Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07672


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Full Text
ANNO XXXII N. :>0(
*+-
Por 3 meces adiantadot 4s000.
Por 3 mezes vencidos 4500.
DIARIO
ERfA I EIRA W DE DEZEMBRO DE 183$.
Por anuo adiantado i.sOOO.
Porte flanco para o subscripto..
uco
DOS CulUil-'.lnS.
eia hun* Ai* id..
EJCARREGADOS ,_A SUBSCRIPCA'O NO NORTE.] PARTIDA
Paral-ha o Sr. foao Bodolpho Gomes ; Kalal, o 8r. Joa I oiinrfi: lod.t di-. .. o -
quim Peretr Janior ; Aracaty, o Sr. A. de Lemos Braga ;] l*.r_>. Gf.nM e Par.,),,!
Ccari ,J Sr. J. #** de Oliveira ; Maraabo, o Sr. Joaquim Mar-j s. Anulo, i:co-rri~,li.iiii, i:.i
qaes (odrigae* : fiauby, o Sr. Domingos Herculano A. Pestoal s; '''"""'"..'',M:;':}""; ***.'"< l->'*"' '}!"
ear*^;. *aca\oSr. Justino J. Ramos; Amazonas, o ir. Jaro- T_n.'&.', ^^"ri.K^T'Ka'/iw
i AlHahn e ';<:-iiihnii<
yo
da CosU.
Pintciii-
1.
-.rr.-lfl, f||g
|iari->m .< IU h*
I AUDIENCIAS DOS ntIHUXVKS D\ CAPITAL.
[Tribunal do commercio ; segundas e quinlas.
Relacao ; tercas-feiras e sabbados.
Faienda ; quarlas e sabbados as 10 horas.
Juizo do conimercio : segunda as 10 horas c quintas ao nifio-ilia.
Juizo de orplios : segundas e quintas as 10 horas.
rimeira vara do civel segundas c sex Segunda vara do civel: queras e sabbados ao meo-dia.
BPHtiMERIDES IHi MEZ DE DEZEMBRO-
:> (Juarto rrescente a 1 hora 7 minutse 48 segundos da manbaa.
11 La cbea as horas 44 minutos e 48 segundes da tarde.
10 iju.irto minguante as 4 huras'23 minutos e 18 segundos di ni.
27 La nova as 6 horas 26 mi utos e 48 segundas da manh.ia.
PRKAMAR lK IIOJL.
Primeira as 7 horas e 42 minutos da rnnnlua
Segunda as 8 horas e 6 minutos da tarde.
pin Uno mm.
DAS da semana*
29 Segunda. S. Thomaz deOantuaria are. m.
30 Terj-a. S. Sabino b. m. ; Ss. Venn_iiin_.no o A. i-
31 Juart. S. Silvestre p. ; Ss. Nominando, Donato fe Muieruno
1 Ouini.i. >J< Cirruiitcisoo do Senhor ; S. A .machia.
2 Seit. S. Izidoro b. ; S. Argeo m. ; S. Marliniafo m.
3 Sabbado. S. Aprgiu b.; S. Antero p. m.
4 Domingo. S. Tilo b. ; S. Prisco presb.
iiterior.
RIO DE JANEIRO.
Ib' > e dezembro.
INSTITUTO HISTRICO.
Montero leve lugar no p.n imperial da cidade a
11.a son magDl do Institolu'Ilislohco. solemotsaii-
do-*e cura a pompa eosluroada o 18 anniversario
da soa fundac.lo
A ceremonia leve I -i-j.ir n'uma das axis ricas sa-
las do pac-o ; imples mas grave e seria, adornada
de ricos espedios e do quadrn de Gcarelli represen-
laodo as nupcias de SS. MM. II. na calhedral de
aples, e de un grande numero de bustos de mar-
mores representando vahas pessoas da familia impe-
rial, sen lo proinpi.imente Humiliada.
A'a 5 lloras da larde, achando-se reunidos os
membros da mesa, grande numero de socios efl'ac-
livos, correspondentes e honorarios, pes le, grandes do imperio, ministros e consellieims de
oslado, membros do corpo legislativo, diplomalic e
consular, bispos, prelados das religies e religiosos
de diversas ordens lentes, professores, artistas,
cheles de repartieres, olliciaes do ex.rcito. da guar-
da nacional e da mariniia, Unto imperial como es-
trangeira, pena, gradas por seu saber e represen-
tar;;!, civil e lilleratos de vanos n-ees, aunuociou o
hyiono nacionsl a chegads de SS. MM. II.
SS. MM. II- foram recebidas no ve.tibnlo do pa-
co por todos os socios prsenles, e eutrando ua sala
destina la grande sesso, saudaram com a urbaui-
dade que Ihes he propria o escolhidn auditorio, e
tomaratu assenlo no thronu, fazendo S. II, o Impe-
rador s.gnal para que todo- se aenlsssein.
Terminado o hxmno, que f ii tucado por exeelleu-
le orcheslra em urna da* nial i inmediatas, pedio n
presidente do Instituto, o Sr. visconde de Sapucahy,
permissao a S. M. o Imperador para abrir a ses-
se, e obtida ella pronuuciou o segoiule dis-
curso :
Senhores.Todas as vezes que me leni cabido o
honroso dever de annunciar desla cadeira a abertu-
ra, da solemne setaao anniversaria do luslilulo llis-
lorico e desempenhado com jobito por duplicado motivo ;
ja da record.11;,1o de um da de tanta ventura para a
socielade, como o desua regenerlo operada me-
diante acto inag lamoio. assnrnbroso e nico nos
fastos Iliterarios ; ja da satisfacao de exhibir incou-
le,lavis lettemontios da perseveran-;.! dos associa-
dos no arduo e-ludu dos assumptos que eonsliluem o
vasto progranima da uo-s i empreza.
Esse jubilo, aenhores, sobe de ponto boje, que
aosdous motivos expressados acresce especial de
de ler de dar-vos a boa nova da reahsarao de um
pensamento que lia muito afagavam os Brasileiros
letrado'.
t Adianto a ineurao do acnntecimento qoe loso
era elegante e competentemente descriplo no rela-
lorio do esclarecido prim-iro aecrrtario, porque o
considero um pouco fra da linha ordin-ria ibis em-
penhos da sociedade, embora lenba relaco nao re-
mla com a geographia, qoe sem duvida abrange
em sim esphera a mor parle dus conh'cunentos
scientillcos.
Nosso benemerico consocio, segundo vice-pre-
sidenle, autor da erudita, aprau'vel e engenhosa
aaalyse criticada Viagem di con i- de (Jtelnau,
quesers franqueada ao publico na Revista Tninni-
sal, qaaudo punlia remate u leilora da soa inlcres-
I sanie obra, propz, em Maule ordinaria, que se re-
preseiitasse ao ,\e im imperial a ueces>idade da
creacAo da omi eommissao de engeaheiros e natura-
listas qoe liv.se por lin, explorar o interior de al
gamas previnnas do imp-rin.
AepcoTa-tn -wHMiiaueineute no Instltnio, fo a i
proposta acnlhiJa palo governo *, b.uT nceiia pe-
los represen;antes da iii(;to em ambas as cmaras,
adquiri os foros de lei do Estado. EutAo o iris.o
doolo consocio que dirige a larga reparti^ilo dos ne-
gocios do imperio, a q iem incumbe eecuro d
le, e a quem o Instituto deve Ionio, levou sua e:n-
fianra ua uosss associa-;ao a> ponto de eurarresa-la
de indicar as peisaas qiie deviam i-ompr a eommis-
sao e de organisar as iiislrucc,e*, respectivas.
Tudo se fez : e raras vezes conrepces desla na-
lartza. poslo qoe uteis, e ale nrmniiili. clisgam
rio depresu a realidad, lira''as ao patriotismo dos
poderes sopremos (,irac.as principalmente ao mo-
Bireha zelosn da felicidade de seos subditos e apre-
ciador do lino nacional !
a Coropraz-me, seuhores, augurar que essa eom-
missao, composla de membros, sahidos qoasi lo-
do do gremio do Instituto, dislinclus peto esludo
das ciencias de varios conhecnuentes humanos,
ambiciosos de boa fama, no vigor da idade ; essa
commis.a i, presidida por um respeilavel consocio,
ceralmente conhecido por sua illustracgo e scieocia,
hi de canamente corresponder i coo(ian;a e ezpec-
taco do goveroo que a noineoa, levantar um pa-
dro digno da sociedade que a indicou, e graugesr
ttulos para o publico recouliecimenlo.
< E nao vos parece, senhores, qoe era ja lempo
de entrarmos, sem auxilio estranlio, no exame e io-
vestig-st-ao desle solo virgem, onde tu lo he maravi-
Ihoso .' de desmeulirmos esses vajautes de m.i f
oa levianos que nos taem ludibriado e calumniado ?
da mostrarmos linalmente ao mundo que uao nos
rallara tlenlos e as habilitarnos necessarias para as
pesquiias scientificas:'....
o Importantes foram os Iraballios sociaes do anuo
que se encerra ; as lelafoes de fralernidade com as
associacoes litterarias deulro e fra do imperio cou-
linoaram sem quebra ; o archivo recebeu numero-
sos mmuscriplos e ducomenlus preciosos para a
historia a geographia em seus diversos ramos ; e a
hibhollieca fui gran lemeute enriiioecida pela iuex-
baurivel muiuflcencia imperial, e por offertas valio-
sas de socios e de afTeiroados do Instlalo.
< No bem lra;ado rrlatoiio do mu digno primeiro
secretario veris, senhores, primorosamente desen-
volvido os assumptos que deixo apenas indicados ;
con'aecereis o estado actual do q m Ir.i acrescentado com pouc- imines, e diminuido de al-
guns qae nos roubou amorte, a respeilo dosquaes
a voz arrehiladora do elocuente orador, terceiro
viee-presideule, vos fars ser.lir a eitensao da noisa
parta.
Refleclindo no prosres avanra o Imlilulo Histrico e lieographico Brasilei
ro, nao sera (emenda.le uiiiiha aventurar a predic-
(.10 de que uioesi i inuio tinge a poca de o yermos
sabir ao grao de grandeza e de prosperidade a qoe
aspiramos. Para apadnohar a prophecia tenlio, se-
nhores, dianle doi olhos a poderosa mao protectora
e bemfazeja que Bradigalisa incessanles favores ao
Instituto, e Iba acea para a alcaulilada e espinho-
aa senda do dever, Iluminada todavia pelo facho
da gloria, e suavisada com a esperanca da reconi
pensa.
a Senhor Rendo a V. M. I a bomenagem do
nais cordeal agradecimento por lanos beneficios ; e
a vos, Habata, I subida merc qoe V. M. I. se
dignou oe outorgar ao luslilulo, hourando e ameni-
saudo coma augusta presenca de V. M. I. esta festi-
vidad, acadmica.
Disse.
Segne-se o Matorio do primeiro secretario o Sj.
Itr. Joaquim Maooel de Macedo. Aqui o Iranscre-
vemos :
NSo he urna si r.niej sulemnidade litteraria con-
sigrad. exclusivamente j commemorarao do fe-
liz auiiiveisario da uuu in.titullo a todos os res-
peitos atal patritica, a qe |,je viemos celebrar ;
ncni .qo-llcs a q icm nrsie dia cabo a honra da Tal-
lar em nome do luslilulo Histrico G--ographico do
Brasil le.n -te pronunciar -..cursos encomisticos,
oude raxer ouvir hymuos de alaau e regtsijo, como
outr ora as (e-las mareiae* e nos banqaetes os liar-
dos ralcdonms, quanlo aps victorias e conquistas
iminorlalisavam esa cantos ardenles e arrebata dures
as proezas dos rhefea de sua clans.
Em sua sess.lo publica .inniversaria n luslilulo
Histrica e (eogr.iphico do Brasil atiende pruri-
piim .ni., ao cumpriineuto ligo de seus feitos as benditos que encherem de
luz, ou uas maldires que enegrecerem a soa me-
moria.
O historiador poder encontrar nos archivos do
luslilulo Histrico e (jeographico do Brasil aquella
espada terrivel que brandia aTemis do gentilismo,
para com ella ferir desapiedado a fama daquelles
que, improbos ou ingratos, tiverem mal servido
nosa bella patria ; e tambera all achara' a chave
de ouro com que ha de abrir em par as portas do
templo da gloria aos onssos benemrito-.
Na Ierra ha urna immorlalidade, que he por as
sim dizer um ratlexo da eteruidade do co ; o l'ro-
metheu qoe rouba essa chamma divina, que laz o
homem vencer a morle, e permauecer formoso ou
terrivel, querido oo abominado dorante seculos sem
coula e como que sentado sobre a lousa de seu t-
mulo exposto aos olhos das geraroes que vilo pas-
sindo, he a hi-toria, que perpetua as obras do ho-
mem.
O Insillulo Histrico e Gcographico do Brasil, co-
Ihendo e guardando memorias e documentos que
leslemuiiham a venta te dos acontecimeulos qoe li-
veram lugar uos lempos que ja foram, registrando
as acc. sobre os fados e estudando suas causas e seus resul-
tados, prepara e escreve tambem a nossa histoiis,
exerre essa magistratura sublime de que nos fslla
Courcelle, e trahalha para a gloria da patria, con-
servando ou tornando iodelevel a lembranra do ser-
vico, da dedicado e da heroicidade de seus filhos.
A loz qoa dimana do seio do Instituto vai brilhar
alcm dos horisonles da nossa idade, e a voz que elle
desprende ha de retumbar ua potleridada e ser ou-
vida pelos vindouros.
Incumbido pois de orna mis'ao de 13o alta mag-
nitud^, o nosso Instituto satisfaz um dos inaissa-
bios preceitos dos seus esta lulos, e compre um de-
ver, cuja importancia he elle o primeiro a recouhe-
cer, quando em suas sesses publicas anniversarias
vera conscienciosa.nente fazer a resenta de seus
actos, e a expsito dos fructus colhidos prlo seu
estado a peta sua constancia e actividade, perante
o governo imperial que o anima e protege, peran-
te a naco que o observa a applaudc, e peraule o
ni nudo que o conhece eo escuta.
Na qualidade de primeiro secretario do luslilulo
Histrico e Geograplucu do Brasil, cabe-me;a honra
de aprrscnlar. o qoadro dos seos trabalhos"durante
o aaaa social de 1856, e se nao desanimo com a
conscieneia de ininha reconhecida fraqoeza conside
raudo a larefa diDicil de que me acho enrarregado,
lie somante porque .. responsabilidade pelo seu raao
desempenbo nao pesa toda sobre raim. O Instituto
ha sera duvida o primeiro culpado, etalvezqueo
uuico erro que Use deva ser unalo seja a escolha
desacertada que fez do somenos de seas membros
para a eiecucao desla obra. Soffra elle pois que o
relator.u da seus importantes trabalhos se mostr
chelo de sombras, e desligarado por lamenlaveis im-
perfeiees devidas a' impericia do narrador.
O auno de 1856, assim como os anteriores, nao po-
de senao allestar a marcha sempre regular e pro-
gressivada nossa associaejo, osesforijos que ronstan-
teniente empregoa no preenchimenlo dos lins a que
se .leJica, e os triumphos qoe alcanrou cm premio
de suas afa.ligosas lidas.
o /do .io Instituto Histrico e Geographico.do
Brasil lie antes de todo abonado pelo curapnmento
fiel e religioso de todas as prescripeajes dos seus es-
tatutos ; mis nesse proceder, que o acredita, neni se
violeulou para oliedocer, era se vio peado por pre-
ceilos que pod'ssern empecer o sen desenvolvimen-
lo. Na sua le fundamental lem elle um lystenM u-
'iiameiii- combina lo, que |be faeilila o iraballio, e
lie um pliarol brilhanle que o d.rige com acert n.i
rnarch* qoe lem de i-soiir.
Km lodo us .iij*. lausiosoar*. de idtiiln nacionij
em qae do alto do seo ihrono augusto SS. MM. Im-
periaes coslunum receber as saudacoes de seus sub-
ditos, nao deixou jamis de ser oovda a palavra in-
genua e leal do Instituto no meio dos Icstemuiilius
de amor e de fidehdada de um povo justameulede-
volado a seus soberanos ; o nosso orador lesou e de-
posilou aos pes do sallo imperial expiesses sabidas
do cora.;.ni .lo Inslitoto. inspiradas pela gralida>,
santificadas pelo patriotismo.
As no-sas sessfus ordinarias foram em lodo o cor-
rer do anuo celebradas com regularidade, nein urna
s vez iuterrompida, e apenas se aponlaria algunas
deltas que nao livesse sido alimentada com a leilura
de trabalhos da lavra dos aaaeea socios, e todos elles
conceruentes a pontos de geographia e de historia pa-
tria. Esla infaligavel sobeitude, anda quando nao
fuss em graude parta aceudida pelo amor da patria
e das Miras, leria do mesmo modo brilhado no seio
do Instituto pelo intimo ptenle de um excmplo
mugestoso.
S. M. a Imperador nem um s dia deixou de hon-
rar as nossai sesses com sua augusta presenca. Se
fosse pussivel urna nica vez cerrar os olhos ao bn-
lii i da magestade, teamos esquecido o soberano pa-
ra s lembrar o sabio ao ver o Imperador do Brasil
sentado a' freole dos membros do Instituto, toman-
do parle em suas fadigas, esclarecendo pontos obs-
curos da historia com a laz de soa alia inlelligencia,
animando-nos, encorajando-nos no Irabalho, mos-
trando-nos o camin.o da gloria, e marchando sem-
pre dianle de nos com o uome da patria nos labios.
Nao be acreditavel que us podesse enregelar o in-
dill-renlismo (|u.in lo de la o alto nos vera exemplos
da mais nobre dedicarlo. O indiflerenlismo, que em
outro caso saria apenas reprehensivel, ueste tornar-
se-hia indesculpavel.
O Brasil pode ofanar-se com oseo Instituto desle
fado animador a preclaro ; todas as vezes que na
vida das grandes uaeies lem avollado monarchasque
loinam lauto a peiloo florescimento e o piogresso das
scieucias e das ledras, que nao se desdenliam de ir
lomar um quinhao uas lacubraces dos sabios e dos
lilleratos, os historiadores nao se esquecem jamis
de commemorar um tan sublime empeubo, que aug-
menta sempre o esplendor dos principes magnni-
mos qoe o demouslram, com proveito e houra dus
povos que govrrnam.
I'olheemos a historia das nac-s, e veremos que
pxemplos igaaes loram smenle deixados por sobe-
ranos que boje se levantara a nossos olhos como vul-
tos gigantescos do pa--,-.| ; folheemns a historia, e
veremos que exemplos iguaes nos deixaram aquel-
"' e imperadores a cujos nomrs encontramos
sume todas as difficuldades que se encoulram na sua | tn sera que lite
adraisso para o Instituto.
O diploma de socio desla bella instituirlo mi de-
ve ser um titulo va ; e nem ha conveniencia para
ella nem para o pau conferi-lo a quem nao quer ou
nao pode exhibir a prova qoe se exige. O Instituto
niodeve ser urna arvore frondosa, a cuja sombra ve-
nliam dormir os preguifosos. Precisamos antes de la-
do de cultivadores activos e zelosos.
appareea Virgilio *.... qoem vera' a remessa deseas importantes relatnos, e ao E\m.
Cromvrel sem ver Milln'.'... Aqaelle que escreven- I mini.tro do imperio a dos rrlalorios dos Srs. presi-
do a liistoria de orna oaflo. olvidasse os seos poe- j denles e vice-presidentes das provincias. Sao docu-
tas e os seos artistas, esqueresse a pintura, que falla mentes ofllciass cuja conectan se torna do unir iu-
aos olhos, a msica, qae falla ao ouvido, a poesa, < teresse, porque tiella se encoulra a tiisloria det.lha-
da do progresso moral e material do paiz. Deveraos
ajuntir a estes preciosos impressis aiuda o relatorio
sobre a iiistroceao publica da provincia da Babia
apresenla.lo em 1856 pelo Sr. Abilin Cesar Borges,
que no-lu euviou, u relalono do estado da inslruc-
c-io primaria e secundaria do municipio da corte
KXCAKItKliAliOS DA SlUSCItlITA NO SLI-
Alagoas.o Sr. Claudino Falcoo Das : Baha, o Sr. D. Duprat .
Rio de Janeiro, o Sr, Joao Pereira Martins.
KM PE&NAMBIICO
O propriclario do IU Aillo Manoel Figueiroa de 1 ana. na sua
livraria, praca da Indejiendencia ns. ti e 8.
que falla a alma, tornara essa naeao em um muudo
sem laz, inos(ra-la-lna submergida em trevas
eternas.
Esta' pastada o lempo um qoe o poeta eia um
Temos por outro lado que lamentar a perda de al-1 prosripto ; e aquelles qae aiuda zonihain do mime
guns de nossos antigos consocios, que a morle veio ; de poeta he porque desvariara com a couscieucia de
arrebatar-nos. Seus nomes illuslres e-i.lu anda ua [ nunca poder merece-lo.
lembranra de todo, e o Estado os recorda com gra- i No juizo critico que faz preceder aos cantos de j peno pelo inspector gerel o Exm. Sr. Euzebio de
lid3o. Com o luslilulo mullo perleu nelles a sci- Os'ian, diz um ejeriplof francez : A gloria da na- llueiroz Coiitiiiho Malloso Cmara, documento que
enca, a a Iminislrac.ao e a poltica, e boje us Ihes I cao desperla o genio dos poetas: sifiguagem vul-i nos foi otlerecido pelo Sr. Aulooio da Cost
pagamos o,.--1 primeira divida de recouhecinieuto la- I gar Ihe parece indigna dos grandes aV.mle. nn-nlos Pialo.
durante o anno de 18Vi ao Exm. Sr. ministro do im-
zendo ouvir a enumerara de seas serviros, e o elo-
gio de suas virluees pelo orgao do nosso eloqueute
orador.
A publicaran da Uecinla Trimensal do Instlalo
Histrico e Geograplnco do Brasil, infelizmente um
pouco demorada na primeira melade do anuo por
circuinstanciasqoe alias de nos nao depeuderara, al-
tingio logo depois a sua indispensavel regularidade.
Os documentos e memorias que nella tem sido pu-
ijjue elle quer celebrar ; e mais adianle
accrescenla : He poesa que a matar parte das
uai.-i.es |m oonfi.idn a sua historia.
Hoja uingdem mais applaude aquelle pensameu-
t", mal interpretado, pelo qual ise pretende qoe
IMstao bania os poelas da sua repblica. Platao nao
quereria ..mar urna seulenca contra elle propno,
pois que tamil-m fazia varaos.
Um poeta lie muilas vezes historiador, e algons
que elle so desvanece de saber respeilar.
O Instillo lomou sobre seus hombros o deaa
iiii-
les
ligado o titulo de grande, que Ihes cunferio a posle-
ri la le agradecida. Assim a Franca se ufana de Car-
los-o-Gramle, a Allenianba de Othon-o-Grande, a
Iuglalerra da Alfredo-o-Graode.
E o Brasil, como a Frasea, a Allemaiiha e a In-
glaterra, ha de marcar nos seus faslos gloriosos que o
Sr. I). I'adro II, osea magnnimo Imperador, alm
da prolerrao constante, desvelada e verdaderamente
imperial com que distingue, eleva e ennobrece o
luslilulo, faz rellectir sobre elle os raios fulgurantes
de seu augusto solio, ludo pessoalinente presidi-lo,
e patenleaudo de um modo que uos enlhusiasma o
apreco em que tem o titulo de primeiro socio dessa
iuslluicao, da qual nos, subditos seus, somos tam-
bera socios.
Ha honras qae nunca se lemhram de mtis. O Ins-
tituto deveria puuir-me, een nao conseguira jamis
perdoar-ine. se nao recordasse anda urna vez Beata
da solemne essa de todas as honras a mais grandio-
sa e iuesliuiavel, que devemos ao nosso Imperador.
Dous nome, boto* vieram no anuo de I8-)U ins-
crever-se no quadro dos soeios do Instlalo Histri-
co e Geographico do Brasil. Pertencem eiles a Bra-
sileiros recommendaveis por serviros ja' prestados a'
nossa associaeao e ao paiz. Um he o Sr. I.ibauio Au-
gusto da Cunta Mallos, que desda inailu se lizera
cre.lor da gratia-i do Instituto com repelidas ollar-
la* da manuscriplus curiosos e importantes sobre his-
toria e geographia patria : o outro he o Sr. I)r. Jos
Mauricio l-ernandes Pereira de Barros, que ja "havia f? duS ,'""iSUS 'r'l'-ll,us. 1"e vai appenso a s.le
Ilustrado o seu nome cm a pablieacio de urna ,a,"rlu' l'mil.ndo.iius agora a lembrar ligaos
puhhcac,
obra estimad* que se intitulaAponlamentns Sobre
o direilo lioaiii-'ii. brasilciru.
mais iiileressanles.
O primeiro livro que naturalmente t
pensamento assignalar he aquelle nue o luslilulo
,N0-ni?40.P?IZ a""1i, ,M '"""': "ue a?",as Hora Histrico e Geographico do Brasil guarda e zeta"
coineca a abrir as ata*, e a ensaiar os voos que um
dia o devem levar arrojado a' posirrio allerosa e bri
nii i de unta empreil que ialerets* par cerlo a ludus i "ante qu. Ilie destina a Providencia ; no nosso paiz,
os homens, ma* que falla allamenle n de per n [ oade n,1a foi preciso que "pparecesse um Hornero
honra e a gloria do povo braaileiro ; e desde que > i par sobraren) tanto os Aristarcos, e onde em male-
fez conlraluo sein dowda a obngarao de 'ar coritas' ri de seiencias e leltras |ior um que se possa apon-
de mu marcha c le sua actividade ua e*posi(lo pe-' lr edilicandolconlain se iniUque orroinam ; uo nos-
rio.lica de seus Irab-llio-, e ile palenlear o esmero <-' p.iz, dilemas, he um dever mais do qoe era qual-
e zelo cora que satisfaz as rondircs do seu encaro,, i quer outro animar e honrar aquelles que dao a' pa-
Mo dillicil romo honroso *n* ulbns -la naeiio, paja [ ,r,rt om livro til e pre.-ioso. l-'oi possuidu desle
perpelni lal.:.
religioso des\
ni- vel iv.iiii pela sagrad* llauma.
Escrever no tambera preparar a historia de um
como um precioso Ihesouro ; he aquelle que fui
prenda giaeiosa e estimada do-eu augusto protec-
tor ; he o livro em cuja primeira pagino S. Al. I. es-
I.Hinarline diz que ha mais poltica platica nos poe-
mas de Homero do que Ba* utopias de Pialo.
Fallemos pois sera receio de um poema.
A Confederarlo dos Tamoyos he, como ja disse-
mos, um inonumenlo nacionai que se levanta e
avulla junto ,la'|uelles que nos legaram no Carsmu-
ru' Santa Rila Duro, no Uruguay Jos Basilio da
Gama, que chegoii a emhellezar a propria morle, e
na Assumpcao o grande S. Carlos, cujo poema in-
felizmente t.io pooco conhecido he.
blica los, e os trabalhos da lavra de Boato* socios,: foram al legisladores. O divino Homero escreveu
vo cada vez mais enriquecendo-a, e augmentando i em seus immorlaes poemas a historia da Grecia ; e
o inleresse qu* progressivamenle lem logrado ius-
pirar.
Estimada desde moitn pelos sabios mais cislinctos
do velho mando, e por todos os bomeus illuslrados
do nosso paiz, consegue emfitn a nossa hevista ir
conquistando pouco a punco as syinpalhias i popu-
lae.io, que, como ninguem ignora, al urna poca
anda nao muilo afastada, loda eutregueas lulas dos
partidos, e s ardenles emoi;oes da poltica, no.po-
dia apreciar devidamente as poblicar;oes Iliterarias e
scientificas.
A' violencia das paixoes soccedeu a catira e pla-
cidez da raz.io ; a imprerasa poltica uao absorve ex-
clusivamente como ifanles a curiosidad* publica, o
povo nao esqoece mais o suave regalo, e que tertili-
sa sem destruir pelas nundacoes que .t--ti..era antes
de fertilisar, e experimeiitandu nos tambem as con-
seqaeocias desla feliz disposic^o dos espirilos, ve-
mos que a Revista do Instituto em relarao aos mitras
aunos foi no de 1856 procurada com avidez, donde
se pode deduzr sem a menor duvida o aaseoval*i-
meuto de maior gosto por este genero de leitora..
A rtimpressao do primeiro vulume da Revista
I rimen,al era desde minio lempo urna ne:essidade
palpitante, a que u Instituto cura pezar nao ai tenda
porque nao Ih'o permilliam os escassos recursos do
seo cofre ; esse obstculo desappareceu completa-
mente ante a protecrau desvelada do governo im-
perial ; aqaelle inleressanle livro sera' em breve da-
do a' luz em segunda edirao, e logo que lenhamns
conseguido preencher essa lacuna que se fazia sentir
na nossa preciosa colleccao, sera' immedi llmenle
dada ao prelo a obra de JaboatSo, o que he para
mis uma divida sagrada.
O estado tinanceiro do Instituto Histrico e Geo-
graphico do Brasil se aprsenla sob um aspecto li-
ongeiro e animador. Com o augmento de subsidio,
que devemos a' solicitle do governo de S. M., e
com a renda especial da sociedade proveniente quasi
loda das meosalidades dos socios, podemos boje at-
lender a todas as nossas despezas ordinarias, e nao
nos fallario recursos para Inomphar de algumas ex-
(raor.linaria,, como sejam as pablicac.cs das obras
que ja' mencionamos acuna. O dficit que durante
lano lempo nos acanhara, e que em 18.V> liiihamos
podido vencer, nao loruou, e confiamos lodos que
uao tornara' mais nunca a crear embanco* mate-
naes ao desenvolvimento e ao progresso do Insti-
tuto.
Compre aqoi meaetaojrejae nn me/ de inain do
catCMleanuon noeao orastnnoaq coi.....do Sr. Joao
jModn silva fins. que dorante anuo lao bous ser-
viros presin com thesooreiro do Instlalo, foi abri-
gado, em consequenria de luna enferinidad prol
gada qu* ltimamente aollreu, a pedir B* sua de-
missao oini deseauso, que alo sem pezar Ih- foi con-
cedido. Se alguraa cousa uos pode ron-otar da sen-
t la retirada desse l,1o diligente e incansavel mem-
bro do nosso coiisellio adniuiislrativo, he por curio o
zelo e actividade que o In-HInto eaeonlroa ao nosso
dedicado consocio o Sr. Amonio Alves Pereira Co-
ruja, que subsliluio iuleriuamentv o Sr. Ros no lu-
gar de thesuureiro.
O prazer que nos deve aunar a sito.icao prospera
m qae se aclis o Instituto, por maior "e mau justo
qoa seja, nao pode todava equiparar-se ao que nos
aeende a certeza do crdito e da cousideraco eleva-
da em que elle vai sempre mais e mais tvullando
dentro e Tora do paiz.
No seio da patria tallara bem alto em honra do
Instillo esse empeiiho com que agora se procura e
desejaa nossa pobliracAo trimensal, e as provas de
um vivo inleresse que de lodos os pontos do imperio
conslaulemeul.l recebemos ; e mais do que .so ain-
da nos nos podemos ufanar do patrocinio valioso
com qae os altos poderes do Estado animara e favo-
recen) a nossa associaeao. O corpo legislativo a es-
cuda vutandn-lhe um subsidie que satisfaz suas mais
urgentes despezas, e lodos os Exms. ministros e se-
cretarios de estado e lodos os Exms. presidentes de
provincias se empenham como a' porfa eir, assigna-
lar-se par* com ella pelos mais palpitantes e delica-
dos signaes de estimaran.
Especialmente o Exm. Sr. ministro do imperio, a
euja repartirlo se acha ligado o lo,litlo, nao daixa
escapar uma s occasiao era que Ihe seja pussivel
poiilnn ir-..... com uma solicitada iufali.gavel. que
por mil raaii'iras se evidencia. Uemoustraees de
honrosa conanra, olleras de irapressos e maaos-
criplos valiosos, a nnis obsequiosa promptidu em
salisfazer sos pedidos do Inslilutu, recummeii IMee*
reiteradas as presidencias das provincia* para facili-
tar-nos tod*( asinform-eoes que rrqueremos, oo pa-
ra auxiliar em seus trabaHiusus Beatos commissanos,
lodos os bous ollicios ernlim que nos podrri.un ser
relia* pela repartirlo que S. Esc. dirige, tem vm-
du sempre curoar, e mullas vezes anticipar os nossos
desejus.
cima de todos esses favores, cima de lo:ls essas
proteccoes, brilha anda para o Instituto Histrico
e Oeographico do Brasil um olliar .miente e inspi-
ra lor onde radia o amor, a gloria e o enlhusiasmu,
e estende-se sobre elle uma mao ptenle c dadivosa,
fonte perenne de grasas e beneficios. Que fugo em
nos aceude esse olliar, que dons lem essa indo derra-
mada sobr* nos... nao se diz.
Se agora alongarme* os olhos para as naees du
novo e do velho mundo, veremos os sabios e a* Ilite-
ratos ap; I ni.Im i., os nossos traballio., e pagando
com luvores as nossas vigilias, as primeiras e as
mais venerandas academias e sociedades identificas
cu re-i ni ten lo-- com a uussa, e permutando com
as nossas as suas polilicaces, e ouviremos finalmen-
te o nome do Instituto Histrico c i'ioograpluco do
Brasil, repelida em toda parle onde a eivilitacjh) lem
uma voz, as seiencias um cultivador, e o progresso
Iliterario um sacerdote
O nosso instillo lem-sc esmerado em coirrspon-
der a essas provas de alleaejh) e leslima que recebe
dos diversos instituios, academias e socie ladea sci-
entificas eslraugeiras, e continua a eslreitar com
ellas os lacios de uma verdadeira fraleriudade.
Durante o anno de I8".(i recebemos de alguma
dessas sabias corporaroes obras de subid.i valor,
avanlajanJo-se nesse ponto a Academia eal de
Vit-nua, e a Uuiversidade Real de Cliri-liana, que
mimosear-ni o luslilulo Histrico e Geographico
du Brasil com preciosos livros e puhlicaeoea inle-
ressaulese numerosas.
Alm desle* estimados presentes das sociedades
Irmlil, foi a lulili .tb-ca do nosso luslilulo enrique-
cida com um subido numero de obras e Impremios,
le qoe taremos minuciosa e geral mencao no nua-
Devemos ao favor do nosso sabio consocio o Sr.
I'erdiuand Deniz duas notaveis obras em lipgua ita-
liana, uma em i vulurats impressa em Roma em
1827, qae he a llslona da MissAo Apostlica de Es-
tado do Chile, com a descripcao da viagem do Velho
ao Novo Mundo, frita pelo autor iaseppe Salleuti.
A oulra em um s volme, e a que o seuaulor Cae-
lano Osculali deu o ltalo de explorc.ao da regiao
equalorial, ele., etc.. fragmento de uma viagem fei-
l as duas Americas nos aunos de 1846,' 181" e
I88.
Ambas estas obras encerrara grande copia de co-
nheeunenlos e de luminosas ideas sobre uma parte
da America e do imperio1 do Brasil, e lauto basta
para que sejam pelo instillo inulto apreciadas.
O Sr. I.uiz l'c.vi i de l.accrda YVemeck mimse-
oa-nos com um evemplar de uma extensa memoria
de sua rompo.ico.,, a que inlilulou. Ideas sobre
colonisac,,"io. O nosso talentoso coucidadau lomou
por aesumplo uma das quesloes que sem duvida al-
guma mais preoecupa lodos os estadistas e homens
Inspirado peto patriotismo, o nosso Ilustrado I esclarecidos do paiz ; tratar da colonisaciio he Iralar
cnllega o Sr. I)r. Domingos Jos Gonralves Maga- do futuro, da prosperidade e da grandeza do Brasil;
poeta o.i-i.o. -I, he a Coniederarao do* Tan o\os, *
Je.s,e bello poema do nosso illostrado consocio o Sr, Do-
le cojos tonos elle deve valar con* o P'us.menlo qo. o Instituto Histrico e l.eo-raphi- minaoSToe Goncalves M.-,11,1,1
com qra-a. Ve-laes da autiga Ro- '" do Brasil nao he-iloii em Chamar para -eu gre-
mo u Sr. t)r. Jos Mauricio Kernan les de Barros,
le re- Seria preciso corar do nome de poela, o mais helio
dos de lodosos noines homem na regiao das almas.
Assim se cxpiime o grande poeta, e com as suas
eloquentes palavra* terminamos o que nos estreilos
limites desle relatoiio nos be permillido dizer sobre
a Coniederarao ,ios Tamoyo!, o be lo poema do nosso
illustrado consocio o Sr. Dr. Magalhaes.
Alem desle livro, por lo tas as raines muilo pre-
cioso, uma numerosa e esrolliid livraria veio, gra-
creveuoseu nome um momento antes de leposi-I cas a alta munilii enca de S. .,1. Imperial enrique-
U-lo no seio do Instituto. I cer l,tj,i0 |li(nco e Geographico do Brasil.
Esse livro, precioso Inicio da Inspirarlo, das lu-
cubrares, do rslu lo, dos sonhos, .lo amor da pa
tria, e dos vos brilhaules da imaginadlo de um
llia... caiituu essa tremenda guerra feta pelas tri-
bus dos Tamoyos colligados contra os conquistado-
res da Ierra de seus pas, e que pudera quica' des-
moronar o poder porlogoez no suido Brasil, se a
religio e a piedade naoviessem a lempo anda que-
brar ai lacapes e as flexas dos filhos do deserto.
A musa do nosso consocio o Sr. Dr. Magalhaes
fui a musa de I.uiz de Cames.
No poema do Sr. Dr. Magalhaes a acr-ao he vaaja,
nica, niterr.,ante e patritica ; os episodios chelos
de uma suavidade que encanta, oa de um ardor
que enlhusiasma ; as descrpc,oes fiis, porque apre-
sentam a cor local ; a phrase he sempre correcta e o
eslylo simples. Seas hroes nao deicen nunca da
altura emque orna vez us collocr.a. Aimbire lie lao
grande e sublime sia morte como fra terrivel no
odioe na vinganga, e Iguassu' he, expiraniu ao lado
do esposo amado, a inesma crra$u meiga e saodo-
sa que se encontrn a primeira vez sorrindo s ma-
gias de um amor innocente e puro que despoulava
era seu concito como urna aurora no co, ou cho-
rando logo depois lernissiiuas saudades no seio da
llore-la.
Na Confederaco dos Tamoyos cania o no-so 1-
luslrado collega o Sr. Dr. Magalhaes a indomavel
bravura e as irameusas desgracas desses intrpidos
selvagens, acompanha-os em siia empreza bellico-a,
pinta os seus costumes, os seus iuuoceules amores,
e as suas feslas. musir os cm suas marchas, em
seus combales, e etn suas vmgancas, fa-los Ireraer
ante a voz pavorosa de un pay, lera o sea here
a sepultura onde descansara os restos do pai, e o
faz trazer aos hombros a igaeaha, como Virgilio li-
zera o po l'.neas cnnduzir Anchises ; aprsenla no
meio dos Tamoyos as figuras venerandas dos apos-
tlos do novo mundo, gano o lo com a cro'Z una
victoria que, ou jamis gaullaran], oo lera cara
compraran, a* espada* dos goerreiros de Mem de I ijaila ni
Sii: e linaliuenle v.n escrever a uliiraa palavra tlu
seu poema na primeira pedra da cidade defS. -
basii.io un Uiu de Janeiro.
Apontar os episodios mais bellos, e as descripeoes
mais arrebatadoras da (' n ; n.n;,i i das Tamoyos f-
ra um einpenliu que nos levara muilo tonge e que
ficaria cuino alheio do nosso liabalho : mas o que
ha ahi de mais vigoroso e soprendedor do que essa
descripcao do Amazonas, do qual
A ingenie lingoa
Estende de tres rase* Irinta millias,
Como uma longa espada, que se embebe
Ao travs du Atlntico iracondo.
Que i; iii-ii Jo recua no arremessu,
E em montes alquebradu o dorso enrug ?...
O que ha ahi de mais suave do que essa bella e
saudosa Iguassu', quando suspira nn de-erlo /... Da-
mavanli, a lilha de Benia, a herona do poema in-
dicoM.iliubaral i,qoe aliaudonada por Nalacho-
ra tnslemenle ua Ilute,la, au he mais nteres-
sanie que Igoassn'.
E para n.lo ir adiaute, que poeta dea mais ar-
dor, msis furia, mais encarnic,ameiilo o viveza aos
combates dos nossos guerreiros do que o Sr. Dr.
Magalhaes '.. que lula mais herclea do que a de
Comorim com os Porloguezes ?.. uma s lalvez, a
de Jaaoanharo ellbirirja', que lembram o Aehillts
e Hctor do poeta grego.
i.' unto a nos, a Confederaran dos Tamoyos he um
daquelles livros que o lempo e os seclos rcspei-
lara ; a critica ha de achar uelle senOss, a que nao
escapan) jamsis as obras dos horr.ens ; mas uem por
isso rainguara' o seu valor e desmaiara' a gloria do
poela.
Talvez sete nesle poema umasimplicidade que
muilo, jalgarie que peer as vezes por excessiva ;
tatvez se n te que uem sempre sa observa umcui-
dadu severo na melrilicaeao, que em um ou outro
ponto como que se reselle de um descuidoso aban-
dono. Seria preciso otitir o poeta antes de con-
demna-lo ; emquanlo porm elle au falla, our.-se
a voz du mais compeleute ds juizes, ouca-se l.a-
mailine, o meslre da mcjnlicacao e da rima fran-
reza, que lamenta como ora erro do passado essas
mesmas pretendidas condieoes da poesa em que elle
tanto se distingui.
ii Bem que tenhamos escriplo, diz elle, uma par-
le de nossas fracas poesas debaixo desta forma,
confessareroos que o ryllimo, a medida, a cadeneia,
a rima sobretudo, sempre nos parecern) uma pue-
rilidade, e quasi uma derogarlo da diguidade da
verdadeira poesa.
o Nao sera'pueril, nao sera' um brinquedo in-
fanll, que esla condirao arbitraria e liumilhanie da
prusmlia dos povos consista em fazer camiuliar a
exprsalo de pensamento sobre syllabasora breves,
ora longas, como uma d-nsarina 'qae faz primeiro
dous passinhos e depois um passo mais largo sobre
o labiado'.' Nao sera' pueril fazer consistir a poesa
em cortar o e-lro na sus maior vehemeucia era dous
liemi-iiclii... de igual dniieiis,lo, como se as vibra-
res da alma fossera parallelas, e qae paixao, o
amor, o nlhusiasmo, a adoracao, devessein corlar-
se pela cesura, como o arco do regente da orches-
lra corla o ar em duas parles para guiar o execu-
Inr '! Finalmente, como se o pensamento nao pu-
do-e elevar s.i da Ierra aos cos sem que ligue, sob
o uome de rima, a cada um de seus versos duas
consonancias loelallieas, assim como a bailadeua
da India liga dons guisos aos ps para entrare ado-
rar no lemplo.
o Em verdade, quando o homem chega pelos au-
nos e pela rrflexao ao serio horisonte da vida. n.ii
pode esimir-sc de sentir una certa vergunha de si
mesmo c um cerlo despre/o para com aquillo que
lao impropriamente se chamsva as coudices de poe-
sa. Como A poesa no a eniocno pelo bellu, a
poesa, esla amencia das cousas, de (odas as COBUI
creadas |ior Dees,cuntida era ama certa proporcia, j geucia dos meninos. F. lucir a infaaeia he prei'-
deiiar* de ser n que lie porque o pola dolado de,te I rar o futuro. Eoslnar a virtode aos menino*, diii-
seutimenlo sublime, a eniorau pelo bello, nao con- | girseus coraeoe- |iara o bem, he nllertar a patria ci-
senlire em avillar esle sentido inlelleclual a uma sy- da daos pre-li'.osos c benemritos, (i no-so oven e
melria e a urna va consonancia de sonorosidade J I esperanroso eompalriela autor do l.ivro da Mociia-
be fallar aos campos, que e-i io pediMo lavradores
que os rolecm he fallar aos nossos vastos desertos,
que Mlaa clamando pelo braco do homem : he fallar
aos ros corpulentos, que stao ollerecendo livre
curso a navegacao ; he fallar a ura mundo inunen-
soeraliin, que leos eucheu de riquezas, e que des-
habitado aiuda otlerece de balde aos seus lliesourus,
e nu tem quem os aproveile. Justo, elogios me-
rece poisoSr. Werneek pela escolha que fez do
objeclo dos'|seus estratos.
Do Sr. h.ir.io da Gamboa recebeu o nosso institu-
to a oirerla das segulntes obras. 1.a vile de pont-
fice, de Antonio Ciccarelli, Roma, 1588; Sacrarum
Cipremoniaram sive liiluum Ecclesiasucorura, S.
Hora. Ecrl*sa\ Veneliis, ItilVi ; II -I ai. Esclesias-
lu-ados arcebisposde Braga, etc., por D. Rodrigo da
Canda, arcebispo e senhor de Braga, Braga, luit
e I6j.) ; Asia, de Joao de Barros, Lisboa, li-, e
l-VI, 2 vols. io folio ; Nobiliario de D. Pedro con-
de de Bareallea, hijo d'el rei D. Dinis de Portugal,
ordenado y (Ilustrado con olas v ndices por Juan
I.jiiIi-i.-i l.avana, Roma, Hitl, I "vol. in folio.
O Sr. Charles Reybaud ;remelteu-nos um exeni-
plar da obra que cum o titulo l.e Brsil publicou
recenlemeule em Pars. Excusado he dizer que esle
livrn altrahio lauto a allencao do instituto, qoauto
havia despertado a cunusitade dos Brasileiros, e as-
sim devia ser, puis que elle exclusivamente se oceu-
pa do estado da poltica e da adminisirac,ao do nos-
so paiz ; o seo primeiro capitulo he consagrado a
algumas li^eiras nocSe* hisloncas e geograpbicas do
Brasil, e em seguida trata da constituirlo, da situa-
ran interior e exterior do nosso imperio, e vol. su-
as ultimas paginas a con,iderarOes sobr* a colonisa-
S3o.
Antes de I ii locumpr." declarar qneo Sr. Charles
ll-vbaud itao f .i un- momento inspirado por a-
. mordaz e detractla que
i-m leito improvisar a luiros eeriptofe. ptwripal-
mente francezes. lautos voluiiles que s se fazein
oolaveis petos erro* grosseiros quo conten acerca do
Brasil, e pelo* aleles que nos levntame injurias
que nos dirigen).
Em geral o Sr. Ii-;. l.-u 1 nos faz juslica, e quando
be menos exacto somos qoasi sempre for$a los a de-
ver-lhe favor. Asohsenatese oesludu do Sr Rey-
baud ill/.era parea repollo a acluahdade, o lan'l,.
basta para que us aii-lnihamus de avancar qu 1-
quer juizo ua ialeneio de apreciar o seu livro.
Entreunta aquella parte du capitulo I.' qu he
relativa a poca da nossa independencia podia ja
ser discutida sera que disso se resentirse a pru-
dencia. He verdade que a nossas regenerarlo po-
ltica p>de-se dizer um faclu anda contemporneo ;
mas como pensa um grande escriptor, nao ha ma-
is bistoria contempornea, o da de liunlem parece
ja bem luuge abysraado na sombra do passado. As
perspectivas recoaoi quaudo a grandeza e a molti-
d.iu dos ohjectos e dos acouleciineulos se iulerpiie
eulre o olliar a memoria.
Esla c ni.i.tf ra.;.io nos animara a lembrar algumas
iiiexaclidoes, alias desculpaveis em um escriptor es-
Iraageiro, que se notara no rpido taboca raiqneile
glorioso periodo da nos,a historia, e mesmo al um
pouco mais longe ; coiileular-nos-hemos porem roa.
a simples mencao de que o Sr. Reybaud fui de uma
' ornla le bem-en,i vel e as veze Injusto no jaita
que faz dos tres lllustres Irmaa* Andraa, ; que nao
acerlou quando diz que Jos Bonifacio e Martin
rrancisro liiibam assenlo ua consliluinte porluguez,
e ahi .lefen i.iiii com Antonio Culos a causa da in-
dependencia do Brasil. Desses tres distiucloe
Brasileiros s o ultimo, como lodos sabernos, esleve
((aquella con-lituinle ; mas esse era como Platao,
valia uma a.semhlea iuteira ; naquell.i, lulas ai .len-
te, do parlameulo Antonio Carlos era, em esforro
e valenta, como os paladn* de Tasto c de Ari-
os to.
O jr. Bey baud he anda inexacto quando (rala
do padre Diogo Antonio Feiju, e expelido os seus
relevantes servicos confunden regente com o mi-
nistro.
Curapre nao ir adianle alongando maiso nosso l"a-
liganle traballio.
O Insijtuio Histrico e Ceograpliico do Brasil de-
ve arala aus cuidados do seu digno socio o Sr. con-
selli-iro Jo.iqinin Mara Naacenie* de -Vzambuja, os
seguintes docainenlos impressos, euja importancia a
lodos se torna patente : Arta de independencia de
las provincias unidas em Sud'Amenea .'J de julbo
de 1816), Buenos-A j res 1817.Respuesta al men-
sage del globiemo de I i de -cliernbro de 18:27.
Unen ... \n res. Corre-poiniencia ollirial enlre el
gobierno de la provincia de Buenos-Avresv el lia-
ron de la Laguna, general de las tropas de S. M. F.,
que oceupan la plaza de Montevideo.18211.Ins-
tiurriies reservadas dadas era I8d(i aos corsarios ar-
genlinosem ho-tiliddde ao Brasil pelo governo en-
carregadodo poder execulivu dis provincias unidas
do Kio.da Prata.Carla original de coiso dada pelo
governo encarregado do poder execulivu das pro-
vincia* unidas du Rio da Pral* uu anno de
IKti.
A nossa bibliolhera recebeu anda obras nume-
rosas, inlere-sanles, e sobre assumptos diversos, que
foram obsequiosameiile olTerecidas ao luslilulo pelo
Sr. I.uiz A lei io It lulauger, e nao poucas devenios
(arabera ao uus-o eslimado consocio o Sr. I). Andrs
Lamas.
O luslilulo, por cerlo, eslimara que mencionemos
tambem o Livro da Moridade, obra moral para uso
das escolas, pelo Sr. Jos de Souza Pereira da Cruz
Jnior, que benignamente lli'u olTereceu. He ura
pequeo voliiine, rico de lires bebidas nos livros
santos e as mximas do Evangelho, enlremeadas
com suaves e tocantes uarraces adaptadas a inlelli-
de, he digno de luvores pelo icrvici que presluu
ao Brasil com esta obra preciosa.
Nao he po-sivel deixar de registrar aiuda ueste re-
lalono a ollera que nos fez o nosso pre,linio,.. con-
socio o Sr. Warubageu do I. voluiue da sua His-
toria do Brasil.
O noso digno collega vem com esle sen impor-
lanlissuno Irabalho salisfazer ama nccessidade que
allament* se fazia sentir. Nos temos para esludsr
a historia patria fonles nliroaveif, chronislas de si-
hnio meriln, livros conscienciosos piepar.nl is no si-
- I O nosso augusto protector eomprou e ollereceu ao lencio dos claustros e no gabinete dos sabios; temos
- Instillo a riea bibliolhera americana do Dr. Mar- longas e minuciosas memorias sobre muilas de nos-
" luis, constante de cerca de nitocenlos
povo he, como pensa com razan Ceorcetle Seneail,
axercer uma v-rtaleira inagulrator* poltica, e o
In-liliilo llislorico e liengrapliico do Brasil, eolli-
gindu e registrando os acoiitecimenios do p*made e
da ii i nal i la le, eiilliesour.nl.lo elementos pira os li-
vro* d futuro, pode dizer se o preparador de um
pr.i.-e-so gran lioso, no qual sern june, ns historia-
dor" il posteridad.
i) lesleraunho prodigioso do In-titulo ha de ser
oavido por ese* tribunal magtatou e tremendo, que uma memor.a sobre om poni rl
iai surgir d* seo immenso tmulo a gerar.io que graptna patria, que venha provar que a candil'
boje vive, e que eutao reetberi o prsmio ou u cas- nao he alheio ao cultivo desse campo da sciencia, ra-
tera plena Onfiansja em que ha de collier novos e
sazonados fiu, tus da esclarecida iutelligcucia desse
nosso compatriota.
Se -ao poae**, apenis dous, us filhos adoptados
pelo luslilulo ou anuo que vai acallar, nu he certa-
inpnte poique elle t-,,1,., fecliado suas portas a novos
adeptos, ou, romo ns antigos sicerdoles do Egyplo,
imposto provares assustadura. e lerriveis aos candi-
dato* que almejam entrar para n seu seio. He bem
'..'-l "!"" !*"J r,""le '^",' "* i"!"11" pona :
ou eeo-
Paran lo por um in-lanle para nraleiiiplar este
muuumento da lil(*r.tura patria, u3o vamos laocar-
uos em um canino que se abra fra dos limites que
se impoz o Instlalo Histrico e lieographieo do
Brasil. Antes de qu.lquer oulra consideradlo, cura-
pre dizer que ninguem poderla separar a historia,
a geographia e a elhnographia brastleira do poema
do nosso consocio o Sr. I>r. .Mat;alh.ies.
E alen) disso, como esquecer as lelras e as arlas
de uma nac.io quando te esluda a sua historia '.'...
quera esludara' a Italia do secuto Wl mm parar
sorprendido ante us qaadrns de Bnonarole e ti;
phael '... quem contmplala' Porlagal em sua afo-
na anda nesse mesmo seiulosem escalar o canto
sublime de l.oiz de Csmes '.'...quera vera Vugui-
voliiuies de
obras relativas ar muii lo de C ilombo, escriptes em
vahos idiomas,enlre aa qu-es lobret.hem mallas
rarissimas, .le inrruciiiienlo inconlmlavel, e que ho-
ja mesmo na Europa dillicilinenie seriara encontra-
das. Urna nova sala u is loi dada nu palacio impe-
rial por S. M., c a ex -ensa* sua- apparelliada, c ahi
nrganisa a nossa soeiedado tima hihliolheca especial
americana, da qual fauo parte nao s as obras per-
lencentes a livraria que foi do Dr. Marliu-, como as
que era rande i.limero i pomuimaa.
O nosso HeBlriido consono o Sr. Manuel F'erreira
Lagos acha-s'e incumbido de organisai o catalogo
dessa inleressanle bibliotlie-a. que induliilavelmenle
ser muilo apreciada poi tolo, aquelles que se pro-
puzereiu a ecra,.-r sobre a historia e geoerapbia do
Bra.il.
O I o titulo Histrica eGeoKiaphico do Bra-l tem
que agradecer a todos os Exm*. uiiniMros de estado
*at provincias, aigunt trabalhos chronologico* de-
vidos a paciencia de horneo* devalados ; possnimos,
en're compendios de ponen valor, alguus bem apre-
ciaseis, e do, qii.es a mocidade pdetira* batanle
proveito as e-cola. ; mas nada disso he uuu histo-
ria regular e completa : a anula rioando nao fo*s*m
raro, esses cbroin-lss, e essjs fonles, leriam lodos
bstanle lempo para folhear tamos .lio corpulen-
tos volante* ?... c senara elles tullieienles para cou-
lenlar a- exigencias da civilisaeao ?... Soalliey, ape-
lar do muilo que vale, nao nos basta boje ; oolroa
valem, por corto, menos que Southay. Beauchamp
sujeila repetidas vezes a ra/"ra i im'aginacao, e nao
hesita em -.achurar a verdade dos fartos o encan-
to do romanesco ; e os copistas de Beauchamp 'em
duvida que anda valern meno. qae elle.
Talvez bem poucoc e=lve-.em no caso de escrevH
ama boa historia do Brasil, como o nosso ennaoejo o
Sr. \N arnbagen ; dispondo de moilos recursos Je
inlelligencia, lendo-se dado ce ni einpenbo ao eslu-
do das cojsas da patria, have do sabido aproveitar-
se das felizes circunstancias i ue Ihe facililaram a
entrada dos archivos de Por ugal e da Ilespanha,
onde se guardara documentos lao preciosos para a
nossa historia, o Sr. Waruhagejn achava- se uas me-
Ihores condiees para prestar ao Brasil o ootavcl
servico que desdeja Ihe a tradtemos.
O nosso illustrado conscco ler>. apenas publicado
0 I." volme da sua obra ; aiitd -. porlanto, nao he
lempo de exhibir um juizo sobre ella ; mas j nos
sobramrazOes para louvar o esmero com que elle
eluci.iou fados duvidosos, .i certeza com que mar-
ca as suas datas, a hahilulade com que .l.e ligar e
reunir em grupo acoutecimenios imporlautes e va-
riados que se passam em puntos diversos do Bra-
sil.
Talvez que nao nos seja dado a.-ompanhar o Ilus-
tre eicriplur ua apreciaco ptiilosoptuca de cerlos
fados ; he provaveL porm, que ^m tal caso o erro
e-tea de nossa pane, e hoje s nos assiste o agra-
davel dever de declarar que foi com viva salisfac,ao
que o Instituto recebeu o I.' volume da Historia
do Brasil do nosso preslirule cousocio.
Como a nossa bibliotheca, lambem o nosso archi-
vo recebeu prsenles valo**s, que couslam de map-
pai e mauuscriptus de que o Instituto faz a maior
eslimarao.
llevados ao favor c cuidado do Exm. ministro da
guerra, recebemos os seguintes : dous exumplares
do mappa lopographico da Comarca do Cralo, pro-
vincia du Ceara, indicando a possibilidade de ura
canal tirado do rio de S. Francisco no lugar da villa
da Boa-Vista, para commouicar com o no de Ja-
guanbe, etc., ele, por M. A. de Macedo. lima
planta do rio Paranahiba, desde a sja luz al a ci-
dade Thereziiia, orgaiusada s?giindu os trabalhos
hydrograpliicus do -i. lente da armada Ignacio
Agosliubo Jouffrel, e o ortico Pedro Francisco Pe-
reira, da divisao naval do Maranhilo, em 1853, e dos
do engenheiro civil J. N. Campos, por Jos Pereira
de S.i, 18i.Uma planta da ensea.la das Palmas
levantada por lleiinque Auloniu Baplisla em mar-
co de 18Jli.
Pelo Exm. ministro dos negocios e-trangeiros fo-
inos obsequiados com uma carta gcographica de tima
parte do imperio du Brasil confinante com a Confe-
derucao Argentina e a repblica do Paraguay, para
melhor inlelligeucia da disrussio sobre limites que
foi consignada pelos respectivos plenipotenciarios
nos protocolo, dos ajusles concluidos entre o impe-
rio e a ira'-na repblica em ti de abril de ISC,
organisa la pelo coinmendador Duarle da Ponte Ri-
beiroe o capillo de eslado-maior da l.a ca,se Isal-
linn Jos Muedonra de Carxallio, ISiti.
It nosso digno consocio o Sr. Libanio Augusto da
Cunta Mallos,fez presente ao Instituto de ura map-
pa das expluraces feitas no rio Paragaaj pelu co -
ronel Kicardo Franco de Aira, na Serra.
Ao Sr. Jos Mareelliuo Pereira de VasconceMus,
devemos a nlterta de ama carta da provincia do Es-
pirito Santo, com a parle da provincia de Minas,
que Ihe esla a Ij cente, orgaiusada por nrdem do
Exm. Sr. Dr. Jos Madricio leinan les Pereira de
Barros, presidente da inesma provincia, pelo 1." l-
enle de engenheiros Joao Jos de Sepulveda e
Vasr.oncellos, 1800.
Finalmente, os nossos estimados consocios os Srs.
Ur. EmilioJodquim da Silva Maia, offereceu ao Ins-
tillo um mappa da villa du Algrele, por Manuel
de Moura, para acompanhar 3 estalistica da inesma
villa pelo padre Juao PcdroGay, publicada no Jor-
nal do Commercio de !l de j'unlio de 181!) ; e bri-
gadeiro Machado do Oliveira, remelteu-ims una
collecjao de cartas, planta e os nabocol lopographico*
concerenles i provincia de Malto'Grosso, nos Pa-
; ragaajf e da l'rala, que oulr'ura pertenceii oo ma-
1 jnr tlalu........ I
I Todos estet mappas q,ie acabamos de enumerar,
i -a.i ,lc merecuncnto ioconlestavel, uns porque foram
j coiiferrionados com lodo o esmero c ruidailo depois
das mais miuuciosas rnlagaces bebida* em loules
j genoinas, como a dos limite* entre o imperio e as
| repblicas Argentina e Paraguay, e oulros porque
se iocuininen i.ni, Irazeu.lo o "uo-ne de viajaules
conscienciosos, como o coronel Ricardo Franco d
Mu..i la Serra, e o major Dalicourt ; e porque an-
da quando imperfeilos e apenas esbocados como al-
guns de>le ulltrao, dan todaxia, uma idea dos seus
trabalhos, e derraman) grande copia de luz subre
os seus escriplos.
Enlre os numerosos manuschptos que recebemos,
vamos, para nao prolongar anda mais esle relalorio,
lembrar apenas alguns dos que mais inleresse de im
excitar.
O nosso consocio o Sr. Dr. Maxiraiano Marques
de Cirvalho ull'rrtou-nos um qoe lem por litlo, a-
lias bem nolavel : l.aineutacao ra-ilica discerniliva
da occullos segredos por linias, prumo e nivel do
bel da Ii llanca brasiliana, orna la de ricos tlxsouros
temporaes e eternos, por um pobre e indigao sacer-
dote natural brasilico do bispado de Peruambuco.
Escripia desde I7H'., reformada e completa ueste de
1807. No norle do brasil, Cear.
He um Irabalho exleuso, omle se encoulram ob-
servarles histricas de ura sacerdote que deixou oe-
colto o seu nome, dando aomenle a conhecer o lagar
do sea nascimenlo. O luslilulo acerlou de submet-
ler esle manuscripto ao juizo critico do nosso dis-
lincto c.ni,un., o Sr. Dr. Perdigao Malheiros, cojo
tlenlo nos assegura urna minuciosa e esclarecida a-
aalyaB,
A synepse dus servicos do visconde b-(. aiiin.i.ii.io
os ordinarios, mas so os extraordinarios, que nao era
obngado a prestar, he ara outro interessaute ma-
mischplo, deque fez presente ao Instituto o nosso
dedicado cousocio o Sr. Manoel de Arauio I'orlo-A-
legre.
Na parle biographica da Revista Trimensal sera
elle em breve clampa.lo, facilitando-s; dessa arle *-
poiitainenlo, preciosos a quem quizer escrever a his-
toria da vida e felos desse dislinctu brasileiro, que
lauto se .-i--i_-ii.il.in ua gueira sagrada da indepeu-
dencia.
Procurando merecer o diploma de roembro do
luslilulo. enviou-nos o Sr. bcig.deiro /-leriio Pi-
raenlel Mureira Freir nina memoria mililar sobre
o no l'a-a i.n da provincia de Matlo-Grosso. Este
Irabalho foi sujeilo ao eludo da no.sa- eommissao de
tdmimaO de socios, conforme o preceilo dus nossos
estatutos. ,
Do Revm. vigario Fippe Jos Corra|'de Mello
recebemos um curioso inanuscriplo que se denomina
Carlas Apologticas sobre honestidade das usuras,
escripias pela desembargador Thomaz Antonio Goii-
zaga a seu collega e amigo o desembargador Fran-
cisco Gregorio Pires Mootciro. Noollicio de remes-
sa pretende u Sr. vigariu Filippe Jos Cona de
M'lloque essas cartas sejam aulographicas, o que
por certo Ihes daria imuienso realce histrico. In-
felizmente per lerani-.e os originaes das afamadas
lyrm que elernisaram a belleza da Laura Brasi-
leirs.
A mulher feliz que havia inspirado esses cantos
suaves e deleitosos foi a propria qoe, aleraorisada
pelos piocessos da inconfidencia, arrojou as chamm-s
papis.....de eslava escripia a Materia de ura a-
mor qae devia ser desgranado.
Apagaran) se tambera das paredes do carcere os
caracteres euluinaci.l.i, que narravam tan melaiieo-
lica e lincemente os infortunio* e as saudades de um
poela que gema em Ierro*, e que, como Tasso, en-
cheu de harmonas a babilacjl) dos gemidos. A as-
si_natora porm de Thomaz" Antonio tionzaga, licou
grava-la as paginas do seu proco-,o ; e-ah procu-
rar sera duvida a no-sa rommi,..io de revisao de
ni iiiu-ciiptn. verificar se sao ou nao aotographas es-
sas cartas, que ao seu exame foram submetlidas pe-
lo luslilulo.
Nao menns de 1 Irabalhoa em original e em co-
pias nos foram ollereridos pelo nosso-digno consocio
o Sr. I.ibanio Augusto da Camba Mallos; dizem lo-
dos elles respeito a quesles de subida importancia
liara o Brasil, e especialmente para a provincia de
Matto-Grotso : e sendo alguns escriplos orgaui-
sadoi |ielo engenlieiro Luiz de Alencourt, tem ja a
,eu favor uma garanta de seu merecimento no no-
me do Ilustre autor da viagem de S. Paulo a Ualto-
(rosso, clada cora houra e louvor por lanos homens
com pelete*.
Pelo Esm. ministro do* negocios eslrangeiro*. em
Gm, foi remetli.i* ao lu-tiiul.. a ceida* legelis*d*
.(o bito ilo Paoli-la Barlh ilomeu l.onrenco de Gat-
: mao, qoe fallece* no hospicio d< Misericordia de
! Toledo em 19 de novemhro de I7_l.
<) iiiss-> finida consocio o illu-lra lu visconde de
S. Leopoldo ro, depois do abbade Dioso Barbosa, o
primeiro que empreliendeu e-borar a luograpbia do
.1 nieta Taiili-u aerooanla -. ma......a lim de oa- ,
d:-o-a. indagaio'..-. o que pude deparar cum urna no-1
la, qu" se l no poema Novo Vruon.inla, ni qual o i
l-oela. Jo.o Ago-linlio de .Mace lo, .Ii/ quando e on-
de fallecer Banlioloineu l.ourenco de Gusraao ; e;
anida assim nao saliendo era que se fundasse para
; di/er que fura no lnspil.it deSevilha, 0 nobre vis-
; conde duvidon da a-serc.io por falla de provas. Nem
o abat-alo rheloriro Francisco Freir de Carvalho,
que escreveu reivinlirandn para a naeao hrasileira |
I a prioridad* da nrencao da aeronanliea, uem u Sr.
Minoel de Araojo Porto Alegre, que com a sua bri-
ll.ai.te ,i, i ,.i-, ,,i se elavoii ao are", lomando para
i assumpto de uma de suas Brasilia-** o celebre Pao- I
1 lisia, e comn que acempauhaudo era sua asceus.io o'
Ganimedes brasi'eiro, foram mais felizes do que os
primeiros.
O que ate qai porem nao pissava de simples lr*-
dffl* he hoje cuufirraado por ura docamenlo hist-
rico, que uos d* a certeza de que Bailliulomea de
Gusraao morreu miseravelroente, nSo em Sevilha,
mas em Toledo, e n'um hospital, mendigando, como
Cames, a propria morlalha e al a sepultura, nao a
18 de novembro. como eulendeu o Sr. Warnhagen,
mas a 1!) desse mez e do anno de 1721.
Emquanlo o luslilulo Histrico e Geographico du
Brasil colina uetlas obras e uestes impressos mappas e
manuschptos que enlravam para a sua bibliolhecam
par o sen archivo, verdadeiras deraonsir.ici.es do
zelo e do inleresse qae inspira, desvelavara-se os
iiossot consocios em preparar trabalhos e memorias
inleressanles, qoe vierto no correr do anno dar ali-
menlu e fervor as nossas sessoes qoiuzeuai, que fo-
ram anda aun ,ludas por deliberacOes importan-
tes que se ruar.un, e pelos serios'estudos de as-
somplos sujeitos aos exames de nossas commis-
ses.
O nosso illostrado consocio o Sr. Manoel Ferreira
Lagos proseguio na leilura da sua analvsea viagao
do conde Oe Caslelnau, Irabalho a lodos os respeilos
nolavel, que oceupou a altei c.'io do Instlalo durante
muilas sessoes do anno passado, e que s esle anno
. liego u ao seu .termo.
A analyse da viagem do conde de Caslelnau cas-
ligs com orna crtica justa e sabia, e cora um admi-
ravel atlicismo os erros qne mn, me iterara, e as bur--
lescas e falsas noticias que deram sobre os nossos
crtama* e sobre o nosso paiz, u3o s esse esciiplor
francez, como oatros muitos improvisadores da es-
cola de Chavagne. A Revista Trimensal prov*vel-
mente dar em 1857 pubLcidade a esla fruclo pre-
cioso das lucubrarles do noso consocio.
Mas ao encerrar a sua lunga e luminosa memoria,
o nosso digno collega demoustroa a conveniencia de
urna viagem cientfica dirigida ao interior do Bra-
sil, e execolada por filhos do paiz. Repetiremos
cora -ali-ic,i i algnin i, de suas eloquentes ideas.
o Tudo, diz o nosso illustrado consocio, ludo seria
do mais alto inleresse nessa explorado ; couheci-
menlos positivos da lopographia, do corso dos rios,
dos mineraes, plantas, eammaes, dos costumes, liu-
gua, e ta.lic.ie, dos aulochtones, cuja catechese se-
ria tambem mais facilraeuto emprehendida.
O goveruo imperial ficaria melhor habilitado para
conhecer as urgencias do interior e decretar a aber-
tura de novas vas de eonimunicac.io, qae augmenta-
ran) as relaeoes cnmraerciaes, e por consequencia a
renda nacional ; muitat estradas ja e-io promplas
pela nalureza ; s falla conhece-las para por ellas
escorregareni as locomotivas.
Alcanrar-se-hia igualmente observarles impor-
tantes sobre a almospherologia e climatographia, as-
sim como a acquisicao de preciosas colIecrOes do rei-
no orgaaleo e inorgnico para o nosso*rauto ; c
quera sabe sa lalvez a descoberla de algn) novo
producto que em breve se lornasse rival dof mais
lucrativos. Hasta a descoberla de uma baga on da
folha de um arbusto para enriquecer qualquer Es-
lado. O caf, o cha', o'male, o cacao, o tabaco, fa-
zem gyrar cabedaes quasi incalculaveis. A expedi-
r;io sena porlanto gloriosa para o Brastl, como e au
manos para os qoe a emprehendessem, e o bom re-
sollado da primeira servira para excitar novas ex-
ploraces. a
A forra persuasiva deslas sabias cunsideraees foi
- 'niela pelo luslilulo, que de piumplo approvoa
uma moajto tpreseolad* pelo mesmo nosso collega o
Sr. Lagos, e assignala por lodos os membros pr-
senles a sessio, propende que u Inilitat* ilisturico e
lieographieo do Brasil se duigisse ao governo impe-
rial, pediiulo-lhe que houvesse de nomear uma com-
miss'o de engenheiros e de naturalistas nacionaes,
para explorar nlgumas das provincias menos conhe-
ci.las do Brasil, rom a obrigajao de formarem lam-
bem para o mosu nacional uma coeccao de pro-
ductos dos reino orgnico e inorgnico,"e de ludo
quanlo posta servir de prova do estado decivilisaeao
industria, usos e cosime* dos nossos indgenas.
Era 13o justos fundam-nlo, assentava esta propon-
a, que nao lardou era valida-la a approva^ao do
governo imperial que honrando-nos enlo com una
prova da mais penboradora coufianca, couvidou
lu*titah| a escollier e propor as petsoas mais h*bi-
bladas para fazer parte da eommissao exploradora.
A Beata assocar-lo corresponden cuno devia ao con-
vite do governo de S. M., e boje que se acha no-
meada aquella eommissao, pode o luslilulo ufanar-
se de haver tambera cuocoriido para qu* a compa-
zessem Brasileiros tao diselos, e que lao relevan-
tes servijos lem ja prestado as scieucias e as lel-
tras.
Anda por ama nova e nao menos honrosa delibe-
rarlo do governo imperial, foi o Instillo Histrico
e lieographieo do Brasil encarregado de confeccio-
nar e propor as lia,-, para as instrueces que devem
ser dadas a commis-ao exploradora, e esse importan-
te Irabalho, preparado pelos nossos distinctos conso-
cios os Srs. Drs. Freir Allemao, Capanema, Lagos,
e Porto-Alegre, depois de passar por ama discussao
meditada, e de ura juizo severo, fui j submetlido
sabia considerarlo do governo.
Assim pois tudo se acha disposto para que em bre-
ve se realise essa viagem scientifir.a, da qual o paiz
tem direilo de esperar os mais proficuos resullados ;
os uossus abalisados exploradores moslrar-se-hao por
ceito diguos da culi nr.i do governo de S. M.. vol-
larao olTegantes de Irabalho e radame, de gloria,
conquistaran para u estada riquezas e para si renorae,
e tambera sobre o nosso Instituto reflectira o briiho
desta empreza assignalada.
Em seguida a bullanle analyse Vitsem do cun-
te le Castelnao, de que acabamos de fazer menean.
vejo o nosso illustrado consocio e muilo digno orador
o Sr. Manoel de Araujo Porlo-Alegre, prender a al-
teucao do Instituto com a lejuia de om inleressanle
Irabalho, a que dea o Ululo de Iconographia lira-i-
sileira, que c ui-l .u de tres dislinrtos compatriotas
nossos, que a moite ja rouboU ao Brasil, mas que su-
brevivem aiuda nat obras que deixaram. Foi pri-
meira a do padre Jos Mauricio Nones liaron,emi-
tanle mu.o-.i. que fana honra patria de Mozarl e
de Havdn, como a de Rossini ; foi a segunda a de
Valentiui da Fonseca Costa, o celebre meslre
Valenlira, o entalhador dos templos de S. Francisco
de Paula, do Carino e da Santa Cruz, e qae tao gran-
de se moslrou no eslvlo boTiominico ; e a lerceira,
emlirn, de Fr.iocisco Pedro do Ara.nal, nolavel ar-
chilecto e pinlot.
O Institua apreciou extreraamente estas biogra-
pliias, n'i., so pela exactidao er pela abundancia dos
fados que contera relativos vida desses Brasileiros,
a pelo primor com que sao escripias ; mas lambem
porque honrando a memoria daquelles que se illus-
trarain as artes, cuno por qualquer oulra maneira
oo servir,o do paiz, elle paga um justo tributo de gra-
tulan a esses benemritos, c .icen le e incentivo da
-lana, aliiu de que tao bellos exemplos sejam iraila-
dos pelos vivos. Coulinaando a sua Iconographia
Braiileira, o iios>oeloquente colleta o Sr. Manoel de
Araujo Porto-Alegre vira salisfazer os mais ardenles
anhelos da nossa associaeao.
O nosso sabio consocio o Sr. Dr. Freir Allein.'io
deu principio esle anno leilura de orna memoria
sobre as principaes plaas que se acham aclimatadas
uo Brasil, tratando de desenvolver o programma que
Ihe fra confiado por S. M. Imperial.
Basta o nome do autor pararecomm*Ddar esla me-
moria.
O Sr. Dr. Freir Allein.io, verdadeiro, desvelado*
incansavel cultor da sciencia, abalisado naturalista,
que as mais Ilustradas naeiies do velho muudo se
u I in niara de possuir, lem ja feilo lauto pelo seu pai/,
tanto para sua gloria, j sao lao conhecidas a cons-
cieneia, a prol.ni le/a e o esmero com que execula
seus trabalhos,que he sulliciente annunciar.se um no-
vo fruclo de seus estudos e laboriosas indagarles,
para se enmpreheuderque elle acaba de gauhar uma
viriuria para a sciencia.
O nos*o infatigavel consocio o Sr. brigadeiro Jote
Joaquim Machado de Oliveira, incumbido pelo Ins-
liloto de investigar n archivo da cmara municipal
de S. Vicente, a lim de eolligir documentos relativo.,
historia nacional, deu ronta, em ollicio que nos di-
rigi no correte anuo, dos e-fmeos que foram em-
pregados para salisfazer a inissao "de que eslava en-
carregado. esfureos que infelizmente se mostraran)
infructuosos em ronseqiieiicia do abandono em que
turante muilo lempo esleve aquelle archivo, a dos
lesvios e da deslru cao roii.equeolcs dos mais pre-
rai-is livro, e rainoscriptos que conlioh*. Entre-
tanto o nosso cansino vugou-se noblemente do mao
resultado da ,ua commis- o escreveodo a historia de
S. V cente, e acampanhaudo desde o sen nascimeiilo
ate poca da sua decadencia essa |iooar,ao, hllia
qoci.ila de Marlim Allonso.
11 iioaso illuslie consocio o Sr. conego Dr. Joaquim
Caelani F'ernandea Pinbeiro apresentou ao luslilulo
un Irabalho minio rerninnieudavel, e que inlilulou
lir-ves RefleOe* -obre a Catechese dos Je-uilas.
t-.lle segino com uni olliar indagadnr, profundo e-
consciencios.,, a marcha dos padres da Companhia de
lesos desde os primeiros pissns daquelles quedesem
barcaram cora ihomi' de Souza no Brasil, alo que os
r.nos fuliniiadnres di poltica do marquez de I'em-
ba deslruiram o eu poder na Ierra da Sania 1 rn?.
arredando-os della para -.>mpre. imparcial e cons-
cienciosn, o Sr. conego Dr. Fernando Pinbeiro es-
pallu llores pelo cainitihu Inlliado pelos Nobrega e


I

Anrhiela, proclama os lervicet dedicarlo dos
unios iiiiMuci.iiiiis, que entreguei aos picdotos cui-
dados da eeleehese. aren.liam a luz. .la verdade c da
reltgi.lu iie Chrtolo as almas doi miseros selvagens
em arran ar Ihe- o .10111 precioso de lita li brida.le ;
mas ao m.-mo lempo onusto distmclo consocio pro-
fliga o falso icio .les-i's oulros, i|ue arrancavam de
aun tahas a* l hoa do deserto para fa/e-los escravos
depois de ... ii.ru ,i chnslaos ; lesea, tere eoias a
c .iri !a le, e censura e f.re no corarau a rulura ; em
urna palavra, palenleia a verdade o queella/tem da
mais honroso e lambem no que ella lem de man
acerbo para o. Jesutas ; enumera os sen* bellos ei-
lot, piolad? tBat virtudes ; mas ianlmente abre a
i........ olho* o eio .|.i .ni dos erros e doi abusos la-
mcnl.ncis que elles roinmelleram do llraiil.
As Brema Refleses sobre a Calechcse dos Jesutas
produmam a in.i- acradavel unpr. --Jo no espirito
de lodos aquelles que ouviram a sua leilura, e indis-
putavelmeule raztm lana lloara aos tlenlos como
ao nubre Carcter do aeu Ilustrado autor.
O nutio estimado laborioso consocio o Sr. Mr.
(uilherme Scbacli de Capanena oecopoo lambem
muiio dignamente a alinelo do [Balitlo, leudo
urna anal\ h-puiido e recuisus poderosos e variados, que Ihe
facultara uu uolaveis conliecimentoi, o Sr. I)r. Ca-
panema, depois de render a devida jutlira ao saber e
ao ment do escriplor allemao, prenoe-se ao seu la-
do, va,a l.ioli:.iii eom elle, e terrivel companhciro
de viagem .' loma nota de lodos os erros em que o
v Iroprcar, ale s como liislohadnr, mas tambein
como naturalisla.
Seguramente o Brasileiro devia-se doer das ms
imprrsses que recebe, e da falsa apreciado que fai
o Dr. Bursiueisler dos coslunie da nossa populado,
e i'utjo cedeudo ao impulso do patriotismo resentido,
lembra-sc do lempo em que por sua ver. lambem via-
jara pela Alleiuaulia, e comparando os balidos e os
usos de mu e de oulro povo, musir o campo vasto
qoe se abre e olTerece as censuras de um critico se-
vero l no pruprio paiz do r. liur-mei.sl.-r. Traba-
lbos como este do Sr. Dr. Capauenia. uolaveis pelas
ideas seieiitilicat de que abunda, aprasivel pelo es-
ij lo inultas vezes pcenle e espirilooso, e til anda
porque restabelcce a verdade de facloi mal compre-
hendidos ou desfigurados, e de.lre observarles iu-
perleilas e lalsaa, terio sempre beni recelados pelo
nosso iD'lilulo.
Finalmente, os nossns prestantes consocios os Srs.
francisco Manoel Kaposo de Almeida, l)r. Carlos
Honorio de Figueiredo, e r. Antonio Paraba Piolo,
apresenlaram bem desenvolvidas memorias que pelo
Inslilulo foram devidamentc apreciadas. O assump-
lo de cada urna dellas revela u seu proprio mere i-
mento c o interese qoe deviam despertar. O Sr. Dr.
Rapo.o de Almeida fez I historia da creara j e deseo-
volvimenlo do imperial collegio de Pedro II. U Sr.
Dr. Carlos Honorio de Figueiredo discorreu longa-
mente sobre a lunlarao du bispado do Rio de Janei-
ro. E o Sr. Dr. Antonio l'ereira Piulo escreveu so-
bre as penitenciarias, coiiiparou os svstemas ensaia-
doa nos Estados-Unidos da America do Norte, econ-
iluiocoma liisloria da cata de correccao da capital
do Imperio.
Todos estes Irnballios serAo opporluna e successi-
vameule publicados na nossa Kevisla Trimensal.
De sobra ja eram 13o bellos e preciosos fruclos co-
lludos dorante o anuo de 185b, para que o Inslilulo
Utslorico e Geograpnieo do lirasil se pudesse daros
par a lien* pela solicitode e dedillo de seus membros;
mas alem desses, muitos oulros e de grande proveilo
beuve de.vidos ,io eslurio de nossas eommisiOts, e rom
es'peeiafidade as de estatutos e redacto da Kevisla,
debutara e de ad mistan dos socios, que Irabalharam
comanla frequeneia como desvela.Longo fora enu-
mer.i-los agora ; mas >e nao fazemus de cada um
dellea meurao especial ueste relalorio, nao esquece-
Mnos pelo meuos de reghlra-los uo quadro dos nos-
sos trabadlo-.
Diversa imporlanles medidas foram lambem lo -
madas, ou tendentes a facilitar a marcha adminis-
traliva da nossa assoriacao, ou a tornar ainda mais
lerlil a colheita de documentos historeos, e manus-
criptos de enliga dala, Ihesouros preciosos, que po-
dem encontrar nos archivo! e nos convenios das nos-
sai provincias, e que a prudencia aconselba que se-
jaro recolhidos pelo Instituto, antes que o lempo e a
incuria acabem a obra de sua deslruicilo.
Entre todas eitat resolurOes, poreini uroa baque
nao podemos Curiar-nos ao dever de especialisar,
porque he ella orna prova evidente do cuidado com
qoe a uosaa sociedade honra a memoria dos seus
membros benemritos qoe ja pagaram o tributo da
ruorte.
Por proposta do nosso illnstre collega o Sr. Manoel
terreira Latea, resolveu o Inslilulo solicitar au gu-
verno imperial qoe haja de ordenar ao cnsul geral
do Brasil na ConlederacSo Argentina, para que faca
trasladar para esla corle os reslus morlaes do nosso
liuado consocio o desembargador Silva Pontes.quan-
do nao lenham sido os seus despojos moilaes recla-
mados por algnm prenle ilaquelle distincto Brasi-
leiro.
O desembargador Silva Pontea foi um homem il-
Inslrado, honesto, laborioso e mil aos seos concida-
daos ; seu nomo se acha notado com honra n. his-
toria da nossa magistratura, da yioisa poltica, da
nossa diplomacia, e das nossai lellras ; seus ussos
nao deviam ficar na Ierra eslrangeira. O ullimo ja-
zigo daquelle que se extremon do servido da patria,
devia ser cavado no seio dola. Sua sepultura deve
estar dehaixo do crio da patria o orvalbo lenlejado
sobre as flores que em torno dellj crescerem. He do-
ce osomno dormido no eolio materno, c ja qoe ao
cenar pela ultima vez os nlhos o desembargador Sil-
va Ponles leve de soffier urna doc de mais exalando
a vida longe do seu paiz nalal, veiihum ao menos as
suas cinzas repousar na Ierra do seo herco.
('.llegamos emfim ao termo da nossa trela. Nin-
i'leni melhor do que nos rcronliece qoe liramos mu-
lo a quem do deaempenlioque ella rerlamava. Kal-
lam-uos os recursos de urna ntelligencia elevada, e
anda mais nos acanha a consciencia da propria fra-
qoeza. Ave enfraquenda, que pdde apenas ensaiar
vi'h rasleiros no humilde valle, fallaram-nos, para
acompanbar o emioenles Irabalhos do inslilulo his-
trico e geographico do Brasil, as azas possanles do
cndor dos Andes, quejierloslra as novens c desap-
parere no esparo.
l'ercorremos um campo festivo, florido e bello, co-
mo um sondo da m.ns formse primavera, e n.lo
soubemos eolber urna onica flor sem deslavar e per-
der algumas de soas ptalas, uem aproveir coDve-
nienlemenle as galas de lao rica nalureza. O insli-
lulu corrigira' na sua prjima eleijao a falla que co-
melleu no desacert da escolha do seu primeiro se-
cretario, e sera' esta por certo a ultima vez que se
fara sentir urna Uo lamenla\cl desproporcao enlre
a opulencia do assumplo e a insullicteucia do re-
lator.
Venha pois cncarregar-se tiesta lo dillicil como
honroso cargo algum illuslrado varAo, que seja digno
de hombrear cun aquelles oulros que boje fallain
lamber em nonie do instituto histrico e geographi-
co do Brasil, que nAo ni esleja na altura de lAo n-
clita aiiociacao, mn que leiiba forjas bastantes pa-
ra seguir de perlo em seu rpido progresso o nus-o
portentoso paiz.
Porque cada auno que paisa dona em legado ao
utoro urna conquista da civilisarao, um Iriumpho
do genio e urna gloria mais para o reinado do Sr. .
Pedro II, qoe he o principe predestinado pela Divi-
na l'rovideucia.^para lancar os seguros fundamentos
da immensa grandera do imprrio do Brasil.
I'redesliuado, sirn a historia ja o proclama, e a
voz polenta dos Tactos o tem ja repetido mil vezes, e
o esta repeinlo ainda.
Ella he o principe que naiceu qoando ja brilbava
o sol da independencia no co brasileiro, e que dor-
mio o primeiro somno embalado pelos cantos do
Vpiransa e pelos bvir.noi coiislitucionaes.
Elle he o priucipe que passou do berco para o
Himno, e que leve eniao o anjo da liberdade, velan-
do perlo do solio augusto, e defendendo nclle a sua
propria e mais lirme garanlia no futuro.
Elle he o imperador que nos lonuos annos de sua
inenoridade. quando a nac,Ao convulrava-te aperla-
da as garras da rebla, quando s partidos e as
raccOei se arrojavam delirantes no campo artnido,
nunca, nem mn so momento sentio vaeillar a coroa
imperial em sua albaca de infante, a pelo contrario
lu serapre o penbor sagrado da integnd.ide do im-
perio, e o milagros santelmo, grajas ao qual nAo
sossobrou a nao do estado.
t.lle he o imperador, que empunhando as redeas
do governo na poca de la mainridade, fez come-
car para o seos subditos urna era nova, em que as
revollas se einguirum com amnista, a conlianrs
succedeo aos recejos, as arles e as lellras acharan
nm protector, as scieijcias um amigo devolado, to-
dos os llraiileiros um pa, a o progresso polillo, o
progresso moral e o progresso material receberam
um impnlso forle e patrioliro.
He o Imperador, em rojo reinado fandaram-se o
inslilulo histrico e geographiru do Brasil, os insti-
llos dos meninos cegos e dos surdos mudos, os as\ -
loi para orpliAos e para a infancia desvalida, o con-
servatorio e msica, as escolas di applieacAn do e-
ercilo, elanas oulras ustiluices iinp.wlanle-, sa-
bias oo caridosas, e ao meimo lempo foram retorraa-
das as laculdades scienlilicas, ai academias ite arles
e a inslrucc.au primaria e secundaria.
He o Imperador, em cujo rciuido estabelereram-
se no Brasil as estradas de ferro, o lelegrapbo elc-
trico c a naveeacan a vapor no Amazonas; orma-
rarn-se emprezas grandiosas, que tarara rdar lin-
cremcnlo c ardor ao cominercio, vida a' industria e
noval inetgolaveis loles de riqueza ao Balada.
He o Imperador em cujo reinado ainda se no le-
vanlou um patbulo, nem a espada da le derramos
nina golla de lengua para punir urn crime poltico.
He o imperador, que apaaou os odios e as paite.
qna divi.tiain oa BraalMros ira d.us eanipos Inini-
gos, e levaiilou a paz, a concordia e a lelicidade da
naci sobre as rumas da iui.derancia e do egosmo.
He o linperador.que alem do llinuio ma^e-toso em
que ie senla, ten anida um Himno de amor un co-
raran de cada um de nga subditos, e ha de ter um
Himno na memoria da pesteri.lade agradec.!.
He o Imperador, emlirn, de quem o herdeiros do
en nome, de sua f-ma, de sua alona e de sua corda,
e de quem lambem Indos os nos-os vindouros dira
mesinn que dtth] a 'eu lilho lilppe II, fallando de
Fernan.o do Aradlo : "He a elle que n.s (loemos
ludo quanlo trinos.
Terminou a sesso enm a oraran fnebre do Sr.Por-
to Aleare, lra._-an.lo o esb.ico biograplnco dosillos-
Ires socios que a inorlo sorpreudcu no rnco de seus
importante! Irabalhos, e derramando-Ibes ubre a
wpallura nm poabada de (lores orvalhadas das la-
crimas da rr,..i graia saudade.
Finda a ceremonia, reliraram-se- S9. MU. II. ao
om do hymun nacional, acompanhadas pelos metn-
broi do instituin at i, portai do pac;o.
QIIRII II CkiaiB-xO TERCA FU" 30 II i>EZIMKMO DE Hit

pro-
REMIOS PHOPOS10S POU
DOH.
afSfaintpfoS //.ros paru /odo.s e.s afiROI
M.dalba de ouio.
I* Ao que sobre o llrasrl ou algumai de si
vincas apreaeular m.lli r Irabelho estaiislic.
2- Au que melhor Irabalho bistorico oflarecer ao
inslilulo durante o auno social.
3" A que apresrnlar a mellior geouraphia ou Ira-
balho geugrapbico sobre o Brasil.
Vontliref.
Os Irabalhos serlo enviados at o fim do mez de
selembro prximo fulmo.
Os niune. .los autores serSo retenidos em carias
fechadas, que liarle a mesma divisa dos Irabalhos uu
memorias, para se abrirem un cato de serem premia-
das.
A memoria premiada Otar sendo de propriedade
do inslilulo, quo rara imprimir a publicar, nao se
deduzindo dabl a approvjicao implcita de ludas as
suai doulrinai.
O autor lera' dirello a receber 50 iiemplarei.
Secretaria do inslilulo histrico e seosraphiro bra-
silciro. em |j de dezembro de IS.">(i.Jnaqoim (Sor-
berlo de Souza Silva, segundo secretario.
.Jornal in Cmnmercto do Rio.;
M. o IMPERA -, car nessa partida. Infelizmente um tanto ou quanlo i i.....enlemenle pacifico, de ordeiu c progresso mea
""!'!' ., ., I leudo este desistido de un prclencao por omliecr
Ja a hora .,, se fcilo echoar na abobada ,,.,e nao pedia vincer, lulaudo conlra dous c......i,t-
SI. ?J "i *^hmu *inhfm '""'rada se los, un, liberal, .. Sr. Dr. Jerouymo Vitalia, e nutro
if eslaudo reonidoa ja, viule a Unios I eoiiservador, o Sr. deubbargadar GiUraoa. om.-
,; V ,, jor.Silvestre abrarnu a raiididalura dcsle ultimo.
tK'pois de baldadas espe.aura -
PAGINA AVULSA
2>S0 llaiio
Ja urna vez pedimos ao Sr. Borges, curador da
morpha, que retirasaede lugar do seu domicilio es-
ses leprosos que, segnudo diz-se, e uos iufurrnan
moradores vizinhos.eslAo em ronlaclo com elles ; S.
me. como experimentado no tralamento uessa mules-
Ha terrivel, deve saber qoe ella he contagiosa, e eis
porque os asylos dos lazaros sempre sao arrrdados do
ceulru das cidades : ou tsses duenlrs que Saac, Irala
sao morpheticus, e aulla o Sr. Borizes uuura os ell'ei-
tos de lao medoiiba enfermida.le, ou nao sAo..... Co-
mo quer que seja ainda pedirnos por caridade al ao
Sr. Borges que procure fora de sua casa ou de ou !e
liouver viznilianc,ajum commodo para o tratatneiilo
dos seus ioenles. *
Consta-nos que na tua da Praia existe urna las-
ca cun visos de casa de paslo, em cujos fundos joga-
se a valer. Para que nao suspeile a polica, que al-
l ha quem se empregue em lao abominavel profis-
sAo, o dono dessa bodega arrumuu na -alela da lien
te urnas banquinhas cun loalltas iiniiu.ii.1.1-, onde
iiinguem se asseiila. porque essa casa lem lano de
casa de paila como lem qualquer clula na .l-lein ,'m.
Ojogo prohibido entre mis cun dilliculda.le termina-
ra porque nem sempre os seus apaixonados, e fre-
quenladores lio pessoas de nenliuma impurlaucia
na sociedade, e provera a Deea que quem tem o de-
ver sagrado de reprimir o ernne nao o alimenlasse
frtquenlando essas espeluncas, izein ser socio aes-
sa casa om iudividuo que ja experimentara a prisAu
publica Ou falsa ou real esta nulicia, nos nao
hesitamos em da-la como se nos a trausmittio, para
que a polica cada vez mais lome-te inetlioravel
para com esses especuladores das tolsas e crdito I-
Iheios.
Consla-nos que alguns lugares do centro aspi-
ran! ter um coromissario vaccinador, porque lemem
excessivameule qoe nelles se desenvolvam a vanla
e nAo esleja propagado o presarvalivu da vaccina :
em Uaraubuiis ha necessidade de quem all empre-
gue-a, e uenhum mais habilitado para tal inisler do
que o pharmareutico Justino i.avoiiere que lantus e
lAo importaules lenieaa tem prestado naqoella villa,
como boticario. He minio provavcl que esse Irabalho
dos vaccinadores nAo lique sem una leiiibranca qual-
qoerdo governo provincial.
Temos um amate! presepe junto aos Marlvrios,
onde, dizem, criouliubas de Mieles braucus, e rou-
p.lihos cor de rosa, vio bailar odiante do Redcmptor
do mundo, e depois ceiarein em louvor da lapiuba !
Dos queira que alguem nao va fazer de serrauo, por
que he bem provavel que o negocio termine em al-
guma innocente faca.iiiiha que em lempo de fesla
sabe a gaitas !
I ma il.-i-ep.;,'i.i !l'icaram enforauilhados so-
leranissimaineule os dileclaules do ameno passeio a
Ilamaraca' no vapor Camaragibe, por quanlo leu-
do atracado no Trapiche Novo, depois da hora mar-
cada, segundo uos inlorinam, para receber os passa-
geiros, vio-se em secco quando quiz dar as gamOias
pelo qoe tiveram de vollar para suas casas, e esperar
para domingo, que dizem ser o da ou psra novo
liasco, ou para delicioso passeio.
E esta ? !... Smr. qutr ter seu rendez-vous to-
das as noiles nessa esiuina, deive
seu negocio tambein por ese lado, e nao esleja ug
ra fazeudo aleda com esse embocar de capole, com
ssa cara coberla, um o.apeo cncapellado, e cus
pastos vagarosos para la, para ca, corno quem espe-
ra uulro para ebvia-lu desta pata melhor.....e
esla ?! *
Dizem que he chegado um senle oo emissario
do Cummendador Joto Caelanu, pelo que he quasi
cerla a vinda daquelle distinelo artista. O Sr. Jos
de Vasroncellos lem-se cslorcado o quanlo he pos-
sivel para que elle seja recebido como merecen) seus
tlenlos. Cremos que a compunlua do coiniuenda-
dor JoAo Caetauo ha da ser benignamente rece-
bitle.
Um certo moco indo desapartar a briga (de
duas senboras solteirati em pleuu publicu, prucorou
depois o alflnete de peito, e um aiiuel de brilbanles
que antes liaba, nAo encnulrou-os ern seus lugares,
e sim o alflnete sobre as pregas da camizinba de una
e o annel em um dedu de uutra IJue esperlrza Ui
verdade que quem desaparta barullios sempre sabe
prejudicado ; e digan que nAo ha felico !....
Porque a irniandade dus Marlynos nAu se uli-
lisa do exemplo que Ihe forneceu o coro do Rosa-
rio ? Mandem concertar a calcada porque pode
cahir na cbeca de alguem !
A casa do Forte do Mallos que se lenlou rea-
bar, foi a do Sr. Francisco Jos Belm, filho do fal-
lecido Sr. Belm, velho.
O navio do Sr. Caniro licoo impurrado sobre
o Irilhos da carreira, segundo nos luiormam.
Hospital de caridade, 21 de dezembro.(6
doenles.
j68.
li(i.
2766.
e vaas supposires,
nina leva se-leu lunar as adoraveh morador as
do lugar, reuuindn-se moc.s, velbas, meninas, euiliin
Indo quanlu foi folego vsenle que nessas r.houpa-
nas se poada encomiar. Apelar deste aimiruinen-
lii nao se pode complot r mais do que.o numero de
quatorze senboras e tele meninas 1 !
Corra a partida seo curso ordinario e montono,
em cousa queduvni i lizesse, a ajo ser o indaTeren-
lismo e frieza enm que e quadrilliava e nalsava ;
quando Ires asilos rubicundos e bellos despoDtaram
na porta da entrad}.
Curioso, como suein ser todos os joven', busca-
mos um logerziibo junio a mais bella dos tres Gri-
cas.e apzloniius.fuligaspodemos rnlabnlar conversa
durante a qual luamos uilll quadrilba.
O dever daquelles que dio ama partida be, primal-
ramenie, ceder aos couvidadus o prazer de dansar,
sondo elles os ltimos a isio fazer ; mas o contrario I
justamente le .leu nessa ; os socioi, e somcnle elles
dansavain, a excepto Oe um uu oulro eonvidede
I que oblinha fazrr parle doquadro de una quadnllia,
|ou dar uinavulla numa walsa, schulish ou varso-
viana.
Fiualmenle, ebegando a vez da qoadrilba que a
lal bel.la.lc nos bavia concedido, btiscamo-la ecolln-
camo-nos no lugar competente. A principio limi-
do, por uo conhcermos o arijo com quem dansa-
vames, quasi nada piulemos i onvers.r, mas, coro a
continuadlo cntabolamos om.. longa e asradavel con-
versacao. Apz a quinta parto sentamos e-sa joven
c. usando da corlezania, Ihe demos milbes de salis-
ra.;nes por nossu arrojo de com ella havermos dan-
sado.
.Marchara sem desgoslo lodo o iliveiln eulu se,
cavalleiros um pouco amarrados por Baccho.nAo com
mellcsiein inprudrncias. Desde que a primeira leve
lugar, um numero avullado se seguio.
Meia noile bavia soado quaudo foi servido osor\e-
le as senlioras. E, nina hora depois, o ch. foi tra-
zido e lambem nilerecido por diversos cavalleiros a
essas deidades (veUlet, moi;as e meninas, tres estados
da vida pelo, quaei passa urna mulher).
Depois de preparado o sorvele, conheceram que a
quanlidadeera diminua para as pessoas prsenles,
e euiAo urna alma earidota lembrou-se de introdu-
nr na caumplora o lalo.qiice\|.|' lenlrodo abacaii,
lal como a Balaren o prodoiio, e eis que ao collo-
car os sorveles nos pires vimos sallar grandes uac. s
que nos fizeram julgar ser elle felo de toletes de
canoa amula !! Espanto e admirado de ns se
api.deroo ao reronlieccrinos que nao era de canoa,
roas um de lalos que se bavia fabricado esse ueclar
dos deoset Mas ; transeal.....: !
Inleiramenle albeio aos osos e costomn de um
baile, nlranhamos ver os liolinhos, o refrescos, os
licores, os vinhos, emlirn ludo quanlo all bavia.
ferme em om quarlo da sala era que te acliava urna
mesa coberla de chicaras e pires, sem, nem se quer,
liaver um bule, ou caeteira uesse pslibulo era qae,
depois da partida, deviam ser estrangulados oc aprc-
Clavis pastis de nala, bolinlios, viubos. Iiccre e re-
rescos que pelo .encerrunenlo, Acaran inlac-
los.! :
Vimose ouimos alguns cavalleiros procurarem
emearas e copos para servirn o sorvele as senbo-
ras, porque, uiziam elles, nao te usaya ca-los em
pires '. '.
Uoem tem bucea nao manda snprar, e q lem lem
ouudos de ouvir ouve, sAo velbas mximas. A-
cbaudo-noi al.i e leudo ambas as cousas, ouvimos
certo joven (convidado} querer sustentar una que.-
1.1o do direilo romano e civil sobre a obrr-arao em
que eslava uina senhura com elle pelo fado de Ihe
baver promellido orna qaadrilhc,' porque. sezuuJo
dizia.ella linha feilo um paci, que viiiha a ser a
reunan de duas VOUladei(para a cunsecocAo de om
nm yue parvoice dissemos ims; mas. mal ha-
viamos l.so dilo, que a tal senliora livrou-se dndo-
me a saber que leudo promeltido a oolro em pri-
meiro lugar, seria esle o preferido e nAo elle; pelo
que, tuleirainento dciaponlado, buscn vingar-se
servindo cha a urna oulra que te acliava juulo a el-
la, sem nem ao menoiolha-la.
Admirado de lauta parvoice, c alguma cousa in-
commodado, e demais a mais, nao exislindo mais a
eldade porquera all uosacharaos, reliramu-nossau-
dosos.
Breve ..liaremos a dar as noticias
forera occoi rendo.
que por aqui
Al amanhaa.
REPARTigAO DA POLICA
Secrelaria da polica de Pernambuco i; de de-
zembro de 1806.
Illm. e Exm. Sr,Levo ao conbccimenlo de V.
hxc. que das diflerenles parlicipacoes honlem eboje
recebidas nesla repartirlo, consta que se derarn as
seguiotes occurreuciii :
Foram presos : pela sabdelegaeia da freguezia do
Kecife, Joao da Cruz Mallos, e Joan Itibeiro de Bri-
to. por serem indiria.los em crime de roubo.
r, pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista,
o prclos eicravos Francisco, por insultos, e Ma-
noel, por ser encontrado fora iie horas.
Dos guarde a V. ExcIllm. e Exm. Sr. con-
leiheiro Sergio Teneira de Macedo, presidente da
provincia.O chele de policio,Dr. I'olicarpo Lope*
le Uno. H
28
Illm. e Exm.Sr.I.evoao coiibecimeiilo de V.
I'.vc, que das dilTereules parlicipatoes honlem e
recebidas nesla repartirn consla que se deram
as eguinlet orcurrencias :
Foram presos : pela subdelegacia da freguezia do
Recife, Manuel Joaquina Aoluuio Simio da Silva,
Hogerio Simad da gilva, |L|os por oesordero, e Rila
Maris doi Prazeres, por brisa.
Pela subdelegacia da lresiie/.a da Sanio Antonio,
o porluguez Benlo Jos Haraable, por crime de
rapio, e o trelo eicravo Adiando, a requerimealo
do senhor, e a preta escravi Joanna, por desonlcm
Pela subdelegacia da frtauezia de S. Jos, o
prelo escravo Thomaz, por ugido, e Filippa Ma-
ra da Concccao, por desordeira.
Pela sub.lelenana da freguezia da Boa-Villa, o
pnrtoeoez Manoel Fernaudcs da Costa, para av-ri-
guac.oes em crime de rapio, e o preto escravo Ma-
noel, por ser encontrado fora de horas.
E pela subdelegada da freeuezia dos Afanados
o pardo I.ourcnco Jusliniano Pereira dos Santos por
intuitos. r
Dos guarde a V. Exc. Illm. a Ein.gr con-
selheiroSersio'leixeira de Macedo, presidente da
provincia.O chele depolicia.Dr. PoUcarpo Lope,
de /mi. r
iZ. i"*" e^Tag "aa*" (l" raar * /< tirlui,, daauetle que morre, n0
decem ficar no nquecimeno uem men-
ino na indif/erenra daquelle* que o
r1n?o,i'f.,l,,rfi'l\0,!reA"l0"io,le 0li,ei'a e Mello,
lilho leglmo de teueale das anteas milici.is Pedro
raocsc, .1. Mello, e I), alaria Jo.quina de Mello.
,as,eac.daded., Rcife a :)| de dezembro de
ISil. Datado de arande tlenlo e activid.de, cur-
sou as aulas de primeir.s lellrase de lalim com es-
tima o admiraran de seus meslres.
lllmmsr^"','ir*v'i*"e?"4'* """" ca0-se *
lili Srai. ii. Aa Joaquina i'eres Cainpellu de
Mello, a quem consagra va pura aifeicao, consorcio
esto estimado e applaudido pelos pas dos dous con-
soiles.
Em IKil.oi approvadoem concorso para mcilre
' primeras lellras doBrejo.lugar esle que evercera
a extrema dedicarlo, aflabelidade e amor para
com os seus discpulos, ao ponto de se fazer geral-
inenle estimado de seusconcidados. Pelas ja probi-
dade c moralidade merecen do governo provincial
exercer uo Brejo os logares de promolor publico e
sub-prefeilo, e foi uestes empregos, que elle come-
rara a mostrar mais evidentemente a grandeza do
prudente'*' JUS'0' """^ e"er*'co' e 'Su-'lmenle
Em ISilI mudou-se para Pao d'Alho, e en pouco
empoalli undou lio viva estima e largas sympa-
iiiis que por vezes foi eleilo juiz de paz, eleilor, e
presidente do collegio eleitnial.
Em iKI r.ii nomeado supplenle de deleeadu e
enu ando em excrcicio.defleudeu o governo duranle
os movimeiilos revolucionarios, quo liveram lugar
nesla provincia, e nesla poca o seu mais alio ine-
recimenlo consisti em se haver mostrado, na occa-
siao dos horrores a pericos, lie corajo-u e iufaliaa-
*el em defender a ordem publica, quio depois da
victoria, inimigo de violencias e perseguices conlra
nC vntiniilm **
d
com
-No dia :) de dezembro as lloras di larde pouru
mais ou menos vollaodo da igreja para a casa.ahi re-
pelio-lhe (i mal sbitamente e com lal violencia,que
lile ob-lanle toilmos eslorros de seus paratele ami-
gos para salva lu, as 6 lu ras da lar,Ir .1 inesmo .lia
ealregon a alma an Creapor. Foi viva e profunda a
durque este lii.l- acoiilecnucnlo produiio cm lodos,
que conheciam o di.lnulo lio...lo.
Seucorpo fui levado a sepultura rom inmenso
acuinpaiihamenli. de amigos. E o que rola boje'.'!
Una esposa traspellada de dor, e leriJa de eterna
saudade Um pal em avaocadi idaj em o Olbo
que era seu lilho e seu bemfeilor '. Urna familia m-
leirH|subincrgida em pranlos! Muilos amigos entre-
gues a consterna.;..... Para o i hrislo a nica con-
solarlo para lanianhos males.elle a anconi ra na re-
signarlo com os rrafragaveis decretos de Dos.
.No ceo o illuslre periiambucano, cuja morte ten.
sido to seuliJa. lera' o grande premio de suas
virtudes.
x'iriit'iiriirif.
0mMitu.ktt>0v.
os vencidos.
() major Sjlveslre.linlia urna alma forle, e um co-
racllo generoao, a chcio de seniimenlos nobres : como
autornlade policial persegoia enrgicamente o crime
que eleslava mas delcslava igualmcule os aclos
illigacs, as violencias, o oulros excessos, em ano se
precipitara aigamai de nossas aut. hdades :oa maior
gloria, como elle dizia com orgulho, consislia em
que seusdesaleiroados nlo podassem enxergar ne le
baixezas, nem villezas.
-Na ebirlo para um senador por esta provincia,
a que se.proceden en, 1850, sendo o Exm. Sr. Tala
boje Bario de Muriliba, urna das pessoas lembrada.
para esle honroso lugar.e, quando eulao o nome des-
te dishuclo haban, occasionava viva, divergencias
enlre os delensures da orden publica, o major Sil-
vestre com a le-ldade e franqueza, que possuia.nAo
----------^ w .......|n.,
nesiiou em tomar a posiclo,que II
ciencia.
Rcconhecia elle os
diclava a com-
VIAC.EM DE MR. HORACIO VEB.NET. DO
INSTITUTO, A' Kl SSIA EM 1KI2 E 1843.
fragmento meUilns da
historia dos artistas ceos, jior
Theophilo Silvestre.
A l'resse cometa boje a publica;! das carias in-
limas de Mr. Horacio Veruel. Porvenlura devenios
fazer observar o espirito vivo e encantador, o carc-
ter feliz, qoe lem feilo do Ilustre pintor o fraucez
mais jovial db inundo, o narrador mais divertido, o
viajante mais malicioso? Desde o primeiro para-
grapbo, desde as primeara! liabas, admira se o Oliv-
ia espirituoso e hiieiro, a mam-ira de contar lau'io
melhor, quanli nao liulm era visla a imprenta. .Ne
iihum apparalo, nenliuma garridice, ueuliurn ilili-
co de linguagem, nem pbraset alambicada! : im-
pressnes vivas, sensaces siuceras, laei sao as carias
que Mr. Horacio Vernel escrevia i sua familia, sem
suspeilas que v riam un .lia luz da pubhcidade.
A prseme correspoudeucia, felizmente conservada
por amigos,lem maior iuteresse por trata) da Russia.
que o imperad ir abra ao artilla, chamando-u para
junio de si. Os ltimos aconlecsmenlos Ihe dio uina
grande importancia ; mas nao se deve crr que es-
tas cartai sao publicadas por .Mr. Horacio Veruel pa-
ra apruveitar-se da acluslidade nem para fazer us-
tentacdo de espritu e mostrar-se como litleralo.
lista correspondencia foi dada a Mr. Theopbilo
Silvestre pelo proprio illustre pintor, que pela leilu-
ra dus pruneiros follielos da IJistoria dos Artistas
I uos, comprehendeu que linha (liante de si um bio-
grapho sincero o do boa f.
Iloje que a arle lera entrado profundamenle na
somma dus gozos do publico, lein-se adiado faril-
m-.nlu urna leijiao de historiadores arcbeolouot, bo-
meos pacieale, que levam anuo, em revolver pa-
pis velbos, esclarecer daias.esludar uina s ligura e
dar urna niunographia laboriosa della. Ol biograplms
archaicosiiAo Ialtam;lambein o3o fallam homeus espe-
ciaes para a critica dos salesuns sAo lodos mel.pros-
Iran lu--e com as cortesas de apurada etiqueta diar.le
das menores producccisabidas do pincel ou do creiAo;
oulros i|o lodoa azedume e nao proceden) senAo por
negacoes brota*. Desla indillereiic,a laudaliva, deste
azedume, Picara um (rabilhodo jornalismo bastante
intil para o fuluro. Nao tem bavido em uossos das
um Diderol para impr suas ideas ou seus parado-
XOI ; Diderul he iiileressaule por soa liberdade de
llagoagam, pelas minuciusidadrs pessuaes sobre a vi-
da intima dos artistas do seu lempo ; e temos lano
mais certeza da sinceridad dos pormenores biogra-
pbicos. quando alo eram impressos em Franca nem
no eslraugeiro, mas serviam de Ihemas de coserva-
gSoa um principe alleinAo. proleclnr de rimm.
,r, 1ue H'derut escrevia confidencialmente, Mr.
Ibeuphilo Silvestre ousou dizer publicamente. De-
pois de ter estudido por rauilo lempo a pintura as
obras antigs e modernas, nlo adiando as manifes-
laeoea do pincel sullicientemenle esclarecida a ideia
qae liaba dirigido o pintor,quiz condecir os domen-.
estudar seu temperamento, sondar seu carcter, eta-
minar os pensamenloi do artista,quando pensa.
tra una empreza dillicil e penosa.
Um domem ulo se deixa condecer em um dia :
rima conversac.10 solada nlo permute sondar oms
doulnna ; se de mister de cinco minulus para que se
possa julgar um ser passageiro. cerlos caracteres exi-
gera semanas, mezes, annos. Cada domem de va-
riavel como as estacoes ; a arle poncas vezes deixa o
carcter igoal : os arlisias, somente governados por
sensacoes, negam amandla o que allirmam doje. lie
acil aquella que nlo escreve, protestar contra asdou-
Irinai que se lite Doa na bocea.
Era preciso a Mr. Silvestre urna grande paciencia,
om raro artificio, urna lina ensinoacAo alem dos seus
estados : a cxccucAo exigia seriedade, imparcialida-
de, valenta e nimio bom senso. Todas estas quali-
dades se enconlram em um alio grao na llitoria dos
Artistas liios de Mr. Silvestre, que parece inspi-
rax-se de Vastar! e de Diderol. Nlo quero compa-
ra-lo ao grande genio encyclopedico, que illumiuou
o icculo .le/.uto com seu estro sua paxAo : mai
Mr. .-u.-i c rak mais que o liistonograplio Vassari,
eiido pintor ao mesmo lempo cheio "de odios e riva-
lidades conlra alguns de seus contemporneos, cheiu
de lisonjas para oulros. Mr. Silvestre sem ler de-ci-
do al a pratica das arles inferiores do desenlio, lem
bailante curinsidade para investigar os menores pro-
cessos de cada artista : aspirando ao Irabalho de urna
ordem superior, nlo inveja os pintores nem os esta-
tuarios.
Raras vezes se lem visto despir urna pissoa com
mais sangue fro. Mr. Silvestre he um pouco ana-
Ihomico cheio de serenidade e cirurgilo, que, leudo
julgado desde rauilo lempo a operacio indispensa-
vel, cumprio sua missAosem se demover pelos gritos
do paciente.
Eis-aqni a verdadeira critica independenie, sem
caso pensado, examinando profundamente as eousas,
apreieoteudo provas, e sabeudo appliear o remedio :
Se ha ama plirate menos pensada, qoe ea D?o dese-
jara ver ( pag. 262, folhelo 8 euconlrar-se-bAo
concluiOes de om espirilo elevado, acerca do realis-
mo, em a noticia de Mr. Couberl. Um litro como
esle espanta o maligno!, anima os limidos, fortale-
ce os desanimados e serve de lypo crilica nova.
Os mi. esfudos j puhhcados lem excilado urn, vi-
Va f.1noslai,dc Ptr's rttltlcil de admirar ; mas a
realuiadr be um meio sempre novo e sorprende-
dor. Di.os pintores doulinarios em graos bem dilTe-
renles, Mrs. Ingres e Coobert, tim podido ver suas
doulrinss explicadas seriamente.
Todo o syslema de um artista philosopho, inventor
de ama rehg.ao, Mr. Cdenavard.esla exposlo em um
rldelo carioso ; .Mr. Eugenio Delacroix nlo encon-
trou jamis um eiilhusiasmo mais convencido.
Os pintores mais humilde!, aquelles que panra a
vida nos campos, cnudando o ar, a loz, as nveos,
os mil capricho! das arvores, torio na cidade iukres-
tes as ingenuidades de Mr. Corol. O bello he ex-
plicado por Mr. Daz ; enlrelanlo a uulicia be fra-
ca ; a arle da ra de N. S. do l.orelto excitavs man
indignacao. Ao mesmo lempo que Mr. S Ivesire
puilava um estatuario honesto como limn de Alhe-
nas, vivendo retirado, homem de bem, cuidandu se-
ment de sua arte, l'ugindo as antecmaras dos mi-
mslerio., consolando-
. se com o quadro da nalnreza.
i i "'"' ^"lbl'Ci,Vi, Igumas cartas significativas
-reportantes serviros mi < l'ri"''. as quaes deram e.caudalo em Pa-
Evm.Sr.baraode Muriliba acibara de' pr'cttar ao ".'.t",r1ne mos,"D>'" "distas devoradores de di-
CORREIO DE 01.INDA.
Depois de uina ausencia de cinco on seis mezes
en-nos transformados de rorreio ambulante cm tr-
rete ae alinda. He adagio velho que, quem be vivo
sempre apparece ; seguindo esla maxina, apresen-
lamos de novo nos-a culis avellodada s intemperie!
da alhoinusphera, supportando, como sahir da nos-
sa|liica, lis abrasadoreas de verlo que soem haver
nos mezet de dezembro e Janeiro.
imperio como presidente de Pernambuco, j seu co-
racAo era lodo Lrasilciro, e o sea espirito sobran-
cero a mesqumbas consideraces de locallidades e
|ior isso tmente com a amrnjdade no >eu carcter,
c com a persoatle de sua linguagem, qu; em ver-
dade era .miaante, conseguio, que o Exm. Sr. ba-
rAo de Muriliba l.vcsse lodos os volos do .ollegio de
Pao (I Albo para senador.
Muio amigos do major Silvestre o centuraram
por esle acto, e alguns lese reliraram de sua ami-
sade, e ludo isio por anal injuslot e inlolcranles que
ezlo ; porque o major Silvestre, cedo, amava a
1 emamboco, sua palria ; porem ja mais se esquecia
de que, senao Pernambuco, apenas urna parle do
imperio do Brasil, cumpria-lhe sobreludo, sub.nei-
ter-se a ordem de interetses geraes.que liga lodos os
brasileiros a corle, centro de loda a vida social e
nlo contribuir para a auimaclode ndiicretas'difi-
dencias por amor de locallidades
Entretanto, acabada a revolla, r'econbecia-se a ne-
eessidade de um domem para delegado n pao d'
Albo, que rotae de plena conlianca do loveruo, m-
lelliEenle, activo, e ao mes-no lempo, juslo mu.lera-
du, e pariflcador, que, reveslido de auloridade. li-
zesse desapp.recei os odio,|a renascer o imperio pa-
nuco c impireial dai leis, e o major Silvestre, em
quem Iotas eslas qualidade. se equilibruvam per-
leilan.enle, lu o delegado nomeado para aquelle Ier-
ran, cuja ra.sslo, apezar das grandes dilliculdade. da
poca, elle dezenipeiibou, a' bem da eanu pnbliea
com justia, tmo e prudencia adiniravci*
Depois, foi exonerado deste losar, nomeado su-
plente de jo I municipal, e condecorado com o da-
bit.i de Chnslo.
Em IH-'iO por causa de inr.oinmnd
elr., I... sidr
eui anigM, e seuspropriosnvaes liveram de le.le-
munhar a sua loriileu de animo c razio raima nos
Irabalhos, veudo-o incansavel em soccorrer, dia e
noile, lo las a- victimas necesitadas.
... dar a oeahecer ludo ,aaaU iT-'cida.lc'se'p'ri-1 e ,' n,'^' Si-,w,,? amilva el" **>"'<>
mais ou menos ah repelidos.
Sahba.Io, na puvoaran de ... leve locar
orna partida, dada po. alguns cavalleiros que sea-
u.'"',;..p!5:f".'.' !* -" "=" Sendo nosso
oblive
desvellava.se em dar
tsposa.
.oinivenos nosso carlou. por arles .le cr/i./s T -""-nava-rt em .lar aos seu, amiaos
berloqae, e, z.s, lomos parar no ni d.ssn'H fV" '"le" P'Vt!i* le,,dd MCOoheeinenlol V-
cte.la.k-. e",ro<,tssa 5-| los favores recebidos.e era exrellenlclillio. Uavia
dous metes legaramente, que linlu sido aceommel-
de vida, b seulindo apean Iigeiri dor n perna di-
V- I- \ 'K '" c rimitini ilUCIIo If^Pir flOT f> luMIt til
.,,m uimein ''s;.','.:,'re','ve,V''r ,Cn,U,i' '|,,i,1<|Uer- "" re,,,a ?U1""'" "U"" '" ""vem,,ro P- P
que primeiro si a observe por lodo m lados pws. | lado lo, para Bomlo rom mn lilho, dous-en.as
'."' ,. I arios amigos lodoi eleiluret, para elenrem .- de
I -ero ,le Pi,la n^jSS ae carador e-1 ^^ ^ fr,,. I *KB5JS. e SttB.
.Nem lado que l,. |,e oiin. abiamos us,
nunca algataoi que tal proverbio s; pode-m Veril-
Slo Peler-bnrgu Jli.le junho de IS2.
Ilopiem eu le esrrevi e eis me rom a penna ou-
lra vez lia mo. Nao deiitrns de ler milicias ; re-
ceberas uina caria pela einhanada, e a mitra peln
paquete. Ful convidado hnutein para turnar a noile
um pequeo cha familiar com sua magostada a Im-
peralr lies pessoat somente linhain sido convida-
das. Nlo obitaale a tinplieidade da recepeio que
Ibes foi leila e .vcorilialidade que rcinava a con-
veisac.l:, os altrales qoe ahi se arhavaiii, DgO po-
diara digerir o pedaco de ferro, que linham eugo-
li lo. Devenios eonfe-sar que os RaMoi lem mais
abandono e lociabilidade que (odas e-las cabeca
desvanecidas.
lendo-me divertido em convertir com as joveni
priucezas que sAo tncaotadoras. A lerceira lem fil-
io grandes procressos ern belleza ; mal a grla du-
queza Olga exerce sempre urna grande influencia
em mea rorac|o. ,
O imperador he de umi conflanra e franqueza que
me fazemeslar a meu goslo. Simo necessidade de
miar ; o principe WroniolT pede-ma o retrato de
-ua mulher montada a cavado, como o da princesa
V inkinchlein. Tenlio vonlade de o fazer. Di-uie
ii.lKMl traucos e alem dism a mulher he lida. Ve-
remos,
Partimos esla noile para arandes manobras, que
levem durar tres lias. HaveAo dous acampi-
mentos. Carlos Brigandel he sempre o melhor dot
criados, loiuei outro, que me serve de interprete.
Horacio rernet.n
Sin Pelersburgo 2l de juulio de IHI2.
Vnllamos das manobras ; eetiveram suberbas; se-
lenla mil liomens em armas, tiros de caubao, como
e trovejasso chava, como se o co se de.fizcste em
agua. S os Russos Ao capazes de solTrersem mur-
murar sementantes briucadeiras. Desgranados! Nlo
deitei de aproveilar-me de sua triste sorle par met-
ler na miuba sacla os elleitos mais admiravns do
fumo, d'agoa o do fjgo. Tivemos fri de todos os
diabos ; graca a imnha boa roupa de viasem. toflri
sem contradicho, menos que ningaem.
Mea criado Carlos Bngadel esteve admiravel ;
achei-o por toda a parle ; nada me fallou, nada se
pe :ru e ludo e-la em ordem, como se eu nao li-
vesse libido de casa. Eis aqui o que faz desle ra-
paz uina perola para um vagabundo como eu.
Reniinciu esle auno miuba grande excursAo : o
momealo be ponteo favoravel, sobreludo no Caocaso.
Parece-me que as cousas all nao cminbam mudo
bem para que urna pessoa tetilla desejot de as ir ver.
Acaba-de negar a noticia de urna grande balalba ;
uiiisuem diz de qoe lado est a vicloria ; falla-se
de muitos olliciaes morios; desle modo oo de dilli-
cil apreciar o seu resultad...
Renuncio poii a miaba graude viagem para Ira-
bllhar, leudo de Viva a aleara Pasto melhor qoe nunca ; lenbo
boje cincoenla e tres aonos de dade, mas siulo-me
lio moco qae (enho vonlade de pedir ao imperador
para scnlar pavea no corpo dos eadeles.
Horacio Vernel.
Slo Pelersburgo I de jullio de 18S2.
I.imilo-rae agora a observar as miidaurai que
temUdo lugar depois de miuba primeira viagem
.i*vl.>) Ha mudanzas singulares, omre oulrts a que
se operou em favor do re Lab Philippe, enlre a
uobre/a, o que pode explicar o muo humor do im-
perador .Nicolao. NAo me admirara pois de que
elle forjaste alguma farca uo goslo da Barbaria.
Este paiz esla dividido em dsus, e nlo ha inter-
mediario que possa enfnquecer ai marle!lada< sobre
a bigorna. Alo boje o marlello lem sido forle
mas .. rab s estraga pouco e pouco. Os escravos
se eiiriqoecem a nobreza mdttra-se abusiva e ja
muilos senbores nlo ousam ranis ir s inai Ierras.
Era tumma nao ha dtOerenra muito grande entre o
governo da Russia e o de .\iehemel-Ali. Aqui, co-
mo no Egvplo, estamos sobre ama mina, que ha
de rebentar. Esle formidavel exercito pedir om
da para eombaler oulros iniraigns e quanlo mais
conqnislas fizer, mais horror lera de tea paiz.
Acabo de assislir as grandes manobras; ninguem
pode fazer urna idea dos solTriineulos que snppor-
lam estes desgranados soldados. No segondo dia", os
bosques estovara juncadas deslesmiseravsis.deilados
na lama sem poderer mover os membros. Os pro-
prioi oflieiaes, mais nii' mnios alacadoi de dysente-
ria, offereciam o qaadro mais allliclivo da obedien-
cia passiva.
N|o se ouvia urna murmurarAo, mas o qoe nlo
e lia nos seos semblantes? So gloria ou pelo me-
tilo dinheiro pode fazer que alguns hoinens acei-
lern mesmo momenlaneameule semelbanle existen-
cia
Pode-se crer qoe elles reiislirara por muilo lem-
po ao desejo de lornarem-se livres, quando nAo lem
em vista nenliuma compensarlo para os males que
sollrem 1
Para ronsnlar-me do espectculo de lanas mize-
ria, quiz vizilar alguns Tos eslabrleciinentos fun-
dados peln ijoverno para a inslrucclo dos agriculto-
res, couleiros, ele. Em todas as eousas so be bello
o principio ; mas all como em qoalquer parte, s
da ipparenciat vas, vacuo, nada ; edilirios euor-
mes, idminilraelo numerosa, disciplina de ferro e
de hastio, resultados que primeira vista parecem
soflrivris, ma! que ua realidade sao nenbuns para o
povo, e alm dalo absnrvidos pelos privilegios da
corda. As necessidades do estado slo taes qoe, no
da em que a menor industria nada Ihe pruduzir,
sua dermla ser iuuevitavel. O i|un faz a Uta .tr-
l-ranra ne abrir ella um campo livre a ludas as ca-
pacidades.
A esle respeitn Uve esla manilla orna longa con-
versacaocom F..... nao somos jnteiramente da mes-
ma opiniao, mas como todos os Rusioi e lodos os lio-
mens nlo se parecem, e como a Ierra foi frita para
ser vairida por uns, alim de que oulros passeiem a
sua vonlade; dia vira em que F.... lera desenga-
ado.
Amanhaa vollo a PeterkolT para lancar-rae ou-
tra vez no lurbilho; all acharei sem duvida o
re da Prussia. D-me noticias toas, poste retanle,
porque todas as las cartas vio parar em mo
de cedo pintor chamado Veruel, que m'ai remelle
exaclameule, mas perco tre diai anle de as re-
cebar.
Horacio Vernel.
San-Peteriliurgo, julbo 1812.
Vi o imperador, que rae recebeu com a mesma
cordealidade. A conversado foi curia. Pergun-
lou-me em que estado eu linha deixado a familia
real (d'Orlcans'. Seu iuteresse por ella nao tem di-
minuido, mas nao julguei conveniente entrar logo
em grande explicaclo, schando-se all o principe
Walkowaki; mas ella lera lugar esles dias. Ser
urna inlelicidade se eu nao liver lalvez urna occatiAo
lio bella como boje. yUe fazer !
Noi primeiros dus de selembro parlirei eom o im-
perador para fazer urna viagem de mil e quinlieulas
leguas em -re semauas pelo imperio. Nossas mar-
edas mais tongas sem parar tarlO de quarenia e oito
doras, e ilescauraremos doze vezes. Desle modo
nlo llavera srande fadiaa. O imperador, os geue-
rae. Orloll, Ahlerberg, Obaok e eu, eis-aqui os via-
jantes ; bem vl qne a rompaubia he escolhida. O
que vamos ver, nao le dirci; ha anda rmslerio,
mas a jolgar-se pelo numero de ajodantes de arnpo,
que ai,lorip.i lamente foram enviados em Indas as
rtireccoe', lio di ler lugar muilas couias. Nlo te-
rei a lalisfacao de te dar conta dellas a medida que
Harem leudo luzar, perqu.... Nao impoila, leras
sempre noticias de minha sau le. Escreve-me urna
su vvz em Varsovia, depois era San-Prtersburgo, co-
mo de costme.
Achei a familia imperial quasi loda ella soilren-
do. Iflaba volla lAo prompla causou admirado
aqu, pelas pereuulat que a sociedade rae f.z, bm
se v que ella se arreceia do fuluro desle paiz. Ha
lempoi qoe se commetlem liorroroso assassinalot ua
adminiitraclo e no exercilo ; ainda ha poucos dias,
o irmao do principe (aga/.in, secretario do ministro
da fazeuda, fui a-.a-.in ni. por um empregado. O
criminoso fui conlemuailn a receber seis mil basto-
nadas, poiom morreo depois de ler tolfrido mil e
duzenlas. Detci,brio-se azora que esse mfeliz cum-
melleu o crime levado pelo desespero de s adiar
exprltido da administrar-ao ; porque devia ler feilo
a declarando dos roobos cumrnellidos por grandes
personasens. A verdade s foi conhecida muito
larde ; resulta desle faci uina grande fermentarlo
na cla-se media, que nao acha jusilla nem profcelo
conlra a lyrannia dos senhores.
A viagem que vou eroprehender, he de grande
iuteresse. NAo deixarei seis semanas o Homem o
imperador Nicolao Eu o verei a cada iiislaute;
teremns sem dovi ia longas e frequentes conversa-
res, as quaes procurarei tratar da civilisajao que
lodos nos desejamos. Tendo boas esperanzas, por-
que a opinilo geral esl preparada, e lodoi desejam
ver a Franca Itgida com a Russia. S falta veuccr
o imperador.
Convem fazer-lbe coinprehendrr que uina resis-
lencia mais longa de sua parte, passaria aos olhos do
mundo por lobsIinacAo pessoil. Com as palavras
do re l.uiz Filippa), que en terci a prudencia de
nao repelir (odas ao raesmo lempo, leuho esperau-
ras de concluir bem o negocio.
A familia imperial deivou Pelerkofl para se dirigir
a Slareosolo. Approveilei-me desla occasilo paravir
passar tres dias ua cidade, afim de comprar alguns
objrctos, de que preciso para miuba viagem, co-
xins. saceos para meus livios de deseudus, ele. O
imperador ja mandn saber se cu eitava duenle, e
te nao vollaria amanhaa; nAo me enfade! com a
pergaata, a qoal prova que elle lem uecessidade de
mim.
ISn inumenlo de lechar esla carta, ouco tiros de
eanhlo pelo nascimenlo de um grAo duque her-
deiro.
Horacio l 'tnut,
San-Petersburgn, as ilbas, 10 de julbo de 1812.
M. I"", que foi chamado a Franca, levar mul-
ta cnusiuhas para Horacio um dos' lilhos do ar-
tista armas e vestidos.
I r"r I'.....xel-, O ende de Voyaai, embaixadw da Auslria, re-
F.n-nie pois preso por algura lempo; mas clon erio-.ne urna longa ennversacao, que o i.nuerador
cansido e espero ulilisar rae bem dos meas dias de linha tido a meu respeito com o re da Prussia na
"'"'",0- qual flzera o elugio do meu carador e da firmeza
Chistando a Pelerhofl, veio ler coinigo o principe Valkowiki mordoino do imperador. Sua primeira. Nein lempre somos do mesmo parecer, disse
pergunla, depois dos riiinpriraenlos do eslvlo, loi sa- \ elle, e be por isso que o estimo ; os horneas francos
ber ae eu trazia alguma cousa para sua nageitade. *l/aros.
Rcs|.....di que nlo a irreaceutei que nlo linha por i l''la9 palavrai me foram cuitadas por muilas pes-
coslume andar ollerecendo minha raercadoria ; que s''''
minlias viazeos eram para mira um repouso a urna! Tivemos ainda Ires dias de exercicios militare.
distraerlo ; que eu s linha vindu a Russia com o m''" desla ver o lempo esteve belli-simo.
nico lim de manifcslar au imperador minha groli- No primeiro dia, noile, leve locar o oue se cha
din por suas precedente! bondades, pondo-mn a sua ma um clin m.litar, Ha be, urna reunido de l.I
disposroloelherogaeiquesedigoisse de dar esla os .dlic.aei superiores regalados por sua naacelada
eunranra de minha parta a sua mageslade etc. em um jardim campclre. Ainda aqui fui oh!
Icrlaulo eslou no r.iso de arrollar qualquer jec.....a allenrao geral. O imperador, depois ,|e me
cao qne pos.a equ.parar-ine com eerlot ar- | ler aperlado a mau por muito lempo e fallado de
as manobras,
t hz parle
que Ihe teja per/ni-
Itlo fazer no campj ludo quanlo Ihe parecer
bom. o
Horario lernet.
ipubcacao apebiko.
EI.EICAO UOS JUIZES. MORDO.MOS E EsCRI-
VA'ESQI E IIAO' IiF; FESTEJAS A CONCEI-
CAO'IMMACLI.Aln DE M4RIA SANTISSI-
MA, NO CONVENTO DO CARMO DES1A CI-
DADE, NO ANNO DE 1837.
Juiz por eleirAo.
O nono irmao confrade, o Illm. Sr. Jos \avitr
Faustino Ramoi.
Juiz por devoclo.
O Illm. Sr. Jos Teiteira Batios.
Juiz protector.
O nono Irmao confrade, o Illm. Sr. Nicolao Al-
tery.
Juiza por eleirao.
A Exma. Sra. D. Mana da Coueeiclo de Alhu-
querque Mellu, lilba do Illm. Sr. Joai|uim de Al-
buquerque Mellu.
IJuiza por devoc|o.
A Exma. Sra. I). Igaez, mulher do Illm. Sr. Fran-
cisco Arcioly Lina.
J iii/it proleclora.
A Exma. Sra. D. liarla, mulher do Illm. Sr. Jos
.1 erun\mu de Soirza Liinoeiro.
Mordomoi.
O nosso irmao confrade, o Illm. Sr. Jos Antouio de
Magalhiet Bastos.
O nosso irmio confrade, o Illm. Sr. r. Jote doi
Anjoi V inra de Ainorim.
O nosso irmao confrade, o Illm. Sr. Jos Victorino
de l.emus,
O nosso irmao confrade, o Illm. Sr. JuAo da Silva
Loureiro.
Muriliuiias.
A Exma. Sra. do nosio irmlo confrade, o illm. Sr.
Dr. lgoacio Firmo Xavier.
A Exma. Sra. D. Mana Rosa Leopoldina da Lam
Penna,mulher do Ilim. Sr. lraocisco Jos Mailins
Penna.
A Exma. Sra. do Hlm. Sr. (.al i i uo Temisloelis Ca-
bral de Vasconeellos.
A Exma. Sra. Roa Candida de Quiulal Viegas,
mulher do lllrt. Sr. Jos Candido Viegai.
Escrivles.
O Illm. e Rvm. Sr. padre meslre Manoel Jos de
Oliveira Reg.
O Rvm. padre Fr. Jos da Conceicao de Maria.
O Illm. Sr. Joaquim Jos Ferreira de Sooza.
O nosso trin., confrade, o Illm. Sr. r. Antonio de
Menezes Vasroncellos de Drummond.
Escnvlas.
A Exma. Sra. Purcia Constancia de Mello, lilba
do Illm. Sr. Antonio Joaquim de Mellu.
A Exma. Sra. do nusso irmao confrade, o Illm. Sr.
II-meleno Maciel da Silva.
A Exma. Sra. D. Augusta Cabral de Vascou-
cellos.
A Exma. Sra. do Illm. Sr. Pedro Alexaudrino Ro-
drigue! Lu-.
Conveulo do Carmo do Recife, 8 de dezembro de
lSoti.
Fr. Joo da A-sumpcao Moura,
Provincial.
F'r. Aulouio do Monle-Carmello.
Prior.
'!t,|C'""'i'"". 8ef:ui"!e : W33 saceos com
tihSHKU arrobas de as-ucar, ;Mi,t caicos mel.
Rio (randedo Norte, briaue braailellO uAlesre-
le, de 191 toneladas, couduzio u. seguinle __ li^|
harneas com 7,248 airobat e 15 libras de estucar
HBCBUEDOKIA HE RENDA IN IERNas i,V-
RAES DE PEHNAMBUCO.
Rendimenio dodia tai i. 27-<45MRI
IdemdodiaJ-J...... rjaSS
........ u.8ob>.il, i
3l:0:t24.
CONSULADO PROVINCIAiT
tenaimeulododia I a 27 9i:92 dem 4o dia 29
:970j2Jo
99 ict9I090
PAUTA
do pr$cot correnu, <0 mnmcar, algodo, e m,s
leero* do paiz, qut detpacham na mesa Jo
consulado de Pcra*.,, na semana de 29
de dezembro te 1856 a 3 Janeiro de 8S7.I
Aisucar em caixas lira uro 1. nU|Jidade (ai
2.- .
mase.......V ,
bar. etac. branco. ., ."
nascavado .."*.
refinado.......... '
A|godao em pluma de l. qualidade''
o em caroco. .
Espirilo de agurdenle
-Agurdenle cachara .
de caima .
resillada .
do reino .
leoebra...... .
2.
3."
eauada
a
nheiro, que a pubhcidade tem lo de bom, c be
qne pode refazer o carcter, melhorar, impedir que
o homem. que ainda vive, pratique mil baixezas, alim
de qae, depoil de inorlo, sen nome possa ser respci-
lado.
Cnampelleuru.
SI MMABIO.
Ilora'io Vernel e o imperad ir Nicolao.O abraco
cordealo principe Valkonaki mordomo do impe-
rador.Recordarles tristes.Cea familiar de S. Al.
a imperalriz.A prineeza Olea e a fillia do arlis-
la.Os retratos dat pnucezas Worouzoll e Vinkinr-
tein.-r.r.ndes manobras militares. O bom cria-
do.Negocios do Caicaso.Viva o prazer!O cor-
po dos eadelea.Mudancas polticas na Russia de
18!1j a 18t2.A nnbrezt russa, o imperador e o re
l.oiz Puilipe.A bigorna e o marlello,Senbores c
servos.A Russia e o Eaypio.A ubedienria pa va.Niicessidades da coriia.A familia de Orlos.
O imperador, os geueraes Orloll, Aldelbev, Oahuk, e
Horacio Vernet, de viagem.Indisposirlo social, in-
quietarte', assassinatos.Viagaafa e seis mil bulo
nadas.Fermentarlo da clase media,Projeclo de
reconciliaclo enlre o imperador Nicolao e o re l.uiz
Philippe.Nascimenlo de um duque hereditario.o
eon.le de Voyna, embaixador da Austria.O rei da
l'ru-.' i. I'm cht militar.
Slo Peler-bumo 17 de janho de 1812.
Chezo Peteih.ll : ludo vai succedendo como en
desejava, exceplu o projeclo de yollar ao Cuucas..,
onde la cousas sem duvida nlo vo muito bem. O
inparador recebeu-meadmiravelmeiile;tiuha man-
dado dizer-me que me adiaste honlem em urna pe-
quea pon?, onde iria ler comiso para darmos um
pasten pelo mar, c levar-me depois ao castetlo, n
V
ama
um
3!
?McM'c.
BARBARISMO PERSA.
Na uosta velba Europa especul.-se co-n o gne-
ros colomaei. coma chuva. cum u bom lempo, com
o ene. com o alcool, com os harenques. com ocre
dilo muvel ausir.ace on hespauhol, etc., ma. no
Onenlenaohe assiro. A liuraauidade ahi, he ama
cousa, e um objeclo de especulajlo, e o movimeulo
desle trafico em menor escala, nem por i'so be
menos lucralivo, uem meuos d.sordonado.
Se urna familia pobre lem muilos lilhos, formo-
sos oo leilos, elegautei, cacbelieos, etlropiados, isso
pouco importa, o especuladores diao ao pai :
Vende-ineo leus rapazes, que deutro em pouco
serio pageiM du grao senhor ou porla-cacl.imbos.
la lilba be joven e formosa, lenbo om lugar certo
pura ella uo harem de um rico lidalgo, e ale do pro-
prio soliao.. A outro dir': Qae Tares lu desses
rapazes que ah morrem de fome I Tu nao lens qu
dar-lbe de comer, entregamos; os moezzins da
nesquill carecero de um pregoeiro para chamar os
liis a oraclo ; leu lilho ja esla ceg de um olbo,
racil lie cega-lo do outro, e assnn ei-lo uo camiudo
da ...harn no alto do minarete.*
Islo he urna honrara e urna fortuna para esa pi-
bre genle Se Mahoinel vus deu um lilho surdo e
raudo, tru i.- a vutsa fortuna, diz o especulador.
Ah leudes 1,000 piaitras 453000.) E em duas pa-
lavras lica o ajuste feilo ; leva os rapazes, e a mi-
seravelchoca Irautforina-se numa caa elegante, e o
pal_des-as pobres creaturinbas vuladas a' e.cravidio
e a infamia, val passando enlre os dedos as contas
du seo rusar.o, fumaudolo leu cachimbo, proferindo
vasarosamenie e de etpaco .m espiSo. Aliad!
Alarte, Allab, Dos e Dos ; 6 Dos be graode !
lalvez alguem se persuada qae ittu sao mentira!
Je viajante.
. Ilm do! m terrins (!-e urna mezquita de Tehern
quebrantado pela idade e pelos prazeres, embruteci-
do pelo opio, em breve se veria obrigado a nao de-
seropeuhar a, fauccoes do seu cargo, que consisten,
como be sabido, em subir cincu vezes por dia ao
minarete da BMaoajIa para dah indicar em altos
brados os lint a hora das oracoet. Precisav pr-
tenlo de quera o sub.l.toisse. Ora a castidad, das
raulheres do Oriente uio coosenle que nenhum ho-
rnera preeucha estas funcefles nlo sendo ceg, alim
deque nao po-sa olbar para os lerrajos da visiuhau-
ca, on.le as raulheres cosluraam passar ama cunde
parle do dia.
Prximo do palacio do s.hah havia um bumem
qae liona urna familia numerosa, e que desejava oa-
ra seu filho o tal lugar de Muezzio. Procurou um
medico seu viziuho e diste-lhe: Teuliu ora lilhu
qae sabe da cor mais de cera versos do Alcoilo a to-
das as poeiiai de Hafiz ; mas he ceg t de um olho;
cega-o do oulro olho, sem que isso Ihe cu.le muilo.
O medico negou-se ao que esle bom pai Ide pe-
dio, mas na larde desse dia, quando vollava para
casa, ouvio uos gr.loi horriveis. Entra oa casa de
onde sahiam o gritus, e v o infame pal que vinba
de irar o olho ao lilho. A polica preven.da desle
ficto dan cuuta delle ao tchah. E.le mandou que o
pai aolTresse a operarlo que fuera ao lilho, e que fi-
casse sendo muezzin.
{JornaX do Commerc'w de Lisboa.
.......... rana la
........... botija
.......... caada
.......... garrafa
Arroz pilado duat arrobas um alqueire
em casca...........
Azeile de mamoua ........ caada
u mendobim........ b
de peixe.........
Cacau ......
A vea araras
papagaios
Buladlas.....
Biscuilos......
Cale bom..............
re.-Inlh.,...........
om casca........... .
muido............. o
Carne secca............ u
Cocos com casca.......... cento
Mural.i. bons...........
ordinarios........ d
' regala e primor ....
Cera de carnauba......... <$
em velas...........
Cubre novo mo d'obra -....
Couros de boi salgados.......
verdes............
" espitados.........
de ouc,a..........
cabra co*trdos..... u
^'."nl>o.......,..... milbeiro
Esleirs de preperi......... uina
Doce de calda...........
o goiaba..........
setco ............
jalea ......
Estopa nirional ....
eslrangeira, mo
Espanadores grandes.
" pequeos
Firiuba de mandioca
d'obra
i#
om
alqueire
niilbo......... (g
aramia ........ s
, alqueire
. ,iU
alq.
. ig)
cento
Feijio
Fumo bom ..'....
- i> ordinario.....
em folba bum. .
ordinario .
reslolbu .
Iperaru.lliha......,
domina.........
jengibre.........
Leuba de achas grandes .
pequeas.....
> i" loros....... B
Praucbas de amarello de 2 costados urna
i) louro......... i,
Cosladu de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 a 3 de I..... n
>i de dilo usuaes....... o
Cosladiuho de dilo........
Soalho de dilo..........\
F"orro de dilo........
Costado de louro ......... p
Cosladiuho de dilo........ *
Soalho de dilo........... ,.
Forro de dito...........
'> cedro .
Toros de lalajuba .
5We do p.u i i-i i.i .
t ..-UUIlad.ss'........ B
quins..........
Boj obras rodas de sicupira para c. par
eixos B U B D
Melaco........... ranada
^ de am;^:::::::;-u'rirc
" fillrar..........
i> rebolos......
pomas de boi.........;; ceilt0
,fsava..............moldo
Sula uu vaqueta..........mejo
Sebo em rama........ A
Pellea de carneiro ....... urna
Salsa parrilba...........j
Tapioca.....
Unbas de boi .' '. ] \ \ \ \ ceo|o
Sabio......... &
Vinagre pipa .......*** \ pipl
(Sommttm.
rllACA DO RECIFE 29 DE DEZEMBRO AS
3 HORAS DA TARJE.
CotacOes olliciaes.
trole para Liverpool35| e i por tonelada de at-
lucar 1(2 e o por libra de ilgodio.
rrederico RobUliard,prndenle
/'. Borges, tecretario.
- CAMBIOS.
Sobre Londre, 28 a 28 I j d. por i.
Paria, 340 a 3tl re. per fr.
l.iiboa, 9-> por % de premio,
e Rio de Janeiro, 2 por 0|o de descont.
Aeches do Banco, iO a i.', de premio.
compunlua de Beberihe 549000.
r. i,,,..iiilu.i Pernambucana ao par.
.( l'lihdadc Publica, 30 por cenlo de premio.
Indomuisadora. 52 dem.
da estrada de ferro20 por Otn de prem o.
Discunlo de lellras, de 8 a 10.
Dilo do banco8 a 10.
(juro.OoB! despalilllas. 28a
Moeda de H300 veldas ...
(i bJiOO novas ....
40000.......
Prata.Palacoet bratileiros......
Psol coliimilanos......
> aiexicaooi......
288500
16)000
IbjOOO
99000
2>000
'J9000
I986O
ALFANEGA.
Rendimentodo dia 1 a Si.
dem do dia 29 .
. 181:7881510
. Il:78ij5i2
IU3:57:la52
Oescarrrgam hoje M de dezembro.
Calera inglezaMedoramercadoriat.
Brigue inglezFriemanlijlo de barro.
Brigne inglezJosluia Maryplvora.
Polaca tardaMarialumloi.
Brigoe bamburguezOliomercaduras.
iale brasileiroDuvldosogneros do paiz.
ONMiLADO ERAL.
Kendimeiito do da I a 27 109:4729981
dem do dia 29....... fc4t79U
112:9259071
il VERSAS PROVINCIASr-'
Ken.lmenlo do dia I a 27 7:12M0B
..... 7723112
dem do dii 29.
7:8978172
ILEGVEL
DESPACHOS DE EXPORTACAO Pela HBSA
DO CONS1 LADO DESTft CIDADE\%6 DU
29 DE DEZEMBRO OE 1856.
Porln-Urigu. piirlusuc Amalia I, Jos Anloaio
de Carvulho, 101 saceos assucar branco e matea-
vado.
LisboaB.rca portugueza Ligeira. V. \. Souza
Crvalho A Compai la, 78 barril de quarlo em
pipa mel.
LisboaBrigue pnrlucuez Euncoi, diversos carre-
gadore', 1,300 saceos assucar branco e masca-
vado.
LiverpoolBarej ingleza Prnipero, James Ryder
i\ Companbia, 2,100 saceos assucar mascavado,
lalmouin Brigue bamhiiruuez Cilou llenrv
Briinii ,V Companbia, .50 taceos assucar masca-
vado.
Borlo Urisuc porlucuez .Amalia,,, Antonio l.uiz
de Oliveira Azevcdo, i barricas assucar branco, 9
garrafes aguar.leule de carina.
Exnorlacao .
Lisboa, pilacbu pnrlucuez Brilhanle.., da l.'.i; to-
neladas, rondiizio o tegninle :67 eatcoi mel, 1,565
saceos e I barriqoiobi rom ,329 arroba! a 13 libras
de astucar.
I itboa, batea ponugD.e7a ai igeir.i.., de :iS2 looe-
. quiulal
, dzra
I
i
.
95U)
iawoo
siao
600
MDO
.5880(1
timo
8.50
3520
S60
8800
am
9800
2lo
9800
8210
88110
l|20
8700
1-56110
15600
58500
108000
SUMO
W40
68100
M800
:8600
S800
I0800II
59000
28560
18700
3S0O
28500
IOjuOO
128000
9160
8318
8210
8320
1.58000
8360
48000
200
8210
8-200
8800-
8100
I86IKT
ijooo
29000-
18000
23560
9500
49OOO
4*000
IO9OUI
6900o
109O(J0
000
53OOO
329000
38000
29000
29OOO
9900
II9O0
249000
169000
:i8O0O
1490U0
9*000
7-3000
4-3O0O
89000
6-30O
59000
29-500
3.3000
19280
- 1-9600
13920
13280
26-3000
188000
8240
11000
640
630011
8800
4*900
8200
3-5600
6C000
8360
169000
39500
JKKJO
9120
;kw ^oDimmio *o ponto.
vartot entrados no dia 28.
fu.5 a,',,in,e "'"> Duvidoio, de
10 luoeladit, meilre Eslacio Mindes da Silva,
equipasen 5, carga coaros e mait geueros ; a Joa-
qoim Marlms Irmot. Pertenee a Pernanbuco.
1 asiageiros, Dr. Bernardo Dnirte Braodao e 1 es-
cravo, Joao Antonio Saraiva, Dr. Joie Vicenle
Daarle liran.iio e 1 criado.
Terra Nova30 das, hrigoe ioglez Dioleu, de 179
loueladB, capillo M. Breakiuredge, equlpagem
12, crga 2,434 barrica com bacalho ; a J. Pa-
lera Companbia. Pertenee a Greeoock. Seguio
para a Bahia. 8
S. Jo3o29 dias, brigoe inglet Balelulha, de 211
toneladas, capitao (ieorg Ilart, equipagem 13, car-
ga 2, .80 barrica! com bacalho ; a James Crab-
tree. Pertenee a Greenuck.
Liverpool47 das, brigue ioglez Jothoa M.rvu,
de 218 toueladas, capilao J. W. Juzner, equlpa-
",. '* caraa fizenda e plvora ; 1. Soulb.ll
Mellor c\ Comranhia. Pertenee a Londres.
Sanios sahidoi no mesmo dia.
Em commitsaoBrigoe de goerra brasileiro Capi-
banbeu, commaudante o capiao-leoenle llcrme-
negildo Barbosa de Almeida.
Rio Grande do SulBrigue bntileiro Alegretcu,
capnao Joie Ignacio Feroandet Jnior, carga as-
sucar. Passageiro, Manoel Francisco Bordallo.
Hio da Prala Polaca larda CeleslinaB, capilAo
Guezeppe Gellela, carga assucar e aguar.leule.
dem Barca betpanbola Rosa, capilao Pablo
Koig, carga agurdenle e assucar.
LisboaBarca porlugueza Ligeira, capilao Ra-
phael Goncalves Brinco, carg assucar e mel.
BahaLaucha hrasileiri Livrar^ao, meslre Jos
Custodio de l.emus, carg arroz e firinba de man-
dioca.
Navio entrado uo dia 29.
Montevideo42 dias, brigue inglez Hannah Eai-
ee,de232 toneladas, capilao W. F. Hunl, equi-
pagem 12, carge couros e mais gneros ; ao capi-
lao. Pertenee a Liverpool. Arnbou a esle porto
com agua aberla, tea destino he para Loodies.
11 1 ** saludos no mesmo dia.
BahaBrigue inglez Balcluta. coma mesma car-
ga que (roote. Suspenden do lameirao.
Havre por Maranbao e Para'Barca franceza Ha-
vre, eapilin Machel, carga parle da que Ironie,
astucar e algodao.
Rio da PralaBrigue americano Volanle, caniln
M. Snow, carga parle da qoe Irouie e assucar.
valparaizuBarca dinamarquna Preciosa, capi-
lao J. J. Keear, carga assucar.
Lisboa Brigue pnrlogoez Relmpago, capilao
Rodrigo Joaqulro Correia, carga astucar.
T(cltatQc&.
A compauliia lita de cavalliria lem de contra-
tar agua pan o primeiro semestre do anuo viudou-
ro, para o consumo da cavalhada ; assim, quem Ihe
convier, dirija secretaria da mesma, em caria
fechada, sua proposta, no dia :lo do correnle, as 11
horas do dia.Leopoldo Auguilo Ferreira.
- O chefe da primeira seeeo do consulado
provincial, servindo de administrador, em virmde
do disposto no att. 3 do regulamento de 3 de ju-
Ihodd 1852, faz publico que se acham deposita-
dos, no deposito geral dous escravos, Antonio, na-
cao Cassanye, idade da 35 a 40 annos, Clorindo,
naco Congo, idade de 40 a 45 annos, com urna
belida no olbo esquerdo apprehendidos pela polica
os quaes sao considerados bens de evento, por se
ilesconher seus donos, e para qne seja cumprido o
que contemo sobredilo ri. manda publicar pela
| imprensa, para que no prazo de 60 dias comparec
quem aos ditos escravos lenha direilo, findos os
quaes se proceder a arremalacao pela forma deter-
minada no art. 4 do citado regulamento.
E para que chegue a noticia da todos mandei
passar o presente eJital, aos 12 de uoveml.ro de
I85C.
Theoduro Machado Freir Pereira da Silvs.
CO.NSFLUO ADMIMS TRATIV O.
O roncho idmininraiivo, era virinda de uno-


BM' D PUNAllUCO TEKCA FURA 20 i nEZffltM a? ItfU
l
rissi;o do Evm. Sr. presidente da provini-ia, lem
de comprar os objeclos seguintes :
Para a companhia Oxa da caladores do Rio Grande
do ^orlt!.
Gravitas 12-2, manus de laa 123.
I'rovimenio dos arnia/.ens do arsenal de guerra.
Peonas de ganco SOO, lapis duzias 6.
Oflicinas de 1. e 1.' classe.
Colla da Baha arrobas 2.
3.* classe.
Ferro sueco em barras de 4 a 6 polegadas de
largura quintaos 20, carvo de pedra toneladas
2o, limas chatas de 12 paletadas duzias 20, di-
tas ditas de 8 ditas, ditas 20; ditas ditas de7 ditas,
s ditas 20, ditas ditas de 6 ditas, ditas 30; ditas di-
las de 4 ditas, ditas 10 ; ditas meias can as de 12
ditas, ditas 10 -, dilas ditas de 8 ditas, ditas 20 ;
limaioes. de 10 ditas, ditas 10 ; ditos de 8 ditas,
ditas 10; ditos de 6 ditas, ditas (>; limas raucas
chalas de 8 a 6 ditas, dilas 6 ; dilas dilas meia-
canna de 8 d"i,ls, liles 6.
/ 4.' classe.
rame de. fclao lino arroba 1.
5.a classr.
Sola curtida meios 200.
Pareo fornecimento de lur.es s estaeoes militares da
provincia, nos mezes de Janeiro, fevereiro e innr-
codo anno vindouro.
' Azeite de carrapalo caadas 980 ; fio de al-
godo libras 96, azeite de coco caadas 47 ; pa-
vios duzias 9, velas de carnauba libras 194.
Quera os quizer vender aprsente as suas pro-
ponas em carta fechada, na secretaria do conselho
as 10 horas do dia 2 de Janeiro prximo vin-
douro.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra 24 de dezerobro
do 1856. Bento Jos Laraeoba Lins, coronel
J presidonie. Bernardo Pereira do Garmo Jnior,
vogtl e secretario.
C0RHE10 GERAL.
V- malas que lem ile couduiir o vapor coaleiru
IguarassHu, cora destino aos partos da l'aratnba,
Rio liratide do uurle, Atan, .Vracaly, Cear, Acara-
* e e (iranja, principiau-se a fechar aoianhaa (31)
. du correle as 3 l|2 hora* da tarde, e depois dessa
hura i i ice be ni se correspondencias com o porta du-
plo atea. 4: m joruae devera estar na reparticao
quatro huras ante*.
CONSELHO ADMINISTRATIVO
O coniellio adminislralivo lera de contratar o for-
uer'nienlo do. gneros abano declarados, para o
raiichu da companhia dos aprend, menores, du-
rante us mezei de Janeiro, fevereiro e margo do an-
n prximo viiiiluttro ; aagner soinenos refinado,
eafu em rao, cha bystea, pie* de i onc,a, manteiga
frailera, arroz, bacalh.o, carne ecca, dita verde,
farinha de mandioca, feijjo prelo, loucinho de Sau-
toa, bolachas, azeile doce, vinagre, lenha. (uem
quizer faaer dilo fornecimento aprsenle as sua* pro-
po.laa em carta fechada na secretaria dn couselho, as
10 horas du dia 31 de dezerabro curreute.
Seerelaria do conselho artmini-lralivo para forne-
cunenlo do arsenal di guerra 2i de dezembro de
1836.Binlo Jos l.ameuha Lian, coronel prnden-
la.Bernardo Pereira do Carroo Jnior, vogal e se-
rcelario.
S REPARTICAO/ UA VACCINA. $
3 O commissario vaccinador pro-
A vincidl, reconhecendo que multas tsjj
y pessoas deivun de comparecer a fji
esta reparticao em consequencia g
$& da longitude do lugar, avisa ao (g*
$ tespeitavel publico que tem re- f*
($ solvido a vaccinar tambero us :'_
@ trras feira de todas as semanas, Q;
j na casa de sua, residencia, cunt- ^
^ miando a reparticao a t'unccionar SL
i v no terreno da alandega as quin- t
US e domingos : assim, as pessoas g
e^|ue sequizerem vaccinar as ter- f
Ojeras i'eiras, podem dirigir-se das (J
&sete ai nove horas da manhaa, ao .
gil andar do so tirado da ra Nova Q
(esquina da do Sol n. 60.l)r. Joo Sji
Sg> Nepomuceno Das Fernandos @
MMSM $ 9MM 9 &
Precisando esta repartido para as
obras a seu cargo de cal, lijlo, oiticica e
po-cKtgS^Winvivler-* JIIui_*i. iqSspuctot ->,
l quem queira vender estes olijcctos da me-
' llioi quali linio o apresentar a competente
proposta em carta l'ecada al o dia 30 du
m correle mez pelas 11 horas da manbaa, em
que se etfecluar a compra.
Secretaria da inspcccSo do arsenal de me-
ntira de Pernambuco em 26 de dezembro de
1856 O secretario, Alejandre Rodrigues
dos Anjos.
be conformidade com as ordens do mi-
nisterio da marmita, transmit idas peloExm.
uresiJente da provincia em olliciu datado de
o do correte mez, matul., o lllm. Sr. capitilo
do porto dar publicidade a Iraduccao junta
dos avisos us. 20 a 25 annunciando aos ua-
vegantea o estabeleciment de pharoes nos
pontos indicados no mesmo aviso.
Capitana do porto de Pernambuco em 9
de dezembro de 1856. O secretario, Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos.
TKAliUCCAO'.
Aviso aos navegantes.
N.20.
* Estados Unidos da America.
A directora de pharoes nos Estados Huidos
publicou os seguinles avisos :
(Pliarol do Castalio l'inckney, Cliarleston.
A 15 de maio de 1856 eslabeleceu-se um
pliarol fxo encanado na ilha de Sliute l-'ol-
a> ly. na hahia de Cliarleston, Carolina do sul,
33 jardas ao noroeste do Caslello Pinckney.
O oacliinismo i Iluminador be de urna lentt-
Iba de Fresnel da quinta ordem. A lanler-
naesli collocada na pona de urna l'rma de
madeira, pinta la de amarello, em urna al-
tura de 55ps cima do nivel medio do mar,
e deve ver-se na distancia de 10 militas em
lempo claro.
Pliarol do forte Sumter, Cliarleston.
A 15 de maio de 1856 eslabeleceu-se urna
luz branca fixa, no cume de urna toire de li-
jlo, quasi dentro dongulo do norle da
muralha do exterior do forte Sumler, na ba-
j hia de Cliarleston, na Carolina do Sul, em
urna altura de 60 ps cima do nivel medio
do mar. O machinismo illuminador he de
, urna lentilha de Fresnel da quinta ordem. a
luz ti ser visivel por nm circulo de 270 e
nao por delraz do forte Sumler ; porm em
frente daquelle lorie todas as aguas navega-
rais da Iba Monis de volla para o lurte John
son flcaro liem illuminadas.
Pharol de Pontn Wad, Carolina do norle.
No dia 20 de juuho de 1856 collocou-se
una luz lisa no cume de um pharol de um
^ pao ou estaca de parafuso recenleuienle ele-
vado ou levantado na extremidade do baixo,
projeclando para leste da pona Wad na etn-
iiuccadura do rio Pasquetank, Carolina do
nonc. \ cooslrucco lie pintada de branco,
e a lauleroa de escarate. A luz osla colloca-
da 30 pes rinia do nivel d'agua e deve ver-
se em urna distancia de oilo milhas em tein-
i po claro.
Por ordem de Ss. senhorias.
Assignado, John Washington, hydrogra-
pao
Pieparticao hvdrographica do almirautado
I ondres 15 dejulho de 1856.
Estes avisos affectam 0s mappas do almi-
ranUdo Costa de Lente da America do
norte follias 7, u. 270, e (isla de pharoes
des WmaWM Unidos ns 215 abe 202 a.
IRADICCAO.
Aviso aos navegantes
N. 31.
OCANO ATLNTICO IIUNU.
Pharol ponlaillac, Rio (Jironde.
Ogoveruo de Flanea acaba de lazer pu-
blico e notificar, que no dia 10 de ullm de
if*5ii urna luz alternadamente encarnada e
l'ianca durando cada cor viole segundos
aem inleivenr;ao de eclipse: loi apresentada
no cume eu tope de una torre do madeira
, edificada no terreno elevado de l'ontaillac
situada prxima da entrada, e no banco do
norte do Itio i.irondc, na costa do oeste da
llanca.
A torre lem MI* ps de altura e a luz 177
pes cima do nivel d'agua, e deve avistar-
se a lj milhas de distancia em tempo claro.
Esta collocada na Ulilude de 45 38' 10" N ,
a. e longiiude de 1" 3' 42" oesle de Greouwieh.
^1, O canal do norle, que conduz para o Rio
i.ironde, ja e acha aluniiado por Ircs luzes,
exclusive a de Cordouan : urna na pona de
la Coulire, a segunda na pona de la Kalaise,
e a lerceira na lorie de Torre Negra.
Inslrucces para navegar.Ao entrar o
Uironde pelo canal do norte, durante a noi-
lixa de ierre Ngre com a luz encarnada c
branca de PonUtiUac, c consorva-las nessa
posicao at que a luz da ponta de la Coubre
demore a N. NE., mudar entao inmediata-
mente o rumo e goveruar, ou seguir para a
Cordouan, al que venha a collocar as luzes
da pona de la Kalaise e Terre Negro em urna-
Enlao goveruar e conservar estas luzes em
urna al que a luz de Cordouan demore-se
ao S. SO. depois do que alterar o rumo para
o SE. 4.' sul.
Todos os rumos e demarcacoes sao mag-
nticos. Vuriatao 20 45 oeste.
Por ordem de Ss. senhorias.
John Washington, hydrographo.
Reparticao hydrographica do almirautado.
Londres 21 de julho de 1856.
Esla iiulificacuo aHecta os seguinles man-
pas do almiranlado : De Ushant para Finis-
terre n. 64 ; de Sables d'olonne para Ciron-isul Jella.
i|nhacom a casa do eirurgiao (branca; na extremi-
dade de Leste do hospiul Haslar demorando E.NE
11-2 N.
Os jardins de pinho no motile Porlsdowo em urna
linda com a exlremidade do Ueste do terrajo \n-
glesea demorando NK. 1 [2 N.
A igreja mais elevada em Ryde m linlia com a
extremidade de tora do caes ou muralha do Ryde (3
igreja he grande, a coberta ou telliado de louza, e
tem urna pequea ponta on cpula na sua extremi-
dade de 0.) demorando S. SO. 3|4 O.
Ponta do velho caslello NO. 4- O.
Caslello de Soui Sea E. I|S N.
Assim pois o canal para o Piitoot deposii. de
carvo para navios que vero do Oeste, fica entre a
boia prela, ea boia branca do Oesiedo Slurdridgee
da boia salpicada ou listada de Saud llead para o
de, n. 71 ; de Mi'oiid'- paia Ai cachn n. 72 ,
e a lisia de pharoes francezes n. |60.
TRADCCCAO.
Aviso aos navegantes.
N 22.
MAR MEDITERRNEO.
Pliarol di Monte Navidad em Cartagena.
O governo hespanhul acaba de publicar
que no dia 15 dejulho de 1856, urna luz fixa
do cor natural foi estabclecida e collocada
no Monte Navidad na parle do oesle, na en-
trada do porto de Cartagena, na provincia de
Murcia.
A machina Iluminadora hecatadioptrica
da 4' ordem, a luz esta collocada em una al-
tura de 125 ps inglezes cima do nivel do
mar.e deve ser vista na distancia de 10 milhas
em lempo el .ro. Esla collocada na lalitudede
37 35" 30" N., lougitude 0 58' 37" ao oeste
deCreenwich.
onalquei embarcacao que queira entrar
de noile no porto do Cartagena, e que pre-
tenda Tundear na parte leste prximo ao de-
posito de plvora, ou prximo ao suburbio
de Santa Lucia, deve conservar sempre o
pharol em vista, um pouco descoberto -la
ponta Navidad, tendo cuidado em no o per-
der de visla, de maneira que passe livre do
baixo denominadoLaja,dentro da bahia.
Pelo contrario, se pretender tundear na-
quella parle da bahia conhecida pelo noine
de Espalmudor Grande, a embarcacao devo
perder a luz de vista guardando o mais pro--
Zimo possivel a pona Navidad.
Pharol do cabo Huertas em Alicante.
Igualmente que no dia 15 da agost de
1856, urna luz lixa de cor natural apparecer^
no cabo Huertas na provincia de Alicante
na latiiude 38' 20' 30" N., longitude do O0
22' 37" ao oeste de Creenwich.
A lentilha hecatadrioplrica da quarla or-
dem. A luz est collocada em urna altura
de 124 ps acuna do nivel do mar, e deve ver-
se eirt lempo claro na distancia do 10 mi-
lhas.
Por ordem de Ss. senhorias.
Assignado, John Washington, hydrogra-
pho.
ReparlicSo hydrographica doalmirantado.
Londres 25 de julho de 1856.
Estos avisos arleelam as seguiutes cartas
do almiranlado geral do Mediterrneo n.
2158 ; Gibrallar para Alicante n. 1186 ; Ali-
cante para Palamos n. 1187; Plano de Car-
tagena n. 1194, e lista de pharoes do Medi-
terrneo ns. 5 a e 7 a.
THAUICCAO'.
Aviso aos navegantes.
N. 23.
COSA DE OESTE DA ESCOCIA.
Pharol da balita de Port Patrele.
Os lords coinmissailos do almiojtnlado
lendo ordonadii que o pliaro interior de
Port Palrick fosse novauenle encendido.
Pelo presente se faz publico :
Que a contar da uoile do dia 15 de otilo-
bro prximo (1856 urna luz lixa de cor na-
tural ser encendida e apparecera o pharol
interior em a bahia de Port Palrick, na mes-
illa posicaoque tinha antigamenta, isto he-
na lalittide de 54 50'28" N., longitude 5 7
0" do oeste de Creenwich approximada,
mente.
A luz ser da sexta ordem : fica collocada
em urna altura do 44 ps cima do nivel
medio do mar, osera visivel do convz de
iini nnvio n;, ifjalancia Jo ""i "illh m
lempo clalu, pui um arco ou circulo Uu Ib
do horisonte, aberlo para o oeste, ou para
leste.
A torre he do pedra, com 30 psdeallura
o pintada de branco. Est collocada no n-
gulo do sueste da bahia, e a 130 jardas den-
tro do pharol interior na ponta do caes
.Pier,1 ou muro, que nflo esl Iluminado.
Por ordem de Ss. senhorias.
John Washington, hydrographo.
Keparticao hydrographica do almirauta-
do. Londres aos 9 de agosto de 1856.
Esta noticacao airela os seguinles map-
pas do almirentado: mar da Irlanda n. 1824;
costa do oeste da Escocia folha 1 n. 4971 ;
cosa de leste da Irlanda,folha 2 n. 45; Horl
Palrick n. 2026; e igualmente a lista de pha-
roes britnicos n. 216.
Todas as demarcacoes sao magnticas.
Por ordem de S. S.
John Washington, hydrographo,
Reparticao hydrographica do almiranlado. Lon-
dres 22 d agosto de 1856.
Este aviso affecla os seguinles mappas do almi-
ranlado : entrada de Leste para Spithead n. 204.3
Uunnose para Crisichurch. comSpilhead (and llia
needles) e as agullias, e pillo do canal pp. 110.
'pido*
as
<:
*
">$.
Para a Babia segti! em poucos das por
ter a maior parte da carga prompta a ve-
leira sumaca Nova Minerva, ue primeira
marcha: para o resto da carga trala-sc com
seu cousignalario Domingos Alves Maiheos,
na ra do Apollo n. 23.
i'ara a Baha
segu nesti- ltimos Kdias para a Uahia a parnpei-
ra nacional uLivrevacloa, lem promplo melade de
seu carrei consiunalario AntoDio l.uiz de Oliveira Azevedu,
roa da Cruz n. I.
Para o Porto segu com a possivel brevidade
a harca purtuuueza Sania Cruz, quem nella qui-
zer carrejar no ir de pausaren), para o que tem ex-
celUuleA comnimlos : dinja-^e aos Coarigaaleroa
Tlioroaz d'Aquiuo l'onseca L\ l*'illios na la do Vi-
gario u. 19.
Companhia
Peruaiabucaita.
Os senhores que subicreveram novas accoes den-
la compauhia e que amia njlo eulrarain com a pri-
meira prestarlo de 10 por cenlo, sao convidado! a
satisfazer, no escriptorio do Sr. Antonio Mar-
ques de Arourim, ra da Cruz n. 45. Kecifs 16 de
dezimbru de 1856.Manuel Altai Goerra, secreta-
rio inleiino.
Para Lisboa.
O patacho porluguez Brilliaolc, tapilo Au-
louio Itraz Pereira, >aliira' com toda a brevidade por
t*r a maior parle da cama prompta ; pra o reslo da
mesma lrata->e rom o dito na praca, ou com o con-
sinalario ominsosjoe t'trreira (laiuiares, ua ra
do Ouennado n. 35.
Para Lisboa segne com brevidarli por ler parle
da caiga eugajada, liriaue porluiiuez ciEuricoo, ca-
pilo Luciano Alves Cunreirao ; para o relo delta e
panegeirw, para o que offerece boos rommodos, Ira-
ta-se com os consignatarios Amoi iiu limaos, na ra
da Cruz n. 3.
PAKA O PORTO.
A barca portugueza idluarle IV, forrada e euca-
vilhada de cobre, e bem conliecida pela eua excel-
Icnti m ir.-lia, s-nuia' para a cidade do Porto com
brevidade, por ler prumpla a maior parte de seu car-
regaincido : quem na mesma qui/.er rarr.'.arou ir
de passageiu. diriia-B roa da C.ideia do Kerife n.
1 I-. e* -ainlitii., '- K-lfl-. lll.vpir
Real
PROVINCIA.
O Sr. tliesotireiro das
loteras manda fazer pu-
blico, (jiie se acham a ven-
da, na ra da Aurur i n.
6, primeira andar, os I>-
Ihetes, meios o (juart.os, da
terceira pane la segun-
da lotera lo convento do
Cario ), ciijns i oda- niulaiii
no dia 10 de Janeiro de
18,57, e bem issiiu que ten
a dispos9&o do renpeitavel
pnbeo, 'rande (juantida-
de de biihetes, meios e
quartos acuna.
Thesouraria das loteras
16 de dezembro de 1856.
Jos .Januario vives d
Maia, HNCriv&o das lote-
ras .
BILHETES DA LOfEEIi DO
RIO DE JANEIRO.
Jos Euzebio Alves da Silva tem e\-
posto a' venda, na piara da Independen-
cia loja n. 55, os novo billietes da lote-
ra -2l- do theatro de Sictlierohy : as lis-
tas vem pelo por IMPERADOR. i|ue
devera' aqui chegar ate .1 de Janeiro de
1857,restain poucos bilbetet e meios:
a' elles antes que ebegne o vapor.
I'recisa-se de um boro. roole<(ue pa-
ra urna cisa estrangeira : na ra da
Cruz, armazem n. II.
Com lodo o respeilo rogare as autoridades po-
liciaes que bajam de botar mas vistas bemguas para
urna novena da meninos e ni Meques, pequeos e
uraudes, que lodos os das se ajuntaru no largo do
Carmo, e priucipalmeule na labern da quina da ra
de Uortas, sem que o dono dessa taberna os possa
expellir llalli para fura porque e v ameacado de
levar alguma pedrada, cujos vadios aln vivem insul-
tando, espancaodo, maltratando a quasi ludo qoanlo
por ah passa, inuilo piincipalmenle a pretos e pre-
tas, islu desde -que amanliece al 9 e 10 lloras da
ooile.Um apernado.
Anda cuntiui'ia a traballiar todos os dias uleii
desta semaua a machina de descarocar algodio, que
se acha montada em Olinda.
Itua do Collegio o Sr. Cipriano Luiz da l'ae,
aterro da Boa-Visla o Sr. Joao da Luz Ferreira, na
padaria do Sr. Beirie, dirio quem da quaulias de
iOO, 500| e 600)000 com bypolheca em casas ter-
reas.
No dia >(> do correle luseutiu-se da casa de
seusenhor o asorevu de nomo Mauoel, crioulo, bai-
cheio do corpa, tem ua testa \\ma cicatriz de la-
Companhia
coinpauliia
quetes inglez s a
c
|>a<
a por.
TRADLCCAO.
Aviso aos navegantes.
N.24.
COSTA DO NORTE Da IRLANDA.
Pharol da ilha Ralhil,
A corporagao do porto de Dublin fez publico o
haver-seenllocado na ilba doRhathlin, Co Antnm,
do qual seexhibiro luzes na noitedo primeiro do
prximo futuro mez de novembro de 1856,e des-
sa noile era dianlc sera encendido desde o por at ao
nascer do sol.
A torre do pharol esl construida na pona do
NE. da ilha Rathlin situada na lat. 55- 18, 10''
N., e longitude 6* 10, 45" O. Dainarcacoes;
De Rhins para o pharol Islag S. distancia 25
! 12 milhas nuticas.
Mull para o pharol Cantira O. NO, 1|4 N. 13
milhas nuticas
Pharol da Pon le Cors all NO. 3|i n. 39 mi-
lhas nuticas.
Pharol do sul do rocliedo Maiden n. 1|2 O. 27
milhas nuticas.
Como meio addicional para marcar esta posico
apresenia-se urna luz roais baixa, cuja lanieriia es-
l collocada na base da lorre do lado de leste.
A luz superior na bruerna da torre ser revolven-
te, dando urna luz brilhanie durante 50 segundos,
e-lando eclipsada pelo e-paco de 10 segundos : os
periodos de luz e escuridao seguirao em successao
regular. Ser visivel do lado do mar entre as de-
marcacoes de SE. 1|2 S. em roda por E., para EN.
4' N, e igualmente na passagem pelo canal ao
Oeste da ilha Rathlin de E. NE 1|2 N. para E.
1|4 N., e ha de ser de cor enearuada na linlia do
ochedo Carickavanan. A luz esl 243 pes cima
do nivel do mar na mar dieia, e em lempo cla-
ro pode ver-se na distancia de vinte euma mi-
lhas.
A luz inferior ser Gxa, de apparencia natural :
ti estando collocada (il pes abaixo do nivel da su-
perior, ser visla como luz separada na distancia de
10 milhas, e do mar entre as demarcaros- de
SE. 4' S ; e N. NE. Ip2 E e nao ser visivel s
embarcacoes no canal ao O. da ilha Ralhlin.
A lorre he circular, e tem 88 psdeallura dasu
base bola por cima da cupala.
Urna tira encantada ser pintada por baixo da
galera projectanle.
As demarcacoes referidas sao magnelira.;, Varia-
cao 2S- O.
Por ordem de Ss. Ss
John Washington, hydrographo.
Reparticao hyilrographica do almiranlado. Loue
dres 20 de agosto de 1856.
Este a\iso affecla os seguintes mappas do almi-
ranlado : Irlanda fl. 3 costa do NF : L. I.arne
para L. Foyle n. ii : canal da Irlanda n. 1824, e
direceo para o NE. N, e NO. costa da Irlanda
p. 50.
TRADUCCAO.
Aviso aos navegantes.
N. 25.
INGLATERRA, COSTA DO SUL
Boia no Molherbaok.
Ate o lini deste mez esperare da Europa um dos
vapores da Real Companhia, o qual depois da de-
mora do cnslume eguiru para o sul : para pasta.
gens, etc., traa--" com o agentes Adamsou lio-
wie A C, roa do Trapiche-Novo n. 12.
PARA O KIO DE JANEIKO
segu com brevidade o bem condecido briguc nacio-
nal Elvirau ; ja lem parle do earregamenlo prom-
lo : para o reslo e cscravos a frele, para o que lem
eieellenlas eommodos, Irala-se com o consignatario
Jos Joaquim Dias I erujudes. rna da l. il.u do Ite-
cfe.
Companhia brasileica
paquetes a vapor-
de
O vapor .S nenie Ponles Kiheiro, espera se dos pin lo, do mirle
em seguimeuto para os do sul al o da 110 do cor-
renle : os rnhores que hverein de remetler escra-
vose quaesquer voluuiet sejam de carga oj encom-
mendas, develan ir a venc no da da cliegada do
vapor, para se engajar o que poder ser recebido
n i dia da sabida soinenle se admilte pas-ageiros e
diuheir.is a frele al as lunas do eipedirnle.
COMI'A.MIU l'ERNAMBLCA>A.
O vapor ulguarass, rommandanle Uaciel J-
nior, sabe para ns portos da escala rio norle a> i ho-
ras da tarde do dia 31 ; recebe carica al n dia :!0 ao
meloda. O expediente fecha-se as II horas da
iiiuihaa do dia da sabida.
irl5,.
Leiiao.
ULTIMO DESIE ANNO PARA IECIIAK
COMAS.
Veiider-sesha pelo maior
preco otfereci'oi
O senlo l'eslana f,i/. leiiao em sea arrrazein, na
ra da Cadeia do lenle n. j.">, de lodos exislenles em seu armazem, como lejam, obras de
marciueria novas e usadas, obras du ouio e prala,
pedras marmore, cacliiinbo de loui;a, piaios novos e
usados, vela, de carn.uba pin ca-, nina linda ca-
deira para carrejar senimras, e mullos oulros objec.
tos, qoe seria eufadonhii nomea-lus, e que tudo se
acha patente ao exame dos compradores : terra-fei-
ra, 30 do mrenle, as II horas da manhaa.
v && Hk?t0f?d,
Itemedio para ti-
rar a caspa
llio, falla de um a dous denles na tcnle, lie quebra-
do da ambas as verilhas, lem otlicio de padeiro ; le-
voo camisa branca e caiga de casumira de ciir com
oulra braucu por baino, chapen do Chili pequeo a
velho : quem o peinar leve-o a seu seulior, no pateo
da banla Cruz, padaria n. (, que sera' bem recom-
pensado. (I referido escrava falla alguma cousa alra-
palhado.
I)a-se Jinheiro a juros com penhores da ouro
ou prala em pequen e /andes qoanlias : na ra
da Cruz n. 35, segundo andar,
loja.
Di-aa dinheiru a juros em pequeas e srandes
quanlias, lauto sobre bypvtlieea ou com penhores de
**> pr-lu i nu ra da Crun u. ilj, aKUUtlu ji,
dar.
I'erdeu-se na noile do Natal, ua missa na ma-
triz de Santo Antonio urna palceira de ouro : pede-
sea quem a acliou a levar na ra da< Irincheiras.
sobrado de um andar n. :l, que se Ihe dir' os sig-
naet, e junldiueute se recompeiii-ara'.
Precisa-se aluar urna ama para coziuhar e
compiar, par casa de pouea familia, paga-sc bem :
no lara i da Assembl o. 12, prUoeiro andar.
FoftiO uo dia -21 do crtenle o escravo Kav-
mundo, de Claudio Dubeux, o qual tem os siunaes
egnlnlM : cabra, inaro e alto, denles bstanle li-
mados, idade 20 auno-, pouco maisou menos, 2 ci-
catrizes pequeas na lata, I oo anle-braco esquer-
clo, 1 grande em cada ndela, etc. : a pessoa que o
apprehender leve-o a seu scuhor que sera' conve-
nicnten eiile recompensado.
Precisa-se alusar um escravo para o servico de
urna casa de familia : a fallar ni ra do Trapicha
o. 17.
Precisa-se de urna ama jiara o servico de urna
casa de pouca familia : a tratar na ra do Trapiche
ii. 1".
Kusa-se mui eurareeidamente ao Sr. que hoje
de mairi.H nesta povoacao deiou ficar em um ba-
nheiro um lencol, enlregac H nma familia que en-
Irava para o dilo baoheiro na occasiio qoe o referido
senhor clclle sabia, o mui especial favor de man lar
na mesma povoagao, na casa que oulr'ura foi o col-
legio de S. Boa-Ventura, ou dar o seu oome e mora-
da, afio de ser procurado pira se Ihe entregar o dito
lencol, ou de mandar ua referida casa receber seu
lonrol, com o que ainda mais grato se Ihe sera,
visto que iguora-se quem seja, e onda mora o aobre-
ditii aenuor. Pojo da Panella 28 de dezembro de
Alnga-te um moleque de l annos. de lodo o
srrvirn, (auto da casa i-omu de roa, proprio para
qual pie- ofiicinH, ou padaria ou nutro estabeleci-
menlu por ser inuilu esperln e sem vicios, aluga-se
por mez nu por anuo : na ra da Praia 0. 90, se di-
r' quem alosa.
O abaixo anignario, director .lo nicho de N. S.
da Canclelo dos quatro cintos da cidade de Olinda,
participa ao respeltaval publico, qoe a reti,iade du
dito nicho he uo dia i de jaoeiro de ls7, e pede aos
devotos que linda nao darum as suas ollera, quei-
ram faier o obsequio enlreaa la.. No sabbado sahi-
ra a baudeira da casa da juna as H horas da noile,
acompanhada por msica, c percorrera diversas ra
no domingo de madrugada hatera' mis reaada, e i
imite llavera' ladainbl cantada snlcmnemeule com
msica, terminando o fe-tejo com um logo de vial
< msica militar. (Jinda 2S de selembro de ll>>4>.
Joaquim Ferreira da Silva.
Companhia vigilante.
Em consequencia de Iransloruo que houvc nao se-
gui'i o vapor Cair.aragibe para (amarara' no du-
minqo 9H do correle porm breve sera' marcado
o da do parseio recreativo aquella Ilha ; no enlanlu
os senhores passagciros que n.1o qnizerem mais ir,
podem receber o importe de suas passaj-ens no e<-
criplorio da companhia, ra do I i.ii icli- Novo u. X.
Co panhia vigilante.
At o dia l de Janeiro prximo futuro devem os
senhores accionistas realisar urna pmtarjlo de.dez
por ceuio sobre o capital snhscriplo no "escriptorio
da companhia, ra do Trapirhe Novo n. 8.
A pessoa que precisa alugar um ou dous anda-
res de cata no bairro de-Santo Antonio, com vauta-
Seiniio aluguel. apparera na rna das Cruzes, quem
val da ra do (l/iieimado para S. Francisco, ultimo
sobrado de dous andares n. 9.
Joaquim Pereira da C. I.arangeira. eslabelecido
na ra Augusta n. I, pede ao respcilavel corpo do
commcrcio Ihe aprsenle suas cintas alim de seren
conferidas e legalitada*.
Precisa-se de *2 ofliciaes de ierren o para traba-
Ihar na forja, e 1 Alio malhador, paga se bem: aira-
lar nos Ciielhos, oflirina de fer.eiro de J. k. Deve.
II um rapa/, hrasileiro com pralica de loja'de
fazenilas, com excellenle letlra, bastante activo,
queprecisa arrumar- ; quem quizer annuncie por
elc Diario.
Precisa-se de um porloguei para leilor de um
enganho, dos mait rooilernos nmla ierra, e que seja
diapoato pira o memn lim : nu largo da Attemblea
u. (i, segundo andar.
Os aballo assignadns lem jaste e contratado es
rna
IH8PITAL PMTOGDEZ
DE
BENEFICENCIA
Por ordem do lllm. Sr. presidente convora-se a
as-einblua geral dos senhores accionistas, para a ses-
s3o ordinaria no domingo, i da Janeiro futuro, as 10
horas da manh.H, no salan do Iluspilal. Keal lloa-
pital Porlugucz de Beneliceiicia 2(1 de dezembro de
1856.O secretario,
Mauoel 1 crraia Je Souza Barbosa.
Offerce-se um ro/inheiro para qualquer na-
vio : qu'm de seu presumo se quizer utilisar. diri-
ja-se a ra de S.iula Tiiereza n. 32, que achara' com
quem tratar.
AMA DE I.EITE.
Precisa-ae de urna ama ama que lenha boni e
ahuiilante leile, para acabar de criar urna menina
que tem i mezes : no paleo do Paraizo n. 2S.
Arrendaban sitio denominado da Torre, con-
fronle o sitio dn Sr. Dr. l-'eilosa, o qual admita para
mais de \-> raceai de leile, com mullo pesio e arvo-
res de fruclo : quem o pretender dirija-se a ra do
Hospicio u. 5, que achara' com quem Irslar.
Tendo-se retirado da firma social de Malucos
Auslin & Companhia o socio Alberto Forsler Ua-
mon, a caja continua ilebaiso da mesma tirina, sen-
do os nicos responsaveis de hoje em diante os so-
cios cusientes Joilo Maiheos a Nicolao Haslerv. Per-
nambuco 2 de dezembro de 1856.
Alnga-ae urna prela captiva para o servico in-
lerno de una casa estrangeira, paga-se bem : na ra
do Trapiche Novo n. 12. Na mesma casa aluga-se
um moleque de 12 a II anuos de idade.
O abaixo assignado faz ver ao respeitavcl pu-
blico, que o Sr. Mauricio Alves de linio deixou de
ser seu caixeiro desde o da 27 do curreute, licaodo
oceupando o mesmo lugar o Sr. Antonio Pereira
\ launa.L. Pugj.
Pe.le-se as pessoas a quem o Sr. Miguel Paes
de Mello lenha comprado fazeudas oo gneros, ou
qualquer objeclo, e lenha pago e deixadu a guardar,
baja por obsequio axisar na ruada Cruz do Itecife
n (i, aliin de se remetler aus prenles do mesmo,
viito o mesmo ler fallecido oesla praja.
Perdeu-sena noile de Natal, da igreja de S.
rranceo al a praja da Independencia, urna pul-
ceir do mo,ii-lto segunde : os lavores sao como es-
camas grandes, a chapa em cima he comparada um
coracSo, leu lo deulro da dita urna flor com 5 pedras,
.1 verdes e > braucas, suppondo ser de madfeperola,
ou aljofares : pede-se a quem a achou leve "a roa
Nova u. 71, que ser bem recompeusado.
O Sr. Pedro Eleulerio Barbosa da Lima lem
cartas viudas do Rio : procure na estrada da Torre,
sillo do D. Brilo, onde muito se deseja lallar-lbe.
" Necessila- saiba comprar e cozinhar, paga-se bem : na iua da
Mangucira n. 8.
O collegio dasorphaas, sito em a ra da Auro-
ra, precisa de urna coznliena liberta ou captiva, e
p-ga generosamenle : a tratar no dilo collegio, a
qoalquer hora do da, com a direciura.
^ dia 26 a noile perdeu se oa puvoa^o do
Monleiro urna carulela pequeua lavrada: quem
a achou e quizer restituir, dirija-se a mesma povoa-
cao, ca-a de Jj*c Rodrigues do Passo, que sera' ge-
nerosamenle recompensado.
A pessoa qoe perdeu oa malriz de Santo An-
tonio, na noito de 2 do crreme, um alfiuele de
peilo, dirij-se roa do Crespo n. 43, que dando os
signaes cortos, lliesera' entregue.
Amaro Soares Miriz faz publico, que lechan a
ua Liberna da ra de Luiz do Reg, em Santo Ama-
ro, desde o da 15 do crrente.
Precisa-se alagar um andar com eommodos,
no bairro de Sanio Antonio : quem o liver procure
no Recife, ra da Cruz n. ;>, armazem, que achara
com quem tratar.
Precisa-se de urna ama de leile : na ra da
Madre de Dos n. 86, loja.
,1
t
de navegaco Vapof Lu-
Braseira.
(I abaixo assignado, por ordem da commissao per-
maneule da coinpinhia, no Rio do Janeiro, participa
aos senhores accionistas desta. que do dia 12 do cr-
reme dezembro em assembk-a geral os senhores ac-
cionistas dalli, presididos pelo lllm. Sr. Dr.lAdolpho
M. \ da Costa, depois de longo dbale em que un-
nimemente manifeslaram a opinin de que a compa-
nhia continu, decidiram e approvaram.
I." Que os accionistas possui.lores das anllgas nc-
ees entren] com 3(l50OO fortes por cada urna, para
pagamento da divida fcila pela direccao do Porto.
2. (ue esta entrada sera dividida em ires parles
igoae, devendo as chamadas de cada urna deslis
partes ter lugar com inlervallo ne 30 dias. sendo a
primeiro leila ja, e a ultima so se for precisa.
3.' As chamadas das novas eeces serao ledas na
conformidade do que ja foi veucido ; e o diuheiro
proveniente deslas entradas so sera' applicado a com-
pra de um ierceiro vapor, e cosleumeolo das primei-
ras viagtus doi novos vapores se crescer da primeira 9 para lo horas da manhaa, no escriptorio da coni-
operarao. I panhia.
.-' Em quauto nao he possivel proceder a eleicao ( ', I, v;.,_, ..,.,
das pessoas que ho de dirigir a companhia, tica; VatlJIll \)d I] II l \ li> Irlll I ('.
commissao permanente aulori-ada para nomear urna N;lu lendo comparecido accionistas snflicientes no
pessoa de su conlianca, que em Portugal siiva de dia t'.l do correle, de novo silo convidados para o
seu procurador, e represente nterinameute os inte- dia 29 ao meio da na roa do Trapiche Novo o. 8.
resses da companhia em toda a sua pleuiludc, de- Conforme o art. 3!l dos estatutos a assemhlca geral
lerminando-se-lhe o honorario que deve perceher. e considerara' reunida qualquer que seja ne-sa oc-
A mesma commissao publicou o seguinle : | Cisiao o numero de accio lisias prestles ; porem ro-
-V commissao permanente, em virlude da decisao ga-se a todos o obsequio de eomparererem visto ha-
da assemhlca reunida em 12 do correle, convida verem a deliberar negocios imporlautes da compa-
os seuhores accionistas auligos a fczerem urna entra- ; ohia.
da de 10 ou 20 por accao al o dia 12 de Janeiro rKTAUu irmioivuit
prximo, para |iagamenio ri? divida coolrahida uo; li. SIAKK iv LOIIPAMIIA
Porto ; na roa Direita n. *J9.
Companhia de seguro con-
tra a mortalidade dos es-
cravos estabelecida no
RIO DE JANEIRO.
CAPITAL 2,000:000.1000.
Agencia filial de Pernambuco n. 13 ra do (rapo
Pagar-se-ha obre a uvaliafao de 1:0005000 ie
mais mi menos em propi.rcao de uulro valor, iuclu-
sive o sello da apolice ele.
Das \dadei.
De \-> al enlrr aos 10 annos 36?l()o por anuo.
As condiriies impressaspoderao ser procuradas no
escriplorio da companhia.
Dar-se-ha consullas gratis aos esojavo- segurosdas
Rio de Janeiro 13 de dezembro de 1856.Assig- m0 Pala O USO da agricultura, navega' io c
ado Dr. A. M. Victorino da Costa. i manufactura, e que para maior con? .nodo
de seus numerosos fregue/es e do publico
em geral, tem aberto cm um dos grandes
armazens do Sr. Mesquita na ra do Bruin,
alraz do arsenal de marinlia um
DEPOSITO DE MACHINAS,
construidas no dito seu estabelecimento.
All acharan os comprodores um completo
sortimento de moendas decanna, com todos
os mellioramentos alguns delles novos e
uad
Assim sao convidados os senhores accionistas de
Pernambuco a realisarem at 1"> de Janeiro futuro
urna eutrada de 20f : moeda brasileira) por aec,o, oa
ra do Trapiche n. -26.
Pernambuco 23 de dezembro de 1836.Oageute
Manuel I). Rodrigue-.
Precisa-se alugar nm andar com commados, on
dous com os mesrr.os, no bairro de Santo Antonio, e
faz-se vanlagem sobre o aluguel, pagaudo-se muilo
bem : quem liver anuancie.
ra Slmoe^, na ra do l.ivramenfo n. 2, ou .0 mes- 0 ttmUkbO, tanto batidas tomo fundidas,
mo abaixo assignado, uo Cachaug, que recoinpen- carros de mo e ditos para condu/tr formas
sara' generosamenle.
Antouio Pereira Barroso de Moraes.
Os ilrveiloie- de Josc Das Simes, Cruz ii Bas-
tos e Crnz 0 (jomes leuhain a boudade de inaudar
pagar oa seus denlos aos abaixo assignados, por se-
ren elles os dunos dos referidos debilos, os uiesmus
abaixu assiguados dese|audo ultimar esla cobrauca
na luelhor urmouia esperam que Ihe salisfarao suas
coulas independentes da publicado de sena uumes
e meios judiciaes queso vero na necessidade de em-
pregar na falla do referido pagamento.Jos Alves
da Silva GuimarAes, ra doCabuga' 11. I B, Fran-
cisco Jos Alve (juimaraes, ra do Queimado 11. 33.
AUenco.
Lina Irouxa de roupa suja com o seguinle : 2
caigas sendo urna de ca5emira, (i ceroulasde I111I10
eru', (i camisas, sendo duas novas e auatro usadas.
na uu.imias 114 i o i i_, M
111 no mes.ua n 13 colleles, sendo um de casemira e oulro de velbuli-
na, 1 palito, 7 pires de mcias de liuho, i cularinhos
da camisa, I Luco de cara branco, I loalha com
renda as ponas, nonecas de ful ha para r-.rregar
agua, I saeca de Canann, 1 tabulciro com i embru-
inos de esieirs de carnauba, 1 hacia de I,nao. 1 ca-
randas de ferro e porcelana, urna porcao de carvo.
Os objeclos cima foram embarcados no Porto das
Canoas do Recife no dia 22 as ti horas e melad lar-
de, |>ara serem entregues ua Capunga, e nAo appa-
recendo mais o prelo senau nu da seguinle a-, 10
horas, dizeudo que Hulla virado a canoa nm Coelhos
oude lem a piuguella, disse que nada salvara, o que
nu |iarecendu pussivel julga-se er roobado pelo
mesmo canoeiro,ou,por oulrosquc a isso o mduziram;
por isso pede-se a quem for oflerecido qualquer ob-
jeclo dos cima mencionados a apprehensao dos mes-
mos, e a participar na fundieflo da ra do Bruin n.
28, que sera' generosamente recompensado.
Precisa-te de urna mulher parda ou
picta de idade, lona ou captiva, que
saiba cozinhar, para um liomein solteito:
quem pretender dirija-se a ra da .Moeda
casa o. 7, secundo andar, no Forte do
.Mattos.
Aluga-se um preto para armazem :
quem o pretender dirija-se a piara da In-
dependencia loja n. ."i.
Prccisa-e de urna mulher livre e desembara-
zad que saiba cozinhar hem e engoiniunr, para
judar a fazer o servico de urna casa de familia : ua
Estancia segunda cas do lado direilo, ou ua ra do
Brum armasen n. -JO se dir' qoem precisa.
Precisa-sc de una ama que lenha bom leile:
na ra da Cadeia do Recie loja de ferragens u. 56,
Precisa-sede urna ama secca de boa conduela
e cuslumes, dando-ee preferencia a mulher idosa,
adverlindo que he para servico de casa, comprase
alguns recados de pouca consideraran : quem se jo|.
gar nealai etreanulaneiM pode vir tratar na ra lar-
ga do Rusario n 31, loja de miudezas, que achara
com quem tratar.
Na taberna da rna do l.ivramenlu n. 38, pre-
cisa-se de urna ama que saiba cozinhar e comprar,
paracas debomem sulleiro.
I'recisa-se comprar um escrava que saiba co-
zinhar e engoininar, e que nao lenha vicios ncra
achaques : ua ra Velha n. (il.
Piecisa-se de una criada, preferindo-se estran-
geira. para o servico de urna casa de muilo pouca
familia, constando de mulher e marido, e o mais sao
escravos, cuja criada he para ser empregada tmenle
na coztnha, paga-se bem, e l.i.l.em se adiaule qua-
tro mezes: ua ra Angosta, sobrado n. 3.
LIMIaS de mnibus.
O proprielario desta lilil fas Miente, que a visla
do grande abuso quo tem havnlo, dus -enhores assig
naiiles e passageiro asalten, em querer roudazir
em cima dos mnibus cncuminendas de grande peso,
lem ordenado a seus boleeiros. para que nao roudu-
zam de cada passageiro encommeudas que exredam
de H libras, pouco mais ou meuus, e para que nao
igourem faz o praseute aviso.
Precisa-so fallar ao Sr. Jos Antonio da
Cunlia, uesta lypographia.
HOSPITAL PORTGEZ DE
BENEFICENCIA
Uuein liver contas activas com o Real Hospital,
queira aprescola-lss legalisadas ao esmoler, oa ra
Direila u. 17, ale o dia 30 do rorrenle impretcrivel-
mente. .
Secretoria do Real Hospital Porluguez de Benefi-
cencia em l'erii.iinli ico 23 de dezembro de I35G.O
secretario, Manuel l-'erreira de Souza Barbosa.
DAGUERREQTYPO.
Systema norte-americ mu.
ATERRO %r\ BOA-VISTA N. 't.
terceiro andar.
Nesta casa conlinua-se a tirar retratos com toda a
peifeican e pelo novo s\tema norte-americano.
Existe sempre um completo e variadu sortimenlo de
caikinlias, quadros e juias de ouro para a coducarao
dos ieir.ii.i-. lodos os dias das M horas da manhaa
as 4 da larde esta' a ofliciua e gaieria a rii*posicao
do publico.
Precita-M de urna ama que lenha bstanle lei-
le, ainda mesnio sendo escravu : no paleo de S. Pe-
dio n. 22.
VA
massaaaam-mm
B AO PUBLICO.
g| No armazem de fazendas baratas, ra do
U Collegio n.' 2,
vende-se um completo sortimento de fa- '0
^ zendas finas e grossas, por mais barato 1$
B precos do que em outra qualquer parte, $
S tanto em porces como a retalho, afBan- M
g 5ando-se aos compradores um s preco K
jj| para lodos: este estabelecimento abrio-se -~
s de combinado com a maior parte das ca- :
~jf sas commerciaes inglezas, francezas, alie- |
gj mos e suissas, para vender fazendas mais 3|
B em con a do que se tem vendido, e por isto ^
ollerecem elle maiores vantagens do que 'd
M oulro qualquer; o proprielario deste im-
| portante estabelecimento convida todos
os seus patricios, e ao publico em geral,
para que venham (a bem dos seus inte-
resses) comprar fazendas baratas: no ar-
mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-
tonio Luiz dos Santos & Rolira.
loliiioitaK
PARA 1857.
do assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dito, tornos de Ierro batido pa-
ra farinha, arados de ferro da mais approvS-
crivos e portas para fornalhas, e urna inlioi-
daile de obras de ferro, que ser enfadonhb
enumerar. No mesmo deposito existe una
pessoa intelligente e habilitada para receber
todas as encommeudas, ele, etc., que os an-
nunciantes contando aom a capacidade dn
suas oicinas e machinismo, e pericia de
seus ofliciaes, so comprme tem a fazer eje-
cutar com a maior presteza e perfeico, e
exacta conformidade com os modellos ou de-
senhos, e inslrucces que Ihe forem forne-
cidos.
KOB LAFFECTEUR.
O nico aulorisado por ecao do conselho real
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recomincndam o
arrobe de Laffecleur, como sendo o nico
autorisado pelo governo e pela real socieda-
de de medicina. Este medicamento de um
gosto agradavel e fcil a lomar em secreto,
est em uso na marmita real desde mais de
60 anuos ; cura radicalmente em pouco lem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as al'-
feccoes da pelle, impingeos, as consequen-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dos
partos, da idade critica e da acrimonia he-
reditaria dos linmores; convm aos catar-
rlios, a bexiga, as contracc,es e a fraqueza
dos orgSos, procedida do abuso das injec-
cOi\s ou de sondas. Como anti-sypbtlilicos
o arrobe cura em pouco lempo os'lluxos r-
cenlos ou rebeldes, que volvem incessantas
em consequencia do emprego da copahibe,
da|cubeba ou das injecc,cs que represeutem
o virussem neutraliza-lo. O arrobe LafTec-
teur he especialmente reconimendado con-
tra as doen^as inveteradas ou rebeldes ao
mercurio e ao iodoreto de potassio.Lisboa.
|*Vende-se na botica de Barral e de Antonio
Feliciano Alves de Azevedo, praC* de I). Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar urna gran-
de porcfio de garrafas grandes e pequeas
vindasdi ectamenlede faris, de casa do dito
Boyveau-LaUecteur I2,rua hiebelieu Pari.
Os formularios dao-se gratis em casa do a-
genle Silva, na piaca de 1). Pedro n. 8-2.
Porto, Joaquim Araujo ; Bahia, Lima & li-
maos ; Peruambuco, Soum ; Itio de Janeiro,
Rocha & Futios; e Moreira, loja de drogas ;
Villa Rio (irande, Francisco de Paula Couto C
Biihetes de visita.
Gravam-st e imprimem-se com perfeiciu burieles
de visila, ledras de commercio e lodosos objeclos da
arle ealigrnphica, resislros, vinhelas e qoaesquer do-
seuhos. Abrem-se lirmas, sineles, lano a talho do-
ce como em relevo, ornamentos com objeclos de ouro
e prala. Fazem-se riscos lindos e originaes para
bordados de labvrintho. Admille-se a recusa de
quaesquer desles objeclos no caso de nao licarem a
contento das pessoas qoe os encommendarem : quem
pretender dirija-se a qualquer desles lugares : no
bairro do Kecife, ra da Madre de Dees u. 32, pri-
meiro audar ; em Sanio Antonio, na livraria classica
LO i'eo do Collegio n. 2 ; na Cinco Puntas, sobra -
du da quina confronte a matriz nova.
Afericiio.
O abaiio assignado, arrematante das afericesdo
inniiii ipio do Kecife, cientfica a qoem convier, que
lem eslabelecido o seu escriptorio no pateo do Terco
u. 16, aonde dir' expediente das 8 da manhaa as
3 da (arde.Jos Custodio Peiiolo Soares.
\ rados de ferro.
Na ra eslreita do Rosarlo, loja de barbeiro n. 2,
esla exposto a venda e*te e\cetleule remedio que
limpa a caspa e mala js empingw, que quasi sempre
T.-nAn ..ii j i_- j 'ao mulvadas pela mesma. Tambem se vende a ver-
luido o, lords commissar.os do8lmiianiad8or-;jdelril >MI ", Ungil 0 ,|,ell0i ,ud ,,t por
uenado quese collocasse urna boia prela em fente muilo baralu prtc;o.
aoSpitn de fora (ponta ou recife) do Molher- yl uc|| iiiij
anU para marcar o canal para o deposito de car-
ao de Pitt.
Pelo presntese faz publico que os seguinles ng>
naes e demarcacoes denotar a sua posicao, e que
fica em 30 ps na vasanie, ponto mais baix as
mares ordinarias da primavera, a saber:
) sngnndo mais para O. dos sois
te, deve-se trazer ou collocar a luz branca Uclumps de arvore.no monte Portdo n.
montos
era urna
s para sarjar ven-
tosns.
Na ra eslreita do ltosarui n. 2. laja de barbeiro,
veiidem-sc muilo loperiorei machinas de sarjar ven-,
toaaApor muilo barato pre^o.
Precisa-sede uina ama de hile, que]
o tonlia bom, e soja sadia, paga-M bem
Da ra do Apollo n. i'2.
DePOSITO
(lo superior r.iida labri-
c.i de Guutois & ., da
Bahia, nu ra de Apollo
n. 23
llomiu^'os Alies .Maiheos, agona do deposito de
rape da [abrir le Ganlois cv Companhia, da Bahia,
avisa aos seu-, Iregnezes, que acaba de receber nova
partida do incsino rapc.o qual,para que seja mais eo-
nhfcido e se nao po-.a confundir com os de nalrai
fabricas, de hoje em dianlc sse vender' embrulha-
doem papel veide com rtulos amarello-.
Jos .Vntouio Moreira Das & C, l'a-j
zetn tciente aos seus treguezese mnn, coa
sumiilores de plvora, ijue leetn tua "pan-
de sortimento das melliores qualidades de
taheleceroai urna sociedade ua taberna >ia roa An- plvora e chumbo que lem viudo a este
^aV-^at,,chal;^^ *{ gneros por
o de 1836.Jos- menos ilo que outra qualquer part- : pa-
, Victorino Jos ra verem as qualidades encontrarao as
'amostras emseusescriptorios, uarua das
O abaixo assignado declralo resiMiU- Laraogeiras a. ti e da Uoeda u 23
vcl publico e particularmente as pessoas nos mesmos estabeleci mentes acharo sa-
com quem tem ttdotratisacc'ics, que saldou i. i i .' ,
todas assuas contas at hoje contrahidas;ul-! ",re "nad0 *! Uperior (piululade, a
ga pois oesla lata nada dever, se todava al- WWQ a arroba.
guem se julgar seu credor de qualquer | yuein pretender a loja da ra do Coliesio n
quaolia que seja,queira apresentar sua conta I, conjiinclamenle sua armac,io, propria para la/en-
Nafundiriode C. Starr&C, em San-
to Amaro,acham-se para vender atados de
ierro, de construcro muito superior.
rVcliam-se a' venda as bem conhecidas
folliinlias, impressas nesta tvpojjrapliia,
das sejjuintes cjualidades :
FOLH1M1A RELIGIOSA, contendo alm
dos mezes, a bibliotheca do ehristao
brasileiro. que se compOe de ora-
eocs quotidianas, methodo de assistir a
missa e COnfissaO; ctinticos, psalmos,
liymnos, ollicio de Nossa Senbora da
Conceicao e muitas outra* OraoOes de
grande ment, preco......-"0
DITA DE VARIEDADES, a qual alm dos
mezes, conten? artigo* de agricultura,
noees de sciencias, artes, ei dos cir-
cuios, tabella de imposto*, e reculamen-
te de aferico, etc., etc., preco. 520
DITA SIMPLES, contendo alm dos me-
zes, a lei dos circuios e varias tabel-
las de impostes geraes, provinciaes e
municipaes, preco........ iHO Vciulem-se ricas charuteiras bordadas c
DI IA DE PORTA, a qual alm dos me- retroz servindo tambem de carteira a */, d-
zes tem explicacoes das indulgencias e las sem ser bordadas muito boas a 29 c 3/,
excommunhoes,' etc., preco. 1 (id rtmi.r.M muits ricas a 2/, ditas proprias
ntTt irrc, Fci.cru-. / j ''" para viagem a fcs.00, ca tetras grandes para
ijiia BlA.lalalASIllaA '011 de padrel, dinheiro a 1/500 e 25, irancclins para relo-
claborada pelo Rvd. Sr. Penttenciarto gioa. pelos de retroz a 160, afiadores para
da S de Olinda, semindo as lefias vainas muito linos a lf, pedras inglezas de
ra mwia ,. LA. .\i.: i aliar navaltias a M c 1-300, ricas bengalas
da igreja, c leu conhecidas a i- pelo torito r?reco da 1 e sOO, pon les con.
Jietto, preco. ......... V00 escova o cspellio para suissas a 800 rs esto-
todas estas folbinhai sao impressas era jos para barba a2>e2>500, livellas douradas
liom papel e encllente typo, e vendem-1 Fara ca|as e colleles a 1-20 rs., castOes para
se em porcao ea retallm : na livraria da
prac.-i da Independencia ns. 0 c 8.
Escravo fgido.
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o fogo.
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CAPITAL, ti ,200,000-Estabelecida
cm I83(i.
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Cosa i\ Si'. Kecifi* 2!l iln ilezembro
quim Ppreir.i ila Coila I.arangeira
(brrela de Sa'. -
para,ser paga, 011 declarar por esta folha.
Olinda 27 de dezeinbrc de IN.'i. Luiz Jos
Piulo dn Costa.
I'recisa-si'
-fTTTTT
das, eulenrjer->e-lia cum o |iroprielariii, proxlrco ao
arco de Sanio Antonia, luja n. :i.
Ai i cii "i::.
alugar urna prela para casa | |.reria..e lle um ori.id, preferere-.e pnrlaBMi .
de pouca laxtlia. rom tanto que saiba cozt-id,, menor idade, paia n eivieo de Immem nlieiro
nhar e enfiommar hem na ra Noya n. 71. | dirija-se ao paleo do Carmn n. primeiro andar.
bengalas a 80 rs.^v^aixinhaa para guarda
phosphoros a 160 rs escovtnhas para lim-
par |ientes a 2V rs., chicotes muito bous
para cavallo a 800 rs esporas linas de a(;o ,
I/, gravatas dn seda muito boas a 1>, ataca-
dores de cornalina para casaca a 300 rs., pin-
ccis inglezes pata baiba a ,">00, 600 c soo rs a
camisas Ue meia muilo linas a 1|2(K>, ricas
aboloadiiras para collole a 500 c nCO rs., di-
las para palitos a 500 e 600 rs., estojo de na-
vallijs linas para barba a 2-, caisas linissi-
mas para rape a 31600 c :l-, ditas redondas de
perto da ponte de I enoa, toril,',, a evidir-u dn i- tartaruga linas a 63, o nutras muitas cousas
a'r m,dr;n'.uvr"L!nl',"r '"'V"....." '"^..""T 'l" M vendem por barato preco : na ruado
,el'irJ-rrJ!L*.:.":.-d.*po1- Ouelmadont iJm conhecida loja da boa fa-
ma 11. 33.
No dia 9 do rorrete dauppareeen um prelo crna-
la por nome Ueolato, llllin do erto do loar de-
nominailo Pequeira, liaixn, srofsn do rorpo, r.ir
Instante fula, t com um -i^oal no nariz proveniente
de ciiuce de cavallo, renrcsMilsiida ler de idade 23
SOsnnaa, tevon veatirto calca de brim, caminarle
al,;iidao e chapen de palha ordinario, ja foi pedido
lo n. 12 que sera' generosamente recompensado.
f>lada ma Hosh IJarily,
niH m VH II.
34.
Acaba de receber de l'.iris nm lindn sortimento ile
chapeos de neda para lnhoraa, hranco, rasa e ama-
relio, dltM para viuva, lindoa ehaptoxinhoa para
meninas, de seda i> de p.ill.a. eJiapeotiolloa de hapd-
ado, penlea de tartaruga modernot, rapellas e man-
ta para uoiv.-i, e moilaa nutras 1171-11 1.. que < ven -
dera mais barato que em qualquer outra parle.

POR .-0:000 RES.
\ende-sc una rica loalha de lahirirrthu
propria para baplisado ua loja da boa lama
' VENDEM-SE CAPACHOS
pintados, compririos e redondos a 700 e 800
rs; na rna do 0uemdo loja da boa fama
ii. 31.

5"
i* Kjty
EL



-
.
10 ** KiUBBKI TEfSC Ffi DEPOSITO DE L1YE0S E BOTICAS HOIEjPATICAS.
no
::::
CJj
> S-. BT 3>
O Dr. P4^. Lobo Hoscoso, tendp de fazer orna viagem deixa a sua botica soba
lireccSo de pessoa habilitada c ile mlfra probidade, c um deposito na lojade livrosdo Sr.
Manoel Nogueira deSouza na rua do tfre.po, sobrado novo do Sr. Magalhues Bastos.
j H'.KCOS KIXOS.
I'.otica dc'U tubos grandes. 10/000
Dita le H 159006
209000
29000
305000
Manual de mediana homeopattiica do l)r. Jabr com o dic-
cionario desafennos de medicina
Medicina domstica doDr. Henry.
Tratamiento do cholera morbus .
Repertorio do r. Mello Moiacs. .
una ne 21
Dita deAti
Dita rf*8
MI J* <;<>
Para quena estiver de lulo-
Vendse na na do Queimado, na bem co-
nbecida luja de miudezaa da boa lama n. 33,
vullus prclas linas e ordinarias, ricos allino-
tes, ricas ptiiceiras, e ricas rozetas, ludo do
melhor goslo que se pode encontrar e por
proco que nSo deixara de agradar aos sc-
nhores compradores.
Na lalierna da rua Huella n. rourroiitr
ao oilao liveira & C, h, o) aeguntes (enero, superiores:
inliai iio Porto de difireme, qualidade de (n at
IriiiKla garrafa,dito de Lisboa 640 a 720a car-
rafa, dito .'a Fisoalra a 560 e du, dito de Sel e
do Estrello a MO.oOe MI), giripica branca a 1*280,
vinho brauro a que rliamam Mailena a 800 rs dito
Fi
eijao niuatnmo
Venrie.se na roa da Cruz u. 31, felpo mulatinho
por preco commodo.
Na loja da boa f
Vende-so o aada armazem ultaiideaado do
larao da Assembla n. 20 ,1'orle do Mallo* muito
proprio para pialquer estabclecimento, ou mesmo
para recolher teneroscomo esl.iserviinlo arlualmen-
le, por eitar enllocado defronle do trapirhe do al-
godlo : a tratar ua rua do Trapiche n. 14, primeiro
andar.
VELAS DE CAR.VAI HA.
Vendein-ae vela* de carnauba pura a 12j> a
lia ; ua rua do t .lueimado n. ti'.l, toja de feria
arro-
agens.
POTASSA E CAL TIRGEI.
Ko amigo ej bemconhecido deposito da rua da
Cadeia do liecife, escriptorio n. 12, ha para ret
der muito superior potassa da Russia, dita doBio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tuda
os quaes tica rae
20.-000
I0| um
2/000
81000
I
I
*
*.
:?

. V-:t
*
W" ^aW#W'l

PEUK.VS PRECIOSAS-
Aderero .le brillianlcs, J
diamaule* e parolas, pul-
atrae, aliineies, brincos i*
e rojetas, holes e aunis '*.
i de diflerente. goslos e de *
a divenas pedras de valor. ?
* Compran), vendem ou *
b troram prala, ouro, hri- "
I Ihantes.diamanleseparn-
I las, e outras quaesquer *
Sjoia.de valor, a diuheiro S
u por obras. fi
**+??'*.:?*??:*.?:*
I0REIRA i OAHTE.
lja di ainivia
Rua do Cabuga' n. 7.
Receben, por to-
dos os y?! poresda Bu-
ropa hs obras domis
moderno gosto, tan-
to de Franca como
aU
OURO K PRATA- i
latan a
|
av Aderecos completos de 2
^ nuro.ineioariilos, pulcei- ?
ras, alfineles, brincos e *
g rozetas, cordes. trance- *
lili', medalhas.cori etilen ?
?- e enfeiles para relocio, e *
2 oulrosmuilosobjeclosde J
e-, oaro.
': Apparclhos completos, *
g de prata, para cha, ban- *
. dejas, salvas, caslioaes,
colhereidesopaedech, *
^ emuilos outros objecto*^
de prata.
de Lisboa, as quaes se vendem por
preco couimodo eoiuo costumam.
5S-
| DENTISTA fMML. |
fy "aulo (ja2nou\, de volla de sua %iacein ?j&
.-. .1 Europa, ola inorando na rua INova n. ,.*
^ II, pumeiro andar, ulule pode|ser procura- ?
-g da a qualqoer dora. f
O Sr. Joaquina Joii .Marques, <|ue
inora por Jotra/. m Santo Amaro/riueira mandar a esta
fvpoiji'apliia, a negocio que llie di/, res-
peito.
$ CONSULTORIO CENTRAL 110- S
MEOPATIIICO. m
tKua de Santo Amaro (Mundo-No- $$?
vo) n. (j. -;;'
^ O r. Sabino Olegario l.udgero l'inlw, (^
j de volla de >oa viaseni an Kio de Janeiro, i.
W continua a dar consullas lodos os das uteis, &*
^0 da* K hojas da ataala, a 2 da larde. ]';
''A "* pobres sio medicados gratuitamente.
ao publico.
JOS ANACLETO DA SILVA
oem coiibecido dentista t
sangrador,
, piide ser procurado a qoalqocr bora nos seis dias da
semana, na rua da Camhoa do Calmo n. 20, para
sangrar e lirar bein denles, chumbar denles forados,
separar bem os da frente, e applica veutosas|sarjadas
; pela alrarr.u. do ar.
Vendera-se pellesde cabra de lodo quulidade,
venac-se multo barato : panno lino i/.ul por preio commodo rua da Cro.n. :li, primeiro
a i) o covailo, dito dito prcto superior a l andar.
Sde "dJfeVrrcasaSsVlSo'o'X \ ~^ <*. de polvo- PS- 0 favr,veis, cota
ditas lila bordadas a 2-j, dita* dita p-ra me'| la (j('sl,|",n*"' <|"alidade a I "ojOOO o bar- os ">pradores satisfe-itos.
VIMIO lia PORTO l.EiNLI.vo.
ecam em O seu escriptorio, Dal Vende-se apllmo vinbo do Porto em barr* de
nn lili Vin< a "il ium rx .fui quarto e oitavo, por prejo razoavel: na rua da Ca-
lila cto Mjjaiion. )!, pata vet asamos- dala do Recite u. i;l, escriptorio de Hallar 4 (Ul-
tras.
jjjftos, bl.,* pastal e Rao* de comadre em cailinlil
de ;, li, 12, 10 e Si libias, amenas, Iclria, macar-
ra, arroi doMaraubo, sagii.cevadlnha.verdadeira
familia ou gomma de malarana, bolacliinhas de soda
e ingleza, biscoulinlio.* linos em talas, bolacbuba
de aramia, latas emu sardinbas, chocolate de /.isbo.
ninas a 13280. ditas de lio de Escocia para I ni: as pessoas que uuizerem dito gene-
meninos a 320 rs., litas dito dito para lio-lro anoar
mem a 400 rs., meias pretas le seda para se
nliora a 2;, ditas ditas de laia para padre a
ao para senhon
dita a 240 e 320
meninos a 240 rs.,
as palmas horda-
lias a matiz a 5;500, ditos dito com listras de
seda a 4/, ditos dito liso com ricas franjas
de seda a SaSOO, ditos lilo dito com franjas
de la <|600, {ditos de laa de muito bonitos
Z'ARINHAl
ra

Vende-se em rasa de Saonders llrolbers ^ C. na
- prara do Corpo Sanio n. II, a Bailo superior e bein
--E ** a,*odS0 dll diloa conbecida tarinba deTrieale, da mareaprimeira
Z2J!!3^.'2^&!!te.&f:\t* ****** delarlauna a 1?, lenr,os de qoalldade-cbagada em y do corren!, na escuna
leiga 0(hnaa l>200, dita Iranceja a 720, queilo*
tos de dita proprios para liomem a 240 rs ,
nimio bou, rliaiulos finos de diilereiilesquali'.iails can'braias Irancozas de cores muito linas a
boa agoardeola de eanna de 22 grasa,eiodos os mais I *80 rs l'eitos para camisas a 400 r., ditos
de Iinho muito linos a 1?280; alcm disto um
coniplclo sortimento de lazendas que se
vendem por menos que em outra parte : na
ruado Queimado n. 22, na bem conbecida
loja da boa f defrontc da da boa lama.
gneros proprioa desles eslabrlecimentos por presos
coinnmdos ; asseverainos que serao bein servidas to-
das as pes-oas que se dignaren) liuurar-uos com sua
proleci;o e fresucua.
Vende-se
\&
o
CONSULTORIO HOMffiOPA-
IIIIIO.
1)0 Dft. CASAN0VA.
8rua das Cru/.es28.
ft'este consullorio lia sempre para vender
i".,.'
.':
_/ Reste con*ul(oro lia sempre para vender .^*J
';; o* niais arredilados medicamenl, liomiro- w
Hj pathicoi de CATELl.AN e CYEBEK, lano.
^.j em linlura*. como em glubolos, e o mais ;',;
-'._ em conla po 'Jr L'ma bolica de 12 lobos (i; ss a 105000
'< de 2i o lo?) lo, e 155001)
A de 3ti n 150 IJt-i e 209000
*% de 4S ,, 18?) 225 e 2..5IKK)
^ de i) 22-) 259 3O5OOO SI
53 Tobos avulsos .70,), 800, e IsOOO. A,
gj I om;a de tinlura a escolher 2.5OOO. !
W Consultas lodos o* lias ralis para os po- *
--* bje?. ^4
&
LSTRAOA DE FERftO
do KeciJ'e San-Francisco
(Tciceira ola-nada.)
Osdireeloresdarompaoliia da estrada de ferro do
tlecite a (i. l-rancisco, lem feito a|lerceira chamada
/la.S libra*esterlinas, 00 res 173, ,7 sobre cada ac-
_ao na cilla companliia, a qual deve ser paga alo o
dia H de Janeiro de 18.77, na Bahia, em casa dos
Srs. S. lla^'nporl &(,,u dille, em casa dos
>rs. Maua Me. tire^oi & C, e em l'ernimbaco, lio
OMTiplorio da comoanlna. O accionista que nflo
realisar o paeamenlo dentro do lermtrindicado, po-
llera' perder lodo direjlo as acues sobre as qnaeso'
lila pasamenlo nao -- 11 ver e!!c-inado, a em lodo
caso lera' de pasar juro* na razio oe por cenlo ao
anuo, e le oo receber juros ou dividendo da com-
pauha, pelo lempo qoe decorrer entre o df indi-
cado para o pagamento e a sua reali aoto de transferencia pode ser registrado depois do
lia 8 do corre ule. anle-do pagamento da chamada.
Por ordem dos directores,
S. I'. I ereker,
Thesoureire.
Racife : de dezembro de 1836.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
fcubeiecida cm Londres, em na rijo de 1834.
Capital cinco nilhues de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
ea quem mais convier que esto plenamente au-
lorisados pela dila companhia para effectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
uHba e igualmente sobre os objeclos que contiverera
os meamos edificios quer consista em mobilia ou
em uzeadas de quabpier qualidade.
* f>.tf*3:*aa.i
t 4. J\p, DEBISTE. S
0 rotitim:-! aresidroaruaNova u. 19, primei-
% TO aiiii.tr. a
Nesta lv|>ogr.ipliia precisa-se tallar
loSr. Rento A. R. Tupinamba', quemo
iou ou teve loja no pateo do Carino.
Na rua larga do Knsario, esquiua do becco do!
I'eua-l'iilo, no segundo andar do sobrado n. ,), [
:/inlia-se para fra com lodo atseio, perfeic.i.i e !
1 roinptiilao e lainbeni se eugomma : ludo por prero '
mais commodo do que em oolra qualquer parle.
Aluga-se aloj da casa da rua da Aurora n. .7*:
onde ful uflicina do fallerido marcineiro lleuriqoe s '
quem prelendei dirija-se ao Sr. Joflo Pinto de l.emo,
.luni'ir, no seo escriptorio, ou casa de sua morada,!
ua rua da Aurora.
Aloga-ae a auliga casa de vender plvora, na .
cidade do OHada. com bom -um, baita para capim,
e uoaci-.i de vivenda ao pe : quem pretender dita
casa dirija-se a roa do Vigario u. 31.
PreriM-se de uiu bom criado e paga-se bem
a.'radaudo o .ervico e comporlaiiieulo : a tralar no
-ampo do Hospicio junto ao quartel casa da desem-
bargador Mendes da Cuulia.
Precisa--; ilutar uma boa caa com dous an-
dares, as pnnr.ipaes roas dvsla cidade, pagudo-se
bein : lialar iu rua da Cruz do Itecife u, 13, pri-
meiro andar.
Novo manual
Do
Commerciante
V. 1)0
0V0GD0 DO GOIMERGIO.
Acaba de sabir luz, ja completa, esta mlere--an-
le c.dlec._,|,, da legi-l.ieao do commercio, conleudo o
ndigo Cominemal......ola lo com ss iclerencias dos
diversos aTTI^os do meimo cdigo c do* respectivos
legulnm Milo* cnlre si ; assnn como com os decretos
a avisos espedidas al n anno prximo paseado, ex-
plicando ou additanda algumas le aoas dispoti-
jdaa : legaido .!,.< resulamenloa n. 737 e n. 7:18
le 7 de MTsmbro de ls.70 lamben anuolados, e
le um apu.ndice eonleodo a inteiira de ludas as
leu, daeralof rvcnlamenlos publicados al o refeii-
doanno, inci-ive a IH n 7'.l'.l de 10 de selembio de
l-s.,1 que leforin-ii u- Iribonaei jjo eommerrio, com
., ,epecOvo regul amento n. MiTm,. t.- de malo de
187.7. A' venda na linaria de J, Nogueira de SctlU
junio ao arco le Saulo Anloaio.
Rua larga
DO ROSARIO N. 38.
botica de
Burtholomeu F. de Soitza,
continiiii a vender
AROPE BQ cB(Ul[|
(sendo falso o tjiie for vendido em outra
qualquer parte.)
Rol L'Alletteur.
Pilulas vegetacs de Rrandel-
Vermifugo infjlez em vidros.
Klixir an-asmatliico.
Frascos de bocea larga com rolhas, de
I a 12 libras.
@omj>r*i3.
Compra-se para uma encommeuda
moleques de lia 18 annos de idade :
na rua do Collegio n. 21, primeiio an-
dar, das 10 horas a's 3 da tarde.
Compra-se Urna negra mo;a com habilidades,
com lillin bu sem elle ; ua rua do Sebo u. 42.
Compram-se peridicos a 3s20O a arroba : no
largo do Carmo, quina da rua de Horlas o. 2.fJ -
Compram-se apolices da Idivida provincial,
na ruadas Flores n. 37 !. andar.
Compra-se effeclivamenle,latan bronze e robre
vclho : no deposito da fundido da Aurora, na rua
do lirum, logo na entrada n. 28,e na mesma fuidi-
j.io. em Sanio Amaro.
ou permula-se por predios nesta cidade
ou seus Suburbios, o sitio dos Coqueiros,
na praia do Rio-Doce, ao norte deOlinda,
denominadoCASA CA ADA,com boa
casa de pedia e cal, reedificada toda de
novo, com dual salas, quati-o quartos e
co/.inlia fra, lem mais dequatroentos e
cincoenta pes de coqueiros velliose gran-
de numero de novos e mais algumas truc
teiras, capoeira donde se pode tirar lenha
paraqueimare fazer cercados, boas bal-
sas para plantar, tem pasto para susten-
tar v inte vaccas de leite todo o auno, lem
de lente mais de quinbentas bracas, e
de Tundo conlbrme as escripturas, du/.en-
tasbracas, passando por dentro, em qua-
si toda a largura, um riacho que desagua
em Rio Doce ; tem mais a posse Je qua-
tro bonscurraes sobre pedras e murados:
quem o pretender entenda-se com o sen
proprietario J. J. Tasso Jnior, que tam-
bera o arrendara' por um determinado
numero de annos com condicoes l'avora-
veis ao arrendatario, se ja' no apparecer
comprador.
PARA AS SEHHORAS DE BOM
vonlrtde do cuinpraitur.
tnto*.
l'* ahaivo avaagnados, com loja de ourive- na rol
do i', ibnga n. II, roofionle ao pateo da inaln/. e na
Nuva.laeiu ublicu, .]ii" esldo recebendn conlinoa-
d.iim ni,- as mais iiuv.i- obras da onm, lano para
seulioia cimiio para liomrna e inenl.....: oa preciia
roiilinuam razoave*. e passa o-aa cpnlai com les-
poiisabioilaile. esperilieallde a qualidade do ouro de
I i op |s quilates, licaudii aam sii|eilos os niesmos
por qualquer duvida.Seraphim i\ Irman.
Precisa- de ama ama que roznlie e lave com
a'-eio, para nina ca mi da Cadeia n. 71, lerceiro auoai.
Precisa-se alocar uma rozinheira pura casa de
amilia, que saiba fazer as rion[ r -, prefere-.-e es-
crava : na roa do Cre-po. loja n.!).
Vende-se a colleccao do .'Diario de l'rrnam
buco do auno de 18.7.7 : na rua da Soledade o. SI
confroule ao jardnn prrnambucano.
RUA NOVA .V 34.
Madama Rosa llardv vende ricos enfeiles d ca-
beca para aeuhora, do ultimo gusto, por prejo com-
modo, e chapeos de crep enfeilados com llores, pelo
preso ilalH^OIM).
AOS Ul'E TEM DE PINTAR.
N erde francez a pataca a libra, alvaiade a meia
pataco, zarcao e ota a dous vintn a libra ; vende-se
toda a porcao que juizerem : no l.ivramcuio, loja
n. 3.7.
AO PUBLICO.
\ende-se urna boa escrava crioula, lava mui bem,
coiinba igualmenle, e engomma roapa de senliora :
quem pretender dinja-se a rua da Peuha n. 9, pri-
meire andar, que achara' com quem tratar.
\endem-se vilellas gordas: na eucruzilbada
de llellem, na laberua do Andi se dir'.
\ende-se o engenlio Sicopemioh., em Muri-
beea, perleucente aos herdeno. do finado rapililo
Krancisro Amonio de So Brrelo : os pielendenles
.llfincom R. J. B. de Almeida.
Luvas de varias cjialidadcs
Vendem-se ricas luvas le seda de todas as
res, cobordadas e rom linlotas a 2{ o para
ditas sem ser bordadas brancas e amarellas
para homens e senboraa a 13, 19200 e 1>5U0,
ditas de lio da Escoca brancas e de cores
para homens e senhoras a 300, 400, 500 e
600, ditas brancas e decores, delalgodo,
proprias para montara a 240 e 320 e outra
jiialidades mais que se vende na rna do
yueimadona bem conhecida (oja de miude-
zas da boa fama 11, 3:1.
Perfumaras fuiysim s.
Na loja do miudezas da boa lama ua rua
do Quaunado 11. 33 eneontra-se sempre um
rico sortimetilo de pcrlumarias de todas as
qual dados, inglezas B francezas, sendo dos
melbores autores jue ha em Pars e Lon-
dres, a saber: agua de Colonia muilo boa,
sabSo para barba de reme de ameiuloas,
azua de lavaiiile muilo superior, vinagre
aromtico para Jores lo Cabeca, ba,oha mui-
lo lina em ricos vas)s, tractos de multas
qualidades, extractos proprioa para bolso da
esttidante, esseocias le varias cualidades,
opiato 11 inclhorque ha para 1 impar dentes,
ps para limpar os denles, e outras muitas
cousas que nao deixarao de paragar aos se-
nhores compradores, e que tudo se vende
por precinho muilo barato.
i'entes de todas as quali-
dades.
Vondem-se ricos peales de tartaruga a 5 e
7r, ditos dito de alizar bous a l?, 11 tos de
dito de marrafa a i-ioo, ditos dcdiio de ira
vessa a (, ditos de unicomo para alisar a
ir, ditos de hualo muito linos a (KIO e 800
rs., dilos de baleia para alisar a 300 e too
rs., ditos aberlos imitando tartaruga para
priudtr cabellos muilo bonitos e bem Iraa
balitados a 19280 e 19500, dilos de haleiala-
herlos a 24, 32 4 rs., dilos de bulal-
para piolhos a 700 r- na rua do Queimado
na bem conhecida loja de miitile/as da boa
lama n. 33.
Gouro de lustre marca xle
castelo.
Vendem-se pclles de couro de lustre de
muito superior qualidade a prcen le (9 e
4^500 : na rua do jueimado, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa lama 11. 33.
f. artas para jorar.
Vendem-se baralhos de cartas francezas
muito linas; e de bom papel a 500 rs. o bara
Iho, ditas portuguezas muito finas a 320 rs.:
na rua do Queimado na loja de miudezas da
boa Tama 11. 33.
Livros em bran-
co,
para escriplna;ao, coutendn os jogos neces'arios dos
livros piincipaes e o auviliares, de eveelenle papel,
muilo bem riacadoa para as diversas applica;oes a
que sao destinados, de eucadernac.lo mulle *gura,
de eamarea, e canlos de metal, obra muilo 'legante,
rltes*Kics ullimamenle, e sabidos da altan teta no
dia 21 : vendem-se na livraria n. 2 defronte do arco
de Santo Anlpnio.
Na cnebeira que foi do fallecido Jo. Mnrio,
rua das llores, vende-se um eicellente cabriolel.
Na antiga loja de miudezas, que foi do Lody e
do padre Baphael, vende-se sorlimenlo df uiin'.le-
za* equinquilliarias, isaim como filas de seda folies,
mas com varia a dez re, vinlem e dona vinlens
rada vara, |ieca a dous, tres e .nal 10 vinlens, com
olio a dez varas, e deslas nie-ira. lem sorlimerlo'em
bom estado ; lambem se vende de sedas lavradas
muilo linas e ordinarias, lilas de velludo de todas
as cores, estreiliubas e largas, ir.-n._a- de lia lisas e
de caracol, de lodas as cores, ditas de seda largas e
eslreitas, de varias cores ; vendem-se igualineole ca-
ivetes de mola grandes e ditos linos de peonas de
I, 2, 3 e 4 folhas, muilo finos.
lioneras francezas.
Vendem-se bonecas francezas ricamente
vestidas e de varias qualidades a 1S200,
1^600 e 2?, na rua do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
Para escriptorioe e cari-
nos.
Vendem-se resmas de papel de peso do
melhor que be possivel haver a 6?, dito in-
ferior pouca cousa a 3 e 35500, dito paque-
te muitissimo lino a 49500 e e, ditc almajo
greve e marlim a 45, dito alma'co muitissimo
bom a 39-200,| dito de cores em quartos de
resma a 700 rs gro/.as das verdadeiras pe-
nas de ac bico de lan,'a pelo barato prego
de 13200, ditas muito boas sem ser bico de
lanca 50 rs., duzias de lapis muitissimo li-
nos a 320 rs., ditos proprios para riscar li-
vros a 800 rs., caetas de osso torneadas para
pennas de ac a 120 rs caivetes finissimos
de uma a quatro folbas a 1, 2, 3, 45, e ou-
tras mais cousas que se vende barato; na
rua do Queimado na bem conhecida loja de
miudezas da boa fama n. 33.
Rua Nova n. 18 loja de SI. A. Caj o C. con-
tinua sempre a 1er um grande sorlimenlo de obras
felas de allaiale, tanto superior, como mais infe-
rior, camisas francezas. brancas e d'e cores, gr-
valas, colaiolio,chapeo fraucezes, dilos de sol, de
sed e panniuho,suspensorios de borracha,meias para
serihoras, homens, meninos, fazendjs para fazer-se
qualquer obra de eiicommeuda com a manir preste-
za e bom desempenho, em lim quaquer pessoa qua
vier a es la loja, lirar um fado completo e por pre-
;o mais commodo do que em outra qulquer parle.
TAHAS DE FERRO.
Na fundido da Aurora em Santo Amaro, e
; lambem no DEPOSITO oa rua do Brura, logo
i na entrada, e defronle do arsenal deroarioba, lia
sempre um grande sorlimenlo de tainas, unto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas efundas; e em
| ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres da despezas. Os
penos sao os mais com modos.
Moendas supe-
riores.
COSTO.
Vendem-se caisinhas ricamente enlejia-
das proprias para presentes a 2?, 3 e if, ca-
nelas ricas proprias para senhoras a 500 rs-,
carleirinlias muito lindas para senhoras a
800 rs., te*ouras para costura, finissmas
I, ditas ditas para unhas a 500, t| e 1/500,
ricas franjas para cortinados a \# a peca, len-
cinhos de relroz de lodas as cores a 800 rs.
ricas caixinhas para guardar joiasa 800 rs.'
camisas de meia para crianzas a 500 rs., ri-
cos boles para roupa de criancas a I? a du-
zia, spatinos bordados para as mesmas a
15200 e liSOO, ditos de liia mais ordinarios
a 320 e 40o rs., agulheiros com agulbas sor-
tidas a 160 e 240 rs. carloes de colxetes
francezes 24 pares a 100 rs., carteirinhas
com agulbas soilidas a 320 rs,, caisinhas
com agulbas francezas a 160 rs., miadasi da
Imita para bordar a 100 el60rs., carritei-
de linlia de 200 jardas bom autor a 80 rs., di-
tas de 100 jardas autor Alexandre a 40 rs.,
macinhos de grarapas muilo boas a 60 rs ,
liaiicinhas de liia de casacoes a 80 rs. a pe-
a, caisinhas com grampas muito boas a 160
rs., mtadinhas de linhas de peso linas a 120
rs., babados abortos de Iinho a 100 e 120 rs.
a vara, dito bordado do lindos padrees a 200
rs a vara, trancas ue seda de todas as cores
8 larguras e outras muitissimas cousa*, que
tudo se vende Larato, na rua do Quemade
loja de miudezas da boa fama n. 33.
Na loja da boa f vende-te muito barato,
tanto aspessoas da piara como aos fte-
guezes do mato.
Madapolao n. 6 a 4o a pega, dito entre fino
a 35600, dito dito a 3ir300, algodSozinho liso
cncorpad.i de 20 jardas a 2^880 a peca, dito
diio dem dem a 2.^720, dilo dito idem idem
a 25240, Igodo de lisiras a 160 rs. o cova-
o, chitas linas para coberla a 200 rs., brin-
zinho de Iinho do quadrinhos a 200 rs.,brim
braceo trancado dito a I/M0 rs. a vara,
dito pardo liso de puro Iinho para palitos a
640 rs., dito de cor trancado dita dito e de
bonitos padroes a 800 rs., lilo de Iinho liso
muito fino a 880 rs. a vara, dito dito borda-
lio dito a 1/280, cambraia lisa fina a 480 rs.,
dita dita de salpicos muilo lina a 800 rs.,
dila adamascada com uma vara de largura
para corlinan,,, e% peca de 20 varas a T,
camisas de i iscada muilo bem Teilas a 15500,
corte de cambra muito fina de muito boe
jilos padroes con 7 varas a 25, palitos ds
brim pardo de uro Iinho a 35200, dito-
pretos muito b'/n l'eitos a 45, ganga ama-
relli franceza mbiio lina a 320 rs. o covado,
corles de fusUo para coilute a 600 rs., ditos
dilo hilos a 15, ditos de gorgurao de seJa a__neto sorlimanto jla_
"L j "unas uiukas fuzuudaa para enrjenho, machi
que se vendem por menos que em outra
parte: na rua do Queimado n. 22, loja da
boa le, defronte da la boa fama.
Cemento.
Em barricas e a relalho: no armazem de niale-
riaes da rua da Cadeia commodo.
Vende-se doce secco de caj", muito claro,
e commodo preco, e ouiras qualidades ; fazrm-se
bandeja* de bolinhos, lano de armario como rasas-
faz-se pao-de-l enlejiado com alliuin, arroz de lei-
le, doces d'ovos, tremedeira, jalea de substancia, e
ludo piaulo be de sobremesa : na rua Oireila, sobra-
do n. 33 ao pe da bolica.
MARMELADA.
Vende-se por preco commodo, e da melhor quali-
dade que ha no mercado : na rua do Vigario n. 27,
deposito de asaucar.
Vende-se na rua do Sebo, juuln ao sobrado
novo, um bom cavallo : a Iratar com o alteres Mo-
raes.
Vende-se a laberua da cua Direila dos Afola-
dos o. i, com pouco fundos, aluuuel cummodo, e
comiiiodu iu.If pendeiile* para morir familia, e lam-
bem se vende s a .m,u;.io : a balar ua mesir.a.
TAIXAS PARA EXGENHO.
St fnndipin de ferro de D. W. Bowmann ua
rua do Brum, passando o chafam,7 coniina ha-
ver'umcompleto sorlimertode taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por epreco cummodo a com
proinptido; embarcam-s oucarragaai-sa am car
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de Henr. Brunn rua da Cruz u. 10, vende-se cognac em caiiinhasde
duzia.
veira.
So
muito
rl.
ni'ios pj' ra pii-
nhos.
Vendem-se muilo bonitos bolees para pu-
nhs pelo baralo prego a 500 e 800 rs. cada
aholoadura : na rua do Queimado na loja de
miudezas da boa lama u 33.
VENDE-SE
Grasa de patente, ptova d'agua, pata
aneios de cano.
Vinlio do Rheno de qualidades espe-
ciaesJoliaiinisbeig e Marcobtunner.
. No armazem deC. J. Astley & C.
XAROPK
DO
BalaSQUE
Foi transferido o deposito deste xarope para a bo
tica de Josc da Cruz Sautos, na rua Nova u. 53
garra ra 55500, e meias 35000, sendo, falso lod
aquello que nao for vendido nesle deposito,pal
que se f/. o presente aviso..
IMPORTANTE PARA 0 PliRLlCO.
Para r.urade phtysica em ludo-nsseusdiHeren
esgros, quermolivada por couslipai-oes, tosae
aslbma, pleuriz.escarros desaugue, dr de eos
lados e peito, palpilarito no corado, coqueluche
bronchile, dorna garganta, e lodas asmoleslia
|dosorgaos pulmonares.
iECHAHISI PAR m*
O ungento he uhl, maparticularmente
nos seguintet casot.
Inflamma^ao da ma-
Alporcas.
Caimhras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de eabega.
-j- das costas.
dos membros.
tufrmidades da cu-
^js em giral.
Lnrarmidades do anos
fcrupcfjes escorbticas
Fsicas o abiioineri.
Frialdade ou falta de
calor oaa xtienii-
dades.
Frieiras.
Uengivas escaldad
Indians
da bexiga.
infiammacao do.ig.do mZSSStt,
triz.
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosqui-
tos.
I'i'lmoes.
Queimadelas.
Sarna.
iHipuracoes ptridas,
iinha, em qualquer
parte que seja
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das arliculages.
dadas Das pernas.
NAFUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W.BOWMAN. .NA
RUA DO BRUM,PASSANDO O JIA-
FAR1Z,
ha sempre um srandesonimento dosse^uinles ob
joctos de mechanismos proprioa paraen^enbos.a sa-
ber : moendase meias moendas da mais moderna
- t\a ruado Trapiche o. 14, escriploriode Ma" T^ZrTJ,^' "5 PC? fQnddo etba,idide
noel Aheslioarra, vende-se por commodo preco e fflS! .'.'doaos lamanhos ; roda
.No eacriplorio de Domingos Alves Malheos, na
rua de Apollo n. 23. ha para vender por mdico
preco o teguiete : muilu superior vinho do Porlo
em barra, ricoj e elcgaulcs pianus, panno de hubo
do l'orlo, bico. eren las da Ierra, toalhas de Iinho
para rosto, superior cha' nacional.
i^'A^ajwas
ww
'-QO
sesuiule :superior vinho do l'orlo em barris do
uitavo,chapeos le fellro, e sabaoamarellu fabricado
no Rio de Janeiro.
Em casa de Saunders Brothers & C., pra;a
do Corpo Sanio n. 11,ha para vender o seguirlo a
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcalro de tarvau,
Eonas de Iinho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para saccas.
Dito en trancado igual ao da Baha.
E um completosortimenlo de fzendas proprio
para esie mercado tudo por preco commodo.
C**J (le Lisboa potassa
Na rua do Trapiche armazens ns. 9e
1 I, vende-se superior potassa da Russia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que lia no mercado
AGENCIA
D f undiijo Low-Moor, ru daSenzala-Po-
vs n. 42.
Nesieesiabelecimeniocontina>haver umcorc-
r""""1* lias aanaiiilaa
dentadas para airua on animaes, de todas as propor
SOes; crivos e boceas de fornalha e registros de bo-
eiro, agulhfles,bronzes,parafmos ecvilbOei.moi-
nhos de mandioca, etc. ele
NA MESMA FUNDICA'O.
(eeiecutamtodasasencommeodas com a superio-
ridadejaconhecidaecomadevidaprestezaecom-
modidadeem preco.
K:Q
>"
A ttenco!
Fende-se um cfrro- J
nomoiro l>em re^Ia^S
do : a rua do Brum #
| n. 18, primeiro andar.
Vendem- velas de carnauba composla e li-
quida, as melbores que lem apparecido, esleirs de
palha dobrada, pelles de cabra, curtidas, raeios de
sola, ludo em griudes ou pequeas porcea : na rua
do Vigariu u. .">.
Vende-se bonets bordados de ouro e li-
sos, tanto parahomem, como para meninos:
na pracii da Independencia n. 38 loja de
chapeos.
Na rua da Cadeia, defronle da Kelacito, taber-
na n. 28, ha das melbores bichas liamburguezas pa-
ra vender a relalho e em porgues, e lambem se
alagan.
Cal de Lisboa.
Boa da Fraia n. 29.
(ruegada* no ultimo na-
vio; ntnjtissimo bem^coii-
(1 icionail i ; vende-se por
prec muito barato.
AO MAOAMISMO DE BOM COSTO.
Vendem-se sedas escocezas de quadros, com qua-
Iro palmos de largara, fazenda muilo superior a
ISJBoO o Covado : na rua da Cadeia do Kecile loja I
de Manoel le reir de Sa, esiloioa que volla para a
Madre de Deo*.
Plvora.
Claudio Duleu\ vende pclvoru, a l.".s
:ada barril de 25 libras.
Vendem-se
pranchOea de pinito da Suecia com 18 ale
inas de vapor e taixas da
ferro batido e coado de todos os tamanho para
dito.
CAL E P0T.1SS.1
Vende-oe potassa da Russia e americana, chegada
nesle> dias e de superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: no seusdeposi-
|iis na rua de Apollo n. 1 A, e II.
Ma rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se vinho do Porlo de superior qualidade da bem
conhecida marca GW em pipas, barris e caitas de
uma e duas duzias de garrafas.
11 uita attenoo
Vi rua do Crespo, luja da esquina, que volla pa-
ra a rua da Cadeia, vendem-se cobertores de liia
hfspaiibiies,len:osde cambraia de lislrasa 100, 500,
e 600 rs. cada um, cortes de casemira de ciir a 43,
e 53000 rs., dilos prela a S8500 e 89OOO rs., ditos
de brim escuro e amarello para cal;a a l;in, pan-
no de Iinho do Porlo, loalhas Ue mesa e rosto, guar-
dauapos de lodas as qualidades, alo,il hado adamas-
cado com selle palmos de largara a I36OO a vara,
corles de cassa cha a ISriOO rj., e oulras mollas fa-
ltadas por preco'scommodos.
A 160 res o covado.
Kiscado escuro de quadrinhos, proprio para ca
misas e vestidos de pretas, vende-se oa rua do
Crespo, loja da esquina, que volla para a rua da Ca-
deia.
VINAGRF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e Falcao & Socios, acha-
se a'venda 00 armazem do Valenra, rua de Anol-
lon. l:l.
PARA ACABAR
Na rna Nova, loja franceza n. 8,confron-
te a Caml'oa do Carmo,
vendem-se chapeos de seda para senhora, da ultima
moda qualidade, com um leve loque de mofo, pelo
bar.il ssnno pre;o de II); cada um.
ielogios de patente
oglezesdeouro, desabnete edevidro :
vendem-sea preco razoave, em casa de
A11gustoC.de Abreu, nartta da Cadeia
do Recil'e, armazem 11. 36.
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : 110
armazem de Novaes & C, rua da Madre
de Deosn. 12, poi- prero commodo.
Vende-se superior linha de algodSo branca
de cores, em novello, para costura : ero casa de
Soulhall Mellor Cumpanhia, rua do Torres n. 38-
DEPOSITO DA FABRICA
: itfinstna Pernainbueaua,
RUA DO CRESPO N. 9.
3
m
B
:. 9id rua do Trapiche n. i, lia $
53 superior rape Princea do Brasil, @
9 chejjado recentemenle do Rio de i@
Janeiro, em qualidade pouco dit- @
@ 'ere do de Lisboa, ao passo que @
custa apenas l.siOO a libra; a elle
antes que acabe, pois a remessa %
<5J3> he pequea. g-
Em casa de Rnbe Sclimettau S C,
rua da Cadeia n. 57, vende-se :
Vidros para espellio.
Viiiliw lorHJn
Veade-se est ungento noestablerimen
ogeral de Londres n. 244, eCIee,
loja de lodos os boticarios, drog,i8us 0
tras pessoas encarregadas de sua ,ed,em
toda a America do Sul, llavana e HeM,,nh
Vende-se a 80o rs. cada bocetiiiha.cotat"
uma instrucgao ero portuguez paia explicar
o modo de fazer uso deste ungento
O deposito geral he em casa doSr. Soum
pharmaceutico, na rua da Cruz o. 2" en
Pernambuco. '
Ocnios e lonetas de lodas
s qnulidades
Vendem-se superiores oculos com armaco
de tartaruga de todas as graduacOcs a 35000,
ditos muito uons com armacOes douradas a
15200, ditos ditos com armaces prateada,
15, ditos ditos com armaco de ac a 800e
.13, lunetas com armacSo de tartaruga a 15
I ditas redondas equadradas de baleia a 50f
1 rs., ditas de dous vidros armacSo de baleia
a 15600, e outros oculos mais que se vendem
por preco barato na loja da boa fama na rua
do Queimado n. 33.
He milito birato.
Vendem-se duzias de facas e garlos de ca-
bodemarfim de boaqualidade a 105, ditas
ditos de cabo de balanco muito Gnas a 6,
ditas ditos cabo rolico e oitavado a 3j, du-
zias de colheres de metal principe a 3 e 6>:
ditas de metal mais ordinario a 800 e I540,
e outras multas causas que se vende barato,
na rua do Queimado na hem conhecida loia
fie miudezas da boa fama n. 33.
Vendem-se dous pianos fortes da Jacaranda
construejao vertical a com todos o melhoramenlo
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio da
Haraburgo: na rua da Cadeia armazem n. 8.
, LEQOES FINS.
vendem-se lequcs muito finos com ricas
pinturas, espelho e plumas a 2/, 35500 e 4/
na rua do Queimado loja de miudezas da
boa lama n. 33.
Ricas fitas finas e moders
as dos melhores gostos
que se pode encontrar
so vendem na loja da boa fama oa rua do
Qneimadon. 33e por.prejjos que naodeixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente se vende barato e ha muito onde es-
comer.
Ni fundir,o de C fe v C l)alm c "'l'c'^'^s de grossura, des- A fabrica de sabSo e velas de carnauba, es-
.v. tunairao tic C. Man & .., cm carrejando afjo. a para o armazem de C. I tabdecida na rua do Brum, tem estaliele-
Minio Amaro, acham-sc paia vender mo- J. A>Uey&C, no Forte do Mattos : ven-1 eido utn deposito na rua do Crespo n. 9, pa-
aiipniMiii..e----------
Conservas alimenticias.
Tinta para t} pojjraphia.
Tudo por pierdo commodo.
Em casa de Kabe Scbmettau A C,
rua da Cadeia n. 37, vende-se:
Elegantes pianos do afamado fabrican-
te Traumann de Haraburgo.
Vinho do Porto, superior chamico.
Em caixas de 2 duzias e ero barris da oitavo, rt-
cenlemenle chegadopelojbrigue Trovador: vnde-
le nicamente no armazem da Barroca 4 Castro, na
rua da Cadeia do Recite n. 4.
AlgodSozinho da Baha
para saceos de assucar : vende-se em ca-
sa de N. O. Bieber & C, rua da Cruz
n. 4.
Relogios
cobertos e descoberlos, pequeos e Brandes, de ouro,
patente inslez, para liomem a senhora, de um dos
melhores fabricantes de Liverpool, viudos pelo ulti-
mo paquete inglez : em casa de Soulhall Mellor ,V
Companhia, rua do Torres 11. 38.
N. O. Bieber & C, rua da Cruz n. i,
vendem:
Lanas da Russia.
Idem inglezas.
Brinzao.
Iliins da Russia.
Vinho de Madeira.
Algodao pura saceos de assucar.
SAO' MUITO LINUOS.
Iticos cortes de vestidos de fazenda muito
lina, toda de seda e de um gosto muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor vindo da
Europa, muito proprios para as senhoras de
bom gosto, assim como chitas francezas
muito unas matizadas com lidas cores :
d5o-se amostras na rua do Queimado n. 22
ua loja da boa f defronle da da boa lama.
PARA QUEM TEM BOM GOSTO.
Na rua do Queimado n. 22, loja da boa f,
ha um completo sorlimento de gro6denapo-
le de seda de lindas cores; aproveitem antes
queseacabem, que a lesta esta com nosco,
assim como chapeos do Chile muito linos,
que se vendem por menos que em outra
parte.
REMEDIO 1MCOMPARAVEL.
&0*Tt>00 fltftt<>07
endns de ranna todas de ferro, de
modelo e eonslnnvao muito superior.
VABAHDAS GRADES'
l!m lindo e variado sortimenlo de model-
los para va randas e gradaras de gosto mo-
I dernissiino : na fundicilo la Aurora em San-
to Amaro, e no deposito da mesma na rua
do Hrum.
rms DE VELDO.
\endem-se filas de veludo pretas e de co-
res, estreitas e largas, lisas e aberlas de mui
to bons gustos, pelo barato preco de 160
320, 400, 500 e S00 rs na rua do Queimado
na loja de miudezas da boa fama n. 33..
Escovas le todas asquali
daiii s
Vendein-se ricas escovas inglezas para
roupa, o melhor |iie pode haver e do nova
nreiicBOa 3*, ditas francezas muito boas
a I, 155110 e aooo, ditas para cbelo ingle-
zas e francezas ijiide ditas para den-
tes ingle/ase franaezas a 400, 500 p faiO rs
ditas para unhas dita dila a 240, 500c la, e
omrasqualiiiadcs mais baratas, que ludo .-e
vende na rua do Queimado na bem Conheci-
da loja de miudezas da boa fama n. 33.

por preco muito commodo.
MI DAS HABATAS
M AVaKIA.
UNGENTO HOLLOWAV.
Uilhares de individuos de todas as nacOes
podern lesiemunhar as virtudes deste reme-
dio incomparavel, e provar em caso necessa-
no, que, pelo usoquedeue lizeram, tem seu
ra alii nicamente dar estrac;3o aos seus
productos, proporcionando assim a niaios
; commo'lidaiio aos consumidores. As velas
! manufacturadas nesta fabrica, offerecem as
'. vantagens seguintes: sSo feitas com a car-
nauba .-imples purificada pelo meio do va- J3^ e mcn"""s inteiramente saos, depois
I por, so inodoras e bellas na apparencia, I, e ,er eij;Pri;8ado intilmente outros Ira-
ijui-iniam com igualdcie e n3o esborram, e ,meli ?.s" pessoa poder-se-ha conven-.
Na luja de i |.uila<, na rua do Queimado n. lo, nao l'azem itiurrSo e dSo mais luz e mais ca- jL'r (lesa* curas maravilhosas pela leilura '
ha para vender novo aorlioeDlo de fa/.eudas muilo | ra do que as velas stearinas ou de Qualauer i jOS Per,uJ!nos que Ih'as reiatam tolos os
ein conla. come seiam :
Chitas larjas de cores, o covado
lliUs estreitas. OCOVadd 100rt., 120a
Corles de vi -Ij.lo de chita larga I.JtiOO e
Hilos de eaasaa de barra
Peras de chitas de ci res
lillas de dn^-i linas
Madapolao enlrelino 39000 e
Uno largo
Algodao anu de lielra e ni" rlaili, o covado
Dito americano, pera
Chales de cinta
I.euros de ganga encarnados
Chalet de ineiiuo de barra e franjas I
Paitos de hubo lieos e bordados para camisa
jaouo' 32U veas cauo uuiu jiuio preco de 15/.
SfOOO 0 sabSo he branco, as materias primas Ue scus ""eos c peinas, depois le terper-
tiSOOO de que be fabricado sSo simples e inofensi- '"alR'cl',0 go lempo nos hospitaes, onda
3*5001 vas, o cheiro que deixa na roupa he agrada-1, VUW s''"IL'r a ampuia;3o! Dellas ha mui-
19000 vcl; rivalisa com o melhor sabio hespanhol f *.1ue"Javendo deisad essesasylos de pa-
1fiu e he superior ao sabao americano, quosc 'i1'10' l)aru
----- H Olu.iarai ,lnlr,r...
. ra se nao submetterem a essa
nn \ vende no mercado a 240 rs. a libra. operacao dolorosa, foram curadascompleta-
.! Vende-se igualmente em caixas de arroba mt'"l,;> "'liante o uso desse precioso re-
jaSOO' e a preco de 160 rs. cada libr. medio. Algumas das laes pessoas, na clusao
Os incrdulos comprando reconhecerSo de.feu rtoiihecimento,declararam estes re-
tior experiencia a veracidade do que se an-1 !>.ultauos benficos diante do lord correge-
iiuncia.
a T. T "4 d* n,nhre fug'O do engeulio Crq
de Malla, iresuezia de Agua-Prela, um molatinho
de uome Jos, perlencenle ao abaito assRnado, com
os signan segoiole* : idade 16 annos, secco do
corp,., cara secca, cilio, acaslanhados, cabellos sollo*,
nariz meio chalo, denles redondos e largos, cor p-
lida, pernas finas, as unhas dos ps arraocadas, de
bichos que leve em prqoeno, turna eh-rnlo e ca-
chimbo, ievon orna Irouia, o que nao se aabe. levou
calja branca, camisa de chita encamada, palil de
panno azul, chapeo de palha novo ; .-11 u e-i- 1er
tiiKido para as partea das Caaes : pede-ee a lodas as
autoridades e cepilaes de campo, ou a quem o cap-
iKS'n 'rST ""'eato TOjetmo; ue serao
**m Srit!1icd.s.-AfiTou.o Luiz fereira de Caloas.
de"Ma1|i.d'lf,3deM,a,Db/0 f"*i0 d0 "WnlioCrM
de Malla, freguezia de Agua-Prela, oro escrevo de
SLfifi!. P",eDce"le a abai..itj"do!
,0 h h s "eS.u""" ida* *" annos, alio, gros-
em falla de un dme na frente da parle de einri
bem e^padaudo, quando aud. he meio corcuudaTem
"cm'Xde he8!10" g"Da" dS P" ""^Z'ivZ
aclumbo, e bebe .goardente que lica alegre e fal-
la roe a turbada, nao lem oflic.o, ma. he bom da ,ar-
vico de mu, fouce, levou uro. Irouxa coro rou.
T n, 1 Sa! '"" ""' "" hecriou-
0 erooilocouhee.do pela freguezia da Eacada por
u. niaUJSCr",i10 fa"eeid0 lo3 S"" < Je-
HW. aaXe.aa a tud.....autoridades e copines de
campo, ou a quem o capturar, levem-e ao mencio-
nado ang.oho, que sera bem gratificados.
Antonio Loiz Pereira de Caldas.
Velhodesle lermo. o preto e.eravo, de nome Joa-
qoim, cm os siKnaes seguintes : bailo, barbado.
Mm v,vo. bonila phisionomia, denle, llvos, ,nS
bradoda. virilh,,, (retando por isso urna funda. Es-
e escravo foi comprado uo Kecife, unde servia de
boleeiro de carros. Recommeud.- 8Ua ,ppr,!
nT"la P"""" e "" "P" ampo, caria de
2,^. h vgun"0sa recon>Pn o levarem ao dit..
ei genho Vclbo ao -e,. dono o Dr. Anlouio Cario, de
Almeida e Albuquerqoe, oa no eugenho Boa-Vi,|a
21"'."',''' A",0D ^ Almeda e Alboqu.r-
que. Parabiba l de dezembro de 18tj.
1 00*000 de
gratiGeaeao.
Nao ibi anda capturado um escravo do
sertao, que vindo a esta cidade, ausen-
tou-se no dia 31 de outubro prximo
passado, o qual pertence a Machado da Costa, morador em Espt-
nharas, provincia da Parahiba, de nomo
Paulo, crioulo, de 25 annos de idade, es-
tatura regular, rosto redondo, principi-
ando a barbai>vista espantada e com in-
dicios dea trocar, o que se torna visivel
quando esta' parado, tem uma marca de
cicatriz em lima das pernas ; oi vestido
deceroulacomprda, camisa de algodo
da tetra, jaqueta e chapeo de couro, sus-
peita-se que i'osse seduzidoe esteja acui-
tado em alguma casa, contra o que se
protesta: roga-se a todas as autoridades,
capitaet de campo e pessoas do povo,
pieuam apprehende-lo e conduzi-loa seu
senbor, no sertuo cima mencionado, ou
a rua do Crespo n. 16, a Jo.e Azevedo
de Andradc, que Ihe dar' a gratiicaro
cima mencionada.
Fugio hontem as 7 boras.um escravo mua-
lo de nome Tbomaz, alio, reforjado de corpo, com
marcas de bexigas, pernas gross, e nellas marcas
de cieraiizes as cauellas, falla com muia manci-
dao, levou vestido camisa de panno azul grojo
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e pu-
nhos, aberta n frente am forma depalit: este es-
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Carlos Coemo, que o houve por heran^a de seu so-
gro JosJoaquim de Souza daquella cidade, e foi
comprdo pelo abaixo assignado ao Sr. Hilario de
Alhandra Vasconrellos Jnior,morador r,o engenbo
lapua freguezia do Pilar desta provincia :
ouem o pegar leve-o a rua da Concordia a Pedro
Antonio Teixeira Guimaraes, que reri generosa-
mente gratificado.
500#000 de grafito cao.
A quem apprehemier ou der ui.lici.a cerlaa do es-
cra\u lu.-nlo 111 j.l .le lo\ere no de nome Mainel.
'nonio, da Babia, ollieial de caldeireiro, he alio a
hem parecido, corpo fiuo e cuiji hombro. I.rgos, ros
lo redundo, olhos pequeos, relilo, com falla de '
mu denle ua (reule da pan. e de cima, com alianu
___;..!....... ,- i.-..__r.____ : .
4i
1001
Moinhosdo vento
com bombas de repuso para regar borlase b.i
la ile capim : na (jndiraode 1). W. Bowman
na rua J > Rrum ni. 6,H( 10.
CAIINAI 1A.
\eude e cora de earnuub. da boa qualidade ; Vende-se cal de l.isbo. ulliroaineula chgada,
na rua da Cadeia do Kecile, loja n. 50 defronle da sim como polatsa d. hassia verdadeira : ua
rua da Madre de U.-os. 'doCorpoSantou.il.
A3$500
lor, e outros magistrados, alim de mais au- <* mo minio bem feiios. Bata eecravo he dosSia.
i tenticarem sua allirmativa.
NingKem desesperara do estado de sua
saude se livesse bastante conlianca para en-
saiar este remedio constantemente, segiun-
d-, Jo algura lempo o tratamento que necessi-
pial I tasse a natureza do mal, cujo resultado seria 1
Iprovar incoulestavelmenle : Que tudo cura I
,.,u ..^,..l .... ,,. ('.'. r ue 411110, COlil OI|OUld>
e.pinha. no rclo, bei;os fj'ao., .em baiba, lera )e
a S* asaos Je idade. falla muito bem e macio,
rosluma allirmar-se mullo quendo falla, e lempo.
o mos minio bem feil'is. Ksle escravo hedosSia.
I.emos k\ Ramo*, do Rio de Jaueiro.e lem-.e deKon-
lianca quee'leja neslf.r.roviucia : quem o pesar ou
der noticia, corlas, re cebera a sralilic.^io cima da
WO9OOO, em casa de Jo da Silva Moreira, na rui
.la l'raia o. li..
PEK^.. TV.P DB M. E. 'JB FARU .b
MUTTO


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