Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07691


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Full Text
'


AMO XXXIII N. 18.
:
7
i
-
\
i
>
Por 3 mezes adiantados 4$000.
Por 3 mezes vencido 4S500.
SEXTA FEIIA 23 DE JWEIRO DE 1857.
Por auno adiantado lSOOO.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
ENCAKRE.AI>OS DA SUHSCRIPCA'O NO NORTE.
Pirahiba o Sr. Joao Rodolpho Gomes : Natal, o Sr. Joa-
Sm I. Parara Jnior ; Araeatv, o Sr. A. da Lemos Braga ;
rt, o Sr. J Jos da Oliveira ; Maraoso, o Sr. Joaquim Mar-
Suei Rodrigues ; Hisuhv, o 8r. Domingo! Harculano A. Pessoa
arante '. ara', o sr. Justino J. Ramos; Amaionas, o Ir. Jero-
nimo da Coila.
PARTIDA
DOS CORRKIOS.
n.ia hora, dn da.
OHoris : n.'1. os da*, s 9 <
Uu.ir.i-.ii. GolaalM f l'.ir.ilnt.a : a usmarfas a sestaa-fel
v Al".....Ilorrrus, llonilu, Oruarii. .Utiiili'. e G.ir.inhun* : na terra-ftlrs.
S. Luurencu i'-.-l'*lliu. tNai-irclo. l.iiiin.'ir.., Ilri-ju, rXssqaelra. fua-
idra. Flore,, vu-ii,.i,.,, Roa-ViaU, Oaricar; Bis: naa ajaaMaa-Mrat.
Cabo, ipojnca. SeriaUeaa,lUo-PureHMOi L'iia, Barrairaa, Agaa-Proia.
Pinianiviraa e Natal: ajajnlaa-a'elraai
(Torios s corrrios pirlrm as 10 tiaras da naanla.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio ; segundase quiotai.
Relaco ; tercas-feiras e sabbados.
Fazenda : quarlas es.ibbados es 10 horas.
Jui/o do commercio : segundas as 10 horas e quintal ao meio-dia
Juizo de orphios : segundas e quinlaa as 10 borai.
Prineira vara do civel segundas e sextas ao meio-dia.
Segunda rara do civel: quartas sabbadotao meio-dia.
EPMEMF.ItlDF.S D(t ME/ DE JWEIRO.
3 Quarto crescente as 9 horas e 54 minutos da man ua.
10 La cheia as 6 horas e 48 mininos da manhaa.
18 Quarlo minguanle as 2 horas e 30 minutos da machos
23 La nova as 9 borate 6 minutos da urde.
ou l'l!'-V*'AR DE IIO.IE.
Secunda as 1 horas e 6 minutos da larde.
Primeira as 2 horas e 30 minutos da manhaa
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Panulo rci m.: Ss. Audifax e Abbacuc irma rom.
-OTerpa. S. Fabiao p. m. ; S. Sebasti.io m. ;S. Xeophitd ro.
21 Uuart. S. Ignez v. m. ; S. I'atrocolo m. : S. Kpiphanio b.
22 Quinta. 8s. Vicente diac., e Anastacio mm.
23 Sext. S. IldefoDso .in .: S. Finereciasa v.
24 Sabbado. Nossa Senhora da Paz : S. Thimoleob. m.
25 Domingo. 3.depolsda reis. S. Aoanias : S. Juventino*
Em consequencia dos das festivos lica espacado
ate o da -2> do correte o pagamento do presente
quar le da subscripto deale Diario pelo preco de
t, e depois desse dia smenle sa recabera' a ic vo
eorooesta' estipulado.
PARTS 0F7IS.AL
QOVERNO DA PROVINCIA
Expediente da. alia 17 da Janeiro.
OlTteio Ao Exm. eommandanle das armas, de-
clarando qoe expedio ordem i thesouraria de fazen-
da, para iudemnisar o >.- balalhao de infantaria da
'lu.iulia de IsUOU rs., que se dispendea com o en-
terramenlo do cadver do recruta Jos Nicolao Ma-
sa, que fallecu a bordo du vapor Paran.
Dito Ao chele de polica, iiileirando-o de que
a thesouraria de fazenda tetn ordem para pagar a
gratificaran que vencen no me/ de dezembro ultimo.
o regente da casa dos meudigus Fran cuco de Mello
Lina.
DitoAo inspector da thasunraria de fazenda, de-
volvendo competentemente assigoado o titulo, pelo
qual se concede por aforameoto a Joao Paulo de
Souza, o tetreuo de mariuha u. 289 na roa Impe-
rial, e declarando qae approva a deliberado qo
S. S. lomea, de mandar comprehender no mencio-
nado titulo, nao s o terreno am qae eslava edifi-
cada a casa pecteneenleau referido Joao Panlo, mas
tambero o respectivo quintal, que sera cedido gra-
tuitamente eompaohia da estrada de ferro, se por-
venlura tiver delle precalo.
Dito Ao mesmo, remetiendo para os conve-
nientes exames copia da acia do conselho adminis-
trativo datada de 31 de dezembro ultimo.
DitoAo mesmo, autorissodo-o a remottef sob a
rasponaabilidade da presidencia, os 12 conlos de
reis que o caminan.lanle do presidio de remando
requisilou, para occorrer aos pagamentos das respec-
tivas dospezas.
DitoAo coinmandanle da estaclo naval, dizen-
do que a thesouraria de fazenda lein ordem para pa-
gar a quantia que se despendeu cora a tropa qua se-
guio uo hiatede guerra "l'arahibanou para Goiau-
iia, ecom a que dalli regressou uo mesmo hiale.
DitoAo mesiDo, dizeudo qae fkam espedidas as
convenientes ordene, nao s para que as autorida-
des competentes mandein receber as prar.es do exer-
cito,o desertor e sentenciados vindos das Alagoas no
vapor de guerra Beberibe ; mas tambera para que
nejara fu.lo- pelo arsenal de mariuha os reparos de
que necessila o mesmo vapor.l)eram-se as ordeus
de que se trata.
DitoAo capillo do porto, aecusando recebido o
oOicio em que Sf parlicipou as providencias que
dea acerca da iusubordinario pralicada a bordo da
barca peruviana irPetrovilha,D por algn- roariuhei-
ros pertenec;.- respectiva guarnirlo, e declaran-
do que esta em ordem o procedmieiUo daqaella ca-
pitana, ctim|.i ni l-i que sejam poslos a' disposiclo
do chefe de polica os ;l maniiheiros da mesma barca,
que Smc. fe/, recolher a um dos navios da cslacao
naval.Oficiou-se ao chefe Je polica.
DitoAo cnsul dos Estados-Unidos, aecusando
recebida a copia do protesto lomado naquelie con-
sulado ao capilo e Inpolar.io da baleeira americana
Canad," e declarando que visto nilo vir especifi-
cado no referido protesto o lugar onde os fados se
deram, i donde vieram para bordo os guardas, e depoiso ca-
pitao cun os soldados, baja o mesmo Sr. cnsul
de dar inforinae,oes mus circumstanciadas a esse
respailo, afim de que se possa dirigir e euviar o
protesto a quera cumpetir.
DitoAo coraraaudaute do presidio de Fernando,
enviaulo a guia du sentenciado Manoel Kayiuundo
da Silva.
DitoAo promotor publico de Santo Andlo, tle-
volveudu o mappa dos trahalhos daqaella proraoto-
ra perteucenle ao inez de dezembro ollimo, afira
de qoe o complete oa corrija no sentido das obser-
vares fetas pelo chefe de polica no oflicio que re-
malte por copia.
DitoAo procurador liscal da thesoararia pro-
vincial, exigindo a informarao que Ihe pedio acerca
da nppreheusao das^l saccas com assucar que ti.
nham sido embarcadas pela casa de Mioma/, de
Aquiuo l'oii'eca 4 Filho, com um ducnineuto fal-
sificado por om caixeiro da ine-ina casa.
HiloAo Ur. Camlido Jos (basado l.ima.Ten-
do o Exin. presidente da provincia do Rio Grande
do Norte requintando a este goveruo mais um m e-
dieo para ser convenientemente commissionado na-
qaella proviucia, onde continua a lavrar a epide-
mia do cholera-morbos, resolv designar a Vmc.
com quem eu havia verhalmente concordado sobre
asseguintes condiedes !
l. Vmc. tera' direito as passagens de ida e volta
por coola do governo.
2.a Desde o dia em que partir dosis provincia al
o dia em que o Exm. presidente der por linda a
sua commissilo, Vmc. percebera' urna gralificac,ao
de 305 diarios, qaer seja empregado dentro, quer
fora da capital.
3. Por conla destes venrmento; lhe sera' desde
ja abonada pela tbesooraria de fazenda desta pro-
vincia a quantia de 4O0?.
i.' Vmc. ficara1 obligado a cumprir prompU-
mente nos limites daasuas facoldades lodas as or-
dens que lhe forem dadas pelo Exm. presidente
daquella provincia relativamente ao desempenho
da commi-so medica de que elle o encarregar.
Couvm que Vmc. esleja prompto a seguir para o
seo deslino no primeiro vapor que p'sar para o
norte, ficando na intelligencia de que nesta dala
vao ser expedidas as convenientes ordens a' thesou-
raria de fazenda, e a' agencia da companhia dol
paqoetes brasileiros para dar pissagera a Vmc. no
sobredilo vapor.Fez-se o necesario expediente.
DiluAo conselho de adniinistraco naval, ap-
provando os contratos celebrados pelo iiiesmo con-
selho para forneciineuto dos gciieros e mais objeclos
necessarios aus navios da armada, enfermara de
tnarioha, barca de escavacao, pracas do arsenal de
mariuha e aos Africauos empregados no servico do
mesmo, em o trimestre corrale.Commauicou-se
a' thesouraria de fazenda.
DitoA' cmara municipal de Pao d'Alho.Du
oflicio que Vmcs. me dirigirn) em 12 do cor-
rente fiquei inteirado de que em consequencia de
nao se haver reunido numero sullicienle de mem-
bros dessa municipalidade para dar posse uo dia 7
do correte a' nova cmara e aos juizes de paz
desse municipio, fora por Vmcs. designado o (lia
19 dcsle mez para o cumprimento de semelhanle
preceito da lei, o que se rualisou, conforme consta
da acia que acompauhou ao seu citado oflicio, que
lica assim respondido.
PorlariaAo agente da companhia das barcas de
vapor, recnmmendaudo a expedirlo de suas ordens,
para qae no vapor que se arpera do sul, sejam trans-
portados por conla do governo para a provincia do
Para' o tenentecoronel Pedro Nicolao Figuerstein,
os Mferes Jos Francisco Ribeiro, Joao Jos de Li-
ma Hulla, um lilliD menor dcsle, e o cabo de es-
quadra Joao Baplisla da Moura.Parlicipou-se ao
coinmandanle das armas.
DitaAo mesmo, mandando dar passazein para
a corte por conla do governo, no vapor que se espe-
ra do oorte, ao segondo lenle da aimada Arnaldo
Jos Pinto de Crrqii'ira.Cotnmanicon- mandanle da estaclo naval.
DilaNomeandn a Manoel Kudrigaes Machado
Lima profcs elementar.Fueram-se as tiecessarias coinniuni-
cacoes.
19
ttnicio Ao Exm. presidente do Rio Grande do
Sul, remetiendo a cerlhl.to dos asseotamenlos de
prara do 2. cadele 1. sargenln Joao I liorna/ Pascoal
Ramos.
Hilo Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
recummendando que sob a rcsponsabilidadeda presi-
dencia manda pagar ao desembareador Marliniano
da Rocha Bastos, que vai servir na relarao do Ma-
nbate, os vencimentos qoe lhe compulirem duran-
le o prazo qae a lei lhe faculta, para entrar no ex-
ercicio do lugar para que foi removido.Partecipou-
se ao Exm. presidente daquella provincia.
Dito Ao director do arsenal de guerra, recom-
mendando que forneca ao coronel coinmandanle do
2. balalhao de infantaria iO.". armas pedidas para o
mesmo balalhao. Parlecipou-se ao commaudanle
das armas.
Dito Ao l.ach.irel Jos Heurique Ferreira, con
cedeu Jo permis-ao para eulrar provisuriamenle no
xercicio do cargo de cnsul de S. t. Fidelissima
nesta provincia, para o qoal foi nnmendo por decre-
to de :l de julh.i do anuo prximo passado, (cando
porin obrizado a apresenlar o exequtur imperial
dentro do prazo de 3 mezes. Fizeram-se as neces-
sarias commoniearoes.
Dito Ao commaudanle uperior da guarda na-
cional de Garanhuus, dizendo ficar inteirado deja
ENC.\RREGADOS DA M liM.liin \o No SLI
Alsgoat.o Sr. Claudino Falcao Dial; Baha, o Sr..D. Duprai
Rio de Janeiro o Sr. Joao Pereira Marlins.
EMPERNAMBL'CO.
O proprietario do DIARIO Manoel Figueiroa de Fana, oa aua
livraria, praca da Independencia oa. 6 e 8.
se achar creado o conselho de adminislracao do ba-
lalhao o. 28da mesma guarda nacional.
Dito Ao inspector do arsenal de nnrinha, ap-
provaodo a compra que Smc. fez de generse mais
objeclos para ahastecimenlo do almoxarifado daquelle
arsenal.CommuDicou-se a thesoararia de fazenda.
Dito Ao mesmo, communicando haver autori-
sado n in-pector da thesouraria de fazenda nao s a
mandar abonar, sob a respou>abilidade da presiden-
cia, as gratiheaces concedidas ao porteiro daquelle
arsenal, Jeronymo Melquades Ferreira, e aos encar-
regados das aulas de geomelria pralica e primeiras
lettras, eslahelrciilas no mesmo arsenal; mas lambem
a pagar associaco dos praticos o qoe sa lhe eslava
a dever por serviros prestados aos navios da armada
e o mais qoe fr vencendo a raesaia associai-ao por
laes servidos.()lliciou-se neste sentido mencio-
nada thesoararia.
Dito Ao mesmo, reeommendanclo que, a vista
de guias, forneca ao eommandanle do hiale Per-
oambucano Manoel Antooo Vital de Oliveira, os
objeclos mencionados na rehcao qie remelle, os
quaes s3o neces planta da costa desla provincia.Coinruunicou-se ao
eommandanle da estacao naval.
Dito Ao director das obras publicas, inleiraudo-o
de haver expedido ordem ao inspector da thesoara-
ria provincial para qua, de conformidade com a soa
informaran que remelle por copia, e em presenta do
competente certificado, mande pagar ao ex-arrerna-
lante da ponle do Camoriin, na estrada de Pao d'A-
lho, Jos Lopes Guimaraes, a quantia de 79-S580 rs.
a que elle teni direito, segaudo Smc. declarou.
Dito Ao mesmo, para que entendendn-sa (se
fr necessario ) com o juiz de direito da 1. vara,
mande fazer com toda a urgencia os preparativos de
que precisar n nova casa destinada para as e--o.es
do jury.Olliciou-se nesle senlido an referido juiz.
Dito Ao director da colonia militar de Pimen-
teiras, dizendo qua para poder resolver acerca do
pagamento da despeza constante do i'ocumenlo que
devolve, faz-se necessario queSmc. aprsente doco-
ineulos distinclos, vislo que pertence a despeza a
dous exercicios.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
acensando recebido o relatorio da commissao encar-
regada do eiaine das contas da exmela lhesop,raria.
Dito Ao presidente da commiss.'io de hygiene
pobhca. remetiendo, para os lins convenientes, oa
mappas de baptisados e obilos que tiveram logar na
freguezia de Santo AntoDio desla cidade e oa de
Ipojoca.
Dito A* cmara monicipal de Olinda, dizendo
licar inteirado de haver a mrsroa cmara entrado no
ejercicio de suas luneces.
Portara Ao agente da companhia das barcas
de vapor, recommendando que mande dar pa-sasem
para a corte por conla do enverno, no vapor que se
espera do mirle, ao 1. cirurgiao capit.io do corpo de
saude do exficilo, Dr. Manoel Adriano da Silva
Pontes.Parlecipou-se ao eommandanle das armas.
Dila Ao mesmo, maulando transportar para0
Geari no vapor qoe chegou do sol, a Carolina II ib-
ler da Assumpco. se houver lunar vago para pas-
sagem de estado. Igual acerca do bacharel Ge>
miniano Antonio Vital de Oliveira, que segu para
a cdrle.
TRIBUN AL DO COMMERCIO.
SessAo administrativa em 99 de Janeiro de
1857.
/Tfideneia do Exm. Sr. desembargador
Souzu.
Presentes os senliore- depulados Reao, Basto, Le-
inoa e sappleule Kamos e Silva, ua falla do Sr. Si-
queira.
L'm requerimento da Jos Antonio de Azevedo
.-anios Jnior, pediudo registrar a escriptora de au-
lorisacao dada por seu pai para roinmetciar.Como
requer.
Otitio de Jos Amonio Moreira Elias i Compa-
pedlmio registrar o conlralo de soa aociedade.
o caso ha algn, symplomas que inda-| nao comprehendem pelejaa fingidas, onde todos os ; c-, on para a paz. daria a'opposicao ora immenso tera elle prestado, o. quaes ja ,!. m.i- que sofli-
nuillfl ile nina psnrsii<--i mu hu.i...l i nnln*. .., ..-_____,_. ......__*.._.. .. ._ _:______I.. *..^ *
Em todo
zera a indolgeucia de urna esparanca mui favoravel I golpes sao respondidos com o riso,
irauquillidaile geral. [,Mta conformidade, conseqaencias mui pernicio-
A iicanca que os seas jornies lem adoptado ha sas se hao seguido da tctica andaciosa de lord Pal-
provocado naturalmente a vindicta da imprensa em I merslon.
=
vol em favor de um digno mas pacifico comporta-
rrento para com amigos e inimigos.
Qnatro quintos dos representante- do povo, lal-
cienles para darem-lhe om nome honroso.
Rogamos ao Sr. inspector da roa Imperial qoe
faca conter pelos meios legaes, qoe a lei oderece
om pardo dissolulo que a todos insolta, e cacao-
IH SAMETO El PROYIMIA.
por Madama Leokie d'Aunet.
capitulo xix.
Jorge.
Jorge de Vedelle a Eslevao de Alais.
Couliuuacao.
Lin dia cu ia parln para ora de meiis passeios
wquae> colora com pretexlo de cacada, alias im-
possivel nesse lugar. Finha o espirito oceupado com
ulna ode de Lain.rlirie, e alravessava com ijstraccao
o vc -111 ii11 i do ca-lello, (piando passando diaute da
porta lo salao julguei ler urna visao.
o I ni a miillier ileseoiihecida eslava em p e im-
movel no me'o do aalSo, toda vestida de prelo e leu-
do um cha,>u emelliaule eos que vem-se nos re-
tratos de Van Dych. Dehaixo desse rliapo resplan-
deca um -einl.lanle de belleza indescriplivel ; lei-
vel habito de gracejar sobre ludo fa/ia parar-me oa
bocea as phrases comecadas.
F;se amor ilomno ii-ine a lal ponto que nada
peder fazer-le comprehender sua larca ; lodas as
ven* que lleni-e vnha visitar lunilla mai. eu era
advertido por urna especie de revelac.no iiiysleriosa
nada lena podido reler-me loage do casello, eu a
semia ah, e corria logo lendi o coraran ebrio de
palavras lernas, de conlissoes mal '-oinprimidas ; eu-
lo quando tornava a adiar as maneiras pulidas e
Iriviaes de Denise, a almosphera da fria civilidade
que reina em om salao, acontecia-ine fugir para os
bosques como um lobo ferido. Chegando a algum
despenhadeiro bem deserto cahia ao p de ama ar-
vore. e aln leudo a cabera as maos evocava a ima-
sem luminosa de niinhn Denise do prim.iro dia, rte-
la Denise 15o bella e Ua cuteriiecedora na aureola
de soa dr. Vendo-a a-sim eu a julg.i'ra sensivel e
apaixonada, purque nao recebia della" aanlo desdeiu
e frieza !
o Miuha pertarbacau, ininhas allenres, meu si-
lencio 13o coinmovido nao liiilum-lhe d'escobeilo na-
da. He una crealura exlraordinaria essa mada-
mesella de La Pinedc Tern vmte anuos e parece
ler dezoilo ; comtudo he singularmente magetlosa,
domina lodo a conversarlo, allrahe a allencao ape-
nas apparece ; nunca musir embarazos, as g'racas de
sua mocidade alliam-se com seu ar de raiuha ; he
ones purissiuias, ar allivo e adoravel. Laneava seus
olhus grandes a uegnw em lomo do salao, como se
procurasse ah alttiima rnusa : procurava leinbran- l isso que a faz 13o pen'gosa.
as. Eia iiidi-in-sella Denie de La Pinede, lilha 0"""" "3u vi">- ignora de qaanlas maneiras
do ultimo proprielario do casello. Basta a idade I 0,,la ""'".""' poJe encanlar-nos ; quem nao ouvio-a
de qualro auoos ella nao tornara a ver La Pinede, I J!" ndU ,CI" am" '*'"' '",a da'' sereias.Sereia.
donde fora levada depnis da niorte da nuli. Fican- rt.lri,s, sem 'luvida, que compararan lao anliga
Mm lie anilla, mas assenta-lhe lao bem 1
do orphaa aos vmle anuos decidir-M a vender o
casello, e viuha pedir n inadama de \ el-l e alguns
pequeo* movis qu linham perleuci lo a sua mai.
Eu souhe i.-o depnis ; ii"se primeiro da nao pude
Ta/or oulra cousa senao lic curnrnoviilo, perturbado, e sHm oiiipreh^uder ala-
rla a causa da farinai^o que ollria. Ol eu devia
Com el-
feio, Dunise he a arela que nos allrahe, subjuga e
mata.
o Ella canlava moilaf veiea;iuavoa domiuava-me
cada vez mais ; em certos inoinenlos en poda apenas
conler minha einorao. I ni (lia quando ella acaba-
ra de estilar a caiir.iu do S;iulr de una inaneira
ler fgido para o lun.lo dos bosques m ve/, de ai>- sublime, eslive prestes a laucarme a teo> pea, e
proxiinar-iue dessa cticanta momento roubou-ui* a alma -sin ao menos nignar-se
de percebe-lo ... t'ue le dire'.' Ella veio muilas
vezes ao casello. e no lim da algn lempo vi clara-
mente o que passava-e rta mim. Fi-lava louco de
iinor por martameella Denise. Nao he om nome
helio e delicioso '.' Julga de miuha miseria : agora
que ludo esta acabado, anda nao posso rsterever
iiem ouvir pronunciar esse nome sem sentir estre-
mecer-me o coraran !
" Desde o dia em que aniei-a,minha existencia li-
eou perturbada. Adros passeios, medilares Ira-
balho. Vito viv mais sumi da presenra ou da lerri-
braaca dessa mollier. O velhu salao de La Pinede
com suas lapecariu desbotadas, suas paredes carco-
midas, sua grande ebarnia neara como a horca de
urna caverna, tornara se meo lugar predilecto ; pa-
recia-iue HlaiDifiado ; pola nc.se i|tiatrx( sombro ap<
|.'jrecer.i-ine aoa lo-lleaa ilivioa.
o Todava devo eoafos&ar que Denlaa nao lva-
me allenr.10 ; fra, circum-perla, e i- vetea al con-.
transida ella pareca evil.ir-me ; eata reserva ara-
nhava-ine exlraordinananienle, e apenas airevia-
me a drigir-He raras palavras as quac- minha omo-
rMi loi nava einhar,iradas e conlosas. Jaci|ues ga-
lanleava-a, pa* nunca o lemi ; Denise tomn higo
rom elle um lorn rf branda romiMiia e do familiari-
dad* jovial que lirn lodo n valor a- galantera- do
confessar-lhe minha loucura. Se lives-emus lirado
nio momento sos, iiiiuha surte se leria enlo decidi-
do : porem o semblante Impasaivel de meo pai geli-
va-me o enlhasiasiiio e os louvores de dilleclaule de
Jacqoes, que jalgoo-ae abrigada a compara-la a lo-
das a cantoras -elebres do llieatro italiano, lizeram-
ine fugir. lira lempo : eu eslava ullocado. En-
trando ua minha cmara chorci cuino mu menino
durante muilas horas. Miuha situar.io era iiisup-
porlavel. Visto que nao liulia a coragem de fallar
a Detrae resolv escrever-lhe. I ma ve/, em minha
vida fiz a oulreni que nao in ler no meu curacao.
> Que caria escrcvi-lhe, Eslevao '. e como
loria ella polido permanecer in-ensivel lendo-a ..
alas nunca havi.i de le la ; essa trrenle de amor que
Iraiishoidou din da sobre o papel devia permane-
cer ignorada e o papel devia ser redolido a cinzas,
assim como e-le coraran que ella devaeloo.
Escripia a caria a^uardei -a.< proxima^visila
I'ira eulrega-ia : nao ous.va eim i-la a Gaaadaaaa
lia em l'oulnn teniendo aluuma llldiscricn. Pas-
nh
Com vista ao Sr. desembargador I"im
Oulro de Amonio Jo*e da Silva Guimaraes, Ma-
noel Joaquim da Silva Figueiredo, tambera pediodo
registrar o contrato de soa sociedade.Com vista ao
Sr. desembirgador liseal.
EXTERIOR.
LONDRES
29 de novembro de IMti.
lera' lord Pal merslon tinalmenle enmelado a cal-
calar os riscos em qae ttm incorride pur causa da
sua rcenle poltica '.'
parle eroaocipada da Frasea, e al se tem felo in-
sinuares de ambos os lados de um carcter lao in-
jurioso, que ja nao poda ser tolerado.
Como a intelligencia foi envenenadaa um grao
tal, que quasi torna dilcil a reconciliarn, os agen-
te* de lord Palmerslon, tomando provavelmenle o
sea humor dosquarleisceneraesassoalaram-seem
consequencia da sua propria valenta mal enllocada,
e palentearam urna disposicao para retirar-se da
controversia.
Teodo feito lodo o damno que poden, deixam o
reslo ao processo ustoral da lermenlarao.
Insultos pessoaes e nacin, sempre tem sido a
fonle mais fecunda de conlendas do que os proprios
uleresses matenaes ; e os golpes inflingidos sobre
o amor propno, oa de homeos, oa de naces per-
manecen) incuraveis, anda adespeito de urna reno-
varlo appareule de amizade. Por maor que seja
a soturna de adularao sub-equenle, nao serve para
remover memoria de um insulto mortfero.
O uosso primeiro inini-tm he um estadista mui
onsado, mas preseolemenle lem excedido um ponco
a sua parte.
Da sua thealral indgnarao nao pequea parte ha
sido lomada de veras, e como elle nao pode deseo-
brir os motivos secretos do seo comporlamento, sup-
pe-se que sent o que diz.
Se pensa que a maioria do povo ingler (oleraria,
ou considerara com complacencia o rompimenlo
da allianra com a Franca, nunca no decurso da
sua carreira elle commelleu erro mais grave.
Anda esl em maior erro, se suppe que gros*
seiros vloperios, ou medlada calumnia, embora
laura lo- por uieio de jomaes que se julgam eslar
mais ou menos sob a sua inspiraco, suffocar.lnas
vozes, oa mu.lacio a inlenr,oes desies hotrens sa-
gizrs e patriticos, quer ua Inglaterra, quer em
oulra qualquer parte, os quaes lem resolvido que a
paz do mando sera' manlida. e qoe a jslica sera
feita entre as naroes, sem appello perpetuo s
armas.
He em verdade roaravillioso que um estadista da
oa madareza e experiencia joeue 13o oasadamente
os mait sagrados inlcresses do genero humano.
Tem olhos perspicazei e maos firmes ; masGuizol
lambem liona.
Comtodo calculou mal inlriramenle o caracler do
povo francez, e precipilou urna revoluto, qaando
ludo quanto (encionava era vencer pela lctica os
seos opposiiores polticos.
Esforrando-se para obrigar o imperador dos
Francezes a mudar os seus ministros, c rom elles
a poltica que ale agora elles tem seguido, lord
Palmerslon semeon realmente oa germeos de urna
frieza moi desagradavel cutre as duas uaces
Os France/.es nao esto acoslumades a esse s\sie-
nta de impostura, pelo qual as mudanras polticas
sao eljecloadas nos E-lados cjnstitucionaes.
Sanio polticos mais honestosou ao meuos mais
lgicosdo que nos, -o mui apios para lomar as
coosas pelo que parecem.
Comnosco, se om chefe de opposirao de-eja sala-
par um ministro, pe em inovimenlo lodas as ma-
ehinisdc fallaciajede informarjao maliciosa, fingin-
do ao mesmo lempo BBo ver o seu autagnnisla, que
considera o negocio cuino um duelo severo de juizos
e raciocinios.
O pobre publico, depois de se ter tornado o es-
carneo dos seus proprios preconceilos al qoe o
ohjecto desojado se realise, he escarnecido igual-
mente pelo que gauha e pelo que prde no jo-
go, o ordioarianieule angola a adroula, al qae
chega o lempo em que nova impostura pode ser pra-
licada sob oulro ourae.
He evidente que nos Estados-Unidos lambem esta
manobra poda ser pralcada com impunidade, on
eata grande confederaran deve no momento ser aba-
lada pela goerra civil.
O espirito anglo-saxonio inyunctivamente se ac-
commeda com esta especie de guerra simulada, a
que se pode dar mui grande desenvolvimento sam
ellerliva co'llisao.
iNo acontece assim com os Francezes. Com elles
um insullo he um iusollo, um desalio um desafio,
orna violaran de f urna violac.lo de fe.
Em poltica ligara o realismo com a Iheoria, e
Guillaremos cabalmente na Inglaterra, que a
allianra nao esta' realmente em perigo pelo que nos j cao das suas proprias paixAes polticas, a dictadora
diz respeilo. Tem sido um aclo solemne da nosa concedida a elle como o execulor da vontade a-
parle, deliberadamente adoptado e ratificado, a des- cional.
peilo da repugnancia snggerida pelas instiluiees1 O Jauus opposconsla se declarara pela opaz. e
e syslemas antagonistas do governo. Ate temos ge- | o contingente liberal sorrira em respoila. Onde
nerosametue coadjuvado a Franca a tingar Wa- entao eslaria lord Palmerslon '.' Fruslrado no sea
vez com reluctancia, mas resolutamente, coudemua-! dalisa as famil as honestas com palavras hornvei- e
riam o minislroque desejasse etercer, para satisfa- '9l liariamenle.
sarani-ae muilna ds>, celia n.io velo. Ah nao arhar aluuina semelhanra providencial nos
veio mais. loram doze das morlae. loin nuiles de i dos lugares e nos aconlecimenlos da vi la
concebera por Denise. Ver esse amor profundo
occolio em minha alma como em um -.mediano, co-
ubecido, censurado, disentida ; ver minhas angus-
tias referidas, meussoflrimeolos descobeilos, e ludo
isso tratado como loucura e poslo a' parle como om
capricho de menino Oh '. Eslevao, foi urna dr
qoasi superior as minhas Torcas.
s M'U pai exphcou-rae cum cumplacencia nao
sei qual combinarlo que fazia de meu casamento
urna cnusa ulil a Jacques, au qual pretende fazer
depuladu; bem podia elle dizer-me o que lhe aprou-
vesse, poisdesde o mutlenlo, em que fallara de De-
nise eu nao ouvie mais nada ; um zunido extraor-
dinario euchia-me os oavidos, o corasjle palpitava-
me desordenadameole, meus pensamenlus pertur-
ba vam-se, eu eslava opprimido, alluiiilo, incapaz
de adiar orna palavra. Sempre fui mui limido
.liante de meu pal, ursse momento eslava aniqui-
lado. Cunhecia que chegava ao instante decisivo
supremo de minha vida, e essa uecessidade de ir
assim repentinamente ao fundo de meu destino cau-
sava-me verdadeirosu-to.
Meu primeiro muvimeuto lu recusar claramen-
te casar-rae confessaudo com coragem qoe quera
tentar ser aceito por Denise ; mas contive-me pelo
leuior da zomharia, com que meu pai acolhia a idea
de meu amor. Se livesse alguraa csperaiica deque
ella possa amar-me, disse a mim mesmo, minha si-
toarao seria inleiramenle disersa. Antes de res-
ponder he preciso que Denise decida.
o Esta rrflexao fez-ma calar. .Meu pai lomou
minha perlurbacao por timidez, meu silencio por
submissao, e leslemuuhou me seu conlenlatneiito
terminando 5ua communicarSo, a qual parecau-me
urna senleura.
Ped om dia para relleclir, e foi-me conce-
dido.
a Cliegoei agora a um ponto de minha narracao,
em qoe me srra' mui dilcil coulinuar, meu charo
Eslevao poi desse dia em diaute os aronlecirnen-
tos nao me apparecem mais a' fraca e lerrivel luz
de um ponlio doloroso.
Deixaudo mea pai minha re-olor.. eslava lo-
mada : quera ir ler com Denise, coiiftssar-lhe lu-
do, e ouvir sua bocea decidir miuha sorle.
o Ah : sentia me cheio de esperanza ; cuidava
que bastarla abrir-lbe meu rorai;ao,e moitru lo cheio
de inessolaveis Ihesouros de amor para enlcriiecc-la.
O amor, i|ue he ra a/ de fazer milagros, cuida que
pode inspira-las : como he infinito juUa-se omni-
potente. 0uo loucura !... Sim, mas loucura subli-
me, e que pro.ln/. as maiorescousas !
" Parli no mesmo dia para I'ouloii, e andei 'dez
leguas sem o sentir, a aaperanfa dava-me azss Sera
duvida corr durante urna parle do camiuhn, pois
eheguei em seis horas: nao senli a fadig.i.
Quando enlrei na cidade era de 1101I5 ; nao co-
uhecia louloii, andel a> acaso percuulaiido de
qaando em quando a hahilarao de Madrmeisclla de
l.a l'inede a pessoas que a nao couhcria.n.
. Einliin eheguei a um.i prarja qoe utivi chamal
o Campo de balalli". .la aeunteceo-te, Eslevao,
nnmes
Pois
Dirigi-ma a elle, e
gente em
de cada pessoa que anlrava.
disse-lhe
Vine, pare-e me conhecer minia
I oolou I
Oh senhor, responden elle, pode dizer que
conhero qUa-1 lodos ; ja servi em casa do prefeilo,
accresrentnu com nrgulho.
tt Conhcce a Mademesella de La Pinede '.'
'( Elle voltou-se e eiicarou-me.
o Porque perguiila-ine isao'
a Diga me onde ella mora.
a Era casa de Madama de Blaizieux. sua lia,
no hotel Blaizieux junio do Arsenal.
a Emlim sabia onde havia .le acha-la A alegra
fe/.-me palpitar o eorarao. M-lti una raoeda'de
cinco francos na mao dese hornera, e disse-lhe:
Quer conduzr-me ao holel Blaizieux '.' nao
rnuliern I ouloii r lenhu ne -e-si lade de estar boje
mesmo era casa de Ma lama de Blaizieux.
Nao poso afastar-me daqui, respundeu-me
elle rauslranitu a libre ; eslou a' espera de meus
amos. Mas siga a ra que lica all em frente, no
fira volte a' esquerda, e estara' la' ; he mui porto
daqui.
Ohrigado, grilei-lhe afaslandu-me pele, ca-
muilio indicado.
Elle turuuu a chamar-me ; eu eslava
poatai.
s Espere um ponco, nao corra lano.
Madama de Blaizieux oa a' sohrinha que o
quer fallar'.'
" lie a hfadamnsalla de La Pinede.
o N"Ao ha de aclu-la acora em casa.
i, E onde esta' ella entao '!
a All, disse-me elle muslrando-me o
illuminado.
.Nao ouvi o que accrrscenlou ; enlrei. Atraves-
sei um paleo cheio de libres e de curiosos, e ehe-
guei a um lardim. I.'ma immensa sala de dana
construida no jardiui leunia-se aos oulrus sales ; aa
janellas abertaa deixavam ver o hrillm dos lustres, o
perfume das flores anlrava na sala, ai harmonios da
ja a cen
lie a
senhor
palacio
lerloo, o sonsenlindo nos representar orna parle se-
enndaria durante os ltimos anuos passados. Mas
o povo francez oos considera como um todo.
Nao pode comprehender que o governo nao ex-
prima a vontade e opinio da narao, oo qoe em
consideracao dos serviros passados de qualquer es-
tadista particular, concedemos-lhe, com urna fe nao
suspeila, zombar dos uossos mais charos inleresses,
para gratificar o seu amor proprio, ou na prosecus-
aao de ideas falsas de dever.
Qnal he a consequencia disto'.'
Quando veem o nosso governo de proposito des-
prezando o da Franca, jomaes revestidos com a
responsabilidade de liga directa com estadistas que
dao publicidade preeminente aos mais grosaeiros li-
bellos ao soberano da Franca, soa consorte, aos
seus ministros mais fiisquando, lambem, se adop-
ta urna politica, segundo o theor mais grosseiroe
vilenlo, que se coohece ser adverso aos seos, po-
rem, mais particularmente na roaneira porque he
dirigida concordara ao raesrao lempo com a con-
clusao de que a allianra lambem nos presin a oli-
lidade que nos podia prestar, e que temos resolvido
abandoua-la.
Iminelialamenle os inimigos domsticos do ac-
tual rgimen sahem da sua excluao, e l'azera o que
esla ao seu alcance para animar a chamroa.
Como he sua politica especular com os insultos of-
ferecidos a' Franca, asseguram-se da inlerrupr.to do
governo, que nao podia. com boa graca, depor
aquelles que advogam, com o mais hypocrila e sinis-
Iro lim, uina caua rommora.
Desl'arle nos ramos separando da Franca, em om
lempo em que ja' nos adiamos em condiedes nao
amigaveis com a America, e vamos caminhandn pa-
ra urna guerra renovata com a Russia.
Todavia, parece-nos que os insligadores e perpe-
tradores desees damnos ja' comecam a alTrooiar,
ou por medo, ou por algum senlimento restante de
patriotismo.
Ojornalismo inslez tem execatado a quanti-fade
necessaria de saltos, para mostrar qae a dependenciau esta' totalmente alm da syndi-
cancia.
Lord Palmerslon expoz aos seus concidad.los ad-
miradores, e para edificaciio dos estados tra-
eos,! a soa seorageraa espantosa. John Bull j.V nao
loca ((segunda rabees, mas tem deslroidn a harmo-
na geral,sopran.lo por si so urna Irotnbela racha;la,
em desafio das regras e da razie ; c o brinque lo
que ha pouras semanas irrloa o nrgulho inglez se
echa agora bellamenle vollado conlra a personagem
qoe entao suppunha-se ser o director da orcheslra
e o primeiro rabequi-ia. com proveito.
N'uma palavra, a vai lade nacional ha sido esti-
mularla an poni qoe mais alguns cumulante se
lornariarn perigosos a' paz poblica do mundo e
agora ha urna abertura para carreiras mais pen-
sadas.
Mas entre o burlesco e o trgico ha moilas vezes
soinenle urna tinha tenue de demarcarlo, e aquillo
que he comecado no falso acaba militas vezes no
verdadeiro.
Por amor do genero humano em geral semelhanle
calaslrophe deve ser ev'tada a todo custo. O
povo inglez so exige ser disperlado no seu perigo, e
repentinamente andar'para diaute com mao enr-
gica, para acabar com a causa do mesmo perico ;
pois que a naejlo pode comprar mui caro os pro-
prios servicos de lord Palmerslon.
Ja' se nao fazem guerras para se lisongear os capri-
chos das mullidos, mas lemos visto em nossa pro-
pria poca quanto podein ser produzidas pela perti-
nacia e ambicio dos homeus.
Existen) prese lilemente na cmara dos communs
os elementos de urna combiuacao poderosa, nao con-
lra lord Palmerslon, (porque a oacao deseja que elle
goze por muito lempo da sua hem adquirida gloria
com lano cusi,) mas conlra sua poltica ; e o pri-
meiro symptoma do perigo real, oa para a allian-
proprio jogo seria a victima em vez do vencedor
em om minga ignoble.
Quando tambera o nobre visconde acha qoe nao
pode reorgansaro partido liberal sem que d garan-
tas moraes de pradencia, nao admira que altere o
lom. Desejamosque asapparencias doscu mehor
pensar se realisem.
[Storning Chronklc.)
PAGINA AVULSA
Com a chegada da corle da companhia dram-
tica, que lem sob a directo do eximio artista Joao
Castao, de dar-nos Tinta e lanas recuas no Saota-
Isabel, o publico lera naturalmente seenchido de re-
gosijo por ler-se-lhe de proporcionar esse meio de
dislrarao, da qual ha muito se v privado, se bem
que o Sr. Sania Kosa lizesse quanloem si esleve para
distrahi lo com suas humildes recitas, depois de nao
pequeos sacrificios, desgoslos, e nicominodos. S.
Exc. o Sr. presidente considerando ajoizadamenle,
que o povo nao deve estar ocioso, quer pelo lado
de meios qoe o dislraia, quer pelo lado de Irabalho
em que se empregus, conlratoa o insigne arli-ta .lo.io
(.aplano, e ei-lo que ja nos envia a sua companhia,
e prestes esl a nos vizitar pelo vapor francez. D'en-
Ir oslhealrosdo imperio lalvez que o nosso lenha
-ido o mais esqoecido, e abandonado, havendo sido
felo rom lao bons desejos, e influencia geral ; como
lodo entre nos, lem passado anuos fechado, como se
nao houvesse tiesta capital o menor gosto para lal
geaero de diverlimenlos, o qoe a experieucia tem
demonstrado o contrario, por quanlo no lempo em
qoe aqdi eslava os Srs. Germano, Cosa, ele-, nunca
vimos lanos apreciad nes da arle dramtica. Agora
igualmente ha de assim ser.
Cjnsla-nns que o Sr. Paul" Gaigimu lendoido
ha dous diaspara o Chacon.no Poco da Panoli.... seo
carro fora deudo por um inspeclor ou guarda fiscal,
! para se lhe lomar o nome ; indagada a raz.'u soub-
que seria multado por nao ler o carro os lampeos
acezos. Assevera .o Sr. Paulo que quando ch.gou
an lugar em que foi delido anda nao era noite, e
qoe mesmo depois de chegar sua casa foiqueanoi-
lerera, nao era possivel que o carro conduzsse luz.
Lma medula muilas vezesneces-aria cahe quasi sem-
pre no ridiculo pelo seu mao desempenho : entre
nos ludo ou nada.
Consta-nos que la' para o aterro das L'iico-
l'onlas ha urna liberna qoe negocia mais qiKiidn lo-
das asoulras sallo fechadas, he que o negocio d in-
leresse sem duvida alguma ; pois ailidnivmos aodo-
no della que nao lardara miiiln que a polica nao va
la/er parle dos seas fiegoe/es de me-a noile.
Pelo caes do Capibarihe as noiles de escuro
Ippareeem sombras brancas, que andan) de qualro
ps pnr cima do caes, que espo|am-se na areia ;
Que corrom,
Qae pnlain ;
Que berrn).
Que grulham,
Faz molo :
Tambem I para a ra de liarla-, em ce'la
casa, dizein, que miiguem pode descansar, que s3o
lanas as almas, que pulam os muros, e andaiu pelos
lelhados, qoe ja se confunden) ,em nole de escuro)
rom os gatos: aquella ra sempre foi mal assom-
brada '
Consta-nos, que doos militares rondantes loso
que anoitecera amolaram-se em urna casa, man-
dando recolher os cavallos ao quintal ; ah pasea-
ran) horas regaladas, ceiaram a grande, e quando
soon meia nole iluso um para o entro vamos, qoe
j rondimo*! E foram-se havendo prestado aquello
servico a patria. A nossa popolacao he lao quieta
como orna criaur-a de mez, porqu a nao ser assim
n.io era ni cerlas rondas, e cerlos rondantes, que im-
pediran) de se perpetraren) enmes, porque nin-
guem as ve seuao quando s am as horas de se reco-
Iherem.
Consla-nos, qoe ai obras da estrada de ferro,
em noiles de la sao visitadas por moilas famlias,
e em noite de escuro por ladres, vadios, mulheres
perdidas, negros, bebados, ele. He mi.ler, que por
esses lados a polica nao deiie de fazer soas vi-
sitas.
Acha-se nesla eap:lal o Sr. capilao Jos Go-
mes, director da colonia militar de Pimenleiras. O
publico nao pode ajaizar dos servicos que ha pres-
tado a religiao, e ao estado esse dislinrto militar de-
pois qu para all foi como director. Com mas lem-
po publicaremos singularmente os serviros, que
n -Como quizer ; mas voss fara' que Mr. Desor-
meaux me arranque os olhos, vislo que proinelleu-
llie una vals. Elle ja aecusou-me de mo-lrar-me
cioso antes de ler esse direilo.
"Aquello pobre Mr. Desormeaux nao sabe o
que diz; pelo contrario voss nao he cioso.
aNao falle assim, iuise, lornouo ollicial viva-
meule, voss he tao bella, e amu-a lano, que he
um 'mnenlo para mim ve-la dausai cum oalro
homem.
irMesmo com Mr. Desormeaax '.' disse ella con-
Mimando a rir.
Sim ; pois elle esla' muilo enamorado de
voss ; isso nao he mais myslerio para ninguem.
"Oh quo_ rival foriuidavel 1 um pobre tolo,
coja cabeja ela" meio perturbada pelas meditaraoei
que elle cuida seren mu poelicas, um ente en'fa-
doiiho e as vezes ridiculo a ponto de dar-,ne vonta-
de de escarnecer delle em vez de lamenla-lo.
"De certo, Denise, vosse nao lem raz3o de Ira-
lar com lano rigor esse pobre Desormeaux, lonioo
o joven injrinheiro gravemente ; sua loucura ac-
lual parece-me muilo seria ; esse mojo ama-a a
seo modo, mas ama-a sinceramente. Tenho-o
observado muilas vezes, e sera' bum que deixe de
ser casqoilha para com elle, puis sem duvida isso o
allligiria mullo.
> Continu nesse lom, meu amigo ; voss acora
esli' cum esse Desormeaax. assim como madama de
vedelle com seu lilho imbcil. Nao escreveu-me
ella rogando-me, que deixe de ir a La Pinede du-
ranle algum lempo, porque leme os elleitos de mi-
nha preseuca sobre seu filho Jorge, um moco mui
delicado e melanclico segundo ella diz ?
aA condessa de Vedelle obroo bem, se esje mo-
co moslravii ler-lhe amor.
a Amor Bom Dos que aboso de termo !
Eu quizers qoe vos- livesse vislo esse moco la o me-
lanclico e delirado I m rapaz lio curio d'e espirito
que lodos o liiiham por idiota ; qua nao sabia pro-
nunciar dua plirases sem corar e perturbar-se, mu-
do, acauhado, iucessanteraente enllocado dianle de
Tendu a directora do collsgio de meninas da
C ni reirn, resolvido transferir para a matrit da
Boa-Vista a communhao annual das meninas, tare-
mos de asiislir a essa feslividade tao inleressanle a
religiosa no dia >'> do corrale, deveodo as 9 da
manhaa, na precisa ordem, salurem da Cooeei-
(ao dos Coqueiros, acompanhada das virtuosas
matronas mais das meninas, de mais senhora*, pais a
convidados em direccao matriz, onde devem anles
e depois da sagrada communhao recitar as oracqasi
de grabas ao beneficio que all vSo receber do Om-
nipotente. Cremos que sera brilli inte e concorrido
semelhanle aclo.
Somos informados que as immediacoes da po-
voscJo de Cuslodia, freguezia de Alagoa de Baixo,
se dera ha pouco um desse fsclos de barbaridaJe,
que desejararaos sinceramente qoe jamis conspur-
cassem os annaes da uossa emlisarlo !
Dous muro- e um seo cargoeiro, qoa segniam da
Alagoas para os serios desla provincia com certa
iitiant'.i de dinheiro, p-ra compra de escravos, ao
passarem pela dila povoarao de Cualodia deram a
conhecer que levavam dioheiro para o fio indi-
cado : prosecuiram a na viagsm, e foram dormir
n um logar chamado Travesis, em razAo d'alh ha-
ver melhnr commodo para seus cavallos. Ksa re-
soltiran Ihes foi fatal ; por qoanlo certo individuo,
conhecido por seus maos inslinclos, pz-sa no en-
calco dos incaulos viajantes, e durante a noite, em
qoa os infeliz-s dormiara sob urna arvore, foram
assassinadns Indos tres, e roubados complelamenle '
Os cadveres licaram insepultos, e sanara psato doa
vermes e das aves carnvoras, se om vaqueiro os nao
descobrisse j em oslado de polrelaccjlo.
L'm principio de incendio leve houlem la-
gar na botica n. 12 da ra dos Qoarteis, prove-
niente da communirarao do fogo de om boeiro da
casa vizmha. ero coja sahida havia a esbesa de urna
Irave do lelheiro que existe no quintal da inrsme.
A' vigilancia do dcimo balalhao de infantaria aa
deve a prompla exlnirrAo do incendio, que, a nio
ser immedialaraenle alacado, reduziria, em meos
de orna hora, lodo o quarteirio a cintas, a vista V
grande quantldade de agua-raz e materias ineeu-
diaveis que exislem lano na botica como na caw
de drogas, vizinha desla. Loovores, pois, an eom-
mandanle e olliciaes desse corpo qoe, pela boa dis-
ciplina manlida nelle, fazem com qoe saos subor-
dinados nao olviden) seos deveres.
O vapor de guerra e Beberibe u saino hoiilr.ro
ao meio dia para a ilha de Fernando de Norooba.
condnzindo a seu bordo o Exm. Sr. lenente-ceueial
eommandanle das armas, que vai vizilar aquella
presidio. S. Kvr. foi condazido at a bordo pela of-
ficialidade dos diversos corpos aqu estacionados ; e
levou comsigo os senhores leneote-roronel Hygino
Jos Coelhn, rapilaes Brazilio de Amorim Bezerra,
Francisco Camello Pessoa de Loyolla e lenle Juse
Joaqoim Coelho Jnior, lem como os senhores Rvro.
I.ourenco de Albequerque Lacerda e Dr. Miguel
Joaquim de Calro|M eo segunio medico dalli. Tres bandas de musita
(acaran) durante o embarque de S. Exc. A fortale-
za do Itrnm e o l.r.gue barca a liamraca' deram as
salvas do esiyllo. Venios honanc -os p prospera via-
-"iii, e que em breve se reciba a ela prov ncia.
O vapor sardo olulia. vindo de Genova, can
'luz a sea bordo, para o sal, M seguales pasaa-
geiros :
Coronel Bento Jos Lamenha Lins, um filho eoni
criado. Jos Ignacio dos Sanios Coelho.
l|o-iuial de caridade, 21 de isueirode 1857.
69 doenlcs.
.11. amonAaa.
REPABTigAO DA POLICA
Occurrencias do dia 21 de Janeiro.
Foram presos : pela delegada do primeiro distrir
lo dette termo, o preto ecravo Paulo, s requer
menlo do respectivo senhor.
E pela subdelegara da fregoezia de Santo Aillo
nio, .Mara Francisca d'Assumpsao, por desorden.
hmo be ^crnumbuco.
II nicm enlrou de Genova o vapor sardo Italia.'
com :ll das de viagem. As noticias de que foi por-
tador sao mais antigs do que as qoe recebemos pe
lo vapor ((Teutonia.ii e que foram publicadas aa)
Diario de 1 do corrale.
literatura.
febre e de iusomnia ; en padeda lento que espera-, .so he as vezes muilo extraordinario. Pela minha
va adoecar. psrte eslava eolio verdadeiramsnle no meu campo
" I ma iiianlia meu [.ai mandn cliainar-me ; fui de halalha, naquelie em que devia deixar meas
i sen gabinete, e ah sm preraurao. sem prepa-, hens mais preciosos minhas antas esp.sranras de
racao, sem mesmo inlrrroear meus soniiraentosde- \ felicidads i
iopii .un .o Bem que muiln iii^pnin em sao elhan- ', claiou-me que ia rjiaar.me com nadamesella i es- A um dos lados dessa praca vi ura palacio Un-
a materia comprehemli que o3o devia remar nada I c.nie, moca de qum/e a clezescis aiin.K, que en en- \ minado, e approximei-rae machinalmeiile. Ccnheci
.1psb lado, com lulo J.ir.iups iiKOmmodava-me, 'revira .iptna=, e que parocera-mo le urna helle/a i qoe sin havia festa ; muilas carrnigeni entrvame
jehava-se sempre enire n-, e rom o 'eu Mapporla- i "'inmum e ama innocencia sesnhada. ahi.nn, e urna mullnlao da criado* de libr apoia-
r I iqiiPi muiln aspanlado; porm "inda man dos a' grade viam passar os convidados l'm dilles
Iqdando Mr. de \ edelle fallou-me da paulo, que eo I servia de cicerone, e dira ao- camsradas
orcheslra espalhavam-se no jardiin. De quando mim, contemplando-me com admirarlo, e ouvindo-
me de bocea aberla...
" Parece-me, Denise, qoe essa allilude poda
com efleilo ser motivada por culiiuenlos que cau-
saran! suslo a madama de Vedelle.
" Nao suppouha senlimeiitos assim por (oda a
parle ; esse mojo cunlemplava-me por curiosidade;
nonca vira oolras mulheres seuao viuvas nobres ou
campouezas, e eu era dillerente dallas. Creio que
elle ama a mostea : mas i-sonada prova para suain
lelligencia. >'ao veem-se certos ammaes sensiveis a
ella '.'... He um Desormeaux.tranquillo ; emlim,
sao enlcs qoe nao entran em conla, e fazemos-lhe
muda honra orcupando-nus com elles um ins-
lanip.
Vida Diario o. lo.
em quando apparecia a urna janella urna cabera de
mulner loura un morena adornada de llores ou de
diamantes, e desapparecia depois no vapor do saUo,
e no tuibilhao da doea.
Oreullu em una molla eo conlemplava lodo
isso com espanto perguntaudu a mim mesmo cumo
poderia chegar a Denise, e sem achar nada.
Kepeiiliuamenle oma molher vestida de bran-
co e leudo os cabellos enfeilados com jasmim de
Ilespanlia, veio apoiar-se a janella mais prxima de
mim. Ila-ln-i-iue um lame d'olhoi para reconhe-
ce-la : era Denise.
.' Sim, meu amigo, era Denise, mais deslumbra-
dora do que nunca pelo Inplicado esplendor da
mocidade, do adorno, e do prasor.
. Vendo-a lio radiante, senti aperlar-se-me o
coracao dolorosamenle. Que podia eo lazei a essa
mulher Ella pareca nao desejar nada !
ir Ficou pensativa anotada um momculo a ve-
randa ; eu eslava qua.i em ilaae diante deesa visan.
Nao era o unirolque ad" irava-a; um mo(o que linba
o uniforme de ullicial (Je mariuha. ochava-.se pouens
pa.-os alraz della, p pareca observa-la. So lim
de alguns minutos elle approximoa-se e disse-lhel:
Proruram-na, Denisp recebi a mis-Ao de re-
condnzi-la ao salao.
n Quem era esse homem qne rhaoiava a Denise
familiarmente em 707 alia. < sem embararo Sus-
pend a respiraco para oovii bem n resposta.
aOra, xddii primr:, rospondeu elh, deizo-os
procurar. Acho-me liana aqu ao menos respiro,
uoma I fiquemoi aqui ora pnaco
o Denise fez um rcenlo com a cabera, e desap-
parereu condiizida por Mr. Desormeaux.
o Eu sabia euflicienlementp ; esses dsz minlos
acahavam de decidir minha vida.
ir Fugi como um doodo.
Alravessei a cidade correndo, e somenle parei
quando achei-me en ve I lo no silencio e na sombrado
campo.
o Ella ia casar-se! Comprehendes. EstevSo, qaan-
las tortoras esse pensamiento conliuha para mim '.' la
casar c-m um homem moro, bello e rico, que tinha
ludo ero seu favor, mesmo a vontade do fallecido
pai, mesmo o amor della, o amor de Denise Oh !
como ella o contemplara I
o A mim chamava imbcil Assim para as mu-
lheres o silencio he idiotismo, a admiracao he espan-
lo, e a primeira perturbadlo do coracao lao profun-
da e tao sincera, he curiosidade (ola e embararo es-
tpido. O' mulher quautas riquezas leus despre-
zado Para Denise eu nao era um homem Todas
essas palavras vollavam-me ao espirito e enlravam-
me lio coracao como dardos fros e envenenados.
'< Depois de ler corrido como um doudo, a dor
trumphoo de minhas forcas, e cali i sentado sobre
urna podra a margen) da estrada, inteusivel, auoi-
quilladn.
Nao posso dizer-le se liquei ahi moilo lempo.
Pdese medir quanlos pensamenlos cabem em urna
hora Podem se copiar as lacrimas de um coracao
desesperado '.'
o Quando levanlei-me, linba feilo sobre mim
ine-ino um esforc.0 heroico e vilenlo. Estando De-
uise perdida para mim, mora em micha alma toda
a e-per 10;.1 de felicidade, nao restav.i-me mais do
qoe obedecer a meu pai; minha vida dahi em dianle
sem alvo podia aer un a meu irm.ic, porque re-
cusa-la 1 Demais eu duba eoiao esperanca de qae
morrena de niinlia dor. Iilusao inlanlil, meu
amigo O homem pode perder ludo era ura da
como eo, sem que perra por isso a vida.
o Vollando a La Pinede e sem explicces annun-
ciei a meu pai que eslava disposlo a ubedecer-lhe.
Quinze dias depois casei com niadaraesella
llosa l.escalle. Moslrei-me Iranquillo. Fui ao casa-
mento como os oulros vao ao fogo, com calma e re-
soluto.
" Depois da ceremonia llosa e eu vientos balotar
urna casa de campo chamada Brlbou>auel, onde
uossos [tais linham achadu conveiiieule eslahelecer
nossa residencia. Essa pequea propriedade esla
em urna soliJaVo deliciosa, e chegauJo ahi senli orna
especie de allivio.
A ullima qoinzena cheia de cuidados faliga-
dores esgolara-rri" as forras. Eu Uvera de .aroinpa-
nlwr minha nuli a Mar-elha para parecer ao menos
urcupar-nie com o enxoval. depois assilir s inler-
uii'.ave- roiii. reiirias de Mr. l.escalle, e emlim ido,.
O THEATRO E O ESPIRITO PUBLICO
EM FRANCA.
16.161836.
Occopamo-nos muilo do thellro ; julgo ate qo-
nos oceupamos desmasiadamenle. Os livros mais
serios, lentamente concebidos e acabados a preco de
numerosas vigilias, com grande difliculdade obletn a
allencao da crtlica, ao passo qae as obras mais fule-,
urna vez que lenham sido levadas arena, sempre
sao, seoao discutidas, ao menos contadas d entro de
o Desgoslou-ine muilo essa fcil inquielacao de Irar semblante sereno, quando m.dama l.escalle e a
madama de Vedelle, minhas visitas a La Pinede I lilha vinham ao Casello.
eiain-me muilo agradaveis, en procurava ahi os ve- ; lie urna pessoa insupnrl.ivel e'-a madama I.es-
11009 de miuha mil, lembranras de meu pai. Meu calle ; fallava-me da lilha de orna maiieira capaz de
pobre pai quanlo elle ainava-o. Julio acrescen | lirar-me para senip
lou elia com rcenlo quaai eiilernecidn.
a E elle m'o provou, desliuando-me voss>;pa-
ra esposa, querida prima, lespondcu o mancebo
beijando de una inanria apaixonada, o bello braco
qae apoi.,va-se no sen.
' Nesse intmenlo ch?oa am homem, e disse :
para sempre a nina de ciliar para ella.
n Fallava-me muda- vezes paciencia, ou para
melhor dizer, a coragem, quando ella dizia, como
meu pal, que o casamento 1110 tirana do enlnrpcci-
meiiln.
rr Que coasa haixa e inspida fazem certas ppssoas
do casamento I He para nunca desejar-sp rasar com
Madamesella de La Pinede u3o quer val- orna mulher amada Mas pu nao am.iv.i Rosa, e
=ar comipo, secundo promelleu '' 1 nem mesmo ocenpava-me com ella, quando eslive-
. Sim, Mr, Desormeaux. disse Deo,e sotrin-'
do com'alegci. e olr.indo para oprimo.
i)e hoje a qoiire dia sr dir ra'idvma de
Mallarme, nio he verdade'. murmuroa o joven ma-
riohirc
pelo pr.izer de ser chamada baroneza pelos diversos
lahelliae- da sociedade do pai.e de perlorbar as ras
tranquillas de La Ciolal rom o rodar de soa carrua-
gera. Ah lalvez ella nao seja assim ; recelo qoe
essa pobre mora lenha cedido a auloridade caaande
comigo, e lenha deixado alraz de si alguma inclina
tao ccrea. cuja lembrsnca a consume e aftlige
Depois do nosso casamento ella lem mudado vi-i-
velmenle ; minha preseuca. a qoal lodavia impu-*
nha-lhe o menos psalival, incommoda-a e assos-
la-a. Devo apressar orna separacao, coja necessids-
de conheci desde que fomos casados. Se eo livesse
encontrado em Rosa urna amiga, orna irmaa, unta
natareza qae sympalhisasse eom a miuha ; seso me-
nos nao iive-.e p, irelndo que ella me leme e evila,
poderia ficar em sua companhia sem pra/er, mas
sem reposnancia. Porem nao he assim, a devo
quaolu anles fazer ressar um estado de coasas pe-
nivel para ambos mis. He intil acerescentar, meo
amigo que nao consideraudo-me como o verdadeiro
marido des mor;a tenho-a resucitado como minha
irma. Servi-ine de um pretexto para lelirar-rue a
Maraelha ; a condescendencia de um nosso visiulm
qae encarregou-se de escrever a Rosa colorio a pro-
|..ligarlo de nimba ausencia. A verdade he qoe vim
aqui esperar qoe chegasses a Franca, e ccnsnllar-le:
esperar em Belbuosquel parecia-me impossivel.
o Agora que sabes ludo, Eslevao, has de ajudar-
me a execular meu ultimo projeclo. Trntare pro-
curar no exilio o esquecimenlo de minha- dores ;
pe^o-te, amigo, que me facas receber a leu bordo.
Sei que vas emprehender urna campauha na Ama-
rica do Norle, eu le acompanharei ; iremos jonlos
visitar essas grandes solidors do Novo Mondo, e lal
vez encontr ea la o balsamo de que minha alma
taulo necessila.
o Minha retirada sera' uro alivio para essa po-
bre Rosa ; esrreveiido-lhe para annunriar-lhe
que deixo a Franca para sempre hei de env lar-lhe
urna e-criptnra que lhe a-segura dous lerrna de mi-
nha forluna. Ah o qoe alienei de toa liberdade
nao lem preco ; >inlo-o ja larde, nao posso repra-
lo. Se a aidade pode consola-la, mea nomee meu
dinheiro lhe serio soflicientes 1 se ella lem aaoda
des de um amanle menos sombro do que eu, pode-
ra sem rrinorsus gozar da indepeudeucia que lhe
resliluo.
EslaDdo eu longe ella me esquecera brevemea
le, lerei passtdo em sua v da como uro | haniasma
looffeosivo ; n.io he melhor isio do que ser odiado
de perlo '
L
ILEGIVEL
" Eis aqui meas projerlos, charo l.-iev jo minha
ahednria e minha coiiscjeocia nao poderam inspi-
rar-me nutro melhor. Conhero que e-mu diaute rl.
que he irreparavcl. Praza lieos que ralas resnla-
coes Inpecaaa asa de aggravar meu. erro*. !
- I ico a espera de tua rc-pasla.
.. leu de COiacao
. Joigc de Ve elle.
Vahando de ler esta caila Rosa -enl o urna aa
gu-lia iiidi/ivel.
Qnanlo Jorge amava a Dem-e, e ella, pobre Rosa,
rom que desdea era Iralada I Elle a deixara sem
di/er-lhe una palavra, parha deivando-lheseu no-
me, dinheiro, hherdade, e julgava-se quile !
Nao qoeria lomar nada de soa vida vi-lo qoe aa
lava resolvido a rpcuar-llip lodo da sua.
nem mesmo oceupava-me com ella, quando eslive- Ah disse ella com ico-elle he para mo .
mo cni lielbou.quel Asora lenho una inquiela;5o I qoa madamesella I a Pinede oi para -He no>..
seria : receio ler sido encanado a seo rcpeito: apre- | dor he a mema "veu Dos porque vcci-me ess-.
senlaram-me Rosa de lal maneira qne eu juizuei-a : idea por ventura amc-o agora Oh nilo, aer-a
ignrame, mcenua, am poaco (ola. e rr.oila vaidosa. peior do qoe lodo
cuide-i que caava cmico sem gosto nem aversao I ConUrmar-'i-ha
;

-
.

y,rr,,.A
ia.


DIARIO l)K PERNAMIICO, SEXTA PEIRA 25 DE JANEIRO DE 1857.
oilo das. Premios academices, animacaes admiras-1 para o vulgacho, Reme be grcgo, Moliera latino. | bo fondo de su>s maii arrojadas inveorOes um co-1 dos a esle Densamente constante Dio Iba rermiln.
tralivas, ludo se prodisalisa a lilleratuia dramalica, Conidio hcspauhol. O fados oppe-te a esle modo nhaamento da n .luieza humana que a pitica da paircher fcilmente ludas as focal da verdad*. S.
aeiilrelaulo u (healro oAo ha hoja a forma mais (de caracterisar; nao eusaiarei demonstra-la, eltel vida oAo basla para explicar. Desearles, Gaaaendi I a belleza da obras poticas, da 1713 a' 1789 hi
prospera da imaginasAo francesa. Por mais que fa- j tem o mrito da clareza, da pi.citan e, para ler sen- Porto-Real sao as Ires grandes ftiles a que se .oc- i nmito ioeorapleU, as obras histricas e philosopbi-
-*'" a Academia e o Estado, nAo esU em seu poder j pie presente esta* tres denominas., no lie preci- eorreram os creadores do Iheatro francas. Nao he cas eompreheadidas ueste e.paru de lempo nao es-
suscitar obras novas, que correspondan! aos votos p.i- so grande esteren de memoria. Nao l.a a verda le,i dilliril di eslabclcccr a relapso entre P01 lo-Keal e 130 sempre de aecnido cora a realidade dos fado,
blieos e saii-tacam s Mcessidades do pentamenio I he una pareeHa da verdade, que temo laen Hacine. Nao se traa aqui do romanee de Heliodoro, I comoianicados no mondo exterior 00 ao dominio d.
contemporneo. | mrito de ser fcil de epauhar, a lal be a raio por confiscado por LenceJot a qoeimado i vista do iu-'coiisciencia. lie
W> lenlio preleo(ao de possuir orna reeeita tegu- qe se considera buje cala parrella da veidadc como
ra |>ari operar esle prodigio lAo almej 1J0 ; o esludo a verdade loteare. Mullere e Curnelio tAo doos ge-
me ordena e modestia ; mas parece-me, que se po- "ios originaos; quaulo ,1 Kacine, cuja origiualidade
de achar 110 pastado preciosas indicaces, uteis ligues 11 '> he lAo aliente, todava ha preciso reconliecer
sobre o futuro proumo, a di-ln-hci de bom grado, que elle alo pode ser confundido nAo s com nen-
sobre o futuro necessario de nosta lilleralura dra- hura poeta ,la Franca, mas com nenhum poetada
raa tica. Europa. bSo obstante sus fervorosa adi.iiraca pe-
Dc-graeadaraente o conhecimenl do paisado oc- ; la anligoidade, nao obstante as lises de l.ancelol,
cupa bem modesto lagar no que se tem assenlido
chamar a analv.se dat pesas novas.
Quando se trata de um livrode historia ou de phi-
loiophis, d'um romance, ou d'uma collecsAo Ijrica,
dcil discpulo; tiala-se de Nicole e de seus amigos
que iusliluiram em Porto-Real um entino philoso-
phico coja importancia be nconlesl.ivel, E para
descobrir os lasos de pireBlMco entre as tragedias de
Hacine e esleensino, nao he nectssaiio possoir urna
poderosa ssgacidade. Sabem todos que Moliere 00-
via com Chaptlle as lires de Gassendi, e a doutrina
exposla por esle hbil mostr deixra no espirito do
1- consciencia. lie esta urna nao sulliciente para
condemuar com desprezo os historiadores e os philo-
soplios do ultimo secuto V NAo, tem davida, porque
se elles dispreum uina parle dos deveres que Ibes
eram imposlos, se nao augmentaran) a campo 'la
sciencia, cerlo que llies he devedor o nosso pal/, por
sua dedi^acao.
que Iho permiltism ler correiilemcnle Suphoclei na ; oluro trgico urna ropresso lo profunda que, para
Idade de 11 annos, h> em suas obras urna data certa; popu.aria-la, He havia comera.lo urna IradurrSo
a naloreza dea senUnwolos que elle deaenvelfe, a I em versos do poema de Lucrecia", cojo manoteripto
forma que d* a seu pensameiito, llie assign.m um perdeu-se, mas de que alguns fragmentos se achara
os etcriploret, que querera dizer ao publico o que lugar a parte. Nao se deve pois repetir que Rarine |nu-Misaulropo,Olanlo as reanles da pbilosophia
nada reprsenla na historia da lilleralura dramtica, j cartesiana com as tragedlas de Cornelio, se uao pode
Depois de haver comparado as paginas de Tcito to- dein ser lAo fcilmente demonstradas como a* de
breNeroao piefacio de liritanuicas, podemo nos Gassendi e Kicole com Moliere e Kacine, uAo se
pensara sobre elle, julgaro-se obrigados rellectir, e
mesmo a' estuda.
Quaodo se (rala d'uma peca de lliealro. o estudo e
1 r.lexlo >3o considerados como tupeilluos. As ex-
ceptes que se poderiam citar, to mui pouco uu-
mtiosas para condemuar a opiniAu que aqui es-
primo.
A critica dramtica he boje uina industria mui ac-
tiva, mas qot bem pouco se Ibes da' com o pensa-
mento.
Obrigada, pela, tradicoes da impreusa, a' emitlir
ssu parecer dentro de om prazo fno, ella contenta-
se com divertir e dispensa-se de iuttruir. E, urna
t, que teja espirituosa, o publico Tica salisfeilo.
Nao ha, pon, que admirar, se a critica dramtica
so lenta divertir.
A revista hebdomadaria de todas as pesas repre-
sentadas nos theatros de Paria, he urna especia de
couesia, em que ao cabo de algunt anuos se entor-
pecen] os espiritos mait vigilantes.
Collocadus em ootra condirAo, 01 escriptores, que
se applicain em divertir-nos, eusaiariam talvez d*-
tar em uossa laaabtaaiea uiu Iraso duravei e pro-
fondo.
Largamente remunerados por um trabadlo fcil
em appaiencia, porem fastidioso para todo homem
que nao g sla de fallar mu nada dizer, elles fazeiu-
te bons ralladores e nAo conhecem neni a duvida
nem a hesilarAo. Se era sempre esta' disposlo o es-
pirito, uauca Ihos falta a pal ivra. E p.ra muilos
tenores, apresso-rae em reconhece-lo, taber fallar
sempre a' todo instante, he qoasi o mesmo que (er
urna opiniAo rcfleclida sobre tudas asquestiies quest
podem uQerecer.
A critica dramtica nao be talvez pregui(osa por
nalureza ; ella curva-se aos hbitos dos leilores;
quero mesmo erer, que em seus processos 1 resigna-
SAo concorrs cura boa parte.
Teraendo nao sei ou vi la, ella nAo diz lado o que
poderia dizer. Faz-se frivola para leilores, a'quem
nAo jolga capares d'uroa seria atlenrao. NAo digo
que ella se engaa ioleirameuto ; pens, enlrelauto.
qoa ella resigna-so com muila facilidad*, que exa-
gera o ptrigo para simplificar sua tarefa.
Os leitures. 0A0 obstante sua natural indolencia,
obedecen! seo raso grado a' vonlade do escnplor,
cujo pensamento apanharn : desejamsem duvida que
se parasa consultir-lhes o gosto, mas fazem-se at-
leutot, e desprezam os jogos pueris da linguagem,
des que se cliam era face d'um pensamento clara-
mente exprimido, qualquer que seja a sua natu-
reza.
Demais, a crilica dramtica sabe coroprehender *
importaucia que se llie altribue. nuasi que s os
directores, he que se inquietara com os juizos pro-
nunciados todas as semanas sobre as pecas de Ihea-
tro ; os autores uso llies hgsm grande importancia ;
e qaanto ao poblico, esle |si> procura as revistas
hebdomadarias cevo para sua curiosidade.
A historia, a philosopbia,o romance, a poesia ly-
rica, mais raras vezes discutidas, que a lilteratora
dramtica tem o privilegio de chamar a alteocAo pa-
ra os escriptores de que se occopam. E, como nao he
fcil formar um juizo sobre o desenvolvimcnto so-
cial e poltico d'uma uaeAu, sobre obiigaces mo-
raes da humanidade, sobre os transportes e angus-
tias da paixAo, sobre os extatea de peustmentns soli-
tarios, o leilo estuda alteuiaraenle a opiuiAo que llie
he subraettida. A revista de urna pesa de lliealro
he para elle apenas urna oovidade.
Emquanlo a critica dramtica nAo reformar seus
babilos, sera' tratada como urna cousa indillerenle, e
ficara' fora do dominio Iliterario. Suba para ella
um meio de renovar-se, de conquistar o poder e a
autoridad*, he procurar na historia a razAo das for-
mas diversas, sub que lera produzido a invtDju
dramtica.
Por este modo, creio que tila pode ter certeza de
obler a attensao. Assiin posta a questAo, 0A0 he des-
tituida de interesse. Porque, entre nos, no XVII
secuto, o Diestro propoz-se a analyse e pintara dos
caracteres ? Porque, uo seculo seguinle, propoz-se a
expresdo das mximas philosophicas ? Porque, no
seculo presente, depois de haver tentado a resurrei-
SAo do pastado, sem nada procurar fora de 1 'r.ni.ja.
interrogou alternalivaniente a Hcspanha, a Ingla-
terra e a Allemanha '.' Kiualineute, porque nao che-
gou a' produzir obras vivas, abandonando as tradi-
SAes nacionaes, fazeodo-se eosmopolila '.' Sem duvi-
pf
admirar da distancia que separe a tragedia franceza enlrelauto conletta-las por um modo serio. O pa
da, cada um dettesproblemas ulleic < a' reflexAo um j
campo laborioso, cerlo que oAo he fcil resolve-lus
por modo a' couciliar todos os sullragios, a' unir lo-
dos os espiritos ; porem ao menos cada um deste
problemas otTerece um interesse que uinguem con-
testara'. Qaaudo mesmo nAo ebegattemos a' couclu-
soes d'oraa evidencia irrecusavel, 11A0 podemos dei-
xar deencoulrar em sua derrota lacles que passariam
desapercibidos, se senAo abriste a discossao. Em
lodos os ca sera' mais til que a revisla hebdomadaria, que eu-
tre mis representa pelo menos os Ires quarlos da cri-
tica dramtica.
Tem-se raoitss vezes dito i|ue o theairo franeez do
WII teculo nAo era senAo una imilasAo servil da
autiguidade clstica. NAo Meaca de dizer que pun-
to lie errnea esta opiniAo, mas son forrado a reco-
uhecer que ella ha gerslmente recebida. Os que
conhecem a autiguidade, os que tem vivido no coiu-
mercio de Eschyle e de Sophocles, d'Euripides *
Aristophants, muito bem sabem qoe as tragedias de
Hacine Ao as nicas obras dramticas desee lempo
que podem explicar, senAo aulorisar tal erro. Quan-
to a Podro Cornelio, quaulo a Moliere, bem poaea
relasao lera elles com a autigui lade. Se o Avaro e
o Amphilryon sAo lomados a I'liulo,Tartufo e n Mi-
sautropo, a escola das muiheres e at molheres sabias,
itto he, as mait bellts obras de Moliere sAo pura-
mente t'raucezes. Pedro Cornelio nAo he diacipnlu
da antiguidade nAo obstante seus discursos sobre
potica d'Arisloleles, e o proprio Racine, que eaco-
Ibera na Grecia um molde que te nao conrilia eom
a simplicidade de seo gosU.o tereciro dos trgicos
que chegaram al nossos das, Hacine, erahora seu
oslado assiduo da antiguidade, nAo he a nnagem liel
d'Euripides. He portanlo necessario abandonara
opiniAo acceil.. O Iheatro franeez do XVII seculo
qoe en nao quero Ipresentar como o ideial da inde-
pendencia, como a despuvolvimeuto mais completo
da libeidade poetice, nAo be francsmeiite fallando,
oem gcego nem romano.
Elle le*a em conta a antiguidede, mas uAo a re-
produz; ioquiela-se com ai formas postas pelos mes-
lm e eutrclanio acha mcio de propor-se um novo
Ideial. Imagino que um Alheniense de bom lempo
asieulado nos bancos do lliealro, em Versailles ou
m Pars, adiara alguma diflkoldade era reconhe-
cer M Iphygena e no Phedro de Kacine a Ipbvge-
niaeollippolylo d'Euripides. As profundas dif-
farenjas que separara o Phedro franeez do Hippoly-
to gre.o foram ilutadas pef M. (iuillaume de Sehle.
gel por modo a desengaar lodos ot olhos. Seria la-
cil indicar difl'erensas lao profundas as duas Iphy-
euias. Seo Avaro da Moliera traza memoria o
Autularia de Planto, todava ha ah militas tceoai
que nao da comedia latina. Dizer que Cornelio nAo
do original romano; depois de haver comparado A-
Ihalit ao livro dot Keis, podemos pergunlar porque o
poeta franeez desprezou tantos rasgos imporltutet,
lautos rasgos caracteristicot: enlrelauto nAo te pode
negar que estas duas obrat revelara urna grande for-
ra de coucepsAo. At paginas de lucilo, as paginas
doLivro dos Res, sao mais locantes queBri-
lanuicas e Alhalia,declaro sem hetil.ir ; enlrelau-
to se coutiderarmos o lempo em que estas obras fo-
ram produzidas, seremos obrigados a considera-las
como grandes temeridades. Sem querer estabelecer
neiihuraa coniparacAo entre Pedro Coruelio e J0A0
Kacine, he permillido encarar o autor de Cinna e
,]i- Horacio como um livre interprete da historia ro-
mana ; que mesmo oraitliudo importantes episodios,
acha meios de ser grande e pathelico. A nawracfo
do combis dos Horacios e Curiados, eniTito-Livio,
he mais iva mais animada, mais trgica, conftsso,
do que na peca de Pedro Cornelio. NAo obstante os
artilicios de linguagem, que ferem lodos os olhos, as
paginas do esiriptor latino excitara em nos umuemo-
Sao de ama urdem quasi sobrenatural, e apoderara-
sc de nosso espirito com tal poder que a allencao nAo
se distrahe por ura s momento. Al ceremonias re-
ligiosas que precedein o curabate, o que Coruelio des-
prezou, emprestara ao desenvolvimeiito desta acrao
uina singular mageslade : porem as imprecasoes de
Camilla, maldizendo o assassino de seu amante, bas-
taran! para assegnrar a Cornelio um lugar entre os
raeslres d'arte. l)>vemos sentir que o poeta franeez
ten!ia esludado f.ucauo e Sneca cora mais altenran
e sympa'biaqoc Virgilio e Tilo-Livin, e todava nao
obstante etta dolorosa preferencia, elle marcha a par
dos mais bellos geiros da Europa.
Assiin, pera lodo hornera de boa fu que se lem
dado ao trabalho de estudar a qaeslAo, o lliealro
franeez do WII seculo Dio he urna imilasAo servil
da antiguidade. Nem acomeda nem a tragedia pro-
velo directamente da Grecia e da Italia. Cornelio,
Racine e Moliere interrogaran! o panado, esluda-
ram os grandes modelos que a autiguidade nos dei-
1011 : nenhun dos tres renuncioo' a expressAo de
seus sentimenlos pessoaes. Para conveucermo-nos
desla verdade, ba llemos bem depressa que os imitadores guardaran!
sua independencia. Nos assumptos heroicos, nos as-
sumplos histrico*, na Iphygenia como no llrilan-
nirus. Hacine despresou exprimir fcilmente o tem-
po c o lugar ; e o que elle omitlia, conhecia mara-
villosamente. Se nAo se ligou ao lempo e ao lugar,
he que toda sua alteucAo couren(rava-se sobre o es-
lado e analyse das palxes. As personagens que elle
poe^em scena nao silo pers'inageus histricas, seria
pueril querer demonstrar o contrario ; porm ex-
priniem em ama linguagem melodiosa peusamentos
que perlencem uaiureza do honiern, encarada de
um rioolo geral, abstrahiudo da idea de tempu e lu-
gar, e esle mrito he de urna ordein bem *le\ada
para excitara adiini ara u e s\mpalhii enlre aquelles
mesnios que conhecem melhor as Iradiccoes heroicas
e a historia do povo romano. Seria mui fcil pruvar
que Achules e Agameinuoii, na tragedia de Hacine,
nao se asscmilhaiii aos hroes que levam o mesmo
norae nat obras anligas. Achules e Agamemnon, nao
obslaul* o carcter moderno que Ibes deu o poeta
francs, sao veixladatroa7 Se elles despertara em
mis a tristeza, a iiiquielarAo, se nos associam ao>
pensamenlos que o dominan), eremos forcada! a
reconliecer que o poeta do WII seculo, inliel a an-
liguidade, pintor sabio da nalureza liumana, oceupa
um grto mu elevado na bierarchia das inlelligen-
cias. N'Ao necessilo de fosee senlir quanlo ha de
contradictorio na duplice critica que se llie faz. lie
urna parte u aecusam de Iridiar as pegadas da au-
liguidade ; por oulra o ridicolarisam por haver bap-
1 -.1 i com noraes gregos ou romanos os maiqoe/es
do (Mll-de-thfu/'. A primeira accusasAo ha destitui-
da de fundament". (loanto a segunde, ha muito
lempo que se vio que nAo era justa. Brilannicus
nao he um cortezAu de Versailles.
Burrhus, sem ser precitamente o Burritos da his-
toria, nAo espanta todava os que viveram pelo pen-
samento 00 reinado de ero. Keduzr a sea juslo
valor as duat aceusscs que acabo de recordar, he
aflirmar e demonslrar a originalidade de Ipbigenia
da philosur lua franceza e o pai da poesit trgica en-
lre mis dAo-se as mAos na historia, e a sublime lin-
guagem de Horacio e de launa, que boje nos admi-
ra, que adrairava os coulemporaueos de Cornelio,
nada lem de inclinado, de sobre-humano para a-
qurlles que educaran! seus espiritos uas incdilases
de Descartes. Depois de haver parado cora o soc-
corro desla poderosa iulelligencia, por cuna dos im-
perios, por cima da historia, por cuna da vida real,
qnon lo descem a Ierra e ah se adiara entre boraens
as raais das vezes arrastrados por teus iosliuclos que
guveruados por nina voutade relltclida, os romanos
de Coruelio uAo excitan! mais a mesma aarprasa: o
pbilosopho explica o poela.
Ha nas tragedias de Hacine, pagAas pelo assamp-
lo, se exceptuarmos Esther e Alhalia ura acceulo
chrisio que uo exprime s os senlimentos do autor,
Poros principios de Porto Real. O discipulo i!e
l.ancelol, que devorava com tanto ardor a histoiia
dos amores de Tbeague e Charielee, falta de goslo
que Ihe perdoou a poslerulade, educado na l calho-
lica, uao emprestara sen duvida senlimeolos chris-
laos a personagens pagaes, seuAo o houvesse a islo
induzido, man grado seu, a phi!o Para a igreja esta transfurmasao he quasi uina here-
sia. Snppor que a Grecia heroica podera adeviobar
on entrever a doutrina do Evangelhn, e alacar a au-
toridade da revelarao. A philotophia de Nicole, a-
presentaudo sob ama forma scienlilica a moral evan-
glica, apagava aos olhos do poela a diflerensa que
separa os pagAos e os chrislaos, porque he da Min-
ia de toda philosophia digna deste uome dominar os
lempos. Para ella, lodos os homens sAo animados
das mesillas paixes, dolados das mesraas faculdades,
bem que designacs. Nao ha pois que admirar se o
poela formado por tal ensino impoila-se pouco do
local e histrico, e prefere exprimir senlimenlot
eternos.
Adiar nas comedias de Moliere a leinbranca a
impressAo das lices de Gassendi 11A0 be cousa dilli-
cullo-a por pouco que se lenha esludado a doutrina
d'Epicuro era outra parla que 11A0 nas calices .le
Caveau. U que he cora elleito esta doutrina seno
a felicidade como lim e a modcrasAo como meio 1
Pois bem NAo lia em quasi todas as comedias de
Moliere um personagem que recommenda a mode-
racao, n3o sii nos usos dos sentidos, como no uso da
razAo .' Que parentesco raais evidentese pode de-
sejar enlre Gassendi e seu discipulo '! NAo be a
doutrina d'Epicuru no que ella tem de raais eleva-
do '.' A felicidade na verdadeira philosophia s vem
depoitdo de ver ; mas subordinar a pulse da felicida-
de, ao emprego moderado de todas as nena* faculda-
des, nao he appruximu-se da verdade '.' E no am-
bienta em que vivera as personagens de Moliera, es-
ta verdade nao se deve chamar sabedoria J A dou-
trina d'Epicuro, exposta por Gassendi, concilia-se
aberlameule com o Muanlhropo.
Verdade he q oe ctlas ideas ^eraes nao se appli-
cam com nal rigor todas as produecues ilraina-
li's modell s que nos deixui a aiiligaj lade, aos mo-1 ura lal genio, leria parecido ridiculo aos espiritos
le. niuila. vezes menos puros, por algumas vezes raais benvolos e talvez que mesmo aos mais escla-
ao '.-randes que uns lempos modernos, encontramos recid -.
A aatoridade real era aceita sem evsme, e os alo*
os de-ia antoridadedelegada que se Iradasian era
suffiiii.enliis, nao susriiavain nenhuiii vol, ueuhu-
ma esperan)}* de reforma radical.
Moliere fez para seu lempo o que podia fazer.
Beaumarcliai', mui interior a Moliere na ordera
potica, 11 unra o esquei;amos, prestou justamente
lervicoa coja lembrauri nunca se apagar.
Hegnard e Lesage represenlam o espiril 1 franeez
ob uutro aspecto ; e tamben na j occuparAo na his-
toria om lugar !Ao consideravel cumo Vollaire e Be-
aumarebais. Elles lem um valar que niugoein po-
dera cuidar em contestar ; mas no terretio dramti-
co, nao obstante o talento que 01 recommenda, uAo
cavaran) um sulco baslante profundo para deixar
a seus herdeiros uina abun lante colheita.
Vollaire merecerla apenas algons das d'eitodo e se-
lia ililliculloso comprtheniler o crdito prodigioso de
pie elle lem gozado.
Julguem-iio como ador e nAo como pnela, per-
giiule-se ausaconlecimenl'is priiduzidos durante ana
vida o cnraniculario de soas obras e esla figura, a-
111 da ba pouco quasi insignificante, uguienta-se sin-
gulsrmente. Este homtm qu* a iguorancia e a su-
pcisticAo mal dizem d'inveja, nnscido vinte e om
annos antes da morte de l.uiz XIV, presentios pre-
paiou a transformaran poltica da Franca. Ol prin-
cipios que Iriompharam era 1789 acham-se de-
monstrados em seus livros d'hisloria e de philoso-
licas do \ Vil I seculo ; mas caree em d* grande im- P''ia e exposlos sob orna forma viva e popolsr em
porlancias as objecsf.es que se nos poderiam stjia;a-1*" ol,r* d,i,malici"-
sentar. Os escriptores desla poca, qu* nada lize- 1 Dm homem que taes cousas fez, que Uo profnn-
ram pela emanciparAo do *>eiisanieuto, apenas rae- ( damcnle abaloa seu paiz, que preparou a obra de
recera a alleiirao do historiador. Fallarei de Ma- j Sieves e de Mirabeau, nunca oceupara'o segundo
rivaux, que o tlenlo de Mademoisell* Mari lomara lugar, de qualquer modo que o encaremos. As cri-
do lora e que Madama Pleny n.iu puude sustentar. Ias que muito justamente se pode fazer ao estvlo
Suus comedias divertirn) os espiritos ociosos e aiu- de suas producs;Oes dramticas nAoolluscaiu os sr-
da podim teduzir o enfado das muiheres que nunca vicei que elle presin a Franca e a humanidade iu-
conheceram a paixao e oo procuram por loda a teira. O Iheatro de Vollaire, que nAo quereria a-
parle se pao urna oislraeclo frivola. Entretanto nao presentar como o Ivpo da correcco, oAo exercum
se poderia apresenlar Marivaux pela expressao Del sobre a uar.Ao ama influencia menos salatar que o i do seu "Plrilu "oi dilogos, e nAo parece ligar gran-
da vida franceza no seculo presente, l'onbo de par- espirito das leis e at cartas persas. NAo se imlle J'mi>orlauca a compoeao dos caracteres.
te seo estvlo, que nao se recommenda precisamente nem Zairo, nem Algiro, era Merope, nem Maho-
ptla pureza, erabora o que possara dizer os seus ad- met, eu o comprehendo. c todot os homens se de-
miradores, para so me prender aos senlimentos que vem dar at mAos para dar lal conselho mas se ain,i-
animam suas persouagens. Em que lempo, em que ; larao d'eslas obras he perigosa, nAo he isto urna ra-
logares ja se via taes maldades'.' NAo ha urna sce- zAo para detdenha lat. Onde e acha o poder, ha
na que seja verdadeira no sentido mais vulgar da aempre algoma roosa que estudar. Pera obrar so-
palavra, cujos eleraenlns se enrunlrem na nalureza bra o lempo, para goverua-lo como Vollaire, he pre-
homaua. Todat as pecasde Marivaux assemelhain- ciso possuir faculdades superiores. As zombariis,
se ou, para melhor dizr, em sua vida elle s es- as invectivas, os analhemos nAo prevalccerAo con-
creveu urna pera, yuem vio as Falsas Coofiden- Ira videncia.
cas pode dispensar-se de verojogodo Amor e do Na historia na philosophia c na poesia, o autor
Acaso, o Legado e a Experiencia camponeza. Para de M.homct nAo ocenpa, be verdade, o primeiro
aquelles inesmus qoe 11A0 sa* dolados de ama viva lugar, mas n'eile triple dominio elle locou em lo-
peuetrasAo, o desenredo he muito fcil de prever, das as ideas generosas que podiam melhorar a con-
.vpeiias as personagens lera enlrado em scena e tro- diro de paiz. E he pouca cousa ter despertado
cado algumat palavras. adevinha-se oque ellas dira lodos ot espiritos e inspirar-Ibes a paixao exaltada
dorante una hora, o laso em que cahira a marque- pela verdad*, pela joslis '.' Os espectadores que a-
za, que arlilicio engeuliara o criado, como o inordo- i rali, v un d'assislir a represenlasao d'Algiro ou d
mo roobara o coude. He impossivel iDveular algo- Mahomtt licavam animados de mais elevados en-
ma cousa montona, mais premedita, e que se af- lmenlos. Em vez de circumtcrever seu passado no
ra o misino iati 1....
XVIII serulo, nao fttadava c
as quesloesque I, Mam eicilado eetenaBat iio.r,u'
lo preceden!*, lod.via. se elle d-va aos laei ,, ,
allensao minio ira, nAo linlia rennaciada a' culti-
var o pensamento em si mesmo. I'rcorupando-.j
coiislanteraenle cun a applira.a.r ,1. -, irnrij, rile
procarava o curanto soberano da me Liaran % a na-
dllafie Ihe ollerecia nina oidem rnrhor. |>a*
ub-laiiie ludo quaulo se linba pondo dizer de
seu carcter prosaico, de toa paixao pelo bem
estar material, elle nao viva todo uiieiro no domi
oio da realidade. Stnlia a uecestidade de augmentar
u que tiiilia debaixo do* olhos e e*la zeiuro*a ti*-
cestidale baslava para duplicar suas ln.... Ii.eo-
ricsmeule, as doutnoas philosophicas n ndurem i.
apolheose do interesse pessoal. Enlrelauto, por nina
admiravel mconsequenc, a mor parte dos escupi-
r* que se < ecupavara dos negocio* pblicos.d^ esla in
presente da sociedad*, das reformas que ell. recla-
mara, cuii avam o iuiertsse geral cima do iala-
retse pessoal. Eslrauhos ao governo e a* aensKiafta
elles loma vara por guia em ledas as sua- deratoe*
os principios que arhaino uo Etplnlo Ja' l.ei-, e
que mais larde erlioarara na tribuna da consliluiiile.
Ilegnard. nascido durante a vida de Moliere pro- Esta coiidirao do, .pirdo. era excellenle p.ra a poe-
fessava .1 lilleralura por simples dislracc;Ao. Enlre- \ sia dramtica. Todas as vezes que o audilono *c r,
lanlu linba lo [elizes disposises, achava sempre I c"fa de peuainenlos superiores ao inuiilo do. fac
diverlindo-se, lAo delicadas replicas, que suas come-1'""' ,u*a' as \'1'* que c"# "\ "'-""-' r'-l"'-
. ,H de como um limite inveucivel e eleva -se acuna do
das anda boje sAo oro cur.0,0 assumplo de esludo | acoutcimenlot consummados. o poela podn abrir ..
para us que se atirtm a lilleralura. He o miro eu- sua imagiuarAo urna carreua livre. No ullinHi -cu
Ir* os escripluret fraucezes que Iraz a' lembranra a '" a poesa dramtica nAo ? cnceirou em seu do-
vea cmica de Moliere. Somente elle exliaure lo-
A vida do mundo Ihe ruubava muito lempo para
que elle se podesse oceupar seriamente de-iu parte
da arte dramtica.
ludo llie sorria. A forluua o trata** como lilho
prodigo, por mctlo que, era suas prodigalidades,
uuuca conheceu a deslreza.
Os versos uada Ihe cuslavaui e corriam-lhe da
penua como a agua da foiite viva.
Como pouco se Ihe dava da correcsAo, e UAo li-
nba grande cuidado na riqueza da rima, a iuveurao
a e\trur,iu nAo erara para ell* senAo um novu modo
de se divertir.
liastaram-lhe ot esludus da mocidad* para coudu-
zi-lo ua del rota que escolhera.
Suas obras sAo quasi desprovidas de moralidad* e
represenlam naturalmente a ciirupruo de seu lempo.
Encaradas debniio deste aspecto, ellas adquirtm
um valur histrico.
A comedia da Tiircartt, qne carece de vivacida-
de, as'iguala eu'relaulo o lugar de I.esage enlre ot
Oiiando mesmo nAo existisse f.' lira;, bastara
a leitnra do 7'nrcarct para demonslrar que o autor
conhece fundo seus conleraporaneos e que eslu-
faste mais do ideal e do real. E eutrelanlo Mari- campo dos interesa** pessoaes ou dos inleresses d* fa-1 escriptores do ullimo seculo.
vaux aind* hoje coma mu numerosas apologistas. t mili*, alinejavam para seu paiz um governo mais
Verdade he que elles ic 11A0 encontrara enlre os es- liberal ; depois de haver concebido a idea de na-
pirilos que tem gosto pelo esludo e que formam seu tria cora tudos os deveres que se prenden) a ella,
juizo segundo os grandes modelos ; porem einlim o [ rhegavara a conceller a idea de humanidade sem ac- dou o vicio cem a agacidade do um pbilosopho.
uumero de seus partidarios he um faci que se nao ; ceprAo de lingua ou de clima. Esla applicasAo eos-1 Desgrtradamenle, se elle cliega a excitar o riso,
pode negar : melhor he procurar explcalo, levando mopolila 1I0 pensamento que a Franca deve a Yol- despreza minia- vezes desacreditar os caracteres que
em cunta a Irivolidade. NAo he perraillido suppr laire cuino a Monlesquieo, oecupa era nossa hslu- desigua para a zombaria da pial*.
que Marivaux Iriumpha pela fulili lade ilo pensa- ', ria um lugar milite eon.ideravel para qoe seja per-
menlo.
Nao lia em suas obras nem ternura, nem paixao,
uem pesare! amargos, nem ardenles esperanras ;
porque lado agrada elle pnis as mulherts mundanas
e aos homens que julgariam fallar todas as conve-
niencias nAo aceitando seu parecer. Ah s ha ura
modo de explicar as victorias de Marivaux. Se h*
soberanameule falso compara lo a Moliere, he quasi
verdadeiro comparar suas marquesas asheroinasque
metlida Iralar com desdem os instrumentes sem os
quars ella nunca se poderia ter realisado.Ora o Ihea-
tro de Vollaire be um d'esles instrumentos, nao o
csqiicramos.
Se elle muilss vezes despreza as condisoes da bel-
leza, eusina sempre a tolerancia e a ,11-1 ir,, ti,
que los qnizessem fazer retrogradar ao rgimen ra
idade media lem muitas vezes razAo de maldizer Vol-
laire. Os que nao creem na resorreisAu do passado
havemos visto ha vinte e cinco anuos. As primeiras devem abensoa-lo como betnfeilor.
p de Brilannirns. Cbegariamos fcilmente a provar
que Milhridates e Alhalia, inexactos em relajn
historia, merecein a alteusAo dos peusadores pela
sabia expressAo das paixoes.
Pedro Cornelio, que liiiha 110 espirito mais ousadia
que JoAo Hacine, nunca se jolgou obrigado a oflere-
cer *os espectadores ama imagera fiel do passado.
Depois nAo devenios esqnecer que urna lal empresa
mise podia realisar no reinado de Luis XIV. O
carcter do monarcha, a nalureza do governo, nAo
permilliara a resurreirao dramtica dos homens e
das cousas em loda sua verdade. Debalde tentara
Cornelio realisar tal projeclo, se o houvesse conce-
bido. A vonlade real frustrara lodosos seus esfor-
50S. Elle nao ensaten levar cena a historia franca
e naturalmente; o estado poltico da Franca Ihe
inlerdisia a espetaos* de exprimir publicamente a
verdade inletra. Postas estas premissas, como nos
nao admiraramos ao ver o que elle fez cum a pone
liberdade que liaba '.' Kecordemo-nos de lodos os
grandes pensamenlos que elle poz na bocea tle sua*
personagens. Mais tarde, qnando a forma do gover-
no, o estado dot coslomes lodo periiiillio dizer, que
poeta se moslrou eulretsnto mais arrojado, mais de-
dicado causa da liberdade '.' Dir-se-hia que Cor-
nelio, forrado pelas insliluires de seu paiz a con-
centraraa, a conimunicar com os grandes homens
do pastado, sem poder dizer amullidAo o que apren-
der uesle commercio intimo, achoii tiesta metros
inlcriIcsAo una nova forra. Elle nao diz ludo o que
un/-i a dizer, 11A0 reprsenla fielmente n que sabe ;
mas di/ bastante para despetlar n'alma do especta-
dor os mais generosos scnlimeiilos. Depois de haver
ouvido as persontgens animadas por tua vonlade,
seiilimo-uos melhor. PeTBMlla-M por vezet porque
elle desprezou 01 rasgos caractersticos, porque be-
ben com tanta reserva nas foules da historia ; mas
conserve-Si aun lerabrausasaluiar.
Causa admirarlo a visilidade de suas heronas, e
dit-se que typus iguars bem rars vezes se encon-
trara na vida real : mas nloeeoOM crimina-lo, por-
que, se, nas muiheres creadas por sua imaciuarao.
alguma cousa ba que exceda a' nalureza humana, a
nobreu desui linguigeni excita no indilorio a pai-
xao da dedicacAu : ns homens entregues aos srdidos
clculos, habituados a tomarem-se por nnteo lira de
loda as suas acroes, cnvergonhainso de sea tbsll*
inepto. M n-i teln forr.i para se transformar, che-
gain ao menos a' compreIiuii ler que seu papel nfi-
mo ns abriga a' modestia. A nao con.iderar Come-
ti se nAo debaivo do asperlo moral, podemos, pnis,
lutiva-lu onsadaminle. Sublime e familiar, algumas
vezes cinplialiroc trivial, elle 11A0 nfferrre O lypo da
correrrao : mas quaudo sua palavra treme, o cora-
rAo mu <' Ihe enfraquere. A representeiBlo de suas
obras be um dus mais talutares ensillos que se pude
Para joljar cura equidad* o Iheatro liancez no
XVIII seculo, nao devenios encerrarmo-uos nas
qoesloes puramente Iliteraria*. Concentrar a alian*
SAo sobre os principios da belleza seria o mais certo
meio de ignorar us mritos que se encontrara nestas
obras, mu gabadas ha mmenla annos e depois mui
desacreditadas. OXVH1 seculo he ura seculo de
hila fallando das couinnsces poticas acabadas
enlre amorte de l.uiz XIV ca cuuvorasAo dos esta-
dos geraes nunca o esquejamos. Tralava-se en-
lao de fazer pela liberdade poltica, pela igualdad*
civil, o que lisera a reforma pela liberdade religio-
sa. He uesle aspecto que nos devemos collorar, se
quizermns pronunciar um juizo imparcial. N'o des-
envolvimenlo histrico da Francia, o XVIII seculo
oceupa ura lugar immenso : as zombarias e as recri-
minas>i*s 11A0 prevalecerAo conlra a evidencia dos
fados. Quiir se admire, qnr se maldiga os pensa-
menlos que se produziram entre 1713 e 1789, nAo
se pode contestar a importancia destes pensamenlos.
Historiadores, philosnphos e poetas renniram-se to-
dos entilo para a realisarjo d'um designio coramura-
Narraces do passado. esludos sobre a origem de nos-
sos conbecimenlos, sobre o deslino moral do homem'
represeiilar.lo dramtica dot aconlecimentos dados
ha mullo tempn, ludo se havia tornado um instru-
mento de combate.
Para assegnrar o Iruraplio da causa commum, ca-
da um esquecia ou ao menos despresava algumas das
rundunes imposlas historia, a' philosophia e a' poe-
sia. Aqui s tonho de oceupar-me da poesia dra-
mtica, e enlrelauto son obrigado a considerar o<
esforcos tentados pelo espirito franeez no dominio
das ideas primarias, e no campo da historia. Apres-
o-me em reconhecer que a poesia franceza, de l.uiz
XIV a' Mirabeau, nAo pode comparar-se a' poesia
do seculo precdeme, porem para explicar esta infe-
rioridale, basta dizer que a poesia de Hi7:i 1713,
so i si manas tenba por fim, o que be para seu dos-
envolvimenlo a melhor de todas as condisoes, em-
quanlo que, de 1713 a* I7)ella trabalhava para a
que cheias de affeclasao sAo lodavia mais naluraes
que as segundas que querem ser sublimes des que
te ergue at que cabe o pauuo. Ellas nAo se como-
veui sinceramente, mas acham algumas vezes pala-
vras que parecem Irabir a eumeno e lauto Insta pa-
ra os espectadores qu* nao gostam de abalos vio-
lentos. Talvez que enlre aquelles que ouvera arre-
batados a tierna declararlo do mordotno. o eterno
voto sorprendido a' marqueza, raais de um procura
gravar na memoria esta engenhosa combinacao de
palavrat que nao encerr uenliun pensaincnlo, cun
a secreta mperanej de emprega-la victoriosa-
mente. Aposse-se do lliealro a verdade sincera, a
verdade natural, c a causa do Marivaux sera' logo
abandonada. Os seus admiradores admirar-se-hiam
de seu erro.
Em quaulo as Falsas Confidencias nAo forem ap-
preciadas pela mullidao em sen joslo valor, conlcn-
lamo-nos de aflirmar que ellas nAo exprimem nem a
vida inlellecluat nem a vida moral do seculo prece-
dente. A parnlagem de Marivaux, nao obstante a
graca espirituosa que ella soube algumas vezes em-
preslar-lhu, nada lem que record a sociedade de
seu lempo. D*vo lodavia fazer urna excepsAo ; se
Marivaux nunca poude chegar a traduzir a paixAo,
se elle nao parece mesmo have-la entrevisto, em
compensaran Iraduz maravilliesamenle a imperti-
nencia ; dir-se hia que ueste ponto se conceutrou
toda sua atlencAo ; be, em tumba opiuiAo, a nica
cousa que elle deseuhou iiaturaltueule. He este
sem duvida mrito qoe Ihe devemos recouhecer.mas
que llie uo astigna ura lugar mui elevado. Mais de
tima vez leuho ouvido sustentar, proposito de Me-
rivaux, urna opiniAo que, era falla de evidencia se
recommenda pela siug ularidade.
Como em soas comedias o plebeu espirilnoso veu-
ce muitas vezes o homem de alto oascimtnto, mais
rico de faluidade qoe de engeuhosas resposlas; che
gou-se al a dizer que u autor das Falsas Confidencias
nAo foi cilranho to movimento de seu lempo c ser-
vio a sen modo, como Ibei permitliam as torcas,'a
causa da emanciparan poltica do lerceiro estado
Declararei francamente que esta utenran liberal,
que tAo generosamente se Ihe altribue, nAo me fe-
lio os olhos. Sempre percebo, quandu ouso 00 leio
suas comedias, a desigualdade social aceita como nm
fado necessario, como um fado legitimo e natural.
Se ao homem de elevado nascirneuto prevalece o
plebeu, 0A0 he porque elle possoa os mesmos direi-
tos ios olhos da condessa veucida c desarmada de-
pois de ama complcenle resistencia ; nem al se
eslabelece a qniaUo ; he mui sitnplesmenle porque
elle he mais espirituoso que o viscoude ou o caval-
leiro e porque a condessa sollre un enfado de mor
le. Procurar em Marivaux a premeditara de emau
cipar o terceiro-eslado, he ailribuir-lh* urna iulen-
cAo que ell* nunca leve ; elle s pensava em diver-
emancipacao poltica do tercerti-estado. Ella nao se lir e nao advogava uenhuma reforma.
propunha somente commovcrouencaiilar.queria con- Dos principios que h.i poslo, pode o leilor de.lu- 'J" SUTer" dc seu P"*; O Ululo de inventor nao
Era fente de Vulta>re, acho a figura de Beau-
111a reliis. O commandaule do Fgaro continua a obra
comesada pelo ensaio sobre os coslumes e por Ma-
homel. O que disse das tragedias de Vollaire, son
obrigado a dizer das comedias de Beaumarchais.
Se para julgar o casamento de Fgaro, a mais ce-
lebre a raais poderosa de lodas as toas obras, esco-
Ihermos mn ponto de v>-la puramente Iliterario,
seremos forrados a pronunciar um juizo que se nao
concilla com a opiuiAo geralmetilc acreditada. Se
em vez de ligarino-nus a queslAo de gosto. collo-
carnios o casamento de Fgaro em face da socieda-
de franceza, ludo enlAo loma novo aspecto. NAO
se traa mais d'uma coipedia. de uina fbula dram-
tica, mas d'uma acrao real.
Alma viva c Figaro nao sao personagens licticiot
porem represenlam o anligo rgimen e o rgimen
futuro da Fransa. Aqui as dalas adqoirem urna
grande importancia. A represenlasao do casa-
mento de Fgaro precedo cinco anuos smenle a
convocaran dos estados geraes. Ora, se nos dermus
ao trabalho de comparar o espirito que circula u'es-
taa comedias aos priucipios eslabelecidos na primei-
ra tessao da assemblea constituate, admirar no-he-
tilos do parentesco que une u poela aos oradores.
Asi deas popularisadas por Beaumarchais ou a forma
salvnca sAo reproduzidas pelos oradores do lerceiro
estado tob a forma dogmtica. Interpretes fiis dos
sentimenlos da maioria. elle, podem fui lare a ne-
cessidade de repetir o que ja se lem dito. A tribu-
ua prosegue a tarifa encelada pelo lliealro, e quem
ousarta queixtr-se por islo 1 Trat-se d'uma causa
sagrada, da causa da joslisa e para asscgurar-lhe o
(riumpho, todos os artificios da palavra sAo armas le-
gitimas. A zui.li ira mais picante, a demonstrarAo
mais auslera lem o mesmo valor, a mesma aotori-
dade quaudo se Irata de reformar o que uAo esl de
accordo com o estado do pensamento pnblico, de
destruir o que fere ot sentimenlos iulimos da na-
ci. Encarado d'este modo, o casamento de pica-
ro be ura dos mais importantes episodios de uossa
historia li I lora ria. Se os partidistas do anligo rgi-
men admiraran) te com razAo da lemeridarie das
cartas persas, da onuadia de Zadig, experimentaran!
ouMud.i a nova eumedia, una turpreza anda mais
viva sua sorpreza era mesclada de terror.
Ensaiar julgar ocasamento de Figarosem at-
lendcr a sociedade frauceza de 17HI, he querer
pronunciar-te sobre ura processo cujas pecas 0A0 se
esludou. Esquecer que Vollaire (inha morrillo ha
seis anuos, e que cinco annos depois a voz de Mr*
rabian a retumbar uo recinto da a.seinbla cun-li-
luiute uao be reduzir a queslAo a termos mais pre-
cisos; em lal caso a discussA Iliteraria be iusepari-
vel da discossAo poltica. Beaumarchais, escreven-
de ocasamento de Figaro, 11A0 qOeria conten-
tar-!* cora um triumpbu puelicu ; quena acluar so-
bre a sociedade de seu lempo, asseiurar reformas
Mais profundo que Hegnard, segundo o parecer
unnime de lodos os espirilos sinceros qne procu-
ram ua palavra a itnagem fiel du peusaineiito, elle
deixa ao espectador de formar por si mesmo, depois
de cabir o panno, a lirrao moral que se coulm uas
scenas que acabara de ser-lbe olTerecidas.
l'ara escapar aos ps:rigos da comedia didatiea, el-
le occulla-se quasi complelametile e parece dizer ao
teu auditorio:
u Eis o que vi, eis o que uuvi; lembrai-vos e
prorurai tirar disto proveito. lio-me em vosto bom
seuso e julgaria ftzer-vos uina iujuria se hoje vos
dissesse o qoe deveis pensar esle respeilo. u
He, como vemos, a exagerasAo de urna mxima
muilu justa em si mesma : u poeta dramtico uao
deve exprimir a liccao. Entretanto nAo Ihe he in-
terdicto deixar entrever tua preferencia por esla ou
aquella persouagem.
O Pai de F"amilia de Didirol, que gozou no
serulo precedente dc muito elevado crdito, esla
boje qoasi etquecido.
Forca be que o eslodemos, se quizermos com-
prehender pleiioiueule algumas das obras dramti-
cas de nosso lempo.
A declamarAo e a emphase applicadasa seulimeu-
los verdadeiros, reivindicara Diderol como seu pa-
drinho.
Itrlindo o "Pai de Familia", explicamos fcil-
mente e somos levados a julgar com udulgencia as
tentativas que boje se fazem no mesmo terreno. De
ambas as partes ha a mesma grandeza nas palavra*.
a inesina puerilidade ua iuvencAo. Quando oulro
mrito uao houvesse no drama de Diderot do que en-
sillar a impotencia das duutrinas desenvolvidas pelo
autor, anda seria nnsler recominenda-lo. >e Reg-
nard e Lesage desprezam quasi sempre indicar a
licrao qoe se cuiilem em suas composiroes cmicas,
Diderot ao contrario declara sua inlnn uu.
Elle procura e algumas vezes acha o enternec
meulo; mas o que iucessanteuieul* o preoecupa, be
expr seus principios. Ora be impossivel nteres'
sar a mullidao por nm uiodu permaucnle e satisfa-
ser as cundcres da poesia dramtica sera esquecer,
sem disiimular ao menos, os principios que se qoer
ilar a luz. Se a idea uAo se encama era um* per-
souagem e obstina-se era apresentar-se como idea
ainda quando ella foste ce-u vezes verdadeira, 11A0
lera probabilidade de triumplio on ao menos asi clie-
ga a obter om Iriumpho ephemero. He o quearou-
teceu aoPai de Familia.
O ullimo nome que se nos aprsenla, porque en
jalgo intil csraclerisar Crbillon nao obslanle as
paginas mui diguts de esludu que nos ollerecem
suas tragedias, he o de Salame. O autor dol'hi-
lusopho sem o sabernAo he um escriplor hbil, o
que facilnieule se explica pelos Irabalhus que oceu-
pavam sua mocidade. Elle nAo conhece senao 111-
perfeilamente nAo so os artificios, masas leis da liu-
guagcui. Enlrelauto pela ingenuidade dos seuli-
mentns, pela nalurslidade da expressAo, elle mul-
las vezes tras a lembranraJoao de La Fontaine,
tancar, quena popolar.sar as ideas que Ihe pare- 1r qua, ,ie |ugar e 0 ,,,(, oe Vollaire. Prosado,
ciam verdadeiras. excellenle, poela secundario, Vollaire mereee eu-
Otte a poesia assim comprchendida se tenb des- I Irelanto nina a'.lenrAo loda especial da parle d'aqucl-
viailu de sua missao natural, nAo serei eu que o con- les mesmos que desprezam o desenvolvimtnto da
hi,loria e da philosophia para so se oceupar das
leste. He ao orador que incumbe produzir a con-
vicc.lo nos espirilos. Lyrico, pico 011 dramtico,
o poeta s lem que prcoecupar-se dos deveres impos-
los ,10 oradur ; porem a historia e a philosophia,que
bastara para demonslrar a iniquidade do anligo rgi-
men, nao teriam obrado leu la mente sobre o vulgo. Tra.
lava-si de mudar o que era injusto,e para a iasuroccao
da mullidao a poesia era nm excellenle auxiliar.
Klla loronva claras lodas a ideas que a histeria e a
philosophia podiam ensillar aos espirilos prepara-
dos e fortificados por esludos preliminares. Enca-
rada sub esle asnelo, a poesia franceza do ullimo
seculo uAo merece o desprezo que se Ihe prodigali-
obras de imngioacBo. He para admirar que elle
elogio Hociue a lodo instante, recusa commeula-lo
para nAn ser obrigado a cscrever por bajo de cada
pagina : Admiravel perfeilo a lis pouco se Ihe
da da pureza de *.l\ lo quaudo escreve em verso, o
pader-se pergunlar qual a razAo porque em >uas Re-
llexes sobre Pedru Cornelio elle msela lames ar-
gumentases paerisa ebjerres mui legitimas ; mas
Ihe baslava, e nunca uinguem justificou melhor a
epigraphe enllocada frente de sua comedia : A vi-
da he um cmbale. A euergia. a aclividade que
elle desenvolveu excedem os limites ordinarios da
verosimilhansa e o hroe de sua comedia esla de ac-
cordo com seu carcter pessual. Actualmente, em
distancia dc seteula annos, os priucipios de Fgaro
nAo excitam em nos mais nenhuma sorprea. Po-
rm lran l.uiz Xl\,ea admiraran dos contemporneos nos
parecer muito legitima. Com elidi, dc que se
Irala neta obra singular, que nao he una comedia
na virdtdeira acceprAoda palavra, que he ao mes-
mo tempu salyra e pamphlelo, lAo virulenta curan
minio natural. Em vez de procurar commover, rila
associou te aciivamtnl* aot Irabalhot emprcheudi-
dot pelos philosnphos, pelos publicista*, y^'to obstan-
te os deleito, mu evidente* que se depiram rm soa*
obras, ella lem direilo a ser respeilada, porque que-
na siuceeamenle o bem e nAo deliaha suas sitias no
estado presente da son..lade. O poela e o auditorio,
anmalos dos mesmos senlimentos, sustentados pelas
mesmas osnsransjss, comprehend-sm-se mutuamen-
te cora um, raaravilhosa farilidade, e lie a' e>ta uiu-
toa inlelligencia do poela a do auditorio que deve
mos referir e poder, a populandade da arle drama-
lies. Incompletas emrelarAu a belleza.at ttasnsnaanm
que se produzam sobre u Iheatro excilavam entre
lano urna viva sympalhia, acloavam sobre o vulgo
com urna energa sipgular, porque ocerravam uina
idea por lodos compr.heudida, porque aprsenla
vara sob urna forma viva, sentimenlos que snima-
vam lodos os coraroes. Assim, 110 teculo ultimo, co-
mo no seculo precedente, vemos o e-pinto franeez
dominando a vida real, chamando eom sees voto-
unia nrdem melhor, aspirando ao ideial, e a.pono..
dramtica, apioveilara- lo. Auditorio e poeta lodos viveni a Besanas vida. X
arte dramtica nao he um estril divertiiiiento, mas
urna lisAo ollerecida a mullidAo. Nao ha emo.,ao .....
ansios.
Depois de haver esludado o estado do lliealro des-
de o Cid al o C i- ui-riiio de Fig.ro, ba as* fcil
indicar o que lera tallado ai romposi.es, dramtti
cas du seculo prsenle para excilar profundas >uu-
palhias. \Ao teubo dc o up.r-me dos vinte a cin-
co primero- anuos, que sao preenchidos pela imita-
ra estril do passado. Todos os snalo* que peilen-
cem a' este periodo, eslAo ho.e lio profundamente
esqueci.lot que sena igualmente poenl rent.ua-lo-
ou dcfende-los. Nao quero fallar senAo d* obra*
qoe se produziram nos ltimos anuos la restauraran
esb o governo de Luiz Plnlippe. Ora, s rompa
ra mus as doulrinas Iliterarias que inspira, asa etlas
obras ao esla lo do espirito pobliro. pussainio-no* de
uina singular admirara j. Ou.l era o lim mani-
fest de-las doulrinas".' A leturreicio do passado
sem nenhuma censura pelo rgimen feudatario, pela
monardna absolula. NAo se trata aqu de decidir
al que ponto coiisegsiran) eilas doulrinat reali-ar
sua ainb'sAu. Basla-uos s.ber que ella*quedara ol-
ferecer-nos a imagem do psss.do sera se impurtai
com o prsenle. O que quena ao contrario o espirito
publieu '.' Todos o sabem e a respnsla esta' em todas
as boceas : a applicasAo genuina e leal dos prucipu
. Por este modo a poe-ia drainatic*, em ves
de interrogar a mollidAo e de estilar sis seotnneu-
los que a animavan., comprazia-se era um soulio sa>
ulano e proteslava sem o saber contra a maicha das
ideas,
Se ao mesmo lempo que elia promellia a n- ,nr
reisAo do passado, se houvesse drto ao Irabslho de
e-t 11 la-I.1. nao lardara a' comprehender qsa o t*n-
lido dos aconlecimentos realisadot varia a medida
que se dAo novo successos, que o espidi mais im-
parcial n.iu se pode forlar completamente as ido*
e paixes que don,inam sen lempo, que tudos o* se-
cutas apre-emam allernalivamenle a applica-
Slu a violarAo da lei moral, que todat a> cao-a-
perdidas nao aa nms causas. Esclarecida pelo le-
lemuiiho das li.storiadores \orda lnr uienle digno*
deste norae. ella leria abandonado seu projeclo e
nao pensara maior emntlererer-no* a imeuemdo pa-
aoda semceaiurar a lajnetigi irumplianie, tem snh
palhisar como direilo oppnmido. Eolrcgue a si
ra-raa, t dependeodo da phtnlasia desdculiaudu o
iludo para conservar loda sua liberdade, ella des
conheceu cada vez mais o estado do espirito publico
e a ronIii.lao, que nAo achara uo Iheatro o echo de
suas paixes, deixuu aut indolentes o cuidado de.
pronunciar te sobre o mrito .l-.ias obras que nao
lem peusamenlo intimo. As* olhos dos homens de
kUras, as obras omprehendidasoo seguudo quarl
do seculo prsenle lem o gnrea defeilo de alo otle-
recer senAo una imagem anata inli.l do pas-ado
F^.la exprobracao he por tal modo fcil dc lnillta.nl
que me limito a" enuncio-la. Qoando se sabe do
dominio puramente Iliterario para entrar no domi-
nio da piulo.opina, percebemos que a escola di.-
malica da restaurarlo, ao me-mo lempo qoe igno-
rava o passado nao conhecia o presente. Ella di-
ngia-ss a' mullidao, e nAo sabia o que mullidao
e-perava, o que a multidAo chamava com sen
votos.
A qucslan de gosto tem sua importaucia e Mr
rece a Hteascjo dos homeus estudiosos ; mas ella
desapparece peranle 1 qaetlAo philotophica. Pode-
mos huje fallar da escola dramtica da restauras*
com om completo desinleresse.
Os dramas representados de 18-J3 a IM8 nao x-
cilim mais, nem coler* nem interesse. A eviden-
dencia nos obnga a' dizer qu- se esla escola na loi
bem uccedida, s* apenas obleve epliemere Irium-
pho, nao he s porque ella foi inliel a' asas pro-
rae-sas, mas lamt.em he principalmenle porque nao
s* importa com o espirito publico, nuando ella
houvesse reali.ado todas st -ua> proinessas, he pro-
vavel que nAo houvesse exercidu um* acrao pode
rosa tobre a mult.dAo, porque nao viv a villa do
paiz e o poela collocado neslacoiidisaodeve renun
ciar a' esperanra de dominar eu auditorio. Sope
rloraes que o ouveiu pela i.uaginaraD, peto lasnill
da linguagem, elle nunca deve esquecer que mais
val a sympalhia do qoe a admirara* para fundar
stu poder.
Ora, cumo conciliar se a sympalhia da mullida
quando se ignora ou despreza o seulimenlos que a
animam ?
Na ordein Iliteraria as obras dramtica da res-
laurarAo e dnreinado seguinle olferecem maisatlr ,<
livo, raais elegancia e variedad* que a* obras dre-
e entra o, ra.is habis de nossos das mu puucos roat.cas du ultimo seclo : ma. e,lAo em desircord
pondo de parle esta critica, be necessario que
apressemo-nos era reconhecer que Voltaire, hem ? "T ^ JuVe":"' P"f"a'" "no a prosa
que collocado no segundog,.o na ordem poe.ira, i de laU'0 -oumer-' "l-n de colloear para sem-
exerceu por suas obras uina acra poderosa ,,. J P' "' nireiln cima dai tr,dic;eS,
sa. Associada aos HforcM da historia e da pliiloso- I lar. Se somente quizessemos fallar das eondime. i qUe "'l0 'en' Cu'" '"er"u s'"''0 *"* d,,r"'.'a- A
pitia, ella deve parlilhar as honras da victoria. Ella da belleza, poderiamos considera-las de passagein | ?"ueza de un. lal causa, e vivacidade ds argu-
nao licou emseu dominio, he verdade, mas uAo ul- Mtroin t Stmxramit, /.airo e Mahomel. ano tem i l"en,0, a ''"fluencia, u valor da linguagem, icgei-
Uapasson as raias que Ihe silo as-inada sei.A por certamenlc grande valor potico e ralo serei e que Ul-P*l *ega"*' PisMMWndiecBesda poesa dra-
atirar-se a vida activa, e esta exror-Ao nAo foi im- lento dellende-los : nma pagina dt linne uu de i mHl,ca- iteconheso de boa vonlade qne ot naraa-
ptolicuaparaacivili-arao. Os que nAo procurare em ./f/wlia he um atsumplo re e.ludo mait proveilosu I ""C"S'"""" ,t"JoS q0ilsi a n";,,na BBgnagem, o
ba que merecam lal elogio. A persouagemVic-
torinohe uina das raais graciosa* do repertorio, a
persouagemAntoniouna das que mais cumino-
vera, e sua comedia inleira deixa n'alma do espec-
tador una leinhrausa terna c profunda que as com-
bimses mais engenhnmi, os artilicios raais sabios,
nunca chegaram a dominar.
Eis porque Sedaine, nao obstante as incorrecrOes
que te deparara em soas obras, pode ter lido cora
fruclo.
lie o anudlo mais salutar qoe conliero contra a
leilura de Diderol : depois doPhilotopho sera o
saber, nao ha nerigO noPai de Familia. Alma
sincera, curasao generoso, Sedaine cnsiua o dever
sem nsiltcn lomar o lora redobra quando s pensa que elle crcava a perso-
usgemVictoria, nove anuos aules da morle de
l.uiz XV.
Se lentai mus apanhar c cararlerisar o estado do
espirilo francs no XVII a no XVIII scalos, nao
lardaremos em perceber que desde 1636 al ITS'.i as
ideas sempre dominaran! os fados. He ura Hgnal
qfie devenios nolar para julgar o de'epvolvimenlo da
poesa dramtica. Ionio as cartas de in.daiua de
Svign, sumos impressiouados das queslOes que en-
lA" occupavain a sociedade. No meiudas ello-e- de
sua lernyia para com madama de Crignan c das
iiarrasoes mais frivolas sobie a oidade e sobre a cor-
suas obras senAo u desenvolvimcnto da imaginaran qne as obras cujo nomo acabo de recordar.
que he ura grave defeito. Elles Isem tanto espirito
cora o dasenvolviiuculo 1n1elle.-1.1al e moral .1 astil
e bssla este detarcordo para aflirmar qoe o futuro
11,10 ihe-petenre. Para oQerecer a' mullida a
imagem po. lira do passado, o ronhecimen'n dos
fados passados n.io he a nica cundir nece-
saria.
A riqueza da ima^intrao, excellenle em si me-
ma, nAodispen-a o poeta ds om dever intis serie
que o pruprio estado da historia, o estado de >eu
lempo. Se elle nAo parlilha das paixoes a asnian-
S* de seu paiz, que lenuncie ao Iheatro e conlie
seu pensamenl o leilores tullanos.
H lliealro, para se animar, quer qoe a mullida
oura na scena o echo de teu pen-ameiil. Oque
ella seule confosamente heoquenAo salte delimr.ev-
piiina o poela sob urna forma preciso e n.l a sa
dilurio Ihe baler- palmas, rr.a. lambc-m vera' .n.
seu inlerprele um lema, ura ron-. Iheirn. S-nhoi
seguro de seu peusamenlo que araba de perceber
em toda soa grandeza, em loda ua pureza, adnn-
randu-se invuluiilariaineiile na imagem qar Ib*
araba de apresenlar o poela, elle nlira por *ste
revelador urna ardenle svmpathia, ama ili.....1 d .
conhanra, e a popularidad* de-la arle alq .ni l<
pode promeltei-.-e longos das.
A escola dramalica da reslaorar-ln vollar as eas-
la< ao presente, procorando adev'in .ar o |sassa*ki :
asalm pas au Ihe deve causar a.lmirarao s e-q.ie-
rimenl que pesa sobre sua. obra. : ell* prel-nu ,s
curiusnlaae a sy mpalliia. A cuii-i ta.l* rxricilad
durante akiius anuos, deu lugar a' iiidillercnra, ,
cun juslira.
Aot que se queixam de nao sentir uas obra- dra
te, ella acha meio de envertar paginas animadas do | maliras da e-cole moderna o btfrj do espirilo na
mais sincero rulhnsissmo pela philosophia de Des- i respondein allivinenle os |>oelas : A sexsa-S
caries. A* Iciloras de boje devem licar ura pouro !'.'" M''1' nus 'azis he justamente a prova de uossa
sorprendidas ao ver madama de Sevignc oceupar- excelleiicia.
se da origem de 111 ssos c inheciinentos. da certeza,
dos direi'os da razAo, da formara tid idea dc Dos,
e su 1 ; imiia. "o he tanto m.is natural, lanlu mais
Kasj sumos de nenbuui lempo, domiiiiaiu- lo o-
os lempos. Con. elleito, una das preleuroe- da 1
cola moderna he ler lii.-ado os 11I11111... inmle- '1
.-------, .-^....v v. s.rs.u..,,ui., uo iiiia-.uiai.-ao ; que as oiiras cujo nome acallo de rerurdar. Se at1 ------------------------------ --------..v... it.nu diiuuu ---- .- .--......_ ------- --------........ ..i,u.., t,, -----v ...........,
comprehendem apenas que se pude oceupar de... ; I vi-,a dcslas ob.as collocarmo, o racimen,,, in.e,,,,- | "ue le'" J-**~* ";-"-" V* *XfffftSZ!*^S7^ \ ZEXStJS: TZ'^2 rSLr.
sua admirarau a este repello nao significa oulra tual a moral da Franca, seremos obrigados a allri- I ,a '" e,K0",ra m Moliere. Os homens mais espi- ,,,iaci,i. Os que cora elles se preoecupam sAo con- XVIII culo, qoe punlia a p c-.a ao -erviro .1^
cousa tenao a ignorancia cu o ronhecimcnlo muilo I buir a" Simiramis, a* Merupe, a' '/.airo, a" Sltiho-1ri1""'""'1 mil's P'omplos para replicar teriam ligero siderados emo melanculiros, pensadores mulos, juslica ; e lisong.ia-se de dar a' tt-\,\ paaJM do nas
heuetugrego era latino seria cerlanunle expii-1oneracer lo povo :a paixao, o senliincnio'.lo direito,
mir-se por um raudo mui absulmo. Enlrelauto lo- reioan foberiinainenle n'alma de suas persona-eus!
dos quanlos conhecem notsa historia Iliteraria, quan- A vida real, mullas vezes entregue aos deaejos, aos
tos procuran) descorlizar as origens do genio franeez
sabem ha mudo que 1'edroOrnelio d*vea Hespanha
a [LMlara.i de suas .acuidades liagicas. O Cid tolo
be enlrelauto a rcpro.lucrao servil da pesa enmpos-
lo sub o me-, u nome por Culhcu de Castre ; at
ua imilasAo, o poeta normando guarda um 1 podero-
sa originalidade. II ije etta veida.lebe por domis
fl:. 1 enlre os homens d* leltr*.
Mas d se iuleiramente o enn|rario com os que nao
procurara na lilleralura sena um diveiiiii.eiiu,.
."ulgo que n.'o ex*ger. qu* naoi invento dizando que
inleresses, parece niesquinha a aquelles que viverara
por seu pensamento durante um serao : esle cs-
quecem de boa vonlade que elle uo exprimi o
passado era tola sua verdade.
O que importa notar h
incompleto do passadn. De 1713 a' 178, para ot j niel, una immei.sa importancia, porque estas Irag.
espiril.n generosos, cujo numero crescia da da em das, (Ao destosas, qualquer que seja o modo por-
.lia, a invencAo era urna lorma de combate ; o pri-' que s encaremos, Inflis aos ensillos de Sephocles
tueiro dever do poela era deleitar, divertir, porem j como aos de Slakspeare, populacisim, pela pompa
servir a causa commum, a emanciparAo do lerceiro- da scena, pela meloda, se nao pela simplicidade
estado. Esla observarAo justificada pelos fados, | da linsoagcni, Indas as ideas cuja legilimida le a phi-
n.io poderla mudar as eondleSes tundsmantaw da I losopbia estsbelecera.Igaaldade de lodos peranle
poesa; lamben) nao Icntarei defender as pmdnefOea a le, liberdade de couscienciaeis o que Vollaire
Iramaliras do K VIII spcuI. Se ahi nAn quizermos! propagara sob a forma dramalica. drpoit de hav.-ln
c_ 1 Iraballlo em viver em um mundo em que lodos os
interlocutores recebera c dirigen a palavra como
os jogadores da pella rom a vaqueta na ro.lo. Se-
melhanle conversa?ao faligaria logo os mais lia-
bais.
I udo islo he muito verdadeiro, muilo evidente, e
eu 11A0 pens em conle*ta-lo.
Tcnho ouvido dizer que Beaumatrhaie be raais es-
pirituosu que Moliere; ainda quando o elogio fosse
inrapa/es do de-empenbar 110 estado n*iiliuma fuuc- 'ado a cor que Ihecoiivcin. lurmela, por ini.w
cAo. No lempo de madama de Sevigue, o de-prezo que seja. nao obra iioderosamentc sobie seas com-
ou ignorancia da philosophia nao era urna prosa lenipoianeos sei.ao com a cmnlirao de exprimir al
de sabedoria ; era 'o hora guato preocnpai-se ou a """s ll'" -enlinionlo que aiiiuim a mull la, aa
mens ter urna nniniA sobre o de-lino do homem a \ mesin lempo, que a admira e domina pela exprs
esta vida e iiie-rnen-aiar, adevinhar o quesera d'al-1 ana de seus seuliineuloa pstsssw, l'ara catana le.er
ma humana depois da di--niurAo ilo .'orpo. Bata as jneardada> doala nanaamenla. aa lerb o emba....
lad do peusamenlo nao era in.proficuo p-ra a poe- de escoiher. Ba-ta-rn^ rilar o eveniplo da l.ieru .
sia drain-lir. A importancia all. ibuula a De-rarles Fschv le., SapacleS e Knripides. Ira.ais I s.b a lr-
em nada ofenda Comelin. Depois de se havrr dis- niii dr.mallra as mesmas Ira-liroes, seniiram a tie-
culidu at MtiUarOei. dlsculia-se CtsitM e lodos | cessidade de aeeitar Iranramenle. e reproducir sm
c*ian aa*
.,,...,.,>. ,. ., i,, ircui.1, .-.e mi nao quizermos propagara sol a 1011111 iirainatira, Oenoil de hav. o "inuoso que .uouure ; aiuua quaiulu o e ogio fo-se --------- -----------*....... .- '..... .1 -------- j .
>^r i___..:___ .. "^ procurara:!! empeuhar-se nesla dnplice discossao, s"a-"loas, iscr.'i.ras de seu lempo,
ver e nao um eiercicio de Imaginasae. seremos I propagado em seus Irnos de hisloria. He tem dn- mereaide, resurte decidir se nma comedia em qne eom um ardor, nma lincendade, um* abnndanei espirito..
obrigsdei a s allrib'iir-lhe uin valor muilo limita- vida permitilo eollocar o Ensaio sobre o- eoslnmes lm|o os personaacus fazem lanas fineza-, ralo he ei-1 de srgomentot .1" que podemos la/er jn-la idea, ten Em E-rby.'e-, o DasUna retes qua-i ron... -oto ra
d 1. Mas enlao apaiiliarcniot apenas ura lado da le oEsp rilo das Naf/SM muilo cima de Al/ilo c do' ada de um lernvel defeito, civada de tiieuolouia. I<,n a< ""Carne- drivada- pe... n.nlempnraneos. NAO no i 'pona- a \. .da.Ir humana onsa Ir.ivm lula casa
questio e iremos ale ser injustos pela rigorosa ap-1 Orphao da Chine. Creio ale que lodos aquelles pa-; \ varie.lade que nos encanta em Moliere, falte ab-1
plicacao de direito. Alera disto o que exprobramos i ra quera as lellras uo sAo um simples .livrrlinieuto sululanienle em lieauuaicbais.
poesa, podemos lambem eiprobrar a' histeria c a devem ser levados, seu bom 011 ma grado, a esla Des'.'..re, a collocarmo-iios no ponte de vista poe-: m*lrt ** rfl*oea do peela tobre si leis Hlabelrei- EmOm, rm Bnriptdee, panel
philosophia. O e-ludo dos fados pa-sado., o estudo conclu-ao. Eutidanlo se Vollaire, para populari- ; tico, he impossivel eslabelecer paraUele enlre -^' ? Il l'=--"''.,',e.. >*>>!" prepa.avam-sc para a dinimu.,_r paix.l inva.l
1* presidem ao deseuvolvimenlo da inlel-|sM ss ideas que llieparedam verdadeiras, s em- Misanlliropu e o casamente de li-aro.
da
ligencia, ueiihuina relarao
rao lem cora as condires era pregasse a forma bi . que oslamos colloeados : a sciencia nlo lem out.o ; prezas-e ou desdenhasse a forma dramalica. nao le- nao tem menos importancia que a de Moliere. Me-
0 papel que "Prsenlo. l senAo a verdade ; toda, a, vezes que tentamos' ria cerlam.nl. coq.....do poder cuja acr>,. .,. nos simple, sem duvida. envolvido iransa,',,,.-
. ohitosonhia no de..nvDl,m.:.lo potico de Cor- St-iguar-lhe ara Un. menos elevad, de.viarao-la de lar anda hoje se faz senlir. Ires quailus de seculo
nelio, de Hacine e dt ateiier*,. Nenhoma de suasi sua derrua. Pois bem O XVIII seculo nAn
qne nena sempre ullerecem certa facilidade perfeila.
os interluculores cniliociain familiarmente lados i **i* termitevel sdearaartn. Km S^nltsadas, .i....-
os livro* em que beber Curunlio ; mas. cuno se oc- lleshno perder paite de -ua imnsfriancss s i *
rupavain rom e-iudos philosophlcos, seguiam Dacil- 1 lado humana saaaaenlai o -r eiteale da
lo |ie-tinit aiud*
*......pelaiiienli' a
inteiiigencia da bnloria a da poesia pela loleHigeu- ""' Bote dlversidade es*Ua as Uas nsada* Iran
ca .las idea, pura-. As regules elevada* em que entio co da lireete h* lento snah taeane que >im-ii
viva o espirite francs, .. lia Mam iniciado nas ..ns revclar-se na- rompaacAes un que sehssaaa mn
loes mais dillirri..1 or ni.idoniie quando elle.le-ria ao """' Pnrsansten*. O fac! na vari-, ... ha .1, r.,-
rtominio dot 1. rio-, eompreliendia sem e-torro qoe po a inlerpreta^ao.
noa parece reclama! laboriosa! rae lilaror.. \ pe- O eaplrilo hamano ana enaltece
a dirigindo-se a onviutes asalm preparados, ada- i ta poe-ia. que ren.-a a-uciai s* ao inovimrulo
Idea-,
Ih esel o e ,, f., V ,- I ,U"1 "" "" XU" S"'" n;1 ,e" n' "*"""* ,,tl" '"H a,ma ai,",a ha,,i,a ',re "' via-sa eomlndo do fundo do quadro e cap.i- va-, ohrigada a' ,an,er-e ,..,- 7SZ Zl & h. a irau-lo.ma,.).......dea.
-e ia lorma ">. As personagens parava a histeria e a philuwphte ta snu rirtm poli-1 nos. As cansas que elle plriteou sao cansas eanba va a ailensA por u. .ue.gia. mnitotempoeonhecl.nl. a. r.,r,M-.v, .i,.,i,m. ; m.uie.
espoem era scena rallara ,. obrara conforme 1 ucat. File na comprebendia .siudn d.siuiere-sa- e as nienliras qu. desla,car..u ei.naiam debald. re- Moliere nao porlia mllicilar reformas uo governo wameoalas de grandeza, p.rque ..' annitono e O .xen.pl.. da Arena me.
sen carad.ro suas paixoes. sem q. Ibes imporla.se do, o estado considerado em -i memo oreoecuoa- coer a cabera. aw .. P r.iormas do governo pnt(a proropam_,c Mm w iu rm M iioa. d, ,. n H.ttu.m, .,
be
IIIIHI.il lll .1 Ir
ao niovithei
coiid.Hiaaila a'
a licAn que podem oSencir : mas bs fcil perceber I va-e -orn a
preocrupa- srgoer a cabera. d, ,eu p,7. jna^ jeaWj
appbraro do. cnnhecimsnloi adquiri-, Cullucadc ra da historia, comparado so. grao-I Semelhante pensamento ainda ib o. aOipicios del iie preciso reronhecor qne
ere ser meditado. Km
erraran prceiMe em
vez de exprohrar-lli* sua ingrnlidAo. nlerrnr.ae
e.pirito franeez r.o evola moderna como Eaclrj le, sophsicle" e F.unp.


' "
i
MUTH





IMAllO DE PERN.WIItl'CO SEMA FEll.V 23 i>E JANEIRO DE 1 S.',7
reflavo, no lardarian a cinn-ii
.N estes termo*.
II. Me.
do-, srm ullrapassar o circuid I. i lradi(des heroi-
cas, acharara tneios ile imprimir era soas obra um
csracler pestoal. Francamente ealabelaci la a ques-
tflo e francamente re.olvida, nao llie cmara' mais
admirarlo baver occopado por Uo pouco ^teinpo a
altrnco puldica. Luan lo -, desprezando a vida
ri.muiim. ella desconheceu o naloreza dU coosas e
era fcil de prever o esquecinieutoque lioje se las-
lima.
Paren o qae fez a (irecia para as soas tradires
lieroic.li, pole fazer a Franca para sua historia, pa-
ra a historia inlrira da Europa '.' Pode a poesa dis-
por dos successos aveiiuuadoa, aalhenlicados, coroo
das legendas? N.ia obstaiile meu profon lu rospe-
to pela historia, nSo hesito cm dizer que a poesa
lera hoje o direito de interpretar as personaren*
reaes como oulr'ora inlarprel.iva as personagens pu-
ramente legendarias. I.uiz XIV nao linha para
Voltura o mes'iio sentido que para Sainl-Simon ;
nao lem para ns o mesmo sentido que para Volla-
re. O* acoulecimentos dados ha cento quarenla
anuo a' e-t i parle em nosso paiz e na Europa sus-
citaran! ideas novas, sedimentos novos qoe nrm
Voltalre nem Saint-Simn podiam prever. Pois
bem se a personasens Instnos variam de sig-
nilkacjo a' m-dida que se succedem as leraces,
porque nao lomaria conta a poesia dramtica distas
variares porque se .atribuira omi inlelli'iicia
soliiiiaua. e se jolgaria disprnsa, para jatgar Lail
XIV, ja ha cenlo e qualru auiids ? Couhecer o elado do
pensamento publico e em um i obra da imaginacao
applcar este pensinenlo as persuuagens histricas
Hilo lie fal*ificar a historia, porm anima-la. A es-
cola dramtica da restaurarlo, que se colloca tuoito
ciina de lodos os historiadores, desee sem o saoer
a' classe dos chruuialas. Como elle, ella lem-
hra-se e nao jolga-se.
Tome o lugar da chronica no Iheatro a historia
veidadeira, a historia viva e os poetas nao se quei
virio da indiflerenca da multidau. Ate ao prsenle
as obras que elles nos lem dado -Mi u nome de dra-
mas histricos quasi que nao sao se n.lu una di<-
tracQo para a ocio9dude ; alii se acha apenas o as-
pecio extarior dos successos.
Oes le que os poetas nouverem comprehendido a
nece**idarie de conbecer e de exprimir u pensamen-
to publico, o drama histrico n.io sera' mais um di-
verliniento.por^rauma ronleabandautede entogues e
de ensinos.
Elles ailqoeriram na intelligencia das ideas geraes
um vigor que a niedilai;o solitaria nao Ihes poderia
dar e a imageiu do pastado augmentado por suas
mos se gravara' em todas as memorias. Nao citei
senao a Grecia para demonstrar qoe a poesia deve
interrogar o pensamento da multidao antea de por
em -ciia as personagens que escolbeu. Tenho ne-
cessidade de argumentar que a autoridade di Gracia
uo dominio potico vale a' meus olhos nina legiag
de argornenlos'.'
As Incoe* que a Grecia no deixno, sao applica
das todos os das, e a escola diamalica da restaura-
rn as iian consultara' sem proveilo.
Dizer que a comedia deve inpirar-se do espirito
novo,parre? urna recommendacAn superllua; e loda-
via, se nos nos dermos ao Irab.tlio de estudar cuida-
dos, mente as obras qua se produzem sob o nome de
comedias, nao lardaremos a' reconhecer qoe o espi-
rito novo ah nao representa grande papal, lia
para o riso como para a a mirar 1". nao li.nin.oe-,
mas receitas consagradas pelo uso. O que recusa
egoi-las expoe-se ao maiores perigos. A menor
desarari que llie pode acontecer, he naj ser com-
prehendido.
Quamlo se Irata de divertir o publico, os meslrai
da arle procurara fugir de ludo quanlo merecera o
uome de uovidade.
Verdade he que se poderia citar alguns espirites
ousados qae nao obedecen! a' regra coimnum ; mas
estes espiritos, cuja coragem honra, sAo mu puaco
j.uiuero.os para alterar a phvsiouomia de Dussa lil-
ieralura dramtica.
Cousa estranba, e todava verdadera A come-
d i que nos deveria otl'erecer a imagen) do nossos
co.iiinies. o quadro fiel de nossos erro*, de nosso ri-
diculo e de nossea vicios, deslljra apenas os assum-
ptos cujo completo lumia seu dominio. Com tan-
to que se mostr espirituosa, o auditorio tica satis-
le lo.
Nao Ihe fallis de sondar as chagas da sociedade
moderna ; he una tarefa que ella se interdiz ou qoe
mu raras vezes lenta.
De Jia muito lempo que ella separon-se da philo-
sopliia eso pensa em divertir. He com dillk-ulda-
de que ella se considera como fazeudo parte da lil-
teratara.
lilla oecopa-ae ra* ideas ja contienda* e s proca-
ra apresenla-las sob urna forma seductora sem pre-
tender a honra da menean. Se Ihe aceontece ala-
car un vino cujo contagio lorna-ee de da em dia
mais lernvel, ella implilica a lula em que se enipe-
ulu cora urna admiravel modestia, cr-se dispensada
de crear p-r-oii.mcns, e toma de boa voolade os ras-
go salyrico*, ou a epstola dialogal por una
cnmposifao dramtica.
Tambera nflo nos devemns admirar de que ella
goze de urna mediocre autoridade. Elia quasi que
uau produz sobre a scena se nao sentimeulos de se
gouda clase, e quando comprehende a 'lefeza da
probidade contra a corrupto, da dedicaban contra o
egosmo, confunde muitas vezes a memoria rom a
imagina^ao.
Em vez de mostrar u que vio, de dizer o que ou-
vio, ella grupa em prosa ou etn alexandriuos as pa-
lavras que ja pereorreraui os salis ou os jor-
naes.
A creaco poelica he um luxo que ella abandona
aos espinlos uovicos.
A iuvencao nao prometle se nao nina gloria ddvi-
dos.i ; a esecuclo, livre dos cuiJadu<|da inveiicSo,
OITerece garantas que ns pralicos estimam com jii*-
lija, e a reeeila he lio boa que se a comedia se cal*
la, a prnducr.io das ideas que se dio por cmicas nao
se delfn um so dia.
Tenho dito bstanle para estibeleeer as relacoes
da historia e do thealro. Desde o Cid al nossos das,
todas as vezes que o Iheatro tera-se oceupado, ja nao
digo da historia escripia, mas dos successos da ves-
pera, das ideas que dorainavaiu a sociedade, das es-
perances qoo a snslenlavain, lera levado urna vida
poderosa, lem governado a opim.lo. Se Comelio e
Moliere nao reformaran! OS ahu' menos popularisaram a juslic,a e era ja um gran-
de pasto de fado para o fim que al'ranea devia
esperar no seguinte seculo. >'em Comelio nem Mo-
liere ignoraran) ou desprezaram as meditares da
philosophia ; elles nao se coulcntavam de saber o
pasudos, conheciam os volos da nacan, e nao oh
Mnle as difliculdades que Ihe* oppuuham as in-li-
lnic>s da Franja, arhavam meios de eiprimi los.
Elles mo recuaiam peranle esta larefa laboriosa e
o lecouhecimenlo pobl co os recomptnioii digna-
mente.
No seculc segainte, Vullaire e Keaumsrchais.que
na ordem Iliteraria ealflo muito cima desles dous
nifslrn, devem como elle, a mellior parte de seu
poder a inteligencia e e.pressdes da votos de seu
paiz.
O casamento de Figr.ro nao val as Mulhere* Sabias
so a ignorancia piule contestar o inlervallo iininen-
so que separa estas doas obra*. Maliomel nao val
Cinua, he urna verdade a mulo lempo demonstra-
da, tulre lano Vullaire e I! 'aun)arcli.li. lem i|ii.i-
si tanta importancia como Moliere e Cornelio na
historia do espirito franeez. Suas coinpoMijes dra-
mticas nao dependen) somonte da imaginadlo,
mas da vida activa. De 1ti3 a 1784, o thealro e a
MCla vivem urna vida cominum.
Denle o Cid al ao C ha umi esperauca. mu vol do paiz que nao ache
ua scena um interprete tiel, un echo sonante. U
poeta drainalico prope-S' um lim mais elevado que
o diverlimeulo, applica-se a reproduzirsob urna for-
ma brilhante o que se pas-a na fundo dos eoracese
sua voz he oaivida com reapeito, com lyenualhia.
Dir-se-hia que elle quer refotar por argumenio*
vicloriosos e juizo pronunciado por l'lilao em sua
repblica.
lusessantemeule dedicado a raua da juslica,
elle se envergoiihaiia de diverlir on de commover,
se nao inslrisr. Elle prrenche no estado ama
ronclo activa e nao teme a acru-ajao de ociosida-
de. tile nao emprega seu das em cnnlar suas e-
DMeSe pe.-soa*,em e.lnnular seu espirito. Faz de
ui eon*eieiicia a ron,ciencia do paiz e quando toma
palavra, o auditorio nada o.|le a expressflii eln-
quenle dn senliiiieul i- que o agitam e que elle nAo
poude ain.la traduzr. Caatameiifo de h'it/aru, ao
inesmo teinp>i|'|e diverie o* es(>irilos frivolos, pa-
cifica a* surtas colera* que bramera no fundo do*
c-jr*r,es generosos : a /amilana de Keaumar-
chn* leu io 11 a autoridade de um castigo.
>>\t me perleuce abrir e trarar a carreira cin que
devora caminhar M pelas dramticos do lempo
piesente. Seria de iniolia parte urna presuuipe.lo
coja puerilidade coinprehendo lAo bem como qal
qu^r.
liunlto-me a explicir o seulilo e os casinos do
passadoe julgo t.-r felo bastaute pela causa da ver-
Hade.
Desde 178* as leis que regeni a naiureza hamaua
nao mudaran!, as coiuln-^ries do poder potico no
thealro licarain laes como erain, nao se trota de i-
mil ir as formas que houveraiii bom eXilo na comedia,
tragedia on drama. Tialo-se d aber como e por-
que de 1b."l( a I "S, n thealro fez parle da vida pu-
blica, porque o ihea'ro de in-s-os dia* he um sim-
ple diverlimeulo. Aqui esta' toda aquesta. He
o espirit novo que a poesia dramtica deve pedir
o poder que boje Ihe falta. Ora n e.piritn novo pro-
cede dos principio* de S!l. como e*ie me*mos piiu-
Cipi.i* procedan! da pliiln'optiii de Desertes ; a in-
lelligencia do pissalo P da o Heredo do pre-
senta.
I.'uia vez animada do o-pinln nov, a poesia dra-
malica nao sera'mais una dislraiv.ni para os que
nao le, o qoe fazer, porein un* imperiosa oecee-
i.lale pira aquelles inesiii is que nao eonheesin a
oeiusidade, ella rea-^ninir.' o logar que Ihe compe-
le. Os dramas e H comedias sera menos nume-
roso!. Na veremos prodnzir lodo* o* das ama iM-
va pera ; porem as purisque se prnilu/irem vivarlo
mais nina einaiu. nial, um naez e a paMice ree-
nhecido as lera' por muito lempo em lenibranca.
B aera1 um sonlio o a-so.'iaro d Ihealro e do es-
I irii iiinii'.' .\ prevalecer cnnlra a evidencia
o habtlos Iliterarios cujo perigo ac.ibojde assign-lar.
Sn o futuro pode resp.nnler a (Ha dupla quesillo. I greta em qoe
l'or minha parle lenlio a lirme esperauca que as Ii- tejara hoje n,i
cAea do paseado nSo atrio esteris. Os pelas que
e-ciov -ui para o thealro e preoeeujiam-se
aromo uiui.icni-; -, man senao continha em ditas pec-s aqoi bem e I los Menezas de Drommond, passaro papel dse- .j,, uem se iultar omilirpiloaompamn
paCao de ociosos collocada fora do dominio da l.llc- | Delinete p tidal por reida da traslado em prin- meli.ante doarjo, ., (1e moslroo^a roe-mo r.i-
Niara.
O Iheatro ja fez malta para merecer esle anallie-
ma ; quero pensar, que elle na la deepreiafl' para
conjurar esle prrign. Os XVII e o XVIII HCaloa a-
briram e trararam o camiulio, ola se, Irala senao a
encela-la. He o onico coiisrllio que a cril.ca pode
ollerecer ios poetas de boma lempo,
i (imi'iio Plate.
Retm des Dtux-Mondes).
Ao lllm. Sr. tenente-coronel Joi(|uim
Cuetano de Souza Cousseiro, comman-
danteda fortaleza do Bntm, por occa-
siao de separat--.se de seus dous llios, os
cadetes.
O'ianio sollre imii pai Icmo eu bem conbtco,
E os desgoslot que lem. Ceosteiro amigo '.
Tea penar he de mim mais que sabido :
As leis que le curvas, obedezo.
Nada sou nesle mundo, e nem mereco :
Imporlaucia nao tenho. e nem abrigo ;
Mas, se pos*u ser ulil pr'a comiigo,
Quanlo sou ; quanlo tenho le otTtreoo.
Que mais hci de fazer '.' eu le consagro
A maior sjuiaaihia e gralidao :
Eu le e-tnno e venero de bom grado.
Nos ct recebara! o galardao,
Qae ab'inUit por Dos foi preparado
F'ra quem alma tem pura e o corarlo.
O. e C. pelo padre-Joao Hercolano do llego,
delido na raesma fortaleza aos -Jl de Janeiro de
1837.
Illin. Sr. Dr. auliclor de mariuha.O coronel
Gaspar de Meuezes Vasconcetlos de Drumuiond.vem
requerer a V. S.a sa digne de mandar dar-lhc por
cerlidao o llieor verbo al verbum do titulo de doa-
eao que elle lizera ao capillo Flix Jo-e da Silva, da
remuneraran pecuniaria que llie compelia pela ap-
ciplo mencionado, aiquaei vio na verdade. sem
CVUta que duvnla faca, bem e li-lmenle aaeiiplai e
assignada nesta cidade do Recite da provincia de
l'eiiiiuibuco ai s 14 dial do ni'I de jullio do anuo lo
na-riineiilo de Nosaa Senhur Jess Ulinsio de 1836,
trigsimo quarto da independencia e no imperio.
Fil esrrever subscrevi e aaaisnai, Em fe de verdade.
Ju'Xo Surah'it de Araujo (alian.
lllm. Sr. juiz municipal Mpplenle do termo de
Serinhaem.O coronel Gapar de Menezet Vaacon-
cellos de Druramond precisa a bem de seu direito,
que V. S. se sirva demandar citar aai cidadloi
Joaqun Ignacio des Santo, Honorio Fiel da-No-
ves Freir, e Sebastiao Jos l.amenha l.ius, o pri-
meiro residente na villa de Serinhunn, o seguiitu
na Uarra do uip-iiiu nome, e n lerceiro na ilha de-
nominada do l.amenha, pesso.is que presenciaran)
o aclo, e as de mais cirruin-laucias orcorridas acer-
ca da doarao pelo sopplicaule feila na barra de Se-
rinliaein ao Capitio Flix Jos da Silva, de loda e
qualquer leinuu-iarao pecuniaria qoe por ventura
Ihe podesse caber, ou competir, em virlude das leis
respectivas do Iralico de Africanos, pelos fados que
o supplicanle pralicara de apprelicn ler ceulo e ses-
seula e dous dos me-mns Alriconos, e de apresar um
palhubott que ns Irazia, alim de que as ditai leste-
muiihas, sendo as duas primeiras iii.iriiiucnlarias
desa doarao, |>ara que deponhoin peranle V. S.,
sobos Santo* Evangcllios, em dia por V. S. desig-
nadoad perpetuara re memuriam.ludo quanlo
a tal respeito virara, e suobrrem.reduziudo-se a Ier-
ran esses depoiinentos para serem entregues ao sup-
plicanle na forma da lei, e iudependeule de Iros-
lado : uestes termos
l'cde a V. S. assim Ihe delira.V, R. M.- tapar
de Menezes Vasconcellos de Druminoud.
uliaem 30 de niiliibro de IS")").Machado.
O ci.lado Manuel Jos Machado, juiz municipal
pela lei, do Icrrao de Serinliaem etc.
Mando aos ofliciaes de juslira, que peranle este
juizo serven), que era cuiiiprimeuto do pre-enle, e
do meu despacho na pe!ira relro,citein aos suppli-
cados constantes da mesma pelir.io para n que ella
coutem. Assim o cumpram. Villa de Serinhaem
di de outubro de 1833. Eu Joo Atlouso Kegueira,
escriv.lo o escrevi.Machado.
pilao extremamente agr crido ; e finalmente, que
loaran feil* pelo ror.ui"! li-spar de Menoz-s Val-
rnnreiln- dellruminond ao dltoeapillo Flix Jo. di
esciavo compareca nesti subdelegada c iin
seus li tu los para Ibe ser entregue. Subdele-
gaciidos Togados2fJ ln Janeiro de isjt.
Silva, rol Jevida anies ao eala m de pauperiimo cm Fr-Csco Carneiro Jnior.
que este se p-uiou, do qae espontanea e volunloua
e man nao ditae.
E lida a sua declararan por a !i i-la conforme, as-
-ignou com o juiz e as le-leiiiunhas prsenle-, Falil
Antonio Xavier e Mieolno da Rocha.
E eu Joan Alfonso Reuoeira, e*erivao o escrevi.^
Machado.Hooorio Fiel das Neve Freir. Flix
Antonio Xavier.Nicolao da Kocho.
E mais te alo eonlinha em .lila pelirao, despi-
cho, mandado, cilares. termos de derlarare* c sel-
lo, aqui fielmente extralii lo em publica forma da
proprio original, que entregad a peaaoi que me
apreseotou, e val esta na verdade seio cou*a que du-
vnla faga, por mira conferida, subscripta eaasigna-
da nesta villa de Serinhaem, comarca do no For-
moso da provincia de I'ern irabuco, eo V2 dias do
mez de novembro lo auno do nascimento de Noso
Senhor Jess Chri'to de 1833, Irigaarato quarto da
independenria e do Imperio do brasil.
F.u.loio Alfunso.Regiieia, tabelliao a sub-crevi
e aiaignei em publico, e raso dos siguaes de que uo
seguinle*.
Em te-lemunlio de ver la le .V. J. R__(j tabelliao
publico, Jlo Alfonso Regueira. Concertei, Joa-
qun) Ignacio dos Santos.
Ettavain sllalos e reconhecidos,)
@0* mt tai*.
CO.NSEI.IIO
O COliselliD
AD.MI M-.fi; VflVO.
*vim martimo.
O palhabole nacional iPieda lea que segu '
viagem para o Ass, precisa engajar ma-
rinlieiros nacionaes : a tratar com o capiio
a bordo.
Precisa-se de mnrinliciros nacionaes
Lotera da pro-
vincia.
O conselho administrativo lem de com- para o brigue nacioual LeSo : quem se ju'car
prar os segu ules objectos: habilitado dirija-se a buido ilo mesmo tr-
para o arsenal de guerra. gue.
prehen-ao dos Africanos pe) supphcaiile, eflecluada .
p ^r ,',.". *"..,: Cerlihcii que sen lo r.esla villa, rilei ao Clladla
em serinhaem, bem como do oilicio a rcspeito din- .
assim Ihe delira.-]2 !ilJ,d'1!;:in1ha'm, "mac'* ,',:, Kln |,'ur"'"s"- c,lei
acbastiao Jo-e l.ainenhd Eins, em sua prnpna
D-se.-Serrelaria de j.olicia de l'ernambuco 12! P';'"'lJ" c..ulu.o da pelirao, mandado
e despacho retro, e seden por entend.ln.
de julho de 1836.Dr. I. I-. de Lelo.
Juao Saraiva de Araujo G ilv.lo, e-cnvilo da audito-
ria de marinha, por S. M. o Imperador, que Daos
guarde ele.
Cerlifco em observancia dj ilespacho supra, e em
tetado traslado de que faz menr.io a pelillo que as
pera- pedidas -io do Iheor, forma e mancira se-
guinte :
Declaro en abaixo assiguado, quq de minha livre
e exponan..-! vontade, cedo, dou e Irau-liro ao lllm.
Sr. capilao Flix Jo* da Silva, lodo o direito a qual-
quer remunerarlo pecuniaria garantida ouaulurisa-
las leis repre-siva* do Iralico d africano
O re-
ferido he verdade. do que don fo. Serinhaem :il
de outubto de 1835.O oiliciaj, Manuel Bernardo
Pereira.
Certifico que sendo na barra de Serinhaem det
termo da villa de Serinhaem, citei a Honorio Fiel
las Neves Freir, em sua prupria peaeoa, para o
mesmo conleudo do mandado relro, i> se deu por
entendido, do que dou fe. Serinhaem :ll de uutu-
liro de t85j. O olllcial, Manocl Bernardo l'e-
reira.
Aos tres dias do mez de novembro de 1855 o'eita
villa de SerinlnVn lermo da comaica do Rio For-
da n.las lei* renre-siva* do Iral co d- africano, que "......."",........TV, T "> ror-
roe cuob r pe^apre-.m-nlo de un, blata ou palha- I "-' I' "l'' !''r,"bu';- Sei",u a<* "3" J
bote, e rano e se'sen.a e den africano, apprelienii- *%J?P '' T I', JUI1, "'
do. por minha ordem naquelle navio, que se achava '".'' "* '' _M-el. Jo;e Machado, comigo
pur miiilia nriiein naquelle uavio, que so .>.--> ,__* ,.,.
fondeado na ilha d. Si. Al.iao. E pa?a lomar mais rI, 7,,^,'" 225 SS ""'"'10' ',,, T
plena e cab,l esta minha doaeia desde ja Ihe doa f2"WLSl 4 S*",0t' br'"""'' "'1S""''
plenos paleras para promover e requerer todo o di- 'X ae vue'l e """"' """" "eS'a
reito a tal reapeito.
Serinhaem 14 de ouluhru de 1855. Gaspar de
Menezes Vasconcellos de Drommond.
Como leslemunha. Joaquim Ignacio dos Santos e
Honorio Fiel das Neves Freir.
Keconheco verdadsiia* a* lirm** supra, do que
dou fe. Kio F'ormoso 17 de oulubro de 1835.Em
teslemunho de verdade.O primeiro labelllo publi-
co, Jos Gome* Coimbr.i.Numero ItiO. l'agou
1855.Ma tureira, i'aes brrelo.Conforme, Anlo-
uio l.eite de l'inhu.
tllm. e Exm. Sr.Passi maoa de V.Exc. a in-
clusa doarao, que por cumpens.rao dos serviros que
prestei na apprelieiitao de lti africanos eum palhi-
bule, que apresei na manilla do dia |tl do corrente.
emprega de e-cnvj de or-
phios a quem o iiiio juiz rieferio o juramento dns
Sanios Evangtlhos em um livro delles em que poz
sua in.lo direila, e prouielteu dizer a verdade do que
soubes-e e llie fue perguotado. E sendo pergun-
ladu o que sabia a respeilu da pelillo relro, do Co-
ronel Gaspar de Menezes Va-runrellos de Drummund:
Diste, queachandu-se na barra de Serinhlem, na
qualila le do esenvao da delegada d'esle lermo, no
iinpedimenlo do tserivlo aclu.il na cata do delegado
de polica o coronel Gaspar de Menezes Vi-con-
collos de Drammond, para o fnn de lavrar os termos
d.i appreliensao, c exame. e uniros por aticaMlu do
apre-amento de um palhabate, que ellecluou o dito
coronel com Africanos, e esl.indo prsenle o rapitao
dode-lacaineiilo do Riu Farinoso Flix Jo-e da Silva,
lialnlitad i poder eu receber o que por le llie com-
petir, pela inculca com qoe se julga ser elle o apre-
sador.
Nao sendo por eeta roaneira, pois, qae posso jul-
gar compensado* o meus servir.*,se he que os pret-
lei, desist de l-l doar i, que por civilidad! receln
na occasilu de partir di .barra de Serinhaem pira
esla cidade. afira de V. Exc, fazeudo chegar Klo ao
cnnheciinenlo ilo Exm Sr. preairienle da provincia,
S. Etc. lenlta disso plena -ciciieia, e poisans lomar
cm mellior eonaldaracSo.
Dens guarde a V. Exc.Quarlel do commando da
destacamento volante na ci ia.l- do Rio Forinoo l'.l
de outubro de 1833 lllm. e Exm. Sr. chefe da es-
laclo naval na provincia de iVniaiuhuco.
;A"signadn. Flix Jos da Silva, capillo. Esto
conforme.Eutebio Je- Antnnes, primeiro len-
le secretario e ajndante de ardeos.Conforme.
Antonio l.eite tle Fnibo.
tllm. e Exm. Sr.feudo sabido neste brigue bar-
ca no dia 17 d crranle pelai 8 horet da manilla,
tmenle pode fondear em Tamaadar no ilia segoin-
le as i) horas da manhla |ior causa do* venios bonan-
zosos que encontr!. I inmediatamente einbarqoei-
ine em um escaler e dirigi-me n cidade ilo Kio Vor-
moni, onde confercnciei com o capitn Flix Jos da
Silva, r.....ni ii lante do destacamento volante, sobie
a commis-ao de que V. E*e. me tiulia iiicomhido,
sent por elle informado quo linha sab sua guarda
161 africanos livres, que aprttionoa em um liiale na
barra de Serinhaem, havendo fallecido um antes da
.HACA DO RECIFK 11 DE JANEIRO AS
II HORAS DA l'ARDE.
Cuiarie* offlcaea.
Cambio sobre LondresJ8 l|2 90 d|v.
Desconln de leilra*a'1ll ao anuo.
frederico llobitliard, presiden le
f. forget, secrelario.
CAMBIOS.
Sobre Londres. 8 d. GU d. v.
or fr.
o* Lisboa, 95 por % de premio.
a Rio de Janeiro, '2 por 0|q .le descuido.
Acjoes do banco, }0 a 15 de. premio.
companhia de Belieribe 54f*OO0.
a a companhia Peraambucana ao par.
a o L'lilidade Public.., :in por ceulu de premio.
o da estrada de farraO por Oifjde prem o
Disconlo de ledras, de S a 10.
Dito do banco8 a 10.
ijuro.ODc.as despatillla*. .
Moedas de 69400 velhai ,
a ir 6i>00 -lovas .
Prata.Palacdes brasileiros. .
Pesos eoliimnarins. ,
a meiicauos. ,
ALFANHEGA.
Hendimenlolo dia I a -I .
dem do di. 22 .... ,
Oetcarreoprn buje 2.\ de Janeiro.
liricuc suecoAclivoiros de loura.
brigue portuguezConstanleliverios gneros.
Brigue inglebrnokingbacaIhao.
Barca porluguezaBom Suecessoalhos, azeilODM
e hlala*.
barca porluguezaGritidSolagedo.
Brigue franeezAlmamercaduras.
Iliale l.ra-ileir.Acarecu'gneros do paiz.
-J8J a 28S.iO0 IlifOOO 16XKKI 9WXKJ -50OO AjOOO 1?80
:)i:085!S58 12:796*150
:t3682S008
CONSULADO GERAL.
Kendimento do da I a SI .
dem do dia iiJ.......
7:iObjti60
f:<59l-J9
7li:7J-2;089
Panno azul para sobrecasseas, covados
3,13!), dito lito para cipotes, covados ti,."><-,
dilo preto para polainas, covados 3!), eslei-
rs de carnauba 670, casemira carmesim,
covados ^'70, sapalOS, pares 1,-Jlti, olepilo
paradebrum,covados 10, grvalas do sol
de lustre 12.', maulas de 13a S, peDMSde
ganco 800, lio ib- algodiio, libras 30.
Para o Itio Gratule do Norte.
Panno azul para fardas e calcas, covados
366, brim brancu para calcas, varas 610, al-
godaoztiho pina camisas, varas 61o, case-
mira encarnada, covados 21, grvalas de
solo (ln lustre 1:22, Iinm branco lisi para lai-
das, varas 305, esleirs do angola 2t4, pan-
no preto para polainas, covados 91, botes
pre los ara fardas, cairas e polainas 7,098,
ditos blancos para caicas 2,1'Ji.
Quem quizer vender ditos objectos apr-
sente as suas propostas em curta lechada,
na secretaria do conselho, as 10 horas do
dia 23 do corrente m<-z.
Sala das scssOes do conscllio administra-
tivo para fornecimento do arsenal de guer-
ra 1l de Janeiro de 1857.Uemo Jos La-
menha Lias, coronel, presidente.Bernar-
do Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
COUREIO GERAL.
A mala que lem de conduzir o brigue na-
cional !). Alfonso, com destino ao Rio de Ja-
neiro, com escala por Macelo, fecha-se hoje,
23 do correte, as 11 horas da maulia.
CORRF.IO GE8AL.
A mala que tem de conduzir o brigue por-
tuguez Amalia I, com destino a cidade do
Porto, fecha-se OO dia 25 ao meio dia.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo em virtude de
autorisacSo do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, tem de comprar os objectos seguin-
tes :
1 ara a obra do Forte do Buraco
Oleo i galoes c >. libras, tinta branca 30 li-
bras, zareao 12 libras, secante 6 libras, agua
raz 3 libras, luna azul 2 libras, bioxas ME 3.
pinceis 2, roso Ierra 16 libras, er ifi libras,
Hospital regimenlal.
Arcia 30 canoas, lijlos de alvenaria 2 mi
Ibeiros, cal branca 12 alqueires, arcia de un-
gir 1 canda.
Quarlel decavallaria.
oleo 1K libras, tinta branca latas de 60 li-
bras 2, almagre 4 libras, brosas grandes 2
"ortaleza ilo Brum.
Oleo i galoes, linla preta 8 libras, secan-
te 2 libras, ocre 16 libras, zareao ti libras,
lints verdo i libras, brosas e puteis 4, tinta
azul 1 libra, Una branca libras.
Quem os quizer verder aprsente as su*s
propostas na seereteria do conselho as 10
horas do da 28 do crtenle mez.
Sala das sessoes docous-lho administra-
tivo para i'orneeiment do arsenal de guerra
21 de-janeiro de 1857. liento Jos La innha
Lins, coronel presidente. -Bernardo Pereira
do Carmo Jnior, vogal c secretario.
Real companhia
quetes iuglez s n vapor
o
to do
(it: p|tos, as
i- o 1 r e a .n anhaa.
il)ii\o assignadoanda tem um re
seu lelizi .^ iillieics, ineos i .|.i.n ,
Al' o iim |...' ni .....;.. r ,.,. .], Boropl un dn*
vaporesdaRe.il Companhia, o qual depoil da ile-
mnra do co*iume seguir para o sul : para |m a-
geiroaelc, trata-te com os agenies Adamton Ilimie
C., ra ilo Trapiche Novo n. il.
ojai ja aniiiiiiti.nl.is.l'i.i Sa
lustianode Aquino Ferrara, J.m- For-
tiiin ilo dos Santos Piulo.
Precisa-se de um bom counbeiro
na travesa da ra Bella n. i.
Ocollegiodasorpbfiaa, sito cm ama
da Aurora, precisa de urna enzioMn liber-
ta ou captiva, e paga-se generosamente a
tratar 110 me*mo collegio, com a directora,
ou na praca da Boa-Vista sobrado n. 7.com o
thesoureiro, Joaquim francisco toarte.
Vendem-se duas vaceas de letle, a>
quaes diio i garrafas cada uiua : na travessa
do Mondego n 8
iiab.iixo assignado participa p Sr. Se
veriano Jos de Moura que a Sra I. Anua
Para o itio de Jaaeiro sabe com Joaquina do Reg narros,"anda n.o pagou
tnuila brevidade a nova barca Recife. a'uBue' do te ceiro anJar da casa n. i
I a i1 1 i 1 > 11 f am
deprimeira marcha, p,ei;ada ecncinll^a^ J" "f.,^?!;0"1?1 Ve!ha' *2* SL2 fl
It rio enKeo .. ,.., 1 torrente,por cuja Sra. ficou Smc. por fiador ,
da de cobre, a qual tem a ma.or parte assim como tenho lo na ra do Colleg.o n.
ac seu 01 riega ment ptotnpto : pata o I I primeiro andar, 011 le o senhor lio caixei-
restanteepassageirot, pata os quaes tem ro l'ara ",e participar, mas como nao o le
excedente! commodos, trata-se com Mu- ""a n"con.lruJ, haju o presente atiuuucio
noel Francisco IfolZn tt V' defemeiroemcJianle, aera od.to.luguel
do Collegio n. 15, teicetro andar 011 com, 18=0i0 rs., por mez ale a hora da entrega da
o capito a bordo.
etiifr*.
N. 0. Rieber terveneSo do agente Oliveira, de grande sor-
tmenlo de rerragensgrossas e linas, e miu-,.
dezas, inclusive cerca 100 quintaes de fer- Luiz ^"^onio da i.uttha I.agc
ro da Suecia sortido, e pnieSo de ac de
. ilrega 1__
chave, a qual he Smc. obligado a me entre-
gar. Itecile 22 de Janeiro de 1857.Auto
uio Pereira de Oliveira Maia.
I.uiz Amonio da Cunta, morado! ua
ra da Cruz 11. 32, declara que por haver
Olltro do mesmo 110.ne, mais anl go nesta
cidade, de boje em diente se assiguara pot
eiVBRSAS PROVINCIAS.
liendimenlo do dia 21 a .... : i"i..;'.)'ii.
dem do dii 2-2........ 64095%
I.-947524
do dito delegado, io c ouvio ao mesmo capilflo di-
zer ao referido delegado, u Meu coronel, sou nm
militar pobre carrejado do familia, sirvo ha muito.
inniK, nada poaauo, su tenhu da nqoeaa esle retoglo
o qoal moatroa o por i*so fac.-in a graca e cari-
dade de uar loda a gratificaran que Ihe p .de enm-
pelir por cssa apprcii'ii'.io i liein com I, que leu lo
entrado em ontrai apprehenaoea nuni-a Uve nada,
havendo-ee Urantado, posl em p para a**im pe-
dir com loda a aupplica -. ao que elle reapoodente
vira e ouvira n mesmo delegada diier-lhe qoe daa
a iiirsina eraii:i-a.;ln, licimlo elle delegado asa-
commoTido poreeai m*neira u-tant-, e hiiu.il le de
pedir, e enlo, die a sen liiho o llr.
\ a..-mcelloa Menezes de Drammond que pamaae o
litul) .lessa dn .can e-n favor ilo mesmo eapitio, pa-
receiiiln-llie pela inaneira com quo retpendeo qae
alie e*a doar.lo ame* por comiiiiserai-a.i das Irlslea
circiimstancias em qoe te pinino o mesmo capitn,
do que por mili boa vnnlade.
Disie mais <|ue ent.ln o dito capilo se moatroa
mallo agrade-ido, a d'ahi per dame 11.10 eeaaou de
lemlirar e pe r com muita instancia ao dito Dr.
Uruiu 111011 1, lillio domeamodelegado.qoe Ihe passas-e
o referido litulu de doacSo.
Dase mais que o dito capiUo pergunlou .1 elle
reapoodente ae effeclaar-ae-hia na verd.de aquella
Inar.ii) feila em -eu favor pelo me-mo delegado, ao
qoe elle re-pnndeu, que leudo bav lo prome-sa
pelo mesmo delegado, nao havia duviJa em ser ella
fielmente cunipn.la
DESPACHOS Dli EXPORTACAO PULA MESA
UO CON.-UHIR) DESTA CIDADE NO DIA
2> HE JANEIRO UE 1857.
LisboaItngue portogoei l.aia lie, Caelauo da
Coala Marlms. 3 rasen* mal. ,
PorteBrigue portuguez ttAmalil li>, Manuel Joa-
quim Raniiis e Silva, 110 sarcos assucar brancu.
PunoBarca porlaguea aSanta Croa, Toomaa de
Aquinn Ponaeca Filho, ltiSaccos assucar masca-
va lo, 7 pipes niel.
i.iboaBarca porlugueza utiralidSo, diversos car-
regadoras, -1 -1 cascoa mel. I- praoclmea de ama-
relio.
Ajilme de I Oiienus-Avri:-Itiigue portogoei vCoaDancan, llal-
lur ^x Oliveira, l pipa* cun aguldenle.
Havreliaren francesa Sopeaba, J. P- Adoor A
C. 2tKi sarcos aaaucar maeeavedo.
Valparasobrigue barobarKues New Ed, N. O.
Uieber v\ C, l00 saceos assucar branco.
jarra ua aeriuiiaem, naveuu.i i.uietiuu um u*c ua n..._ r..i ,-. ..
ninha chegada, con, qual se coinpletava o numero "l^fZ"". "-"e P'i* r "^ ?"T
de I ti' aquello Ululo de doacao, o qual fui lito e assignado
Saliendo que o coronel Gaspar de Meuezes Vascon-
cellos de I ii uniuii l, delegado ilo lermo de Seriunaem,
se achava em um dos seus engenlioe. ulliciei-lhe ro-
gandu-lhe que viesse se entender cumigo sobre ob-
jeclo de semen, ma* como me respondesse que o seo
estado de asede Dao permitlia faze-lo, resnlvi-me ir
pioenra-lo, o que liz no da 20, dep.de ne ler manda-
do no dia anterior para o bordo d.ste brigue barca os
ItiO africanos livres, inclusive 10 de sexo femiiiinn,
ficando amenle um em poder do capiao por estar
moribundo.
Informado pelo referido delegadu. que nada se sa-
bia do destino da capihlo e equipagem ilo Inate apre-
sado, e sendo contradilorios cale inveroiineis al-
gn* dos boatos que ouvi, nAo lo sobre esle ponto,
como sobre as suspcilas que haviam de extravio de
africanos, anteado apresiunamento dohiale, neiihun
esclarecimenlos positivos poe-oliansmiltir a V. E\e.
Com ludo nfl. pos-o oinitlir que todos sao concor-
de* em reconhecer que liuuve esse ctlravio, va-
riando smenle na apreciado dn numero de frica
p-lo dito delegado, e p .r elle retpnndeule e llnno
rio l-iel das Neves Freir, como leslemunhas ina>
trumenlarias, arhaudu-se lambem pre-enle n'esla
mesma occa.ian Sebastio Josc Lamentas Lins, que
foi em companhia do inesmo delegado, e achara-as
Ii .-pe i.i.iu ,.m sua rasa. E mais nio ilisse. E lida a
sua dudara.; ni, por acha-la conforme, asognou com
o joiz e as testemunhas presentes Flix Anluiiio Xa-
vier e Florentino de Araujo Conceicao.
Fu Jo.lo Alloo-o R-gueira escrivao o eecrevi.
Machado.aoaqom Ignacio do* Sanios.relix An-
loni.i Xavier.Florentino de Araujo Cunceirao.
Aos tres dias do mez de novembro .le 1855, nesta
villa de Serinhaem.lermu da enmarca di. Ii, Formo-
so da provincia .le l'einamliuco. senda as <\\.s da
cmara onde e chava prsenle o juiz municipal
pela le o cida Uo Manuel Jo* Machado, eomigo es-
crivao do sou cargo abaixo declarado, ahi compa-
recea Sobastlia Jos Lamenlia Luis, branco, viuvo,
com idade de 42 anuo., morador na ilha denomina-
da do l.ameuha, e que vive da agricullur.i, a quem o
k
he
APOLLO
SAIiDAUO '1A BE JANEIRO.
A pedido de mollas pessuas, vai a scena o primei-
ro e ultimo espectculo todo eariado de cantura-,
dramtico e damas, executadas por des avena per-
nambocanae, Kulre as quaes Tazeni parte as inada-
mesellas Alexaudiina Menard, Alcxaudriiia Maula,
llana ila li ira, lefalina c Leopuldma.
epula que ua aaoliorea prufeaaores da orclieslra,
quesera'rniigi.la pelo Sr. Pedro Uaplisla, tiverein
desempenliado o duelo intitulado,
OlE A ALVII1UA,
represenlai-se-lia o
Milo : sexta leia 23 do corrente as 10 horas
da manhaa, no seu annazeni ra da Cruz.
O agente Pestaa far leilo de grande
quantidade de obras de marcn< iria novas e
usadas conleudo solas, cadenas, consollos,
mezas elsticas, ditas redondas de meio de
sala, candieiros, lanternas, diversas ornas
deouro e piala, relogiu do ouro paten-
te ing /. ; os quaes se achain no arniazein ao
ex*me dos compradores : sexta feira 23 do
corrente as ii horas da manh.ii, em seu ar-
mazn, na rus da Cadeia do Recite n. 53.
O agente Dorja tara leilo do deposito
sito na ra das Aguas Verdes n. 16, cousis-
lindo na armacao, balanca, pregos e mais
pe lences, diversos frasco* ile vldro de boc.-a
lar;a, urna poreo de cha lino, cafe, arroz.
excedente mantejgi ingleza e franceza.quei-
jos, massasdeditrerenles qualidades, con-
servas em frascos, sarlinhas de Nantes, sa-
D3o, charutos linos e outros muitos arligos,
que se enlregarao pelo maior precu offereci-
do, em hiles a vontade dos compradores :
sabbado 21 do corrate as II horas em ponto
no referido deposito.
LE LAo.
Oageute Pestaa veoderi hoje etn lei 13o
por conta de quem perteneer800 pecas de
bico de dilferentes larguras, grande quanli-
dade de garrafas de vinho de caj', um cai-
xo com 2 ooo bixas, ditTerentes carteiras
para viagem, 2 caixOes com latas de calda de
tomates, grande quantidade de pegas de
Iranja de seda, o que tudo se ach em seu
armazem na ra da t;adeia do lieeife n, 5 ;
o> compradores podum examinar com allen-
CSo; lera lugar o leilSo as lt horas da roa-
rliaa ii i referido anuazcin.
Iii-ner v\ L., 1.01 accos assucar brancu. 1'a IT laC" 1! I a r> III nlillll
MarselhaBarca francaza lodoslriel, N. O. Bie- l .1111S r' V i l>s\ki i' iVtiij.' I
ber Ox Companhia, SOU saceos assucar masca- MtIMil lUIJIJ I l,1IHlll!j.
pon alein dn pi
jeclos paaadoS. fallava-lhe a bomba, e a luna que
cabria um camarote de vento, qoe fui arrancad.! ;
o que nio se piidc verdaderamente attribuir, senao
m.lvateza doa habilaules ile**e local, e incuria
ou lalvez conivencia do respectivo capataz. Su is ve-
la* eslavam rotas, e a aguada oimiilelameule po-
dre, pelo qu- a mandei oagolar e baldear repelidas
vezes n porto, por causa do ma'o clieun que exalava,
desinferian in-o depois rom sos fre. O ijndo voltci
no*-e ui-s-oo dia para ;i ci.la.te do Rio Formuso, a*
nove huras o meia da u.nte, pmcu mais ou men*,
recebi um aviso do capitao comman lanle do desla-
camenlo volante, de que linha sido Informado com
toda a eertexa que um navio rarregadn de africanoe
pretenda de*eniliarcar na* praiai de Serinhaem. e
que elle se ia Vr eiu mareoa.
Iinmedialamenle liz para all seguir o unco es-
ca'er, de que enlu dispanha, ruin um nilicial e del
praca* arui idas, o qual regreasou na ooile segniuie
pur na ser bao verdadolro.
lodosa achara' V. Exc. a copia de um ollicio que
me enderaeoo o diloeapilSo commandante, aera
original o documento a qae elle se refere, para que
V Etc. se sirva deliberar oque am.nder^ runve-
niente sobie seioelbaiile objjecto. No dia "41 -ahi
para l'amaodai, e reeolhi-mi!|)ara bordo desle bri-
gnO'barca, onde aoabe da raspeetivo comman.iaule
que no da antecedente liohan morrida, e haviam
sido sepulla.os, no eemilerio publico da capella ile
S. Josc de*sa povoar.io dona affieanos, como pro-
vain os documenlus aonetos por copla. No 'lia *e-
guinte liz leguif o segund i-teuenl Manuel Martina
de Arauju Castro Com um guardin, um pralicu uj
costa e oiln pracas de marinhagero, levandu lodo* o*
ohjccto* necessario* p*ra p.ir o hiale em n-ladu le
navegar, e rtando-lbe ordem de la/.er-se a vel* para
eile porlo logo que lica**e promplo.
Em conieqoencia do eslad > de nu lez dos africa-
nos apprelieudido!, man lei disliibuir ao do sexo
ma-colino caira* e camisas -lo paiol ilesie brigue-
barca, e a- do sexo remenina, caini-nla rpie se lize-
ram cun Ires peras de elgodo americano compra-
da* e pagas pelo i'.rniiiaM lano do br goa-barea,
coma se do docuineule anlo, umprin In-ine so-
licitar de \. Exc, qoe sale ofUcial seja indemui-
sadn desta deapoxa.
An miuisleiin da inarinlii Irausmittirei os doeaV
monlos comprobatorios das despezas feilas. nao su
.ni eonaeqaeneia da dislrlbucallo daqoella roupa.
como lambem das inanliineuloi di-,ie.i.iul .*, aliiu
de er elle indfmnisado p do d i jostlca.
,N '-.o me.nio lia sal* de faniandare as ;l horas da
larde, cun destino a e-i porlo, onde acabo ilo fun-
dear; lendo anda da mencionai o talle,.undulo de
am africano livre, oreorrido as 8 huras da manhia ;
o qual fui laucado ao mar, como se eoalomn fazei
em semelhaoles eecasidee, o qoe *e deprehendo do
competente doeamonto junio pur copia. Horraran]
lo ln. lie. ,| n,Hu. a... causan lu d o esl ido de ma-
vado.
Liverpoolliara ingleza Medora, diversos car-
regadores, 371 sae.,.,,s com algodlo.
aCxportacao .
Londres, brigue toglez Freemanu, de 2(7 tone-
ladas, conduzu o seguinte : esla carga foi parle do
carresanieulo Uo briguo inates ollaimah Earslom,
arribado a esle porto por forja maior na sua viagem
de Buenos-.\vres a Londres, e legalinenle abando-
nado)2l* pipas pelles de loi.o marinlio, 109 volu-
mes sebo. 1,5.13 cooroi salgados, SI fardos de ca-
bello, 8 fardos pellas de csrooiro. 1 diio ditas de
aula, I caim conservas, Ol toneladas dcossos.
Haeoro, brigue lira-ileiro O. All'iiso.) de 212 to-
neladas, cnuduzio o segainte:1.100 barricas com
1,100 quintaes de bacalhao, 2,0:10 arrobas carne
ecca, 1 gigo champagne, 201) barril vasios, 1 barri-
cas alcalrao, 100.lit.s com 000 arrobas de familia,
10 caixas queij s, 2 barr vinagre, I diio afeite
doce. I caixa papel, I dita queijn*. sardmlias, ervi-
Ihas e repolho em lata*, I .lila anei*, aderemos, pul-
ceiras, allinele*, botoea e rozelas, genei oa eslrangei-
ros ; 00 alqueires sal, :! caixas com :l'J0 arrobas de
doce, gneros nacmnaes.
laiiiraliar, barca suida PaoUn, de 292 toneladas
cnuduzio o segaintai2,020 sacens com 10,100 ai-
rabas de matar brancu, 2.000 ditos cun lO'OOO di-
tas de dito inascavadu, ti,IK)0 ponas de boi, 22,000
unhas de boi, 10 quintaes lalajiiba.
Parahiba, brigue inglez aargarll Rldleyv, de
;1I8 toneladas, condnzio o segoinle:1,000 barrica
com 1.000 quintaes de bacalhao.
Valparaso, barca inele/.a uCypres, de 531 lone-
los Evaogelhos lados, conduzu o segunde : >,I00 saceos com
28,2>0 arroba* de assurar.
Liverpool, barca ingleza Mirando de Inuela-
das, conduzu o segnuile::!0d .accu; com 1,000 ar-
robas de assuear inascavadu, e parl da carga com
que eotrou sendo MO barricas de bacalhan.
REGKBEDOKIA HE IIENUAS INTEK.NAS IJE-
RABS l)E l'FliNAMbCCO.
Kendimenlo dn dia I a-21 10:72;77(i
dem do dia 22....., 1:3575787
Em um doa lotervallos ii duas joven* Januanae
Leouidia, que dantaram no da 2 re dezeiubro pr-
ximo passado no lliealro de Smta Isabel, dansario
o paaao a uuus quo o respeilavel publico moito ap-
plaudiu.
O Sr. Santa llosa esrulheu esle vaudeville por ja
ier glibo a iippru\ar,ao do mesmo publico de>la ci-
dade e ler sidu o que mais agradou no anuo de
185.1 uo Iheatro de Santa l-abel.
Al msicas amajadas palo Sr. Thaodoro Oresles
quemis agradaram nono anuo, ato as que justa-
mente o mesmo Santa ltua IsiujOU indo dallas, pois
enlre as arias e coros que se hSO de cantar sao 23
pecas de msica todas .lili-reines.
No nutro intervalo as oilasjovens dausarao a
ikXUXiL
E logo depois todas as pastoras dansarc urna
(> muftiOtHUVii t*VApt$tt<
Terminara' o espectculo com o
CORO DA DESPEDIDA.
O ador Sania Rosa se delibtrou a fazer este diver-
liineolo uo thealro de Apollo, por ser mais conve-
niente para as *ote* das jetaos, e por hoje se ler fa-
cilitado muilo mai- a ida dn pulilico pela paule no-
va que lira mais perln para as pe^suat du airro de
Sanio Antonio e Boa-Vista.
Os liiliu le- de camarotes, galeras e piales acliam-
se desde ja a'venda ua residencia do actor Sania
Kosa, ra de Sanio Isabel n. 13.
1'rec.o do camarotes da segunda ordem, BSOOOra.;
as man orden* paaaam a *er considerada como ga-
lenas, sendo cada carlao a 1-3000 rs., e platea que
toda he geral, lambein a IttKHJ rs.
Principiara' as 8 hora*.
ii.a.a.gSarvrsS.
2&
I2:!0ii-ii.:i
CONSULADO PROVINCIAL.
llendlinento do dia I a 21..... 19:4919193
I lem d.iJn. j.:....... ::|s-0W
55:'.'22;277
do palhabole com africano-, a estando em casado
inesino, preaencioo o capSo Pella losdaSilva,
loe all lailn ido para aoalliar easa diligencia, asna
reqoisicAo, pedir cun multa humildade ao diio de-
legado qoe llie lize*e a candade de dar o que llie
pode-*,- c.uer, em virlade la le. por tal appreheo-
i;ao. [uir quanlo elle era um militar pobre earrega o
de ramilla, que servia ha mullos a.....i-, e i|ue a la
pussuia, sendo sua maior riqueza o relogia que Ira-
zia, o qoal moelrou ; em resposla ao qoe elle respon-
ii-nie um, e muir o mesmo delegado dizer-lha que
.lava a me*ina graliliearao, li.andi. SSSs CommoVIdo
por urna tal inaneira auppl canta ; c por oais se
coiopadecer dn estado em que piuiuu .. di 11 eapiUo
a* raai cir,'iiiu*iancia, do que .1 bom ^'i ido, obser-
vou elle responden!*, sendo qua en So di**e o mes-
mo del-cailu a seu lilho u lr. Ani ioo do V isconcel-
lo* Menezes de Drammuu I, que paasaase o iiiulo ,1c
loao.i., .i,i qne Ihe peda) o capilflo Flix .1 -e da Sil-
va, n qual pur vanas vezo* pedio an diln Dr. Dram-
mond para fazer esse litlo, c|ae depois le pa*sado
elle rcspiidciile vin.e ouviu o mesmo delegado ler
aaaisnar, pranla aa leatemaahas Joaquim I guaci
dos Sanios, e Honorio Fiel da* Nee* Freir, que
lambem assigoaram enn o dito delegado, razrnJe
entrega ao rtferidu eapillo, an que se mosllou inuilu
conlenle, e agradecido.
E lila 3 -ni dei-lara(a.i por adala Conforme, a.-
siguini cun o juiz e a* lesteiuunliai presentes.F-
lix Antonio Xavier c Florentino de Iranio Cnn-
ceiea >.
E eu Joai vtiou*o Regaaira, oscrivlo o escrevi.__
Machado. bjasUtoJosd l.amenlia Lios, Polis
Anin .vivicr. Florentino de Araujo Cinceiio.
Ao- Ires na* do mei de onvembro de 1855, ne-la
villa .le S-n iliaem, lermo 1a comarca do Rio For-
moso da provincia de I'ern.ion ico, s.'ido das casa-
da cmara de-la villa, on te se arhava pre-enle o
jala tnunicipii pela le, o cid ni Manpel J .Ma-
chado, comigo escrivan de sen caigo abano deelara-
ilo, ahi compireceu Honorio Fiel da* Nevo Freir
Inane... s,.|- ro, ruin id ida de (rima dous snoos!
morador u,i ilirr.i de Serinhaem, eque viva ile ne-
gocio, a quem o diio juir. d-r-ri.i o joraincnlo ilo-
so..i,-**e e ii,. i.,--,, .,.,,!,. ,"'lue Indemnisadora--, em v:rtude do disposio
E sendo perguotado a' re.,,,......i, petlclo relro no'rt- *;dosrespecti vos estatutos, convida
do coronel (aspar de M-u-z-* \,..,- n.'-iios de os accionistas para reunirem-se em as-
Kruinmond : I sembla geral no escriptorio da eompanbia,
isse, que achamlo-sa na Uarra de Serinhaem, Ino "* 21 do Corrente ao meio dia, para os
endarn.de......ha em q liouvea preza do pa-flns indicados no mesmo ariico it^cifo 20
" l1'"" 'I'". """" Ar*ic '"" !"".'" ........'-sa o- de Janeiro Je 1857.-tis direclores
' v:. CU*0 *Q P0t)
Navio cnlrado no dia 22.
Kio ile Janeiro:ll dias, brigue brasileirn Adol-
phnn, le IJ taoeladaa, eapllio Manuc! Pereira
d Sa, equlpagem 12. raga ci e mai geoeroi ;
Eduardo Ferreira Hallar. Perleuce a l'ernam-
Imco.
beuova e portoi lotarmedio*di dia*, vapor -ardo
Italia, de 338 (unida.la-, coinuiandanle Juan
Saporili, eqoipagem 13, carga vanos geoeroa ; a
l.einos .1 .ni >r v\ Leal Res,
Riu da Janeiro[8dias, galera pinericana uTimor
de 070 toneladas, capnm p. l.each, eqoipagem 15
earua cafe e mai- gneros, \ eio refrescar, -e'jue
liara Nova Oilean. Pailones a Boslon.
Navios sabidos na mesmo dia.
AracaljIliale lua-ileiio (iI*umiIu-ou, meslre Fs-
lacio Meu.le- .la Silva, carga faadas. Passa-
g-iro. Vrenle do Ainaral.
BabiaVapor .le guerra inglez irVirago, comniaii-
danle Usrgerd.
BarbadasBrigoe inglez aljlaocosu, de .181 tone-
ladas, capiUo Jaates Aikios, eqoipagem 15, carel
laslro de arda.
FernandoVapor de guerra brasileirn nBberibei,,
comman J.mle o capiln de fragata Jos Alaria Ito-
drieoes.
Z'ttUWCQt&.
mito &tiiU
?J>a
Al"c'.....'""'" '* ll" '" "aa on- de Janeiro de 1857.--Os directores Joan i--
v.....~*~ s r'zz7\^: & s- ffAsitis ir-J J-Ta90 Junior'
oovio ao capitn roanle Flix .1 ,., ,i, Silva, qu-i- I ,,
tar-se ao mesmo coronel do g..vemo, diiendoqae '
por diversa veje linha entrado em prezas Se Afn- | l,re* e?f acha recolhldo a easa de d
subdelegada dos Afogailos foi
rara a Ilha de S. Miguel.
O muito veleiro patacho portuguez Alfre-
do, que deve chegar do Rio de Janeiro a to-
dos os momentos, tem a maior paite da car-
ga protnpta : para o resto e passayeiros Ira-
ta-socom os consignatarios l. de Aquino
Fonseca & Filho, na ra do Vigatio u. 19,
primeiro andar.
Paran i lim .fe & Mi-
guel.
0 brigue portuguez Oliveira, que deve
chegar a lodos os momentos, tenia maior
parle da carga ja prumpla : quem pretender
carregar ou ir de passagem, intenla-se
com Joo lavares Cordeiro, na ra da .Ma-
dre de Dos n. 36.
Ce;ti e frlaranhao.
Segu no dia 25 do mez crrante o pata-
cho Manta Cruz ; para o resio da carga c
passageiros, tratase com Caetano Cyrlaco
da C. Si., na la da Cadeia do Recife n. 1.
Para Lisboa pretende seguir com bre-
vidade o lnatu portuguez denominado Rival,
por ier parte do seu carregamenlo prompto:
quem uo mesmo quizer carregar podera
contratar com os consignatrius morim Ir-
mSos, ra da Cruz n. 3.
Para o [iiode Janeiro
i) veleiro patacho nacional Komlim M'.ue
paia oliiode Janeiro ale o dia 5 do cor-
rente, s recebe Carga al o dia 33, e escla-
vos ale o da 2* : trata-se com sen consig-
natario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo,
na roa da Cruz n. 1.
l'ara o llio de Janeiro OU oulr i qual-
quer pollo do imperio, esta prompto a se-
guir viagem o brigue brasileim Feliz Desu-
no, de boa-mai elia, l.iMadoc piegido de ro-
bre ; quem no mesmo quizer carregar ou ir
de p'ssagein, dirija-so ao escriptorio de Ma-
noel G.incalves da silva, ra da Cadeia do
Recife, ou .ni capilo a bordo.
PORTO.
A barca portugne/a hilarle 1.' seguir para
n cidade do Porto com a maioi brevidade:
amanerado I P poi (emaihaniesservicoseqae elle ichsva-se po- escravo de Jo3o Francisco senhor do en-e- i ,. i / ," Br'-'l''",lcill,'s diryam-se
mee semier ume-cra... p,na o servir, e que a, nbo Pirangi, no Rio Formozo : uiiem se tal- jJi i. ',!" Rec"e ll1-' MW'Plwrio
gar com direito ao m^mo escravo compa-1
. ---* ... ..... ---*.*.. t. Tl,,'~ *^,,HI1l *"
Bordo do lKlao.-b.rc. | oalor.....aal..,.. preetsav. do qoo 11.. ha, de ea- e. Subdelegacia dos Mo-
at-
cliain quasi lodos, Couvoi qua
m deaembareadoS, e eu .le-ejo que ; possnia cousa alqnma : e .....Ih noeasiSo pedia ao ili-
V. Ese.assim o delibera. to coron-l, que se compadecer dalla o nu cnmnl.
Dos guarde a V. Esc. Il.rdo dn brlno-barca oaluralmento nao precisa va do uoe Ihe havia de e ^ .nesla Subde gacia com seus ttulos
lurac,V. ile en nome cumpiehcii.|r.io a nece*.idade llamar* i, son ni.....Hkaawirn ile l'-r.,:.,i.r.. .... i h., ,.. e.r-...i. ..,.................... .. I l'ara
le esluil
lavra. Se
poeaia
nar-lo -t. iimii..o = -*:"-*-' ~1~. ~7. "7" ~~"" T","...... -""*.............;!<.../., ineie i iu,ei uetiiu o uno roroni itienej=, e nilao res- I .cua-se recoilililo a casa Ue UelCneaO
cast^^d^
i-..
Para a Baha.
O veleiro e bem conhecido palhabole na-
cional Dous Amigos,, segu para a Babia
enn imilla brevidade, lem premplo: di us
tercos de seu carregamenlo, para o resto
trata-se com o seu consignatario Antonio
Luiz Oliveira Azevedo ra da Cruz n. 1.
PARA 1857.
Aeliain-se a venda as bem conbeciJas
lolhinlias, impressas nesla typographia,
das seguintes qualidades:
FLUI.MIA lil^LKilOSA, conleudo alem
dos inezes, a bibliotbeca do christiSo
brasileito, que se compe de ora-
rocs quotidiunas, metliodo de assistir a
missa e conlisso; cndeos, psulmos,
liymuos, ollicio de Nossa Senbora da
Conceirao c muilas outi as oraefies de
grande ment, preco...... 020
DITA SIMPLES, conleudo alein dos ine-
zes, a lei dos circuios e varias tabel-
las de impostos geraes, provinciaes e
inunicipaes, preco........2i<)
DITA I)L PORTA, a qual alem dos me-
zes tem explicacOes das indulgencias e
excomnunhSes, etc., preco*. 160
DITA UE AI.MANAK, a qual alem dos
me/.es, contemo almarjal; civil, admi-
nistrativo, commercial, c industrial da
provincia, por.........500
Todas eslas lolliinlias sao impressas em
bom papel e exceUente typo, e vendem-
se em porcSo earetaiho: na livrarta da
praca da Independencia ns. t e 8.
Precisarse de officiaea e costureras:
na roa Nova n. 60, luja de alfiate.
Henrique Gibsoo faz publico para
coiilieci nento de quem nteressar.que em
abril de 18.">3 comproii ao Sr. coronel
Bunio Jos Lameulia Lins, easua mulliei
nina poreSo de brabas de Ierra as extre-
mas dos engenhos Caramur e Jurssaca
coin o deJunqueira, do qual heproprie-
tario, entre as duas linhas do Pocosecco,
e do riacho do Calle, com a dedaraejio
de (pie se fosse paga aquantia, pela qual
Io leita esta venda no prazo de dous an-
uos, (icaria ella desl-.ila, mas qUP o refe-
rido (libson teria o direito do mediroutras
t.inias bracas em outrolugar, que bem
Ibe conviesse nos referidos engenhos, ou
de hcarcom cinco ;nta nos pontos deter-
minados, que sao as extremas de Jurssa-
ca com .!liliqueo a. E como Ibe consta
que dito coronel pretende vender oenge-
nho Jurissaca, protesta desde ja' fa/.er ef-
lectira esta condiroque heexpressana
cscrptura pelos meios legaex.
.........,..,.... .. ... ..... ..,,.,...^..
O Emcasa de EduardoH. Wyatt, ^
@ Liado Trapiche .Noto n. IS, ha -!.;-
:'; para vender : ;];
;' I pianoforte, novo e elegante do ;'{:
-,.; fabricante .llamado em Londres. ;';
;;;- Graxa ingleza n. 07, de Dav .V .'.;
M o lin. .;'-
'linl.i de esrrever do fabricante
Arnold.
Tintas em oleo di
Cabos da Russia.
Crystalleria.'
Agurdente de Franca em bar-
ris.
Vinho Scherry dito.
Eructas em conservas inglezas.
Pap I pina cutas.
Livros pai a copiar dito.
Candieiros de candelabros
5* bron/.e.
'i Ac<) em
--Sr. acadmico Leandro Francisco Boi
ges lem carta viuda deSergi.c na ra do
Crespo n. H3, aonde podera procurar.
a-se um l Millos rs a premio, sobr seguranca do beos de rail ; na ra de A-
pollo n. 23 se dir quem quer tratar.
- i.hapeos de palha escuros e claros di
abas largas, tanto para seuhoi a como par
meninas, vendem-se eui casa de J. Falque,
ra do Crespo n \.
Terieu-seo meio bbetc, da pmneira
lotera de Nictberoy para a ronsirucrjiio de
urna praca aaquella cidade, do n. *J>i, per-
lencenle ao br. Joo Nepotnueeno Oias re -
iiandes.
Compra-se urna secretaria para Bestia
torio, que esteja era bom estado : na rua da
Cruz n 34.
A fe-la do No--,i Seuliura do l.ivraiueulu da
Villa de Ijuarasu lica mdala do da _" para o da
I) do prousaa n,./. Je levereirn por anda sean te
rem podido olil.-r as.f*rnola*.
lua do Queimado n. I.
Na leja de Gaspar Antonio Vieira Cuima
raes existe um completo sortimento de bel
bolinas de cor e prelas, proprias para ve
tuanos de mascaras por piejos commodos,
alem desta fazeuda ha outras muitas por ha
rato preco, assim como seja, atoalliado cun
7 palmos de largura pelo diminuto preco de
1/300 rs. a vaia.
Ycnde-so una negra crioula de idade
lie -20 anooSa enguinnia, ozinlia o diario de
ama easa e lava de varrella e sabo ; para
ver-se na rua do \ragiio n. 20, c para tratar
se, na rua da Cadeia do I'ecifcloja n. -Ja.
Urna mullicr de bons coslumes se offe
rece para ama de casa de homem solieiro ou
casa estrangeira : poste ser procurada na rua
de Santa Thereza, csa junio a taberna da
quina que vai para a rua do Poeiiiho.
- Karlholouieu Franei.>eo de Souza lendo
o annuncio dos Srs. R. C. Yates A C no Uta
rio ii. 17, em quexdiz ser siim-ute ver ia.leiro
o Xaropedo Bosque que se ;l1'1'1 **- *- "
JJa (J*-*w.-cto ne Jos da l.ruz Sanios,
onde (.;i deposito o Sr Mauoi-I Alves t.ucrra,
que recebe delles proprietarios, declara ao
publico que naoduvida seja lalso o TsMBn
do Bosque que t.iuibcn vende em sua botica,
mas assevera que ello foi Comprado aos mes
mos Sis. lt. C. Vales o; C, do Um do Janoirc,
comoprova o documento abaixa.
Kio de Janeiro 8 de agosto de 16o6.
ti Sr. Itarllioloincu Francisco de Sou/1
comprou a Ii c Yates m C. .
4 duzas da ga'n.fas com Xaropedo
Bosque a 51/00U........-Jlh^"'!
6 duzisjs de opilas garrafas com \a-
rope do Bosque a 'TiOOn .... I63|0<)n
Ria.... 3780';
Kecebi o importe cima, do Si Antonio
Joaquim Vieira do Carvolho.Itio de Janeiro
8 de agosto de 1856 Por R. C. Yates & C,
Jos l'aulino Baptista.
Fugio do engenho Barra do Matapiru-
ma ao amanbecer do dia quinta-feira 8 de
Janeiro, um mualo de nome ll ma... bem
claro, baixo, grosso,cabello carapinho, olhos
bastante grandes, principiando a barbar, pe
as, ps o nariz grossos, pode ler de idado
94 a S5 anuos, Cm vestido com duas calcas,
camisa de madapolo. j.iquela. c chapeo dr
baila brancu, foi ate co n um olho luchado
lo una pancada : quim o pegaiclevo ao ditu
engenho ua villa da Escada que sera bem re-
compensado.
Tndo Francisca Xavier Cavalcanti Liu.*-
comprado o meio bilhele n. 1*33 da lotera
que deve correr sabbado -21 do corrente, e
sendo desencaminhado, roga ao Sr. timsou-
rciro das lolerias que iio o pague, caso
sabir premiado, scuo a pesso cima decla-
rada --Boa-Vista 99 de jane ro de IH57.
Ka rua da Mangueira n. 8 precisa-si
de urna boa ama c engoinmadeira, e tambeiu
de utna lavadeira,
-- O Sr. capitao Antonio Mari d", <~slrv
Helgado tem urna carta viuda de Macelo, na
ruadoQucimado n 11.
--- Vende-se ama mulata do -2-2 anuos de
idade, bonita (gura, de boa con lucia, sem
vicise achaques, o que se allianc, sabonera
lavar e engomraar muito bem na rua da
Cloria n 53.
C VST A MI AS
chegadas no ultimo navio do Porto: vende
se no ariiiazein da travesea da Madre de Heo-,
n. 16.
I
O
o
@
.*' *

&
'-

' varia* cores.
. .
nan a
pala Huillas de

-...-
o
1PO.IUC..
Participa-se aos sanhorea de engenho de.
Ipojuca, que lem procurado recebar os cx-
emplarea queacabam de sabir do prelo, pin
parte do Sr. Antonio (arlos Pereira gos i'oiirc de l.eao. acerca da famosa ajana.
tao de divorcio que cunta elle suseitou seu
ogro o Sr. Antonio de Siqueira Cavalcanli
do engenho Marlapagipe da villa dn Cabo,
que de bom grado sao satisfeilos. ili.'mn
do-se mandar busca-los, do meinoravel .
luctuoso dia -29 ile Janeiro em diaule, nuen- ,
genho Montevideo ua mio do lllm. Sr. coaa-
meodador loaquim Fraucisco Paes Barrajto
Entretanto roga-se aos ditos seuhores que
leuham lambem a bondade de ler os iolbe
tosespalhados por parle do Sr. Siqucii.i N-u
denles ao mesmo assumplo, para quo melhoi
possam ser juizes severos enlrc essepal- .-
aqoelle muido, lie fscilimo cncontrar-s'
os olbetos doSr. siqueira em cada cnilu.
mxime em niSo de pessoas, que faonn de
ae Iludir nao pod rao se admirar de tanto
cynisiio, e nem saberSo distinguir o venia
deiro do falso, porque desees Ote reecbera
certame iie o Sr. Siqueira a senicnra de sua
propria c jndetr.iunjao !
- Noescriptorio do agnle Oliveira ex-
is'e urna carta dirigida ao Sr. Frarteiseodfl
Paula Pigueira de Abreu, viuda da Europa
pelo vapor hamburgus Teutonia.
AOSSENHORES ln J KM.MMIli l"|i VIKi
l'or eiieiiin lanciiis que ippaiec- rain lisie
pendentes de noss i vonl ide, n.io podoram
ficar promplos oejemplares dos negocien
carro.
Eixos ]i .i
a CHITO.
vi? Chicotes para dito.
Ceblas novas
.-, e Burgos, para que fossein dist
'.'". dia 15, como iinhamos annun
de divorcio entre osSrs. Siqueira Cavalcanti
tribuidos io
ni lado. Mas,
como hoje concluio se a mpressao, e luan.
encadernar-se, p. lindo a. ilesculpa de nata
talla tao involuntaria, rogamos aos refer
dos scnliorcs de (ignarcni se maiulai rece
be-Ios o i.-bo, i; ii- abi iiil.HiveMieiitti j-
charo em mi do lllm Sr. Mainel jos.- a>
... Sanl'Anna Araujo, de 99 de Janeiro em ui
Vendem-se no annazem do Annes, de-)ante, desse da lgubre, naiversario de
fronte da escudiuha da alfaudega. lerrivele fatal roubo qneo Br. Antonio de
Precisa-sede doul olficiaes deca- Siquoira Cavalcanti, exerceudo a maislgno-
deire.ro para a cidade da Babia: a tratar ^il vinganca, fes ao Sr. Aotooio Carlaa iv
i .' .' ivir de Bneos Punce de Lctu, desua mu-
do ajuste na na da Crus n. 1, escriptorio ,her e de seu0, lies fibinhos... loge de lodo'
de Antonio Lili/, de Oliveira A/.evedo.
lies

MUTLS150"

".*.
-



DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA ", DE IANREIO DE 1R7.
& CONSULTORIO CENTRAL 110- &
$ HEOPATHICO. kf
.;',j Ra de Santo Amaro (Mundo-No- @
.vi vo) n. t. :.:-
$ O Mr. Sabino Olegario l.it.lgrro Pinho, ^,j
iie vulta de >ua vinoem o Km de Janeiro, ^JT
vS continua a dar consultas lodos os da uleis, S?
tj da 8 hojas da manhaa, a- 2 da "arde. |"
O* Os pobres.io medicados srsloilamenle. .
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Estabelecida cm Londres, em marco de 1824.
Capital chico milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tero a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
a quem mais convier que eslao plenamente au-
lorisados pela dita companhia para effecluar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
tAiha e igual menta sobre os objeelos quecontiverers
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou
em (azendas de qualquer qualidade-
Aluga-se a ulica casa de vender plvora, na
eidade de Ohnda, com bom sitio, baua para capim,
boa casa de viveuda ao p : quero pretender dita
rata dirija-se a rna do Vigario o. 31.
l'iwM-.i de mu bom criado e paga-se bein
agradando o servico e comporlamenlo : a tratar nv
campo do Hospicio junto ao quartel casa do desem-
bargador Meudts da Cuoba.
$*# @$
DEXTIST4 FR\i\CEZ. I
9
Sg Paulo Gai.'noox, de volts da saa viageru *,
.=? ' =5 ici a qualquer lioia. ^>,
Os deveduresde Jote llias Simoes.Cruz & Bus-
ios e Cruz & Gomes lenbam a bonddde de manda i
pasar os seus deudos aos abaixo assignados, por se-
rena ellos os donos dos referidos debito*, os mesmos
abaiio asonados desejando ultimar esta cobrauc*
na melhor armona esperam que lhe salisaro 10
conlas indepeodenles da publicando de seus nome
niel'.s judiciaes quese vento na necessidade de em-
oreaar na i illa do referido pagamento.Jos Alves
da Silva uimar.te, ra doCaboga' n. I II. Fran-
cisco Jos Alves (Juimaraes, ra do Queimado o. 33.
% I'ARA C.ONSERVACA'O OS f
5 DENTES. ig-
y Vende->c pus e asna dentrilices: na ra &>
; >ova n. 41, ni casa do dentista rancei 9
"~SSt Haulo Gaignooi. ;
Precisa-sede urna ama que tenlia bastante lei-
10, anula mesmo sendo escrava: no pateo de S. Po-
dio d.|23.
Escolas
IT/.ZOL.WA PARA CHIRAS D'ARTB.
Este material, que he de urna grandfe im-
poitaiicia nos cementos, e de u.ti mereci-
mento sem igual tas obras hydraulicas, est
lendo um consumo extraordinario nos ca- .
nimios de Trro, principalmente ntquelias dara, conforme seu annuncio
obras que lem de estar em mais imincdiato
remado com as aguas acciJenUes ou cor-
ocnles.
Umeio da da Europa, sobro ludo, tero se
fornecido da puzzulaoa da Italia e dos Acu-
res, a deste ultimo rchipelago &u bine tilda
a escrupulosas experiencias em Inglaterra
no arsenal leal de Woolwich em jubilo de
1830, peloSr. caplto de eugeoheiroR lien-
fique Scolt sol) a direccSo do seu chele o
bein ronhecdo escriploi coronel W, Red,
foi julgao precioso olemenlo abundante
em osido de ferro, que entrando com a cal L
na proporcSo de 2 para t compunlia um va-ieS*,e,a,n,s Pcl val101' San-Salvador :
lioso cemento. jos premios serio pago* na mesma loja
J- i. de Oliveira Machado Jnior coin,cima, de conformidad
agencia commercial entre Portugal, Acores,
Brasil e frica occidental, 133 ra Augusta,
0 scnlior admidislrailor da olaria do
engenho .iqui, ou s-u proprietario, quei-
ram appareorna padaria no paleo da San-
ta Cruzo. 35, junto ao sobrado, para trata-
rem da lenha que se precisa na mesma pa-
Lotera do lio
de Janeiro.
Na |rara da Independencia n. VO,
acham-se a' venda os novos bilhetes da
lotera t para construcco de urna pia-
ra de mercado daquella corte, que deva
convino da 17 do presente; as lisias
m&.
JO
CASTILHO.
Do da 7 de Janeiro em diante eslo aberlas as Ir
escolas desta capital, pelo encllenle metbodoCas-
tillo ; pelo q u i i a voz publica se ha pronunciado
pelo orgao da iropreus;! pernambucaua, mereceudo
particular atlencao a escola de meninas, erecla na
ra do V'.gario, casa do linado Silva Companhia, nao
; porque oes escola se eusinain to ios o primoro-
ioi bordado", e mais lavoresque se possam desejar,
com porque a chuna professura eslaudo sendo lec-
iouad.i na graininalica nacional palo eximio profes-
ar o Kvm. Sr. padre meslre Varejio, se tornara'
mais um precioso hrilliaue que ornara a coroa lute-
rana do Eim. cunselheiro Sr. Dr. Caslilho.
Precisa-sede urna ama de lete, que
o tenlia bom, eseja sadia, paga-te bem :
na ra do A[>ollo n. 22.
PiadaaVM alujar duas amas forras oo captivas
pira casa .le familia, quecotinhem eeugommcm: na
ra da Cadeia do iiecire luja n. 60.
Seguros contra
o bgo.
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Para effecluar seguros
sobre propredades, mercaduras, mobilia
e gneros de quasi todas as qualidades.
I'remio de 0|8 ate 112 por cento ao anuo,
agentes C. J. Astley & C. Em conformi-
dadede oidens ltimamente recebidas,
os agentes acliam-se babilitados a tomar
risco contra fogo, e sobre gneros de ex-
portado, como sejam : algodo, assucar
ou cornos, depositados em trapiebes ou
armazens particulares, em Macei, Jara-
gua' ou Parahiba do norte : agentes C.
I. Astley &C.
O abaixo assignado lecciona primei-
ras lettras, latim e francs: na casa n.
58, da ra Nova. Jos Mara Machado
de Figueredo.
Precisa-sede urna muttaer portugneza
de meia idade, para ama de urna casa de fa-
milia, com posta de 5 pessoas, dando liador
a sua conducta : nos Coelhos, ra dos Pra-
zores d. 14.
--- Da-se 9S0#00a a juros razoaveis, com
penhores : na ra da Praia n. *3, secundo
andar.
Lotera da pro-
vincia
08r. thesoureiro das loteras manda lazer
pubbco, que -c acham a venda na ra da Au-
rora n. 6, primeiro andar, bilhetes, mcios
o quarlo, da lerceira parte da quinta lote-
ra do Gymnasio l'einambucano, cujas rodas
nmlam no da 24 do crrente. O mesmo Sr.
thesoureiro manda declarar ao respeilavei
publico, que existe granJe quanlidade ile
bilhetes, muios e quarlos cima, a escolha
dos senliores jogadores. Ihesouraria das
loteras 1(1 de Janeiro de 1857.Jos Janua-
rto Alves da Maia, escrivao das lotcrias.
Lisboa, fornecedor de puzzolana para as li-
nhas frreas de Poilugal, repartQfio das
obras publicas de Lisboa, e para dillerentes
pomos de llespanha, propoe-se l"u|rnccer o
mesmo material a quaesquer emprezas de
obras publicas ou particulares do; imperio
do Brasil, piomplilicando-sca remoller pre-
viamente amostras a quem as solicite e a
por por piegos razoaveis em qualquer porto
oo mesmo imperio quaesquer encoilimendas
que se lhe facam sempre que cada remessa
uaoseja lulenor a 200 metros cubioos de
material.
Toda a correspondencia e propostas sobre
o assumpto devem ser-lhe dirigua| a sobre-
dita agencia commercial 155 ra Augusta Oe
Lisboa, ou a admiiiislrncdo do Diario de
i'ernambueo, praca da Independencia ns.
6 e 8.
- Precisa-so de urna ama que saiba co-
zitihar, para una casa de pouca Lunilla : iu
praca do Corpo .lano n. l".
Precisa-se de urna ama que saiba bem
engomniar : quem pretender, dinja-se a ra
do Collegio n. 1, armazein.
Pergnnu-se a quem saiba respoiider,
se as malas puUencenlus ao engeulio Bur-
ailm podeiu sur desfrutadas por urdem do
administrador, consenundo <|ue uellas se
tacaui madeiras, npas, carvao ele, aullndo-
se aquelle engeulio e seus peilences emba-
gados ou peulioiados, segundo se diz.
Precisa-se de um cozuheiro : na tra-
vessa da ra Bella n. 6.
O administrador da coebeira da ra da
Cadeia n. 12 avisa a todos os Inguezes que
estao adever em dila coebeira cuntas tra-
zadas do anno p. p.,ienham a boudade de
vir salda-las. uma vez que vai dar baianco
oestes oito das, eaquclles que dexarem de
o fazer, talvez iguorem sua conla. por isso
uepois dos oito das sera publicada peio Oa-
no urna relacao de todos os devddores.para
que nao se cliamem a ignorancia. Oulro sim,
o mesmo administrador esla resolvido dora
em diante a servir aos seus fregueses coui o
abate de 20 por cento no aluguel de seus
carros e cavallos, com tanto que receba logo
o dmheiro a visia. Recite 1 de Janeiro de
1857. -- Augusto Fischer.
- l'recisa-se de um homem porluguez,
dos chegados ltimamente uo Porto, que
saiba le e cscrovcr.e queira servir de cai-
xeiro de um engenho perlo da praca : a eu-
lender-se com Antonio Prieto, na ra da
Praia armazeni a. 3.
Mana de Oliveira, subdita portugueza,
relira-se para a Europa.
Fugio no da 19 do torrente um pardo
de nonie .Manuel, dade 30 anuos, estatura
regular, pouca barba, levou veslido calca
e camisa branca, e chapeo blanco de baela :
roga-se aos cap Ules de campo que o pren-
Jam e levem a ra estreita do Rosario u. 31,
jue se recompensara com 509 rs.
Precisa-se de urna ama para cozinhar :
na ra da Lingoela n i.
Precsa-se de 800/xs. a premio sobre
rryptneca em um sitio no tleinedio na es-
irada de Bomgi : quem quizer lazer este ne-
gocio dinja-se ao :nesmo silio, a tratar com
o seu proprietario Caelano bapiisla de Mello;
o mesmo proprietario faz todo o negocio
com o siiio.caso baja quem o queira comprar.
Precisa-se de uma ana quesaiba cozi-
nhar e fazer lodo o servico de uma casa : na
ra da Concordia, casa da esquina confionte
ao becco da liamella.
Luiz Lucien Paulain, socio gerente da
casa commercial de Letellier & t.. retiran-
do-se para a Franca, dcixa como procurador
encanegado dos negocios da mesma, a
Jos de Aleiiquer S. do Amaral
O allaiate Lucio, na ra da Cadeia
do Recil'esobrado n. Vil, precisa de bons
olhciaes deseiiollicio, costureiras e igual-
mente de um bouiem para coutra-mestre.
e aos nossos in-
nuncios.
Precisa-se de uma lavadeira para
lavar roupu de uma grande familia : na
piaca da Independencia ns. (j e X, l-
vrara.
Precisa-se para uma casa estrange-
ra de pouca familia, de nm bom co/.inliei-
ro, de urna ama secca e d'. urna perfeita
engommadeira, paga-se bem sendo lodos
peritosefiis: a tratar na roa do Torres
a^ ."8, segundo andar.
Cnmpram-seapolicesda divida provin-
cial: na ra das llores n. 37, primeiro an-
dar.
(.ompram-se escravos que sejam sa-
dos e folies, proprios pan ariuazem de as-
sucar: na ra de Apoll. n. 22.
Compra-se para nina encommenda
"> molequesde la IX.ninos de idade:
na na do Collegio n. 21, priir.eiio an-
dar, das I (t lioras a*s 7, da larde.
Compram-se escravos de 9 a 35 anuos:
na ra do Collegio n. 21. terceno andar.
Em casa de Eduardo II. Wyatt, ra do
Trapiche novo n. 18, ha para vender 1 pia-
no forle e elegante.
Ra "ova n 5-5.
Madama P.o.sa Hardy vende ricos enfeites
de caneca para senhora, do ultimo goslo por
pceo commodo, e chapeos de crep enfeita-
dos com llores, pelo preco de s^floo rs.
ISea-c0.
-.?.
O Dr
9
.:
i
m
Os abaixo assignados, com loja de ourives
ra ra do Cabug n. n, confronte ao pateo
da matriz e ra Nova, f/azem publico que
estao recebendo conlinuadamente as mai-
novas obras de ouro. tanto para senhora
como para liomens e meninos : os prcros
continuam razoaveis, e passam-se con'tas
com responsabilidade, especificando a qua-
Iidado do ouro de 14 ou 18 quilates, licando
ama sujeitos os mesmos por qualiiuer du-
vida.Seraphim A. IrmSo.
O nico preservativo contra a caspa
que ale agora tem apparecido, tem a vanta-
gem de preservar da caspa, amaciar o cabel-
lo, e lambem Ungir o mesmo : na loia n i
da ra do Crespo.
>"a ra do Bi um no Recife n. 22 no ter-
eciro andar precisa-se de uma ama que sai-
ba lavar o cngominar, anda mesmo que
naoseja perle.tamenie, preferindo-se mesmo
escrava paga-se bum, a tratar no
andar cima.
Aluga-se urna casa calada e pintada de
novo com escolenles commodos para fa-
milia, Mulada no principio da Tone o per-
tenecute ao Sr. Arantes : a tratar na ra Ve-
11)3 II. _' i.
Isabel Varia de Figuairedo, professora
particular, emdcnovoaberlo S... aula narul
da (.ouce.c.ioda Boa-Vista n. m, e Onsina a
ler escrever, contar, coser bordar de seda
e de ouro, esmerando-se como sempre no
diantameuto desu.is discipulas.
Tirar (lentes
eoa bom estado he destru-
ir de&fortuozear a phi-
sionoiuia humana
Jos Anaclelo da Silva, dentista e sangra-
r'ie S1r Procura(l0 qualquer hora na
ra da Gamboa do farmo n. 20, para san.
fafdo, LT de"tes> chumb" Senlesf".
rados, separar bem os da frente e applicar
ventosas tarjada* pela atraccao do ar ; tm-
Tr/r d0feS deden^a qualquer pe -
soa que for em sua casa, ou tira-os bem en-
r1?.??: ?! oaingos, na ra da C-
pparecido nesta eidade, e muito
propno para aplacar oo destruir as dore!"de
d!dPes'que,mu,t0 alor'''enlam a humani-
aade tea pos denlercivo e tnico para com
Preferencia hmpar perfeiamente s denles
stm aiter r o marmorc polido, Ibrtal ce as
gengivas c as cora do um bello rusa Jo, pre-
,"!" Tao Prg'so c dores do denles, e
oeixa a hocca uma frescura e alito mu
Pedro Antonio Cesai,
medico pela Faculdade de Medi- $f
& cia da Babia, tendo cliegado a es- @
ta eidade, participa aos seus ami- fgt
gos e ao publico desta capital, que ?
esta" piompto para exercer as f|
funeces de sua prolissao, e pode A
ser procurado na casa de sua re- $
sidencia, a' rna Direita n. 100, 5$
% secundo andar.
A pobreza tem consultas gratui- 'i-
$i lamente, das f a's f horas da -;;
^ manliia. _,-.
Attencao.
R. C. Vates o; C, estabelccidos no Rioida
Janeiro na ra do Hospicio n. 40, vendo um
annuncio publicado em urna das folhas de
Pernambuco pelo Sr. Bariholomeu F. de
Souza, prevenindo ao publico que o verda-
deiro Xarope do Bosque s elle he quem
vende, previnem ao mesmo publico que o
nosso xaropo he remellido do Ido de Janeiro
pelos proprietarios cima, ao Sr. Manoel Al-
ves Guerra, e este Sr. fez o deposito pa-a ser
vendido na pharmacia do Sr. Jos da Gruz
Santos na ra Nova n.53, nicos por nos auto-
risa Jos para venderem o nosso verdadeiro, e
mais prevenimos aos senliores consumidores
que ha perlo da cinco annos os rollos col-
lados as garrafas sao assignados por llenrv
l'rins, couiu procuradores dos proprietarios
acuna Itio de Janeiro 13 de janeiio de 1857.
p. p.It c. Vates 4 C.llenrv Prins.
Continuam a estar a disposicao dos
compradores as mais superiores loalhas de
puro linho lisas e adamascadas, assim como
grvalas de seda a 1/ rs : na ra do Crespo
loja n. 16. '
Aluga-se um cscravo para fazer o ser-
vico de urna casa de pouca familia a Iratar
na ra da Cadeia do Itecife n. 44.
Quem livor alxuoa canoa a berta que
admita de :iO a 400 feixes de capim, que
queira negocia-la ou aluga-la, appareca a
ra das Cruzes n. 20 segundo andar, que ahi
achara com quem tratar. .Na mesma casa se
compra uma ou duas vaccas de leitc que se-
jam lounnas, ou quedeemleila em abun-
dancia.
Precisa-sede um caixeiro para taber-
na que lenha alguma pralica : a tratar na
ra das Aguas-.Verdes n. 28.
Aluga-se uma escrava para o servico
diario de uma e-sa : quem a tiver e quizer
alugardinja-searua da i.ruz sobrado n. 23,
que achaia com quem tratar.
.Na ra d'Aurora n. 58 segundo andar
contrala-se a venda de um cavallo russo,
oom, nuvoe carnudo.
Ft-ITOR.
-No engenho de Santa liosa, l'rcguezia da
Luz, precisa-se de um bom leitur para o
campo : a tratar no mesnao engenho.
Alien a o.
Hap de Lisboa.
Vende-se rap fresco de Lisboa : na pra-
ca da Indepeiideiinia, loja n. 3.
VENDEM-SE
cobertores de algodao adamascados de supe-
rior quahdade e por commodo preco- no
escnptorio de Antonio de Mmeida Gomes,
na ruado trapiche n. 16, segundo andar.
.Ni escrptoro de Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo, ra da Cruz n. t, vendem-se
vidros de urna onc.a, meia e duas.
Vende-se doce de caj' secco muito
claro, doce de mangaba, abobara.jalea muito
superior em copos c lalas, lambem prepa-
ram-se bandejas de bolinhos por muito com-
modo prego e muito bem arranjadas, lam-
bem se laz ramos e flores de alliuim, doce
de ovos, pastis de nata, arroz de leiie, jalea
substancial : na ra Direita sobrado n. 33.
Vende-se a bem afreguezada taberna
da ra da Hoda n. 18 i a tratar na mesma.
V ende-se
no escriptorio de Antonio de Almeida Gomes
na ra do Irapiche n. 16 segundo andar, o
segumte, por commodos precos : enxadas do
ierro sortidas, lio porrele, panno de linho.
loalhas de panno de linho, sebo em caixas
de arroba, ludo do Porto, e archotes em
caixas.
Vende-se sahao de superior qualidade,
fabricado no Rio de Janeiro : no escrptorid
de Antonio de Almeida Comes, na ra do
Trapichen. 10segundo andar.
Chales
de touquim a
24#000 rs.
Xa ra do Queimado n. 21 a, veudem-se
chales de touquim pelo diminuto preco de
215000 rs., grosdnaple preto a U800, 2#OOo
29300 e 81600, este ultimo tem quasi vara de
largura, fazenda o mais superior que tem
viudo.
ATTENCA'O.
\endc-se uma bonita negra moca com um
nio do 12 annos, ambos pecas : quem os
pretender d;nja-se ra dos Martvros n.
1, que lase dir.
Vende-so cm Nossa Senhora do O', na
ireguezia de Ipojuca, um casa terrea com
irenle de lijlo e oitOes sobre pillares, com
um grande salao e cozinha pnxada fura,
dividida em duas salas e uma alcova, urna1
das salas lem excellenle armarao propria I
para taberna, muilo boa por ja estar afre-
pue/ada, ser edificada no paleo da feira e
ter tres portas de (rente : o prcr-n he 1:000.>
O Gl AP.riA-LIVItns BIIASII.EIRO, ou arte
da "scripiuia^ao mercantil apropriada ao
commercio do Brasil : vende-se na ra da
Cadeia Velha n. 22. Prpco SyDOO.
13*504
Vende-se cal de Lisboa ltimamente che-
ga.la, assim como potassa da Russia veida-
dena : na praca do Corpo Santo O. 11.
Vende-se por menos do que em ou-
tra parle, cera de carnauba e velas de com
posifiio : na ra da Cruz n. 3i.
Cimento braneo.
Hechegado o excellente cemento blan-
co ja bem conbecido e experimentado,
tanto em barricas como as tinas: noar-
ma/em de taboas de pinbo de Joaquim
Lopes de Almeida, na praia de San Fran-
cisco, junto a ponte nova.
<>bras de marino re.
Basto & Lemos, na ra do Trapiche n. 17
lem para vender as seguintes obras de mar-
morii : estatuas, pias, (legraos, pedias qua-
Iradas e oilavadas para consolos e mesas
de mcio de sala, o lijlos marniore, ludo
por prego commodo.
Superior eal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
arma/.em de Novaes 4 C, ra da Madre
de Deosn. 12, por preco commodo.
^elogios de patente
o preco de 1/500, Sf50, f^d!MrJA
ia do Queimado loja de s.s.?E01
. caileinnhas para >Mtnaa^ao|rr.
.nemas mais modernas que'se8 po,;
r- i, mete* com todas as iciir.s d
FITAS DE VELDO.
Vendem-sc litas de veludo pietase deco-
res, estrcitas e largas, lisas e aberlas de mui-
to bous gostos, pelo barato preco de 160,
320, 400, 500 e 600 rs., na ra do Queimado
na loia de miudezas da boa fama n. 33*
BANDEJAS FINAS E BARA-
TAS.
vendem-se bandejas linas e de arios l-
mannos pelo haral
39300 e *.- : na ru
miudezas da boa fa
C;n t is |i ia josrr,
Vendem-se baralhos de cartas franceza
muito finase de bom papel a 500 rs. o bara.
Iho, ditas portugiiezas muito linas a 320 rs.:
na ra do Queimado na loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Bonecaa francezas.
Vendem-se boneeas francezas ricamente
iSli?*8 e de Vi,rias 'qualidades a 15200,
1-600 e 2, na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
Escovas de todas
fladcs,
Vendem-se ricas escovas ingle/as para
roupa, o melhor que pode haver e de nova
,n7!"' .J! d'laS francezas mu'lo boas
a 15, 19500 e 2.-000, ditas para cbelo incle-
zaserrancezasa 15200 e 25, ditas para den-
les inglezase rranoezas a 400, 500 e 600 rs
ditas para unhas dita dila a 240, 500 e Is, e
ouirasqual-dades mais baratas, que tudo se
vende na ra do Queimado na bem conhoci-
da loja de miudezas da boa fama n. 33.
Chapeos Basto & Leaos, na rna do Trapiche n. 17,
tem para vender chapeos de palha do Italia
dobrados esingelos, para homem, meninos
e meninas, chegados ltimamente de Geno-
va, c por presos commodos.
VENDEM-SE CAPACHOS
pmiados, compridos redondos a 700 e 800
rs ; na ra do Queimado loja da boa fama
n So.
denlos e lunetas de todas
as qualidades
jn\e"fom-scJsuPer'Ofes culos con
ue trtaro a i^j. ._ .. .
Boa fama.
Venden se superiores muras par* rondu-
go de roupa. cm viagem, pe.o sr p"?o
t?*2 Umai 'heteiras coa
lodos .s vidros necessarios a 21. ricas r.rv
leira, de Jacaranda e n.opno par. se ,-srre-
ver e guardar lodos os VcnJce', prjto,
para viagc, 8, .o. 1:toci(l, ^ ^ .
.cuas riqu.ssimas de Jacaranda con. os "-
; Kfif." *>. *' b' Pp," rnu.lo linos pa-
priospar.crIan(.1,souparasi;i!>.
---------- cv^lu ajana
if, ricas cruzes de cor-
as
qual.
"flczcsdeouro, desabnete edevidro: !^h5!ttE2SgZ2&
rs. : quem a pretender dirija-se aquelle lu-
gar a tratar com o proprietario, ou na ra da
cadeia Velha n. 33 loja (no Itecife).
Vende-se u n rico e novo piano de ar-
mo, o melhor possivel; na ra da
antiga ra do Cano u. 38.'
Paz,
n agra-
mo
mesmo
A pessoa que procurouoSr. Joflo liap-
ISla de (.ampos para comprar o esclavo Joa-
t
quim, que disse eslar no seu poder,
cerne aosr. Dr. Antonio Carlos de almeida
e Alluiqiierqiie, queira por obsequio dirigir-
se a ra da Cruz n. M, primeiro andar.
icZ7 iX rifado siti.. na Passagem da Magda-
cnado a. J dojl., .orre com a primeir.
lotera da corte do Rio de Janeiro, no oro-
tu'i1.n0V,:rP'r"'s" MWrni sulficientes
i. les ;na confeiurl. defronte do th cairo
wlho,e praca dalndedencia loja das lolerias
i^"n i Pedr I:leulcr'0 Caiboza de Lima
lem carUs ymdas do llio .le Janeiro : procu-
re na estrada da Torre, sitio do Dr. tinto.
,u!7,A"t"n"Ma,caI ,iiiCsta Albuquerque
eclara q,.e desta data em diante asignar-
m h ,r"0,,Do,n,!n6os da Costa \lbuquer-
ue.ltecire 21 de janciro de IS7.
Io7ni|,S SrS (;y)nano Lui>= I* Paz na ra
aas asases
polheca em casas terreas nesta eidade
Da-se dmheiro a juros,obre penhorr-s
de ouro e praia, em pequeas e maiores
^anl,as:naruadaViracaoH -.esa terrea'
I rccisa-se de urna nessoa que se en-
*SS"f^ a,8Umas c,,|,ra"Cas nesta praca,
dando dador : a tratar com .Manoel Firaino
rerreira, na ra da Concordia.
pass.porte e
folha corrida.
Rna da Praia n. 43 primeiro andar.
niaudino do Reg Lima, despachante pela
lira passaportes para
As pessoas que tem procurado obter os
exemplaresdessa monstruosa questao de di-
vorcio entre oSr. liurgos c o Sr. Siqueira
em nomedosua Giba, senhora Jo reierido
Sr. liurgos. e que se Ibes lem promellido,
nao os recebendo de 29 a 31 do correte, sao
convidadas a mandar receber n< ra do -
vramenlo n. 8, em casa dos negociantes Co-
elho iV Almeida.
Arrenda-se o engenho OitsirSo, sito na
comarca de santo Antao, perteucente a Isa-
bel Mana de Mello, por na cont e duzen-
los annual, e tambem se arrendar por um
cont de res, obrigando-se o rendeiro a al-
guns concertos : os pretendentes dirijam-se
ao mesmo para tratar.
Lotera da ppo-
vinci '.:.
Corre sabbado iX do corrate.
/*. .i L'iyme-
Thomaz A. Ramos tendo de rotrar-se
breve para fora do imperio, vende os bens
que possue em Medelin, na provincia de
bastello Braneo, reino de Portugal, constan-
tes de tapadas, vinhas. olivaos e cearas,
tendo duas ou tres casas de vivonda, um
moinho, lagar etc. : a informar .rom o Isour-
KaMoa ruada Cadeia do itecife.
frecisa-se
segundo andar
igenea de
reparlicao da polica,
denlro e lora do
com p
cellenl
da ra
corredn
P re ten
dono i
Sampa
Faustino Carneiro de Sampsio por f
ment de sua mana D. Uarianna Hermoge-
nesdaConeeico Sampaio, mudase para o
do Sanio Antonio, ra Direita n l.
lugar um primeiro ou
em qualquer na do
lauro de Santo Atonio: n prar, ,|a
Independencia ns. n. eS, livraria
Mrf S^^ M"M 'v^^a
S N 13, RA DO ENCANTA- *
MENT N. 13.
Itiriijitla
(2l I'EI.O UIKIR
PIRES RAMOS JI.I0R.
A cllicacia dos raedicampiilut liuineopa-
ilucos dciieiulr de toa boa arepiracao, d
zel ou dsvello que se emprega nult mis-
ler. e l.uiiliem dos conlicciiiipnlo- phanriH-
codynaraico quesedeve. ler deiU mediei-
na. Inrlaiilo ueste iiovoeslabeipninenl
lem lulo quanlo for neces-ario para seu
aso. I .mi., em slubulus, com > em tinturas
eiMim lambem rarleira. de diversos lama-
nhos, tubos avulsos, etc., ele. Os prcros
silo os iimi- rniiihcos poMiveii.
i
i
1
i
I
1
Sedas de
qiadrosmiulnhosa l.^rs.
o eovado.
Na ra do Queimado n. ai a. vendem-se
sedas de quadros miudinhos pelo baratissi-
mo preco de ISOOO I dao-se as amostras
com penhores.
Las de quadros
a 640 rs o eovado.
Vende-se ISa e seda dequadios : na ra do
yucimadon. -Jt \ d3o-se as amostras com
penhor.
Gorgurlo de
quadros a 900 rs.
Vende-se na ra do Queimado n. 21 A gor-
gurao de quadros de lindas cores, dao-se as
amostras com penhor.
Na ra das Cruzw n. 33 segundo au-
nar vende-se urna escrava crioula de 20 an-
nos,grvida de quitro mezes, que ongomma,
cose chao, cozinha e lem muito boa con-
ducta, e um escravo de nacSo, boa (gura,
propno para todo o servico.
\ende-sc um carneiro com andares,
propno para um menino montar : na estrada
deJoaorernandesVioira.sitiodoSr llallidav.
Vende-se uma mulata moca que lava
muito bem, coa bom corpo para o servico
de campo ou outro qualquer, sem vicios nem
achaques : na ra da Cruz do Itecife n.
primeiro andar.
Vende-se um guindaste portati1
ferro, que pega em !>0 a 10(1
com lodos os seus pertences, por preco
commodo: na na Direita u. lili.
Aviso ac
Vendem-se rodas de arcos de
vendem-sc a preco razoavel, em casa de
AugiisloC.de Abreu, naruada Cadeia
do Itecife,armazein n. 56.
Champagne
de superior qualidade : vende-seno- escrip-
torio de Antonio de Almeida Gomes, na ra
do trapiche n. 16 segundo andar.
\ ende-sesuperior linlia de algodao branca e
decores, em Dovello, para eeslara :m cas.de
Southall Mellor & Companlii,ruado Tenet n. 38.
CAL E P0T.VSSA
>ende-tpolassada Hussia e americana, checida
rjesle das do superior qualidade; eal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos seus depsi-
tos na ra de polln. 1 A,e2B.
."Sa ra do Vigario n. 19, primeiro audar, ven-
de-se vinho do Porlo d superior qaalidade da bem
conhecida marca (iW ero pipas, barrise calas de
uma c duas duias de arralas.
Hemetadedoseti
valor.
A 2^500 a pe?a e 300
reis i vara.
Vende-se umaporcaodepanninhosde vara
de largura com um pequeo deleito, em
peca 2J5UII. e vara 300 rs., chitas escuras co-
res lisos a 160 o eovado, ditas de padres
novos e fises a 300 rs. o eovado : na ra do
Crespo n. 11, quarU loja quem volta da ra
dasi.ruzes.
Vedem-sc chapeado Clivli de to-
das asqualidades : DO escriptorio de No-
vaes AC, ra do Trapiche n. I5i.
Agencia
la fund 19ao Low-.fo
ra da Senzala-Nova n. i2.
Neste estabelccimento continua a haver
um completo sortimento de moendas e
meias moendas para engenho, machinas
de vapor e laixas de Ierro batido c coado
de todos os tamaitos para dito.
Vende-se banha derretida de superior
qualidade a 480 rs. a libra : na ra do (tan-
ge! n.35.
1J>200, ditos ditos com
Coes douradas a
armaces prsleada,
r,
< -. j;. 1-, ----------- ."^^a 'lat'diirf.
lo, ditos ditos comarma?ao de ac a 800 e
i-, lunetas com araaeSo de tartaruga a l
ditas redondas equadradas debaleia a 500
?;nnS de dous vidros "magao de balis
a 1S600, e outros ocuios mais que se vendem
por preco barato na loja da boa fama na rus
do Queimado n. 33.
XAROPF
no
BOSQIE
Foilraoferidoodepositodeste xarope paras bo
tica de Josc da Cruz Sanios, na ra Nova n. 53'
garrafas 5*500, e meias 39000, sendo falso todo
aquelle que nao for vendido neste deposito, pelo
cpii'srl.z opresenle aviso.
IIPHTANTE PARA 0 PIBLICO.
I ara rurade phtjsicaem lodorosseusdinereu
ie>raos, quermolivada porcons(ipac6es, losse
asllima, pleun/. escarrn de saiiiie, dr de eos
lados epeilo, palpitarSooe coraeflo, coqueluche
hronchile, diirna samanla, e Indas if moles til
dosorsaos pulmoirares.
VABANDAS GRADES
Um lindo e variado sortimento de model-
los para varandas e gradaras de goslo mo-
dermssimo : na fundieSo da Aurora em San-
to Amaro, e no deposito da mesma na ru
do Rrum.
POTASSA CAL TIB6EB.
lNoanligoej bem conbecido deposito da ra da
Cadeia do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven
der muilo superior potassi da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
precos muito favoraveis, coa os quaes ficaro
os compradores satisfeitos.
viNHo 110 POKTO GENUINO.
vende-se ptimo vinho do Porlo em barris de
quarlo e oilavo, por pr.ro razoavel: na ruada Ca-
deia do Kecie n. 1.1, escriptorio de Bailar & Oli-
veira.
SSlo muito lindos p;ra pu-
l los
si
de
arrobas,
Farinha de
este.
SSSF.
raP
.->ooo
ven-
.::
hetesde visita
i,ravaro-s e imprimem-so rom perfeleflo
bilhel
tanoeiroM.
- pao para
pipas, e hacas de rimes da melhor qualida-
de que ha no mercado, chegadas ltima-
mente do Porto, por menos prego do que
em outra qualquer parte, e ven Je-se a por-
gaoque o comprador quizer : na ra do Vi-
gano n. 27 deposito de assucar.
7 Vendem-se 70 pi..as, 6 meias dits eoO
barris despejados aqu na provincia, na ra
zem : llata-se no ,nes">o arina-
Vende-se um terreno na ra da con-
coma, com :u palm0S de frente, e fundo
suihciente, na quina que volta para o cha ta-
ri/, bom para se edificar urna boa casa, c
lema vanlagem de ler o chafariz junto de
casa : quem pretender dirija-se a ra do
Queimado 11.41 ija qc vira para a Con-
jregacuo.
Vendem-se duas negrinhas muilo lin-
das e espertas, una de 1(1 anuos e outra de 5.
paulatinhasde 10 annos cada urna, mull
lindas, :l molequinhos de 8 a 0 annos ne-
gras mocas comalgumas habilidades e urna
dita de 30 annos boa
( Verdadeira.)
Pelo navio BLOUMR chegaram
barricas desta acreditada farinha :
de-se nos armazens de Tasto IrmUos.
Peiju inulatinho-
Veode-se na roa da Crnz o. Si, reiao mulalinho
por prero commodo.
Moinhos de vento
corobombas derepuiopara reear borlas eba
11 decapim: na lundicode D. W. Bowman
na roa do Brum ns.6, 8e 10.
Veode-Mo grande armazem allandesado do
largo da Assemblca n. do (forte do Vatio','inulto
propno para qualquer e-tahelecimenlo, ou mesmo
pararecolheraeneroscomo.,i.,servindoacloalmen-
1, pore.Urcollocado defronlc do trapiche do al-,
andar' 'rat"r *" 'ua d Tr,,pic,ie Primeire
Antonio .lose de Castro vende, plvo-
ra de superior qualidade a I "sOOO o bar-
ril : us pessoas que quixerem dito gene-
ro, apparecam em o seu escriptorio, na
ruado Vigario n. 31, para veras amos-
tras.
Em easade llenr. lirunn cV Companhia, na
ruana ero/. 11. lo, -ende-secognarem eeiliabsida
FARINHA
ile Trieste.
Vende-se em rasa de Saunders Brolh.rs ,\ (, a
praca do Corpo Sinlo n. II, a muilo superior ebem
conl.ecid. f3r,h de Trieste, da marca-primci.a
qualidadeebeaada em !! do corrente na escuna
.,Pieil.. cm porcoes Grandes e pequeas, cooforme a
yOutade do comprador.
TAI XAS PA1IA ENGENHO.
s (iindifio de ferro de D. W. Bowmann na
Vendem-se muito bonitos botes para pu
nhos pelo barato preco a 500 e 800 rs. cads
abotoadura ; na rus do Queimado na loja de
miudezas da boa lama n. 33.
Pianos.
Em casa de llabe Schmettau & Companhia,
ra da Cadeia n. 37, veudem-sc elegantes
pianos do afamado fabricante Traumanu de
llamburgo.
Vende-se agurdente de Franca em
caixas de uma duzia : no armazem de C.
J. Astlev&C.
Ne roa da Cadeia, defronte da Helarilo, laber-
in 11. --'8, ha dasmelhore bichas hamburguez pa-
ra vender a relalho e em porcoes, e tambem se
alugam.
Vinho do Porlo, superior chamico.
Em caixade2duziaeem barris de oilavo, re-
cnilemenleehegadopelosbrigue Trovador 1; vende-
se unicamenle no armazem de Barraca & Castro, na
ra da C.deia do R.cife 11. .
Algodftosiuho da Babia
para saceos de assuca : vende-se em ca-
sa de N. 0. Bieber & C, roa da Cruz
n. 4.
>., pulce.ras do melhor posto qr.
se pode encontrar a 2/. ricas .i -"..
alia, ra
para ho
e!^t'.,lr B,,,eies con toilas as lelir h,.
". ser T.'zrr;:"', ?
i--*.*, i,, zAirss: r
. VENDEM-st
borrachas surtidas ultim.meute cheg.d.^
do Para : no escriptorio de Antonio Zal
me.da Gomes, na ra doTrap"h"7, le s
gundo andar. '* **"
Vende-se uma preta crioule, de IsaaB.
bgura, de 22 a 24 annos de id.de, VSS^
engoinma e lava muilo bem : 11a ru.Te *
pollo n. I. "* ue
K.ZT. v,e"de,n-se tres terrenos foreiros (m
Santo Am.ro, lodos com 700 palao? de
frente para a estr.u. nova de LuL do atas
e com fundos par. o oes.e at 640 mEZ"
mstssslsssr^com *****
..1. ooei 1 ereira Lemos junto do actual h
prlal inglez, e pelo sul co.n oSSTmZ
ioao dos Sanio. Porto : quem os ,
"rija-se a VientaImaiCB
ra do Trapiche u. 44, t^mSTS^'
Bataias ingiezas e oY
Lisboa.
Vendem-se no arm.Tam .1.
Madrede Heos .3RSra,?SS
w^Vg* rs fe.
garantas, o Umbcm /e 8^ndaTarTt!DleS
onde se acham deuositadi n arin"e
jectos : a tratar com oaauim 5222 b"
Albuquerquee si"", TXTSSS** d*
primeiro andar. "" d" Cluz .
Gouro de lustre marca de
cetelo.
para viagem a mT2L4Z32t+'

gios. pretos dTr^r'^'"' *" re,-
navalhas muito I
aliar navalhas
pelo barato preco de i| "e 1>MI
escova e espelh, p.ra o, 5^ M "
jos para barba 2 e-'.VMi riii '-"0
para calcas e collefcs f^o rs "" d?brd"
beneal.s a 0r ?"'c,llUhP,n
Phof ,horos XfcfSSUrm ^fi"
prpenles a 40 rs It^ ,* par* l,m-
para cavallo a 800 rs M a2ft ,K>ns
A grvalas de sedl wSSZTtlSZ '.
dore* de cornalina para caaaea\ alX\ Uw"
ce, ,ng,e2es par. b.rbaC.a^,a6Teri8O0Pr,,n.
camisas de meia
abotoaduras para _
tas para palitos a 500
oaduras^rl^Z^VSR.17
e 600 rs., eslojos de 1
valhas finas para
b'ba.25, caias liniss-
>t ditas redond.s de
que se vendem r1Tlras n,ulUs cousa
Uneimado tX?S*tfS J?^*
mas para rape a aasal <. s
la 1 taruga liL a_M A d,,S redonu" de
. Sll -*?. oulrs ntuilas cou.s
ma n. 33.
Pi
conhecida loja da ho. fa-
.me
ara escnpoijos e carfo
V A rOS*
C^JSTaJtSBi -3 B- *
que he possivelhmr -C d
ferior pouca cousa a 35 mZSfX d,l ,n-
le muitissimo fiuo fcooe
grevee niarlimafe dim.im' """'""
bom a 35200,| ditode ,,oa,B,"0 mu,l''
a.
elog-ios
i.
coberlos e descoberlos, pequeos e raudes, de ouro>
paleule inslnz, para homrm e senhora, de um do
melhore< fabricanles de Liverpool, viudos pelo ulti-
mo paquete iuslez : encasa de Soutbaii Ueller
Companhia, ra do Turres n. 3K.
N. O. Bieber & C, ra da Cm/.
vendem :
Lanas da Kussia.
dem ingiezas.
Brin/.o.
Biins da Hussia.
Vinho de Madeira.
AlgodO pura saceos de assucar.
SAO' MUITO LINDOS.
Ricos cortes de vestidos do fazenda muito
lina, toda de seda e de um goslo muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor vindoda
Luropa, muito proprios para assenhoras de
bom goslo, assim como chitas Irancczas
lito finas matizadas com lindas cores :
22
S, diioalm.cn
co muitis.,iro
-"E ""os de
jas de ac bico ES22&** Pe-
de 18200, ditas mu i iLP lo Pre?
tanca 50o rs duia, H.b?tisem ** *co de
nosSa 32.) rs SSf^ ,ip" m'li*'0 B-
vros a 800 rs cane?PPr,0S p,ra r,9c" >*"
pennas de ao a 120V. "S lorne"" I"
tras ni. cousas que ae "ende "'*
^';i,"afias "finias.
rico sortimento de1 n "rrumiriit SZS UW
qualidades, inclezas ..f>l, de tod.a
mmm
mmim
crasas que n.o deiiarao de parager .os i
nbores compradores n nn, ,.!w5 .
porprecinhomu[lo'b.raqio! Ud 8C Ve"d"
>0emt)p0 tp.
birro
Alug-ase ate o fim de marco um peaiit>
no sitio murado, no Poco da Panella ion.
casa fresca ccommo.la para lamilla, a mar-
gern duno : na ra do Queimade n. ii, pri-
meiro andar. 'F
Amda precisa-se de nm b un forneiro.
"ousamassadoresquesaibamdesempenhar
o sou lugar, paga-se l.om ordenado : na roa
Imperial n. 37 em frente do ci,.,i.m/
ugam-seduasescrav
-:::
1
relalos dos gran les da Europa, proprias
is guardar dinheiio a l/rs.
Ao respeitaveL
I ^W utas de sarja lavrada a800e I>200m. avara
....U' W ; '''ta J veludu abe las e lisas a fui) 21o!
piIUlieO. f:l:*00.e;00:,s- vara, canelas inuit'o finas
Al
.; I fl
j til A NOVA N. 18. :'
.. 1 11 de faiends e ronpu feili do M. A. ( 1. *-
S J. ""de eucoolrarao os bous rregoens as
obrus mais l.,, trabadas que ; ;- i-i'iilrar. de mdasa. crese qualidades e
lera de ifeilai ,.....,.- ul.r. da eneomroeo-
I". Pr le roaioi porcao de linenles
5H obras, assim ru
9
- lem .1 ngmeotif o
de qinlsndeiras : que, -,s tivcr ,"l -i S U d"" w,con"'""di. P>ra mai=
lugr, dirija-se A11 LJ!Iral'L '"'", '"*" iV ?onos- pm m
.,., ,' UB '-ru/ M)|iradD n.\'Sf um o preco a dinheirn
23, que achara rom quem Iralar.
-..-
%
.
'o;
-Z @@^#?S i &^^
k lrs. a duzia, rozetas pelas linas a 160,
240 e 320 o par, obreias de colla a 120 rs a
cixs, suspensorios a 100, too e 240 u par
agulhas francezas em caisinhass 210 r=
oulras militas miudezas que se deisam 'de
annunciar, que vendem-se muito barato
na ra larga do Rosario n 3S.
bolas.
As eeboias novas, em c.ixas, que checa-
ram ltimamente pela GraiiJSo, rinda de
Lisboa, vendem-se noarma/em de Barros &
Corp
Ferro inglez.
Pixeda Suecia.
Alealrao de carvao,
Lonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para sacras.
Diio entrabado igual ao da Baha.
E ii'ii completo sortimento da fzendas
para este morcado tudo por preco commodo.
Cu I de Li
Vi 1ua do Tra
1.1, rende-sesuperior potassa da Russial
propno
IHO.
NAFLNlJK.iAO DE FERKO DO t.NGE-
MIKIUO DAVID W. BOWMAN, ,VA
l!LA DO BRCM.PASSAirOO O o
FABIZ,
lia em pre um grande : ol liculn i
j
as arqueadas, pouc.s vezes dei5. o "Lxm -
bo.tugioem companhia de um sold.do d
dcimo batalhao, de ..orne M.noel Jo.quia
da Silva, criouloeesla a.nd. desertor fo,
capt.va por mullo, annos em Panellas da
randaonde tem umlitbo forro de nomeJoa"
o senhor que fci dess. negra amda e,
isle no mesmo lugar e ch.ma-se GmjImm
roga-se as autoridades polici.es e capiiae,,
de campo a apprcticnsiio da dila escrava uur
se dar bus rs. de graiific.co. sendo .-II, en-
tregue ao Sr. Manoel Ferreira Ch.ves sen
senhor, na Boa-Vista, ra da Gloria n 94
Na manbiia do dia 11 do crtente fucin
um preto crioulo, de nomc Jos, reprcsciii.
terisa 20 annos; levou c.lra de brjni d
algodSo escuro, camisa blanca engommad.
chapeo de palhiulia novo com uma lit. pre'
la larga, tem os ealc.nh.te.s mallr.l.dos pot
causa de bobas, altura tegular, rom as coa-
las talludas e pannos no roslo de lodoso
dous lados. E.te cscravo foi compt.do.
Joaquim Jos de SanlAniu, morador 110 ter
mo de Ingazeira, por isso snppoe-se ter se-
guido esse e.minhu em razJo de ter mai I.
liara essas bandas, levou roim-igo um rrlo
giode ouro patente suisso com corrcule de
ouro, um par de brincos de lilagraa, e un
pedaeos de ouio veiho : rega-se as utori-
dades policiaese capites de c.nipe o pren-
dam e levem ru da Guia n. a, que aarlo
recompensados generosamente.
Fugio honlem as 7 huras.um escravo mula-
to de nome Tbomaz, alto, reforrado de corpo, eon>
marcas de bexigas, pansa grecas, e nellas minas
de cieratizes as rauellas, falla com muiui mam '
jlV* dao, levou vestido camisa de panno *zu! groen
guarnecida de ourelo braneo, nos orobros pu
nhos,aborta na frentesm forma de palito:
p^rrme;"--:-;;";-;:;^-:^:-^ iSiXS^ >rd0s'-
ber: moend.se meias moendas da mais moderna iCarlos Coelno, que o houvepor ler.nc. di seu so
cnnslrucriiu ; laixas de ferro fundido e balido.de Zr0 Jos. Joaquim de Souz* daquell. cidade.efoi
superior quahdade ede lodoso* tamaito.! rdda comprado pelo abaixo assignado ao Sr Hilario .1.
... Kv, H,r^ Miniuwu. dentadas pan auna on ai.imaes.0e lodas tli... u.;j V.., ll t or. in.no 00
tll, > .. *' 'riW..eborr.>deforiiali;.r,B^,.JK"! b* ?,^ ^
SOOa ti pOlaSSaS eiro,agoilh6e,brooie,parafu.o'eeailhemoh T*,M {reRue'la do ,,'l*r dw arovincii
rapiclte armazens ns. 9 e nno*','', rm.ndioca.elc. ele quem o pe*,r leve-o a ru da Concordia a P(dn,
c americana, cal
mais nova que ha
XA MESMA FUNDICA'O
ron ,i u| ltio-
MUTXSDXT
virgem de Lisboa, <|ase'ecu,am',oda5aserrninendas .
no mprcado ridadejaconheridaecom a devidapteqe/.ecom-l
"" uiticaao. 'modidadeem proco. I
. .
'Amonio Teixeira Guimaraes, qus srj gaI.tr ..,.
mente gratificado.
I'EKN IVP, DK M. I HE KAhIA IR.,.
J


Full Text
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