Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07680


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Full Text
ANNO XXXIII N. 7.
Por 3 mezcs adiantados 4,$000.
Por 5 mezes vencidos 4,<500.
NARRADO 10 DE JANEIRO DE 1857.
Por anuo adianlado l.sOOO.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
ENCAHUKUADOS DA SUBSCRIPCA'O NO NORTE-
Patahiba o Sr. Joo Rodolpho Gomes; Naul, o 6r. Joi-
quim I. Pereira Jnior; Aracatj, o Sr. A. de Lentos Braga :
Caari, o Sr. J. Jos de Oltveita ; Maranhao, o Sr. Joaquim Mar-
2ues Rodrigue! ; Fisuhy, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
earense ; Para', oSr. Justino J. Hamos; Amazonas, o Sr. Jer-
nimo da Costa.
PARTIDA DOS CORREIOS.'
OlinHa : todos os das, is nu-ie huras do da.
Meurasaa, Golam e Paraaiba : us ..analas eitas-fefiM.
S. Aolao, Iferrr.n, llonilo. Carura, Altfntn Garaalaai : na leru-reira.
>. Lavaraaco, ko-d Alliu. KaiareUl, Maiomro, Ilrrju, Peiaucirs, hu-
sor, Ror, Villa-Bella, Bo.-Vi,u,0.,K.rj Bu: n.. mnaa-feir.
Cabo, Ipujnca, SattlUea, RIo-PoratMa, Coa, ll.irrcin.s, Am-Prcia,
Pimenuira. e Natal: Isjtaa-Mru.
(Todos os correros partea as 10 horss da naohla.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAESlDA CAPITAL.
Tribunal do commereio segundase quintas.
Retaceo ; terras-feiras e sabbados.
Farenda : quartas e sabbados es 10 horas.
Juizo do commereio: segundas as 10 horas e quimas .o uieio-dia.
Jura deorpbios : segundas e quintal as 10 horas.
i'rimeira vara do civel: segundas e senas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE JANEIRO.
3 Quarto erescente as 9 horas e 54 minutos da marihaa.
10 La cheia as 6 horas e 48 mioutos da mantisa.
18 Quarto minguante as 2 horas e 30 minutos di minina
2o La nova as 9 horase 6 mioutos da tarde.
a j ,.. PRKAMAR DEIIOJE.
Segunda as 3 horas e.42 minutos da tarde.
Primeira as horas e 6 minutos da manha
EXTERIOR.
CARTAS SOBRE O EGVPTO.
X.
Ma de l'kil.x 7 de dezembro de IS.-
De eerlo nao carero de desculpar-me para com-
vosco, se insisto ero oceopar-me di eondirAo das
mulheres nu Egyplo. Sabis qaal lie a aoi impor-
taocia em lodis as sociedades, e pirlicularmente
Das musulmanas, e por isso nao estranharets qui
seja mais explcito sobre esle ponto gravissimo, que
apeuas iudiquei u'urao das michas cartas anteriores.
Uisse que en despresivel a eundicao das mnldere
ueste paiz, e nao fui exagerada a expresivo ; tal vez
possa mesmo aflirraar que anda nao he bastante
enrgica para tradozir o meu pensamentocom exae-
tidao e para ligniticar-vos o que leuho visto, pelo
menos em parte, ueste rpida viagem.
Acreditis coin^facilidade [que nao pude devas-
tar o interior dos lares domsticos ; antes diril cora
mais exiclidao das familias. Poreo> senao pude sor-
prender legredos, ubservei apezar disso bastante
para poder transmillir-vos alganias das miohas im-
pressOes, e por boje he este o mea proposito.
lie sabido que todas as mnlheres aqu nilo appa-
recein em publico seuao com o rosto velado ; s as
mendigas, algumas velbas da classe mais inferior,
ou as impdicas alleuaas se atrevem i trazer o ros-
to descoberto, mesino as mulheres mais miseraveis
tralam do occullar a cara. O panno que lhes cobre
t cabera, preode-se por um pedazo de latao a outro
panno, qoe chega al s faces. Su os ollius esiao
livres, porque com elles tapados nao poderiam di-
rigir-se, e assim he quasi impossivel distinguir ou
differencar as physiononiias.
Se por ventura alguma luulher do povo nao se
previne coutra as vistas indiscretas do publico sa-
hindo com a cara coberta, quaudo succede passar ao
p de algum carioso levanta a pona do leuco do
pesclo e logo com elle esconde o rosto, e assim o
conserva emquaulu suspeila que he observada. as
mulheres de melhor cndilo, as senhons, lia an-
da maior resguardo e cautela ; ipparecem herm-
ticamente eovoltas nos seus veos, a maior parte da,
vezes bastante espessos. Abrem-lhes buracos para
os ollius, que brilham naquelle fundo escuro, raos.
fraudo terem umita vivacidade.
Emquaulo as formas, ao (alhe, lica como o rosto,
occullo ou antes desligando. Para houra das se
nhoras egypcias estou convencido, qoe sao mais cs-
vellas do que parecen!. Com rarissimas excepcei,
nao vi urna uniea que, com esle extravagante traga
parecessa elegiute e bem feila. Como nao estn
coitaraadas a sabir e a calcado de que osam, he
mu iucotumudo, custa-lhe a ainlar. L'raa cousa
que muilo as conslr.iugr, he a alleurao que piis-
lam aos vos em que se emburam ; o seu andar lie
sempre deseugrasade e pesado. Dir-se-hia que
offrem de algum achaque as peruas, ou que sao
hydropicas. Esla desgraciosa apparencia coinlu Jo
y> provro du seu vaeloario, porqup reodo-ldcs us
dilhos lAo folies e bein constituaos, he certo qoe
tiflicilraento so acreditara, que sejam deformes.
Porlanlo o seu modo de vestir baslanle as prejui'i-
latj a nao ser que assim seja ja calculado para illa-
dlr ns ollius dos profanos c infieis.
lie verdade que raras vez se secncontram a pe; de
ordinario andam de burro ou a cavallo escarraucha-
das, ou eniao van monlndas em camellos n'uina es-
pecie de praleleira, equihbraudo-se duas a duas, e
s vezes ale qualro a qualro, sobre o costado vacil-
ante mas solido do animal, IJuando por e do as inolhcrcs dus hareus saliera a passeio, ou v3o
de am para uutru, s publico vivas passar com uina
curiosidade, que au pode ir alein de urna rapila
hadara.
Vs mulheres sin porlaoto quasi invisiveis, mesmo
quaudo mo esl3o para assim dizer, sepultadas i os
harn*, lie upiniao geralmeute seguida, que o Al-
corn prescreve o uso do veo, mas nao parece bem
fundamentado esse modo de pensar. O general So-
limao-Pacha pergontadu isle respeito pelo uosso
amigo Mr. Snior, allinnou qne o Alcorao nao s
nJo acoDsellia o uso do veo, seno que convida as
mulheres a dctxarcui ver o rosto, assim como as
raaos e es pos. O geueral nao he um ulema ; lie
cerlo. poreui, que das quatro ieilas orthodoxas ha
urna pelo menos que he da sua optniao.
O qoe pode ler-se como certo, he que o Alcorao
n,lo manduu usar do veo.
He provavel que no Oriente o veo seja mnitu an-
terior a Mahorne! ; porera, como o proplieta con-
vida, posto que u'um tom dubio, as mulheres dos
creles a deixarem eahir al aos pcs, ns veos Son-
rale XXXIII, vera. 39) o que eotao era apena,
moda, turnou-se talver um dever religioso, que se
observa com o pussivel rigor. O Alcorao, de resto,
marca os limites deste bm aulorisa as excepcocs
na presenta de certos prenles. (Sourate XXXIII,
vtrs. j.l
O oso do veo lera por. entura duas vantagens pa-
ra as mulheres. N'um paiz em que sa l.lo pouco
consideradas, he de cerlo um requinte de garri-
ce, posto que raras vezes possam emprega-lo,
DAS da semana.
o Segunda. S. Simeao EateHtl: S. Thelesphoro p. m.
6 Terra, ^t Epiphania rMumfestaciodo Seubor) din Je reisf
7 Quarl. S. Luciano presb.; S. Clero diac.; Mceto b.
8 (.iiium. S. Lourcuco Justiiiano patrian aba.
9 Sext. Ss. Juliao e Bazilu-
i'a sua esposa mo.
10 Sabbado. S. Paula primeiro eremita S. Goncalo de Amarante.
11 Domiugo. l.dopois de reis.S. Ilygino p. m.
I ui seus longos ocios. Algumas s3o peritas nos Ira-i ljgamia e o divorcio. Ja achoo estas duas deplo-
balhos d'agulha, de que sao prova diversas obras raveis insliluices ; he verdade que nao cuidou
executadas nos hareos ; oulras entregam-se a lei-i em acabar com ellis, ou porvenlura nao poude,
tara da poesa de romanees, e foi no liaren qoe ISo arreigadas eslavam nos hbitos e uas renlas
Maliomel- A li aprendeu a 1er, quaodo conlava ja i desles povos. Estabtleeeu. porni, com equidade
miia de M annos de idade, e forim ai suas mulhe-
res que o eiisiiiaram.
I maior parte dellas, comtudo, nao tem um en-
e dorara as coodirjOes do repudio, e de cerlo neste
ponto fui beber iuspirares ao Deutoronoinio, qne
lambem admilta o divurciu ; mas por meios suaves
treleuimeulo serio. At mesmo o proprio vestuario em certo modo. Utuloronomio. cap. XXIV,
nao depende deltas, e, como observa Monlesqaieu,
este cuidado que pareceeonvir-lhes l.lo appropria-
dameule, e que em loda a parle he a priraeira cau-
sa em qoe cuidara, nao esta' a seu cargo,
os vestidos como se forara enancas-
Assim he que visitando eu a casa das irmaas de S.
Vicente de Panto, logo condec que o mais valioso
ervijo que prestavam as mulheres musulmanas,
era adeslra-las uas obras de costara. A' penetracao
deslas boas rmSas n.lo escapou essa pensamento ; e a
costara he a principal prenda que se esmeram por
dar is suas educaudas. He ella ja' de muito apre-
so para as europeas que sao livros, para as musul-
manas, he euiao de muito maior valia ; e se todas as
mulheres ricas fossem assim preudadaa, evitaran, ns
enfados e o aborrecimenlo da sua ociosa vida, e ate
os perigos a qoe estAo exposlas.
Coinludo, i pencas raparigas aproveita a educaran
que polem dar as irniAas de Alexandria e do Cai-
ro, apezar do seu zelo e da sua caridade.
Seria misler que na* familias musulmanas se con-
siderasse como indispensavel a educaco das mulhe-
res ; e esta educarao que mesmo entre nos est an-
da (3o mal cumpreheudida, como podera ser tida em
mais eonta uestes paizes semi-barbaros ?
N3o receio dize-lo ; emquanto as mulheres forera
aqui o qne actualmente sao, os progressos da civili-
sac.ao nao podem ser nem dundouros era cous-
tantes.
Uoude vira' a reforma ? He de (odas as reformas
a mais delicada, e muilo terao os domen- que refor-
mar em si mesmos, antes de poderem melliorar a
rendirn das mulheres que lhes estao sujeilas.
Sei, porque o teulio ouvido confe'ssar indirecta-
mente, que elles se queixam de nao terem compa-
uheiras e amigas, di nao encontraren! quem lhes
prenda o corado e o espirito, uesse entes aosquaes
e ligara pelos lacos que sabis. De quem he a cul-
pa, senao dos marides'.'
He verdade qae gerajao que se lastima deste es-
tado de cousas, ja' a-mi o achoo, triste herunr,a de
ara passado deque he victima, maldiando-o. Pa-
rte de mal nasceo mal, c quando os homena re-
duziram as mulheres a" deploravel cundirn em que
ae acham uestes climas, nao se leinbrar.un de qut.
viria lempo em que ellas se vingariam do abalinieu-
lo a que as condeimiavam, entregando a seus mari-
dos ou a seus sendores um corpo >em alma.
He raisier que se faja justica an Alcorao. Nao foi
elle que votou a malher lo desprezo. Encontrou
rn.turnes pervertidos, que nao pode alterar, apezar
de os eombaler por diversas furnias. Nao elevou a
molher, he verdade ; bis nao a rcbaixou como se
j poderia acreditar, a" Vista da sua actual condicao
era todos os paizes musulmanes.
O AlcorSo rccouliec uo hemem a iticomestavel
'upcrioridado que Ihe lie natural. Sourate IV, vers.
38, e Soorate II, vers. *S)mta talvez ter no pensa-
mento como a Biblia, que essa superioridade seja co-
mo um enligo para aquella, sobre a qual se exerce
llenes. III, 1U. Cheg. al a permiltir ao marido
que erapregue a forja m caso de desobediencia. Ao
lado distas prescripres severas e huraillianics, ha
ontras mais facis e mais, suaves. No Sourate IV,
que traa das mulheres especialmente, como o pro-
prio (lulo iudica, posto que coutenha nutres pontos
dilTerenles, recommenda nui.n vezes a dorura e a
amabilidide para cora ellas ^Sourate IV, vers. :i ) e
al com delicadeza e verc ade, diz quaes sao as rela-
Oes que devera existir ei tre o marido e a malher
que au divergem das que sao entre ni reeouheci-
daseu(re os espoioi mais amantes. N'um desses
iransportesde idinirar.ao e de reeonhecimento a
leos, (ao frequeutes no Alpurao. MaMomet exclama:
He um dos siams du sen poder o ler-vos creado
do p ; e lambem o ler-vlos dado |espoas que de
vs prucedem, pan que habitis cora ellas. Enlr
vos puz o amor e a ternura!; e nislo ha muito qu"
pensar para os que reflexioi am e meditam. Sou-
rate XXX, vers. Noutia parte Maliomel come-
r o Sourate das mulheres, uestes termos : O' lio-
me ns lemei oSeuhor que vos v, e respeitai as n-
Iranhas d'onde sanales, u E]is-aqui o esposo e a mai
couforme o Alcorao, e se os coslumes podessem de
algum modo auxiliar e desenvolver esles principios
religiosos, o i-lainismo eslava salvo, e a sociedade
musulmana podia eugrandeoer-se e melliorar, apoi-
ando-se na liase santa da (a nilia.
De algumas passagens. bein claras do Alcorao
(Sourale IV, vers.-27 p^rede deduz.r-se que antes
da missao do prophela, t-lavain muilo em voaa os
incestos com as mais e com as lilliai, apezar de re-
pugnantes como sao.
Nao he de suppor que Maliomel nao Iralasse de
prohibi-los, se por ventara n.lo estivessem era aso ;
e o modo porque os condim n, parece demonslrar
porque quasi nunca apparerem em publico. Po- 1ue anles delle nao ollendiam a coniciencia, nem
horrorisavam os povos, aos q iaes se dirige. Alo cer-
lo poni, essas infames lorp. zas lecm muilo maior
possibilidade n'ara paiz, e ir ira clima onde as mu-
lheres enlram t.lo cedo na idade nubil.
lie mai iusignilicanle a dil renca de idade entre
os lilhos e as mais, ntreos pas e as hlhas. Deixe-
mos, porem, essas alioinnriri.es.
Urna reforma meuns davidosa foi a que .Maliomel
realsou a respeito das fildas rlecein-uaseidas. Parece
rem quem ludo occalLi. d logar a que muilo se
supponha, e as imaginaras menos ardenles v3o em
regra, em taes casos, muito alein da realidade. O
veo he portauto como urna provocarn lasciva. A
utilidade meis real do veo he que esconde compli-
taraeote o rosto.
Entre nos urna rapariga eia larde ori nunca acha
quem a queira para mullier. So o v i de para o
marido, multas veies, causa de profu ,das desilu-
Seatj ao menos poupa i mulhcr o desgotlo de su ver
fura de duvida, que entre os
repetirla por todos. Aqui o noivo cas, sem ver a rar v'vas is filhas quando purl
de familia ahurreciam o liase
esperavam, ou que Iciniam.
cara i noiva, e le casos ha cm que he agmdavel pa-
ra o marido a sorpreza, quando pela prinieira
vez levanta o veo da mulher, lambem l|ie succede
er bem penosa, lie verdade qoe em ireve pode
eonsolar-ae, un tomando oulra mullier i ais, ou di-
vorciando-se. Porem gratas ao veo, oulher ca-
ou e pelo menos e-l cer(a de que a ua fealdade
ugo a cmidemuai a licar sollera.
Esl,j* inelizes aqui poucos recors s teem para
cor..ensarem esta desvanlagem nalural ; e por des-
->'ara dellas, -an viclinn..
As mulheres nesle paiz, e parece-ne que posso
dizer em lodos os paizes muiulmau .s, nao (eem
rom que dislrahirie. Em Reral na la Ibes eusi-
nam, e vivera na maior ignorancia, om honrosas
exceprais, e n'nma ociosidade que se oppe ao
desenvolvimeiilo do espirito mais .no e atinado.
Hecordai-vos de certo do modo por i -ie as de infe-
rior condir.u tralam o- lilhos, apezar\ld os ama-
ren, extremosamente. Acresceitai a Irte, qoe as
duas classes, de ordinario, nao sabem cbser, porqoe
lhes nao sobra o tempn para ,isso, andandn qurfsi
sempre impregadas em Cabalhos-^riiosos. as
classes superiores o mal he de nutra njlureza, mas
ainda cousideravel.
Como era eonsequinria da poh.imia he InipOMl-
vel cunliar a lulas as molberea o governo domesli-
co, n3o podem por esle modu aprender
uiua casa, porque a ditecr.io seria disputada por
vmle rivaei, e por iso oiiti'.ua era entregue ao
Eunurhoi.
\i inalr.ienir no Bgypto o governo domeslicn e-
Arabes era uso euler-
qualquer considerado
ment da filha qoe nao
Sourate LXXXI, ver.
8. Mahomel prudibio esles ajbominaveis assa
los, e conseguio acabar com e les entre os ses pri-
meiros adl.ercutes. No famoso juramento d'Acabo
vers. 1, 2. 3.)
No que respeita a' polygamia, sera razao se im-
putaria a Maliomel. Ahi esla' a Biblia para tesle-
Uao-lhes | mmiliar que muito antes delle era esli costme vul-
gar no Orienle (liis t, cap. XI, vers. :).) Todos
tem bem prsenles as TOO mulheres, e as :t00 cl.ii-
cobinas de SalomSo : ese os sabioi julgavain licitas
taes licenciosidades, qual seria oeste casu o modo
de proceder das pessoas abastadas que podiam ter
serraldos'.' Mahomel limitou a polygamia a qualro
mulheres legitima! ; era, segundo parece, urna im-
portante res.lricc.in posta as pifctde* dus homens
opulentos dissa poca, e como talvez ainda hoje
fosse.
O prophela al vai mais adiaule, e he claro que,
senao pelo exeuiplo, ao menos no preceilos, incli-
na-sc monogamia. No famoso Sourale IV, diz
npressamenle uu vers. :l : a Se nao queris ser in-
justos, casai com ama w mullier, ou com urna esr
crava.u
He verdade qoe Mahomel, om vez de limilar-se
a ama mulhet, durante loda a sua vida, cuino no
lempo em qne eonviveu maritalmente com a viuva
Khadidja, chegou a tr uove ; mas isto era um
privilegio do prophela deque os lmans que preten-
den! ser seus descendentes, julgaram dever herdar.
He certo qoe se os ulemas fortalecidos com o
lexto do Alcorao quizessem eom habildade apro-
veilar-se delle, poderiam a pouco e pouco fazer
triumphar a monogamia do deploravel coslume que
a substitue. Estou couveucido de que era uecessa-
rio muilo perjieveranca e destreza para levar ato
cabo esta reforma radical, mas he tamanha a soa
importancia, que raui digna seria da generosa pol-
tica do chefe dos crenlea. Abdul-Medjid, a reali-
sa-la, seria apoiado DMtu empreza por toda essa
parte dos seus subditos que su conserva fiel
monogamia, e pelaiyupalhii de todas as naees ci-
vilisadas. Seria um principio fecuudissimo para
a regenerarlo do Oriente.
N3o se trata de acabar com o Alcorao, trata-se
nicamente de bem o interpretar ; e as expiieucoes
dos doulores bastaran! pira preparar e levar ao
cabo nina revolur.ao moral de que esla desgrasada
sociedade tanto carece.
As sociedades cdnsiaas, boje lao prosperas e 13o
superiores, sem embargo dos vicios que anda as
desfeiain, nuuca sentiram os desastroius resultados
que a'polygamia Iraz comsigo.
Parece, era vista de ama cilai.ao de Montesquieu
Espirito das leis livro XVI, cap. que 0 impera-
dor Valentii.aiio, uus los do quarlo seclo, teulou
eslabelee.er a polygamia. Apezar .la aulorisara,,
imperial, pouco progredio, e Theodosio fcilmente
a aboli.
Os usos e a creura relig osa oppuiiham-se a esse
coslume. Assim, pelo r.......am nos povos que ago-
ra lenho parcorrido, o uso tem nimio mais forja
que a lei, e esta segoe-o dcilmente. Vicaria bem
a um lioineiii de genio como Mahomel empeuliar-se
n'uma lula na qual porvenlura succmnbiria, ma9
que Ihe dara maior gluria do que se licara vence-
dor. Coufessoque deparara com mullos obstculos
e para delle vos dar urna amostra, vou narrar-vos
um felo qoe saccedeu n'uma da. principis cida-
des do Egypto, pouco das antes de chegarraos. Sera'
urna prova evideute dos tenazes precuuceitos com
que Mahomet teria de lulai.
Os negociantes da cidade eslavam em desaccordo
com o govermdor : homem iniquo, cobicuso e gros-
iro. A tal poulo chegara a desiutelligeucia que
o propiiu wakil, uu secretarle do Divn, seguir ai
partes dos descontentes coutra o govermdor, o qual
como nao sabia escrever se achava am grandes cui-
bararos, faltando -Ido o seu braco direito, pois qne
por este modo lcava, para a--iin dizer, detirmado
pelo menos de penna.
O wakil jurara pelo seu casameuto que nem urna
lioha tornara a escrever para o magistrado preva-
ricador. Os negociantes liuhain f nesta solemne
promessa, e com elleito o secretario nao ceda. A
sua resistencia, porra, nao durou muito. Ou por
araeacas, ou por outros meios mais brandse seduc-
tores talvez o governo levou-u a abandunir o par-
tido dos Degociantes, e o miseravel escreviu
um documento muilo importante. Ctosou isto
grande Ivoroco, uao entre os negociaules qoe
elle Inhira, mas, quem o dira entre ns pareles
da mullier do wakil.
llavia elle jando pele seu casamento, quer di-
zer, si porvenlura filtasse ao jorameoto, qoe se se-
parara de sua mullier. Era misler que cumprisse
a palavra que dura, e ui panules nao o deixaram
em paz emquanto nao aceitou o divorcio, que utm
elle, bein a mulher desejavam. Ja vedes a iropor-
taucia qui aqui se da' aos saulos lacos do matri-
monio.
Lm juramento leviauo, em objicto puramente
pessoal, basla para os desalar. Se o marido jul-
gassi que lao iusignilicanle promessa podia editar*
Ihe urna, uuiao qoe estiemecia, n3o a d..uvera feilo.
Mas os prenles, escrupulosos observadores do ju-
ramento, nao admilliam leviandades ueste grava
ponto, e por isso nao duvidaran. sacrificar-Ule a
uniao de soa irraaa. Nao vos pancera esles homens
uns hroes '.'
ncipio do sen aposto-
lomo
Perceval, indicou este
oraet, porque mostri
qoe Ihe prestarara logu no pr
lidodozedos priucipaes cheris das tribus, levou
a premellcremque Ble malsriam sena |||105. \, ,
excellenlo obra acerca da hisloria dos rabes
I., pag. 2., M. Caussiu de
fado, que da' honra a Mal
quaes eram os coslumes eonln que o reformador ti-
uda qoe lular.
I'orm sem eindarso dos mais enrgicos e louva-
veisesforcos, Mahomet n.lo pide risgatar a mulher
no Orienle, da rnaldir3o que parece pesar sobre el-
la, e que Eva ouvo do proprlo Dos, segundo diz o
Gnesis.
He misler lr os commeula'rios da le musulma-
na, e especialmente os de hlialis-ben-Ishak, bem
Tratando das mulheres, naturalmente occorre fal-
lar de liaren-. Nao ouso, porem, devassar isses se-
gredos inviolaveis, e apenas me atrevo a aventurar
algumas palavras acerca desle delicado issumplo.
Secousultardes miss Martillean sodre a vida intima
desles asvlos, para na i dizer deslas prises/ella vos
dir o que sao, equem as qoe nelles raoram. Ella
vos dir a penosa impressao que lite caosaram, e que
lhes inspirou as pagiuas mais eloqaentes do seu li-
vro acerca do Egvpto e da Svria. Os homens n.lo
tecm, como ella, o privilegio de entraren, dos ha-
rem ; acredito, porem, que nao se enganou, e con-
forme o qae me disserum, as descripces de miss
Marlineau so verdadeiras, embora pougenles. O
senhores dos harens, em peral, s3o mui brandos,
at geuerosos para eom as suas esposas, e mesmo com
as escravas. Nao podem, porem, obstar a que mui-
las dessas malheres MHpiren pela lberdade, e a
que algumas dellas nao sinlain o peso das cadeias
que as prendera, sabeudo, como ja hoje soccede.qual
lie a sorte das mulheres do occidente, com quem es-
lo em frequeule coulaclu.
lhes ; e he por isso que n'um famoso versculo
(Sourati citado, vers. 5-2, se obriga, para poder vi-
vir Iranquilln. a nao ter mais malhers legitimas
do que as nove que possuia. So podia adquirir no-
vas escravas.
E 13o farto e ahrnenlo eslava ja de coraprazer
com as suas exigencias, que leve de is ameicar com
o divorcio, e eu o receio de urna separaran podia re-
frear-Ihes oa apetites. Se um homem da tempera
de Mahomet andsva expostu a taes discordias domes-
ticas, be de presumir que boje os creles n3o gozem
de maior tranquillidade ; porlanto, n3os3u so as
mulheres que almejam pela reforma ; he provavel
que os senhores dos hareus lambem anciosamente a
desejem.
Nao iosislirei i islas t3o escabrosas eonaideracoes;
nao lenho suflicieules coiiheciraeulos nesle assump-
lo, para que rae persuada de que o aprecio como
cumpre. Porte, seas doas parlas interesadas de-
sejam tanto de corado a reforma, he de suppor que
se realisar mais cedo do que se espero. Os exero-
plos da eiviliMcae podem desenvolver-lhei os ger-
meos promptamente, o esle progresso lera a guarda
avancada de muitos outros.
Afiancaram-me qoe alguns lorcoi, e parlicular-
menlo arates, curajosmenle quizeram encelar a re-
forma, os quaes a loptavain neste poni os usos eu-
ropeus, teudo una s mulher, e caidaudo com des-
vello,como bous pais de familia, na educaco de
seus Tilhos. Ainda mais, lenlaram ipresentar as
suas mulheres em publico e cora o rosto descober-
to. Naose Iratava. bein entendido, deas apreseolar
na sociedade : porque a sociedade, como a das nos-
sas salas, he iuleirameule descoohecida nos paizes
musulmanos ; o liaren explica esla falla, que 13o
funestas eonsequeucias lera, e que seria escasado
demonslrar agora ; porm, se esses corajosos musul-
manos perseveraran, nos scnslouvaveis intentos, e
se aiuda agora alan, ha que conservam a uoica mu-
lher que euiao tiiiham.sendo-llie liis, a exposi-
c3o das pobre mulheres, desculpai-me a phrase,
nao pode ir avante. Ouvi que urna ou duas se atre-
vern! a sahir ; forara, porem, recebidas por tal
modo, que desistirn! do seu proposito, apezar de
ser tao honroso. Assim he qoe os usos eslabeleci-
dos oppoem-sc anda enrgicamente a esta reforma,
qoe nos parece lio simples. Talvez oa realisarao
deste intento nao houvesse a necessaria prudeucia.
Seria misler o poder de um goveruo esclarecido e
perseverante para levar ao cabo (ao louvavel desig-
nio, e he preciso lempo para tornar aceilaveis as al-
leraces nos coslunies diulurnos.
Teuhanrjos configura no futuro.
O que se pndeailirmar, <> que l he nuia base n>
cellente, be que o proceder dis mulheres mies do
matrimonio tic irreprelicnsivel. Entre nos raras sao
is doiizellas que maculara a sua cisiidade, aqui mais
raras sao ainda : de urna cousa extraordinaria ou-
vir dizer que orna donzella inrorreu n'uma fraque-
za. He verdade, que os p,ii< as vigiam cautelosa-
mente, e que toda l familia conpera para as auar-
dar. Mj n propnas donzellas sabem fugr da ten-1
UeAO : e protege as mais a prupria reeoiatefo, que a '
sagaz vigilancia a le estao subjeilas. Nao po.lerei!
aflirmar que depois de casadas mintenliam a mesma i
pureza de coslumes ; mas lie j muilo que a saibam !
conservar antes. Urna don/.ella que se prosliloisse
licaria perdida, e nunca encontraria marido. Enlre
os hebreus, segundo parece, davia anda maior ri-
gor, e o'Deuteronoraio cap. XXII ver*. Sf,)' ordena
que a donzella criminosa seja apedrejada como as
adulteras. E ueste mesmo capitulo o Deoleronomio
testeutunha que o singular coslume a que aliad'
n'uma carta anterior, na> era especial e exclusivo
dosegypcios, como se pensou por muilo lampo. A
virgindade provava-se na Juda, como ainda hoje
aqui, cooforme nos allirmam.
A* vista de um aclo Ufa importante como he a
polygamia, e parlicolarraenle ii villa das suas fu-
nestas coosequeocias, he natural procurar quaes se-
jam as causas de que dian. Se, porveolon, san
inevilaveis e fataes, de i listar, deplorando-as, aeei-
ta-las : se, porem, depender do homem, cumpre
csluda-las, para que se saiba se o homem que lhes
den origem voluntariamente, linde acabar com
ellas.
Monlesquieu tratou desla qu'eslao com a maruvi-
Ihosa sagicidide do seu genio ; ou gracejando as
carian persai, que por serem divertidas nem por
isso sao menos instructivas, oo com a gravidade pro-
pria du assumpln no /-..'lirilo vencido qui ainda ninguem se Ihe avantajou Desla
materia.
A primeira causa a quealtriboe a polygamia, he
a precoce nubilidade das molhres ; aos nove ou dz
aunos, oa o mais larde, aos ooze oo doze, ja podem
ler lilhos. Sendo tao prematuro o seu diseuvulvi-
meulo, tambera pretualuramenle perdera a frescura
e o vico ; e como o marido se con nao descabelao cedo,procura oulras tuuliieres, quan-
do a primeira ula famda. A outra causa da poly-
gamia, he que n'um paiz oude ludo de barato," a
NrtaaUtjia de raudas mulheres n.lo he lao dispen-
diosa como uas nossas soledades, e aem grandes
despezas si podem sustentar numerosas esposas. A
lerceira causa he que uestes climas nascem nuil ra-
parigas qae npizes, e par isso um huraem lera de
ser o mirido de inuitas mulheris.
As consequenciai d'eila raullplicidade de mull e-
res sao evidentes ; he millar separa-las nao s
sueiedade, mas al do resto da familia. Mesmo no
interior das hahitacoes o gyueeeo deve ser rigorosa-
mente recndito, e so o dono da casa pode all en-
trar. ComoM alleicocs e os gustos variara frequen-
temente, nu be pussivel que se cuulie o guveruo da
casa a uenhuma d'essas espusis pouco duradouras.
Todas estiu na inesraa sujeicao, que aborrecen) a
ENCARREGADOS da SLBSCRIPCAO NO MR,
Alagoas, o Sr. Claudino Faleio Din ; Baha, o Sr. D. Dunril
Rio de Janeiro, o Sr. Jooo Pereira Marlins.
EHPERNAMIILCOa
O proprietario do DIARIO Manoel Kigueiroa de Firu, na .oa
bvraria. praca da Independeocia os. 6 e 8.
muTcharn"^^"''^ "a" 1 '^ !T *,'?"'"" ^S^"*' ^ *** ^^ SB '^'.ou banido fu- viv-se svb.ri.icam.nte, lado p.ree. i.en.c.r
murchar o vico d essas epheraeras flores, anida antis gitivo. >
de desabrocbaHas. ( perMHca do* Pobre, no Porto )
Nao direi que em ccrlas provincias o numero dos
nascimeutos feniuinos au seja superior ao dos
masculinos, posto que as estatisticasde qoe si apro- i
veilou Monlesquieu devim ter-se por supeilas ven- I
do a iuexactidao das nossas. Nao posso convencer-1
me, sem embarao, de que a polygamia remedie esse
mal ; e como au exist senao as claases elevadas,
sempre pouco numerosas, un he crivel que possa
compensar o(exeisso de Dasciroetitos femininos. En-
lre uus be fado averiguado que nascem mais rapaze*
que raparigas, e lambem que apezar d'isio ha mai*
mulheres que homens, porque os Irabalhos varouis
sao mais arriscados e morilleros. Porlanto este ex-
cesso no numero das mulheres dos nossos paizes
seria urna causa da polygamia, e ama disculpa para
ella, se se quizesse inlroduzir. E ludavia abslimo-
nos d'eila com grandt vaulagem para o nosso bem
eslar e para o nossa moralidade. He provavel qoe
se no Oriente houvesse anal voulade, tambera a
puderiam evitar.
Finalmente, maior facilidade na sustentarlo de
numerosas esposis, tambem nao me parece urna
causa mudo ellicienle. Como acabei de dizer, a po_
Ivgaraia, apezar dessa facilidade n3o passa das ca-
les abastadas, e enlre as classes interiores, como nao
pode haver serralhos, recorri-se com frequenciu ao
divorcio que s casia algamas piastras para o cadi,
outro tanto para a pobre malher repudiada, e oulro
tanto para a nova esposa, que tambem se vira a di-
vorciar.
A consequencia mais funesta da polygamia, he na
miuhaopiniao, ler corrompido e avillad o matri-
monio. as narOes orieolaes nao existe eom as con-
dic,is iodispenseveis; he sempre ephemero,porque l
est o espectro do divorcio a ameara-lo continua-
damente, i.inando ai classes elevadas tao mal com-
prebendera e lao puuco repeilam a santidade dos
laroi que nnem o marido e a mullier, o pai e a mai
de familia, so por milagre as classes intimas pode-
riam consagrar-lhe maior respeito e comprehendi-lo
melhor.
Na muida opini.lo, a vrdadeira causa da polyga-
mia ubi mais ni pervenidade dos homens do que
ua influencia mui duvidosa do clima.
A' quelles que a couhecem e a lastimara cumpre-
Ihes eombaler essa perversidade; e so perdendo toda
a esperanca de ver o Oriente regenerado se poderia
acreditar que nao pode ser vencida.
Eslou iiiteiramenle convencido do qoe sera' de-
bellada, apezar de nao ser deraisiado optimista. E
se attendermos aos progressos realisados no Eaypto,
e mesmo nos paizes musulmanos. em geral, u'esles
ltimos quarenla anuos, o futuro deve inspirarnos
conliauca. I'ara o Ecyplo seria urna gloria imraeiisa.
se pur ventura tumasse a iniciativa d'esta reforma,
gloria que iccresceularia a' que ja' Ihe cabe por
outros progressos iuipoitanles.
Sou ele. etc.
liurilielemy Saint llilaire.
Jom-nal Urs Debis.'
lornaldn Commereio de Lisboa..
IHTBRQR.
RIO DE JANEIRO.
, poca actual.
Ao Rvm. arcebispo da Baha.
tres sao os cancros que minara e rorroem a socie-
dade actual, a soperstirao, a incredulidade e a indir-
ferenja ; o povo em geral he supersticioso, o sicer-
docio u'uma grande parle incridulo, o governo ab-
solutamente ndifferenle. Esla terrivel verdade esta
nos factos, estes symplomas asustadora* divisara-se
uas leiri.es caractersticas do seculo actual.
O scepticismo philosophico, que d'Alembert, l)i-
derot, e loda a manada di enciclopedia derramou a
m3oi largas entre o povo, trouxi a gangrena no cor-
po social; os seus herpes ll.e nataram a f a f subs-
titoio-se pela nrredulidade ; depois desla appareceu
poca de lampos priscos, ou um novu reinado da fa-
bulosa A-tra.
Ha, porem, debaiio .les'is roas eneanladoras -
pinhosque dilaceram, debiiio de virosas a anega-
das flores esti' eoeoberto o spide venenoso, dibaixn
da farda doorada sangra a ehega que pnng, que a-
niquili, que mala.
A mocidade e a velhice, o oobre e o borgnez, o
homem do povo, e o homem eseravo, o homem das
grandes povoar,oes e o do campo, todos parecen) lo-
mados do raa preocupado assustadora, de urna in-
qoietirao indidnivel.
Pesarosos do passado.eovergonhidoi do preieotee
recelosos do futuro, debilem-si n'umi terrivel an-
caalia que se seole, mas nao se pode nem corar nem
mitigar.
O lavrador, no meio da sua palriarchal abundan-
cia, qoeia-se amargamente da sorte ; nanea tem
ama colheita que o saseri, uem bracos qae M|am
"asanles para os seus msteres ; Irabafd,. tida loflre
a, e a indifferenca he a piior das cala- privatOes e sacrificio, arrolla ai tempestada*, .po-
s .-., ..__!'_*?_ Oill_Ljl*a^a*fa.a.lB-. ^>_*___e a
Eis aqui o rtico do nMorning Post, que se re-
fere o Journal des Debat de l!l de nnvembro .
Depois de ter enumerado dilterentes priucezas,
que (omaram parte nos negocios polticos na Ilussia
o jornal inglez conlinu nos eeguinles termos :
Ja se v pela enumerar. .i que lizemos, qoo os
Czares nao desilenliara empregar as priocezas da ca-
H de KomanolT para aagmenlar a influencia e es-
tender o poder do imperio russo.
Parece que pessoas em urna posir.io 13o elevada
nao deviara tomar parle em negocios qne pela sua
nalunza offerecem (antas dilHculdades. Mas a ex-
periencia moslra-nos que nao ha artificios que nao
empreguem as pessoas dafamilia imperial e da claree
mais elevada em livor da diplomacia secreta da
Kossia.
O syslema, que nos dissemos que existe na Itus-
sia ha mais de seculo e meio, esta ainda en loda
a soa forca. A in.penlriz viova da Ilussii, pessoa
muilo amavel, que era prioceza da Prnssia e pro-
testante, reuunciou ha perlo de quarenta anuos ao
seu paiz e a aua religao para casar com o ijru du-
que N.culio, e desde 1SI7, epnc. do seu casamento,
lornou-se mu, Russa que os proprios Russo*.
Esla princeza, que por causa da sua saode he
obr.gada a residir na Italia, tem ltimamente em-
pregado as las riquezas e influencia para irritar os
raaos seutimenlos qoe existen) desde muitu lempo
enlre as casas de Hapsborgoe da Sabova. He por
aqu que a Kussia espera eedu ou tarde desunir a
Franca e a Inglaterra. Ella julga que, rola a all-
auca, sen loda poderosa as peqoeuas corles da Al-
lemanha, na Grecia, us principados e talvez na
Iraosylvani..
Duas gran, duque/as percorrem ja a Allemanha
a duquezi Melena, sobriuba do re de Wurleml
berg, eslabeleceu-se em itreslau, donde pode in-
trigar eui Vienua, em Uresde, em Leipsig, em Ha-
uover e em llaraburgo. A uuln, a grau duqaeza
Alevanilra, mulher do Gran duque Constantino, e
princezad* Saxe Allendurgo, esla' em Berln., don-
de pode levar as suas inlrigas a Badn, Wortem-
burg. Uruxellas e Paris. Nao he tem motivo que
senhons habituadas ao luvo e viveodo na sumpluu-
si corle da Russia se metiera em viaxens por este
ma'o lempo.
A estacao das aguas esta' passada, e nao se diz
que suido destas princeza- reclame mudaura dej-
ares. %
O objeclo das saas viagens nao he senao poltico, de
e us jalgamos que he, por lodos os meios indirec-
eoccullos, simear a desiatelligencia enlre a
mdgdes qae podia sobrevir a religiao.
I'oi, pois, a iiidifferenra o legado deploravel que
berdamos du seculo passado. lio elle o ferrete de
iguominia qoe se acha estampado na fronte do secu-
lo actual, deste Jano moral que lem orna face vnlia-
da para incredulidade, e a oulra mirando a f da
uova regeueraro.
A sociedade actual he, pois como dissemos em ou-
tro lugar, ura amalgama monstruoso de impiedade
e f, de duv ida e crenca, de espirito e materia. O
diffenntis credos dos sectarios da Saint-Simn, dos
Neo-Jero-sulv mitanes e dos racionalistas, as opioi-
Oes de Gruraes, de De Vou e Sleiubarl parece que
tem encarnado, ou ao menos rellectido uo carcter
moral da actualidade.
Mas denlre a incrednlidade c a phanalismo, de en-
lre a encyclopedia e o'genio do chrislianismo, denlre
Hderot e Bergier, d'entre Volt.iie e Chateaubriand,
o'eolre Alemberl e Lacordaire, d'eulre Allieri e o
padre Ventora de Raulica aurge tnamphaoli o l-
baro da cruz, arvorado ua altura Golgalha ; e cora
elle renasce a pbilosoplia evanglica mais pur e
brilhaule, como uuoca renasceu a pbenix de suas
proprias cimas.
O Evingellio he, portauto. urna verdade udes-
Iruclivel, ora manaucial perenne da abuudancia in-
commensuravel que nos levou o Kilho de Dos hu-
manado ; he om lliesoaro euehanstico, que lem Ir-
umphado da deslrulibilidada de mil oito ceios an-
nos ; e que triuuiphar al ao alliino da dos secu-
los.
He nesle pergaminho sacrosanto que a gerarao ac-
tual se deve purificar, como n'uma piscioa de arara,
l que si deve baplisar como u'um Jordao purifica-
dor.
liutre a re que perdemos, e que buscamos recupe-
rar, eolre a f de nossus pas, que era a t" do homem
justo, e a incredulidade, que nos leva ao abysmo da
duvida ou da mdillereo.;a, arde ainda a larca da es-
peralta, ha anda o lume amortecido da "fe, que
chama a humanidad! desvairada para o camnho do
airependimcnlo. A sociedade actual he como o l-
Iho prodigo do Evaugelbo. Parificada no radinho
das desgrasas, engaa l < e desenaanada pelas decep-
cues de una philosopbij vcrlgiuosa, ensopada o
singue fratricida das lulas civis. a sociedade aetaal
voltaarrepeudidaaos bracee da cruz : Lasaro da du-
vida resuscitar como o espirito da f.
A sociedade carece de urna redempjao ; c o Mes-
siaa que a hade reunir hade ser a philosophia, mas
nao essa philosophia prostituida e derrancada dosee
plicismo, nao essa philosophia capciosa de lloivi-
lins, mas sim a philosophia christaa de Chateaubri-
and e Bergier, nao a philosophia sublil dos escols-
ticos, mas urna philosophia pura e saa a philosophia
evanglica por excellencia, a philosophia triomphan-
'e ni paixao do Redemptor, sellada com o seu san-
gne, immoilalisada pelo sacrificio dos marlyres.
Como, porm, operar-se esla transfiguracn'.' Co-
mo levantar urna maralha de bronze, para que l
trrenle da incredulidade da gerarao presenta im.. se
derrame sobre a f da gerarao futura '!
Pilo concursuda intelligencia--pelo ministerio do
sacerdocio.
raiior parte das vezes; do que be tesiemunha o bom I Franca e Inglaterra. Esperamos que 11
L'sbeck, de continuo perseguido pelas discordias das I l'elersburgo n3oo conseguir'.
ra que a admit mi no templo.
Desgrasado sexo Se os musulmanos arredilas-
sem na Escriptura Sagrada dos christaoa, dir-se-hia
ue leve a t,..""" v .TL daq"e"a h0mm "-* ** *"" -o S
une ,e a.orlun. de ser m... do primeiro filho. ue oulr'ort th, can=on, tornando-o
l.l:i ocrupa-i em dirigir a eata, mas as oolras na- Edn !
la leem qae fazer, e ha de coslar-ll.ei a enlrelerem I A M.l.on.,1 tambem n.lo se deve allribnir
Iradazidos pelo erudilo doalor Pcrron, uar aber a 'T ""i"""* """y- "o mais Ibes cusa
quan.as liumilliacoe, es..,' exposa P T" ?** *i "" """""" qUC Vi"
. vera juntas e sub o imperio do mesmo senhor, nao
Nasliraliras lao minuciosas da Icvor.iomusolma- leudara cia.nes ninas das oulras, e nao aiidem era
na, recordaiu-lhe a cada passb a impureza a que es- continuadas desaveneas. Nao podem impedir que
la condemnada peridicamente, e lanram-llia em se palenleem as variadas paivocs que as agitara uessa
ro.|o como n.n crimo, que nao pode apagar-se. Em-1 ociosidade a que eslao condemiiadas.'e de que ellas
lo a mulher he mora, ni|o pode assislir a' ora- | sao os qae mais loffrem. Quandi discordias qe
compor (Joantas reclamaresqucsalisfazer Ouan-
las creancices que contentar E alm desles oulros
r cao em comniom, porque a siia presenra dislralirm
os liis, ha misler que ja' seja de idade madura, p.-i-
indicno do
cuidados mais graves
He faeto averiguado, e conla de diversas paatt-
genn do proprio Alroi3o Sourate XWHI, ver,.
?l que o prophela nju lien mais tranquillo com
as suas mnlheres do que qr.8lquer renle. Canca-
ram-o com as uas ctnlinuada exirenciai, cornos
a po- i mis ratnoderados apetites Por vezei li.i de ceder-
suis favoritas e dos seus eunucos.' finalmente, sh a
rerlu-ao mais rigorosa e austera pode re-pon ler pela
virtude, e garantir o pudor d'isse apaixomdo sexo.
Monlesquieu parece ler em muita coula esta ul-
tima cordir.lo. c nao duvida allirmar que as inulhe-
res por este modo eucarceradas sao de irrepiedeu-
siveis coslumes. Com o devido respeito ao sea genio
euslu-me baslaute a admirar essa aasleridade. Que
virlude he essa que carece de estar all'errolhada !
So dvein admirar-se os co,turnes, onde a fraque/a
he pussivel pela liberdade de que guzam, oude a
razao combate os desejos t venc a paixao. I'er-
"uado-me que be iujuriar as damasmusulmanas sup-
por que so cncarccradas podem ser caslis. He cerlo
que as precaures e vigilancia de que as cercara n.lo
eonsenlera que a virlude brillie. jonlamente porque
Dato corre perigo algum.
Tambem nao concordo com as outras causas apon-
ladas por Moutesquieu, e roao-vos que desculpeis o
mea arrojo se me llalla das upinies de (do aulori-
sado escriplor. Nao posso pana convencer-me de
que a precucidade das malheres seja una das causas
da polygamia. Essa preeocidade lie um faeto incou-
As paginas di distoria moderna eslo adertas pa-
ra o imperadur dos I'rancezes, assim como para lo-
do o muudo, e elle pode ver uellas quaulo a influ-
encia russa foi fatal a reslaurarao e sobreludo a
Carlos \. Nos ultiraui annos do reinado de Luiz
XVIII, quando esle rei alias prudente eslava frico
de corpo e de espirito, a Itassa aconielhou a corle
das Tulhenasa invade da He-panda.
Lm anno depois, o monarcha caneado e afilelo
eslava morto, e tuccedia-lhe Carlos X.
Seduzido pela Russia, Carlos escolbeo um minis-
tro favonvel a esta potencia, e o principe de Polig-
nac, por uina opressao e intrigas vexalorias, anima-
do pelos jesutas e peloi absolutistas com graude
prazer da Russia lauto aperlou a garganta ao po-
vo fraucez, que se seguio urna revolosao, Si Car-
los X. lvesse seguido o couselho dado por Talles-
raud, primeiru a I.oiz X VI11, e depois no leilo da
mora a Luiz lilippe, de u3o abandonar nunca a
allianr.1 iugliza.talvez o ramos mais vellio dos Bor-
lii.su reiuassc anida em Traura.
Cnmlado Luiz XVIII foi levado conlra sua von-
lade conlrabir coiiipromissoscoulra a Russia, seu ir-
tcsUvel. t;umpre porem ererescentar-lhe a liccn-I mao adoptou-os por sua vonladec por ionvic,-lo;hi
ciosidade dos homens, que della abusara. Nos nos-, sabido qual o resullado lalal. Luiz lilippe, Un'da
sos climas a lei mareou a idade do casaraenlo aus
qoinze anuos, ouso porem apraza de ordinario a
uniao por mais Ires, qoalro nu cinco anuos. Se, in-
felizmente para nos, prevalerse o uso contrario, a
nalnrf'3 nao r.eearia mnlheres, as nosa lalil
des, a maleraidsde aos dme ou irere annos
coslumes, porem. na' narCr; eirilisadas oram mais
A religiao, Da phrase d'ura moderno eseriptor, en-
silla ao homem que elle lera duas vidas a viver, urna
passageira, oulra eterna, uina da Ierra, oulra do co.
Moslra-lhe que a sua nalureza he dupla como o sen
deslino ; que ha u'ellaora animal a urna iulelligen-
eis, ama alma e um corpo, emlim qoe elle he o pun-
to de inierce-s >, o aoel commum de doas cada dos
seres, qae abracara a erearao : da serie dos seres
maleriaes e di aerie dos seres incorpreos ; a pri-
meira part,ido da pedra para cheaar ao hornera, a
sesunda partindo do homem para cliegar a Heos.
Desenvolver esta thse he do ministerio da im-
prensa, explica-la e derrama-la oo povo he da mis-
sao do sacerdocio.
A impreusa que seja como o logo ella qoe ser-
vio para sacudir alear o lacho da incredulidade,
qoe sirva agora para alomiar e vivificar as doutri-
nas com a lampada da pbilosoplia e da f.
I all.i-.-e muito, e at ollicialraeule, do eslado
deploravel do nosso clero. E cora eflito al um
eerlo poulo elle e nos, o povo, somos os pagaos do
cbrislianisino. Com honrosas c numerosas excep-
tes vive-se da igreja : em vez de om culto edifi-
cante, temos espectculo de profana ostentaran, em
vez do trigo temos o joio, em vez do Iructo (emus as
tullas : l.Hamo- o crer intimo, falla-uos nucrao
evaugelica e o espirito de caridade.
Mas n3o podera' rehabililar-se o clero para que el-
la rehabilite i sociedade '.'
Pode-se deve-se redadilita-lo.
Mas como'.'
Inslroiodo-oemuralisando-o. Tara curar os cor-
pos proporciona o eslado duas academias que adsor-
vem centenas de conlos de reis: para Iralar das cuu-
sas susleula o eslado duas academias jurdicas e ama
militar, que igualmente absorvem entena, de conlos
de reis; mas para corar das almas n.lo ha urna fa-
culdade, ha apeuas o simulacro de alguns caquelicos
seminarios, a exceploarmos o da Babia, nevido o sen
eslado prospero aos esrorros pessuacs do venerando
prelado.
Para todos os serventuarios do eslado ba mllicien-
lesYemuiieraciics na laula mes.i do orcatneolo : pa-
ra o clero, que he legitimo e jenuino credor do esta-
do, dao-lhe orna magra e laeaiffltienta congrua.
D'aqui o a'ialiineiiio do clero, d'aqui a sociedade
rasenlindo-se deste abatimenlo. Para as posirues
olliciaes lia elogios e condecorares, para o clero ha
o estigma, a injuria e o iusullo.
E com ludo somoi de parecer que a regenerarlo
pussivel da sociedade sn pode partir do clero ; i'm-
pnnsa pode fazer muilo, mas missc do sacerdocio
aera' o principal complemento da reaenerai.ao.
Se se pretende siiicerainenla a reaenerarao da so-
era-se as calmari.s, lomi parle eom os eseravos an-
sas arduas tarefas da agricultura mas, depois de Un-
i aneear no trabalho, depoia de tanlo verter teor
de ladigis, he como o Tntalo da tabula, qae ole po-
de tocar os pomos, e agu qae desoja ; he como n
proscripto que nao pode vollar a querida Ierra da
palria, a sua desejidi Canean.
O homem das cidades, o predestinan s gran-
dei posicoes, o qae aellas esta collocado coco a
aureola das honras e do failigio, parece igualmente
minado e sacendido pelo attrilo elctrico desta in-
quietarlo, deite desespero impo a absfido. Nao
ha condecorase-es que o saliifaram, nem honraras
qne Ihe sejam bailantes, nem dominio qoe ebegoe
para suas aspirari.es, embora legitimas e approva-
das, desanima poi tim, simelhanle ao mata a quem
se espedarou o lerae do navio, a quem se qaebrou
a bussola na largueza dos mares, e que craza os
brasos e espera o termo ultimo da vida.
O homem dos capitaei e das fimneas, no reno
dos seus milhes de papel, no meio deesa tebre d
agiolagem, que o tra exclusivamente abaorvide, no
meio de seus clculos abstracto! e ceacrelos, agita-
se e debale-se n'uma aociosa inquietarlo, sem qae
bija resultido qae Ihe agrade, oa lacro qae o a*ts-
faga : he como a chamma do incendio, para a qual
nao. d combustivel que chegue.
Os domen- de leltras nao acreditara na eilicacia
da sua inllueiiria iulellerlu.il, crestada e prostrada
pelo bafo pestilento da mdillerenra publica. A ina
posirao, na cadeira do magisterio, na tribuna, na
banca, no gabinete, na imprenta e im tudo, reflecte
esse desacorocoimenlo, que semeldanti a herpes
lentos v ii difinhiudo os bons altelos e as potica,
aspiraces de um povo, de que ellas sao os bardos.
os prophelas, os sacerdotes da gloria nacional. Se-
melbanlesao t:esar da historia, maiidiin (em en-
volvido a cabera na capa da obscurdade, entregan-
do-se aos golpes da satvra, da calumnia, no rtaca-
lo, e o qae he peior, ao esmagamento da iudirie-
renea.
O clero est no raais fundo tbyaasa de deprecia-
rlo e do mais doloroso deanimo. Sem forca de il-
lastrasao baslanle para esmagar a dvdra do scepti-
cismo e da incredulidade, o clero tem sido pri-
meira victima immollada na aras ou no- reno- d...
revolui.Oes, vomitadas pelo monslro da anarchia ei-
i vil. A sociedade, vertiginosa, corrupta, transbor-
dando dos seus limites de impiedade, e louca na
seus desatinos, tem elevado as suas ondas ais aaa
porlicos dos templos, e at aos claustros dos mo-iei-
ros. Assim o clero he o primeire a dflvidir de san-
tidade da sna estola, e da ellicacia da sos .atinencia
moral na missao de corar das almas; ou ni olla a
voz por medo.ou quando ralla he voz qua clama no
deserto.
Como o estadista, como o linanceiro.como o elsro.
assim he o povo.
O artista n.lo arredile na arle, o joroaleiro no tra-
balho, o militar na gloria, a velhice reneg a sus
historia, a mocidade nao acredtfa na rehabilitar ...
do futuro.
Triste, doloroso e pungente he um Isl quadrn. a
anda meis qae verdadeiro.
Como transfigurar, porm, esla sociedade, prepa-
ra-la para urna nova gerac3o?
Collocando-a ao abrigo da cruz, iostraiodo-a eom
as mximas .ululares do Evingelho.
Ha nesle intuito a eom este lira, que vamos tra-
rar alguns artigos, que oiisareraos oilerecer a al-
guns luminares de groja, a ligaos coraroes pien-
sas, que ainda palpitara com u impulso da Ir.
as sagradas in.ios do veneravel metropolitano,
que einge a dupla cora do virtuoso a sabio, depo-
sitamos as premissas deste nosso irabalho.
K M. Ilapoto ie Almeiin.
PAGIN4 A VULSI.
lm dos melhorimeiitoa mneriaes que mait
conlribuem para a prosperidade du commereio, e
at da eiviliiarao em aaalquer paiz, be ioceutesta-
velmenle o qae coosisle as vas de eommumeacau.
qur sejam eo Iravez dos mais caudalosos nos, qsler
das mais cerradas selva-. Pde-se mai bem dizer,
que o velho mundo tem tocado o /enilh da civili-a-
Sao e do progre>so, devido qaasi que evrlesivamei
te a facilidade com que hoje os homens se encon-
trara de uns a uniros paizes, e a rapidez com qoe se
enlandera alravz do)ocano, etc. A nossa Ierra
Pernambuco,hi uns anuos desla parle, lem sensivel-
mente andado, i pari-paisu Ihe lem por isso mestnn
acompanhado a civilisarao : quera boje vera' deses
Tactos horrorosos, que linda ha trila aunos se per-
petra, a m em nossas res meis publicas (Jeera ha
irit.la annos poderia julger-sa garantido em qnal-
qaer parte dos nossos serli.es t lm Uro ouvido a
qualquer hora do da ou da noile, nada menos signi-
(cava do que Um homicidio, e esse tiro era ouvido
cora geral nnpassibilidade dos que nao parliam dos
cus arcabuses, pin. por muitos crimes, mullas ve-
zes viuzarem a lei. No entretanto quem observar qa
desde a poc que principiou desenvulver-se e gua-
to pelas estradas e pelas pooles. principien lambem
a serem subtrahida as cifras que avull.vam na esla-
lislica criminal, convira' que o progresso das vas de
coiuuiui'iracao ha excluiivameuli o que poden' i-
iuda fazer desappancir dentra nos o uso bsrbaro do
punlial e bacamarte, e a razao he obvia. N Jo que-
remos ara canal sol,. o lami-i, nem uotri qualqner
obra espanlosa de Londres ; vamos coostruindo nee-
sai ponte- de raadein, aperfeisoando nossas estra-
das, dando impulso aos gigantesco- prujeclos do me-
lliorameuto do pono, animando para qoe uo p .re a
nossa eslrada de ferro, que miis cedo lo qne peusa-
ciedade. Importa muilo rehabilitar o clero. O pon- moa o punlial e o bacamarte se,a substituido, pee
to de paitada pira a rehabililarao e proporcionar-lhe machina, aararas, qoe mais cedo ou mais larde a
a educarao, a illu-lrac.i
ceule posir.io nt sociedade.
procurado a allianra iagleza, foi-ll.e infiel, c as guardada remuuerai aos guardas
desararas que d'aln resullaram para o seu paiz, para
elle e para a ma dymnastiasao multo rouhecid.is e
rauilo recentes para que nos veja neressario refer -
la' aqu,
\ coraplarencia para con a Russia nterin o
dias de i.uiz XVI i i. A complicidade com a mes-
previdenles que uas neres orienlaes : nem se quer ma potencia preripiloii Jo Ihrono Cirios v, e foi
se aproveitim de urna lei menos providente do que i depoi da ter lisougeadu a Russia e compromettido a
aswgarar-lha una de-
Se qoereia viuda bem
cun a pussivel li-
"erlidade, alias nao contis eem a viudma. A fo-
me Ira/ o desanimo, o desanimo Iraz o s.imnn ; e
quaudo se dnrrae nio ve viga.
Parece animador e eiperanroso, i,-, mido a bri-
Ihanti o aiperio que apre-enli a nos>a actualidade.
i'e-or;;,t3 na prara ura endito iahulc.=j. improvi-
sam-se fortunas collossaes, ostenta- e nmilo saber,
sonha-'e muila utopia, exhibe-se um luxo asitico

.
MTTraDcr
furor que anda da para malar-se, -era' subslilaidu
pelo anuir ao Irabaldo. Lnlciideini.. u.o -nam snf-
licienles para o Iransilo'publico, e para roadjuvas3o
do commereio, as doas poults que licaui o don-
bairros da Roa-Visla o Santo Aolonio ardamo- eer
de muila nereidade una lerceira, ja. parla da-
proximidades do novo ho-p.ial que e e*ta' -dil,ca.
d. o^Coeldos na Boa-Visla,e va larmioa: r.e fre
cuezia de San-Jos^-, em nrn lazar que teto a nevo
dennmloar >. A impcrtanci.' desta obra he pelpa**;
r sua neeess.dede grande poi quonm a eslrada j.

-





DIARIO DE PI.KNAMRrCO: SABTUDO 10 DI. JANEIRO DE 1857.
ferro desla provincia, que vai do Kecife ao rio de
ian-Fraucitco, principia as Cinco Ponas, tingar
irojiiiu aos Coelhos da fregoezia de Sau-Joso, e a
iuo piojecla-se da poole da Boa-Vista no Cachanga',
passar.' icm dunda pelos Coelhos da (regosla da
toa-Vista. A referida via de cinnrrlouicacao, alora
ilo benfico nlluxoqoe dar' ao conimeicio, ponpa-
ia' rauitas panadas aos habilanles das dilas fregu-
as. He de crer que poucas despejas serao naces
arias para a factura daisa ponle, i ni. o lugar que
'ndicamos ler ella da passar lio pouco profundo, e
; le coiista-nos que ua baixa-mar ha quera pusse de
nina a oulra Ireguezi.i por dentro do rio, no refe-
lido lagar, iflo ha, uos Co.lhns, e supponhamos mes-
iuo que seja grande o casto, depois de-feila haja uel
I a om pedagio para os cavalleiros e carros que era
!toncos annos sera' salva a sua despeza, e o povo a-
m dista bem-dira' o gowno ou a nssemblca, que
levar a efleito obra tao necessaria quilo impor-
tanle.
Pedimos au Sr. fiscal do Recifa que lenlia a
boudada de ir examinar orna casa Ierre* que lia no
jeeco das C. inula, que tica entre as raas do Torres
n Cruz, fa rendo frente para o fondos do arinazem
los Srs. Isaac,Curio & Coinpauliia, porquaulo, cous-
a-nos, que lodos os dias, desde as 5 horas da ma-
ihSa ale as 8 da noile, all se rene grande porcao
de escravus, suppondo.se coin alguma probabilidade
aver coraroercio de garepas picadas, etc.
Llesejando o Sr. Ur. subdelegado do Sanio An-
unio saber u nome do inspector M. e qual a ra de-
loraiuala I'., dirigiioo-oos a quera prasenciuu, e sa-
la quaes os mais que presenciaran! os fados prali-
:ados pelo inspector M. sobre os qaaes chamamos a
silencio do Sr. I)r. subdelegado, a eis a resposta que
obtivemos :
Similores redactores da Vagina Avulsa.Su com
9 lira de scieulificar as autoridades superiores, e des
le rao lo cortar azis e oppr barreiras aos desmandos
desvarios de un erapresado, fui que pedimos a
Vrac-. a publicado de om fado que iraportou a
pralica delta a iul'raccao do S 7 do arl. 179 da Cons
tiluio.lo, e que foi praticado pelo inspector M. da ra
da P...
(Jucrem Vmce. saber o unme do iuspedor, o da
ra e as prova que temos para garantir a veracida-
de do fado, coja publicacao lite pedimo, e islo nos
dizeai Vmcs. para que as^auloridades superiores pos-
sam providenciar a' respeilo.
r Sendo-uos por demais agradatel a noticia qe
uos do Vmcs.,de que as autoridades superiores nao
Manuel, branco, rpli.l.i, 7 annos. Pobre.
Julo, branco, lilho de Carlota Maria da Coneei-
C'io, 1 anuo.
Apolinario, escravo de Francisco Jos de Mello.
Mara, parda, escrava de francisca Capiluliril de
HoWa, I hora.
Joanna 1 trreira da daca, parda, soltcira, 70
anuos.
Maria Gemida da Couceii.io, parda, sulleira, l
anuos. Pobre.
Manoel Jeruiivmo da Silva, brauco, \iuvo, jO au-
no?, pobre.
Hora, branca, lillia de Selcrinda Maria do Espi-
rito Sanio, i mezes.
Rila, crioula, escrava de Maria Joaquina da Cu-
nda, K dias.
(abrid, ciioulo, escravo de Joanna Mililana de
Jess, 8 anuos.
Catharina, branca, casada, 70 annos, Pobre.
-Maria, erioola, escrava de Pedro Chrisostnmo, IS
annos.
Adriano K.bello da Silva, :2i annos.
" Padre Leonardo Joo Grego, prioste.
Dinguem o lera' antes que eu n leia. Seria
ver, senhof redactor, o chapeo sem forma,
das folhas impresstl he tal, que o calculo da. resmas
de papel, paos de tinta da China e de Iv pos, que .
annu..|mcnte consom esla industria norme, darla de arlequn, o odele estampada e as .alcas ex
ver .gcm ao mais rorajos.. estatifico. Betas aapa- traordin.rt.s desle leitar da T?ibna Era um
ce- de ulcojM, minio faceta de fazer entre nos, I verdadeiro as-umplo para urn quadro...
,1 S ?.nfrr*L Ir' h T'T "a inA,w'-' *** eorioaid.de que se pote aipliear, na. grao-
ra.ond. entretanto a Public.da.e he enorme,.5a descidadetda I ma,!. por rail, una causa, pelo
a America, ond. nao | contagio do exemplo, pela exeilacao poltica, pelo
espirito democrtico, nunca abandona o Americano
prenso revolucao que nos lara pendrar na intimdade dos i Les tilles rie la veile monlaigne
Hiitem iimi.
..
A IMPHEENSA NOS ESTA DOS-UKIDOS.
Caracteres e cosame* do j urnaliimo americano.
I. The Life of llorare Greelev eriilur o Ihe New-
\ork Tribun, hy J. Parto'n ; i vol. ni New-
ork, lRoo.II. Memoir. of James tiurdon llen-
nell aud his times, ; I vol. in 8., New-Vork,
1855.
muilo dlflicei
existe meto Blgiiro olticial de operar sobre nina h;
certa. Ueiiemos por conseguate todas as cifras mais
ou menos phaatailica que dao cerlos viajantes, e ve
jamo*o documento mal pruvavel a mai* modeato:
por mais modulo que seja, lem elle auto) matlo al-
guma rnusa de assombriisn e que confunde. (1 ul-
timo recenseamento oflcial estabeleee que liavia ein
18'it), cm lorie a evlensao da Unla, e para una po-
pulaoao de vinle e Ires milhoes de homens, de que
be precisa dedmir anda mais de tres niillies dees-
a casaca cutame da impren-a americana, lia vinle cinco
anuos, os jorn es americanos vendiam-se lio caros
como os rio nos., continente : um numero n.io cu-la-
va menos de :ll) centuii s. A esle preco, a venda
era naturalmente muilo restricta. Nao se os venda
nos caminlins ile Ierro uein as barcas a vapor, sal-
cravos para quem nao etxle a impreosa, cerca de \ apparenam nos dilTcrentes di
Vivenl leurs liaiires ra discus-e.
Viven! leurs lavonnanles chevcliircs '
Vivenl leurs vuix argenlins !
Cea sroupes dejeones filies
tldoranles comme 'les bouquels de lleur- !
.... w un ....... .< uuiiuj toinii ce. |*i__ J'a
vo um ou oulro nnmero i-ola 1o que comprava tal -oele',d,le """; "* ,llr" "" P*
memliro do congresso em caminho para vv,|.ii.glon ne *" ^ roses .'
ou alsum rico nog. cianle que desrjava saber o pre- i l.orsqu'elles sorrienl, un enlende une musiquc
co crrenle do merradu. Nao exista enISo a venda | llooce come le chanl du rouge-gorge
nos caminhos pblicos, a vanda a relalho, que lem i El ou soutelles paa comme des anges
primeiro larobem orna toja maronira. i Seisroexei depois prensa. O joraaea viftem principalmente de assig-
da d.Koberta de ouru na Cslifnruia, esle estado, naturas. Era hem mao negocio : o importe da as-
qne eslava anda para assim dizer sera babilaces I signatura nunca era pago adiantado, porque sabe-
humanas, e sena indoslriaa de primeara neeessidade I se, que inveneivrl repugnancia^lem o Americano
coulava ja cinco ou seis jornaes impurlanles, que I como o Inglezem pasar urna cosa que naorecebeu,
mima.....-i in.j .La_____- ii ._ ... ,- '
, l.lo da e-rrav ida.,
, .au .i. escr.vioao su cum difliculdade he que st
eleva cima da urdera econmica
quesliln moral. Cerlo
penepue-o ate no deserto, ijuaiquerqne seja o lo-
gar em que ie eslabelece urna colonia de America-
doaseousas se eslabeleeein com ella desle"
im.
I.
Canon genes do auenteltiment do pubt'mdade
americana.
Se be verdade qoe a velha civlisacao esleja coe-
demnada a exluguir-se, he preciso confessar que n
barbaria, qu. vira .pus ella dirigir a obra inler-
rompia dos destinos humanos sera privilegiada
entre ludas as barbarias, e lera sua dfsposic,ao
meios de arro singularmente poderosos Esta bar-
baria principiar a sua obra com lodos os resollados
materiaes da sciencia e da industria, que appare-
cein as perales contemporneas precisamente co-
mo a ultima palavr. da civlisaco. Todas essas
forras brutaes e mecnicas que temos domado ou
creado, e que nos loman) tao altivos, os caminhos
de ferro, a tclecraphia elctrica, as machinas estilo
isnalmenlc as roo dos puvos que nos considera-
mos linajbarbaros. Smente esta conquistas, em
lugar de seren para elle oiesultado da civili.acSo,
s.lo o seu enlucen ; em lugar de ser o seu principios
sao o seu instrumento. Pergenia! um euro^n
de Imje, ao prmeiro que virdes, a um homem da
plebe, para que tein servido nossos quinze secuto,
de lulas e de combates, e essas cinco ou seis -oeie-
lizeram sardas aos clamores dajoslira olTe.idid, I ddes lao brilhanles, 1.1o animadas, locheasde
eos appressamo-nos em declarar a Vmcs. qoe o no- syslemas philosophicos, de heresias relisiosai, de
me do iuspecloi he Miguel e a ra he a da eoncepres polticas, de poemas ou d. obras d'arte
l'rdi.i. I H* Para aposlar qoe este homem, esquecido de lo-
,. .. ido o pensamento moral, aponte pra um barco a
Para garantir a veracidade do fado temos o leste- vnporifiimegaiido ao louse, ou para urna loeomoli-
trunhu do cidadSo desrespeilado e oli'eodido que va lanrandu seu assobio selvacem, e vos responda
mora na mesma ra, luja do sobrado n. 58. 5era ,l,sl,ar : Esses quinze seclos lio fecuudos
tem servido para crear ste meio de destruir a dis-
tancia, e esse oulro de vencer a tempe-lade e de
chegar ao porto antes que a tormenta se tenha le-
vantado.
Assim, para o europeo, a civlisacao se aprsenla,
em ultima analvie, sol urna furnia material e me-
chanica,a industria, a applicac,ao das sciencias as
neeessidades da vida, lie soa ultima pnlavra, seu
canto do cjsne, sua novissima veilia. Se pergun-
teesei* pelo contrario a um americano para nao ci-
tar outro povo para que Ihe serven railwavs e
esnaes. navios a vapor e machinas, elle vos respon-
derla provavelmenle : a Para crear a civlisacao.
lis papis das [oreas indoslriaes sao pois pei'fella-
menle opposlos |nos dona ContioeotN : aqu ellas se
apresentam eomo o tim da civlisacao, lomada a
palavra em sua dupla accepeo vulgar e mel.ipln-
sica : all ellas appareceui como seus inslrumeulos.
a Temos mais os lesteoioolioi dos Srs. lunario
rietilu de Luyla, Claodino do Kego Lima, Ismael
Araavel Gomes da Silva e o meo, se algum cooeeito
Un merece. ,
Podem fazer o oso preciso do que temos dito.
Ue Vmcs. aliento venerador, eleDeolindo Meudes
da Silva Maura.;
Consta-nos que fallecer um dos engeuheirrs
da estrada de ferro, da febre amarella.
Nao ha especulado melhor; ajanta-S* um
rancho de ociosos, humeus sera a menor posicao so-
cial, earrorados de urna flauta e um violao, e per
hi andam tirando liis,, com o intento de
receberem dinheiros, ceias, ele, e alm de incom
inodar os que Ihes cahem debaixo da escota !
N.io se enlende esla Deesa reflex.lo com psses
grupos de pessoas sisadas, que com completo instru-
menta) vao dar al certas horas determinadas da noi-
te, as boas feslas dos Reis por casas de pessoas co-
nhecidas, precedeodo pedido de Henea, sem loca-
rem as opparas ceias que os esperara obsequio--
menle.
Coosta-nns qoe ha om eocheiro 13o amanle de
bebidas esperiluosas, que todas as vezes que cuodur.
alguem em um carro para qualquer parle, tem sem-
pre de parar dolronte d" aljima taberna para jus-
tar um tirante, eodireilar um pcitor.l, ele. li qutni
teiu |ire-a de ebegar que esper?.
1). urna caria da cidade do Natal aoubemos que
por ora a epidemia punco lem ceifado por fura, mas
qoe receia-se augmeulo, e cause anda grandes dai-
nos. Esperava-se com auciedade ida do medico
deala cidade.
Hospital de caridade, 8 de Janeiro de 1857.
65 doentes.
AU manhiia.
AKSENAL DE MAK1N1IA.
He -ou. o das obras feilas no inelliorainenlo do porto
no trimestre decurrido de outubro a dezeinbro d
1856.
Caes rio norte,
factura de 18,390 palmus cbicos ou 17 bracas
correntes de mu alba desde o seo alicoreo argamas-
ada de cemento e revestida rie cantara ; assim co-
mo de l braceas de estacada com tirante* e compe-'
tentemente eutaboada.
Ilha do Nogueira
,3rX publicaces de lodo o genero, dando urna ex-
traerlo annuil de436,409,974 eiemplares, emquan-
toqueua Inglaterra para una pnpularao mais nu-
merosa e iiifinilaiiieiile mais instruida e mais rica,
n.lo se conia mais de lil jornaes ou pablieacOei |ie-
riodiras. Pal menos que amemos a estalislica, de-'
componhamqs o numero enurme que apre be ama operadlo iuslrortiva
234 somenli! sao diarios, li apparecem tres vezes
por semana, quarenla e don* vezes por semana,
e rail novlenlos e 2 san hebdomadarios. A impor-
tancia cnnsidoravel da imprensa hebdomadaria ex-
plica esla prodigiosa publiciade da Uniao, parque
indica claramente qual he a classe da populacau que
-u.tenia o- jornaes. Nao ao evidcutemenle'os va-
dlos nem os lilleralos, para os quacs exislem os jor-
naes quolidianus e as publicaces mensaes ou tri-
moslr.es, e que tem lempo de ler todos os das: ao
os que nao lem lempo de ler sanio urna vez por se-
mana, ou que qnando leem lodos o- dias precisara
de urna semana para ler um numero de um jornal.
Assim, SO por elc fado lica assignalado o carcter
da imprensa ameriou. : emquanlo entre ns ella se
dirige a' um publico rtlativamento iaatraid* rico e
sozando de descanso, na America se dirige a' mul-
lidlo.
O xito deslas poblicaces ihehdomadarias he um
fado muilo singular em ootra senlidu, porque ex-
plica o jue os .Americanos procurara primeiro que
ludo em ora jornal O que he um jornal hebdoma-
dario ? He una publicarlo que por brea deve con-
ter materias variadas, mltiplas e dillerenles,mis-
c.llaueous. Ouando se oceupa de politica, deve re-
sumir de um mudo geral os acoulecimentosda sema-
na; se ennuncia um joizo,he obriuado a' faze-lo com
mais moderadlo do que o jornal quolidiono ; dev
esquecer a lingiiagem dos pamphlelos, e Dio se
dirigir a' individualidades, cuino sempre fz,ra o
arduo, de jornaes, que versam oecessariamente so-
bre fados mu solados. Entretanto nao basla a po-
ltica para as folhas hebdomadarias; ellas devem, a'
menos que se queirain a-semelbar aos almanacks do
anuo passadj, cncher suas columnas, nao cora pol-
micas ou discursos polticos, que, quanrio appare-
cem, ja' sao r .nhcei.il.. de lodo o mundo, mas de
materias eslranhss ao geverno da sociedade, e que
posnm excitar a curiosidade dos leilores.
Os gelos polares e sir John l'rancklin, llcrschel e
os espatos celesles, e l)r. Gall o as protuberancias
do crneo humano, Roma e as ceremonias da Sema-
na Sania allingem esle lim. O jornal hebdomadario
he pois um meio de Informadlo. Ora a iufurmacao
he a que principalmente procuram os Americanos
em um jornal poltico ou nao poltico, quotidiano oo
hebdomadario. A sorle dos weekh nevvspaplesda'
a nica explicai-ao aensivel da iinmensa poblicidade
americana, que fla.ceu, que s tem mxiilido, que
sem cessar augmenta e em pro|inrc&es desmedidas,
peodupjo faci de um in,tinelo de raea decuriosi
da le e de urna imperiosa necessidade d'e informaran
nasclda das circunstancias histricas e se assim me
posso exprimir, dos obstculos geotraphicos.
Ai enturo esle paradoxo, que nao ha em lodo o
inundo populaces mai- curiosas qoe as populaees
anglo-saxonias. Ha muito lempo que nos pastamos
pela nacao mais curiosa e mais palreira e esta repu-
l.icAo remonta muittj acuna, porque devemo-la ao
crande Jobo Cezar que -orprendeu cora sea pene-
trante olhar e descreveu era Iracas immurtaes esta
queda parlirular do caraclcr nacional. Todava ha
muilos modos de ser curioso e seu proprio leste-
manho musir porque modo o somos. Assim somos
em Sao Fran-
cisco, em Sloklon, em Marvsville. tioi velhos
estados do norte, a avidez da leitura nSo he lalvez
maior, mas lem com mais facilidad com qoe salis-
l"/.er-se, e salisfazer-se sati-faz-se amplameole. Mr.
Joliiislone retereque,em una aldeia donnrle.de Ire-
zcnlos e cincoenla, a'qoatro ceios habiiaoles, re-
cebiam-sedezesete jornaes dilTerentes, verdade he
Desses 2,00 jornaes, | que mor parle da agricultura. Esta aldeia, que
recebe mus jornaes de que mnil.is de nossas gran-
des cid.des de provincia, poderia em rigor dispen-
sar-sc de fazer emprcsliinos >' imprensa das locali-
dades visinhas, porque he raro que urna aldeia ame-
ricana nao possua uns imprenta em que se publi-
que um jemal, redigido por aleum semi-rendeirn,
ouli ora alfarralusta e que sera' um dia banqtieiru
ou magistrado.
Tocamos na causa secundaria mais importante da
enorme publ.cidade americana. O numero extrava-
gante dos jornaes dos Esladns-I.'nidos provem da
f.,U.. .._ ..___l. l_- ....
seus meios de IrabaHio. por prazer, e, se nos he permitlido dizer. pelo pra-
b he por islo que a induslria, qoe deve inspirar zer d'oulrem ; somos cuno,,, ocialinenle. A'se-
que seus olbos nao veem em substancia e que n.io
pode locar com os dedus. Oulra repognancia doa-
sinanle americano e esta Ihe he toda particular ; he
-eparar-se de sen dinheiro e pagar o imporl. da as-
signalura. Ilehable se Ihe pedia e alcumas vezes
com os termos mais pallielieos: s no ollimo extre-
mo he que o asignaule pagava, preferindo alguraas
vetes nao receber mais seu jornal. Pelo anuo de
1833, Indo mu I mi de face, e os jornalislas achnram
ora meio dse livrar da lyraniua de seus asiguan-
le. Im joven estodaule de medicina, Mr. Horacio
David Sheppard ( conservemos o nome desle beiufei-
lor da especie humana, como o chamara os moder-
nos historiadores da imprensa americaoa conec-
beu a idea de baratear a iraprensa. Parece que o
linha impressiunado a rapidez com que os ...Lio. e
negociaules das ras v.ndiam suas mwrcadariaa a
preeo haixo. K como elle eslava meditar no me-
lhor meio de uanhardinheirn, e era taes disposici.es
le espirito, sempre se reflecle sobre lodcs os fados
falta de verd.nleirn capital. A imprensa americana j que se observam, por mais remotos qu. sejam ao fun
lera nm carcter provincial, local. (Is jornaes con-, que se procura, peusou que a applicac,ao i imprensa
nmem-e di algum mudo na praca e quasi que lulo do pnnepio da bartela o levara ao resultado desa-
inen! rio h-tado em que appareceraiu. (joe cu-i jado. Elle apenas poda dispor d. mui diminuta
Vivenl les liuures ndienejea,
Vivent les ch-veluics rayn nante!,
Vivenl les voix argeuliiies
Des filies de la verle muulaigue !
<> As bellas joven da verde munlauha qoem
nao as ama ? Acbara-s. venda hoje em ludas as
livrarias/.* .tocen da munlauha cefit, historia do
f ermonte, por til) Ihe While, etc. >
Entretanto so podemos censurar estes annuiirios
pelu chailalanisrao cora que sao tteriptos. t) roes-
mo porem nao se d cora os aunutirios medicaes que
9do muilo mais perigosos. Oualqoer pessoa, me-
danle alauns dollar, lem o direilo de annunciar,
sob o nome de atzuas da saode ou de pilla
para ser um.
que o elementos de
grandeza abundara nos Estados l'oides, ma. es-
le elementos tem necessidade de se colligaresn, de
se gruparem, de se combale'em, de se coosolHl.rem
em in-liluices, de s. turnaren) carne sango, o,
lomes vivos; enlao a poliliea americana lera' adqui-
rido o que Ihe falla e Ihe conhecer.' ..val.... En-
tretanto runlenlem-se os Estados luidos de vivtr
ricos tranquillos e repitaru. como urna eoosolaca..
o axioma de Monletqoeu : relizes povus que uae
leiiiliwin.ia!,. por emquaolo lod. historia ri.e.
.Hados I nido consiste era um Irsb.lho de fermen
acioqoe h. visoel a em ama dissimioarao d. .te
merilos que procuram eolligar, qe combaleo
sem e rerir, que se chamara sem >e poder ouvir
eipe.bnul,, curioso pira o'ph.lusopho.ou pensador'
mas que e-rap, e deve escapar a. joroaliil..
I.omeniito, este tr.balho de fenuenlarjo escaia
a aquclle ne Delle esta' envolvido. O "jornal
hilado tnidos nao reproduz o qoe lia de verdade,
r.meme curioso na vida americana ; reproduz poi
as-im dizer o que i d, montono nesta sociedade
ignora atvirit.iia.ies e delicados movimenl.s d.
vida. Abrimos om. deslas immensas folha a alo
lemos a esposicAo de orna tes-Jo do eoPtres.o *
director do jornal tem om correspondente em Waa-
versaes, horriveis composic.-'.es clumicas e lerrivei hington e lauto basta, no eulanio desejat.mns qw
precipitados, lelissimas sao as victimas quando I huuvessem moitos eslenogr.pho, encarretadot da
cahem simple-mente em alguma druga in nocente i acompanhar os ramp '""'"y- de decrver-u
como amedicina iucomparavelnial' ltlr-< tanali
.e .qu.- ha alguns anuo, hoave g.ande celebridaoe
em Itoslon e que nAn passava de agua colorida, ou
pillas vegelaes do I)r. Mulla! ou do l)r. Hran-
detli, doos pobres jovens, dicenleriiecdainente o au-
lor americano a quem devemos eslas minueiusidade
etas -cena, singulares. De quando em qoaudo ve
mus apparecer algum discorso de om ministro un
lao de lluslun ou una leitar. d. um tran*ccndtn-
taXisla de Coocord : porm quizeraiuos couliecero*
e .-lome, e o h.ibilos desl. grupo sublil e oovir *s
conversacOes qoe se Iravatn oestes conclaves de uivs-
que alguns sao urgaos dogoverno, nao lem por assim
dizer poblico e quasi que so .1o lulos pelos jurualis-
ta. Su a imprensa de Nevv-Vork,a imprensa po-
ltica bem entendidobe que se t cm lod. a ex-
ten-ao da I mao ; mas nao exerce a' respeilo da
imprenta dosoulros estados a mesma inlluencia aoe
a Imprensa de Pars sobre dos deparlamentos, oa
a imprensa d'lnglalerra sobre a dos condados. Em
branca e na Inglaterra t ha para toda nacao uina
imprensa, porque to ha um governo. Na America
nao he as-im : cada Estado lem sen governo, que
iiicessaolele>nenfe s. oceupa era formar suas ios-
lituic.oes, qoe altera, mortifica, dispoe a' seu grado,
seus inlerestet, que dillorem dos estados visinho. -
Eslas .lili .rene... que, vistas de longe, diminuem de parijao, deixou de existir,
vulto, liisiam entretanto para e r ii--. i ...... ..___j. ,.... I____ ". .
francisco Stores Horacio Greelev, ambos empre-
gados enlao na impraataa c redaccao de um jurnal
chamsdo o Espirito da fpoca.
O jor.ial que lodos fundaran) e qoe se chaioava o
Morning Pon comec,ou mal e sob ma' estrella, pez
sua apparic/o no I.- de Janeiro de 1813, no meio
de urna lempeslaric de nev que darou oilo das.
O habiiaoles de New-Voik eLvam pela mor parle
encerrados ein suas casas, e o raros viandanles nao
linliam a curiosidade de parar para comprar um no-
vo jornal. Esle accidente foi falal para o Morning
Posl. Elle comee..ra para assim dizer sera capital;
8 dias d. despezas oao coberlas pela venda,Ihe eram
um golpe morlaL: tres semanas depois de sua ap-
ele existir. O Di. Sheppard linha
rajao multo profunda para que qualquer Estado le
nha ihrelo de fallar em nome d'oulru. Accrescentai
a estas diuTareneas, sem importancia sob o ispelo
da I niao, a diversidad das insUluices no norte .
uo sol, accrescentai a' excessiva "descenlralisacao
americana ai distancias que ha percorrer, e com-
preheodereis enblo porque imprensa americana
lem este carcter provincial e he impossivel a domi-
nadlo d'nma capital. O jornaes de New-Vork nao
um errogravissimo, lixando o preco de seu jornal
em um sold e nao era dous. A experiencia provou
como dizein, que dous sidos eram o verdadeiro pre-
co do jornal barato.
.Morreo o .< Morning Post, mas nao morreo a
idea que llie dera o uascimento. Nove tnezes depois
spparttea o Sun jornal aiuda hoje existente,
sol. a direcc.lo de um M. Benjamn Doy, aclual-
_ mente rico editor de New-Vork. Esle leve ama bri-
podem llar lao livremeule sobre a ccravidao como llmnle sorle e prova que o Dr. Sheonard nAo se ha
i.s i.iinih.l. o. ..... .... i .. ..:______ .*.._.. -
os jornaes de Birbmoiil ; os jornaes de Boston nao
eslo collncados em conriiees laolconvenienles como
os jomaos de San-l>ancisco paia fallar em nome
dos inleresses.,calirornianos.il A imprensa ameri-
cana he pois, como o verdadeiro poder poltico ame-
ricano, local e arrtei provincial do qoe nacional,e
pelo que rotpeita a' imprensa de Nevv-Vork, a
nica que corre por toda a exlensao da l'ni.lo, ella
reprsenla no governo da npimae publica o qoe re-
presentan) no governo poltico da l'uiao o presidente
e o coiigreso,i(o he, smente exerce una influencia
va engalo. A luz atlrahe ss mairiposes e o che-
ro do assucar as formigas ; os editores do I Sun I
Dio podtam deixar de ler imitadores.
Na primavera de I8!li appareceu o .< Transcrpl, ..
publicado por dous redactores do mesmo Sun i> M.
II. Willougley Lj nde Stanley. Anda o negocio
houve bom xito ; e se 1,1o bem se baviam sahido os
dous jornaes, poique nao sedara o raesmo com um
lerceiro f M. Georue Evans ruuda o .. Homem ( Ihe
Man ) M. M. Lincoln e Simmons o ., Morniog Slar...
Tudns estes joriiees.exlinguiram-se snccessivaiiieiile
' --------- ...... u.,.u ,.,..v^,v --------- i ......' viii.iiuiiaiii-^,; ^(i ..i_xTc>3l fii'.x. ii i".
geral, indirecta, quasi abstracta, se a.sim nos po- i e de lodos os que acabamos de nome.ir. s o Son
demos exprimir. A imprensa de New-Vork he a | subsiste anda ; mas o movimenlo esta' imprimido
nica imprensa federal nSo oosamos dizer nacional, j na impressao e nao devia ninis rieler-se.
I orque razao pois a cidade de New-Vork. a o-| Todava esta sorle passava por soas vicessitudes.
daae mercantil e cosmopolita, goza d'ette privilegio Se apeuas foi nrister um dia para .llrahir alien-
ante que outras cidade mais dedicadas as letlr.s, i cao do poblico sobre ela nova invenrao, enlrelauto
mai cultivadas e que loriara o direilo de governar a I milito lempo correu antes que se Ihe' podesso faier
opiniao, se a tartana favorece-se sempre os lados cootr.hir o hatillo de lirar regularmente dous sidos
maH dignos, de preferencia, por excmplo, a' Boslnn, da algibeira. Era preciso que se Ihe ollerecesse o ex-
os e philotophos, a oAthenas Iraordiuario para seduzi-lo ; he intil por consegran-
te dizer qoe os dous redactores nao se d.vam limito
ao trabalho para ser sensatos e arrazoados. raas im
para ser inleressaules. A parle mais trabalbosa da
red.cc.aO era at milicias policiaes. I.lue lelicdade
para o editur quando linha de dar parte no. seus le-
do Novn-.Mun.lo, como nr^nlhnsamenle a chamara
os Americanos'.' Parecera qoe o direilo de ler a
palavra deveria naturalmente perlencer a' esle pe-
queo estado de Ma-sachu-sels, aquelle|em; que o
amor da verdade o da Justina he o mais expurgad,.
outr ora sem fortuna e hoje millonarios Em geral llc"' leitradof. Algumas vezes, um crim. filko i i
todas as pessois qoe se servem do aununcio nao "
sao mais escrupulusas e o mal cresceu por modo qoe
a legislatura de Nevv-Vork oceupuo-se de um bil
para prohibir a venda de qualquer medicamento
que nao Irouxesse inscripto no envulucro os uouie
dos ingredientes que o cumpe. Muita vazes tein-sc
criminado e com razAu ola negligencia oo para
dar-lhes.o verdadeirn nome, esta semi-complicida-
de dos riirectiiret de jornaes que prestara u apoio da
pnblici.la.le s mais vergonhosai iiivences de char-
latanismo : eis aquj o reverso da medailia ; porem
estes aiinuncios apregoam l.lo bellos proveilos! He
por centenas de mil que e deve coniar os dolan
que todas as semanas se despenden! em am.....eios
d.-la nalureza. Fallou-se de um tal Dr. Morlhead,
tnvenlor de cinturas magnticas, que alera de tuas
despezas de animncios.despeodcu em um anuo Irin-
la mil dollars por um almauack que dislribo. gra-/
lis pelo publico. *
III.
CAIlACiERES E COSTCMES \ IMPRENSA
AMERICANA.
ao temos que fazer a nomenclatura da impren-
sa americana ; semelhante empreza, sobre ser enfa-
oonna. he quasi nopralicavele s,i podemos convidar
o leitor curioso a pass.r pelot olhos a lista que con-
signamos em una publicaran aunexa a IteMsta. >
BillI ah encontrar., abundancia o floafOM l'o>l,
Plfladelplaa Lcojcr. iia lean*. Daily Ptcayune. Ira n lacio se deduznia
aela lista e aqu podemos enuncia-lo ; he o Home-
ro prodigioso de elementos contrallse heterogneos
que r.rmfiitam conjonctaraeut nesle tonel ilc.no-
cralico. Jornaes polticos, religiosos e estraugeiros
acensara a presenca de seilas imiiiiu.is oo rtvaes, de
inleresses infinilamenle divertos, de popolaces dis-
semelhanles espargidai sobre o solo da Gasee. |r-
andezes, Alleraaes, Hollandezes, Hespaiihoes, Ila-
lianos lodos lem seus orgos redigidos exdlusiva-
mente por elle e em sua propra lingus. Os inle-
resses dos Indios sao represenladns por un joroal
que escrevein cm llngaa indigeua.lous advocados de
cor vermelha. Todo inleresie de circomslancia,
todo phenomeno accidental ada logo um orgo pa-
ra cxprimir-ie.
Cada eleicdo presidencial faz surgir nm cerlo Ho-
mero de jornaes destinados a sustentar as diversai
candidaturas a exlingoir-se depois do vol popu-
lar. Os rappiny tptrits e as taatM loarnanle lem
osseusorgaos : vinle jornaes o sele ua oilo maga-
stnes pelo menos. Era a cifra que se .lava h. doui
annos he possivel que lenha augmentado e nao h.
de.gracadamenle provavel que lenha diminuido.
hnlretanlo ha ,l.i con, melhor que lado islo ; o
proprios loucos, lemos em alguma parle, tem seo
jornal destnalo a servir de iiilerprole lodos us
Kedlans do vovo-Mundo. Sentimos nao podtr por
aos olhos de nossos leitures alguns fragmentos detla
capital mago-tosa ; esto porto immeuso, alera lo
qual vedes urna cidade composla -de casas de madei-
r, lie destinado a ser o lugar dn encontr de lodos
os povos da Ierra. All, bem longe de ser ura peri-
go para a civlisacao moral e urna pedra d. escn-
dalo para o deslino do homem, a industria ea
aclividade material sao os servidores da Providen-
cia, e preparara, por assim dizer, os campos luturos
da historia.
mostrado desreapeitoaa e subversiva.
viset, quando lenta descubrir a forma e as cores
de que se revistir essa buinanidude fulora. I ma-
guais vos os barbaros, que tem fundado nossas so-
ciedades inodetii-s monidos de toda especie de
machinas poderosas e mortferas .' Figuris os Nor-
Eactura de 5,8011 palmus cbicos, ou 21 bracas de ', mandos aira vessanrio o Bltico e rabiado pelos rios,
raorqlha secca revestida soiiieute por cima, bem co-! nao mais om seus Irageis halis de salguelro, mas
mo o eotaboanieiilo de 27 bracas de estacada ja an- t em rpidos barcos a vapor '.' Vedes daqui dous che-
les feilas. fes barbaros alliados cummunicando-se por meio do
Este ardor de iiilorinaco, como dizein os pro-
prios nkleies, he entre elles o mais seguro preser-
vativo da hberdade politica, que se por ella au ful
creada, ao menos lem sido realmente preservada
doa que apparecem no mundo.
Este amor da inlormacao seria deve, segundo
creio, soa principal Torea ao espirito da propria ra-
a, rae. cosmopolita de hbitos, seoio d'alma viaja-
Jamais < vio urna sociedade comecar cora taes dora, exploradora, mercantil e para quem a ierra
elementos de forca. Que ovilisacAo creara um po- he mulu pequea para salisfazer seus costos de
vo, que desde seus principios se acha o henleiro de perigrinar;ao.
uininaterial l.lo consideravel'.' O e-pirlto perde-se
em coujecluras e deslumbra-se com suas proprias
Arrecife.
Factura de :tti,210 palmus cubico oo 1'. b.ae: -
crrenles de niuralbj argamasiada de centenl., e re-
vistada.
Esc.iv.c3o.
iJAtracijdo uos lugares deuouiinado Forte do Ma-
in e cora dos Passarinhoe, ua quaniidad. de 2, iil
luiieladas de areia couduzidas por 245 canoas, sen-
do que 2210 toneladas lu am para aterrus e 2ill pa-
ra lastros de navios.
Arsenal.
i ulinuaeao do rale.mento e conclusao e reparos
de alguns dus seus e.lilicu.-.
Kendimeutu a favor da lazen.la uo trimestre le
ootubro a dezeinbro Iludo pelas multas que a cap-
taoi. do porto irapoz em consecuencia da iufrac-
ejo do tea regulan,culo e ellos nos domnenlos que
exhibi .
Mollas...........114-3000
Sellos...........3699660
Reis.
4839660
MAPPA du doentes tratados na enfermara de
marinliado I. de outubro ao ultimo de dezein-
bro de 185ti.

a fi r = fi
,2 B H i-"5 i o C3 X TI iia 9f
X- x:. loa 86 o 15
lelegrapbo elctrico, oo transporiando seus bando.
d. avenlureiros por meio do caminho de ferro '.'
\ edes os homens do povo lendo ., diposicno de seu
rominercio lellra de cambio e a noli du Banco,
pondo em commandila o reinu du padre JoAo, i ur-
gaiiisanrio sob'planos liuancoirus misses entre os
pagaos em proveito da igreja e da Santa S.
Tal he enlrelauto pouco mais ou menos o insu-
lar espectculo que aprsenla a America do Norte.
Samuel llouston, Lpez. Kiuney on Walker, au
leem maii escrpulo o lilhn de Coilherme de llaute-
rive. porm tem mais recursos. Os marcador raanditarios com suas bellas emprez.s de flihustri-
ros, sao tao astucioso coran o advogado Palelin, po-
rm s,lo mais ricos e sabem especular sobre os fun-
dos pblicos. M. Vanderhilt ou M. Josc While, do
accessery transil rompany, venderan! o reino de
Franca .o'rei de Inglaterraj ou o reino de Inglater-
ra ao imperador da Russia, mas elles serian) mai*
exigentes que Jarques van Arteveld, nao su con-
tentaran) com alguns cen mil fardos de laa, quan-
do seus r,.ini >ul,eii< feu.lafs us plantadores lem de
Ihe ceder a' t.'o, l>ora prer;o lanos milhares de far-
dos de slgodao. He verdade, que seos recursos ma-
teri.es tao maiores, como corapensa;ao, a grandeza
moral he inlinitan.enle menor. Samuel Uoilsl >n oo
Walker, nao valen Roberto Guiscard. e
pes niercailnresdc Nen-Vorkou rie Phil.delphli lera
menos originalidad que Flamengo Arteveld. He al
gutna BOOM ler por si a grandeza, a poesia, a melo-
da
de.
e inleresses que camilla, a fore.ii das .un- i., I ronlav. com a maior minuciosidadc as prclendi.las
/es, be verdade, mo sao Ua grandes e lio | descoberlas de sir John llerschel no Cabo da Boa
Esperanca. O elleito deslas noticias loi immenso :
alguns jornaes o reproduziram afanosos, predi/'ndo
a llerschel a immortalidade. a Islo enlloca sir John
em un lugar bem elcvwdo ua sciencia, a dizia com
Ou-
Do
purificadas como no Massachussefs, raas s.io maiores
que as dos oulros estado; ellas se mesrlam cora
inleresses positivos e piaticos e os inleresses ah sao
menos grosseiros que no sul e no oesle, mais huma-
nos e mais esclarecido*. Emlini, e he islo que cm-jgravidade o ,< ll.ivly Advertiser.. de New-Vork
presta a imprensa de Nevv-Voik seu carcter ferie- [ tros jornaes ciusos da feliz sorle do ,. Sun e
II!
OAsaToaroaa.
Os fallecidos 1 foi de orouchites-croiiici, e o ou
tro de -a-ir.i bepatile.
Joaiinim .lose .tices de llbm/ueii/ue.
i.ir.iru a da enfermarla.
Enfermara de marraba :ll de dezeinbro de 1856
i pengrinar;ao
O jornal faz as vezes de viagem, o jornal he um
resumo de quanlo se passa uo mundo, e aqoelle
qu por soas accusaees, pelas neces-i.la.les da vida
on da prolisao, nao se pude apartar rio selo natal,
ach ao menos na leilura quolidiana de seu jornal
um meio de salisfazer sua curiosidade, e de illudir
seus gustos de locomocao. Nada ha sobre o noiso
continente que posa, dar urna idea desla singular
necessidade de publicidad. A leilura do jornal oao
he um passalempo, he urna das occupacales do dia
e nao be raro ver um inglez, qu mallas vezei he o
menos distrahido, e o mais Iraballioso homem, con-
sagrar qoolidi.nomenle quatio tongas horas a' lei-
lura do Times. Esle deejo de conhecer se tar-
ta a' luden, com regularidarte, calma e melhudo,
como orna das apneles essenciaes da vida : o jor-
nal be una neresidade como o al,unen e o cha. Bo-
la curiosidade natural e da rae, u-lentad" pela II-
lierila.te poltica, acha anda um nuvo estimulo na
divisao inliuila rio scciedad em pequeas cartas, se
tala podemos dizer. ein pequeas commuuidades,
em pequeas igrejas que todas (em qoe dizer era
seu favor oo contra seus adversarios, e que todas
l.m inteiescs riivregentes |ao infinito. O espinlo
de ronlroversia he dcle modo incessanlemente fo-
mentado pin esla diversidade de inleresses. de psr-
lirios e de igrejas. Emfim e esla he a ultima cir-
euiirstancia, a posicao insular ria Inglaterra presluu
a' imprensa orna forca consideravel, e que nunca
ella pndera' enronlrar nos oolros Estados da Eo ro-
pa. Temos para salisfazer nos, curiosidade tobre
o continente, mil meios, somos por assim dizer
atravesados pelos oulros povos mas a Inglaterra,
na poca era que a imprenta eomecou a l.unar sua
importancia, eslava privada destes meln apidoa
de e..........iifr.in, (solada dos oulros paizes, pro-
tegida alm lisio por seus coslumes contra ela so-
princi- | ciahiliriade fcil que por laOlo lempo nos lem subs-
lituido a imprensa, que aluda boj no-la substitue.
O jornal era a OBica fonle de iufurmacao, quasi o
nico laco le eommitnieacilo com o "continente
ral, NevT-\ork nao be soiuenle o grande iraprio comprebendendo a Traode, aniiunciaram que tam-
coininercial da Unulo, o cenlro dos seus negocios ma- bem baviam recebido etlaa brilhanles noticia., e que
lenaes, o grande laco com a Europa, o deposilo do as publicariam em seus prximos nmeros, com mais
algodao do sul,dos cereaes rio uesleje do ouro da Ca- particularidades
liforma, he tambera o cenlro social da America do
Norte, o foco *n> que se vem unir e fundir em um
so raio tedas as opraies polticas e moraes dos dille-
rentes talado.. N.w-Vork, cidade cosmopolita, meio
americana e meio europea he por sua posicao a nica
em que lo.tas a opinies portera desenvolver-sc li-
vrenieiile e ao inrsmo lempo moderar-te e neulra-
lisar-se mutuamente. Em todas as nutras paites s
upinies alo divididas, exclusivas, intolerantes. Im
jornal abolicionista n.lo poderla eslabelecer-se sem
perigo na Nova-Ortsane, um jornal francamente
partidario da eseravidlo nao poderia eii-lir cm Bos-
ton. Em New-York, pelo contrario, Whigs e de-
raocralas, Iree foilers e partidistas da ecravtdao
aunexionistas e iniraigos da ,;onquista)podem ex-
primir sem temor soas opinies. Assim reunidas
n'esta grande albergarla, eslas opinies qu. em
qualquer oulra parle sao perigosas, porqoe sao se-
iihor.s excloaivaa, lempetam-te e habitoam-iu a*
moderacao. New-Vprk he a cidade imparcial, in-
dillerenle por pxcdleucia e, se assira nos podemos
exprimir, a mais constitucional da liniao. Ella mo
interpreta a cun.tiluieao em um sentido exclusivo,
cuino fai o Hatsaehaas.il ou Virginia e tal he a
razao oorqne a imprenta de New-Vork lem a honr.
e o privilegio de sera nica que representa os in-
leresses fedei.es da grande repblica.
A imprensa he poi uina instituir,, esseucialmeu-
le angl ,-sa voni,. Al ao preseute, ella nao encon-
trou em nenhuma oulra parte as mesillas condices
de prospendade material que na America e na In-
glaterra : em lodos os oulros paizes, ella sempre le-
ven una vida inquira e incerla, aiuda quando estes
paizes lem sirio atravesados por grandes sopros de li-
bardado e lem gozado de instiluioiles liberis. E-la
immensa poblicidade nao depende quanlo se pode-
rla crer, da liber.ladc politica. A liberdade lem
concn ido para ella, apenas como um meio, co-
mo um nslromento antes dn que como uina cau-
sa. A verdadeira causa he preciso procura-lana
seria curiosidade e no ardor de informado da
REI.ACO DAS PESSOAS FALLECIDAS VA
FREGUEZilA DESAMO ANTONIO EM HE-
/ KM Hit 11 DE 1856.
Kosa Francisca do Ispirilo Saolo, erioola, vio va,
33 anuos. Pobre.
Maria, parda, fiII... de Maria Magdalena da Con-
eeic,ao, I dia. Pobre.
Joaquim, pardo, lilhn de Joan Baplt-la rie Albu-
querque. 6 tonos.
Rila Maria uo.
Luiz, crioiile,ecravo da Dr. Jos Antonio de I i-
gueiredo, :l mezei.
Manoel Jos da Silva Araojo, 1.rauco, solleiro, 20
anuos.
Pouciana, crioula, escrava do Dr. Pedro Pereira
de Araujo Hellro, 7 dias.
Joanna, parda, lillu de Alexandrina Maria, 18
inezes. Pobre.
Joanna Maria da Conceicao, crioula. tiolleira, li-
berta, .10 aune.
Vicencia, parda, lili,a da Vicencia l'crreira da
Cuuha, 2 anuos. '
Maria, branca, lilha de Irancellina Luir das Do-
- res, I dia.
Lolia da I .osla, africana, liberta, solleira, 70
anuos.
Mauoel, brinco, liliio de Manoel Antonio Alves,
2 mezes.
Rila Traiic,oa. l'crreira, branca, viava, "i an-
uos.
Aprigio, branco, 1,11,o do fui/ Jote .Mojileiro, -1
annot.
Antonia, crioula, tsciav.i de Veri'.imo J.'.se M..-
reira, 23 annos.
Hathiat, p-irdo. e travo de Jaciotho Joe de Hel-
io. 3S aono '
ILEGiVEL
menos i
co lu
e o
ver
quan
nho i
lor n cuidado de responder a' esla dovida inlrodoii
da de propeailo, como reserva em favor dos direilus |
imprescriptiveis dn espirilo contra a materia e da
poesa contra a pro-a. Os Americanos tem Instan-
te qnalidadet ajariadas de bastantes recurso. : uay
Ibes falla teMo uina colisa,serein poticos. jjjjpS
Feita csa reserva, vollemos ao phenomeno exIhP-
or liuaiiu e unin al o prsenle, de um povo que co-
meta seus .!.-nno. com ludos os resultado mate-
riaes de urna civ ili..iea.. de quinze Melo. > lo sao
someule forcas naluraes domada* e niarbiu.is me-
clianica, que os Americanos lera a' sua disputa :
sao lamhem essas l,,n;a de teclo politica e social,
essas forjas collecliy.s, anonjinas, quasi m.,ra:-,qoa-
si materiaes, que. io em um certo sentido a ultima
palavra de i.o,sas ivilisaci.es europea-,a impren-
sa, a educarao prii laria, u espirilo de associa^lo sob
todas as formas, neelings a coiivencoes, clubs, so-
liber lado nao honvessein cuncorrido oulras rail cau-
sas que todat vieram empreslar-lhe ceiva e apoio.
o mesmo phenomeno se da' na America. A li-
berdade politice c io-,.rrc ccrlamente em grande
parte oo poder e exlensao indefinida da publiciriade
nos Estados-Unidos ; porm quaodo mesmo a liber-
dade fuste mais resnela do que o he, a imprensa
representara entretanto um papel bem considera-
vel. Esla .nenie curiosidade, que nos astigoala-
inos como um dos caracteres da raea anglo-taxonia,
eucoutra-s no mais alto grao na America. A de-,
mocracia deeeuvulveu-a em proporcoe* eilraonli-1onotme datado mu loogedoaEsladot Luidos. Ain-
narias, porque do outro lado do Atlntico be menos A* lovaodo em coula o acereteimo da populac.io e
o espirito de liberdade que o ospinio de igualdade | P"r toaseguinle o accrescimo dos leilores, seria riif-
que estimula e-la paixitu de curiosidade. O grande i,lc'' *'' semellianle phenuiaeuo; porem ha vin-
Mniitesquieu visitando a Inglaterra, sorprendeu-se ,e cri"c" anuos a esta parle, a imprensa americana
muilo por ver om i.edreirn lendo urna gazeta obre su"reu u,li' 'volucao que ranlliplicou a., mesmo
o lelbado que eslava a'reparar. Oue diri.i elle lio- lenlpo o Homero dos leilores e dos jornaes Ouero
tuio,oe entre o norte e o sul. Asim cnlre estes duu
povos, como vemos, asseraelham-se muito as causas
do feliz exilo da imprensa, he fcil, urna vez que
se lenha etlabelecido e explicado as parlietdaridades
e usos peculiares de cada um, reduzir esta cau-as a
duaa principies, a curiosidade e o individualis-
mo.
II
REVOI.lt AO NO JtlRNALISMO. X IM-
PRE.NSl VAI EM BOA MARCHA.
N3o se pense entretanto que esla publicidad
Em quanlo o Sun Irilh.vaeila brilhante lenda, er-
guia-se om novo rival que ura dia devia obscurce-
lo. Um j ven eseossez que, havia dz annos, proco-
rava fortuna em todas as parles da I nio, e qu vi-
va a transportar sua activa pessoa rie Boston a Was-
hington, de Washington a Richmond edeRichmond
a Nevv-Vork, M. James Gordun Bemell, publicuu
em 18:15 o Nen-iork-lierald.. Coraecou esle cele-
bre jornal, o nico jornal americano qu. be lidu ge-
ralmente na Europa, pobre de fundos ma. rico
de esperanzas. Como Ihe era misler viver esperando
recorrena estratagemas que em nada eram inferiores
ao BMOtt lioa.i. O l'liuio, o Isocrales americaoo que
nos fez em quatrocenlas e oilenta e oilo mortaea pa-
ginas o panegrico oeste eslranbo hroe, refere estes
estratagemas com nina randura que cummove e des-
arma. De lempos a lempos via-se appaiccer no
(rNew-Vork-Ilerald., ralss meosagens do general Jac-
hson no dol. Marc,eniao guvemador de estado de
New-Voik. Era unirio porqut oengenhoso publici(a
eslimolava a curiosi l.rie de seos leilores, e excitava
a colera de seus companheiros. L'ns riam, oulros
reimiingavaro, mas lodos Mam o faceto jornal. Orlo
dia enconlrou-se M. Rennetl coro um seu amigo que
o censurou por suas multiplicada facera. O que
significa islo, Renen '.' huando seras serio ? M.
Renen respondea-lhe por um dito digno de Mo-
liere: (jocro fazer nm jornal para o vulgacho e
ralo para Wall-Slreet a ra em que se imprimiain
os jornaes anteriores a .Peney-PrOM). Sempre sou
serio no lim que prosigo, mas sou algumas vezes fol-
ga/.ao no meios qu emprego. Vsim he qne se fun-
dn o N'ew-Vnrk-llcraldu. O partido riemoeralico
linha seu orcao na iraprensa barata, o partido vthig
la.nl.em devia ler o seu. Seo orgao dominante era
enllo o .Cnurrier and Lufuir-r jornal de um pr.
co relativamente elevario, des dollars por anuo. M.
M. IloiacioGreelev e Haymond enrarregaram-se de
supprir u falla, e em 18(1 appareceu o primeiro nn-
mero dn ...New-Vork-T'ribunei) que fui para o par-
lido whig o que o ...Ne\v-\ork-llerald.. era para o
partido riomnei.it ir... De enlao por rtianlc eslava o-
perada a revolucao c eslava estabelerido om novo
rgimen para a imprensa americana. ,
Esla revolucao leve conseqiiencias eslranhas a
imprensa ; creou una nova prolissao e deu urna nova
aclividade a urna anliga industria. Os DCWboyi fo-
rain creados pela imprensa barata, assim como os re
vendoes que percorrrm as ras a apregoar o jornal
como om producto. Este commercio de nova especie
tem prosperado por til modo, queja' a elle se onio
a especnlacao. Alguns especuladores dividiram en-
tre si os dillerentes bairros da cidade e compraram o
diroito de vender oo mandar vender em seu prove-
lo tal ou tal jornal no riistricto que escolherem. Des-
de 18:ll>, diz ora dos historiadores do imprensa a-
inericana, o direilo de venrier o Son. nesle on na-
quell dislricto mo era adquirido por meos de (10X1
ou 7IKI dollars. Olanlo a antigs iuduslria que a im-
prensa barata estnnuloo, he a dos annuucio. Esle
raudo ue poblicidade, que fez a fortuna de lautos
charlarles celebres no inundu inteiru, nao be m
parte alguma omprogaua com tanto ruiismo romo
na America. Segundo creiu forain os Americanos os
primeiru a lervirem-te da poesa como meio de re-
clamo, e du annuiicios em forma de romance, que
lilleralura, realmente nova e .t hojedeseonhecida.
I unhamos de parte qoalq.ier rida nonieoclalura e
tememos mostrar n que he um jornal c principal-
inente um jornal americano.
I m jornal americano por pouco qoe.hajais folhea-
do este ou aqu.lle, logo vos impresiona por seu as-
pecto democralico. He uina inercadoria abondan-
ee barata. Papel cinzeolo, raolle e rompeudo-se
lacilinenle, impressao mcorrecla, ciracler.s quasi
apagado, nada Ihe falta do que revela a biraleza.
A linguagem rinjornal he quasi sempre prreila-
niente relativa cora a sua figura ; injurias, ollrag.s,
denuncias peetoaet abiinriain nelle. O todo, figura-
do e linguagein. lem alguma censa de vulgar, coarte
curan riizcm os Inglezcs. Ouando o jornal ameri-
cano se indigna ou alaca, ultraja e fervem as e\-
pressoes de ruf/iun, liar, tiUmin ; i|uaudo diverle,
nunca he alegre ou irnico, he faceto. Tem ac-
lmente a colera ou a alegra do vulgacho e nunca
se eleva acuna desle nivel. Seu segundocaracler.que
soseipanha depois delongaerepelidaleilura.il.
amigare baixeza dosinlerpses de que so oceupa.
Salvo circunstancias aecirieutaes como as eleices
presidencia e a elerna queslao da escraviriao, "ra-
ru he que os jornaes yanl.ee tomem peilo a dffe-
za de uina cansa impurtaule, oceupam-nos ordma-
riameDle intermiuaveis polmicas sobre miseraveis
incidentes que nccnllam miseraveis inleresses ; so-
bre um. nomeacao de governador, sobre um. ea-
deira vaga rio congresso, sobre uina riemouslrara.i
popular, sohre o negocios obscuros de alarn
inembru do senario Al as quesles qoe Mi-
zem respeilo escravidao, nanea he a moraldade
que loma por base o debate ; por pouco que e o
malve, logo se percebe que se Irala de inleresses
indi! idua muilo estranhus .i esle grandeassumpto.
I.eile ura arl.go sobre a escravidao era que propna-
menlt fallando, se nao Irala della e sabereis ex-
plicar se souberdes que existe una familia van Bu-
rn que apoia a influencia dos rieraoerat.s free tOtV
lers ; nao vos deve cansar admiraro este furibun-
do trecho que mveeliva conlra u. agitadores que
querem romper a Unulo ; nao se trata desle grande
interesse da t lulo ; Iralu-se de fazer mal, se he
possivel, a poderosa inlluencia de M. Sevvarri. Esl.
leilura nos faz senlir que estamos era ura paiz abso-
lutamente rtemucralico e em qoe os interesis inrii-
viduaes tem livre rfirso ; sentimos bm que o piiz
be joven, que anida nao lem historia e cujos ele-
mentos aiuda carecem rie eoheso, para qu. sua
politica tenhi mudarte seus iuteresses grandeza.
E-la falla de grandeza
ciedaries publicas, eligiosas ou scientificas. Assim, je so visilas-c os Estados-luidos: o criado da 'llr ''" Mlabeleeimeillo da imprensa por um praca : "' Y "" "'" ''"" "ac,u"al fura"' eMes
emquanlo que eul e nos lorias e-sas couas cu-lam hotel a quem chamis para vos trazer um cono Inralo, penng pre<*. como se diz na A merica. i im- ?"e. noeando 00 cxceotrico e conciso aunando
aillo a se estabel.cer, emquanlo que o. espirites se d'agoa au se move ante de terminar a leitora d prensa franceza sollreu una revolucao semelbanle i !""'" ln1vcnl"""1 aninmcio de columna, empha-
habilu.m lao dillii lmenle a essas pralicas de pu- seu jornal, se o esta'leudo : o carmeeiro vos pede POMO o seo. resollados ioram mal diverso.. I lnV',', inlenninavel como a arenga d'iim
blirid.idr, de asso< lacla ou de educarlo, reclamadas
cun lanos gnlos e oblla- a' preco de lauto sangue,
tudas essas pralhas, imprensa, meelings, ..
escolia,florescen e sedesenvolvem livremenle nos
Eiladot-Unidet. lue-digo '.' as sociedades secretas
mesmo ah se esta .clecem, se organisarh e realisam
sua obra subironla, algumas v.ses sangniuolenla,
impunemente e sem serem perturbadas. Emires
annos os Estados Finidos lem dado nascimenlo a] Ir
sociedades secre!as|: a sociedade da Estrella Solita-
ria l.nne Star
dade dos Kilo
grande partido p
violencias de Ka
mu Lodges),
nia,.para resistir
a' escravidao ura
menos que par
peslade e da na
eos, dos quaes u
cstadus europeos,
na poltica imprime no
jornal americano um carcter ingtilar rie insipidez
e inonoloni. Km nina caria escripia de Paris era
1817. M. Renneltesprobravajastamenleaosjurn.es
Irancezes esle mesmo vicio de monotona. Ha
qualro inezes, dizia elle, que vivem.os jornaes a fal-
lar sohre estes don tliemas, os casamentes hespa-
nboe. r a Cracovia, a Cracovia e os ea-.menlo- bes-
panhoes. Leilores anieiicanoa e ioglezes bem de-
prssa se enfadariam de quvir eslas rt-ias eternas no-
tas. Nilo se ..lleuda M. He.indi, os Americanos ao
contrario nao parecem aliarrerer-se muilo depressa
de oovir repelir os raesmus arligos uina ou duas ve-
zes por semana ealgnmas vezes man, c islo durante
dez annos conserolivos, sobre o difo do jornal the
Tribune por exemplo ou sobre o planos perversos
dos abolicionistas. Nao ha paiz no mundo em geral
em que com semelhante ousadia se repitan) as mesmas
variar-Oes sobre os mesmos Ihe mai ronhecidos. Sem-
pre a escravidao, Cuba, o Maineliquor Luir'. Y es-
te fundo solide e invariavel, se augmentara revistas
le discursos ou rie meelings que repelen! a seu lur-
nu o estrtlii ho das columnas ediloriaes, a e-cravidao,
Cuba, o Maine Menor Ijnc. Alm disto M. Rennetl
poderia, sem muilo esforco de espirito, convencer-se
deque os casamenlos bespanlii.es e. encorporaco
da Cra-ovia oflereriam pelo menos tanto iuleresse
como muilos attamptea de que se oceupa tua penoa.
Dosnos livre de quererraos rebaiiar aqui as ques-
ISaa que preorupun lodos os curacCes e tedas as al-
ma nos Estados-luidos Porm, emfim queslao
de Coba, por exemplo, nao detperl oillras lembran-
cai teaM as de Lpez e seu ilibusleiros, emquanto
que os casamenlos hespanboe soscilavam as recom-
meinlac.." de orna poltica tradicional, fundada em
serulos. Sera te ser por modo algnra emphnlico, po-
di.-se, tratando deala goaaUo, evocar as magestosas
sombras de Luiz \l V e de N.poieao e sohmetler sua
poltica a' um novo exarne. (Jue digo eu '! Se se fos-
e penetrante, podia e recordar o mao asilo riestes
dou soberano, e insinuar que se ai pessoas de Gui-
Ihernie e Wellington dolala de ser lerrivei, as-
sim o era o espirito que os animava.
>im, desde que se acaba a leitora de um jornal a-
ba
que espere um momento, para que possa acabar raleza de nusso jornaes n.lo aiiguientoii a sua in
seu interetsaute artigo anles de vos corlar o nbeels-1 fluencia moral ; as leis polticas que os lem regid
supersticSo, vem exeil.r-uos inleress, roa. oa,,
chegamos distinguir omito hem as caun. | j|lcr
os coinprehendessemos melhor se etiveemos em
urna casa de Milenario ou se j-tuti-simo, ,, a|
guia e--.io de magnetismo animal em algoma her-
dade de aldeia yanl.ee. l'bega o paquete le Saa
Francisco, trazendo lautos e-traogeiros e lauto) mi-
Ihoet em ouro em po, algumas vezei lambetn a u,.
tica de uuia selvagera applioacio d. le do lyica .
siin, por mais rae inlaressana* su. chega.U, se me
Irouxesse chronica minuciosa das casas dejogoe
da-taberna.. Os mais curiosos documentos sobre a
vida americana nao s. enrontr.m nem se poden.
encontrar no jornal, e os viajantes nos instruera
muilo mais a esle respeilo >do que o poderia fazer o
mais consetenctoso e ralelligenlejornalista. Tene-
mos nina exceden!, historia contempornea dos l-
timos viole anuos dos Hilado. I nido, po-suiH*
mus o jornal de uro gastador do oesle, as memoria
de orna velha negra, as lembranc.s de om amigo da
lemperanca ou de ura pregad >r de'eomp meelmg.
ai cnnlissoes authenlica de om gamMer calilorma-
no. Estes documentos escapara necessariaroenle o
jornali.i, que he obrigado a inqodar-se aniel com
u ilumnenlo publico e com a vida ullici.l da naca...
Entrelaolo forca he dizer m loovor dos jaeasja.
ameiicaiius, que ie n ... abundara era dncomento-
riiriosu,, nao he por falla de seo directores, qu
fazem realmente eousideraveis e.fureos par. tattsf.-
zer a avidez de seus leilores e allr.ihir astigo.nlea.
Nao Ihes cutlara despezas nem iadagaroes. Os te
legraphos decrteos funecionam e o paquetes I .mi-
gara para levar-lhes, algumas lloras antes d. chegada
ordinaria dat noticias, o discurso pronunciado oo
cougress.: por tal personagem politico oo a corres-
pondencias sobre qualquer c, uni-..,o d.ste ou da
quelle estado remoto. Klle-J recebem caria do-
territorios niait deserlos e dos dislrirtus mais selva-
gens. Se recente,,,.nie se estabeleceu urna colunia
de cen emigrados no Minnesols, elles o dizein ; ..
bem o numero das cab-^as .te gado que cont a.
herdades do Oregou. Todava por mai.,re. que sa-
jara os seus esforcoi, elles nunca ullr.ipaw.rn o ho-
riionie do novo mundo. He eta a grande origina-
li.l.i le do prual dos Estados I nido., lie h. ante
de ludo e tubreludo, seu bom ou mao irada ameri-
cano, Os paizes maisinaccessiveis e maisloncinquos
do novo mundo eslo mais prximos do An.enc-
no que a Europa, cujas marceas em II ou II di.
allingem os steamers d. compauhi. Collin.
As correspondencias e as noticias qoe cochera
as columnas dos jornaes americanos proceder do
Mxico, de Panam, d. Amrica central, do Chile,
do Paraguay. I ma revolucao no Meneo ha nm
aconleciineiilo de muilo mediocre inlereste; po
rera a bisloria sletl aconlecimenlo, que nossos jor-
naes fariain era algoma, oceupa mais esparo no
jornal americaoo, do qoe occopana a queda de um
poder como a Santa S oa a destocaran du ura im-
perio como a Aii.tru.
A revnloc.lo que destruid Sanf A una coincidi rom
a guerra ria Crimea; porem o primeiro desle aeeolr-
ciinentos era referido com muilo mus exlensao do
que o segundo. Involuntariamente e sem o siber, .>
jornal americano applica a oulrina de Monroe,
excluc u vclho mundo de soa columna.. A corres-
pondencias e-tiangeiras lalvn ai que sao enviada-
da Inglaterra, este peiz delestadu, mas qoe prende
aos Esla )os-1'nidos or tantos laco., qaasl qu. ni"
exisiem por aisiui dizer.
A llespanha, a Italia, a o qoe malt admira, a Al-
lemanha.sao para elles partaj quai nsca.lei do m...
pamundi ; a rranea nao he muilo melhor tratada
O Cum ,> joro! Hoirrirann. lenlimoa-iins Ir.n.-
porlados realmenle a uulro hemisplieiio. Nao lemoi
em verdade direilo de qo.s.r-no disto por qoe mui-
lo justamente nos poderia pergunUr om Amenc.it..
se he para ouvir eches eufraquecidos d. Eorap. qoe
lemos um jornal nos Estados-Unidos. He n'etle
fado que e-I.,' o grande iuleresse e n tutu... 0. on
prensa americana :o jornal de NeVV-Yarfc leude a i. .
uar-se para o .Novo Mundo, o que he jornal inglez
para o mando anligo. A Europa smenle preocupa
muilo secundariamente, e i.lo basla para revelar a.
disposices e a nalureza dos leilores a quera elle re
dirige. Moralmenle, o novo continente esta' sepa-
rado do anligo ; nao ha soliriariedade aleuma futre
seus destinos e u noisos, nenham laco historie* ; a
lernbrauca da origen) inglez. e, f.c'lo eslraulio, .
lecao latente e suida d.corte de Homa a a doa-
ultnn.s iiiiluencia- geraei qua aiuda prendera est.s
populaces a Kuropa.
Eis aqui pois caracteres do jornal dos Estados-
Lnidus : deinoc. alien ne liuguagein e .spedu, mo-
ntono em sua polmica, qoe sempre v*r-a n.bre ub-
jectos sera grandeza esubre psrtieolarid.des .em m
teresi. universal, porem essencialmrule anierieaua
e nunca leudo em vista -enao America, \ .-,,,...
agora os homens qu. o cream e dingein.A ilu.ejo
de um juru.lisla americano diveraificada d. om jr
nalitla europeu. O jornalisi. anericano he o.
persuoagem mu, temivel e temla que gota d'um
poder |, rtiii- consideravel. Elle mu oeve esta i-
luacao a um relo pouco notado : he quasi o anico
individuo que exerce um. acrao e ama infloenci.
poltica nos Eslados-Unrdos qu nao eja tubnv.d'
da ae vol popular e ao capricho deiloral. 1'ie.i-
dente, representantes, juiz-.-. guveru.dores de Eila-
do, lodos sao subraellidos .' oleirau e reconhecem
om leuhor ; o jornalista h. seu pioprio eleitor, na .
lera o mandato de muguen, ; he, em dilo sentido
o nico homcinllivre d'e,la serela le democr.liu II
homem publico pode denunri.-lo oa acu-a-o. ,i,.
alto da tribuna, raas pouco llie importa, porqoe a.
Iiherd.de o protege tanto como a seo miraigo e elle
oSo lera dar coat de su. conducta que anenibleas
caprichosas. O burguez americaoo, o rico mrrr.-
dor o ministro da igreja, podem despreu-lo ; ina-
desprezando-o ; sao seus tributarios, compram-lh
o jornal e desl'arle dependen) d-'elle, sea bom ..
ma'o grado. Esta situarlo ume llie crea, no mu
d'uraa sociedade tao roobil, orne segoranra de qu.
elle osa ou abusa sera se aligir. Oulr circumsl.u-
cia vira arada euipreilar-lhr nova forra : um joma-
lista nos Esta I.H-L ni Jo nao he como na Inglairrra
urna ruda descuuhec.da de ura. grande machina
anoiivma ; be um individuo. Em oolros termo..
o jornal n,io absorve seu redactor, pelo coalr.rtu he
o redactor que absorve o jurnal. \ idea dojor
nal nao se separa, uo rspirito de ara Americano,
da idea do redactor. Joroal e jornalitta formero un
su todo. Lemos o limes, c Datlj-.\eco>,>. o Man
danri, sem nos inquitennos por* quemo publ.r.
redige, sabemos qne estes jorn.rs represen!,in eaal
ou aquelle partido e tanlo nos basla ; he a opiui.o
rie ora gruin anonv rao que trino debaixo do utho.
Assira nao he ua Amrica e bem qoe as colanilla,
do jornal ejam redigid.s por om modo anonvmo.
o pensamci to dn eleilur liga um nome a e-I., atata
que nao I u as.i-iulura. He assim qu* o "C"i.
rier and E imreri, ou M. Walsun Webb. aeHow-
\ ork lleraudi. ou M. Itennell, o -l),,,l\ -1 une-, ua
M- Kavraunri a.. urna e'a mesma couta. Dic-se "-
ramenlel'lloracio lireelev b/ia oulio du, con..,
si se dissejieo O New-Voik I rihaneudizia oulro ,ti>
ele. Eslu habito de referir a om individuo .me-
que a to partido a influencia de umi ma. luna Ua
cunsidere.el romo ura jornal.da' aos jornal,.la. ora
poder pe .oal lodo particular.
Esta uaeauproduz nccessariameole eon.e.iucr
cia de q e a menos importante he a linga.geru ,
ralela e e(vlo injurioso, de que sao levados
jornaes ea riranos de que a mais ronnderavel he
..usas lir.im muilo me
uprestar cincuenta oul
pelo contrallo lera una
in dote. Alliroi-.ia
e loa lilha oo .sra-
l..na.I.. luucura. da
ulher sitada.
\cpc*o em Livor
iin*a da mtttm~\mkj
mu, ao.mada e mjii i.
porem cedas cnrr.spondeaciac ajaj.
eeriam ser quaiifiradis de outro modo.
MUTI A


Rosa eslava anda tao lone de dritar es-a- loueu-
ra da moctdade, como o pi as cliimava, que enlre-
linha anda no lando do corado a etperinra de ver
disfaier-te sro casamento. So a aalorida da lia Medc
poda mudar a derisS de Mr. I.eaealle ; por is-o
uo leve oais qae mu neiiiametito, e de informar
|' iiiln antea a lia do que se passava. Escroven-
llie urna caria mu longa implorando sea apoio e na
presenca para ajuda-la a subraliir-se sorte qae ella
tema. Enviada a caria ella lieoa mus tranquilla,
e nao parecen conservar projeetos coolrarius a von-
(ade do paiz.
Os I val inteligencia do empresodas ditlerenles Torcasio-
cjaes, forain os aicos que muilo bem ennceberam a
uiihdaileUa imprensa e como, a' medida que ella he
mais poderosa, lie ao menino lempo a mais aobordi-
oada.
Na America pelo contrario, os partidos no sao,
por asim diier, reoresenladoa por seus orga"os ; na-
da Miilnin em poderem ser pnr elles defendidos.
Iodo oproveilo di impren-a reverte, nao em favor
das opinides, mas dos individuos. Dahi fesulla este
etcentrieo phenomeno, que a imprensa eonideradi
em geral nXo lem nenhuma olilidadi poltica, mas
qae ao mesino lempo, como contraste, o jornal isUi
he un personaceio poltico muilo poderoso.
Ela ab vMoallsac,ao, se nos be permiUIJo crear este termo
brbaro, parecer talvex A alcomus pessoas um me-
rilo : os liberaes extremados nella verso ama coofe-
reocia da liberdada illimitade ; outros a considerara
como um freio aos pongos da impiensa. Ambos en-
ganani-se, eremos. Nada o indica raellior do que es
te phenomeao da dissemin*c,ilo que liaverons assig-
osUdo eomn pecoliar aos Esiados-lioidos; nada re-
vela mais um paiz detorganisado, sem Inerarchia e
onde todos faz>m reverter em stu proveito as vanla-
gens sociaes. Por outro lado sabei para que podo
servir a imprensa qoando representa individuos e
nao grupos.
I)i-emn- que a> polmicas do jornal american >
ressentiain-se de urna esterilidade e monotona, que
sua poltica era sm grandeza ; eis aqu uraa nova
explicarlo deste carcter. O jornal representa an
les de ludo oj intereses do jornalisla, reduz lodas as
qnesloes i seu proprio horisonle, refere os negocios
do estado a aua propria pessoa. Fura do jornalisla
e de seas inters-"-, a imprensa lio apenas o orna"
dos inieresses oa inil.ienn individua, das peqoe-
nas cabalas, dos choues, como se diz em lingoagrrn
tiolitira muleta, nunca d'am partido. Tal jornal abo-
iciooista 11.I0 defende Benito os inii-re--e- do jorua-
lista e de M. Seward. A imprensa he pois om po.hr
poltico nullo, se o jornalisla lie omnipotente (ue
Ihe resta eniao e o que representa ella para o gran-
de publico americano '.' Diisemos ao eomecar este
tn;io de informado.
A siln;u;ao auormal de jornalisla o faz temivel
para o publico americano. Todos o saudam, porque
todos o lemem, porem,. esle temor nao he tal
que pr.. lu. a clima ; assim o jornalisla he bem
pouco amado. Tanto he o respeilo qae se Ihe tribu-
a, que se teme sua presenoa, e que em urna cerla
parle da sociedade, eserever para a imprenta equi-
vale a om aresto de oslracsmo. Este terror msela-
cl de desdem nao implica por modouenhum o de-
prezo das ledras e dos qua as cullivam ; ao contra-
rio em parle alloma o homem Iliterato he mais ad-
mirado duqoe na America. Um homem espiriiao-
so altribuia tillintameute as angustias e a morte de
um romancista americano ao desprezo qne volam as
democracias aos tlenlos : he ama accu-acn que he
desmentida palos faetn e que depois nao he mal,
fundida a respeito das democracias do que i respeto
das aristocracias on das mooarchias absolutas. O ho-
mem Iliterato he pola, o romancista, o ptiilosoph),
o sabio, o arlista, silo pelo os lese os dolos desla
sociedade ; ea admirarlo dos Yantas por seas ho-
mens de espirito, nao e exprime somente em cam-
pnineulus hyperbolicns e em lisonjas, exprime-se
tambem em bellos cobres e em Uene0.cios substan-
ciaos e pecuniarios. Os escriplures nmericanos in-
ventaram om meio de farer fortuna, que prnva at
que ponto deposilam confianza em seu publico e ale
que ponto*o publico lhe da a ruao ; sin os corsos
iUctttresi pblicos. Tenh j sob os olhos as cifras de
receilas algnns dwles cursos, saocousideraveis. 11.
Uara Taybnr lrou deum en curso nm beneficio de
i52 dollir*. M. Tharkeras, o romancista inalez, por
cinco ouseis lircoes, que lemos, reunidas sob o li-
lulo de Humoristas inglezM no WIII secuto, re-
ceben 111,1100 dollars. He pois, como vemos, on-
tras razes que nao ao desprezo de espirito, que se
deve altriboir a especie de ostracismo, que os Ame-
ricanos pronunciaran) contra os inembros daimpren-
a. Entretanto, como nada devemos exagerar, este
desprezo do penny \eirer (I) nio vai 13o longe que
desacorocoe os escriplures, de ler relaces com a im-
prenta e mesmo de se alistar em suas bandem.
I.'iti poeta justamente amado, M. Callen Brvant, re-
dije honrosamente um jrnal demorralico de New-
Vork, o lemng Pont. Manrarlda l-nller, quem
seu amigos sullcieulcinenie incensaram, fe/, parle,
bem que sibijUe, da redac;ao de .Sao-York Tribunc
e depoisella todus os meiuhrns da pequea escola de
Matsacluesils tiveram occasinnalmente relacSea coin
esle |ornal, de que hoje lie redactor um rugenheiro
celebre viajante, M. Bayara Taylor. Todava estes
templos sau apenas exeepcoes qua confrmam te-
Vi eral; ha nos Estados-Unidos nma dislinccau
ruin en-ivet entre ajartuUstai u h..iurui Hfiajratu, e
he preci.-o descortinar a rar.aodeste fado, nao s nos
vicios do j'irnalisino, como no poder aourmal dus
jorualislas.
Esle despotismo do jornalisla nao encontr pois
netihum apoio coiistilucional : n anico freio que elle
ennhece, he o da mullidao. Esle doos tyranuos. o
jornalisla e a mullidao, enconlrain-se algumas vezes
em presenta om do oulro, entao o jornalisla arris-
ca-se muilo .i pagr de umi ve/ por todas os seos
deliclos passados. Nao pdenlo ser vcucido pelo
mo popular, o jornalisla pode em compensarlo ser
arraiuadn em um da pelo furor popular. Se om nu-
mero sulTicieote de individoos se julga insultado ou
atacado, o redactor do jornal expde-se a reeeber urna
vizita aiuda menos parlamentar do que desgranada
prosa que o fez ser culpado. O historiugrapho de M.
tiueebey refera urna scena il ie grnero que val a
pena de ser citada, porque da orna idea desle freio
caprichoso e lerrivelj que senao acha consignado na
cousliloicao, mas qne os costutnes engendraran?,.Po-
der-se-hia dizer que o nico freio da impreusa ame-
ricana consiste em um diminuitivo da le do \ynrh,
em um modo de jnslica summaria e brutal. Em
um da de eleicao houve urna desordem, no sexto os-
trido de New-York, entre os Irlandezes e os Ame-
ricanos ; a Tribune Instoriou esle combate em ter-
mos bastante speros, e censun-mlo aos Americanos,
que ini un sido os aggressores. Algumas horas
desata da publicacao do numero, dous individuos
inusculusos apresenlam se na imprensa e pedem erii
nomo de nm districto ama retratarlo. .Vu endo
concedida a retrataran, repatio-M a vizila-do^ duus
iiJih iuo- musculiisiis. Um desles viziladores agar-
rou pelos hombros um dos em pregados da imprensa.
Fosle lu, lillio da rhienne, o aulor do artigo 1 a O
empregado proiestuu sua innocencia, e os dous in-
dividuas retiraram-se, prometiendo qae no da se-
guate o sexto dislrido viria deioolir a loja. O sexlo
di-lnrios nao veio, mas a loja creu no dito, e por
consequencia fez osseus preparativos. Todo o dase
levou em transes, ele*aram-se Irincheiras, diilnhui-
ram-se pistolas e carabinas, ferveu-*e agua, em una
palavra preparoa-se todos os meios da defeza para
um sitio em regra. Os redactores e impressores do
(r!>e-YorkUerald,i> coja imprensa era vizinlia a da
Tribune, prometleram sua assisteucia, e concor-
daran) queao prtmeiro alarma fariam chuver lijlos
e lelhaa sobre as calieras dos assallantes. A Tri-
huue n foi paga pelo medo, mas estes .alarmas >,lo
Trequentes as grandes cidades da liuiao, a rouita
acabam pelo modo mais desagradavel. He desle
modo que o poder anormal do jornalisla he limitado
pelo poder nAo menos anormal Titea sao. pois, as relares dos jornalistss com seus
coucidadaos. Tmidos pelas clasts superiores da
sociedade. o tamor da mullidao os refrea seo tur-
no. Ua .linda oulro limite a seo poder ; sAo as fr-
oiienlv- banca-rolas que Ibes permitiera os a.sig-
uanles. V as singular; um individuo escreve da um estado qual-
quer ao director de lal publicarao que Ihe enve o
lornal; uo paga adiantailo, 'muda de resideucia
emquanlo corre sua assignalura, e a adminislrarao
do jornal hca no desembolso, ignorando a nova
morada de sea asignante. Oulras vezes o assig-
tianle Irala o jornal como um credor ordluariu. pe-
de-lhe que torne a passar. Uizem que nos dslric-
i '- ijnr .! i- lem succedido n uitas vezes que os as-
signanles pagnem o jornal coito os monges do Y VI
seculo pagavam a Correggio e Mnrillo. Os subsciip-
lore> das grandes cidades quasi qae u.to pagam me-
llior. Alguns annos arles de rediga o New-Vork
Iriliune, Al. (ireelex publican um jornal chimado
n .i \'ew-Vorki>: incitas vezes eleveao ponln de
qiiehrar, grajas a negligencia ao roa vonlade de
-"iub-criou>re*, e foi ubrigado a xpor-lhes sua
peiigosa siluaco, fazendo'as mais vivas instancias
perqu foseiu servidos pagar su^> assignaturas.
lemos debaxo dos olhus esta esposicm liiianceira,
cojo lora be lamenlavel: Alfigaa do oNaW-Vork
le-se o appellamos nlo para vnisa caridtde, mas
para vos-a jusli.;a. Carecemos de dmheiro. O
no-so papcle:.o quer ser paga e os impressores es-
peraui o uria nu lm di semana. Todava as
.oosas lem variado um pouco a este respeito desde
a revolui.-ao que baraie.,11 a imprensa, o u celebre
H. Bennelt que bada mu.lantf.is iulrolazio na
Imprensa, foi tambem o priuielrol; segundo ereo,
que exigi o pagamento adianlallo das assigna-
tura-. B
As relaeoM dei joroatrttat antre 'si nao sao preci-
Na.nent, cavalleiras e cortiles, .fesp.rito de .;on-
n,rre,,n,oslev.,a,,s ,,,,,sestr.nhJs excessos; para
n.*.r."r.d mre."r.....",de,,m ** ternera
lesgrai.adameiite empregar nem as calumnias, uem
as tajarle!, e o rival ultrajado Ihes paaa .,,e '!u.
cado i'oinporlaineulo rom ampios iatareMaf A
mus excntrica de-tas dispot-sbea de M Henncii
edo general Webb. M. Bennelt Hiera m la ,011!
"}?-'&"y?". BHSlipm que .eaprnprio
aoologlsla julga inlnudada>, f..| encontrado por ,ua
viclima na esquina de nina ra. M. Webb appro-
xnna-se, deita-o por Ierra e lem a salisfac.ao da
dar-lbe de rijo com um cace'e, como iquell com
que ligar desejav., munojear as espadoas de seu
nlBiga. Na ou po-ierior ao insulto, lla-ee 00
Naw-York lleral.l. : o aggrtaaar ap.nbou-me
1 de cosas a fendeu me o .raneo a ferida tem
meia pollegada de coinpri,ei0. n eamaradi
linha sem duvi.Ja a lateaclu de arraiicar-no. do
a cerebro as pnviefte* de espirito e ltanla .pie i-
. zeram a repulaiao do uNew-Yefk Herald.' para
DIARIO DE PER NA MUICOSA RUADO 10 DE JANEIRO DE iS.V.
apprpriar-se deltas e encher o vacuo de >eu es- de Cuviero de tioethe. Ah me lairTiem M Ben-
tupido crneo; mas, se arertou em raehar-nos o I nelt lem liga nasimperfeicoes. Falla Ihe relo da
leo, nao consegu niut|ir-no IIida. Es-1 dealdaile. na i he plilanico. O sentiinenlo da iini-
sica he l'raco itlle e inlcirameule detcnulieeida
la tirada nao desammnu M. Webb, que algunt das
depois conlinuoa suas viuleur as. M. Bennelt dof
leu leu-se como pi'nle e leve a'satifaccao de despe-
dacar urna bella casaca no\a de seu advcrsirio
M. B*iinel( den nuvarueule parte a seus leilores :
l Meu prejuizo consiste em um graude arranha-
dura no lerceiro dedo da mao esquerda e em Ires
a hotes arrancados qo". me pregou um alfaialn por
seis suidos. Sua perda cuasisla em orna excel-
lenle casaca preU que se despedcnu de alto a
baixo, e qae poden i custar ao scclera'lo M) dola rs,
a e om vigoroso socco ncara, qoe Ihe devana fazer
.< tallar alguns denles de sa infernal queixada.
a Producto em mea favor, : dolan a 91 esnli-
o mus. ii Alm disto M. Bennelt inlrodulio na im-
prensa una mudanca porque Ihe devem ser gralos
todos o philiinlropos. Seus adversarios e seu apo-
logista ilizem todos que e!l foi primeiro a respon-
der a ataques de loda especie, por simplei artigo
de sea jornal. Amigamente o jornalislat, alm dn
habito do pugilato, haliam se em daello a lort e -
direito ; agjra os doellos >o mais raros, 01 jjrna
lisias conleulam-sa de derramar seu linleiro (obr-
a cabera. Esles novoi costumes sao mais brando-,
e todava preferimos ps antigos. Os rnmh; le-
pistola, os soceos sao mais naluraes do que estts ri-
diculas e vis disputas em que lana tinta se con-
som.
Mailaa vezes o joraalietat commeltera oalr ge-
nero de delicio, que simia he menos perdoavi'l do
que estes que acabamos de numerar. Nao cimiente
de calumniar seu a Iversano e de allaca-l en. pes-
soa, armam-llie necuitamenle planos de dedrulciJ.
Anda nao ha muilo lempo, qae o New-Vork llei-
r.ild recommemlava a vigilancia da polica dos
magistrados o New-Vork T'ribunen, e to em no-
mo da moral e dos bous principios. Fislas denun-
cias eram feitas contra a Tfibaaaa i proposil) nao
sei de qoe artigos. sobre na sel que phanla-ia fou-
rierisla de H. Alberla Brisbane, eslabelecido not
ajredores de New-Vork e conhecida pelo nome de
A--ociacao de livre amor. Quaudo a Tribune
fun inu-se, o Sun empregou lodos os e-ion;.- pa-
ra fazer morrer esta empre/.a rival. Tetilnu-se com-
prar os distribuidores e al intimdalos ; maltra-
i ii iie os niews boyt* encarregados de vender o
jornaes pelas mas. Sao processos selvagens, porm
mesmo lempo rhuilo grosseiros e vulgares- O-
jornalislas americanos, os artistas italianos do XVI
seculo tambem se odiavam de morte, e nao tinliam
escrpulos na escolha dos meios que deviaro em-
pregar para se 'le-emti.n araren) de nm rival ; ma
qae diuiireoca Elles nao ntiravam contra os livaes
as m'a-sa- ; esperavam-nos mascarados as esquinas
das roas, suslenlavam sua repulacao grandes culi
ladas de e lerrivel poder da inquisicilo. Einbora '. Estas in-
dignidades tem sua gravtdade e si/.odez ; porm
deuunciar-se una polica vulgar ou espaucer al
gaaa pobres danos, isl he muilo democrtico !
As individaahiUdes do jornalismo americano nao
sao mallo aecusadas ; entretanto algumas raeiecein
que as assignalcinos e qoe nos detenhamos per om
mstante ante ellas. Um dus jurnali.Us recouheci-
dos por seus companheros como um dos mai< Ii i-
beis da Unio he M. J. Bavinond. WMg de opi-
nides, comerioa o aNevf-iark Tribune coro M.
tireeley, e aban lonou o punco lempo depois de sua
fiiiilai.o na'i passar para o Courrier and Eiqui
rer, cujos principios uelle accordavam com os seu-.
M. Kaymond, presbytero de rehu.10 e presl.vteru
nao pliilo-oplio, ma> segtindQ cathecismn calviuisla,
wliig era poltica, mas whig segundo a tradirjo,no
poda accommodar-se por muilo lempo com um jor-
nal que se fazia orgao de tudas as novidades e de
todos os peosamentns conlemporaneos. F'oi no
Courrier and Enquirer que elle snslentou con-
tra Horacio Greelev, em I8il, urna celebre pol-
mica sobre o founeri-mu, reccnlemenle impcrlado
da Europa por M. Alberto Brisbane, joven o rico
Amtricano que vivera muilo lempo em Franja, /
a quem Pars viu ua Igitaeha de I8i8.
Esla polmica que o chrouograpbo de M. Greda]
nos rene em quiuze Inagai paginas, da' a irelho'i
idea do bom senso de ||. Baymond. Os livnj de
Fouriereram enlo desconhecidiia na America, e o
mesmo M. Urelaj apenas fazia delles utn.i idea
muilo imperfeila. Na discussAo que se suscitan, so-
bro o principio da associacao.M. Kayiiioiid.1es ou antes adevinhuu com moita penetraran o que M.
lireeley nao va, islo he, aae o principfo ecoiiiiraico
de I onner nAo podia sr separado de um cello
principio moral, e qoe es(e piincipin era forjosa-
raenle a indulgencia. Alguns annos depois elle a-
bandotiou o Couricr and fiiguirer c fuudou o ii-
h Timet, dedicado ao principio whig e ao partido
Seward.
Ja couhecemos o director do Courier and /n-
i/uirer, v o LTlier.il Jame Walso Welili, o aggms-
sor de M. Beuuel. O Cultrier und /ii/iii er <|ue
se governa legando os principios do anligu juri alis-
m, e que he de um preru relativamente elevado,
manleve-se rintijotamalle, so a direccao de U.
Webb, em praaeaea ila imprensa barata. Atlribue-
se ao general a honra de er o primeiro a' harh-ar
com o nome de whig o partido federalista, luante
aua opposicaoao general Jacksen. F. foi na poca
da graude dispula sobre o banco dos Est,ido<-|'ni,|o
que rol i"vl..,ii...,esl,r.i.in ,.| K.i.,ral W.bh
e foi tambem nesla poca que o Conrierand Bhjm-
rer, que era un org.lo deinocratic, loriiou-se um
orgia whig. De um genio pouco tolerante, como
vimos, u general teve a desgraca de associar ea Do-
me a' um negocio lgubre, o dello Cjlleve Graves,
para o que coiirorreu como causa iiiuocenle, mas
como caua olliciente. Suas opinioes san as de um
American da velha lempera, e quando M Knsxilh
o qual entre parenlhesi". h- corre>pniidentado Dti-
\e-Tmirs) ebegoa aoi Estados-Huidos, M. Webb
o leinea declarar, arriscando se a'acabar o eigo-
d das massas, que lulo esle tumullo era loaul e
nao produ/.iria bem alguma'Uniao. Estes atlaques
ao capricln. reinante do publico nnilem ser per'iro-
sos ; todava M. Webb loi pago por taes lirados fol-
lados com enlhusiasmo, se bem me lembro, no ban-
quete qae foi olferecido a' M. Kossulh pela muni-
pali.Ia.ie de New-Vork. No banquete da imprensa,
oi publicamente ilimitado ; sua voz ahafada por
gritos, e, nao podeudo defender-se, ieliniu-se da sa-
la. Depois deste incidente, deu pouco que fa^ar
de si.
Um dos jorualislas mais excenlricos da Iniao, era
cerlameiile nAo sabemos te anda existe) um cirio
major Nuali, judeu de origem e successivao-ente re-
dactor de muilos jornaes que ja desappareceram,
ntreos quaes o uNew-Vork Nationel Advcate eo
Euquirer. om dos duus jornaes que se fundir im
ua folba redigida peln geneial W'ehb. Era um iio-
mem de um genio particularmente brigadur, e que
sempre eslava em lula com leus vizinhos. Em IKJI
redga um jornal l.ivoravel ao goveroo do presi-
denle Tyler e eantrahin o habito de allarar viu-
leulainente a Tribune, que acabava da ser fundida.
Um dia, falto de recursos, e nao sahendo o que
exprobasse mais ao redactar, aecusou-o de haver .li-
monado em um hoarding house com dous horaens
de cor.
Ciloa a ra c o numero da casa. M. Greel-v
respondeu-lhe que drefuria os negrus aos jadem e
chamouo juiz ile Israel. Esta injuria era allusiva
a nma amiga lnucora de M. Noah.
Em 18), encasquetara se na cabera do honrado
jornalisla que era cgehado o momento do reslabele-
cimento da nacao juJaica e que elle era o destrui-
do por Dees pera eiecntar esle plano. Eaco'lheu
para thealrn de tua futura grandeza Graada-Ittaad,
perlo de Balalo t convocou lodos os seus correligi-
onarios para o dia 15 deselembro.No dia embraza-
do, apreseuloii-se com lodas as insignias bblicas
dos res de Israel e lez urna proclamara., a lodos o,
juoeus reidos sobre a trra. Deu ordem a lodosos
rabinos e synanagigas da trra para reapeitar e fa-
zer respeilar as ordena de Mardocheo Manoel Noel
i'IVKIl.SAS l'KOVIMilAS.
Kenilimenlo do dia 1 a 8 .
dem do dit !>. a ..... ,
. a
laeoldade das lingaas. Esle iinperfeiroes sao la-
meulaveis. Porem emhora esla lacinia que deplnra-
mis, reroiiheceremos de boa volitado qua M. Ben-
nelt. approximnu-s mili perlo do Ivp da perlei-
c.lo huniaua. A menos ridicula das duas biogra-
phias, he a de Greeley e dus dous hroes preferimos
M. Greeley.
II. Horacio he realmente am homem de tlenlo
e de mrito e s tem om defeilo domiuanle, he ler
um gosto moilo pronunciad por ludo que se asse-
raelha ao tlenlo e ao cenlo. Seus inimigos o (em
posto de fantico e Innalico, Verdade he que lal
vez M. Greeley nem sempre leitlia sido sent de
fanatismo e decadencia para Humeras ; mas em
fim sempre i-lriiimi a boa causa. Combaten rigo-
rosamente a escravida e sem trepidar nm instan-
te durante quinze anuos. Universalista em reli-
giao, elle nunca leve estes accessos de intolerancia
que tao comtnuns ao em seus compatriotas. Bem
)ae sua crtica o leve a pensar qua o homem pode
adquirir a salvara em lodas as coinmunhes, toda-
va nunca foi in tillereule ; nunca abandonnu a de-
feu do prot.-t iiiti-m >. Ion i.iui.'iiin da hberdade
americana. Ao mesmo lempo nunr.i hesilnu em re-
cunhecer os diretlos dos calhi.liros e a reclamar pa-
ra elles os benelicios da constituir. Sempre pre-
gou contra a poltica de annexara e combaten com
todas as suas forjas a ultima guana cnulra o M-
xico. Em poltica pura, nunca se desviou dos prin-
cipios de Henriqne Clay, que era seu ideal de ho-
mem de estado. E nao val nada ler sustentado ti-
las etas causas, e exislem oulras mellutraa nos Es-
tados-Unidos .' Porem M. Greeley anda lem nu-
tro mrito, que o lorna particularmente iiileressan-
le i nossis olhos ; elle fui ale cerlo ponto o apoio,
a dafanaer, o vulgariaador das ideas da pequea es-
cola do Massachussetlse dosraudernus cscri|ilorei in-
alezes. Carlvle e Emerson, Theodnre Parker e o
l)r. Alnold tornaram-e, grabas a seus anforcoa, no-
inesfamiliare aos leilores da Tribune. Elle'dcfeu-
deu Carlos Diehens contra seos compttriotas ; a des-
granada Margarida Fuller achoa nella um asvlu.
Seu proprio socialismo n,io deve ser jnlgado om
olhos eoropeus. Cerlainenle M. Greeley moslroii-se
muilas vetes demasiado crdulo : vimn-lo foaricris-
ta.rnas depoisdesua pnleiiuca com M. Itaymond.
eu jornal foi o aaylo de muilas uulras utopias. Foi
pelo New-Vork Tribune que os espiritas heppeura
entraran! no mundo. Os prodigios das mesas ani-
madas nao encontraran, orgao mais crdulo. En-
tretanto, nao obstante lodas estas fallas, que lem
marcado a reputaran da Tribune, nao poderiaraos
mostrar-nos severos para com o socialismo de M.
Greeley. Esle socialismo nao repousa. como enlra
mis. sobre um principio subversivo, nao se prope
om lim de auarcliia. Nao. lem antes nina teinlen-
cia conservadora, extravagante mas real, e he pre-
cisamente una rearror.uiira aaclual anarchiaame-
ricana. Em um paiz em qae osinslinctot popula-
res lendem para h conquista e auuexacAj a tolo
Iranse. para a e mais fracos, he melhor, do que lisongear estes ius-
linclos, pender para o lado opposlo e arregimeular-
se no lado das doutrinas que exagerara o horror da
guerra e a fralernidade dos povos.
Em um paiz em que a escravidao he manlida
pela violencia e defTendida por armas, he mesmo
bom exageraras doutrinas mais adjuntadas do secu-
lo WIII, exagerar l'homaz Pavnee Priallex. Em
um paiz em que a ambicio individual t cuiihece
um lim, adquirir dinheiro, he talvez ulil inlrodu-
zir uovos principios, ai mi a com risco de enganar-se
e mostrar que o Irabalho letn oulro lim que nilo a
riqueza.
Finliiu esle tncialisino he urna reacra era prol du
idaialista e melaphysico entra o espirita grassiosa-
menle realisla e pralico da America do Norte. Tal
he a nii-..i que lera deseinpeiihailo M. lireeley e de
muilo boa vontade Ihe reconhecemos mrito. O
Arate-Vori Tribune Ue. era nossa opimao, por to-
das as razes, ejorual mais interes-anle da UniAo.
Outros, como o :cr- yrl Herald podein ser mais
propagados ; oulros com o Dailij-Times ou o Coss-
rier and Enquirer podein ser mais rasoaveis e pra-
licos ; porem ncnlium he lo curioso, lao divertido,
tao variado.
As correspondencias europeas lem ua Tribune
um importancia de que c,irerem os outros oruaes.
A critica dos nossos livros he reita com regularidad*)
e muilas vezes com um senlimrnlo verladeiro e pe-
netrant- das materias discutidas. Seus redactores
le.-n nomos mu eanbecidoa. Sao M. Itavard Taj-
ler o viajante, M. Charles Dae. M. Geofue Ilpley,
e amigo amigo de Margarida da Faltare, se me niio
engauo, o ltigo director do estabeleeimenlo fou-
nen-la de Brouk-I'arra, cuja historia nos he retari-
di por M. rJawlborne, em seu Blilhedale Bo-
m in-.v
E-tamos mais emharacaHoa para fallar de M. llen-
oell, porque M. Bennelt defendeii ludas as cousas
que mo amamos. Seu jornal, Su,-York Herald,
be o orgao mais propagado do partido democrtico
eda iiisniuicilo particular da escravidao, como se
dil ua A trenca. Nunca se drsencadeiuu contra os
lusim.ios d'annexicao e de conquista. Nao he sus-
peit e ser socialista, mas em rompen-ara he
anda menos de sei Iliterato e philosopho." Me om
loroal meramente poltico e he justamente isla quy
constiue suaoriguialidade. Uraa de suis partes nial,
Irabalhadas. he o artigo da bolsa e du mercado do
diuheiio, money niarket. Raramente se lem oceu-
padu de queslfles religiosas e atn.la mais raramente
Ihe lem a couleci.lu locar em critica Iliteraria, em-
hora o gosto bem conliecidodeseu director pelo Ihea-
tro.
Os inimigos de M. Bennelt o cobriran de injurias
e seu histuriographo nos conservou algumas em urna
memoravel pagina porem M..Bennott,preseguio sua
carreir i em se inquietar com as gritaras desles e
cravos qua insullavam seu (riumpho. Imila-lo-he-
mos e daremos de ma a estas aecusaces e estas in-
sultas que silo para mis sem importancia.
O grande odio do .Ve>i or Herald, he i Tribu-
ne e a c\ii/ue Seward, islo Ue, o partido aholicioms
la, seo chele e seu jornal. Seu gran le amor appa-
renle, he o compromisso .Clay e a causa da Uniao ;
porem sustenta mal o equilibrio, pende paraosul,
por mais que faca, e dexa peraeber os signaes nao
equvocos de urna secreta ternura peln inleresse da
escravilio. M. B'nnell sempre perteureu ao parti-
do democrtico ; este partido he rico e M. Bennell
tambem o he. Snslentou o goveino do general Pi-
eree ea poltica de.M. Marcv al nma poca bem
recenta. as mas lingual americanas e aie iuglezes
allribuiratn sua mudanca a una desavenga dipluma-
ena. Nada dista eremos, mas somenle queos de-
dos dn governo actual lem sido demasiad nume-
rosos para motivar a oppoatjao de um houiein lao
tntelligeiile como M. lieuncll.
I'iudeinos aqoi esle e-rudo sobre Imprensa amc-
rica. Proloiigando-o, cahiiianus em particulari-
dades sem relete! entre si e sem Importancia geral,
Indicamos os signaes caralrristicos da imprensa
nos Estados Unidos. Esla publicidade. que he a
mais enorme que ha no mondo, nao lem nma im-
portancia e tuna accao poltica e sensivel ; nao lie
om meio de lela de xito aeUo para o proprio
jornalisla, ruja silaarao excepriooal ali-aluo nossa
atieoran. Tudavia a imprensa readquire em im-
porlaucia social o que perde em importancia poli-
lica ; he a anico laco porque om pono iiileiioja
numeroso, disseminado sobto um territorio inmen-
so, prrude-se, por assim dizer, a si mesmo ; he o
espeiho gigantesco em que este puvo apremie co-
nhecer-se, he a cadea eleitoral que faz bater au
mesmo lempo lodos os corajes americanos desde as
Ironleiras dn Canad', al as margena do Pacilico.
No mesmo da e as mesillas horas, a misma nolicia
he lida e cuinmenl.ida era New-Vork, era Bolln,
na Philadelphia, na Nova-Otleans, e ut culadaos
deslas differentes cidades, .entino., as mesmaseoio-
rill e Cadtl, recebando pas-.igeiros para os ditas
Tlljlil porloi e para Mar-etha : Irila-se emn os igeules di
J.V;7II dila roinpanhia, ra dn forres n. I.
1:0-J3831
DESPACHOS DE EXPOKTACAO Pti.A MESA
IH) CONSULADO DESIA CIIIADE NO DI \
> l)B JANEIRO DE I87.
PortaBngue porlnguez Amalia 1", Manoel Joa-
quira i un..- ,\-silva, I Mi saceos assuear hrauco e
inaicavad, t eaaeoimel.
Falmoul t Brigue hambiirgurz Olio, Henz Brun
o C, :IUU lice< s assuear mascavado.
Brealk WalierPatacho americano Fcho, Bos-
Iron llooker g Compaas, 80t)' saceos assuear
mascavado.
KECKBEOKIA DE KENDAS INTEKNAS GE-
BAES DE PEKN.VMBUCO.
Kendimanto dn dia I aS .... 2:6739199
Idera *do dia !l........T::ijTi(ilii;
Para,
%992*291
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiraenlo dodia 1 a S.
Idam do dn !l
16:609*667
::l3t;t>8"i
IS:',lilv|.li
fltvimtwo do pota*.
Navios entrados no dia II.
Porto d: LeitlriT dias, brigue iuglez Slam, de
2-28 toneladas, eapita Charles Duncan, equipa-
gem 10, carga pelreclms para a estrada de ferro ;
ao eapila. I'erlence a Dundce.
Bio de Janeiro:tt) das, brigue porlogtiez Con-
tianca, de 23o toneladas, eapiUo Msnnel Joa-
quim da Silva, cquipagem 12, carga 1i tonela-
das de pedra ; a Bailar & Oliveira. Pertence a
Lisboa.
Terra Nova:l das, brigue iuglez Melina, de
1.>0 toneladas, capilao Hirhard heirney, equipa-
gem 10, carga 2,225 barricas cora bacalhao ; a
Saondirs llrolhers t CompaJliia. Perlcnce a S.
Joa.
I'irahiba-21 huas, hiata brasileiro Flor do Bra-
sil ii, de -2H tunela lita, mcslre Joo FraocilCO Mar-
tins, equipagem carga loros de mangue : a
Justino da Silva Itaavi-ta. Pcrlence a Pernam-
buco..
Navios sabidos no mesmo dia.
CarnnpeBrigue brasileiro Elvira, copino Bel-
m.ro Baptista de Soma, em ltiro. Pas.ageiros,
Irancisco Jos de Magallies Bastos, Carlos Bor-
nay, JoSo Roberto dos Sanios Jnior.
Aracalylliale brasileiroCapihanbeo. meslre Ira-
jano Anluues da Costa, cuga fazendat e mais g-
neros. Pamgliroa, Lua Candido Ferreira Cha-
ves, Julio Cesar da Fonseca, Jos de Oliveira
Campos, Jos Rodrigues Campos.
BabiaHiate americano iGeorg Townsendu, coin
a iii.-ma rai-a que Ironxe. Suspendeu do la-
meirao.
Z)t4ma:btd.
0 arsenal de mirinha compra os sc-
guintes obji-rios para roriieciment do al-
moxanfaiio lollias ile llandrcs, llamtilas du
navios, ditas de escalar, papel almaco bom,
dito ordinario, pennns d'aco, merlim, cai-
vetes, limas surtidas, vistas de osso, oleo
de linhaQn, nte, algodiio em lio, lenlia de barca, fio de
vella, tinta branca, .lita pretn o taitas de
cobre. Os prelemlenies venda dos ditos ob-
jectos sao convidados pelo [lim. Sr. inspec-
tor a apresenlareni as suas propostas em
cartas fechadas com as competentes amos-
tras, nesta secretaria, no dia lodo andante
mez at as ti horas da manbfia, quo a com-
pra sera eirectuada.Secretaiia du mspec-
gao do arsenal de mantilla de Periiaiubuco,
8 de Janeiro de 1857. 0 secretario, Ale-
xandre llodrigues dos Anjos.
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O COpselbO administrativo tem de comprar
o scgtiinic, para diversos corpos : panno
azul para sohrecasacas e caigas, covados
3,139, dito dito para capotes, covados 6,58:2,
sapalos feilos na provincia, pares 1,6-22, pan-
no preto para polainas, covados 3!8, case-
niira sarmesim, covados 27o, esleirs 1,670,
luyas I.-ancas de slgodSo, pares 130, hollan-
dudeliTo, covtJos Sol, oleado para de-
brum, covados 10, grvalas de sola do lustro
1-:, manas de lia 1^:1.
Provimenlo de armaxens do arsenal
de guerra.
I'ennas de gango i0, lapis, duzias 6, li-
mas meia canoa de 8 poHegadas, duzias116,
limatOes de 8 ditas, duzias ', ditos de >> di-
tos, ilu.i... 6.
Para o KioGrande do .\orto.
'auno azul para lardas e caigas, covados
366, brira blanco liso para caigas, varas 610,
algodfloztnhu para camisas, varas 610, case-
mira encarnada, covaibis 21, bonetes 12J
gravatas de sola de luslie i-2-2, sanatos, pa-
res 366, brim br.,nco liso para lrdelas, va-
ras 305, esleirs de Angola 24*, rctroz azul
lerrele, oitavas :i(i6, linha para coser brim
novellos 513, Glu prela estreita d<: sarja, va-
ras 244, clcheles pelos, pares 214, panno
preto para polainas, covados 91, botas ptetas
7,098, ditas brancas 2,196;
Assu'c Fernando, a escuna Linda, recebe
carga unicaa ente para o Assu', o passagei-
ros para urna e ouira parte, tendo os passa-
geiros de Fernando de apresentar suas com-
petentes portarias ; sahir ate odia II do
correnta : Irata-se com Eduardo Ferreira
Bailar, ou com o commaudanie Gamillo Lel-
8 da Fonseca.
anhia brasileira de
Coinpi
quetes a vapor.
i
tJMal I

k
J*W--ir. t--.:
* CEDRAS PRECIOSAS- ?
^- Sai
*' Aderecnsdebrilhanle, ^
k diamntese perolat.pnl- *
?. teiras, allineles, brincot S
as q rn/elas, boles e anneit ^
J de differenles rosIos ede m
- diversas pedraa de valor. **
~ i dos os vapores da Eu
* Compram, vendetn ou *
5 Irocam prala, onro, bri- *
11,anle-.iliait.aule-e pe..-
I las. e oulras quaesquer > M (>f le T11 ( !"OStO, tail-
5 jotas de valor, a dinheiro ^
* ou por obras.
?>.??>?? *.-+**v
Ollto EPRATA-
O paquete IMI'ERATRIZ, commandante n ca-
pitn lenle Manta Barbara, espera-se dos porto
do norte em sejuimenlo para osul, no dia 12 do
correle. O. senliores que liverem de remeller es-
cravos e quaesqoer volomes, deverao ir a agencia no
da da cheuada para se encajar o que o paquete po-
I0REIRA k DU1RTE.
L*JA Al OrRIYK
Hua do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
lda
ropa as obras do mais
lerno osto, tan-
to de Franca como
de Lisboa, as quaes se venciera por
pre^o commodo como costuraara.
CONSULTORIO HMEOPATHICO
no
* Adtrccnt eorqpletos de J
- oorn.meiosditot.poleei- -t
* rat, allineles, brincot j*
, rozelit.eordoet.lrince- J
?. lins, medallia- ,correute-
* e enfeiles para telonio, e ?
.,. outro-miiilosobjerloida +
* ooro. *
* Apparelhot completo, |
4. de prata, pan cha, bao- .+
;.' dejas, talvii, etsliraes, i
i colhereidetopiederha, I
Z. e moitos oulrot objeclos 4
. de prata.
'.-? ? *:?: ?**:? ??**** va.*.
Onde se acham sempre os mais acreJitados medicamentos, tanto em tiuluras com
der nm tu/ir ; o dia da saluda he reservado soinen-! cul g'ohulos, e preparados con; o maior escrpulo e por precos bastante comtnodos
le para o recebimenlo de pss'aceiros e dinheiro a
frele, al as horas do ejpediento. que se annunciara
no eseriplorio : ageoetl rna no trapiche n. 10.
Kspeta-se aqtti ate o dia 1 i do cor-
rente o vapor tifjle/. a' hlice CELT, de
7011 tonclladas, entrara' dentro do porto,
e clepoi? de descarregar a cuga que trou-
ser seguir' para Babia e Kio da Janei-
ro, levando daqui somente passageiros:
agentes C. J. Astley & C.
SrilM*
LEILO.
O ijjente Oliveira far.V leilo, poi or-
dem de \V. E. Hnnt, capitao do brigue
infjl-/. BANNAU BASTEE, em presenca
do agente tle I.IdmIs ede um empregado
da alfandegadesta ridade, e por con tu e
risco de quem pertencer, do casco, mus-
tros, vergas, eordoalhas, torrentes, an-
corus, velames e mais apparelt)Ot e per-
lences do di lo brigue, tal qual se acha
ancorado nesle porto, onde os preten-
den tes tttdo podem examinar com ante-
cipaco, tendo dito brigue sido legal-
mentecondemnado, em consequencia da
arribada com agua aberta, na sua
FUEGOS FIXOS.
Botica de 12 tubos grandes. 10/000
Dita dt 2* 155000
Dita de 36 ... 205000
Dita de 48 i> ... 25CU0O
Di la de 60 ... 30a00O
Tubos avulsos a....... icooo
Frascos de tintura de meta ouca. 2:000
Manual de medicina homeopathica do I)r. Jahrcom o dic-
cionario dos termos de medicina ........
Medicina domestica do. Dr. Henry.........
Tratamento do cholera morbus..........
Repertorio do Dr. Mello Moraes.........
jOcOOO
10000
000
61000
Seguros contra
o fogo.
sua
rcenle viagem de .Montevideo com desti-
no a" Loadles : sabbado 10 do torrente,
to meio-dia em ponto, a' porta d
ciaeao commercial.
porta du asso-
Leilao.
Timm, .Momsen & Vinnasta lu 10 lei-
lo, por intervenrao do agente Oliveira.
do mais lindo sot timenlo tle lazendas mo-
dernas de algodo, linho, la ede seda,
chegadas prximamente pelo vapor e
ltimos navios: terca-eira l"> do cr-
tenle, a s 10 horas mu/.em, largo do Corpo-Santo.
Leudes.
Por atitorisiicao do lllm. .Sr. inspector da
alfatidega de-,ta cidade, exarada em reque-
r ment tos negociantes britnicos Soulhall
Mellor & Coropanhia, o agente oliveira Ta-
ra leilo, por cotila e risco do quem perten-
ec-, de, sofcre differenles marcas e numero,
vai ios volumen de fazendas avaradas d'agua
salgada, alguns 1111 todo, e oulros em parte,
a bordo da galera ingleza Bonita, na sua re-
cente viagem de Liverpool para este' porto,
constando as mesmas de panno de algodao
trancado azul, dito riseado, madapolOes or-
dinarios e entrefinos, paunrohos brancus,
cassas lisas e de quadros, riscados e brins
Je algodao : segunda-feira,' 12 do corren le,
aslt horas da manha em ponto, a porta
da referida allandega.
L^o.
Instataeao
DA
SEXTA ESCOLA A" CASTILHO.
Segunda-feira, 12 de Janeiro, se abre a
sexta escola de leitura repeniiua, dirigida,
pelo Ilustre senhor professor 4ndr A%es, <, II )1 P V Mi I V MI l T II i R \
da ronseca Jnior, licenciado pela directo-CAPITAI 1 SHA 1111,1 f^thiti wj
na geral di instrucco publica. Para esla | .b.OO tSTABELLCI-
instalat;o convido, e espero que nao faltetu ^^ 1856.
a ella lodos os senhores prol'essores por este' Para eftectuar seguros
melhodo, com os sctis alumnos, decorados sobre propriedades, mercadorias, mobili t
comasmedalhasdo Esm. Castilho, as B- e seera de nuaii todas ai -"a-J-
las das cores competentes s diirerentes es- PZ L 1 o [ ? qua"dad^-
colas; levando cada menino, sendo p0ssi-! em' de 'I8 ate M2 l>V cento ao anuo.
val, um ramo de llores, afitn do cumprirmos aGcntes C.J. Astley A C. Em conform.-
o que manda o directorio, a paginas 58 que|dadede otdens ltimamente tecebidas.
diz, verdura e flores, msica poesa, pre- os agentes achum-se habilitados a tomai
SL53SSZ USUfSZ l^i ? <0""';, ^ -* --- *
para estas testas, as mais sympalicas 0 as i Port;":i'o. como sejam : algodao, auuca
mais uteis de quantas se podem celebrar no :0" couros, depositados em trapnlics 011
meio de um poro,, castilho. n 5t-lirrilnl-------------pnrtiriilnrn. ciu Miccifl. !
nl'r^Ict-?!,8 ,"m.,)0.<',|0' ", !""' o Parahiha do norte: agenles C.
que Toi da sociedade Kecreio Militar, delron- / a.i|(. v r
te da matriz da Boa-Vista, onde ftca resi-
ttindo a nova escola. Francisco de Frailas
(.amboa, proressarda escola central do tne-
thodo Castilho.
. grade simples de 1
ierro, de vares redondos, com 10 palmos e
ti poHegadas porlugue/.as de largura e 9 pal-'s?ra nrrematada a casa le yivcuda.jannuu
mos de altura, dividida em duas parles
iguaes, e coin os competentes quicios, fe-
cliadura e ierrollio, para pot lao de cetnite-
rios : quem qui/er veude-los, aprsente as
suas proposlas em caria lechada na secreta-
ria do conselho, as 10 horas do dia 14 do
crreme mez. ia'.a das sessoes do conselho
ciada em diversos ns. do Diario, a qual tem
grandes coramodos, roita ha pouco lempo,
cozitilia rra, boa e grande estribarla, sitio
om li-iicleiras e planlaco de abacaxts, no
lugar da Pedia Mole ; c mais se vender
tambem parte de um terreno com malla, nos
Apipucos, ludo livre c desembaracado. O
administrativo para fornecimento do arsenal loi,5(' lera lugar na quarli-feira, H do cor-
de guerra 5 de Janeiro de 187.--Benio Jesc
Lainunlia Lins, coronel, presidente.Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
1, :", iiiem-se liRaans uel
cilaitao ros Untados I niilos. t\-ooo>ul da repulili- a inipreusa nao exiatiaaa>aaa
ra junto do reino de Tunii, nliigli -.henil de Ne .-
York e por grica de lieos jqiz e uveriiadur de 1-
rael algumaa deslas orden? eram bem eslraviuanies
11. Noali 1 rriiiiiiii..ii uva aos jmleus quo fiwoin liea-
trot na quistan qua se einpnli.ra entre m Turcos
e fregee, iireluliia o oa-ameiitn as posos- que n.lo
souhe-scn ler e escrever, a riecrelava em lm U-'l de
Ii inilliu-'. .Ir linilai- por intio de um imposto p,r
caliera. 1,'ma ; 111 ;il,i i I i I,- sobre molo curiosa e
que M. Noah atlnbtiia urna desceuilencia hflirai;
aos Indios da Amrica. E,la tnenlira lie, como se
sabe, um dea embustes hisloiicos sobre que se fon-
dn n iiiormoiiisino.
l'm M. I'a-lmi.ile New-Vork,que nao lie deslilui-
do de espirito e de um cerlo tlente, acaba de tus
contar em qoalrorenta, e qeareuta e duas paginai a
vnla ile Horacio tjrerlev ; quasi alerea da< bi >-
iriptilM de Plalarei.'dt amigos de II. Ileiitul
te oiut-iile a publicida-
i.'eraiu ciunie neati lonja
exceder esle aathananino. ...
Ilioro lizeram. A vial de ll. Ilbnnelt con
Iriicenlts e oilenU < oilo painas. Nad
desles dous penoaageni
que II. tireela), quando
apologa e p"rl' iran ein
Se bem oenleiidearm.mii-
i|i-
a e esqueceu
aber-ae-bia para o futura
alo 10 mundo, era neuro
(4) O jornalita dous soldot a linha
como a cltamine ; nuer-td-hi quanlas camisas linha
quando chesou a New-Vork. Cerlo dia excitado por
nina diru,.ipo'ilira, rumen-em sentir um piale
chrio de lorias e am enorme qneijo, l'areee qne s
rtesprcra seu modo de Irajar e que M. ljreel\ nunca
lm eaaqallho, nao e pode ler todas as qoilidaoea.
O volume he ornada de Jirel retratos de M. liree-
ley joveu, quando ciieaou a New York, M. Cicelex
na idade madura e com sua plirsionomia arlual e Al
Qreeley viste de rostas e redigindo um artigo p.ra i
n. Temos alcm disto um lacsinile de sua esrrip-
'l'rihiine a caa em que nlasceu e a ecola em uue a-
prrn leu a'le. Sibei lambeta que quando elle era jo-
ven, linha os.-abellos de um louro milito claro.quasi
branca o qoe hoje he quaxi calvo. Sal caboc.i oll'e-
ri-ce os Mgninlesignaes, phronnlosicos :naa mui-
lo proiiuiii nulo de amor di senrSo t da imibilidide
pr fru.'nii' do amor do loiivor, nulla da Ifaluida-
de, frarimenle sensivel de ansio, oda idcaliddc.
desenvolvido em proporepetcouveoienlea,ele, i.)ui,u-
tii a M. Hennetl, apenas elle nos oll'erere urna ima-
geni incompleta dr si, so lemas un seu retrato e a-
iuda em liti-li-. Ser preriso reparar esla falla na
prxima edirrao. Seu biographo nos coula
elle he veigo, c que Ihe den nrr.isiao de dier
plirase digna dos hroes de Cnruelo.
nS .uvpso dos iiIIh-, na- nao docoracilo.
Freeotogicamenle es orlos mais desenvolvidos
nelle silo a benevolencia, a grava a jucundida.te, a
cor]em. a Brama, a Cooteiencia, a ordem, a memo-
ria e o sanlimenln das rore*. das formas, da exlen-
eJJo, dn pe7o e de lempo, l( qae poda fallar a um
tal hornero para mai perfeilo ? He ter bem dola-
do qae lulio iajac Napoleo, 1-.,-, 01 mi-mos desea-
Tolvimenlo- phrenologico? qr.e si aolim nos crneos
de roete menos, os Eslalos-lnidos nlo pajaarlain
de una feieracao de tribus, de provincia., uiua reu-
nio de colonias : u.lo aatiam urna nacao. He 10
pela mipi ei.sa que elles se r^coiiliecem come nac.lo,
e se saudam ludas as mauhaas como buvo,
Emilio Moulegul.
Necm 1/11 Ihu.i-Mandes.-
"rQVWHSSteUr1*
rltACA IH) HECIKE !l lili JANEIKOAS
:t HOltAS DA TAKUE.
CotaOes "ili. lar-.
Cambio sobre l.oudre-28 1| bu u\\.
I-rel para l.iveniool-JOj e 5 *. para alinear.
Assitrar mascavado bJKIO ale {tSO por arroba
com sacco.
freierico HobllUard, priiidenla,
/'. Boryes, secretario.
Pin Lisboa .be com hrevidade o bem conhe-
cidoa veleiru brisue portagaasLaia II; lem par-
te da carga prompla : para o reslo IralS-M cun os
cousiguaUrios fraueiaeo Severiano Kabello ,s. Fllho.
CEARV E MAKANHAO.
Segu com brevi.lade o patacho Sania Ooio ; re-
cebe carga e passageiros : a tratar com llaelauu Cv-
riaco da ('.. M., na ra da l'.adeii do Kecife n. 2.
rente,.no escriptorio da ra da Cadeia do
Itecire n. -ii, loja, as 11 horas da tuanliaa.
JLtiiloes.
Rostron Kooker & Compauliia laro let-
lio, por inlervencao do agente Oliveira, e
cotila o risco de quem perioncer, de cerca
*no barricas de reriuha de trigo, e de tit bar-
liqiinhas de bolachinbas, avadadas a bordo
do patacho americano Echo, na sua recente
viagem procedente de Philadelphia para este
porto : quarta-letra, ti do 01 rente, as 10
horas da manhiia, no seu armazem, neceo
do Gontjalves, no ReciTe.
JLw
de Janeiro.
A barca nacional Thcrc/a I, queja tem
anntinciado a sua viagem para o Rio da Ja-
neiio, seguir no seu deslino nestes oilo
das.. QITerece anida praca para alguma car-
ga, eptimas acioinmodacoes pan cscravos
a Irelc : os prelendentes dirijam-ae ao es-
crif torio de Bailar & Oliveira, na ra da Ca.
leia do lleci/c 11.12.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 281|-d. por 1^.
< l'.iris, .lilla lili r. par fr.
n Lisboa, !l."i por' de premio. ,
a Itio de Janeiro, por t)|o le desconlo.
Acedes do Banco, 10 a ."i de premio.
companhia de Beberibe .ilJOOO.
11 companhia Peruumbucan ao par.
a .1 L'liltdadc l'oblic.i, .10 piircento de premio.
ii 11 ludemiiisadnra. ~r dem.
da e-lradi de Ierro-Jl) por Hu de premio.
Disronlo de lettras, de s a |o.
Uito do bancoK a lu.
l)uro.lincas hespaiiholas. .
Mu citas de 6SOO velhas .
1 ItoloO novas .
i icono. .
I'rala.l'alaces brasileiro-. .
Pesos coltirotiarios. .
n tiicxieaiius. .
Al.l'AMlEI.A.
Keudunenlo.lo dia I a K .
Idam do dit y .....
:289 2KS.-*0
. IfiotlOO
Ib^HX)
'JjjOOO
. 25000
. 2-MHA)
lCtiO
Ti:01lrt;i
-".LmIj.lOT
que
esla
I0:i: I09i9||
I DercitrTtqom hoje 10 de anelro.
I Barra ingleaMedoralaixas de ferro,
i Barca suecaBlouiie- -familia e papel.
Galera ingltiSi rapbiuaineiradorias.
Biifiue Ingles lll/iuLusbacalhao.
Ilrigoe ingliiJosbua Maivmercadorias.
oONSI .AD UKKAI..
Kendiminlo do da I a M .
idtm dt ji ,
9:74SSS46
l-iHO-NtOi
i:.t>1itl
itt>l6<>8 totottio.
IIOTE
1)1 BELLA
PAZEilU.
Lotera da pro-
H\-: vinci^n
Corre sabbado 1 do corccnle, a let-
ceira parte da segunda lotetia doconveu-
Toi do hotel de Santo lo d; Nossa Sonliora do Carmo.
Amaro de JaboaUio tem a saUsfaca de razer n 1
0 successor que
P. J. L'iijme.
is publico, que sempre Ihe honraratn a mgti&&m*r*w-ww*v-mvw*wtt
casa de hosoedaria. que do dia ir. do *** ,55r." **w
I \0 FLBL1C0.
B No armazem de fa7.endas baratas, mi do
Coilegio n. 2,
l vende-se um complet soriimenio de la-
jfj zendas finas s grossas, por mais barito
M precosdo.que em ouira qualquer pa'te,
^S tamo eip por?oes como a rettlho, affian-'-
^ etndo-se sos ~>mpradores um mv-
jjj para todos: este estabelccimento ahrio-so
t^ de combinacao com a maior parte das c*-
jj sas comraerciaes inglezas, rrancezas, alle-
ga maos e suissas, para vender fszendas mus
em conu do que se tem vendido, e por isto
$ oHerecen ello maiores vantsgens do qua
Jg omro qualquer; o proprieurio desle im-
encostado a sala de j intar"; oh I quebcil. | Prla,it8 esubelecimento ronvida i todos
prazer para quem quer passar dias rra de B M sus patricios, e ao publico em geral,
suas casas ; alm deslas commodidades, a ||3 Para 1" venham (a bem dos seus inte^
hberdade de estar a seu gos'.o, da maneira Iw resses) comprar fszendas baraus- no ar-
que convier, por nao haver r.unilia encosta- g mazem da ra do Coilegio n. 2. deAn-
da a casa. I atribem o propietario dcste es-1 S tnnio I ni dna S.nm. nnt_
tabelecimento prometi dar as passagens Ii-, WmvmnlmwtSimmwmB
vres do porlao a todos aquelles que se qut- **'
zcrem aboletarjem sua casa por negocio,'
durante o tempo que do mesmo l'or arrema- :
tante : c o mesmo espera em seus amigos
e a tola a bella rapazeala as suas concur-
rencias, que scrao lodos mui bem servidos.'
Antonio Felis l'eivira.
Laurtano Peroira, avisa as pessoas que
letn penhores a mais de auno om seu poder,
para que no prazo de 15 das os venham ti-
sciente
ma
sua
correnta era danle dar principio a dar
abolctacao em SUS hospe l-gem de comidas
e donnidas.e commudos stillicienlcs para ani
tnaes, c carros pata transpone de qualquer
pessoa, cuja casa he sita em trras doen-
genho Velho, ao pe da Barreira, sonde se
paga o Irihuto das passagens. A hospedara
setnore fo conservar munida de iodos os
necessariosq.ie se izer precino, para salis-
lazci aosanng-s e buus Ireguezes ; assim
como prometi servir a lodo-, aom a mesma
salisl'acao e Iranque/.a como tl'antes, titiatt-
do usou do mesmo negocio, ou o que om si
poder fazer a contento dos bous rreguezes c
a bella rapj/eada. A casa he pttoiesca,
muilo fresca, com boa sala de jantar, um
-xcelleiito baiihciro niargem do helio rio,
bibliotbeca do cltrislao
que se compile de ora-
lolhinhais
,, PARA lo57.
Arluim-se a venda as bem condecida*
foluinlias. imptessas tiesta tvpognpltia,
das seguintes qualidades:
rar, do contrario serlo vendidos para paga- FOLHINHA RELIGIOSA, con leudo alem
ment do principal e juros. Itecife Odeii-
neiro de 185".
Perdeu-se um vestido le camhraia cui-
do rosa, ila ra Direita a roa do Queimado
n.124: quemoachou, querendo restituir,
podo dirigir-sc a mesma cita.
Hoje eamanhSa llavera a muilo supe-
rior carne de vilella, na rut da Cadeia de
Santo Antonio n. 30.
Na povoagiio de Apipucos, no domin-
go, II do cerrente, ha a resta do Senhor dos
Passos, e a tarde haver cavalhada, sendo
director o Sr. t;hagas e seus discpulos ; e
DnalisarS com a tirada da hattdeira.
O bilhele da terceira parle da segunda
lotera de N. S. do Carino, que corre 111 dia
iodo corientc, pertence ao Sr. Antonio Lo-
pes da Silva, da Parahiba, c se aclia em po-
der de Jos Alves ta Silva Guimarites.
Preeisa-se na padaria da ra de S. Josc
de 3 Uabalhadorcs de masseira, e que sejam
bem desembarazados na tendedeira ; paga-
se bem.
ao publico.!
Segunda-reira, 12 do correle mez. de ja-
dos mezes,
brasileiro,
coosquotidianas, tnetbodo de assistit a
missa e conlissao; cnticos, psalmos,
bymnos, oflicio de Nossa Senltom da
Conceirao e muilas outt as oraees de
grande mrito, piero......o20
DITA DE VARIEDADES, a .|ualalem dos
meses, COOtea? artigos de agricultuta,
nores de sciencias, artes, lei dos cir-
cuios, tabella deimpostos, e i-egtilamen-
to de afetieao, etc., etc., prero. "'l
DITA SIMPLES, contendo alem*dos me-
zes, a lei dos circuios e varias tabel-
las de rnpostos getaes, provincraes e
mttnicipaes. preco........ 240
DITA DE PORTA, anual alem dos me-
zes tem explicucoes das indulgencias a
excoinmunluies, ele, prero. IliO
DITA DE ALMANAK, a qttl alem dos
mezes, conten o altnanak civil, admi-
nistrativo, commercial, c industrial ra
provincia, por..........">IM1
Todas estas folliinhus sao imptessas em
lleno, he abertura da nova aula pelo me- I |lf,, ""Ji ",' *""i"*' "* ""1"'""* "-"
-na casa -la ra ''0,n PaPel c cxcellente typo, e vendem-
('otn),iiiliia a vapor Hainburgo-Bra<
sileira.
Bspera-te de Soulliampton o vapor baaibargnei
'r.ulonia..'. capilau C. !'. T. Malchin, aleo dia
10 do cotrenlp e depois da demora 1I0 coslutue se-
guir' paia a Babia e Kio de Janeiio.
Ooalqucr inlurmacbo rom 01 agentesN. O. Ble-
bar ,\ l... ra da Cajbjui. .
Par n Porto saTira' om Jt) do corrente o bri-
gue poilugurz nAinalia la : para o re-lo ila cursa a
pansaizoir s, trala-se rnm sen conaicnalario Manuel
Joai|uim Ramos a sila, ra da Cadeia do Itecife
n. :l.
Companhia
TRANSATLNTICA DE VAPORES
SAI! DOS
ASSQCIAPAO
raOfiiAPBICA PERMHIHCAW.
0 1." secretario convida aos senhores so-
cios para sessao geral amaiihSa (11 as !i ho-
ras da mauha.
hesappareceu na dia -2H do mez passa-
do a preta Joanna, o chegando em casa no
lia do corrente sabio de novamente no dia
K dcste corrente mez, a qual lie baixa, secca
do corpo, desdentada na frente, cor qua-
fula, lem a marca do ferro da trra delta
no braco direito; levou vestido de chita
amarella j desbotudo com palmas rosas,
costuma dar o nome trocado, e incalcsrnoe i tll0lll> poiuguezCastilho..
de forra: quem souber dar noticias ou i 'lo Hospicio, onde oulr'ora tsleve a socieda- ,e em porcao ea reta
a pegar, podera levar a seu senhor Antonio ,le Hecreio Militar. Portanlo o abaixo as-lpracada ^dependencia
Brochado S. Guimares, no paleo do llospi-'s'Snado convida geral mente a todos, cuja
tal n. 1, que sera gralilicado. concurrencia vira abrilhantar
- i'reci-,a-se de utna ama para casa de
pones familia, sendo para lodo servigo in-
terno da mesma : quem pretender du ija-se
a ra de Apollo n. 21
Recommends-se a quem por acaso
aclinti urna lettra da quanlia de to?, ven-
cida no dia 38 do proxi mu passaio, sacada
por Hcruardino de Sena l'ontual, c aceita
por Manoel Thomc de Jess, de a lavar a ra
daSenzala Nova n.,38, que sera recompen-
sado.
Preciss-se de unta ama para casa de
pouca familia: a fallar em Santo Amaro:
com o Sr. coronel l.amenha.
I'recisa-se .le um caixeiro para pada-
ria, que tenlia pratica ou mesmo sem ella
que d fiador a sua conducta : a tratar na'
padaria do peteo da Santa Crui n. 6.
M
ns.
Inf.it
lie 8.
a H,
e animar o-, I
Irabalhos de sua aula. Coin especialidade
avisa aos seus alumnos pan se aprsenla-'
rem no rele ido dia as 11 horas da manha,
quando tera lugar o acto da uslalac'io An-
i^nt*^^^ par- ^mpanftia de seamro co-
loga-s na Passagem da Magdalena, //Y# fl lilor/l/ill(Hc (ios (S-
autesdechegar a ponte grande, urna casa
terrea com soto, quintal e sabida pelo rio,,
com muilos commodos para familia : os
pretr-ndentcs diriam-se ao Trapiche .Novo
a. 16.
Precisa-se de urna ama que seja de
conducta, para tratar de alguns meninos :
na ra da Cadeia do Recite n. V.>.
cravos, estubelecida no
RIO DE JANEIRO.
CAPITAL-2.000000.000.
Precisa-se
Vgencia lilial em Pemamituco,
Crespo n. I "i.
il.
O abaixo assignado faz scientcao res-
qelavel commcrcio desla praca, que deu
sociedade no sen estabelecimento tic pada-
ria, a seu mano los Mmele Ferreira lhei- mestre> assi"i ollicii
ro desde odia t. do corrate, e que todos P*ra o mesmo oflicio: na
de um oOicial de alfaiate
gum pratica de cortar,
So dia 10 do corrente epera-.e o a-jprrinr vapot
sar.lo TI. KI.N, vin.to rln Hin de Janeiro, c depoli
da demora niamirla par ip.eber as malai ene
MUTTCSDfJ,
pan i.euova, coma?e-ctias de Mn-Vicente, Tae- a ra da Madre de Dos, armazemh. I--.'
os negocios tendentes ao mesmo estabele-
cimento sera sua lirma commercial Joio
Luiz Perreira nibeiro Prccisa-se de urna cozinheira ou cozi-
nheuo que compre, para casa de hotllein
solicito na ra du Queimado n. 51,
.\o dia 'i do corrente mez perdeu-se
um embrulho de papel, contendo duas pro-
curarles, um lettra de 1.200-, um manda- COZilllieil' e (le
de Dos n. -"(i, primeiro andar.
Precisa-se de um menino brasileiro ou
portuguez para caixeiro de nina casa de ne-
gocio, bem como utna ama para o ser vico
interno da rr-esma : na ra Nova u. :i, pri-
meiro andar.
Oa T"_'n-o eso ranllaadoi no c-rrpioro da rnw
fAnhia nu iiii-iiiu fra, sob propoalaa dan p;"i -i ll
icnlri .,1 i "os Jo* ,'S'',H%<1-' Indni din uiei- a- partteipi
'*i cues do fallpciincnloa e .1- propaaUs, pulriii er r -
meliulaa a companliia todos os din, n cnu ha
1.1- di larde.
A- inii.li,.-,-- iiiipi,.. i-po.Jer.i..-r iuncurada- 1 1
escriptorio >\a companhia.
tar-se-ha eoaanltas ^i.ili- aoa earravoi -c-"iro- d n
!l para 10 boras ila nrauh.1l, no etenptono da n.111
pauhia.
que
para coiilra-
s e oosl uretras
ra du Madre
-Precisa-se
do para se fa/er um embargo: quem o ti-
ver adiado o qui/er restituir, diriji-se a
roa das Trincheiras 11. 2X, que se cratilicar
com ."iO^ooo.
Quem annuneiou urna escrava com
urna cria de ? mezes, pira vender. dirija-M
de um hora
boa coii-
casa cs-
se adiar
ducta, para urna
trangeira : quera
habilitado dirija-se a ra
do Trapiche n. 8.
Consultorio lio-
lueopathicod Dr. i^l i-
'o Moraes, do Itio de Ja-
neiro.
I niro dapmilo rm l'ctnatnl.n,'., ra dnUtMma-
do n. 27, aonie -e irha un....., 1,1.. inaarnli. ,l#
incilicainenlo-. lano em tintara .-..mo em ci. i
lando rarleiraa dediveraoi lamanhai, por r... .
muilo em canta. Tambem ahi =e encnnlnr'.n of li-
rros neresaarioi a homenpailiia.


ILEGIVEL




DIARIO DE PERNAMBUCO.SAUBABOIODE JANEIRO DE 1387.
$*?&-'.,Cr"-"'--^.--.-..'--..-\..-,;! A rila do sitio de A.J. deM., nai O abaixo assignado faz scient a todos
@ CONSULTOUIO CENTRAL 110- @ Passijjem da Magdalena, corre nuil a pri- os sonhoies que lhc sao devedore, que ten-
ido ncsla ilata vendido a sua "
voj n. 6.
O Dr. Sabino Olegario LiiJgero Pinhu,
de volla de sua viae.em an Ido de Janeirji,
continua a dar consultas todos os das otis,
das s hojas da manhila, it 2 da tarde.
Os pobres sao medicados gratuita mente.
lena, tone com a i>
re ?i
do ISio :',
MEOI'ATIIICO. A meira" lotera, que no me/, de tevei"i.oi,0"cs'a "ala vt"d,,loa sua loja sita na rua
0 Rua de Santo Amaro (Mundo-No- Q do presente auno correr nacidac'-'" -
de Janeiro, se toe
vedo de Aiidradc, he ao mesino senhor que
le Janeiro, se todos os l>ilhctesioremc\- devem satisfazer seu-, dbitos. Recite 7 de
traliidos aleo lim do andante Janeiro; I Janeiro de 1SS7.Joaquim Azevedo den-
no estabelecimenlo d^ Agostinho Jos de d
01i?era,noruadeS. Francisco n, (i, on-
de teve cartorio o Tallecido tabellio Coe-
Ibo.
O bacharel A. R. de Torres Bao-
deira.tem resolvido adiar para odia 12do
crreme a abertura de ma aula particular
de preparatorios : reste sentido a\ isa a to-
dos os seos discpulos.
Escolas
DO
METiioiio asmmi.
Do da de Janeiro em dianle slao abertasascin-
cote-colas desta capital, pelo e\celleute mclliodoCas-
lilho : pelo qual a voz publica se ha pronunciado
pelo oruao da imprensa peruainbucana, mererendo
particular allenrao a escola de meninas, ereela na
rua Jo Vicario, casa do finado Silva Companhia, nao
s< porque nessa escola sa ensiuam lortos ot primoro-
real.i.r o pasamento denlro do termo Indicado, no- ZZ^tt* T" laVor,es que P""" T*ir'
dar' perder lodo direUo as acco.s sobre as qnae, o i CffS! Su Proe?,ori; ""* sndo e<>
dilo plmenlo mo M tiver eflectoado, em Todo "" C""""" "ac-nual palo eximio protes-
eW de pagar aro. na razao de 5 por ceulo ao ZZZ P i u "", "'*"' "" '"V?."
auno, de naoreceberjorosou dividendo da com- Precioso *"WitM oroa l.tte-
panbia, pelo lempo qoedecorrer entre o dia indi-
cado para o pagamento e a sua roa isajlo. enhum
aolo de transferencia pode ser registrado dcpoii do
da 8 do correnle, anles do pagamento da chamada.
ESTRADA DE FERRO
rio Uedfe San-Francisco
(Tciceira chamada.
O directores da compaohiar da estrada de Ierro do
Hecife a S. Francisco, tem feito a|terceira chamada
le J libras e^lei linas, uu iris I7.-7T7 soore cada ae-
i o
dos
Sr>. S. Uavtnport & C., na corle, cm casa dos
Srs. Mau Me. Oregor A C.,e em Pemambuco, no
criplono da companhia. O accionista
ir" 111/103 t"" i ii..> -. >.. i i-, i j i i ."ui c cauaa
;ao na dila companhia, a qual deve ser paga al
dia 8 de Janeiro de 1857, na Babia, em casa d<
Por orden) dos directores,
S. P. Icrekcr,
The'oureiro.
Recite 3 de dezembro de 1856.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Esiabelecida cm Londres, em marco de 1S24.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra da in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
a a quero mais convier que eslo plenamente au-
lorisados pela dita companhia para effectuar segu-
ros sobre edificios de tijolo e pedra, cobertos de
l ha e igual menta sobre os objectos que con'tiverem
osmesmos edificios quer consista em mobilia ou
am tazendas de qualquer qualidade.
Nesta typographia precisa-se fallar
10 Sr. Rento A. R. Tupiuamba', quemo-
roo ou teve loja no pateo do Carmo.
Na roa larga do Kosarin, esquina do boceo do
'ene-Frito, no segundo andar do sobrado n. 9,
oiiiilia-so para fura com todo asseio, perfeicao e
:roiiipiiil.'ni e lambeio se eugumma : ludo por prejo
nais commodo do que em oolra qualquer liarle.
Aluga-sealoja da casa da rua da Aurora n. 51:
mde fui oflicina do fallecido marciueirn llenriqoes
luem pretender dirija-se ao Sr. Joao Pinto de Lemo,
luni.ir, no sen esenptorio, ou casa do sua morada,
i.i roa da Aurora.
Aluga-se a anliga casa de vender plvora, na
idade de Oliuda. com bom sitio, baixa para capim,
i boa casa da vivendaao p : qaem pretender dila
-asa dirija-se a rua do Vigario n. DI.
Praeisa-sa de um bom criado e paga-se bem
.igradaudo o servico e comportameiito : a tratar no
tampo do Hospicio junto ao quarlel casa do desem-
largador Mendes da Cuuha.
I DENTISTA FRAUXZ. |
f Paulo aignoox, de volla de sua viagem
\s a Europa, esta morando na rua Nova n. 5?
II, primen.i andar, oude [un!t|er procura- '&
do a qualqjer hora. ;
Companhia
de navegac&o a vapor Lu-
Brasileira.
'.' abano assignado, por ordem da commissao per-
nianenle da companhia, no Rio de Janeiro, participa
aos senhores accionistas delta, que no da |-J do cr-
rante dezembro em assemblea geral os senhores ac-
cionistas dalli. presididos pelo lllm. !-r. Ur.tAdolpho
'I. \ da Costa, depois de longo debate em que uua-
mintenle manileslaram a opiniao de que a compa-
I In.i continu, decidirn) e approvarnm.
I.' Que os accionistas possuidores das anll.-.i-ac-
, is eiilrem com .'ljOO fortes por cada urna, para
I ajmenlo da divida feta pela direcc.io do l'orlo.
2.'' Que esta entrada sera dividida em tres parles
i :uae-, .leven ln as chamadas de cada ama destis
parles ter lugar com iolervallo do :l dias, sendo a
I rimciro feila ja, e a ultima si> se fbr precisa.
:i. As chamadas das novas acees sero feitas na
< nifoimi.la.1e do que ja foi vencido ; e o dinheiru
proveniente destas cnlradass sera' applicado com-
pra de nm lerceirn vapor, o cosleamenlo das primei-
ris viaeeus dos novos vapores sa crescer da primeira
apencas),
i." Era quaulo nao he possivel proceder a eleicao
di.s pessoas que bao de dirigir a companhia, tica" a
cnmmissilo permanente aulorisada para nomear urna
p;ssoa de sua conlianea, qua em Portugal sirva de
siu prueuradui, e represente inlenn; inei le os inte-
nssesda companhia em loda a sua plenilude, dc-
lermiiuiido-se-llie o honorario quedi>\e perceber.
A mesma coinini-ao publicou o segoiote :
A commisiao permanaiile, em virlude da decisao
di assemblea reunida em l do correnle, convida
i senhores accionistas antigos a fazerem urna entra-
da de 10 ou 05 por accao at o dia 1- de Janeiro
proiiino, para pagamento da divida conlrahida no
Paila ; na roa Direila o. 9'J.
Convida mais os senhores accionistas noves, e qoa
a lizaram a primeira entrada, a realizaren) a segn-'
I i de -JOjOO por cada accaoalu a mesma poca e no
lagar iudicado, para a compra de um terceiro vapor.
Kio da Janeiro 13 de dezembro de 1856^Atab-
al doUr. A. M. Victorino da Costa.
Assirn sao convidados os senhores accionistas de
Pi rnambuco a realisarem al t."> de Janeiro futuro
uiai eulrada de -JnJ moeda brasileira) por acro, Da
roa do trapiche n. 26.
Feruambuco 23 de dezembro de 18G.O agente
Manuel l). Rodrigues.
Os devedoresde Jos ias SiraSes.Cruz tS Bas-
to i a Croz 6 Gomes tenbam a bondade de mandar
pagar os seus dbitos aos abaixo assignados, por te-
re n ellos os donos dos referidos dbitos, os retenos
abano assignados desejando ultimar esta cobrauen
ua meUior armona esperara que Ihe laliatarlo suas
coutasindependentesda publicajao da seus uome<
e netos judiciaes quese verao na necessidade de em-
pr.'jar na falta do referido pagamento.Jos Alves
di silva (juimaracs, rua doCabuga' n. I B, Fran-
etHM Jos Alves Guimaraes, rua do Qucimado u. 33.
Precisa-sfe fallar ao Sr. Jos Antonio da
cinha, nesta typographia.
Jos Antonio Morena Das i C, fa-
ztuii sciente aos seus freguezes e mais con-
sumidores de plvora, que teem um gran-
el sortitnento das melhores (ptalidades de
pjlvorae chumbo que tem viudo a este
mercado, e venden) ditos gneros por
menos do r verein as qualidades enconlrarao as
amostras em.seus escriplorios, na rua das
Lirangeiras n. lie da Moeda n. -20 ;
ios niesinos estahelecimentos acharao sa-
ln', lenado d
.'0(10 a arrol]
, raria do Exm. eonselheiro Sr. Dr. Castilho.
Companhia vigilante.
Al o dia 15 de Janeiro prximo foluro devem os
| senhores accionistas realisar urna prestarlo de de/.
, por canto sobre o capital sohscripto : no scriplorio
da companhia, rua do Trapiche Novo n.8.
DePOSITO
(lo superior rap da fabri-
ca de Gantois & G, da
Baha, na rua de Apollo
n. 23
Domiugos Alves Matheos, agente dn deposito de
rap da fabrica de Gautois e Companhia, da Baha,
avisa aos seus freguezes, que acaba de receher uuva
partida do mesmu rap.o qual,para que seja mais co-
uhecido e se nao po*sa confuudir com os de outras
fabricas, de naje era diaute.sse vender' embrulha-
do era papel verde com rtulos amarellos.
Precisa-se de uina ama de leite, que
o tenha bom, e seja taclia, paga-te bem :
amado Apollo n. 2.
Inslrucrao pri-
maria e secun-
daria.
Rua do Ros*
n. 1
Jeronymo Peteira Vi
tabelecnento de instr
secundaria no dia 7 do
Alem da aula de primijiras lettras, enti-
na-te neteestal>elecme ito aslinguat la-
tina, francezaeingleza, ;eometna e m-
sica apiano. Recebe a nmnos internos,
meio-pensionistas e extei nos.
Loieria do Rio de Ja-
neiro
O vapor Imperador
porto nao nos trouxe lis1
do theatro de Santa Tlu-
diste ter saludo a-2.">iln
e a lotera estar annunciaida
a 2l>, por issoainda teacl
reato da bilhetet desta lotera, cujas listas
esperamos a 1(1 do presente pelo vapor
rrim, na praca da Independencia |n.
ealii se lina' paijainiinto de qualquer
MarceliaoJojj Gongtlves da louiu du-
dara pelo presente, que' a souiedade que
nesta praca gyrava sob a firma de Fonte &
rmin, adiase extincta desde :tl de dezem- | aerii
bro prximo passaUo, licando a seu cargo a
respectiva liquidac/to, e. o socio commaudi-
tano Jos Goncalvesda Fonte desonerado de
toda a responsabilidade. Itecil'e 7 de Janei-
ro de 1857.
eslabelccimetilo de confeitaria n. 6
da rua de S. Francisco uertencea Agostinhc
Jos de Oliveira & >:., o nada tem rom o
mesmo cslabclecimenlo Manool Jos Rodri-
gues Braga, oulr'ora caixeiro e interessado
nos lucros, o qual nao esta aulorisado para
receber,divida iienbuiia pretrita ou pre-
sente, devendo os Srs. devedores somenle
pagar aos ab i ixo assignados. Agostiubo Jos
de Oliveira c c.
t'recisa-se de um coziuheiro preferindo-se es-
i-ravo : na rua Nova n. J7, esquina di Gamboa do
(Armo, toja.
rrecisa-se de urna ama de leile livre ou es-
crava, quo nao (cuna lilho, agradando pata-se bem,
na rua Nova loja n. 4.
Aos 20:000$!,
10:000,?, 4:000a?eS:000,?.
Jos Euzrbio Alves da Silva tem eiposio a venda
na prac. da Independeucia loja u. 33, os novos e fe-
lizes DilhelM da 211 lotera da casa de correcrao da
orle, as lisias devem ehegar pelo primeiro "vapor
qoe aportar aqui, procedente do Kio de Janeiro al
o lira do presente.
Precisa-se de um forneiro : na rua l)i-
reita n. -21.
Quem precisar do um uomein para
qualquer servico brazal de portas para den-
tro, dirija-se a rua do FogO n. 20.
Precisa-se de um lorueiro : na rua t)i-
reita n. 82.
Advocacia eccle-
siastica*
O advogado Francisco .Manocl Raposo de
Alineada,com escriptorio de advocacia na
corte do Kio de Janeiro, eneai rega-se de ne-
gocios orenses.-e especialmente de negocios
ecclesiasticos peranle a nnnciatura apostli-
ca. Itesponde a consultas de direito civil e
, Conipra-se urna prcla erioala, que tenha bo-
nita figura, de idade Illa -2> alanos, e que tenha ba-
hilidaili-s ; agradamlu nasa-se bem: ua rua Noia
n. i.
Compia-se una vacca tonrina em bo;. con.lir.lo
e que do bastante leite : qoem a tiver dinia-s' a
rua di. lorres, no Re.ife, 38 seBundo andar,
das !l alo as horas da larde.
Conipra.se una Barroca e um i.oi, tudoem bem
eslado de traballlu : na rua da Cedea, aiuawni de
aei.
Compra-se urna casa Ierres qoe leona quintal :
quem livor anouncie por este Diario.
Compra-se para urna encommendr.
" moiequetde Ha 1S anuos de idade:
na rua do Colk'f;io n. 21, pritr.eiio an-
dar, das 10 horas as 5 da tarde. '
Compram-sc apoliccs da divida provin-
cial : na rua das Flores n. 37, primeiro an-
dar.
aScnas.
Vendem-se cbapot do Chvli de to-
llas asqualidadet : no esc.iptorio de .No-
vaos & C, rua do Trapiche n. i-.
TABACO FAANCEZ CAPORAL.
tale excedente e muilo lino fumo para
cachimbo como tambem para cigarros ven-
de-se pelo barato preco de 2|ti00 a libra
Iranceza: em casa de A. Hebrard, rua do
Trapiche Novo n. 22.
Cavallo para carro.
Vende-se utn ptimo cavallo para carro
ou cabnolel: na rua do Qucimado, loja de
miudezasn. 33.
Modas francezas.
.Madame Milloclieau lluessard tem a honra
de participar as senhoras sua, r,-eguezas,quo
pelos ltimos navios do Havre recebeu um
luidosortiroento de modas, ricos vestidos
ilc blonJe, bordados, para noivas. vestidos
ue baile, euleites para cabega, camisinlias e
purjhos bordados, bicos, lindas llores para
bailes e casamentes, guanucoes de llores
para a cabeea e o vestido, bonitos veos para
noivas, lencos do milos de cambraia de li-
nlio ricamente bordados, li'as largas e es-
trellas de padrSo rico e novo crep, e crep
liso, larlatanas, espartillios de senhoras e de
mocinliiis, lilas de velludo, e mais fazeudas,
as quacs se venderao muiLo em conta, na
loja do aluno da Coa-\ isla n. 1.
A CLI.es, QUE O PRECO CORV1DA.H
Mata Irmaos, com loja de chapeos na rua
do i.res|io, participa a rapazeada de bom
J'cijao miilaliiiiio
Vende-se na roa da Cruz o. :l, feij.lo mulatiiiho
l>or preijo commodo.
Moinhosdo vento
comhoinbas dereputnpara rear borlas eba
a de capim : na fundirn de D. W. Bowinau
na rua do llruan ns. (i, e 10.
MARMEI.ADA.
Vende-se por preco commodo, e da melhnr quali-
dade que lia no mercado : na rua do Vigario u. -J~
deposito de assucar.
Plvora.
Claudio Dubeux vende plvora, a I3J
cada barril do 25 lihras.

AVAKJA:
180
160
Jawio
-jcooo
39000
fiSdO
39300
5000
tbO
:i50oo
itxi
'J00
19500
o0
aB%>U!SSmS 0,exPedienl! Ue l)re>ies S'^to, que receberVm'um'grande s en-
ue seculansarao, de dispensas de imped-1 to de chapeos do couro da It
10
larga
ar abre o seu cs-
iccao primaria e
correte Janeiro.
chegado a este
tas da lotera '21
re/.a, cmvirtude
iroxinio paitado
para andar
am a' venda um
ecom os nossos
idos do corrcio
praca do Inde-
le superior qualidade, a
-' U> ...' ..-
Precisa-s de urna ama quo eoziolic t lave com
aceio, para uan casa de punca fariUliu : a tratar na
roa da Ladea, n. .il, terceiro andar.
i PARA CONSERVACTO DOS
-;.:- DENTES.'
"i- .. v"dMe pos e asua dentrilices: na rua '-"
.. >"'<<< t. ni casado dentista (ranee/ ''
if l'aulo iiaiiinoiK. ('.
Precita-ie de nina ama que tenh i baiUnle Ici-
I- anida mesmo sendo escrav.a : no pateo doS. Ve-
Uabaiio assignado, arrematante das divida
ilivas na imjwrUncia de l:!T,::-lsii ,s. da mana
la iid.ii de Joao Uirlsostomo de l.ima.aviu aos deve-
dores da referida masa, que queiram realitar omai
iO
premio, de conorm
annuncios.
Roga-te aos empreg
ou outra qualquer pettoa t ue tiver em seu
peder una carta, vinda nos ltimos va-
pores, para Jos Joaquim Horges de Cam-
pos, o favor de levar a
pendencia, lojan. 3.
BILHETES DA LOTERA DO
ins RIO DE JAHEIRO.
AOS 20:.V, 10:000, 4:600$ E 2:000o-.
Jos Euzebio Alves da Silva continua
a vender na prara da Independencia loja
n. 3.", os seus bilhetes da lotera i- do
theatro de Nietberoby ; por isso tpie a
extraccSo teria lugar no liio de Janeiro,
no dia 26, e o vapor IMPERADOR sabio
no dia '25 de dezembro provimo passado :
ha um pequeo resto de bijlhctes e meios,
e as listas estaro ac|u ate o dia 10 do cor-
rente mez, pelo primeiro vapor que sa-
1 irdepois daquella data.
Joaquim Francisco dos Santos, por
oavefoulros de igual nome, de hoje em di-
ante assigna-se Joaquim Rodrigues da
Costa Santos.
Os abaixo.assiguados llazem sciente ao
publico c muito priucipalmt ote ao corpo do
commercio, que tem estabe ecido urna so^
ciedade eir. urna padana sita na rua Uireita
desta cidade n. 26, a qual val gyrar debaiso
da lirma do Cuimaraes Figueiredo, e por
isso fazem o prsenle anuuncio. KOCife 7
du Janeiro de 1857.Antonio Jos da silva
Cuimaraes, Mauoel Joaquim da Silva Kisuei-
redo.
Pieeisa-io alngar duas amas forras oo captivas
para casade familia, quecoiuhem eengommom- ua
rua da Cadeia do Kecife loja n. 50.
Francelino Ferreira Crespo, pharma-
ceulico approvado pela Imperial Faculdade
de Medicina do liio de Janeiro, participa aos
antigos lregu-/.cs de seu lutado pai o phar-
maeeutico lenlo finio Crcsjio, e as pessoas
que o queiram honrar com suas Ireguezias,
iiuo a botica contina sobife sua adminis-
Irac.o, prompio a satistazer c.om zello o
proniptidao os uiistercs de sua arle'.
Aluga-te o terceiro andar da casa d
rua do Trapichen. 14: a tratar
meiro andar da mesma.
Sacca-se sobre a praca de Lisboa :
na rua do Trapiche n. 11, escriptorio de
Mauoel Alves Guerra.
Precisa-sealugar urna casa nobre de
dous andares, ou de um s, cun bastan-
tes lundos, em qualqner das principaes
mas desta cidade: quem a tiver queSra
annunciarpara se ir ver c tratar.
Desappareceu na tanic do dia ."> do
coi rente, da rua do Queiinado, um bur-
lo com os signaes seguintet: cor escura,
tem urna marca de erida em cima da
anca, esta' bastante ordo : roga-te a
quem o achou de o levar a rua do Quei-
mado n. 19, que tera'bem gratificado.
Aluga-se a loja de um sobrado no pa-
a
no ri-
------j --....... ivuioni u nana' .
i rev poasiyel os teas dbitos: no alono da Boa-Vis- i loo h- b .-----,_.~
la ii. i.', taberna de M.sucl Jos Rodrigoes da (- a ^a"la Lrui : 1uein a Pretender falle
u o qual se.n-ii.-i compeientemente,habi.ilado a re- n*
IDlIUCl
e >'t ditas dividaa. tolonio Jo-c'"vil*l"r.""
Precisa-se Ac um i ama de leilo. quo teja de boa
-la. e que Irnha bom leite : na rua du i abus
ii. i.. i"ia de oanves, redir' quem precisa.
I1''"'1" reaolvid.....lirerrto do Banco do lira-i
-. rea asar alo lo de Janeiro prximo man ama en-
trada de dei por cen.....br. o c ipilal, a drcccio do '
Mnelo Banco de Ptrnamboco faziciente aos seoho-
rea aceioriHlaa que naquell, dala mandar pa
ra cnla p;, a dn rapilal di cana
Un- he respectivo. Reeife 21 d*
ai i welario da direcejo do
Pernambaco,
Joto bjancio Uerieiros Kogo.
Domingos Alves Matheos, saca so-
bre o Porto.
rua das Cnues, quem vai da rua do (Juet-
niado para S. Francisca, lado di-cito, ultimo
sobrado n. u.
IUIAIiDADE m m SENIMRA
(li Boa-Vilao-em.
nenlos malrimoniaes, de sanaces etc..- as
pessoas que do seu presumo precisarem po-
deraodirigir-se-lbe por escriplo.
- Arrunda-se a malta da propriedade
Apipucos : os pretendentes dirijam-se a ca-
sa do thesoureiro da admiuistracaa da mes-
ma propriedade, no dia 11 do correnle, pelas
9 horas da manbaa, munidos de fiadores
idneos. Apipucos 7 de Janeiro de 1857.O
thesoureiro, Jo3o Francisco do Mego Maia.
lia um joven italiano de boa familia,
recetri-chegado, que se ollerece para seccio-
naras linguas italiana, franceza, arythineti-
ca c geometra : a fallar com o mesmo, na
rua do Sebo n. 32,_ a qualquer hoia do dia.
O abaixo assignado participa aores-
peitavel publico e igualmente aos senho-
res pais de seus alumnos, que pretende
reabrir sua aula, no terceiro andar da
casa n. 58 da rua Nova, no dia 12 do cr-
lente, e esta' disposto, como d'autes, a
receber alumnos internos c externos para
seren lecetonados em primchas lettras,
ltiro e france/.; advertndo, porm, que
so recebe os internos de menos de 12 an-
uos de idadeJos alaria Machado de
Figueiredo.
Precisa-sc de um caixeiro que tenha
pratica de taberna ou sem ella, para urna
casa jc negocio na villa de Pao d'Alho : a
lallar na rua do Queimado u. ai, das 10 ho-
ras do da as :i da tarde. ;
--- l'erdeii-se urna carteira na noite do dia
it de dezembro prximo passailo, u> desem-
barque de Olinda, contento pouco diuheiro
e meio bilhete da lotera '|ue corre uo dia 10
do correte, cujo numero he mil e tantos, e
umquarto n. 97: q0em a adiar, querendo
esliluir, leve-a a rua do Uueiir.ado n. 2*.
Precisa-se de um criado para lodo o
servico de una casa de dous mocos estran-
geiros, paga-se bem a tratar na fabrica de
sabao da rua Imperial.
lomam-se saques sobre o RO de Janei-
ro, com descont : na rua do Trapiche n. 40.
Ignacii Cibilsvai a'Montevideo.
Aluga-se um niolequc de 10 a 12 ali-
os para recados, ou mesmo algum mulati-
imo lorro ou captivo : na ru Bella n. 43;
paga-se bem.
I). W. Bowman vai a Inglaterra.
Precisa-se de duas amas, urna que sai-
ba cozinliar e fazer o servico interno de ca-
sa, e outra para tratar de um menino.
- Lava se e engomma-se com aceio e
promptdSo, e por preco commodo : na rua
Velba n. 40.
. ..ussia de todas
as cures, que se venden) pelo barato preco
'lo tono a 5-000.
BOTICA GTIAL 110-
MEOPATHUiA
DR. SABINO O. L. PINHO.
^ Rua de Santo Amaro (Mundo Novo)
<* NUMERO6.
t \endem-se ouicaiueule nesta botica os mais &
f0 acredatados modicameaitushoineopallaicos, por A
t preros moilo coinniodos. Q
A acciio desles medicamentos be tao promp- V
'i t.i i' emees, que tem merecido as honras da
i preferencia em ludas as parles do imperio,
y onde l ni sido experimentados. a
1. Cada tubo avolto.....I.7OOO '
Cada vidro de tintura 000
Cariciras c mistabas coiu iiiudicainenlos, ?
desde li'o at 40051MKI.
2 Thesouio homeupalhico ou vade-mecum do
homeopaiha, obla csseuciolmeule indispen-
f svi\el a (|ucm deseja emprear a houieopa-
'. "'Ia ........ il.OOOv
* tratamciito hoineopathi:o do
S cliolera-inorhus......l-~0O)f -i'
f Propaganda huineupathi- a em f
I'eiiiaiiibuco.......-0 W i\. 1.l'.ir.i conheciineuio do publico, avi- j
t M-se que o Ur. Pires Kamos Jnior, nao he sf
J mais Caiieire da botica central lioineopalhica, f
J e neni tem inlerferenda al juma em suas oue-
rajOcs. r ^
V%*tt Velas de carnauba.
Vendem-se superiores velas de carnauba :
na rua da t.adea do Kecile 11. 57.
Coaros do cabra.
i\a rua da Cadeia do ftecife n. 7, vendem-
se muilo lioas pellesde cabra, por commodo
prego,
Goiiiiia de mandioca.
Vende-se superior gorntiia de mandioca l-
timamente ebegada uo Aracaty : na rua da
Cadeia do Kecife a. 57.
Veude-se um'a escrava mocs, de boni-
ta ligura, com urna linda cria de 8 inezes, e
com as habilidades seguales: cose, en-
gmala e cuziilia, alanea-se a corducta :
quem pretender aununcio para ser procu-
rado.
Vende-se urna cpula de tipoia com
pao e tomos de niarfim : na rua do ueima-
do n. 34.
Veude-se um guindante porttil de fer-
ro que pega 90 a 100 arrobas com todos os
seus pertences : na rua Direila n. 66.
Vende-se um mulato de 18 a 20 annos
I ion ilo l'imi r.... ....._____ *
>a loja de X porlas, na rua do Qnetaado n. 10,
ha para veuder novo sortununto de fazeudas mullo
em conla, como sejam :
Chitas largas de cores, o covado
Dilasestrcitas, o covado tlHJrs., I-JO a
Cortes de vestido de chita larga IcOO e
Ditos de cassas de barra
Pecas de chitas de cores
Ditas de dilas linas
Madapolao entrelio lisoiin e
Di lo largo
Algodao ../ii I delislra e mesclado, n covado
Dito americano, peca
Chales decfnla
Lencos de ganga encarnados
Chales de merino de barra e Iranjas
Pellos de lanbo lisos e bordados para camisa
AO MADAMISMO DE BOM GOSTO.
\ endem-ae sedas escocetas de quadros. com qua-
tropstllDOB de largura, fazenda muilo superior a
C.V3 : Da rua dd Cadei-' Jo R"'!* I"ia
de Manoel Ferreira de Sa, esqoiua que volla para a
Madre de Dos. '
Ne rua da Cadeia, delronle da Kelaco, taber-
na n. i, ha das melhores buhas hamburguezas pa-
lu"'? a rela!h0 e em PrS". c lamben, se
Cal de Lisboa.
Rua da Praia n. 9.
Chegada no ultimo na-
vio einiiitissimo bemacon-
dicionada : vende-se
pre9 muito barato.
Vendem-se no caes do Kamos n.
mallio ebegadas de alamangoape, pelo
baralo que poder ser.
Vende-seo grande armazem allandegado do
largo da Assemblea n. M (lorie do Mallos., muito
proprio para qualquer eslabelecimeuto, ou mesmo
para recolher gnerosroroo e.lMservindo-arlualinen-
l. por estar collocado derronte do trapiche do al-
godao : a tratar na rua do Trapiche n. 14, primeiro

Vendem-se pellesde cabra da toda qualidade,
por prero commodo rua da Cruz u. :li, primeiro
an lar. r
Antonio Jos de Castro vende plvo-
ra de superior qualidade a 1."1100 o bar-
ril : as pessoas que qui/.erera dito gene-
ro, apparecam em o seu escriptorio, na
ruado Vigario n. 31, para veras amos-
tras.
FARINHA
fior
saccas com
prci;o mais
leste,
VELAS DE CABNAl'BA.
Vendem-se \elas de carnauba pura a 1-ij a arro-
ba ; na rua do Hueimado n. 89, loja de lerranens
POTASSA E CAL TIRGED.
INoanti^oej bem conbecido deposito da rua da
Cadeia do llecife, escriptorio n. 15, lia para ven
der muilo superior poiassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem do Lisboa m pedra, tudo
aprecos muito favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores satisfeilos.
V1.NUO DO PttHTO GENDINO.
V ende-se ptimo vinlio do Porto em barril de
qnarlo e oilavo, por prero razoavel: na rua da Ca-
deia ilo Kecife n. 13, escriptorio ds Bailar Oli-
veira.
-Sao muito lindos para pu-
l nos.
Vendem-se muito bonitos bolOes para pu-
nhos pelo barato preco a 500 e 800 rs, cada
abotoaduia : na rua do Queimado na loja do
mtudezas da boa fama n. 33.
VENDE-SE
nava de patente, prova d'agua, para
aneios de carro.
Vinlio do Kheno de qualidades esise-
ctaesJohannibei g e Marcoln-unner.
No armazem de C. J. Astley & C.
XAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deste xarope para a bo
tica de Jos da Cruz Santos, na rua Nova u. 53'
garrafas 59500, e meias 35000, sendo falso tod
aquello qoe nao for vendido neste deposito, pe
quese faz o presente aviso.
IMPRTAME PARA 0 PIRLICO.
Para curade phlvsicaem todososseusdijlereii
lesgros, quermotivada por constipares, losse
jaslhma,pleiir7.escarros desancue, dr de eos
adose peito, palpila<.i)o no corac.io, coqueluche
bronchile, dorna garganla, e lo'das asmolestia
dosorgaos pulmonares.
SECHAHISHO PIRA EI6E
110.
NAFUND1CAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. .VA
RUA DO BRUM.PASSANDO O olIA-
FARIZ,
ha sempec um grandcsoriimenlo dosseguintes ob
joclos demechanismosproprios paraen^.enhos,a sa-
ber : moendase meias moeudas da mais moderna
roustruccSo : laixas de ferro fundido e balido.de
superior qualidade e de lodosos lamanhos: roda
dentadas para anua on animaes, de (odas as propor-
oes; ern os e boceas de forualha e registros de to-
earo, agualhes,bronzes,paralusos ecavilhaes.ruoi-
nhos de mandioca, ele. ele
NA MESMA FUNDIC'O.
,e'\ec.alan"1'"lasase'1<:omn)endas coma soperio-
ndadcjacoubecida ecom a devidapteslczaecom-
modidadeem preco.

| A ttenco!
um Mugados, ua rua uo S. Miguel n. 68, ten-
do de fuimos 350 a 400^000, multo al'regue-
zada para a trra ; o dono deseja vende-la, e
taz todo negocio- por ter de relirar-se para
(ora da provincia : quem a preleuder, dtri-
ja-se a mesma.
DOCE SECCO DE CAJ',
va rua do Queimado, loja n. 2, vende-se o
mais bom feito doce secco de caj' em boce-
tas muilo bem enfeitadas, propnas para.pre-
sente.
ende-se
Joaquim Ferreira Coellio rctirs-se nara fbU'li! 0gUW pala l)U8em> 'l""1 *'" dis-
Portugal a tratar de sua saude. i se ac"a 3eb'ulu lor Ul UO : a Halar no
Hanoel de Souza Cordeiro SimOesi esi,"Pt0.r, .us mnibus.
continua os trabalbos de sua aula particular : enue-se a uiulieiro ou mesmo a pra-
de primeiras lettras, na rua travessa dos Ex- .'. "" e'."l""aiile as letlras, a Uberna sita
postos, casa n. lo, uesde o dia 8 do correnle,
e scientitica ao respeitavel publico, quo eon-
tinu'a admittir alumnos externos e internos
ensinando tambem msica vocal.
Hita alaria do Rosario, achando-se em
eslado de grande pobreza, pede as pessoas
que s3o caritativas se dignem soccorre-la
com urna es mola, para poder comer e pagar
urna casa, pois de presente esta morando de
esmola na rua do Amorim, na casa do Sr.
Antonio Augusto.
AVISO AO COMMERCIO. \J
Manoel de Souza Pereira, propietario do
estabelecimenlo de carrosas para conduc-
cao, avisa aos senbores armazeuaiios que
elle se aclia cem o seu estabelecimento mon-
tado o preparado para servir a lodos que
dellc se quizerem utlisar, declarando que
os prQQos das conduccOes sao os meamos que
amigamente estavam estabelecidos ; espera
dos serrtinres armazenarios que llie darao a
preferencia no carreto dos seus gneros
urna vez que elle se olTererc a faze-los pelos
antigos precos.
cafe* do commercio.
Itua do Trapiche V'ovo n. 12. "
Acba-se neste estsbelecimento um sorti-
menlo de charutos da Babia : trovador, mis.
sippe, yaya, varetas, amantes, regala', S.
Polis, depurados j tabaco Irancez caporal
papel para cgarretes, viuho de Bordeaux'
Jilo de Chery, dito de Maden-a, dito i itcii
dito champagne, cognac verdadeiro, clie-
rj cordial, absiutho, kircb, varios licores
bem afamados, diversas conservas, bolos
fraucezes e chocolate ; e todos os dias das
11 horas da manhaa as 10 da noite havera
sorvetcs.
HOSPITAL PRIUGUEZ
UE
BENEFICENCIA
Achando-se vago olugar de primeiro enl'er-
meiro, precisa-se de urna pessoa uue tenba
abililaces necessarias para esse lu;;ar.
9
i *
| Na rua do Trapiche n. oi, lia
...' siiperioi rape l'rinceza do Brasil,
-:.: cliefjado i-ecentemente do Rio de I
9 Janeiro, em qualidade pouco dif- @
de Lisboa, ao
a
pois
jfcj- lere do ue uiauoa, ao pasto me
|? CUSta apenas l.siOO a libra ; a elle
9 "Hes que acabe, pois a remesca
\ ende-se em casa de Saunders Brothers ^ C. na
prara do Corpo Santo n. 11, a muito superior e bem
conbecida rarioha de Trieste, da marcaprimeira
qualidadeclucada fui S du corrente na escuna
"Pfeil-, em porcoes grandes e pequeas, conforme a
vontade do comprador.
TAIMAS PARA ENGENHO.
Ha fundipo de ferro de D. W. Bowmann ua
rua di lirum, passando o chafariz.T cuntina ha- i
ver;umcompleto soriimenc de taixes de ferro f un-'
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por epreco commodo com
promptido: embarcam-s oucarrega-se mcar-
ro seindospeza ao comprador.
Era casade llenr.Brunn & Companhia, teTramn.
ruada Croz u. 10, veude-secognac em caixinhasde lld"'nd"11 '<- Hamliurgo.
duza. ,
r-
O
0 lie pequea.
-Em casa de Rabe Schmettau A C,
rua da Cadera n. ."7, vende-se:
Vadi-os para espellio.
Vmlio do lllieiio superior.
Coiise alimenticias.
Tinta para typographia.
Tudo por preco commodo.
Em casa de Rabe Schmettau e\ ("..,
iiia da Caricia n. .77, vende-se :
Elegantes pianos do afamado l'abiican-
temento bi au-
mentado.
nasv: noar-
Sal do dmm\
Aos que tem de pintar.
Verde Trance/, a pataca a libra, alvaia.lea
me a p,uci, /arcao e oca a dous v.nieus a
no I.ivraniento, loja n. 35.
Rua Nova n. 34.
aeMcaabeT ',0Sa "ar,dy VenJe ricos "*
ae cabeca para senliora. do ultimo -osii,
por preco cmm.ido, e chapeos decTep'e en'
fetadoscom llores, pelo preco de 'o
* arelo em harneas
Cimento branco.
He chegado o excellentetv..
co ja bem conhecido (; expari
lauto em barricas como as tiiu
mu,em de taboa, de pinho de Joaquim
Lopes de Alme.da, n praia de San Fran-
cisco, junto a ponte nova.
AOS AM4MES DO RON E B4RAT0
Vendem-se ricas charuteiras bordadas *
retroz servindo tambem de carteira a # di
tas sem ser bordadas muito boa a fea M
carteirml.as muts ricas 2/, ditas pronrias
para flagea a i>>500, carteras grandes?.^
dtnhc.ro a 1/500 e 29, tranceln p,r. re
gios pretos de retroz. uo, fiadores mI
..avalhas muito linos i,, podras ,s "
nfrKaVa.,haS *' l^OO. ricas be. l,s
pelo barato preco de ls e 15500, peutes ct m
escova e espelbo para oi.Mst %W T
jos par. barba 25 2.500, UvelTas mkt
para caigas e colletcs a i., osalaSS,'
bengalas a 80 rs., cais.nh.s ,, ,
phosphoros a 160 rs escov,nhas parahm-
parVcaKloVSl CbCleS mui" ^.s
para cava lo a 800 rs esporas linas de ac
'JTalaS df seda mu,t0 bo" i", auca-
dore, de cornalina para casaca a 3001 .,,
ce.s inglena par. barba a 500, 600 etajOrs .
camisas de meia muito linas atflaTrtaat
abotoaduras para eollete a 500 c^Ors di-
tas para palitos. 500 e 600 rs., estoiosden.
va.has Unas para barba J*3871^
tartaruga linas a 6f, e outras mullas rous.s
que se venden, por barato preco" m r'ad
Ua.is9.do na bem conheeid. iSj. da boi .
ma n. 33.
Vende m :,0:000 MR
v' LEQES FINOS.
Vendem-se leques muito linos com rica
pinturas espelhoe plumas V| tSSmS
Rcas fitas finas e nioder=
as dos melhores gostos
que se pode eneoutrar
Oncimado n. 33e por precos que i.3o deixam
de agriar aos compradores, porque r*
colher?6 l C ha 'loowdeea-
Perfumarias fin.ssimas.
Na loja de miudezas da bo. fama na rua
do Queimado n. 33 encontra-se sempro Ma
neo sortimento de parfum.n.s de todas
qualidades. inglezas e francez.s, sendo dot
"i quo ha em r.ris e Lon-
ua de Colonia muito bo*
agua Uvande %?&?&
to fin.1.. ^ dreS "e "25 binh mu "
m a ncos vasos' Srae&a de muil
llllulnnnulh...____ ._ "'!< qU.llld,
melhores autores
SAL l>0 AS8U' de superior qualidade a
bordo d., palhabolt l'iedade, a tratar
bordo, delronle du trapiche do algodao, ou
na rua da Madre de Dos n. 2, com bartho-
lomeu Louieuco.
Vendem-se os verdadeiros charutos
varetas da fabrica doBrandQo: na ra do
Queimado 11. 13, lujadle Icrragcm.
ALl.UDAO AVAHIAOi).
Vendo-si: algodflo liso americano muito
encorpado, com qualio palmos de largura.
pelo preco (|ue se convenciooar a vista do
seu estado : na rua do Crespo n. la.
'1
Ipi-
Km virtn
sar da
rjoanli i|ue
dezembro He 1856.
(tinelo dance de I dar cuiupruneuio
edosarligos 1 K 15 do comnromis.'o
que rc^e .1 referida irruaodadi, acloal mea rene-
dora envida pelo ,,Ifbeuie a iU(lus os s.u, |r,......,
em peral, reatepelaH horas da in.ni,.-,,....., eonaiil.rio de
-ua greja, par. qu, poam punidos c. ,, Mer;,|
i'-l"-to nos ipfcii.los arligos.
- precisa-sede um rapaz d 12 a ti an-
nos pura criado .- na ..Ierro da Boa-Vista lu-
ja de selleiro n. 58, se dir com iiuem se'de-
ve tralar.
pagando-se mcnsalmente 30/000, cama, casa andar,
emesa : quem preleuder, dirija seu reque-
rimenlo ao lllm. Sr. provedor, na rua da
Cruz do Rccife. Recite 8 de Janeiro do isst.
Joao omingucs liamos.
Secretario.
0 abaixo assignado tem autorisado ao
Sr. Claudinodojlego Lima, como procura-
dor, para cobrar as suas dividas, lauto nesta
praca como fura del la. Recife 8 de Janeiro
de 1857.---Bellarmno dos .Santos Colcao.
Deseja-ae fallar com a Illma. Sra.JI).
Leonarda Mara de Albiii|ii(-n|iie, viuva do
tinado Antonio Jos (.oiir-s Araajo ijuintel-
111 011 alguns de seus herdeiros, para Ihe ser
ntreguc urna carta de fra do imperio, ro-
ega-se procure na rua da Praia, armazem d
carne n. 13.
Fariiilia de
este.
.SSSF.
(Verdadeira,)
Pelo navio BLOOMIi cliegaram 300
bai ricas desta acreditada farinlia : ven-
de-se nos aiuiazens de Tasto limaos.
Vende-se urna taberna na rua do Fogo
11. 20, eoui poucus fundos, propria para qual-
aauer prine.piante. 4p
Vende-se uma escrava de" boa liguru,
parda, de ptima conducta, engommudeira,
coziaha e cose : na rua das Trncheiras jun-
to ao nicho.
Vende-se urna negra de bella figura,
sabe cuziuliar, comprar, lavar e vender na
rua, tudo rom perfeicao : para ve-la c tra-
lar, na rua do Livramento 11. 33, segundo
LEGIVEL

Vende-se uma bonita negrinlia de 5
annos de idade, muito sada, propria para
servil de mucama de alguma meuina : na
rua doUucimado, loja 11. 17, se dir quem
vende.
Vende-se Cariaba do s. Matheos, muto
boa, em saces que tem um alqucire, por
preco commodo : na rua do Raogel 11. 52.
Vendem-se 3escravos, sendo um mo-
leque do idade 15 annos,'uma.nein-a de idade
25 anuos, outra dita de idade 30 anuos : na
rua Direila n. 3.
Vendem-se barris com superioi carne
de vacca salgada, riiefrada ltimamente dos
Estados-Unidos ; no escriptorio de Matheos
Austiu n. :!J.

-- Ka ruado Trapiche u. 1 i, escriptorio de Ma-
uoel Alves oerra, vende-se por commodo preco e
segumte:superior vinho do Porto em barris do
ollayo,chapeos de fcllro, e sab.aoamarello fabricado
no Kio de Janeiro.
Em casa de Saunders Brothers & C., praca
do Corpo Santn. 11,ha para vsndarosej-uinte a
Ferro inglez.
l'ixeda Suer.ia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para saccas.
Dito an ti aneado igual ao da Babia.
E um completo sortimento de fzendas proprio
para este mercado tudo por preco commodo.
Cl de Lisboa e potassas
Na rua do Trapiche armazens ns. 9c
II, vende-se superior potassa da Kussia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que lia no mercado.
AGENCIA
Da fundido Low-Moor, ru dSenzal.-Ho-
va n. 42.
Nesleestabelecimenioconlinaahaver oh com-
pleto sortimento da moendas eias moendas
para engenho, machinas de vapor e taixas d.
ferro batidoe coado de todos os tamanho para
dito.
GAL E POTASSA
Veude-se potassa da Russia c americana, chegada
neste dias e de superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que lia no negreado: nos seus depsi-
tos 11,1 rua d* Apollo n. I ?. e -21).
>a rua do Vigario 11. iy, primeiro andar, ven-
de-se viulio do Porln de superior qualidade da bem
conhecida marca CVV cm pipas, barris e caitas de
uma e duas dutias de garrafas.
! 1111 attenco.
Na rua do Crespo, loja da esquina, que volla pa-
ra a rua da Cadeia, vendem-se cobertores de 1 m
liespanlie!,leiiQsd cambVaia de lis tras a iUO, 500,
e 600 rs. cada um, curtes de casernira de cor al;,
e 53000 rs., ditos prela a i3500 e S,3(M)l) r-., ditos
de brim escuro e amarello para ealca a I3I0, pan-
no de linli do Porto, toalhai de mesa e. ro-lo. nuar-
dauapos de todas as qualidades, aloalliado adamas-
cado com selle palmos de largura a 18600 a vara
corles de csa cala a 18600 rs., e oulras mi ui las a-
zeudas por prei;ofscomrnodos.
A ICO res o covado.
Itfscado escuro de quadriolios, propriu para ca-
misas e vestidos de pretas, vende-se na rua do
Crespo, loja da esquina, que volla para a rua da Ca-
deia.
PARA ACABAR.
Na roa Nova, loja rrancean. 8,confron-
te a Camlioa do Carmo,
vendem-se chapeos rc seda para senliora, da ultima
moda e qualidade,com um levo toque do muro, pelo
baratsimo preco de IQg cada um.
Helogios de patente
nglezesdeou.ro, desabnete e de vidro:
vendem-sea prero ra/.oavel.cm casa de
AugUStoC. de Abren, nai-ua da Cadeia
do Recife,armazem n. ."i.
Superior cal ele
Lisboa.
Vinlio do Porto, superior chamico.
tii) canas de 2 duiias e em barris da oilavo, re-
ceialeiiienleclaegadopeloJbrisue<.Tro*adori,;vende-
?..TT"f i' trmim d Barroca ft Castro, ua
rua da Cadeia do Racifc n. 4.
Aigodftoziiiho da Balu'a
para saceos de assucar : vende-se em ca-
sa de N. O. Bielier & C, rua da Cruz,
n. *.
Rlelog-ios
cobertos e descoberlos, pequeos e grandes, de our
paleule inglez. para liomeui seuliora, de um dos
melhore fabricantes de .iverpool, viudos pelo ulti-
mo paquete ngle : em casa de Suutball Mellor &
Lompaunia, rua do lorres n. ;1K.
N. O. BeberA C, rua da Cruz n. I,
vendem :
Lonas da Kussia.
dem inglezas.
BrinzSo.
Biini da Rusta.
Vinho de Madeira.
Algodao para saceos de assucar.
SAO' MLITO LINDOS.
Ricos cortes de vestidos de fa/enda muito
lina, toda de seda e de um gosto muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor vindo da
Europa, muito propros para as senhoras de
bom gosto, assim como chitas francezas
muito linas matizadas com lindas cores :
diio-se amostras na rua do Queimado n. 22
na loja da boa f delronle d. da boa fama.
PAIIA QfEM TEM BOM COSTO.
ISa rua do Queimado n. 22, loja da boa f,
pa um completo sortimento de grosden.po-
le de seda de lindas cores; aprovoitem anles
queseacabeni, que a testa est com nosco,
assim como chapeos do Chile muito linos,
quesevendem por menos que em outra
parte.
FITAS DE VELDO.
Vendem-se litas de veludo pretas e de co-
res, estreitas e largas, lisas e abertas de mui
to bons gestos, pelo barato preco de 160
320, 400, 500 e 00 rs., na rua do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 33.
Moendas supe-
riores.
Na l'undicfio de C. Starr <\ C, em
Sanio Amaro, acliam-sc pata vender mo-
endas ale canna todas de ferro, de um
modelo econslruccao muito superior.
VARANDAS E GRADES
por precinho muito barato.
Para eset'iptorios
e earto
ros.
Vendem-se resmas de naaaal h .
melhor que he possivel aW.% ^ ,n
fer.or ppuca cous. a 3o e 35500, dato par"
te muit.ss.mo Tino a 4?50o e tft, dito fS??"
nos bw rs., ditos propros o.ra ri^-^r i.
vros a 800 rs., canelas1 de o.sso t n.e.Xs .r.
peonas de ar,o a 120 rs caivete Si?
de urna, quatro folhas a i, 2, 3, to e u
tras mais cousas que se vend birato n
rua do Queimado na bem conhetd. lo. Z
miudezas da boa fama n. 33 '" de
Cartas para JRf l
Vcndem-se haralhos de carias Iranceas
muito finas e de bom papel a 500 rs. o b"
n. A* Po0rluKu^ nuilo finas 3* ^
KmanQU3r*d0na,0JademUd"^
Boneras francesas.
y,!"d.em;s/ b0"ecas fra"zas ricamente
e de vanas (qualidades
vestidas
uW d,2.V"arrUa d0 Q"'nado loj.'de'm
aezas d. boa fama n. 33.
a lf2O0,
*** fuibofi.
IZl l? 3 d c1orrenle rugi do engenbo
Jacobina uma preta crioula.de id.de ouco
mas ou .lenos 20 annos, do poder de ,K
senhor Antonio l-erreira de barros (..mpello,
que a traba negociado com o Sr. Flix C.n-
lalicio de llanos, que mor.va ento no Bu--
cuja escrava foi neg.jciada ha 5 anuos, V
en mrf u f"1"" '0i a pr,n,eiriVM Mct'.o.
X;'1'1?' ,ni,s,,e "*. porsUria
quenos e brances. testa curU, be eos ZmL
eum Unto puados, leu, de um lado" dou>
ou lies denles quebrados, he esperta e muilo
ladina : rogase por tanto a todas as autori-
dades policiaes ca quema pegar, dirigir-
se ao mesmo engenbo Jacobina, que ser re-
compensado1, pudendo tambem ser entraa
nos Alogadus, cas. do Sr. Matheus, sacrisUo
da greja de H. S. da l'az.
No dia a do corrente fugio um aanraii
cnoulo, de idade 40 annos pouco mus ou
menos, he padeiro, e venda pio na CapU-
ga.de nomo Antonio, desdenudo na frente
baixo, e multas marcas as cost.s : uucui
o pegar lvelo a padaria d0 p.tco .lo Ten o
II. Ova
-.- Fugio do cn'genho Ab.lU da provincia
da Paralnba um mulato de nomo Luiz, re
presenta ter 50 annos de idade, altoe Chato
do corpo, tem os pus ft-ios e tlulos de leri
das, he purgador de assucar, carreiro, pc-
dreiro, s.pateiro, aliaiate e csrspins, sendo
que so em pclreiro tralulha rom perteicio
quem o pegar leve-o ao dito engenlio a an-
t)m lindo e variado sortimento de model- tregar a seu s. nhor o coronel Jo.io da Cosa
los para varandas e gradaras de gosto mo- Villar, e em l'ernambuco a Manocl loaaiiniu
dernssimo : na fundreaoda Aurora om San-
to Amaro, e no deposito da mesma na ru.
do lirum.
castelo.
._ .pun
t.omes, na rua da Cadeia de Sanio Antonio
n. 26, que gratilicara com generosi lade.
Fugio hontem as T boras.um escravo mula-
UOtirO (le lll.Stre marca (Ie!,odeno">8Tbomaz, alto, reforjado de corpo, rom
j marcas de bexigas, pernasgrocas, e nellas marcas
:de ricratizes as rauellas, falla cora muila manci-
Vendcm-se* pelles de couro de lustre do:d0' levou *WW sslii da panno azul groen
muito superior qualidade a proco de e; f>uarnecir!a de ourelo brar.co, nos ombros e jm-
Vende-se superior cal de Lisboa: no 14/500: na'rua do Queimado, na'bem conlie- i nhos, abena na frente sai forma de Balita: esicev
Madre rldil loJa de miudezas da boa lama n. 33. leravo he natur.' '
arma7.emde Novaes i.\ C, rua da
de Deosn. 12, por preco commodo.
Vende-se superior liulaa dp algodilo branca
de core*, em novello, para
Saintliall .Mellor t\. Companli
rada Parahiba e foi sanavs do Sr.
Ht' illllilO iaralO jC.rlosCoellio,qneohouveporlier.nca de seu so-
Vendcm-se duz.as de facas c garlos de ca-!gr0 J* Joiui!n.ds daquella cidade.. lo.
costura: em casi de bo de marlini de boa qualidade a 10-, ditas
comprado pelo abaixo assignado aoSr. Hilario d
43S500
38. | ditos de cabo de bajado muito linas a'ti/' Alhsndra Vasconcellos .liinior.morador no ngenlu.
ditas ditos rabo rol ico e oitavado a :t.-, du-Tapua lr'Pue.zi" do Mita detta f.rovincia
ziss dp colheres de metal principe a 3s e tl;: 1uem P^8' '>'e-o a rua da Concordia a Pedru
, dilas de metal mais ordinario a 800 e IrOU, Antonio Teixeira Guimariies, que sera ReDerosa-
Vende-se cal de Lisboa ltimamente clisada, .- o oulras muilas rousas que se vende baralo,, mente gratificado.
simcomo potassa da Russia verdadeir. : ua pra5 I ra ruado Queimado na bem conhecida loja i ___
do Corpo Sanio n. 11. 'dp miudezas da boa fama n. 33.
i'EKN TYP.DE M. i K FARIA IM7.

^um


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