Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07671


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Full Text
km XXXH n. :.o:;
Por 3 mezes adiantados 4$'00O,
Por 3 miv.es vencidos 4J500.

DIARIO
SH.L\DAFE18A 21 bE DEZEMBRO DE 18o0.
i
Por'amio adiantado l.ri000.
Porte franco para o subscriptor.
BUCO
RSftMflttrtB DA SUBSGIUPCA'O NO NORTE.
Pinhiba ; o Sr. Joo Rodolpho Gome> : Natal, o Sr. Joa
qaim I. Prreira Jnior; Araran, o Sr. A. de Lemo* Braga ;
tetra, o Sr. i- Mt- de Oliveira ; Maranh jo, o Sr. Joaquina .Mu
Sjea Rodrigues ; fiauhv, o Sr. lHwngos Herculauo A. Pessoa
-araatt ; *ata', c Sr. Justino J. Ka mus ; Amazonas, o Sr. Jero-
PARTIDA OOS COHItEIOS.
OlimU : tortas o dia, iOcn
Ignara***, Gufaaaa e hrhba :
. AbISo, rtoierroa, Rniiitu, Cara
Bia hoiMS 4o H i -i.
AlCnho e Ganaban
Geai
n>aaodaCoau
S. LtHtreafo, 1'^o-tlAih... Raiareta^ LfMefrv, Hreio, I1
ir-, Plora, Vi-Hi,. Koa-Vi.ia, Omriemrj
Cabo J'ojuc.i, S.TinlMc-m, Kto-1'orraoMi, La
PH6tera Vital ; finUt-falra*.
'To-ln* crrelo* partera a* 10 har* da naohla.
a UTjafalra
Ei 3 M#ajarla*"-felraa.
irreiros, Aua-Prcia,
AUDIENCIAS DOS TIUIKJ.VVES DA CAPITAL. I EPIIEUERIDES DOMEZ DE DEZEMBRO'
Tribunal do eommereio segundas e ipjiutas. J S (luarto erescente a 1 hora 7 minutos e 48 segundos da matihaa.
Relaeao ; teri.is-feiras e labbados. 11 Lu cheia as horas 44 minutos e 48 segundos da tarde.
Fazenda quinas e sabbados j 10 horas. 119 (Juarlo minguanle as 4 horas 25 minutos e 48 segundos d ni.
Juizo do eommereio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.l-7 La nova as fi horas 26 minutos e 48 segundos da mah.ia.
Juizo de orptiaos : segundas e quintas as 10 horas. i-r.r\ \i \\\ |i| HO.IK.
rrimeira rara do civel : segundas e senas ao meio-dia. IPrimeira as 6 horas eS4 minutos da manhaa
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio-dia. Segunda as 7 bufas e 18 minutos da tarde.
DAS da semana.
29 Segunde. S. Thomazdcantmria are. m.
:tO Terca. S. Sabino b. ni. : Ss. Veiinstiniano Agripinino mm
.11 Ouart. S. Silvestre p. ; Ss. Nominando. Do lato e Mraerviuo
1 Ouiuta. >V Cirnimcisao do Senhor ; S. Alnachio.
2 Sen. S. lzidoro b. S. Argeo m.: S. Mailiniano m.
3 Sabbado. S. Aprigio b. ; S. Amero p. m.
4 Domingo. S. lito b. : S. Prisco presb.
ENCARREGADOS DA SLBSC.niPCA NO SIL.
Alagoas, o Sr. Claudino Faleao Dias : Baha, o Sr. D. Dupnt;
Rio de Janeiro, o Sr. Joao Pereira Martins.
EM PERNAMBCCO
O proprictario do DIARIU Manoel r'igueiroa de Lana, ua sua
livrara, praca da Independencia os. e8.
paiti arrmjkh
OOVERNO DA PROVINCIA.
Ffiiwa d> Ola 'J i 4a luimbro.
OllicioAo Exrn. inareHial commaudaole dai ar-
ma*, dizendo que nenlmm inconveniente ha em de-
morar-se para o dia 3 de Janeiro prniimo vindooro,
a saa laurea dos destacamentos eiisleates na eidadede
'imauna e no dislriclo de Goianniolia.Coramuui-
eoa-se ao chele de polica.
Dilo Ao inapeelnr da Ihesouraria de fazenda,
Iraosaaillindo por copia o aviso de II do correule, no
al o Eim. Sr. ministro da justica declaroo liaver
Mlietlado do ministerio da faienda a expedirlo das
convenientes ordena, para que o cofre dessa thesoa-
rara teja ioderoniaalo da quantia qoe dispendeu
com o pagamento do ordenado do juiz municipal do
termo do Oarirory.
DitoAo commandantesuperior ititerino da guar-
da aacional da comarca do Brejo, iuleirau,do-o de
ha ver aotorisado o inaneelor da Ihesouraria de fazen-
da a mandar pagar a Simplicio Joi de Mello, a im-
portancia doa vencimenloi das pravas da mesma guar-
da uaoooal, qoe se achara em servido de destaca-
ra -oto, ama vez qoe etlejam nos termos legaes asre-
laroes e prets qoe Smc. remetteu.
DitaAo inspector do arsenal de marinha appro-
vando a deliberarlo qoe tomou de maudar applicar
ao oso dis menores ia compauhia de aprendizes da-
q-ielle arsenal, os objectos mencionados na relarilo
joe Smc. remetteu, os quaes perteoceram au hospi-
tal dos cholencos.Communicoa-se ao inspector da
Ihewararia da fazenda.
DitoAo presidente da ceraroissa'o de hygiene pu-
blica. O commandante do navio franeez uBouraa-
aoir pode perraisao para que o medico e eofermei-
ros desse navio aasislam aos doenles de sua nac,ao
que forem rocolhidos ao hospital do Pina, afira de
torera esses doenles queui os entenda e se faca com-
prehaoder. Convem, por tanto, que esta permissao
teja concedida nao s ao referido commandante como
ao de qualquer outro navio eslrangeiro que reclamar.
Igual ao capito do porto.
DitaAo provednr da sau le.Em resposta ao seu
ollicio de hontem, tenlio a declarar-llieque, ac-,bo
ale r*e h\?iene publica que faca apresentar todos os dios a
Vmc as ptssoaa eucarregadas da desinfecto, .ilim
dn lz'rei ese servido com promplido e inde-
peodenle de requisiroes.
Seodo raxoaveii as pondrnc/ie* que Vmc. faz
carea dos subditos eslrangeirus reculhidos ao lazareto,
lenho resolvido que se d all entrada franca aos
medie, t eafermeiros que forem chamados por elles,
mi enviados pelos cnsules ou comman l.inles dos na-
vios, a caja tripolacao perteneprem esses doenles.
I odas as pessoas que para esse lira se apreseotarem
no lazareto, devero receber os auxilios uecessario*
ao bom desempenho de ra misso, urna vez que nao
vio de eneoulro ao rgimen do estabelectmelilo e as
ordtns em vigor.
Dando noticia det'.a providencia ao presidente da
eommixio de'hygiene, recommendo-lhe ao mesmo
lempo, qae depois de previa noticia ao cnsul de
Inglaterra, vizite o hospital inglez, onde consta nclia-
rem-se alcons desses doenles, e os faja eonduzir pa-
ra o lazareto do Pina, onde se Ihes deverAo facilitar
os. relos de terem os commndos e separacAo qua exi-
zirem e forem compativeis com as propon-es do re
Terido lazareto.
O meiino se devera pralicir com o subditos de
(uilqoer najo que esliverem em iguaes circums-
taaciM.
OOicioa-se neste sentido a rnmmissio de hygicne
e reiaecu_-sB copio, dcsle aflioia no .-..i ,.,.
\tl. *-1 -*
DitoAo mesmo.Kecebi o ofticio que Vmc. me
dirigi datado de hontem.
A confianza que tenho mostrado no seu zelo, e a
maneira altcueosa com que o trato devenmh dio-
Minar a Vmc. de enlrar em explicables e defezas
com o temor de que ama ou nutra reflexJo feita por
qaalquer pesoa no desempenho de seus deveres, o
prejadicasse no meu eoneeito.
O serviro publirn n;i he arei.a era que venham
eanbaler-u rivalidades pessoaes e ostentar suscepli-
bilidadm sempre pre]udiciaes ao servirlo quando del-
tas reaullam a falta de concurso e mutua cnadjuvac.&o
para o seo l> >in desempeuho.
>iaito reprehensivel sena aquelle que se aprovei-
laisa de sua posiclo para desacreditar seus mulos, e
rnoiio inconsiderado aquelle que em qualquer expres-
slo aa observarlo que o empregado faz no cumpri-
menlo de seas deveres visse s proposito' de denegrir.
Neta Vine, nem o seu collega a que se re-
fere sJo homens em qne se desculpem laes incon>i-
deraroes e faltas, e "espero qoe a coadjuvaro reci-
proca, -"ii sincera e desinleressada, que s lenha
cada om em vista o bem publico e o dever que a nos
todas corre de o promover.
DiloA cmara municipal do Rio Formoso, di-
zendo qoe receben hnje com o oflicio de Smes. da-
lado de IH de novembro ultimo acopia autlientica
da apura.;'o dos votos para os vereadores que teem
de servir nu prximo qoalriennio.
PortaraConcedendo penm-ao a Eduardo Fer-
reira Bailar, para mandar ao presidio de Fernando a
escuna naeionl Linda,o de que he consignatario;
com a enndico, porem, de nao consentir que se
embarquem na rnesma esruna quae'quer gneros oo
objectos com destino aquello presidio, seni pteceder
a competente iiccnra.
EXTERIOR.
0 VALLE DO AMAZONAS E SEUS RECENTES
EXPLORA ORES.
'Marta parle.
As Amazonas. O rio at Sanlarein.
O rio loma o nome de Amazona-, desde a Barra
do rio Negro, eo conserva al ao Ocano. ETe"rj-
roe suscita incvitavelmeiileuraa quetlao sobre a qufl
la havemos dito alguma Ooai! Exisliriam Amazonas
sobre as margeus do grande rio u America do Sul?
A tradico das Amazonas e foi atacada com tanta
forta no ullimo srculu, diz M. de Caiteloau, que a-
penas onsa-se defender a sua verdade. Entretanto
este viajante a -u-l-nla com excedentes razes, sen-
do a melhoi que ella lie ai nda hoje popular entre
os Indios.
Velhos habitantes de Egas a tem enlretido, ac-
crescentando que as mulheres que oulr'ora haviam
formado repblicas indepeDdenles pertenciam a -
i;,i j extincta li Solimes, e que era dellas que da-
tavam assas achas depedra verde, que freqoeuleracu-
le enconlra-ie sobre as ribanceiras do rio.
Era Objdos, velhos indios conlirmirain o fado da
existencia de urna n.n/to de mulheres sobre as inar-
gens do rio ; segundo clles as ossadasdas Amazunas
exisliam em vasos, dos quaes se ha encontrado mul-
los fragmentos sobre o rio Trorabelas, na Barra e na
ilhade|Marojo. Kmlini a estatua trazida ao Lou-
vre per M. do Casleloau e que he o nico monu-
mento deste genero.que se leriaen cootrado no Bra-
sil at essa poca, representa segundo a IradirAo do
paiz, ama Amazona.
Ajunlare .os a eslAs provas mais ou menos con-
cludentes um lestemunho que o sabio explorador
parece n.io ler couhecido. Nos o extrahimos de urna
obra anliga, cujo autor o R. P. [Yves de Evreux,
evangelisou aos selvageus do Amazonas no coroe-
?o o seculo XVII. A illia de Topinam-
bai, de que se vai tratar neste extracto, esta
situada precisamente no lugar, a que somoi chega-
dos era nossa explorarlo do Amazonas, isto he, abai-
xo do confluente do Madeira ; ella tem sobre a car-
ta de M. de Castelnau a desgoac, nambaranas. Eis pois como se exprime o veneravel
capochinho no cap. VIII de seu rea torio : Antes
que entre na materia, sera', bom qde diga o qua
colhidos selvagens a respeito da existencia das Ama-
zonas, porque he urna questao ordinaria, se ha ama-
zonas nesses lugares, e se ellas so seraelhantes a'-
qaellas, de que fazem mencjto os hisloriosraphos .
Ouantu ao primeiro ponto deveis saber qoe heopi-
niao geni e coramitm entre todos os selvagens que
ellas existem, e que habitara em ama ilha bstanle
grande cingida pelo grande rio de MaranhAo ou dos
Amazonas, o qual lera emtua embocadura no mar
cincoenla leguas de largo, e que estas amazonas
i'orain oulr'ora mulheres e hlhas dos Topinarab is,
as quaes se reliraram por conselhos e ob a direccAu
de urna d'entra ellas, da sociedadedos Tupinambas :
ganhando o paiz ao longo deste rio, percebendo em
li o ama bella ilha para ah se retiraran, admilti-
ram em eertas estares doanno homens das prximas
habitaroes, para te-Ios em sua co.npanhia.
Que se pariam um filho era para o pai. o qual o
levava consigo depois de completamenl ed-smamado
se era urna filha, a mai a retinha para sempre. Eis
o qne era geral e commum.
tiradla eraqnanlo os Francezes eslavam nesla
viagem.eu fui visitado por un dos chefes dcstes sel-
vagens, o qual depois de me ler dirigido leus discur-
sos disse-me que era habitantes das ultimas Ierras
da nacodos Tipioarubos, e que era Ihe necessario
perto de du*s las para vultar ao MaraiihAo para a
sua aldeia. Eu Ihe pergnulei entao por intermedio
de meu interoaetesc sua habilacio era mu distante
da das Amazonas. Elle respond'eu que distava urna
la, islo he, que era necessario un raez para l
ir.
De novo pergunlei-lhe se ja linha estado entre el-
las e se as linha vislo, ao qoe elle me respundeu que
nflo as linha vislo nem eslivera entre ellas, porem
qua liaba reduzido a ilha em que habitavam com as
canoas de guerra.
"Uuanto ao segundo ponto, o nome de Amazonas
Ihe he dado pelos Porluguezei e Francezes, em vir-
lude da relaeao que rilas tem com as antigs Ama-
zonas, por cansa da separarlo dos homens: mas el-
las nao corlam o peilo direito, nem acuropanbam
estas grandes guerreiras em sua coragem, vivendo
eomo as outras mulheres selvagens, habis e aplas
em manejar o arco, ellas vivem unas e deltendem-
se romo podem. de seos inimigos. u
Esla pagina Mtigl i|e um iniisionario parece a-
nrrsoiilar-iios a traitirAo das Anuan dthaiui|e
seu vtWatteiri^B,.tLl:aaa|ii nt-la em-limites eiiaatie.
nada tem a-, extraordinario. Ella ullerece-nns prin-
eipalmenle una explicago mais simples do que a
que tem dado inuilus geographos, e que repeli M.
Wallace.
Este ultimo, tocado do aspecto feminino dos guer-
reirus entre as tribu- do Laupcs. e tambem da fa-
cilidade com que os indios geralracnte ruspondem
allirmativaineiite a todas as quest6e>, que nao cora-
prehendem, suppoz que os primeiios conquistado-
res lomaran) e-tes guerreiros por molhercs e que as-
sim tinham os mesinos brancos propagado entre os
indios urna creura que estes voluntariamente con-
nrmaram e adraittitam. Pieferimus a esta hypo-
Ihese engenhusa, o Icslemuuhu l.iu positivo do mis-
ionario capuchiuho, relativamente a exislaucit da
tradicito das Amazonas ; lie'opitu.'io seral e com-
mora, diz elle entra os selvaigeni, que existen] Ama-
zonas, o
Quanto as hachos verdes que muitas vezes se en-
contrara na barra do rio Negro, e que se altrilinem
as Amazonas, M. de Caslelnau achuu que ellas Ihe
pan erara de um granito grosseiro; n.lo se sabe don-
de ellas provem, accrescenla este viajante, que nao
f>z menr.iu alguma de una opinio que lem sido
emittida cem|uraa certa autoridad?, e cojo valor
bom seria conhecer-se.
Esla opiniao, he a qae se encoulra no Diccionario
dos Irabslhos, resumida do seguale modo, a A pe-
dra das Amazonas, qae mudos confundere com a
esmeralda lem baslaute cor... Veuelte no seu trata-
do das pedral diz qae o limo verde dn lio Amazo-
na-, he fluido, e lurna-se lilo duro depois de ter si-
do exposlo ao ar, que se faz hachas no p.iiz. Ef-
ectivamente elle serve para fazer puulms e sobre,
cabos de facas, e penetrando de am lado a ootro el-
le serve de'amlelos, que M penduram uo pescoi-c,
nos braco-, c m nnturj. Este uso lie occasiouado
pelo cu-lume em que se est de pensar que isso ser-
ve de especifico para a epilepsia, para exl.-ahir as
areias dos rias.
M. de Caslelnau accrescenla com ell'eilo, que
lambera se Ihe deu na Barra, fragmentos de esme-
ralda, que litihain sido vucoutrados ua area dorio
Net;rn -
n, diz elle,pequeos cylindros em forma de
le aluum moderno, porque sem duvida esla nar,Ao
tem desapparecido como desapparecetao om dia tu-
das as povoacnes indias da America O bom mis-
sionario capuchiuho esperava entretanto para seus
charos Toploambas om deslino btm dilTrreule, as-
sim como o prova o seo capitulo Mili, intitulado
Quanto he fcil civilisar os selvagens a' maneira
dos I i a ucezr- e eosinar-llics os misleres que temos
na Europa.
Vede com qae candido enlhu9amo o exctenle
religioso eouomera todas as qualidades novas adqui-
ridas por seus neophylos.
De dous aiinoi para ca' os Francezes cosinam aos
Topinambas a tirar o chapeo, saudar a gente, beijar
as maos, fazer reverencias, dar o bom da, dizer a-
deos, ira igreja, tomar agua beuta, pur-se dejoe-
Iho, juntar as maos, faer o signal da cruz sobre a
fronte e os pcitos, baler nos peitos diante de Dos,
ouvir a mis-a, a-i-iir an sermSo, ainda qua nada en
rem, he um dos grandes tributarios meridiouaes do
rio Amazonas. Elle he navegavel por'navios de
grande tuuelagein ale o porto de llaituba, a' quiuze
dias de viagem.
A distancia he de perto de 66 leguas, a corrale
he mu vilenla.
A parlir de Itaituba, o rio pode ser na
De Diamantina a Cuyahs, capital da provincia de
Matto-lirosso, a distancia he de urnas ItO leguas pelo :
i-a ni inlii de Ierra mas parece possivel subir o An-;
nos ate mu lugar que n.i-i ha aparta lo sean ti legoas i
do primeiro ponto navegavel do no Cuvaba, acuna
da cidade, Cuyaba conla 10 mil habitantes. O no
egavel por I deste nome soire o qual esta' situada esta cidade he
remos, locadas a' vara, ou arraslada por
corda.
Ua quinze ou viole cscalas a Iranspor1; he neces-
embarcacoes de seis ou oilo toneladas, tangidas por; facilmenle navegavel por grandes navios al sua
urna juorao com o Paraguay, o que abre urna navegacao
directa com o Allanlico. Porem nio parece que es- i
la vantagem tenha sido aproveilala, porque M. de
sario descarregar a embarcarlo e transportar a car- Caslelnau cita romo ura tacto mui nolavel a activi
ga a uraa certa distancia, alera da dilliril pasnugem ;
he mesmo necessario em um oo dous lugares trans-
portar a emliairac.Vi por trra.
A viagem al os limtttes da havegar.lu sobre o rio
Preto, mi: nenie du Tapajoz, exige dous raezc*. Dahi
as mullas transportan) as mercadorias cinco leguas
mais longe, ale a aldeia de Diamantina, situada so-
lendam, canlar o Ignns-ci, ajudar o padre a di- bre a bacia em que se opera a partilha dis aguas que
uasAiEfiTOEiPiavimv
por Madama Leonie d'Aunet.
CAPITULO IV.
.1 Ha Medr.
llenaremos a familia da Vedelle obsequiar a bella
l'-Tse. a juimii.,, 0 ejoUrio, a mnlhcr, e sua filha,
m es d-ivm I-i o eastello tirara passar o resto do
.'... orna casa de campo denominada Les Ca-
lioeins. pro, -iedade da ama lia de Mr. Lesea I le.
fcra ji.ia velka siltcira que linha o nome presomp-
eaaa de Headrlices, o qual ama abreviar;*] proveu-
;al reduzir.1 a M le.
A lia Mede lora mm;a durante os annns tempes-
tnoso da Revulurto ; quando snb o imperio resla-
helec-u-se a ordnn nos b-ns e nos spiritoj ella
acliou-se na piase de ora patrimonio asss helio em
boas Ierras, e nao Ihe fallaram proponas para casa-
mento, posto qoecom"caseja a Picar m i,lfa. O pro-
ra bario de Croix Foiids arruinado pela emigraeflo
difaa aa de sollieitar a rollada hei deira, tinas *foi
r-geilado romo os aajlroi. U-sdeliea I.i>.'-,|| eatll
am lino assa* raro cornproheiidera logo que na sua
Hade n,ii pmlia ser rei|ii"-lad enao pelo seu jj-
nlifiro, e por isso resolver licar silleira.
Todava atormentada pela necessidade de alTeicao
que nonca morre no coracAo das niollieres, ella te-
dicou-se vivami'iile ao su siihnnhii i'ousaaint l.es-
cdle. do qual torn m- proleelora inlitigavel.
Nessa poca n pven I.scalle eslmlava direito nm
I'iris, e dirigia-se muilis vezes,i bolsa da lia Med)
para tira-li dos ambararos em quo o lancavam is
cooaeqaeiit-ias 'I- s"i Mato ascaasivacfe todos os pra-
zeres. Na amdaaaea annosajaven I.esralle achoa-
iie munido da Baria e tiln desprnviito de meios de
ai.'bsisteucia. pus e.tava r?iiuzidn ao seu talento, do
qu,'l elle mesmo liulia pe-sima opmiau. Nessee-tado
de i-nusas aceilou 'om prazer n Il-re.iiant i que a
lia Mede fez-lhe de ciunprar-llie um cartorio era La
I.iol,it.
Toii'sami Laacalla Iransf.irinou-ae Iransforinou-ae
entao eomplelamenle, deixo.i as maneiras de i i
i i .1- i t tom.i as de funrrionario, rasou--.*, a a
!.:-! ha 'la Academia ilo direito (oruou-se um ho-
,. E
rosari
Os
na es.
vinva
elle n
breme
nosc-
iios Ihe altribuem grande* virtudes mediei-
Koi-nos irapo-siuel saber de qua localidade
te mineral. 0> nidios smenle diziam que
era do paiz (T. V. pp. 111 e 115.) Lem-
'mlim que segundo M. Wallace os peque-
nlros brancos que elle vio serem emprega-
dos pelos I aupe- como ornato', provem das fontes
do lio que corre junio aos Andas de Venezuela.
Nlo podemos continuar nossa descida do rio sem
deter-nus um instante nesla ilha famosa dos Topi-
nambas. cnlre estes selvageus tan amados do Rvm.
padre Yres de Evreux, mas de que nao falla viajan-
zer mi aule de si, lavar as mAos, tomar a carne enm tres de-
dos, corla-la sobre o guardanapo, beber a' sande da
compauhia, emfim fazer 'todas as outras civilidades
que exislem entre nos, e estao Ion adianlados uislo
que dirieis que foram educador, por loda a sua vida
entre j-Vancezes.
Quem sera', pois, que queira negar que estes sig-
naes nao sao sullicientes para convencer-nos de que
com o lempo eata nacflo se domesticara', se instruir,
e ficara' honesta ? (Folios Wi e 68.) Ha dous seculos
a meio que foi esenpto esle caloroso arrazoado, mas
o que se lem lomado os Topinambas '.'
A dez leguas abaixo da embocadura do Madeira e
err. face di ilha Tupinambaranas, esl situada sobre
a mantera esquerda do rio, a pequea aldeia de Ser-
pa, edificada oo carne de urna collioa. Alraz desle
estabelecimeoto, eslende-se om lago consideravel
que na sua exlremdada oriental, comraunica cura o
Amazonas por um canal bastante largo. Sobra este
ultimo ponto enconlra-se a aldeia de Silv j- mais im-
portante que Serpa.
Cincoenla leguas mais abaixo chega-se a' villa No-
va da Kaiuha, sobre a mnrgem direila, esta aldeia
he a ultima da nova provincia do Amazonas, do la-
do do Para'.
I inmediatamente abaixo esta' a embocadura do
rio Ramos, que tem perto de duzeotas jardas de lar-
gura.
lima mult'nlAo de pequeos ros vindosdoiolerior,
laucara-- neste rio, que coramunica com um delles,
com o Madaira.
He pelo rio Ramos que chega-se em quatro dias a'
aldeia consideravel dos Maus, coja posicao uo meio
de una planicie frtil, abundante em pastos e cor-
tada por eanaes navegaveis parece ser das mais vau-
lajosas.
A parlir da Villa Nova, romera a callara do ca-
cao.
As plaulaniis du cacao dio daas culheilas por
auno.
Segando M. de Moulravel, mil ps de cacao pro-
duzem cada colheila cincoenla arrobas de cacao, cu-
jo valor estimado a cinco francos a arroba^ da' ura
produelo de quiuhenlos francos por auno. Doze es-
cravus bastara para a cuitara de quarenta mil ps da
cacao.
Fabrica-se sabao da boa qualidade com a ciuza
da casca das favas e com as dos ramos e das rai-
zas.
A ama ceoleoa de militas abaixo da Villa Nova,
enconlra-se a embocadura do rio das Trombetas. af-
lluente septentrional do Amazonas, no qual elle se
lauca por dous tiracos.pouco apartados um do onlro;
o menor Santa Thereza pode ler ceulo e cincuenta
jardas de largura ; a largora do outro chamado Boc-
ea das Trombetas he de nieia legua. O Tronilieta
-JiiCMnn.il.. <.*.!. di**m. Vinal tanjo eeiu-! uu-
tugares nao lem menos de/duas inilhas, de urna tuar-
gein a oulra.
Mr. llera.leu reprsenla as marsens desle lio co-
mo sendo mui feriis, porem, segundo elle, as gran-
des embarcarles nao pudem sabi-lo senao durante
cinco ou seis das ; elle he depois obstruido de ro
rh-diu e cscalas. Mr. de Muutravel noi diz tam-
bem que elle abunda era productos de lodos os ge
eros, e em raadeiras de conslrocco e de luso.
Suas marteus sao cuberas de gigantescos caslanhei-
ros, cujo [rucio fornece aos habilanlrs de Obydos
um azeile lino que, feito eora mais cuidado, .poderia
rivalisar com os melhores azeites da Europa. Falla-
se tambem na existencia de tuina- de ouro e de Ma-
la sobre o Trombetas ; mas a iusalvbridade de suas
aguas he um fado muis cerlo ; as febre; malignas
sao alti mui frequentes. Os iudios deslas regies sao.
segundo diz Mr. de Casteluau, os Araoakis e os Pa-
rauakis qae vivem mis, mas qae n.io sao huslis aos
brancos.
A quatro militas das boceas do Trombeta esta' a
aldeia de Ohjdos, dianle da qual ludas as aguas do
Amazonas reunem-sa em um s braco que lem me-
nos de urna uniba de largura, lugar este onde a cor-
rele tem naturalmente urna extrema violeucia. Mr.
de Moulravel descobijo ahi una profunden de cin-
coenla e oilo bracas, o que he consideravel. Huiros
viajantes servindo se de prumos mais leves, preten-
dern) que o rio devia ler ahi Ireztnlas braca- de
profundidad.
Obydos, situada sobre ama colima argilo domina o corso do Amazonas, he cercada de bos-
aues.
Sua pnpul.ic.to he de quinheulas almas, mas o dis-
Iricto du mesmo nome conlcm perto de quiuze mil
e faz com o Para' um eommereio'bastante activo.
Obydos possue um collegio que em 18V2 ciiolinha i
esludantes.
-'io a margem direita do Amazonas, no eonflu-
eole do rio Tapajoz, esla' sllaada Samare o, a cida-
de mais imponate da provincia depoit do Para'.
Sautarem acha-se de um lado a lli leguas da embo-
cadura do rio Negro, e do ootro a Iti leguas do O-
ceano.
Ella lem qoasi dous mil habitantes. Sua pu-n.ao
he urna das mais pitorescas du rio e una das mais
vantajosas debaixo do ponto de vista comraercial.
Ella he o emporio natural do eommereio do Amazo-
uas, do Rio Negro e da pioviucia interior du Matlu
(jrossn.
o- arrabal-es .ni encantadores; o snb he sen-
t de humllale, o que he uraa vantagem mui rara
sobre as margena du Amazonas Os navios do eom-
mereio gastara treza dias em descer o rio de Sanla-
rem ao Para', e vinte e ciuco em sohilo i-utre estas
duas cidades.
O Tapajoz.A regISo dos diamantes.
O Tapajoz em cojo confluente esla' situada Saula-
correm au sul e ao norte, urnas para u
outras para o rio da l'raia no Par.guav
joz que (em aqu o nnme de Ariraos lera
Amazonas,
. O Tapa-
nal fuites.
diz Mr. de Caslelnau, entre os parallel de qua-
lorze a quinze graos de lalilude austral no vastos
campos e longas cadaias dos Pareces. E las enlaram
com seus braco-, um esparo de cem leguas, d'ste ao
oeste, crusaiulu-se com as aguas que vAo para o sul
unirse au Paraguay ou a' seus afflaeiilesL o Cuyaba,
o Sepiluba e o Jauru, mas a fonte principal acha-se
a' urnas quinze leguas a oeste de Diamantina, e eha-
ma-se o rio Eslivado. Esle ponto he ujai dos mais
cariosos dos mais luleressantes qoe aprsenla o con-
tinente americano. La, enm efl'eilo, urna centena
de metros smente separara n rio Eslivado de um af-
lluenle do Tombador, tributario do Cuyaba'. O pru-
pnelario de ama fazenda, situada entre! estes dous
ros, os j i ni mi om ao oulro por meio de jura peque-
no canal, com o nico fim de regar seu jjrdim, rea-
'isanrio tissim, sem pensar, a oniio de djous rios gi-
gantescos e ligando entre si sem o saber, o dous
mais bellos syslemas de navegacao intentar que exis-
lem sobre o globo.
Pdderiamcs citar nesla bacia de Arinos, oalras
fontes igualmente aproximadas ornas dafe oalras, e
'ornando direcres oppostaa, segundo que ellas cr-
relo para o graude rio do Brasil ou para o da rep-
blica argentina.
Temos ja iosislido, fallando do Madeira, sobria
proximidade dos rios Alegre e Aguapahy, perleo-
centes, este a' bacia do Prata, aquelle ao'syslema do
Amazonas.
Nada he mais proprio para arrebatar a imagina-
c,io do qui esla facilidade com que a nature/a se
presta aqui ao estabelecimeoto de coinmunicacoes
tAo importantes.
Comprazcmo-nos em representar em um fnturo
mais ou menos apartado, a America do sul cultiva-
da, explorada era loda a exleosao de seo rico terri-
torio.seus nomerosos rios sulcados de vapores e seus
abundantes productos, circulando no interior am
mil direccOes, distriliuiudo u bem eaar com popu-
lares compactas, alravez dos inmensos valles do A-
mazonas e ilo Prata, desde Boenos-Ayres at a em-
bocadura do Orenoco Eis o sonho de hoje qua
pode lurnar-se amanhAa, islo he, em 30 afinos, tima
opulenla realidade.
Ao lado ilc-ias magnificas vaulagens. qu o Iraba-
Iho do humera esla' certo de recolhcr, parece-me
que mesiuo as maravilhas da regiAo diamantina em-
pallidncem e lornam-se mais que nunca, Ilusorias.
Entretanto he sua riqueza em ouro e diaimaulesque
torna hnje IAu interessanle o paiz. onde sb enlrecru-
zan as aguas do Arinos e do Paraguay.
A cidade de Diamaolino, viziiiu,-das ( mies desles
ViiM /'iario n. IU1.
mera regradu, exacto, positivo, e mui severo para
com todo aquelle qae tomava a liberlade de viver
como elle vivera.
Regra geral: o homem esquece-se aempre promp-
laueiiie de sua conducta passada quando ser-lhe-hia
penivel lembrar-se della.
O lempo inverleu completamente os papis ; pois
houve um momento em que o notario rsvoltou-se
vendo a ta inclinarse a ndulgeocla para com man-
cebos lalvez muito meaos libertino, do que elle
lra.
Em 1819 o na.cimento de Rosa lanrou na vida de
lia Med urna felicidade qoe al entao ella nao li-
nha anda experimentado. Quaodo lomoa em seas
brarns a recera nascida, essa pequea rrealura delnl
e branda, caja fraqueza sollicila tio eloquenleraeule
a proteceao e ternura, ella senlio urna emorao in-
dizivcl, e libras myslenosas estremeceram Ihe \ re-
velarlo de ura seniimanto desconliecido. A maler-
nirlade dtspertava nesse cratelo simples e profundo,
lio diguu de ser o de urna mu.
lento a enanca ternamenle aperlada ao peilo,
ella correa ou sobrinho e disse-lhe :
Toassaiol, se tens algara reconhecimenlo pela
alleicAo qoe sempre coosagrei-le concdeme o que
vou pedir-te.
Falle, miulia lia, nao posso recii'ar-lhe
nada.
Da-me la filha para criar.
Que ininlia tia, Vmc. quer
Leva-la para Las Capucius coui a ama. Voss*
irAo ve-la sempre que quiz.erem ; mas nao rae recu-
ses isto. meu charo sohhnho.
i Mas, minlia lia, nunca tralou-se de que Vmc.
lavaria a menina. Como vtio-lhe agora essa idea t
--- Vendo-a. nbraraodo-a ; at hoje eu nao liuha
comprehendido quanlo poda amar urna menina, es-
la cihnmoveu-rae o coracAo, live coran urna revela-
!';ao ; ie isso j me Ucease acontec lo, creij que eu
nao lerflVresslido an desejo de ser raai.
Dril n-ile-lio n notarlo, he grande felicidade
I para nos qn a ta cuide nisso j.i larde. De ceno nii-
1 ilha lia, accfeicenleu elle em voz alta. nAo vejo in-
conveaienle un salisfaz.e-la, a menina licari muito
bem em sua c*4a ; pela niiulia parte constato ; en-
tenda-ie com minha mullier.
Madama Lescall,. nao resisti muito lempo i% ns-
lloriasapaixoBadHda lia, e Med trumphanle le-
van rom algo a snbhnha rom. urna preza. Desse
da em dianli sua e\it,nria ale enta solaria e mo-
uotaiia firm orenpada e alegre, ella ronaanrnii ,i pe-
quena Roa urna altaico, na qual .- .nrm-l, i,-.. lo-
dos os iii'lmetas amorosos de ana coraran. Rusa foi o
ohjerto de ;seus prareres, da leus cuidados, de seos
pena.minios di lodos os momelos, ti casa crande
que ella achara lanas vezes deserta e silenciosa pa-
receu-Ihe Iluminada de raios, e cheia de harmonas
logo que foi vivificada pela presentada menina ado-
rada.
A casa de campo da lia Mek-, fura oott'ora o ao-
ligo e celebre convento de Capuchinhos de La Cio-
lal, situada era urna praia indinada, diauln da qual
as vagas vinhain iuccssantemenle iuebrar-se contra
urna liuliade pequeos rochedos flor da sgoa, ella
licava em urna posirAoadmiravel rodeada dejardios,
cojos terracos domioavam um horisonte sera limites.
0 lugar fura bem escolhido para edilicar-se um con-
vento : em ueohuma parte o homem seute-se IAu
pequeo, e sent a Dees tAo grande como diante do
Ocano immeoso e dos cos ufiuitos.
Foi nesse lugar, dianle das mais bellas obras da
ualureza, rodeada da temara inteligente da lia que
Rosa passoa os primeiro anuo- de sua iufaucia.
(Juan lo ella leve nove anuos o pai decidi niel te-Id
uo collegio.
A la Med chorou durante oilo dias sem tentar
coinbater a resolurao du suhrinho ; pela na santa
luimdade julgava-se incapaz de dirigir a educaeau
de Rosa, e todavia jamis teria podido ser a pi nuci-
r em prononciar a palavra : srpararao.
Bem como lodas as pessoas fallas dessa percepcao
superior que poderia chamar-se o sentido do cura-
ca o Mr. Lescalle rarioemou muito mal tirando a fi-
lha da casa da lia para confia-la as freirs de La-
Colat. Teria sido mellior para Rosa ouvir os cun-
s>dhos da lia Med, a prender em sua companliia as
poucas cou'as boas e serias que ella podia eusinar-
llie, e desenvolver seu espirito livremeole no meio
dessa grand/ Miaran, do que ir definhar entre as
paredes negras c tristes do convenio de S. lenlo ;
porem Mr. Lescalle que Illa raciocnava assiru, en-
viuu a filha a ler os livros inspidos ou truncados
das freirs,e bater com os dedos sobro as teclas ama-
rillas de um piano velho.
DetH falsa apreciarlo de Mr. Lescalle resolloq
que depois de passar seis anuos em S. Rento, Rosa
volton para o seio de soa familia com urna inslruc-
rao uiai superficial, um hurrivel tlenlo de pianista,
profunda iguoranca do verdadeiro ciu lud, e por
cunaeguinte prodigiosa quanlidade de ideas falsas.
Todava o notario c a mullier ficaram maravilha-
dos pelos tlenlos da Rosa, quando ouvirain-na exe-
rular as pecas de llerzsem tomar respirarlo, e vi-
ran a rabera de Romulo e a da Niohe desenliadas
| por ella eom laps encimado. A lia Mel tai me-
nos eulbaiiastl ; seu juizo recto adverlio-a logo de
! que Rosa perder modo durante esses seis aunos ;
1 porem mil i prevalereo ludo a alegra de ver sua
querida sobrioha restituida a la ternura de cada
I da.
dale coramercial deCovaba, situada, diz elle, a illO
leguas de todo o porto, e nao se coinraunicaudo eom
a coila senao por caravana, que empregam quasi
ura auno na sua viagem de ida e volla. As expor-
taeoes desla cidade para a costa consistem principal-
mente em couros de bois, em pelles de jaguiar em
ouro em p, em diamantes e em ipecacuanha. O
estado dos coslumes he ahi depluravel. O artiges
de inip ui c.io os mais pesados chegam a Diamanlina
e tonaba pelo rio Tapajoz, aberlo a navegaran des-
de 18II.
Apezar doa numerosos periaos e cscalas, que a-
presenla este rio, a viagem entre Diamantina e Sau-
tarem se faz mui regularmente todos os anuos. A
navegarAo cometa no porto dos Ariuos a 10 legoas ao !
nordeste da cidade de Diamantina. A dia de urna viagem de ida e volla he de S mezes.
Vinie e cinco dias bastam para descer o Tipajox ;
sao necessarios ."> ou (i mezes para subi-lo. Empre-
ga-se um mez quasi em fazer o carregamento de
Santarem. As despezas de transporte duplicara o
valor de urna carga.
Entre as tribus indias qua habitara as margeos de
Arinos, algnmas 'Ao da cuslomes mui doceis, outras
sAo mu hoatis, e muitas sAo amigas dos brancos,
ainda que ferozes e anthropopliagas. Os Api ico-,
por exeraplo eotretem com os clinsiaos as melhores
relacoe., mas e-l ta continuadamente em guerra com
os oulros indios e elles devpram os seus prisionei-
ros.
Seu signal dislinctivo consiste em :t linhas hori-
sootaes, pintadas cora o genipapo, c que formam em
torno da bocea urna especie dequadrilalero. Elles
n aancultores e fazem arroteamenlus, porem aca-
bados os primeiros Irabalhos deixam as mulheres u
cuidado de plantar, e limilam-se a caca e a pesca.
Cada um delles tem duas mulheres, e os chefes tres.
Podem deapedi-las, mas com a condicAo de mala-las
'e algum oulro se nao qu>zer uldisar dellas. Os ve-
lhos liara o algodAo e -,io nutridos por seos filhos ;
aquelles que os nao tem sao sustentados pelos man-
cebos da naci. Os A macos lem algnmas nocoes de
Dos e de urna vida futura. > i guerra loatam os
adultos dos sexos e fazem assar seus corpos. Con-
duzem os meninos como prsioneiroa,educara-nos em
suas casas, fazem cultivar os campos, e os tratara
bcra al que techara attingida a dada de 12 ou li
annns. Celebra-se eulao urna grande fesla na aldeia:
con luz-tii os pequeos prisiooeiros para o meio da
tribu rennida, e oa chefes das familias que os edu-
caran! lhes quebrara o crneo com um golpe da mas-
sa.depois coinem-lhes os corpos e entregam-se a dan-
sas diablicas. Todos os que sao eslranhos a tribus
vio assim sacrificados. O ouro abunda, segundo di-
zera. no paiz destes Indios : mas elles nenhum caso
fazem c rlizera que o nuio he o Dos dos brancos.
Urna nutra tribu nolavel, mas que Inhib a exlre-
mi 1 ole do rio he a doi Mundurucus : sao gaerreiros
mui temidos das outras povoacnes e qii6 tem sido
sempre alliados dos brancos, elles se pintara de cores
bnl liante- e se cnbrem com bellos vestidos de penua
de araras.
lerndon enenntrou-so em Santarem com o enae-
dous rios. cunta, alm de un ara *e nu ero de es- i nheiroe arehltecto franeez, M. .Mauam de laurear 1,
cravos, 1,000 a 1,'JDO habitantes. illa lie atraves- 11"e Ihe coininuiiicou interessanles notas recolhii
ti", cunim
eoii e seu
c|( -
MI
toj.
ram
sada or um rio. i nbeirao dn *
ped as preciosas, as quaes deve soa
nome.
He no curso d'agoa e al as ras da cjdade, de-
pas das chuvas, que os........mi. de Diamantina en-
Iregaro-ie, segundo ditera, a' procura doiouro edoi
diamantes.
A regiao quese eslende pelos arredoret desla ci-
dade he olhada como exces-ivamenle doentia.
Diiranle o governoportuguez, dizM. deCaslInau,
a exploracao do diamante era prohbala aos particu-
lares, sob peoas as mais severas. Urna guarda mi-
litar vigiava os escravos da coroa que Irabalhavam
na vtracai deste preciosu mineral.
Todo individuo, que achava ama dei las pedras,
era Abrigado a eutrega-la a' superinterklencia dos
diamantes de tonaba, de quera recebia i raa modes-
ta recompiosa, em quanto que lena sido punido ri-
gorosamente, se tivesse (lescoberlo, que 'lie se que-
na appropnar della. Nesla poca o o erno se re-
servara o direito exclusivo do caminen-i i dos dia-
mantes, lanto quanto a sua extraefio. Hoje este
eommereio he inteiraraeole llvre.
Entre os principaes corsos d'agoa que forneeem
diamantes a ouro, cita-se olio Ouro, o I amanliuo,
o Sant'Auna e mullos de seus allluenles, mlim o rio
Paraguav, de que todos os precedentes Ao Insula-
nos. O riu Sumiduuro, Iribularlo de Ari ios, segoo-
do dizem, lambem he mu rico em iliam nles. En-
Irelaulo a muior parle desles nos parecti i ser com-
pletamente esgolados, a eiceptAn do equeno no
chamado Buriti, qua fornece ainda muir
.-obreludo o Sant'Anna que parece ter
loda a sua riqueza primitiva.
Os diamantes que provem deste ultimo1
pelos mais bellos que exislem ; pretende -se inesroo
s pedras, e
conservado
no passam
que erial pessoas us sabem distinguir u
ciu. O maior que se lem lirado no San
sava 3 oitavas. M. de Caslelnau calcula
descoberla das minas pelus Paulistas
quantdade de diamantea exlrahidus de
e de Mallo-tirosso, monta a perto de 6ti
cifra oaqual se acha coinprelicndido um
mero de grandes pedrea. Estimando o
da nilara em 2oO-;OIHJ, chega-se a um lo
de t,-200:000 fr. Se se Ihe accrescenlar
da baca do rio Caro, aflluenle do Arag
dos em 11 rail oilavas, representando I
a soinma dos diamantes extrahidus da re
to-lirosso, se elevara a peTlu de SO mil
valor de 06,000,000 fr. O mesmo v
que eila provincia se for suhmellida a lena explora-
rio bem dirigida, podera' fornecer aindaj urna quan-
lidade mui mais consideravel de pedras preciosaa.
o De araea lam-i le, accrescenla elle, a brocura des-
tas piMraa, he acoinrianhida de ar.iu lef penaos, e
eslou convencido do 'que estes brincos da vaidade
lem j i cuslado ao Brasil somente, a vida de mais 100
mil rroatur.as humanas.
cnmmer-
Anna, pe-
|iie desde a
n 1819, a
liara -iilin.i
ral oitavas,
graude nu-
'alor medio
al de perlo
s producios
i\, avalia-
,80,IHIO Ir.
lio do Mal-
oitavas no
jante pensa
Comprehende-se que as menores ri cumslancias
lomavam iuleresso enorme aos olhos
quando Kosa tinhs parle nellas. Assiirj
que o sobrinho Ihe promeltesae desean
pucins a' soa volla de La Piuede ; que la saber co-
rla boa lia,
ella fizara
ar em Ca-
nil
mo Rosa porlara-se uessa peqnena
ociedade.
Ella ficou pois muito agitada a' esperi
cuntnt seu costume chegou dez vezes a'
urna hora, e crescendo-ihe a ancia veio
no banco de pedra enllocado a' porta, t
cer com aclividade febril meias delaa t 'stnailas ai
pobres.
No momelo em qne ella nos appareqe, a lia Me-
d ctiegava ans setenta amias, era urna mullier alia,
magia, e aiuda firme ; linha o rusto alo igado, nariz
oduceao ua
do sobrinho
janella em
ascntar-se
poz-se a te-
es indicavam
alguma du-
brandura de
os.
bro que par-
snbrnha, tt
I uslu que sej
liuu. bocea falla de denles ; suas feie
certa forja de vontade, e leriam lalve'z
reza, se nao lossem acoinpanhadas pe
dous t-llius grandes, panto-, e anda bel
Ella trazia iiivariavelinenle um veslo
licipava do Irage de freir e de campm eza, ora ves-
tido de car escura, urna luca de pon us enfeiles e
ura lenco de pescoco.
Quando o chapeo de madaraesella Le
ceu no ngulo da estrada, a velha levajutou-se, e foi
ao ero ''litro da familia.
Entao, Virginia, perauntoo ella
la satisfeita de sua visita ?
Ah respundeu a mullier do notario, mada-
mesella de Vedelle nao he arnavel
pulida.
E o conde '.'
NAo live lempo de ve-lo ; elle arena- saodou-
nos.
Mioha amiga.o coode linha de allar-me de seus
negocios, disse Mr. Lescalle.
Comludo devia ler conversado cdmooscoalguos
momentos.
Elle envina o lilbo era seu losar.
Ah sim, he um bello iiiaui-ebo;tia Mede, alio,
lourn, de higodes, e com boles deesi leralda na c-
misa ; ah um bello mancebo !
lie aquello que chain-se.
O Sr. Jaiques, disse Rosa ajuda
do pai.
Ah decoraste-llie o iiome.filliin
Med rindo.
Elle conlemplav a ramio Ko-a, ai *iesrnatouju
d une- -11,1 Lescalle em voz liana ; e a
toa-a pela ma belleza.
I leva ra/an, tornon a lia abrac
Rusa.
O que ha mellior do qne os can: primelos, loi-
oha lia, he a certera de ler de ora em diaole a direc
oraule una viigem realiaada sobre o Tapajoz e en-
ire aa tribus indias. Intrataremos do Iragmento do
jornal desle vijanle, Iraduzido pelo oflicial ameri-
cano, algtimascircumstancias sobre os Mundiiracu-.
Segaino M. Maugin de l.incourl, estes indus sao
os mais bellieoaoe do Amazonas e contiim entre si
de |j a 20 mil guerreiros. Nulrem mu odio mor-
tal contra os negros e lestemuiihain algumas synipa-
thiaa pelus brancos. Durarte a e-laca i das cliuvas.
elles perrurrem as planicies e vao juntar a salsa-par-
rillia que trucara dipoia por mercaduras e pelu
rlium.
Os uolros li mezes do aniiu, sao empregados em
guerrear. Cada aldeia possue um arsenal ou forta-
leza para onde os guerreiros se retirara durante a noi-
te ; passam os dias no seio de suas familias. Pintara
os meninos dos duus sexos desdea idade de 10 aoOiH
cain e.pecio de penle feilo com os espiohos de uraa
palmeira chamada murumuru. Se lie um meoioo,
o pai marca sabr o carpo do pobre, que nao tem a
faculdade de lainenlar-se, lougas linhas cnssiignen-
ladas que vio desde a fronte al a cintura, e sobre
as quaes elle derrama depois cinzas negra de urna
esqecia de resina.
Estas marcas uao desapparecem jamis, porem se
esta primen, pintura que he ohrigaloria entre os
Mundurucus, basta algumas vezas a garredice das
mulheres, ella nao salisfaz a dus guerreirus. He-
lhes necessario ao menos urna boa caada de geni-
papo ou de urucu' sobre cada membro ; alm do que
elles se ornam de penuas. As mulhera fabricara
para si braceletes e collares de bagas de cures, de
escamas e de denles de tigre, mas uAn lhes he per-
initlido uzarem de peunas.
Em lempo de auerra os chefes tem direito de vi-
da e de murle sobre os simples guerreiros. Os Muu-
dunicus uAn matara seos prieioaeirus, pelo contrario
elles os tratara com humanbale, os piolara, e us
considerara depois como seus lilhos.
Esla narao bellicosa longe de ser enflaquecida co-
mo as nulras pupulaces, que depois da conquista do
Brasil pelos Europeos, lem sido quasi destruidas,
augmenta apezar das longas guerras, que empre-
lieude lodos os anuos contra o selvageus, os mais
ferozes.
Tendo-se ouli'ora allladu aos branco os Mundu-
rucus lhes ce.Icr un as Ierras, que habitavam, sobre
as margen do Amazonas, cutre o TapBjoz e o .Ma-
deira, e foram pastar as protn las solides quese
eslealem alm das cscalas do primeiro desle rio,
uraa vida independenle, a qual jamis renuncia-
ra m.
M. Maosin de Liocourl visilou o chefe mundu-
rncu Joaquim, que lio terrivel se tornou para com
os revoltosos do Para', durante as perlorbares de
IK.TA ; e eucoulriui nelle um velho decrepito, quasi
paralitico, que o receben mui liem, e parecou lison-
geado de que um eslrangeiro vieVede lio longe vi-
sila-l.i.
ido a mamaria
1)1'.' disse 3 tia
e ClIiDpfllnei.-
,,l.i i- I 'fe- ile
Cao dos negocios do conde, o qual esl. enfadado de
uceupar-se com elles, c eucarrega-me de ludo para
o futuro, isso dar-roe-ha incessanlemeule occasiao
de ir a La Pineda ; ja aroankaa bel de almorar la.
Temos de tratar do arreudamenlu das trras.
Ah! corau licarau irados us Aruuox, quando
receberein essa noticia i dissa madamesella Lescalle.
Justamente, uAo coovem fallar-Ibes a esse res-
peito, Virginia.
Porque, meo amigo '.'
NAo dizendo-se-lhe nada, Mr. Arnoux cuidara
que vou a La Pinede simplesmenle e como araiao
intimo ; o elTeilo ser muito mellior.
Ainda s vaidoso, meu pobre Toassaint'.' disse
Med.
Minha lia, cada ura de mil tem o valor pelo
qoal se inculca ; aprend islo em Paris. Se orna pea-
loa procura provas, uinheulas creem as nosias pa-
lavras.
Ttia mxima he mnito humilde, meu sobrinho :
lei oulra mais altiva :
t.lual he, mi iba lia '.'
He mellior ser do que parecer.
Deiicrcos as mximas e os proverbios, e coo-
corde nislo :
Se lodos crerem que lenho rclac/ies intimas com o
caslello sera' grande o realce ; pelo contrario se eu
apresenlar-me como notario do velho conde de Ve-
delle, nio lirarei dahi grandes vantaaens. Deixe-me
dirigir minha liarquinha, intiiha lia ; ella ja' ato vai
minio mal ; lenho influencia as eleicea, todos res-
peilara-ine, us ilichcr lisongeam-me, os i .ron l'onds
lemem-ine ; nao sei me-nio se esse velho conde de
Vedelle. n3o lem lambem alguma leucao seerela.
Ja' o present ; o futuro esclarecera' ludo isso ; pur
hoje vamoa jaolar, i un versaremos a' mesa.
Jantaram em uto grande terraco rodead* de la-
rangeiraa, do qual descobria-se una estensao im-
incnsa ; a' direita os muros com selleiras, as porlas
nnssicas de La Ciolal dominada pelos tectol da ci-
dade ; ao longe- um rochedo grande chamado /ler
Ainle ergoendo-se nllivameale ao eco a' esquer-
da a linha barmoniosa das eaUlnaa, airar, das quaes
lira o porto do Toolon ; dianle no primeiro plano a
pilloresca illieta denominada He Verle c ot horison-
Ics do .nar, 0 qual o sol converta em um lago de
ouro movelieo.
Era jiislanienle o moinenlo em que Jorge de \ e-
delle leudo a Irona apelada a' janella* alhatra sem
ver esse aappilarulu maguilico.
^- Vi, Itosinha, i orno he bella a perspectiva do
meu ten a ; mandei arrancar as ~el>eique tinham
sido feila- em torno dalle na tua infancia para iinpe-
diram-te de cahir, e ai-ora nada embaraen muta
Ti'la
Eu sou o tushaua Joaqkiim, disse elle, em raao .
porluguez. Amo ns brancas e jamis os trahi.
Deixai o meua, meus caaoaes e minha cabana so-1
bre a margem do Madeira, pan defeude-los. i.iu.in- |
tos revultosos rbanos uao lenho eu massacrado, ca-
da vez que melti-mecm urna canoa de gaerra, que
I ira ns ha fgido. Presentejnenle esloo velho e du- i
ente; mas se permanec) noj meio dc-tas mulheres, e
nao parto logo para ir expellir esses aisassioos de
Muras que laqueiam mullais plantarles, he porque
me acho enfedicidu, e pordue eslou coodemnadu a I
morrer aqu como om ci. i Este valente chefe, que .
i.i-t generosamente ha abra; alo a causa dos bran-
cos, parece ler sido pago cuoi a ingralilo. Elle nao '
receben do goverqo nenhuraa recompensa, e lem
permanec 1o pobre, emquanlo que a exemplo dos of-
ciaes brasdeiros, elle poda amonloar grandes ri-
quezas. Elle nao lem senao filhas, e por conseguin-
te nenhum herileiro directo. Um sobrinho de uns
vinle anuos, que elle araav.i rauito, e a quem que-
ra tranamitlir sena tilulos e seu poder, era de san-
de mui frara. e sollria todos es dias um longo ala-
que de epilepsia. O viajante franeez, leudo conse-
aunlo ailivi.ii- este doente, o velho caciqae em re-
conhecimenlo v inli.i lodus os dias agradecer-lhe, a-
perlar-lhc allectoosamente a mao, e Irazer-lhe al-
auus presentes, fructos, passaro, ou mesmo despo-
jos lomarlos ao inimigo.
O mesmo viajante visitou lambem os Maus, qne
habitara a parle do Tapajoz, approximada do Ama-
zonas. Estes Indios nao usara das pinturas gravadas
no corpo ; apenas pinlam-se. I Os homens sao bem
formados, robustos e activos ; as mulhores geral-
racnte sAo bellas. Menos bellidosos que os Mundu-
rucus, elles submettem-se voluntariamente a' inda
enca da civilisarAo, e commerciam com o brancos.
Suas lial-.ilaco-- mui aceiadamenlc conservadas, sio
cercadas de plantarles de bananeiras, de cafezeiros,
ou de guaran. Os Brasileiros das provincias centraos
de Govaz e Matto-Crosso fazem um enorme consu-
mo desla ultima planta ; elles a ernpregam.corao re-
medio contra as febres putridasl que os accommet-
lem durante certas pocas do anuo. Sao os lodios
Maus que lhes forneeem esta {preciosa droga ; s
elles satiem prepara-la, e mouonolisara o seu eom-
mereio. Os Manes preparan) anda nm p vegetal
chamado partea, que survem pelo nariz por meio de
ura pequeo appirelho formado] de doas tubos de
peonas d'aguia. O parica coinpfc-se :
1. De cinzas da urna especie pirlicular de planta
Irepadeira.
2. De araos de acacia, angico da familia dos le-
guminosos.
3a Do sueco das folhaa do abala (coeculus,) da fa
milia dos meuospermcs.
E conservado em pequeos pies eodurecidus, qae
sao pulverisadus anlcs de ser errlpregadn. O p he
depois aspirado como ja' disseraosl Esta operario he
acompanhada de svraptomas violentos; a bocea se
contralle, todo o corpo (reme, os hlhos parecen) sa-
bir de suas rbitas; a embriaguez dura cinco mna-
los, e pr> luz um eil-it-i dos mais neneficos. M. Mau-
gin de* Lineourl entregue a urna febre ardenle, e re-
duzido a ura esta lo de grande fraqoeza, enaaiou um
dia esle remedio. Cahio iramedi.-itaineule embria-
gado sobre sua maca, mas de umal embriaguez loda
particular, que obrava sobre seusl membros rom i
urna consequeucia ale choques eleclricos. 'Tendo-se
levantado elle ficou sorprezo de ni) experimentar
mats tor alguma ; a febre se imh i passado, e elle
achou loda sua energa para fazense obedecer de
seas servidores indios, que se haviam mostrado dis-
poslos a ahaudona-lo. Tal he a viriude singular do
panca.'
Citaremos anda entre as tribus dq Tapajoz os Pa-
renlinlius, inim'gos dos Apiacas, eldos Slunduru-
cus, e mu lio-lis aos viajantes; e os Nobicuaras, que
sao lerntes e aulropophagm.
Apezar dos pengos provenieotes das tribua indias,
e as diflieuldades acluars da navegarflo, o lio T.ipa-
! joz i'llercce entre a provincia de Mlatlo-lirosso e o
Amazonas, una va da*cuminunicac.a mais prompta
| e mais segura que o Madeira. Ileao rpeoos a nica
possivel hoje, e he ao mesmo lempo, aquella que
aprsenla mais probabilidades de bom xito aos pro-
jcclos do futuro.
O rio l>aruU rio \ ingaO Tor.antit e o
.Iraguay.
O primeiro estabelecraenlo que enconlra-se sobre
o Amazonas, abaixo de Saotarera, he a pequea vil-
la de .Monte-Aleare, que cunlm rail e quindenios
habitantes, e esta' ailuada sobre urna culliua da mar-
gem esquerda, a urna inilb. do rio. O eommereio
que ahi se faz cunsisle oo cacao, peixe, ananaes,
loac pialada, oleu do cupahiba, etc. O solo do dis-
triclu de Monte-Alegre he mu proprio para a cul-
tura do cacao. O delicioso peixe. condecido sob o
nome de (uranicu, abunda uos lagos numerosos des-
la | r,nnieia ; os pastos sao evcelleutea ahi. Monte-
Alegre se lera tornado celebre pelo fabrico das ca-
balas ou cuias, que as mulheres indias sabem ornar
cora ligaras de pastaros e de oulros animaos, pinta-
dos com um goslo admiravel e desenliados com urna
nolavel delicadeza. A pequea aldeia da Prainhi. a
Irinla leguas abaixu da Santarem, he, segando M.
de Moulravel, uraa boa posiraio militar. Urna ilha
ailuada era face, abunda em tartarugas. O rio he
ahi de urna profuudeza cousideravel. Dezoito leguas
mais abaixo, o Amazonas recebe o /io Paru', que
vem do nprle, e que parece ser navegavel por gran-
des embarcaeea durante vinle dias de viagem. Ahi
enconlram-se cscalas. Uiz-se lambera que as mar-
gens desle rio sao pouco saudaveis. Pruximo ao seu
cunlluenle enconlra-se a aldeia de Almenan, que
M. de Moulravel aasignala como o ponto mais favo-
ravel para u eslabelecimentu de relaces commer-
ciaescum as tiuyaunas franceza e hollandeza ; nos-
sos compatriotas outi'ora haviam levantado ahi om
forte, cojos restos ah subsistem.
Ja' ua altura do Alnie.riin o Vmazunas lem perlo
de tres leguas de largo ;\o meiu de sen corso he se-
mi-'a-Io de ilha, que .le na un modo o dividen! era
dous bracos chamados, um Macapa, oulro Garopa.
Antes de chezar a ilha e aldeia de Gurupa, sobre a
margem meridional, passa-se dianle da embocadura
du rio Xingu Chingan.) Esle aflluenle he um dus
principal.'., he dos menos Conhecidus do Amazonas
Nenhum de nossus viajantes o tem explora lo. He
quasi o murarlo central, diz M. de Caslelnau, so-
bre o qual ainda nao pude obter noticias precisas.
Segundo M. de Moulravel, o Xingu derrama suas
aguas no Amazona-, por quatro ramos, dos quaes o
principal he navegavel por navios de grande lone-
lagem.
Cila-se em seu confluente a aldeia de Parlo de
Mos, qualro dias mais cima a de Souzel, ultimo es-
Oh tia Med, como he bello disse a 11105a
depois de um momento de admiraflo ; nanea vi o
sol assim em S. Beulo ; os muros eram muito al-
tos.
A conversaeAo versou ainda sobre a gente do cas-
lello. No meio daa narrares ura pouco diffozas de
madamoiselle Lescalle a tia Med disse :
Mas Virginia falla-me sempre do mesmo mo-
jo ; madamoiselle de Vedelle nao lem dnus lilhos '.'
Sim, ha outro, o segando, disse Rosa, um hu-
men) baile, palillo, e mui singular ; elle uio disse-
nos qualro *palavras ; tem ar bravio.
O segundo nAo entra em conla, loroou mada-
moiselle Lescalle ; he urna especie de maniaco. Di-
zem qoe he idiota, e isso condece se linimento.
1 i.n-ni diz isso .' perguntou o notario.
t.uem '.' lodos : Gaulhier, rendeiru de La Pi-
nede, Manoella que val trabalhar la de jornal, e
Mara a vendedora de lcite.
F como sabem '.'
Anda hontem Alaria conlou-me, que indo a
Iteaussel alta iiiiile com u filho, virara uraa sombra
que carainliova gravemente i beira du mar, a prin -
cipio livcraui ni-' lo. ma approxfmandofcva, reco-
nheceram ao senhor Jorge de Vrdell'. Enlao ella
falln Ihe. us elle nAo respon leu-lhe, e afaslou-
se ; eslava sem chapeo, e encarou-a com ar assui-
lado.
I.ue cunto sio esses'.' diste o notario ; eres
que seja prupnu de um hornera sosalo passeiar a--
sim pelas praias ns tres doras da madrugada, em
vez de dormir '.'
lie uiria meninice ; ello quera fazer modo
as mulheres que patsavam para a frira.
Mas, disse a ta Med, esse pobre rapaz lem
lalvez agitaroes doentias, se se acha no ciado era
que vos.s dizem. Oue diz acondessa do filho J
Ella nio falla a esse reapeilo, parece envergo.
Indar-fe de le-li; licou muito embaraeada quando
nos lea parar sbitamente.
F. o ronde ?
') conde nao dase una palavra nease sentido,
tornou o notario ; elle parece nioaraa-lo.
Coilado qaem o amaro, se elle perder a
mai .' disse a boa velha.
Oh minha lia, nao lamenle-lhc a surte, dis-
se .Mr. LeteaUe rindo ; o pii he rico, e lehara f-
cilmente uma raulher que enrarregde-M diaso.
Nio fallara enfermetros ana doenles .|na podera ler
quinze mil libras do renda.
Ah meu pai, um idiota lie peiordo qoe um
doente, eirlamon Ro-a.
Son da opiniiu de Rosa, di-se a lia Meu..
E em que fundan essa raode.lntipllhia pn-
'.iii-iioiMi I escalle a filda.
labelecinii na europea sobre esle rio. Encontra-se
logo as crrente-, a Assegurno-se-me, diz o oflicial
da uiariuha franceza, que o Xingu e o rio Tapajoz
communicam se por um canal interior, cujas mar-
gens aio c iberio- de prodceles nataraes, que fazem
a riqueza do Amazonas. Em oenhuraa partea sal-
-a-pirrilh 1, o cacao selvaeem, o oleo de cupahiba e
de audiroha, sAo mais almadiles do qoe sobre as
margens do Xingu, e os numerosos cursos d'agoa
seus tributarios. A antigs Iradijoei ahi collocam
igualmente minai. He sem duvida por cansa das fe-
bres qoe apparecem sobre a margem, qoe este alllu-
eole nAo tem podido er explorado.
As aguas do Xingu, sao mui claras ; a 10 ou 15
leguas abiixo de seu confluente dislingue-ie ainda
as aguas lamacenlas do Amaionas. A ilha de Gu-
apa que he bastante longa,passa;por orna das mais
feriis e das mais ricas em produccao naloral. A
urnas doze legoas mais abaixo entra-se emfim oo vas-
to Amazonas. O rio se alarga pouco a pooco em
uma bacia immeusa, que deve ler cincuenta leguas
de largo. Eata bacia he coberla de ilhas ; a de Ma-
rojo, que occapa quasi o centro, e qae pardilla as-
sim o Amazonas, em doas grtale braco-, nAo tem
menos de dei milhas quadradas de superficie. A al-
deia de Brez.es, sobre a ponta meridional da ilha de
Mar ja,serve de emporio para o eommereio de caout-
chouc que recolhe-seem grande quantdade em toda
a regiio da bocea do Amazonas.
Eis a maneira porque se faz 1 colheila deste pro-
ducto tornado tAo til. Os indios enlalham o tronco
da arvore cora um machado e fixam abaixo diste gol-
pe urna larga concha na qual caha o leile ese coaga-
la. Antes que elle fique completamente endureci-
do, da-se-lhe a forma que se deseja, sej a de sim-
ples p.i'-lquadrados, seja a de sapatos ou garrafas.
Nesles u I tirana casos empregam-se moldes de argi-
la, e ennegreeem-se esses objectos por meio do fumo
prodazido pela combustio das nozes da palmeira
urucuri. O sytlema dos mullios ha deploraval, por-
que a arrore aasim ferida morre logo ; itrta moito
mais prudente fura-la com uma verruma.
Era face de Breves, dous riachos chamados o Pu-
cajash e o Guanapu, lancam-se no rio a orna mui
curta distaocia um do outro. Segundo as noticias
bornenlas a M, Herndon, o Pacajash seria coniida-
nvel, e poderia ser subido em canoas durante vinle
dias ; elle desee das monlaohas da provincia de Mi-
nas-Geraei; suas areias, segundo dizem, contem p
de ouro. O selvageus qoe o habilam sio qaasi bran-
co-, andam mis, porem sio mui doceis.
Alraz da ilha de Marajo, ura grande rio, oTocao-
tios, vem desaguar no largo caoal do Amazonas cha-
mado o rio do Para. A alguma distaucia de seu con-
fluente e sobre a mirgem esquerda esla situada a ci-
dade bastante commerciante de Camela, qoe encerra
dous a Ires mil habitantes. A vegetarlo abi he for-
mada em parte da linda palmeira assai, de cuja (ruc-
io e\lrahe-se um licor rauito estimado no paiz.
A cento e treze legoas de sua embocadura, o To-
cantini se bifurca ; um da seas ramos, o To-
canlius prnpriamenle dito, tem perto de qnalrocin-
tas e quarenta leguas de curso ; o outro, o Araguay,
tem au menos quatrocentas e vinle. M. de Caslel-
nau que os visitou considera o Araguay eomo o rio
ai -1 e romo o mais imporiante sob a relaeao da oa-
vegacio. Com elTeilo o Tocanlins aprsenla uma
successAo cunlinua de correntezas ; o Araguay, ao
contrario he livre na maior parte de sen curso. De-
mais, o Tocantins nio he realmente navegavel seoio
parlir do Porto Imperial, apartado perlo de Irezeu-
las leguas de Goaz em viriude dos desvos do ca-
rainho, no enlretanto que pode-se embarcar sobre o
Araguay duranle lodo o anno a ciucuenta leguas dei-
la capital, e na e-lacio das chavas, a algumas leguas
somente. Nao levando pois em considerarlo senao
o Araguay, e ajuiilaodo as quatrocentas e vinle le-
guas de seu corso particular as cento e Irea luguas
du Tocaotim, desde sua bifurcaciu ate seu confnen-
le, obtemus nm curso total de quinhenlas e Ircze le-
guas, o que constitu! 1.1 um no de primeira ordem
em qualquer oulro paiz, que nio em am continente
bandado pelo Amazonas e o Misaissipe. M. de Cas-
lelnau empregou Imita e qualro diz em descer o
Araguay desde Salina!, qae esl a cincuenta leguas,
por trra, di Goyez at a juncc.iu desla rio eom o
Tocanlins. A largura do Araguay, immediatameu-
le abaixo de Salinas he de mais de quinlienlos me-
tros. No ponto de reunido dos dous cursos d'agua
ella he de perto de dous mil metros, e a correte de
(res quarlos de railha por hora. Extrahimos do re-
latorio do viajante franeez as cle-crtpcaes mais in-
lercssautes de sua duplica expedidlo sobre o Ara-
guay ao principio e depois sobre o Tocanlins.
Guyaz, qoe as faules do primeiro desles rios us
faz alcanzar, he ama das mais bellas cidades do Bra-
sil, ella ha cercada de raoiitaohaa cobertas de bos-
ques, eoula de sete a oilo mil habitante. Esla si-
tuada sobre a margem do rio Vermelho, cujas areias
i3o aurferas e he urna das fon les do Araauav. Tara-
se visto balis partidos do Para, em distancia de mais
do quinhenlaa leguas vir amarrar-se a qma das pon-
las de Goyaz. Entretanto o Vermelho nao-he verda-
deiraraeule navegavel senao a qualro leguas abaixo
da cidade, A populacho de toda a proviocia de
Goyaz qae he mis extensa que a Franca, he ava-
dada em 120,000 a 130,000 habitantes, dos quaes
15(000 quando muilu sio escravos.
Quando nosso compatriota resulven explorar o
Araguay e o Tocanlins, foi levado pilo desejo nio
-omeiite de ser mil, a setene i as, mas anida i mesma
provincia. Com ell'eilo esles rios percorrem Goyaz
como duis vastas arterias ese reunem era seo extre-
mo ti mi le do norte. Dimas que o segundo Dio he
navegavel por grandes embarcares, senao a parlir
do Porta I inp-nai.puado a perlo de Irezentas legoas
da capital. He entretaoto por esta fio interrompido
por por!go dus Indios quese laziam lodas as' communicace-
com o Para. A navegacao do Araguay, he, nos o
dissemos, muito mais ventajosa, mas o temor exage-
rada dos selvagens linha feilo abandonar depois de
longo lempo esta segunda via de commonicacao. M.
de Caslelnau quiz tentar reabr-la e cerlificar-se se
os indios que a habitavam erara na realidade mais
temiveit que os do 1 acantina.
S na parle inferior do rio foi que se mostraran)
os primeiros perigos dos selvagens. Persegoiram-nos
por longo lempo antes que os podessem alcanzar ;
importa va provar-lhes que nio linha inlenrio alga-
ma hostil a seu respeito e dispo-los favoravelraeule
por meio de dadivas e de trocas. Aleancaram-no.
O viajantes se poztram enlio em retalio com a Iri-
b dos i.'h imbi-a--, da uac.ia dos Csrajas. I m desles
indias consentio mismo em servir da goia alravez
das passagens pergosas que apresentsva o rio. Seu
Nislo, meu pai: primeirameole ora doenle
pode cur.r-se. Em segundo lugar, em um doente.
si> o corpo esl i atacado ; elle pude recoohecer os
cuidadus, e amar ; mas o idiota lem o espirito
doente, era mesmo compredende o que le Ihe
faz.
Sim, deve ser horrivel, conliouou a lia Med,
ler junto de si um corpo joven c vigoroso, cuja al-
ma esla como ausente.
Tal marido nao de iucnmmodo, tornou o no-
tario, a mullier pode trata-la como am menino, de
coja guarda lenha-sc enesrregado.
Mas, meu pai, esse nio de om menino sem
vontade, como Vmc. jolga-o ; pelo contrario, elle
lem toda a orle de manas extravagante!, de obs-
linaces insensatas. Pretende impedir o pai de
cultivar suas Ierras, afimde ver crescer adi as moi-
tas de alcaparreira, de cujas flores goita ; nao
qoer deixar cortar um ramo de arvore que entra-
nte na cmara pela janella ; habita um celleiro, no
qual, como verdadeiro maniaco, amontoa mil cou-
sas iualetl ; nao quer Irajar como todos ; lera um
vestuario como o de l.-eutaude, couleiro, c polainas
de coa ro como o corren. Veado-o, niugucra o lo-
mara por filho do conde.
O qae Ro-a diz he exacto, tornoa madama
Lescalle, c deve-se accreicenlar qae elle parece nao
enlCO le,- o que se Ihe diz.
ludo i-sopiilc ser verdad, minha amiga;
todava, es-e rapaz achara ama mullier quando qui-
zer. He bella cousa a riqueza e o titulo de baro-
neza de Vedelle.
Que ilizes, Toussainl'.' Casar com um idiola !
He um pensaraento dorrivel '. Reflecte bem, iccres-
cenlou madama Lescalle em voz haixa, depois de ca-
sada, 1 mullier deve vive com o marido, e... isso
he revaltaote I eu antes querena tratar toda a ininlia
vida de um doenle, do qoe casar com um desses
doudos tranquillos !
nao te afflia, n.lo quero lazer-lc casar
cora elle.
A ronver-acao mudoii de rumo. Depois do jan-
lar tuin- dcixaram a lia Mede. e vnllaram para .1
cidade, asan- preoecupadn : o uirlario cuidan lo era
tirar o maior proveito po.sivel de uas relacoe com
La Pinede. madama Lescalle melilaudu mandar
r de Marselha um vestido para sua prxima visita
ao caslello. Rota leinhrundo-se involuniaiiameula
do bello -emitanle de Jacques, e repenalo em
-eu espirita toda a- pilavraa que elle Ihe diara
rumparava -o a 11 a lar de Monllao.- o la. > de | a
Clolal, e, aehava-o mais elegante e mais arnavel.
Elle tem de vallar para Pars diese ella com-
iign -uspiranilo.
I L'onfiAtior-se-A.i.i
;


- J
X ,
c hete hl .{tie M astraaew'01 BtssailssMI f.ci.i aldeia,
moslraudo-lhes as u ulher- e rs memnos. A mirar
parle desles salvaa-ns Hila ttutia ainda lula brin-
cos ; lambem -ua eutiosiJada era vivamente tici-
Al molhores imarjiavam que elle devum ler as
HJJtes mil piolados; mas cnlrc-abrindo suas
cami-as e vendo q:i.' sen. patios eram da mesilla
er. fimiam laucando gritos 'le sorpresa.
K-ies Chamiiiros liaban) o corpo inleiramenir-
piulmlo. i> cabellos longos e llucluanles, o labio in-
ferior forado e ornado de um pedazo de concha em
forma aoaaaatl el!'-s trazlam sobro a Taca una ci-
catriz snnullar, iigii.il diillnclivo de >ai 11.1r.io. Al-
gn- humen* 'ioham substituido o anzol por um pe-
dazo de alabastro de forma lylindrira, que li/.i.i
prender o la^io, dei\audo assim descoberlo, o den-J
te. Ouasi lodos aliavessam tambem as orellias com
watSS pli e pennas de vinecadas cures. Estes In-
dios afta aun induilriosos, e possuein culturas con-
i.lerivn's. Elle* linliam ama urande provisfto do
banana* e de legoaaea. Alm disto eiilregam-se
sjaei Sn.is niullieies sahem liar o algndo de que
1'a/em curdas e maceas. KabrtsanB alcui dislo oh-
jeclas de lou^a c ca<*hinih s. I'arece que os Chain-
loia- nenhuma noci religiosa linliam. Ellcs nao
Irui nenhuma ceremonia especial para a consagra-
cao do casamsiilu ; entretanto i pnhgamia Ibes be
de-coiiheeida e a lioerliua'ero. parece ser punida
rom sevendade. Elles term una sinsular maneira
de enterrar os mullos ; o curpo be r>i||ucado verti-
r.lmenle e n.ln hnri/.ontalinenlc, a cabeca lira fra
do -ni,., c be cercada de bananas e de oulros romes-
liveis que se renovain de lempos em lempos. Estes
Indios assistindo a urna comida dos viajantes, a \ eli-
do e-tes comerem carue secca, maufeslaram um
profundo descosto; nao conberendo ueiu bois nem
civallos nem alguna dos oulros animaes de grande
estatura, ellcs baviam naturalmente supposto que
o- brancos cumiain carne liuroaua. Este faclu pro-
ra que h-m que cercados de populaces anliopopha-
cas, os Otambiras teim conservado por este espan-
toso costme, lodo o horror que alie deva ins-
pirar.
Em cada ..I leu dista tribu os edrangeiros nola-
ram urna barraca consagrada a guarda de ornatos
bitajr s, cnmpuslosde magnificas peonas de papa-
gatos ; eram enurmes bonetes, desliuados dansas
mtsleriosa-, que lemn lugar em certas pocas do
auno. Elles sito de formas diversas, ora quadrados,
ora ctlindricos, e s8o ornados de desenlio mui ca-
riosos iuteiraraente foilos di pennas de arara. Ao
sea lado inferior he ligada ama longa franja de pal-
ma da palmeira, que oceulta quasi completamente
o liomein que com ella sa cobre.
Parece que os Chambioas possuein respeilo des-
les singulares bonetes a mesma superslie.il que as-
signslamos entre os ludios de (aupes, a respeilo dos
instrumentos da muiica do diabo, porque 'quando
lera lugar a dansa dos bonetes, se encrrrain com
cuidado as barracas no sao enviados para os bos-
ques. Se urna den ie ellas vm aperceber os-
les bellos ornatos, be inmediatamente entregue a
mi irte.
M. deCaslelnao couseguio, por meio do presente
de urna espada, decidir o cliefe dos Chambiuas a ce-
dcr-lhe um desles bonetes; a condcelo do ob|ecto
agrado se fez com rail precauteles, e foi cercano de
tudo o myslerio que convem a parpelracilo de um
mine. Os viajantes lambem foram leslemunhss de
dansas selvagens que produziram sobre seu espirito
urna impressao- prolunda. Muviraentos bizarro.,
ki nos eslraabos, esles homens seinelianles a demo-
nios, e piulados com cores as mais vivas, esta naco
inleira qae os coDlemplava com admiracAo, esta es-
plendida nalureza tropical, qoeos cercava, lado islu
compunha o quadro mais sorpreudedor. Em som-
ma, 01 Chambioas pareceram nao merecer a repu-
' _;*' qoe Ihes razian) ler os habitantes de Goyaz.
Entretanto he cerlo que elles se nao lem ostentado
sempre 13o pacifico*, assim como n provam muilos
mas-aeres que liveram lugar sobre o Ara juay, o dos
quaes eram elles os aulore*.
Na juncrao do Araguat com o Tocanlius encon-
Ira-se um forle chamado Sau-Joao de Duas*Barras.
lie desle poni que M. de Caslelnau subi o To-
canlios para chegar i linyaz. Os Indios lioslis que
habilam a roargem direila do baila Tocanlins sao
i onhecidos soh a designadlo de avies, nome que
iw Por tugoezes dilo as aves de rapio*. A marsem
l'po-la heoecupada peta Irib pacifica dos Apia-
ce. Mais aliu sobre a margem direila, encontram-
os os Caracats, qoe san perigosns, c emlim sobre as
diias margeos do alio Tucintios, os feruzes Chavan-
le' e aa Canoeiros.
"-Apiases sao nolavcis pelo desenvolvimenlo
enorme qoe fazem adquerir a suas orclhas, inlrodu-
iudo no lbulo um pedazo de pao, cojo dimetro
i'iumenl.i progressivamente desde a infancia. Silo
alera dislo mui induilriuso; so suas immensas
planlacts que nolrem os habilaiiles de una mis-ao
llamada Boa-Visla, situada sobre o rio; assim co-
mo es eqoipagensque frequentam o Tocanlins ea
-u.irnic.lo do furle de San-Joao. Elles ervem vo-
lunUri iiiienlc de rem"!ores e recebeio urna ma es-
pingarda de cinco a seis francos em remuneraran
da viasem ao Par, que dura seis a uilu mezes.
Os viajantes passaram nina noite das mais inte-
ressantes em urna das aldtias dos Apinagcs. Elles
assisliraro dansas mjsteriosas e phantaslicas, quo
fazem parle do coito super-licioso volado pelus lu
dios a loa. Nao mencionaremos aqu sen3o as par-
ticularidades mais estrauhas.
Entre os guerreiros, todos pintados do cores l.ri-
Ihanles, se distingua om personagem inletrtmenle
caberlo de urna tintura escarate, que se enlregava
ans salios as mais singulares, agitando com violen-
cia urna cabala que continha pedras. De lempos
em lempos elle saltava por cima de um grande fugo,
qae se elevava entre dous grupos de dansadores.
Ooando a la atlingio o ponto culminante de sea
curso, os pas e as milis vieram ollerecer u sua di-
vinadle o- rerein-iia-ci I i-, eslendidos em soas mac-
eas. L'ma velha espantosa de corpo descarnado,
apresentou -se euldo com os bracos elevados acimu
de saa caliera, c andn muilas vezes em lomo da
sembles, e depois desappareceu silenciosamente.
llorante esta apparicilo, lioinem dos movimentos
eleclncos saltava cun mais furor do que nunc.
Ao mesmo lempo oovia-so da aldcia i voz bullante
de um orador qae repeta sem cesar mn nomc bi-
zarro, depois esle personagem npproximou se ten
lamente, com as cosas carregadas cun urna soberba
carga de penuase leudo sobre o braco urna hacha
verde, alraz delle vinh i una moja Irazendo um
menino saspeoso era lomo da cintura. Esle par
nao se moslroa seno por um instante. I.ogo de-
pois. o grnpo lateara p.iderna-se da palavra bizar-
ra e a repeli ao infinito. Estas scenas duraran) ale
ao por da la.
Os Chavantes e os Canueiros qoe habilam os dc-
crlos do alio Tocanlins se fazem urna continua
guerra.
Os prmeiros sao anlhropophagos e devoram os
rorpos de seus velhos pas, que malam, segundo di-
zem, quando aatta uo momento de dar o ultimo sus-
piro. As parles do corpo que preferem sao os ps e
as nulos.
Os Canoeiros lem um prazer brbaro com o lor-
Inrar os seos prisioneiros. Nada pode dar urna
idea do horrivel espirito de invencAo de que elles
ata dolados, e a esle respeilo diz II. de Caslelnau,
de qocm eslrabimos todas estas minuciosidades.
Ora he urna mai que se forra a comer o cerebro
de seo lilho, ora be urna raai que se liga forlemen-
le i proa de urna canda, de maueira que alternati-
vamente mergulhada as aguas e \olanlo qsuper-
ficie, seo sopplicio possa durar muilos das, assim
hem que esle povo nilo seja aiilhropophago he mais
lemidu do que os mesmos Chavantes, n
No rammlij por trra que conduz de Porto Impe-
rial a li'.yaz enconlra-se algumas vezes e>quelelos
mutilados que indicam qnc a maca dos Canoeiros
pissou por abi.
I m velbo chefe Chavanti qne acompaohava os
viajantes. Ibes moslrou um lugar onde os guerreiros
de -na naco lenjo aprisionado doos indios Canoei-
ros c urna mora, os linliam ligado jautamente e
queimado a fugo inorlo. Elle rindo-se as gargalha-
das refcrindo esle episodio e imitando os gritos des-
te desgranados c a supplica da rapariga.
O temor coulinuo dos individuos, he, ja o disse-
nii, om dos mu lerios obstculos que se oppoe i
i-ollura deile bello paiz de Goyaz. No norle desla
provincia particularmente, os" sclvasens tornam a
turnar por toda a parle as Ierras que baviam sido lo-
madas a seus anlepasfadts, e os habilanles que silo
bstanle felizrs por escaparen) ao incendio e ao
masacre, reliram-se para as aldeias onde logo pe-
recem de molestia e de fome. Tal era a ailoanlo
desle paz na poca em que M. de Caslelnau u vsi-
tou ; esperamos que sua etpidirAo .obre o Araguav
lelizmcnle reali.ada, ter dado ulguma conlanra a
estas populaces mui juslamcutc alemorisadas e iui
fracaraente.prolegidas.
ParaA Floresta virgen) Os Tapoios Os es-
eravos.
A eidadedo Pira, capilal da provincia deste ri-
me, esta situada sobre a inargem direila do Amazo-
na, a perto de 2(i leguas do mar e prximo ao mu-
lluenle di om pequeo rio chainado Guarna. Ella
fui fundida em 1616 sub o mue de Sama Alaria de
llelun do lirSo Para, e be anda boje cidade a
mais importante das margeos do gramle rio.
Sua popularn cuiupe-sede mais do nove mil in-
dividuos livres e de om pouco menos da cinco mil
escravos ; ao lodo fautora mil habilanles. Ella
ollerece urna mistura de raca excesivamente varia-
das e interesamos. Abi enconlra-se o asan de lez
colorada, que parece exislir abi tilo bom como sob
n clima a maisMa de seu paz, o plido noile aine-
ii-.,:..-. .. porlanei amulatado, o braallelro mais
g.irdo, aagra de hamai ilearc, e o indio apalhlco
mas uolavel pela belleza de suas formas ; depon
entre tajos esles ly pos bem caraclcrisados,
a mullidao de ma'
diMTsas s um
tiimuir.
l-'.mlini de lempos em lempos, percebo-se nas mas
lo Para. -el', asm- de lomas orelhas, detendo se es-
lapefaebM diaala de mil i bjeelos novos para ello.
Para ii.in lu; tonificada, lia -rnenle subre urna
illia, a cinco milhas abaivo da cidade, um mui pe-
queo lorte armado de algumas pecas de campauha
em mo estado e de um alcance iiisulliciente. lia
--
(.fii* SI ?fcS*fer,BiS GK fin
fui>i|.,r a hitiOGs de ceino e ciucotnila melius ..i
Diargeai.
A cidade do Para eonlem bellos edificios entre os
quaes mu abundan) as n;rejas. O anlioo cinivenln
dos je/uilas, situado pruiimu a calSelral. lornna se
a residencia do blspo e a sede de um seiiniiarin que
eoala eenlo a viiile oncipoloi. lia .iem disio no
Para um eollegio, dual casas le recolliimaelo e de
educarn para us meltinm pobres e orphaoa du* ilous
sexos, muilos estabelecinieutof de caridadCi enlre
outrus um hospicio para usexpuatus. l'ma da cau-
sas que mais lem dado nas vistas dos viajaulcs uesla
cidade he a (ranquillnlade e a boa ordem que reina.
O-crimes, os simples delicies slu abi mui raros.
Nolam-se iir-nos arlo, de viulenria, menos embria-
guez duranle o dia e a nolle do que em cidade alsu-
ina da Inglaterra de igual pnpulacilo. Se reflcte-
se, diz a esle respeilo M. Wall.ice. que os habilan-
les alo pela mainr parte sem edneacu, que sao es-
cravos, indios, brasileiros, porluguezes, eslraageiro*,
e que a cada canto da ra vende-se a niela callada
de rhuin a qualrn suidos, e*la ausencia de toda de-
sordem parecer' u>n testemunho evidente da excel-
lenle nalureza e das disposrfftes pacifica, desla po-
platela. M. Ilerndoii inlerpreta c-le faeto de
urna oulra maneira : prnvaselmenle, diz elle, esle
homens sao mui prcguu.osos para pederem ser
maos. o
Para lie a sede de um bispado que se eslenJe u
mais de seiscenlas leguas pelo iolerioi e compiehen-
de iniuineraveis tribus de Indios ne baplisados. As
grandes feslas sn celebmdas abi com multa pompa ;
as procisses e principalmente os fnsus ne artificio
sao seus iii.lispeusavcis companbeiros.
O clima do Para be delicioso e al o mez de leve-
reiro du annu de IHTiU, ainds -eni i hivia a^siguala-
do ah epidemia alguma. Nesia poca n l'rbie ama-
relia que liaba sido levada da frica para a Itahia,
dahi se havia derramado pelo longo da cosa, foi
miro inzid.i un Para' por um navio procedente de
Pernambuco. Esta feure cau-ou muilos damnos. r
no auno sesoiiiteabexig* nilo foi menis perniciosa.
Avalia-se em ij por eenlo a proporctu das victimas
produzidas pelas duas epidemias.
As ras o arralulde- na cidade silo ornados de urna
vogelar.i:- migiiilica. Km quasi todos os jardius eres-
ce a bella palmeira mirili, a cujo lado veem-se >a-
rangeiras e urna mullidilo de plantas odorifera. l'o-
davia ,M. Wallace u.lo experimenlou ao primeiro as-
pecto csse anlhusiasmo que lautos viajantes manifes-
tam em suas obras.
A causa disso, diz elle mesmo. nasce de quo
muilas tasas reoacm em ums s de-rripro iDiravi-
lhas e nuviilades qae seinlo tera cncoulrado seutu
(lepis de semanas e mezes depesqmzas; produz-se
assim uiua impressau falsa que lomase em deceprilo
quando o Miar vizila por sui vez os mesmos paizes D
Como exemplo da justeza desla observarlo, o na-
turalista inglez informa-nos de que durante a pri-
meira semana de sua residencia no Para, bem que
passasse todos o seus das na lloresO visioba a cida-
de, nao Ihe foi possivel ver a ave de paraizo, om sii
papan io, om < macaco; e entretanto elle pude con-
vencer-se mais tardo de que na reali lade esles ani-
maes silo mui numerosos nas circumvisiau^as do Pa-
ra ; mas he necessario saber procura-Ios e descobri-
los em seus retiros habiluaes no meio de espessos
bosques. Da mesma s .re o ollio do naturalista des-
linguc na structiira das plaas, ni forma e arranjn
das folli.s, mil parlicularidades proprias a' vegelac.ao
dos trpicos ; pirem a maior parlo destes vegelaes
considerados cm massi*. nto produzeui na paisagem
senilo o effeito anlogo nquellc a que dan lugar em
nossos campos, os carvalhos, os olmos e as faias. En-
tretanto esla ultima observarlo senilo apnlica seuSo
a' \ i-iuliain; i mesmo da cidade e confirma assim as
linhas seuuintes de .M. de Caslelnau.
Faz-ss geralmenle, diz esle sabio, mai falsas
ideas sobre a riqueza que aprsenla a vegelacilo so-
bre asm.rgens inmediatas dos grandes rius da Ame-
rica ; nestss partes, allernativamenle submetliiias i
arc.iu de urna concille mais ou menos vilenla e a
dos raios .mientes do sol quando na occasia,u d j abai-
xamenlo das aguas seno enconlra geralmenle s?nao
urna vegetarlo pobre e mesquinha, mas de urna ex-
trema densidade ; he a alsu i as leguas no interior e
lias partes a que nilo rhegam jamis as grandes en-
cbenles d'agua que he necessario ir procurar esta
vegetarilo.acliva e poderosa que da tanta graudeza as
paisagens das regies Iropicaes da America.u (T. I,
p. 103 e 40i.)
Todavia na visinhanca do Para' nao be as innun-
dares, mas sim a milo dos homens que convem al-
tribuir a' ausencia desla belleza grandiosa que o via-
jante inglez desejou encentrar desde o primeiro mo-
mento. He verdade que a'algumas milhas da ci-
dade, elle achou-se no corarau da 11 .resta eb som-
hrios zimborios formados por grandes arvores onde
penelravam alguna r..ius luminosos e onde Irimula-
vam ligcirus cips; ah elle gozou a' vuutade de In-
das as -ensarnes que pude produzir a' lala de urna
nalureza virgen) erobusta. Un.ilo a c-lacan secca
aJianluii-se mais seus gozos ausmCntaram.*
Eolito era um especlaculu verdadeirameule admi-
ravel o ver aquellas arvures lo altas coberlas de ci-
pos lloridos e de perfumadas grinaldas,em lomo das
qoaea borbulliavam milbaresde inseclvs decores re-
luzenles. Entrelauli abi me-iiin um pezar penetra
ua alma do admirador apaixonudo da nalureza; mui-
las arvores da floresta uilu produzem flures senilo a
nina centena de ps cima do sulu ; o maior numero
nilo fluresce senilo em seu cuine, porque su elle esti
exposto u luz e au calor do sol. Nilo he pois a seus
pos, mas por cima de suas eabecas que conviria po-
der admira-las; so em um balao e do alio de orna
barquinha qoe levemenle # deslisasse pela folha-
sem se poderiz ver urna llore-I.i virgem em todo sen
esplendor e na bullanle variedade que deve apre-
sentar sua ondeante superficie semelhaiilu a um pra-
do aerio.
Em Mnima, o que ha de mais novo para o loro-
peu nas florestas da America nao he o brilbo das co-
res, mas sim sua grandeza solemne e sua sombria
espessora. A vis! desles troncos ronssicos c gigan-
tescos, alguna dos quaes tem formas bizarras, c em
cujo tomo se enroscan) vigorosos parsitas, fere a
M fi oamsM i.i
u'iaiju ila i.iiilirau in.ileii.il, nas (aiiiliiwn i que protende marchar a Tro a tic da civilisa-
debaixodo ponto de vista moral e reli- cao do uturo, urna reuniffo de cidadSos
Bio*o i proclamar abertarnente e sem mdor a \?i do
Este acto de um carcter excepcional o; interesse e o di re lo da orca..
particular ao Brasil nan podera servir de Entretanto, qualquor ujua -Jeja o pensa-
argumento para justilicara escravidSo como I menlo que lanha boje a repblica dos Es-
principio. Somante era justo nicticiuiia-lo | ladoav-unidos, paquetes a vapjor tendo o pa-
maginarao e inspira urna a I ni ira can fria e urna es-
pecie de terror, antes do que encanta os olhot.
Na Europa um simples campo de llores amarellas'
e de margaridas, urna tollina esmaltada de siestas e
de mamullo oficrecem-nos um quadre mais alegre
um lodo de cores mais vivas e mais risonhas do que
us poderiam apreaealarloda as regies dos trpicos.
Tal bcaopiniilo do naturalista inglez que declara
nilo ler jamis visto em todas as suas viagens d'Ame-
rica nada que pos-a ser comparado ao oll'uscanie bo-
qucl que Forana una das no-sas marieiras em llor.
Nao podemos deixar de produzir esle lestemuubo bem
proprio i consolar aquelles, que jamis exploraran! o
valle rtoAmazonas.
A provincia do /'ara' compreheude urna superficie
de perlo de Irczentasmil milhas quadradas, e possue
uina popnl.ir.in de eenlo e Irinla mil individoos li-
vres e Irinta e tres mil escravos. As escolas prima-
rias em numero de quarenta e orna instniem mil e
cem meninos. A Bdmini-Uer.lo da provincia lie con-
fiada a um presidenlo e qualro tea presidentes Ho-
rneados pelo Imperador do Brasil, lia orna assem-
blca legislativa provincial que se rene urna vez por
auno no mez de aislo. Ella determina a duraran de
suas sessoes, c lambem perlence Ihe o resolver*lodas
as quesloes que se ligam ao desenvolvimeiita dos re-
carsns da provincia e sua culonisac.lo.
A Talla mais sensivel ueste rico paiz do Para he
una popularn de Irabalhadores serios ; nalureza
ah he 13o prodiga do seus lliesouros que os habi-
lanles passam sua vida em una exlrema indolencia.
Esla pro'uica geral era mais do que nina perda de-
ploravel de forras cujo emprego puderia ser precilo,
era um verdadeiro perigo. Assim cm 1837 o ses-
scnla mil indios civilisados que encerra a provincia,
foram organisados em um corpo de Irabalhadores.
divididos em mullas secees, leudo cada um a sua
frente um major Bical, e -nido cada secrilo subdivi-
dida em companluas enmmandadas por um capilao,
que lem sob suas ordeus um sargeulo e muilos cabos
de esquadra.
Ncste ferlil paiz mo era o direilo ao Irabalho, o
que exiga essa ceulcque nada po-sue, era pelo con-
trario o direltu a pregaica, Foi pois necessario Tor-
ear a' aclividade esta mullidilo de lazzaronis bra-
.ileirns que se chaman) tapuios, c islo sob peni de
licarem as commiinicaces pelos ros inlerrompidas
por falla de remadores e lodas as especie de Iraba-
Ihos suspensos para sempre. O tapuvo se ninguem o
excita ao Irabalho levanta sua leuda de fulhas de
palmeira sobre a margen) de um lago ou de um rio
cheio de paites, junto de urna floresta abundante em
fructos e em cara, e abi no seio desta fortuna pri-
mitiva pa-s.i i m la ni i.-.ienie o intil a sociedade.
De algoinn sorle piiis elles foram arresimenlados em
um exerritn de Irabalho, destinado a -atisfazer ludas
as neressidades do fraco movimento commercial da
provincia e a todas as exigencias de obfeiros, ma-
esla insliluicao nao podia dallar de dar iiaseimenlo
a numerosos abusos, e se lem tornado muilas vezes
om meio de servidlo e um instrumento de especu-
laran peetual. Assim pois o govemo provincial pro-
curava ancla ha pouco lempo resolver esle dillicil
problema ; dissolver ou ao menos modificar profun-
damente os enrpos organisados de Irabalhadores sem
permitlir aosse-senla mil indios o recahirem em seo*
hbitos da preguici e aetla cmplela indolencia Ua
prejudicial aosinteresses geraes.
M. Ilerndnn resolved esla quesillo de um modo
admirase!. Bit o eu raciocinio : A oplnifto geral do
mundo eivilisadu nppue-so ao rennvamenlo du Ira-
lico dos escravos da frica, he necessario pois qoe o
Brasil praeaia em oulra parle os bracas nece-sarios
a' cultura de seu solo, a .pul nao pod ler lugar se-
n,lo pelo Irabalho lorrado. tiraos Indios nao querem
Iraballiar. .Mas se o llrasil, corrigindo .-e de uiiir in-
veja sem causa c de um temor pueril a respeilo dos
Norte-Americanos, quizer convidar esles a virem-
mlmSZL?, 'I"ed|0 A",,'",l" "llic.....Iu*
liaes ede crzamelo, cujas ori-u" fSSS. < "a"" ?T "' arl'"ra ""
ol.,, eiperiaantado i.uderu di <' l,la",fldort"1'!'10 "Mo do "" hom"*. i o ponera un- mendo por seos Albos sena por si meataos ts con-
sequeurias du lula Iravada em seu paiz a rspeifu da
e cravns para .\merics meridional, a Din de cultivaren)
o solo e appro\eilarem-se do recurso que ella apr-
senla. Seria, acrressenla o insiname ollicial dos
segundo o leslemunho unnime dus via-
jantes.
NavegacSo a vapor.--Colonisac8o.
Depois da cxpediriio de Mrs. Ilenlon c
Gibbon um grande faci realisou-sc subre o
Amazonas.
No I de Janeiro de 1854, una linha
de vapores brasileifOS foi inaugurada sobre
esle i inmenso rio eujos destitus brilbantes
comecaram assim a realisar-se Uissemos
ja que a misso dos dous ollieiacs da xme-
rica do Norte linlia vivamente aguilhoado o
governo do Brasil. Foi cmi effeito esta
circumstancia que determlnou este uliimo a
enviara' I ima um dos seus diplmalas para
concluir com o Per' um tratado le com-
mercio e navegac9o sobre o Amazonas
Esta convenci foi seguida de um decreto
de 30 de agosto de 1852, pelo qud o Impe-
rador do Brasil conceda a um de seus siti-
ditos Irinao Evangelista de Souza o privile-
gio exclusivo do estabeiecer sobre o rio, li-
nhas de vapores.
A duracao desta conceasSo foi Gxada cm
trinta anuos. Cada um dos dous governos
peruviano ebrasileiro obrigava-se a pagar
a companhia de navegacSo durante os cinco
primeiros annos da exploracSo de seu pri-
vilegio urna subvencSo devinte mil dolais.
Ao mesmo lempo o l'eru'decida que una
somma consideravel seria consagrada a ex-
p|i>r.iQ3o e mellioramento dos rios Ilucayale
c lluallaga. Emlim por um decreto de 27 de
Janeiro de 1853, a Bolivia declarava abertos
os seus rios que se communicam cara o
Amazonas e o Prata, porm por urna eon-
vengao de 2(> de julho de 1851 os Estados-
nidos linham nbtido do Per' serein trata-
dos cornos ii.i.'ooa tnais favorecida.
Ora, vendo que esle Estado tinlia conclui-
do com o Brasil um tratado pelo qual um e
outro reciprocamente se concediam a livre
navegacSo do Amazonas sobre a parle do
rio que respectivamente llie perlence o go-
verno da UniSo baseando-so sobre a con-
vencao de 26 de julho de 1851, reelamou
para si um favor semclhante.
Esta pretetnjilo inadmissivel foi igual-
mente repellida pelo Per' c pelo Brasil.
Este ultimo Estado havia alm disto tomado
a determinac/iu de fechar o Amazonas a
lodos os pavilhOss eslrangeiros e esta pro-
nibicJJo ainda hoje subsiste.
Possisidor da emboccadura do rio e de
suas margens sobre os dous tercos do sua
extensao navegavel, o Brasil he iucontesta-
vclmento o sen senhor absolulo. A elle per-
lence o dircito de conceder ou recusara
quem bem Ihe parecer a entrada do Amazo-
nas quaesquer que sejam as medidas decre-
tadas pelos outros estados situados sobre o
curso superior. Assim se a Roltvia declara
seus proprios rios abertos aos navios de
todas as naques, esla declaraco torna-.se il-
lusoria e sem objecto, porque pata chegar-
se aos rios peruvianos tributarios do Ama-
zonas seria necessario que um pavilhao es-
trangeiro pudesse antes de tudo subir o rio
c seus allluentcs atravez do imperio do Bra-
sil. Quaulo a pretenco dos Estados-l'ni-
dos baseada sobre o tratado de julho de 851
de obter do l'eru' o direilo de navegar so-
bre o rio, porque um dircito .seinelhauto f-
ra concedido ao Brasil, o governo peru-
ano em sua decisSo fez-lhes Justina esta-
belecendo quo o tratado com o Brasil era
billatcral, que elle consagrava urna recipro-
cidade de direilns entre duas naques visi-
nhas e ribeirinbas do Amazonas, einquanto
que nada de igual podia exislir entre o fe-
ru' e os Estados-Unidos. Alm disto a na-
vpgacao do um rio pertencente senhores
communs constitue urna servidao activa e
passiva ao mesmo tempoe he um direilo
que seno pode transmiltir a um terceiro
seno pelo consentimento c aeeordo do to-
das as partes interessadas.
Batidos deste lado os Eslados-t'nidos vol-
taram-se para o Brasil, e delle reclamaran)
a libcrddde da navegaeo do Amazonas sus-
tentando que este rio devia ser equipara-
do ao Oeean
O governo imperial deu a esla rcclamaijao
eslranha urna i esposta notavel pela forrea
dos argumentos, e pela inodcragao da lin-
guagem.
Este documento publicado por Mr. Char-
les laybaud cm sua recente obra dondo ex-
Irahimos a maior parte deslas noticias, ex-
pOe da maneira a mais clara e a mais lirtne
as inlences do governo brasileiro relativa-
mente ao Amazonas. Iteproduzimos aqui
as passagens mais importantes deste me-
morndum diplomtico, quo tem a data de
13 de setembro do 1854.
Nao e-Vi na ulenefio do governo impe-
rial o conservar o Amazonas fechado para
sempre ao transito c ao commcrcio esiran-
getro ; mas sua abertura Ihe nao parece
anda opportuna. He urna questao grave
quo deve ser resolvida sem precipitado e
com as precaucocs e garantas que sua im-
portancia exige. Com o lim de estudar pra-
ticameiite esle objecto a respeilo de utn rio
cujas margens sao em grande parte desertas
conde silo inaplicaveis as regras, e medi-
das lomadas na Europa a respeilo de ros,
cujas majrgcns sito povoadas sceulos, o Bra-
sil concluio com o Per' a 23 de outubi'o de
'851 um tratado de commercio c nivegab
lluvial. Este tratado que devo durar seis
anuos, ainda nao tem dous annos de exc-
cucSo.
He este um faci da iniciativa expontanca
do governo imperial que concluira tratados
sementantes com as OUtras repblicas que
podem tirar vantagein di navegacSo do
Amazonas, se ellas se tivessem mostrado
desejosas de obter, e se tivessem chegado a
cotiformar-se sobre as convenc.oos que de-
viam preceder esta concessao da parle do
Brasil.
viiiio nacional do imperio do Brasil, sul-
eain silenciosamente us mageslosas agu s do
bello rio, que tem dispertado Untas arabi-
coes e lao ardentn cobica. I
A era esplendida que entrevia H. de llum-
lioldt, e que o lente Hernoon leria queri-
do inaugurar em proveito dp seus compa-
triotas do norle. acaba de bnr-so emlim
para este valle do Amazonas, capaz de nu-
trir um dia centenas de njilhoes de habi-
tantes. O governo do Brasil ISo superior a
lodos os outros da America! Meridional pela
estabilidadc de suas inslilinr;Oi's e por suas
intem;4es intelligentes e liberaos, conQamos
que saliera cumplir a alia misso que a
Provid.sucia Ihe tem reservado, e desempe-
nhara a tarefa ggantcsta, yuc era de seu de-
ver emprehender.
d'agua para osanimaes, einfim qne c anuo fui bs-
tame criador. Entre, tan lo cusa erer que se esleja
vendendo actualmente urna arroba de rarne verde
at por vinit patacas. >ada lem tanta nllutnria
sobre a pobre nalureza humana, romo sejam os
mos hbitos e vicios que o liomcm centrahe urna
vez. I)n ordinario tomam o carcter de urna se-
gunda nature/.a, e de-r.em ao tmulo com o indivi-
duo a quem dominaran) nosta vida.
Hes com esta llieoria que se poderexplicar a pra-
ticaescandalosa dos lallialores de carne. Com effei-
to.como lodosos annos,ueste lempo o gado de ordi-
nario custava mais caro, em consequencia da esta-
cao nao ser propiria.
Entenderam, este anro, que, como islo era
um costmnejinvelerado, deviam vender a carne co-
mo nos annos seceos. E o ceno he que nao temos
outro remedio senao sujeitar-nos aos capricho- e a-
raroza dos Srs. talhadores, salvo se a nterfeufie
do poder compolonle nos quizer lirrar das garras
de setncllianles harpas. Eis alai porqueclamavam
de
Janeiro.l'n.tn em dlsrus-ao. o fir. p
declarou, que logo que recebeo esle ollicin
pedir as ordena convenientes aos joizei ds
denles da mesmsi juntas.
Outro do lisral de San-Jose. comiii
de que a cunara proviilcnciasse, que
correle os Irabalhadores ds estrada de ferro pria
[uesiieuie .tu de. marco, devia ser assignado com ama
unicaodo. alim ,lla"" no da do presagio reliz na coincidencia que se del
enlre o naacimento do
IZ Lili
ni
que se dora
principe imperial e
contra o contrato, c pealara a concurrencia. E o
V.I 1.ll,|l| I II mi-i 1-- -i>,1*#.
Mas a obra lao reliz comecada da navega-' *lue d,ra0 aS0^a 5 partidarios do laissez faire
Sodo Amazonas, ficara estril, se a da col- SSOT passer'' lem05 ou na0 ,nonoPoho dc
faci, com tu las as suas falaes consequencias ?
?
nisacii i
nao camiuliasso/an mesmo lempo.
. | a conclu.,-,0 da paz, manifestara o desojo d
1)0 que servira estabelccdr com grandes des- nao ser'a melhor o legal, que ao menos nos asse;u-
pezas Hutas de vapores sobre um curso rava a existencia do genero no mercado e a certeza
de lino leguas de navegacilo lluvial, seas'do preco ? Malditos pplicadoresdesysiemas, que
margens do rio permanecessem desertas ?|nao veem quo tudo no mundo he marcado com um
Sem dityida algum;. nilo foi rom o hu de le- carcter de relatividade, e qae o qne convem a um
dos" itzii'p^ SM1VaSC',iC,f11,'"i;ar,daS- machi|- P" n"um lempo dado, nao conven, a outro em
uo, anzoes, collares ue nnssangas ou esne- ,'
Ihos e de trazer cm teca dous ou tro,I pro- firc"mslanc,as d'^ ,.
duelos, tacs como a salsp-parnlha e o caout- """ente como urna compensarao a exhorbt-
chouc, que o governo brasileiro se impoz tancia do Pre0 ?* rarne vercci os gneros de pro-
um to enorme sacrilicio. Alem disto a i dicta" estrangeira se conservam cm urna escalla
mesma navegacao lornar-sc-hia logo im- regular, e em proporcao se vendam por precos ra-
cipiaram a cerrar o terreno da ra Imperial, entre
jareja em con-truccao e o sobrad,......le elisia um. I possulr a pct.na com que os nli-ni
fabrica de v.uagre, i ule. rep.an.lu o traos.lo de nina o assigliassem o trado f,| K
ra (ransseisal projeclada, que por abi passa, ao .n \ "
que elle Bical obstara, emquaiilo lazia esta partici-
padlo.A' commissflo de edificar/es.
Huiro do bacbarel Joaquina l'ires lionralves da
Silva, participando ler entrado no uliimo* de no-
vembro, no exercicio da delegacia dette termo, na
qualidade de primeilo supplenle, visto achar-se o
ellecSivo impussibililadn dt eontinoar.Inteirada.
Outro do procurador, infurmando a jieli^An de
M .mi id Figneiroa de Farla. relativa ao imposto
municipal que delxou o mesmo procurador de rece-
ber, de Juan Baplisla da Silva, iuqoelioo da luja do
sobrado n. .".'.i da roa do ltaot,el, pertenceule ao
mesmo Pigueiraa, que diz a ter lugado vazia.X
conimissao de peliefies.
Oolro do mesmo, iiilurmando qoe o dito Figuei- de, especalmetit
ra esta no caso de ser paso da quanlia que re-
quereu, de TIistiOO. eooreruenle ao contrato de im-
preses dos trabalbos niuuicipaes, e oulros que
faz em avulsn,Mandou-se pastar mandado.
Outro do mesmo, infurmando que da quola de
OOJOOO votada para cusas, su ream 288^XXI, que
Commereto o Porto.
OVOS CONDENSADOS.
n..!Vl,,ocon? que se"niiuncia nos or-
naos ingle** adescoberta de urna prepara-
cao nos ovo, de modo que poden conser-
var-se crusjneflnidamente. Todas as par-
tes aquosas silo ...xtrahidas do ovo, e todos
os principios nultvUvos mentidos n sua io-
tegr.dade e no seu estado natural : urna onca
desta conserva equivale a tres ovos, e serve
para tudo o que se pod fazer com os ovos
frescos, sendo portanto ie grande utilda-
e para as langas viagens, e
todas as vezes que se quiz,r conduzir en.
pequeo volunte graude copia elles.
QUARENTA E NOVE ANNOsNACAMt '
Acaba dc se dar ltimamente sepultura
possivel cm iguaes circumstancias. Ainda
ltimamente os paquetes da companhia do
Tivemos dous vapores do sul do imperio, e as
^?r"m','3Srii'PUT.n7'ram' ""* dizen?- nocias de que foram portadores sao destituidas de
dade e
rinlios.
da indolencia dos habitantes ribei- mu"lcaoes
halleceram durantea semana 3S pessoas sendo
Este inconvenientejter ja cm parte desap-J12 """ens, 7 muiheres, 10 prvulos, livres, 3
litn o mesmo fitn de estudar praticamen-
te a quesillo e tambem de deseuvolver a co-
loitisa;9o 0 commercio sobre as margens
desertas do Amazonas, o geverno imperial
inlroduzio em suas aguas a navegacSo a va-
|ior subvencionando para este erleilo urna
companhia brasilcira, a qual conceden o
privilegio exclusivo da navegacao do Ama-
zonas duranle Irinta annos. Ueni que esla
duracBo nao parecesse excessiva para um
tal esludo, e para o desenvolvimetito do
commercio nacional, o governo brasileiro
desejoso de permanecer livre do abrir o
Amazonas ao commercio do mundo cm utn
curto espaco, c quando elle so julgassc pre-
parado, obteve da companhia o abandono
do seu privilegio mediante um augmento
cimsideravel do subvenciio. t.hcgado o mo-
mento, de cuju Opurlundado o governo im-
perial he o nico apreciador, ello esta deci-
dido a_ nilo conceder a imuj&o alguma a na-
vegacSo do Amazonas na extensao em quo o
Brasil possua as duas margens, senao me-
diante conveiices, que consagren! o seu
direilo dc propnedade, e que o garantan) do
contrabando, provendo a manuteocSo dos
dtreilos liscaesede polica da navegacao
epois desla uota do Brasil os Estados-Uni-
dos abandonaran! o campo de diplomacia,
porm nao a esperanca de se tornarem um
da senhores do valle do Amazonas, esle tn-
separavcl irmaodu valle do Mississtpc.
o comeco desle cstudo e seguindo a If,
Reybaud, mencionamos o aborto de um pro-
jecto de expedicSo de piratas norte-ameri-
ranos, semelbaute ao dirigido contra Cuba,
c tendo [ior lim neconliecidu o penetrar por
viva forca no Amazonas.
Estes nibusloiros se lerao lembrado da ob-
servacSo .lo lente llerudon a respeilo das
fortificacdos da cidade de Belem do Para :
< Para expellir a guarni^o, Bastara al-
guns tiros de l'u/.il atirados da torre da calhe-
dral
parecido ; poren; o que importa principal-
mente he, que este splo s< ja fecundado pelo
Irabalho, e que os pjroduclos tilo variajus e
t3o abundantes que elle pode fornecer, ve-
nham promptameulc solicitar o commercio
exterior e alimentar os iudustriaes, que tem
por objecto a circulado dos homens c das
mcrcadorias.
O que at o presente tem l'eito o governo
brasileiro, he razoavel : antes de chamar os
colonos era necessario olferccer-lhes vias de
communicaciio c de transporte. Estas van-
lagens existem boje.
(Manto a colonisaco, o governo imperial
oceupa-se activamente cm provoca-la por
todos os mnios que estilo em seu poder.
Una grande administraciij encarregada
da direirilo geral e da reparticao das trras
publicas foi instituida por um decreto impe-
rial de :10 de Janeiro de 183t :
Todos os presidentes das provincias^
diz M. Reybaud, foram convidados a fazer
conhecer a administraciio geral o estado das
trras incultas e o partido que deltas se po-
de tirar para a colonisacao.
Ao mesmo lempo fundou-se colonias mi-
litares sobre os territorios exposlos as incur-
soes dos Indios. Tudo esla pois disposto
hoje do tnelhor modo possivel para produzir
o desenvolvimenlo e os recursos deste im-
menso eadmiravel valle, onde no podemos
assignalar senao miseraveis aldeias de caba-
nas do palmeira, tribus-de indios supersti-
ciosos e ferozes. Esperamos que em breve
esta floresta do Arriazonas, mais vasta que a
Europa, comecar a ser arroleada sobre toda
a sua extonsao, e sera pouco a pouco subs-
tituida por plantacOcs uleis e campos onde
o cultivador colhera' cada anno urna duplice
ou trplice ceifa. EiUSo se formarlo os ca
pitaes, com ajuda dos quaes o genio do ho-
mem pod jr.i fazer desappaiecer os obstcu-
los naluraes que ohslructr. o leito dos rios e
cavar os canaes que doverao ligar entre si
as bacas e muitos rios consideraveis. As
parles insalubres do territorio do Amazonas
se purilicarao pouco a pouco, cmvirtude
dos traba Ihos inlalligentes do colono e das
modihcacoes, que elle Tara no solo. Sera
eutao tempo i cj plorar suas minas de ou-,
ro o du iHiii.i, e de resolver a regtao Dia-
mantina. Entilo Miim se estendera sob o
mais bello co lo globo urna civilisaqo
exhuberaiile com) mesma vegelacSo do
solo que a produz r.
No acrcscentat emos mais que urna ni-
ca reflexao. No uturo dosconbecido reser-
vado ao ,\ovo Mu do nos he permittido uuia
previsao. Se a America do norte foi prova-
da e sobmettida || ca raa saxonia, a Ame-
rica do sul nos )arece destinada a receber
em seu seio povo; de raga latina.
Neato novo he nispherio, como hoje na
velha Europa, o protestantismo oceupar o
o norte, e o catholicismo se derramara pelo
meio-dia.
Esta duplice tendencia ja parece ter sido
comprcliendida ; porque os emigrantes per-
tencentes s na Oes protestantes dirgem-
se invariavelmeu o para os Estados-Unidos
do norte, emquar to que os poucos emigran-
tes que recebe a A menea Meridional Ihe vem
dos paizc.s cathol eos.
Cromos que estu movimento de desenhat
mais, a medida i ue melhor se conhecer na
Europa o carcter das populaces, que oceu-
pam cada um do i dous grandes continentes
americanos.
O governo oras leiro bastante liberal pa-
ra tolerar todos js cultos e chamara si co-
lonos de todas sjreligides, ha admiravcl-
munle adoptado io genio, hbitos e mesmo
aspiracoes das [opulac.Gos catholicase me-
ridionaes da Eun pa. Tambera em breve se
voitarao para csti joven imperio, cujos des-
tinos se anunneii m tao bellos.uma mullidao
de espiritos inqu etos o de existencias sof-
Ircdoras, a quem ja mo seduz mais a rep-
blica dos lisiados -Unidos com seus grossei-
ros procedimenti s e seus partidos exclusi-
vos, que inscrercm por divisa sobre suas
bandeirasdemoc ataseodio aoeslrangeiro
II. Marie Martin.
(atoas) ConUmporaine.)
homens. 3 muiheres. 3 prvulos, escravos.
I Esladns-t nnlns, om ineiu de aiioinentar prodi-iosa-
I mente a forca e riqueza do Brasil. .. Ete eilado
- i romo veremos muis ri lambem na cidade mesmo proumu ao rio G.ama, eoaaelho Ma fjatMmaaast
urna pequea balera mas ella esla
mas ella esla desprovida de
asajas e seria fcil e\pcllir a luarni^.io por meiu de
aUons liros de Hp Bgardl lliradoi da lorre da ra-
Itieitral : esla observac.ln lie do ollicial dos Esli lus-
I nidos M. Ilermlon.
1 porto be mui bello !! be nsluralioenla for-
ainda esle
dado. Talvez qoe eulre
seus diplumalas se teulia encnntrado om leilor de
l.a lonlainequcse lembre da fbula da pudenda e
sua rnmpanlirira.
RECIFE211 EDEZEMBRO DE 1850
AS 6 IOKASA TARDE.
RLTROS PECTO SMA1UL
Estamos; na qu idra da fesia do Natal, nesla
glorilicacao divina do nascimenlo do Redcmplor
do mundo, na qua lia em que a nalureza entre nos
parece ostentar lor a a sua riqueza de llores, fructos
e perfumes para t alebrar o mysterio da encarna-
rlo do verbo.
Hoja os nossos irrabaldes sao exclusivamente o
tueatro desla solo nnidade. A cidade fica deser-
tare quasi que se [pralysam todas as iransaccoes da
vida. Este atino como nunca, a quantidade de
pessoas que saliira n para o campo foi enorme. Na
Passagem, tlindj,Capunga, Por-o, Monleiro.elc,
nao se cncor.lra urna casa para alugar, nao fallan-
do nas familias qi e foram para engenhos e outros
lugares mais distantes.
Esla circumsta icia excepcional em os nossos cos-
tumes se explica nais fcilmente. O anno passado
o receio da epidemia fez que muia genle nao sa-
hisse para o oam| o, e a respectiva manifeslacao nos
principios do mez. de fevereiro precipitou a retirada
das poucas famili s que linliam sahido.
Assim ora natural que esto anno lirassom urna
completa desforn, c foi justamente o que acon-
tece u.
Desgracadnme lie ale boje so temos de lamentar
iluus sucesssos ; um lilho dc condicoes meramen-
te aeeidentaes e < uno da perversidade humana:
queremos fallir i a trave que cabio do coro da i-
PAGINA AVULSA
Nao sabemos onde alguns inspectores deita-
ram a guardar as oucas nesses dias da festa, que
nao nuviram tantos e lo repetidos maracaliis, ba-
luques, sambas, orgias tremendas dentro da cidade,
dentro das ras, e dentro das casas Se houvesse
mais um pouco de cuidado, ulvez que nao se des-
sem tamos facios sinistros na noite do Natal!
Ouvimos dizer, que morrera a final a rau-
Ilter ferida pela irave que cahio n noite de Natal do
coro do Rosariopastoras no coro muia
gente por forra !. ..
Dizem, que nao se pode ajuizar dos distur-
bios, que tem havido pela Cabanga, mas que pas-
sada a endiente fica ludo acabado : ao menos
nao d Irabalho a polica.
Coosia-nos, que ante-hontem fora roubada
urna taberna na ra do Rosario da Boa-Visla.
- Jia sexla-feira houve espectculo no theatri-
nho da ra do Capibaribc ; esleve muito concorri-
do. Se alguns papis fossem mais bem estudados
sobresahiriam mais. Nao esmorecam I
O vapor Camaragibe foi hontam a um
passeio em llamarac, e a respeilo dos promenores
desse passeio brevemente .
Consta-nos, que os autores do theatrinho do
t.apibaribe vao lodos dar alguns espectculos no
Pillar em llamarac.
Consta-nos, que alguns sugeiios teem posto
em diltlctildade os mnibus, quando os enconlram
pelas entradas, e que nao querem mais andar com
seus ps ; entendem, que pagando tem direilo de
subirem ainda que nao caiha mais pessoa alguma,
de sorteque, alguns conductores se teem visto na
necessidado de porderem as estriberas com taes im-
pertinentes !
Ja pedimos pelo amor de Dos facam reco-
lher ao asylo dos mendigos. ( urna cousa que ahi
ha ) os miseraveis, quedormem nos bancos da pon-
te da Boa-Vista, e nas ponas das igrejas.
i re.liin.is mui (snlimb"> Ni o Sr "uniaiu.
gado faja recolher ao asylo dos mendigos um
idiota, que anda de raslos pelo aterro do loa-
^ isla tirando esmollas ; dizam que esl no ganho,
e a ser exacto, he captivo, I e ento quo digno de
censura nao be o seu senhor !
O que quer dizer levar-se a um acto de gro-
ja urna ccianea de peito ? Nao se d maior impru-
dencia 1
As igrejas, onde se disseram missas nessa noite
pareciamrodas de engeilados : em alguma os
gritos dos nenenziobos abafavam os sons da msica,
e possa um sacerdote celebrar com calma e aiienco
o sacrificio da missa !
No entretanto ama, ou mai para os acalentar
deita de fora seu peito para alimentar o menino !
Oue respeilo, que decencia dentro de urna igreja I
O que quer dizer urna senhora grvida ale
a bocea romper por entre urna mullidao immensa ;
brigar por um lugarzinho dentro da igreja, e afinal
sabir da igreja para o leito'! Talvez para mostrar
um chale de touquim, ou um vestido maraca-
jado .
Que devocao Couheccmos muitos indi-
viduos, que sahiratn das mesas, ebrios, molhados
om vinho para rom ouvir missa 1 {ue bella pre-
[lararuo. Melhcr seria depois de valsaren), ou
quadrilharem. Em nossa trra consiste a prepa-
rarlo para a missa do Natal em solemnes diverii-
menlos ; a missa do Natal no pensar de muita gen-
te boa nao comecava o nascimenlo do Sanio dos
Santos, e sim as patuscadas dos annos anteriores :
nessa noile, os deboches, as orgias, os passeios, os
bailes, e tudo quanto se guarda de proposito para
essas noitcs. A missa he de gallo, e basta.
Ha quem se d ao Irabalho do ir col locar-so
nos trapiches dos embarques, para contar os navios
que lem bardeiras cadas, e depois espalhar, con-
ten 7, 21, :$.' ; e se algura Ihe observa, que s as
de cor amarella denola a existencia a bordo le do-
entes da febre, responde e jura, que na falta de
banduira amaiella, ion de oulra qualquer cor,
menos preta ; porque indicadefunlo.
Veja o homem
A senhora polica,
Para pagar-lhe
Tao boa noticia.
^io ebegam para as que reqorr o soliciludur destajos reatos mortaes do homem maisexceu
- trico que talvez ija existido, de um homem
que se entregou a cama estando sao e duro
como um pero, e permanecendo nella du-
rante quarenta o nove anuos I O seu verda-
deiro nome era William Sharp, e habitava
no lugar chamado World*, na provincia dc
Keoghley. Era filho de um lavrador, e des-
de a $ua infancia nunca havia mostrado in-
clinacan para o trabalho.
Na idade de trinta annos metteu-se na ca-
ma, da qual no lornou a sabir senao para
r a tumba. Ignora-So qual seria com exac-
tidao a causa desta idea extraordinaria. Al-
guns aitribuem-na a um logro da que estav
para ser sua esposa.
No dia que devia ligar-se pelos sagrados
lagos, esperou em viio na igreja pela sua pro-
meltida ; ella |iiao apparcceu, o seu pai uc-
gou-se a dar o seu consentimento para o
matrimonio projectado. Este facto e alguns
outros allcctaram sem duvida profundamen-
te nina intelligcncia de si ja imitada.
Este homem melteu-se n'uma superficie
de nove ps quadrados, e permaneceu toda
a sua vida no leito. Durante este largo es-
paco de tempo nao tinlia estado nunca se-
riamente doentc.-Ainda que havia chegado
a idade de setenta c nove anuos, o seu cor-
po eslava iicrfeitamenle conservado.Os cu-
riosos allluiram de todas as paites para ver
este ser extraordinario, porem quando um
estranho eotrava, oceultava inmediatamen-
te a sua cabeca debaixo da roupa. Cousa
de urna semana antes da sua morle, come-
cou asentir-se fraco, porem at a vespera
nao tuspirou cuidado o estado da sua
saude.
cmara, na importando de 381)640 rs., visto qu
em uuliiiiro ja se paqnu lambem de cusas da causa
de Basilio Alvares de Miranda Varejao, a quanlia
de -.'lifeOOO.A' cummissAo de policia.
Oulro do mesmo, infurmando a peticao d.c.Ma-
noel Joaquim remandes de Azevedo, rremafanle
das rendas das rasiulias da ribeira do peta da fre-
suezia de S. Jos, que requereu os reparos dellas,
dizendo que com efleito, se acliam arruinadas, pre-
cisando de concerlos.Que fnsse remedida a com-
misso de edilicacoes para ciamiuar a ribeira, ver
o que dispje a lei do orcamento municipal vidente,
acerca da cnn-irucrau il'ora mercado publico na-
quelle lusar, c proporo que julgar ronvenienle.
Oulro do mesmo, pedindo se recolbesse ao cofre,
a quanlia de :80-0I)0 rs. di fiama que prestou JuAo
Antonio de Sanpaia, para se livrar, sollo do crime
por oso de armas defezas.Qm se recolhesse.
Oulro do mesmo, respuudendo que senao indem-
nis ii lo arsenal do cuerra a importancia das qoalro
espadas de pona direila, e i cenluroes que por or-
dem do governo da provincia lorneeeu a cmara
em 1S5| por nao luve quem o exigitse, nem se sa-
ber da quanlia. Que se respondesse nesle sentido
an coronel presidente da commissin de exame do
referido arsenal.
Oulro do eogenlitirn cordeador, apresenlando o
orcamento da eonslrucrao de urna bomba na traves-
a de Santa Aona, e o respectivo projeclo.A' com-
missAo de editicsrao.
Outro do administrador do cemilerio, dizendo ler
espirado o praso de (>0 dias, que a cmara rnarcou
para as irmandades, que construiram catacumbas
oaqaelle esfabelecimenlo, coucluirem-uas delinili-
vameute ; e pedindu desse a cmara ordem ao pro-
curador para nao dar guias para inhamac,Oes em di-
tas catacumbas, einquanto alo esliverem acabadas,
como dispOe o artiso 56 do regulamenlo do cemile-
rio.Aisim se resolveu.
Mandou-se rcmelter a commissAo de edificacoes a
petisAo vinda do presidente e a de Manoel Antonio
Pinto de Sousa, reqoerendo foramenlo do terreno
alagado, a' margem da Caraboa do beceo das II irrci-
rai.Eolrnu em discossao o orramento da receita e
despeza municipal para o anno futuro, e resolveu a
ranura qoe o saldo provavel que nelle figura de
2S:ltin-l:i,, fnsse distribuido assim: 12:0003 para a
obra do matadooro. 10tOOO>i para o meresdo publi-
co projectado na fregurzia de San Jos, e 6:1609*37
para a capella dn cemilerio, inclusive a imagen) e
altar, que se mandoo vir de fora.
I U'-i'.n-li.ir ini-se as pili^Ofs de Antonio da Con-
cei^AnCallado, Antonio Botellio I'iulo de Mesqulta,
Custodio Manuel (ionc,&lves, ChrislovAo Kooger, Jos
Thtodoro Cordeiro Vieira i Filhos, de JoAo
llenriqae da Silva, Francisco Gonjalves, l)r. Jos
Joaquim de Moraes Sarment, Jos Antonio Morei-
ra l)i s c\ CM Joaquim (iunctlves Saldado, Jos Ro-
drigues Sordo, Marcelino Jos Eopes, Manoel l-'i-
sueiroa de Paria, Pinto & Ir man, KomAodo Kego
Barros, e levantou-se a sessAo.
Eu Manoel Parraira Arcioli, secretario a escrevi
Sarao de Capibanbe, presidente.Cameiro.OU-
veira.fejo.tranca.
(O Echo Popular.)
(O Progressa.)
omntnkat)o.
Dtcem ser ntetstriamenlr iiutUuUo herieiro
neto', IHho> do Ilho de'lurdadn f
l'or I .reo de direilo lie o lilh naluralmenle
successor, por morle do pai, dos baveres delle, anda
mesmo que nAo eja instiluido berdeiro.
O Sr. Mello t/raire, comprovando esle asserlo,com
a sua autoridade de meslre, ensioa que, suppostu a
imiiiiiicii. de berdeiro seja havida por urna das
solemnidades internas do testamento, eumpre, toda -
"Til TTO-f. a -aila unAitf '..! lat, oTlpOt de 511a
heranca, ^levemos enleuder esta expressAo, como
synonima da terca concedida por lei, quando lia
berdetros necessarios), do modo qoe Ihe fi'.r mais
couveniente, e quejolgar mai. aproposilado : e para
exemplo, alim de mostrar que a sua doulrina as-
s> nt.ira em dados prati.-os, cita elle o testamento do
conde Mar I indo (iil deSoUU, que nao linlia a insli-
luicao do benlfiru alguin.
A escusabilidade de instituirn especial be ainda
consagrada na Ord. I., i. Til. 8 in prin.. quandu
abi dipoz o legislador : Se o pai ou mA iizerem
testamento, e sabendu que tem lilhos oo lilhas, to-
rnarem terca de seus beos, e a deixarem a quem
Ihes aproover, oo a mandaren) distribuir depois de
sua morle, como for soa vonlade, posto qoe no tes-
tamento nan sejam os lilhos instituidos ou desberda-
dos expressamcnle. mandamos qae (al testamento
nao vallia, e lenha efleito. I'orqoanlo, pois, tomou
a Ierra de seus beos no testamento, e sabia que li-
aba lilhos, parece que as duas Ierras partes quiz
deixar aos lilhos e os ins'.ituiu nellas, posto que
dellas nao faca meurilo eipressa, e assim devem ser
liaviduspor instituidos herdeiros, como se eiprcssa-
menle o fossem, em favor do testamento.
Estabelecidos, portanto, otles principios jurdicos
como panto de partida inexcusavel, fica evidentemen-
te consagrado por elles o direilo do lilho a successao
paternal ; esse direilo, porm, nAo he um dircito
absoluto, inadmissivel, de modo que nenhum fado
0 possa nullicar ; porquanlo circumstancias ba,
em que a soa exisleucia se confunde uo nada : a
Ord. I.. I Til 88, marca quaes sejam essas circums-
tancias.
Pela disposirAo dola, dados os motivos especifi-
cados em seus para^raplios.tem lugar a deslierdac,ao;
a qual he, segundo o Sr. Coelho da Rocha, o acto
pelo qual utn prenle exclue da successSo o da le-
gitima o seu berdeiro necessario.
Ora, he de inluicao, que lendooccaiiAo esse lac-
lo, odesberdado perde tolo o direilo que linli, e
fica por conseguinte, como se um estranho fura Rara
com a respectiva successAo.
Expuala esta llieoria, llieoria verdadeira e uun-a
para o caso verlente, fica sobremodo deli da qjoal
seja a posicAo do lilho do desherdado. Ora n lilho
representa ao pai predefunto.e se por essa r.vi da
lei o sobslilue nosdireilos que Ihe compe un,Ihe
clarissimo que rulo ple pretender por essa i.-ilid i-1
de aquelles qoe elle nilo linha ; por essa q Int.ule
nada pode liavcr da heranra do avd, visto tmo a
dc-lionlacao f.ilinin.i la coulra o pai, inh n lo- i
drlla fruir, tira an lilho es-e direilo tambem.
Considerados, portanto, em direilo, como eslra-
obos a successAo os netos, filhos de hlii desherda-
do, devem ser nccessariainente instituidos.
/'. lilho.
ACIVIUSACAONACHIAN.
Asultimas noticias da China mencionan)-m fa-
ci bastante monstruoso. As Iropas imperiaes tendo
lomado posse, havia algnra lempo, de urna cidade
oceupada pelos partidarios de TaipiniJ-Wang.todos
os habilaniesforam assassignados a eaiepcao deiOfJ
crearlas que foram conducidas ao commandaoio
das tropas. Esle dirigindo-se a urna daquellas cran-
las disse :
Miieravel creanca, quem he leu pai ?
He rvinschin (Dr. de segunda elasse).
Qnal he o Dos que adoras i
Ensioaram-me a adorar Bchanglihe o nome
de Dos enlre os christos, e entros adoradores
do irmo mas]novo de Jess Chrislo.
Filhodo diabo, eu te ensinarei a adorar S-
chaDgt....Hasdetnorrer.
Esta eriaoea e muitas outraslantaram-seaos ps
do manderim pedindo-lhe perdao : mas foi atavio.
O monstro dau ordem para que as creancas fossem
enterradas vivas: Para essa lim disiribuio asejean-
cas pelos dous commandantes dodivisio. A cada 1
perlenceram 200. Um deller executou religiosa-
mente esla ordem barbara. As creancas foram lan-
IjrtjrrTnMUsV sis%ssir tnas obsoomm, em i
m-oTnao-TOso.onde"algumas se ospedacaram quan-
do calnram ; o fosso foi logo cm seguida cheio de
ierra.
Os soldados i-nperiacs calcaram a Ierra aos pes
sobando alios gritos e gargalhadas.
As outras 200 creancas da saguuda diviso, diz
tiazete Autrtchienne foram poupadas ao sacrilicio
a entregues aos seos pais em troco de um resgitc.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
reja do Rosarol molestando bastantemente urna
Felizmente esta tentativa brutal licou sem lmulher<|Ue ^'x elnuai'10. e no disturbio que
eOeito pelo sangue fro c previdencia do pie- leve '"oar na Camunga, do qual resultoc um assas-
Sidente da provincia. Mas he de temer que snalo e dous fehmentos. Segundo referen! a senti-
iim bom numero do cidjdaos da Uniao te- i nella foi provocada, e parece que as prescripcoes
i applaudido a resolUQflo seguiite, | impostas por uiji soldado que se ach nesle posto
devem ser estro] ulosatnenie cumpridas, sol) pena
de ser suvaramen c castigado como ordena o respec-
Se elle nao lem
Occupacao,
Arranje-o hem
Na detengo.
No dia de festa a larda, poraniamulo povo
h ou vem ni na Soledadeas cavalhadas annunciadas ;
e em abono da verdade, alguns cavalleiros pelo
bem que corrern) desenterraran) as regras ahi
sepultadas no dia 21 ; se bem que algumas faltas
anda se deram, nao sao do conhecimcnlo de lodos
os assisientes; todavia he para noiar, que um ca-
valleiro corresse de ardile na bocea, talvez para
melhor enxergar, 'e lirar a argolinha, e que ou-
lro se agarrasse com ambas as maos nas redeas
para esbarrar o cavallo, como se esse fosse algum
hui bravio. Emfim os cavalleiros eslavam decente-
mente vestidos de visetras levantadas, e agradarain.
Foi preciso, que a polica lzesse sentir, que s
as proprias parles tem o diruito do recorrer de um
ulganwoio, e pelos meios legaes, eque ninguem
pode sor juiz, sem que seja nomeado competente-
mente, o mais he dar dcsfruclc.
Na noite de 2G do corrente prelenderem os
ladros loubar a casa da familia do fallecido
Belem, para o que ahrraui algumas ponas com
chaves falsas, e arrombaram outras ; porem sendo
presentidos, um caridoso visinbo foi pedir soccorro
a guarda prxima, e foram seguros dous dos fre-
guezes.
At amanhaa.
Xommrt o.
rilACA 00 RECIFE 27 DE DEZEMBROAS
3 HORAS l)A TAKDE.
Cota;Ces ofllciaes.
Descoulo de lellras de 1 at 2 mezes9 ", ao anou.
rrederico flobtliard, preiidcule.
". Borges, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 28 a 28 l|i d. por Ij-
Paris, 3ill a3l rs. por fr.
a Lisboa, 9. por % de premio.
Kio de Janeiro, 2 por 0|o ds descont.
Acsaes do Banco, 10 a i5 ds premio.
companhia de Beberibe ifcJOOO.
u a companhia l'eroambucaua ao par.
Ulilidade Publica, 90 purcentods premio,
(i o Indemuisadora. 52 idero.
a da estrada de ferro 20 por 0|f)de premo.
Iii-conto de lellras, de 8 a lu.
Dito do banco8a |u.
ijuro.Onjas hespanhulas. '8J 289500
* Moedas de 6S00 velha- .... ttjfOOO
69100 novas .... IojOIKI
49000.......09000
Prala.I'atacoes braiile^ros.
Pesos columnarios. .
o mexicanos. .
ALFAISDEtiA.
Rsndiioenlodo dia laX ,
Idini do dia l'T .
25000
25KKI
I980
I7HOJ9I3
I0:I775!7
18I:788J5I0
(N"^rre>poit-Ocncirt.
adoptada por nina convencao reunida em
Mcmphis nos ltimos dias de 1853 :
Pedir ao congiesso e ao governo que as-
sngurem a naveK'C3o do Amazonas como
fu pela looga ilti.i dos I o h
i os cidade, e i "lua- milha
kilhai meno coni.derav'.-
SE'ia, o na,i"-de lolai 3<
i, qua ae tendo em
ma. sbalO por uo
Abi encontra-ie mui-
'limeni".e- poderigrn
migavel cjjtiseiilinteiito do Brasilcon-en-
A escravido no Brasil lem tomado a- lor- | timento amigavel, se poder ser, forcado, se
mais paternal. Mr. Walla-1 rr necossario. ft
Nflo
ma mais dcil
re presenrioii mullos exemplos disto. Elle
pi.de admirar o modo iodo patriarcnal com
jnc o plantadores brasileiros em {/eral tra-
tamrKseo escravtx, nfm fomente soba
Iiieiemos dar a esles lacios solados
niair. importancia do que elles teem nos
meamos Estados-unidos. Porem he do um
ffite agonro o ,r-r no moio de una nacjio,
tivo rcgularaetil i.
Temos nolioi s de difl'erenies logares da provin-
cia na dislanchjde 100 leguas, e em lodos as ehu-
vas tinham fnrljlisadn a Ierra, de sorle que a po-
pillaeao eslava i mi satifeib, aguardando ui an-
no eMremameti cliTiindo. I'nr nutro lado, rola
qoe esla inno i o houve vario proptiameiuo .lile
no i...-. qju nao tem havido folkidtpa't. nem
CMARA MUMCIPAI.DO RECIFE.
SESSAO ORDINARIA EM 17 DE DE/EM-
ORDINARIA EM
BKO DE 1856
/'residencia do Sr. harn de Capibanbe.
Prsenles os Srs. Oliveira, tranca, Barata e la-
meiro, rallando com causa participada o Sr. Vianna,
e sem ella os mais senhures, abrio-sc a sessaoe foi
lid e apprnv.tda a acta da antecdeme.
Foi lido o sriminle
EXPEDIENTE:
I m ollicin do Exm. presidente da provincia, re-
cnmmendandn a observancia da lei re.:ulamudar
daeleices o do derrelos ns. H'i? de IM de Miem-
bro ds 1855, n. 1812 de 23 de ,-iensto rtele anno.
ns parte em que tratam das nnlai qsMlIBeadnras,
qne ~.e devem reunir na lerceira domioca do mei.
begtificai;ao.
O uliimo troxoda Pagina" Avulsa do Diario
de sahbado, menciona a solemnidade da ben(ao das
imagens da Sra. do Paraizo.Sanla Ignez.e S. Joo
de Dos, celebrada na igreja do Hospital do
Paraizo '.hoje casa dos exposias) na tarde do dia 26
do crreme.
Como agente qne fui dessa solemnidade me eum-
pre ratificar algumas asserees do Sr. escrptor da
Pagina, que se referem a mitn.e exhorbitain o faelo
da minha intervengo nesse acto. Nao foi elle
ellectuado a expensas minhas exclusivamente, nem
eu tamo podia fazer, com quanto essa fosse toda a
minha vonlade.
Por occasiao da desolarlo publica provinda do
cholcra-morbus, posto que frgil peccador.rccorri i
devocao du fSossa Senhora do Paraizo. Eis aqui
o motivo e origem da encarnarao da sua imagem, e
das do seu altar. Vendo que nao podia so concerrer
para ludo procurci algumas esmolas, e a piodade
publica dos pernambucanos nao se negoit a mecoa-
djuvar. Rccebi algumas esmolas, <-. repondo o
que faltn para a decencia do ario, chegs at aqu
s o meu contingente pecuniario.
Diligencici.dei passos, irahalhei ; mas islo nao
merece apreciaran publica. Qne caliolico nao fan
oulro lano V Eu s almejo que a rainha do c.-o
meacceite.
I-odia meniconar os nomes dos muilos devotos
que concarreram com sua esmola, porem no lendo (
permissao de o fazer nao quero comproaielter sua ^ Beber A. C.
louvavel modestia. Squeijos.
Detcarrefam hoje l de dezembro.
(alera iiiRlezaMedoramercadorius.
llares inglezaProsperbncalhso.
Ilci^iie inslezFriemanmercariorias.
Polaca lardaMaratmulos.
MPORTACAO
Rriiiue ingle (Ranavalsa vindo de New-Purl.
consignado a Rothe & Bidoolac, manifeilou o le-
-iiioie :
200 toneladas, i quintis e 10 libras de ferro cm
trilhns, n toneladas de carvao ds pedra ; aos agen-
es da estrada de ferro.
115 barris btalas; ao capilio.
Barca insleza .Mejora., viuda de Liverpool, con-
signada a Fox Brothers Ov C, manifeslouo seguinle :
I caixas e 10 fardos fazeudas de algodilo ; a Ros-
trun Booker (V C.
J2 fardos e li caixas ditas dita ; a Piln Na-b.
51) barris mantelua ; a S.uuders Brolheis \(j.
II caixas e 5 lardos fazeodas de algodao, :l bar-
ricas lijlos ; a Isaac Corio.
50 barris manlcija, 25 barricas cerveja, I can
fogareiro, 1 dita luunra-se ; a Jnhnsloo P. f C.
I caita ii,iu lev.,,-, I dila sedas ; a Feidel Piulo c\
Companhia.
li ditas miodezas, 1 fardo fazendas de linho. 10
barris, n barricas e 2 caixas ferragens ; a J. Ilallv-
dai & C.
12 caixas e IS fardos fazendas de slgeda*; a Bar-
roca A Caslro.
fardos faztiidis de algodao ; a Augusto Cesar de
Abren.
II barricas ferragens ; a Uurle A. Souza.
110 leixc-1 780 bairas de Ierro, 2 caitas crva.
rlOO dilai ("Iba de llandres, 5 dilas cobre, I barril
eslauho, folhas e ITpedaros chumbo, 2 caisa- ob-
jeclus f* ssrriploriii, 2I fardo- o tirana- fazeo-
das dc-algoil.io ; a C. J. Alllsy <"..
5 caixas e barricas dragas ; a J. C Bravo.
1 saccas ainu-lras ; a diversos.
.i Tardos e li caixas fazrnda de slgudo, I rana
ferr^icu- ; a Itabe Scliainellau A C.
iO fardos e .12 caixas fa/enda. de algodiin. ,Vn |n-
neladas carv.lo, 107 giguso 3 caltas lucs, -2 ditas
meias, I lardo baela, 50 barril salitre. 2 cestos qoei-
jos ; a Pal Brcthers.
2 ca xa, lasenda dc las ; a Tiuim M. ,\ Vinassa.
I cana, e S lardos fa/endas de algodao : a V (i.
Sirvam-se.Srs. rodadores,do publicar ci-las qua-' I13" macbnii-mn a S. P. Johoilo
troliiihasderecificacao.comasquacs, pos,,, uo ^t-^Z^^Ti!
1 pacnle loucinlio. IJ volumes objectos
P. .lohn-luii A C.
ci raivas fazendas
agradeca summamento a benevolencia da pagina
Avulsa, romprovo que nao ha do minha parle
preiencao alguma as penas do pviio.
Piecife 24 dedezembjo de 1850.-< "leraldo Cor-
ma Lima.
v'mU -juji
I MA PFNNA HlSTUrll. 1
o tralato dc paz rolohrado om Pars no dia
li feixes ferro, -2
c I raixa ferra-
nolus de loco, I
a I). \V. Bo-
ll taitas de ferro, 170 huirs e .
feises nbjeclus de lallO, 2 barricas
geas, 15 barricas cbuinbo, 2,105
caita iiislruincnlos de engcuhcirn
man.
li caixas fa/en las de algnililii e lila, 2 ditas dilsi,
do liuho aalgiidao, .1 dilas dita, de aluodao ; a ).
kelbr A C
' eaiai -ellaria, l barrica eutillsria. 1 ( ditas (er-
ro "n- 'cii i miadetas, J3barricas euchada, :'
dilas man,ltenlos i da, Uscnulm a F. II. V\ ,.n.
i* caitas, -Vi fatdv, e ii pncole .i/en.l.t- >it- ,tl-

'

MUTILTDCT


^
iuiq tu nmmcQ siguna fura 29 <>eimku u>is*t
odao. 3 finios tascadas .le algodao e ia, 2 eaiui
chales, l iiil>* 'aleudas de linho, 1 fardo fazenaas
de 11 e algodao, i barrica vldrot e louca, 2 caitas,
2 pacotet e t feixes objeclos para cama, 1 uto fer-
MM, 1 caixa I ecreto ; a James Crablree 6: C.
5 fardos fazeodat de la, 0 diloi e III cana duas
de alcodao, 51 gigoa Garrafas vazias, t canas cha-
peo, de ni de algodao, :tl ditas fazendas de algodao
de li e lindezas, 37 calase 13 fardo fazenda de
alEodo, l barril vernii, 1 pacole coorot; aW. Ma>.
H tenes pat de ferro, 10 barricas e i canas fer-
rasen!. 198 fngaraifot, 13 feixts ferro, 10 barricas
ochadas ; a Braoder a Brandi.
1 b.rrica lingoes, 1 dila arros com sal. > MJlM
bitcoulos, S Jias quedos, 88 presumo, 2 harneas
conservas, 3 dita, cervej-, 1 barr.l aguardante. 1
feixe, 1 caixa machioa para pholograplna, l gigo
mantegoeiras coro lampo j a ordun.
I pacole iguora-e ; a J. DC-J['
Kendimenlo do da 1 a 26
dem do dia 27 ..
IOt:U7ISl30
&8UI151
$
109:i72SHI
BlVBBiAS PROVINCIAS.
Kendimenlo do da t S *> .
Idea d dil $
99J333
7:125jO60
URSPaCIIOS DB EXPORTACAO PEi.A mesa
00 CNSUL4O DESTA C1I>AI)E NO IA
27 DE UEZEMBRO UE 1856.
Lisboa Brigue portugus Relmpago, lonseca,
HeJeiro & Companhia, 2> taceos assocar masca-
vado. ,
LisboaBrigue porluguez Eurico, Aroonm Ir-
ruios, 600 saceos assucsr hranco e ruascavado, .i
pipas cachara, 3 ditas nlcool.
LisboaBarca portusuez Janola, Francisco Se-
veriatw Kabello A; rilho, 1,400 saceos assucar
branca e matcavado.
LitrwaBarca portuguea sLigeiraa. \ A. Souza
Carvalho, 100 saceos assocar brauco e mascaTado,
l barris niel.
Valparaso Barca dioamarqneza oPreciosai), IS. ().
Bieber & Companhia, 330 sacco* assucar branco.
JSxportacao .
Balliruore, patacho amerieaoo Sania Clara, de
231 toneladas, conduzio o segiiinle : 2,880 saceos
cora 14,100 arrobas de assocar.
Lisboa, brigue porluguez Taraj* 1, de 318 tone-
ladas, condono o egoiote : 2,280 saceos com
11, Un arrobas de assucar, tO' pipas agurdenle de
canua, 62 ditas, II meias ditas e 148 barris mel,
4,000 cocos seceos, 70 esleirs, 3 peJras de filtrar, 2
eaiies doce.
Rio da Prala, brigoe americano Volanle, de 29b
tonelada, condoli o seguale : 1,000 barricas e
harnqiiiuha- e 130 saceos com 1,932 e 11 'Ufas ue
asauear.
Baha, lancha brasileira iil.ivrar.aoii, de 40 tonela-
da, conduzio o seguiute : 300 caitas, 200 meias
ditas, -200 qaartos de dilas pastas. 80 ceiras ligos, 300
sacos lamilla de mandioca, 100 ditas arroz.
Rio da Prala, polaca sarda Celestina, condozo
o segaiote : :to pipas agurdenle, 10 dilas espiri-
to, 1.270 barricas com 9,9<)0 arrobas e 1 libra dt
assocar.
Buenos-Aje! por Moulevidco, barca hollandeza
tusan, de 311 toneladas, conduzio o seguiule:
'lOU ipa* agurdente, 330 saceos, 1,006 barrica e
100 barriquiuhas com 10.384 arrobas e 22 libras de
assocar.
HRCBBBDOKIA DK RBNDAS INTERNAS GE-
RAES DB PEKNAMBCCO.
Rendimenlo do da I a 26. 26:3199682
dem do da 27........ 8235999
27:1409681
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimeuto dodia 1 a 26 91:66/5186
Hora alo da 27....... 3:2335319
91:920:833
l'KACA DO RECIFE, 27 DE DE/.EMBKO DE
1836, AS 3 HORAS DA TARDE.
He i-isla semanal.
Cambios----------Tein havido 'iransaccoes a 28 d.
por 19 aobre Londres, a cujo pre-
co esta' firme, e sobre Lisboa a 95
por canto de prendo.
Algod.Vo----------En Ira rain nicamente 92 saccas,
oin consequeucia do Natal e das
mullas ehuvas, e as vendas regu-
laram de 65100 a 69600 pur arro-
ba do superior e 6f9D0 pelo regu-
lar.
Assucar----- Enlraram 13,830 saceos pelos mes-
mos molivot do algodSo, e os pre-
etn foram firmes, regulando
hranco pnmeira sorte rtc5- .1 3910a
por arroba, segunda orle 498UU ;
19900; tonaira superior a 48700:
dita regular a I5t00 ; quarta sor-
te do 49 a r-ii m 1 por arroba ; so-
s- UleuustjJc afra*! ., ylyww ; m..^
vado CanaTile 'ijMll a JntiilO J Jt*
nerlca 3?, e especial de 39100 a
39150 por arroba, o deposito nao
augmentoo.
Ornaros-----------Conlinoam proenradot, e oblive-
ram de 310 a 320 rs. por arroba
dos seceos salgado*.
Bacalh.io- Negociaram-se dous earregamen-
los de Sau Jete a 14-SH00 por bar-
rica, segoio um para a Haba. O
deposite regula de 9 a 10,000 bar-
ricas, e os precnt a retalho subi-
ram para 139 e 139 couforme a
qualidade.
bsisiem smenle 300 arrobas do
Rio Grande do tal, da qual rela-
Ihoa-se de 5$ a 53600 por arroba;
a chegoo um carregainenlo de 12
mil arroba de Buenos A y res, que
por sabir boa abri preso a 65 por
arroba,
r'arinha de Inga- Osdoos carregainenlns que eslDo
em ser a semana pastada seguiram
para o tul, lendo o inesmo destino
outro ehegado nesla semana. O
mercado tem eslado apalluco, e o
deposito mua a 10,300 arrobas,
aeudo I.IOOde Philadelphia, 1,600
de Boston, 5.100 de Kiehmoud,
400 de New Orleaus. 600 de New-
York c 1,400 de Trieste. Reta-
Ihou-ae de 211 a 229 por barrica
da primrira, a 20? da segunda, de
229 a 24 da tereetra, a 229 da
quarta e qoiula, e 269 ra stima.
Ilescoulo- Sem alleiarao.
Freles------------- Estere roais animado, regulando
para o Canal a .30 pelo a-ucar
e 9|I6 pelo algodao, e carregando
este na Parahiba a 5|8.
passar o presente ediial, aos 12 de uovembro de
185G.
Theoduro Machado Freir Pere'ira da Silva.
%} lltPARTICAO UA VACCINA. Q
f O commiuario vaccinador pro- tifi
Uncial, recotiliecendo que tnuitas @
"S pessoas deixatn de comparecer a |--
esto reparticSo etn consequeucia
da loii(;itude do lugar, avisa ao
@ retpeitave publico que tem re-
& solvido a vaccinar tainhem as ^
^ tercas feiras de todas as semanas, Q
@ na casa de sita residencia, conti- ^
^ji nuando a reparticao a l'unccionar ^
@ no torreao da allandefja nasquin- @
^j tas e domingos: assim, as pessoas
^ (|tie (equizerem vaccinar as ler-
! cas feiras, podem dirEr-se das ^
{ sele as nove horas da manluta, ao ?
^ andar do sobrado da ra Nova ^
^ esquinada do Sol n. (iO.I)r. Joao
9 Nepomuceno Dias Fernandes
&&&@ o m&$&
COXSLLUO AUMLMSTRATIV 0.
O conselho adminislraiivo, etn virlude de aulu-
riaMjao do E\m. Sr. presidente da provincia, tem
de comprar os objeclos seguintes :
Para a companhia fixa de cacadores do Rio Grande
do Norte.
Grvalas 122, manas de laa 123.
l'rovimenlo dos armuzens do arsenal de guerra.
Pennas de gam;o 800, lapisduzias 6.
Oflicinas de 1." e 2.* classe.
Colla da Baha arrobas 2.
3.a classe.
Ferro sueco em barras du 4 a 6 polegadas de
largura quintaes 20, carvo de pedra toneladas
2o, limas chalas de 12 polegadas duzias 20, di-
tas ditas de 8 dilas, Jilas 20 ; dilas dilas de7 dilas,
ditas 20, dilas ditas de G ditas, dilas 30 ; dilas di-
las de dilas, ditas 10 ; dilas meias cannas de 12
dilas, dilas 1 5 ditas dilas de 8 ditas, dilas 20 ;
limaloes de 10 dilas, dilas 10 ; dilos de 8 dilas,
dilas 10; dilos de 6 dilae, ditas (>; limas mujas
chalas de 8 a 6 dilas, dilas G ; dilas dilas meia-
canna de 8 ditas, dilas 6.
4.' classe.
A ramo de lalo fino arroba 1.
5.'1 classe.
Sola curtida meios 200.
Para o foriiecimento de luzes s estacos militares da
provincia, nos mezesde Janeiro, fovereiro e mar-
jo do anoo vindouro.
Azeilc de carrapato caadas 080 : fio de al-
godao libras 96, azeiie de coco caadas 47 ; pa-
viosduzias 9, velas"de carnauba libras 194.
Quem os quizer vender aprsente as suas pro-
postas em caria fechada, na secretaria do conselho
s 10 horas do dia 2 de Janeiro prximo vin-
douro.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra 24 de dezerabro
de 186. Ment Jos Lamenha Lins, coronel
presidoole. Bernardo Pereira do Carmo Jnior,
vogal e secretario.
liutallirio dcimo de lu-
fa otaria.
fixa de Terra Negra com a lu/. encarnada o
branca d<; rontaillai'., e conserva-las ncssa
pnsii:3o ule que a luz da pona de la Coubre
demore a ,N. NE., mudar uDtSo immediata-
mento o rumo c governar, ou seguir para a
CordOOan, at que venlia a collooai" as lu/.ns
da pona de la I-'alaise e Terre Negra em urna
Enlao governar e conservar oslas luzes em
urna al que a luz de Cordouan demoie-sc
aoS. SO. depois do que alterar o rumo para
o SE. 4. sul.
Todos os rumos e dcmarcacGcs silo mag-
nticos, Variacao 20 45 oeste.
I'or onlcm de Ss. senhorias.
John Washington, hydrographo.
Kepartico hydrographica do almirantado.
Londres 21 de julho de 1856.
Esta nutificacBa alTecta os seguintes map-
pas do almirantado : De Ushant para Finis-
terre o. 64 ; de Sablead'Olonne para Giron-
de, 11. 71 ; de Gironde para Arcaelion 11. 72;
o a lista de phares l'rance/.es n. 16.
iicspital Haslai demorando E.NE.
dade de Leste d
11> N.
< )s jarjins d pinlio no monte Portsdon em urna
liuha .-i >!n a ex remidade do esle do terrajo An-
glesea demoran lo MC. 1|2 N.
A igreja ma s elevada em Byde em linha com a
cxtremidaJe de Tora do caes ou muralha do RyJe a
igreja lie granee, a cubera ou lelhado de louza, e
tem urna peque a punta on cpula na sua extremi-
dade de 0.) de norando S. SO. 3|4 O.
Poma do ve lio ca>tello NO. 4- O.
Casiello de 0111I1 Sea E. 1|2 N.
Assim pois i canal para o Piilnou deposito de
carvao para navios que vero do Oeslc, fica entre a
boia preta, ea ioia branca do Oeste do Sturdridgee
da lioia salpica la ou limada de Sand Mead para o
sul Jella.
Todas as de maraes sao magnticas,
le S. S.
Mac llill:
t.arat sacra- -
Movimmio 00 pono.
.Vaco .1/11 do < no dia 27.
Rio da l'ralaBarca oriental Marianita, capito
K. llanien Lachaulen, carga assucar e aguar-
den!*.
LisboaBriaM porlo^oez uTarujo l, eapilla Ma-
nad deOlivciia Faneco, carga assucor e mais ga-
neros.
Rallimor* l'alaclio americauo uSanla Claras, capi-
llo f, Ellengenoiid, caiga assucar.
2DfcUt?atK*.
A companhia fu de cavallaria lem de conlra
lar agaa para o primeiro semestre do anuo vinduu-
ro, para o consumo da caminada ; assim. quem Ihe
runurr, dirija a secretaria da me^ma, cm carta
(achaila, sua proposla, no dia .10 do corrale, as 11
horas do da.Leopoldo Augusto Ferreira.
NONO BATALUAO E INFAMARA.
O mn-ellin ecootimico do mesmo coulrata para as
pravas arranchadas dorante o Inmeslie a decorrer
do 1.- Janeiro ao ultimo de mar jo do crranle
anno, o seeros seguiate* : caf em caroro, assucar
branca, roarnteiga frincer.a, pues de fie i njas, car-
ne verde, dita secca, baolhao, feijAo preto, familia
da Ierra, loaclalio de Lisboa, arroz de .11 ir.iiili.in,
xfeile floce, vinagre de Lisboa, sal, leoha, vinho
tinto, devendo ser todo de boa qualidade ; para enjo
hu o referido conielho convida aos senhores nego-
ciantes que quierem foiuecer os mencionados gne-
ros, rara coeapareceresa Da respectiva secretaria no
da 2S do roei que rege, com suas proposla am car-
la ruchada, as 10 horas da manbaa. Adverte-se que
nao c admitiera pessoas qae au sejam eslahelecidas
no raminevrio. i.io.ilcl na Solrdado l2\ de dezem-
Uade 185i.Uailinho Jos Kilieiro,alfere agente.
Precisando esta reparticao para as
obras a scu caigo de cal, lijlo, oiticica e
pao-carga, convida o lllm sr. inspector a
quem queira vender estes objeclos da me-
lhor qualidade o apresenlar a competente
proposta em cila fechada al o dia :10 do
i'irreiile aaet pelas 11 horas da manhV cm
qu! seeHecluara a compra. ^
"terciaria da inspeccao rio arsenal dn rjfa-
rinha de l'ernamliiico em 2H de de/emliro de
I8. O secretario, Alejandre Rodrigues'
dos Anjos.
O chefe
provincial
do disposto no arl. 3 do regulaniealo i\ 3 de j
--> sem iiiiervein.ao ue eclipse
Oehefe da primeira secjiio do consulado'"0 cume cu l0Be dc llma l'-
vincial, servindo de administrador, em virlude i a'lica(,a Do terreno elevado
Jisuosto no art. 3 do regulameo.o d9 3 de ju-1 ^PJTlVjL*"''
O conselho econmico lendo de contratar oiome-
cimento em genero para o mesmo liatalliao duranle
o primeiro trimestre do anno de 1857, convida aos
solicitantes a apresentarein na secretaria do balaltiao
uo dia 29 do corrente as 0 huras da manliaa, suas
proposlas, cooiendo os genero segoinles : pies de 0
a i oufjas, assucar I.raneo ou mascavado, retinado,
azeile doce, arroz sem casca, bacalho, carne secca,
dita verde, cafe em grao, farinha, fejAo, lenha, sal,
tuucinho de Lisboa e vinagre. Recite 23 de deiem-
bro de 1856.Altera agenle,
JoscCaelano da Silva.
CONSELHO ADMINISTRATIVO
O ciin- i no administrativo tem de cuutralar o for-
uecimento dos gneros abaixo declarados, para u
rancbn da companhia dos aprendize mcuures, du-
rante os nena de Janeiro, levereiro e marro do an-
nu |iru\iinn vindouro : assucar soineuos relinado,
cafo em grao, cha hyson, ptea de i onra,-, manteiua
le ''ll'l'/ -III ../. f ,y,|||..., LHIIC-I-. Olla icio,,
farinha de mandiuv, rtijau prctu, loucintio de Ssu-
los, bolachas, azeil doce, vinagre, leuha. Quem
quizer faaer dilo foruecimeiiln aprsenle as suas pro-
poslas em carln lechada na secretaria dn conselho, as
II) horas dodia 31 dedezemhro corrente.
Secretaria do conselho administrativo para foriie-
cimento do arsenal de guerra 21 de dezembro de
185H.lenlo Jos I -.ini'iih i Lins, coronel presiden-
le.Heanlo IVreira do Carmo Jnior, vogal e ae-
ree lario.
^e conformidade com as ordens do mi-
nisterio da marmita, iransmitlidas peloExm.
presidente da pruvincia em ollicio datado de
5 do corrente niez, maiid > o lllm. Sr. eapitao
do porto dar publicidado a traduejao junta
dos avisos ns. 20 a 25 annunciando aos na-
vegantes o estabeleciment de pftaroes nos
pontos indicados no mesmo aviso.
Capitana do porto de Pernambuco em 9
de dezembro de 185(. O secretario, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjos.
TRADUCCA-O".
Aviso aos navegantes.
N. 20.
Estados Unidos da America.
A direcluria de pharoes nos Estados 'nulos
publicou os seguintes avisos:
l'harol do Castello l'iiickuuy, Charleston.
A 15 de maio de 1856 eslnbeleceu-se um
pliarol liso encarnado na ilha de Shute Fol-
ly. na hahia de Charleston, Carolina do sul,
33 jardas ao noroeste do Castello l'inckney.
O macrnni-um illiiiiiirsailor he de uuia leott-
Iha de Fresnel da quinta ordem. A lanter-
na est collocada na pona de uma turma de
madeira, piulada de amarello, em uma al-
tura de 55 ps cima do nivel medio do mar,
e deve ver-sc na distancia de 10 militas em
lempo claro.
Pliarol do forte Sumler, Charleston.
A 15 de maio de 1856 eslabeleceu-sc uma
luz branca lixa, no cume de urna tone de ti-
jolo, quasi dentro do ngulo do norte da
muralha doe\lerior do forte Sumler, na ba-
ha de Charleston, na Carolina do Sul, em
urna altura de 60 ps cima do nivel medio
domar. O machinistno Iluminador he de
una lenlllfo4^resiiel da quinta ordem. A.
luz SO ser visivespor um circulo de 270" e
nao por delraz do I'ojTe Sumtcr ; porctn em
todas as aguas navega-
volla para o forte John
minadas.
ad, Carolina do norte,
nho de 1856 collocou-se
ume de um pharol de um
ial'u.-o rcceulcmeulc ele-
vado ou levantadora estremidade do baixo,
projectando para leste Ja ponta Wad na cm-
boccadura do rio PMquetank, Carolina do
norte. A constiucj3o\e pintada de branco,
e a lanlorna de escarate. A luz osla colloca-
da 30 ps cima do nivel d'agua e deve ver-
se cm uma distancia de oito militas em lem-
po claro.
Por ordem de Ss. senhorias
Assignado, John Washington, hydrogra-
pho.
Itcparlico hydrographica do almirantado.
Londres 15 de julho de 1856.
Estes avisos alTectam os mappas do almi-
rantado : Costa de Leste da' America do
norte fainas 7, n. 270, e a lista de phares
dos Estados Unidos ns 215 a b, e 202 a.
TRAULT.CAO.
Aviso aos navegantes.
N. 21.
OCANO ATLNTICO-FRANCA.
Pliarol ponlaillac. Rio Gironde.
O goveruo de Franja acaba de lazer pu-
blico o notificar, que no dia 10 de julho de
1856 urna luz alternadamente encamada e
branca durando rada cor vinte segundos,
sem intervencao de eclipse' foi apresentada
tope de uma torre de madeira
de Ponlaillac,
e no banco do
frente daquelle lorie!
veis da ilha Morris(
son (carao lieni il
Pharol de Ponta
No dia 20 de
uma luz lixa no1,
pao ou estaca de |
TRADUCCAO.
Aviso aos navegantes.
N. 22.
MAR MEDITERRNEO.
Pharol do Monte Navidad em Cartagena.
O goveruo hespauhol acaba do publicar
que no dia 15 de julho de 1856, uma luz lisa
de cor natural foi eslabelecida c collocada
no Monte Navidad na parle du oeste, na en-
trada do porto de Cartagena, na provincia de
Murcia.
Amachina Iluminadora he caladioplnca
da 4- ordem, a luz esta collocada cm uma al-
tura de 125 ps inglezes cima do nivel do
mar.e deve ser vista na distancia de 10 militas
em lempocltro. Esta collocada na lalitudc de
37 35' 30" N., longilude O" 58' 37" ao oeste
dereenwich.
Qualquer ombarcajao que queira entrar
de noile no porto do Cartagena, e que pre-
tenda Tundear na parte leste prximo ao de-
posito de plvora, ou prximo ao suburbio
do Santa Lucia, deve conservar sempre o
pharol em vista, uin pouco descoberlo da
ponta Navidad, tendo cuidado em nao o per-
der do vista, de maneira que passe livra do
baixo denominadoLaja,dentro da baha.
Pelo contrario, se pretender tundear nav
quella parle da bahia condecida pelo nome
de Espalmador Grande, a embarcaj."io deve
perder a luz de vista guardando o mais pr-
ximo possivcl a pona Navidad.
Pharoi do cabo Huertas cm Alicante.
Igualmente que no dia 15 de agosto de
185o, uma luz lixa de cor natural appareccm
no cabo Huertas na provincia de Alicante
na latiiudc 38' 20" 80" .\\, longilude do O
22'37" ao oeste de Greenwlch.
A luniilha he Catadrioplrica da quarta or-
dem.' A luz esta collocada cm uma altura
de 124 ps cima do nivel do mar, e deve ver-
se em tompo claro na distancia de 10 mi-
lhas.
Por ordem de Ss. senhorias.
Assignado, John Washington, hydrogra-
pho.
IteparticSo hydrographica do almirantado.
Londres 25 de julho de 1856.
EstflS avisos atl'eclam as seguintes cartas
do almirantado geral do Mediterrneo n.
2158 ; Gibraltar para Alicanlo n. 1186 ; Ali-
cante para Palatnos Q. 1187; Plano de Car-
tagena ii. 1194, elisia de phares do Medi-
terrneo ns. 5 a e 7 a.
TRADUCCAO/.
Aviso aos navegantes.
N. 23.
COSTA UE OESTE DA ESCOCIA.
Pharol da bahia de Porl Palrick.
Os lords commissarios du almirantado
tendo ordanadu que o pitara interior de
Porl Palrick f'osse iiovanienle encendido.
Pelo presento se faz publico :
Oue a contar da uoiie do dia 15 de oulu-
bru prximo (1856) urna luz lixa de cor na-
tural sera encendida c apparecer o pliarol
interior em a hahia de l'orl Palrick, na mes-
ma posicoque linha uuligameula, islo he,
na latitude de 5i 50'28" N., longilude 5 7'
0" do oeste de Creeiiwich approximada-
menle.
A luz ser da sexta ordem : lica collocada
em urna altura de 44 ps cima do nivel
medio do mar, osera visivel do convz de
um navio na distancia de oito mllhas em
u-niun claro, porurn arco oa circulo de ISO"
do horisonte, abcrlo para o oesle, ou para
leste.
A torre he de pedra, com 30 ps de altura
e pintada du branco. Est collocada no au-
gulo do sueste da bahia, e a 130 jardas den-
tro do pharol interior na pona do caes
(Pier) ou muro, que nao esta iluminado.
Por ordem de s. senhorias.
John Washington, hydrographo.
Kepartico hydrographica do almiiaiila-
do. Londres aus 0 de agosto de 1856.
Esta iiotilicai,ao altela os seguintes map-
pas do almirantado! mar da Irlanda n. 1824;
cosa do oeste da Escocia Ib I ha 1 n. 1971 ;
costa de lesle da Irlanda,folha 2 n. 45; Fort
Palrick n. 2026; o igualmente a lista de pita-
eos britnicos 11. 216.
TRADUCCAO.
Aviso aos navegantes.
N.24.
COSTA DO NORTE D.V IRLANDA.
Pharol da ilha Rathil,
A corporacao do porto de Dublin fez publico o
haver-se collocado na ilha doRhathlin, Cu Aclrim,
do qual se exhibirn luzes na noite do primeiro do
prximo fuluro mez de uovembro de 1856,.; des-
sa noile em dianlo sera encendido desde o por al ao
nascer do sol.
A torre do pharol est construida na ponta do
NE. da ilha Ralblin situada na lal. 55- 18, 10"
N.,e longilude 6- 10, 45" O. Uemarcace;
De Rhins para o pharol Islag S. distancia 25
1|2 milhas nuticas.
Mull para o pharol Canlire O. NO, l|i N. 13
milhas nuticas
Pharol da PonleCorsewall NO. 3|i n. 3! mi-
litas nuticas.
pharol do sul do rocliedo Maiden n. It2 O. 27
militas nuticas.
Como meioaddicional para marcar esta pjsic^o
apresenta-se uma luz mais baixa, cuja lanterna es-
t collocada na base da torre do lado de lesle.
A luz superior na lanterna da torre ser revolven-
le, dando uma luz brilhanle duranle 30 segundos,
estando eclipsada pelo espaco de 10 segundos : os
periodos de luz e escuridao seguiro cm successo
regular. Ser visivel do lado do mar entre as de-
marracoes de SE. 1|2 S. cm roda por E., para NE.
i- N., e igualmente na passagem pelo canal ao
Oesio da ilha Rathlin de E. HE 1|2 N. pera E.
1|1 N., e ha de ser de cor encaruada na linha do
rochedo Carickavanan, A luz est 243 pes cima
do nivel do mar na mar cheia, c em lempo cla-
ro pode ver-se na distancia de vinte euma mi-
lhas.
A luz inferior ser fixa, de apparencia na.ural :
e estando collocada til pes abaixo do nivel da su-
perior, ser vista como luz separada na distancia de
10 milhas, e do mar entre as demarcacoas de
SE. 4' S ; eN. NE. 1|2 E. e nao ser visivel s
embarcares no canal ao O. da Iba ISalhhn.
A torre he circular, e tem 88 ps de altura lasu
base bola por cima da cpula.
Uma tira encarnada ser pintada por baixo da
galera projeciante.
As demarcacoes referidas so magnetiras, Varia-
co 28- 0.
Por ordem de Ss. Ss.
John Washington, liv
is para sarjar ven-
tosas.
N.i ra estrella do Rniarin n. _', laja de bnrbeiro,
vendein-te mallo Nperloret machima e ..'j.ir ven-
losas por iniiilo haraln prero.
. O abaixo a*Roado faz ver ao respeilavel pu-
blico, que o Sr. Mauricio Alaca de linio iluixou de
ser seu caixeiro lleude o da 27 do corrente, tirando
ocrupniido o mesmo lugar o Sr. Amonio Pereira
Viauna.L. I'ugy.
Pede-se as pessoas a quem o Sr. Misucl Paes
de Mallo lenha comprado [atenas na gneros, ou
qualquer objeclo, e lenha pago e deixadu a guardar,
baja por obsequio avisar na ra da Cruz do llecife
n. 64, afim de se rempllfr aos prenles do mesmo,
visto o inesmo Icr tallecido nesla (Vara.
I'erdeu-se na noile de Natal, da iereja de S.
i, um
ceira do mo lello sesuinle : os livores san coio es-
camas iranes, a chapa em cima be comparada um
enracao, leudo denlro da dila urna flor com S pedras,
:i verdes e 2 brancas, suppnndo ser de madreperola,
ou aljofares : pedr-se a quem a achon leve ra
?lova n. 71, que ser bem recompensado.
O Sr. Pedro Eleulerio Ilarhosa de Lima lem
carias viudas do Hin : procure r.a airada da Torre,
ailio do I), linio, onde mudse deseja fallar-Illa.
-- Nercssita-se de una ama lorra ou captiva, que
Dunnose pard Crntcaurch. cumSpilliead (and llia aiba comprar e eozinhar, paga-te bem : na ra da
Repartirn
dres 22 de a;
Este aviso
Por ordem
John Wasl ington, hydrographo,
yJrographica do almirantado. I.on-
Dslo de 1856.
ffecta os seguintes mappas do almi-
rantado : entrada de Lesle para Spitliead n. 2045
needles) e as gullias, c pillo do canal pp. 110.
V*ii
p.\
A barca ni
IKA OKIO DE JANEIRO.
cional I l.eiea In ja condecida pela
o-Kio de Jai
prompla mai
regar dirija
lorio de liall
Para
ter a maoH
0$ v&taitith&09*
un forte con itrucrito e ligeira m.relia, seguir' para
eiro dentro de poucos dias, por ter
r parte aa tna carga: quem quizer car-
e a ra da Cadeia Velba n. 12, escrip-
r & lllivnira.
Rabia sebue em poucos dias por
parte da carga prompta a ve-
leirasuma a Nova Minerva, do primeira
marcha: pira o resto da carga trata-se com
seu consig atarlo Domingos Al ves Matheos,
na ra do Apollo n. 2:1.
I'ara a Bahia
segu nesles ulllmos 8 lias para a Baha a garopei-
ra nacional Livravara>n, lem pronipto melado de
seu carretal lenlo, para o reslo Irnla-se com o seu
cousignalari
ra da Cruz.
> Antonio
n. I.
Para <
a barca por
aer carresar]
cellules
Thoinaz d'.Vlriuino
gario n. I1.'.
lu/ de tlliveira Azevedo,
l'orlo sagat com a possivcl brevidade
uuue/.a uSanla Cruz, quem nclla qui-
ou ir de passagem, para o que lem ex-
nmodos : dirija-se aos consignatarios
onaeca ,\ l'ilbos na na do Vi-
DCPOSITO
do superior rapada lubri-
ca de Gatitois & C, da
Bahia, na ra de Apollo
n. 23
Dominaos Alves Malhros, senle do deposito de
rap da Mrica de Gantoii c Companhia, da Bahia,
avila aos seus l'rcguezet, que acaba de rereber nova
partida do inesmo rap,o qnal.para que seja mais co-
ndecido e se nilo possa confundir com os de oulras
Francisco al a praca da Independencia, urna pul- I fabricas, de boje em diaule sse vender' embrulha-
do cm papel veide com roiulos amarellos.
Jos Antonio Moreira Dias ; C, fa-
zem sciente aos seus freguezese mais con-
sumidores de plvora, que lcena tira gran-
de sortimento das melhores qualidadesde
plvora e cliunilio que tem \indo a este
increado, e veadem ditos gneros por
menos do que outra qualquer parte : pa-
ra vercra as qualidades encontrarSo as
amostras emseus cscriplorios, na rita das
Laraogeiu a, I i- e da Mocda n.
nos mesmos estabeleci mentes acbar&o sa-
litre refinado de superior qualidade, a
S.sOOO a arroba.
Mangaeira n. s.
O collei;in dasorphaat, silo em a na da Auro-
ra, precisa de uma cozinbeira liberta oj captiva, e
paga generosamente : a tratar do dito collegio, a
qualquer hora do dia, coro a directora.
HOSPITAL PIIMIIGIIEZ
DE
BENEFICENCIA
Da-se 1:100)000 a premio aobre hypollicca on
penhores : quem precisar annuncie para ser procu-
rado.
Qnem pretender a loja da ra do Colle2ou.
1, coiijunctameule sua arnnr..... propria para fazen-
das, euleuder-se-ba com o proprlclano, prximo ao
arco de Santo Antonio, loja n. 3.
Ateiiv a;.
I'recisa-se de um criado, preferece-se porlucuer. a
I or ordem do lllm. .sr. presidente convoca-se a de menor idade, naia o s-rvico de homem solleiro :
: ii i ii Ii i rvarsil ii i>_' aaaiLaaai .. ..:.... .1 .. _____.... 11 : -. _
Companhia
Pernaihbiicaiia.
Ol senlic res que aubscreveram novas acees des-
la, companl ia e que anda alo enlraram com a pri-
meira presl ic3 de .'U por cenlo, silo convidadot a
salisfazer, no escriptorio do Sr. Antonio Mar-
ques de Ai lorim, ra da Cruz n. 'i.'i. Itecifa 1(> e
dezembro i e 1856.Manoel Alvet Caerra, tecreta-
rio nterin .
Para Lisboa.
O palacio porluguez nBrillianle, eapitao An-
tonio Braz Pereira, rahira' com toda a brevidade per
i-i a maio parle da carca prompla ; para o resto da
mesilla Ira a-se com o dito na praca, ou com o con-
sisualaho JomiugotJot ltrreir Gnrnaraea, na ra
do Uucim do n. Xt.
Para Lisboa segu com brevidade por ler parle
da caiga e igajada, o brigue portogoez uEurico, ca-
pullo l.uei mo Alves Cunceic.lo ; para o reslo della a
, para n que off.;rece bons commodos, 1ra-
os consignatarios Amoriin IrraSoa, na ra
3.
PARA "> PORTO.
pnrhi^u-/ i jTDtiarte IV, l'ojarada e enca-
ooioo, o ncni coiineciua pela sua etcel-
ha, sgu>aj pura a cidade do l'orlo com
por [ajj^wpu a m or parle de seo car-
: qui'rnajjjprw-iiia quizer carreear ou ir
m, dirija-eTa ra da Cadeia do Kecife n.
oiio de ilaltai ,\ Oliveira.
companhia
s iiiglezts a
pastaseiro
ta-se com
da Cruz n
A Jiarca
ni.i.i i.i di
lenla mar
brevidade
regameni
de passag
12, escrip
Real
quettf
I
as!emllca ctral dos senhores accionislas. para a ses-
s3o ordinaria no domingo, i de faoeira futuro, as 10
horas da mandil, no tallo do Hospital. Keal llos-
pilal l'orliiguez de llenehcenrij li de .iezembro de
I8j.O secrelario,
Manuel Ferreira de Souza Ilarhosa.
.No dia :0 de selembro fueio do enaenho Cruz
de Malla, freguezia de Agua-I'reta, um escravo de
nome Seraphim, perlencenle ao aballo ataigaado,
com ossignaes agolte*: Jade 10anuos,alio, gros-
so, bem barbado, ja com varios cabellos blancos na
barba e na cabega, nariz chalo, olhos meio morios,
lem filia de um dente na frente da parle de cima,
bem espadaiido, qnando anda lie meio corcunda.tem
as unhs dos dedot grandes aos p arrancadas, fuma
cachimbo, e bebe agurdeme que fica alegre e a fal-
la meia lurbada, nao lem oflcio, mas be bota de ser-
Vijo de emada e fouce, levoo uma Irouia com rou-
pa ja usada, calca de alpaca preta, velba. he criou-
lo.e mullo riinhecido pela freguezia da Escada por
ja ler sido escravo do fallecido Joao Severo de Je-
ss : pede-se a lod.it as autoridades c eapilSM de
campo, ou a quem o capturar, levem-o ao mencio-
nado angenlio, que tarto bem gralilicados.
Antonio l.uiz Pereira ne Caldas.
No dia -\ de nuvembro fugio do engenho Cruz
de Malla, freguezia de Agua-I'reta, um mulalinho
de nome Jos, perlencenle ao abaixo assignado, com
ossignaes seguintes : idade 1(i anuos, secco dq
corpa, cara secca, olhos acaslanhados, cabellos sollos,
nariz meio chalo, denles redondos e Unir, cor p-
lida, pemas finas, as unhas dos ps arrancadas, de
bichos que leve em pequeo, fuma ch.rulo ca-
chimbo, levoo ama Irouxa, o que mo se sabe, levou
calc.s branca, cainita de chila encamada, palilu de
panno azul, chapea de palha novo ; suppe-se ler
[agido para as parles das Laget: pede-e a todas- as
autoridad e capilies de campo, ou a quem o cap-
turar, levem-o ao mencionado engenho, que sero
bem gralilicados.Antonio Luiz Pereira de Csldas.
Olferece-se um coziubeiro para qualquer na-
vio : quem de seu presumo se quizer utilisar, diri-
ja-se a ra de Sauta l'iiereza n. 32, que achara' cero
quem Iralar.
AMA DE I.EITE.
Precisa-se de uma ama ama que lenha bom e
abundante leite, para acabar que lem mezes : no paleo do Para izo n. -2K.
Arrenda-sen sitio denominado da Torre, eon-
(It! [>'
vapor.
dirija-se ao paleo do Carmo n". 9, primeiro andar.
Precisa-se alugar ora andar com enramados, ou
dous com os mesir.os. no bairro de Santo Antonio, a
faz-se vanlagem sobre o aluguel, pagaudo-se muilo
bem : quem liver anuuncic.
Precisa-se alugar com brevidade um moleqbc
iolellizenle para levar comidas a diversas casaa :
quem liver dirija-se a ra Dirella n. III.
Aluga-se o armazem da ra da Praia n. -1 : os
pretndanle dirijam-se ao Irmto ministro da ordem
terceira de S. Francisco, morador no largo do Car-
mo n. 111.
Ao abaixo assignado fugio desde S do corrente
o prelo Antonio, do gento, alto, secco, pt apalhe-
lados, uma cicatriz em cima do olhc ; a pessoa que
o apprehender leve-o ao Sr. major Luiz Jos Perei-
ra Siinoo-, na ra do l.ivramento n. '21, ou ao mes-
mo abaixo assignado, no Cachang, que recompen-
sara' generosamente.
Antonio Pereira Barroso de Moraes.
No dia 13 do corrente fugio da casa do abaixo
assiguado o teu escravo Jolo, de Angola, que repre-
senta 30 annos de idade ; levou calja e camisa de
algodao de lislras, suppe-se ler mudado de roupa
por ler sido vigo com camisa de madapoln, altura
regular, cheio do corpo, lem falta de cabellos pelo
uso de carregar lina de cal, be um lano gago e lem
uma perna um pouco loria para denlro : roga-se
portauto as autoridades pnliciaes e a qualquer pessoa
que o encontrar, sua apprehens3u, e a enlrega do
mesmo a aeu senhor, que pagara qualquer despeza,
a gratificara' generosamente.'
Manoel Antonio (onr^alvet.
Precita-se de uma mulher torra ou captiva,
para todo semen de orna casa de poura familia, sem
meninos: quem Ihe eonvier pode procurar na ra
da Cadeia Nova, ou Iravtssa da ra da Concordia,
defronte da casa o. 13.
Ot devednresde Jos Dias SimOes.Cruz A; Bas-
tos a Cruz & tiomet lenbara a bondade do mandar
pagar ot seus deailus aos abaixo assignado*, por se-
rein ellet os dones dot referidot dbitos, os mesmos
abaixo assignados desejaudo ultimar esta cobranza
na luellior armona esperan que Ihe tauetarta suas
contat independeoles da publicarlo de seus oumes
e melos judiciaes qunse verao na necessidade de em-
s
ffolliiulias
PARA 1857.
Ai liain-se a venda as liem conliccidas
lolhinlias, impressas nesla tvpographia,
das seguintes tpialidadcs:
FOLHIMIA RELIGIOSA, contendo aletn
dos meses, a liibliothcca do christao
brasileiro, que se compOc de ora-
cOcs quotidianas, metbodo de assistir a
flissa e conlissao; cnticos, psabnos,
bviniios, ollicio de Nossa Scnliota da
Conccicao e inuitus outras oracoes de
grande ment, preco...... 320
DITA DE VARIEDADES, a qualalemdos
mezes, contem artigos de agricultura,
nocoes de sciencias, arles, le dos cir-
cuios, tabella deimpostos, c regulamen-
to deafericao, etc., etc., preco. 20
DITA SIMPLES, contendo alan des me-
zes, a lei dos circuios c varias tabel-
las de irapostos geraes, provinciaes e
inunicipaes, preco........ 2V0
DITA DE PORTA,' a qual alm dos me-
zes tetn explicacoes das indulgencias e
excommunbOes, etc., preco. 160
DITA ECCLESIASTICA (ou' de padre),
elaborada pelo Rvd. Sr. Penitenciario
da Se de Olinda, segundo as regras
da jreja, c leis conbecidas a res-
peito, preco..........400
Todas estas olliinbas sao impressas em
bom papel c excedente typo, c vendem-
se cm porcao ea retalho: na livraria da
piara da Independencia ns. (i c 8.
Irona n .ii* a w. i., i- ----- e meios juaiciaes queso verao na necessidade de em-
mais de vaccid rt,' e,lu^'' I' 1"""""= P" pregar na falla do' retando pagamento.-Jo.c Alves
res de rr.ch, n'.t 1C": mul1",..Pas"' e "" a Silva Calmara., ra doCabuga' n. I B, FraO-
osdp;co',,;:u,; ff^tffsrjxz!rua do cisco Josc Aivcs ,iui,nar5-rua Queimaio u-33-
Companhia
Al o I m desle mez espera-se da Europa unidos
vapores i a Real Companhia, o qual depois da de-
mora do :oslume seguir para o sul : para patea-
gens, ele, Irala-se com ns agentes Adamson lio
wie kV C. rua do Trapiche-Novo n. 1:2.
PAItA O RIO DE JANEJKO
egne coih brevidade o bem oonhaeida linguc nacio-
nal Elv rau ; j tem parte do carregamento proro-
lo : para o reslo e cscravos a frete, para o que lem
eicellenlst commodos, (ra(a-se com o consignatario
Jote J i.i mu Dias 1'ernaiides, rna da Cadeia do Ke-
cife.
Con
panhin brasileira ele
tiquetes a vapor
/
Ir d3l85, faz publique se acham deposita- ^,1110 (iir0n,,c' costa do oeste da
dos, no deposito geral dous escravos, Antonio, na-
pk> Cassange, idade da 35 a 40 annos, Clorindo,
uacio Congo, idade de 40 a 45 annos, rom uma
belida no oino esquerdo apprehendidos pela polica
os qttaes sao considerados hens de evento, por se
desconfiar seus donos, e para qne seja cumprido o
que ennlem o sobrediio arl. manda publicar pela
i m prensa
quera aos- ditos escravos tfinha direilo, findos os
quavsse proceder a arremalacao pela forma deter-
minada ao art. 4 do ciladu regabmenln.
F fto que ebegue '. noticia do todo.- raandei
A ijrre tem 104 ps de.allura c a luz 177
ps acuna do nivel d'agua, c deve avistar-
se a 15 milhas de distancia cm tempo claro.
Est collocada na latitude de 451 38" 10" N ,
e longilude de t 3" 42" oeste de Grconwich.
O Canal do norte, que coiuluz para o Itio
Rlronde, ja se aclia altutiiajo por tres luzes,
para que no prazo de 60 dias compareca "^jusive a de Cordouan : uma na ponta de
a;,~ ...~. ...i.. a:..;. JLT la <-l"'llr.s. segunda na ponta de la Kalaiso,
e a terceira na lorre de Terre Ngre.
Instruccoes para navegar.Ao entrar o
Gironde pelo canal lo nnric, durante a noi-
te, deve-se trazer ou collocar a luz branca
Wm^or^^t^^
< vapkr SaH-.s'nlcador, cninmandante o I l-
enle I'i nlet Ribeiro, espera-se dot porlos do uurte
ment para os do sul al o dis :I0 do cor-
: dt teuhoret que tivercm de reineller cscra-
qu. esquer volumes trian de carga ou encom-
dcveriio ir a agencia no dia da ebegada do
ara se cnsajar o que poder ser recebido :
na dia d sahida sonicnle se admita passageiros e
a frete al as horas do etpediente.
OMPANHIA l'ERNAMIlt CANA.
Ignaraaa, commandante Nadal J-
nior, -ai b para os porlns da estala do norte as i ho-
ras da tardado da :l ; recebe carga at o dia :tO ao
meio di;. O expediente fecha-te as 11 horas da
manhta lo dia da sabida.
em segu
renle
vose q
ini'iiil is.
vapor, |
nn dia d
dinheirur
l
O vap
lendo-se retirado da linua social de Malheos
Austin al Companhia o so:io Alberto Foraler a-
mon, a casa conlinm debaixo da mesma linna, sen-
do os Hincos responsaveis de boje em diante os so-
cios etislenletJoao Malheus o Nicolao llaslerv. Per-
nambuco J de dezembro de IS'i.
Alaga-te urna preta captiva para o tervieo in-
terim.le urna casaesIraiiKei.a, pagaba -m : u'a rua
Jo rrapiciis Nuvu ii. 12. Na ......:n i casa aluga-se
um molcqiie .le i-2 a 14 annos de idade.
No dia 26 a noile perdeu se na puvoaclo do
Monleiro uma^cacnlela pequea lavrada : "qqem
a achuu e quizer resliluir, dirija-se a mesma povoa-
cao, a casa de Jos Koilrigues do Passo, que sea' ge-
nerusainente recompeuwdo.
A pesoa que perdeu na raalriz de Santo An-
tonio, na noile de a ^o crreme, um allinele de
peno, dirfja-M a ma do Crespo n. 2:1, que dando os
signaes cellos, Ihe sera' entregue.
Amaro Soaret Mtril faz publico, que fechan a
ana taberna da rua de l.uiz do Reg, em Santo Ama-
ro, desde o da 13 do crrente.
I'recisa-se alucar um andar com commodos,
no hairro de Sanio Antonio: quem o liver procure
no Recife, rua da Cruz n. ',2, armazem, que achara
com quem Iralar.
xi~a l'l;eci,81ase de uma ama de leile : na rua da
Madre de Dees n. 36, loja.
Atteucao.
Urna Irouxa de roupa tuja com o seguinte I 9
calcas sendo urna decasemira, (i ceroulasde linho
era O camisas, sendo duas uovas e qualro usadas,
2 colleles, sendo um de casemira e outro de velbuli-
iia, I palil,,, puresMe meias de linho, i colarinhos
de camisa, t Itneo de caca hranco, I toalha com
renda as ponas, 2 canecas de folha para carrea
agua, I steca de farinha, 1 taboleiro com i embru-
Ihos de esleirs de carnauba, 1 bacia de lalo, ca-
carolas de ferro e porcelana, uma porcia de carv.lu.
lis objeclos cima foram embarcados no l'orlo das
Canoas do Recife oo dia 22 as (i horas c rociada tar-
de, para serem entiegues na Capunga, e nao appa-
receuio mais o prelo serillo no dia seguinte as 10
horas, dizendo que linha virado a canoa oo, Coelbos
onde lem a pinguella, disse que nada aalvara, o que
nao pareceudo poHivel julua-se ser roubsdo pelo
mesmo canoelro.oaipor uutrosque a lato o mduziram;
por isso pede-se a quem or ollerecido qualquer ob-
jeclo ilos cima mencionado! a appiohcnsao dos mes-
illas, e a participar na fandicSo da rua do llrum n.
28, que sera sriierosameiile recompensado.
Precisa-se de uma mulher parda ou
preta de idade, loria ou captiva, que
saiba eozinhar, para um liomem soltciro:
quem pretender dirija-se a rua da Moeda
casa n. 7, sejundo andar, no Forte do
Mattos.
de naveac<> i vapor Lu-
so-Brasileira.
O abaiso assignado. por ordem da wiiiini--.ni per-
manente da compmiii.i, no Um de Janeiro, participa
aos senhores accionislas dcsla. que no dia 12 do cr-
reme dezembro cm assemblca seral ot euhoret ac-
cionistas dalli, presididos pelo lllm. Sr. Dr.'AJolpho
M. \ da Cusa, depois de loogo dbale em que un-
nimemente mauifestaram a opiuiAo de que a cuiopa-
nlii.i couliiiue, decidiram c approvaram.
t." Uae os accionislas possuidures das antigs ac-
ees enlrem com 300*00 fortes por cada urna, para
pagamento da divida eita pela direcrSo do l'orlo.
2." Que esla entrada sera dividida em tres parles
igoaes, devendo as chamadas de cada uma destis
parles ler luaar com inlervallo de 30 dias, tendo a
primeiro feila j, e a ultima su se for precisa.
3." As chamadas das novas accoes earaa fetas na
couformidada do que ja foi vencido ; e o diohero
proveniente deslas entradas sosera' applicado com-
pra de um ierceiro vapor, o costeamenio das primei-
ra! viagens dot novos vapores se crescer da primeira
operacao.
i." Em quanto nao he possivel proceder a eleicSo
das pessoas que bao de dirigir a companhia, lica |a
commissJo permanente aulorisada para nomcar uma
pessoa de sua couliauca, que em l'orlugal tirva de
seu proenradur, e reprsenle iileriuameule os iule-
resset da companhia em toda a sua plenitudc, de-
terminando-se-lhe o honorario que deve perceher.
A mesma commissao publicou o seguinte :
A commiiiao permanente, em virlude da decisiio
da astembla reunida em 12 do corrente, convida
os senhores accionistas antigos a fazerem uma entra-
da de III ]', ou 20a. ror acr;ao al o dia 12 de Janeiro
prximo, para pagamento da divida conlrahiJa no
l'orlo ; na rua Direita n. !!.
Couvida mais os senhures accionislas noves, c que
ja lizeram a primeira entrada, a realisarem a segun-
da de 200000 por cada accoalea mesma poca e no
logar indicado, para a coupra de um terceiro vapor
Rio de Janeiro 13 de dezembro do IKb.Assig-
nadol)r. A. M. Victorino da Cosa.
Assim sao convidados os senhores accionistas de
Pernambuco a realisarem al 13 de jaueiro futuro
uma entrada de 2"f i moeda brasileira) por acc,ao, na
rua do Trapiche n. 20.
Teruambuco 21 de dezembro de 1856.O agente
.Manoel I). Rodrtsues.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Antonio da
Ctiulia, nesta lypograpliia.
Precita aa lugar nina canoa que pegue no
peso de 500 lijlos para coinluccio de cajam : quem
a liver dirija-se a loja de lazendas ua rua do Pas-
teio n. 7.
Os abaiio" assignados, com loja de ourives na rua
do Cabuga n. II, ronlrnnle ao paleo da matriz e rna
Nova.fazem publico, que etlflo recebendo continua-
damente as mais novat obras da ooro, lano para
tenhoia como para homent e meniuot: ot presos
conlinuam razoaveit, e patsa*r-se coolat com res
poosabihdade, especificando a qualidade doourode
11 ou 18 quilatet, ficando aitim sojeitot os mesmos
por qualquer duvida.Seraphim & lrmao.
Escravo fgido.
No dia '.Ido rorrenle dcsapparecen um prelo criso-
lo por nome Deodalo, filho do scrlo do logar de-
nominado Pesqueira, baixo, grosso do corpo, cor
bastante fuia, e com am sigual no nariz provenieule
de couce de cavallo, represenlaudo ler de idade 25
a 30annos, levou vestido ealca de hrim, camisa de
algodao a chapeo de palha ordinario, ja foi pecado
perlo da ponte de Cchoa, lornnu a evadir-te do si-
lio do Sr. Amorim, roga-se porlauto a quem o pe-
gar oo del le tiver noticia de te dirigir a ma d'A pul-
lo n. 12 que sera' generosamente recompensado.
iiillietesde visita-
Gravam-'se e imprimem-se com perfeitio bilheles
de visita, letlras de commercio e lodosos objeclos da
arle caligrapluca, rcsislrot, viuhelase quaesquer de-
seuhos. Abrem-se lirrnas, sinetet, lanlu a talbo do-
co como ero relevo, ornamentos com objeclos de ouro
e prala. l''azem-s riscos lindos e originaet para
hordadoa de labxriulho. Admilte-se a recusa de
quaesquer destes objeclot no caso de nao licarem a
cmiluid.i dat pestoas que os encommendar^m : quera
pretender dirija-se a qualquer destes lasares : un
bairro do Recife, rua da Madre de Dos n. 32, pri-
meiro andar ; em Sanio Jknlouio, na livraria classica
lo;palco do Collegio o. 2 ; as Cinco i'outa!, sobra-
do da quina confronte a matriz nova.
Na fabrica de velas
da ma do Bruna, precisa-
se de uma lavara.
Madama Kqsr Hardy,
rua nona 34.
Acaba de receber de IVinam lindo torlimenlo de
chapeos de teda para seuhorai. branco. rosa e ama-
relio, dilos para viuvas, linln- chapeu/nilios para
meninas, de seda c de palha, chapCozinhos de hapli-
tado, pentes de tarlarusa modernos, rapellas o mau-
las para uoiva, c mullas outras fazendas que se ven-
den! mais barato que em qualquer oolra parle.
Fugio no dia 2 do corrente mez, do engenho
Valho desle termo, o prelo escravo, de nome Joa-
,oim, com os sijnaet segiiintet : baixo, barbado,
olhos vivos, bouila phisiononiia, deoles alvos, que-
brado dat virilhat, Irazendn por isso uma funda. Es-
te escravo foi comprado no Kecife onde servia da
boleeiro de carros. Reeommeuda-se a sua appre-
heusao a polica c aos capitaes de campo, certo de
que terao generosa recompensa se o levaren! ao diln
engenho Velho ao seu dooo o l)r. Anlonio Carlos de
Alenla e Albuquerque, ou no engenho Boa-Visla
ao l)r. francisco Anlonio de Almeida e Albuquer-
que. l'arabiba 12 de dezembro de 1856.
rographo.
Reparticao liydrograpliica do almirantado. Lotie
dres 20 de agosto do I8.ri6.
Este aviso alTecta os seguinles mappas do almi-
rantado : Irlanda II. .'( costa do NI" : L. I.arnc
para L. Foyle n. 0 canal da Iran,la n. 1824, e
direccao para o Nli. N, e NO. cosa da Iilands
p. 00.
TRADUCCAO.
Aviso aos navegantes.
N. 25.
INGLATERRA, COSTA DO SI IL.
lioia no Moiherbank.
Tendo us lords commissarios doaltnirantade or-
denado que se collocasse uma liiia prela em frente
ao Spili) de fora apona ou recife) do aMolber-
banku para marcar o canal para o deposito rkcar-
vo de Pilt.
Pelo presntese faz publico que os seguintes sig-
naes e dcmarcarjoes denotam a sua posr;ao, u que
Pica em 30 ps na vasanie, ponto mais baix as
mares ordinarias da primavera, a saber:
O segundo mais para O. dos se* montues
(cltimrr* de arvore no monte Ponido* n. em uma
linharom a casa do cirurgiao f!>ranr& na esiremi-
l.e
5dii>0.
Ka de bolachinhat, que faz o agenle lio-
berls, po conla e risco de quem pertencer, del i,
barricas com hnlachinha americana desembarcada
ultimam ma de bordo do patacho Santa Clara, -e-
gonda-fira, 2!l do corrente, as II huras da manh.ia.
no caes i a allandega.
Lelo.
ULTIMO DESTE AN.NO P.iRA FECHAR
COMAS.
Ven ler-seslia pelo Diaior
preco offerecido.
O agei le Petlaoa faz leiUo am sen armazem, na
roa da C deia do llecile n. 55, da todos os objeclos
existente imii sen arinazem, como sejam, obras de
roarciner a no\as e naadaa, obras de ouro e prala,
pedras mirmure, cachimbos de Inoca, pianos novos e
usados, \ ilas de caroaoba ero cima-, uma linda ca-
deira par i carregar aenboraa, c muitot outrot objec-
los, que eria euladoiiho nomca-|, s, e que ludo se
icha pate ite ao esaoie dos compradores : lerca-fei-
ra, 30 do
Aluga-se am preto para armazem :
quem o pretender dirija-se a praca da In-
dependencia loja u. o.
I'recisa-se de urna mulher livre c desembar-
cela que sa.ba eozinhar bem e eugomm.r, para
yodara lazer o aarvico de uma cara de familia : na
Balancia sesunda cas do lado direilo, ou ua rua do
llrum ara azem n. ^0 se dir' quern precisa.
I'recisa-se de uma ama que lenha bom leile:
na rua da Udea do Kecife loja de lerragent n. 56,
Precisa-se alugar uma preta para casa
de potica la:r.ila, com tanto que sail.a eozi-
nhar c engonimar bem na rua Aova n. 7|.
O abaixo assignado declara ao respeita-
vcl publico e particularmente as pessoas
com quem tem tido transaccOes, que saldou ,
todas as suas cotilas ate boje contraIiidas;jul-!
ga pois tiesta dala nada dever, se todava al-
guem se julgar seu credur de qualquer
quanlia que seja.queirn apresenlar sua conla
para ser paga, ou declarar por esta olba. --
Olinda 27 de dezembie de 1856. Luiz Jos
I'iuto da Cosa.
Precisa-teda una ama secca de boa conduela
e ciislumes, dando-ae preferencia a mulher iduta,
advcrluidoqut he para ser^ico de casa, comprase
alguin recadat de pouca considerac,ao quem ,e jul-
gar netlat cirruiii-lancias pule vir tratar na rua lar-
ga do Rosario u. 35, loja ,le miudezas, que achara
cun quem iralar.
corrente, as 11 horas da manbAa.
tv-4v* ^mtec*.
Kepieilio para li-
ar a caspa.
>.i ma estrena do Rosario, loja.de barbeiro n. 2,
est expr sto a venda e*te evcellenle remedio que
limpa a c ispa < mala as emptugea, que quasi sempre
t.o moliv idas pela mecma. l'ainbi-m te vende a ver-
il adeira lena para tinirir o r.ihfllo, lado to-por
muilo bai alo p(fco.

n. ;t8, pre-
c cumprar,
Na taberna da rua do Livramenlo
ci=a-sc de uma ama que saiba eozinhar
para casa de humero sidlciro.
Precisa-te comprar uma escrava que saiba eo-
zinhar e eogommar, e que nao tenha vicios nem
achaques: ua rua Velba n. 61.
HOSFITAL PORTUGEZ DE
BENEFICENCIA
l.lnem li\er cnnlas activas com o Real Hospital,
queira apre*euta-las legalizadas ao esrooler, na rua
I iireii.i n. 17, al o dia 30 do corrente unpreterivcl-
roeolc.
Secretoria do Keal Bospilal Perlgnex de Heoen-
cencia em l'ernambuco 23 de dezembro de IXVi.O
secrelario, Manoel lerreira de Souza Barbosa.
DAGUERREQTYPO.
Sv/stenia Dorte-ameriCrtno.
ATERRO DA BOA-VISTA N. i,
terceiro andar.
Nesla casa conlinua-se a tirar relralus com Inda a
perfeico e pelo novo ayrtem norle-americauo.
Eviste sempre um completo e variado sorlimenln de
carnaubas, quadros e jolas de ouro para a colluracao
dnt relralos. lodos os das das S horas da inniili.ni
as i da larde esta' a ollicina e caieria a disposicao
do publico.
Lotera do Eio
de Janeiro.
da Independencia
-
Novo manual
Do
Commerciante
E DO
ADVOGADO DO COHHERCIO.
Acaba de sahir lu, j completa, esla intareasati-
le cn'leccao da leL-i-lacaj do commercio, conlando n
Codito Commercial auuotadocom.ts referencias dos
diversos arligos do mesmo cdigo "e dot respectivos
regulam-Milos entre si ; assim como com os decretes
e avisos espedidas ale o anno prximo pastado, ex-
plicando ou addilando algumas de suas dispoti-
coea: leguido das regulamenlos n. 737 a n. 738
de 25 de novomhro de 1851) lambem annoladot, e
da um appendice cuotendo a integra de todas as
leis, decrelos e regulamenlos publicados aleo referi-
doanno, inclusive a lei n. 70!) de 16 de setembro de
1851 que reformnu os Iribunaes do enmmereio, com
o respectivo regolamento n. 1597 do 1.- de maio de
1855. A' venda na livraria de J. Xogueira de Souza
junio ao arco de Sanlq Anlonio.
CdmpRiihia vigilante.
Na lendo comparecido accionistas toflicientes nn
dia I!) do corrente, de novo silo convidados para o
dia 29 ao meio dia na rua do Trapiche Novo n. S.
Conforme o art. 39 dos eslalulos a assetnhla geral
te considerara' reunida qualquer que seja nesta oc-
eatio o ii ii 111 i-i o de accio listas presentes ; porem ro-
ga-se a todos o obsequio de coinpareccrem visto Im-
verem a deliberar negocios impartiles da compa-
uhia.
C. STARR A COMPANHIA
respetosamente annunciam que no seu ex-
tenso cstabclecimenlo em Sanio Amaro, con-
tunuam a fabricar com a^maior perfetcSo o
promplido, toda a qualidade de machinis-
Bio para o uso da agricultura, navega' Joc
Iianufactura, e que para tnaior coir .nodo
e seus numerosos fregucjes e do publico
om geral, tem aborto cm um dos grandes
jrmazens do Sr. Mosquita na rua do Brum,
traz do arsenal de marinlia um
Na [iraca
acham-sc a venda os novos liillictcs da
lotera S- da casa de correceo,que dc-
via correr 18 ; as lisias esperamos pelo
vapor portugus l'KOKO II, |iie deve
aqui (liegar sabbado ii do andante, e
aeiTa ^XZSEISi' EfS^t? e,,ra"" lo! I110 'tejamos de posse das ditas lis-
liara, para o servido de urna ca-a de muilo pouca r i
familia, constando da mulher e marido, e o mais ato I***! talemos prom|)to paganiciito dos
escravos, cuja ciiada be para ser empreada lmenle i premios, lia mesilla loja acuna, de COll-
ormidade com os nossos annuncios.
DEPOSITO DE MACHINAS,
Construidas no dito seu estabclccimento.
All acbar&o os comprodores um completo
Sortimento de moendas decanna, com todos
os mellioramenlos ;alguns dalles novos o
originaes; que a experiencia do mnitos annos
tem mostrado a necessidade. Machinas de
vapor de baixa e alta pressao. taixas de to-
do tamaito, tanto batidas como fundidas,
carros de tnao e ditos para conduzr formas
de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dito, tornos de ferro balido pa-
ra farinha, arados de ferro da mais approva-
da conslrucco, fundos para alambiques,
crivos e portas para fornalhas, e uma inlini-
dade do obras de ferro, que ser eufadonho
enumerar. No mesmo deposito existe um
pessoa inlelligcnte e habilitada para reecber
todas as cucommendas, ele, ele queosan-
'''> njunciantes contando tom a capacidade de
suas oflicinas e machinismo, c pericia de
seus olliciaes, se comprme tlem a lazer exc-
cutarcom a maior presteza e perfeicao, e
exima coiiformidmle com os modellosou de-
na cnilnha, paga-te bem, e lambem se adiaule qua-
lro mezes: ua rua Augusta, sobrado
I 1.MIAS de om.mbis.
O proprielario desla linha faz cenle, que vista
do grande abuso que lena havido, dos senhores assiiz
liantes e passageirot avatsot, eui querer enndu/.ir
em cima dos oiiiuihiis encuinmeudas de crande peso,
lem ordenado a seus boleallOS, [.ara que nao rnndu-
zam d? cada p:is>i>eiro encommi-u 11- qne eicedam
de 8 libra, pnuen mjis ou men e par que nao
igoorem faz o prsenla aviso.
I'recita-se de uma ama que lenha batanle lei-
le, ainda mesmo sendo escrava : no paleo de S. Pe-
dro n. J.
Prrcisa-t de uma ama que (Miaba e lave com
acein, para orna rasa de pouca familia : a Iralar na
rua da Cadeia n. 51, Ierceiro andar.
I'recisa-se alagar uma ro7nheira ptr.-i casa de
amiba, que aiba faier as comprus prefere-Be e:.-
crava : na rua do Crespo, loja n. 9.
sentios, c inslrucces que Ihe lorcm lornc-
cldos.
Aferiyao.
| II abaixo assignado, arrematante das alerirnetdn
lauuii'ipni do Kecife, icietililica a queiii eonvier. que
tara eslabelecida o seu escriplorio no paleo do Terco
n. 10, aonde dar' expediente das S da maoh.ia as
.1 da larde.Jote Custodio Peixoto Soaret.
irados de ferro.
Na fiindicao de C. SlairA C, cm San-
1(3 Amaro.aciani-',c para vender arados de
I uto, de toiistimvfto muilo superior.
MUTILADO
r

;


I
ftiia ftk p
DEPOSITO DE LIMOS E BOTICAS HOMEOPTICAS
O
DO
O Dr. P.|A. Lobo Hoscoso, taado de fazer urna Viagem deixi a sus botica soba
hreccSo de pessoa habilitada o de irttena probidade, c um deposito na loja dr livros do .Sr.
Manoel Nogueira dcSouza na rus do Crespo, sobrado novo do Sr. MagalhScs Bastos.
I'IIEQOS FINOS.
Botica de 12 tubos grandes.
Dita de 24
Dita de 36
!Dits de 48
Dita de 60 .
t0/000
153000
20C000
255000
307000
Manual de medicina homeopalhica do Dr. Jahr com o dic-
consrio dos termos de medicina ....
Medicina domestica doDr. Henry.....
Tratamento do cholera morbus......
Itepertork) do Dr. Mello Moraes.....
20*000
10/000
2/100
$1000
i PKDRAS PRECIOSAS- &
* *

j Aderezo de brilliantei,
diamntese parolas, pul- $
* ceiras, alunles, brincos ?
* e cuelas, botoes e aunis *
de diO/erenles gostos e de v
* Jver-j. pedrai de valor. 88
i i
* Compram, vendem OU *
H Irnanm nr> K*t_ *
I0REIRA k DDiRTE.
LIJA M OIMVU
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben} por to-
dos os vi poresda JEu-
jg OL'RO K PRAT.V
? Adereros completos de
n ouro.meiosditos, pulcei-
2 ras, alfinetes, brincos
roletas, conloes, Ir,mee- Z
* lias, roedallias,correle, *
i* e enfeites para relogio, e *
'. oulrosmuitosobjecloide '
jS ouro.
Apparolhos completos, *
ban- *
trocam praia. ouro. bri- i r0pa iS O O TOS llO lliaiS de Praia, para cha,
ci- ? i dejas, salvas, casli
Ihantes.diamaolesepero- m */* w .vv maio ^ dejas, salvas, caslicaes, g
las, e oulras quaesquer B 111 ()t 11' I'111} IfOStO tHIl- S clhoreadesopaedech,
J joiasde valor, a dinheiro J H e muitos outros obj
*_< pr-b"- m t.o de franca como 1de p"1;
****?>;.?.**:*;?::?>:?: ? *
hjectos 95
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre?o eommodo como eostumam.
m
mm
K:;-:>
DENTISTA FBANCEZ.
o
|0| Paulo Uaisnoai, de volla de sua viagem js
^ i Europa, esta morando na ra Nova n. J
V- II, primeiro andar, onde podeser procura- tf
ijj do"a qualquer hora. ^
ao publico.
JOS ANACLETO DA SILVA-
bem coflhecido dentista e
sangrador
0 Sr. Jouquin Jos Marques, que.
inora por detrae da fundicao do Sr. Starr pode ser procurado a qaalquer hora nos seis dias da
um Santo Amaro, queira mandar a esta 2",'."? V C-?m")a d. Clrm0a '." 3,'' p.ara
sangrar e tirar bem denles, chumbar denles Turados,
t mu o. i|tieira man
.typographia, a negocio que lhe di/, res-
peito.
$fj CONSULTORIO CENTRAL HO-
MEOPATHICO- @
gi Ra de Santo Amaro (Mundo-No- fc$ji : $
m vo) n.
g& O Dr. Sabino Olegario l.ndgero Pinho, A i
.., de volta de ua viasrm ao Un de Janeiro, ^ i ^
continua a dar consultas todos os dias otis, '-.- V*
@ das 8 hojas da manli.la, ai > da tarde. B 9
?> Os pubres sao medicadns gratuitamente. -*t %
separar bem os da frente, e applica veDlosas|sarjadas
pela alracru do ar.
-:.
s@@?50;s>::j@<
C0MLT0RI0 H0M(E0PA-
TIIICO.
1)0 DR. CASANOVA. q
28ra das Cruzes28. ;.
Kesle cousollorio ha seropre para vender S^
os mata acreditados medicamentos bomrpo-
palhiros de CATELLAN e t'.VEBEH, tanto (fe
ein tintura-, como em glbulos, e o mais
em conla potsivel. t?
Uma botica de 12 tubos 69 K* e IftJOOO %>
de "21 i. 105 123 e ISgOOO ^
" de 36 1 j. 1K-5 e 205O0O tfrs
a de W a 18b '-t e 253000 w
de mi >. >3 ^ e :|0-O00
lobos avulsos .'illd, 8IM), e I5IKIO. fi
1 onea de tintura a escolher 29000. e
Consultas todos os dias gratis para os po- 2
bres. @
affiSisi5S@f@@
^QOOO
ua larga
DO ROSARIO N. 38.
botica de
Bartholomeu F. de Souza,
contina a vender
^^^OIPIE D BOMM
(sendo i'also oque for vendido em outra
c|ial(|iier parte.)
Rob.L'Airecteur.
I'ilulas vegetaes de Rrandet.
Vermfugo inglez em vidros.
Klixir anti-asmathico.
Frascos de bocea larga
a 12 libras.
com roldas, de
GotstptftS.
Compra-te para uma encommenda
ESTRADA DE FERRO
do IteciJ'e San-Francisco
(Tetceira oliainada.)
Os directores da companhia da estrada de Trro do
rtecife a S. Francisco, tem feilo ajterceira llamada
de 2 libras esterlinas, ou ris 17$i TI sobre cada ae-
rao na dita companhia.a qual deve aer pasa at o
da 8 de Janeiro de 1857, na Ilahia, cm casa dos
Srs. S. Davenporl & C, na corle, era casa dos
Srs. Man Me. Gregor & C, e em Pernamboco, no
escrptorio da companhia. O accionista que nao
realitar o pagamento dentro do termo indicado, po-
dera' perder lodo direilo as accoes sobre as qnaes o
dilo pagamento nao se tiver cliecluado, e em lodo
cano tera' de pagar juros na razo de 5 por cento ao
anuo, e de DAo receber juros ou dividendo da com-
panhia, pelo lempo que decorrer entre o dia indi-
cado para o pagamento e a sua realisacAo. Nenhum
auto de transferencia pode ser registrado depois do
da 8 do correle, antes do pagamento da chamada.
Por ordem dos directores,
.S'. P. l'ertler,
Theioureiro.
Recite de detembro de 1856.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Eslabelecida cm Londres, em marr;o de 1824.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Sauiders Brothers C, tem a honra de tn- moleques de 1 a I 8 annos de tdade :
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas, ri'a do Collegto n_. 21, primen tj an-
ea quem mais convier que esto plenamente au- ""'"' "as *" horas aso da tarde,
lorisados pela dita companhia para efectuar segu- (.ompra-se ma negra mora com habilidades,
ros sobre edificios de tijolo e podra, cobertos da' eom liltio ou aern elle ; ua ra do Sebo n. 12.
tlha e igualmente sobre os objectos que contiverem I Compram-se plices da Idivida provincial,
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou na ra das Flores n. 37 fv andar,
em fazendas de qualuuer qualidade. Compra-se elTectivamente.latAn bronze e cobre
[velho: no deposito d fundido da Aurora, na ra
^^^*# do lirum, luso na entrada n. 28,e na mesrna fund-
t lim DEBISTE, 5^ -Santo Amaro.
% contina a residir ua ra Nova n. 19, prime i-
Sro andar. ff

Nesta typographia precisa-se fallar
ao Sr. Rento A. R. Tupinatnba', que mo-
rn ou teve loja no pateo do Carino.
Na ra larga do Rosario, esquina do beceo do
l'ei\e-l rilo, no segundo andar do sobrado n. 0,
cer.inha-se para fra com lodo assein, perfeirito e
i rnmpiiilaii e tamhem se engomma : ludo por prero
mais eommodo do que era outra qualquer parle.
- Aluga-sealoj da casa da ra da Aurora n. 5*:
onde foi otlicma do fallecido marcineiro llenriques
Ojatffl pretender dinja-se ao Sr. Joo Pinto de l.emo, i ":"^' ...
.lun.or.no M. escrptorio, ou casa de sua morada ico .^ilmenlo de perlumanas de todas as
ua roa da Aurora qualidades. inglczas e francezas, sendo dos
- Aluga-,e a a'nlisa casa de vender plvora, na melu0res cidade de Olinda. cora bom sitio, bai>a para capi.n,! dres' sabp1r : > de -oloiiia multo boa,
e boa casa de vivenda ao pe : qoem pretender dita I saoao para barba de reme de amendoas,
i-asa dirija-se a ruado Vigario n. 31. I agua de lavnnde muito superior, vinagre
aromtico para dores de cabeca, banha mui-
- Precsa-s. de um bom ciado e ptga-se bem l0 f|na em rcos ya cxtra'clos de muitas
ag/adando o servico e comportamenlo : a tratar 00 hi.i:-irf ,...... i
campo do Hospicio-junto ao quarlel cas. do desem- I qualidades, extractos propnos para bolso da
bargador Mendes da Cunha.
Setjt5tt3.
Vende-se a rollecrilo do cDiario de Pernam,
buco do anuo de 1855 : na ra da Soledade n. :lt
confronte ao jardim pernambucano.
YENDEM-SE CAPACHOS
pintados, eompridos e redondos a 700 e 800
rs. ; na ra do Queim do loja da boa fama
ti. 33.
Perfumaras finissrna<*.
Na loja de miudezas da boa lama na ra
doQueimado ti. 33 enconlia-se semprc um
Vende-sc
ou permuta-se por predios nesta cidade
ou setis suburbios, o sitio dos Cotineiros,
na praia do RlO-Doce, ao norte de Olinda,
denominadoCASA CAA DA,com boa
casa de pedia e cal, reedificada toda de
novo, cofn ditas salas, qttatro (piarlos e
coznba (Ora, tem mais de qnatrocentos e
cincoenta pes de coqueiros velbos e gran-
de numero de novos e mais algutnas Iruc-
teiras, capoeira donde se pode tirar lenlia
para tpteima#e fazer cercados, boas bai-
\as para plantar, tem pasto para susten-
tar tinte vaccas de leitetodo o anno, tem
de frente mais de quinlientas bracas, e
de fundo conforme as escripturas, du/.cn-
tas bracas, passando por dentro, em qua-
st toda a largura, um riacho cpie desagua
em Rio Doce; tem mais a posse de qua-
tio bonscurraes sobre pedras e murados
quem o pretender entenda-se com o seu
proprietario J. J. Tasso Jnior, que tam-
hem o arrendara' por um determinado
numero de anuos com condires favora-
veis ao arrendatario, se ja' nao apparecer
comprador.
Boa fama.
Vendem se superiores macas para condu-
cho deroupas em vingem, pelo barato prego
de 5, 6, 7 e 8o cada uma, galheteiras com
todos t s vidros necessarios a 2?, ricas car-
teiras de Jacaranda e mogno para se escre-
ver c guardar todos os pertences, proprios
para vtagem a 8, 10, e 125 cada uma, costu-
reras riquissimas de Jacaranda com os re-
partimientos forrados de seda e com muito
gosto a 4, 5, 6, 7 e 8-, peutes muito linos pa-
ra alisar.proprios para criancas ou parasuis-
sas a 320 rs., pulceiras do meihor gosto que
se pode encontrar 2/, ricas cruzes de cor-
nalina, carteirinhas para lembrancas, gorras
para homem, as mais modernas que se pode
encontrar, siteles com todas as lellras do
abeedario, sinetes proprios para Humorados,
ricos Irascos para cima de mesa coutras
muilissimas galantarias, ludo muito lino e
de muito bons goslos, asseverando-se a
quem yier ver o rico sortimento, que sem-
pre existe neste eslabelecimento, nao deixa-
ra de ter em que empreguo muitissimo bem
o seu dinheiro : ua ra do Queimado ua
bem conhecida loja de miudezas da boa fa-
ma u 33.
Couro de lustre marca de
casteio.
Vendem-se pcllcs de couro de lustre de
muito superior qualidade a prego de i~ e
4/500 : na ra do ueimado, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa fama n. 33.
Cartas para jog-ar.
Vendem-se baralltos de cartas francezas
muito linas e de bom papel a 500 rs. o bara
lho, ditas portuguezas muito finas a 320 rs.:
na ra do Queimado na loja de miudezas da
boa fama ti. 33.
Livros em bran-
co,
para escriplnracao, conlendo os joros necessarios dos
livros piinripaes e os amillares, de eirenente papel,
muito bem ruteados para as diversas applica;5es a
que sao destinado?, de encadernaeao minio seeura,
de cimnr;a, e cantos de metal, obra moilo elegante,
rhegades ltimamente, e sabidos da alfandega no
dia 21 : vendem-se na liviana n. 2 defronle do arco
de Sanio Antonio.
Na rorheira que foi do fallecido Jos Mara,
ra das Flores, vende-se um escellente cabriolel.
Na anlisa loja de miudezas, que foi do I.ody e
do padre Kaphael, vende-se sorlinieolo de miude-
zas e quinquilleras, asaim como filas de seda fortes,
mas com Tarta rilu ret. viniera dou viulcns
cada vara, pera, a dous, tres e quatro violen, com
oito a dei varas, e destas mcsiuas tem sortimcnlo'em
bom estado ; tambera se vende de sedas Uvradas
muito finase ordinarias, tilas do velludo as cores, estreilinhas e largas, trancas de 15; lisas e
de caracol, de todas as cores, ditas de seda largase
estreitas, de varias cores ; vendem-se igualmente ca-
ivetes de mola grandes e ditos linos de pennas de
1, 2, 3 e 4 folhas, muitu finos.
Honecas francezas.
Vendem-se bonecas francezas ricamente
vestidas e de varias qualidades a 19200,
IWjM e 25, na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
l*ara escriptorios e carto-
rios.
Vendem-se resmas de papel de peso do
meihor que he possivel haver a 69, dito in-
ferior pouca cousa a 35 e 35500, dito paque-
te muitissimo fino a 45500 e es, dito lmago
greve e marfim a 45, dito almaco muitissimo
bom a 35200,| dito de cores em quartos de
resma a 700 rs grozas das verdadeiras pe-
nas de ago bico de lanca pelo barato prego
de l|S00, ditas muito boa,s sem ser bico de
langa 50o rs., duzias de lapis muitissirrio li-
nos a 320 rs., ditos proprios para riscar li-
vros a 800 rs., caetas de osso torneadas para
pennas de ago a 120 rs., canivetes finissimos
de uma a quatro folhas a 1, 2, 3, 45, e ou-
tras mais cousas que se vende barato; na
rita do Queimado na b^m conhecida loja de
miudezas da boa fama n. 33.
Itua Nova u. 18 loja de M. A. Caj'c; C. con-
tiuua sempre a ter um srande sortimento de obras
feitas de alfaiate, tanto superior, como mais infe-
rior, camisas francezas, brancas e d* cores, ma-
valas, colaiiiihos.cbapos franceses, ditos de sol, de
t*.falM SEGUIDA tliKA 29 ftl DIZEI M %x isjfa
PARA AS SENHORAS DE BOM
GOSTO.
\ctdem-sc (lixinliiis ricamente cnleita-
"oprtas para presentes a 2?, 38 e 4?, ca-
ricas propiias pata senhoras a 500 rs.,
rinbas muito lindas para senhoras a roPparetom em_o seu escrptorio
das i
nelssj
curte
8(i r ., tesoaras para costura, linissimas a
1, d tas Hitas para unli.is a 500, || e 1/500,
ricas franjas para colimados a 4/a pega, leu-
citilu s de relroz de todas as cores a 800 rs.
ricas caixitihiis para guardar joias a 8110 rs.,
cami as de Qteia para criangas a 500 rs., ri-
cos bjtOes para roupa de ci langas a 19 a du-
zia, sjapaljnhos boiilados para as mesillas a
l520d e 1/500, ditos de la mais ordinarios
a 32uj e 400 rs., agtilheiros com agulhas sor-
tidas a 160 e 240 rs. carloes de colxctes
francbzes 24 pares a 100 rs., carteirinhas
com lagulhas sorbidas a 320 rs., caixinbas
com igulhas francezas a 160 rs., miadasi do
linha para bordar a 100 e 160 rs., carritei-
de lii ha de 200 jardas bom autor a 80 rs., di-
tas de 100 jardas autor Alexandre a 40 rs.,
maci ihos de grampas muilo boas a 60 rs.,
tranc nhas de 15a de casacoes a 80 rs. a pe-
ga, c; ixinhas com grampas muilo boas a 160
rs., n ladinhasde hnhas de peso linas a 120
rs., 1 abados abertos de linho a 100 e 130 rs.
a var i, dito bordado de lindos padroes a 200
rs. a 'ara, traogas de seda de todas as cores
e larj uras e outras muilissimas cousas, que
ludo e vende barato, na ra do (Jueimade
loja lie miudezas da boa fama n. 33.
Na leja da boa fe vende-se muito barato,
tai to as pessoas da praca como aos fte-
gue/.es do mato.
la4apolao n. 6 a 45 a pega, dito entre fino
a 3560, dito dito a 3/300, algodaozinho liso
encor lado de 20 jardas a 2/880 a pega, dito
dito tilem idem a 25720, dito dito idem idem
a 2520, algodao de l:stras a 160 rs. o cova-
uo, cillas linas para coberta a 200 rs., brin.
zmho de linho de quadrinhos a 200 rs.,brim
branc i trangado dilo a 1/440 rs. a vara,
dito pirdo liso de puro linho para palitos a
640 rs dito de cor trancado dito dito e de
bonitcs padroes a 800 rs., fil de linho liso
muilo fino a 880 rs. a vara, dito dito borda-
do dit i a 1/280, carobraia lisa fina a 480 rs.,
dita dita de salpicos milito fina a 800 rs.,
dita ai amascada com uma vara de largura
para Cortinados, em pega de 20 varas a 7;,
camissderiscado muilo bem feitas a 19500,
cortes de cambraia muilo fina de muilo boe
ni tos i adroes coin 7 varas a 2-5, palitos ds
brim lardo de puro linho a 35200, dilo-
pretos muito bem feitos a 45, ganga ama-
relia ftanceza muito fina a 320 rs. o covado,
cortes de fustao para collte a 600 rs., ditos
ditos f nos a 19, ditos de gorguriio de seda a
3?500, issim como outras muitas fazendas
que si vendem por menos que cm outra
parte : na ra do Queimado n. 22, loja da
boa le, defronte da da boa fama.
9 A LOJA PERNA.MRLCANA @
U A RIJA DO CRESPO N. 11, $}
acal a de recebar um completo lortimeuto $
ajf de bras feitas, como sobrecasacas de pauno a
_ e a paca, collcles de pequim prelo e de co- S
res, sobretudo de panno lino nimio encor- @
Vendem-se pellesde calir.i de loda i|oalidaile.
por prero eommodo ra da Cruz u. 34, primeiro
au lar. < ba
Antonio Jos'de Castro vende polvo-
ra de superior qualidade'a ITisOOOo bar-
ni : as pessoas que qtii/.erem dito gene-
VELAS HK CARNAUBA.
Vendem-se velas de carnauba pura a ^J;
na
ia do Vigtio n.
tras.
il, para ver
hila.JI
fgae.
$$ p"1
Superior champagne em garrafas e
meias: trala-se com Antonio de Almeida
Gomes, pa ra do Trapiche n. 1G, segun-
do andar.
I
FARINHA
i rm
9
Vende-se em casa de Saunders llrolhers ; C. na
piara do Cir|io Santo n. II, a muil" superior e heni
i'unhecida faiinba de Trieste, da marcaprimeira
qualidadechegada em 9 do correla na escuna
uPfeiU, em porroes randes e pequeas, cunfonne a
voutade do comprador.
Cemento.
i e camisas finas, lano brancas como de
8 C"u '' lu('0 Pro,ne"e vender barato.
jS Kictbeu tambera ricas seda para vesli- 9
ri$ dus, ricos cortes de vestidos de velludo com s
^ tres ordens de volantes, lano de cor como gft
-i "*'" r,*os chapos para senhoraemeninos ;".',
9 a 5| leo : da-se amostras de ludo. r..."
CHAPEOS 1)0 RIO.
Vend m-se chapeos de fellro de muitissimo boa
qoalidade, e sortimento vindos do Kio no ultimo
navio : i m casa de Augusto C. de Abren, na ra da
Cadeiadn RecHe 0.36.
No escriplorio de Domingos Alves .Malbeos, na
roa de Acoln n. 23, ha para vender por mdico
preco o ifguinle : muilo soperiur vinho do Horto
em barril, ricos e elegantes pianos, panno de linho
do l'ortoj, bicos e rendas da trra, loalhas de linho
para rosio, superior sha' nacional.
Na ru
s n. illj
cajfi e d
I,.teclas
proprio
m
Doce,
i do Queimado, loja n. 2 e na roa Bella ca-
vpnde-se o mais bem feilo doce secco de
cald de todas as qualidades, as libras e cm
ii'ui etifeliaaafl, uu em narriuunos ou laias
>ara prsenles.
Fende-se um chro- ''
me tro Imi
I'recisa-se alugar urna boa caa eum dous an-
dares, lias priocipaes mas desla cidade, pasMidn-se
estudanle, essencias de varias qualidades,
opiato o meihor que ha para limpar denles,
pas para liinpar os denles, e oulras muitas
mies, n,i? iiiiuui i.ic* i u*> ncMa ciciauc, itaiiuti-e ,,,^^ ., ,\rt i i
bem : a Iritar roa da Cruz do Ker.le ... 13, pri- C0",'a:, 1Ue ,,a0 'xarao de pangar aos SO-
1 lillmne oninni'irliienL- n nn in.t., ___J^
mriru .indai.
Seguros contra
itioi'.-s compradores, c que
[lor precinho muito barato.
fogo.
o
(Jompanla !Sorthern.
CAPITAL, X. 1,200,0(10Estabeleqida
em 1856.
Para etieotuar seguros sobre propi'ie-
dades, mercadoras, mol>la e generosMc
quasi toda a qualidade. Premio de Tu
ate l|2 0|0 ao anno.Agentes, C. J.
Astlcy & C.
ludo se vende
jOiiSiiiiono
meopathico d i Dr
ho-
Mel-
Vendem-se sellins com pertences,
patente inglez e da meihor qualida-
de que tem vindo a este mercado
no armazcm de Adamson Howie
t C, ra do Trapiche n. 42.
rili! .'.(MIDO RES.
Vende-se uma rica toalha de labirintho
propria para baptisado na loja da boa fama
n. 33.
A loja da boa
fama
Vendo muito barato :
>:
n reo-tila'. ;;>
a ra do Brum
18, primeiro andar. |
n<
Su.
Viindem-se velas de carnauba composta eli-
quids, ai melhores que tem apparecido, esleirs de
palha de brada, pelles de cabra, curtidas, roeios de
ola, Un o em grandes ou pequeas porces : na roa
do Viga^-io n. 5.
Vlendc-se bnnets bordados de ouro e li-
sos, tapio para homem, como para menitios:
na praca da Independencia n. 38 loja de
chapus.
Vnde-sc o grande armaiem alfandegado do
largo da Assembla n. 20 [Forte do Mallos!, muilo
proprio para qualquer eslabelecimento, ou mesmo
para recolher gneros cono estaserviodo actualmen-
te, por tilar enllocado defroute do trapiche do al-
godao : tratar na ra do Trapiche n. 14, primeiro
andar.
N ra da Cadeia, defronte da lielaciio, taber-
na n. 28, ha das melhores bichas hamburguezas pa-
ra vender a retalho e em porgues, e tambera se
alugain
Cjal de Lisbo:
B
ua da Praia n. 29.
llegada no ultimo ua-
aias, coiaiiiiiios.cliapeos Irancezes, ditos de sol.de .
eda c panninlio,suspensorios deb rracha.meias para I VIO (5 til II11 ISSilllO l)e!U f" COI1
enhoras, homeiis, meuinos, fazendas para fazer-se -]._ i i
por
senuoras, nonieus, meuinos, fazendas par
qualquer obra de encummenda com a maior preste
za e bom desempciiho, ein lim qua'quer pes'ioa que
vier a esta loja, tirar um faci completo e ror pre-
co mais cummodo do que em outra qulquer parle.
TAHAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
lambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal de marinha, fia
sempre um grande sortimento de taixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas ; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezis. Os
percos sao os mais com modos.
Moendas supe-
riores.
Na fundicao de C. Starr A C, cm
Santo Amaro, aclutm-se para vender mo-
endas de caima todas de ferro, de um
modelo e construccao muito superior.
VARANAS GRADES
Um lindo e variado sortimento de modcl-
los para vanadas e gradaras de gosto mo-
dernsimo : na fundicao da Aurora em San-
to Amaro, e no deposito da mesma na rus
do brum.
FITiS DS VELUDO.
Vendem-se fitas de veludo pretas e de co-
res, estreitas e largas, lisas e aberlas de mui
to bons gustos, pelo barato prego de 160
320, 400, 500 e 600 rs., na ra do Queimado
na loja de mitiitezas da boa fama n. 33.
E.scovas ie todas as quali-
dades
Vendem-se ricas cscovns inglezas para
dicipnada : vende-se
pre<> mnito barato.
AO JMADAMIS.MO DE ROM G0STO.
Veud m-se sedas escocetas de quadros, com qua-
Iro paleos de largara, fazenda muilo superior a
l9Rt c covado : na ra da Cadeia do Kecife loja
de Mao( el Ferreira de Sa, esquina que volta para a
Madre e Ucos.
Plvora.
Clat
cada
dio Dubeux vende plvora,
larri I dt: 2 libras.
Vendem-se
a 108
prancboet de pinho da Sueciacom 18 at
22 palinos e polegadas de grossura, des-
cariegando agora para o armazein de C
J. Astlev e C, no Forte do Hartos: ven-
dem-se em lotes grandes 011 pequeos e
eco muito eommodo.
Em barricas e a retalho : no armazem de mate-
riaes da ra da Cadeia de Santo Anlooio, por preco
eommodo.
Vende--e doce secco de caj', muito claro,
e eommodo preco, e oulras qualidades ; fazem-se
bandejas de bolinhos, lano de armac.io como rasan;
faz-se pao-de-l enfeitado cora alfniDs, arroz de le-
te, doces d"ovos, Iremedeira, jalea de substancia, e
ludo quinto he de sobremesa : na ra Uireita, sobra-
do n. 33 ao pe da botica.
MAIIMEI.ADA.
Vende-sc por preco eommodo, t da meihor quali-
dade que ha no mercado : na ra do Vigario 11. 27,
deposito de astucar.
Vende-se na ni do Sebo, junto ao sobrado
novo, um bom cavallo : a tratar coiu o alteres Mo-
raes.
Vende-se a taberna da roa Direita dos Afoga-
dosn.ii.cum poucos fundos, aluguel eommodo, e
commodos independentes para morar familia, e tam-
bera se vende s a armacao : a tratar na mesma.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Ha fundipo de ferro de D. W. Bowmann ua
ra di Brum, passando o chfame contina ha-
verum completo sortimeeto de taixus de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
chara-se a venda, por cprego eommodo o com
promptidao: embarcam-s oucarragaa-ss ornear
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de llenr. Bruno Companhia, na
ra da Crol u. lo, vende-se cognac em caixinhasde
duzia. *
Na ruado Trapiche o. 14, escriptoriode Ma"
noel Alves Guerra, vende-se por eommodo pre^o e
seguinte :superior vinho do Porto em barns do
oitavo,chapeos de fellru, esakoamarello fabricado
no Rio de Janeiro.
- Em casa de Saunders Brothers & C., praca
do Corpo Santn. 11,ha para vender o seguinte a
Ferro inglez.
1'mi da Suecia.
Alcatro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao li/.o para sarna-.
Dito entrancado igual ao da Bahia.
E um completo sortimento de fazendas proprio
para ste mercado : tudo por prego eommodo.
Cal de Lisboa e potassa.
Na ra do Trapiche armazens ns. Oe
I I, vende-se superior potassa da Russia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que lia no mercado.
AGENCIA
Da fundigo Low-Moor, ru daSenzala-Ro-
va n. 42.
Nesieestabelecimentocontin,aahaver ucom-
pleto sortimento de moendaa) oias jaoenda
poii oi.(,Vidiu, luaciiioia de vapor e tanwm.
ferro batidoe coado de todos os tamanho para
dito.
GAL E POTASSA
Vende-se potassa da Kussla e americana, chegada
ueste- dias de superior qualidade; eal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos seas depsi-
tos na ra de Apollo n. I.A e 2B.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sc vinho do Porto de superior qoalidade da bem
conhecida marca IjW cm pipas, barris e cainas de
uma e duas duzias de garrafas.
31 uita attenco-
Na ra do Crespo, loja da esquina, que volla pa-
ra a ra ra Cadeia, vendem-se cobertores de la
hespanbes,lencosd ombraia de listrasa 100, 500,
e 600 rs. cada um, corles de casemira de cor a 45,
e 53000 rs., ditos preta alfSOO e8>0O0rs., ditos
de brim escuro e amarello para caifa a 19140, pan-
no de linho do Porto, loalhas de mesa e rosto, guar-
oooapos de todas as qualidades, atoalhado adamas-
cado com selle palmos de largara a 1>600 a vara,
corles de cassa ch la a l -mi.i rs., e outras moitas fa-
zeudas por precoTs commodos.
A 160 res o covadr.
Riseado escuro de qoadrinhos, proprio para ca-
misas e vestidus de prelas, vende-se na ra do
Crespo, loja da esquina, que volta para a ra da Ca-
deia.
VINAGRF EM BARRIS.
Superior a marca PitR e Falcilo ." Socio?, acha-
'se a' venda 00 armazem do Valenca, ra de \pol-
lon. 13.
PARA ACARAR.
Na roa Nova, loja ftanceza n. S.conl'ron-!
te a Cainlioa do Carino,
vendem-se chapeos de seda para senhora, da ultima
moda e qualidade,com um leve tuque de mofo, pelo
barat'Simo preco de 1"; cada um.
Helogios de patente
nglezesdeouro, desabnete edevidto :
vendem-se a preco raz.oavel, em casa de
AugtistoC.de Abren, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. 30.
Superior ca! de
Lisboa.
Vende-se superior cal tic Lisboa : 110
ai'ina/.i'iri de Novaes & C., ra da Madic
de Deosn. 12, por preco eommodo.
Vende-se superior linha de algodao branca'
de cores, em novello, para costara : ero cas de
Soulhall Mellor cv Companhia, ruado 'forres 11. 38.
DEPOSITO DA FABRICA
Industria Pernatnhucaua,
RLA DO CRESPO N. 0.
na ra do <,lueimado n. 69, loja do ferrasen 1.
POTASSA E CAL TIRGEB.
No amigo ej bemeonhecido deposito daru
Cadeia do Kecife, escrptorio n. 12, h'a para
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, udo
a pregos muito favoraveis, com os quaes ficiro
os compradores satisfeitos.
VIN1IO O PORTO GENUINO.
Vende-se ptimo vinho do Porto em borr s de
quailo c oitavo, por preco razoavel: na ruada Ca-
deia do Recife D. 13, escriplorio de Bailar A Uli-
veira.
Sao milito lindos para pu
11I10&1
Vendem-se muilo bonitos botoes para pu-
nhos pelo barato prego a 500 e 8U0 rs. cada
abotoadura : na ra do Queimado na loj de
miudezas da boa lama n. 33.
VENDE-SE
Gra&a de patente, prova d'agua, para
arreios de carro.
Vinho do Rheno de qualidades eslpe
ciaesJohannisberg c Marcobrunner
No armazem de C. J. Astlcy & C.
XAROPE
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deste xarope para a bo
tica de Jos da Cruz Santos, na ra Nova 11 53
garrafas 5;50tl, e meias 3&000, sendo falsu lod
aquello que n.io for vendido neste deposito pe
quesefaz o prsenle aviso.'
IMPRTAME PARA 0 PIRLIJCO.
Pira r nr,i de phlysica em lodo-osseusditlereu
esgros, qucrmolivada por conslipaces, tosse
asthma, pleuri/. escarros-de sauaue, dr de eos
taduse peilo, palpitarlo do corarao, coqueluche
bronebije, dorna garganta, e (odas asmoeslia
dosorgaos pulmonares.
1ECH1HISE0 PARA EHSB
no.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOWMAN.I rtA
RA DO BRUM,PASSANDO 0 JrJA-
FARIZ,
ha sempre um grandesoriimento dossegaiules ob
jectos de mechauismosproprios paraengephoS.a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
mu.truco,ni ; taixas de ferro fundido e balido,de
superior qualidade e de lodosos taraanhos i roda
dentadas para agua on auimaes, de todas as propor-
c>es; crivos e boceas de foroalha e resistros de bo-
eiro, aguilhOes,broozes,parafusos ccavilhOea.moi-
ubos de mandioca,etc. etc
NA MESMA FUNDICAO.
c evecutam: odas ase iii-ommeiiilas coui a superio-
ridadejaconhecidaecom a devidaprestezuScom-
modidadeem preco.

',-

8
i
f

i
(' ungento he utit. tnat parlirularmenit
!(', .'i/lllllf.-: catot.
^nflammacHo da ma-
triz.
Lepra.
Males das pernas.
dos peitos.
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
| Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enlermidades da cu-
lis em geral.
Cni'ermidades doanus
i r u r,e escorbticas
fstulas no abdomen.
Frialdae ou falta de
calor ns extremi-
dades.
Frieiras.
Gengivasescalddas.
Incitarles.
Inflammao do ligado
da bexiga.
Vende-se esteungue
to geral de Londres n
loja de todos os botica
de olhos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosqui-
tos.
Pulmes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes ptridas.
linha, em qualquer
parle que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculacOes.
Veias torcidas ou no-
dadas nas pernas.
estabelecimen-
Slrand, e na
ttencao!
Na ra do Trapiche n. 34, h
superior rape Princesa do Brasi
chegado recentemcnle do Rio ce
Janeiro, em qualidade pouco di
fere do de Lisboa, ao passoqie
costa apenas 1 .s400 a libra ; ae
e
antes que acabe, pois a remes; a
he pequea.

r
Em casa de Rabe SchmettauA C,
ra da Cadeia n. 57, vende-se:
Vidros para espelho.
JunbtUrnt Hlicnn iii[iiiy'ii r- r
Conservas alimenticias.
Tinta para typographia.
Tudo por preco eommodo.
Em casa de Rabe Schmettau & C,
ra da Cadeia n. 57, vende-se :
Elegantes pianos do afamado fabiiean-
teTraumann de Hamburgo.
Vinho do Porto, superior chamico.
Em caitas de 2 duzias e em barris d* oitai'o, re-
centemenlechegadopelojbrigue Trovador; vnde-
se nicamente no armazem de Barroca A Castro, ua
ra da Cadeia do Recife n. i.
Algodaozinlio
por pr
FiZE JAS BARATAS
avahia:
-EM
Libras de linbas n. 100 c 120 de boa qua-
lidade a 39, dilas de ludias de cores a 1 j00,
povas de lita lavrada larga de seda a 2-500,
lO irlOl'aCS, do ftiudC Ja- duzia de pentes abertos para segurar cabel-
lo a 25200, grozas de bolOes de louca pinta-
11C ITO dos a 210, meias brancas e cruas para homem
laico deposito era Peraamboco, roa doQuelma- a 1, suspensorios para homem e menino a
do ii. 27. aonde e acb i urn completo sorliaTonlo de rs- earteuas para alglbeira a 600 rs., pe-
medicamentos, lauto em tintura como em glbulos, Qas de lila de linbo a 40 rs., grozas de bo-
tendo carteiras do diversos unanla-, por prerui 108S linos para calcas a 280 rs., grozas de
muito em coota. Tambero ah SJ enconirarao os I.- botoes de niadrcperola a 00 rs., braceletes i rouoa, o mclior que pode aver'e ile nova i)
vms necessarios a bomeo|iaila. encarnados para senhora a 200, caixas com | nvencao a 3, dilas francezas muilo boas Q
- a a Imitas de marcar a 280 rs., pecas de bico es-1 a {a, ia&00 e 2M00, ditas para cbelo ingle-
l*llV^BftrfO*lil Jil'lW. lrellucom 10 varas a 560 rs.. duzias de te- I zas e Trancezas a 1S200 e 2r, ditas para .len-
7 !^ ^ii^ souras para costuras a i^, ditas maiores mui- j ,e, nglezas e franDezus a 400, 500 e 00 rs.,
to boas a 1^200, e outras muilissimas cous-s uilas para un|,as dila dita a 210, 500 e lo, e
que se venden, muilo barato na ra do Quei- ouirasqualidades mais baratas, que tudo se
mado na bem conhecida luja da boa fama
n. 33.
1(1 A NOVA N. U.
Madama Rusa llanlv vende ricos enfeites de ra-
beca para senhora, do ultinin goslo, por prec;o com-
! modo, e chapeos de citpe enfeiladns com llores, pilo
preco d BgOO.
Na loja de i portas, na ra do Queimado n. 10,
ha para vender novo sortimeuto de fazeudas inulto
ein cont, cuino sejam :
Chitis largas de cures, o covado
Dilas estrellas, o covado 11X1 rs., 120 e
Corles d|t vestido de chita larga t^tiOO e
liilot de cassas de baria
paixoes.
Peras de cliilas de cores
Hilas de ditas finas
Madapoliio cntreliiio SfOOOe
ito larbo
AlgodSolazol de Ultra e mcsclado, o covado
no americano, pera
Chales de chita
Lencos de ganga encamados
Chale* de.....ni de barra e franjas
Pellos de linb j lisos e bordados para caraiba
A- fabrica de sabSo c velas de carnauba, cs-
tabelecida na ra do Brum, tem cstabele-
cido um deposito na ra do Crespo n. 9, pa-
ra ah nicamente dar extraerlo aos seus
producios, proporcionando assim a maios
commodidado aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, olferecem as
vantagens seguintes: sao feitas com a car-
nauba simples purificada pelomeiodo va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
! queimam com igualdede e nao esborram, e
nao fazem murrio e dao mais luz e mais cla-
ra do que as velas stearinas ou de qualquer
cotnposiao, e que se vendem no mercado.
Kabiicam-sedeb, de 7 e de 10 em libra, ven-
dendo-seemeaixas que contem 192, 224 ou
3*0 velas cada uma pelo pre?o de 15/.
O sabSo he blanco, as materias primas
de que he labricado s3o simples e inofeusi-
whII vas, o cheiro que deisa na roupa heagrada-
160 vcl r'VBli.sa com melhor sabao hespanliol
:i-oi'io e he superior ao sabao americano, que se
400 vende no mercado a 240 rs. a libra.
300 Vende-se igualmente em caixas de arroba
49300' e a preQO de 160 rs. cada libia.
ISO
160
2X100
2S00U
55000
?00tl
gvuwMuiiu da Bulla
para saceos de assucar : vende-se m ca-
sa de N. 0. Bieber A C, ra di Cruz
n. i.
Blelogios
cnberlos e descoberlos, pequeos e graodesJde ouro
patente ioglez, para hornero e senhora, de1 um dos
melhorei fabricantes de Liverpool, viudos pelo ulli-
mu paquete inglez : ero casa de Soulball Mellor A
Companhia, ra do Torres u. 38.
N. O. Bieber & C, roa da Cid/, n. i,
vendem:
Lsna's da Russia.
Idem inglezas.
Brinzao.
Ihins da Russia.
Vinho de Madeira.
Algodao para saceos dcassuca
SAO" MUITO LINDOS.
Tiicos cortes de vestidos de fazenda muilo
lina, toda de seda e de um gosto muito apu-
rado, ebegados pelo ultimo vapor ivindo da
Europa, muito proprios para as senhoras de
bom gosto, assim como chitas francezas
muito finas matizadas com lindas cores:
dao-se amostras na ra do Queimado n. 22
ua loja da boa fe defronle da da boa fama.
PAItA QL'EM TEM BOM COSTO.
Na ra do Queimado n. 22, loja da boa fe,
ha um completo soriimento de grosdenapo-
le de seda de lindas cores; aproveitem antes
queseacabem, que a lesta est com nosco,
assim como chapeos do Chile muito linos,
que mi vendem por menos que cm outra
parte.
REMEDIO IMCOMPARAVEL.
-.Distas e ou-
ras pessoas encarregadas "Q!,a venda em
toda a America do Sul, Haval, e llesnanlia
Vende-se a SOurs. cada bocetinha.conlcm
uma instruccao eiu porluguez para explicar
o modo de fazer uso desle ungento.
O deposito geral be em casa doSr*. Soum.
pharmaceulico, na ra da Cruz n. 22 em
Pernambuco. '
Ricas fitas linas e moders
nas dos melhores gostos
que se pode encontrar
so vendem na loja da boa fama na ra do
Qneimado n. 33 e por pregos que n3o deixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente se vende barato e ha muito onde es-
colber.
Para quena estiver de luto-
Vende-sc na ra do Queimado, na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fama n. 33.
voltas pretas linas e ordinarias, ricos alun-
les, ricas pulceiras, ericas rozetas. tudo do
meihor gosto que se pode encontrar e por
preco que n3o deixara de agradar aos sc-
nnores compradores.
Peutes de todas as quali-
dades.
Vendem-se ricos pentes de tartaruga a 5 e
7, ditos dito de alizar bons a 49, ditos de
dito de marrafa a 15400, ditos de dito de tra-
yessa a 45, ditos de unicorne para alisar a
15, ditos de bfalo muito finos a 600 e 800
rs., ditos debaleia para alisar a 300 e 400
rs., ditos abertos imitando tartaruga para
prender cabellos muito bonitos e bem traa
balhados a 15280 e 18500, ditos debaleia a-
bertos a 240, 320 e 400 rs., ditos de bufal-
para ptolhosa 500 rs., na ra do Queimado
na bem conhecida loja de miudezas da boa
faman. 33.
Meias de todas as qual=
dades.
Vendem-se muito boas meias de seda pre
tas e brancas para senhoras pelo barato pre-
co de 2/500,ditas de laia para padres a 1J800,
ditas de fio de Escocia pintadas para bomem
pelo baratissimo prego de 400 e 500, ditas
brancas e cruas para bomem a 200, 240 e
280 rs., ditas pintadas e brancas para meni-
nos a 240 e 300 rs., ditas brancas, finas para
meninas a 240 rs, ditas brancas para se-
nhoras a 240, 300 e 400 rs., ditas pretas de
algodao para padres a 600 rs., e outras mais
qualidades que se vendem barato na ra do
Queimado, na bem conhecida loja de miu-
dezas da boa lama n. 33.
Oculos e lunetas de todas
as qualidades.
Vendem-sesuperioresoculoscom armago
de tartaruga de todas as graduarles a 3SO00,
ditos muito bons com armacOes douradas a
15200, ditos ditos com armagoes prateada,
15, ditos ditos com armacao de ac a 80e
P^Sggi^ggW rmarrao de tartaruga a 15,
m *n7 quadrada debaleia a 500
He muito barato.
Vendem-se duzias de facas e garfos de ca-
bo de marfim de boa qualidade a 10^, ditas
ditos do cabo de balance muito finas a 6/!
ditas dtlos cabo roligo e oitavado a 3s, du-
zias de colheres de metal principe a 33 e 6s-
ditas de metal mais ordinario a 800 e 1^40"'
o outras muitas cousas que se vende barato!
ta ra do Queimado na bem conhecida loja
de miudezas da boa fama n. 33.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda
eonstruccio vertical ecom todos o melboramento
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo: na ru d Cadeia armazem n. 8
v -LEQDES
Vendem-se lequcs muito tinos cora ricas
pinturas, espelho e plumas a 2/, 35500 e 4/
na ra do Queimado loja de miudezas da
boa lama n. 33.

00
F.sla importante prodnec.'io Iliteraria do Sr. Ilr.
Mello Moran do Kio de Janeiro, bem como a corn-
apliin do imperio do Brasil, o o Educador .la mo-
i-idade hrasileira, coordenados por o mesmo autor:
cha-se i venda na roa do Oueimado n. 27.
voiide na ra do Oueimado na bem conheci-
da loja de miudezas da boa fama n. 33,
Foi ja
i
\ ende-se ua ra da Cruz
por pie on commodu.
muatinho*
u. 34, ieij'io ii.iil limbo
Moinhos de vento
com bombas derepuiopara regar borlase ba
ia decapim : na tundicode l). W. Ronioau
na f ua t)n Braia h. ti, S e 10.
I.AItNAt BA.
\ eade-,e cera de carnauba dt boa qualidade ;
na ra da Cadeia do Kecife, loja n. "i0 defronle da
i ua da Madre de lieos.
Os incrdulos comprando rcconhecerSo
por experiencia a veracidade do que se an-
uencia.
*& jflia
ma**o$ fttg^oi.
1 (MKS000 de
gratificacao.
Nao foi anda capturado um escravo do
serlao, cpie vindo a esta cidade, ausen-
tou-se no dia 31 de outubro prximo
passado, o qual pertence ao Sr. Ignacio
Machado da Costa, morador em Espi-
nharas, provincia da Parahiba, de nome
Paulo, criQtilo, de 25 annos de idade, es-
tatura regular, rosto redondo, principi-
ando a hartar, vista espantada e com in-
dicios dea trocar, o que se torna visivel
quandoesta' parado, tem uma marca de
cicatriz, em urna das pernas ; foi vestido
de ceroula comprida, camisa de algodao
da trra, jaqueta e chapeo de couro, sus-
peita-se que fosse seduzido e esteja acoi-
tado em alguma casa, contra o que se
protesta: roga-se a todas" as autoridades,
capitaes de campo e pessoas do povo,
queiram apprehende-lo e conduzi-lo a eu
senlior, noserto cima mencionado, ou
a' ra do Crespo n. 16, a Joi Azevedo
de Andrade, |ue lhe dar' a graliicacao
cima mencionada.
Fugio hontem as 7 horas,um escravo mula-
to de nome Tbomaz, alio, reforjado de corpo, com
marcas de bexigas, pernas grocas, e nellas marcas
de cicratizes nas cauellas, falla com muia manci-
do, levou vestido camisa de panno azul groco
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e pu-
nhos, aberta na fren te em forma de palit: este es-
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Carlos Coelho, que o houvepor heranca de seu so-
gro JosJoaquim de Souza daquella cidade, e foi
comprado pelo abaixo assignado ao Sr. Hilario de
Alh.-adra Vasconcellos Jnior,morador no engenho
Tifu freguezia do Pilar desta provincia :
quem o pegar leve-o a ra da Concordia a Ptdro
Vende-se cal dt Lisboa ltimamente ihgada,
sim como potassa da Russia verdadeira : oa
do Corpo.Santo u. 11.
UNGENTO HOLL WAV.
Milhars de individuos de todas as nacOes
podem leslcmunhar as virtudefe deste reme-
dio incomparavel, e provar emlcaso necessa-
rio, que, pelo usoquedelle lizferam, tem seu
corpo e membros inteiramentp saos, depois
de haver empregado intilmente outros tra-
lamentos. Cada pessoa poder-fse-ha conven-
cer dessos curas maravilhosds pela leilura
dos peridicos que liras relatara todos os
das ha mullos annos ; e a maior parle del
as sao tao sorprendentes qu admiram os,
mdicos mais celebres. Quautas pessoas re- Antonio Teixeira Guimares, que ser generosa-
coDraram com este soberano remedio o uso i mente gratificado,
de seusbragos e peinas, depoisdeter per-! ^^
manecido ongo tempo nos I ospitaes, onda OUO.VOOO de TatlIlC! ClO
deviamsuftrer a amputagao! fuellas ha mui-| ^ \nu.
las, que bavendo dcixado essesasylos de na- I A quem apprehenderou der noticias certas dn es-
deciuiento, para se nao submette.cm a essa i "^^rT "' ,1' EST^Ia! noro M"'.
optrago dolorosa, foram curadas comnlela- 1 ,'r,al de r"l1 mente mediante n i., ^tf bcm P-,rc,du- C'P > coro hombro; largos, rot-
ZJWa Alm. H W Prcci*o re- lo redondo, olhos pequeo., relilo, com ala de
medio. Algumas das taes pessoas, na elus3o I uro dente na frente da pane de cima, coro alsnmas
de seu rcconliecimenlo.dec araram estes re- epuhasuo rotlo, beicos finos, sem barba, lera de
sultados benficos dianle i lo lord correge- ; -- -' n,;s de idade, falla muito bem e macio,
dor, e outros magistrados, alim de mais au- ro<"""i' ailirmar-e muito queudo falla, iem pe
lenticarem sua aflirmativa e mo. muilo bem feilns. Este escravo he dos Srs.
Nlogaem desesperara di estado de Ma I bTS K,,?"' '1o R'0,leJD.'ro.*tem-w de^on-
i i.w.ii uy miiiiii ur Ma |nn,a quxfslea nela Provine a uueiii o cir m>
saude se Uvesse bastante ce nlianca para en der noHeia. certas, r.rebert a $riB Sata de
salar este remedio constantemente, segiiui- io.c.tioo, m rasa de loo da Silva Moreira na rut
B necessi- da Praia n. 16.
MUTILADO
M. i do algttm tempo o tralamehlo que necessi
j.,35 I tasse a natureza do mal, cuju resultado seria
'provar incontestavelmente
Que tudo cura I PEBN.: TVP DB M. F. DB FARIa 185o


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