Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07668


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Full Text

ANNO XXXII R. 302
Por 3 meze$ adiantados 4j000.
Por 3 mezes vencidos 4^500.
... ia-> *
(HARTA FEIRA M DE DEZEMBRO DE \856.
Por anuo adi'antado I5|000.
Porto franco para o subscriptor.
DIARIO DE
-+-
ENCABREGADOS DA SIBSCRIPCA'O NO NORTE.
Parahiba, o Sr. Gervazio V. da Nati i Jado ; Natal,, o Sr. loa-
quim I. Pereira Jnior ; Aracaty, o Sr. A. de Lomos Braga :
Cear, o Sr. J. Jos de Oliveira ; Maranho, o Sr. Joaquim Mar-
ques Rodrigue : Piauhy, o Sr. Domingos Herculano A. Pessoa
l.earense ; fara', oSr. Jusiiniano J. Ramos; Amazonas, o 8r. Je-
rnimo da Cosa.
PARTIDA DOS CORHEIOS.
Olinila : ii,rU. o. da.. *.!>< mi-ia hora, de da.
iKaaniaa, ufaaaa < Paraelba : nns ..v-n S, Aalio, Beaerru*. Roano, Cariara, .MlJean a Garaaaaaa : ij t.-rct-f.-ra.
S. Lwereaco, Pao-a]'Albo, Haaareta, Liaioeiro, '"-jn, Peaaaeira, faga-
reira, Flora, Villa-Rolla, Roa-Vi-la, Oarfcerj Etn : ns- aearua-leiraa.
Casw,laajaea, Seriaaaea,RJo-Fanaaaa, i.., Harreiroa, a\a;aa-a*reta,
Puaaaloiraa a Natal : uainta-irira<.
(Tildo, ai currrlua parlt'm a, 10 haraa da B-anbla.
AUDIENCIAS DOS THIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommercio : segundas e quintas.
Relatas ; trras-feiras e sabbados.
Fazenda .- quarlas e sabbados as 10 horas.
Juizo do eommercio : segundas as 10 horas e quintas ao meio-dia.
Jni/u deorpbaos: segundas e quintas as 10 horas.
rimeira vara do civel segundas e sellas ao meio-dia.
Segunda vara do civel: quartas e sabbados ao meio dia.
EPI EMEIUDES DO HEZ DE DE/EMItRO-
S Quarlo irescenle a 1 hora 7 minutse 18 segundos da manhaa.
11 La chea as 5 horas 14 minutos e is segundos da tarde.
19 Quarto ninguante as 4 horas 23 minutos e 48 segundos da m.
27 La nova as 6 horas 26 miDUlos e 48 segundos da raanha.
_. PRBAHAR ni lid.II..
Prirueira as2 horas eii minutos da Urde.
Segunda as: horas e 30 minutos da manhaa.
DAS DA SEMANA.
22 Segunda. S. Honorato m., S. Floro m..S. Flaviano.
23 Terra. S. Srvalo adiogado contra o paralvsia.. S. Midonio m.
24 Quarl. Vigilia, Jejiiin.. 9. Delphino b., 8. Farvila m.
25 Ouinla. >) Nasc.dc N. Scnlior Jess Chrislo., S. Eugenia m.
28 Seit. 11 oit. feste dia santo fui supprimido.) S. Kstevao.
27 Sabb. 2a oil. (este dia santo toi supurimido). S. Joao apostlo.
28 Dom. vSs. lnnocgoajenle* mm., S.Castor c Ceris ao mm.
ENCARREGADOS DA SCBSCRIPCaO NO Sil.-
Alagoas, o Sr. Claudino Falcao Dias : Bahia, o Sr. D. Duprat;
Rio de Janeiro, o Sr. Joo Pereira Martins.
Eli PERXAMBECO.
O propietario do DIARIO Minwl Figueiroa de Faria, na sua
livraria, praca da Independencia ns. ti e 8.

PA1TI BFFK2IAI
MINISTERIO DA FA/.ENDA.
Expediente do dia 5 de novembro de 1856.
A' presidencia do Maranho lllni. e
Exm. Sr.Constando dos papis queacom-
pauharam o ollicio de V. Esc. de 13 de jli-
ndo ultimo sob n. 49, que, por occasiSo de
suscilar-se duvida na thesouraria de Calen-
da deesa provincia sobre o pagamento^ do
ordenado do bcharol Sebastian Jos da
Silva Braga, juiz de direito da comarca de
Turyassu vencido durante o prazo que, nos
termos do decreto de 26 de julho de 1850.
he Coi marcado para entrar no exercicio do
seu cargo, ordenara V. Exc. aquella repar-
laajfo que abrisseassentamento, e stisfizes-
se ao mesmo juiz de direito o referido or-
denado ; tenlio por conveniente declarar a
V. Exc. que sendo da exclusiva competen-
cia das Ihesourarias de Cazenda, na conCor
mkiade do art. t* 10 do decreto de 22 de
novembro de 1851, aresoluco de todas as
Suesles que versaren! sobre assentamonto
e quaesquer empregados ou_ pensionistas,
nao pode V. Exc. mandar abrir assentamen-
to algum por qualquer motivo que soja. Se-
mentantes questes, embora de natureza
administrativa, sdevem ser decididas pelas
repartieres de Cazenda, com os recursos es-
Ubelccidos na legislacu em vigor.
-6-
A' directora geral das rendas.Declaro a
V. S., para que o Caca constar a collectoria
das rendas geraes da cidade de Nillierohy,
que, em execucSo da imperial resoluco de
5 do corrente mez, tomada em consulta da
seccSo de Cazenda do conselho de estado so-
bre o requerimonto em que a companhia de
re linar; fo de assucar e distillacao, existente
na mesma cidade, pede que se admita a
pagar sisa pelo valor de 20:0009 somante
em que Coi estimado o arrendamento que
comprara a Pedro Pereira de Andrade, de
urna casa e alguns telheiros a ella annexos,
e nao pelo valor de 70:000, que representa
o importe total dessa compra e da dos ins-
trumentos, machinas, utensis, movis e so-
bresalentes, que pertenciam a Cabrica a
relinacSo e dislillacio, eslabelecida na mes-
ma casa, como pretende o mencionado col-
lector ; deve ella considerar como sujeilos
ao sello proporcional e isentos da sisa, nao
s os movis propriamenle ditos e sobre-
salentes, mas tambem lodos os objectos que
possam ser tirados ou removidos do solo e
dos edificios da Cabrica, sem ruina ou dele-
rioracau, quer dos proprios objectes, quer
dos meamos edificios.
8-
A' mesa do consulado.Communico ao Sr
adrniitisttailor da mesa do consulado,em res-
posta ao seu ollicio n. 78 de 30 de outubro
ultimo, que tiesta dala ollicio ao ministe-
rio dos negocios estrangeiros, para que re-
commende aos nos-os agentes consulares,
que, quandn I he Corem levados, para se-
ren autlieni ii-ados, os manrTestos rJoa Bf*
vios destinados aos portos do imperio, rom
colonos, deem conhecimenio aos respecti-
vos command.intes, ou donos, das formali-
dades marcadas ntk rgulamcnlo n. 350 de
26 de abril de 18ti para a concessao do
descont na ancoragem de que trata o de-
creto n. 401 del- de fevereiro de 1845, e
que ellos proprios observem restrictamente
oque ahi se acha disposto, alm de evitar-
se a reluctancia que, >egundo informa o Sr.
administrador,ha da parte dos mesmos com-
mandantes em satisCazerem csse imposto.
E, em soluto aos quesitos sobre que con-
sulta do mesmo olficio ; 1' qual a autorida-
de que deve conhecor das circumslancias
dos colonos,para aconccSs3odo descont da
ancoragem ; 2' seu transporte de colonos
cuja passagem Cor paga por associacfto ou
emprezario,da direita ao capilao reduccSo
do imposto: declaro ao mesmo Sr. adminis-
trador, quanto ao priineiro, que o decreto
n. 401 do r do Cevereiro, limitando-se
substituir pela quantia lixa de 10?,
a que, nos termos do citado decreto
de 26 de abril, variava a juizo do chute
da repartirn liscal, nao revogou de
modo algum o que este ultimo estatuio
acerca da autoridade a quem incumbe o
exame dos documentos para tornar efecti-
vo o descont lixo; e que, portanto, ao Sr.
administrador da mesa Jo consulado com-
pete, como ataqui se tcm estatuido, tomar
conhecimonto de seinelhante objecto. E
quanto ao segundo, que a duvida propusu
ja Coi clara e terminantemente resolv la
pela ordem de 29 de maio deste ann 1, quan-
uo declarou ao mesmo Sr. administrador
que, sendo o lim expresso do descont da
aucoragem o facilitar emigracao para o
imperio aos colonos destituidos de meios uV
pagarem a su passagem, nao podia ter ai>-
pltcaQ.lo csse beneficio aquellos cujas dts-
pezas de transportes nao corressem por tita
conta
Oniciou-se ao ministerio dos negocios es-
trangeiros 110 sentido da primen a parte des-
te aviso.
10
Circular.Joao Mauricio Wanderley, pre-
sidente do tribunal do thesouro nacional,
remotte aos Srs. inspectores das thesoula-
nasa lei n. 884 do I- de outubro ultimo,
para a devida cxecucilo, c ordena que do I"
de Janeiro de 1857 em dianle facam cobrar
os direitos de exporlacao na razio de 7 or
/
L'M SAIEiWO EN PROVINCIA-
ro Madama Leonie d'Aunet.
CAPITULO II.
J familia de l'edelle.
A fainilia de Vrdrlla clitgou a La pinade nos l-
timos dia* de abril,momento delicioso em Provanra,
io r|ae as amen loeirai empoadas como marqueies
elevam >uas copulas brancas cima dos muro", mo-
mento em que o goiveiro marello, o lirio silvestre, a
videira da Jadea, o lych.ii. branco, a silva, a valeria-
na, a oulras mil florea bellas e vivales Ianr,am sobre
a colimas um maolo bordado com as cores do pris-
ma, Koarnecem o alio dos muros velhoi, e espnlbain
no ar seus perfumes de primavera. nirlos e soaves ; os sere* lornavam-se as veies mui
fros srac.as 10 vento iiMoporlavel chamado mlilrt,
ver 1...1-irn flavedo de l'rovcnca.
I iim noiteem ajan esse brutal viiltadof trnala im-1
l>o,-ivel o pasteio da larde, Ires dos novos habitado- I
res de l.a PiaUe acliavam-se reunidos em lomo da ;
.liamine do salSo, na qoal ardiam algumas achas le :
lenlia e aliuns sarmentot cscepcionalmenle sgra.la-!
veis. Etsat Ires pestoas eram o conde e a tondes*'
Je VedeHe, e stu lilio primageoilo, Jacqots de Ve-
delle.
O conde lia assenlado em urna p *a trabalnava mi uma|nlira de la|ies.anas,e J.icqae*
recostado em um sof junto da uie-a ero que a nio
elava, alnrmpiilava o lago C"tn o aticador, a eon-
templav.i a'.ti-ntamenle .1 labareda e as faneas qa<
elevavim-ie .10 ar, cnlrelenimeiito de ocioso ou de
m lilalor. u que de cario 11A0 lie a mesma cuusa.
It.iniv.i profunda silencio no alio, e apenasabu-
via-M< o rumor mouotono e recular 11 pen>luU do
reloioo grande de Bulle eollnea lo entre a> data ja-
ii.ll n. a o crepitar desigual das faiteas. Em omino
Vida Oiari o. 30lT~ \
cento, na conformidade do ? I- do art. 11
da mesma lei.
A' directora geral da contabilidade
llltn. e Exm. Sr.Tendo S. M. o I. ouvido a
secijio de Cazenda do conselho de estado
sobre a duvida que se offerecia, se o tempo
em que os empregados do thesouro e Ihe-
sourarias faltam a' repartico por motivo de
molestia, deve ser contado como de effoc-
tivo exercicio no seu emprego, para serem
aposentados no ultimo lugar que servirem,
na forma do S 3-do art. 57 do decreto n.
736 de 20 de novembro de 1850 ; Coi por im-
perial resoluco de 29 do mez prximo pas-
sado decidido que a palavra effectivo tem
por lim restringir anda tnais o modo de
contar o tempo de servico de que trata o
1" do dito artigo, e que como esta restric-
to n3o pode rel'erir-se senSo as faltas por
motivo justificado, claro he que, segundo o
espirito do art 57, nao devein ellas ser con-
ta las para o elCeito de dar aos empregados
do thesouro e thesourarias o direito de se-
rem aposentados com ordenado correspon-
dente ao ultimo lugar que servirem. O
que communico a V. Exc. para a devida in-
tolligencia e exectiQo.
A' thesouraria de S. Pedro.Joao Mauri-
cio Vanderley, presidente do tribunal do
thesouro nacional, em resposta ao ollicio do
Sr inspector da thesouraria do Piio Grande
do Sul de 15 de abril deste anno, etn que
transmittindo a demonstrado da desposa
Ceita com a msdico do primeiro territorio
vendido asociedade organisada pelo conde
de Montravel, pergunta se semelhante ven-
da est tambem sujeita a sisa, ou somente
aos 55 de direitos de chancellara por cada
quadrado de 500 bracas, marcados no art.
10 da lei de 18 de setembro de 1850 ; Ihe de-
clara, de conformidade com o parecer da
seccao de Cazenda do conselho de estado,
que ao reCerido imposto de 55 so est5o su-
jeilos os posseiros que receberem das repar-
licOes provinciaes os ttulos de propriedade
dos terrenos que Ihe licarem pertenceudo.
em virtude da citada lei, e nao os compra-
dores dos lotes o sobras das trras publicas
que Corem medidas e demarcadas; e quan-
to A sisa, que os compradores de taes tr-
ras devolutas eslao comprehendidos na ge-
neralidade das disposicoes do alvar de 3
dcjunho de 1809 para o pagamento deste
imposto, por isso que a lei de 18 de setem-
bro de 1850 os nao isentou delle, mas que
so deveraosatisCazcra inetade de sua un-
portanca, nos termos da ordem n. 233 de
23 de setembro de 1851, por serem as trras
de propriedade nacional.
12 _
Circular.-Joo .Mauricio Wanderlev, pre-
sidente do tribunal do thesouro nacional,
sendo informado de que em algutnas thesou-
rarias de fazeuda se tem arrecadado, em vez
de 30, 5 por cento dos direitos correspon-
dentes gratificagao que os joizes de direi-
to percebem pelo effectivo exercicio de suas
lunc?0es, ordena aos Srs. inspectores que
declarem circumstanciadamente tudoquan-,
to a semeiliante respeito tciit occorrido; in-
formando por esta occasiao qual |a inlclli-
gencia que deram a ordem n. 59 do 17 do fe-
vereiro do 1851, explicada pela de n. 233 de
9 de outubro de 1852 ; e hem assim, se cum-
priram a ultima paite da de 15 de abril do
I8a3 n. !)!), que mandou cobrar 25 por cento,
a titulo de direitos de todos os magistrados
que, por errada ntellgencia da le n. 243
do 30 de novembro de 1841, livessem pago
somente;5 por cento do acrescimo de venci-
tnenlos que tiveram.
V thesouraria da Rabia, declarando,
em soIuqo questao suscitada em junta a
respeito da siza que deve pagar o arrema-
tante do palhabote americano Mary E.
Sraith, appreheudido como importador de
Africanos, que o imposto da siza devido no
caso vertenle he o de 15 por cento estableci-
do no art. 51 s 11 da lei de 15 de novembro
de 1831 sobre as embarcados estrangeiras,
por isso que, como bem ponderou o procu-
rador liscai da thesouraria, nem o Cacto da
apprehensao alterou a origem da embarca-
gao de que se trata, nem a lei de 4 de setem-
bro de 1850 fez oxcepcao alguma a tal ros-
peito, em favor dos appreheosores ; convin-
do, porem, observar que, versando a ques-
tao, de que toinou conhecimenio em grao
de recurso, sobre a exigencia do imposto,
que he de natureza cotitenciosa, cuinpria
que a decidase logo, como cntendesso de
direito, embora depois subineltesse o caso
ao thesouro, nos termos do art. r s. 15 do
decreto de 22 do novembro de 1851.
A' do Paran.Joao Mauricio Wander-
Icy, presidente do tribunal do thesouro na-
cional, em solucSo a duvida proposta pelo
Sr. inspector da thesouraria do Paran, em
ollicio dirigido ao Exm presidente da pro-
vincia, em 20 de maio do corrente anno, so-
bro o procedimeuto que cumpre ter para
com alguns individuos da cidade do Paran*
gua que Ihe consta haveretn edificado em
em terrenos de niarinha, dosquaes nao ob-
liveratn anda concessao, Ihe declara : !,
que visto terem sido baldadas as intimac/ies
dos exactores fiscaes, deve o Sr. inspector
recorrer aos meios judicacs, e exigir dos
posseiros a exhibco dos ttulos em que
fundan, a legitimidado de suas posses, pro-
eedeodo ulteriormente, quando sejam apre-
sentados, na Corma da lei, e como aconselha-
rem as circumslancias ; 2. que se, em lu-
gar dos ttulos, apresentarem despachos do
coucessao, devera cutnprir o que determina
o S 9" da ordem de 12 de junho do 1851 ; 3-,
finalmente, que se nao apresentarem nem
ttulos, nem despachos, deve o Sr. inspector
manda-Ios notificar para requerercm a con-
cessao, sob pena de seren despej idos ; com
a declarado de que, em todo o caso, a per-
da das edlicaces e bemfeitorias he couse-
quencia necessaria do Cacto de terem sido
Ceitas era terreno publico sem titulo legal.
15
A" alCandega.Cemmunico a V. S., em
conformidade do aviso do ministerio da Jus-
tina de 3 do corrente, que S. M. o Impera-
dor, allcndendo a representacao do presi-
dente do tribunal do eommercio da capital
do imperio, constante do seu ollicio de 6 de
setembro do correnle anuo, sobre n3o se-
rem aceitas na alfandega, a seu cargo, tra-
dceles de manifestos que os capi les e mes-
tres de embarcarles eslrangeiras tecm de
apresentar para despacho da mesma repar-
tirlo, seno Coilas pelos correctores de na-
vios, e aos pareceres do conselheiro procu-
rador da coroa e da secgao da justiga do con-
selho de estado, a que mandou ouvir ; hou-
ve por bem determinar, por sua imperial
resol mo de 29 do mez antecedente, to na-
da sobre a respectiva consulta, que, vistos
os arts. 62 do cdigo commercial, 12 do de-
creto n. 863, de 17 de novembro, e 38 do de-
creto n. 806 de 26 do julno do 1851, a per-
missao concedida.aos correctores de navios
para traduzirem taes manifestos.de nenhuma
maneira exclue a altribuicao geral dos in-
terpretes, os quaes nao podem ser privados
de servir cumulativamente com os mesmos
correctores, seitipre que as parles interessa-
das os preferirem.
18
Circular Joao Mauricio wanderley, pre-
sidente do. tribunal do thesouro nacional,
ordena que na tarifa das allandegas do im-
perio seja incluido, na classe das substan-
cias alimenticias, o arroz, importado com
casca ou sem ella, pagando no primeiro ca-
so 160 rs. por arroba, o no segundo 120 rs.
21 -
Circular.Joao Mauricio Wanderley, pre-
sidente do tribunal do thosouro nacional,
declara aos Srs. inspectores das thesourarias
de fazenda, para a devida inteligencia e
execucao, que; com a suppressao das cartas
de guia de que trata o art. 23 do decreto 11.
1385 de 26 de abril de 1854, as restituicoes
dos direitos que pelo art. 315 do regulamen-
to de 22 de junho de 1836 eram permittidas,
quando, dentro de um certo prazo, se pro-
vasse que as mercadoriasja haviam sido des-
pachadas para consumo, s podem ser de-
terminadas pelo ministerio da Cazenda, a
quem compete avahar os casos em que, por
equidade, poder5o ellas ter lugar.
A' alCandega, declarando em deferimen-
t ao recurso do guarda fiel dos armazeus
da mesma, |Joaquim Monleiro da Fonseca,
relativamente a indemnisaco do alguns
barris de roanteiga extraviados, que us ca-
sos de faltas de mercadorias, como o de que
se trata, he o a (ministrador das capalazias
o respousavel para com as partos, na forma
do art. 51 do regulatnento 22 da junho de
1836, licando-lhe o direito salvo do rehaver
a importancia da indointnsaco do Verdadei-
ro causador do extravio, nos tormos do art.
59 do mesmo regulamonto.
28
A" allandega, co-nmunic.indo que se lize-
ram extensivos companhia de navegacoa
vaporUnio,que acaba de ser organisada
etn souihampton, para transportar mer-
cadorias entre esse porto e odesta corte,
com escala pela Bahia e l'ernambuco, os
mesmos favores que, por portara de 23 de
outubro de 1851, foram c incedidos a real
companhia britannica de paquetes a vapor,
mediante llanca idouea do seu respectivo
agente, na mesma alCandega, nos termos
do art. 5-do regulamento de 15 de Janeiro
de 1838, para que sejam deseinbaracados os
seus vapores, e sigatn vagem nos dias deter-
minados.
Idnticos mesa do consulado e s the-
sourarias de Pcrnarahuco e Bahia-
ment, em que Jacquet abaiiava-se para apauliar
um novelo de 13a, a mai inclinou-se-lhe ao ouvido, e
perguntou em voz baisa :
Teu irm;lo anda nao voltou '!
Creio que uao, responden Jacques no mesmo
tom.
Madama de Vedelle deu um suspiro, ludo reca-
lno no silencio.
Pntlo que trocadas asss mvsleriosamente as pala-
vra da mi e do lilbo pareseram ler sido ouvidas ou
adevinbadat pelo conde. Elle loenu a campanilla.
Immediatamente levantou-se o reposteiro de Beau-
vaia, que sobria a porta do salSo, e o vellio Vicente
mottrou sua caliera branca e seu rosto cumiado, no
qual liao urna iatkfafleBa manifetta.
Vicente, perantn o conde da Vedelle sem
deixar o livro, Jorge ja voltou '.*
O senhor Jorue acaba decar na sala peqoeua.
e cou bem boje, accrescenlou o criado com alguma
importancia.
I'ois bem. diste o conde.
Uuasi to mesmo instante enlrou Jorge de Ve-
delle.
Bem qoe tives.e ja vinte annot elle nao pareca ser
maiordedeieseis ou dezeete, to dbil era >.....ar
toas feices bellas c regulares estavam enhenas de
lal pallidet que ten rosto pareca ser de marinore ;
ler-se-hia dilo que a vida liulia-se refugiado todaeni
seos olhns ; eitaa negros hrilliaulet e brando* ao mes-
mo tempo, chcias de orna aipreaaaa de meditaran dis-
Irahida complelavam a estranheza desa physiono-
ma. Era 11 ti desses semlilaules que allrahnn como
um enigma ; pottjm mait tagazet do que o espliinne
de Thebas laban guardar segredo.
A negligencia do traga de Jor^e formava um con-
traste com a elegancia dos outrns incfnhrot de tua fa-
milia. Elle lia/.ia ess.i noile aeslaario de ca; 1 moi
-una lo no. culovellot c iiot|iielho<, pnlainat (ecou-
ro, e sapatat de olas KTOtaaa ; sean fra a alvura de
sua ruupa interior, e a delira lera de suas rolos,
qualquer petsoa o leria lomado por um joven con-
tetro voltando do u\io diario.
Enlranilo no talan elle tainlou o pai, heijou a m.'io
da mSI, foi attenlar-se no tofa junio do irman, ao
qual dirimo um torrito que illaminou-lhe |um mo-
mento o semblante.
Ilonde vem anda, Jor;'e, disse-lhe o conde, e
porqui uao o viraos ao jautar !
Conego Joaquim Pinto de Campos, lente de
rhetorica do Gymnasio ebibl jthecario Ja
Faculdade de Direito.
Dr. Jeronymo Vilella de Castro Tavares, len-
te da Faculdade de Direito.
Dr. Nuno Ayque de Alvellos AinesdeBrito
Inglez, lente da Faculdade de Direito.
Dr. Braz Florentino Henriques deSouza, len-
te substituto da Faculdade de Direito.
Dr. Joaquim Pires Machado Polella, direc-
tor geral da instruc;o oublica.
Padre Joaquim Itaphael da Silva, regador do
Gymnasio.
Frei Filippe do S. I.uiz Pain, D. abbadodo
Mosteiro de S. liento deOlintla.
Francisco Kaphael de Mello Rcgo, lente
de engenheiros.
Dr. Jos Mamede Alves Fcrreira, engenheiro
civil.
Dr. Jos Soares de Azevedo, lente de lingua
e Iitteratura nacional do Gymnasio.
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira, len-
te de francez do Gymnasio.
Dr. Filippe Nery Collado, lente de-inglez do
Gymnasio.
Padre Ignacio de Souza Rolim, lente de gre-
go do Gymnasio.
Antonio Pedro de Figueiredo, lente de geo-
graphia do Gymnasio.
Antonio Joaquim de Mello, ex-procurador
fiscal da thesouraria de Cazenda.
Dr. Filippe Lopes Netto, advogado.
Dr. Ivo Miquilino da Cunta Soulo-Maior.
advogado.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro, advo-
gado.
Dr. Jos Joaquim de Moraos Sarment, me-
dico.
Dr. Ignacio Firmo Xavier, medico.
Dr. Cypriano Fenelon Guedes AlcoCorado,
procurador liscal da thesouraria provin-
cial, e advogado.
Ignacio de Barros Brrelo.
Salvador Henriques de Albuqucrque, proles-
sor jubilado de instruccSo primaria.
Secretaria do governo de Peruambuco 20
de dezembro de 1856 -Jos Bento da Cunha
e Figueiredo Jnior, ofhcial maior servindo
de secretario.
OOVEHNO DA PROVINCIA.
4." Secco.Palacio do governo de Per-
nambuco em 18 de dezembro de 1856.
O Instituto Histrico Geographico Brasi-
leiro, em sessao de 11 de julho ultimo, hon-
rada com a augusta presenta de S. M. o Im-
perador, deliberou que se pedisse aos presi-
dentes de provincias, que encarregassem
pessoas habilitadas a tarefa de colligir lodas
as Iradicctjs e documentos relativos His-
toria do Brasil existentes nos archivos p-
blicos, nos conventos ou em podor de parti-
culares ; devendo em referencia a estes
sendo do a vaneada idadel aceitaras inl'or-
maces vocaes de Cactos occorridos em eras
passadas.
Reconhecendo em V S. os requisitos ne-
cessaros para urna incumbencia dos tu or-
dem, espero que de sua parte se dignar
desempenha-la com o zelo e intelligoncia
que o dislinguem.
Dos guarde a V. SSergio Teixeira de
Macado.Sr. conselheiro Pedro Autran da
Malta e Albuquerque.
De igual theor aos Srs. abaixo declara-
dos.
Conselheiro Pedro Autran da Malta p. Albu-
querque, lente da Faculdade de Direito do
Recifc.
General Jos Ignacio de Abreu e Lima.
Monseuhor Francisco Muuiz Tavares.
Cacei lodo o ilia.meu pai, e cheguei larde, res-
ponden o mancebo com certo embararo.
E sem duvida trouie-nos muila cara dt urna
carada taa longa '.'
A eslacao he petsima, a creio que a Cafa he
rara nesle lugar.
EolSo, que vai fazer, e qoe furor o faz 4orrer
assim pelo campos sem trazer-nns nada '.'
Jorge nao respondeu, e poz-se a afaaar com ir dis-
trahido a rabera de um bello cao de caca que viera
deitar-se-lhe aos ps.
No Val-Sec, coulinuou Mr. de Vedelle, no meio
de bosques povoados de caca de tola a especie, nos
assistiamos .i mesma cousa. Assim vos uao presta
para as oecupacites dos ociosos ; nada o allrahc, nem
mesmo o prazer. Vose nao ser jamis seuaj urna
especie de mandriao selvagem e indcil !
lia*, meu pai, interrompeu Jorge tmidamen-
te, molas encursoes podem agradar-me sem qoe mi-
nha cacada seja feliz ; julgu-asat boas pira a mi-
uha saude.
A saude, a saude Na minha opiniAo comta-
se a ahu-ar ja disso.
Entretanto, meu amigo, disse madama da Ve-
delle temando vir em soccorro do filho, se eises lon-
gos patteios podem fortificar a saode de Jorge...
Jorge parece-me achar-te em ptimo estado,
replicou o pai, e seria opporluno cuidar agora na
convalescenca de teu espirito. I)ize-me, Jnrse, ac-
crescenlou o conde com mait brandura, nao podes
i applicar-te a algum trabalho '.' Jacques te ajudaiia,
! e le dirigira.
I)ispense-me por favor, meu pai. todo o estodo
i tornou-se-me impossivel ; nao*iilcndo nada dos li-
| vros que Jacques deu-me para ler.
De veras, nao enteudes o que les'.' pergimtou-
I Ihe a mili.
Conforme ; mas aborrego a leitura.ella lali-
1 ga-me.
Preferet lalvez a aslromnnia, tornou Mr. la Ve-
! delle iroiiicainenlo ; eu admirava-te honlem i|iiamlo
patKUva ua avenida ; as etirellas pareciam iUerea-
s,ir-le.
Oh sim, respondeu Jorge, he lao bello o
co !
Rublo recobr.it a memnria .' I.embr.is-le lo 110-
H.e das i'oiisIhIIj.;.o-. na cullegio foale grande eiu
gaographia celeste !
Oh era untes da miaba doenca, meu pai, e
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO JORNAL 1)0 EOM-
MERCIO DO RIO.
Montevideo I de dezembro.
Ja urna vez dissemos, e repetiremos boje como
exordio uu preambolo desla correspondencia, que,
fura de toda a duvida, a lgica n,i 1 lem entrada na
publica do Estado Oriental ; que lodos os clculos
falham, por mais razoaveis que parecam ; que a
previsiio he decididamente urna chimara A expe-
riencia com effito,e dia em dia, mais not confir-
ma nessa opinto, demonstrando os fictos, uns aps
oulros. quanto he ella fundada e exacta E fcil
ser ao leiloros verificar a jusleza de semelhante
observar.10. se se quizerem dar ao trabalho de
compulsar a serie de artiga* que havemns es-
cripto ha um anno acerca dos negocios de Monte-
video.
Temos poit que iinutil he raciocinar sob-e os a-
conleciiniMilns pnlilicnt dtala torra, toinaudn-os pa-
ra premissat, c deduziudo delles at consequencias
qua o bom tenso e a reflexo iiidicam como prova-
veis e naturaes.
A esta circumstancil accresce, pelo que particu-
larmente no c.peila. que Dio devemos nem que-
remos de modo algom ingerir-nos as cousas do-
mesticas de um paiz do qual somos simple,monte
hospede. E he por is.o que, sem'mais considera-
tes, passaremos a narrar fiel e succintainente at
oceurrencias nolaveit proveniente* da importante
qoettSo eleiloral, que anniinciamos aos leitores
ua carta de que foi portador o paquete Sardeg-
na e cujo processo comecou no dia 30 do mez
lindo.
Como observamos naquella carta, a quel3o tor-
nou-se importante, .cria e memo grave, desde que
a circular do presidente da repblica, dirigida aos
alcaides ordinarios, denuncion ao publico que urna
divergencia profunda, um completo rompimenlo,
lia i, tido lugar entre S. Exc. e o general Ma-
tioel Oribe.
Esia nolicia, cumpre dize-lo, en passant, causou
sorpreza geral, porque ate enlao, pelo contrario,
pensavam todos que s duas prsonagent viviam no
mais perfeito accordo na mais completa intelligen
ca e harmona.
Suspeitava-se sim, avia mesmo quasi certeza, de
que o Sr. Requena, 1 liuittro do governo a das re-
lacfie. exteriores, esta a desavindo com o general
inas nao se tuppunha ue esta desavenga seria par-
tilhada, e com (aman o interesse, pelo presidente.
aotigo amigp do gene al. que poneos mezes antes
cora lauto empean 1 actividade empregara toda a
sua influencia e ore*.! gio para colloca-lo 00 alto
poslo em que se acha
A divergencia revelada pela circular, e a par del-
la a deelararao solemue feita pelo presidente de
que lilil, candidatos seus tornou, repelimos, a ques-
t.io importante, tana e mesmo grave. K isto he de
prirueira iutuirjo. Se a eleicn correase livre, ou
fosie apenas pleiteada pelas influencias dos partidos
o resultado poderia actuar mais ou menos benefica-
uiente sobre a marcha politice do paiz, seeuodo as
ideas e os prineipios da opinian vencedora ; mas
iso que alias be da ndole do sVstema representati-
vo, nem aulorisaria justos clamores contra oflensas
feitas as inslitui;oes oacionaes, nem dara lugar a
fundadas appreheuses sobre a probabilidaile de uo-
vas desordens e conll icio armados. O cao porra
muda muito de figura desde que o proprio ebefe do
Estado, sem salvar ao menos at apparencias,
apresenta-se na arana a descubarto como luta-
dor.
Nessa hypnlh*e, que he a em qua infelizmente
se acha a repblica, as consequencias s3o sempre
deploraveis, senau fuuettas.
Assim que, a datar da circular do presidente, to-
das asattenees coovergiram exclusivamente para a
queslo eleiloral ; e uaa poda ser de oulro modo,
pois que, veudo-se a autoridade em lula aberla com
o chele de um partido poltico, numeroso a forte,
era em verdade para receiar o desfecho dessa !u la,
qualquer que elle fosse.
nao sei maii como designam-se as estrellas. Agora
conlemplo-at somente I
Mr. de Vedelle fez um gelo de desalent. A mo-
Iher qoiz romper essa coversajao que parecia-lhe
ser penivel.
Jacques, disse ella, agora que estamos reunidos,
le-oos alguma cousa.
Com muito gotto, nimba rai ; recebi esta ma-
nhaa l'aleiUine, de George Saud, c Son* le$ Til-
leult, de Alphome Knr, quer que leamos um desse
rumances '!
Romances disse madama de Vedelle, e de
que especie '.'
Creio que tan da especia recreativa,porque tive-
ram grande succe.so, e o tuccesso nao procura de or-
dinario aquillo que lie anfadonho.
Nao he isso o que le pergnnlo ; sao bont
livros '' #
Ha intil esta pcrgonla, minhaamiga, disse Mr.
de Vedelle ; os nomos dos aulores responden) a
isso.
Nanea li cousa alguma escripia por elles.
Pois vou di/er-lhe : sao autores da escola mo-
derna, isto he, sustentculos da immoralidade mais
impudente, peatoai que vflo procurar meios de com-
ino ver no adulterio, cujo panegyrico ensinam.
Madama de Vedelle fez um gesto de horror.
Pessoas, coutiuuou o velho conde animando-te,
que para tornar interestante suas narraees fazem
sabir os cadveres dos lmalo*. Alphome Karre Ge-
orge Sand tem tuzares de liuiira nets* orgia lilleraria
que deshonrarla a gloria das lellra em Franca se
como lodas as orgias nAo foste destinada a acabar
promplamenle as convulses de seu proprio fu-
ror.
Porque nao oceupa ainla sen lugar 110 tribunal
do jury, meu pai, diste Jacques; com que gaz Vmc.
falla !
Este rumprimeuto fez Mr. de Vedelle *sqaecer->e
de que Jacques pelo gotto dos romances recreativo,
anda que fustem da escola moderna, mereca urna
parte do aitathema paterno. Elle turrio, e dingui-
do-se mulher dissa-lhe :
Creio, miiiha miga,que u.o Ihe runveiu uuvir
Jacques ler semelbantea livros.
-- Nao, tem duvida, respnodad a enndesta ; a le-
lura he orna dialraacao que itlo ile\e lomai-s,. cul-
pada leudo ni 10, livios.
Jacques nos lera alguma obras primas de ver-
Chegadas as cousas aos termos expostos, cada um
dos belligerantes tratoo de empregar ot mrios de
que podia dispor para vencer ; a com edeito, si t'e-
ru ./ fama, nao foi desprezado recurso algum, nem
mesmo aquella de que l.iucnu 111.I0 o conde de Al-
ma Viva para convencer a D. Basilio.
Nesses ieuebrosos mysterios porm nao penetra-
rtinos BOJ, porqne somo apenas rbrnnista do que
se pasta luz do dia, e he disso unicameDte que va-
mos dar conta.
Conforme annunciamos na corresponlencia an-
terior, devia ler lugar, na larde de ii ou 2:1 do
pastado, no velho tbeatrode S. Filippe e S. Thiago,
urna reuman popular para o lim de uoiformisar o
vol publico na eles.lo de que se tralava. A esse
respeito dirigiram aUuuscidadaos ao peridico An-
conal a seguinte correspondencia, que foi publicada
uo mesmo peridico na tarde do dia 1\ :
k Sr. redactor do Sacional.Annunciou-se orna
reunan popular que lera por objecto unifurmisar o
voto publico na primeira eleir^Ao de senador e sup-
pleotes por este deparlamento.
o Nos abaixo assignados pensamos que toda a reu-
ni.l 1 popular que lenha um lim poltico he pengosa
na actualidade, porque pode originar aguales de
que he precito lugir para nao dar occasiao a que,
com prejuizo dos inleresses permanentes da rep-
blica, se despertem de novo paixes extremas de
partido.
a Em consequencia, temos reoloido abstermo-nos
por nosta parte de coucorrer a referida reuuiAo, se
ella allegar a ler lugar.
Declaramos comtudu que aceitamos a candida-
tura do i-i.UiI.1m D, Juan Miguel Martnez.
c< Aceitamos, Sr. redaclur, esa candidatura, por-
que ella em si mesma be irrepruchavel.
Aceitamo-la, porque toda a lula eleiloral boje
tendera a fazer reviver o espirito e as animosida-
des dos antigos partidos ; e porque a extinccao des-
ses partidos he a pnmaira nocessidada do paiz, ne-
cessidade prcclamada peio presdanle da repblica,
e uniformemente reconhecida por todos os homens
pacifico e sematos.
o Aceilamo-la emlim, porque atm de ser ella, co-
mo haremos ditoirreprochavel, ha notoria cou-
veoiencia em robustecer com o voto popular a ac-
cao do presidente da repblica na marcha de re-
paradlo e concordia que iniciou com o seu pro-
gramma.
a Agradeceremos e Vmc, Sr. redactor, re ser-
virte dar publicidade em seu prximo numero
a esta maaiftstacaoMe seus ltenlos seividbres. etc.
,Seguem-.e as assigiialura, que u3o traterevemos
porque oceupariam muito espaco, e porqoe poucu
ioteressa aos leitores o conhecimenio dellas.)
Ou fosse por elleito desta correspondencia, ou por
qualquer ouiro motivo, o qoe be certo be que a
reuna-j nAo leve lugar ; e, anda bem, porque pro-
vavelroenle da discussAo das palavrat passar-se-hia
das obras, e saba Dos se essa faisca nao seria
precursora de grande incendio|!
Nao leve lugar a reuuiao ; mas ao que parece a
cabala, longe de esmorecer, redobrou de actividade,
quer de um, quer de oulro lado. O governo, nao
obslaute dispor de todos os recursos inherentes a
auturidade, como que pouco couliava nos meios or-
dinarios ; e foi sem duvida por isso que, contra a
disposirAo expresta da lei, prorogou por um mez o
prazo lixado para a oacripfi* dos volantes 110 re-
gistro competente ; e ua vespers do dia designado
para a aletelo, expedio pelo ministerio da guer-
ra e mandou publicar os seguiutes decretos e a-
viso :
O presidente da repblica resol ve e decreta :
' Art. 1. At que te dicte urna nova disposi^ao,
noinea-se coimnandanle ge/al das armas do depar-
tamento da capital ao brigadeiro general D. An-
etelo Medina, e para seu segundo ao coronel maior
D. M 1110..1 Freir. ___
Art. >. .\omea->e ao coronel D. I'ranclsco Ta-
jes chefe da guarda nacioual de extramuros.
Art. :l. Commuuique-se a quem compele, se-
jam boje mesmo os llameados empossados, publique-
te e regisire-se. Pereira.Cario de San Vi-
cenie.
Esta dclcrminacanjlo governo fara certamenle
acreditar que a aotondade eslava a braQos com urna
opposipio armaJa, ou pelo menos que liuba razas
para julga-la immineute. Cumpre entretanto con-
fessar que iienhum tyinplomr de desordm se ma-
nifestava, poslo que, como era natural, estivessem
em gerel prevenidos e alarmados us espirito.
O aviso seguinte anda he mais significativo do
qoe o decreto, poique nelle cun toda a frauqueza
designa o governo ao publico qual a cansa que o le-
vava a lomar medidas extraordinarias e exceucio-
uaes :
Ministerio da guena c tnarinha.
i Anda que o governo rspede em todos os ci-
dadaos o livre exercicio do seu direito eleiloral, e
tenh expedido as orlen- convenientes para que sa
evite toda a coac;Ao uas eleiciiis prximas ; como a
altilude qua teefn lomado ce'rtos homens da intima
relarao do general I). Manuel Oribe, e conhecidos
por agentes seus, alarma a populac,ao pacifica na
cional e eslrangeira desta capital, poi elles nao se
hmitama buscar tranqoillameuteo triutupho de sua
lisia, seno que ame ujam com vias de faci, e nAo
pude, nem deve ser iiiditl'ereute o governo a scrae-
Ihanle cunduct), por muito impotentes que sejam
essaa individualidades.
11 Obrigado pois o governo e decidido a manter
inalteravel a ordem e a paz, (ero resolvido que pelo
eslado-maior-general se faca saber ao general I).
Manoel Oribe, cujo nome aqnelle agitadores invo-
cam, que o governo o faz respousavel por qualquer
alterar -o do socego publico.
11 Dos guarde, etc. Carlos de San-Vicente.
Ao ;>r. coronel chefe do estado-maiur-gene-
ral.
Se nm Francez leste este aviso exclamara : c'ert
trop fort, e um Italiano dira : e ben Irocalo '. '.
.Mas iis que nAo somos Italiano nem Fraocex, di-
remos apenas que n general Oribe apresou-se em
responder a semelliaute intimaran nos seguitiles
termus :
Sr. coronel chefe do etlado maior-geoeral D.
Andrs Gome.
Iti'-puii 'emb nota de V. S. desta dala, o
qnal me Irauscreve a que pelo ministerio da guerra
e marioha recebcu V.S., na mesma dala, devo dt-
zer que en nunca hci sido, nAo sou, uem serei agi-
tador da ordem publica, nem auloriso a uiuguem
para que propale boitos alarmantes da ordem ; sen-
do que moito pelo contrario estou sempre prumpto
a sustentara autoridade contra os que pralendam
altera-la.
Se houvesse algum ou alguns individuos, o que
eu ignoro, que tive meo nome para prolenr etset boatos alarmantes, a
qoe se refere a ola de S. Exc. o Sr. ministro da
guerra, uAo potM eu ser respousavel por semelhanle
dadeira Iitteratura. Eis all um vulume de Hacine.
Eu comecava 1 ler novamente 1 Athalie, l-not isso,
meu amigo.
Jacquet nAo parecen goslar muito da proposta ;
todava levantou-se, chegou una poltrona para juolo
da mesa em que a mai trabalhava, e comecou a tra-
gedia.
Jacques tinha bella voz, e nolavel talento de lei
lor. 0 pai ouvia esta pega lida por elle cora muita
atlene.iu, a mai oovia sua voz como urna msica
branda e svmpalhici. Quanto a Jorge, ao cabo de
dozentos versos ettava profundamente adormecido
no sof. A leitura nAo acabou-se sem o conde de
Vedelle ler laucado muita veze um olliar diseon-
lente sobre o dormidor.
A's dez hora cada um coidou em retirarte para
sua alcova. Jorge dormia anda. Mr. de Vedelle mos-
Irou-o A mulher dizendo :
\*o*s aflinna que elle ama a poesa.
Collado sem duvida eila esta fadigado : veja
est paludo.
Oh sei que lie ine'gotavel seu thesouro de
desculpas para com elle ; todava he preciso cuidar
em faze-lo mudar de vida. Veija com essa roupa
estragada, e enes tpalos caberlos de lodo ; nao pa-
rece elle um bandido que passou o dia em fugirdos
gendarmes'.'
Ilei de fallar-lhc amaubaa, disse a mai tmi-
damente.
Durante csse pequeo colloquio, Jacques acordara
o iim.lo, e fa/aa-lue em voz baixa algumas observa-
rnos que esle pareca ouvir sem comprehender.
No primeiro andar do castello havia um vestbulo
espacoso, para o qual davam qualro portas que per-
tenciam cada urna a urna alcova separada. Quando
o conde e a condest 1 recolheram-se, Jarque deteve
ao irmo, que dispunlia-se a subir a oseada do se-
gundo andar, c dlste-llic :
Obras mal. Jorga, em nao fazer mais cato das
a Inineslares de iios.o pai ; as.1111 o irrlat contra li.
I>ar--.e-ha cato que nunca recobres a razAo /
Que razan r retpoudeu Jorge, o qual somente
; ouvira o lim da pbrase do irmo.
Meu lieos a raz.i.i de vivac como lodos.
Parece-meque niiuli.i maneira de \iver nAo
offeude .1 niiigoem.
N.io lie esia a que-lo ; de mais deve obede-
cer a leus pai!, e se Cuas maneiras nao ot olleuJem,
ao meos desgoitam-nos. l-'aze per cootrabir os lia-
abuso, e o governo sopremo he quem pode repri-
mir aos que oraraeltam taes avances ; bem certo
de que eu seria o primeiro em denunciar ao que se
allrresse a invocar o meu nome para Tazar 13o cri-
minosas ameacas.
1 Dos Retarde a V. S. por moitos anuos.Ma-
noel Oribe. 1
0 desmentida formal dado ueste oflicio pelo ge-
neral aos boatos que tanto haviam astuttado o go-
verno ; a declararan completa e solemne de quese-
ra o proprio general o primeiao em denunciar a
autoridade o que te attrevesse a invocar seo nome
para i|u :.- ier criminosas lenta tu.n de desordm ;
e ninda a segura.- que publicamente oflereceu de
acbar-se sempre', a*]a) para sustentar a mesma
autoridade contra os f rturoi ior.- da ordem ; na-
da, ao que parece, foi suflicienle para desvanecer
as apprehensoes do governo, e acalidti o pnico
de que mostrou etlar domioada. ja Ipelas medidas
extraordinarias determinadas pelo decreto que ci-
ma fica transcripto, ja pelo avis 100 nota a que se
refere a resposta do general.
E dizemus que nada foi bastante para aquietar o
governo, porque o apparafo bellico que desenvol-
veu no dia da eleicao atsim o fizia crer. Desde a
manhaa desse dia poz-se em movimeolo loda a for-
cadisponivel da capital. As rua erara inceasante-
meole cruzadas por palrulhasa (avallo e a p. Ca-
da om dos ponlosem qua se ach ivam as metas elei-
toraes tinha por escudo, de cada lado e 1 corla dis-
tancia, om piquete de cavallaria c urna guarda de
infantaria. E o chefe de polica 1 cavallo percorria
de continuo a cidade acompauhi do de um official
e de dous soldados crinados de e lormes hinca'.
Garantida astira a liberdade do voto, a eleigao cor-
reu serena, salvo um pequeo d aguisado, sem al-
cance na capital, e algumas cabe ;as quebradas as
immediaces desta, na villa de Pi iido. Como era de
esperar, o governo Iriumphou pi r grande maioria
nat tecee da cidade.
No dia immedialo ao da eleic,a 1, isto he, no 1. do
corrente, dirigi o presidente da repblica ao povo
a seguinte proclamaran :
11 CidadAosdo departamento da capital.A dmi-
in-ir ir 10 do 1. demarco acaba de dar-vos outra pro-
va solemne do seu respeito a' lei el as garantas cons-
titucionaes ; acaba de adquirir um novo titulo
vussa jostiea e a' vossa confiau^a I acaba de offere-
cer-vos urna prova mais do seu antate empenho em
conservar a paz e em radicar os bbnt principios, se-
uuindo estrictamente a suela tragada em meu pro-
gramma.
1 Conhecida lie de lodos a origem da opposicao
contra 1 candidatura do poVo e dofpresidenle da re-
poblica ; conhecidas sAo suai tendencias, e sem em-
bargo ot agentes dessa opposicao el seus adeptos go-
zaran) da liberdade a mais perfeilat, e di mais com-
plela seguranra para procurar o Iriompho de suas
listas em todas as seccoes do deparlamenlo.
Hiles nAo triurapharam ; o triumphn esta' da par-
te de quem devia estar, da parte da autoridade e das
instituicoes ; porem os opposiloret[nao foram veo-
cidos por nenhuma cnaci.'Ao, por nenhuma resisten-
cia indevida, e at a forca publica, a forjas do go-
verno, serviram para garanlir-lbes o livre exercicio
do sen direito. se he direito contrariar a aoloridade
constitucional, contrariar a causa da ordem e dos
principios, a verdadeira causa do povo, para favore-
cer prelencoes individaaes, e fazer reviver influen-
cias pessoaes do passado.
11 O (riumpho obtido no terreno tranquilla da lei
he lano mai glorioso, quanlo he o triumplio da opi-
niAo, e do vol espontaueo e livre do povo.
ic CidadAos que compoem a forca publica.Com-
porlasles-vos como dignos sustentadores da ordem, e
haveis correspondido ao detejo do povo e do nover-
no; haveis preeochido o vosso dever. qaa he o tim-
bre mais honroso do patriota republicano. O presi-
dente da repohlica contara' sempre com o vosso pa-
tnotisuio e a vosa lealdaile.
ii CoocidadAos que o acto augusto da soberana
popular que haveis exercido eja para bem da patria|!
tjabriei .Antonio Pereira.
Inuniph 11 o governo, he verdade, as secr;oesda
cidade, mas as do Migetele e L'niao foi completo
o Irimu lio que obteve o general. Triumpliara' tai-
vez o governo ainda em alzaos dos departamcutosdo
interior ; mas em oulros lem-se como certo qoe sald-
r' vencedora a chapa de Oribe !
Por notsa parle abslar-mis-hemos de Tazcr relle-
xes obre esse fa,cto e suas consequencias provaveis.
I ran-rreeremos aqui apenas o trecho de um artigo
do ii Comercio del Plata, Ique nao pode ser aver-
bado desuspeilo, pois que com todas as suas forjas,
e cora os poderosos recurso que Ihe dao o eu tlen-
lo e a sua illusracAo, lem nesla queslAo prolligido a
lulluencia de Oribe, collocando-se ao lado do go-
verno.
Depois de dar conta do resultado da eleicao as
diversa secces da cidade, diz :
k Fica pois dominante a influencia do governo
constitucional sobre aspretencat do oppoiilor. Ven-
ceu-se na balalba, porem o iuimigo fica em p.
ii Ignora-se anda o resultado daseleijes nos de-
partamentos da campanha ; e se he racioual soppor
que os elemento de que dipoe o oppotitor sigam a
mesma lei dos da Daifa e Megoelele, ser nicessa-
rio convir que a victoria obtida na capital vira' a
ser iieuirab-ada de cerlo modo pela derrota soffrida
em algans pontos da campanha.
Mciino depoit de pa.sada a elci;Ao continoarara
bualoi aterradores a assuslar o governo. Pelo menos
he o que se deduz do ollicio segoiole, que em dala de
2 do correle dirigi o chefe de polica ao ministro
respectivo :
< Sr. ministro.Repelidos avisos c por difierentcs
pessoas. dados a' aoloridade, de que honlem na villa
da LniAo se haviam notado grupos de homens sos-
peilot, em maior ou menor numero, cora armas ou
sem ellas ; que na cata habitada pelo lente l.lo-
pes, se encerravam al IV)homens armado, produ-
tiram por son propalarao um verdadeiro mal-estar
geral oa cidade, que manleveem agitacao durante a>
primeirat horas da imite urna parte de seos honrados
e pacficos habitantes.
Era ciii.io urna necestidade sentida por lodos
que a autoridade inquirisse de um mo.to indubitavel
o que esses dito encerravam de verdade.
O abaixo assignado dirigio-se ao Sr. coramissa-
rio da L'niao, e soube por elle, as 9 e meia horas da
uoite, que ludo qoanto com reanlo a' villa se havia
dilo careca de fundamento.
Mandou-sc tambem forja municipal a'casa ha-
bitada pelo Sr. I.lupes, e um momento depois eslava
ella de volla, porque era inexacto quanto se havia
dito. Encontrn--!' o Sr. I.lupes no quarto que oc-
eupa. acompanhado de duas ou tres pes>ai.
Para acabar de Iranquillisar os nimos, urna
parle do corpo municipal foi destacado em palru-
lha, que durante toda a noile percorreram a ci-
dade.
i' A noile passou tranquilla, porque nada liouve
para que essa tranquillidade fose alterada.
hitos de um hornera elegante. Teas vinle anuos, e
s o baro de Vedelle.
Pouco se me d de ser barao de Vedelle, disse
Jorge. Oh Jacqoes, nao comeces tambem a pre-
gar-me sermei ;al o prsenle nAo le liavias occo-
pado com isso, mas acora todos querem admoeslar-
me, at Vicente servindo-me cea boje fez-me ob-
ervaces acerca de... nAo sei de que pois nao dei-lhe
allencAo. Na verdade deveriam deixar-me um pouco
tranquillo.
Coitado, disse Jatqaes corasigo, he preciso ser
indulgente para com suas manas.
A conversacao paran alia. Os dons irmAos Iroca-
ram um aperlo de mo ; Jacquet entrou na bella e
elegante camera que oceupava junto da alcova do
pai ; Jorge subi a urna especie de celleiro grande,
onde dormia.
Preferir esse celleiro a urna cmara no primeiro
andar, porque fora-lbe concedida a permitso de
mobilia-lo edecora-lo ao seu ooslo. Esa sala pre-
parada segundo os caprichos de Jorge apresenlava
o aspecto mais eslraoho. Urna phantasa assas ex-
travagante ahi creara subdivisoes por meio de corti-
nas de lapecaria suspensas de varinha de ferro e
qoe podiam a vontade formar mudas camariuhas ou
dcixar o celleiro em toda a sua extensAo. Essas cor-
linas feitas com os anligos forros do pavimento ter-
reo, enlao sob | lavan trnelos, cacadas, c scenas da Etcriptura.
I Posto qoe ji empallidecidas, essa lapecarias eram
anda mui bellas claridadc do dia, e de" noite i loz
1 acallante de nina bugia pareciam tomar urna espe-
I ci de vida pliaulastica.
As plumas baloujavam sobre os rapaeeles dos ca-
valleiro-, us cavallos adianlavarc-se para o javali
que retistia aos cAes, a espada que Abrabam India
levantada sobre o filho alwiiava-ea levemente ; ca-
valleiros. -lacadores, e palnarrhas pareciam eutrcler
entre ti reanles mysleriota ; urna populado inlei-
ra desodlos ou de lesendas subilamenle" evocada
apparecia a vista, larga acha va tem do ida prazer
em viver entre estas sombras, poit de ordinario su-
ba para sen aposento mudo anles da hora do repou-
to, o mudas ve/es mAi o sorprender contemplan-
do o aemliljute de Rebecca ou da r.linba Iteitba.
Orela da mobilia era anda mais extravagante
do que at cortina. A' excepcAo de um leito mui
simples, urna cumraoda a algumas cadeiras uada do
Dos guarde a V. Exc. etc. Luiz de Herrera.
Por desencargo de consciencia emendemos dever
declarar que esle oflicio esta' fielmeule Iraduzido,
ate mesmo na parte em que diz que passoo-se a
noite tranquilla, porque nada hoove para que essa
tranquillidade fosse alterada.
Antes de deixar a questao eleiloral, cojos episo-
dios mais -alientes acabamos de narrar, diremos qoe
corre ha tres ou qualro diat o boato de qoe o gover-
no pretende mandar passaporle* 10 general Oribe
para sabir do territorio da repblica. Aasegora-se
mesmo que esle negocio ja' foi tratado e resolvido
em conselho de ministros, aguardaodo-tea apenas o
resultado final da eleijao para definitivamente lva-
lo a eifeiiu. NAo sabemos o grao de crdito qoe de-
va merecer semelhatil boato ; e aioda menos sabe-
mos quaes as verdadeiras intenees do governo : en-
tretanto os dous periodos de um artigo do Co-
mercio del Plata de hontem, que em seguida va-
mos transcrever, autorisam a supposicao de qoe, se
nao se fez ainda, alguma cousa deve com effailo fa-
zer-se no sentido indicado pelo boato a que nos re-
ferimos.
a He om fado palpavel, que o Iriompho as elei-
coes no departamento da capital nao purificara a at-
mospbera de duvidas e de inquielajes que pesam
sobre lodos ; a Iransacjes desappareceram, o eom-
mercio espera, o crdito e os capitn retiraram-se,
e ua 1 ha quem nao soffra por semelhanle situaran.
De certo que incidentes deste genero s3o insoppo'rta-
veis para qualquer sociedade.sem deixar de ser mor-
taes para a nosa, que tem por base de seu bem-es-
tar a per teda tranquillidade pohlica, e o deseuvol-
vimento normal de lodos es seus elementos. *
A victoria era necessaria, porm nAo he bastan-
te. A opioio illustrada e sensata nAo podia vacil-
lar entre o poder constituido e o pretndeme ; entre
os interesses geraes e os de orna individualidade.
Veoceo-se na qoeslAo eleiloral, porm nao se ven-
ceo definitivamente a iniluencia qoe motivou a Iota,
e que susleula o mal-estar prseme; para qae a vic-
toria seja froctifera he nece-iario que nSo 10 se ga-,
nhe a batalha, como tambem a causa. E esta, 110'
caso em que se acha a repblica, importa a salvado
de suas instiluiciaes, a couservajSo de-sua tratiquili-
dade interna, o desenvolvimenlo dos seos meios de
prosperidade e do seu bom crdito no exlerior. O
primeiro passo he moito, porm nao he ludo, e se
para chegar ao objecto he oecessario dar o segundo,
nao se romprehenderia qoe obstacolos podem ser au-
periores ao interesse da eommonidade, ao allianca-
mantu das instiluijes, e aos respeitos do poder.
E baila de leijts. Vejamos agora o que ha dig-
no da altenjAo dos leitores entre os apontamentos
qoe tomamos dude a sabida do vapor Sardegna
nu dia SU du passado.
Conforme eslava annunciado, e o noticiamos na
ollima carta, tiveram lugar no referido dia 21 as
honras fnebres tributadas ao general Artigas, de-
nominado o fondador da nacionahdade oriental.
A ceremonia religiosa, que foi celebrada ua igreja
malriz, lerminou a' meia hora depois do meio dia ;
e os restos do here, acoropaobados pelos ministros
de estado, por vario ofliciaes generaes, e por gran-
de numero de cidadaos, foram para o cemiterio pu-
blico, e ahi os encerraran) em orna ama. Segando
se ih-e en(3o, o presidente da repblica nao assis-
lio a' solemnidada por achar-se indisposlo desde al-
gons dias. Ao chegar o prestito fooebre ao cemite-
rio foram pronunciados varios discursos, primando
entre elles o do Sr. ministro do governo e relaees
exteriores. NAo os Irauscrevemos aqoi, porque re-
celamos semlbilisar os leitores.
Por decreto de 1 do mez lindo, foi reconhecido
encarregado de negocios interino da Prossia nesla
repblica, o Sr. Hermann Herbec Friedrick von
1 Hilirk. Foi este mesmo senhor que ha pouco, amo-
rmado pelo seu governo, celebrou um tratado de
amizade, navegacao e eommercio entre o reino da
I'nxsia e o Estado Oriental.
Segundo o annuncio qae em todas as folhas pu-
blicas lem foito diariamente publicar o agente da
companhia Brasileira de Paquete- a Vapor, parece
Tora de duvida que as viagens dot mesmos paquetes
para esle porto comecarAo defioitivameule a datar
do dia S du corrente. Com esse aonuncio poblicou
tambem o referido agente a tabella do* precos das
pasiagens e dos feles. Pedimos venia a' companhia
para ufTerecer-lhe duasobiervaces acerca dessa la-
bella.
A primeira he que o preso de 1505 laxado para a
passagem do Rio de Jaueiro a Montevideo e vice-
versa afugentara' a concurrencia, visto qoe o paque-
te inglez e o sardo, qoe alias nAo sujeitam os passa-
geiros as escalas forradas de Santa Cathanoa, e prin-
cipalmente do Rio Grande, coja barra he, como se.
sabe, perigosa, exigem o piimeiro f0 palaces, ou
11JSJUU, e o segando anda menos.
A oolra observado he qoe o prazo de 30 horas li-
xado para a demora do paquete neste porlo, nos pa-
rece demasiado curio, e sera' com effeito muitas ve-
zas materialmente insufficienfe, como a experiencia
dentro em pouco lempo demonstrara'.
Qoanto ao mais npplaudimos sinceramente a rea-
liaaeSe deste melhoiamento de reciproco inleresse
entre o imperio e o Estado Oriental; e he com pra-
zer qoe copiamos aqu o que a semelhante respeito
diste o 11 Comercio del Piala a em seo numero de
-* do passado.
A mstaliar.io deste- novos meios de transporte
e de comraumcacAo, demonstra que os nossos ricos
vzinhos do imperio do Brasil pensara ja' oa explora-
cAo deste mercado como vinculo que deve estrellar
a amizade e as relacues reciprocas. A paz e a boa
marcha do governo de marro dolaram o paiz deste
novo elemento de prosperidade mercantil, e nao se-
ra' est ran ho que esle primeiro ensaio seja precursor
de outras especulares em maior escala ; neste sen-
tido nAo podemos deixar de indicar os males qoe tu-
na ao eommercio nacional a mais leve a Iterar,! o da
ordem de que se goza. Ella he a base sobre que se
tem Tormado lodos os clcalos, porque o eommercio
foge da insegoridade e dos conflictos interiores dos
povos, como o viajante foge dos bosques qoe hospe-
dan) aos que vivem da fortuna alheia.
* A economa as passageus e dos freles das mer-
cadorias. o bom Iralamento, e a pontualidade as
sabidas dos portos, darAo a estes vapores ama prefe-
rencia notavel sobre a linha de Souihampton, qoe
at hoje leve o monopolio destas viagens. O eom-
mercio e a industria, elementos inesgotaveis da ri-
queza publica, nAo podem deixar de ganhar com es-
ta nova acquisiefio, que, como melhora do queja'
possuimos, merece nostos sinceros applautos.
O governo da Confederado Argentina, como no-
ticiamos aos leitores Da nossa caria de 4 de janeiro
deste anno, expedio pelo ministerio do interior urna
circular aos governadores das respectivas provincias,
na qual, commonicarido-llies a re-ulurao qoe toma-
ra de chamar a concurso todas as intelligencias para
apresenlacao de orna Memoria sobre a venda de
Ierras publica, e o mclhor --tenia de provocar a e-
migrajao, Ihes recommcadava outroiim o emprego
quepicha va-se nessa lagar poda aspirar a ser dcsig-
uado pela palavra motel. Via-se em nm canto um
cravo velho, antigs delicias de algoana av dos La
Pioede, e sem duvida lancado do celleiro desde nm
numer de aooos assaz respeilavel. Jorge beodo aca-
bado de arrancar-lhe as cordas, e tervindo-se da
caixa como de um receptculo qualquer, a eochera
de conchinhas apanhadas ne beira do mar, de plan-
tas scense d pedrinhas. Diante das janellas min-
ias taboas postas sobre cavalleles e cobertas de pe-
daros de alcatifas velhas serviam de mesas, e sos-
1 e u la mm nm uamero enorme de livros laura Jos con-
fusamente, no meio dos quaes o velho Vicente nAo
podia inlroluzir nenhuma ordem. cima dessa bi-
bliotheca em revolujAo eslendia-se o ramo da aca-
cia du terrajo. Jorge oppuzera-se a qoe elle fosse
cortado,comete houvesse comprehendido a anlilhose
harmoniosa ., raziara assim esses livros vellios e
esias flores frescas, svmbolos de duas cousas eterna-
mente jovens : a natureza e o espirito humano.
Em fim um cavallcte, urna rabeca, papeles com de-
zenhos e eslampas complelavam essa mobilia ex-
traordinaria.
Todo isso podia annunciir a habitarn de um
doudo, de um menino ou de om artista. Como o
livros estavam rubedos de poeira, o cavalletc vaiio,
a rabera sem cordas e os desenlies espalbados, um
observador devia julgar ns primeiras sopposijoes
mais provaveis do que a ultima.
Foi nesse aposento que assemelliava-se ao mesmo
I lempo a bibliotheca e a utlicma, que Jorge fechoo-
I se depois de ter deixado o pai.
Dma hora depois pela meia noile, quando apagi-
ram-se ludas as luzes no raslello, elle abri bran-
I 1 eni" a porta, desceu de leve a e-rada do segun-
do andar, parou um momento no p llamar do pri-
meiro. escolando com attenjao se nenhum rnroor
ouvia-se nat cmara; depois continuou a ;descer
como Iranquillisado pelo silencio profundo que rei-
na.1 na rasa. Chegaudo embaixo enlrou no alan,
prueurnu as apalpadellat seu barrete de caca que Ji-
cara tohre o sof' ; voltando ao vestbulo abri rom
preraur.lo a polla principal, rnelleu a chave no bulto
e em dous pastos gauhou a ra de oliveiras. Caui-
nhou rpidamente ale o porlAo, o qnal Abri, e fa-
Inndn ile l.a l'inede toinou nina vereda alravez dos
busques qua de-cia na direceao do mar.
('C'o/ifi/iiiUr.'-nH.J
MUTILALXr


de lodosos meios par* que os liomens inleiligeiilos
M loleritsistem na< alias vistas que o coverno se
propunha realisar com (empinantes Irabslhos.
Kespundendo agora a este appello, o coronel de
engendeiro! I). Jos alaria Keyet, commissario por
parle dula repblica para de.nnrcnrao dos limites
com o imperio, acaba de dirieir uo governo da con-
federarlo um intertssnnle Irabalhn sobre os dous im-
portantes ramos mencionados. Sentimos que a ex-
ii-n-.i.i deste Irabalho nao nos permita rcpiodu/i-io
aqu ; mas minio recommendamos a sua loilura e
esludo qoelles que, como mis, enlendem que a to-
lueno de qualquer desseidous difliceis problemas he
lamben) ama das irais urgentes necessidades do
Brasil.
Decid lmenle he preciso rernnhecer qoe Er'ilo an-
da arrufado com o poi lo e cidade de Montevideo.
l>epois do lerriel furacilo do da i do pastado ja' li-
veroot man d..i... O priiueiro, no dia i. eslemleu
a sua alcadt destruidoraIerra-manque. l"m bule
de pescadores que viuhade tora Com dirercao ao por-
to \irou-e ein freole da ponle de S. Jos. Dos seis
liomens que .. Iripolavam dous inorreran tingados.
ilo ou nove embarcar,,,., de cabolaueni foran a-
liradas a praia da aguada pelo impelo rio toiacao ;
eobriguebremn.se,. fala, aarrebeoladas as ainar-
r"> wrroo sobre a barca norle-americana Sarah
A. Nickleson, .. quebr>ndo-lhe o gurups e fazen-
do-lhe a popa eni pelar,...
Na cidade algn* ediliejoa o ledos de niadeira
oaram ; c mi chcaras dos airabaldes inmlas ar-
vores deram, aaaim como a frucla m geral. que,
por consequencia, este anoo ser escassa. Ein com-
peusacao porem os trigos ganharam muilo com as
chavas, e a alegra doa labradores prognostica urna
rolheila feliz e abundante. Assim sao os colisas des-
le mundo : emquanlo uut choran,, oulros rieio .'
O segundo luracao leve lugtr nu dia 2 do corren-
I as 2 horas e meia da larde. Dos estragos causa-
dos por esle o que uo couslt he que foi arrojada a
praia do Arroio Secco a barca franceza Amiral
1 leville e virou se um bole da barca franceza .i Co-
rllas .. que regressava de Ierra para bordo. A Iri-
pulacao redmeme foi salva por ama laucha do bri-
goe iie guerra Enlreprenanl. u
A proposito de si.ustros mentimos devenios necres-
eeolar que na madrugada do da 2H em Punas de
legua cosa do Serr! a escuna brasileira n /.elusa,
que vinh de Iluenos-Avres cora deslino ao Kio d
Janeiro. .
Foi era demora soccortida por escalere da divi-
f" 22! ? "uPeno- <" tepoit de algumas horas
de trabadlo, conseguirn) por o navio a nado -ein
que suflresse avaria.
O tnuivsriaiio natalicio de S. II. o Imperador
no da 2 do crreme fui aqu soleimiisado na forma
do eslxlo. As embarcarues de guerra brasileias e
a estrangeiras surtas no porlo embtndeiraram e de-
ro as salvas do cosime, no que foram acoropanha-
dat pelo forte de S. Ji.se em Ierra.
N legado imperial, alm dos respectivos empre-
gados, e do cnsul geral, compareceram varios bra-
sileros, entre os quaet se uolava o Sr. barau de
Man.
Por aossa parte, saudando com sincero enlhusias-
roo esse da festivo, elvame- ao eco erdenles votos
pela eonservacao da vida preciosa do monarcha ma-
gnnimo illu.Irado a virtuoso, sobre que descanca a
protpendade ea grandeza do imperio de Sania
t.ru/ !
Feramet agora a coslumada viagtm pelas rep-
blicas vizinhas a ver o que ha de novo.
No Estado de Buenos- A\ res gozase de perfeila
traoqaillidade. Todava urna parle da imprenta
leu) all chegado a lal licenct, que em arias fami-
lias e nao poocos iudividuos occasiouava seiios des-
goslos.
. .Kl c*n,P*,,nl nenhuma oceurrencia nolavtl havia
(ido lagar. No da 17 chegaram a capital, envia-
dos do Azul, 17 dos soldados da legiao agrcola que
tomaran! parle no assassinalo do coronel Olevieri, e
entre elles o sargento que foi roudemnado a morle,
e o qne disnarou ot dous primeiros lirus sobra o seu
coronal, roraaa lodos recolhidos a cadeia pu-
blica. '
De S. Nicolao aonunciavam ler all chegado, emi-
tidos de Sania F. o coronel Cardosn, I. Nicario
Urono, Collen, os llurraspes, J). J. M. Echagui e
cairos Sanlafecinos. Parece que o estado daquella
provincia da confederarlo era mao. Diza-seque a
l.opatoblevadaem Santa K tinha-se dirigido ao
deserto em numero de 80 liomens ; que o Dr. Le-
goi, ministro do governo de l.opet, havia passado
orna nota multo vilenla o governo nacional contra
o procedimeulo do ministro Derqui ; e que em enn-
sequencia dalo, o presidente general Urquiza man-
dara o commandanle fraga ein comraissao a Sania
A Ordem do lluenos-Ajres do dia 2.1 refere o se-
grale crime :
i Da filho, ausente largos anuos da casa paterna
lorna a ella tem dar-se a conhecer, para preparar a
seus pait ama grata >orpreza, depoii de haver-se pa-
ra uso entendido com urna irma., que viva em ou-
Ira parte.
Ot pais obtervaiD que o hospede tratia joias de
vslor e dinheiro, e retolvem d.r a morle an recem-
cnegado. A irrna comparece no dia teguiule e
pergunla pelo hospe 'e. Negam seus pais liaver re-
cebido alguem. Mas ella, descobrindo algumas
prendas do irmao, exclama : cerno ludo aquillo
ha de meu irmo !
Ot miseraveis hnviam atsassinado
lilho : O fado leve lugar em Ajo.
Pelo que loca a Confederado Argentina sAo defli-
luidat de importancia as noticias que colhemoi.
O governo de Sania F6 deu libtrdade aos presot
polticos daquella cidade.
Segundo diz o peridico Confederacin tob a
epigrapheEmigrantes armados,-- o brigne San-
to Antonio i. sabio de Plvmouih a Ti de Miembro
com destino ao Rosario, conduzindo .00 Mallezes
dos que servirain ua guerra da Crimea. A pa>sagem
deslcs colonos he paga pelo govroo inglez, e o con-
Iralo foi celebrado com o Sr. Buscheolall. Outro
navio devia partir brevemente do luesmo poni com
igual numero de emigrantes da mesma condicao.
U vapor Paran, destinado a einlnrarno do
rio Salado, ebegou a II ao Rosario, e cuntiuuou
, lepara o Paran'. Cnndazioa reboqoe aguas ci-
ma dous navios de calado, o que atiesta a forca de
sua machina.
Continoavam com aclividade os trabalhos da pon-
le rio Rotarlo. r
A provincia de Corrientes licava Iranqoilla. O
congretto provinciel linha approv.do as conlas aprt-
seiitadas pelo^overno relativa! aos gastos da admi-
nistrado.
Ai dalas do Paran' alcanram a 27 do penado. O
governo, em allciico a aclividade com que l). Es-
levan Kains ditpoz of elementoi nece.sarios para
empreneuder a navegacSo do Salado, resolveu que
So se conlem oo lempo dos 11 annot que deve du-
rar o privilegio que oblnvc ot vitgci.s de eiploracao
que faca pelo Salido nos vapores de ua emprezi ate
. rio oulobro de 1807.
Tinha tido aceita a propotta para comtrnccao
de un a ponle no rio liualeguaichu' e em Cena.
.. o ivaciDiial Argentino publica urna nota do
governo de Sania Pe, annunciaudo ao da confede-
rarlo que havia enviado urna forja de proteccao a
expedicao eiploradora do rio Juramento, qoe, se-
gundo aviso do gove.nador de Santiago, devia s.h.r
daquella provinch em 10 de novembr.
Ptjrt t**if peridico que o Sr. Cerruti.encar-
.eadodenegoa.o.da Sardenha, recebera ordem do
sen governo pan residir no P.rann.
Etlavam dohnilivamente concluidos no Rosario
os.,u^r""J", "'"vos a empreza de carros do
hr. GordiHu. A commiao directora licoa compot-
U do. srt. I). Mano.1 Jj. |.e8,a, D. Maooel de la
Lastra, e D. tclit de'la Pen.
Segando refere um peridico daquella provincia,
eranni encontr qa. tiveram atforct. do governo com
o> nidio, do norte, foram este, batid... e perseguidos
pela, mesmas lorcas em poder das quaes licou qu.n-
lo elles haviam timbado. H
Jlllr'AeTjU""",.-eosie d0 overno de Tucu-
*y ?*?* "minislracao imporla um pro-
gramma e que lem por base o respeilo aos princi-
pios declarados pelo cdigo nacional.
~1 if'H 8 P"W d0 Wfanholo tinha-se der-
ramado por lodo o territorio da repblica. Peliz-
inenle porem puderAo stlvar-se os Irabalhos agr-
colas ,, pelo esforcodos lovradores, ja porque toT-
iiou d. novo a brotar grande pal le da sement de-
vorada pelo ternvel niseclo.
A folha oflicial Semanario. conlrttando o ,-Cora-
mercinade Corrtenlet.qee innunciou um eiilo des-
graca-lo da mjstao do Sr. Eizagoirre no Paragey,
du qu. o bisrft diocesano da repblica recebe?con
alio apreco a missao pontificia, c declarou o com-
mi-sionaiio que nao podia aceitar-sc o obj.clo de
que eslava encar.egado ate que melhorasse. i as cir-
cumtttncias.
Ha mesma rolda se 10 qne ltimamente lem sido
all impostas mullas forlc. por conlrabaudos. Iru
commercianle correntino, qoe davia introduiido oi-
Z2S2?l ''ruado a p.,g,r mil pataco*. Um
iZSSH .'a"u fl ""Pe'' pagar quindenio.
palacOes ;e do,.s oulros correctores, tambem ilalia-
72LU2 0"ic,i" quc """""" om medidas
ISSSSS.""',or,,ar mais d,r,cil pra,,;a do
rtSTeLTl', a ""Sem do presidente Copes
gera'l e.IrTri d" d" ,,ov""" o congresso
Essedocunicnlo, qe nao (ranscreven.ns aqu por
^m^,n.,.,;,',,t'",0 rCU<"-se e.clusivameiMe em
fundamentar a .ego.n.e nl,jec.... apreseiila.o por S.
uTr^SUT: q0C """ '*" ""ver,,!1, cm
. O congresso geral extraordinario convocad cu.
de I81, saneriona com forja de lei :
e..'l Hrl; !"a" ro,nSreT ?'1 ">mpor-.eda de
eem depulados, devendo ser e.dadaos revestidos, d,s
comlico-s de propriedade, prohidade, boa remuelo
reconhecido patriotismo, gozo de lodot os dlreiioi
cins, e urna rapacidade regular.
Art. 2. ii cidadAoa eleJlern, e os cle"ivcis
lera., a. quaiid.des especilicadas no anterior" arli-
i Arl. 3. O governo dirigir orna circular para a
rlejiru ,i,. rlepulailos, rom drsigiia.ao do nuineri.
pie mnesponria a cada dnlriclo, e "do dia cm que
Vvain leunir-se i,a ala dds se-ses. ,\ jimia- e-
.eilorae,,,!;!,. convocadas a presididas lias villas pe-
lo romman tanles mililares, ,. .,. povuacoes p..|
ciiefes de milicia. as eteiroei lerlo lugar plunlida-
* v"10' : acia, serio formadas pHot (leilore
eeleitot, e eu.iarao rigii...es ao ministerio do
governo, dman lose copias authenlica-: nos archi-
vo, re cada districtu.
sen proprio
Commiinique-se ao poder executivo.
Arl. i. Sern admillidns a candidatura da pre-
tidencia desde a idade de :hi annot, o. cidadAos de
todos o. loros capazos de preilll esse imporl.ule ser-
vico a repblica.
Art. ,'.. lucumbu-sa ao poder eieeallvn nacio-
nal a rlesiguacao, emprego reservado, e posto de
um nodo solemne e aullienticn em nina reparlicio
publica, da peMoa que liajs de ejercer a vice-prc.i-
leuela da rtpulilics nos casos previstos uo arl. ."> do
til. 4.- da la do 13 de atareo de 1841.
Arl. (i. As disposiedes coulranas a esta lei licam
sem elTeilu.
o Arl. 7.
Sala das scsses, ele. Seguem a. a-sigiialura8.)
Coiiliecern tem deuda ot leitorn e inolivo real e
nico de todas olas reformas. U lilho do pre.iden-
te Lpez tem apenas 110 anuos de idade, e lia o can-
didato designado, para oceupar a cadeita da piesi-
deucia.
No iiirsiDooSeinauariui. onde le.uos a inrn-agcn
qa levou a pre.enea do rongrett Bllriordinitio .-
le prnjeclo.eucoiiiiamot lamben) o tratado .le tarta-
da, coinmrrcio e naveaaeao celebrado ci.lre a rep-
blica e us Eslados-Cnido- A respeilo deiia lralidtf,que adre os navio* ooi-
le-aniea.cauos a DaiegaeSa alo A'snmpeao, capital
da repblica, e a dirella .lo Paran desde unde Co-
rcea dominio da mesma repblica ale a villa da
Encaroacao, diz a folda flicial do presideute Lpez
o seguinle.
Esle tratado foi ratifleado pelo governo da re-
pnblica em 12 de marco de 1853, a o publicamos
agora que chegou no vapor oriental uKie Uruguay
o Sr. I). Iticanlu Pltlpalrreh, inluriiado pelo Eun.
presidente di Estados-Unidos para verificar a troca
da sua aaiilicaeao ao referido tratado.
rraiisniltiiiios esta noticia aos uos,os concida
llada para resolve. as quesles pendentes das quinas
do governo da repblica sobre as iiHudilas e escou-
dalo-a tropelias e tropelas e hostilidades que pra-
ticaram os coininaiidautes do ., Water-Wilcn, na-
vio de guerra dos Estados-Unidos ; e para saber se
o governo da (Juila quer mesclar se na quicliolesca
reclamara.i do Norte Americano D.Edaarrio A.llep-
.Hit, sobre unliiu-, de pesre que peina embolsar po-
los escaudalos, violencia. desafoios que pralicou
ueste paiz, al que ultiiuaioeui'' dio ila repblica
eom seus consocios, com .jj*- ..es que pedirain,
abaudouando os pouxsssrfhter.esesde sua compauliia,
sujeilot a ilivjd>.ln drzmil pesos que ao juro auau-
al de seis ;,ir cenlo receben ilupkins do tdesouro
nacional, em nome e com a responsabilidade de.sa
compandia, na aeCatiae em que lijo aedava quein
ihe liasse sequer om peso paia pagar as dividas de
prazo vencido, que dolosamente davia ciiilradido,
no que o governo da repblica moslrou soa anuale
ao governo uorte-americuiio, salvando a donra do
seo cnsul nesta cidade.
o Se nao >e esolvein eslas quesles cora o deco-
ro que corresponde a diguidade da repblica, e ani-
da se quena deiva-las pendentes, nao sabemos que
pioveilo possa Irnzer-noso tratad.
Lslas palavras, que porieui considcrar-se como
prolerida- pelo propno presidente do Paraguav, dei-
>am ver ciaiameule que por ora a imitada mure a-
quella repblica ea dos EsladorLnidos he seme-
llianle a do cao com o galo.
Como prometientes aos leilores dar-ldes condeci-
menlo do regulamento policial e fiscal da navega-
Cao do rio Paraguay desJe AssumprAu al a provin-
cia de Malo-Grosso, ah vai Irazido o mesmo regula-
menlo e mais as inslrucces espedidas pelo governo
da repblica ao coinmaudaiile da policii lluvial de
Tres-Boceas .
I-uos etquecendo mencionar que o vapor de
guerra brasileiro Maracauta; piiineiio que lem
de fazer a viagem a Malo-Cro-so pelo Paraguav,
seguio para o leu desliuo no da 2(i do passado. Al
ultima, noticias do Paran ceildcain que o Slara-
canaA alli chtgara seiu uovidade. lieos queira que
as multiplicadas engencias do uovitsimo regulamen-
to paraguayo nao Ihe emdarguem ou esiorvun o
pas.
I'WB Di PEUBlUCO OUiRTI f.lll U g| nEZUlRO fit issi
AS CONSTlTUigOESNAPOUl a> AS.
O rei de Capoles hita neste momento contra
duas dilliculdades que so prendera ese aggravam ro-
ciprocamente por sua propria connt.xao. A par
das potencias occidentaes, que llie pedem, no inte-
resse do repouso da Europa c da ludia, que go-
verno menos arbitraria e maisjusiainente, recla-
maiii-llio os seus povos gaianlias, .[ue ello llie.
prometiera por umita, vezes, ou algumas vetes con-
ceder hoje para retirar amanhaa. Recaia esla
falta no soberano ou nos subditos, nao ho o que
agora imporla indagar. A questo be mais pro-
funda. Enisie urna lula .urda ou violenta, mas
cerlatnente envenenada, enlre um soberano e a na-
cao que Ihe he submetiida. Duas grandes poten-
cias estrangeiras complicara esta lula por una es-
pecie de intervencao exterior, cujos resultados se-
riam duvidosos lodos os respetos, se ella nao se
liinitasse, como faz, benvolos consellios para
ambos os partidos. .Nao obstante a linguageru de-
senfrenada daimprensa tngleza, tudo ate aqui in-
duz a erar que esta questo de intorvencio, que se
prende lao grandes inleresses e principios lio
essenciaes, nochegar a ser estabelectda. Po-
rem a questo interior subsiste integralmente.
Quando o rei de aples liouver posto a indepen-
dencia de seu governo o a disnidade de sua cora,
ao abrigo de qualquer questo exterior e Ilegitima,
como resolver esta questo interna que o opprime,
como satisfar seus subditos"; Tal be, em cssen-
cia, a nica veidadeira questo que ofJerecern os
negocios de aples, c que oceupam boje a opi-
nio.
Esputemos algures, um resumo das instituicoes
polticas e administrativas do reino das ua3 Sici-
lias, e om rpido summario de sua historia. Vi-
mos que, contestado em todas as pocas, em 1812,
em f 820, como em 1848, e presentemente o poder
absoluto do rei de aples, foi muitas vezes mo-
diOcado por constituices ephemeras, de que a ul-
tima, a de 10 de Janeiro de i8i8, nunca foi abo-
lida, mas ficou somante suspensa desde 1840.
He o reslabelecimento desla constituicao que llie
pede hoje a parle moderada de seus subditos, a
grande maioria da naco que nao quer a licenca
nem o arbitrario em leu governo. He esta cons-
tituicao que queremos dar conhecer. Esludo in-
leressanie por mais de um titulo, bem que a op't-
nio nao seja mais lo favoravel, como oulr'ora as
constiluicoes representativas, interessanle para nos
principalmente, porque o governo representativo
foi mais urna imporlaco (ranean para este bullo
reino de .aples ede Sicilia, que, se a constitu-
cao de 10 de Janeiro de 1848 fez vigorar de novo,
dever assim a Franca sua constituicao poltica,
comoj Ihe deve suasinstiiuicesadministraiivas e
judiciarias, obras duraveis dos epbemeros governos
d'orgem franceza que o regeram lia cincoenta
annos.
He preciso em primeiro lugar notar cuidadosa-
mente a dala desta constituicao, porque ella respon-
de um erro histrico que imporla raclificar, por-
que be muito acreditado na Europa. Attribue-se
geralmente revolucao franceza do 24 de fevereiio,
a origera de todas as siiblevajoas que arrebenla-
ram, em 1848, em todos os pontos da Europa.
He um erro profundo, principalmente pelo que res-
peto Italia. Desde 1847, lodos os estados da
Italia, para so fallar delles, ardiaru nesta febre re-
volucionaria que lomara necessarias estas grandes
transaeces polticas entre os governos e os povos,
que bouveram bom exilo nos estados sardos e mo
successo em lodos os oulros. Em Roma, omo-
lu-proprio de 11 de junho de 1817, que inlro-
duza no governo pontifical o elemento leigo e as
atiribuicoes quasi-legslativas da consulla, era o
preludio da constituicao liberal de 14 de mangada
1848. A constituicao oulorgada Florenca pe-
lo gro-duqnede Toscana, data de 15 de fevereiro,
e havia sido precedida, um mez antes, por um ac-
to soberano que Ihe estabelecia as bases. Final-
mente a consiituico napolitana, proclamada a II
de fevereiro, fra geralmente precedida do decrelo
orgnico da 20 de Janeiro, que fixava os princi-
pios essenciaes. Todas eslas conslituicoes, at o
estatuto fundamental do reino da Sardenha, che-
gado por ultimo (a 4 de marco,) e que foi o ni-
co que sobreviven tainas agitarles, haviam sido
preparadas muilo lempo antes, A revolucao de 24
de fevereiro, foi pois, eslranha iodos eslas actos
que a precedern). Ella foi um accidente, talvez
inesperado para seus autores, e nao a primara raa-
nifesiacao de um sistema inleiro. De ledas eslas
revolucoes polticas que so produziam no lim de
1847 e nocomecode 1848"cm lodos os pomos da
Europa, sob o imperio nao se sabe de que influen-
cia providencial, ella foi indubilavelinente a mais
repentina, a mais imprevista, como a maisjisolada.
Ella foi estranda i sua origem e Suas causas. Ella
so leve efTeito por seus resultados, a a historia ico-
parcial dir se este cffelo foi propicio ou funesto.
Quanlo coottituioao napolitana, como a constitu
rao toscana de 15 de fevereiro, ao eslatulo sardo de
4 de marro, e ao estatuto ponlfiic.il de 14 de mar-
ro de 1848, procede directamente, como vamos
vc-lodas antigs cartas francezasdo 1814 e 1830,
que ella melhora al, romo dissemos. em mu i tos
pontos essenciaes.
Recordamo-nos qna] era o amigo estado polti-
co da mooaithia das Duaa-Sieiliaa, tal como o res-
labeleceram os actos de 1S16. O artigo 104 da
acto final do congresso de Vienna, hara estatuido
a base da reunio das Duas-Sicilias, sob o impe-
rio da antiga dytnnaslia hespanhola. O aclo real
de 12 de deteinbrode IHlUcoinplelra esta reu-
nio wboHUieSea que inaniinham urna distincro
mu pronunciada, sob o aspecto admini-lialivo,
enlre as duas grandes partes do reino. Actos or-
gnicos posteriores haviam desenvolvido e applica-
doesta distincro, de tal sorle, que no camero de
1848, o poder absoluto do rei de aples, gover-
nava com a assislencia d'uin conseldo de estado,
d'um consellio de ministros, e .fuma consulta geral
do reino para lodo o oslado, d'uina consulta espe-
cial para cada un de seus dous grupos de estados,
quem e alm do pharl, rom urna aJininistraco
distiucta, um tribunal supremo de.jusliga e uina
relaco sepaiaJa para cada urna dasiluas partes de
sua monarcliia. Lina miscelUoeaanlipalbiea as
populares havia-se inliodnzido pouco a pouco em
sua ailniiuisirai;o, e foi este o abuso que o rei
I procurou em priineito lugar prevenir pur seus de-
cretos de 18 de Janeiro de 18iS, que, aperfei-
Coando a organisacao das consullas, e dando-Ibes
allribuicoes quasi legislativas, conlirmaram a inde-
pendencia reciproca, administrativa ejudiciaria, de
aples e da Sicilia. Mas lornou-se logo eviden-
te, que nao baslavam mais eslas reformas, e o de-
crelo orgnico de 20 de Janeiro estabelecou as ba-
ses da consiiluiro definitiva, que Fernando, alen-
do ouvido o voto geral de seus subditos para ler
garantas e insiituices conformes cvilisaco ac-
tual, .iimiii.il a firme vontade de concedei-lhes.
Bita consiiluiro devia ser dada dentro em dez
dias. Ella foi, com effeilo, assignada em ap-
les a 10, o promulgada a 11 de fevereiro de 1S48.
Eis-aqui a organUaro que ella deu ao reino e a
analyse summaria de suas disposu;es. .
O prembulo eslabelece ao mesmo lempo o voto
unnime dos povos do reino para oblcr una consti-
tuicao conforme as necessidades da peca, a o ca-
rcter de concessao real, expontanea e plenamente
voluntaria desla constiluico que Fernando colloca
sob a salva-guarda de Heos, juiz, diz elle, da pu-
reza de suas intonc'.es, da franqueza e lealdade
com que esl resolvido a entrar ueste novo meio de
ordem poltico, e de nella manter-se irrevogavel-
mente. Segue-se o acto, dividido em oito captu-
los e oiicnia o nove artigos, cujas disposicoes prin-
cipaes mencionaremos.
Esta constituicao manim a antiga lei monarchi-
ca do reino e os estatutos anteriores que estabele-
cem a ordem de suaessao i cor.ia, c regulara quan-
to periencea familia real conforme o acto solemne
de Carlos III, de 6 de outuhro de 1759, (art.
70) ; porm, o reino das Duas-Sicilias ser regi-
do para o futuro por urna monarcliia temperada,
hereditaria e constitucional-representativa, (arl.
1.) O poder executivo pertencer exclusivamente
ao rei, (art. 5,) O poder legislativo ser exerci
do em comrau.i) pelo rei e um parlamento nacional
composto de duas cmaras, a cmara dos pares e
a cmara dos deputados, (an. 4.) A iniciativa
das leis ponencia aos tres merabros do poder legis-
lativo, (art. 0.) ; sua inierpretaco ao poder le-
gislativo reunido, (art. 7) ; sua a'pplicaco a urna
ordem judiciaria independonie, (art. 8) ;" o impos-
to, al o mnnicipal, nao poderia ser percebido se-
no em virtude d"uma lei. O budget ser votado
e as comas verificadas animalmente pelas cmaras,
(art. 14, 17.) Tal he a primeira serie das dispo-
sicf.es geraes da consiiluiro de 10 de fevereiro. A
segunda proclama os direilos geraes dos cidados :
a igualdade de todos pranla a lei, (art. 22), e
igual admisso aos cargos pblicos, vart. 231; a
inviolabilidade da liberdade individual, art 24),
garantida pela jurisdieco propria, (art. 35 ; a
inviolabilidade da liberdade privada, tari. 26 ; a
da propriedade litieraria, art. 27, ; a inviolabili-
dade do domicilio, art. 28 ; da correspondencia
particular, arl. 20 : o dirclo de pelico (art.
20; ; a liberdade da mprensa, ;art. 30) todas as
liberdades, em urna palavra, garantidas pelas
conslituices mais libsraes, exceptuando, todava,
a liberdade dos cultos, sendo a religiao catliolica
apostlica romana, a nica e exclusiva religiao do
estado, art. 3.; Taes sao, com urna dlsposicao
particular, e particularmente notavel, que interdiz
as tropas estrangeiras, ;art. 10 ; oceupar ou atra-
vessar o territorio sem urna lei explcita, as dis-
posicoes geraes desta constituicao.
Os tro* seguimos captulos regulara a organisar.'o
a as altribuicoes do poder legislativo. O primeiro
proclama a igualdade das duas cmaras legislativas
32) j a inviolabelidade de seus inembros
feilos ao sysuma de nossas cortas constiiucionaes.
Augmentando a vilalidado e a autoridaale das duas
camaias.ellasamesiiullilicavan do que exuvam
os temores do antagonismo e, em lodos os casos,
davam ao pnder'real um ponto de apoio solido con-
tra lodosos peiigos. ,V Sardenha,cu jo estatuto fun-
ilameiilal de 4 de marco de 1848 admilte, bem
que era menor grao, os mesmos principios, acha-se
com elle maravillosamente:
Havia-se previsto que a rmistitucao de 10 de
Janeiro enconlriria obstculos na Sicilia co art. 87
estatuir que afumas panes desla constiluico po-
deriaraser molificadas para os estados alera do
pharol, segundi as necessidades e condices particu-
lares de suis pjpuiaces. A lei de II de dezembro
de 1811 couciliara os amigos dos Sicilianos com o
principio de uudade poltica, que em virtude dos
tratados de Vicua,devia reger os dous reinos. As
ordenaees de 18'de Janeiro de 1848 haviam confir
mado a iiideperdncia reciproca de aples e da Si-
cihasob oaspecio administrativo judiciario.A Sici-
lia seropra resiajra subsiiiuico de seus antigoscos-
luraes feudacs lelo cdigo Napoleo e pelas tradic-
CMS da adminsiraco franceza em grande parto
conservadas em aples. A Sicilia recusDu reconhe-
cer a constituio de 10 de Janeiro, e sua violenta
resistencia, cuos pormenores sao estranhos a nosso
assiimpto, chejou al a guerra e rompimento.
passu que nao foi periniltido levanlar-se smenle
dous palmot as paredes de urna oolra esa da mesma
ra ; inlu lia que eslrauliar, porque fui juslic. |s-
cahsadora.
.No becco da Lingoela reunr-se uina sucia de
vadlos, na casa quo *e ditliDgae por urna l.andcira
de ralalhu de dula de cuderla, deverlindu-se lal su-
cia em Birigir injarioMM gr.eejot a quem pana, e
com eapecialidade a quem nao uasceu ua Ht-
tranju.
.No domingo se fez a fesla da Sendora da Sole-
dade, e aprzar do lempo ameac,ar eduva, foi ella
daslante concurrida. A larde o povo apinhoo-se no
lugar onde os cav-lleiros da laboa redonda deviim
escaramuzar os seus giueles, islo de, torrar as cava-
Iludas. E diga..... que si o celebre tallecido pica-
dor alvao anda vinote, nuda de(a vez que arre-
benlar de riso o hucho ; e o qne he cerlo he, qu.
niuiuem perdeu seu lempo por L nSu ter ido :
cavaldadas as,im nunca vimot Ilouve reforma ra-
dical as rearas dos lurueioi, justas, corridas e ea-
vallaras andanirs ; por quanto ot ei/uilantes te p-
pretenlaram mascaradus, como se douvesse enlre el-
les airiim replu de vida e morle, 00 estivf-eruus no
caroivil. Sk ni a dora : lodot e pe. litaran, e lora !
I os laziain os cavallos correr a gallope pi mod-
ralo... Oulros a trole pi anden. Aquellua
cdoto mullo adagio,., emliin dalli hrandia-se a lau-
ca como vara de canoa ; de acola' umgeulil tornea-
dor -ii-liiiha a lauca como se fojse taco ou inassa de
bilbar : aquelle nao esperava pela argolinda em seu
lugar, sollava redeas, e pareca querer lirar a cor-
da ; esle fazia da lauca etpecie de balisa, e por lim
viuda a cahir na lama..... e tudo isto ao loque de
msica e foguetes para festejar o uterro da cavalda-
toias negociasf.es que se celebraram el","-": ,e-form.f e?u,.",r".de e,'"s aajitoa*aefcajaa
pela mejiarj
aiia cavalbada l-elizinnile a chuva que clie-
tjo.Ja Franca e da Inglaierra|durante os i '7,.'po7.co larde de.bond.lreo tudo : oio.-se
iiwiueaiaa tiesta lula entre 0 governo sublevado da que um cavalltiiu deixou de mostrar a sua galdar-
Sicilia e o re te aples, foram de parle a parle dl* P"r '*"a (le la"Va-
siipuladasedcbaiidas as modifica5es que sede- Sl!,,"-dL-"!L.2!
mas em compensa o povo foi
. com o veladlo de tem vergo-
nda. por um Inspector de oulros serl.es.
Anda o sngrenlo ferro assassino se faz vi-
brar no cenlro desla provincia. NeobUnM vigilau-
cia, por maior que eja, de batanle para reprimir
de urna et a>e lerrivel azonague que acuula de
ve/, em quando a nossa populacho central. No da
U .lo correle, no engenho nca, pretenccula ao
lermo do Itio Tormoso, foi assassinado o sen pro-
prieiario, o majur Francisco Marinho YV'aiideiley.
I.ravrs e vehemenles suspeilas recahem obre a m-
Ider da vicluna, que, nao vivcudocom o marido por
desavenas familiares, dizein delle se desquitara
>ummariamenle, islo he, euviandu-o a' morada dos
alijos.
Koga-seao Sr. chefe de polica que haia de
laucar suas vistas para o povoado do Monleiro,' que
segundo consta,ha das a esla parte esiSo cellos qua-
1 Ir i llii.i r,,. i -.i -I i a .___, i .
(an. 42) ; sen direito de se constiuirem soberana-
mente ("art. 37) ede regularen! seus trabalhos (art.
34); discusso por maioria absiflma (an. 33) ;
o voto publico por pluralidado das vozes (arl. 33.).
Os dous captulos seguidles regulam a organisa-
cao das duas cmarasOs pares sao nemeados
vitaliciamente pelo re (art. 43[ e em numero Ili-
mitado |art. 44), mas devem ser cidados e ler
irinla annos completos |45). Devem de mais ser
aleitosdentre certas calhegorias de cidados, fixadas
pelo art. 47 da constituido e pretenesntes quer as
classes que gozam de grsndo fortuna, quer as altas
funecoes polticas, diplomticas, ecclesiascas e mi-
litares, queremfim as dignidades acadmicas.
Os depulados sao eleilos por pluralidade de votos
[an. 491, por cinco annos art. 511, na proporcao
de um doputado por quarenta mil almas jan. 53,
54|,entre os cidados que houverem vinle e5 annos
completos |art. 551, pagando o mposio prescrpio
ou preenchendo as funecoes de professores da Un-
vorsidadeou de membros das academias reaes jar!.
571, poreleiiresqueieiiham igualmente a mes-
ma idade jart. 551 e possuam um rendimenlo sub-
mettido ao imposto, ou titulo de membros das aca-
demias reaes, ou que exercam as funecoes de pro-
fessores nos dilferentes ramos de seiencias, lettras e
bellas artes, dedccuriOes ou sndicos das commu-
nas, ou que emfiro sejara admillidos como amigos
lunccionaros e ofiiciaes miliiares, ao goze de urna
penso do estado |art. 561.
Quanto ao poder real, lemi como em todas as
constituices anlogas, as mais alias altribuicoes do
poder execulvo. Chefe supremo do estado jart. (!3|
o rei he sagrado, rres-ponsavel, involavel. Com-
manda as pracas de ierra, e de mar, nomea para
todos os ernpregos, faz cunliara moedacom sua ef-
ligie, declara a guerra e conclue a paz, celebra os
tratados e reclama a adheso das cmaras a sua ra-
lific&co, convoca as cmaras legislativas pul. 54|
santciona as leis |C5| e decreta os reglamentos ne-
cessanos para sua execuco I66|. Goza do direito
de fazer graca l63|, e de urna lista civil lixada por
urna leideduracodecada reinado I68|. Os minis-
tros, judados d'um conselhod'esiado cap. 5e6, ar-
tes7! 80|,governam sob sua responsabilidade paran-
te as camaras. primeira das quaes incumbe odireilo
de os aecusar |7| e segunda o de julgar [76[.
Quanto ao poder judicciaro |cap. 7, arl. 81 e
seg [, he delegado a tribunaes enjas audiencias sao
publicas e os magistrados inamoviveis depoisdetres
aonos de exercicio. Nenhum tribunal extraordinario
pode ser estabelecido,
Tal he a consiituico dada em 1S48 aos
povos de aples e da Sicilia c suspensa desde 1849
\e-se por um volver d'olhos que ella perlencea s-
ta classe de conslituicoes racionaos, em partes i-
miilidas da velha constiluico ingleza e de nossas
inslituicoes revolucionarias do fin dojultimo seculo,
que esiiveram em grande voga na Europa cm quan-
to duraram entre nos nossas cartas constiiucionaes.
A scmelhanca desias a constiluico napolitana ius-
litue tal vez poderes mais ficticios" que reaes, e, na
enumeraSo pomposa de suas altribuicoes sobera-
nas, eslabelece antagonismso que ntutralisam sua
acjo reciproca
Ella lem entretanto sobre as nossas.duas inmen-
sas vanlagens, se a c'onsiderarraos do alio da scien-
Cia, ou para dizer melhor.d'arle pelilica que he o
bom senso applicado a organisacao das sociedades
civis. Nesta pesquiza e nesta organisaro dos gran-
des factos sociaes que do os fundamentos naiuiaes
da consiituico d'um povo, ellaassenta sobre bases
mais vastas e mais reaes estes bons elementos de to-
da sociedadecivil, a aristocracia e a democracia na-
turacs.cuja miscollanoa e associaco racional sooso-
nho dos publicistas e legisladores. Ella d ao rei o
direito de Hornear pares vitalicios cm numero illi-
mitiailo, nial obriga-p a escolhe-los de certas calhe-
gorias do cidados .|ue comprebendem todas assum-
midadea sociaes, c assegura d'esla arle .i cmara
aristocrtica a autoridad c I influencia necessarias
para a realidade de sua aeco. Por outro lado, ella
estendeal aos limilies do sufTragb nuiversil as
bases da cmara efectiva, e inlroduzein sua origem
o principio da capocidade, que a ce?ueira dos nos-
sos amigos governos recusou obstinadamente reco-
nbecer. Eram esses dous grandes melboraraenlas
estiputaaasedebaiidas as modilcacoes que se
viam fazer etnsliluico, nos termos do art. 87,
peto que dizreipe'uoa Sicilia.
A ?? !*e kwreirode 1849 o rei das duas Sici
lias dirigi aos Sicilianos um ultimtum quecon-
ttnha estas comesses, especie de consiituico addi-
conal e especl que mereceu o assentimenlo da di-
plomacia Iranceza e que devemos fazer conhecer
em algumas palavras porque nao se deixar de vol -
lar a ella quando for occasio. Neste acto,que rc-
produz as disposicoes essenciaes da constituicao
de 10 de Janeiro, mescladas de alguns emprestimos
feitos a constiijico de 1812. o rei prometa aos
Sicilianos um parlamento distinelo, composto de
duas cmaras, cmara dos pares e cmara dos com- "f.'jdeiros a eiperimtular as portas das casas de la-
muns : os,pares nomeados vitaliciamente e os de-
pulados representando, em certa proporcao, os 80
districtos e as tres uuiversid.des da Sicilia, e no-
meados por eleilores cujo direito ser fundado so-
bre o foro ou a rapacidade. Cada paiz lera sua ad-
minisiraco e seu budgei distinctos.
A Sicilia ter ministros particulares e sicilianos
para todas as divisos minisleriaes, salvo os da
guerra e os dos negocios. Sero supprimidos os
ernpregos mixtos entre aples e a Sicilia. A di-
vida do estado ser dividida, assim como as despe-
zas communs, na proporcao dos habitantes dos dous
paizes. Jnu amnista geral completava eslas dis-
posicoes.
Este ultimtum foi repellido pelos Sicilianos, em-
bora os esforcos da diplomacia franceza, e sabe-se
o que surcedeu. Porem, o adoptado pelo rei de
aples como a propria constituicao de 10 de Ja-
neiro, pode ser cousiderado como a base da nego-
ciaco definitiva que cedo ou larde deve intervir.
O rei de aples pareceu comprehender por um
momento em 1848 e talvez comprehenda ainda,
que seu systema nao pode durar em face da oppo-
sico que enconira em sou paiz como na Europa.
Sahindo das dilBculdades da crise actual, elle sen-
lira a necessidade de restfbclecer a pazea'confian-
Ca de seus povos por ouiro meio quo nao por esla
compresfo vilenla que se Ih'exprobra e que nao
pode ser um systema duravel de governo.
As duas consliluiroes concedidas por ello 10
dejadeiro deM8i8 c 28 de fevereiro de 1849
podem coocilar-se perfeilamente enlre si, coma
estabilidade de seu poder e com a paz de seu reino.
Resultar dahi urna especie degoverno e de cons-
tituicao que nao deixam de ter analogas na Euro-
ropa actual.
Olhe elle para o norie, para os reinos da Suecia
e iNorwoga, reunidos sob o mesmo sceptro, com
conslituicoes, parlamentos, nsiitnieoes adminis-
trativas tao dillerentes eque so tem decommum
a liberdade, a paz e a prosperidade respeilada de
um soberano amado de lodos es subditos de seu
duplo loino.
lie um exemplo que pode satsfazar lodos os
seniimontos ou todas as ambices mais exigentes, e
que de*em lembrar semprc ao re da aples, que
lao pouco lisongeado deve estar de sua posico ea
Europa que se esforca por arranca-lo della p'or seus
conselhos.
J. B. Labiche.
( I'resse.
bre todas as cousat c que por amor] delle amassemut
ao nosso prximo. ; p ,
l'or ventura podemos n; dispr de nossa sensibili-
dad, para punir-nos elle por uu fute-lo? Nao sera
isso uina iujoslica clamuro-a '.'
-Nao, qoendo amigo, porquanlo amar a alguem de
queier-lhe bem, e u querer he a lo da vontade e
nao da seusihilulade ; lieos pois ci m loda a ju-lira
pune-nos por nao cumpririmis os seu- preceilos.
razao, he um mvslerio conforme a razao, digno dai
domeasen! do culto da razao. He diaoli de laei
myslerior qu a razio pode dumilliar-se em diera-
dar-se. B
o Esto mytlerio lem sido negado por hereges, por
incrdulos, eolre us quaes be fcil de acharie ho-
inent intelligmiet, litteratos, espirilot Talsot e prin-*
cipaliuenle curacOes corromp.lu. ; mas homins di
genio, a fallar a verdadt, u3o conhejo nenhum. En-
tnlidade prucede da vonlad e da .inielligeucia ; o
amor he o producto da seu,iliilidade|; ha uo doiuem
tres pe-- ,.,. diltioctai, que lio a lOMtade, a intelli-
gencia e tensibilidlde ; Dos nao lile livre ; a lber
..de sena nelloum lUribolo imonijeluvel e repug- Ion., poiM Poie.b,'' peTos matorw genios do mundo
uame cun a sua nalureza : Dos qjier tem saber o cdrislo ; entreunto q..e lem sido,
que, pui. ,ua InlelligeaeM na., pode furntcer uiulivoi; -cculot pilo mundo inteiro
a sua loutade etc. ele o I do em booho dito por Irezenlos oo qualrocentos mi-
ra s.iu debaun do priilo de visl4 pdilosopdiCo as limes d-cdn.iaos espalludot sobre a superficie da
mos, peloiAgostindos, pelos Leoet, pelot Gregorios,
pelos Bernardo, pelos Anselmos, peloi Albtrlot, pe-
lo! Ihomazes, pelos Bellarminos, pelo! Soaret, pelos
l-eibiiitz, pelos .Newlous, petos Botsoel, pelot tene-
geoios do mando
. crido nurinle 18
cairlenlo que lie cri-
ticas sublime coudas noditedroo que elle couside-
ra cuino o podrao 'le sua gluria s.-ienlilica, mas que
para mim, pudre ignoranle, sao oulros lantus absur-
dos capazes de desacreditar a quem quer que os sus-
tente.
1- que dirs t, sabendo quo nein estes mesmos
trra, lito he, por tudo o que ha d mais elevado, de
mais nol.vel ua Ierra em fado de cultura, de virtude,
de scieocia e de razao. ..
l'ara ludos de elle iucomprehensivel, tmenle en-
lre MM apparece qaem o qoeira eipltcar.
E como nao ha de ser assim, se quem lera esla
ab-urdos sio coiicepr.to do Dr., e que foi de Baader, ..resumpcao nao sabe mesmo em qoe 'elle consisle"
medico havaro, nascido em 176. e morlo em 1851, S ahsolulameule ignorante sobre este ponto lema
que os adopto.) quasi todos, epoudo-os todava co- desaraca de u.1o conhecer tua propria ignorancia
millas que ahi eslo passando a fesla coindetrimeuto
do socego das mesmas. Ja por duas vezes e pela al-
ta noile, urna seuhora grilou a qui d'l-rei, pe-
dindo socenrro de dentro da casa, e acu.lindo i vi-
zindanca foi por ella declarado que llie furcejavam
as portas para deilarem dentro, e assun o bello ea-
prazivel povoado do Monleiro, esta' sendo euconla-
do por esses energmeno! que preicn ,em loubar
com escndalo genle ou <'t;/;ii,porque o0 lemem
a polica : uina palrulha ile Ires soldados de policia
para rondar um povoado tao extenso, e smente ale
mcianuile, he ua verdad para ot quadrildtiros
zombarem da policia, e a seu salvo relirarem-se com
os despojos alheios. Creia o Sr. chefe de polica que
o povoado dr. Monleiro vai-se lomando assoslador,
ed campo livra para os co-ros da companhia do
tiro, l'ede-se providencias enersicas e quaulo an-
les, e ao menos urnas doze pracas de polica, ou al-
goma ronda nocturna de cav.diana dmela noite
para o dia, e que seu gyro seja somenle da povoaco
da Casa Forte, ale a do Monleiro, atiendendo qu o
subdelegado dalli ueuhuma furca lem a sua disposi-
clo, mais qne seis pracas de'poticia. As familias
viv-em lao sobresaltadas, que a continuar um lal s-
tado, preleudem relirarse, e pur isso pedem provi-
dencias c mais providencias, adra de cessarem tat
escndalos.
O vapor ingltz oTxne, sabido para Southara-
plon e porlos intermedios, couduzio a seu bordo,
desla provincia, os seguintes pa>sageiros :
William l.illey e I sobrinha, Dr. Joaqun Anto-
nio Alves rtibeiro, Heury Smilli, Lenidas l'ages,
francisco Maria Dupral, francisco Augusto de Oli-
veira, Manuel Caclano Soares e sua seuhora, Ale-
xandre Mekie, Henry Dav.
ll.spilal de caridade. l de dezembro. 63
duenlps.
-22lili.
i T j1'?"1''"" os s-s leilores e assignanles urna
testa feliz (racional e nioralmeule; por qualquer la-
do que a desejem ler.
slli amanhaa.
0mmnnkabo.
pagina avulsa.
Como vai adiantada a e.turarn da inocidade
por Dona Ierra Como caminda o progresso a pas-
sostarjos pri depositar (da maneira qce vai sem
dunda algumi.....) o seu catdo sobre a pyra da ci-
vilisac.Io Ot meninos, ainda os de Ires a qualru
annos, dao licOes do mais desenreado deboche aos
encanecidos ua arte.
Os meninos fuinam, bebem, furlam, correclam,
namoram, polllic.m, pflolicam, enredem, emlim,
os meninos ni Idade actual causam sorpreza Tin
conheaemoi dos, e muilos u conhecem, que sabe ler
urna peaiima o desregrada educarlo, de naturalmen-
te om Auua-Bolena : esse menino lem planos e es-
trategias lais, que illude ao que se vaogloriar de
mais experieate, e, como se diz, passado por esle
mondo.
Vede-o jogar, heder, pretender, e admirareii
nesse relio do'genle um comummadu trampoliueiro,
nm desses enleszinlios que causa asco a quem o en-
cara, ja com fiicAes salieules, odos esbugalhados,
bocea e labios salivosos ; meiiliudo, inlrigaudo, e
murmurando !
Em breve a BOOM Ierra lera' um digno filho, que
mais larde te o honrado pai uao Ihe pozer peas de
ferro, o leu' de ver gimiendo em urna enchovia: o
futuro o aponlara' ; por ora contm que o deixemos
entregue aos -en- nios iiisliuclos.
Tediinos ao laberneiro do paleo do Terco que
lave pela ortlda ale c.sa de seus pais esse menino,
que Indos os dias vai beber agurdenle em sua ta-
berna, c depois v reculber-se o detencAo por vender
lal hibida a' ama crian<;a : islo nao admira, porque
o laberneiro he dos taes que chaina os prelos gaoha-
dores pira dar-lhet o que beber, e licar-se com o
que esses mielitis gaiihaiu nu decurso do da. I'ro-
leslamos que nao tardara' muilo a policia o vizitar
para que o laberneiro nao seja lao pe verso.
?edimo! as auloridudes policiaes que mo con-
sinl.iu que cerlos artistas Irabalhcm, lao publira-
meul', simi-m'is ; auto- eram alguns artistas inarci-
oeiros hoje ja principian) algant pintores a despir-
s, e se nao houver alguma providencia na furca do
verflo para tribalharem despem-se totalmente !
Conlinuam elgona artistas a irabalhar nos do-
mingos i com os seus eslabelecimeulot abertos ; mi
sabemos quando haverilo medidas fortes que de urna
vez re; r imam laes abusos !
Quando flu pai de familia faz os iizes o sa-
crificio de mondar seu filho ou lilha para uiu colle-
gio, nao de ojicamenle para que saibam ler, escre-
ver, contar, Oj'iraocez, msica, dansa, etc., he lao
b-m que printcm sobre ludo na. einra.io e lesras
especiaes da c.Mli-a...i., domeslica. Mas nao ; ve-
mos o r.milano. Vcm um menino ou menina do
colle^io ; vai mesa juntar, belisran. os pral.s, jo-
sam com at jrrua*, como pndulas de re'ogio ; le-
vam a lodosos pratos o mesmo (albor ; desagradan)-
se de um pralo. escolhein oulru, ainuam-se e enfa-
daiu-se quando nao sln lugo servidos: inlrometlem-
se as enveotaroes da mesa, pedem anua gritando
aos criados, apa cscravos, finalmcnle porlaiii-se cum
vizivel grosieria, o que para alguns pan he desem-
bararu, aclividade, eraciosidade e esperlcza. Sup-
CAKTAS DO AMIGO Y AO AMItlo / c/iiiuv n
Ttm!1'0 m H0MKM ,,l" ^ Sfnf
IV
..... Conlinoarao. )
O Dr. I-o toza mo sabe (n que consisle lao au-
gii-lo myslerio, e o que o prov. I. confundir elle a
P=..asri.v.i.acoma. operarile do Knle Sonremo.
Ao seu ver.Jesu.Chrislo na veio a,, mundo seno
para ei.Muar-iius que ha ein Dos vontade, jnlelli
gencli c sensibilidade, e us pe.signando-ucs, nao
conlessamos nutra coua.
Quando di/emos -Gloria ao I-adre, ao Filho e ao
Espirito Saulonao fazemns mais do que dizer
blona i Toulade, iulellisencia e seusibilidide de
Do mesmo modo, quando repelindo o tymbolo
dos aposlolos, dizemo. : Creio em Dos Padre, lo-
do poderoso ; creio em Je.u. Chrislo. um s seu ti-
ldo ; creio no Espirito Santo-nao fazemos ma.s do
que dizer : Greio que Dos lem vontade; creiu
Jado. ""elll'encia! creio le 'em seusibili-
So isto nao he negar a Trindide e professir o pu-
ro desmo, enlao somenle os itheus nao silo calmb-
eos, porquanlo nioguem que confesse a existencia de
neos, pode dallar de reconbecer que (em vonlade,
inlelligencia, ele. '
O que porem excitara o riso at do propno lle-
raclito, he o (om magistral com qoe o Dr. exprime-
e.*C*/C;d" re'"'-U q0eha nlre oque elle chama
pessoas divinas.
ru doulrina sua
l'ropoudo-se nao somenle combatir o desmo iner-
te e un potente,c opanlheismo ualuralisla ouidcalitl
que i-m dnmiuando em sua palria, senao tambem
mostrar que a philosopliia religiosa interpreta o rei-
no da nalureza pelo reino da graca.ou a l'l-ica pela
Escriplura Santa, u professor de Munich foi um dos
primeiros que na Allemauha procoraram conciliar
os dogmas do chrisliaiiismo com a especulado philo-
sophica, dandn-lhes urna expltear.io mais ou meuos
atrevida couTorme ot pnucipius de sua philoso-
phia.
Todavia por roaions qoe sejam as extravagancias
em que cabio, nunca en-inou que Dos uAo he h-
vre ; pelo conlrario eslabeleceu que someute o livre
conhecimeulo de um Dos livre, merece o uoine de
conliecimenlo religioso ao mismo lempo especula-
tivo.
" A pdilosoplna rcniosa de Baader, diz o Ilustre
professor II. Abren, que te de bem condecido, pe-
los seus Metite, vil de urna ciencia melliapditica
que pruceda por dedo.-rao i demoustracu rigorosas|;
mullas vezes uao lie senao um puro jogo di imagi-
nar.i i, que nao tem nutra base que algumas ideas
vulgares, a que o autor dt urna applicaco e urna in-
lerprelacao superiores. Em geral, elle loma para
ponto de partida inconlestavel as ideas qui para a
silencia >3o ainda problemas de investigarlo ; e at
combinares qoe (lillas resultam na., lem pela maioi
parle, outro fundamento que os ptusamenlos indivi-
duaes do autor. O arbitrario que esl em todas es-
tas concepcoes apparece do modo mais evidente,-- se
trata de fazer de.-a- ideas parciaes e mal fundadas
uina applicacao vida da sociedade, pois enlao essas
ideas imperfeilas nao sao ordinariamente senao o
instrumento a que a iuclln.c.lo uatural do autor da
urna dirrcr.lo mais ou menos exclusiva e errnea...
Eis-aqui a doulrina philosophica que o Dr. b'eilo-
za expoz como sua, pensando sim duvida que esse
1,1,10 adoptivo Ihe dara multa liouri, nao obtlaute
apreseuta-lo um pouco desfigoradu.
Por exemplo, Baader nao nesou a liberdade de
Dos, nem disse nanea que a liberdade du domem
consisle na possibilidade da queda, na rapacidade de
querer o mal.
Hundirlo as crealuras em duas classes, segundo
sao in|..Huenies ou iuiulelligenlet, e eslabeleceodo
que todas leona leis qua as goveruam, acrescenta que
o que distingue a creatuia intelligeute de ser ella
susceplivel de cadir, pool labi, islo, he capaz de in-
fringir a lei.
Exprimindo-se assim, o medico havaro nao ftz
mais do qoe motlrar a liberdade de que gozam ai
crealuras inlilligeules pilo mo uso qua della podem
fazer, mas nao foi nunca seu designio faze-la cousis-
tir nesse mao uso.
Mas .le venios o lado philosopbico do discurso e
acallemos de examina-lo, debaixo do ponto de visla
religioso.
T j viste comoedeio de pre-uinprao e vaidade o
Dr. l-eilo/.a n;1o s distera que.sendo hojeonotce le
psuin dguma cousa de real,a trindade descera das
altaras da creuca para abracare com a razao, se-
nao tambem ousara mesmo profanar com suas ex-
plir.ires lao augusto mysterio.
Que idea fazer do domem que vivendo lodo
adsorlo em pensameutos e projectos mesquiudos
que n.lo Ihe deixam nenhum lempo para ocen-
par-se de cousas serias, inculca-se todava como
superior aos raaores genios que tem Ilustrado a
reja, os quaes todos recouhecem o mvslerio da
luirla le como incomprehensivel i razao humana'.'
Ja sabes o que sobre esle assompto pensaram San-
to Agoslinho e S. Th maz ; ouve agura o juito do
padre Ventura ; e lemhrandn-te de que a seu res-
peilu dissera o proptio Dr. Feiloza que tem um po-
der de raciocinio qui aterra,uina furca de lgica que
esmaga, e urna exlensao de s'iencia que espanta, (q)
decide se nao he lula presumpeflo da parle deas bol
Qoal den, tres pessoas de Dos he a principal,
ral, pergunu Dr., aquella que prime o
r Indispulavelmeole a vouladi. Mat esia von-
Ude quer al, cclerno ; |.,g e manifesla ab u-lerjio :
logo se conhece ab .olerno. A eonteitucia divina
eoexislindoab retorno com a vonladi divina, altesla-
lhe a aclividade ah rrlerno. A inlelligencia divina
he pois o verbo, coexisto com a vonlade divina e he
telligenc. atee do seio da vonlade, mas nao ha
creacau, porque a creacao implica tuccessao e limi-
te, uaaas as duas pesnas divinas coexislindu ab
erno, deve a.r-sc necessariaueule orna relarao ,b
uterno que nao pode ter senao o amor divino. Es-
ta rotante exprime o amor do filho para com o pai e
do pai para com o lilho. Ei! ,lems constituida a
Irindade chrisla. nica explicativa da nalureza di-
vina ; sendo a vonlade o pai a inlelligencia o
....." amnr Bpirl Sanio. A inlelligen-
cia.o l-ilho.por ser gerada da vonlade, e o amor pro-
cedendo do l'ai c .lo Filho, por ser a tierna nlarao
enlre ambos. Lilas ires pessoas de Dos se Iraduz'em
na liocuagein philosophica ese manifestara pelo bem,
a verdade e o amor.
.< O que falla Trindade chrislaa para existir no
infinito e-paro de lempo antes da creacao.
Nada. Ella preeuche todas at condVes possiveis
de aclividade e de pa.sividade. Onde eslava o lilho
que um dia foi enviad., a remir o mundo '.'
Eslava em Deos.adorava a vonlade do pai qoe se
Ihe manifeslava em todo o seu explendor.e era Deo.
c o amava como era amado por elle. S. Joao des-
orevendo esse oslado de pcrfe.cao e ventura absolu-
la do lilho no seio do pai, diz :
o No priucipio era o verbo, o verbo era com
leos, o verbo era Dos. ..
o Mais larde v.Temos e-se mesmo vcibo, esse lilho
de Dos, a verdade, descer enlre os hornea*, por ef-
feiio do amor de Dos, para cnsinar-lhes a vonlad.
de Dos o Rem. >. 8
Em urna ola o Dr. Feiloza diz ainda o seguinle :
1 aiece-nos que o ser ein Dens deve ser expresso
pela vonlade e nao pelo cnlendimenlo. Parece-uos
qoe nao su o amor em Dcos he querer, masque
tambera o enlendir em Dos he querer.de modo que
da vontade de Dos nasce r. entender i do querer e
do en ender procede o amor, parece-nos anda que
o conhecunenlo e o enlendimiolo Dio exprimen, a
dislmccau onloh.gica estencial para conslilor duas
pessoas. E..a aclividade nece.tiria un Dos, qoe se
coaverte em eoahecimoolo.oaa pode ser oolra cousa
senao a vonlade.
qui o que elle accresccnla ainda em oulra
Eis-i
uota :
I 0 ser m Utos nao pode deixar de ser a vonta-
-, a nao podemos soppr ura 8C|0> quer de 0(,os
Nao o vimos lodos dizer qoe o Dos Padre he a
youlidt, qua o Dens Filho lie i iiiulligneia a o
Dos Espirito Santo he a sensibilidade, como te de -
operacoes qoe se coofuudem na usencia divina, se
podesse dizer que sao pessoas, e pessoas realmente
dislinctat '!
Que idea faz o Dr. Feiloza di pessoa, se chama a
sentiblidadeuma pestoa, a intelligcueia ama pessoa,
a vonlade ama petsoa? Pode ennunciar-te miior dis-
paralt n3o em plulosopliia senao ainda em juiis-
P'udmcia ? Pde-se, porque isso mesmo be prova
de soperioridade.
Nao me darei ao lradalho de explicar-le, querido
amigo, o que constitu urna pessoa, poit creio qua
n-lo o podes ignorar ; todavia como esla palavra nao
lem rigorosamente o mesmo seolido quando se ap-
plica ao liuiu'in e quando se applici a leos, vuu di-
zer-te o qoi a esle respeilo expOe o atibado Goilloit:
* Eolende-se pur pessoa, ou bypostase, palavra
que significa a mesma cuusa que pessoa, om eota
intelligeiiie que forma por si s um todo completo,
ao qoal nada falla para ser um individuo de toa es-
pecie, e capaz, couseguinlemenle, de obrar por ti
mesmo e de execular operacoes que Ihe sejam pro-
prit. Astim mea corpo, tomado separadamente,
lio be urna pessoa, porque meu corpo tomado se-
paradamente nao forma um lodo completo, mat urna
parle somenle da nalureza humana. Porm cada um
de nos, meus filhns, be urna pessoa, porque cada om
de nos he cumposlo de um corpo e de urna alma, e
forma assim um lodo completo, ao qutl nada falla
para ser nm iudividuu da especie human, si Pela
mesma razao, o vosso anjo da guarda ha orna petsoa,
porque o vosso anjo da guarda he um ente inlelli-
geuie e forma uoi lodo completo, ao qual nada Til-
la par ser om individuo da nalureza anglica ; t-
sim S. Miguel lie urna pessoa, S. Gabriel he urna
pesma, S. Ktpbacl he urna ptssoa ; Lociftr he urna
pessoa.
A razao, concorde com a f, nos diz qoe nao ha
sendo um Dos e qui nao pode liaver moilos; po-
rm a fe ensina-oos de mais que ha em Deot tres
pessoas, islo de, lies seres individotet, subsistentes
era si mesmos aos quaes perleuce emeommom i ua-
lurezt divisa e cada uin dos quaes forma um lodo
completo a que nada falta para tir um pnucipiu
de acr.io, itio he, para obrar por ti mitmo o execu-
lar iperarei que Ib vio proprias. Ellas trot pes-
soas ehainam-se : a primeira, o Padre; a leguoda, o
Filho ; a (erceira, o Espirito Santo. O Padre he a
priroeira pessoa, porque de loda a eternidad! gera
o Filho ; o Filho he a segunda pessoa, porque de to-
da a eteruidade he gerado pelo Padre; o Espirito
Santo he a terceira pessoa, porque dt loda a eterni-
dad! procede do Padre e do Filho.
a A palavra petsoa, fallando da Dos,, nao si a-
cha na Escriplura Santa. A igrej emprega-a para
exprimir que o Padre, o Filho e o Espirito Santo
na sao tmente tres deuomioac&ei diOerenle ou
tres aspectos diflereutes de uina t e misma nalure-
za individual, mas qoe ha relmenla em Dos Iret
su6xit(Mci(W ditliuclat 't). He claro todavia, que a
respeilo de Dos, a palavra ;iesoa nao aprsenla a
mesma norEo qu a respeilo do hornera ; Iris pittoas
humanas sao Ires homeni ou Iret nalurezat huma-
nal iudividuaes ; em Dos as Ires pessoas sao ama
su nalureza divina, um > Dens. 10,
A' visto do que lica expolio, querido amigo, qui
idi fazer di. cjnhecimenlos e tentimenloi religio-
sos do Dr. Feitota'.' Identificando por ignorancia ou
dt proposito as pissoas divinas com al operacoes da
substancia divina, elle as confunde deslraindo assim
pelos seus fundamentos todo o ehnsliausiuo, pois
segundo se le no sx mbolo respeilavel atlribuiodo a
Santo Alhanazio, a fo c.lholica a respeilo de Dos,
consisto em reconbecer um Deo ni Trindade e a
Trindade na unidadi. tem confundir as pessoas e
tem teparar a -obstancia.
A igreja entina qoe ha na substancia divina Ires
mem meller-se a querer explica.- o que nenhum es-s Mrjowti.'inclos. ios quaet san cV>mrauus todoi us at-
flirt 1 rl (Tu I do I -. ... i ___-1. X _! L 1 A**
pirilo creado pode rompreheuder.
0 mysterio da Trindade augusta, diz o illaslre
e sabio l'bealino, he incomprehensivel, mo temamos
conlessar e proclamar isso alto e bom som.
li como comprehender, com elleilo, urna nalu-
reza, urna, siiraples, indivi-a, e iudivisivel,;lendo tres
pessoas, tem que a unidad dessa nalureza cunfunda
as pessoas, sem que j trindade dessas pessoas divida
a nalureza '.' Como comprehender esse grande enig-
ma de um s lilho esgolando uina fecundidade infini-
ta ; de um s Espirito Santo terminando um amor
infinito Como comprehender, nessa Trindade ai-
vina, o Padre gerando seu filho sem llie ser anterior
no lempo ; o filho serado peto Padre sem relacao
de dependencia,o Espirito Saulo procedendo do Pa-
dre e do Fildo sem inferior idade de rondirao f Como
comprehender a mesma geracao do verbo tempre
perfeila, e repolludo-,e s-.-rpre, a mesma processao
do Espirito Sanio completada tempre e incessaote-
mtnle renovada t
Como comprehender que nessa Trindade'acham-
s missAes, porem stm .adida ; relaroes porem sem
tujiicao ; opencOes porm em conlranedade? Como
comprehender finalmente que cada urna das pessoas
divinas lem propriedadet pessoaes, e todavia nen-
huma de, nem mais nem menos perfeila que as ou-
Iras ; que cada urna dessis pessoas he eterna, omni-
potente, immeoia, de Dios, e lodaxia nao sao Ire
eternos, Ires omnipotentes, Ires immeusos, tres Deo-
"f, eaim um le raeimo DeosEtirno, omnipoleute
e immenso '.'
Ad aqoi o mais instruido Idelogo nao com-
preheude nada de mais que o mais ignorante chris-
13o, o eeelooioitiee nida de mais que o leigo, u bo-
mem feilo nada de mais qaen meniuo, o genio mais
elevado ruda de mais que a mulher mais idiola. (r)
0 Ah em rataettea es-e myslerio, lodo o inlen-
dimenlo de obtuso, loda a razao de frica, toda a ca-
pacidad do resnela, inda a loz de obscura, toda a
scieucia he iusuflicienle, lodooesforco h impolente,
toda tentativa he Via, loda ali'oulez de infi ucluosa.
Os prophelasa que leos revelara este mvslerio, re-
presenlaram-nosempre como ama luz inaccessivel,
como um enigma impenelravel, como um abysmo
sem fundo, mn nceano sem margem, ama exleacao
sem limites, um camindo sem lim, como um myste-
rio em que Dos de o leos profundamente oceulto
em ti metmo:Ver lu es leus abscondilus. ( Isai :
\L\ 15) (9;
Se o pidre Ventar, querido amiso, de quem u
papa Gregorio XVI, como ja le noliciei, duse que
era o lu......m mais sabio de Komi, falla asim em
Par do mvslerio da Smlissima Trindade, nao cau-
sara asco ouviro Dr. Feiloza proclamar om Pirnam
hoco que esle mvslerio nao he incomprehensivel ti-
nao para quem nao romprehinde a brindada da alma
humana, pondo assim de ignoranles a lodos os lio-
mens sabios da cdrisltiidad, mido lile o proprio
que nada enlende do objeclo de que trola ?
a A razao, continua u intimo sabio padre, reco-
nhece que o finito nao pude cooler nem comprehen-
der o iniiilo e que se o homem podesse compre-
hender a Dos, que he neees-.riamenle infinito,ou o
homem seria Dos, ou leos nao seria senao o ho-
rnero. Fin leos que o homem comprth-ndet'e ero
todo o seu ser, e cm seu modo de ter, deveria por
uso mesmo scr-lhesuspeiio; elle deveria desconfiar
de nal M leos. I m Dens que o homem comprehen-.
dese nao seria senao am leos que o homem lena
podido inventar. Fin Deot iuleiraroenle comprehen-
siva pela raril poderia bem ser a obra da razao. A'
torca de ser nzoavel, elle seria um Dos conlrario a
razao.
1 A disnidade, a grandeza da razao humana ex-
ige que nao dobre suas azas diaole do que Ihe he
inferior uu izoal. A diguidade. a grandeza da razao
hum-ua, exige que nao adore senao o que Ihe he
superior, o qoe ella nao compredende. Por lano,
por isso mesmo que o m>. temida Trindade ou do
Ente divino excede a raz e de iocompredensivel a
ponto, se
\,\n aproveilando.
Consla-nos que a carne verde eifaf em Olinda
a 111 palacss e esta pessima ao ultimo
depois de peuima ha mais algoma cous :
' Cousla-nu que ha no lim da ra uina
padaria, cujos ofiiciaes ou Irabalhadores fazem lal a-
larido larde da ooile, qut he impossivel dor
adi alsures.
Oue anaedronismo .' Como de que
(em que um vaqucin.acostumado a boiar ea dargri- | quer
o Filha proccdeoanior-oEspir.roSanio.
A inlelliaciicia sendo gerada da vonlade e a sen-
Slb.lid.de procedendo de ambas esla. facub.ades sao
ab-urdus exlravauanles
espirito vaporoso, que
diz.
em que s pude cadir um
nao euleiida mesmo o que
enlre ns se vi' dislo
No domingo a noile percorreu nlgaBDOI de nos-
sas roas um han lo d individuos, que parcelara car-
rejados por ilacehii, o que com desaliado, ni.ti l-
menlos iiicuiuiuodarem ixlra.irdinarianienlt
taren chorar
Os reverendos unssionaros capuchinho. lalia- '.
chave du cubculo onde' '8 Albeneu l'eruamburano n 2. p. 84.
( p ) He isso mesmo ; ja nao dse o Dr. que
e\\e quer sem saber o que ; que sua inlelligeania
nao podo fornecer noiicias sua ventado ?
( 'i) Nao obstante isso, o contradiz, incalcati-
do-se assim seu superior. O padre Ventura diz
com lodos os theologos catholicos c philosophos de
grande ola que nao se concelie eos, que nao se
pode concebe-lo senao como ura ente soberanamente
livre, o Ur. Feiloza diz que a liberdade am Deo*
seria um aitribuio iuconcebivel e repugnante com a
nalureza divina ; o padre Ventora diz com S. A-
gosiinho, S. Tbomaz e todos os padres da igreja,
que o mysterio da Santissiraa Trindade he in-
romprclieiisivel i razao bumana, o Dr. Feiloza diz
oue s be inc.rnpreliensivol para os ignorantes,
isto be para aquellos que nao tem conliecimeuto da
alma que lamiera lie urna irindade ; o padre \ en-
tura diz rom a Escriplura Santa e com a caiho-
m lica qne as pessoa da Trindade Sanlissima sao irP
j nao soube o que fez.mandando que amassemos so- seres, Iros subsistencias, dislinctes, lodas Ires infi-
P ,l,yu g, ?S6Ja """ e"nd,ao vonla-
de, ,o comprelieu.il. eo, comprehendem lodos,
cansen. por quanlo pa. querer faz-se m.s.er soder o quT s
para lodo o sanio da estar a divertir os oulros com I n.lo he mais um desideratom e tire .
esses grito! e a locommodar os doenles v.zml.os '.' So bem real.
vonlade. oo o com
noscc te r/miDi
ma realidade,
So um ente ndo pode corar sen.io ouiro
qne seja
da sua mesma iialureu, como seria poadveT que"!
vonlade gerasse a intellleencia t o i .
lio Dctete modo
e 0 amor resullasse da Mntibli-
' : xa nido.ale que um da emlvez'.^cal i 'I^'.'.''..!;".,.'.''' !,.!'.r"r!'."..l.,r-.,,od.<;ri ""'> *'"' *
tribu-., divinos, sendo por isto qoe cada om delles
de per si de Daos; o Dr. Feiloza pelo contrario dit
que Dos tem tres facoldades, a vonlade, a inlelli-
gtn;ia a sensibilidade, e que he insto que comisla
Trindade. 4)
a Oue das ptssoat da sania Trindade, cada orna
lia Dos, dit anda o abbade Goilloit, be urna vir-
dadt que esla ipoiada sobre provat numerosas, con-
clulentes e tem replica :
I* O Padre he Deot: com effeilo nao te pude ne-
gtrqueei.tr as pessoas da sauta Triodide haja pelo
renos urna que teja Des; de oulra sorle tena pre-
cito dizer que nao ha Dos; or se enlre as tres pe-
toas da sania Trindade ha urna qoe ha Dos, he san
duvida o Padre, que lis o principio das nutras duas.
Por isso o symbulo dot apolllos comees por estas
ptlavras: Creio em Dios Padre ; o meimo lim lu-
gar relativamente ao symbulo de NiCia ; o de Sao
Alhinazio nao de menos formal a esle respeilo. o O
Padre he Den-, sao suas expressf.es o eolre os here-
ges que lem cumbalido o dogma da tanta Triu la le.
o'dogma di um s Deut em lrs pesiois, nao ha ut-
nhoni i|i." ic.l.a contestado divindade do Padre.
J,-\" u '''J'10 ou Verba be Daos: No priocipio
diz San Joo, era o Va'bo e o Verbo era em Dos e
a/Verbo era Dos.... Todas as cousa- foram por e'lli
feilas e nada do que foi feilu nao (oi hit tem elle.
1 lile he a verladeira loz que illumiua lodo o homem
oju vem ao mundo. O Verbo ora oo priocipio
t It he conseguiuiemite eterno como o Padre ; ella
e a em Dos, he porlmlo coniubaliucial ao Padre"
ti dts as cousat foram feilas por elle : ora o poder de*
otear nao pertence seuao a Deo: logo o Verbo he '
Utos. Por isso deu esto ttslemonbo de si metmo:
rilen Pai e eu sumo! um. mesma cousa; poda ella
exprimir mus claramente a igualdad o a unida le
i natureza com aeu Pai'.' Fioalmeod o que ha qua
paita ser mais positivo do que eilai palavra, da San
1 mo fallando do Fildo de Daos? o Temi i forma
0 i oalureza de Dos, elle nao creu qoe fojse para si
una usurparlo ter igual a Deot.
3' O Espirito Sanio de Daos. Noi actos dos ipos-
t los, San Podro falla assim a Andinas : uComo len-
1 it Salanaz vosso ciar."..., para Uiar-vot a mentir
alo Espirito Sanio?.... Nao ha aoi homem qui ha-
llan mtnlido. porm a Deo.o Logo o Espirito Santo
hfe eos. O Espirito de leos, l-ie na primeira eps-
tola do Sau Paulo aus Coriulhios, penetra ludo al
Mimo o que ha do mais oceulto ua profundidad!
oi lieos.
sElle possue, pois, em porlilha a immensidade.ou-
iro, atlribulo que mi contm igualmente senao a
enuncia divina. O Espirito do Sinhort'diz o saino,
tnehe o universo; ccomu elle coulem ludo, eouhe-
ce lamn?in ludo o que te diz.Assim o padre he
Dios, o Filho he Dos, o Espirito Sanio he Dos.
Entretanto o Dr. Feiloza, quer que o considinmot
cono calimba tendo o arrojo de afiirmar e luslen-
lai em publico e at pela impreusa que a Triudadi
era Deo he a mesma cousa qoe a trindade no ho-
mem, com a uuica difieren^a de ser primeira io-
creds e a segunda creada, nao consislindo ella era
oov i ouiro -en u em serem arabos dotadoi de vonla-
de, inteligencia e sensibilidade!
A sensibilidade uina pessoa, iotelligencia ama
pessoa. a vontade urna pessoa, atsiin nu homem co-
mo om leos uioguein qua lanha o simples senso
eommum he capaz de euucciar tao grande detoru-
pO-llo I
E qoe juito .zumo, da boa f o tioceridade do Dr.
feiloza, quando veinoi que ao paito qoe attim pro-
cora deslruir todo o calholicismo, atacando-., em
toa base fundamental, o dogma da Trindade, em
outrot mu.ios, lace Us m.lores elogios igreja roma-
oa da qoal d.z que he a arca siula unde se suarda o
virdadeiro estandarte salvador da humuuidade ".' Nao
Otra bao urna perfidia iololeravel?
Nao ha duvida que o he ; mat o que havia de fa-
zer ein l'ernaiubucu quera quitessa desviar da f da
igreja a nossa populado, que he todacatholica, se-
no combaler a oulriua da igreja, dizeodo-se tem-
pre lilho della!' De oulra sorle o engao nao seria
possivcl. Nao vimos lodot como o Dr. cilou de falso
a San Ibom.t de Aqoiun, Dao so invorgonhando
metmo de adulterar o sentido das palavras e os ra-
ciocinios de-leillusl.c alhlela do calholicitmo, para
com o seu nome levar os pobres isnoranlet a crer
que Heos nao he livri'.' Ouem laura mo de ntei.is
lo roprovodoo, aio recua .liante d nenhuma ron-
s.dcracao, < p,je ,nu, |,ero dbor^O caldolico pira
con. mais facilidad! anuaiiar aquellos que o eao. S
leos, querido amigo, de verdadeirameule om e In-
no ao meimo lempo ; io uelle da-se o mvslerio ao-
i-ln e incompeeliensivel para nos da ouidade da
sanslaocia jante i. Irindade das pessoat. O homem
he verdaderamente um e nao he seuao apptriiile-
menle lr.no.
A alma humana he urna substancia que lim dif-
iirenles pn.prie lades, mas nao ha nella d.Oereoles
afssoas como err.damenie allirma o Dr. Feiloza.
"eos nao quiz oem podia querr que o domem
nos mandaran) entregar
resida o II.d. padre l.obo, ao Sr. cnsul purluguez, ,
para q. losss examinar o espolio do f.lleci.l.,.
Na ra das Cinco Ponas, casas donde se aviila
o logar, onde morara a fallecida D. Forca, levau-
luu-se tubre paredes siogelat, uu grande toiao, ao I
n ) S Dos, segunho o Dr. Feiloza, quer sem
saber o que.
(o ) Assim como o boi por exemplo pode gerar
rapoza.
unamente pe feilas, o l)r. Feiloza di/, que si
vontade, a inlelligencia e a sensibilidade.
Tanta audacia revolla e indigna.
( r) Ouca isto o Dr. Feiloza c reconhera a sua
ousadia em querer explicar o que nioguem pode
comprebeoder.
MUTILADO"
|s) O l)r. Feiloza dir que so pensa assim qnem
nao sabe oniologia ; que be amosqninhar o ho-
mem dizer delle que he urna pessoa. O homem be
uro. trindade, islo be a reuniao de tres pessoas.
gl t) A igreja diz isto porque nao sabe ontolo-
g>a.
( 9 l La Raison calhalique el la raison pbiloso-
pniqueT.l. p. 891.
(10) Explicalion historique, { du eaiechisme
T. I. p, 68.


'
r
i

toa imtgem, pui itto he iaiponiv| : 0 finito
m pode repreteotar o infinito. O quB ,men|0
am lu (ate-lu de modo que livesso coin elle alitu-
m temellimita. Kaciamut lioiniitin ,,j imaginera
el tiiuiiilu liuciil ueslriiiiI- iriinus o liomem nos-
M iaugera a .emelhanc,*. fina cousa ha ser a ima-
l,v.&, autra cousa he te< fejlo a' imagem e temellmi-
? O lir. Failoia anda nole ponto errou erossei-
ramenle.
O humera he feilo imagam e temelhanc de
Utos, como ja le dista, porque da-se nelle como que
"" sombra do que se da era Dos a respetio das
pe-*oas divina*.
O hornera eonlemplaudo-se, conhere-se e conhe-
eeodo-se. ama-se.
Do rai'-mo modo l)eot contemplando-se, eunhece-
se, eonhecendo-M ama-se.
-Masque lilftreoca eolre um e oulro !
U eonhecimento que o hornera lera de si e o amor
eoio qae te ama sAo passieiro, sao accidcniae;
apparerera a desapparecem ua alma sera allarar-lhp
entia ; mas o cqnliecimeul qae Dos (em .1
4 e o amor com que se aroa nao e*(ao no mesro
caso, tiles uo sao passageiros, nao saq accidetj-
Uet ; Di appareceni e dcapparecera na sub diina. pois nao he coocebivel que Dos possa emi-
tir sem ouiliecer-se, nem ccnhecerse sera .unar-t*.
En porque ha un Dos ira pesao.it, entretanto qua
ni o ha no hornera sent tres fados accidentara, f
He nisto qoe consiste a semelhanca, lie por isto
que disse lieos : Kacamos o homem .i nossa iraagrm
nio facimos o homem uossa imagen).
1 conbeciraeuo que Heos (era de si mesmo, bem
qua cutiente na suh.lancia divina, he todava dis-
imilo do sugeiio qae eonhece ; assira como o conlje-
cimenio que temos de us meslos, bem que eifs-
taue ara oosta alma,he todava ii-Uuclo delta ; pois
aegun.iu vimos, apparace e deaapparece sera q'u a
mma slita uenliuma alier.._ 11 era -ua esseuciaf.
Ora se o conhecimenlo que Dos lem de si ,,,,,,_
mo, ensilado na substancia divina, lie todava Jis-
liin-lo d > ojeilo qua condece ; se este eouhecimnlo
nio enmelo* a evitar nem pode donar de esialir
soja tii ver, he claro que existe nacessariamnte'
e que por coiiseguiule cumpetein Ule todoi osi al-
ndate*, todas as perfeigoes propnas do entei que
tiste por ti. Elle deve ter inlelligancia, voiilade
etc., por tanto he ama pessoa Lo perfeili coran a
pota ira.
.% processao desla segunda pes.oa, provindo do
en i. n .ii nenio divino, la/-.- segundo a raaia da le*
ni-ltun;a. sendo por isso uina verdadeira gcfaco
pji* he pela geracao que o geraior gora urna cousa
qae rom elle se parece.
Tal lia a razio porque damos pri.neira Possoa u
aome de Padre, e a segunda o de Filho, ou Verbo
He porque com efleito a primsiia gera a seguua e
a inii< he gerada da primeira.
Mas Heos nio so conliece-sa, tomo tarabera co-
ndecen lo se, ama-se.
Aitn como conhecerheac^io do entendiineulo
assira amar he aegao da voulade ; mas era relacao
oeiccacao propria da voulade, diz o padre Ventura
lauda S. Ilio na/., fai-se em nos uina oulra especie
la praerssio, a saber, a processio do amor, pois a
caca* anuda esla iiaquelle que > ama, bem como
pela rouceprao do Verbo, a couaa dita ou entendi-
da asta' u.iquelie que a diz ou pulen le: he pon por
i nao fora da processao do Verbo, rceonhece-se
Unos ama oulra proi-e-.io que he a do amor.
Assira como a cousa coohecida pode dizer-se que
eiiate pelo conheciineulo no entendimento do su-
railu qae eonhece, assim lambem a coosa amada po-
dizer-sa qae existe de iguioa surte pelo amor na
vaalade 4o sujeilo que ama. Logo Dos amndose
deve necaasariamadla existir em tua voulade como a
coacta amada exisle uo amante.
O amor, pois, cum que Dos se ain i,hcm que exis-
leale aa substancia divina, he lodavia dlslinclo do
sajeito qua ama ; assim como o asnor com que mis
amamos, bem que existente em nossa tinta, he lo-
**"" lislinelo della, pois. segundo uraoi. apparece
apparece sem qua* inesaia soflra nduhunia al-
leraciu em sua ewenrit.
_^ ? c ,lr"r coa> eos se ama.exisliado na
"balancia divina, he todava distinclo do sujeito
ajaa anta, se case araot nao curaecou a existir oem
pode deixarde existir, como ja liz ver, he claro que
cusa netetsammente e que por cooseguiule cum-
peicni lUe lodo* os attribulos e todas as perfeicdes
proarias do ente que exista por si. Elle deve ter
ialeiligencia, voulade, ele. e por tanlo be urna pes-
soa lio perfeila como a primeira.
Mata proeettAo provenieule da vonlade, con-
tiaua o padre Ventara, nao tem lugar segundo a ra-
da da semelhanca como a que provem do entendi-
aenlo. mas sim segundo a razo de uraa impulsto
aa de ama muran ila vonlade para uina cousaIslo
'V* enlendimento gera, a vonlade inclma-se.
O que te entrale he o lillio do enlendiraenln ;
xas a que se quer nao he o lho da vonlade.He
por ls*o pois que em Dos o que ptucede por va de
amor nio pioredc em qaalidade de cuu m qualidadc de t'ilho, e uto pode dizer-se Fi-
II ; poram procede mus verdaderamente como
a Espirilo a ; pois a palavra tspitilu indica urna cer-
ta impulsio ou inociu vital, visto que omus movi-
dos aa impellidos pelo amor a fazer algutoa cousa.
Eis p oanlo a raza de chamar-se ni cnica calho-
lica ao Verbo eterno o Fho de Dcol, e de nao dar-
ce de ncjiliirma .or- este oomeao Eipirito Santo.
,, Ma porB mesmo que a ci
cntade, a quar^udme e impr:,
aqoelle que ama para essa mesnia tfousa amada, e a
Impalsio interior de urna cousa vivi para outra cou-
sa. He o aEspirilo, he de toda a ctiiveiiieucia cha-
mar Espirito pessoa divina que procede por
va de amor. Esta he. pois, a razio pala qual cln-
naudo-te a segunda pessoa da Augusta Trindade o
Verbo, a terceira nio he chamada na Escriplura
sentn o Eapiritoa. A, pnmeira pessoa gerando ver-
dsdeuamente. he um vetdadeiro pai. A seguuda
sea lo vordadeiraineiilc gara la he um vi-rdadeiro li-
Iho. Has a terceira sendo produzida e nao ger.ida,
resallaado da tpirar&o, lie um verdadeiro Espirito
Sanl. .
- I uito que esli em Dos lie eot. por toda
a processio, p-iis. qua lera lagar em Dos e que nu
he da numero da* procesaoes do exterior, coramuin-
ra-ie (oda inleira a uatureta dlvraa.
Amar he querer. O querrr de Dos he sen
proprip ser, como sua voulade he eu ter. O ser,
pon., de Dos em sua vont,de, por va de amor, uao
he am ter aeci lental. como era un.; mn um ser
easeacial; e por uso mesmo considarado como exp-
enle em tua vonlade, he verdadeira e subslaociai-
menle Deoa, assim como he lambetn vardadeira e
subslancialmeiile Dos considerado como exislen-
ve aa seu enleudimenlo; e desde ento vs
comprehendeis qae o Verbo he Dos, que o Espi-
rita .Sanio he Dos, bem como o padre he Dees e
qae todava nao si Irea Deoses, mas am s e liies-
"K> eeo;DeosPaler, Deus Filias, D.Us Siritiis
g"i el lameu non tres dil, sel una. e*l
I leus, ii 11
OIMH II nkUEilO QUARTA 24 til .EZMIRO OE Itil
LA LAKRIMA
solare a lousadomeuamigooSr. capilo Manocl
Fernaades da Cruz.
On doildes egards aux vkans, on ne doit
aux mors que la verite.*
(VOLTAIRE.)
Mats um lumulo acaba de abrir-se urna vida
preciosa !
Mais urna victima accresceu ao numero ja im-
raenso das viclimas feilas pela parca impiedosa !
Sim, ja nao vive o capilao M. F. da Cruz.....
Honiem ainda o viamos cheio de vida, mas
hoje ?
dido para que provado soja elle cilado por caria de
edilos am to comparecer na audiencia por
V. Se marcada para a conciliacfio com a pena de re-
velia passando o respectivo eserivao eeriidao do re-
sullado por lanlopedu a \ .S. se sirva delirir mar-
cando dia e horaE U. M.Antonio Praaeweo
Marlins de Miranda,
E mais se nao continlia em dita peiQao que
rae sendo apresentada, dei o despacho aeguinle :
.luslilique. Freguezia de San Jos do Recife 15
de de/embro de 1856.Accioly.
E mais se nao coutinha em diio despacho aqu
copiado. Em vlrtude do qual produzio o suppli-
canlesuasteslemunhase subindo-me os aulos con-
cluios dei a sentenca do theor seguinle ;
Julgo por sentenfa o deduzido na peli-
{ao de folhas a lolhas e mando do que se passe car-
ta de edilos na forma requerida com o prazo de 30
; das, pagas pelo justificante as cusas. Fregoezia
da San Jos do Recife 19 de dezembro de I85(i.
M.inoel Feneira Acciolv.
E mais se nao se continha em dila sentenga a-
Hoje, frgil sombra de urna vida transitoria, a- ^'rnX tlS* "fl '^ "^
caba da deixar esta terra de illusoes por esse vlver: fa ode 30 d," sXa, 1 Tf .!' ed"S T
d'alemlumuloviver incomnrehensivcl e sem- ,.;! L ^' s T q SCU llleor so chama>
pre mysterioso aos olhos do fracVm I, que nd- ZZZ '3?**' f"86"10 Rdri-
le com o fanal da religiao nao visa senaa' premio tS^^^^JT*^ ^ ""
a virtude e o castigo ao vicio. ? ranscriPll> P" que comparec.a por
Estacrenca emanada da summa jusliga de Dos ^ iKarntr^0' ." !' audie",cia
fazaconsolaco do homem no seu desterro, e da- .}Tl ^" 1SL SKlr*'^ d"
nosaceneza de que o fallecido capitao Cruz n* ITFLfPZS."* PP1 apello,
sua forle coiislrucjilu e ligeira marcha, seguir' para
0 Kio de Janeiru denlru do puliros das, por ler
1 rompa nuior parle da toa carga: quera quizer car-
regar dinja-se a ra da Cadna Velba n. 12, escrip-
lorio de Hallar ,\ Oliveira.
Compankia
Pernambucana.
panhia e que anida Dio eulraram com a pn- ~ZZZT?Z '"" """", "" , 1ue se
id.Hn. 'I ruc"Jt"1 'Ia' !' se oiicluio, lie deudo
capilao .
mansao celeste recebar a corda desuas virtudes.
com a pena de revelia.
'"" axami leceoera a coma de suas virtudes. P0|n n i,i .i
A vida do S, capitao Cruz no foi com ^ou^^^r^Z'^^T^'^
urna vida estril, como por ah ha muias;
ou conhecidosdo supplicado o podero fazor sci-
vidaesclusivamen^sua.circumscripta sr iastto ffi ar ounraa RT '' P-U.iroHo juiZo
somante do egoismo. Suas virtudes" cvicas e mo- : me e era nh Z ITT "^ "**"* *" ^
raes sao do dominio do publico, que jamis deixou tff.CS, t*J2?* B .
de aquilaia-las dev,lamen.e, honrando sempr wSbl'T Z'Tr ^ Sa" ** d
o bora pai, o bom esposo, o bom amigo, o bon/c,-' gZlCd Sa
dado em urna palavra.
O pensamento de sua vida.dizeraos com arante
tratando de Mr. Monlhyon, ser a honra de seu
lumulo ; porqne fallando ainda com as expressoes
de um nosso escriptor, as emana^Oes odorferas da
reir Accioly.
1S56.Eu Jos
eserivao o ascrevi. Manoel f'er-
'$)$< Mtft^sd,
em aejao jamis sa exlinguema virtude Parle hoje o crrelo raa S. Loa
virtudc
n morrecomo a divinda.fe, de que he urna ins-
piracao.ella deixa aps si os seculos sem que influ-
am na plenilude de seu fulgor.
Aljofrem pois nossas sentidas lagrimas o tmulo
de lacdigoo varo, cuja memoria serapre ser viva
nos cor$6es que o apreciaram devidamenla.
E possa essa nova vida toda, lalem da razo hu-
raa, ser-lhe de inefaveis fruicoes.
M. Fonseca de Medeiroi.
CKREIO GEKAI..
urenro, P*n d'Alho,
lti?azeira,
10 horas
&$m
bitttte
rllACA DO RECIFE 93 DE DEZEMBRO AS
i MOKAS DA TARDE.
CoUsfies oflieiaea.
Cambio sobre Lisboa95 ; 60 d|v .
frederico Robilliard, prtaidenle.
/'. Borgei, tecrelarro.
. ^ CAMBIOS.
Sobre Londres, -J8 a -2H l|i d. por 13.
P.iris,3.0a:iln. por fr.
Lisboa, 95 por % de premio.
Rio de Janeiro, 2 por 0|o de descoo(o.
Accfles do Banco, 10 a 15 de premio.
companhia de Beberibe 5*9000.
companhia Pernambucana ao par.
a Ulilidade Pablic.i, 30 purceutoda premio,
(i o Indemuisadora. 5:2 dem.
a da estrada de ferro M por Om de p
Diseonlo de leltrat, de K a 10.
Dito do b.mros a 10.
l)urn. lincas hespanhnlas. .
Moeda de 6-3.00 velhas
69S(K) n.'vas
a 4BOOO. .
Prala.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios. .
> mexicanos. .
28J 2K.5SO0
. IdnOOO
. iflfOOO
99000
. 29000
29000
ALFANDEI.A.
Kendiinenlodn dia 1 a 22. .
dem do dia 2:1 ,
131:6699617
16:9679*26
151:6379013
Oescarregam hoje 21 de dezembro.
Barca iuglezaProsperbicalhao.
Briguo inglezl'riemanmcrcadorias.
:uuia amada exulf {alacho olderaliurgueZPliel(ariuha e assucar.
'.fMt-r.}rd^: |a^ !aca sardaManao raslu.
?outa amada, e' UMSULADO nhltAl..
He esla, qu-ndo amigo, a doulrina da igreja dle
que somos filhos. ila na substancia ama e i......
ve! de lleot Iret pessuaa te.dmeule diilinclas, tildas
ires nilimlas, todas Irea igualmente perfilas *or-
Itnio. r. heiloza .uslenlando que ama dessasj.es-
soa. he a voutade de lieos, outra a i.ilelligeucia e
oolra | tensibilida le, destre por ignoraucia o* de
proposito o dogma da Trindade Sanlitsima, repre-
sentando assirn as pessuas diviuas como tendo tdas
tres dereiluosas, todas lies imperfeita. Aiuiita a
iss.. o aflirmar elle que Dos nau lie livre, que i l-
benla le sena um altribulo inconcebiv.le rpu na natnrez. divina ; qae Deosquer sem saber o que,
pois su. intetligeucia nio pode fornecer raolifos a
sua vonlade; que a que la .lo homem em virtude do
paaaada naojora lulal, sendo u nico retullado des-
a ralla elabelec-r-se no mando o predominio do
erro, e que nnss.o do Salvadoj nao fora [oulra
que eombate-lo edestrui-l,., e veras se Uve ol nao
raiio de dizer era minha primeira caria q.ie b .eu
li.cursu considerado deb-ixo do punto d visita re-
ligioso era om complexo de heretlai capaz de Rcrro-
risar a qualquer espirito piedoso !
Ten amigo do cut,i-.Vi
Kendimento do da 1 a 22
dem do dia 23 .
95:8959091
u'l VERSAS
Kendimento iln dia 1 a
dem do dii 23. .
PROVINCIAS.
5:3159896
85.9388
6:2009281
Y- i')
Hita.,
^e Exm.br. Em ordem do dia de hoje
dle ...artel geoeral.sob n. 109,se fez publico que
ua masestade o.mperador.pordecrelo de2,comniu-
mcailo om aviso do minisieno de guerra de A, ludo
do correle, houve por bem promover a V Exc
ao posto da lenle-general clteciivo, 0 que lenh
a satisfacao de parl.cipar a V. Exc. ... 5au M-
nliecimenio.
Dos guarde a V. Exc.-(uarle| do
.mmando das armas da corle, 0 de dezembro de
1850 -Illm. e Ew. Sr. leen te-general Amonio
Con* Seara.Joao rrederico Caldwell, marechal
decampo.
DESPACHOS DE EXPOIOACAO Pi.A MESA
DOCONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
23 DE DEZEMBRO DE 1856.
SlockliulmBarca sueca uFamiliemu, C. J. Astley
& Cninpaiihia, 560 saecot a ClizBarca franeexa uAusIraliau, Schramm A'ha-
lel> & Compauhia, 600 saceos assucar mascavado.
LisboaBarca porlugueza ..Ligeira, V. A. Sooza
Carvalh.o, 160 cascos mel, 50 saceos assucar bran-
co e mascavado.
LisboaBrigoe portuguez cTarujo la, diversos car-
regadores, 550 saceos assucar branco a mascavado,
11 cascos mel.
Lisboa- Barca porlugueza ..Maria Jos, Carva-
Iho i Irmad, 400 taceos assucar branco.
LisboaBrigue porluguez ..Kelampagoa, Mauoel do
Nasciraenlo Pe.eira, 50 saceos aasucar branco.
Lisboa Patacho porluguez Brilhaoleu, Domiii-
gos Jos I ettciia Guiuiares, 100 saceos assucar
branco.
PortoBarca porlgaeza ..Flor da Maia, diversos
carregadores, 300 saceos e 2 barrica, assucar bran-
co, 1 barril niel, 2 feixe quiris.
, liibtallar Barca malaxa kalicmao, N. O. Bie-
her iV Companhia, 300 saecut assucar branco.
BalliuiurePatacho americano Santa Clara, Ros-
Iron Rooker ^ Coiupauhia, 180 saceos assucar
mascavado.
PhiludelphiaBarca americana Menisola, Johus-
tou Pater ,V Companhia, 1,000 saceos assucar mas-
cavado.
Rio da PralaBarca hespauhola ..Rosa, Arautga &
Bryau, 201 barricns assucar branco e mascavado.
Buenos-Ayres i'ulaea sarda aCelesliua, Isaac,
Curio i Compauhia, 2! barricas assuc.r brauco e
mascavadu.
Bocnos-AyresBrigue americano Volante, Amo-
nra Irm.ios \ Corapaiihia, 100 barricas assucar
brauco e mascavado.
Santa FBarca oriental Maanita, Amorim lr-
mSos & Companhia, 300 barricas assucar brauco e
mascavado.
\ alparaizoBarca dinamarqneza ..1^' ^iosa, N. O.
llioliet \ Companhia, 500 saceos assucar masca-
vado.
RKCEHEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Reudimenlo dodia 1 a 22. 219323868
(dem do di* 21.......
23:536j76
CONSULADO PROVINCIAl7~
Handimeuiododia I a 22 73:9931933
dam do da 23....... 5:832*175
lliison Catholiquo eraison ph. T. I. p.
ao acliand* i
asp-
11
308
. L VJ,r,''P",",r"r",,f"",,'s"Per|1''.porver-se
..mbatido. c nao leudo rua, rom que'd"r,nder-
se, recorrto .. desrompo.luras c na
sullicienle, ptalicu a infamia de ailulierar
lavraa e os raciocinios riaoupll.' a n,.._
Can. Ir. Angclico. pata 52? padec.mar m
e.r.,.,u, o papa Pi \\, ,, %te& cora ', ar"e-
l..,.o. de Pat.s c Reiin., eandennara Man. luSolu-
.amaloenl,.rio fe catl.....e, de |Uc.,o nos
fundaineuto. de M, re.igiuo cheTand" a0lora
de .,npu..r-rae es., ,fa,n,a. miln ,u|'5 "J,,..
cusar. Felizmente a rae.,ra no^ude s,r P-
n.u..o lempu victoriosa. os Illm.. Srs. | \,llr
Ml'r.e,v.'- "r-Vilie1' j"jiu"'. l; d, V"-
coldade d. Direito, e lamben, os Ilm,. Srs paire
i oaata da venlade, ni
t. aulor da iufamia era
te.l.nlo
Irando
naatta.
O I Ir. Feitoza
elle mesmu por
P" si e por m
IH,. collado. Irahalha dei.alde O nul.li.-u i., e
Z T "r "T'1" ,ei0- Ao ""-' 1" SSW
lam-nie, liroilo-me a responder: oa, quu u ha
'i'alT "'"' u, zu^re, ao P"rc. n.1o focrs?
taT tm^ 2" "'."* *H P,r" lri'-M da po-
dre sao initnicloj, cada qual para o que uasce.
Nazarelh, l.imueiro, Brejo, Petqaeira,
Villa-Bella, Boa-VisU, Ouricurv, Exu
em pon lo.
Pela adraiiiislracao do correio se faz publico
que em virtude dos arligos 1.18 e 9., aqoelle do re-
gulameiilu dus correios de 21 de dezembro de 1811
e este do de 15 de maio de 1851. se proceder'
o contorno no dia 31 do correle a< II horas da tna-
nhaa, das carias ora ser dejulho de 18.55 a junlio de
18..6. Correio de Pernainbuco 2:1 de dezembro de
18.6.o administrador,
^ Antonio Jos Gomes do Correio.
O Illm. Sr. regeder do (.ymnatio manda con-
vidar us pais ou correspondentes dos alumnos inter-
nos para eulrarem cora a pensau correspondente ao
quarlel que lem de principiar em Janeiro prximo
vindouro, e jumamente para as reformas do encho-
val que lem de ser augmentado. Secretaria do Cym-
nasio Provincial de Peruambucu 23 de dezembro de
18o6.O secretario, A. A. Cabral.
O chefe da primeira seccao do consulado
provincial, servindo de administrador, em virtude
do disposto no art. .3 do regulaniento de 3 deju-
lho da 1852, faz publico que se acham deposita-
dos, no deposito geral deus escravos, Antonio, na,
cao Cassange, idade da 35 a 40 ninas, Clorindo,
nao Congo, idade de 40 a 45 ;,nnos, com urna
belida no olho esquerdo appreheniiidos pela polica,
os quaes sao considerados hens du evento, por se
desconherseus donos, e para qne ja cumprido o
que coniemo sobredilo art. manda publicar pela
imprensa, para que no prazo de 60 das compareca
quera aos ditos escravos lenha direilo, lindos os
quaes se proceder a arremalaeao pela forma deter-
minada no art. 4 do citado regulamento.
E para que chegue a noticia de lodos mandei
pecar o prsenle ediial, aos 12 de uovembro de
1850.
Theodoro Machado Freir Pereira da,Silva.
Os seuliores que subscreveram novas .icoes dea
la companhia e que aiuda Dato e
meira preslacao de 30 per ceiilo, sao convidados
salisazer, no eacriptone do Sr. Antonio Mar-
ques de Amonm, ra da Cruz n. 45. Rtcife 16 de
dezembro de 1856.Manoel Alus Guerra, secrela-
rio lulenno.
HOSPITAL PORTUGUEZ DE
BENEFICENCIA
(Juera tiver cuntas aclivas cora o Real Hospital,1
qunra apreseula-las legalisadas ao esmoler, na ra
Direila u. 17, ale o dia 30 do correule imprelertvel-
maule.
Secretoria do Real Hospital Porluguez de Heneli- 1 VOs eoi,elerues Por Iguns momentos,
cenca era Pernatnliucu 23 de dezembro de 1356 O Coil 1 I) 11 I I Vl;lIltc
secrel.,,,0, Manuel Fetreita do Suuza Barbosa. xi?, JUHlU
P.ecisa-se de um eaUeiro que lenha p.a
lalierna : na reDoacIO dos A Tugados n. 11
__ a.....;.. te..... t..... .
napaziada. Loleria
Em Apipucos achatis alera da amenidade do lu-
I Kr, recreius que anda man conxidam a deinurar-
| os por alguiuas horas; na casa de copiar encontrareis
alera de uina infiuidade de ohjectos, adiareis sorve-
lc mullo bem feilos, vinho do Puno, bolinhos de
I mullas qualidadea, champagne etc., domin para
alica de
lelira-se para Parlu-
Anloiiiu Marlins Tapa
gal.
Aulo'itu Monleiro d.i S.lva relira-se para o
Porto. '
- Joaquim Atsenio Cintra da Silva, invciilariau-
le do ca<.I d seos pais, era tcsposla aos annuuriot
dos &ts. .\oae & Pataot, du Rio de Janeiro, publi-
cados n Diario de Periiambiico de 22 e 23 do cor-
reule, declara aus metmoa senhoros e ao publico que
tem lulo aquellas animnos, que o fado de n.lo ler
sido altendlda a ua divida no inveulario
-- Para o Porto se^ue com a poeaiva] brevidade
a barca porlugne/.a Sania Cruzo, quera nella qui-
zer carregar ou ir .le passagem. para o que lem ex-
pelientes oramudus : dirjale aos
Ihomaz d'Aquiio Fonseca A- Fi
gario u. 19.
consignatarios
ios ua na do Vi-
Para Lisboa
o
jp O committario vuccitiador pro- tjh
Q. vincidl, rcconheccndo que muitas 0
# pessoas deixuin de comparecer a
5 i"Sta reparticao em conseutiencia
a
smente
omissao dos referido, seuliores; por quanto leudo o
annunciinte feila publico un iDiarioi de 2 e i .le
COtlo du crrente anuo, que se ia proceder aquelle
iinentario, e que assim quera se julgasse rredur du
casa, trataste de justificar a sua divida afim de ser
ella allendida einjuizu ; os Srs. Nuvacs & passo
deixaram de premover em lempo a juslilicacao da
sua, nrtoobstante o longo espaco de 3 anuos que tem
decorrido da morle do pal do aiinuncianleat o pr-
senle. E lauto a falta de alleocao un inventario a'
divida destes senhures he decida soineute a essa
omissao de que elles sao os uuicos culpados, e nao a
oolroqualquet innlivo que se possa alltibuir a' vou-
lade do annuiiciaiil.., que esle a descreveu no inveu-
lario como se vi- dos respectivos aulos; sendo que
.alacho porlnguei Brllbaole, capilao Au- :")'' cora lodo a razao a desprezou, nao mandando
er I., ,'r'V '" ounl ,,"1a 'a por Parar lien, para seu pagamento pela dila falla de
m.m. I P" "rR" l'ro,nfl" P'ra u reslo da juslilicacao. que os Sts. Nnvaes Pacto, deisaram
mesma Irala-se com o dilo na prara, ou com o con-
signatario Domingos Jos Ferreira Guimaraes.na ra
do (Jueiraado n. 35.
Para Lisboa labe com brevidade por ter
raaior parle di carga proinple, a rauito veleira barca
porlugueza Janola. ; para o reslo da mesma ou
cassageiros, para o que ten? os inclhnres e aceiados
pomniodos, trata-secora os seus consignatarios F. S.
Rab.llo & Filho.
Para Baha segu cm peucos dias por
tor a maior parle da carga piompta a ve-
leira sumaca ...Nova Minerva, Ue primeira
marcha: para o reslo da carga trala-ise com
sea consignatario Domingos Alves Hatheos.
apollo II. 23.
a Bal lia
segu oestes ulliraos 8 das para a Baha a garopei-
ra uacional l.ivravarao, lem proraplo melada de
seu carregaraei.l., para o resto lrat,i-sc com o sea
consignatario Antouio l.uiz de Oliveira Azevedo.
ra da Cruz n. I.
na ra do
Jara
t*.
4-.
Leilo .sem iimit,
O agenle \ ieira da Silva far leilao quarta-feira
2i do crreme, de uina porcSo de batatas, as II |lul
ras, no armaz.em do Paula Lupes.
9t>l&09 ^.i>rrroi5.
g esta repartteo em conse(|uencia
O da longitude do lugar, avisa ao
(Jjl lespcilavi-l piil.lit-,, que (em re.
4$ solvido a
que tena
tmbeos
9
9
o-
9
9
8Q:18l96Hi "& sulvmoa vaccinar tamliem nas A
71:10110 tercas f'eiras de todas as semanas, j
na casa de sua residencia, con ti-
nuano a repartilo a l'unccionar A
do torreao da alandega nasquin- ^
tas e dominjjos : assim, as pessoas ^
Q <|ue sequizerem vaccinar nas ter- $%
$H ras i'eiras, podem dirigir-W das
sete as nove horas da manl.aa, ao
1. andar do sobrado da ra Nova
^ esquina da do Sol n. (JO.|)r. Joao
$ Nepomi.ceno Dias Fernanda
$$$&.$, O @$^$4MNI
De coiil'ormidaUe com as ordens do mi-
nisterio da inarinha, transmitidas pelo Esm
presidente da provincia em ollieio datado de
5 do corroute mez, manda o Illm. Sr. eapitao
do porto dar publicidade a traduccao junta
do aviso n. aanuuncando ana navegantes
o estabelecimetilo dB pbaroes nos pontos in-
dicados do mesmo aviso.
Capitauia do porto de Pernambuco em 9
de dezembro de 1856. o secretario. Ale-
jandre Kodrigucs dos Anios.
TRAOOCCaO'.
Aviso aos navegantes.
R. 20.
Estados Unidos da America.
A directora de pharoes nos Estados (luidos
publicou os seguintes avisos .-
Phail do Castello l'inckney, Cbarleslon
A 15 de maio de 1856 estabeleceu-te um
pharol liso encarnado na ilha de Shute Kol-
ly. na haba de Cbarleslon, Carolina do sul,
33 jardas ao noroeste do Ceslello Pincknev!
O machnismo Iluminador he de urna lenti-
llia de Fresuel da quinta ordem. A lanler-
ua esi colloeada na ponta de urna Corma de
madeira, piulada de amare!lo, em urna al-
tura de 55 ps cima do nivel medio do mar
deve ver-sc ua distancia de 10 millias em
lempo claro.
Pharol do forte sumter, C.harlestoti.
A 15 de maio de 1K56 eslabeleceu-se urna
luz branca lisa, no camode urna tone de li-
jlo, quasi dentro do ngulo do norle da
murallia do exterior do orte .tumicr, na ba-
ha de Cbarleslon, ua Carolina do Sul, em
urna altura de 60 pes cima do nivel medio
ii>|do mar. 0 oacliinisuio illutninadoi- he de
una letililha de Presnel da quinta ordem. a
luz so sera vislvel por nm circulo de 270o e
nao por detraz do forte Somier; porm em
frente daquelle forte lo las as aguas navega-
ras da illia Mor is de volta para o lorie John-
son licarao bem Iluminadas.
Pharol de Ponta Wad, Carolina do norte.
No da 20 de jutiho de 1S56 eoocou-se
una luz lisa uo ruine de um pharol de um
pao ou estaca de paral'uso receniemenlfl ele-
vado ou levantado na cxtremidade do baixo,
projectaudo para leste da pona Wad na cui-
boccadura do rio Pasquolauk, Carolina do
norte. A coiistiuceao he pintada de branco,
e a lanterna de escarale, a luz esla colloea-
da 30 pes cima do nivel d'ugua e deve ver-
se em urna distancia de oilo uiilh is em lem-
po claro.
Por ordem de Ss. senhorias.
Assignado, John Washington, hydrogra-
DDOa
ReparticSo bydrographica do almirantado.
Londres 15 dejulho de 1856.
Balea, aviaos alTeclam osmappas do almi-
rantado : Costa de Leste da America do
~7TT | "orlt fallas 7, n. 270, e a lista de pharoes
S/)4 l*V*J dos ^slaJuS Luidos ns. 215 a b, e 202 a.
Remedio para ti-
rar a caspa.
Na ra estrella do Kosatio, Inja de barl.eiro n. .
esta ejposlo a venda e.te excellenle remedio que
limpa a caspa e mala as enipiuges, qae quasi sempre
sao motivadas pela mesma. Tambera te vende a ver-
dadeira agoa para ungir o cabello, ludo islo or
muito barato preco.
Slacbiuas para sarjar ven-
tosas.
Na ra eslreila do Rotara n. 2, lojt de barbeiro,
veudem-se inuito superiores macbiuss de nriar veo.
losas por rauito barato pre^o.
O senhor que desoja saber a morada de
Antonio Augusto le reir Lima, vindo do
Rio no vapor Impeatiiz: dirja-se a ra do
Padre Floriano n 26.
A pessoa que for dono de duas cabras
vbixo queappareceu no da 18 do corrente
no sitio do fallecido Joaquim Fernandos de
Azevedo na estrada do Pombul, pagando o
destruicao que as mesillas fzeraai; pode
mandar buscar.
Precisa-se fallar ao Sr. Jos Antonio da
Cunta, nesla typographia.
Precisa-se de alugar urna escrava para
todoservico de casa: quem pretender alugar
drija-sea pracitda Independencia n. 36 que
sediraqucinprelei.de.
Ausenlou-se da casa d abaio assignado no dia
10 do correte, a sua escrava, rnoula, Ue uome Cla-
ra, de idade ile 30 anuos, coziuheira e engoinmadei-
ra, cor fula, estatua alia, secca do corpo. ps caos
seceos e dedos corapridos, deules alunados e lera na
orelba esquerda um furo no lugar das argolas diz
andar procurando seuliot, e algumai vezes anda cora
timao e sala prela : rogo-se aos capilaet de campo e
a pohli.i que a apprendam et levem a Soledade ra
de .lu reruandes'Vieira, casa de janellai e una
porla, ondeteriio gratilica los.
Joao Am,un,, de bouza Magalhaet.
Aioda esl por se alagar urna dat catas na po-
voac.ao de Beberibe a direila da .greja: quema pre-
tender dirja-se parede raeia da mesma, ou i roa do
Trapiche, arinazem n. 10.
de apresenlar, e que alias, como lodos ahein, era
indispaiisavel para que fosse ella alltudida.
OAGUERREQTYPO.
Syatema norte-americ-tno
ATERRO DA BOA-VISTA .\. i,
terceiro andar.
Nesla casa conlinua-sc a tirar retratos com toda a
petleicao e pelo novo tytlam. norte-americano,
txisle sempre um completo e variado sorliiiienlo de
caiiinbas, quadros e jolai de ouro para a collocarilo
"ralWlOJ. Todos o> dias das S horas da manh'aa
a 4 da tarde esta' a ullicina e gaieria a dipusicao
do publico.
Mauoel Cmdano Soares. pala brevidade com
que resolveu ir a' Portugal, nio cuube no poCMVel
despedit-se de |iessoas de qurm he amigo ; e tencio-
nanto voltar no primero vapor, quereudo lieos,
nao pode olleiecer-lhts all o seu pouco ou iienbum
presumo.
Lotera do Ilio
de Janeiro, j
Na piara da Independencia n. 0,
acliam-se a' venda os novos liiliietcs da
lotcria 28- da casa de correccio, rjue de-
via cortera 18; as listas esperamos pelo
vapor portuguez PEDRO II, que deve
aqu chegar sabbado 27 do nadante, e
logo (|uc estejatnos de pone das ditas lis-
tas, faremos prompfo pagamento dos
premios, na metmu loja cima, de con-
formidade com os iiossos annuncios.
Aviso ao publieo
Passeio uo vapor Cania-
ra^ibe.
Domingo 28 do torrente pretende sa-
bir deste porto para o de ltaiiiaraca\ o
vaporCAMABAGIRE ; a Sabida esta' mar-
cada para as (i botas da manbaa em
ponto, < volta a noite : as pessoas (pie ttui-
zerem se divertir nesle da, compare.am
na ra do Trapiche n. 8, para compra
dos cartees: passagem de ida e volta fy
res cada pessoa.
AMAe
Precisa-se alugar urna ama para coi-
nhar cm casa de familia, piei'ere-se es-
crava : no aterro da lloa-Vista, loja n. fi.
100^000 de
gratifieacao.
Nao foi ainda capturado um escravo do
sertio, (jue viudo a esta cidade, ausen-
tou-se no dia Til de oulubro prximo
passado, o qual pertence ao Sr. Ignacio
Machado da Costa, morador cm Espi-
nharas, provincia da Paraliiha, de nome
Paulo, crioulo, de 23 annos de idade, es-
79:836|I06
9Rot>mcito i>p potto
.'-amos enlrailn.\ no dia i.
>.w-Bedford:t! dia-, barca .imericaua oEliiau.de
366 toneladas capillD J. 11. Cornell, equipagem
di, carga pelrcchos para a pesca. Veio refreaear
e segu para a pesca. Perteuca a Mew-Bedlard.
Assu :2 dia, brigue bra.ileiro ,.1'acilico.i, de .103
toneladas, capitn Auluuioda Cru Baplisla, equi-
pagem II. carga sal ao capilao. Veio largar o
pralico e segu para o Rio de Janeiro, l'ertrnce
a ilalua.
Aatios >ahido< no mesmo dia.
boulnamplon e potlos inletmedios Vapor iogle
ulynen, coniraaodaule \V. Valler
HotlicrdainE.cuua hollaiidexa ..Zephyr, canil.lo
ii .' ^J}"1- JJ issiic.i e mais gneros.
Ilamptou Koado-llarc, iugleza Warh.wt., capi-
lao A. Ilunlup, caiga astacar.
abaiio assignados desejando ultimar cita cobrauc
ua melhor armona esperara que Ibe taltsfarao suas
conlaa independenles da publicado da teut ooraes
e melos judiciaes quese verao na neoettidade de era-
pregar na falla do referido pagamento.Jos Alves
da Silva (juimarfles, roa doCabuga' n. I B, Fran-
cisco Jos Alves Guimares.rua do Queimado u. 33.
Companhia
de nave<,Mco a vapor Lu-
so-BrsIei,\,.
O abaiio assignado, pir ordem da commissao per-
maueute da comp.iibia, no llio de Janeiro, participa
aos seuliores arciouisla. desla. que no da 12 do cr-
reme dezembro era asamblea geral os teuhores ac-
ciuiinlas dalh, ptesniidns plo Illm. Sr. Ur.'Adolpho
U. \ da Costa, dopois de longo debate em que un-
nimemente iDiinifeslaram a opiniao de que a compa-
uhia coiiliuue, decidirara c approvar.nn.
1. Qae os accionistas possui.lores das amigas ac-
Coes eulrcn com 1103000 fortes por cada uraa para
pagamento da divida fetU pela directo do l'orto
2.- Que esla Mirada sera dividida em tres partes
iguaes, devendo as chamadas de cada ama deslis
parles ter lum com inlervallo de 30 das, endo a
primein. feila jt, e a ultima s se for pracita.
3.a As chaira das das novas acc.es setSo feilas M
conrormidade .lo que ja foi vencido ; e o dinheiro
proveniente dcslas entrada, -.i sera" applicado com-
pra de um ierceiro vapor, e costeamento das primei-
ras via^ens dos iiovus vaporea se crescer da primeira
operarao.
k Era quanlo nao he possivel proceder a eleirao
das pessoas que bao de dirigir a companhia, lica' a
commissao permanente autorizada para uomear una
pessoa de sua ciiiiliaiii-a, que em Potlugal titea de
seu procurador, e repiesente inleriomenle os inte-
reses da rompa ulna em luda a sua plenilude, de-
lerraiiiando-se-lhe o huno.ario que deve perceber.
A mesma runiraitsi.. publicou o aeguinle :
A commiaiuo paruanenle, em virtude da deciaao
da assembla n anida era 12 do cotre'nle,
os senhorffsacciiinislas anliaos a
da de 1(1 ouaJO; por aecSo ale .. dia 12 de Janeiro
prximo, |iara pagamento da divida coclrthida no
l'orto ; ua ra Direila n. 99.
Convida mais os senhores accionistas novos, e que
ja filtram a primeira entrada, a realisarera a segun-
da de 2113000 por cada aerosle a mesma poca e mi
logar Indicado, pata a compra de um letceiro
convida
lazerem una enlra-
0 cidadao Manoel Ferreira
- Accioly, juiz do paz
do qnar! anno desta fregue/ia de San Jos do
Keetfe em virtude da
'l>>3 -: ,.l.i:-,4>5.

le etc.
Fajo saber aos que a presente c
virem em
_ enderessou a petirao por escripia do ilicoi
le
MAKAMI.VO E PAK.V
" f"'t lriumiih.it
o publico qual era
?saw^^*4liS .....-.....
MM cadalatil.,la de,,! passr um se | SS-! ""''"^ 'nCjlVeS BaSlos a 'luaI"ia l''"i0 N"*.
do 10830-10 res de gneros que tunara na talierna
ao supplicanle em 18 de divnmhrn lo t\k
'inste: Irala-se com A n-
i (lomes, na roa do Tra-
piche n. l(i, segundo andar.
PAKA OHIO DE JANEIRO.
I A barca nacioual Tticreza lu j4 conliecida pela
Seguc uestes oitodiaa o palliabohs na-
Paquete, capitao Jos
,iodc anula receber alguna
carga, {altando Iheum tetro de seu car-
de 18ji
como consta pela cnla junla e nao havend'o ^ ^od'S^" '
pilcado satisfeitn'referida quanlia e achando-se ton,odeA,ndt
ausente em lug.t nao sabido : requero supplican.
te a V. 5, se digne admiui-lo a jusiiQcar o expan-
-------------... vapor.
ido de Janeiro I3dedezeml.ro de 18G. \s~ig-
uudoOr. A. U. Vicloriuo da Costa.
As-im sao convidados os senhores accionistas de
lernambuco a nsilisarein al 15 de jaueiro futuro
uraa eutradrt de 2'iJ moeda brasileira) por aeco, na
ra do irapiclie ... 2(j.
I'eruiubuco 21 de dezembro de IS."*.O agente
Manoel D. ltodrigues.
Companhia
quando esta' parado, tem urna marca de
Cicatriz em urna das pernas; oi vestido
deceroulacompnda, camisa de algodao
da tena, jaqueta echapeo de couro, sus-
peila-se (pie fosse sedu/.idoe csteja ocoi-
tado cm alguma casa, contra o que se
protesta : ioga-se a todas as autoridades,
capttaes de campo e pessoas do povo,
queiram apprehende-lo e conduzi-loateu
senhor, no serlao cima mencionado, ou
a raa do Crespo n. 16, a Jo.ii Azevedo
de Andrade, acuna mencionada.
Precisa-sc de um bom cozinheiro:
a trata* na travesaa da raa Helia h. .
Graode cava-
Ihada.
Qainla-liira 21 do crreme em qu
>aciraenlo da Dem humanado, pela
larde tera
se festeja o
3 horas da
lugar urna hrilhinle civalhada no lugar
dasuledade.ee<|ie.a-se que as senliorasa qoem f.,s-
onerecnla a arga se di de um raudo digno della..
N0?0 DEPOSITO DE CHARU-
TOS da nm.
Ru da Cruz m. SO.
Chegou para esle novo eslabcleciraenlo uraa rica
porco de rharolos da Babia, de marcas nleira-
menle novas a saber : 1'eriiamhiicaiios, Itahiano..
I araliibanos, Maranheiiscs. Paraenie*, Kecreio da
mncidale, cala-llores.e o ja bem couhecidos e acre-
'lilado. lanceiros e regala : quem fumar tabora': os
quaes se vendein por menos preco do que em qual-
quer oulra parle.
Aleara... Al
tito leodo comparecido accionistas .ullicienles no
da l!l do cotreute, de novo sflo convidados para o
da 2!) ao meio dia ua roa do Trapiche ,\ovo n. S,
Conforme o art. 3!l dos estatutos a assenbla gerai
se considerara' reunida qualquer que seja nessa oc-
ce.irto o nornero deaeeio li.laa presentes ; porem ro-
ga-se a lodos o obsequio de comparecerem visto b.i-
verem a deliberar uegocios imporlautes da compa-
uhia.
Programma da
festa de natal.
lcndo diversos irmios da Congregarlo
agenciado algunias esinolas para festeja-
ren, solemnemente o nascimento do ME-
NINO DOS, avisam ao respeitavel pu-
blico, que a" raeia noite do dia "1\ do cor-
rente, estara' aberta a respectiva igre-
ja, ornada como se achava no diada testa
da PADROE1RA ; accrescendo que esta-
ra patente a' adoracao dos liis, um pre-
sepe decentemente preparado, contendo
aimagemdo MENINO DOS, o qual no
lirada mina se dar' a beijar a todas as
pessoas que se acharan presentes. As
Ave-Mara sera' anmfnciado o festejo por
algumas girndolas de logo, e a' raeia
noite se achara' presente a banda de m-
sica do corpo de policia, da qual he dis-
linctoproiessor o Sr. Pedro NolascoBap-
tuta, que executara' as mais lindas pecas.
A urna hora principiara' a mista canta-
da, e a ot diestra sera' dirigida pelo Sr.
prolessor Alejandrino Pedro de Sooza,
terminando a testa com a mencionada
msica do corpo de policia.
Da-se dinheiro a joros sobre bypotheea de al-
jou predio livre de qualquer onus, anounriando o
nvpothecame o dilo predio,un mesmo com penhores,
na ouro, que sejam de valor: ua ra da Cruz uo Ke-
cne n. 35, seguudo andar.
Koga-se ao Sr. Antonia Ferreira Lima, passa-
geiro que veio no vapor ..luiperalriz, baja por fa-
vor declarar a sua residencia, pois se lite deseia
fallar.
Precisa-se .aber onde elisio o Sr. Joao de Aie-
vedo, iillni do Sr. Aoloino de Azevedo Pereira, na-
lural da Ilha de S. Jorge, freguezia do norle : quera
dellesouber ou liver nolicia, dinja-se ao consulado
americano, que lera ura seu mano chegado ha pouco
lempo, de nome Jos Dias de Azevedo Pereira, que
esle irmao he tobrinbo do alferes Antonio de Aze-
vedo dos lilscoutos da Calhela.
Precisa-se alugar um andar com cominodos, ou
dous cora os niesraos, no hairro de Saulo Aulonio, e
faz-se vanlagein sobre o aluguel, pagando-se mu tu
bem : quem liver auuuucie.
Aluga-se urna casa terrea, sila uo lugar de
Sal Anua de dentro.para passar a fesia, com hanlio
perlo de casa; o lugar he o mais salubre possivel.e i.
arrendameiilo multo coiumodo : a tratar ua ra da
Lingotta u. 1.
O oflicial do fallecido ineslre alfaiate Joao Pa-
checo, de Olioda, morador na ra Velba o. S, la/,
capas, capas bealanas, saraarras e balinas, cora luda
a peilcicao e pruinplidAo.
Compuiihia d.; inaciinas
imperiaes de descarocar
algodao.
Os senhores socios coraraanditanos desta corapa-
nbia, sao convidados para ir ver Irabalhar a primei-
ra das ditas rhachiuas, que vai funeciouar todos os
das desla semana, era Uliuda, coulroule ao jardn.
bolauico.douveia tV Companhia.
Precisa ta de ora forneito bom que saina cura-
prir cora os seus deveres : ua ra larga d.< Hosario
u. i, padaria. Paga-sc Itera.
indo um moleque botar lixo na praia acliou
um garfo de prala : quera for seu dono, daudo u.
siguaes e pagando o iraporle dcsle anuuucio Ihe aera
entiegue, dirigiudo-se ao paleo do Carura, quina da
ra de Hurlas u. 2.
Precisa-se de uraa ama de raeia idade e boa
conducta, que saiba comprar e cuzuihar, para casa
de homem solleiro, e duas crias : a fallar na ra Ve-
Iba u. 133.
O abaiso assignado lem a satisfacao do annun-
ciar que a primeira machina imperial "de descarocar
algodao, de sua invenrao, se acha coucluida ; e co'u-
vida aos seus amigos e mais pessoas que posam to-
mar algura iiitcrcssc neste invento, que lauto deva
ci.ncorrer para o augmento da producto do algodao
nesle imperio, para qoe se dignen, ir ver dila ma-
china Irabalhar un culada de Uliuda, uo lim da ra
do Bom Successo, aoude lunccjonara' de maui.ia e
de tarde, duraute os dias todos da presente semaua.
Jos da Maia.
UKITISU CONSULAJE.
A publie mettiiig will be heldon Friday Ihe 36tb.
insl upou Ihe sabjecls of Ihe Brilish JIospilal and
(.eme(er>. Hniish Cousulate Pernambuco l'J tb.
Deceraber 1836.A. Auguslus Cowper.
Scolt Wilsiin e Compauhia, consignatarios da
barca iugleza oAnu Scolt pedem a todas as pessoas
que liverera cotilas com a mesma barca, bajara de
presenla-las oestes uousdias, oa ra do Trapichen.
10, escriplorio.
DA
Provincia.
U abaiio assigoado vendeu a< seguioles soitti :
' rneio n. 11276:0003
'i quattos n. 2390-a 400*
2 dilos n. 3536 200?
I meio n. i.VI dOU,
I d.lo n. 3W3 10(1?
1 dito n.2233 lOUf
U mesmo lem eiposto a' vendaos seus feliz., bi-
lletes, meios e quartos da lerceira parle da segunda
lotera do convenio do Carmo, pelos preco. j an-
iiuuc.ados, os quaes nao eslo .ujeilot ao de.conlo
dus oilo por remo da le.
Por Salusliano de Aquino Ferreira.
Joi Fortnalo dos Santos Porto.
PROVINCIA.
0 Sr. Ihesoureiro das loteras muida fazer publico
que ce acha a venda na ra da Aurora u. 2ti pri-
meiro andar : bilheles, meras e quarlot da lerceira
parle da segunda lotera do convenio doCarmo, qua
corren as rodas no dia 10 de jao.iro de I8j",bem as-
ura que tem a disposicao do retpeilavel publieo
grande quaulidad. dos bilhele, meios "e quartos
acuna.
OSr. Ihesooreira manda Ir.nscrever o plano por
que d ora em vanle se bao de e.lrahir as loteras. .
PLANO.
3600 bilheles a 6000 21:6009000
20 porcenio 4:3209000
17:2803000
1 Premio de
1 Dito de
1 Dito de
1 Dito de
2 Diios de 2009
i Ditos de 1005
8 Ditos de 50
12 Ditos do 209
30 Ditos de 109
'UO Ditos de 69
1200 Premios.
2400 Brancas.
6:0009000
1:5009000
8009000
4009000
4009000
400900O
.009000
2409000
30090I0
3600
Thesouraria da> lolerias 16 de dezembro de 1806.
U Ibesoureiro Fraocitco Aulonio da Uliveira.
ApprovoPalacio do governo de Peru.imbuco
1/de dezembro de 18.*.S. de Macedo.
Conforme.Aolouio Lei(e de Pinho.
Juse Jaouario Alves da Maia, eterivao das lote-
ras.
Aluga-se urna prela que coiinha, engomma e
ensaboa : quera a preteuder dirija-te a ra Direila
n. G.
#a fabrica de velas
da iua d Bruiii, precisa-
se de uina .avadena.
Madama Kosa Hardy,
rna Nova n. 34.
Acaba de leceber de Pars um liado sorlinienlo de
chapeos de teda para senlioras, br.nco, rosa e ama-
relio, ditos para viuVas, lidos chapeozinhos para
meninas, de seda c de palha, chapeoziuhos de bapU-
sado, penles de tartaruga modernos, capellas c id-
Ul para uoiva, c mullas oulras (azendas que se veu-
dem m.a- barato
que em qualquer oulra parle.
le Tia.
legcia...
ziada.
na pu-
de
navegacao a
vapor Lu-
s'-Brasih'ira. '
Devendo sabir do Rio de Janeiro no dia -JO o va-
nor.<'D. Pedro Ii>, capera-oe ne-le porto de >' para
No Itosario junto a igreja
(.orre fresca viraran
lambem la' loa Soares
Do sorveleira ua mao.
Tem presunto de Hambre
Tem crcela c bous bulinliui
Tambera lera bu,i champagne
l.ivera no bolso us cobunhos.
Nflo c-.|utci?r,Mj
A. un l.ii.'. i,i.
E cousa. mais
l.evem melacs.
Escravo fgido*
No dia !ldo crranle d'-appareceu um preto criou-
lo por nome Deodato, lilho do lerllo do lugar de-
iioiiiinailo Pcsqi.e.ra, baixo, grosso do corpo, cor
bastante foia, < nom ora sigual no nariz provenieule
deeoaea de eavallo, represeniaudo ter de
2S do correule, .. ,|C|iis de una razoavel demora se- a 3(lanur.s, |v.m i
*a"> "*...... l i "'''e pawgeito., algodao chape" ,1,'plh.i
encomui.'iiila- e carias com pirle trualo, era casa
do agente Manoel i). II
n. -21
lodrigoes, ra do Trapiche
Alaga-t. uina prela raplv.,. coziuheira, para
urna c,.*a e.lrang 'ira, de mudo pouca ramilia ; pa-
ga-se bem : a tratar na aletro da ttoa-\ isla, loia de
fazeiilas n. 10.
Da-se 1:001'53(10 a premio com hvpolheca era
predios nenia cidade : quera precisar dinja-se a ra
do Queimado n. -, pruneiro andar.
iLEGIVE
rdiuario, ja (o puado
petlo da ponte de I choa, lotn.ra a evadir-so do si-
tio do Sr. Amorim, roga-se porlaolo a quera o pe-
g.r ou delle liver milicia de se dirigir a i ua d'Apol-
lo o. 1^ .ue ser' generotnmenle recompentado.
Prcci.a-se d u.ni ara. qoe lenha batante le-
le, anda mesmo sendo ecrav : un palee de S. Pe-
dio n. 22.
Precisa-, de una ama que corinbe c lave cora
aceto, para ara. casa de pouca famlli. : a tratar ua
ra daCadcia n. 51, terceiro audar.
Precisase tomar a quamia de rs. 1:0005000 a
premio de um por cenlo ao raez, pelo lempo que se
coiivencionar, e da-se garanda a conten., com pro-
pnedade nesla .praca : a quem convier annuucie
para ser procuradu.
Precisa-se de uraa casa lerr.a ou cm Sanio An-
tonio ou na Doa-\ isla : quem liver para alugar .u-
uuucie por esle jornal.
No dia I.- de dezembro do correnle anuo, as 7
horas da noite, (o apprehenddo, cagando uo campo
e palacio velho, ura eavallo eatllo com cangalha ;
quera for eu legilimo dono eulenda-se cora Aulo-
ura Joaquim Candido, toldado da compaubia de ca-
c.ilarta, que pagando as despezas que cora elle liver
leilo, e dando os signaes certa, e ferro, Ihe sera' en-
tregue ; o annuiiciaule declara, que nao serespon-
HbillM pela fuga ou morte do referido animal.
U abaiio assignado, como berdoiro de seu fal-
lecido pai Manoel Eleule-io Corroa, e como procu-
rador de sua mai I). Auna Francisca Accioli l.ins,
n scienle ao publico que havendo o Sr. Filippe
Santiago Vieira da Cunha c sua roulher D. Maria da
Ndlmdade \ ieira, assim como D. Virtuosa Mara da
llocha, e Jos \ ieira da Cunha c su mulher, ven-
dido ao pal do abano atsignado, no auno de 1750 as
parles que possuiam noeugeuho l.iraoeiru da fregue-
sa de Acua-I'rela, havidas por beranca de sua so-
gta o ac O. Mana da Ttiudade de Je.s, aronieceu
quedep.nsdepHssadas as esctpluras de ditas ven-
das lotsein nuliot o luv.iilario c pariilhas, em virlu,
de dos que >e inotlravara vendedores, senhores
possuidores de laes parles, e como ale o presente
iienlium novo emtalo se lenha leilo que posta de-
rogar .lilas e.crplura. e nietmo bajara os vendedo-
res recebido dinheiro por conla da venda que lize-
raiu ; o abano assiguado, saliendo que elles preten-
den nucamente vender a oulrem dilat paites, faz o
prsenle annunco para que ninguem se pona cha
mar a engao.Francisco Caulidio Correia Lim.
lugio uo da 2 do correule mez, do eiigenliol
>eiliodele termo, o preto escravo, de nome Joa-
quim, com us signaes seguintes : baijo, barbado,
olhos vivos, bonita pliisionoinia, denlet alvos, que-l
bradodat vtrilhai, Irazendo por isso urna funda. Es-
e escravo foi comprado uo Iteeile, onde servia d.
boleeiro de carros. Kccomineiida-se a sua appre-
idade 2.,, iien,;io a polica e ao, capi.ies de campo, cei lo de
sa de i que let.iei generosa recompensa se o levarem ao dilo
cngenlio > elho ao -eu dono o Dr. Aolouio Carlos de
Aiiiirni.i e Albuquetqur, ou no eagenha Bea-Vnla
aor. l-raiiciscu Aiitomo .le Almeida e Albuqu.r-
que. Paraluba 1^ de dezembro de ISili.
Da-se dinheiro a juros sobre penhores de o
ou prala : quera precisar procure ua ra da Cacimba
n. 2 que se dir.. quem di.
Precisa-se alugar una coziuheira pea caa de
ramilla, qae saiha fazer as compras, prefere-se es-
crava : na ra do Crcpo, loja u. 9.
(>s abano assignado., com loja de ourives oa ra
o Cabuga n. 11, cuofroole ao pateo d. matriz e ra
'ova, lazara publico, que estao recebendo conlinua-
laraeule at niait novat ubras da onro, lano para
ennora como para homent e meniuot: os precos
3SS razoavei'- e Pastam-se conla. com tes-
poo.abil.dade, especificando a qoalidade do ouro de
nou ISquilale, ficando as.im tujeitos os mesura
por qualquer duvida.Seraphim & Irmao.
Goofcitaria.
59 A

.indas cousas venhara ver
K juntamente comprar
A festa esla na porta
Sempre te tem a quem dar.
Nesle eslabcleciraenlo, confronte ao Horario em
Sanio Automo, o pruneiro desle genero nesla capi-
tal, alera de biscoitos e doces nacionaes e eslraugei-
rus, ha o mais bello sortiinenlo de cauinhat que te
lem calo, e as melhorcs e mais aromticas pomadas
extractos e saboneies que lem ciudo a esle mercado
em riquissiuiot vasos.
Ao publico convido
Por ..,io ser exagerarlo,
Os objertos aununcidot
Se achara em expsito.
Oulras cousas tambero ba
Na casa 39 A.
Novo manual
Do
Commerciante
E DO
ADVOCADO DO COIIEBCIO.
Acaba de sabir i luz, j completa, esla inleretean-
e colleceao da legi.laciio do commercio, couleudo o
cdigo Commercial aotiolado com as referencias dos
diversos arligos do me.rao cdigo e dos respectivos
regulamjulos entre ti ; assim como com os decretos
e avisos expedidas at o anno prximo passado, ex-
plicaudo ou addilaudo algumas de suas dtspo.i-
cues : seguido da. regolamentot o. 737 u. 738
de de novorabro de 1850 lambem annoladot, e
a um appendice contendo a integra de todas as
leu, decretos e regulamento publicados aleo referi-
do anno, inclusiva a lei n. 799 de 16 de selembro de
iso que reformou os Iribuuaet du eommercio. com
o resp,ci,o regularaeulo n. 1597 do I.- de mtio de
18oa. A venda oa livr.ria de J. Nogu.ira de Soasa
junio ao arco de Santo Antonio.
oiliiEilias
PARA 1857.
Acham-se a' venda as bem condecidas
folhinlias, impiessas nesla typogiaphia,
das seguintea qnalidades:
FOLH1XHA RELIG10S contendo alem
dos mezas, a hibliotheca do cluislio
braaUeiro, que e compOe de ora-
rr.es <|uotidianas, methodo de assistir a
missa e conlisso; cnticos, nsalmos,
liymnos, ollieio de Nossa Senliora da
Conceirao e muitas outra* oraroes de
grande ment, preco...... 320
DITA DE VARIEDADES, a qual alem dos
mezes, conten? artigo* de agricultura,
nocoes de sciencias, artes, lei dos cir-
cuios, tabella de imposte, e regulamen-
to de afenYao, etc., etc., preco. 320
DITA SIMPLES, contendo alem'dos me-
zes, a le do* circulo* e varias tabel-
las de impostos geraes, provinciacs e
municipaes, preco........ 2M)
DITA DE PORTA, a qual alem dos me-
zes tem explicacoes das indulgencias e
excoinmunluies,"etc., preco. 160
DITA ECLESISTICA (ou'de padre!,
elaborada pelo Hvd. Sr. Penitenciario
da Se de Olioda, segundo as regias
da igreja, c leis condecidas a res-
peito, preco.......... ,00
I odas eslas Iblliinhas sao impressas em
liom papel c exceUente tjpo, e vendem-
*e cm porcao ea relallio: na livraria da
praca da Independencia ns. (i e 8.
BiNietos de visita-
liravara-se e impriraera-se com perlei;ao bilb.le-
de visita, lellras de commercio e lodos os objrclos di.
artecaligrapliica, rcgislros, viubelate qutetqner de-
senhos. Abrem-ae Brmaa, sineles, (auto a (albo do-
ce reino em relevo, ornamentos com objeclos de ouro
e prala. I .i/era e ncos lindos e nriginaes para
bordado, de labyriotho. Admilte-se a recuda de
luaesquer destes objeclot no caso de nao ficarera j
era
: no
contento das pessoas que os encomiuendarem : qu
pretender dmja-se a qualquer de.les lug.res : ...
bairro do Ilecife, ra da Madre de lieos ti. 3^', pri-
meira andar; era Santo Antonio, na livraria classict
do pateo do tollagio n. > ; nas Cinco 1'ouUs, sobra-
do da qutua coufronte a rnalriz nova.


I
MO fc* PfSINMKI QUMTA FfcigA V .1 DjZEM .M ll 1856
DEPOSITO DE L1VR0S E BOTICAS H0MEPAT1CAS,
2rr^i
uo
O
k -* &* GiQi)BQ gr^g
O Dr. P.|A. Lobo HOSCOSO, tendo de fazer urna viagen.,,, i a soa
direccfo do pessoa habilitad, e de ntcira probid.de, e uraT^TT.n.'odeHvroSdoSr
Manoel Nogueir. de Souza ...ra do Crespo, sobrado novo dc DMKl? Bastos
I ItEgoS KIXOS. n>
Botica de12 tubosgrandes. .
Dita de 24 i> .
Uila de 36
.Dita de 48
Uila de 60
Manual de medicina liomeopathica do Dr. Jahr
conario dos termos de medicina .
Medicina domestica doDr. llenry. ....
Tratamento do cholera morbus .
Repertorio do l)r. Mello Moraes.
0/000
I5S00O
30M00
255000
30SOOO
com o dic-
. . 20*000
.... lOfOOO
. . 2/000
. . 6|O00
I
* PEORAS TRECIOSAS-f

* Vdereros de brilhaote,, S
i' diamaules t, perol as, pul- Jj
jt ceir.is, aliineles, brincos ?.
* e rozelas, botoes e annei- *.
^ de diflereutes gostos e de i
6 diversas pcdrai de valor. jti
J Compram, vendem ou *
1 trocain prala, o*ro, bri- 8
* Ihantes.diaraanles ep.ro- ?.
? las, e muras quaesqner *
J joiasde valor, a dinheiro *
l ou por obras.
10REIRA l DDARTE.
I..IA III 01RIVE5
Ra do Cabuga' n. 7.
Receben) por lo-
dosos vaporeada Eu-
ropa as obrasdo mais
Ai
OL'KO K PRATA- *

:*
w
i Ad.recos completo, de
*. our.i, meiosditos, pulcei-
J ras, alfiuctes, brincos *
ij rozelas.cordes, trance- *
* lins, medalhas,correles j
* e entalles para reoslo, e *
^' outrosmuilosobjecloide
i*i oaro.
*j Apparelhos completos, ji
J de prala, para cha, ban- 8
ffl dejas, salvas, easliraes,
MKKlJ-rilO ifOStO, tail- *< colheresdesopaedech, m
_ ; e moitos outrus objeclos 9
to.le Franca como ||J^ZJI
de Lisboa, asquaes se vendem por
preco commodo como eostuniam.
Ghampag' e.
Viuho de Champagne man Grand-
Mousseux : vende-se em casa de S. P.
Ailoni & C, ra da Cruz n. 40.
Para a esa.
Vendem-so seda, lisas de ludas as cores, ditas de
c|uadros, diias tic litlras, gratdeaaptes prelo e de o-
res, mussulinas de laa, fazeua aova edemuilo pos-
to para vestidos, clialj de teda a HtO e 800 rs. o co-
vado, or&andy a Sol is. a ara, cassas fraucezas a
t40 a \ara, dulas linas a 200 rs. o covado. dilas
trncelas a 300 rs., chales de merm lisos, borda-
dos e malisados, ditos de relroz, dito, de seda.selim
de cores a 800 rs. o covado, luvas de seda para se-
ahoras e meninas a I36OO o par, e outras Canad*
que se vendem baratas, dandu-se amostras com pe-
oliures : na ra Nova, loja 4.
Palitos e camisas fratlce-
Zas.
Vendem-se palitos e sobrecasacos de linho a 35,
dito, de alpaca a 7 e 8?, ditos com pola de seda a
123, Olio de paniio lino a I e 205, camisas trance-
zas brancas e piuladas a 24, 28 e 305 a duzia, aber-
lurasde linho a 69 a duzia, collarinhos a 25 a du-
zia: ua na Nova u. i.
Chapeos.
mm
:-.:
I DENTISTA FRAXCEZ. J
,& aul IJaienoo, de volt, de soa viagem
"4 J turopi. est morando na ra Nova n. 5
W 41, primeiro andar, onde podejser procura- %
5? d0 a qualquer hora. |
O Sr. Joaquim Jos Marques, que
mota por detrazda fundirao do Sr. Starr
'm Santo Amaro, queira mandar a esta
tvpograpliia, a negocio que llie diz res-
peito.
& CONSULTORIO CENTRAL IIO-
:S MEOPATIIICO. @
A Ra de Santo Amaro (Mundo-No- ^
f vo) n. 6.
(fe O Dr. Sabino Olegario Luiqtro Pinho, /ffi,
> de volla de sua viauem o Kio de Janeiro, #
o* conlinua a dar consultas lodos os dias uteis, 9
XJ d hozas da manhaa, ai 2 da larde. '.-
^ O pobres silo medicados gratuitamente. >$
AO publico.
JOS ANAGLETO DA SILVA-
oem conliecido dentista e
sangrador,
pode ser procurado a qoalquer hora nos seis dias da
semana, na ra da Gamboa do Caimo n. 20, para
sauarar e tirar bem denles, chumbar denles Turados,
separar bem os da frente, e appca ventosas sarjadas
pela alracr.lo do ar.
?
&?5$
S?
m.
**, >WfcITIIIHIIi(HUI
L -y.WMi'ia'.-i i-uj
ESTRADA DE FERRO
do Recife Sn-Francisco
(Terceira olia.nada.)
Osdireetoresdacompaohia da estrada de ferro do
lecife a S. Francisco, tem feito a|lerceira chamada
de 2 libras esterlinas, oo ris 179777 sobre cada ac-
So na dita companhit, a qual deve ser paga at o
lia 8 de Janeiro de 1837, na Baha, em casa dos
Ms. S. avenport & C, na corle, em casa dos
Srs. Mau Me. Gregor & C.e em l'ernambuco, no
escriplorio da companhia. O accionista qoe nao
realtsar o paKanieiilo dentro du termo indicado, po-
dera' perder lodo direilo as aerftes sobre as qnaes o
diio pagamento uAo se liver edecluado, em lodo
aso lera' de pasar juros na razao de ."> por cenlo ao
auno, e de nAo receber joros ou dividendo da com-
p.mhia, pelo lempo qoe decorrer entre o da indi-
cdo para o pagamento e a sua realisufAo. Nenhura
auto de transferencia pode ser registrado depois do
da 8 do corrale, inle do pagamento da chamada.
I'or ordem dos directores,
S. P. 1'erel.er,
Thesoureiro..
lecife 3 de dezembro de 1856.
CONSULTORIO IIOMOPV S
THICO. {
DO DR. CASANOVA. A
28ra das Cruzes28. ;tX
Neste consullorio ha sempre para vender ''"?
os mais acreditados medicamento, hnmii'o- ^
V palmee* de CATELLAN" e GYEBEK, tanto
^ em tinturas, como em ^lobolos, e o mais t"z
- em eonta possivel. Jg
lima botica de 12 tubos 6| Sf e f0}000
de 21 la-5 129 e liU0O
"de 36 ii 1 :>*, 18-3 e 20)000
de 48 I89 22? e VsduO
de 60 225 25g e :I05000
Tobos avulsos 500, 800, e 15000.
1 once de tintura a rsevlher 25000.
Gonsultas tonos os dias gratis para os po- '*'
bres. (fe
Mua lar^a
DO ROSARIO N. 38.
botica de
Bartholomeu F. de Souza,
contina a vender
I endem-ie cliapeos de palhinha e seda para meni-
nas de 1 e 8 anuos, ditos para senhoras a (i e 105000:
na ra Nova n. i.
Vendem se ricas bandejas de todos os lama-
nhos, tanto para agua como para bolos ou roupa,
inoinbos de nova invtiirao para cafe, e lacas de to-
das as qoalidades : na ra do Quemado 11. 30, loja
de Manoel Kodrisnes da Cosa MaealhDe.
PALITO'S KKANGEZES.
veiidem-se palitos fraocezes de briui de linho a
39 e 45, ditos oe alpaca a 6, 7 e 85, dilos linos com
gola de seda a 129. camisas francezas brancas e pin-
tadas a 21, 26 e 305 duzia, grvalas liuas a 10,
IfBOOa 25 : ua ra Nova, loja n. .
. V'iideni-se 3 canoas de carreira : na refinarAo
dos Afogados n. 13.
Veude-se urna escrava de honila figura, c mo-
Ca : na ra Nova n. 19, primeiro andar.
No escriploro de Domingos AI ves Malheos, na
roa de Apollo n. 23, ha para vender por mdico
preco o Wgoioia : muito superior vinho do Porto
em barris, ricos e elegantes pianos, panno de linho
do Porlo, bicos e rendas da Ierra, toalhas de linho
para rosto, superior cha' nacional. 1 t
Por 400$.
Vcnde-se urna escrava di DacAo com 30 annos g-
ida-Je pouco mais ou menos, pelo diminu prero de
1OO5OOO, o motivo se dir' ao comprador : ua praca
da Independencia n. i.
Vende-sc bonels bordados de ouro e li-
sos, tanto para boinem, como para meninos:
na prarja da Independencia n. 38 loja de
chapeos.
Vende-M para fura genho, urna escrava eieellenle eoziuheina e lavadei-
ra: no aterro da Boa-Vista n. 37, primeiro andar.
Chales de tou-
quini
A 4^000 rs.
Vendem sena ra do Quemado n. 9| 4 chales
65000qU,ln """ "I"'11"' '"''os de sold seda .
,,..7 |Va'",e"" "Buafdeiile de Franca de primeira
qualulade : na na do torres n. 36.
n.~n 1!? Ci"'f^' efro",f da 'atoo, laher-
?Z f' 3 ,las,n("""- '""lias hamhurguezas pn-
awin re'alh0 "" l"'reS' e ''',en,Pse
-Vendem se 12 cadeiras, 1 ,0f;i, | par (le ,,,,_
cas, I ruea commoda e loucador, 2 me
com gavetas, por prero muito
orna pessoa que se relira
Giuzes 11. 20.
as do jantar
commodo por ser de
na taberna da ra das
CADA LATA.
Doce.
(sendo falso o que fot- vendido em outra
qoalquer paite.)
Rob L'AJFecteur.
Pilttlas vegetaes de Rrandel.
Vermfugo mgiez em vidros.
Klixir anti-asmatliico.
Frascos de bocea larga com rollrat, de
1 a 12 libras.
SEGURO CONTRA FOGO.
Compaohia Alliance.
Esubeleeida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhoes Je libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tcm a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
ea quem mais convier que esto plenamente au-/~f ^"T ^*r*m^m
ionsados pela dita companhia para effecluar segu-1 ^ mP u n IVorthe VII.
ros sobre edificios de tijolo e pedra, cobertos de CAP1TAF __t I ->,;n mu c-. u 1 -j
tlha e igualmente sobre os objetos que contiverem I "MJO-Estalielecida
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou '
Seguros contra
o fogo.
Na ra do Quemado, loja 11. 2 e na ra Bella ca-
sa n. 10, ven.le-se o mais bem feito doce secco de
caj e de calda de todas as qualidades, as libras eem
bocelas bem enfeitadas, ou em baiiiliuhos ou latas
propno para prsenles.
Escovas ie todas asqua
dades
Vendem-so ricas escovas inglezas para
roupa, o melhor que pode liaver e de nova
tnveiiQ3oa35, dilas francezas muito boas
a 15, 19500 e SfOOO, ditas para cbelo ingle-
zas e Trancezas a 1>200 e 25, ditas para den-
tes inglezas e franoezas a 100, 500 e 600 rs.,
ditas para unhas dita dita a 240, 500 e 19, e
outrasquaiidades mais baratas, que tudo se
vende na ra do Quemado na bem conheci-
da loja de miudezas da boa fama n. 33.
O
o. 3i, feijao mulatinho
em fazendas de qualquer qualidade.
')S< 8 J. JANE, l)E.\TISTE, !
91 eonlinua a residir na ra Nova u. 19, primei-
V ro andar.

Nesta lypographia precisa-se fallar
ao Sr. Rento A. R. Tupinamba', (|ucmo-
rou ou teve loja 110 pateo do Carino.
Hospital Todos
os Santos,
fia venerare. Ordem Ter-
ceira de San-Francisco.
Para o mesmo hospital precisa'-se de
mnenferraeiroe una enferme-ira, aqtiel-
les de nossos i raos casados sem lilbos
que pretenderen, o lugar, cujo ordenado
he deo(i0.s-000 para, ambos e mesa, diri-
|.ra-seao irmaoministro Flix Francisco
de Souza Magallutes, morador no lar
lo Carmon. 11
go
Para ellectuar seguros sobre propie-
dades, mercadorias, mobilia e gneros de
quasi toda a qualidade. Premio de 5|8
ate 1|2 0(0 ao auno.Agentes, C. i.
Astley A- C.
Afericao.
O abaiso assignado, arremalanle das aferrjesdo
muuicipio do Becfe, icirulilica 1 quem convie'r, que
lem eslabelecido o seu escriploro no paleo do Terco
11. 16, aor.de dar' expediente das 8 da manhia as
J da tarde.Jos Gostodio Peizolo Suares.
Ba Nova n. 18 loja de M. A. Gaj & C. con-
tinua sempre a ler um grande surlimcnlo de obras
leilas de alfaiale, lano superior, como mais infe-
rior, camisas francezas, brancas de cores, gr-
vala, colaniihos.chapos francezes, dilos de sol, de
seda c panninho,suspensorios de berrocha,mcias para
senhoras, horneas, meninos, fazendas para fazer-se
qualquer obra de oncomiiienda com a maior presle-
za l,om desempeuho, em lim qualquer pessoa que
vier a es la loja, tirara um facto completo e por pre-
co mais commodo do que em oulra qulquer parte.
>f>mpt*&.
, assimcomo precisa-sede
um servente para o mesmo hospital.
rei7;NV,Una '^"J" K?sari0-,eq'a do beceo do
rene-Frito, no segundo andar do sobrado n. "),
rozinha-se para fora com lodo asseio, perfeiejo .
l-rompndao e tamhein se eugomma : (udi por proco
mais commodo do que em oulra qualqu.r parle.
Aluga-sealoj. da casa da ra da Aurora o, :,t-
onde foi officina do fallecido marcineiro llenriaue
quem pretender dir.ja-se ao Sr. J0A0 Pinto de l.emo
Jnior, no seu escriptorio, ou cas. de sua morada
ua ra da Aurora.
r.A!.UK,Vre f *'*"-' ",a de yen,ler Plvora, na
ci.lade de Olinda. com bom silio, baisa pa capim
e boa casa de vivencia ao pe: qem pretender dita
rasa dirija-si a ra flo V igaro n. 31.
A pessoa que se quizer prestar a
lar liccOesde hngua italiana, annuncie
sua inorada para ser procurada.
AI.LGA.M..SE
Pira passara fesla duas casas na Torre, com bons
r-.iiMiHoi, caiadas e pintadas : no armazem d. ma-
leriaes da ra da Gadeia de Sanio Antonio 11. 17.
Becehe-se dinheiro para ser mandado dar na I
colado do Porlo por lellras pagas a vista ou a prazo,
iioi prala ou ouro: na ra do Trapiche n. lo, escrio- '
no de I humar de I-aria. r
Compra-se para urna encommenda
3 molequesde H a 18 annos de dade :
na roa do Collegio n. 21, prbxeuo an-
dar, das 10 horas a's ."> da tarde.
mrimpra'SeilnV'"ei:ra ma "inhabilidades,
com fillio ou sem elle ; na rua do Sebo u. 12.
Corapram-se apolices da Idivida provincial,
na rua das Flores n. 37 1.- andar.
Gompra-se ciTeclivamenle,latan bronze ecolire
do Brum. logo na entrada n. 28,e na mesma fundi-
Cao, em Sanio Amaro.
' i.T.^Tpra"u ouro' P^f'^ndo-se de lei, promel-
, e-se pagar inelhor do q,le em oulra parle : ta rua
l, larga do Bosar.o n. 17, junte ao qoarlel.
Sendas.
'Vender
--m-se 3(KI barricas valias r- 1 hu a-
balanra crande de Homn, usado, com cabo "
nhoe conchas de p,InuiloPm;0Jmc
CHAPEOS IK) BIO.
Cadeia do Becife ... 36 C" "e Abr'"1 "" rua da
Precisa-s. de um bom criado e pca-se bem
aar.daado a tervico e comportamenlo ; tratar no
.mpoi do Hospicio junio ao quartel casa do desem-
loarsador Mendes da Cunlia.
t Prerisa-se alugar urna boa
j! 'res, as principaes ras dcsla
: a tratar na rua da Gruz do Becte l.t,
ara escrlptoiios e caito
ros.
Vendem-sc resmas le papC| de
melhor que lie possivcfhavcr
fertor pouca cousa a
peso do
a 69, dito in-
reijo mulatiu
Vende-se na roa da Groz
por preco commodo.
Vende-se a taberna da rua dos Pires n. 2, com
luidos a comento do comprador, e com boa morada,
vende hem para a Ierra, e o motivo de vender-se he
por seu dono morar muito lona. : a tratar com Ber-
nardn.o Francisco de Azevedo Campos, na rua das
Irincheiras u. 50. '
Attencao.
A
Lindas cassas francezas muito linas, de
120a 280 o covado; chitas francezas
largas- e linas a 20 o covado ; cortes de
coetes de gorguro de cores e pelos,
lencos escarate para tabaco, mantas de
seda para senhora ; tudo por muilo bara-
to prero, porseterde acabar com ditas
fazendas : no aterro da Boa-Vista, loja de
brinetes junto ao selleito, n. 36.
Vende-sc o grande armazem alfandegado do
"rgo da Assembla o. 20 (Forte do Mallos), muilo
P'oprio para qualquer eslabelecimeuto, ou mesmo
Para recolher gneros como eslaservindo acloalmen-
' Por estar collocado defronte do trapiche do al-
goda8 : i tralir oa rua do Trapiche n. l, primeiro
E3- Ve,,de-s. na roa do Quemado u. 27, o
cale moido em urna fabrica do B.o de Janeiro, muilo
bem torrad, e .senlo de qualquer mistura, coincido
cada lata urna arroba de caf superior.
."It*" ",a P?rcl0 dc Ojolosinelezes, pru.a
"^toZr. fw.s<,u,ha" ,>"'pjn"ia-
V ende-s o diccionario histrico, critico < hio-
gr.ph.co, coii.endo a vida dos homens Urw? ce-
lebres ou famosos d lodo, os paizes det'dosos
rp,0,9,,S'8U,d de um "'o" resumido 32 mv-
lologia por umasociedade de l.t.eralos; obra rarai
curiosa por cter linas eslampas do, pr ncipaes per-
sonageus. em 30 volumen en. oilavo : na olhcina de
encaderuarao M paleo do Gollegio n. 20.
Vendem-se bolachinhas inglezas orldas, de
superior qualidade, em lalas pequeas, proprias para
roaedo Torre.T'*"""" ^^ ^'"^'"'
Marmolada e
ameiidoa
Vende-se irarmclada da melhor qualidade que
"a no mercad... em lalas de 2 libras e Ij'.KK), e
amendoa ,540 a libra, c ligoS ainda e.isle ale-
mas canas de 16 libras que se ven(Iem
eo-modo : na rua do Vigar.o o. 27, deposito de as-
dn7,aVe"d"n".'e ''alala8 nova' a SSOO a caica, len-
.".,e?,Hd" "reta.; no armazem d. Lail
Amonio Annes, defroute da porta da alfandcga.
Cal de Lisboa.
Rua da Praia n. i9.
< helada no ultimo un-
ron
por
Vende-se
Enxadasde ferro, do Porto.
Fio pon etc.
Panno de linho.
Pomada.
Sabonetes francezes finos.
Charutos de San-Felix, de diversas quali-
dades.
Archotes.
Sabao nacional.
Na rua do Trapichen. I (i, segundo an-
dar, a tiatar com Antonio de A. Gomes.
9 Lm casa de Eduardo H. W'vatt,
f
m
i
no ii
vioeiiiuitissiiuobeiii
dieonada : vende-se
preco muito barato.
Vendem-se na ruado Trapiche n.
Ilj. escr.ploiiode lirendera'BrandisiC.
Prasquetrasdegenebra dellollanda mui-
to supciior.
Botijas de oleo linissimo paracandieiros.
Lona a mitarao da da Kussia.
Piegos fundidos para bar icas de assucar.
Papel para impressao.

r
.*'.
o
respO loja umaic.ci u.
*, de Antonio Francisco Peretra, -fe
vende-se roupa feita, clicgada pe- ;J
lo ultimo navio vindo de Pars. g
.(t8"0*9 de panno fino pretoede ores, A
Calcas de oseuiira preta e de cores, a W
125000. pfo
Colleles de setim, gorgorao c de velludo, '.''
a IfcOOO. 9
Palitos de panno fino preto e de corjs. a t'^3
909000. ;,;;,
Sobrecasacas de cores de
do muilo lino, a 2NKH>.
P.lli
panno mrscla-

P.llisses de casemira mcsclada, a 2.Vs000 &
Gasacas redondas ou llaques, a 3O--OO0. .^
Palito, de alpaca preta muito lina, a ^
23000. a
V
ojooo a
25000 1^
ile novo W
35000 @
m
Uitos de dito de cores,
Capas de panno lino prelo, a
Ceroulas de bramante de liuho
modelo, u
Palito, de seda prela de GanlAo, a 2'OO
Ditos de bramante branca de puro li-
"''- a A. 03.300
Uitos de dito pardo dito dilo, a ijOOO ;;*-
Dilos de melira com listras de cores ..'
a 49500 %;
Camisas de miirim francezas brancas e ']&
;\.5 de cores, a 23 e 2JJ00. 3
pjk Ditas com paito, ponho e colariulio de 9
^ esgmao de Irlanda de linho, duzia a .\-SX)0 i.;
V fc. oolras mollas fazendas de linho oda. gft
AVSOS
Vende-se a loja de miudezas da rua da
Cadeia ilo Recite n. 11, que foi de Manoel
Joaquim de Otiveira, com poneos l'undos:
a tratar na mesma rua n. 7, para vero
balancp.
Vende-sc na rua da Cadeia do Recite n.
", loja de Antonio Lopes Perera de Mel-
lo A C, as hem conhecidas velas dc car-
nauba do Aracatv, pelo barato preco de
I2s000cada urna arroba.'
hampagoe.
Superior champagne em garrafas e
metas: trala-se com Antonio de Almeida
Oomes, ra rua do Trapiche n. 16, segun-
do andar. "
FARINHA
De Trieste.
.ye,l7e",5e el" ,-"s, de Sannder. Itrolh.rs A C u.
pra,-a do Corpa Santo n. II, muito .uperior e em
conhecida ferian, de Triesle. da marca-pimei
Cemento.
Km barricas e a relalho : no armazem de roate-
r.aes da ra. da Gadeia de Santo Anlonio, pr ""'I
commodo. v I rejo
Em casa de Eduardo U. Wyatt, rua
do 1 rapiche-Novo n. 18, ha para'vender
A verdadera graxa ingleza n. 97, dos
fabricantes Day & Martin.
Tintas em oleo.
Cabos da Uussia.
Vinho Cierrv superior em barris.
Agurdente de Franca dito.
Ft uctas e conservas ingle/.as.
Papel lino para cartas.
Livros para copiar ditas.
Ditas de lembranca.
Ditas em blanco s'ortidos.
Papel para copiar cartas.
Relogios de ouro cobertos edescobertos.
Joias.
Sellins com pertences patente ingle/..
AO MADAMISMO DE BOM COSTO.
Veudcm-se sedas escocez.s de quadros, com aua-
ro palmos de largura, fazend. muilo superior a
3MX) o royado : na rua da Gadeia do Hecie loja
Mad,rendee,D'ce;sr.e,ra ^ *' e"i"13 ^ ""' *"'
Antonio Jos de Castro vende polvo-
a de superior qualidade a l.l.sOOOo bar-
as pessoas que quizerem dito gene-
ro, apparevam em o seu escriptorio, na
ruado Vigario n. 31, para veras amos-
tras.
Vendeir.-se pellesde cabra de toda qualidade,
por preco commodo rua da Cruz n. :|, primeiro
rua do Trapiche-Novo n. IH, na
para vender, chegado no ulti-
g mo navio de Londres :
Q .". pianos fortes c elegantes de fa-
-3 bricante afamado, comseus per-
^ tences segtiintes.
^ ." carteiras para msica.
2 du/.ias de estantes para dita.
@ 6 cadeiras para piano.
i@ 0-^55@@
TAI XAS PABA ENGENHO.
Ha fundipo de ferro de D. W. Bowmann u.
ru. da Brum, passando o chafarii," contina ha-
ver'um completo sortimeuU) d. taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
cham-se a venda, por epreco commodo com
promptido: embarcam-s oucarregam-s. am car-
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de llenr. Bruno & Companhia, na
rua da Groz u. 10, vende-se cognac emcaiiinhasde
duzia.
Karinha de mandioca
Vende-se superior farinha de Santa
Catharrna, em saccasquetem um alquei-
ie (medida vjlha) por preco commodo:
no armazem de Novaes& C., na rua da
Madre de Deot n. 12.
"" Na ruado Trapiche u. 1!, escriptoriodc Ma-
noel Alv.s Guerra, vende-se por commodo prego e
'.cumie : superior vinho do Porto em barris do
oitayo,chapeos de fellro, ei.b.ioamarellu fabricado
"o Itio de Janeiro.
Em casa de Saunders Brothers & C., prac,a
do Corpo Santo n. 11 ,ha para vender o se^uinu
Ferro inglez.
Pixeda Stiecia.
Alcalro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para sacras.
Dito entrancado igual ao da Babia.
E um completosortimento de fazendas proprio
para este mercado : tudo por preco qommodo.
Cal de Lisboa e potassa.
Na rua do Trapiche armazens ns. 9 e
11, vende-se superior potassa da Bussia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que ha no mercado.
AGENCIA
D.fundico Low-Moor,ru daSenzal.-Ho-
va n. 42.
Nesteesiabelecimentocontina a haver uta com-
pleto sortim.nto d. moendas eias moendas
para angenho, machinas de vapor e taixas da
ferro batido e coado de lodos os tam.nho 'oara
dito.
CAL E POTASSA
Vende-se potassa da Russia o americana, cheeada
uestes dase de superior qualidade; cal de Lisboa
da maisnovaque ha no mercado: nos seusdeposi-
tos na rua dt Apollo n. 1 A, e2B.
Na rua do Visario n. 19, primeiro andar, ven-
tie-se vinho do Porto de superior qoalidade da bem
condecida marca G-VV em pipas, barris e caitas de
urna e duas duzias de garrafas.
lluta attencao-
"Va rua do Crespo, loja da esquina, que volla pa-
ra a rua da Cadeia, vendem-se coberlores deba
iiespanboes, lencos de cmbrala de lislrasa 400, 500,
ebOOrs. cada ura, corles de casemira de cor ala
e ..8000 rs., dilos preta a iSSOO e 8y)O0 rs., ditos
de bnm escuro eamarello para calca a laMO, pan-
no de linho do Porlo, toalhas de mesa e rosto, uar-
danaposde todas as qualidades, aloalhado adamas-
cado com selle palmos de largura a 13600 a vara,
cortes de cassa cha a 13600 rs., e oulras moitas a-
zendas por prero'scommodos.
Marmellada.
Ba do Queimado n. 55.
Lalas com fructas em conserva nov.merile eliega-
800 rs., e com mar melada lina a (lio
ba
VELAS DE CAK.NAtptA.
Veodem-M velas de carnauba pura a 123 a arro-
-a rua do i.iucimado n. 69, loja r^e ferracens.
POTASSA E CAL TRGEB.
iNoaniigoej bemeonhecido deposito da ruada
Cadeia do Becife, escriptorio n. 12, ha para ven
der muito superior potassa da Bussia,. dita do Bio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa en pi'dra, tudo
aprecos muito favoraveis, com os quaos ficaro
os compradores satisfeitos.
VINHO DO porto GENUINO.
Vende-se ptimo \inho do Porto em barris d.
quarloe oilavo, por pr.cs> razoavel: M ruad* Ca-
nal, do Recite o. 13, escriptorio de Bailar A Oli-
veira.
Sao muito lindos para'pu-
nhos.
Vcndeni-se muilo bonitos botoes para pu-
nhos pelo barato preco a 500 e 800 rs. cada
abotoadura : na rua do Queimado na loja de
miudezas da boa lama n, 33.
VENDE-SE
Graxa de patente, prova d'agtta, para
arreios de carro.
Vinho do Bneno de qualidades espe-
ciaesJohannisberg c Marcobrunner.
No armazem de C. J. Astley & C.
XAROPK
DO
BOSQUE
Koi transferido o deposito desle tarop para a bo
tica de Joso da Cruz Santos, na rua Nova u. 53-
garrafa, 58500, e meias 38000, sendo falso tod
aquelle que Blo for vendido neste deposito, pl
quesefaz o presente aviso..
IMPRTAME PARA 0 PUBLICO.
Pira curade phtysica em todoosseusdiileren
1Mgraos, quermotivada por conslipaces, losse
a-slhuia, pleuriz.escarros desangue, dor de eos
lados e peilo, palpilacao no corarao, coqueluche
Droochite, dorna garijanta, e todas asmoleslia
dosorgaos pulmonares.
1ECHARISI0 P1U UiW
LOO.
NAFUNDICAO DE FEBBO DO ENGE-
NHEIBO DAVID W. BOWMAN, ,^A
BA DO BRUM,PASSANDO O olIA-
FABIZ,
ha sempre um grandesormenlo dossegoinles ob
jeclos de mechauisinospropriosparaenvenhos.a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construejao ; taixas de ferro fundido e balido.de
superior qoalidade e de lodosos tamanhos; roda
dentadas para agua on auimaes, de todas as propor-
Soes; envos c boceas de forualha e registros de bo-
eiro, aguilhes.brouzes.parafusos ecavilhOes.moi-
uhos de mandioca, etc. ele
m
A ttenco!
das de Lisboa
por libra.
til
andar.
ebro-1
?em reg-ula-
Plvora.
I3
.c.H.r .ouca cousa a 35 c l-Mi ,i,i......
te muitissimo lino i 55OO c c' ^ Pfquc"
a casa con, dous a- grave o marflm a 4> di o inTfn '".f.1"13?0
c.dadc. pagando-se bom a 3>-mn h, *".f'0 almd? muilissimo
meirii andar.
I ,,^'e',i, s lle 0,n ""aieiro que leiiha bstanle d'tMl
liralica.le ta/endas e que d fiador a sua conducta,
para urna hija lora .la ridade ; 110 alen o da Hoa-
V isla n. 1., sc-iind,. ailar.
bom a 3.-200, dito de
resma a 700 rs
cores cm quartns de
>, grozas das verdadeiras n
Mdcacobico dclanca pelo barato p,eP'0"
ditas muilo
.No%..es & li.,M| do itio de Janeiro, fazem
liublico, que possoa al.Miuia faca negocio con. os her-
leires de Arscmo Korlunil da Silva, sobre os bens
irlilhados enlre os ditos herdeiros, visto quej ob-
iiver.m senliora contra elles pelo iuizo niuuicii.al
Ja primeira v.ra, escrivao Gunha.
. boas sem ser bi'co dc
S! 52 "'.":'s de lapis "t'in> li-
nos a 320 rs., ditos proprios para riscar li.
yms a 800 rs., caeUde oss t'orndi-la";,
o urna ,C ag"i,,70irS' CHmveles 'in-ssimo
lo urna a quatro follias a t, 2, 3, 4?. e ou-
tras mais cousas que se vende barato; na
ua do ooeimado na bem conhecida loja de
miudezas du boa lama ti. 33. J
rende-se um
11 orne tro
do : : a rua do Brum
.;:. n. i, primeiro anclar. S ipara"va'
v^.^itx."..'..-').) n -i ,-*-, -*-. *'em cunta, co
.:-.--.:\.: .: ,:^,: W -.,:QOO^$ Chitas largas
-- Vendim-se velas de carnauba cornpnsla e li-
quida, as melhores que tem apparecido, esleirs de
palha ilobrada, pelles de cabra, curtidas, meios de
sola, ludo eui grandes ou pequeas porcia : na rua
do Vigario u. .
;..:....'....:...--. ;^r-;;; *r> ^.-.
m A LOJA PERXA.MBLCAXA ffl
O DA RUA DO CBESI'O X. II, ^
,;;;; acaba ile receber um completo sorlimento g|
;. d. obra, rcilas, como sobrecasacas de panno X
;;,' e alpaca, eoll.le.de peqnim prelo e dp co- W
..: res. sobreludo do panno lino muilo encor- SS
". pado e camisas linas, tanto brancas coico de ,'
;. cores, ludo promelle vender barato. '.'
'i'.; Kecebm lambem ricas sedas para vesli- 9
V.; dos, ricos corles de vestidos de velludo com '-
.. tres ordena de volanles, lauto de cor como <".!
'i I'"1"5;,"" 'l'a* par. senhoraemer.iuos ;;"
.?,. a ..SKK): da-se amostras de ludo. @
Claudio Dubeux vende plvora, a
cada barril dc 23 libras.
Vendem-se
pranches de pinho da Sueciacom 18 at
>2 palmos e o polgadas de grossura, des-
carregando agora para o armazem de C.
J. Astley A C, no Forte do Mfttos: ven-
dem-sc em lotes grandes ou pequeos e
por preco muito commodo.
mum HABATAS
EM A VARIA:
Na loja de i portas, na rua do tutimado n. 10,
der novo torlimcnlo de "fazendas uiuilo
orno sejam :
s d cores,,. covado
Ditas estrenas, o covado 100 rs., 120 e
Cortes de vestido de chita larga 1>ti00 e
Ditos de cassas dc harta
Pejas de chitas de cores
Dilas de dilas finas
.VladapoUo eulreliiio 39000 e
Dito largo
Algodilo azul de lislra e tncsclado, o covado
Dilo americano, peca
diales de chita
Lencos de ganga encarnados
Chales de merino de barra e franjas
Pcilos de linho lisos e bordados para camisa
Moinhosde vento
com bombas de repuso para regar borlase na
za de capia. : lia lundico de D. W. Kowinan
na rua do Rruu. ns. ti. Se 10.
CARNAUBA.
Veode-se cera de carnauba di boa qualidade ;
na rua da Cadeia do Kecife, loja n. 50 defronte da
rua (da Madre de Dcos.
Ceblas.
Para liquidar M vendem muilo baratas: uoar-
m.izcm di Antonio Annes Jacom. Pires defrciileda
porl. da alfandega.
A 160 res o covado.
Itiscado escuro de qoadrinhos, |proprio para ca-
ausas e vestidos de prelas, veude-.e oa rua do
Gr.spo, loja da esquina, que volla para a roa da Ga-
deia.
VINAGKF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e Falcao & Socios, adia-
se a venda no armazem do Valenca, rua de Apol-
PABA ACABAB.
Xa rua Xova, loja Iranceza n. 8, confron-
te a Camhoa do Carmo,
vendem-se chapeos dc seda para senhora, da ullima
moda e qualidade,com um leve loque dc mofo, pelo
baratsimo pr.o de 105 cada um.
Kelogios de patente
nglc/esdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
Na rua do Trapiche n. 34, iia &
V superior rape Princeza do Brasil, @
^ chegado recentemenle do Bio de g$
@ Janeiro, em qualidade pouco dif- @
W lere do dc Lisboa, ao passo que fjj
custa apenas lsiOO a libra; aelle S
# antes que acabe, pois a remessa tjfe
,J he pequea. f\
NA MESMA FUND1CAO.
ieexecutamlodasaseucommendas com a superio-
ridadejaconhecida ecom a devidaprestezaecom-
modidadeem preco.
Em casa de Babe Schmettau & C,
rua da Cadeia n. o7, vende-se:
Vidros para espelho.
Vinho do Bheno superior.
Conservas alimenticias.
Tinta para typographia.
Tudo por preco commodo.
Em casa de Babe Schmettau &
rua da Cadeia n. 57, vcnde-se :
Elegantes pianos do afamado fabrican-
te lraumann de Hamburgo.
Vinho do Porto, superior- chamico.
rl,ega'1'l'el0,b,i8ue Trotador; vende-
".Tg^."!^"; sr: i:Barroc- ^ -
Algodftozinlio da Baha
para saceos d
da Cruz
Vendem-se estas pilulas no estabelecimen-
to gera de Londres n; 244. stranoV Ti
oja de todos os boticarios, droguisUs e ou-
nd.P. !M encarregadas de su. venda em
toda a America do Sul.Havana eHespanha
venaera-se as bocetinhas a800rs nma dell.g conten urna inslruccao em nor-
tuguez para explicar o modo de se usar des-
tas pilulas.
O deposito geralheem casa do Sr. Soum
pliarmaceulico-, na rua da Cruz n. 22 em
l'ernambu '
Na lanero, da roa Djrell n. 4, confronta
,: t,rv^li,l,a,Be,,,ode *S3rs
* ,V- '". o.iKninle. eneros uperiore, :
vinhb. do Puno de d.ff.ren.e. qualidades oe .Ir
1-3000. a garrafa, dilo de Lisboa 640 e 720 a I,
dilo da Kigue.r. a GO 640, dito d. Sel*
rcito i80,.,W)e640,giripig, br.o.a. (San
oranco a que chamam Madeir. 800 rs., dito
brjn a-.560. '^wSTCfSSZ "aZ S
rafas cumoem meias dilas, de diversa, qu.lioaes i
aolores, boa genebra hollandeza hamburgu.za em
a ou oin ma de mataraua, bolachinhas d. sori.
e.ogle,,, bi.eout.Dho, lino, en. lata., bol dinha
lie ot.rnl, ,u.,.m,....,i...i. _i_ ""cu
CU
boaagoarde.,.d.c.nnad.-22^ao;;ejo3oromn;
seero, propr.os desle, labelecimenlos por mir!
??!.?_* *"> se d.gn.rem honr.r-no. com .01
prolectao fregueiia.
AOS AI4NTES DO BOM E BARATO.
Vendem-se ricas charuteiras bordadas e
relroz servindo tambem de c.rteira a 4/ d
tas sem ser bordadas muilo boas a 2aTe -.t
carteirinhas omita ricas y, dii.s propri.s
para v.agem a 2500, carteiras grandes para
dinheiro a 1/500 e 23, trancelins para relo-
g'os pretos de retroza 160, afiadores para
uavalhas muito linos a M, pedras inglezas de
anarnavalhas a If e 15500, ricas beng.Us
Pelo barato preco de 1 e 1?500, pentes com
escova e espelho para suissas a 800 rs esto-
^HTx barba f61'*500. filas dourad.s
pa acalcas e colleles a 120 rs., caslOes p.r.
benga as a 80 rs., caixinhaa para guardar
Phospboros a 160 rs escovinbas para lim-
par pentes a 240 rs., chicles muito bons
para cavallo a 800 rs esporas fitus de ac .
'/. grvalas de seda muito boas a 15, ataca-
dores de cornalina para casaca a 300 rs., ni-
eis inglezes para barba a 500, 600 e800rs a
camisas de n.eia muito finas al#200, ricas
aDotoaduras para collete a 500 e filio rs.. \-
1h.\r"rP"m" 5u e 60 rs-' tojos de na-
valhas lmas para barba a 25, caixas inissi-
2taE2 rcpea H500e* ditasred("l de
tartaruga finas a 6f, e oulras multas cousas
33 "a em conheci l0Ja da boa a-
^ara quem estiver de luto-
nh!onHde7se na rua d0 Quemado, na bem co-
nhec.da loja de m.udezas da boa fama n. 33,
volta prelas linas e ordinarias, ricos albne-
mthnJ SJt,lCe'r'S' 'tow-aagUs. tudo do
melbor gosto que se pode enci.tTaTe or
preco que no deixara de agradar os
nhores compradores. ^
Pentes de todas as quali-
dades.
mSSff 'aS P6nlM de tar,aruga a 5 e
-, d tos dito de alizar bons a 43. ditos da
.d. ter70 a T1 ditos Sto tr!
vessa a 43, dilos de unicorne oara alisar .
1S, ditos de bfalo muito f.nosTeOo^oS
rs., d tos de bale.a p.ra alisar a 300 e 400
rs., ditos abertos imitando tartaruga Dar
prender cabellos muilo bonitos e bem tra
balhados a 13280 e 13500, ditos de b.leia a
barios a 240, 320 e 400 s ditos de bufa'"
fffSSi 5H PS- na ra do QueSado
baf" 3T '0ja de miudezs d b0
Mcias de todas as qualU
da des.
Ve-dem-se muito boas rpias de seda pr,
C,
e assucar : vende-se em ca-i
*a de N. O. Bieber & C, rua da Cruz
n. .
Kelogios
cobirlo, e descoberlos, pequeos grande., de ouro.
Plente loglez, para Lomen, e senhora, d um do
melhores abrieante de Liverpool, viudos pelo ulli-
mo paquete inglez : em casa de Soutball ilellor V
Companhia, rua do Torres n. 38. fl
,7e AnoT?araSe.nh5res Pel bara1r>ptfe-
d |d!,T r? 'a la-S de lala Para Padres >
n lo harirde EsCocia Pintadas Par or
o Oaratissimo preco de 400 e 500, *
brancas e cruas
ISO
IliO
23000
25OO0'
5SOO0
li.3000
39500
30IM)
160
39000
loo
200
19500
00
A11gust0C.de Abreu.narua da Cadeia
do Recife, armazem n. 56.
Superior cal de
Lisboa.
Vende-sc superior cal dc Lisboa : no
armazem dc Novaes & C-, rua da Madre
de eosn. 12, por preco commodo.
Vende-se superior linha de al^odao branca *
de cores, em uovello, para costura : em cas. de
Soutball Mellor & Gompanhi., rua do Torres n. 38.
DEPOSITO DA FABBJCA
Industria Pernambucana,
RUA DO CRESPO N. 9.
A fabrica de sabao e velas de carnauba, es-
tabelectda na rua do trura, tem estabele-
cnlo um deposito na rua do Crespo n. 9 pa-
ra ah nicamente dar extrac?3o aos seus
productos, proporcionando assim a maios
commodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, offerecem as
vautagens seguintes : sSo fe i las com a car-
nauba simples purificada pelo meio do va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia
queimam com igualdede e nao esborram
nao fazcm murrao e diio mais luz e mais cla-
ra do que as velas stearinas ou de oualauer
composicao, c que se vendem no mercado
1 Fabricam-se de 6 de e de 10 em libra, ven-
dendo-se em caixas que contem 199 924 ou
3910 velas cada urna pelo prego de 15/ "
O saMo he bronco, as materias primas
de que be fabricado sao simples e inofensi-
vas, o cheiroquedeixa na roupa hea-rada-
vel; nvalisa com o melhor sabao hespanliol
e he superior ao sabao americano, ouese
vende no mercado a 240 rs. a libra
Vende-se igualmente em caisas "de arroba
e a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando reconhecer3o
por experiencia a veracidade do que se an-
n unca.
X. O. Bieber & C, rua da Cruz n. f.
vendem :
Lanas da Russia.
dem inglezas. |
Brinzao.
Ri ins da Russia.
Vinho de Madeira.
Ajgodao para saceos de assucar.
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAV.
PILULAS HOLLOWAV.
Este inestimavel especifico, eomposto in-
teiramenie de hervas medicinaes, nao con
lem mercurio, nem alguma outra substancia
delecterea. Benigno mais lenra infancia
e a compleicao mais delicada, he igualmen-
te prompto e seguro para desarreigar o mal
na compleicao mais robusta; he inteira-
mente innocente em suas operacoes eelTei
tos ; pois busca e remove as doencas de
qualquer especie e grao, por mais anti-ai o
tenazes que sejam.
Entre milhares dc pessoas curadas
este remedio, muitas.que ja estavam
tas da morie, preservando em seu u
seguiram recobrar a saude e forras
de haver tentado intilmente todos
Iros remedios.
As m5s alllictas ri3o devem ^
desesperacao; lacam um competent
doselhcazes elTeilos desta assombro-
saud' epresles ""Pe^rtlo o bemietoda
-Nao se perca lempo em tomar este r(
dio para qualquer das seguintes enf ^mida-
Accidentes epilpticos
Alporcas.
A iplas.
Areias :mal dr.
com
as por-r
SO; con-
depois
os ou-
entrejgar-se b
ti ensaio
ssombroia medi-
*r
500
Vende-se cal di Lisboa uliimainente chegada, a,
snn como potassa da Kussia verdadeira : ua praca
doGorpoSautou.il. *
LEGIVEL
Asthma.
Clicas.
ConvulsOes.
Ucbilidade ou exte-
nuaban.
Dcbilidaduou falta de
forcas para qual-
quer cousa.
Desintrra.
Dor de garganta.
dc barriga.
nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ven-
tre.
laifermidades no usa-
do.
Hitas venreas.
Enxaqueca.
IK'iysipela.
Febres biliosas.
ttentes
Febres nterin
Febreto da es .ecie.
Colla.
Hemorrhoidas
Hydropisia.
Ictericia.
Indigestoes.
nflammacoes.
Irregu la ri da
menstruacSQ.
Lombrigasue i oda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas n cutis.
9800,
mem
, dilas
- para bomem a 200, 240 e
28U rs., ditas pintadas e brancas cara meni-
nos a 240 e 300 rs., ditas brancas, finas para
nwn" 8J 2 ditas iK
nhoras a 240, 300 e 400 rs., ditas peUs de
offid.T-ra padres fo rs->e ou'ras mai"
nnoirn qUee vendem barat0 na ru. do
CTSIhS "? be,n conhccid 'ja de miu-
aezas da boa lama n. 33.
cnJos e lunetas de todas
as qualidades.
tlElZETlT.MBSocutoscom armacSo
fliln/m.^fi C t0daSas Sroduacocs a 39000,
tSSa dlia. h? Cm arma0 douradas a
la'. ,l,-s d,tos cm armacoes oratcada
9 2S*! ~"">-5-o Vaga wS'
dLrl! m armav3o de tartaruga a 19,
ditasZ ,S e1uad"das debaleia a 500
a i Jl..dUS V,drob "rma3 d taleia
a lv6U0, e outros oculos mais que se vendem
dornl.033a 'Ja ^ ba fama D -
He muito b rato.
,lendem-se duzias de facas e garfos dtfei-
bidemarfim de bo. qualidad ^a il, diU
di?n-"bhde bf-,"S5 mUt0 finas M
? |L ik bo,ro,,so e oitavano a 39, 00-
tlisdecolben de metal principe a 39 e te-
ft,decmeta.' mais orJnario a 800 el400'
d mX'taS C0JUsa8 ('ue se ve"de b,rato
ni rua do Quemado na bem conhecida loia
de miudezas da boa fama n. 33. J
f-Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda
coastruccaoveriical.com todos o melhor.men.0
mi modernos, tendo vindo no ultimo navio H,
Hmburgo: n. ru. d.C.dei. rm.zem n. 8.
vcd LEOES FINOS.
vendem-se Jeques muito finos com rica-
jxaiuras espelho e plumas a 2/, 35500 e ti
J!L lfn. "ein,ad0 '"ja de miudezas da
boa. lama n. 33.

^0cr>o fitgi9o.
lUZffP* enlo-Velho em Sanio Anlao fo-
giocm das de novembro p. p. 0 escravo AleV.nd,.
ionio, de 30 annos, cor /usc^, .15STr5 "ofnos
papados, peslimpos.cab.llo. crescido, na fr," e ,aN
ves com eicalriM. antigs de aroule na, naden. .
KS.1* Cmp,,d0 DMla P'la .dodS
serlao ao Lear. un ona. ........ ,t ...
Sahio com
serlao no a; par) onde u|vM se ^ .did"
I al S"""' "'.peo de palha linio d
prelo pede-se a quem delle liver noliei. ou encon-
l'"lr,,,d".efaMado..rao referido ,nge-
udo, onde sera' bem gratificado. g
Fugio hontem as 7 boras.um escravo mua-
lo de nome Tbomaz, alto, reforcado de corpo, com
mircas de bextgas, pern.s grocas, e relias marcas
de eicratizes as cauellas, falla coto muita manci-
dao, levou vestido camisa de panno azul greco
guarnecida de ourelo branco, nos ombros a p-
naos, abarla na frente em forma de palito: este es-
crito he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Cirios Coelho, que o houve por heranca de seu so-
gro Jos Joaquim de Souza daquella cidade.efoi
; comprado pelo abaixo assignado aoSr. Hilario de
Alhindra Vasconcellos Junior.morador no engenho
Tipua freguezia do Pilar deiu provincia
quim o pegar leve-o a ra da Concordia a Pedro
Anlonio Tetxeira Guimares, qUe ser generosa-
mente gratificado.
300^000 de .-ra tifie cao.
Auem apprehender oo der ooticiai cena*, do s-
"ionio, da Babia, oflicial de caldeireiro, he to
|lCm parecido corpo lino e com hombro. I.raos ro.
sem barba, lera de
muito bem maeio,
njo. muilo bem feilos. Esie escraio' he ooTsrf
UM* & Kamos, do K.u de .l.ueiro.e tern-se deeo":
Uanc.. que .Steja ne-la provincia : quD o pee," u
les da
Potsica ou copsump-
C3o pulmonar.
teteueo de ounna.
Kheumalismo.
Symptomas secunda-
rios.
Tumores.
1 ico doloroso.
(Jeeras.
Venreo (mal.)
i e.piilias no rosto, beico, lino,, sem'barb,
:.a,2l anno, de idade. falla muilo ber
; cosioma aiiinnar-se muilo quendo falla
.. ...... mnil.i t...... bllu i- .
MUTJDPrj
.i.roolicias certas, r.eeber a Cralilic,cao cima "le
;"aT.ia nm..aM ^ JOa ^ S"V' SSfc. "
PEBN.: TVP DB U. F. DB FABU 185S
r


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