Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07657


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Full Text
'
ANNO XXXII N. 201
Por 3 inezes adiantados IfOOOaj
Por 3 mezes vencidos -i-.sOO.
MUTA FEIHA I DE DEZtMBK(J LK I
Por anno adiantado 15^000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
KM: \UKK(;.\IH)S DA SUBSCRIPCAO1 NO NORTE
Fmfcifca, Sr. 6ir?iio T. da Nalmdada; Niul, |r. Joio
quina i. Finir* Jnior; Aracaij. Sr.A. da Lamo. Braia ;
Um,)lr. J. Jo#dOliTiira; Maranhao, o Ir. Joaquim Mar-
fnaa Mriguti; Piauhj, Sr. Domingoa Harculaoa 4. Paut*
tira*; Para, li. JuailolanoJ. "
> 4a Culi
PARTIDA DOS CORREIOS.
OliinU : todas os dia, S f BMla hora* do dia.
I*n.ir.i-t>u. '.'tn".(nn i* Paraliilia : nan ..-nn'ii ) *Ofa*-felnifli
S. .Ani.i. Micrr(M ftrniito.Caruaro, Aftfahn < Uaranhun* : na f-rtja-fWra
S. L.uir.T,.;,,, i',-.-.; i.h,,, >.,/.,,,;:,. Liiuocfro, ffrrjfi, IV-.jw.-i
Kaaaai; -Inaiooti.* Ir, Jai-r',,rJ- F'"-. VilU-M-., itua-vt.u. ou,,,-.. v Ki : m uartM-f-
I Cabo, po.
-'-
. ipojucu, Vinfi,;*m, Kio-Forno>u, Lii-, -
PimciUciras e Natal : qninlaa-firiraa.
[Todua na correoa partea 1>I htrai da mnala.
(roa, A^ua-i'rela
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAESDA CAPITAL.
Tribunal do eommireio i iigundu quintal.
Rilisjao : iiriii-fieirii nbbidoi.
Fixindi: quniii aiabbadoa aa 10 horn.
Jui la do omniarelo: iigundn n 10 hora i a qalo lia a mi i<
Juiodt arpbioi .-siguoda o quimas ai lOboiaa.
Primiiu viuda ilvil I aagundaa a aoilaa ao maio-dia.
Siguada rara do ilnl: quarui a Mbbadoi ao malo-da.
EPUEMERIDES DO HEZ DE DEZEMBRO
B Quaiiocreacama a 1 hora 7 mininos 48ngundoi da
<1 La chaia ai 3 huras 44 minmoaa 48 aegundo da t.
'9 QuariominauiDi.ii 4 horas,o minutlo 48l0gund0l d|tn
-7 La oi'iu 6 hora i, H'. minutos ,48 segundos di m
, l'REAMARDEHOJE.
rrimalia as 2 horas o 42 minulol di Urdo.
Slfondi la 4 boria o 6 mnulas da manhi.
paira omoiai.
MINISTERIO DA JUSTICA.
3.a Sereno.Ministerio dos negocios da juslica.
Kio do Janeiro eu> -28 de otjtubro -lo 1836.
leudo sido oa vida a seceso de justira do conselho
do estado sobre o requeriraento dos directures das
rompan-luis de Seguros Martimos desta praca, so-
licitando urna medida que obste o eslabelecimento
no paiz de commissoes filian de companhias de Se -
guros da Europa, nao auturisadas pelo governo im-
perial, e setn as garantas exigidas pelo uosso cdigo
commercial, e confurraaudo-ae 8. M. o Imperador
rom o parecer da subredili seerao, huuve por bem,
pela sua immediala e imperial consulta, indeferir o
reqnerlmeulo doasopplicanles. O qoe commanico a
V. S. para aua intelligencia.remettendo-lhe inclusa
por copia a eoasalla da dita secc.au de jostra para
sen eonheuimemo, e dase tribunal do eommcrcio.
Dos guarde a V. S. Jo Thomai Nabuco de
Arauio.Sr. Jos Ignacio Va/ Vieira.
Senlior.Os directores da companhias de Segu-
ros Martimo* pediram urna medida qoe obslasse a
estabelecerem-se no paiz commissoes liliaes de com-
panhias de seguros qae etiltem na Europa, l.i encor-
poradas e fiscalisadas pelos seus goveroos.
O presidente do tribunal do commercio da curte,
nundo a esse respeilo, deu o segoinle parecer :
" Illo. e Exm. Sr.Os directoresdascompanhiii
da Segaros Martimos desla praca leem razao. Se ni-
nliuma soeiedade anonyma pode estibelecer-se sera
anlonsac i do governo, e sem registro de seos esta-
tuios, eseriptora, e aeto de aolorisacSo, roemo as
estipuladas em paiiea eslrangeiros com estabcleci-
raentu no Brasil (cod., arta. 295, 296 > '101, tura
injusto qae concorreiiem com as companhias repre-
sentadas pelos upplicantes, e que cominerciam com
legalidade, commissoes ou agencias de companhias
estrangeiras da mesma natareza, que oao cumpri-
ratn no imperio o proceito da lei, e que para ana
existencia e legitimidade carecem da Intervenido da
antoridade.
Infelizmente nSn sei que providencia legal so-
bre o caso possa dar o goveruo imperial. Poderia
talrtu por decreto ci*sir os registros de contratos
faltos com taea agencias e mesmo declara-los nui-
les ; mas alm de qoe a lei nao exige taes regislros,
esea nolli '.i le 11 por lei esta falminada, e indepen-
diente de reriao por ser de pleno direito. (Reg. n.
737, arl. 684.)
Compre alm disto distinguir. Ou os contratos
cora easas agencias sito [como me dizom que quaii
todos alo) exeqoiveis e acciunaveis no estrangeiro, e
estilo poico importa aos segurados a lei brasileira
(regalamento n. 7:17. arl 3. ^ ou sao exequiveis e
accionareis no Brasil; mus neste caso, apezar de
atientes o couscientes do preceito da lei, e da nulli-
dade do seguro, qoando seja questiunado em juila,
nao duvidara os segurados, sobretodo sen lo sabdilos
das mesmas nac^ea a que perlencem 3S agencias se-
guradoras, correr o risco perda da accao judicial
pelo crdito qaa Ihes m>recem easas associac,>s,
porque qaaesqaer duvidas que entre ellesse levan-
tan alo decididas pelos respectivos agentes consula-
res), como Ihes permute o art. 13 do regolaraento n.
835 de 8 de noverobro de 1851, bem que este favor
carera da reciproc lad. Keslam smenle os incau-
tos, os qae eoniratam ignorando a nutlidade em que
incorrem : para estes entendo que o que convm he
qae os sapplicanles, pela imprensa. Tacara ver aos
atoresaados que prncedem irreltectidameiile, por
eontratarem com sociedades anonymas Ilegitima* nu
imperio, por iifto eslarem encorporadas nos termos
dodsscrrto de 10 de Janeiro de 1819. He o raeu pa-
recer. Sou, com estima, da V. Exc. amiso e colle-
ga, mosto obrig.-ido criailo. Jos Ignacio \'a/ Vi-
eira.
O conselheiro procurador da coroi dea o seguidle
parecer :
Nem joleo allendivel a pretendo dos supplican-
las, nem por maneira algnma me posso conformar
coa a parecer do conselbeiru presidente do tribu-
nal do commercio, qoe alias por sua parle ministra a
inelhor materia para firmar a minha divergencia.
sr Sa os sopplicaiites requeressem francamente um
privilegio exclusivo para qoe aa soas companhias
podessem contratar seguros no imperio do Brasil, fl-
etado, em proveilo seu, prohibidos e nollos todos os
contratos de seguros celebrados as companhias das
Dragas da Europa, roostravam fazer uso do indispu-
lavel direito de pelir.m, e a minha resposla limilar-
se-lna a dizer simplesmente que o negocio era da
competencia do poder legislativo ; pretender-*e po-
rem persuadir qae essai agencias que accosam, esta-
belecida* palas companhias europeas nesta cidade,
alo commusoes fliae* nAo ei se entendo bem o qoe
aeiam enmmissOes filiis) dessis companhias ; qae
sao Hlegaes, por nao serem firmadas com as solem-
nidades de nossas leia, e que, (hoc opua hic labor
rsl mafaram um ramo commrrcial do qual a na -
CMaalidade brasileiri esli de posse lia tintos anuos.
para em remate reqoererem-se ao goveruu imperial
providencias, aio se indicara ) qae acabaodu lies
abases, lomera effertivas as garautias qoe as leis es-
tabelecem ; lie eertameule ao meu ver aventurar
liroposires palentemente contrarias evidencia, e
repacaantea o proprio lestemunho e senio de lodos
es desinteressados na quesISo.
Desde que existem na Europa taes e semelhan-
>aa casas, oa ostibelecimeutos de qaaesqaer ramos
de industria e cummercio, foiaein formidas por nm
individuo, fossem por assoeiaces, simpre foi livre
em Portugal e no Braail nem moral, a ainda ph>si-
ramenle seria p ssivel que o nao fosee ) contratar
naftas, oa immedialamente, ou por meio de lereei-
roa, intitulados por isso procuradores, agentes, ad-
ministradores, caixeiros, gerentes, commissarios, on
como raelhor queiram, e ainda, smo agora no Rio
da Janeiro, se nao lembroa alguem de qualiticar
estes delegados ou prepusto* comooutros tantos in-
ENCARREGADOS DA St'BSCRIPCAD NO SUL
I_Ylagoai,a 8i. Claudlna Falcoo Diai; lihua gr. D. Duera
la d aJ aneira.iSr. Joe ParairaMarlIni.
DAS DA SEMANA
"i 8 Segunda. > A Conceifo da SS. Virgem Mal de Deos.l
9 Terca. 8. Leocadia v. ni. ; S. Reitituto b.
10 Quarta. S. Melchides p.; S. Eulalia v. m.
11 Quinta 8. Dimazo p* ; S. Trason m.
12 Sexta. S. Sereno leitor m. : S. Epimacho m.
13 S.bbado. S. Luiza v. ro.; Ss. Eustracio e Oreilei. I O pr.pr.alarla daDIAlIOManeil rignilroa di Firli,na ni
14 Domingo. 3. do advento. S. rcenlo m. Ilivrirla, piaca da Indapandancia ni. las.
EM PERNAMBUCO.
POR TOUSSAIM DE \ 1LLE.
Hic mihi pr>ilcr omnet
Jngeltttridet.....
(Horacio.,
m Me em cora de Mr. Flatel.
seta meze* lera decorrido. Adriano forrado pe-
lo* seas negocios alicer na india oa em Miurice
mais de qualro mezes, pude erolira tornar a vt esse
pequeo ponto, que eleva-so sobre mar indico,
ama outra Dlos, em que o amor relem captivo seu
curaran e tea pensamentn,
Haons viole diaa que Foalcher vollou i lita da
Reunan. Lile oecopa anda a cmara, em que reco-
brara milagrosamente a .ande, era qoa pela primei-
ra vez vira e amara a Kosange.
Pesso em silencio a, cartas chelas de impaciencias
a de eipressoes apaixonadas, qoe elles escrcverain-
se daranle sua ausencia.
A fortuna favoreceu o joven Bordelez alora de
as esperances. Elle ganhou perlo de qualrocenlos
mi I franco., dos quaes separou cem mil que con lio u
a Mr. Marlineiu rom urna daar-aa regularmente fei-
ta em beneficio de sua umita Branea. O capitn leu-
da terminado sua misao na India, faz agora vala
para Brdeos com um carregamenlo de assocar e
caf.
O projecto de casamento de Rosange e de Adria-
no nao loi divulgado ; guirdou-se a esse respeilo o
aegredo mais ausnlalu. O mancebo espera com im-
paciencia qae eflciue-ae a venda de algomas mer-
eadoriu fieadas em Maurice para nnir-ae com a mo-
ca, adeiiar immediatameuie a colonia depois do
desposorio. A Braja nito querendo expr-ae aos com-
raenlarius altivos e iuvejosus das mulheres crioulas,
emittio ene desejo, ao qml Adriano issenlio prorap-
ta mente.
l^>go deoois da cerera mi nupcial nm noiario
!*"* PffJ*!! "e R "" 1' "-mero, ,i. cabello, levemente encrespados e a-
To^:rc7,e^'r'.co;hecim.i..o para com Mr SKsjVKS^ ''S^'h.?"^.?.......'
K,,v.l, co,.s carta, de recommeiidacZ CTJSS ^X ESZ rahaTsam^ ,'e
ei,. aisila quasi diariamente o ne- dalo e de lirio, llenriquela
divdaos, ou nutras tantas companhias filiaos do es-
labelecimento priucipal, intituladas pelos supplican-
les Comraisses filiars, alim de tratar *e com elles
nessa qaalidade de filiaes.
i Nunca foi vedado as pravas de Portugal e do
Brasil (nem o pulen jamis ser, se he que temos, e
queremos liberdade de commercio c de industria, se
he que impera* a constituirn do Estado,) t'alar to-
das as espacies de seguros em quaesqoer Compauhias
da Europa, que para esse lim facilitaram sempre a
competencia todos o meiosde celebrar os contratos,
para oblereni preferencia enlre o* concurrentes,
tendo j ha muilo lempo algumas dellas nomeados,
e eslabelacidos aqu no Rio te Janeiro, agentes seus,
evitando e poupando assim aos segurados os trami-
tes, a que alias sao obrigados, com reconhecida van-
lagem do commercio, que nessa concurrencia de se-
guradores escull os que Ihe merecem mais credilo,
e offerecem melhores vantagens e coudic,6es, sera que
dah lenha resoltado damoo algnm aos supposlos
incauto*, e sem que por isso se mostrasse offendida
e resent la a naciunalidade braaileira, salvo se essa
nacioualidade nao aproveita ao commercio interno
do Brasil, a s pertence aos qae se propoera lucrar
a custa do commercio e da industria do seu paiz.
Nao se mo*tra pois, nem em realidade existe fo-
mento al.-um de justira, para se lavanlarem boje es-
tas quenas, por isso que algumai dariai companhias
estrangeiras, como ja em outros lempos pralicaram,
qoando ja aqu existiam companhias portugoeza* e
brasilairas, noraearam os seus prupostos ou coramis-
larios para por intermedio desles Iratanm dos segu-
ros de quem hvremente os procurasse, para raaior
facihdade e brevidade, aem ser necessario mndalos
l.i contratar. Nao sei onde asta nisto essa filiacao, o
Uan do commercio em algum dos seus ramos,
nem a morle da nacionalidade brasileira, a nao ser
esta expressao privativa de om monopolio, de um es-
tanco. Nao de*cobro igualmente esses abusos que se
denunciara, pelo contrario o que se man Testa bem
as claras, ha nm verdadeiro abuso de palavras. co-
mo se demonstra pelo qoe levo dilo ; pois no essen
cial e substancial as entidades sao as mesmas que ex-
istem, a iralam ha tempo immemorial com os cora-
merciantes de Portugal e do Brasil, tanto uaturaes
como eslrangeiros, residentes as praras de um e
oolro paiz; os proprius sapplicanles ti'o se animara
a intitular essas agencias companhias filiaes, deno-
minam-as commissoes filiaes; e o conselheiro pre-
sidente do tribunal do commercio aflirma contrapro-
ducentemente que, segundo as inormar.e que li-
veri. os contratos com essas agencias s3u quasi todos
exequiveis e accionaveis no estrangeiro; logo onde
esta essa illegalidade, esse abuso I
Se os sopplicantes dissessem que racililaudo-se
assim ao commercio do Brasil esse concorso de segu-
radores, multo ganhava o mesmo commercio e mul-
to perdiam elles nos lucros de seus proprius eslahe-
iecimeotoi, confessariam orna fardada notoria, que
todava nunca poderia auggerir fundamento legal
nem poltico para o exclusivo a que aspiram. To-
das as associar-des aiioovraas desla e de oulras espe-
cies, por sin ndole e naloreza, s sao pennillidas e
protegidas mais para o bem geral do commercio e
industria, qae para lucro dos socios ; nao sito appro-
vadas para mero beneficio proprio, mas para pro-
veilo geral do Eslado ; nao sao fonles de riqueza
com damno ejactura do mesmo Eslido, que nao
dora Inbutar para locupletar-se urna pequea parto
dille ; verdade esta qae deve ser sempre presente,
mormenle boje, quando lauta tendencia apparece ao
monopolio, ahm de lucrar-se a cusa do povo em no-
rae do mesmo povo.
Va-se ao mesmo lempo, pela informadlo d > con-
selheiro presidente do tribunal do commercio, que a
consideravel pluralidade dos segurados que tratara
cora essas ageaeiM sin os proprius eitrangeiros aou
residentes, uu que de lora chegam, os quaes, com
ra/.ao oa sera ella, preferem as companhias eompeas;
e em verdade sao esses eslrangeiros que podes
dizer, razera em seus navios loda a exporlacao dns
nnssos productos agrcolas, que forma a riqu'-za da
nactlo ; sao elles os que Ihes dta v.lor. E porque
Ihes deverii ser negido que para o seguro le-, i va-
liosa fazenda se dirigissem a esses agentes immedi i-
lamenle .' Dxariaaj elles de fazer o seguro nas ca-
sas da Europa, que mais Ihes conviessem, escreven-
do-lhes directamente, on porqualquer oulra pessoa '
Sana possivel levar a elTeito seraelhanle medida por
meios directos ou indirectos J O mesmo conselheiro
presidente declara que nao.
l'rofere o mencionado conselheiro que essai
cnmmiisfiesou agencias de companhias estrangeiras
nao aa traa de liliaes) sao illegaes, e que sao Hul-
losos rontralos com ellas calebra ios por virtude dos
arls. 95, 296 e 301 do cdigo eommereial. Con-
Tesso que nem empregaodo todas as fieces e subli-
lezas dos romamslas e canonistas posso descubrir o
fondameiilo da appllcacao desse arl. 301, que he o
qoe parece mais favoravel a aemelhante npiniao
Diz essa artigo, Tallando das sociedades commerciaes
em geral, que as sociedades estipuladas em paites
eslrangeiros com e gadas a fazer o regi*lro, qae pelo mesmo cdigo se
requer para as sociedades estipuladas no iraprio, e
sol a mesma comminacao de nollidade dos con-
Iralos com ellas celebrados. Mas se elle mesmo re-
conhece e declara, qoe os conlralo, feilus com essas
commissoes sao xequive* a accionaveis no estran-
geiro, a fora do paiz, o que he sobaja ,, ,ra demons-
trar que essas sociedades nenhum eslabelecimenlo
leem no paiz, e que e*es agentes ou commissarios
nao passam de mandatarios e preposlos qae tudo
obrara em nome e por parle das mesmas companhias
como sem abuso da palavraEslabelecimenlopo-
der-se-ha comprehender na dispoiicAo do citado art.
301 a especie particular de qae se trata, guardando
o respeilo devido lellra o ao espirilo do menciona-
do artigo
a Dado ainda o caso inver*o dse jolgar appliea-
vel o artigo, o mais que se seguira, e poderam re-
rado como um dos primeiroj reis da moda e do bom
lom, e seu brilho he Maleada pelas giacas de seu
espirito, e pelo mysterioso potico perfume, que
exhala loda a plaota eslraogeira, principalmente na
Keumo.
Condozido pelo sobrinho do negociante as melho-
res salas de esgrima a de Uro, em que l.uiz era
meslre reconheeido, Adriano ah mostron-se tam-
bero de primeira ordem, e seu astro ornado com
um raio novo, lornoa-se ainda mais brilhanle pela
fama e pela inveja de alguna que formam-lhe um
cortejo de odios e de calumnias...
He noite. O eo esta claro, azul e malisado de es-
trellas deslumbradoras, que parocem saphiras m-
gicas, espalham urna claridade, eom a qual s po-
de ser comparada a do mais bello loar da Europa.
Na eitremidade meridional de Saint Dens. junio
do jardim botnico, que licoo cora a denominaran
de Jardim do Rei, obra maravilhosa, creada
por um naturalista de Lujo chamado Poivre, nina
casa alva e deliciosa hanha-se nos perfumes das llo-
res, e deleita-se com a lepida e brauda brisa da (ar-
le. Em torno della um vasto jardim ostenta os mil
Ihesooros de saas familias vegelaes, misturadas com
os mil fruclos do capricho, da grac, e da phanlasia
humana.
Uiaote da casa ha urna especia di| caramanchel
baseado em columnas, e i direila e a esquerda da
avenida, que comtri a porla do jardim, licam duas
linlias semicirculares de grupos da bananeiras, mur-
as e de cardo*.
A casa esta em testa ; das portas e jauellas abar-
las sahem com ondas de luz os sons de una msica
viva, e um concert alegre de palavras no meio do
tumulto il.s walsas e das quadrilhas.
Esta be a uabilacjo predilecta de Mr. Ambrosio
Flavet ; esta resta, esle baile he dado em honra de
Adriano de l'oelcher, o leo do dia, o mimoso da
fortuna, do qual o negociante declaroo-se altamente
protector e amigo.
()* saldes ricos, elegantes, adornados cum o gosto
mais moderno eslo rodeados de mulheres vestidas
com riqueza e grar.a exquisila. Ahi veem-se belle-
zas desde inuito lempo afamadas, que disputara en-
lre si a palma da victoria ; mas urna estrella radio-
sa e deslumbrante faz empallidecer o brilho ficlicio
dessas astros j no occaso. Essa estrella he llenri-
qoela Flavet.
Vestida de garr;* cor de rosa, calcada de lelim
braneo, e tendo os lineo* ns, romo os de urna lillia
querer os sapplicanles, seria qae esses agentes fizes-
sem registrar as escrioturas na forma da lei ; nada
mais. E se por essa falla deragistro se entrale que
eslo viciados de nollidade os contratos celebrados
com esses agentes, na mesma pena por certo estilo
meursos milhares de contratos firmados com iotio-
meraveis casas de commercio estrangeiras, estabele-
cidas as pravas do Brasil, por isso que, como nin-
guem ignora, sao administradas por verdadiiros
delegados oa commissarios, ou preposlos de socieda-
des estipuladas em paizes eslrangeiros, e nao consta
qoe teiilnm feilo registrar esse chirogriphoi de que
(rila o cdigo.
< Concluirei, que nao s reputo lcitos e validos
o contratos de seguro celebrados com os agentes de
que se queixam ossupplicantes, mas que lenho por
muilo uleis e pruveilosos ao commercio, agricultu-
ra e industria do imperio do Brasil, todos os meioi
de facilitar a concurrencia de seguradores, embora
nao lucrem com essa competencia os seguradores da
(erra tanto quanto mostram appetecer.
A secrao est de accordo com o conselheiro pro-
curador da ccroa. Sem tnlher a liberdade do com-
mercio e dos contratos nao seria possivel embaracar
que os commercianles segurassem onde e como nie-
Iher Ihes convier as suas mercadorias. Valeria om
monopolio, que se fosse exrqoivel seria lodo em
damno do commercio, forrado, pela falla de concur-
rencia, a pagar ps/roios de seguro man avallados.
O meio de vencer os concurrentes he oflerecer me-
lhores condices, e obter mais credilo ; dessa porfia,
se nao resultara maiores lucros para os iccio-
nislas, resollara jncoulestaveis vanlaaens para todos
os outros ; e he o bem geral qui deve procurar-se,
e pao os lucros das companhias, por mais uleis.qae
sejam consideradas em abstracto.
Entende pois a seceso qoe nao merece d< [enmonto
a petizo dos directores. V. M. Imperial mandar
porem o mais justo.
Sala das conferencias da seccao de justicj do con-
selho de eslado emlldejolho de 1856.Entebiu
de Oueiro/. I'. ntiuho Mattoso Cmara.Visconde de
Maranguape.Visconde de Abaet.
Como parece. Pujo -22 de ootobro de 1856.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Tliumaz Na-
buco de Araujo.
3.a Secc.lo.Ministerio dos negocios da uslica.
Rio de Janeiro, em 18 de novembro de 1856.lito.
e Exm. Sr.ExpSe V. Exc. no scuolTIcio de 8 de
outubro ultimo, que, nao mandando o art. 121 do
regiment de casias, qoando trata das sentencia de
cansas summana*, contemplar nos processos execu-
livos que comeram por peuho, o auto della, que
muitas vezes forma a base de toda a diseussao, nao
dovidara eomtado deixar pasear os autos, glozando
apenas o mandado ; mas que Ihe parecendo o con-
trario deduzir-se da lellra do citado artigo, nnico ap-
plicavel, coii.ull.iva se devia admillir as sentencas
de procesio execulivo o aulo de penhora, u gloza-io
d'ora em diante.S. M. o Imperador, a quem foi
presente esle negocio, altendendo a especi.ilidade de
processo execulivo, do qual a penhora he a base ini-
cial, honve por bem appruvar a pralica por V. Etc.
adraitl'da. O qoe coramuoico a V. Exc, para aaa
inlelligeocia.
Dos guarde a V. Exc.Jos Thomaz Nabo-.o de
Araujo.Sr. Ensebio de Queiroz Coutinho Mattoso
Cmara.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do dia 98 de outubro de 1856.
A' thesoiirari.i ia Parahiba, declarando que nao
lendo o parodio Cimillo de Mendonr;a Furlado lomado
posse e entrado noexerciciojda* soas funrroe* na fre-
-urna de Campias, para onde fura transferido, pa-
ra poder haver o assentimeuto regular e pagamento
dos direitos devidus, e havendo, pelo contrario, en-
Irada no gozo da licenga de dous anuos, que Ihe to-
ra concedida, antea de salisfazer aquellas formalida-
des essenciaes, nao poda ser pago da respectiva con-
grua, a deve repr o que indevidamenle lera recei-
do, nao obstante a licenra com que se ach.
31
A' Ihesonrarin do Para. Joao Mauricio Wander-
ley, pre.i tcni- do tribunal do thesouro nacional, em
resposla ao nllicio do Sr. inspector d.i thesouraria do
Para n. 157 de 15 de setembro prximo p- -sa lo, em
que d conla do modo por que rcsolveu a duvida
propn,i* pelo carlorario, e.|ieu 11 ilepassarnma cer-
lidao a om ullicial reformado, exlrahida de dous li-
vros me*lre*, devia cunlar a basca como dada em
oro su livro, ou como em dous; Ihe declara que
obruu acerladameule mandando conla-la como se
foase dada em nm s lvro, visto como nutra nao po-
da ser a inlelligencia da ordem de 22 de novembro
de 1837, por nao deverem eonsiderar-se como dis-
linrtos os lomos dos livios meslres|dos corpos, por
onda sao trasportados, ou em seguimento se escrip-
luram os assentamentos das respectivas praras
sendo evideole que para o caso varenla nenhama
applicarao lem a orde.n n. 82 de 10 de iulhn de
1838.
MINISTERIO DA GUERBA.
Rio da Janeiro.Minislerio dos negocios da guer-
ra, em 27 da novembro de 1836.
Fique V. S. na Inlelligencia de que os lenles do
corpo do eslado-maior da ptimeiraj cllsse, que hou-
verein perlencido aos enrpos de arlilharia i p, de-
vero ser considerados como lendo lido a pralica des-
la arma e a de infaularia, pela razao de que estes
corpos enlre nos servem e Irabslham como os de in-
faularia ; o qoe sera" levado em conla aos ditos l-
enles para o auno de pralica que devem 1er em ea-
da arma e para serem admiltidos aos respectivos exa-
me>, aflu de lerem accesso.
Quinto, porem, ios qoe houverem perlencido aos
corpos de arlilharia a cavallo, nao se deve entender
do mesmo modo a respeilo da pralica de cavallaria
nem de infanlaria, como se tem qairido mieuder ;
por isso qae o servico a manobras dos dilus corpos
de arlilharia a cavallo nao lem a mesma idenlidade
cocanle, o qual. bem romo o sobrinho, parare ler
concebido pelo Bordelez una ailcir.io viva e sin-
eara.
Dir-se-hia mesmo que lleuriqueta por um aus-
mafjjp de altences, de alvios e de garridice deixoo
de Mpeule seu rigor, e faz por agradar ao inan-
ceba.
O boato da rpida fortuna de Fselcher espilhnu-
aa mi chegada, e nos saines aristocrticos, no
inrhillia > dos prazerea das testas, a que l.uiz Fla-
va! o lera levado, om augmento de altences .- de
alagioa rodea-o como urna aureola. Elle he couside-
Vida Otario o. 29.:.
radia com o Iriplicado
esplendor da aristocracia linanreira, do bom lom e
da belleza.
I'orlanlo, he n poni de mira de lodos os olhares
o ohjeclo das i ovejas remininas ,. das cobicas dessa
raen immnrlal de paladina, cuja galaoUria lera sem-
pre por divisa : o dote.
Entretanto, no meio de alguna dos gropns que rru-
zam-se oh o peristv lo da casa, ou as ras do jar-
dim, circula, hem que tmidamente, nm hnalo es-
Iranho : Mr. Flavet, dizem alguns, acaba de nifrer
grande perd no aimrar eipedido irania a anno
precedente. As contas chegadas na vespera altes-
tara esse inforlonin, e a festa que o negociante da
lem por lim encohrir aoi olhos do publico a dr o
ata queexperimenla. Comiedo, accreicenUm,
Mr. Flavet he asss rico para encher immediila-
menle o vacuo ; e o boato extingui-se logo uas dis-
Irares do baile.
ma walsa allrahio de novo lodos os olhares so-
bre lleuriqueta e sobre Adriano, cora quem ella
dansava j pela quarla ou quinta vez... E quando a
walsa lerminando-se converteu-se era passeio, nao
hoove ninguem que deWa.se de nolar quanto mada-
mesela Flavel esforr jva-.e para agradar ao rico, jo-
ven e bello Europeo.
Apoiada com adoraval abandono ao braco de seu
brilhinte cavalleiro, lendo ns olhos filos ,os delle,
murmurando palavras entrecortadas da sospiros,
que faziam-lhe visivelmenle arfar o soio, tornada
ainda mais bella pelo lorriso cheio de setencia sub-
lil do scalo XVIII, que parece ler se refugiado nos
labios de loda a mnlher elegante, nucida oo educa-
da na ilh i d.i Keooiao, lleuriqueta procarava fazer
de sua allilude um modelo de harmona, e dar aos
seus passos ama graca viva.
Adriano comraovido, sob o imperio de orna per-
turlinrao extraordinaria, embriagado a seo pezar pe-
los allractivos, pelo prestigio da moca, pelos raios
1,1o poros e lao fagaeiros de seus olhos azues tirando
cor de vilela, como aquel les que llenriqoe 11 eme
em sua balota di i amante do cavalleiro Olaf, pelos
libios rosados e deliciosamente arqueados, Ihrono
em que chava-so o amor com o bello veo de seus
myslerios, Adriano, digo, recnnduziu Ilenriquela ao
seu lugar balbuciaudo algumas palavras de galante-
ra eom voz Iremuli de emoc,ao.
O fioido maravilhoso di*tilladn por orna mulher
adoravel ; o senlimento de gratidn que elle senlia
crescer-lhetiocoraco para com urna familia opu-
lenta a bem considerada, que depois de tar-lhe faci.
litado o caminho da foilaua, honrava-o mignilica-
menle eom sua eslima, sua amizade, suas allenrOes
e suas feslas, ludo islo dava-lhe verligem, e snbjo-
gava-o por um deslumbramenlo indefinivel.
Elle relirou-se ao jardim para lranquilli*ar-se,
para ver-sedianle de si mesmo, longe do turlnlbao
do baile, o entrou pela primeira avenida, qae Ihe
olTerecea vista. Sua cabera e seu corceo estavam
ardenlos, mil pensamenlosconfasos, mil seniiram-
("S imperiosos ah vinham crazar-se e onlradi-
zcr-se.
Enlretanlo a frescura da noile e o silencio que rei-
nava no jardim, pennillirara-lhe dar pouco depois
nina forma o ura corpo s suas ideas, calcular, clas-
.Hitar o comparar suas sensaciies.
Bollo duas figuras, duas estrellas, alrave*sandn
as Irevas, em que sua alma desvarava-se, apparece-
rara-lhe orna ao lado da oulra, igualmente puras,
igualmente esplendidas, igualmente admiraveis.
I'.lle examinuu conscienciosa e religiosamente essas
duas maravilhas, essas duas obras primas i,o dille-
rentes, e alias feitas com o mesmo amor pelo divino
ourives, esludoulhes os meuores inerecimenlos,
conlou-lhes ludas ai perfeicoes... Mas, quando de-
pois desse longo e aOslero parallelo poz a uu i so-
bre o oirariio. ordinou-lhe que raspondesse, que
ritaOMO quem havia de lar a victoria, se Rosang ou
Ilenriquela, o coraran responden-lhe : oRoaoi;e! a
A perola da Reunan prevaleca obre de Cil-
cnl ; a mor;a humilde a pobre triumphava da alliva
e opulenta filha do negociante...
Foelcher absorto por lodas tssas vivas mpressOes,
com os dessas armas,qml a que se d entre os de ar-
tillara a p de infanlaria. Nesse caso os teueo-
les devem pralicar uro anno em cada arma, ie ja o
nao liverem feilo, e preslar-se aos compeleo les xa-
mes, para serem promovidos.
Heos guarde a V. S. Mrquez de Catias. Sr.
Joao Frederico Caldwell.
MINISTERIO DA MARINHA.
Expediente do din 7 de novembro de 1856.
Circular as presidencias das provincias.A defi-
ciencia dasequipagensda armada cada vez se val tor-
nando mais -eu-ivel, e o servico publico pode em
breve lempo soffrer grandes embaracos, se novas pra-
cas nao vierera quanto anles preeucher aa vagas que
resultara das desarenes, b 11 vas, prisues e molestias.
Na distribuirlo dosconlingenlis annu.es coube a es-
sa provincia Jai no prsenle aooo lina o cetro.... pra-
vas a armada, por meio dos alistameulos voluntarios
ou do recrulameoto. Al boje essa provincia s lem
loruecido.... pracas.3. M. o Imperador manda
recommendar a V. Exc. esla objeclo, como um dos
que mais devem merecer da solicilude dessa presi-
dencia pelo servico publico. As inslrucjes que bai-
xaram com o decreto n. 1591 de li de abril de 1855,
contera os esclareciuieiilos precisos, e ruarcam os
meios que pareeem mais efficazes para esse ftm. Re-
commendo a V. Exc, a mais acertada e activa ob-
servancia dessas previdencias, e neste intuito repor-
to-me ao aviso deste ministerio de -10 de msio do re-
ferido auno, sob n.....pelo qual se deu conhecimeu-
to das citadas inslrucres, e se manduu execula-las
nessa provincia. A capitana do porto, o comman-
danle da eslavo naval e as autoridades de trra, na
forra* que all -e prescreve, podem salisfazer, pelo
menos, ao mnimo de prarjas que se etiee dessa pro-
vincia para o servico naval do imperio.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente da da 6da deaembro.
< lllicioAo Exm. marechal comoiaodante das ar-
mas, declarando que val solicitar do Exm. ministro
da guerra providencias acerca das pra;ai de prel dos
corpos do exercilo aqu existentes que sendo inspec-
cionados em II dejunho deste anno, foram conside-
radas incapazes de todo o servico.
DitaAo mesmo, remeneado pira lerem o conve-
niente destino as relares das alteraces occorridas no
mez de outubro ultimo, acerca dos olliciaes e prarjas
de prel, qoe perleuceudo ao 2.' e 10.' batalhes de
infanlaria acham-*eaciualmenle servindo na provin-
cia das Alag.is. Parlicipou-se ao Exm. presidenle
daquella provincia.
DiloAo mesmo, enviando por copia o aviso da
reparlir;n da guerra de 13 de novembro ultimo, do
qual consta que por decrolo de 10 do mesmo mez, se
(ransferio o capilla Joaquim Xavier de Araujo, do
10." batalhao de infamara, para o 6.- da mesma ar-
ma.Cummunicou-se Ihesourana de fazenda.
DiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso de
18 de novembro ultimo, no qual o Exm. Sr. minis-
tro da guerra commumcou b ner-.e mandado pas-
sar no mesmo posto para o corpo do eslado maior
de 1.a classe do exercilo, o tente do i.-batalhao
de arlilharia a pe Ayres Autonio de Moraes Ancora,
que se Beta na crle. luleirou-se a thesouraria de
fazenda.
DiloAo mesmo. dizen lo que vai levar ao conhe-
cimenlo do governo imperial, para ser lomado cm
devida considerarlo o ollcio de S. Exc. acerca do
comporlaraenlo du soldado desertor Joaquim (jomes
de Vasconcellos, na occasiao de ser sorprendida a es-
colla que o con luna preso.
DiloAo mesmo, Iransrailtindo por copia o aviso
da repartir.i da guerra de II de novembro ultimo,
do qual consta que, se concedes Ucenca ao brigadei-
ro reformado l.uiz Aulonio FaviUa, para residir nes-
ta provincia. Communicru-ie Ihesooraria de la-
zanda.
Dito Ao chefi de polica, declarando que a Ihe-
sooraria provincial tara ordem para pagar ao regen-
te da casa doi mendigos Fraucisco de Mello Lilis, a
gratificarlo que vencen no mez de novembro ul-
timo.
DitoAo Inspector da Ihesouraria de fazenda, de-
volvendo a pelic.ao do bacharel Nibor Carnairo Be-
zrrra Cavalcanti, joiz municipsl do lermo de Limo-
eiro, afim de que Ihe mande pagar os seos ordena-
doscorrespondentes aos mezes de agosto e setembro
oltimos.vistoque nao se lendo reunido a cmara mu-
nicipal respectiva al a dala da licenra oblida pelo
upplicante, nao deve elle por esse fado ficar priva-
da de receher os seus ordenados, lauto mais quanto
prova o efiectivo exercicio do seu amprego, por meio
de altestados do juiz de direilo da cmara e do pre-
sidente da mesma cmara.
DiloAo mesmo, recommeodado que com brevi-
dade envi a' secretaria da presidencia, afim de se-
rem trausmillidas ao Exm. presidente dis Alagai
as guias dos officiaes do 2.- batalhao de infanlaria,
que ltimamente foram servir naquella provincia.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, decla-
rando que por despacho aolorisou o inspector da
thesouraria de fazenda a mandar abonar a impor-
tancia das diarias dos menores aprendizes do me*mo
arsenal, relativas aa mez correle, conforme Smc.
requiziloo.
DiloAo mesmo, para mandar fazer o concerlos
de que necessita o hiale de guerra Parahibaoo.u
Coruniuiiienu-se ao cominaudaiile da eslacao na-
val.
Dilo Ao director das obras publicas, inleiran-
do-o de haver expedido ordem a' thesouraria pro-
vincial, para que rlala do compleme certificado,
pague ao arrematante da conservaran da estrada do
Pao d'Alho a preslac,1n que venceu no mez de no-
vembro ultimo, por ler cumprido os deveres do -eu
conlralo.
DiloAo inspector da alfandega, para declarar
aleo dia 15 de Janeiro prximo vindouro, qual u va-
ler da imporlac.io das mercadorias nos ullimos 3 an-
no s he pernicioso a salubridade publica, mas lam- | pelavel de S. Exc. senao lamben) do meu ; Dorra ce-presidente da confederaro receben era aodiincia
- publica com o ceremonial do eslylo ao Sr. conselhei-
r A mirra I mniii. *----* *____:__* J !>... .__
nos, Indicando ao mesmo lempo as medidas que Ihe l <> Nao he exacto qae ea lenha dilo a uinguem,
parecerim convenientes para o progressivo aograeu- | nem por palavras nem por eacriplos, que exislisse
la dissa un iTiar.iri. semelhanle accordo com S. Exc. a respailo dos can-
DitoAcamara municipal deliaraohons.Couslan- didalos de minha escolha. Se algnm individuo, dos
do-me qae nessa rreguazia|eon(iuua a pralica abusiva que se suppoe agentes meus, se houvesse expressado
de serem os cadveres enterrados oas igrejas, o que | uesses termos, n.lo so toria abusado do nome res-
tido s he pernicioso a salubridade publica, mi
bem indecente e contrario ao respailo devido aos
limpios da nossa sania religio, recommendo a
Venes. fac*m cesaar semelhanle pralica e Iralem da
con-irorr.io de um cemilerio nessa villa, devendo
Vmcs. enlender-se para esse lim com o respectivo
vijjrarlo.
DiloA mesma, aecusando recebida a copia da
acia da apurac;Ao geral dos votos para venadores da-
quelle muucipio.
PortaraConceden do 30 das de licenra com ven-
cimeulos na forma da lei ao bacharel Pedro (iaudia-
oo de K11 i o Silva, feitor conferenle da alfande-
ga desla cidade.Fez-se a uecessaria commoni-
eacaa.
lecida, sob o pretexto de organisar o exercilo na
frouteira. Ditia-se qae hivia sido dirigida urna cir-
cular a todos os juizes de paz para facilitarem ao
generalero chefe dosexercilos todos o recursos da
que necessilar.
No dia 11 do correte pela I hora da tarde o vi-
ADVERTENCIA.
No Expediente do governo publicado no Diario de
honlem, pag. I.i col. 2.a linhas II, em vez de col-
legio eleilnral de S. Antonio leia-se collegio
eleiloral de Saulo Anio.
EXTERIOR.
caminhava lentamente e ao acaso, la seguir as si-
nuosidades caprichosas de orna avenida nova, que
se Ihe presntala, quaulo oavjo urna voz que o
charoava, e reconhecen ser a de l.uiz Flavel.
Knt.'io, meu duro, disse esle enconlrando-o, a
qoe dialogo do nutro mundo entrega-se voss aqui
ha orna hora com os djins e os gnomos'.' Desla vez
falhou sua galantera, apanhei-o agora em llagran-
le delicio de distraerlo I .hulosa sem admissao pos-
sivel de circumslancias .inclinante*. Voss convida
minha bella prima a dansar ouira quadrilha, e fai-
Ihe perder duas esperaudo-o.
Ah perdoe-mr, amigo I disse Adriano viva-
mente, creia que sinto muito...
E qoiz correr ao baile para reparar sea grave es-
qoecimenlo.
l.uiz diteve-o rindo, a disse-lhe :
Tranqaillise-se, 'minha prima esli naUaudo
agora. Voss lem lempo de sobra : para pleitear e
-.aullar saa caasa baslar-lhe-ha um segando. Ilen-
riquela ama-o muilo pa:a nao absolv-ln. Tome,
ronlinuoo Flavel tirando urna charuleira magnifica,
fume por ora um desses divinos charutos de Mani-
Iha, que recehi honlem : sao melhores que os de
llavana.
Foelcher lomou om charolo o aceudeu-o.
Mas, vallemos ao mea interrogatorio, prose-
guio o sobrinho do negociante. Ah devo dizer-lhe,
meo charo Adriano, que lenho o defcito das mnlhe-
res : son extremamente corio.so. Voss dirigia-se ao
tanque ; quera deleitarse com as hlalas as estrel-
la! que ranlam as gallinholss e os adens entre as
plantas di Coin".'
Meo charo l.uiz, responden Foelcher no mes-
mo lom de zoinbaria. en cuidava qae sabia a histo-
ria njlur.il por l-|a estudado em Franca e clari-
dade do dia. Tinha a preumpcao da ignorancia. A
historia natural ciso vir a esta ilha para aprendo-la. Acabo de des-
cobrir um mundo miravilhoso de borbolelas des-
lumbradoras, que de certo lloffon nao pode entre-
ver senao em sonlio, quando dorma com calcos cr
de amaranlho, casaca adornada de pallietas e man-
gas bordadas.
E quando fez essa descoberla, lornou Flavel
rindo com malicia, nao vio alguma borbolelacondu-
zid pela brisa do Barachois, e leudo as cosas alado
com fila c.ir de rosa, um bello idvllio em flores, e
dirigido a Mr. Adriano de Foelcher ?
Porque nao ? disse Adriauo com ar meio lorio,
seria en o nico que nao livesse a felicidade de um
pensamenlo de amor desabrochado neslc vaslo jar-
dim feminiuu, que forma a cora eucanladora da
Keoiiio '.'
Nao, de cerlo replicou l.niz em tom de falui-
dade ; e he justamenlo is-o, meu charo, que devia
diininuir-llie muilo o prero aos seui olhos. Qae !
meu amigo Adriano, dar-se-ha caso que voss ei-
teja urrup.nl,> r,ni, isjat especulacesera Bengala, qae
nao lenha comprehendirio que deve ser urna simples
distraccao, urna lac. deliciosa de sabnroso vioho, que
convm beber rom descuidla alegra, e nao urna
o madona, i> diinta di qual deva estar perpetua-
mente ijoelhadn como mn faquir dianle de um
< goone i f
yue quer vostr dizer pergiiulao I oelrher
espantado, a procurando compnhendar.
Nada qoe voss nao saiba.
CORRESPONDENCIA DO JORNAL DO COM-
MERCIO.
Montevideo 19 de novembro.
Foraos honlem a larde sorprendidos pela chegada
a este porto do vapor lardo Sardegna, que daln
parti no dia 13 do crrenle ; e nova sorpreza tive-
inos boje ao ler nos jnruaes o annuncio de que o
mesmo vapor regressava amanhaa.
Nao estando pois preparado, nem lendo lempo
para escrever urna correspondencia minuciosa e des-
envolvida qual disimilamos remetter mensalmenle,
resumiremos ao correr da peona o que ha de mais
importante.
Bem dinamo- nos, na ultima caria de que foi por-
tador o "('.imilla, que na Ierra dos pampeiros nao
he pr o denlo cunlar com a boiiaur.a, porque esia cos-
lunia s vezes ser precursora da grande tormenta.
Com elleto os horisonles politicosda Repblica Ori-
enlil de novo se obscurecem ; a agitarlo manifesta-
se no espirilo publico ; e os homeos sen-ates e re-
fleclidos daploram que urna longa e dolorosa expe-
riencia nao lenha anda convencido os part les desta
Ierra que a lula desordenada eulre elles foi, he e se-
r a causa de lodos os seos males!.... llenemos po-
rem ai consideraces geraes, pois que o tempo ape-
uas nos permute dar conla dos fados.
A eleir.lo dos senadores qae deve elTectuar-se no
uliimo domingo do correnle mez. e que nuliciamns
aos leilores de nossa correspondencia do dia 4, deu
lugar a que o presidente da repblica diiigi-.se aos
alcaides ordinarios do deparlamento da capital, m
dala de 10, a seguinle carta circular, a quedenomi-
nouparticular, que foi transcripta em todas as
folhas publicas;
i Sr. Alcaide ordiuaro de....
Bem qae conhecendo Vmc. ja o candidalo de
minha aceilacao entre os que se propem por esle
deparlamento, deve inferir qua se abusa do meu no-
me oa do nome do governo, pelos agentes do gene-
ral Oribe, suppondo que as candidaturas dcsle sao
convencionadas e cumhinadas comigo ou com o go-
verno ; como p>> loriara illndir desse modo os cida-
llaos, e Inclina-tai a servir a soas vista, dirijo-me a
Vmc. para que, fazendo uto desta caria, procure
conlrariir semelhanle abuso, por meio de saai re-
laroes e dosjuizes de paz e tcnenles alcaide, alim
de que se convciicatm us cidadaos de que com esse
proceder indevido Irata-se de encohrir ou disfarcar
uina oppusijao ao presidente da republica, que po-
de ser perniciosa para a paz, cuja conservadlo he o
maior e mais constante anhelo do governo, que ha
de defende-la eom energa, porque he pare elle urna
obra de concioncia.
< A poltica da governo he conforme com o meo
pro.r.imm.i : ella nao reprsenla inleresse algum de
circulo era de partido, nenhuma influencia pes-
soal ; sua base he a equidad! e a Justina para com
todos, e seu objeclo afiancar a ordem sub o imperio
da constituirlo.
Para laja necessila o governo do concurso dos ci-
dadaos, e d.i concurso dos dentis poderes publi-
eos ; e he natural qae eu prefira, mire os bous e li-
luslrados cidadaos, aqaelles de cuja cooperacao es-
toa seguro.
Elles nao virao por cerlo servir a meus inleres-
ses pessoaes, nao virao ergoer um novo candjlho ;
i influencia saodavel dos principios, os meus
antecedentes, e a marcha do governo, obslam a
isso.
a He a razao porque indiquei os candidatos de
minha escolha, sem que lenha occorrido molivo al-
gum para mu,lar as candidaturas. Faja-o Vmc. cous-
lar assim aos cidadaos. Sou de Vmc. ele.Gabriel
Antonio Pereira.
O general Oribe no dia I i fez publicar no jornal
..Repblica a seguinle correspondencia :
a Srs. redactores da Repblica.I.i nos diarios
ila capital a carta que, com dala de 10 do eorren.e,
dingioS. Exc. o Sr. prsideo(eda republica aos al-
caides ordinarios dos departamentos em que devem
elegirse os cidadaesque bao de integrar a cmara
dos senadores ; documento que reproduzo em con-
tinnacao desla* linhas.
Por elle se v que S. Exc. previne aquelles ma-
gistrados, tundan in-se em que meus amigos leem
abusado do nome do governo ou do nome doSr. pre-
sideiite, suppondo que eu estou de accordo com
S. Exc. acerca das pessoss qae recoroinendei a meus
amigos como candidatos para preencher aquelles
destinos.
e-lou intimamente* persuadido de que nenhum ha
de le-lo iuvocado para acobcrlar lao indigno ma-
nejo.
I -and,, do direilo que me a*sisle, como aos de
ro A niara I. ministro plenipotenciario do Brasil junto
iqoelle governo.
O Sr. Amaral ao eulregar as soas credeociaes pro-
mais cidadaos, para inleressar-me na eloir.io dos se- nunciou o seguinle discurso
d"-e .,.propul a meas amiSs. ara ?sse 'o-portin- Exm. Sr.Tanta a honra de entregar a V. Exc.
as credencial'*, pelas quaes S. M. o Imperado! do
destino pessoas que considero dignas de oc-
cupa-lo pelus seus aniecedenles, por sua illustri-
eao, sua honradez, e seu patriotismo; essai qua-
lidados, qae em miuha opiuiao devem ornar o
memhrns do corpo legislativo, julguei eoeonlra-las
nos Srs.
Dr. D. Florentino Castellaoos, para o departa-
mento de Montevideo.
.< Dr. D. Manoel N. Tapia, para o de Cane-
lones.
D. Bernardo P. Berro, para o de Maldonado.
D. Vicente V. Vzquez, para o de Durazno.
a D.Juau P. Caravia, para o da Florida.
Ao recommendar estes caudidalos aos cidadaos
de miuha imizade us deparlimenlos em qoe h.iu de
eleger-se os senadores, Ihes disse clarameule que I poliocias.
eram de minha escolha exclusiva, e que rae fiava A misso qoeS. M. I. dignou-se
nelles por eslar convincido de que rennim as con- -
lices necessarias para dar garanta de ordem e de
Brasil, mea anguslo soberaoo, ha por bem acreditar-
me seu enviado exlraurdinario e ministro plenipo-
tenciario junio Confederacao Argentina.
o Aprouve sabedoria imperial considerar as uo-
vas relacoes do imperio com a confederacao di su-
bida calegorii daquellas que sao cultivadas, cora es-
pecial di-lincr.iu. por um agente, enjoi poderes Ibe
sao oalorgados direclamenle pela aoloridade sobe-
rana.
A donlrina dcisai importantes relacei, que
aqu me-mu ja foram solemnemente appiaudidas
pela intelligenle e circumspecla diplomacia de go-
veruos primognitos da civilisirdjo, esla definida no
Iralado que receuleraeole foi celebrado pelas duas
Uue eu nao saiba -.'... l.uiz, querer voss fal-
lar de Rosange '.' redargoio Adriano com voz forte e
trmula de culera cuntida.
Sem dovida... Mas que accenlo .' qae perlur-
narao. meu charo Adriano I Tari a sella penetrado
lauto 1 Ser o mal maior do que eo cuidava '!... Ja
que he a*sim, meu dever. o dever de um amigo, he
molrar-lhe o lajo que Ihe esl armido. Adriano,
essa rapariga so lem um pensamenlo, nm alvo ; ir-
ruina-lo e cobri-lo do ridiculo. Na historia europea
veem-se os seuhoies do Campo da bandera de ou-
ro ii Irazendo sua riqueza aos hombros ; na historia
colonial, mea amigo, he sempre a riqueza de um a-
mante, que Irazera essas especies de mulheres !
Loiza, vossengana-segrosseiramenlea respei-
lo do -eniimenio- de Boiange vosi a calumnia !
replicou Foelcher com voz vibrante e firme. Mai,
eu de-culpo-a porque o preconceilo fallo pela sua
bocea. Se ha urna mulhar incapaz de enlregar-se a
1.1o vis calclos, he certamente Rosaoge Conhecii-
Iha a sima melhor do que voss, sou seu admirador
enlhusiasla ; respeilo essa moca como miuba prnpria
mua, amo-a com todo u fervor de um reconheci-
raenlo sem limites, e perraitli-me que diga-lhe de
oraa vez : jamis consentir! que alguem empresle-
Ihe as perfidias e as vergouhas das prostituas.
Flavel cucaron Adriano com sorpreza mislarada
de zombaria, e disse :
Como qui/or. meo charo, n,lo hrigaremos por
(3o poaco... Rosange foi Ihe ulil dorante saa dnen-
5a ; he serrieal... tjaem duvida disso.'... lodoso
sao na Reuniio. Mas, por Dos nao queira que dous
e dous facam cinco, e que seja meia noile ao meio
dia !... Contestara voss um fado sabido de loda a
cidade Dir que o corara dessa bella puritana nao
esleja desde moilo tempo homanisado '.' Que...
Foelchei nao deixou-o acabar ; agarrou-lhe vio-
lentamente o braco, e agilando-o com viveza febril
exclamou com orna voz, na qual a in lignaclu mis-
tarava-se com 1 ameara :
Prove-me ja o que araba de dizer Ea o que-
ro, exijo....
Oh! bellamente meu charo, interrompeo Fla-
vel, o qual desprendeu-se da mao de Adriano e cru-
zou o bracos afectando a mais perfeila Iranqoillida-
de. Ah que arrebalamento .' voss perde o joizo !..
E'sa prova viva quechama->e Emraa, naopareee-lhe
sulliciente ''
e
respeilo as inslituices ; assim como o estou de
que por sua influencia no seio do poder legislativo
nao ha de ser nunca perturbada a paz e a traoqoil-
lidade do paiz, nem bao de servir a inlerisses pes-
soaes.
" A honra e a verdade exigiam que eu fizesse es-
la manile-tarao denme era relaroao couceilo inex-
acto em que se fonda a carta circular de S. Exc. A
ella me Iranio.
' O meu desejo he que os meus compatriotas a-
cerlem na elcicao dos seus representantes, que a
paz seja in.illei avel e respeiladas a inslituices, alim
de que estas se cnsolidem.conservaudo-se o gover-
uo le-almenlo c institu lo por todo o periodo qae a
lei determina. Esse desejo, que creio haver provado
com faejos, he objeclo de minha constante recom-
nieiidarao a todos os meus amigos ; e emquanlo o
supremo magistrado da repuhliea seguir a senda
constitucional com fidelidade ao seu programma,
me encontrar sempra a seu lado para sustentar a
auloridade contra os perturbadores da ordem.Ma-
nuel Oribe.
Deixandode parle asrellexei qoe a leilora des-
les documentos suggere, observaremos nicamente
que a carta do presidente da repblica, sobre coja
impropriedade, inconveniencia c illegalidade levan-
tou-se grande diseussao, veio islebelecer urna lula,
que, a despeilo do todos o* estoicos e da melhor
vonlade, pode ser ongera de novas desorden e des-
granas para este malfadado paiz, pois qoe a nin-
guem he dado pnver onde ira parar a pedra rolada
da montanha.
Digam o que quizerem, o general Oribe he nma
das primeira*, se nao he a primeira influencia do
Estado Oriental, sobre ludo na campanba. Se essa
iulluencia, que, como lodos sabem, lao poderosa-
mente contribuid para a eleic.io do actual presiden-
te Iriumphar, agora na queslo de que se trata, a
que ficar reduznla a lorr;a moral desse presidenle '.'
E quaes serlo as ronsequencia* de semelhauU tri-
umpho lieos o sabe. O que he corto he que o ge-
neral aceilon a Inva que o presidente Ihe laocou ; o
combal esla travado, e aquelles que s ve'em na
paz e na Iranqiiillidade publica o caminho a seguir
para arrancar o paiz miseiia que 0 delinlid, uo
l1 olera daisir de nuirr serias appreheu*es sobre
o resultado desse combale, qnalquer que elle seja.
Enilim, a Dios la depare bueuao, e aguardamos os
cuuleciinenots para noticia-Ios aos leilores, que he
exclusivamente o nosso dever como correspondente
do Jornal do Commercio.
Alm de que fica exposlu nada de inleresse lem
occorrido depois da uossa ultima caria. A impreosa
e a attenco publica como que aillo de lodo absor-
vidas na queslflo eleiloral, que ao principio pareceu
correr dc*apercebida e calma, mas que lomou serias
e perigosas proporees depois da circular do presi-
dente e da resposla do general Oribe.
J foi publicado o resallado final das declararles
para o pagamento do imposte da coutribuicao direc-
ta. Montara essas declarac,es em 17,026,480 pesos;
pelo que loca ao departamento da capital ; o qoe
quer dizer que oscofris pblicos arrecadaram 31,053
pesos. Posto que se consideren! as declarares feitas
muito quem da realidade. comludo u resultado foi
mais ivantoj ido do que se espera, 1.
A Republicao do dia 13 annuncia que, por noti-
cias qoe na vespera recebera do departamento di
Colonia, tinha sido infrmala de haverem appare-
cido as immediaces da costa daquella cidade va-
rios cadveres que pelos Irajos m iicavam ser na
maior parle homens do mar, havendo lambem entre
elles alguna vestidos de modo a fazer crer que eram
pessoas de outra condirao.
Acrrscenla a 'Repblica, que ha dados positivos
para pensar-se que esses desgranados rompunham a
Iripolerao e passagrires do berganlim brasileiro
'.Emiliano, que vinha do Rio Craude para esle
porlo, e que se presume ler naufragado no banco
ingle*.
De Buenoi-Ayre nada nos consta de importancia,
a|cm do assassinalo commcttidu na pessoa de um
tal Fiorioi, que he o assurapto que actualmente alli
mais preoecupa a imprensa e a populacho pilas cir-
cumslancias barbaras e escandalosas com que foi pra-
licado, e lias quaes parece ler tido giandi parle a
propria mnlher da victima.
Da confederadlo o que sabemos he qun o general
Lrqniza devia paitar i provincia de Sania F, ondi
a ordem poblica nao eslava ainda de todo restae-
no dirigindo-se para os sales do baile ; nao pode-se
por em duvida sua sinceridade. Todava voss nao
la-rae nenhuma prova, pode errar L'm rumor pu-
blico tndase nimias vezes em apparencias Ha
sempre nesle mando muila gente que admirase lan-
o de urna boa acrio, de um bello senlimento, como
senao fossem naturaes, e com o auxilio do preconcei-
lo Rosange pode ser victima de urna calumnia es-
pantosa I
Entrando no baile Adriano dirigio-se a Ilenrique-
la, e leve apenas o lempo de balbnciar algumas des-
culpas, pois a conlradaura j.i tinha amerado.
A filha do negociante alegre e risonha lancea enlao
ao bello Eurojieu um desses olhares eloqueules cheins
de embriagadoras promessas, de que certas mulhe-
res receben m dom ; mas de-repente estremeecu,
e releve um grito de susto notando a pallidez e a
perturbarlo de seu cavalleiro.
Meu Dos.' que (em Vmc. t pergonlou-lhe
ella mai coraraovida. Seu semblante esl decoropos-
to... Vmc. lem fehre nos olhos e nos labios. Oh !
setn duvida est doente !
Com efieilo, senhora, respondeu Adriano com
voz de sepulcro e horrivelmente perturbado, he urna
indisposico subila... urna terrivel enxaqaeca... que
me torear a rctirar-me brevemente... Tenho disso
0 mais viv* pezar.
l'oelcher eslava livido. Pareca um espectro evo-
cado pelos sons da roosica, que quera pela ultima
vez le.-i 1,ir- do com a mais linda multar do baile.
l'm graude numero de olhares, obreludo os das
mulheres que no comeen da festa haviam-se filado
com inveja sobre aquelle, cujos olhos briltiantes, cu-
ja fronte radiosa anuonciavam um tnumphador, cor-
riam agora com leoril curiosidade da hllia do nego-
ciante ao bello Europeu procurando comprehender
s emoees, o pensamenlo de um e oulro.
Era evidente para todos que ahi havia Icmpeslade,
mas qual era a causa ? He o que nao poda penetrar a
sagacidadc alias maravilhoso das mulheres.
De balde Foelcher quena expellir de seu pensa-
menlo as palavras de l.uiz ; em vio dizia a ti mesmo
qoe era absurdo dar-lhe credilo sem urna prova po-
sitiva, pulpavel. Sen coraron apertava-se de angustia.
1 m cime furioso em razao directa de sua paixlo
junta 1 idea de que elle podera ser objeclo do riso
dc-ses elegantes, desses pr
eunado.lem por objeclo tornar effeclivo, fructuoso
perduravel esse paci, no qual a reciproca svnipathia
dos dous Estados serve de solido fundamento a ulais
estipulacoes polticas e commerciaes,-emanadas dos
principioi civihsadores dos uoisos lempos.
Esla mis.,10 uo ser cabalmente desempenha-
da se o ministro do Imperador uo aproveilar lodas
as occasioes qae se Ihe offerecerem para ser inler-
prete hel da sympathia com que o poder imperial
contempla a dislincla personagem que em si, e nos
preslanles vares do seo conselho, syrobolisa tao per-
feitamente as grandes qualidades da naciio argenti-
na, e, ao mesmo lempo, comprehende com lana
previdencia e coadjuva cem lano acerlo is coove-
oiencias do conlinentc austro-americano.
Digne-ie o illuslre presidente da Coofediraco
Argentina animar com sua alta beoevolenia ao exe-
culor de urna larefa 13o importante.
Sentimos que a grande exleneao do discurso pro-
nnnciado em resposla a esle pelo vico-presiden-
te da confederaran nao nos permita Iranscreve-lo
aqu integralmente. Copiaremos apenas alguns pe-
riodos. *
Cum grande apreco e profunda sati-facao acei-
lo a caria credencial de S. M. o Imperador do Bra-
sil, em virlude da qual acredita ao Exm. Sr. Di. D.
Jos Mana do Amaral, cavalleiro do conselho de S.
M., sea enviado extraordinario a ministro pleni-
potenciario junto do goveruo da Confederacao Ar-
gentina.
O governo argentino v com reconhecimenlo
nesia resolucao do augusto soberano do Brasil o pri-
mero fructo do tratado recenlemeule celebrado en-
tre as duas potencias.
Aceil"-" "mo urna prova da lealdade e boa le
qoe S. M. I. consagra a execucao das eslipulices
oe 1 de marco, e ao mesmo lempo faz justica a uo-
bre moderacao que, realc.aodo a natural grandeza
S. M. I., Ihe permillio sem qaebra deixar adianlar-
se aquelles que podem lomar a precedencia sem ar-
rogancia.
Deide boje, diz em oulro lugar, a dissidencia
de urna provincia n3n pode continuar por mais lem-
po, sem comprme Itero patriotismo do nobre povo
ile Buenos-Ayrei. De maneira alguma sena de-
lairoso que pelo cnn.elho implcito do mundo civili-
sado aquella provincia delermnas*c volver aira, e
se lancasse nos bracos de seos rmos, que os lem"
sempre abertal para recebe-la.
De oalro modo nao seria posiivel aquella povojni-
lilicar-se peranlc os contemporneos e a posteridade
da acrusaeso de inlidelidade a palra, resultante da
persistencia em de.conhecer a represeotacao da so-
berana nacional indivisivel, a que os soberanos Iri-
bulam a bomenagem de sua aceitarao e reipeilo.
b por ultimo diz : < Compraz-me em extremo
rellenar a S. Exc o Sr. ministro pela honra que re-
cebeu de S. M. Imperial de ser junto deste governo
seu interprete fiel 110 empeoho de promover e aug-
mentar esses grandes inleresses.
O mrito que do ao Sr. ministro os sea dirme-
los talentos e os seus serviros anteriores, o faz cre-
dor do respeilo a considerado especial do governo
da confederacao. Succedendo porem aoSr. D. Joa-
quim do Amaral, que em urna cathegoria inferior
desempenhava algum desses mesraos objectos, S.
bxc.vem socccde-lo lambem na amizade ni sympa-
Ihia que aquelle distinelo cavalleiro, seu digno ir-
ao, conquistara em todas ai classes da lociedado
do povo argentino.
Algumas oulras nolieiai de menos vallo qae lemos
da provincias confederadas farao parle da corres-
pondencia qae deremos enviar pelo piqueta inglez.
No Paraguay tinha sido publicado o deerclo do
presidente Lope pira a convocarlo de um eoogres-
so geral, com poderes especiis, pan o dia 1 i de
marco de 1857. dia em que conclue o sea periodo
legal a actual administradlo. Este congresso extn-
ordiuario se compora de 200 depalados.
O governo de Paraguay oceupa-se activamenla do
plano para a construcrao de um caminho de ferro
de 15 leguas deextensao.
Publicou o mesmo govirno um regolaraento po-
licial e fiscal da navegaco do rio Paraguay desde
As-umpra 1 al a provinia de Mato-Crosso. A es-
Ireileza do lempo nao noa permitle Iranscreve-lo
uesla carta, mas promellemosdar delle coohecimen-
to ios leilores na correspondencia seguinle. Obser-
vamos porem desdeja que ama das dispusooe. des-
se regalamento, a que limita a nivegicao exclusi-
vamente aos navios brasileiros e paraguayos, esla'
m conlradiccAo maoifesia com a diiposicSo do re-
..xucipes da aristocracia e da
Einma repetio Inelcher, n qual nuvindo prn-1 mmla
Comludo 1 disse com sigo Adriaoo, qoando
lermiuou-se a quadrilha, em que seu supplicio pa-
reca clernisar-se, quero orna nova affirmacao. An-
les de crer-me irrevogavclmeute cerlo devo ouvir
urna palavra grave, saber a opiuiao de um hornero
serio, iocipaz de emitlir nm joizo leviano sobre um
Tacto desse genero. Iulerrogirei Mr. Flavel. Se
elle pensar como o sobrinho, e formular clarameule
sua opiniao, ser porque o fado he verdadeiro !
DepoiadocapiaoMartineauo negociante era na
Heoolao o hornera qoe impirava mais confiaora a
l'oelcher. l
O Bordelez dirigio-se a urna sala de joco, em que
achava-se o negocame, e com os beicos conlrahidos
por um lorriso fingido disse-lhe :
Seu sobrinho acaba de fazer-me fumar no jar-
dim charutos deliciosos: na verdade aquelle l.uiz
entende bem disso... Mas a proposito, acerescenlou
elle lomaudo-lhe o bnco, e conduzindo-o a um n-
gulo do saiao, l.uiz di.-e-rae urna coosa, de que li-
quei nm poaco sorprezo... Cootaca a multar, em
cuja casa eslou alojado '.'
Que relar.io lem ella com os charutos ?
ganlou o negociante.
Ah eis-aqai: foi ollereciudo-roe um excel-
lente charuto de Manilha que l.uiz fez-me urna com-
inunirarao que de cerlo bem pouco Ihe agradeco.
Pensei entao que minha dignidad! exiga talvez que
eudeixassede habitar a casa desta mulher ; por
quanlo parece qoe ella est longe de itierecer a con-
sideradlo de que eo a jolgava digna:pela minha
ignorancia e pelas minhis ilislrac'cea de viajante.
O,negociante encarou atleotamenle seo interlocu-
tor, e dise-lhe sorrndo com maliguidade.
He ama rapariga mui bella !
Adriauo eslava sobre braias.
Nao pensa qae eu deva com efleito deixar essa
casa 7 tornou elle com voz quasi sufTocada pela mais
anciosa emoeo.
lenho lido por muilas veze a inlencao de lal-
lar-l.-.e a esse respeilo respondeu Mr. Flavel ;
mas... eiiilim... um homem solleiro... Nao vejo nis-
so grandes inconvenientes.
Foelcher nao podendo mais conler-se propoz esla
queslo calhegorica
per-
Denis pela primeira vez .' Na afilada lem dorado
muilo esse engao Meu rharu Adriano, isso he im-
perdnavel... Ah ja romera a quadrilha, accre-
eenlou elle dislinguindo um preludio de orrinttra,
va logo ler com lleuriqueta para reparir suas dislrar-
(oaa, e di outra vez no creia 15o de leve na histo-
rias das l.ncrecias qaa ricollum lilhoi alheios.
Voss he honieiu honrado, Flavel, dt---i Adria-
era mai no
delirio de 11a maginacSo e no ofrimentos de sua
alma do que urna lava abrasadora.
Na ilha ila Rennin Rio si coohece 11 amor ins-
pido e ha si ir do que parece ler cabido por sirte a lo-
do o Occidente. 11 amor, tanto no europeo como
no colono pelo efieilo de um clima poderoso, tem
sempre por cortejo as delicias do paraso oa os tor-
mtolos do inferno.
- Obrigada moilo estimo lar una cerina.
E sahio do salao deiando n negociante entregue
s roiijirtara mai incoherentes sobre a pslraoheza
da physionomia de Adriano, a emorao de aua voz, v
o interese que elle podia ler em semelhanle felo.
Em nm minuto Adriano dttxan o baile, eginhot,
.1 ra qae condona a' habilacjlo da Roiangi.
rrOTfini.dr-

OlMil I PlUiBICO QUINTA FIIRA |j II 1'EZlMlRO DE IIIS
galamente nnvissiroo que o governo imrerial nesss
orle acaba de eipedir para u despacho dos navios
qae destinaren) a navenaci. de que te Irala. Kefe-
rime-nos a disposirao que aulunia Is m,barranes
esltanueiraa a subirem o rio, quaiido carrejadas de
gneros bra-.leirus ou estraflgeiros ja despachados
|Mra consumo as alfaodrgas do imperio.
U presidente do Paraeoay recuaou adberir ana
principios drdireitouianluuosanccionado. pelo con-
grwsu de Pars, e que foram communicadut em no-
me d.i governo da Iaalaicr.a pala teOanl de S. M.
titnica ero Atsomptilo.
Tambero to ja a luz da publieldade no Paraguay
e o Nacional da hnje aqui Ir.nscrev e, o Iralado ce-
lebrado enira a Paraguay. a Confedrrac,llo Argn-
Una, .ir que em resumo dame milicia ao< eilorea
asa caria antecedente.
O vapor Sardegna a Irona para aqui de pasta-
je ni o Sr. bello de Usan. Para que nao frenase sem
interpretarlo a viuda desle senhur.alua parece nao
ler pus liin aenio a madanca de a rea a bem da -ilu-
de de aHumas peeaoaidt so familia, dii o Nacio-
nal desla larde que, Mgundo conila, n Sr. bario
he portador de uin grande projeclo de arreglu ou ar-
re) di divida publica, proferto que nvalisara com
outro apre^enlado ao governo por urna suciedade de
rommerciaulea desla pr,a.
Vieram lainbem da pa*ageiu no Sardegna oi-
te innlas de caridade, que se destinan) ,n mtoi.i
do etlabelecimealo do iiietmo nome osste capital.
A noticia da ebegada dcase alijos de bundade e de
eoufurlo para m eufermoa e afilelos pz ero movi-
menlo toda a populacho da cidade, que presurosa
torrea a poete de desembarque para ve-Ios e rece-
be-loa.
Todas asseuhoras e cavalleiros qne cumpe a so-
ieJade de beneficencia e caridade immed.alnmenle
se reunirn), e sem parda de lempodirigiram-se em
tuas carruaceos, aeompanha'ias de algumas oulraa
pessoas de consideracu, a ponte de ferro. Em se-
guida a Sr'. I). Mana Antonia Agell de llorquard,
presidenta da sociedade das senboras.e o Sr.D. Juan
H. Gomes, presidente da dos cavalleiros, e ligan.
nienibros da commisslo, embarcaram em escalares
da capilaoia e da alfaodega, e foram para bordo do
paquete.
Pelas 7 floras da larde regressaram os escaleras
trazendo ..soilo ii inflas de caridade. As demais se-
ohoras e cavalleiros que compe a sociedade, rodea-
dos de ama immensa concuneucia,quese reonira na-
qeelle ponto, esperavam as recem-rhegadas. De-
aembarcaiamellas comeireilo, e foram acolhidas com
as mais delicadas demouslrac,des de svmpalhia e be-
nevolencia, nlo su pelas senhoras da suciedade, co-
mo pela mullidlo que eslava prsenle. Enlraram
logo na carruagens, e, acompanbadas do povo^joe
se apiohava na ponte, seguirn) para oliespilal, on-
de de aotemo ja se Ibes havia preparado o respec-
tivo alojamenlo.
Em urna palavra, a chegada das irmflas de cari-
dade dea lugar a que se improvisarse una verdadei-
ra Testa publica. Dos as ajude na nobre e saula
mi.s.io a que volaram a sua e\istencia.
A sociedade de cambios dos Srs. Carlos Navia e
C. suspendeu as soaa transacc.oee, ao que parece cm
cunseqaencia da deliberado que lomoo a cornmis-
iu permanente de nlo consenlir na nova emisslo
projectada pela mesma suciedade. I.uta pois oulra
veza populado com a grande falla de trocos mi-
dus.
He mu mal que sbrelo Jo alTecta as classes me-
nos abastadas, e i dos operario, que nlo podendo
comprara crdito necessilaro iiidispensavelmenle de
pequeas quanlias pera soas despezas diarias. En-
tretanto nlo lhe vemos por ora remedio ; pois que
<> governo nada anda retolveu sobre u cunho do
cobre, e nada pode resolver, como ja dissemos, pelo
que loca a nova emisslo.
lia jornaes dio como cerlo que o aclual ebefe de
polica da capital, o Sr. l.oiz Herrera, sera' exone-
rado do cargo que oceupa. K asseguram os fareja-
dores dos gabinetes rainisleriaes que ira substilui-
ln o coronel Tujes, memoro prouunciado do partido
conservador. A ser islo exacto, razie lem es que
dizem qoe, em consequ-ncia do rompimento do pre-
i.lente com o general Oribe, o governo traa de en-
clar-se aqoelle partido.
Amanhla celebram-se coro toda a pompa, na
igrej. matriz da capital, as tequias do general D.
lose Artigas, ao qual, segundo lomes nos jornaes,
cabem as honras de fundador da nacionalidade da
repblica. Este hroe falleceu .10 l'arasuav 00
reinado do Dr. Francia, e seus restos moraos dcs-
rei.savam naquellas resides. I) patriolisroo dos
Orienlaes porem os foi alii buscar para deposita-los
na trra a que dizem ler prestado relevaulissirnos
serviros.
Depois de amanilla Heve ler lugar 110 velho Ihea-
tro de S. Fellippe e S. Tlago urna reurolu popular
para o fim de harmuuisar a npiuiao publica ras pro-
Mnus eleitoes de senador pe'a capital. Nossa Se-
nhora da Paz que presida a asea reooio e a Ilumi-
ne, alini de que della nlo saia a primeira faisca do
incendio qoe se recela !...
E somos forjados a (azer aqui poni final, porque
as horai fogem, e nin temos lempa para sania.
( Jornal do Commercio do. '.o.
ohjeclo. Versaram, na mirona das "asos, sobra pon-
tos ja decididos e explicados por aviaos anteriore>.
CONSBI.no l)E ESTADO.
Nada e me oflerece nccrrscenlar .10 que a respai-
la desla inslituicio leulio (ido a honra de expdl mis
relaloriug anieriures.
A ua reforma, no sentido cm que a esbncei no
do auuu paseado, cada da se turna inai necessaria.
Sobreludo lie urgente que aatoritaii o governo para
a crearlo de ami secretaria especial, por Bada se
proce-scui ou cupiem os papis cominetlido* ao exa-
me das secones; onde se exlrarlem, se regislrem
se archivero as coniuilas c O' ilurumenlos em que se
basearem ; e por onde emlim corra lodo o expe-
diente.
Ja live occaiilo de dizer-vos qoe essa reparto,o
exige rnoi peqneno pessoal, e que sem grande des-
pe/.a pode ael levada a efleito.
Nlo he !' vel que, aem grave incoiivenlenle do
servico publico, coulinue o expediente do consellio
de estado, dividido por ledas as secretarias, sem ne-
xo cutre i, e aero que porlaolo aa possa iieni man-
ler a precisa onlformidade nos Irabalhos e as (rad-
eles tflo iiecessarias a regularidade do servico, nem
dar-je aos negocios a celeridada qoe reclainam.
Depola de vossa ullima reunido furam unmeados
conseiheiros de estado exlraordioaries os eontelbei-
ros Eazebta de Qaeirai ('. lallnhe liatlozo Cmara,
Jala Paulo dos Sanios liarreio e Migoel de Sooza
Mello e Alvim.
Keitero o que rjiasa em meo ullirnu relalorio acer-
ca dos valiosos servidos que esla iosliion;lo tem
prestado e coulinua a preslar ao paiz, apezar dusde-
feilos apoiiladus em sua orgnisac,ao.
Bata resollado be principalatenle devida UIds-
Iraeflo.lealdade e dtdicaco qoe dislmguem os diguos
membros dn con SECRETAKIA DE ESTADO.
Nflo leudo ainda o governo podido realsar a re-
forma desla repartidlo, habililando-a para taUafaiar
cabalmente a lo ios os seus encargos, em lanos e lo
variados ramos de servico, coja eilensSo e importan-
cia crescein de dia em dia com o progresivo desen-
volvimenlo do paiz, coulinua ella a lular com as
grandes dilliculdades que provm dasoa defeiluosa
e acanhada organi soal e al do edificio que oceupa.
A' costa, porm, de moilos eforr;os, c em couse-
IITERIQR.
RIO DE JANEIRO.
diaole de sacrificios pecuniarios, elevando o salario
dado aquellas amas.
Krceila e. despe:a no anuo de 1834V).
Keceila ordinaria, iiicluindo o saldo ul-
timo.
Ilespezj
Keceila cxlraordmaria
Uaspeza
Saldo
Delicil
6H:j69s9-2
I:i4590ti0
-J(i::ii'ci:i-j
7T7s7S0
10:l(ib>ii3
Aquelle saldo fui applicado
delicil ; da somrna reslaule foi depositada no Banco
Rural llypulhecario a qoaolia deU:68Ui3f, e pas-
sou para o auno correle a de 1:4889758.
Recolliimenio das orplilas.
Na fim do auno panado eiisiiam ueste e menlo 70 orphaas. Oseo numero fui fundo ero 80
pelo decreto u. 1,573, de 10 de marco do mesmo an-
uo. Alero dellas cuniav m--e 10 aggregadas, SO e\-
postas e i> priisiuiiislas. sendo L'ideslas 00 recolui-
menlo de Sania i liere/a.
Casarau-se. duraule o auno, 3 orpbas, 1 aggre-
gada e > espo-las, e I -lioroian, 3 eaposlas. Foram
doladas nina orphai e um.i expaoll pelo respectivo
cofre.
Iiam uas diflerenles provincias, e du eu eslado e re- o governo celebruu eoiu o cnladlo Jos Rodrigues
cursos, segundo as uiurniares que pude obler. l'erreira, ero v rtude .la auloiisacflo concedida na
Na leudo i.avido 1.ellos alteradlo unlavel, apenas le n. 807, de 21 de sclembru de I8"ii.
de algalia Iralarei.
1) <-llorn de Nosaa Senhora do Amparo, na capi-
tal aa provincia do Para, pira coja susleulacao con-
coneni os cairel pblicos com a quanlia de :00l)^Hi0
aiiniiaes. conserva-se em estado regular.
No ultimo auno a sua receila foi de 17:4671649,
e a de-pe/a de 11:218972o. Uouve pois o saldo do
6:9189989,
Conlem o numero de !!3 meninas, sendo 55 desva-
lidas e i pensionistas.
Pelas eatipolaclea du nova coalraio devan os va-
porra iM.i hiiha local, na ida e vulla, nos portos
de Iguape, S. Sebasliau e l'baluba. coiii|iensdudo u
governo e-le accrescimo de servn;o com mais J:0tNlg
rneiMaes por duasviagens redondas.
Os niulivus que letaram u governo a augmentar
o armo pas-ado a subvenrflo das linlias de naiega-
oflo rustrir a vapor tnlre Pernambuco e outros por-
Receila
I le-1.1/ i
leceila e desbeza no anuo de 185455.
aUraoidinaria
^8:775a57ii
S4:379ai4l
Receila ordinaria
Uespeza 1
Saldo
llelicil
4:9969333
12:1619990
Jl:lli.v-ii|n
8:906-5(190
Esle dficit, leudo-seredozido, pelo encontr do
dito saldo, a 4:5109333, subi enlrelanlo impor-
tancia de 7: )3?i3tl. em conseqoencia de se Ihe ad-
diciouar asomma de 2:933g08t, procedenle de maior
despera no anterior. Foi supprido pelo respectivo
tbesooreiro.
'I mo sido o edificio onde se achava este estabe-
leciinenlo om dos primeiros ern qoe se maoilestoo o
mais argentes melhcramenlus curia, esla-se tratan-
do de reorganisa-lo, dando-se mais convenieule ar-
ranjo e classilicaro aos papis : e porque a falla de
orna sala propna mullo dilllcollasse o ruesmo servi-
co, mandei ulliroaineule fdzer um pequeo acres-
cemamenlo no edificio, afnn de ser abi eslabele-
cido.
As extraordinarias e avultadas despezas qoe teem
pesado sobre os cofres poblicos, impostas pela inde
cliuav I necessidade de se soccerrer a popolacilo da
corle e de tantas provincias flagelladas pelo cholera-
morbos, foram om novo embarazo para a realisiirlo
dn projectada reforma deslas e das oulras reparli-
50?s pertencenles ao ministeriu a meo cargo.
Sob a pres-.iu de Iflu grandes sacrificios, cujo ter-
mo MatCa podia prever, uflo se arumou o governo a
aggravar a posic.au do lliesooro, approveilaudo a au>
lorisdcan qoe para lal fim Ihe roncedrsles.
PALACIOS DAS PRESIDENCIAS
Foram autorisadas pelo governo despezas para
aceio, ornato e rnobilia dos edificios em que residen]
os presidentes as provincias de San Pedro, Sarita
Calharina, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do norte,
Ceara e Goyaz, e para reparos indispensaveis no de
Matto Grosso.
loi tambero, por aulorisarao sua, levada a efleito
a compra de urna casa para residencia du presiden-
te la provinria duPiauhv, pela quaulia de liOOoj.
Segundo as iufurinacoes ulliciaes que me foram da-
das, tero este edificio as proporcOes convenientes pa-
ra tal iim, e o seu prero foi razoavel.
CMARAS MCMCIPAES.
Nada se me oflerece a acciescenlar ao qoe refer
em meu relalorio de 1831 acerca da necessidade,
que lodos os das se ai enlimlo, de melhorar-se a
insliluicflo iiiunicip.il. Oaaiqaer causa que hoje ilis-
sesse a tal respeito fira apmI a repelido do que
expuz e do que meas antecessores por vezes lizeram
ver uo seio da representarlo nacional ; fra repro-
duzir aquilln que boje esia na ruuscieiicia publica.
Deftilo nflo b> quero entre ruis desconbe^a que,
lars quaea exisleili as nossas muniripalidades. im-
possiyel he que preenchan o Iim do sua mi-silo de
maneira salisfatnria, por tiiaiore qoe sejam usesfur-
jos e patriotismo dos memliros deslas coipurnroes.
Medidas, porlaolo, bem pensadas, e que dentro
da espliera rnnslilucioual, pcrii.ittain separar o exe-
culivo 1I0 deliberalivu das cmaras, que tornero
mais eflicaz e mais imniediala a aejao do governo e
dos seus delegados, no que concerne principalmente
a' parle puramente adminislraliva, que constan-
temente prendam, por urna cadeia nflo interrompi-
da, os interes.es das localidades ao grande centro da
adminislreclo, que, en.Iim, lli-s augmeuiem os
meios de renda,loruam-se c-.da da mais urgentes,
Kelatono apuntado a" a.serrl.la gcral ttttSVZrXZ ZSSfSST.
legislativa, na (juattasessao da nona le-ju*",ara' em ludoquanlo delle depender.
{laliiia, pelo ministro osecrclario de lle lemp0 a" alg"ma ruu5;' t***r-*c nesieramo.
qnencia de medidas parciaes que lem sido tomadas cholera-morbos, lomua-se entfloa medid sobre o modo pratico do servido, o seu estado nflo j ferir as orpbflaa para orna csa siloada nos sobor-
lem peiorado, antes aalgons respeitos mellior-do ; e bios da cidade. Actualmente eslao em duus excel-
so nao be possivel que em lodos o- trabalbus baja lentes predios as f.arangeirat, os quaes foram alu-
sempre a relendade e perfeiclu dosejaveis, sflo lo- gados para tal fim.
davia feitos com m-ds algonia regulaiidade, e com a
orden) compalivel com os puucos meios e forras de
que se pode dispur.
A-uii, sendo o archivo a parte do servico que
estado dos negocios do imperio, Lu2
Pedreita do Cont Fertaz.
Angostos e digmssimos senboros reprcseolaoles da
naslo. Vindo, |)la terceira vez, cumprir o dever
de expor-vos a eslado dos uegocios poblicos, na par-
le concernenle ao ministerio a mea cargo, 1 songeiu-
me com a esperanza de qoe continuareis a hunrar-me
com a voasa atteu(io e benevolencia.
FAMILIA IMPERIAL.
A preeiosa saude de SS. MM. II. e das serenissi-
nas piiucezaa nao lem aoflrido alteradlo.
lio loiportaole beuelicio he ama das mauifesta-
1 oes maja significativas da alta prolecvflo qne apraz .1
iaina Providencia conceder ao Brasii.
Por carta imperial de 11 de agosto do annrf'passa-
do, houve por bem S. M. o Imperador prorog'ar, por
mais dons anuo-, licenca eatorgada a SS. AA. va
Srs. conde e condena d'Aquila para residirem fra
do imperio. Assiru o exiga ainda o eslado de saude
da augasla princeza.
I rodo tallecido o roe- tre de msica de S. A. Im-
perial e de sua augustainna. dignou-se S. M. o Im-
perador eacolher para aqurlle eroprego o professor
Isidoro Bevilacqua, sendo-1 lie marcados os venci-
incnlos qoe tinlia o seu antecessor.
Novaroeule solicito a fuarlo definitiva dos venci-
meotos dos mealres da familia imperial, pois que pela
ronslitnirao devem, corno sabis, ser marcados por
tai. F
BLEICO'BS.
Apenas foi promulgada a resoluran de 19 de setero-
bro do anuo paasado, que alterou dilfereules dispo-
sicoe, da le regulamenlar das elei<;es, de 19 de
agosto de I86, tralou a governo, como lhe compria,
de babililar-se com os elementos e dados necessarios
adra de org.iuisar os Irabalhos que Iba foram coro-
mellidos, e dos quaes depende a execucao do novo
s> alema.
Atataa, em circular de 11 de outubro do mesmo au-
no, exigi dos presidentes de provincia os conveni-
entes esclareeimentos ; e, a proporrflo qUe os lia re-
rebdo, lem ido organisindn os riisliicios eleiloraes,
na forma recnmmen-lada pela re-olncflj citada.
Ja esla condal fo o plano de divislo dos dislrclos
districtes na mor parle das provincias, e ter termi-
nado o das restantes a lempo de seren expedidas as
arrfaus para qoe, ero lodo o imperio, tenha lugar a
leico do crrenle anuo, de couformidade cora as
disposiroes da nova le.
Esla looge de mim ver ueste (rabalbo o cunho da
perfeicao.
Pora desarrasoada tal preleurao, mesmo dos pai-
res mais a1iatiiado. qoanlo mais no nosso, onde fal-
tan anda tantos |e lio imporlantts elemenlos in-
dispeasaveis para que de ante inflo se possa iulgar a
raais acertada qualqoer divido de seus districlos.
Na ausencia da urna estilstica regalar em quasi
ludas aa pruvincias, com <- fallas qoe se cuconlram
nos mappas lopograpbicos que eslflu publicados, e na
presenca de outros mullos inconvenientes que vos
uflo slo desconhecidos, tero o governo l'eito o que es
lava em seu poder p*ra que semelhanle Irahalbo ai
rccinla o menos possivel de defeilos capilaaa.
O lempo e a exrcucflo aponlaram aquelles qoe se-
)a preciso remediar. O qoe vos afianco he qoe u go-
verno nflo se p'iopnii a esforgos para dolar as pro-
vincias da 0111 divi.-flo conforme as sabias vi.las da
lei, e observada a imparcialidarie qoe davia ser, como
foi, a primeira condirao de om trabalho desta vr-
dcm.
Vendo fallecido o senador pela provincia da Pabia,
visconde de Pedra Branca, ordeuou o governo em
II de maio do anuo lindo, qoe se procedesse a elri-
r 10 para preericher esta vaga.
Como, porem, em razao de le. sido a dita provin-
cia logo depon invadida pela epidemiado cholera-
morbus. roiBeenlflo impraticavel este acto, lornon-se
indispensavel o seo adiamento.
Fassado pouco lempo, occorreu oulra vaga em
causeqnenea do fallcc.inenlo do Visconde dcGara-
vellas, senador pela mesma provincia.
Kxpedindo o governo por esla occasiflo, ordem para
fazer-e a respectiva eleicflo, rleterminoo que ambas
se verilica,em no mesmo da a em lisia sexlupla.
No da 0 de fevereiro realiion-se a elon lo por es-
te modo.
leve tambero logar na provincia da Parahiba, no
da 10 rio mesmo inez. a elrirao para |weenclier-se a
vaga prnvenienlc da falleriinpiiio do senador Manoel
de Carvallio l'ars de Audrade.
Ainda oulra vaga huuve uo senado, por motivo du
falleciiueuio do visconde de Sepeliba, senador pela
I ir .iv nnva das Alagoas.
Com quanlti lu**e ordenada em oolobro, a eleicflo
para o |weeucbiineuto desla vaga, nao lem sido pos-
sivel realisa-la, ero raido do eslado calamitoso da -
queda pruviuria.
I.B.'i luou-.o lainbam na provincia da Baha, 00
dia II de fevereiro, a cleicao de um denudado pela
vaga que na respectiva cmara deixou o aclual mi-
nistro e secretario da estado dos negocios ,1a marinha.
Em Indas eslas elrirnes a ordem publica nflo suf-
freu, em geral. allerarao ; a liberdade de vulo foi
loaulida e ruapeilada em luda a sna plenitude.
Algum.ia derisies den o aoverne sobre davidas or-
mrridas ainda na exeenrflo da lei regulamt.ilar das
ate>c Como eslo as municipalidades, nflo be possivel que
por mais lempo ronlinno.11 sem perda do pre-tigio e
da forrea moral, de que tanto carece urna das mais
bellas insliluices do governo representativo.
ARCHIVO PUBLICO.
Os Irabalhos de simples clas>ilicaao e arranjo dos
papis e documentos ja existentes neala repartirn,
ou recebidos durante o ultimo anuo, furam os ni-
cos que continuaran! a occupa-la, sem que eslejam
anda concloidos.
Mais lhe nao permillc asoa acloal orgaoisara.-i.
Para elevar-se n altura e importancia a que" deve
altingir, be-Iba indispensavcl.rumo ja taska ponde-
rado, urna reforma asseulada em bases correspon-
Roculhimcnlo de Sania Thereza.
Desde a sua fuudarflo ale o mez lindo, lem tido
esle recolbimenlo a receila geral de 446:4969898, e
fela a despeza geral de I S9::>5;-ti67, haveudo por
tanto um delicil de 7689393.
Da despeza geral cabe :
Ao cusleio do as vio provisorio e sds-
lentrau das meninas desvalidas. 19:1555077
A' obra do novo recolbiinenlo 130:1098583
O numero de 17 meninas que exisliam no eslabe-
lecimenlo foi, durante o ultimo anno, redundo a 1-J,
por lerem passado -J para o recolhimenlo das orphflas
da Sania Casa da Misericordia, e fallecido 3. Ac-
tualmente exislem 15, que residem ainda ruino pen-
sionistas no dito recolhimtulo da Santa Casa,
As obras do novo edificio continuaran!, despen-
dendo-se com ellas, no decurso do anuo ultimo, a
somma de 43:4049483.
Nflo se concluio paran, como se prelendia, a parle
destinada para accomodac,ao de 30 meuinas pelo
menos.
Resolveu a mesa appllcar antes os meios de qoe
dispuuha construc^flo do vestbulo edo corpo cen-
tral da capella ; nflo sil porque a-..... couvinba para
seguranca da obra j fela, eafim de dispensar-se a
entrada e escada provisorias, como purque a coocla-
sao d'aquella porte do edificiu nflo seria de ulilidade
immediala sem a edificarlo dos moros oecessarios
para a resguardaren^ a qoal uflo poda ser levada a
efleito. j.i por ser grande o seu cusi, calculado em
qoasi li:009 rs., 3 lora a cantara e gradil de ferro
par- a frente do edificio, j pelo receio de se fazerem
obras era terrenos de cojo dominio nflo lem aiuda o
asylo de Santa Thereza titulo algum que lli'o asse-
gure.
Das ti loteras concedidas em favor deste pi esta-
helecimeutu, (eero sido exlrahidas 5, e a que reela
esta prestes a se-lo.
Sendo o prodocto desla lotera o ulli.no recorso
de que se pdedi-pnr para contrauacflo das obras, o
qual, deduzida a importancia do saldo qoe lia a fa-
vor do thesoureiro e das contas de materiaes .que
anida nflo foram pagas, ficar redozdo quaodo
mullo a 5:0003 rs., lorna-se necessario que auxiliis
o mesmo eslabtlecin.enlo, afnn de que a parle j
edificada possa servir a seu pi deslino, como para
se ra. r e aosmeutar o patrimonio do eslabeleci-
uienlo, assegurandose qoanto fr possivel a sub-
sistencia e edur.arao das orphflas desvalidas.
Hospicio de Pedro II.
No decurso do anuo lindo enlraram para o slabe-
lecmenlo 931 alienados. Do aulerior linham passa-
do -2W.
No mesmo periodo liveram alia 130 e fallecern)
131. Exisliam no hospicio, no fim do mezdedezem-
bro ultimo, 239, e actualmente "219.
O numero dos fallecimenlos foi mais avollado do
que nos anuos passados. Esle acto proveio do aug-
mento extraordinario da morbos.
Receila e despeza 110 annu de 185155.
Receila ordinaria
Despeza
Receila extraordinaria
Despeza \<
33:1530937
6376>93l
Dficit
99:1929994
113:8315200
50:917;1ey
Saldo 69:9149031
loi applicado esle sabio ao pagamento nao s do
reerido delicil, mas lamben) da somma de 12:0009
ao rrcolliimento, parenla do emprestimo qoe para
com esle coolrahio o hospicio; e, linalmenle, do sop-
primenlo que linha sido felo pelo Ibesooro ale 30
de junho de 1851.
Cabe observar que o producto da receila exlraor-
menusZSSS5LT 5' "'S"lB",0S e'l'MeC" t" ,Laa, JSl^J^T^ e"'"Ui'1 ."P-
pouco
NA
moni.i- semelhanles.
Ale enlflo o nossn archivo publico nlo podert cr
mais do que be : um deposito incmplelo dos docu-
mentos cfllciaes qoe as diversas repartifes coslu-
nam remeller-lhe, sem meios e proporees, nem
para enriquecer-se de lodos os qoe deve possuir,nera
para confeccionar sobre tatselemenlos os Irabalho?
deslinados a esclarecer e lixar os fados e principios
da historia social, polilica e admiuislraliva do paiz.
Esla reforma, que entra no plano geral da reor-
ganisaclo das repartirles dependentes deste minis-
terio, tem sido demorada pela razao que ha
expuz.
ESTABELECIMEMOS DE CARIDADE
CORTE.
Os eslabelecimenlos de caridade de que passu a
Iralar. acham-se sob a administrarlo da Santa Casa
da Misericordia desla cidade.
Hospital.
Durante o anno ultimo leve era 'ratamente 7,951
enrermos, Laven lo passado da antecedente 570.
Sfhiram corados 5.775, Mleceiam l,.d>1, e no
Un do mez de dezembro reslavam 618.
Esle movimenio apre-enta, sobie o atino antece-
dente, o excesao de 639 enfermos.
Na tres eufermarias fondadas em virlode do S :t
do arl. le do decreto n. 583 .lo 5 de selembru de 1850
furam traladns no decursu do annu 1,437 eulermus,
londu passado do anterior 128.
Tiveram alta 93;t, falleceraro 172, e liraram ainda
em Irataiuenlu 32.
Duraule o auno compromissal du 1 de jiilbu de
1851 a 30 de junho de 1855 leve o referido hospital
a seguinle recaila e despeza :
Receila ordinaria.
Despeza
loso que merecen a appruvac.au dea Srs. depula-
1 doa, no projeclo de resolucao que pende do senado
, """..**1"!! "" J? "T1 no .l,rinf'P'u i e Plo qoal foi o governo aulonaado para igualmeu-
ie augtnenlar a da Baha,pediam que o mesmo
-e fizesse a respeito da linba de Sania Calhailna,
elevando-tc a subvenfflo marrada no decreto .1.
1,066, de 13 de nnvembro de 1832.
Davam-se em seu favor as meamas senao mais
procedemos clrcuroslancias, aliento o numero de
o pagamenlojlesle do armo passado, na capital da provincia do Mara-
nhflo, pelo guverno provincial, tem o nuui.ro de iO
meuinas, que he o Diado no respectivo reguiainen-
lo. Aprendem primeiras leltras e Irabalhos de cos-
tura.
Na capital da provincia de Santa Calburlna, e ju
.,,- -- ----------------------- j 1 r vucii< \-1 u ni-iini.-i.-i-, ,j 11 r.
10 ao bospitalda caridade que alli existe, ela em mlllias a pareorrer, a ausencia de
menlo e dorante o anuo passado, o avlo de Saula
Leopoldina, inaugurado ua capital, ero 1851 sob a
prolecrfln de SS. MM. Imperues.
CORHEIOS.
O melburamento do serviro dos correios tem con-
tiuuadu a oceupar a allenrflo do governo; como o e-
xige a importancia desle objeclo.
Ja nos meos anieriures relalorios, ja por diversas
occaaiOes ero que me lenho pronunciado como minis-
tro peanlo a represenld{flo nacional, liz mcnslo das
grandes dilliculdades e das principaes causas, anle
, (7on 2tl de novembro.
NAVEGACAO' DO PARAGl AV.
Cuando ha dias tratamos da imprtame navtga-
eflo do Paraguay, annonciamos qoe o Sr. Soarea,
organisador de urna companlna qua se propuoha
abrir esta navegai;iio, linda (partido para Buenos-
Ayres, donde seguira aguas cima para explorar
aquelle rio e o S. Loorcucn.
Nao sabiamos eolia qoe a companbia brasileira
de correios a
pontos qne eslavam privados deste uieio de cuminu-
akaflo.
I'asso a referir os principaes actos que tiveraro la-
gar, ueste seolido,' durante o auno findn.
Pelo decreto n. I| ,682, de 28 de novembro de 1835,
foram alteradas algumas dispusieres do regulaiuenlo
annexo ao de n. 3|I9, de 21 de dezembro de 1844,
na parte relativa as listas nomioaesquedaviain sem-
prr acompanhar as malas.
Esla medida, eslabelecida para prevenir extravies
demandava grande consumo de lempo e inevilavel i
demora na entrega das cartas e expedidlo das listas, I
ja pelo Iraballio de sua organisarflo, ja pelo das con- '
ferencias que devem ser felas oa occasifio d rece-
bunenlo.
Enlrelanlo 1 |rab'ca demonttroo qoe, podendo
tal providencia serulil as linha- lerreslres, porqoe
neslas slo facis qs ahosos pelo modo como lera logar
a condcelo das malas, era completamente astil
as martimas, as quaea se au d a mesma circuin--
lancia.
O governo esta uio, por isso, uo citado decreto 11.
'.682. que as referidas lisias uominaes fustero subs-
tituidas por simples facturas, conten.lo as declara-
Cues exigidas no nesmo decreto, em todas as malas
remedidas por m ir, de urnas para oulras ariminis-
IracOes, coinpreh-ndo-se a da provincia do Amazo-
nas e as agencias das cidades de Santos e Rio Grande
do Bal.
Picoa labfkl
smente quaolo
263.1999348
213:9975114
Receila extraordinaria.
Despeza >
Saldo.
Saldo.
49:1939134
115:6635302
96:5815773
19:08^529
denle do governo imperial, deveria, se as circuns-
tancias o permitlissem, ser exclusivaineiile emprega-
da ero apulices da divida poblica, destinadas fur-
marflu de om patrimonio para o eslabelecimenl..
O irablbo dos alienado*, dorante o anoo, produ-
zio a importancia de 3:1515940.
Acham-sc coocluidas as obras do edificio princi-
pal, fallando anda algoos importantes melboramen-
los internos, diversas oOicinas para o Irablbo dos
alienados, e as obras necessarias, afim de dar-sr sa-
bida directa para o mar is agoas das moulauhas ad-
jacenles, as quaes, esgolando-se com pequera decli-
vidade pelo rio Berquii, deposilam-se na chcara e
as ras pruximas ao hospicio, prejudicando a sua
salubridade.
Esli adiaulada a conslruccflo da casa destinada
para o servico da lavagem da ronpa do eslabeleci-
raenlo ; e comecuu-se o aterro de urna das roas por
onde se deve dar esgoto as aguas das referidas mol-
taolias.
Hospital dos lazaros.
Sflo tratados neala estabelecimenlo, scguudo as
informaroes, 62 enfermos.
Dorante o anno (iodo enlraram 15 ; do anterior
linham passado 67 ; saturara com alia 2, fallecern)
18, o evadiram-se 2.
Nflo lem bavido alterarlo no sea patrimonio. O
hospital continua a ser subsidiado pelos cofres pbli-
cos cora a somma de 2:000^ aouuaes.
Empreza funeraria.
A receila procedente das enfermaras sustentadas
pela Santa Casa da Misericordia e dos cemilerius pu-
I I .- '. 1 1. r .. 1 .. .. na* aamai .*. lU'.l f*
211:8125007
966.0819806
blicos imporlou, no anno de 185153
em
E a despeza em
Dficit
ndo a ilisr nsican do regulameulo,
.- 1 s malas expedidas por Ierra.
Exigia-se o do iro do porte das cartas que chega-
vam au crrelo uas duas horas anteriores aquella m
que as malas se 1 eviam fechar. Era isso om esti-
mulo para nlo s;r demorado pelu publico o servico
das lisias namiai ra que linham de acompanhar as
ditas malas. Or 1 como laes listas foram substituidas
pelas simples fac oras, as malas expedidas por mar,
pude-se lambem reduzir aquelle prazo, vislo qoe o
irabalho no corr io ficou diminuido.
O regulamenlt interno do correio da corle, anne-
xo ao decreto n. 639 de 27 de setembro de 1849, fei
igualmente aller ido em algumss disposices pelo de
n. 1,691 de 24 da dezembro do anoo passado, dau-
do-se melh.ir or lem ao servico.
Alm dislo, ni o havendo di'sposiciu alguma para
o caso de ficar a landooada urna agencia, por Vaga
111 qoalquer oul o motivo, iucumbio o governo aos
juizes municipal s as villas, e aos de paz nos oolros
logares, de proc derem immedialamente a arrecada-
Cao e iiiventarioldosohjeclos existentes na agencia, e
ero geral de assistliern a estes actos sempreque pas-
sar o lugar de unn a oulra peaaea, afim de poder-se
verificar a respectiva respoosabilidade.
Altendendo u governo ao progressivo augmento
qoe tem lido o iervico do correio da corle, o .1 111-
sullicienca du pessoal para acudir convenientemen-
te as aaaa exigencias, autorisnu a adraisslo de 11.ais
dez addidos na iepecliva dminislraco, para ser-
virn) de o.cu;,luranos.
Para demonstrar,,,, daqucll.i uecesaidade basta com-! -randea es'trad
parar-se o movimenlo de papis que ha aclualme
le ir-la reparlieao, rom ,., que
1811. no qual foi fixado o num
gados.
Eolflo era esse movimenlo de 760,000. No oltimo
anno subi a I03,543.
Durante o anuo passado foram estebelecidas :
Na provincia do Rio de Janeiro mais 10 agencias
de correio e 3 linlias novas ;
Na da Baha i agencias e 1 linha ;
Na de Sergipe 1 agencia e I linha ;
Na das Alagoas 2 agencias ;
Na do Ceara' 1 linha ;
Na do Maranhao I linha ; '
Na do Amazonas 1 buha ;
Na de Goiaz 1 agencia ;
Na de Minas Geraes 2 agencias ;
Na de S. Paulo 1 agencia e 1 liaba.
Ha actualmente em lodo o imperio, alm das ad-
minislraresda corle e das capitaes das provincias,
417 agincias.
Trata o governo seriamente de melhorar as com-
rnunicaces entre esla corle e a proviucia de Mioas
Geraes.
Na aclualidade lemos 5 viageus por mez, em i e
relos dias para os correios de cartas, e em 8 para os
de jornaes.
Depois de varias diligencias a qoe procedeo o di-
reelor geral. resolvi mandar annunciar a arremala-
lo desse -orneo com as see.uintes condicOes : que
as viagens subiriam a duas por semana, lanto para
as malas de caria* como para as de jornaes, e que o
numero de dias de cada viagem para as primeiraa
nflo passana de i a para as soguillas dt 6.
O o ovimenlo geral das cartas e mais papis ex-
pedidos pelas diflerenles ailmini-iraoie-, no auno
lindo, foi de 3.643,155, superior em 312,331 ao do
anterior.
No mesmo periodo a receila verificada as diver-
sas adminislrares subi a 236:1925971, leudo sido
oreada ero 182:9869967.
Exceden a' do anterior em 17:3933367.
A despeza verificada imporlou em 265:1105536,
sendo o respectivo crdito de 278:0929527. A do
exercicio anterior foi de menos 25:9219334.
Resulla um dficit de 99.9179506, menor do que o
do anuo antecedente, que fui de 33:3719587.
Anida nflo pode ler logar a transferencia da
repartido desla curte, do iusullicienl* eJificm om
que esta' para oolro, porque uflu tem eidu possivel
encuutra-lu coro as proporees necessarias e ero lo-
calidade conveniente. Enlrelanlo uflo te pdedes-
coubecer que be esse um dos rumores obstculos qoe
29
Opaquen sardo (.Sardegna, en;rado iioniem
do Rio da Prata, Haz dalas de Montevideo al 21,
e de Bueuos-Ayres al 18 do corrente.
O horitooie da Kepublica Oriental comecava a
tBDuviar-sa.
S. Etc. seguio precisamente o consellio de Boi-
leau :
Oue votre ame el vos mosurs
" puinles dansvosaimages.
fot assim que a provincia leve a 1 entura da ver
passar pac filamente a quadra eleitoral contra a
" u".8? .* .' -an U^liw 'Iu*.se ,or,,on.de expectativa de alguna vizionarios e. pessimistas que
fanlaseavamsangue,raortesdesuuico.__
novo o hornern inaisinlluenieda repblica, envida-
va aberiamento lodoi os esfonjos para derrotar os
candidato do governo a cadeira senatorial ; e co-
mo o presidente da repblica fuera dessa eleicao
urna queslao pessoal, receiava-se muito que essa
lula perturbasse seriamente a tranquillidade do
paiz.
Oanligo partido colorado.que uio fraccionado es-
Em lodos os pontos da provincia triuraphou o
lado que lem por chefe o Exm, Sr. baro de Ma-
roim, excepto em S. Christova e luporanga, or.de
exerce legitima influencia o Sr. coronel omin-os
Oas Coelho e Mello, sogro .lo Sr.;eommendador
Sebasttao Gaspar de Almeida Bolo, e Santo A
10 onda os amigos dn Sr barao do Marojo,
ma-
neo
direcrao de um s chafa ; pareca que a repbli-
ca se ia dividir oulra vez emdous caninos intole-
rantes e rencorosos.
As palavras nprogresso, conciliacao e asquea-
vassos, abandooiram-lha curnpleumenie o campo,
comparecendo so.nente os amigos desle.
Ultimadas as eleicoes primarias, coine^arm
diflicuIJades para occommodar os diversos prelen-
mento,. tnscriptas no programm. de 7 de outu-1 tbSfZZ 5 ^T' ^ b,rSo de
bro de .85..SJSZ memoria de^ ZjBS S^S^^SS LH
revivtam os abafados odios. aentes do< d!J. 1 P dos lnfla-
0 Comercio del Piala, a o re^mendave, ^^^^^1^:2
se assenlou n> adnnr-:.n j. ...m_____ ,.
94:9999799
lraiiscrevedo hoje as ihstruc(es expedidas pelo
Sr. gerenta ao enaaaiaaario da companbia, u 10 te-
nnn em vista senu dar conliecimenlo ao publico de
todas as medidas lomadas para a completa evecm.ao
do Iralado de 8 de abril, na parte relativa a' nave-
Sarlo com alalto-Grosso.
Ei as inslrucres :
o Esrriplcrto da companbia Brasileira de Paque-
tes a Vapor, no Rio de Janairo, 27 de outubro
de 1856.
11 Insiruceijes para o Sr. I.uiz Jos de Camina,
commissiouado pela companhia Brasileira de Pa-
qurls a Vapor para explorar cfrio Paraguay.
0 O Sr. Luiz Jos de Carvalbu, com o aascutimen-
lo do ministerio da marinha, deve srguir no vapor
de guerra Marecanaa.u para explorar o rio Para-
guay, devendo regular-se pelas segoiutes in-lruc-
Soe :
1 la I. va un car,.' com lodo o coidado se por ven-
tura be vanlajosa a navega^lo a vapor no Paraguay,
e se a companbia brasileira deve lomar essa em-
pnta.
2. Se pudem baver iateressesi progressivos em
estabelecer urna carreira regular de paquetes a va-
por, e se pode-se coutar com o roniroercio e passa-
geiros de Montevideo, Colonia e Buenos-Ayres, que
se desnam aos portes da cosa do Rio, S. Pedro.
S. Nicolao dos Arrojos, Rosario, Sania F, ['arana'.
Corrientes, Pilar, Assumpcao, etc., etc. '
3. Se he possivel a'.eropreza obter alguma sob-
venclo dos ovemos das repblicas do Prata.
o 1. Como Irala-se de abrir urna cominunicac.ao
por paquetes a vapor pelo rio Salado, que desagua
em Santa F, e oulra em Comentes pelo Rosario,
deve indagar se estes dous pontos trarao necessaria-
menle passageiros e carga que passe ou veuha re-
gularmente ile Matlo-rosso.
o 5. Seo vapor destinado a Malto-C-roeso deve
calar seis palmos ou menos para cliegar a' capital
daquella proviucia.
6. Se a empreza devera' eslabelecer mais larde
pequeuos vapores que naveguen) desde a foz do rio
S. I.oureuro al a' capital de Colaba', nlo passan-
do daquella foz os vapores que vem de Monte-
video.
7. (Jual seja a distancia total de Montevideo ao
ollimo ponto navegavel.
11 8. IJual a distancia das povoacoes nolaveis en-
tre si. V *
' 9. Se llavera' conveuiencia em fazer escala era
algum punlu, erobora de poaca importancia pre-
sentemente, mas que parvea promctler prosperar
com a establo dos paqtieles.
0 10. Quaes as cidades, villas ou povoacoes que
devem coocorrer para o prusresso da empreza com
a sua popularlo e genero, ce exporlac.lo.
11. Se ha probabilidade de haver commercio de
exportado ero grande escala.
i 12 Qual a opiniao dos povos a respailo desla
empreza.
13. Quaes as povoares que slo centros da
des estradas.
14. Quaes os gneros que produz a provincia
a houve no anuo de de Mallo-Crosso, seus precia, e qoe direitos pagan)
ero de seus empre- llas diflerenles repblicas.
15. Quaes sejaro as dilliculdades da uavegaro
, no I'aracuav, se ludas podem ser subrepujadis, a
de que meios deve-se lancar rulo.
16. Qoal a profuudidade do rio em agaas bai-
las, deveudo mencionar especificadamenle as sondas
por brarus ou pos inglezes.
17. Qual a velocidade das aguas, quaes os bai-
xos, e perigoi.
18. Se lie possivel enllocar bausas ou boias para
reconbecer esles empegos e se sera' dispendioso esle
trabalho.
19. Qaaes os logares oode existera bancos de
areia, e ae esles slo lixos ou movedizos.
' 21.1. Ou,mas M.i-.ens us vapores devem fazer
tnensalmanle, e qual o lempo uecessario para fazer
a viagem redonda.
21. Como devem ser construidos os vapores;
se devem ser de ferro ou de madeira.
22. Como devem ser seos arranjoa hilemos, de-
veudu preslar aitoin.,io a' grande calma que faz oes-
sea paizes.
23. Sa devem ser como o vapor uParaguasso',
ou se deverlo ler aljuroa oolra especialidade.
1 21. Qual a velocidade que devem ler os va-
pores.
< 95. Encontrar-se-ha praticos qoe confieran)
bem a navegado do lio '.'
ir 96. llavera' facilidade de achar nessas para-
g'tis raariubelros par* os vaporea, e qoe salario
pedirlo.
97. Qoem dave enmmandar os paquetes, natu-
ra es desses logares, ou ofliciaes de marinha'.'
28. Quanios vaporea carece ler a empreza para
preenclier o fim a que se propoe.
99. Qual seja o corobuslivel preferivel nesli na-
vegacao.
30. Se a companhia deve ter deposito de car-
I vio em A-sumpi.o. nao so para consumir dabi al
chegar a' bocea do S. I.ourencij, como lambem
para levar a reboque algoma einu...carao carrujada
do mesmo combustivel, 011'qual s-ja u meio para
c.-n-0Luir--i. depsitos nesles lugares para servirem
de resresso.
31. Se he fcil a acquisiclo de leuba, e se he
possivel fazer contratos para o seu fornei unonlo em
cerlos e determinados pontos oude lenhain os pa-
quetes a fazer escala.
.1 32. Se he possivel formar em Alboqoerque um
deposito de tenha 00 de carvo, nlo sendo costoso
oseo transporte: emlim Manar onde melhorcoD-
por sua moderaclo e por seus nunca dtsmenlidos
principios de ordem, invoca hojeo passado, exal-
ta as paixes, retocando o quadro que ouir'ora
piulara dos horrores porque passou aquelle malfa-
dado paiz na poca calamitosa, cuja (arminarao
deve a repblica, devem todos os povos do Prata,
ios generosos esforcose sacrilioiosdo Brasil.
Eis como o Commercio del Pialan acaba de
aposlrophar o general Oribe :
i< Fergutaremos a esse bomem, a essa influen-
cia que se aprsenla em opposico directa ao go
verno, que se declara seu igual, e levanta urna
bandeira sua : t Como vos chamis, que queris,
onde vos propondes chegar com vossa iniciativa, e
que quer dizer esse ionocenie direilo de eidado
que invocis como pretexto de vossa intervengo
nos negocios pblicos, em presenra das condicOes
actuaes do paiz, e as qualidades reconhecidas de
vossa individualidade polilica ?
Em nome de que antecedentes dirigs a pa-
lavra nacao, e porque ttulos lhe pedis a sua
coadjuvajao '.'
Como vos chamis ?
Abr as paginas da historia contempornea do
Rio da Prata, e encontrareis esse nome como syn-
lliese completa de todas as aberrares, de todas" as
lagrimas e de todas as dores de duas repblicas ir.
mas ; abri efechaio livro, porque s esse nome
vos trar aosolhosos lempos, os aconlecimenlos e
as recordac,oes que o anjo da misericordia deveria
apagar com suas azas benficas da memoria de am-
bos os povos.
O que quer esse homem e onde vai
Sao questoes eslas que a anxiedade, o temor
e o sussurrar do publico, resolver visivclmonle.
A patria renascia como a Phenix das suas cinzas
ainJa libias, porquo a mo que incendou a fo-
gueira, nao tinha perdido de lodo o seu poder ; a
vida reapparecia de novo, o contenlamento e a ale-
gra coraecavam a derramar-se como condices le-
gitimas da sua na tu reza preciosa ; a f arreigava-
se nos espirilos, e os bens progressivos iarn dimi-
nuindo pouco a pouco a recordac,o das desgracas
passadas, e nem sequer a suspeita de restaurarles
retrogradas affeclava o espirito.
Essa ordem de cousas era, porm, una hostili-
dade para aquelle que pretende fazer da patria sua
propriedade particular, governar desde sua casa,
sobrepondo-se s instituices, ordem, autorida-
de legitima e, adoptando por pretexto a forma
democrtica de que abusa, era lgico que levanlas-
se o estandarte da desunio, c explorasse a inno-
cencia, ou as velhas crencas da sociedade, que af-
fecla nao conhec-lo ainda.
Em nome de que antecedentes dirige elle a
palavra najao?....
Perguntai-o s ruinas que ainda rodeiam a
heroica cidade; s fortunas perdidas; s vitivas ;
aos orphos aos milhares de mutilados que po-
voamo territorio da repblica ; e ao thesouro que
nao tem com que pagar aos seus empregados.
Taes sao o nome e as tendencias daquelle que,
abusando do direilo de eidado, saha acampo com
a bandoirada npposiclo em urna mao a o f.ioho da
discordia na oulra, para dizer ao poder : .< Sou,
porque quero ser; mando, porque quero ser obe-
decido ; abuso, porque nao leudes meios de rapri-
mir-me ; em urna palavra, sou eu e nao vs, o
rbitro supremo dos destinos uacionaes.
Ser ou n3o ser, he pois, o dilemma fatal da
siluacao.
Doouiro lado do Prala as noticias sao todas fa-
voraveis oidora c paz. A legio italiana da
Bahia Branca tnha-se submettdo s autoridades
nomeadas pelo governo, e licavam presos todos os
caliecas do motim que lerminou pelo assassinato do
coronel Olivieri.
Os caciques linham assigoado um tratado de
paz, e parece que cessaro Analmente as correrias
dos Indios, que lo grande damno causavam aos
pacficos lavradores das fronleras.
O Sr. conselheiro Amaral havia sido recebido
pelo presidente da Confederado Argentina no seu
carcter de envldo extraordinario a ministro ple-
nipotenciario do Brasil.
^a caria do nosso correspondente de Montevi-
deo, encontraro os leilores o discurso da apresen-
la^o do Sr. Amaral, interessantes pormenores so-
bre a sluajao da Montevideo, a noticias do Para-
guay.
Vemos com pezar que se verflcou o caso que
previamos, quando escrevemos o artigo publicado
no o Jornal do Commercio de 23 do crreme, so-
bre a navegado do Paraguay.
O presidente Lpez lmitou s bandeiras brasi-
leira e paraguaya a lvre tunmk daquelle rio,
estipulada no iralado de 8 de abril prximo pas-
sado.
flornal do Commercio do Rio.)
PaSre^o^ ,' e"C" H",,taS" >" -n.ertaK^d.po^sTtenn,^ "^^
parle da 'P"^l MM preferencia aquelle corobuslivel por ,er mais eco-
PAQLEIES A VAPOR. oomico.
xes e vehiculos ile eeodeeSo de cadveres, auto-
relt n. 1557, de 17 de fevereiro do
Tendo sido, pela iroporla-icia destes saldos, a qoal
rm elevada a 105:5009956 com a reuuilo do de
/:231.3.i93, que passara du auno aulerior, amorlisa
da em 10i:00W-000 a divida pa menlo, ficararo ellei reloiidoa a somma de .... .
1:50X.r256.
As obras desle hospital leem conlinuado na pro-
porrlo dos seus lecuraos. Se pur alsuma circums-
laucia nao furem eslorvadas, espera-se que no mez
dejolbo prximo esleja prumpla mais una enfer-
mara.
Casa dos- exposlos.
0 numeru de crianQas que tiveraro entrada, no
decurso du anuo lindo, foi de 556. Addicinnandu-se
a esle numero o de 38 qne passaram do annu ante-
rior, e o de 73 qne, lendo-se creado fura do eslabe-
cimeni-i. vullaram para elle, vr-se que o movimen-
lo total foi de 667.
Ileslaa sabirero, no nie-rno periodo, 121; tendo
sido 112 para seren creadas, 8 que seos pas recla-
maran), urna para o hospital e oro para a coupashia
dos menores do arsenal de atierra.
Fallecern!. dnn
Ficaram porlanlo existindo no eslabrlrcimenlu. 10
Km 1854 o numero de exposlos recebidos loi de
.588 que, rom 68 do anno aulerior, sommavam. 656
Destes fallecern). j:)
Em 1853 o numero ds enancas que enlraram uo
eslabeltcimcnto foi do 630. e o dos obilni de 515,
Houve pois, no auno nas-ato, om numero de fal-
lecimenlos por cerlu inferior ao dos Ires ltimos ; e,
posto que nao se possa dallar de conf-ssar que aiu- 1
da he excesivo, deve cumiado rcconhec.-r-seque,u.^"V^"-",,,"-,',,U"",rerm"ri",'aB I Hitas-
para ella coucorreu, era aiande parte, o fado "
loi supprido este dficit por meio de um empres-
timo de 26:0003, cnlrabido com o Banco Hural llv-
polheeario, a juro de 7 por ceulo, restando o sabio
de 1:7009901, que passou para a conla nova.
As me.Inias lomadas no anno passado, afim de pr-
se lermo ao dficit progrenivo, resollante das etces-
sivas despezas com que a empreza funeraria (em
onerado a Santa Casa da Misericordia, nlo poderaro
anda ter applicaclu, excepto unirameule da que
se refere I elevacao da laxa das sepulturas e dos cai-
xes e vehculos di
risada pelo decrelt
anno lindo.
Tornoo-se, porem, insufliciente esla mesma medi-
da, por que as despezas eilrjor.linari.is que occor-
rcrara. em razio du avuliado ooruero de fallecimeu-
los de pessoas Indigentes, victimas da epidemia do
cholera morbos, a cujos cadveres se den couducjlo
e sepultura gratuita, nao entraran) nos clculos ero
que, cm alteucao somonte as circumstai,. .... ordi-
narias, se b.i-enu a dita elevarlo de proco..
Nao se ul.li-uu a Sania Ca, da faculdade qne lhe
foi dada pelu decreto n. 1567. de 24 de 'evereiro do
referido auno, para fuudar a soa divida de 151:000,
proveuien! desla empreza, emillir.d apulices de
juro de 6 por cenlo. corn a amorlisarlo qne parare.-
se conveniente ; porque a alia do juro nlo permil-
liu a realisariio de-la medida, e, o que foi ainda
peior, a obrigoa a sujeitar-se ao juro de 8 por rento,
atada de 7 o qne pagava.
Oulro sim, nlo utlliaotj da dispensa, que lambem
lhe Toi concedida pelu decret de 10 de marro do an-
no citado, de nianler doas das enlermarias'poblicas
a que se obnsara ; por isso que, correntio |he o de-
ver de pre'lat soccorros popularlo llacellada pelo
cholera morbos, nlo podia ero seinelliaiile conjonc-
lura apraveilar-te de tal favor. Assim pois, em vez
l companhia brasileira de paquetes a vapor lem
r.-iiiiiiuado a fazer o servido das Imhas de seu 1 rivi-
legio, rcail-inili.-o anda pelas disposi^oes do auligo
contrato, por estar pendente do senado, como sabis,
o que celebrou com ella o goveruo 110 anuo passado,
e que ja mereceu a vos*a a|>|irovarlo.
lem, nao obstante, melburado cousideravelnicule
nlo s o servico, como tambem o seu material.
He prova disto a rapidez com que hoje se fazero
as viagens redondas de loda a linha, comparada coro
as de lempo anda nao remolo.
A navajazo entre o purtu do Kio de Janeiro e a
da cidade da Victoria tem sido mantida pela cum-
panhia de Muciiry, nos termos do respectivo con-
trato.
Cuido de eslende-la at o Porto de Caravellas. a-
liin de licar ligada loda a linha de uavesacilu r..,-
teua, desde esla corle al a provincia do Cera', por
ser aquelle porto o extremo ao sul da Bahia at onda
eheta a empreza de Antonio Pedroso deAlbuquer-
qu, denoniDada Sania Croz.
33. yoal o preco dos terreno-: para deposito de
carv,io oo leoha, ou se he possivel oble-los gra-
tuitamente.
34. Se por ventura achar-se-ha pessoas a quem
sejarnjncumbidas as agencias.
11 35. Deve ler em visla que desde AssampQo,
em lalitude 25- 16' al 89-, corro o Paraguay coro
velocidade regular ; porm de 23* al 16' acrran-
le he ordinariamente de urna milba por hora, cir-
cumslancia que torna fcil o reboque. Recommen-
do-lhe que faja esla observadlo ero loda a exleuslo
do rio.
36. Na Europa os vapores qua navegara oos rios
e lagus demuram-se uas divenas estat;es uuica-
mente o lempo uecessario para r.Tibor, a carga e
passageiros, os qoaes slo obrigados a andarem dili-
genlrmciilc para nao perderem a viagem. Parece-
mc que poder-se-lia admiltir eolra nos esle coslu-
me, o qual da" ero resultado economa da combus-
(ivel para a companhia e de lempo para us pasaagei-
rus. E-tes serao avisados da approximaija.i doa pa-
---------------------------- -------- ---------------------......"' "" .|-|.l.OII.fllil.l uus p.i-
fc'ia empreza. em ambas as hutas que conlratou queles pela meoina forma poraue fazero os vanores
1 111,1 h. ds U .:.. 1., vi ....... .. ..-1 ..,-. ... H.. 1-. 4 ....1...__
da Se
eornnlrarem na roda militas rrianras ja em pessimu
esladu de saude.
Basla atlender-se a qur, das 560 que enlraram
ncsle anuo, 155 arh.ivam-SR enferiuas, mullas ^ra
vernenlo, e algumas ja moribundas.
Ele objeclo coulinua a oceupar especialmente a
ICiO da zelosa admiii,|rar>. ,.a Sania Cruz, que
nlo poopa esforoos para diminuir tao grave mal
A-siiu, rcconhccoudo que a morlalidade he meuor
entre as crianras que sao entregues aos cuidados de
amas _particulares, pola qur aproas 70 fallecern),
contada- nao 10 sobre as 12 que, 110 decurso do an-
uo, pur este mno s- derain a crear
bro as que o linham j lem a nicsraa a.inmiislraio
fundou oulraa em dillerentes ponlos.
(Juau lo tr.tei uo hospital, liz menclo do ir, iviroen-
lo deslas eufermarias.
[tos ceroilmos poblicos foram aepullados, no de-
curso do ullimo anno. 10.991 cadveres, sendo de
nacionae* livies 3,761, de eslrangaros 2,092, o de
escravos 4,141. Nao foi condecida a naluralidade
de 694, como demonstra o mappa annexo.
NeSICS cemilerius leem sido sepultados, desde 5
asseula.to em entender
ao maior numero possivel de triaucaa esle modo de
S risos expedidos sobre ote I as fazer criar : e para o conseguir 'nlo lem recuadu
de drzembro de 1851 al o Iim de dezembro ultimo,
36.809 cadveres.
No camisera dos Inglezes epultararo-se, durante
o anno pa'sado, 13 cadveres.
Na Ordem Terceira de S. Trancisco de Paula
ma ani la so- 173.
ESTABF.IF.tJlMEMOS DE CABIDA UE AS
PKUV1.NC1AS.
Di-vosaiireviada noticia, uu meu oltimo rel.-.lo-
no, dos eslabelecimenlos desla Mtartca que exis-
ao uorle da Bahia ate Macei, e ao sol" al Ca. avel-
las. lem felo o servico com a possivel regolandade,
apezar da quadra epidmica porque passamos.
O eniprezario, allegando graves prejoizos, insiste
ern pedir que lhe seja augmentada a respectiva snb-
venclo.
A d-cislo de seos reqnrrimentns pende do senado,
onde esla' a resolurlo da cmara dos Srs. depulados
que autnii.a tal augmento.
A companhia Peroambucaua ia dar eomern li-
nha de navegaran a que se obhgou, da ci*lde de
Maceiu alo a da Fortaleza, com o Mrquez de O-
liuda que chegara a 30 de tuiverubru do armo
liu 10.
InMi/menl, regressando este vapor do port do
Maranhao, onde linha ido fazer algans reparos,
perdea-ae no da 9 de mar^o, na costa da provincia
de Pcrnamburo, as proximidades da cidade de
(ioianna, salvando-se a Iripolarlo e algoma rarga.
Esle revs, logo oo principio da realisarao da em-
pieza, nao desanimara'porm a compaohia. nlns
porque o vapor eslava segoro, como pelu ei
c/iso fuloro que a mesma empreza promelle.
Os porlos onde devem desde ja locar os seo va-
pores, alo : Macei. Tantn are, Recito, Ilaprpiaju-
ma. Parahiba, Kio Grande do Norte, Aracalv c l'or-
laleza ; e mais larde Camaragibe, Barra Grande,
Porto de Pem-, Porto de Galianas, Goianua, Ma-
mangoape e A,su' logo qoe forero eouvrnirnte-
menle sondados, e eslabelacidas as boias noces-
sarias. 'r
Para eata Oro Uraro ja expedida-, pelo Ministerio
da marinha. as ordens precisas.
A n.-iv. gario da linha desla corle at a provincia
de Sania Calharina,"pelos porlos de Sanios e Para-
nagua, foi ltimamentemelhorads,por contrato que
do l.lovd Austraco.
exigidns neslas inslruci;6es.
o 38. Devera' fazer um relalorio minucioso cm
resposta 11 esles qoesilos com as observares qoe por
ventura soa intelligencia e zelo suggerirem.Ho-
norio llermelo Carneiro l.cao.Illrn. Sr. I.uiz Jos
de l ..irvallm.
27
Temos folhaa de Valparaizo ale 16 do mez passa-
do. Occupava-se a imprensa chilena qaasi exclu-
sivamente com om confliclo de autoridade occorrido
enlre o arcebispo de Santiago e o Iribonal supremo
de juslica. O arcebi lenca do tribunai supremo em uin recurso intentado
por dous conegos, a pretexto de qua aquelle tribunal
era incompetente para cercear .ua autoridade espiri-
tual.
No dia 28 de setembro sanlio-se um terremoto em
todo o territorio da repblica. Sbsequeutemeute
aparase houve Iremures de Ierra quasi diarius em Valpara-
so, e nos dias seis e Ireze du passa i furam furles es-
ses abalus. mas felizmente iienhum daronu causa-
ran).
Tambem em Santiago se queixa a imprensa da fal-
la e caresta doa gneros alimenticios.
No Peni tem havido sublavac/iea parciaes contra
o governo. Na ultima data s.bia-se que o general
Gnizuela e rehellara 110 noilt da repblica.
A Kolivia ficava tranquilla. v
Recebemos jornal! do Rio Grande al 7 do cr-
reme. Naqoelle circulo Iriumpharam por grande
maiori os amigos do Sr. bario de Mau.i. A elei-
cilu corr, u lianqulllaroenle.
1 assenlou na adopto dos candidatos pela manoira
seguinte:
Circulo da capital.
Exm. bario deMaroira.
De Ilabaianna
Dr. Jos de Barros Pimental.
De Estancia.
Dr. Alexandre Pinto Lobao.
De Villa-Nova.
Dr. Antonio Freir de Mallos Brralo.
Tados estes candi latos sao de merec manto m-
conteslvel
Filbo lodos desu provincia, onde por mais de
urna vez se lem patenteado sua inlelligencia e botis
servicos, desejamos-lhes sinceramente geral aco-
lliimenlo.
A iriumpbarem esses cai.didatos, do concurso
cora outros que lambem se apresentam, alguns nao
menos dignos, a provincia de Sergipe ser repre-
sentada no parlamento dt urna maneira honrosa e
brilhante.
;'Correio Sergipeme.
tfc*ftJHCfl.
PAGI.T4 AVULSA.
_ Conlir.uere omnes....'. Finalisaram-se as elei-
coes : apenas uuve-se o arquejar sumido de qoem
espera pelu resultado do Brejo e Ourieury : ha de
ser como foram os dentis circuios, bem para un a
de lerriveis torturas para outros. Gomo quer q'ue
seja, houve emlodaesaa lula extraordinaria* dedica-
ces, ecangelicu* abnega(ea, impassibiiidades in-
criveis, tremendos sacrificios, odios concentrados
perfidias consumadas O que porem nlo eremos
he que houvessem e leilores qie ti lando para ti um
pouco os olhosde sua consciencia, mercadejassem o
seu diploma, o Ululo que Ibes couferioo pobre povo
ua sua mais augusta fuoccu de nacionalismo
O que nlo podemos crer he nisao que por ahi fal-
lan), de se ler posto em hasta publica ot votos di
cidadios Nlo !... porque a aer exaclo, e a passar
lal precedente, amauhl, lalvez a eleicio por circuios
vi eraleillo na prara mais publica, e lalvez nospro-
pnoa cambios: amanhla sera' deputado quera de
hoje separar um peculio para um lal ramo de publi-
ca negociacio. Nao eremos. Que se despendasse coro
a lioipedagem, que mesmo se brindasse... admiUi-
mus, ma< negociar, leiloar, especular pecuniaria-
manle cora aquillo que ruslua lano ao povo dar ao
eleitor... nao eremos Nem tambem que houve.se
dmheiro para lano. Oo laes infamias nlo se deraia,
ou com pouco se conlenlaram. Quem, qual o loaco
que querena arromar a sua fortuna, ou pelo menos
abala-la. comprando volosa is ceios e a cont de
res, como por ahi se propala? Deque islo nlo passa
de urna figura de rhnonca ; eoleudem por om con-
t de res uina perli.liazinha, urna falla de cumpri-
roonlode palavra... uina pro.uessa, um eiopenho a
qoe se nao pode fallar... ele.
Se porem uro eieil.r he um sacerdote, e se para o
sacerdote sulTr.gar recebe a esmola do suUragio...
anda assim, uio eremos, porque padres ha que por
ccriioouia nlo receben^ a espurlula da missa : eU'
Uto, nlo eremos ; os depulados que dizem ter com-
prado volos, foram depulados coro o auor do eu
rosto.
No domingo a noite, ua ponte da Boa
dous soldados ue eavallana insultaran) por pala
a un radividuo que passava de braco dado curo
Vista,
enliora, e sendo
vras
-~ sua
repellidus lambem por palavra-
quizeraro pas.ar a vas de fado, cerlaroeule leriam
maltratado,, pobre hornero, se muitos cidadios uio
inlerv.essem, entre elles nos e um filho do Sr. capi-
lao lessoa : felizmente ludo acabou ero paz, porque
os hroes amainaran) esse nobre eullrosiasmo.
Lilao algoroas das uos-as ras serviado e re-
ce.o de soilio, ero algumas casas qoe lem relacoes
para o cenlro.la hao coslume d. soltaren, os cavados
dos corobovs quaudo chegam, de aorta que ve- a's
vezes o povo inhibido de transitar, os carroa eotara-
melados, e os liscaes atrapalhados.
Dos homeos ebrios espaocaram na estrada do
-llanguiolio ama pobre preta, que leve por desdiU
encunlra-los depois das 9 horas da noile, a prela chu-
pou cala linha porque leve receio, qua gritando uio
fosso parar ao chilindr, por sar mais de nova horas;
detchoa ""S''1"' olUram Pl<" ealrada da ponte
Olhein como slo gaialos!... aocegaem, moco
00111 os.... para que laucam a uuite de aua vareada
essalioha cun anzol para fisgar o tiroo da pobre
velha que passa 1 E se em vez de t.roio o. mee,,.
fisgaren osolhos da pobre t Vio eatodar os prepara-
torios para em marco nlo traduzirem mariteue-
por mariuhero.
Coustauos que no dia 20 do correte os So.
olllciaes do t.tado-raaior dio um baila uo sillo do
cajueiro ao Exm. bario da Boa-Vista.
Na terca-reir o Sr. cu 11 su I fraocez deu em san
sitio urna airada,d e iuzeole partida, a qoal fui
multo concurrida.
No mesmo dia e noite, aro individuo qae so
em, como se eostoma dizer, o dia e a noite, dea urna
brilhante partida, na qoal nlo pouco gastn, pelo
que se lalgorj do seu aparato. Ora islo bem pensado
he singular Verdade he que a oosaa polica aiuda
oao chegoo ao grao de perfeicao a qae lem attingidu
a polica europea, porqoe eolio sem dntida que Ta-
na por esrnerilliar donde esse iudividoo ha recuraos,
elle que he prolelaiio, nlo herdou, nlo 'achoa, nao
casoo e nem tirou surte alguma das loterias}, para
dar constantemente partidas: como isto esleja uo do-
minio publico, eis porque ainda dissemos alumnos
palavras a respeito...
T^'f-"" ?ue nouve um "''oso que lira-e da
sala da I.caldade de Direilo lodos os la^os de fitas
verdes e amarellas qua eslavam oruai.de o interior
delta, lle moita paixio pelas cores naciuuaes, assim
ella nlo reverlesse ero prejuizo de quera scorapruti,
e que fieou $ta ellas.
Urna meia dnzia de hoinens desalmados trata-
rara de fazer enlre si uina sociedade, a Iim de pro-
gerem amas misaras orphlas, qoe se achavam em
poder de uro velho lio, acabrunhado pelo peso da
miseria, e o cerlo he qoe levaratn ao Oro ana obra
.u.ernai, e ellas, colladas, gemero agora no mais de-
gradante v.ver, alroz e publicamente ludibriadas por
aquelles que as arrastararo ao abismo da vergonha.
-~*y^ -l'"'t>"> nao irrigara as prsc,as e os es-
lahelec.menlos, eos propietarios as freules de soas
lia urna casa oa qual nlo ha qoem pare nella,
a razio tinta, que he porque ua moradores do au-
dar superior ten, brocado todo o soalho das salas,
quarlus para verem o que se passa no primeira an-
dar Boro cosame, excedentes viziuhos !
Fot Uausferido para sabbado o espectculo an-
nune.ado para hoje pela companhia dramslica sob a
d,recelo do actor Santa Kosa. Mullos pedidos e
conveniencias publicas levaram-u a assim obrar
.-vos que aguardavainus sunosos o da de hoje para
ermus brilliar esses astros qoe luzern a s.robra do
eximio arlisla, esperaremos o da de sabbado com
aan. Os ensaios lem sido completos.
i>Ti '" T'SU ',a rel""i,u envioo nos o segalnle :
U. ll.,cidadaohnlaunico, perleneenlea religopro-
teganle, receben em 1832 em primeiras nupcias
uina senhora porlugurz dotada de lodas as virtudes,
mas para que isau se realisas-e, nao ri necessario
que renegasse sua religiao. Depois de effeele.do.vi-
veram em santa paz largos asnee, cada om na reli-
giao de seus pas ; liveram filhos, e por eommiini
aecurdo, perleuciam elle* relimAo de sna roii, ale
mesmo os oawidos em Inglaterra, dorante u lempo
que la esliverain, eram baptizados, dando por e-a.
occasuies lanos banquetea ; palenteando desla (orle,
nao ser imlillerrnte aos preceilos de nossa religiao !
De bal-le sua virtuosa Consorte lile implorava qee
pam perfeila tranquillidade de soa alma, recbense
elle, como o fazia a eos filhos, o Sanio Sacramento
do baptisroo. Ella qoe, daudo-lhe a mo de esposa
sera o oiius do baplisrou, prelendeu isso obter por
meio da persuasio, jamis, unn mesmo 110 leilo da
morle, pde delle obter es-a graca. Morree sua
alma baixnu ao tmulo e nem se qoer levoo esla
i con.1 la.; "10 l \
Mas, ah I rovslerio pri.fondo, arcanos in,onda-
vi- lia um auno e pouco mais que l>. H. per-
dea soa virtuosa consono,e afezscpullar no eetmle
rio publio, erisuido-lbe um rico mausoleo ; e ago-
ra uina pern, robucana ti escolhid para subsliioir
a virtuosa es|iusa de I). II. no Ihalamo nopcial.
I'urcro, qual nlo foi sua sorpresa, quando vio qae
ella recusava dar-lhe o Ululo de esposo emqoanto
olo rueae baptlsado .' A forra qae o havia imaatlido
a solinlar a rolo d*.a senhora, levou-o iguatmeote
SERGIPE.
19 de novembro.
Tenbamos prometlido dar uina noticia circums-
tanciada do resuliado das eleisoes nesia provin-
cia.
Aguardavamos communicaroes autbenlicas de
todos os pontos.
E habilitado por ellas, podemos com salisfacao
dizer .
As eleicoes fizeram-se em paz en toda a pro-
vincia.
Nao reinou a paz dos tmulos.
Houve vida, ioteresseverdadeiro pela sorls futu-
ra do paiz.
Ao campo da balalha eleiloral concorrerara com
enihusiasmo os representantes das diversas ideias
polticas.
Hotnens de lodas as crencas, empragados pbli-
cos de urna mesma reparlieao, amigos devotadis-
simos separaram-se nicamente para deposilarem
as urnas o vol symbolico de seus principios, do
suas convicci.es !
Nenhum choque, nenhutna accao da polica,
nenhum processo, nenhuma prisao !
Faci virgem nesta provincia !
Tal he a sequencia da aceao moral do governo,
o hom uso que elle fez do sua autoridade, respai-
lar a liburdade do voto, comprehendendo e fazeodo
comprehender no seu verdadeiro sentido a lei dos
circuios.
Com muita razio disse o barao de Holbacb :
Os costumes das natoes, sao sempre o iruclo das
ideias que llies inspiram os que as governam.___
Nem lucia tremenda, aqui mesmo em passadas
ersscustou sangue,edesgracadmeoie na quadra ac-
tual enluctou aseleiges de oulras provincias, Ser-
gipe se mosirou culta cexemplir.
A autoridade so apparecia para manter a ordem
com palavras de conciliacao e nao com apparato de
forca, que jamis foi preciso empregar.
Antes do dia da eleicio u Exm. Sr. presidente
havia determinado pur circulares qual o comporla-
mento que deviam ter as autoridades.
Os actos de sua administrado iam tio de accor-
do com o pensamenio das circulares, que fcilmen-
te acreditou loda a provincia na sinceridadedesuas
express.ies.
A franqueza com qae S. Exc. expoem sempre ', re'cr o baptismo, e S. Exc. Bvm. oSr*. bispole
seus ponsamentos polilicos a administrativos Pi"" loria de er o apo-iot.. qoe ero sros bracos re-
HTJTJZ mos,r3,1 ,,"3,ld0 M c,rcmn-' 2*mESBLSZR& lt -I K
v-ias u ion) exinino. Rnnvenceram a opnosieao que tizado receben sua nova raposa boje, conla a religilo
enconiraria garantas a seus direitos e seguranca i e,"",'' <">* m filho I
individual, e .10 partirlo dominante qno seus exces- I v"por *"do ''"'. v'odo d Rio de Ja-
,r;,;j I neiro, trouxo a seu bordo para osla provlnoi. es se-
sos senam reprimidos.
cumies passageiros



Ur. aagaele Umcnlia Lio.
Jete anleaio Capole.
A. tilinto MiUDM.
F. A. Hodrigoes Fonieca.
F. Vieira da Coala.
K. P. Wil in Janiat e ua sehbora.
Condui deala provincia para os porto do norlt oa
paaClro> segumlea :
Jola Bapliala Mallier.
Luir Aulraod.
Hoapil.il de Cacidade, 9 de dezembro'20 do-
entes. Al amanMa.
1*10 DI PijMgijjM QUIMA FIIU j| II DEZ'RIRO BE 1811
REPAHTICAO DA POLICA
Se.relnia da polica de Pernambuco 9 de de-
zembro de 1856.
Ilim. e Etra.iar.Levo no eonhecimenlo de V.
F.c, que daa diferenlea partieipacn.ee recebidat
ala repartija daade 7 do eorrrule at Imje.cous-
la qaeee deraa a aeguinle occurreueiaa :
Km preso : pelo juiz municipal da aegunda vara,
CoMne Mtudes 'te Araujo, por nio cumprir coru o
dever de Bel depositario.
pela aabdelegacia da fregoezia do Recife, Luii
da Villa da Silveir, p-ir uto de arma detoxa, e o
portogaez Jeae Domiugues da Silra, reqolticdo
do respectivo cnsul.
Peta subdelegada da freguezia da Santa Anlouio,
n ooUeiro Aulonto da Costa Pereira, por baver pi-
ado a fondo coro o carro que conduza, a Joo Ku-
dri-ut. itni Santo, Tliom Nicolao Das, a o preto
ticTUTo Francisco, por deaordero, os e scravos Ptdro
e Qouinu, por aeruin encontrado fora de horaa, e o
perlagutz Lea Joie Marques, por ter casa de labe-
tofean.
Pala subdelegada da frcguezia de S. Jas, Jote
Francisco, por daso'deiro, a o pealo eecravo Ago-ti-
nlio, por leul.ir roubar uina caa no becco da Le-
ola.
K pela soblelegacm da fregoezia da Boa-Viala,
preto Lata MUrqaes la Ceiieelc^o. por ebrio, a
preta* evravas Vernmca e Andreza, eal a reqneri-
nenln do enhor, e aquella por liaver Cando a en
proprio seuhor.
terer ira oficio dela dala o subdelegado da fre-
sneda deS. Jowi, qua lionlem pela II lioraa da
manhaa (aliecra do eliolera-ranrbus aaialieo, pre-
la Dominga, >la Ida le 55 aimoa, eserava de D.
I.uirs Anoes de Andrade Leal, conforme a op-ni.io
do Hr. Ceroliae de Lima s-nlus.
aoagaardea V. Eiclllm. e Eim. Sr. con-
IhalraSers-toTetoeire de Macado, preaideule da
proiinea.O ebee de polieia, Ot. PoUcarpo Lopet
""* -10- -
lllm. a Earn. Sr.--Levo ao eonhecimenlo de V.
Ec. qae la diHerenles perlicipacoes hoja recebidaa
nesla repartalo, coiwla que ae dorara aaaegniutea
iiTurreacla :
Furarn presos : pela subdelegad! da Cregaezia do
Recife, o marojo inglez Jirne Auelres por desor-
deea. a Felipp.i Igoacla dt Silva, por r.rlinenlo.
Pela tnbdelegacia da fregoezla de Santo Anto-
nio, .Uanel Antonio lime- e Loiz de Iranee, p.
ra a\rrigaaroe f ni erime da larto.
E pela sab lelegacia da freguezia da Boa-Vista,
a prela eserava Jianna, por Cunda.
Dos amrde a V. Ec. lllm. e Em. Sr. con-
eelhoiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente da
prinria. O chafe de polica, Dr. Policarpo Loper
&iatto e ynrnamltco
O tapor ardo b'rnom, trouie-no jornae do Rio
al I, da Baha al 6 do correle, e de Sergipe at
19 da pateado.
Par decrete de 10 do pateado Coi condecorado com
o habito de ordem de S. Bento da Avia, o majnr
ileraaenecildode Albaquerque Partocarrriro, com-
mand.ute interino do I* h.lalliao da artllharia.
Foi concedida, por decreto de 2 do patsado, a
demisao que pedio o secretario da presidencia da
praeincia de Minaa (etae, o Sr. Olympio Carneiro
Virialn Clao.
L-ee no harto do Rio :
* Par decrete de 34 de novembro corrate :
" Foi apresculado v padre Joa da Terra Pioheiro,
no canonicato qoe >e ada vago na ealhedral do bii-
pado de S. Panlo.
- Farara nemeados juizei municipaes e de orphao
doa termo de :
< Rom Fin e Sania Luna, em Goyaz, o bacha-
rel Jnao Angust de l'adda Flrory
S. tiabriel provincia de S. Pedro do Rio
(ireade da Sal, a bacliarel Joaquira Hypolilo Ewar-
Imi de Almeida.
' Per decretos de 25 do dito mez :
'IVve mercr da honra qoe compeler ao des-
enabaraadorea das retfres, o juiz dedireila Francis-
ca l)iogo Peraira de v'aeconcellot.
Foi promovido ao posto de major commandanle
da 11.a serrin do balalho da guarda nacional da
provincia do Rio de Janeiro, o capitn Manuel Jos
Fernn te? Plnheiro.
- Forano r*formadoa :
< U tenente-eoreoel ehefe de estado mainr da
-iiarda nacional do municipio de Piranga e Penda,
da provincia de Minas-Cjeraes, Jos Antonio da Sil-
veira.
U capillo secretarlo geral do eitincto coinman-
* superior da gaardn nacional dos municipios de
Uaraogaaaa e .Pilar, da provincia da Parahiba,
Fraocisco Bruno Jacome Bczerra.
Foram concedidas as honras do posto de leen-
tt-coroiifI da suarda nacional :
alaaoel Joa da Oliveira Cordeiro, da provincia
da Mioas Uaraea.
Antonio Alves da Craz, da provincia da San-
Paulo.
Por decretos de i" do inesmo mea I
Foi nomeado o bncharcl Joao Beoicio da Silva,
jalz municipal e de orpnoa do termo de Uruguay-
anua, na provincia de S. Pedro do Rio Uraude do
Se)'.
Tiraran) merc da aerventia vitalicia dos ofli
cit de :
Tebelliao do publico judicial e notas do termo
da Caiavira, na dita provincia de S. Pedro, Francis-
co Pedro Serlorio L-ile.
a Contador e distribu 1or do termu de Coriliba,
capital da provincia do Paran, Uanoel do Nasci-
raetiln A brea.
Tabelliae de notas a ascriv.lo doi orphaos do
termo de Qneiuz, ero S. Panlo, Carlas Gustavo lll-
beire da Escobar.
Partidor doa jttizas municipal e de orphao do
termo da l)raganc.a, na dita proviocia, Domingos Ter-
alieno Peallo Liaaa.
dem, dem, idem de Lorena, dito, Jos Gomes
da Suva.
Mein, dem, dem, idrm, Jlo Bapliala da Silra
Vaada.
Ecrivlo privativo do jury e eiece^e crimi-
aaeedo termo de Baeuendy, em Mina, Joa Florio-
na de Oliveira Gama.
Tebetlila do judicial e olas do termo de Santo
Amara, na Babia, Leit Cietano Muoiz Brrelo.
" dem e eeerivio dos orpliaoa do tcrino da As-
aembla, naa Alagoas, Christovao Joa de Aragflo
Cebcal.
E'crive do eivel do termo do Recite, capital
da proviacia de Pernambuco, Mauocl Joaquim Bap-
thta.
I alwlliao de olas e esenva i do orphao, ca-
pel! e anseoles do termo de Saulo Antaoda insa-
na provincia, Antonio Lodgero da Silva Cosa.
Idea e eaeriv'o do civel e crinte do dito lermo,
Bcllarmnio do Sautoa Kulcu.
Eacrivlo do jury e execoedea crlminaes do ter-
ne da capital do Maranhao, o eterivlo do civel e
crine da ratania capital, Francisco Barrozo de
Saaza.
Contador e diatribnidor dui auditorios da ferino
da Vianna, na mesma provincia, Augusto Rodrigue
Vital.
a Per decretos de 28 do dito mez :
a 2. tabelliao de nota a rscm au do eivel e erime
de termo do Bonito, na dita provincia, lata Comea
da Silva.
Partidor dea juiaoa municipal e orphioe do tor-
mo da capital da provincia do Piuhy, Jo.io Antonio
Fortado de Noronha.
I. labelliao do publico judicial e notas, escrivo
da civel, erime. exacacOes. capella e residuos, e do
jnry do termo de (Jairas da dita provincia, Salus-
tiano de llollanda Brzerra Campos.
Foi deiniitiiln do lugar de major do I. batalhao
da laarda nocional da provincia de Mallo-Grosio, o
capitn da pniaeira claaae do eiercito, Vicente Coe-
Iho. -
Na Babia achavam-e jajeleilos :
Peto primeiro dislrlclo : depolado, r. Joaquim
Jerenvmo da Canlia ; aappleote, lenle da armada
Oatatantiaa do Amaral lavares.
Sesondo dittncio : depulado, |>r. Eduardo I er-
reira Fr.nc.a ; soppleule, II. Balthaur de Araujo
\raU Blela.
Ihatrtte de Sanio Amaro : depolado, r. Jos
Aatoslo Chives; upplente, l)r. Terqnato Hodri-
joe- Oalra Kocha.
Uislriclo da Paira de Santa Anua : depolado. l)r.
L. B. Ueniz Falcan ; supplaule, Dr. A. L. AOonso
de Carvalbo.
IH da Sampaio Viainia ; aappteiile, Ur. Patclloa I Pe-
mira de "dallo-.
Em Seig pe bavim-e concluido as rlelces pnra
eleiloies en paz e boa ordem e liberdade. A pro-
vincia actura-tc tranquilla. Anciosamenle era
nxaarJade o dia 2 do corrente.
Chocaran, procedentes deste porto :
Ae Rio. a patacho americano el.-vint com 8
dina de viagein.
A'Babia, a barca americana uAmandae eoin "'
rlia*.
Sahio da Rio, para este porto no dia 28, a barca
ariatal "Mauritania.
Achavarn-aa a carga :
5o Rio, o patacho lleonqaeu, e o brisue D
AhWm.
Na Bahia o patacho B>m-fim, e o hiato -Dous
Aaaana.a
O vapor Barcelona devia sabir do Rio no dia 5
as 8 aeras da mandila,
Srt. rtmort*Vindo cu no dia 27 do mez
prximo pajeado da villa da Kscaila para este en-
geanV, Cebeea de Negro, iconteceu-me eahtr n-
rivelmenla da algibeira tres cartas, e inclusa n'
i derlas a qnantia de 1809 em notas,sendo duas
do Banco, uma de 1009 e outra de 509 e tres do
lliesouro de 10J> cada urna,e uniendo que achan-
do-as alguem, queira nao jo utilisar-so do dinheiro
mas tambera prevalecer-se das ditas cartas para lins
que me sao incognilos.e qoirj prejudiciaes se am-
pregadas por algumdesadeir;oado gratuito, previno
ao respeitavel publico, que nao consinto que ditas
cartas produzam effeiio, ou prova alguma em jui-
io, ou nos prelos: e ftcando responaavel pela
quantia supra quem quer que as publique se a
tanto chegar a ousadia do inventor, E para constar
a quem convier, rogo-lhes Srs. redactores, a publi-
carao destas linhas em o seu conceiluado jornal,
com o que muito obrigarao ao seu assignante
Joao Manoel Pontual Jnior.
i&vmmtt*.
rKACA DO RECIFB 10 DE DBZEMBROAS
3 HORAS DA TARDE.
CotacOea olllciaes.
Cambio sobre Londres27 3|i 60 div. a prazo
frtdtrico fooMior, presidente.
P. Burgo, secretario.
ava i CAMBIOS.
Sobre Londrea, 27 3|4.
Paris, 316.
Liaboa, 98 a 100 por % de premio.
Rio de Janeiro, 1|2 a 1 por Ora a 15 e 30 diaa.
Ac{0es do Ha uro, {0 a 45 de premio.
corapanhia de Beheribe 54)5000.
a a comprnihia Peruambocana ao par.
Ulilidade Pablica, 30 porcentode premio.
Indemnisadora. 52 idem.
da estrada de ferro 20 por,0|ode premio.
Ilisconto de lettras, de 7 a 7 tra por 0|0.
Dito do banco7 a 8 por 0|q.
Ouro.Onr;as despalilllas. 28
Moedaa de ficiHI velltaa ....
6>i00 novaa ....
a 49000.......
Prala.Pataces brasileiros......
Pesos columoarios. .....
a mexicanos......
289500
IK.TO00
I69OOO
99OOO
290OO
29OOO
I586O
-iLFANDEGA.
Randimenlodo dia I a II .
Idam do dia 10 .
123:1533772
34:007e92l
157:16196%
OeicarrtQam hoje II de deiembro.
Barca lonjea*--Floatiog Cloodmercadorias.
Barca inglezaBonitaferro e carvlo.
Brigue inglezRacerferro.
Barca inglez.Warharrkbacalhio.
Barca inglesaSpirit ,.f |he Timeidem.
Barca americanaCambridgefarioha de trigo.
Barca americanaMeuisotafariuba da trigo e cha.
Hiate araericauoSamuelfarinba de trigo
Patacho araericauoSanta Clarafarlnha e baca-
Iban.
Brigue americanoHellenbacalhao.
Barca franeeuSirenamercadura.
Brigue hamburguezNenes Edetrilhos de ferro.
Barca dinamarquezaPreciosamereadorias.
Barca suecaFarnelylaboado.
Ecu3 hollandeza Zapbyr genebra.
Brigue portoguezTarujocal e viuagre.
Brisue porlugaezEuricoviuho.
Escuna nacionalLindaabito e aixas vazias.
Hiato iidciuiialAuroragneros do paiz.
IMPORTAgrYO.
Patacho americano Sania Clara, vindo de
Baltimore, consignado a R. Rooker & C. manifes-
lou o seguinte :
83 ca*as e 18 fardos panno de algodao, 220
barricas farinha de trigo, 1548 ditas bacalho,30
barricas e 144 barriquinhas bolachinha, 73 caixas
cha, 100 barricas banha, aos mesmos.
Hyate ameri:ano Samuel, viudo de Ballimo-
re, consignado a J. Pater & C, roanifeslou o se-
guinte :
1795 barricas e 200 meias ditas, larinha de
Irigo ; aos mesmos.
Brigue inglez Enierprise,vinda de Caraiff.con-
signado a Saunders Brothers & O manifeslou o
segninle:
355 tonolladas carvao de pedra ; a ordem.
Barca americana Cembradgea vinda de Ri-
chmond, consignadas H. Forster & C. manifestou
o seguinte :
2000 barricas farinha de trigo,23 caixas, cha ;
aos mesmos.
Escuna hollande2a,Zephyn. vinda deRollrr-
dan, consiguada, Brender a Rrandis &C- ma-
nifestou o seguinte :
30 caixas espingardas, 1 dita fechos, 1 dita es-
pedios, 9 ditas, pedra raarmore, 3 ditas vidros, 2
ditas esporas, I7barris presos, 100 fogareiros,
48 chapas para fogao, 1 barrica lampas para os
mesmos, 65 caixas papel, 10 fardos papelo, I
embrulhos esleirs, 16 cadeiras, 3 mesas, 2 conso-
los, 3 caixas e 1 bhu com roupa e marcinerias, 1
gaiolla passaros ; Brender a Brandis & C,
200 barricas e 320 caixas genebra, 535 ditas
queijos, 12dilas tartaja, 150 ditas velas, 300
botijas oleo de linhaca. 25 ditas dito de nabo, 32
fardos papel de embrullto, 100 feixes rotim a
ordem.
2 caixas feixos de espingardas, 2 ditas rame
de lati, 5 barris pregos de dito a N. O. Bieber.
& Companhia.
Barca franceza Sirena, vinda do Havre, ma-
nifestou o seguinte :
11 caixas chapeos de palha, 10ditas papel,tin-
tas de imprensa etc., 1 dita livros : a L. Le Com-
a Feron Si C*
75 barris, o 75 meios ditos manleiga ; a I. Cu-
rio & C.
2 caixas sedas, 1 dita panno, 1 dita mercado-
rias, 5 ditas vestidos de algodao, 19 ditas fazendas
vidros e merciarias ; a H. Bruan& C.
50 barris e 50 meios ditos manteig ; a Tasso
& Irmo.
2 caixas espadas, 1 dita roupa, 2 ditas acido,
5 di las marroquins, roupas, chapeos de seda etc.,
5 ditas challes, 20 ditas laxen Jas, 2 barris fio de
labio, 3 fardinhos amostras Tinn| M., Vinas.
1 caixa materias preparadas para lamparinas ; a
C. Saunior.
17 caixas cristaes, chapeos, fazendas, roupas
etc., 1 dita chales, l dita pellos de lan, coelho, 25
ditas fazendas, 5 ditas sedas, mercadorias, livros,
70 ditas sardinhas e ervilhas, 1 barrica queijos. 4
fardos panno de lan, 6 fardinhos amostra ; a J
Keller $ C.
1 caixa pelles marroquinadas; a Alves Plnho
8 caixas i-.hapnos e calcados, 1 dita sedas, 150
barris e 150 meios ditos manleiga ; a O. Bie
ber & C.
1 caixa modas ; a Buessard Millochau.
16 ditas fazendas, 5 ditas mercadorias, 20 ditas
arreios, sellara, chapeos, carios, perfumaras
flores e cylindros, i5 ditas pannos, modas, roupa
filas, fazendas, bonetes, chapos, objeclos para di-
tos, mercadorias, calcado, livros, couros, ele., 31
ditos chapos de sol, drogas, sedas, couros, quin-
quilleras, pelles, mercadorias e cacado, 26 ditas
porcelana, papis, movis, oandeeiros, vidros, cris-
taes, ele, 3 fardinhos amostras ; a F. Sauvage &
Companhia.
2 caixas chapeos de seda ; a J. dos Sanios
Neves.
6 ditos fazendas, 13 ditas chapos, perfuma-
ras, tabaco, etc. ; a Luiz Antonio de Si-
queira.
i ditas couros e pelles preparadas; a JJemesse
Leclerc g> C.
2 ditas registros, 2 ditas livros, etc. ; a M.
Alves.
2 ditas pndulas, etc. ; a I. Jermao.
1,1 ditas fazendas, 12 dilas objeclos de merrea-
ria, 2 fardinhos amostras ; a Schafeillin & Com-
panhia.
1 caixa chapeos de palha ; a Brender a Bran-
dis.
1 barrica queijo ; a I'. Balmot.
1 caixa livros ; a J. F. dos Santos.
2 ditas chapos de hornera, I dita roupa feila : a
C. G. Brokenfeld.
1 dita cavallos e carros mecnicos ; a Barroca
4 Castro.
50 ggos champagne, 5! caixas cristaes, cha-
pos, porcelana, calcado, livros, instrumentos de
msica, vidros, ele, 4 ditas bichas : a J. P
Adour 4 C.
1 dito roupa : a .1. do Reg.
1 dita chapos de seda; a Manoel Jos Car-
neiro,
1 dito sedas ; a A. L. Santos & Rolim.
1 dita azeitc branco ; a J. Soura & Compa-
nhia.
8 barris vnho, 1 caixa cacado, 1 dita fitos de
seda, 7 dilas mercadorias, 1 fardo romas, 1 dito
amostras : a ordem.
2 caixas o'jecKM de relojoeiro e lonetas a
Chapront& Bnnrand.
20 ditas sellaria, chicotes, tesouras, carrinhos,
rodas, etc., 12 ditas lanternas, papis, quinqui-
. I.
laria, drogas, pannos, licores, etc. a G. A. Bour-
gos o C.
8 ditos petldS de coelho, chapos, etc. ; a Chris-
lian Frere r\ C.
19 ditas queijos, 25 ditas velas sterlinas, 25
barris e 50 meios ditos manleiga ; a Bastos & lee-
mos.
5 caixas pontos de ferro. 9 ditas porcelana,
perfumaras, cscovas, ele. ; a J. K. Denker &
Companhia.
9 ditas mercadorias, 1 dita fazendas, 6 ditas
mechas cliimicas, 27 ditas mercadorias, perfuma-
ras, papel, etc., 23 dilas mercadorias e burras de
ferro, 3 dilas e 7 barris tinto e agua de Colonia, 6
fardos papel ; a Feidel Pinto & C.
5 caixas chapos de senhora e modas; a mada-
ma Thard.
3 ditas pentesdechifre, clcheles, 1 dilas cartas
de jogar, modas, chapos, fitas, ele. ; a Cals Fre-
re C
1 dita livros ; a Alves Malbeus.
2 ditas vidros : a B. F. da Sou/.a.
2 ditas chapese papel; a i. C. Avres.
2 dilas tabaco e sedas; a J. R. Coelho-
48 ditas perfumaras, movis, chapos, burras
de ferro, pelles, pannos, modas, fazendas, merca-
dorias, roupa, fitoa, seda, etc. ; a Burle &
Souza.
2 barris vinho, 1 fardo roldas; a Meuron dr
Corapannia.
200 barris e 200 meios ditas manleiga, 23
barrilnhos arenques, 110 caixas queijos, 236 bar-
ricas cimento a Lawesse & Tywet Frre.
38 caixas livros e licores, J ditas mercadorias
0 burras de ferro ; a Ectellier tC.
60 barris o 40 meios ditos manleiga ; a
Schramm & c.
1 caixa 'azenJas; a Siqueira & Pcrera.
15 ditas vidros, porcelana, papel, etc. ; a A.
Roben.
9 ditas dncotes, porcelana, llores, papel, ean-
deairos, etc. ; a F. Roben.
;;>.w i.ai'U GEKAL.
Rendimento do da 1 a a .... 31:5739237
Idam do dia 10....... 2:85998119
31:1339016
i'IVEHSAS PKOVINCIAS.
Reudiruenlo do da 1 a 9 .... 1:2519918
dem do di 10........ 5*9130
1:8091088
DESPACHOS E EXPORTACAO Pm.A MESA
l0 CONSULADO UESTA CIDADE NO DIA
10 DE DEZEMBRO DE 1856.
Buenos-AyresBarca hespauhola Victoria, viuva
Araortm i3 Filhos, 200 saceos assucar branco e
170 barricas asucar branco e mascavade.
LisboaBarca porlugueza Flor da Maia, F. M.
Vjeira, 10 cascos com niel.Manuel l'ereira,
250 sanco, aasucar branco, 350 ditos mascavado.
l'orloBrigue portuguez Esperance, Barroca &
Castro, lO saceos assucar brauco e 50 ditos mas-
cavado.
Rio da PralaSumaca liespanhola Culebra, Ara-
naga (1 Bryan. 100 saceos assucar branco.
RhCiiBEDOIllA DE RENDAS INTERNAS CE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento dn dia I a .... 6:503j18
Idem do dia 10........ 1:1779943
7:9819128
CONSULADO PROVINCIAL.
Haodlraenlo do dia 1 a 9 .... 27:0019701
dam do dia 10....... 2:617c051
29:6219758
BAI1IA 6 DE DEZEMBRO.
6'nmftiof.
Ulld'e.......27 1|2a27 3|l d.
{,"*........315 a 350.
lambuzo.......553 ,m
Lisboa u 100
Dobres hespanhoea 289800 a 29*000
da patria .... 289800 295000
Peas de t>3,00 velhas. 16)000
**!...... 99000
soberanos..... H.3700 11 83IOO
Palacoes brasileiros. 13020 439^0
Hespanhoes I592O 19910
Menanos 19880 u 19900
Frcta.
Amsterdam.
Bltico 45 a.
Bruen 35 a 10 s.
Canal a ord. para o Keiuo Unida 1(1 t.
bolre Havre e ILimhurgo 35 a JO -.
tjothfmbur^o.
Ilanihorto 10 .
Havre (O a 80 ir.
Liverpool 3(1 s.
Londres 1(1 s.
Trieste
\orna\ da llahia.;
aRoi<8j?.ttt,> 09 t>a?tto.
-'vaofos entrado* no dia 10.
Rio de Janeiro e Bahia-10 das, vapor sardo Ge-
nova, comroandanl Francisco Napoli.
Liverpool33 dias, .brigue inglrz Freemau, de
176 tonelada, capil.m John Hogaetl, equipaitem
10, carga fazenda, plvora e maia gmeroe ; a Sa-
unders Broihers 61 C. l'ertence a Liverpool. Paaa-
Sairo A. Walles.
Aracalylidias, hiats brasileiro Aorora, de 35
tonelada., raeatre Joaqoira Jote da Silveira, equi-
pasem 3,arga sola e mai gneros ; a Martina &
Irrnaos. l'ertence a I'ernarahuco.
Glasso nidias, brisue inglez oLevanl de 22b' to-
neladas, capitao aCeorge Tvrie, equipagem 10
carga carvu ; a Scoll Wilaon. I'ertaoce a Du-
den.
Navios lahidotno mesmodia.
BahaPatacho hespanhol Theraaina. suspendeu
do lameirao cun a mesma carga que trouae.
Hio de JaneiroHiate americano aW. W. Fullona
de l toneladas, .-apiM-, E. Thaclier, equ.pa-
gem b, carga parle da que Irouae.
LiverpoolCalera maleza crHarmione, de 591 to-
neladas, capitao Jotra Powill, equipagem 17, car-
ga estocar e aigndiio.
Sabio ,1 ciperimentar o vapor brasileiro Caroara-
(ibea, levando a rebique o hiato araericauo u\V. W.
: 'ilion, que seguio para o Rio do Janeiro.
mu$$.
O Dr. SebaalU do Reg Barros de Lacerda, juiz de
orphaos da cidade du Recite e u termo, por S.
M. o Imperador, que Deo guarde, etc.
faro1 saber aos que o pre.eule edilal virem, que
haveudo-me requerido Francisco Jos Alves Cama,
tutor dos menores lilhos do liuado Pedro Joso Car-
nero Montairo, p.ra er levada a nraca de renJa a
nana de capim de planta, sita em terreada nropne-
dade Apipueus, partllbada ana u re.pectivo inventa-
rio cora os referidos menores, conjuntamente com
urna otaria de fabricar lijlo, sita dito lugar a
margera .lo rio Capibaribe, e urna casa de laipa, pro-
auna a povoajao de Apipucos, sendo o nraca para
basa da arreiua.ac.lo das raaucioua.laj propriedide
a quantia de 1:1109 por auno, pelo preseute >> le-
vadas a praca de randa.Irieoual, a comecar do pri-
meiro de Janeiro de I87, as mencionadas proprie-
dades para ser arrematadas por quera maior Mana
offerecer, sob lian.;, idouea, lindas aspriraairas Ires
audiencias deste juizo, e mediante as seguinte con-
diccuea: qoe o preeo da rauda aera' pago ao tutor
doa menores, meusalraeiile ; qoe o mesrao tutor de-
signara qoaes os lugares em que se deverao fazer as
uecessanas escavaees para a eitrac.au do barro que
se destinar a fabrico do tijollo era urdeui a avilar
que as endientes du rio era sua velocidade, ua es-
tabelecam alguin canal e causem qualquer outra
ruma em dita propriedade, proveniente de laet es-
cavaies.
E para que cliegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o presente e nial, que sera allhado ua porto das
audiencias e pablicado pela iinprensa.
Dado e passado nrsta cidade do Recito aos 5 de
dezerubro de 185(i. En Joao Facundo da Silva Gui-
inaraes, escrivao o escrevi.
Sebasliao do Reg Barros de Lacerda,
O Dr. Anselmo Francisco l'erelt, commendidor
da imperial ordem da Rosa, o juiz de dreito es-
peciando commercio por S.M. Imperial e cons-
titucional etc.
Faco saber aos que o presente edital virora, que
hoje ( 11 ) de dezombrose ha de arrematar por en-
da a quem mais der na sala dos auditorios depois
da audiencia destejuizo.
Um sitio com arvorodos, chaos proprios, ceica-
do, com uma pequea casa coberta de telba asada
uma entrada de 20 palmos pouco mais ou menos,
a'guma oousa extenso na estrada, que vat da Casa-
Forte para o Arraial, avaliado por 1.3005000 rs.,
penhorado por exucucijo de Elias Kmlano Ramos
contra Joao Baptista Paes Brrelo.
E para que chegue ao conhecimento de todos
mandei passar editaos que sero publicados pela
imprensa e lBxados nos lugares designados do cod.
com.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 20
de novembro de 1856.
Eu Maximiano Francisco Ruarte, escrivaoa subs-
erevi,
Anselmo Francisco Perelli.
to$*im*it&t.
Tllllll NAL DO COMMGKCIO.
Por Mli secretaria se faz publico que ua dala in-
fra tora ruatricolado uesle tribunal o Sr. Jus Bap-
tista da Fonseca Jnior, .-i.la.l.io brasileiro, residente
nesla cidade, commerciaule em grosso e a rrlalho.
Secretaria do tnbonal do coinmercio de Peruam-
buco 9 .le dezembro de 185fi.
Acamara municipal do Recife d principio a
quarla sessao ordinaria deste anno no dia 15 do cor-
rente.O secretario, Manoel Ferreira Accioli.
Acha-.r recolhidu a rasa da delenrao deala ci-
dade, por asM subdelegada de Sanio' Antonio do
Recife, um moleque de nome Manuel, crinlo, que
representa ter lia 15 anuos, com um denle de me-
nos na frente, e cor nao muito preta, o qual moleqoe
diz ser esciavo de Francisca Calharina, moradora na
freguezia da Escada : quem se julgar com direilo ao
mencionado escravo coinpareca nesle joizo, manido
de seu competentes (itnlos para se entregar. Sub-
delegada de Santo Antonio du Recife 10 de dezeui-
bro de 1856.O subdelegado,
Dr. Manoel Duarle de Faria.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
Oconsclho administrativo, em cuoipri-
mento do artigo 22 do reguliimetito de 14 de
dzembro de 1852, faz publico que foram
acceitas as propostas de J. Souin &. C, Jo3o
Pinto de Lemos Jnior, Rodrigues & Ribei- '
ro, Pedro Ferreira dos Santos, Joiio Fernan-
dos Prente Vianus, Manoel Jos de Almeida '
Nanea, Antonio Ferreira da Costa Ilraga, I
Luiz Borges de Cerqueira o Domingos Jos I
Ferreira GuimarSes, para fotneccrem : o1
primeiro 5 arrobas de oleo de luih- 48s, 3 ditas de verde crome por 23/040, 1
dila de rxo Ierra porl800, 3 ditas de ocre
por 5#400; o seguudo 97 meios de sola gar-
roteada a 7#; o terceiro 500 pares de clche-
les pretos a 10 rs 50 grozas de botfjes bran-
cos de osso a 230 rs Oduzias de ditos pe-
queos a 230 rs.. 145 ditos de ditos pretos a
230 rs. 24 ferros de polainas com chapas de
I 3|4 da polega >a 600 rs 6 ditos sem capa
de 1 1|4 de pollegada a lOO rs 4 duzias de
verrumas caibraes a 800 rs., 4 ditas de ditos
caixaes a 640 rs 4 ditas ditas ripaes a 560,
4 ditas de ditos de guarnicSo a 480 rs., 3 es-
quadrasde 8 pollegadas I 800 rs., 2 arcos de
pa com 36 ferros cada um a 7/, 4 qutntaes
de ferro sueco quadrado de5|4 a 16/, 2 ditas
de dito de 1 pollegada a 169, 2 ditos de dito
de 7|8 a 16?, 2 ditos de dito de 6(8 a 169 ; o
quarto i rolos de pitia mrlim a 39 ; o quin-
to 10arrobas de art* de ferro de 2 1i2 polle-
gadas de largura a 290OO, 12 serrotes de mao
Je 26 pollegadas de com primen lo a lfi550, 3
esquadros de 10 pollegadas a 19; o sexto 1
tai-racha ingle.-a com todos os apparelhos
por 190; o stimo 50 arrobas de cabo veltio
delinhoa 19, o oitavo lOmilhoiros de pre-
gos ripaes da tena a 19700, dous serrotes de
ttxa a laaOO, dous ditos a 19800, dous ditos
a 29, seis serras de m3o de 26 pollegadas de
comprimento a 600 rs., e avisamaos supra-
uilos vendedores que devem reolher os re-
lendus objectos ao arsenal de guerra no dia
13 do corrente mez.
Sala das sessoes do conselho administra-
tivo para lornecimento do arsenal de guerra,
10 de dezembro de 1856. Bernardo Pereira
uo Canno Jnior, vogal e secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo lem de comprar os se-
guimos objectos ;
Para o arsenal de guerra.
Hollanda de forro.covados 800 ; oleado para de-
brum, covados 10 ; costados de amarello ti ; laboas
de assoalho de amarello, duzias 6 ; travs de sicu-
pira com 30 palmos de comprimenlo, e 9 polega-
das de face 3 ; safras grandes 3 ; lio de algodao li-
bras 30.
Quem os quizar vender aprsenle as suas propos-
tas em carta fechada na secretoria do conselho as
10 horas do dia 12 do corrente mez.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra 6 de dezembro de
1S56.Bento Jos Lamenha Lins, coronel-presi-
dente,Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
e secretorio.
A companhia lixa de cavallaria precisa con-
tratar psra o primeiro semestre do 18a7, o forneci-
menlo decapim, arrobas ; mel caadas ; milho,
cargas ou saccas ; ( devendo ser ludo de primeira
qualidade ) para a cavalhada da mesma ; no dia
15do corrente mez,noquartel da referida cempanhia
em Santo Amaro ; as 11 horas em ponto se abriro
as propostas.
Tendu esta reparticao, em cumprimenlo da
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia datada
do 1.- do corrente mez, de fnrnecer a provincia da
Parahiba, para a barra do Cabedllo, 22 bracas de
crrante de 1 1|2 polegada, 2 ancoras do 12 quin-
taos com os compelemos manilhas, e duas grandes
boias a empregarem-se em halitamentos, cujo vo-
lumedecada uma, nao produza mais de mil pal-
mos cbicos, sendo inditl'erentea sua configurajao ,
manda o lllm. Sr. inspector fazer publico, que con-
tratar a compra desles objeclos, por via de propos-
las em cartas fechadas, aposentadas uesta secretaria
no da 11 do corrente mez, al as 11 horas da ma-
nha.
Secretaria da inspecr-o do arsenal de marinha de
Pernambuco em 3 de dezembro de 185t___O se-
retario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
CEA KA' E I'ARA'.
O patacho (Aunan recebe caiga por frete commo-
do, au demurar se-ha 110 porlo maia que o lempo
preciso para alastrar : os pretndeme enlender-se-
ho com o consignatario J. B. d.i Funeca Jnior,
na ra do Visarla n. 2.1.
COMPANHIA I'FKNAMBUCaKA.
O vapor Iguarass adiase a carya para Ta-
mandar, Barra Grande e Macelo, pera onde sahir
al o lim desta semana.
Para a li.iii.a
A veleira a bem conhecida sumaca brasileira
aHortoociao segu para a Babia at o dia 10 do cor-
rete ; para o resto de seu carregamenlo, trala-te
com o seu consignatario Antonio Luiz de Oliveira
Azevedo, ra da Cruz n. 1.
Para Lisboa.
O 1 ilarhn portuguez oBrilhanlen, capitoo An-
tonio Braz l'ereira, sahira' com toda a brevidade por
ler e maior parle da carga prompla ; para o resto da
mesma Irala-se com o dilo ua praca, ou com o con-
signatario Domingos Jos Ferreira duimarAes, oa ra
do Oueiraado n. 35.
Cuinjifiniia brasileira de
paquetes a vapor.
O vapor PARAN', comraandanla F. I". Borge,
espera-ae dos porto do norte, eom desliuo aos do
tal, alo o dia 11 do roirente. Os Srs. que tiverem
de remetler escr.vos e quaesquer voluraes, sejam
ae carga ou encnmmendas, deverao mandar a agen-
cia uo da da chegada do paquete, para nesse dia se
engajar o que poder ser recebido. No dia da eahida
nao se recebe volume algn., e lmenla ae admita
passageiros e dinheiro a frete. at as horas do ezpe-
dienle : agencia, na rna do Trapiche n. 10, segun-
do andar.
Espera-se em poucos dias o vapor por-
tuguez Pedro V. commandante Jos Dias
dos Santos, e depois de sua chegada 6 de-
mora do costume, seguir para a Bahia e Rio
de Janeiro, para onde poderit receber passa-
geiros, para os quaes tem boas acommoda-
coes, e so promette bom trata ment quem
no mesoio qui/.er transportar-se, para ajus-
tes ( qoe so razoaveis ) podera enlender-se
com Amorim Irmaos, ra da Cruz n. 3.
Pnvn o Aracaty.
Segu com (oda brevidade o hiate ..Invrncivcl,
ja lera a maior parle da carga; para o resto e passa-
geiros dirija-sa a Martin & Irmao, roa d Madre
de Deas n. 2.
Aracaty.
Segu na presente semana o hiato Etalaco
parao resto da carga e pasageiroslrata-se com Cae-
tano Cyriaco da C. M. : na ra da Cadea do Recife
n.2.
THEATRO
di;
ULTIMO ESPECTCULO SOBA DIRECCAO DO
ARTISTA SANTA ROSA.
SABBADO 13 de dezembro.
De ordem superior, e para tatisfazer nio so ao pe-
dido que foi publicado no nDario de Pernambucou
n. 288, mas tamben a outraa muitas pessoas que ala
ehegaram a lempo de obter caiuarotes, cadeiras e bi-
Ihelea de platea para a recita que leva lugar na dia
2 do correule, vai a' sceua a repelicau do drama
vaudeville,
Arthiir
ou
DEPOIS HE ili UM.
\A>e,o que o Enn. Sr. eonselheiro presideuta desta
provincia te dignar comparecer na tribuna, dar'
principio ao diverlimaiilo.
O drama he ornado de diversas arias, e enroscan-
lados por marujos, entre os quaes um sera cantado
por oito senliora,inclusive algiiraas raeuioas.
Adore que tomarain paites principaes no drama
as Sras. D. Kiiolh e Jesoina, e os Srs. Sania Rosa,
Rozeudo, Lima e Jos Alves.
A orchestra sera' dirigida pelo Sr. Pedro (Volasco
Bapliala.
No fin do drama o Se. Santa Rosa e a Sra. D.
Kuulh caolaro o jocoso dueto,
0 MEIRINHO A POBRE.
O espectculo terminara (a pedido) com a comedia
em ura acto,
EM
SaBIIAIHI !l ALLELl IA.
Fazeudo a parte de Maricota a Sea. D. Jesoina.
Os bilheles eslo desde ja a venda no escriptorio
do (healro, em man do Sr. Cuuha.
Bahia.
Em 12 do mez corrente egue o hiate i.Correio do
Norte, ainda pode recabar caiga : a tratar com
(.-el.1 un Cyriaco da C. M., na ra da Cadea do Re-
cito 11. 2.
Freta-se a lancha Flor do Rio e a lincha
Feliz das Ondas, para os portos da Parahiba, Rio
Grande do Norte. Macao e Aracaty : quem preten-
der dinja-se a ra da Cadeia do Recito, toja de Jo3o
da Cunta Magalnitea.
Companhia
Transatlntica de Vapores Suidos.
No da 12 dn corrente estar'aqui, vindo de
Uenova, o vapor TL'RIN, igoal em todo ao CENO-
VA, depois da demora necesaria seguir' para a
Bahia e Hio de Janeiro, e recebe pasageiros nao para aqoellas duas pracas, como lambem para
Montevideo e Buenos-Ayres : dirijara-se aos agen-
tes, ra do Torras 11. I i.
ar;e a Bai.i 1.
O \eleiro e bem condecido patacho brasileiro Es-
peranza, pretende segoir para a Bahia uestes oito
dias ; lera parle de seo carregamenlo prompla : para
o resto Irala-se com o seu consignatario Au ionio
Loiz de Oliveira Azcvt-do, ra da Cruz n. I.
Kio de Janeiro.
Al o lim da presente seinaua pretende seguir pa-
ra o Rio de Janeiro a veleira barca brasileira Sarai-
va ; lem prompto dous tercos de seu carregamenlo:
para o resto e escravos a frete, para os quaes tora
etcellcotes conjurados, irala-se com o seu consigna-
tario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo, ra da
Cruz 11. U
Companhia
Pernambueana.
O vapor Iguaraas sahira' para os portos do sul
ato Macei por Tamandar e Barra Granate, sabba-
do 13 do corrale, a uma hora da larde, e recebe cai-
ga ate o raeio dia antecedente.
Companhia
FMSGII-AIERICAlU.
Espera-se boje do Hio de Janeiro o vapor francez
BAKCELLONA, commandanle Morin, em viagem
para a Europa, pelos portos de escala : para frete e
passageiros, em casa dos Srs. Lasserre A Tissel,
I1 reres, roa do Trapiche 11. 11.
Sdi30.
AO RIO DE
Janeiro
segu com brevidade o brigue
nacional MARA LUZIA, capi-
tao Joo da Silva Moraes : tem
grande parte do seu carregamento promp-
to, e para o restante trata-se com o con-
signatario Antonio de Almeida Gomes,
nu ra do Trapichen. 16, segundo an-
dar.
PARA O ARACATY.
Segu em poucos dias o bem eonbecido hyate
Capibaribe para o resto da carga e passaj^eiros,
trata-se na ra do Vigario n. 5.
O agente Pestaa far leilo de varios objec-
tos de marcinerias novas, e usadas, alguns objectos
de ouro o prata,umaporrao de pedrasde marmore,
redondas, quadradas e brancas, e de cor, alguns
escravos pegas de ambos os sexos e diflerentes ida Jes
uma porcao de caixas de calimbos de louc,a, 'uma
quantidade de chitas e riscados proprios para es-
cravaturas o qae ludo ser vendido a vontode e est
patente ao exame dos compradores, quinta leira 11
do corrente em seu arraazem.na ra da Cadeia do
Recife n. 5a as 11 horas da manha.
O agente Borja lata' leilo, cm sett
arma/.um, na 111:1 do f.ollegio n. 15, de
todos os objectos existentes no inesmo,
consistindo em objectos de marcineiria
novos e usados, pianos, varios objectos de
ouro e biilliante, nlogios de diversas
qaalidades, quinquilliarias rancezas, vi-
dros e louca para servico de mesa, e uma
inlinidade de 011 tros muitos artigos, que
fora impossivei ennumerur, os quaes se
acharo e\postes no supradito arma/.em,
e se entregarSo sem limite: sexta-leira
12 do corrente, as 11 horas da manhaa.
Leilaode predios
O agente Borja transferio para terra-
feira 16 do corrente, o leilo dos predios
abaixo declarados pertencentes ao Sr. Jo-
s Dias da Silva, annunciado para quarla
fetra 10, a saber: uma casa terrea de
n. >, sita na travessa do Lima na ra
Imperial com 2 salas, 2 quartos e cozi-
nha fura; (i ditas de ns. \, t, 8, 10, 12
e 14 na mesma ra com 2 salas um
quarto e cozinha fura ; 2 ditas na ra Im-
perial n. 76 A. e76B. com 2 salas, quar-
tos, cozinha fora ; iarmazensem catxao,
na mesma ra, um terreno na ra da
Prata de Santa Rita e um dito na Passa-
gem da Magdalena com 12 1|2 palmos de
lente, aolado da casa doSr. Jos Joa-
quim Dias Fernandes, os quaes seto en-
tregues sem limite, visto serem vendidos
por accordo do proprietario com o ex-cu-
rador fiscal, para cumprimenlo da con-
cordata que Ihe lora ltimamente outor-
gada : ossenhoiespretcndentesqtieqtiize-
rem alguns esclzrectmentos a tal respeito,
dirijam-se ao armazem doagente unnun-
ciante, sito na ra do Collegio n. 15 onde,
tera' lugar dito leilao as 10 horas em pon-
to do supradito dia.
rtvios totott$o.
Ausentou-se do abati signado, no dia 8 do
corrente, a mulalinho de nome GneUvo, dada Ifi an-
uos, caballo carapinbo, olho grande-, de corpo del-
gado, explica-se nial na pronuncia, levou camisa de
algodao branco, mangas curias, calca azul do'mesura
desbotado, costuma quando sabe a mandado distra-
hir-ae, por vadio, com outros pelas roas e pracas ;
fora encontrado oa tarde do dia 9 na eitrada do
Manguinho : recommenda-aea polica e ao capitae
da campo sua captura, levando-o a Boa-Vista i ra
dos Coelhos, casa araarella da tlaria jonlu ao rio n.
1., qoe se recompensara'.
Preeisa-sa de um preto captivo para o servien
de uma caa, e paga-se muito bem : na ra dn A-
morim o. 36, se faz este negocio.
A abaixo aaatgnada avisa ao respeitavel publi-
co, qoe pe-soa algu.oa faca negocio ou transaccio
alguma cm aa dua propriedades sitas ua ra Im-
i"ri"!."'-7(i*89' Perleocento ao casal do finado
Jos da Silva Coimbra, sem ser por cnnsrntimenlo
a assignalura aua, e ludo que appareca feto nassado,
presente e futuro he falso, e nao lera' visor.'
Joaquina do Magalhaes Coimbra.
O abaiio assignado leudo comprado om mera
bilhele da loteiia que corre hoje, com o n.3832, fir-
mado pelo caulelisla Sr. Policarpo Jos Lavme, toz
publico que o perder, e por isso previne ao mesrao
Sr. caulf li-ta a Ihesoureiro, que n3o paguem qual-
quer premio senao ao abaixo assignado.
Francisco Demetrio da Silva.
~ Preeis.i-se de um caizeiroque lenha pratica de
taberna : ua ra do Livrameolo u. i.
Preeisa-se do um boinero para irabalbar com
uma carroca, dando-se socicdade nella : quem esto
negocio Ihe convier, dirija-ee ao paleo da Sania Croz
n. _'. para tratar.
~ A niesa regedora da irmandade de N. S. da So-
ledade convida a lodosos seus charos irmaos para que
se sirvaro comparecer no consistorio da mesma ir-
maudade no domiugo, 11 do convide, pela 9 hora
da manhaa, nfim de elegerem a nova mesa que lem
de funecinnar no fulnro auno de 185G a 1837. Re-
cito 10 de dezembro de 1836.O eacrivao,
Pedro Ignacio Bapliala.
Finda a audiencia do Sr. Ur. joiz de orphaos e
ausentes, no dia 12 do corrente, lera lugar a arre-
raatacaa de orna cata terrea na ra da Seuzala Nova
n. i->, seaundo o edital ji publica lo.
~ O r. Jos Joaquim Firmino segu para Ma-
cara, levando em sua companhia dous escravos seu
menores, um de nome Andr, pardo, china, de 12
annos, e outro de nome Marcelina, crioula.de 5
airaos.
Precisa-se de uma ama fnrra nu captiva para
uma casa de pouca familia : na ra Velha n. 104.
Prccisa-ae de uma ama para o servico de uma
casa da pouca familia ; na ra Direila n. 80.
ALt'UAM SE
para passar a fasta duas catas na Torre, com bons
commodos, caiadas e pintadas : no armazem de ma-
tonees da roa da Cadeia de S-nto Antonio n. 17.
Camillo Jos Pereira de Faro Jnior relira-se
para o Rio de Janeiro, onde ollerece seus servicos a
todos os amL'o que deia ne.la proviucia ; julga na-
da dever nesta praca, entretanto se alguem se julgar
seu credor queira procura lo na ra do aterro da
Boa-Vista n. 26, para ser immediatamento salisfeito.
Autooio de Samp.no Almendoa, nao pudendo
despedir-sa de todos os seu collega a amigo pala
rapidez de sua viagem, o faz pelo presente annoncio,
e a todos .oflerece o seu presumo ua provincia do
Piauhv.
Antonio Jos Mnniz Jnior, morador na po-
voacSo do Allinho, ..minucia que ptrde.1 um raeio
bilhele da lotera da provincia, sahindo a surte oslo
scr eniresua o pesaoa alsuma ; o numero lie 277X
Precisa-se de um canoeiro para lomar coula de
uma canoa de earregar ar, paita-se bem: a tratar
no paleo do Carmo, sobrado n. 2.
Precisa-se de duas amas, uma que saiba enzi-
nhar e fazer o serviju interno de casa, e outra para
tratar de um menino: na ra do Livraraenlo, casa
n. 20, segundo andar.
, Perdeo-se no dia 9 do corrente, da praca do
Corpo Santo para o camiuho da Soledade, oraa car-
leira cunlendo urna sedula de ofJOOOrs., um palacio
e uma mu .a de 6)0 rs. em prala : auem a adiar e
a quizer restituir dirija-se a ra do Trapiche Novo
n. 8, que sera' recompensado.
Tendo-se perdido o meio bilhete da segunda
parle da segunda lotera de Piotsa Senhora doCarmo,
ii. 1047, pede-ae ao Sr Ihesoureiro e mais cautel-
las, que no caso de sabir premiado pagoem -..mente
por ordem de sua dona Maria Benedicta Leile.
O meio bilhete n. 728 da aegunda parto da se-
gunda lotera a beueliera do conteni do Carmo,
pertence a Thomaz de Aquiuo Oliveira e Alexandre
Jos de Hollanda Cavalcanli, ficando am poder
deste.
Lotera do Rio
de Janeiro.
Hoje esperamos do Sul o vapor francez
'. Barcellona conductor das listas da
primeira lotera da cmara municipal de
Paraty. Ainda existe um pequeo nu-
mero debilhetes dessa loteria.na praca da
Independencia a. iO ; os premios sero
immedialaiuente pagos de conformidade
aos nossos annuncios na mesma loja ci-
ma, logo que estejamos de posse das ditas
BILHETES DA LOTERA. DO
RIO BE J1REIR0.
Jos Eusehio Alves da Silva inudou a
venda de seus hilhetes da lotera do Rio
de Janeiro, para a ra do Collegio n. 15,
deixandode vender de hoje em diantc na
loja do Sr. Malinas de Azevedo Villarou-
co, junto ao arco de Santo Antonio.
BILHETES DA LOTERA DO
RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000x000, 10:000.x000,4:000(000
e 2:000x000
Hoje deve chegar o vapor franeex. a Bar-
cellona conductor das listas da primei-
ra lotera da cmara municipal de Paraty,
ainda existe alguns hilhetes e meios, e\-
postos a venda na ra do Collegio n. 15,
a' elles antes que chegue o vapor.
Um voto de agradec-
ment.
llavendo a mesa regedora da irmandade de N.
S. da Conceijao dos Militares, de conformidade
com o seu compromisso, celebrado no dia 8 do cor-
rente em a respectiva igreja. a festividade da im-
maculada \ irgem Maria, soccorre-se do vehculo
da imprensa, em nome da mesma irmandade, para
dar um solemne lestemunbo de sua gralidao e cor-
deal reconhecimenio, nao s a todos os liis devo-
tos que contribuirn! com suas esmolas para a mes-
ma festividade, se nao lambem as pessoas que se
dijjnaram de prestar saa valiosa cosjuvacao para
que esse acto se tornasse explendido, e em lujo
digno de aquella, a quem foi dedicado.
Consistorio da irmandade de N. S. daConceto
dos Militares 9 de dezembro de 1856-
Francisco Came'loPcssoa de Lacerda.
Servindo de presidente.
Antonio Jos) Bibeiro de Menezes.
Secretario.
Itaymundo da Silva .Maia.
Thesoureiro.
Precisa-se de uma ama para casa de um
hometn solteiro na ru da Linguete n. 10.
Precisa-se fallar com o Sr. Joaquim Jor-
ge dos Santos Junior, na na do Queitnado
ii. 69, loja de ferragens a tratar negocios
de sen intresse.
Precisa-se de um caixeiro para taberna,
com pratica ou sem ella, de 12 a 11 annos :
na travessa do Strigado n. 1.
Alaga-te o arnmem da ra da Praia n. -J : os
pretndeme diiijam-se au irmao ministro da ordem
lerceira de S. Fraucisco, no largo do Carmo u. 10.
PARODIA.
Va a quem toca.
Se la inculcas defensor
Da liberdode dos leus :
Como e.< usurpador
Da liberdade de Dos ?
Se dizes que s christio,
Que nada teas com judeus ;
Como contestos audaz
A liberdade de Dos
Ab 1 brbaro I s professas
A moral des pbariseus 1
Dahi vem o recusares
A liberdade de Dos I
O terdadeiro catlico.
Foi ruubado honlem a tarde no sitio do
t-ajueiro, um relogio de sabonete de ouro,
pequeo, com esmalte, na caixa de dentro
tem a Itrma do Sr. t asemiro Garoier, junta-
mente a corrente de ouro : roga-e a pessoa
que o apprehen ler leva-lo ao Aterro da Boa-
Vista n. 7, que sera recompensado generosa-
mente.
Pelo juizo d'orphaos vai a praca, por
venda a quem mais der, a casa de dous an-
dares sita na ra de Jos da Costa no bairro
ao Hecife, pertenecate ao casal do finado
Joaquim Jos de Figueiredo, a requerimento
da viuva inventariattte no dia 12 do corrente
depois da audiencia, avaliada em L>:OOOoO
rs.
O abai\o assignado, fillio do fallecido Sr. An-
tonio Germano Kegoeira Pinto de Sooza, ton com
'orpreza no tJiano de 98 de novembro da corrento
anuo o aunuucio publicado e assignado pelo Sr. Dr.
Joao de Barros Falcao da Ali.uquerque Marannlo,
em que declara que dilo seu pal celebrara, pouco
autes de fallecer, uma simulada eacnplara de venda
do seu engeulio Koaario a ua lia a Sra. 1). Hila Ka-
gueira com o intuito da defraudar ao seus credore,
lazendo esta seunora inmediatamente doacSo do
mesino engeoho a sfus llibos; e entro sim, que na
qualidade de berdeiro de sua av t. Mana lgnacia
t rancisca da Alboquarque, a qual em U da julao da
I iti% dooo a seu sobrinho o ordenaudo Audr de Al-
boquerque Maranhao a propriadade deoominada
Call, aunea ou cooititutiva da mxima parta do
dito seu engeoho Koaaiio, com o onus de pasear de-
pois da morte do donatario para oa maia prximos
berdeiros della, cabendo-lhe por consegniota o direi-
lo nao so de baver essa propriedade, como lambem
lodo os r-n lmenlo. que Ihe rio inherentes, e inde-
vidamento percebidos por quem quer que fusse.
apressava-ae em prole-I. r por meio deo aunuucio
contra ,-iquelle procedunento am quanlo nao enca-
minliava sua aceito eompelenle. E, noi, he toreado
o abano aignado a responder ao Sr. Dr. que'essa
noticia que Ihe foi transmillida por pessoas fidedig-
nas deala lugar como diz, he calumniosa, falsa e fal-
sissima, e o qoe mais admira he que S. S. leudo
conliecido a .eu pai, nao poztssa a menor duvida em
acredita la, para aventura-la manifeslac,c publi-
ca, e ainda mai por er desnaceisaria ao cao var-
enle, porque dada mesrao a bypolhese da que ti-
vesse havido tal escriptura (procedimtolo esta que
seria sam duvida coolrano aos actos da vida publica
a particular de seu prezado pai) nao lolhia o direilo
que por ventora S. S tivesse a iliiaiaa de aua av :
parecendu antea que S. S. leve mui positivamente
em vista italvez por insinuacao de alguem) inquietar
as respeitaveia cuizaa deumhooiem honesto e probo,
com quem antretava relacoea, se nao foram anula-
da. Durma pois, Iranquillameule, o Sr. Dr., que
nao houve essa escriplura, eu Uro affirmo ; seja maia
cauteloso em propalar taes noticias, para nio aollrer
um desmentido, como eu Ih'u dou agora perante o
publico ; e quando Ihe aprouver se aprsente em
juno com a sua acQSo para reivindicar a proprieda-
de e rendiinentos de que trata, cello de que desde j
Ihe posso asegurar que Ihe bao de aproveilar lauto
quanto ate hoje lem aproveilado os fructos de auas
produccoes poticas e sobretodo das Iliterarias. Se-
rtnhaem t de dezembro de 1856.
Manoel Nicolao Kegueira Piulo de Souza
Os Srs. Thomaz Times e Ulisses Cocklei.
amcartasnaruadoCabugan.il.
Precisa-se alugar um prelo para o servico de ca-
sa de liomem solteiro a qoe seja canoeiro, a tratar uo
armazem da ra da Gruz n. 19.
Lotera da pro-
vincia.
Corre quinta/eir II do
corrente.
Ililheles 7000 recebe b:OO.sOO
Meios 5*500 ., 3:000|000
Qnarlos I.s800 a 1:500,00()
Em porco de 100^ pa-
ra cima :
Bilhetes 6ffj50 recebe (iiOOSOOO
Meios .'J325 .< 0:000*000
Ouattos l.s'700 1:500.*000
P. ai. Laijme.
Lotera da pro-
vincia.
Corre quinta-feira II do
correte.
O abaiio assignado ainda tem om reato de *StJf
tolize bilhetes, meio e quartos da seaunda parto da
seguuda lotera do convento de N". S. do Carme,as
tojas ji annonciadas, pelos prego abaiio declarados.
Bilhetes 79000 Recebe 6:0009
Meioa 39500 3:000
yoartua 18800 1:5009
O metmo vende a dinheiro vista, aendoda quan-
tia da tona para cima, pelos prejos segoiates :
Bilhelea 6ti0 Hecebe :0009
meioa 3325 3:000
Ouarlos 1700 a 1:500/
l'or Salusliano de Aquinn Ferreira.
Joi Fonunalo dos Santos Porlo,
SOCIEIJVDE FIMVDORV DA FA-
BRICA DE FIAR E TECER
ALGODAO.
Os seohores socios alo convidado) a elTeeluar at
o dia O do corrente, o psgamenlo da aegunda pres-
tara, que he Giada em 10 por eento do capital
subscripto por cada om : uo escriptorio do Sr. Ma-
noel Alve Guerra, ra do Trapiche n. 1 i, das :i
horas da manhaa, is 5 hora du larde. I'eruam-
buco ti de dezembro de 1586.
Amorim, Farias, t.uerra 4 C.
Precisa-se de um co/.inheito hom
part uma casa estrangeita de pouca fa-
milia : na ra da Cadeia, armazem n. 21.
Na i|tiinta-fera 11 do crtente, pe-
las 10 horas da manha, se deverao reu-
nir, na sala das uttdiencias, todos os Si s.
credores da fallida Maria Florinda Seas-
so. afim de assistirera a prestacao das con-
tas dos administradores da massa, con-
forme foi determinado polo Exm. Sr. Dr.
juiz especial do coinmercio.
Na noite de 5 do corrente perdeu-se ( desJe
o aterro da Boa-Vista al a travessa de S. Pedro )
uma corrate e um relogio de ouro, patente celin-
dro : a pessoa que o acliou, querendo restituir, pe-
der dirigir-se ao segundo andar do segundo sobra-
do na travessa de S. Pedro que ser generosamente
recompensado.
O abano assignado faz ver ao publico que oiu-
guein bal negocio algum com uma casa de laipa,
metade de lijlo, sita na (.apiinga Velha, que vai
para a Rio Capibaribe, tem que nao se entenda cum
o al.anu assignado, puis tem direilo a ella.
Jos da Silva Ferreira.
l'recisa-se de om caiselro : na ra llireila do
Afogados n. 13.
yaem tiver arhado e quizer restituir uma pul-
cena de cabellos, encaminada em ouro. coro s ini-
ciaes t,. S. L. S., perdida na noite de 8 do corrente,
pode leva-la ao segundo andar da ra estreita do Ro-
saru n. 13, que se gtaUBcara'.
A pessoa que cinpenliou nna peuliores ua ra
de Hurtas n. 10, par IjOsUOO, e que o pagoo o ju-
ro do met de Janeiro nao pagou mai joros, renlia
pagar o juros que deve na ra da Asuni,...',lo n. -Jti.
e tirar os seos penhures ao prazo de 8 das] couladus
do pnmeiro aunuucio, e nao viudo tira los i.1. ven-
didos para pagamento, que se precisa do dinheiro.
l'recisa-se de om canoro para uma taberna uo
lunar da Sanl'Anna.
O arrematante da capatacia da alfandega de
Pernambuco precisada trabaIbadcres liares e cap-
Irme, c paga-se bem : quem quizer dirija-se porta
da alfandega no dias uteis aa 7 Ifi horas da ma-
iibila.
l'recia se de um rapaz qoe lenha bastante
pratica de loja de fazendas. para urna loja fura da
cidade, a que d tiador a ua conducta : uo aterro
da Uoa-Vila n. 7, secundo andar.
I'recisa-se de um forneini para Sanl'Anna ;
quem qui/.-r appareca na ra da Florentina 0. ti!
qoe achara' com quem tratar.
I'recisa-so de um bom caiieiro para uma loja
franceza : a fallar na prac.a da Independencia, n.
18 e U.

- "


UHO II KWirBK OUlITi FfciBA II Ot DIZEM'RO ic 18b6
DEPOSITO DE L1YK0S BOTICAS HOMEPATlCAS-
DO
So
O Dr.P. A. Lobo Moscoso, tendo de fazer urna viagem deixa a sua botica soba
direccSo de pessoa babiliada e de inteira ptobidade, e um deposito na loja de livros do Sr.
Manoel Nogueira do Souza na ruado Crespo, sobrado novo do Sr. MagalhSes Bastos.
cueqos KIXOS.
Botica de 12 tubos grandes. tO/UO
Dita de 2* 159000
Dita de 36 ... 208000
Dita de 48 > ... 259000
Dita de 60 ... 3O9000
Manual de medicina homeopalliica do Dr. Jahr com o dic-
' cionario dos termos de medicina........ 209000
Medicina domestica doDr. Henry......... nfimo
Trata ment do cholera morbus.......... 2/000
Repertorio do Dr. Mello Moran......... 6000
amm mmwm
PEORAS PRECIOSAS-1
m ~
f Adereroi de brillianlen. *
diamantas a parolas, pul- ,
cairas, allineles, brincos ?
* e rsalas, botos a aoneis *
de dironles goato* a do p
* diversas podras de valor. *
_ Compram, vendara om ?
* trocam prala, "uro, bri- *
9 lhantes,diaraanleserMro- sgj
B las, a oatras quaeiqaer *i
5 joias de valor, a dinfieiro *
$ ou por-obras. 3>
I0REIRA k DOARTE.
LIJA II Ol'RIVM
Ra do Cabuga' n. 7.
ReceUeiD por to-
m
HMtt-a

OURO EPRATA-
? Ariereros completos de -g
n ourci. meiosditos, puleei- ?
jjfe ras, ainnetes, brincos a j?
>' roletas, conloes, trance- +
.*. lins, medalhas.correule ?
*j e enfeiles para reloaio, a ?
Jj ou Iros mu lo sobjec los de j
dos os va pores da Eu *oaro
m
ropa as obras do oais
moderno gosto, tan-
to de Tranca cora o
a
I
Apparelhos completos, ?
S de prata, para cha, ban- *
i dejas, salvas, caalicaes, j+
S colheresdesopaedech, &
' e muilos oulros objectos *
3j de prata.
;?::?:<*:**?*::!:?:'?::*?.'.
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o commodo como costuniam.
ESTRADA DE FERRO
ilo Recife San-Francisco
(Terceira chamada.)
O directores da companhia da estrada de ferro do
Aeeife a S. Francisco, tem feito a,terceira chamada
da 2 libras esterlinas, oo ris 173777 sobre cada ac-
i.ao na dita compsnhii, a qaal deve ser paga at o
dia 8 de Janeiro de 1857. na Bahia, em casa dos
Sr. S. Davenporl A C, na curte, em casa dos
Srs. Mana Me. tiregor ft C, a em Pernimbuco, uo
escriplorio da companhia. O accionista que nao
realisar o pagamento dentro do termo indicado, po-
llera' perder todo direito as accei sobre as qnaes o
dito pagamento n,lo se liver eflectuado, a un todo
caso lera' da pagar juros na razao de 5 por cento ao
anuo, a de n3o recetior joros ou dividendo da com-
panhia, pelo lempo qoe decorrer entre o dia indi-
cado para o pagamento a asna realiicSo. Nenhum
anto de transferencia pode ser registrado dapoii do
da H do corrente, antes do pagamento da chamada.
Por ordem dos directores,
S. />. l'eriker,
Thetoureiro.
Recife :l de dezerabro de 1856,
Aluga-se a loja da casa da ra da Aurora n. '/:'
onde foi officina do fallecido marcineiro Henriqne '
quem pretender dirija-se ao Sr. JoSo Pinto de l.emoi
Jnior, no seu escriplorio, oo casa de sua morada*
na roa da Aurora.
Companhia
Pernambucana.
Nos abai\o assifrnados, moradores
em Mamanguape, provincia da Paralii-
Iki, declaramos <|ue de hoje em diante
deixamos de recollier {jeneros em nosso
armaran de pessoa alguma, remettidos
desta praca. Recite 9 de dezembro de
18.")G.Moreira & Primo.
Arha-se fgida a escrav Joanna, de idade :|0
annns pnuco mais ou menos, Ivou veslido de chita
encamada, he hem prata, lem falla de denles na
frenle,o dedo indicador da mUi direita aleija cedido de um panaricio, (em aspernas farida. la-
peita-se estar escondid na fregaezia de San-Frei-
l'edro Goocalves a Fra de Portas : ros;a-se as au-
toridades policiaca e capilAei da campo qoa della le-
nham nolicia.de levnrem ao seu senhor, em Fora de
Portas, na casa do 5r. Vianna ou no pate ino n. 22, que sera' generosamente roeompeo-
sado.
Dasappareceram-do engenho Pot os escravos :
Manoal crinlo, de 23 a minos de idade, com os
seguiules signaes : estatura regular, falta de denles
na frente, nm tanto risonho, olhos morios, falla des-
cansada, ps largos, e seoslas bastante cieatriadas:
a Silvestre tendo tamberr. es ligones segundes: da18
a 20 annos, queixadas um lano largas, peinas finas,
leudo em urna deltas pequeas cicalrizes, bem es-
perto e secco do corpo. Roga-se aos cu pitaes de
campo a captura dos ditos escravos.
O CONSULTORIO CENTRAL 110-
B MEOPATHICO.
$ Ra de Santo Amaro (Mundo-No-
@ vo) n. 6.
;',; O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho,
, de volta de oa viagem ao Kio de Janeiro,
*|? eonlinoa a dar consultas lodos os das atis,
v"; das 8 hojas da maoliAa, i 2 da larde.
&>s Os pobres sAo medicados gratailameote.
0 abaixo assignado, curador fiscal, da mas-
sa fallida de Joo Chrysoslomo da Silva, convida os
credores do mesmo para que noprazo deoitodias
a datar de lioje.venlum aprsenlar seus crijditos pa-
a serem verificados e classificados, segundo for de
direilo. Recife 6 de dezembro de 185ti.Joa-
quim Filippe da Costa.
Joauna Maria da Conceic.'io, viuva de Manoel
Henriques da Oliveira, moradora na povoacAo de
Quipapa', tendo seu marido negociado uesla pra-
ca com varios senhores a quem supp&a nada de-
ver de coritas conlrahidas pelo mesmo seij marido,
convida a todas as pessoas que se julgarem credorat
lhe apresentarem suas conlas no prato de tres
dias, na casa de Jo-e Carreiro da Silva, ficando por
este aviso desondrada para o futuro.
Recife 9 de dezembro de 1856.
Seguros contra
o fogo.
Os senhores que inbicraveram novas acres dasta
companhia, lo convidados a enlrar coro primeira
prestarlo de 30 por cento, no prazo de 30 dias : no
escriplorio do Sr. Anlouio Marques da Amorim, roa
da Cruz. Recife 18 de outubro de 1856.Manoel
Alvcs Guerra, secretario interino.
Precisa-se para o servido interno e externo da
urna casa estrangeira,de um prelo: a quem lhe con-
vier dirija-se a ra da Cruz n. 4.
Precisa-se de um bom criado e paga-se bem
agradando o servico e comporlamenlo : a tratar no
campo do Hospicio junto ao quarlel casa do desem-
bargador Mendes da Cuuha.
O
SEGURO CONTRA FOGO.
CompaDhia Alliance.
Esubelecida cm Londres, em margo de 1j<24.
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas,
ea quem mais convier que estao plenamente au- in,fc.i___^
asados pela diu companhia para Vluar segu- do ^^SS&^J^SSR Z
ros sobre edlhctos de lijlo e pedra, CObertOS de >ova,fazem publico, que estilo recabendo conlinoa-
llha e igualmente sobre os objectos que contiverem ien,e a* ma'' nvas obras da ooro, tanto para
os meemos edificios quer consista em mobilia ou I ronr C"mo para- nome"> e '".....>: oa procos
em f^da, de qu..nuer qua.id.do. tSSSLSSS^STSJTJXZ
14 ou 18 quilates, Befado assim sujeilos os mesroos
porqualquer duvida.Serapliim & Irmao.
Precisa-se de ama ama forra oa captiva para
lodo o servico de ama casa de familia ; na roa No-
va,.sobrado n. 23, segundo andar.
AOs Srs. estudandes de
preparatorios.
0 bacharel formado A. R. de Torres Bandeira
professorde lingua franceza no Gymnasio Provin-
cial de Pernambuco, tem aberto um curso de rhe-
toricae potica, assim como de lingoa franceza, e
da geographia, e breve dar eomeco a um curso de
philosophia, e tambem ao de lingua ingleza : os
Srs. estudantes que se quizerem matricular em
qualquer destes eursos podem procnra-lo desde j,
em a casa de sua residencia, na ra Nova, sobrado
n 23, segundo andar.
Precisa-se de ama pessoa para cozinhar a en-
sorarnar em casa de poaca familia, do lenente-coro-
lla. Na mesina casa sed ira' qoem venda 50
I J. mi DENTISTA, t
% continua a reaidirnaruaNova o. 19, primei-
ro andar. s
Fabrica de fiar e
teeer algodao.
Compnnhia ISorthern.
CAPITAL, ,260,000Estabelecida
em 1856.
Para ellecttiar seguios sobre propie-
dades, mercadorias, mobilia e gneros de
quasi toda a qualidade. Premio de 5|8
ate 1|2 0|0 ao auno.Agentes, C. J.
Astley & C.
Fiva o pagde!
(Juem no Poco da Vaoella,
A' sombra de urna mangueira,
Nao trocar bolsa e lado
Por urna boa sorveleira '.'
O Soare, que dislo sabe.
Domingo, ('que bom niario!,
Vui goerrear com sorveles
Os paluscos do gagno.
Ki.i, rapazas,
Vamos ao Poco
Tomar sorvetes:
Laven caroro.
Precisa-se de uina ama forra ou escrava para
lodo servico de urna casa de ponen familU : na ra
Bella n. 33.
Os administradores da massa fallida de Manoel
(ioncalves de Azevedo Ramos, avisam ao* credores
do mesmo, para uestes 8 dias apresentarem seo cr-
ditos na ra da Senzala Nova n. 4, afim de sarem ve-
rdeados e qualilicados.
Vende-se o sobrado amarcllo de um andar e
sotao, chaos proprios, quintal morado e lodo plan-
udo, com duas cacimoas, na roa da Cal^iJa n. 12 :
a tratar in> mesmo.
Vende-se a cocheira da ruada Cadeia de Santo
Antonio n. 7, bem Davalada com bons carros e bous
cavallos, e muilo afreguezada ; o lempo nao poda
ser mull,.! para quem quizernaahar dinlieiro ; faz-
e lodo o negocio a diuheiru ou a prazo, porque o
seu dono nao pode estar a tasla dalla por ler oulros
deveresa cumprir, e tambem ler de fazer ama via-
gem a Eur.ip em marco de 1857 ; os prelendentes
dinjam-sc a luesma a qualquer hora do dia.
Em casa de Eduardo H. Wvatt, ru*
do Trapiche-Novo n. 18, ha para"vender :
Averdadeira graxa ingleza n. 97, do8
fabricantes l)ay A Martin.
Tintas em oleo.
Cabos da Russia.
Vinho Cherry superior em barris.
Agurdenle de Franca dito.
Fiuctase conservas inglesas.
Papel lino para cartas.
Livros para copiai ditas.
Ditas de lembratica.
Ditas em branco sortidos.
Papel para copiar caitas.
Relogios de ouro col>ertos e descobertos.
Joias.
Sellins com pertences patente ingle/..
Vende-se urna taberna em Afogados, sita na
roa deS. Miguel n. 68, a qual tem poneos fundos:
quem esla pretender, achara na mesma com quero
tratar.
Vendem-se
pranchoes de pinho da Sueciacom 18 at
22 palmos e Ti polegadas de grossura, des-
carregando agora para o armazem de C.
J. Astley & C, no Forte do nfattot: ven-
dem-se em lotes grandes ou pef|iienos e
por preco muito commodo.
Vendenisse figos de com-
madre,
em caiiinhaa da 8 e 16 libras dos melhores que ha
no mercado, por preco rommodo, e tambem se veu-
dem am libras a L'50, e latas de > libras de marmela-
da da melhur qualidade a I-'.hio cada lata : na rna
do Vigario n. -J7, deposito de assucar.
Vaudem-se palitos de panno e de alpaca, pre-
(os a de cores, obra bam feita : na ra do Queima-
do, loja pintada de amarcllo n. :)0, esquina da Con-
gregacio.
Vendem-se na primeira taberna da roa das
Crazes de Santo Antonio, os bem condecidos charu-
los para qaem entende e lem bom gosloKegalies,
vralas ila fabrica de Manoel Balbino da Costa Bran-
dao, de S. Feliz, provincia da Bahia : vende-se a
contento.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Ha fundipo de ferro de D. W. Bowmann u
ruadaBrum, passando o chafariz,' contina ha-
ver um completo sortimeptoda taixes de ferro fun-
dido e batido de 3 a 8 palmos de bocea, ai quaes
acham-se a venda, por prego commodo com
promptido: embarcam-seoucarregaB-se am car-
ro semdospeza ao comprador.
Em casa de Henr. Bruno & Companhia, mi
ru.i .l,i i.iu/ ii, id. vende-se cognac eiu camnhasde
duzia.
Farinha de mandioca.
Vende-sc superior farinha de Santa
Catharina, em saccasquetem um alquei-
e fmedidavlha) por preco commodo:
No va es & C., na rita da
12.
-
A sociedade ero cnmmindila, Amorim, Karia,
liuerrj & C*., por dalibara^ao lomada por 101 dos
seas socios, subscriptores da ."lOO&OOO a :(KXteO00 de
res, dos que efleclnaram o pagamento da primeira "rgulnos de parreira moscatel a 500 rs. cada um.
prestarlo, tero resolvido mandar a Europa o seu
socio Dupral, para ir procurar os riscos, plase o-
formafdes definitivas, e noregresso desta, dar come-
co a edilicacdo da fabrica a suas dependencias.
Em virlude do arl. 39 dos aslalutos, a sociedade
deliberou que continuara a admillir novas subs-
i-npces, no escriplorio da sociedade, provisnriameo-
le em casa do Sr. Manoel Alves Guerra, ra do Tra-
picha n. 14, 1." andar, em termos i augmentar-se o
capital social, afirn de que, a fabrica possa ser feita
desde sua funda^So, com maioresproporQoes, e con-
sequenlemantefacilitar maiores lucros; devendo as
novas assignaturas, serem realisadas com as presta-
r-oes ja' elfecloadas pelos primearos socios.
A primeira praata^ao realisada at hoje, lem sido
de > por cenlo do capital subscripto.
Peruambuco 12 de novembro de 1856.
Jmorim, Farian, Guerra & C.
Com pan h a de segitro con-
tra a mortalidade dos es-
cravos estabelecida no
RIO DE JANEIRO.
CAPITAL 2,000:0004000.
Ciencia filial ie Vernambuco n. 13 ra do Crttpo.
lagar-se-ha sobre a nvaliacao de l:0009000ie
ni.ii- mi menos em proporc,ao de oulro valor) inclu-
sive o sallo da apolice etc.
Das dadas-.
Pe \> ale enteraos 10 annos 3ii.5IOO por anuo.
as coudn;6ea impressaspoderao sar procuradas no
escriplorio di companhia.
Oar-se-ha coosultasgratis aos escravos segurosdas
.' para 10 horas da manhaa, no escriplorio da com-
panhia.
dentista mm.
Paulo (aignoox, de volta da saa viagem
1 turops, esln morando na ra Nova n.
11, primeirj andar, onde poda.ser procura-
c,fJ do a qualquer hora.
m
v
Companhia de
Beber ibe.
O escriturario da Companhia de Be-
beribe Marcolino Jos Pupe, ainda con-
tinua a agenciar a venda e compra de
acroe* da mesma companhia, mediante a
urna pequea gratilicarao : podem diri-
gir-se ao escriptorio da mesma, ra Nova
n.7, das 8 a's da tai de.
Precisa-se no engenho Bom Jess do Cabo de
um dislilador de alambique de Uerosue, preferindo-
se olleiro : qoem se julgar com esla habituarlo,
dirija-se ao silio do finado commendador Loiz Go-
mes rerreir, no Mondego, ou no Recife, ra da
Cadeia n. 20, o tratar com Luiz de Moraes domes
rerreira.
. ~ Recebe-se dinheiro para ser mandado dar na
eidade do Porto por letlras pagas i vista oa a prazo,
eni prata ou ouro: na ra do Trapiche n. 10, escrip-
orio de Tliomaz de Parta.
Lithographia.
A oflicina lithograpbica que exista no caes de
Apollo, casa de viuva l.assarre, acha-se transferida
na ra da Cruz n. 93, aonde seu dono esla prnmpto
para eiecntar todos o Irabalhos concernentes a sua
arle, como factoras, contas, lellras de cambio a da
ierra, conhecinienlos, resistros, hilheles de visita,
etiquetas, e qualquer impressao dourada, prateada e
de cor.
Hospital Todos
os Santos,
da venera,el Ordem Ter-
ceira de San-Francisco.
Para o mesmo hospital precisa-se de
umenfermeiroe urna enfermen-a, aqud-
les de nossos irmos casados sem lilhos
que pretenderem o lugar, cujo ordenado
hedeliO.sOOO para ambos e mesa, diri-
jam-seao irtnao ministro Flix Francisco
de Sou/.a Magaibpes, morador no largo
doCarmon. 10, assim como precisa-sede
um servente para o mesmo hospital.
No dia 28 de outubro
O Sr. Joaquina Jos .Marques, ciue
mora por detrs da fundirao do Sr. Starr
em Santo Amaro, queira mandar a esta
tvpograph.a, a negocio que lhe di/, res-
peito.
Nesla typographia p.ecsa-se fallar .
aosr. liento> A. K. I upinamba', quemo-' vevacrioula, idade de 30 annos.boa figura eencliu-
rou ou teve loja no pateo do Carmo. I la do peito ; lem as cosas da tnio esquerda urnas
- Pela mesa do consulado provincial se fa,! T* ^J""* ^n"* e uma cicatri' no ded
puWico.que do primeiro de dezembro prximo vi, S? t ""*""; ^ "V" co^",c1.lrocaro
.louro se principia conlar os 30 fl* S l\ S^LTS 1 8'n """ ""^
Pagamenu,, a bom do cofre, da decima dos e- Sl2?2C T' T" Prlanl
dios urbanos das fregue/.ias desla eidade edaTos raTd P "" aPl,MS d MP r-
Afogados. lindos os%u^ incorrerao na mu a, L.i.t"T^* qUfl S ?"* AP"n- A>
3 0,0 ledos os que dexarem de pagar seus deb- "",**" "" 8cneros,dad9-
los Iraspassa-se um armazem de assucar com os
Na ra larsa rio Rosario, esquina do beceo do seus.comPtente3 caixes, balancas. e mais utensis
leue-lnio, no segundo andar do sobrado n. !), presos, o qual paga um mdico aluguel : a tratar
HmiIii'*T i "* l'"1" ""'" P"feiC3 e na ra do Collegion. 21 segundo andar.
I rompua.io e lamhem se engomma : ludo por preco ; ,
mais commodo do que em oolra qualquar parle. i ,"" """e-rornnel Joan \alleiilim Vilella pra-
Precisa-se d. a.,.._. w ,ln nhar a teir o wvi ?~. .0m" qe "'^ """ qu.,-.qotr "U,r" lbe>im.nta, que nao se Nt^n.
prximo passado,
ausentou-se de casa do seu senhor, a escrava Geno-
Compra-so um cabriole! j usado : quom
quizer vender dirija-se a esta typographia.
Attencao
Compra-se um moleqne queentenda de cozinha :
na ra do Trapiche n lti, segundo andar.
Compram-se apolices da ldivida provincial,
na ra das Flores n. 37 !. andar.
Compra-se urna negra mora com habilidades,
com til lio ou sem elle : na ra do Sebo n. i.
Compra-se efectivamente, latao bromee cobre
velho : no deposito da fundidlo da Aurora, na rm
do Bruro, logo na entrada n. -28,e na mesma fundi
cao, em Santo Amaro.
Stnto.
AVISO AOS MARTIMOS.
Na roa do Trapiche Novo n. -J, vende-se um ins-
irumenlo de mariuha chamado oilante, por nreeo
commodo. K
Rap de Lisboa.
\ ende-se superior rap fresco, clieyado agora de
Lisboa : na praca da Independencia n. 3, loja.
Vinho de Lisboa
em harrilinhos de 10 em pipi : vende-se em casa
de Augusto C. de Abreu, na roa da Cadeia do Ke-
cile ii. 36.
DE CASTOR BRANCO A
6 000 RS-
Chapeos de castor branco de bonitas formas, che-
gMw ltimamente : na leja e fabrica de chapeos
de Joaquim de Oliveira Mate, oa praca da Inde-
pendencia.
Vende-se vinhocherrv.ehiscoitos li-
nos tudo de superior qualidade : na ra
do Torres n. 58.
Vende-se um ptimo piano inglez
em muito bom estado, e por preros com-
modos : na ra do Torres n. ."8.'
Acha-se a venda a boa pitada de
Lisboa, ebegada nobrigue larnjo I ,
c roga-se as pessoas que o pretenderen:
irem com o seu importe de 2,400 is. pe-
la difliculdade de trocos : na ra da Ca-
deia do Recife, loja n. 51.
Blelog-ios
cnberlos e descoberlos, pequeos e grandes, de ouro,
patente inglez, para homem a seuliora, de uro dos
melhoret fabricanles de Liverpool, viudos pelo ulli-
inu paquete inglez : em casa de Soutball Mellor A
Companhia, ra do Torras n. 3S.
No paleo do Carino, quiua da ra de Ilorlas n.
2, vendem-se queijos londrinos muito superiores a
1.10 a lihra, ditos do reino 19800 a 5OOO, omina a
100 rs. a libra, maoleiga ingleza Me 640. fina a
WK) rs. e 960.
~ Vende-se sement de coenlro a 390 1 garrafa,
muilo nova, e allianra-se a qualidade : na praca da
Boa-i isla o. 7.
FlZPMS BARATAS
HEM AVAK1A;
Na loja de portas, na rna do Queimado n. 10,
ha para vend r novo sorlimeuto de fazendas muilo
em conta, como sejain :
Chitas largas de cores, o cuvado
Ditas estrellas, o eovadd 100 rs., I-JO a
Corles de veslido de chitu larga ISliOO e
Dilos de cassas de luna
Pecas de chitas de cores
Jilas de dil*. linas
Madapoln entrelio ',snn r
Dito largo
Algodo azul de listra e mesclado, o ovada
Hilo americano, peca
Chulea de chita
Lencos de ganga encarnados
Chalet de merino de burra e franjas
Pellos de linho lisos e bordados para camisa
tratar de um meuino .
n. JO, segando andar.
,1 i'unir for pe-
do l.ivramenlo, casa |d.do, por .so que a uinguem aulor.sou lenieihaule
procediraento.
180
I lili
AOOO
-JWKJO
."iSOOO
lijtKMI
.IS-VK)
NKlll
160
33OOO
100
JOO
i3")00
'00
(i<
eseda
(piadros a 640 o co-
vado.
no armazem de
Madre de Deot n.
Vendem-se na ruado Qaeimado n. ai A, lan de
seda de quadros de lindos goslos, fazenda esta ebe-
gada pelo ultimo navio francez ; dJo-se as amostras
com penhor.
Vende-se o engenho Muribequinha, Ires legoas
distante desla praria, pertencente aos herdeirosdo fi-
nado commendador Jos Paulino de Albuquerque
Sarment, avahado pelo competente juizo, na quau-
lia de 33:0005000 : quem o pretender dirija-se a
casado lenle-corouel Darala, na roa da Cadeia
n. 22.
AO MADAMISMO E BOM COSTO.
Vendem-se sedas escocezas de quadros, coro qua-
Iro palmos de largura, fazenda milito superior a
13800 o cavado: na roa da Cadeia do Recife loja
de Manoel Kerreira de Sa, esquina que volta para a
M^drede Heos.
1Antonio Jos' de Castro vende polvo-
ralde superior qualidade a I3|000o bar-
ril): as pessoas (|ue quizerem dito gene*
ro,appareram em o seu escriptorio, na
ruado Vigario n. 51, para veras amos-
tras.
Vinho do Porto.
Na ra da Madre de Heos, loja n. :), vende-se vi-
nho do Porto de moilo boa qualidade, em barris de
5.- e ; e engarrafado das melbores e mais acre-
ditadas marcas seguintes :
Duque1R13 1 Em caixas de urna e duas
Real1831 \
Duque do Porto ) duzias.
Plvora.
3$500
Vende-seca IdeLisboaul timamantaehesada.as-
simcomopotassadaRussiaverdadiira : na placa
doCorpoSanto o.II.
Em casa de Saunders Brothers & C., pra
do Corpo Santn. 11,ha para vender osefruiniea
Ferro inglez.
Pixeda Suecia.
Alcalro de carvo,
Eonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para saccas.
Dito entrancado igual ao da Bahia.
E um completosortiment de fzendas proprio
para este mercado : ludo por preco commodo.
Cal de Lisboa e potassa.
Na ra do Trapiche armazens ns. 9 e
11, vende-sc superior potassa da Rusta
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que ha no mercado,
AGENCIA
Da fundido Low-Moor,ru adaSenzal-Ro-
va n. 42.
Nesteesiabelecimentocontinia a ha ver tmeoro
pleto sortimanto da moendas a Beias moendas
para enfjenho, machinas de vapor e tainas da
ferro batidoe coado deStodos os tamanhospara
dito.
C1L E POTASSA
Vende-se potassa da Russia e americana, chegada
neiles dias e de superior qualidade; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos seusdeposi-
los na rna de Apollo n. 1 A, e 2B.
Na roa do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-sc vinho do Porto d* superior qualidade da bem
conhecida atarea GW em pipas, barris e caitas de
urna e duas duzias da garrafas.
Milita attencao
Na ra do Crespo, loja da esquina, que volta pa-
ra a rna da Cadeia, vendem-se cobertores de laa
iMapaone, lencos da cambraia de Mitras a 400, 500,
e 600 rs. cada um, cortes de casemira de cor a *5,
e .ioOOO rs., ditos preta a4*500 e 83OOO rs., dilos
de brnn escuro e amarello para calr,a a 18440, pan-
no de linho do Porto, toninas de mesa e rosto, goar-
danapos de todas as qaalidades, atoalhado adamas-
cado com selle palmos de largara a l.-oo a vara,
cortes de cassa chita a IJsriOO rs., c ontras moilas la-
zendas por precos commodos.
Claudio l)ubeu\ vende plvora, a IZg
cada barril de 25 libras.
I*., ra liquidacao.
Vendem-se na rna do Qoeimado loja n. 17 ao pe
da botica, chuls de louquimdaChina, brancos. bor-
dados em duas ponas, pelo barato preso de 20-3 e
1 <~ n. ci'l.i om, oa melade do prego porque aem-
pre se veoderam.
NOVAS ALPACAS DE SEDA ADA-
MASCADAS.
A 7-20 HEIS O COVADO !
Na ra do Queimado loja n. 17 ao p da botica
vendem-se alpac.is de seda adamascadas e de qua-
dros, vindas pelo ultimo navio, proprias para vesti-
dos de senhora e meninas, pelo barato preco de 720
rs. o covado, assim como cassas fraucezas de nvos
goslos, chegadas pelo ultimo vapor, palo barato pre-
o de 610 rs. a vara.
Vendem-se tres terrenos foreiros em Santo A-
maro, lodos com atcenlos palmos de frente para
estrada nova de Lv.il do Reg, e com fundos para o
oeste ale filo palmos, confrontando pelo norte com o
sitio do Sr. Manoel Pcreira Lemos, jauto do actual
hospital inglez, e pelo sol com o sitio do Sr. Joao
dos Santos Porto : quem as pretender dirija-se a
Vicente Alves de Souza Carvalho, roa do Trapiche
n. 44, primeiro andar.
Vende-se
Coxitis de linho brancos c de cotes.
Enxadasde ierro, do Porto.
Fio pon etc.
Panno de linho.
Pomada.
Sabouetes france/.es linos.
Charutos de San-Feli\, de diversasquali-
dades.
Archotcs.
Sabo nacional.
Na ra do Trapichen. 16, segundo an-
dar, a Irutar com Antonio de A. Gomes.
Vendem-se pellesde cabra da toda qualidade,
por preco commodo : na roa da Cruz n. 31, primei-
ro andar.
Em casa de Eduardo H. Wyatt, @
ra do Trapiche-Novo n. 18, ha @
para vender, chegado no ulti- %
1110 navio de Londres : @
o pianos fortes e elegantes de fa- ^
ibricante afamado, com seus per- @
tenees seguintes.
Scarteiras para mtisica. ^
2 duzias de estantes para dita. fi
Fama
'hueira.
OS;
licad
eiras para piano.
lledes Ve idem-se redes de pescaria de Indas as qual
d,i Para acabar.
Porto
ehdem-se barris com muito bom vinho do
tendo 2 caadas, por pre^o muito commodo : uo
caes da aifandega, armazem de Paula Lopes, e na vende no mercado a 240 rs. a libra.
Aoaterro da Boa-Vista n. 8, defronla da boneca,
he chegado um grande ortimento de '.odas ai quali-
dades de gneros de molhados das melhores qualida-
des, por preco commodo ; por isso convida a todos
os freguezes que quizerem fazer soi lmenlo para pea-
lara feata e serem bem servidos, dirigirem-se a este
grande estabelecimento. que aeharSe verdade qoanto
dio ueste annuncio. Tambem se vendem biscouli-
nhos finos mglezes a 28000 a lala, e de dez para ci-
ma mais baralo, e um., porcia de caisas vasias de
espermacele, az.ile doce.licore, maisai, cha, a 00-
Iras ele.
Marmellada.
Ra do Queimado n. 35.
Latas com fruclasem conserva oovamenle ehega-
du de Lisboa a 00 rs.,ecom marmalada lina a biO
por libra.
Ceblas.
Para liquidar se vendem mailo baratas : no ar-
mazem de Antonio Aunes Jacoroe Pires defronle da
porta da alfaudega.
A J60 reis o covado.
Riscado escaro de qaadrinhos, proprio para ca-
misas e vestidos de prelas, vende-se na ra do
Crespo, loja da esquina, que volta para a ra da Ca-
deia.
V1NAGKF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e Foleto & Sacie*, acha-
se a" venda no armazem do \ atenea, ra de Apol-
lo n. 13.
PARA ACABAR.
Na roa Nova, loja franceza n. 8, confron-
te a Gamboa do Carmo,
vendem-se chapeos de seda para senbora, da ultima
moda e qualidade, com um leve loque de mofo, pelo
b-ir.,I sumo preco de 10-; cada um.
CABRIOLE!.
\ ende-se om oplimo cabriolel; para ver na co-
cheira do Sr. major Silveira, na roa da Cadeia de
Sanio Anlouio ; e para tratar na rna do Qaeimado
oja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Superior cal de
j iJsboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
armazem de Novaes & C, ra da Mad
de Deosn. 12, por prero commodo.
.Helogios de patente
inglezesdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razoavel.em casa de
AugustoC.de Abren, narua da Cadeia
do Recife, armazem n. 36.
Na ruad.o Trapiche o. 14, escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra, vende-se por commodo preco o
legainta : superior vioho do Porto em barris de
oilavo,chapeos de fellro, esaboamarello fabricado
no Rio de Janeiro.
UM VESTIDO POR 23000.
Novo e completo sortimanto de cortes de vestido
de chita de dilferentespadrei, cores lisas, palo di-
minuto preco da 28 cada corle : na loja de 4 portal,
na ra *io Oueimadn n. 10.
DEPOSITO DA FABRICA
I ndustria Pernaiaibucaiia,
RLA DO CRESPO N. 0.
A fabrica de sabo e velas de carnauba, es-
tabelecida na ra do Brum, tem estabele-
cido um deposito na ra do Crespo n. 9, pa-
ra ahi nicamente dar extraccSo aos seus
producios, proporcionando assim a maior
commodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, offerecem as
vantagens seguintes: s.lo feitas com a car-
nauba simples purificada pelo meio do va-
por, sflo inodoras e bellas na apparencia,
queimamcom igualdede e n3o esborram, e
o5o fazem murrSo e daomais luze mais cla-
ra do que as velas stearinasou de qualquer
coraposi?ao, e que se vendem no mercado.
Fabricam-sede6. de 7 e de 10 em libra, ven-
dendo-seem caixas quecontem 192, 22* ou
3X0 velas cada urna pelo preco de 15/.
O sabao he branco, as materias primas
de que be fabricado s3o simples e inofensi-
vas, o cheiro que deixa na roupa he agrada-
vcl; rivalisa com o melhor sabao hespanhol
e be superior ao sabao americano, que se
ie
Vende-se superior linha de algodo branca e
de cores, em novello, para costara : em casa de
Soatball Mellor { Companhia, ruado Torres n. 38.
Cantigas de pre-
sepe.
Vendem-se na livraria ns. l e 8, da
praca da Independencia, a 8 reis.
C0HFE1TARIA 39 A
Confronte ao Rosario em Santo Amonio, vende-
se o seguinte : biscoulos sortidos da trra, france-
/es, inglezes, ede Lisboa em poreo e avarejo, as
mais lidas- caixinhas para presentes, amendoas,
confeilos.e pastilhas. dilas peitoraes, Iructos da
Europa em conserva e calda, marmelada, doces
seceos da provincia, geleas, doce em calda, em
latas, ,le .'! 112 libras de passas, figos, vinho fino,
cliaropes, extrato de absinlho, lindas figuras, ramos
para enfeiles, finas perfumaras, boinos para cha,
rape e enfeites, cbocollates frncezes, charutos finos
em 1(8 caixas e 1|4, garante-se os objectos com-
prados ueste estabelecimenlo
Vende-se nm presepe envidrando, em poni
grande ; D.i ra de S. Joi n. 25.
Vende-se um deposito de seceos, no paleo da
Sania Cruz, bnstaule afreguezado; quem pretende,
dirija-se ao aleo da Boa-Vista o. 66, padaria.
CARNAUBA.
\eade-ie cera de carnauba de boa qualidade ;
na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50 defronle da
ra da Madre de Ueor.
Vende-se nm. carrosa em muilo bom estado ;
no aterro do Afosados, casa do Sr. Costa.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de carnauba pora a 12 a arro-
ba ; na roa do Queimado n. 69, luja de ferrase ns.
Na ra do Mondeso n. 95, vende-se airoz de
caica em saccas, por prec,o b rato.
VI
A Uenco!
Cemento.
Em barricas e a retalho: ro armazem de male-
r'aes da ra da Cadeia de Santo Antonio, por preco
commodo.
roa do Vinario, taberna que faz esqniua para i ra
i do Cr dorniz.
Vende-se urna prela crioula : no secundo an-
I dar da sobrado da ra Direita n. 12.
. Vendem-se duas vaccas, urna qoa da duas a
tres aarralas de loile por dia, o oulra prende : em
Santd Amaro janlu a fuodico, sitio do Sr. Manoel
Fructuoso da Silva.
i Vende-se um cavtllo com lodos os andares, no-
vo e bonita figura na ra estreita do Bosaiio, ta-
berna n. 1.

Vende-se igualmente em caixas de arroba
e a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando reconliecer3o
por experiencia a veracidad? do que se an-
Dutiria.
Moinhos de vento
com bombas derepuiopara regar horta saba'
za de capim : na tundido da l). W. Bowman
na roa do Brum ns. 6, 8 e 10.
w
Na ra do Trapiche n. 34, ha #?
superior rap Princeza do Brasil, t$
tt chegado recentemenle do Rio de M
Janeiro, em qualidade poucodif-
% fere do de Lisboa, ao passo que i-
custa apenas 1.SV00 a libra ; a elle
antes que acabe, pois a remessa @
^3 he pequea. %g
&&-&-&&-@@-$
v FITAS DE YELUDO.
Vendem-se filas de veludo pretas e de co-
res, estreitas e largas, lisas e abertas de mu
to bons gostos, pelo barato preco de 160
320, 400, 500 e 600 rs., na ra do Queimado
na loja do miudezas da boa fama n. 33.
Cuuro de lustre marea de
casteio.
Vendem-se pelles de couro de lustre de
muito superior qualidade a preco de 4o e
4#500 : na ra do uueimado, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa lama n. 33.
Vendem-se dous pianos fortes da Jacarandas
construccao vertical e com todos o melhoramento,
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio da
Hamburgo: na ra da Cadeia armazem n. 8.
VINHO 1)0 POBTO GENUINO.
\ ende-se ptimo vinho do l'orlo em barris da
quarto e oilavo, por preco razoavel: na ra da Ca-
deia do Recife n. 13, escriptorio da Bailar & Oli-
veira.
XAROPE
DO
BOSQUE
foi transferido o deposito deste aarope para a bo
tica da Jos da Cruz Sanios, narua JVnva n. S81
garrafat 5J500, a meias 38000, sendo falso lod
aquello qoe nao for vendido nesle deposito,pal
que se faz o presente aviso.~
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
Para curada phlysicaem todososseusdifleren
iesgro6, quermotivada por constiparns, tosse
aslhma, pleoriz. escarros de saugae, dr de coi
adose peito, palpilacao no eoracSo,coqueluche
bronchite, dorna saranla, a (odas asmoleslia
dosorgaos pulmonares.
Nrivulhasa contento.
Continna-sea vender a8O0O o par(precofno) e
ja bem conhecidanavalhai.debarba,feilaf pelo h-
bil fabricanle qne hasidu premiadoem diversasei-
poiicOes :vandem-secom a eondic.Ho de nao aera
dando poderocuroprador devolve-las al 30 dial
denoisdacompra ,restitundo-sea importancia:ero
casadeAagu8loC.de Abren, na ra daCadeiado
Berifa n. 36.
POTASSA E CAL YIRGE1.
No amigo ej bemeonhecido deposito da ra da
Cadeia do Recife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, tudo
a precos muito favoraveis, coa os quaes fiearao
os compradores satiseilos.
Algodozinho da Baha
para saceos de assuca : vende-se em ca-
sa de N. O. Kieber St C, ra da Cruz
n. i.
Em casa de Kabe Schmettau & C,
ra da Cadeia n. 57, vende-se :
Elegantes pianos do afumado fabrican-
te Traumann de Hamburgo.
Em casa de Rabe Schmettau & C.,
rna da Cadeia n. .17, vende-se:
Vidrospara espelho.
Vinho do Kheno superior.
Conservas alimenticias.
Tinta para typographia.
Tudo por preco commodo.
Vinho do Porto, superior chamico.
Em caixas de 2 duzias e ero barris de oilavo, re-
centemenle chegadopclo brigne Trovadoru; vnde-
se nicamente no armazem de Barroca rV Castro, na
ra da Cadeia do ReciTe n. i.
VENDE-SE
Graxa de patente, prova d'agua, para
arreos de carro.
Vinho do Kheno de qualidades espe-
ciaesJohannisberg e Marcobrunner.
No armazem de C. J. Astley & C.
N. O. BfeberA C, rita da Ctuz n. 4,
vendem :
Lonas da Russia.
dem ingleza.
Brinzao.
Blins da Russia.
Vinho de Madeira.
Algodo para saceos de assucar.
Para escriplorios e carto-
riog.
Vendem-se resmas de papel de peso do
melhor que he possivel haver a 6?, dito in.
fenor poucalcousa a 30 e 350, dito Drme-
te muit.ssimo lino a 4*500 e Ce, dito almaco
gravee marfim a 4-, dito almaco muiissinio
bom a 33200, dito de cores em auartoa^e
resma 700 rs grozas das verdadeiraa pe!
a8,o.mCO ",C" de !,n" P,g bara'o Preco
de 15210, ditas muito boas sem ser bico tic
[anca 51 0 rs.. duzias de lapis mu.tissimo li-
nos a 32 rs., ditoa proprios para riscar li-
vros a 800 rs., canelas de osso torneadas para
pennas de ac a 120 rs., canivetes linissimos i
de urna a qtiatro Ibldas a 1, 2, 3, 4?, c ou- !
tras mais cousas que se vende barato; na
ra do Queimado na bem con lmcida loja de
miudezas da boa fama n. 33.
BANDEJAS FINAS E BARA-
PARA AS SENHORAS DE BOI
v d G0STO-
Vendem-se caixinhas ricamente enfeita
das proprias para presentes a 2, 3 e *# r,
netas ricas proprias para senhoras a 5o rs
ca-teiriiihas muito lindas par. senhoras,'
l# d?i. rtTUraS P8rlCoStura' r""ssimas,
1#. ditas ditas para unhas a 500, 15 e u
ricas rranj.s para corliiiajos. 4/a peca'en'
cuihos do retroz de todas as cores a re
ricas caixinhas para guardar joias a 800 rs
camisas de meia para manga* a 50o rs ri'
eos botoes para roupa de criancas. i8 '~_
zia. sapalinhos boid.dos para as mesm.. I
IMM e 1/500, ditos de imii. cS
Udas a 160 reS-24"ogUr,herS COm S-SS
rraTcezef24e SL".' fi g"
com agulhas so.tidas a 320 Sw
com agulhas francezas a ,60 'SSZ
liaba para bordar a 100 e 160 rs .rL
de linha de 200 jardas bom autor a Or '"
las de100 jardas autor Alejandre, tors'"
mannhos de grampas muilo boas lekJi''
trancinhas de ISa de casacOes a 80m
"]' caixnn?s com gramp. muito bo,s E
' m'fd'nh88,de fitm de peso Bm, 11
., bahados aberto de linho mo i ,
vara, dito bordado de lindos p.d74*
rs a vara, trancas de seda de tod.s ,s *?
e larguras e cutres muitissimas cousa."2
RICOS ESTOJOS PARA COS
TURA.
**%: na ra do Oueim.doSS.SR6
dezas da boa fama n. 33 u-
Cartas para jogar.
Vendem-se baralhos de cartas fran.
mu.to linas e de bom papel a X?
Iho, ditas portuguezas mu.to finas a 320 "
A loja da boa
fama
Vende limito barato :
Libras de linhas n. 100 e 120 de boaua
lidadea 23, ditas de linhas decoresV tunta
pegas de Uta lavrada larga de seda a m2t
?U"5nPWlles 8bertos P,ra "gurar c,M'
lo a M0, grozas de botoes de loc. D!2"
dos a 240, meias brencas e cru.s para homtm
a 160.susponsor.os para homem e ST!
*0 rs., cartenas para algibeira a 600 rs n.
cas de Ota de linho a 40 rs grozas ni l
toes Onos para calcas a 280 rf Pr^! fe
botoes de madreperola a 60o rs' t2!
encarnados para' senhora?w'c&
liubas de marcar a 280 re., ecas de wlf!
treno com 10 v.res a 560 r^uus Z\t
SaTMKS ?"-dii;s ESAS
to coas a 13200, e outras muitissimas cousas
22lf VCnK en> muit0 barat0 rus dVoi-
rn.do na bem eonhecid. loja d. boahm.
SAO' MUITO LINDOS.
Ricos cortes de vestidos de fazenda muito
red rhed?.rted" 1 d6 ?.? osto muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor vindo da
Europa, muito proprios para assenhori t
bom gosto, assim como chitas francezas
muito linas mal.zadas com lindas cores
dao-se amostras na ra do QueimadoT
oa loja ua boa le defronle d. d. bo. fm".
PARA QUEM TEM BOM COSTO.
Na ra do Queimado n. 22, Iota da boa f
ha um completo sorlimento deTroVdeD.no
le de seda de lindas cores; aprob i tem ,nte
que se acabem que resta su com nosco
assim como chapeos do Chile muito Unos'
que se vendem por menos qu^em utre'
IECHANIS10 PARA EIH-
URO
NAFNDigAO DE FERRO DO ENCF
NHEIRO DAVID W BOWMaS A
ruadobrum.passaSdoT:^.
superior qa.lidid" e de Inri 1 !>**
donl.dM ?.ra agua -aJf! ~f,nh1 I '<*
toes; crivo, e bocea, d 3 ^,'," ?0'fr"
e.ro, niiaeifbreDre.,p,r,fB; "?'*}"!;d *">-
uhus de mandioca, ele. fi""""" ee.>villiO*,moi-
NA MESMA FUNDICA'O
modidadeem preSo. pr,,,ea,eeoro-
Bonecas francezas.
ves:iddseme"debvnecas rancez'8 "carnete
*!t>o* fttiios.
TAS.
Vendem-se bandpjas finas e de varios la-
maiihos pelo barato preco de 1/500, 2*500,
3*500e4: na ra do Queimado loja de
miudezas da boa fama n. 33.
.00*000 DE GRATIFICAfi.40.
.ien..coroel Jo. Lui Pereir. da Coala, o ao
Jone, represeot. 25 .ono, da idade, lem o, .ecou, "
sutn.ei: acaboelado, altara burra ih .'"?"'
eheio do cor,*, esbalto!^^T^SSSSLV.
io. inilromeiito. de .mboTofTIcioi, SsSlalZ.
coa.a de alfai.le por r hbil, lalm eieod. ^,
marcas de bextgas, pern.s grecas, e nellas marcas
de cicra.izes as caurilas, f.ll. com muita rnanci-
dao, levou veslido camisa de paneo azul groco
guarneedade crelo branco, nos ombros e pT
nhos, abena na frente em forma de palito: este es-
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Urlos Coelho, que o houve por heranca de seo sc-
gro Jos Joaquim de Souza daquella eidade, e foi
comprado Mo abaiw assignado aoSr. Hilario de
Alhandra Vasconcellos Junior.morador no engenho
lapua freguezia do Pilar desla provincia :
quem o pegar leve-o a ra da Concordia a Pedro
Antonio Teixeira Guimaraes, que ser generosa-
mente gratificado.
1OOsOOO
DE GRATIFICACAO'.
Auscntou-se em 28 de agosto deste correle
anno da casa de seu Sr. Francisco Mauricio de
Malta Ribeiro, morador em Bom Jardim, comarca
do Limoeiro, o escravo crioulo de noroe Fernando,
bem moco, representa ler 25 annos, com os seguin-
tes signaes: altura regular, cabellos torcidos bem
pegados no casco, ror preta, olhos vivos, beiros
groros, com falla de um denle na parle superior,
barba imperial,corpo reforjado,nadegar empinadas,
em pequeo foi alguma cousa surrado e|talvez
mostr siguas vestigios, tem os pese dedos curtos
porcm largos, he bem fallante, e corlez. Tem-se
desconfianca ter procurado para o engenho Jar-
dim, comarca da eidade de Goianna,onde o aiesroo
escravo tem seu pai, assim como tambem aparece
leve noticia que fora visto nesta capital : roga-se
por lamo as autoridades policiaes ecapilaes de cam-
po de o captnrarem e mandarem a cas. do supra-
diio senhor, que ali-m da paga a cima mencionada
ser generosamente gratificado.
I'EHN.: TYP DB U. F. DH FABIa 1856
'


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