Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07656


This item is only available as the following downloads:


Full Text


.
ANNO XXXII R. 2110
Por 3 mezes adant;idos 4$00().
Por 5 mezes vencidos 4>j500.
OlARA IE1HA 10 E DEZE1BR0 DE 185(5,
Por anuo adiantado 15$000.
Porte franco para o subscriptor.
i \<:\tuu-... \u>s n.\ subscuipcao' no norte
Patahtae, Sr. S-arsasio T. da Naimdade; Na ni. o r. Jobo
al. Pereda Jnior; Araeatj. Sr. A. da Lamoi Braga;
1, Ir. J. Jote da Olivada ,- Maranhao, o Sr. Joaqun Mar-
n*! atedriguei; Piauhj, a Sr. Doraiagai Herculaoo A. Peno.i
Cimasa; Par, Ir. JuuloiaooJ. Kimei,'aYmaionai, o li Jale-
n ate Casta.
1"
Csara,
PARTIDA DOS CORREIOS.
Ofinrla ; toda* os ria<. i 9 c nria hora* do di.
I^u.ir.<>-u, Goiaaua nnbiba: : m* -.juh--i* extaat-fofraa*
S. Aho,Benrrrua, Boai(,Oraani, Altako a Gamafcaai : > ler^a-aii-
S. LoWtfaja, l'*..-d'.lliiu, KaaaraCa, Lirnot-ir, Un-jn, "'loin. /n_'J-
ir, Florea, rHU-Bolla, Doa-VuUt Onimuv i- Ku : aaa a;riaa-r#lrai<
Cabo, Ipojura, Scriiiiirin, lo-Fotmosi, Ua, Hirr-iros, A^Ud-l'ri'U.
PiaaMicicu aXaui: tjataiaa-airw.
i > : na CorralOi pnrlcm as 10 horaa da mnula.
AUDIENCIAS DOS TUIBUNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommarcio sagundil quintaa.
delac.no lercas-feirai eiabbadoi.
Faianda : quartaa aaabbadoa aa 10 horaa.
Juizo do eommarcio: aagundaa aalOboraaoqufoiai a a Mal* alta
Julio da orphaoa legundaa quintal ai 10 horaa.
Primtira varado mal : aagundaa a iixiai ao maio-dli.
Saguodi rara do tirtl: quariai a aabbadoi ao malo-dla.
EPHEMERIDES DO HEZ DE DEZEMBRO
5 Quartocreicanta a 1 hora 7mlnuioia 48iagundoi da
11 La chela ai 5 horai 44 minuloa a aj8 segundos da i.
19 Quartominguanlaaa borat.13 minutla 48ieguntUi dam
27 La nova ai 6 horaa.26 minutos ,48 legundoida m,
(REAMAR DEHOJE.
primaira as 'i horas a ot minuloa da lardo.
Segunda as 3 horaa o 18 minuloa da manhaa.
Mujti amaikh
TRIBUNAL, DO COMMERGIO.
SfcSbAO JIIHC1A.HU EH 'Vk DEZEMBRO DE 185.
/'residencia do li.vm. Sr. desembargador
Soaza.
Kslireram preseutes o merahrosdo (rihuDal.
Julgamcntoi.
Appellante, Autonio < >n<; Applla Fot confirmada a enlenra appeltada.
Appellante, Manuel Anlnnio dos Sanios Fonles;
, Appellados, Amonio Joaquina' da Silva Csstrue
oulros.
Mandou-se averbar nu pagar a dizima eorrespon-
denle aos juros pedidos.
I'atsagem.
Passou do Sr. Heserfibargador (jilirana ao Sr. de-
seuihargadur Vill.ires a appellae.io cin que sao :
Appellanle, Francisco Fcrreira dos Passos Ja-
nior ;
Appellados, Manuel de Ponlea Franco Jnior, lu-
lor dos oiplios lilhos de Jos l'imenla de A-
guiar.
EXTERIOR.
das ha semana
8 Segunda. >> A Cor.ccicaodaSS. Virgen) Moi de Deo
!l Terca. S. Leocadia v. m. ; S. Hesiiiuto b.
10 Quaria. S. Melchides p.; S. Kulelia v. m.
11 Quinta S. Diniaio p1 S. Traso! ni.
13 Sexta. S. Sereno leitor m. : S. F.pimarho ni.
13 Sabbado. S. Luiza v. m. ; Ss. Kuslrario c Oresles.
14 Domingo. 3. do advento. S. Arcenio ni.
| ENCARREGAD08 DA SLBSCRIPCAd No SIL
Alagoai,* Si. Claudine Falco Diai; Babia* 6r. D. Dupta
lio d iJ aueiro, aSr. Joae Pareira Mirliiii.
EM PERNAMIL'CO.
OpropriaiinadaDIABlOMnoil Fliuiiroa di Taris, di la
lirraria, prafa da Indapandancia ns.f as.
O VALLE DO AMAZONAS E SEl RECENTES
EXPLORADORES.
Ttrcci'ii parle.
O lago de Tieaea.Ahuciado Ma leir.i.
llar aqni que M. tfibbon deve intervir em nosso
trabolhu. -Kecnrdaiuu-nos que esle olUctnl liulia si-
tio encarregado de recouliecer o curso do-Madre-de
Dio e procurar cerlificar-se se esle rio era idetico
com o Poras, como soslentavam geralmente no Pe-
r. Tra(ava-se de resolver emliin este problema de
i um grande rio desconliecido correndo, : mi i
a narracilo dos Indios, entre o Luyale e o lleni, e
dins>in Esle no myslerioto que M. M. Herndon e (bbou
chamam Madre de Dios, soppondo que o pequeo
rorao d'agoa assim chamado seja a son Coate, M. de
Castelnau deaigna oh o nome de Mann ; e depoi
de t* r eiposto e disrulidn numerosos (estemuulm4
em favor de na existencia, este viajante conclue as"
un : He pois qii,i-i certo que utu s rio cousidera-
vel percurre esta regito para se dirigir ao Ama-
tonas.
De onlro lado vimos que dona corsos d'asua mui
eonsideraveis, o Jorua e o I'uns, parecem penetrar
ate as (erras dos Hespanhoe. A qualqoer destes dous
nos deve-s referir o Mann ; I. :,p. (00
Tal era a queslito que M. (jibb'in devia esclare-
cer. Dessraradameute este ofliei.il nao ple adian-
(ar-aa sobre o Madre de Dios seno ate urna distan-
cia de (hola e oito leguas. O medo dos aeU^ijens
que habitara a regiao em qoe esle rio lem ana fjnle
no meio de minios ootros cursos d'agua, o obrigou a
vollar a Cuco, e ganhar um dos tributarios dn .Ma-
deira eoeleaudo o grande lago de Titicaca a passao-
do por Pag e Cocliabamba.
M. l iililinii pois nada nos pode;dizcr<>sobre a iden-
lidade presumida do Pords com o Madre de Dios
Mano. Mas diritiiiido nossas vistHs sobre .o
Amazonas, vemos que iiepois do Parus. os dous af-
Mnenlrs, qoe recebe o rio sao, ao oorle o rio Negro
a ao sol o Madeir*.
Ora, l>ena que a sitoacn respectiva dos confluen-
tes destes dous ros parera pedir luso o eiame do
rio Negro. t> depon o do Madeira, somos tentados a
nos deaviar aqu o nono* em apparaneja do plan .
qae al o presente temos seguido ir (aladar -m pri-
inetro logar a* hacia do segundo destes alllienles.
Esta modilic^r;>o nos aprsenla urna dupla vanla-
gem : o rio Kagra be o nico dos tributarios seplen-
tnonaes do Amazonas qne elige, de nossa parle um
astado circuin-t.inciadn, tonto cor casjfa de suh pro-
pria importancia, como porque fol explorado pela
|niineir,i vez por M. Wallace, cuja deacripr.iu he
.ih.'s chela ile mteresse.
Reservainlo pois esle objocto di-tinclo pira um C-
pilulo ulterior o pass^ndo immetliatameute ao Mo-
nos..i revista breve de um territorial, em o anal js
ajiaaaatt e para onde seremos esimid de voltar. A
baca do Madeiro esto, com elleito, quasi toda com-
preliendida na Bolivia, e os oulros alllueuies meri-
dionaes do Amazonas que nos restara a examinar
nos relerao a quem das lionteiras do Brasil.
Vimos que ao norte de Cuzco nasceiu as aguas do
l'cayale, e os ribeiros que se din^eiu ao nordeste,
qaese julga formar o Poius. Da mevmo rorle, tres
graios mais abaixo, ao norte de Paz, na Bolina, ve-
se correr ao nordeste muitoi cursos d'agoa que se
dirigen) ao Beni, tributario do Madeira. .Mi- entre
estas dn i" cidades, mui prximo e ao noroeste da
nllini.1, se estende o grande lago de Titiuca que
constitue orna bacia a parte e ofTerece algumaa par-
ticularidades dignas de allencilo. Este lago lie divi-
dido em duas partes pela quasi-tlha de Copa-Caba-
n.i. A parle septentrional lie a maior, lem cerca
de trila e duas leguas de comprimenlo e de lar-
gara media dote; a parte meridional que tein
o nome de (uaqui (en quinze leguos de largura e
de comprimenlo srle a uilo. S3o reunidas pelo es-
trello de Tiquina, cojo comprimenlo lie de cerca de
ama legua. O lago de Titicaca he atravessado pela
Iii.li i imuginaria qoe separa o Per da Rolivia ; as-
sim he limitado ao sul e ao sudoeste pela provincia
de Chucuyto. ao oeste pela de Iloancau, ambas as
provincia* peruvianas ; ao nordeste, a esle e ao su-
doeste elle banda a provincia boliviana de Oma-
so vos.
Nesla imoiensa lagoa, cuja supeMicie he calculada
en) mais de seiscenlas leguas quadradas vem se lan-
zar ama mullido de pegenos ros, nenhun dos
qoaes he uatavel ; entretanto da ponta sudoeste do
lago de (juaqui sahe o rio Desaguadero que he lar
roit Toussai.nt DE \ ULE.
go, e que depo's de um curso de cerca da dous
araos e meio ao sodoesle vai formar um outro lago
mu exlenso chamado Aullagas.
Segundo as informaruis obtidas por M. de Caslel-
n.u, o lago de Titicaca teria urna prufondeza mui
grande e mesmo sobre alguns pontos nao se poderia
ulcancar o fuodo com una souda de duzentas
bracjM.
M. < 11 libn ao contrario pretende que os ribeiros
que descero das monlanlias visinhas carregam urna
quantidade eonsideravel de Ierra ei He cascolho para
o lago que se enche pouco a pouco e se estrella cada
anuo mais, de orle que s pode prever o lempo em
que se dir o valle, o Uo mais o lago de Titi-
caca.
Esta lago encerra um grande numero de ilhas ; a
mais larga he a ilha do sol, onde se v as ruinas do
templo cou nina especie de mildo, com que as Virgeus do Sol
fd/.iam pilo para o inca e os padres.
Em urna oulra ilha esiao os restos do templo da
La, e os do convento em que residiam as vir-
geus consagradas ao culto desta segunda divin-
dade.
Ao sul do lago, e urna curta distancia de suas
margeos, enconlra-se a ruinas mnilo mais impor-
tantes do Tiahuanaco. Foi ueste lugar, segundo a
IradlceSo, que appareceu pelo primeira vez Manco-
Lapac, o fundador da dymnastia dos Incas. Nao obs-
tante os monumentos de Tiahuauaco perlencem o
civilisacao dos Aymars, anterior dos locas, e mui-
lo mais adiaulada que esla.
He aolirelu lo pela extrema complicacao das parti-
culormades que se reconhece as obras aymars ; os
inoniiir.enios dos Incas sao, ao contrario, de nma
grande siinplicidade e raramente ornados de esculp-
luras. O signal syiubolico do sol he prodigalisado
entre os ornamentos que cobrem as construccoes do
Tiahuanaco. O culto desle Dos eiislia com "edeilo
no Per, antes da chegada dos lucas, a quem por
ronsequencia se allriliue erradamente inuitas vezes a
su iutrodurcan ueste paiz.
Mullas eldeis e pequeas cidades eslao dispersas
as margens do lago, que abundan! em passaros a-
qualicos. Urngrande numero de minas foram outr'ora
exploradas cm sua visiuhaii(a. A inaiir parle esta
agora abandonada e os habitantes se enlregam a a-
gncullura; ciu-se enhetanio prximo a cidade de
Puno, a mina de prata de Cancharan!, anda em es-
lado de explorarlo e nulras tres ou qaatre que pro-
duziram outr'ora imineiisas riquezas.
Onanto s minas d'ooro sitalas ao sudoeste de
Cuzco, e ao norte do lago de Titicaca, uina igual
distancia desles dous pontos, M. (iibban apenas nos
falla deltas ; sua fama tinha entretanto exiliado em
M. Herndon utu rdanle desejo de as visitar. O
priraeiro de.tes viajantes nos informa somenle que
teo exploradas com grande cusi ; elle acrescenta
que ni Hilas pessoas lem perdido muilo dioheiro con-
liandc-se as descriproes exageradas lobre a liqueza
deslas minas.
O Madeira he o principal de lodosos tributarios
do Amazonas. Sua bacia, que so he excedida em
exterufo pila do Danubio ou do Ganges, pode ser
considerada como dislincta da do grande rio. Nao he
pois intil lanzar logo urna rpida visla sobre os nu-
merosos rioi oue coor.orrem para I Tma-ln. Nao te-
mos aqu sean resumir o Irabatho lia circumstao-
ciado e 13o luminoso de M. Len Tavre, publicado
como ja odisseroos. nesla revista.
O .Madeira nao loma esle nome senSo a partir
da juucrao do tleui com o Mamn) ; estes dous nos
recebem um grande numero de Inhalarlos. Falla-
remos em primeiro lugar do primciro, que coi re
mais ao oeste.
O Beni >e forma de urna mullid.io de peqoenaa
nos, entre os quars distinguimos o rio de Caz que
M. de Caatelnau considera coiuu a verdadeira foule
desle rio, he. oni lodo cuso o partir do continente
da Paz e da Moselenes aos li graos e 15" de latilude
c O!)- e 411' de lungilude, que estas aguas reunidas to-
mam o nome de tem.
K-lc ultimo recebe mais longe o Caca, formado
lo mullos pequeos nos ricos em minas d'ooro ;
depois, minios oulros rarsos d'agua, dos quaes a
ntaior parle be navegavel em canoa ; o Bni opera
sua juncrao com o Mainoi aos 10- > .U)" de lali-
Inde.
0 syslema do Mamnr he mais vaslo e mais com-
plicado ; e\i.e una subdiviso em dous ramos: o
rio i ,i .ni le ou Guapo\ e o Cuapor ou Ilenez. As
primeiras (onles do rio Grande, que lem o curso
mais longo, se acham uas monlanhasde Cocliabam-
ba aos 17- 15' do lalitade. Augmentarlo com nume-
rosos rios elle desea ao sudoeste al aos 19 graos de
latilada e (8- .lo' de lougilude passando assim mui
prximo de Chuqnisaca ; depois elle se dirige inlei-
rameule este ealeaBea os 66' He longilude junio a
Abapo e emlim volla-se bruscamente ao norte, pas-
a a dez leguas de Sania Cruz e> vai-se reuuir ao
Chapar aos 15. 20' de latitude. Foi uo Chapare que
se embarcou M. Gihbon para descer ao Madeira e ao
Amazonas : a primeira fon te desle rio he o Parado,
aoa lograos de latitude. Depois do confluente de
Chapar, o rio Grande se chama Mamor, e sobesle
nome continua a diriuir-se para o norte al a -ua
juuccaoeom o Beni, antes doqual recebe a' esquer-
da o Guaporex ou Ilenez.
O tiuap.ro, que serve de limite entre o Brasil e a
Bohvia loma sua fonte aos Vi- ;|o' de lalilude, do-
creve urna curva ao sudoeste alo aoa I.V 10'. se di-
rige depois ao noroeste, paisa em Villa-Bella de
Malto-lirosso, onde torna-so navegavel, recebe aos
\ I!l" n grande rio Magdalena, formado de doos
cursos d agua eonsideraveis, e vem-se laucar uo Ma-
mor aos II- 5|' de lalilude c aoa 07- 22" de lougi-
lude.
A reunin das agnas do Mamor e do Beni forma
dissemo-lu, o Madeira que se dirige depois;ao nor-
deste em ducivo do Amazonas.
Toes -ao os limites .Usa vasta bacia pailicular da
Madeira, que uanlia o lerrilorio mas frtil da Boti-
ilic mihi praUr omnes
liigelus rtdet.....
.Horacio.
IX
. / partida.
I ni me/, depois do que acabamos de referir, A-
dnano voltando da ci lade, onde lora fazer una vi-
sil, enciMitrou a Mr. Marlineau em uno avenida do
I-ir iim. Eram quasi qualio horas da tarde.
O Irage do maucebo conforme cm lodos os pon-
tos s lata da moda e da dislincrao franceza (orma-
va um contraste no(avel com o do morinlieirn, o
pial sahira inleiramenle de om armazem do colo-
nia. (Juem hooves'e visto o chapeo preto c a cairo
da meima cor, a casaca azul, o rllele hranco, s
lavas cor de palha e a bolas envernisadas de Foel-
rher ao lodo da I irga calca dealgodao, do palito es-
coro e do chapeo de folhas de palmeira do capillo,
teria podido tomar o primeiro por atgum joven cao-
Mi recentemente sabido das bullanles espheras di-
plomticas, e o segundo por um dos agricullores de
niilr'i.ra arreigados i Ierra da canoa, e inimigos mnr-
laea do cdigo da elegancia europea.
As-enlodo sobre um coxim de folhas seccas som-
bra da. banoneiras, Mr. Marlineau lia o Indicador
rilnnnll, uina das mais antigs gozelas do pji/., e de
nm cachimbo de barro vprmelhocom rabo de liain-
Ini. elle lirava melhodicamenle ondas de arom-s ern-
hriaadores qoe subiam ao or formando aoven* azu-
adas,
\ a to a Foelcher, o marinheiro depoz o jornal ao-
lir.i orna monta de herva cidren e de ahvop.na,
que misluravain seus perfiiues eom o erorna' do l'u-
nio colonial, e lomando om semblante grave Hisse
ao Mateaba:
Men amigo, non esqnerarno-nos de que have-
mi J partir amanboo liem cedo! (js passoteiro.
estn siiHicientniuenle adverti los ; be a acgund'i vez
que o hidiradnr anuiiucia a partida da llra/iminc...
Jo arro.mou -uas malas, ja fez suas ile.pedi.las, scus
|irepar;itiT"s ?
Adriano acenon aliirmativamcnle, o inclinando pa-
ro o lado do rapitao o tronre de uina banancira,
ahi assenloii-:;e.
I oiub.'in nlo esqu"ca-sc, lornon Mr. Marli-
neao, que havuins di: j.ml-r lm......, casa de .Mr.
I'lavet Me is seis hora*. K,|e ollereccn-lhe corlas
da recommen la.;.!.) piro oa principaea BeciKUiitea
tlns lunares par onde p.i'siremos, convm lembior-
lh"o. O momento ha favoravel. AclaalaaaMIe fazem-
se ni'.'.iei.ia de ouro oom a India. Cuino auxilio divi-
no vo-sr quidruplica'i cm pnuros mezes os ."HI
mil francos privenienti's da venda de suas merca-
dorias'... Rentan husc> com un colono milliouario. Inrnar-se-ha o olio e
lioeroso proprielarin de um uiaguifco aaganho de
,i-inir, r o rei He quindenios negros! (lo eolio
Vide Diario o. MI.
via, esobre o qual M. M. do Caslnati e Gibbonjde Sansa Cruzde la Sierra, situada a rento e sele I delles se recebem tem sido sempre Hechas envci.e- a' orna legua do forte brasilciro. denuis de um curso"
reunirara algomas inforuiacoes, que vamos resumir, leguas a esle de Cocliabamba. O departamento de I nadas. Eslas pampas lem ai lo oulros habilaules, mui extenso.
O ultimo desles viajantes exprime sobre esta bacia '
urna opiniao confoimc o Iheoria geolgica de M.
de Vallace; segundo Olla, lade o valle do Madeira
nao teria sido outr'ora seno um lago.
A parle mais occidental Heste valle lie rege da pa-
lo Beni e seus allluenles. Algumis parles desle rio
sAo navegaveis por babas ou grades jaugodas, mass
que esta cidade he a capital oceupa a exlremidade los cavados, e o gado tornados selvageus, e de que as proximidades de sua juncrao cora o Momo-
inuilas vezes se lem vislo mullidea numerosas, r, o Guapor tem nina largura que varia de qua-
Ouauto ao mais poucas regioes podem oereccr tan- tro O oitocentas jardas. Suas aguas sao lmpidas e
lo atractivo ao naturalista como as margeus do Ma- de um verde escuro.
mor, por causa Ha quantidade eonsideravel de es- Continuando a descer o Guaporc non se larda a
pecios e de variedades de animaes que ahi se en- encontrar rochedos e cachoeiros qoe impedem cora-
da hacia do Madeira ; seu clima verdaderamente
tropical he ao mesmo tempn hmido e abrasador,
larabem he orna regiao endiente para a cultura do
arroz.
Os fruclos ahi abundam, as producoies sao mui
variadas. Urna indolencia extrema caracteriaa os; contra ; a ave do paraisu por exemplo zumbe a pe- pletaiueulo a navegacoo. Os
"... ------------------------------------------------------------------- --------------------" --------------- ,..>.... |-w. .^...|.... ...i,,,.. njii.- | "... ....... a II 1 C--.1' ... .1. I.I Mil.-II
elle he em paral rneio ne casca as e onerere urna habilanles de Sania Cruz, mide o sexo femiuino^pre- as visivel. lias mesmas planicies que alravessa o los (leste genero sito as cachoeiras do (,
frrenla rpida, rv.io he navegavel para os vapores, dominava cm um ponto tal, oa occasMo da pass.i- abeslruz gigantesco em sua rpida carreira. rin ; a di-tancia fcilmente navegavel
Corre atravez de noreste) virgens habitadas por Iri- gem de M. de Caslelnau, qne esle viajante qualifica A meio caininho, entre Trinidad e o confluente ponto e Vinchula o pe dos Andas, ha <
bus selvagens. Adiase ouro sol as margeos de esla cidade de repblica da* molheres. A* inlriga
alguna de seus tribuanos, assim como a radhor i gozava eulaonao ousamos fallar do prsenlede
qualiade He quiua. Tem de larga mais de oilo- | um papel a.lmiravel em Sinla Cruz ; cada anno e-
cenlos metros em sua entrada uo Madeira. A regiao '
que elle banha he mui pouco condecida ; anida n3o
foi explorada.
A Paz, ao p da qual o I! 'ni loma sua f me, he a
capital cominercial da Solivia. O departamento, de
que ella lie capital, he o mais povoado e mais rico ;
Conloan perto de qualrncenlos mil habitantes, dos
quaes tres quarlos sSo ludios A \ niaras. A Paz esta
situada por assim dizer no iulenur de um ahysiuo
formado pelas monlanhas i pique que o rodeiam :
enlre todos estes montes se distingue e Illimani, cu-
jo cume cheio de nev e lado llorescentes aprsenla
urna visla magnifica. A visiuhaiiga deslas altas inun-
lanhas lhe procura abundantemente lodos os froclos
d'Kuropi,|ilem das producres tropicaes que cret-
cein a' seus ps.
Ahi, era algumas horas, pode-se transportar a
lodos os chiras, passar de uin fro glacial a um ca-
lor abrazador, e descer da regiao da nev e musgo
solitario pora a em que se cullivam os fructos das
zonas temperadas : a uva, o pecego, a pera a cere-
ja etc., e emlim aos campos de cannas e aos bos-
ques de palmeira, onde o sol dos trpicos lanca seus
raios srdentes.
Tambcm a provincia de Yungas, sobre o verdee
oriental dos Andas he considerada como a regiao
maii frtil de loda America do sul.
A casca Ha quina recolhnla as florestas da pro-
vincia de Yungas, forma o principal arligo de com-
mercio da Paz. Sobre cerca de quiuhenlas minas
de ouro que possue esla provincia somenle sete sao
anda exploradas, amis celebre ea mais aproveila-
vt'l he a de Tipuani. As minas de prata s3o inva-
didas pela agua. M. Weddell visilou a cinco le-
guas de Poz, as minas de Corocoro, que merecan)
urna aliento especial por esla eslranhacircums-
tancia qoe se cunverleram em minas da prala depois
de nao ter sido durante mullo lempo senSo iniuas
de cobre.
Na provincia visinha, a de I.icasica, ha trezenlas
e vinte miuas de prata quasi todas abandonadas.
Esle lado da bacia do Madeira, diz o lenle Gib-
bou, he formado de ouro ede prala ; mas lem-
bremo-nos de que esla mesma riqueza que sempre
foi explorada a cusi da agricultura e da navegacao,
he a causa do empobrecnnciito da Bolivia.
M. Gibbon conla sobre sua morada em Paz, urna
pequea ancdota que nao despiezaremos. Elle esla-
va um dia a mesa ao lado de urna seiihor mui iu-
lelligenle que lhe pedio algumas explicacOes sobre
as eipedicoes contra Cuba de que se fallava multo
nos jomaos da cidade. De repente ella vollou-se
para o oflicial dos Eslados-L'nidos "Sir E vus que
fazes aqui, seuhor Gililimi V exclsmou ella vivamen-
te : queris lambem a Bolivia '! >
O viajante respondeu fazendo sobresahir as van-
lagens para o cominercio, as cunseqiiencias da na-
vegacao dos nos boliviano-, as dilliculdades que
expehmenlariam os habitantes em pin-se em telafjto
com os eslrangeros.
O narrador ajonta qn* a aaHkhora aitprovnu anloo
sua viagem mas que lenniiiou a discussao por estas
palas/rts : Eu creiu qne os Americanos do Norte
Bovernarlo um da toda a America meridional, a
Esta propliei-M de urna Boliviana era sem duvnla
o echo do pon- mi -nii, inluuo do lente dos Esta-
dos-Luidos.
Para ganhar o rio Chpate t. Gibbon leve He a-
travetaar a puna dos Ande- c descer ao sul al perto
de Oruro, cidade que no lempo He sua prosperida-
de leve ojenla mil babilonios, e que n.lo conla a-
gora mais que qualro ou cinco mil. O aspecto das-
la cidade em ruinas hedoamail Irlsles. O clima lie
fri, o solo muilo mao M. He Culoloaa sollreo cro-
elmente sede as vsiiihaiu.as desta cidade, qoe em
si ine-mii nao lem agua polavel.
Entre Ururoe Potos, nasce o Pilcnmavn, que de-
pois de um curso de duzemas leguas ao siid'esle vai
se juntar ao Paraguay. A cidade de Polosi leve a
mesma sorle que Oruro, esla complelamenle de-
coln.l-.
Subindoemdireccaodonord'esle, M. Gibhon che-
gou a Corhabamba, que he activa e populosa (Irin-
lamil almas O valle que a cerca he mui produc-
tivo ; appelidaram-ua-o cellero da Bolivia. Ha
em Cocliabamba um grande eslabclecuieulo para a
colhe.na e curainercu da casca da quina.
O rio Mamor tem .ua foule ao sul desta cidade,
e se admita ao sud'esle por um longo circuilo al
perlo de Chuquisa ou Lucre assim chamada em
honra do fundador da repblica boliviana, de que
ella lie a capital.
Lucre eu cerra urna popularn de cerca de quin-
ze mil almas ; o passadio ah he mu caro, a expor-
tadlo neuhuma. Os valles visiuhos sao mui fer-
iis
11
legia-se ahi urna rainha de belleza.
Ao sud'esle desta cidaHe, e fazeuHo parle do mes-
mo deparlamento, se i'slrn le a provincia He Chiqui-
tos, habitada era parle por selvageus boles e em
parle por ludios mu brandas, mu ulelligiutcs e
capazes de'lornar-se excedentes rendeiros. O go- brasileiro do Principe da Reir em face do qual elle
verso que os emancipen ha vinle anuos,os comer- he semejado He rochedos.
voo em estado He seinitutela, meio prudente de Lina ranoa potie tenlrelanlo chegara' cidade de
Iransicao, que os itnpedio de tornar a caltir ua vi- j Mallo-Grosso na eslac.au secca, e como, na eslaeo
da sejvagem. das chovas, nivel do rio se eltva trila ps, be pro-
Anos, sbreos seis dias da semana, elles empre- vavel que um vapor poderia cnlao executar a nes-
gan) tresem seus trabadlos pessoaes e os oulros tres \ ma viagem. A subida em canoa se faz cm qoaren-
sAo applicados aos inleressesda commonidade sobra IU dias ; oa crrelos vao depois de Mallo-Grosso a'
as planlaroes do estado. O pueblo de S. Ignacio, i Cuy aba. em muas em vinle ei dous das. Enlre a
situado uas foniesdo rio Paragau'. Illuenle do Gua- ultima Heslos rHades e o Rio He Janeiro, ha um
por he a capital da provincia de Clnquilos. I crrelo mensal regular.
Parlindo de Cocliabamba M. Gibhon se dirigi ao' Mallo-Grosso ou Villa Bella he a segunda cidade
or j esle costeando o rio l'aracli. alirn de alcanrjar da provincia brasilea que lem o primeiro desles
\ medula, ponto em que o rio Chapar comer nomes. Ale 1S20, ello foi a capital ; mas a insalu-
a tornar-se navegavel. i bridado de seu clima a fez abandonar pelo tovenio
Nesle trajelo,elle encoulroumudas tropas de lia i provincial, que Iransporlou sua sede para Coy/aba.
dios Yuracars, semi selvagens, que pintara o corpo J Mallo-Grosso devia as explora^oes de ouro sua pn-
e enlre os quaes os broncos procuran) ii3o despertar i DMira prosperidade, mas esle metal precioso tor-
seoliraenlos huslis. A provincia de Yuracars que i nou-se mais raro cm suas visiuhani'ns, e faltara bra-
priineiros obstaco-
uajara-Me-
eutre este
.- ------, ..-de cento e
do Guapore, esli os Cayavabos, Inbu amiga, a leleuta leguas. \\i inister passar tres ou qualro
qual os Chacoboa, atinados mais abaixo sobre a I deslas cscalas pengosas aalm da alcanear o conllu-
mesma margen) do Mamor, l'a/.ein urna guerra con- ente do Beni, onde ellas tornam-se mais lemiv-ij.
linua. Mr. Gibbon conla au lodo dezesete ; a ulliraa cha-
A margen) opposla, islo he a direilo, he habitada moda S. Antonio esia' a' oileula leguas da primeira
peles iloubaray is, quedizem ser mui ferozes. Che- .sobre o Mamor. Desla cscala de S. Autonio ao
gando ao confluente do Guapote ou Iteuez M. Gib- Amazonas ha cento e setenla legoas navegaveis. O
hon sobiu esl- rio cerca desoito leguas al o forle oflicial dos Eslados-Tnidos psnsa que seria possi-
vcl fazer sobre alturas naccessiveis a' inntinda-
ees, urna estrada que alasse, enlre as cscalas de
S. Antonio e as He Goajara-ateria, a navegacao do
Madeira e do Mamor. As nulas poderiaiu per-
correr em sete dias esle caminho.que leria seasenla
leguas. Lm vapor navegando no Mamorc alcauea-
ra Hepois em qualro dias, Yiiichula, o mais alto
poni navegavel sobre esle rio. Emlim, de Yin-
cliuta a Cochabamba, ao p dos Andas haveria uin-
da por Ierra ura cominbo de dez dias. Desle cal-
culo resulla, para Mr. Gibbon, que se as eslradas
quo elle indica eslivessem l'etas, urna carresaco
parlindo de Rallimore poderla rllegar o Cochabam-
ba era cincoenla e uuj dias e a' Paz em jil. Unja
sao precisos ceulo e Hesoilo das pelo cabo Horn
para por cm cnramuuicacao commercial Paz e Balli-
more.
Ha pouca cousa a dizer sobre o paiz banhado
pelo Maleira Hepois Ho conlluenle do Beni, a uao
faz parte do deparlaniruto do Beni, aprsenla uina "S esrravos para as exploraren). Sua populacao, j er que as margeus desle rio sao coberlas de llares-
ualureza inleiramenle virgem e susceplivel de urna | eomposla quasi luda inleira de individuos livres e i las onde se ada aarvore de caoulchouc, as nozes
grande abundancia He produccoes. Sobre as mar- hoje de oilocentos a mil habitantes. Vastos panta- | do Brasil e ocacaoeiro. Vem-se lambem recalher
^ens do l'aracli, enconlra-se multas variedades de "U8 rodeiam a cidade e alnbue-sc a sua visiiihanra : sobre seus bancos de areia, ovos de tartaruga. A
passaros, lodos lem magnificas pcuiias. Viuchula,
que consisle em algumas rhoupanas de Yuracars,
he um poni cunimercial destinado a lornar-se
muilo impelanle. He ueste lugar que se encon-
tram os mercadores de cacao da provincia de .Mojos
e os marcadores do salda provincia de Cocliabamba.
Esla ultima mercadura he mu rara e mui cara
nesle paiz ; a prvacao do sal foi para a maior par-
a epidemia He que os eslrangeros sao as mais das
vezes victimas.
Mr. He Caslelnau considera o Guapor como o bra-
co principal Ho Madeira, ao qual elle da' assim urn
curso total de quinlienlas e quareuta leguas. Elle
asgnala, a' proposito deste rio, utna circunstan-
cia bem Hiena de alien. .10 : o rio Alegre, um dus
allluenles do Guapor lem sua fonte aos II graos He
te de nossos viajantes urna csusa de vivos suflrimen- lalilude ; o rio Aguapehi, aliluente do Juma e do
tos. O que se leva a Vinchula para ser trocado
com o cacio, provem dos lagos d'Ororo e de Polisi.
O cuno do Chapar he mu suuoso, continuan-
do na Jireccoo do norte ; nao ulferece em geral
tienhiim obslaculu servio mesmo a uavegac,,lo a va-
por. OChimor.qoe vem do sul se reunir ao rio pre-
cedente, pode ser subido no invern al o aldeia do
mesmo nome, siluado na allura de Vincliula.
Esta aldeia de Chimar he a capital da provincia
de Yuracars.A urna mui.curta distancia le destes dous rios, suas aguas reunidas se lancaui no
Mamor, que he o curso H'agua principal lumaiiHn
sua fonle, como o Hisscinos, prximo a Cocdsbaiu-
ha, e passando depois de urna tonga volla, a este de
Sania Cruz.
As canoas sobem o Mamor at o confluente do
ro Pira), sobre O qual chrgam aleo Puertode
Jeres.
Desle ultimo ponto, vai-se a Santa Croz caval-
lo, por um caiiiinhu que alravessa a floresli.
Sahindo Ha provincia do Yuracars, rbega-se a de
Paraguay, toma a sua mui perlo do mesmo poni ;
ambos saliera da mesma serra.
0 ialdmo raais estreilo que separa as parles nave-
gaveis desles dous curaos d'agua, nao lem, seguudo
dizem senao qualro mil melros de exlensn, de sorle
que urn canal pralicado sobre esle espado restricto
eslobeleceria una communicocao das mais impor-
tantes ende os dous grandes nos, o Amazonas e o
Prala.
Cliegaudo prximo as foules preciosas de Guapo -
r que ha muilo empo excitaran) sua curiosidade,
nosso compatriota expenraenloo, nos diz elle, uina
alegra verdaileira. Aproxirnava-se a noile ; a ob*-
ruriilode era jo completa sob a malla atravez ua
qual caminhava, bandos He macacos Hispulavam as
arvores; uuvens de periquitos entravam nos bos-
ques don lo grilos alordoadores. Etnfini um claroo
ndicou o leito do rio, onde chegou- se logo.
1 m ponto do bosque se a presen lavo dianlede nos,
fuma a viajante em ama deslas paginas pitlorescas
pie goslatnos He reproduzr ; chegados ao mein dea-
Meojos, quo perlenre ai departamento do Beni. | remos dos cavados e nos a pola moa sobre O para-
urau'oos mezes de chuva esU ullnna provincia paito para eonlemplar esle rio que corra naeiflea-
ba esa Branda porte inndale. I ao por capital a ; n.eule sol nossos p,, levando suas asnas a' regi.-s
cidade de I nn.dod, cuja populacao composla prin- daaeoaheeidas al aa que alcancam Am .zona-, esle
cipalmeii e de I mi ios se eleva a tres mil almas A' rio gigaoleseo que fermavo aesla poca, o objecl
esta cid.de noo falla aclividadc. Os Indios Mojos i de lodos os no-sos sendos,
que a h.ib.l nu sao industriosos, c He urna indili-
gencia uuiave ; amam a agricultura e sao bstan-
la habis. Su brandos, uaciQcos, mui humildes
em face dos crouloa que os tratam como cscrovos.
Tecem o ai^odaoe Irabalhara em madeira mediar
do qoe os Ouichua* e os A) moras, lecem a laa da
A Iranquiliilade mais extrema icinava nesle qoa-
drn He que e-lavamos cercados; o calor era suflo-
caut. e iionhiini sopro ogileva os ranos do sombra
floresta, que do cada lado formava altas inoradlos
de verdura. De repente I la leudo sobrepujado
a cabeca dos grandes arvores, raiosluminosos vieran)
que prodigadsou era
redor delles os passaros .le matizes mais vivas e
mais variadas. Succede-lhes mesmo aigumas vezes
por fugo a herva do prado, quaudo o vento esta' um
poucu agitado, somenle pelo prazer de traduzir por
meio da pintura os efl'eilos do incendio e os movi-
meutos animados que elle provoca da parle Ho
gado.
O aliar Ho calbedral lie ornado de e bre madeira, axeculada cora grande delicadeza. De C0IU "*** '"* volteando era redor de nos. O inun-
mais, os Moju sao naturalmente msicos ; tem uina '''" animaHn que se tinha calad por um asanle
voz agradavel e arompaiiham com a guitarra, o vio- '"?ln a descida do sol, tinha lornadoja lomar seu mo-
13o e a llaula. Emlim digamos em louvor desta Iri- v'|nen(o e celebrava ja a appancan do aslro da uo-
bu outr'ora selvagein, que as mulheres lem horror I 'e **, precipitada mudanca tiuha alguma cousa
as joias falsas. Se um mercador de pacotilha Ibes Ille 'rprendenle.... Eslavamus sos no meio desla
grandes grilos, seoiiido as ondas grandes mulli-
dea de ifixes ; os pyrilaropos illuminavam a scena,
0 as aguas que am instante onles Dio se separavam
seno por sua brancura sobre a sombra passagem su
donraram de repenle com os rellexos corlados dos
raios lunares.
Ao mesmo lempo os passaros nocturnos euloaram
ira aos arredores He Brdeos pello de Libourue,
comprar um bello campo e urna habitacAo commo-
da, a qual servir He residencia a vosss'dous, como
oulr'ora ao duque He Richelieu Com os inelhores
viudos de Saint Emil ou, com enes elixires de lon-
ga vida daremos nova tempera fores de nossos
dias e a nossa amizade, assim como o famoso gover-
oador da Guyana ilava com elles nova tempera o sua
poltica e aos seos amores. E como nos leretnos fei-
lo paro sempre celebres renHendo culto ao Heos Has
vinilimas, e fazendo beneficies aos habitantes do lu-
ear, elles elevarao depois a cada nm de mis neasas
bellas vinbas do senhor urna estatua, coja base sera
mn tonel, e rujo principal allrihuto sera urna cor-
nucopia !... Ei-a, animo, soda as velas ao venlo, e
deixa correr a galera !...
.Mr. Marlinrau tinha entilo cincoenla anuos ; po-
rn a lez mais florida reuna as p-scas de um hu-
mor sempre jovial e divertido. Era "al-m dislo ho-
rnera de eoraejh) generoso, bem como temos vislo e
llovemos de ver adieule.
Adriano nao aovira as ultimas palavms do cap-
13o ; porque desde alguns instantes eslava mer-u-
lliado era profundas relleies. O silencio que o ma-
riuhciro guardou depois de suas alegres palavras,
fTo dispertar repentinamente.
De rerlo, Hisse ?llo levantando-se, muida pri-
meira operarao commercial fui feliz Ella deve a-
nimar-me, e ludo induz-me a crer que com merca-
dorias indias hei de ler lucros ainda moiores. .Mas
e-lare longe daqui I Eise pensamenlo perlurba-me
a cabera e gela-me o sangue Van deixar a colouia i
por tres, qualro, seis mezes talvez I Esse lempo me
representar uina serie de tormentos e de aiios-
lias Poisj disse-lhe, capitn, e anida repito com |
loda a Corea r sineerdade de ininha alma : Amo'....
e son amado !... Ella assim m'o disse sem disforc !
Sun, seus labios divinos pronunciaram a palavra
mgica f.--e cnroc.ni |,lo nuble c loo pino perlen-
ce-me Este Ihesonro He grara, de harmona e He
senaibilidade he raeu !... Capilo, a estrella deseen
de sea lirinanienlo para iduuiinor-me e encantar-
me a vida !... Oh men amigo, se a afleicao frater-
nal e o dever mais sagrada n.i > me irnpuzessema tei
inexoravei de euriquecer-ire, He cerlo eu nao par-
tirlo ilaqui Nu liiu de oilo das mais uro annel se-
rio acrresreulado a cadeia que nos liga, no liiu de
oil" dios Rotangs eria niiuha nnilher !...
Mr. Marlineau liciiro atiento e pensativo.
Men charo Adriano, disse elle com aceenlo de
profunda alllrcoo, vos. sabe qual he minha opi-
niao a esse respailo : a Filhiuha 1) he boa o helio
como um anjo. Vossr lem razoo de chama-la a Ihe-
sonro. Parece que ella foi especialnenle creado
pora Inda a ternura o toda a delicia da vi a conju-
gal, para lodosos sacrilicios ignorados, para a ab-
ni icio c a dedirac.ln sem limiles. Ella ha em lado
digna de sua nobre naturexa e .le sen amor... Toda-
va ja iolerrngou voss bem seu oracao .' I'esou
c ni a liberdade He seu espirito e rom a aabedoria de
sua raz.'n o valor ih-s-a moco orpllla e sem riqueza
ao lado do lir.lho e do presligio dos HonzelLs nasci-
tlas no spo da ari-tocracia e da opulencia desla co-
lonia, e qne sao qu.vu todas como joias sahidat da
hoceliuna de uina i > '. '...
Sim, capilo-n, respondeu Adriaun vivonienle,
tniln'feito mudas vezes e maduramente essa eom-
paracn. Alera de que o que perlence a lilhinho
junio aos visite e ciucu mil francos de lucro resudau-
Esla capital,situada entre os lonquiquos tribuanos
Ho Araazooas e do Prala esla' destinada a lomar-
se o centro de um movimenlo eonsideravel desde o
dia em que as communicarocs -e liverem aberto
quer ao uorle.se se chegar a tornar o Madeira nave-
gavel, querao sol, quaudo se quizer aproveilar a
navegacao dn Vermejo, quer emlim a esle, te
decidirem a fazer urna eslrada al Oluqois e a por
assim (,.'ni luisouemc.immiiuicac.o com Kucuo- \\ -
res.
0 ro Mamnr, subndo ao nord'esle pa-sa junio
le He minhas mercaHorias, e ao meu trabadlo fuluru
us seria sulliciente a loHos dous em um pequeo
campa nos arredores de Brdeos, as jolas He que
Vmc. folla poslo que maravildosas somenle me lem
deslumhrado, e Rusange cnleva-me e Rosange com
seus rabeltoa de Peri, com seus albos grandes de re-
lelo anglico, com sua tez de selun, sms niios e
seos ps He -O pin Je. tea sorriso luroinoso, e sos
voz -urophico, uh Hosange Iraosporla-me aos cos
sobre novena He purpura e de ouro no meio He ex-
tasea e He delicias inefaveis !
Mr. Marlineau esteudeu a mo a Foelcher dizen-
do-lh :
Cumpram-se os destino) mat permtu-me
que Hga-lhe. raeu amigo, que mesmo no iulere de Filliinha he preciso que voase continuo suas ope-
raroes cnmmerciues. Somenle cora dioheiro, esse
vil metal que he a chave demudas relarOat deste
mundo e u primeiro dos hrazes uo lempo prsenle,
lie que voss poder! e devera dar sua inulber urna
posiro digna de seu grande coracao ede sua incom-
paravel belleza Creia-me, pois, arme-se He cora-
gem e He coiifiauca, e aaude a bondeira He partida
Ha llrahminc, a qual levar amanhu ao romper do
dia um pouco mais do que a riqueza de Cezar.
Adriano aperlou em silencio a mao rio capilo, e
drigio-se para om grupo de arvores, onde acubava
de ver a Rotauge debaixo das trechas de ouro do sol
no occaso, que vollejavam-lha em torno Ho vestido
como lylphos radiosos, desapparecer com um rama-
Ihele de rusas, l\ los e augelicas, que codicia em seu
passeio.
Na volla de urna avenida Foelcher vio a mora em
p junio de urna fonle, e i-u I a cabera inclinada
sobre n claro lauque que recebia os aguas susurran-
tes. Bella como Niob, graciosa como Euchans, el-
la coiilemplava-se nesse espelho de Eva com um
senbmenlo do orgulho e de admiracoo, e collucava
nos cabellos urna bella grinalda formada das llores
mais lindas e mais odorferas de sen ramalhele.
Encoherlo por um arbusto, imniovel e palpitante,
Adriano envolvi a Rosange com um longo odiar de
adrairarao e de amor.
Entretanto om sopro da brisa agitou as folhas, e
Hescobrio o deosa o novo Acleon ; porm ella posto
que um Ionio confusa curreu, cootra o que fez Dia-
na, an encontr do admiradur, e sornndo tirn dos
cabellos, com um movimenlo He rola que sacude as
pennas, um bello Ivrio He Bengala mais alvu Hn que
a nove e impregnaHo He naval e embriagadores per-
fumes.
Accede esla flor, Hisse ella ao mancebo codo-
cando-a com as propiias mos ao peito, como u s\ m- i
bolo de minha alleieno e He minha constancia.
Foelcher tomn as maos da moco, e eobrio-as de
.eipis orden les de paiiio enlliusiasla c de fervoroso
respeilo.
on.antn amo-te, Rosanga '. d-se elle, c com
.pouiio slegria dona urna parlada ninlra exislen-ia,
pora que fosses amanilla minha esposil .Nao, u mu
querida, lal feliculade nao lem nomeem neuhuma
lingua, nem racsino na do amor.
A maca nao responden. Ficou rPiiPiiliuamen le se-
ria, e pensativa, e pouco depois eibalon nm suspi-
ro doloroso.
E como jo n ulhoi do maoeebo inlerroeava eom
espanto e anciedade, ella disse fllaudo nelle leas
odios repenlinamente, innundadns de lagrimas
AJiijiin, Dos :i Itslcmuuha de que amo-u
vende urna joia, ellas fazem immedialamenle sollrer
ao objeclo suspeilo a prova do fogo, e no caso em
que esla experiencia Ihrs revella oulra cousa que
nao ouro puro, forrara o mercador a tornar a lomar
suas joias ou mesmo se vio queixar a'polica. Por
mais que allegue u mercador que o prec,o da joia
esta' em relace com seu valor, as mulheres He Mo-
jos nada naden a esta excusa astuta; querem ouro
puro ou nada, sua civilisanio anda nao scelevou a'
altura do Ruobz.
A provincia de Mojos e estende a' esle al o Gua.
por, que a separa du liras,I, e a oesle al n iten-
Nesle vaslo lerrilorio eslao disseminadas mudas (ri-
bos guerreiras e hostis, sobre as quaes os proprios
Jesutas nunca poderom prodozir a menor nnpres-
ago. Cada vez que se intenta eslobelecer commu-
regio selvascm, eos sons que nos ruHeiavam li-
nham tomado alguma cousa de tal - que nossos proprios cavados rlncharam e parecern!
inquietos o menino a-suslado se poz a chorar e
aperlou-se fortemenle conlra mim. t.'ma hora ile-
pois, os gritos de nossos almocrevcs se Dioram ou-
vir, e nao vimos mais, no que tanto nos tinha cuni-
tnovido, Ho que urna scena ordinaria da vida dos
busques. Caslelnau. I. :i, pag. 59 e (0.
Os principaea allluenles do Guapor, al sua reu-
nin com u Mamnr, 1,1o : n Paragau. que desee das
niissoes de Clnquilos, e cajo curso he de perlo He
eleula leguas; o no Baures, que sahe mesma re-
gan e nao cahe no Guapor senao a' urna pequea
distancia do forle do Principe Ha Beira ; emfnn o
Madalpgnn ou Donamos qne, nasceodo a.i sul dos
nicac.lo com esles ludios, as primeiras resposlas que dous rios precedentes, nao opera sua junctu senao
medida que se approxima do Amazouaa, as margeu.
do Madeira se elevara e tnrnam-te mais oproprtadas
a cultura. A margein oriental he geralmenle mais
alia que a occidental.
Em resumo, a baca do Madeira cooslitae a re-
gan mais exlensa e urna das mais feriis du valle do
Amazonas. Hoje estos bellas planicies eslao ainda
lucullas ; a vuulade Ho hornero anda n3o se apro-
veilou das vantsgeni raagnilica que lhe faz aqui a
naturexa. lia verdaile que esta tero por assim Hi-
zer sellado esla regiao maraviihosa, como senao
quizesse que sua conquista fosse muilo fcil : os cas-
calas do Beni e do Madeira. pedem esforros inlelli-
genlcs. So o genio c a industria pdenlo quebrar
esle sello c abrir um livre accesso para eslas terral
privilegiadas.
A Rolivia presa oesle pelas alias muradlas dos
Anclas, e a qual por cnnsequenci.i he interHirla loda
communicarai) com o Pacifico, n.io leui outro meio
de escapar n esta Hloacgo, que a mata senao a nave-
i-'acao He seus rios, que lhe farao alcancar o Allan-
lico. ao sul pelo Prala, ao norte pelo Amazonas.
lima era brilbante se abrir para esle Estado,
desde o dia em que elle poder vencer os obstculos
que se oppoem a seu Heseiivolviroenlo. Compele-the
lulgar se pode s por si emprehender esla obra, que
exige alto grao de iotelgeucia e de forras. Alm de
que jo ella fez aos capilaes c aos bracos europeos um
appello que circurealancial falaes lem tornado vao;
he de presumir que boje a Europ respondesse de
oulra surlc a um appello leuMlbaote, se a Boliv
apiesenlassu sol o asperlo pohlico a seguranca e
Uanqoillioada quo lUa imn fallada ala) o prtsaala
" () no NoRroO l'oupi's.
-.uliimiis agora a embocadura ilu nu Negro no A-
mazouss, islo he, a trila leguas cima da .lo Ma-
deira, que acabamos de explorar.
O Negro, lie, em seu conlluenle. 18a largo como o
mesmo Solimts ; M. Herndon calcula osla largu-
| ra en duas militas. O que aspante suhreludu u via-
jante o entrada desle rio. he a cor .los aguas que o
leneuip inglez Uaw, tinha joslamenle romparado a
Ho marmere negro, o "llicial americano aosasse-
gura que esla eonparaei nada ten de exagerada.
Ouonloa M. Wallace, que peiietrou Huraule a uoi-
la no rio Negro, elle sejulou transportado s aguas
doSlxx, quando pela nanitas fine indo os odios em
redor de si, vio-se roleiado He umj agua o loo ne-
gra como a tinta de escrever. r. Recolhida em urna
garrafi, a agua do rio Negro, he de vermelho escu-
ro ; quando elle lie pouco profundo, cobre uro
banco He areia, cuiuraunica a esle uina cor dnorada
mui notavel.
M. Wallace altribue esta cor negra a dissulorAo
das folhas, raizes e oulras materias vegelaes too
abundamos nos ribeiros tambero este rio he raudo mais negro anda em suas
fontes, do que na parle inferior de seu curso. Car-
los allluenles como o Cababiins co Maravilla, lhe
trazem depuis agnas brancas ; entre elles se distin-
gue sobretudo o no Brauco, cujas aguas lem a appa-
rencia dn leite. Nao obstante, a janelo desles nos
nao basta para mudar a cor no rio Negro, que mes-
mo em sua embocadura merece bem o seu nome.
Sobre a margen) esquerda do rio Negro, a qualro
leguas de seu conlluenle esla Situada Barra, capital
da nova prnvmcia du Amazniias. A popularan det-
la cidade li de (res a qualru mil almas. Reina ahi,
segundo M. Wallore, urna itmnoralidade revollan-
te._ As imc.'i> sao mui raras ; no raez de m no de
IH'rl, hovia ah una verdadeira fome nroveuienle de
ler naufragado um navio que (razia du Para urna
carrejaran de vveres, e de que ntsla estacan o cres-
cimeiilu du rin, a rapidez de sua corretile os venios
contrarios retardan inulto a navegacao. Assim gra-
pas a indolencia dos dmeos fallava po na paiz mais
ferlil do mundo.
lm pouco cima da Barra, o rio Negro se altrga
cousideravelmenle e forma em mallos lugares ha-
exlre,iiamenle de que nenlium onlro fez nem fura
[i.ilp l.ir-me u corarlo .Mas, Dos lambem sabe que
ea preferira renunciar s sua alfeicoo, qoeeu lhe di-
a : oEsqueca-se de Rosange !a se voss Hevesse
neu respeilo!... Ah meu ami-
ser Hcsgrocado pnr
go, cuidou por venl
iio-uie respoosavel
condemnou-me ao
morle, mas qoe me
ao esteja denlo de precouceitos, nao conhere esse.
I. sers,ininha amiga,|isnngcada como limo rainha,
respailada como urna santo, admirada e louvada
como o anjo da virtude, do graca e da belleza !
l'oelcker linba vinle e cincu iinus ; Rosange vin-
ura uessa lei lerrivel da sociela- la : tanto pora o liomcm corno para a inulher he a
deque rhama-se o preconeeilo.s nessa le que lor- ida.le das moiores e mais vivas sensares.
Iransportada de alegra e de reconhecimentn a
muca aperlava as maos de Adriano com forra febril.
Ipersegair ale o Inmuto, e mal-1 Ambos suardavam um silencio mais elnquenle du
pelo capricho do acaso, que lulo
nascimenlo para absolver-me o
meus descendentes';
se da gente de cor,
cara enm urn ferrad He repruvaeoi ale o ultimo dus que palavras. Seus corares palpilavam cun vio-
Nao sabe qaeperlpucn a das- i lencia, e nu estado de exadacao era que se aclnvam
que uo da em que lossemos ca- lendn o odiar confundido em um mesmo rain, um
asdos, VOts Uo nuble, l.lo rico da couheeunenlos, de metino lioido magntico, senliam seu amor Iradotlr.
** ** -*- ----* UU. J uli.. 1 O^.____._:__..__ j.__. .
e anida com mais verdade por tongos hyniuus inte-
riores de transporte e dejexlase .'
De repente a menina que o leilor vio um Inflan-
te 00 decurso desla narraran, appartceu no hm d;
avenida, fazendo rolar um arco, e seguida pela cria
da Olivello.
Avistaudo a Rosange a menina correu para ello,
laucan lo-sc-lbe au pescorc, e abracou-a com efu-
sao.
Era a m.is linda menina que poda-se ver : riso-
nda a rosada ella tinha feiees de extrema delicada-
um berro He vinel c no-l.i Irouxe logo. Entre as
ronpinhaa de cassa ricaucule bordada vimos um pa-
pel, em que eslavam escripias estas palavras, cujos
caracteres traillara imlubavelmoule urna mao femi-
nina : i Esla menina chama-sc Erania. Tenliam
piedade della. e lamenten) sua mal, a qual jamis se
cousolara de te la deixado.o Mea pai guardou esse
escripto com a moior procaocao em nina carteira
que agora anda esto na cmara que elle habitava,
maurluu que a eogeiladinha fosse bem tratada, e An-
luriina leve para com essa infeliz os raesmos cuida-
dos e a mesma ternura que me prodigsllsava... De-
pois da raorle de ininha velha Sinnaine e de meu
pobre pai Emma licava ssinhl no mando! Poda
eu abandona-la, Adriaun Nao Demais eu ja li-
nda-lhe ganhado urna afleirilo sincera. Jurei ser pa-
ra essa crealura ahaodnnada ao mesmo lempo urna
o Mi, e urna irmaa. e hei de cumprir minha palavra.
-i Voss he duas vezes grande e caritativa, Ro-
sange, disse Adranno. obrando como dantes ainda
quando conliccia os pas de Enimt. Mas com pruden-
cia nao poderia decill-lus a participar ao meuos dos
despezas de seu Iralamculn e de -u.i edicn-oo.
Eu nlo qui/. dar pisaoi pira is-u, respundeu a
mora ; as suggesles do amor proprio, da falsa ver-
dislincrao, e de fuliiro sena rcpellido dos salei e
dos reales da arislirracia colonial, paasaril por me-
nos honrado que mu lacaio brauco que nln livesso
coiitrahidn um casaiqeulo desigual'!... Oh l Adriano,
rogo lhe que rellicla religiosamente em ludo islo ail-
los de cuidar em desposar-tne E se sua nobre Iron-
a Bao poda curvarsse a hunnlhaciio e ao pii, eutao
promelta-me ler coragera e vencer esse amor. A pu-
lir Rosante lhe sera agradecida, e a seu luruo lhe
prometiera nunca amar a uulro senao vuss, c con-
scrvar-lhe seo coracao at o ultimo su-pro.
Bem que nessa ipeca o preconeeilo colonial fosse
muilo mais iutralavel do qne he prescnlemenlc : to-
dava Rosange exagerava-o cammovida por um seu-
limenlo de nr^ulhn e de dr bem natural.
Desde leUO iid snmenlehrancns casados com mo-
flieres de cor, como lambem homens de cor rece-
bian mudas vezes. quando eram bem enneeiluados,
convites para os jallares e os bailes dados por fami-
lias, que pertenciam a aristocracia colonial.
Ao menos era assim na Iba da Reunan.
He verdade que elles ostlnhan-ae frequenle-
nieute de la ir ; poique mudas vezes os convites i:,io
compreheudiain suas muflieres... E musa eslanho e
cunos;, esse rigorismo pralicado para com as mu-
lheres de cr, e proveniente do impeli das mulhe-
res braucas sobre os mandos, desapparOCia quando
esles queriam jautar sem ceremonia e serviudo-se das
raons em vez He garlos.
Eulao as mulheres brancas vislavam amigavel-
menlc as He cor ; mas nao as rerebiam em sua casa.
Rosanga exagerara lambem as cousequeuciaa Ho
preconeeilo eslendendo-0 al ultimo descendente.
O precunren i-olava-se.quando uina aivure geneal-
gica, que tinha na raz sangue j>rel<< ou mis/arado,
havia-se transformada pouco a pouco na quarta nu
quinta geracoi por alliancas braucas.
Adriano perturbado ao mesmo lempo pelos qnei-
xas delorosss e pelos elementos de casto amor que
saltavam do coraran do moco*envolve-a opaixnno.l-
menle com os bracos, fa-lo asseotar-aa sobre um
banco de relva collera.lo junio della a beira de urna
avenida, e disse-lhe rom um aceenlo Ho ternera e
de eloquencia inlraluzveis:
Miihj Rosange ajorado, quero proleslar-la Hp
! Nao, minha joelhosque ncnhuin precouceilo, neuhuma lei, na-
nliuuia forca bumsni pode allenuar o amor linroeu-
so, a admiraeo enthnsiaslica, o respailo sem I mi
Ips que na inspiras, s Hileli 1 ido que te jure .
Rogo-ie que leahas !' o confianza ue^us palavras :
" Adriano be para sempre leu oseravo o Alm He
que a disidieron do- ia-lo- que resuda sempra do
iiascimenlo da loda a soeiedade, deaapparecer cedo ondem al sobra o tecla do coso -. l-ol all "que nma A familia do negociante, o nual peder redo a i
ou tarde dos co.lurnes coloniaes, nSo he osla Ilha que manha i oa vagido) de urna crianea allrahiram o Iher era mu pequea. Compiiidia-sc de HonrinneU-
haveraoi de hahtlar, ha a lrauca, a qual bem qne I Em) roa. Elle vio-i cuidadosamenlo dedada einisua lilha e l.uiz I lavel, eu sobriuhu
za, albos grandes e azues, lez alva e diaphaua como gonha, do iuteresse, lerlamcompromellido ludo. Ti-
ve razit, porque sub divcisos pretextos a mai lem
viudo ver a lliinha, lem-na cobertn em segredo de
caricias, e re lagrim a casa explcudida em que ella nasceu ; e talvez que
algn da o senlimenlo maternal prevalecer sobre
o da noca bella, rica e requeslada... Mas quer assim
acontara quer nao, serei sempre a mes.mo para a
pobre engeilada.
Rosange calou-se... e Adriano cnntcmpliva aioda
enm enihusiasiuo a mora, que acahava de moslrar-
Ihe como a cousa mais natural Inda a opulencia He
seucaracler.quandu chegou o copilao Marlineau rom-
lamo que meu pai e eu ; poi- nao supponhu que al- pleloinente Iraosforroado, vestido do prelo dos ps a
iuem possa ser t.io injusto e tan cruel que faca pesar I cabera, e calcado He luvas novas como se fosse o al-
sobre orna crealura innocente a responsabdiHade da | guma fesls nup.i I.
falla Haquelles que abaiidonaram-ua. Oh meu amigo, vnss esriuece.se Hisse elle
Porem, lornoo loelcher, nenhum signal, ren-| Hirlgin.io-se a Foelcher. lle preciso atgum Idyllio,
non, indiciu tein-llic Teiln descobrir oic hoje os pas | mas nao muilo. Veja, a.cresceiilou consultando o
des-o pequea : i reloglo.so seis horas! Mr. Flavel Orar inipacienle,
Durante muiln tempn, responden Rosange, es- assentar-se-ha a mesa sem nos... Eia uo perca
liv- a esle respeilo na mais completa ignorancia, mais lempo !
leora lenbo nma desconflanca... tenho quasi ccrie- Adrianno promeiieu a Roaagne vollar am pouco
aa... Sim, conheco a mai della ha quasi dous anuos; | mais cedo. Muduu o falo, c reunio-sc ao capil.ia, o
mes, aecreseentoo, pondo a mo sobra o coraran, qual e-perava o jonto Ho porlSo.
nanea e-e segredo salina daqui, nunro ero dedo- Mr. Ambrosio Fl.net passava por um dos negoci-
i.i.lo a ningnem, nem mesmo a vosse, Adriano, antes maisn.....do logar. Tiona limitas navios, era
Men pai anles de marrer fet-mc jurar que ee fica-1 consignatario de moiloa ootros, potsuia no liiiornl
nu mus todas as vezas que se tralasse dus paisdeldo Indoilio casas de commereio filia
Emma,
a He uro rhcrulnm, e cabellos lauros e lusidos que
vullejsvam ao mais leve sopro de vento.
Yai continuar leu briuquedo, meu anginho,
disse-lhe a moco, depois de ler-lhe abrarado as
faces.
A menina lornnu a lomar o arco, e sempre segui-
da pela negra desapporeceu logo no volla da avenida.
Como voss he boa, Rosange I disse Adriano, e
Iu ii.lo aquella menina devara ler-se por feliz He
bavar sido reculliula e educado assim por voss!
Meu Dos. espoiideu a mofa com ailmiravel
simplicidadc, qualquer'outra pessoa (eria feito outro
Iralova-se
hiaa que tem una largura de 8 ou 10 milhaa. Mais
cima ainda elle se divide em mudos ramos semeia-
dot de ilhas, o chega a urna largara lotal da 6 ou 7
leguas.
Algumas deslas ilhas tem tO ou 1-j laguas de com-
primenlo, Subiudo par espaco de urna semana, M.
Wallace encoulrou rochedos isolados, de um aspecto
cristalino, pouco depon na embocadura do rio Brau-
co, elle te a*huu eio presenta de verdadeiros rocho-
dos de granito, dos quaes muilot oflerecem curiusas
lisuras de homeus e de animaes escolpi^ai pelua la-
dios em urna poca qoe se nao pode Heleriniuar.
As ilhas e os terreuusde olluvi.io reapparecem de-
pois ; mas no fim de nm mez de navegacao a for-
maro de graniln domino de novo, os rochedos tor-
uom-se mais e determinam, no ledo do rio, lurbi-
Ihees e cscalas. M. Wallace alcaucou as primeiras
cscalas grandes do rio Negro nu quiuquagesimo dia
depois de sua partida da Barra.
Ai mais pengosas se acham em face da aldeia de
S. Gabriel, nesle lugar, o rin se estrella, urna ilha o
divide em dous braco- mui apertadusonde a crren-
le adquire urna rapidez eonsideravel. Foraru pre-
cisos qualro dias de esforjos para subir eslas casca-
las que embancan um cursu de 10 legoas. cima
esi u Confluente du Uaups, rio que nenhuroEoro-
peu tinha explorado antea de M. Wallace. D'ahi _'
dias de urna navegacao calma uo Negro, couduzem
a pequea aldeia de Guia, que servio de e-iaeoo ao
n.ii.ir li-i.i ingles uo iutervallu de auas diversas e\-
ecuces. A primeira, que mencionaremos he a que
elle execulou era um rio chamado Isanna ou anles
sobre um de seus pequeuus allluenles, o riu Cobali,
alim de alcancar uina moutauha oude elle procura-
va adquerir o magnifico gallo de rocha.
Depois de mudos dias de viagem, ao principio cm
canea, depois a p, alravez da floresta, sobre ara
solo chelo de raizes e de truncos H'arvores derruba-
das, chega a raoutanha ou serra de Cobali, qoe he
singularmente eorapusla de urna mullidao de cabe-
roa puntudos e enlalhados, coberlos de verdura.
lle nu raeiu desles rochedos bizarros, difliceis de
subir que o bello passaro, l.lu ardentemeule seguido
se inuslrnu emlim no esplendor de soa brilbante
pluinagem, brilhava cumo urna chama, diz o euthu-
slasli viajante.
Da mesma sorle que os monakius, os gallos de ru-
cha lem u cstranho cuiturae de se raunirem a larde
em cerlos lugares de ura asieio perfeito para se en-
tregar ao prazer da dausa.
As femeas e os gallos pequeos s3o severameule
excluidos desles diverlimenloi mui cereraoriosos.
M. de Caslelnau assislio a ura baile desle genero,
prximo ao Rio de Janeiro, mas ahi os daosadores
erara mauakius-tigs.
As quadrilhas execuladas pelus gallos de rocha
do rio Negro, no sSo menos curiosas. Esla expe-
dic.io que Hm nu neve dias, valen a M. Wallace urna
du/oa desles meu liccs passaros, e alm distu duus
bellos lioguos, mudos manakios de manto azul, e
alguus mili is animaes igualmenle interessanles.
A parle mais nova da descripcilo de M. Walleea
he a que diz respeilu au rio Uaups, coja junedo
com o rio Negro se opero, nos o vimos, enire as al-
Heias de S. Gabriel e Goia. Elle subi duas vezes
esle rio, cutan desconliecido ; a prime-ira vez uo co-
mero de junhude 1X51, ua poca do creicitneuto das
aguas ; a segunda, no mez de feversiro de 182.
Resumiremos os apoutamenlos chtidos neilas duas
expedirles.
O I'aups aprsenla cachoeiras mui numerosas, e
de urna pssngem perigosa. Encontra-se a primeira
correnle depois de nove dias de navegarao subiodo-
se, e antes de chegar a una aldeio chamada S. Je-
rooymo. A largara media Ho rio no quasi triplica
da do Tamisa, cm Londres, e uo lempo de elida bs
mu profundo e de uina correule mu rpida ; mas
uo lugar que acabamos de iudicar elle se acha de re-
pente aperlado em urna garganta estrella, cuja iar-
gnra apenas iguala a do arcu do indo da ponte de
Londres.
Comprehende-se rom que rapidez esla massa d's-
L'iia dsve-se precipitar enlre daos muradlas de gra-
niln lao approximadas ; sao ora lurhilhet, furmau-
do pegos immensos, ora vagas semelliaules as du u-
ceano, elevsndo-se a quarenla ou cincoenla ps de
allura, como se fussem lonco las pela forja misterio-
sa de alguma explosao sub-mariua. le intil ac-
crescenlar que neuhuina embarcaran pode alfronlar
eslas aguas furiosas, e que os ludios depuis de ler
descarregado a canoa, sao obngados a Iratispoila-la
a oulra banda.
A :i ou 1 dias cima desla casula perigosa, est
Situada a aldeia de .luanle, que fol o lmete da pri-
meira viagem de M. Vallace. Maii alio, recomme-
cam as cscalas, o curso superior do Uaups est se-
mejado iMles ; por isso o viajante nao pode aubi-lu
senao com extrema lenlidSo. Para passar una des-
las cachoeiras chamada Carur,nlo furara mudos o
estoicos reunidos de > homeus lullando coulra a
crrente. M. Wallace chegou assim al a aldeia de
Mbcura, situada aos 11 giao de longilude oesle ule
Grcenwich.
l'inha-lhe sido preciso passar ao lodo por O cs-
calas, grandes e pequeas.
Desle numere, eram simples correles, que se
consegua navegar puxando a canoa pur meio He um
cabo comprido ; 18 eram perigosas e exigan) que a
emhiri'ac.i, fosse em paite descarregada ; emfim tJ
eram 13o elevadas e lao violeulai, que a caua de-
via ser levada sem carga por cima dos rochedos.
Segundo us apuularaeulos recolhidoi por M. Wal-
lace, pode subir o I aupes durante 8 dias a partir da
Mucura sa eucunlrardilllculdadealgaras ; masa es-
ta distancia se achara as cachoeiras de Jaropan ou
Ho liado, mais lemiveis aiuda que tudas as prece-
dentes.
A -.me Ho paiz ler-se adiantado VI uul dias ci-
ma deslas ultimas cscalas sem obstculo novo. Af-
lirim, mais que o rio ii.iu deixa de ler urna grande
largura, que suas aguas sio da mesma cr que as do
Sjluuoes, que us Indios que o habitara possuem fa-
l.uiz que tinha triiila e Ires annos de idade pouco
mais uu meuos pareca Irabalhar ua casa de com-
mereio Ho lio ; mas na realidade gozava em demasa
da vida de solleiro, oceupado na Reuuiao sobreludo
nessa poca, pela paixo da cara, dus cavadas, das
armas, dos theatro, das bellas e do jogo. Nesse lam-
po havia em Saint Dinii numerosa suciedade de
mancebos alegres,amigos de convivencia, de elegan-
cia e de prodigalidade, que pareriam a repie.-eula -
c.lo de um dos restos do serillo XVIII no novu. Luiz
Flavet que nao era fallo de espirito fazia-se notavel
pela dislincrao de suas maanas, e pela sua belleza,
era um dos astros mais inquietos e mais loucosdessa
alegre e brilhanle pleiada.
Ileoriquela Flavet tinha vinle e dous a vinle e
Ires annos, e era mui formosa, bem que o l>po de
uo pin -i momia seafaslasse um pouco do de crioula.
Era loura, de odo, azues, estatura mediana, esvelta
e delgada, como as moras representadas as vinhe-
tas inglesas. Ao prestigio que d.i i as riquezas ella re-
una um espirito cultivado e maoeiras disuadas e
graciosas. Por isso era mu gabada e requeslada pelos
mais ricos mancebos da Rsuniu. Mas llenriquela
repellia a lodos com grande obstinarlo.
Correr algum lempo pela cidade um boato a esse
respeilo proveniente da lagarelice dos criados, os
quaes anles quereriam ser enforrados do que calar-
se, mas esse boatu comerava a exiioguir-se. llenri-
quela, diziam, nan eslava alegre e churtva frtqueu-
temente : ella linda ura amor contrariado, amavu a
um crioulo neico, bello, nobre, eaprilooso, mas po-
bre e Hesapiedadaroente rejeitado por Mr. I lavel.
Tal era o motivo d.i invencivel repulsao que lhe ins-
pira vam os oolros prelendeules.
A familia Flavel nao linda origera pura : soa ori-
gen) era meio malabar meio hollandezB. T'odaviu n
s moi liuguas faziara inencoo disso ; porque ao be-
neficio Hesle proverbio de eterna verdade : s Nin-
gnem ha prophela em sua Ierra, a ajun>.a\a-se para
a familia o da quima gerarao. aendo lodo realzado
pelo bruta redemplor da fortuna.
Adriano, a queui Mr. Marlineau apreseutra dcide
o iim de sua cnnvale-ceura ao negucianle, ao qual
a Brahraiucera consignada,fora mudo bem recebido,
sesonde o inviolavel coslume cnuulo. Di-puis ella
fora iudos vezes visitar a familia Flavet, e uu da
do salar a que nos o vimos ir com o cap tao, apeiar
Ha amabilidade dos donos da casa, apenas iler.un no-
ve horas da noile, elle sob pretexto de ucgocioi ur-
gentes pedio suas cartas de recoinmcnHacao, e des-
pedio-sa aflu He vollar pora onde eslava Rosange.
I tiste e pensativa a ni i esperava-o a janella.,..
Serra supeilluo fallar dos leslemuiihus He amor castn
e inliiiil.i. He dedicacoo o Ha lidclulade iualleraveis,
e un umluxo om permita harm.......rom suo irpu- I que foiou. irocados e'nlrc os Houi .un.-.nles, das pro-
mos -iner as oulras circumstan-1 Uc3o. Entrego va-se muilas vezes especuiaces'
loruou Foelcher. Voss pro mais arriscada oinaia laucas, porcino hm viuba
sempre ; isliliear os mcios, o liona evito eoroava in-
em puaros palavras, diste a | variavetinente suas empreza-.
n i> (le *u.i lllaSl nu .'
meiteu-noe Hll.l-I.l-.
\ i-c i- MbCI l'
messas reiteradas de escrc\erem-sc Juiantesua au-
sencia.
I. quaudu He manhaa foi ''\o pelo capitao o sig-
nal Ha partida,as paUvias que com us odios banda-
lla Rotanke que euviava um novo adausa Fosl-
rder e a Mr. .Marlineau.
t'onliiii'Ur-se-lii.}

.
.



ca, moedas e ponchos bespaulines; eniuin, que e a
percebe iiumensos campos que boOMnt a (avallo, e
gado percorrem. Esta pailiculaiidade* parecen
domoustrar que o Uaops I. m su* fonle lias vastas
planicies que se Mlendemalo ao pe dos ndase inais
alio que o punto onde, sobie mainr parle das Car-
la*, tola indicado o Desciment do (iuaviare. Ovla-
janie inglez peina amia que rio Acari e alt-uns
uniros, que vem de urnas 30 lesoas ao mil de Bog-
la, nao san tribuanos do (uaviare, como o repre-
eulam lodM as cartas, m. sim do Uaups. Pleito
cuso seria millar reauar desle lado ot limites da ba-
ci do Amazonas al 20 leguas de Hocnt*. Ela opi-
ni,i.. he larobem conlirmada pela* narracoea dos In-
dios de Javila, aldea do alio rio Nte.ro, o qoaes so-
bam o tioaviire lodos o annos nn lempo de verlo,
e allirmaru que ele ullimo curso d'agua nio lem miia
de 100 jarda de largura em sua parle auperior, e
que din se enconlra co|lin.s, e o limite da lloreila,
enlrelanlo que o laups, no mais alio poulo a que
e lem checado, tein anda urna largura que varia
de um qoarlo de roilha a urna inilh".
t,Mde principio da sua lem-aito nesle rio, M.
Va|lsce se achoo no meio de Indios, verdaderos l-
Inos da floresta, cojo aspecto Ibe pareceu hem dille-
renle do das Iribus menos civilizadas que ella Imlia
visto al ahi. Os homens sobrtludo eram nulaveis
pela casqailhiru de seus ornamento?. Sua rabel -
Mn separada com cuidado sobre o meio da cabera,
*a reouia atraz ein urna longa cauda forlrraeiile
apenada, em redor da qaal se enrolava um corda*
jeito de cabello macaco. Sobre o vrtice eslava
lito um peule eiigeunotauenle fabricado de madeira
de palmcira e cipos, e ornado de pequeos tufos de
pennas de tucano, lias o objcrlo considerado como
o man precioso por estes selvagens he urna pequtna
pedra branca opaca, e de formas cylindrica, pulida
como marmore, e que he na realiiiade qaarlz, im-
|ierreitamenle crx>laliaada.
KsIm padres lem de qoalro a oito polesadas de
comprimenio e orna de dimetro; sflo redondas e
achatadas n doas eilremidades, e fnradas em urna
deltas, alim da que pnss.nn ser suspensas. Com
raeioa de (rabalbo 13o alementares, como os de qae
dispoem estes Indios, he inisler annos para dar a es-
las pedras o estado de perfeicao que deven) ler.
A que trat o chefe ou lusitana, como signal de sua
autoridade he de ordinario maior. e he suspensa ho-
risonlalmenle sobre o peilo, de sorte que deve ser
traspasada em todo o seu cnmprimenlo, operario
qne absorvo duas vidas inlciras. As mesmas pedras
sao Irazidas de moi longe, provavclmeule das fontes
do no, ao p dos Andas.
'.loando esiao de fesla, o que Ibes sacrode mili
frequenlemenle, estes Indios pininm lodo o corpo ;
ellos se serven) principalmente das cores negra, ver-
melha e amarella para Irarar figuras regulares, que
sao ou qua.Irados oa losanges.
I'ro li-alisam lambem as pennas, de que fazem
orna especie de coroa.
Alguns lem a felicidad* de possuir collares de den-
tes de liare.
Nao tem barba, e he mu nolave! que enlre elle.
* imitaran da naloreza, o sexo mascoliuo se ap-
prnpria de todos os ornamentos c cores mais brilhan-
"* yoarido termina a fesla, cada familia vem dis-
pedir-se do chefe, os anciaos trazenrio flechas e es-
codos, os mancebos armados de arcos e de fl-chas, e
as ii-.ulberes carregando seas Albos e utensilios de
rasa.
O principal alimenlo dos Indios de Laups lie o
pene, qoe M. Wallace achon de um goslo delicioso
bem superior ao das oolros rios do gloho. fazem
excellenle pao de mandioca, ("rrandes formigas
brancas e vermes compe para elles om manjar mni
procurado ; levam algumas vezes a golodice a pon-
to de as faier cozer com o palie para o aduhar. Fa-
bricara licores mol agradaveis com os fruclos de
.muas especies de palmeara ; consomem subreludo
una quanlidade cor.sideravel de mandioca para ob-
I" l,cor fermentado que elles chamara raxiri ; esta
bebida favorita he o acompanhamenlo indispcusavel
de anas (requemes reunies alegres.
Em Jauarite, o viajante inglez euconlrou um lus-
liaua que Ibe aeradou moilo, por om cerlo ar de
digoidade a afTabilidade. Era, demai., om princi-
pe de urna rara opulencia ; pos-uii orna p.nlalona
e orna camisa, que vestio em honra dos estrangei-
ros; mas elle se absleve de Ibe mostrar seos thesoa-
ros, que passam por ser consideraveis: sflo denles
de tigre e plumas, despojo glorioso lomado durante
a guerra aos Mucos a a oolras Iribus dos rios visi-
nhos. o temor de ser forrado ou tentado a vender
por qualquer engodo estas riquezas opimas, Ihe Tez
adoptar a sabia polilica de as sublrahir ,is vistas dos
brancos.
vv "cRoci"nlc brasilciro que arompanhava a M.
le Wallace. Ihe asseglirou qoe este lusbaua lao con-
siderado era, alem .lisso, um dos maiores velhacos
Jesla regan, e que nflo Ihe qniz confiar suas merca-
dorias i crtdiio, como a muilos oolros caciques.
Siempre elle se porlou astutamente para com seos
hospedes. Sendo expresso pelos viajantes n desejo,
elle se apressou a enviar seos visinhos um convite
para ama grande festa. Trepararam logo o caiiri,
as mulheres foram ajunlar madeira na floresta e at
raparigas tarar agua t,i. rio. Ao mesran lempo os
mancebos procederam a seos ornamentos ; elles Ira-
raram coroas de plumas, ,. Iizeram correr sobre o
corpo o sueco negro oo vermelho gens servlndo de tintura.
As Indias pinlaram-se moloamenle, Iracando so-
lire seus rins e pellos circuios oo simples liiihas cur-
vas, e mosqueando seus semblantes de pequeas
manchas de vermelhfio. Acabado seu rnalo, estas
bellezas, artsticamente piuladas, se pozeram ao ser-
vir de seus esposos e de seus preferidos, e os ajuda-
ram as mesmas operarftes ; estes se conaervavam
em pe ou asseolados. indicando elles mesmos as li-
nlias e cortarte soa escolha.
.loando todos eslts preparalivos se lerminram,
ora do por do sol, o lusbaua mandou aos hrauecs
nm mensageiro encarregarto de Ibes annunciar, que
acabara de comecur-se a dansa, c que solicilava a
Honra de sua preseiira.
Os eslraugeiros se "dirigirn) enlao i urna cabana
mullo esparosa, quo poda alojar urna duzia de la-
millas, e rhamadamaloca.Em um caoto desla
ala eslava enlhromsado de alguma surte o "cacique,
(rajando sua panlalona e camisa, com o qoe pareca
mais orgolhoso do qne um imperador romano com
eu mani de parpara. Elle eunvidoo gracosumen-
r"! ho Os dansadores formavam um imi-circulo, pondo
rada un a m3o esquerda sobre o hombro direitode
sen visinho. Todos (inbam em redor da cabera esle
ornamento 13o precioso a seos olhos, o diadema de
Plumas amarellas e vermelbas, disposlas em ordeni
regulares e firmemente ligadas a urna tranca de lio
de palmcira.
Estas pennas provem das ana do grande papa-
gain vermelho, mas nao lem soa cor natural.
Os Indios possuem a arle singular de mudar a
voulade a cor das pennas de um passaro vivo : co-
mern) por arranca-las, depois iuuocolam na raz
trescamenle corladas ama substancia liquida pro-
venienle de urna pequea ra, ou de algum oulro
batracio.
As pennas que nascora depois lomam orna cor de
mareilo bnlhanle, semiadjunccao do >zoloo|do vei-
de, aasim como suceederia no eitado natural do pas-
saro. '
l'arece que urna so operaran desle enero bas-
ta para produzr umitas addiccrs deslas pennas da
una cor arlilicial ; mas como ellas nao se renovam
senao mu leni.menle, comprelitndc-se porque ellas
Icn om grande prero para eea sslv.ges. Urna
soberba ploma branca, oudeanle comoom pennacho,
arrancada quer da caula de orna garca real, qoer da
grande harpa, he lixada no penlo sobre o verlice
da cabera.
(*i ludios conservan esles passaros com milito
cuidado e os alimentan! de cara, com o onico lim de
ler este raro ornamento. Oulras pennas aiu-
da espalhadas nos cabellos ou anidas alraz das ore-
has, as pedras cilindricas, o collares de missanaa
branca, as cintas de denle de ligre, jarreleiras rodea
ilas de pequenos fruclos de casca mu dora, que
produzem o efleilo de caslanholss, complclavam seas
ornamentos elegante e bizarros. Cada guerreiro
trazia na inflo sua lanca ou flechas, ou enlflo uiui
caheca pintada, contando graos que eslrondavam.
A nansa nao cousislia scn.lo em alguns movimenlos
suni-clrcolarcs mais ene. giros que vivos. O estrondo
dos pea que batiam no chao, o som doa cascaveis,
algumas phrases de canto forlemeule acentuadas e
proferidas em certos iiilcrvallos, impr.m.am nesle
diverlimenle um carcter marcial e animado.
A mocas multo menos ornadas que os linnien-
lomavam parla de lenij.oa em lempos na fesla, rol-
locaiido-s* enlre dnus oansadores, cujas ciulnras el-
las rodeiaxam con seus bracos. O espaciador inglez
declara, que a nudez piulada denlas iilhaa da floresla
Ihe parecen mais decente que os veos transparentes
ile oossai riansariuas da opera.
Os mancebos e os meninos comefaram logo em
um paleo dame damalora,a curiosa dansa das
sorpenles. Tuiha-se anieeipadamenle feilo, com fa-
llas e ciiiM, um par de enorniea manneqoinsde :10
a ll pes de romp menlo c um de dimetro, repre-
sentando assosudures replis de cabera vermclha. Os
danzadores rormavam dous arapaa, "cada um de du-
re ou qumze ; depois elles levantaran) 10 memo
lempo as duas serpenlrs, e ae pozerama dansar sos-
lenlando-aa sobre seu hombros, imilando pararella-
n.role as ondularles, os movimenlos da cabera e da
cauda proprios desles animan. Uescrevendo estas
curvas e xecnlindo estas dobras conlinoas, elles se
approxiinava.il rada vez mais. depois llaslavam-sc
lirosramenle da p^rla da ,a|a, p,ra qiJa| v0|Uv.,m
aeropre. fcmlim, as duas serpentea penetraran) rom
um sallo violento oo iaUrto, dirigindo-se cada urna
para urna extremida.ie opposta.
\bi, recomeraram as marchas para diantc e para
Iraz, ate que os replis depois de ler permrrido um
siini circulo se cncoiitraram fare a face. I'arereram
eniao llorante inuilo lempo se desaliar para rom-
bate agitando ~ua cabera e cauda rom rapidez, mas
acabaram por paaaai nina por oulra sem se lereni
locad, o se precipilaraiii fora sem ter dado conae-
nneucia is suas amearadoras demonslrares. Do-
ranle Indo tempo que liulia durado a dansa, o caxiri
nao iioli.i ressado de ser distribuido i cada meinhro
da asaemhlra por tres humen, especialmente empre-
ados ueste servir.
Veda depois a reremonia dncapioulra bebida
mui acida e preparada com a raz de um cipii.
Ad'ani.-e um aneilo trazenlo um cntaro elisio,
pintado de novo, e depe uo mrio da sala. Elle se
arorora depois, lacode o cntaro e enrhe da bebida
nelle ronli.la duas rallaras que segura em rada man.
Iiepui. de nin carta Inlervallo aabem dous gnerrei-
rus data llelraa armados ,le lanca, mi de arco e 11*-
.:.:. I da ana dell.-. rerebe mu dos ropos e bebe
< lirnr sendn mu am.ir^o. faz nnn borrivel careta!
depois -i- roa erra imnwvri .i......i.- nm insl.inle.
Ie repenle c-lreinerem ambos, agitara tena arcos,
vibrara as lauras, balciii rom pevoltam a senslii-
g-res. As (abaras silo eolio de limo helas, p-lo an-
ciao, e ouirui dous Indios observam o mesmo-cere-
monial.
lodavia, alzons se dislingoem porgesb s mais ani-
mados, por arrecios da mior simulado ; com a laura
em punbo, levanlam bramidos de guerra, lomam
UM exprsalo leu val, parecen) provocar um -
migo invisivel ; depois como os oulros lurnaui a ir
Iranquillainrnic para seus lugares. Esles sao hon-
rados com murmurios bramidos approvailores.
A malora, onde e passavsm estas canas eslra-
nlias, cunt nlia pelo menn|lrezenlas pe>soas dos dous
sexos a de Indas as idades. Cincuenta pequenas
flamas oo diaramcllas execulavam ao mesmo lempo
nulas d ITerenlcscompiindo urna cacoplumia comple-
ta. A' noile um grande brazeire, acceso no meio
deala sala de baile, veio esclarecer cmn suaa ebum-
mas irregulares e seus rellexos |ilianlasliros ns cor-
pos masera les desles selvagens e suaa plumas fluc-
toanles de vivas cures. Una coiillnuavam a dansar,
oulros formavam grupos na varias almudes ; (0.
dos se agitavnm e beblam. Era um quadro de um
carcter -insular, do una completa origiuahdade e
bem digno de um pintor.
Depois de Ires horas passadas na complicacao des-
te espectculo extraordinario, o tstraugeiro' se ap-
proximnu do cacique para Iba dizer adeos. O lus-
baua, rodeado de um pequeo numero de guerreiros
fum.ua gravemente o cigarro da ceiemoma, de oi-
to ou dez pollegadas de comprimento e urna de di-
metro, e que elle couservava aperlado entre osla-
dos de nina especie de lenaz de dous pes de allura.
Elle deu ao Inglez as honras do cigarro ollicial e Ibe
ollereceu caxiri, que esle achou mui delicioso. A
mulher do chefe se moslrou vivamente lisnnge.ida
desla aaadaelo. Os eslrangeiros se relirarain de-
pala, maa a fesla nflo lermnmu e o caxiri s asgo-
loo-ae no da segunde pelas nove horas da ma-
nilla.
Em urna maloca da aldeia da Carur', habitada
pela Irib dos Aunas, ,\|. Wallace vin pela primeira
vei urna muaira de um carcter particular, que os
Indios, designam sol o nonie demostea do LNabo.
Era urna larde, pouco antes do crepsculo ; jul-
gar-se-hia ler um roncerlo de fagotes e do trom-
bones, que se diriga para a aldeia, seguindo a
margem do rio. Appareceram lego oiln Indios so-
prandn em grandes inslrumeulos formados de casca
enrolada em linha espiral, e terminavam por urna
bocea de folhas espessas. Esles ophxrlei.ies eram
de dimensocs diversas, e prodaxiatn sons selvagens,
que nada Irnliam de deaagradavel.
Os msicos execulavam rom bstanle unifloa ex-
pressfln, urna ola muilo simples, e agilavam em In-
dos es sentidos seas instrument.-, imprimindo as-
sim em seus corpo, movimenlos excntricos, e enlre-
gando-se a singulares coutoises. Assiui que o som
desla rmi-T.i chegou a' aldeia, as mulheres e os me-
ninos fugiram, porque urna das mais cslraubas su-
persti^riea dos ludios do l'aups consiste em acredi-
tar que visla desle instrumentos deve ser inter-
dicta ns mulheres; sflo mesmo de tal sorte esrravos
desla convirrSo, que condemnam a niorrer pelo ve-
neno a mulher qoe leve a desgrara de pereeher um
desles objecin urna ai vez, a nao ser por accidente
e involuntariamente. Assegura-se que os proprios
pas lem executado esla lei em iodo sen rigor a res-
peito de uaa filhas, e os maridos a respeilo de suas
mnlheres.
M. Wallace ennuraera Irinla Iribus de Indios, de-
signados sob o nomo geral de L'aup'. Esles povos
sflo lodos agricultores ; fabricam lamhem r.omern-
sos abjactoa de Inuja. Andan completamente uus.
Nflo permillcm aos meninos e principalmente as me-
minns comer especie alguma de vianda nem mesmo
peixe, antea de urna certa idade. Na poca da po-
berdade, ellas solTVem ama prova anloga i que ja'
notamos enlre oulras narOes indias. Enccrram-nas
dorante am mez, sem Ihes dar onlro alimenlo se-
an om pouro de pao e agua. No lim desle tempo,
lodos os prenles e amigos se renen!, trazendo ra-
da um correias de upo, planta Irepadrira elasltra.
A rapariga he enta retirada de sua priso, e expos-
la completamente nua no meio da reunan, e cada
mrmbro Ihe administra cinco oo seis golpes vigoro-
sos sobre as costas o peitos, al qoe ella rahe desva-
oecida, e algumas vezes expirante. Se ella nflo lica
mora, romera-se a prova poi qualro vezes, com in
lervallo de seis horas. Considera se como nma in-
jnria para os pais nao dar rom forra. Dorante loda
esla ceremonia preparam-se numerosos pralos de ca-
ca e de peixe, nos qoaes se embebe un sipos, que
se d depois a chupar a' mofa Ella he desde enlao
declarada mulher e nubil, e loda especie de alimen-
lo llias he permitltdo.
Os rapazes sflo aubmellidns a urna prnva do mes-
mo genero parala m?.ios cruel, anles de sercm ad-
millidos na cl.sse dos homen>, c de puderem asis-
tir a musir do diabo, cuja visla Ibes be al ah pro-
hibida, cotnn ns mulheres.
Eslea indios pralicarn pouco a aecgo de VSllegar
o corpo. Urna Irib, os Tcanos, se distingue por :1
linhas verlicaes de pontos azues sobre a barba. Es-
les mesmos Tucanos fnram inclnenle o labio infe-
rior, para ahi snspeoder Ires pequeas coras de
grloa brancos. Todas as Iribus lra e In introduzem pequeos fragmentos de herva sec-
ea ornados de pennas. Os Cobens sao oa nicos que
alargam esta abertura, de maneira que posaam ah
suspender um pequeo fexc de Hechas noa das de
fesla.
Os homens geralmenle su leem uioa mulher, mas
como o numero nao he abanloUmenle limitado, mui
(oa lem duas ou tres, e os chefes anda mais. A mo-
Iner por mais vellia que seja, nao he despedida ; el-
la permanece romo a senhora da rasa. Nflo ha ce-
remonia alguma particular para consagrar o casa-
mento, a nflo ser om rapio por meio de forc,a, as
mais das vezes simulado, porque lem luga' mesmo,
quando os pais conseolem na una ilesejada. Entre
algumas tribus, um prelendenle deve passar por
urna especie de exame, edar uinu prova de sua des-
treza em alirar a flecha ; se elle nflo se mu.Ira bom
atirador, a mora o recusa, dizen loque nflo seria ca-
paz de malar o peixe e a car,a necessaria para ali-
mentar sua familia.
Enlerram-se os morios com todos sena ornamen-
tos, mesmo no interior das casas ; alguna das de-
pois do cnterio, fa'.-se orna grande quanlidade caxiri, e convida-so os prenles e amigos a vir dan-
sar, cantar e chorar em honra do derunto. Os Ta-
rtanas, os Tucanos, e algamas oulras tribus lem om
costuras singular. Ira mez depoia da inhumaran, el-
lea desenlerram o corpo, qoe esta enl.lu em putrefa-
cto : cllocum-iio sobre um grande forno em cima
do fogo, e o fazrm queimar, al que todas as partes
liquidas se teuliam vulalilisado, espalbaudo o cheiro
mais alioir.niivel. Nao resta enlflo aenJo orna mas-
sa negra carbonjsada, que se rene e que se pulve-
ris.i. Esla cinza he depois laucada em grandes li-
nas feilas de Irnn-os de arvorescavados, e que con-
ten caxiri. O licor assim minorado he servido aos
assislenles, qoe su se separara depois de ter ludo
consumido.
De lodos os I aupes, os Cibcna sao os nicos ver-
daderos anlropophagos, nao smenle com o os que
malain nos combates, mas fazcm guerra com inten-
cao expressa de adquerir carne humana como ali-
menta!.
Ouando leem ana quanlidade que excede suas
precnues acliiaes. elles a lazeni aoubar c secrar ao
fogo. e a cnuservam durante muilo lempo. Onei-
main assim seus morios, e consomem a cinza no ra-
xiri.
Cada Irib, cada malocca, lem seu chefe oo lus-
baua, que exerce um purlrr limitado. A lei de bere-
ditariedade he estrictamente observada na ti.m-mi--
sao desle poder.
Todos esles indios ten) tambem padres ou mgi-
cos, a que elles chamara pag, e a quem altribuem
eiL sua creduliilade aupersiciosa, mil faculdadesex-
traordinarias. Parecein au desconfiar que a niorle
possa chegar naluraluienle ; para elles. ella he < re-
sultado de om enveneiiamentn, ou de feilicos sde-
los de um inimigo; tambera se julgara senipre obli-
gados a vingar-se. O veneno he seu meio ordinario
de vinganca ; cnnbecem mullas especies e de urna
violencia extrema ; servera-no a suas victimas em
um vaso de caxiri.
Esle enveneiiamento por sua vez, chama necessa-
riamenle urna vinganeja, de sorle que urna simples
snspeila pode lornar-se o poulo de partida de urna
longa serie dcmorlcs.
Os I 'aupes nao parecen, ter idea de Dos. Se Ibes
pergimla, quera fez os rios, as florestas, o co, elles
re-pon i. ni que o ignoran) de que fui lalvez Tupa-
nao, expressao que corresponde a de Dos, mas que
nao tein pura elles senao um sentido mui vago. Em
rompensacAo arredilara multo em um inao espirito,
de que lera muilo medo, e que procurara applacar
por intermedio d dem que he Jurupari, islo he, o Diabo, que ae enco-
lerisa, se algutin mnrre de morle natural. rui Juru-
pari que o raalou ; se ha um eclipse he Jurupari que
quer a.sassinar a la, e eulao fazcm orna horrirel
algazarra para impedir.
Fallamos da mii-i'r.'o do IHaho e da superslicao que
a ella se liga. Os | aupes lem uniros prejuizu an-
da aawespeito das mulherra acrcdilam, por exeni-
plo, qoe se-uina mulher grvida come urna vianda
qualqucr, lodo animal que della comer lambem se-
r platudo; se he um animal domestico OU um pas-
saro domesticado, morrer ; se he um do, nao po-
llera mais cacar, se l,e um bomem scrllie-ha Impos-
ivcl dah em dianta aleancar a caca de que elle li-
ver assim comido.
O no l'aups, he o canal pelo qual os artigos de
manufactura europ"j chegam s regies vastas e des-
conhecidas, qoe se eslendem entre elle e o rio Gaa-
viare de um lado, e o Japura do oulio. Esles objec-
los, cuja imporlarflo .innual pode representar um
Valor de mil libias slrrlina', sao machados, clelos
facas, anziies, puntas dr flechas, sal, espelhoa, mis-
langas e eslofos de algodlo. Os objectoa da troca san
a salsa parrilha, a resina, a mandioca, rordoana,
iracas, eseabellos fabricados peloa Indios, paneiros,
ornamentos de plomea e oulras curiosidades. A sal-
sa parrilha he o artigo quo lera mal valor, c o ni-
co que he. exportado. Multas vezes as Iribus indias
Iransmillem estes diversos objecin de Iroca, de ser-
le qne narues selvagens no meio dasquacs nunca ho-
rnera algum rivilisado penetren, sao providas de
in.lrumenlns de ferro de fabricacao europea, e en-
viara por sua vez sem o saber, aos mercados da Eu-
ropa pilo mesmo inlermedio, os producios de sua
primitiva induslria.
Recordamc-noi que nao levamos nnssa subida do
no Negro, senao ci a aldeia da Goia, junto o qual
encontramos o rondoenle dos dona nos, Launa e
o l.aupes, que arbamos de explorar. M. Wallace
linha gasto perla de M dia. de navegarao, para che-
gar a e-i.i alie,.,, e riuha pssado do |Maa daras-
calaasoceasivaa. \ ju.,n ,,..:, ,,-,,,..,,,..
le sulne este r, ,,..,,,, ,|1|H-,.,. ,.,,
Inr ile N ene/nal i.
9!O DI PEgniiUCfl OUAIT f i.i 10 *l nfzUllilo vi isi
A dous dias e meiii de (iuia, est o confiarme do
rio \ie. cujas aguas so negras, e qne be habitado
por s.ivagens iiileiiaiinule ilesconbecidns. A' urna
, igual distancia de tnibocadora do \i, se echa M-
rabilanss, onda ha um pequea lorie branileiro par.,
guardara Ironteira. Aserrada Cocol, qua se al-
calice lia da segunde, be o limite que repita o lira-
;sii de Venezuela. Ira oolro da de oivogacSo coo-
dnz a S. Carlos, principal aldeia venesoelma sobre
i o rio.
lie perto de San-Carlos que o Ca'siqoiare vem
se laucar no rio Negro, que faz ciiinmiinica rom o
Orenoco. Sbese com ,, insistencia M. de llum-
boldt Taz sol resabie as vmlagens que podem resol-
lar da existencia desle curso d'agua lao largo como
orillen ,e que parece mn canal creado expressa-
meiile pela nalnreza, para ligar dous granees rios.
Este illustre vuijanie, que indo de uraa direreflo
opposta a seguida por M. Wallace alrancou o mes-
mo ponto ha aumenta annus, allrahln o primeiro a
alleuca da Europa commercial sobre o magniOro
ayslenia de naegaeU que OtTereea a A merica do
Sal, grajasao Cassiquiarer a apprnximarao dos rins.
Elle medio primeiro que muguen) a exlensao desla
rede nica de vias navegaseis, que abiara um paiz
nove ou dez vezea mais vasto que a Despatilla e ri-
ro em produrries de Inda sorle. A'visla desle na-
avilhoso phenomrno, o sabio eosniographo predizia
que nina era nova se abrirla para as nacoes do oc-
cidente, log que as disscuecs publicas uccedes-
sem os Irabalhos de urna paz duravel e o I vre des-
envolvimenlo da industria. Seus presagios se irflo
realisar'.'
Al unirs aldeias situadas sobre a parle superior
do rio-Negro, alo lomo, na embocadura de um
pequeo no do mesmo imme ; depois IMaroa que he
bastante considtravel, e emfim Javila, ponto extre-
mo do itinerario de M. Wallace. Javila se acba
.enllocada enlre dona pequenos rios mui importan-
tes: umo l'imiclum, tributario do rio Negro ; o ou-
; Iro, o Atahapo, que val a Oreuoco. Esles dous cur-
sos d agua rstabelcrem de nm rio a oulro, por meio
de um trajelo mu curto, una cummunicarao mais
; prompla que o Casaiquiare,
M. Ilerndnn que se preoecupon sobretodo com
! questue, de commercio, nao poa deuar de Irarar
| um projeci de navagaela a vapor sobre o rio-Negro
I e o Orenoro. Elle calcula, pois, que a distancia de
larra a San-Carlos, na embocadura do Cassiquiare
he de cerca de dozentaa e vinte leguas. (,m va-
por de ferro e de fundo chalo, construido de ma-
deira a poder pasiar as cachu-iras do rio-Negro
ayancara, segundo elle, viole e ciaco leguas por
da contra a crrente. Elle alranc-ria SMIm San-
| Carlos em nove das. Ser Ihe-biam depoia necessa-
| nos doas rtins e meio para subir o Cassiquiare, cuju
j romprimenlo he de 60 leguas. |)u confluenle do
Cas.iquie e do Oreimeo Angostura, ha dtenlas
e aesaeola leguas que alo exiglrlam senao seis diaa,
' pnrque sobre o Orenoco o palhabole ira com a cor-
rente e pn-ler percorrer nflo smnenle viule e cinco,
mas quarenla e algumas leguas pur da. D'Angos-
lera ao ocano ha cerca de oilenla leguas que gs-
tarao dous dias. Nesle calculo esla compre hend lo
0 lempo de demora necessari para renovar o com-
hmtivel, depnr e tomar im.-rcadorias as numerosas
aldeias situadas sobre os res. Suppondo nm canal
cavado enlre o l'imichiin e o Alahapo, a viagem se-
ra abreviada cinco da-. Em resumo pelo cnat na-
tura rfbe afferere o Cassiquiare, pnder-hia. segun-
.VI. Ilirndon execular em dezenuve diaa e meio,
por meio de vapor, o trajoclo enlre a embocadura
do rio-Negro no Amazonas e a 1o Orenoco no
Atlntico, e em quaiorze dias e meio se se estabele-
cesse um canal arlilici.nl para snbstiluir o tr.nspor-
ledePiuichim, que nflo he seuflo de seii horas,
lieixamos ao ollicial americano a resoonnabilidade
leste prejeclo de navegaeflo (flo minuciosaraeiile
catcalado e cuja fcil execurao nao podemos garan-
a "er"""n fez su calclo para o vapor, se-
gundo dados qoe nos parecem nflo ter applicarao
aeriao a .imples navegarflo em canoa.
, He verdade queelle suppoe um vapor fundo cha-
to podendo subir aa correles do rio-Negro, mas
v.o-se que difliculdades M. Wallace exper.menloa
sobre este rio, mesmo com urna ligeira canoa diri-
gida por habis Indios. Era ana impaciencia de ver
a America do Sol soleada pelos paqueboles dos Es-
iaiios-Liiidos-tnidos, M. Ilerndou nao pensou tai-
vez nnn trabaJhon anlenpados que exigira o leito de
ros embarazados, como esle, com tiirbilhss e cacho-
lie possivel lamhem que esla difficaldade nflo o
leiiha deudo se em aeu pensamento perttnce aos
capilaes e industria de seus compatriotas ludo pre-
parar e tudo crear nesla America dp Sal, que nao
espera, legando elle, senao a raca anglu-saxonia.
\ enera do rio-Negro nio coincide com a do Ama-
zonas. As ag,,,, 01) jranie rjo e )le ,odos os
correm do Andas, comern) a crescer em dezem-
hroou em Janeiro, poca em que chegam as chu-
vae, e conlmuam a elevarse at junbo, na entrada
do hora lempo ; o decresrimenlo comer ordinaria-
mente em -2\ de junho. Sobre o no-egro. feve-
leiroe marco sflo os priineiron mezes da ebuvas
aboiidanies; o rio cresce enlao rpidamente, che-
ga a seu uivel mais elevado em junho, depois de-
areeea ao mesmo lempo que o Amazonas. Reaol-
la desia dulerenca que durante on mezes de Janei-
ro ere vereiro, em qoe o Amazonas sobe scnsivel-
menle, o rio-Negro ahaixa aia la em soa parle -u-
perior, o que faz que as aguas de um se confundan)
cun as de oulro iramobilisando-as como um lago,
oui fazendu-as por vezes vallar para sua forte.
He preciso igualmente notar curiosas modifica.
enes .las eslaees sobre o rio Negro e roais pi.rlicolar-
inente na dueceflo da reguo das cacboeiras. Nflo se
acba mais ah esla successao lio regular de duas es-
tates disliuclas que se unta por toda a parle sub os
Iropicns.
Duranle quasi lodo o anno, periodos de chuva al-
ternara com periodos de bom lempo. Assim henos
mezes de junbo, julho, agoslo e selembro, que o A-
mazonaa brilha com o sol; sobre o Negro o lempo
e um pooeo mais bello em junho ; mas as cbuvaa
tornaui a comerar loco depois, e em Janeiro oo fo-
vereiro, quando as chuvas diminuem no Amazonas,
ha geralmenle um mez ou dous de sol sobre o rio Ne-
gro. Emfim esle no esla' aojeilo a' frequeotes tem-
pestades, que se mudara algumas vezes em verdadei-
ros ruraerjes.
U. Wallace observou sobre as margeos do alto ro
>egro muilus picos abruptos elevando-se de repenle
do seio d planicie a orna altura que varia de cem a
tres mil pes. () primeiro desles picos he a serra de
Jacami, um pooeo cima da aldeia de Santa Isabel :
tein aeiaeentoa ps. As serras de Coricuriari sflo as
mais nolaveis ; formam um grupo de Ires ou quatru
monlanhas, elevaodo-se perpendicularinenlt a ama
llnra de perlo de Ires mil ps ; seos vrtices sao
corlados de inmensos precipicios. Sobre o ..'aupes,
na lamhem numerosas colliuas lendo esle mesmo ca-
rcter de inonlanbaa abruplas e de urna UrinacHO
que paiece tndepeiidenle da planicie donde ellas sur-
gen). As monlanhas de Tunuhx, sobre o Isanna,
sao igualmeule um grupo i-oia.lo e de lima i almeza
Kmelhanie.
-M. Wallaro falla mui pouro do rio liranco, qoe
H. Uerndon designa como o maior tributario do Ne-
gro. Segundo este oltimo viajante, este no seria
navegavel al cem leguas de sua embocadura ; a es-
ta distancia, eileapprcsentaria cacboeiras que lmen-
te ooderiara ser vencidas por barcos 'halos. Suan
margeos aeriam al ahi coberlas de florestas, e alm
se abririam nnraensas planicies habita las por iunu-
meravel gado.
Toda a regiflo que acabamos de aladar, salvo a
parle comprehendida na Venezuela, perlence i pru-
vincia nova do Amazonas. Foi dtpcis de 1831 que
a comarca do rio Negro foi erigida em provncia. Es
ta ultima comprehende um lerntoiio de s.'iscenlas
milhas qua.lradas e urna popularan de nula mil
brancos e indio, civilisados. Sua posieae conlral he
admiravel ; pelo S -limos, .."cvale e lluallaga, el-
la cnmmiimca-secoin o Peni ; "pelo Javar, Jutav,
1 urus ? Madeira esta' em relarao ao mesmo lempo
cora o l'cru e a llolivia ; pelo Santiago, o I'astaza e
apo esla era rommuuicarflo com a repblica do
tquador, pelo Ira e o Japura, com a Nova tirana-
da ; pelo Negro e o Branro com Venezuela e tiuva-
nas ; emlim pala Madeira, o Tapujos, o Xiique "e o
locanlius com as provincias lao ricas do interior do
Brasil.
Presumo observar aqai, diz Mr. Ilerndcn, que o
goveruo brasiieiro nao se opporia ao estabeleciineu-
lo nesle paiz de lodos os cidadaos dos Estados-Cui-
dos que quizessem lixar ahi sua residencia, e trans-
porlar seus escravos.n
Segundo a eslalislira que publica o mesmo viajan-
te, vemos que o commercio de exporlar-ao da cidade
da Barra smenle se elevou era 1830, a' cifra de cer-
ca de 1,000 dollars: he razoavel suppor que as im-
porlac.es sflo de u u valor duplo; pdese, pois
calcular em lio.OOtl dollars a somma lolal do com-
mercio entre ilarra e Para' ha seis annos.
A cultura do solo he mui desprezada na provin-
cia do Amazonas. JJ. Wallace consilera esle dis-
trirto como superior, soba relajo de feUilidade,
a todas as oulra. recies baiihadas pelo grande rio!
i) rio Negro nao he exposto, como oulras parle- do
Bread, a longos seccas, goza, ao contrario de nina
siicce,,,,, perpetua e rpida de chova e sol. oque
me da a vaiilagem de urna ronlinua verdura e de
una reeandid.de mexgolavel. M. Wallace faz ob-
servar, alem disto, que o derrihameiiio das flores-
tas Iropicaes nao aflereee as dillicoldades que mui-
las vezes ne imagina. Elle suslenl. ao :onlrario
que se poda converter estas florestas virgen era pra-
dos verdejanles, era campos colhva los,' em iardina,
cm pomares ricos de prodocres de toda a sorle, me-
liante mela (e deirabalbe e ramenos de metade
do lempo que be preciso em Inglaterra para urna
operar-Ao do mesmo genero,
//. Marie Mariin.
RIO DE JANEIRO.
ESTATUTOS
(OiirAMIlAVHrilITECro.MCA.
CAPITULO I.
Objeclo da companbia.
A enmpanhia Archittctnniea lem por fin. ;
Arl. I." Aquirir era plena prupriedadr, em per-
petuo faleo-im, e em arreiirtanienlos de longos pra-
zoa, dentro do mooicipio do Itio de Janeiro, o do-
ininin c a poaaa de terreno! dcvoluios, e de predios
em bom eslado oo uteeptiveia de reparos, conve-
oenlemenle silo^dos para nellen edificar i-labe-
leeer.
s. I. Habitan.-, adas a econmicas para fami-
lias iiidhuluns de Indas as rlasse-, soriae-.
:!." t.^i... de rampa rom [leqnetvns jantim.
S X" Mercados pablicoi e bazares.
S i." Ilutis e hospedaras.
5 .i." llantina pubiicn. para todas as classes.
S I.avadoums pubticns.
S 7. Prclios para 0 commercio, fabricas, olliei
lias, depsitos, etc.
5 dores, cafen, lanhus, pavilboes, salan com os respec-
tivos accessonos para bailes, roncerlns, eaperlaculos
e fustas rampeslrs, e loda a sorle de diverliiiirmns
e jugos linios, exerricios leudareis e de agilidade,
como sejara eqaitaejlo, gymnaslica, uatarflo, meneio
de arma*, ele.
Arl. Incumbir-so de edTicarues de predios,
com oa semjardins.cn terrenos proprios ou alheioa,
por conla de lerceirns, mediante ajuste previo do
prero e modo do pagamento.
Arl. .1. Inrum -ir-se da compra e venda de ini-
moveia, por cunta de lerceiros, mediante razoavel
commissflo.
Arl. i. Tomar empreiladas de obras publicas ou
particulares, romo sejara lliealros, templos, movi-
menlo de Ierras, aberturas de ras e de praras, e
de en aformnseamrnlo, com arvores, estatuas", etc.
Arl. ..- Dar dearrendaraeulo, permutar e mes-
mo vender immoveis de sua prnpriedade, a dinhei-
ro, a Iroeo de suas acc.es, por annuidades ou amor-
lisacan a seus accionistas locatarios,
Arl. ti." Dar era sublucarao os predios e eslabe-
lenrnentns ruja po.se tiver de arreudamenlo, como
melbor convier ao. seos inlereases, e Ihe fiir permil-
lido.
Arl. T.o Fundar nlarias, otlictnaa de serrara,
parq letan.i. carpniaria. ferrara, cantara, e lodas
as quo forera conducentes a salisfacao dos lius de
sua instituirn, ou comprar, lomar de arrendamen-
to. ou assorir-se a estsbelecimeulos desses ramos de
industria ja fondados.
Arl. 8." Importar directamente artfices, opera-
rarios, rerraraenlas. ulensis, lualerias primas e lo-
dos os objeclos dt que houver de servir-se em suas
obras, e que ollcrernm vantagens de piero e de
perfeicito de Irabalhu sobre os que se acharem nesla
cidade.
CAPITULO II.
Do fundo social.
Arl. !)." A rompanhia Arrhiltclonica he fandad.
rom o capital de .->,000:0003, representado |ior
->,IIOO croen do valor nominal de -2005 cada ama,
eraissiveis em duas series, a primeira de 13 e a se-
gunda de 10,000 arres.
Art. lo. \ emissao da primeira serie, de aeres
se tara logo que os presentes estatutos forera appro-
vados pelo lovefno imperial, e a .segunda, quando
for jaleada ronvenienle pela administraco da cum-
paahia.
Arl. II. Os accionistas da primeira serie lerflo di-
reilo a suhscrever ao par ato melado da segunda
ennasao na poca era que se esla lizer, e na prepor-
cjio das que possuireiu. e (arahem preferirao na
dislribiiirao da oulra melade, que se emillir com
o agio qao (iverem na prara as da primeira serie,
oa lr lulgailosullicienle pela adminislrarao.
Arl. Ij, O valor nominal das acedes da* primeira
serie ser* realisado no banco no rasa nanearla que o
tun lador designar, em prrstaces, sendo a primeira
de O ", no arlo da ubschpr.An, e as tegnlMM de .")
a 10';, conforme o exigir o desenvolvimenlo da cm-
preza. A segunda rhamada de fundn nao ser Tej-
a antes de derorridos ti mezes contadonda completa
reatKarflo da primeira. As que segoirem-se nunca
lerflo iulervallo menor de Ires mezes enlre urna e
oulra.
Arl. 13, Os accionistas sao responsaveis smenle
al o valor nominal das aeres com que esliverera
inscriptos nos livros da cumpanhia, man perderfln
em favor desla (odas as quanlias com que houverem
entrado quando deixareinde rllecluar qualquer pres
lacia nos pra/.ns lixadospela adminislrarflo e annun-
ciados as folhas diarias, salvos os casos de forra
maior, provados perante a menina administradlo o
decurso de seis mezes. e njate* casos pagaro tam-
bem o joro legal da mora.
Art. 1 i. As accoe* podem ser negociadas rid U6i-
tum dos accionistas, pnrein a admimstrarflo a reco-
nheee como real a transferencia averbada nos livron
da companbia, e frita pelo proprio accionista, por
legilimo procurador, e por quem legtimamente re-
prsenle aquelle, romo CAPITCLO III.
Da adminislrarflu di rompanhia.
Arl. I."i. A enmpanhia ser adinimslrada e repre-
sentada em todos os seus arlos pblicos e particula-
res, perante os poderes do E-lado, erajuizo e fura
lelle, por um .ulminislrador-gerenle, eleilo de .1 em
i annos o pluralidad de volos de acciomslai que
representen, por si ou por outrem cojos procurado-
res forera, inflarle das arenes emillidas, Se na pri-
meira reuniflo para esle lira convocada nflo se achar
representado este numero de arenes, oulra ser feta
X dias depois, declarando-se nos auonncius desla
convocara que a eleieflo se fara pelos accionislas
qus se acharem prsenles.
Art. 16. Com a eleieo do administrador-gerente
se far tamben, om lisio separada, a de ora conse-
Ihode vigilancia eompoa.o de cinco accionislas.
Arl. 17. O administrador-gerente sera' sobstitai-
do em aeus impedimentos ou faltas prolongadas por
mais de um mez pelo memoro do conselho de vigi-
lancia que fr eleilo por escrutinio secreto d'enlre
os consilhelros na sua primeira reunan ordinaria,
e o numero dos. connelheiros eslara' sempre com-
pleto pelos iiumedialos em volos, qoer ae d a fal'a
ou a ausencia delles por subslilnicflo ao administra-
dor-gerente, quer por impedimento ou escasa de
qualquer dos mes i os conselhciros.
Art. IS. Ao administrador-gerente da companhia
como seu nico representante, ficam conferidos e
oiitorgadns lodos os poderes em direito permitlidos
aos accionistas para demandar e ser demandado ; in-
tervir em lodos os actos e fados que a ella interes-
sem, aceitar priroeiras cilacoes, constituir procara-
dores e era ludo procedcr'como em causa propria.
Art. l'.l. Compele mais ao adminislrador-gereute:
S I.' Convocar as reunies da assembla g*ral
dosaccionislas as pocas fixadas nos prsenles es-
lalalos, e todas as vezes que Ihe fiir-m exigidas pela
manira do conselho de vigilancia, ou por 20 dos
maiores accionislas, e anda quando o julgar conve-
niente para a decisflo de negocios importantes e ex-
traordinarios,
S 2.- Presidir a casas reunies e is do conselho
de vigilancia, dar-lhesas informaces qoe Ihe forera
pedidas, ou dever levar aocouhecimento, e dirigir
a orden de seus trabadlos.
S :). Nomear dtnlrtos accionislas um secretario
para a redareflo das acias da asstmbla geral, e os
escruta.lores neeessarios quando houver sratar,es.
i.- Execular e fazer execular as decsBcs da as-
sembla geral.
S .". Nomear e demillir livremente os emprega-
dos neeessarios para o expediente e regularidade dos
Irabalhos da companhia.
S ti.- Kixar, de acrrdo com o conselho de vigi-
lancia, os ordenados e gralilicares desses empre-
gados.
S '. Assignar todos os contratos feitos rom a
companbia. Para os de acqasiro cu alienarflo de
immoveis, por qualquer titulo que seja, sera xpres-
samenle nulorisado pela manira do couselho de vi-
gilancia.
g 8.# Exereer emfim loilos os acin de boa gaslflo
doa negocies da rompanhia, que nflu forera de en-
contr aos presentes estatutos.
Arl. 20. O conselho de vigilancia reunir-se-ba
ordinariamente no dia 2 dos mezes de Janeiro, abril,
julh e outubro de rada anno, e rxlranrdinarinmen-
le lodas as vezes que fr convocado pelo adminislra-
dnr-gerenle. ou enlendcrem seas membros dever l-
z-lo para ptdirem providencias em bem dos mle-
reases da companbia. Em suas reunies e fura del-
las leem oa cnnselheiros incorporados e isoladamtn-
le o direit de seren instruidos pelo adminislrador-
gereule de qualquer fado, Cajo conhecimenlo Ibes
inlerease, aendo-lhes franqoeadns os ttulos, docu-
mentos e livros de que consten os factoa sobre que
versaren soan indaearea, para que os compulsen)
dentro do escriplorio da companhia. A presenra de
Ires membros do ronselhnde vigilancia conslilue sua
manira, e he suflicienle para l?mar dehberacoes
obrigalorias para companhia.
Arl. 21. O administra lor-gerenle tem voto de
desempate as volarnos dos consellipiros.
Arl. 22. Ouaudn se der denarcrdo entre o admi-
nistrador geieule e a malaria do conselho de vigi-
lancia, ser a queslfld subinellida ao conhecimenlo da
assemblea geral, era sua primeira reuna ordinaria,
ou na que se convocar extraordinariamente para
resolv-la. se o negocio rr urgsnte e importante ;
e esla decisflo ser tomada pelos accionislas que se
reooirem.
Arl. 21. O artministrailor-gercnle nio entrara no
exercicio de suas fonerrtes, nena poder conaerva-lo,
sem possuir an menos cem acr's da companhia.
Arl. 2i. O conselheiro de vigilancia tambera nio
entrar em excrcirio, oa dallara suas funrroes, des-
de que pnssuir menas de cineoenla acees. "
Arl. 2">. O adininisirador-gerente pede ser de-
mittldo pela assemblea geral de accionistas que re-
pre-enlein melade das aeres emilti.fas, desde que
pnr denuncia d riiiselh.i de vigilancia, ou de vio-
le dus maiores accionistas, fr fulgido incapaz de
preenrher caiivenienlemenle os seos devere', saja
pir falla de inlelligencia, saja por incuria ou de-
leixo.
Arl. 211. .Nflo he respnnsavel o ai!minislrador-ge-
rente pelos actos que priear, anlu'i.ado pela assem-
blea geral dos accionistas, ou pelo conselho de vigi-
lancia, mas n sera na forma das lea pelos que prati-
rar de molu-proprio. p qne prejndiquera a compa-
nhia, provando-ae-lhe dolo oo m f.
Art. 27. Sflo reelegveia o admlnitrader-gereale
c os eonselheims de vigilancia que houverem bem
servido, a juizo dos accionistas.
CAPITULO IV.
Da assemblea geral.
Arl. 2S. A assemblea geral dos acelonitlaa eslar
cnnsliliii la. c poder deliberar, desde qoe esliver
representado um terco de sama acees emillidis, sal-
vo o disposto nos arligns 13, 22 e 2'i.
Arl. 29. as vntac,es em assemblea geral cada
cine aceden d direito a um voto, e nenhum volan-
te dispara de mais de dez volos, qualquer que seja n
numero de areoes que elle represntame pr si on
pnr nutren), cuj procurador fr. Smenla o accio-
nista pude votar como procurador.
Arl. :iO. Nenhum accioaisla pude volar por si ou
por procurador seuflo :tO dias depois do averbamenlo
de suaa arenes nos livros da enmpanhia ; eicepleam-
se .un: 'oh. os que (iossiiirera-as por loeeaaala here-
ditaria ou casamento, pois neslaa hxpolheses entran
immcdiat.imenle n uoz dos direiln dos aale-pos-
nldorea).
Irl. II. A assemblea geral -e reunir ordinaria-
mente na linda quiiizena dos ramea de Janeiro e
lOilm de ci.li anim, em .lia filada pelo junilni'lra-
ibr-gerenle. por quem Ihe sera apresenlado o relat-
la e o balanr semestral, eraos quaen demonstre
cura a mainr clareza o e-lado da rompanhia. Nes-
. las reunies se elrger por escrnlinio secreto una
comraissflo de Ires tecioniataa para verificar a exar-
. lidio do balaneo a da escripluraflo social, que ihe
era fran pirada rom os documentos cumprohalnrios.
Oulra reunan ser convocada para lomar conheri-
mento do parecer desla commissflo c resolver acer-
ca de qualquer medida per ella propoala, logo que
' rommuuique ao administrador-gerente ter conclui-
do sua trela.
CAPITULO V.
Do fundo de reserva e dividendo.
Arl. :!2. O balance, semestral demumlrar o osla-
! do da caixa social. Dos lucros lquidos se deduzrflo
10 por cento annualmenle para fundo de reserva,
alim de occorrer a concerlns e eventualidades dos
proprios da rompanhia. Esta reserva nuura excede-
r de 50000fr*.
Arl. 33, por lucros lquidos enleinler-se-ha o
saldo a favor da companhia, demonslrado pela ron-
la de lucros e perdas depois de deduzidos os gastos
da admiiiistraeflo e expediente.
Arl. :i. Quando us lucios lquidos da companhia
excedern* 12 por cenlo ao anno, peilenccr me-
lade do excesso ao adminislrador-gerenl, a outia
melade reunida aos 12 por rento ser distribuida ao.
accinnisias na proporrao de suaa acees. Emquanlo
uaa houver o sobredilo eicesso, ou na i produzr sua
melade annoalmenle a qaantia de ti:O00;, ser esla
a gratificaran do administrador-gerente, paga pela
receita da companhia.
CAPITULO VI.
Dadurac,fln e liquidaran da companhia.
Arl. 35. A enmpanhia durar VJ anuos coolados
do dia de sua installar,ao. Antes do termo desle pra-
10ao poder ser dissolvida as hxpolheses dos $5 >
e :l do artigo 2!Hi do cdigo commercial ; pdese,
pnrm, prorogar soa duracfln por deliberacu de ar-
ciunislan, que reprencnlem melade das acees eml-
tidas, se fr approvada pelo gnverno imperial.
Arl. 311. Desde qoe for rrsUvida a dissnlucflo da
companhia pruce'ier-se ha immedialamenle sua
liquidadlo, n visla do bataneo geral que se fara. A
venda do activo sera fela era barata publica, e depois
de pago o passivo se ralear o saldo pelos accionistas.
CAPITULO Vil.
_l)as x'antagens dos accionistas.
Arl. 37. Alm dos dividendos que provirao aos
accionislas da pardilla dos lucros, e maior valor de
aoas acees, serflo elles preferidos :
5; !. Para os empregos assaiariados da compa-
nhia.
S 2." Como locatarios de seus predios e estabele-
ciuientos.
S .'!. as empreiladas de obras que a companhia
der mi turnar.
S I." as vendas que a companbia fizer.
S .>. Na admissflo de seus lilhos s escolas e ofli-
cnas da rompanhia.
4rl. ,1S. O accionista locatario da cumpanhia qoe
denejar possuir o predio que ocenpar, anles intimo
de ter rom que pagar o respectiro valar, poder
ronsegui-lo pela amortisarflo do dito valor, feita :
I.-, pela ililTereiira do alugutl ; 2", comacrtsda
cumpanhia ; :l.-, com diuheiro em as quotas que pu-
der entregar, tornando-se desl'arte a companhia a
caixa econmica de seus accionistas.
Arl. :t!l. O accionista locatario da companhia po-
de pagar o aluguel do predio que oceupar com ac-
tes della pelo valor de suas entrad s.
CAPITULO VIII.
Dispusieres geraes.
Arl. 4s!. O empregados da cumpanhia, a cajo
cargo esleja a guarda, anda mesmo ternpornria, de
valores della, s miraron no exercicio de seus em-
pregos depoia que prestaren) liaoca idouea ao jnizo
da administrarlo.
Arl. II. A companhia nao possoir escravos :
pode, pnrm, empreg,i-!u? em soas obras, convin-
du-lbe.
Art. 2. A companhia eutrcltr.i por soa conta o<
jarmiis e parques que eslabelerer, assim como os
eslabelerimenlos que nelles fundar, ou os dar de
arrendamenln, como fr mais conveniente, aos ac-
cionistas e aus bons roslumes, a juizo da admius-
Iracflo.
Arl. 43. A companhia estatuir em seu regimen-
t interno o mudo praticn de (evar-se a tfleiloo dis-
poslo nos arligoa 37, :tS e :t*).
Ar|. II. Os presentes estatuios, ou qnaesquer de
soas djsposiroes, s puderiio ser alleadns por deli-
berara da assemblea geral dos accionislas, appro-
vada pelo governo imperial.
Franriseo Jos Fialho.
Rio de Janeiro, 20 de outubro de 1856.
PAGina AVULSA
O dia 8, foi um dos dias mais feslivos de
lodo 56 ; rara foi a reja nesta cidade e fra del-
la, que nao fes;ejasse a Virgem da Conceicao,
primando sobro (odas a Conceicao dos Milita-
res e o Carmo ; neslas duas igrejas houveram
grandes fesiividada?, com bellas illuminar^soes, ex-
cellentes msicas e fogo artificiaos, e urna multi-
do consideravel de assislenles. Toda a cidade e
seus arrabaldes nesse dia pareciam [lossuidos de
um louco regosijo.
Houveram na capital no dia 7 vinte e lan-
os casamenlos ; os carros encontravam-secarre-
gados de noivos, e notara-se, que aquelles em que
iam as noivas.vergavam sobre peso insopportavel,
e lodavia, as cosas de um marido, sao mais rijas
que um marmore !
Oizem que para o serto do Pooibal lem
apparecidouma prega lenivel de gafanliotos oriun-
dos das margens do Amazonas, que lem sido um
llegello abominavel para o gado. Tem a caheca
de cobra, sobre o peilo um espinho agudissimo e
hervado, a ponto de mal tocar em qualquer especie
vvente, fazer morrer immedialamenle Era oque
resiava depois do cholera-morbus !...
Consta-nos que o Sr. tenente-coronel Hv-
gino, provedor da Santa Casa da Misericordia de
Olinda, tem so esforcado, para que do avultado pa-
trimonio daquellu esiabelecimento, possa anda re-
cuperar melade, visto que nao se calcula o grande
prejuizo que tem elle lido pelo abandono era que
eslava.
O > abbade geral de S. Bento, tendo vi-
sitado o Mosleiro de Olinda, s encontrn motivos
para elogiar a aclividade e zelo, nao s do abba-
de daquella casa, como do pidre procurador, que
[apezar do mocias) tem sabido augmentar e zelar o
seu patrimonio. O geral dos Benedictinos retira-
se para a Baha no Paran.
A estrada Nova de Olinda acha-se em mo
eslado, causando por tal forma muilo damnoaos
carros e mnibus.
Bem sabemos qne o Hospital de Candada
nao lera commodos para seren recolhidos os alie-
nados.mas por is>o segue-se que devem vagar pelas
roas os loucos Pela Boa-Vista anda urna mulher
que, dizem, serdouda, e tem por guarida noitc a
pona da matriz.
No domingo percorreu algumas ras desla
cidade um preto caracterisado em indio, ou me-
Ihor no demonio, segundo pintam ; cercado de ca-
becas, mulambo!, pennas e mais accessorios brus-
cos, que usam taes personagens, tinha por comi-
tiva urna sucia de moleques, que o aeompanhavam
com algazarra infernal. Pareca-nos que se havia
extinguido por urna vez de nossas vistas desses
histriiies, que nada acreditan-) a civilisaco, que
fazemos cier j| haverentre nos. De vez em quan
do apparece utu maravia, um mazanza, e outios
por nosaas preces, acompanhados de um esquadro
de moleques, que poe em completo desasocego al
as senhoras, quo dcixam seus afazeres para estar
as gargalhadas as varandas applaudindo os mara-
vias I
lim commcrciantc de estampas, enviando
um seu correspondente no mallo urna porro del-
las, enlre as quaes iam duas gravuras representan-
do a leniaco. islo he, urna mulher reduzin-
do um cromita: qualro estampas de Jess como
titulo de Palor Jlostr, u seis representando
S. Francisco e seus irauoa de habito, com a deno-
minaco dos Olhos de S. Francisco ; o nosso
commerciante, pois, fazendo na carta de remossa a
relarao das eslampas, assim se exprimi :
><.... remeiio-lhe mais, para ver se d una
ajuda nos malulos os gneros de eslampas se-
guidles :
2 tentaroes.
ipater nosler.
( Tilhosde S. Francisca....
A msica italiaQj j lem locado em algumas
casas ; alj'.uns dizem ser urna mistura de grlos,
que tein bom paladar.
Pedimos ao Sr. provedor da Sania Casada
Misericordia em Olinda, que sendo possivel, reco-
llta por caridade, um canto desse edificio, um po-
bre alujado que anda de raslos por essa cidade, e
que para cumulo de sua miseria be louco.
Consla-nos quede Olinda quasi lodos os do-
mingos, agora, vem para esla capital, noile, um
ranrho de canladores e locadores, ebrios, que nao
perdoam a quem errcontram com seus insnllos ;
conven, que por esto lempo ao menos, essa estra-
da sejl muilo poliriad.i ; as iliiis policas de l e
dora podem dar as mos, e garantir o- viandan-
irs : nao faz muilo lempo qne foi in-ssa estrada as-
satninailn ,, niel Manuel ,ia- \ irt-i-n-.
Consta-nos, que duas pobres raparigas, que
se arhavam recolhdas por caridade na rasa do ?r.
lenle coronel Franca, dcsappareceram ; houve
quem as visse procurando a estrada do angui-
nho ao Afogado, onde leem mai : essas duas rapa-
rigas chamam-sc uillierminaeBosa ; a primeira
lem l(> annos, e a segunda 13 ; sua ini chama-
se Anna Gonjalvcs da Los, moradora no beccodo
Carneiro nos Afogados; nao ha quem dellas d
nolicia, segundo nos disse sua propria mi.
Tem-se tornado insupporiavel um maldito
cao qua ha em um quintal da ra Nova, que du-
rante noite nao deixa os moradores descansar;
pudimos ao dono, que se for possivel, ponlia-lhe
urna mordaca de folha.
Molina.Onde a pipa municipal, com o
boi com a agua a com o conductor ? Porque nao
se hao de regar as pracas, e os proprietarios o donos
de estabelecimenios, as frentes de sitas casas'.' A
cmara, quo deve dar o excmplo, ainda nao deu
om passo, o no enlrelanlo, o pn faz nuvens e as
nuvens rarefazem-fc nas venias dos nossos seme.
Ibantes.
Na ponle da Boa-Vista na segunda-feira
noile, iam sendo pisadas duas senhoras, pela pre-
cipiaco com que dous soldados de cavallaria cor-
riam pela ponle.
t amanhia.
(ymttmuittmbov.
Morreo o major Silvestre Antonio de Oliveira
Mello no dia 3 do crreme, d'uma plurosioiona
vilenla na pane latiera! do corpo, compreben-
dendo cabeca, tronco e extremidade inferior.
Havia cousa de mez e meio, que ello tinha sido
ameacado desle spasmo, e assim nao admira, que
repelindo no dia 3, lizesse urna perda to sen-
si vel.
Entre o ataque e a morle inlermediaram 4 ho-
ras, isto ha, foi acrommctlido s i horas da tar-
de, e s 6 do mesmo dia, recolhara-se ao seio da
tafurea, deixando os amigos inconsolaveis '.
Fallecen, e foi sepultado na villa doBonito, dic-
tante de sua virtuosa esposa 10 leguas, Ihe sendo
prodigalisados os mais valiosos Jesvellos de amijos
que o cercavam.
Anda nao conlava 47 annos completos, eelle
mesmo (irmado em suas vigorosas forreas, suppu-
obc viver pelos menos uns 70 annos !
Tocando aos 18 annos casou-se, e aos 19 fra
noraeao sub-prefeito, e desde enlo comecra me-
recer inteira coufianja do governo, oceupando hon-
rosas e difTerentes commisses sem inlcrrurajao
apreciavel.
Como cidadiio prestante, c asss iotelligente se
fez sempre credor de loda considerarlo e estima de
seus concidados, e assim a perda do lao prestimo-
so amigo, nos ser para sempre um obieelo de
r!or 1
Urna orarlo em favor desua alma, urna lagri-
ma sobre seu tmulo, como bom lho, bom pai,
melbor esposo, e ptimo amigo.
Os administradores da massa taluda lo
Sr. Nuno Mara de Se\as, eas ultimas
aiTcmataresde alguns predios.
<>od Ubi non vis, alleri non
/acias, n
II
Coucluimos o art. precedente narrando a consu-
macao do sacrificio que eslava volado nos antros
da miquidade o Sr. Nuno i as violencias feitas por
urna alta autoridade judiciaria afim de quo Iho
fossem tolhidos lodos os recursos permitlidos pelas
lets. '
Passaremos a relatar, ora, tudo quanto se se-
guio.
Convocada a primeira reuuiao doscredores fra
nomeado para depositario um commerciante que se
julgava ser rredor, quandoo nao era ; ed'antemo
fra nomeadocurador fiscaloulro que igual-
mente o nao era, dopois que muitos outros recusa-
ram a accettaro.
Este foi instrumento adrade ageiladopelo
denunciante da fallencia, esatisfezem tudo a desi-
dertum que os perseguidores queriam.
Nao convindo a cotee que a victima podesse
estar a frente do proces-o : querendo-o esbulhar a
seu talante, desua assistencia a instaurajao da ios-
truccaodo processo ( criminal), foi requerido um
mandado de captura do qual so quiz fazer uso por
um modo torpe, mas de balde.
A victima eslava prevenida !
Conseguido de certo modo o lim almejado.tralou-
se da instruccio do processo ; sabido o que pela
vicitma, requereu por muitas vozes ao juiz que Ihe
consentisse da assistencia a nslruccao, por seu bas-
tante procurador, como estalue o arl. 818 do cod.,
mas foi-lhe negado.
O exame dos livros fot feilo, portanlo, pelos
seus 3 perseguidores juizdenunciante e cu-
rador fiscal, sendo que ao denunciante nao he per-
mittida a assistencia desso exame ( referido arl. )
mas ao contrario at se levou o cynismo de assignar
o auto de exame !
hsse exame, como era do esperar de iniroigos
rencorosos, sem assistencia da victima ou seu pro-
curador, foi ageilado para cohonestar a pronuncia
E, ella foi fulminada.
E, note-sce,sses mesmos livros haviam em 1845
sido examinados por ordem do jnizo do civel por
dous negociantes probos: que os acharam legal e
lmpidamente escriptos !
Desde enlao nao houve barreira alguma aos ox-
cessos praticados pelo juiz o quo ; al cerlides
foram negadas vielima, sob pretexto de que aos
pronunciados, nao era permilldo requerer !
E. mal sabia um apregoador.e vicloreador desle a-
troz procedimento, que em breve (185*.) elle mes-
mo seria preso, pronunciado, e que mal dellese
soffresse igual violencia dos seus juizes.' !
As reunies dos credoresseseguiram para seha-
bililarem estes votar, e serem votados ; impugna-
rles foram feilas legilimidade de muitos delles,
e por um nico credor, quando segundo a
leltra e espirito do cod., fra necessario, queso des-
se a maioria, isto ho, que a impugnaco fosse vo-
tada.
Nada acontereu disto, por decisao do juiz, e
assim se prosegua no plano tendente a absorprode
toda a massa por um nico credor.
Varias peripecias se deram desde 1852 i 55.
Neste extraordinario ospaco, se applanaram as dif-
liculdades que sobrevioram com a mudaba de juiz :
o novo se lornou dctil, eem 1855 commetteu
tllegalidades jurdicas dignas de severa punicao.
O substituto desle logo oppoz (alias advogado do
denunciante da fallencia nos proprios autos) inter-
ven como juiz, c como tal commetteu gentilezas
que o hao de levar a immortalidade !
Ksses dous juizes applanaram, collocaram os
rail way para qne um quario juiz que os substi-
tuto lizesse a viagem almejada com a rapidez desa-
lada c planeada d'antemo.......Este hesitou,
l'orem, muilos mezes c foi de mister que ossem
empregados meios heroico?. Intrigas hediondas,
calumnias atases, um exercito de missionarios cir-
cum-va!aramojuiz em questo, e at um ex-presi-
denle do provincia entrou nesse numero '.......
Estes meios deram o resultado inevilavel.
Do horror que por centenas de vezes, e at pu-
blicamcnte manifestava acerca da monslruosidade
do processo desb fallencia se tomn subitainenle
lao vilenlo que exceden, se era possivel, seus an-
tecessores !
Os requerimentos jurdicos do fallido foram inat-
lendidos. Tudo se fez como exiga o denunciante
da fallencia !
O cod. e regulamenlos foram leltra mora.
Assim hoque, tiirniiliuariainenic lata precede-
ron) lodas as formalidades eslabelecidas nos arls.
8J, K4G, STdocod., furam de novo habili-
tados credores que em 1S5-2 haviam sido ou exclui-
dos, ou impugnados ; e assim se habilitaran! 4
credores nicos, o. todos procuradores, alias, que
nao directos credores, para votaren) e serem ellos os
administradores.
O Diario de J'crnamlmco publirou as pei-
cues da e-posa da victima c por ellas e suas referen-
cias se rolligio sem a menor duvida que houve nul-
lidademsanavcl na eleicodosadministradores Isaac,
e Novaes $ C, e se publicou certido em romo E-
mi-ryAC., J. P. Emery, era o rredor cuja pro-
rjjjraejio exibia Isaac, antea daquehra daqaalle e de
sua morle qun lixera, alias, laml.ein logar antes do
dia 2.1 da Minio, dia da iiionria qw> nasa priM-tiraran en milla. Nao oIh-
lante. tudo se fez. F. ambos ahi eslo ftinrcio-
nando !
As potQes a respeilo da esposa do fallido,
longe de serem como devam jurdicamente ser
decididas anles da votado, etc.,so o foram pos-
terior! : e o que he mais longe de serem en-
tregues a parte, com os despachos pos! fado
foram mandadas annexar aos autos 1 E recla-
madas as petices verbalmente.se respondeu queex-
Irahisse certido Horreseo referens
Olanlo poior, melhor, certa a victima do acert
de tal mxima, nao recorre : de tal nomeacao de
administradores e de todos os fados precedentes.
Ma essa materia vasta para a safe revisora, que
em lempo opportuno ha de instaurar....
Empossados esses administradores da massa fal-
lida, nao consta, quo elles como deviam tomassem
a fundo conhecimenlo do estado della. Prose-
guiram a senda que Ihes havia tracado o curador
fiscal : o, predios nao tiveram os 'concertos dimi-
nuios que alguns delles precisaran, como precsou
o mirante do sitio da estrada do Cordeiro (Chacn)
que seem 1844 o curador liscl Ihe lizesse um
concert, que nao excedera a 405000 (um galo
de ferro na raehadura apparecida nos frechaes etc.
Ote.) elle nao cahiria e arruinara parte da fachada
principal : a 53 da rua do Vigio /^ anda
res e nao 3>arecia de duas varandas de ferro e
nao se boiar.m, OSJ,ulros algljns peqU9no$ rep8.
ros. Mas nada aciniosamenle se quz fazer rom
vistas fnturas.
Essas vistas se descor-.rar, ora, nsinuindo-se
aos avahadores. -qU8 n5o ,ivessem em visla ,
renda ou a dcima dos predios mas urna tsiima-
livaa esmo, inferior.
Eis porquonoleilaoquetiveralugarnoda 14
de novembro por intermedio do agenie Oliveira se
arrematou 1 sitio na roa da Casa Forte, com urna
grande casa de morada copiar a fiente.com gradara
de ferro, porto dem, cocheira e estribarla e um
quarto na frente, cacimba, arvoredos etc. por reis
6005000 | Quando elle cuslara para mais de
4:^003000, rasas de pedra e cal todas de cusi de
l:300W>nua 1:6009000, algumas dellas no-
vas por 200*000 e 1500000 ; e dessa arte 6
casas e sitio n'um valor maior de 0:9o0000
foram arrematada* por 1.V00SO0O 1 sobrado
de 2 andares na rua da Penha que eslava por reis
6:0005000 com o custo e reedilcarao,foi arrema-
tado por 2:850!OOO!I!... E nole-se que osso
predio paga esle mesmo anno lnanceiro 368000
annuaes equivalente a 400500(1 annuaes ou se-
;;ur:Jo a lei, por onde os avaladores de deviam re-
gular. 8:000 e foi arrematado por 2:850.
No leilao a que se proredeu no da 26 de no-
vombro pelo agente Borja feram arrematados os se-
jnintes predios :
1 \ 5:020 sobrado de 3 andares na rua do Li-
vramenio.
2 \ 8253 casa terroa.rna do Mondego.
3-, 695? dita rua do Alecrim,
i: 890 dita rua do Monteiro.
5-. SOOJSdia. rua do Marisco.
6-. 1:640 um grande terreno cmFora do Por-
tas.
Pois bem ; esses predios rendem ou pagam d-
cimas que doo-lhes osseganiss valores :
Scbrado da rua do Livramento 435200 ou reis
14:000.
Casa terrea rita do Mondoeo, 98720 ou re-;
2:160.
Dita da rua do Alecrim 93720 ou 2:160.
Dita da rua do Monteiro 65480 ou 1:4005.
Dita da rua do Marisco 65480 ou 1:4005.
Terreno de Fora de Portas foi em t842 vendido
um igual de 30 palmos por 3:600.
Desta descripeo se colhe obviamente que lano
o denuncianla da fallencia como os administrado-
res nao sendo credores directos, mas sim procura-
dores, por perseguido inaudita a vielima quizeram
queimar reduzira zero o importante activo da mas-
sa, nao lendo remorso de sacrificaren) aos seus o-
dios particulares e polticos os seus constituinies.
Daqui so observa que um activo como o da nias-
a fallida s em predios n'um valor de mais de
160:0005 se reduzira de 28:0005 a 30:0005.
O mesmo se dar sem duvida com as dividas ac-
tiva* n'uo valor cm lettras e arxea judiciaras
em julho etc. de mais de 100:000, que nao lu-
quidaram 8:000 a 16:0005 1 i !
Proseguiemos. .
qmbilcacar* a *>ei>ii>>.
I'roposta para engajmenlo ate rolnos alicm.it
por ri'u de agentes.
I'rojerlu.
Arl. I. Os emigranles aera engajado* por nler-
medio de asentes na Europa, deveudo esles engatar
ramillas ao composlas de lavradores, e que pesea
medanle seus recursos pagar aoas passagens.
Arl. 2. A lei de 18 de selembro de 1850, aegundo
a qual se entrega cada emigranle a somma de 30
rs. por peasaa ai. u I la, e 203 rs. para os menore., pa-
r lacililar-lbes a passaucn, podendo er, ficarao era
vigor ; sen In nesle caso para isso autoriaado o cn-
sul brasiieiro nas cidades donde partircm os co-
lonos.
Arl. 3. O sjrslema empregtdo da verd.deira colo-
nuarilo, e o qual preferem os emgranl.s allemaes,
be o dapropnedade ; e por iaao aerao designadas
as ierras devolulas que d autemao devem ser medi-
das e demarcadas pelos respeclivoa engeulieiroa da
reparlijao das Ierras.
Art. S. s prazos terao a uperficie de trra mar-
cada aa le das mestnas.cap. >., arl. 1
Arl. 5. As vias de communicaciin. logo que o .u-
verno lenha aberlo o primeiro caminho, serao com,-
Irnidas a expensas doa colonos.
Art. 6. A larra assim marcada e demarcada sera
vendida segundo a qualidade visla, ou a prazos de
cinco, dez e qumze annos; emquanlo ao valor, esta
em vigor a lei das Ierran, de 18 de aetembro de
I8j0 ; os emigrantes purera, que liverem comprado
taes prazoi e nao pasaren) o valor das Ierras no tem-
po vencido da letra, se ujeilarAo a um juro razoa-
vel daquella qiianlia ; e os que se oppozcrem a isso
perdera as bemfeilorias, e lem o governo o direito
de veu.ler esses prazos a oulrern.
Arl. 7. Serio considerados ci ladios brasleros oa
colonos, logo depoia da sua ebegada ao Brasil, e os
que (iverem comprado qualquer prazo, conforme as
clausulas do arl. (i.
Arl. 8. Nos diH'creiiles porto* do Brasil (qoe pre-
viaiue oto forera designados doa gentes) para re
cepran dos emigrantes, remetiera o governo um dt-
reclur, um engenbero e ora interprete, para dalli
conduzir a remessa dos colonos para os seus des-
tinos.
Art. '.). O nico meio para obler esta emigrar-o
numa grande escala, romo a que leve lugar nos
Ealadoa- (nidos, jflu iiulispensaveis algous agentes na
Europa, debaisa da direcrao de um agenie geral do
lag-r do embarque ; este ultimo goiar o traballm
dos oulros agentes e corresponder directamente cum
o governo imperial, o qual Ibe indicar por interme-
dio dos cnsules brasleros e pelo paquete a vapor
os dillerenles pnrlos da recepc.io, mais prximos das
Ierras demarcada*.
Art. III. (ts ajenies facilitaran a emigrarlo por
via de circularos e persuases pesuues; leio urna
graliliracan lxa mensal ; o governo arbitrara o im-
porte d.s suas passagens ida e volla) e adiando
r.nn.........le, poder suspender aa suas fuuccea.
Arl. II. Os agentes ler a u perfeito runhecimtnlo
do Brasil e da Europa, aasim como aerao da con-
lianra do goveruo ; lerao coiibecimeiito da lingua
purlugueza, o subreludo da lleioaa, para poderam
vencer alguma difliculdade que eucoiilrein no euga-
jaineulo, ele.
Arl. I. Adiando o governo conveuieote mandar
enajajar colonos para o swema depaiceriapara
fazeadeiroa conreiluadm, urdenar esle eogajamen-
lo a en agente geral, raandaudo-lbe orna copia du
cuntalo e as demai. inslrucQes com que estes os
engajara ; activando pela a urna furnia o embarque
c prolegenlo-os no respectivo porto, contratando a
. passagem e fazendo ludo o que poder em benel'icio
I dus engajados.
Arl. 13. Serao reputados depsitos dos emi-
grantes : a imperial colunia de l'elropoli ou a villa
.Nova Iriburs, pur encontraren osrecem ebesa-
dos nm clima cnrrespondi-nle ao do seu pai/, e ou-
lros comprovincianos com quera se relacionen.
Oes/ieza e renda.
Resollado du I:.',000 colonos adultos engajados na
Alli'inauba, a saber:
De* peza.
t agentes na Europa, a l .ato r*. )
Pamnaai para os ditos, a jOO r.
loscrcOea nosjurnaes. publicacoes, ele.
:| directores ein dillerenlea provincias,
a -:u<"j> rs.
13 ciitiMilieiros, l:Ji|ii-r-.
ti inleipreles. a 5uVQ rs.
laaporleda I^.iiimi colonos adalto*, a
90 is.
Rancho* no lugar do desembarque
Despcta* imprevistas
T;lKfa*atMl
I-JIM ic. k i
.WOgOIIO
:00l)tl0li
tl:tUle*JUIl
:l:O0ti>Niil
lliO:u<5UIl
lll.lMI.-IIIMI
lOsQMMOOO
Rs. *ld::luoiKriiH)
ll-n limenln romparalivo.
I.OUO colonos du Bu*. Sr. senador Vergu'iro Iize-
ram pur anuo um benelirio ao Ibesouro cale de
uX|i.rli l-.iltXl colonos ao cali do quinlo auno depoia dele-
li.l_- ..i I o soveruo exre-.iva a despera coro
as paaaaiaa* da ais aaealaa, aattara' rrdozir o no-
ineru delles a tra, (i.- pur i euaajaran na Earopa
este moamu numero, me Innte a f.raliriraran de
i:ihiNKj j' MaMer-ida ao pre-enie projerio.
,
'



QlMH ftEMIBttQ QUARTA FURA (O 9 DZiMBRO DE !;.l
rem plantado caf darAo refre rs. 3OO:0(K)?(XK!.
l'etropolil. em aposto de I8K.lioiofredo Au-
gusto Schmi.il, eacriviio da imperial colonia de l'e-
i r > i p 11-Mtiimiano Jas liudehut, empreado na
anperiutendenci* da imperial fazenda. Kraucscu
Alves de Brilo Maia. dem.Carlos da B.rroi Kal-
c*> Cavalcanli de Albuquerquc l.acerda, dem.
Q&mmtttto*
CAMBIOS.
Sobre l.nndret, 27 3|4.
i Pars, 316.
< Lisboa, 98 a 100 por Jj de premio.
Riode Janeiro, l|-2a I porOioa 1.">e
Arcos do Banco, 10 a 45 de premio.
< companhia de Keberihe 549000.
a companhia Peronmbucana ao par.
.. UlUidade Pnblicii, 30 purcentude
e Indomoisadora. 52 idero.
a dt estrada de ferro20 por0|o de
discanto de lellrai. de 7 a 7 12 por Oiri.
Dilo do banco7 a|8 por 0|Q.
<)uro.Uucaa hespanhula*. .
Moedat de b> JOO eelhas
6400 novas
4*000. .
Piala.l'alacet bratileirns. .
Pesos eolumnarios. .
meticanos. .
289
30 das.
premio,
premio.
289500
16f000
169000
IODO
29000
29OOO
9860
Caita Filial i. Banco do
Brasil
EM 0 DEDEZEMBKO DE 1856.
Director da semana en aenhores : Joao Pinto
de l.emos, o Autonio Marques doAmorim.
Descont de lellrat 9 ".
Lellrat eaccadaa a favor do Banco do Brasil a
lo ds, 2 V
Al. HAN DULA.
lien.lmenlo io da 1 a 6 .
dem do lia !......
93:9781651
39:1749921
123:1939778
Gibrallar, escolia ingina Presiden!, de 437 10-
ueladas, conduzin o tequale : 3,038 saceos es-
tucar.
Liverpool, bricoe nslez ..Olen, de 133 tonela-
, ron'luli" ,eaui",e : *00 arrobas de osas,
2,200 acco. aeanear, !I2K saccas algodao, 2,935 coa-
ros saleado.
RECBHBDORIA lE HUNDAS INTEHNAS (E-
KAES DE PEB.NAMBUCO.
Hendimento do dia 1 a 6 .... 5.312*333
dem do da 9........1:190?852
6:5039183
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimento dodia 1 afi .... 23:073j87i
dem do da 9....... 3:9305830
27:0019701
Qtotoimtftto p0t$&.
.-varios entrado fio dia 9.
Havre*l dia, salera rranceza Havre, de 1811
toneladas, capillo Macliel, equipagem 13, carga
fazendas e mais gneros ; a I. -- rre A; Compa-
nhia. Porlence ao Havre. I'aitageiros, Madarue
Carolina Lasne, Madame Henriqueta Chaoard.
Trieste54 das, patacho oldemburqoez "Pfeilo, de
170 toneladas, capilao Johannes Cordes, equipa-
ren! 7, carga 1,560 harneas com farinha de trigo
e mais gneros ; a Saunder Brothers ^ Compa-
nhia. Perlence .10 porto de EltPaeth.
Wacio tullido no menino ia.
Gibrallar Escuna iualea Presiden!, capilao Wil-
ham Davey, carga assucar.
m**t*.
Ocrarreqan hojt 10 de deitmbro.
Barra ingleia--l'lo*ting Cloodmercaderas.
Barca inglezaBonitatrilitos de ferro.
Brigue ingleRacerplvora.
Barca nfleteWarharrkbacalhio.
Barca ingltzaSpiril of |he Timesdem.
Barca americanaCambridgefarinha di trigo.
Barca americanaMenisolafarinha de trigo e cha.
Brizne a.nerieanoHellenb.icalho.
I'a'aeho americanoSanta Claraidem.
Iliala americanoSimuelfirinhi e bolacliinlia.
Barca francezairenemercadorias.
Rrigue franreMtSuperbeemenlo.
Birca suecaI' mielvlaboado.
Brigue hamhursaezCitogenebra e queijos.
Brc.i dinamarquecal'rerm-amercaduras.
K'cn.,1 hollandeza/.ephyrgenehra.
Brigue porluguei Tanijo I, ceblas e batatas.
Bruue porluguzLiia IIidem.
Brtsae p^rtugaezKunc.iidem.
Brigoe lirasileiruEsperancetabla e barricas va-
sias.
IMPORTACAO-
Barca dinamarqueza Preciosa, inda de llambur-
ro, consignada a N. O. Bieber A. (1, manife>lou o
seguinle :
25 caitas fazendas de alznd.lo, 4 fardos dilas de
Ma, I dita ditas de seda, 3 ditas chiles de algodao,
10 ditas lencoi dt dito, 21 dilas mefas de dito, 3 di-
tas chapeos de sol de dilo, 1 dita tilas da dito. 5 di-
las sanlos de borracha, 16 ditas papel, 4 ditas car-
las, I dita boies de madrepcrola, 1 dila charutos, li
dilas brinquedos, 12 .litas lonas, 6 ditas ooo.ro de lus-
Ir, 1 d'la lacen las e charutos, 2 ditas panno ence-
rad, 2,315 garr toes vasios, 125 eaiai velas de coin-
ptsicu, 6 ditas cania, 5 dilas conservas, 130 dilas
riei|ns 40 ditas lelhas de vidru, I pacota botas,
150 barras de ferro, 25 harris alviiade, 62 pacotes
nabos, 4 voluiues cravoe. 184 barricas e 200 fres-
queras genebr.,, 1 pacota narne fainada, 2 latas
biscoitos, 1 pacotes e 1 g'go amoilras ; aos con.una-
larte*.
I caltas ferragens; E. II. Wyall.
I caimili 1 reoslos, 1 dita galos de ouro a falso,
I dita piano, 4 'Mas coaros de lustre, 1 dita livros ,
1 dila orna arma, 20 ditas tintes, AO difcu genebra.
50 ditas q.ieijot, S ditas salame. 10 dilas cassia, 38
garrafn com sgu', 30 presuntos, 1 pacota amos-
tras ; Rabr. Schmettan.
2.1 caitas queijos ; a' Novaei A; Companhia.
26 caitas fazenda' de algodao,:! fardos fazendas de
laa. 6 caitas ditas de linho e aUodftn, 2 ditas pian-
nos, 3 ditas eouro de lustre, I dita objeclos de me-
tal, 13 ditas iniudetas, 1 dita carro para menino, 2
ditas livros m bramo, 1 barril azaile, 5 gigos vinho,
4 pacotes e 1 caita amostras ; a' Timm M. & Vi-
BJSSSi
100 caitas espiriio. 3 ditas emires, 1 dila ferra-
gens ; a' Domnwos Alves Malheas
1 caite fazendas pe il dro, 4 ditas dita< de pao, 5 dilas cooro de lastra, 2
ditas leiii;o. de algo Ue, 49 barricas pregns, 1 pocote
lllrasem liranco ; a' Itaec Curio \ Companhia.
2 ditas burras. 6 ditas meias de algodo, 1 dila
cooro de lustra ; a' Manuel Joaqun) Ramos e Silva.
1 caita earneirat, 2 dilas periencet para chapelei-
ro. 1 dila charutos e fazeudas, 3 pecles palha ; a*
Oin-.ti.-ini ,\- Irmaos.
1 barril linguas salgadas, I gigo batatos ; P. I'rao-
ckel.
i caites fazemlar de linho. 2 dilas dilas de lila, 43
ditas ditas de algodn, 9 ditas e 3 fardos ditas de se-
da, I dita coaros, 50 ditas velas, 50 ditas cognac,
_' ii garrafn legume<, 1 caita e 1 pocote amostras,
1 caita objeclos de ac,o ; C. J. Astley Compa-
hia.
2 caitas drogas ; a' B. Francisca de Snuza.
23 caitas vinltys e espirilos, 10 ditas come lorias,
22 litas cad-iras, 1 dila curdas de metal, 2 ditas agil-
itas, 2 ditas palitos dt fogo, 1 dita ooras de uuro, 1
dila salame. I dila mautaiga, 2 ditas piannos, 6 di-
tas meias de algodao, '} pitas brinqaedos, I dila 6o
de algodao, I dila fitas de seda, 5 dilas miudezas,
20 harris cerveza. | barril azeile doce, 50 presunlos,
2 oteles amostras ; a' ordem.
Escuna nacional Linda, viuda do Rio de Janeiro,
aonsignada a Anlono Pedro das Neves, manife-loii
sebointe ;
2 ca toes chapeos ; M. F. M. Maia.
r, ditos ditos ; a' A. I. Pereira de Mello.
3 dilal diloa J.li, Maia.
I.2HO caitas sabao, 9 ditas vinho, 40 jacazes lou-
daho, 48cossaeiras de Jacaranda', 38 volumet liar-
ricas abat las, 2 barril farinha, 3 caitoea chapeos,
230 rollos fumo, 641 saceos cafe, 12 ditos colla, 7 la-
tas. I caito e II voluntes cha' ; a' ordem.
Patacho nacional Ktperanca, vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a' Antonio l.aiz de Oliveira Aze-
ved, nt.nifesloa o seguinle :
30 caitas vinho a' Sawage i Companhia.
RIO ditas matsat: a' J. p. R. de Souza.
1 dila rape ; a' J. J. B. de Castro:
5 caitoles azuleijos, 2 eaitas fazendas, 30 harris
liaaka, 30 pipts. 10 quarlolas e 123burra abatidos,
100 taceos a 50 lalas caf, 55 caitas cha", 3 caites
dupot, 35 rollos fumo 6110 caitas sabao : a'
ordem.
Escuna porlnzoeza Ctret, vinda de Doanda, con-
signada a R. Rooker Companhia, manirnlou o
segainte:
271 cascos azeite de pilma, i caitas gomma co-
pal : a*e consignatarios.
2 gamellas de cera amarella com 527 libras : a'
Antonio Carlos Prancisco da Silva.
Iliale americano W. W. Kullonn vin.lo de Phi-
la lelphia. consignado a II. Portier 4 C, manifesloo
o seguinle :
1:205 barricas com farinha de trigo, 20 ditas 100
caitas e 150 barriqainhas bolxehiuha, 95 caitas cha
ai ditas eadeiras com assento da palha; aos mesmos.
OOHWLADU liKRAL.
Rendimanlo do da 1 a 6 26:7965665
Ida. da j 9....... 4:77^572
O Dr. Sebastiao do Reg Barros de Lacerda, juiz
de orphaos e ausentes nesta ridade do Rocife o
seti termo por S, M. Imperial e Conslilucional
que Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edilal virem, que
linda a terceira praca deste juizo.sa proceder a ar-
remalacao de urna casa terrea na ra da Setizala
Nova n. 32, pertencenle a heranca do finado Ma-
noel dos Sanios s. Tiago, avaliada em 1:0008 rs.,
cuja coiifrontaco consta do escripto, que so acha em
poder do porteiro do juizo.
E para que cliegue ao conliecimenlo de lodos se
passou o presente, que ser aftlxado e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
nambuco em 28 de novembro do 18ftt.
Eu Galdino Temistoclcs Gabral de Vasconcellos,
cscrivo o escrevi.
Sebastiao do Reg Rarros de Lacerda.
O chefa da primeira seccao do consulado
provincial, servindo de administrador, etn virtude
do disposto no art. 3 do regu!ameato de 3 de ju-
lhodal852, faz publico que se acharo deposita-
dos, no deposito geral deus escravos, Antonio, na,
cao Cassange, idade de 35 a 40 annos, Clorindo,
nacao Congo, idade de 40 a 45 annos, com urna
belida no olho esquerdo apprehendidos pela polica,
os quaes sao considerados hens de evento, por se
desconher seus donos, e para qne seja cumprido o
que contorno sobredito art. manda publicar pela
imprensa, para que no prazo de 60 dias compareja
quero, aos ditos escravos lenba direilo, lindos os
quaes se proceder a arrematado pela forma deter-
minada no art. 4 do citado regulamento.
E para que chegue a noticia de todos mandei
passar o presente edilal, aos 12 de uovembro de
1856.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
Pelo presente sao convidados os donos ou con-
signatarios de 8 caitas da marca A com ceblas,
viudas de l.i-lma na barca porlugueza Mara Jos,
entrada em 20 de oulubro do crrenle aono, a virem
despacha las no prazo dt 3 diat contados da data
deste edilal, lindo o qaal serau arrematados etn has-
la publica, sera que em lempo algum possam alegar
cousa algoma contra os elleilos desla venda.
Alfandega de Pi-ruambiicn Odedezvmbro de 1856.
O inspector, Bento Jos remandes Barros.
O Dr. Sebastiao do Reg Barros de LtcerJa. juiz de
orphaos da ciilude do Recife e seu termo, por S.
M. o Imperador, que Dos guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edilal virem, que
haveudo-me requerido Prancisco Jos Alves Gama,
lulor dos menores lillios do liuado Pedro Jos Car-
neiro Monleiro, pra ser levada a prar;a de retida a
baita de rapim do planta, sita em Ierras da propne-
dade Apipoeos, parlllhade em o re rio com os referidos menores, conjaiilamenle com
urna olsria de fabricar lijlo, sita em dito logar a
margem do rio Capibaribe, e urna casa de laipa, pro-
tima a povoacao de Apipucos, seudo o pre^o para
base da arreinaiarao das menciunadas propriedades,
a i 11 mi 1.1 de 1:4109 por anno, pelo presente to le-
vadas a prac.a de renda trienual, a comec.ar do pri-
mciro de Janeiro de IH57, as mencionadas proprie-
dades para aer arrematadas por quem maior preco
ofTerecer, sb banca idnea, lio Jas isprimeiras tres
audiencias duste jaia, e mediaiite as seguintei con-
dictSes: que o preco da renda sera' pago ao tutor
dos menores, mensalmeute ; que o mesmo tutor de-
signan! quaes os lugares em que se deverao fazer as
neeessarias ncavajes para a ettrafao do barro que
se destinar ao fabrico do tijollo em ordeui a evilar
que as endientes do rio em su velocidade, n;lo es-
tabelei;am algum canal a causem qualquer oulra
ruina em dila propriedade, proveniente de taes es-
cnvajes.
E paro que cliegue noticia de todos mandei pas-
sar o presente e nial, que ser afiliado na porta das
audiencias e publicado pela impreusa.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 5 de
dezembro de 1856. Eo Joao Facundo da Silva Goi-
marAes, esrrivao o escrevi.
6ebastiAo do Reg Barros de Lacerda,
Pela recebedorin de reudas inlernas, se faz
publico que be ueste crreme mez, que se fiada o
prazo do pagamentt dos imposlos seguintes, sem
multa, perlencenles ao primeiro semestre do eterci-
cio de 1856-1857, a saber : renda dos proprios na-
cionaes, loros de lerreuos de marinha, decima ad-
dicional de m.l 1 mura, imposto sobre lujas, dilo
especial sobre casis de movis, roopas, ele. fabrica-
dos em paz eslrangeiro, dito sobre barcos do inte-
rior e lata dos escravos, depois do que lero de pa-
ga-Ios com a mulla de 3 por ceutu em favor dos co-
bradores.
Recebedoria de l'ernambuco 9 de dezembro de
1856.O administrador, Mauocl Carneiru de Souza
Lacerda.
31 t573333V
IMVBRSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 6 .
Idem da dil 9. ,
9959175
259-9713
1:2513918
I.ESPAITOS DE EXPORTACAU Pfc"~MES\
DO CNSUL IDO DESTA CIDADE: NO DIA
9 l)K DEZEMBRO OE 18,6.
LiverpoolGalera ingleza INrmione, James Cra-
btre iv Companhia, 88 saccat algodao, Soufel
Mellard, .50 saccas idem.
1. nalRsrca ingleza Chaanoin, diversas carre-a-
J-wes, 209 sacros e 70 barricas assucar mascavado,
260 branca.
Ku'nos-Ayresl'olaca h'spenliola Acaucia, di-
ver-os caT-gadores, 1,039 barricas estacar braa-
r.i e mascavado, Isaac, liarlo Aj Companhia 25
pipa- radiara.
Geno, aVapor tarda, l.emos Jnior & Leal Res,
250 saceos assocar hranco mascavado.
I.i-b 'iBarca porlugueza Maria Jos, f. S. Ra-
belo, '.17 cascos niel.
I.isIkmBarca porlogueza Ilorlencia, Manoel do
Naseimento Pcrein, ,V>0 saceos assucar hranco, e
n ditos dilo mascavado.
I'..rio Barca porlugueza Flor da Maia, Manoel
loaqomi H. e Silva, 109 saceos assucar branco.
Pnrlo Rrigue porlogui-z Etperienciat, Barroca &
Castro, IK) siccot assucar bronco c inaseavado.
Excortacao .
Rio tiran.Ir do Sal, barca brasilcira Sania Mara
Roa Sorle... conduzio n seguiute : 1,052 voluntes
rn 7.BI i arro las e 25 libra de assucar, I dito doce.
IMiiladelphia.brigue americano "Ihnmaz Waller,
do 18 toneladas, cooiluzio o seguinle :__ 2 600
tarcos em 1-1.000 arrobas de assocar.
Lisboa, brigoe pnrluguez l.aia III o, de 2K8 to-
neladas, cooduzio o a-goiolr : | caitote, 1 barri-
cas*) 2,566 saceos com 12,858 arrobas e 9 libras de
a-sorar, 66 pipas e 35 barris niel, .109 couros salga-
do, 39 ditos espichados, 50 barrn|iiinlias e i.) aaccot
gotataa, 8 pranches de amarello, I embrulho paos
de guiri.
Parahiha do Norte, lancha l.ra-ileirn Conceicao
Flor das Virtud'.., de -J( toneladas, conduzio o se-
foiolt: 303 voluntes gneros estrangeirea, |s ro-
la e 1 fardo fomo, 2 taitas de ferro, .50 caitas sabao,
1 dila arroz, > sarcos cera de carnauba, 2 arcas ca
f*. V'i-jit rharnlos.
O tribunal do commercio da provincia de Per-
nambaco, cunvida aus seuhores cuinmerciantes 11a-
cion.ies, matriculados a residentes ncsle dislriclo, a
comparererem boje 10 de dezembro as 9 horas da
inanbAa na secretaria do mesmo tribunal, pan pro-
ceder-se a eleicau dos dous depulados commerrian-
te', que para o seguinle quairieunio de 1857 a 1800
tem de sub-liluir us arluaesgenitores depoladot Joao
Ignacio de Medeiros Reg e Joao Piulo d< l.emos,
na forma do titulo nico di co ligo commercial e de-
creto de 5 do scleinbro de 1850.
E para constar mandou o subiedilo tribunal fazer
este, que assignado pelo sea secretario, ser poblira-
do no Diario desla cidade e aMtado na praca do
commercio com a lista de que trata o artigo 5 d'u ci-
tado decreto.
Secret ria do tribunal do commercio de l'ernam-
buco 2 de noveniliro de 18.56. Joio Ignacio de
Meleiros Reg, secretario iuterino do tribunal.
Jos Jernimo Monleiro.
Jos Joaquim Illas Feriiaudcs.
Jos Pires IVrreira.
Joao Ignacio de Medeiros llego.
Joaquim da Silva Lopes.
Josu Rodrigues Pereira.
Antonio Valenlim da Silva Barroca.
Gabriel Antonio.
Jos Antonio Hatlo.
Lu/. Antonio Siqueira.
Joao Pinlo de l.emos.
JoaVo Pinio de l.emos .lanior.
Josc Velloso ISoares,
Elias Baplisla 'a Silva.
Joaquim Ribeiro Pooles.
Mauocl Gonrilves da Silva.
.Mano. 1 l)ua.;c Rodrigues.
Jos t'.jndido de Birros.
Jos LeAo de Catiro,
Manoel lanacio de Oliveira.
JogoJcs de Carvalbo Maraes.
Vicunle Jos de linio.
Jos Pereira da Canba.
Mano.'I Joaquim Ramos e Silva.
Francisco Accioly ile Gooveia Lias.
Manoel Alves Guerra Jnior.
Jos dos Sanios Neves.
Antonio Francisco Pereira.
Caetano Cyriaeo da Cotta Moreira.
Antonio Jos Leal Res.
Gamillo Pinlo de l.emos.
Bariholomeo Francisco de Souza.
,ln Gomes Leal.
Vicente Mcndes Wainlcilei.
Jos Francisca l.avra.
Joaquim Jet di Cosa Pajotes.
Jos Baplisla da Fnnseca Junior.
Eslo r.informe. Dmameriro Angasto do He o
Kaigel, no iinpsdnneiito do ofllcial maior.
COXSELUO ADMINISTRATIVO.
0 conselho administrativo tem de comprar os se-
guintes objeclos.
Para o arsenal de guerra.
HcllanJa de forro.covados 800 ; oleado para de-
brum. eovados 1.0 ; costados de amarello (i ; taboas
do sssoalho de amarello, dtizias 6 ; travs de siett-
pira rom 30 palmos de romprimento, e 9 polega-
das de face 3 ; safras grandes 3 -. lio de algodao li-
bras 30.
Quem os quizar vemler apmenie as aras propoiu
tas em carta fechada na secretaria do conselho as
10 horas do dia i 2 do crreme mez.
Sectetaria do conselho administrativo para for-
nccimenlo do arsenal de guerra li de dezembro de
1856.Rento Jos Lamcnha I.ins, roronel-presi-
dente.Bernardo Pereira do Carmo Junior, vogal
e secretario.
A companhia fixa de cavallaria precisa con-
tratar pr.ra o primeiro semestre de 18a7, o foroeci-
menlo decapito, arrobas ; mel caadas; milho,
cargas 011 saccas ; ( devendo ser ludo de primeira
qualidade ) para a araada da mesma ; no dia
15do crreme mez.noquartel da referida cempanhia
em Sanio Amaro ; as 11 horas em ponto se abriro
as proposlas.
@ KEPA1.TICAO' DA VACCINA.
@ O i-ominissario vaccinador pro- S
^ vinci.il, reconhecendo t|ut: militas ^
;{; pessous deixam de comparecer a @
@ cala tepaitirao em conset)tienda (fe
^} da loii'ilttde do ltifjar, avisa no ffe
$ espeitavei publico que tem re- 2
'$ olvido a vaccinar tatabem as 1^
^ tercas feiras de todas as semanas, @
$0 na casa de sua residencia, conti- ^
^ miando a repartieao a l'nnccionar S
% no torreao da alfandejra as qttin- f^
^ tas e domingos: assim, as pesso;is tk
O 'Iuc lequizerem vaccinar as ter- 3
^ <;as taras, podem dfigr-se das a
^3 sete a nove horas da munliaa. ao $
@ 1 andar do sobrado da ra .Nova Q
m esquinada do Sol n.O.Dr. Joio 3
$;3 Nepomuceno Dias Fernandes @
fendo esta reparlr.o, em cumprimonlo da
ordem do Exm. Sr. presidente da provincia datada
do 1.- do correnle mez, de furnecer a provincia da
Parahiba, para a barra do Cabed-MIo, 2-2 btscas de
crranle de I 1|2 polegada, 2 ancoras de 12 quin-
taos com os complanles manilhas, e duas grandes
boias aempregarem-se em balisamenlos, cujo vo-
lurae de cada una, nao produza mais de mil pal-
mos cbicos, sendo indillerenlea sua eonliguracao
manda o Illm. Sr. inspector fazer publico, quecon-
Iralar a compra destes objeclos, por va de propos-
las em carias fechadas, apresentadaa nesta secretaria
no dia 11 do correnle mez, al as 11 horas da ma-
tibia.
Secretaria ra inspeceo do arsenal de marinha de
Pcrnambuco em 3 de dezembro de 1856.O se-
retario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Fo rtiubado hontem a tarde no sitio do
Cajueiro, un relogio il snboncte de miro,
pequeo, rom esmalte, na eaixa de dentro
tenia firma doSr. Casimiro Garnier, junta-
mente a crrante tle ouro : roga-se a pessoa
mora do eostume, seguir para a Baha e Rio
de Janeiro, para onde poder receber passa-
geiros, para os quaes tem b.ias acommoda-
res, e so promette botn tralaniento : quetn
no uicsmo quizer iranaportar-ae, pata ajus- mente a crrame ue ouro : roga-se a pessoa
tes : quo sao razoaveis ) poder rntender-so j que o apprenen ler leva-lo ao Aterro da loa-
com Amorim Inn.ios, ra da Cruz 11. 3. Vista 11. 7, que sera recompensado cncrusa-
Para o Aracaiv. mente
Sftaeeoaloda br.vid.de hiaie orancivel L ~, u J,ll/' d ?rp,hi,os Wl a, prac:l' por
ja tem a maior parte .1, carga; para o reto passl I \Cn,S:l ", 'll,em m" ',lcr' J ca*a d ^ *a'
geiros dirija-te a Martina & Irniao, roa d Madre cs Slt:l na rua de Josy da ('osla balrro
de D
Consia-n
l'ma
leas 11. -2
Aracaty.
Stgaa na prsenle semana
o Mata Ejalscao
^.hu^.... ,,........ ,._._. .. .. ,v .. c.ir._oo 1. ionio dermano Hcsoeira Piala de Soasa, leu rom
par., o reslo da earga e patsageiro, rata- com Cae- sorpreza .10 Diario de 96 de uovembro do correnle
(ano Cyriaeo da C. al. na rua da Cadea do Hecire nnno o annuncio publicado e signado pelo Sr. Dr.
". IntA d.. tUr...D V.I.S. a. lid.. \i____.*.
Baha
Km i2 do mez corrite te^ue o hiats aCarreio do
Norteo, ainda pode receber car^a : a Iralar com
Caetano Cyriaeo da C. M., na rua da Cdela do Ke-
cife n. >.
Frela-se a lancha Flor du Kio c a lancha
ol-'eliz das (lu-la-n. para os porlos da l'arahiba, Kio
reliz oas iinna-.i, para os parios 0,1 raralllDO, RIO ,......" u a ........------------------------ --.....< -s ..-
(irande do Norte, Maco e Aracaty : qu.irj prcten- ''."'lucrqne Maranhao a propriedade denominada
der dirija-se a rua da Cadeia do Kecife, loja de Joo Call, anneta ou romlituliva da mxima parlado
da Cunta Masalnaea. *1i,u seu ena
Companhia
Transatlanlica le Vapores Sardos.
M j- .,, ..... """i porque dada mesmo a hvpolhcse d. que li-
C.7JI x.r?S?,,.,,*'JW> f1?'1 ^SSj' e l'V'do lal escriptor (procediinenlo este que
l.enova o vapor IIRIN, ga.l em ludo .0 C-K.M1- seria .en. duvida contrario ao. actos da vida publica
va, e iiepins da demora necessana >e"iiira na. nariu..!.. a. .________,____ _._._,... r.._
11 t. j -t-isuira para a particular de seu pre/ado
Baha o K.o de Janeiro, e recebe pas.eiros nflos que por ventora S. S tivesse'a doarau de sua at:
las doat pr.igas, como lambem para pareeeiido antes que S. S. leve mal posillvaraente
Montevideo e Buenos-A)res: dirijam-se aos agen-
tes, rua do Torres a. I i.
Scitt.
THEATRO
DE
ULTIMO ESPEC1ACI 1.0 SOBA DUIECCU) Dt)
ARTISTA SAMA ROSA.
Quinta-feira 11 de dezembro.
De ordem superior, e para satisfacer nao su ao pe-
dido que fui publicado no D ario de l'ernambuco
n. 2S8, mas tambero a outras mullas pettoat que nao
eheuaram a lempo de obler camarotes, eadeiras e bi-
Ibalea de platea para a recila que leve lunar no da
-2 do correnle, vai a' vaudeville,
Ai'tlii
Lego que a lixin. Sr. conselbeiro presidente desla
provincia se digoar comparecer iia tribuna, dar'
principio ao divertimenlo.
<) iaiin lia ornado iiu oivcrsas arlas, e rnroscan-
lados por marujos, entre os quaes uin sera cantado
por oito seiiboras.inclosive algumas meiuuas.
Actores que tomaran) partes principaes no drama
as Sras. D. Kuoth e Jesoina, e os Srs. Sania llosa,
Hozeodo, l.ima e Jos Alves.
A orcheslru sera' dirigida pelo Sr. Pedro Molusco
Baptiata.
No lim do drama o Sr. Sania Rosa e a Sra. TI.
Knoth caularao o jocoso duelo,
0 NEIRINHO E POBRE.
O espectculo terminara a pedido) com a comedia
em uin aclu,
f
iA
O agente Pestaa far leilo de varios objec-
los de marcinerias novas, e usadas, alguns objeclos
de ouro e prala,urna pon;.".0 de pedrasde marmore,
redondas, quadradas c brancas, c de cor, alguns
escravos pecas de ambos os sexos e dillerentes idados
urna porcao de caixas de caxirobos de louga, urna
quantidade de chitas e riscados proprios para cs-
cravaturas o que ludo ser vendido a vontade e est
patente aoexamedos compradores, quinta leira 11
do correnle em seu artnazem.na rua da Cadeia do
Recife n. 5 as 11 horas da manha.
Leilo de predios
EM
DE ALLEUIIA-
Fazeudo a parle de Maricola a Si3. D. Jesoina.
Otbllheleg esiao desde ja u venda no eteriptorio
do theatro, em inflo do Sr. Cunha.
lsiao W.!iritm<.
AO RIO DE
Janeiro
segu com brevidade o luigue
nacional MARA LI ZIA, capi-
tao Joao da Silva .Motaes : lem
gratule parte do seu carregatiieiito prorap-
to, e para o restante tiata-se com o cen-
signatatio Antonio de Almtida Gomes,
na rua do Trapiche 11. l(i, segundo an-
dar.
CEARA' E|PA!IA'.
O patacho Annao recebe carga cor frete comrao-
do, nao demorar se-ha no porto mais que o tem o
preciso para alasliar : os preleudcnles eulender-se-
haocom o consiKnaiano J. ti. .. Ponteea Junior,
na rua do Vigario 11. ->.i.
PARA O ARACATY.
Segu em poucos dias o betn conheeido hvate
Capibaribe para o resto da carga e passa;eiros,
trata-se na rua do Vigario n. 5.
COMPANHIA PERNAMBUCtaNA..
O vapor Iguarassfit acha se a rar^a para Ta-
mandare, Barra Grande e Macehi, para onde sahir
al o lim desla semana.
i'ara a Baha
A veleira e bem conheciila sumaca brasileira
crllorleiician segu para a Babia al o dia 1(1 do cor-
reule ; para o reslo de ata carrciiamenlo, trata-se
com o seu consiunalaiio Antonio l.uiz de Oliveira
Azevedo, rua da Cruz a, I.
Para Lshoa.
O paiarho porliiguez aBrilhanle, capitSo An-
tonio Iraz Pereira,-ahira" com toda a brevidade por
ter a maior parte da carga prompla ; para o resto da
mesma trata-se com o dilo na praca, u com o con-
signatario Domingos Joso erreira tiuinaraes, aa rua
do Quetmado n. 85.
Cumpa 11 hia hrasiltira t!e
paquetes a vapor.
O agente Borja (ara' leilao, quarta-
l'eira 10 do conentc, a's 10 horas da ma-
nliaa, de diversos predios perteneentea ao
Sr. Jos Dias da Silva, a saber : urna casa
terrea n. 2, sita na travessa do Lima
na roa Imperial com 2 salas, Squsrtose
coz.inha tora; (i ditas de ns. i, 8, 10,
I e 14 na mesma rua com 2 salas, um
qnarto e cozinba lora ; 2 ditas na rua Im-
perial n. 7(i A. e7(il5.com2salas, 5quar-
tos, co/.inlialbta ; i ai mazeos em caivio,
na mesma rua, um terreno na rua da
Praia de Santa Rita e uin dito na Passa-
gem da Magdalena cora 12 1(2 palmos de
lente, aolado da casa doSr. Jos Joa-
tpiun Dias Fernandes, os quaes setao en-
tregues sem limite, visto seretn vendidos
pot accoi'dodo proprietario com oe\-cu-
tador liscal, para ciiinprimento da con-
cordata que Ihera ltimamente outor-
gada: ossenioresprelcndetilesqitequize-
rem alguns esclsrenmentos a tai tespeito,
dirijam-se ao armazem dio agente annun-
ciante, sito na rua do Collegio n. 15 onde,
teta' lugar dito leilo.
LEUDES
O ageule Oliveira fara' leilan por ordem do ha, ou o lono da oseada
Illm. Sr. cnsul de tranca nesla cidade, de varias
joias da prala, ouro, diamntese hrilhantes, perlen-
cenles a liquidado da massa do finado I,. A. Bau-
doui, subdito iran e/, consislindo em boloes, arso-
linhas, ligas, medalliri, brincos, coraci.es, atacas
aunis, albneles de peilo, collares de coral e de con
linhas de ouro, pulceiras, bvelas, cruciliio, agullie-
ta, redomas, inclusive algumas do prata, tilasrana
-> aScuii.- uiiveira lara icuao em dillerentes lates, m ---------^. ,.*, |>"|''<:' por ordem do Sr. .Manoel l.aiz da Veiga e oulros in- W .],, sOf'-n l'l-os miltrtAa
lerassados, da bem couliccida ptima e grande casa Ct U r!S !"" ,,0s
----------------------------,ua. ..^.,,..n ^ 1..ni,,. ,,--1
de sobrado e lenos circumvisiuhos, viislenles no
lugar de Santo Arnarinho, estrada em liuba recta
rora, cojas coul'ronla(0es, divisoes ediiiieusnes po
dciu os [.reten ionio examinar as localidades, e
por meio da planta eiistenle no escriplorio do refe-
rido agente, onde lera' lugar o leilao ao meio dia.
Leilo sem limites.
A Companhia Pe nainlnieaia ara*
leilao, por inlet veneao do agente Pesta-
a, de urna porcao de barricas de bol
t:'
w.r ^,... i.., uu ,. ...jo.. ...I ..'/-1,1 11,1 ir.iiLI''
do Recife, pertenrnnte ao casal do liuado
Joaquim Jos de Figueiredo, a requcrimctilo
da viuva invctilariante no dia 12 do corrnnte
depois da audiencia, avaliada em a.OUOOoO
rs.
O abaiio assignado, lillio do fallecido Sr. An-
nio licrmano Hcgaeira Pinto de Sonta, leu com
Joao (! llanos Faleo de Alliuquerquc Maranhflo,
em que declara que dilo seu pal celebrara, pouco
antes de fallecer, urna simulada ccriptora de venda
do sen engenbo KotBrio a ana lia a Sra. II Hila Ka-
eueira roa o intuito de defraudar aos seus credore,
fa/endo esla senhora immediatamenle doaeao do
metala ensenho a seus llllios ; e ontro sim, que na
qualidade de lierdeiro de sua av II. Mara Ignacia
rreaciara de Alhaqutrque, a qual em 11 de julno de
"Si dooa a seu sobrinho o ordenando Andrc de Al-
:enho Kotaiio, com o 011119 de pssar de-
pois da morte do donatario para os mais prximos
berdeiros delta, Csbendo-lhe por cnn lo ala si de baver es*a propriedade, como lambem
lodos os ren lmenlos que llie ifa inberenles, e inde-
"id.-imeiile percebnlns par quem quer que fotse,
prettava-te cni protestar por meio desse annuncio
contra aquello proccdimeiilo em quanlo nao enca-
iniubava sua accilo cuinpelenle. E, pois, he forrado
o abaixo a-signado a responder ao Sr. Dr. que ena
noticia que llie foi Iransmillida por pessoas lidedig-
nas deate lagar como diz, be calumniosa, falsa e al-
sissima, e o qae mais a Imira beque S. S. tendo
conbeciilo a sea pai, 11.10 poxeste a menor davlda em
acredita la. para avennira-la mauifeslac/io publi-
ca, e anda m.iis por er ilesnece.saria ao caio vr-
teme, porque dada mesmo a hypothese de que li-
VI..L- Il.....I. ,l----------.___. (______..______.. I
e particular de seu pre/ado pai: nao tolllia o direilo
ar--------------- ..- -|-i ... ,7, 1 i:ii [ 1 1- 1 1 v | 1 |>-11 1 !
em vina-lalvez por intinaacie de alguem inquielar
as rcspeilaveii ciniai de um boroein houosto e probo,
com quem nlreteve relacoes, se lian foram simula-
das, fiurma pon, tranqiiillamenlc. n Sr. Dr., que
mo bonve tata escriplura, eu Ih'o aflirmn ; seja mais
cauteloso em propalartaet aolieiaa, para aaatoffrer
um desmentido, como ea Ih'o dou agora peranlc o
pobiieo ; o quando Ihe.aprouvcr se aprsenle em
jiio com a sua acc.a 1 para reivindicar a proprieda-
de e reiidimenlns de que trata, cerlo de que desde ja
Ihe patea osSeaorar que llie bao de aproveilar tanto
quanlo al buje tem BDroveilado os fructos de tuat
producees poelicas e sobreludo das Iliterarias. Se-
riehiem I de dezembro de I8-"*.
Manoel Nicolao Kesueira Pinto de Souza.
O abano assignado fat ver ao publico que oin-
auem liga negocio algum com urna casa de laipa,
melade de lijlo, sita na Capunga Velba, que vai
liara a Rio Capibaribe, sem que nao se enlenda com
o abano assignado, pois lem direilo a ella.
Jos da Suva I-erreira.
Preeisa-se de um caiseiro : na ma Direila dos
Afosados n. 13.
QaetD liver achado e quizer restituir urna pul-
eelra de cabellos, encasloada etn oaro, cun as ini-
ciaes (i. S. I.. S., perdida na noile de S do correnle,
pude leva-la ao segundo andar da rua estrella do Ra-
sarle n. 43, qae se gratificara'.
A pessoa que enipenbou mis penliores na roa
de llortas n. 10, par I.'.imiiIO, e qae pagoa o ju-
ros ,io mez de Janeiro e nao pagou mais juros, venba
pajar o juros que deve na rua da Assumpi;Ao n. -26,
c tiraros seas penhores no prazo de S das, contados
do pnmeirn anniinrio, e 11A0 vindo lira-Ios serao ven-
didos para pagamento, que se precisa do dinbeiro.
Piecisa-se de um caileiro para ataa taberna no
lugar dt Sanl'Aniia.
Oarremataale da capalazia da alfandega de
l'ernambuco precisada Irabalbadores livres e cap-
tivos, e papa-se bem : quem quizar dirija-se a poila
da alfandca nos dias olis at 7 Ir2 horas da ma-
nha.
Precisa se de um rapaz que tenba bastante
pratiea de luja de fazendas, para urna loja fura da
cidade, e que di fiador a ma conducta : no aterro
da Boa-Vista n. 47, sesundo andar.
Preelia-te de um forneiro para Saul'Anna ;
quem trabar ap;>arera na rua da Florenliua n ti,
que achara' com quem Iralar.
Pedimos ao Illm. Sr. Dr. Feiiosa que nao
consinlaqueos.Xegronisou oulrosejusilem furfu-
ris, continueiii a conipromellero seu credilo em
urna questao que tanto lem inleressado ao publico,
pois a apparicao de taes sugeilos pude ser interpre-
tada como urna confisso da taita de meios hones-
tos da parle de S. S. para combalar o seu adver-
sario. E quanlo a esse intromcltido, nao duvida-
mus dizer-llie que o lugar dos Negros he a cozi-
Um quo deseja a discussao.
i5!ictes de visita.
tiravam-se eimprimem-se rom perfeicn bilhelcs
!. de visita, lellrai de commercio e Indos o, objeclos da
,. arle raligropluca, reaislros, vinbelasc quaesquer de-
senlio. Abrera.ee lirrr.as, sinetes, tanto a talho do-
l como r
e prala. 1-azem-aa riieos lindos e originara para
burdadot de labyrialho. Admilta-se a recusa de
quaesquer desles objecloi no caso de nao ficarem a
conteni das pessoas que os encommendarem : quem
pretender dirija-se a qualqoer desles logare! : no
bairro do Kecife, rua da .Madre de Dos n. 3, pri-
meiro andar; em Sanio Antonio, na livrarij classica
do paleo do Collegio n. -2 ; as Cinco Poutas, lobra-
do da quina confronte a raalriz nova.
a, reanmas, inclusive algumas do prata, lilaarana, ""oi. Alirem-se lirrr.as, sinetes, tanto a talho do-
cornalinas, e oulras diflereiilcs: quaila-feha, ludo coilno e,n relevo, ornamenloa com objeclos de ooro
correle, as l horas da manbaa em ponto, no ata e P"1"- l'azem-ae riieos lindos e originar* para
escriplorio, rua da Cadeia.
Leilo.
Quarta-e.ri, 10 docois
rente.
O agenlc Oliveira fara' leilo em dillerentes lotea,
>;;-qq-
i
a Associaco popular
De ordem do Sr. director da associacao "';;"
. popular de sueco, ros mutuos, convido os SB
para Ulinda, c transversal para a fundirn da Au- '.V? saooorea socios para setsSo extraordinaria &
em 10 do correnle, ai li horas da larde.O '';
re, g
- primeiro secretario, lot' da Cunha

1856..Moreira v.v Primo.
CCNSULTOKIO CENTRAL 110- S
C- MEOPATH1CO. A
? Hua de Santo Amaro 'Mundo-No- @
Vo n. (i
Nos abaixo assignado*, moradores
em llamanguape, provincia da Parahi-
ba, declaramos pie de boje em diante
deixamos de recolher 'eneros em nosso
cha lina de embarque, dila ordinaria em iU'm:i/<-'m de pessoa alguma, remettidos
saccas, urna porcao de prezuntos, vinho do Itheno em dtt/.ias, dito de champag-
ne, dilo de Bordeaux, dito de Sclierrv,
conservas alimenticias < de fructat, 2
barril de carne salgada de poico e de
vacca, barricas com hervilhas, ditas com
assucar, saetas de arroz, ditas de cate',
ditas de trelo, harris de genebra, cha'
pelo, 1 barril de Klium, dito de Fran-
ca, tuna porrao de tijolos para limpar
laceas, lalas de sardinas e mais alguns
gneros que estarao pateles ao e\ame
dos compradores, boje 10, ?'i 11 horas
da manhSa, no armazem da mesma com-
panhia, no largo da Assemblea n. 10.
O agente Borja tara' leilao, em seu
armazem, na rua do Collegio n. 15, de
todos os objeclos existentes no mesmo,
consistndo em objeclos de marcineiria
novos e usados, pianos, vario, objeclos de
ouro e hrilhante, relogios de diversas
iptalidades, quinquilharias francezas, v-
dtos c. louca para servieo de mesa, c tima
inlinidade de oulros muitos artigo.?, que
lora impossivel eniiumeiar, os quaes se
achanto e\postos no supradito armazem,
c se entregarao sem limite: sexta-eira
12 do coi rente, as 11 horas da manhiia.
9tmo$ totott&tf.
O vapor PARAN', comm.iinlanla I". I'. Borges,
espera-se dos porto do norte, rom detliao aos do
tul, al 0 da II do correte. Os Srs. qne livcrem
de remoller escravos e quaesquer volumet, tejan)
de carga mi eiirouimendas, deverao mandar a acul-
en no da ria ebeaada di paquete, para nei'e da se
engajar o que poder ser recebido. No dia d,i sabida
nao se rerebe volume alsum, c -rnenle se admilte
passaaeiros e dlnheiro a fele, al as horas do expe-
diente : agencia, na roa do Trapicha n. 10, segun-
do andar.
Espera-se em poneos dias o vapor por-
tuguez a i'edro V. > commandante Jos Dias
dos Santos, e depois d<- sua rhegada o de-
Se o Sr. Dr. Faltosa se resolver a sustentar
a discussao, para a qual me desafiou, prorr.pta-
mente llie responderoi, usando de linguayem mo-
derada e .le gente que se preza, se tal for a sua ;
de linguagem forte e enrgica, se com ella me ag-
gredir. A Negroais, porro, e oulros miseraveis
que procurarem morder-me a furto, qu?robrem
por si mesmo', quer pnr mandado de alguem, dei-
zare que salisfapm seus mos insliootOS, visto
que nao tenlio ncnlium osso para dar-lhes a roer.
F. N. C.
Precisa-se de tuna ama para casa de um
nonicm solteiio : na tue da L>ngueta n. 10.
Precisa-se lallar com a Sr. Joaquim lor-
iaos Santos Junior, na rua do Quoimado
Vo n. A
ffi O Dr. Sabino Ola/ario l.njgero Pinito, Pi
X rio volta de sua viasem ao Kio ile Janeiro, '
- continua a dar consullis lodos os dias olis, ' 0 la- S hojas da maabSa, a- -2 da tarde. t
A t)s pobres sao medicados gratuitamente. X
Gratidao,
Acliaudo-me uesla cidade onde viro ;. mcus nego-
cios, e achando-se docnte de febre ama.ella dous
escravos meus, mandei chamar para os tratar o Sr.
Dr. llamos,,e nesla parle mi fiz mais que ceder
a instancias de algum amigos que me apresentaram
o mesmo Sr. Dr. llamos cuno uin medico digno de
aa honrosa miatlo. E com elleilo, o zelo, cuidado
e inlclligencia com que o Sr. |lr. Hamos procurou
salvar os meua ooi escravos aravemenle atacados
de urna eiifermidade terrivel.o feliz successo de seos
e-torcos ceoteauindo reatitairaaauda aos dous .len-
les, nao s eorretponderam a conliancaque nelle.le-
po-ilei como peiiln.raram o meu recouhecimenlo.Af-
favel, civil, assiduo, inlelligenlc e incansavcl em
viailar oa daanleaa roialalrar-lhea os remedios, o
Sr. Dr. llamos lie um desees me lieos que faiidam
liibutus de estima nos cnra5i.es de Indo- qaanlos
procuram o auxilio de sua s.ieuci.i e experiencia.
Sirvam estas palavrai do pagaron) em Inhalo ao
menta e a yerdade e o Sr. |)r. liamos queira per-
doar-nos seVillen-temos a -ua modetlia.
Manoel de Sooza Silva Serodio.
0 abaixo assignado, curador liscal, da ma>--
sa fallida de Joao Chrvsostotno da Silva, convida os
credores do mesmo para que no prazo de oito dias
a datar de lioje.venhamapresentar seus crditos pa-
ra serem verificados e rlassilicadas, segundo for de
direilo. Recife 0 de dezembro re 185G___Joa-
quim Filippe ila Coila.
.! ai.na Maria da Concci._,io, \iuva de .Manoel
Ueariqaet .ie Oliveira, moradora na povoacao da
Uoipapa, leudo seu marido negociado nesta ora-1
ra com varioi tanborea .1 quem tappae nada de-
ver de comas contrahidas pele ine-1110 seo marido,
envida a Iotas as pessoas que se algarera rredor.
dt Ihe apreteniarem uas coalas no prazo de tres
das, na ceta de Jote Carreiro da Silva, ficaado por
esle aviso lesoneada para o futuro.
Recife 9 de dezembro de 1896.
n. 69, loja de forragens a tratarnegociosi, Preciaa-ao de aro bem caixeiro para urna loja
tfe sen interesse. france/a : a fallar na praca da Independencia, n.
Precisa-sede um caixeiro para taberna, I *T........ ,
rom pralica ou .sem ella, de I/a H anuos sa7 ^ Z' ,P p:l"J,r '"^ por '*" r>-
11a travessa do Sirisado n '-a,*a"n0:' f < roa de B^m Snecetao em Olioda, dalren-
. ... un .-Miin.n,.i 11. I. ileda biquiiih.i do Rotarlo, cin tres salas cinco
nre7e,;Ve^.;'dUar',,a'<'mdarn'dal'"a "' '' "' Su"ln'- hea rarinl.a. Brande quintal, con alg n.
preienle me. dirijam-se ao .ra.io nnnislro ,1. ordem arvoredot de fruas : dirija-e rua rio I tosa-mam
.reir, de s. FrineNre, .10 lamo do Carme a. 16. I :I6, lereeiro andar iwamsato
pie no Liberal de amanha,
( 10 ) lea tle ser publicado um artigo philosopliito] oel "'
do Sr. Dr. Feiloza ; entretanto consta-nos tambem Mad'emd U
que o mesmo Dr estivera hontem (8) em casa de Jeu-,
um illn-tre profesor de pliilosophia que mora em
a ra..... do R ..... desde as 11 horas da
manhaa s 3 da tarde. Seria alguma conferencia
a respeito? Nao: o Dr., que da quinaos em
Cousin, nao precisa disso. Foi urna visita que
fez ao seu amigo que lia muilo lempo no via. A
saudade o fez vir de lielcm expressamente para este
lim.
Acha-se fugida a escrav Jotiina, de idade ;lil
anuos pouco mais ou menos, levou venido de chita
encarnada, he bem prela, lem falla de denles na
frenle.o dedo indicador da mao direila ahijado, pro-
cedido de um panaricio, lem as pernas feridat, sns-
peila-se estar escondida na freeuczia de San-Krei-
I edro lioncalve oa I ora de Tortas : rafS-ae as au-
toridades policiaca e capdf.et de carino qut dclla te-
nham notieia.de levaren) ao seu teabor, em Fara de
Porlas, na casa do Sr. Viann.i ou no paleo do Cir-
ino n. -22, que sera' generosamente recomnen-
ado.
Dttappareceram'do ensonlio l'oclt us escravos :
Manoel rrioulo, de 03 a 2i anuos de idade, com os
teaninles si2iiaes : estatura recalar, falla de denles
na frente, um tanto riaoaho, olhos morios, falla des-
cantada, ps largos, n seoslas bastante cicatrisadas:
e Silvestre tendo lambeir. ossiznaes seguintei: de!8
a. ai annos, quenadas um tanto larcas, pernas finas,
leudo em urna dellas pequeas cicatnzes, bem es-
perto e secco do corpo. Roga-se aos capitaes de
campo a captura dos ditos ecravos.
Lotera da pro-
vincia.
Corro quinta-feira II do
cor re 11 te.
O abaixo assisnado anda tem ura resto de seus
ebzes bilbeles, meios e quarlos da segunda parle da
leguuda lotera rio convento de N. S. do Carmo, as
tojas jt annunciadas. pelos presos abaixo declarados.
Bilheles "5(1011 Recebe (liOtXtt
Meios .teXKi ,, 3:00U9
Qaertoa Ijeaju 1:500;
O meiiuo vende a diuheiro visla, sen loria qao-
lia de 1001 para cima, pelos precos srGoiatcs :
Bilhetc. tiotiiO Recebe ti:(K)5
meios 3f3i :i:0UUs
tillarlos IbTuI) a 1:300/
l'or Salustiano de Aquinn lerreira.
Jos Fortnalo dos Santos I'orlo,
SOCIEDADE FlalDADOUV DA hr
UM DE FI\R E TECER
AUiODAO.
tssenhores socios sao convidados .i elleetuar at
o aia -JO do correnle, o pagamento da segunda pres-
lacao, que he finada em 10 por cenlo do capital
tubscriplu por cada um : no escriplorio du Sr. Ma-
noel Alves Guerra, rua rio Trapiche a. 11, das 9
horas da manhaa, us ."> horas do larde. I'ornjni-
buco l> di- dezembro de l.isi;.
Amorim, Farias, (uerra&C.
Precisa-se de um co/.inlieiro \>om
para uma casa estrangeira de pouca fa-
milia : na rua da Cadeia, armazem n. 21.
Ka quinta-feira 11 do corrente, pe-
las 10 horas d;i manliaa, se deverao reu-
nir, na sala das audiencias, tqdos os Sis.
credores da fallida Maria Florinda Seas-
so, aim de assistirem a prestaeao das con-
tas dos administradores da inassa, con-
forme foi determinado polo Exm. Sr. Dr.
juiz especial do commercio.
\a noile de 5 do corrente perdcti-se ( desde
o alarro da Boa-Vista at a travessa de S. Pedro )
uma corrente c um relogio de ouro, patente celin-
dro : a pessoa que o acliou, querendo restituir, po-
der dirigir-se ao segundo andar do segundo sobra-
do na travessa de S. Pedro que ser generosamente
recompensado.
casa terrea nos Alocados na roa de S. Mi-
lendo l palmos oe frenle e ij de fundo,
Iro, quintal ero aberto e cacimba, ava-
UGO rs- pertencenle a Mana Rasa de
Lina terrea arruinada na rua do Molocolombn.
38 de pedra e cal, com 2li palmos de frente e (>0 d
tundo, -2 quarlos, rozn.ha dentro, quintal e sem co-
berta, por lOOjOOO, peilencetite a Joao ria (>oz.
Lea casa teirea em mo estado, de laipa, na roa
do Quilbo, nos Afogadot n. 4, com perla cjautlla,
lendo, I palmos de frenle e .14 diloa e 3 pollegadas
de compriinculo, 2 salas, I quarlo, coiinha dentro a
quintal em aberto, chao foreiro, avahado em js rs.
pertencenle a Manoel do Etpi.Uo Sanio.
I.ma casa terrea na fregaezia dos Afogados, ua
rua de Motocolomb n. ."Hi, tendu 17 palmos de fren-
te e (6 de fundo, cozinha denlro, quintal tm aberto,
tendo ao lado do tul da parle do oilAo caido, avalia-
da em 805000 rs. pertencenle a Rota Maria de Jess
ISascimeuto.
l'ma casa lerrca de laipa na roa do Ljuiabo n. 26,
com porta e janella, -2 quarlos, salas, cosiDba fora.
pequeo quintal, rom 21 palmos de largura e 7
polegadas, e 70 de fundo, avallada em 2KOS, per-
tencenle i Joaquim Antonio Vieira por l.aiz Pla-
cido.
I.ma casa terrea de laipa ua rua dot i'ocos n. 10,
de porta e jauella, com 13 palmus de frente e -JO de
eomprimenlo, 2 salas, 1 qaarlo, quintal em aberto,
chaos fortiroi em mao estado, avaliada em O.per-
tencente a Rosa lana da Conceic.1o.
I ma casa terrea em cavao. com porta e jauella,
nilo acabada, lendo o n. 4i,na roa do i.uiabo not
Afogados, lendo 30 palmos e 80 de rom primelo
lado de pedra e cal, em mao estado, avallado eiu
-2309, pertencenle a Josepha Amara de Jetos.
I ma easa terrea na rna Imperial n. -JoO, lendo 1S
palmos dt frenle e ti de fundos, cotiuha denlro,
quiotal em aberto, avahado em 200?, pertencenle a
vuya de Euzebin Lopes.
Umn cata Ierre na roa Imperial n. 219, 2 por-
tas, 2 salas, eosinha denlro, 1 quarlo. quintal em
aberto, com 15 palmos de largara e 38 e 2 polega-
das de comprimen!, avahada em 50, pertencenle
a Julia .Marques de Colouha.
L'ma casa terrea na roa Imperial u. 208, a qual
lem IJ l|J palmos de frenle e 47 de fundo, eosinha
lora, quintal em aberto. em mo eslado, avaliada
em 608, perlencenlo a Manoel Alves dot sanio- Ja-
lio.
Uma pequea cssa terrea de pedra e cal no qair
ro do Kecife na rua do Pilar n. 30, com 20 palmos
de frenle c 34 de fundos, cotinha denlro e pequen..
quintal murado, avahado em iOOa, pertencenle a
los da Costa.
A renda animal da cata terrea na rna de Santa Ri-
la u. 107 por 2v>, pertenceute a Joao Thomaz Pe-
reira.
A parle do sobrado de um andar na Cidade de
(linda na rae dos (lualro Canlu n. 10. com 25 pal-
mos de frenle e 76 de fundo, cotinha fora, quinta!
murado, avahado em il.,5709, pertencenle a Joa-
quim (iniiraUes Rastos.
I m sitio de trras no lagar do Arraial, com casa
de yivenda, lendo ama porta e2janellas de frente.
> ditas nos oiles, com 12 palmos de largara e 107
de fundos, 2 talas, 1 gabinete, i quarlo-, cozinha fu-
ra, arvoredosdt fiactos, em mao estado, avaliada
em 2:000>, pertencenle a Manoel Ferreira Chaves.
Lmas taboas de pinho de armara., por 25.
Lm l.alr.io da mesma madelra por 18.
I.m ca'i\a"o para amostras de venda por 25.
Um balcSo com petos de 4 libras 1|2 ale n.ei.i
quarla por 33, 8 medidas de folhas por 610, 2 garra-
fue! vizios por IS, 6 eadeiras americanas por IJ8;0,
1 meta de pinha tem savela por 400, 50 garrafaa
pretas vaziai por 2j, SO botijat vaiiat por 19600, 5
barris vazioi por 4n, 4 barricas sem fundo por C40,
avahado ludo por 205080, pertenceute a Gregorio
da Coala Monleiro.
Urna cata 'ertea na roa do Ljuiabo nos Afogados
n. 62,_de taipa com porta e janella, lando 18 pal-
mos e 7 polegadas de largara e 5i dilot de compri-
ment, 2 quarloe, 2 talas, cozinha dentro, qainltl
em aberto, chSo foreiro. em mo etlado, avaliada
em 703, perle.-.ccnio a Jote Menpes.
A renda annual da cata lerrea de pedra e cal ua
rua da Paz not Afo^adoi n. -J, com 2 portal, 2 talas,
1 quarlo, cozinha dentro, quintal em aberto e chao
foreiro, leudo 58 palmos de comprimenlo e 21 de
largura, avahada em 1>, pertencenle a Nicolao
Antonio.
A armario da loja de sapaleiro da roa Direila n.
100, a qual lem cakilhos com vidros, avaliada por
IO3, perleucenle a Jo,1o (iomet Pereira.
Us pretenden! comparecen no dia 10 do corre-
te na sala das aodiencias as 10 horas da manhaa.
No dia 20 do correnle pelas 10 horas do dia na
sala das audiencias, peranlc o Exm. Sr. Dr. joiz do
commercio, lem de ser arrematados os bent peul.o-
rados a Joaqoim Pinheiro Jacome e sua mulher, por
e*ccac.a"o de Thomaz de Aquino Funseea & Filho.
Os Srs. Thomaz Times c Ulisses Cockles cu0" Deos conslam do escripto cdital qae se acha em
' i mao do porteiro do jaizo desde o dia I do corrate.
om cortas na rua do Caliug 11. 11.
Precisa-se alogar uin prelo pan o servieo de ca-
sa de bomem solleiro t que seja cauoeiro, a iralar no
armazem da rua da Cruz n. I'.l.
Precisa-se de um caitiro para taberna: ua rua
Sr. compadre Negroni. Nao be Vmc. uin
verdadeiro laralhao? Ora dlga-me, quem o mandou
melter o bedclbo entre doutores i Quaes sao as aaaa
buhos ? Vmc. dizia-me que n;io poda perdoar ao V
o Conservar-e seniprc encapotado, entretanto faz
agora o mesmo J He retlhor que mella a liagaa no
sacco, lome o meu conselho, e quanlo antee nome,
nao o repita a ninguem, pois nao suu minio bom ;
parece atsim a modo de palavra ontolot/ica como
essaque a caldera diz alsumas vczesa'sariaa Tif-
ia nAo me enfarrusques!... Sen compadre
liUuiconni.
Pelo juizo dos feitos da fazenda provincial se
ha de arrematar os bem secuiuet:
l'ma caa lerrea, oa rua do Mondego n. 111,
tendo 60 palmos de comprimenlo e IS de largara,
com porta e janella de frente, 2 talas, 2 quartot,
cozinha dentro e quintal murado, em mto eslado, a-
vabada em 6005 rs., cuja casa be perlenceute aot
herdeiros de Antonio Jote nuare-ma.
L ma casa trra de pedra e cal, tila ua roa dos Po-
cos n. 21, em chaos fureirot, com porla e jauella,
duas salas, um quarlo, cozinha denlro, e quiutal em
aberto, com 21 palmos de largara e i de compri-
menlo, avaliada em 100 rs., perlenceute a Miguel
i.oorenco Lopes.
L m sobrado de doos andares e sotao, na fregaezia
de S. Jos, na rua dos Marlyrios n. o qual lem
cozinha no solo. quintal grande com cacimba pro-
pna e portas para a rua do Caldereiro, perlenceudo
ao mesmo sobrado, o beceo que tem do lado do nor-
te que se acha tapado, avahado em X:0(Wj>000 rs-,
pertencenle aos berdeiros de Pedro Ignacio da
Cunha.
I.ma casa lerrea de pedra e cal, no largo do Re-
medio 11. !>, lendo 36 palmos de largura e 87 de
cumprimenlo, com tres jeaelaa de frente, euvidrac,-,-
das, duas salas, tres quailos, cozinba denlro, quin-
tal em abcrlo, com quatro pos de coqueiros, avalia-
da em 1:0005 rs., perlenceute a Joaquim Jos l.uiz
de Souza.
Lina casa lerrea de podra e cal, na rua Imperial
n. 12, comporta e jauella de frente, tendo 18 pal-
mos de frenle e 110 de fundos, com dnaa salas, dous
quarlos, cozinha dentro, quintal murado e cacimba
nMetra, avahada em 7009 rs., pertencenle aos ber-
deiros de Manoel Vicente Ferreira.
I.ma casa terrea de pedra e cal, sita na rua Impe-
rial 11. 68, cuja casa tem tres portas de frente, duas
salas, qualro quarlos, cozinha fora, quintal morado,
e cacimba meeira, em chaos proprios e se acha em
bom etlado, avahada em l:2()C{00 rs., perteaceute
a Manoel Joaquim de Souza Viauna.
Uma cata terrea de laipa, na rua de S. Miguel
dos Afogadot 11. 50, com 10 palmos de frenle e 35
de comprimenlo, com porta e janella, avahada em
45T0O0 rs., per!urente a Paulino llerculauo de Fl-
gueiredo.
Uma raa lerrea de laipa, ua roa do (.luiabo, nos
Afogadot, n. 2. comporta e janella. loado 18 pal-
mea de largura e 3i de comprimenlo e 5 pollegadas
de fundo, duas salas, uin quarlo, cozinha denlro e
quintal ero abcrlo, chaot foreiros, em mo eslado,
avahada em lio- rs., perleucenle a Joaquim Josc de
Mello.
Lina casa terrea, na la do Rom (oslo, nos Afo-
gados, n. 21, de porla e janella, co:n 1 palmos de
largura e 36 de con primelo, leudo a Imite e reta-
guarda de pedra e cal e uilt-s de laipa, quintal em
aberto, em mao ettado, avahada em 305 rs., perten-
cenle a Pedro O.as e Atis.
L'ma casa lerrea na rua dos Pocos n. 3, de taipa
com I'.) palmus de largura e 31 de comprimenlo,
com porta e janella, duas salas, um quarlu, cozinha
deutro, quintal ero aberto, chao loreiro, em mao ei-
lado, avaliada em 5OKJ0O rs., perlenceute a Autonio
l.uiz de rreilas. ,
Lina rasa lerrea de laipa na rua dos Pocos n. 1
Lotera da pro-
co
rrc
viocia.
quinta-feira
li do
correnle.
7.S000 recebe o:000.s000
.">.s-r>00 3:0 i.s-800 .. 1:500x000
Em porcao de 100,? pa-
ra cima:
6sG50 recebe 0:000x000
"320 .< 3:000. 14700 .. 1:500x000
P. J. Lfiyme.
Ilillietca
Meios
Ouarlos
Btlhetet
Meios
Quartot
PROVINCIA.
O Sr. tiiesoureiro das
loteras manda fazer pu-
blico, que estilo expostos
a venda, na thesouraria
das loteras, na rua da
Aurora n. U6, primeiro
andar, os bilhetes, meios
e quartus, da segunda par-
te da segunda lotera a be-
neficio do convento de N.
SenhoiM do Cariuo, cojas
rodas andan no dia II de
dezembro. O mesmo Sr.
tiiesoureiro manda decla-
ra r que existe u ma com ple-
ta iimneacao de bilhetes,
donde se pode melhor es-
colher a sorte, e espera a
concurrencia dos Mis. jo-
ga dores, pasa anima rem
as loteras da provincia,
visto (ine as ultimas teem
_------_.. >(<. iiH i ua w i ui 115 it, | *
le porla e jauella, com 15 palmos de largura e 7 pul- SKIO SeillOTC. f'\trllld Si li-
legadas e 5 diletde comprimenlo,-sala,. I qoa.lo,, '"l" C t'Alla,,U* ""
cozinba dentro, quiutal em aberlo.'cl.a.i oreiio, eui (J! llO tfl'H llli.
malMiaa ml..a. ,., (,,_,,.. -aauw _i .. I l n ( ,
mao eslado. avallada em iU^XNI rs., peitcnceolc a i ... c< 1W,V
Joao Antonio de Lima. 111 I 111 I i't: nril- nnilm.
Ima casa terrea de pedra eal na rua dos Peca. "f \eil(ICI .
n. -22. com porla e janella, leodo de largara 22 pal- 1 lCSO I |;| li >l (lilS I (i
mo. e ,, pollesadas, IN diloa, e K pulle^alut decora- 1 *^a""' a,la urtB lu
porca de
primento, tendo ir.ais-J salas, 2 qui los cozinha den-
tro, quintal em aberto. chao loreiro, era moito mao
etlado, avaliada em BI9000 rs.
oterias
29 de novembro de 18i>6.
,-Jos Januario Alves da
.du.eeMaia, esenvao das lote-
ras.
pellegeda de comprimenlo, 2 quartot, 2 talas, cozi-
aba dentro, quintal em iberio, e com 2 porlas de
Trente avallada em lil.^uoo, |>er(encer.tes a Miouel i
Loorenee Lopes.
Lua casa terrea de laipa na rua de Quilbo n. (i,
nos Abogados, com porta e janella, leudo IS palmo-;
de largura, e :i dilos c 5 pollegadas de cuinp.iiuen-'
to, com 2 salas, I qual lo. co/inln denlro, quintal COI
abcrlo, chao foreiro, avallada em .MI511110, pcileuccn-!
le a Jo.epha Tbereza.
I :ua eaaa meia egea na ru. de S. Uigael 11. 8, de
pedra e cal, leudo S pululos de lir^ura e 20 de com-
primenlo e leudo smenle uma porta de Lente ava
hada co. IOJ000 rs.. pertencenle aui berdeiros de
Joaquim I ...el 1 o., da Lu:.
l'ma casa terrea de taipa nos Afosadas na roa dos
I or.oa n. S. leudo 22 .almos de frente e KM de fun-
do, cozinha dentro, quintal em abcrlo, avahada cm
.11-1100 rs., perlenceute a Juanita Mana dos l'ra-
zeres.
Lotera do Kio
de Janeiro.
Acliam-sc .1 vend
~ pendencia n.
ic lotera 1 da a
rat\
10 1 do andante
.t venda, na piara da Indc-
e, os novos bilhetes da
cmara municipal de Pa-
tiue devia correr de > do passado
a listas esperanto pe-
los vapores Sardo ou portuguez I). PE-
DRO II : OS
iremios serao immediata-
Ima catalerna de pedra e ral ni ruado Moloeo- mente pagos em a mesma loja cima.
is-rtooo, perien.enip ao. Iiornint de Joo laipet de Ic,os' l0 'luc cslejamos de possedas
liiesmas lisias.
>un7,i.
-.

'



IftllO m Pfto*!!*. QUa.T* FEHA 10 01 IUZEIW SB I? 1556
DEPOSITO DE L1VRQS E BOTICAS HOMEOPTICAS-
mi
uo
rae
O r. P. A.-Lobo Moscoso, tenilo de fazer urna viagcm direccAo de pessoa babiliada o Je inleira probidade, e utn deposito na lojade livrosdo Sr.
Manoel Nogueira deSouzs na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Magalhics Bastos.
PRESOS l'IXOS.
Botica de 19 tubos grandes. 10/000
Dita de 24 i 153000
Dita de 36 90WO0
Dita de 48 ". L 25-DOOO
Dita de60 r. 3 Manual de medicina bomeopathica do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina........ 20$000
Medicina domestica doDr. Henry......... 100000
Tralamento do cholera morbus.......... 2/fOOO
Repertorio do Dr. Mello Moraes......... 6f00
i
r
" -~Sk<
*--****-.-
I PEORAS PRECIOSAS-1
I Adarces de brilh.ntes, $
. diara.olese perolas, pul- 4.:
V reir*, allineles, brincos
* e rozetas, boles a noeis *.
de diuerenlet Rostos ede $
diversas pedral de valor.
31
lOREIRi l DD1RTE.
L.IA DI 01R1VU
Ra do Cahuga" n. 7.
Recebem por to-
m 'WWW* "S?*
*k
9i
OL'RO E PRA'l'A-
_ Compram, vendem ou
^ Irocam prala, ouru, bri-
'* lhaotes,diamanlesepero
?' las. e oulras
i d os os vapores da Eu-
- ropa as obras do ruis 1J..*"1. fara
- x i ^ dejas, salvas.
$ j
?; Aderemos completos de .
?; iiuro. meiosditos, pulcel- >
* ras, alliaeles, brincos e *
^ roze.as, cordes, trance-
t lins, medalhas,correnle> Se'
S e enfeiles para relosio, e j*
J oulrosmuilosobjeclosde
fc ouro. fc
! Apparelhos completos, *
cha. han-
caslicaes, ?
quac-quer 2 UlOderilO CTOStO, til II- colhere.de sopa edecha,|
, a dinhen o 5 O Je moitns outros ohjeclos J
8 joiasde valor, .. ..... .~
? uu por obras. g |q de Franca corno ^de pri"a-

tes **aE3Eses88'8esaB88j>
de Lisboa, asquaes se vendem por
preco commodo como eostumam.
fcSTRAD de ferro
fio Recife San-Francisco
(Terceira cha .nada.)
Os directores da companlna da estrada de ferro do
itecife a S. Francisco, leu teito a terceira eliminada
de 2 libra esterlinas, oo lis 1TJ7T7 sobre cada ac-
'. lo na dita companhie, a qual rieve ser paga alo o
lia 8 de Janeiro de 1s"i7. na Baha, em casa dos
Srs. S. Iiivenimi I i\ C, ua curte, em casa dos
Srs. Mana Me. liregor i\ C, e em Pernambuco, no
escriptorio da companlna. O accionista que nao
realisar o pasamento dentro do termo indicado, po-
dera' perder lodo direilo as actes sobre as qnaeso
dilo pacamenlo u.io se liver elleclaado, em todo
raso lera' de pagar juros na razao de 5 por ceulo ao
anne, e de nao reeeber joros ou dividendo da com-
panhia, pelo lempo qne decorrer entre o da indi-
cado para o pagamento e a sua roalis.icjo. Nenhum
auto de transferencia pode ser registrado depon do
da 8 do correnle, antes do pagamento da chamada.
Por ordeo dos directores,
8. /'. I ereker,
Thp'oureiro.
Itecife .! de dezembro de 1866.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companlna Alliance.
Lslabelecida era Londres, em marro de 1824.
Capital cinco milhes Je libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
e a quein mais convier que estao plenamente au-
.nrisados pela dita rompanhia para efiecluar segu-
ros sobre edificios de lijlo e podra, coberlos de
tlha e igualmente sohre os objectos quecontiverem
os mesmos edificios quer consista em mobilia ou
em fazendas de quakguer qualidade.
X J. JANE. DENTISTA, S
H conliDiia a residir na ra Nova u. 19, prime i-
ro andar. 0
Ensina-se a pilolagem Iheorica, pralica, e
curso malhemalico, e franco/., contas para o com-
tnercio; a tratar na ra rio Nogueira n. 7.
Fabrica de fiar e
tecer algodao.
AlORt-M aloja da casa da tua da Aurora n. .V*:
onde fui ollicina do fallecido luarcmeiro llenriqaes
quein pretender dirija-se ao Sr. Joo Piulo de i .emir
.luni'ir, no seu escriptorio, ou casa de sua morada'
| na raa da Aarora.
Goinpanhia
iPernaubucana.
Aluj;a-se tiin grandeSaio para qual-
querestabelecimento em ponto grande:
n tratar no armazem de assucar no caes
Je Apollo, junio a ponto do Recite.
Kecehe-se dinheiro para ser mamlailo dar na
eidade do Porto por ledras pacas a villa ou a prazo,
em prala ou ouro: na ra do Trapiche n. 'it>, escrip-
torio de Tliomaz de i'arla.
I'rccisa-se de una ama para casa de [mura fa-
milia, compona de duas pessoas : na ra das Cru-
zes case Isrrea n. II.
Lithograpbia.
A ollicina lithographica que exislia no caes de
Apollo, rasa de viuva l.asserre, acha-se transferida
ua ra da Cruz n. !'>. aonde seu dono esl prompto
para executar todos os trahathos cnncernenles a sua
arle, como facloras, comas, Icllras de cambio e da
ierra, conhecimenlos, registros hilheles do visitas,
etiqnelas, e qualquer impresso dourada, praleada e
de cor.
Hospital Todos
os Santos,
da veueravel Orriem Ter-
ceira de Sau-Fraucisco.
Para o mesino hospital precisa-se de
tim enfermeiroc; urna enfermeira, aquel-
les de nossos irmaos casados sera iilhos
que pretenderen! o lugar, cujo ordenado
lie de560^000 para ambos e mesa, diri-
jam-seao irmaomintro Flix Francisco
de Souza HagalhSes, morador no largo
doCarmon. 16, assimcomo precisa-sede
um servente para o mesnio hospital.
Fugio no dia 2 do prsenle me?, ds volia do
Itecife, o escravo Agoslinlio.com os signats seguin-
tes : cabra,um pouco alio, secco, pernas cambet3s
o falla bastante descansado, foi encontrado de an-
cas em um burro, que era governado por um ne-
gro, cuja car^a era de ancoras : rogo a qualquer
qne o apprehender, leve-oao abaixo assignado no
eogenho Serrara que lera a grallicac,3o de 100?.
l'ilippe de Souza Leao.
\ ende-sc um cabriolel dodua? rodas, de meia
patente, com todos os arreios uecessarios, forrado
o pintado de novo -. a tratar na ra Dircila n. 10.
Vende-se um escravo de meia idade, pro-
prio para lodo o servico : a tratar na ra da Guia
n. 42 segundo andar,
Vendem-se
pranchOes de pinho da Sueciacom 1 S ale
22 palmos e o polega'las de grossura, de-
Carregando agora para o armazem de C.
J. Astley diC.,110 Forte do Mattos : ven-
dem-se em lotes grandes ou pequeos e
por preoomuito commedo.
Vendenisse figos de colu-
nia d re,
em carnudas de 8 e l libras dos melhores que ha
no mercado, por preco rommodo. e tamhem se veu-
dem em libras a J.jO, e latas de 2 libras de mermela-
da da melhor qualidade a i.-iihi rada lata : oa ra
do Vigario n. 27, deposito de assucar.
Vendem-se palilns de panno e de alpaca, pre-
los e de cor.es, obra beni feila : na ra do Queima-
do, loja pintada deamarello n. M), esquina da Cou-
gregacAo.
Vendem-se na primeira labrrna da roa das
Ouzes de Sanio Antonio, os beni conhecidos charo.
los para quem emende e lem bnm sosloRegalas,
vrelas da f.ibiica de Manoel Balbiuo da Cosa Brau-
dao, de S. Flix, provincia da llalna : vende-se a
contento.
Lau e seda
de q uad ros a 640 o co-
vadt.
Vendenisc na ruado Queimado n. I A, lan de
seda de quadros de lindos goslos, fazeuda esta che-
gada pelo ultimo navio francez ; dAo-se as amostras
com peulior.
Vende-se no caes do Ramos n. I urna scrava
creoula de lina lisura, com boas habilidades, he cu-
zinlieira, eiuoiuinadeira, cosloreira, ludo islo com
perfeicao ; no mesino arinazem vendem-se saccas de
niilho a 35"i(l(), azeile de coco em caadas a 33200,
iiilo de carrapalo a 19990.
dola.
Farinha de mandioca*
Km r;,. i iio ii ni. ISi mu ,\ Companbia, na Vendante aoperior linha de algodao branca a
ruada Cruza. 10, vende-se copiac em caixinhaidelde cores, em oovcllo, paia costura: em cas de
', Snulhall Mellor fj Compaobia, ruado Torres D. 38.
TAIXAS PARA EXGEXHO.
Ha fundicao de ferro de D. W. Bowmann ua
Vende-se superior farinha de Santa ra daBrum, passando o chafariz,"1 contina ha-
Catharina, em saccas0uetem um alquei-lwr um completo sonimepto de laixes de ferro fun-
ie (medida velha) por prero cominodo : i dido e balido de '1 a 8 palmos de bocc., es quaes
no arma/.em de Novaes&C., na ra da! cnam-se a venda, por preco commodo e com
Madre de Deot n. 12. | promptido: etubarcam-seoucarregam-se am cai-
ro semdcspeza ao comprador.
PARA AS SENHORAS DE BOI
GOSTO.
. \cndcm-se caixinhas ricamente enfeita-
das proprias para presentes a SS, 35 e U el
netas r.cns proprias pa,a senhoa a 5o ra
ca.ttfiniilias multo lind.s nata sfi,.i,..?'
8UU r
Vende-seca Idel. i sho a ul ti mamen ic becada,ai-
simcomopotassadaKussiaverdadaira : na prora
doCorpoSanto n.ll.
Cantigas de pre-
Usscnlinresque lubtereveram novas acones desl'
coinpanhia, silo convidados a eulrarcom primeir*
preslaco de 30 por cenlo, no prazo de 30 das : ji
escriptorio do Sr. Antonio Marques de Amonio, ru
da Cruz. Itecife 18 de oolubro de 1856.Manoel
Alves Guerra, secretario interino.
I'recisa-se para o servico interno e externo dH
urna casa eslranseira, de um prelo: a quem Ihe con"
vier dirlja-se a ra da Cruz o. i.
Precisa-se de um bom criado e paga-M boro
asradando o servico e comporlamenlo : a tratar no
campo do Hospicio jonto ao quarlel casa do desem-
hargador Mondes da Cunha.
A sociedade em commandita, Amorim, l'aria.
Guerra r G**, por deliberado lomada por lili dos
seos socios, suhscriplores de JOOSOUO a ,"i:imi-iiiii de
res, dos que ellecluaram o pasamenlo da primeira
preslaro, tem resolvido mandar a Kuropa o seu
socio apral, para ir procursr os riscos, plase |B*
lorma;oes definitivas, eooregresso deste, dar come-
oo a edilicarao da fabrica e suas dependencias.
Km virlnde do art. 30 dos estatutos, a sociedade
deliberou que continuara a admiltir novas subs-
criproes. no escriptorio da sociedade, provisoriamen-
te em casa do Sr. Manuel Alves Guerra, ra do 'Ira-
piche n. 14, 1." andar, em termos a augmcnlar-sc o
oapilal social, alim de qoe, a fabrica possa ser feit
Os abaixo assigirados, com loja de ourives na ra
do Calmea n. II, confronte ao paleo d malriz e roa
>ova,fa/.eni publico, que Mito recebendo conlinua-
damenle as mais novas obras da oaro, lano para
senhora como para homens e meninos : os presos
coolinoam razoaveis. o passam-se COOlai com res-
ponsabilidade. especilicando a qoalidade do ouro de
l ton io quilates, ieauuo lm sujeilos os mesmos
por qualquer duvida.Seiapliim & Irmfio.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
lodo o servico de urna casa de familia ; na roa No-
va,.sobrado n. 23, segundo andar.
Os Srs. esttjdandes de
preparatorios.
O bacliarel formado A. 1\. de Torres Bandcira
proessorde lingua franceza no Gyninasio Provin-
cial do Pernambuco, lera aberio um curso de rhe-
torica e potica, assim como de lingoa franceza, e
i da geographia, e breve dar eomeco a um curso de
philosopbia, e tambem ao de lingua ingleza : os
Srs. esludantes que so quizerem matricular em
qualquer desles cursos podem procnra-lo desde j,
em a casa de sua residencia, na ra >ova, sobrado
n 23, segundo andar.
Precisa-se de ama pestoa para cozinhar e n-
gommar em casa de pooca familia, do tenenle-coro-
nel Vilella. Na mesma casa se dir' qoem vende 50
mergulhos de parreira inuscatel a .VIO rs. cada um.
Coinpanhia de
Beber ibe.
0 escriturario da Companhia de Be-
beribe Uarcolino Jos Pupe, anda con-
tinua a agenciar a venda e compra de
acees da mesma companlna, mediante a
urna pequea gratilicac&o : podem diri-
desde sua funda^ao, com maiores propor^oes, e con- gir-se ao escriptorio da mesma, run Nova
-eqnenlemenle facilitar imiiores lucros : devendo as! n das i* "i da ti\ t\o
novas asi.i!nalura. serem rcalisadas com as presta- l'
nies ja' efleclaadas pelos priiuciros socios. Precisa-se de duas amas, urna que saiba cozi-
A primeira prestaran rcaliaada al hoje, lem sido abar e azer o servico iulrruo de casa, e nuim para
de ."> por cento do capital subscripto. tratar de um raeuin'o : oa raa do l.ivramenlo, casa
iV-ruambuco 12 de novembru de 18.7ti. D. 20, egando andar.
Jmorim, Faruu, Guerra \ C. "Wi^
Kua larga
DO ROSARIO N. 36.
botica de
Barlholomeu F. de Souza,
continua a vender
No dia 2S de outabro pruximo passado,
ausentou-se de casa do seu senhor, a escrava Geno-
veva crioula, idade de 30 annos.boa bgura e enchu-
ta do peito ; lem uas cosas da iniio esquerda unas
pinias parecendo foveira, e urna cicatriz no dedo
polcgar da mesma, ella tem por costume trocar o
nome, ltimamente foi pegada em Maria Farinha,
para onde se suppoe ter seguido, roga-s< ponanto
as auloridaJes policiaes e capilaesde campo a cap-
tura da dita escrava, que na ra de Apollo n. 1 A.
so grat ilicar com generosidade.
Traspassa-se um armazem de assocar com os
scus competentes caixiies, balanzas, e mais ulensis
precisos, o qual paga um mdico aluguel : a tratar
na ra do Collegio n. 21 segundo andar.
fiva o pagde!
Quem oo Pco da Panella,
A' somlira de urna mam;ueira,
Nao Irocar bolsa c ludo
Por urna boa sorveleira t
O Soam-, qoe disto sabe,
iJomiiiKo, |ni- bom mareo!)
Vai guerrear com sorvetes
Os paluscos do i:aao.
Kia, rapazes.
Vamos ao Poco
Tomar sorveles :
l.evem caroi.o.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, rom
pralica ou sem ella, de l a 11 anuos : na ra do
Pilar n. 00, em Pora de Pollas.
Prensa-se fallar com um 10050 lilln de Lisboa,
de nome Jos dos Sanios Kosas, qoe em ISS se re-
tirou desla priea para a villa de Pao-d'Alho, eislo a
hem dos seus inleresses ; e para esrlareciineulo pro-
cure na ra da Cadea Velba 11. 1, seaundo andar.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava para
lodo servido de urna casa de pouca familia : na ra
bella n. 33.
Os administradores da massa fallida de Manoel
Goncalves de Azevedo Kamos, avisan) aos credores
do mesmo, para uestes 8 das apresenlarem seus ere-
dilos na ru.i da Seuala Nova n. i, aOiii de serem ve-
rilicados e qualilicados.
l-rancisro Anlouio Ponlual e sua mulher ven-
dem a parJe qoe lem as Ierras e eogeaha* da casa
de l'rexeircs da trexoaxia da Escada : quein preten-
der dinja-se a roa da Guia 11. 7, ou no engeiilio Pre-
ferencia da dila freguezia.
Precisa-se de urna ama de lina conduela, qoe
eulenda de cozinha, para casa de pouca familia : na
ra de Apollo 11. 10, Icrreiro andar.
Alusa-se um excellenle silio, grande, e casa
com Grandes enmmodos, na traversa dos Aluiclos,
confroole ao da Sra. I). Marcelina : a tratar na
mesma.
l.uiz Alves Vilella, porluguez, relira-se para
Portugal. r
Joo
Babia.
Vende-se o eugciiho Maribequiuha, tres legoas
distante desla pi ara, perleiicenle aos herdeiros do li-
udo commendador Jnse l'aulino de Albuquerquc
Sarment, avahado pelo competente juizo, na quan-
III de 30:000^X10 : quem o pretender dnia-se a
casa do leneule-corouel Barais, na roa da Cadeia
n. 2.
Vende-se um moleque crioulo, de idade l au-
uos, e urna negrmha de idade 18 111110$, com priu- |
cipio do varias habilidades ; na ra bireita 11. 3.
Vende-se urna caleche com 2 astelos para I
pessoas, em bom eslado de uso, forrada e pintada de
novo, sem arelos; bein como um lindo e rico carro
coupc com lodos os seus perlences, novo, do ultimo
goslo de Paris, por precos muito comiuodos: para
examinar, na ra do Sol 11. 1, e para tratar dos ajos-
te-, na ra da Cruz u. 3, em casa de Amorim lr-
uios,
AO UAAM1SM0 DE BOM GOSTO.
Vendem-se sertas escocezas de quadros, com qua-
lr<> palmos de larsura, fazenda muilo superiur a
l;KO0 o cnvado : na ra da Cadeia do Itecife loja
de Mauoel I erreira de Sa, esquina que volla para a
Madre de Dos.
Antonio Jos de Castro vende plvo-
ra de superior qualidade a I "ijjOOO o bar-
ril : as pessoas (pie quizerem dito gene-
ro, apparecam em o seu escriptorio, na
ruado Vigario n. 31, para veras amos-
tras.
Em casa de Saunders Brolhers doCorpo Santn. 11,ha para vander ose;uinte :
Ferro inglez.
Pile da Suecia.
Alcatrao de carvo,
Konas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para saccas.
Dilo entrabado igual ao da Babia.
E u ao completo sort i ment de fazendas propno
para aste mercado ludo por preco commodo.
Cal de Lisboa e potassa.
Na ra do Trapiche armazens ns. 9e
11, vende-se superior potassa da Kussia
e americana, cal virgen de Lisboa, da
mais nova que ha no mercado.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, ru adaSenzala-Ho-
va o. 42.
Pesteestabelecimentocontinaahaver un con:
pelo sor lmenlo da moendas a aieias moendasdia.
para en;enho, machinas de vapor e taixas da
ferro balidoe coado de.Uodos os tamanbo s para
dito.
CAL E POTASSA
Vende-se polas.a da Un 1,1 e americana, cheoda
uestes das e oe superior qualidade; cal de Lisboa
I-i mais nova que lia no mercado: nos seus depsi-
tos na rua de Apollo u. 1 A, e B.
Na rua do Vicario u. 10, primeiro andar, ven-
de-se violto do Porlo de superior qualidade da bem
ranhecida marea GW em pipas, barril e caitas da
urna c duas duzias de garrafas.
Alitita attencao-
oa rua do Crespo, loja da esquina, que volla pa-
ra a rua da Cadeia, vendem-se cobertores de loa
hespaiihnes, lencos de cmnbraia de luir- a 400. 500,
e bOO rs. cada um, corles de casemira de cor a 4?,
e 55OOO rs., ililn. prela a 19500 e 85OOO rs.. ditos
de brini escuro e amarelln para calca a l*MO, pan-
in de linlio do Porto, (oalhas de mesa e roslo. uiiar-
lunaposde todas as qualidades, aloulharto adamas-
cado com selle palmos rte largura a l>(iOO a vara,
cortes de cuta cbila a 18600 r., e oulras muilas fa-
zendas por precos commodos.
sepe.
Vendem-se na livraria ns. 0 e s, da
praca da Independencia, a V80 res.
COHFEITARIA 39 A
Confronie ao Rosario em Sanio Amonio, vende-
se o seguinle : biscoutos sonidos da ierra, france-
zes, inglezes, e de Lisboa em porcao e avarejo, as
mais lindas caixinhas para presentes, amendoas,
''.'iifeiui- o pasiilhas. ditas peitoraes, frucios da
Europa em conserva e calda, marmelada, doces
seceos da provincia, geleas, doce em calda, em
latas, de 3 1[2 libras de passas, figos, vinho fino,
champes, exiralo de absinlbo, lindas figuras, ramos
para enfeiles. finas perfumaras, boinos para cha,
rape e enfeiles, chocollales frncezes, charutos finos
em 1|2 caixas e 1(4, garante-se os objectos com-
prados nesle cslabelecimento
NUTICA.
Vende-se mappas randes, e pequeos, agulha,
livros. e mais perleuces para qualquer pillo que
| precise,': ludo se vende barato e emperfeito estado ;
na rua daPiain armazem n. 20,a qualquer hora do
s para senhoras a
.. UMOtiraa para costura, Cnissimas ,
l. (lilas ditas para unlias a 500, 1>
Cardoso Avres saca sobre a praca da
Na ru j Ja Galla, (erceira casa do lado direilo,
da-se pequeas quanlias a premio mdico.
O leneiile-coronel Joo Vallentim Vilella pre-
vine aos seuhores logislas, donos de tabernas, e
qualquer oulro eslshelecimenlo, que nao se respon.
sabihsa por coma alguma qoe em seu nome for pe-
dido, por isso que a uioguem anlonsou semelhaole
prncertimenlo.
&innpxm.
i ompAiiliia de seguro con-
tra a inortalidade dos es-
eravos estabelecida no
RIO D JANEIRO.
CAPITAL 2,()0():0(IS0().
tftaeia //lio/ de Veniambuco >. 13 rua do Crespo.
Pagar-se-ha sobre a aialiacM de 1 :ll()050 ; e
inaisou menos em prnporc.io de oulro valor; inclu-
sive o sello da apollen ele.
Kas idai/ei.
I'e IJaleenlr^r aos 10 anuos 36O0 por anuo.
As coudicoes impressaspoderiio ser procoradas uo
escriplorio da companhia.
Dar-se-ha consullas sralis aos escravos segurosdas
9 para 10 horas da inanliaa, no escriplorio da com-
panlna.
^@ O::5@-sffl
i

DEGUSTA FRAF\CEZ.
JJaulo Gaianoox, de volla de soa viagcm e!A
r .. huropi. esl.. morando na rua Nova n. 5?
M, primeira indar,"-ou.le pode.ser procur.- ?
sendo l'also oque Cor vendido em oulra
qualquer parte.)
Rob L'AII'ecteur.
Pilulas vegetaes de Brande!.
Vermfugo ingle/, em vidros.
Ktixir anti-asmatliico.
Frascos de bocea larga com rolhas, de
I a 12 libras.
* A HOHEOPATHU E 0
CHOLERA.
nico Iratamento preservativo e
curativo do cholera-morbus,
PELO DOCTOR
i
i
Compra-so um cabriolel ja usado : quem
quizer vender dirija-se a esta typographia.
Atteoco
Compra-e um moleque que eulenda de cozinha :
ua rua de trapiche n. |l. segundo andar.
- Compram-se apolices da ldivida provincial,
na rua das Flores n. 37 |. andar.
Na rua da Cadeia do Becife n. 54,eampram-
se patacoes a i-i.....-.
Compia-se urna negra moca eom bibilhladM.
cora lillio ou sem elle : na rua do Sebo n. 12.
tC0U0.
Km casa de Eduardo 11. Wyatt, ru*
do Trapiche-Novo n. 18, ha para"vender :
A verdadeira sraxa inglesa n. 07, clos'-0v'"8 c linho brancos e de cotes.
Vinho do Porto.
Na rua da Madre de lieos loja n. 34, vende-so vi-
nho do Porlo de muilo boa qoalidade, era barris de
.- e 8.' ; e engarrafado das melhores e mais acre-
ditadas marcas ec^uintes :
DuqueIKIj 1 Em caixas de urna c dua:
Real1834 J
Duque do Podo ) duzias.
Plvora.
Claudio Dubeux ende plvora, a l.~..s-
cada barril de 2") libras.
Chegcu a' taberna grande n. 20 ao lado da i-
Kreja da Soledade, um grande smmenlo de molha-
dos das nielboresquilidades e por prejo coinmorto,
por isso convida-te a lodos os fresuezes que quize-
rem [ser :bem servidos, a dirigir-se a esle eslabe-
lecimenlo para o acredilarem ; charo manleiga de
varias qualidades a KM rt. e ll20a libra, vinho de
HiO a latHJO a garrafa, qoeijos muilo novo, a 25 rs.
e 25200. clia by.son e perolaa 2ie0 e 38200 a libra,
passas, figos, amena-, amendoas, doce de goiaba,
marmelada, ludo muilo novo.lingiiica- do serlAoedo
reino, ricas caberas de porco para feijoada, e muilo
mais geuros de bom goslo.
ra iiquidac&o.
Pk ttenco!
Fama
Aotlerro da Uoa-Visla n. 8, defronl
he cbtgado um grande sorlimenlo de '.odas as quali-
dades de gneros de molbados das melhores qualida-
des, por preco commodo ; por isso convida a todos
os frrguezes que quizerem fazersorlimenlo para pas-
sor a Testa e serem bem servidos, dirigirem-se a este
grande estabelecimento, que adiarlo verdade quinto
digo nesle annuncio. Tambem se vendem biscouti-
nlios linos inglezes a 2g000 a lala. c de dez para ci-
ma mais baraln, e urna porcao de caixas vasias de
esperraacele, azeile dore,licores, nias-.i-, cha, e un-
irs ele.
Marmellada.
Rua do Otieimado n. 55.
Cutas com fructas em conserva novameele ehega-
dai de Lisboa a SIH) rs.. e eom marmelada lina a til
por libra.
Ceblas,
Para liquidar se vendem muilo baratas : no ar-
mazem de Antonio Annes Jacome Pires defioule da
parta da alUndega.
A (60 res o covado.
Itiscado escuro de quadrinhos, proprio para ca-
misas e volido- -de prelas, vende-se na rua do
Crespo, loja da esquina, que volla para a roa da Ca-
deia.
VIXAGKF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e Falcilo A; Socios, acha-
se a'venda no armazem do Valenca. rua de Apol-
lo n. 13.
PARA ACARAR.
Xa rua Xova, loja franceza n. 8, confron-
te a Camhoa do Carmo,
vendem-se chapeos de seda para senbora, da ultima
moda e qualidade, com um leve toque de moo, pelo Itecife n. 3b.
I,ar.ii s-iino preco de 109 oda um.
CABRIOLE!.
Vende-se am ptimo cabriolel; para ver na co-
cheira do Sr. major Silvein, na roa da Cadeia de
Santo Antonio ; e para tralar ua ru do Queimado,
oja de miudezas da Boa Pama n. 33.
-..-
i *----1
03 Na rua do Trapiche n. 54, ha S
j? superior rape Princeza do Brasil, ^
O 'llegado recentemente do Rio de i.:
{S Janeiro, em qualidade pouco dit- Q
@ lere do de Lisboa, ao passo que fi
fp Cinta apenas IJJ400 a libra ; a elle (fe
i antes que acabe, pois a remeua $fc
% he pequea. ";
FITAS DE VELDO.
Veudem-se titas de veludo pretas e de co-
res, cstreitas e largas, lisas e abertas de niui
to bous gestos, pelo barato preco "de 160
320, 400, OO e 600 rs., na rua do Queimado
na loja do. miudezas da boa fama n. 33.
Couro de lustre marca de
casteio.
Vendem-se pelles de couro de lustre de
muito superior qualidade a preco de 49 e
l#SOO*: na rua do Queimado, na bem conhe-
cida loja de miudezas da boa fama n. 33.
Vendem-se dous pianos fortes da Jacarandas
da noneca, jeonstruccao vertical ecom todos o melhoramento.
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio da
Hamburgo: na rua da Cadeia armazem n. 8.
VINHO DO PORTO GENUINO.
ende-se ptimo vinho do Porlo em barris de
quarlo e oilavo, por preco razoavel: na rua da Ca-
deia do Recife n. 13, escriplorio de Bailar A Oli-
veira.
XAROPE
DO
BOSQUE
l'oi (ransferido o deposito deste \arope paia a bo
lica de Jos da Cruz Sanios, na rua INuva u. jj'
garraas 5fS00, e meias 39000, sendo falso lod
aquello que nilo for vendido nesle deposito,pal
que se faz o prsenle aviso..
IMPORTANTE PARA 0 PIRLICO.
Para rurade phlvsicacm lodoosseusdirieren
jiesgrios, quermolivada por conslipacoes, losse
oslhnia, pleuriz. escaos de sancue, or de eos
jados e peito, palpilacao no coraran, coqueluche
broiichile, dorna samaula, e loilas asmoleslia
dosorgos pulmonares.
rva val lias a contento.
Conlinua-sea vender a 89000 o pr(preco fuo) e
j hem-onhecidasnavalhaMlebarba,feilai'pelohi-
bil fabricante que basido premiadoem diversaes-
posiriies .veiiiioin o cun a condirilo de nao agr
dando poder ocomprador devolve-las le 30 dial
depoisdacompra,reslilaindo-seairaDorlancia:em
casa de Auuuslo C.de Abreu, na rua da Csdeiado
Vendem-se na rua do Queimado loja n. 17 ao pe
da botica, chales de louquiradaChina, brancos, hor-
dados em duas ponas, pelo barato preco de 209 e
259.es. cada am, oa metade do pre^o porqae sem-
pre se venderam.
NOVAS ALPACAS DE SEA ADA-
MASCADAS.
a reo res o covado ;
Na rua do Queimado loja n. 17 ao pe da holica
veudem-se alpaca! de seda adamascadas e de qua-
dros, viudas pelo ultimo navio, proprias para vesli-
dos de senhora e meninas, pelo barato preco de 720
rs. o covado, assim como cassas francezas de niivos
aoslos, rlie-.iii.i. pelo ultimo vapor, pelo barato pre-
oo de (O rs. a ara.
Vendem-se Ires terrenos foreiros em Santo A-
maro, lodos eom solcenlos palmos de Iranio para
estrada nova de Loil do Itego, e com futidos para o
ueste ale 610 palmos, cuiifronlaudo pelo norte com o '
silio do Sr. Manoel Pereira l.enios, junio du actual' berlo>e descobcrlos, pequenose arailes, dcouro
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
armaxemde Novaes & C., rua da Madre
de Deosn. 12, por preco commodo.
elogios

MMpilal logias, e polo sul cun o silio do Sr. Joao
dos Sanios Porlo : quera as prelender dinja-e a
\ cenle Alves de Soiia Carvalho, rua do Trapiche
n. -ti, primeiro andar.
Vende-se
";3 do a qualqjer hora.
i?v3 38-? :5 O OGSaGSO! #Sab;no Olega. EoLudgeVo Pinho.
(l .sejum/a edicriio.
O Sr. JoiKiu'un Jos Marauei diic' S i b,'!"'vol,?,'cia uuefoi a:oihida pe- '^
mora or deti./ ,1, F v -' V 'c Io l'"l,llf" primaha ediecao desla op.n- te*
moi.i r,n OetrazdafundicSodo Sr. Slarr S culo, escolada no curio espacode dous me- g
ro. rfueira mandar a esla w s 0s indu/.io a reimpressao- ^
typographia, a negocio que Ihe diz res- W
peito.
Nesla Upograpina precisa-se fallar
aoSr. lenlo A. B.Tupinamba*.quemo-
ron ou leve foja no pateo do Carino.
l;0O0

Pela
a
Cusi de cada etemplir.
Carleiras cmplelas para o Irala-
menlodo eholera e e lilailas ou-
lras molcslias, a..........309000
Meias carleiras..........169000
Os medicamentos sao os melbores possiveis.
(.ousiillorio central hnmeopalhiro, roa
de Sanio Amaro ..lundo-CViivo n. 6.

mesa do consulado provincial se faz
publico.que rio primeiro de dezembro prximo vin-
ilnuro se prinmpia a eontaros 30 .lias ulais para o
pagaroenlo, a bocea do cofre, la dcima dos pre-
dios urbanos das fregoeziis desla eidade e da dos
Afogados, lindos os aues
Aierieao.
O abaijo asignado, arrrmalanle das afericcsilo
muoicipio do Recife, scieoliSca a quem convie'r. que
leio eslabeleciilo o seu escriptorio no paleo do Terco
incorrerao na mulla de,- 16, .onde d.ra1 expediente das 8 da manila, m
JU|0 todos os que de.xarem de pagar seus debi- 3da larde.JosCosudloPalilo Soana.
0 Precisa-e no enuenho Rom Je-ns ilo Cabo de
Na roa lar-a do itr-,.i, Bm ,lh,'lad' al.mbiqoe de Derosne, preferndo-
cMnlia-Ve nara^ for", en?, *?. d,rija-se ao silio ,lo linado command.d
" ',,5 Ia" '',"J com ,'"1" "'<"". peteitJo e mes lerreira, no Monde;;,,. u
naiTcoml. ? n,PC,'S''mn'a: "",u I^Prcco ,Cadeia 20,., Iralar com Loil
mais commodo do que em oulra qualquer parle. Ferrcira.
fabricantes Day i\ .Martin.
Tintas em oleo.
Cabos da Rusta.
Vinho Cherry superior em barris.
Agurdente de Franca dilo.
l"i actas e conservas inglezat.
Papel lino para cartas.
Linos paracopiai ditas.
Ditas ele lembranra.
Ditas em branco sortidos.
Panel para copiar caitas.
Relogios de ouro cobertos c desiobei los.
Joias.
Sellins com pertences patente ingle/..
Vende-..e nina laberna em Afosados, sita na
rua deS. Uignel n. (iS, a qual lem poucos fundos:
quem esla prelender, achira ua mesma cora quem
tratar.
Vendc-seom presepe envidracado, em poDlo
uraude ; n., rua de S. Jo.o n 2->,
Vende-se o sobrado aroarcllo de cm andar e
solilo, chais proprios, quinlHl murado e lodo plan-
lidn, rom duas cacimbas, na rua da Calcad, n. 12 :
a Iralar no inesiuu.
Vende--e a cucticira da ruada Cadeia de Sanio
Anlonio ii. i, bem moni,nb, com bous carros e bous
cavallus, e iniiilu afregoeudl ; o lempo Dio pddl
-er lu'lhur paia quem qui/er uanbar diubeiio ; faz-
se Indo o iicsocio k diuheira ou a prazo, porque o
seu dono nao pude c-tar tesU dclla por ler oulros
deveres a cumprir, n lambe,,, ler de fazei urna via-
ue, a Europa em marn rte ls:,7 ; os prelcmleiites
dirijam-aa a mesma a qualquer I.ora do lia.
Vende-se um deposito deseceos, ni paleo da
Sania Cru<, bstanle afreaue/.ado queir. prelender
dirija-se ao aleo da Boa-Vala n. Oti, padaria.
CAItNACBA.
\eude-e cera de cari.uha de boa qualidade -
ua rua da Cadeia do "
Knxadasde ferro, 4o Porto.
Fio pnete.
Panno de linho.
Pomada.
Sabonetes franceses luios.
Charutos de San-Felix, de di versas quali-
dades.
Ardiles.
Sabao nacional.
Na rua do Trapichen. I (i, segundo an-
dar, a iiatar com Anlonio de A. Gomes.
\endera-se pelles de cabra de toda qnalidade,
por preco commodo : ua rua da Cruz n. 31, primei-
ro audar.
POTASSA E CAL TO.GEE
Woanligoej bemeonhecido deposito da rua da
Cadeia do Recife, escriptorio n. 12, ha para ven-
der muito superior potassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, ludo
a presos muito favoraveis, coa os quaes carao
os compradores salisfeilos.
ricas iranias por. coriiiiad "i/a iewfle?!
cinos derelroz de todas as cores a M
ricas calimbas para guardar joias a 80o ra
camisas ,le meia para chancas a 50o rs ri'
eos boioes para roupa de chancas a 1s a'du-
zia, sapatiubos boidados para as mesmas
1*200 e 1/500, ditos de la.'m.ia So
a 320 e 400 agulheiros com agulhas or-
tidas a 160 eo rs. carices de colxeles
frncezes S* pares a 100 rs., carleirinbas
com agulhas sortidas a 320 rs. caixinhas
com agulhas francezas a 160 rs., mi.dasi ,ia
liuha para bordar a 100 e 160 rs. carritai
de linha de 200 jardas bom autor a 80 rs di
las de 100 jardas autor Alexandre a io'rs
macinlios de grampas muilo boas a 60 rs '
trancinhas de la de casaces a 80 rs. a e-
co, caixinhas com grampas muito boas a 160
rs., miadinnas de linhas de peso linas a 120
rs., babados abertos de linho a 100 e 120 rs
a vara, dito bordado de lindos padres a20n
rs a vara, trancas de seda de todas as coras
e larguras e oulras muitissimaa cousas mir
RICOS ESTOJOS PARA COS-
v t TRA-
Vendem-se muitu bonitas caixinhas com
reparlimentos proprias para costura a 2*500
33 e 3-5500 : na rua do Oueimado loja de miu-
dezas da boa lama n. 33.
Cart.is para jogar.
Vendem-se baralhos de carias Trance/as
muito finas e de bom papel a 500 rs. o bar.
"io, ditas portuguezas muilo finas a 320 rs
na rua do Queimado na lojp de miudezas d
boa fama u. 33. u*
A loja da boa
fama ,
Vende muir barato :
Libras de linhas n. 100 e 120 de boa aua-
lidade a 2s, ditas de linhas de cores a |K
pecas de hla lavrada larga de seda a 23500*
uza de pentes abertos para segurar cahpi-
lo a 2S200. groi. de botOes de Iouq pinu-
do1 240, meias brancas e cruas para homem
a ibO, suspensorios para hornero e menino a
*o rs carteiras para algibeira a 600 rs.. ne-
as de hu de linho a 40 rs., crozas de hn-
loes finos para calcas a 28o' rf. "rozase
bolees de madreperola a 600 rs., braceletes
encarnados para senhora a 200, caixas com
hnhas de marcar a 280 rs., pegas de bico es-
trello com 10 varas a 560 ra! duzias de U-
souras para costuras a 1/, ditas maiores mui-
to boas a 15200. e pairas muitissimas cous s
que se vendem muito barato na rua do Quei-
mado na bem conhecida loja da boa lama
SAO' MUITO LINDOS.
Ricos cortes de vestidos de fazenda muito
l.oa, toda de seda e de um gesto muito apu-
rado, chegados pelo ultimo vapor vindo da
Luropa, muito proprios para as senhoras de
bom goslo, assim como chitas francezas
muiio linas matizadas cora lindas cores
do-se amostras na rua do Queimado n "i
na loja da boa delronle da da boa Tama.
PAKA QUEM TEM DOM GOSTO.
Va rua do Queimado n. 22, loja du boa fe
ha uro completo sorlimenlo de grosdeoapo-
le de seda de lindas cores; aproveitem antes
que se acaben., que a reata est com nosco,
assim como chapeos do Cbiie muito linos.
te" VC" ''r menos que em oulri'
echaisio paba wm-
1H0.
NHtIRO DAVID W.BOWMAN A
^0Rum.passandoo:ha-
hasempreomaraodesoriimenlodosseKninlesoh
conslrucca. Mi de tSXW??E2L
den=^rtua%nauiltSr?T"'r-d*
coes; criv'os e boce.. *B5t5 SlW
eiro. agu.lhfies.bronzes.parafu.os ecoviho, mo,-
nhos de mandioca, ele. le -"iioes,moi-
NA MESMA rND.CA'0.
seexecnlamtodasaseucommenda. rom .. _
ridadejcoohecidaecomade tdanee ,., Per""
modidadeem preco. """presleiaeeon,-
Bonecas francezas.
ves-1Jliem;^b0neCas f""cezas ricamente
USM?m n vinJ" "lualidades a 1920O,
da Baliia
: vende-se em ca-
C, rua da Cruz

O
m
o
rua do Trapiche-Novon. 1S, ha
para vender, chegado no ulti-
mo navio de Londres :
1 pianos fortes e elegantes de a-
bricante afamado, com seus per-
tences seguintes.
o earteiras para msica.
-] -1 tlu/.ias do estantes para dita.
:'/ (i cadeiras para piano.
Hedes de (leseara.
Vendem-se redes de pescara de lodss ai quali-
dades : na raa Dircila dos Afosados 11. I i.
Para acabar.
Vendem-se barris com muito bom vinlio do Porlo
AJgod&oziiih para saceos de assucar
sa de N. O. Bieber &
n. r.
Km casa de Habe Schmettau iV C,
l'Ua da Cadeia n. .77, vnde-sc :
Elegante! pianos do afamado fabrican*
teTraumann de Hamburgo.
Em casa de Rabe Schmettau 1 C,
rua da Cadeia n. 7~i, vende-se:
Vidros para espelho.
Vinho do Rheno superior.
Conservas alimenticias,
linfa para typographia.
Tudo por preco commodo.
Vinho do Porto, superior chamico.
Em caixas de 2 duiis e em harris de oilavo, re-
centemeutechesadopclo brijue Trovador; vnde-
se umcamenle 110 armazem de Barroc. A- CSlro, ua
rua 1I.1 Csdeia do Recife n. 4.
VENDE-SE
(ua\a de patente, prova d'agua, para
arreios de carro.
\ mlio do Rheno de qualidades espe-
ciaesJohannisberg e Marcobrunner.
No armazem de C. J. Astley & C.
N. 0. Bieber & C, rua da Cruz
vendem :
Lanas da Russia.
dem ingle/.as.
Brinzao.
Ib ins da Russia.
Vinho de Madeir.i.
Algodao para saceos de assucar.
^ttwwfjiii.
^!:,i0-'f.0.' cab'1109 U'J08- P"lo. ea.wp.dS:
pr.ucpalmeule quando eslo cre.cido., nari ",
cara Uiga, igora he qoe priucipi. a bucar, ol
velhaco.pescoco curio e arosso, hombros hirs
tresselras, Reate des ps larga.
11. 1,
Pain scriptorios e car to-
rios.
Vendem-se resmas de papel de peso do
Has na apparencia. I ZlSEt3?lF *' "" ^
II .- 1 l'v l.r 1 > 1 11 ..
gramo,
Ihar de
;irsos,maos
em vjsligio, nos nadis po7ha\err"doa7unr
rabalha de pedrero e ,apai,0, |eVoo com-i" cer
(os inslrumenlo de ambo, oflicios, cos,a XBU
cous. le alame por r hbil, |. Miend. 0u
sa,ba ler por se dedicar occullameo.e ai 1
,,XrPrD,a leVD ; J'-" 'er.e"."op.ra
parles do Assu : rog.-sc. porlanlo, as ouloridade.
Pol.ci.es e capnae, de c^mpo d. o .piorirM1 -
insud.rem ao adminisl/adur da
snpradna lazma, o
ova. ler-
Kecfe, luja 11. ."i0 defroole do leudo -22 ranada*, por prero muilo rommndn -
rua da Madre de Daos. j caes da aifandeSa, armazem de l'snla Upes, e na
\ eu.lc-se 1; 11.. carroc. em minio bom eslado ; roa do Vicario, labeina que faz esquina para a rua
no alen-., dos Afoliados, casa do Sr. Cosa. | do Codorniz.
Na rua do Uoudego n. 95, vende-se arroz de
l.uiz (0-
[111 Itecife. rua d.
de Moraes Gomes
casca em scch*. poi prero barato.
AVISO AOS MAHITIMOS.
Vende-se urna prela crioula : no segando su-
dar do sobrado \ endem-se duas voceas, urna que da duas ;i
-va rua ou lrapiriie .Novo n. 22, vende-se 11 m n<- lre aarrafas de lele por dia, e nutra prenlie : em
iromenlo de .nnk* chamado oiUnle, por preco Sanio Amaro junio a fundirn, silio do Sr. Manuel
C""""" vFI v 1P trucliios.. da Silva.
VELAS l'E CARNAL KA. Vemle-se um cavtlln com lodo- os ailares, no- com bombas de repuio para reliar h orlas eba
venuemse velas de carnaobi pura 129 a arro- vo e bunilo figura : narua eslreila do Kosatio, la-Na decapim : na lundicaode .
ba ; na rua do Juciuiado u. 69, loja de ferrageus. I boma 11. 1. ua rua do Brum ns. be 10.
e prala, plenle inglez, para bomem e senhora, de
Or, uos melhores fabricantes de Liverpool, viuaos
pelo ultimo paquete iuglez : em casa de Soulhall
Mellor & Coinpanhia, rua do Torres n. 38.
Itelogios de paienie
inglezesdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razoavel, em cusa de
A11gustoC.de Abren, na rua da Cadeia
do Recife. armazem n. .16.
Na ruido Trapiche u. l, escriptorio de Ma-
noel Alves (Jocrra, vende-se por commodo pre$o o
segoiote:superior viuho do l'orlo em barris do
oilavo,chapeos de fellio, essbaoamarello fabricado
no K10 de Janeiro.
III VESTIDO POB SfOOO.
Novo ecomp'elo sorlimenlo de corles de vestido
de chita de difl minuto preco na rua 00 Oueimado 11. 10.
DEPOSITO DA FABHIGA
industria Periiainbaeana,
RL'A DO CRESPO N. 9.
A fabrica de sabiio e velas de carnauba, es-
tabelecida na rua do Lrum, tem cstabele-
cido um deposito na rua do Crespo n. !>, pa-
ra alii nicamente dar extraccSo aos seus
productos, proporcionando assim a maior
commodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, olFerccem as
viitagens seguintes: silo feitas com a car-
nauba .simples purificada pelo meio do va-
por, sao inodoras e bellas M apparencia. fcror"MU!^ Ausentou-se em 23 de agosto desle correnle
queimamcom igualdede e n3o esboiram, e (a muilissiino fino a '--|IO p- ',':" Pa1ue-anno da casa desea Sr. Francisco Mauricio de
nao fazom murrfio e dao mais luz e mais ca- srcve e luarfim a i- dito .lra m? ?' ; Malla "ineiro, morador em Bom Jardim, comarca
S S-e"'!'?^U_,!C escrav0 erioul de non,e ornando,
seguin-
bem
i^os
perior,
las,
vez
curios
-se
ar
I diro, comarca da eidade de (>oianna,ondo o mesmo
escravo tem sen pai, assim como tambem aparece
BM d. eld.de de Are., a sen senhor Joaqaiin Artc-
nio de Santiago Lessa, ou no Itecife, ru. A*usI
-obrado primeiro andar d. i, a Manoel Anlomo
Sr!,M'qUe -lem da paga .,c.uia meocionada .er3o generosoin.nl
le recompensados. u n!
Fugio honiem as 7 horas.um escravo mua-
lo de nome Tbomaz, alio, reforcado de corpo, com
marcas de bexigas, pernas grocas, e nellas marcas
de eicraiizes as caueas, falla com mua maoci-
dao, levou vesiido camisa de panno azul groco
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e m.-
nhos, abena na frente em forma de palii: este es-
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Carlos Coelho, que o houve por heranca de seu so-
gro JosJoaquim de Souza daquella eidade, e foi
comprado pelo abaixo assignado ao Sr. Hilario de
Alhandra Vasconcellos Junior.morador no engenho
'lapua freguezia do Pilar desla provincia :
quera o pegar leve-o a rua da Concordia a Pedro
Antonio Teixeira Guimaraes, que sera senerosa-
menle gratificado.
1 00,S000
DE GRATIFICACAO'.
Vende-se. igualmente em caixas de arroba
e a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando reconhecerSo
por experiencia a veracidade do que se an-
nuucia.
miudezas da boa fama n. ;13.
Moinhos do vento
BANDEJAS FINAS B AR A" leve n'icia nueforavislo nesta capital: roga-se
rn '" por lamo as autoridades policiaes ecapitaes de cam-
| 5, po de o capturaren! e mandarem a casa do supra-
Vendem-se han.lejas finas e de. varios ta- i',llu scnnori me alm da paga a cima mencionada
iiiatiln pelo barato preco de l^'.'iOO, 3JJ500,
W. BowmaD i;1"?J|,ll,!*-: na ruado Oueimado loja d
miude/.as da boa lama 11. 33.
ser generosamente gratificado.
V
PEBN.: TYP DE J. F. DB FABU 18.6
Vi--.;
*


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EMN8F6OC6_Y82HD1 INGEST_TIME 2013-04-26T22:05:20Z PACKAGE AA00011611_07656
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES