Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07658


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXII N. 292
Por 3 inezes adiantados 4s0t)0.
Por 3 mezes vencidos 4 SEMA FEIRA 12 DE DEZEMBRO DE 1856.
DIARIO
Por auno adiantado l.i.sOUO.
Porte franco para o subscriptor.
BUCO
KNCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO' NO NORTE
PiHhlb, Sr. InM ?. da Nainidade; Niul, Ir. Joto
qalaal. Ptrtlra Jnior ; Araeaij. Sr. A. di Lainoi Braga ;
..ari, a Ir. J. Josi di Oliviira; Maranho, Br. Joaquim Mar-
io** eVadrig*a*; Plauhj, Sr. Domingoi Hirculan* A. Panas
Certa**; Para, .Si JuilInianoJ.
! da Cwll
.ra.i, Araaionai,. Sr. Jar.-
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinri. : toit.a o. diaa, i<9c moi. lora, ao di..
(usir-as, Gui.nn. e l'.r.hiha : n.i. .rs-ufolas < ..ir.is-reir.s'.
S. Aitao, leterrae, Rnnio.Oroar, Altiiihn n.Mfihun: 0.1 r-rca-fer.
S. I...i.nti.;.,, l'.o-dMIhu, .\j-..r.'Oi. Uatoalro, Braja, *to*aira, Ing*~
Ifir", Flores, VilJ.-Hrfl., Baa-VUla, Ourjiurv e fciu : n* feai-tas-reira
Cabo, Ipojuca, Serialiem, lo-Formosu, Una. Il.rre.roa, 4|M-Prati
Pinii'nlcira* e iN.i,l i qoint.s-ler,,.
I ud..* na curreio, pirita ., 10 h.r.. d. tnhla.
AUDIENCIAS DOS TR1BUNAES DA CAPITAL.
Tribunal da commercio ice inda a quinui.
Relacao : ier*i-eirai aabbadoi.
Paianda: queras aiabbadoi ai 10 horai.
Juiadoeomroarela.-iagunda ailOhoraia qalniai aa aaata da.
/alio da arphaoi i itgunda a quimas al II hora i.
Primaiia varada alTal aagu.idaa a laiiai a* maio-dla.
Signada Tata da iraI: quanai a Mbbadoa aa maio-dla.
EPHEMERIDES DO MI/ DE DEZEMBRO
5 Quartoereseoli a 1 hora 'minutla 48iagundoa di
M Luacheia n i huras 41 minmoi* <8 legundus da t.
19 Quario miDguanlaai 4 horas,33 minutla 48n*una*i di n>
27 La aovan 6 hora i. V> minutos ,48 aagundoida m
PRRAMARDEHOJE.
Prlmalra as 4 horai a 3o minutoi da Urda.
Sagunda ai 4 horaae 84 mininas da manhaa.
DAS DA SEMANA I EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO NO SI I,
8 Segunda. >< A ConccicaodaSS. Virgem Mi de Dos.I aYlagoai,* Si. Claudica FalcaoDiai; Bahiaa 8r. D. Dunia
'' Terca. 8. Leocadia v. m. : S. Restituio b. lio daJanaira,a8r. Joae PareraHartlni.
10 Quirta.S. Mclchidesp. ,-S^ Eulalia v.m.
EMPERNAMBUCO.
11 Quinta 8. Darnazo p* ; S. Trason ni.
12 Sella, S. Sereno leilor m.: S. Kplmarhoni.
13 Sabbado. 9. Luiza v. m. i Ss. Euslracio e Oreslcs.
14 Domingo. 3. do advento. 8. Arcenio ni.
O proprialan. deDlAHIO Manial Figuiiroa di Faria,oa sul
llrraria, praca da Indapandineii ni.(a 8.
PAMT1 QFPICIAL
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expelanla 4 I. i deiembro.
Officio Ao Exm. commandanL; superior da
guarda nacional do municipio do Recite, recom-
mandando a expediciio de suas ordena, para que
nao sejarn chamados ao servico da mesma guarda
nacional, at a prxima reunido dos conselhos de
qualiheaco, os guardas Jusliniano Antonio Alva-
res Soa res, Joaquim de Frenas Leao do Amaral e
Aurelio Chrispano da Cunha, este do 1.* baialho
famara, visto seren caixeiros de casas de commer-
cio nesta praca ; devendo os referidos guardas re-
querer opportunamente o seu direito nos termos
do art. 18 do decreto n. 1130 de 12 de marco de
1863.
Dito Ao chefe de polica, dizendo que pode
mandar adoptar as providencias que S. S. propoz
acare Jos individuos que durante noite foreni
presos pela polica e recolhidos aos torreoes da ca-
si da deleni;o.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
para mandar abonar a importancia de 10 das de
veociraenios ao soldado da companhia fixa de ca-
vadores do Rio Grande do Norle,Joo Vicente Fer-
reira di Silva, que veio osla provincia em dili-
gencia do servico, fazendo-se as convenientes decla-
racoes na guia que remelle, a qual ser entregue
ao mestno soldado.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, re-
comtnen laiidojque mande por ao servigo da capa ta-
zia da alfandega, o numero de africanos livres que
poder dispensar dos trobalhos daquelle arsenal edas
obras do porto; emenden Jo-so com o administra-
dor da mesma capatazia, acerca do salario que de-
vem vencer os mencionados Africanos.
DitoAo juiz de direiio da comarca de iNaza-
relli, acensando recebido o inappaqueSmc.ro-
metteu dos olHe.ios de juslica daquella comarca.
Dito Ao commissario vaccinador provincial,
dizendo, que por nao exislir no archivo da secre-
taria do governo, um s exernplar do regulamento
n. 646 de 17 de agosto de i si (i, nio podo ser
satisfeita a requisicao que Smc. fez de um dos
mencionados exemplares, que se encontra as col-
lecoesde leis geraes do imperio daquelle anno.
Dito Ao director geral da instruccao publica
nesta provincia. --Convm que Ymc. me remella
t o ultimo de Janeiro prximo vindouro, o re-
lalorio da repanicao a seu cargo, declarando : 1.
o estado dalle e os melhoramenios que possam ser
necessarios pata a sua maiof regularidade ; 2. o
estado do encino primario e secundario com especi-
licacao do numero das respectivas aulas ou esco-
las, assim publicas como particulares, e dos alum-
nos de um e outro soxo que as frequentaram no
crrenle anno ; 3.*. a sua opiniao sobre as causas
que lenham concorrido para o progresso do ensino
pubiieo nasia provincia, o os meios de ronmir as
que por veniuio luiuveiem embarcelo do quer maneira esse progresso ; 4.- finalmente, as
medidas tendentes melhorar esse imprtame ra-
mo do servigo publico, e que dependen. do go-
verno imperial, desta presidencia, e dos dous pode-
res legislativos, geral u provincial.
DitoAo director das obras militares. Con-
ten que Vine, me remella al o ultimo de Janei-
ro prximo vindouro um relatorio da reparlicao a
seu cargo, declarando : 1. qual o estado deila c
as medidas que para o seu melhoramento e maior
regularidade, possam depender do governo geral e
provincial : 2.\ qual a execucaoque se tein dado
ao regulamento que acompanliou o aviso de 18 de
julbo ultimo ; 3.-, o estado de cada urna das obras
publicas sob a sua direccao, indicando as que por-
ventura receberem auxilio dos cofres provinciaes ;
4.*, quies os iraballios executados no corrente an-
uo; finalmente, a ulilidade de todas essas
obras, a poca provavel de sua conclusao, as quan-
tias | despendidas com cada urna dellas, e as des-
liazas provaveis ou certas que anda restarem a
fazer.
Dito Ao director interino da repartirlo das
obras publicas. (kinvem que Ymc. me remetta
aleo dia 15 de Janeiro prximo vindouro o relato-
rio da reparlicao a seu cargo, declarando : 1.*, o
estado delta e as providencias que convenha adop-
tar quanto ao seu regmerr. e pessoal : 2.a, o es-
lado de cada, orna das obras publicas sob a sua di-
leno, indicando as que recebam auxilios do tho-
souro nacional, equaes sejatn ellos ; 3,', a ulili-
dade de todas essas obras, a poca provavel de sua
conclusao, as quanlias ja despendidas com cada
urna dellas, e as despezas provaveis ou certas qua
anda restarem a fazer ; 4.*, quaes as construegoes
qoedevara ser comecadas de preferencia, e as me-
didas necessarias para efTeclua-las e para facilitar
ou apressar a terminacao das mais urgentes que cs-
nverem j principiadas ; o.-, qual o estado das
estradas, pontes, canalisago, acudes e oulras obras
da mesma natureza, especiGcando Vmc. as que
necessitain de mellioramenlos ou conservaejo, e as
que convm abrir ou construir em beneficio da
agricultura, commercio o seguranca publica, c o.s
meios mais efficazes para a sua realisagao.
DitoAo presidente do collego eleitoral do Bo-
nito, acensando recebidas as copias que Smc. re-
mctieu das actas das eleicoes para deputado e sup-
liente a asscmbla geral legislativa por aquello cir-
culo.
Dito Ao juiz de paz Jo 3.' districtode Inga-
zeira, acensando recel.lo- os mappas que Smc. re-
metteu das eoneiliacoes liavidas no dislricto de sua
jurisdirgao.
Portara Concedendo dous tnezes de cenca
rom vencimenios na ferina da lei, a Luz da N ei-
ga Pessoa, ajudantc do escrivo da descarga da al-
landega desta cidade, para tratar de sua saudc.
Fez-se a necessaria communicacao.
DitaConcedendo 40 das de licenca sem sold
ao capito destacado do 2.'batalho de infamara
da guarda nacional desto municipio, Herculano Al-
ves da Silva.Fizcram-se as necessarias commu-
nicagoes.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel general do commando da* aranas da
FernambBco, aa cidade de Recite, em 6 de
dezembro de 1856.
OKOEM 1)0 DIA N. 379.
O m,irecln i de campo commandante das armai faz
publico, para conhecimeoto da (nariin;.'!" e devida
observancia, que o governo de S. M. o Imperador
liuuve por bem, por aviso do minislerio dos negocios
da Ruorra de ti da novembro al limo, conceder pas-
i iK'in do -. batalho de inlantaria para o 13 da mes-
ma arma, ao Sr. leinrile Gabriel da Sooza uede,
< que constou do ollicio da presidencia datado de
hunlem.
Kaziiublico outro sim, para qua prodaza o neces-
lario ellfid,. asiim ai isolenrai qoe forain proferidas
no ciioselliode guerra,como no supremoconselhomi-
llardejuslica, nos procesaosverb.esiuslaurados nesta
provincia cnnlra os reos capilAo Fslix Jos da Silva
e soldados Filippe Kibeiro Sergio, Lndaviao .lose da
Cosa, Manoel d'Assumpi-ao Souza Mang.ibeira e
Co ferido iMialliiH, de iiifanlaria, o terceiro do 9. da
mesma arma, o quarlo e qainlo do i. bat.ilhao de
rliltiaria i pe.
Cipi.io l-'eiu Joi da Silva.Vendo-e nesta cida-
de do Retir, no quartel general e sala das sessei
do ronsellio de guerra, o processo verbal do reo, o
eapiUo do 2. balallio de infaolaria Flix Jos da
Silva, aulo de corpo de delicio, leslemiiuhas sobre
elle pergunladas e no consellio de invesligaco, iu-
lerrogatorio do reo, toa defeza a tistemuolias que
priduzo ^ maii pecas desle processo, o consellio
de guerra decidi por uoanimidade de vol-, qoe o
criine de que o mencionado reo he aecusado, nao se
acha provado e nein o acensado delle convencido :
porquanlo, seudo o reo aecuaado ptr ter dado parle
Mea a seu superior, mo stima e oilava lislemunlias inqoeridas peranle eale
eonselho e das leslemunhas e documentos apreseola-
dos pela defeza, que o reo capillo Felii Jos da Sil-
va, na sua parle a folhas 7 diesara a verdade, quau-
do assevera que tora desaliado, provocado e insulta-
do pelo alferes Anlouio Marques de Souza, no arlo
de lhe pedir que nj.i audasse detractando da sua vi-
da, ou de leu procedimento, sen lo certo qne, se o
eonselho de invesligaco lives-e apreciado devida-
menie a prava prrante elle apresenlada, nao sujei-
laria u reo a este processo, que lhe Irooxe perdas,
que nao poileri reparar, sem outro fandam~-ulo mais
do que dvpoimenios invorosimeis, e aluciados pelo
rarntionailo alferes Marques, qoe ajudado de mais
alguns olliciaes influenles do seu carpo, l.mcoii mo
de todos os meios suggeridos pela ardileza e estrate-
gia, para tirar de si o crime que jallamente lhe ca-
ba, e impula-lo a eapitao Felu, satisNzendo assim
a ngeriaa e m vontade de que anlecipadameule vo-
tiva ao referido capile.
l'orlanlo, e pelo -Mil que dos autos consta, ab-
solvem o reo. e appellam.
Cidade da Recif* 10 de ouluhro de 1836.O rela-
tar < auditor, Bernardo Machado da Cusa Doria.
J. R. C. K**lly, tenenle-coroncl presidente.loto
Kaptwta de Souu Braga, vog.il interrogante.Ma-
uoel l'ereira de Souza Burily, capino vogal.Leo-
poldo Augusto Ferrcira, capillo vogal.Trsjaiio
Alipio de il.irv ,11,,, Mendonra, capaa vo^olJomS
dos Sanio Nunes l.ima, capio.vogal.
Conlinnain a aenlenca do con.elho de guerra.
Alvnn.Brrelo.Birao de Suruliv.Moreira.
Ciliado.Brilo.Pardal.Bllegard.Bilanconrl.
Braga.Simoes da Silva.Mascarenlias.
Soldados Filippe Ribeiro Sergio e l.aduvino Jos
da Cusa, sentenciados ou eonselho de guerra, como
incur.ns no arl. do li(. i-da ordenanza de 9 de
abril de 1865, aoperdimenlo do lempo anteriormen-
te aervido, seis mezes de prisao oo calabouro, don-
da iriio a esquadra de ensino Ire das, de ranhaa e
de larde, em cada semana, fazeudo nos uulros a lim-
peza do quartel, praca ou regiment.
Nos dous procesaosConfirmam a seolenea do
onsclh) de guerra.Alvim.Brrelo.Barjo de
Soruhy.Moreira.Callado.Brilo.Pardal.Ba-
lesarde.llilancourl. Braga.Snues da Silva.
Mascarenhas.
Soldado Manoel d'.\ sentenciado no eonselho de cueira, como incurso
no rl. I- do lii. i. da ordenanza de 9 de abril de
1805, ao ponimiento do lempo anteriormente servi-
do, a seis inezes de prisao no calabouco donde ira
a esquadra de ensino tres das de manhaa e de tar-
de, em nada semana, fazendo nos oulros a limpeza
do quartel, prar,i ou regiment.
Confirmam a sentencia do eonselho de guerra,
por eslar prorado e confessado.Alvim.Barreta.
Barao de Sanihv.Moreira.Callado.Brilo.
Pardal.Bellegarde.Bilancourt. Braga.Simoes
da Silva.Mascarecha..
Soldado, Coime Jos de Sania Anna, sentenciado
no eonselho de guerra, como incurso no art. 1-du
til. i- da ordenanza de 9 de abril de 1805, combina-
do com o arl. anico do mesmo ululo, no perdimenlo
do lempo anteriormente servido, a um anno de pri-
sao no calabouco, donde ir a esquadra de ensillo
Ire das de nianhaa e de tarde, em cada semana, fa-
zendo nos oolrus a limpeza do qu.rlel, praca ou re-
giment.
Conlirmam a sentenea do eonselho de goprra.
Alvim. Brrelo. Birao de Sorohv. Morei-
ra. Callado. Brilo. Pardal. Bellegarde.
Bilancourt.Braga.Simoes da Silva. Mascare-
nhas.
Coiislnudo ao mesmo matechal de campo, que al-
guns dos Sri. cirurgioes do corpo de saude enipre-
gados lio hospital regimcnlal fazem all o servico ves-
tidos a paisana, prouoncia-se contra semelhaule abu-
so, como ofTensivo da disciplina e contrario a marcha
regular do servico, e determina qoe os mesmos Sra.
cirurgioes no desempeuho dos seus deveres militares
Irajem os seos respectivos uniformes.
O Sr. capil.io Antonio Jos doi Passu<, viada da
corle, fez nesla dala a soa apresentac3o no quartel
metal, a Ucea recolludo ao batalho 10.de infama-
ra, a que pertence.
Jos Joaquim Coelho.
9
ORDEMDO DIAN. 380.
Omarechal de campo, commandante das armas,
em face das comtnuncaciies recebidas da presiden-
cia as datas de 5 e 6 do crreme, faz publico,
para conhecimento da guarnicao e devido effelo,
as seguntes imperiaes dsposieoes :
l.* Que por aviso do ministerio dos negocios
da guerra de 11 de novembro allimo, se concedeu
permissao para residir nesla provincia ao Exm.
Sr. brigadeiroreformado Luiz Antonio Favilla.
2.a Que por decreto de 10, communicado em
aviso de 13 do referido mezde novembro,foi trans-
ferido do 10.- batalho de infamara para a 1/
companhia do (>. da mesma arma, o Sr. capito
Joaquim Xavier de Araujo.
3." Que por aviso de 11 dosobredito mez fo-
ram passados no mesmo poslo para o corpo de en-
genheiros, o Sr. Candido Feliciano Pereira de Car-
valho, c para o corpo do estado-maior de 1.' clas-
se os Srs. Apolonio Peres Campello .locme e Jos
Antonio da Fonseca Lean, lodos tenemesdn 4.
batalho du artilharia a p.
4.a Finalmente, que por aviso de 18, tambem
de novembro, se mandou passar no mesmo poslo
para o mencionado corpo do estado-maior oSr. l-
ente do i.- batalho de artilharia a p, Ayres An-
tonio de Moros Ancora, que se acha na corte.
Jos Joiquim Coelho.
10
ORDEMDO DIAN. 381.
0 marechal de campo commandante das armas
faz publico, para conhecimento da guarnicao e de-
vido effeito, que por decreto de 11 de agosto ulti-
mo, houve por bem S. M. o 1. reformar no pos-
lo de brigadeiro, ao coronel do corpo de estado-
maior de l.'classe, o Exm. Sr. barao da Boa-
Vista, segundo constou de oflicio do commando
das armas da corte de 19 de novembro lindo.
Faz publico, outro sim, que a presidencia foi
servida por portara datada de hontem, conceder
llorenlo das de licem.a sem vencimentos, ao Sr.
capito da 8,a companhia do 2.- batalho de in-
famara da guarda nacional aquanelado, UVcula-
no AI ves da Silva, para tratar do seus negocios na
cidade do Rio-Formoso.
Jos Joaquim Coelho.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SSSAO JUDICIARIA EM 11 DEDEZEMDRODE 1856.
'residencia do Bxm, Sr. detembargadvr
. Souza.
Estiveram prsenles o memhros do Irihonal, a
excepto do Sr. desemhargador Lato,
Jirfgamenlot.
Appellanle, Francisco Ferreira dos I'as-ui Jo-
nior ;
Appellados, Manoel de Pontei Franco Jnior, lu-
tor dos orplos (ilhos de Jos Pimenla de A-
gu'ar.
Nao sa tomn conhecimento da apnellacao.
Distribuirn.
Foi distribuida ao Sr. desembargador Lituana a
appellacao em que sao :
Appellantes, JoSo Pinto de Lemas & Filho ;
Appellados, Antonio Ignacio do Rogo Meleiros
como administrador de seu filho, c o desembargador
curador geral.
-"^"ErE.
POR TOUSSAI.NT DE VlUE.
Ilic mihi pnrtcr omites
l'ijelusridel.....
(Horario.)
XI
r>r.r. Havia bia fe na opiniao emitirla a respeilo de
Rosange pelo negoelaate e polo s ihrinho ; ni-lo el-
Irs nao cram mais do que o echo de um hoalo desde
iiiuit lempo alnriiiccii'o, c desroulieriilo da m ica.
K' boalo era I mo mais malvolo e inverosmil,
porque ella liaba alada lirio retirada do collego,
qaaudn a peqoeua Kinma fiira adiada por Kmwna
dehaixo dos bamb Mas, he assiin na Keunio : ojuizo mais pueril,
a assercAo mais phantaslic.i, sobretudn qnaudo he
cheia de fel e de veneno, sao logo acredilados. Cau-
sa exlravsante e laineniavel nessa Ierra da hospi-
lilidada a de lanos oulros senlimenlos basta urna
liiigua ni.i para destruir una reputarlo, um futuro,
. vezes a honra da urna familia, tendo o sorriso nos
labios e a negligencia de um honro.
lia aempre em cada cidade um grupo de oriosos
.Mures oa propagadores de noticias reunida", imite e
lia em ntn praca, na iiu.ua de urna ra, eom-
..ii'iiiand.i ou forjan lo a chronica escandalosa, i ,u
Na Independence Itegr l-se o egoinle :
Pars 19 de uulubro de (856.
Aleo rougresso de Paris, Napoleao seguir, atra-
vez das sinuosidades um pouco lortaesai de sen ca-
racler, um (heor de proceder que o lir.ora cnnl.r en.
Ir as grandes capacidades poliliras da Europa; os
proprios inimigos, sub esta relajo, linhamsijo obri-
gados a fazer-lhe juslica.
Mas, .lepin- ,i.. alguin lempo, parece lomar i la-
refa, por suas indecisoes, pelos seus relroccssos de
justificar os boalos sobre urna eul'ermid .de innial de
que di/em ter sido accommetlidn.
Ja nao lhe eucoalram nem vontade, nem coheren-
cia nos actos.
Ohserve-se o sea comportamenlo nos negocios de
aples.
Verdade he qne ao principio pretendeu desllironi-
sar a I ornando II para fazer una reslauracAo rra-
rauisl..
O pedido de reformas na adminislrafao das Uuas
Sicilia-, de amoyslia dos condemnados polticos, lu-
do isto he um pretexto qoe nao illudio a ningaem.
O homem do 2 de dezembro e dai deportacOes pa-
ra Cayenna e Lambessa nao parece mallo adaptado
a dar aos seus viziohoi lices de liberalismo, de jus-
lica e de clemencia.
A circular do principe (ortschakofi, a opiniao pu-
blica em Franca c na Europa, geralinente contraria
a lemelhante intervengan, o receio tambem de ac-
cender em aples mu incendio que poderla abra-
zar a Italia, e e eslender ale a Franca, lodos estes
motivos ble feitu lem duvida qoe Napoleao re-
luca.
Mas linha-se caminhado mulo. linhase ami acu-
do demasiadamente, e por isso nao se pn lia dexar
de fazer qoalqaer demoiistrac,ao.
As legafes franceza e ingleza dallaran ap-
les, mas a esquadra franceza anda permanece em
Toolon e a esquadra ingleza em Malta ; cada almi-
rante envia de quando em quando um navio aos
portos das Uuas Sicilia* para se por em relicto com
os cnsules, e saber se os naciooae- lem necessidade
de proleccao.
Contavam com urna insurreicao em aples, ou
ao menos em Sicilia para lerem um pretexto de n-
lervMvmas, se como luda induz a crer presentemen-
te a iaMrreieJrS nao tiver lugar, o que farao ".'
E se el-rei Fernn lo recusar fazer as concessoes
que exigein delle, o que fario '.'
O bo!lo papel, ueste negocia, pertence em deliuii-
la a el-rei de aples, que lem mostrado multa fir-
meza e dignidade, como se pode julgar pela leitura
doi despachoi publicados no Monileur, e que piece-
derarn o roinpiniento das rela<;es diplomalicas.
A opiniae entre os nossos e-tadi-t., lie que o ne-
gocio de aples pode ser considerado boje como
terminado : el-rei Femando fara, em algum lempo,
urna ou daas coiieeasOes insignificantes, e o governo
de Napoleao se declarar salisfeilo.
Nao sei se he esle retrucessi do gabinete frfncez,
que comecou a lancar a frieza em nossas reia^Gei
com a Inglaterra, porm he muilo mais que eerlo
que depois de algom lempo, a allianca entre o doas
paites lole a disolver se.
A opiniao na Inglaterra tem sempre sido hostil a
el-rei de aples, e he para lisongear a n-icau, ecom
o pensamento oceulto de por um grille sobre a Sici-
lia, que lord Palmerslon coadjavou Napoleao noa
leus planos de campanil* contra Fernando II.
Tudo se tenninou, at o presente, por urna de-
monstrado inoflensiva, pueril.
A imprensa ingleza se declaro* contra Napoleao e
sua comitiva, e um fogo cruzado de arligos mais in-
juriosos, nos dn qoe oulros lem sido alirado sobre el-
id por nossos anlipos d'alem-Mancha.
I.'ma dialribe vilenla sobre a gioUgem e a for-
tuna escandalosa de varios dos nosso ministros, em
ama das principis folhas de Londres, encheu a me-
dida.
No dia tm que appareceo efte artigo havia eonse-
lho de ministros em Compigne. O marechal Vail-
lanl leu o artigo e bradou :Sera de mim que pre-
tenden! fallar ? ou de mim, diz levantaodo-se Aba-
lucei.ou de mim, bradou conde W'alewski !
Observou-se que Fould, Mague Boucher foram
os nicos que se nao levaotaram para protestar. Foi
depois do eonselho qua o Monileur publican a ola I
seguinto :
Depois de certo lempo, diverso orgaoi da im-
prensa ingleza procuiam derramar sobre o governo
trance/ calumnias lano mais odiosas, quanlo se es-
eondem sob o veo do anouymo, e s perroillem que
se Ibes responda com o desprezo. Comprehendemos i
o respeilo que cerca a liherdade da imprenta na In-
glaterra ; assim, assignalando os leus desvos, limi-
lamo-nus a appellar para o bom lenso e lealdade do
povo inglez, .itiin de previui-lo do perigo de m sya-
lema, que, deslruiudu a confianca entre o dousgo-
v eros, tendera a desunir doas oaces, coja allianca
he a inelhor garanta da paz do mundo.
Esta ola foi azeite laucado sobre o fogo, como lhe
sera fcil compreheodir pela leilura das folhas in-
glesas.
Mas o grande negocio do momento, o que moslra
evidentemenle que a l-'ranr,a j nao voga de conser-
va com a Inglaterra, he a questao dos principa-
dos.
A Franca, seguindo lealmenl* a lellra do tratado
de Pars, j nao tem hoja no Orienle nem um navio
nem um soldado, au passo qoe a Inglaterra aiuda
lem urna esquadra no rur Negro, e a Aosltia um
exercilo as provincial danubianas.
O dia 28 do oulubro lie o prazo de rigor litado pe-
lo congresso de Pars, para a evacuaco defiuiliva
do territorio turco pelos exercitos allados.
Vendo que nem a Inglaterra nem a Austria Ira-
tav.ra de sabir, o Divn mandn chimar os ernbai-
v. .lores desias daas potencias.
M. de Prokeslh declama qa* n agitacao que rei-
nava nos principados nao lhe permillia urdenar a e-
vaciiaco, lord KedeliHe, pela la parle, dedarava
que s consenliria no af.slamealo da esquadra do al-
mirante Lyon, quando as tropas austracas evacuas-
sem os principados.
Novas conferencias liverano lugar, os ministros
tarcos insisliram pela evacuaban sustentada por
Tboavenel, nosso embaisador, lord Redclifle elevoo-
se sua colera liabilual, injurieo os ministros, e cor-
rea a se queixar ao proprio sull.l...
1 is ministros deram a sua domis-ao, qoe s foi
aceita alguns das depoi*.
Os embajadores da Inglaterra e da Austria tra-
laram de intrigar quanto poderam, e arrancaram a
fraqueza do sult.io um novo ministerio devolado aos
te interesses.
Considira-se, com razao, a entrada de Resehid-
Pache como um grave revez para a poltica franceza
no Oriente.
O ooso governo conlava com a abertura prxima
das conferencias de Pars para terminar estas dille-
renca, mas a Inglaterra u a Austria que sabem ca-
balmente que o congresso nao seria favoravel s suas
pretene,es, se enleudein ambos para declinar a ne-
cessidade das novas conferencias.
Depreliende-se isto de dous despachos titegados ao
mesmo lempo, um de Londres, outro de Yienna, e
que sa a prova mais jialpivel do accordo perfeito
qoe existe entre os dous goveroos.
Londre'.
a O Morning Pon declara qua a ollera da aber-
tura das conferencias de Pars, ou da arbitrario por
uina potencia neutra, nao le aceilavel, e que o Ira-
lado de Pars nao lem necs-idade de revisao.
a A Inglatona saber doTender o tratado, a
. Vienna.
o O OU eulche l'oil, em um artigo em resposla
a alguns jarales franeczes, exprime o pensamcutode
que a reunido de um cengresso definitivo em Pars
fora mu desejavel, mas o momonlo seria inopporlu
no, vislo que as desconfianzas actuaes s serviriain
para produzir graves coiiiplicac.es. u
Se por um lado a Inglaterra se volla para a Aus-
tria, por oulro, a Franca parees vollar-se para a
Roana.
Eis-aqui um pequeo faci bstanle significativo
na ci.cum.Uncas ncluaes.
lie de uso na corte, como sabe, que um embaixa-
dor nao he recebido pelo soberano, junio do qual
he acreditado, antes da sua apreseulacao oflicial.
Contrario a este oso, o conde de Kinelell, o novo
minitiro russo ern Pars, foi antes de hontem a Com-
piegne, onde leve ama entrevista de duas horas com
0 imperador.
Parece qoe recebeu eommanicaces mui impor-
tantes, poi. que voltou para Pars, immedialameute
depois da audiencia, e expedio na mesma noite um
correjo a S. Petersborgo.
Esta entrevista desusada e longa, inlrigou mulo
a corle e os diplmalas qae se achava emn Com-
piegne.
He a 10 de novembro qae deve ler lugar a recep-
c.io nilicial do conde de Kisselcff ; dizemqueo im-
perador dea nr.lem pira que esla ceremonia se faga
com urna solemnidade extraordinaria. Sera para
cortejar a Russia".' Ser para mortificar a Ingla-
terra ?
Falla-se hamuitos dascm urna iransformncao mi-
nisterial. Dizem un- que sera fela no sentido de
alir.hir a Inglaterra, proteo leen oulros que ser em
um sentido russo: ve-lo liemos.
N'uma palavra, sob o rgimen actual, oa o impe-
rador he ludo e os ministros nada, ou nao se com-
preheude cabalmente cine siguilicacao poltica pode
ter ama mudanca de gabinete.
Iloje. legan lo a no-'a upinoio una guerra entre
1 Inglaterra e a Franca, sem causas graves, nao se-
ria pipnlar nem n'um aera no oulro paiz.
O sangue derramado em romranm apagn os lti-
mos yesligios dos nossos odios seculares.
A imprem, na Inglalerra assim como nos outros
paires, nao be a expressao da upiniao geral, mas a
eipres los, e, as grandes naces, em nossa coca, um go-
verno nao afl'ronta nunca impuneuieule a opiniao
geral.
Se no exterior, a poltica lie lgubre e ameacado-
ra, quasi que nao he mais animadora no interior.
luquietacoes as classes elevadas, miseria e agila-
cio surda nas classes inferiores em consequencia da
caresta dos vveres e dos alugueis das casas, e da
crite fin.iicei'a e monetaria que paralvsa a indus-
Iria.
lima irmaa da earidade encarregada de levar soc-
corros a domicilios, dizia a urna senhora qoe, mes-
mo em 1818, nunca vira (amanha miseria e irrila-
co no povo.
lia poucos das a polica apprehendeu em um
bairro ronslruijo cusa do imperador um pasquim,
em qae se liam eslai palavras : Campo da miseria.
A craeldade e as eiigenrias dos proprietarios lem
causado alguns sinislros nesla classe pouco interes-
sanle da sociedade parisiense.
Doos operarios do faubourgo S. Antonio, foram des-
pedidos pelo proprielario. Como nao achasaem casa
para alugar em outra parle, recusaram dciiar a lia
i. tac i-i.qncreii tu o proprielario conslrange-lo*, urna
Vida Diario u. 391.
oenacnlo desse genero, edabelecido em Sainl Deuis,
tm non-., celebre nos fastos da Ilcum.ii>.
Todava, boa f de l.uiz Flavel viuliam reunir- '
se a colera de umi inveja surda, veanlo de um
amor proprio oflendido, a numiih.ic.'io de liaver ndo
ilesapieda lamente repellido de Rosange.
U lobrinho do negociante na loa quajidade de
principe da moda, da sportmau de Saint Denis
apostara que fascinara essa presa occulla a sombra
de um jardiui como urna vilela maravilhosa, e que
ira delta ,i mais brilli me lloran de sua cora de
minora lo. Para conseguir esse lm elle nao poup-
ra, sohrelulo emqiianlo Adriano eslivera na India e
em Maurice, nem a paciencia, nem os mensageiros
discretos pagos largamente, nem os solTrimentos de
urna poiicalo esplendida, nem mesmo as visitas mul-
tiplicadas, e o proleitos de dedicac/io, um adorador
que jura amar ale a ni.ule.
Ms, Rosange moslrsra-se sempre inlralavel, in-
dignada, e prohibir li um dia para sempre, a en-
trada de sua casa a Luiz,
o .landv habituado a vencer quas sempre sem
cmbale, conservava a moca de-do essa derrota um
rencor mal disimulado, pois todas as ve/.ei que se
lhe olterecia a ocrasiao, nao deiiava de lancer sobre
ella a censura, a irona c o sarcasmo.
llevo dizer que em geral as mullieres de cr nao
tem na Keuniao couducta regular, l'erdem-ie pela
rebre do laso ; sentem como as pegas um altraclivo
irresislivel para lado o que brilha, e enlregam-se
facitmente a qaem lisnugCa-lhes essa fraqueza.
Mas, bem como moslia o europio de Bosange,
e.a regra lem sempre excepces mui numerosas. A
Btr parle das mocas de c.'.r, que recebem o benefi-
cios da pilueacio, liram dela deas honestas ele-
vadas, horronsam->e da proslilnic,1n, ca.imsa e
irliini no seio da familia gozos verdadeiros e dnra-
donroi.
Adriano caminhava apressadamenle deseando a roa
que conduzia i habitadlo de Rosange. lina tempes-
lade rebenlura-lhe no piito. Ao anquilamanlo,
especie de petrificacao produzda pelas palavras iln
negociante succedia a exallaco do furor e do de-
sespero.
Oh dizia elle comsigo, dede o rompor da au-
rora, ao desabrochar das rosas, ao canto dos passari-
uhns, ella se armara de candura immaeulada, de
-rara ingenua, e vira apresenlar-me o phillro desse
olhar, desse lorriso que tanto me lem fascinad] !...
Bsinagaiei a serpenle debaixo das llores 1 arrancar!
a mascara infame, a cslca-la-hei aos ps .' Onprimi-
rei essa crealura sem pudor eim o meu desprezo !
Ibalere enm delicia o orgulho que nunca abando-
na a ama mulher, qualquer que seja Conserva-la-
hei arqnejaule e pedindn misericordia debaixo do re-
lmpago de meu olhar !... A Providencia foi servi-
da de permillir que en osse advertido a lempo !
Minha vioganca sera completa I
A'i veres o chime enchia lhe o cerebro de om de-
lirio frentico. Tinha cniao um desojo horrivel, de-
voraule.
Ilei de mata-la ettiamava elle. Nao qaero
que ella viva que seja de uuliem Seu corpo per-
tence sepultura, como sua alma ao inferno !
Mas, no meio des inorle apparecia de rcpeul, semelhanle a urna cs-
Irelia tutelar no soio da tormenta, a pura e branda
imagem de Branca de Foalcher, a irmaa querida que
li.-.ira sem guia em urna Ierra longinqua. Branca
sorriudo com melancola pareca implorar piedade
do irmao, pareca supplicar-lhe de iuSos postas que
abandonasse sem demora os aliares das paites men-
tirosas, sobre os qoaei queimaia ja tanto inceuio, e
qoe fosse com sua riqueza e sua mocdade go.'.ar a
paz da familia e da alma na Ierra deliciosa da
Frioca.
F. Adriano sorria a seu luiuo trislemenle : visao
anglica, -eul11 sobre a carne viva il* sua frula
como om balsamo deilado por m.1o de fada ; e saas
emn^.'.e. applacavam-se, seas pensamento. e seui
projeclos loruavam-si menos lgubres c rnai ra-
zoaveis.
scena vilenla leve lugar, e os operarios lan^aram os,
proprielario. pelas janellas, a sabe que os operarios
nao coslumam morar no primeuo andar. Em ISIS
s se enforcavam os proprielarios em efli^ie : agora
o negocio vai a liante.
Nas espheras olliciaes, os homens afijo mui inquie-
tos por causa das eleic,o>s geraes que, segando a
ronmiuiicao, davem ler lugar uo anuo prximo, no
corpo legislativo.
Parece que os partidos adiantados que, depois do
i de dezembro, se reliraram, desla vez lencionam
apresenlar-ie.
Para abalar moralmenle o governo napolitano,
darao votos aos exilados mais celebres, laes como
Viclor Hugo, l.'lru-llolm, Charras, ele.
Se esle projeclo tornarse serio, he provavel qoe o
governo tome medidas para faze-lo abortar.
Ja comeeam a fallar em um senalus-consulto, que
sa submellero ao senado para adiar as eleicoes e es-
perar tircomslancas mais favoraveia.
Urna personagem oflicial, ante qaem manifesta-
vam receios acerca das eleicoes prximas, respondeu
rindu-se : '< deixe Napoleao conlinuar. fara' malar
nesla poca um grande fogo de artificio, e o povo
enlliusiasmado bridar : o Viva o imperador !
Une fogo de artificio ser esle '.' Alguma grande
medida no exterior, lalvez um desembarque na In-
glaterra. Com um homem como Napoleao III pde-
se esperar ludo.
A inlrevi-ta do imperador com o prncipe Napo-
leao, depois da volla desle da sua viagem scieulifi-
ca nos mares do norte, foi urna troca pouco cordeal
de censaras e de recriminaces.
O imperador censuroa mui severamente o princi-
po por causa das suas ligacoes rom o demcratas
eslrangems, por causa dos oltimos manifest! envia-
dos Italia, sob sea patrocinio.
O principe pela sua parle exprobou ao imperador
a sua poltica de daas faces, disse-lhe que songeava
ora a Austria, ora a Inglaterra, ora a Kassia contra
si ; que s havia salvarlo para a dymuaslia napoleo-
nina se se apoiasse, no interior, sobre a democracia,
no exterior, sobre a. nacionalidades.
Em breve nj dous primearos se reliraram de mui-
lo mo humor.
Ojirincipe Napoleao nao quiz assistir s cacadas
de Compiegue, foi passar algans das em Stutlgard,
onde se Iralava para elle le um casamento com urna
princeza da corle da Russia ; mas dizem qae a ne-
gociacao nanfragoa.
N'uma palavra, tem mais gosto pelas princezas do
(heatro do que pelas princezas de brazOes, e a prova
he qua le dispoe nesle momento a ir eneoolrar-se
com Mademoiselle Rachel no Cairo.
Pode ier_ qne o Egyplo lhe d felieidade, como ao
lio Napoleao I, e que n'um dia a I- rauca o lorne a
chamar para confiar-lhe oa seua destinos,
llovido.
As graves preoecupaees do momento nao mpe-
deui que a corle se divula, pelo contrario.
Acha-se nslallada om Compiegne desde o meiado
do mez para a estaco das cacadas.
Deve fic.ar ahi al 9 do novembro, se demorar
por alguns das em S. Cloud, e ir paisar o reslo do
mez em Fontaioebleau.
Eis-aqui uro resumo do ceremonial : os convida-
dos sao conduzidos aos aposentos pelas camarillas, e
depoii de ter despido os vestidos da viagem sao apre-
entados ao imperador e a imperatriz antes do
ja otar.
Os Irajos dos homens sao sobre-casaca pela ma-
nhaa, ca>aca e grvala branca a noite.
O* que sao admilliilps as cacadas usim um trajo
particular, casaca de panno verde pela raanhia, ca-
saca de velludo verde a larde, com meias de seda
por cima do caloro moda de l.uiz XIV.
As senlioras devom ler doas Irajns por dia.
D manhaa at a hora do almoro plena libar-
da lo.
A's onze horas almoeo com o imperador c a nn-
peralriz.
Depois do almico, fura dos dias da car-ada desig-
nados de aule-inao. pisseio, cujo itinerario e lm sao
litados por SS. M.M. c em que iodos os convidados
o .icinnpanh.im.
Devom rollar i horas, e cada um faz o que quer
al os 7, horas do jaular.
Depois do janlar reuuiao nnssaloes; nos dias em
que inlo ha especlaculo, dansa-se ou brinea-se fol-
guedos de prenda.
As mulheres para se couformarem escrupulosa-
mente cpm a diquela, procuram os veslidoi mais ma-
ravillosos cun grande deiprazer dos maridos, que
sao obngados a pagar e a nr-se alem disto.
As bellezas da moda sJo duas estrangeiras em
quem ja lhe fallei, a marechala Serrana e l condessa
Casllionr.
A proposito desla ultima, eis-aqui nma ancdota
que foi narrada a um dos meas amigos por um em-
baitdor quedella foi a feliz lestemunha.
Um dia esperando janlar, brincavam o folgacdo
dos guatro cantos, nos aposentos da impsralriz.
Em o momento dalo, .a condessa Casliglinne quer
correr para apoderar-se do canto da imperatriz.
M. Aguado para fazer a corte a sua graciosa sobe-
rana, Ique delesia a condessa Castiglion, tomn esla
pela cintura para dete-la ; a condessa quer de lnracar-se, escorrega sobro o assoalho, cabe e se fe-
re na mao : a dor a faz desmaiar ; todos correm
para junio delta, abrern-lhe o vestido, corlam-llie
os conloes do eaparlllho..... easdamasviam.com
dame*, os homens com admiracao. encanto- dignos
da bella Helena ou di Venus de Milo.
Muitas mullieres asseguram que a bella condessa
fingi esto desmaio como pura vaidade. Daqui ve-
se qae ha mas linguas, al na corle.
As Barracoea destas grandes caradas a cavillo na
aoliga lloresla de Compiegne, que encanlavam lauto
a Carlos \, comitiva bullanla de cavalleiros de
damas, vestidos segundo moda do lempo de Luiz
XV, i Baile, desses d as em que os diveriimrntos se
variam e se succedem ser dar lempo ao tedia, lodas
estas narraees emhellezadas anida pela peona dos
historiagraptins da corle, uo lem alegrado, se-undo
parece, nem a cidade, nem os arrabaldes.
Embora digan que estas Testas eraro dadas para
dar alinieiito ao commercio, tem-se adiado geral-
meute qae o momento ara muilo mal escolhido, e es-
ta opiniao foi moi aherlamentf manifestada, para que
o governo julga.se necessario prohibir aos jornaes
dos prateres, que o imperador e seas amigos des-
fruclam em Compiegne.
I'odcher tinha comsigo ama chave do jardini, e
tambero a de sua alcova. Entrn sem rumor e sem
ler percebido. Todos estavam profundamente ador-
mecidos na casi.
Elle lancou-ie vestido sobre o leilo, recapilulou
saas emoces. farlou-se com suas dores. A uoile
deitava alllirco lo la a soa forja. Adriano choroo
por muilo lempo e amargameule seu ideal e seu so-
nho. Achava certa delicia irritante em revolver in-
cessinlemenle o ferro na ferida ; em pereorrer pelo
peusamento essas ruis de arvores frondosas, esse
prados alcatifados de vicosa relva, em que com ale-
gra infantil persegua a Rosange correado viva e
ligeira como gazella assnstarla ; passeoa com ella
sombra dos bisqucznhos, vio seu olhar mgico er-
goer-se para o co, ouvio su i voz deliciosa dizer-llie
vinle vezes : .. Amo-le a Parou sobrelu.Io .. beira
da clara fonle, em que a moca com om sorriso de
rhernbi o liira da caneca um lyrio immaculado, e
Ih'o dera como o virginal emblema de seu eoracao.
A'idea de lauta astucia e l.io impudente hvpo-
cris.a umeslrcmecimento horrivel peicorreu as veas
de Adriano, c dislillou lodos os venenos do desenga-
o e da indignaco.
Elle levanlou-se precipitadamente, lomou urna
caixinha de imdeira delicada, que Irouvera da lu-
dia, ahrio-a e tirou o lyrio symbnlico. Conlemplou
eisa llr eloqnente, lo marcha como eslava o eora-
cao daqoella que lh'a dera, e depois arrancou-lhe
vivamente as pealas, calcmi-as aos ps, e espalhou
o p pela alcova. como se quizesse que o vento do
esquecimenlo leva.se com o ultimo desses vestigios
al a derradera lembranca da indigna moca !
F.ntan, pelo .licito de nina reareao inevilavel A-
driano vollon o pensimeuto para llenriqueta. Dis-
ae a s mesmo qoe errara o caminho, qar* nao 10-
menledevia eslar desse lado a felieidade Iranqalila
e pura, que elle sempre sondara, mas lambem qua a
tillia do negocame com soa ledocacao nriilocralica,
suas maneira.. cheia. de dislnc^ao, sea rico dol e
RIO DE JANEIRO.
Relatorio aprcsentadoa' assembla rjeral
legislativa, na (|uatl,isessao da nona le-
gislatura, pelo ministro e secretario de
estado dos negocios do imperio, Luiz
Pedreira do Couto Ferraz.
Continuaran.'.
NAVBUACAO' INTERNA.
Amazonas.
A companhia que tomou a empreza da navega-
e3o desle ro tem, at o presente, cumpridn as con-
dieoes do seu contrato.
Ai viageus, nas quatro linhas estabtiecdas, lem i
seguido com regularidade.
O vapor ii.Monarcha fez a undcima viagem da
ojaertl linha ; parlindo, porm, o mesmo vapor da {
cidade da Barra, em 12 de fevereiro ultimo, com
.lesiiiio ao porto de Santa Isabel, apaas alcauc.u a
fregue/ia de Moreira, no dia lli, nio podeudo cou-
linuar a viagem por falla d'agua.
As vanlagens da navegacao a vapor, nesle rio,
lodos os das se (ornam mais palpaveis.
A renda publica quasi que duplicou na respecti-
va provincia, depois que comern (al navegacao,
lando sido no ultimo semestre de li0:10"9"17 rea,
nao obstante o flagello da epidemia que all rei-
uou.
O Iransilo de passageiros lem igualmente aug-
mentado, por um modo em verdade admiravel.
Basta uolar-se que, leudo sido em 183 de (91
individuos, e em 18i de 1,3*2, elevou-se em
1893 a 3,711.
O rendimenlo dos fretes tem erescido quas na
mesma escala.
Cada vez me conveneo mais da necessidade de pro-
ceder-se a urna ev.plorai.io eneoltica, e digna da
conliaiica, nos diversos allluenles desle rio.
K-a" para esle lm o governo em ajasle com o
presdeme da companhia, sobre bases qne inspiram
segnraoea, no inluito de evitar grande augmeulo de
despeza.
Pretendo preencher esta necessidade empregando
a quanlia marcada para a linha qae for meaos ar-
gente das ja coulraladas, vislo como nada pode tan-
to e tao ellicazmenlc concoirer para o desenvolvi-
menlo da navegacao do Amazonas, do qoe urna ex-
plorarlo bem fela de seus mais importantes alllu-
enles.
Logo que os ajustes estojara terminados serSo tra-
zdos ao vosso conhecimento, ou para que fiqueis
deltas inleiradus, ou para ministrarles os meios de
que possa o governo carecer, se asilm o enlender-
des em vossa sabedoria.
Al o presente nao lem o governo julgado pra-
deute approvar definitivamente a tabella dos preces
de passagens e fretes.
i.'uiz dar o lempo necessario a'experiencia, a qual
poslo que nos habilite agora para decidir esle ponto
com melhor conhecimento de cansa, atnda assim
exige que nao o Tacamos senAo com a desala de re-
novarlo, lindos ccrlos periodos qae devem ser cur-
ios o mais posaivel.
Entretanto vigorara, sem inconveniente notavel,
as tabellas qae foram organisada provisoriamente
pelo gerente da companhia, de accordo com os pre-
sdeme! do Para' e Amazonas, e do goveruador do
lilorel do Loreto, as quaes me refer em meo ulti-
mo relatorio.
Ros da provincia do Maranho.
Aguarda o governo aa informaces que dev* dar
o eugenheiro incumbido, pela presidencia da pro-
vincia, de esludaros melhorameotos de qae carece
o rio Mearim, afim de tornar-se navegavel por va-
pores desde a la for, na barra da Corda, para re-
solver sobre esle objeclo como for mais conve-
niente.
Levada a efleito lal navegado, diminuirao con-
sideravelmenteos trahalhns que lem de execular a
companhia Ionio e Industria ; porque bastara' que
a estrada, que ella deve levar de Barbaeena a barra
do rio das Velhas, chegae somenle a Sabara', reda-
zindo-scassiro aexlensao de 90 leguas e um qoarlo,
em que se clcala aquella distancia, a12ou 1i api-
as, qne he a extensao existente entre Barbaeena e
Sabara' ; e a despeza qae sera de (i,9 gundo a opiniao doengenheiro llalfeld, a 2,000:000.-
em que aquello outro eugenheiro avaha os Iraba-
Ihos, limitan.lo-se a estrada ans poolos de Barba-
cena e Sabara'.
Para soa conclas3o, segando os clculos do cn-
enheiro que dirige esla obra, reslsva anda por fa-
z.er-se, naquella dala, a escavac.lo de 171 637 me-
tros cbicos, cuja despeza foi oreada em 1:10:0009 ;
e cram necessarioi cerca de 17 mezes, sendo eee-
tnamonto empregados no trabadla aVO operarios,
como se obrigaram os arrematantes das obras.
No crreme exercicio foram estas obra, auxilia-
das pelo governo com a somma de 21:0009.
Rio deS. Francisco.
Anda nao receben o governo as plantas e orca-
mentos em que, ha muilo lempo, traballia o euge-
nheiro Fernando llalfeld.
Sel que a demora n3o he proveniente de culpa
sua, mas sim devida a motivos justilicavei., sobre
lodo as minuciosidades que exigero laes trabalhos,
e ao esmero e perleico que o mesmo eugenheiro
lem querido dar-lhei, e qae sao por certo conve-
nientes.
Te-los-ha (alvez ja terminado, se ltimamente
nao houvesse sido reclamada com urgencia a iua
presenca na capitil da provincia de Mitias, pelo
respectivo presideute.
Esla nova commis-o, porm, deve eslar finia ;
e espero que,dedicando-se o ililo engenheiro a' con-
clusao de laes trabalho., com o esforco que pro-
melle, vos possam ser apresentados anda no correr
desta sessao.
Rio das Velhas.
Ini Qltimanienle feita, por ordem do presidente
da provincia de Minas (ieraes, urna nova e mais mi-
nuciosa exploracao desle rio, pelo engenheiro E. de
la Marliuiere.
.Ionio adiareis o seo relatorio, conlendo a des-
eripCalo dos trabalhos, orcameulos e clculos geod-
sicos ; i.iitam aiuda os mappai que esta' Ira-
cando.
Informa esle engenheiro que se nao encontram
no rio cachoc.ras propriameule dilas, mas somenle
bancos de areia e de cascalbo, e rochedos a' Mor
d'agua, que fcilmente podem ser destruidos.
A' vista desle remitidos, desapparecendo as dn-
vidas sobre a possibilidade de se eslabelecer a na-
vegado por vapor nesle importante rio, desde Sa-
bara', he de esperar qae nao larde a furmar-se al-
guma companhia para realisa-la.
O mesmo engenheiro he ja de parecer que lal na-
vegacao sera' possivel em qualquer eslaeao, prali-
caudo-se no rio trabalhos, cuja despeza Bf ca de 90:0009 1 sendo um dos mais importantes a
abertura de um canal no lagar denominado
Lage.
Teem continuado com actividad.! os trabalhos do
canal do Arapapahy.
Al oulubro do aonn findo a despezi total offec-
luada com esla obra, desde o sea principio, qae le-
ve lugar em fevereiro de 188, iinporlava em....
:l>j:.")iK9:i77. estando fela a escavaeao de 369,244
metros cbicos.
Rio Grande, na provincia de Minas Geraes.
Tendo o presideole da provincia mandado explo-
rar este rio, pelo eugenheiro J. 11. du Vernay, des-
de o poni denominado Ribeirao Vermtlho, prxi-
mo a' villa de Lavras, al a Cachueira da Bocaina,
communicou esle engenheiro que em toda a referi-
da extensao (10 leguas) nenhoraa difliculdade en-
contrn para alivre navegacao, apezar dea ler per-
corrido era lempo de rigorosa secca.
Emende elle qae o nico trabalho que ha a a-
zer-se he o de limpar o rio das madeiraa que cahem
das margens, sendo desde ja inleiramenle franca a
soa navegacao na extensao de Irinla leguas e Sl^
bracas.
me magnifica hamaca, eslava em condiees muilo
mais em harmona com seos hbitos, suas Iradicces
de familia, e com o papel qae sua riqueza a chama-
va a representar entao no meio da sociedade fran-
ceza.
E Foelcher erigi em espirito altares a essa nova
musa do lar dome.lico ao mesmo tempo casia, alti-
va e brilhanle ; e de repente decidi qae nao se
terminara o dia seguate sem qoe elle execulasse
com risco e perigo de eu amor proprio um projeclo
sbitamente concebido.
Todava ninsnem abandona sera lagrimas o sonho
com que nulrio por muito lempo o eoracao e o pen-
samento. Assim como os Malabares qoe sepultam!
seu dolo no lm do ilyams., Adriano fez as honras !
fnebres ao sen ideal. Toriiou a derramar lagrimas '
sobre a illo-.i i desvanecida.
Demais a esse scnlimenlo bem natural reunia-se a
sania religiao do reconliccimeulo. O jarea europeo
nao esqoeci-sede que se recobrara a vida tao mila-
grosamente, e podera a-sogurar o futuro de Branca
e o seu proprio, fora gro,ai os cuidados iuceisantes
de que elle linha sido ale ahi objeclo em casa de
Bosange.
Bullo contra as idna. de amcaea c de inerte que
liivn i) -111 abrazado o cerebro no paroxismo do lu-
ror, elle lemeu agora cnconlrar-se com a moca ; le-
meu ser perturbado a sua vista pelo senlimenlo de
gratidoque enchia-lhc o coraeao.
Alem disto, semelhanle a Meroe, feiliceira antga,
a traidora desenvolvera infallivelraenle lodas as suas
grabas e seduces Dislillaria com lana arle o
Huido de ens incanlos embriagadores que impossi-
vel seria nao sucenmlir apezar das lulas enrgicas
da razan.
Nao, ilisse Adriano com sigo, nao lornarei a
va-la Ser.i ese o lignal de meu soberano despre-
zo. A voz publica lhe annonciar brevemente minha
vinganc i : ella ha de chegar-lh* como o raio.
Enlralanlo a claridad* do diacomecava a penetrar
Aguardo, para formar um juizo aegoro a esle i es-
poln, os mappas e mais minuciosas informacaas
que o referido engenheiro deve apresantar.
Consta que algans cdadaos da provincia de Mi-
nas, animados por 13o favoraveis resollados, etlao
disposlos a emprehender eila navegacao, coja im-
portancia he reconhecida.
Ros Gequilinhonha e Pardo.
Teem proseguido regularmente, nao s o servico
de polica eslabelecido nn baixo Geqoilinhonha, ja
no tocante s embarcaces que por all navegam, ja
para se previ nirem artos de hostilidades da pirte
dos selvagens que povoam saas margen; mas lam-
bem os Irabalhos necessarios afim de facililar-se o
Iran.ilo lluvial.
Foi iberia urna estrada que acompanhaa margem
direila do Gequilinhonha, desde a povoaco do Sal-
lo, em Minas Geraes, al Belmoole, oa exlensao de
cerca de '10 leguas.
Esla estrada he o prosegaimento da antiga, que
commanica a mesma povoac3j do Salto com a cida-
de de Minas Novas, (endo em san desinvolvimenlo
mais de 80 leguas.
Fez-se lambem am ramal que, parlndo da villa
de Canaveiras, se dirige pela margem esquerda do
ro Salsa, e val entroncar-se na referida estrada,
com a extensao de cerca de 8 leguas.
He liada convenanle a abertura de oulra estrada
por urna das margeus do rio Pardo, ao meuos al a
ultima pov-oacao do baixo rio daquelle nome.
lano a estrada como o ramal referidos precisara
ainda de diversos melhoramentos, como sao ponles,
estivas, etc.
Tem-se continuado a desobstruir e limpar oca-
nal Poassu', a quebrar as pedras que diflicullam
a navegacao do Geqoilinhonha.
Para os mencionados Irabalhos autonsou o gover-
no, no correte exercicio. a despeza da 20:0009.
Rio Macory.
A companhia que aa incumbi da navegacao des-
ta ro, e de abrir por elle facis commanicaces en-
tre o norte da provincia de Minas e o litoral, lem
progredido por modo qoe lhe afianca o mais lison-
geiro porvir, e que honra a aclividade do seu di-
rector.
As estradas que para esle fim se projetiarara, ain-
da na., estao acabadas, porque eircomslancias inie-
paraveis de Irabalhos desta natureza leem embara-
zado tua rapidez.
Entretanto ja se ronseguio conduzir at a cidade
de Minas Novas cargas de commercio, transporta-
das daita corle pelo Mocury.
A companhia pro balhos cima referidos, ao mesmo lempo que nao se
descuida da dar o maior impulso aos melhramen-
tos daquelle lugar, ja continuando a auxiliar a Co-
lonia Militar qae o governo mandou fundar no Ura-
co', ja promovendo a colonisacao europea, ja final-
mente preparando e facilitando a calhequese dos
Indios, que era grande numero habitara as mallas
rulaba).
Rio Parnahyba.
Sinlo nao poder ainda comraunicar-vos qae esla'
realisada a navegaeio desle ro.
De accordo com o decreto de22 de julho de 1S ,,
o governo jalgou conveniente unir esta aovegaefio
a' linha cosleira, que vai do Ceara' aie Mara-
nho.
Ai difiicoldades qoe teem embarazado a organi-
sacao da respectiva companhia sao a cansa de nao
se liaver at o presente elleeluado a navegacao do
mesmo rio.
Entretanto nao perro de vista este objeclo, ao
qaal ligo a importancia que merece.
Ro Vaccacahy.
Nao r 'reren jo prudente ao presidente da provin-
cia de S Pedro que, somenle a" visla dos exames a
qne se proceden nene rio, e a que me refer no
meu anterior relatorio, se proseguisse nos Irabalhos
encelados para o nti descurllnaineulo e limpeza,
sendo que nem poda anda fundar, s em laes exa-
mes, um juizo seguro sobre a navegabilidade do rio
nem calcular, ao menos aproximadamente, a im-
portaneia dudeapeut, suspendeu os ditos Iraba-
lhos al que sa faeam novas explorares em regra,
por pe.suas que ofTerecam em uas informac&es a se-
guranca proveniente das habilitacoes especiaes.
O governo acaba de recommendar ao presidente
este objeclo, e o (em na considerado qae merece.
O governo lem por vezes pensado na conveniencia,
que diversas razos aeon.elham, de unir-se por meio
de am canal ele rio ao Vpcuhx. Sabais que o Vae-
cacah; he confluente do Jacnlv, qae vem desaguar
no Viaaale, e que o Vpicuy desagua no Uruguav.
Soa janele, porlanlo, por meio daquelle canal,
Irara comsigo vaolageni de fcil comprehensSo. No
inluilo de estuitar a materia, acabo de recommendar
o presidente da provincia de S. Pedro que mande
proceder as exploraeoes necessariai.
Canaes da provincia do Espirito Sanio.
As obras dos canaes de Una, no municipio de Ser-
ra, e de I launas, uo da barra de S. Matbeus. leem
ido embancadas, ja por falla de trabajadores em
numero sulllciente, ja por oulras circumstantias.
As do primeiro acham-se todava adianladas, e
calcala-se que a sua conclusao poder ler lugar no
esparo de :1 mezes, com o Irabalhu effeclivo de 30 o-
perano?.
O segundo ja est felo oa exlensao de 377 bracas,
fallando lamenta para sua conclusao abnr-ie 130
bracas,
Tem corrde as respectiva! despezas pelos cofras
geraes e, no actual exercicio, determinou o governo
para ellas a somma de 2:5003, reclamada pelo presi-
dente daqoella provincia.
Navegacao entre a corte c a cidada de Niclherov.
Por decreto n. 1737, de 19 de marco nllimo, que
encontrareis nos annexos, com as respectivas coudi-
cocs, foi alterado em algumas parles o de n. 1011, de
12 de julho de IS. celebrado com a companhia que
lem o privilegio desta navegacao.
Eslas alleraoajes liveram por fim, como veris, me-
lhorar o servico, eslabelecendo mais ellicazes tarto*
de hscalisacao, e ollerccendo maior commodidade e
seguranca aos passageiros.
Em compensoslo foi permiltdo a companhia ele-v
var a l reis o preco das passagens nos dias olis, o
qual era de 100 res, conservndose u mesmo que
asiera eslabelecido para os dominios, diaisantos e de
fesla nacional.
Concluir! esle artigo communicando-vos qoe por
decreto n. 172S, de 20 de fevereiro desle anno, foi
aulorisada a incorporado e appruvaram-se os esta-
tutos de ama companhia denominadaCaitofor-
mada ni cidada de Pellas, na provincia de S. Pe-
dro, a quai lem por fim eslabelecer nos ros dessa
provincia a navegacao por vapor.
O seu eapilal he de l^OOOjOOO.
OBRAS PUBLICAS.
A commssao de engenheros continua a prestar o
servicos de que he encarregada, e que cabem na es-
phera de fnncees que lhe foi tracada pelo seu regu-
lamento.
Potto qae em laes fuiircf.es se comprehendam im-
portantes encargos, e que esla in-iiiuio.io podesse
ser um valiosissimo auxiliar do ministerio do impe-
rio, todava a sua organsaeo, como por vezei teuho
notado, nao o permiti, apezar do remullendo icio
e lluslracao de sea chefe, o marechal do eterciln
na alcova. Foelcher mudou i pressa de vestuario la-
uiou um brilhanle lrage.de vizila, e deitou IurUva-
monte a hbil.cao de Rosange.
Nana poca havia em Sainl Denis am estabeleci-
menlo publico mui afamado conhecido sob a deuo-
mioacao de Caf-Vair do nome de seu proprielario.
Esse estabelecimenlo adornado do lado da ra de ar-
vores e caramancheles era a mesmo lempo boleqoim,
hospedara, caa da jogo e de baohos. Ahi havia
lamben! aira/ em um paleo e-pacnsn om exercicio
de pistola muito em voga frequentado peloi mance-
bos mais ricos e mais elegantes da cidade.
Foi no Caf-Var que Adriano enlrou, qoanlo sa-
bio da casa de itosauge.
Elle almoroo, vio cheear pouco depois l.nizjl-la-
vel com alguns amiuos, rrvalisoa com elle no tiro du-
ranle urna hora, e depois dirigi i casa do negoc-
ame.
Foelcher de fronle alia, e olhar Iranquillo como
quem esla salisftito de ler lomado ama resolocilo
inabalavel fez-se annuuciai a Mr. Ambreise Fla-
vel.
negocame apezar da Tadiga do baile lomara
ponen repouso. Fechado ero sea gabinete de trabalho
pareca alisarlo por algum. grande neciipae'.n.
Cero ludo a., nome de Foelcher sabio precipitada-
mente, c veio ao eucoulro do mancebo, cojas man.
apertou com os signae. da mais vivo alegra. Depois
lomando-llio o braco sem ceremonia levnu-o a pas-
sear no jardim.
Vcndo-se so com o negotiaute Adriano alegroa-se
da circumstancia feliz qae periniltia-lhe execular
immedialamenle sen projeclo ; e ja sua imaginario
proeurava urna (rausiccao lgica, pela qual podesse
rnegar a isj, quando Mr. Flavet fallea-Uieda baile,
do furor da dansa, que e sustentara al o amanhe-
cer, e eml'.in de llenriquela, cuja alegna liuha-se
desvanecido .lepo,- .la retirada dos hroes da fesla.
A esta', nllima. palavra. Foelcher walio que na
posicao tornava-se delicada. Era nma animadlo,
um adiamntenlo sagaz, oii oeileilo de nina amabi-
lidaile excessva ".' Acaso o pai de lleuriqatla allen-
dendo a voz da amisade cuidava cooduzi-lo por
caminhos floridos ao assallo de um coraran, donde
elle seria todava repellido Oa de accordo com o
inimigo vencido quena elle apresenlar-ihe em orna
salva oe ouro aa chaves da fortaleza '!
Isto s a coulinuacao da converaarao podia escla-
recer. Aduano nao quiz dcixa-la dirigir-te a ou-
lro as.ump!o.
Confunlio-se desmedidamente em saudade-, ga-
boaasgracas e as qualidades de llenriquela, levou
seus leiicmunlios de idmirirdlo al os ltimos limi-
tes da bvperbole.
Mr. Flavel rediando de alegra augmenlnu logo
esse pan i.ui'n. e deu-lhe porcondosao om rama-
Ihetc de melaphoras allegoricas embalsamadas de
epilhalaraios.
Adriano aproveilou o ensejo, e pedio solemne-
mente a Mr. Ambrolle Flavel a roao de sua filha.
O negociante abri os bracos ao joven Bordelez...
Cumprio-so o mais diaro de meas votos cx-
i lam... elle abracando ealreilanaale a \ Iran...
llenriqueta appareceu logo ligeira romo una hnr-
bolela. com vesluario de admiravel frescura e loa-
eado a' ingleza.
Minha lln, abraca leu marido 1 dsse o nego-
came.
Madamcsella Flavet leudo os olhos innnndadns de
alegra e as faces coradas de pejo, eolregoo as ricas
(raneas de seus cabellns louros e sua fronle curoada
de belleza aos labios respeilosns do bello Europeo.
Assiin os senlimenlos da filil arbavam-se desla
vez de accordo cual as idea, do pai. lalvez porque
Uvessem sido eduzidns, ella pela formosura, polo
Rasdaseato, e pela dislinec3o de Adriano, e elle pe-
los Irezenlus mil francos de um genro de coraeao
eros,,,q ,e nao deixaria de rnnlrbnir para endier
o vacuo fe,lo na riqueza do sogro.
Foelcher foi retido para janlar, e depois t*i pa.-ar
a noite em am aposento mol. liado do Caf Vair.
, ronl'i.ar-'e-na.i
ILEGVEL


QlMIi II NMRMwO Vm FIIHA M II H/iMIRA DE IIM
Antonio Elzeario de Miranda e linio, e Ja boa von-1 raudo a prompla e rpida roireule das aguas, dae
lade e inlelligeno. de seus membros. causa a trashordainenio, que por ve/.es liveram lu-
Para esse lim fra preciso que, prendendo-se M | gar em occasies de endientes.
systema geral do serviro das obras publica, conve-
uienicineiile eslabeleculo, e occopando abi o lugar
que lhe deve competir, nao podaste coadjuvar a
administraran, na parle identifica do Iraballio-, m.is
lambem constituase effeclivamenle o centro de sua
dire^co e fiscnlisac.3o.
A alisadlo deata idea, porcm, como vos lit ver o
auno panado, e>ta dependente da reforma das repar-
tirle a sojeitas a tila minutario, e acha-se, como el la,
adiada tiara occasian opporluni.
s
Ohrai publica- no manicipio da corte.
A inipeccio geral das obras publicas no manicipio
da corte lio lambem proseguido no deieropenhodas
lunero a seu cargo.
Ja vos tenho por vezes declarado que considero de
urgente ueceaeidade a reorgaoisaclo desta repartiejn
para melhor nrdtm maior aproveiaiueut do ser-
vico a seu cargo.
Neste ponto refiro-rae ao que acabo de dizer acer-
ca da comrotssao de eogenheiros.
Deve entretanto informar-vos que o sea ehefe
compre seus devere coro inlelligencia, e empiega
todos os eslorcos, alim de ueulralisar os embarazse
diflicaldaJes com que lula por Falla de un svslema
ni.tis regulsr e melhur conetbido.
Passare azora a relatar-vos as principis obras
qae liveram logar no anno prolimo lindo.
Abasteeimento d'agua potavel.
I eem progredldo, quanlo ha sido possivel, os Ira-
belhea relativos a este objeclo, um dm ue maior
transcendencia para esta capital, e um daquelles que
me tem merecido a mais especial olicilude.
Cooliuuou-se a ceuslrucc1o da forte e extensa mu-
ralha a margen) do rio Maracan, a qual tcm por lim
sustentar os terrenos adjacentes as canas de recep-
to das aguas da Tijaca, e as duas linbas de tubos do
eacanamenlo que parte deltas.
Adianlaram-se os Irabalhos do aquedneto dobra-
do, que communica com as ditas camas o assude on-
de eslo os registros regrladores : fazendo se alm
disto, as mesmas caias algous melhoramentos im-
portantes.
Iieu-se impulso a eonstroccao das casas destinadas
para os guardas do encanamenlo, e fizeram-se dif-
lerenles obras com o flm, nao s de se resguardaron)
s tobos que pasiam pela estrada da Tijaca, como de
facilitar o transito publico.
Pelo que perlence as caixas dedislriboicaono bar-
ro vermellm, que se ligam aquellas da Tijuca por
meio de lubos de farro, coja eilencSo tutal be de
3,670 brajas, proseguio-se na cootraccao, nato so das
muralhas que devem fichar o terreno em que eslo
asientadas, e evitar o seu desmoronamento pelo la-
do do mangue ; mas lambem de outras obras acces-
sorias as mesmas caixas.
Continuaran) os Irabalhos necessanos para o ac-
lmenlo das caixas do Carioca, e couslruccdlo de ca-
-a* destinadas, em dillerenies difirilos, para resi-
dencia dos guardas do respectivo encanamenlo.
Ao longo desle metmo encanamenlo, e om o lim
de segorn-lo e sustentar a estrada por onde passa,
prosegoio-sa no levanlamenlo das muralhas cometa-
das em 1851.
Todas estas obras sao consideradas iodiseeosaveis
para o complemento daquelle grande e imporlsule
aqoeduclo, na qual se fzeram lambem diflerenles
reparos e mullos raelhorameolos.
Concloio-se a muralhi, principiada no dilo anne,
no logar denaminadoDous Irruiospara seguran-
za do encanamenlo all exisleole.
Em cerlos pumos desle tiieraru-se mais algumas
pequeas caixas com torneiras, para fornecerem
agua aos viandantes e as habitacoes visinhas.
Ns Paioeiras, alm de oncerlos no aqoeduclo,
coustrulram-se, em differenles lugares, muralhas pa-
ra seguranza do mesmo aqueducto e dos caminhus
que lhe ficam prximos ; fez-se urna ponte, e live-
ram lugar outras obras de menos importancia
leudo sido concluidas as caixas de deposito e dis-
tribuido, nas Laraageiras, lornou-se uecessaria a
couslrucio da um arjude, oo leilo do rio desle nome
para forneeer agua ss di'as caixas por
aqaeduclo com grande registro.
0 aovo encanamenlo de ferro desle lagar ja cume-
.oii a prestar servico ao publico.
U anligo encanamenlo do Maracan loi reparado
em toda a sua longa exteusao.'
Uea-se principio, e est a concluir-se, um novo
eucaoumeolo das caixas do Barro Vermelho ao cam-
po de acclamidlo, como snppletnenlar ao que ja e-
xiste, deveudo ambos reunir-se nesle ponto por meio
de orna caixa de ferro. He de uecessidade este no-
vo eurauamenlo, afm de augmentar a massa d'aguas
no referido poni, donde parlem diversos encana-
menlos parase para cojo fornecimeoto toiua-se in-
auilieienle a agua que all eiisle.
Prolongou-se por diversas ras dos suburbios o en-
canamenlo da cidade, no intuito de renlisar-se o
grande beneficio de proporcionar igualmente a po-
puladlo de lodos os bairros sujeltos a decima e a im-
posto urbanos a maior facilidade em se abastecern
u'agoa os seas habtenles.
1 oram construidos mais dous chafarir.es, sendo
um na roa do Sonto e ootro ua praia de D. Ma-
noel ; e fizeram-se diversos reparos nos das Marre-
cas e caes da tiloria, e bem assim na lome do Cosme
Velho, denominadaBica da Rainha.
Contam-se hoje em differenles ponlos da cidade
e dos suburbios 324 torneiras, e 213 bicas nos cha-
farlas*.
0 numero de pennas d'agaa concedidas a parlica-
lares soba a 1,061.
No tocanle aos irabalhos florestaes nao se lem des-
cuidado o governo de later conservar as mallas
plantar arvoredo, dos lugares em que e-lio as nas-
cenles das aguas e os grandes encanamenlos.
Assim, forain duraute o anno lino o plantados mais
2,466 ps de diflerenles arvores de madeira de le, e
liroparam-se 242 quadras comprehendendo 30,000
bracas qoadradas de terreno.
.Nos diversos caminhos plantaram-se e reforroa-
ram-se cercas para resgoardarem as lloreslas, e fize-
ram-se melhorameutos tendentes a facilitar a com-
momearan de amas para outras.
Convencido da indeclinavel e urgente necessidade
de se alia-lar da proiimidade dos manauci.ies e a-
quedoctos a propriedade particular,- que lo preju-
dicial lem sido a' conservaban e pureza das aguas ;
. allendeodo as reclamadles, a bem da saude publi-
ca e da coosers arao e aceio da agua potavel, por ve-
zes Teilas pelo inspector geral das obras publicas e
pelo presidente da junta central de hygiene, tratei
de nao demorar por mais lempo a acquisirato de al-
gn* terreos, e de dar lodo o impulso aos meios ne-
cessanos para a compra di oulros.
A tolerancia com que se havia conseotldo que se
ettendewem al essas paragens os estabelecimenlos
particulares, comecava ja a produzir perniciosos ef-
eilos ua aclualidade ; e, no fuluro, se nao se Iratas-
se de remedia-la quanto aoles, seria de funestas con-
sequencias para a surte da populacho da cidade, co-
arclando-lhe o gozo de um dos mais apreciaveis bens
qoe a nalnreza prdigamente lhe ofierece.
C-raode parta das majestosas lloreslas, protectoras
desses mananeiaes, havia ja desapparecidn, para dar
lugar a pequeas plantantes, ou para servir a iodos-
tria do lenhador.
Alm deste grande mal, is fabricas e moiulios es-
labelccidos junio aos cursos d'agua, e mesmo a sim-
ples viziohanca de habitantes, viciavam-nos em prc-
joizo da salubridade publica.
Tudo isto levou o governo a tratar de semelhanle
objeclo com a maior inslaucia.
Assim he que comproa, depois de mandar proce-
der competente avalladlo, e fez encorporar ao do-
mimo nacional, as segoinles propriedades :
Perto das nascenles do Carioca :
Os terrenos que pertenciam a Agosliohn
Jos Ignacio da Cosa Figueiredo e
aos herdeiros de Silvestre Pires Cha-
ves, por..........
E na Tijuca :
A lazenda do Bico do Papagaio por. .
1 ni terreno ile Bernardo Jos de F-
goeiredo por........
I.m de l.oiz Rodrigues de Caslro Vlan-
na, por ..........
I.'in de Jos Alves Correia, por. .
I m de Antonio Fortes de Bustamaole
e S* t\ lrmaos, por......
I'm de Francisco Pedro.....
linde Joanna Mara de Oliveira
Alves de Neg eiros, por ....
I.m de Jos Ani ni o de Araujo, por .
I'm de Joaquim Antonio Gomes, por .
I ni de Aolonio Joaquim de Almeida,
Por...........
Foi contratada, no anuo pasudo, eja esta conclui-
da a abertura de urna ra que, parlindo da de l>.
I.uiza, liinia no aquedaclo ra Carioca, leudo de ex-
len-.'m :r<] brajas, e apiesentandu u declive de 1:15,
e 1:10.
Esla na deve ligarse a ouira que esla projeclada
desde aquello ponto ale salnr na de Malacavallo,
junto a de Silva Manoel, e com a qual licara abena
ao transito de carros urna parte do morro de Santa
Thereza, que por esla facilidade de commonirarjOes,
pnr sua posico e amenidade de clima, ja esla miiilo
povoado, e leude a Inrnar-sn em breve lempo um dos
mais frequenlados arrabaldes desla cidade.
Ficaram concluidas as duas pontea enmecadas no
anuo anterior, sendo urna de alvenaria sobre o rio
das Larangeiras, eommonicando a ra desle nome
com a que novamente se abri, denomiuada de
Santa Thereza ; e ouira de cantara sobre o corrego
Soberbo, que alravessava a estrada du Andarahy Pe-
queo, na subida da Serra da Tijuca.
Alm deslas pontes conslruiram-se as seguintes :
Leaa de cantara e alvenaria na ra de Sania Isa-
bel, no Andarahv Pequeno, sobre novo leilo do Rio
Maracan.
Ouira de alvenaria e madeira, a pouea distancia
desla.
Ouira de alvenaria e ferro, na estrada do engenlm
Novo, sobre o rio desle nome, no lugar denominado
Tres Vendas.
Acha-se finalmente qoasi a concluir-se ouira pon-
te de alvenaria e ferro sobre o rio Caclioeira ua estra-
da da Tijuca, alm du alio da Boa-Tuta.
Todas eslas ponles eram da mais palpitante neces-
sidade.
Basta para isso a(lender-se a que, com qaalquer
endiente mais forte, os respectivos ros uegsvam pas-
sagem.
Com qnanlo eu ordenasse qoe no edificio que ser-
ve de paco da cmara dos senhores depolados, se pro-
cedesse, dorante o intervallo das sessoes, aos conesr-
(os de qoe necessita, apenas se pode por ora tratar
do preparo dos maleriaes.
Primeiramente, a diflienldade de se encontrar orna
casa para onde fosse convenientemente transferida
desde logo a lypographia nacional, que oceupa a
parte terrea do dito edificio ; depois, a falla sensivel
de operarios e a paralisacao do Iraballio, durante a
calamitosa qoadra epidmica porque passoa esta cor-
le, desde que se eneerrou a ullima sessao legislativa;
e por lim, melhoradas as circunstancias apuntadas,
o curto espiro que restava de intervallo para urna
obra mais importante, foram caosas de senao levar a
elleilo tal concedo.
Espero que se realise no pro\imo inlervallo desla
seguinle sessan.
A irni-ic.io das mas da cidade e de parle dos su-
burbios continua a ser feila anda, por deficiencia
das rendas muncipaes, pela repartirn das obras pu-
blicas ; e se bem que pelo receio da drspeza que exi-
ge o sea melhoramenlo radical, se cooserve esle ser-
virlo anda lunge da perfeidlo, lem elle com Indo sido
de reconhecida vanlagem a saude e commodidade
publica.
A companhia de bombeiros subsiste sem nolavel
iliterario em sua orsanisarao.
O governo, pelo ministerio da joslira, trata de re-
gularisar mais convenientemente esle servico.
Alm das obras que lenho referido, e de diversos
Irabalhos miados e de menor importancia, que omit-
i, foram felos pela inspeerao geral das obras pu-
blicas reparos em alguns elificios e eslabelecimentus
nacionaes, e construidos cemiterios em differenles lo-
calidades do municipio. F'aro mencAo desles Iraba-
lhos em oolras parles do relalorio.
Acham-se inteirameute concluidos os Irabalhos co-
mecados em ISVi para melhoramenlo da importan-
te estrada que se dirige desla cidade al a Paviina,
ligando-se que segu desse ponto al a Parahiba, e
dahi ao Rio Prelo, grande parte da qual foi construi-
da para carros por conla dos cofres provindaes do
Rio de Janeiro.
Os Irabalhos leilos naquella estrada consisliram :
em d.ir-se-llie maior largura, e mais conveuienle di-
reccao, e alinliamento em dilTcrentes pontos : no
cortes de algons morros, enja subida era iiigreme ;
na rons(rurr.in de fortes muralhas para uslentarem
os aterro- uecessarios, e de ponlilh&es sobre peges de
pedra e cal, de vallas laterae, nrgetag e boeiros ; e,
finalmente na sili Iirar.ui e alianl.iinrnlo dn terre-
no, que em algumas parles foi empedrado pelo sis-
tema de Mac-Adam.
Ficoa a mesma estrada com a declividrde, nos pon-
tos de menos fcil sabida, de 1:13,1:20 e 1:2">, e nos
oulros de 1:40, 1:50, e 1:80.
A -ni extensao he de 10,000 bracas.
Alim de se habilitar praticamentc para contrala-
a imprtanle obra da conlrucrao de ura canal no
mangue da Cidade Nova, obra projeclada de ha mui-
lo lempo, e cuja plaa e orcamentoestao organisa-
dos, resolveu o governo admitlir, como ensato, a
proposla que lhe apre-eiitmi o pre-idente da compa-
nhia III11111111, 11 a gaz, para se encarregar de levar
a elfeito lal conlruerao. na eitonafo de .50 bracas,
correndo as desperas pelos cofres pblicos.
Foi incumbido da inspeccAo e lis;alisacao desles
Irabalhos, por parle do mesmo governo, oeugenhai-
ro hydraolico C. Neats.
Tendo o governo, no andamento do processo de
desapropriacao de parle do morro de Sanio Antonio,
pertencenle ao conselheiro Jos Mana Velho da Sil-
va o Joaquim Ribeiro de Avcllar, oliegado a om ac-
cordo nmigavelcom estes propriclarios, pelo prejo de
300:000?, pelo qual linha sido avahado, mandou re-
alisar a compra do dilo morro.
E como ja anteriormente houvessc o eslado adqui-
rido as portaje) de terreno que os mesmos propriela-
rios liiiliain vendido a diversas pesioas, lodo o refe-
rido morro perlence aos proprios nacionaes.
Desembarazado desla quesiao. espera o governo,
para dar lodo o impulso qoe delle depende obra
do desmoronamento do mesm > morro, que o autori-
seis com os meios necessarios para proceder a desa-
propriacao do Caslello, e tratar de promover, pela
forma mais econmica, a grande idea do deimorona-
menlo de ambos.
A necessidade desta imporlanlissima obra e as in-
mensas vanlagcns que de sua renlisacao devem pro-
vir sande publica, commodidade dos habitantes,
e ao embellesamento desla grande capital Ico sido
por lanas vezes demonstradas, que nao cancairei vos-
sa paciencia, repeliodn agora o qoe se leni dilo.
Esle prnjedo he um qua mais tem amadureoido
pelo lempo e pela redexao.
Diversos esludos tem sido feilos por pessoas com-
petentes, c, se nao se Ihcs quizer dar o cunho da
peifeir.iii, nao se peder negar pelo menos que sao
ullicieoles para servirem de base aos clculos de
qaalquer emprehendedor.
O que convm he nao nemorar a sua rcalisatao.
alais larde ella ha de ler lugar, porque he urna
das necesidades que est.lo na consciencie publira;
mss enlio tero de cuslar sommas muilo mais avul-
laila>, e lutar.i com diflicul ladcs de ordem muilo
mais elevada.
Pe^o-vos qoe pensis sobrs islo, c que resolvis o
que nos parecer mais acerlado, lembrando-vos que
as edificacBes nao devem continuar mais uaquelle
morro, que o governo nao pude faze-las inlar sem
violencia i propriedade, e qua pois esla complela-
mente desarmailo para evitar futuros erobararos, que
poilem drejudicar esle inleressaiilissimo melhora-
menlo da capital do imperio.
Acha-se encorporada a companhia qua lem por
lim abrir e alargar a actual ra do Cano.
Os seus estatutos foram approvados pelo decreto
n. 1,620 de20dejunho do anuo pa-sado.
atante. H secunda nuipre/a, no <|U6 havrr Ho pe-
quea economa doi cofre* publicos.
Sendo de eci lenle utihdade que as duas referidas
Hullas se compltelo, por meio de nutra semelhanle,
ineas liana em seus nonios estreios, foi esla idea
previuida nas coudiees que haixarsm emn >s rele-
rdoa decrelos ; e, im iuluilode reconliecer-e a sua
praliraliilidaile, mandei proceder as convenientes
explorare e eiames.
O eiieenhdro incumbido desles Irabalhos rhegoo
felizmenle a um resultad salislaclerio, reconheceo-
do a possihilidade de unta estrada para carros, com
eondicoes aproveitaveis, entre os referidos pontos
extremos.
A sua eilensgo iota' he calculada em cerca de 2
leguas, e ja est prnmpto para Iransilo de cavallei-
rm um caininho, que lem 2,000 bracas, apresenlan-
do a dcclividaie de l:l(i. 1:25 e 1:30.
Todos estes declives poden e devem ser nielfiu-
rados pelas duas compaiihias de que lenhn tratado,
quando liverem de realisar a commnnicacao de am-
bas as linhas.
Tem o governo conlinuado a contratar o caira-
mente das ras da cidade por parallelipipedos, ad-
niittindn apenas em algumas em qoe nao ofierece
iiicunveiiicnles, o systrma de Mac-Adam.
As respectivas despezas lem corrido por conla dn
crdito especial aulorisado pelo decreto n. 710, de
38 de selemhro de 185,1, e do donativo feilo pelos
accionistas do Banco Nacional.
Alm das ras Direilas, de San Pedro c da l.apa,
que na occasiao em que vos aprsenle! meu ulti-
mo relalorio se eslavam concluindn, acham-se cal-
cadas por parallelipipedos assegoiules:
A conlinuarao da ra da !,apa, al o chafariz do
caes da tiloria, e da Direila al a da Assembla ; e
as mas da Ajoda, San-Jose, Assembla, Rosario,
Carioca, Pescadores, Ouilanda e Ourives.
Esiao em obra anida pelo mesmo systema, as ras
do Sabio, e a da Alfandega, de>de a da Quilandaal
a Direila, a continnarao da da l.apa pelo largo do
mesmo nome al a ra do Passeio, e esla al a esqui-
na da de I.uiz de Vasconcellos.
Vao agora ser contratadas as das Mangueiras e
dos Arcos ; e, se n quanlia rstanle no lliesouro an-
da rhegar, a ra do Parto e seu prolongamenlo na
largura de 30 palmos al encontrar a da Carioca.
Sinto que os meios que o governo lem a -ua dis-
posirao me nao permiltam levar avante o calcamen-
lo, pelo mesmo syslema, de outras ras das mais
frequenladas do cenlro da cidade, e com especiali-
dade.da ru do Conde al encontrar as deS. Chrii-
liii.in e Engenho Velho.
Acamara municipal, ape/ar dos seas esforcos, nao
o poder conseguir pela delic encia de sua renda
tao sohrecarrcgada ; e a verba votada para obras do
municipio nao se presta, por sua exigaidade, a urna
obra de lauto custo.
Pelo syslema aperfeir;oado de Mac-Adam con-
cluio-seo melhoramenlo da ra do Clele em toda
a sua extensao, al a ponte do mesmo nome, ligan-
do-se esle calamento com o de parallelipipedos, qoe
linda no ponto j referido do chafariz do cees da
Gloria.
Balaj contratarla e comprada a extensao que va
desde a ra da Ajada, pelo largo da Mai do Bispo,
al a esquina da do Paaeio com o largo'da Ajada, e
do canto de-te largo roa de Sania I.uzh, al o lar-
go da Misericordia.
Depois do ralean,rulo ,ta duas primeiras roas
Direila e S. Pedroque foi contratado razio de
8O3 rs. por breca quadrsda, o das oulras o lem sido
pelos preros de 405 rs. sendo empregada a pedra do
paiz, e de 55f e ltimamente de 50J rs. sendo a pe-
dra ingleza.
O calramenlo pelo ayslema aperfeiro,- do de Mac-
Adam tem sido feito pelo preco de 1090M) por braca
quadrada.
O caljamento por parallelipipedos, em todas as
referidas ras em que esta concluido, cemprehende
o espaco de 5,512,005 brajas quadradas, i nas oulras
em que esla em adianlamentu o de 2,188 : e o que
tem sido feito pelo syslema de Mac-Adam, o de
5,841,020 bracas quadradas o concloido.e o;de 2,302
o em andamento.
A despeza total subir somma de 668,0513791.
Pode pois coular-se apenas com a somma de rs.
13l:0i8?2IKI como restante da que linha o governo
sna disposicao para calramenlo das roas da ci-
dade.
Esle saldoporemest ainda captivo da;, despezasde
conservaco das ras terminadas.
Qaanla s obras que correram pela illustrissima
cmara municipal, liveram o andamenl) compali-
velcom as saas rendas ; e apezsr da taltal de meins
com que lula esla corporacio com lanos encargos
sobre si, todava pelos e-forros e telo de seus mern-
bros lem ella doseguido alguns melliora nenlos dig-
nos de menclo.
Em dill'erenles ras apromplaram-se 7,178 bracas
go em exemeiu, e de pois de proceder a um concur- l-Vilo/.a dacliirou a uina poeaoa respeilavel pelo seu
so e mais diligencias cunlratuu, por intermedio do | ealadn, a qoal depois de estar com elle veio a mi
ministro hrasileirn em Paris, com o celebre e-lalua- nha casa para ver se couseuoa acabar com a ques-
rio I.uiz Roche! o monumento a que me refiro. lio, que nao tivera noticia de laes arligos, e que al-
No prazo de 3 anuos, que findain em 12 de ou- I lamente os reprovava, e sendo-lhe exigido que li-
luliro de I850,devem eslar promptosn monumenlo c zesse no /.ibera! urna declararlo nesle senlido, ex-
obras accessorias, sendo esse o da mareado para a cusou-se allegando que nio quera degoslar aos saus
inauguraran ra estatua eqiie-lre. que lera de im- I autores.
pnrlar em cerca de duzenlos e quarenla conloa ele | Se exprimindo-se assim, oSr. Dr. Feitnza loi sin-
rcls. | cero ou nao, o publico que o julgue. lendo em me-
O produelo da subscriprao al agora recolhido ; mora que ja' levanlou falsos S. Thomaz de Aqui-
orca ja por duzenlos conlos de ris.
Foram ja cun-ii nidos os alirerces do monumen-
lo na prara da Constituirn escollinla para este
lim.
Terminare! esle artigo commonicando-vos, que en-
tre as medidas de qne o governo l-iirm mo para
prevenir oo allenuar os progresan da epidemia rei-
nante, merecem especial menrao a da conlruc-
c5o dos ctmiterios em lodas freguezias da fora da
corle.
As providencias enlao, com que foram prohibidos
deulro da cidade osenlerrameulos nas ierejas mi se
liiibam podido estender a aquellas freguezias.
Fallavam cemiterios em todas eslas, oo os qoe ha-
viam nio eiam construidos com as devidas eondt-
(Oea hygienicas.
Os recursos da municipalidade n,\n pe milliun,que
fossem feilos a um lempo, e com urgencia exigida
pelas circunstancias.
Tomn por isso o governo a si a reali-aran desla
noSemel mendaz, semper mendaz.O que meo-
llo urna vez, mente stmpre.
/'. .V. c.
i
Qnbcacao apeMw.
Um desmentitlo solemne para vergonttt e
opprobrio de Manoel Franrisco Du-
arte.
Illm. e Rvm. Sr. tigarto Demetrio Jaconie de
Araujo.Resueilavel Sr. Constando-me que Ma-
noel Francisco Duarte, residente na cidade do Re-
cite, solicitara a V. S. que lhe declarasse se meu
presado pai havia celebrado urna escriplura de ven-
da desle engenho a minha lia a Sra. I). Rila Ma-
ria do Sacramento Regueira, a qual fuera imme-
grande necessidade publica, e com mais ou menos I diaumenle doacao delle a raim, e a Mi manos
iill la I einil..r,,... aaaiala>la com o intuito de defraudar a seus credores ; e ha
solidez, conforme a occasiao o pedia, conlraloo e
mandn conslruir um ua freguezia de (joaraliba,
ootro na de Inliaum, uulro na de Jacarnpigua, e
outro na de Iraja'.
Mandn ta-nbem reservar e cercar para o mesmo
lim um terreno na ilha do (overnador.
Comprou alm dislo urna grande chcara murada,
com urna casa, e lendo as coodires apropriadas, na
ilha de Paquela'.
Alguna desses cemiterios ja eslo acabados, onlros
em conalrncclo ; e dentro de poucos mezes espere
que nao haja em lodo o municipio urna s fregue-
zia sem um cemiterio conveniente, e completamente
morado.
Depois que esla medida foi lomada achoo-sa o go-
verno habilitado para approvar urna postura da il-
loslrlssima cmara municipal prohibindo os entr-
ramenos dentro das Igrejas de fora da cidade, como
ioslanlemenle o ezlgiam a salubridade publica e a
civilisaco do paiz.
(i"ons'riuar-e-Aa..l
quadradas de calramenlo plo syslema ordinario,
2,'JI3 de empedramiento pelo de Mac-Adam.
Foi aberla uma ra, na freguezia de Gloria ; e
melhorada e concertada a estrada na serra do Ma-
Iheus, ua freguezia de Jacarenagua.
Conlinunii-se o desmoronamento do morro do Se-
nado, e rehaixou-se parle da roa da Be'da Vista, no
Engenho Velho.
Foram construidas das ponles sobre os nos S.
Goncalo e Varzea Grande, na freguezia de Jacarepa-
iiua e dous pontilhees na da l.agoa, sendo oulros
reparados.
Concerlaram-se algumas vallas.
I'roseguio-se na couslrucr.au do caes e muralha da
praia du Botafogo, junio ao morro da Viuve. Acha-
se prompla qoasi melade da obra projeclada.
Foram feilos algiius reparos no cae- da praia dos
Mineiros, da ilha das Cobras e do becco do Impe-
rio.
Canalisou-se o rio Broc, desde a ra do mesmo
nome al o pontilblo.
Continuar,un as obras da praja da Harmonia. Os
Irabalhos da sua construccio e-lao em mais de me-
lade.
Foram conslruidas diversas muralhas na pona do
Boticario, no rio das l.arangciras, e na praia do
Flamengo ; e concerloa-se a da praia do liola-
fogo.
No novo ml idonro foram lambem construidas al-
gumas muralha. c algumas oulras obras.
Continuou-se a plantario de arvores em ras e
pracas.
Senta esla capital a necessidade de uma praea de
mercado para os lados da Gloria e Catete, e bem as-
sim de om caes de embarque e desembarque.
A Illm." cmara municipal nio linha escapado
20,0009000
30,0tJ09O0O
3,6003000
7,5003000
1,0005000
10,0003000
5,0O0S0O0
10,0003000
5509000
8(100000
!:0009000
93:450-3000
Esli avallados os Ierren i- de Antonio Peixolo do
Valle na qoanlia de 2l:0009nOO rs., de Joio da Cos-
ta I reitas na de 25:01103000 rs., silos ua moiilanha
do Carioca, e outro na Cova da Hura, na Tijuca ;
mas anda se nio effecluno a compra.
Esto ja ajustados os terrenos de Joio Hulee, no
Andarahy Grande, nos quaes exisiein as caixas, a-
queduclo e acude ilrs'e mesmo nome, comprehen-
dendo a parle de rio que decorre desde a nascenles
ale as referidas caixas; e finalmente os que parlem
com D. Thereza.
Todos aqoelles terreos da Tijuca, exceploados
os tres de Cosa Figueiredo e herdeiros de Pires
Chaves, de Bernardo Jos de Fieneiredo, e de
lastro Vianna, linham sido avahados no anno de
1851. ero 70:2533200 rs.
ElTccIoada, pois, a sua compra, como o fui, pela
somma de 64:350p(MH rs hnuve a dilTerenca para
menos de 7:'.MI.tf(ioo rs. ComprehenrJem uma e-
tensiio de mais do 445,000 br.ras quadradas. lie
uelles que se forma, pela junrra.i de diveisos corr-
eos que desce da monlanlia, o rio Maracan, cujas
aguas ao recebidas pelas caixas da Tijuca para com
ellas abaslecerem-se moilos encanamenlos da ci-
dade.
A prompla acquisiclo destes terrenos foi um gran-
de beneficio, cuino cima disse, para a popularan
desla cidade ; e, agora accreacenlarei, de mulla van-
lagem para a fazenda publica.
Mais larde diOidlmenle se evilariam os males
qoe, pela po'sc dl|cs em inao de particulares, ja se
omeravam a sentir ; e o lliesouro le los-hia de pa-
gar por preco muilo mais elevado. I-I ve/ mesmo ex-
orbitante, alm de despender nio pequea somma
eir. replantar e cultivar as utas que, acudindo-se a
lempo, foi ainds possivel salvar.
Diversa* obras.
lleo-se |ir;n ipii ans Irabalhos que lepm por lim
memorar o rorsodo rn: .M iracan.ln. fazendo-se-lhe
novo leilo na plan.cie de Andarahy Pequeno, p pr.i-
A'vista da representaran da respecliva directora,
foi alterado por decreto n. 1,711 de 26 de marco ul-
timo, o arl. 25 do regulamento annexo ao decreto
n. 1.653, de 24 de feverciro de 185.5, na parle rela-
tiva a quanlia do deposito que deve ser feito pela
companhia, no theaouro, para pagamento das mul-
las a que he obrigada ; fkando a quanlia do dilo
deposito, qae devia ser de 50 conlos, re.lur.idi a 12
conlos de res.
Penden) ainda as respeclivas plonlat da approva-
cio do governo, que leve de mandar ouvir a com-
missio da engenheiros, e de consultar sobre a pre-
ferencia que deve dar plaas apreseuladas, por
forma qoe, taoto quanlo for possivel, concilie a bel-
leza da nova ra com a aulorisario concedida na
lei respectiva e com os rerursos da companhia.
Dentro em pouco estar resolvida esta quaslio, e
devo crer que logo depois cometario os Irabalhos.
qae devem ser precursores de oulros do mesmo ge-
nero lendeutes a melhorar e atormosear esla ci-
dade.
Por decreto o. I733, de 12 de marco do renle
anno, foi concedido ao conselheiro Candido Baplisla
de Oliveira |a Luiz Plinio de Oliveira, privilegio
por 20 annos, e faculdade de encorpurarem ama
companhia que se proponha a eslahelecer um servi-
rn de transportes de passageiros e con.Juccao de g-
neros, em carros puxados'sobre Idilios de ferro por
animaes, parlindo a linha do largo da .M'n do Bis-
po, e lin I nido no lugar denominadolloa-V'ista
no caminho qae conduz Gavia
Esle servido devera eslar era eileclividade no pra-
zo de dous anno al a eslario central nas viziuhans
cas do Jardiin-Bnlauico da laga de Rodrigo de
Freilas, e no de seis al o poni de sua determi-
naran.
Igual privilegio foi concedido pordecrelo n. 1,742
de 29 du referido mez anno, companhia que nrsa-
nisar o Dr. Tlmmaz Cochrane, para eslahelecer pelo
mesmo modo outro servico de transporte de passa-
geiros e de cargts, parlindo a respectiva linha do
largo do Roco, e lindando no alio da Boa-Vis(a, na
' Tijuca.
Toda esta linha deve estar conoluila e prestando
servidos no prazo do 2 auno.
Encontrareis annetas as condires que acompa-
nham os ditos decretos.
Aln veris que por esles conlratosj nein um onus
pecuniario tem de recahir sobre o governo, c que
esli acauteladas diversas hypolheses favoravei ao
tuesmo goveruo, e a caducidade dos privilegios no
caso de nio organisacSo da primeira companhia
denlro de um anno, c da seguuda deulro de seis
mezes.
Facilitando cxlranrdinariameiile as ditas liuhas as
comraunicaroes paia dous dos melhores suburbios
plas lugares de recreio, quer se altenda as suas con-
dit;oes de salubridade, a realisarao de lacs emprezas
uSo podo deixar de ser considerada de muita vanla-
gem para a populario desla cidade.
Era ne-ia- vistas que o governo, como noticie!
nos ltimos relalorio, linha projeclado mandar
abrir na dila erra da Tijuca uma nova Mirada que
se preslase ao transito te carro-.
O alio prero porque loi orea la fez a liar a sua exe-
licando-'-e em diflerenles ponlos os convenientes cor- i curio para mrlhorps lempos.'
lc para se corrigirern a lorluosidadrs que, imbara- lojecessa a sua uecessidade, desde que se leve
MH falla.
lia lempos cuidava nos meios de remeda-la.
Desaeororoava-a porem o alio cosi dos Irabalhos
indispensaveis, oreados em cerca de 500 conlos de
ris.
Felizmente pre-tou-se o Dr. Ignacio Vieira de
Barros Cajueiro a lomar a si por empresa a realisa-
Cio desla obre, oR'erecendo-se a' Illm.a cmara para
oiganisar uma companhia, que sem sacr.licios pecu-
niarios do cofre municipal, e apenas mediante al-
guns favores, execulasse esle projeclo.
Para semelhanle lim celebrou om contracto com
aquella corpnracio. o qual mereceu a approvario
do governo pelo ministerio a meu cargo, e dentro
ile poucos diaa "ncorpnron urna companhia com o
fundo capital ile 500 contos de rcis.
Os estatuios dessa companhia foram ja' approva-
dos pelo decreto n. 1716 de 19 de marro ullirao.
Em virtud.' daquelle contrato obri'gou-se o em-
presario a construir ara cae junio ao largo da Glo-
ria, e uma casa de mercado na conformidade dos
plano que apresenlou, e que foram approvados pe-
las eutoridades competeutes na materia, consultadas
a lal respailo.
Ja' comeraram as ditas obras pela eanalisario de
um braco do rio Clele, e todas devem licar conclui-
das no prazo de i aunos e meio, sob as mullas do
contrato.
Em coinpensacio a cmara municipal ceder na
emprezario, por aforamenln perpetuo, os terrenos
de miriuha exislenlcs no lugar.
Ficar assim pois salisfella dentro de pouco lem-
po mais uma das necessidades desle manicipio.
Esla obra ao passo que ha de concorrer para aug-
mentar a commodidade publica, servir para o em-
bellezamentn de nm dos bairros mais importantes,
e para o melhoramenlo de suas eondicoes saui-
larias.
A pessoa qoe se aclia a (esta das obras, como em-
prezario e como gerente da compauhia, goza de re-
eonlieri lo credilo por sua probidade e precdeme,
e par consegunte inspira a confianza que he lio ne-
re-sada em emprea semelhanles.
Turnandi.se cada vez mais sensivel a falla de ar-
vores em Pimas das pracas de dentro da cidade e
na maior parte das estradas e largos de fora della,
acaba lumbem esle objeclo He merecer a pailicular
alienis do governo e da Mima, cmara muni-
cipal.
Para remedia-la acordaram entre si aceitara pro-
posla que para esle lim apresenlou um dos brasi-
leros que mais se lem dedicado a cultura em um
del arrabaldes da corle, iolroduzindo e fazendo a-
climatar muilas plantas e arvores de outras provin-
cias e de diversos paizes.
Foi com edeito aceita pelo ministerio que dirijo a
dila prnpasla, e aolorisada a illuslri-sima cmara
para celebrar o contrato, mediante a somma anuual
de Ires conlos de ris por parte da mc-ma cmara e
de um pelo ministerio do imperio.
Por esle contrato licara otirigado o [imponente a
tratar do arvnredo ja existente, e a plantar todus os
anuos o numero da arvores que lhe for marcado.nio
etcedendo a 300, e a sntrega-las ja desenvolvidas no
lim de nm auno.
A cmara municipal desla carie reennhecendo
quanlo ronvinlia que o Brasil nao lira-so por mais
lempo privado de um monumento que alleslase a
sua gralidn para com o immortal fundador do im-
perio, o inclvlo autor de sua independencia e liber-
dade, enlen leu que devia tratar de quanto antes
reali-ar o elevado | ensamento, ja manifestado em
I825, de se fazer erigir em uma da> pracas desla
corte ama estatua eqneslre a Sua Magcsade Im-
perial o Seulior II. Pedro \.
Era nina grande divida verdaderamente nacio-
nal qoe cumpria salisfazer.
Para levar avante este punsamento, passoa uo da
7 de selembro de IKjJ a Humear uma ioiiim.is-.in de
9 eidadaoa dilinclos,aos quaes incumbi a realisarao
da sua idea, e ahrio uma subscripcao seral na corle
e provincia do Rio de Janeiro, convidando para as-
signa-la a lodasas rlassesda sociedade.
A commissio ennioosta do conselheiro d'esladu
Ensebio de IJueiroz Colindo Milllnso (amara, seu
presidente, o dos viscondes do Rio Bonilu, e do Bom-
iim, dosenadur Joio Anlonio de Miranda, do direc-
tor da Academia das Helias-Arles Manoel de Araujo
i'oilo Alegre, do cidedio j.aqnim Nurberlod- Hon-
ra e Silva, e dos vereadores Rafearla Jorge Jiaddo-
ik Kobo, e Joio Affonio l.ima Noguein, entrn lo-
PAGINA AVULSA.
No da 15 o Sr. Dr. Aprieto Guimares
pretende deHcnder Iheses para receber borla, e
capello nas sciencias jurdicas. Os lentes sorteados,
que o lem de argir sao os Srs. Drs. Autran,
presidente do acto ; Lourairo. Nnnn, Aguiar,
Braz, Figueiredo, Silveira : para substituir o Dr.
Vilella.
-- Ha uma ra, ha uma casa, ha urna sucia :
a ra he a N. ... a casa tem o numero ... e a
sucia he de ebrios, que depois de despejaren os l-
quidos lancara na ra as garrafas como acontecen
na noite do dia 8, sem ao menos olliarem se passa-
va ou nao gente ; mas como olhar se estavm ce-
gos ? >i.i entretanto nao hoove quem, podendo,
mandasse esses pinguisiass passar a noile na ca-
sa de detencao I Bons ensaios para o Natal 1...
Chamamos a aitenrau do Sr. Dr. subdelega-
do de Santo Antonio, para um sobrado do paleo de
- e junto a esquina, que volia para o becco do
. cuja retaguarda deita para a ra de .
Nesse sobrado moram 4 mulheres (por junio) cu-
ja vida dissoluta escaudalisa.
a Onde he a ra dos Arouguinhos? Onde mo-
ram quatro artistas 1 Pois nessa ra esses artistas
constiiuiram-se os cabelleiras de todos, que por
alli moram, conforme nos informam ; de portas
abenas, assentados em suas triperas, esses hroes
dirigem]motejos,e insultos distinclamentea todosquo
por all passam. Tal vez, que se por la passar o Sr.
subdelegado esteja arriscada a ouvir alguma Fi-
neza.
Uma branquinha innocente que merece o
reino dos dtenlos. Consta-nos, que ura indi-
viduo do Rio Formoso, aquello mesmo que....
e que.... e que. ... acaba de fazer uma romessa
de assucar para um armazem da ra de Apollo ;
o comprador e dono do mencionado armazem pe-
sando o assucar, por cesualidade descosen um sacro,
e vai se nao quando vio un bellissimo assucar al-
vo mesmo como a lina areia branca de uma praia,
dessas, que cbamam na Baha lenres e vai
se nao quando deita o assucar em um vaso com a-
gua, e se nao quando o assucar foi para o fundo, e
deixou-se eslar quietinho, como a areia nas pro-
fundas domar! Que materia sacharina Ohoraem
metteu os dedos e puxou uma pilada de areia btan-
quinha, branquinha, que fazia mesmo gosto. He
de notar, que tendo sido duilado dentro do vaso
urna porgan da assucar. que pareca ler 8 libras,
apenas ficou no fundo urnas 3 libras de areia, e
enlio ? Quantas leriam em 50 saceos ? Nao ti-
ca aqu a historia. O remessador de azas para
mais desacreditar um engenho daquella freguezia,
escreveu nos saceos a seguinte marca : Passarinho.
Bem, disse um cavatleiro de industria.Em Ja-
neiro que vem vou viajar 1
Continu, continu o Mascara Negra...*
Ao pre3timoso habitante do Poco : somos
a dizer-lhe, que pode remetter-nos as suas mis-ivas
conforme com nosco se entendeu.
Ouiro tanto dizemos ao de Beberibe : a poca
he fertilissima. Os prazeres de uma festa offere-
cem bellas paginas para os curiosos.
Ha das, que um acadmico morador na
Boa-Vista tendo precisad) de colher a noite era seu
jardimzilo uma rosa, leve de levar na boxexa um
embrulho com areia, que o poz zonzo ; esse quin-
tal lem muros, talvez que fossem os ralos.. Bom
ser que laes calilasa reeolham-se aos seus cari-
tes e deixem-se de incommodar quem nao os n a
ira pal ha > .
Hospital decaridade 10 de dezerabro.68
doenles.
Al amanha.
propalado que V. S. tudo isso afBrmara, pela car-
la que lhe dirijira, necessita que V. S. se sirva
declarar-me ao pe desta tudo quanto soubar a
semelhanle respailo ; permiltindo V. S. urtica
para fazer o uso que me convier de sua resposia ;
por cujo obsequio fcarei a V. S. asss obrigado.
Sou com muita consderacao.De V. S., ami-
go ailecluoso ereverente servo.
Rosario 6 de dezembrode 18.')(i.Illm. Sr. Dr.
Manoel Nicolao Regueira Pinto de Souza.Satis-
fazendo ao que V. S. de mim exige, sou a dtzer-
Ihe que nunca o Sr. Manoel Francisco Duarte me
escreveu sobre o objeclo de que trata esta sua carta,
e nern mesmo por communicae.ao vocal lhe airmei
cousa alguma a lal respeito : pelo que he inexacto
o que se lem propalado, e desalio a que se aprsen-
le caria minha tendente a esse lim.
Pode V. S. fazer o uso que bem lhe convier des-
ta minha resposta.
He com loda a consderacaoDe V. S., ami-
go certo eobrigadissimo criado.
Villa-Nova de Serinhaem, 1 de dezembro de
1856.O vigario Demetrio Jacome de Araujo.
Illm. Sr. Pedro Alejandrino Ors Camar-
go.Prcsadissimo Sr.Constando-me que Ma-
noel Francisco Duarte, residente na cidade do Re-
cife ha propalado que, havendo encarregado a S.
S. de mandar-lhe copia de uma escriplura de venda
que diz celebrara meu charo pai destojengenho a
minha ta, Sra. D. Rita Mara do Sacramento
Begueira, aqul lizera iintnediaumente doacao del-
le a mim, e a meus manos com o intuito de de-
fraudar a seus credores, V, S. lhe responder qne
por querer ar redar de si comprometa metilos, nao
poda salisfazer a sua exigencia ; necessito pois
que V. S. se digne, por sua bondade, de declarar-
me o pe desta tudo quanlo lhe houver constado a
semelhanle respeito, e peco a V. S. lieen^a para
usar de sua resposta como entender conveni-
ente.
Sou com respeilo de V. S., amigo obrigadissi-
mo, venerador e servo.
Manoel Nicolao Regueira de Pinto Souza.
liln). S r. Dr. Manoel Nicolao Regueira Pinto de
Souza.A visla do de V. S. mui presado favor
devodeclarar nao ser exalo quanto aV. S.constou a
respeito do Sr. Manoel Francisco Duarie para co-
migo, tanto assim que sendo o mesmo Sr. pessoa
de minha amisade.ha muito qne nao lenho tido a
satisfago de o ver/e nem de uos correspondermos.
Poresta maneira julgo ler satisfeto sua exigencia :
podendo V. S. da presente usar romo lhe convier.
Preso ser com todo respeito, de V. S., amigo
altencioso, venerador e obrigadissimo servo.
Pedro Alexandrino Ortis Camargo.
Exoortacao .
Rio de Janeirolliate amerirano a\V. \V. l"ul-
loii, de :H toneladas, capilao ti. E. Thacher, con-
dazio 61 caitas com bolachinha, 30 barriquinhas
dilo, I,*00barricas firiuba de trigo, l.'i caixas cha.
Canal-Brigue inglez nCItamoisn.de 3111 toneladas,
capilio E. I.ellni, rondtizio 180 saceos assocar mas-
cavado, pezamln Jl.iiiHl arrobas.
LiverpoolGalera ingleza afiermione, conduzio
:,800 saceos assucar mascavado, com 14,000 ar-
robas, 1,936 saceos algo ljo, eom 10,353 arrobas
a id libras, e 100 arrobas de ostos.
Rio da PraiaEscuna hollandeza oEllzabelh, de
l'.'ti (oneladas, conduzio I,5'0 barrieaa asiocar, 11.010
arrobas e 13 libras Liquido.
Ceara' e A caracPatache naciooal Emulacin,
conduzio'201 voluntes, gneros eslrangeiros, 13 vo-
l mes gneros nadonars.
UESPaCHOS UE EXPORTACAO PULA MESA
l>U CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
11 DBDE/.EMBRO OE 1856.
PortoBrigue porluguezeAmalia I, diversos ear-
resadores, I Mi saceos assucar branco e mascavado,
101 cascos mel.
Lisboallrigne portugoez Relmpago, Thomaz de
Aquino Fonseca o Filhn, 51 cascos mel.
LisboaBarca portugucr.a uMaria Josu, Jos Per-
reira Lessa, 12 pipas mel.
Jos lerreira Guimares, I pipa mel.
GibrallarBarca ingleza Anne Brollo, Saunders &
C, 100 saceos assucar mascavado.
Rio da PraiaSumaca hespanhola Culebra.'. Ara-
naga t Bryan, 100saceos assucar branco,lii bar-
riqainhas assucar branco, e i~> barricas assucar
mascavado.
Boenos-AyresPolaca hespanhola Amanda, Isa-
ac, Cario, _'"i pipas agurdenle.
RECEBKDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 10. 7:98ls<28
dem do da II........ l:iJ3?H87
alxar o pre-
E para constar se mandou
sent e publicar pelo Diario.i
Secretara da thesourara provincial de
Pernambuco, 11 de dezembro de 1856. O
secretario, A. F. d'AnnunciasSo.
&c A mala que tem de coodozir o vapor braailei-
roolguarassuo eom destino a provincia de Maceiu
tedia-- amanhia ;l3i >o meio da.
O patacho naeional Emulacio, fecha a
malla para o Aearaoi e Cear hoje ( 12 ) do cor-
rente, as i horas do dia:
INSPECTORA DF. MARINHA.
Pela tnspeccao do arsenal de marinba se faz pu-
blico, que feilos na conformidade do regulamento
acompanbando o decreto n. 1324 de 5 de feverei-
ro de 1854 os exames necessarios nas machinas,
caldeiras. casco, aparelho, mastreacao, veame,
ancoras, e amarras, da barca a vapor alguarass,
da companhia Pernambucana de navegaco costei-
teira, acbou a commissao tudo isto em bom estado
LisboaPatacho porluguez Brilhanle, Domingos por cujo motivo tot unantmemenlede parecerquepo-
1 dia esse navio seguir para onde de prsenle se des-
tina.
Inspeccjio do arsenal de marinha de Pernambu-
co em li de dezembro de 1856.O inspector, E-
liziario Anlonio dos Santos.
O chefe da primeira taeco do consulado
provincial, servindo de administrador, em virtude
do dsposto no art. 3 do regulameoto de 3 de ju-
lho ds 1852, faz publico que se ar-ham deposita-
dos, no deposito geral deus eaeravos, Antonio, na,
cao Cassange, idade de 35 a 40 annos, Clorindo,
S nacao Congo, idade de 40 a 45 annos, com orna
bebda no olho esquerdo apprehendidos pela polica,
os quaes sao considerados bens de evento, por tu
desconherseus donos, e para qne seja eomprido o
iriams ?uec0DleQl0 sobredito an. manda publicar pela
tmprensa, para que no prazo de 60 das comparece
quem aos ditos eaeravos tenha direito, findos os
quaes se proceder a arrematado pela forma deter-
minada no art. 4 do citado regolamento.
E para que chegue a noticia de todos mandei
passar o presente ediial, aos 12 de uovembro de
1856.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 10 29:62197)8
dem do da II....... 2:010ib7
K
PAUTA
dos prern* rnrrentes to assucar, alrjodao, e mais
leeros do paiz, que se despaeham na Mea) a do
consulado de Pernambuco. na emana de 8
o 13 efe dizembr it 1856.
Assucar em caixas branco l. qualidade
ii 2."
s mase.........
bar. esac. branco. ... ...
" mascavado.....
refinado..........
A|godio em pluma de |. qualidade
i 2.a
ii )i 3."
em carneo......... a
Espirito de agurdenle......caada
-Agurdenle cachara........
o de raima.......
o resillada.........
do reiuo........
Genebra..........
............
Licor ............
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca...........
Azeile de mamona........caada
u o mendobim........
de peixe .........
Coran ............
Aves oraras ......
caada
botija
caada
uma
mm*9tto*
rllACA DO RECIPE II DE DEZEMBRO AS
3 HORAS DA TARDE.
Cotarjoes ofllciaes.
Assucar mascavado purgado39000 rs. por arroba
com sacco,
Cambio obre Londres27 1|1, a 7 d|v. a prazo.
Oilo anbre dito27 M, n 60 Dilo sobre dito28 d, a 60 d|V.
rreierico RobUliard, presidente
P. Borget, secretario.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3il.
Paris, 316.
Lisboa, 98 a 100 por % de premio,
r Rio de Janeiro, 1|2 a I por 0|n a 15 e 30 das.
Arroes do Banco, 10 a 45 de premio.
companhia de Beberibe 549000.
compauhia Pernumbocana ao par.
Utilidade Publica, 30 purcento de premio.
o o ludemnisadora. 52 dem.
da estrada de ferro 20 por,0|rj da premio.
Diseonto de I el tras, de 7 a 7 l|2 por Om. '
Dito do banco7 a 8 por 0m.
duro.lluras hespanhola-. 289 a 28900
Moedas de 69O0 velhas .... 16\JO00
6100 novas .... 69OOO
(i 49000.......99OOO
Praia.Palacoes brasileiros......29000
Pesos columnarios......25000
mexicanos...... 1986O
ALFANDEGA.
Ken limeniodo dia 1 a 10. .
dem do dia II .
1.J7:16I89
39:625#.)33
196:787*029
aEPABTirAO DA POLICA
Secretaria da polica dePernambnco II de de-
zembro de 185U.
Illm. e Exm. Sr,Levo ao conhecimento de V.
Exc. que das differenles participadles hoje recebidas
nesla repartidlo, consta que se deram asseguiules
oceurreucias :
Paran presos : pela subdelegada da freguezia de
Sanio Anlonio, Manoel Jos de Freilas e AlivnCae-
lano Amaro dos Sanios, ambos por briga.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, o
prelo escravo Filippe, pordesordeiro.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista, Vi-
cencia Mara da ConccicAo, por insulto, e u preto
escravo I.uiz. por andar depois das 10 horas.
Pela subdelegada da freguezia dos Afogados,
Alejandre Jo de Oliveira, pur espancamenlo.
E pela sudelegacia da freguezia do Puco da Pa-
Giminiano, por andar fgido.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Eim. Sr. con-
selheiro Sergio Teixeira de Maeedo. presidente da
provincia.O chefe de pulida, 1 >r. Poticarpo Loper
e f.edo.
,Sr.s. redactores.Em Ires differentes artigos, um
da redaeco dous eommunicados, son hoja atroz-
mente injuriado e insultado no Liberal Pernnmbu-
cano, por espoletas do Sr. Dr. Fetoza ou por elle
mesmo, que acha que assim obrando moslra-se pro-
fundo philosopho. Coilado, que nao v qae toda a
gente sensala nao pude deixar de estigmalisar o pro-
eeilimpiiio daquelle,que Dio leudo armas para com-
baler o seu adversario no campo nobre da discossilo,
lanr.a-se no das descomposturas oude ntnguem que
lenli 1 digni 1,1 I o pode seguir !
OSr. Dr. Feiloza desala-me ; aceito o sen desa-
li, propondo para regular esle aclo, duas condi-
ces rasoaveis ; elle regeila-as e persiste em dea-
fiar-nie propon 10 as eondicoes que julga couvir-lhe :
nao querendo deiiar-lhe nenhum pretexto, aceito o
desafio eom as eondicoes por elle proposlas, e ei-lo
que recua, dizendo que n.n acha mais conveniente
entrar em lula contigo. Tanta cobarda da parle de
quem se ioculca como o homem mais instruido da
provincia, e mesmo do imperio, indigna a loda a
popularan que dea coiihecendo que nem ludo o
que reluz he ouro.
O Sr. Or. Feiloza nao pode perdoar-me o ler feilo
patente a sua ignorancia em materias philosophicas,
e lodo furias, manda que 01 W. e N'egronis, que
lalvez nao sejao oulros que ello mesmo, me aggri-
daro cum improperios e insultos, cerlo de que niln
lendo eu sido creado nos arougues e ribeiras, 0(0
saheria manejar essas armas.
Oescarregam hoje 11 de dezembro.
Barea inglezaHoaiing Cloudmercaduras.
Brigue francezSuperbcemento.
Barca inglezaBonitaferro.
Brigue hamborgoezNe EdIdilios de ferro.
Patacho amencanoPfielfarinha de Irigo.
Iliale americauoSamuelfarinha de trigo.
Barca americanaCambridgefarioha de trigo.
Patacho americauoSania Claradem.
Barca americanaMeuisolacadeiras e farinha.
Brigu c inglezEnterpriseearvo.
Brigue porluguezLaia IIpipas vazias.
Brigue porluguezTarujopedras de cantara.
Brigue inglezRacerIdilios de ferro.
Barca francezaSi renemercaduras.
Barca inglezaSpirit of lhe Timesbacaihao.
E'cuna hollandezaZephv ro resto.
Barca dinamarqnezaPreciosamerca dorias.
Barca suecaFamelvenlaboado.
Escuna nacionalLindafnmo e sabao,
lrig.u: inglezTriemamplvora.
IMPORTACAO'.
Brigue hamhurguez Cito, viodu da liamburgo,
consignado a II. Brunn & C, maoifesloa o se-
guinte :
15 canas fazendas de algodSo, 33 ditas ditas mix-
tas, 14 ditas armas de fogo, 37 ditas miodezas, 4 di-
tas coaros, 2 ditas conservas, 2 ditas goiniii. lacea,
1 ditas palhinha, 18 ditas vidrus, 30 ditas, 10 barri-
cas e i fardos drogas, I barrica cognac. 100 ditas e
200 caitas genebra, 100 gigos btalas. 50 ditus gar-
rafas vazias, 5,000 botijas vazias, 1,160 garrafes va-
tios, 100 saceos farello, 100 pacotas papal de em-
brulho, 2 embrnllios e 1 caixinha amostras; aos
mesmos.
1 cala silbas, I dila um armario de farro ; a Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
3 caixas fazendas de algodao, 2 ditas ditas de li-
nho, 1 dila dilas de seda, 6 ditas ditas mixtas, 50
caitas genebra, 150 ditas qneijos, 10 ditas velas
slearinas, 10 barris cerveja, 10 dilos mauleiga, 3
embrullios amostras ; a l'iinm M. & Vinassa.
1 fardo fazenda de 1,1a ; a Schallheilllo & Com-
panhia.
2 caltas agua de colonia ; a Feidel Pinlo.
1 caita fazenda de seda, 4 ditas fazendas mitl
papagalbs......... um
Bolachas.............. ia)
Biscoilos.............. i>
Caf bom..............
resslolho...........
om casca........... o
Earne secca............
ocos com casca..........cento
Charuto- bons...........
ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba......... (a)
em velas...........
Cobre novo mAo d'obra -.... S
ouro- de boi salgados.......a
o verdes............ a
* espitados.........
i> de onra..........
cabra curtidos : 11
Caarhimho.............milheiro
Esleirs de preperi.........uma
Doce de calda........... o
1 goiaba.......... u
secco J......... o
jalea ...(.,........
Eslpa nacional.......... uj)
i> estrangeira, mito d'obra
Espanadores grandes........um
pcqiieuos.......
Farinha de mandioca.......alqueire
u milho......... ig
. u aramia........ 11
'rijan...............alqueire
Fumo bom ............j
ordinariu.....
o ero folha hom........ o
o ordinario.......
11 reslolho........
Iperacuauha............
Gomma..............alq.
Gengibre............. ,n
Leuha de achas grandes......cento
pequeuas..... o
o loros.......
Prauchas de amarello de 2 costados uma
i> louro......... 1.,
Cosladu de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ,', a 3 de I.....
11 de dilo usuaes.......
Cosladinlio de dilo........
Suallio de dilo...........
Forro de dilo........... ,
Costado de louro.........
Costadinho de dito........ u
Soalho de dilo........... o
Forro de dilo........... 11
-cedro.......... u
Toros de latajuba.........quintal
Varas de pnrreira.........duzia
o agulhadas........ .
> 11 quiris.......... s
Em obras rodas de sicupira para c. par
eixos o
Mularn .
Milho......
Pedra de amolar
lillrar .
1 rebolus
Ponas de boi .
Piassava.....
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
l'elles de carneiro
Salsa pan alba .
tapioca .....
1'nh.iMe boi .
Sabao ......
Vinagre pipa .
caada
alqueire
uma


rento
molho
meio
v*
uma
o
cenlo

pipa
9
S
9
i|500
29850
59120
79100
63700
63300
1gn>
98.50
9520
8610
9800
9880
9800
9240
9800
9210
636OO
13920
700
19600
19600
:>jO0
103000
33WI0
I96IO
69100
38OO
.-i.i
43500
IO9OOO
SfSOO
29560
19700
9600
23500
10-3000
123000
9I6O
8310
92OO
3320
159000
9360
49000
8200
820
9200
9800
8100
19600
13000
29000
I9OOO
2&"*Ol
28500
13000
49000
103000
6900o
1050011
83000
53OOO
;129000
39000
J9000
28000
8900
118000
213000
I63OOO
309000
19000
93000
79OOO
48000
8JOO0
6-3000
53000
28500
3-5000
19280
13600
19920
19280
263000
IS3OOO
8200
19800
9610
65X100
8800
18200
8200
:1360o
K-000
9360
163000
33500
.'300
9120
308000
s^S
- 90 L.
REPARTIQAO; JJA VACOsT
-.y O commisario vaccinador pro- S
: vincidl, reconheca2ndo que muitaa m
& pessoas deixatn de compai-ecer a
& esta reparticao em consequencia 1
#daIong,tude do lugar, avisa ao
"peitavel publico que tem re-
9 olvido a vaccinar tambem nas
9 tercas feras de todas as semanas,
m na casa de sua residencia, contil
e^ nuando a reparticao a funecioriar
no torreo da alfandega nas rjuin.
0 tas e domingos: assim, as pessoas
^ (|ue sequtzerem vaccinar nas ter-
ig cas feras, podem dirieir-se das
f sete as nove horas da manida, ao
j0 1 andar do sobrado da ra Nova
$ esquina da do Sol n. 60Dr. Jofio
^ Nepomuceno Dias Fernandes
9&owimm-iQ do pottv.
xamo entrado no dia II.
New-Port39das, patacho inglez uSouvenir de 1.57
(oneladas, capiUo Peler Le Hossgnol, eqoipagem U
carga carvao de pedra ; a Scoll W1I1011 & C. Per-
lence a Jerse\.
VaJsWa laliidot no mesmo dia.
CanalBarca ingleza Chamois de 319 toneladas,
capiia., i-.. |,yie, equipagem II. carga aasacar.
Rio de Janeiro Barca bra.ileira Flrmezau de 2U
mudada-, capono Joaquim Baplisla dos Saolos,
equipagem 10, carga sal.
Ll"r.P0,?' !> l'araliiba-Barca ingle Selina
de 390 toneladas, capiao La Page, eqoipagem 10,
carga lastro.
Acha-se recolhido a casa de detenrao desta ei
dade, por este subdelegada de Sanio Aolonio d
Recie, ora muleqae de nome Manoel, criuulo ana
representa ter 14 a 15 annos, com om denle de me-
nos na frente, e cor nao muilo prela, o qoal molea*
du ser escravo de Francisca Calharioa, morados-a na
freguezia da Escada : quem se jolgar eom direito ao
mencionado escravo compareca oeste joizo, munido
de seus compleme litlos para se entregar Sub-
delegada de Santo Anlonio do Recife 10 de daip-mZ
oro de 1856.O subdelegado.
Dr. Manoel Duarte de Faria
CONSELHO ADMINISTRATIVO. "
Oconselho administrativo, em cumpri-
mento Jo artigo 22 Uo regolamento de 1* de
dezembro de 1852, faz publico que foram
acceitas as propostas de J. Soum & C. Joao
Pinto du Lentos Jiinior, Rodrigues & Ribei-
ro, Pedro Ferreira .los Saotos,, Jo8o Fernn-
des Prente Vianua, Manoel Jos de Almeida
Nunes, Antonio Ferreira da Costa Braga
LUJ.Z orges de Ctvuiieira fi Uoajinafoa Joar
Ferreira Guimares, para forueccrem : o
nr.meiro 5 arrobas de oleo de ltnhaca por
483,3 ditas de verde crome por *3Klq 1
dita da rxo trra porlSOO, 3 ditas de ocre
por 5#400; o segundo 97 meios de sola Gar-
roteada a 71; a lerceiro 500 pares de colche-
tes pretosa 10 rs., 50 grozas de botes bran-
cos de osso a 230 rs 60 duzias de ditos pe-
queos a 230 rs., 145 ditos de ditos prelo a
230 rs, 24 ferros de polainas cum chapas de
1 3[4 de polega la a 600 rs 6 ditos sencapa
de 1 1.4 de poilegada a 30o rs., 4 duzias de
verrumas caibraes a 800 rs., 4 ditas de ditos
caixaes a 64o rs 4 ditas ditas ripaes a 560,
4 ditas do ditos de guarnido a 480 rs.. 3 es-
quadrasde 8 pollegadas a 800 rs., 2 arcos de
pa com 36 ferros cada um a 7/, 4 qnintaes
de ferro sueco quadrado de5|4 a 1 2dUs
de dito de 1 poilegada a 169, 2 ditos de dito
de -18 a 163, 2 ditos de dito de 618 a 168 : o
quarto 4 rolos de pitia raarlim a 39 : o quin-
to 10 arrobas de arco de ferro de 2 l|2 Dolle-
gadas de largura a 28500,12 serrotes deino
de 26 pollegadas de comprimento a I4550 3
esquadres de 10 pollegadas a 18; o sexto 1
tarracha ingle/a com lodos os apparelhos
por 1909; oseti.no 50 arrobas de cabo vetto
delinboi 18, o oiUvo lOmilboiros de pre-
gos ripaes da trra a 19700, dous serrotes de
iaalaSOO, dous dilos a 19800, dous ditos
a 29, seis serras de m3o de 2S pollegadas de
comprimento a 600 rs., e avisam aoi supra-
ditos vendedores que uevem recjlber os re-
feridos objectus ao arsenal de guerra no dia
13 do con ente mez.
Sala das sesses do conselho administra-
tivo para fornecimento do arsenal de guerra.
10 de dezembro de 1856. Bernardo Pereirt
do Carmo Jnior, vogal e secretario, a
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo tem de comprar os se-
guintes objeclos :
Para o arsenal de guerra.
Hollaoda de forro.covados 800 ; oleado para de-
bram. covados 10 ; costados de amarello 6 ; taboas
de assoslho de amarello, duzias 6 ; travs de sicu-
pira com 30 palmos de comprimento, e 9 polega-
das de face 3 ; safras grandes 3 : lio de algalio li-
bras 30.
Quem os quizer vender aprsente as suas propos-
las em caria fechada na secretaria do conselho as
10 horas do dia 12 do crreme mez.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra 6 de dezembro de
1856.Bento Jos La roen ha Lins, coronel-presi-
dente,Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
e secretario.
Dti*ea.
-_ *""" r"* aWalaal mildl virCni, QU6
navendo-me requerido Fraocisco Jos Alves Cama,
tutor dos menores filhos "
2 dilas conro, 3 dilas polimenlos, I dila charulos,
1 dila e I embrulho livros impressos, :) caisinhas re-
tratos, 1 li.liu livros e roupas, 1 embrulho amostras:
a N. O. Bieber i\ C.
1 eaixa oleados -. a Isaac, Curio k\ C.
100 caitas velas slerriauas, 1 cauinhi amostras :
a J. beller.
I caixa miiide/a- ; a C. Wallher.
Iliale nacional Auroran, viudo do Aracal\, con-
signado a Marlins ^ lrmaos, inauifesluu n seguinte :
3 fardos baetas, 2s cnoros salgados, D85 meios de
sola, 88 mullios com 1.22. courinhos eorlidos, 1 cal-
illo e I quarlolacom 793 pares de raleado, 49 sac-
es com201 arrobas e 17 libras de cera de carnau-
ba, 1 barrica 6 arrobas de sebo, 111 saccas eom 67
1]2 alqueire de nomina, 1 embrulho, 33 libras de
pennas, 17 mullo com I>.."> esleirs ; a ordem.
Barca americana Minesolaa, viuda de Philadel-
phia, consignada a Johuslon l'aler ,\ C, manifesloa
o segainle :
6,101 barricas larinha de Irigo, 100 barricas bola-
cha, i barris breo, 2,000 resmas de papel de embru-
lho, 50 rolos esleirs, ,0 fardos cravn, 100 caixas
E com elfeilo, senhores redactores, que idea da- canella, 337 dilas cha, 80 duzias de cadeiras, 40 di-
ra de si o homem que se pozesse a jogar couces com I tas de balauco, 51 caixas e 6 fardos fazenda de al-
um juramento ? I godo. 10 barris aracha ; aos mesmos.
Eu dou ao Sr. Dr. Feiloza plena liherdadc para1 iXlNSUI.ADO (iKKAL.
deseompor-me.por si ou pelos seus espoletas, reser- Rendimento do da 1 a 10 31:1333016
vando-me para recorrer a* leis qaaudo o jnlgar con- dem do dia II ....... 1:2I1;I31
vi',nenie. A vingan^a qae delle pretendo lomar he ___________
nohre. Nao oceupando-me com us seas esrnplos i 3:617>i80
polilicor. analisare todos os que publicar sobre as*] UIVEH5AS PROVINCIAS
somptos seieutincos, para acabar de desmascara-lo, Hendimenlo do dia 1 a 10 1:3(192068
re I u/i n io o .ii seojiKlo valor.
Oiiaiti ao que contra mim publicaran) os VV. e
NegroDis jaiba o publico que o proprio Sr. Dr.
dem do dit 11.
278-982
.. do fioado Pedro Joso Car-
neiro Munteiro, para ser levada a praca de renda a
ba.xa de capnn Oe plaa, sila em Ierras da proprie-
dade Apipocos, parillhade em o respectivo inventa-
no com os referidos menores, conjuntamente com
uma olaria de fabricar lijlo, sita em dilo lagar .
margen, do rio Capibaribe, e uma casa de laipa, pr-
xima a povoacao de Apipucos, seudo o prero para
base da arremaiac,lo das mencionada propriedades,
a quanlia de 1:1103 pr anno, pelo prsenle sao le-
vadas a praca de renda Irienual, a coroecar do pn
meiro de Janeiro de 1857, as meucunadas proprie-
dades para ser arrematadas por quem maior preco
otterecer, -ob hanra idnea, lin la, as primeiras Ires
audiencias deste jeilo, e mediante as seguinles con-
diccoes: que o prero da renda sera' pago ao tulor
dos meuores, ruensalmeule ; que o mesmo tulor de-
signara quaes os lugares em que se dever.iu fazer as
necessanas escavaces para a eilracjo do barro que
se desuar ao fabrico do lijollo em ordem a evitar
que as endientes do rio em sua velocidade. no es-
labeleram aLuin canal e causen) qualquer nutra
ruiim em dila propriedade, provenienle de lacses-
covares.
K pan que chegue noticia de todus mandei pas-
sar o prsenle edital, que ser.i alUxado ua porta da
audiencias e poblicado pela impreusa.
adu r p,sado nesla cidade do Becife aos 5da
dezembro de 1856. Eu Joio Facundo da Silva (jal-
maraes, escrivao o eserevi.
BabaalUW do Kego Barros de LacerJa,
O Illm. Sr. inspector da thesourara pro-
vincial, em cumprimento da resoluco da
junta da fazenda, manda fazer publico que
loi transferida a arrematarlo das obras do
empedramento do 20- e 21- leos ,da estra-
THEATRO
I
di:
1:588805o I da da Victoria para o dia 18 do correnle.
ULTIMO ESPECTCULO SOBA DIBECC&O l)()
AKTIS1A SANTA RUSA.
SABBADO 13 de dezembro.
lie ordem superior, e paro alisfazer no s ao pe-
dido que hn publicado Bal O ario de Pernambuco
n. 288, mas nnlicn a oulras muilas pessoas que Ido
clicgaram a lempo de ohler camarotes, cadeiras e bi-
Iheles de platea para a recila que lev* lagar no da
2 do correle, vai a' scena repeticao do drama
vaudeville,
Artliur
tiu
DEPOIS1 DE 16 Um.
Logo que o Exm. Sr. conselheiro presidente desla
provincia e dignar comparecer na tribuna, dar"
principio ao diverlimenlo.
O drama he ornado de diversas arias, e coros can-
lado* pot marojos, entre os quaes um sera cantado
por oilo senhoras,inclusive algumas meninas.
Aciores qoe tom.-.ram parles principaes no drama
M fsras I) kn8ih Jesaina, os Sn. Saola Rosa,
Kozeodo, Lima e Jos Alves.
i

li


UHO 01 PEMI8IUC0 SEXTA Ml i i II nczffliito Ut mi
A orchetlra sera' dirigida pelo Sr. l'edro Molaico
Bapli.1.
o flm do drama o Sr. Sania Rosa e a Sra. D.
Kaolh cantarao o jocoso dado,
0 MEIRINHO E POBRE.
O eiperlaculo terminar i pedido) com a comedia
em uro aclo,
Q XSDAS
EM
SIBBADtl HE 1LLELUIA
Fazendo a parla de Marieola a Sra. D. Jesuina.
Os bllhele eslSo deide ja a venda no escriptorio
do theatro, em mSo do Sr. Cuoha.
MARANHaO' E PARA".
Segu uestes oito dias o palhabote na-
cional Lindo Paquete, capito Jos
Pinto Nunes, pode ainda receber algnma
carga, faltando- Ihemn terco de seu car-
regamento para ajuste : trata-se com An-
tonio de Almeida Gomes, na rna do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Real cuiupaiiliia [de
a
quetes ingleztis
pa-
va por.
No di 22 desle mu espera-se do sul o vapor
I Y.NE, eommendant* Valler, o qnal depois da de-
mora da cosime seguir para Soulhamploo, locan-
do nos porto de San-Vicenle, Tenera*, Madeira e
Lisboa : para pa>sasens ele. Irala-se com o agen-
te Adamson Hovvie & C, rqa do Trapiche-Novo
PARAOARACAT1.
Segu em poucos dias o bem eonheeido hjate
.Capibaribe para o resto da carga e passageiros,
iraia-se na rqa do Vigario n. 5.
CEAHA' Kll'AKA .
O patacho oAnna recebe carga por rrete comroo-
do, nao demorar se-ha no porlo mais que o lempo
Creciso para alastrar : os prelendentes enlender-se-
io cara o consignatario J. B. da Fonseca Jnnior,
a roa da Vigario n. 23.
COMPANHIA PERNAMBUC*NA.
O vapor Igu.rassi aclia-se a carga para Ta-
uiandar, Barra Grande o Macei, para onda sahir
al o fim desta semana.
I'ara a Baha
A veleira e bem cooheeida sumaca brasiltira
Horlenci.ii) segoe para a Babia al o dia 10 do cor-
rete ; para o resto de seu carregarnenlo, trata-se
eom o seo consignatario Antonio Luir, de Oliveira
AzeveJo, ra da Cruz n. i.
Para Lisboa.
O patacho portuguez aBrilli.nlea, capitn An-
tonio Braz Pereira.i.nira' com loda a brevidade por
ter a manir parle da carga prompta ; para o resto da
tneama trala-se com o dito na praca, ou eom o con-
signatario Domingos Jos Ferreira Gnimares, na roa
do Qneimado n. :i."i.
Espera-se em poucos dias o vapor por-
tuguez Pedro V. commandante Jos Dias
dos Sanios, e depois de sua chegada e de-
mora do costuroc, seguir para a Baha e Rio
de Janeiro, para onde poder receber passa-
geiros, para os quaes emboas acommoda-
ede, e se promette bom tratamento : quem
no inesmo quizer transporlar-se, para ajus-
tes f que rita razoaveis ) poder entender-se
com Amorim Irritaos, ra da Cruz n. 3.
Para o AtMcaty.
Segu com toda brevidade o hiate luvencivel,
ja tena a roaior parle da carga; para o resto e pasna-
jeiros dirija-ie a Marlios A.- Irmo, ra d Madre
de De. u. 2.
Aracaly.
Segu na prsenle semana o liinle a Eil>oio u
para o reslo da earga e passageiros trata-se com Cae-
taoo Cvriaco da C. M. : na ra da Cadeia do Kecite
a. i '
Frela-se a lancha Flor do Rio e a lancha
Feliz das Ondas, para os porlos da Parahiba, Rio
<>iande da Norte. Maeo e Arac.il> : quem preten-
der dirija-se a|rua da Cadeia do'Recifa, loja de Joio
da Canha Mag.lhaei.
Companhia
Transatlntica de Vapores Sardos.

No dia 12 do correnle estara'aqoi, vindo de
Genova, a vapor TI KIN. igo.il em ludo ao GENO-
VA, a depois da demora necessaria seguir' para a
Baln e Rio de Janeiro, e recebe passageiros iiftos
para qoells rtoas pr.cas, como lambem para
Mniilavidun e Buenos-Ayres : dirijam-se aos agen-
tes, roa do Torres n. 14.
Companhia
FEM-AIERIIJMt.
'novoi e usados, pianos, varo objectos de
ouro e brilliante, relogios de diversas
3ualidades, quinquilhariai Irancezas, vi-
ros e loura para serviro de mesa, e urna
inlinidade de o tiros muitos artigo*, ijue
fora impossivel ennumerar, os quaes se
achariio expostos uo supradito armazem,
e se entregarao sem limite: sexta-ieira
12 do corrente, as 11 horas da manhaa.
Leilao de predios
O agente Borja transferio para torca-
tetra 16 do corrente, o leilao dos predios
abaixo declarados pertencentes ao Sr. Jo-
s Das da Silva, annunciado para quarta
feua 10, a saber: urna casa terrea de
n. 2, sita na travessa do Lima na ra
Imperial com 2 salas, 2 quartos e cozi-
nha lora; 6' ditas de ns. i, t, 8, 10, 12
c 14 na mesma ra com 2 salas, um
quarto e cozitilia fra ; 2 ditas na ra Im-
perial n. 76 A. e7(iB. com 2 salas, quar-
tos, cozinlia lora ; iarmazensem caixo,
na mesma ra, um terreno na ra da
Praia de Santa Rita e um dito na Passa-
gem da Magdalena com 12 1|2 palmos de
frente, aolado da casa doSr. Jos Joa-
quim Dia Fernandes, os quaes serao en-
tregues sem limite, visto serem vendidos
por accordo do proprietario com o e\-cu-
rador liscal, para cumprimento da con-
cordata que lite fra ltimamente outor-
gada: os genitores pretendentes que quize-
rem algtins esclsrecimentos a tal respeito,
dirijam-se ao armazem do agente annun-
ciante, sito na ruadoCollegio n. 15 onde,
teta" lugar dito leilao as 10 horas em pon-
to do supradito dia.
9ft>tao8 SDitwSoS.
PROVINCIA,
O Sr. til, soureiro dai
loteras manila fazer pu-
blico, que estao exposto*
a venda, no escriptorio
das loteras, na ra (Ja
Aurora n. 'i6, priineiro
andar, os billiet.es, meios
e quartos, da primeira par-
te da sptima lotera da
matriz da Boa-Vista, cujas
rodas au'dain no dia 20 do
corrente mea. O tnesnio
*r. tliesoureiro manda de-
ca ni r que existe urna gran-
de porcaode billietes,meios
e quartos.e por conseguin-
te os ^is. jogn dores, rae-
Ihor iiodero escolher.
Tliesourariadas loteras
II de dezeaibro de 1856.
Jos ^anuario a Ivs da
.Ylaia, escrivfto das lote-
ras.
Festa.
m
:J:

Espera-se hoje do Rio de Janeiro o vapor francei
RAKCEI.I.ONA, commandante Morin, em viagem
para a Europa, pelos porlos de escala : para frele e
passageiros, em casa dos Srs. Lasserre A; Tissel,
Irere-, roa do Trapiche n. II.
O vapor sardo oTurimn deve ebegar da Euro-
pa hoje ri-2), a as malas que lem de conduzir para a
Babia e Kio de Janeiro ser.io entregues qualro horas
depois que fuudear no lameirlo.
Baha.
Em IJ do mez correnle se?ae o biale Correio do
Norte, ainda pode receber carga : a tratar com
Caelono Cyriaeu da C M., na ra da Cadeia do Re-
cite n. 3.
J*ara a Baha.
O ^elelro e bem eonheeido patacho braiileiro Ef-
peran<;a, pretende segoir para a Bdhia nesles oifo
dias ; lem parle de seo carregaraento prompla : para
o reslo Irala-se com o seu consignatario Aulonio
l.uit de Oliveira Azevtdo, ra da Cruz n. 1.
Kio
h-
Ja
neiro.
Alo o Om da presente semana pretende segnir pa-
ra o Rio de Janeiro a veleira barca brasileira (Sara-
va ; lem prnmptn doos lerdos de seo carrezamenlo:
para o reslo e escravos a fri-le, para os quaes lem
escellenles commodiis, IraU-se com o sen cousigna-
lario Antonio l.niz de Uliveira Azevedo, ra da
Cruz n. I.
tU5f.
Por despacho do Eim. Sr. r. joiz de direil i
especial do commercio e a reqoernnento dos admi-
nistradores deponanos da massa Tallioa de Joao
l.hrisoslorao de l.ima, a agente l'cstana (ara leilrto
na loja da ra do gueimado n. 63 da armar,ao c
miudeza. exMaatasna mcsma.conslanltsdo balanro
no valor de r. (jSTifBSS, asim como >ie todo o ac-
tivo, importando na quintil de rs. Cl:7.3>l80 con4
forme o me do mesmo fallido, cujo balando se acha em m.lo do
agente cima, e poder' ser esaminado por quem
eunvicr em seu armazem ra da Cadeia n. 55, e o
leilao lera' Usar lersa-feira l do correnteas II ho-
ras da iii.ni 11.1.1 lia inesina loja.
O agente Borja (ara1 leilao, em seu
armaxem, na ra do Collegio n. l, de.
todos o objectos existentes no mesmo,
consistindo em objectos de marcineiria
Aftsenlou-se do abaixo awlgnado, no da 8 do
corrente, o miilalinho de nnme Custavo, idade Ifi an-
nos, cabellos carapinhos. nllios uraudes, de corpo del-
gado, explica-se mal oa pronuncia, levou camisa de
aleodAo branco, ininun corta, calja azul do mesmo
desbotado, costuma quando sabe a mandado dislra-
hir-se, por vadio, com muros pelas roas e pravas ;
fra encontrado na larde do dia 9 na estrada do
Manguinho : recommeuda-se a polica e ao capilaes
DEPOSITO DE L1YR0S E BOTICAS HOMEOPTICAS,
:2r:r'aM
O Dr. P. A. Lobo Hoscoso, tendo de fazer una viagem deixa a sja
6
botica sol) a
S.7i Pln.V"-n,,"i "l,0'1-yi,u ">* direc90 de pessoa habilitada e de inteira probidade, e um"deposito na loja de liv os do Sr
SSse recomVerar.'." d" ''"'* ",ia "' Manoel "W ** Souz. na ru. do Crespo,.Obrado novo do Sr. Maulhacs BaLtos?
A abaizo assignada avisa ao respeilavel publi- ., 1'KEtjOS FIXOS.
Por deliberarao da mesa rege-
dora da irmandade de Nossa Se-
nhora da Conceirto, da igreja da
Congregariio, paiticipo ao publi-
co e especialmente aos Srs. ir-
maos da mesma, que a festa da
nossa padroeira tera' lugar no dia
1 V do crtente, com o explendor
devido a lao excelsa SENHORA; ^
seao oradores, no Evangellio, o
padre-mestre pregador da capella @
imperial Joao Capistrano de Alen- &
donra, e no TE-DELM, o Rvm. ^
Sr. Antonio Manoel da Assiunp- @
rao : a msica da orchestra sera' @
dirigida pelo Sr. professor Ale- Q
xandrino Pedro de Soua, cpje @
executara' urna das mais moder- @
as e acreditadas missas ; a liar- g
9 moniosa msica do corpo de poli- fA
cia, da rjual be mestre o Sr. Pe- g
9 dio Nolasco Baptista, tocara' no ^j
w sabbado ao meio-dia, a' noite, no S
9 domingo de'madrugada, antes e ;;';
9 depois da testa e TE-DELM : 10- S
' go, pots, a todos os senhores ir- ^
@ maos e mais pessoas, que de bom &
?5P grado prestaram suas 1-mollas, S
^ queiram comparecer em a nossa Q
3 igreja, no referido dia e vespera, ^
^ alim de que com as suas presen- c|J
B ras mais se abrilhante a nossa les- @
9 tividade. S
9 Recite II dedezembrode I83(i. @
% O escrivfto da irmandade, Jos S
% Azevedo de Andrade. fia
s*>
Q
I) abano ssignado raga as autoridades poli-
ciaes e capilaes de campo apreheudilo e levem a .,,,
casa no aleiro da Boa-Vista n. ii escrava Calha-
rina, de m. .\,> Csssange, com idade que reprsenla
10 annos, estatura rcgolar, cor bstanle fula que pa-
rece cabra, e qoaudo anda pende o corpo de om la-
do que parece ser ci'ua, lenoo vestido de chita r-
ra com palmas, e panno da Coila de lislras encarna-
da, a qual o abaixo assignado houve por compra
qua dalla fez no da 6 do correr.le ao Sr. Antonio
Jos \ teira de Souzh, que Ihe alllanr;ou nenhom vi-
cio ter, qoando diia e>crava alem do vicio de fu-
gir lem o deber al cahir : asesura-se ser generosa-
mente recompensndo quem a aprehende!.
ioe Vctor da Silva Pimentel
SOGIEDAEDE E\S\10 FRWCEZ.
Por ordem do Sr. presidente declaro, que La
sessao. amanhaa as 3 l|3 horas da tarde.
O i." secretario.
Cosa Carealho.
Aluga-se a bella casa de campo da Pastasen)
a primeira passando a ponte, conseriada e pintada
de novo, com sitio, e baixa para capim, que tra-
tada susienla dous cavallos, tem boa coclieira, es-
tribara o casa para prelos a iratar na rita do
Queimado loja n. 19.
Nesta typograpln'a se dir" quem
compra ou aluga um esclavo moco e ro-
busto, para o serviro de um sitio.'
c dous
angeiras,
Precisa-te' de um forneiro
amassadores: na ra das Lar;
padaria 11. 28.
A taberna da tibeira da Boa-Vista, perlencen-
le aos Srs. Barbosa A Coellio, esta' juila com o Sr.
Jeronymo Carpinleiro ; se alguem se olear com di.
reilo a ella, dirija-se a ra Baal do Mangoinho n.
51, 00 a mesma taberna, no prazo de3 dias.
Precisa-,e de nm feilor para'um peqiieoo sitio
mu perlo da praca : a fallar na labern da esqoina
da ra do Collegio ti. 25.
Alraz da malriz da Boa-Visla n. 33, primeira
andar, apromplaiiie bandejas de bolos, pasleis de
toda a qualidade faz-se doces de encommenda :
na mesma caa precisa-se alugar um prclo de idade
que saiba Irabalbar em hvrla.
-.peilavel pu
co, que pessoa alguna faca nesocio ou transaccao
algnma Cira as daas propnedades sitas na ra Im-
perial n. 76 e 8!), perlencenles ao casal do finado
Jos da Silva Cnimbra, sem ser por consrnlimenlo
e assignalura sua, e ludo que apparec,a feilo oassado,
prsenle e futuro he falso, e ata iera' vigor.
Joaquina de MagalhAes Coimbra.
Prceisa-se de um caijeiro que Icnh pralica de
taberna : na ra do l.ivrameolo u. I'i.
Precisa-ta de um iiomem para Irahalhar com
urna carrera, dando-se sociedade nella : qaem esle
negocio Ihe convier, dirija-se ao paleo da Sania Cruz
n. 2, para tratar.
A mesa regedora da irmandade de N. S. da So-
ledade convida a lodos os seus charos irmaos para que
se sirvam comparecer no consistorio da mesma ir-
mandade no domingo, 1 do crreme, pelas 9 horas
da minhfte, aflm de elegerem a nova mesa que lem
de runecinnar no futuro annn de I8.16 a 1857. Re-
cite lude dezembro de 18:,6.O escrivo,
Pedro Ignacio Baplisla.
t'inda a audiencia do Sr. I)r. joiz de nrphSos e
senles, do dia 12 do correnle, lera lugar a arre-
malHC.Ao de urna casa terrea na ra da Senzala Nova
d. 32, segundo o edital j publicado.
Precisa-se de nma ama forra ou capliva para
urna casa de pouca Tamilia : na ra Velha n. 101.
Precisa-se de orna ama para o serviro de urna
casa da pouca familia ; na ra Direila a. 8(i.
ALDGAM-SB
para paisar a festa dnas casas na Torre, com bons
commodos, caiadas e pintadas : no armazem de ma-
teriaes da ra da Cadeia de Santo Anlonio n. 17.
Precisa-se de um canoeiro para tomar conla de
urna canoa de carregar arca, paga-se bem a tratar
no paleo do Carino, sobrado n. 2.
Precisa-se de duas amas, urna que saiba enzi-
nhar e fazer o semen interno de casa, e outra para
tratar de um menino: na ra do l.ivrameolo, casa
n. 20, segundo andar.
Perden-se no dia 9 do correnle, da prara do
Corpo Sanio para o caminho da Si-ledade, uma'car-
leira contando orna sedula de jjtOOOrs., um palacao
e ama moia d* 610 rs. em prata : quem a achar e
a quizer restituir dirija-se a roa do Trapiche Novo
n. 48, que sera' recompensado.
Lotera do Hio
de Janeiro.
Hoje esperamos do Sul o vapor fiante/.
Barcellona n conductor das listas da
primeira lotera da cmara municipal de
Paratv. Ainda existe um pequeo nu-
mero debilhetes dessa lotera,na prara da
Independencia n. 40 ; 0s premios serao
(inmediatamente pagos de conformidade
aos nossos annuncios na mesma loja ci-
ma, logo que estejamos de posse das ditas
listas.
B1LHETES Di LOfERIA DO
RIODE JilEIRO.
Jos Eusebio Alves da Silva mudou a
venda de seus bilbetes da lotera do Ro
de Janeiro, para a ra do Collegio n. 15,
deixandode vender de hoje em diante Ha
loja do Sr. Malinas de Azevedo Villarou-
co, junto ao arco de Santo Antonio.
BILHETES DA LOTERA DO
4 RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000*000, 10:OO.sOOO, 4:000X000
e 2:000.s'000
Hoje deve ebegar o vapor francez < Bar-
cellona r, conductor das listas da primei-
ra lotera da cmara municipal de Paratv,
anda existe alguns bilhetes e meios, e\-
postos a venda na roa do Collegio n. 15,
a' elles artes que clicgue o vapor.
Precisa-se fallar com o Sr. Joaquim Jor-
ge dos Santos Jnior, na ra do Queimado
n. 69, loja de ferragens a tratar negocios
de sen mleressc.
I GOimiTORIO HOMIEOPV i
1 TIIICO.
r\ 1)0 DR. CASANOVA.
^ 8na das Cruzes28.
Z Neste consollorio ha sempre para vi_..
g o* mais acreditados medicamentos homn-o-
JS? palhicos de CATELI.AN e CVEBEH, lano
M em linlura, como em f-lobolos, e o mais
m em eonta nossivel.
W Croa botica de 12 lobos 3 85 e 109000
6?3 de 2 u 10- 12? e I0.3OOO
g> i> de :)6 |Sgp ikj e SOBOOO
a de 4H "te e 2.-oun
^ i> de 60 11 22, 5* e :10>U0H
#$ Tobos avulsos 50,1, 800. e IjOOO.
m. I onra de linlura a escolher 2>000.
W Consullas lodos os dias gralis para os po-
jj5 bres.
Precisa-sede um caixeiro para taberna,
com pralica ou sem ella, de 12 a 14 annos :
na travessa do Singado n. 1.
Aluga-se o armazem da roa da Praia n. 2 : os
prelendentes dirijam-se ao irroAo ministro da ordem
lerceira de S. Francisco, no larso do Carmo n. 16.
Pelo juizo d'orphlos vai a praca, por
venda a quem mais der, a casa de dous an-
dares sita na ra de Jos da Cosa no bairro
do ftecife, pertencenle ao casal do finado
Joaquim Jos de Figunircdo, a requerimento
da viuva inventariante no dia t do corrente
depois da audiencia, avahada em 2:00090n0
TS.
SOCIEDADE FIKDADORV DA FA-
BRICA DE FIAR E TECER
ALGODAO.
Os senhores socios sao convidados a eflecluar ale
o dia 90 do corrente, o pisamenlu da sefteuda pres-
lacao, que be finada em 10 por rento do capital
subscripto por cada um : no escriptorio do Sr. Ma-
nuel Al.es Guerra, ra do Trapiche 11. 11, das 9
horas da manhaa. as 5 horas dn larde. Pernam-
buco 6 de dezembro de 1586.
Amorim, Faiias, t,utrra&C.
Precisa-se de um cozinheiro bom
pata nma casa eslrangera de pouca fa-
milia : na ra da Cadeia, armazem 11. 21.
O abane assignado l.i ver ao politice que oin-
Eiiem laca negocio alsum com una casa de laipa
melade de lijlo, sila na Capunga Velha, que Tai
para o Rio Capibaribe, sem que mo se emenda com
o abaizo assignado, pois lem direilo a ella.
Jos da Suva Ferreira.
1 AO PUBLICO.
B No armazem de fazendas baratas, ra do
Collegio n.' 2,
J vende-se um completo sortimento de fa-
sjj zendas finas e grossas, por mais barato
** presos do que em outra qualquer parte,
S tanto em porgos como a realho, aifian-
H cando-se aos compradores um s preco m
^ para lodos: esle estabelecimento abrio-se S
g| de combinacao com a maior parte das ea-
^j sas commerciaes inglezas, francezas, alie- |
j}| mos e suissas, para vender fazendas mais 5|
% em eonta do que se lem vendido, e por isto ja
K oflerecem elle maiores vantagens do que &
/ oulro qualquer; o proprietario desle im- M
I portante estabelecimento convida todos ||
g os seus patricios, e ao publico em geral,
L para qua venham (a bem dos seus inle-
I resses) comprar fazendas baralas: no ar-
jgg mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-
j Ionio Luiz dot Santos & Ro.im.
O
sempre para vender ..7
-.:
Botica de 12 tubos grandes.
Dita de 24
Dita de 36
Dita de 48
Dita de 60
10/000
15;ooo
209000
255000
309000
Manual de medicina homeopatluca do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina .....
Medicina domestica doDr. Ilenry.....
Tratamento do cholera morbus ...
Repertorio do Dr. Mello Moraes. ...
909000
10/000
2/000
61000
mtm mi
la W
PUECIOSAS. *:
r
SPEDRAS
*
* Aderemos de brilhanles,
aj diamantes e perolas, pul- B
i ceiras, allineles, brincos *
* e rozlas, boloes e anneis *
i de diA~erenles costos e de g
5 diversas pedras de valor.
*
Compram, vendem ou
l,nmp..i- _____ l_i
ik
I OIJHO i: PRATA-
]^ Aderemos completos de
^ ouro,meiosdilos,pulcei- $
'* ras, alfinetes, brincos e S
i rozelas, conloes, trance- j|
^ lins, medallias,correles S
{jj e enfeites para relogio, e *
.. oulrosmuilosobjecloide J
.<, ouro.
e
I0REIRA k DDARTE.
I.6JA b| 01IIIVM
Ra do Cahuga' n. 7.
Receben) por to-
\ dos os vapores da Eu
i Ss.daman.reWbro: I l'\^ ObrdS do 01H S
l&VKnSBl "'oderno ?osto, tan-
SSB^^mgmJ to de Franca como
de Lisboa, as qua es se vendem por
preco couimodo como costumam.

Apparelhos completos, S
Jj de prata. para cha, ban-
a dejas, salvas, casli^aes,
i colheresdesopa edech,
e moitos oulrus objectos J
? de pcata. .
- A > <. ;<-; S $ <; $g ,; S ^:+ j
Precisa-se de um caiieiro
A fugados n. 13.
Qaem liver adiado
na ra Direita dos pela mesa do consulado provincial se faz
publico,que do primeiro de dezembro prximo vin-
ittatgigragta -*; m 52 u,ei,s "sra
caes S. L. S., perdida na imite de 8 do correnle,: P?8amenl0' a 1)0cca do cofre, da decima dos pre-
pode leva-la aoseundo andar da ra eslreila do Ro- dios urbanos das freguezias desla eidade e da dos
ario u. 13, qoe se gratificara'. Afogados. findos os ques incorrero na multa de
3 0(0 todos os que deixarem de pagar seus dbi-
tos.
Na,rea lar^a do Rosario, esquina do boceo do
i ene-Frito, no segnodo andar do sobrado n. 9,
cozmha se para fra com lodo asseio, perfeicao e
prompndaoe lambem se engumma: ludo por preco
mais commodo do que em oulra qualquer parle.
Precisa-se de duas amas, urna que saiba cozi-
nhar e lazer o servido interno de casa, e outra para
Halar de um menino : na ra do Livramento, rasa
ESTRADA DE FERRO '-. SLmSl^ sa da rae da Aurora n. 5*:
tln i(-( /('/'i kSr/J/-l UU neCt/VU Mili l ratlCISCO qaem pretender dirija-se ao Sr. JoSo Pinto de l.emo.
Jnior, no seu escriptorio, ou casa de sea morada.
na rna da Aorora.
(Terceira chamada.)
Os directores da companhia da ealrada de ferro do
rtecife a S. Francisco, lem feilo a lerceira chamada
de 2 libras esterlinas, ou ris 178777 sobre cada ae-
8o na dita companhia, a qual deve ser paga at o
dia H de Janeiro de 18.~>7, na Bahia, cm casa dos
Sra. S. Davenport A; C, na corte, em casa dos
Precisa-se para o serviro interno e externo da
urna casa eslranaeira, do um prelo: a quem Ihe con-
vier dirlja-se a ra da Cruz n. |,
Precisa-se de um bom criado e pga-se bem
radando o serviro e comporlamenlo : a Iratar no
casa do desem-
Srs.Maua Me. Cregor & Ce em Pern.mbco. no S^ doI^ici ^onl..Tqu.M.T
escnpiono da companhia. O accionista que nao hargador Mendes da Cunli
realnar o pagamento dentro do lermo indicado, no-
i
Os abano asaignadoi, com loja de ourives na ra
or''-aboga n. II confronte ao paleo d. malriz e ra
llam.. publ,c,>' I"' 'a recebendo conlinua-
seiiioiacomo para homens e meninos: os precos
ZSSttZT"^, C "a"a'n-" eonta, com res-
po.i.abilidade especficaiido a qoalidade do ouro de
ii oo 18 qutales, ficando assim sujeilos os mesmos
por qualquer duvida.-Seraphim Irmao.
-- Predu-ieda ami ama forra oa captiva para
lodo o erviro de urna casa de familia : na roa No-
va,.sobrado o. 23, seguudo andar.
AOs Srs. estutlandes de
preparatorios.
O bacharel formado A. K. de Torres Bamlctra
pagamento dentro do termo indicado, po
dera' perder lodo direilo as scees sobre as qnaes o
dilo pagamento nao se liver edeclaado, a em lodo
caso lera' de pagar juros na razo de j por cenlo ao
auno, r de nao receber joros ou dividendo da com-
panhia, pelo lempo que decorrer entre o dia indi-
cado para o pagamento e a sua realisaeflo. Nenhum
aoto de transferencia pode ser registrado depois do
da 8 do correle, antes do pasamento da chamada.
Por ordem dos directores,
S. !' I ereler,
Thesoureiro.
Recife 3 de dezembro de 1836.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Estabelecida cm Londres, em marco de 1*24.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
ea quem mais convier que esto plenamente au-
.orisados pela dita companhia para eflecluar segu-
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
llha e igualmente sobre os objectos quecontiverem
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou i Profe5sorde lingua franceza no Gymnasio Provin-
em fazendas de qualquer qualidade. c'al ?* 4*a- t>mms,m atn i riea e m^cs'assira corao de linSoa fra"oeza, e
T^YuSSwSSaSk P.fa0g?,Ia' e breve dari >50 a ""i curso de
J. flAtlL, IlL.lllMA, ^ pnilosopbia, e lambem ao de lingua ingleza r os
contina a residir na ra.Novan. 19, primei-aj! Srs. esludanles que se quizerem matricular em
l99*999Xmm**,m*'iqUheTTS CUrS?S p0dem P^"-' desde j,
-t!D*.*..,O*l,t8te em a casa de sua resi(lenca) na fua N6tt> sobradQ
M? el III ICycl tIC liar l'reia-e de orna pessoa para cozinhar a eu-
g0mv ?rifm Ca"" de p"oca familia- rto tenente-coro-
nel V ilella. Na mesma casa se dir' qoem vende O
mergnlhos de parreira miucalel a 500 rs. oda um.
Precisa-se no eogenlio Rom Jesus do Cabo de
om distilador de alambique de Urrosue, preferindo-
se solleiro : qoem se julgar com esla baMHIseJto,
. dirija-se ao sitio do finado commeudador Loiz (io-
i mes Ferreira, no Mondego, ou no Recife, roa da
I Cadeia n. 20, a tratar" com Loiz de Moraes Comes
Ferreira.
j Recebe-se dinheiro para ser mandado dar na
eidade do Porlo por lellras pagas vista ou a prazo,
. e* prala no ouro: na ra do Trapiche n. 10, escrip-
I orio de l'homaz de Faria.
A sociedade em commandita, Amorim, lana.
Guerra & C'., por deliberarao tomada por lili dos '
seus socios, subscriptores de ,">O0SsJUO a 5:000*100 de
ria, dos que efTecluaram o pagamento da primeira i
prestarilo, tem resolvido mandar a Europa o seu
socio Uupral, para ir procurar os riscos, plase in-
formaees definitivas, e noregresso de i.o a eiiilicaoiu da fabrica e suas dependencias.
Em virlude do art. 39 dos estatutos, a sociedade
deliberou que continuara S admillir novas subs- (Ir) VeHCTa'el Ul'cleilt Tei*-
criptoes, nu escriptorio da sociedade, provisoriamen- ,, _, ,
leein casa do Sr. .Manoel Alves Guerra, ra do Tra-.CfirH (Je oail-11 J'fi |J CISCO
piche n. II, I." andar,em termos a augmenlar-se o n
capital social, alim deque, a fabrica possa ser feilai I ara O mesmo hospital precisa-sede
desde sua fundacHo, cora maiores proporcoes, e con- I um enlermeiro e lima enfermeta armel-
seqoenlementetanillar maiores lucros; devendo as I i cmcrincirai, aquei-
novas assignaluras, serem realisadas com as presta- e "0S80S "inaOS Clisados Sem lllOS
coes j' effucioadas pelos primeiros socios. que pretenderem olupar, cujo ordenado
A primeira prestacao realisada ale boje, lem sido be deSliOtiOAO nana .,!>. i m... A-
de 5 por cenlo do capital subscripto. <"wl>w)" P'"> ambos e mesa, diri-
Pernambuco 12 de novernhro de 1850. Jam-seao irmao ministro Flix Francisco
tecer algodao.
Hospital Todos
os Santos,
Amorim, parias. Guerra
-JISCO
idcSou/.a Magalhaes, morador no largo
j lo Carran. Ifi, assim como prcisa-se de
lum servente para o mesmo hospital.
No dia 28 de outubro prximo passado,
ausentou-se de casa do seu senhor, a escrava Geno-
veva crioula, idade de 30 annos.boa figura e enchu-
( cllip.'t 'i ll (ir seguro COII-i dope,lo; ,em nas cos,as da m3 esquerda urnas
fra mn.iu l,|AVl ,1 pintas parecendo foveira, e urna cicatriz no dedo
ira inOI talKlaae (IOS e.S-jpolegar da mesma. ella lem por costume trocare
Cra VOS estabelecida no nolne'u,llmameDlB Wpegsds em Mara Farinha,
para onde se suppoe ter seguido, roga-se portanto
as autondaJes policiaes e capilaes de campo a cap-
tura da dila escrava, que na ra de Apollo n. 1 A.
se gratificar com generosidade.
Nos abao assgnados, moradores
em Mamanguape, provincia da Parahi-
ba, declaramos riue de hoje em diante
deivatnos de recolhei gneros em nossu
armazem de pessoa alguina, remettidos
, desla praca. Recife 9 de dezembro de
Dar-se-ha consollasgralisaosescravossezurosdas IKRtt i-- > n-
9 para 10 hora, da manhaa, no escrip.ori o, com" ,856** & P" "no.
pa"'"a- Acha-se foaida a escrav Joanna, de idade .10
anuos puuco mais ou menes, levon vcslido de chita
encamada, he bem prela, lem Ma dr deules na
Irenle.o dedo indicador da mo direila aleija io, pro-
cedido de um panaricio, lem as pernas ftidas, sjs-
p -y peiia-s estar escondid na tVegoezia de San-Frei-
nx, de volla de sua viagem cj l'edro Goncalves ou I-ora de Portas : roga-se as au-
RIO D JANEIRO
CAPITAL 2,000:000x000.
Agencia /iiial de Pernamburo n. l;t ra do Crespo, i
Pagar-se-ha sobre a avaliacao de l:(MH)5000 e
mais ou menos em proporcao de oulro valor, inclu-
sive o sello da apolice ele.
Das idailes.
De 12 al entrar aos 40 annos .Ib-tOO por anil0-
As coiidi^es impressaspoderflo ser procuradas no
escriptorio da companhia.
i$O^OX% C-0@@ nc'aTn!,,;::" he ten.
l morando na ra Nova n. 2 loridades policiaese capilaes de es
mpo qua rtella le-
DENTISTA LWCB.
ilo liaignoox, de volla de sua vi
"opa, e'l morando na ra No
Iraeiro andar, onde pode;ser procura- 9 nham nol.'cJa.deTevare'm'ao su'subor,Hem'Fora'd
]ual,|,ier hora. ^ Portas, na casa do Sr. Vianna oa no paleo do Car-
99*9<9\%- --' qe Ser"' ^"erosamen.e recomp.n-
Sr. Joaquim Jos Marques, que SSK;0:-':r-'.:i:':-i-'ii."-v*i-/'-""-'"'-'"-
)idetrazdafundcaodo Sr. Slarr %i CONSL'LTOUIO CENTRAL ll-"@
i Imii ; .. e
II, piimeiro
do a q
A pessoa que empenlinn uus penliores na ra
de Hurlas n. 10, par loOSDOO, e queso paga* o ju-
ros do mei de Janeiro e nao pagoo mais juros, venha
pagar os juros que deve na roa da Aaaarapca n. -J,
e tirar os seus penliores no praro de 8 das, entilados
do primeiro auuoncio. e nao viudo lira los serao ven-
didos para pagamento, |ue se precisa do dinheiro.
Precisa-se de om caixeiro para urna laherm, no
logar de SiDi'Anna.
O
mora por
em Santo Amaro, queira mandar a esta
typographia, a negocio que Ihe di/, res-
peito.
Nesta typographia precisa-se fallar
aoSf. Hento A. R. Tupinamha', qttemo-
rou ou teve loja no paleo do Carmo.
Tra
seus com
precisos, o qual paga um mdico aluguel : a
Da ra do Collegio n. I segundo andar.
-.".-
9 MEOPATIIICO.
9 Ra de Santo Amaro (Mundo-No- Q
9 ven. fi. '2
9 ,,r- Sal''" "legario l.iihjero l'inho, f
H| de volla de toa viagem ao Rio de Janeiro, %*J
tonlinua a dar consultas todos os atea uteis, 5J
da manilla, ai 1 da tai de. ?'-s
Os pobres silo medicados
-; % "i>oi sao meoicados gratuitamente. ,
aspassa-se um armazere de assucarcom os *>@^0@^ O QQ%& &1
ptenles caixnes, ba ancas mais utensis -DH.pp.ree.rm.da engenlto Pocu TS!7!
Manoel crinlo, de i a >i anuos de idade, com os
sesuiules sianaes : estatura reaular, fulla de denles
na frente, um tanto risonho. olbos morios, filia des-
iflva o pagde!
ynem no Poco da Panella,
A* sombra de urna mangueira,
Nao Iniciir bolsa e ludo
Por una boa sorvrteira ?
O Soares, qoe disto sabe,
llomingo. .{ni- bom maro!)
Vai guerrear com sorveles
(ii paluscos do gegao.
Eia, rapazes,
Vamos ao P{o
Tomar sorveles:
i.evem caroro.
Precisa-se de urna ama forra nu escrava para
lodo servido de urna casa de pouca familia : na ru.
Bella n. 33.
Os administradores da massa fallida de Manoel
lion^alves de Azevedo Kamos, avisam (os credores
do ii.esnio. para nesles S das a presentaren! seos cr-
ditos na ra da Senzala Non n. 4, afim de serem ve-
rificados e qoalificados.
O abaixo assignado, curador fiscal, da mas-
sa fallida de Joo Chrysostomo da Silva, convida os
credores do mesmo para que no prazo deoitodias
a datar de lioje,venhamapresentar seus crditos pa-
a serem verificados e classilicados, segundo for de
direilo. Recife G de dezembro de 1856___Joa-
quim Filippe da Cosa.
Joanna Mara da Conceirao. viova de Manoel
lleoriques da Oliveira. moradora na povoacao de
Quipapa', leudo seu marido negociado nes pra-
ca com varios senhores a qoem soppfie nada de-
ver de conlas conlrahidas pelo mesmo seo marido,
convida a lodas as pessoas que se julgarem credores
de Ihe apresenlarem suas contas no prazo de tres
dias, na casa de Jo> Carreiro da Silva, ficando por
esle aviso desonerada para o futuro.
Recife 9 de dezembro de 18o6.
Estando impressos os recibos para a cobran-
ca da subscripeo do volunte das minhas poesas,
que ser publicado em marco do anno vindouro, se
me faz preciso declarar para esclarecimento dos
meus prestrnosos amigos, que generosamente se
prestaren) ao pedido que Ihes fiz ha pouco neste
Diario, de adiantar-mea diminua quantia que
subscreveram ; e vem a ser : que o abono do papej
feilo pelo coronel Menezes nao he suficiente, para
que possa leceber as 100 resmas de papel, que ha
de chegar em fevereiro do referido anno de 1857,
por quanto diz a sobredila arla de abono, que no
caso de eu nao salisfazer immedialamentea quantia
constante da factura, o socio e gereule da casa N.
0. Bieber e C. Iho participe, para mandar salis-
fazer o seu impone, e elle receber o papel encom-
mendado, donde se v claramente, que so satisfazen-
dotodaa importancia das referidas 100 resmas de
papel, poderei conseguir a imptessa? do volame
das poesas annunciadas.
Ora, quem al o presente tendo eslabelecido urna
typographia com tres prelos.na ra do Passeio Pu-
blico n. 19, ecomprado muias fontes de typos no-
vos ; typos que podem compor 20 peridicos e di-
versas obras avulsas.nao lem podido at boje colher
bom xito, como poder imprimir 2000O exem-
plares de um pequeo volunte de poesas, sem ob-
terdeseus amigos o adjanlamento dessa diminua
quamia ? Os assignantes hojs j excedem de 1500
a vista de enihusiasmo e dedicacao que ;e teem ma-
nifestado na briosa academia, no collegio dos arles,
eem alguns negociantes desta praca. a eidade de
Macei j voluntariamente subscreveram rento e
tantos, e hoje com a ultima publicacao da canelo
denominad O juramento teem surgido como
por encanto, novos apologistas, que medo os pa-
rabens pelo bom resultado desta minha empreza.
Agora lentbro de passagem, porque molivo as
Exms. Sras., que conslituem as gracas do diae as
delicias da noite, nao se prestam a subscrever para
a publicacao de urna obra, qne tanto exalta suas
sublimes virtudes e formosura ? Nao sao os elos
da cadeia do mais aprehensivo e melindroso sexo,
que faz a gloria, delicias e doce ornamento do ho-
rnero ? O homem nao nasce de seu ventre, para se
suspender de seu seio? Sua bocea deliciosa nao pro
fere palavras mgicas, que adormecem lodas as d-
rese geram lodosos prazeres? A natureza do ho-
mem nao he o rellexo da historia de tao bello, de-
voto e sensivel sexo ? Deve-se por conseguinle a-
doptar a estpida doulrina, de que s inlerceptan-
do-se as Sras. a propria luz, se consguera evitar o
seu deslumbrameniofechando as janellas das casas,
onde devem viver e raorrr l As senhoras, diz a
condensa de Rc-musat. nn im sanio anividadn in-
terna ; sna liberdadehe mais pacifica.que a dos ho-
mens, ellas s teem por inimgo o seu proprio co-
racao.
Em Tardada, sempre para as grandes emprezas
reclamaram-se os maiores esforjos: os protectores
das obras Iliterarias em lodos os lempos se denomi-
naran! egides dos fructos da indiligencia ; convem
porlanto, que todos em goral, subscrevam, para a
publicacao de urna obra, qne tanlo electriza os co-
races sensives. As bellas) Pernambucanas devem
de imitaros excmplos das aflecluosas oillustradas
bahianase fluminenses.O bacharel formado,Joo
de Barros Pakio de Alhuquerque Maranho
COMPANHIA INTERNACIONAL
.FORENSE.
Escripiorio central no
Brasil.
RU DO ROSARIO & 158
-NO
RIO DE JANEIKO.
director geral, o c0.sselheiro j. f. de
Castilho.
O bacharel Rulino Auguslo de Almeida, Hornea-
do em SI de novembro do correnle anno delegado
da i Companhia Internacional Forense faz pu-
blico que o escriptorio da delegacia eslaberio da-
mente em a ra do Collegio n. 17 primeiro an-
dar das 10 horas da manhaa asi da tarde, e ahi
tratar dos negocios, deque se encarrega a compa-
panliia com especialidade entre Portugal e o Bra-
sil, os qu.es sao : Proseguir reclamacesten-
lar composices instaurar, e seguir procedimen-
tos judici.esfazer cumprir rogaloriasmandar
assislir jpracas e agenciar compras, e vend.s de
predios ruslcos, e urbanosspllicilar pretencoes
justas dos governosrepresentar herdeiros, e lega-
tarios, promovendo todo o processo.desde a habili-
tajo a eflecliva cobranca e, finalmente, prolegcr,
e activar todos os negocios lcitos, e todas as irasac-
jes que respeitem iiiternacionalmente aos subditos
daquellas naces.
A companhia tem assentado em deixar sempre
escolha da parle as bases sobre que.era cada caso, se
firmar o respectivo mralo, as quaes scro, em
lodos os casos, reguladas segundo os compromis-
sos, que fiearem cargo da companhia, ou do in-
teressado. P.ra dar plena demonsitago do zelo
com que os negocios sao tratados, a companhia na-
da recebera para si, em caso algum, se a redama-
cao for infruclifera, pois s levanta urna porcen-
lagem sobre os valores effectivamente cobrados. Em
loria e qualquer recl.magao que se afresentar, como
dosen, ou pudendo vir a tornar-se, litigiosa, os in-
teressadosdevero exhibiros documentos comprobati-
vos de seus direilos, para serem previa, e gratuita-
mente examinados pelos advogados da empreza.
Proccde-se "gratuitamente i pesquizas, acerca
da existencia, mudanca da residencia, ou falleci-
mento de portuguezes, o brasileiros, quando isso
for conventenlemente requerido.
A ROMEOPATHIA E 0
MOLER. i
nico tratamento preservativo e 9
curativo do clioleta-morbus, W
PELO UDITOK <
(^SabinoOlegaiioLudgeio Pinho &
Segunda e4ierio.
A benevolencia com qu oi aeolhida pe-
lo publico > primeira rdiccao desle opns- (
culo, escolada no curio esp'aro de dous me- g
se. nos mdiuio a reimpreeaao' (
Cusi de cada ejemplar......1-^Mm 71
tarleras completas para o Irata- W>
menlo do cholera e de mnilasou- tt
Iras molestias, a..........30)000 S
Meias carleiras..........ii,.-nii (&
Os medicamentos sn o mclbores possiveis. .
Cnnsullorio central homcopalhico, ra 2.
d.Saulo Amaro .Miiinlii->m(i n. (j iA
l'rccsa-sc de um rapaz que lenha bastante
pralica de loja de fazendas, pra urna loja nra da
ridade, que de fiador a >m conduela : no aterro
da Boa-> isla a. 47, secundo andar.
Precisa-se de um forneiro para Sanl'Anna ;
qoem quizer appare;a na iu. da Florentina u. ,
que achara com quera tratar.
Un voto de agradeci-
niento.
Havendo a mesa regedora da irmandade de N.
S. da Conceico dos Militares, de conformidade
com o seu compromisso, celebrado no da 8 do cor-
rente em a respectiva igreja. a feslividide da im-
maculada \ irgem Mara, soccorre-se do vehculo
da imprensa, para dar em nome da mesma irman-
dade,um solemne tesiemunho de sua gratidao e cor-
deal roconheci menlo, nao so todos os fiis devo-
tos que contribitiramcomsas esmolas para, mes-
ma leslividade, se nao lambem as pessoas que se
dignaram de prestar sua valiosa coadjuvaco para
que esse acto se tornasse explendido, e em tudo
digno de aquella, quem foi dedicado.
Consistorio da irmand.de de N. S. da Conreicao
dos Militares 9 de dezembro de 1856-
Francisco CameMoPessoa de Lacerda.
Servindo de presidente.
Anlonio Jos Bibeiro de Menezes.
Secretario.
Raymundo da Silva Mais.
Thesoureiro.
Havendo sido perdida por um caiieiro dos a-
bauo assgnados a lellra sob n. 697. saque di Dioso
Joseda Cosa, acceila pelo Sr. Jos llicuio de Mi-
randa, e endossada pelosaccador, previne-sa a qoem
possa achar a dila laura do impone de 6183 rs. p.ra
o da 1 i de fevereiro prximo futuro, que esl.' ella
semefTeilo, (endose ja' substituido por nova lellra.
a qual com esle annoneio lica|em vigor.Isaac, Cu-
rio 4 C.
Precisa-se alugar nm escr.no para o servico de
cocheira: n. ru. Nova n. 61, primeiro andar.
Precisa-se alugar urna escrava para orna casa
estrangeira, para o servido de casa e tral.r de me-
ninos, agradando pagase bem : n. ru. Not. n. Hl
primeiro and.r.
~ Di'-" dinheiro a premio em quanlias de 30 e
lUOg rs., sobre penhores d ouro al a,qnanlia de
JO;_rs.: quem precisar dirija-se a roa do Fagundes
Sabbado 6 do corrente entregoo-se a um preto
Eanliador para levar na fundicio da ra do Brum
urna peca de ferro, que faz parle de urna bomba de
cacimba, e como o dilo prelo nao den conla, por isso
roga-se a qualquer pesio, qoe soober onde se acha
esle objeclo, aonunciar por esla folha oa participar
na ra do Sol, armazem n. 1, oa na ra da Madre
de eos loja n. 7, que se ficara' agradecendo, e se
gratihcara sendo exigido.
Da-se dinheiro a premio sobre penliores de
ouro ou prala : na ra do Queimado na sala do al-
raiate Kuhno, primeiro andar.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, distante urna legua desla eidade, paga-se bem:
a iratar no largo da Kibeira o. 7.
Aoeuilo Carlos de Almeida Albaqnerqoe lendo
de relirar-se hoje paia a Parahiba do norle, e nao
'"e endo pofsivel pela presteza de sua viagem des-
pedir-se de ledas aquellas pessoas qoe o houraram
com a sua amisade, o faz por meio desle zTario, e
descansa qoe sera' desculpado desla falla loda invo-
luntaria. Naqueha provincia offerece rom toda fran-
queza o seu presumo, e lera' lodo goslo se os seus a-
migos dellese qoiierem olilisar.
Ainda esla' por alagar se o sitio da Torre a
margena do rio Capibaribe, com boa casa d. vivena
estribara a baia para capim : a tratar na ra do
Seve, casa onde morou o cnsul porluguez.
O abaizo assignado, morador na comarca do
Limoeiro, inventarame do finado Manoel Lopes
lereira, parlecpa a Sra. D. Mara Joaquina Macha-
do ou aos seos herdeiros, que hajarn de dirigir-ae a
mesma villa, a Tallar com o abaiio assignado.afimde
receber o que Ihe locou por niorle de seo av.
Joo Lucio Ribeiro.
Aloga-se om oa dous canoeiros forros ou cap-
tivos, para audarem eom canoas de lijlos dos Ke-
medios ao Kecife, pagando-se bom ordenado : quem
esliver tiestas crcumstancia dirij.-se a roa larsa
do Rosario n. 18. .Na mesma casa compra-se um es-
cravo canoeiro.
Lotera da pro-
vincia.
O abaixo assignado venden as segua tes sortes :
I quario n. 19996:1)005
I bilhele n. 30902:000
I quarlo n. 25S8
1 meio n. H3
1 quarlo n. lili
I dilo n. 3736
1 dilo n. r.i-ii
1 bilhele n. 571
I quarlo n. t'JM
O mesmo lem esposlo a' venda os seos lelizes bi
beles, meios e quarlos da primeira parlada sehma
lotera d. malriz da Boa-Visla, nas lojas ja ainiuii-
ciadas, pelos presos abaiio declarados :
mneles ryuTjn Kecebe 6:0003
Meios :lj,00 ii 3:0009
Joarlos 1S800 1:500>
O me tia de 1005 par. cima, na| ra da Cadeia do Rece,
esquina da Madre de Dos, pelos precos seguinles :
Bilheles 636J0 Recebe l:0009
meios 33.1-25 ., 3:0005
Quarlos 10700 a 1:500/
Por Salusli.no de Aquino Ferreira.
Jos Fortunato dos Sanios Porlo,
1 recisa-se alugar urna boa cas. com doos an-
dares, nas principaes roas desla eidade, pagando-sa
bem : a tratar na ra da Cruz do Recife n, 13, pri-
meiro andar.
0 abaixo assignado tendo de retirar-se para
fora da cidade.onde se demorar por alguns lempos,
roga aos seus devedores que venham pagar seus d-
bitos al o dia 14 do correnle ; assim como as pes-
soas que lem penhores em seu poder venham resga-
la-los denfto do mesmo prazo, do contrario serao
vendidos para seu pagamento.Pedro Paulo dos
Santos.
0 arrematante da cap.lazia da alfandega de
Pernarotuco precisa de Irabalhadores ivres e cap-
tivos, e paga-se bem : quem quizer dirija-se a porta
da alfandega nos dias uleis as 7 f|S horas da ma-
nea*.
Precisa-sc de nm bom caixeiro par. urna loja
franceza : i rallar na prar da Independencia, n.
18 e 20.
9
I00>i
-JOOj
loo*
505
505
505
51 lj
&omttttt$.
Compra-se um cabriole! j usado : quem
quizer vender dirija-se a esla typographia.
Atteneo
A
Compra-se um moleqoe queentenda de cozuha :
na ra do Trapiche n 16. segundo andar.
Compram-se .plices da Idivida provincial,
na ra das Flores n. 37 !. andar.
COMPRA-SE
urna carrora em bom estado : quem liver annunne
oo dirija-se a esta lypographia que se dir' quem
precisa.
Compra-se urna negra moca rom habilidades,
com lillio ou sem elle : na ra do Sebo n. i.
Compra-se um negro de naran, qoe seja moco
c sadio, proprio para lodo o s'ervirn : i fallar com
Jos da Silva Ferreira Jnior ao p'do trapiche do .:l-
sod.m na obra do Sr. Jos Anlonio de Araujo.
Vende-se a loja de calcado com ar-
macao envernizada, da piara da Inde-
pendencia n. 35: a tratar na mesma.
i ara lijuidaco.
Vendera-se na ra do (oeimado loja n. 17 ao iki
da bolica, -bales de louquim da China, braucos, bor-
dados em duas pootas, pelo barato preco de a 15 e
2.55 rs. cada om, ou melado do prei;o porqoe sem-
pre se venderam.
NOVAS ALPACAS DE SEDA ADA-
MASCADAS.
A 720 RES O COVADO !
Na roa do Queimado loja 11. 17 ao p d. botica
vendem-se alpac.is de seda adamascadas e de qua-
dros, vindas pelo ultimo navio, proprias para vesti-
dos de robora e meninas, pelo barato preco de 720
rs. o covado, assim como cassas Irancezas de aovo.
goslos, cheu'adas pelo ultimo vapor, pelo barato pre-
co de 610 rs. a vara.
Vende-se orna porgan de lage de Lisboa : a
fallar com Jos Goncalves da Porciuncula 110 Puco
da Panella, casa que foi do fallecido.I)r. (ionies. ou
eom Jo3o Baplisla de Mcdeiros, na prensa de Sigo-
dao no Forte do Mallo.
X endem-se vitollos gordos por prrro commodo:
na Cipunga casa de Joo Carneiro da Cimba.
Vendemsc superiores charatas regala de San
I elix, e varetas de randac, cbegalos ultimaiueule
da Hahia : nu deposito da ra da Pr^ia 11. 1.
Vendein-sc linguicas do serijo a 360 rs. a li-
bra, dilas do Reino a figos muilo nova6 com I libras por 1-120, caixes de
doce de goiaba muilo novo, e inulto fino a 19140,
pastas a 560 rs., meias latas de sariliubas de Nautes
a 500 rs., lelria a H rs., sement de coentra multo
nova a 320 rs., a garrafa : na taberna da quina da
roa dos Martirios n.|3l.
Vende se Da ra Direita n. 27. urna canoa de
carreira, nova, por preco commodo ; lambem se
vende manteiga ingleza a KNO rs., dila a 800 rs., di-
ta rr.inreza a 800 e72U rs.. favas vindas da liba de
S. Miguel a iOO rs. cuia.posl. de e.vallasalpreza
a 120 rs., oulros muilos genero e que se veudeao
por commodo preco.


.


IMlO II PMfeBftc s.XTA FI|A 12 DE DiZEMMO Ai I8&6
AVISO AOS MARTIMOS.
Na ra do Trapirhe Novo n. 22. vtmlc-se um ns-
Irumenlo de mariuhti chamado oilame, por preco
comiuodo.
Rap de Lisboa.
Vende-se superior rap fresco, clisado agora de
Lisboa : na praca da Independencia n. 3, loja.
Vinho de Lisboa
ero barrinhos de 10 ein pipi : vende-se era usa
le Augpalo C. de Abreu, oa ra da Cadeii do Me-
die n. 36.
DE CASTOR BRANCO A
6000 RS.
Chpeos de castor braneo de bonitas formas, che-
gados oliiniHineiite : na loja e fabrica de chapeos
de Joaquira de Oliveira Maia, Da praca da Inde-
pendencia.
Vende-se vinho clieri},ebscoitos li-
nos ludo de superior qualidade : na rita
do Torres n. 38.
Vende-se um ptimo piano inglez
em milito bom estado, e por preco? com-
modos : na ra do Torres n. 38.'
, Acha-se a venda a boa pitada de
Lisboa, ebegada no brigue < Tarujo 1 ,
e roga-se a's pessoas que o pretenderen:
irem com o seu importe de 2,400 is. pe-
la dilliculdade de troco* : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 51.
Kelogios
cobertos e descobertos, pequeos e grandes, de ouro,
|>aleutc inglez, para hoineni e scnliora, de um dos
melhores fabricantes de Liverpoul, viudos pelo ulti-
mo piquete inglez : em casa de Soutball Mcllor &
Companbia, ra do Torres n. 38.
No pateo do Carmo, quina da ra de llorlai n.
2, veodem-se queijo* loudrinos uiuito superiores a
tilO a libra, dito* do reino 19800 a 23000, nomina
l'JO n. a libra, maoteiga iugleza a 80 e uiO, fina a
00 rs. e 9H0.
Vende-se sement de eoeulro a 320 a garrafa,
muito nova, e aflianra-se a qualidade : na praca da
Boa-Vista n. 7.
FAZEAS BARATAS
fcEM AVALA:
Na loja de 4 portas, na roa do Queimado n. 10,
ha para vender novo lortimento de fazendas mullo
em conla, como sejam :
Chitas largas de cores, o cuvado 180
Ditas estrellas, ocovado 100 rs., 120 e 100
Cortes de vestido de chita larga 18600 e -23000
Ditos de cassas de baria 2800u
1'ec.as de chitas de cores 58000
Ditas de ditas linas 69000
Madapolao entrelio 39000.0 :i-.",(H>
Dito largo 43000
Algodo azul de listra e mesclado, o covadn 160
Dito americano, pera 39000
Chales de chita 400
Lencos de ganga encarnados 200
Chales de merino de barra e franjas 48500
l'citos de li 11 to lisos e bordados para camisa 400
Antonio Jos de Castro vende polvo
i'a de superior qualidade a l5$Q00o bar-
ril : as pessoas que qui/.erera dito gene-
ro, apparecam em o sen escriptorio, na
ra do Vigario n. 31, para veras amos-
tras.
Vendem-se tres terrenos orpiros em Santo A-
maro, todos com selecenlos palmos de trente para
estrada nova de l.uiz do Reg, e com fundos para o
oesle ale 640 palmos, confrontando pelo norte rom o
sitio do Sr. Manoel Pereira l.emos, junto do actual
MMpital inglez, e pelo sul com o sitio do Sr. Joito
dos Sanios Porto : quem a pretender dirija-te a
Vicente Alves de Souza Carvalho, ra do Trapiche
n. 44, prirneiro andar.
Vende-sc
Coxitis de linho brancas e de cores.
Enxadas de Ierro, do Porto.
Fio prtete.
Panno de lindo.
Pomada.
Sabonetes.franccy.es linos.
Charutos deSan-Felix, de diversasquali-
dades.
Arcbotes.
Sabao nacional.
Na ra do Trapichen. 1 (i, segundo an-
dar, a tratar com Antonio de A. Gomes.
Vendem-se pellcsde cabra de toda qnnlidade,
por preco eommodo : ua ra da Cruz 11. 31, prirnei-
ro andar.
S$ fcm casa de Eduardo H. Wyatt, @
$ ra do Trapiche-Novo n. 18, ha @
$3 para vender, chegado 110 ulti- @
A mo navio de Londres: i:
A 5 pianos fortes c elegantes de fa- @
%$ bricante afamado, comseus per- @
$g tenoes seguintes. $
>; "> carteiras para msica. sy
}ji 2 donas de estantes para dila. M
A ti cadeiras para piano. A
@^ @-@@@
Redes de pescara.
Cemento.
Em barricas e a relalho : 110 armazem de mate-
riaes da rus da Cadeia de Santo Antonio, por preco
eommodo.
Vende-se o sobrado amarello de um andar e
solo, chaos proprios, quintal murado e todo plan-
lido, com duas cacimoas, oa roa da Calcada n. 12 :
a tratar no mesmo.
Vende-sc a cocheira da ruada Cadeia de Santo
Antonio n. 7, bein montada com bous carros e bous
cavados, muilo afreguezada ;. o lempo niln pode
ser melhor para quem quizerganliar diuheiro ; faz-
se todo o negocio a diuheiro ou a prazo, porque o
sen dono nao pode estar a testa delta por ter outros
deveres a cumprir, e lambem ter de fazer urna via-
gem a Europa ra marro de 1857 ; os pretendenles
dinjam-se a mesma a qualquer hora do dia.
Em casa de Eduardo H. Wyatt, ra
do Trapiche-Novo 11. 18, ha para vender :
A verdadeira graxa nglcza n. 97, dos
I.iIji nMuti; Da^ Tintas ero oleo.
Cabos da Kussia.
Vinho Cherry superior em barr.
Agurdente de Franca dito.
Fi uctas e conservas inglezas.
Papel lino para cartas.
Livros para copiar ditas.
Ditas de lembtanca.
Uilas em braneo sortidos.
Papel para copiar cartas.
Kelogios de ouro cobertos e descobertos.
Joias.
Sellins com pertences patente inglez.
Vendem-se
pranchoes de pinho da Sueciacom 18 ate
22 palmos e polegarlas de grossura, des-
carregando agora para o armazem de C.
J. Astley & C, no Forte do Mattos: ven-
dem-se em lotes grandes ou pequeos e
por preco muito copmodo.
Vendemsse figos de com-
madre,
em caixinhas do 8 e 16 libras dos melhores que ha
no mercado, por preco eommodo, f tambem se veu-
dem em libras a 250, e latas de si libras demarmcla-
da da melhor qoalidade a 13900 cada lata : na ra
do Vigario n. 27, deposito de assucar.
Lan e seda
de quad ros a 640 o co-
vado.
Vendem-se na ruado Queimado n. 21 A, lan de
seda de qoadros de lindos gustos, fazenda esta che -
;:*:di pelo ultimo navio trance/ ; d,l--e as amostras
i um penhor.
Vende-se o engeulio Moribequinlia, Ires legoas
distante desla prai;a, pertencente aos lenle iros do ti-
nado cominendador Jos Paulino de Albuquerque
Sarment, avahado pelo compelenlejuizo, na quan-
tia de 35:0003000 : qnem o pretender dirija-se a
cssa do lente coronel Barata, na roa da Cadeia
n. 22.
AO MAAM1SMO DE BOM G0STO.
_ Vendem-se sedas escocezas de quadros, com qu.i-
.ro palmos de largura, fazenda muilo superior a
13800 o eovado : na roa da Cadeia do Recife loja
de Manoel Kerreira de Sa, esquina qoe volta para a
Madre de Dcos.
Vinho do Porto
Na rna da Madre de Dos, loja n. :ii, vende-se vi-
udo do Porto de muilo boa qoalidade,* ero barris de
.). e S.- ; e engarrafado das melbores e mais acre-
ditadas marcas seguintes :
Duque1815 ) Em caias de urna e duas
l>ui|ue1815 \
Real183 i \
Duque do Porto )
duzias.
Plvora,
Claudio iJuheux vende plvora, a loa
cada barril de libras.
Em casa de Itabe Schmcttait iV C,
ra da Cadeia n. .17, vende-se:
Vidrospara espelho.
Vinho do Klicno superior.
Conservas alimenticias.
finta para Ivpoginphia.
ludo por preco eommodo.
Em casa de Rabe Schmettau & C,
rita da Cadeia n. 5T, vende-se;
Elegantes pianos do afamado fabrican-
te Tntumann de Bamburgo.
A.lgodaozinli> iia Baha
para saceos de assueai : vende-se em ca-
sa de N. O. Bieber & C, ra da Cruz
11. h.
Vendem-se redes de pescara de todas ai quali-
dades : ua ra Direila dos Afogados n. 13.
Para acabar.
Vendem-se barris com muilo bom vinho do Porto
tendo 22 caadas, por preco muilo eommodo : no
caes da aifandega, armazem de Paula Lopes, e na
roa lo Vigario, taberna que faz esquina para'a ra
do Codorniz.
Vende-se una preta crioola : no segundo an-
dar do sobrado da ra Direita 11. 12.
Vende-se um cav.llo com todos os andares, no-
vo e bonita figura : na ra eslreita do Rosario, ta-
berna 11. 1. '
TA1XAS PARA ENGENH0.
Ra fundicao de ferro de D. W. Bowmann tu
ni doBrum, passando o cbafariz,' contina ha-
ver um completo sortimecto de uixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, as qnaes
acham-se a venda, por epreco eommodo com
promptido. erabarcam-s oucarregaai-se mear-
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de llenr. Brunn & Companbia, na
ra da cruz n. 10, vende-se cognac em caixinhatde
Familia de mandioca.
Vende-se Superior larinha de Santa
Catharina, em saccascpjetem um alquei-
ie (medida velha) por precojeommodo:
no armazem de Novaes & C., na ra da
Madre de Dos n. 12.
Emcasa de Saunders Brothers & C, prara
doCorpo Santn. 11,ha para vender o seruinte a
Ferro inglez.
Pixe da Suena.
Alcatro de carvao.
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para saccas.
Uno entrancado igual ao da Babia.
E um completo sortimento de fendas proprio
para este mercado : ludo por preco eommodo.
Cal de Lisboa e potassa.
Na ra do Trapiche armazem ns. 9e
1, vende-se superior potassa da Bussia
americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que ha no mercado.
AGENCIA
Da f undicao Low-Moor, ru adaSenzala-Ho-
va n. 42.
Nesieestabelecimentocontinaahavr ncom-
pleto sortioanto.de moendas raeias moendas
para enrjenho, machinas de vapor e taixas da
ferro balidoe coado de3todos os tamanhospara
dito.
v CVL E POTASSA
vende-se potassa da Rossia e americana, chegada
'estes das e de superior qualidade; cal do Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos seus depsi-
tos na ra dt Apollo n. 1 A, e 2B.
Na ra do Vigario n. 19, prirneiro andar, ven-
de-se vinho do Porto de superior qoalidade da bem
couhecida marca GW ero pipas, banis e caias de
urna e duas duzias de garrafas.
Muifa attencao-
Na ra do Crespo, loja da esquina, que volta pa-
ra a ra ria Cadeia, vendem-se cobertores de laa
liespaohoes, lencos de cambraia de littras a 00, 500,
e bOO rs. cada um, corles de casemira de cor a 4,
e .ijJOOO rs., ditos preta a 4j500 e 8;O00 rs., ditos
de brun escuro e amarello para calja a I9M0, pan-
no de linho do Porto, toalhas de mesa e rosto, guar-
danapos de lodosas quididades, aloalhado adamas-
cado com selle palmos de largura a IjtiOO Sara,
cortes de cassa chita a 1X600 rs., e oulras mulla
zendas por precos cominodos.
Fama
Primeira.
Ao.terrodalto-Vistan.8, defronle da boneca.
he chegado 0111 graude sortimento de todas as quali-
dades de gneros de moldados das melhores qualida-
des, por preco eommodo ; por isso convida a lodos
os freguezesquequizerem azer sortimento para pas-
sar a resta e serem bem servidos, dirigirem-se a esle
grande estabelecimento, que eharao verdad quanlo
dijo neste annuncio. Tambem se vendem biscouti-
nhos Tinos inglezes a 2a000 a lata, e de dez para ci-
ma mais baraln, e urna pwcto de caias vasias de
espermacete, azeile doce.licores, maisas, cha, e ou-
Ufar mellada.
Ra do Queimado n. 00.
Catas coro frurtasem conserva novamerte chega-
das de Lisboa a SKI rs., e com mermelada lina a tiid
por libra.
Ceblas.
1
Para liquidar se vendem muilo baratas : no ar-
mazem de Antonio Aunes Jacome Pires defronteda
porta da alfaudega.
A [60 res o eovado.
Kiscado escuro de qoadrinhos, {proprio para ca-
misas e vestidos de prelas, vende-se na ra do
Crespo, loja da esquiaa, que volta para a ra da Ca-
deia.
VINAf.RF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e friego g Socios, acha-
se a' venda uo armnzern do Valonea, ra de Vnol-
lo 11. 13,
PARA ACABAR.
Na rita Nova, loja franec/.a n. S.coiiCroii-
tc a Catnli'.ia do Carmo,
vendem-scchapeos de seda parascnbora, da ultima
moda e qualidade, com um leve toque de mofo, pelo
qaralissimo preco de 105 cada um.
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa: no
armazem de Novaes & C, ra da Madre
de Dcosn. 1, por preco eommodo.
CAHKIOLET.
Vende-e um ptimo cabriole!; para ver na m-
Cheira do Sr. mijor Silveir*, na ruada Cadeia de
Sanio Antonio ; e para trillar na rna do Oui'i'iidu,
ja de miudezas da Boa lama u. 33.
Kelogios de patente
inglezes de ouro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razoavel, ein casa de
AugustoC. de Abrt, na ra da Cadeia
do Kcciie, arma/.em 11. 36.
Na ruado Trapirhe u. 11, escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra, vende-se por eommodo preco o
seeuuite : superior vinho do Porto em barris de
oitavo,chapeos de fcllro, esebAoamarello fabricado
no Km de Janeiro.
UM VESTIDO POR 28000.
Wnvo c completo sorlimenlo de corles de vestido
deehiladediflereiilespadres, cores lias, pelo di-
minuto preco ilt 25 cada corle : na loja de i portas,
na ra do ijueimado n. 10.
DEPOSITO DA FABEICA
I ndtistria Pernainbucana,
RA DO CRESPO N. 0.
A fabrica de sabao e velas de carnauba, cs-
tabelecida na ra do Itrum, tem estabele-
cido1 um deposito na rita do Crespo n. 9, pa-
ra ah nicamente dar extraccSo aos seus
productos, proporcionando assim a maior
commodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, oirerecem as
vantagens seguintes : sao Teitas com a car-
nauba simples purificada pelomeiodo va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
queimamcom igualdede e nao esborram, e
n3o lazcm ttiuri ao e dao oais luz e mais cla-
ra do que as velas stearinasou de qualquer
composigiio, e que se vendem no mercado.
Kabricam-sedeC, de 7ede lOem libra, ven-
dendo-seemcaixas que contem 192, 224 ou
320 velas caaa urna pelo precede 15/.
O sabao he braneo, as materias primas
de que be fabricado sao simples e inofensi-
vas, o cheiro que deixa na roupa boagrada-
vel; nvahsa com o melhor sabao hespanhol
e be superior ao sabao americano, que se
vende no mercado a 240 rs. a libra.
Vende-se igualmente em caixas de arroba
o a prego de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando reconhecerao
por experiencia a veracidade do que se an-
nuncia.
Moinhosde vento
com bombas de repuxoriara regarhorta? eba
.a decapim: na undicode D. W. Bowroau
ua ra do Brum ns. 6, 8 e 10.
VeDde-se superior linlia de algodo branca e
de cores, em novello, para costura : em cas de
Southall Mellor & Companbia, ra do Torres n. 38.
Cantigas de pre-
opiato o melhor que lia para limpar denles, encorpado de 20 jardas a 2/880 a pera, dito 1 core
|.as para liinpar os denles, e oulras mullas dito dem dem a 2.;7^0, dito dito dem idem'dita
colisas que nao detsanlo de agradar aos se- a -2,U0, algodo de listras a 160 rs. o cova- j para homens e senboras
adores, e que tudo se vende do.cliitas linas para coberta a 200 rs., brin jdilas de lio da Escocia
e senhoras a 300
cas
por precinho muilo baralo.
AOS AMiNTES D(> BOM E BARATO.
vendem-se ricas cliaruteiras bordadas c
rctroz servindo tambem de carteira a 4/, di-
las sem ser bordadas muito boas a 2> c 'if,
carleirin-.as mulla ricas a -ig, ditas propius
para viagem a 2-?00, carteiras grandes para
dinheiroa 1/300 eaj, trancelins para relo-
gios. pretos de retroz a 160, afiadores para
navalbas muito finos a 1", pedras inglezas de
aliar uavalbaa a i) a l>500, ricas bengalas
pelo barato pre?0 de 13 e lf00, pentescom
escova e espelho para snissasa 800 rs e-to-
jos para barba a 2 e 2)500, fivellas douradas
para calcas e colletes a 120 rs., casloes para
bengalas a 80 rs., caixinhas para guardar
pnosphoros a 160 rs escovmhas pora lim-
par peales a 240 rs., chicles muito bous
para cavallo a 800 rs esporas linas de ac .
I/, gravatas de seda muito boas a 19, ataca-
dores de cornalina para casaca a 300 rs., pin-
ceis inglezes para barba a 500, 600 eSOOrs.a
camisas de meia muilo linas a 11200. ricas
anotoaduras para collete a 500 e 600 rs., di-
tas para palitos a 500 e 600 rs., estojos de na-
vamas linas para barba a 2;, caixas linissi-
naa para rape a 2f500 e 3, dilas redondas de
tartaruga linas a 6?, e oulras muitas cousas
qu se vendem por barato prego : na ruado
yucimado na tem condecida loja da boa fa-
ma n. 33.
Para quem estiver de luto*
Vende-sc na ra do Queimado, na bem co-
linenla luja de miudezas da boa fama n. 33,
vollas pretas linas e ordinarias, ricos alluie-
tes, ncas pulceiras, eneas rozelas, tudo do
ineinor gosio que se pode encontrar e por
preco quo nao deixara de agradar aos se-
ntiores compradores. .
Boa fama.
Vendem se superiores macas para condit-
cao1 de roupas em viagem, pelo barato preco
ao a, 6,-e 85 cada urna, galheteiras com
iodos svidros necessarios a 2f, ricas car-
teiras de Jacaranda e mogno para se escre-
verc guardar todos os pertences, proprios
zioho de linho de quadrinhos a 200 rs.,hrim j para homens e
braneo trancado dito a 1/440 rs. a vara, 600, ditas bran
res, bordadas e com bolotas a 2$ o para
sem ser bordadas brancas e amarellas
a 18. 18200 e 18500,
brancas e de cores
400. 500 e
dito panto liso de puro linho para palitos a
640 rs., dito de cor trancado ditn dito e de
bonitos padres a 800 rs., lil de linho liso
muilo lino a 880 rs. a vara, dito dito borda-
do dito a 1/280, cambraia lisa fina a 480 rs.,
dila dita de salpicos muito fina a 800 rs.,
dita adamascada com una vra de largura
para cortinados, em peca de 20 varas a 7b,
camisas de riscado.muilo bem feilas a 1.-500,
cortes de cambraia muilo fina de muilo boe
utos padroes com 7 varas a 2?, palitos ds
brim pardo de puro linho a 3-200, dito-
prelos muito bem le tos a 49, ganga ama-
relia franceza muito fina a 320 rs. o eovado,
cortes de fustiio para collete a 600 rs., ditos
ditos finos a 18, ditos de gorgurao de seda a
38500, assim como oulras muitas fazendas
que se vendem por menos que em outra
parte: na ra do Queimado n. 22, loja da
uoa le, defronte da da boa lama
YENDEM-SE CAPACHOS
ondt
loja
pintados, compndos e redondos a 700 e 800
rs. ; na ra do Queimado
u. 33.
YARANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sortimento de modc|-
los para varandas e gradaras de gosto mo-
dernsimo : na fundicoda Aurora em San-
to Amaro, e no deposito da mesma na ru
do brum.
v POR 30:000 RES.
Vende-se urna rica toalha de labirinlho
propria para baptisado na loja da boa lama
, LEQUES FINOS.
Vendem-se lqucs muito linos com ricas
pinturas, espelhoe plumas a 2/, 3>500e 4/-
11a rita do Queimado loja de miudezas da'
boa lama n. 33.
Petates de todas as quali-
dades.
,, ,, ouu e
e decores, de algodo,
propnas paia montana a 240 e 320 e oulras
quididades mais que se vende na rna do
Queimado na bem eonhecida loja de miude-
zas da boa fama 11 33.
He muito b 1 rato.
Vendem-se duzias de facas e garfos de ca-
bo de mar fin de boa qualidade a 10- ditas
ditos de cabo de balanco muito finas' a 6/
ditas ditos cabo rolico e oitavado a 3a du-
zias de colherns de metal principe a 38""e 6s-
ditas de metal mais ordinario a 800 e I.-400'
e oulras muitas cousas que se vende barato'
na ra do Queimado na bem conbecida loi
de miudezas da boa fam* "^
quali:
a n. 33.
Meas de todas as
da des.
Vendem-se muito boas meias de seda pre
tas e brancas para senhoras pelo barato pre-
co de 2/500,ditas de laia para padres a 18800,
ditas de fio de Escocia pintadas para bomem
pelo baratsimo preco de 400 e 500, ditas
da boa fama brancas ecruas para homem a 200, 240.e
280 rs., ditas pintadas c brancas para meni-
nos a 240 e 300 rs., ditas brancas, finas para
meninas a 240 rs., ditas brancas para se-
nhoras a 240, 300 e 400 rs., ditas pretas de
algodo para padres a 600 rs., e oulras mais
qualidades que se vendem barato na ra do
Queimado, na bem eonhecida loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
Vend
sepe,
e 8,
res.
da
euctem-se na liviana ns. (i
piara da Independencia, a 480
p C0HFE1TARIA 39 A
Confronie ao Rosario em Santo Antonio, vende-
se o seguinie: biscoutos sortidos da trra, france-
zcs, inglezes, e de Lisboa em porco c avarejo, as
mais lindas caixinhas para presentes, amendoas,
confeitos.e pasiilhas. dilas peitoraes, inicios da
Europa em conserva e calda, marraelada, doces
seceos da provincia, geleas, doce cm calda, em
latas, de 3 1|2 libras de passas. figos, 'vinho Uno,
champes, exiralo de absintho, lindas figuras, ramos
para enfeiles. linas perfumaras, boinos para cha,
rape e enfeiles, chocollates frncezes, charutos linos
em 1|2 caixas e J|4, garante-so os objeelos com-
prados neste estabelecimento
Vende-se um presepe envidrando, em ponto
grande ; ua ra de S. Joi n. 25.
Vende-se um deposito deseceos, no paleo da
.santa Crut, bstanle afreRueiado.- quem pretender
dirija-se ao aleo da Boa-Vista d. 66, padaria.
CARNAUBA.
\eudc-.e cera de carnauba de boa qualidade :
ua ra da Cadeia do Kecie, loja n. 90 defronle da
ra da Madre de leo;.
nnTi.y.en1C'Se.n,n*.Ci,rroc*"n muil" bm eslado;
no aterro dos AfoSados, casa do Sr. Costa.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendcm-sc velas de carnauba pura a 191 a arro-
ba ; na ra do Queimado o. 60, loja de ferrageus.
Na ru do Mondeso n. 95, vende-se airozde
casca em s ceas, por preco busto.
A3$500
Vende-se cal de Lisboa ltimamente singada, ai
snn como pola>sa da Rossia verdadeira : na praca
doCorpoSanto n. 11.
SVSTEHA MEDICO DE ]
PILLLAS HOLLOAV...
Este inestimavel especifico, compestoin-
teiramcntedehervas medicinaes, nao con-
tem mercurio, ncm alguma outra substancia
delcteles. Benigno a mais tenra inlancia,
e a compleicao mais delicada, he igualmen-
te promplo e seguro para desurreigar o mal
na compleicao mais robusta; he inteira-
mente innocente em suas operacOes eeffei-
tos ; pois busca e remove as doencas de
qualquer especie c grao, por mais antigs c
tenazesque sejam.
Entro milhares de pessoas curadas com
este remedio, muitas que ja estavam as por-
tas da norte, preservando em seu uso : con-
segurram tecobrar a saude o forras, depois
efiaver tentado intilmente todos o.% ou-
tros remedios.
As mais alUictas n3o devem entregar-se c
desesperacao; facam um competente ensato
doselhcazes cuellos desla assombrosa medi-
cina, e prestes recuperarao o beneficio da
saude.
Niio se perca lempo em tomar este reme-
dio para qualquer das seguintes enlcrmida-
des :
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Areias mal de;.
Aslhma.
Clicas.
ConvulsGcs.
cbilidade ou exte-
nuafao.
DebiliuadCou falta de
torcas para qual-
quer cousa.
Desinteria.
Dorde garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no vcnlre.
Enlermidades no ven-
tre.
Enferniidadcs no liga-
do.
Ditas venreas.
Eusaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
Febres intermitientes
Fcbreto da especie.
Colla.
Ilemorthoidas.
Hydropisia.
Iciericia.
IndigestOes.
lnflamma^Oes.
Irregularidades da
menstruagao.
I.ombrigasdetoda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas Da cutis.
Obstruccao do vcnlre.
I'hlisica ou consump-
;ao pulmonar.
Releoefio de omina.
Itbeumalismo.
Symptomas secunda-
rios.
Tumores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo 'mal.)
Vendem-se estas pilulas uo eslabelecimcn-
to geral de Londres a} 244. Strand,.. e na
loja de todos os boticarios, droguistas e ou-
lras pessoas cncarregadas de sua venda em
toda a America do Sul.Havana eUespanha.
Vendem se as bocetinbas a 800 rs. Cada
nma dellas conten urna instruccao em por-
tuguez para explicar o modo de se usar dcs-
las piluias.
Q deposito geral he cm casa do Sr. Soum
pliarmaeeulicu, na rna da Cruz n. 22, em
l'cniambuco.
FeriuroarJas finissinias.
Na loja de miudezas da boa fama na ra
do Quaimado n. 33 cncoiilra-se semprc um
rico sortimento de perfumaras de todas as
qualidades, inglezas e fruncezas, sendo dos
melhores autores quo ha em i'aris e Lon-
dres, a saber agua de Colonia muilo boa,
sabao para barba de reme de amendoas,
agua de lavando muito superior, vinagre
aromtico para dores de caheca, banha mu
to lina cm ricos vasos, extractos de muitas
qualidades, extractos proprios para bolso da
estudante, esseucias de varias qualidades,
encontrar, siteles com todas as lellras do
abeedario, sinetes proprios para namorados,
ricos Irascos para cima de mesa contras
miiitissimasgalantarias, tudo muito litio e
de muilo bons goslos, asseverando-sc a
quem vier ver o rico sortimcnlo, que sem-
pre existe neste estabelecimento, nao deixa-
ra de ter em que empregue muitissimo bem
o seu diuheiro : ua ra do Queimado na
Den eonhecida loja de miudezas da boa la-
ma n 33.
Na loja da boa fe vende-se muito barato,
tanto as pessoas da praea como aos fie-
goezes do mato.
Madapoliio n. 6 a 4s a peca, dito entre fino
a 39600, di lo dito a 3/300, algodaozinho liso
se pode encontrar a 2/, ricasCTuzesdfmr! '!'toS be,rtos UBd5"urtarogi'*para
nalin, carteirinhas paVa .embr.?as, gon S KgL"ft2 **"8" ** K
I para piolhos a 500 rs., na ra do Queimado
ns bem eonhecida loja de miudezas da boa
laman. 33.
Ricas fitas linas e moders
as dos melhores g-ostos
que se pode encontrar
se vendem na loja da boa fama na ra do
Qneimado n. 33e por precos que nao deixam
de agradar aos compradores, porque real-
mente se vende barato e ha muito onde es-
col her.
Lu vas de varia squalidades
Vendem-se ricas luvas de seda de todas as
rs.. ditas de dous vidros armacSo de baleia
a 1C00, e outros oculos mais que se vendem
por preco barato na loja da boa fama na ra
douueimadon. 33.
3?0er*t>0& fngttoft.
rValojada boaf
vende-se muito barato : panno fino azul
a 3/ o eovado, dito dito preto superior a
3*500, canto preto muito lino a 960 rs., lu-
vas de seda com ricas bolotas a 1280 o par,
ditas dila bordadas a 2?, ditas dita para me-
ninas a i5280, ditas de fio de Escocia para
meninos a 320 rs., ditas dito dito para bo-
inem a 400 rs., meias pretas de seda para se-
nhoraa2o, ditas dilas de laia para padrea
i#600, dilas ditas de algodo para senhora
a 400 rs., ditas brancas dito dita a 240 e 320
rs., ditas ditas dito para meninos a 240 rs.,
chales de merino com ricas palmas borda-
das a matiz a 55500, ditos dilo com listras de
seda a if, ditos dilo liso com ricas franjas
de seda a 5-3500, ditos dito dito com franjas
de Iaa4#500, ditos de laa de muilo bonitos
padres a 1s, dilos de algodo dito dito a
800 rs., ditos de tarlatana a la, lencos de
cambraia com ricos bicos de linho a 1/200,
ditos de dila proprios para homem a 240 rs ,
cambraias francezas de cores muito fiuas a
480 rs., peitos para camisas a 400 rs., ditos
de- linho muilo finos a 13280; alm disto um
completo sortimento de fazendas que se
veudem por menos que em outra parte: na
roa do Queimado n. 22, na bem eonhecida
loja da boa e defronle da da boa fama.
Oculos e lunetas de todas
as qualidades.
Vendem-sesuperiores oculoscom armac3o
ae tartaruga de todas as graduacoes a 33000
f|l* muit0 ons com armacOes douradas a
'J20 ditos ditos com armacOes prateada,
is, ditos ditos com armaco de ac a 800 e
iv, lunetas com armacao do tartaru"a a ls
dilas redondas e quadradas de balen! a 500
. 0(M00 DE (iMTIFICAJAO.
auln"'^'?.0"** ,n di2*eJ"ho desle corrente
ir,'. .' ucl';.'rj d Campia r.nd., pro-
!S? *< Harta, tumm do tV te-
..en..-coroel Jort I.ui, Per.ir. da Costa, o ,se,avo
sihu '?',!. 5 "f0* d* Mt' ttu "(""les
chei HSL0C,id--'";. bocea e olhos regulares,
! ,.corP. helios f,nos, prel, e efr,,pid'
ZL22L? he.q" Pr"*'Pl b"Sr, olhar de
*rn r.?,?. i S", '" ei*?*' hombro. I.rgos.maos
Tem ve Hl.""ed0J S '" rcanhare, finos,
iraUlh. 5. T 8" Pr h"er ,d0 """d0
craall a de pedreiro e sapateiro, levon comsieo cr-
po iciae, r ~J'"S'a"*' r"IM> -uloridades
marcas do bexigas, pern.s grecas, e nellas marcas
de ccratizes as cauell,,, fa,|. com muila roa^.s
dao. levou vestido camisa do panno azul groco
guarnecida de cundo braneo, nos ombros e pT
nhos, baria na rente em forma de palito I
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do sT
arlos Coelho, que o bouve por heranca de seu so'
gro JosJoaqu.m de Souza daquelU cidade,, foi
comprado palo abaixo assignsdo aoSr. Hilario de
Alhandra Vasconcellos Junior.morsdor do engenhu
Tapua freguezi. do Pilar des provind.
quem o pegar leve-o a ra da Concordia Ped,
Antonio gnita Guimares, que ser genero,
mente gratificado. ""ra*.-
Joo#ooo
A D GRATIFICACAO'.
Ausentou-se em 28 de agosu/deste cnente
SA?? deseuJSr- F-;co Mauricio de
Matta R.beiro, morador em Bom Jardim, enmarca
do Limoeiro, o escravo crioulo de nome Fernando
bem moco, representa ter 35 annos, com os seguid
lessignaes: altura regular, cabellos torcidos bem
pegados no casco, cor preta, olhos vivos, beicos
grecos, com falta de um dente na parte superior,
barba imperial corpo reforcado.nadegar empinadas,
em pequeo fo. alguma cousa surrado eltalvez
mostr alguns vestigios, tem os pese dedos curtos
porem largos, he bem fallante, e cortez. Tem-se
desconfianca ter procurado para o engenho Jar-
dim, comarca da cidade de Goisnns.onde o mesma
escravo tem seu pai, assim como tambem parece
leve noticia que fora visto nesta capital : roea-se
por unto as autoridades policiaes e capitaes delam-
po de o capturaren! e mandarem casa do supe-
dito senhor, que alm da paga a cima mencionada
sera generosamente gratificado.
Dos premios da segunda^parte da segunda lotera
Carmo, extrahida a 11 de Dezembro
a beneficio o Covento do
de 1856.
NS. PREMS.
8
!)
10
12
13
10
17
23
2'
2(
27
33
3'J
42
14
46
40
53
53
54
55
63
63
09
72
77
81
M
'.10
93
%
101
li
19
22
25
Mi
29
32
27
43
16
7
51
-.
53
56
58
60
02
63
05
07
08
72
73
71
79
80
83
85
80
88
90
01
93
01
95
202
8
I!
10
18
25
29
34
36
37
10
'I
1
45
16
i 8
51
52
55
56
62
64
08
US
(9
0-3
60
69
03
1t>3
05
6>
03
6
63
109
0j
^
3
6
69
03
63
03
63
6f
63
60
03
03
69
03
OS
63
0-3
63
3
53
63
os
03
63
69
6
03
03
69
03
6?
631
503
900
6f
0-3
03
63
63
63
69
IOS
63
69
<3
0-3
501
03
03
6|
63
6|
0.3
3
0-3
69
03
6|
63
03
63
69
03
69
63
li>
0"*
63
0-3
0-3
108
03
69
63
03
6a
69
09
03
.NS. PHEMS.
270
71
72
80
82
83
88
89
91
95
90
97
98
99
300
3
i
6
15
10
19
20
' 22
20
29
31
33
34
30
:i8
39
40
i 2
8
52
53
50
59
02
.l;
75
79
SO
8 i
80
91
97
99
105
8
j:(
28
32
:>8
1.1
48
53
57
01
05
71
73
85
89
90
500
1
0
8
"18
20
26
32
:
38
(0
13
40
i 7
is
52
53
51
50
57
39
65
08
9
71
7
~'i
80
83
6-5
IOO3
69
69
63
63
o?
'9
0-3
05
68
63
69
03
1003
69
69
69
69
69
69
63
03
63
69
0-3
63
6;
63
68
69
69
69
03
69
63
03
0-3
03
6-3
63
10.-
0-3
03
03
69
63
691
69
6?
03
f'3
63
69
2003
69
63
69
63
03
03
03
0-3
69
09
68
03
0-3
69
03
<9
69
69
03
69
69
'13
o-
63
69
6g
03
69
69
03
03
69
69
03
69
69
509
0-3
03
69
NS. PKEMS.
58
85
87
95
96
98
99
000

0
8
10
19
22
23
35
29
:io
32
33
3i
:i8
l
10
48
49
51
52
57
65
00
70
71
81
82
8
8.",
91
94
96
99
70
7
10
12
15
17
1N
21
21
95
20
28
29
30
SI
15
55
50
00
02
07
70
73
71
75
SO
81
83
Si
88
92
93
96
97
98
99
802
3
4
8
12
13
18
22
21
20
27
28
31
32
:w
10
12
15
69
69
63
69
69
os
03
69
68
63
63
6>
69
63
69
59
109
6
63
0-3
63
63
6*
65

6-
0.3
68
69
63
69
63
63
69
63
63
68
63
las
63
3
69
0-3
69
69
68
0-3
63
69
68
63
03
69
03
69
69
69
103
03
63
03
68
03
109
63
63
63
63
03
68
9
69
63
,3
69
68
63
63
es
68
69
69
59
69
69
63
9
63
69
8
69
69
6f
69
63
NS.
810
52
55
57
61
63
O
65
70
71
73
75
78
80
85
89
91
96
901
II
12
13
14
17
19
22
23
94
20
27
28
32
30
40
13
14
45
49
52
03
07
75
70
78
SI
83
8
88
90
93
94
99
1002
3
5
8
II
15
20
24
29
30
34
.15
2
46
48
59
55
56
57,
58
64
66
69
70
7i
75
78
79
81
80
88
89
90
96
99
1100
5
10
10
18
99
PREMS.
69
63
6-3
63
63
63
(3
9
63
63
6!
69
63
03
69
69
69
68
69
69
os
69
1009
69
63
69
(ij
03
69
63
69
69
69
63
69
63
69
3
63
63
69
63
Os
63
69
63
63
2009
03
<>8
03
69
IOO9
63
0-
03
69 j
03
69
69
69
69
03
03
03
69
03
03
03
0.3
63
68
6.3
03
63
63
6|
63
68
03
03
69
69
. 0-
69
9
63
63
f 63
69
63
03
6-3
NS. PREMS. 1 NS. PREMS.
1124
25
20
28
29
38
10
II
43
47
50
53
56
60
73
75
76
78
87
90
92
93
95
1201

5
9
II
14
17
20
23
3(1
33
3S
30
39
4
15
55
56
59
00-
69
70
72
73
71
80
93
94
95
1:101
8
10
II
13
19
22
25
20
-I
30
36
il
2
3
16
50
51
54
55
Oi
66
73
75
77
78
83
93
99
1100
1
I
3
7
15
22
25
30
35
18
40
63
68
68
63
208
69
69
69
IOO.3
03
69
63
0-3
69
69
6
69
2009
9
68
68
68
69
68
63 j
691
69
69
69
63
69
69
63
2 0-3
69
6-3
63
63
503
69
'3
69
6;
203
69
69
09
63
69
69
63
69
69
0.3
os
63
69
69
69
03
69
63
69
IO9
691
69
69
i
os
69
63
69
63
65
69
69
63
69
69
0-3
0-3
03
63
69
li-
as
103
69
909
69
68
69
1119
52
55
.58
61
03
7
69
70
7
76
80
81
83
85
87
89
91
93
94
98
1500
5
9
15
18
19
29
32
34
36
17
59
50
54
57
63
65
69
7o
72
75
77
79
81
86
94
98
99
1605
0
9
10
15
21
33
39
47
48
50
53
58
00
61
07
69
71
72
7i
70
77
79
80
82
83
85
89
1703
10
ti
15
16
19
22
23
29
30
39
33
34
37
IS
PEEN TYP.DEM. F. DE PARIA, ilw.
V


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ESV8W970L_14J0S3 INGEST_TIME 2013-04-26T21:20:58Z PACKAGE AA00011611_07658
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES