Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07663


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Full Text
ANNO XXXJI H 297
Por 3 mezes adiantados fJOOO^
Por 3 mezes vencido. 4^500.
0IMTA FEIRV 1K DE DEZEMBRO DE i 856.
Por auno adiantado 15'000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
excarregado.s da subs^RIPC\..- no norte
PARTIDA DOS CORREIOS.
PAiTi amoiki
QOVERNODA PROVINCIA.
ElM OflicioAo Eim. presidente da provincia do Rio
Cr.ode do Norle, dizeudo que os proeessos verbaei
dos soldados Jlo dn Sanios Cerdoso, Joaqun) Igna-
cio de Oliveira, e Joaquim Jo. de Santa Alina, nlo
podan) ser julgados nesla provincia por ler sido cx-
lineU respectiva junta de oslic, a. e por isso foram
obmeltidos o conhecimento do Exm. Sr. minifico
da guerra, para serem definitivamente jolgadus pelo
eonselho supremo militar de joatlca.
DiloAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, remeltendo por copia o aviso da repaiticao da
guerra de ti de novembro oltinm, no qual loi decla-
rada que o tambor do 2. batalhao de infantaria
Manoel Janoario, para quem pedio escusa do servido
na mal Marta Joaquina da Coiiceii;,lo, deve ler bai-
la quaado Ihe crapelir por anliguidadena forma da>
nrdens establecidas.
D loAo mesmo, enriando copia do aviso do mi-
nisterio da goerra de6 de novembro ultimo, no qual
se determina que siga com gaia de pa.sagem para a
companhia de invlidos da corle, visto arhar-se in-
capaz do ervico activo, o soldarlo do IIIo bntalfilo
de infanloria Jos Ignacio dos Santos.
DitoAo mesmo, traosmiltindo por copia o aviso
de 6 do novembro oltimo, no qual o Eim. Sr, mi-
nistro da guerra elige a remessa do processo que se
inslauroo contra o altores quarlel metlre do 9. ba-
lalhln de infantaria Francisco Jos Joaquim de
Barros.
DiloAo mesmo, para recommendarao lente do
2.' batalhao de infantaria Manoel Joaquim Bello,
que trate de pagar na recebedoria de un i.u, a vista
da nota que remelle por copia, a importancia dos
emolumentos que est a dever a repartido da guer-
ra, por ter obtido pasagem na qualidade de quartel
mestre para o 5. batalhao de infinitara.t)iliciu-se
oeste sentido > Ihesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia o aviso
do ministerio da guerra de ti de uovembro ullimo.do
qual coosla que se concedeu passsgem para o meio
batalhao da Paradina, ao soldado do 10." de infanta-
ria Jacinthn Manoel Gomes.
DitoAo mesmo, enviando para ter o convenien-
te destino, a fe de olieio do Capillo Antonio Jos
dos Passos, que leve passagem para o 10. batalhao
de infantaria.Participou-se ao Exm. presideute do
Kio Grande do Sul.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, di-
ieodo que a importancia dos prets dos vencimentos
da guarda nacional destacada na villa do Bonilo,
deve ser entregue ao sargento da raesma guarda
nacional Jos Avelino Torres Carapeba.
DitoAo mesmo, transmittindo por copia o aviso
da repartirlo da guerra de i de novembro, no qual se
manda proceder a descont no odo do capitn do
10. batalhao de infantaria. Manoel l'ereira de S io-
ta Burily, para indemnisacAo da quanlia de 192J000
rs., de que he llevador fazeoda publica.Igual co-
pia remelteu-se uo tente geoeral commaudanle das
armas.
DitoAo me que D. Mara Francisca de \ssis Pnheiro, pede por
aforaraenlo um terreno de marinha que serve de
traversa na ra dos Pescadores, afim de que mande
pa.iar supplicante titulo do mencionado terreno.
que segunda declamo a cmara municipaldesla ct-
dade, nSo se faz preciso para serventa publica.
DitoAo inspector du arsenal de marioha, auto-
risaodo-o em vista de sua informarlo a admiltir na
companhia de aprendizes riaquelle arsenal os meno-
res Francisco e Jos,, filhos du lina lo Pedro Alexan-
drino Bezerra.
DitoAo director das obras publicas, declarando*
qoe, expedio ordem a Ihesouraria provincial, para
qne, avisla do competente certificado, pague ao ar-
rematante do rebarreamento do 26." lanro da es-
trada di Victoria, a qoantia de 2;080s000 rs. em qoe
importan) cem bracas cubicas de prdra, que o men-
cionado arrematante tem exlrahido as escavaces
que ha feito.
DitoAo juiz de direito de Goianna, accusando
recebido o nflicio em que Smc. parlicipou ter come-
ado no dia i e encerrado a (i, ludo do crrante
raez, a sessao do jory daquella comarca.
DitoAo superintendente da estrada de ferro, E-
duardo Moru.iy.Tenho presente o oflicio de hon-
lem datado, ein que Vine fazendo-me var o desejo
que tem o engenheiro em chefe da companhia da es-
trada de ferro, de querer dar impulso as obras do
trminos qo diz arharem-se muito alrazadas, pede-
iTje que llie declare se pode proceder s desapropria-
ees dos terrenos necossar.os para as referidas obras,
que s torio comeen depois que seu plano, que nao
se acha anda preparado, liver a approvacao do go-
verno imperial.
Em reposta ao citado ollicio, tenho a dizer que,
so a' vista de plantas |ioderei fazer idea dos terrenos
por Vine, requeridos, e das mudancas de lugar qu
deseja nliter. Parece-me, pois, conveniente qoe
Vmc. e o engenheiro em ehcfe me venham fallar
amanhla ao roeio-dia.
DitoAo subdelegado dn primeiro dislricto de
Ourieury.Aceoo a recepcao do oflicio (sem data)
que Vmc. me dirigi, communicando nao ler occor-
rido facto algum deploravel, por occasiao das elei-
coes a que se proceden nessa villa, o qoe foi devido
UDIENCIASDOS TRIBUNAES DA CAPITAL.
oal da commarcio ; legundaie quintas.
ao: leraai-feiraiesabbados.
da: quarlaa taabbadoa as 10 horas.
do comrairefe: segundea ai 10 horas* quintas a* aelo-dU.
da eiph.oi ; segundas quintas as 10horas.
na vara da tlval i lagunda i mu a* maio-dla.
segunda vara da alval: quarlaa a sabbadoi aa maio-dt.
EIMIEMEK1DES DO MEZ DE DEZEMBBO |>| \s DA SEMAN \
HLu;Vh.ei7:C.,Kn.,"1,h,0'1.7n"nu!0' ilgundoi da m7l. B.gundl. S. Albina rn., S. F.usebio"b.'m.
19 u ,IV,! 2," *\?""",; f """" d <" Tert..Ss. Ananiai,Alariase Misael m
i Uu.riomiogu.nl... i horas, mioulosa 48i.gund.idi mji7 Quena. S. lluri.inu ,.; Cabuleo
27 La nova as 6 horas,J6 minutos ,48 segundos dsm. 118 Quinta S. Espe
REAMAR III'. Mu.II..
Piltnelra as B borai ais minutoida larda.
Sagucda as '> horas a 43 mioutoids maohia.
polieiaes desse termo,
recommendacl.s que
aos meios de piudencia empregados pelo delegado, I para depois das eleic,
juiz municipal de.se termo, e lambem por Vmc. por conveniencias do
Cumpre-me declarar-lhe que semellianle proced- nada tem com o neg
ment merecen o agrado de-te governo, que lomou canli, cujas all
na devida consideracao os esforros e meios pacficos Iruir o conceilo que
que Vmc. fez para manter o socego e a ordem publi-
ca nesse lugar.
DitoAo presidente do collegiu eleiloral de Ga-
ranhuns, accusando recebidas as copias das actas da
eleirao a que se proceden naquelle dislricto para
um depuladu e um supplente a assemblca geral le-
gislativa.Iguaes aos secretarios dos colftgios elci-
loraes de Guanos e Tacaralu'.
DiloAo juiz da paz mais votado da fregDeiia do
Rio Formoso, accusando recebida a copia autlienli-
ca que Smc. remetteo das acias da eleir;ao de elei-
lures daquella fregueziaIgual ao juiz de paz mais
volado di freguezia de Taoralu'.
DiloA administrado dos estabelecimenlos de
eandadeNo reqaerimenlo em que a africana li-
vre Rachel, empregada no servico da casa dos expos-
los, pede qoe eu Ihe marque o lugar da sua residen-
cia, de courormidade com o decreto n. t,30:ide28
de dezembro de 1853, lendo-me apresenlado a sen-
lenra que alcan;nu com audiencia do curador geral
dos africanos e procurador fiscal da Ihesouraria de
fazenda, e pela qual se musir habilitada para se re-
ger e vvenlo seu honesto trabalhu ; lancei despa-
cho seguinle :
A visla dos documenlos, como requer, podando
residir nesla cidade, com a obrigaco do decreto ci-
tado.
O que rommunics a Vmcs. para seu conhecimen-
to e direcrao.
rw
v-a.
i* Sf^o-.-Pal'Cio do governo de Pernambnco
10 de dezembro de 183b.
Soo informado de que nessa comarca se (em feito
ameacas e pretendido exereer vingancas por motivos
eleilorses, e ltimamente veio a minha presenca o
escr.vao do subdelegado da freguezia da Escada,
Joaquim de SCavalcanti Machado de Albuquerque
queixar-se de urna ordem de prisSo contra elle expe-
dida, a preleilo de averiguacoes polieiaes, mas coro
o iim occullo de exereer persegui^Oes.
^ao sabeodo(at que ponto d crdito a semelhan-
les assercues, parece-me lodavia conveniente recorn-
meudar a Vmc. que empregue os meios e iufluencia
que Ihe prupurciona a sua poscao, para qoe o pen-
samenlo, taulas vezes manifestado pelo governo, da
manter a liberdade do vol, nao veuha a ser contra-
riado por factos posteriores a eleirao.
Sem cooservar-se de bracos cruzados diante do
ernne, e antes punindo-o e-procurando incutir nos
seos subordinados o recelo do castigo quando o pus-
am merecer, lodos os agentes polieiaes ejuizes cri-
minara devem maoter-se restrictamente na rbita
de suas atribuicoes, e exereer a sua autoridade com
urna salular cautela e moderarSo.
Espero que Vmc. -o eatorce'de sua parte em pre-
venir e obstar quaesquer abusos, e que seja um dos
primeiros a dar o cxemplo de respeilo a's lea e aos
dirames do governo.
Dos guarde a VmcSergio Teixeira de Macf-
do.sr. coronel Jos Cavalcanti Ferraz do Azevedo.
De igoul theor e dala ao coronel Tburtiuu Piulo
de Almeida, delegado de S. Antao, ao juiz. de direi-
lo da comarca, ao subdelegado do primeiro dislric-
to 1 aquella fresoezia.
:l. Secc.lo.Palacio do goveruo de Pernambuco
Ib de dezembro de I8.V.
Accuso recebido o ofiicio em que Vmc. referindo-
* qoe Ihe dirigi recommenlando lodo o escr-
pulo de sua parle para nao ser contrariado, por fac-
lospoilerioresa attelo, o pemam.iitolanas vezes
manifestado pelo governode manter a liberdade
a voto, procura explicar o prnredimenlo da polica
'o! r,.|..,.M i,Hi,i0 coj, represeoia.ao aawar'io
as miohasrecommenriarei.
Kalilicanilo as ideas que enunciei no meu citado
ollicio, devo declarar a Vmc. que ellas nao impedem
que se persigam ladrfles de cavallos ou ouleos crlnii-
uosos, quaesquer que ellos sejam ; anles eu declarei
mui positivamente que as autoridades em vez de cru-
zar os bracos dianle do crime, deviam puui-lo pro-
cedeudn sempre com salular cautela e moderaran.
A demissao do subdelegado Manoel Jos I'reira
Burgas Ihe foi concedida a inslancias suas, e s ha-
via sido demorada para depois das eleiees a pedido
do chefe de polica por conveniencia du servido pu-
blico : ella pois nada tem eom o negocio de Joa-
quim de Si Cavalcanti, cujas allegacoes, nao poden-
do por si sos deslroir o conreito que devem merecer
as autoridades polieiaes desse lermo, apenas deram
lugar a simples recominendacoes, que nao iuvolvem
falla de conliaoca, e anles moslram claramente que
eu eonlinuava a Ur essa conliauca.
Dos guarde a VmcSergio Teixeira de Mac-
do.Sr. Jos Cavalcanti Ferraz de Azevedo.
4. seccao.-Palacio do governo de Pernarobaco,
16 de dezembro de 1856.
Acenso recebido o uflicio de 11 do correnlo, en,
que \ me. suppondo ler sido victima de alguma ac-
cusarao, em vista das recommendaces que liz no
oflicio que Ihe dirigi em 10 do correnle. oflerece
minha consideracao documenlos com que procura
justificar o sen proceder como autoridade policial.
Cumpre-me declarar em resposla ao citado oflicio,
que a demissao de Vmc foi concedida em visla de
suas reiterada- instancias, e sii havia sido demorada
1 acedo.
em geral he considerado como a mais injuriosa afron-
ta, como urna nudoa horrivel que eslende-se por as-
sun dizer da mita aos oulros membros da familia, e
o pode lavar-se cora aangue.
lie urna consequencia excessiva, mas ualoral das
ideas do crioulo sobre o pundonor, o qual tem con-
servado nas colonias loda a ana nllexibilidade dos
seclos passados.
Assim. coraprehendem os leilores quaes foram as'
imprcses do nesociaole ao ler a caria de Adriano.
Lina hora depois dous mancebos amigos de l.uiz
Havel passavam o parta da habitarlo de Rusange,
enlravam na cmara de Adriano, e antregavam-ihe
urna caria.
a peJido do chefe de polica,
servico publico. Ella, pois,
icio de Joaquim de Sa Caval-
egaces, n3o podeudo por si sos des-
devem merecers autoridades
apenas deram lugar a simples
nSo involvem falla de confian-
za, e anles mostrara claramente que eu eonlinuava
a ler essa confianza.
Dos guarde a' Vmi.Sergio Teixeira He Macedo.
Sr. Manoel Jos fereira llorges, ex-subdelegado
do primeiro dislricto Ua freguezia de Sanio Antao.
i.a_secrao.Palacio do governo de Pernambuco,
em 1/ de dezembro de 18..
Informando-me o|presidente da commiss.lo de hy-
giene publica, que s|e tem dado varios casos de lebre
amarella a bordo de navios surtos no porto, e con-
vindo lomar desde Ija Indas as medidas para evilar
que o mal se propague e se eslenda para a cidade,
sirva-sc Vmc. cxectar de accordo com o provedor
da saude do porto, i quem tambero agora ollicio, as
segoinles disposirfcs que dependen) do arsenal de
marinha.
Primeira, faja abromplar nm "escaler com toldo
lechado de toles [os lados propiio para receber
doenles.
Segunda, este escaler com o numero suflicienie de
reinadores, eom o provedor da saude do patio, ou
seu ajudanleejcom m praras de fuzileiros navaes
necessaras para fazer obedecer as prdens desle, fa-
ra duas vezes por dia, na hora que amarepern.it-
Ur, a visita de lo los os navios ancorados, e exami-
nara se ha doenles a bordo: havendo-os econhe-
cendo que sjo de febre amarella os lomara' imme-
dialamenle no escaler para os cooduzir ao hospital
que hca criado no lazareto d ilha do Pina.
lercefra, lodo o navio que liver doeole a bordo
devera logo tajar no logar qoe Vmc. designar urna
bandeira amarella, e logo que esla for visla, ainda
que seja Tora das horas da ronda, ir o escaler e um
dos facultativo, cima designados examinar se o
doente he de febre amarella, a nesle caso recebe-lo
e conduzi lo como fica dito na disposiro precedente.
Ouarla, \ me fara'sem parda de lempo prover o
lazareto da ilha do Pina do material necessario para
o hoapilal que all fica fundado, do mesmo modo
que o fez por occasiao do cholera morbus.
A urgencia e ponlualidade deslas medidas sao
minio recommendadas a Vmc. que se havera1 com o
zelo que aslou costumado a achar ero Vmc."
Dos guarde a Vmc.Sergio Teixeira de M
Sr. inspector do arsenal de marinha.
Palaeio do governo de Pernambuco, em 17 de de-
zembro de 1856.
Junio achara' Vmc. copia de um ollicio qoo diri-
jo ao inspector do arsenal de marinha.
Delle vera' Vmc. os novos e extraordinarios deve-
res que lem de exerular. c como nao me parece pos-
sive qoe11 me. su possa comprir lodos elles cora a
ponlualidade que o negocio requer, sirva-se propor-
me um faculUlivo que Ihe s;rvira' de ajudanle e
substituto.
Ooando Vmc. ou sen ajudanle liverem adiado
doenles de febre amarella a bordo de qiialquer na-
vio, examinaran se convem proceder a desinfecco
do mesmo navio, a se esa deve ser mais ou menos
minuciosa, porque lalvez em muitos casos baate a
lesinfeecao pela queima de enxofre ou de plvora.
leuho por muilo recommendada a execurSo de
todas estas dispus icocs, as.im como que Vmc me
proponha qualquer oulra medida que Ihe dilar a sua
experiencia e zelo.
Cum o presidente da commiss.lo de hxgiene pu-
blica me lana i entendido sobre a orgaiiisacao do
hospital no lazareto da ilha do Pina.
Daos goarde a VmcSergio Teixeira de Macedo.
r. prsvorioi .i uude do porto.
._'" s,eccao.Palacio do governo de Pernaiibuco
11 de dezembro de 1856.
Recebi o ofticiode Vine em que me participa le-
ren apparecido casos de febre amarella a' bo. do de
alguns navios surtos ueste porto, e me pro >e a
adopejode diversas medidas.
Nas copias juntas dos oflicios que dirijo ao ins-
pector do arsenal de marinha e ao provedor de sau-
de do porlo. Vmc, vera as ordens que a esses func-
cinnanos lenho dado.
Palo que perleuce a Vmc. lenlio a d ter minar-
me :
Primeiro, que requisile do in.pector do arsenal a
parle da malcra! cm que Ihe parecer deficiente o
hospital.
Segundo, qoe me proponha um facullativo tubili-
lado para ser posto i testa delle, e o pessnal que o
devei acompanhar, com os vencimenlos de cada in-
dividuo.
Terceiro, que requisile os medicamentos que de-
vem estar promplos no hospital.
Quarto, que proponha o svstema a seguir pa' de-
siuleccao dos navios, e as medidas a lomar para
qoe nao sejam introduzidos na cidade os dientes
que calurem com lebre amarella a bordo dos na-
vios.
Qointn, que me forne!a lodos o*|mais esclareci-
menfis que p.recerem conveniemes, assim como as
soas observacOes sobre o projeclo junto de rceula-
menlo para o lazarelo. *
Conlo eom o zelo e actividade de Vmc em ne-
gocio em que mais que ludo convem Ira iquil.sar os
espirilos.
.endiao b. r. : S. Tbeotonio m.
VJ Sexta. S. Fausia ; Ss. Panfilo c Sidonio mm.
20 Sabbado. S. Libara lo m. ; S. Bajulo m.
21 Domingo, i. do advento. S. Tliome ap.
ENCARREGADOS DA Sluscrip<;a NOSCL
Alagoaa,a Bi.Claudina FaleaoDias; Babiaa Si. p, dumi
ladJanaiia,as.ioaPaiairaMaillni. *
EM PERNAMBLCO
O preprielari.de DI AHIOManoal riguairoa da VlHa.H lu
Mirarla, prafa da Ind.p.Dd.ocia os. 1.8.
eilremeceu
POR TOUSSAINT DE VlLlE.
/fe mihi pritter omnes
ngelus ridet.....
(Horacio.)
Jtf XIII
Burilo e loucura.
I oelcher entrn em soa alenva decidido a romper
iinmcriataineiile com a familia Flavel. Todava em
sitoacio tao espiohosa como aqoella em que o joven
F.uropeu eslava, immensa difliculdade para conse-
suir seu intento sem um lerrivel desenlace nao era
? miente adiar um pretexto plausjvel, porem admis-
ival. Se honvesse tido nas m,1os os dous escriplns
sublrahidos por Ilenriqueta, as pravas materiaes de
aua Talla, teria podido fazer com ellas urna Irinrheira
formidaval, e seudo forrado a isso leria mesmo feilo
deltas Torcas candnas, que teriam abatido moilu o
orgulho e a altivez dos FUvel.
Mas, alem de que, segondn loda a appareneia Mr
Flavet nunca livera conhwimenlo da falta de sua fi-
lfa, Adriano nao podia esperar apoderar-se jamis
desees dous eicriptos, porque sem .luvida haviam s-
do anniquilulos logo que foram soblrahidoipor Ileu-
riqueta.
Entrelantn era preciso lomar uma resolurao sem
perder de visla, que nessa grave circumstana o ac-
to ordinariamente mais trivial lomava um carcter
solemne a um alcance iminenso.
Por mais promptn e ousado qoe Adriano livesM
sido at enlSo em suas reclur;ies, conheceu qoe des-
ta vez eumpria relleclir maduramente.
Entresoo-se pms a relleies profuiHas, volveu e
resolvau no cerebro mil projectos dillereiiles mas
sem poder abrai-ar nenhum.
A impaciencia ganha eirilnn a Foelcher, e sua na-
ture/a ardenle prevaleren.
Elle resolveu de repente enlregar-sp ao acaso ob-
servando ao mesmo lempo a decencia, e fizcnd por
encubrir os motivos de sua determinaeao
Assantoo-se a uma mesa, e escre'veu ao nemei-
aule. B
Falln com termos extremamente polidos e com
todas as expressos de vivo pezar da honra de unir -e
a madamesell i Flavet. Alle.ou a ipparieta inespe-
rada, fulminante de grande numero de credores de
aeu pai. cuja successao nao julgara dever aceitar se- e semandn-se de alegra, esfor<;ou-se por Iranq'uilli-
nao sol beiirli-io de inventario ; emlim ponderoii a ,,''a cPm lo1'1" 0< argumento, da lgica e com o le's-
Apeuas o Europeu lan^on-llie a visla
de colera.
O primo de Ilenriqueta, coja idade e destreza nas
armas estavam em harmuuia com a idade e a destre-
za do joven Bordelez, tomava a defeza da familia em
termos assas inslenles.
Elle dizia a Adriano que escolhesse enlre esla al-
ternativa : no apresrnlar-se immedialamcule em casa
do negociante, al'un de descolpar-se humildemente
e de reparar a offeusa, ou de ir na manhaa seguinle
as sele horas com seos padrinhos an Cifc Vair para
dalii dirigir-se a um lugar de cmbale, que Ihe aera
designado.A arma do pllendido>ra a pistola e|o duel-
lo nao devia ceisar, senao quando um dos combaten-
tes houvcsse recebido uma feri la mortal.
A arrogancia desse cartel levou ao seu cumulo a
indignaran de Foelcher ronlra l.uiz.
Senhores disseellede fronte alia, e com voz
vibrante aos amigos de seu adversario, amanhaa
hora marcada estarei uo Caf Vair com meus padri-
nhos. Enfilo veremos se Mr. l.uiz Flavel he filo co-
rajoso no Ierren qaanlo lie inslenle nas suas carias
e vil ero sua conduela.
Vossa senhoria devia considerar que somos tes-
emiinhas, responden um dos mancebos, atyia
ali-lrr-e de tal linguagem na nnssa presenca. i
De quem he a culpa '! replicou Foelcher. Con-
eulindn em Irazer-me este cartel os senhores foram
sem duvida inteirados de seu conten iu, viram esla
redacrio. deviam pois esperar sollrer Ihe as conse-
queaicias... Mas liquemos nislu. Al amanhaa '.
Ella ..lina a porta e os mancebossahiram
Um instante depois Adriano sabio lambem, c di-
rigio-se i casa de seu notario.
Vollou no lim de duas horas e passou o serao com
Rnsange.
Era a primeira vez que a moca via esses dous
mancebos virem procurar Adriano. Sin presenca
inesperada, a nuvem sombra que Ibes cobria o sem-
blante, linhain Ihe feilo profunda impressao. Ella
nao agourava bem de seroelhanle vizila.
Roaaage inlerrogou Foelcher. opprimio-o com
perguntas ; mas o joven Europeo nguido sorpreza
neressidada imperiosa, falal em que se achava de
procurar novameute nas rin-umstanrias precaria* das
viagens em uma vida avenloreira e anli-conjugal re-
fazer sua fortuna lotalmenle anniquilada.
Adriano fechou a caria, a enviou-a por Emvrna.
Eulretanto a noticia do casamento de llenri'iiiela
Flavet com Adriano de Foelcher, p-renrrera toda a
eidade em quarrnla e oilu horas. Tendo eahido da
Iwieca de uma criada, que conversava na quina de
uma ra cum um criado de urna casa vizinlia es-a
noticia passara logo de bocea em bocea, a se espa-
ntara com a rapi lez de um lelegrapho elctrico, .No-
tabilidades do rommercio, familias que pertenciam
aristocracia, ja linliim viudo rumprim.nlar o nego-
ciante e a lilhi.
I'ma renuncia ao casamanlo n.lo ba'eada em
argumentos irrefutaveia, decisivos, he um acto serio
i-ni todo. o< paizes. Na ilha da Keuniao esse aclo
Vida Diario n. 2.'>.
temiinho da ternura.
lodavia a despello da forca de carcter e de oti-
lada de Adriano, havia 111 M-r.-io em sua voz, lagri-
mas debaixu de seus risos, e quando elle lom.va a
in;lo da moca, esla eolia-Ihe a mo chei. de a'ila-
ees febris.
He preciso ler passadopnr ella para comprehender
lat situacao.O liomem mais corajoso,o militar aguer-
rido por vinte hatallias exp.rimenla essas sensaces
navesperade um duello. O espirito lie temerario
a alma he heroica, mas os ervos Ircmem.
I '-mais. a e>sas emoees invenciveis reuniam-se
no Bordelez a idi'-a nomvrl de deixar a Ierra sem
lio- ni.', e a de nao lomar a ver senao no reo sua
querida irm.la Branca.
Ouanln man Adriano ituoreava-M ptw Iranquilliaar
a alma da moca, lano mais um pensamenlosinistrn
obstinado, aagmeniava-lhe a inquielacio.e a angus-
tia. E quando ehegou a hora de dormir o coracao
I de Kosange dtsfez->e em uma trrenle de lagrimas.
Foelcher cohrio de beijos ardenles os olhos da mu-
ra. lomoi) um lenco de cambraia que ella deixara
obra a cadeira, quando se" levantara, e enrhugou
essas lagrimas tao eloquenles, lio generosas. Depois
oDedeeendo a um pensameulo sbito levou o lenco
para razer delle uma especie de lalisman, um am-
lelo contra os pengosdo drama lerrivel, em que sua
vida la jogar-se no dia seguinle.
Logo que enlrou em soa cmara, Adriano poz em
oroaaa todos os seus papis, e cometo uma serie de
carias destinadas lano aos eos agentes de Maurice e
da India, como a Mr. Marlineau e ao notario que
elle designara ao capillo para vigiar em Brdeos so-
ore os Imeiesses de Branca.
As' seis horas da m.nhla o mancebo ainda eicre-
via. Acabaya de terminar orna carta rliria de lernu-
ra e de lagrimas a irmaa, e come;ava oulra, a ulli-
ma. a mais lacnica, a mais eloquenle. a Kosange '
Como o leitor deve pensar, Kosange nao liver som-
no. t oz-se a uma janella, e vio a luz da alcova de
Foelcher laucar seus raios sobre as arvores do jar-
Elle lambem nao dorma !
Os presenlimeotos de Kosange augmentaram-se.
tila saino sem rumor, e acordou Km;m i.
^ZSZVSt di"e-",e e)l. ma desgrana anieac.
ao senhor Adriano I Eu o sinlo. estou conven, ida
\ a para o portao do jardim, occulle-se alraz das ba-
.',T,\;-Mr' de Foelc",r "a Wr cerlamanle
esla manhaa ; siga-o, nlo perca-o de visla un s
nslanle, ase vir ououvir altuma cousa que faca-
Ihe correr o menor perigo. veuha logo avsar-mf.
O negro velho levanlou-se immediatamente, e foi
aBachar-se alraz d, troncos e d folhas seccas das
bananeiras, onde ficou immovel como nma pan .Itera
"hprciiia
Nao linha passado ainda meia hora, quando Adri-
ano saino com cuello jmorlisaodo o rumor de seus
paMM sobre a area da avenida, e ah m o porfilo com
minuciosa precaocao.
Apenas o Europeu adiou-se na roa, Emvrna sa-
ino da emboscada, deixou-o afaslar-se obra"de cem
nassos. e depois cohrindo a cabera eom um lenco, e
faz-ndo-o calnr obre os olhos afim de nao se'r re-
conheeido.medio systemalicamenle seu passo pelo de
Aduano. '
O Bordelez andando com rapidez dirigio-se pira o
Cafe-Vair. M
L'm grupo de de/, ou doze mancebos achava-se
reunido diante da porta da roa. Adriano aperlou a
mo de nimios denlre elles, e saudnu os oolros.
F.raro seus padrinhos e os de seu adversario, com
alguns amigos ntimos, e om medico, chamado sem-
pre na Keumao para assislir a um docllo.
Emvrna chegara peno do grupo, mas recejando
parecer suspeilo cosleoo o muro da ra. e metteo-se
alraz de uma moula de roseiras do jardim que estn-
dia-se dianle do bolequim, e donde elle pudia ouvir
ludo sem ser visto.
Nao vendo o sobrinho do negocenle Adriano, con-
sullou seu relogio.
Sao sele lloras e um qaarlo, senhores, disse elle
aos padrinhos de seu adversario, e Mr. l.uiz F'lavel
nao esla' no ponto da reuniao !
Elle nao piide lardar, responden um dos pa-
drinhos ; mas vossa senhoria pode ir para o lu"ar
que esrolhemos: la chegaremos brevemente.
Oual he esse lugar '.'
O grupo de m.ogoeiras e lamarineiros qte fi-
cam margen) da enlrad.1 alraz do Jardim do
Re.
He nn'il p.rgiiniai-lhes se Ir.uueram ba
armas t
Sim, senhor, lomos mesmo Toreados a acceder
a' inahalavel vnnlade de Mr. Flavel,lomando pi= olas
nesle estabelecimanln.
Oh senhores I disie o Bordelez, lie um in-
fraer.to formal do nso. Mas n.lo importa assim o
Relatorio apresentado ao lllm. e E\tn.
Sr. conselheiro Ur. Sergio Teixeira de
Macedo, presidente deta provincia, em
I 2 de dezembro de 185, pelo Dr. Tilo-
ma/. Antunes de Abren, por occasiao
do desempenbo de suas commissOes na
misma provincia-
lllm. e Bxm. Sr.Achando-te completamente
exmela nesia provincia e definidora epidemia do
horrivel cholera-morbos, e, ipjp fado, acommissao
medica, de que se digiioo oizoverno imperial en- '
car regar-me, pondo os meus sarvicos a' disposir^ao
da presidencia, cumpre-me relatar a V. Exc os
fsetos, e eircurnstancias mais preeminentes de mi-
nha. commissoe., se bem que .ucrintamente, visto
como ja tenho dado parcialmente conia delles, e a
mesqninhez do lempo roe nao permute desenvol-
vemos tanto qu mo dse java ; a para a t ten u.ir o
peso de minhas fallas neste trabalho, sujeito a' de-
ficiencia de minha inlelligencia, procurare! obro-
quelar-me com a alia sabedoria de V. Exc, que as
supprira', e coro a indi.ivel bondade, que tanlo o
distingue, e que me excusara'.
Duas foram s commis-esque o governo provin-
cial le dgnou confiar-me : a primeiro, dada dous
das depois da minha chegada a ella provincia < de
abril do correnle anno.) elend.u-se aos lermos de
Olinda. Iguarassu', e Goianna, encarregando-me da
inspeccao, e direcrao de lodo o aervir,o de saude nos
inesmns termos ; e foi lerimiiada a 17 de main, por
se haver exliuclu o cholera uaquelles lugares : a se-
gunda commissAo me foi cororaellida, e sobo mes-
mo caracler de inspector e director do servico de
saude, para as comarcas de llores, e Boe Vista, no
dia 96 de maio, aceilando-a eu promplamenle para
coadjuvar ao governo no seu empenho liumanitario
naquella emergencia, cm que muitos mdicos a ab-
negaran).
< Termos de Olinda, Ignarasso', e lioianna.
Como ja lenha referido ao Exra. Sr. conselbeiro
antecessor de V. Exc, os Irabalhot da commisao
que exerci uesles lermos, nao tralarei dril i uova-
inenie, e conlentar-me-hei ero renovar qoe apenas
recebi a quanlia de jla para dulribuir em emo-
las, assim como pur duas vezes medicamentos, rou-
pas, e mantiinentos, us quaes objecloi foram dislri-
buidos com os doenles desvalidos, excepluaudo-se
alguns restantes medicamriites que entreguei a'
commissao de liygiene, e os utensilios qoe recolhi
ao arcenal de marinha ; do que ludo prestei em
lempo as necessaras comas. A epidemia foi inten-
sissima uestes lermos, c, apoiada pela nalureza do
tolo, e circunstancias climatricas, assim como pela
extraordinaria miseria da maior parte de seus ha-
bitantes, e frentico charlatanismo, a par da caren-
cia de recursos bem dirigidos, e de melhodo de ser-
vio sanitario, cujas faltas infelizmente foram obser-
vadas por muito lempo, reifou desapiedadameute
9000 vidas.
Comarca de Flores.
Nomeado em 36 de. maio para a commissao desla
comarca, e de Boa Visla, somenle pude parlir no
da 3 de junho, ja por aguardar o provimculo dos
objeclos necessarios, ja pela dilllculdade da viagem
em consequencia das copiosissiroas chuvas, que lor-
naram impralicaveis as paasagens de algans nos.
Acompaiih-ido do acadmico do 6" aono medico,
Jaime (jomes Robinsou, e do enlermeiru Deodalo
Vieira Comes, e munido de medicamenlos, baelas, a
da quanlia de dous contos de ris, que na Ihesoura-
ria de fazenda recebi para soccorros, cheguei a' Villa
Bella su dia 19 de juuho ; immedaiamenle proca-
rel luforroor-nie das anlaridadea sobre o estado de
epidemia, que da povoaQ3o da dita villa havia ja de-
saparecido, assim curso diminuido consideravel-
menle em nutras povoaces da comarca, e que pro-
curava atlacar como por delalhe os habitantes con-
centrados nos pequeo, povoados, e dissemillados
por suas circumvisiuhancas.
Em consequencia de r'equisieOes dn juiz de ilirei-
lo, Dr. Ignacio Jo de Mendonca fchoa, que me
noliciava o desenvolvimenlo do mal na freguezia da
Fazenda Grande, fiz segor para ahi no dia 22 de
junho o acadmico, a quera forneci dos precisos
meios, inclusive dinheiro, e dei as inslrueres a se-
guir. Fiz-me cargo do tralamenlo dos doenles dos
| de junho a remessa de alguns, assim como a de me- I Simiao Correa Cavalcanti Maeambira anles de che-
licainentus, que me poderiam fallar, se o cholera garem as ambulancias do goveri
nvadisse a cmarca da Boa Visla. eu exorbilanle os precos pedidos, propuz-lhe a in-
ia. a .' j Macedo.... jU
-Sr. presdeme da co.nm.ssao de hvgien. publica, dica.nentos, qoe me poderiam fal.ar.se o cholera garem a, ambulancias do governo :, reconl^nd^ V E
cessacao das febres inlermillenles na referida
xc.
ro-
roava soccorros em vista do desenvolvimenlo do' A urd.m chrnnologica que adoplei na coor'dena-
mal nos lugaresRiachaoBuenos-Ayres, l.iher- rrio dos Celo*, que constituem este relalorio faz-
dade, e ou'ros daquella villa ; dispon lo-me a parlir ; me parecer desviado do aasompla principal vo-
logo depois. por isso que me ocenpava enlao com | larei a elle.
os doenles dos quarleires de Flores, onde ja me A .10 de julhn se me apresenlou da'volla da capel-
aehava. Em 2!l ilo dilo me/, de junho renov) as la de S. Joae da. Ouaimadaa o enfermeiro, em cou-
reqnisicnes, que a V. Exc dirigi em 22 do mesmo, I sequencia da exlini-cao da epidemia nessa povoado
e passe a olliciar ao juiz de direito, jmzes munici-i ande sa obleve mu. "felices resultados : nao es.av-'
paes, delegados, e subdelegados da comarca da Boa "
v isla, pedindo-lhes para qoe me coinrounicassem
immedialainenle toda a alteraban, que se desse no
estado sanitario ero qualquer ponto da mesina co-
marca, aliri de que podesse eu enviar incontinente
os soccorros, v slo
porem.de todo livrejo lermo da Ing-zeira anda se
aava uro ou oulro caso na Colonia. A esie lempo
se aprsenlou osinislro viajante na Serra dojMacaco a
leguas da freguezia de Flores ; live de parlir de
\ illa Bella em soccorro aos .11 do referido julho a-
xc. do aparecimento de algn, casos de febres iu-
leriinltenles na comarca de Flores, de que foi anec-
iado o juiz de direito, e entras pessoas.
lendo eu observado o estado de completo aban-
dono em que se achava nas comarcas do serto a
vaccioa. quu de nimio lempo nao era efhpregada, e
recelando o desenvolvimenlo das bexigas, dirigi-roe a
. Exc. em 21 de selembro pedmdn a remesa de pus
vaccinieo, eolTerenJo-me para empregar-me ueste
mi.ler sem oulra vanla^em alem do beneficio a hu-
maiu lado ; nao desejando curo esle meu procedi-
mento invadir as altribuic.9.. do commissario v.c-
cmador lesta proviucia, por miro muito respei-
ladas. r
lo como nao devia apartar-me da I companhado do enfermeiro, o resto da comarca ia N lo' me relrn"idA ,
comarca de Flores ; euao por necessid.de maior. nao sol, ia os crueis estragos ;e nem a da Boa-Vis- a cura "* "-"?- -" ",0"t i0 med,co'
Parli para a villa de Ingazeira no dia I* de julho
e a 7 pude olliciar a V. Esc communicando que o
cholera havia duninnido consideravelmenle de in-
lensidade nos A fugados, Colonia, Kiacho, Buenos-
Avres, Liberdade, Varas, a S. Pedro, continuando
seus estragos us Brejos, Riacho de Cima, a priu-
cipalinenle em S. Jos das ueimadas, oude acaba-
Va de penetrar. E, como losse eu enlao accommcl-
lido, live de mandar para esle ultimo povoado o en-
fermeiro com medicamenlos, manlimenlos, e di-
nheiro que mandei entregar ao respectivo capellao,
patlre Joaquim Manoel Correia da Silva, para dis-
tribuir com os doenles desvalidos e requisilei an de-
legado, cepillo Jo3o do Prado Ferreira, sua presen-
ta no dito fiovoado, nao s para reanimar os habi-
tantes, como para dar algumas providencias, ao
que se presiou elle de boa vonlade, prvido de mais
soccorros, e de dinheiro. Em minha ausencia de
Flores commelli ao respectivo vigariu a distribui-
i.'.lo de roantimenlus, e dinheiro pelos doenles des-
validos : a epidemia eslava ja evliucla em Baita
Verde, e ua maior parle dos quarleirOes de Flores ;
porm alguns casos se davam no termo de Tararatu'
de modo que nesse inez dejolho foi desassombrado
o centro da comarca de Flores, reinando fomente o
mal nos exiremos. As prumptas medidas por mim
tomadas, provendo as necessidades, e aconselhando
o completo desprezo dos meios empricos, e a adop-
oo dos raciiuiaes, muito concorreram para que de
promplo a murlaiidade diminuirse, e o mal se fosse
deslorando ; cm vista disto proguosliquei que en.
agosto toda a comarca de Flores estara l.vre do
llagello.
Na prertila dala de 7 de julho parlicipei a V. Exc
que para o melhor desempenbo dos Irabalhos de 'lc ^* p;'ra me faier C"lr*ga
minha commissao, linha resolvido pagar lo las as ,"* ('e ^ tic, a cujo coiiheciim
la, onde somenle reinavamas febres inlermillenles
acompanhadas do dvarrhas, fora accoinmetlida ai-
s)m o parlicipei a V. Exc por oflicio d'aquella mes-
ma dala.
A.1.1 de agosto parlicipei a V. Exc da freguezia
de Flores, que na Serra dn Macaco o cholera linha
feilo somenle tres victimase abaudonado o lugar,
salvando-se felizmente us demais doenles. Mas el-
le invi.ivel viajante (lo ligeiro qoanlo errante dei-
xando a mesrna serra, foi novamente flagellar os ha-
bilautes de Colonia a 10 leguas de Flores, que apcis
de mullos sollrnnenlcs parecan) eslar de lodo li-
vrei. Fiz seguir os soccorros inmediatamente que
recebi a participarlo, deixaudo la o enfermeiro en-
carregadu de Iralar os enfermus, visto como me era
preciso parlir n'aquelle mesmo dia 13 para a Villa
Bella, afim de verificar a nolicia que se me dava do
desenvolvimenlo do mal na Serra do Calle a 26 le-
guas de Flores. Ja eu observara a esse lempo que
o nutro viajor pooco sedemorava nos lugares que
ltimamente visitava, e dois ojulgava na. suas des-
i't "'' dil comarra de alores; em quanto que a da
i?~-1 Passava inclume, ofl'rendo somenle a
villa deCabrob as intermitientes de mao caracler,
cojo tralamenlo eslava altelo ao acadmico.
qu.rteiiOes d. fora, perteucenles a Flores, a H,n\.
\ erde ; e, nem s por islo, como por nave* chegadi
uma raquisirao do juiz de direilo da comarca da
Boa Visla, Jo3o de Souza Keis, qoe reclamava um
medico, levei ao conheciineiilo de V. Exc. em aquel-
la mesma data a indeclinavel necessid.de de en-
viar-roe mais dous mdicos para coadjuvar-me, vislo
como pareca que, ajudado apenas por uro acadmi-
co, nao podena salisfazer ao servico sanitario em
orna exlensao maior de 70 lego., tanto mais quan-
lo tinha de alteuder para a comarca da Boa Vista
de exlenslo ainda maior. Fiz logo rem.ssas de me-
dicamentos, e instruccijes para alguns lugares do
termo de Villa Bella a pedido das autoridades ; e
reclameij ao juiz de direilo a distribuirlo aos des-
validos de alguns puncos mantiinentos, "que achan-
du-se em deposito, coinecavam a deteriorar-.e,
que efectivamente alcancei ; c, como fossem elles
insullicienles, e difliceis de serem oblidos naquel-
las parigeus, requisilei a V. Exc. no referido oa 22
lcspczas de comliires. e oolras, laucan lo mo das
qiianliis neerssaria, liradas da que havia eu re-
cebido para os soccorros ; e ped a V. Exe. a re-
messa de mais algom dinheiro, alim de poder soc-
currera comarca da Boa Vista.
Apresenlanlo-me de novo na Villa Bella no dia
13 de joHio, em que lambem se recolheu do lermo
de lacaralu' o acadmico, por lerem desapperecido
os casos de cholera, que liveram lugar no Biacfin do
Navio, e por fiaverem apenas alguus casos de febres
inlermillenles na freguezia da Fazenda Grande, re-
cebi do delegado dos lermos de Calimb, e Boa Vis-
la, o capitn Manoel de Campos Leile Peuleado, e
do subdelegado da villa de Cabrob, Jos Soares de
Mello Avellino, communicaccs |ior ollicios de 5, e
i do dito me/, a respeilo do apparecimeiito de uma
molestia caraclerisada por diarrha, vmitos, e fe-
bre, a costa da qual haviam ja soecumbido algumas
pessoas, rtquisitondii as dilas aatoridadea, medica
inenlos, e a minha presenca : atleudendo a essas
reclamaeAw, resolv mandar p,ra aquella villa o
arademico, que de feito parti no da li dn referi-
do mez de julho, conforme parlicipei a V. Exc.
oesse mesmo dia, prvido de uma boa ambulancia
e de inslrucroes ; e encarreguei-o ao mesm lem-
po do tralamenlo *1as pravas do |deslacamenln de
linha, das quaes algumas se ochavan) enfermas. A'
essa poca a villa da Ingazeira nao mais sollria os
rigores da epidemia senao em S. Joi das Queima-
das, onde licara o,enferineiro encarregadode mi-
nislrar aa remedios sol minhas df terminaros-.
A 27 ainda de julho dlrigi-aDM V. Exc. represen-
tando sobre a praliea abusiva, e nociva de se faze-
rem as inhumarles nos cemiterioscuuliguos as igre-
ja. dentro dos povoados, servindo apenas os cemile-
rios, ollimamenle levanlados, para receberem os ca-
dveres dos clioleneos, e por essa occasiao fui ex-
plicilo quanlo o objeclo reclamava : he, porm,
para admirar que as sabias ordens de V. Exc,
promplamenle dadas acerca desle ramo de servico,
lenham solfrido urna especial inlerpretacao, de mu-
do que ainda al minha unida do seriao nao po-
ler.-m ser execntadas. Chocaram-se os inlere-.es
das irmandades, que possuem os seus remilerios nas
igrejas ; e, pois, seriam elles compensados, se V.
Exc. determinaste qoe ns novos ceiniterios, por uma
razan equitativa, passassem ao dominio, posse, e ad-
mit slrac.50 das mesmas irmandades: he esla apenas
uma humilde opinilo qoe offereco a consideracao
de V. Eic.
rendn-me sido exigido o pagamento de medica-
mentos rorneri.il em Villa Bella pelo negocianle
Senhores, mis vamos
combale sera' menos longo
para o Jardim do Kei.
E Foelcher parti com seus padrinhos e ami-
gos..... ,
Emvrna sahio da moula de roseiras e afaaloo-se a
psssus lentos ; mas tomou logo oulra ra, e recobrou
loda a energa e a agilidade da mocidade para correr
a' casa de Rosange.
'/.a:a '. exel.mon elle avislandn-a, o senhor A-
driano vai comhaler com o Sr. l.uiz Flavet alr.z do
Jardim do Kei !
A moca ergoeu os olhos e as m3os eo co, e excla-
mon a seu turno.
Oh meu Dos meu Dos omnipotente '. ten-
de piedade delle !
E cahio aniquilada nos bracos de Emyrna.
Todavia levada de una inspiracao sbita, de uma
dessas grandes vuzes da alma que smeute ouvem-se
nos momento- supremos da vida. Kosange lomou a
levantar-se cheia de coragem e de larca.
veuha comigo, Sinnnmi! disse ella ao criado
velho lomando apretadamente um chale. Vamos,
lalvez ainda seja lempo I.anr.r-me-hei enlre elles,
abrararei seus joelhos, heijardlies-liei os ps. For-
zoso sera'que altendam-me ou malem-me !
Chegando com Emyrna ao comego da ra que cns-
la o Jardim do Kei, a mora vio uus garolos corre-
rem a seo lado, chamoo a um delles, interrogou-u,
e soube qae l.uiz Flavel c oulros mancebos acaba-
vam de passar.
Kosange apressou-se para chegar mnis cedo.
O Jardim do Kei e seus arredores eram enfilo o.
Ihealros privilegiados dos duellos. Todos os dias
militares e paisanos ahi rombaliam com indizivel ju-
bilo dos garolos, sempre vidos desees espectculos,
mas eom grande pezar das familias que habilavaro
as casas vizinlias, e que \iiin seu domicilio conver-
tido em ho cer a cada instante ataduras, e muilas vezes al a dar
asylo aos feridos.
At os negros vinham travar ahi lulas'lerriveis
aciberadas e a punlapcs depois de suas horracheiras
ou perdas no jogo de dados.
Logo que renniram-se Adriano e l.uiz liraram
a casaca, c foram collocdos a vala passos om do
oulro.
Eu disse que o duello niio devia ronsiderar-se ter-
minado, senao quando um dos combalenles houvesse
recebido uma ferida mortal.
Foelcher lirou dn bolso o iencii de cambraia que
o vimos lomar de Kosange, e fez delle um cinto.
Esse leen cuja alvuia resabia sobre a calca de
cor escura que elle (razia nesse momento, offerecia
como um alvo a Flavel.
Este leve a generosidade de advertir disso ao seu
adversario.
Senhor, exclamnu elle, tire esse cinlo, fie para
mim um poni de mira.
Mas como sabemos, Foelcher .(tribua supersti
Flavet abaixou ua arma, e alirou.
Foelcher eslremeceu c cabio.
No mesmo instante ouvio-se om grito de suilo
airas das arvores, a Irinta passos dos cumbalentes.
Adriano reconheceu a voz de Kosange, clevanlnu
logu a arma para fazer fogo ; roas urna nuvem pas-
sou-lhe sobre os ulhus, e a pialla escapou-lhe da
.nao.
Ento a moca appareceu, e vio o mancebo es-
tornudo no chao.
Solloii segundo grito, grito de desespero e de hor-
ror, e cahio desmaiada junto de Foelcher.
O Bordelez fura ferido justamente na cintura. A
bala de Flavel alrave.sando o lenco de Roiange que-
braia-lhe urna coslella, e cliegra ao interior.
O medico declarou qoe a cravidade da ferida exi-
ga que o doente fosse immediatameute transportado
ao hospital para exlrahir-se a baila.
l'm proprielario dos arredores que achava-ie por
arca-o nesse lugar empreslou um paluqquim, no
qual F*"elcber foi collocado.
Emyrna lomou Ko-ange nos bracos c conduzio-a
a uma casa visinha.
Depois de dua< horas de cudalo conseguo-se fa-
zer a moca lomar a si do desmato.
Pareca que era um sonho para ella ludo o que
acabava de passar-se ; pois seu semblaute eslava
Iradquilln; somenle ella nieva nas pessoas que a iu.
deaxam olhares sem expresase, como se um denso
veo fechasse-lhe a vista a todos os objeclos xle-
riores.
Kosange eslava douda !
uasi oo meimo instante Foelcher renda o ulti-
mo suspiro no huspilal.
XIV.
. Os hoalos.
O duello e a morle de Adriano causaram grande
eslroudu em Saint Denis. Alliibuio-sc toda a culpa
i pobre moca. O boato absurdo que accuava-a de
ser a mai de Kinma,corren novaineole e ainda mais
acerbo.
Ooando abrio-se o testamento de Foelcher que
delxava cem mil francos a Kosange, a reprovarlu pu-
blica manifestou-se Como um Imvao. Desd enlao
deridio-se qu. nao somenle ella baldara o casamen-
to de Adriano para lancar mo de sua riqueza, senao
lambem que fazia-se douda para dissimular a negru-
ra dessas cupidas maclunaces.
Todava a nolicia relativa a' perda de Mr. Flavel
sobre o assucar, dispertou sbitamente aggravada
por uma perda nova e anda mais consideravel ex-
perimentada sohreoanil na India.
Perseguido pela lalalidade, toreado a suspender
seus pagamentos, o negociante e seu sobrinlio snli-
Someute a 18 de agoslu me foram enlregues pelo
alferes Joaquim Jos l.uiz de Souza com o ollicio de
. Exc. de 2i de julho, os medicamentos e gene-
ros que em 22 de junho havia eu requistado, assim
como a quanlia de seis ceios e quinze mil e du/.en-
tos res fiUx'OO rs., jque junta a de cenlo o tenia e
qualru mil e ailo ceios que o dito altores depende-
r ua conduelo de laes objeclos, prefaz a da oilo cen-
is que o mesmo recebeu na Ihesouraria
conforme as nr-
lenlo no mesmo dia
levei o occorrido.
A :t() de agosto recebi commuuicares do acad-
mico de 21 de julho, que dava a com'.rea da Uoa-
Visla anda illesado inexoravel aggressor.porem sof-
rrendo as febres intermitientes : enviei uovhineule
soccorros destiuadus aos pobres doentes da aquella
enmarca, por entender allingir com ifao as visias de
V. Exc Nessa mesma dala parlecipei a V. Exc
que dos doenles atacados ltimamente ua Colonia
sucumbir somenle um, licaudo reslabelecidos os
demais. e alfitiado esle povoado. E por esla occa-
siao det lambem a V. Exc. a feliz nova de n.lo ler
perdido a Serra de Catle, visitada pelo maldito ju-
deu. doenle algum ; os atacados all foram mais
relices. Na peiioliima semana de agosto appareceu
esse invasor na Serra do Brejinho, lugarCaldei-
raoa lazer as suas ultimas despedidas; caneada
de sua crueldade nao deixou sentir nesle ponto
seus hnrrivcis estrago-.
No glorioso ilia 7 de selembr., pude gracas a Di-
vina Providencia, levar ao conhccnienlo das cama-
ras municipaes, e mais auloridades da comarca de
Flores, a agradavel nolicia da completa exlinccao da
epidemia do cholera morbus que lano flagelou os
liii.ii mies desla bella provincia, e de oulras do im-
perio, e que causou incalculaveis males a agricul-
tura, commercio e industria, ainda nlo bem desen-
volvidas em o nosso rico paiz predestinado a altura
das graude. nsees. No da 9 do dilo mez fiz cele-
brar na igreja matriz da Villa Bella um Te-Deum,
empregando a pompa compalivel com o recursos
lcaos de accordo com o doulor juiz de direilo da
comarca/o doulor juiz municipal e subdelegado da
mesma villa, e o roromaudante superior da guarda
nacional a expelas.......i- em acc/io de graras pela
exlinccao do cholera. E faco votos para que o Su-
premo Dos se ametceando de mis afasia esse tao
cruel mal para sempre do imperio de Sania Cruz,
a cujo* destinos presi le o aasee muito sabio, muo
virtuoso, e muito amado miiarocha que por si e por
seu leal goverm emprega a mais decidida .olicilu-
1e no provimeuto dos meios os mais conducentes ao
alhvio da humanidade afilela, e a prosperidad- do
paiz ; e nesla conjunclura mullo se leem V. Exc.
distinguido. *
Communicando a V. Exc em 10 de selembro lae
oceurrencias, lambem levei ao conhecimento de V.
Exc qoe as febres inlermillenles, reinante, na co-
marca da Boa-Visla, haviam diminuido considera-
velmenle, e que ella eonlinuava livre do cholera,
cujo desenvolvimenlo nceiavam os seus habitantes
por occasiao das (rovoadas, e chuvas, que de ordi-
nario comecam no.erles de|novembro em dianle.
o espirito, a slegria da habitarlo linham desappare-
cido ; esse espectculo horrivel de uma mu'her mo-
ca e bella privada da razio e tratada como menina,
partia-lhea o coracao dedor.
Todavia si. um persisti a despeito de ludo : foi o
capitau Marlineau.
XV.
O Uro.
Ouasi nm>anno depois da mnrle de Foelcher, Bo-
ange achava- brincara deliaixo da vista de Olivetto. O sol linha
desaparecido no horizonte, A pobre douda obslina-
va-se em perseguir urna das borbolelasde varias co-
res que surgero do meio das folhas a approxiinarao
da mole. Ora ella fallava ao insecto com voz bran-
dare lisongeira.e ennvidava-o a tir pousar em su.
mao, ora fazia-lhe vivas aecusaces com o accenlo
de colera, c entrava a persegoi-'lo com mais alineo.
0 capillo Marlineau recenlemente rinde de F'ran-
5S, seguia a noca a iros viule passos com olhar dolo-
roso.
Como vimos no comeco desla narraclo, a casa de
Kosange ara situada mai perto do mar. t) jardim
eslen lia-s. nao looge de uma anliga batera de ca-
nfines, chamad, a balera rnferrujada ao longo de
uma planicie arenosa e coberta de seixinhos. mces-
saotoaente renovada pelo lluxo e refluxo das ondas
furiosas durante as tempestades.
Enfilo havia anda em Saint Denis grande numero
de apaixonados pela caca das taille-renl, aves ma-
ltonas que ao aunilecer voam rapidamenta para as
m .i.i i nha- levando o sustento aos filhinhos. A lail-
le-venl assim deuominada por causa de auas sa-
longas e agudas, que corlara o ar com a ligeireza de
orna narceja, fie mu diflicil de ser atrancada pelos
tiros, e propunham-.e premios quelles qu roatassero
maior numero dellas.
Kosange enrrendo sempre a pos da hnrbnlcla, e se-
guida de Mr. Mai linean, de Emma. e de iilivelle
chegara ao grupo de arvores que forroavam o limite
do jardim.
Dispnslos havia um qarlo de hora na praia mis
cincoenla cacadores leudo os olhos volladns para o
mar, aguardavam em silencio a apparicao das ares.
A mora nlo eslava a mais de nula passos dos ca-
cadores.
De repenle appareceu nma Mlle-vett ... um ti-
ro derribou-a...
Ouvindo o eslroudo a douda eslremeceu, e parou
subilamenle. Passou a mao pela fronte como para
repellir uma tonga nuvem, c depois seus olhos fita-
ram-se no vacuo. Ella parecen procurar lr nas
profunde/as do passado ; sei seio agitou-se violen-
lamente.seus l.hios empalideceram, ella conlemplno
allernativaiiienle a Mr. Marlineau, Kmma, c Ob-
ra das ni.deslas, e pelo contrario eslendendo-se
ella ao emprego dos meios de preveni-las e de con-
servar a saude, como cusma a hygiene ; crendo
lambem de meu rigoroso dever, na qualidade de en-
carregado da inspeccao e direcslo da lodo o servico
de saude na. comarcas do serlo, velar sobre a con-
servadlo to estado sanitario, e aconselhar os meios
mais conducentes a esto lim, tamo mais qoanlo nao
persisten) mdicos por aqoellasiparagens, para se in-
cumbirem do Iralaroenjo dos doentes, enlregues i
loda a classe de charlatanismo, e, lendo observado
os nocivos husos que se commelliam na viuda da
carne fresca e de oulros geueros alimenticios, re-
preseniei em 2 de selembro acamara municipal da
* illa Helia sobre esto objeclo, reclamando providen-
cias p,ra a cesarao de laes abusos ; e de tono foi
allenlida esalisfeita a minha representadlo, que
fimbem fot por V. Exc. bem acolhida, romo V.
Bis. o declarou em seu ollicio de 17 de oolubro.
A 2K de selembro commuuiquei a V. Exc. o des-
appareciraenlo das febres intermitientes, qoer na
comarca de Flores, onde nao passou do algumas pes-
soas. quer na da Boa-Vista, oode tambero haviam
cessaln as dyairhas, sem que ella foi.e invadida
pelo chrela ; e dei a noticia do desenvolvimenlo
da peste das bexigas na serra do Teixeiro, liroilro-
phe daquella primeira comarca, cujoi habilanles
receiavam ser atacados de filo hedioudo mal, solici-
tando de novo a remessa e pus vaccinicu. Por
essa mesma occasiao levei ao conhecimenlo de V.
Exc, que eu me empregava lambem no Iralamenlo
dos doentes, que de continuo reclamavam os meus
soccorros, aneciados de diversas moleslias, aos quaes
miiiislrava, sem dislinccao, gratuitamente os medi-
camenlos da ambulancia do governo, que, indispeu-
saveis ao Iralamenlo, n.io eram encontrados naquel-
les lugares expostos venda ; e que tambera gra-
luilamenle a todos preslava os meus cuidados, cuja
praliea adoplei logo em minha chegada esla pro-
vincia, para qne, atlaslado da. ideas do inleresie,
podesse desempenliar mioha misslo da bem servir
aos pobres.
No dia 16 de oulubro recebi o oflieio de V. Exc
de 25 de selembro, no qual V. Exc. me declarav
fiaver-me exonerado, e ao acadmico Jaime Gomes
Koninson, da commissao medica, de qoe nos achava-
mos encarregados nas comarcas do senao, visto co-
mo participara eu a V. Exc. no dia 10 de selembro
achar-se completamente extincla a epidemia do cho-
lera na comarca de Flores, o nao ter ella invadido
a da Boa-\ isla, nn le era lisongeiro o estado sanita-
rio. F;, como V. Exc. me ordenasse a entrega dos
objeclos restantes das ambulancias < autoridades,
olliciei naquelle roesmu dia 16 de nutabro ao aca-
dmico que se achava na villa do Cabrob, para que
enlregasse os medicamenlos e cenaros alimenticios
que Hulla .. seu cargo aocapitlo delegado Jos Fran-
cisco da Silva, a quem lambem olllciei a respeilo o
que se me apreseulasse promplamenle na Villa-
Bella para segoirmos esla captol. Nesse mesmo
da dirigi-me ao Dr. juiz de direilo da comarca da
Boa-v isla, fazendo-lhe de ludo sciente, remetindo-
me as mstruccOes ;para o Iralamenlo do cholera, e
prevenindn-o de qoe devera requisitar ao Dr. juiz
de direito da;cumarca de Flores, no caso de seu appa-
ecimenlo. os medicamenlos, baelas e generes de
dietas que a esle juiz passava eu a entregar.
Apresenlou-se-me o acadmico no dia 26 de oo-
lobro, lendo entregado a capillo delegado os ob-
jeclo, a seu cargo, conforme com.nuoicou-me por
.IDcio de 22 o mesmo capitao, que ficou inleirado
do contendo de meu ollicio. Tralei logo de coorde-
nar os me licarr.enios e mais objeclos, de modo que
sullicientemente divididos ebem acondicionados pos-
am ser remellidos para qualquer ponto, onde se fa-
cam piccisos, e medanle uma minuciosa relarlo
passe ludo ao I)r. juiz de direito Joaquim Con-
nives Lima, con. o oflicio de 5 de novem-
bro loleirando-o de todas as disposicoes e remet, i,-
do-lfie as inslrucces por mim org'anisada. para o
iralamenlo do cholera ; a.sim lambem fiz-lhe re-
messa do pos vaccinieo, que recebi nesse mesmo dia,
enviado por V. Exc. com oflicio de 17, c lendo de
rclirar-me no seguinle da, rogoei-lhe para enlre-
ga-lo a alguma peesos idnea, afim de ser propaga-
do : respondeu-me em oflicio do mesmo dia 6, li-
caudo entregue dos objeclos e de ludointeir.do.
Ilsvendo-nie o Dr. juiz de direito interino recla-
mado por oflicio de 2.1 de oulubro a suspensao de
minha retirada da comarc, visto como linha elle
cosamenle uma virlude proeservadora a esse le- reduzda a etlrenn
cido, que fora humidecido pelas lagrimas de Ko-
sanje.
Assim em vez de responder a Flavel elle disse aos
padrinhos :
Senhores, dem o signal !
O sobrinho do negociante, considerado como o
oflenriidn, ia atirar primeiro.
O Bordelez immovel, de olhos lixos, e lendo a ar-
ma erguida aguardava o fogo do adversario.
l.uiz e Adriano eram igualmente corajosos ; po-
rm havia mais hrio, mais forc^i de alma ua coragem
Europeu que na dn crioulo de CalruK. De ordi-
nario l.uiz era nm punco fanfarrao. II que nessa
cirromstancia elevara sua wulade a aliara da fir-
meza de Adriano, era a febre de nm cuma impla-
carel, e o odio de um ,imor proprin profundamente
humilhado.
I m dos padrinhos baten palmas pac mais de tres
reta*.
darios dos dficits carnarios pelos dous desaslres.live-
raro apenas o lempo de fugir para Balara afim del velle, ecahio exclamaudo7o7n'''voz"d,doro's'a':
evilarem a pn-.io Eseravoa, casos, rarruagens. ca- O' meu Dos '
vallo, passaram para as maos dos credores ; e lien- i Kosange acabava de recobrar raza,., e de recor-
riquela educada nu meio do luxo colonial, e enfilo i dar-se do horrivel momenlo em que vira a Foelcher
reduzda a extrema misara, vio-se ua obrigaclo de ferido pela hala de Flavel.
aceitar um axlo em casa de uma pobre velba sua Mr. Marlineau
conliecida, que morava margen) do rio de Saint bracos.
A habitado de Raann ameih,v, ,. ~. *J "'.? e elle he morlo ou vivu I per- | Adriano um culi,, anda mais fervoroso do que aquel-
.. 'hava-se a om lu- | gunlou-lhe ella oppnmida de lembrancas e de an- le com que o rodeara dorante sua vida.
'"'I"- Assim para que novos hoalos nlo viesseni prnfa-
capillo conheceu qde devia mentir. Nesse mo-
menlo um segundo abalo tena podido ser fatal a
moca.
corren a' moca, c lomou-a nos
Jure-me que isso beverdade, disse-lfie ella.
<) capillo inlerroguu sua cooscieucia, e jurou.
Foi s no lim de quinze dias e com as maiores al-
lences que elle declarou a verdade a Rosange.
A moca nao derramoo lagrimes: padeca moilo
para chorar. Seria impossivel pintar soa dor. O
mundo lodo pareceu-llte um sepulcro, e a vida a
mais pesada morlalha.
Entretanto o lempo, dcvja dar algum allivio s fe-
rida. de Kosange, e a amisade ioalterar.l de Mr.
Marlineau, e o lerno amor de Emma para rom sua
mli adoptiva, c a dedicacao paternal de Emyrna dei-
tavam uellas um balsamo consolador.
Curvada com resignarlo melanclica aos decreloi
do Elerno, a me.i renunciara as pumpas desle mun-
do, quando soube como ahi era julgada, quando a
loquacdade das criadas fez-lhe confiecer quanlo era
ahi menosprezada, e calnmuiada a despeito de sua
renuncia formal e manifest ao togado que Adriano
Ihe deixara.
Enlao houve uma mudanca repentina nas ideas
de Kosange. Seus senlimentos permanecern) im-
mulaveis, seu corarlo ficou o mesmo; masa altivez
da mulher, o orgulho da innocencia, a indign.cao
contra a in.quidade. e o odio da moc,a desprezada por
causa de sua casta sbitamente dispertado, revolla-
ram-se e Inspiraram-lhe um novo plano de con-
ducta.
Armada de sua conscicncia ede seu odio.Kosange
resolveu afrontar o mondo. Declarou guerra ao pre-
conceito, injusticia, a lotice, e inveja. I.aneou-so
pela primeira vez no lurhilhlo das feslas, aehou ler-
rivel delicia, e embriaguez fabril em humilhar com
seu vestuario e com suas grasas nos passeio., no.
ihealros, em lodos os lugares pblicos, essas crioulas
brancas lio altivas, cuja inveja exasperavn-se de
nao ler oulra espada scuao a calumnia, uem oulro
escudo senao o desprezo. Applicou-se a ser aalan-
leada, adulada, a desesperar com resislencia indo-
mavcl, e casqu.lharia inaudita Indos esses mancebus
da aristocracia colonial, qee atavam-se hipcrita-
mente ao seu carro s para macular-Ihe a repu-
tarlo.
E como se o deslino qoizesse favorcce-la cm sua
viiiganea. seu lio, u irmao d. Tfioinaz Lancry, que
vimos enlregando-se ao commercio do ail em Coa,
sobre a cosa de Malabar, morrra solteiro deixand
a Rosange duzentoi mil francos.
Ao mesmo lempo a moca soube qoe Heoriquel.
Flavel evorada de pesares consumia-se coro uma
phthjsica pulmonar.
Kosange era inarcessivcl ao drslunbramenlo da
riqueza. Ella riuplicou seu esplendor, e sua ele-
gancia, arinuo-se anda mais de pedral preciosas e
de seducies ; mas eram ouropeles que em espinlo
ella d"-prezava. Sua virlude nao fraqucou ; 0 amor
que jurara a Foelcher permanereo anlenle como
d-inles, perfomado com o mesmo inceuso, occullo
religitisamenle nas profondezas da alma, sancloano
que ven de Dos a para elle volla.
Dianle das sociedades a moca linha urna mascara ;
dianle de si mesma Inbutava" talxez memoria de
mulo. Os criados sobretodo Emyrna, choravam
muitas vezes em silencio.
Com ludo o negro nao deixsva-seabalar peta, des-
granas que ar.ibavam de feri-lo na pessoa de sua
enhora. Vigiara sobre ella, como sobre a pequea
Kmnn com loda a all"nr,lo inquieta, toda a ternura
de uma ollicitode paternal, lomava [,ela mo es-
sas dos rrealuras ainadas, das quaes infelirinenle
nma n.'.n n rerunher.a mais : condnzia essas dos.
meninas a brincar no jardim ; prodi^alisava-lfies
branda- palavra*, e cuidados delirados, pretenia-lfies
os de.ejns, curvava-se aos sens caprichos e cerlilica-
ra-se dia e noile de que nada Ibes fallava.
Os marinheiros velhos que habilavam na casa de
Ko-.iii Te toram alojar-seeni oulra parle. A direrclo.
Tranqnillisa-lp, minha pulir filhinhi, reipon-
deu elle, a Providencia leve piedade de Adriano,
sua ferida era grave, e forcoso foi obedecer as
Ma
liar om acln solemne qoe ella pralirava todas as se-
manas, para qae podesse ir cm paz collorar flores e
orar sobre o luruulo de Foelcher, Kosange emprega-
va as mais minuciosas precauri.es, escofina as noitei,
afronlava o lerror dos mausoleos; e os leilores co-
ibecem agora a mulher que moslrei-lhes nu cume-
firescripcries dos mdicos fazendo uma viajero por ; C ,'es'a narrac.lo.ajoelhada uma noile no r.mitcrio
mar para .ipressar sua cura. t da Petilr. He junio a Lrade de um luinulo, .obre
-- Para onde foi e
Para a india.
dous.
Kosange hlnu um olhar penelrai.it
Ma.linean.
O iiiaiinheiro volito Din ceden.
e j r-r inI..ii a mora.
la de pausar I. um me? ou
ubre Mr.
o qual havia uma columna quebrada.
A mor ei i enl'.o -empre acompanhada por Km, r
na, o qual encobrindo-se sombra das arvores da
avenida que reennduzia a cidade. conservava se de
senlinella a vinle ou Irinla passos do lupar fnebre,
a espera da senhora. Confinwir-Sr'-Ari.

ILEGVE


uno 6t Nftiuggueo eiiH* ma i* n remito it ihs
recibido rommunioarSot carca do reappareclmen-
lo do cholera na povoacao doa Afogarina, fazand-se
cargo de levar ao conlieciinenlo da V. Eic tasa emer-
gencia, e, ii.'io confiando eu mullo nessas noticias, fi-
lias ilo lerror e partidas du povo, que almcjava a
continuarao de minha estala, nao sobre-eslive a mi-
nha viagem, cumpriudo assim as orden de V.
Eic.; e, para de algum modo satisfazer e animar M
habitantes dos Afosados, flz escala por esse povoa-
do, onde apenas haviam Tallecido duas pessoas de
moleslias, qoe nao o cholera, achando-se porem
o respectivo capellao atacado da pasle das beilgai,
o qnal se fez eqaeslro para fora da povoari|o, cujo
estado sanitario nao solTria lieracao; e, pon", prose-
gu om minlia viagem, cheando a esta capital no
da 19 de oovembro, apretrnlando-me acompanhado
do acadmico, a V. Eic. nesse mesmo dia.
Vara occorrer as despezas da coromis'o de que
fui eocarregado nas comarcas de Flores Boa-Va-
la, e distribuir unilas aos doenles pobres, recabi
fin duas parrillas a qoanlla da 2:G158J00 rs., de
que astei 1:9308680 rs., restando o saldo de (itiicj^li
rs., que recolhi a Ihetouraria de fazenda no dia 20
de novembfo, a no dia 21 passei ts miloa de V. Esc.
i respectiva conla demonslrativa, acompauhada de
31 documeotos, declarando a Y. Eic. acharem-se
pagas todas as despezas por mim feilas para o desem-
penho da dita commissao.
Havia eu ja tambeui ofiericido a V. Exc. no dia
_'n, pedmdo para deleriniuar-me o deslino que de-
vera dar aoi dous cavillos que por mim foram com-
prados por coula da uaro para o servan, e, orde-
nando-rae V. Exc. por ofticio do mesmo dia que
delles Uzeara entrega ao Eiro. Sr. marechal cum-
roandauta das armas, assim o cumpri no dia se-
guiote.
A' de dilo mez de novembro officiei a V. Exc.
remeltendo-lhe a relaro de lodos os, objectos de
que fz entrega ao l)r. juizde direilo Joaquun (iou-
gio-inc no dia fi, achando-se azarado na dita rela-
jo o aeu competente recibo : assim como eoviei a
V. Eie. un folhelo por mim organisado, cm que
eilao contidas as ioslrucrSts para o Iratamento do
cholera, e tratei succinlameote de oulros objectos
''lincemente* a commissao.
lnformofJ-roe o joiz de direilo, l)r. Ignacio Jos
de Mendonea Ucha, que o cirurgiSo Francisco Mar-
ciano de Araojo l.imt, comrassiooado pela pcesi-
dencia, chegara i Villa-Bella coro urna amholancia
a 21 de abril, o qual em principio de junho se reli-
r ra preteito de doenle ; que nos fins daquelle
mez forera all receidas por elle juiz, algumas car-
gas com assacar, arroz e bolachas bero estragadas ;
que nos lias de raaio recebera outra ambulancia
com algumas cargas de bolachas, assucar refinado,
araruta, vinho. arroz e urna pora de baela, os quaes
objectos iam sendo distriboidos requsirao de
qoalquer membro da commissAo de beneficencia oo
autoridade, segondo ai necessidades dos individuos
all'eclados da epidemia, e achavam-ie depositados em
podar do negociante Semejo Correa Civalcanli Ala-
cambira, ale que me foram entregues, como couvi-
nha, jontamento cora as baelas e os medicamentos
entila restautes.
A comruiMao de beneficencia eslabelecida em Vil-
la-Bella, comquanto nao podesse dispor se nao de
peqneoos meios, presin ervirus ventajosos aos
desvalidos antes de chegarem os soccorros do go-
verno.
Invaslo e mareba da epidemia e seos resoltados.
A invasao do cholera nas comarcas do seriao co-
merou na villa de Taearal em os fins do mez de
novembro do anno proiimo findo, as causas que a
delerminaram foram desconhecidas : na villa de In-
gazeira apresentoo-se nos fins de fevereiro do cor-
rele anno ; a freguezia de Flores foi invadida no
mez de marro ; refere-se i respeito, que urna parda
de neme Vieencia Hara, de iO annos de idade, fo-
gindo do mal, qne ja renavs no Cariry Velho, ar-
ranchou-se como viajante em ama casa ero Santa
Kosa 5 leguas de Flores, logo foram nccommetl-
das tres pessoas da casa, as quaes falleceram no fim
do mesmo mez de marro ; dahi parti immediata-
menle a mulher para a'Malhada dos Bezerros a tres
leguas de Flores, e, apenas chegando, fnl atacada no
dia 21 do dilo marco, succombindo a 2:1; 25 fal-
lecern] dous meninos da mesma casa em que se
achou a molher ; cutio desenvolveu-se Irancamenle
a epidemia em Santa Rosa e no povoado de Morsa
no referido mez ; na Villa-Bella den-se o primeiro
caso, que foi fatal, no da 7 de abril, e na Baila-
Verde appareceu logo seis nas depoa.
A marcha da epidemia foi tao irregular e capri-
chosa, quanlo soe ser em minios pontos: he por is-
so que, tendo-se apresenlado o mal na villa de Ta-
earal em o mez de novembro, desappareceu em
Janeiro para reapparecer no mez de junho no Ria-
cho do >'avio, perlenceule ao mesmo termo, em um
e ootro lugar foi mu benigno, e circomscreveo-se a
um pequeo numero de pessoa: nao acontecen
porem assim na villa da lagateira, na fregoezia de
Mores, na Villa-Bella e na Baia-Verde, onde com
feroratacou, nolando-se que lambem nalngazeira,
depois de algum lempo de cessacao de eus estragos,
reappareceu em maio ; os oulros povoados nao foram
notamente vigilados ; enlao passoo a percorrer lo-
dos os peqaenos povoados e lugares habitados da ei-
tensissim* comarca de Flores, de modo qoe, apenas
se apona nm ou outro logarejo, qoe nao fosse visi-
tado miii croel em alguns pontos, e em ontro mais
benigno, tornou mais lenta a sua marcha e menos
sensiveis seus estragos i proporcao qoe se approx-
roara o seu termo, qoe someule em principio do
mez de Miembro foi reconhecido.
Os resultados da epidemia na comarca de Flores
nao foram tao horriveis como ero oulras desla, e de
nutra provincia, quer se deva amenidade local,
as influencias climatricas, e i nalureza do solo,
quer a simplicidade dos alimentos, dos coslumes ele.
i.oinluito debaizo deslas condires favoraveis, o nu-
mero das victimas lena sido menor, re os recursos do
goveroo se houvessem anlecipado invasao da epi-
demia, a se o infrene charlatanismo nao doroiuasse
por algum lempo a pon cao.
O mappa sob n. i demonstra qua em loda a co-
marca foram accommeltidas 3:108 pessoas, sendo li-
vres 2927 e escravos 381, do livres eram do sexo
mascolino 1731, e do feminino 11%; dos ecravos
ram do sexo masculino 271 e do feminino lio. A
popolarao livre em respeito a escrava avulla minio
vaiitajosamenle, e he por essa razao que se ob-
serva um pequeo numero de escravos allectados
do mal.
O mappa sob n. 2 lepresenla deUlhadamenle, e
por idades, o numero dos fallecidos, que foi de 532;
dos quaes eram livres 137 e escravos (5 ; dos livres
pertenciam ao sexo rnascoliuo 270 e ao feminino
187 ; dos escravos eram do masculino 53, e do fe-
minino 22. A morlalidaie total foi, poi, de 1( por
cenlo ; mas, e descrimioarmos a genle livre da es-
trave, veremos enlao que a morlalidade da primeira
Tni do 15 e.ljS por cenlo; e a da segunda de 20 por
rento. As razos, destas desfavoraveis proporcics de
morlalidade, foram j dadas em grande parte mais
cima, tendo a acrescenlar, que a distribuirlo dos
occorro, e o Iratamento meihodico. logo qoe se lor-
naram eOeclivos.llzeram diminuir coiisiiieraveliiien-
le o numero dos morios.
Ao terminar esta to impcrfeila eiposirao, nao
pono dexar de recommendar benevolencia de V.
Exc. o nome do acadmico Jaime (ornes Robinson,
que com zelo, promplidao. e boa vonlado cumprio
satisfactoriamente as ordena do servido ; e bero as-
sim de apcesenlar a V. Exea relajo nominal das
pessoas de posiciaes ollinaes, que mais se distingu -
ram em serviros a humnnidade na comarca de Flo-
res, achando-se notada a qualidade e a imporlancia
do serviros de cada um ao lado de seus respeclivos
nomes, que sao bemdito. Alera destes philanlropos
nutras pessoas particulares preslaram alguos ser-
vicos, e destas algumas teem ja requerido reraone-
raret.
(.umpre-me declarar a V. Ezc, que enconlrei o
roelhor acolhimenlo e coadjuvacao da parte de todas
as autoridades das comarcas de Flores Boa-Vista,
e que a popularan sem a menor exceprao, tralou-me
com a maior beoignidade.
Finalmente declaro a V. Ezc, que nao poopei sa-
crificios nern incomroodos, seuiio para desempenhar
as commistoes com qoe fui honrado, ao menos pa-
ra fazer qu.uiln fosse compalivel com minhas fracas
forjas, e apoocada inlelligencia. E, palenleando os
meo ntimos sentimenlos degralidao pela conside-
rarlo, cmilianra e delicadeza que comigo V. Ezc.
se digoon despender, lenho a honra de por dispo-
sirao de V. Ezc. lodo o raeu fraco presumo, nao s
qoanlo ao semen publico, como ao da pessoa de
>. fcxc, que de mim podera dispor em qualquer
^ parte onde me eche.
Dos guarde V. Eie. por rouitos annos. Per-
nambuco 12 de dezembro de 18.M.Illm. e Em.
>r- cunselheiro Dr. Sergio Teizeira de Macado, dig-
nissimo e moilo distmcio presidente desta provin-
cia.Dr. Ttiomsz Aniones de Abren, medico em
rommissao do enverno.
"elarao das pessoas que mais se dslioguirain em
serviros a liuin.ini.la le, por occasiao do epidemia
do cholera-morbus, na Comarca de Pajeo de
Flores.
I>r. Ignacio Jos de Mendonca I cima, juiz do direi-
' da comarca de Floras, termo de Villa-Helia.
roriou-e com a maior solicitude no desenipenho
das urdens do governo em relajo a epidemia,
e preslou relevantes servicos aos enfermos, minls-
trando-lhes, com proveilo, medicamentos homeo-
pallucos,
llr. Rodrigo Castor d'Albuqerqne Maranhao, joii
municipal do termos de Villa-Bella a Ingazeira.
Cumprio como autoridade seus deveres mui sa-
ti-fitoriamenl'j, e se inleressoo pelos doenles, aos
qoaes lambem soccorreu.
Padre Pedro Manoel da Silva Burgos, vigario da fre-
uezia de FloresEstau acuna de lodo o elogio o
servicos deste dislinclo parocho.qucr comominislro
da igreja, qur como verrtadeiro plnlaulropo; sua
rnao caridosa se c-len.lcu em grande escala aus
desvalidos.
Padre Manoel Lopes Rodrigues de Barros, vigario da
Serra Talhada, termo de Villa-Bella e seos con-
tornos.Desempenhou muilo bem todos os deve-
res de sen ministerio, mostrando a maior dedica-
rlo pelos enfermos.
Padre Filipne Benicio Monra, vigario de Ingazeira.
Prosloo-se com zelo e promptidan, ministran-
do os soccorros espirituaes aos doenles:.
: ipi'au Manoel da Colilla Wanderlev .delegado e com
mandante da forra volante daciiinaraHde Mures
Comoauloridado o como .ptnlanlropV presin os
mais admiraveis servidos ; ministruu por soas
prnprus nulos medicamentos e mais soccorros aos
eararatsM ; nada deizou a duejar-ae.
lenvnle-rnmiM'l ('hri.ln\.ifi Joe de Caiiipn Itailni-
a. delevaili, ,io laraM de \ illa-Bella.|leeiiipe -
uhon rom reine artividade os deverrs de leu rar-
; e ^orrorreu an- desvalidos.
Capitn Jpo do Prado l'arrelra, delegado do termo
de Ingazeira.Coniprio seu deverea com dedica-
ro e ariivida le; e preslou-se aos soccorros
dos desvalidos.
Antonio Copes de Siqueira, subdelegado de Baixa-
Verde.Empregou no deseinpeuho de seus de-
veres telo e aclividade, inleressando-se pelos
doenlesl pobres, aus quaes soccorreu.
Alteres Soveriiio'Josc ('Almeida|Pedrosa,vereador da
cmara BBBftieipal de'jnga'/eraNiuguem mais do
que este cidadao caridoso le presloo aoaervifida
humanidade, minislraudo por suas roaos os reme-
dios, e soccorrendo f sua cusa em grande tscala ;
seu procediraento foi exeinplar.
Itecife Vi de dezembro de IS3I>.
Dr. 'I liomaz Autuuas d'Ahreo,
medico em commisso do governo.
N. 1.
MAPPA domovimenlo ilosdocntcs accommellidos da epidemia do cholera-morlms
na tromarca de Pajcu" de Flores, de novembro de IS."> a setembro de 1856.
OS. CCASSIFICACO'ES". MOVIME1STO.
IBM 5 c .S'.l'O. .Idorrcro/ii. r'oramcurados. Falleceram.
ta Mascolino.......... 1070 910 1(10
3 Feminino.......... (i 15 519 9(
p Mascolino.......... 183 1K 37
Feminino......... mi (i i 1G
a* . 1980 lt7l 300

8 s fcp Masculillo.......... 610 532 108
a Feminino.......... 521 I3.1 61 21 88
Mascrdino.......... 76 13
C feminino.......... 30 6
Somma......... 12(17 10.50 19 27 9 217
k B < Masculino.......... 21 2
Feminiuo.......... :vo 3
a J o Mascolino.......... 10 1
Feminino..........
Somma........ i;i 55 (i
Somm eral ............... 3308 2770 5.1J
KtClfc 12 .le Bovfrno. ezemb a de IH.iti. Dr, lliomaz /Intunes de Abreu. Meuiro em cominisau do
que era eolTIo eoinmadauta em chafa, racordoune
que he prenle da familia l.ondondtrry, assim como
lord \ane Tempesl, e por ii,o conlenlou-ie com o
fazer mudar de regiment.
Felizmente hoja ocommandanle em chefe lie urna
personagem niuilo elevada para que possa snllrer a
influencia de familia, e o joven lord aprender, se
he poasivel aprender algoma coma, que o exercilo
nao lie um refugio para us ricos descomedidos, ero
Iroca de um Dello oniforme.
Accrescenlemos a islo que o doqne de Cambridge
fez, alem docaslign mencionado, dirigir ao com-
maiidaiiie do quarlo regimeuln de drgOes urna se-
vera reprehenao por ler deixtdu inlrodozir no seu
reaimriiln lialnloi de desordem e de indisciplina.
De aples a nica coosa que ha de novo he a
chamada do ernbaiadores de Franca e de Ingla-
terra.
O Monileur de hoje assim o aununcia, mas que
vai a resallar desla medida ?
Se Fernando de aples pode sustentar a< Iran-
quillidade nos seus calados, a inlcrruprao das Tela-
rnos diplomticas rom as potencias occidentaes lie
um faci pouco cairelado para fazer mudar um
delerininarao que parece inalialavel.
N. 2.
MAPPAi das pessoas fallecidas do cholera-morbus na comarca de Flores, desde no-
vembro de 1855, aselernbi'o do 185.
SEXOS.
s
r.

1 a 7 annos
7 a 21 annos
21 a 50 annos.
Maiores de .5(1 annos.
I a 7 anno.....
a 21 annos.....
21 a 5(1 annos.
Maiores de 50 anuos .
Km
governo.
S
.a
1 a 7 annos
7 a 21 anuos
21 a 50 anuos.
Maio-es de SO annos
I a
a 21 anno
21 a 50 annos.
Maiores de 50 annos .
Somma .
Mnima seral.
TERMOS.
I illa Bella
36
85
5 "5
32 160
31
31 %
>(i
16
53
309
ingazeira.
33
20
32
1\
29
18
28
13
i
o
n
108
88
196
15
-Jl
Tacaratu'.
1-5
E
.'TU
53
semelhante alai|ue pareca ferir o amor proprio lan-
o da nariio como do seu soberano '.'
Anda mais, lomando o caso de um jornal que,
segundo a voz publica nao contrariad,, reprsenla
as opioiSaa e a poltica da primeiro ministro, sera
prudente que, n'om lempo em que nos achamos em
novas relar/ies de amizade cora a Russia. e em que
quesle de nina nalureza delicada anda permane-
cem insoluveis, semelhante jornal se devole a urna
eiposic/io publica da perfidia diplomalica daquella
potencia'!
Suppouhamoi que o imperador dos Francezes,
tendo seguido desde o corncro da sua allianra com
rsle paiz, um curso qoasi sem igual na historia
quanto eslavcl bna-f, desejass* ver a erande obra
da paz consumada peloi proprios meios que foi al-
canzada.
Supponhamos que desejase, para esle fim, urna
renovarlo do Congresso de Paria, e que a Ruisia,
querendo ceder a razao e s influencias moraes, da-
sejasse adoplar o mesmo corso afim de escapar a ir-
ritante intervenro de lord Palmerston '.'
Nao seria inconvanienle que em tal momento s
dous joruaes inglzes que se uppoein representar a
poltica de lord Palmerston,adoplasseui precisamen-
fomentar
532
le 12 de dezembro de 1850. Dr. Thoniuz .Inluiies de .Ibri-u. Medico em cumioisio do
COMMANJDO DAS ARMAS.
Quartel ajemeral do commando daa armas de
Parniaboco, na cldade do Recife, em 17 de
deiembro de 1856.
OROEM O DA N. 386.
O gene al commaiidaule das armas, faz publico
para couhecimento da guarnirao e devido efTeilo, que
o governol de S. M. o Imperador houve por bem por
aviso expedido pelo ministerio dos negocios da gaer-
ra de 27 oe oolubro ultimo, conceder passasem para
o 5. halalhaii de infamara, na qualidade de quar-
lel meslre, ao senhor Icneule do 2." da mesma ar-
ma Manoel Joaquim Bello ; o que conslou de of-
cio da presidencia datado de hoolem. O mesmo
Sr. lenle tica desligado do 4. balalhao de ar-
lilharia apc em o qual se ada servio lo como addi-
do, afim de seguir para o seu deilino.
Jas Jo'i'itHm Coelho.
LONDRES.
2(i de oudibro.
Anda |ile as ooticias do interior n.lo comporlam
mais que ara interesse relalivameule secundario, co-
merarc |of ellas,
Em primeiro lugar direi, qoe a rainha acaba de
decidir na seu conselho privado, ema nova proroga-
rao do parlamento desde 15 de novembro al 16 de
dezembro.
I'rovavplmenlr esla prornga^o nao ser a ultima,
e espera-se.com muila probabdidade, que a reuni.lo
das cmaras para e uccupurem eflectivamente do
negocios publico s lera jugar no mez de fevereiro.
ao mennsjuma vez que circumslancias graves e im-
periosas mo ajaos.em a reiiniao.
Eslas prorogarei do parlamento a4o mulo do a-
grado do gabinele, porquedeseja esparar o mais pos-
sivel a convocarlo das cmaras sobre (udo, durante
o|lempo das discussOes diplomticas que corre.
C uvera aqu observar que na he sem alguma ra-
zSo que o governo recis encontrar-se com os repre-
sentantes do paiz.
A situaran que o governo inglez tomn, ha hlgum
lempo, nps diversos negocios exleriores que o oceu-
pam, nao est de accordo com a opiniao do povo in-
gle'-
'l'alvez que vos admiris por en avanrar por varias
vezes esla; assrrao e as vezes mui gentica, mas pa-
ra diminuir a vuss prevenrao serei lambem mais
urna vez preciso, dizeudo-vo que os iuglezas nao
approvarn inleirainenie o qne faz o seu governo no
negocio de aple, e naquelle dos principados.
Se o parlamento elivesse reunido nesle momento,
seria para o gabinele urna ocraiiao de dilUcoldades
e de combales diarios.
Por nutra parle he sem duvida mais fcil odeci-
dir livremente do que sobre a preisao parlamen-
tar.
Quando as cmaras se reunirem, acharan ludo co-
ordenado, e nao querendo faligar-se em debates aca-
lorados acceilaram os fados consumados.
Alem de que lord Palmerston prepara-se para di-
vertir as galeras por meio de urna nova reforma par-
lamentar,
Esperd que vos recordis de que ja vos dsse que
no principio de 1851. lord John Russell, enlo mem-
hro do gabinele Abeerden, linha proposto um pro-
jeclo de reforma, mas dous obstculos vieram con-
trariar as iulenrocs do nobre lord.
Em primeiro lunar encontrn niuita friera no pu-
blico : nos achavam o seu projecln insuflicienle, un-
iros o eonsideravain moilo avanrado, mas sem nos
iiicliiiarmos para qualquer
vando o eqoililuio da imp
necessidarie da reforma nao
lores que se Iralava de addicionar ao corpo eleiloral
lal rnnlo se aeha hoje, nao leslerauuhamm grande
enlhusiasmo pela honra que se Ihes quera fazer
em rigur se contena cun o qua lem, porque os re-
formadores enthusias(as sao em nfima minora.
Em qoanto ao mais pode comprehender-se quan-
do se pon-a que un Reino Cuido* ha pe lo de II ce-
ios mil eteilores.
Ora os elelores de l.uiz Filippe monlavam de
180,000 a 200,000, e cabio, finalme.ile por ler resis-
tido ao addicionninenlo de capacidades qoe leriam
elevado o numero lol-l de 220.000 a 2(0.000.
Ja vedes que o povo inglez pode em rigor adiar-
se salisfriln com o que tem.
Os grandes reformadores da escola de Mannches-
ler mr. Bright e mr. Cobden e oulros, insislem so-
bre lodo na reforma acerba do modo de volar.
Nao se pode dissimular que a corrupro e a inti-
midaran gozam urna grande influencia as eleiroes
de Inglalerra.
Um candidato que tem bastante dinheiro para
comprar volos (em a certeza de ser eleilo nma vez
que o sea concurrente n.lo csteja dlsposlo a dispen-
der mais.
Mas convem observar que neila sorte de negocio,
onde nao ha lisura nem da parle do comprador nem
do vendedor, e especialmente da parte deste ultimo,
he importante que se possa eslabelecer de tima ma-
neira manifesta a entrega da cousa vendida.
Ora no estado actual da legislado eletoral, o e-
leilor acallando de dar altamente n seu volr por lal
ou lal candidato, pode com facilidad assegorar-se
da exeenrao do seu empeuho.
Em urna outra nr lem de ideas, ha cerlos indivi-
duos, grandes proprielarios, que cuntam com os seus
rendeiros a oulros dependentes para seren eleilos
candidatos, e lem a certeza dos seos suffragios, por-
que urna resistencia expolia aquellas gentes a seren
despedidos, mas fie preciso anda que a verilicarao
do vol possa fazer-se.
Em lim um oulro svslema de inlimiilarao consis-
te em forrar os logislas, e oulros fornecedores a vo-
tar em tal ou lal sentido, sob pena de ver fugir a
clieniella das gentes do partido contra qual leriam
votado.
Qaal seria*pois, o remedio contra este msl ? Ha
multo lempo que na Inglaterra se procura roas sem
querer acha-lo. Tem-se feilo minias le conlra a
corropc.au, mas nunca se tem qoerido admillir o vo-
to secreto que cortara a queslo.
(Joando o comprador nao podesse ler a certeza de
qoe o volos que Ihe foram vendidas, nao se reali--
sasiem nao comprara mais. Quando o grande pro-
prielario nao l\os-e o meio de registrar os votos dos
seus sohofdiuados, cessaria de contar icbre otes vo-
tos como urna cousa que Ihe pertence : i iiilim. os
lugislasseriam livres de dar os seus votoi a quera
qtiizessem, sem recejar perder una parle da sua
clientella.
Mas qual sera a razio porque a maioria c'o p'rla-
menln se recusa a admiltr um ramedio que parece
to eflcaz e 13o fcil *
0 pretexlo qoe se allega he que o elelor prcen-
che.um carcter publico e assim deve desempenhar
o seo dever em face do paiz.
Este he o preteilo. mas o verdadeiro molivo des-
ta resistencia ao voto secrelo nas eleicoes parlamen-
tares, he que lia na cmara dos commun-, muitos
individuos que se apruveilar, da corrupto e da in-
limidar.lo nn seu interesse ou no do seu partido, pa-
ra desejarem seriamente desembararar-sc dclle.
E como o paiz lie assaz indiflerente a esla mate-
ria, ao menos pelo momento, o escrutinio secreto he
repellido. Dio obstante os c-Torros de aluns refor-
madores enlhusiastas, que s.lo aflei^oados a e,ta
queslio.
O duque de Csmbridge acaba de asasnalar a sUa
exallarae ao commando em chefo do exer-ilo bri-
ol acnlhida pelo
O governo in-lez bem o coinprehende, e lea ic, com mu perversidade dliicl de "ser allrVboida
qoerido levar as eoans um pouco mai longe.e bem a mero insiinelo bratal de indepenpeoaia. o curso
seu pezar tem seguido poltica da I- rain; i.
D'uin oulro lado o governo francez pronuuciou-se
vivamente contra a prolongarlo da occupa(o dos
principados danubianos pelo austracos, e a Ingla-
lerra recusa-se a seguir nesla qnesiao a Franca e
declarou-se satisfeita com as explicares dadas pela
Austria acerca da conservarlo das suas tropas nos
principados.
A Inglalerra seguio tambero a opiniao da Austria
contra a nni.Vi das duas pruvincias sob um mesmo
governo, reunan que preconizava o goveruo fran-
cez.
A' vista destes factoa bem vedas que se a allianra
anglo-franceza dora anda, o accordo esla longa existir entre as duas potencias sobre a maior parte
das grandes quesles europeas.
Correspondencia particular da Sarao.
Berln, 21 de oulubro de 1856.
S. M. que india partido no da 18 de oulubro de
Berln par (reif.wald em Neveslrelnlz, ja regres-
sou hontem a larde a esta capital acompauhado de
S. A. R. o principada Prussia e do principe Frede-
rieo i iinlln i ano, e conlinuou a saa viagem em direc-
rao a Polsdam.
O principe da Prussia e seu filho pcrnoilaram em
Berln, mas partir.un hoje para Polsdam.
Amanhaa, depois do aeio da, a graa-duqueza
de Merklembuurg rtiegar a Berln acompanhada de
seus filhus, mas lambem partir para Polsdm onde
lenciona residir por algous lempos.
A graa-duqueza Alexandrina, quesaesperava nes-
la corte nn da do annversario do nascimento do re
espera-se em poucos das igualmente estar em
Polsdam.
OdialS de oolubro, annversario natalicio do
principe Frederico Gailherme, fui solemnisado na
corte de Neu Slrellz, onde se achavam varios prin-
cipes prenles.
S. M. a rainha da Prussia, que sa acliava nesle
da em Polsdam, linha ordenado na occasiao deste
veiitiiiu.ii aconlecimenlo, nm grande jamar de fami-
lia, ao qual assisliram o principe Alberto, o princi-
pe almirante Adalbert.os principes Frederico e Jor-
ge, e o I, ni Iji ve e ma lame a l.andgrave de lles Plulippsllial.
No fim da prxima semana esperam-se aqu a
gran duqueza Conslanlna, que parti honlem de
S. Petersborgo, e qoe se prope ir ao llonnover, de-
pois de se demorar alguns das em Berln.
O bario de l.sscler, novo embaixador rus'o na
corte imperial da Franca,chegou a Beriin, e alojou-
se na hospedara real, e diz-se queu'um destes das
lera orna audiencia com o re, depois da qual parti-
r directamente para Pars, acompanhado do conde
de llalizctd e do general larco C-lif-pach.
A corle prepara-se para a grande earada, qne
ana breve deve ter lugar em Sainl-lluber perlo de
Sefzhingen.
0 gran duque.de Merklemhourgu lomar parte na
carada. Mas o duque de Oronsvick qoe serapre
lomou parte ueste pasiatempo, nao ira nesta uccasiao
porque ja parti para Syhillenorle.
S. M. o re lem convidado muilas pesoas de qua-
lidade para tomar parle na cacada de Saint-Huber,
entre oulras o embaixador na Confederarlo Germ-
nica, o conde de Bismark-Senlioenhausen, o qual
depois da caqada se dirigir de Celztingen directa-
mente a Franc-forl sobre o Mein.
Amanhaa deve julgar-se em Polsdam o processo
contra um jornalisla couhecido. que foi acensado
de ler offeadido e calumniado a S. A. Ii. o principe
de Pru Espera-se com anciedade o desenlance desle nego-
cio, mas a opiniao geral he qoe o jornalsla ser con-
demnado.
1 ma gazela do norte de Allemanha declara que
tratando de nm novo regulamento relativo a con-
ducta da polica para com a classe militar, declara
qoe esla nova medida he urna separara j entre os el-
dadaos e os soldados.
Esta opiniao he tanto mais falsa quanto pro-
va um ignorancia absoluta das leis que vigoram nos
estados prnssianos.
Aqu nunca existi urna separaran de soldados e
de ridadaoi ; ns nao ronhecemos se n3o nma sepa-
rarlo, e he a separarao dos soldados da canalha que
os liberaes querem chamar enfadaos.
Os nossoscidadaosao soldados, e he naquella clas-
se qoe se aeha nao sn oorgiilho de cidadaos, mas a
forfa e a enercia moral dos toldados.
O nosso exercilo nao ha, entre o povo, um exer-
cilo de exlranhos, pois que est inherente ligado
aquelle. Arabos, nacjlo e exercilo sao ramos da or-
vora cujas raizas se acliain no col da honra e do pa-
triotismo prussiano.
Mas o liberalismo nanea perde a occasiao de mal-
quistar o povo com o [exercilo ; porem na Prossia
serao inuteis, graras a Providencia, a nac,ao prussia-
na se senle honrada, quando se honra o exerrito
prussiano, e o povo se er offenddo se v o habito
do rei, que Irazem os seus filhos expostos a ser en-
xovalhados peta polica.
O exercilo he o verdadeiro sustentculo da ordem
publica, das leis, eu apnio da mesma polica ; eis a
razao porque seria um contrasenso quererem con-
ceder a polica um poder superior ao exercilo.
A emanciparan dos soldados do poder da polica
nao he uma preferencia injusta, mas urna conse-
qoencia natural dos deveres mais dilliceis, aos quaes
o exerrito esl submeltido,porque o soldado, he pu-
nido mais severamente, quando viola a ordem pu-
blica, que 0 humean privado.
{A Sarao.)
mais calculado para seraear dissenses
irritarlo.
Nao vemos uma p.l.vra quanlo ao direilo destas
pessoas para manifestar a ludo quanlo Ihe suggeriramus e aos seus tintu-
res he, que a Inglalerra nao he totalmente iudepeu-
denle do resto do mundo, e que as aiitigualhas a
que os nossos jornalislas recorrem de lempos era
lempos, podem acabar por produzir um isolamento,
resultado natural do desgoslo e descoulenlamenlo
das naroes mais obedientes aos diclamea do respeito
proprio.
Comludo, ala negocios que se acham justamente
no terreno debatido da potilica publica.
Se os directores dos jornaes pblicos nao lizessem
mai do que manifestar desi'arte a sua indillerenra
as considerarnos da prudencia, uinguem se impor-
tara com o que dizeraou fazem.
todava, sao orgulhosos da sua insubordinarlo,
da sua exagerada indlderenra para com lodas as
cousiderares que deveni influir em lodos os ho-
mens.
Com excessiva impudencia e inhumana audacia,
nao publicado huellos pessoaes sobre o imperador
dos Francezes e saa imueralriz.
lambem se bao aproveiadu dos alee- de cri-
minosos escapos para haralear aecusacoes, tao in-
fundada) quanto s,1o infames, contra as princapaes
pessoas por quem a Frauca durante os ltimos an-
uos ha ido Kovernada, de uma maneira capaz de
enveigonhar a indolente e politicamente corrupta
aristocracia deste paiz,
Esta nlleii.as contra a moralidade publica hao
provocado reprehens>s da paite dos mais respeita-
veis jornalsla inglezes ; e somos felizes de po-
der juntar a' lisia o nosso hbil contemporneo se-
mana] a Prest, que, n'um espirito ao mesmo lempo
enrgico e philosophico, leve a coragem de proles
(ar, em norae do jorualismo inglez, contra os groa-
seiros arligos de certa gazela demagoga.
Espcravairfos que a pirversidade conlra a qual,
neis, em comraum com alguns dos jornaes .nn- in-
fluentes oppostosa nos em opio ao, ludamos levan-
lado > nussa voz, se houvese abalido.
Em vnz desta conequencia desejavel, vemos, com
um sentmenlo indiicriplivel de vergooha, que os
meamos oireusores estao novamenle oceupados com
a ana louca e desagradavel obra.
1. ma gazela que apparece aos domingos, de ca-
rcter ministerial, publicnu uutro dia como um me-
ro lem de noticias, um paragrapho referindo qoe
o cunde Walewski, o ministro francez'dos nego-
cios eslrangeiros, um Polaco, esperara que os bens
polacos de sua familia Ihe fosiem restifoidoB. em
coiueqtuncia dot tervifO* prestado ao czar na ul-
tima guerra.
Esle paragrapho foi honlem citado no typo e lu-
gar mais nolavl, pela gazela que se aeha a' freole
de ludo quanlo he nao ingiez no jornalismo in-
glez.
A gazela seminal poda ter inserido o paragrapho
inadvertidamente, a diaria esta convencida da in-
Uneao.
E qual ser esla intenco ?
Eslivemos, e temos estado por algom lempo, em
perfeita alliaoca cora a Franca.
O conde Walewski he o ministro dos negocios os-
tra nuciros daquelle paiz.
Elle e lord Clarendon dirigiram juntamente a di-
plomacia, e mais ou menos iufluiram nas operarnos
militares da guerra com a Russia.
Ora, qual he a ccusac,ao leila conlra o conde Wa-
lewski pelo jornal que aflecla representar as opinei
do novo da Inglaterra ?
lie que, ao passo que obrando como o ministro
creditado da Frane, em allianra com a Inglaterra
conlra a Russia, prestaca desl'arle srreiro a esle
paiz, pelo que o czar sejulga obrigado'a recom-
pensar estes sen-iros peta restilttirao de cerlos
bens de familia'.
Perguulamos aos homensda Inglaterra, se que-
rem anda taeilameute saneconar um prucedi-
iiienin como este '.'
Ou estamos em relaroos de amizade com a Fran-
Ca, ou nao asamos.
Anda qdan lo nao el ive-.cmn-, a circularao de
taes aleives fora um insulto gratuito e inhumano ;
mas se eslamos em allianra com a Franca, he com-
palivel com a decencia, e cora a corlezia que devem
regular as relac.e nteriiacionaes, que libellos desle
carcter apparecam nos jornaes que se acham iden-
tificados com a poltica do governo ingle/.'!
lie com profunde pezar qoe vimos a ultima qaei-
vi recbenlo uma laa prompla e l.ln assignalada
justificarlo.
{Morning Chro nicle.)
uma repreza j bem profunda, ao entrar para a
Ponte Velha ; o rio tem-se tornado caudaloso,
e ili/em-no, que um dos senhores guardas vai pr
urna ''ana para a passagem, e ludo porque !....
porque nao se desobstru! o cano de esgoio Que
birra tem os guardas com os canos ? Vallia-os
Dos.
Consia-nos qoe o Sr. vigario de S. .los,
lem muilo concorrido, para que o infeliz Jacin-
tho .los de Veras, tenha recursos, sebero que es-
cassos, com que possa ir soccorrendo a sua desdi-
tosa familia.
0 Rvm. provincial do Carmo, o Sr. padre
M 'ira, prestou-se mui caldosamente em soccorrer
o infeliz Sr. Veras.
S. Exc. Rvm.1' consignou para o mesmo
um soccorro mensal.
Consta-nos, que lia tiro alcouce, ondeos im-
berbes vo gastar o que de seus pais podem gada-
nhar. Ksses motos muilo se embellezaram de cer-
tas Cocos, que nao so grandes males causam as ga-
vetas dos pais, como a saud.ee ao crdito, que de-
vem mnito prezar.
No dia 20 do renle, tem a Faculdade de
Direilo do Recife, de conferir o grao de Dr. ao
Sr. Lachare! Aprigio Justiniano da Silva Guimares,
i|ue ha pouco defendeu tlieses e foi approvado.
Al amanhaa.
REPAHTiyAO DA POLICA
Secretaria da polica de Pernambuco 17 de de-
zembro de 1856.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V-
Exc. que das diflerentes pa rl ir i pn ciies hoje recebidas
nesta reparlii;flo, cousla que se deram asseguinles
oceurreuciis :
Foram uresis : pela subdrlegacia da fregoezia do
Recite, os marujos inglezes Alexander Barttix, Ro-
berl Briam, Willian ery, James Funlon e Caldi-
llo dos Prazeres, lodos po'r briga.
Pelasubdeiegacia da freguezia de Santo Antonio,
Jo3o Francisco de Souza Magalhaes, para averigua-
56es em crime de lorio, a prelas Juvita e Mara,
por iriaa, Manoel Alexandre Ferreira SimOts, Ma-
noel Gregorio do Nascimenlu e Jos Manoel Leiao,
por desordeno.
Pela subdelegada da freguezia daBoa-Visla, Ro-
sa Mua da Cauceican, por desordem.
E.pela sudelegacia da freguezia do Pojo da Pa-
uella, Serafim Jos de Sanl'Anna, por desobedien-
cia.
Ueos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. con-
selheiroSergio Teizeira de Macedo, presidente da
provincia.O chefe dcpolicia.Dr. Poticarpo Lopes
de /.eiio.
Esparo, senhores, que a relaco destea casos
vos levar a evitar o uso do caivete nosaperlos de
uretra. r
Estou sempre prompio, como qualquer outro ci-
rurgiao a servir-me em eirurgia de instrumeuto
cortante, em todo o caso em que taouver reconbeci-
da necessidade, mas lenbo como regra que devemos
abster-nos do seu uso sempre qne xor oulros meios
podermos obter o mesmo resultado. Quanlo mais
pratica tiverdes da vossa profissao, Unto mais este
principio se ir imprimiodo no vosso espirito.
Ha outra circumsiancia que nao deve esquecer
no iratamento dos spertos de uretra, a saber: nao
nos devemos envergonhar de nos retiramos dos do-
enles sem termos podido conseguir a introduccao de
um instrumente na bexiga.
0 Sr. Capeland, ja fallecido, cirurgio pratiro
tao hbil como os primeiros de hoje, disse a ura
doeote, de quem depois eu tratei de apertosde ure-
tra muilo irritaveis, acompanliados de caminho fal-
so, o seguinle:
Tomai cuidado, nao vos entreguis nanea a
um cirurgio que receie confessar que alguma vez
nao pode introduzir uma algalia al a bexiga.__
Ouvi de um cirurgio do hospital, hoje lam-
bem defunto, que passava a noite sem dormir, vexa-
do, quando nao tinha conseguido, diante dos seus
alumnos, introduzir a algalia em algum doenle. Tal
hornero, devia ter feto muitos caminhos falsos. Do
semellianie modo de proceder deveis ter o maior
horror.
A lodo o bom cirurgio deve uma ou outra vez
ter succedido ser-lue impossivel introduzir uma al-
galia, porem nenhum cirurgio bom, deve fazer
caminhos falsos.
Um cirurgio hbil pode-los-ha fazer, se al-
guma especie de mo humor ou de amor proprio
dirigir assuas roaos, em lugar da razao e boa cons-
ciencia.
.\f. D. S. T. B.
&arrc3p0rt&ettctt,a
*43uMicar&?3 a peDibe.
Srs. redactores.Tendo soffrido cruelmente
de apertos carnosidades ou eslreiteza da uretra, a
pomo de nao poder ourinar seno goltaa goita.nua-
ca me quiz sujeitar as operacoes de cauterisao es-
caricajoes e incises da ureira, por rae parecer
nao sdolorosas como lambem perigosas, apezar de
se me ter fcito erar, que so por meio destas opera-
coes, he que a rainha cura seria radical, mas feliz-
mente curei-me perfeitamente, e hoje goso saude,
s com a introducto de velinhas graduadas de
gomma elstica, e um tratamento interno apropria-
do aos meus amigos sotTrimenio.
Por urna casualidade lendo a Gazetla Medica de
Lisboa n, 85 (1- serie, 4- anno e tomo 4") depa-
rei com o artigo que junte remetto para o mandar
publicar em sen conceituado jornal, e o publico
ter conhecimenlo do nenhum resultado que do eslas
operarles.
Sou.Srs. redactores, seu constante leitor e obri-
gado.
THE LANCET, CONSIDERADO ES SOISRE
A RETR0TH0MIA.POR SAMUEL SOL-
LY.
A uretrothomia tanto a extrema, seccao perinea,
do Sr Syme, como a feita pelo inteiior da uretra-
conforma os processos do Reybard, Guillon, e ou-
tros, tem sido inculcacada nestes ltimos lempos co-
mo o meio mais seguro de tratar os apertos de ure-
tra, sobreludo quaudo ellas sao amigos, mui rem-
tenles e irritaveis ; tem-se pretendido mesmo que
por esta operaco se pode obter melhor a cura
permanente e radical que de oulro qualquer modo,
Ja vimos em outra poca aconselhada lambem a
caulerisacjo com grande enlhusiasmo ;porfira rnoa-
Irnri i arnapinni,!. ... '- _v_ .
dos lados, anles conser- I nn'c Pr uroa medida que foi ben
arciolid.de dzemos que a ; l10.^."'
o se fazia senlir : os elei- Tinha-se inlroduzido em certoi r
regiment du e-
xercilo r.ostumes que c.iusavam um cerlo nrejaizo a
disciplina.
Vos sabis que as suardas do exercilo laO quasi
em quanlo aos conservadores suslenlam que o corpo exclusivamente corpos privilegiados para nelles er-
eleloral ja se lem assaz abaixado para que desc. ain "
da mais dous ou tres pontos na escalla ,ocial.
O segando ubslaculo que se oppoz ao projeclo de
reforma de lord John Ruisell, foi a guerra da Kus-
aia.
Era evidente que no meio de graves preocupares
que faziam nacer a eminencia da lucia terrivcl que
ta ler lugar, nao se poda esperar da parle dos re-
presentantes asaz prudencia para discutir framente
os principios de urna reforma interior.
O mesmo lord John Itussell condecen isto bem, e
vir n nnslocracia ingleza que oblem os postos por
meio de dinbeiio ou pelu fsvor.
Em quanlo ao filho do burguez, do logisla ri-
cos se pode comprar um posto de oflical, mas mes-
mo aerial ba necessario que se di-ponha a gaslar
muilo dinheiro nos caprichos e extravagancias d,
mocidade para aladar aos seus carneradas, pois que
do cautrario a sua existencia sera' iutoleravel.
Iiislo vou referir-vos om faci.
lia algum lempo que um jovem alferes do 'i regi-
menlo de dragOei oi objeclo das persegair,u's des
seus camarada, e especialmente de lord Vane Tem-
pes! e du cometa Birl.
A cousas i lie: .ram a poni tal qae n'jra dia o
jovem alferes ro agarrado por alguns dos seus ca-
ntaradas, entre ostros os dous cima meiiciouado>s|
que Ihe reparam as suissas e o bigode de um lado
do roslo.
eixo em silencio outnn indignidades a que foi
expuslo islo pelo cinie de ler uma vida regular que
pense qnt he lempo de apreseular o seu projeclo de ; pareca uma expmbrarao da conduela dis-ipada dos
reforma. oulrns.
eirubcaX".,ud.e lr"ir,"a,i,n,l,,1"'' Se "'' prin-' *"" 'di-se emBm a quexar-se. e lord
TjstxL'zs ?:."... ^':p^ rptt i ^^^e Mr-- -*- -
eelo de lord John Rotaeli por ser demasa.....ifl.i-
-o, deve esperar- qualquer enfria dr minio sun-
dn.
Mr m
relirou sem hesitar o sen projeclo de reforma parla-
mentar.
Comludo cerlos hornens polticos suslenlam que
em seraillunle ir-aterias nao se deve esperar que o
povo pera elas concessOcs, aules pelo conlraiio de-
ve-e prevenir os seus desejns, e habilua-lo a des-
canrar inteiramenta subre o overno o cuidado de
vigiar pelos seos inleresses polticos.
Azora que a guerra lermiuoo, lord Palmerston
i a-im ilo 'era' ninilu para um par qua
l.ord Vane Tempesl ha o mesmo que o anuo pa-
sado quando anda perlenria ao rorpo dos guardan
leve nma que=lio rom o direrlor do tliealrn de
Windsor e pawou is vas de farto. l.ord llardinge
LONDRES.
i de novembro de IK'ai.
Inleresses poderosos, incitados por agentes hahei
e sem escrpulo, sao agora deliberadamente empre-
gadus para semear a di-s.eii-.Vi entre a Inglaterra c a
Franca.
O tom da imprensa ingleza, depois de aigum lem-
po,se tem tot.lmente alterado para com o imperador
dos Francezes. e se manifestou a seu respeito urna
modanra de opinuio, lao extraordinaria c nolavel,
que requer explicacao.
Se cerlos jornaes n.-sla melropole fossem realmen-
te K livres ase, como prcteudrm, exprimissem s-
mente as opiuies dos seu- directores iodividuaes,
ou meramente reperculissem o sentmenlo predo-
minante do publico, enlSo fora de pouca considera-
ran o que iuserera lias suas columnas.
Mas he notorio que acontece o contrario, que dous
jornaes importantes publicados pela inauh.ia, ao me-
nos, se acham sob a sv ndicaocia do governo, ou del-
le recebem iiispiraees directa ou indireclamei.le.
Quando, sob laes circumslancias, vemus seme-
ntante jornaes lomando um curso calculado para
contrariar os designios daquelles qoe desejam pre-
servar a allianc.i. he impossivel nao admiltr a sus-
peila de que os a po teres nlo sao totalmente lo-
noceutes no negocio.
Cerlameote, he conveniente fazermns nma pausa
anles de adoptar um tbeor de proceder que araeara
destruir o mais bello prospecto para paz e progresso
futuro da Europa, nunca apresenlado nos annaes da
civilisacao.
Em nenhum periodo at hoje, desde a grande Ke-
voluro Franceza, omi allianra cordial elticaz nun-
ca lra possivel entre a Franca e a Inglaterra, em
lerui que as habililassera a obrar enrgica e heue-
ficamenle cm favor do bem geral, sem provocar pe-
rigosos antagonismos.
A intente ntrdiale enlre a rainha Victoria e el-
rei l.uiz Filippe, foi qualilicada como ura aclo de
constitucionalismo, que deu-llie o carcter de liga
poltica, ofTensiva em sua nalureza e nos ohjeclos as
I pelencias aulncratas.
Foi lambem de-lisnrada por inleresses proprios e
ambieoes djinnailicas ; nem snbreviveu ao pnmeiro
embate ocrasionado pela aclividade de ambas.
A allianra enlre a Inglaterra e a Franca, cemen-
tada como foi no congresso de Paris, promedia mili-
to mais helios rcsulladu.
Era um paci, enjo objeclo era asegurar um rei-
nado de liberdade racional tm loda a Europa,__
substituir a razao e boa-f i paixao e perfilia, que
cninraonimeule caraclerisavam os ocios das narrs,
lano nos negocios eslrangeiros coran domsticos,
oliegar a uma especie de arbitramento em todas as
contendas que d'ora a vanle pndesein apparecer,
quer imeacaodo a Iranquillidade interna dos Estados,
qner lendendo para pertarbar o equilibrio do
poder.
Erigir senielhanle Irihnnal era a dea e esperanza
especial do imperador dos' francezes.
A cmprea era feila sob os mais favoraveis nspi-
cios ; com effeilo, como as duas nares ao gover-
nadas, cada uma de accordo com um sysiema intei-
ramente opposlo ar, da oulra, nem os despoilas nem
os fauatiroa de liberdade poderam ter medo da ae-
ran de uma poltica, que procurasse evilar us deses-
peros, c a? mesmo lempo chegar a garantas solidas
de liberdade.
A que lado per le acera os esforjos para violar eila
alliaoca .'
Mngaem dispula o direilo que os jornaes ingle-
zes lem de fazer quaesquer comentario que Ibes
aprouver aos negocios polticos do seu proprio
paiz ou de oulro qoalquer,a queslau he simples-
menlede bnmseno, de bom-goelO e al de patrio-
tismo, no mo 'o de exercer este privilegio.
Por exemplo, molrara bom senso ou bom goslo,
n nm momenlo,quando causas especiaos de irnu^ao
lera apparerido enlre a Inglaterra e a Fraura, que
ora jornal iiupurlar.le nu primeiro p n/ consagre a
sn.i fnrea a rdicularisar. sobre ama liase excesiva-
mente falsa quanlo aos fados, a administracao colo-
nial do oulro paiz, exariamtnte na parle em qua
PAGINA AVULSA
sosa BUiAS
Como sempre dissemos, nao temos a menor
duvida de precisar cerlos fados comidos em nossas
noticias da Pagina Avulsa, e nem de os recti-
car, sempre que pessoas autorisadas nos Gzerem
senlir as injxaciidoes delles. Um amigo da reli-
giao nos havia informado, que o Sr. D. H. li-
nha abracado o catholicismo, por nao querer a se-
nhora que hoje he sua consone, elfecluar tal con-
trato, sem que o Sr D. H.espoaessea sua reli-
gio. Nao he exacto esse fado ; pessoas mui cir-
cunspectas, e que eslo muilo a par desse consor-
cio, nos afirman), que a senhora do Sr. D. H.,
fora por elle pedida em casamento, sem condirao
alguma, eque em sua ultima hora nada dissera ao
seu esposo para o reJu/n ao catholicismo. Nao
duridamos, que o amigo da religiofosse in-
formado por pessoas,que nutrissem taes desejos,mas
podemos-lhe agora assegurar que nao passou a
noticia que nos edviou, de uma historia romanes-
ca^ que nos, fascinados pelo sublimen que a cir-
cumdava, a demos aos nossos leitores.
Em nome dos honrados Olindenses, agra-
decemos ao Exm. Sr. conselheiro presidente,
o inapreciavel beneficio que acaba de fazer
a cidade de Olinda, abasiecendo-a de excedente
agua, elemento esle, que a falla delle reduziria a
desespersr-o os habianles daquella nunca esqueci-
da cidade. Olinda, de hoje nao he esse rido de-
serlo de ha um mez : j nella se divisa nm canal
do mais lmpido e saboroso licor do mundo ; j os
seus habitantes rendem grecas ao Poderoso por lhes
lor dado um cavalleiro, que delles se compadecesse,
e fizesse com que cessasse a sede, que mais tarde os
devorara. Os habitante de Olinda tambem nao
podem esquecer o digno director das obras publi-
cas, que cora lamo zelo e promptido se esforcou,
para que com brevidade, Olinda possa mirar-se
nesse espelho de cristal, que se alonga do Vara-
douro fz do Reberibe.
lio mistar, que o Sr. director das obras pu-
blicas nao cesse de lancar as suas vistas sobre o
baldo desse valado doencanamento de Olinda, por-
que a no ficar aperfeicoada a esirada, em breve
o baldo ceder com a nao roquea concurrencia das
familias, que fazem seus passeios por all.
Convm qne o Sr. director do collego dos
orphos, em Santa Thereza, obste quanlo antes,
que esse convento nao inveje o estado do amigo
convenio do Carmo ; um medunbo formigueiro que
existe junio cacimba, queja tem longas ramifi-
cacoes pelo interior do convento e igreja ; ser pa-
ra lastimar, que esse edificio se arruine lao de-
pressa.
Dzem que houve em Olinda no dia IC, pe-
la manha, uma grande desordem ; nao foi nada...
apenas urnas laponiohas por grana, urnas pauladi-
nhas por brinquedo, e se houvesse um ferrinho,
lambem haveriam urnas facadinhas por desenfado,
e bem fez a polica, que dizein, nao se abalou por
ninharias....
O que mais encama em Olinda, he ver-se
uns crianeos de 20 e 30 annos, banhando-se to
enchuiinhos.... assim mesmo adame de todo
mundo, como se houvesse quem nao applaudisse
esses a o essas gallinhas gordas, que usam fazer
nos bandos os meninos I Bem bonitinhos que sao
elles.,.. e o certo he, que ninguem se animad
dizer meninos, lomera as fufas
Ao amanhecer de sabbado, houve na ra
^ellia um festejo de bandeira, que nao pode in-
commodar mais a visinliancado que iiiiommjilou,
com uma brusca fautora, um lerrvel butnba, fo
giietes, e nao sabemos mais o que, que toda
nole nao deixou tranquilla o visinhanca.
Se chuverem dous das consecutivamente, a
rua Velha e a Ponte Velha, ficarao de nado. Ha
irou a experiencia que o resultado nao correspon- i
dia de modo algum ao que se nos linha promellido.
EmLishoaja por vezes alguns cirurges teem
querido ensaar a uretrolhomia.'mas a dizer a ver-
dade quando se lem conseguido passar o aperto com
algum instrumento, havendo paciencia e docilidade
da parte dos doenles, esles alliviam tao considera-
velmenle que se nao querem sujeitar a oulros
meios, nem os facultativos se animara a propor-
Ihos, sobreludo tendo estes meios sido tima ou ou-
tra vez seguidos de accidentes graves e as vezes at
falaes. Os doenles alem disso nao se querem su-
jeitar a uretrothomia sem que se lhes prometa a
cura radical, o que nao ha prudente fazer-se, e
alguns delles mesmo bem sabem que individuos,
que teem emprehenddo viagens para se operaren!
por este modo em paizes estrangoiros, quando vol-
tvm,apezar dsedizerem curados, nao teemJeixa-
do de se servir de instrumentos dilatadors da u-
relra, assim como de continuarem a queixar-se
masou menos, de alguns incommodos.
Sem pretendermos de modo algum banis da
pralica a uretroihomia, porque julgamos que ba
casos e circumslancias em que seria conveniente
recorrer a ella, assentamos que esses casos sao exce-
pcionses, e queosetrurgies portuguezes tem feilo
bem em esperar por occasiao ptopria para a por
em pralica.
O Sr. Samuel Solly.cirurgio do hospital de S.
Thomaz.em uma liro de clnica feila no mesmo
hospital acerca dos apertos da uretra tratados pe-
laicompresso ou dilatarlo, fez algumas consdera-
ces, que nos pareccm importantes.
Iraiou elleda impossibilidade que se enconlra
s vezes na introduccao da algaliado, um modo que
he muito con veniente que os jovens cirurgioes te-
nhamem vista na sua pralica.
A uretrothomia mais pralica cm Inglaterra
he externa.assim como a interior tem sido a mais
usada em Franca. O Sr. Solly refere-se a ambas
em sua lieo.
Devemo-nos lembrarque'.a uretroihomia interior
nao consiste nicamente no corte de alguma bri-
da, ou em ligeiras esraricaces ; a operaco pelo
processo de Reybard.Guillon e oulros, consiste em
uma inciso profunda e extensa, feita de modo
que nao s coraprehenda o aperto, mas que passe
muito alem, inleressando os lecidps saos.
O Sr. Samuel Solly, na sua li'co clnica, diri-
gi a altencaodos seus alumnos, especialmente para
dous doenles que elle julgou de muito inleresse.cu-
rados rpidamente, alm de varias applicacoes in-
ternas, pelo uso de velinhas conductoras e de tubos
de gomma elstica.
Esle pralico distincto pensa que nos apertos de
ureira o tratamenio nao deve ser sjmplesmenie me-
cnico ou cirurj'co uma ou oulra vez esle tra-
tamento s por si, diz elle, poderia s*r proveitoso,
mas nesla ordem de soflrimemo, quem virjna re-
moca do mal local,a cura da molestia, de cerlo se
deve achar engaado. Para o Sr. Solly o trata-
ment geral ou medico he da maior importancia, e
suppe elle que a uretrothomia feila pela parle ex-
terna ou pelo iuteror da uretra se leria evitado
muilas vezes se um iratamento medico conveniente-
mente applicado, precedesse ou aeompanhasse o uso
dosinsirumentosde rompresso.
Por esta occasiao observa aos seus discpulos que
a julgar pela sua experiencia, em duzentos casos
de apertos de uretra, ainda mesmo de ra qualida-
de, nao ha um s cm que se deva usar da inci-
so.
>'ao considero, continua elle, que se deva usar
desle meio nos casos em qne uma velinha elstica,
anda mesmo que Dna, possa passar o aperto ;quer
dizer quando o aperto de permeavel. A operario da
inciso,quando mesmo praticada por cirurgioes ha-
bis,na minha opiniao he ura processo perigoso. Acre
dito.dizelle.que quando seda a publico a historia de
alguns casos destes, deve-nos alllgir mulo pela
sua fatalidade. A experioncia tem-me mostrado
que quando posso introduzir uma vela alea bexiga,
os apertos podem curar-se sem inciso.
Pelo plano de tratamenlo que levo proposto, o
tocdo adventicio que forma o apeno, he rpida-
mente ab'orvido por causado estmulo da compres-
sao ; e creio que esla aeco dos absorbentes he con-
servadora e at mais segura.
Feila a descripcao dos dous casos clnicos, o Sr.
Solly dirigi aos asas discpulos a seguinle alloru-
ifSo.
ELEICAO'
da mesa regadora da rmandada de
Nossa Senhora da Conccao, da
Congregar io, para o futuro auno de
1856.
Juiz por eleicao.
O Illm, Sr. Joaqnim Lopes da Costa Maij.
Juiz oor devorlo.
O Illm. Sr. coronel Domingos Allonso Nery Fer-
reira.
Juiza por eleicao.
A Ex ma. Sra. Narcisa Sopbia da Silva Maia,
esposa d* Illm. Sr. Jos Joaquim da costa
Maia.
Juiza por devocao.
A Exma. Sra. D. Joanna Francisca de Mello La-
mos, esposa do Illm. Sr. Joo Carlos de Lemos.
Escrivo por eleijo.
0 ex-escrivao Jos Azevedo de Andrade.
Escrivo por devocao.
0 Illm. Sr. Antonio Jos Das.
Escriva por eleicao,
A Exma. Sra. Raroneza de Ipojuca.
Escriva pordevocao.
A Exma. Sra. Maria Rosa Monteiro Mata, es-
posa do Illm. Sr. Antonio Ferreira da Suva
Maia.
Thesoureiro.
O Illm. Sr. Diogo Thomaz Estoves Vianna.
Procarador geral.
0 Illm. Sr. Antonio Valentim da Silva barroca.
Procuradores.
Os Illms. Srs :
Mathias Lopes da Costa Maia.
Manoel Jos de Aranjo Guimares.
Mesarios.
Os Illms. Srs. :
Xislo Vieira Coelho.
Manoel Antonio Goncalves.
Claudio Dubeux.
Manoel Francisco da Silva Carneo.
Jos Joaquim Pereira de Meodonca.
Antonio Jos de Siqueira.
Miguel Jos Barboza Guimares.
Francisco Josa Goncalves de Siqaieira.
Jos Goncalves Vllaverde.
Manoel Francisco Morara Maia.
Mordomos.
Os Illms. Srs :
Dr. Manoel Ferreira da Silva.
Gaspar Antonio Yiera Guimares.
Anselmo Jos Pinto de Souza Jnior.
Manoel de Souza Cordeiro Siraes.
Joo Fernandos Lopes.
Joaquim Antonio Pereira.
Jes Joaquim dos Santos.
Luiz Jos Rodrigues de Souza.
Albino Jos da Silva.
Jos Francisco Rrandao.
Joaquim Olinto Rastos.
JosTeixeira Leite.
SONETO
A' MARA SANT1SSIMA.
Offerecdo
Ao Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonscca.
Ab iniio et ante sircula crala ett.
(erarla antea dos Irrapus, fui alaria,
Intacta appareceu enli'os morlaca ;
Bem como a la bulla eulr'os mortaei,
Ella nos caraces planta a alegra.
Maria he dus mortaes o norte, a guia,
lie como a linda rosa entre os rosaes;
i.'ual astro da manhaa qoe divisan
Brilhaudo com singela primasia.
Da vara de Jos foi que brotou,
Ella aciirena candida e mimosa,
iju'ate ae mismo cu eoamoreu.
Cercada de mil aojos, gloriosa.
Do univrsu os dominios cooquisloo.
\ ala lulo humanidade deiditosa.
Joaquim Jote llaymundo de Menionra.
&atiefeiflfc.
EXPORTvCa.0' deouro.
Do !. de Janeiro a 30 de junho de 1866 sala-
rara da California :
Para Novo Yorck .... 19,801,350
Inglalerra .... 3,815,428
China...... 325,204
Panam
Per ....
Manilha .
Calcula .
libas Sandwich .
Costa Rica .
Australia ,
119,773
47,250
48,567
31,000
9,540
9,000
8,500
Sommapesos fortes .24,214,911
INCENDIOS.
P*a California tm havido nos ltimos tempos
prejudicialssmos incendios.
Em rMacerville foram presa das chamas 186 ca-
sas, as pardas causadas por estes incendios sobem a
600:000 pesos fortes.
Em Georgetown houve um incendio que fez um
prejuizo de 100,000 oesos fortes; Marysville sof-
Ireu pelas chammas nm prejuizo de 60,000 pesos
fortes, e Fair Play 77,000.
No mez de julho, os Eslados-Unidoj soffreram
pelas chammas prejuizos no valor de pesos fortes
1:895,000.
Os predios incendiados foram 32, entrando ues-
tes 12 fabricas. Sem vapores houve as seguintes
pardas :
Em 3 de julbo, em S. Luiz, arderam cinco va-
pores, no valor de 100,000 pesos Tortes ; a 17,
rdea o Nonhen Indiana, no valor de pesos for-
tes 200,000 ; a 28. o J. M. Larkin, no
valor de 100,000 pesos fortes; a 28, o John
Jay no valor de 10,000 pesos fortes. Total_____
i 10,000 pesos fortes.
SUICIDIOS EM LONDRES.
Na primeira semana do crrenle mez houve em
Londres 21 suicidios e li tentativas de suicidio.
INSTITUICAfV TIL.
Segundo se l na aEstrellaa (ormou-se em Paris
urna sociedade cujo principal ahjecto se encaminha
a evitar a piopagaco dos mos livros e destruir a
affeicao as obras immoraes, animando a inrlinacao
i leitura de obras proveilosas e rhristas.


QIHII i! KHMB1C0 ONTA FIU Ib II DZMIN DE tISI
Applaudimos (i ccera mente a medida, e deseja-
05 que o xito coroe os seus csforcos.
.4 yaci.)
$tttara $t3.
^ *.
y
t&Qttmttda.
. .(AC DO KKCIr'K 17 K DEZli.MUROAS
3 MOKAS DA 1 A KHK.
Colac.6ei oftlciaea.
Cambio obre Londres28 d. (O d|v.
Oesceolo de leltras de 2 metes9 ao anno.
Assoear mascavado purgado39U30 al 3l 30 por
arroba rom eco.
Pr$ierieo RobUliard, presidente.
P. Borgu, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3|4.
I' i r i -. 346.
Lisboa, 98 a 100 por % de premio.
a Kio de Janeiro, \\i a 1 por |0 a 15 e 30 dias.
Arr,6e> do Banco, 40 a i5 de premio.
a enmpanhia de Beberibe 34&000.
campanilla l'emambucana ao par.
a Ulihdade Publica, 30 purcentoda premio.
a Inderaoisadora. 52 dem.
a da ealrada de ferro 21) por 0|0 de premio.
Hiaeonto do lettras, de 7 a 7 Ir- por 0|().
Dito do banco7 a|8 por 0|f|.
ouro.(Jucas hespaiihulas. .
loadas de 69IIKI velha-
a a 6)400 novas
< a 49000. .
rata.Pataco* bratileiros. .
Peso colurooanes. .
a meiicauos. .
289 i
289500
loJOOO
I69OOO
9j000
29000
28000
15860
ALPAN DECA.
Roeati meato Jo lia I a 16. .
Idam Jo dia 17......
305:8625089
21:520a785
327:382>8-|
Oetearre/am hoje 18 de dezembro.
Barca americana Menisola fazendas, farinlta,
brea e bolachinliat.
Briiiue americanoVolantefarinlia de trigo.
Patacho americanoSanta Claramercadorias.
Birca aaeaKamilyenlaboado e ferro.
Bri;ae franceiSuperbcemento.
Barra francaSirenrCalendas e manteiga.
Itn-ue hambura,uezOtobotijas vasias.
Patacho oldembargaezIMielfarinha de trigo.
Birca ir.lPaulodiversos gneros.
Bn?ue insleRcerIrilhos de ferro.
Escaa porluguet*Ceresazeite de palma.
Brigae brasileiroMariaonabarricas vasias.
iiO.NSULAIIO tiBllAL.
Randimanlo d dil 1 a 16 58:227J52>
Idam do dia 17....... 5:7779142
64:0049667
IIVBKSAS PROVINCIAS.
Rendimealo do dia I a lo 3:7018859
dem da dil 17........ 5:159962
O chefe da primeira seccao do consulado
provincial, sen indo de administrador, ein viriude
do disposto no arl. 3 do regulamento de 3 deju-
Iho da 1852, laz publico que *se acham deposita-
dos, no deposit) geral dous escravos, Antonio, na,
cao Cassange, dade de 35 a 40 annos, Clorindo,
nacao Congo, dade de 40 a 45 annos, com urna
belida no olho esquerdo apprehendidos pala polica,
os quaes sao considerados liens de evento, por e
desconher seus donos, e para qne seja cumprido o
que conlemo sobredito art. manda publicar pela
mprensa, para que no prazo de 60 dias compareca
quem aos ditos escravos tenha direilo, flndos os
quaes se proceder a arrematarlo pola forma deter-
minada no art. 4 do citado regulamento.
E para que hegue a noticia de lodos mandei
passar o presente edita], aos 12 de uovembro de
1856.
Theodorjo Machado Freir Pereira da Silva.
V REPAljlICAO UA VACCINrV. @
c5 U oonimissai ni vaccinador pro- B
vincial, reconhecendo que militas A
i pessoas Heixatn de comparecer a V.
esla -eptrtirao em consequencia @
0$ da longitiide do lagar, avisa ao ^
tf respeitayel publico que tem re- ()
3$ solvido a vaccinar tambem tas @
3 tercas letras de todas as semanas, :y;
^ na casa de sua residencia, conti- ^
$j-l nuanJoa repartico a funecionar ^
ij& DO torreao da alfandega as quin-
^ tas c domingos : assim, as pessoas
O
(jue seqliizei'em vaccinar as ter- j
cas leiras, podetn dirigir-ge das lia
Espora-se dos porlos do sol o vapor Iraucez
L'AVENIR. qoaldepuis da ilemura neressana f-
mur,! para Marselha : para qualquer informai.-o,
cm casa de N. O. Itieber $ C, ra da Cruz n. 4.
Real
companliia
quetes ingtezes
(!-
pa-
va por.
1:2103321
DESPaCOS de exportacao pela mesa
wo consulado obsta cidade no dia
17 de dezembro de 1856.
LiverpoolCalera insiera Bonita, 264 naccaa al-
gadio, 600 aceos assucar mscavado.
Li-boa Brigue portuguez cTarujo Id, 15 pipa-
agurdente.
LisboaBtrca porlugueza Ligeira, 100 saceos as-
aaar branco e maritvado. 8 barr- mel.
LisboaBarca porlugoeza Hara Jos, 600 sac-
eos assucar branco e mascavado, 35 brris mel.
LisboaBrigoe portngoez a Relmpago, 3 saceos
sacar branco, 98 barr* mel.
LisboaBarca norlusneza cHorteocii, 450 saceos
asnear braoco mascavado.
Porto Brigae porlucuea Amalia lo, 212 saceos as-
sucar lirancoe.
PortoBarea portgaeza Flor da Maia, :100 saceos
assoear branco e mascavado,
Kio da PrataBarca hespanhola Ro-aa, 200 barri-
_ ca assoear branco o mascavado.
Ca liaBarca franceta Australia, 600 saceos asso-
ear mascavado.
IlamplooBarea ingleza nWarhanock, 1,400 sacJ
eos assucar branco e macavado.
Boenos-AyresBarca oriental Maanita. 12 pipas
espirito.
i.liraiurBarca ingleza Kalkman-, 200 saceos as-
aocacbraneo.
(jibrallarBarca ingleza Anne Scotln, 600 saceos
assucar branco.
Exportacao'.
Araealy, hiato brasileiro lovencivel, condozio o
segoiule : 100 volumes gneros estraogeiros, 2
barras mal, 38 lumen a-sucar branco refinado, 1
parale sal, 1 diio raz de parreira, 1 dito aalsa de
dita, 5 garrafas agurdenle, 4 rolos fumo, 2 Mecas
caf, 16 donas de cocos. 20 caixas charutos, 12 bar-
ateas bolacha biscoilo, 4 caitas rap.
Rio Je Janeiro, bares lirasileira Saraiva. de 293
toneladas, conduelo o seguinle '. II nilnmi- 1.1 -
zendas, 1,160 saceos e 40 barricas assoear, 10 pipas
aspirito, 2 caixo-s espanadores, 4 ciias rap, 160
barricas sebo, 120 caixinhas velas de carnauba, 72
accas algodao, 74 dias reij.1.1, 1,629 ditas millio,
1,542 meios de sola, 66 molhos de couriuhos de ca-
bra, 5,250 cocos com casca.
Araealy, hiato brasileiro Eialaco, de 37 lone-
la la-, ru'i.luzo o tguinta : 210 volumes diversas
faeeudas, ferragens, rnia leas e oulras mercadorias,
10 barricas e 8 saceos assucar.
Buenos-Ayres, polaca hespanhola Acaucia, de
276 toneladas, eonduzio o seguinle : 275 saceos e
1,170 barricas aocar, 100 pipas agurdeme.
RKCKBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimonlo do dia 16 a 1. 13:6668136
dem do dia 17........ 7315390
14:4003521!
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimouto do dia I a 16
dm do dia 17 .
49:3779547
4:I54j604
53:532j15I
Qloviwtase do potto
C^ sete as nove horas da manliaa, ao |S
^ 1.- andar do sobrado da ra Nova ^
3 esquinada do Sol n. 00.Dp. Joiio ta
/3 Nepomuceno Dias Fernandcs g^
@* & -J@#
Pela sohdelegacia da freguezia de San-Jos do
Recife se annoncia a apprehen-Ao de dous quarlos
e una vacca ; quem se julgar com dominio a ditos
aniuiaes, e apreseulando ducumenlus comprobatorios
Ihe sero entregues.
Sabdelrgacia de San-Jos do Kecife, 15 de dezem-
bro de 1856.
O subdelegado,
Eduardo Frederico Bankes.
De conformidade com as ordens do mi-
nisterio da marinha, transinittidaspelo Exm.
presidente da provincia ein ollicio datado de
5 docorrente mez, manda o I Im. Sr. eapitilo
do porto dar publicidade a Iraducco junta
do aviso n. 19 annunciando aos navegantes
o estabeleciment de pharoes nos pontos in-
dicados ao mesmo aviso.
Capitana do perto de Pernanibuco em 9
de dezembro de 1856. O secretario, Ale-
jandre Rodrigues dos Anjos.
TKADUCCM-'.
Aviso aos navegantes.
N. 19.
Mar Mediterrneo.
O governo da Turqua acaba de participar
que os seguintes pbarocs, sitalos respocti-
vamente nos Dardanellos, Bosphoro c mar
Negro, tornaijam a accen ler-se no dia 1 de
junho de 1856.
Callipoli Dardanellos.
lima luz branca (isa i.h temporariamente
enllocada na torre mais prxima a' cidade
deGallipoli, no lado europeo dos Dardanel-
los, em urna llura de 98 pi-s cima do nivel
do mar, e detre ver-se do convs de um na-
vio na distancia de. dez milhas com tempo
claro
Esta luz sef brevemente substituida por
urna luz revolvente da segunda ordein.
Fanar Itakclicli -kutari
Estabeleceii-sc urna luz branca fxa na
ponte Fanar Bakclieh, na Costa da Asia, tres
milbas e me a ao sul da cidade de Skutaii.
em urna altura de 84 ps cima do nivel do
mar, e deve ver-sc na distancia de 10 milhas,
l'harol Anadoli Bospboro.
Estabeleceu-se nm pharol rovolvente na
anliga torre de Anatolia, do lado asitico da
entrada Jo Bosohoro para o mar Negro.
A luz aprsenla alle.'iialivamenle urna fa-
ce vermelha seguida por ditas faces brancas,
ou finia com jintervallos de dous minutos ca-
da um, a luz] augmentando o diminuimlo
gradualmente, porcm nunca totalmente ec-
clipsada, esta' ein tima altura d.' 250 ps ci-
ma do nivel do mar, e pode ver-so na distan-
cia de 18 milhas em tempo claro
O macbinismo illuminador be urna Icnti-
lha catadioptric.i da Urceira ordem.
Pliardl llumili Uosphoro.
Collocou-se ou estabeleceu-se um pliaro!
liso branco t a anliga torre de Roumelia uas
costas do lad> europeo da entrada do Bos-
phoro para o mar Negro
Fica em uina elevarlo de 190 ps cima do
nivel do mai, e sera visivel na distancia de
18 milhas em lempo claro.
O machinismo Iluminador he urna lenti-
Iha catadioptjrica da lerceira ordem.
l'harol Fidonisimar Negro.
Collocou-so temporariamente um pharol
liso em Fidonisi, ou Iba Serpete, no mar
Negro, separado da costa da Bulgaria a 24
milhas leste 1|2N
No dis 22 de-te moz e-pera-se do sul o vapor
TVNE, commandante Valler, o qnal depois da de-
mora do i-ii-iuiii" seguir para Soniliamploii, tocan-
do nos porto de San-Vicente, Teuerill, Madeira e
Lisboa : para pa-saaens etc., trata-se com os agen-
tes AJamson llowie & C, ra do Trapiche-Novo
o. 42.
PARA O ARACATY.
Segu em poucos dias o bem conheeido hvale
Capibaribe para o resto da carga e passayeiros,
trata-se na ra do Vigario n. 5.
Para Lisboa.
O patacho portuguez Brilhante, capitn An-
Innio Braz Pereira, -ahira' com loila a brevidarle por (1-. 9 ,,. V'ivjtn
lar a maior parle da cama prompla ; para o resto da *"* *3(ii- inia .
mesma Irala-se com o dito na prac,a, ou com o con-
signatario Domingos Jos Ferreira iiuimar.'ie-, na ra
do Queimado n. 35.
Para Lisboa segu com brevidade, por ler par-
L olera
Provincial.
\ ultima que corre este
anuo. SaDbado 20 do
eorrente.
II aliai\o assignadn avisa ao respeilavel publico
que liada tem um reslo de seus felizes billieles,
meii i e quarlos, as lujas ja ainiuiifia.la-, rujos pre-
cos so os seguales :
Bilheles 75IHH) Recebe l".:(l(HlcJ
Meios 335 Quarlos 15800 1:5000
Por Salusliano de Aquinu Ferreira.
Jo* Fortnalo dos Sanios Porlo,
Lotera da pro-
vincia.
Ultima lotera que corre
este anuo.
Sabbado O do corren-
te, he O a u da tu uto das
rodas fia primeira parte
da stima lotera da na-
#*. ., L'iyme.
0 abaixoeuignado roea aos seus d-
te da carga engaiada, u br-.ue porliignez obdrieo, ___i..... .!_ j i ,
capitao Luciano Alve- Cooceicao ; para o resto celia ^dores, que teudo de retifar-se desta ct-
e passageiros, para o que ofl'-rece bons commodos, | dade, Ihe venliam pnijar ate O da 20 do
jrrente, caso o nao possam fazer dinjatn-
sean mesmo, visto doixar um procura-
dor a fazer ellecliva a cobtanca sem a
menor contemplarao. Bellarmino dos
Santos Hule,ni.
bous
trata-se com os consignatarios Amonm Irmaos,
ra da Cruz n. 3.
Para Lisboa sabe com brevidade por ter a
maior parle da carga prompla, a muilo veleira barca
porlugueza ajanla ; para o reslo da mesial ou
cassageiros, para o que lem os mclhores e aceiado-
pommodos, Imla-secum os seus consignatarios F. S.
Kabello & Filho.
Para o Rio Grande do Sul vai sabir cora bre-
vidade a barca brsileira Cleineulinan : para o reslo
da carga irala-se com os Sfus consignatarios V. A.
de Souza Carvalho t\ Companhia, largo do Pelouri-
nh'i ii. 5 e T, ou com o capililo Manuel Joaqnim
Lobalo.
Para o Parlo segu viagem o bcrganlim porl-
guez "Amalia I, capilo Joao Antonio da Silva
Malo ; quem no mesmo quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tem encllenles coromndos,
dirija-se ao njesmo capiUlo,' ou a seu consiguaaiio
Mauoel Joaquim Hamos e Silva.
Para a Baha.
Pretende sahir al o (ira da prsenle semana o
ve I le i rn e bem conheeido ^>al>r..u nacional Espe-
r.uir.,), lem doun lerfOfl de eu (*arret;imenlit pronip-
lo : pnra o re-ilo e pd^a^turos, para os quaes umi e\-
cellentes commortos. (tala-^e com o seu consiguala-
rio, Antonio Lofl oe Oliveira Azevedo.
ttCildtH.
-voofo entrado no dia 1".
I'iin.lenu dentro da barraVapor de guerra lirasi-
leiro Rerife, viudo do sul.
Naviai taido* no metmn dia.
Hw de JaneiroIt ate americano Samuel, capitn
Peler Nelson, em lastro.
AracatyHiale brasileiro Invencrul, mestra Joa-
qoim Jos da Silveira, carga assucar e m.u- g-
neros.
Rio Crande do NorteLancha bra-ileira Flor do
Rio Grande do Norte, me-lre Miguel Archanjo
da Costa, carga trilhos de ferro para carros e mais
gneros. Passaseiro-, Fortunato J.,. de Araujo,
l.aiz Jos Marmlii, Evaristo Jos Bezerra.
AracafyHiale bra-ileiro Bialaealiii, mastaa Anto-
nio Manoel AITon-n, carita fazmdaa e mais sene-
ro-, Passageiro, Mano'l Jo da Silva Comes,
demBarca americana ^Amazon, com a msma
carga qae Iroote. Seguio do lameirao.
Leilo.
O agente Pealana fara' leililo em cu arma/.em,
na ra da Cadea o. 55, de granda por^o de inabi-
lia nova e u>ada, porcia de pedras marmore para
masas e consolos, lgruzasde caixinhas de loura,
obra de ouro e prata, e muitos nuirus objeclos que
seria impossivel enumerar, e se acham patente
ao exarae dos comprajjorei : qoinla-feira, 18 du cor-
reute, as II horas da maDhaa.
O agente Vieira la Suva far leilo de um
sitio com boa casa do vivenda no lugar denomi-
nado Pedra Molle, conlondo duas grandes salas,
(i quarios bons, cozinha fora, copiar, urna grnide
estribara para 20 cavallos, sendo terreno proprio,
tambera se vender em leilo ou em particular parle
de urna Hrtmca em Apipucos. O dia do leilo ser
anuunciado e os pretndanles poderao onlender-se
com o mesmo agente em o sen escriptorio na ra
da Cadeia do Recife n. 24.
Melquades Anlunes de Alineada faz leilo,
por intermedio do agente Burja tjeraldes, de sua re-
linaria sila na ra da Concordia u. 'i, cutisisiiodo
em laixos grandes, caixoes proprio* para depoii'.u re
assucar, eugenho para moer osso, muinho grande de
pedra para laze-lu em p6, forno para <|ueimar ossos,
fi'irmas para os enforuar, ditas para purg*r o assucar
com os compelenles furos para as receber, e oalros
objeclos mais perleuceiites a dila relinarta, ludo se
veudera em um s lule, ou eiu separaJo, contorme
exigirem os prelemlenlts ; sexla-tetra, 19 do coi-
renle, as II boras da maulia, na referida ca-a.
O ajenie llorja Iran-ferio para sexla-feira 19
do correle o leilo dos predios abano declarados,
pertencenles ao Sr. Jos Das da Silva, em conse-
quencia da grande quanliJa le de> chova que cabio
no da 16, designado para dito leildo, a saber : um
Precisa-se de um leitor para um silio mili per-
to da prar,a : a Iralar na ra do Collegio, taberna
da esquina o. 25.
Ha urna casa vasia na povoacilo do Mnnlciro :
quem pretender alujar pnieiida-se na alfaudega com
Jos Eazehiu Ataca da Silva.
A viuva de Manoel de Almcida Lopes, lendo
de proceder a inventario por roorte de seu marido,
couvida aos rredores datan casal a apresenlarem os
seos lilulos ao Sr. Jos dos Sanios Neves, na roa do
Crespo n. 17.
_ F'ugio do engenho S. Malheos da freguezia da
E-cada um esrravo de nome Benedilo, com os sig-
naes seguiules : eor prela. com 60 annos, pouco mais
ou menos, estatura balxa, grosio, barba e cabellos
branens. Talla com mansidao, e um pouco fanhoso
por lomar tabaco, pea chalus, o qol escravo servia
de feitor no mesmu engenho ha seis annos, e ama-
nhcceu fgido no dia 15 de onlnbro, e supp6e-se
eslar para as ban las de Serinhaem : quem o appre-
hender leve-o ao Rcifc, no paleo do Carmo, a Joa-
quim Manoel Ferreira de Souzn, ou ao mesmo eu-
genho. que sera' generosamente recompensado.
No dia 1 i de uovembro prximo passado de-
appareceu de casa de seu senhor o escravo crionlo,
de nome Casemiro, idade 311 annos, altura regular,
'ios fundos, pouca barba na noola do qoeixo, e
lem algomas marcas de relho no asenlo ; este prelo
lie bastante reforcado, porcm de rosto descarnado ;
consta que and nesla cidade : roga-sei perianto.
as aoloridades compelenles a apprchen-iio do mes-
mo, levando-u a ra da Cadeia do Kecife n.19, ou
em caa de seu senhor Jos Paulino de Almeida Ca-
lando, morador ao lado da e-Irada nova, defronte
das casa- samente recompensados.
>"e roa ila Cadeia, defronte da Relaro, taber-
na n. 28, ha dasmelhorcs bi-has hamburguezas pa-
ra vender a reta'ho e em pnrres, e lambem se
alugam.
ao publico.
JOS AMULETO DA SILVA-
oeni conheeido- dentista e
sangrador,
pode ser procurado a qoalqucr hora nos seis dias da
semana, na ra da Camhoa do C^rmo n. titl, para
sangrar e tirar bem denles, chumbar denles turados,
separar bem us da frente, e applica veulosai sarjadas
pela atracc.io do ar.
Precisase alugar ama ama que tenha boa con-
duela, que rozinhe e engumme, ludo isto com per-
fecao, para servir em orna casa do muito pouca fa-
milia : a tratar na ruz. ltelh n. 33.
Xprigio Jusliniano da Silva Guitnaraes, nao
podend<> dirgir--c com partirularidadc a lodo o-
seus anillo-, rojja-lhes por e-le mcio o obseqoio de
comparecerem em a F'aruldade de Tcito no dia _n
do currciile, alim de huiiraiem o acto da recepro
do grsj de doulor que tem de ser-lhe conferido."
Alexandre Me. Kie, cnaenheiro empregado na
estrada de ferro, relira-te para Inglaterra.
F'ugio do engenho, silio do F.steio da freguezia
de Una, do abaixu assignado, a III do corrente, um
escravo de nacilo Loanda, de nome Vicente, com os
S'gnaes seguintes : altura regular, cor laioca, secco
do corpo, pos apalhelados, nariz um pouco afilado,
sobiaucclhas bem feilas, pouca barba, tesla resillar
sem cautos, levou camisa de madapollo, calca azul,
jaquela de ri-cado dequadros, usada, chapeo de pa-
Iha de carnauba, novo, levou mais um lenco com
'il&uma roupa, anda nao fui surrado as nadegas ; o
dito earravo foi comprado ao Sr. Francisco Mrtires
de lem i- a 211 de novemhro de 52, moradur nafta
prac.a, idade 'S a 2S annos : ragaM as autoridades
policiaes e capiUe- de rampo a captura do mesmo,
levando-o a ra do- Mailyrios n. .12 a Candido Ro-
dolpho Pires, que ser.1o bem sralilicados.Joaquim
do Nasciiuenln Csvalcanli de Albuquerque.
Alnga-ae um oplimn silio na Ilha do Retiro,
Passagem da Magdalena, com boa casa de vivmda,
multes arvoredos de fructo, e dous excellentes v-
veiros, por pieco commndo : quem o pretender dt-
rija-se a ra da Madre de Dos n. 36, ou a travessa
do me-irnt nome, armuzem n. 9.
SOCIEDADE FUNDADORA DA F\-
lillCV DE IIU! E TECER
ALliODVO.
Os senhores socios sao couvidados i elTecluar al
o dia 'JO do correle, o piRamenlo fia segunda pres-
tarlo, que he lix-i.l.t em tU,por rento do capital
subscripto por ca noel Altes liuerra, ra rio Trapiche n. l, da* \)
horas da manliila, as 5 horas da tarde. l*ernam-
buco G de dezembro de l.'isi..
Amorim^ Portas, (uerra&C*
Escravo fgido.
No dia 9 do correnle desappareccu um prelo crioo-
I por nome eodalo, fillio do terlAo do lugar deno-
minado Pesqueira, bailo grosso do corpo, cor bas-
laule fula e com um ligeal no nariz proveniente de
rouce de carillo, representando ler de idade 25 a
30 anuos, levou vestido calca de brim, camisa de
algodao e chapeo de palha ordinario, ja foi pegado
perto da ponle d'Lchoa e toruou a evadir-se do si-
lio do Sr. Amorim ; roga-se porianto a quem o pe-
gar ou delle liver noticia de se dirigir a ra d'Apol-
lo n. 12, que sera' generosamente recompensado.
I.ava-se c engomma-se com muila perfeirHo, e a* 'enhnrat que enfeitam bandejas e ootras mesnias
cozinha-sc ein casa particular: quem precisar' dtri-
ja-se ao becco do Kosario n. 2.
Preci-a-se de urna ama e de om criado, forros
on e-cravos, p ira una rasa nesla ci Jade na ra do
Hospicio o. 28.
Preci-a-se de um caixeiro para taberna, qne
seja perito, e um pequeo anda rom pnoca pralica :
na taberna raode ao lado da igreja da Soledadc
n. -.O.
fama tri-
umpha.
Na confeilara de Pinto A; Irm;lo, ruada Crtil u.
21, recebcu-se ltimamente de Franca um lindo tor-
timenlo de figuras de ramos de noivas a outros ob-
jeclos de cernina o mais delicado possivel para
Mtei9.
O ctdadao Manoel Jos Teixeira Bastos, juiz de
paz do i- anno na freguezia deS. Jos do Re-
cife em viriude da lei ele.
Fajo saber, que devendo procedera na 3- do-
minga de Janeiro prximo futuro a revisao da
qualilicaeao na conformidade do artigo 25 da lei de
1 de agosto de 1846. se faz roysler que os elei-
tores e supplenies abaiio assigna.Jos comparecam
aBm de proeeder-se a formaco da junia de quali-
ficasao :pelo que em execuco do art. 4 da relrida
lei convoco-os para que so achem na oreja de N.
S. do Terco pelas 9 horas da manha da mencio-
da 3- dominga de Janeiro do anuo prximo
vindouro sobpena de incorrerem na malta combina-
da, pela mesma lei.
ttleitorcs os Srs.:
Francisco Baptisia de Almeida.
loaquim L. Monteiro da Franca.
Jos Hygino de Souza l'eixe.
Manoal de Almeida Lima.
Joaquim Per'ro dos Sanios Bezerra.
Amaro Benedicto do Souza.
Joao Morara de MendutK.i.
Manoel Joaquim Ferreira Esteves.
Juaquim Antonio de Castro Nunes.
Joao Jos de Sloraes.
Joaquim Clemente dos Santos.
Jos Carlos de Souza Lobo.
Joaquim Jos Tavarcs.
Supplentes.
Os senhoros :
Manoel Ferreira Accioly.
lefio 1 I!rii Corroa.
Antonio da Silva Gusmo.
Francisco de Oliveira Mello e Silva.
Joaquim Francisco do Paula Esteves Clemente.
Francis:o de Paula Moura Lima.
Justiniano Antonio Alves Soares.
Joao Francisco Bastos de Oliveira,
Joao Soares da Foncaca Vellozo.
Domingos dos Passos Miranda,
Manoel da Fonceca Me^eiros.
Joaquim Jos dos Santos.
Joao das Virgcns Molla.
E para constar mandei fazer o presente para ser
allixado nos lugares mais pblicos da freguc/ia eser
publicado pela imprensa. Dado e passado nesla fre-
guezia de S. Jos do Recife aui 16 de dezembro de
185(5. -Tu lo a- I.oikjI'.- deS, esrrivo o es-
croviManoel JosTeiieira Bastos.
da enliada Sulina do Da-
nubio.
A casa to pbarol he de branco com 70 pus de altura, situada na
ilha na lat. 45' 15' 36" N long. 30- IV 5V" a
leste Grecnwich.
O pharol presenla-so em nma altura de
195 pes icima do nivel do mar, poim pre-
sentemente jlem um espado siiniunle de 10
milhas ; he visivel por um arco do horison-
te de 200- ou do oeslc (tnagiietico volta do
sul para E. M-;.
stc pliar.il temporario ser brevemente
substituido por um pharol revolveute da se-
gunda el a-so.
Por ordetn de Ss. Senhorias.
AssignaltJ, John Washington, Hydrogra-
pho.
Repartico Hydrographica do Almirantado.
Londres 18 ile ju 1 lio de 1856.
Estes arito* affeclam os seguintes inappas
do aluiiranjado : Ueral du Mediterraueo, u.
2158 ; Dardanellos, n. 931, Bosphoro, ns
1148, 2243 22; Geral do Mar Negro, n.
2214; (ulitis 1, 2 e 3, ns. 2230, I, 2 ; Danu-
bio, n. 220J7. Igualmente o piloto dos Dar-
danellos, II 32, b3 ; pillo do Mar Negro, II.
6, 24,114 ;e hala de pharoes do Mediterr-
neo, ns. 1fT, 170, 171, 172 e 174.
DAGUERREOTYPO
Systeni.ii Dorte-americano.
ATERRO DA BOA-VISTA N. i,
terceiro andar.
Nesla casa coulinua-se a tirar retratos rom toda a
perfeicao e pele novo systema nurlc-americano. Ex-
ite setnpre um completo e variado sorlimeuto de
ramudas, quadros e Jalai de ouro para a colocacao
dos retratos. Todos os das das S boras da inanbAa as
t da larde esta a ollicina e saleria a disposicao do
publico.
No dia 19 na al das audiencias, as 11 boras,
depois de linda a do Sr. Dr. juiz de ausentes, se lia
de arrematar urna grande exlenrao de terreno na ra
Imperibl, perlencenlc a lierauc,a do finado Antonio
da Tnndade. sendo o terreno de cada casa de per si,
eos devolulos einMnies, asim como 11'i ps de co-
queiros, cuino consta do escriploem mau do purleiro,
vai a .r 'ra a requeriuicnlo do Dr. procurador Fiscal
da (azenda nacional e por nuva avaliarao.
iotied Ufaiimfit*
1IARANHAO' E PARA".
Se;ue esles otlo dias o palbabote na-
cional eLindo Paquete, capitao Jost
Pinto (fu es, pode anda receber algama
carga, fa tundo- llieiim terco d seu car-
tegamen o para ajuste: trata-se com An-
tonio de Almeida Gomes, na roa do Tra-
piche n. Jli, segundo andar.
Companhia
Pernaiiibticaiia.
casa terrea de u. 2, sita na travessa do Lima na ra
Imperial, com 2 salas, -J, quarlos e coztuha fira, 6
dilas de ns. i, ti, 8, III, 12 e 11, na rr.csma ra, com
2 salas, 1 quarlu e cozuiha fora, i arinazens em ca-
ale na mesma ra, um terreno na ra da l'raia de
Santa Hila e um dito ua l'assagem da Magdalena,
com 12 palmos e mein de frente, ao lado da casa do
Sr. Jo,c .le "piiin Das Fernandes, os qoaes serio en
treges sem Itinilc, visto aeren vendidas por accor-
do do proprielarto com o ex-enrador fiscal, para
compriinento da concordata que Ihe lora ullima-
raeule oulorgada : os aenliures prelcu qoizerem a^uns esclareciineutos a lal respeito di-
rijam-se o armazcm do ageale annunciante, silo
na ra do Collegio n. 15, onde lera' lagar o relerido
leilo, as 10 horas em ponto da manha.
O asente Oliveira fara' leilo. por aolorisacilo
do Eira. Sr. Dr. juiz de direilo e-pecial do coni-
merciu, clarada cm requerunento de Joo Ferreira
do Sanios, de 21 saecus de assucar de diferentes
qualidades, por etecuco movida ceir Jos Anto-
nio Pereira, escnv3o tluarte : nbbado, 20 rente, ao meio dia em pouto, no armazein do Bar-
busa defronte da igreja do Corpo Santo.
Jo.lo da Costa Ribeiro de Mello faz cenle ao
publico, que d'ora em -liante se assigna por Julo da
Cosa Kibeiro do Canto.'
l'recisa-se de una ama que lentia bstanle e
bom lene, pasa-se bem : na ra Direila n. 10.
t) Sr. Josepb Scli'alnn qoeira apparecer i|uan-
lo aules a i ua da Cruz do Rerife ein caa de l're-
moiil c Lasue ; oulro lian, Constando aos abis o as-
signados que o Sr. Schealim anda por casa da- pes-
soas as quaes oulr'ora rendara (alenda, para indu-
zi-las a pagar-lhe seu dehilos que Ihe nao perlen-
cem mais, impedmlo a qo u lacain em man de
cobrador da casa o Sr. .le..- Dias Alvares de Quin-
tal, uni cuinpeteule p,ra sua realis.co e n.i i a
elle, previnein aos ditos dpvedores para que s'i pa-
gueni ao Sr. Quintal, manido da preconceb da ca-
sa, uaoqueren.losngeilar-se a pagar secunda vez
aosmesmos.
Fremonl tV l.asnr.
Precisa-se de um furneiro : na padaria do
1 erleile Mallos ra do Burees n. 31.
Os Srs. Joaquim Marlius da Silva cV Compa-
ulna que lem ou Uvera u luja de (alendas ou taber-
na nesla praga, dirijam->e a ra da Guia n. 61 se-
Eiindo andar, para se Me pagar urna I, lira que llie
he devedor um filho do fioadojoo Kirbosa Canil-
le, ou aunuucie sua morada.
Aluga se um sitio h-in planl.tdo com casa um
tanto arruinada na Soledade : a tratar na ra de
Sania Kita n. 27, prnneTu andar.
l'recisa-se de una aul pan comprar e cozi-
nliar : na ra das Cruzes n. 39,
hamburguezas rendem seno armazemdc Jos Joa-
ipiini DasFernandes: na travessa da Madre de
Dos.
Par*. Iqjide V/endas.
Oerecese um individou com as habilite^es ne-
cessarias para primeiro caixeiro de qualquer loja,
[azendo lambem a escripluracoda casa, tam muilus
annos de pratica, e da aliono a suas qualidades e
conducta : quem delld precisar, anniiucie para ser
procurado.
Novo manual
1)0
Commerciante
E DO
ADVOGADO DO COMERCIO,
Acaba de sahir luz, ja completa, esla interesan-
te i-eliecraii da leai.lar.ie do commercio. conlendo o
Cdigo Commercial aunolado com as referencias dos
diversos artigos do memo cdigo c do respectivos
reglamelos entre si ; assim como com os decretos
e avisos expedidas al o anno prximo passado, ex-
plicando ou addilaudo algumas de suas dltpoti-
res : seguido das regulameutos n. 737 e n. 738
de 2.> de novombro de 1S."iO lambem annolados, e
de um appeudice conlendo a inlecra de todas as
lei, decretos e regulamenlos publicados al o referi-
ili>_anno, inclusive a lei n 7!l!l de 16 de setembio de
I8.il qoe M-liirin ei os Iribuuaes do eomtnercio, com
o reapaeliee regulamento n. I.',97 du 1.- de maiode
183. A' venda na livraria de J. egueira da Souza
junio ao arco de Santo Antonio.
500^000 de oT?ltifie cao.
A quem apprclieniter ou der nolirias cerlas do e--
cravo fgido em Si de fevereiro, de nome Manoel,
crioulo, da Baha, oflieial de caldeireiro, be alio e
bom parecido, corpo fiuo e com hombros Uraos, ros
lo redondo, olho pequeo", relinlo, com falla de
um deute na frente da parte de cima, cun algumas i
espinhas no roto, beicna fiinu, sem barba, lera de
22 a St annos de idade, falla moli bem e tnacio,
cosluma allirmar-se rquilo quen lo falla,
c mos minio bem feilos. Esle ecravo
Lemos v\ Kamoa, de Kio de Janeiro, e tem-se descon-
lianca que eslrja nesla provincia : quem o pegar ou
dar noltcias certas, rereber a gralilicacAo cima de
3003IM)0, em casa de Juo da Silva Morcira, na ra
da l'raia n. I(i,
PARA 1857.
At.'liin-se a' venda as bem conliecidas
lolliinlias, impressas nesla l\ pogfapliia,
das seguintes qualidades :
FOLHIMIA RELIGIOSA, conlendo alem
dos mezes, a bbliotheca do christao
brasileiro, que se compon de ora-
c5cs quotidianas, metliodo de assistir a
missa c. confittSo; cnticos, psalmos,
liymnos, ollicio de .Nossa Scnliora da
Conceicaoe mitilas oulras ortices de
grande ment, pieco......520
DI IA DE VARIEDADES, a qual alem dos
me/.es, contetr artigos de agricultura,
noees de seiencias, artes, lei dos cir-
cuios, tabella deimpostos.e regulumcn-
lo de a'ericao, etc., etc., preep. 520
DITA SIMPLES, contendo alem' dos me-
zes, a lei dos circuios .C varias tabel-
las de imposto* geracs, provinciaes e
mtinictpaes, preeo........ 2W0
DITA DE PORTA,' a qual alem dos me-
zes tem expIicacOes das indulgencias e
excommunhoes, etc., preco. 100
DITA ECCLESIASTICA (ou' de padre),
elaborada pelo llvd. Sr. Penitenciario
da Se de Olinda, segundo as regras
da igreja, c leis conliecidas a res-
peito, preco.......... V00
Toda eslas folhinhas sao impressas em
bom papel c evcellente typo, e vendem-
se em porrao ea retalbo: na livraria da
praca da Independencia ns. e 8.
Alnt:a-se um sesundo andar com bons commo-
dos : a Iralar na ra larga du Kusario n. 32.
Aluza-se urna boa casa terrea nos Arrombados
em Oliinia, para grande Umilia passar o lempo da
I e-la do Natal naqoelle bello arrabaldc : as pessoas
qoe pretenderen! alugir dita casa entendam-se em
Oliuda con-, o collelor Sulsueiro, e nesla cidade na
ra dos Marlyrios, casa junto a igreja, segundo an-
dar, do corouel Salgueiro.
Alaga-as a antiga casa de vender plvora, na
cidade de Olinda. com bom silio, bata para capim,
e boa casa de viveuda ao [ -.- : quem pretender dita
casa dirija-se a ra do Vigario n. 31.
A pessoa que se quizer prestar a
dar liccoes de ltngua italiana, annuucie
sua morada para ser procurada.
B1LHETES DA LOTERA DO
RIO DE J19EIR0.
Jos Ensebio Alves da Silva rnudou a
venda de seus billietes da lotera do Rio
de Janeiro, para a ra do Collegio n. 15,
deixaudode vender de boje em diante na
loja doSr. Malinas de Azevedo Villarou-
co, junio ao arco de Santo Antonio.
M-eedinhtiro a premio obre penhores deoo-
ro oo prala : quem precisar dirija-se a ra da Ca-
cimba ii. 2, que se dir' quem da'.
I'recisa-se de urna uiulher para Iralar de urna
pessoa que esta' doente : a Iralar na ra da l'raia
annazem n. 22.
Fncio ou perdeu-so urna canoa de carreira,
nova e por piular, com correnle de ferro : qoem a
ar lien, dirija-se a roa da Piaia de Sania Kita n. 37,
sobrado de doos andares.
Lotera do iiio
de Janeiro.
llojc ou amarilla esperamos do Rio de
Janeiro pelo vapor Trance/. AVENIR ou
pelo brasileiro EMPERATRIZ, as listas da
lolelotena 27 da casa de correceo, que
foi extrabida em (i do corrento; anda
existe a venda alguns bilhetes inteito se
meios bilheles desta loteria, na praca da
Independencia loja n. VO: os premios
serao inmediatamente pagos na mesma
loja cima, a' entregadas lista.., de con-
formidade com os notaos annuncios.
Aluga-se um sitio na Yarzoa, no corredor de S.
Joan, com casa de vivenda. arvoredos de fruclo,
banho aira/, da casa por ser do lado do rio : quem
pretender dirija-se a botica do Sr. Cbagas. na ra
do l.ivramcnte, que achara' com quem Iralar.
Precisa-se de una pessoa desembarazada de
familia, que tenha pralica de padaria, para lomar
i nula de urna para vender no baldo e regero Iraba-
lho da ir.esma, dando-se-lhe inleressc on ordenado
sulliciente, com tanto que abone sua capacidade:
procurein na padaria do pateo da Santa Cruz, jun-
io ao sobrado n. .">.
Pcisa-se de urna ama de leite para criar orna
crianca de poneos dias: a tratar na ra da Aurora
n. 36.
Precisa se de urna ama para n servir de urna
casa de pouca familia : a tallar na na do trem, so-
brado confronte a lim lu.-.ie do m Bowmau.
para presepes, urna por^flo de amendoas cunfeiladas
e caixinhas para se eurherem o mais rico que se pde
adiar para brindarse as mesmas, aprompla-se qoal-
quer cncommenda de bdiubos e doces o mais bem
felo para casamentes e bailes, com prnmplid.lo c
aceio, e friirl.v. para qoalquer parte u;ue os compra-
dores quizerem, por prejo commodo.
Aei9ao.
ii abaixo assicnado, arrematante da aferir>esdo
municipio do Kecife. scienlilica a qoem couvier, qoe
lem eslabelecido o seu escriptorio no paleo do Terco
n. 16, acule dar' expediente das 8 da manha as
3|da tarde.Jos Custodio l'eixolo Soares.
SYSTEMA MEDICO DE H0LL0WAY.
KA
PILLEAS HOLLOWAV.
Este inestimavel espeeilico, composto in-
teiramenle de hervas medicinaes, 5o con-
ti-ni mercurio, ncm alguina outra substancia
delecterea. Benigno mais tnnra infancia,
e a compleicao mais delicada, he igualmen-
te prompto e seguro para desarretgar o mal
na compleicao mais robusta ; be inteira-
mente innocente em suas operarles eeflei-
tos ; pois busca e remore as doenr;as de
qualquer especie e grao, por mais antigs e
leazos que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com
este remedio, muilas que ja estavam as por-
tas da morte, preservando em seu uso ; con-
seguirn! recobrar a saudc e forjas, depois
de baver tentado intilmente todos os ou-
tros remedios.
As m3is alllictas tifio devem cntregar-se r.
desesperacao; lacam um competente ensaio
dos ellicazes efleitos desta assombrosa medi-
cina, e prestes recuperarflo o beneficio da
saude.
Nao se perca tempo em lomar este reme-
dio para qualquer das seguintes enfermida-
des:
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Areias ;mal de).
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
ebilidade ou exte-
nuado.
Debilidadcou falla de
Coreas para qual-
quer cousa.
Desinterta.
Dor de garganta.
de barriga.
~ nos rins.
Dureza no ventre.
Enfermidades no ven-
tre
Enfcrmidades no liga-
do.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
I'ebres biliosas.
AXiOiC.l;.
O accionistas da enmpanhiaIVigilanle dos rebo-
ques.sSo convidados para a reoiiiAo no dia 1!) docor-
rente, as IU hora" da manliaa, impreterivelinente,
para deliberarem sobre negocios importantes da mes-
ma compauhia, no escriptorio de llenrv Forster &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 8.
oO#O0
PROVINCixl.
K>
Palitos c. camisas fr.tiice-
zas.
Vendem-se palitos < sobrecasacos de liulio a :)-;,
ditos de alpaca a 79 e 8r, ditos com milla de seda a
129000, dilos de piano lino a IS e -JOsuOO, camiaas
traucezas brancas c piuladas a 23, 88 e MYs a du-
zia. aberturas de linlie a lo a ilulia. collaiinhosa
-;iliMi a ditzia : na ra Nova o. i.
ir
loteriris
la, e lem pes | U|.,,, ,1110
o he doeSr*.]UlaC<, (JtU
ven lia,
das loteras, n
Aurora n. '26,
Chpeos.
Veodem-se chapeos de palliinha o seda para me-
ninas de 1 a S auno', ditos paaa senhoras a (i; 10?:
na ra Nova n. .
I'recisa-se do urna ama para rasa de pouca fa-
milia ; quem se julnar habilitada dirija-se a ra da
Senzala Nova n. l, segundo andar.
, til soimi.o dai
inaiitia fazer pn-
esto ex|>psto-i
no escriptorio
roa da
oriineiro
Febrcs inlerniittentes
Febreti da especie.
(iolta.
Ilemorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Indigesles.
Iiillatiniiacoes.
Irregu la ri da des da
tiH-nstriKicao.
I.ontlii'igas de toda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas ti,, culis.
Obslruccao do ventie.
Phtisica ou consump-
r;3o pulmonar.
Kelencao de uurina.
Itbeunialismo.
Symptomas secunda-
rios.
Tumores.
Tico doloroso.
Cceras.
Venreo 'mal.)
Vendem-se estas pilulas no estabelecitiicn-
to geral de Londres n^ 244. aStrand,n e na
loja (le todos os boticarios, droguistas e ou-
lras pessoas cncarregadas de sua venda em
toda a America do Sul,Ilavann eHespanbn.
Vendem-se as bocetinlias aSOOrs. Cada
nma dellas conten utna instrucco em^or-
tuguez para explicar o modo de se usar des-
las pilulas.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum
pharmaceulico, na ra da Cruz n. '2-2, cm
l'crnambu
1 coM'LTOBio mmthr
1 nuco.
i"} 1)0 DR. CASANOVA.
A 28iu. das Cruzes28.
A Neste consultorio ha sempre para vender
3R
*.
I'recia-se de um na dous homens para tratar
de nina pequea balxa de capim, e de animaes em ,,
um silio na Patuaic/tia da Magdalena : quem se achar i "-^
neslas eircamilanclaa dirija-se a ra larna do Kosa-
rio n. IS padaria ; na mesma prccisa-se de um Do-
mem deaemharacado de familia para administrar
I'ieci zis Nova padaria de Domingo* Jom- da Cunha '
Lases.
aotiar, es biltiet. s, meios
e quarlos, da primeira par-
te da sptima loteria da
nial ri-, da Boa-Vista, cujas
rodasandam no dia 20 do
corrente mez. <* mesmo
*>r. tbesuureiro manda de
clarar que existe urna gran-
de porcode biitietes, meios
c (jnartos.e por conseguid-
os Riis. jogadores, me-|
Precisa sa de om caixeiro qae Ictiha bastante
pratica da fizend.is e que diMia lor a sua condjeta,
para orna laja fora da cidada ; no alerro da Boa-
Vi-la n. 47, so .rundo andar.
nhecimento.
Canoa oerdiiia.
... '** -.* -. 2?yi>i*? .. f.< '.*v.i4ro*y4>%t
I Sania Cieilia.

Os senliurrs que ubcreveram nuvas acries dea-
la companhia e que anda me eulraram com a pri-
meira prestarlo de 'M) por cenlo. sao convidados a
salisfazer. no escriptorio du Sr. Antonio Mar-
lues de Aiuurim. ra da Cruz n. 45. Kecife lli de
dezembr* de ISob.Manoel Altas Guerra, secreta-
rio interino.
I'ala o l'orlo se.'iie com a posive! brevidade
barra porlagueza eStnla Crau, queni uella qui-
tar carrtiear ou ir de pasaRcm, para n qu lem ex-
cellcnlea' rommudns : dirija-se aos cousignalarius
Thomar d'Aquinu l gario o. III.
I\o dia k do correnle desappareceu da rampa do
caes de Apolla nina canea grande, de carga de SIUI
lijoloa, e est faxendo asua, a qual lem na pupa um
Al, embutido na madeira pela parle de fura, na proa
lem urna falla de madeira procedido de pancadas, e
inoslra ter sido pintada do encarnado toda a roda :
quem a pegar on delta der noticia cerla, dirija-se a
| roa da Cadeia do Kecife n, (i, que sera generosa-
mente recompensado.
o
S ^ ""sa r*8* lur'1 ,!'' irniand.ide de Santa
w Cieilia, cm observancia ao artigo 7* do sen
SA cempromisso, convida a lodosos seus jr- i-i R BAaTila ,,., <.. I ,i ....1.
S maes professores. para en, mesa geral, no I CCtr (]() IHCtIlO->
g da III do correnle,as'.I huras,a Iralar de ue- ;;;
:.; -ecius tendentes a mesma irlDaxodade; da ij \
.'',"U mesmo forma convida a lodos o prefessores 6rt
que anda nao ae IrmSos, a comparecerem SP
do Castilbo
Saila-feira, 19 de dezembro, he o dia doponto
s da escola da ra .Nova. As 11 horas os menina- nrin-
no referido da,para erem miciades irmaos, "s.' ....
eipiarSoa sua lunrcau lilleraria, para a qual se deem
-lo que na, pulen ser conlemplados em por convilados os pas dos alomnoi, que pedario
edeler- V enlrejar os ca.tes de entrada aos seus amigos
6 do mesmo compro- |* Senlloras .olorJ(|,deti os seuhores ienle, t ,,r0. ; la n. 83.
'' fessores qne se dunaretn honrar esta fesla nAo pre-
.vOO^v-? eisaiu apresentar carino.
A* lancean nenhum
[' minara os arts. 7jc
>$} muso.
I'recsa-se de urna ama para caa de pouca fa- i l'recisa-.e comprar ou atorar um
miha : na ra Imperial, laberua n. II. rna do Sucee,, ou perto della :
-- A pessoa que no domingo a nuil* levou da : esle negocio
igreja da Congregacao um chapeo trocado,
deslroca-lo na ra do Crespo n. 1(.
lhor 'Olera ) escoltief
Thesoura riadas loteras I
il de dezembro de I8>6.
.iose ..aniiurio -Ivs d .
Maia, eserivo das lote-
ras.
Anda*la| per aingar-ae <> aillo da Torre al
margem do rio Capibaribe, cun boa ca-a de vivenda j
estribara e haixa para capim : t Iralar na ra do
Seve, casa onde morou o con-ul purluguez.
ALUGAM-SB
| para passar a (esta duas casas na Torre, com bons
commodos, caiadas e pintadas : no arniazc u de ma-
leriaes da ra da Cadeia de Santo Antonio n. 17.
Predia-te de nm caixeiro que tenha bastante
pratica de luja de faztndas, para urna loja fora da
pruxiricia.
I'recisa-se de um bom forneiro : na ra Direi-
DE GRTIFICACAO'.
No dia 12 do corren le, furiarm as 7 horas e tan-
to, um fardo de fazendas da porta do abaixo assig-
nado, conlendo as seguintes pecas : com mais ou
menos de dilieranca ; 2 capas de panno fino, li
pegas de cliila de diversas cores, 18 l|i varas de
brim branco trancado, de linbo, G pares de luvas
de seda para senhora, sendo 3 brancas e 3 amarel-
las, 2 pegas de mussulina, b pecas de algodao ame-
ricano, 9 covados de panno fino, 5 pecas dealgo-
dosioho largo marca D., 1 dita azul, 5 dilas de
algodao liso ordinario, 2 lencos prelos setim maco ;
a pessoa que descubrir este furto, ter de gratifica-
gao 509000, e nao se descobrirai|uem lie o den-
nuncianie, o qual podo dirigr-sa a ra Direila n.
70.loaquim Antunes da Silva.
AO PUBLICO.
No annazem de fazendas baratas, ra do 3
Collegio n.' 2, .^
vende-se um completo sortimenio de fa- S?
zendas finas e grossas, por mais barato ^
precos do que em oulra qualquer parte, jjp
lanto cm porgoes como a retalho, afilan- g
2 cando-se aos compradores um s prego S
3 para todos: este eslabelecimento abrio-se
i de combinago com a maior parte das ca- S
*-( sas cominerciaes inglezas, francezas, alie -^
jg maos e suissas, para vender fazendas mais -aj
g| em conla do que se tem vendido, e por isto
ollerecem elle maiores vanlagens do que 3$
j oulro qualquer; o proprieiario deste im- %
Q portante eslabelecimento convida lodos gg
S os seus patricios, e ao publico em geral,
w para que venliam (a bem dos seus inte-
j* resses) comprar fazendas baratas: no ar-
9 mazem da rua do Collegio n. 2, deAn-
gfc ionio I.mz doi Santos & Rolim.
ua larga
DO ROSARIO N. 38.
botica de
tiartholomeu ?. de Souza,
contina a vender
Id), lai5
f

ler ate
X os mais acredilados meili-ameutus humu'O- ^*-
9 palhieos de CATELLAN e CVEBEK, tanto :.[':
:''. em tintura*, como em globolos, e o mais
.-& em conla powivel.
:? Urna botica de 12 tubos ti 8Ji e 105000
?3 de 21 i> 10 12 e 153000
de ;)G 159 1K? e 21)90(10
de S e l9 225 e 2.">BOiJO
SS 11 de 60 22J 23 e SOJOOO
S Tubos avulsos 50u\ 800, e yiOO.
Mj 1 onca de Untura a escolher ?(MH).
5?' Consultas lodos os dias gralis para os po-
t lires.
::
o
O
quem qui/er fazer
annunrie para ver procurado,
pule ir i Aluga-s o primeiro andar da cafa, da rua d3
I Senzala n. IW : a iralar no segundo andar da mesma.
j O abaixo aaigoadn, (ende de ralirar-se para
. fiira da cidade, ende se demorar" poraliun lempot,
Iprreno na raga aos seua devedore que veoham penar us de-
bito? ale o dia 11 do correnle. ai'im coma as paetoaa
qoe lem penhore- em en peder venbem resgala-les
dentio do mesmo prazo, do contrario serao vendidos
para seu pagamento.Pedro l'aulo dos Santos.
(sendo falso o qne Cor vendido cm oulra
qualquer parte.)
l.ol> L'AIFecteur.
Pilulas vegetis le hinurlcl.
Vefimfufjo inglcz em vdeos.
Klixir anti-asmatlico.
Fraseos do bocea larga com roldas, de
1 a 12 libras.
Seguros contra
logo.
Companhia yorthem.
CAPITAL, c 1,260,000Estabelecida
em IS.")(i.
Para eilecluar seguios sobre proprie-
dades, mercadorias, mohilia < eneros de
quasi toda a qualtdade. Premio dr
at l|2 (l|0 ao .limo.Aj'cnles. C. J
Asi ley & C
O
3,8
ROB LAFFBCTEDR.
0 nico autorisado por decitao do con/clho real
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes recommendam o
arrobe de LafTecteur, com sendo o nico
autorisado pelo governo e pela real socieda-
do de medicina. Este medicamento de um
gusto agradavel e fcil a lomar em secreto,
esla em uso na marinha real desde mais de
60 anuos ; cura radicalmente em pouco lem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as ai'-
fecges da pello, impingeos, as consequeu-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dos
parios, da idade critica e da acrimonia he-
reditaria dos linmores; convetn aos catar-
1 luis, a besiga, as conlraccftes e a fraqueza
dos orgSos, procedida do abuso das injec-
(Oes ou de sondas. Como anti-syphililicos
o arrobe cura em pouco tempo os Ilusos re-
centes ou rebeldes, que volvem incessaDtes
em consequencia do emprego da copahiba,
da rubeba ou das inject,Oes que rcpresenlem
o virussem neutralisa-lo. o arrobe LafTec-
teur he especialmente recommendado con-
tra as doenens inveteradas ou rebeldes ao
mercurio eao iodorcto de potassio.--Lisboa.
Ycnde-se na botica de Barral e de Antonio
Feliciano Alves de Azevedo, praca de D. Ce-
dro n. SS, onde acaba de cliegar urna gran-
de porefio do garrafas grandes e pequeas
viudas di-eclamente de Paris, de casa do dito
Boyvcau-I.aectetir 12,rua hichelieu Pars.
Os formularios diio-se gralis em casado a-
gente Silva, na praga de D. Pedro n. 82.
Porto, Joaquim Araujo ; Bahia, Lima & Ir-
mSos; Pcruambuco, Soum ; Rio de Janeiro,
Rocha o Filaos; a Morcara, loja de drogas;
Villa Nova, Joao Pereira de Magates Leite ;
Rio Grande, Francisco do Paula Couto & C
C. STARR & COMPANHIA
respetosamente annunciam que no seu ex-
tenso eslabelecimento cm Santo Amaro, con-
tiimiam a fabricar com a maior perfeicao c
proinplido, tuda a qualidadc de machinis-
mo para o usu da agricultura, navega- So e
manufactura, e que para maior eorr .nodo
de seus numerosos freguezes e do publico
cm geral, tem aberto cm um dos grandes
armazens do Sr. Mesquita na rua do Bruin,
alraz do arsenal de marinha 11111
DEPOSITO DE MACHINAS,
construidas no dito sen estabelecimcnto.
All acharSoos comprodoroa um completa
snrtimenlo de mocmlas decanna, com lodos
os nielhoramentos (algans dalles novos c
originaes) que a experiencia de muitos annos
lem mostrado a necessidade. Machinas du
va|ior de baila e alia pressfio, taixas de lo-
do tamanho, tanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzr formas
de assucar, machinas para moer mandioca,
prensas para dito, tornos de ferro balido pa-
ra farinha, arados de ferro da mais approva-
da construceo, fundos para alambiques,
crivos e portas para fornalhas, c tima inlini-
dadede obras de ferro, (fue sera enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna
pessoa inielgcnto e habilitada para receber
(odas as encommendas, etc., ele ,i|iieosan-
nuneianles contatnlo aoni a ca|i;cidadc de
suas ollicinas c niacbiuismo, e pericia de
seus olliciaes, se comprmeUcm a fazer exe-
cutar com a maior pn steza e perfeirjSo, e
exacta conformidade com os modellOSOU de-
sentios, e instruCQOes que Ihe l'ercm Torne
Cidos.


JilO gl PtervB. QUINTA Fl!,n l 91 D>ZEMIRfl is IK6
DEPOSITO DE LIVROS BOTICAS HOMEOPTICAS*
unroxc a
tO
O Ur.P. A. Lobo Moscoso, tendo de fazer uma viagem dcixa sua botica soba
direcQ.lo de pessoa habilitada e de inleira prubidade, e um deposito na loja de livros do Sr.
Manoel Nogueira deSouza na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Magalhaes Bastos
t-HEg0S FIXOS.
Botica de 12 tubos grandes. 10/000
Dita de 24 ii ... 153000
Dita de 36 ... 2O9OOO
Dita de 48 > | ... 25a000
Dita de 60 ... 30a000
Manual de medicina homeopathica do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina........
Medicina domestica doDr. Henry.........
Tratamento do cholera morbus..........
Repertorio do r. Mello Moraes.........
205000
1 Ouno
2/000
61000
I
* Me1 WM>
* PEORAS PRECIOSAS. ig
9 ~ i
* Aderecoi de brillianlea, ?
diamntese parolas, pul- >
ceiras, allineles, brincos 68
e rzalas, botoes e anneis *
.. de dilTereotes oslse de .;
* diversas pedral de valor.
* s
I0REIRA 1 DARTE.
LJA DI HITES
Ra do Cabuga n. 7.
$ OURO E PRATA
>; ouro,meio.ditos,pulcei
Compram, vendem ou
.?:
. I
. ras, alfinetes, brincos e *
ti rn/el.is. rord.es. trance-
lins, medallias,correules *
e enfeiles para reloaio, e &
.;. oulrosmuilosobjeclosde ..
* onro.
Apparclhos completos, *j
n nrili i ir i i> \\ i i L l r
Recebem por to-
dos os vapores da u-
S" trocara prala. ouro, bri- rolla as O hi'il S llt Illa de pala! para"cha, bao-
hanle,diamanlesep.ro-i ",'1 rf> UIH .Its UU II1AIS 1 d#jE, ^ cas,caes, |
^!:^S;: moderno gosto, tan-I^^S,.!
^^^^^^^ to de Franca como IflBfrZn............J
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre*?o eommodo como eos tu mam.
SA AA^K^aV^^ *^t^W ^^..M L^Bfc^k. ^^^^Aj K
i! */.W\tlIV.lJ'.-l WJM
ESTRADA DE FERRO
do Recifc San-Francisco
(Tercena chamada.)
IH directores da companha da estrada de ferro do
8?
< \r -X -.y .. .'v^-v no- &
CONSULTORIO CENTRAL
MEOPATIIICO-
S Ra de Santo Amaro (Mundo-No- @
vi' vo) n. 6. @
f O Dr. Sabino Olegario l.udgcro Pinho, 2
de volla de >ua viagem ao Rio de Janeiro,
5SF continua a dar consullas lodos os riias olis, S
gp das 8 hojas da mandila, ai 2 da larde. S&
f. Os pobres sao medicados gratuitamente. 2
O abaixo assignado, curador fiscal, da mas-
sa fallida de Joo Chrysostomo da Silva, convida os
credores do mesmo para que noprazo deoitodias
quim Filippe da Costa.
Comprase.
.. dos
>rs. S. Davenporl C, na corte, ein casa dos
Sr.. Mana Me. Gregor & C, e em Pernambuco, no
etcriplorio da companliia. O accionista que nao
i llera' perder todo direito as acees sobre as qn.es o
dito pagamento nSo se liver ellecluado, e em (lodo Compra-se urna negra moca com habilidades,
cano lera de pagar juros na razao de 5 por renlo ao ; com filho cu tem elle ; ua ra do Sebo n V
anno, e de So receber juros ou dividendo da
um -
ndi-
hum
i. do
1824.
panhia, pelo lempo que decorrer entre o' dia
cado para o pagamento e a sua reali5.15.io. Neij
auto de transferencia pode ser registrado depi
da 8 do corrente, antes do pagamento da chai lada.
Por ordem dos directores,
S. P. l'treher,
Theioureiro.
Recife :t de dezembro de 1856.
SEGURO CONTRA FOGO.
( Companhia Alliance.
Estabelecida cm Londres, em marco de
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
e a quero, mais convier que eslo plenamente au-
iorisados pela dita companhia para effectuar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, coberlos de
llha e igualmente sohre os objeclos quecontiverero
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou
em alendas de qualquer qualidade.
j. une, dentista, :
9 Continua a residir na ra Nova n. t9, primei- m
~ ro andar.

CompAiihiade seguro con-
tra a mortalidade dos es-
cravos estabelecida no
RIO DE JANEIRO
CAPITAL 2,000:00041000.
Jgtncia filial de Vernambuco ti. l:i ra do bremo
I agar-se-ha sobre a ivaliacao de 1:000a JOO f a
maisou menosem proporc.no de oulro valor)
sive o sello da apolice etc.
Da idadei.
Muraos 40 anuos 365100 porf
Compram-se apolices da Idivida provincial,
na ra das Flores n. 37 !. andar.
Compra-se una cabra bicho que tenha bastan-
te leite, paga-se bem : na ra do Trapiche n. 8.
Compra-se urna casa larrea do valor de oito-
cenlos al um cont e cem mil icis : a tratar na ra
da Cruz a. 2b' priuieiro andar.
Compram-se ac5f.es da companhia de Deberi-
be : na ra da Cruz n. 35, segundo aodai.
Compram-se duas ou tres venezianas para
porta : a liaUr na ra das l.arangeiras o. 14.
Compram-se patacoes brasileiros e
hespanlioes a 2?010, e sedulas ou prata
de IjjOOO com um por oento : na ra
da Cadeia do Recife, loja de cambio
11. 38.
TAIXAS E FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambern no DF.POSITO na ra do lrum, logo
na entrada, e defronte do arsenal demarinha, fia
sempre um grande sorliraento de laixas, tanto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas ; e em
ambos os lugares existen) guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
parcos sao os mais com modos.
Bonecas francesas.
Venciem-se bonecas franrezas ricamente
vestidas e de varias qualidades a 1C200,
15600 e 2?, na ra do Queimado loja de niiu-
dezas da boa fama n. 33.
LEQUES FINOS.
Vendem-se ieqtjcs muito finos com ricas
pinturas, espelho e plumas a 2#, 39500 e 4/:
na ra do Oueimado loja de miudezas da
boa lama n. 33.
He amito barato.
Vendem-se duelas de facas e garios de ca-
bo de marfim de boa qualidade a 10, ditas
ditos de cabo do balanco muito linas a 6/,
ditas dilos cabo Irolico e oitavado a 3s, du-
zias de colherns de metal principe a 3? e 65:
ditas de metal mais ordinario a 800 e 15400,
e outras muitas cousas que se vende barato,
na ra do Quein ado na bem conaccida loja
de miudezas da >oa fama n. 33.
Ricas fitas finas e moders
as dos melhores gostos
que se pode encontrar
so vendem na loja da boa fama na ra do
Qneimado n. 33e por precos que nSo deixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente se vende barato e ha muito onde es-
colher.
SAO- MUITO LINDOS.
P.icos corles de vestidos de faznnda muito
lina, toda de seda e de um gosto muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor vindo da
Europa, muito proprios para assenhoras de
bom gosto,
muito finas
d3o-se amostra
1S
111.
Sim como cuitas francezas
tizadas com lindas cores:
na ra do Queimado 11 22
na loja da boa I defronle da da boa fama.
para qi|
Na ra do Qui
ha um complete
c de seda de i m
que se acabem.
que se vendem
paite.
EM TEM ROM GOSTO.
imado n. 22, loje, da boa le,
sorlimento de grosdenapo-
das cores; aproveitera antes
que a festa est com nosco,
assim como cha icos do Chile muito linos,
por menos que em outra
Eseovas i todas as qualU
Uadfs
Vcndem-se ricas escovas inglezas para
roupa, o melhor faue p le haver e de nova
invencfio a 35, ditas francezas muito boas
a 15. 15500 e 25000k ditas para cbelo ingle-
zas e irancezas-a IjliOOeS, ditas para den-
les inglezas e franaezas a 400, 500 c 600 rs.,
ditas para tinhas dita dita a 240, 500 e 15,e
ouirasquabdadcs mais baratas, que ludo se
vende na ra do Oueimado na bem conheci-
ua loja de miudezas da boa fama n. 33.
IA ttenco!
t&tnb$.
uclu-
Veiide-se um molato, mo5o, de bonita figura,
com ulgumas habilidades : na ra Nova n. 55.
dm fumantes
Do bom 'osto.
I'omarpel. manhaa he pei'loral, depuis de jaolar
ras grande paladar, e a noile depois do cha oh que
bello He na ra do Oueimado u. 8 que serosem-
pr encunlrados os melhores ntralos e que se dai
um de prova a quem comprar urna caiza.
Botea.
Vendem-se todos os medicamenlos, loara e mais
utenc.hos de orna botica : a tratar na ra do (Jueima-
oo d. ,12, que lodo o negocio se far.
Vendem-se terrenos para edificacoes de pre-
jioi ,- na ra da Senzala Velha n. 68, segundo an-
Vendem-se todos os olencilios da fabrica de
cordoaria e da-se ao comprador o melhodo e todos
os esclarecimentos para o fabrico do carro : na ra
da Sapsala Veja n. 68.
Vndese um moleque muilo bom e muito fiel,
com ollicio de fazer carros e carrocas, e larabem he
. -. -- -"-- vw./avw i/uiraunu. i fc vanuj c .(irru is, e uiniheiii lie
As NMMai imprcssaspoderao ser procuradas no ; srador: quem o pretender falle a Jos lliiuo de
CriDIOriO (la ninininhii Mirando v
eseriplorio da companhia.
o """'a'1 coo*n"as8''**ot>cravosegarosdas
Si "' "a mn*u* no e^riplorio da
S-@@

1 DENTISTA FUANGEZ.
i RE.0*??!**1'de yoUt de "> viaR
A tur'}P. esla morando na ra Novaln.
S do.%.arnhoarrJ.OU'le Pde|8er P^"'- 2 !! '"ir/0' qUa""adei Cm ""** PequenaV, propriaTp'a;;
tiS.S2iSikr> v-m. ^____ ? i i em casa rte S"Ml'all Mellor & Companhia,
Miranda.
Vendc-sea taberoa da ra dos Pires n. 2, com
lundos a conteni do comprador, e com boa morada,
vcude bem para a Ierra, e o motivo de vender-se he
porseu dono morar muito longe : a tratar com Ber-
nardino trancisco de Azevedo Campos, na ra das
Inuchciras n. OO.
Vndese superior fumo de Garanhuns
a libra : na Camboa do Carmo n. 12.
Vendem-se bolachinhas inglezas
aI5OOO
sorlidas, de
o
Sr. Jotiqiiim Jos Marques
mora por detraz da fundicao do Sr. Strr ] '"-\
em Santo Amaro, queira mandar
lypofjraphia, a negocio que lhe diz res-
peito.
Nesta typograplua precisa-se fallar
ao Sr. Rento A. R. Tupiuamba-, quemo-
roa ou teve loja no pateo do Carino.
_ ~ ***** P"" o ""ico interno e ezlerno da
urna casa estranaeira,de um preto: a quem lhe con-
vier dirlja-se a ra da Cruz n. 1.
. *"*-'" de m bom criado e p.ga-ie bem
d".nl 11 """^ comP"a"'nlo : a trVlar no
nargador Meudes da Cuoha.
UNHA DE MNIBUS.
D'ora em dianle llavera' lodos os domingos e dias
?i?.B.7.0mn,bl" para SANTO AMARO UE JA-
BOATA O. o qul p.rlira' uaqoi a'i 5 horas c a ma-
^ : roa do
Vende-se nina portao de lijlos inglezes, prova
^"7 al. Mdlur & Comi,1,nllia-
r
a esta
ende-se o diccionario histrico, critico c hio-
Rraphieo, contendo a vida dos homens illuslres. ce-
nhaa, e de la a s 5 da larde : preCo :iao(K)
viagem redonda, e asOOOri. por ida 00 Volla
Na
11..1
por
labres ou famosos de todos os paizes e de lodos os
!S"J2?' 9e8" de um d''o"o resumido de nu-
lologM por un,a sociedade de lilieratos ; obra rara e
5" Pr C.',"er ,in"s eslamp-' dos princip.es per-
eoc.?.enV e :' ,olulBN e,n oi"vo : "a <<"'>* de
encadernacao no paleo do Colleaio n. 20.
r.i7rt.eil"e""U.m" "ber"" Afogados, silana
roa ue n. Miguel, a qual lera poucos fundos ; ven-
nrt1,P,,r d0no de se8u'r ,ia8em Pra ura da
Sapatos de borradla para homcm e se-
senborn,
pm^." bem fei,a e leeanl. nceessaria par. o
MvT.P.ia ;,"Jr*'l' \eaatm-* Pr Po favoravel na
livrana derronte du arco de Santo Antonio.
i ara a festa.
Vendem-se sedas lisas de todas as cores, ditas de
quadros, ditas de listras, grosden.ple, preto e de
core*, mussulinas de 1,1a, fazenda nova e de muito
gosto para vestidos, rhalv de seda
-N. roa larca do Rosario, esquina do berco do ?. Y vestidos, chaly de seda a 610 e 800 rs. o
l-.ix-Frito, n segundo aodi?iTaabrad fl. 9. \Tu: 2TL* *? S C,!',,, rranc3'
cDz.nha se para fra com todo a.seio, ,f fiSL ""J"'" U"!" "* o covado, dilas
mais comraddo do que em oulra"quaq~u7r parle^
ematisados, ditos de retro/, ditas de seda, setim de
,1 rl'n eu escr,Po"o, ou casa de sua morada
na ra da Aurora.
dar na
prazo,
eicrip-
.7"a a i,'*"8* d,nl,ei'-o Para ser mandado
cidade do Porto por ledras pasas :, visla ou a
cm prata ou ouro: na ra do Trapiche 11. 40,
orio de Ihomaz de Paria.
Hospital Todos
os Santos,
da venera\el Orden
i
ce ira de
Para o mesmo hospital precisa-ke de
umeofermeiroe urna enfermeira, arpiel-
San-Francisco.
es de nossos raos casados sein
que pretenderen-) o lugar, enjo ordenado
Attencao.
\ ende-se om cabriole! do melhor gosto que ha nes-
la proviiicia.com cana de Jacaranda, cohn, decooro
de boj de nova rara.os varesde pitia-marfim, liran-
tfs de cadarro de linho.rodas de sicupira.raios de li-
maloes, e Indas as (velas de rea de moldar ; o dito
ealinolel he forrado de seda marmello : quem o
quizer comprar dirija-se a ra de S. Jos, ou mo
largo do Irem, que achara com quem fallar.
Marmolacla e
amendoa
\endo-se marmelada da melhor qualidade qoe
na no mercado, em latas de 2 libras e la'JOO, e
amendoas a jo a libra, e figos ainda existe algn-
mas canas de 16 libras que se vendem por preco
lllios eommodo : na run do Vigirio n. 27,-deposilo de as-
sucar.
er-
diri-
Ik; de "ibO.s-OOO para ambos e meta
jam-teao irmSo ministro Pelix Trai cisco
acSoaea Magalhaes, morador no
lo Carmo 11. lli, assimcom<
um serventi
til.
pai o me
l*ara liquidar.
cJraSrSei!iecouro,de ll,,s";c f'':",
he/e)o. rclallios de couru de lustre <
irgo'
It
l'reci.a-se ;dnKar urna boa caa com tlnps .m- bi'/ciio <
lares, nas princip.ies roas desla cidade,
bem : i tratar ni roa da
iiieirn ;indar.
paga
.ro do Itecile n, 1.1
da-sa
porc9o, borracha elstica e
p',i., muitos objectos tendentes a calcado: na
Iiini.i da Independencia n. ?>7t.
@ Na ra do Trapiche n. \, ha Q
< superior rape Princesa do Brasil, @
^ ehegado recentemente do Rio de $$
@ Janeiro, em qualidade poucodif- Q
Vj3 fere do de Lisboa, ao passo que 0
3 custa apenas l.siOO a libra; a elle @
-/.i- antes que acabe, pois a remessa %;
V.:- he pequea. ;-':.
Arados de ferro.
Na fundicao de C. StarrA C, em San-
to Amaro.acham-se para vender arados de
Ierro, de construccSo muito superior.
IVa loja das seis
portas
Em frente do Livrameuto.
Alpaca de quadros para vestidos de senboras, bol
n.tos goslo e modernos a doze vintens o covado,
inaugu.tos para vestidos a dez tusloes o par, camisas
do cainbraia bordadas a dous mil res, eollarinhus
bordados a mil reis, saias bordadas a dous mil res
lencos de seda para pescos de senhora a dez tasto*
cuales braucos para trazer por casa a sello cada um.
e oulras mu.las fazendas e alcaides, que- vende por
lodo o preco para nao enlrar no balanco, a dinheiro
a vista, das b horas da mnohaa as 9 da noile.
Vende-se hitaba de mandioca e milho muilo
novo no borle do Mallos, armaz.m de Cunha, por
preQo eommodo. r
Na ra das Cruzas n. 33, segundo ndar, ven-
de-se urna e made.ra, coznheira e lavadelra, um escr.vo de aeia
idade, bom trabalhador de silio por estar coslumado
a esteservico.
. ,7Il^"ende"9e "m,e"allo rodado, bom andador ;
a tratar na ra do l'asseio n. 1.1, loja.
Vende.se urna boa liteira com todos os uten-
cihos para viagem : no alerro
segundo andar.
da Boa-Vista n. i".
(>7, L i i ,r -? de- dous da ra 'la
Cruz do Recife n. .12, mullo propria para qualquer
e.labelec,ii,ento morada : a Ir.t.r na ra do Tra-
piche n. 11, pnmeiio andar.
+ttS?Sm de primeira
A 9r?000 m\ UTA.
IV- Vende-., na ra do Oueimado u. 27, ptimo
bem torrado e isenlo de qualquer mislura, conleudo
cada l.ii, urna arroba de cafe superior.
i. teTSSR ifr bic,",: na rua da Cadeia
nrIie".Se "a rua lmP"al m armazem de sal,
com commodos para graude familia
a Iralar na
e
erdi
iit>iii.i casa n. 16-3.
I)> Trovatore
n.,mlL? leI- d6 ""f6" |,ara P
Dumont. r*a,Nova v. 9, aonde acha-se tambein n-s
msicas vind.s do Rio de Janeiro qoadrillias v"-
r,a.ui!'Par*. 'a <"'""> edB maisabala-
ll.a de Sebastopol, peca ii.le.ramenle nova para pia-
no, e mullo procurada no Rio.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacarandas
eonstruccao verilale com todos o melhoramento
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio d
Hamhurgo: na rua da Cadeia armazem n. 8
POTASSA E CAL TIRGffl.
JNoant.goej bemeonhecido deposito da rua da
Cadeia do Itecife, eseriplorio n. 12, ha para ven
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, ludo
a precos muito favoraveis, con os quaes ficaro
os compradores satisfeitos.
VINHO DO PORTO GEMINO.
n,r.nAe"S!. "P'mo vi"ho d0 1,orl em barris d.
dia fo He,!?.0' P,-.r "**/"': naruadaCa-
v'!?a escrlP'ori Je "Mar A Oli-
S&k muito lindosjeda pii-
nhosa
Vcndem-se muito bonitos boWes para pu-
nhos pelo barato preco a 500 e 800 rs. cada
mi?.,?.ri: .na r.Ua d0yuui(I"do "a loja de
miudezas da bo-i lama n 33.
_ Vendem-se sapatos de marrnquim paia senho-
ra a MU), dilos para hiunein, pea pequeos a SU,) is.,
para meninos a i.n : na rua do l.irraueiilii, luja
ii. 11.
Vende-se por preco eommodo om obrado de
um andar na cidade de Olinda, situado na rua Nova
defronle do recolhimento das freirs da ConceirAo,
com oplimos cominndos. Unto para morada cuino
porque pela colloc.(3 vista bella e piloresca, propria para ps recreio.de
passar festa. As pessoa. que a pretenderen! dirijam-
se a rua Imperial, no bairro de S. Jus do Recife,
casa ii. 12, que ah acliarao com quem Iralar.
\endc-se uma escrava mo^a com habilidades;
ua ruaesheita do Rosario n. 1:1, secundo andar.
Vendem-i hlalas novas a 2?."i00 a caixa, len-
do cada caita duas arrobas; no armazem de l.uiz
Antonio Aunes, defrnule da porta da allandega.
Cal de Lisboa.
Rui da Praia n. 29.
Chegada no ultimo na-
vio e inuitissinio bem acon-
dicionada : vende-se por
preco milito harato.
Alocadas supe-
riores.
Na fundicao de C. Starr & (',., em
Santp Amaro, acham-se pata vender mo-
endas de canoa todas de ferro, de um
modelo e construccao muito superior.
la loja
das seis portas
EM FRENTE DO LIVRAMENTO.
Corles de cambraia com sete varas a quatro pata-
ca-, sem ilereilo, s por querer acabar este auno,
cambraia lisa comoilo varas e meia que da um ves-
tido de dous e Ires babados a tres mil reis a pera.
cmbralas escocezas a doze vintens o covado, risca'do
para roupa de pretos a seis viutens > covado, corles
de vestido com dous tres babados a cinco patacas,
lencos de relioz a dez tuslies, luvas de seda platal e
de cores i dez lulocs : sii quem nao quizer comprar
ou nao liver diabeirodallara' de levar fazenda, pois
os presos nesla loja sao de animar a gaslar para en-
roiipar as familias.
Vendem-se (i saccas de feijo mnlalinho por
barato preco. esleirs de palha de carnauba, oleo de
ricino da melhor fabrica do Rjo de S. Francisco a
360 a libas, em lalas de 37 libras : na rua do Viga-
rio ii. .">.
Vende-ie om moleqoe de idade 11 annos, cri-
oulo, tres prelas de idade 30 anuos, cozinh.m bem
e lavan) : na rua Uireila n. 3.
Vendem-se na rua do Trapiche n.
16, escrirtono de Brender a' BrandisC.
Frasqueirasdegenebra dellollanda mui-
to supo ior.
Botijas de oleo (inissimo para candieiros.
Lona a' mitario da da Russia.
Pigos fundidos para han icas de assucar.
Papel para impressao.
Champagne.
Superior champagne em garrafas e
meias: trata-de com Antonio de Almeida
(ornes, na rua do Trapiche n. 1G, segun-
do andar.
. DOCE.
PTa rua do Qoeimado, loja n. 2, e na rua Bella,
casan. So, vende se o mais bem feilo doce secco de
caj e de calda de ledas as qualidades. as libras e
em hcelas bem enhiladas, ou em barriliuhos ou
lalas, proprio par. presentes.
FARINHA'
De Trieste.
Veiide-se em casa de Saunders Brothers ,\ C. n.
praca do Corpo Santo n. II, a muilo superior e bem
couliecida farinha da Triarte, da marcaprimeira
qualidadech.gada em 9 do corrente na escuna
I fel., em porefles grandes e pequeas, conforme a
vonlade do comprador.
m
\ ende-se na rua Direita n. 2", urna canoa de
carreira, nova, por preso eommodo ; tambern se
vende manleiga ingleza a 880 rs., dita a 800 rs., di-
ta fr.inceza a SOI) e720 rs., favas viudas da ilha de
S. Miuuel a 400 rs. a cnia.posta, de ravalh.salpreza
a 120 rs., oulros moilos gneros e que se venderao
por eommodo prego.
Rp de Lisboa.
^ ende-se superior rap fresco, cbejjado agora de
Lisboa : na praja da Independencia n. 3, loja.
Cemento.
Em barricas e a relalho: no armazem de raale-
riaes da ru. da Cadeia de Santo Antonio, por preco
eommodo.
Em casa de Eduardo II. Wyatt, rua
do Trapiche-Novo n. 18, ha para'vender :
A verdadeira graxa ingleza n. 97, dos
fabricantes Day i\ .Martin.
Tintas em oleo.
Cabos da Russia.
Vrnio Cherry superior <^m barril.
Agurdente de Franca dito.
Fi uctas e conservas ingle/.as.
Papel lino para cartas.
Livros para copia) ditas.
Ditas de lemhranca.
Ditas em hranco sortidos.
Papel para copiar cartas.
Relogios de ouro cohertose descohertos.
Joias.
Sellins com pertences patente inglez.
Vendem-se
pranchoes de pinho da Sueciacom 18 ate
2 palmos e 5 polegadas de grossura, des-
carregando agora para o armazem de C.
J. Aslley &.C., no Forte do Mattos: ven-
dem-se em lotes grandes ou pequeos e
por preco muito eommodo.
Vende-se o engeuho Murihequinha, (reslegoas
distante desla prara, perleocente ios herdniros do fi-
nado rommendador Jos Paulino de Albuquerquc
Sarment, av.liado pelo compelentejuizo, na quan-
lia de :1">:000? osa do (cneiile -coronel liara I, na rua da Cadeia
n. 22.
AO MADAMISMO DE IIOM COSTO.
FAZEiOAS HABATAS
>EM AVaKIA.
Na loja de i portas, na rua do Qoeimado n. 10,
ha para vender novo .ortirneulo de fazendas muilo
em cunta, como sejam :
Chitas largas decores, o covado 180
Hilas estrellas, o covado 100 rs., 1-20 e 1(0
Corles d. vestido de chita larga t$l00 e 28000
Dilos de cassas de baria 2900o
I'e^as de chitos de cores 59000
Ditas de ditas ti i. >- (i; Madapol.io entrelio 31000 e WiOO
Uilo largo jOOO
Algodao azul de lislra e mesclado, o covado 160
Dilo americano, peca 3.JO0O
Chales de chila ^00
l.enr.K de ganga encarnados 2u0
Chale, de merino de barra e franjas 49500
l'eilos de linho lisos e bordados par. camisa 400
Vende-se um presepe envidrarado, cm poni
grande ; n.i rua de S. Jote n. |.
Moinhosde vento
com bombas derepuiopara regar horta s e ba
ia decapim : na iundirao de D. W. Howman
ua roa do Br um ns. 6, 8 e 10.
CARNAUBA.
\eode-ie cera de earaaaba da boa qualidade ;
na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50 defronle da
rua da .Madre de Dos.
Vende-se
L'nxadasde ferro, do Porto.
Fio por etc.
Panno de linho.
Pomada.
Sahonetes franceses finos.
Charutos deSan-Feh'x, de diversas quali-
dades.
Archotes.
Sahao nacional.
Na rua do Trapichen, lli, segundo an-
dar, a ti atar com Antonio de A. Comes.
9 Em casa de Eduardo H. Wyatt, fc$
v3 rua do Trapiche-Novon. 18, ha @
@ para vender, ehegado no ulti- i
rao navio de Londres :
~> pianos fortes e elegantes de fe- ,^
bricante afamado, com seus per- f
tenci's seguintes.
^ 3 carteiras para msica. J
$g -2 du/.ias de estantes para dita. g-
tt (i cadeiras para piano. ffi;
Para acabar.
Vendem-se barris com muito bom vinho do Porto
leudo 22 caadas, por preco moilo eommodo : no
caes da aifandega, armazem de l'.ula Lopes, e na
roa Vigario, taberna que faz esquina para a rua
do Codorniz.
TAIXAS PARA ENGENHO.
R* fundicao de ferro de D. W. Bowmann ua
rua do Brum, passando o chafarizv contina ha-
ver um completo sortimePto da taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por epreco eommodo a com
promptido: embarcam-s oucarregaaa-sa em car-
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de llenr. Brunn & Companhia, na
ruada Cruz a. 10, vende-se cognac em caixinhasde
dalia.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de Santa
Catharina, em saccasquetem umalquei-
e (medida velha) por preco eommodo :
no armazem de Novaes & C., na rua da
Madre de Dos n. 12.
- Em casa de Saunders Brothers & C, praca
do Corpo Santn. 11,ha para vender o se;uinte ,a
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcalro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para saccas.
Dilo entraocado igual ao da Bahia. ^
E um completo sorlimento de fzendas proprio
para este mercado : tudo por preco eommodo.
Col de Lisboa e potassa.
Na rua do Trapiche armazens ns. 9 e
11, vende-se superior potassa da Russia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que ha no mercado.
AGENCIA
Da fundbjao Low-Moor, ru daSenzala-Ho-
va n. 42.
Nesteestabelecimentocontina a haver na com-
pleto sortimanto da raoendas a Meias moendas
para enfenho, machinas de vapor e taixas da
ferro batido e coado de lodos os tamanhospara
dito.
, DEPOSITO DA FABKICA
Industria Pernambucana,
ROA DO CRESPN. 9.
,-k ,fabrcadesa,,rio e velas de carnauba, es-
tabelecida na rua .lo Rrum, tem estabele-
Cido um deposito Ila rua do (;rpspo n 9
ra ai. uniean.eute dar extraccao aos seus
productos proporcionando assim a maios
cornmod.dade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, offerecem as
vanugens seguintesii sao feiUs com a car-
nauba simples purificada pelo meio do va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
queimam com igualdede e nSo esborram,
nao razcm murrao e uaomais luz e mais cla-
ra do que as velas stearinasou de qualquer
composicao, e que se vendem no rnercado
Fabricani-sedee, de 7edel0em libra C'
dendo-seemcaixas que contera 192 m oi.
3aO velas cada uma pelo preco de 15/
O sabSo he branco, as materias primas
de que be fabricado s3o simples e inofensi-
vas, o cheiro que deixa na roupa heagrada-
vel; rivalisa com o melhor sabao hespanbol
e he superior ao sabao americano, que se
vende no mercado a 240 rs. a libra.
Vende-se igualmente em caixas de arroba
e a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando reconhecerSo
por experiencia a veracidade do que se an-
nuncia.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de carnauba pura a 12a a arro-
ba ; na rua do Queimado n. Ii9, loja de ferragens.
Na rua do Mondcgo n. !)j, veiide-i. arroz de
casca eui saccas, poi prejo barato.
A3$500
Vende-se cal d. Lisboa ltimamente chegada, ai-
im como potassa da Russia verdadeira : ua praca
doCorpoSanlon.il.
SUPERIOR TINTA DE LISBOA,
vende sesupenor Unta para escrever, que nunca
se rax amarella nem corla papel, muito propria para
escripionos : no rua das Cruzcs em Santo Antonio
n. ,Ui.
Na taberna da rua Direlt n. i, confronte
ao oita.de Livramenlo, de Jtse de Mello Cosa O-
liveira C, ha os seguales eneros superiores :
yinhos do l'orlo de dilferenles qualidades de 6S0 ate
laaOO a sarrafa, dito de Lisboa a 640 e 720 a gar-
rafa, dito da Figueira a 560 e 610, dito de Ste.e
dotslreito a 480.560e 640, giripig. branca a 'l?280,
v.nho branco a que chaman) Madeira a 800 rs., dilo
branco a 560, cerveja prela e branca, tanto em gar-
rafas comoem meias dilas, de diversas qualidades e
aoiores, boa aenebra hollandeza e hamburgueza ero
mease botijas, boa champagne em garrar.s, meias e
glgos, boas passas e ligos de comadre em carnudas
de .1, (i, i-2,16 e 21 libras, amellas, lelria, marar-
rilo, arroz doMaranbao, sag, cevadinha, verdadeira
farinha ou gomma de malarana, bolachinhas ,lc soda
e ingleza, biscoolinhos finos ero lalas, bolachinha
de ararula, latas com sardinhas, chocolate de /.isbo.,
caf, cba byson de 25100 a 35200 a libra, dito pe-
rola a >0(H> rs. a libra, cha do Rio em lalas de 1. 2,
i, 8 e 16 libras, rhooncas, toucinho de Lisboa, man-
leiga ingleza a 15200, dita franceza a 720, queijni
muilo hons, charutos finos de diderenlesqualijades,
boa agurdenle de raima de 22 graos, e.lodos os man
generes proprios desles eslabelecimenlos por preso
commudos: asseveramosque ser.lo bem servidas to-
das as pessoas que se dignarem hunrar-nos com sua
prolerQao e freguetia.
Vende-se uma escrava crioula, coziuheiri e la-
vadeira : na rua ireiln sobrado de om andar n. 99
XAKOPK
DO
BOSQUE
Foi transferido o deposito deste zarope para a bo
Lea dejse da Cruz Santos, na rua Nova n. 53'
garrafa. 53500, e meias 3S000, sendo falso lod
aquello que niio for vendido neste deposito,pe
que se faz o presente aviso.,
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO.
Para curade phlysica em (odososseusdifleren
tesgros. quermotivada por constipaedes, tosse
aslhma, pleoriz, escarros de sangue, dr de eos
lados epeilo, palpitacDono careca, coqueluche
bronchite, d.lr na garuaula, e loda. asmoleslh.
dosorgaos pulmonares.
IECHAHISIO PARA EI61
. CAL E POTASSA
\ ende-se potassa da Russia e americana, cheg.da
ne.le.dase de superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: no. seusdeposi-
tos na rua d. Apollo n. 1 A, e 21!.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se vinho do Porto d. superior qualidade da bem
couhecida marca OW em pipas, barris e caitas de
uma e duas duzias de garrafas.
Milita attencao.
"Na rua do Crespo, loja da esquina, que volla pa-
ra a rua Cadeia, vendem-se cobertores de lila
hrspaiihes,lencosd. c.mbraia de titiras. 100, 500,
e 600 rs. cada um, cortes de casemir. de cor a -la,
e 50000 rs., dito, prela a 4J500 e 83000 rs., dilos
de brim escoro eamarello para cal;, a IJ140, pan-
no d. linho do Porto, loalhas de mesa e rosto, guar-
danaposde todas as qualidades, atoalhadn adamas-
cado com selle palmos de largura a 15600 a vara,
corles de c.ssa ch la a I50OU rs., e outras mnitas f-
zendas por preco*. eommodo*.
Marmellada.
Rua do Queimado n. ."55.
Latas com f rucias em conserva novamer.lechega-
das de Lisboa a 800 rs., e com marmelada lina a 610
por libra.
Ceblas.
Para liquidar se vendem moilo barata. : no ar-
mazem d. Antonio Aunes Jacome Pires defronle da
porta da alfandega.
A 160 reis o covado.
Riscado escuro de qoadrinhos, proprio para ca-
misas e vestidos de pr%|s, vende-se na rua do
Crespo, loja da esquina, que volla para a rua da Ca-
deia.
VINAGRF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e Hlelo & .Socios, acba
se a'venda no armazem do Valenra, rua de Apol-
lo D. 13.
PARA ACARAR.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NI1EIRO DAVID W.BOWMAN, *A
RUA DO BRUM.PASSANDO O oHA
FARIZ,
- ----- T- ~,----------- I -'d'lUCMIl'J-.d d
ber : moendas e meias moendas da mais modern
construccao ; taixas de ferro fundido e balido.d
superior qualidade e de lodosos lmannos ; rod
\ endem-see 1a e^oeezas de quadros. com qua-1 Na rua .Nova, loja franceza n 8 con'mii
Iro palmos de laraura, fazenda muito superior a r l j n
1-3800 covado: Da rua da Cadeia do Recife loja .. lV l,aml'Ja do Carmo,
de Manoel Cernir de Sa, esquina que volla para i
Miare de lieos.
Vinho do Porto.
Hielo
gios
coberlos e deseoberlos, pequeos e grande*, de ouro,
pelele laoles, para homem e senhora, de um dos
melhorei fabricantes de Liverpool, vindos pelo ulli-
1110 paquete mulez : em rasa de Soulball Mellor ,V
Companhia, rua do Terrea 11. 38.
Grava de
> reos ilc carro.
\ inho do llicno di
iacsJohannisberp-
VENBE-SE
patente, [nova d'agua.
liara
qualidades ospe-
Marcohrunner.
No armazem de C. J. Aslley i!. C.
Na rua da Madre de DeOS, loja n. :li, vende-se vi-
nho do Porto de muilo boa qualidade, em barris de
5." e 8.- ; e engarrafado das melhores e mais acre-
ditadas marcas Seuuinle* :
Uuque1815 ) Em caixas de Orna c duas
Real1834 [
Duque do l'orlo j duzias.
Plvora.
vendem-sc chapeos de seda para scnbora, da ultima
moda e qualidade, com um leve loque de muro, pelo
|,aratissimo preco de 1l)5cada um.
Claudio Duhetiv vende |',clvora, a 13j
cada barril de 25 libras.
Antonio Jos de Castro vendo plvo-
ra de superior qualidade a ISfOOOo bar-
ril: as pessoas que quizerem ditogeae-
ro.appareqam cm o seu escrptorio, ua
ver as amos-
Vi
"ano ii.
.1
para
rua Iras.
\ eri.lt-iii |.im|... i., cal,i de toda qualidade,
por preco BeSMSOdo rua da Cruz n. :l, primeiau:-
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
armazn de Novaes & C, rua da Madre
de Dcosn. 12, por preco eommodo.
CARRIOLET.
Vende-se nm ptimo cabriole!; para ver na co-
cheira do Sr. major Silveira, na roa da Cadeia de
Santo Antonio ; e para Iralar na rua do Oueim.do,
oja de miudezas da Roa Lama o. 33.
Relogios de patente
nfjlezcsdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razonvel, em casa de
AugQBtoC.de Ahreu, narua da Cadeia
do Recife, arma/.em n. ."iO.
Na ruado Trapiche u. Ii, eseriplorio de !
noel Alves G.erra, vende-se por eommodo pre^o o
ecuinle :-- superior vinho do Porto.mharns.de
oitavo.chapeos de fellro, e .ab.ioamarelln fabricado
no Rio de Janeiro.
Vende-se superior linda de algodae branca e
de core*, em muelle, para ro*lura : em cas. d.
Soulball Mellor & Companhi, rua do Torres n. .18.
nhos de mandioca,etc. ele
NA MESMA FUNDICAO.
feexeculamtodasasencommendascoma soperio-
ndadejiconhecidaecomadevidaprestezaecom-
modidadeem preco.
Em casa de Rabe Schmetta'u & C,
rua da Cadeia n. 157, vende-se:
Vidros para espelho.
Vinho do Rheno superior.
Conservas alimenticias.
Tinta para typographia.
Tudo por prec,o eommodo.
Em casa de Rabe Schmettau A C,
rua da Cadeia n. ."57, vende-se :
Elegantes pianos do afamado fabrican-
te Trauraann de Hamburgo.
Vinho do Porto, superior chamico.
Em caixas de 2 duzias e em barris d. oil.vo, re-
centemente chegadopelo brigue Trovador.,; vnde-
le nicamente no armazem de Itarroc & Castro n>
ru. da Cadeia do Recite n. 1.
N. O. BieberA C, rua da Cruz n. \,
vendem :
Lonas da Russia.
dem inglezas.
Rrinzo.
Rtins da Russia.
Vinho de Madeira.
Algodao para saceos de assucar.
Al>o para saceos de assucar : vende-se em ca-
sa de N. O. Rieber e\ C, rua da Cruz
n. 4.
Perfumaras finsimas.
Na loja de miudezas da boa tama na rua
doQuoimado n. 33 encontrase sempre um
rico sortimento de perfumaras de'todas as
qualidades, inglezas c francezas, sendo dos
melhores autores quo ha em caris c Lon-
dres, a saber: agua de Colonia muito boa,
sabao para barba de creme de amendoas
agua de lavande muito superior, vina-r
aromtico para dores de cabera, banha mui-
to lina em ricos vasos, extractos de muitas
qualidades, extraos proprios para bolso da
esludanle., essencias de varias qualidades
opiato o melhor que ha para limpar denles'
ps para Innpar os denles, e outras muitas
cousas que nao deixarao de agradar aos se-
nbores compradores, e que tudo se vende
por prccinlio muito barato.
AOS AI48TES DO BOM E BARATO.
Vendem-se ricas cbaruteiras bordadas e
retroz servindo tambern de carteira a 1/ di-
tas sem ser bordadas muito boas a 23 e' 3#
carteirinnas muils ricas a 2/, ditas proprifs
para viagem a 23500, carteiras grandes para
dinheiro a 1/500 e 23, trancelins para relo-
gios. pretos de retroz a 160, afiadores para
navalbas muito finos a 1*. pedras inglezas de
aflarnuvalhas a t e 1?500, ricas bengalas
pelo barato preco de ls e 1.3500, pentes com
escova e espelho para sui>sas a 800 rs e- to-
jos para barba a 2> e2.-500, fivellas doradas
para calcas e colletes a 120 rs., castoes para
bengalas a 80 rs., Caixiohas para guardar
phospboros a 160 rs escovmhas para lim-
par pentes a 2*0 rs., chicotes muilo bons
para cavado a 800 rs esporas linas de aeo
1/, grvalas de seda muilo boas a 1>, ataca-
dores de cornalina para casaca a 300 rs., ni-
eis inglezes para barba a :>oo, 600 e 800 rs a
camisas do meia muito tinas a 1J200, ricas
abotoaduras para collcte a 500 e 1.00 rs., di-
tas para palitos a 500 e 6110 rs., estojos de na-
valhas finas para barba a 2a, caixas linissi-
mas para rap a 2500 e 3?, ditas redondas de
tartaruga linas a 6, e outras multas cousas
que se vendem por barato preco : na ruado
Oueimado na tem couhecida loja da boa fa-
ma n. 33.
Para quem estiver de luto-
Vende-se na rua do Queimado, na bem co-
nhecida 1. ja de miudezas da boa fama n. 33
voltas pretas finas e ordinarias, ricos alline-
tes ricas pulceiras, ericas rozetas, tudo do
melhor gosto que se pode encontrar e por
preco que nSo deixara de agradar aos se-
nhores compradores.
Boa fama.
Vendem se superiores macas para condu-
CSode roupas em viagem, pelo barato preco
0-6 5,6, esa cada uma, galheteiras com
todos t s vidros necessarios a 2f, ricas car-
teiras de Jacaranda e mogno para se escre-
ver e guardar lodos os pertences, proprios
para viagem a 8, 10, e 129 cada uma, costa-
ruras r.qu.ss.mas de Jacaranda com os re-
cosVnmel.s/Irad0* deseda e com muito
r.1 ln. 6' e ** Pen,es muiu> nos pa-
.' s.a9r'PrPr's P?ra enancas ou para suis-
s nL PuIceiras d<> me'hor gosto que
E/E"SSWf 2/' "^cruzesde cir-
ar1 hV.mImlnn,,M para lembr"<:as, gorras
para homem, as mais modernas que se pode
encontr,, s.netes com todas as lettr.s do
ri^ frr.'0;cfinelfi!' pr0pn0S Para a">or.do.s
neos irascos para cima de mesa eoutra
muitissimasgalantarias, tudo multo fino"
de muto bons gostos, asseverando-se a
quem yter ver o rico sortimento, que sem-
pre existe neste estabelecimento, nSo deixa-
ra de ter ein que empregue muitissimo bem
o seu dinhe.ro : na rua do Queimado na
bem conhecida loja de miudezas da boa la-
ma n 33. "
Na loja da boa fe vende-se muito barato,
tanto as pessoas da praca como aos fre-'
guezes do mato.
. SffPS0 6 a W Pe?3' dUo entre fino
a 35600, dito dito a 3/300, algodSozinho liso
encorpado de 20 jardas a 2/880 a peca, dito
?n.dnem,idem a 2S720> dito dl idem idem
a 29240, algodilo de listras a 160 rs. o cova-
do, chitas finas para coberla a 200 rs., brin-
zinho de linho de quadrinhos a 200 r3..brim
branco trancado dito a 1/440 rs. a vara,
dio pardo liso de puro linho para palitos a
o rs., dito de cor trancado dito dito e de
bonitos padrees a 800 rs OT de linho liso
muito fino a 880 rs. a vara, dito dito borda-
''? d'to a 1/280, cambraia lisa fina a 480 rs..
dita dita de salpicos muito fina a 800 rs
dita adamascada com uma vara de largura
para cortinados, em peca de 20 varas a 7.
camisas de riscado muito bem feitas a 19500
cortes de cambraia muito fina de muito boe
mos padrees com 7varasa29, palitos ds
brnn pardo de puro linho a 38200, dito-
pretos mu.to bem feitos a 49, ganga ama-
rella franceza muilo fina a 320 rs. o covado,
corles de fustuo para collcte a 600 rs., ditos
ditos finos a 18, ditos de gorgurSo de seda a
dcooo, assim como outras muitas fzendas
que se vendem por menos que em outra
parte: na rua do Queimado n. 22, loja da
boa fe, deronte da da boa fama.
VENDEM-SE CAPACHOS
pintados, compridos e redondos a 700 e 800
rs.; na rua do Queimado loja da boa fama
n. 33.
Pentes de todas as quali-
dades.
Vendem-se ricos pentes de tartaruga a 5 e
7, dtos dito de alizar bons a 4, ditos de
dito de marrata a 19400, ditos de dito de tra-
vessa a 49, ditos de unicorne para alisar a
19, ditos de buralo muito finos a 600 e 800
rs., ditos de baleia para alisar a 300 e 400
rs.,. ditos abertos imitando tartaruga para
prender cabellos muito bonitos e bem traa
balhndos a 18280 e 18500, ditos de baleia a-
bertos a 240, 320 e 400 rs., ditos de buh!-
para piolhos a 500 rs., na rua do Queimado
11a bem ennhecida loja de miudezas da boa
fama n. 33.
Meias de todas as qualis
da des.
Vendem-se muito boas meias de seda pre
tas e brancas para senhoras pelo barato pre-
code 2/500,ditasde laia para padres a 18800,
- ditas de fio de Escocia piuladas para homem
pelo baratissimo preco de 400 e 500, ditas
-----------, iidiuLissinio preco de 400 a 500 iiii
ha sempre umgraodeSori.men(odo8SeKuinle.ob brancas e cruas para homem a 200 24 a
c^asssS8saetaft^JljxSs
meninas a 240 rs.. dilas brancas para se-
den tadas para agua 00 auimaes, de toda, as propor- 0I? a 24- -300 e *00 r8 d>ts pretas de
cfte.; cr.vos c bocca.de fornalba e regi.tro. de bo- al8odao para padres a 600 rs., e outras mais
eiro, aguilbocs.bronzes.paraf.os ec.ivilliae.,mo- qualidades que se vendem barato na rua do
nhos de mai,d,oca.etc. le Queimado, na bem conhecida loja de miu-
dezas da boa lama n. 33.
IVa luja da boa f
33-.00, cantao preto muito fino a 960 rs.. lu-
d,LiS,e d cm/>c" bo,oU9 0 o par,
ditas dita bordadas a 29, ditas diSTara me-
ninas a 1,280, ditas de fio de Escocia pan
Z"^i32rS"dilM di,odito P ho-
mem a 400 rs., meias pretas de seda para se-
SSL? V* d,tMdilas d laia para padre a
S'r taS.d"?S de 8l8dSo P"r enhora
a 400 rs., ditas brancas dito diU a 240 e 320
rs., ditas ditas dilo para meninos a 240 rs .
chales de merino com ricas palmas borda-
das a matiz 8 59500, dilos dito com listras de
seda a 4/, ditos dito liso com ricas franjas
\J5?%- ditos dil dit0 coni ''""
h,iS.*,50.U> ld'tOS de,a" dc uito bonitos
psdiO. a i& dito, de algodao dito dito.
800 rs., ditos detarlatana a 19. lenco, de
cambraia com neos bicos de linho a 1/200,
dilos de dtta proprios para homem a 240 rs!
cambraias francezas de cores muito finas
?o rs peitos para camisas a 400 rs., ditos
de linho mu.to finos a 19280; alm disto um
completo sortimento de fazenda. que se
!ikpor mens luo em outra parle: na
ini. a. Sue,mad0 n- 22, na bem conhecida
loja da boa fe defronle da da boa rama.
Ocuios eunetas de todas
as qualidades
Vendem-se superiores oculoscom armacSo
de tartaruga de todas as graduacOos a 39000,
d,los mu.to bons com armacoes doradas a
18800, ditos dilos com arroagoes prateada,
19, ditos ditos comarmaco de ac a 800e
13, lunetas com armaQSo do tartarugas 18.
diUs redondas equadradas de baleia a 500
rS;,J...fs de dous vidros rma<;ao de baleia
a U6IHI, e oulros ocuios mais que se vendem
por prego barato na loja da boa Tama na ru.
do Oueimado n. 33.
^*tt*t>0fttgi*0*.
Do eneenlio lenlo-Velho *m Sanio Anlo fn-
io em man de novembro p. p. o escravo Alez.ndre,
iriMM, de 30 annos, cor lusca, .llura recolar, olbo.
papudos, peslimpos, cabelle, crescido* na frente, lal-
vez com cicatnze anli)ia. de acaules na. n.deg.s, e
nesaao nas costas. Foi do engenho Paraizo em Hio
lormnzo, tendo sido comprado nesta praca vindo do
serlao no Ceara', para onde l.hez se tenha v.dido.
>ahio com camisa aznl. chapeo de palh. linio de
preto : pede-aa a quem delle liver noticia 00 encon-
irar, o prenda e o fa;.conduzir .0 referido enge-
nho, onde sera' bem gralilie.do.
Fugio hontem as 7 boras.um escravo mula-
to de nome Tbomaz, alio, reforcado de corpo, com
marcas de bexigas, pernas grocas, e nellas marcas
de cicraiizes nas cauellas, falla com rnuita manci-
dao, levou vestido camisa de panno azul groeo
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e pa-
nos, aliona na frente em forma de palito: este es-
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Carlos Coelho, que o houve por heranca de sen so-
_tu JosJoaquim de Soaza daquella cidade, e foi
comprado pelo abaixo assignado aoSr. Hilario de
Alhandra Vasconcello's .lunior.morador no engenlio
Tapu freguezia do Pilar desta provincia :
quem o pegar leve-o a rua da Concordia a Pedro
Antonio Teixeira Gumaraes, que ser generosa-
menlH 'ratificado.
I'EHN.: TYP DB M. P. DB FABU 1856


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