Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07653


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Full Text
ANNO XXXII R. 287
Por 3 mezes adiantados 4J000,
Por 3 mezes vencido* -.sOO.
SEXTA FEIRA DE DEZEMBRO DE 850.
Por anno adiantado 15|000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
K\< VHHEs-AIMlS DA S11BSCRIPCAO' NO NORTE
Partkik*, *Sr. Canario T. di Naimdadi; rtiul, Ir. Joio
qilmal. Pmlra Jnior; Araeaij. Sp. A. da Lamo, Braga;
':**, ii.J. Joe* d* Otivtira,- Maraahao, o Ir. Joaquim Mar-
m aUdrifmai; Piauhv, Sp. Domingo! Hareulao* A. Peno
Caftara; Part, Ir. JuaiinlaaoJ. tara*a; Araaionai,. Ir. Jere-
taw a Cavia.
PARTIDA DOS CORREIOS.
pima : i.,.!., o. aa, t mia kam a alia.
I"whi Gonuraa* ''.irahilia : n.....gun/i*" aetlas-feire*.
s. Ani.o. nean-rua, HoailD.Canura, lliinaa Garuame: aa i^rc.-Mra*
8. Laaraapi. I'.....rt'.lih.., Naurala, l.iaroeiro, arelo. Paancin, /.-
ip.H..r,, Vilh-ku., aci-Vw., Oarkarj a Bu : na anrui-Mnt.
(.abo, Ipojam. ScriaUaai, rUo-Pamaw, C, llirreir**, Ana-PraiaJ
Pimentciraa r N.i.l: quintas-reirs.
(Todl copreioi parlen 10 htm da Biaihla.
AUDIENCIAS DOS TRIBUNAES DA CAriTAL.
Tribunal da commarcio legunda* quintal.
Balaceo : larfai-fairaia aabbadoi.
Faianda: quarla* aiabbadaa aa 10 horai.
Juia do eomraareia: lagundat ai 10 dorna quintil aaaie-dli
Julio da arphaai .-iagundai < quintar, ai lobera*.
Prlmaira varada rival i lagundat a Milai aa maia-dla.
Sijunda rara d* mal : quin.i iibbadoi la malo-dia.
EPHEMERIDES DO HEZ DE DEZEMBBO
Quarloeraieantaa 1 bora 7 mlnuloi a 48iagundoi da m.
1 Luachaitaio horas 44 minutoi* 48 legundoi da t.
111 Quariomlnguaniaai i horai.IS minutla 48iagundaidim.
27 La noini fi horu,Ji".,minuoi.48 lagundoidi m
D.i ... I'REAMARDEIIOJE.
rrlmaia as 10 horas a 54 minuioi da mano**.
Segunda as 11 horas < is minutasdaUrda.
p*\*ti ornciAL
TRIBUNAL DO COKMERCIO.
SfcSSiO JUDICIARIA E.M 4 DE DEZEMBRO DE 1856.
Pretienna do txm. Sr. desembargador
Souza.
Kstiveram prsenles os memhrosdo tribunal, fai-
teado rom causa participada o Sr. desembargado.
liiliraaa.
l'attagem.
Pas'ou do Sr. desembargador Villares ao Sr. de-
sembargador Leio a appellarao eni qoa silo :
Appellaule, l'ranct-co Pereir de Carvalho ;
Appellado, Anlooio do Reg Barros.
DAS DA SEMANA.
1 Segunda. S. Nahuma prophela; S. Elov b.
2 Terca. 8. Balbina v. pn. : Ss. Ponciano'e Adria.
3 Quarta. S. Francisco Xavier p. das Indias.
I Quinta S. Barbara v. m.: S. Pedro Chrvsologo b.
.1 Seita. S. Gcraldo are. ; S. Ssbas m..
i Babbado. S. Nicolu b. ; S. Leoncio m.
7 Domingo. 2. do Advento. S. Ambrosio are. douuda igr
EXTERIOR.
AfADEMIv DE BEi.LAS-aRTES DE LIS-
BOA.
Pela secretaria de estarlo dos negocios do re no
fot expedida academia de bellas arles de Lisboa
a portara de 13 do correte mez de outubro, a
qual be do tbeor seguinle :
Sua magostado el-re, annuindo aos dselos
do governo de Sua Mageslade Britnica, manda
rcrneiler academia de bellas artes de Listos o
incluso annuncio, pelo qual o raesmo governo
convida os artistas de lodos os paizes a apresen-
tarem na cidade de Londres, al odia 25 deju-
nho do anno prximo fuluro, modelos para o
ntonnmeoto que elle lenciona all erigir, na ca-
tlredral de S. Paulo, memoria do tallecido du-
mente un de/enlio lyihographado da calhedral,
mostrando o local para o indicado monumento,a
fmdequea mesma academia; tornando publico
o interno deque se trata, o fazendo collorar em
algnma das salas do edificio por ella oceupado
allodido desenlio, fossa este ser fcilmente exa-
minado a consultado por lodos os artistas, ssim
naetonaes como estrangeiros residentes nesle paiz,
que queiram lomar parte neste concurso. O que
pela secretaria de estado dos negocios do reino
as partecipa academia de bellas artes de Lis-
boa, para qoa assim se execute. Paco da Naees-
siJades, em 13 de outubro de 1856.Julio Go-
mes da Silva Sanchas.
ANNUNCIO.
Traduccao, Monumentosde Wellington.Se-
cretaria de obras publicas etc. Whitlebali, Lon-
dres 6 de selembro de 1856.Os commissarios
das obras e edificios pblicos de Sua Mageslade,
aonunciam que o govorno de Sua Mageslade tcn-
ciona erigir um monumento na calhedral de S
Paulo, em Londres, a memoria do finado duque
de Wellington, a que se promptificam desdeja
receber dezenhos para o mesmo monumento, dos
artistas de todos os paizes. As pessoas que de
jarem competir onviaro modelos de urna quana
parta do lamanho do projeclado monumento,
qual nao exceder na base a 13 ps por 9 pos (in-
gle.:es). Cada modcllo assim enviado levar ins
cripta um molo ; o um subscripto eom o mesuro
molo no exterior, e no interior o nome do com-
petidor : ser dirigido ao primeiro commissario
das obras e edificios pblicos de Sua Mageslade,
V*. hitehall. Londres.Cada competidor deve de-
clarar a somma exacta pela qual, sendo ne-
cessario, se obriga a erigir o dilo monumento. Esta
somma deve incluir todas as despezas, e nao exce-
der a 20:000 libras esterlinas. O monumento se-
r faito de marmore, podra, bronze ou granito,
ou de quaesquer destas materias combinadas : po-
rem qualquer competidor qne deseje fazer uso de
ontro material que nao saje o marmore de Cerra-
ra, dever no modello pintar aquellas porcocs em
que se faca uso de ontro material, com as cores
do mesmo material. Os modellos dos artistas re-
sidentes no reino nnido scro entregues em Lon-
dres nodia 1 dejunho de 1857, ou antes ; e os
dos artistas residentes em paiz estrangeiro no dia
45 dei junhode 1857, ou antes." Os modellos se-
rao dirigidos ao primeiro commissario, e entre
gues, livres de despeza, em Weslminster Hall, ou
em qualquer ouiro sitio que no fuluro se decida,
o qual ser devidamenle annuociado, e aonde se
projeeia a sua exposico em julho de 1857.Os
commissarios uo se responsabilisam por qualquer
averia ou casualidade que possa succeder aos mo-
dellos.
Os seguintes premios sero dados aos nove dc-
senhos mais approvados. .
Pelo primeiro.........700 libras
segundo .....50u
POR TOUSSAINT DE VlLLE.
II ir i i Ai pi-'vler omnt'
ngel*) ridel.. ..
Jlurario.'
Vil
A hiilliiihimao.
Km>rna inrieu Cmara de Adriano, e dao era-
casa l>os vendo qae o mancrlio n.io cessra anda
H vivcr.
Depois de liaver-e cerlilicadn de. que nr-nhum on-
Iro inedieamenlo rra eip>-rirnrnlado, elle foi ferver
a plaiita que Iniutcra, ewaapoi urna tisana eorr. par-
te liquida, a c.llurou vinriricamente o reslo .olire
panno*. Volloo aatla para a cmara de Adriano,
tez salm a. peaaena que aM se achavam, fechou a
parta, colirio por a.5im diter com o novo remedio
IihIo o corpo do rtoenle.
Depois cliesoii urna cadeira para a calieceira do
leilo, asseiitou-se, e mioislrou-llie melliodicamenle
lie hora em hora rhavena-. de tisana.
Durante o dia a respiraran de Adriano lornnu-se
repelar, seus ollios fecliaram-se como em um a-
lor;ni!cimenlo reparador.
lerceiro
quarlo
plinto ,
sexto .
stimo
oilavo
nono .
300
200
100
100
100
100
100
Talla da harmona que reina as grandes cidadea e
especialmente em Londres.
A capital sendo comparativamente moderna, por-
que Coi quasi inteiraroenle qaeimada em 1 Wiii, e sen-
do suas reediliearOes mais considerareis de urna da-
ta as's rcenle, devia oflereeer a regularldade das
cidadesdns Eslados-Unido., no da< mareens do Klic-
no, como Carlsruhe e Manheiu. Ma< nAn aronlece
assim, pois, a parte quennada em ttSMi foi recons-
ENCARRECADOS DA SUBSCRIPTO Mi si I .
Alagaai,*. 8r. I.laudina f a Icio Da i; Babia* Si. D. Duor.
II* d a J a o,p. .Sp. J0a* Pereiri Martina. '
EM PERNAMBUGO.
O p rop rf ala ra a DI AIIO Manoel rignairo* 4 tt ra, na aaja
livrarla, prtsa da lodapandeneia os.ta 8.
So, porem, o artista a quem fer adjudicado o Iruida no goslo anligo, sem que se aproveilasse a
maior premio, for ajustado para executar o seu "a'*0 de alargar as ras que se conservam (ao es-
desenho nao lera ius a receber premio algum. ilr"18', c?mo dtnles- m",,r"d1-, /eita maneira
f> i pioiiiiuinuin. qoe nJo ha nenhum sv.lema adoptado para embel-
us modellos que receberem premio licarao sendo | lezamenlu da melropol*.
propnedade do governo. Por ordem dos com- i He verdade qne ha um ministerio de Irabalhos
missarios(assignado), Alfrod Austin, secretario' Pulicosi m* lodo o. esforro. felos nesle ramo tem
-Esta conforme. -Secretaria de estado dos neg- cunho da "" isoftici":'a-
cios do reino, em 13 de outubro de 1856.Joa-
quim Jos Ferreira Pinto da Fonseca Telles.
Pelo que a mesma academia faz saber a todos os
artisias, assim nacionaes como estrangeiros resi-
denles neste paiz, que queiram tomar parle nesle
concurso, (pie desenlio lyihographado da calhe-
dral, mostrando o local para o indicado monumen
Parece qne sito novis chamados a reger a sua
forlnna e a administrar os seos negocio*.
Assim a ponle de Weslminster construida em
Urna poca eeeee rcenle, est ameacando ruina.
lima obra de grande importancia, como objecto
arlislico he a nova cmara no parlamento, mas a si-
tuarlo projii lira consideravelmenle o efleilo.
Poda ler-se corlado lodo o mal, mas nao se en-
saino mais]qoe um meio remedio, no qoal se sastou
I perto de dous millmes de francos,|para se obler bem
lo, se acha exposto na b.bl.olheca da mesma ac- | "poaco nielhorameni...
Mas n id ser melhor perder o seu dinheiro do que
a sua independencia ? He isto o que pensam os In-
glezes, e assim consolam-so im parle com ler urna
dama de bellas arles, onde pode ser visto e exa-
minado pelos mesroos artistas todos os dias nao
santificados, desde as 9 horas da msnba at as 2
da larde.
(Diario do (ioterno de Uieot).
LONDRES
145 de oulubro.
A rainlia Victoria passeia do meio-dia ao norte
e do mirle ao meio-dia da suas pnsescs euro-
pea*.
I>ir.-se que a viagem he indispcnsavel para a so
saude, receia-se que S. M. lenha a mesma molestia
qoa por muilo lempo solTreu Jora 1U.
O remello aconselhado pelo* mdicos para ell
enfermidade consiste u'uma e-pene de movimenlo
continuo.
A ramlia possue qaalro residencias reaes, o palacio
do Buckzinsham, o palacio^le Windsor, a residencia
marilima d'Osborne, e a r^sidcna de moutanhas de
Balmord e ella est continuamente em movimei.to
de o,as para a. oulras ; ma islo nao hasta anda :
ltimamente Iralou se mu seriamente da r.'inln vi-
sitar Li*boa, r n,ln sei por que motivo, colera tai-
vez, esli projeclj se nilo realisou.
Nao fallo da exrurs a Paris, que linha um lim
principalmente politico, mas linha-se igualmente
projeclado que a rinha Fosee a It-rlin assislir ao
casainenlo de sua lilha com o principe da Prela.
Iloje Irala-se de urna aieemto muilo mais longa,
mas que enlra inleiramenle no gusto de S. M. B.,
que adora as viagen. por mar.
Projecla-se a viagem ao Canadi para fazer urna
visita a grande culouia loglria do norte d' \ma-
rca.
Ilenry Mullan i. um dos mdicos de S. M., parti
para esle paiz, para ver sa o clima couviria i rai-
nha.
No caso de respoela eaUefaeteria, esta partir na
prxima primavera.
Tal he o boato geralmenlc acrelilado hoie. c se
seconnnna e realisa, ninguem duvila que S. M. se-
ja pcrfeilamenle recebida por seos lab ditos d'alem
do Allantico.
Feliz o paiz em que o soberano pote mpunemen-
le (lesapparrcer da sceua polilica sem cuinpi mueller
a paz publica.
lia muilo quem se queive de que o paiz nao es-
lea iiero iiovcriiado e que se d. mulla lilierdade
metropolem uilo pouco monumenlal, pensando que
pelo menos sa"n senhores de si me*mos. Sem em-
bargo poroulio lado ii.in podem conformar-ie em
pagar a imposto da renda, que monta quasi a dez
por cenlo, quando a guerra el acabada, conti-
nuar a soffrer o elleilo quairdo a causa lem desap-
perecido.
O imposlo da renda, geralmenle considerado aqu
como imposto de guerra, foi eslahelecido por sir Ro-
berto Peel, quando aboli os diieitos que pesavam
sobre os Iriso estrangeiros.
Depois eontinoou a subsistir, porque era neces-
sario substituir os direitos levantados aos ohjecloi de
consumo.
No momento que rebentou a guerra, o imposlo
da renda eslava condemnado, e dos os annos al sua total extincrUo.
Pelo rompimenlo com a Roaeia nao se nao
eilinguio o imposto, mas foi elevadoaodobro, e a-
gora como no he causa mui agradavel ao chancel-
ler do KcInquier ter que propor novos imposlos, pe-
dio ao parlamente que votasse o imposlo da renda
assim augmentado mais um anno, adalar do !.
de abril, que se seguia a ratilicarao do Iralado da
paz.
Ora, o Iralado de paz as.ignou-se a :10 de marco
de 1856, mas sendo ratificado no lim de abril, o
imposlo da renda subsistir' um anno depoisdot.-
de abril de IS.">7 ou dous anuos depois ta conclu-
so real da paz. Isto desconlenlou muilo, a pie-
(ende-se representar ao parlamento, para qoe o
imposto fique redolido ao mez de abril prximo.
Nao acredita que esla resolucSo lenha o exilo de-
srjado, porque de duas cousas urna hade ler lugar :
ou o ornamento e equilibrara, ou se soldara por um
dficit. Se se equilibra, sem o soccorro do imposlo
da renda, este nilo sendo iudi*pensavel ser abolido
emjparte e o escedcnle do*bonussera applicado
para snbsliloir o produelo de qualquer ootro direilo
do cha' por exemplo. Se houver dficit entilo nao ha
que pensar em retirar um imposto que se recebe
rom urna grande facilidade relativa, e qoe alcm dis-
so he necessario snbsliloir.
A lula de penna continua entre Mr. I.oiz Blanc e
o governo francez a proposito dos nepoitadus de
Cavenna.
41 celebre demcrata dirigi ao lime* urna nova
Cadas victimas parecem exposlai a cahir entre Che*
ryhd* a Scylla.
Os jurisconsultos leem-se empenhidu por es-
ta preza que disputam com grande encarnica-
mento.
A lei ingleza parece ler sido confeccionada para
fazer imerntinaveisos proressos, porque deixa a pos
ti a hera a loda a .orte de chicaras, o assim no ca-
aelaal dos credores do Roval Brilish Bankii acaba-
ra' por absorver o rolante das sua* foi lunas.
Urna lei especi il para os banqueiros dispe que
liquidaran em ci peranle o Irihuinl da rhanrellaria.
Por ouiro lado, a le dos fallimenlos he igualmen-
te applicavel, de sorle que sa aehem duas jori.dic-
Sea por orna.
Actualmente h nma qae*lilo mu reohida enlre
os advogados de :ada Iribuual.
A chancellara nomeoii um administrador ; o tri-
bunal dos fillinie iios Momeen umsyndico. O ad-
minislrader que ( i primeiro nomeado lomou posse
de lodo o activo
pois quiz (amherrj
que sempre deiu
aa enxame de vermes que corroe ; mas i*|0 nao lie ea,lai n" I'"1 e dedica u refutar a eiplicacio lenta-
lanto asMn, e senio v le a Franra : os gneros aii- *" P1 Monilear.
menticins o aluguel das ca*as es'iiio por alta nrerjo, I Como n.ui acharis esla caria em nenhom jornal
o jonialeirn, mesmo ganhandn muilo, s com dilli- francez. remello-vos com a minha correspondencia
cuMadc pode salisfazer s suas proci.ies di .ras. eom o incluso impresso.
Mas lalvez que nos ohserv, rn. Kniao n.is cr
j-raves para que se vollam todas a< espenneas J
Para o poder etecalivo. Pode lambem ser que se
nos diga, que isto he a eonseqnencia do governo ab-
soluto e desptico de l.uiz Napalele, e anda mes-
mo la monarchia constitucional de l.uiz l'il.ppe.
Mas esta tendencia do povo francez de se vollar
para o poder em momentos diuVeis, nao dimana
senaojde um principioacenlrali.acao da auloridade
e da .idinini-lrarao.
l"m publirisla que goza na Inglaterra d'uma cerla
repularao, Mr. Walter Savage l.andcr, publicou ul-
niamente urna carta, na qual excede muilo oque
lem dito a mais furibunda democracia.
Sem duvida queja tendes cnnhrrimento da sobs-
crip^ao que se ebrio para a compra de cem caohOes
destinados a armar a fortaleza piemouleza de Ale-
', xandria.
Mr. Sivage de l.andur sendo solicitado para snbs-
Icrever respondeu desla maneira:
Alguns ministros inglezcs. sem pensar mal, lem I e Nesle momento nao posso dispor de mais de
querido por algumas vezes restringir os privilegios em libras esterlinas, e nao he provavel que lo ce-
da coroa de Inglaterra, mas tem encontrado imme do possa haver igual quaulia, eimo-vo- cinco li-
dialamenle urna resistencia vigorosa qoe lem feilu hras para ajuda da compra das dea mil espingar-
parar esta veleidade densurpacao. das que se devem distribuir pilos habitantes da
Nao ha muilo lempo que lrd Palmerslon apresen "
lou *o parlamente um prnjecto de lei. que parecia
o mais innocente do mundo; lral.iva-se de reunir In-
da a polica do reino sob urna nica direccao a cargo
do ministro do reino.
Mas as cidades, a* villa* e aa candado*, que lem o
habito secular de regular pessoalmenlo os sus ne-
gocios de polica iaterior, in lignaram-sc so com a
idea de ver o governo mtervir as suas admiimlra-
coes, e a oppo e obrigado a abandonar a medida.
Cum ido nao quero diz-r que a polilica he bem
feda na Inglaterra ; mns |ieln menos governo
lem sua disposirno urna forc, com a qual poderia
em um momento de esquecimenln on de colera fazer
Iriamphar nm golpe de eslado, como mis temos obs-
servado no* Klados-( nido*.
Sem embarco, enlre os inconvenientes que esle
individualismo faz inscer na luglalerra, nula-se *
v, esla plaa, qual vejo que Dos d.i anda a vir-
lude de curar !
E fallando assim, o nearo velho dmava as maos
de Adriano, e beijava-as com elfusao.
O mancebo nao p.ide agradecer a Emvrna icnao
com um brando aperloe umolhar do recnhecimen-
lo ; porque um novo acce-so de fraqueza fazia mor-
rer-lhe a voz sobre os labios, e sua cabera recahio
sobre o traveateiro.
L'm brando somno veio logo fechar-lho as palpc-
hras, mas elle adormeceo com urna coulianca serena
na especie de genio benfico que o ufara do lomil-
lo para rndea-lo de prolecco, de solicitud* constan-
te, e de cuidado* engenhosos.
Husange fcira lomar afumas horas de repooso.
niiando ella cortina, soobe do mellioramenlo pro-
videncial operado na siluacao da Adriano.
Tan impressionavel alegra qoantn a dtir, como
lodas a* inulheres crioulas, ella acolheu com de-
mon.lratjes inlanlis essa noticia inesperada, e cor-
reu cmara do doenle. Abri a porla coro precau-
rlo, e dirigio-se para o leilo do mancebo andando
na pona dos ps.
lo Banco ; o syndico, que veio de-
tomar posse do seu lado.
Mas nao se dei am escapar assim tantos milhe-
m alguma cou.a nos dedos, e o
segoio-se um combate, digno de
m novo Homero.
rreu sansue, mas somenle Unta
administrador -u lenlou-se no sen polo.
Infallivelmenli
ser cantado por i
Comludo nao c
jadiciaria.
Na Inglaterra,
om tribunal e\p
nao lem limites
assim lem se viil
primeira provincia italiana que primeiro se sub-
levar.
tt Ai onlras nvenla e cinco libras reservo-is
para a familia do primeiro patriota que lomar
a dignidade e preencher o dever de Ivranni-
cida.
Entrego-vos e phrase sem commenlerin, faiendo-
vos somenle observar que Mr. Savage l.andor n3o
he om hnmem sem eonseqnencia, pois, que goza
torno a repeli-lo, d'uma cerla repularao por ser o
fundador do Examinador, Jornal hebdomadario
inglez, que goza de grande crdito.
Ja vos lenho fallado d. escaudalosa banca-rola do
Boyal Brlish Bank que nao obstante a garanta
illmitada de lodosos accionista-, os credores eslao
em urna cruel pu-ir.io, nao sahendo quando obtero
o pagamento das suas dividas.
Mas depois de lerem sido despojados urna pri-
meira vea pelo director o seus cmplices, as desgra-
l)e repente seu semblan!* illuminou-se como por
uina alegra celeste, e um sorriso se Ihe drsliiou dos
labios...
Oh! disse elle alagando a Kosaoge com um
olhar de brandura inrfavel, emlim le vejo, mensa-
grira de comolarao e de livramenlu Eu le laudo,
e ilmile mil agradecimeulos '
E Adriano eslenrieu febrilmente as maos appa-
ricao benvola.
A moca levanten-se vivamente com a inlenrao de
chamar alguem ; mas, indecisa entre o temor uina
especie de curiosidade inquieta, licou em pe apoiada
na mesa.
Por favor disse Koelcher, nao le vas ; llna-
me bem dizer-le e admirar-te aioda, radiosa estrel-
la, pecla immacolada descida da corea de Brahma '
pois tu es lo bella quatilo boa. Oh '. muilo mais
bella do que liuham me piedilo !...
Passando em Pondirlierv, Adriano mis(urre-se
com urna rr.ullid.io numerosa, que enlulhava nma
prara publica, ontle celebrava-se o llijamsse, qua-
resma dos Malabares.
A poucos passos dos faquirs e dos peloliqueiros,
Adriano dorma tranquilla e profundamente. O I cuja gvmnastica sanguinolenta, cojos actos d'e atroz
negra velho sucrombia a rediga sobre un poltrona, phanaismo suscitavam grites de euihusiasmo oo de
A aurora lava anda longe : a noile era sombra. A \ horror, segundo vinham dos Indios ou dos Europeos,
tempestada havia cessatlo, a cbnva nao cahia mais, elle vio enlra duas companlnas de bailarinas qoe
porem iinmenins nuvens negras, que envolvi.m loda
a colonia, conservavam-se na immoliilidade e no si-
lencio, que siiccedeni s grandes perttirbacocs da
n dureza.
Nionami, disse a mo^a ao nuvido do negro ve-
lho, vuss nao piide licar aqui por mai. lempo ; ni
deM-ancsr um pooco ; eu vigiarei em seo lugar.
O negro hcsllava...
Va, sem receio, lornou Reunge, se houver al-
O :-er*> foi iranqnilln, e pela meia-noiif, quando guma cousa de novo, mandare immed.alameule a-
\olan lo do Baia-liois. aonde o levara desde a ina-
nli.i i > cuidado imperioso de conjurar o. perieos
corridos pato seu navio durante a leinpeslade, Mr.
Martillean eulrou na cunara do doenle, senlio uro es-
panto mistura lo de alegri* a vista da -nodaura ines-
perada producida em sen e*latlo.
Urna or de ro-a empalhara-se pelas lace, de Adria-
no, sua pelle Imlia perdido a seceura. e nm sorri.o
pairava-lhe sobre o. labios enlre-aberlos como para
balbuciar as primeiras svllallas de um hvmno tle re-
siirreir.lo c de auradecimenlo ao Creador.
O mariulieiro velho inclinou-se para a mancebo,
e dis-e-lhe coro voz hiaii i- e coniinovida:
Adriano, seule-se ruelhor ?
I doenle abri m nllnis peale que um pouco aba-
tidos por uro reslo de snlli menlo, recouheceu a Mr.
Mai linean, e e-lrii.leu-lhe a lale ; depois percorreti
a cmara com olliai sor privo, u qual lilmi sobre o
neuio velho..
corda-lo.
Kinvrna sabio.
A mora assenloo-se
rnlao em urna poltrona, a
---- -------- ,--------- ..... ., "|*|* ^r-aF nanviwaaai 'itirr t i a i i i -
poura uisiancia do leilo do doenle, approxinaa sem vanlar-te mais puro e mais bello do que o lyri
rumor urna mezniha, em que achava-se nina can- jardina de Golconda debaixo do beijo virgula
dea, apoiou-se ao clmelo sobre o movcl, c abri manbaa ; pois a mensageira do deae Wtaai,
uro livro...
Ito.ange linha orado muila* vezes por Koelcher
coro fervor, ajoclhida silenciosamente dianle de um
crucihxo em sua alcova. Ni)0 era preciso que ella
roae beata para ser imbuida dos sentimenlos e de
principios religiosos. Seo paiconsiderava esses prin-
cipios e esses seniiincnlos como o fundamento de to-
da a boa educacao, c infundindo-nscedo na alma da
lillia, coslamava compara-loa a tima bus.ula nifalli-
vel alravez da. hmenlas da vid*.
A moracra piodoa sern oslenla-.io, assim romo
era honesta sem alienaran.
Kixaugc voltava
couip iiiina- de naiiarinas qoe
dansavam com lasciva deseuvollora ao som dos tam-
bores, e adornadas de filas de varias cures, urna ve-
Iha India qoe lia a Imenadicha em francez.
Curioso por conheccr seo horscopo, o mancebo
approximou-se...
Trepada sobre um cavallele de bamb, que lervia-
Ihe de tripera, a pylhonissa malabar enonciou o
, orculo seguinle :
O negro dragao de Siva. semelhanle ao gran-
; de leao das solides, que com sua* garras o'arjo "der-
riba o limio gamo, e volve-o na pueira, ha de ea-
I hir brevemente sobre rooridade llorearenle, e ha de
oppi uni-la de suili imenios... Porem tornaras a le-
io dos
al da
. bella
como as virgen- de Llora, descera do co para Ira-
zer-le o ramo de ouro de ronsolacn e tle livra men-
t, fallando-le com voz branda e melodiosa como o
canto dos Tres Bius de Uellii !
loelcher rira muilo dessa predict-ao ; mni ella
vollou-lhe muilas vezes e inexoravelinenlc me-
moria durante sua doenra. Pouco a pouco seu espi-
rito enfraquecido e sua imaginaban exallada repra-
senlaram-lhe as palavras da vaina India como urna
-enlenri falidica, como um decielo irrevogavel do
lie-lino.
Elle esperava, pois, alguma apparicao snbrenaln-
ouira pagina do livro qua-ido I ral tinando, alravez das hallurinires'ila febre e do
Onde e.l.m eu mnrniiirou elle lazendo e-f.u- Adriano pranuiiciou algumas palavras no meio de um "
i sonho...
raa para asenlar-se.
Por lavor. meu amigo, disse Mr. Marliueau.
nao tente l*vaular-e ; voeett est aqu |unlo tle miui
no meio de pc-s'ns qneainani-nu. que bao de Ira-
la-lo sempre enmn anlin- e vrrdadeirns amigos.
O mancebo p >/ a ni,i > *obre os pannos que envol-
viam-ne lodo, e perguulou :
O que he *<, ineu llens ?
Charo lenhor, responden Emyrn.i, julgava-se
que Vine, ia morrer... Mu eu Uve e.peraura ili.se
i n.ni.1 qoe leria lalvez a felicidad* de salva-lo,
porque foi no meu pal/ que inr. adoecea. I.em-
jirei-me que daqui a meia legua, sobre a m.iuiaiiha,
ha urna pl.nla emniegada por lulos nsfilhos de Mi-
dagarar conlra a febre ; he fc^la pl ma que Vruc.
a por r livro sobra a mesa,
Vide Dial io n. 28J.
I.lla lem i
lou.....
A principio foram snns ininlelligiveis e palavras
Ineonereatei. redarla as emoenes que egilavaroo
mancebo augmenlavain seni duvida tle vivacidmle i
proporr.10 que seu earafa as experimenlava ; pois
eu peno levanlou-se pooco a pouco aa roemo lem-
po que sua voz lomon-.e mah clara.
Kepenlinar.ieiile \dri mo parereu dispertar. A \oz
riiorreti-lhf no* labios. Elle rollan os olhoj par Ito-
isi.ge; mas seu olhar, cuja |at puaeia robera por
um no invi-ivrl, era mu.iii afilo. Adriano dorma
profundamente ; um reslo de delirio a laucara ne*-.
a* meio Miao, ne-sa especie do somnambulismo
cheio de vises e rommum a lodas as nalurezas iru-
pressiguaveis e neivusas, ou forlenieule agiladu*.
o to sonho, vio a Itnsango dianle de si.
A mota llenando precipitadamente a alcova, li-
e cscu- I cara com o pillorescu e delicioso v*luario indio de
que coslamava ahi usar. :>chaixo de nm turbante
de casemira enr de rosa, semeado da peroles, des-
ciamos longos e omleanles aunis de eus cabellos,
e brilhavam como duas estrellasseus olliosde rellexo
e de expressao mgicas. Tinae um reapae de seda
azul ornado de folhagem e tle pa.sarinht.s de ouro
alado :i cintura por urna lila nir de larauja, e seus
pes mimosos estavam ralrados de chinelas verdes
matizadas de palhetas, que leriam podido arliar-se
as de una sultana.
A illa.au e e cucante eram rompidos.
Palla-mal disse Adriano com voz sopplican-
le ; deixa-rne na memoria um accenlo, una so ola
de tua voz divina, assim como gravas no meu cora-
1(30 a leinbidiir.i iuei.ivel de tua bondode protectora
desobediencia aos mandatos de
' a parte culpada a nma pnsao que
nao na vonlade desle tribunal.
pes*oas ficarem trifila, quarenla
e mesmo cincoen a annos em pri.ao por desobedien-
cia aos Iribunaes
Algumas vezes esla desobediencia consiste na re-
cusa de pagar uuu mnlla. muitas vezes mui insig-
nificante. Seja (jimio for.
Mas rollando aluda o negocio do Boyal Brilisb
Bank a chancellara poderia perseguir encarce-
rar o syndico nomeado pelo tribunal dos fallimen-
los, se esle ultirr*o presisliss* em querer exercer na
sua plenilude es foiicces que Ihe linham sido le-
galmeole confiadas, c o Iribuual dos falimiento- do
eu lado podia perseguir e fnzer encarcerar o admi-
nistrador nomeado pela chancellara, se elle persis-
li*se em querer i alisfazer aos deveres que Ihe foram
imposlos pela su a nomeac,ao.
lijo que acabamos de referir nao lem somenle
applicac.o ao s> dico e ao administrador, mas potle
effecluar-se igua mente a lodo o individuo que de
quaesquer dos lados quizesse proceder activa-
mente. "
Nao llevo lem inar e-la correspondencia sem vos
Olear alguma colisa sobre a polilica.
No continente 19 aegocioe apresenlam boje om as-
pecto gravo.
A queslao napt lilana, que se julgaya abandonada
a' diplomacia, ei Ira boje no dominio da aeran.
Parece cerlo qbe o rei de aples receben um
nllunatum, e qnq nilo e oblendo urna rcsposla sa-
lisfacloria, os embaixadores da Inglaterra e da
Franca deviam pedir os seus passaporles.
Por oolro lado as potencias occidentaes lomam
laca preraures para impedir que esla re-elnrlo de-
cisiva nao tenha resultado fanesio para o rei de a-
potes, que nao leria discemimenlo se se preocupas-
so das ameaca*.
No oslado aclnal de aples nao be que reeear se-
nSo nm le van lamento inierior, mas esle temor exis-
te eom ou em complicacao exterior, e desde o roo-
mente em que os aliados dectararem que nao querem
auxiliar uenhuma revolurae, que ohrigava a Fer-
nando II, a submeller se' as exigencia* que elle olha
eom razao ou sem ella, como urna injuria fcila ao
sin poder soberano ?
Lena oulra cumpbrae.io e na minha opiniao rooi-
lo mais seria he a persi*lencia da Auslria em que-
rer licar uos principados, apezar da expirarao do
prazo I- de outubro que linha sido filado para a
evacuaran do territorio oltomano.
iz-se que lem sido muilo forte a insistencia ta
Inglaterra e da Franca para cum a Auslria, para a
decidir a execular as convenre* do tratado de Pa-
rs, mas que at agora nao se tem obtido resul-
tado.
Sera', pois, necessario obrar eonlra a Auslria co-
mo se obrou conlra a Btala'!
Esla queslao inquieta geralmenle os homen* po-
ltico!.
.f Sarn.'
Paris 18 de outubro de 1856.
A famosa nota sobre os negocios de aples
aioda nao appareceu no Monieur.
Comludo est prompta ha muito lempo, es ap-
parecer quando a partida de Mr. lirenier for ofli-
cialmente annuhciada mais cedo ou mais tarde.
Oeixemo-la, pois, dormir as pastas ministe-
riaes, al que achem conveniente, que saia
luz.
I'.ntreanio, linha razao de vos dizer ha pouco,
que nao se devia dar grande importancia aos boa-
tos relativos ao movimenlo das esquadras ; hoje
parece certo que os embajadores dcixaro aples,
que as relacoes diplomticas seraoinlerrompidas,
mas que nenhuma medida coercitiva ser tomada
conlra o rei de aples.
Isto desespera agora muito os revolucionarios de
Paris e de Londres, que esperavam este signal para
e de tea belleza suprema '.... Permute sobreludoqiie
eu te laca urna supplica : Viste quelens piedade de
mim, vigia lambem sobre minha irmaa querida '
Alraves.a a* latitudes sobre as novena de prata de
urna noile luminosa, baixa ao cante da Franca em
que foi recolhida a pobre Branca de "roelcher, e di- j
ze-lhe qne por li e pela minha coragem ella lera
dias bullanles e ditosos .'
Lagrimas de enlernecimenlo e de admiracao eo
briam os olhos de Hosauge.
Que alma que grandeza de sentimentos! dis-
e ella comsigo palpitan lo de einor.io.
Adriano fallara com muila animarlo. Suas faces
e seus labios eslavam corado*, e seus olhos grandes
e aztic* brilhavam com extraordinaria rivacidade
sua fronte larga e pura, donde cahiam o. aunis de
seos cabellos louros, brilhava com inlelligencia, no-
breza e energa.
Ilosange vio enlAn quanlo Foelcher era bello!...
E po(o que o mancebo eslive-se sol o imperio d
urna viao, apezar da grande probabilidade de qoe
e* elle dispirtasse, a moca dominada por urna eslranha
perturbar ao. abaixou os olhos ao relmpago de seu
olhar.
Mas, ao mesmo lempo, rugando-lhe, supplicando-
Ihe Adriano qoe fallarse, a moca nao quiz, conlra-
riando-o romper o encanto que parecia e*leuder-se
como um balsamo soberano sobre o doenle, e res-
ponden :
Sim, lerel sempre para com a irmaa os senti-
menlos que auimam-me para com o irmao ; porque
essa irma he fraca e infeliz, e esse irmao tem cora-
eao nobre !
Rosaoge calou se...
Oh '. falla falla ainda exclamou Kodcher :
la voz he mais doce qoe a dos mjoe Ella delei-
la-me e Irausporla-me !
Com effeilo, a mora linha um metal de voz ar-
gentino e um pouco abafado, blo raro, hlo maravj-
Ihnso, e que he constantemente para o ouvidu do
liomein impres.ionavel, ama meloda suave nova.
Heceiandn que urna exaltaran crescente aggravas-
se o eslado do doenle, Ilosange emprehemleu appla-
ca-lo logo.
Fallarci ainda, lisse-lhe ella, mas ob a con-
dit;ao de qoe sere obedecida, lio conlrario relirar-
me-hei, e Vmc. nao me vera mais I.erei algumas
paginas desle livro, e Vmc. fechara os olhos, guar-
dar silencio e dormir, entretente que eu contina-
n-i a vigiar...
Adriano nao re*pondeu ; fechan dcilmente os
olhos como um menino, e eoneereoa-ae immovel.
Iloiange coincrnu sua leilura em meia ro...
Cinco minlo! depois a re*puarao regular do man-
cebo anniinciava que elle lahira do dominio da bal-
liinnai au e dos sonhos, para entrar as mais tran-
quilla! reginrs do somno.
O dia releva atreves da* janellas da cmara. A mo-
ca mandn acordar a Emyrne, o qual veio logo
substituida.
VIII
(iimcalesruira e amor.
No dia seguinle Foelcher acordando no meio da
tranquilla salisfarao, que acompanha qiia. sempre
urna lonvale-cenca, comis,va com Mr. Martillean
delineado sobre a borda do leilo, e Irndo a rabera
apoiada na ino.
Informado ta scena da noile, e recelando que ame
lecahida fosse a eonseqnencia de emoces novas, o
capilo pedir n Itosaute que e ronserva-se por al-
jiim lempo fora da visia do doenle
Km v i na puoha lado em ordem, ia e viaha amor-
revollar a Italia, e que veem reduzidos a fumo os
seus projectos liberticidas.
Assim mesmo das redohram os seus esforjos pa-
ra excitar as populacoes italianas insurreicao e
produzir urna exploso, que por agora ha de ia-
Ihar-lhes, muito mais pelo bom senso dos povos
da Italia, do que pela prudencia de certas poten-
cias occidentaes, que tem feilo ludo o que podem
para fazer a desordem.
Alas voltemos ao assumplo.
Circula nestt' momento era Paris urna procla
tnaco dos irmos c amigos do poto italiano.
Esla proclamaran feila pelo comit em nome
do povo e dos esiudanies de Paris, tem por pre-
texto render liomenagem s subscripces francezas
destinadas a compra de armas.
Kncontram-se nesla proclamarlo todas as ame-
nidades de linguagem familiares aos Srs revolu-
cionarios e socialistas, dirigidas ao papado do im-
perio, ao rei de aples, a csse Kourbon inspi-
rado pela sombra da Siberia e pelos corvos austra-
cos nasharmoniosas margens do Adige.
Eis-ahi a proclamarlo :
Ao povo italiano.
A insurreicao he o mais santo dos deveres.
i 1 V de julho10 de agosto2i de fevereiro
12 de Janeiro22 de mareo 0 'de feve-
reiro.
Irnaos c amigos !
Honra vos seja, a vos que ainda naosuecum
bisles diante de lanos oppressores, que ainda nao
desanimasles aptis tantas e to crueis decep-
ctjes 1
o Ha seculos que o espirito do mal paira sobre
a Italia, como sobre a mais nobre preza que pude
devorar, despedarjando-vos enlre as suas duas gar-
ras ; o papado e o imperio.
lia seculos que elle se nutre do vosso sangue,
e com o seu hlito pretende envenenar a vossa
alma 1
Mas a vossa alma he immorial !
Esse padre que lornou a entrar em Boma por
urna brecha fumeganlo ; csse Bourbon qoe se ins-
pira com a sombra da Siberia ; esses corvos austra-
cos que andam grasnando sebre as harmoniosas
margens do Adige, todos veem com assombro que
a ntelligencia e a vida ainda nao abandonou as
suas victimas todos senteui que o bello slo da
Italia estremece deMixo de seus malditos ps, e que
ha all gigantes inilomaveis como outr'ora sob as
montanhas da heroica Sicilia, onde o sangue dos
uiartyres nao fez seno fecundar o voseo slo.
Tendes coragem, tendes inlelligencia, tendes
constancia, tendes a experiencia que se compra pe-
lo preco de longas desgracas.
Falia-vos apenas urna cousa ; armas, armas
Te-las-heis.
Ja* appellasles para os verdaJeiros fillios da
Ilalia.
Todos leem concorrido cgtu o se" bolo, adra
de que aquelles que primeiro tiverem a honra de
proclamar vossa liberdade, dncontrem instrumen-
tos para alimentar urna guerra sagrada.
1 A nossa alma exultou aoouvir o boato indo
atravsdns Alpes, dcqueeslaveis amontoando ar-
mas clandestinamente esperando o dia do res-
gaie.
Queremos nos lambem ir em vosso auxilio e
entrar na vossa unio fraternal,
o Recebei irmaos e amigos, o produelo das
suhseriprjjes francezas; recebei-o nao scomo urna
prova de sympalhia, mas inda como homenagem
de reconhecimento, porque estis dando um grande
e mil exemplo, exemplo de extrema constancia sob
o peso de extremas miserias, e d'entre de lalvez
que sahir a primeira faisca que deve electrisar o
mundo.
a Nenhuma naco tem soffrido mais do que a
Italia ; nenhuma, se houver jnstioa, oceupar um
(lugar mais distinelo entra as naces regene-
radas.
Pelo povo e pelos estufantes de Pars
0 Comit.
Tambem circula em Paris nm romance em ver-
so allusivo loucura do imperador, e que ss atlri-
bue a \ ictor Hugo.
He o seguinle :
laf fou de Biarrilz
ail du fou de Toledo
Ori m'a predi unjourla destinc
qui s'accomplit
lizahdo com o maior cuidado o rumor de seu*
O'lempo eslava cplendidn. O sol claro e alegre
vinha pelas fenda. das jauellas drsfazcr-se em estrel-
las br.lbaiile. sobre a* alva* cortinas da cmara.
Erl urna das manhaas que he impossivel compa-
rar a cousa alguma neste culturado e pobre Occiden-
te, una manhaa ao mesmo lempo lepida e fresca,
radiante e dia pinina, em que a natureza parecia reu-
nir i iiiii- ai harmonas e faze-las subir ao co em urna
-> m phoni.i suave para render grabas a Deot pelos be-
nelicosida crear.lo.
Adriano ouvia o arrullo doi pombos Irocazes so-
bre ai arv ores, os gorgeios dos pas*arlnhos entre as
moutas e as llores, e o susurro dasfolhasda palmei-
ra afagada pela briza.
Qaatatfl deve ser delicioso, disse elle, gozar do
ar la d* fura, cnmtemplar livremenle esse bello sol,
e aspirar n perfume das planta* ;... Capitao por fa-
vor manila abrir a janclla loda eslou certo de que
issn me lira bem !
Air. Maritnraii hesiten nm ioslante, depois foi elle
mesmo abrir ama das janellas, eo jardim appareceu
com lodas as suas riquezas aos olhos maravillados do
eoBvaleeeeale.
Adriano uno pode resistir. Assenlou-se repentina-
mente, e exprio a firme vonlade tle levanlar-se ape-
zar das vivasWepresentacOes de Mr. Marlineau.
Eslou salvo repela elle, lim, eu o sinlo Bes-
piro ; a vida transbarda em mim !...
Com elTeitol Adriano eslava salvo. Mas, como se
effeeluara essal especie tle milagre f Devia ser allri-
buido a um reinllado lardio dos remedios do doutor.
i p upriedade pos simples colhidos na monlanha pelo
prelo velho, ppparicao incanladora de Rosange, ao
poder da naluieza da mocidade, oo a lodas essas cau-
sas combinadas! enlre si ".'
He a que na pintemos dizer. Talvcz fos*e nm sim-
ples re-ullado a conlianra, remedio supremo, gran-
de larca vital, rimo diz 1.amar luir, em seo admira-
vel romance d( Cctioieea.
0 cerlo he qi a /fehre desapparecra, que Foel-
cher recohrava i vida, a saude, e suas maii bellas e>-
pennrai.
Ajudado por
El ma raison par la peur domine
deja faiblit
Sermeats fausses, irabison journalire,
traits de Folon
Crimes, allomis, tous daos ma vie enlire
m'a rendu fou (bis)
Fou.... Ton fait quilter les Tllenos
mais vaina cfloris
D Plombiere a vu de mes furies
les noirs transporte
A' Biarrilz leur rage se decharne
comme Sainl Cloud.
Car le remords qu'en lous paysje iraine.
m'a rendu fou (bis)
Mais qu'ai jevu, gran Dieu, dans mes voyages
lerrains noyes
Champs sans moissons, vignes sans fruils, villages
incendies
Nul ooin du sol qui ne picure ou ne saigoe.
el coup sur coup
Vols, peste, faim !... Ce bonbeur de mon rgne
m'a rendu fon (bis)
S'il nexislait-helas que ees misres
mais non jevois
Ccuv. dont l'exil torture encor les peres
fuir dtivanl moi
Troupeau nombreux, quand auprs d'eux je passe
comme le loup
I.eur seul regard ou de llamme ou de ^lacc
m'a rendu fou (bis)
Toulcs les nuits vois un homme rouge
au front mandil
Sa largo main m'arrelc si se bouge,
puis il medit
En brandissant un glairesur ma lele
tombe :i genou
Ce songe alfreux qu'au reveil j'enlerprele.
m'a rendu fou ibis)
Jesuis souvent poursuivi par un lleure.
ct de son llot
Semble soilir pouvanlable preuvc !
un long sanglot
Ce llot de boue e de sang qui me monte
jusques au cou.
Me faisan boireet mnn crimee ma honto
m'a rendu fon (bis)
Je vois encor des oinbrcs spuldirales
I' ii linceul blanc
Monlrant du doigldes hlessiires de bailes
Au coeur, au llanc
Les mols dcembre et juin inarqueni les dales
De chaqu Irou
Kl l'aspecl seul de les hidotix slingmatcs
M'a rendu fou |_bis)
Une ature nuil pottr moi loul esl desastre
Tocsin Beffroi
Emplisscnt l'air.... au ciel se leinte aslrc
Le petiple esl roi
Mon aigle rato, ou le clone ma porte
Comme un hibou
El ce tablean de ma puissance morie ,
M'a rendu fou (bis)
Je crois enfin d'tine casaque trange .
Etre couvert
El sur mon fron ma couronnese chauge
En bonnelvert ;
Ma toisn d'or comme un carean se rive
Par un crou
Et ce hochel qui de Toulon m'arrive
M'a rendu fou (bis)
Chache moi done pvfer ear je redoule
Tous les regards.
Double ma gardee place sur ma ronle
Corsos monrhards ;
D'un cabanon sur moi qu'on lire mnic.
Le lonrd rerrou
Lasse la fin la juslice supreme
M'a rendu fou (bi)
O Moniteurn publicou urna nota, queadia por
cinco annos a exccnc/io da lei a presentad.i ao cor-
po legislativo na ultima sesso, lei que linha por
lim abolir a prohibicalo das alfandegas fran-
cezas.
A lei ser modificada nesle sentido na prxi-
ma essao.
A menina robera por um lario chapeo de p all a
d* arroz ornado de filas azues e rozada* e vestida
de branco, brincava com as borholelas e es flores, e
vinha de quando em quando rindo lomar oaardao
da rada, a qual agilava com a negra.
Olivelte, disse a moc." i criada sahindo repen-
tinamente de sua meditacao, cessa po- um ins-
tante...
A negra abandonou o cordao da maca.
A moja lomou a guitarra, preludioo com alguns
accordos graciosos, e depois crner.m urna canean ve-
Iha como o lempo, mas sempre nova pelo incaute
dessa poesa suprema que chama-*e o seulimento.
Esla canrao que canlavam nossas avti. em sua mo-
cidade quando a felicidade e a galantera nao eram
ainda objecto do radcula e do tlesdem, esla ranr.lo
sem dovida soperior a muitas modernas, recordar
lalvez doces terahranc.as a muilos velhos Elle tem
por iiiui,i o Retrato.
A moca cantea com voz melodiosa e pura :
O' bello retrate por mim 13a amado,
Kica prenda de amor, pelo amorohtida,
Tu que represenlas-mc nm bem tao chorado,
Eia, vero consolar-me, alentar-me a vid* !
Esla copla foi seguida d om relornello cheio de
goslo a pro iu/i lo no meimo inslaute pelo capricho
suh os dedos ligeiros da guitarrista.
Desde as primeiras notes Foelcher recebera como
urna rommor.io elctrica... I.emhrava-se de ler ou-
vido es*a voz melodiosa, que fazia palpilar-lhe vio-
lentamente o coracao !... .Mas ondea nuvira ? A que
mulhcr, a que anjn perleocia ella '.'
Elle procurava em sua memoria com ardor febril,
e opprimia de perguulas a Mr. Marlineau.
O capitao nao respondeu, e contemplava-o sorrin-
do....
A voz conliuiion :
O' arte divina noe sua presenri
A mim relilues, lu fosle creada
Pelo amante infeliz para na ausencia
Minorar as dores da saudade amarga.
A cantera rooslrava lano goslo em cada modula-
Este adiamento he urna aaiisfajio dada aos oon-
selhos geraes que se resentirn, com esla lei na
sua recente reunio, e i grandes industrias que ha
1 ou o annos nao lem deixado de dirigir as suas
queixas ao governo.
A actual situaco he bastante critica para nao
se exporem a augmentar o descontentamente, que
j he tao grande no mundo dos negocios.
Tereis visto que o Monieur poz em relevo as
honras feilas a madame Serrano, que foi recebida
em S. Cloud com o ceremonial que he do uso para
os embaixadores.
Esla circunstancia prova que o novo embaixa-
dor de Hespanha e a embaixalriz, que he, como sa-
bis, urna bella creatura, conservam na corle de
Franca, sob o governo de Narvaez, e favor de que
elles gozaran) com o governo de O'Donnell.
Comludo, o marechal Serrano envin a sua de-
misso rainlia, logo que soube que Narvaez en-
trara no ministerio ; mas a brilhante recepeo fei-
la em S. Cloud i einbaixatriz depois que Serrano
enviou a sua demisso, faz suprior que nao sera
aceite.
Madame Serrano esl lambem na lisia (bem en-
tendido) dos convidados para as cacadas de Com -
piegne e de Fonienehleau, assim como o conde e
condessa deCastiglione ; mas o conde foi convida-
do pro forma, smente porque viaja va na
Lombardia.
O Imperador recebeu hontem em audiencia par-
ticular lord Hovvdcn, embaixador de Inglaterra em
Madrid.
Diz-se que nesla entreviste Luiz Vapoleo insta-
ra cora o embaixador britannico para se mostrar
conciliador e benvolo com o marechal Nar-
vaez.
Nao me don ao incommodo de refutar as corres-
pondencias nos jornaes hespanhes que quizeram
esiabelecer, que o imperador dos Francezas, linha
desapprovado a escolha feila pela rainha de Hespa-
nha do marechal Narvaez.
Sustento o que vos lenho dilo a esle res-
peio.
O imperador parte amanha, domingo, s 3 ho-
ras, para Compiegne,j foram pelo caminho de
ferro do norte um deslacamcnlo de guardas e
urna companhia de gendarmera para guarda de
honra do Imperador, emquanlo durarcm as ca-
cadas.
(Idom,)
ACADEMIA FKANCE/.A.
Rtialario apretentrnio por Mr. Baraule sobre o
premios tle rirtude.
Seoliores :
Chamado pela primeira vez para dar um coma
publica dos actos de virlude, que a academia quiz
honrar, permitti-me que repila algumas palavras.
que pronur.eiei era seu nome. qoando ha mullos
annos, os restos mortaes de Mr. Monlhvoo foram
Iranitendos para o HotelDieu de Paris, de que era
elle heinfeitor.
O pcnsainento de sua vida sera a honra do sea
Inmolo : iilii.ti.ir e soccorrer a humanidade, lal foi
nao su sus ultima vonlade, mas lambem a oceupa-
rao constante de seos longo-, anuos. Em compen-
sarao do bem que fez, achnu o i......me. qoe nao
procurava. Seu nome sera' repelido de seclo em
secute em nossas academias, e o pobre coniervara
para sempre sua memoria. Possa o exemplo ser
imitarlo, oala' que os ricos c os felir.es da poca,
cedendo as inspirarles sympalhicas da piedade, pe-
netrados do verdadeiro espirito da igualdade fra-
ternal, advirlidos pelo explendor da sociedade, pro-
curem como Mr. Monlhvon, seu prezer e reconhe-
cam ieu dever na pralica esclarecida da caridad* !
amor das riquezas e dos gozos, movel universal
da nossa poca, desculpe-se abiolva-se nao esque-
cendo ossollrimeuloidopobre, daudo-lhe seu qui-
ln-tiluindo Ipremios de virlude e prescrevendn
que senam concedido somenle aos pobre!, Mr. de
Monlhyon lembrava-se sem dnvida do bolo tle
viuva, que linha maii valor ios olho. de Jess, do
que as olleras do rico, liradas da sos abundan-
cia.
He porque, quando o rico vem em auxilio dos
pobres, nao lem com efieilu privacao a impor-se ;
cumpre por asstra dizer om dever obedece a nm
senilmente geral de humanidade merece um louvnr
sem duvida, mas raras vezes e pode dizer que fez
ura aclo de virlude. A virlude comporta urna idea
de combale, de esforco. de sacrificio. O soccorro
prestado ao des2racado e a miseria nao he haslante
para que o bemfeilor eja caridoso.
Ouando cu dislriboia.e loda a minha riqueza
com os pobres, islo de nada me servira dianle d*
Dos, se eu nao livene caridade.
Assim falla o apostelo. He necessario que a es-
mola seja inspirada nao pela compaixao, nem por
um senlimento de conveniencia oo de justir-a, mas
por sympalhia, por aeicao, por obediencia le di-
vina. Amai o vosio prximo, como a vimeimo.
Sim, he a lilha do velho mirinheiro.a qoal 1ra-
tou-o como om* irmaa, eontiuuou o capitao, e a
quem vocee lomava por divindade no meio das hal-
lucinactiej do delirio.
Accrescenle que eu nao enganava-me, lornoo
I oelrher caloro.menle. Nio sei como sao as onlras
crioulas desla ilha, mas aquella mulher nao he ua
verdade nma joia sublime lapidada com amor pelo
Creador '.'...
Nesse momelo Bosange,qae ouvindo o grito de
Adriano sallara da maca, chegava mui eommovida
dianle da janella... I
Vendo o mancebo a poneos passos de si na poltro-
na, ella parou confusa, saudou-o, e informon-se de
sua saude.
Obrigado, senbora respondeu Adriano. Sin-
to urna lalisfajao deliciosa, resoscilo ontra vez tocan-
do a realidade. linha viste nma dcosa e acho urna
mulher que he ume felicidade ineaperada.
E como a essas palavns de paisSo eonlida a mor,a
confusa e perturbada nao sabia que responden! Mr.
Marlineau di'se-lhe :
Eia, filhinha, terna
acabar-nos la ranr.ln.
a tomar a guitarra, a vem
Smyrnac. eanjna envelveo o manee-1 c.l0 dessa ria lia Implas, laoualma e expressao em
irnn. T '' "' ''Mu,"-U> ."">' P1" : "rt <" >* "as palavras que Adriano onservav.
irona mac,a, i qual arrastou para junio da ja- a mao .obre o peilo par. comprimir-Ib* as palpita-
I cues precipitadas.
Adriano api on livremenle o ar do jardim, dei-
xou-se embriag r voluptuosamente pelos aromas das
mil llores bran as, azues, rosada*, oo purpurinas,
das quaes urnas enenhriaro sua delicadeza, asombra
dos arbustos, o liras brilhavam enlre a rclva deba
xo de urna corlada scinUllante e prismallvo
valho.
No meimo mbmeulo debaiio de um grapa de ha
naneiras, cujosl troncos verde-claros envnllos de ra-
mos ile parren,i e de jamins formavam urna bella e
pilloresca coluennala. achavam-sc reunidas urna mo-
ra, orna aegra'e urna menina tle sel* auno*.
Ero urna rede trancada de los linos de eoqoeiro, e j Ihe otseohoi de eviase, consolar
sospensa as veMe* columnas embalava-se a moca m- meio dos veos mvsleriosos ta naife !
tlotentemenle. Seus cabellos levantados por um pen- Pal I,do e opprimido pelas suas impressoes elle re-
te de ouro semeado de cornalinas recahiam forman- cahio na poltrona, e vollando-se para Mr. Marlineiu
do Iranras negras e lustrosas. Vestida decas.a bran- I dis*e-lhe : """.au
O canlo "o iipi ni :
Sa essas as laces que eu lano amava,
Esse lio seu sorriso, seu porle, sen olhar ;
Ouando ao ineucorarao en as aperlava !...
I'arece-me anida ella mesma abracar !
Adriano niin pode maistniler-se. l.evanlou-*e vi-
vainenle, deliruroii-e para lora da pn,ella, vio Ho-
sauge, e den um grilo... Suas lembianras linhain-se
reunido de repente. Elle lomava aebar acordado de-
baixo da. feiroes da mais adoravcl das niorlacs essa
pparirao radiosa c compa*iva, que viera encher-
e eaperaoea no
aa nalixada de flnret, e loada a pona do p medi-
da as franjas da maca, ella agilava lima huidla
chtu.ia que leria feilo vergnnha Barnlheir*. i ma
guilarra, mslrumenlo predilecln tas crioulas, eslava
collocada sobre sen peo, e seu olhar filo na* fulha*
tas arvnraa parecia perder-se em urna sfriede refle-
xes prufaiida-.
A negra por meio de om cordn de sida balanca-
va braiidameutu a maca.
Capillo, dgame pelo amor da Heos que mu
llier lie aquella Seu ilenrio f w roe mon er !
Meo charo Adriano, respondeu Mr. Marlineau
aperlandocom cTu-ln as maosn manetbo, aquello
he a boa fada desla hahilarao, he o**i Bosange que-
rida, ta qual fallei-lhe algumas veres datante a vi-
agem.
A lilha do vellin mariuheiro exclamoa Fol-
cher recordando-se repeotioameate.
Bosangne sorrindo mandou bascar a goitarra. En-
trn para haixo do caramanchel en^lsamado que
licava defrnnte da janella, assenlouVno meio dos
arbustos lloridos e em urna altiiude de odalisca asiim
conlinaou :
Teslemanha de instantes 13o delicioso
Ali I nao leus para mim o mesmo incanlo !
Cruel recordamlo-me os lempos dilusos.
Provocas, retrate, doloroso pranto .'
A voz da moca bem que ainda cheia de allralivos
lalvez mesmo muilo mais commovent* para Adria-
uo, lornara-se trmula e nao liuha mais a clareza
com que foram cantadas as primeiras coplas. Bosan
geenvolla pelo olhar, ora mondado de ealase ora
abrazad., de amor do mancebo, abaixava os olhos a
seo peilo arfava gradoalmcenle sobre o impeio das
mai vilenlas emoces.
i.i'iaii i i ella cantn esla ullima copla :
Perdoa amargura de minha laudade,
Perdoa a injuslica de minha linguagem !
Nao podes, relralo, dar felicidade.
Mas dalla olTercces-me sempre a imagen) !
Foelcher re-iantlo desmaiar coulemplando-a por
mais lempo cobriu n relo rom as maos ; e a rpora ,i
sen liirnn eslava lio perluibada, lao distrahi'Ja que
parlin versos, foi abrigada a recomerar muitas vezes,
a depoi- das uliima* palavras o relornello iulermni-
peu-se deniram cahiro instrumento.
Muilo hem I disse vivamente Mr. Marlineau,
o qoal comcrava a enroprehender ludo isso, e miga-
va all urna dislraccao ; creio, Hlhlnh'a, que he hora
tle jlmoro... Adriano, men amieo, l'.mvrna Ihe Ira-
ra ludo o que he preciso para seu alaero. Depois
descanse, pana bem a sesla. e prc paro-aa para urna
grande halalha I Arrome o labob .,, ae IajrPI j.-j
carel alt-umas lloras na cidade. e voliarei para'dar-
111ZZ.T *** ~'
No mesmo nstente o nea appareceu Irazend.i
ao maneen.) urna bandeja com um gnarrafa de vi
preparado!pela linda atto de Bosange, o capitn
foi alraorar com a moej. '
f'C*twt'ihrrr> uterrnm-
quae*

' -.


He o segundo manri.nienb. igual aa primeiro : A-
iii.i a Dees de lo lo o vosso corarlo, a
Depois do evangell.o, mar r soccorrer o prjimo
lornou-se um aclo de religiosa adoraciu ; e o divi-
no ReJemplor tendo-se ideulifiodo cora .1 nalure-
la humana e aceitado seus siriTrimenlns e saas m-
serias, pode-se escrevor na porta de um hospital :
i.iueiii observa nielhor o preceiio evanglico, se-
nio o indigente, quando cercea -"vi- recursos ne-
cessahos para alimentar seo irmAo pobre, qutndu
consagra urna parle do teu trabalhu un toccorre-lot
quando emprega una parle do i>u lempo ein pres-
tar-lhe cuidadoi'.' Nao be a urna eumeno pasiagei-
re que elle obedece, uio he por que sej, como u ri-
co, locado e sorprendido pelo espectculo de urna
miseria, com que ella mesmo se acha a co-lomaJu ;
nio procura Uo pouco a appmvacao publica por-
que nao adquirir' una ripuUc.Au de benelicencia e
philaiitropia.
\.111,he mn inslioclo do COrae,Ao,que o arrailra.esta
dedicacio que nio cuc.a eque pode durar t.la a
vida. I al be a verdadeira caridade, essajeandade
que be a primeira das virtudes chrilAa. que ble
prelende iienhoma recompensa, nao procura ne-
nhuma publicnl,ii|e,e ignora sem duvida que ha urna
academia eucarregada de distribuir premios da vir-
lude.
Goal elleiln, genitores, v.is sabis, por quenenhum
de M he eslranho aoeame, que p.eceae as esco-
Ihas propostas pelas nossns conim.sses, que jumis
estas recompensas sio solicitadas por aquellrs que
as merece in ; seus ttulos oos |so aprsentelos pelas
autoridadea locaes pelo cura da pnrorhia, pur visi-
nhos teslemonhas de sua obscura viriude.
Maii de utna vez elle mesmos se tein admirado
de que sua cundada lenha ido observada e pareja
digua de recompensa : soa siluaeflo he tal, que o
premio he ordinariamente para elles um soccorro,
que 09 vem aji.dar a fazer aun boa obra,
Vio he pois para excitar uroi emulado de bu.e-
licencia, anlre as ctasses pobres, nem para propor-
lliea eiemplosa seguir, quo Mr. de Moulhyou ius-
liluio premios de viriude. Esle dora mdico,dislri-
buido por pequeo numero dsquellcs, eujos ttulos
nos sao apresenlados, nao poderla certamente tubs-
lituir um calculo de inlercue a urna inspiraciio (
ridoaa.
Quinto a honra da publicidade, pouco Ihcs im-
porta, e elles tem razio. Talvez qua algum acto de
viriude acompanliado de circumslaucies enternece-
duras e romanescas far;* repetir o notne da seu au-
tor durante urna 00 duas semanas ; depois niuguem
falla mais nelle, e eese nome torno a cahir no esque
cimento.
A vantagem inherente a esta dsilribaicio dos pre-
mios de ni lude he honrar, nio a este 00 aqueile
individuo, mas a clasae inteira, a que perlence ;
mostrar que senlimenlos nellas podera reinar que
nohrezu d'alma ahi se pode encontrar,'que influen-
cia a religiiu pode ejercer, qoaes sSo os bou- efTei-
tos do espirito de familia. II* na religiao da cari-
dade, que se eucontra a igualdade real e fratern.-
dade dai almas, tal como a prescreve e inspira a re-
ligiao ehrislia.
A instiluidlo de Mr. de Monlhyon tem aiuda ou-
Iro elleilo ulular. Nao tmente o eiemplo do
emprego caridoao da urna grtuae fortuna consagra-
da aos pobraes.qoetinha reconhecido pur aua familia
mas por esta di-n ibuicio dos premios de viriude,
impoz a academia o dever de publicar annnalmenle
a 11.11 raro dos actos de .dedicacio e acrilicios e de
conslancia as obras de caridade. Deslc modo a
.iti'dr.io publica he chamada para estes bons ejem-
plos ;os espiritos a preocupados das que-tes do pau-
perismo, como chama a scieocia, 00 depobrea, se-
gundo liugoagem mais simples da beneficencia pra-
lica, ahi lerio informar,oei e imaginario cala vez
ruis adiar remedios para o mal.
Kelleclindo sobre si mesmoa e vendo as virtudes
dos pobres, os ricos se sentirn animados a nao fi-
carem aquem delles, a nio se liraitarem a fras es-
molas, mas a porem-se em relii.au com os que sof-
frem, em lesleinunhar-lhes urna alTecluosa ptedade
e a lembrarem-se de que sao seu prximo.
Duendo a verdade nAo mis podemos lionge*r de
recompensar a viriude : ella uio lem necessidade
nem de nossos premios nem de nossos loovores. Os
actos que inspira, lem lido por verdadeira recom-
pensa sua pralica. I'ma satisfago, que do neehum
modo se parece cora o orgulho, dilata a eonscien-
eia daquelle qtie lem feilo urna boa aceito ; pare-
ce-hle ler obedecido somente a um sentimenlo de
alllirio, a um preceilo de religiao.
Quero de nos jamis pensou em distribuir pre-
mios as piedle,;.,, lilhs que se lem consagrado ao
-ei \u;o dos pobres e dos enfermos !
lillas lem aceitado as virtudes que queremos re-
compensar para conrtiro de sua existencia. Seguem
m* demora nem onlerrupc.io esta vocaru de amor
do prximo, nao procuramos recolber os mulos que
ella lem ao nosso reeonbeciinenlo. Nao he este ou
aquclle aclo de viriude, lie o emprego ile sua vida
inteira, que merece nossa veneracao ; o habito que
trajam, he o signal da honra que Ins he devido.
i.omludo, o zelo, o valor de notsas irmias de ca-
ridade, cuja insiituicAo he invejada, e querem imi-
tar todas religles e as nacoes civ.li.adas, tem lido
neste momenloum carcter lao admiravel. e pode-se
dizer Uo glorioso para a Franja, que liveinos o pen-
samento de consagrar a memona das santas irmias,
que foram morrertratando dos nossos anidados (len-
les ou feridos. I'areeia-nos que inscrevendo seus
mimes no marmore, que livesse sido enllocado de-
bilito das abobadas de Noire-Dame ou dos Invali-
do, leamos consagrado a lembranca dessa dedica-
cao, e esle modesto monumento leria por joslo Ulu-
lo lomado lugar enlre os Iropheos da guerra da Cri-
mea. Tcna-se ponido dizer como Juanna d'Arc :
" Ellas achararo-se uos Irabalho*, a honra deve ser
deltas, a
Ketlectinto nislo, a academia niojulgou que fos-
al permillido tomar essa deliberaran, qoe nenhum
precedente aulorisa, < leria sido nnsler, dizia-se, do
assentlmenlu da aulondade arcbiepiscopal para a ad-
missiio do marmore crimine morador em sua igreja.
tste conseolimenlo devena ser precedido de um pa-
recer pedido a superior das irmiUs, e talvez sua ab-
negarAo ehristaa livesse resistido a orna mcne.in ho-
norfica. Acrescentava-seque teriasido preciso pe-
dir a administrarjo superior a aolonsacAo de um
emprego eslranho do fundo especial da dolacao. A
aulurisacao nao seria certamente recusada : 'tal pen-
samento nAo se afasia das inlenroes de Mr. Mnn-
Ihvoo ; elle mesmo vos deu lalves para ser enllocado
ue.ia sala o busta dp madama Isabel, onda ledes por
nica1 inscnpcAo : it a' viriude, e certamente elle
nao julgou oecullar o pensaroeuln deste marmore
as ominas destinadas aos premios de viriude.
Mas os exemplos da Academia Ihe tem inspirado
(cures; sua deliberado me encarregou de fazer
delles meni;Ao ueste relatorio ,< 0 lim moral 15n jus-
tamente desejado pelos autores desta prnposta, deve
ser. Meta, attingido debaixn de oulra forma, pela
designado publica de um heroismo, cuju principio
e recompensa nao existe neste mundo. Eslas aaia-
vras proendas e repelidas serSo a verdadeira ins-
etipcilo, cuja idea nonre liiiha sido aprcsenlada a"
academia.
Assim como os soldailns a quem ellas foram pro-
d'galisar cuidados e rousolaroes. as irmaas da cari-
dade serio pois honradas conectivamente ; como
aquelles ellas fizeram o sacrificio de sua vida ao de-
ver, c seus uomes ficarao desconhecidns. A recom-
pensa nAo Ibes sera' dada na Ierra ; ellas escolhe-
ram a melhor parte.
A academia, senhores.linha tima sotnma de II),000
trancos par* dispor.
Cento e doas memorias Ihe foram dirigidas; o
concurso do anuo passado si comprehendia noventa
e qualro.
Alguns dos auno, precedentes apresenlaram urna
cirra mais elevada, mas nao pensamos que se deve
tirar neuhuma conclusAo da diminuir jo ou auginen
lo rio numero do* actos de caridade, qoe tiossio as
sealados. Nao estamos enVrrrgadoa rie fazer um
inqoerilo. Como sabis, nao nos pronunci.mos sobre
pedidos ou reclsmajs daqaelles a quem concede-
mos premios. O maior ou menor numero de memo-
rias, que nos sao enviadas, prova tmenle que nsad-
niinislradore, os curas ou os compalriolas. testemu-
uhas da% boas aecfies feilas em sua preseuca, liveraro
mais ou menos solliciludc em Iraze-las ao aotto co-
nbei amento. .
Entre as cenlo e dnas memorias, a academia dis-
tingui vinle e tres, e conceden dous premios, seis
rriedalhas de 1,000 francos, o uinze de quinhcnlos
francos. '
r.StO D! PEMtlIUCO SEITI FtlftA
nfMtRo fi ix-.i
cafiO, mas ,.ii;i % procura renuncia-la, nAo cu
que sua tarefa e-leja pnaachidl.
Estes pormenoreMius tiuhain si.ln dados pelo Sr.
a&4l%rSa1^^
... .--- .....- ------w....tt qP <** Plus rer.iiiiiifn-.,- -_
Matrede sito Miel.ef vo.. Anglica t.hesqmere, d.. Que.nox, rieparlamoi......los por ...is, furam pralicado. no meio de urna .... dlsinc"> O senbor JoseBentO da Cunliae
auira ue s.lo Mu bel Tona rominis-an qui/. JOB- do norte, ida.le de ,7 auno-, ja se liiiha asslgoalodo
lar a sua epot{io o lesteniuuho rio | aquiem que termos elle responden : toridades locaes. Anglica he ama irma da cari-
lla mullos
lia ^sign.lailu j rie.lade. que au tem esquecido a lei religiosa e con- Figueircilo com III votos, seguinjo-se-lhe OS Sr..
I 1 eleito
7'-1 A "Z^f" *"'** "r1*'"1" 'le vi-ll-,",ri'- fu"li|- i A familia prepara a crea, a para todas as virtudes
. I dos e caminos, mas he para preveuir-lhe lodas '--____-
iilades,
a..sf.,.r-:i.....de,os e ,no..rar-.he I Te" "a ""^ ""V""'"" v''""' varonis o (or-
que ella f, a admiranlo dos \ dade voluntarla. Kmpregada lia mais de 11
ra no eoraciu senlimenlos de sjmpnlliia e huma- Francisco Carlos Brandao com 2 votos
nirlade.
que conherem nina Uo bella \ila; mas Convert que em 0111 hospicio de veltuta, depoil de !er .lutado esse
"',.','ti!.,""_'!'s.lu.""'";'ICi' ''esta bn 1 rapariga. Qsiif | estabelecimenln com o produca de sua hardnde e
mobilia, que para e-se lim ella vendeo. veio prestar
os seus cari Josas cuidados. Eslas particularidades,
que al buje nao linh 1111 rhegado ao conhecimenlo
da academia, rielerminaram sua resolocil.i:
Chalerina (iuenor. de l.y.lo.Jeparlamenlo do Rho
dao, idade 54 sanes, ucnBeoo sen pequeim palri-
moniu para pagar as dividas de sua irmia ; nao
quiz casar e Irabalha !l horas por dia para alimentar
e educar tres sobrinhos e prover a subsistencia de
um irinSo alienado.
Anglica Jouquellc de idade de '> annos, nasceu
em Servio, departamento do norte, e all er ama-
da e estimada de lodos os habitantes por sua boa
conduela e caridade, quamln ha 7 annos soube que
urna sua miaja, casada com o Sr. Hall, ailista.
lio ileixou de ruulinuar a pagar ae.bava de ser arcummettida de ahenaco mental, e
que desie modo nAii pedia mais cuidar nem alimen-
tar seo marido, que o mao successo da especulado,
emprehendida por ulna rompanbia. Iinba arruin
ve-la e inlerroaa-la, mas nada fin possivel saber
della ; aHIige->p quando Ihe fallim de sua anglica
viriude, e sohe-lhe o robor a' face, quaudu Ibe fa-
zem um elogio.
A academia deu a Lucia Filero um premio de
2,(100 francos.
Ontro premio de 1,300 franrus l'ni dado aos espo-
sos linear :, do municipio de Bolz, dislnclo de
Beaupreau, departamento rie Maine e l.oire.
n Os esposos Bricard sao renrieiroi de ora riomiuio
que consiste em sei- hectrea ne Ierra ; tinbam oito
hlhos, quau.lo morreu o irmAo de Itrlcar.i deixando
cinco orphaos Adoplando-os e lomanrin-ns seu
cargo, pustu que 11A0 liniivesse bstanle lugar na po-
bre casa, Bricard empregon alguns de seus lilbos em
casa dos visiuhos,
oxaclameule sua renda sena nada pedir a sen se-
nhnrio.
11 Esle aclo de e.uidade fui referido a" academia,
Mipplenie o Sr. Ignacio de Barros Brrelo com
occinlai que acabis de ouvir, e que nio isjoga i ^fl*' votos.'seguindo-se-llie em votai;ao os Srs. Mi-
mos despidas d interesse ; eremos qoe foram ouvi- Ruel Filippe de Sou/a Loao com 2 votos,
''^.liri"?"'"""!.^"""1.01',8*- A ""'" Franciscp Carlos Brandao com 2 votos, Jos
de Si Cavalcilcanii l.ins com 1 voto, c Jos
Bento da Cunha e Figueiredo com 1 voto.
eca
os perigus,.como meio mais seguro de que ella por s:
mesma os evite.
Ja nAo be assim na vida de culle
gio, porqoe neste
misma na e.nc. | por mais paternal que .eja a dirccrAo, alo recoa di.
A pledada ala he lmi.osia cama m reguloroen-' .ule .1. imperiela ne sacrificios eVrivace. e nd
lo ou evrcj|.o mchame, ,,. SP ha de lazer em dial alen, n,o ha i/ecessid.rie da cor.ba.er ?te|
e horas marcadas ; he Inspirada e lomada appeteci- preguir;a. moieza e a
- M--------- ^....- ...... I il.MIM', 11IIHH sa a
que admirando o procedinienlo de Bricard, soube 1 Seu manto licou paralvlico em conseqoencia da 111-
qoe esta boa accao nao linlia anida, senAo Ires anuos) Dandafa de urna ode Iraballiava. i'inha dous
de ,;l,1 i ''""os, que licam dcste modo privarlos rio seos pas,
lia Ires anuos que temos adiado a recompensa, e I Anglica rieuou sua familia e sea paiz para soeeor-
desde aniso as esposos Bricard cnnliuiiam a e.lucar 1 rer sna amiga, que logo depois morreu sein ler rce-
os cinco orphaos, dos quaes o mais vellio linha onze lirado a razio. Desde enlAo ella nAo deisou o infe-
annos. Nesseinlenm um novo aclo da viriude hon- Iiz Barro ; prodigalisa-lhe os cuidados mais peniveis
rava a familia : o mais moco dos cinco lilhos de Hri-: e repugnantes.porque elle se ach em um estado de
card tmha cabido na ultima consrriprAo, e seu | lo completa paralvsia, que be incapaz de qualquer
pai nao poda resgala-lo e se allligia de ver partir o roovimenlo. Ha sele anuos que ella prove as neces-
ll\ '/h.6!1.'..'"'." 'i"'00 que ?*h" fome,v"llu ca' 1 Sllla'|es desta polire familia, alimentando, pagan-
do os alaguis de casa, mdicos, remedios, escola
para ama menina. Seu Irabalho nio lem sido sii-
licienle e por lato venden u periacinho de Ierra que
Ihe detxaram seus pe. Agora est rcdozria a pro-
curar um lugar de criada, -liin da que com seu sa-
| lario possa continuar sua boa acego ; os 300 francos
o Lm visinbo dos Bricard-, referindo e que as auloridades locaes lambetn alleslavam, nos prego.
lidio comprime se aat audiencias dos Inbunaes ; o
leilores abundam na eiposicilo dus processos. O
criine parece mais dramtico do que a viriude ; a
vida dos criminosus he variada, cheia ds lacidentei
imprevistos. A curiosiriade rio vulgo nio sup|ifie o
menor inleresse, a menor compaixio por elles, o po-
vo procura emo(5es, vai ao Ibealro onde ellas sAo
mais vivas, e pederamos dizer mais crueis, porque
Ao pruduzid-s nio pela iin.ginaeau, mas pela reali-
dade.
Comliido pederamos deixar de ser abalados pela
pintu;a da desgrr;a e rio sollrimenlo, pelos Inciden
les que aliram urna familia na miseria e a fazem
pasear da opulencia a indigencia, pelos elfeitosque
proriuzem na vida privada os aeconleeimentos que
pertuibam urna nacAo inteira I'orvenlura s affei-
i;es de lamilla, lornanlii-.e mais lernas e mais de-
diradas ao passo que impAem mais sacrificios, o ries-
inlaresaa ea abnegaolo dos velho> criados, que con-
sagran! sua vida inteira em soslentar seos amos, o
zelo candoso rio pouie soccorrendu nutro mais pobre
que elle, ou adoptando orpliAo-zinhos, nio excilam
sal, e Ihe era necessano para o cultivar.
o Veudo seu desespero os tres irmos mais velhns
contrataran) seus servicos por cinco 00 seis anuos
em casa dos amos em qua se aebam, e pedimlo por
conla 2,300 fr., foram cousolar seu pai. c obtiveram
om homem para assenlar paac* pnr seu irmAo
escrevia.
Se esle aclo rie dedicac,ao nio perlence a Bri-
card, prova ao menos os senlirneiitos em que educa
seas lilhos. A academia lera a salisfai;ao de recom- I nlium contagio alerrou jamis soa caridade.
pensar estes aclos quasi ignorados de viriude heroi-1 qaalro anuos que ella encarregou-se de Iral
Clarissa Lejebvie, de Vervins, departamento de
Ame, ida le 34 anuos, deu durante as diversas epi-
demias, o exemplo da mais intrpida dedicacio. Ne-
lla
de
ca nos pobres Cultivadores, que julgam ler cumpri- duas mu>heres poriras e .lenles ; rcculhcu u
do apenas seo dever de dirislaos. nio engallada e ha sele anuos que o educa e ali-
1 Jnandu solicitamos a primeira vez para Bricard | menta,
urna recompensa que ides sem duvida conceder-lhe,
nos Ihe diantes que nada tinhamos oblido. Asra-
deco-vos moito, dase elle, Tono Irabalho ; nio le-
ntos feilo nada de extraordinario para merecer os
soccorros destes seuhores rie I'aris.
Nio sei, acre cenia nosso correspondente, que
haja em loda nossa Vendeo familia melhor que esta.11
Comludo, compre riizer que esse rasgo rie viitade
faz honra nao sriauma familia, como a urna popula-
cho inteira, que delle senao lera admirado.
Entre as seis medalhas rie 1,000 francos que a ac-
demia conceden, quatro sio destinadas a recompen-
sar a dedicajio dos servos, que lem consagrado sua
existencia a sustentar seus amos pobres e rioeules,
renunciando loda a rcm'inerac,Ao de sea irabalho e
rie seus cuidados, os lem soccorrido e alimentado.
Observamos lodos os annos como este aclo de cari-
dade se proriuz mullas vezes, e que nio he menos
tocante e rligno rie recompensa. Esla dedicacio de
inferior para superior, onde nio existe interesse, on-
de a or lem.......11111111 he invertida e o servo torna-
se membro da familia, aprsenla uro exemplo sensi-
vel da fraternidad clin-lia e da igual .ade conquis-
tada pela virtude e alfeicjlo.'
A primeira vez que se den o premio ria viriude
em IK3:t, fui a um aclo de deriicagao semelliante,
por urna circuiimUncia bizarra. A ingralidAo maui-
feslou-se ao mesmo lempo com a viriude do servo.
Madama Kivarol protcstou contra a narradlo feila a
academia e negou o beneficio. Tizeram-se aclivos
esforcos para arredar os sufragios acadmicos, mas a
dedicarlo da pobre enfermeira fol provada e reco-
nhecida. O premio Ihe foi concedido com grandes
appljusos do publico.
Desde enfilo, apresenlam-nos lodos os annos iguaes
exemplos de virtude. Jamis se reproduzio urna in-
graiidao i.io incoocebivel e que cusa a crer.
Clara Bineguier, de Tescbcz, departamento de
l'Ande, rie idade de 33 anuos, entre* deesa os |g
anuos como aia em urna casa rica, t) chele desta
familia, considerado na provincia, morreu logo de-
pois deixanrio seus negocios em um eslario tro mao,
que sua familia fui esbulhada de seos bens. A viuva
depois rie ler feto o sacrificio do seu rile, vio-se re-
duzda a' miseria. Despedid lodos os criados, mas
Clara nAo quiz sepsrar-se della ; renunciuu seus sa-
larios, e sendo conduzda logo por seu pai, que con-
sirierava sua dedicado insensata, Ibe declarou que
morreria de pesar, se a separassein de sua ama e
do meninos, qoe linha creado. Clara empregou
durante quasi 40 annos, seu lempo, seu Irabalho e
suas forcas para os fazer viver. A vio va morreu o
anno passado Clara lica aiuda enc-rregada de dous
meninos, utn dos quaes he paral} lico e idiota.
francisca Maria Vignier, do departamento de lle-
rault, entrn joven no servico de urna familia rica,
que em 1839 foi completamente arruinada c se dis-
persou. tina das mojas da casa foi ocultar sua mi-
seria em Montpellier. Francisca nao a quiz dallar,
e nAo sai pedio-lbe que a conservaste gratuitamente
no seu servico, mas IDe fea aceitar ,000 francos,
Irurlo de suas ecooomias para pagar urna divida.
Em pouco lempo narla reslou as duas pobres rapa-
rigas ; os movis foram vendidos. Francisca, sem
abandonar sua ama, eucarreitou-se de Iratar de utna
velha cega e o salario servio para os fazer viver. A
cega morreu : Francisca Inn 72 anuos, nAo pode
mais Irabalbar, seu Irabalho di.rio vale apenas al-
Maria l.eparoox, do municipio de llonave, depar-
tamento do l.uirc-mrr mi, idado de 00 annos, em-
pregou sua vida inteira em alimentar e cuidar de
seus velhoa pas pobres e valelodinarios. Nem tra-
balhos, nem privacei a lem desviado .leste dever;
ella sempre recusou casar para nio os deixar. (ira-
cas aos seus cuidados, sua 111A1 sempre doenle viveu
02 annos. Alaria he respailada e estimada dos ba-
bilanles de ttoaije.
Maria l'encioletli, de Corle,;riepar(amenlo da Cor-
sega, lem apenas Vinle e dnas anuos, mas a mor le de
seus pais deixou a seu cargo 3 lilhos menores, que
nAo 'em_ oulro meio de subsistencia, se nio o Ira-
balho de sua irmia mai. vellia. Maria lamhem leve
em li'i.iin. 1 o cuidado de una avri rie 91) annos de
idade, e sollre esla posicao peuivel com animo e
serenidade : urna piedade sincera a susleula, e ella
recusa homildemenle lodo louvor e acha ainda meio
de visitar e consolar os pobres, levando Ibes mdicas
esmolas. A recompensa que Ihe damos, be solicita-
da pelos prtncipaes habitante- de Corle.
Calbarina de la Cnurl, de Wambassio, departa-
mento do norte, recolheu por sele annos urna criada
velha e enferma, que nos ltimos dez annos, longo
de poder prestar o menor sirvic.0, exigia osinais as-
siduos cuidados, lio enferma se ochava. Cslherina
que nio he rica, que nio lem para fazer viver >
si e a seus fall as st nao o Irabalho de suas antee,
aceilou essa larefa caridosa, que durou ale a morle
dessa polire mullier.
Melania Noel, de Montargis, departamento do
Loira!, idade de 37 annos, he li ha ne um liarquei-
ro, que uao linha outro recurso se nioo preco mdi-
co do seu Irabalho.
Melam 1. sua lillia mais velha, parlilha desde a in-
fancia a vida laboriosa, qoe passaea sua mili e aju-
riava a tambem a cuidar de quatro lilla .s mais mu-
ios ; mas leve a infelicidade de a perder, depuis de
nina loriga enfermidadr, durante a qual uo deixou
de estar ao p do seu leilo.
Melania ficou como dona da casa e .10 mesmo lem-
po Irahaihava de cosloreira. SiSas Ires irmaas casa-
ram-se successivamenle, e ella as vio morrer nina
apos oulra ; foi sua enfermeira e licou sendo mil de
seus hlhos, adoptando urna de suas sobrinlias. O
pai de idade de 7:1 annos, nio esl mais en eslado
de Irabalbar ; um irmao casado, carreitado rie fami-
lia, langa rie poder vir em seu auxilio, reeelic della
alguus soccorros. A sobrinha que linha educado e
comecava a to.uar parte no sen Irabalho, acaba de
morrer. Tantas rieagraras e lana constancia na
virtude nos parecerara dignas rie scicn recompen-
sarlas.
Maria Cazn, rie Huio, rieparlamenlo do Seua-
hupenor, idade de 73 annos, ha 38 anuos que he
criada na mesm casa. Por 20 annos seus serviros
forain retnbuidos ; mas lirando seus amos arruina-
dos, ella recusou abandoua-los e os acompanliou em
sua desgracs. De lia Irabalha e ganha para os ali-
mentar ; de imite cuida de suas enfermirladi's Ma-
ria lem envelhecirio, suas forens lem diminuido e
para sustentar os ltimos dias'de soa ama, qae lem
ISO annos de idade. consagra suas econoinias,
feilo nos primeiros anuos.
havia
que
Margarida Clnlus, de idade .le 70 anuos, de Mon-
tis departamento de Allirr, merece pelo tnesmu. li-
lulo a mesma recompensa. Tem servido ha 53 an-
nos a seos amos, que cabiraui na miseria ha 7 anuos
guns cntimos e muilas vezes nio lem pi para co- j Margarida os nio abandotiou, e eet no Ped'tm Da-
mer. A medalha de 1,000 francos be ao mesmo tem-1 gar-lbe salarios, nem mesmo alimenta la : seu ca-
po a rtcompensa e um soccorro. 1 racler se lem irritado com a riesgraca, de modo
Margarida \ eynier. com .darle de 73 annos, de- | que, longe de lesletnunhar-lhe algunirecooliecimen-
parlamento de l.ozere, tinha-se dedicado desde a to, alguma all-icio, fazeo,-|he a vida insuporlavel
idade de 12 annos a uraafamilia perseguida doran- com seu mao humor. Margarida nio se resenle dis-
to ; sua dediracao he a mesma ; ella he dcil a sut
ingralidao, amparada, como he, por urna constante
('oianna.Obtiveram no primeiro cfcrulinoo8
Srs.: Antonio Al ves Sou/a Carvalho 5t volos,
Joao Jos Ferretra de Aguiar 30, e Joa-
.inim Pires Machado Portelll 19 ; |iroce.lendo-se
ao segundo sahio eleito o Sr. Joo Jos Ferreira de
Aguiar com 62 volos, e seguindo-se a vulscio
para supplenteobtevo oSr. Joaquim Pires Ma-
chado Portella 62 vol*..
O Collegio deOlinda cotnplelou boje os seus tra-
balhos, que tinham lie-arlo interrompidos no dia
antecedente, c procedendo-se eleicio para supplen-
te obtiveram os Srs., Abtlio Jos Tavaros 38 vo-
tos, S Percira 28, ftlanoel Antonio dos Passos e
em us um Mere.se que he menos cruel lalvez, po
rem mais verdadeiro, mais lerno, e cheio de seiili-
T'lT,L^Ti? defa.dm,rtao e de Pid*rt Com Silva I, e JosQuintino de Castro Leao !.
estes dados se lem feilo romances qoe lem lirio um
grande e,ic.inio p.ir.i M leilores. A academia,contando
seus pormenores, sem ficc.io, sem aparato de scena
os aclos de viriude, que ella recompensa, nAo pre-
lende um successo lillerariu. Sua esperanca, apre-
sentando laes exemplos, he dispor os curacs para a
pralica da caridade.
[Journal de..- Debat.'
Sarifca&c
le o reinado do terror. Coulribuio, conendo alguns
perigus, para salvar seus amos. Desde enlio os nio
deixou mais e servio com a mesma dedicacio e gra- piedadt.
luitamente as geraees successivas desta familia, j Josephina Glgalia, de Bensanr.on, deparlainenlo
lim mullas occasiu s den provas de seu zelo e sua do Doubs, idade de quarenla e tres anuos be filha
de um pobre carvoeiro. Desde seus primeiro. an-
roragem ; salvou os meninos confiados aos seus cui-
dados, que lata affogar-se, ou os arraucava do in-
cendio. Defenriendo um delle- conlra um lauro fu-
rioso, perdeu um olho. Tendo chegado a ama ve-
llos enlrou como criada, com um mu leslo salario,
em casa de mn relojoeiro. Seu amo tendo feilo de-
pois de alguns unos mos negocios e nio achando-
11.;.. ... "----------------- "" ...ais o 1,,,u ,11 nao ijii-
lince avanc.da, suas forjas e sua saude esgolaram se. se mais em idade de Irabalhar, cabio em tal miseria
As auloridades locaes atiestan] estes fados e re-
commendaro com instancia a' academia Margarida
Veynier.
Magdalena Mnrissel, rieparlamenlo rio Col d'Or,
aprsenla litlos iguaes. lia (tl anuos que se li-
gia a' urna familia illuslreda Brelanba, mas pulir,
e que conla gloriosos servicos na marinha. Esla
familia por eapaea de (iO anios deveu a Magdalena
que foi inscripto na lisia dos indigentes Sua silua-
cao era anda mais desgrasada, porque sua mullier
gozava pouca saude o achava-se doenle. Josephina
uao aban.Ion,ni seus amos.
Cheia do amor ria caridade. procurou lodos o
meios de os susteular. Venda liuhas e agulhas, la-
vava as luvas dos arlilheiros da guarnicAo, preilavs
servtroi em diversas rasas ria ciriade. lie aiuda as-
sua enmmodidade domestica c soa consolarlo nos ; sim que ella boje vive. Josephina'nao he forte
infortunios, que a oppriiniiam desde o. lilaos lem-
pos da primeira revoluto. Crasas ordem, a' eco-
noma, que ella linha na ca.-a; grabas a' sua aclivi-
muitas vezes terla cedirio doenea, senao fosse sus-
tenlada por seu virtuoso senilmente.
Seu amo acaba de morrer ; a viuva ha mullo lem-
iade infaligavel, seus amos poderam al seus ull- po que esta re cima e Josephina depois de ler traba-
mos momento., conservar urna situac>i sollrivel e ] Ihado lodo o da para ganhar o pi, deila-se a Baile
N amos dizer o. nomes daquellas que a academia
fez lomar parle no beneficio de Mr. de Monlhyon,
e contar empoucas paltvris, como merecern! .r es-
cribidas. _
Lucia Manar, natural rie Maizey, cantao rie San-
Miguel, deparlamento do Mam, de idade rie 68 an-
nos, sii tinha Di, qu.in lo sua irma mais velba se
cssoo.
Sua mai, ja' velha e valeludinaria, licava so com
lacia, que nAo procurando rasar-se, siislenluu-a
cora sen Irabalho, e caldea il.ila com urna lerna as-
siduidade, o cumpno este dever por esparo de dezoi-
lo annos.
A heranc.1 materna consista em urna centena de
raucos. ( ucia enlrou como criada em casa do Sr.
i.nanerl. lavrador e leuheiro, c que linha dex lilhos.
I ara arelar delles dos arranjo. domsticos, para
!"*"n.'i,.r. -j!d0' I"" ,",, Irabalho de orna ex-
convcnienle a seu nome, e para islo, ella linha, sem
elles o saber, sacrificado suas larca-, sua saude e
al seo mdico patrimonio ; linha vendido o que Ihe
reatara para pagar a sepulluia rio ultimo membro
ria : iniiii 1. Depois disto, dedirou-se em prestar
seus cuidados a sua irmia paralvtica; iiis esla
exhausta de forcas e acaba de dar 1*00 francos, seu
ullimo peculio, para ser admtlida a um hospital.
Todas e-tas informadles nos foram dadas pelas aulo-
ridades de Dian e sAo condecidas de um dos nos-os
collegas. -
Pedro Foissard, velho periieiro e bombeiro de
Dijoo, nos pareceu digno ria medalha de l,0<)0
francos. Conta anuos de idade e mais de orna
vez lem arriscado .-ua vida para salvar pessoas que
se alogam. Tirou pur entra as chammas um me-
nino que o incendio ia devorar. Em ltW3, malou
uin cao riamnado no momento em que ia morder
nma pe.. 1.1 que passava. A esle generoso valur, rie
que lem da 10 tantas pruvas, junla-se a virtuosa de-
dicarlo de sua vida inteira a seus pais, que tus ten-
too em sua pobreza, emqoanlu viveram, depois a so-
brinhos orpliilos, que elle recolheu, nutri, educou,
asseguraiulo seu futuro e riando-llies um modo de
vida.
Pedro Blanchard, idade de 7K annos, de Cerna\,
departamento do Allo-Bbenu. perlence a orna fa-
milia outr'ora rica e consideravcl de Briancon, a
qoal foi reduzida a urna extrema pobre/,, pajal Icis
revolucionarias, Tendo cado orphAo e sem retar*
susconlratou-se como grumete na idade de lan-
nos ; depois enlrou no exercilo e condozio-se com
honra durante os annos que passou no servico. Foi
depois empregarlo rie alfandega c ualraenle* traba-
halhou :17 annos como operario em urna manufac-
tura de Ccrnay. Carn, mas nio leve filhos e ha
mais de JO aun is que recolheu Ires crlancea enjei-
ladas, at quaes lem criado, nutrida, vestido e Int-
imido tanto quanto Ihe pertnltlia tul humilde fu-
lana. Soa ternura paternal a Mal bous exemplos
Bxerira de-sas enancas excellenles cidadios. que oc-
cupam agora empregos honrosos, e silo o arrimo de
cu pai adoptivo, a que a idade lornou incapaz de
Irabalbar. Klanchard be limado e respeilado re
lodos ; at autoridades locaes, os
em urna porr.ao de palha junio do leito de sua ama
lodos a admiram ; ella nio sabe mesmo te a obser-
vam a ninguem ainda a ouvio proferir urna nica
queixa.
Agalba Martin, de S. Nicolao, deparlamenlo ria
Meurlhe, idade tstenla e nove anuos, esleve aos
tinta annos como criada em casa de um labelliio.
Unte annos depois seu amo eslava completamente
arruinado e uio poda.pagar-lhe mais seo pequeo
salario de cincuenta francos. Agalba nio deixou a
ramilla, onde linha adquerido suas aireices e seus
hbitos.
O labelliio morreu deixanrio ua miseria soa mu-
Iher e dua. Iilbas ainda joven. Agalba roulinuoo
a acompaiiha-las deriicaudo-se como antes ao seu
artice, e ha quarenla anuos que se obsrva esta
uivaiiavel dedicacio. O premio que concedis be
ao mesmo lempo urna recompensa 1 um soc-
corro.
Rosa Pasqner, de Nanles, deparlamenlo rie l.oire
inferior, esla-no. seus cem anuos, lia orienta an-
uos que vive rom a mesma familia, ria qual ainda esforca de servir a quarla geranio. Seus amos fo-
ram oulr ora proprielarios em S. Domingos, mas o-
rain complelamenle arruinados pelas instirieires ria
colonia.
Como oul-os ricos colonos 011 negociantes, que a
cidade de Nanles vio de repente calurein na miseria,
elles passaram da opulencia mais Iriste indigen-
Para occulla-la e fugirem dos aiwuiaai de Car-
nr-r foram halniar Toan ; seus descendentes anda
lili te achiro. He ama Indcale respeilaila na la-
milla que, duran! os primeiros anuos da rtvolurio
a velha Rosa, par um Irabalho peuivel e assi 'u\
uslenlava ella sri .fus att, que erara seus amos.
Desde eiilAo a ramilla pode rehaver alguna abas-
linea e Rusa, sem ler o mesmo mrito, lem lido
sempre o mesmo zelo e a mesma lldelidarie
usque convinha honrar a grande veihice desla
rilgna inulher c recompensar a virlurie do lempo
passado. '
Esperamos, seuhores, que esla nomenclatura, a-
eoinoanlmria de noticias, a que nao po liamos dar
, maior exlcnso. nio rieixara de ler inleresse
P&GIN* AVULSA.
_ Est, a linal, terminado o pleito nacional
loca a preparar desda j para novembro vindouro. | amave, alegr
O Sr. Miguel Goncalves Briio, director da
sociedade Bella Harmona, acaba de dirigir-
nos urna carta muitissimo attenciosa, na qual de-
pois de lamentar alguns escndalos, que se do re-
almente nessa sociedade,prometle-nos empregar,cl-
Ic, e lodos os socios, rigorosas medidas para que se
nao repilam desses fados que temos censurado. A-
gradecemos ao Sr. Brilo a sna delicadea, tanto
mais quanto sua suscepiibilidade nao se oflendeu
com as nossas advertencias, tendentes to somante
a manutencao da moralidade publica.
Os audaciosos quederam nocoslume dedes-
telharem certas casas na ra de na Boa-Vista,
acautelem-se ijuando menos suppozerera, estao
na corda.
Consta-nos, que o Sr. subdelegado da Boa
* isla, tem empregado os meios precisos para que
a misera crianza, quo he constantemente ospancada
na rui Velha, nao seja com lao iniqua barbarida-
de, e niis estamos prevenidos, embora pretendam
sulTocar com pannos os lamentos dessa victima.
Dizem que l para o Becife ha um caixeiro
de armezem de couros, que diariamente faz urna
algazarra porta, que de fra alguem suppora ser
o proprietano i\'ao ha dia, no qual dia nao haja
urna briga, urna discttsso, descomposturas etc., e
indo porque !.. porque Ihe chamara..........
O publico pouco se Ihe d com isso, o que nao
quer he eslar sendoinconynodado com lao repelidas
algazarras.
Tem havido no palacio episcopal os exames
de theologia moral para o concurso das freguezias,
queso Matan) vagas. Alguraas reprovac,5estem-se
dado.
- Continua o Sr. Antonio M... a detractar
publica, escandalosamente dos outros ; com esta
sao tres vezes, que advertimos ao Sr. Antonio M...;
pela quarla vez declararemos sen nome, e sua mora-
da, para a polica de o chamar ao arego.
Leitor, os moleques agg'omeram-se quando esse
ingrato homem principia a mimosear-nos .
Ha urgente necessidade de rondaren) pelas
estradas da Capunga, e Manguinho e entrada de
Olinda, pelo menos duas patrulhas de vallara.
Dzem, que ha um lio, que tendo um so-
brnho que despresou, pelo que esse menino tem-se
convertido em nm acabado to de polica, conserva
em si um seu esenvo, o quil vendido, dara com
que esse rapaz se iransportasse para a sua patria,
onde talvez encontrasse melhor educacaio.
Desejariamos saber se era permitiiilo a um
guarda marinha poder vil a trra de frdela, e cha-
peo redondo Alom de se parecer com soldado de
chapeo de sol, ou dentro de npalanquimu parece-
nos ser prohibido. D'abi.... como a moda em
ludo est admtlida, pode bou ser, que haja algum
figurino de tal sorte vestido !...
Antes de hontem andava, as 7 horas di
noile, percorrendo as ras do bairro da Boa-Vista
urna pobre mullier com um filhinho nos bracos, e
banhava em lagrimas. Alguem dizia.que ella eslava
louca ; mas essa pobre mulher nenhum loucura
linha; era utna victima, que por amor do filho ha-
via suportado por rauito lempo as brutalidades da
quelle, que acaba de expelli-la de sua casa !
Tem-se tornado insuporlavel o transito pelas
pracas o ras, que nao sao calcadas por causa do
po : que fin deu-se a carroca com a pipa aguadei-
ra da lllm, cmara !
He mislcr, que ceos mocos no lliealro se
porlem com mais sisudez ; para tuJo ha lugar, e
conscguinleitienie alguns devetn ser respeitados. Na
ultima recita liouve quem da platea at acenasse
para tima pessoa que eslava na ordem nobre :
bem salamos que esse moco eslava ceg ; mas
quem esl nessa eslado Iraz quando nada, um co-
zinlto, que o conduza .
Agora, que esla passada a crisc eleiloral, os
nossos correspondente devalo continuar a mimose-
ar-nos com as suas missivas noticiosas, eos nossos
agentes devem ser d'ora em dianls mais sollcilos,
porque grandes foram as ferias.
Convem impedir, que os barcaceiros de jun-
to a ponte da Boa Vista sebanhem tio deshonesta-
mente d dia, lembrando-se, que ha casas pela vi-
siolia$a c que as familias que as habitan) nao sao l
tapa-cacimbas que olliam com indillerciica
para cssas coutas.
Dizem que anda pela freguezia de S. .los
um individuo, que d em fazer a graca de alia noi-
le apilar em ura ponto para dsirair as patrulhas
deceno ponto onde lia um muro. .
COLLEGIO DO DISTRICTO ELBITOBAL DE
t.OIANNA.
P e-idenle ria mesa,
t.ommendador Antonio Francisco I'ereira
Secretarios ria mesa.
Manoel Cirtieira de Albuquerque l.acerda
'"raiici-cu rie Paula Norberto de Andrade
Esciuladores.
loaquim I lienrionco de Albuquerque MarauhAo
l)r. Jerony 1110 Salgado de Castro Acciuli
l.lr:,-1 1 rie riepulailo.
I." escrutinio.
I)r. Antonio Aives rie Sou/a Carvalbu
l)r. Juan Jos Ferreira rie Aguiar
l)r. Joaquim Pires Machado Porlella
2.a escrutinio.
I)r. JnuJo. I-erre ra de \golar
l)r. Antonio Alves rie Souza Carvalho
KleicAo rio -uppleiile.
I)r. Joaquim Pires Machado Portella
Julga- l,r- Jeru">m" Sslg.i.lo rie Castro Acrioli
1 desia |,'"'r oao Humes ria Silveira Marreca
Jr.se Joaquim da Silva llirrelo
Dr. Antonio Alves de Soou Carvalho
lendo com|iarerido \ eleilores no riia da elcicijo
y volos eram precisos para formar maioria absolnl
I enri oblido esle iiumcru de volos o Sr. Ilr. Agnia
CAIMAS A I VI PAI SOBRE A EDLCA-
CAO'DESEU FILMO.
Por Mr. jaurentie.
Cunlinuacau.
III.
O aOLLEIO.
Talvez que vos admiriseu a pronoociar o no-
me decollegio, esse nome qoe para lanos he
ynonimo de pedantismo, grosseira e rna edoca-
Jio !
O collegio, segundo minio., he o embrntecirnen-
lo ria inlelligeucia, e mellis nelle um infante lio
o e intelligente, sem recelar que Ihe
I succeda o que flor mimosa quanrio brutalmente a
aperla urna mao rustica e barbara '.'
Ides perder vosso filho, loma-lo selvagem, e
brulo.
t) me,lo, a hypoerisia, a malvadez teran as suas
paizOes desenvolvidas pela almosphera rio colle-
gio.
". se elle liver talento, como hade esle desenvol-
ver-se no cinlinuo constrangimenlo rie urna vi.la
austera e contraria n'loreza, consistindo toda ella
em ama imnacao material de ideas e linguas que es-
lio hoje moras e sem applicac.Ro alguma '.'
Ides matar urna bella plaa, porque o collegio
he um campo estril onde nio podem vegetar nem
o talento, nem a sra^a, nem a liberdade ; a nica
coas, que alli se cria he a ruslicidade !
Collegio S" esla palnvra faz ornear os cabel-
los :
vel. ate que se lamo um habito, urna doce neces-i-
dade da vida.
Os tenlimeotos puros da alma devem ser desen-
volvidos rom at ficuldaries da indiligencia. O amor
dos scua. dos pais, desenvolve-se pela demonstrarlo
e conviccAo do dever de gratidio, que liga os lilhos
com os autores dos seus .lias.
t) collegio rhrialio uio segrega o filho da familia,
pelo conlrario torna necessaria cumo urna necessida-
de do rorac'.o.
Ein um tal collegio os cnnriiscipolos tfl os meslres amigos (,*ue imporlancia imui^usa po-
dem ter no futuro sse- anuos rie relaees o alegrias
pastadas no collegio !
Os condiscpulos quando ehecam a ser liomens
relia necessidade pelos beus que della resultar no
resto da vida .'
Porque qual o luanle, que pode esperar nio sof-
irer nem padecer amad* ebegar ter homem '
.11 e.les soOTrimeiilos, privac,oe. a iacrilicios sern
tanto menos pesados ao homem, qoant mais habi-
tuado a elles estiver o infante.
A lem ditto julgo moilo til queumi voz nlranbi
ie laca escolar do educanrio em cerla idade, porque
as vozet 0rri1.1ar.as e conheeidds ria ramilla perdem
progrettivarneule pela latea do habito o seu imperio
de orden, patatal a conselhos. e de conseUios s.m-
IJepoit o. negocios domtillcoi, distraeces, c cui-
dados domsticos liram a.H membros da familia mui-
conhecem-se, os caracteres mais dissnniilados l.r- lo lempo, e para a educacao tolo o lempo he poucu
nam-se franeot, pirque sabem que sao coiihe- Ha cerlos moralistas em Paris mas que moralit-
cidos. las : que cbamam crueldade o arrancar um filho a
O collegio adora oteostumet, modera a rudeza, 1 familia, porque fazer perder o aeutimenls da afiel-
bale o orgulhn, eleva a modeilil e forlilica a li- cao, he endurecer o cort(no, ele.
minez. tiesta opimAo ha moila effeminacao, faltidade e
t) collegio he o nand em miniatura, com peque- I perigo, porque lem muila forca nos corarues ra.
ninas paltes, (lomadas e regrada, pela aulorioade | mies.
vigilante e paltrnal. Quem nAo tiveu em collegio E no eulanlo eu julo que se ha um meio de
arimira-se, entrando no inundo, de achar-se sem for- mar ou fazer revi ver a ternura de una crean
cas para rnmbaler as contrariedades rio amor pro- separa-la dos cuidados minuciosos a continuos do lar
prio e as vaidadet da presumpeao. Tem vivido sii, paterno. .Nao quero dizer com itlo qoe arraunaem
nanea se comparon com oulros. e por isso Ignora uin rapaz dos bracos da familia com brutalilide a
ons, igual a oulrot e inferior a dureza, e que o far;am pastar para nma vida austera
ani-
sa, ho
que he superior
muilissimos.
0 collegio chritlAo prepara de internan para estas
provas.
Alem disso nio ha urna vanlagem inralculavel em
entrar no mnnrio, na sociedade lento ja condecidos
e amigos, qoe o acmpanliem 1
As primeiras all'eiQes ria alma humana sao as
mais bellas, puras e verriarieiras ; e senAo vejamos
qoaes sio as que resistem 10 lempo, is paites e
tempestades da vida.
(luando passado longos annos, alravetsado grande
parte do ocano tempestuoso da vida, o humero can-
eado e enfadado, quer buscar recordac/ies alegres e
qoe derramem o balsamo ria tonsoiacio na alma, re-
corre 11 infancia, rrenrre .1 triarle rio c.llegio, para
ahi adiar as emocOes ria amizade ; as nicas que re-
si-lem e sobreviven) todas as enmones que leem
retalhado a alma !
Os amigos do collegio muila. vezes dispersam-se
ptlo mondo pela forca dos acontecimentos, mas nun-
ca se esqoecem. a afietcio he a ineslra, e seuleni
um verdadeiro prazor quando se eucontrain, porqoe
senlem o prazer de revivercm pela lembranca os dias
de innoceucia, franqueza e esperanzas, elle, que
ha 1 tolos anuos so teem lido dias de egosmo, de re-
serva, de illuses desfeilas, de alegras amargas e
incidas !
Hastava que a vida de collegio produzissa s esle
numeroso resollado, para que eu o defendesse e sus-
tentasse conlra os seus iininigos, preferinrio-o a lu-
das as vanlagens rio ensino privado.
Molai porem, meu amigo, que apenas vos fallo do
que decide das preferencias, a litfca e perleiqAo dos
esludos ; porque Btaeaa a Dos, nao he por islo qoe
eu escolho o collegio, ou entre dous escolherei uin.
O que motiva o meu amor pelo collegio, nio be 19-
to, e n.-sle ponto, discord do bom Holln, porque a
edueac.io ou in.trcelo solilana he mais solida e
riesenvolve a verdadeira inlelligencia ha mais me-
riilacio, penetracao c conscieucia ; ganha re-
llexio, perde a memoria, mas esla faculdade he
aquella em que menos nos devemos liar, porque
quando nio he rie todo, he pela maior parle. O
puta, a homem qoe houver sacrificado a reftexio e
a me.litacao ao distovolvimento de memoria, have-
r consegoido ficsr como um livro mullo hem escrip-
to que para lodos serve menos para si.
Mas assim mesmo os esludos de um collegio, co-
mo os e-tudos caseiros dos primeiro- annos lem pou-
ca Imporlancia ; e quando se ennhece islo, he quan-
rio se sabe delles para entrar nos esludos superiores
das sciencias, e que rhegala a idade da meditaran
cari um examina a sua conscieucia, e passa em re-
vista o que sabe, porque o resultado he a cunviejio
de ser um perfeito ignorante.
Eu [."iilin de parle queslio da perfeicio dos es-
ludos, acerca da qual ha exemplo. e autoridades por
lodos os lados, que se pruvam alguma cousa ero fa-
vor da opiniio que os apona, uio deslroem os argu-
mentos e Tactos ros contrarios.
O qoe eu busco uo collegio be o apcrfeicoamenlo
Ja alma : he a civilisacio 'primitiva ou uncial do
homem, a qual Monlague chamava acontumance,
o habito de nbmis.a 1 s leis da vi.la coromou) ; ha
o comeen ria vida social, o primeiro desanvulvimen-
to das virtudes humauas.
No eulanlo o collegio cbrislao nAo deve ser una
eslufa dejardim, na qoal a mnririade deve ler um
desenvolvimeulo rotearlo e artificial para prodozir
llores e fruclos antes de lempo. Pelo conlrario he
necessario dar lempo ao lempo ; he necessano que
a natureza desenvolva e conserve a innocente inge-
Mi
t.'l
I
lii>
I 1
1
I
declarado fallido ; a divida que linha coiilrahido
com sua serva, licou inleirameule perdida.
Cbabtrl morreu punco depois, sua viuva Picara
na miseria ; qua cas. Lucia nao abandoiiou-a, ajudoo-a em seus tra-
balhos, ilru-ihe parle rie seu vestidos, liradas a el-
la, a lamilla asi de ler pao. Iliianriu o lilho mais ve-
llm ciwgou a irlarie rie seguir a prosso de Ha pai,
e sustentar na familia, Lucia, nao Ibes sendo mais
11c
ultima miseria, yuando Clara ehegoa a idade rie
casar, esposoo um campanea, que 11A0 era rico vi-
va rio seu Irabalho. Clara sollreu com resignaco
sut m fortuna ; para occorrer as necessidade' de
sua casa, fez-se parlona etem exerririo esla proli.sAo
com um desinleressp, eanrlarie e amor pelos pobres,
que a fa/nm querida e respailada no logar, onde
Olura. lia on/e anuo- que recolheu nina prima de
eu marido, abandonada c meuter.i|ila ; O
D'AI.HO.
Kegn.
... giAo. Nossa lisia dos actos
ii-viriude be m-nos extensa, ma, como ja disse-
inos, nAo he, nem poda ser completa.
Os magi-lrarlos aos quies esla confiarla a manuten-
cao da orriem e a puniejo .los crimes, lem por dever
cxcicer urna vigilaiiria tsacta, nAo deixar escapar a
so.s pesquisas nnnhuma aceo criminosa (gando a
Escrutadores.
I)r. Joaquim Eduardo Pina.
Ilr. Christovao dos Sanios Cavalcauli.
Depularln.
I-.xm. criuselheiro Jos IhomazNahucn de Aranju k)
Siipiricnles.
Os seuhores :
Dr. I rancisco J.an Carneirn ria Cunta
nosso llover nao he investigar e verificar todos o> Dr. AugiKlo .le Souza Leio
Esperis poesia e arle de um seculo qoe educa seus
1III11.- em collegi.i- !
NAo ser verdade que Indo isto se diz eonlr,: os
collegius '.' Eu pelu menos lenho uuvido lorio,
e ainda moilo mai., porque he iropossivel men-
cionar ludo quanlu se tem dilo conlra os colle-
gio..
Notemos, porm, meu amigo, que se diz islu con-
Ira lodo e qualquer collegio, sem distinguir neslas
aren-,ices amargas unt dos oulios, e sem concerie-
rem que um homem zeloso, pierioso, sabio e cheio
rie bondarie e amabilidade possa ciear ou dirigir
um collegio ; desde que he collegio esl ludo per-
dido.
I'.iderci eu converier esles ioimigos dos collegios .'
Veremos.
llenemos rie pane odios a preconceilos, e vejamos
le a par destai antipalhias, fuuriarias em lados mais
ou menos geraes, mas rios quaes muila gente tem
deduziilo urna regra gcral, bavera uin conjunclo de
circumslancias que toroem possivel baver um col-
legio que nio mereea eslai malriicOes.
EfTeclivameiile ha collegios, que se parecem eom
eslas prisoes, eom os carceres doros de Spielborg,
le que nos falla o bom Silvio Pellico, ero vez de
serem lugares destinados a reetber a infancia e edu-
ca-la com virtiles, saber e polid-z ale os formar
homens.
J visles alguns deslescclltgios 00 antes esses Baj-
ita da dar e tristeza *
Vou descreve-lot.
Sao aqoelles em que a juvenlode envelhece sob a
aulondade de mestres carrancudos, que soroenle
conhece, c cujos mues sabe nicamente para os
amaldicoar.
Entremos nelles.
Caria hora esl marcada para todos os Irabalho* e
aclos da vida ; nada esqueceu na iminensa eoumc-
raclo e classilieacyo de liabalbos e riescauco, de es-
todos e recreiu. Coro a ponlualiriarie rie uio 1 elogio
passa-sedo silencio ao ruido, dos e-todos aos brin-
quedos, do movimento a ponlualidarie. I roa sinela
ou mn tambor marca eslas Jillerente. phases. Basta
porero o aspecto das cousas e pessoas para lecouhe-
cer qoe ludo era appareote, artificial e cunslrangi-
do ; e no eulanlo i primeira vista ludo parece bem
ordenado.
O mestre nunca esla em contacto com o diseipulo,
a obediencia he forrada e por isso udiosa ; esla or-
dem material nasce da violencia moral ; parece que
a disciplina revela a existencia do carrasco. Nao ha
amisade, nio ha confianza, nio lia u.nl 1 que falle ao
coracio ; nao ha consolac. fancia, nio ha ewitacto para os bons instinctos ;
nio ha conselhos rie amigo, de pai ; nio ha con-
lianca tm confessar os erros, ero amor ein corn-
gi-los ; em urna palavra nio ha educarlo, ha
uro batalllo 1*0 rapazrs manobrando perfeita-
mente.
Mas estes rapares arregimentarlos o que sabem
sio lodos os pontos rio exen icio, porque nao ha ne-
nhum que deite de entrar no programma, al
Dos ; mas he o corpo que est disciplinario, o es-
pirito este rend.1e contra turio isto, deade a idea
de ordem al Dos; e loica de serem material-
mente disciplinados conseguiu-se tornar-lhes os es-
piritas inimigos de lodo quinto fazia parle dessa dis-
ciplina.
Segue-se ri.tqui qoe esla ordem api rente nceulta
vicios qoe corroen) e pervertem o coracio, embrule-
cem ou desvairn! o espirito.
Nos rottos dos rapazes assim educido ha urna tt-
riedade na qual se le a tristeza e a profunda resei-
va de senlimenlos odenlos, lata piulada na cara a
veihice moral, e urna adolescencia precoce, mas ja
decrepita. A flor dos prime.ro- anuos desappa-
receii, a grar;a ingenua da uoci.lade nio ehegou a
riesabrochar-se. Ha a nalureza ealiolada 00 moli-
Ila.
As paixi.es vierem sutes de lempo, e absorveran.
;o as primeiras emor;es da alma ; asas emoc,es
lio vivas |iela innocencia, e su deitaram logar as
impressoes violentas e extraordinarias e s paiies
desordenadas, ludo islo pelos m ivimeiilos exlre-
nkos.
Daqoi nasce qoe sob asta Iranquillidade e socego
material apparcnlc ha urna fermenlacio latente e
lierrivrl. .
Daqni provem o--..- meditadas e continuas cons-
piraciie.s contra os ineslies e essas scenas de revullas
planrjadase de phreneri brutal.
Daqui nascem eisas combinaees e arlilicios para
engaar os mslres em qoanlo aos progressos nos es-
torios ; engallo, mais prejudiriaes aos d.scipulos do
qoe nos meslres.
Daqui nasce para os que leem nm talento cima
rio ordinario e goslo pelo eslu.lo, ama precocidade
ephemera rie co.ibecimeolos, que desapparece de-
pois complelamenle.
Daqui resulla a inutilidad! de taes esludos e Ira-
!. lili- s, restando ora prsenle com um passado odia-
do a sem futuro.
Abrem-se para estes porm as porlas da pri-ao
chamada collesio, e vem adiar no inunrio urna vida
que lliet rleslroe lorias as Ulotoe*, murcha tortas as
esperanca, e muilas vezes so acham as desgranas do
desencono.
A desesperacio qoe se tenue a desesperaco faz
com que a alma se abala, tem a necessidade da in-
fancia apoz os pra/.ere-, e esgolarios estes e conlraln-
rto o habito ria deshonra cimera o aborrecimeutu de
ludo, o que Iraz comsigu o suicidio moral, se nao
vem tambem o phy-ico.
Oue qoadro de horrores, meu amigo
E infelizmente moilas vezes verdadeiro.
Eireclivamente ha collegios em que ludu isto soc-
cede, e esses devem .-er ainaidicoarios, porque nel-
les morre no homem o que utllc ha de mais puro e Plrb funesto-, lonae e bem longe do tumulto das Me-
lle mais bello. | xes que peiluiba.n a espirito, e que sao morlaes
Se a mocidarie nio livess* senio desle collegios, ""rt uulrus ainda frieot, e nnaginac.ies impressiuiia-
preferiria da melhor voulade, ve-la ignorante, v
e '|2''rosa ; laes calclos e programo! alo iouleis
c barbaros ; o que quero he que o rapaz encontrau-
do-se com topenores benvolos e carinhosos, lenha
110 entinto occasiio de comparar o que sio os horneo,
anda qoando carinhosos e bous em comparario dos
cannhos e boudades paternas. Esta comparario ha-
de lazer-lhe amar e respeitar mil vezes mais'u rarl-
nho ria familia, rio que a conlinoac,Ao ria vida de ft-
tnilia, porque esla se lomara um habilo.
Lm rap ,z separado da casa habitad, por seo pai, e
onde lalvez sua mai derrama lagrimas de saudade
comeen a sentir a dr da separarlo, a avaliar o amor
de seus paas, a coroprehender o saarilicio que elles
se iinpoem, e a fazer ideas do senliroenln de gratldio
pelo quo Inet deve, e por conseguinte a necessidade
de ler coragem, e o estimulo de utilitar estes sacrifi-
cios ; e desde enlo o amor de familia torna-st de
habilo em viriude.
Quando pas-ario longo lempo o infante volla a ca-
sa de seus pas com a conscieucia de baver mereci-
do os seut carinhos, he feliz de os merecer, a sabe a-
valia-los.,_
O coolrario be o que succerie com o infante crea-
do sob o ledo paterno. Enfastiado da monolonia da
vida rural, dos afleetos, embotado o senlimeolo pelo
habito, bu.ca prazeres e distraerles violentas, e eu
nao sei nesles casos os remedios que os moralistas de
loucador teem em reserva.
He inriispensavel conservar e fortificar o amor fi-
lial, mas se o fizrrem um simples habilo, deita de
ser viriude, e se 1.A0 liir virtude, nao l.vrar o edu-
cando rie cahirem fallas, nem o curar dos deli-
rios.
Por todas etlas con ou dou porassenlada a hypothese de que htvels mel-
lido vosso filho em um collegio.
Agora vamos aegui-lo nos seus esludos; mu 110-
lai, que vos deitei ampia liberdado na escolo, e
que ludo quanto vou dizer-vus he applicavel a qoal-
qoer dos dous melbodos de edocaciu, que houver-
det adoptado ; e lembrai-vot ainda qoe nio quero
e-tabelecer uma Iheoria de inslrucco, e qae t ves
fallarei dos -indos em relacio ao deseovolvitoenlr.
das virluriei, e aperfejcoameiiin do carcter.
Hoje he moda, lorio" inventan) systemas, e cream
theorat, e eu nio quero augmentar o numero dos
utopistas.
No meu modo de pensar, todas ellas sio boas,
endo puslas ero pralica por om mrstre hbil, pru-
dente e zeloso : s nao acredito nos charlalAes, que
vos prometiera, transformar-vot orna chanca, ou
mesmo um rapaz ein homem eilo denlro de poucos
annos, por efleilo de um ensino improvisado e nn-
raruloso.
Meu amigo, nao acreditis em homens feilo en-
tes de lempo.
Dos sojeitou o|progresso|e desenvol vimenlo do es-
pirito a condi{(t rie varias especies, 11,10 s a con-
diroes de esludii lento e graduado, mas tambero a
desenvnlocAo das Torcas phyticas.
A inlelligencia nio pode" aar completa nos poacos
annos. Sao jiecessarius annos, conlrudicis, deseo-
gaoos, modilai.Ao, combales e trabadlos para alean-
car a forca e lenacidarie moral, que constiluem a vi-
riliriade.
A idada moral esla sojeit a eslas regrat de pro-
gresso graduado, como a physica.
Se vot fallare 1,1 de melbodos rpidos, de eosino re-
pentino desrnnli ,1 do resultado.
Poneos iufanles precocea teem realisado na idade
madura o que promet.a.u na infancia.
O homem lem de ser cultivado longo lempo. Pico
Deixem que os filhos tarjan infantes eroquauto du-
ra a iufa.-.cia, ha a poca m-is feliz ria vida.
O collegio chrislAo ufferece a vantagem de mistu-
rar, de all ar as gracas e innocencia .la infancia cura
o exercicio a conhecimenlo das virtudes, com a oe-
capaeaa cuiistaue e com esludos serios e teguidos;
jonlando-se lem disso a harmona da arle. Por es-
ta forma o esluriu be amavel, a disciplina elegante
e a inslrucco brilbanle e solida, sem ser por uso
pesada.
Eu nao posso riizer quanlo perno e siulo a respei-
lo rio collegio, porqoe talvez peusasteisqoe nio eram
realriaries, mas sim soubos e parlo- ria miuba ima-
ginario.
Nao he assim. 1) zei antes que he dillicil acl.a-lo
cuinu eu u imaginu, sobretudo atlendeudu nova
disposicio e leiideiie.a das ideas, habitot a coslunies,
segundo os Iquaes, a eriocacio como ludo o mais
nesla vida] ha urna especularan em que te entra com
om capital para delle tirar o maior lucro possivel,
e por conseguinte qoe o collegio he .un trafico e um
ramo de commeicio, no qual o pai entra com o li-
dio para Cata a meuor riespeza de diuheiro e lempo
o transformar em instrumdilo de ganhar e em que
o dono de collegio busca nicamente chamar fregu-
zes e vender-Ibes gneros ao goslo delles, e nAo se-
gundo a conscieucia. le um vendelhio e nu um
sacerdote de educado.
Posso, porem, dizer-vos, qoe ha, que eu cunhtco
collegios como os pinte!.
lenho encomilo mercenarios que vendem a
sciencia, mas lambetn lenho adiado christios que a
dio. Dos primen ,s ni0 esperis liada, ou somonte
mentiras ; dos segundos esperai turio, porque tere.s
a verdade.
Os asxlos da sciencia e da viriude sio raros, mas
anula os ha ; coiihec,o-os, e permilti-me que nutra
a iloce Mpetaoca do que sempre os ha de baver, por-
que a educac.iu da huinanidade he um rios deveres
do chrislianismo, e sempre ha de baver chrislAos que
cumpram com us seut deveres, lie uestes asxlos
que, como em yiveiros se traaos as plantas rio"ro-
turo, as quaes lerceira ou quarla gerecAo haverio
enriquecido e ferlilisario o terreno pobre e rido da
palha .
A nao ser islo assim. qne esperaocas reataran a
tranca acerca do ttu fuloro? 'a
IV.
Cimero ilos esludos.
Pendes vosso lilho em eslado de comecar os seos
esludos f
Escolhei. Ou conlia-lo a um hornero de bem, o
qual, sob as vossas vi-las o eduque ; ou enlAo envi-
ai-o a um collegio, nio desses collegios infernaes.
que vos descrevi, mas a um collegio chrisli,,. onde a
lufancia acha amor e carinarle.
NAo posso riar-vosconselho em caso lio grave.
Dos me livre rie vos indicar o collegio; esc.ilhei.
Sois pai, dou.vos os conselhos na Iheoria. mas nio
qoero osorpar-vos nem o riireilo de escollicr, nem i
ic-po.isab.lid ule do resultado.
Supponhu que e.cribis u collegio, miniatura ria
sociedade, para predispor vosso filho para a grande
sociedade de liomens de que hada fazer parte uro
da. K
Escolhetido ou optando pela educarlo collegial, he
claru que parlu rio principio qoe tiaveis rie escoloer
um collegio chritlau e alm rii-so have s de allenrier
a mura, circo.nstanciits.
Deveis escolher um collegio allaslado ds corrupeo
rias graneles ci.lades. alla-la.o do ruido e dos exem-
Vnl
de tleztnubro. -."71
1
amanhaa.
incolla e grosseira, porque a peior ignorancia e bar-
haririade he a que nasce de perversio do espirilo e
da rorrupcio do coracio.
Mas Btaca a Dos ala he de laes collegios qoe eo
fallo. Nem todos o. collegios leem este sello ele
maldicAo, ha ainda meslres da infancia inspirados
pelo pensamenlo de Dos.
Lm collegio chrislAo em cousa alguma sa parece
com esle. lugare. de riesolario c supplicio que aca-
bamos de descrevsr ; e be dn cclleglo chrislAo que
eu fallo quanrio cmbalo os inimigos dos colle-
gios.
O collegio chrislio he nma famriis.
A aulondade etisl e exerece como na familia
do pai, porque he a aulondade dos pais rlrlegada a
ato pal que aa serbetitue. a a mes.res, que entre si
repartem o sen amor e telo.
O VALLE DO AMAZONAS.
A religiAo presirie a esla aranrie e sania oni-
dade, moriera o imperio, toma mavel a obe-
diencia.
K j lis esludos sio feciiu.lados pelo espirilo da religiao.
I | He esla que anima o. trabadlos do collegio, -anlili-
I ca o reola lo e consola as dores j allugenla os odia,
' a. rivalidades extremas uaseidas do orgolho e
veja.
No collegio reina a ordem, mas nao a disciplina
enens com ama clareza de espirito, o lio prodigiosa
memoria, que se julgou baver feticaria ou roilagre.
Uin frade servita havia-a ensiiado'pnr um roelhodo
admiravel. Sooberoos, porem. depois que morrendo
o frade, a lal chanca esquecera ludo qoaoto sabia,
licaudo uro estpido. A nalureza aprat-se muilas ve-
zes em fazer oas inlelligencia! o qae taz nos corpoa-
roas como mi pode sustentar por mu lo lempo estes
Marcea, resalla que eslas exlemporaneidades acabaro
pela estupidez ou pela morle. a ,1)
Natal qae a a.lmiracAo que se rooslra por eslas ma-
rayilhas rnoriifica-se com o andar dos annos.
Na lul.iici i a a liniracao he iuil.ilgenle, mas na
idade adianlaria l.e severa e exigente.
O que p;issa por maravilha em orna chanca, seria
ordinario e sem valor em um homem feilo ; e deor-
dioariii o que succerie, he que eslas nalureza- Turca-
das deliiiham antes da idade madura, e a admira-
cao con verle-se ero amargo despeilo.
rereis visto cenlo de ejemplos desle genero ues-
te nosso sculo, iioqu.il o homem descrate do ellei-
lo moral da educacio, tem transformado a inslruc-
r-io em mech uiis.no para chegar nio realidarie,
mas a apparencia da perfeicio.
Apoz as bellas llusoes da infancia e mocidade
Chaca a vida real, e a planta estiolada murcha. eu
morra ao conlaclo do vento, do sol e do fro da vi-
da pralica o giganle em miniatora lornou se p\g-
roeu posto a par dos homens ordinarios.
Assim o ha veris observado oas Ultras, u a- rlese
sciencias.
A mediocridade apparece por lodos os lados, e
porque Porque se empregaram os ultimo- esforcos
para desviar a nalureza das suas leis ordinaria!, es-
golanrio a seiva antes rie tempo.
Repilo ainda, acredita! na vantagem dos esludos
lentos.
He bom que vosso lilhe te convenga totiilo cedo,
que a vida inleira nio chega ao homem para apren-
der urna pequeiiissima parle da sciencia humana.
Se lia meihodof que disfarcem s chancas as dil-
hculdadet das pri.ne.ro, astuJoi, venham edea, fe-
lizet mellndos ningoem os elogiar mais do que eu.
Hem quizera eu, que o tempo do collejTo fo-se
agradavel. n
O carcter rio homem ressente- primeiras dilTiculdades com que Iropecou na iuftn-
ciu. O mestre deve ser hbil uesla empreza, '(ornan-
do o esludo agradavel, varianrio-o, simplificando -o e
lornand.i-o pralico, para assim o fazer aprazivel.
NAo busquis, porm, tornar o esludo uro brin-
quedo, os melbodos bascados nesles principios sio
uina rhimera.
O educando deve acoslumar-se a saber qae a Ira-
balho he o desuno do homem. Anida mais que lu-
do Ihe revela esla verdade, hasta que odie em roda
rie si para ver que a vi.la humana he Irahalh.-.i e
cheia ue Tarugas.
O que se dexe evitar, he que o inflnle aberre, a o
trabadlo.
Dos planlou no coracio e no espirilo rio homem
a curiosiriade. o desojo innato de saber. O qoe se
deve fazer, be riespertar esles desejo, e ler habilida-
de para delles deduzir o amor do esluriu, como meio
de satisrazer a curiosiriade.
Mil vezes pergonlara o infante para que serven)
os esludos e Inbalhea qoe elle tolTre, a cojo lim ig-
nora. "
He e-i i a occasiio de Ihe mostrar A grandeza, ati-
ldada e vanlagens desses objeclos. Cmprebeiida o
infante o lun, aatet na sua alma o desejo da o con-
seguir, que os meios o estudo, o Irabalho se Ihe
laarte facis e agradaveis.
A par deslcs principios Hienden., elementares,
ridos e mxsloh..sos, bao de pparecer a cada passo
causas pralica, vulgares e cssenciaes, que he fcil
fazer-lhe conhecer que mmenle se obleem por meio
desses principios, sahendo-ot e applicando-os o ho-
mem que OS .. | renden.
A inslrurcio riu collegio nem sempre lem esle ea-
racler de variarla le. e verdade, que escita a coriosi-
daria uilanlil, e amina I fraqueza ; mas um mestre
inlelligcDlc sabeaebar esle. segredos e riquezas ani-
da com os inelhodos mai. montonos.
Se o educando nio liver riianle dos olhos stnio
li.iliaioo. ,. eslo.los seceos, rigorosos e exercicio. ma-
leriaes. ria memoria a|.plicada a objeclos lechnico.,
obscuros, e para elle iiiinledigiveis, .le cedo que ha
de peider o animo, e aborrecer o eslado.
le por tanto necessano, que o infame em oulra
| no collegio a conlinuscioda edocacio comecada pe-
n- la mai, e avadada pelo pai.
ru que elle | Esta inis-io ala a esperis so dos que sAo chama-
co ..!%.. d i,... ". '" s""r''ncnl <" 'lu, P',,fe'""'res de collegm. especie de sabii, mais
court.cao dn bumaniriade. ou menos rlign;, riesle nome. que resnelos, a
~ ; regencia de cedas cadeirai, nao empregam, nem fal-
i| Nao podemos licitar de nolar n fado rie que os I '*'" *"*> Imguagem In hinca e formtdtvel dadis-
ell-ilnsria edocacio previstos por l.aureiilieem Irju- .cll'"nn que ensinam.
lia para mim urna razao sera replica para esla pre-
ferencia, e vem a sei qae o collegio deve ser um la-
gar de prepararlo e prendizagem, de vida socegaria
e ranquilla. mas .copada, submissa, e reiular. E
tal deve ser depois a vida do homem na socieda.le.
t>ra se elle nio co.neron a lempo a acostumar-se a
nao ser occ.oso, nio porier viver sem ler que fazer,
que desgracas o esperan no futuro !
Se nAo se arosli.muti a pnvaces, e a vencer dilli-
culdades. que rtore-, alllices e desespero, o nio a-
cuardam M sua carreira, ainda qu.ud ,ej, de-sas a
que se chamara felizts!
A vida de f.milia convem ao. primeiros annos,
nas mono proroagada poda larntr-te .xce.sivamen-
te in.lulgenle.
O infante ou nio aprende, ou Iprcnrie mal, quan
i o^rudeario de pessoas ( i, intereawadas em que ell
ca ha .11 annos, eslAo-se tentlndo.
Incumbe especialmente aos directores, preferios.
odios, | lie o resultado infallivel .las deducrMa na lgica ou r",no ,,,es quirem chamar, peroMaNM he que
da ni-. inllexivel ria verdade. sAo os verdadeiro. educadores da infancia, poi. sin
is homens ria rev.riucAo polilica eram da srguuria ell"|ue ronvive.n com os collrgiae., que o. est-
prennos rie virtude nio l.e.
tulnndade mu- um documento le MalMici mis pensamos
po-,
qoe he'
Victoria.Hwebi.b
. hnra<; da nnle.
113 cdulas, ^ahio dlei-
enmo na recrta>;io, I into na* l.vros, romo uos brin-
quido.
I //./ J. i I Vi,., parmcsine \. i,odean evi-
qua el seigneur de Vene.'..a sd, |0ID, |_ pag ^q-j.

v


QiiRH ic ni iB-to suri mu : u dzimiro oe un
l*fio aao conviva eom as collrgiiea, qoe eslet Ira-
mam dalla, que anda a etpionar o qoe ftzem, qua
detcobre conipirtcet, qua o colleitial nao o con-
olla as duvidat, ou sa relr.ihe dianle della: nlo l-
mala mal informaqotsDio meltait rosto lilliu m
lal eollaio.
Mo baala a inalruccjo e entino.
Qua importa que o profcasor tuba duat vez.es por
dia cadaira da aula, que explique mtrtvilhosa-
menle a disciplina do sao cunto, que pergenie com
amabilidade, qua reprehenda com dorura, que seja
attiduo, que excita a emolacjo '.'
Faz quanto te pode fazer para inslmir e ensi-
nar, mu falla a educarlo que nlo Incumbe ao pro-
eaaor, que na coMitle na frequencia das aulas.
A eiluctcSo comiste as relarAes quolidianat do
educando com 01 directores qne prasidem a' ordem
do collegio ; deada o chefe que regula os habiloi
moraea desla grande familia, al ao ultimo vigilan-
te que preside a qualqaer acto da vid cnllegial.
lie com estes liomens que o collegial deve ser
durado ; e por isso ja se pode ivaliar o qua alies
levem ser ; visto que teein de viver de conlinuo
com as cranlas, aconselha-las acerca das faltas
coanmellidai. ou dos vicios que detponlam, diri-
gir-Ibes os pens.uiient.i-. moderar-lhes as paiiet,
reprelirnde-los pela preguica, e menliras, mas ma-
los e ser dalles amados.
Taes homens dtveriam ser anjos, visla a santida-
deda sua minio, que he nada menos do que trans-
formar as ereaocts em liomens, pois he isto n que
faz a educaeflo.
Qee erro, e que crime commeltem os que em vez
de esculher com muilo lento os homens para esles
ligares, se ronleotam em os ter por pouco dinheiro,
erobor* tejara speros, nruei, e srdidos, quando
nao lavam a malvad a escolhe-lui immoraea .'
Eacolhei prtanlo o collegio pilos seus educado-
res, porque Ihet hides confiar voto filho, delegao-
do nclles ama parle da vosa aotoridnde paterna ;
wcolhei os homens recios puros, habis em Iralar a
edncacAo como a cousa mais seria daste mundo, a
qna vejam a sua missao com olhos cbrisllot t
pensamentos moraes.
No eomoco dos ettudaa ha poneos atractivos, por-
que ii.ni se apalpa a utilidade delles, maa p r isso
m-imn he que convem dar-Ibes importancia aos
olhos dos infantes, para aisiin disfamar as repug-
nancias.
O collegial acreditara' fcilmente a grandeza e
iromeoso valor do mais insignificante Iriompho ;
isto iilu he mao, porque assim ira' veucendo as
diiculdades dos prime iros patu9.
A memoria conven euteinente aproveitada, e co-
mo simples auiiliar, e nada mais, ampregada su
para retar o que se entendeu, e nunca para repetir
o que nao se entende, sera' para variar os esltidos ;
porque estes podem al lomar-te urna especie de
jogo : e assim o infante recebera' as primeiras ini-
ciarles de todos os cooliecimenlos humanos, habi-
litanln-se para depois proseguir nos estudos mais
elevados.
V.
Da urbanidade nos estudos.
Oe ordinario a vida rio eollegio he para os rapa-
zas orna vida austera e larrivel, ao menos he assim
qna ellas a avaliain.
A educai;,io, diz Montaigne, deve ser conduzi-
di eom urna -evera dudara, a nio como se faz. Em
vez de convidar as creancas para amarete as lelrat,
Dio Ihes apresentam tenao horror e crueldades, e
com este apparato e emprego de violencia e Torca
ettragam, degenerare, e embrutecem a melhores n-
doles.
" Se queris qoe urna crianza lema a vergouha
receia oa castigos, nao a aoo-lurneis a ellas.
a Comn he possivel despertar as almas dos col-
lagiaet o amor dos estu.les, s a forca de casti-
gos *
a He necessario tambem que o eiterior, que a de-
cencia e urbanidade do curpo seja dirigida e desen-
volvida ; porque nao se trata de formar um espirito
nesn nm corpa, mas om homem.
la que a phdosophia he a sciencis que nos en-
silla a viver, a infancia deve ser educada philosophi-
camente aprendendo i viver ; de ordinario quaudo
queremos aprender a viver, he quando ja uo te-
mos lempo para viver.
Montaigne exagera um poaco a aspereza da vida
de c illegm.mas lmenos s o que, hu de exacto.
Sa o collegio he orna especie de careare, fugi.del-
le a disciplina de um carcere pode corrigir, mas
nao cria os homens.
Apparece a ordaro. mas as na eslerioridade. A
maior ordam puramente disciplinar poda eucubrir
os mais odiosos vicio.
No entanlo se a ordem e disciplina de um colle-
Klo furem elegantes, se nelie reinara pulidez e ame-
nidade, se os eslndos furem solidos, mas aprasiveis,
sa a subordinaran for exemplar, mas exercida com
urbanidade e graca, antlo podis esperar qoe vosso
filho sera' bero educado. Pode ser que nao saia
um sabio nem um homem de genio, mas de certo
sera" um homem aroatel e virtuoso.
I'orque razio a maior parle dos rapazes se desgus-
ta dos aludo*, saliem aborrecidos do cnlleaio sem
aproveitarein-fi lempo que la' gastaran '.' He por-
que nio leudo todos igul aplidilo, lugo qoe veern
que oulros os excedem e que elles nunca os podem
alcanzar, e sendo tratados de ignorantes, o idiotas,
desaniraam. e vollaui para Iraz, ou quando muilu
deiiam-se licar. '
Montaigne diz milito licraTodos aquelles que,
aesundo u nosso coslume, querem der o mesmo en-
ino, i mesma lic,io, e Iralar do mesmo modo, dif-
ferentes espritus, tau diversos em capacidade e in-
lelligencia, o qoe coaseguem he o que lodos os das
olamos vendo, e vem a ser que de entre om sem
numero de criancat, ha somente duas ou tres que
aproveilam com vaulageni.do esludo.*>
Islo nao quer dizer que para cada discpulo baja
um meilre, porque por este andar sena necessaiio
om mestre por discpulo, e anda um mestre apro-
priado a' ndole e disposirOet do discpulo ; e na
verdad? lal absurdo felizmente he um impossivel.
Mas um mestre hbil i qua faz, he dosccr ao al-
cance dos mais curios, estimular os mais inertes,
e despertar a egriosidade nos mais indifferentes :
deseando assim esta' teuuro que lodos os qua etilo
cima da medida que elleadoplou, aproveilam.
Alem disto cu quero que o eonjuncto do collegio
aprsenle a elegancia, a graca, que seduz a todos e
mullo principalmente as criancas, por lal forma
que por dispoticao natural nao aproveila lal o lal
autillo, aproveila oulro ; e mesmo quando uoco-
llia vanlagem nenhuma dus estudos, ganhe ao me-
nos nin goslo apurado, e moneiras urbanas, e rerlo
lino de bem viver. que rouitas vezes uo decorso da
vida suppra as perfeictes do enlandimeulo.
Met amigo, niuguem faz idea da grande e deci-
siva influencia que as qualidades exlernas de um
eollegio leem sobre a vida do homem, pelas morii-
licace* de carcter que imprimein no infante. Se
o eollegio liver um aspecto de severidade e dureza
e a isto se juntar o deleixo, a porcaria, i desalinho,
lende a certeza que os collegiaes. qoaesquer que se-
jam as tuas disposiroes naluraes, tilo de mostrar
quaulo forem homens, qual foi o viveiro em que se
formaran).
Eu qoizera queos collegio* livessera a appareneia
de palacios. () collegiaes cercados, Instruidos, en-
satados e educados com estas exterioridades mate-
riaes, acumpanhadas de cuidados moraes, de alien-
ene- pulidas, e de rgimen suavemenle austero, e
convivencia de homens e rapazes urbanus e bem
educados hao de lomar os hbitos destas quali lades
moraes, e lulo de considerar a importancia da edu-
carlo como urna cousa seria e grave sem ser repug-
nante. Hao de ser urbanos e pulidos porque nfto
lian de querer pastar por mal criados e rsticos nem
para com os meslres, nem uarj com os companhci-
ros, e pela nalareza das cousas lodos boscaro cor-
responder a dignidade dos humens com quem vi-
vem. c do lagar que hahitam ; e por afta forma o
collegio nao sera' s para mu poneos um lugr de
esludo e successos, e para lodos o grande numero
am (orinen i o ; sera' paia todos um lugar agrada-
vcl, e em que todos poderlo tstar contentes, e al-
ranrar bous resultados a Iroco de algum Irabalho,
lomado suave pela polidet, pela eoiisolacao, pela
.imiade.'e pela fraternidade.
Nesla duposir.io do rollegiu da'-se a variedade
sem violencia, e etluda-se iuseusivelmenle, esobre
ludo a educaco entra nos nimos, a nos corpos sem
se reulir.
^Continua.'
(.4 .Vacilo.'
&ommtt.
HACA UO RECIKE I E DEZEMBHO AS
:t riOKAS A TAKUE.
C.otacoes ofllciaes.
Itescnnlfi de lellrasa !) ao anno.
Cambio sobre LondresTi ,'l|i 0 d|v. a prazo
Hilo sobre dito_'n d. liu dlv. a diulieiro.
rrederiro lloMliard, presidenle.
P. Burgo, secretario.
Oetcarregam hoje 5 rf< dezembro.
Brigue frutee/Superhcemento e batatas.
Barca suecal''amelytalioado.
Barca inglezaWarliarrkbacalho.
Escoua hollandezaZepli\rqueijos.
Barca inglezaSelmabacalho.
Sumaca brasileirallurleuciaTomo e charutos.
Brigue americanoHellenbacalho.
Barca inglezaSpirit of llie Timesidem.
Vapor brasileiroIguarassmercadorias.
Barca ingleza--Floiling Cloodmercadorias.
Galera inglezaBonitamercadorias
IMPOaTAgA.O.'
Barca ingleza Cypress. vinla de Liverpool,
consignada a Ssonders Brolers & Companhia, mani-
Iclou o seguinle :
:t8l toneladas carvao de podra ; aos mesmo con.
signatarios.
Brigue americano a Halen, vindo de Terra No-
va, coutignad,! a llenr) Korsler A Cumpanhia, ma-
nileslou o seguinle :
gs" l)rnCi,s bacalho aos mesmos consignatarios.
Brigne inglez War-llawh, viudo de Terra-
IVova. consignado a Saunders Broten A Companhia,
mainreslou o seguinle :
2,7'JO barricas bacallio ; aos mesmos consigna-
tarios.
Brigue inglez Spiril-Ofs-llie-Times, vindo de
lerra-Nova. consiguadoa Saunders Brolers & Com-
panhia mam festn 0 scgiiiule :
2,800 barricas bacalliii ; aos memas coosigna-
arios.
UUNSULAOQ liEKAI..
Keiidimento do da 1 a 3 ,
dem do da i......
I6:l"(i5l
3:7079303
1!l:8S.to82t>
i'IVEHSAS
Kenriimento do da 1 a
dem do dit i. ,
PROVINCIAS.
3 .
6759835
16|636
69257l
DESPaCUOS DE BXPOBTACAO PELA MESA
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
. i DE DE/.EMBKO Ul I86.
Genoval'ola.-.i sarda Auiiao, Basto ; Lemos,
30.000 unhas de I. ...
LisboaBrigue porluguez nl.aia III, diversos car-
regadores, 17.i saceos assucar branco, 110 paos de
quiris.
PurloBarca porlugueza Flor da Matan, Manoe
Jnaquim liamos e Silva, 50 saceos assucar branco.
PortoBrisue porlusuez Esperanca, Barroca &
Castro, 18 cascos mel.
< fibra II arPatacho ingle?. Presiden!, Itostron Roo
ter A; Cumpanhia, 9j0 saceos assucar mascavadu.
Buenos-AyresBrigue dinamarquez aCorriem, A-
morim Irmlos, WO barricas assucar branco.
Bueuos-AyresE*cuna hollandezauElizabelh, No-
vaes A; Companhia, 181 barricas assucar branco e
mascavado.
Rio da PrataSumaca he & Bryan, 150 barriquiutiss e 100 barricas assucar
branco.
Rio da PralaPatacho hespauhol Culebra, Ara-
naga A. Bryan, -21} pipas agurdente.
LisboaBrigue porluguez Relmpago, Thomaz de
Aquino l'onsera & Filho, 7 cascos niel.
Buenos-AyresBarca hespanhola aVcloriau, Viuva
Amuriin ,\ Filhos, 185 barricas atsocar branco.
LisboaBarca porlusueza Ligeira, V. A. de Suu-
za Carvalho, G00 saceos assucar branco e masca-
vado.
Exportacao'.
Rio de Janeiro, hiale brasileiro Venus, de |-J2
toneladas^i-unduzo o seguinle : 8 saceos barri-
gnda, -2,973 mollios rouros, 20 barucas sebo, 7 sac-
cas eijio, 20 pipas espirito. IIHi can.s velas de car-
nauba, 150 meios de sola, 800 sre;os e 6 barriqm-
nhas ,1-sucar. > pipas acnardenle.
RECEBEDORIA UK ItENHAS INTERNAS GE-
IIAES DE PER.NAMBL'CO.
iteiidunenlo do dia i a 3 .... 2:6555i95
dem do dia 4........ 787.9,l
3:sjS3s391
CONSULAHO PROVINCIAL.
Hendimenlo do dia Ia3 ; 14:2365779
dm do dial....... 3:.)66siii
I7:803c223
Mt>m
Uf
i?
$0 VOW0.
.vatio* entradot no dia 4.
Richmond32 das, barca americana Cambridge,
de *M> toneladas, capilo Samuel Sparrow, equi-
pagem 9, carga 2,000 barricas com rarinha de tri-
go e mais gneros ; a lleurv Fortler & Compa-
nlia. Pertence a Boslon.
Havrelidias, barca frauceza uSirene, de 280 to-
neladas, eapilo llarismriidx, equipagem 16, car-
ga fazendas c mais generes ; a Las-erre Com-
panhia. Pertence ao Havre.
Rirhmond39 dias. barta americana Pilollish,
de 3S7 luneladas, capilla B. F. Hoyt. equipagem
II, carga 3,22) barricas com ternilla de trigo e
mais sen-ros ; a Schrnmm Whatelv A; Companhia.
Perleuee a Porllan i. Scguio para a Babia.
Cardifl52 dias, barra ingleza Amazon, de 362
toneladas, capitao A. Ogier, equipagem li. carga
Careta ; a Jame Crablree C- Companhia. Perten-
ce ao porto de Jersey. Seguio para a Babia.
Rotlicrdam38 diat, patacho hollandez c/ephvr,
de 181 loueladas, eapilo J. C. Schaaf, equipagem
8, carga genebra e mais gneros ; a Brender a
Braulis Companhia. Pertence a Amsterdam.
Terra Nova39 das, barca maleza Selioe, de 289
toneladas, capilflo Daniel Le Page, equipagem 12,
carga 2,800 barricas com bacalho ; a Schramm
Whately Companhia. Pertence a London.
Lisboa36 dias, brigue porluguez Eurico, de 189
toneladas, eapilo Luciano Alves Conceicao, equi-
pagem II, carga vinbo e mais gneros; a Amorim
Irinos. Pertence ao pnrlo de Vianna. Passageiro,
Joau Malheos Sebes.
iVat'io* tahidot no mesmo dia.
Rio de JaneiroHiate brasileiro Venus, mestre
Manuel /.eferiuo Gonr;alves Torres, carga assucar
e mais seuerus. Passageiro, Antonio Teiaira.
Babia Hiale americano Emily kaelh, eom a
mesma carga que Irouxe. Suspendeo do lameirao.
T>ttl#ta<$.
CORRfclO GERAL.
O vapor de guerra \mazonas recebe as malas
para a Babia e Rio de Janeiro no oa 6 as 3 horas
da larde.
A mala qoe lem deconduzir o hiale brasileiro
S. JoAo. com deslino a provincia da Babia, fecha-
se hoje (51 ao meio dia em ponto.
A mala que lem de conduzr o brigue brasilei-
ro Mafra, com deslino a provincia do Rio Grande
do Sul, fecba-se amanhaa ti) as 11 horas da maiihla
em poni.
A mala que lem de conduzir a barra brasilei-
ra Sania Mana Boa Sorle, com destino a provincia
do Rio Grande do Sul, fecha-se amanhaa (6) ao
meio dia em ponto.
Pela procuradoria fiscal da fazenda provincial
se avisa aos devedores de imposlos de decima, rela-
tiva ao auno financeirode 1855 a 1856, cobrados pela
colleclona da cidade de Oliuda. para no prazo de
30 dias, que findaru no ultimo de duzembro de 1856,
comparecerem na mesma procuradoria fiscal para
reeeherem as guias e rllecluarem o pagamento de
seus dbitos naquelli collecturia em dilo prazo, sem
despeza alguina judicial.
5^.:-
-:;> KEPAKTIGAO DA VACC1NA. r^
^ O comminaro raccinador pro- %
g vincial, roconhecendo que muitas O
Jg pessoas dflixam de comparecer a ,;;;
@ Lita reparticuo em conseqttencia $&
^ da longitude do lugar, avisa ao $$
^ retpeitavd publico que tera re- $
P solvido a vaccinar tambem tas ^
-;j terca feirat de todas as semanas, ^
^ na casa de sua residencia, conti- ^
$$ miando a repartinio a 'unccionar ^
-;j; no torreao da alanderja as quin- $
$% las e domingos: assim, as pessoas *;};
que lequizerem vaccinar as ter- .;;;
;5V ras feiras, podem diri j$ sote a nove lioras da manliaa, ao
^ 1. andar do sobrado da ra Nova
3 estpiina da do Sol n. 60.l)r. Joao
vj Nepomuceno Dias Fernandes
^^v^* -:} te&o&s-mW:
Pela recebedoria de rendat internas geraes se
faz publico, que no crreme mez se linda o prazo do
pagamento dos imposlus do exercicio de 18551856,
a saber : Renda dos proprins nacionaes, foros de
terrenos de marinha, decima addicional de mau mor-
a, imposto subre lojas, casas de descont, ele, dilo
sobre casas de movcis, roupas, etc., fabricados em
paiz estrangeiro, dilo sobre cascos do interior, e tai-
xa dos escravos, lindo o qual os devedores lerSo de
paga-Ios judicialmente. Recebedoria de Perriam-
buco 3 de dezembro de 1856.O administrador,
Manuel Caiiieiru de Souza l.acerda.
Tendo esta reparlicae, cm rumprimenlo da
ordem do Exra. Sr. presidente da provincia datada ;
do I.- do crtenle niez, de fornecer a provincia da j
Paralaba, para a barra do Cabedllo, 22 bracas de
crreme de 1 1(2 polegada, 2 ancoras de 12 quin-
laes com os complanles manilbas, c duas grandes
boias a empregarem-se em halisamcnios, cujo vo-
lunte de cada urna, nao produza mais de mil pal-
mos cbicos, sendo indilTerentea sua configurado ,
manda o Illm. Sr. inspector fazer publico, que con-
iratat a compra desles objecios, por va de propos-
tas em carias fechadas, aposentadas tiesta secretaria
no dia 11 do correle mez, ate as 11 horas da ma-
ullan. ,
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinba de
Pcrnambuco em 3 de dezembro da 1856.u se-
cretario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
do Recifu n. 4, ou com o capitao na
prara.
Companhia
Transatlntica de Vapores Sardos.
&
&
O magnifico vapor sardo GENOVA esl aqui. de
volla do Bio de Janeiro, no da 8 do crrenle, e de-
pois da demora neressana seauiri para Genova,
com as escalas de San-Vicente, TenerilT e Cadix,
e recebe passageirus nao s para e-las ecala, como
lambem para lodos os porlos do Mediterrneo, por
precos comroodns. Ha a bordo dos vapores desla
lioha, alem dos encllenles eommndos para os pas-
sageir.s, um tervieaj e Iratamcnlo o mais delicado
possivel, e que nada deixn a desejar : declara-sc
quesebaixnu para 260 francos, o importe a pagar
pelos passageirus dellerceira classe.
No dia 12 dn Corrente estar'aqui, viudo de
Genova, o vapor TUBIN, igual era ludo ao GENO-
VA, e depois da demora uecessaria seguir' para a
Babia c Bio de Janeiro, e recebe passageiros n,to >
para aquellas dras pracas, como lambem para
Monlevido e Buenos-Ayres : dirijam-se aos agen-
tes, ra do Torratfn. I i.
diiieS.
Gear, Mar-
nho e Para.
p^
O agente Vivir da Silva lara leil.i de urna
porcao da ligos chegadot ollimamenle da Lisboa, e
s deixara' de os vender se os compradores nao qui-
zerem : sexla-feira 5 do correle as II horas cm
panto a' porta da alfandega.
O Illm. Sr. \\ liiiii Lilley, leudo de relirar-se
para os Estados Luidos, tara le..ni, por inlervenro
do agente Oliveira, de loda a mubilia da casa de sua
residencia, consislindo em um soberbo piano, ca-
deiras das melhores qualidades, lauto de sala usuaes
como de balango, para dila de jautar e saletas, me-
sas redondas, tofsexpleiididos, guarda-roupa, guar-
da-vestidos, espelhos grandes, dilus pequeos, tou-
cadores, commudas, lavatorios, mesa elstica para
jautar, banquinhot diversos, aparadores, guaida-
livros, ricos tpeles, luslres, lampeoes, laulernas,
maguilico iclogio de parede, loocas de porcellana
para jamar e aluioeo, cristaes, facas e garfos, Irem
de coziuha, 2 fugues de patente, banheirus, 1 cabrio-
le! cum arreos e a competente cavallo, assiru como
de varios uutros arligcs miudos: lerca-feira, 9 do
correle, as 10 horas da maiiliaa, siti do Sr. Joao
Mu Un. de Barros, com frenie para a estrada nova
no Mauguinho, cunliguo ao do Dr. Accioli I.ins.
Leilode predios
O agente Borja lara- leilo, quai ta-
i'eira 10 do crtente, as 10 lioras da ma-
niata, de diversos predios pertencenles ao
Sr. Jos Dias da Silva, a saber : urna casa
terrea n. 2, sita na travesa do Lima
na ra Imperial com 2 salas, 2quartose
cozinba fora; t ditas de ns. i, li, 8, 10,
12 e 14na mesma ra com 2 salas, um
quarto e cozinba fra ; 2 ditas na rita Im-
perial n. 7(i A. e"(jj{. com 2 salas, Squar-
tos, co/inba fora ; i arma/.ensem caivio,
na mesma ra, um terreno na ra da1
Praia de Sania Rita e um dito na Passa-
gem da Magdalena com 12 li2 palmos de
lenle, aolado da casa doSr. Jos Joa-
t|iiim Dias Fernandes, os quaet serao en-
tregues sem limite, visto seren vendidos
por accordodo proprietario com oex-cu-
rador liscal, pata cumprimento da con-
cordata que Ibelra ltimamente outor-
gada : ossenbores pretendeiitesquequize-
rem alguns esclsrecimentoi a tal respeito,
dirijam-se ao armazem do agente annun-
cianle, sito na ra do Collegio n. 15 onde,
tera' lugar dito leilo.
Wfat.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 .'l|i.
I'.iris, 31ti.
Lisboa, 08 a 100 por % de premio,
ci Kio de Jaueiro, I i a 1 por 0|o a 15 e 30 dias.
Aceces do Banco, 10 a 45 de premio.
ii o companhia de Reberibe 5*000.
o companhia reroambiicana ao par.
n Utilidade Publica, 30 purcenloda premio.
a n Indemnisadora. 52 idem.
n da estrada de ferro20 por 0|q de premio.
Iliscnnlo le lettras. de 7 a 7 1|-2 por 0|0.
Dilo do banco7 a 8 por i)|f).
duro.Oncas bespanholas. 28 28*300
Moedas de 69i00 vellias .... Ifijs'lOO
< 600 novas .... Iti-TOOO
9000.......91000
. 29000
. jOOtl
. 19860
Trata.l'alacoes brasileos.
Pesos columnarios.
a mexicanos. .
C'aixa Filial do Banco do
Brasil
KM I DE DEZEMBRO DE I85G.
Directores da semana ns senhores : Manuel
Ignacio de Oliveirae Jos Pereira da (.unlia.
Descont de lellras '.> '..
Al.FAINDEtiA.
Randimeiiicdn dia 1 a 3 .
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50:4:103086
O Dr. Sebastio do Reg Barros de Lacerda, juiz
de orphaos c ausentes nesla cidade do Becife e
seu tormo por S. M. Imperial e Consiilucional
que Dos guarde etc.
Faco saber aos que o presente edital virem, que
linda a terceira pror;a deslejuizo.se proceder a ar-
remataeo de urna casa terrea na ra da Seuzala
Nova n. 32, perlencente a heranca do finado Ma-
noel dos Sanios S. Tiago, avaliadaetn 1:0009 rs.,
cuja coufrontacao consta do escripto, que M acha em
poder do porteiro do jutzo.
E para que chegue ao conbecimenio de todos se
passou o prsenle, que ser affixado e publicado
pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
namluiro em 28 de novembro de 1856.
Eu Galdino Temisiocles Cabral de Vasconcellos,
cscrivo o escrevi.
Sebasliao do Reg Barros de Lacerda.
O chefe da primeira seceo do consulado
provincial, servindo de administrador, em virtude
do disposio no art. 3 do regulamealo de 3 de ju-
Ihodj 1852, faz publico que se acham deposita-
dos, no deposiio geral dous escravos, Antonio, na,
po Cassanye, idade de 35 a 40 annos, Clorindo,
oacao Congo, idade de 40 a 45 annos, com urna
belida no olho esquerdo apprehendidos pela polica,
os qnaes sao considerados liens de evento, por se
desconher seus donos, e par qne seja comprido o
que con lem o sobredito art. manda publicar pela
impronsa, para que no prazo de 00 dias compareca
quem aos ditos escravos tenha direito, findos os
quae se proceder a arremalacao pela forma deter-
minada no art. 4 do citado regulamenlo.
E para que chegue a noticia de todos mandei
passar o prsenle edital, aos 12 de uovembro de
1850.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria
provincial, em cumprimfinto da resolucSo
da junta da fazenda, manda fazer publico,
que a arrem#tacao da obra da ponte sobre o
riacho r> um/inho, foi transferida para o
dia 4 de dezembro prximo futuro.
E para constar se mandou aflisar o presen-
te e publicar pelo Diario, a
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernanihuco, 28 du novembro de 1856. O
secretario, A. K. ir.nnunciacao.
O Illm. Sr. nfpec'or da thesouraria
provincial, em cumplimento da rasoluc&o
da junta da fazemla da mesma thesouraria,
manda fazer publico, que no dia 11 de no-
vembro ro novamenle a praga para serem
arrematados a quem por menos lizer os con-
tratos seguintes.
F.oipcdramenlo do 20 lanco da estrada da
Victoria avallado em 5:909e200.
Dito do 21 lauco da mesma estrada avaha-
do cm 8:6959501).
Lauco da estrada entre a cidade de.Goian-
na e a ponte .le liujary avaliado em 13:431.
C.onservacao pernianenlc da estrada da
Victoria, avaliada em 8:500j.
Dita dita do Norte, avallada em 2:288?.
Dila dita do sul, avahada em8:5209.
K para constar se mandou allixar o prsen-
le e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de
Peritamiiuro 28 de novembro de 1856.O se-
cretario, a. I. d'Anuuociacao.
Segu at o fim da presente semana o
palhaliote nacional LINDO PAQUETE,
capitao Jos Pinto Nunes, com Bigusna car-
ga (pie liver. (|uetn uuizer carregar trate
com Antonio de Almeida liomes.na ra
dbTrapiche-Novo n. l, segundo andar.
AO RIO DE
Janeiro
segu com htevidade o brigue
nacional MARA MJZIA, capi-
tao Joao da Silva Moraes : tein
grande parte do seu carregamento promp-
to, e para o restante trata-e com o con-
signatario Antonio de Almeida Gomes,
na ra do Trapichen. IG, segundo .an-
dar.
CEAKA' E.l'ARA'.
O patacho Aaaaa recebe carga por frete coiiimo-
do, ata demorar-se-ha no porlo man que olimpo
preciso para alatlrar : os pretendemos entender-se-
hao com o consignatario J. B. da l'onseca Jnior,
oa ra do Vigario n. 23.
Para Lisboa sahira' com a maior hrevidada
poaaival a barca porlusuea llorlencia, capilla"
Joao Silveno Komano ; para carga e passageiros,
para os quaes lem excellsoles commodns, Irala-se a
bordo com o mesmo capitao ou com Mauoel do N.is-
cimenlu I'ereira.
Para Lisboa segu rom Indi a lirevidade 0 bri-
gue porluguez Kelampasu de primeira marcha
portera maior parte da carga prvmpla: para o res-
to da carga e passageiros, para o que lem asteados
comino u.s, Irata-se com os consignatarios Thomaz
de Aquino h'onseca (.V Filho, ua ra do Vigario o.
10 prnneiro andar.
Para a i>ah;a
A veleira e bem coohecida sumaca brasileira
i(llorienciai) segu para a Babia al o da 10 du cor-
rele ; para o resto da seu rrrcgamculo, Irala-se
com o seu consignatario Antonio l.uiz de Oliveira
Azevedo, ra da Croz D.I.
Para Lisboa
0 patacho porluguez Brilhaulen, capilao An-
tonio Braz Pereira,sahira' com loda a brevidadeion
ter a maior parle da carga prompla ; para o reso da
mesma Irala-se com o dito na praca, mi com o con-
signatario omiugnsJos Ferreiu Guimiraes.oi ra
do tjueimado n. 35.
RIO
de Janeior.
Aic o fim da prsenle semana pretende seguir pa-
ra a llio de Janeiro, a veleira barca nacional .Sa-
raiva, lem perlo de dous tercos de en carregumen-
to promplo : para a re-do e escravos a (rete, para
os quaet tem excellcnles coinmodus, Irala-se como
eo consignatario Antonio l.oiz de Oliveira Ateve-
do, ra da Cruz n. I.
Cuiupariliii !;tas:Ii-ira (!e
paquetes a vapor.
O vapor PARAN', commandanla F. V. Borges,
espera-se dos porlo do norte, com destino aos do
sul, ale o dia II do coircnle. Os Srs. que liverem
I de remoller escravos e quaesquer vnlumet, sejara
I de carga ou eDcommeadaa, devero mandar a age-
' cia no dia d ebegada d > Diquele, |iara nesie dia se
i engajar o que poder ser reccbilo. .No da da sihida
nao se recebe votme algum, e rnenle >e admilte
passageiros e dinheiro a frele. ale >s horas do expe-
dienle : agencia, na ra do Trapiche n. 10, sogun-
d > andar.
O brigue ESPERANZA segu para
o porto ate o dia \~> do correnle: para
o resto da carga ou pattageirof, trala-se
com Barroca & Castro, na ra da Cadeiti
9t*l&0& tvOsJ.
Nadls 5 do eorrente, depoil da audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz municipal da piimairl vara, tein
de ser arrcmalada, por ser a ultima praca, a inelade
da casa u. 15 ds ra da Bcquiuha de Pedro da
cidade de Olinla, a rcquernuenlo da lestameuleiro
da finada II. Mara francisca dus Anjos Bslot.
A mesa regedora
da irmandade dn Senhor Boni Jess das Dores, tm
S. tjonralo, convida a lodos os irmaus para que com-
parecam no consistorio da igreja, dnmingii.7 do cor-
renle mez, pelas !l lioras da niauliAa, alim de dama
teus pareceres nu risco da abra que se lem de fazer
na mesma igreja, cojo risco esta cxposlo vista dos
innans. A mesma mesa raga a todos os irmaos que
nao dcixem de conipnrecei para um lim tito justo,
o qn.il tem de dar brilhajlUaimo a supradita irman-
dade. Kecife J de dezembro de 1856.O eterivao,
Juan .Marcelino Kibeiro.
Precisa-se de um menino de 11 a 16 annos de
idade, paracaixeiro de taberna : na ra da Coucor-
dia n. 26.
O bacilar'! Cypri.ino Keuelon tiuedes Alcofo-
rado de volla de sua viagem contina a residir na
roa Nova n. 11, tegundo andar, onde pode ser pro-
curado das 10 horas da inanhaa as i da Urde de lo-
dos os dias uleig.quer p^ra o exercicio du sua prolis-
s3o de advogado, quer como procurador publico da
Ihesouraria provincial.
Quem perdeu urnas sedula dirija-se ao prin-
cipio da ra da liloria n, X\, segundo andar, que
dando os signa- Ihe sent eulrcgues.
A pessoa que auiiunciuu no Diario de honlem
querer comprar urna casa Icrrea na Boa-Vista, ap-
pareca na ra do KmiI'.cI n, 7:1. loja.
No dia 21 d* novembro de 1856 fugio do en-
genho Bom-lleliro um preto de nacao, de nome Pa-
tricio, idade 10 annos, estatura baixa, grnsso do cor-
po, ps chatos, tem de um ludo junio as coslelas
varios crneos de relho dado por oulro posroidor.
No dia 25 do mesri.o mez Tocio do ine*mn -enseuho
o prelo l'anlo, rrinulo, idade 21 aouoi, cor meia fu-
la, ellura baixi, grn.so do corpa, pc chatos dor-
ios, falla de denles na frente : quem os apprchender
leve-ot o mesma emende, comarca da Itio-Formo-
so, ao seo dono Jos Francisco Oiniz Machado, que
gratificara' com geueroi O lenenle-coronrl Joo Vallcntim Vilella pre-
vine aos senhores logistas, ilonus qualquer nutro ettsbeleciiueulo, que nao se respon-
abilisa por atisa algnma qoe em seu nome for pe-
dido, por isso que a niuguein aulnrisnu temelhaiile
proredimenlo.
Precisa-se de urna ama forra ou escrava para
todo semen de urna casa de pouca familia : na ra
Bella n. 33.
Traspassa-sc una hypolhera em nma casa ler-
rea, cuja h\ pudiera he iie seiscentus c tantos mil
reis. e rende 1 1|2 por cenlo ao mez : quem quizer
dirija-se a ra do Kangcl n. II.
Prccisa-se de una ama de leile para criar urna
menina, ou urna ama para andar eom uui m -iiino :
na na Direito, segundo andar n. 86.
Na ra Direila n. 01, priniciro andar, precisa-
se de duas pessuas, sendo um menino para ser em-
pregado de caixeiro em urna loja de fazendas na Pa-
rahiba, e oulro para criadu.
Aviso aos senhores pro-
prieiari >s
Na ra da Concordia junto ao armazem do Sr.
Manuel l'iriiiiun Ferreira existe um nuvo estabeleei-
ineulo de inalenaes da melhores qualidades, e que
se vendein por menos preco do quy cm oulra qual-
quer parle ; assim lambem alugam se carrojas.
Precita-M tamar a quanlia de reis 1:0005000 a
premio de um por cenlo ao mez, por lempo de 12
mezes, h>polhecaudo-se para seguranra urna morada
de casa terrea e slito, construida lia pnoco, de cusi
do dobro, em boa roa nesla cidaVle : na ra de Dor-
ias, caa n. 92, se dir' quem faz esle negocio.
Precisa-se de um homem pura o servido de pa-
daria : no piteo do Terco n. 10.
Precisa-se no engeuho Bom Jess do Cabo de
um dislilador de alambique de Defame, preferindo-
te solleiro : quem se juigur com esla habiiilac,3o,
dirija-se ao suio do (ioadu cummendador Loiz (to-
mes l'erreira, no Monde so, ou no Kecife, ra da
Cadeia n. 20, a Iralar com Luiz de .Moraes liomes
r'erreira.
Acha-se fgido o ecravo crioulo, de nome
JoAo, reprsenla ler i5 anuos de idade, estatura re-
gular, cari largo, tem fulla de denles na frenle, bei-
cos *ros*os, cor fula, ps chalns, e pisa mal por ter
cravos nos nl : quem o apprehender e levar t casa
do linada cuiniiieiitador Luiz Gomes ler re ra, nu
Momlego, recebera* boa gratilicacAo.
Hoje i lem de serem arreniMladot em praca
do juizo municipal da primeira vara, McrivloCa-
nhi, por execucao dn Dr. Joao Anlonio de Souza
Bellrao Araujn Pereira contra Antonio Joaquim de
Mello Pacheco, os movis segoiiitcs : 2 bancas de
Jacaranda, 1 marqiiera dilu, 8 cadeiras dilo, I luu-
cador pequeo dilo, I emnmoda dilo, I mesa peque-
a de lourn de 1 ps, I marquesa de ambrollo, 1
corleira dilo, I cabido de louro, e I caixa grande de
amarelln, ludo usado.
Prccisa-se de um pirtugucz para cai\eiro de
um engeuho, e que se sujeile ao servico de felor,
quando seja preciso ; no largo da Astembla n. 6,
Precisa-se do I ou 2 amasadores de prolissfio ;
na padaria ,la ra Ursa do Koisario u. IS, junio ao
quarlel, e eompra-se um ctuoeiro ainda que seja de
meia idade, pardo ou prelo, nao leudo in le-ii.t en-
roberla. Na mesma te precisa da i servantes forros
ou captivos com o jornal de 800 r. para servico de
alicirces na roa da Concordia.
Lotera da pro-
vincia.
Corre quinta/eir 11 do
eorrente.
Bilhetet 7,s<>00 recebe 6:000$000
Meios 3J500 .. 3:000|000
Ouarlos l.sSGO ., 1:5009000
Km porcao de 100$ pa-
ra cima:
Billictes 6J650 recebe 6:000|000
Miios 5|523 -< 5:000|000
Ouarlos I.S'700 ., 1 :o(M).s'00
/*. .. Liijme.
Aluga-se un grandesalao para qual-
quer cstabelecimeiito em ponto grande :
a Iralar no armazem de assucar no caes
de Apollo, junto a ponte do Recife.
Jos Azevedo de Andrade, escrivao
da irmandade de Xosia Senltora da Con-
ceicao, erecta na Congregacao, de ordem
da actual mesa regedora, e em observan-
cia do art. iS do respectivo compromi-
so, convida a todos os seus charos irmaos,
para i|ue se sirvam comparecer no con-1
sistorio da mesma irmandade, no domin-
go 7 do eorrente, pelas ) botas, aim de
elegereuia nova mesa, que tem de func-
cionar no futuro anuo de 1857185S.
Aluga-se um esrravo possanle para lode servi-
co, ou mesmo um homem livra : na ra ealreita do
otaria n. 16, segundo andar.
-- Precisa-se da um caixeiro para urna taberna
no legar de Sinl'Anna quem quizer aununcie.
I rccisa-se de um arlada ; a Iralar na ra For-
mla, terceira casa a direila junio ao lampeio.
I recis.-so de;um ciuinheiro, na ra do Trapi-
che Novo n. 20; a Iralar na mesma casa.
Preri>a-te de um criado ou prelo captivo, na
ra lo Ir.piclie Novo n. 20 ; a Iralar na mesma.
I rensa-se de um criado para cocheiro : a tra-
tar no pateo do Carmon. 1.
Precisa-se de um forneiro, na padaria de Pau-
iT <,""141^ InMl: na ra d,i Seuzala Velha
n. .ici.
Precisa se de um furneiru : na ra Direila, pa-
dina n. -J.
Segunda-feira I do correle dcsappareceu um
mulaiuilio que elav. em casa do abaixo sssignado,
nerlenceule au Sr. lllefonso Manuel Cuedes do
sanios do engeuho San Malheus. rU|fl mulaliiilio
andava aprendendo o <>lucio de alfaiale na ra No-
va, loja do Sr. Jala Evangelista, o qual chama-se
calino, idade de I i a Di anno pouco maisou
menos, lem bastantes marcas de hexigas pelo rosto,
levuii calca de aleadlo riaeado, camisa branca e cha-
peo \ellio de palhinha amarclla a inda descalco:
porlanlj roga-se | qualquer pessoa que delle souber
paitecipe la abailo assignado no pateo dn Carmo la-
berna n. I, ou rm referido engeuho, que sera' gene-
rosamente recompensa lo.
Joaquim Manuel l'erreira da Souza.
O abaivn assignado faz publico que no dia 1
do correnle me?, veiu ler em sua ra.a um moleque
Mito de urna escrava do mesmo abaixo as.ignado de
nome Antonio, duendo qoe quera licar comsua mai,
no mesmo da o abaixo assignado procurou fallar com
pessoa da familia a quem pertence dilo moleque,
mus nao sendo possivel encnnlrar por star fora oc-
la praca, recuinmendou a po,soa habilitada a parli-
cipar-lhe, e no da 2 rejo em ininha casa nm doste-
iihiirrs do dilo moleque para tratar da enda do dilo
moleque, c como al hoja nao vollasse, o abaixo as-
signado taz publico pura que em lempo algum ulo
apparecarn duvidat, n;lo se responsabilisa por fuga
ou mora do dito moleque.
Hecife I de de/emi>ro de 1850.
Francisco Alves Monleirn Jnnior.
I revine-ta aos Srs. vendedores de bilheles do
Kio de Janeiro, nao paguem.caso saia premiado' bi-
Ihe inleirn da liT.' loieria da Santa Casa da Miseri-
cordia n. O, o qual fui deseiicaminhado do poder
de seo legitimo dono : ouiro sim, ruga se a pessoa
que o liver adiado de o enlregar na ra do Crespo
loja n. 1, .iini.l" o mesmo foi vendido, qae >bi ,e re-
compensara.
Altgl-sa nm segundo andat na ra do l.ivra-
menlo e um larceirn na ra Direila : Irals-se na
ra dn Livrumeuto n. 33.
Precisa-te de una ama para casa de pouca fa-
milia : na la de Murtas n. ,">i.
Da-se dinheiro a premio sobre penhores de
ooro ou prala : quem precisar dirija-se a ra da
Cacimba n. -J.
Precisa.tc de urna casa por aluguel, sendo no
bairio de M. Jos, ou de Sanio Anlonio. em boa lo-
calidad, que para l.berna ; faz-sealguuia vanlagem
uo aluguel agrtdaudo : a quam cunvier aununcie
para Iralar.
nrvetes
No aterro da Boa-Visla n. (i| haver srvete todos
os diat, das ti e meia horas da larde em diante.
Kecorta-se com perleicao babados de
diversos modelos para vestidos, pelo di-
minuto preco de 1 00 a vara : na ra lar-
ga to Rosario n. "23, por cima da loja de
barbeiro.
Lotera do Kio
de Janeiro.
Moje esperamos do sul o vapor "San-
Salvador.., conductor das lisias da lote-
ra 67 da Santa Casa da Misericordia, da
qual anda existe um pequeo numero de
bilheles em a loja da piara da Indepen-
dencia n. 40 : os premiosserfio pagos em
a mesma loja acuna, de conlotmidade
com os nossos annuocios, a recepeo das
mencionadas listas.
Aluga-se a casa terrea n. 1, na Iravessa do
Mondcgo, com -2 salas, :1 qu.irlos e tollo, cozinha
fura, e mais I quarlo para escravos lora da casa,
quinlal craiiile murado e cacimba propria. com 2
portes dar a carabee, aonde se piide faxer baohei-
ru : a Iralar no aterro da Boa-Vista n. 6:1.
Precisa-se alagar urna prela escrava qoeuiba
vender : quem a liver dirija-se a ra do Cano u. 36.
O anaixo assignado faz publico, quelica de ne-
iilium eOeilf a proeerifa bailante que em o auno
prximo pastado dera ao sen cunhado Anlonio Jos
de Souza Cirvalho, na cidade da Paralaba do Norle
pois que de boje em dianle al tem pagado os pode-
res i.clla conferidos. Recife i de dezembro de 1856.
Aurelio Crispiuiano da Cunha.
Kerebe-se dinheiro para ser mandado dar na
cidade do Porto por lellras pasas visla ou a prazo,
ero prala ou ouro: na ra dn Trapiche n. 10, eterip-
torio de Ihomaz de Ferie.
Precisa-se de um bom criado : na ra eslreila
do Itosario n. 32, primeiio andar; sendo caplivo pa-
ga-se bem.
Precisa-se de dita* amas, urna que saiba cozi-
nliar c fazer o servico iolerno de casa, e oulra para
tratar de um menino : na ra do l.ivramenlo, casa
n. 20, segundo andai.
Precita-se de urna ama paia o trrico interno e
exleriu dn duas pestoas : na ra do Caldcirciro, so-
brado n. 1.
Preci saiba bem cozinhar. paga-la bem : quem pretender,
dirija-se a ra do Vigario n. 33.
Precisare de um moco porlugoez para feilor
do legenda Bombn : na ra da Madre de Dcot,
loja n. 34.
Oflerece-se um moen para holeeiro : quem
quizer aununcie por este llianu.
' S da I.- do crrente, pelas 7 horas da noile,
foi apprehcudido un. carillo com Mngalha por an-
dar vaguido no campo de palacio velho ; quem for
teu venadeiro dono enlrnda-se com o soldado de
cavall.ria Anlonin Joaquim Candido, que dando ns
signaes, Ihe ?er entregue dito cavallo.
Offerece-se umiama: na ra de Moras n. 52.
Precisa-se de urna para o trrico inlcrpo de
urna osa de pouca Tamilia : uo aterro'da Boa Visla
n.fiO.
AlBKI-se una casa prra pas>ar a fesla. na
lraves>a do Monlciro. a margem do rio Capibaribe :
I quem pretender dirija-se ao Poro da Panela, laber-
na dn Sr. Joaquim Ignacio da t;osta, a halar com o
! metme.
-.] O Dr. Ribeiro participa ao pu- @
Q blico pie clicgou do Ceara", e con- ^
,] tinua a residir na mesma casa, ra gB
^da Cruz n. 13, segundo andat. ftj
Precita-se de nina ama para rasa de ponca fa-
milia, cnmpotla de duas pessoas na ra das Cre-
sol ca?e isrrea n, LI.
Hospital Todos
os Santos,
da veneravel Ordem Ter-
ceira de San-Francisco.
Pata o mesmo hospital precisa-se de
um enfermeiroc unta enfermara, aquel-
le de nossos irmaos casados sem filbos
que pretenderetn o lugar, cojo ordenado
lie dciiO.s'OOO para ambos e mesa, diri-
jam-se ao innio ministro Flix Francisco
de Sou/.a Magalbes, morador no largo
do Carmon. ili, assim como precisa-sede
um servente para o mesmo bospital.
Urna pessoa mm litbililares necessariat para
cscriplurar commercialmcnle, te offerece a quem e
queira utilisar de?u pretiino : podera' ser procu-
rado no Becife, ra da Cadeia Velha, loja n. ti do
Jo,lo Baptitla Fragoso, e em Santo Aulonio do Ps-
telo, loja n. 3, do Coelho.
lili Vt)ip DE GBATIDO.
Desengaado dos socrorros mdicos, volido ao
desprezo dos homeus. e entregue ouiramenlc a ren-
tada de Deot, meachava eu carpindo o mal da mor-
pha com todos ot seus hurrnret Porm una mao
bem fazeja, om coraran caridoso e nimiamente affa-
vcl veio em meu soccorro, e como que mandado pe-
lo Altissimo, salvoo-rue dessa Iritle e peuivel silua-
c.lo, curando-me radicalmenle. Esse homem que
rhamtre um aojo, he o Sr. Manoel Borges de Men-
donen, a quem aero, abaixo de Done, o meu resla-
belecimenlo ; e como nao Ihe peni pagar por outra
forma, ltenla a miuha falla de meios, recorro a
prelo, para por meiu desle annuncio manifestar-lhe
a miuha gralidao, e rerommenda-lo a lodos quanlos
soOrerem o mesmo mal. Becife 2 de novembro de
IHob.Manoel de Barros Paleto de Lacerda.
Lithographia.
A ollicina lilhograpbica que exislia no caes de
Apollo, casa de viuva I.atierre, icha-n transferida
na ra da Cruz n. 35, aonde seu dono esla promplo
para executar todos o trabalhos concernentes a sua
arle, como facturas, conlat, lellras de cambio e da
trra, conhecimenlos, registros, bilheles de visitas,
eliquelat, e qualquer Imprcale dourada, praleada e
de cor.
Lotera
o Rio de Ja-
neiro.
Jlojc devem ebegar as listas da loieria
67- da Santa Casa da Misericordia, pelo
vapor brasileiro San-Salvador : o res-
tante dos bilheles acham-se a venda na
loja da ra do Crespo n. 1, junto a<> ar-
co de Santo Antonio.
Companhia do
Beberibe-
Oescripturario da Companhia de Be-
beribe Marcolino Jos Pupe, ainda con-
tinua a agenciar a venda e compra de
accOes da mesma companhia, mediante a
urna pequea gratilicacao : podem diri-
gir-se ao escriptorio da mesma, ra Nova
n.7, das Has ." da tai de.
Aluga-se urna casa grande para pssar-se a fes-
la, na freguezia da Varzea junto a povoic.o : quem
Ihe convier dirija-se ao segundo andar do sobrado n.
2, na ra de Hurtas, que bola o litio para o pateo
do Carmo, que ah se dir' quem aluga.
Precisa-te de urna pessoa para cozinhar e en-
gommar em casa de ponca familia, do lenle coro-
nel Vilella. Na mesma caa sedira' quem vende 50
mergolhos de parreira muscalel a ,"iO0 rs. cria um.
folliiiiias
PARA 1857.
\iliam-se a' venda as bem conbecidas
folliinhas. impressas nesla l\ pographia,
das seguintes qualidades:
FLIIIMIA RELIGIOSA., contendo alem
dos mezes, a bibliolheca do ebristao
brasileiro, que se compoe de ora*
edet quotidianas, methodo de assistir a
missa e cc.ilissao; cnticos, psalmos,
hvmnos, ollicio de Nossa Senltora da
Conceicao e muitas outras oraees de
grande ment, preco......."i20
DITA DEVABIEDADES, a qual alem dos
mezes, conten? artigos de agricultura,
nocOes de sdencias, artes, lei dos cir-
cuios, tabella de itupostos, e regulamen-
lo de af'ericao, ele, etc., preco. T>20
DITA SIMPLES, contendo altm'dos me-
zes, a lei dos circuios e varias tabel-
las de impostos geraes, provineiaes e
municipaes, prero........ 2V0
DITA DE PORTA,' a qual alem dos me-
zes tem e&pUcaces das indulgencias e
excommunlies, etc., prero. 160
DITA ECCLESLASTICA (ou'de padre),
elaborada pelo Rvd. Sr. Penitenciario
da S de Olinda, segundo as regias
da igreja, c leis conbecidas a res-
peito, preco.......... i-00
Todas estas olliinlias sao impressas em
bom papel e excedente typo, e vendem-
se em porcao e a retalho: oa livrara da
praca da Independencia ns. i e8.
AfflHA
Triumpha.
Na confeilaria de Pinto & Irm.lo, roa da Cruz n.
21, receberem ltimamente de Franca um lindo sor-
(iinenlo de ligura de ramos para oivas, e ootros
objertos de gomma, o mais delicado que be possivel,
para as tenhorat que cufeilam ,bandejas, ditas para
prnsepes, urna porfa de amendoas confeiladas, c
cai.iiihas para se encherein, o mais 'ico que se po-
de achar para so brindar ; rs mesmot apmmptam
qualquer ciicnmmendas de holiuhos e doces para
bailes e calamento, cum prumplidlo e atteio, para
qualquer parle que os compradores quizerera, por
precos cemmodos.
DAGUERREOTYPQ,
SYSTEMA NORTC-AMEKICANO,
Aterro da Uoa-Visla n. i, terceiro andar.
0 artista proprielario deste estabclerimento, leudo
chegado hontem no vapor algeirette', desde boje
I.' de dezembro, p.e de novo a sua galeria e olli-
cin a disposicao do publico, os melhores processos
desenlenos c pralicadot pelos norle-americanos s1o
empreados pelo artista, a que assegura a pestoa que
se retrata mu pouco incommodo, e um retrato per-
felu e loalleravel. Na mesma cata etiste o maia
completo c variado sorlimenlo de caixas, quadros,
passe-par-tous ejuias de ooro para a collocarlo dos
retratos.
Permota-so por urna escrava que saiha cozi-
nhar o diario He nma casa c engornmar,ainda vol-
lando-e o que for de razao, um escravo de nacao
angicD de meia idade bastante forle e sadio, apio
para sereos gresseiros, garantindo-se o aluguel de
l(>i?000 mensaesjpelo-i scivi^osdo mesmo : a tra-
Ur na ra de Apollo armazem n. 13.
das loteras, na na da
Aurora n. 'i6, primeiro
andar, os bilhetcs, meios
e quartos, da segunda par-
te da segunda lotera a be-
neficio d) convento de N.
Si nliora do Carino, cujas
rodas andan, no dia 11 de
dezembro. O mesmo Sr.
thesoure.ro manda decla-
rar que existe urna comple-
ta luimeraeao de biltietes,
donde se pode melhores-
e.oliier a sor te, t espera a
concurrencia dos Nis. jo-
g: dores, para animarem
as loteras da provincia,
visto que as ultimas teem
sido sempre extrahid sli-
cando grande porefi de
billietes por vender.
Thesouraria das loteras
29 de novembro de 1856.
Jos .? anua rio Alves da
Maia, escrivao das lote-
iras.
r ao rauco.
^ Wo annazera de fazendas baratas, ra do
Collegio n." S,
vende-se um completo sortimenio de fa-
zendas finas e grossas, por mais barato
presos do que em oulra qualquer parte,
| lauto em norces como a relalho, affian-
gj cando-se aos compradores um s preco w
j para todos: este eslabelecimento abrio-se 5
>gl de combinaco com a maior parle das ca- s
gg sas commerciaes inglezas, francezas, alie- v|
^ mos e suissas, para vender fazendas mais *
gg em conla do que se tem vendido, e por isto S
B oflerecem elle ipiores vantagens do que tt
*J outro qualquef; o proptietario deste im- tt
portante eslabelecimento convida todos I
S os seus patricios, a ao publico em geral,
H para que venham (a bem dos seus inte-
B resses) comprar fazendas baratas: no ar-
Dg mazem da na do Collegio n. 2, deAn-
14 ionio Luiz doi Santos & Rolim.
r.siando nnpressos os recibos para a cobran-
za da subscripeo do volu me dasminlias poesas,
que ser publicado em marco do anno vindouro, se
me faz preciso declarar para esclarecimenlo dos
meus prestrnosos amigos, que generosamente se
prestarem ao pedido que Ihes fiz ha pouco uesle
Diario, de adiantr-mea diminut quanlia que
subscreveram ; e vem a ser : que o abono do pape|
feilo pelo coronel Menezes nao he suflicienie, para
que possa teceber as 100 resmas de papel, que lia
de chogar em fevereiro do referido anno de 1837,
por quanto diz a sobredila caria de abono, que no
caso de eu nao salisfazer inmediatamente a quanlia
constante da factura, o socio e gareule da casa N.
0. Bieber e C. Ihe participe, para mandar salis-
fazer o seu importe, o elle receber o papel encom-
tnendado, donde se v claramente, que s satisfazen-
do loda a importancia das referidas 100 resmas de
papel, podorei conseguir a mpiesso do volunte
das poesas annunciadas.
Ora, quem ate o presente tendo estabelecido urna
typographia com tres prelos.na ra do Passcio Pu-
lilico n. 19, o comprado muitas fonles de typos no-
vos ; typos que podem compor 20 peridicos e di-
versas obras avulsas.nao lem podido al hoje colher
bom xito, como poder imprimir 2000o exem-
plares de um pequeo volunte- de poesas, sem oh-
terdeseus amigos o adiamntenlo deesa diminua
quanlia ? Os assignanles hojj ja excedem de 1500
a visla do enihusiasmo e dedicarlo que te teeai ma-
njfestado na briosa academia, no collegio dosirtes,
cera alguns negociantes desla praca. Ni cidade de
Macei j voluntariamente subscreveram cenioc
lanos, e hoje cora a ullima publicacao da cancao
denominada O juramento teem surgido como
por encanto, novos apologistas, que medao o* pa-
raban* pelo bom resultado desla minha empreza.
Agora lembro de passigem, porque motivo as
Exms. Sras., que conslituem as grabas do dia c au
doliciasda noile, nao se preslam a subscrever para
a publicado de urna obra, qne Unto exalta suas
sublimes virludes e formosura ? Nao sao os oos
da cadeia do mais aprehensivo e melindroso sexo,
que faz a gloria, delicias e doce ornamento do ho-
mem ? O homem nao nasce de seu ventre, para se
suspender de seu seio? Sua bocea deliciosa nao pro
fere palavras mgicas, que adormecem todas as do-
rose geram todos os prazeres ? A niturezi do ho-
mem nao he o rellexo da historia de to bello, de-
voto e sensivel sexo ? Deve-se por conseguinle a-
doptar a estupida doulrina, de quo s interceptan-
do-se as Sras. a propria luz, se consigueria evitar o
seu deslumbramiento fechando as .-mollas das casas,
ondo devem viver e morrr ? As senhoras, diz a
condessa de Remusat, nao tem senao acliridade in-
terna : sna liberdadehe miis pacifica,que a dos ho-
mens, ellas sii leem por inimigo o seu proprio cu-
rasao.
Em verdade, sempre pira as grandes emprezas
reclamaram-se os maiores esforcos : os protectores
das obras luteranas cm lodos os tempos se denomi-
nara! egides dos fructos da inlellgencia ; convem
portante, que lodos em geral, subscrevara, pira a
publicacao de urna obra, qne lano electriza os co-
rar-Oes sensiveis. As bellas) Pernambucanas devem
de imitaros exemplos das alTecluosas cIlustradas
bahianase fluminenses.0 Lacharel formado.Jou
c Barros Falcao de Albuquerque MaranhSo.
CONSULTORIO H0M0FA-
IIIICO.
I) DR. CASANOVA.
28roa dus Crqzes28.
Nesle consultorio ha sempre para vender
, os mais acredil.vlns medicamaulu homu-o- W
^ palhicot de CATELLAN e l,\ l-.IIKH, tanto
r^ cm tinlurat, como em globnlot, e o mais aja
.'. em conta nottival. "
i3
f


lubot ti? Hke 10)000
1(W 12T oOUtl


i.}
PROVINCIA.!
U Sr. ni soureiro da
loteras manda fazer pu-
blico, que estilo expostosj
a venda, na thesouraria
da -2'i
de :> i> 15? 18 e 90SJ0OO
de IX .i IH--5 ISt e iMXlUO
de ll i) 220 '*) e 30*0011
r3 Tobos avulsot M, 800, e 15000.
fe I onca de linlurn ;i rscnlher 9000.
w Lim.ulias lodos ot dias gratis para ot po
"-..* brea.
.;* ....... .^v *''--*, > vtk <*- ,-t. *>. *vtv
W?-..;-.;.vJ ... "... .^yv -.,.>.. i;..-...'
lECHiliSIO PiR m*
NA FUNDICAO DE FKRKO DO ENGE-
NHEIRO DAVI W. BOWMAN. rtA
RA UO BRUM, PASSAXDO O vJIA
FARIZ,
ha sempre um srandcsnrumenln dos legaiolM oh
j-clcs de mechenimei proprioi para angennos, a sa
bar: inuendat e meiat moeudat da mais modern
ciiuslruccao ; laixas Je ferro fundido e batido, d
superior qualidade e Je lodos os lamanhos ; roda
dentadas paraaaua ou animaes. de todas as prnpor
ees; crivos e boceas de fornalhae regiatru de bo
eiro, aguilhcs.broiues.parifusos ecn\illi6es,mui
nhos de mandioca.ele. ele
NA MESMA FLNDICA'O.
te execnlamlodasasenrommendas com a superior
riderJejaeooheeid ccom a devidapiestczne eeeo-
modidide em preco.
Naval has a contento.
Continua-te > vender;. s.-iinn o par(preco lito1 e
j bcmcnnhccidasiiavalhat deharba.feilas'i.eloba-
bil fabricante que basido premiadoem diversaset-
pnsicet: vendem-se com a condijSo da uao agra-
dando poder o comprador devulve-lat ule :10 dial
dcnni .1 i nrniir.i .r e--l 11 ni ii.| ,. a i rnnorlancia: em
casadeAuiiiitoC.de Abren, na ra da Ctdeia de
Kecife n. 30.

..



OlftSlt) |t FttUtii|R I S XTA FEA 5 di ihZEM ftfl II 1856
DEPOSITO DE L1VR0S BOTICAS HOMEOPATl CAS.
uo
m^z^9vmnt
iifj]
/BX9IUO
O Dr. P. A. Lobo Moscoso, temi de fazer urna viagem dcixa a Na botica sol) a
ilirecQSo de pessoa habilitada e de inleira prohidude, e um deposito na lojade livrosdo Sr.
Manoel Nogueira de Souza na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Magalhfies Bastos.
titECOS FIXOS.
Botica de 12 tubos grandes. 10/000
Dita de 24 a ... 15S000
Dita de 36 ... 20- mu
Dita de 48 > ... 250000
Dita .Isiiii ... 3 Manual de medicina homeopatbica do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina........ io-hoo
Medicina domestica doDr. llenry......... 10JOOO
Tratamento do cholera morbus.......... 2/Oo
Repertorio do Dr. Mello Moracs......... 6*000
I
* s
MBU8 PRECIOSAS-9
jjj Viere. de brillianles, $
.*' diamautese perolas, pul- *
ceiras, alfinetes, brincos m
B e matas, holoeseanneis *
m de diflereules cosi-, e ilc ^
* diversas pedral de valor, i
.* ~ Hj
:2 Compram, vendem ou j*j
as Iroeam prala, ouro, bri-
> Ihantes.diarnaolesepero- $
K las, e oulras quaesqner a
^ jolas de valor, a dioheiro
v ou por obras. jjj
BijK:: : g* > s**
IOREIRA k DDARTE.
LIJA di omm
Ra do Cabuga n. 7.
Kecebem por to-
dos os vapores da Bu-
ropa as obras do mais
moderno gosto, tan-
lo de Franca como
* OL'RO E PRAT.V
* __ tfr
i-
y Aderemos completos de .
+; ouro.meiosditos.puleei- *
J ras, alliDcles, brincos e *
i; ro/elas, conloes, trance- *;
.*; lins, medallias.correntei *
> e enfeiles para relogio, e >?
... oulrosmuilosobjecloade .;.
j Apparelhos completos, B
^ de prata, para cha. ban- J
4 dejas, salvas, easliraes,
ffi colheresdesopaedech, jj.
J e muilos oulroi objeclos *
9? de prala.
V ?' '.:* S '?" 3fi '?: *' 98ll!f&
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre$o eouimodo como costumam.
STRADA DE FERRO
Aliisa-sealoja da casa da ru da Aurora n. 5:
onde fot oflicina do fallecido inarcineiro llenriques
Jiiem pretender ilinja-se ao Sr. Joao Pinto de Lemo,
uninr, no seu escriplorio, oa casa de sua morada,
| na ra da Aarora.
Companhia
Pcrnaiiibucaiia.
do Recife San-Francisco.1
(Terceira oliaiada.)
Os directores da compaohia da-estrada de ferro do!
Heeife a S. l-'rancisco, (em feilo allerceira chamada '
de 2 libras esterlinas, ou lis 179777 sobre cada te- ,
rao na dila companhia, a qual dev* ser pasa ale o I
dia K de Janeiro de 18.T7, na Bahia, cm casa dos
Srs. S. Davenpart > t.. na corte, em casa dos
Srs. Mana Me. (regor C., e em Pernambuco, no I
escriplorio da campanilla. O accionista que nao
realisar o pasamento dentro do termo indicado, po-,
dera' 'perder lodo direilu as aece* sobre as qnaes o
dito pagamento niio s* (ver eflecl'iado, e em lodo
raso lera' de paaar juro na raa de 5 por cenlo ao1
aono, e de nin receber juros ou divi-lendo da com-
panhia, polo lempo que decorrer entre o dia indi-
cado para o pasamento e a sua rcalisac,jto. Nenhum
nulo de Iransferencia pode ser resislrado depois do
da 8 do crrenle, anles do pagamento da chamada.
Por ordem dos directores,
S. P. 1'erekcr,
The*oureiro.
Heeife 3 de dezembro de 186.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Esiabelsrida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C., tero, a honra de in-i
formar aos Srs. negociantes, prnprietarios de casas,
ea quem mais convier que estao plenamente au-j
orisados pela dila companhia para effeciuar segu-1
ros sobre ediOcios de lijlo e pedra, coberios de
telha e igualmente sobre os objeclos que com verera j
os mesmos edifeios quer" consista em mobilia ou \
em fazendas de qualquer qualidade.
. ^^^^'^^t^r^W''1
i. JA^JE, DENTISTA, l
% contina a residir na ra Nova n. 19, prir.iei- 5
0 ro andar. 0
^iftOAOltt^S
Ensina-se a pilolagem ibeorica, pralica, e
curso mathemalico, e franee/., comas para o com-
nercio; a tratar na ra do Nogueira n. 7.
1 Fabrica de fiar e
} tecer algodao.
A sorie.lade em commandita, Amorim, I aria,
duerra c< C'., por delibera^o lomada por 101 dos
seas socios, subscriptores de OOSOOO a :>:OiKi->i>iHi de
riMs, dos que fflecluaram o pasamento da primeira
i'i rsi.iiM". iem resolvido mandar a Europa o seu
socio Dupral, para ir procurar os riscos, plase in-
' i uianies definilivas, e noregresso deslc, dar come-
'.' > a adiucacao da fabrica e suas dependencias.
Em virlude do art. :'.!! dos estatuios, a sociedade
deliherou que cunlimiaria a admillir novas subs-
enpeoes, nuescriplorio danociedade, provisoriamen-
te em casa do Sr. Manoel Alves (joerra, ra do Tra-
piche n. H, I." andar,em lemos a aosmenlar-se o
-ipital social, aliin de que, a fabrica possa ser fcita
desde sua fundado, com maiores proporcOes, e eou-
seqoentemente facilitar maiores lucros;'devendo as
novas Mrigaaterai, sorcm realisadas com as presta-
roes ja' efTcctnadas pelos prirneiros socios.
A_ primeira pn-siar.lo realisada al hoje, lem sido
de ."> por cenlo do capital subscripto.
I'errmnburo 12 de noveinbro ue ISifi.
Jmorim, Para, Guerra & C.
Ossenhoresqueiuhscreveram novas acres desla
companhia, Ao convidados a entrar com primeira
presiHcao iie :l por ceulo, no prazo de UO das: no
escnplorio do Sr. Anlonio Marques de Amorim, ra
da Cruz. Recife 18 de outobro de 1856.Manoel
Alvcsijuerra, secretario interino.
Hada i na liosa Hardv,
modista brasileir.j
Ra Nova n. 34.
lem a hoara de annunciar ao respeilavel publico
que receben de Franca pelo navio ultimo chesado,
um rico sorlimenio de chapeos de seda para icnlio-
ras, dilos dcse.la e depalha, de forma nova, da ul-
inn.i moda para meninas de 2 a (ianuos, um grande
e variado sorlimenio de enfeilos para cabeca de se-
ndera, de llores, lila e Troco, corles de vestido de
scd.-i branco, diios de cores, srosdenaples de difieren-
tes cores, corles de vestidos de E"<;a de seda mnilo
modernos, e muitas oulras fazcnda's. Na mesma ca-
sa compra-se urna escrava mora e rccolhida, que cosa
nam e engomme.
Precisa-se para o serviro inlerno e externo da
urna casa eslranseira, de um preto: a quem Ihe con-
vier dirlja-se a ra da Cruz n. 4.
Precisa-se de um bom criado c pasa-se bem
agradando o seriiro e comporlamenlo : a tratar no
campo do Hospicio junio ao quarlel casa do desem-
bargador Mflndea da Cunha.
Deposito
DE
Conlinua o deposito do becco do Gonralves, arma-
zem n. 1, a eslar supprido de sabilo "superior, da
muilo arredilada fabrica da viuva de Delphino Gon-
ralves Pereira Lima, vende-sea riinheiroa vista, sem
descont, pelos preros ahaiio declarados :
Amarello l. qualidade 100 rs. a .
Cinzenlo 70 rs. a .
%
Ck*tri|iAiiliia de seguro con-
traa inortalidade dos es-
cravos estabeleeida no
RIO DE JANEIRO
C.VPITAL ,()00:000.s-000.
Aytwia /lio/ de Pernambuco n. 13 ra do Cretjio.
Panar-se-ha sobre a avaliacao de 1 :<>003000 ( e
m.ii>im menos em proporcao de outro valor) inclu-
sive o sello da apolice ele.
Da idariei.
I>al2alenlr;.r aos 40 annos S89IW por anno.
As coudiroes jaipressaspoderao ser procuradas no
escriplorio da csrnpanhia.
Oar-se-ha consullassralisaos tscravos segurosdat
:' para lo horas da manhaa, no escriplorio oa com-
panhia.
-
()s abai\o assignados, com loja de ourives na ra
ao t.ohnsu n. 11, confronte ao paleo da malriz e ra
ivova.razem publico, que eslao rerebendo conlinua-
ilamenle as mais novas obras da ouro, lano para
enhora como para homens e meninos : os presos
conlinuam razoaveis. e passam-se conlas com res-
pon.abilidado. especificando a qualidade do ouro de
I* ou ISquilales, licandoassim sujcilos os mesmos
por qualquer iluvidaSerapbim A IrmAo.
Precisa-so de urna ama Torra 00 captiva para
lodo o serviro de una casa de familia ; na ra No-
va, sobrado n. >:), segundo andar.
AerJcao.
O ahaiio .sisnado, arremalanle ilas aferiroesdo
municipio do Kecif. scienlilica a quem convie'r. que
lem e-lahelecido o ;:eu escriplorio-no paleo do Terco
n. II., aonde dar' evpedienle das 8 da manhaa as
:j da larde.Jos Custodio Peinlo Soma.
Seguros contra
o fogo.
sr^
iiemista mmu. $
];aulo Uaignoax, de >olla .le sua viagem e
.-.t a fcuropa, e|;i morando na ra Nova 11. ^?
- Na coche.r. n. 33 da ra das Flores, ,,e foi
.1,..,oado J,c Man B^ea, eonliot- a receber
carros e cavallos pata tuardar e Iralar, o do 1.- de
dezembro em d.anle h*>era'sempre carros de alo-
3os^u"zes'!nPr0,,,e,lt-SeS"Vr bem
O Sr. Joariuim Jos Marques, que
mora por detrs da fundicSodo Sr. Starr
cm Santo Amaro, queira mandar a esta
lynographia, a negocio que Ihe diz res-
poito.
Nesta tvpograpbia'prcctsa-w (aliar
.10 Sr. Rento A. R Tapinamba', quemo-
roa ou leve toja no pateo do Grumo.
Pela mesa do consulado provincial se faz
puhlico.que do primeiro de dezembro prximo vin-
^douro sT)rincipia conlaros 30 dias uteis para o
p5gMBeiii.i, a Imi-ca d cofre, da decima dos pr.-
diosurlk -sdas Iragaesias desla cidade edades
Afogados os qu.es incorreran na mulla de
3 0|0 lod' deiarem de pagar eus dbi-
tos.
C o m p a n h i u y o rt hern.
CAPITAL. 1,260,000Estabclecida
orn 1830.
Para eflectuar seguros sobre propre-
aades, mercadoriat, mobilia e {teneros de
quasi toda a qualidade. Premio de |8
ate 1|2 0(0 ao anuo.Agentes, C. J.
Aitley & G.
No dia 18 de novembro de ISjfi. do ensenho
narra de Canavieira, comarca de Nazarelh, provin-
cia de 1 eniamburo, usio nm mcu cscravo por no-
me hranrisco, com os sis-iaes sesuintes: mualo ca-
ro, boa altura, sroo, fallas brandas, humilde, ladi-
h. 1 f*"*" ". Ca*C- uarb". Ja Pinta as
uarnas, tm So annos de idade, lem urna costura em
cima do 0II10 sobre a lesla, parece-me qoe da parle
direila, provenienle de um cooce de cavallo qua le-
voo, cosluma andar com a cabeca amarrada com
lencos para nao se vi- a morca, ha B mezei que cra-
voi. um espinho ,|c cardero sobre o joelho do que
nanea. Irabalba mais ou menos de carapina, e tam
bem de1 mostr de Manear, he aladroado e eosla de
HE.! 1" 0""1*' nm n""u Vlao alasflo, frente
aberlo, calcado, capado, estradeja pujando urna per-
H, tara da 8 a !l .inos d- idade : quem o premier
e me rnlresar sera bem paso de .eolrahalho.no meu
ensenho, ou em cas. de Jos llaplisl. Kibeiro de
rana, ra da Cadci.i n. ).
Antonio Manoel Gaila.
AOs .Sis. estiiclandes de
preparatorios
0 bteharel formado A. R. de Torres Bandcira
professorde lingua franceza no (ymnasio Provin-
cial do Pernambuco, lem abertal um curso de rbe-
toricae potica, assim como de lingoa franceza, e
da geographia, e breve dar comeco a um curso de
philosoplna, e lambem ao de lingua ingleza : os
Srs. esludantes que se quizerem matricular em
qualquer destes cursos podem procnra-lo desde ja,
,em a casa do sua residencia, na ra Nova, sobrado
n 23, seijiiinlo andar.
Precisa-se para o sirvico interno de urna ca-
sa da pequea familia, d* ama mada(forr ou cap-
, liva) que saiba cozinhar, paga-e generosamente :
na ru.i Imperial sobrado annexo a fabrica do sa-
ILao.
Na ra larga do Kosario, esquina do becro do
Peixe-Frilo, no segundo andar do sobrado n. 9,
cczinha se para fura com todo asseio, pcrfeico e
proniplidilo e lambem se ensomma : ludo por preco
mais commodo do que em outra qualquer parle.
m*
&
S*M
M
365000
188000
18000
9550(1
69000
49500
48000
99000
Ricos chales de louquim da India a
Ditosde merino bordados de velludo a
Ditos de ditos bordados om 2 pontas a
Ditos de dito bordados em 1 pona a
Ditos de dito com lisia de seda a
Ditos de dito com franja de seda a
Ditos de dito com franja de la
Romeiras de retroz matisadas a
Ricos corles de vestidos de seda lavrada
Cortes de vestidos de seda brancos a 359000
Corles de di los de seda de quadros a 288000
Grosdenaple de cores encorpsdo ocovade a 28800
Mauritania de seda com vara de largura
o covado a 18000
Chaly de seda com Horesmalisadas o co-
vado a 18280
Lr-elina de seda com listas matisadas o
covado a 18100
Duqueza de seda de lindo gosto o cova-
do a 1S000
Fular de seda do quadros e lisias o covado a lvOOO
Frandelina de seda de quadros o covado a 15000
Seda esdoceza de cores o covado 15000
Chaly de quadros de todas as cores o co-
vado a 900
La e seda para vestido cores escuras o
covado a 900
Cassas urlandys novos padroes a vara a sOtl
Ditas francezas de cores finas a vara a 500
Mussulinas rom llores matisadas o cova-
do a 300
Chitas francezas fines o covado a 300
Riscado francez com 4 palmos de largura
o covado a 210
Grosdenaplesdo seda plata cncorpado o
covado a 25400
Sarja preta verdadeira hespanhola o co-
vado a 29000
Sctim pretomaco para rollete o covado a 38200
Dito branco maco para vestido o cova-
do a 19500
Lencos brancos bordados finos a 19800
Corles de cassa de cor de salpicos 28000
Pulceiras de coral de varias cores a 19400
Palitos de panno prelo e de cor linos a 208000
Paulos de alpaca de cor e preta forra-
dos a 83000
Dilosde alpaca preta fina a 48000
Ditos de briin de cor a 39(100
Cesemiras de cor linas novos pailroes a 58000
Corles decollles de seda'ricos a 49500
Gravatinhas de seda de cores a 18000
Camisas francezas brancas decora 29000
Peilos de esguio finos para camisa a 19280
Colarinhos foilos brancos a 280
Camisolas, ceroulas, e meias de la
Cobertores de algodo grandes para 65(1 e 18200
Sedas de quadros com toque do mofo c
covado a 800
Plvora.
C\L E P0T.ISSA
&tmpt*&.
Compram-se apolices da Idivda provincial,
na ra das Flores n. 37 andar.
Compra-se urna casa terrea que tenha ,'lquar-
los. bom quintal, cacimba, na fresnezia do Sanio An-
lonio ou lioa-Visla : quem liver annuncio para ser
procurado.
&ent$.
Viiitiu do Porto
Na ra da Madre de Dos, toja n. :!i, vende-se vi-
nliu do Porlo de muilo boa qualidade. em barris de
). e 8.- ; e engarrafado das mclbores e mais arre-
diladas marcas seguinles
Duque1815 ) Em caixas de urna c duas
Real1834
Duque do Porto j duzias.
Na prac do Independencia n'. 1!) e 21, ven-
de-se urna parrilla de carnciros grandes, gordos e
muilo mansos.
Vende-se 1:0009000 em prala brasileira e hes-
panhola, com prcn.io de um por cenlo: no anoa-
zeni do Valenca, ra de Apollo n. 13,
Vendem-se i laixns para relinac,Ao e todos seus
perlencea.em bom elado, proptios para qnem quizer
principiar por ser lodo por diminuto prero : quem
pretender diriju-se a ra Aususla defronle'do chafa-
riz, taberna.
Vandc-se urna escrava crioula com alsumas
habilidades, cozinha o diario e Uva ; vndese mais
em conla em razio de adiar-.e alsuma consa adoen-
lada : a tralar na ra da Praia n. 3.
Vcndem-se linsuicas do reino muilo novas a
(>S0 a libra : na ra dosMarlyrios 11. 36.
Vende-se a taberna da roa da Koda n. 18 : a
tratar na mesma.
Vendt-se uina negra : na ra de Santa Isabel
numero'.).
Antonio Jote de Castro vende plvo-
ra de superior qualidade a CIsOOOo bar-
ril : as. pessoas que quizerem dito gene-
ro, apparecam em o seu esetiptorio, na
rua do Vigario n. 51, para veras amos-
tras.
Saccas com fari-
ii lia.
Vendein-sesaccas com superior ariuha
de mandioca: em a loja n. 2(i da rua
da Cadeia do Recic, esquina do Becco-
Largo.
AO UAOAHISMO DE ROM GOSTO.
\ endem-se sedas esccete! de quadros,com qua-
tro palmos de larsura, hienda muilo soueriur a
13800. o coyado: na rua da Cadeia do HeciTi loja
de Manoel l'erreira de Sa, rsqoiua que volla para a
Madre de Dos.
DOCE DE CAJ' SECO E DE CALDA.
!>t rua da Florentina, defroule da cocheira, ven-
de-se bom doce de caj' seco muilo claro, e lambem
enfeilam-se hcelas pora encommendas, assim como
lambem vende-se de calda em barris.
Vende-se una porcilo de caixas vasias que fo-
ram de ceblas, e lem II palmos: na roa do Vigario
n. 2), trrceiru andar.
Vende-se nina caieche -rom 2 asscnlos para i
pessoas, em bom eaUdo de uso, forrada e p.nlada de
novo, .,'in ornos; bem como om lindo e rico carro
coupfl com lodos os RUI pcrlences, novo, do ullimo
goda de Paris, por prei.os muilo cnmmodi : para
examinar, na rna do Sol n. 1, e para Iralar dos ajus-
te., na roa da Cruz n. 3, em cisa de Amorim lr-
maof,
Vende-se o angenho Uaribeqainba, Iras legoas
aislante desta praca, pertencenle ro herd-iros do li-
nado rommriidador Jos Paulino de Albuquerque
Sarment, avaliado pelo compelnile juizo, na quan-
a de :.):0uOM)O0 : quem o prelenJer dirija-se a
casado leme coronel liarais, na roa da Cadeia
n. 22.
Vende-se um mnleque erioolo, de idade 11 an-
nos, e urna negrinlta de idade 1S unos, com prin-
cipio de varias habilidldei ; na rua Ilireila n. 3.
Vendom-se 2 lavatorios 1 i.,, redonda, I
mesinha de pos, l eadeira de batas, 7 cadeiraa e
I secretaria, ludo de amarello. e I comincla de
magno, no largo .le S. Pedro, q..... da na do Fogo:
para ver e aju \ piidc-se nina muala inora, boa criadeira e
deopinnos coslumes: qunn a qizr comprar dir-
jase a na Nova n. S2.
Vende-M urna mulequioha de 9 anno, jo com
principio de habilidades : no larso da Assemblca
POTASS S GAL IIRSEI.
No amigo e ja ben conhecido deposito da rua da
Cadeia do Recife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der muilo superior polassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e ral virgem do Lisboa em pedra, ludo
a precos muilo favoraveis, com os quaes ficaro
os compradores salisfeilos.
Claudio Dul>eu\ ende plvora, a I3s
cada barril de -2") libras.
Chesou a' taberna grande n. 20 ao la lo da i-
sreja da Soledde, um grande sorlimenio de motila-
dos das melhores qaalidaries e por pre^o commodo,
porisso convida-se a lodos o fresuezes que quize-
rem |ser bem servidos, a dirigir-se a esle eslabe-
lecimenlo para o acreditaren! ; acharAo manleiua de
varias qualidades a i0(> rs. e I9I2U a libro, vinho de
H>0 a IfflOO a garrafa, qoeijos muilo novos a 2? rs.
e 2*300. ena hyttra ,. perolaja 25100 o 392011 a libra,
paisas, lisos, ameivas, aroendoas, doce Ue soiaha,
marmelada, ludo muilo novo,linsuicas do srlloedo
reino, ricas canecas de porco para feijoada, e muilo
mais gneros de bom gosto.
PARA LIQUDAllAO.
Vendem-se na rua do Qaeimado loja n. 17 ao pe
da botica, chales de louquim da China, brancos. hor-
dadus em'las ponas, pelo barato preco de 20? e
SSfra, cada um. ou metade do pre^o porque sem-
pre se venderam,
Vende-se urna cabra, bicho, rom duas crias,
boa de Inte : na 'ua do padre l'loriano n. 68.
NOTAS ALPACAS DE SEDA ADA-
MASCADAS.
A 720 RES O COVADO !
Na rna do (Jueimado loja n. 17 ao p da botica
vendem-se alpac. s de seda adamascadas e de qua-
dros, vindas pelo ulliinn navio, proprias para vesli-
dos de senhora e meninas, ptlo barato preco de 720
rs. o covado, assim como cassas francezas de novos
gostos, chesadas pelo ullimo vapor, pelo barato pre-
co de (iiO rs. a vara.
Na casa que foi do consulado dos Estados L' ni-
do, defroule du Trapiche Novo, veude-se a mais ex-
pjcudida colleccao das melhores e mais acreditadas
obras de sran :es autores', impressas 110 idioma in-
tlez : os prelcndenles paris mesiuas podem com-
parecer na indicada casa, das 9 horas da manhaa al
as 2 da larde.
Vendem-se li esrravos sendo ."> prelas entre el-
las urna b .a eoiiobeira nm prelo on.ici.il de cartapin-
leiro,, lodos por p,ero commodo : na rua Direila
n. :t.
l\o aterro
Oa Bt>a>Vista numero 29.
vendem-se ehale de louquim bordados da India, di-
tos de merino bordados, ditos de lislras e ditos lisos,
seda forla-cores, sarja prela hespanhola, cassas fran-
cezas linas, flores francezas linas de Indas as quali-
dade*, eapailai defleresbranca proprias para noiva*,
llores de camelia e ditas de sipo, chapeos de soda pora
senhora, dilos da palha de Dalia para meninas, len-
cos de cambraia rte linho bordados finos, toncas de
todas as cori-s para haptisados, lilas de seda de todas
as qualidades, larsase cstreilas, trancas de scdalar-
sas e estrellas. Ql prelo de salpids, chapeos de pa-
liaba para senhora, pulceirasd cornaliua montada,
em ouro de lei, suarnir^is proprias para veslidos
Btanlo de filo branco bordado de cacando.
Na loja de Jos Anlonio Moreira Das, na rna
Nova n. 35, vende-se muilo bom salitre refinado a
89000 rs. a arroba, chumbo de iiiiinir.io de lodas as
grossuras, por menos do que em outra qualquer
parle.
Vende-se na roa larsa do Kosario n. 3"> autisa
loja que loi do Lod y lilas de selim lizas com alsuma
varia, mas muilo fortes proprias para amarrar cai-
ies .le charutos, assim como para ganhar dinheiro
vende em medidas c varas vvende-se varas a 20 e
O e (0 rs., pecas de 10 varas a 80 c 120 e 160 rs..
ai.un como se vende na mesma rasa muilas miude-
zas e quiuquilharias, ludo por precos muilo ba-
ratos.
Vendem-se Ires terrenos foreiros em Santo A-
maro, lodos com srlecenlos palmos de frente para
estrada nova de l.uizdo llego, e com fundos para o
oeste al 640 palmos, confrontando pelo norte com o
sitio do Sr. Manoel Pereira l.emos, junio do aclual
hospital ndex, c pelo sul com o sitio do Sr. Jlo
dos Sanios Porto : quem as pretender dinja-se a
Vicente Alves de Souza Carvalho, rua do Trapiche
n. il, primeiro andar.
VENDEM-SE
hlalas minio novas a 1>O00 rs. a arroba : no arma-
zem do caes da Alfaudega n. .'!, de Paula l.opei.
Vende-se
Co\ins de linho brancos c de cores.
Enxadasde ierro, do Porlo.
Fio pnete.
Panno de linho.
Pomada.
Sabonetes franceses linos.
Charutos de San-Feiix, de diversas finali-
dades.
Archotes.
Sabao nacional.
Na rua do Trapichen. I(j, segundo an-
dar, a ti atar com Antonio de A. (ornes.
Vende-se muilo boa banlia de porro e alva, a
100 rs. a libra, Ionio em porcilo como a relalho : na
roa Imperial n. .VI.
Vende-se doce de caj' novo, caslanhas ennfei-
ladas, e toda e qualquer qualidade de doce, tanto
secco como de calda : na cidade de Olinda, rua de
Malhias Kerreira n. 12.
Vende-se um escravo de Idade 18 aunos : a
ralar na rua do Encantamento n. II.
A 5$ rs. a peca.
Pecas de alsodao de lislras com 44 covados, a .q
rs., com pequea avaria : na rua do Queimado, vin-
do do Kosario, segunda loja n. 18.
Chapeos de castor.
Superiores chapeos de carlor sem pello, chesadns
pelo ultimo navio francez a Olinda o de formas ele-
sanles : vendem-se na rua do Crespo n. i, em casa
de J. Falque.
Aviso as sen lloras.
J. Falque, rua do Crespo n. 4, vende chapeos para
senlioras, formas modernas, a 109 e 1j?j rs.
Espartilhos
na rua do Crespo n. casa franceza, ha um srande
sorlimenio de asparlilhoa de diversos (amanhos e
qualidade, que se vendem por menos que em oulra
qualquer parte.
A CIDADE DE PARS.
J. Falque,
r ji do Crespo ii. 4.
Itecehcu pplos nllimos navios vindos do Havre um
completo sorlimenio de roupas feilas as melhores
casas ile Paris, consislindo em casacas, palils, calcas
e |colleles de lodas as qualidades e feilins. e por me
nos preco que em oulra qualquer pane. Malas e
saceos para viaeem, lindas mesase caizinbas para
costura imitando z.iro, de diversos tamanhos e pe-
ras, e oulros muilos objeclos qoe se vendem por
commodo preco. Kicos chapeos deso de seda para
homem com lindos cabos de marfim e madreperula e
oulros d- dillercnles qoalidadrs.
Vendem-se pelles de cabra de loda qualidade,
por prero commodo : ua rua da Cruz n. .11, primei-
ro andar.
Em casa de Eduardo II. Wvatl, ru
do Trapiche-Novo n. (8, ha para vender:
A verdadeira grasa ingleza n. !)7, dos
fabricantes |)ay & .Martin.
Tintas em oleo.
Cabos da ltussia.
Vinho Cherry superior cm barris.
Agurdente de Franca dito.
l'i ucias e conservas inglezas.
Papel lino para cartas.
Livros paracopiai litas.
Ditas de lem branca.
Ditas em branco sortidos.
Papel para copiar cal las.
>, c"'T's<'k <^,..-*k..<-. <*v .-^rf^x^-. stv...-^ .*. SBbdaai
WVWWwWvJmo".;.-: .......-...-...-...;yV?
0 Em casa de Eduardo 11. Wyatt, O
-;.';- rua do Trapiche-Novo n. 18, ha ,'3
,S para vender, chegado no nlti- ._}
@ nio navio de Londres : ^-
^ "> pianos lories e elegantes de fa- '.}';
;.- bricante afamado, com seus per- !|
V-5 tences seguintes. *{
"f *carteiras para msica. '}
Z'S duzias de estantes para dita. '.
\ende-se polassa da Russia e americana, chegada
neslcsdiasa de superior qualidade; cal ile Lisboa
da mais nova que ha no mercado: nos scusdeposi-
d na rua da Apollo 0.1 A, e 2B.
Na rua do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-se vinho do Porlo da superior qualidade da bem
eouhecida marca I i W em pipas, barris e raias de
orna e duas duzias de garrotea.
Vestidos de
pli&nlazia
a mOOO rs.
Na rua do Oueimado, loja n. 17, ao p da botica'
vendem-se os mais modernos corles de veslidos de
phaulazia para senlioras, proprios da prsenle esla-
S."io, sendo de cambraia loda de seda com babados de
muilo lindas enres, pelo barato piafo de 123000 rs.
cada corle,assim como chales de louquim branco e de
cores bordados, por menos preco do que em oulra
qualquer parle.
]\ovidade.
AGENCIA
Da fundico Low-Moor, ruadaSenzala-Ho-
va d. 42.
Nesteestabelecimentocontinaahavar un com-
pleto sorlimenio de moendas a aeias moendas
para enfjriho, machinas de vapor e taixas da
ferro batido e coado de todos os tamanhos para
dito.
l'elo navio francez nOlinda, chesou urna novo
fazenda de la Iransparcnle de diversas e delicadas
cores, enm quadros de seda, propria da prsenle es-
laro, para vestidos de senlioras e meninas, e se
vendo |ielo barato preco de 640 rs. cada covado : na
rua do Oueimado n. 17, ao p da botica.
Muita Jtteii(;a.o
Ka rua do Crespo, loja da esquina, que volla pa-
ra a rua d.i Cadeia, vendem-se cobertores de loa
hrspanhes, lencos de cambraia de lislras a 100, ."4M>,
e 600 rs. cada um, corles de casemira de cor a 45,
e 5*000 rs., dilos prela a iSJOO e 8^000 rs., dilos
de briin escuro e amarello para eal(a a 1JH0, pan-
no de linho do Porlo, toninas de mesa e rosto, suar-
danapos de lod.is as quolidades, aloalbado adamas-
cado com selle palmos de larsura a IjliOO a vara,
corles de cassa chita a l$600 rs., e oulras muilas fa-
zendas por precos commodos.
Fama
Aoalcrro da Boa-Vista n. 8, ilrfrnnte da bonera,
lio chesado ii.n srande sorlimenio de '.odas as quali-
dades de seeros de molhados das melhores qualida-
des, por prero commodo ; por isso convida a lodos
os fresuezes que quizerem fazer sorlimenio para pea-
sur a lesla e serem bem servidos, dirisirem-se a esle
grande eslabalaeJmealO, que arharao verdadr quaulo
digo nesle anmiucin. Tamben) se vendem biscouti-
nhos finos ingle/es a 25000 a lala. e de dez para ci-
ma mais baraln, e urna porcilo de caixas vasias de
espermacele, azeile doce, licores, massas, cha, e ou-
lras ele.
Mar mellada.
Rua do Queimado n. .15.
Latas com fructas em conserva nnvamei te chesa-
das de Lisboa a 800 rs., c com marmelada lina a 6i
por libra.
ffi cadeiras para |)iano.
@-S@S O.!?-
OQ
Cebla;
l'ara liquidar se vendem muilo baratas : no ar-
miizcm de Anlnniu Aunes Jacome Pires defroule da
pona da allandesa.
O om pequeo
loque de avaria.
Pecas de madapoln a 2V>00 e :if)0OO rs., alpaca
de seda com quadros a 210 rs. o covado, vendetn-sa
na roa do Crespo, loja da esquina, que vulla para a
do C.deie.
* 160 risaco-
vado,
Rieeade escnr-o de qnadrinhos. proprio para ca-
misas e veslidos de prelas, vende-se na rua do
Crespo, loja da esquino, que volta para a rua da Ca-
deia.
VINABF EM BARRIS.
Superior a marca PRR c Falco & Socios, adia-
se a'venda no irmazem do Valenca, rua de Apol-
lo n. 13.
PARA ACABAR.
Na i ta Nova, loja franceza n. S, confron-
te a Camhoa do Carmo,
vendem-sc chapeos de seda para senbora, da ultima
moda qualidade, com um leve loque de mofo, pelo
bai .il 5-iinii prer;0 de 109 cada um.
CABKIOLET.
\ ende-se om ptimo cabriola!; para ver na co-
cheira do Sr. najoi Silveira, na ruada Cadeia de
Sanio Antonio ; e para Iratar na rua do Queimado,
oja de -niudezasda Boa Pama n. 33.
Superior eal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
anna/cmde Novaes & C, rua da Madre
de Deosn. 12, por preco commodo.
C.-i I <'e LishoM e [MitaiSN .
Na rua do Trapiche armazens ns. 9e
II, vende-se superior polassa da Russia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
inais nova rpie ha no mercado.
Em casa de llcnr. Brunn Cnmpanliia, na
ruada Cruz n. Id, vende-se cognac em camnhasdr
dalia.
Em casa de Saunders Brothers & C., praca
do Corpo Sanion. II, ha para vender o se;uinle :
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcatro de carvao.
Lonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo tizo para sacras.
Dito entrancado igual ao da Bahia.
E um completo sortimenio de fazendas proprias
para este mercado ludo por preco commodo.
Fai iliha de mandioca
Vende-se superior farinba de Sania
Catharina, em saccasquetcm um aiquei-
ie (medida vllia) por preco commodo:
no arma /.em de Novaes & C., na ruada
Madre de Dos n. 12.
43S500
Vende-seca Idcl.ishoaullimamen leehegada ,ai-
simcomopolassadaHussiarerdadiira : na praca
dnCorpnSanlo n.li.
Vende-se superior linlia de algodo branca e
de cores, em novelln, para costura : em casa d
Soulhall alellor Companhia, ruado Torree n. 38,
TAIXAS PARA ENGENHO.
fia fundipo de ferro de D. W. Bnwmann n'
rua daBrum, passando o chafariz,'' caclina ha-
ver um completo sortimeplode taixBs de ferro fun-
dido e batido de 't a 8 palmos de bocea, as quaes
arham--,> a venda, por prerjo commodo a com
promptido: embarcam-se oucarregaai-sa em acr-
ro sem despeza ao comprador.
sedas de
QUADROS ONDEADAS
A l#$00 o covado.
Chesaiam pelo ullimo navio fraurez sedas de qua-
dros ondeadas, de lido goslo, e vendem-se a 15200
o covado ; dao-se as amostras coro peohor : na rua
do (Jueimado n. 21 A.
Chaly de flores
solas a 800 rs. o covado.
Ka rna do Queimado n. 21 A, vende-se elialv de
flores solas e lislras, e dao-se as amostras com" pe-
uhor.
SEDAS DE
qtl (Iros lardos e niiuil-
nhos a l,00
covado.
o
Vendem-se sedas de quadros miedos e largas, pe-
drfles modernos: na rua do Queimado n. 21 A.
sedas de
quadros a 1.000 rs. o co-
vado.
Na rna do Queimado n. 21 A, vendem-se sedas de
quadros miudos. padroes rosos e escoios, pelo dimi-
nulo preco de IJOOO o covado, enres de orenline a
lOsOOO, mussulina a 360 o covado.
FK RE SFIIA
A 1,200 rs. o covado.
Na rua do Queimado ii. 21 A, vende-se folar de
seda, larsu, dcqnadrosde lindos i;ev|n- ; dao-se as
amostras com peuhor.
No trapiche do Ramos vende-se su-
perior Jacaranda'.
REMEDIO IMCOMPARAVEL.
eiogios
"berlose descobcrlos, pequenosesrandes, deooro
e prala, palale Ingles, para bomem e senhora, de
nir. uos melhores fabricantes de Liverpool, viudos
pelo ullimo paquete inglez: em casa de Soulhall
Mellor t Companhia, rua do Torres n. 38.
-\4og'ios de pateitie
inglesesdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a prerorazoavel,em casa de
AugustoC. de Abren, na rua da Cadeia
do Recife, armazem n. oG.
Na ruado Trapiche u. 1, escriplorio de Ma-
noel lveo Guerra, vende-se por commodo prejo o
sesuinle :superior vinho do Porlo *m barris de
oilavo, chapeos de fellio, e sab.ioamarello fabricado
no Kio de Janeiro.
151 VESTIDO POR SfOOO.
INovo c completo sorlimenio de corles de vertido
de chila de dillerenles padroes, cores fitas, pelo di-
minulo prero d* 2.; cada corle : ni loja de I porlas,
na rua o Queimado n. 10.
DEPOSITO DA FABEICA
iidiistria Peruambucafia,
RUA DO CRESPO N. 9.
A fabrica de sabao e velas de carnauba, es-
tabelecida na rua do Brum, tem estabele-
ciilo um deposito na rua do Crespo n. 9, pa-
ra abi nicamente dar extraccSo aos seus
productos, proporcionando assim a maior
coniiuodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, offerecem a
vantagens seguintes : sito ("citas com a car-
nauba simples purificada pelo meio do va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
queiniam com igualdede e uao asborram, e
nao fazetn murrao e dSomaiS luze mais cla-
ra do que as velas stearinasou de qualquer
composicffo, e que se vendem no mercado.
Fabricam-sedeti, de 7 e de 10 em libra, ven-
dendo-seem caixas que contem 192, 22* ou
3^1 velas cada urna pelo preco de 15/.
O sabao he branco, as materias primas
de que be fabricado s3o simples einofensi-
vas, o cheiro que deixa na roupa he agrada-
vel; rivalisa com o melhor sabSo hespanbol
e he superior ao sabSo americano, que se
vendo no mercado a 2i0 rs. a libra.
Vende-so igualmente em caixas de arroba
0 a preco de itiO rs. cada libra.
Os incrdulos comprando reconliecerSo
por experiencia a veracidade do que se an-
nuncia.
UNGENTO HOLLWAY.
Milhares de individuos de todas as nacOes
podem tcslemunhar as virtudes dcsle reme-
dio inromparavel, c provar em caso necessa-
rio, que, pelo uso que delle lizeram, lem seu
corpo e membros inteiramente s3os, depois
de haver empregado intilmente outros tra-
tamentos. Cada pessoa poder-se-ha conven-
cer dessas curas maravilhosas pela leitura
dos peridicos que Ih'as re'.atam lodos os
das ha muilos anuos ; e a maior parle del
las so tao sorprendentes que admiram os
mdicos mais celebres, guantas pessoas re-
cobraram com este soberano remedio o uso
de seus bracos c peinas, depois de ter per-
manecido longo lempo nos hospitacs, onda
deviam suftre aampulacao! Dallas ha mui-
las, que havendo deixado esses asvlos de pa-
deciuiento, para se uo submetterem a essa
operacao dolorosa, foram curadas completa-
mente, mediante o uso dessu precioso ae-
medio. Algumas das tacs pessoas, oa clusao
de seu n'coulieciinenlo.declararam estes re
sultados benficos dtanlc do lord correge-
dor, e outros magistrados, alim de inais au-
tenticaren-i sua olli i ido 11 va.
NiOguen desesperara do estado de sua
saude se tivesse bastante conlianca para en-
saiar esle remedio constantemente, segiun-
do algum lempo o Iratamculo que necessi-
tasse a natureza do mal, cujo resultado seria
provar incontestavelmente : Que ludo cura1
0ungucnlo lie u(i(, tnapariicularmenie
no* seguintes casos.
flnllammacao da ma-
Alporcas.
Caimbras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca.
das cosas.
dos membros.
Eiil'ermidadcs da cu-
lis cm geral.
Eufermidades doauus
trupcOes escorbticas
Fstulas no abdomen.
Fraldade ou falla de
calor as extremi-
dades.
Frieiras.
Cengivas escaldadas.
Inclia^es.
Iiillammacodoligado
da bexjga.
triz.
Lepra.
Males das pernas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de mosqui-
tos.
I'ulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracoes ptridas.
linha, em qualquer
parte que seja
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea,
do ligado.
"7 das arliculacocs.
Veas torcidas ou no-
dadas as pernas.
P
V
kira.
Esla rica fazenda de li palmos de larcura he inlei-
ramenle nova em Pernambuco ; fabrirada no relesle
imperio, de caja capital lira o nome, he de mis pa-
dioMlindiasiaieieainda nSe filloa ate agora >en-
de-se polo baraliMinvp preco de 2,liOU o covado na
ru do Uueimado n. 7, loja da estrella.
Moinhosde vento
com bombas derepuiopara resarhnrlasebai-
\adecapim:na lundicaode D. W. Bowman.
ua rua do Brum ns. 6, 8 e 10.
\ ende-se este ungento no estabelecimcn-
w geral de Londres m. 24*. ablraod,. c na
loja de todus os boticarios, droguistas e ou-
lras pessoas eacarregadas de sua venda em
loda a America do Sul, Uavana e liespanba.
Vende-se a 80o rs. cada bocctiiiha,conten
urna niiiruccao em portuguez paia explicar
o modo Ue liier usodeste ungento
O deposito geni I he em casa doSr. Soum,
pnarmaceulieo, na rua da Crua n. 22 em
Pernambuco.
Xa loja da boa f. vende-se muito barato,
lauto aspessoas da praca orno aos fic-
guezes do malo.
Madapolao n. tal-n peca, dito entre fino
a 3JC00, dilo dito a 3/300, algodaozinho liso
de
pardo I
lito;
dita
adn
cortir
as i
I pt
icorpado de 20 jardas a 2/880 a peca dito
2 a *70. dito dito dem dem
. algodo de lislras a 160 rs. o cova-
cbitas finas para coberta a 200 rs., brin-
linho de quadrinhos a 200 rs.,brim
tran;ado dito a 1/4*0 rs. a vara
do liso de puro linho para palitos
dito de cor trancado dito dito e de
padrns a 800 rs fil de linho liso
lino a 880 ,s. a vara, dito dito borda-
a 1/280, cambraia lisa fina a 480 rs
a de salpicos muito lina a 800 rs '
amascada com urna vara de lareur'J
tinados, em peca de 20 varas a 7
de riscado mUl,0 bem feitas a i?oo
de cambraia muito fin. de muito C
padroes com 7 varas?, & pantos de
pardo de puro linho a 35200. ditos
muito bem feitos a 4, ganga ama-
n u^,PomenaS,",f em i
na,rlja uo gueimado n. 22 ini ria
, defronte da da boa fama J
TJHDEM-SE CAPACHOS
v POR 30:000 RES
,:,.'" P"a baPtliado na lujada boa Cm,
en
dilo
a 29240
do, _
zinho
branco
dito
640 rs.,
bonitos
muilo
do di
dila
dita a
para
camis
cortes
utos
brim
pretos
relia li
corles
dito
3500
que
parte
bo, l.
pintad
rs. ;
n. 33
U
los
propri
n. 3
Boa fama.
Vendem se superiores macas par, condu
fe 5 6 TfS ecaHV'agem' ,,el0 b"ato X"
ues, b, / ett cada uma. calhatcir. ZS1
todos .. vidros necessarios6, 2,! r a c,r-
leira, de Jacaranda e mogno para seesco-
vere guardar lodos 0s pertences, propr os
para viagem a 8, lo, e 125 cada urna, cute!
reir.sr.qu.ss.mas de jacnmd com o, re-
CSlTfsWrde seda ecom K
gosto a 4,... 6, e 8s, penies muito finos na-
ra alisar proprios par. criancasou par. suis-
sas a 320 rs., pulceiras do melhor gosto que
se pode encontrar a 2/, ricas cruzas de cor-
nalina, carteirinhas para lembrancas, gorras
para homem, as mais modernas que se pode
encontrar, sinetes com todas as latirs do
aticedario, sinetes proprios para namorados
ricos Irascos para cima de mesa c oulras
muittssimasgalantarias, ludo muito lino e
de muito bons gostos, asseverando-se a
quem vier ver o rico sorlimenio, que sem-
pre existe neste estabelecimento, naodeix,-
ia de ter em que empregue muitissimo bem
Lm". h I "a.rua- do Quem nem conhecida loja de nuudezas da boa la-
ma n 33.
RICOS ESTOJOS PARA COS-
TURA.
\cndcm-se muito bonitas caixinhas com
reparlimenlos proprias para costura a 2/500
3-5 e 35600 : na rua do (Juemado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33
Curtfis pura joxar.
Vcndem-sc baralhos de'carlas Trancezas
muito linas c de bom papel a 50o rs. o bara
Iho, ditas portuguezas muito finas 320 rs.:
na rua do Queimado na loja de miudezas da
boa Tama ti. i.
A loja da boa
fama
Vende multo ban lo :
Libras de linhas n. 100 e 120 de boa qua-
lidade a 25, ditas de linhas de cores a I200
peras de lita lavrada larga de seda a 23500*
?tmL,Lpe"tes aberls Pra segurar cabel-
lo a 8200. grozas de botOes de louca pinta-
dos a 240, meias brancas e cruas para bomem
a 160, suspensorios para homem e menino a
*0 rs carteiras para algibeira a 600 rs., pe-
cas de fita de linho a 40 rs., grozas de bo-
oes finos para cal?as a 280 rs., grozas de
botOes de madreperola a 600 rs., braceletes
encarnados para senhora a 200, caixas com
linhas de marcar a 280 rs., pecas de bico es-
trello com 10 varas a 560 rs., duzias de le-
souras para costuras a I/, ditas maiores mui-
lo boas a 1*200, e oulras muitissimas couss
que se vendem muito barato na rua do Quei-
mado na bem conhecid, loja da boa Tama
'FITAS DE YELDO.
vendem-se litas de veludo prelas e de co-
res, estrellas e largas, lisas e abertas de mu
to bons gestos, pelo barato preco de 160
320 400 500 e 600 rs., na rua do Queimado
na loja de miudezas da bo, fama n. 33.
Rfefcis de todas as qnali=
driles.
Vendem-se muito boas meias de seda r-re
tas e brancas para senhoras pelo barato pre-
qii de 2/500,dilas de laia para padres a 1J800,
ditas de fio de Escocia pintadas par, homem
pelo baratissimo proco de 400 e 500, ditas
brancas e cruas para homem a 200, 240 te
280 rs., ditas pintadas e brancas para meni-
nos 240 300 rs., ditas brancas, finas para
meninas a 240 rs., ditas brancas para se-
nlioras a 240, 300 e 400 rs., ditas pelas de
algodo para padres 600 rs., e outr,s mais
qualidades que so vendem barato na rua do
Queimado, na bem condecida loja de miu-
dezas da boa lama n. 33.
4$*CT*>|>* ttgW,*.
INo da 8 do crreme fugio do engeoho Lava-
aem da frcauena de Pao d'Allio, nm ecravo pardo
de nome Uinstovao, que reprsenla le 10 annos
punco mais ou menos, com os sigoaet srguinle:
baiio, bem feilo de corpo e de pes, com barba or
deban do queno, cabellos crespos, pouce corado,
olhos prelos, com lodo os denles da frente, pronuu-
cia algumas palavrasque parecem de Dcgro de An-
gola : quem o apprehender conduza-n a rna da Una
ii. M, segundo andar, ou ao referido engenlio l.ava-
gem, que sera generosamenle recompensado.
Fugio honiem as 7 horas.um escravo mua-
lo de nome Tbomaz, alto, reforcado de corpo, com
marcas de bexigas, pernas grocas, e nellas mareas
de cicralizes as caueas, falla coui muila manci-
dio, levou vestido camisa da panno azul groeo
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e pu-
nhos, abarla na frente em forma de palito: esle es-
cravo he natural da Parahiba e foi escravo do Sr.
Carlos Coelho, que o houve por lieranca de seu so-
gro Jos Joaquim de Souza daquella cidade,,foi
comprado pelo abaixo assignado ao Sr. Hilario da
Alhandra Vasconcellos Junior.morador no engenho
Tapu freguezia do Pilar desta provincia :
quem o pegar leve-o a rua da Concordia a Pedro
Antonio Teixeira Guimaraes, que ser generosa-
mente gratificado.
100#000
DE GRATIFCALO'.
Auscntou-se em 28 de agosio deste correle
anno da rasa de seu Sr. Francisco Mauricio de
Matia Mibeiro, morador em Bom Jardim, comarca
do Limoeiro, o escravo crioulo de nomo Fernando,
bem moro, representa ter 25 annos, com os seguin-
les signaos: altura regular, cabellos torcidos bem
pecados no casco, ror prct, olhos vivos, beicos
grocos, com falla de um denle na parle superior,
barba imperial,rorpo reforcado,nadegar empinadas,
cm pequeo foi alguma cousa surrado ejlalvez
mostr algnns vestigios, tem os pes e dedos curtos
porm largos, lie bem fallante, e corlez. Tem-sa
desconfianca ter procurado para o engenho Jar-
dim, comarca da cidade de C,oianna,onde o mesmo
ejerave tem sen pai, assim como tambem aparece
leve noticia que fora visto nesla capital : roga-se
por lano as autoridades poiieiaes erapiles decam-
po de o capturaren! e mandarem a rasa do supra-
diio senhor, que ali-m da paga a rima mencionada
"lira generosamente gratificado.
PEBN.: TYP DE U. F. DB FAKU 1856
1
ILEGIVEL
i


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