar$adas. .rendo dixjnrfir-M com o deleito* do prximo e alu
corrige-se dos seus. lal era a prelenraa tos plulo-
he um ar profano e lascivo Jess Chritlo formara
rorarao e do espirito humano. Elle supprime urna P'^mia-se a mxlliologia por lautos laros, que atoo P""" a liarme, e esto lez oulra caria raais viva : ^VkmM\aTn7Z^iJ^
paita do humera para goxernar a uulra mais fcil- [c-""' "". Pr da igreja aUcavam a ido-, """" m"r"aZ' ^ a ''riraeiri'' "'"'' ,oln > P- Cbrtata apprecerla^obr ffi
menle. I lalria ; mas uio quero resumir seus argumenlos.que
Nio ha, dizemo-lo ousadamente, nao ha urna cen- se achaiu ua controversia dos XVII e XVIII te-
tara, feila ao ascelimo chrislao que se nao apphque enln,
lu-lamenle a moral e a poltica de Uatean. Acres- '. "debato, com elleilo, empenhoo-se nesle. doos
rento que ao menos o atenuante chrislio. bichando .seculos, lomando cm cada um a forma do lempo :
ao homem a carreira pelo lado do mando, Ihe abre --------
urna iiiimen-a do lado do eco,
llera sei que nio he pan desprtar a observac.lo
que fax Rousseau, qiundu se detoi)le da censura de
ser un migo das ledras e das arles ; elle escreve, se-
gundo diz, para os pequeo, estados e nao para ns
grandes, para as pequeas lepnl.licas e nio para os
ll li.. i ia. "-. dor ou de orna adriz impudente, pessoas
, ii .' ", he'"ru- e,n seS""l* 'I P"iica regando atleta dos homeus!.. MoTSoc
^fyT^^'^T^^:^, : *** -rmao sobre o pequeo numero
2 Carla a M. d'Alemberl, pagina 13, edicrio
Inrne.
os corares '. lesus
airo na pessoa de un
infames
,liras de
dos es-
eolbidu.
19 Carla de Boileau, cdic
Pnx, lii. :t. p. I8.
i Irat.iiln sobre a comedia, pulo principe de
de Berryal Saiul-
I
iinperius.
I u-. 'iilau.is, i,.,,,, ',.
i >eneca, caria 7.
> Ouod tii.i viianiium pm-eipue extatimea,
qu.rris' lurl.am. Kgo nerta ronlileor imbcil,la-
len, meara : uunquam more qui iululi, lefer.....
Inimiaa esi mulioruiu converaalio. t
i. ... .. Lud
l I ni dos nossos jovens prole..,.re-, AI. Bob>
siete, moslren rpreiilemeule \lbeii'iim franrais de
l't oejonho como sol. a iuspirarao do goslo .ubli-
co l.orneille. lias edierues -ucce.sivas de seu Ihea-
lro,de|.iuoo seu eslj lo. Kla comparara,, da. edic- Cunt. Ililili p. 20-^7
roes de (.i.meille de IM:|_|(;sa, ainrto. que feila su- 21 Ihide'm. p. IV-Nao posto deixar de ciar auui
.nenie subte Melile, he nm. celieti.c lic.o delojoizo ngntarF,o. o^i^St^anT:
I..-Passag7exce.,e du.relrat. d'Amauld, ^Int^Z^^TX^Z*
sobre o orne de 1,manto na Clelia, lom. O-, pag.: le diz a Emilia, e at que ella Ihe responde ?l que
14 j>, x, i. .. ,.-. i a'cleuieiirij de Augusto, em que pouco s pensa, e
i o! isionaris, caria I".Os visiouarios qoe cujo elogio anda i.ciihum expedador ciiiduu em fa-
*ee a cnnliuiiarao dos imaginario,, sao as carias le- zer sahiodo da comedia, a liojl pelo eentrari
pbilosopho, porque as sublilezas philosophicas con- itophut do WIII seculo e al o padre Pure rom-
xein pouco a um discurso sobre o Iheniiu ; fallare! i muoga lignina consa desla doulrina. Como nio se
: todava como lioinen, que prurura a verdade, pela j poda mai- divertir o publico, prelendia-se malroi-la
qual confes.o minha paixao, como cidadao, porque allribuia-se a' romedia um mrito que ella n.lo
devenios se-lo sempre e como chrislio, porque nao ! , devemos jamis esquecei os seus dc-veres. s Rousseau zninl.a e refuto muilo especialmente e-ta
Na primeira .parle do seu discurso, u padre i pretenrao. Nntaea autores modernos, guiados per
: Poree prova que u Ihealro pode e deve ser un,a es- ; boat inleocOes ; fazem per;as mais tprrmorades ;
cola de bous coslumes c collora a poesa dramtica mas o que sucede'.' (ne ellas Dio (em mais verda-
I cima da pbilosophia e da historia. Elle cila cm | Jeiro cmico e nio prodozem nenhum elleilo. Ins-
! fayoi do Ihealro depurado como elle concede ems- Iruern niailo se n quizerem, mai aborrecen! mota,
lflca S. Cario llorrunico, que revia elle ire-uio as (Seria o mesmo qoe ir ouvir um sermo :I7. .. Rous.
peras que -e lepresenlavam em seu lempo en. Mi-
liao; Ricbelieu. que empregavaina reforma eaper- loe dn ten pequeo seminario, que di/cm, dt-.m-
irir.Mnenlo da sceo.i das que elle rouhava aos ne- : penharam muilu bem.
1 goems da guerra, da igreja ,e do estado." Eslher H> r Isturt amaloriom Iragediu- genos...'
n llialia qne Hacine comp.inha para a educirau II Vede a excellenle noticia biog.aphica r lille-
.dasdun/ellasde Saint l.xr;as pera, emlim que rarla que acaba de pnbllearMr. Mleaorae sobre o
os .lesuilas faz.am rcprescnlar por seu discpulos e padre Poree e obre ten iniuo o abbade Pot* Os
asquacs vinhum a-sisliros maiure per.-onageiis da dous raos mereca,n un. historiador, e Dio 00-
igreja e do Estado. i:< l-.ra seu zelo pelo Ihealro, diam encontrar um mais sabio, e mais eepiritaoso
- que Mr. Alleauriie.
I.' Tomo esta curiosa diario a' ura arligo jodi-
1\ Cap. 5, verso -JO.
- Entaio de moral.
ii Lixro.l..
. Ti Ensaio de moral, I. ... p. .170.
R Sirvo-me da Iradurcu. que o padre Rrumoy
le do ditcnrtxj do padre Pore. Traduzndo esse
discurso, o padre Brumo' dava nina nova prova d.i
pei.everaara dos jp.uitoa na doulrina do. casuislas
mbre Ihealro
5S Mnnsenho o arcebispodr- Taris .icaba de fa-
'er representar omn peca de Planto pelen ;dicipo-
rio-o csrriplu. naRcxista de inslrucrao poblira
marro de ls.,1 por Mr. Rigaud, queme felicito de
ler por rolluborador no Debut?
II Bossuel, lli'ii, Rouaaetn I7."iH.
, :11 Roouenn, Huno III, pagina 119.
r. San Chrxsealomo, .dirao lianne,
pagina V.7.
dt'.i Edirr'.n de Rousseau de |S!r|, ...
embrrl (orno >.Vi pagina !-:
17 Tomo lli, pjgina 11..'.
lomo Vil,
oo(. d-.-
MUTIT^s^^

-

1
i.
0 vinho he o producto da fermentaran da .era-
da- ovas. A co.npoiirau do muIio he muile cum-
> piteada ; alm do ah un e da agua lem blertralr.
de petotaa, latltato de cal, sulfato de poUna, ddo-
I rurelo de soda, materia extractiva, algoma mucila-
| gein, elher oeuanllucu, e om priocipio ptrlicul.r a
i cada especie que, segando un preexisle oas uve*, e
I egnodo oulros lie ,. re.ulla.lo da tormentario. >j<.
a.daas ultima, substancias qae dio u sabor tn viul.,.
t inalraenle, laoino e materias eurantts.
A. proporcOe em que et dillorente sol-lar ci .
que acabamos de enumerar, entrem na compo.ir.io
do viudo, s,lo variaveis, especialmente a qaantil.de
de alcool. NnJO ni oas diilerenles qualidades de vi-
nli, mas no mesmo vinhu, e do mesmo lugar se en
ronlran dinerenles quanlidades de alcool, o qoe de
pendida exposiriodot terrenos que prodexrn. a
uva, da leinperalura do auno, da poca da vindimt.
do modo de preparario do vinho. do vaso- em qae
elle se conserva, e ftoalmeuto de tomperature do
lugares em que se guarda.
As pmpn'_..'- de alcool pudem variar Me 1, p
c. Em seguida apreseolamos um quadro, onle se>
v a riqoeza nleeullll dos principa vinlm- o- n-
meros qu.: ahi se acham sio a medida de mu. n.
ensaos. que ten, sido (eil.. em diversas partea
\ i..lio do Porto
Madeira
\erez
l.acnina (Arisli
Malaga
Juhanuiabeig
Malvasia da .Madtira
Chvpre
Svracusa
Clrele
Charanagne uio e-pumoto
Micanle
liara-pegue espumoso
Volnaj
Bordeaux
lokax
Bnurgunha
(arca vellos
llucellas
Osvinhu, especialmente os qee se exportan-.
cu-liimam ler as vezes maia alcool. proveniente d.i
agurdenle que Ihe iddiiiunan .
He lodos ua nahtte da Eurupa, Porlngel e Irn
ra sio .los mai vinhateirus, a aquelles onde e ar
te de e/ni i var a vinha, e mesmu de fabrieei o vinho
esli mai aperfeicoados.
Os 00190 vibhos fios especialmente do Pert"
Madeira sio feilu e conservados com nm esmero
nolavel.
A decisao do jut> da Exposirio I aiversal mxe
araba de ler lugar, toxia-nos juelirt querendo da.
urna medalha d primeira cla.se ana ooteat vinho-.
e que com elle, se fizes.e um Iropheo ; re .ul...
que depois se alien.u em consequeoeia de mnHa
qoe todos saliera ; oa. viudo anda a ullima deci
sao a ser a uosso lavor, pois lie arara mais cons.d>-
rados us uossos viuhos que os fraueezet.
Os viuhos divi.leiii-se em muilo- grupos. Em liri
meiro logar lemos us Iviuhos brancu. a ... slubo
linios.
He a' presenca de urna matara corante prtico-
lar, qoe existo na casca da uva prela. qoe o-, vi-
ubus linios devem a cor. Essa materia he nal o
vermelha. Diflereio anda do brancas en terem
muilu raais lamiiu e menos materia azul ida. II
em consequeuci.i de uiaior quaolidade de Itoino.
que os vinhus linios nio soflrera urna deem.a qee
os brincos-leem na qual se razem zordnroM.
Depois lemos o vinho espumoso que fazem um
grupo dislinclo. lodus os vinhus ae podem lomar
espumosos, beata para i-so (a/e-lo ditsotver al-
guns voluraes de acidu carbnico ; iKirin dt ordi
nario so se fazem espamosus o siulen branros de
Champagne, Bourgoiihe e Hheuo, para o que -
fecham em garrafas antes de acabar e fertnen-
lariu.
A romor parle do vinho que se enconlra to com
: merco rain o nome de Champagne nao o he. K-i >
bravada que a produrcao de Champagne he inrom-
^.aravclmenle menor que a sua exporlario.
01 vinho podem lambem dividir-se em edilrm
gentes, rspiituusot e .acres.
Os viuhos arres age proprios do. Ir.rci,n- leen,
qnalidade. e do, lugares fri. V quaolidade de
alcool que elles apre-eul.un he cm geral pequeni.
."i a 7 p. c : sao iiorera muilo rime, em .mo- e lar
tratas. Sao nocivos a' .ande, nao porqoe embria
gnem, pois so grande quanlidades podem produ/u
e-se elleilo, mas pela sua composicio
O) individuos que abusara desle liquido emlnt-
grecem, e tem ollriinculos de estomago mais oa
menos graves.
A elasee das aljiringeoies. oniprehende a mainr
quanlidade d.s viulio-. Os vinho. de Borde... n o
Bonrgonha san i\pu- de-la cla-se Ne.le- nlnfena
predoiiiinan o lami.o. cidos e torlrat.H. Pnaxajata
lempo os violtos etltlrtngnotal perdem esla qu.,lid.>
de, e torna... -e muilo eslimavei- depm- di-.d/.
quiu/e 00 vmle auno-.
Finalmente temos viuhos aaftaitaaom oNr. qaar.
BM sao doce., oulros -ecrns. Munido por qn .Iquei
razio a (eimeuiaro pan, anles de lod" o a-aucir
se ler comedido em alcool e acido carbnico. vi
niio lico doce. Se a fermentaran leslroio lodo c
aienear, o vinho he teee.
perleucem a eala rlas-e onde se acham v,, h...
mais alconliro. ,
den. da grande qnenljiaede de Icml. ,- r.i .




DIARIO Dl PERNAMlilCO TEBQA FEIRA 27 DE JANEIRO DE 187.
I
po he caracleriado por uro predominio de lanino.
. A qualidades do vinlio dependen) de diversas
causas. ero todas as especies de uva silo igoal-
menle proprias para a cnnfecc,io do vioho. A vi-
uda deie estar espolia de modo qoe a temperatura
seja regular e qaeote, a eipoicao ao sul he. pois
una das melhores.
O solo mixto, 'sobrttudo o que tem predominio
de silica, ou os terrenos arenosos silo proprios para
a cultora da vinha. U terreno argiloso lie mao.
Grande parte do magnifico Malvaiia da Madeira
he produzidu entra rochas, quasi sem cultora.
O estrome nao he provailoio vinha ja desen-
volvida, tjuanio mais anliga he a Vinha melhor
he o liquido qoe ella fornece.
O estado de maturaeao da uva he tambem urna
das condicoes essenciaes para que o vinho seja
bom.
A i da le iuflue igualmente na qualidade do vinho,
era geral, uio couvem beber-se vinho que tenha
menos de uin anoo. Os viudos linos coiiservaru-se
mais lempo que os outros.
n vinho cora o repousu, deka precipitar tarlra-
tos, e laniilo o que faz qoe perca a adslringencia e o
acre, encorpa, adquire mellior goalo, aperfeiroa-se.
1 lein do certo lempo perde o sabor e a Torra.
Os violtos esUo sojeilos a muitas doenca>. Os
qoe leem falta de tauino, como os brancos, lazem.
se viscosos, Mtcraro qoe he devid a' presenta de
ama substancia azotada, a glaiadiua. O Iralaraeo-
to que se emprega para combaler esla doenc,a con-
siste, em juutar ao vinho lanino, pooco mais ou
menos 15 grammas para 280 litros de liquido.
Km algumas localidades empregain a noz de ga-
Iha, as sorvas e onlras subsUiieias, que liguram
pelo lanino qoe entra na sus composeo.
A acatnirario he ama das mais graves doeofas
dos vinhos. A causa desU doen;a he a presenta de
uiu eicesso de acido actico.que se pode pruduzir, ou
porque a fermentarlo se faz muito rpidamente, ou
porque prolongando-) tem luzar a oxidara d' al-
gara alcool. He diflicil de remediar o acetificacao.
Algoera lera acoustlhado fa/er passar alravez do
vinho atiendo, urna forte crrenle de ar, qoe pede-
r' levar comsigo o acido actico. Ouiros julgam
mais conveniente jaotar-lhe o larlralo neulro de
polassa que separara' grande parle do acido ou ac-
tico, formando .actalo de polassa : e que tambem
se pode apoderar de alguiu acido trtrico, que elis-
ta em dissolocAo, formaodo curato de potassa, que
se deposita justamente coui o actalo.
ulra doeora consiste em o vinho se fazer azol.
Esta alteradlo de cor, tem lugar era cousequencia
de urna ferraentacAo ptrida, mais oo meos udian-
tada, era virtude da qaai, parle dolartrato de polas-
sa se transforma era carbonato, o igual pela sua NM>
CM alcalina altera a cor do vinho. Quaudo a alle-
raiio nao be muito pronunciada, destroe-se a cor
tal, addicionando acido trtrico em qoantidade
aarticieole para qoe o vinho leuha a aero acida.
Pode ainda o vinho ter eieesso ou falla de cor.
Ouaodo o vinho esta' muilo corado, podemos fazer
separar grande parte da materia do vinho, rollando
o vioho. Qaaodo pelo contrario o vioho tem falta
de cor, remedia-se juntando-se-lhe. vinho bem car-
regado em cor.
A's vezes o yjuho lurva-se em cousequencia de
algoma fermenlacao ; couvem nesse caso fazer parar
a decoinposir.ii', e tirar a materia qoe se acha sus-
pensa do liquido ; eonseuoe-se a primeira rausa
pela en\ofragein, e a segunda rollando trasfr-
gjndo o vinho clarificado.
Mollas outras sao as alluraroes qoe os vinhos pu-
de! presentar, ou porque a fermentar. 3o nao se
estabelece, ou porque se faz tumultuosamente
As ruinas inadeiras de que sao feitas as pipas,
podem especialmente*, quando servem pela primeira
vez. comraunicar mao go-lo ao vinho.
A riqueza alcoolica dos viuhos, sendo diversa,
convinha mo.to haver meios tacis de a determinar,
lllercnles sao os procesaos' que se podem empregar
para couhei-er a quaulidade do slcoid que o vinho
lera ; o primeiro instrameuto que se prnpoz para
este (im, foi un aremetro, ou pesa licores, a qoe
se deo o nome de pesa-vinlm. Era purlanlo pela
densraado Ju HajgU, q chegava a conhecer a
quantidade de alcool qoe elle linha. O emprego
do pesa-vinho tem inconvenientes ; pois o vinho
n-i" he t" formado de alcool e asna, tem muitas ou-
tras substancias, como ja dissemos, alguraas das
quaes, reroi gralin, as materias e\lr.cticas llie aug-
mentam muito a densidade. Assira o instrumento
que he bom para dalermioar i riqueza dos aleles
do cuminercio, mo pode servir para determinar a
do vinho.
Depois do aremetro vem o emprego do alambi-
que. Koi Uescroi/ille qoem leve a idea, e que em-
pregou uro pequen alambique que lomnu o seu
nome ay Lunac, aperfeicooa esle processo. e de-
pois delle muilos outros se tem oceupado de uovos
aperleiroamentos. Consiste este ensaio em fazer dii-
llllar um volume condecido de viuho, recolher o
primeiro Ierro que destilla, e ensaia-lu cora o alcool,
metro, para conhecer quanto leui de alcool. IMvi-
diiiilo a quaulidade adiada por tres, temos a gra-
duai.au do vinho. Hilando o liquido he uiuito al
roolieo. dastila-se so ate ohler iiielade do volume, e
o numero qoe se ach divide-se pordoui.
lie lodos os processos empreados para reconhecer
a riqoeza alcoolica dos vinhos, o que acabamos de
descrever he anda o melhor mais exacto.
Depois do alambique emprtgoti-se o tbermomelro.
He .sabido que o alcool puro Terve a 7N .-entigrado,
quando a premio he de Ttiilu em quando que a agua
ferve a 100. Misturas de agua e alcoul ferverao
entre 7H e Ion, approximando-se mais o poolo de
ebullir.lo de 7X, quaudo o liquido tiver uiais alcool, e
de 100 quando a quaulidade d'tgua for maior. Ven-
do pois core urn thermometro o puuto de ebiilln..io
do liquido, he fcil calcular a qoanlidide de alcuol
que elle tem.
. filialmente existe um nutro processo que se fun
da na maior dilatara que o alcool aprsenla, rela-
tivamente a agua, para o n.esino auxilenlo de tem-
peratura. O procetso que tem o fuidameoto ques-
ebamos de dizer be muilo til na pralica ; tanto
mais que as uulras substancias que o vinho lem nao
iulluem na dilatado do alcool, nem na da agaa.
'ieralmeule junta-.e alcool aos viuhos que sao
fracos, para qoe lenham mais forra. Deve evitar-se
o maii possivel e-a operario ; porquantu, alcm de
cerlos limites, o alcool nao se liga bem eom o vinho
senao llorante a fermentarn. Resulta do que aca-
bamos de dizer, que he uoeiva a ac$3o qoe lem so-
bre economa o vinho a qOe se addicionoa alcuol,
pois inlroduzido as vias digestivas, Imirve-se pri-
meiro a parle aquosa, e o alcool livre e concentrado
tica como on verdadeiro veneno.
Poocos gneros andar., to falsificados como o
vinho. lira volme inleiro, diz Mr. Payen, seria
insoflicienle para descrever Indas as falsificardes de
qire os vinhos teeiu sido olelo. Todos os anuos
em Pars e nos arredores da ci la Ir mais de 100 mil
litros de vinho So imitilisados, em cousequencia de
procesos por falsificarlo, e calcala-se em IIOOMKKI
hectolitros a quaulidade de liquido qoe se vende
como viuho sem o ser. (Tuina p'ilavra, um quarlo d,
viuho que se consom he falsificado.
As falsificarles que mais vezes aprsenla o vinho
san as segoiotes :
< .-lloraran artificial.
Vd.lii.ao d'agua, ere, pntas-a e ral.
Oolras vezes leen juntado illoraeu para fingir 0
vinho de Borde.ux, on tarobem pan clarificar e
conservar o viuho. Deludas as allerares a mais
prejudicial, que pude mesmo dar luzar i morle,
consiste era juntar ao viuho saes de chumbo. Desde
n 13. seeulo qae se faz esla falsicacao : parece que
foi iiiii eccleslaslicu o primeiro que a fez. Em I ti'JK,
.em Ksslingeu, alguem foi cond-ronado morle em
ron.equencia de um eiivenenamcnto com vinho que
liulia saes de chumbo.
Nao foi por msldade, loi por ignorancia que pela
primeira vez se pintn U Ibbarzezio ao vinho. Todos
- ibem que os composlus de chombo sao assocarados;
loi para diminuir a accidet e dar mais cor ao vinho,
queellesse junlaraiu ao vinlio. Esla rarificarlo,
que Dada desculpa, reconhece-su fcilmente, e por
i'so vai sendo abandonada.
nao osara dessas bebidas e que lem urna vigorosa
saude. He verdade que nos paizes frios a agurden-
le excita e serve para combaler o fri ; poreni o
mesmo se conseguir' usando quaesquer bebidas
aromticas, oo quentes. Todava o uso do vinho nao
se deve considerar como sendo prejodlcial a saode,
anles pelo contrario he um elimuLp brando que ac-
tiva a maior parle das Tuneces. Quaudo porem se
osa era grande qoanlidade, especialmente a agur-
denle e o mo vinho, he enlao om verdadeiro ve-
neno.
O abuso dos alcoolcos da' lugar a umita- enfer-
midades que bstanles vezes se desonvolvem lenta-
mente, e sem outra causa, laes como doencas de li-
gado, corara.., hemorrhagias, dilat .rao dos vasosi
especialmente dos que se diilribuom na face, nariz,
orelhas etc.
O envenenamenlo produzdo pelo aboso do vinho
pode ser agudo, e constiluc embriaguez, ou chro-
uico.
O alcoolismo ebronieo pode ser devido a' repeti-
rlo da embriaguez com iulervallos curios, ou mes-
roo ao abuso habitual das bebidas alcoulicas, sem ir
nunca ou imlo poucas vezes alea embriaguez.
O alcoolismo chrunico he a origein dos tremores
que aprsenla! nos iabios, lingoa, peruas e mn>.
quasi lodos os qoe se dao a excesso de bebidas, he a
causa de par \ lisias, suicidio, mana, e do drlirium
trancas, doenta em que o iudividuo nao pode conci-
liar o soruno. Parece que mais de urna vez tem
dado logar a' combusiao hotnana espontanea, islo
he, a' combu-lao de lodo oo parle do corpo, de-
terminada pelo contarlo de urna substancia em
ignlro. mas que era insignilicaote para produzir ef-
feto sensivel em outro individuo.
Qoaudu qualquer sujeito se habita a bebidas es-
pirituosa-, he iudspensavel para conservar a saude,
quenlo se abslenba dellas. Mesmo dorante doen-
cas e doencas graves, mais de nraa vez tem tido ne-
cessariu, e com vanlagem, permillir o oso do vinho
a zrandes bebedores. L'm inglez, homein de gabi-
nete e de bous cosluroes, di/.ia a M. Andral, grande
medico da Franca, que a primeira vez que beber
agua fura ao alravessar a Maueha pitra se rnmitar.
A embriaguez aguda pode apreentar-se de dille-
renles formas, que era geral dependen! da quauli-
dade de liquido bebido na idade, sexo e disposirSes
do sujeito.Podemos dislingoir :l graos na embria-
guez aguda, a saber: I.' O individuo aquece, a face
comer a averroelhar, os olhos a fa/.erem-se brilhau-
es, as feires como qoe se utseurugam, as ideias af-
fluem, falla-se muilo e bastantes ve/es se verifica o
dilado in vino veritas... Em alguus individuos a
11 ngu.i lem difliculdade etn se mover, pega-se, como
se diz vulgarmente. Esle estado pude durar algumas
horas e depois dissipa-se espoulaneameole.
Quando passa ao 2." grao, os individuos experi-
roeulain perlurbac/ies na vista, verligens, os objeclos
andam a' roda delle, a vista perde a expressao, os
olhos estao envidrarados, a face muilo vermelba e
como ochada,as fonles da cabera balem forlemenle,
o pe-coro purlicipa mullas vezes da vermelhidao da
'ace ; a razo perlurba-se, a voz enrouqoece, a pa-
lavra heincerla e dilcil. Muilaa vezes ha vmitos.
Esle estado ed desapparece depois de um sorono pro-
longado. ,
Finalmente se embriaguez chega ao 3.- graos
vimii a perda de movimenlo. de iotelligeucia de
senlimento ; a respirarlo he ruidosa e semelbanle '
do apopltico. Esleeslado pode termiuar pela morle.
O individuo que passou por qualquer dos graos
de embriaguez, especialmente senao be a isso habi-
tuado, sollre .no bi dejiois de Jl horas acbaudo-sc a-
balido. com mao gnulo de bocea, sede, calor, e fre-
quencia as pancadas do coradlo.He notavel a al-
leraro, que a conlracrao muscular experimenta, de-
baixo da influencia dos alcoolicos ; lodos lem obser-
vado a dilticuldade, qoe o individuo embriagado
tem em andar ; a incerteza na marcha he devida a'
irresularidade, com que se contraer os mu-rulos,
era cunsequeucia da v unta-te pesai sobre clles de um
modo iuiporfeilo. Como a coulracrao muscular nao
lem nem a energia, uem a durarao que adquire uo
i hornera, que move voluntariameule os merabros, re-
j sulla que a relavaran succede immediiilameule a
conlrac^.lo, a que esla n.io sendo bem dirigida, o
corpo descahe ubre as evtremidades iuferiorts, e o
iudividuo rabesem viuleucia. Toda a gente v quo-
tidiauamenle individuos embriagados darera grandes
quedas som se molestaren!, o que se explica pelo
que tica dilo.Nao podemos dcixar psssar esla oc-
casiAo sem dizer duas palavras acerca dos mos 1ra-
lus que geralnleule se do aos embriagados. O indi-
viduo que se acha em estado de erabriagoez, precisa
ser tratado cora cuidado, assim convem abriga-lo do
fri, pois o re-lri.iineuto rpido pode asphixia-lo,
muitas vezes se lem visto a morle dos embriagados
qoe licaram exposlos ao fri, sobre ludo durante o
invern. as prisoes, casas da guarda, naohesiiem
Portugal, que o abandono lera sido causa da morle
de mais de um d'esses iufelizes ; morle que nao se
darii o individuo' fusse collocado bem e conve-
nientemente, pondo-lhe a cabera mais elevada que
o reslu do corpo, desapeilando-lhe o falo a tim da
evilar as congestoes sanguiueas, abrigando-o do fri,
leudo cuidado de o visitar de qaaudo em qoaudo,
afim de conhecer se haveria coogesiau, uo hemor-
rhagia cerebral.Kis o que se deve fazer, oqueenlre
mis se deve praticar, em tudas as eslaroes da zuarda
onde se ipcolbem os embriagados. I,"ma grave res-
ponsabilidade deve pesar sobre a autoinlade qne se
loma causa voluntaria da morle da um seu irmo.
Nao ha descolpas admituveis quando os fados se
derem.
Kesta-nos cousiderar a embriaguez debaixo do
poni de vista da hygienc publica. Todos conside-
ran), como aro verdadeiro flagello da sociedad*, o
abuso dos espirito. ; he a elasse operara a que mais
sollre. O amor pelu viuho faz que o operario cuu-
suuima na casa de venda al o ultimo real que zi-
nha, [altando ascominodidailes qoe poda le para
sie para a sua familia, geralmeule numero-.i.
Era lodos us p.uzes osguvcruus team sido solcitos
em reprimir este vicio, com o estabelecimeuto de
disposiroes penar-, mais ou menos rigorosas. Su a
legislaran il-j-judeu- nada diz a lal respeilo, parece
que sempre liveram tal aversao a esle vicio, que a
leiera desuecessaria : casa aversao arraigou-se de
modo lal, que anda hoje dilUcilmeote se ver um
jodeu embriagado.
As leis de Dracon casligavam com pena de morle
quera se einbriagasse. Em Sparla einbriagavam os
escravos para os apresentarem aos mancebos, alirn
dclles lomaren! horror a esle vicio. Em Koraa, se-
goudu Plinto, lluvia urna lei que prohiba as molhe-
res o mu do vinho, podendo o esposo malar a con-
sorte que se enciulrasse embriagada. Os homeus
s depois de :KI aunos. podiam beber vinho.
Na Suecia ha leis
nilenciarias, e de 1,000 nos hospilaes de alienados.
A destruidlo pela violencia, incendio, do valor de
."i0 milhoes de francos.
Causoo 2,000 suicidios e 1,300 a-s.issiii.ilos.
Fez 200.000 viuvas e IHO.IKIV orphlM.
Vejamos o que nos diz o zoverno ioglez, e sere-
mos que nao ha exagerar no que lica dilo. O zo-
verno iuglez calcula que a embriaguez mala animal-
mente em Inglaterra 50,000 individuos. Esla' igual-
mente piovado que metade dos alienados, dous ler-
os dos pobres e tres quarlas parles dos criminosos,
se enconlram enlre os sujeilos que atrasara das bebi-
das alcooliras.
V-se, pois, qoe lodos os goveroos devora ser sol-
licitos em procorar os meios para debellar esle can-
cro que riie sociedade.
Nao sao tanto os meios reprassivos qfie se devem
eraprezar para combaler a embriaguez, como sao os
meios muraos. ,A crearao das sociedades de tempe-
ranra teeirrfa dado resudados valiosos, especialmen-
te nos Estados lUiidos e na Inglaterra. Nascidas em
Massacbusels em 18211, as sociedades de teuiperao-
ra se de-envulveraiii d* uui modo rpido e Vigoroso.
Ja era IKJO se noloo que a iruporlaro de alcoolicos
dimiuuiv nos Estados Unidos, de 1,117,718 zab.es, e
a fabricaro interna de 2 milhoes de gales.
Fei priucipalraenle, o rauilu conliccido padre Ma-
Ihew1, qut cora a palavra fez verdadeiro milagrea,
ha qnem diga, que fez eineudar dous niilhes de
ainericinos, e cinco uullie- de Irlandezes.
Talvez baja alguraa esagerarau uestes nmeros, o
que porem be certo, beque era 1833 sahiram 106 na-
vios dos Estados Unidos,sem trazerem lquidos espi-
rituosos a bordo, e as compauhias de seguros baixa-
ram j por rento uos premios, a favor dos raari-
nheiros!
O reverendo padre Malhew, que aiuda vive, h*
geralmeule respeitado era Inglaterra e na America,
e conhecido era toda a Europa pelo nome.
Serao, pois, as sociedades de temperanrj, e sbre-
lo l a edocao da clasie mais bsiva da sociedade,
qne fia de produzir os melhores resollado.. Aper-
feijoando o mural do operario Indo se mnseguio. Em
lodos os paizes, ha boje a tendencia a uielhorar a sor-
te das classes qoe trabalhara; na Blgica lera-se
leito grandes estarces nesle sentido ; alm de oulrus
medidas, os proprielarios dos eslabelecimeulos n-
duslriaes, loraaram de cnmraum accordo, a< segua-
les resoloroes.
I- Prescrevr o desmuro da segunda-fera, que
be guardada por diflerenles classesde operarios.
J- Expulsar do estabelecimeuto lodo o operario
qoe se embriagar. i
Em lodos os paizes civiltsados, se devia seguir um
exemplo ta.i cobre, luo moral e lo huiuanilario.
.Jortiul do Commerrio de Lisboa.
da liomcs. t'eri.M.re ao Maranli.lo. Passgeirus,
l-'rancisrn 1-rrreiia liomes de Menezes, sua seiiho-
ra, una lilha menor e 1 esrravo, Jos dos Sanios
Fillaea, Norbarlo llezorr.i de Albuquerque.
Hambuigo 17 ditf, brigue dinamarquez nAnal
Maris, de 210 toneladas, capitn .1. II. Im ......
pquipazem III, carea lazeuda; a Asllex v\ C.
Pertence a llamhurzn.
CelteII das, barra franreza i.Maria.i, de 2Vi to-
neladas, capillo S. Vidal, equipagem 13, carga
vinho e mais genero! : a N. I). Ilieber A C. Per-
(euca a Narhoune.
Navio sahido no mesmo dia.
Em comraissao lirigue de guerra brasileiro nCa-
pibaribeo, eomraaudanle a capililo lenle Her-
menegildo Barbotada Almei.la, romluzindo parle
d.i segundo batnlbjhl de fuzileiros.
X^rln?oc5f0.
i^>mM^icti>
CAMBIOS.
Sobre Londres, 28 d. 60d. v.
Paria, 310 a 341 rs. por fr.
Lisboa, 95 por '', de premio.
Ido de Janeiro, 2 por 0|() de drscnilo.
AcQOes do Banco, iO a 15 de premio.
i companhia de lleberibe 518000.
o companhia Peruambucana ao par.
o Utilidade Publica, .10 por ceiitn.Ja premio.
Indomnisadora. .">2 dem.
da estrada de ferro 2(1 por (l|0 de premio
hi.mulo de Ictlras, de B a 10.
Dito do banco8 a 10.
(juro.(lucas bespanhulas. .
Moedaa de 69t00 Telhii
ii o fig-tOO novas
48000. .
Prala.l'afaces hrasileiros. .
Pesos columuarios. ,
o mexicanos. ,
289 a 28S5O0
. HijOOO
IH-^XIO
. 'JjOOO
. 29000
- 28000
CONSEI.IId ADMINIStUAlIVO.
Oconselho ailiniiistralivo em virttitie de
aulnrisaQo do Kxin. Sr. presidente da pro-
vincia, tem de rompiar os objeclos segua-
les :
fara a obra do lorie do Buraco.
Oleo % galOeu e >. libras, Unta branca 30 li-
bras, zareiio 1^ libras, secanie 6 libras, agua-
ras i libras, tinta azul 2 libras, broxaa ME t,
pmceis 2, nixo ierra 16 libras, ere n. libra*,
Hospital reaiinental.
Areia 30 canoas, lijlos de alvenaria 2 mi-
Iheiros, cal branca 12 alqueires, areia de un-
gir l canoa.
Quarlel dccavallaria.
Oleo in libras, tinta branca latas de 60 li-
bras 2, almagre 4 libras, brozas grandes 2.
Fortaleza do [ruin.
Oleo 4 gaJues, tinta prela 8 libras, scran-
te 2 iikns, ocre l libras, zarcHo libras,
tinta verde 4 libras, brozas e pincela 4, linta
azul 1 libra, tinta branca libias.
Quem os;quizer verder aprsenle as suas
proposlas na socreleria do conseibo as 10
boras do da 28 do crlenlo uiez.
Sala das seasOes doconselho adminiatra-
tivo para fornecimenlo do arsenal de guerra
31 de Janeiro de 1857. liento Jos l.amenba
Lins, coronel presidente. Bernardo Pereira
do Carmo Jnior, vogal e secretario.
CONSELUO AUHIRISIRATIVO.
O cousellio administrativo, em cumpri-
mento dcart. 22 do regulainento de 14 de
dezembrode 1862, taz publico que lorain
aceitas as proposlas de Jos Fiancisco Lavra,
Gnillierme du silva Guimarfies, Joao Bapiista
llibeiro, Siqueira <\. Pereira, Jos Nogueira
ile Sou/.a, Joaqnim alendes Freir, e liodri-
guesi\ llibeiro, para fornecoreui :o primei-
ro, 2,292 covados de panno azul para sobre-
casacas a 29350 rs |,8!l0 ditos de dito para
capoles a 19800, 28 maulas de 19a a 1.9'JOO rs.;
o segundo, 366 covados de panno azul para
o Itio Grande do Norte a 295IW, 21 covados
decasemira encarnada para o mesmo a 29rs.,
270 ditos de djla carmesim para o arsenal de
guerra a 39000 rs. ; o leiceiro 610 varas de
algodflosinlio para o Itio Grande do Norte a
210 rs. ; o quarlo, 915 varas de brim para a
mesma provincia a 395 rs., 91 ditas de pan-
no preto para dita a 1/950, 398 ditas de dilo
para o arsenal de gueira a 1$960 j o quinto
8 livros para registros das pravas addidas as
coaipanhis do segundo batalliao de infan-
tera a 35f rs ; o sexto 7,098 boloes pretos
para o Ido tirando do Norto a 225 rs., 2,196
ditos brancos a 25 rs.; o stimo, 800 penas
de ganco para o arsenal de guerra a I91OO rs.
o cento. E avisa aos supialilos vendedores
que deveiii recolber os referidos objeclos
ao arsenal de guerra no da 28 do crreme
mcz. Sala das scssOes do consellio adini-
nistralivo para fornecimenlo do arsenal de
guerra 23 do Janeiro de IS57Bernardo Pe-
reira do Carino, vogal o secretario.
ra da Cadeia do ttecife n. -i, ou com o ca-
pitSo,
Para p Rio de Jaueiro sahe com
minia Incviilado a nova linrca "Itecife,
le primeira marcha, pregada eencavilha-
da de cobre, a qial tem a maior parte
de seu carregamento prompto : para o
restante e passageiros, para os quaes lem
evoellentes commodos, trata-secom Ib-
noel Francisco da Silfa Garrico, na rna
do ColU'ijio n. 15, terceiro andar ou com
0 capito .1 bordo.
Para a Baha.
O veleiro e bem conhecido palbabole na-
cional Dous Amigos, seguo para a Babia
com muita lircvidade, tem premplosdcus
tercos do seu carregamento, para o resto
Irata-se com o seu consignatario Antonio
1 uiz ulive na AzcvcJo ra Ja Cruz 11. 1.
nistrativo, commercial, e industrial da
provincia, por.........."oo
Tocias estas folliinhas sao impressas em
bom papel e exceUente tjpo, e endem-
sc i-in porcSo earetalho: na livrara la
praca da Independencia ns. e S.
HOSPITAL PORTGEZ DE
BENEFICENCIA
Bsistindo em poder dos. senhores accio-
nistas c subscriptores alguna voluntes de
obras bastante demorados, c causando elas
-- .....st-''- *' '' "%."'.-' .*''.?,?- 'altas traustorno no expediente, onda date
'.: '"'""'"'^ '' '\^-; ^x |,ilVer toda a rcgulandade. a direccSo pcd.i
B <> Di. Pedro A ntomo U-sar. tg" aos m,.smos sun|l0res hajam de mandar 011-
iu ......i:_- 1 r- _..u.j.. i_ 11...1: medico pela Faculdade de Med- iiregaro nuis breve possivel os niesmos vo-
-;' (tina da Baha, leudo chegado a es- t;3 lumes. Acbando-se grande numero do obras
-:;; la cid.idc, participa aos scus ami- Q. jnut'liMdas, urnas porJalla de folhas e. es-
, .. I,- ,' -, .2 1 lampas e onlras rasgadas, pede igiialinenli-
@ gose ao publico dcsta capital, que Vy a ,|i,eccao aos senlior.s accionistas c subs-
Companilla braseira
luquetes a vapor.
de
Ca va Filial to
Brasil
EM -26 DE JANEIRO DE is.yr.
Direclores da senaria, os senhores : Mantel
(.oin.alves de Silva e Hr. Aognalo I reffriicu deOli-
veira.
Ilesconln de lellras, 10
@ esta' prompto para exercei" as
-;;;- [uncres de sua piolissao, c pode
..': sci procurado na casa de sua re-
-.'/: sidencia, a' ra Direita n. 100,
j, secundo andar.
fjfi .A pobreza lem consultas gratui-
tamente, das ti a s !l horas da
manha.
criptores, que prcslcm toda a atteacao
, esto particular, recoirmendando aos sea
portadores que no transito do gabinete para
casa lenham todo o cuidado com as obra-
que vSo buscar. Novaaenta faz ver a Mre<
rao, que o expediente do gabinete he das '
horas da mantilla as 2 da larde, e das l as '
da tarde. Sccretariikfdo Cabincte l'orlugmv
%. i de l.eitura 22 de Janeiro de 1857.Joao Jos<
-i-
O
@.-. ..-...-..-. ;' 'l,e Lima, 2.- secrelario.
\mm de roRTiiivt.
Acaba de clietrar de Lisboa o .ilm.m.i ,
ao auno.
Al.KAiNUbtiA.
Rendimenlodo dia I a -2'i B
Idaro do dia 21 i .
37l:S97-5558
21:8019551
35)3:502*109
D'.,catfcqam hoje 27 d* nucir*.
Itrisue portagoaiConsUrilepipas Viat, ral e
sanliiilias,
Barca iuele/.allindoofajeadas e louija.
Ilri-n francezAlmamerradorias.
lirigue suecoActivouzeadas e loura.
I'alacho brasileiroDelinque diveri-. _.-ni'ru-.
Brieue inglexBelle baralli'o.
CUNSUI.Atl tiKKAL.
Rendimenlo do da I a 2 8&6BHI880
dem do da -ji........I7I09369
101:3999229
UMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a Si. 5:5180013
dem do dia 20........ I.V03903
.",:8C*99I5
rigorosas a esle respeilo; o
deliuqiifnle he muUado, e publicamente admoes-
lado na igreja. Iloje em Franra. Porlogal e em
quasi loda a Europa, no si> 11.10 ha easligos, mas
al se considera a embriaguez como circunstancia
allcnuante dos crimes que se commellem deliaivo
de luainlluencia: o que na ftalidade lie bem mal
permtlidu.
As lei represivas da einbriaituei lambem se lera
reiluem rclarao ao vendedor: para dar idea do
que se pode fa/er nesle sentido, aposentaremos o
nrojelo de lei de Mr. Broclie, que he o se-
suinle :
Arl. 1. A ambrllgeei he um delietu.
Arl. 2. (I individuo que for enconlrado cm osl.i-
ilodeembriasuer, sera multado de I a 1 i trancos,
e lera I a 15 dias de [irisan. Eincaso de reincidencia
sera castigado -om o dobro da mulla e dobrado
lempo de prista.
Arl. 3. yuern vender bebidas espirituosas a um
individuo embriagado ser castigado em |a*5 dias
de pris.1o, e mollado em una somma de 5 a ISO
francos.
Arl. I. As penas do arl. :! sao appliciveis a
quem vender lquidos alcoolicos a mlmduns com
menos de Iti annos de idade.
Arl. 5. A lei nao pennille que se eslabelecam
arenes jndiraes por divida de (aberna.
.1 applicae.o di lei precedente seria dillicil, le-
ria inconfeineules, mas as vaulagens que se scku-
>ocoinmercio do* vinhos dte etitar-se o empre- j r'*m di sua evecuean feriara iucalculaveii. Para
go de vaos de chumbo e de zinc, pois e-la provado I "preciar bem os inconvenientes qua lem a etnbria-
' que 11 vinho qus esleve em contarlo eom os ditos | ?"*'. considerada em relacao ociedade. bastar
inelars, adquire propriedades lovlcas mais ou menos veras aagainlM eslalilicas. Segando Everest os
DEsPaCIIOS UE EXPORTACAO PELA MESA
1)0 CONSULADO DES IA CIDADE NO DIA
-M DE;JANEIHO DE 1857.
LisboaPalbabole porluuuez Rival, Mauoel Al-
ves Guerra, 00 couros seceos.
LisboaBarca purlogueza liratidaoi-, diversos car-
rc^-.idores, 83 cascus niel.
I'orlo Barca purlogueza S. Manoel II, Manuel
i.. ii|iiuii Hamos e Silva, 5 pipa: niel.
Porto Barca nortugueza "Sania Cruzn. diversos
carre^adores, 3 pipas niel, 200 saceos sanear
hranen.
Ruenos-Ayres Brigue porluguez .iConlianraii, Bal-
lar A' Oliveira, 211 harneas assucar brancu e
mascavadu.
New-\ork Patacho americano I-'avorita, Saun-
ders BrolhersiV Companhia, l,8IKl saceos assucar
ma*eavado.
Havre Barca frauceza Superbu, N. O. Bieber i
Companhia, (00 saceos assucar masenvado.
Val.paraizo Brigue hambarguez fiow Ed, N. O.
Ilieber o> C, 1,900 saceos assucar hranco e mas-
eavado.
(otliemburg Brigue sueco nAlpliildn, N. O. Ilieber
e Companhia, 1,600 coaroa salgados.
SloekoltnBarca sueca "Elisahellni, N. O. Bieber
fSC, 1,200 couros salgados, 1(1 barricas e 2 sac-
eos assucar hranco,
(iihraltar Brigue inslcz, Ranavalsa, Saunders
Brolhers i\ C, G00 saceos assucar hranco.
SlockolmBrigue sueco ..Elisa", Jolinslou Paler 4
Companhia, 1,391 couros sainados.
Liverpool Brigue ingle/. Bat, AagtWlO Ma-
chado, illll arrobas de oaao*.
LiverpoolBarca ingleza, Joshua A. Marwi, Ros-
Iroo Riioker \ C., 100 saccas algodao.
Liverpool Barca ingleza Medora, James R\-
der & Companhia, I2saceas algoda.
Exportacao .
Canal, hrigu-i Ingla William & Marx.., de 2S
toneladas, cou.luzio osagalnla : l.aJO saceos com
1,000 arrul. 1- le assucar.
RKCEBEDUKIA HE KEMUAS IMER1SAS liE-
RAKS DE PERNAMBIJCO.
Rendimenlo do dia I a 21 .... Ii:798>">0:l
dem do dia 2li........ 1:9825609
Por esta subdelegacia se laz publico
i>rtllCO (IO Que loi aprehendido um cavallo melado, ca-
pado, o qual se acha em deposito, para' ser
entregue a seu dono, depois de justiliear o
seudire to.---Subdelegacia do distrielo de
Goianua, 16 de Janeiro de 1857.o escrivao
Manoel Mirroliuo Rodrigues da Silva.
Companhia
{terna 111 bucana de itave-
g-a^o coste ira a vapor.
'Oconselho de direcao, em observancia
do art. 2" dos estatutos, convida os senho-
res accionistas para a asseoiblea geral na
sala da Associacau Commercial, as 10 horas
da manbSa de 31 do correte.
O secretario
Antonio Marques de Ainorim.
-Deordeiu doExmSr. haiAode Camaragibe.dircc-
torda racnldade de Direilu desta cdade,lai;.opublico
que tica marcado o prazo de seis- naezea, contados rio
dia de hoje, para o concurso ao lugjr vago de lente
subslilolo da mesma, o qial, visto corante linda du-
rante as ferias se esiendera ale a lerceiro dia ulil
de levereiro, ai duas horas da larde.
Pelo que lodos os 1 Telen lente- .10 dilo lu.-ar se p-
denlo apresentar desde ja na secretaria desta Facul-
dade para inscreverem ,eu- nomes no livra coniiie-
lenle ; o que Utos he permillido lazar por procu-
rador, seesiivemn a maisdevinle liguas deslaci-
dade, ou nao o podercm execular pessoalinenlc por
justo impedimento. Sao obrigxdos, (nirem, a apre-
senlar doruinentos que moslrem sua qualidade de
i-iil.i-l.in brasileiro, e de que estilo no gozo de seus
direilos civi e polilico cerlidao de baptismo.lolh.i
corrida do bisar de se s domicilios, e diploma de
donlor por una das !' cul lades de Direilo do impe-
rio, ou publica forma deste, jushlicando a impossi-
bilidade da aprisenlaeilo do original, e na mesma
occasiao pdenlo entregar quaesquer documenlos
que jolgarem convtnieules ou como lilulos de habi-
lilaco, ou como prova de serviros prestados ao esta-
do, a humauidade, ou ascientia, dos rjnaes selhfs
dar' recibo : ludo de conformidade com os artihos
36 e 37 do decreto n. 1387 da -J de abril de 1851, e
lile segg. do de numero 1568 de 21 de levereiro
de 18.55.
E para que ebegut ao eouherimenlo de todos,
mandoln mesmo Etm.Sr. allixar opreseuleque sera
publicado pelas Inlhas dtsla .idade e da corle,e re-
petido poroiln dias a liudar-se o prazo.
Secretaria da Fatuidad! Direilo do Recile, a de
julho de 1856.1
O secretario,
Dr. Joaquim AutoiiioCarnciro il.. Ciinha Miranda.
CO.NSEI.IIO ADMI.MSIRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar
o seguiute :
Para n arsenal de guerra.
Ferragonsde latSopara cinturOes 2,354,
dilas de dito para mosilas pelo novo modelo
2,351.
Quem quizer vender apsesente as suas pro-
poslas em carias fechadas na secretaria do
conselho as 10 boras do dii Ido levereiro de
prximo viudouro.
Sala das sessoes do conselho administra-
II vapor I.MPERADOR, commandanle o I- l-
enle l'urrezo, espera-se dos porlos do norte em
seguimeuto para os do sul al o dia 27 do corrente :
os senhores que liveiem de remeller escravos e
quaesquer voluntes, sejam do carga ou encommeu-
das, devoran ir a agencia 110 dia da rhegada do va-
por, para se engajar o que poder ser rtcebido : no
dia da sabida trnenle se admiti passageiros e di-
uheiro a frele ale as horas do expediente : agencia,
na ra do Trapiche 11. 10, primeiro andar.
A barca portuguesa Santa Crui sabe im-
proienveluieiite para o Porto no da 1 de le-
vereiro : anda recebe alguina carga a fele
e passageiros. para o que trata-se com os
consignatarios "bomas de Aquino, Ponseca
diFillio, na ra do Vigario n. 19, primeiro
andar.
Para Lisboa pretende saln* com a maior
brevidade a barca porluguc/.a i.ialido
quem na mesma quizer carregar 011 ir de
^ passagem, trate eom os consignatarios Tbo-
maz de Aquino Fonscca e\ I ilho, na roa do
Vigario n. 19 primeiro andar, 011 eom o ca-
pilSo na praca.
Para o Itio do Janeiro sahe o brigue na-
cional Adnlpho, capito Manuel Pereira de
Sa ; para o resto da poura carga que (lie fal-
la, passageiros e escravos a fete, trata-su
com Eduardo Ferreira lialtar.
Cer e Mara-
nhao.
O patacho Santa Cruz transerio a sahida
para o dia 31 do inez correle ; ainda rece-
be carga : a tratar com Caelauo Cyriaco da
C. M., iih rna da Cadeia do Itecife n. 2
Paia Macelo sabe eom brevidade a bar-
caca Concoicao Pedrosa : quem nella quizer
carregar 011 ir de passagem enteuda-se com
o meslre na rampa da alfandega, onde se
acha fondeada.
Precisa-se de marinheiros naeiouaes
para a barca nacional Clcmeiitina : quem se
se julgar habilitado dirija-se a bordo da
mesma barca, tratar com o capitflo.
16:7819113
CONSULAD(i PROVINCIAL.
Rendimenlo dodia I a 21. .
ldam do da 26......
livo para fornecimenlo Uo arsenal de guerra
26 de Janeiro de 1857.Antonio Comes Leal,
coronel presidente interino. Bernardo Pe-
reira do (.armo Jnior, vogal e secrelario.
PORTO.
A barca porlugneza Duarlo IV seguir paia
a cidade do Porlo com a maior brevidade:
59:5605516 tem anda praca para alguma carga, que te-
:l3;2il cebera e lete : os pretendemos dirijam-se
a ra da Cadeia do Recite n 12, escriplorio
6(i:973j757 de bailar 4&0triNtetti0 >o potto.
.".'avios entrado, no dia 25.
Rio (irande do Sul28 dias, urina brasileiro .iltom
Jess, de 217 toneladas, capullo Jos Ferreira
Pinto, tquipagera 9, can-a 6,00(1 arrobas de carue
scca ; a Aiilouio Pedro das Nevos. Perlence a
Peinaiiihuco.
llabour de tirace:'.! dias, brigue inElez ciBelle,
de 199 toneladas, capito W. Brooks, aqgipagem
12, carga 2.375 barrica! com hacalh.10 ; a Sa'uu-
ders Brothers ^\ Companhia. Perlence a Liver-
pool.
Maranhilo18 dias, bricu e'cuna brasileiro 0L111-
Reai companhia
quetes iitglezes a
de pa
vapor.
5 .. -: 3W
Espera-te do sul e segu para luropa 110 principio
de fevnreirn o vapor hambargdOI IHEriONIA :
qualquer iuli.rinac;ln eom os agentes N. O. Ilieber,
vV C, ra da Cruz 11. i.
Seildt*.
de Portugal: vende-sc na livrara ns.'i
eS da praca da Independencia, a sino
ris cada um exemplat*, contendo "2(1
pi;iiins fin X*.
Manoel Antonio da Silva Motta compra
um eixo de ferro torio de carregar pipas,
assim como outro direilo, qu seja cni se-
gunda mao *. quem tiver annuncie ou pro-
cure na ra da Cruz n. 31, arma/.c.m.
Pede-Se ao Sr. Santa Kosa dc-nos
ainda o prazer de apreciarmos uin 011
dous espectculos pastoris, fazendo elle a
parle da mamS-vov. O apreciador.
Ao Santa iosu.
Pcdc-scquc laca aindaedioar as alio-
badas de Apollo o brilliante acto da
MAMA' VOVO", que tantos applausos
collicii na noilc de sabliado ; nao etque-
cendo augmentar alguma cousinha para
f|uc nao fique tao cinto o espectculo.
O pateante convertido.
Snhslihiirao do
arcano a polassa
pelo barato preco de 5,200
por una lata HPannazemde S. O. Bie-
ber & C, ra da (miz
n. 4.
No dia 9 de fevcrciru, pelas 7 horas da
noite, levantar-se-ha a bandeira do glorioso
Santo Amaro : roga-se aos devotos do mi-
lagroso santo coraparecam em sua igraja a
dita hora para abrilliaiitarcm com suas pre-
sentas este acto.
O alfaiale Lucio ua ra da Cadeia do
ecife, sobrado n. 10, precisa do lios olli-
ciaes para caigas de casemira, e paga I.*0
porcada peca.
Vende-seum casal de escravos ainda
mogos, inuit" proprios para engenlio ou
mesmo para a praca, por saber a pruta cozi-
nhar e lavar do 8ab3o: a tratar ua ra da
Santa Cruz ti. 2*.
Joo Baptista Cameiro da Cllnba, ten-
do 1 i anuos de pralica de advogado, provisio-
nadn pela rela^So de PornamlAico, em vir-
tude doexameiiuc presin em direilo civil
e criminal, tt-ndo alcm disto exercido diver-
sos empregos de l'azenda e de judicatura du-
rante esse lempo, agora autensado pela re-
luci da corle, traa de negocios judiciaes
e oxlrajudiciaes em todos os tribunaes de
justica, thesouro nacional, secretarias de
estado o mais ropartiedes publicas.
Incumbe-se de tirar com a maior brevida-
de possivel diplomas, paleles, licencas jara
casamentos, tanto do bispado do llin il Ja-
neiro, como de qualquer outro, cujo impe-
dimento exija llreve do internuncio apost-
lico, ttulos de eondecoraeoos e outros de
mera imperial, nao so para dentro da corle,
como para as provincias do imperio.
Incumbe-se de receber no thesouro, di-
vidas de exercicios lindos, ele, ede cobrar
dividas dentro da corte.
Inquir! testemunhas as causas civeis, e
assegura que este servico seta riesempenha-
do de um modo conveniente e satisfactorio
as partes, tanto na corte, como lora dola.
Eiicarrega-se de causas crimes desde o seu
cometo ale o julgamento parante o jury,
tendo para isso procurarlo da parte.
Trata de appellagocs, proinovendo seu
prompto andamento.
f.aranle em ludo a maior actividade de sa
parte, /.co, prohidade e prego rasoavel.
Primeiro.as causasen) que for procu-
rado i o seu honorario sera a metatle do que
tiver o advogado.
Segundo as appellacGcs o honorario se-
ra de ItiO/rs., inclusive a faga do advogado
e procurador ale a decisao de revista ; ueste
honorario nao se iucluein as despezis com
sello, revalidado de sello, prepares e ex-
Iracgo de sentonca. O honoraiio da appcl-
lagao sera pago adiantado, e as despezas
medida que se lizerem.
Terceiro Cada nquiricjlo de lestemunlia
na corte 10/ rs., e fora o que se conven-
cional
Leilo.
Barroca & Castro farao leilao, por in-
terveiieao Jo agente Oliveira, de grande
sortimento de fazendas uigls as mais
proprias do mercado, e em seguida va-
rias outras avariadas, por conta e risco
de tpiem pertenec-: leiva-leira 27 do
corrente, a's 10 boras da manhSa, no
seu armazem, rna da Cadeia do-Recite.
O agente Borja fara leilao em seu ar-
mazem na rna do Collegio n. 15, de um mag-
nifico sorlimenlodc obras de inarcineria de
todas as qualidades, diversos pianos, obras
.le ou ni e prata, relogios patente inglez, su-
isso, etc., vidros linos e louga para servigo
de mesa, candeeiros inglezes, lanternas, can-
delabros, quiiquilharias l'rancezas moder-
nissimas, Irascos de vi.dro de bocea larga,
urna porc9o de cha hysson lino, caf e arroz
em saccas, varios barra de ptima maiiteiga
ingleza e franceza, queijos hamburguezes, ^'Vf^.
massas linas de difieren tes qualidades, con- vencin **"*** "^^ CD"
Quinto.Com a procuraglo ser lemetli-
da carta de ordens para pessoa desta corte
que satisfaga as despezas.
Sexto.Todos os inezes recebera a parle
urna nota succinta do estado da causa ; e
luando se pretender mudar de procurador
basta que o commuuique por esenpto, que
immediatamente se substabeleceri a procu-
ragao na pessoa designada, dando-e-llie os
esclarecinentos necessarios.
I'odera ser procurado todos os dias cm sua
morada, ra da Misericordia n. S ate as !l
horas da manhaa, e das \ da tarde em dianle
Das fl horas da manhaa atu s 3 da tarde
na ra Direita n. 15, eseriptorio d'advoeacia
do Exm. Sr. senador Joao Antonio de Mi-
randa.
>'. BO signatario do presente impresso
sendo lilho do norte, ligado ao norte por
nascimanto, familia e tiieresses, jamis se
poupara do prestar os bous servigos a todos
os seus compatriotas que tcnbam pretencoes
pendentes da capital do imperio.
l-'.nrnpa um ros.
servas em fraseos, sardinhas de Nantes, e
outros muitos gneros que se entregaran
pelo maior prego otl'erecido ; assim como
tamben alguns escravos de ambos os sexos,
mogos, com habilidades e sem ellas, pro-
pi ios para todo o servign, um ptimo cavallo
de estribarla de bonita (gura, com todos os
andares, que se achara em fre.le do arma-
zem supradilo, para ser examinado pelos
preleiidenles, o urna excellente canoa de a-
marello, de carreira, nova, a qual se achara
no caes do Collegio, logo pela manhaa :
quiuta-feira 29 do correlo as 10 horas da
rr.anhiia.
agente Borja Cara' leilao, por or-
dem lo lllrn. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara, a requerimento de Fran-
cisco Estoves Paes Barreto, de 57 saceos
eom .issiicar inaseavado, ap|ieliendidos
por lalsilieac.io, os qaes se acham depo-
sitados no armazem do Sr. Antonio Al-
ves lltn bo/.a, ni na de Apollo n. .">0:
teivi-l'iii-a 27 do coi rente, as 11 horas da
munhSa, no referido armazem.
Henrique Brunn&C, faro leilao,
por intervencSo di. agente Oliveira, de
um esplendido sortimento de Fazendas
de seda, laa, linbo e de algodO, as mais
proprias do mercado: quirta-feipa '.l
do corrente, a's 10 boras da manhaa, no
leu armazem, ra da Cruz.
l0lP>il.
PARA 1857.
Arliam-se a venda is bem eonbecidas
folninhas, impressas nesta rvpographia,
das seguintes (luulidades:
Avisa-se aos devedores de impostosde
20 por canto do consumo daguardeute do
municipio do Itecife, dos anuos de 1.x .-. a
IW, e 3 porecnto dos anuos de 1850 a 1832,
que as relacOes le seus dbitos j foram re-
meltidas para jui/.o, alirn de contra clles so
procedet excculivamenlc, c que antes d.i ser
requerido o pagamento judicial se Ihca as-
signa o prazo de 30 dias para pagarem os
mencionados dbitos sem dependencia de
neiihuma despeza judicial ; e os que assim
quizerem pagar pod--m procurar as guias em
casa do procurador liscal, na ra Nova n. H
segundo andar, em lodos os dias ulcis das
10 horas da manliaa as :t da tarde.
v ompra-se
uma prela erioula, moga, bonita figura, rom
habilidades, paga-se bem agradando quem
a livor e quizer vender dirija-se I ruado
Sebo ii. M.
Compra-scuma eserava de meia idad>-
niio leudo vicio nem achaques : paga-se bem
na ra do Codorniz n.5.
Precisa-se de urna mullier que lav
roupa com perieigao, para f car em um sitio
de umarafiiilia esliangcira, lavar de sabAoe
quaudo or preciso do varrela paga-se bem.
a tratar na ra do Torres n. 38, segundo
andar.
Oirercc-sc para caixeiro de lazendas,
lerragens ou miudezas, um rapaz de IS an
nos, natura! de una das provincias do norte.
0 qual he inlclligente e de uma conducta
quesealhanga ; na ra Direita n. j.
Os senhores lenle-coronel Manoel
Amonio dos Pastos c Silva, Dr. Manoel Jo
quun de Miranda Lobo, Manoel Pereira
Urandao, Joao Francisco da l.apa, Salvador
Henrique de Albuquerqin- e padre Fortunato
David Amador de Oliveira. assignanles do
Jornal do Commercio desla provincia, quei
rao mandar receber os respectivosexemnla-
res na agencia do correio de Olinda, nas'lcr-
cas e sextas-feiras de cada semana.
Precisa-se de um preto para alugar
quem o tiver dirlja-se ao paleo do Temo
n. 38.
OFFICUES DK FIMLEIKO.
Na loja de l'unileiro da ra do cae d>
Apollnos fundos da loja da ra da n. 6*, precisa-se de olliciaes de lunileiro : a
traiar na mesma loja.
Precisa-se de uma mullier forra ou
captiva para o servico interno de uma casa
de pouca familia, paga-se bem ; juntameu
te compra-se na mesma casa uma prela qur
seja moga, sem virios nem achaques, e sai
ha cozinhar ; e um negro sadio e sem vicios
no paleo do Collegio n. 1, segundo andar.
Da fabrica de caldciroiro da ra do-tlrum
n. J8, ausenlou-se o relo escravo Antonio,
de nagito angico, ollicial de lunileiro o vi
draceiro, tem urna belide noolho esquerdo.
he alto, magro ede rosto lalhado : quem i>
pegar ou delle der noticia, dirija-se a mes-
ma fabrica, que ser recompensado.
Agencia de passaporles, folhas con:
das, despachos de escravos. e qualquer ser
vigo que pertencer ao tribunal de polica
para cujo lim procurc-se o anuuiicianle na
rna do ijiieiinado n. -25, loja lo Sr. Joaquim
Montoiro da Cruz, e na rna da Cadeia do Re
cife n. 4(, loja do Sr. Manuel Antonio Moa
leiro dos Santos. '
Precisa-se de um pequeo para tabei
na, para estar na companhia de outro. aja*
saiba vendar, ou dos ltimos chegados : M
pateo da Santa Cruz n. >.
Oabaixo assignado participa ao pobli-
co e ao corpo commercial, que tem justo e
tratado com o Sr. Custodio Antonio Sosro
formarcm sociedade om sua padacia sita
na ra larga do Rosario n. *s, gvrando desta
dala em diaule os negocios do estabeb-ci
ment debaixo da firma social de Motitcno
c Soares, e a cargo do amillonante lica n
activo c passivo de lodas as IramanrCj an
leriorcs a esta dala. Radia i; de Janeiro d
1857.Bcrnanlo de Corqucira Castro Mol
teiro.
O agente Pestaa fara leilio, porconl-
de quem perlenccr, de -2<> caixas com quc
jos llamengos de excellente qualidade, de
sembareados ullitnamcnle, e cem caixas de
batatas porluguezas das mais novas que ba
no mercado : qaarta-leira, 28 do cormnlr.
pelas 11 horss da manhaa, U porla Ja al-
fandega.
Muito agradego, etn nome de loda mi-
nha familia, aos socios do theilriuhn do
Capibaribo, a boudade com que nos honra
ram em llamaraca na noite de 18 do corren
te. Sentimos sohremaneira a viagem in-
commoda que sollVeram de ci para la,
a hospedagem pouco digua de mogos a quem
omam os melhores sentimcnfos, excclleulc-
qualidades e limada cducagiio. Podem sem
pre contar com a nossa gratidS, os senho
res socios do Capibaribe, aquojles que h-
ram a llamaraca.Codoredo Delinques de
Miranda.
Na offlcina de calcad* ra larga do Rosario,
amiga Rumiis n. 14,
precisa-se de olliciaes de sapateiro que sai
bam iraballiar de ponto e de taixa ; e-acei
tam-se aprendizes livrese captivos; eni-
na-se tambem aos que ja fossetn olliciaes a
laxiar, mediante coudigoes muito latina
veis : as pessoas que se quizerem contratn
podem-se dirigir a referida olcina, por si,
por seus pais ou prenles, e .senhores.
Na offieioa (Jo c iIchiIo da
i'iia estrella do osario,
tntig-i Qnartv is n. 14,
precisa-so de coslureiras jiara trahalhar aas
borzeguiiisde brim, de obra, ele, etc. ; en
sina-se aos que nao soubercm soro abali
ment algum de sea O'deuado ; coiitrala-.s<:
por mez ou conformo convier as partes
Precisa-so de uma ama para casa di
familia de i pcsso*s, e nao c olha a prego .
na ra Direita n. 56.
| \0 PIBLM'.O. y.
*j No armazem de fazendas baratas, ra di> I
Collegio u." 2,
^j vende-se um completo sortimento di h- J!
H zendas finas a rossas, t>or mai. barato I
JJ pregos do que em outra qualquer pars.
tanln em porges romo a r.nlho, aflian-
;los me/.i.-. a bibliolbeea do christao
ya de K..1 toueiarias, cap.i.io Manuel da Silva vaporas da Real Companhia, o qail denoh da da. FOLllABA RELIGIOSA, contendo alm
Saulas, equipauein 15, ear arrox a mais guie- mora do eoilun sezuira para sol: para pataa-
u,V.u 'L i i. l0,"ecV-,u1"iur'1 l'f-=ei.Selc.. trata-se com os agenles Adaroson lloie
leuce a Maracliso. Passaaeiros, Ir. lu/, do Ba- \ C, ra do Trapicha -Novo n. t,
SatadTsi,; si'j.-.V.]'e5..--0ii*Tr-'1' la" |,a,a Lisboa Prelende *>*"'" m hre-
,U"" KZ&'XrJSSU?**- ; Za^ bte portugus denominado Rival,
Kio de Janeiro-Rrigea francez de guerra ..lleao- P ler pilr,e do Wu cai regamento prompto:
mauoir, comiiiandante liuval. quem no mesmo quizer carregar poder
.Navios enlradiis no da :>(.. contratar com os lonsiguatiios Amorira Ir-
Uarrelona e Malasa :|7 dias e do ultimo porlo JT, maos, ra da Cruz D. 3.
uin u-.i liespanhola .iVioJaiile, de 11.1 loue-
CT candase aos compradores um s prego L
vr para todos: asle estabelecimeuto ahrin-se
g do combinar;ao com a maior parle das ra-
j* sas commorciaes ingleza?, frarnezas, alle-
V^ maos e suissas, pira vender fazendas mais
S em cenia du quu se lem veiidiiti, e por isto
^E ollerecera elle maiores ISSSlaagUIII do que
H outro qualquer; o proprietano de-la im-
W portante e-iabeleoiment convida a ledos
H os seus patricios, e ao publico cm geral,
SI para qua venham (a liera d"3 -" mt--
I rsssss) comprar fazendas baratas: no ar
Baaxetnd* rna do Collegio n. 2, deAn

-'- Avisa-so aos devedores de impostosde
dcimas da; dill'ereules freguezias desta ci-
dade, o i por cento do auno de 1S35 a ISiti,,
que as relaQfies de seus dbitos |a foram re-15* """'o Lim dui Santos ft Bote. ".',
meltidas para jnizo, alimde contra elles K\WMMmBa!KG&W6Xa3MiaB&
|>rocedei cxeculivanieiite; e que antes de ser I
requerido o pagamento judicial, se Ihes as-1
sigua o pr.iso de 30 dias para pagaremos!
mencionados dbitos, sem dependencia del
nenhuma despeza judicial; e os que assim
iirave.'.
II
Varamos acora algumas eoiisideragcs sobre a ac-
ra mos '>;:=. lar.i-lo hygieniramcnle.
11 Re os liquido ermenlados nao he ntetsurio
-to l'oi.iem. Ero lodo os paizes ha individuos que
tffcitos do alcool, durante um periodo .le lll anuos
foram nos Ksl.idos-lnidos os seguales.
lu* despera a' nagiio de oOO roillie. de dollars-
A distriiijao de .inn.iNM) individuos.
A entrada de 100,0011 ireanrn oai eaias de a<\lo
da infancia.
A entrada de 130,000 individuos nns (tUsti pe-
lada, capitao lluaveulura Millel, caru viulio : a
[ Aranasae Bryan. Perlence a Barcelona.
I'oril.in l t> das, salera americana larquim.
doMS toneladas, capitao li.lt. Smilli, equipa-
gein 15. carga madaira e mais eeneros ao capi-
tn. Perlence a Itnsiou, veta refrescar e aeglM pa-
ra Buenos .\>res.
MaranhSn t Ceam' ->i dia e do ultimo porlo II.
brieue encona brasileiro uGraeioaaa, d >\* tone-
ladas, capil.,0 Jlo Ins. de Sonta, equiparen) 1 i,
carga arroz e mais groeros i Antoa.o 'ia Almr.i-
Fara o Itio de
Janeiro
segu nestesdias o patacho Henrique, capi-
loJoaquim Antoino ConQalves Santos re-
cebe carera, pa^sice,ros r escravos a (rete:
a Iralai rom Caeiano Cyriaco Ja t M., na
0|-|. i'l,"/-erem.pagar podem procurar as guiasen)
', '' casa do procurador liscal na na .\ovova n.l
44, segundo andar, em todos os das uteis,
das dez horas da manha as :i da tarde.
qu.e se compfle ue
qes quotidianas, methodo de assiStir a
missa e confisiao; cnticos, psalmos,
hymnos, ofliciode Nossa-Senliora da
Coneeicaoc muitas outras orae/.es de .pudores as mais superiores tolhas de puro!
grande mrito, preeo...... ridO linlio que lem viudo ao mercado, assim co-l
DITA SIMPLES, contendo alcm dos me- ['"'> grvalas de soda a mil reis, ditas de
/.es, a lei dos circuios e varias label-:casSi r"a ^ Crespn. 16.
las de
ua larga
DO ROSARIO N. 38.
botica d
reinos e......... ..,. ,
;,. i...... ..:__: I.oga-sc ao Sr. Suncao Irancsco Igna-
impostos geraes, provmciaes e cio Machado, morador -:m Macei.o oW-
iiniiii<-ipacs. eco........ 20 quiode mandar entregar ao abaixo sssig-
IHIA DI-; PORTA, a qual alem dos me-1 nado as duas lettras que Ihe enlregou para
zea tem e\plicaces das indulgencia* ,! cobrar, do que ate o presente uo den so-
excommunhrtes, etc., preco. I lid
DITA i)F ILMANAK, i qual il >m dos
.,..-, .oniem o ilmannl ,-ivil. idmi-
- Ainda se acham a disposicao dos com-1 iiaVthollMlCH /''. ftff SttHZtl,
conbniiu ,\ vendei
M^u%?lg (d)(S) g(S)iyJL:.
sendo lalsoo(|m- loi vendido en "ti'i.i
qualquer parle.)
Rob l.'Allecleiir.
Pillas vegetaes de Brandet.
Vermfugo ingle* etn vidroa.
Klixir anti-asmatliieo.
Frascos de bocea lari rom rolba nV
I 12 libras.
lu?o.Joao da Cruz Sanios.
Vendo-se um casal de escravos de
muito boa conduela, -yproprios para o ser- ico
de campo na ra da Cadeia velha n. M.
I
ILEGIVEL
-

MUTCfiDa
.
'


DIARIO Di; l'l,lt.\AMMCIi;i..\". Ihll'.A -27 DI. JANEIRO DE 1857.
SALSA PARI LIIA-
isristol's.
Vende-se nicamente na botica do Sr. An-
tonio Podro da S. Ncves, na ra da Cadeia
do liecife.
VIRTUDES A SALSA 'AKRII.HA DE
BKIS10L-.
A salsa parrilha original e genuina de
Hiistol possue todas as virtudes para curar
todas as cufennidades que provm de um
estado de impureza de Singue e das .ecre-
>;6e mrbidas do ligado e estomago, e em
lodosos casos que necessilam remedios pa-
la purificar c robustecer o systema. Em In-
dos os casos de escrophulas, erysipehs, ti-
nlia, crupces cutneas, manchas, bilis, in-
i'.iniK.c.Hi o debilidade nos olhos, incbaefio
das glndulas, dores bombares, affeccCes
beumaticas, dores nos ossos e as juntas,
hydropisia, dispepsia, aslhma, diarrhea,
toase, resfriados, inflammaciio dos pulmes,
pblisica quando provm da obslruce.uo dos
bronebios em pessoas escrophulosas, iollu-
enza, iiidigeslao, ictericia, debilidade geral
do -yslema nervoso, fehres agudas, calores,
literalidades das omitieres, enfermidades
biliosas, c em todas as sffecqcs provenien-
tes do uso immoderado do mercurio. Esta
salsa parrilha su emprega com ellicacia em
todos os sobredilos casos, e he reconhecida
como a melhor medicina que existe.
PREC.VCCaO.
As pessoas que comprarem a salsa parri-
lha deverao ter o cuidado de observa em
que a salsa parrilha de Brislol esta em gar-
rafas de grande tamanho, com as palavras
salsa parrilha genuina do Bristol, Nova
Vork, gravadas no mesmo vidro.
Sobre a rolha da garrafa se ver o nome
de Bristol. lima direcQo acompanhara cada
garrafa.
CASO DE DEBILIDADE COM-ICTERICIA.
New-York 30 de maio de 1S43. Urna se-
nhora solTria de espasmos nervosos, experi-
mentava urna contiuua aniquilaban de for-
jas ao poulo de cahir por vezes em syncope.
I mpregou multiplicados remedios sem tirar
vantagem. Declarou-se una ictericia com
mu emagrecimeuto progressivo. Esgotaios
os varios recursos da arle fui a lemuo em
pregado o incoinparavel remedio da salsa
parrilha de bristol e o rpido estabelecimen-
to da energa vital logo reappareceu com
novo vigor.
CASO DE ISABEL DA VIS.
Isabel Ha vis foi accoinmeltida pelo espa-
do de quatro anuos de ulceras cscrup'nolosas,
leudo seischagas abertas na parte superior
do biai;u diieilo, as quaes deilavam grande
supuraco e causavam a quasi immobilidade
das partes. Chegada em Santa Calliariua
em novembro de 184" a doenle cousultou
varios mdicos, os quaes deram o conselho
de amputar o braceo, como o nico recurso
de salvar a vida, foi entao acnoselbado o
uso da salsa parrilha de Brislol a enfermar
que a peino como suave alivio, logo ella ex-
perimentou tao vanlajoso proveilo.que con-
tinuando lempo segundo o uso do remedio,
chegara.n as feridas ao melhor eslado de ci-
oatrisacJSo. O caso he leferido pelos houra-
dos professores Gooduiaui e Samuey llaver.
$& CONSULTORIO CENTRAL 110- $
$ MEOPATHICO. $
J3 Ra de Santo Amaro (Mundo-No- fi
vo) n. (i. fi
te O Dr. Sabino Olegoriu l.udgero Pinito, ,*';.
:r >te vultd ile fu viagem ao Km de Janeiro, [']
*** cunliiiua a dar consultas lodos os da* uleis, '->"
;' das K hojas da iu.iiili.ia. as 2 da larde. g
i Os pobre sao medicados gratuitamente. >jj
@Oe@@ O ;&
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Estabeleeida cm Londres, em marco de 1S24.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tcm a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de rasas,
a quem mais convier que estao plenamente au-
lori-adus pela dita companhia para effeciuar segu-
ros obre edificios de lijlo e pedra, coberlos de
llba e igualmente sobre os objectos ,que contiverem
os tustaos edificios quer consista em mobilii ou
era (azoadas de qualquer qualidade.
Abiga-sc a anliiia casa de vender plvora, na
cidade do Ulinda. com bom sitio, baixa para capim,
e boa rasa de viveuda ao p : qaem prelender dita
* asa dirija-se a ra do Vicario u. 31.
i dentista fmm. I
,',5 l'aolo Gaigooiix, de volla de sua viagem fii
?? a Europa, est inoraudo na ra Nova n. Z
"'.? II, primera andar, oude pode|er procur- y?
Precua-se de um> aun que leulia bastante lei-
le. -nuda mesmo endo escrava: ou paleo de S. Pe-
dro t. '2-2.
Na ra da Mangueira n. S precisa-se
de tima boa ama ccngomniadcira, c lambeni
tle nina lavadeira,
Os Sis. Cypriano Luiz da Paz na ra
do t.ollegio, no aterro da Boa-Vista Jlo
Jos Ferreira da Luz, na padaria doSr, Be-
riz, dirSo quem da quantias dclitoi, 500/,
600>, 800, i:U00-r 1:900/, ale mais com hy-
polhcca em casas terrea; tiesta cidade.
Agencia de pass porte e
folha corrida.
lina daPraia n. 43 primeiro andar.
Claudiuo do Rogo Lima, despachante pela
rcpnrticao da polica, tira passaportcs para
dentro o fora do imperio, e folha corrida
com presteza, e commodo preco.
A rifa do sitio na Passagcm da Magda-
lena de a. J. de M., corre com a primara
lotera da corte do Itio de Janeiro, no pr-
ximo fevereiro, se se extrahirem sullicientes
bi heles ; na conleilaria defroule do theatro
veio.c praa daindedencia loia das loteras.
Precisa-se de urna ama que saiba co-
zinhar, para urna casa de pouca familia : na
praija do Corpo Santo n. 17.
Escolas
DO
?!
ETilODO CASfILIIII.
lio da ~ de Janeiro em diante eslao abertas as ti
escola desta capital, pelo evcelleule metbodoCas-
illio ; pelo qual a voz publica se ba pronunciado
pelo orglo da imprenta pcrnaiubucana, inerereudo
particular attom;ilo a esrola de inerinias, erecta na
ra do Yigario, casa do liuado Silva Companliia, nao
su porque nessa escola se ensinan lodos m primoro-
io bordados, e mais lavares que se possam duejar,
'.ama porque a disna professora estando sendo lec-
nioaada na grammalica nacional polo eximio prolea-
rnr o Kvm. Sr. padre matlic Varejao, se turnara'
niais um precioso brilbaule que ornara a coroa 111 ie-
iiria do Evm. rnnsetheirn Sr. Dr. Caslillio.-
-;. PARA CONSERVACAO DOS <;
;; ENTES. ii
Vende-se pos e aua denlrilices : na rua -
;;'. Nava q. 41, em casado deutiali frauctz 5*
.,; Paulo UaigiMos. ';
I'recisa-so alugar duas amas forras ou captivas
pira casa de familia, quecoziubem eeueomincm: na
roa da Cadeia do Kccil'e loa u. .">0.
juros contra
o logo.
XAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deslc xarope para a bo
tica de Jos da Gru Sanios, na rua Novan. j3',
-arralas S|500, e meias 35000, seudo falso lodo
aquello que n3o for vendida nesle deposito,ptlo
quesefaz opreseDteaviso.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Cara cura de pbl>sicaem lodoosseusdiftereu
tesros, querimilivada por constipares, tosse
asllima, pleuri/.escaos de saugue, dorde cos-
tados e peilo, palpitarn no corarao, coqueluche
broochile, dorna garganta, e todas asmoleslia
dosorgaospulmouarcs.
Alteoc.

R. C. Yates c C, cstabelecidos no l!io de
Janeiro na rua do Hospicio n. 40, vendo um
annuDcie publii'.ado em una das folbas de
Pernambuco pelo Sr. Barlholomeu F. de
Sou/a, prevciundo ao publico que o verda-
deiro Xarope do Bosque so elle he quem
vende, previnem ao mesmo publico que o
nosso xarope he rcmellido do Itio de Janeiro
pelos proprietarios cima, aoSr, Manoel Al-
ves Guerra, e este Sr. fez o deposito para ser
vendido na pharmacia do Sr. Jos da Cruz
Santos na rua Nova n.53, nicos por nos aulo-
risados para venderem o nosso verdadeiro, e
mais prevenimos aos senhores consumidores
que ha perlo de cinco anuos os rtulos col-
lados as garrafas sao asignados por llcnry
l'rins, como procuradores dos proprietarios
cima.-Itio de Janeiro 13 de Janeiro de 1857.
p. p.II C. Yates \ Cllcnry Prins.
~ Barlholomeu Francisco de Souza leudo
o annuncio dosSrs. R, C. Yates & C. no Dia-
rio u, 1', em que diz ser smenle verdadeiro
o Xarope do Bosque que se vende nesla ci-
dade na plrarmacia de Jos da Cruz Sanios,
onde fez deposito o Sr Manoel Alves Guerra,
que recebe delles proprietarios, declara ao
publico que nao duYida seja fabo o Varope
do Bosque que tamban vende em sua botica,
mas assevera que elle foi comprado aos mes-
mos Srs. It. C. Yates & C, do hio de Janeiro,
como prova o documento abaixo.
Itio (Je Janeiro 8 de agosto de 1836.
O Sr. Barlholomeu Francisco de Souza
comprou a It C. Yates c C. .
V duzias de garrofas com Xarope do
Bosque a 4/000........216/000
B duzias de nietas garrafas com Xa-
rope do Bosque a 27-000 .... l62#OOo'
liis. 378500
Itecebi o importe cima, do Sr. Antonio
Joaquim Yicira de Carvalho.Kio deJane.ro
8 de agosto de 1856.Por l>. C. Yates c,
Jost; Paulino Baplisla.
tstava rcconhecido
Precisa-se di' oHciacs c costureiras:
na i ua Nova n. loja de atltiate.
Lotera do iiio
de Janeiro.
Na piara da Independencia n. O,
acliam-se a' venda os novos bilhetes da
lotera I- para construcco de tuna pta-
i;a demeraido dai|uella curte, que devia
correr no dia 17 do presente ; as listas
esperamos pelo vapor "San-Salvador" :
os premios seriio pagos na mesma loja
cima, de conformidade aos- nossos an-
nuncio*.
I'recisa-se de nina lavadeira para
lavar rotipa de urna grande familia : na
piara da Independencia ns. e S, li-
vraria.
Precisa-te para urna casa estraneei-
ra de pouca lamilla, de timliom co/.inliei-
ro, de urna ama secta e de urna pereita
engommadeira, paga-se lem sendo lodos
peritos e liis: a tratar na rua do Torres
a. ."8, segundo andar.
FEMOR.
iX'o engenho de Santa liosa, freguezia da
Luz, precisa-se de um bom l'eitor para o
campo : a tratar n mesmo engenho.
Arrenda-sc o engenho Oileiro, silo ua
comarca de santo AnUo, pertencentea Isa-
bel Mana de Mello, porum cont e duzen-
tos annual, e tambem se arrendar por um
cont da ruis, obrigando-se o rendeiro aal-
guns conceitos : os prelendentes dirijam-se
ao mesmo pata tratar.
Foi apprehendida, que ia sendo condu-
zida por um preto, urna cabra bicho no lu-
gar de Saiito Amaro: quem for sen dono
appareca no dito lugar,'que dando os sig-
naescertos Ihe sera entreguo: a fallar com
o inspector.
Antonio MarCal da Costa Albuquerque
declara que desla data cm dianle assignar-
se-na Antonio Domingos da Costa Albuquer-
que.RecifeSt de Janeiro de 1S57.
Precisa-se de um bom atnassador, pa-
I ga-ie_ bom ordenado : na rua estrella do
Kosario n ij; aesim como aluga-se um
pelo que ontenda do padaria.
Precisa-se de um criado forro ou cap-
livn para o servico de urna pessoa, c paga-
atten;\o.
O abaixo asignado pede encarecidamente
aos seos freguezes, que Ihe compram bilhe-
tes hajam do vir pagar no prazo de 8 dias
na loja da Sra. Vi uva Bastos, na oraca da In-
dependencia n. 4.
Joaquim los da Silva Caio.
He novo ro-a-se ao Sr... que procurou
comprar o escravo Joaquim, do Senhur Jr.
Antonio Carlos de de Almeida Albuquer-
querque, que est em sen poder, como disse
ao Sra*. Joan BaptisU decampse Miguel
Jos Barbosa Guimaraos. queira lera bonda-
uc de no prazo de tres das entender-se com
Joaquim GoOCalves de Albuquerque e Silva,
na rua da Cruz n. 3 primeiro andar, o avisa-
se ao mesmo que a forca de indagacoes ja
he conliecido sen nome e morada, portanto
se lindo o referido prazo nao apparecer, se
recorrer polica.
Troca-seuma preta de 40 anuos, san
vicios, por um preto da mesma idade, tor-
nndole a diflerenca : na rua da Hoeda 11.
I-', segundo andar.
lUIEllil
DA
PROVINCIA.
O Sr. tlietourtiro manda fnzer pabliru que se aelia
a venda ueste escriplorin rua da Aurora'u. 2( pri-
uieiro andar : bilheUa, meios e qdarlos da tegonda
parle da tetima lotera da matriz da Boa-Vista, cu-
jas ruda, andam lio da itl do coi rente inez. O Sr.
thesoureiro maiida fazer publico que eiistem K'au
des quantidades de tullirte-, meios e quartus cima
a escollia do comprador, bem a.smi manda traos-
crever o novo plaun ahaixo declarado.
PLAISO.
-- Precisa-so de urna oozinheira
das Cruces 11. i!).
rua i Vende-se a,fabrica it: charutos do pa-
teo da Sania Cruz n. \1, ja inuilo aciedita-
-- 1 111a sennora viuva propoe-sea ensi-Ida escm embaracoalgum ; vende-se em ra-
' lfa_1!' "_('!"'".'I,l:,s%rai;t"vas a coser, en- |zodo respectivo dono estar doenle eque-
--
gommar e coznhar, dando seos senhores o
sustento : quem quizer dirija-se a rua, do
Padre Floriano, casa 11. II, quo achara rom
quem tratar.
300 bilbeles a COOt) is:00?000
0 por cenia .'l-.liOOsOOO
14:4003000
1 Premio d^ 5:0005000
1 Dil de t:.'i(>03O00
1 Dito de 5009000
2 Ditos de '2005 4009000
4 Ditos de 100C 4009000
(i Ditos de 509' 3009000
1 Ditos da 209 300P000
30 Diios de ifS 3005000
1140 Hitos de Mi >'.70?000
____,__
1200 Premios. I4:'00v>000
2400 Branros.
3600
Thesoararia das Mena* I i de isatiro de 185C.
O Ibewareira Frandica Antonio de Ubveira.
ApprovoPalacio do governo de Pernamhuco
llide Janeiro de IN...S. !( .Macedo.
Conforme.Antonio l.eite de Podio.
Jos .lanuano Alves da Maia. aaeriviii
rias.
uABISETE
ih; i
Cmprain-se apoliccs da divida provin-
cial: na rua das llores 11. 37, primeiro an-
dar.
Compram-se escravos de9a35annos:
na rua do Collegio n. 21. tercetro andar.
Gompram-se escravos que sejam sa-
dios e rolles, proprios para armazein de as-
sucar : ua rua de Apollo n. -2-2.
Compra-se para urna encommenda
."> moleciuesde 14 a IS anuos de idade:
na rua do Collegio n. 21, priir.eii o an-
ar, das I 0 horas a's ." da larde.
--- Compra-se urna secretaria para escrip-
torio,queesteja\em bom eslado na ruada
Cruz 11. 34. ,
Srttdad-
Na loja da boaf
vende-se o mais barato
possivel : .
Crosdenaples preto muito bom, o
corado
proprio
-mo
add
Cantao preto muito lino,
para luto, o covado
Sarja preta hespanhola, o covado
Corguro preto muito lino com sal-
picos, proprio para col le tes o
covado
Casemira [.reta lina, o covado
Panno lino azul, o covado
Lencos pelos de seda para grva-
la, meto lenco
Metas preta* de soda muito supe-
riores, o par '
Peilos.nu.ior.ims para camisas
Ditos de hubo muiio superiores
Casemira de qnadnnhos pretos
muito biia, o covado
Corles de rolletes de lusto
lutos de ditos de dito tino
Ditosida ditos muito superiores
Crosdenaples de seda de lindas
cores, o covado
Cortes de vestidos de |a,eila de
seda muito linda
2!!.'i?0' de 2". o covado
seda bordada* de
rSiK!to,d? Bt boruaJosdeseda
Cambraias adamascadas, proprias
para cortinados, pecas de 20 varas
mas para cobertas, do bonitos pa- ~
dioes, o covado '
fazend^MMa1" """'""'""> sorli,nento"de
azendas linas 9 grossas. que wndem-se por
ue iiingucm deisa-
900
l>800
U00O
ayooo
3/000
1/000
99000
500
1/200
l/OOO
500
1*000
1/600
j-ooo
18/000
800
I -'-000
lOfOOO
7/000
rer retirar-se para lora, e isla neslcs 8 dias.
Vende-se panno verde proprio para
bilhar : na loja da rua do Crespo 11. :i, pio-
xitno ao arco de Santo Antonio.
Vende-se damasco de seda superior de
ditrerentes cores : na loja da rua do Crespo
n. 3, prxima ao arco de Santo Antonio.
Vende-se panno superior encarnado :
na loja de 4 portas n. 3, prxima ao arco de
Santo Antonio.
Vende-se a taberna do pateo da Santa
Cru?, que fica na quina que volta para a la
Vi-lha : a tratar na mesma.
Vende-s um mole^ue de 8 annos, bo-
nita ligtira : na rua estreita do Rosario, ta-
berna 11. I.
Vende-se a taberna n. 82 da rua das
Cinco Ponas, que foi do fallecido.Manoel do
liugo Cima, assnn como tambem se vende
um moleque de idade 11 annos, pouco mais
ou menos : os prelendentes dirijam-se a
mesma taberna.
Vende-se
110 escriplorio de Antonio de Almeida Comes
na rua do Trapiche 11. 16 segundo audar, o
seguate, por commodos prc?os : enxadas du
ferro sorltdas, lio porretc, panno de liiiho,
toalhas depauno ue linho, sebo era caixas
de arroba, ludo do Porto, e archotes cm
Mizas.
Chales
de touquim a
240OO rs.
Na rua do Queimado 11. 21 A, vendera-se
chales de touquim pelo diminuto preco de
249000 rs., grosdnaple preto a 1/800, 2,|OOo
2-2O0 eaUOO, este ultimo tem quasi vara de
largura, fazeuda o mais superior que tem
viudo.
Vende-se em Nossa Sennora do O', na
freguezia de Ipojuca, um casa terrea com
fenle de tijolo e oilOes sobre pillares, com
um grande salao a cozinha pusada lora,
dividida em duas salas cuma alcova, urna
das salas letn escolente arma<;iio propria
para taberna, e muito boa por ja estar afre-
guezada, ser edificada no pateo da feira e
ter ti es portas de frente : o proco he 1:0005
rs. : quem a pretender dirija-se aquello lu-
gar a tratar com o proprietario, ou na rua da
Cade;;, Vclha n. 33 loja no Recite).
Sedas de
quadrosmiudnliosa \ff rs.
o covado.
Na rua do Queimado n. -J1 \. vendem-se
sedas de quadros miudinhm pelo baratissi-
Feijao inulatinh iCouro de lustre marca de
Vende-se na ru.i .la Cruz u. 31, fcijAo malalinho | ("lsti'!r>
por preco rommudn. *-oltlll,
Moinhos de vento Veudem-se" pclles de couro de lustre de
com bomba 1 derepmopara recar liuria*ba muil superior qualidade a preco de 4? e
na rua do Bruiu ns. ti, 8"e 10. j 'da loja de miudezas da boa fama n. 33.
Vende-seo grande amiazem
largo da Asscmldea 11. -20 I-orle do
proprio para qualquer e-libelerimento, ou BlCUne
para rcrollier generoscoina e-laservindo acloalmeri-
l. por elar collocadu delronte Bo trapiche do al-
sod.io : a tratar na MU do Trapiche 11. 11, primeiro
andar.
Antonio .lose de Castro vende plvo-
ra de superior qualidade a 15*000O bar-
ril : as pessoas <|ue quizerem dito gene-
ro, apparecam em o sen cscriptorio, na
ruado Vi;ario n. 31, para veras amos-
Iras.
Km casado llenr. Itrunn \ Companbia, na
ruada CroiB. 10, vcndc-secognacemcaivinliatde
da zia.
Em conseqnencia de niio ter havido ses-
s3o ordinaria do conselho deliberativo no
dia 15 por falta de maimia, uovamente se
convoca o mesmo conselho para a sesso do
dia -2* do corrauta, as 7 horas da tarde, lie-
cile 25 de Janeiro de 1857.O o.- secretario,
Jos dos Santos Pereira Jardim.
PRECISA-SE de um criado eslran-
geiro ou nacional, assim como de urna
ama para o servirointerno de urna casa :
na rua .Nova n. !).
VazLeal declaram pelo presente
annuncio ao Sr. Manoel Caetano Cyria-
co, de Goanna, que leudo remettido ao
Sr. Mathias Jos Alves de Aratijo, em
carta lechada, a sua letra a' ordein ilos
iresmos, deis. l-20.s'0(MI, vencida em IX'
de marro de I8.it>, e por elles Grinada,
para este Sr. receber, succedeu desen-
caminliar-sea referida carta ; ve portan-
te oprevinimocpara quenuopague are-
tenda letra a outi-a qualquer pessoa que
nao seja ao dito Sr. Malinas, ou aosannnn-
ciantes.
Recife 25 de Janeiro de \^~.
Aluga-se
una grande casa na rua Imperial n. 101,1
com tres portas de frente, duas grandes
salas, cinco (pinitos, cozinha lora, etc.,
por I2J000 mensaes: a tratar na rua
Direita o*. V.">, loja.
pregos tSo commodos, q
ra de comprar; assirr
Chiile iniiiio linos, qUe
os que em onua parte : na "rua do Oueima *
do n. 28, a be.-, coohecid. lojda Cf.
- Na quina da rua de Horlas 11.
nua-se a vender Ggos de comadr,' a i-'o"
Komma a yo rs., alpista a u;o, cevada 1 ion
'*.ditamo.daa2W,cafomoidoa320
madeararuu a 200 rs., ugu' a 320 '
dSo-
1110 proco de 1 0110
com peuhores.
Las de
a 640 rs o covado.
Vende-se la~a c seda de quadros : na rua do
Queimado n. 21 A dao-se as amostras com
penhor.
-se as amostras
quadros
rentes qualldados a 360 e 400 rs.. Xlh de
Lisboa a 480, Kiguair. a 560, |.onio BW
500 rs. meia garrafa, milho a au a Q,L l
penaras de arome para rotuladores e tl-
denos, t'"
Vende-se
gura ; na rua 1!
um.mulatinho de bonita li-
a Praia, arma/.cni n. 18.
. ^e3dum*se ,.errfnos Pra edilicacgQ lia
estradaidoManguinnibo, do do liecile. lado
esquerdo, junto i-s casas do Sr. Vanol Pe-
reira laxara, com 250palmos de fundo e
de trente os que o comprador quizer : a tra-
ar na rua da Cadeia do Recife u. 9, ou com
JoseBapt.sU hibeiro de Faria
da l.-lanc. .
110 seu sitio
Vende-se um bonito
Lotera da pro-
vincia.
Oabaixo assignado vendeu as seguintes
SOI tes :
1 meio numero 1517 6:000/
quarto
meio
dito
quarto
dito
meio
quarto
meio
2551 1 :500a
2812 2()0#'
302(i 0#
255! 100?
2946 100#
741 50/
2572 50
1710 50/
O mesmo tem exposto a venda os seus fe-
les bilbeles, meios e qtiarlos da segunda
parle da stima lotera da matriz da Boa-
Vista, os quaes nao estao s
cont
c,os sao
- moieque de para
9 anuos, bem robusto c sadio : no aterro da
Boa-Vista 11 10, loja.
Quem vir cmi-
pra porque o prego
convida.
Vende-se urna porcao de algodao trancado
da baha lazenda muito oncorpada, com
pequeo delato, sendo lazenda muito re-
commendavel para roupas de escravos e
para l0do servico de campo, linalmcnle
muito propria para toal ,as de mesa e ou-
iros inultos arranjos de asa de familia; e
quem deixara de compra limpo a -2-20 a va-
ta, e dereituoso i|ue mal se couliece a 200
rs. : na rua do Crespo n. 14, quarta loia vol-
Uudo da rua das Cruzes.
-- Vende-se o bom e muito acreditado ra-
pe Joao Paulo Cordeiro, da fabrica do Itio de
Jaueiro, rape ste bem aceilo pela sua c.nn-
posicao e semelhanca ao de Lisboa pelo seu
aroma agradavel : vende-se de -20 libras pa-
ra cima 110 deposito geral da rua da Cruz do
tecile, casa n. 17, a preqo de 1?200 por li-
bra, e a tetalho as tojas seguintes : rua
l do Recife, Tortunato Cardoso de
-se as
amostras com pciihor.
Vende-se um guindaste porttil de
Ierro, que pega em 90 a 100 arrobas,
eom todos os seus' pertences, por preco
commodo: na rua Direita 11. (iti.
Aviso aos tanoeiro*.
Vendom-se rodas de arcos de pao para
pipas, e liacas de vimes da melhor qualida-
de que ha 110 mercado, ebegadas ltima-
mente do Porto, por menos preco do que
em outra qualquer parte, e vende-se a por-
cao que o comprador quizer : na rua do Vi-
gario n. 27 deposito de assucar. ,
- Vendem-se duas negrinhas muito lin-
das eespeilas, urna de 10 annos e outra de 5
2 mul.iliuhas de 10 annos cada tuna, muito
lindas, : molequinhos de 8 a annos, -2 ne-
gras mocas comalgumas habilidades e uina
dita de 30 annos boa quilandeira : na rua
larga do Rosario n. 2-2 segundo andar.
Em casa de Eduardo II Wyatt, rua do
Trapiche novo n. IS, ha para vender I pia-
no forte c elegante.
FARINHA
De Trieste.
Veude-se em casa de S^uuders Brelhcri C. u
prara do Corpo Calilo 11. II, a muito superior eLem
conhecida farinha de Iriesle, da marcaprimeira
qualidadedudada em 9 do crrenle ua escuua
Pfeil, em porres;randes e pequeas, conforme a
vontade do cumpradur.
TA1XAS PAKA EXGENHO.
l,fundifo de ferro de D. W. Bowmann na |
ru di Bruna, passando o ehafarir,'' conlin ha-
"rerumcompletcsortimectoda taixs de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por epreco commodo com
proniplido: ernbarcam-s oucarr*ga-s m car-
ro semdospeza ao comprador.
- Na rua doTrapiciie u. I escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra, vende-se por commodo preco e
Mgniole:superiorviuho do Porto em barris do
oitavo.chapeos de leltro.esab.ioaniarello fabricado
no Hio de Jaueiro.
Emcasa de Saunders Brothers C., praca
do Corpo Santn, ti,ka para vendar o sf;uinte a
Ferro ingloz.
Pise da Suecia.
Alcalro de carvo,
Konas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para saccaa*
Dito entrancado igual ao dx.Bahia.
E uoi completo sortimento da f/.enda-- proprio
para sste mercado ludo por preco commodo.
No escriplorio de Antonio Luiz de Oli-
vara Azevedo, rua da Cruz n. 1", veudeiii-se
vi dios do urna onca, meia e duas.
Ktia do Queimado n. 1.
Na loja de Gaspar Antonio Vieira Cuima-
raes existe um completo sortimento de bel-
botinas de cor e prelas, proprias para ves-
tuarios de mascaras por piejos commodos,
alan desta fazeuda ha oulras muitas por ba-
rato preco, assim como seja, atnalhado com
7 palmos de largura pelo diminuto preco de
1/jOO rs. a vara.
Veude-se urna mulata do 22 anuos de
idade, bonita figura, de boa conducta, sem
vicios e achaques, o que se allianca, sabendo
lavar e engommar muito bem : na rua da
(loria n 55.
Vendem-se tres terrenos foreiros em
Santo Arturo, todos com 700 palmos de
trente para a estraua nova de Luiz do llego,
e com fundos para o oeste al 640 palmos,
confrontando pelo norte com o sitio do Sr.
Manoel Pereira I.emos junto do actual hos-
pital ingle/., e pelo sul com o sitio do Sr.
Jouo dos Santos Porto : quem os pretender,
dirija-so a Vicente Alves le Souza Carvalho,
rua do trapiche n. it, primeiro andar.
WT^itlP* escripierios e cari-
nos.
Vendem-se resmas de papel de peso do
melhor que he possivel haver a 65, dito in-
leriur pouca cousa a 3a e 35500, dito raouc-
te molsimo lino a 4*00 e fe di o almaco
boemvV3"':.0Mai4%,dito S" -SwSS
fesmaaV ?',,d,l ^ eon em 1ur,* *
H^ ?rozas das verdadeiras pe-
^ iS? H,C dC "na Pe, b"al P'
1 C SS" dU."as dc ,aP's uitiMimo li-
nos a I*., ditos proprios para nsoar I,-
vrosa800rs., canelas de sso l01nCildas ,
peonas dc ac a 120 rs., caivetes lin.ssimo>
de urna a quatro lulhas a 1, 2, 3, 45. e ou-
lras uia.s cousas que se vtde barato; na
rua do Queimado na bem conhecida loja de
miudezas da boa lama u. 33
IECHAI1SI0 PAR Elfil
IHO.
NAFLND1CAO DE FERRO 1)0 KM r
NHEIRO DAVID W. BOWMAN k
RA DO BRUM,PASSANDO O HA
FAR1Z,
O Cl AlinA-UVliOS llllASILElRO.ou arte
da esenpturacao mercantil apropriada ao
commercio do Brasil : vende-se na rua da
Cadeia Velha 11. 22. Preco 8*000.
00
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
gada, assim como potassa da llussia verda-
dera : na praca do Corpo Santo 11. 11.
Cimento branco
Velbutiua
ce todas as cores.
Na rua do Queimado n. 10, vendem-se vel-
butinas de todas as cores, e as meltiores em
qualidade que tem viudo.
Vende-se tuna porreo de [upas e toneis
por praso de neis mezes com as competentes
garantas, a tamban se arrenda o armazn
onde se acbam depositados os mesiuos ob-
jectos :a tratar com Joaquim Conealves de
Albu(|iierque e silva, na rua da Cruz n. 35,
primeiro andar
Btalas inglezas e de
Lisboa.
Vendem-se no armazein da travessa da.
Madre de Dos n 1.",das 'i horas as 3 da tarde.
VIMO lio PORTO GBNllINO.
%ende-se ptimo vinho do Porto em barris da
quarto e oilavo, por preco razoavel: na rua da Ca-
hasaatpre umgrandesoriojeDlodossei:aioi*, oh
jeclos de mecliaoiimos proprios paraeDtenbos,a m-
br : tnoendase aaaiat moeed da mais moderna
couslrocrao; lanas de ferro fundido ebal.do.de
supenorqualidade e de lodosos tamaitos ; rod*
deiuadas para agua on aium.es, de loda. a. proir-
roes;crivoseboccasdeforuall.aerei:ulro!..le h.,
e.ro.aguilhOcs,bronzes,par.r,1.o^rc^Xe^^.
nhos de mandioca.elcele *,i t
NA MESMA FUNDICA'O.'
leexecalamlodasaseucommendas con. a sapeno-
ndadejaconhecida ecom a devidaprsletaern..
mnii.ii.nle em prei.o.
PARA AS SENHORAS DE BOM
GOSTO.
Vcndcm-se raisinhas ricamente enlejia-
das proprias para presentes a 2a, 3a e */, ca-
nelas ricas proprias paia senhoras a 500 r*.,
carteirinhas muito lindas para senhoras a
800 rs., tesouras para costura, lin.ssimas a
18, ditas ditas para unhas a 500, 1- e 1/500
ricas franjas para cortinados a t/a peca, len-
cinlios de retroz de lodas as cores a 800 rs
ricas catuanas para guardar joias a 800 rs.,
camisas de meia para crianzas a 50o rs., ri-
cos boloes para roupa de criancasa 15 du-
zia, sapatinhos bordados para as mesmas a
r52 ".!* dilos dc 13 ra's ordinarios
a 320 e 400 rs., agulheiros com aRulhas sor-
idas a 160 e 2*0 rs., cario de colxele.,
SOFSSJi. pareS,* ,0 rs' carteirinhas
com agu has so.tidas a 320 rs., caixinha
com agulhas Irancezas a 160 rs., miadasi d^
linha para bordar a 100 c 160 rs., carrilei-
de linha de 200 jardas bom autor a 80 rs., di-
las de 100 jardas autor Alejandre a 40 rs.,
macinhos de ((rampas muito boas a 60 rs .
irancmhas de 12a de casacoes a 80 rs. a pe-
ga, caisinhas com grampas muito boas a 16"
rs., mtadinhas de Imitas de peso finas a 120
rs., babados abertos de linho a 100 e 120 rs
a vara, dito bordado de lindos padrt.es a on
rs. a vara, trancas de seda de lodas as cores
e larguras e oulras muitissimas cousas, que
udo so vende barato, na rua do Queimade
loja de miudezas da boa fama n. 33.
Meias de todas as quali-
da des.
Vendem-se muito boas meias de seda prr
nSin ,rna5 para.se"noras Pel0 b"lo Pre-
co de 2/500,dilas de laia para padres a 1-soo
pelo baratsimo preco dc 400 e 500, dil.s
brancas e croas para bomem a aw. 24' e
-su rs., ditas pintadas o biMM.maMSl'
nos a ato e 300 rs., ditas brancas, finas para
meninas a 240 rs., ditas raneas para se-
nhoras a 240, 300 e 400 rs.. ditas prelas de
algodao para padres a 600 rs., e oulras mais
qualidades que se vendem barato na tua do
Queimado, na bem conhecida loja de miu-
dezas da boa lama n. 33.
-- Vende-se urna loja de sapa tos muito
aireguezada, na ra liircitan. 56 : a tratar
na mesma loja.
&9et*t>0$ fMfiirD*.
Fugio do engenho Barra de MaUpiru-
ma ao amanhecer do dia quinta-feira de
jane.ro, um mualo de nome hrn.no. bem
claro, baixo, grosso,cabello carapinho, olhos
bastante grandes, principiando a barbar, pe"
n1, pese nariz;giossos, pode toa de idad.-
24 a 2o annos, 101 vestido com duas calcas,
dia do Kecife u. 13, escriplorio de Bailar A Oli- camisa de madapolSo. jaqueta a cliai.Pn.lr
mu
to lindos para pti-
nlios.
Vendem-se muito bonitos botoes para pu
nhos pelo barato pret;o a 500 c 800 rs. cada
abotoadura : na rua do Queimado na loja de
miudezas da boa lama n. 33. '
Pianos,
de urna pancada : quem o pegar leve ao dito
coT^ri,h^i~^'.....ss
ler 18. -..) annos ; levou caira' de brun d"
a godao escuro, camisa blanca engommada
chapeo de palhu.ha novo con, o,,,. ,,. S
la larga, tem os calcanh.res maltratados por
causa de bobus, altura regular.com ,s cas-
ias lalhadas e pannos no rosto de lodosos
Emcasa de Rabe Sebmettao & fompanhia, S* ?*.. SLSSS M c'Jmt'T","'^
..d*^V*": ^..veudem-se elegantes SZSSil^VS+SSSS*-
Gouvea ; rua da Cadeia do Recife. Joao Go-
mes Leal Jnior, lose Fortunato da Silva
W ja bem conliecido e experimentado,
tanto em barricas como as tinas: noar-
uia/.cm de tahoas de piano de Joaquim
:JfG8
Por Salustiano dc Aqump Ferreira
Jos Fortunato dos Santos Porto.
Aviso no aviso do Sr. Correia.
Se o Sr. Jos Soates Correia .... eontrahis-
se nesla praca dividas com quem Ihe rcinet-
lia de commissao seus asucares, cerumen-:
te nao mecollocaria na penosa Decessidade ,,lona "" S de responder o seu aviso inserto nesle liia-
110, que so he relativo a assucar e somonte
ar; mas o.Sr. Correia
.osario, Joao Goncalves Ferreira ; praca da
Independencia, Amonio dos Santos Fiuzu
aterro da Boa-Vlata, defronte da matriz, Jos
Biiancoui'tJo Ainaral; o preco da libra a
I/2S0 rs.
-- Vende-se urna negrinba que cozinha
odiarto de urna casa: a tratar na rua da
que nao ignora
Vende-se urna mulata com 15 anuos de
idade, bonita ligura, lava e engomla bem,
cozinha o diario dc urna casa : ua rua de
ciacs da mesma ollicina do chapeleiro, as-
sim como apreodizes para a mesma arte.
Perdeu-se do poder do abaixo assigna-
do una lellra da quantia de rs. I39f9l0,
aceita em 12 de Janeiro pelo Sr. Luiz l'ran-
rjipAiieA northFrn.
CAPITAL t 1,280,000ESTABELEC1-
l)A EM 18G.
Para effeciuar seguros
o ue propriedades, mercadorias, mollia
gneros de quasi todas as qualidades.
I'i cuno de .">|8 at 11 por rento ao anuo,
agentes C. J. Astl.y & C. I.m conformi-
dadede oulens altimamente receidas,
os agentes acham-M habilitados a tomar
risco contra fogo, e solne gneros dee\-
portaeo, co.no sejam : algdSo assucar
ou couros, depositados em trapiches ou
armazens particulares, em Macei, Jara-
| ua' ou Parahiba do norte- agentes C.
J. Astle\-, C.
O abaixo assignado lecciona primei-
>.s lettras, latina e trance;'.: na casa n.
-,v ,1., ., \ i. 1 1 do Queimado, luja 11 19.
08, da rua Nova.-Jose Mana Machado OSr. AuguJsto ,,sclier> adinilllsll.a,lor
e 1 igueueuo. da cocheira da rua da Cadeia 11. 12, he roga-
O un ico preservativo contra a caspa do a ir satisfazer os dous mandado^ de pe-
que at agora tera apparecido, tem avanta- n'iora tnie amlam fura, visto nao se querer
Kem de preservar da caspa, amaciaro cabel-1fasera penhora cm razo do mesmo saibor
lo. e tamban Ungir o mesmo : na loja n. fldizer que 11S0 tem urna camisa em SCU
da rua do Crespo. uomc.
Aluga-se urna casa caiada e pintada de I Aluga-se urna casa terrea na rua da
noy com escolenlos commodos para la-. Alegra, com 3 janellas e 1 porta, com com-
para familia : na rua do
se bem agradando: a tratar ha rua'do Cabu- 'Jf-S'316 em """'"a mSoumrvt"sea"deis- Prenciseo n. 30
ga, loja de cera na quina da rua das Unn-l'!* vencido, equeeu, por mais dili- Vende-se urnapret criouls bonita II.
"t gC"CI"t q1f le"lla feil Para '" ennder Bra, se:n achaque iM.e. le,ta an todo o co.'-
- NS rua Nova, loja c Tabrica dn chapeos 'm 'Sr- Corroa ou peasoa de sua amiza le, I P". com 19 annos : quem pretender dira
de Chrisliany & Irmao, admillem-se olli- Para ev,lar desgoslos, nao me he possi- e ao camii.ho novo da .solcdade 'tahern.
vetencontra-lol lle-me. porUnto, riSao n. oicuaue, ub.rna
acompanhar ao Sr. Jos Soarcs Correia, ro- ., ,_. 4
gando-lhe aaalisfacao de dita quantia. 'iampagne.
n., ,ftaoLeitedoRegoSampao. Vndese vinbo de Champagne," marca
:- A pessoa que.por engao levou uma | rand-MOSSeox, em casa de 1. P. dour&
pianos do afamado fabricante Tiaumann de
llechegado o e\cellentceementobian- "aniburgo.
Vende-se agurdente de Franca em
cnixas de urna du/.ia : no arma/.em de C.
J. AstleydtC
Ka rua da Cadeia, defronte da Rebelo, taber-
na n. -2, ha dasmelliotes bichas hambufauezas pa-
ra vender a rela.o e eiu purgues, e< tambem se
alagan,
Vinbo do P01I0, superior rliamiro.
Em caixas dc 2 duzias e em barra da oilav'o, re-
ceiiiemente cliegadopelojbrittue Tratadora; vnde-
se nicamente uoarmacein de Barroca V Castro, ua
rua da Cadeia do Rtcile 11. 1.
Algodaosiiihu da Baha
para saceos de assuca : vende-se emca-
sa de N. O. Bieber t\ C, roa da Cruz
n. i.
cisco Honteiro Tibiro, c endossada pelo Sr. caneiieira que servio na noile do especUcu- Companhia, roa da Croz n to '
Victorino Jos.-Correia de Su, a qual lica de d0 22 eo Sr. Lopes, queira vir ou manda-' Up|.fiiiiimo fi'
nenhum eilato pelos nicsmos senhores me 'aeiitregai a rua .Novan. :i), do contrario ciniiJiuri1S lllllSSlMlaS.
terem passado outra de igual quantia. depois da publicacSo desle por tres dias, # teja do miudezas da boa fama na rua
Manoel dos Sanios Pinto. publtcar-se- ha o seu nome, e desmascaran- Qmado 11. 33 er.conlra-se sempre um
Aluga-se a bella casa de campo da Pas- se P'oceder como he do Justina, pois r,co *orlimento de perfumaras de todas as I V"J'10 Jo ''orln '"petiur qualidade da bem
sagem, a primeira passando a ponle grande. 'cstcmuiihas. Kecife l de Janeiro de flulidades, inglezas e Irancezas, sendo dos iconnec''1" l"'iaa llw cm pipas,barraeeatiaala
pertcncenle a viuva de Paulo Pereira Si- ,0**' melhores aotores qua ha em Paris c l.on-1 a d
moes, pintada de novo, com estribara paral Uritisfa Clerk Providenl lajmpjatinn | dre "er : agua de Colonia muito boa,'
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa: no
aniiii/.em'de Novaes A- C-, rua dalladle
de Deosn. 12, por pceo commodo.
'^elogios de patente
nglezesdeouro, desabnete edevidro:
vendem-se a prec/>razoavel,em casa de
AugustoC. de Abreu, narua da Cadeia
do Kecife, arma/.em n. G.
Vende-ses.i|icrior linha dc algodao branca a
dc corea, ata Dovello, para costura :fin cas de
SonUiall Mellnr (\- Cuinpanhia.ruado Torres u. :|H.
(VL E POTASSA
\ende->t potassa da Kussia c americana, clieza.la
neslcd.a>e de superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos seus depsi-
tos ua rua da Apollo n. I A, e 2K.
Na rua do Vigario n. 19. prilheiro andar, ven-
marta i.w cm
1 duias de carrafas.
asSowill S'ba/'ra b"bi'dfl cren -e amendoas,
\S UbMrv "f" dc "V"nd! mu,l 8uPeri<>'. vinagre
odav evnu a : ;,r1mal,c" P ores de cabca, banha mui-
gar por nao estaren, as chaves no liecife, e o'clock. lv order. Edward liotliwell im. '',"a ,),", ncos vas"s' estrados dc muitas
terem ido para o engenho : a tralar na rua ra y secretar)- ^ uuuv-1 qualidades, extractos proprios para bolso da
-Precisa-se denmcaixeiroparateberna ^V!^ l;,MM"'ias'u ""? qualidades,
anida que nao tenha praUca, e so ordos "'"at0 lrK",llor '1U0 ,ha l,ara bmpar denles,
chegadosnliimamenlcdo ., '....melhor : no ES""! ''-"" ,s de,,l,!S' e mlna muitM u
largo da ribeira de S. Jos no cousas que nio daxa.no de p.ragar aos se- j' ,uaR ",Lr;(,:'s P
,.. _. nhores compradores, e aue ludo se vende '''' v; So^a latm s ic,T ''"'i'0 e ,os Lu de Pr preeinho muito 'barago! b0vended.. todos os fc
souza tazeiii seientc a esta praca, qne dis- 1 y'
solveram amigavelmeote a soiedade .niel J-IK't SeCCO tlC
* ou (i cavallos, cocheira para -2 ou 3 carros, A special meeliti" o| t|s
casa para pelos, baixa para capim, sitio be held al the Hiitisti ,v
com algum aryoredo i a qual esta por alu-| rua do Trapiche on Tuesday evenins
iSlelogios
coher lo. e descobertos, peqnenos e irandes, de ouro.
patente intlez, para homeui e seuliora, de un do*
melhores fabrica..les de Liverpool, viudos pelo ulti-
mo paqueto inglez : em casa .le Soutball Mellor L\,
Conipanhia, rua do forre- n. \W.
\. O. Bieber & C, rua daCiu/. ni,
vendem :
baas da llussia.
dem inglezas.
Brinzo.
H< ns da Kussia.
Vinho de Madeira.
Algodao para sarcos de asstli ai .
SAO' MLITO LINDOS.
P.icos cortes de vestidos do fazenda muito
lina, toda de seda e do um goslo muito apu-
rado, ebegados ptlo ultimo vapor viudo da | por resistir
gazeira, por isso snppe-se ter se-
guido esse caminho em razao de ter in5 |.
para essas bandas, levou comsigo um relo-
gio oe ouro patente suisso com correule de
ouro, um par de brincos de ilagraa, e ns
pedacos de ouro velho : roga-se as aulori'-
dades pohciaes c capitiles de campe o pren-
dam e levem rua da Guia n. o, que Cr5.
recompensados generosamente.
Fugo honlem as 7 horas,nm escravo mua-
lo de nome Tbomaz, alio, reforjado de corpo, com
marcas de bexigas.pernasgrocas, e neilas marcas
de cicraiizes as caueas, falla com muta manri-
do, levou vestido camisa de panno azul groeo
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e pn-
nhos, abetuna frente am forma de paut: Me es-
cravo be naluralda Parahiba e oi escravo do Sr.
Carlos Coelho, que o houve por heranca dt seu so
gro Jos Joaquim de Souza daquella cidade, t foi
comprado polo abaixo assignado aoSr. Hilario da
Alhandra Vaseoncellos Junior.morador no engenho
lapu freguezia do Pilar desta provincia
quem o pegar leve-o a rua da Concordia a Pedm
Antonio Teixeira Guimaraes, qua aera generosa,
mente gratificado.
Fugio do engenho Algrete, freguezia
de Agua Preta, o escravo Isidoro, crinlo, de
idade dea* annos, altura regular, asaca do
corpo porem robusto, sem barba, cor um
tanto fula, tem um deleito no dedo ndira-
tlor/la mao direita, lie rendido de uma ve-
nina, muito ladino, civilisado, alegre toca
viola, inculcase de forro, que sabe |er e a uc
he carapina, piocurou nesta cidade ao sr
tenente-coronel Joao Pinto de.Lemos J.,nior
para o comprar, c desappareceu diiKjis ue
ler sido entregue p. r este Sr. ao Sr. /.ntonie
Leile Pereira Bastos, foi preso na 'villa do
l.uiqne por capitaes de campo, > olircu em
caminbo tres grandes ferimenlos na cabera.
;,;
erro batido .
aiiianlius para dito.
milia, situada no principio da Torre o pfir-
'enceute ao Sr. Arantes : a tratar ua rua Ve-
lha n. 21.
modo
11. 9.
Precisa-se de dous oliiciaes de cal- lanle praUca de loja dc (azendas, para uma
deureiropara a cidade da Bahia: a tratar caf l"va da Provi,irii'. e nue sua conducta
ir, ~,. sea garantida por uessoas idneas na rua
Jo ajuste na rua da Cru* n. 1, en ptono; dtJ Cruz i5 ^J^ anuar.
.i. Antonio Luiz de Obveira Azevedo. .
Prer.sa-se de um liom roz.inlieir.i :
i.:, travessa da rua Helia n. ti.
a sociedde que I i^uuc SCCC tic Cil J U
linnam na loja de louca atraz do Corpo San-1 Na rua do Queimado, loja n. 2, vende-se
jo 11. '.s, que Eyiava debaixo lia lin.ia de docesecco de caj', em hcelas tnuilo bem
.Pinto i\ Souza, licando a caigo du socio I enfetadas, proprias para presente.
= u j Pinto a hquidacao da eslincla hrma, e o so-
cio Souza desonera.lo de .odas as transac-
Precisa-se de um moco que tenha has- efles ate. hoje. liecife 24 dc Janeiro de 187.
A taberna Ua quina da rua dos Martv-
rios n. 36, acba-se de novo com grande ptir-
c3o das afamada". Iin?uic]<: rio c.ert.rio, por
.meiro> andar. ; preco commodo
Ti-i-
.Na rua da l'raia u. i\ escriplorio, ha
para vender urna e^crav. de 25 anuos, bonita
gura, sabe cozinhar e uar.
Vende-se banha derretida do superior
qualidade a WO ra. a libra na rua do Ran-
"el n. 35,
0 Sr. Joaquim Lopes Ferreira tem uma
I carta na rua do CrcspoVi.
I ra & Pereira.
1
Precisa-se de urna ama para o servico
loja de Siquei- | interno de urna casa de r pessoas de fami-
ia ua na do Hospicio n. 7.
Na rua Nova, loja e fabrica de chapeos
deChristiani c Irmo n. U, ha para vender
superior cola de Uambtirgo e Babia mais
barato que oni outra qualquer parte.
Farinha de
este.
SSSF.
( erddeiru.)
Pelo navio BLOMR chegaram ".OO
barricas desta acreditada farinba : ven-
de-se nos armazens de Tasso limaos.
e de seda dc lindas cores; aproveitem antes los, na rua da Cadeia n. 17 primeiro andar
coarto queseacal.em, que a lesla esl com nosco, que ser bem recomnensado.
assim como chancos do Chile muito linos, Fugio do engenho Paroes. comarca de
que se vendem por menos que em outra Wazareth 00dia tdo cortvate au um sao-
P?rte- loque de nome Luiz, porem he mais roadle
LllVABa4oflrriuaniialrIa Lall\ (IL \ai lcisqii..|lfia(lt> seguintes^ cor bem preta, olhos gtmdea,
Vendem-se ricas luvas de seda de todas a
res, .'..bordadas e com bnlotas a 2{ o par
ditas sem ser bordadas brancas e amarella
para homens e senhoras a 15, ls20ti e faSOOi
ditas de fio da Ksrocia I,raneas e de cores
para humis e senhoras a 300, 400, M)0 e
00, ditas brancas e de cores, de algodao,
proprias para montara a 340 c 330 e oulras1
baixo e um pouco cncorpado, idade la an-
uo, ruslo redolido, aiuda nao barba, o nao
tem dell'eito algum physico : rogase as au-
toridades policiaes e capitaesde c.ijipo, 011
qualquer pessoa, que o prenda e enve ao
son senhnr Antonio da Motta Silvf.ira Caval
canli no referido r-nrenho, ou ar>c Srs. .,011
vea & i eile na rua do Oucimadc. a. :'. aawta
ILEGIVEL




*

qualidades mais que se vende na rna do "'raca, que cenero-ampute se Weempeuuar
Oueimadona bem conhecida loja de miude-1--------------------------------------._______________
zas da boa fama n. 33. I vekn :1VP. DE M. I. DE. FAIllA .-



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