Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07648


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Full Text
ANNO XXXII N. 282

W1
Por 3 mezes adiantados 4$000.
Por 5 mezes vencidos 4$500.
DIARIO
SABIUDO 2!> DE NOYEIBRO DE 1856.
Por auno adiantado 15$000.
Porle franco para o subscriptor.
BUCO
I-..M AIIHEI,ADOS DA SITBSCR1PCAO' no norte
fmktai Sr. Qirvaxio ?. dt Haiiridade ; Hatal, Ir. j0ao
gira I. Paraira Jnior ; Araealy. Sr. i., di Limoi Braga;
'ara, a Ir. J. Joae de Ollvaira,- Maranhao, o Br. Jeaquim afar-
'luat tadrigna Piauhy, Sr. Domingoa Hareulaoo A. Panol
<"**; Pira, Ir. JuilinianoJ. Baraai; Amaionai,* Ir. Jara-
PARTIDA DOS CORREIOS.
O'indi : Inda* O* dt9, .< *> r ir a-1,1 tlOT1 lio din.
tawaiM, GoteLBaM < Vai.ilth.t : nn Mataffitai *etU**tcm4
S. Anuid, lfiTru, Boailo^GtrMrv, A lunfa GareajhMl : n-i i>'t^*-Mrt.
S. I.uttn'iii;, I1-..-*! Aillo, Naurefll, Liooffiro, lln-j, IV*7iieira, /nga-
ii''. Flore, Villa-IlclU, lloa-Vt.!*, Oum ory Km : Mi anrM*-Mfa*<
Cdibo, l|>o|uca, VrBtheffl, l>in-Kurmi, tina, liifrciro, \ Pinriittiri. e NaUl: qninlas-feiras.
{ludos H currcioa parten es 10 MVM da BnnAf.
AUDIENCIAS DOS TRIBCNAES DA CAPITAL.
Tribunal da eomrnercio lagunda quintal.
Ral a (o : tertai-feirai aiabbadoi.
Faianda : quarlai u.ihbadoi ai 10 horai.
Juio do tomraarela: legumiai ai 10 hora i* quintal la aaala-dla.
Juio da arphioi .- legundaa a quintal ai 10 hara.
Priraaira Tirada i/'il tagundll I Milu aa raaia-dla.
Sagunda rara da tlvtl: quarlai a tabbadoi la maio-dla.
EPIIEMERIDES DO MEZ DE \o\K.\IHRO
5 Quartoereieaola ai 3 horaa 4 mlnutoi a *H leeundoi da t.
> Luaeheiaai7 horas 23 minutla 48 tegundoi da m.
'' Quino mingue na ai 8 horas,lo miuuloi a 48iagundai da m
27Lu noraai 2 horai,14minuloi.48 legundaida Urda.
_ 1 PREAMAH IH-: IKi.lK.
rrlanalri as 6 horas a G minutoi da manual.
Sagunda a> nona e 39 minuioi dalarda.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. loio da Cruze. : S. Felicdade m.
2o Terca. S. Oalharina v. m.; Ss. Erasmoc Mercurio.
26 Quaria. S. Pedro Alexandrino b. m.
2" Quima S. Margarida de Saboia v.; S. Josaphal m.
28 Bella. Jacob da Marca f. ; B. Soslhenes b.
211 Sabbado. S. Saturnino ni. ; S. (ferino diac.
,30 Domingo. 1. do Advento. 8. Andr apostlo.
ENCABRECADOS DA Si;iis<:iup:ao nosiL.
I Alagoai, Si. Claudina FalcaoTHai; Bahiae 8r, D. Duon
(lia daJanairo.aSr. Joaa Pareira Miriins.
EM PERNAMBLCO.
O praprialirla da DI A BIO Manoal Flguelroa da liria, na iua
[lirrina, pra(a di Indapandancia ni. la 8.
FA1T1 QFPICIAL
OOVEHNODA PROVINCIA.
Expedienta da Ua 26 da aorimbro.
OllicioAo Eim. eomman danta superior da guar-
da nacional do municipio du Itecife, declarando qua
autonson o inspector da Ihesouraria de fatenda a
mandar pagar o encmenlos dos nfliciaes a cornetas
de que traa o uilicio de S. Exc. de 22 do enrrente,
nina vez que eslejam nos termos lgaos o pret a fo-
Iha que ar.omp.inli.iram ao citado ollicio.
Dilo Ao Exm. marechal coromandante das ar-
mas, inleirando-o de liaver expedido as convenien-
tes orden-, para qae, nao s ia di- passagem para a
Baha, ou vapor qae se espera do norte, ao capellao
altare* da repartirlo ecclesiaitica, padre Antonio de
Oliveira Antanes, mas tambem se Ihe passe guia de
loccorrmenlo. Expedirara-se as orden* da que
aa trata.
DitoAa chele de polica, declarando liaver man-
dado pigar pela tnetouraria provincial, a despeza
feila pelo delegado do termo da Boa-Vista com o
aaloguel de cavallos para difireme* diligencias poli-
ciaes nos mezes de marco a junho deste anno.
Dito Ao cnsul da Franca nesla provincia. Acca-
sando reeehida a comminncacao desla data em que
Sr. viacond* E. de l.emonl. cnsul de Franca, le-
leriodo-se a liquidando da heranca do finado subdito
franeez Gadaolt, faz ver o prejuizo que aos herdei-
roa deste resulla da demora na concloAo desse ne-
gocio, tenho a declarar-lhe que em 1:1 de outubro re-
med a' Ihesouraria de fazenda, para ter o conveni-
ente destino, a procuracAo de que Talla o Sr. eonsul,
faiendo-a aeom par-liar de todos os papis relativos
ao objecto de que te traa. A vista da communira-
cJe que agora me faz o Sr. cnsul, acabo de dirigir-
me ao ehefe daquella repartidlo, recnmraendando-
Ihe qoo d a este negocio, 'que eu ja uppunha ulti-
mado) o mais rpido andamento que for p-i--.ivel.
Oflieioa-ae neste sentido ao referido chefe.
HiloAo inspector da tliesouririi da fazenda, di-
zendo que foi por ordem do da presidencia, que o
eominaodaole do sexto balalhao da infamara da ti.
N. Teste municipio pagou at o dia ttj, inclusive os
vencimentos das pravas do mesmo batalho qoe esli-
veram destacailas ; porqne ellas pre nesae dli em que foram dispeusadas do aquarlela-
mento.
DitoAo mesmo, para que a vista da conta que
remella em duplcala, mande pagar a Joaqnim An-
looio Pereira a quantia de :t79">00. que devera sabir
da qaota volada para reparos e decorarlo do palacio
da presidencia.Commuuir.ou-se ao direelor das o-
bras publicas.
DitoAo mesmo, remetiendo por copia o olli-io
do commandanle da eslario naval, e bem assim dos
avisos a qoa elle ie reten.., afim de que faja regular
pela disposto uoa mesmos avisos, o pagamento da
gralilicacSo concedida as pessoas que apprehendercm
deaertores da armada.
DitaAo mesmo. rerommendamtn que mande a-
diantar ao alferes Miguel Augusto Barbalho l'icanro
a qaantia de IHiMim, para pagamento do iluguel de
3 cavalgaduras, na razio de 2t0 rs. por legua, para
r.oiiilurr.in do lar laiiien'.n perleiiccnle as pracas de
primeira linha deslacada na comarca da Boa-Visla.
Parlicipou-se ao marechal commandanle TJas ar-
mas.
DitoAo coronel commandanle do forte do Bu-
raco, dizemlo qu pode consentir na saluda da pl-
vora all depositada por parle da alfauJega, urna vei
que os donos aproenteui despacito* do inspector da-
quella reparlicao, autorizados corn lircora do rltefe
de polica.
DiloAo director do arsenal de guerra, recom-
mendaudo qu* ponha a disprnicao ilo man-rlial rom..
mandante das armas lis corrame cu-jupleto do no-
vo uniforme, para *ervir de modello ao que se tem
le mandar fazer para o corpo de polica da Paralu-
ba.Participou-se ao Evm. marechil commandanle
das armas.
DitoAo mesmo, recoromendanlo a expedirn de
suas ordens, para qoe naquelle arsenal sejam rece-
bidaa e snbsdlu las por oulras, todas as armas do
s-uuii lo halalhao de inf miara da guarda nacional
leste municipio, aura de que se d a igualdad," pre-
eisa em lo lo o armamento, e p-issa assim liaver uni-
formidade e meltior llscalisarAo.Parlieipou-su ao
Exm. commandanle superior da inesina guarda na-
cional.
DitoAo mesmo, para mandar fazer a troca de
ariiiamenlo e corrame pedida peto major cominan-
dante interino do sexto balalhao de infamara da
guarda nacional desle municipio.Communicou-se
o respectivo commandaiife superior.
DiloAo tenente-coronrl director das obras mili-
tares, recnmmendando que na occasiAo de serem ar-
rancadas as tariinbasdo quartcl do nono balalhao de
infamara, mande Srac. f-zer com ai taboas dellas
as prateleiras qua forein precisas na arrecadarAo do
memo batalho, para accommoilacAo do fardamento
em reserva.Parlicipou-se ao marechal commandan-
le das armas.
DitoAo juiz de paz mais votado da fregnezia de
r.ariiini. Teuho prsenle o ollicio de 22do correle,
em que Vmc. me cominontca lerem sido eleilos Bes-
ai fregneaia 21 eleitores, em cujo numero IG ligoram
com volarao igual. Devendo, pnrem, na cunformida-
dedo men ofTicin de 15 do correnle, licar reduzido a
17 o numero de 21 eleitores designado na tabella de
!l de outnhro ultimo, Vmc. entra em duvida sobre o
modo porque Ihe compre proceder, e cnnsulla-iiie
s devera' convocar de novo a mesa para fazer o
aorleio.
Km resposl, lenlio i reeommendar-lbe qoe con-
voque de novo a mesa, alim de que esla exclua pela
orle ao eleitores que excederem ao numero do 17
que be o que essa parocbla deve dar. Se porm nao
for possivel reunir a mesa ou a sua maioria, os 21 e-
lelores que tem diploma devem aprrsentar-se lodos
no rollegio eleilnral, que proredera' ao sorteio.
Sendo o empale entre os 15 eleitores que vo do
limo na ordem dos votos al o 21, cada mu dos
qnaes obteve 353 votos, nenhnma difllculdade ha
para excloir o 22, 29* e 21" da lista dos aoaes ob-
teve cada um :trl voto. Por consequencia licam por
sua natoreza nullos os diplomas passados a cslcs : ex-
cepto para o caso do mpnleiicii -. A exclusAo pois
por sorteio sri lem deverificar-se entre o 7 at 21".
A designaran do numero de eleitores pertenceudu
ao presidente ,1a provincia, segundo delerminuu o
aviso n. IV de 1H de jonlio de 1S, ao cnllegio e-
leitoral, bem como a Vmc, nada mais compete de-
cidir a reapeitn dessa numero, pois quaudo a lei ou
os reculamenlos expedidos para sua execur;Ao dito a
um funecionarin ou auloridade urna attribuicAo sem
designar outra auloridade que a possa reformar, en-
lende-se qua suas decises nao podem ser reformadas
e sao o qoe na phraze vulgar se diz decisoei sobe-
ranas.
DiloAo juiz de paz presiden!* da mesa paro-
chial dr- Bezerros. Accuso recebido o oflicio datado
de 21 do correute.em qoe Vmc. referindo-seadecisAo
pela qual mandei passar diploma aosquatro mais vo-
tados para eleitores depon dos 19, licando por essa
mancara elevado a 21 o numero de elellore* desig-
nado na tabella de de outubro, eonsulta-me sobre
os seguinles puntos: primeiro, se achando-ae ultima-
da a eleirao e publicada por eilitaes, estando as ac-
tas respectivas em poder da cmara municipal, pude
anda ellecluar-se ahileraran no numero de eleitores i
nao obstante o arl. li". da lei regulamentar de l'.i del
agosto de IHiti : segundo, da que modo deverao ser
passados os diplomas, aa basta que Vmc. os assigne
cu sera' neeessario convocar para este lim as pes-
soas que serviram na mesa parochial.
Em resposta tenbo a declarar, quanto ao piimeiro
ponto, que o artigo 65 citado por Vmc, quando de-
termina que nao sechamesupplenle senopara subs-
tituir o eleilor fallecido, mudado ou ausente, nao he
appiicave ao caso vertente, em que n.v. se trata da
chamar sopplenles, e sim de determinar o numero
de eleitores, e para isto o presidente da provincia he
a auloridade competente pelo aviso n. I.V.' de IKile
junho de I89,
A inclusao dos quatro immediatos em votos para
preencher o numero dos eleitores determinado pelo
presidente da provincia, fonda-se do arl. 7t da su-
praditi lai. do qual se v, que se por delicio da e-
leijao nAo fica completo o numero de eleilores qoe
deve ilar a paroebia, chamim-se para prefazer esse
numero o suppleules oa immediatos em votos.
Quinto i segunda pirte do seu ollicio, cumpre-
me recommendar a Vine, que convoque a mesa para
assignar os diplomas dos quatro immedialds, e pu-
blique os convenientes editaes, tirando cerlo de que
a mesa podera' funecionar com a maioria de seos
membros, se nAo for possivel reunir todos elles.
Kcmelleu-se copia dos dous oflicins cima ao juiz de
paz mais volado da freguezia do Bonito, na qualida-
de de presidente do collegio eleitoral do primeiro
districlo.
PortaraConcedendo ao promotor publico d
comarca do Brejo bacharel Arislidesda Rocha Bas-
tos a lirem;a que pedio, a qual deven-' ser coulada
do dia 21 da dezemhro prximo vindouro i :lt de Ja-
neiro do anno futuro.Fizeram-se is necessarias
commuuicarAi".
27
Oflicio.Ao Exm. presidenta da caixa filial do
banco du Brasil ocsla provincia.Accuso recebido o
oiln-i-j em ipil. V. Exc. fazendo vera repugnancia
e o susto que ha em receber-se as notas de padrAo
roxo chegadas ollimamente da corle e o perigo de
entraren! ellas em circularlo, nuciere os meios de
que a caixa lilial do banco pode di-por para facilitar
a acrAo (Jo guvernu.
r-iliieu> vista o que V. Exc. ponieran as re-
presenlacesquesobce esse objecto me foram diri-
gidas, acabo de lomar a medida constante di copia
inclusa, e que devera ser execotada pela caixa lilial
'-rbanco na parle que Illa incumbe.
DiloAo inspector da Ihesouraria de azenda, di-
eodo que, se Jos Corgouio Pacs Brrelo, esta' dis-
posto a fornecer o capim de planta neeessario ao sus-
tento da cavalhada da companliia fu de cavallana,
pelo prero de 240 rs., cada arroba, deve apresenlar-
se qoaulo antas ao cominandantc da mesma compa-
nbia, alim de ellecluar com as precisas garantas o
contrato para aemelhaiite fornccimcnto.
DitoAo mesmo, declarando que nAo procede a
duvid* que S. S. propoz para deixar-se de abonar a
Andela) Antonio ils Morars, o sold e mais vaula-
ceus do posto de major relativamente ao lempo en'.
(|ne rommandoe o contingente do fi. batalho de in-
laularia da guarda nacional, chamado a servico de
dcslacamento para auxiliar a 1. linha. visto q'ie as
honras des>e posto Iba foram conservadas por paten-
te imperial de 2 de marjo de tSVi, e como tal he
que commandoo o referido contingenta.
DitoAo me char documentos do que occoirenem o meiado do
anno de 18511 respailo da descoberla de urna fal-
sihracAo em grande numero das notas de 50.3OOO da
lerceira estampa em papel rote, Apezar da possi-
bilidade e al far.ihdade de distinguir as notas ver-
daderas das falsas.foi tal a repugnancia do commer-
cio em aceitar notas de nistro da fazenda (omoo a deliberarlo de autoiisar a
remessa para o Ihesouro das que se achavam nessa
Ihesouraria, como V. S. pode ver da ordem do mel-
eno Ihriouro u. 91 datada da 10 de selemhro de
lOta
Acontece que igora pelo paquete Thumar ebegas-
sem do Rio avulladas remessas dessas iniam uolas
de papel rozo, da terceira estampa e do valor de
; rs. conhecendu-se que receberam :
A caixa filial do banco (sil eonlos.
Amorim A; IrmAos \-ju
Itoslron Boocker 7, Major Vererker 1,1
NovaesA; Companhia 5,,
I-'erreira & Arauju -r\
Viuva Amorim 311 ,f
Thomaz de I-arias ;.
I
roR TnussAiNT de \ 11.LE.
Has miAi pnrlur mimes
ngelus rMtt.. ..
'.Horario.!
IV
llotange.
N.i-p-.ca rm qu passavamsB os aconterimen-
IM, que Ifep olijeclii dela historia, a casa para a
qual Adriano foi transportado era urna das mais rom-
modas e mais bellas habilares do Barachois, nome
que comprebende a parle da cidade de Saint Denis
do lado do parlo.
Construida no centro de um jardim ornado de r-
vores grandes e frondosas, leudo smente nm andar,
como quai todas as casas cnloniaes. por urjan dos
luracoes, ella pareca um mullo de tentilhcs abriga-
do debaixo de seu ledo odorfero de lentiscos e de
Ivrios.
' lina cannirada de bimh e de plaas trepadei-
r*v> ( que eliama-e raranour em Saint I>cnis, e
. .(/-(//(.//cilios Ks'ados-IInidos furmava-lhe um rin-
to nsonlio, qoe dava sahida para umarscada de pnu-
i-os degiaos e para urna venida de banaiieiris, que
termiliava em um perlAo, o qual dava para a ra do
Aisenal, a quasi quatrotenlos |iassos do mar. De da
as arvores e as plantas do jardim davam sombra e
fe-cuia aoshabilantes da rasa ; de noile a brisa do
mar miatorada com o perfume das llores, iiifundia-
Ihea a embriaguez do somno.
Quando o doente cliegou diante do jardim, j.i rei-
i.ivi escun.io profunda da noile. A casa somen-
lr> trahia-se pela cl.uid.ule de urna janella, que ap-
pai eria entre as llores.
A driano fra collacado em una das padiolas fei-
la M' caes de arachuis para transportar os inari-
uheiros doenle* ao hapiM. Era cairegada por dous
ucutos,' seguida pelo capilao da hrahniine.
BfM 1, i'sii.lou ao- r.rreadore parar, e dep.'.r a
pidila 1, nto do pollito.
.'iesse m.imenlo ouvio-se uma voz pura e melodio-
sa como bai pa do aiclianjo, a qual indo acordar os
Vide Diarto o. 2SI.
A? lodo 82i
llora quantia. pequeas a diversas oulras pessoas.
A repugnancia e susto de recebar 1-1,1. olas se
manifaslou no commercio com rauta forra 00 mais
do que em I8.">i, e a caixa lilial do banco' foi a pri-
meira que julgou neeessario recorrer i esta presi-
dencia para tomar urna medida, olTerecendo logo os
meios de que pode dispnr para facilitar a aeco do
governo.
A Ihesouraria geral tem promplamenle recebido
aquellas dessas nulas que Iba Ion sido levad'as em
pagamento, e desde 2 do correnle em que cooli-
ileiinalmeiite recommendei .10 Ihesoureiro que as
11A0 einillissc, antes fos or sua parle a caixa lilial do Banco tem deixado
de emittir uma s das notas que recebeu.
Eslai medidas porcm nAo baslam. perqu por el-
las se nao recolliem promptamente as nulas rece-
billas.
Os pnssuidores dellas pois se acliam com sommas
cousideraveis presas em suas maus com grave dai-
no seu e al risco de sen credilo, pois uuiguem quer
receber semelhahles notas inclusive, segundo rae in-
forman), as rep.iiiires de fazenda pruviociaes.
Pudendo resultar d'aqui complican/os, eslremeci-
menloda eonlienra e paralysacAo (las transaccoes
passarns adormecidos as arvores e as mnulas, mis-
turoo as notas melanclicas de uma aria erioula com
o preludio de sen canto aereo.
O capilao baleu mullas vezes a grade He ferro. De
repente c.essou o cauto, c um negro velho appare-
ceudo pergunluu :
(Juem est ah '.'
Son eu, respunrteu o marinheiro com voz hre-
se, sou eu, o captAo Martillean, que ebega de
franca.
Ah meu charo senhor, exclamou o negro rc-
conbecendo-o, quanto nit alegra lomar a v-lo J
vou abrir-lbc.
E ao mesmu lempo que media a chave na fecha-
dura elle grilou, vollando acabara para a casa :
/.a-a boa noticia He o senhor capilAo llar-
lineau que cliega de l;ranra !
Immedialaincntc uma mofa vestida de roupAo de
cassa da India, cuja frescura e leveza esradam min-
io s mulhcres ciioulas, appareceu sobre o paial,
desceu correndo a ra de banaoeiras. e exclamou :
Ah be Vmc meu velho amigo ?... Fez boa via-
gem '.'...
Aquella qoe fallava assim era uma crealura de
belleza iueffavrl, ideal, sem nome em nenhuma lin-
?ua. Nascjda de um pai hranco e uma m.ii de raca
india, ella apresenlava em sua phisinnomia a mais
admiravcl pureza de linhas do t\|>oeoropcu junta a
suave bannoiiia das formas, e ao esplendido hrilbo
das nalurezas asiticas. O acaso do na-cimenlo a rol-
locara 11a casia das mulhcres de cor : porm cerla-
menle o oh-ervadnr unsprofondn, o artista mus h-
bil leriam sido iurapazes de classilrar seu genero de
belleza ; pois vista de sem cabellos dispo-los em
ondas naturaes e prelos como azevirhc, de sua pelle
lina e assetnada, de seus olbos grandes e negros as-
sombrados por longos pestaas, de sen nariz de for-
ma grega, de scus labios losados e hmidos, de seus
denles alvos romo Dorlas, de seu lalbe esvcllo e
delgado, te aoai ejpadoai largas e imperceplivel-
inenle arqueadas, de suas mitos e sens ps delicados,
pareca que ella esperava 11111 novo Ohmpo para ser
ah a primeira das deosas.
Aquellos que nao viram os trpicos acliar.10 exa-
cerado elle retrato. Isso lie natural. Iteleva ter es-
tado as colonias para saber o que be .1 belleza lias
iniilheres da cor.
Bem como grande amara das mulliarea da na
cuta, aquella que lenle pintar linha mu du- nomea
exquhilo-, nimio em vota nm romances anlign
cuia muda lende a desapparecir desde alguus .11,110.
enlie as crioulas : chaiiiava-se Rotauge.
Itcronheceudo a voz da moca i|ue villha-lllO ao en-
conlro, o capilo Marlioean arenou ana rondadores
commerciaes, e attendendo as representaroes que a
minha presenta fizeram subir a caia filial do banco,
a aaaociacAo commerciid e algons des interesvados,
lenho resolvido qoe V. S. axecule e faca executar
as determinaces seguioles :
1.a A ihe-nirara receberi todas as notas de 50J
rs. da terceira eslampa e de papel rxo que Ihe forem
apresentadas pelas pessoas qoe van adianle citadas,
embora a somma seja menor do que vai marcada, e
dar em troco oatras notas do thesouro, bilhete* do
banco, ou metal o continuara 1 receber as que Ihe
foram levadas em pagamento.
2.a Das notas assim recebida depois da verificado
qae sAo verdadeiras pelos meios indicados na citada
ordem do thesooro datada de 1fi de setemhro de
IS.~>i, se far uma lista contendn os nmeros c os
nomes das pessoas de quem ellas foram recebidas, e
se farAo massos que serAo levados a caixa lilial do
banco, acompaohadoi da competeote lilla e ah en-
tregues com as cautela! qae os directores daquelle
estabeleciraenlo julgarem propriai para sua segu-
ranza.
3." Massos separados serAo feilos das notai rece-
bida de diversos para pagamento de direitos eero
entregues cana lilial do mesmo modo qoe as
ootrai.
i." A Ihesouraria emquantoliver fundos para dar
em troco das notas e para fazer os pagamentos qoe
occorrerem, continuara a empregar es*es fundos : si
porem elles se esgolarem, ou V. S. virque vao es-
gotar-se requisita da caixa filial do banco as som-
mas de que prensar nao excedentes ao valor das no-
las que nella liver depositado.
5.* Ornado a caixa lilial do banco liver de reen-
viar para o thesouro as notas assim recolhidas, a Ihe-
sooraria seinrumhir de fazer a remessa, afim de
poupar mesma caixa lilial uma despeza rom que
nao be justo qae ella carregue, em compcusarA-i do
serviro qoe presta.
Nesta data dou I caixa filial do qanco commoni-
caee. desla minha deliberarlo, bascada nos seus
ofticios e represenlareg, alim de que ella execute a
parle que Ihe incumbe.
Dilo Ao mesmo, conformando-me com c qae
expoz o director do arsenal de guerra, em oflicio
desta dala, recomniendo a V. S. que receba dola e
leve .1 crdito do ihesouro a quantia de 1:3929080
rs. proveniente do producto liquido das sommas
retidas dos vencimentos dos artfices pira compen-
sar o thesooro das despezas qoe lizeram como me-
nores.
Apezar de oslar esta fonte de renda estabelecida
em um regulameulo datado de 3 de jaueiro de 1812,
e apezar de terem sempre sido feitai aos artfices as
competentes deduccoes, he a primeira vez que osle
artigo de receita eutra para a Ihisouraria. Se, poii,
ainda nAo estiver designado debaixo de que verba
deve elle ser lanzado, V. S. podera, em minlia opi-
niAo, lanra-lo no de reuilimento dos anenaes cu no
de reililuices, como mais proprin Ihe parecer. A
melho'r adminislracao do arseual lar que d'ora em
(liante esta receita ser regular.
Dito Ao director do arsenal de Euerra. An-
uuindo ao que V. S. expoz em seu ollicio desla da-
ta sob n. 198, ofliciei ao inspector da Ihesouraria de
fazenda para receber de Y. S. a quanlia de rcii
1:3925080, producto liquido das sommas retidas noi
vencimentos das pracas e mancebos do corpo de ar-
tfices para indemnisar a Tazenda publica da dnspe-
za que fizeram como menores. As sommas retidas
imporlaram em 0839815 rs. mai Bearfia redozi-
das quelle computo por se lerdo deduzir della a
somma de t)9l;7(M, devida caixa econmica dai
ni-.mas proras c mancebos da companhia de art-
fices.
A regularidad! que ora comer nesle ramo da ad
mnrslraran desse arsenal, be uma prova de mais do
/.co, inteligencia a espirito dejustica com que V.
tt dirige, e que eu nao deixarai dn levar ao alto
conhecimenlo do governo de S. M. Imperial.
Dilo Ao commandanle superior da guarda na-
cional de 'Minia, para mandar dispensar do servi-
ro activo da mesma guarda nacional o guarda do
nono batalho de infantaria, Antonio Francisco de
Barros l.eile, at que, reunido o conselho de quali-
hcacaii, tome qualquer deliheracAo acerca do refe-
rido guarda, que foi julgado incapaz do mesmo
servico em inspeccAo de saiule.
DiloAo inapecturdo arsenal de mariiiba, recom-
mendando que contrato as obras de qae necesitam
os hlices do vapor de guerra // Beberihe. f'.om-
municou-se ao commaodante da c-larao naval.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, pi-
ra que mediante anca idnea, mande entregar ao
vigario da freguezia de Tacaralu' Manoel Corre* de
I igueiredo. alim de ser empregada nasobrai da ma-
triz daquella freguezia, a quanlia de 200 rs., que
devera' sabir da verba volada noarligo 11 da lei do
orcamento vigente. Communicou-se ao referido
vigario.
DiloAo juiz de direilo da comarca do Rio For-
mo*.Remelteodo em original a Vmc, acompa-
uhada de i documaulos, a denuncia dada pelo pro-
fessor publico de primeiras let'.ras d'Agoa Prela,
Ivo Pinte de Miranda, contra o ex-subdelegalo do
I. districlo daquella freguezia Manoel lilippe Paes
de I.ima, teuho a recommendar-lba que instaure o
competente processo pelos fados a que se refere es-
sa denuncia, pralicados pelo mencionado Lima no
excrcicio de leu cargo, cumprindo que o promotor
publico, a quem tiesta dala ollicio, collija oulras
provas, se houverem, pita reforrar a acensadlo.
(liliciou-se ueste sentido ao referido promoior.
DiloAo delegado do termo do Buiqur. Accu-
so recebido o ollicio de 2 do correte, em que Vmc.
me parlicipa que em meu nome suspender do exer-
cicio da subdelegado da freguezia do Boique, o ca-
pilao Andr Cav.lcanti de Albuquerque Arco-ver-
de, por migar esla medida uecessaria para mann-
lenrao da ordem publica e da liberdade de voto as
ultimas eieiyes, visto que aquella funecionarin re-
quisitara l'orga armada sem o accordo dessa dele-
gada.
Em resposta lenho a declarar qoe proceden Vmc.
irregularmenle, e excedeu os limites de suas aitri-
buin.es, suspendendu a um fonecionario que, sejam
quaes forem as suas fallas, 11 o pode ser por esla
presidencia, ou em virtude de seutenc*.
Como a iiinguem deve aproveilar a ignorancia das
allribuiroes que a lei Ihe confere, a grvida le do
.ido que Vmc. praticou, s pude ser atlenuada pela
intenrAu de evitar as consequencias que poderiam
resultar do proceder do subdelegado, que segundo
so deprebcude das comraunicaroei de Vmc, procu-
rou valer-se de sua posirAo e al por em movimen-
"0 f irea armada para favorecer a clculos eleito-
raei.
Compre-mes entretanto, fazer sentir a Vmc, que
um dos primeiro* daveres da orna auloridade cir-
eamspecta, he procurar mohecer bem a esphera de
mas aitrinuicnes, para nAo ollrapasaa-las em qoaes-
quer circomstaociaa em que le possa achar.
Ouanlo ao snbdelegado, deve elle reassumir a
exercicio do seo emprego, ie anteado recehimento
desle meo ollicio nAo esliverja' reformado o aclo
qoe Vmc. praticou.
DitoAo juiz municipal presidente do conselho
de recurso da freguezia de Nazareth, accasando re-
cebido o oflicio em queSmc eommuniea ler reuni-
do o conselho monicipal de recurso para a reviao
das qoalrficaroes dos volantes daquelle termo, e en-
rerrado saas sessfies, sem qae tivesse apparecido re-
cl.iriiacan algoma. -I
Portara Prorogando pnr viole das a lirrnca,
que te conceden ao juiz municipal do l.imoeirn ba-
charel Nabor Carneiro Bezerra Cavalcanli. li/e-
ram-ie as necessarias communicar(oes.
DilaAo agenta da companhia das barcas de va-
por, para mandar transportar para a corte, em um
dos lugares vagos para passageiros de estado, no va-
por que se espera do norte, a Jos Baptista de
Castro.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quanel general do colimando da* arma* da
Pernambaco, na cidade do Recite, em 28 da
novembro de 1856.
OKDEM DO DIA N. 376.
O marechal de campo, commandanle das armas,
declara para conhecimenlo da guamirAo. e devido
elleilo, qoe neila data, precedeudo inspecrio de lau-
de, conlrabiram novo eugajamento os msicos do
'h' balalhao de infantaria ItrazJnsda Foosera.de
3.a classe, e Antonio HomAo, de 2.a dita, ete para
servir por mais Ires anuos, e aqoelle por mais seis,
oa cuarnicAo da provincia da Babia, nos termes do
regulameulo de 15 de dezemhro de 185a, os quaes
por sobre os venrimenlos qae por lei Ibes eompetirem
perceberao, o 1 o primeiro Je.lOO-iOtlO rs., e o 2
o de 20(fc000, pagos na forma do artigo 3. do decreto
n. 110 de 10 de junho de I8~>i, e lindo o eiisajamen-
to ama data de Ierras, que sera de 22,500 bracas,
para o quelem de servir seisannos, e de 11:350 para
o que tem de servir tres.
Desertando, ocorrerAo na perda das vaulagens do
premio, e daquellas a que liveremdireilo, serao con-
siderados como ie rerruladus fosiem, descontndo-
se no lempo do engajameuto o de prisflu em virlude
de senleora, averbando-se ele descomo e a perda
das vantagens noi respectivos ttulos como est por
lei determinado.
Jos, Jonqiitm Cotlhn.
da padiola que ficassem no mesmo lugar, passou o
porlAo do jardim, e recebeu a Kosange nos bracos.
Minha boa /illiinha, disse depois o velho ma-
rinheiro pegaudo-ihe das ralea, e levando-a para
um lugar um pooeo apartado, perguntas se lii boa
viasein '.'... De certo, allendendo snmenle aos inle-
resses peco 11 arios, n.,.> tenho mallo de que me qoai-
xe. Sulfri algumas asaras na mastrearao ; mas o car-
regamento est intacto. O qae enche-nie de dr e
de desespero be a perda de qaasi lodos os mens pas-
sageiros. Forrado por uma tormenta infernal a arri-
bar a Madagascar, eu os vi saecumbir cm poucos
das febre. So existem dous, e anda aqoelle, cojo
pai era meu amigo, corre agora o maior perigo.
Mas... desembarcou-o t Onde est elle '.' per-
guntou Rosauge com accenlo de cinocao inquieta.
Ja desembarquei-o...
Enlao porque nAo matiiloii-o Iranspnrlar para
aqu, capilao :'... J csqiieceu-se de que esla casa he
a de Thomaz l.auciy '.... Ah permilta-me que re-
prove-lhc...
NAo, minha filha, injerrompeu Mr. Marlineau,
eu nAo podia esiiuccer-rae dissu, 11A0 poda deixar
de confiar em leu coradlo de ouro. Assim, o pobre
doenle esl alli. i Ina porta, e per;o-le...
Meu Dos exclamou a mora pondo a mos ;
porque nao falln mais cedo '.'...' Xinnainc Iraga
luz, de presaa ; accrescenlou ella dirigiudo-se no ne-
gro velho Qjafc anniinciira o capilAo.
U negro e duas negras acudram com luzes. Por
ordem da mora os condurlures tiraran a padiola
dn lugar, em que fura deposta, alraves-aram a roa
1 de bananciras, segiiiram um corredor que leparivi
o laia dai oulras salas do pavimento terreo, e pa-
rararo na cmara mais eapirosa e mais arejada da
casa.
O doenle foi logo leitado no leilo o cuidadosa-
mente coberlo.
Depois que o capilao e os criados prepararan! lu-
do, Kosange enlrou. A' villa de Adriano ella sullo-
rou um grito ao mesmo lempo de terror c de cum-
pa i xAo.
lina expreasao horrivcl, ndizivcl. de sodrmenlo
e de I raque/ 1 eslava espalhada pelas fein.es do man-
cebo. Suas palpebras fechadas e comprimido* esla-
vam meltidas em ravi.ladei profunda", e radrada
de om riicnln preto : na respirarla era carta.....e
rlpilada, sua lez lvida.
A lebre de Madagascar lem elo de particular .
cobre loda* as parles do corpa rom una pallide:! ea-
daverica, e innit.s vez..,no nllimo pe iodo apresen-
ta aigorn symptomas anlogo! ao do cholera.
I Mandara s* chamar i piessa o medico da can, o
CARIA SOBHE O EGYPTO.
./#o redactor do Journal des Debut:)
Se me achava embararado para fallar-lhc digna-
meule das pvramides e de Dcndcrah, ainda me acbo
mullo mais para fallar-lbe de I'hebas.
A pvrami le. nao sAo mais que nioniiiiienlos so-
lados ; Deuderah qua>i que nAo he um templo.
As ruinas de Thebas sao uma ciliada soberba que
no lempo de Homero pienva por Icr rem podas.
Nessa poca remla, islo he, mil anuos antes da
era ehrislaa, a reputarlo desla ridade ja havia pal-
iada os mares, c penetrara, sem dunda aps das
conquistas, al entre os pnvos longiqquos da Asia-
menor, que enlao Ihe deviam conhecer o nome.
NAo me espanto de semelbanlc reputara.); e se-
gundo o qae vejo sobre o solo, em p ou" 110 chao,
creio que Thebas, por mais illustre que fosse" enlao,
anda eslava moi longe de ter a sua gloria legi-
tima.
As roinas actoaesde Thebas. esta primognita das
cidades reaes, como dizia Cliampollion, se esleude
sobre as duas margens do rio, e, pelo que temos vis-
to em doos das, nAo Ibes posso dar menos de 5 ou li
leguas de cirrumferenria.
A' direila do Nila, esla Lonqsor e Karnak; es-
r|oerda, em busca do deserto Lbico, esla tiournah
"0 0 Rhamesseion ; eili a necrpolis real de Biban-
el-Moluok ; esta' o Memnorium com os seus culussos;
ella em Aletlinet-Haboii.
Que immcnsidades .' que explcndores que tesle-
munhos incomparaveis !
NAo conhero Halh-k e Palmyra; mas primeiro
que ludo eslas dual cidades sao de honlem, se cou-
sideramos a veneravel anlignidade de thebas, e as
roinas dellas, por mais vastas que possam ser, estao
mui longe, se acreditadnos as descriproes que a
leu respeito dao alguus viajantes entbusia'slas, de ser
lAo.vastas como a de Thebas.
f> abismos da historia e dos lempos ha mais de
vinle cinco seeulos qne Thebas existe em ruinaste
em que poca lera ella nascido, e qual fora a idade
da sua virilidade e poder?
Acabo de nornear-lhe estas prodigiosas reliquias
na mesma ordem em que as visitamos.
O erudito o mu pralico Wilkinson acnnselha aos
viajantes que sigam uma maicha nteiramenle con-
traria a que lemus seguido, que comerem pela raar-
gem esquerda e acabem por l.ouqsur e karnak.
Desla arle, a genle se conforma rom o prudente
proverbio : Crescit eondo ; e procede, indo da
mais forle a mais forle.
NAo neg as vantagens deste melhndo ; mas aqui
as cnusas sAo igualmente estopando*, posto qoe mui
diversas, sub qualquer pedo que as consideremos ;
a os tmulos de Biban-el-Molouk valem no seu ge-
nero os templos de l.ooqsor.
Mrdinet-llaboii nAo be menos admiravel do que
o proprio karnak ; e posto qoe tenhamos invertido
a o-dom prescripla pelos diletlanti do Egipto no
lempo dos pharans. nao pens que tenhamos perdi-
do consa algmua desle m-rasilhoso espectculo.
Assirn, coinero pila margen direila, e fallo pri-
meramente em Lonqsor, a primeira parte de The-
bas que vimos.
O nome de Louqsor significa, atajando parece, na
lin2ua hierogliphica, os Palacios.
Ooome he justo, c como Louqsor se ligava oulra
ora a Karnak por aleas cujos vestigios anda restam,
he muilo provavel que esla designarn geral se de-
vesse applicar a toda a inarsem direila do Nilo.
Hoja esla' limitada aos seus templos e as soa
roiistrucc/ies que se encontrara a poura distancia do
rio que os innunda as grandes endientes, de que
mal as defende um velho caes construido no lempo
du Ptolumeos e dos Romanos.
Louqsor se eompoe adualmenle de duas partes
mui dislinrtaa.
tendo o negro velho, a quem o leilor vio a mora dar
o nome de .Ninnaine, pedido para fiear junto d'o (lo-
ante, ella collocou-o cabeceira do leilo recommen-
dando-lhe que vigiasse para que ........nm rumor
fosse feito na cmara. Depois dea novas ordeos, pro-
digalisou cuidados e atlenco-s.
Ro-aiigc pareca mulliplicar-se para desempenhar
a larefa que abracara com ardor, e com o mais com-
pleto desiuteresse.
tan sao ui muios, ulvas raras exccpres, qual-
qoer que seja seu sexo, ou o grao de e;cal aocial em
qua se arhem. Elles nao pcm preco sua dedica-
cAo, obsequiara, preslam us mainres serviros, fazem
o bem sem segunda tem;.10 e sem o-lentaro ; exer-
cem sempre para cora o eslrangeiro a hospitalidade
mais cordiil e mais Ilimitada. A quintos Europeos
esses senlimcntns nohres tem ido u rainiuhu da ri-
queza c a origen) da fehcidade '.
Ainda que Adriano de l'iHrher perlencci.e a orna
pobre familia de artistas, ainda qoe nAo fosse amigo
do capilAo Marlineau, teria sido recolhldo com o
mesmo empenho e com a mesma loliriludr.
Deinais, RoMogl podia ahatidoiiar-s- HvrenMnU
aos louvavds impulsos de lea rorar.lo. KHa era rica
mas linha abastanca, A bella propriadada /pie des-
crevi perlcncia-lbesein contestaran. Thomaz l.an-
ery. seu pai, marinheiro velho, que nao Uvera ou-
iros iiiho. tanta ella, Ih'a deiira livra de hypolhe-
cas eao abrigo ,! toda a redamaran de henleiros.
Mr. Lanrri falleedra havia deioito me/es, depoia I
de liaver si lo doze anuos ollicial na mariuba do Es- 1
lado e dez ann-s capitn de um navio mercante. Es-
se bomem era de intrpida e indnmavel raca de mi- I
rinheiros, da qual sahiram o- foorville, os .lean Bar 1
e iis liugua, liouin. l-'ra corsario, capluraraoul
metiera a pique alguus cruzeiros, c lanr.ua-se cera
vezes ao abalroamenln. Sob o rorninando doalmi-l
rame Doperni elle fra actor heroico no cmbale do '
tirand Porl. na ilba de Franca. Na tomada i'^ llru- \
niAo pelos Inglezes, sendo elle coramainlaiile do I
l'aliinarl, pequeo barco de IVI toneladas, armado I
a sua custa, arrumbara e incendiara uma fragala 1111-1
miga, apezar das descargas de toda a esqoadra, a-
ferrando seu pequeo nal 10 romo um genio nter- '
bal a popa da grande embarrare.< r.< depojs a galibar o alio mar no meiii de 11111 chu-
-. eiro ,ie balas e de srilAs da eallinsiaema dos crioii
los reunidos sobre a prsia '
Qoaodo veio a Reilanrt^.lo, u reina murianeroi
loniou c romm.-.udo de un. mvia mercante, e nao
navegou mais enao no* maro* da india. Oh! em
duvida bem quizera elle tornar a ver a bella Ierra
da l'ranri, ao menos orna ve/ antes de morrer '. Mui- i
A' direila, vindo do Nilo, islo be, ao sal, esti uma
serie de palacios qoe remontam, segundo incrp-
C/Jes iiieonlestaveis, ao l'harao da dymnaslia Iheba-
na XVIII, Amunoph III 011 Amennpbii, que rei-
nava no anno de 1 i 11; anteada nossa era.
As columnas que anda eslAo em pe, e que per-
lenccm evidentemente a partes dierenles de um
mesmo edificio, sAo no numero de mais de ccm.
Ha algumas qne lem i3 ps de altura sobre 9 00
III de dimetro.
0 capitel, que he de follijs de loto, he mais pe-
queo do que o fuste.
Un sancluariocoberto de heroglyphos mui ele-
gantes recorda o nascimentn do Pilaran, e as pa-
redes eslAo representadas as aceas princjpae do
parto da rainha mai.
I'm laoctoaria mais pequeo esl 1 encravadn no
grande ; nos baixos relevos, eucontram-se algumas
imagen mili pouco decentes, que nao excasa o des-
tino de lugar consagrado ao parto.
Todas estas controcr/.ies tem am carcter admira-
vcl de grandeza e de antigaidade.
Mil desgraradamente arruinadas e mein escon-
didas pelas casis da aldeia actual de l.ouqsur.
As habitadles ordinarias de tijollos 11A0 sAo so-
mente enllocadas ao p dos edificios que desliguram,
eslAo lambera collocadas muilas ve/.es no alio das
mais bellas plataformas ; e foi assim que os nossos
marinheiros, quando vieram buscar o nosso obelisco
da praca da Concordia, edilicarain casas de barro cu-
tre duas pare-l, do templo.
O nosos soldados de I79S, cuja recordarao ain-
da se ada mui viva eutre estas populadles, li/.eram
olitro lauto.
Assim, nao se pode julgar mui livremenle do ef-
fetu e da belleza de Louqsor. Iteleva que nos con-
tentemos com adevinhar mais cousas do que ve-
mos.
Til he 1 primin parle de Louqsor dircita.
A' esquerda, era busca de Karnak o espectculo
Bfla he nem menor nem mais completo. Alii i
ha fragmentos sepultados as babilares particu-
lares.
He um enorme pilono com usseos dous massissos
piramidaes obra os Jous lados, e uma abertura gi-
gantesca que serve de pona.
< pilono ainda lem 200 ps de radiada e 60 de
altura, polo que esteja enterrado. A porta devia
ter sem dunda uma altura qosi igual.
As fachadas do porpj leo sao coberlas de baixos re-
levos qne Champolliou declara de um milito hom
eslilo, e que representan) na -aa vasta extensao as-
sumplos mui guerreir is: um acampamento com
temas, uro exercilo arranjadoem balalha, uma der-
rua do inlmigo, que he perseguidn eom a espada
nos rins ; uma passagem de no onde sao assassma-
dos ; uma lomada de cidade, e alinal a submissAo
dos sencidos, que se renden) prisioneiros ao ven-
cedor.
tal he n assnmplo destesdenigrando* qaadros de
pedra, que nAo tem menos de 50 p* de corapri-
mcnlo.
Charapnllion, filho, decifrou as inscripces desle
baixos relevos, e reconbeceu que este re conquis-
tador e triamphador, cuja gloria o pilone de Louq,
or immorlalisa, ha Rhamss II, chamado o grande-
filho do pilaran Osiri, Sc-Osiri, o famoso Scsoslris
dos tiregos, qne nina va um seclo pouro man ou
menos depois da Amenophis, islo be, no seculo XIV
unios da nossa era.
Os pnvos vencidos cujos nomes sao citados as
inscriprrs, Ao lodos povoi asialicos daMesopota-
mia, e lalveada margens do ludo.
lie constante d'ora em vanle que as emprezas (lo
grande Sooiris ebegaram at estes paixea longin-
quos, e isto da' uma alia idea do quiera enlAo o po-
ro egipcio.
Compre que estas conquistas do famoso manar-
cha teiiliain sulo mu gloriosas, poisqu? so encon-
tram reptoduzidas em monumentos seiiiclbantes.
quer na propria Thebas, do outro lado do rio,
quer na Nabia nos templos hipogeos do Ibsara-
boul.
lie diante desle pilone de Ithamsc', o grande,
que se enrnntravam o dous magnificos obeliscos de
que muilas vezes se lem tratado.
1 m, o da direila, figura era nosso Pars onde po-
demos admira-lo, graras a' munificencia de Mhe-
rael-Ali ; o outro, que elle dera a Inglaterra, licou
no lugar, o provavrlmenle nunca podera' ser li-
rado.
Este, que le o maior. lem mais de 25 metros de
altura, sobre doac de largura na base.
O noso nAo tem mais de 23 metros e meio, nm
pouco mais de 70 ps, sobre 2 metros c |ll cent-
metro, porm parece que ullerece mais interesse
histrico.
Os Mato*, companheiroi ngiazes, M. M. I.onior e
Mac-f'.lcan, lainenavampiue a Inglaterra nAo bou-
vesso querido fazer as despezas necessarias acerca
do seu.
Estes obeliscos de granito cor de rosa lirado das
rarreiras de Silsileh ou d'Assouati, foram erigidos
ambos em honra d'Ammnn pelo grande Sesoslris ; e
a dedicatoria qne exprimem os heroglyphos que
nelles se encontram, he concebida nos lermos se-
guinles, segundo a Iraducrao de Champollion :
O senhor do mundo, sol, guarda da jus-
lica, approvado por Phr, mandoa execotar e-le
edificio em honra de seu pai Ammon-Ra, e erigio-
Ihe estes dous grandes obalisens d pedra defronle
do Rhamesseion da cidade d'Ammon.
Indicares anlogas se enconlram sobre o pro-
prio pilone, e nuiguein pode davidar que toda ci-
ta parle do Lonqsor seja a obra do grande Se-oslris
ou Ith.-in-, II.
II provavel que fosse lamhem o grande rei que
era rapretanlada pessoalmente por dous culossos de
10 ps de altura, unidos ao pilone.
Eslas duas estadas de granito vermelho e mono-
lilhos como os obelisco, se acham meio enterrado*
as ruinas e na areia.
EslAo Indis mutiladas ; mas ainda se reronhere
sobre a caheca quebrada de ambas as insignias reaes
do psheiil e d..s collares. A largura enlre as espa-
duas lem mais de i melros.
Subimos com algum perigo o pilone ; e mergu-
Ihinda no Lonqsor, tenamos ahi os orientar ; mas
era Irabalho perdido ; e lado quinta podemos ave-
riguar, be que o eixo do pylnnc onde sobinins nao
corresponde a grande columna do palacio d'Ame-
unpliis.
A falla de parallelismn he incommoda ; e no re-
rordaraos que os nossos res nao Toram mais destros
conslruindo o l.ouvre e as Tuileria.
lie esta uma advertencia bailante extraordinaria,
e nao he joililica-la o rcronhecer rom os cgi piol-
las vezes. 110 meio das noites serenas, quando pa-
aaava silenciosamenle sobre a cubera, quando o na-
vio sob os afagos da brisa e oolhar das estrellas, em-
balava-se em um soleo de fogo, quando as ondas pa-
reciain Rorgear brincando, ama voz doce e miste-
riosa eutoava-lhe na alma algoma antiga canelo da
Ierra natal, uma illuso do corarn moslrava-lhe o
puni da {iraia da Bretaiiha, donde na iufancia la
imaginario ubslinava-sc durante tongas horas em
seguir os corsarios sobre a immeusidade das ondas, e
cm mnliar batalhas e viclorias.
Certameole, Itrest era amia [iara elle o pala do
berro, da infancia e daslemhrancas iudcleveis .' Mas
o piii de sua predleccao e de sua ternura, o paiz
m charo era a ilba da Kcuoif.o ; pois era ahi qae
eslava Rosanga !
Asim, por mais vivos que fossem seas peznres,
I boma/. Lancry reaolvaa ahaiidonar a navegaran
para vigiar mais eflicazmcnte sobre essa existencia
adorada.
J dissemos que 1 moca perlenria por um la :o li
rara india. Sua mil filha de Malabar de grande bel-
leza, fallecer dando-lhe a luz. O marinheiro Uvera
principio a India por sua eterava ; mas liberlon-i,
quando ella lornou-se niAi, e nao besilou em despo-
sa-la nos scus ltimos momentos, alim de que a luc-
ilina pdeme gozar da cousiderarAo c da beraina de
filha legitima.
I'ma 1, gra velha lina, na qual Thomaz Lanrri
linni toda a loda a canfitnea, morara no Barachois
em uma casa pobre. Elle luegaroo-llie algumas ren-
das, iniinlo-a contra a neceuidade, e couliou-lbe a
lilha. Na i-lade de de/, anuos, Rosange enlrou em
um collegio de meninas de sua ca-ta. Al 1830 era
expreasamente prohibido as meninas de cor mslu-
rar-sc com as de raca branca. Aosdczeseis annoi
a mora deiiou o cullegio,
Foi nessa poca que Thomaz Lancry cessou de na- i
vegar. Comprou a casa da negra velha, para sua re-'
lidencia, e applicou-so a reparar lado, e a tornar
mais|bello<|os lugares que Rotang! penara a infancia.
Jamis, para u vellio marinheiro c-sa ca.a arhaia-se
em uma liluacAn previlegiada : permillia-lhe ler,
por assim dizer, um p sobre o ocano e o oulro jun-
to de Kosange. Assim como o macanea que lem
lem enllocado sen ninlio sobre o penhasco elle ia de-
leilar-.e rom espedaculo do mar, e goiar aa mea-
iri.> lampo a- deliri3i da familia.
11 pavimento ipireo foi repartida em um ulao eo-
mpeu, orna siia do pnlar, e monas cmara* mohi-
Ihadaa an goslo da 1 lia, tendo nai janellai geloiias.
de bamb pintado. -Ah foram eollocadoi sofs, pol-
Ironaa, eonsolos, o niaras felta* de pilh.i de irror. e
matizadas de pennai brilhaute-.
gns que os dous edificios sAo devidos a res diflerco-
tes.
Antes de deixir o Lonqsor, senhor redactor, qui-
zera dizer-lhe algumas palavras de recordarao de
outro genero.
Oiiero fallar as pintura; a freico qoo ahi lem si-
do descobertai lia algum annos, e coja poca be mui-
lo diflicil lixar, a qual por oulro lado he ce-lamente
posterior a' era ehrislaa.
Em uma das salas abandonadas do Amenopheiou,
e boje rxposta ao ar. imagioarara fazer uraa especie
de edificio, meio templo, meio igreja.
Tioham roberto as paredes com nm unto que es-
conda os hierogliphos profanos, esobre osle unto
de um estuque mu espessn, pintaran) a fresco per-
sonaeens de grandeza natural em tolo o ambilo des-
la sala quadrada.
Em um nicho ornado do duas columnas grega.
de milito mo goslo, e qoe parece ter sido uraa es-
pecie de altar, distingiiem-se mui precisamente tres
personngen, dos quaes dous horneas bellos, e a di-
reila uma mulber.
I Yira dn nicho f esquerda, ve-te dislinclamenle
um Komann, cnsul ou imperador; e mais longe,
em una parada lateral, um cav.illeiro mulo bem
amentado na sella.
A' direila, as fizaras ainda sAo menos apparenles;
ha urna de cor azul que be evideuleinentc egipcia
segundo o traje.
O que sao eslas pinturas? O que representara '.'
A que poca devemos reTeri-las'.' ludo quanto
posso dizer be que sao do maior estilo c qae tem
alguma cousa que se parece com o estilo de Rapha-
al.
Si! ellas se rcmnnlim. como alguem julga, aos so
i litaras ermitas da Thebaida, fazem a raarar honra
a pinliir dease lempos, qae a do seculo XVI Dio
teria foilo mais do que ressuscilar.
lie nm enigma que valia apena ser dirifradn, e
nio rrein que lona multo diflicil para 01 olbos exer-
cilados de om ronbecedor..
NAo me lsongeio de sc-lo, e deixo esle Irabalho
a outro, embora com algum pezar
Barlhelemy Saint-Hilalre.
Membrudo Inslituio.
Jonrna\ de* Dehal'.
RIO DE JANEIRO.
Discurso proferido pelo Sr. depurado
Augusto de Oliveira, nnsessaode 19 de
j i litio do corrcnteaiino por occasiao da
dlSGUMo do oivamento de marinlm.
< Sr. Atn/ntlo de nlnera :Sendo eu.Sr. pre-
sidente, o primeiro a reennbecer n a'raso em qne
se acliam os nossos Irabalhos legislativos, e cnteu-
dendo que nAo devemos coulinaar na pralica, sera
duvida inconveniente, de se mandar lodosos annos
a "remenlo para o senado de/. 011 quinze das an-
tes do dia marcado para o encerramento das cama-
ras, eu pela minha parte lenho procurado contri-
buir para que as nossas discusses nao se prolon-
gueni, alira de que 11 orcamento pos-a seguir ccm
hrevidade para a cmara vitalicia. E he por essa
razao que lenho ele anno deixado de lomar parl-
era varias ditcamflai, lendo al deixado correr em
silencio o orcamoiipi da repartidlo dos negocios es-
Irangeiros, quando alias eu linia grande neces de de pedir algumas cxplicares ao Sr. ministro da-
quella repartic.io ; e nesla occasiao era que se trata
do orcamcnlo de um ministro de cujos negocios em
oulras pocas eu me hei oceupado com minuciosi-
darlc, estara disposlna guardar perfeilo silencise
por ventora Dio me corrcse a rigorosa "hrigarAo
de fazer brevet rellexies arerca de assumplos pen-
dentes desle ministerio, os quaes intercssam moilo
de pedo a* provincia que lenho .1 honra de repre-
sentar. Feitai eslas breves rellexes, aventurare!
aueeinlaa ComideracOei, alim de motivar o meu
vol sobre o presente orcamento.
tendo pois de filiar sobre objectos pendentes des-
le ministerio, e que interessam a' miaba provincia,
a cmara comprehende que en devo principiar por
aquelle que em grao de importancia oceupa o pri-
meiro lagar, islo he, a mellioramento do porlo de
l'ernambucn. (Apoiados.
lelizmenle, Sr. presidente, nao me sera' preciso
fazer novimente a exposicAo de lodas as vantageo*
qua pronietle este melhnramcnlo, a cmara ja pro-
ferio uma lenlenei fivoravel acerca de sua trans-
cendencia, approvando o anno passado om artigo
pelo qual o governo se acha aulorisado para fazer
todas as despezas necessarias para esta obra, poden-
do para esse lim reaiisar as opcracea de crdito que
julgar conveniente ; de son que" a realisacAo deise
mellioramento boje a depende do governo, oao
tendo eu nem mcos coliegas pets provincia de Per-
namhuco qae appellar mais para a alia generosida-
de do eorpo legislativo, que a esse respeito ja fez
ludo quanto delle dependa. (Apoiados.:
Polo que nAo mi seja possivel congratular-me
com o nobre minislro da marinha pelo grande pro-
gresso que lenham li lo os Irabalhos relativos a este
mellioramento, todava a minha conscieneia me
obnga a reennbecer que o uobre mnitro, a despei-
lo de todas as dilliculdades com que lulou nesle ni-
limo anno epidmico, se encarregou de demonstrar
o pouco fundamento de uma proposito ouli'ora
aqu proferida por oulro Sr. ex-minislro da rrlarinha
quando disse que, por mu sinceros e ardentes que
lossein os desejos do governo, jamis se poderia des-
pender annualmente, com essa obra, mais de tiO
eonlos; pelo qoe refere o rea lorio do nohre minis-
tro, v-se que 110 anno linanceiro que acaba de lin-
dar se despen leu o duplo dessa quanlia,islo be, 120
eonlos de rii.
Mas. 3 cmara nao eslranhara' por cerlo qae cu
me nao d ainda por salisfeilo ; a cmara ha de sem
duvida recouhecer que uma obra de lal magnitude
do caita de 2,0lHI.00O?,e que visa a um fin de gran-
de ulilidade publica lauto geral como provincial,
nao pude ser coudemnada a ser feila por subven-
res anuuaes de 120:000$. Apoiados..
NAo quero de mam-ira alguma fazer a menor cen-
sara ao governo a esle respeito, porque sou o pri-
meiro a reconhecer as diflieuldades com qoe hilara
e anula esta' lulando; sei igualmente que anda nAo
te pnJe contratar para dirigir essa obia om *nge-
nliciro halo 11 lado com osconhecimrnlos especiaes,
que lecha de se ocrupar especialmente desle me-
llinramenlo, e Ihe fosse dar o irapolso devido. Pos-
to que eu conheca todas essas circuinstaiicias, nAo
posso comludo deixar de aproveilar a presente occa-
siAo para, n-iteran lo sempre minbas instancias, pe-
MUTILADO
O andar superio' foi divi lado em multas cmaras
espacosas, e um risonho ledo i italiana sobstiluioo
teclo amigo.
Atrs da casa ettendil-M om terreno asss vasto
nAo cultivado Thomaz Lancry comprou-o, e formn
oelle om jardim, uma borla e um vergel com man-
guciras, pinheira, coqueiros, mirantes caprichosos,
cascatas susurrantes, avenidas e bosquezinhos de ro-
seira-- e de jatmlat, enriquecido de lauques povoa-
dos de pciies, e rodeiados de canniradas de ahya-
pana.
Os aposentos superiores foram cedidos poraluguel
a alguus olliciaes de marinha amigos velho* de Tho-
maz Lancry, que linham navegado sob suas ordens,
e militando pela mor parte debaixo de sea coraman-
do. Isso nAo era elfeito de cspeculacAo, nem resulta-
do de pobreza. Poeto que fosse lilho de bomeni, a
quem a miseria obrigara a abandona-lo ainda meni-
no 11 lanpropriai forjas, e'le adianl.ira-se com per-
severanca, e ajnnlara bastantes economiaspara viver
dahi em dianle iiidcpeiidenle. Formar para si um
pequeo circulo de pessoas agrailaicis, francas e
leaes, lomar relaees amigaveis ainda mais estreitas
pela prattea diaria da vida de fimilil, c crear ditrac-
ees para a lilh, fazendo-a ao m-.-smo lempo adqui-
rir as quididades de uma boa dona de casa, tal era o
intento do velho marinheiro.
Esses amigos foram enlao scus commensaes, consi-
deraran) emlim a cata como iua propria, tomaram a
Rosange umi aflairaa que cresreu com -os .unios, e
que augmentando revestio-;e do carcter da sollici-
1 1 i-- e de lernnn paternal.
o Irilor deve lembrtr-ae de que lornaoda .1 ver ,1
moca o capilao Marlineau a chamara : lilbinh.i. El-
le nome dado a Rosange poi om velho eampanheiro
lo pai, lieon-lhe, e foi mesmo prodigalitado como a
inan lerna cx|iress,o dos tenlimenloi doist pilcrni-
dlde miillipla que rodciv i .1 de [irolecr 1 e de
amor.
Beade cnl.i 1 para essa lilbiahl queri la na 1 havia
na 111 ha, na al ii Maurire, 111 Balavia, eilatStv-
chlles, iuas asss raras, estofos asss ricos, perfuuies
anas exquisitos, que n.i fosiem romprdoa pelot
marinheiro* em rada uma de suas viageo*.
Kosange linha 11111 piaaei infantil em ailoruar-se
rom todas as riquezas que eniiavam Ihe pela lilao
da amitada mreglflai mais aforlauada* do Qrienle,
esse jardim de lien, lie mu rainari.n delicio-, qne
li.aia do Ii1n da. arvoret, i mora i nstava ni* no,
le orina-- e bella*, ojeando os hospedes da casa e*>
lavam reonidos ern mu Ion aro em Ionio de om ti
hnleirn d adrez mi de rhavenai dnnrada.....de
fnmegava o rafe de M/Aa, aottava, digo, passar for.
livameotea sombra das ireoida* e apparocer-lhei
dir novamenle ao nobre ministro da marinha que
Irale com toda a soiiritude desse melhorarueuto,
de que dependo, pur assim dizer, o grande futuro
de minha provincia.
Segundo vejo no relatorio de S. Exc, foi apre-
sentada a' consideracAu do governo imperial ama
memoria escripia por doos eogenheiros eslraogei-
rot, propondo nlterar;es importante* no plano de
obras adoptado, e qae ora se cita' executando. Nao
me atrevo a emittir um juizo, que le tornarla de-
masiadamente temerario, acerca de um objecto em
que nao ata profesional; folgo lodavia de ver que
0 nobre minislro ja submetteu esse Irabalho ao ca-
me de cngenheiroi de sua coofiaDcn.
-Mas. seja qual for o resallado desse came, jolgo-
me no rigoroso dever de ponderar a S. Exc. que as
alteraces proposlas nessa memoria ao piado de
obras que esta' sendo pullo em execucAo oflerece a*
primeira vista irameoso perigo, como passo a de-
monstrar.
Acamara sabe qae o porlo de Pernambaco se
compe do brar,o de dous rios que, procurando desa-
guar no ocano, se reunem em um mesmo ponto
formando ama bacia que se acha convenientemente
resguardada por uma muralhade pedrada nominada
recife,objecto cile que faz com que ene porlo
se aprsente ao olhos do espectador como uma ver-
dadera maravilha da natureza.
Ora, uma das altera^oes propostas tem por fim
desviar o corso desses nos, para que elles possam
desaguar no mar cm oulra direcrAo ; e, estando a
cidade do Itecife edificada obro tira terreno extre-
mamente baixo, tanto que algumas de mas ruai sao
as vezes invalidas pelas endientes dos rios as ma-
res viva, j 1 v a cmara o perigo qae pode liaver
quando por ventura se d o menur engao neisa*
allerarOes proposta pode acontecer qoe a cidade
do Recife venha a ficarsubmergida as occasioes das
inundadles dos rios. Portanlo.nAo poiso deixar de
chamar a mais seria attenro d nobre ministro acer-
ca dessas alteraces, e de pedir-lhe que antes de
adopia-las, para o que esta' competentemente aulo-
risado, mande proceder todos os exames possiveis,
consultando a ese respeito, nAo a am s eogeuheiro,
mas a lodos aquelles de que possa dispar.
Soppouho que me cabe nesla occasiAo solicitar do
governo informadles acerca de um oulro melliora-
mento que lende a dar a mais elevada importancia
ao porto de Pernambaco ; fallo do eslabelecimento
do telegrapho elctrico.
A este respeito ja foi submettida ao governo im-
perial uma proposia feita por oma^casa ingleza.que
goza do mais alto crdito, a qual ja lem sido encar-
regada de construir telegr.iphns elctricos em varios
pontos da Europa, achando-se uma casa porlogae-
U, estabelecida nesta corte, e qae gma do mais ele-
vado crdito enmniercial, encarregada de promover
esse negocio. Keconbeco qae nossa litosrAo liuan-
ceira nao permiti que o governo se alargue maito
lem certas melhoramentosqaa importem em grandes
despezas, embora sejam de grande ulilidade ; mas
tenderes, nao pense a cmara que 1 despeza prove-
uieole do eslabelecimento do telegrapho elctrico
desta corle a Pernambaco seja to exagerada qoe
nao estoja ao alcance das Torcas dos noisos cofres
pblicos.
-XAo. senhores, o orcamcnlo apresentadn na pro-
posta.segundo mi consta.lie apenas.de H;0O0:00SOOO
prope-se que a obra seja feila por emprezalimilan-
do-seos proponentes a pedir ao governo a garanta do
minimn dn joro de "1 por cenln sobre o capital de
X.0O0:0Ot>- ; de sorte que ainda quando ese melho-
1 amento uma vez realisado nAo d lacro algum para
I empreza. e quando so tenha de exigir do gover-
no a importancia total da garanta do joro, o qae
ole he de esperar apoiados,, a despeza animal nao
exredera' de lOOttOO*.
Ora. con.olanlo-.c a etatistir.a dos rendimentos
dos telecrepbo* elctricos construido' em vario*
panto! do mundo, vc-se que por loda a parle o ren-
dimenln dos lelegraplios elctricos tem sido sutil-
denle nao s para cobrir todas as despezas, como
para dar lucro as respectivas emprezas. Nao quero
refejir-me nicamente a esses paite! qua, sendo
moilo provados, estao a lodos os respeito em eoo-
dljrJet mais favoraveis do-que o nosso ; fallo da In-
dia, oude acaba de se conhecer o resultado dos prt-
ineiroi ensaiosde vas eleclricas, alli pela primeira
vez. introduzidas.
Por uma correspondencia que ainda ha pouco foi
publicada no|./ornaf do Comnurcio, conhece-se que
na India n rea lmenlo dos telegraphos elctricos
lem excedido a lodos os clculos, mesmo os mais
exagerados, feilos anteriormente as suas eonstruc-
coe.
NAo qoero com islo .lizer que om telegrapho elc-
trico, que partiodo do Rio de Janeiro e passando
pela Baha va a Pernambaco, d logo 1101 primei-
ro annos ama renda sollicienle para cobrir todas ai
despezas de custeio e dos juros do capital emprega-
do : nAo direi islo, posto que muilas pessoai cir-
cumspeclas pensem de modo diverso ; mat queren-
do ligurir a hypolbese menos favoravel, islo he, que
esse telegrapho elctrico nao render um real, e que
a empreza leri de exigir do governo a lomma total
da garanta de juros, ainda assim digo que o sacri-
ficio ser muilo pequeo, em vila das immensas
vantagens que I1A0 de resultar desse novo melliora-
mento. Apoiados.)
" .Sr. Mendeslde tlmei ]a:~Termos noticias mais
cedo.
0 Sr. Augusto de Otfcelra :Nao lie s debaixo
desse nonio de vista qua con-iderarei, como medida
politira, seguramente he ella do maior alcance, po-
rem eo procurarei encarar esie mellioramento de-
baixo do ponto de vista commercial. O nobro de-
pulado deve saber a maneira por que actualmente
se faz o coramercio da Enropa e nos mais paizes on-
de existem ja telegraphos elctricos. O nobre depu-
lado deve saber qoe os navios procedentes dai diver-
sas parles do mundo, tendo de seguir para todo o
norle da Earopa, a mor parte tocam em um dos
portos do can.l da Inglaterra, para ahi receberem
orden, e depois seguirem viagem para um doi por-
lo. ou da mesma Inglaterra, ou do continente da
Lampa, onde, elles possam vender 01 seus carrega-
me litis.
Intro lo/: lo qae seja esse grande melhoramento
de orna via elctrica desta corle a cidade do Recife,
os navios que vieren do norte da Europa 011 do
norte da America em procara dos mercados do Bra-
sil leem imeresse de locar no porto de Pernambaco,
o qual, em consequencia de sua vanlajosa posidiu
geographica, situada oa parte mais saliente e orien-
tal da costa deste imperio, ollerece-lhes fcil ramo
para elles ao depois se dirigirem a qualqoer merca-
do, ao norle ou tul, onde se sinta a falla dos produc-
ios que ellos (ragam.
repentinamente em trago asiaticu enlre os jasmins e
as rusas deslumhrando-os com seus atavos e sua*
gracas stmelhanle a ama dausarina no meio de mu
jardim mgico, oa i rainha das noiles de Bengala
deicida de um rain da la a um cesto de llores....
Como muilo marinheiros Tbomas l.aocry era
apaixon.nlo pelo ladre/. Costuraava dizer que'dara
de boa vontade seu melhor par de pislolai de com-
bate pra iogar somenlc um dia com o grande La-
hourdonnaie.
Todava essa paix.io, por mais imperiosa que fos-
se. nflii lomava mais do que uma parte de sua exis-
tencia: elle passava invariavelmentc a oulra em uma
pequea cmara que mandara preparar no solAo da
casa, e para a qual rctirava-sc como para um sanc-
tuario impenctravel.
Ahi de duas janellas que linliam vista para o
mar, elle lia ainda com ardor no ceo, no lempo c
nos lentos, ohiervava com olhar severo as mano-
bras dos navios que chegavam ao porlo, oa proca-
rava desrobrir 110 meio das tempestades algumas em-
barcacics em perigo foi ahi que um dia a mora
veio iprcndc-in, opprimido pelo peso dos an-
uos e das fadigss de sua rada rarreira, tendo na
man mu compasso, e o dedo lixo sobre ama cirta de
marinha.
Ouando cessou de viver aqnelle qae fora ludo pa-
ra ella, e unico prente que conhecra no mondo.
Kosange experimenlou uma dor incxprimivel, um
vacoo horrivcl. Todava sea carcter lorlaleceu-se.
sua alma j.i altiva recebeu nova tempera. Ella pen-
soii redmenlo que a pruterc.in c o amor deses ir-
lllot marinheiros que cnnideravam-ua como sua li-
Iha, nao Ihe fallara ma coiilieceu que esse amor
e essa prolcrcAo jamis poderiam igualar os senli-
mentoi de um pai ; mas disse comsigo que dahi em
dianle as graves cirruimtancias da vida nAo deva-
na lomar eontelho aanlodati mesma.
I liornas l.aneri nao possuia por ludo mais de nns
(prenla mil francos, inclusivamente a casa e o
jardim. Elle linh.i em Coa na cosa de Malabar um
irm.io que applici\a-te desde muilos anuos au com-
mercio do ail mas esse irmSo era anda auoco. e
liana de casar-se segundo todas as probabilidades.
A moca toman pona de sen pequcuo patrimonio,
.- 11.10 iniidnu nada dos habitat inlrodoiidot polo pai
[na rata, Ficon senda como donlaa a lilhinha mimo-
sa, e o : lol.i do. amigo* do ,-ibo inarinlieiro 10,
anda mal- 10 he pottirel, um nslro bilihanle qae
illaminava tuda em ni pasar.cm, o tabjogava pe-
lo en doce imperio, caprichos e vonlades.
A. consa. ..-iiaiii-se assim, qnanda Adriano Foel-
elter chegou a casa de Ro-ange.
iroH'i'in/i/r-e-Afl.


OlRlQ OE NMIBIUCO S-Pfli'O 29 I HVtfflMO PE 18S6
Encumiiihudu o commerrio por esla forma, loma-
r elle enlre nos um.i no face, podendn assim ser
mais proniplameule atlendidas as necessidade* cnm-
n.erciae* ile qualquer localidad*. Uto m> rom provei-
lii nico do commcrciu importador, ma< anda com
eminente vantagens pira o consumidores em nos-
so piir. vantagens que, no queresprila aos gneros
alimenticios que nos veem do estrnngeirn, hilo de
poderosamente inlluir na sorie dai clas-e* menos fa-
vorecidas da nossa tocird ule. .Apoiados.
Se couider*rmos por uin su iromcnlo o alio pre-
ro a que algum** ves* leem cheaadn nesla corle e
em oulros pontos o gneros alimenticios que nos
cea da Europa, por ejemplo, o l> .ralhtio, a fari-
nha de trigo e oulro* idnticos que nlo preciso men-
cionar, comprehenderemoa fcilmente que. desde
que o rommercio liver essa ficiljila.le de commuui-
eacSa, haverl por toda a parle orna certa Igualdad*
nos prrcos, na"o seunlocer o que, por exemplo, se
deu em minha piovincia, o anno pastado. Qaindo
o auno passado eu all embarcava-me p.ira esla cor-
te, o depnsilo de farinha de trigo era alli apenas
de (KI barricas, o prero de uina barrica ja tinlia su-
bido a juj, ao passo qae seis dia* depois, rhesan lo
eu a esta corle, snbe que o prero desse genero era
aqoi apenas de melade.
E para que oo se de essa grande desigualdad*
de pree* (to ohjeclos cummerciao, e para que o
rommercio possa entre mu ter o desenvolvimenlo
que em oulros paizes tem elle recebido le--a- no-
vas e maravilhosas invcncfics da civilizarlo moder-
na, he que eu nao lerei dunda de pnnar pela rea-
lii.tr.m desse inelhoramento de que me lenho ocra-
pado, e nAo e em vista da conveniencia de rec-
bennos raais cedo ama cartiuha ou urna r.oticiazi-
nlia, como o nobr depalada den a entender em seu
aparto que nao ouvi.
Posto que M-melhanle melhoramento nao interes-
se nicamente a proviucia de Pernambuco, mas
anda as do Kin de J.iueiro e Haba, as*im como a
lodo o imperio, mas quando assim fosse. supponho
que eu nao seria exagerado pedindo a reali**cAu .le
qualquer melhoramento que direcl
e nicamente
inleressasse a provincia do Pernamucn, allenden-
dn a grande renda cum que essa provincia conlribue
para a receila do Estado,
Devo ponderar aos nobrc depotados que a pro-
vincia de Peruambnro, epezar de libo 1er recebido
do goveruo geral lodos os auxilios |ue ella linlia
todo o direilo de esperar, be hojo segunda pro-
vincia em rendimento ; sua renda geral, segundo
vera calentada na tabella annexa a orcamouto, j
passa de t mil contos ; portamo be i v a cmara
qoe urna provincia que tem tido lito grande incre-
mento em sua renda, que he hoja superior da
provincia da Halda, que em aunos anteriores era
muito mais elevada, he susceplivel ce inuito maior
incremento, logo que se ultimo nina do melliora-
rtcnlu do sen importante porto, e
prebenda a construcc,So de un le egrapbo eleo-
Irien.
< I nobre depulado conhece bem nb vaolazens na-
turnes do porto de Pernambuco, nada de novo pos-
so eu Ihe dizer a semelhaule respeilo. A Divina
Providenaia, dotando esse porlo con urna l tajosa e exccllcnte posic,ao geographi a, cullocando-o
nu ponto mais saliente e oriental da i osta do Brasil,
romo qae em scus altos deslinos in licou dever ser
e>sc o ponto donde deven) partir as irimeira* com-
iiiunicarOe*. lim da qae o commerci i do ceilas par-
les mullo importantes do mundo con o llrisil ij
faca palos oovos syslemas adoptados nos paizes mais
civilisados, e de modo a resollar a rraior soinma de
beneficios nao so para o eslrangeiroj ftomo psra o
nosso proprio paiz. (Apoiados., Curaprindo aluda
acrescentar que parece anda que a Providencia det-
tinou esse porto dever ser o ponto de escala e a es-
lavo nalural onde, nao su por ni -reste proprio,
cora, dirigindu a administrarlo da maiiiiha. loma-
se da mais elevada Importancia,
( Sr. Junquelra:Ha nina bliisphemia.
O Sr. Augutlo de Olieeira.Felizmente que na
deenv"lvim.mlo as suas idea*, e na demun*iracae
de-la sua propoic,lo, o nobre depulado, a queni ali-
as se rolo pode negar eoobecimentos esneeiaea sobre
a materia, se houve rom tanta infelicid ule, qoe OH i
accusacAo perdeu luda a sua gravidade, nao lendo
conseguido o nobre depulado demonslar saiisfartotia-
mente o que havia asseverado.
Essa proposicAo he do BSaloT alcance por trazer
Como que um pezar para oda a marinlu, que, m
vi-la de seinelhaiilc acensadlo. Be* enllocada em pe
mais desfavuraval em eoinpar.icAu com as mais repar-
licOea publicas do Eslado. Se seinelliante proponcao
f'isse exacta, importarla ditar-M que a marinha os
diversos e variados erviro* a -en cargo, ou nAo sa-
ti-faz as necessidade* publicas, u, se o faz, he me-
danle orna despeza exagerada que poderia ser re-
duzida.
Mas, aenhnres, poderia o nobre depulado jamis
apoie dos autnre* a que S. Etc. se referi em nin
aparte que'den hoiilem apoiados : por miin decla-
ro que; leudo aempra procurado lar algnma censa
de m.ayiuXn. anda naoenroiilrei obra algunjia que se
prontipciafte em contrario opiniao du nubra mi-
nislrn; Mmpre li que, por lo la a pirle. em lodos os
|iai/.es em que ha una mirinha a lianlada, sernpre
a marinha mercanla servio de viveiro a marioha da
guerra. (Apoiados .
f ni Sr. Depulado :He ama vardade.
O Si", ingitto da (Htreira :Cumpre pore.n bem
delinir que se entente por in.rinha mercanla;
como lal entende-se em sua i;eneralidade a reuuiiln
das diversas occupaco da vida do mar, nao he u-
nicmenle a navegarAo de cabotagem ou de longo
CIl'Scl-
l'orlanlo aonde po te a marinha ile cuerra adiar
ge. le para a tripularan ras de seus rorpmde uiarinha, lenfio na Popnlajlo
martima do paiz *,'
Poda a vez queso for procurar para a'marinha bo-
mens de omi ndole diversa e que nlo estiverem
parte as disruses dos partidos ; lodo* saliiam que
eia prima e amigo do Sr. consellieno Kiu.elno de
Qtfeiros, e que era o delega.l.i .Je um uiiverno COOtar-
vador. Kntrelaulo n /.ihrroi l'mitimhiH'iuio tez ple-
na ustira o seu inereeimeuto, aa sen dasinlereasa,
3"S .erviros que havia presla.lo ao Brasil, e eape-
cmlmeiile a Pernainbnco.
proferir lemelhanie propotbjlo em procurar ao me- habituados .i vida do mar, puncos bao de dar (
bous niariuhcir
nos demonstra-la, sem ao menos mostrar quaes
as verdadeiras eaueaa desaei males, e quaes os reme-
dios a dar-Ibes'.' Se por ventura e\item vicios org-
nicos e de data anliga que concurren) para que a
marinha nao corresponda a despe/a que com ella so
faz, grande culpa sem duvida leve o nobre depula-
do quando dirifla esta reparlioao, por na ter de-
nunciado ao corpa legislativo csses vicios, pedlndo
meios para exlirpa-los. Procurci averiguar se essa
era outr'ora a opiniilo do nobre depulado, leudo pa-
ra esse llin me dado ao trilialho de tornar a Icr o re-
lalorio da marinha apresenlado ao corpo legislativo
em 18 i:t pelo nobre depulado, posto que cu de rdr
soubesse os pontos mais '
os ou para bous soldados de marinha.
Ai oa.los.
Mas, Sr. presidenle, quando o nobre depulado se
propox de conlesiar esla oniuio do nobre ministro
da marinha, dignou-se ao menos demonstrar a c-
mara um mein de que se poderla lanrjr mHa para
nao se ir buscar na marinha mercante os soccorros
que nercssila a marinha lie guerra? Ao menos niio
me letnbra que o nobre depulado assim o tizesse, se-
gundo os aponlamentos que leinei do sru discurso.
Senhores. ha nina Tardada dolorosa de dizer-se, e
he que infelizmente a uossa marinha mercante nao
est em eslado de prestar o soccorros necessarios a
marinha de guerra do paiz, soccorros que della se
importantes dessa pera olli-
Cial ; e ennvanci-me que o uobre depulado pela lia-1 devia esperar.
bia naquelle lempo nao pinlava o eslado da uossa I Se por ventura a marinha mercante nandevesse
marinha rteuaixo de cores tao pouco lisongeiras, co- | ser a viveiro da marinha .le guerra, em que razes
mo parece pensar hoje. j se fuudariam todoes*es favores, lodos esses privile-
lortanio.se nao he possivcl admillir seinelhanle : gios concedidos a moma marinha mercante, nao su
livpollicse, islo he, que sao causas de langa data, c
vicios orgnico e radican que fazem com que a uos-
sa marinha nao correspouda a despe/.i que com ella
se faz, porque sem duvida o nobre depulado ja leria
procurado derrocar lodos esses vicios quando diriga
essa repartido, somos forjados a concluir que sao
erros e desvos de rcenle data, que se tem dado de-
pois que o nobre depulado largou a pasta da mari-
em nosso paiz, m certos paisea ealrangeiros '.' O que convem pois he
nao parar na carreira, continuar a animar por to-
-dos os meios a Doaae alcance a marinha mrcame,
procurar tornar a vida do mar maisatlractiva e lu-
crativa pomlvel para todos aquelles que nella M
quizerem empregar, ao menos alim de que uina
maior Mmma de vantagens pussa em pi>rle compeo-
niia, que fazem com que a marinha boje seja uina sar os arduus sacrilicion que essa vida exi". sendo
reparltclo que nao corresponda a despeza que nella I que pende da decisao deata casa um projeclo sobre
se fez.
Assim pois considerando a proposir.lo do nobre de- necenidade.
pescaras rujo pcusamenlo esta' de rcenlo com essa
que se em-
polado segundo a hipolhese que acabo.de figurar, e
fazendo um quadro comparativo do estado da rpar-
tijao da marinha no lempo que ella fura dirigida pe-
lo nobre depulado, oom o eslado actual, comparando
o estado do material de uossa foiQa naval e do nos-
so corpuda armada, se por ventura assim eu conse-
guir pi ovar que a mariuha nao se acha em peiorc
Por oulro lado convem igualmente ir dando maior
dcseiivolvimenln a essas creaa*es de companhias de
aprandizo* menores, mulliplicando-as por lodos os
arseuaes, e se por ventura fose licito esperar dessas
novas crcacoes supprinientos suflicientes para todas
as necossidades da marinha de guerra, seria por sem
luvidieste o meio mais proficuo de que poderia
circuiintancia. e antes tem llorescido, supponho que ; mos laucar mao ; esse resultado, porem, nao he li-
lerei conseguido mostrar o pouco lundamento da l cito es erar.
proposito do nobre depulado, dcslruindo as-nn o
estigma que essa mema proposiQao envolve contra ,i
marinha. Apoiados.)
Para demonstrar essa sua proposieao, o nobre de-
pulado apreciou a nos-a inarinha em" relacao ao sea
material e pessoal. Principiando pelo material, o
nobre depulado notou o ma eslado dos nossos arse-
naes, que poucos serviros fazem.
O nobre miiiKtro da marinha responden hontom
salisfactoriainenla ao nobre depulado, leudo moilra-
Aproveito a orrasiao para apoisr oulra idea lem-
lirada pelo digno antecessor do nobre ministro, e a-
ctual Sr. ministro dos negocios eslrangeiros, relati-
vamente a crearan de um Collegio naval, se as com-
panhias de aprendizei menores sao de ulilida le,
lainbem nao menos til sera' um collegio naval onde
se eduque a mocidade que aspire a carreira da ma-
rinha de guerra.
Em ver.tade a vida de mar he llo pooea atlrac-
liva, e tamaitos sacrilicios exige, que o estado nao
romo por necessidade, precisa de ocar toda essa
nnmensa navegaran de longo curso que se faz do
norte da Europa e A merma, n.lo s para todo o sul
da America, como anda para u oulio lado da costa
do mar Pacifico, a lambem para us mares da Asia ;
de mam ira que, sem altender-se ao alcance que
elle tem como medida de poltica, que na realidade
lie imraeuso, e que a intelligeneia iqais myopa re-
conhecera, porcm uuicamente debaiso do ponto de
vista commercial, como um verdadeiro melhoramcu-
lo que lendc a dar ao nosso comme co aquella di-
receao que elle dev* ter, a conslrucrio de um lele
grapho elctrico lie medida por assim dizer queinle-
ressa o commereio do mando inleiro com o Brasil.
AjM.i uios. Assim nao vejo razao, p ra a realisarao
de urna couslruccao do urna liauscemlencia lal, que
** recua perante urna despeza de MU 4000 annuaes,
que he o mais em que ella podera importar para o
Estado, na hvpothcse mais desfavorai el que ha pon-
en ligurei.
ti Sr. Candido Menes Eola porque nao
pede telegrapho elctrico al o Para '
O Sr. Augusto de Olieeira : JftAo me sendo
pnssivel levar la i longo os meu* deaejos, iodavia ra
permita o nobre deputado que lhe diga que essa sua d
proposicAo nao lie mais despropositada do que a de
qiiein quer, lia certos annos passados.lque cmillisse
a idea dse poder communicar de l.oiidres a Se-
Ij-topul urna uolicia com a rapidez dolraio, isto he,
dentro de poucas horas, ao pas-o que \ isto be um
laclo ja realisado ; portanto, na orden)Wialural das
cousas, nao esta lora da oibila da conceWao huma-
na o aspirar a eslabelecer orna via elctrica que
losse/al o Para ; porun) nao se pudendo raxoavel-
ineute aspirar a tanto, fori-osa he limitar os nossos
desejos aquillo que esla uuicamente aolalcance de
nossas forra-. i\ao posso deixar de pedil ao nobre
rniuislro da marinha qoe resolva o seu Collega do
imperio a lomar em cousiderarao esta proposta, e
ilai-lhe breve soluc,ao.
O Sr, Ministro do Imperio : Esla engaado ;
ja decid lodo.
O Sr. Augusto'de Oliteirn : A resposla do no-
bre miuisim me desanima completamente risadas',
porque na realidade me parece que o honrado mi-
ui-lru n.io deviaex-abruplorepellir semelhame
pro|HMla ; n lal he a confiHnra que lenho na intel-
ligeneia e patriotismo do nobre ministro da marinha
e do seu digno collega do imperio, que ainda es-
pero que elles tenham de ponderar sobre este nego-
cio, c que a resoluto que elles tenham de lomar
seja loda favoravel, porqua^to eu nao vejo que
possa haver urna despeza mais productiva do que
es-a, peranle a qual recuam os nobres minis-
tros.
Agora, Sr. presidente, nao pos*o deixar de insistir
ainda esle auno acerca de nina idea que ainda o an-
no pascado olfereci ao nobre ministro, relativamente
ao nico pinrel qne existe em minha provincia.
Pens que o nobre ministro Ji esta suflicienlemen-
le iulbrmadn do estado de ruina em que se ach.i o
ph.irul do Kecifc, e de que elle necesita de obras, e
obras muito importantes ; e em lal bypolbese con-
vem antes mandar all fazer doospbaiiics, eraOlu-
da, e oulro co Cabo de Sanio Agostinho ; urna vez
que he constante que na MtacSO do verao os navios
sempre procuram o ponto de i Muida, e no invern
o de Sanio Agostinho, alim de poderem demandar o
porto do Rccifo ; ne*ses dnus punios he que se de-
viam eslabelecer os dous phanies. Tanto mais qoe o
estabelecimento desses dous phanies pude Irezcr por
nutro lado certas vauta^eu* no inleresse do lisco.
Sendo ju-lamenle pcrlo deUlinda edo C.-ibo de San-
io Agosliuho, qne se presume ter luvido alguns ca-
sos de contrabando de fazendas, organisando-se eco-
nmicamente um servico de tclegrapbos, segunde
alies ja fura proposto pelo mu lo intelligentc e dis-
lindo inspector do arsenal de minha provincia, es-
ses dous phanies serviriam ao mesmo lempo de tor-
res de signaes que commonicassem qualquer noticia
a capitana do porto e inspectora da alfandcga, lo-
go que se desse qualquer caso de Mspeita de contra-
bando com a approximarao de navios em certos e
determinados pontos dacosla.
Supponho, pois, que o nobre ministro nao deve
adiar por mais lempo a eonslrucc.au dus dous pha-
nies.
Vejo-me obrigado lambem a lembrar ao nobre
miuislro da marinha o compromiso que lem o go-
veroo com a Cumpanbia de NavegacAo Pernarabu-
cana. O nobre ministro sabe que pelo contrato feito
com esla companhia, o governo e-t obrigado a
mandar collocar boias c bausas em cerlos lagares
para facilitar aos navios a entrada em certas barras.
< Mueble miuislro ja deve saber que, por falta de
rumprimento do contrato nesla parte, pode-se lal
vez atlrihuir o sinislro ltimamente alli havido.
O Sr. Cunha l'lgmiredo :J se mandn fazer
alguma cousa.
O Sr. Augusto dr Olieeira -A cmara sabe que
esla companhia leve a desgrara de perder o sen pri-
meiro vapor; e perdeu porque '.' porque na entrada
do porlo de (joiauna, nao havendo boias ueui bali-
tas, o praliro enganou-se no canal. Ora, se o canal
eslivesse designado por boias ou oulro qualquer sig-
nal, lalvez se nao livesse dadocse sinislro, que re-
pulo urna verdadeira desgrara. faro esta lembranea
ao nobre ministro da marinha sem querer-lhe irro-
2ar a menor censura, porque sei, Sr. presidente,
que havendo lanas outras necessldades que allen-
der, o Sr. nnni-lro nao pude dispor dos meios sufli-
denles para satisfazer a todas.
O Sr. I'un/iu h'iyucheao: Manou se ja lazer
alguma cousa sobre i " Sr. Augusto de Olieeira :l'eilas estas obser-
vaertes. Sr. prc-idente, leria multo deseio do quaes as causas e motivo- que concorrem para deve desperdigar urna s vocar.lo, e "antes deve edu-
qae esses eslabelccimenlos pblicos eulre nns, assim I car e preparar todas as vucaccs que se arresenla-
como por loda a parle, nao fac,.im ludo quanto del- rem.
les se deve esperar, mas caminhandu snlTrivelmeiite, Porem nao sendo pnssivel para as clases inierio-
assini mesmo os nossos arsenaes vAo sempre prestan- res da marinha esperar os necessarios supprimenlos
ao heos scrvic.oi. desseseslabelecimenlos onde se apioveitem todas as
r.."U.f.9-"?"'. P"*.?.!"1'* Presiucille' em vncacf.es naluraes e onde mesmo se possa
^lo passar, porm, ileivarem-se tranquillas, jn-
virem a fineza, edepois inagoarem-se.... lie tapar
os olhos com as inios rom os dedos abarlos I
Di/.em, que mura defronlu de urna das nos-
sas fortalezas um individuo, que tem-se tornado u
terror da visinhanca ; por ora damos quarentena
ao que muimos dizer a resneilo desse Sr,. lalvez al- i .
1 I 1D1.1MOK111 can-avel, e lerlin-simo em ilir providenrias para que
i,uma IDUlga... iodavia prelendenius indagar com :.,. eleicOe. ae facam no rneio da paz e Iranqudlldada
caulela para chamarmos a alinelo da polica, su le devem garantir a lihrrdade da lodos. S ibra urna
verdade for o que dizem. ''"''* "Pe"*1 des-a* medidas apparrrein rerlama-
_ i'l,-,.., .,, ......;. i._.i:.:. j __- ce* do/.bera', reclamaces qae ou forain atlendi-
Chamamos a aliene, o da polica da povoa-1 ,,,_ ou ,tir,m e,plicllaa^ Jrtn quP ;U |,vein-
can de liravata, para os ladroes de cavados, pois* ilatenela nella*. niversa* medidaaalo propnslaa, M
consta-nos, que ha lempos desta parte elles se tcem I requeridas pelo Liberal Pernambucano, pelas com-
assanhado para lal hnneadeira. vollandoa o nara I m's'M asociaeao_ liberal, ou pelo mais activo e
cesso eleiloral. As providencia
timo em chamar capital o uhdeleuadu, deinitlir
DJee|4.dEo.CdeTm?.: admi,lislrador dfa ,P|flfia. He ja se nao trepida
o pnmeiro sapplenle qoe era o mesmo juiz de paz. em """letler falsidades, calumnias e mentiras !
# ,... -
presidenle da mesa, nomear em seu lugar um ni- -orno querem esses ars. disputar o jus de screm
cial prudente, que parti rom urna pequea furca acreditados so por tal forma confunden) as cousa*
LTmScL^ a-d.de pela
Comer a quadra eleitoral e S. Exr. lem si lo in- sa, e aim fui resliluida a ronliara e a Iranquillida- rae,,l,ra Aenlium partido que aspira aos foros
de a lotos os espritus. Vencen alli completamente de moralisado.procurou nunca acreditar-se por meio
o pariidc liberal. tao indignos, e aquella que recorre a embustes e
O proce.se eleltoral marchen regularmente, e oa l.Ms"IaJ'!S Prova ausencia de boas nones em seu
inlelligente de seo* cheles ; (odas essas medidas com
dua* ou tres exceprles loram concedidas, e as ex-
cepce- mo se insisti.
A* pruvaa de confianza no presidente rinlinnam.
Esa runfianca vai a puni de lhe offerecerein repe-
tidamente urna dictadura ampia no proeeMO elelto-
ral, dieladora que S. Kxr. eonslauiemenle recusa
para se manler dentro dos limites da lei.
Esta min quer que o presidente tenha influencia
alguma sobre a* mesas a poni ale de decretar urna
especie de absurdo jurdico j que alias nos devemos | ler recebido da cmara o livro das acias.
brincadeira, vollandoa pe para
suascasas rmiilos cargueims do centro.
Ha dias foi preso, segundo nos consta, o Sr.
Antonio Jos da Silva Guimaraes, com padaria na
na Direila, por queixa do Sr. capitiio Tcixeira,
do havcr-lhe aquelle passado urna sedula de J0f>
ra. da2.'estampa. Kssa priso foi filha de um
engao, porquanto depois soube-sc, que Guima-
raes nao foi quem em troco de uina ola de 501
rs., dera as de 50?, recusadas pelo cotnmercin,
A precipilarao em qualquer acto do nossa vida, he
sempre prejudicial, menos em fugir-se de um cao abilidade ou "suspensos,
damnado, de um boi bravo.de urna cobra assa- B ^ par.'"0 lib"al- """T1 1uerria ao ro'rar""!ue
nhada, de um incendio, de um rolo de pitia, de m. Emfim, queri. que innuis.e nellas por
urna casa arruinada, de urna eleicao livre, das in- ontrn modo que nao fosse icnmoelle fez> por meio
solencias de um malomdo, da pedra de um louco ne conselhns e admoestacoes, oe por meio da decisao
dos argumentos de um ebrio, de um vendedor d' j^J.^l?^*V^.!,'IW'''b* "L '* 'e! ,e*u"
carteira, e da lingua de urna o Exm. Sr. presidente da provincia devia estar
penhora lissimo desa connsnea que em -na rectidAo
noilc, na estrada ilu e "'M'arnalula le mostrava o padido liberal, deve
.!.;.______ I "inda agora ter certo desvanecimenln, considerando
cnicoiou um menino;
conservadores obliveram o triumpbu.
Ii'iiarassii.
Depois de um curio a llmente (erminou em paz
a eleicn, que tamben) foi pleiteada por pes-uas que
pmfeiiam principios republicanos. Forana levadas
presenta do Sr. presidente da provincia algumai
represenlaroes acerca de irregularidades na marcha
favor
Se o Sr. padre Marcal tem defame-, creio que
anda assim nao tomarS nenhum dos redactores do
Liberal por modelo de moralidade ese querem sa
ber quanto costa umacalumnia.tirema capa doan-
nonymo,accnsem-no com franqueza dessas maldades,
jietente escarmentar esse aleivoso que lio graciosa-
couservadorea.
Pie d'Albo.
Os (rabalbos eleiloraes marcharam alli plcida-
mente, triumpliauato es rnnservadures.
^^Jliloria do liuil.
O jai/ de paz adiou a elcir;ao para o da '.I por nao
curvar, e he o poderem osjuizes de paz nellas func-
cionar ainda que pronunciados em crime de respon-
inulh....
Antes de bontetn
Manguinbo, um boleeiro
o boleeiro levava o carro vazio, e o menino vinha
montado em um quarto para esta capital.
Tinham descansado, mas j novamente prin-
cipiaran! os peraltas banharem-se de da sem o.
que todas a* sua* decisfies tem passado al boje sem
impngnaean ou censura da parle de partido algum.
NAo era e as relaees olliciaes que o partido li-
beral se chava em ptimos termos com a pre-
sidencia. S. Exc. recebia sempre a todas as horas,
hira da* audienciencias publicas, as commisses, e os
didas consentidas e expressa ou tcitamente appro-
vadas, prornmpe o I.ihera\ fernamliwano \ como
a figurada crianza ) n'uma explusAo de insullos e
de epithelos afrontosos entre os quaes liguram os de
sstassino, de sanguinario capaz de meditar um S.
Itartholnmeu, e de querer subir por cima de um
montan de cadveres Islo quando couslava que
referencia ao material e fallando dos arsenaes, la-
men/ou a pooca actividade que existe nesses eslabe-
lecimenlos pblicos comparativamente cun a efue -e
nula em cerlos eslabelecimenlos particulares. Aj-
siin nosdisseo nobre depulado : a I de ao arsenal
da corte e a fundicAa da Pona d'Ara, e veris que
diilerein-a ; que vida, que actividade nlo se nula
nessa fundieAo, o contrario justamente du que se da'
naquelle arsenal Esluu longe de cunleslar nesla
parle ao nobre depulado ; permita S. Exc, porcm
creacoes,
nlo na remedio senAu insistir nos meins de prolec-
cilo em geral a marinha mercante, que cnpre se-
ra' o viveiro da marinha de guerra. (Apoiados.;
Cumpre terminar, poi* temo alungar-me du mais
nc-sa* miiiliasuhservaroes ; eu ja disse ha puuco,
senbores, considerando a propositando nobre denu-
do segundo a hvpolliessi figurada em relacao ao mate-
rial, o estadn aclual de tate forca naval he mais li-
sougeiro ilo que no lempo em que a reparlicA da
marinha era dirigida pelu nobre deputado a quem
qne eu lhe observe que desse grande movimento e | me retiro ; examinemos agora o eslsdo do corpo da
acnvidade dos estabelaciineutos pailienlares, jamis | armada, se por ventura elle lem peiorado de lal for-
sao susceplivcis arsenaes de marinha, onde todo o ma que proceda a censura que envolve a proposi-
servico se faz debaixo de ccita orden), melhode e rao do nobre depulado.
disciplina, condires esla* que nao pudendo reunir Eis o que se colho do'examc comparativo do esta-
os eslabelecimenlos parlicalares, lambem concorrem i do do nosso corpo da armada segundo os mappa* au-
para quee.se grande raovimnlo o aclividade desses i nexos aos dous relatnos: na chine dos olliciaes,
raesmos eslabelecimenlos parlicnlares degeneren) | ve-e* que quanlo aos poslos superiores o qoadro nao
confusao, conlrihu'.udu afta' preeucludo, assim como nao eslava no lempo
muilas vetea em verdadeira
para a imperfeto dos trabadlos.
du nobre depulado ; porem na classe dos primeiros
de "amreza lAo diversa o* estabelccimeolos e ssgundos-lenentes, as dnas etaaaea mais iinport.n-
iiiiares em relacAo aos particulares, que na reali- i tes pelo numero, existern boje T, ollciaes,mquan-
uie nenliuma analoga se pode eslabelecer quanto (o no lempo do nobre depulado s haviam O
menor recalo nos Loemos ; (.onvem haver provi.; memhros solados, os ehafea desse partido e com elles
aenciasa respeilo, do contrario, atnanhaa banham- linha largas conversas.
se defronte da ra da Aurora. Procurara al reanle* com elles, convidavaos i
n,'___ .. \ s,,a raea i.i em grande, i em pequeo circulo.
Pedimos aos directores da salada ra do \ i- ar^ alP mom;nto cm%que 0 parll(|0 |lberi)|
;ano, que '.euharn mullo cuidado em nao admitli- ou praeiro leve esperanzas de vencer a eleirAo como
rem cm sua sociedade cerlos amigos, que dizem, eriar.ca linha de construir a sua fabrica de carias
utilisam-se do suas reunioes para fins pouco ho- l'N"^'" S" e^r-'<'"\^ai c"ln rcspe.iu, cum eto-
_ _. %<"* expressnes, e eptetos honrosos.
nestos ; nao estejam Sracs. concorrendo indirecta-; Perde, porem, o partido liberal a eleicio. Im-
menle para o mal de aluem '. i mediatamente, sem allegar alguma medida nova,
Continua a ser diariamente surrada a crian- sem molrar descoberla de consaque anles ignorasse,
ca da ra Vellia ; em breve apondremos a casa r"m'!,ndo' in 10c"r f,ct", col'c.d,s,.mos,
,. '. .' i decines requeridas pelo mesmo partido liberal, nie-
para a polica vestonar essa victima, que suppo-
mos estar bem coberia de gilvazos !
O espectculo de quinla-feira.Nao somos
admiradores smenle do sublime, como muilos ex-
clusivamenlc, e eis porque goslamos dos trabalhos
da pobre companhia do Sr. Santa Rosa, na noilc
de quinta-feira. As duas damas Irabalharam na? hoave a deP'rar em loda |a provincia urna sn
olhos vistos, com mais cuidado, que na recita pas-
sada. Mademoisellc Menar, executou o seu pa-
pel no carcter que lhe he natural alegro e fa-
ceto, e a Sr.' Ivinott agradou mais desia vez,
se bem que em alguns transportes nao houvesse na-
turalidade em sua mmica. OSr. Alvese o la-
borioso Sania Rosa desempenharam excellentemen-
le as suas partes, eos de mais artistas vao indo me-
nos mal ; cnire elles faremos mencao do vellto Sr.
Lopes, que ha annos arredado do palco agora rea p-
pareceu, agradando mais dof que quando linha me-
nos idade. Se o publico qutzer apreciar madetnoi-
selle Alexandrina lembrando-se de Manoelila e
Kinolt, comparando-a com Mara Leopoldina,cer-
tamentt., que seria comparar duas goltas com dous
caudalosos rios, dous riachinhos dos nossos subur-
bios com o Amazonas e o Prata ; todava em suas
relaees aquellas podem Ja ir sendo apreciadas,
principalmente se liverem escola. O commenda-
dor Joo Caetano as saber onsinar.
Hospital de caridade 27 de novembro 71
doentes.
Ale aman lia.
ao modo de desempeuhar o serviro de que elles
acbam encarregados.
O Sr. Miuislro da Marinha :Apoiado.
OSr. Augusto ale Olieeira .folgo porm, Sr.
presidente, de ver qae o uobre deputado pela Babia,
cuja ausencia enntinuo a lastimar, lenlia hoje orna
idea 1,1o favoravel da fundirAo da Pona da Arta,
lendo au o direilo de suppor que em oulra poca dif-
.pulad. .
halalhlo naval, que he uina das bellas creacOes do
nobre depulado, mas smenle emquanto ao nome
com que o crismen, porque ja exislia no paiz o corno
de fuzleirns navaes, ao qual o nobre depulado nao
fez mais que dar o anie que lem um corpo ideali-
ce em Purlugvl : este balalhAu, a despeilo das d f-
liculdadas cum que lem hilado, o honrado ministro
da marinha quanlo sn retrutameulo em consequen-
mente era o seu pensar ou pelo menos quanto a ca da crise epidmica por que pa,samos, e mesmo
ne.rleiean da ue. ., ,n nt.-. nJ,..i..i-.i^... .^ .....:. ____ r. r ^ .
perfeicao de suas obras esse estab ilecimenlo pareca
nAo merecer a inleira conlianca do nobre depolado
porquanto S. Exc. leudo, quando ministro ce mari-
nha de mandar construir i vapores, osmandou cons-
truir na Eoropa e nAo nessa eslabcleciinenlo, que
alias aciihava de promplilicar alguns vapores para o
governo.
Nao he lenciu minha revivr a historia da cons-
Irncrao desses vapores, porque essa historia foi ou-
tr'ora um como importante de discordia entre mim
e o nobre deputado qusndo ministro da marinha, e
por essa razao absler-me-hia de me referir a es*as
emlurraeiies se per ventura nAo fosse ese um dos
a-siimplu- Irazidos |iara a discassan pelo nobre de-
pulado pelu MaranhAu, e do qual te necuparam o
proprio nobre depulado pela Babia e n Sr. miuislro
da mariuha,
E po*(o que esleja anles de accordo com o nobre
deputado pela Babia, do que com o nobre depulado
pelo Maraubao, que se moslrou tao intenso a esset
qualro vapores, Iodavia eu nAo posso deixar de no-
tar dous inconvenientes qne leem esses vapores.
A cmara s 'lie que, segando o espirito e os pro-
pnos le me- da le que passou nesta casa, ahrtndo
um crdito ao govemu, qualro vapores tinham de
ser construidos para a repressAo do trafico; sendo
pois o servico relativo a reprcs-Ao do trafico para
que eram destinados esses vapores, parece nalural
que na sua construcrAo ae devia altender a todas as
coniliri.es necessaria e indispensaveis para que elles
pode*scm desempeuhar esse servico.
A cmara sabe o modo porque se verificava en-
tre nos o trafego; que empregava navins nao gran-
de*, mas antes pequeos, por ter da entrar r.So nos
nossos portus graudes, porem nos pequeo*, e as
enseadas do DaMte immenso litoral, alim de ah des-
embarcar o seus c ii i .-L- imeiit.i.; portanto rara dar
caca e aprezar os navios negreiro-, persegumdo-os
em lodas a* paragens, conviria antes que ludo que
esses vapores livessem um pequeo calado de agua,
e nAo o de II ps, pois he esse o numero de pesque
calam os mesmos 4 vapores.
Esta iniuba observacao he lio razoavel ajusta,
que o nobre ministro da marinha, anisado a aran-
de inconveniencia qne resulla do grande calado de
pezer da prophecia do nnlire depuiado que nos di-
zia em 1833 que esse carpo (icaria reduzidu em bre-
va a 101) prora*, rene assim mesmo buje -SS pra-
cns. ao pasto que no lempo do nobre depulado li-
nha sn S33.
Ouanto ao corpo de impenaes marinheiros, anda
pelu mesmo ; porem cuusiderando-se o total do
corpo da armada em todas as suas classes,|coinpe-
se elle hoje de :t.:tl.> praeas. e em I8i:l de -J8W '.
\ e-se porlauto que a nossa marinha que eviden-
temente melhorou quanlo ao material, nao peiorou
e anles melhorou quanlo ao pessoal.
Eu leria, Sr. presidente, anida que responder a
oulros peales do discurso do nobre deputado, como
porem elle se acha ausente, como terei lalvez oulra
occasiao de trocar com elle alguma palavras nesla
cmara relativamente a materia naval, reservo-me
para essa occasiAo.
Em vista do quadro comparativo que acahei de
faz.er entre o etlado actual da notsa marinha e o es-
tado em que ella se acha em lempo em que essa re-
partirlo era dirigida pelo nobre deputado, suppo-
nho ler demonstrado o pouco fundamento da propo-
sitlo do nobre depulado pela llalna que au me pro-
puz refular ; em verdade, senhores, se nAo por vi-
cios de langa data, porque lambem culpado seria o
nobre depulado, imas -mi por erros ou vicios rcen-
les que eu devia suppr que o nobre depulado aecu-
sava a mariuha de nAo corresponder a de-p /1 que
com elle se faz. como pode proceder seraelnaule ac-
cusarao quando pelo exame comparativo que eu liz
a forja naval do imperio, tanto no seu material como
no seu pessoal, mi i lem diminuido, mas anet aux-
ilenla In e prosperado'.' Na realidade, qaaulo ao
seu aspecto geral, a marinha aprsenla hoja urna
physionomia tnnilo mais lisongeira. (Apoiados.
Semelhante proposinlo, (Ao pouco fundada cumu
acabo de demonstrar, lambem au pode jamis ser
aceita em razao dessa especie de desfavur e dezar que
derrama sobre a mariuha em relacao as mais re-
partiees do Eslado.
Seguramente, quem se propuzer comparar a ma-
riuha em todos us diversos ramos do aervieo a seu
cargo com oulra qualquer reparlirao publica cm se-
us diversos e variados servidos, nunca pudera dizer
REPARTICAO DA POZ.ICIA.
Secretaria da polica de Pernambuco -2H de no-
vembro de I85(i.
Illm. e Exm. Sr.l.evo ao conhccimeulo de V.
Exc. que da* diderentes participaron* hojerecebidas
nesta repartirlo, consta que se derara aa segninles
necurrencias r
I "rain presos : pela delegada do segando dislric-
lo desle termo, Cascmiro AlexanJre Marinho, por
sospeilo de serescravo.
Pela subdelegada da freguezia do Kecife. os
pretos escravo* Joaquim e Paulo, por fogtdos.
E pela subdelegacia da freguezia de Sanio An-
tonio, Manuel Francisco de Hritn, por furlo de ca-
vallos, Manuel Jcronymo de Lima, por suspeilu em
crime de furto, e os pretos escravos Joaquim, An-
tonio e Manoel, por fgidos, Pedro, Joaquim e Ra-
silla, por aeren) encontrados Tora de horas vagando.
Dos guarde a V. Excna, e Exm. Sr. con-
selheiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente da
provincia.O chafe de polica, Dr. I'olicarpo iMpe
de l.eao.
diario d %Hxnm)nto.
agua que demandaineses qualro vanores, em seu que a nossa marinha esla em pe mais desfavoravel,
rel.'loii.i in ..Ir u i......... I i.. .... .... .r .. ... .
debaixo desse pimo de vi-ta a prnposicAo do nobre
relatono musir a necessidade de emliarcaccs me-
nores, as quaes sAo as nicas que com vanlagem e
para esse serviro se poderao empregar no cruzeiro
de musas costas. Apoiados.
O oulro inconveniente que le.n eses vapore*, he
nAo lerem a necessaria veloddade, alien.leu lo a na-
tureza do aervieo a qoe elles lia destinados. \ c-
mara sabe que os navios uegrriros de ordinario ,1o
de uina marcha superior, portanto os navios desu-
ado* para perseeui-los preciiam ler urna marrha
igual: esses vapores pois n.lo leudo seuAo a veloci-
dade ato 8 a 9 milhas por hora, he evidente que em
cenas circumslancius dadas elles nao podem hilar
com vantagem com navios negreirus, alguns dos
quae* san excessivameule bem construidos, andan-
do 12 ou mais milhas por hora.
A despeito porm desses dous defeilos, proveni-
entes de erros que sem duvida te darn por occa-
siao da encommeu.lii, cslou longe de pensar que
esses qualro vapores sejem os peiores navios de nos-
sa armada, nmillindo eu nesla occasiao a cirrums-
lancia do grande preco porque furam ellos adquiri-
dos em Inglaterra, quando proposlas de estaleiros
da Es:ossia oll'ereciam a ronslruccau de vapores
iguaes por :1 a 10 conloa de ris para menos cada
sendo este um dos erros graves con.mellidos por
quem ordenoua encnmmeiida.
ti .Sr. S. 'Juciro: da um aparle.
O Sr. Augusto de Ollteira : Podera o nobre
depulado (ei razAo, permilta-inu porm que eu lhe
nlo responda aflea de nlo reviver urna qucsiao an-
liga. Desejandu eu -ei breve alim de n.lo cansar a
paciencia da casa, nlo cnlrarei em corlas detalhei
relativamente ao malerial de que se oceunuu u no-
bre depulado pela Babia,e sobre que ja deu retpos-
ta satisfactoria o nobre ministro da mariuha, pas
aaodo immedialameiile ao que me parece mai- im-
ponente, para refutar nesla parle a pronosirao do
i'i minar este mea pequeo discurso ; nu* cm vi-la I nobre depulado pela Babia, segundo aln pdico
rr algnm.s prnposicoes que loram apresentailas na lia punco figurada.
depulado pela Babia imparta urna gr^ve iiijusliea,
um esquerimen',1 lolal dus inmensos servicns que a
marinha tem feito. Apiados.;
rodil* as vezes que foi chamada de-envolver a
polcrosa inlluencia que ella pude exercer nos des-
tinos do imperiu, a nossa marinha lodos nos o sabe-
mos, quer as nossas cri'es interna*, quer as ex-
leruas.ha dado provas exhoheranles de prodigios de
valor e dedieaeAo em defeza da causa sagrada do
Ihrono Imperial e da inlegridadc do imperio. '.Mui-
los apoiados..
Julgn pois, Sr. presidente, com as breves conside-
rarnos que acabo de suhmettcr ao criterio da eas .
haver sullldeuieinenle refutado a proposicAu do no-
bre deputado pela Babia, ao meuot tanto quanto
me pareceu neceesann para explicar e vol pelo que
lenho de dar a acloal adminislr.ieao da inarinha. De-
clarando em ultima conclusAu que vol pelo prsen-
le orcarr.enlo, persuadido como estuu que i Ao so os
ueuocios pendentes desta importante repartcAo cor-
icu hoje de um modo diverso do qau uulr'or.i.|qnan-
do a este ministerio ea falla oppotic.lo, mas ainda
porque evuleiilemenle a nussa inarinha lem lloreci-
do lauto quanlo periniltem as nossas circunstancias.
Anulados.)
Eu Analmente faro votos para que o actual Sr.
ministro da marinha ua direceAoda repartirn a seu
cargo continu a desenvolver esse lino administrati-
vo de que elle mis deu exuberantes pravas na admi-
ni-liaeau de urna das mais importantes pruMiicia- do
imperio. Apoiados..
VoxesMuito bem.
Pelo vapor Camilla, viodo da Baha, reca-
bemos jornaes al 24 do crreme.
Tinha tomado posse do commando da eslajao
naval, no da 18, o chefe de dvisao Guilherme
Parker, arvorando seu pavtlho na corveta Eu-
lerpe.
Lo-seno Diario da Rabia ;
O temporal do dia 17.Depois de 5 heras da
larde comee ui a loldar-se o co, e apoz a cerracao
sobreveio urna trovoada acompauhada de chuta e
vento rijo, que nao diminuirn) anles de 10 ho-
ras da noiie.
Cahiram varios raos co ierra e no mar; po-
rm dahi nenhum desastre notavel resullou. Cons-
ta que algumas embarcacoes pequeas, emprega-
das na iiavegacao do reconcavo, sosobraram ou li-
caram grandemente damnificadas.
Um dos (.'fui* do temporal foi o desabamento
de urna casa sila aoCravata, e a eminente ruina
de outras quo Iho sao visnbas.
Tambem ;i ra do Caes do I) jurad parle do uina
cas;i veio trra.
Mais de urna ra dcsla cidade ficou lomada pe
las aguas, oulro outras a da Lama, onde as en Nar-
radas, que para all se encatninliain de varios pon-
tos, n;io achando sabida, se reunirain innundando
as casas prximas.
Km muitos lugares oulros effeitos se notaram,
especificando-so a queda de urna porcao de trras
da ladeira da Misericordia, que assim lornou-se in-
transitavel.
Por essa occasiao houve quem, ao ver cruza-
rem-se no ar os fo;os celestes, reflectisse no perigo
incalculavel i que csu exposta esla capital, por
causa da plvora existente no Forte do Mar.
Grande seria o beneficio que recelieriamos, se hou-
vesse urna administrarlo que mudasse aquelle de-
posito, e nos livrasse ila inquietarlo qno natural-
mente nos deve causar.
Foi motivo para obserracao que o vapor Pa-
ran seguase viagem ao lempo em que se linha
declarado o temporal.
Mais effeitos do temporal de terj.a-felra.
\ arias rasas sitas ;i ra do Mngala, a q
caliera quebrada !
Ileenlao que o Literal descobre que o Sr. conse-
Ibeiro lem obre as costas os ernnes borreudns de seu
primo e amigo o senador Euzebio de Queiruz, de
ser rctrogradu, partidista do jugo lozitauo, de rece-
her em suas salas assassinos, ladret, prevaricadores
e toda a aorta de gente desprezivel, de chamar em-
flm por meio do Diario, ronservadures aosguabi-
rs de Pernambuco. Na verdade estes crimes todos
e oulros muilos|que omillirnos podem ser gravsimos
e devem eslar mais que l>ein provados, mas a na-
quelle momento he que o Liberal os descubri '.'
Triste documento da infermidade e da miseria
humana .' Lm partido qae v fecbar-se-lhe a porta
do futuro pela repulsa do pa:z. pule na sua impe-
nitenci.i arremedar esse choro e ranger de denles
que cararterisam o impcnilcnle ferido pela ju-lira
divina. Mas nem esta he a pusigAo do partido libe-
ral ou praieiro, nem os seus chelea rieviam com Un
grande leviaudade da-lo a eotender por aquelle
modo.
denunciando fl Iradicres de seus mane dias, re-
pudiando com energa e |Hir ubras as intences e
principios subversivos de loda a ordem que o lem
caraclensado algumas vezes, o partido praieiro re-
cnnsliluidu ein bannonia com o partido que em to-
do o imperio lhe mostra algumas analogas de prin-
cipios, pude ter ainda um luturo, pude constituir
um partido constitucional. Ainda vencido as elei-
ees o partido liberal em todo o imperio, o partido
praieiro de Pernambuco, ligado com elle, pude cons-
tituir na cmara e lora della urna opposiciio consti-
tucional, como ae diz em Inglaterra, ama opposicAo
de S. Mageslade em face do governo de S. Magesta-
de, pude disciplinar-su, mostrar habililacile*, in*pi-
rar ronfianca para a seu turno vir a se'r o governo
de S. Mageslade.
Esle he ojogo nalural das inslituiroes que nos re-
gem. .Masque aptidSn para invernar mosira um
partido que obra com a inconseqaencia de ama
crisnea ?
Nada esquecendo, e nada a premien.lo. os cha/es
desse partido eomecam a reraecher a velh* farra-
gem insulsa de odios de ranas, de guerra a Portu-
gueses, de ciumes e desconliaoras que o lempo Tez
desappareccr, e de que boje niiigiiem cura, dando o
maior documento de sua incapacidade para braceja-
rem com os negocios serios do eslado, para discuti-
rem o que convem ao roomenlu actual. Deste mo-
do o partido s pude estragar-se e perder-se
suas mos.
M
mente o maltrata, sem conhecer a sisudeza do seu
carcter.
Dignem-se, Sri-, redactores, de publicar vas
liabas, com oque muito obrigaro o seu atiento o
criado
por
PGlMA AVULSA.
O nosso lugar, dizem, be no co, fazendo
Sem oceupar-me do malerial di marinha em lo
dos os seus delalhes, vejamos qoal he o eslado actu-
al de nossa forca naval comparada corn a do lempo i
em qne o nobre depulado pela Babia era ministro, i do nossa parle, para la" chegarmos, u no entretanto,
^^loT^^^Z,^:?;:^ ha 'T ''"eSli0"c Pr lugar ma. adian-
lado de nossa Torca naval nessat daas oocas. e ve-1 mcnos alrai! e,n ProcissOes. Ouvimos dizer
queslao de lugar na
s essas ilescnmpostora* aos humen- que mere-
cen) a consideraran do paiz. e que ainda hoatem os
mesmos iiberaes elogiavam, de que servem f Rla-
guem muda o couceilo em qne lem o Exm. presi-
dente da provincia, si porque urna folba o descom-
pc. Seria triste a sorte dos humen* de eslado, se
sua repnlacao dependetse do humor de um maldi-
zenle.
tem verium qae perdem o seu lempo se soubes-
se m a friea e indiferenca com que S. Exc. ollu pa-
ra etsas cousas.
Cada um osa das vantagens de sna posieflo e nella
ada penas e prazere* em maior ou menor propor-
5o. O hoinem que, como o Exm. Sr. Sergio de
Macedo lem dado seas dias sem cuidados ao serviro
do paiz. regosija-se com a idea dos bens que fes, e se
leve como elle occasiao de receber provas de apreco,
e-lima e considerado dos seu e dos eslrangeiros, se
julga bem galardoado dos trabalhos e desgostos por-
que leuba podido pasaar.
Aquello que nao tiver.m a fortuna de poder ser-
vir o paiz, tem a vantagem de poderem ludo cen-
tarar desapiedadamente, c se a tanto os leva a
perverstilade do corarlo e a ioveja, a pesie, a guer-
ra, o incendio, a innundaro sflo para elles objeclos
de regosijo, porque emharacam os governantes, cu-
ja peticlo e fortuna us me mimo la. Sa por meio
de aluuma entriga espalbando desconliancat, ou
calumnias ata momento, acreditadas, conseguem im-
pedir algum bem produzir algum mal, hlazunam
como o demonio de Milln da superioridade e re-
cursos de seu espirito.
Se nada mais conseguem do que n'um papel es-
palliar quantus insullos apandaran) as prajat pu-
blica* contra ut homens mais conspicuos, deprimin-
do-oi com as nulas de viciosos, criminosas, ignoran-
te*, charlalaes, pensam esses detractores de prolis-
tlo que por e-se modo se collocam cima no ludo,
e de todos, e sua vaidade acha nisso um nrazer que
sabiueiam a longos sorvos. Senada disso lem mais
mil ieu i i na reputarlo e estima deque gozamos
hoineu* a que assim se aferram. ito que lem no cur-
so da la o* latidos dos caes, devem ser deixados no
gozo de aeus prazere*.
De certo o Sr. presidente da provincia nAo Ihes
negara a eetniaeraetle que merecem homens que 1ra-
halbaodo e o-tenlando melboret senlimenlus podiam
como elle obter a cousiderarao dos humen ra e gozar o prazer puro que produz a lemhranra
do bem que se faz, e que entretanto sn porque ">s
dominan) as mas paixes se collocam na posi^Ao
pouco eobicavel de eniprebendedores de uul iuia...io.
crendo-se poderosos e lemiveil s purque como o car-
v5o tem a propriedade de sujar a quem so Ibes ap-
proxuna.
ia>t<*IW)ti-
AS EI.EH.O'ES PRIMARIAS.
Vamos dar urna breve noticia do resollado conlie-
cido ila* eleires primarias as diversa parochiai
da provincia. l/)go que rerebermos informaces
haveinos de sup|irir as lacunas e
corrigir qoaesquer inexactidncsque se possam encon-
trar nesta rezenba.
Becife.
A eleirAo abi correu cum regularidade, e enm-
quaiilu lu.-r perfeilamente di-pulada pur ambus os
lo consla que nenhum driles se valen*
um doloso ou violento. II (riampho foi
qua-i completo para os conservadores.
Santo Antonio.
Alem de algumas dosualelligenefst <|oe e deran
entro a commi-sao in-pednra do perlina liberal e a
me.a, -uscitaram-se dua* quesliles da mainrgravi la-
de ; a primeira.sobre a annullac.lo de cdulas ruetU-
lioianna.
A eleictto correu em paz, e o partido conservador
triumphnu. Medidas de prudencia esconjuraram a
tempe-lude qne alli se receiava.
Ifazarelh.
A eleicao fez-se alli na melhur ordem, e o Irium-
pbo pertenecu ana conservadores.
I.imoeiru.
Apean* das serias apprehenses que so linha acer-
ca do destecho da campenba eleitoral no sexto da
trido, a eleicao correu regularmente uaquella fre-
guezia, sem HiilacAo de nimos, e sem a menor
alteraran na nrdem publica, sem que durante lodo
o processo se nols*e urna alteracAo ao menos.
A victoria foi dos conservadores.
Victoria.
I or.iin nleiramente desmentidas as tristes previ-
ses de que seria altrala a ordem publica naquel-
la freguezia. Pudo alli correu regularmente. Ven-
cern) os conservadores.
Escada.
Os mesmot reces existiam a respeilo da Escada ;
mas finalmente n.lo houve alli a mais leve altera-
cAo na ordem publica. O parlidocunservador trium-
phuu na eleicao.
.laboafilo.
Osuegocios eleiloraes liverAm alli urna marrha pa-
cifica e regular. Os conservadores alcanc,aram o
Iriumphn.
Murilieca.
A mesma paz e regularidade. Vencern) p con-
servadores.
Cabo.
O espirito de or.lem e tolerancia reinou alli du-
rante a eleicao. Os conservadores liveram a vic-
toria. Siluram eleitores algumas pessoas que pro-
fes.-am as ideas Iiberaes, sera que a isto sa oppozes-
sem os adversarios.
Ipojuca.
lez-se a eleicao regularmente. Os cuoservado-
res conseguiram a victoria,
Serinhaem.
Apresenlando-se o coronel Gaspar de Mener.es
\ asconccllos de Druminund para prestar jaramen-
te e presidir aos trabalhos eleiloraes, a cmara nao
lli o quiz deferir, pois que leudo elle exerddo o em-
pregodejuiz manicipal, como supplanle, renuncia-
va em face (|a lei o cargu de juiz de paz. Denhum
oulre incidente nolavel appareceu.
Kio Formoso.
A eleicao fez-se regularmente e na mais perfeila
calma. Vcnceram os conservadores.
Agua Preta.
R*> lendo comparecido at 11 horas da manhaa do
da > o juiz de paz em exercicio do segundo distric-
to, o nico juramentado na freguezia, tomn conla
de presidencia da mesa o juiz de paz mais votado do
primeirodislriclo do qualriennio findo. Venceram os
Iiberaes.
Bonito.
A eleicao ez-se cm ordem. Conseguiram victoria
os conservadores.
Altinho.
0 procesa.) eleitoral foi regular, e a ordem publica
permaneceu malleiavel, sem que apparecesse a mai*
leve queixa oa reclarnclo. O triumpho dividio-se
entre os conservadores e os Iiberaes.
* Bezerros.
1 erminou alli a eleicao sem incidente algum, sen-
do ella bem pleiteada pelo, dous partidos, frium-
pharain os Iiberaes.
Caruani.
Houve um pequeo conflicto entre membros dos
dons partidos contendores, e do qual apenas resullou
um leve lerimenlo proveniente .le urna pedrada. A
prudente intervcucao de pessoas gradas de ambos os
lados foi bastante para reslahelecer o socego.
Cuiranhuns.
A eleicao coocluiose em paz. i'riumpharam os
Iiberaes.
|, Papacaca.
Comecou alli a elega no dia sob a presidencia
do juiz de paz mais volado ; mas nAo tendo compa-
recido ate I hora da tarde do dia i nem esU nem
dous dos msanos, o qoarlo juiz de paz assumio a
presidencia da mesa p,m. hial ; numearam-se dous
msanos para suhstituirem aos dous que fallaran) uu
reliraram-se, e patsuu-se a receber as cdulas dus
volantes. No dia apreseulou-se o juiz da paz mais
votado, porm nlo quena assumir a presidencia sem
uornear uovos msanos. A mam rejeiloo esla cou-
djta.0, e lurmnmii no dia 7 os seas trsbalhbs sob a
presidencia do quarto juiz de paz. No dia (j, porm,
manduu o juiz de paz mais volado afl'uar um edi-
lal, declarando adiada a eleicao para o da 9. Ain-
da nao se sabe do resallado desta segunda eleictlo :
mas o cerlo he que na priineira venceram us conser-
vadores.
S Bento.
Eslava a mesa recebendo no dia :t as cdalas dos
volantes, quando se apresentaram o vigario e o coad-
jnclor da treguezia, frente de homens armados e
lurbuleuios, e occaioiiaram tal desordena que o juiz
de paz e u subdelegado nao a poderam dominar,
porque os soldados que estavam na igreja furam des-
armados por sorpreza. No dia i reproduziram-se
a* me-inas scenas, e os amotinados compozeram en-
IJo um* mesa a seu geilo, presidida pelo quinto sup-
plenle do juiz de paz. O delegado (.inn-o deu-
se presaa em apparecer no lugar do coofliclo, e con-
seguio re-lahele-er a ordem. A mesa legal comecou
seus trabalhos no dil 7 do correnle.
Buique.
A eleijao (erminou regularmente. Venceram os
conservadores.
Brejo.
Tendo o juiz de paz abandonado a eleicao, a meia
chamou o immediato em vulns, o com elle terminou
os seus trabalhos,
llores.
Fez-se a eleirdj com calma e regularidade.
Villa Bella.
Concluiram-se as eleiees regularmente e tm ple-
no socego.
Ourirorv.
Organisada a mesa parochial no dia i suspenden
os seus trabalhos no dia :t, sob o pretexto de (char-
le coacta, quando he certo que esplicilameote cnu-
fessou que cunlra ola nao se havia erspregado meio
algum de coaccalo. A mesa nao detiguuu nove da
para continuar os seus trabalhos, e por i*-o prova-
velmente a freguezia de Ouricurv nao dar' eleitores
para a eleicao do 13. dislrido". Os manejos para
innliliaar n eleicao naquella fieguezia na.-i. .|..v
dos ao epirilo de partido. Sao rivalidades de influ-
encias locaes e de familia que se iem alli debalido.
Tacaratu'.
Fizeram-se no dia 2 as duas primeiras chamadas de
votantes, ficando designada a terceira para o dia 3 :
mas nesse dia o juiz de paz depois de ler feito o povo
esperar na igreja-leas horas da larde, declarou
que nu fazia a terceira chamarla. No da I come-
cou-se a apuracn, que lu iulcrompida pela nuite,
e a* S horas fji mudada a urna, sendn no dia en-
contrada ua lorre da iareje, quebrada, sem as cdu-
las, mas com os livros da* acias e as cdulas dos vo-
lantes. O que mais oceurreu posteriormente, nao o
sabemos por ora.
ovino Athayde de Siqueira.
Red fe 28 de novembro de 1856.
trie&ai
CAKTAS A t VI PAI
sobre a educarao de sen filli
/'or
descrever : I ma rrianca estaeSSlulida de sua nii,' plrilo da lei e decises ,1o governo Imperial. Ven
duas pucas, e ve-
res que ella em nada lena diminuido, antes se a-' 1ue "uas confranas lizcrim
cha enriquecida de cerlos navios maisimporlanlet, I proci
renoindo boje um muito maior numero de vapores. rlla
Assim, pois, se esse be o resultado que se culhe I n. j ,-"" "-- ;< t> desse exame comparalivo, sendo incanteslavel, co-! queslao, nem da jerarclita de nenliuma um adjatorio, esta com paciencia boas maueiras se em conseqoeucia de fados iguaes aos que se deram
casa, e lendo eu de dar um vol favoravel ao orca-
inenlo do ministerio da mariuha nAo be |iossivel uei-
xar ao menos de explicar o meu voto. A au-encia
In nobre deputado pela Babia, cuja* opinles eu me
prnpuntia em parte a contestar, far com que eu se-
ja minio breve nessas minbas reflexe*.
O nobre depolado a quem me retiro o Sr. /.ica-
rias cr, preidcnle, fulminen por lal forma o urca-
mento da marinha, qae, na realidade, eu me vejo "na
nbrigar.lo, ao menos.de explicar as rasoesen qne
me fundo para divergir da sua opiata, alias vallOM
nesta materia.
O Sr. Jatujuelra :O Sr. ministro ja respondeu
a llliln.
'* Sr. Augurio de Olieeira'.Como bem |
va o nobre deputado, o uobre ministro da re
j) rrspnn leu satisfactoriamente as |i:opo-ire* do no
loe ilepuladn pela Babia .1 quem me refiro ; mas is-
*o u.V prohibe que cu (amhein pnicure explicar o
meu voto. Apoiados.
'I nobre deputado, Sr. presidenta, a qoem me re-
liro, prnlaro urna pr q.-ii..iu da maior gravidade
contra a marinha. O nobre depnlado, comoa ct-l lem as notuscircuoulancias"'.' Moilos apoiados.
niara se lembra comecou por declarar qoe a marinha I Procurare! agora considerara mesma prepu do liras nAo corresponde a despeza que com ella se I .lo nobre depolado era relacio ao pes.....I da arma- livetno*
fS'- I de. Principian o uobre depulado por contrariar c 1-
Esta pro|io-n;o na boca du nobre depulado :, quem una npinau do nabre iniuisliu da inaiiiih.i que .e I eom" OUBIB, Certo mofo la; COOliei ido
me refiro iUniIrado como lie, e len.b. oeenpado aiu-lacha esarada ain au relalurio; opiniSo qn*>*a mu- I"" Insalentn, ao passar pot unto dn qualquer se-
da ha minio pouco lempo um lugar nos con*ellios da lio desejara ver relatada pelo nobre Jenuladn rom n I
nal demo-
ra cima das que no ('.ravali desmoronaram-sc, ou mais completa
estao cm risco de abalerem-se, e esli igualmente
ameacando ruina.
A ladeira prxima ao cemiteriodo Campo San-
to, e acha em estado possimo, sendo perigo trans- P'aniu loise 1
lar por alli era carro. Os reparos sao urgentes, je'^e^gni
porque diariamente team de passar por esse cami-
nlri os vehculos quecondtizem cadveres.
Achavam-se carga, para esle porto, a sumaca
Nova Minerva eo hiate Dous Amigos.*
Tinha sahido no dia 19 a sumaca Hortencia
Arriben alli a garopeira uLivracao, que ti-! 'Ias ?" involucros compostos de outras cdula-, co-
tilla sahido para esle porto no dia 31 deoumbro. i Derlos.'H 'nies cun um papal gradado: a segunda a
i&otveZpvubencto.
cujn invulncro coutiuba mai'
respeilo de cdulas,
^^9t-*i? 1 de urna.
l.-ir. a.. Sr conselbeiro presidenle da, Droviocia, a
R-circ 2K de novembro. | q*iem a co.nmi.s.io inspectora e a ,.. .recorrern!
O lettor de qualquer idade e eslado que seja de-', pur diversas vezes. retolveu sobre essa) difliculda-
ve mnita* vezes ler presenciado o quadro que vamos! des du modo que lite pareceu mai conforme ao ej-
.isso do Corpus-Christi quando oas'ava nela i"nl ", 'v0,anlo Pnr passalempo oiu rastello,, ceu o partido conservador.
du nint mMM ''011 qualquer oulra fabrica de cartas de jngn, ou uu- S. Jus.
das taruzes nao querernos entrar nos protl.e- ,, lelea* cada pas-o se dirige a ama pedlndo fravaram-se di-cus-Oe. raais
es oe.sa queslao, nem da jerarclna de nenliuma um adjntorio, esla com paciencia boas maueiras se em conseqoeucia de fados guau.. .
ondeu mo acabo de ponderar, qne o material da marinha dellas, o que diremos lie, quo quem provocou essa l'res,a ,u('ffl quando a criaiiea lhe pede um impns- na fieguezia de Sauto Antonio ; mas a ordem pu-
nao be diminuido, julgo haver inoslrado nesle pon-lqueslio de vanguarda u relamiard 1 obrou mal or *'Te!e"* llle mostra por tactos qne na* pode faze-lo; Mica parnanecen inalloravel, e ii.iilm.na das par-
inndc- >" l5'o he, un que |UCa ao material, o puuco fut- .,,, 0 |ar .,; .r 3 a crini-ra coiilinua nimio satifeila agradecendo, lou-( cialidadcs polticas se moslrou di-posta a recorrer
aiinha d.uneiitoda prnposirAo do ndire depulado pela l!i- .' ? '' proprio para se venll- \ando a ama e confiando na propria deslreza, Ib- diz violencia. Triuinphuu a upiuiau conservadora
lua, bnsidetada na'hypnjhese ligurda, i-t he, que l;" "'" llirc',n; deveriam-o ter feilo ao sabir ;o pu-
por erres rcenles be que a nos-a mariuha nAu cor- ''lien censuroii, e nos, romo amigos da boa orden
responde a dcspesa que cum ella se fas. 10 harnioaw social, pedimos que nao d;em mais
;>a realidade, quem nin rf.onbece que ,, nosta esses excmplos ao novo. nuciuia* setnnre nao n.-r-
! marinha nao rtlrograda, cantes prospera/Doiado ti i 1 ,' Sl-nipre 11.111 ptr-
n.iu lano quanlo c, de desejar,,na- qu.nt permita P'^'^^Me quando se perde O respeilo
um sai'erilolo.
cuino us coosta, que alguem fez
l-'oram oslas as informales que
a cada passe vera como vai ficar bonito o ven-
la ou oulra qualquer causa lauca por trra a falirir.i
enmarada ; prornmpe a rrianca em gritos, lanca-se
* unhada* a cara 0.1 paciente prolerlora de sua'fra-
queza, e lhe di/ lodo- os nomos injuriosos que sabe ;
exprobra-lbe o n.lu ler feito o* impossivais j e ale
llribne o desmancho do folguedo ao adjulorin que scrvadni'alca.....m fcil Iriumpho.
Ihe presto. poC, ,,;, i.Jllc||a.
A conduela que lem tido o Lih'ral Peruambuna- Neiihnm fado nolavel occorreu.
noromol-.xm. Sr. presidenle de-la provincia be a conservador*!.
reprnduccA bel da da enanca que descrevemus. Varzea.
l.hernu a e-la provinels o Sr. conselbeiro, lodo* ( Don* mesarins perleurenle- ao parlidn liberal re-
abiam queS. Esc, -empre leve Idos* conservado- presentaran) a S. Exe. cunlra u juia de paz, argain
Boa-Vista
Tu.lo alli se passou cm tierfeila calina, e pode-se
diser que iienliuni.i dilliculdade sena appareceu.
A vicloha cuiibe ao- conservadores,
A fajado-.
A (1*1(30 fez-se cm perfeila pax, eo partido con-
X'enceraui os
to desejara \er reluia la pelo nobre depulado com o nhora, iu li, b-, q,.e quem n conhecer Mie-e 10 11. V '" "*.l"pr? conservado- praaanllraan a S. Exr. cunlra u juia de paz, tigain- PB" &** ,'u'p'"'
1 ,.| [.i quem o ennnec.,, reine eso ras, Potu que, por eslar fura do paiz, or.o tomas.e do-o por ras irregularidad** na marcha du pro- Liberal, mas be lal
.S'rs. redactores.Viodo a esla cidade tratar de
negocios mens, deparei casualmente com o n, do
Liberal de 27 do correnle, em o qual, proposito
da eleicao de Cabrobii, he insidiosamente maltra-
tado o meu amigo o Rvd. Sr. padre Marcal
Lopes de Squeira, sem que tivesse elle a meuor
inlluencia no que por ventura occorreu na eleicao
daqutlla freguezia.
Que os redactores desse jornal se oceupassem so-
mente de descrever as irregularidades supposias ou
verdadeiras que se deram nessa eleicao, estaran)
decerto no seu direilo,1ainda que nao deviam con-
tar obter triumpho alli pela superioridade do parti-
do da ordem) ; mas que, ultrapassando os limites
de justa rcclamncao, fossem levados a erir a repu-
larao alheia, por meio de nsinwacoes alevosas ho
cousaqne me parece indiqne de cavalleirosquesc csli-
mam'.Quem na iggressaodo crditomoraidosouiro*
nao encontra obsiaculos na propria consciencia da
indicios mui claros de qne nem possue honra.nem
moralidade, porque quem possue esses predicados
nao be tao fcil em olluscalos cm quem os rene.
No mesmo artigo a|que me reliro he o Esos. r.
presidenle da provincia censurado por ter-*e guiado
por inforniacu.s do padre Marcal c dos parentes do
Sr. cono Pinto du CaiiipuS a retpeito da cleciio
de Cabro!)", quando be cerlo que nem o Sr. Cam-
pos tem nenbuhi prenle naquelle termo, nem o
padre Marcal all se arhou nos dias da eleicao, mas
sim no Ouricurv, que di,la muilas legoasda Ca-
brobii Altfi deque, ninguem ainda vio no expe-
diente do nvernu provincial um *o oflieio a res-
peilo dnsj eleicf.o ,|e que fallara o?, redaclore-. do
a sanba de censurar o digno


MUTiSD
Mr. Laurentie.
I.
A um pai.
fuereis que vu* diga quaes sio as nimbas ideas
acerca da educacao'?
IJizeis-me que carecis de reunir rolo, para de-
pois organisarde* um plano racional de esludos
comporlamenlu para vosso lilbo, quem lano
amis.
Cederei aos vos*os pedidos, ainda que nao fosse
senAo para me escl-recer esludando e inedilando de
novo nm assuinplo, qae occapua minio- anno*
minha vida, e diatrahmdo-me dos ridos e irritan-
te- esludos que a poltica me impoz.
E nao lerao as quesles de educacao um graude
ulerese poltico'.'
Qual he a queslao de partido quo a pode ex-
ceder'.'
A elucarna he o luluro.
Vea nAo passamos de peregrinos que percorremos
sla Ierra de perlurbacoes e paiiet: agitamos pira
detera revoluc.io na sua marcha, e para fer In-*
umphar os nossos systemas e esperauc.as, e nao at-
tendemosa que as ossa* discussoes e'victorias, nao
servem para cousa alguma, te acaso deixamos per-
der as gerace* futuras.
A educacao he a causa e o fim dat revolucoet.
A e lucai.au pode preparar um povo pira a anar-
chia ou para a ordem, para a escravidao ou para a
liberdade.
liuern na solido e dedica a educar a mocidiida
vrlaosameute, be de cerlo asaia prevdeole e mait
polilice duque qoem busca iluminar por meio da
(orea ou da persuasAo, de intriga ou da corrupcao.
Um opera sobre o presente que dosapparee*, ou-
lro sobre o futuro que ha de ter estudado.
Um ganha victorias epbemeras ; oatro UiUmpha
dando ni itea's agilacSet e erro*.
Ja' vedes quanlo me seria fcil ligar ao* meas
hubiiii iu pensamenlos polilico* a grande qoeslao
sobre que me consultis : mas nao o farei.
l'omsroi a quosliu na sua maior simplicidad*, no
que ella lem de esperaoi;oso para um pai ehrato, e
nu que pode pagar os carinhot e desvellos de urna
mai extremosa.
N.lo vou expor svslemas, mas deas pralica, ama-
durecida- pelo lempo e pela experiencia.
I'ossa esle meu Irabalho servir d* alguma eout*.
Escrevo a'visla e inspirada dos mais nobres eiem-
ploe. Esloo vendo o collegio de Poullevoy com os
seus joveut escolares, educados chritlSa, pulida e
scienlilicameiile sob a direcrao do seo veaeravel
chefe.
leliz a franca se lodos os seut filhos te crcatsem
assim 110 exereicio dat virtudes e do tlenlo !
A medida que reuuo aa minha* ideas acarea da
educacin, mais me couvenco da necenidade de que
nao se trata do fim, mas dos meios de conseguir esse
fim, de realisar os vossos desejos, que lamben sao
os meus.
A educacAo nAo etla' sendo o que devera ser.
Esta triste verdade he evidente.
Keunamos, pois, lodos o< nuus e-toreo, traba -
Miemos para o futuro, porque assim leremosa e-pe-
raneavfuudeada de que oossot lilhos aerao mais feli-
zas do que mis.
Maheudire, junio de Poullevov.
I.
Inslrunao, ensiuo, eiucarao.
Meu amigo.Oimprebeudei primeiro que ludo o
meu peu.aino.nl.
Vou Iralar da ducaro de vosso lilho.
A educacAo nlo he a nslraccilo, nem he abiolola-
mente o ensino.
A educacao be o peoiamenlo que presida e dirige
ambat a- outras.
Pudo haver inslrucc.o sem cdncae.lo, e iofeliz-
menle osexemplos sobram. O ensino pode dar-te
sem adejeaeSo e ale sem iu-irucc.iu ; tornando-te
um oflieio da ignoraucia ou urna cspeculaeao e tra-
uco de barbandade.
Alem dista inslrucclo pode ser vasta, e o entino
nutlo 00 ina o.
Os melhodot leem graude parle nesle* vicio* do
ensioo,e podem igualmente contribuir para estes fo-
nestus resallados o carcter dos meslres.
Uaa meslre imlruido, mas sem vocacao, sem celo,
sem virlude he peior do que um meslre iguoraule e
inculto.
Ja vedes por estas poucas palavras, que se ea en-
carasse por lodas as suas faces a queslao da edaca-
tao, on instituir ao da mocidtde, como se esprime
a nossa amiga liogua, turia de eterever grossos vo-
lumet.
Maa oa verdade de que servira isla '.'
Os maos un Unidos, e os m.u- meslres reormam-
se e corrigem-se pelo cspiriio da educacao.
Ao passo que te a educara 1 nao for boa, nao ful
chi i-l,a. o melhor melhodo, a inelhor inttrurru e
ensinu so pode produzir os maos froclo*.
E he por isso que eu me riu da grande bull* que
se fez com a iuslruec.ao do nosso scalo, julgando-se
melhor porque ha n ais escolas.
Nao ha duvida que he oplimo multiplicar as et-
colas, mas de que serve isto nao se saliendo nem te
cuidandu do qde nellas se deve entinar ao* ho-
mens '.'
O que um povo ha mister nAo he tanto de urna
vasta iii-iruv.io como de urna boa educacao, porque
alinal de comas a inslrucclo ha de ter sempre limi-
tada para o grandissimo numero, e esla dltfofao Igual
de meia duza de norss elementares nao ha eviden-
temente nenhum des germens que prodoxem os
grandes scrulos e os grandes geuios. l'odemot ale
dizer sem proferir um paradoxo, que um povo com-
pu.lo nicamente de sabios, ou Iliteratos rulo pode-
rla existir, por isso qoe a tociedade para existir, ca-
rece de condires maleriaet que os litteralo* e sa-
bios nuuca poJeiiem, quereriam, ou saberiam ex-
ercer.
II* assim que Dos ealabaleceu a sociedade, e as
leis de Deot nao se raudam.
Ha por consega ule muila falsidade, muito char-
latanismo nisso a que se da' o nome de iutlruccAo
publica, chamada popalar.
A palarra educarlo pelo contraria he urna cousa
positiva.
A educacAo deve ser popular no sentido que todos
os individuos chichi de edocaca* ; e que int-
ime;, lo desligada da e tucrau poe levr fcilmen-
te um pavo aos alijamos da barbandade, ou corrup-
ta o, islo he, ao rgimen da torta bruta, ou da romo-
rali lade.
No entanto a cdocacfln nAo prescinde da instruc-
cAo porque educar um povo he in-lrui-lo ; nem se
pode separar do entino, porque o ensino he o meio
de Iran.rnisiAo da educirlo iuslruccio.
Mas nem por isso, antes pelo contrario, por isso
mesmo he que a educacao deve merecer a prefe-
rencia.
A educato he a alma dos esludos humanos, quaes
quer que elles sjam, e sem embargo dos methodos
seguidos para a Iransmilr dos que ensillan) aos que
aprenden).
E uo entanto o que vemos nns uestes nossos lem-
po-?
A parte r......mi da inslituicAo moral dos pavo*
he constantemente sacrificada as outras .' E lio en-
tanto he della que me vou orrupar.
Meu amigo.Os objeclus .la Intlrocefe, e os me-
Ihodns a seguir leem dado lugar a um sem numero
de controversias e de inventos. Daos me vre de
propor-vos nenhum !
So a questAo se reduzisse a mis em particular, istn
be, se quiesscmos discoirer nicamente acerca de
ara melhodo, en votara pelo de Hollin, desse meslre
virtuoso e bondoso, que ainava infaocia, qne nAo
especulava com o ensino. e que emprrgou lodo o
seu lempo, saber e virlude em fazer felizcs as rrc-
aneat.
Volaria apenas por algumas reformas parciaes em
ponina usados com a educae.lo ; ma* emqntnle a
melhodo*, creio que o* nussos novo* adiados nao
chegain a experiencia virluoa e e.irlarecida de K*l-
lin.
Eu gnln dos methodos lentos e laborioso*. O es-
pirito humano no seu desenvolvimento segu quasi
as mesrnas leis que o carpo, fortifica-se desenvnlven-
do-e lentamente pelo exereicio e Irabalho. E nit-
In temos andi urna lei de Deot, o qual not condem-
11011 a Irahalliar para vivermos, e qoe mc-uio o* ge-
nio* impniido-lh os mesmos obslarulo*, mas dan-
do-Ibes o privilegia d Ierra* exrepcionaes para p"r
meio de e*forcas gig ntescos venecrem o lempo.
NAo quero, p nem, adoptar um s\itero ; acceilo
o bom acnardandu o melhor.
Deixar caminhir a infancia lenlamcnle, eegnndu
as leis do desenvulvimenln plnsicn e moral, pon
nAo creiu que u huinein se im|irovi*e antes de lempo
nem l.lo pouco que a perleicAo humana alcance la-
zer de-uppaii c, r a le maravilho** de progreitao das
idade*.
forno, pnis, a' r lorac ni, isto he, ao espirito vivi-
ficador da in-iru ra 1 c e i-re. principio fecundante
do* estado* e melhodo*.
Peca-va* que me deixeis resumir a minha d*,
porque me paiere corrrtponder melhor ao voss vir-
I110-0 pensameiilu,
>e querei* lazer de vosso filho anles nm humen)
honrado, e depois um hornero instruido, recorrer a


Mil 10 0H8N1A0N 91 Gt- O'fuVS 03I81VIU 3* Q|HII
ij. uina vos
decelo i qual realisara' I Tona peranra e pre-
euclier.i' os vossoa voloi.
n
Educa. 3o em f.imilia.
Ha urna edurarflu da qoal nao posso fallar -oni
profunda einurao, e vetn a ser a educaran da prirnei-
ra iufaucia.
Ilessa serie nunca inlerrompida da cuidados ap-
plicadus a' fraqneza da infaucia, e que sao o prelu-
dio dos cuidados mal* difllceis e arduos que se tem de
empregar quando idea crtsce.
Meu amigo conbeceis as doces sceuas de fami-
lia, e de bom grado me deleria ein descrevc-las.
(,'ue immenii philosophia ha nesses primeiros pas-
aos da vida !
(Juanlas alegras e prazeres !
(Jutm quizer formar um hornero 10 menos para
miiu asMn n julgo) quanlat lires i fin que aprender
enlodando o homem no berro !
Mi-, mea amigo, devo occupar-me de ideas pra-
licas, e fugir das meditarnos, porque onsull.isles-
u acerca .laque lias, nio queris oimr estas.
Nunca teria pressa em arrancar a creanca|do* lira-
eos de sua mai, nem priva-la muito cedo |dos cari-
nlnii e cunlados familiares para a entregar a estados
precoces.
Llenarla quegoiasse pacilicamenle da era da io-
noceocia.
Daxarta qoe o senlimeoto e os afectos, nasces-
sam. creieesatm, e robuslecessera sob as atas tutela-
res da m. car...llosa, que llie inlillras-e na alma os
primeiros sentimensos da ida moral, como lite ha
va, amamenlando, inlillrado os elemenlos da vida
plu-ica ; porque, meu amigo, nao en leudo que 'le-
vamos crear caricaturas de hroes romanos, homens
sean eoracao, ou pequen.nos sclvagens iosupporla-
veis.
iiuere crear una homem chri e virtuoso, islo
he, urna alma sensivel, terna e lurte, cun um ca-
rcter varonil, mas humano, com coragem, sem
brulalidade, energa sem ubsltuacao nem dureza.
A mil he o instrumento admiravel desta primei-
ra educaran. Feliz a cranla que pode recehe-la.
aV'aH* daqqella que pMe nos bracos de ua mai re-
ceber os primeirus elementos da vida moral, que
della recebeu as caricias que n3o amolecem, e os
conselhos que se radicam na alma, e os exemplos
que nunca esqnecem Feliz da creanra que leve sua
mai por primeira guia na existencia; eusinando-llie
a andar pelas veredas da vida, recbenlo os primei-
ros conselhos da amiza le sincera e verdadeira, e con-
fiadora as dores e alfl.cr.ies.
He da ni,ti que o lilho ouva pela primeira vez o
nome de Dos Sara recostado nos seus bracos, sen-
tado oos seus joelhos e segolndo as suas indicarnos
que o infante vera prla primeira vez a vastid.lo do
I 'inverso, a variedaile das oliras do Omnipotente.
A noite a vista da iminensidade dos ecos, ao scin-
tillar das estrellas, e no silencio da nalureza, que da
alma da mai passarao para a do li 1 lio as primeiras,
as tn lis profundase santas ideas acarea da imraan-
sidade e furmosura das obras da crearn.
Sera a mii quein priroeiro Ihe d as noroes da
man sublima philosophia, fallando-lhc de Dos,
porque ella e s ella acha no curasao de mu as
phrases adaptadas a inteligencia da creancinha, pa-
ra esta comprehender que qoanto ha de creado
nasce, vive e murre, que s Dos he que fez tado.e
que s Dos he bom sempre e para sempre, a al-
ma, oto morrendn, nao acabando nunca he que
pode gozar sempre de Deus, sendo boa.
JJI'.sU opposicAo da vida e rta morte ; do ser e do
Baila ; da forja e da fraqoeza ; do bem e do mal,
su a mai, ainda seta iottlruccalo, mas christi e boa,
he qne he capaz de fazer compreheader ao coraran
e inteligencia do infante.
He islo um milagro moral da bondade divina,
mino a crear.lo, como a conservarlo dos seres phy-
sicos ao um milagre da Omnipotencia. Era neces-
sano um milagre para fazer eoinprcheuder ootro
milagre.
E a mi opera este milagro pelo santo sacerdo-
cio da malerindade christaa.
He entendida e percebida porque a linguagem
maternal he simples limpiJa; falla ao corceo rom
o roraeflo ; e aquclle corpioho que foi formado do
seo, encerra ama alma 'pura, qae percebe o que se
passa e sent na alma materna.
O infame adeviuha o que ainda ni percebe.
E senlo vejamos os factos. O infaute reza, ora a
Dos, de rnos postas, olhos alientos e espirito sob-
rniMO, no eolio de sua mai, rapetindo. decorando as
phrates, qoe esta Ihe diz: inspiando-se do que ella
Ihe enslna. Com ella eleva-so a Da, perdoa as in-
jurias, roga pelos mos, pede perdflo das faltas pro-
pras, agradece os beneficios recebidos, intercede
pelos vivos e morios, qne Ihe sao charos, e supplica
pelas ioimigos; isto de bocea e corarao um ente que
nao lem mmicos, que nao injuria, que nao tem
falta. !
(aetn pode obter Indo isto ?
A oracio he a elevarn da alma p>ra Dos, o in-
fante eteva-se at sua mai, v e ouve esta alcvar-ie
lo Dos, acompaoha-a ueste eiercicio, como a a-
cosapanha em ludo.
Esta enanca que nao cuida nem pansa senilo em
briequedos, ser capaz de remontarse inda alcm
dos ecos, e de elevar-sa em espirito al Dos ".'
He.
A. m*i lie tfuem opera este milagre ; porque sen-
do o peosameoto a o sentimento da existencia do
Dos natura," ao iuiinem, hasta nup ti
I que o dcsp*Vie, e esta voz Irt tfa
0 infanle torna-se serio, comprehende a l.-vn-
icao do objeclit, e cneha so de sentimento de grati-
d.io ao ouvir o nome de Dos da bocea daquetla de
quem elle recebe toda a m-li no_ao, que he a sua
ijuia. a sua amiga.
E ha philosophos que leem chegado a dizer qae
freos he um invento !
Como he pois que este seutimenlo de Dos se re-
vela a ama intelligcncia ao desabrochar, e nimio
antes de ser demonstrada lie sentida e compceheu
4.1. *
O infante inda ignora ludo, e ja reconhece a exis-
tencia de Dos, porque ja a sent.
Oh philosophos li i veis esludado este prodi-
gio I
He forjeso confe-ssr que a voz da mul,r lem o
quer que si-ja de lincemente imperativo, que oao ha
ua voz do homem.
As primeiras imprcsses, que silo as primeiras lie-
roes que recebe o infante, caieccm de ser tempera-
das pir orna grande doc.ura e brandura : mas he ue-
eessario muilo cuidado em que a brandura uAo se
torne deMbdade, que va enervar a alma, como ener-
va o rurpo.
Na humanizado, ha a tendencia para entremos.
Exigir de urna creanra virtudes austeras, he pri-
va-la da ingenuidade, em vantagem alguma para os
proRresio* futuros. 'Deix.ir-lhe plenissima librrdade
para que da fatnro a anzao refoime os desconcerlns
da infancia, he expr-se a abandona-la ao acaso, e
correr o risco de que sejam imitis lodos o coidados
e -iirecr.io qne de TuluraHIie queiram dar.
Nete ponto entra a autoridade paterna, vem
aaenciar-se coma terna influencia materna, que ale
agora havemos apontado.
O doce imperio da mulher (a mai robustece-se
pala autoridade varonil e seria do homem (o pai I, e
o caraclar do infante romera a formar-se sol a du-
pla influencia destas duas inspiracijes.
S bem examiuarino- as comas, ludo o que >e
passa n vida, sem desprezar os primeiros annns, de-
ve ser objeclo de estodo, e um principio de aperfei-
ra-nenio, aproveilando-se as licre. da experiencia,
emulada* por um pai intelligente.
Ilem vedes, que en quero que o infante aprenda
primeiro que ludo a ser bom e compassivo. A com-
paixAo he a seutimenlo que ordinariamente devem
causar os factos da vida humana.
I.ogo qoe a creancinha abre os olhos, chora e v
chorar, llenemos pms que o infaute veja correr as
lagrimas, e nao relenba as suas.
Deixai ao infante que veja correr as lagrimas.nao
as qne sao promovidas pela* ilres e miserias pb\ si-
cas, uao as lagrimas que nascem dos males do crpo
mi das paixes da alma ; porque estas lagrimas nas-
cem militas vezc< da debiliilade do animo, e o in-
fante nao deve aprender a ser dbil ; mas as lagri-
mas nascidns do infortunio, as casalas pela perda
dos prenles e amigo*, as provenientes das calamida-
d-s moraes, e por cansa de d.-sgrar-is succcdidas a
pessnas ou familias virtuosas.
Adverli quafe o infanle v cedo com indifferen;a
estas*candes trislezes da vid, de duas urna, ou llie
Meara o I-ahilo de urna impassibilidade estpida,
qoe ser mais tarde idiotismo, ou erueldade ; oo
riif.ii. quaodulhe succedera primeira desgrana, soc-
eamhira, moslrando-se ;iodiguainenlc fraco e co-
barde.
A stnsiliilidadc nao lie fraqueza, al umita, vanas
h- a.lnuii.- de urna grande forra. S. Vicente de Paulo
era sen-iel romo nina mulher, liiiha entranlns de
mai, e ao inesmo que Grande forra e coragem na
mostrara as grandes emoroes !
Ha nina sensibilidade romntica que he semellian-
le a febre, ou a loucura. I.ivrai vmso nibo desla
seusibilidade. porque he nao so urna desgrara, mas
he ridicula.
Ua, porcm, nutra especia de sensibilidade que
faz paite da abed.in. He a que nasce da reflexao
que se ptodnz pelo senlimcnlo profundo das mise-
rias da homanidade. He e-ta a que deveis fazer
niscer e creseerbem ce.ln no enrarao de vosso filho.
Sao Ihe oceulleis o espectculo 'd^, ,|orcs e ,nise.
ras da vida humana. A" vista dellu aprender inui-
to, e adquirir instinctos mi tu so..|,..-.-.lu for-
te e alentado.
A sensibilidade he a virtnde mais natural do ho-
mem, e por isso da crenrs. Eleva a cre.it,ira I Dos
como o fi.i'u se aproxima do foile, e turna o' ho-
mem bemfazf jo pelo seutimenlo de valer aos oulros.
Alem diswr forlifica-o rontra os prnprios conlratem -
pian desgracas, pelo habito de as ver nos noiros e.
prepara-o para as esperar cuino condujo necessaria
da vida humana.
Kvitai a vosso ilho a* emores do Iheatro. F^l-
eam o sentimento, porque Ao por pasto sensibi-
lidade desgraras liugdas a chimeneas, quando silo
a-i desgranas reaes que a devem excitar. E alem
disso qnanlas impress n,m de lempo o< espectculos Qoanlas ideas falsase exage-
radas Ilaanios pensamentos temerarios e inoppor-
tuno* (Joanta* illn.-o -s (jaanlos desejos irreali-
>aveis !
Eu nao sai quem fni que priintiro chamou aos
Diestros nEscola de coslumes escola de maos cos-
1 mus, pode ser !
O infanta iiau dev> conhecer se nao as doces af-
feires Ha familia e da .mu-ale ; nao deve imaginar
qu xislam ntras.
Ignore por muito lempo as afeiriie* lurbultnlss
c anlenles. que e-=a Ignorancia o conservar.) feliz, e
vos o varis por elle o ser.
Aflastai dalle qaauto Iba possa parecer rovilerioso
oo vedado; n.lo Irateis diante delle cousas que ca-
n-rain de veo pura que ella as nao enmprehenda,
para nao Ihe disperlardes o desejo de rasgar esse veo
de examinar o qu Ihe querem vedar, e de descor-
tinar mv-terio*.
A ling'uagem da vida de familia deve ser sempre
clara, e verdadeira ; nao deve versar nunca se nlo
sobre cousas nobres, exprimir paiisaineulos delicados
e verdadeiros seiiliiueulos humanos e puros, e af-
fesoes innocentes. O infante betieudo pelos ouvidos
esla iustrucc/io a na forma adopla-lhe a essencia, e
toma o habito da ser bom, de amar a familia; e
qnando pelo lempo adiantoeiirnutri algumn cousa
diirerule dislo, admira-se, nll'ende-se c refugia-se
na familia. He assnn que so revela o pudor, lernn
sentimento que he urna especie de mysterio da in-
nocencia, e da qual Dos fez o mais bello (ornamen-
to da virlade, anda depoil de perdida a innocen-
cia.
Tonda vosso filho sempre oceupado. !Nn quero
dizer que o ocrupeis s-mpre com os csludo*, desti-
nados ao alimento e adorna do espirito, mas cora
exerclcios de corpa e de espirito, agradaveis e b\-
gieuico*. com brniiiuedos que lenliam sempre o re-
sultado de desenvolver-Ule nina boa premia, urna
boa iucliuarao, urna aptidaoquilqoer. Arosloraai o
a appreciar a rapidez do lempo, o seu immenso va-
lor, e o iricparavel t\t sua perda. Acoslumai-o a
isto com a divisan -lo tempo das occopac,6es serias e
agradaveis, das de ohrlgarfio, e das de rer ein. O in-
fante arosluinado a n3o estar ocioso, e a aproveilar
nos fuluerios o lempo, sera nm homem laborioso, e
nao malbaralear o mais precioso rabedal da vida,
porque he o mais limitado e iucerto, o lempo.
A piedadechrisiaa he um meio admiravel para
iniciar u infsnle as cousas serias da vida. Nao lite
combate a necessidatle dos folguedos, aulas com el-
les e por elles llii proporciona prazeres ntimos, que
se casam maravillosamente coto a leviaudade nalu-
ial dos seus poucus anuos.
A candarte heo pnm-iro destes prazeres.
A earidade dos infanle* lie natural, e suave. O
infanle gusta de dar. e affliga-M naturalmente com
os males allieios. Di com grara, com amor, com
honda te, e como cum[irindu um dever. Aqui lem,
nsito, nao lie na bocea delle urna phrase baual ou
livpocrita, diz o que sent, porque faz o que quer.
O infante nao resiste a quem Ib. dizlenho fome.
Aproveitai esta disposicAu, lir.ii partido do pra-
zer intimo que o hilante sent quando d.i.
Ha nesla aeeato de dar nina salisfarao intima de
um valor immenso porque faz vibrar quasi todas as
cordas do coracao
Ha sentimento da posse do que se da ; ha o goso
da liberdade de dar, ha a coiiscieucia de urna ac-
eao boa, !m idea de que alcanzamos da nossos pais
a approvacio de um acto nosso; ha a compaixao
transformada em salisfarao, ha o goso de ajudar-
mos a outrem, o pensamcuto de que valemos algu-
ma cous, ha al a pralica da justira dando do que
nos sobra o q-i falta ao necessilado.
Os philosophos leem dilo muitas cousas ucas
cerca deste pi i/.er inlimo do homem que da'. I'in-
(am-no como urna voluptiiosidade, como a salisfa-
jaa do egosmo, cuino o calculo do lavrador que lau-
ra Ierra urna sement para se habilitar a'colher,
ou do conimerciaiile que assegura urna earragaeao
contra os perisos do mar, leem creado e invenlndo
systema para rcduzir o liomem de racional a bruto.
Tecm feilo com ludo islo alsuus homens desgrana-
dos. Deixcmos os pbilosoplios e oceupemos nosde
Dos.
Dos crcou no homem nm mxslerio para o mes-
mo homem. O homem nao sabe na realidade o
prazer que senle quandu d. Mas esle prazer por
que he real a myslerioso lem o quer qux he do di-
vino.
Dizem qoe he um calculo, e qua por ser um cal-
clo porde o ment.
Nao por cerlo, porque o homem faz esponlamen-
le n bem, e depois be que cuusidera, e M dep is he
quo v ou calcula qne cumprio com a lei, e lica
desc,iac,sdo. Este descanso da alma, ne o prazer
rta virlude, he o goso do bem. Dos que he o .11111-
mo bata contempla-se a si, e gosa de si. Este goso
esla complacencia inlinila lira a Dos algumas das
suas infinitas perfeiees ou limita-as '.'
Nao.
O homem lie na verdade um ser bem exlranho !
Enche-se de scieneia, e de argucias para disputar,
para diminuir os sens prnprios prazeres, os prazeres
mais puros e excellenles, os que mais o approximam
de Dos.
Tomemos a nalureza Ilumina como Deos;a fez ca-
recendo de excilarao e necessilaudo recumpeusas, e
desejando iusaciavelmeiitc o goso da felicidade.
mo nada de baixe/a ; nem o servilismo do escravo,
nem as com|daceticias Ha 110 curasao do infante o sentimento da rliaui-
dade propria, que he necessario cultivar de mistura
com a modestia.
Com gravldade, seriedade, benevolencia e modes-
tia pode estar qualquer ecuro de que lia de ser
sempre respeitado em qualquer lance da vida.
Ilaja o que houver.deemat vollas qoe Ihe derem,
sempre no inuudo bavemos de encontrar grandes,
pequeos e ignae'. Acoslume-se, pois, vosso filho
a raapaitar a una. a ser respei'ado dos oulrus, e be-
nvolo com lodos. Os de llexibilidade calculada fa-
zeiu isto por arle, para os lioniem de bem lie mais
do que arle, he um mrito, que nasce do sentimen-
to da ditinidade do homem.
Pelos lempos em que vivemos, nao posas deixar
de vos recommendar que dirijis vosso filho para a
'arroiia publica. Iloje a poltica invade ludo, e lo-
dos teem de nella lomar paite.
Fazci que ame a sua patria, como a familia da sua
familia. Faai-llie do seu passado, das suas memo-
rias. A infancia oxalla-se. com as idea de gloria,
rnragcni 8 dedicaran. Compart sempre o passado
da sua patria com o das oulras e infundi-liie bem o
senlimenlo de que nielhores exeniplos, maiores fei-
los em iii-iihuuia uulra se arhaiii. He necessario
inspirar-lhe a nubre altivez do amor da patria, por-
que ilevendo ama-la como urna familia sua, nao de-
ve nesar-lhe o perlencer-lbe.
Este grande seutimenlo deve ser inspirado muilo
ce.lo, mas tambem dirmido pradeutemeule, porque
pn-le desvairar o Hilante,
Modernamente tem-se coumellido sraves e perni-
cinsissiuios erros ueste assumpto. O patriotismo mo-
derno uAo consiste no amor e no culto das cousas
passadas da nossa Ierra natal, iuveutoii-se um patrio-
tismo theorico, inia-ign da patria, uiimigo ou des-
presador das suas glorias passadas, inimigo das Ira-
dicriies, en.li i-ia-t. da iiovidade, adorador das uto-
pia* ; patriotismo 3elvagem e destruidor, que parece
um phrenesi parricida.
Infund a vosso lilho oulros scntiinentos.
Nao o iuicieis porcm lias tHMaai desordena o dis-
cordias presentes, fazei com que ame a sua patria,
que com este amor consubstancialisado na alma elle
sera capaz deas comprehender, avahar, o ao niesmo
tempo estar' disposto pica ser remedio coulra as
calamidades das facres civis.
Continua.)
(I.Vtfao'.;
I'eilro Eleulerio llarbusa de Lima, Matheus De-
metrio Varella e sua seohora.
MonleviiloPolaca liespanhcla uViagero.n capihlo
Juilo Curelle, de II lonelladas, equipagem 11,
carga asucar.
mtu&
f&?imi(x^..
AS
rilACA DO KECIFEJ8 DE NO VEM B
:i iloltA-* DA TAKDE.
1 .1.!'."..- ofliciaes.
Descunlo de ledras de 1 a > mezes<) ", ao ,11111o.
Cambio sobre Londres27 :)|i 00 d|v.
Aisucar mascavado 25700 rs. por arroba com
sacco.
i'rederico linhUliarn. presidenle.
/'. Horges, secretario.
. CAMBIOS.
Sobre Londies, -J7 3il.
c Pars, 346.
a Lisboa, 'J8 a 100 por \ de premio.
Rio de Jaueir, \yi a I por ()|q a 13 e 30 das.
Ac^es do Banco, 0 a i.i de premio.
11 a companliia de Beberibe 54^000.
o a companhi.i Peruambucaua ao par.
Llilidade Publica, 30 por cenlo da premio.
a a Iudemnisadnra. idem.
o (i da estrada de ferro 20 por 0|f) de premio.
Disconlo de leltras, de 7 a 7 l|2 por 0|i).
Dilo do banco7 a 8 por 0|o.
Quro.(Iiii;.is bespanholas. ,
Moedas de tJiOO velhas
69i00 nov3s .
< 49000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos columuarios. .
o mexicanos. .
28 285'sOO
. 16jjOO0
. I6.3OOO
. 9C000
. 20000
. 89000
lj860
Al.FANDEGA.
Kemlimentodn da 1 a 27. .
Idam do dil 2S .
SH:5227(i:!
2::6l7fl22l
-il.):l;i95!l8i
Desrarrefam hnjr 29 de norembro.
Barca americanaC. E. Ta)fariuha e bolacbi-
nlia.
Brigne inclezFricnilstiilhos de ferro.
O cliefe da primeira secr,iio do consulado
provincial, survindo de administrador, ein virlude
do disposto no art. .-! do regulatncoto do .1 d9 ju-
Ihod} I85-2, fa/. publico que seacliam deposita-
dos, no deposito geral dous escravos, Antonio, na,
cao Cassan^e, dado de .'15 a JO annos, Clorindo,
nat;ao Congo, Idade de 10 a 15 annos, com urna
belida no 0II10 esquerdo apprdiendidi, pula polica,
os quaes sao considerados lieos do evento, por so
desconher seus donos, e para qne soja rumprido o
quo contemo sobredilo arl. manda publicar pela
impronsa, para quo no prazode 00 dias compareca
quemaos ditos escravos lenlia direilo, findos os
quaesse proceder a arromalai;3o pela forma deler-
minada no arl. 4 do citado repulanienlo.
E para que chegue a noticia de todos matidei
passar o presente edilal, aos do uovembro do
1856.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silva.
O Ulm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial em cumprimenlo da resolucaio da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que as arrematacCes
das obras do riacho Pirauhvra do Brunzinho fo-
ram tranferidas para o dia 27 do crrante.
K para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de l'ernaiu-
buco 22 de novembro de 1850.O secretario,
A. F. da Annunciarao.
O Ulm. ?.r. inspector da thosouraria
no nacional que ser respondido por toda a com-
panhia.
Depois do qual reproscnlar-se-ha o Vaudivelle,
que lua por tilulj
OU
DEPOIS DE DEZESEISANNOS.
o qual bu ornado de diversas arias, e coros canta-
dos por marojos, entre os quaes, um sera cantado
por oito senboras, incluive algumas meninas
Actores que lutnaro parles principaes no drama,
os Sr's. II. Kinolh, e Jesuina ; o os Srs. S. llosa,
Rozando, Lima, -los Alves.
A pedido de militas pessoas as duas jovens per-
nambucanas dansaro o
PASSOADOUS.
U espectculo tormioar com a i'oinedia eu> um
aejo o
RECEM HSCIDO'
na qual toma parte o
o Sr. Roberto de lbuquerque Mello.
quilharias francezas de goslo modernissimo, um ri-
i|iiissinin faqueiro de prata moderno, [llQjaidaeaol
ptimos tpele-., evcetteiiles re-les bordadas, jaidi-
neras -le marmnre, marmores para consolo e mesa,
aparellios de porcelana para cha. dito para mesa, vi-
dros linos, crislaes e nutros iniiiloi objeclos etc. ;
assim como neseeinesuio da fara' leil.V a.ubem de
urna excellenle mobilia para sala, lodos os mais ar-
r.njos conceriienles a casa, e quatro optimoa escra-
vos mocosde bonita lisura, e de ambos os sexos, per-
tenreutes a urna pessoa que se relira para fora da
provincia, os qoaci se eaUegaraa por qualquer proco
maior ollerecido.
1?^o SDtt>erlod.
ftossa Seulto-
ra da Coiiccitjo dos
.Militares.
De ordem da nctual mesa regedora da
rmandade de Nossa Senltora da Concei-
cSo dos militare*, e em observancia do
art. 18, tit. do respectivo corapromis-
so, sao convidados todos os senliores ir-
inaos desta, para que se sirvan com pa-
recer na igreja da mesma Senliora, no
dia SOdoCOrrente, pelas 8 horas da ma-
nliaa, alim de assistirem u missa votiva
do Espirito Santo, e depois desta a mesa
geralqae se lia de proceder para a elei-
cao do presidente, que tem de ttnccionat
no armo prximo fututo. Consistorio
da irmandade de Nossa Senliora da Con-
^t)i0>3 &*.;;i:;Z$.
Para l.ilioa sesuc rom brevidade, por ler a
riMior car^a prompla, a liarra porlugue/a oMaria Jo-
ci> : para o reMo e pass8g6ro*j pan o que lem ev-
cellenlcs coinmodos, Ifrtla-^e rom francisco Severia-
no KabcIIo & Filho, ou com o capilau na prara.
I*.ra Msboa sega* em poucu* dia*, o bricue
poriuyuez vLaia III, queja ponca cara ihe falla :
para carsa e paasageirnS para o que lem p\relianie-
nrnvnniml ., ..';.! -; commudos, Irnla-se com seus cnnisiialarius Iran-
5[!.'!?!!al5.0? CumpriiDBOtO da resoluto ieiteoSevenaoo Rabalio A Filho, 0u cuiu o eapifio
J. J. da Costa, na |iraraou a burdo.
Para Lisboa aegna com toda a hrevidade o bri-
gue porluaue nKelampaEou de primeira marcha,
da junta da fzenda, manda tazer publico,
quo a arromntacao da obra da ponte sobro o
riacho liriinizinho, foi transferida para o
dia de dczctnbro prximo futuro
i por lera maior parte da carsa prompla: pai a o res-
_ ? ",: la!" Su.la"d<"1 anisar o presen- I lo da carsa c passaseiros, para o que lem andados
le e publicar pelo Diario
Secretaria da lliesouraria provincial de
l'crnambtico, 98 do novembro de 1856. O
secretario, A. Y. d'Aniiuuciat.ao.
Olllin. Sr. inspector da lliesouraria
provincial, em cumplimento da rcsaluc.ao
da junta da lazenda da mesma lliesouraria,
manda lazer publico, que no dia lt de no-
vembro vao novament a praca para seren
arrematados a quein por menos lizer os con-
tratos segrales.
Koipedramculo lo 20 lanco da estrada da
Victoria avallado cm 5:!)09e00.
Dilo do 21 lanc;o da mesma estrada avaha-
do em 8:695*500,
Lanco da estrada entre a cidade de Goian-
na e a ponte de Bujary avaliado cm 13:4318.
ConservacSo permanente, da estrada da
Victoria, avaliada em 8:500;.
Dita dita do Norte, avaliada em 2:288;
Dita dita do sul, avaliada em 8:520.
L para constar se mandou allisar o presen-
te e publicar pelo .'Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de
l'ernambuco 28 de novembro de 16*6.O se-
cretario, A. !'. d'Aunuiiciacao.
to$tot*9&.
comraodos, trata-se com os consignatarios 1 liorna/
de Aqui no Konseca A; Filho, na rila do Vigario n.
I'.) primeiro andar.
Para o Porto seaue xiaicm cm poucos dias a
barca pm tu.-ie/a nl'lor da Mala, capilao Jos de
Azevedo Canario : quem nella quizer carregai uu ir
de passagem, para o que tem eicellenlotcouiinodns,
dirija-se o mesmo rapitao, ou a sen consignatario
Mauoel Joaipiim Katnos e Silva.
Ileai
coinpaiihia
queles inglezes a
de
pa-
va por.
vi, -... i j i mi.uc itttit- rucii'i-un m- ii ifii
Achemo, tu.ln Uto na pf.l.c. do bem c da y.rtude, ,;., inmeIa-.Bonita-.nercador,a.<.
e n3o hesitamos; em reconliecer que ha nisto um i
maravilha. Chainem llie embora egosmo, que be
nolirc, ^raiit- e puro, se be qua he egosmo.
Nao temis nuuca que vosso filho oiga nunca
Vou fazer una boa accao para gozar do prazer de a
ler feilo. A Mitote uao seizuc a lgica do enlendi-
inenlo, regula-se pela do coracao. A virlude obra
livrcmeuie, e gosta mais de iiispirarfics do que de
raciocinios. E bem baja ella, porque militas vetea
soccede que Dos quer qne a virlude seja um com-
bate, e en!,ii d o prazer como premio da victoria
conseguida sobre os esfon-os da debilidade.
He nas Idade* tenrs quo a virlude tam maior
eiilliusiasmo e lilienlade de accao, porque ain ta
nao lem que coinbaicroii_4aW-ulos,
Polaca bespanliolaCulebrapipas de vinlio.
Uriguc braleiraFolil Destinolarinba de trigo.
oO.NSUI.AXl liERAI..
Kendimanto do da 1 a 27.....5:1:0635258
dem do -dia 28....... :OI5aUti
7:IOK334i
CIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da I a 27 '.
dem do dil 28........
I:2I(WWS
345J834
ti:562#228
nem oulros zo- '
ixaTqTie' Tiiifancia" sabor je*| I DESPhCIIOS _DE EXI'ORIACAO
espontaneida-le do tiem.
A tellsiao chrisia adapta adniiravelmente a loi|s
as idades, a lodos ascondires e a lodas as uecessi-
dades. O homem peilence a religiAo principal-
meuln em duas pocaa da vida, quaudo entra uesta,
e quando sabe.
No meio, intervallo entre os dous extremos, ebeio
de paitOes, agitado pelo mundo, arrastrado pela
independencia, o homem escapa muitas vezes ao ju-
go das renlas religiosas. EulSo ludo o arrebata,,
e pe fara de si. Os negocios, a ambirao, a vida-1 Bueuos-AyresPolaca hespanbola ..Elegancia, A-
PULA mesa
DO CONSULADO DESTA CIDADE NO DIA
28 DEl.NOVEMBIlO DE 1836.
PortoHorca porlugueza aFlor da Malea, Rarlbo-
lomeu l-'rauciico de Soma, 3 barricas com assucar
liranco.
IlavieCalera franceza uOliuda*. l.asserre ^Tissel-
frers, 217 sacras BlgOdSO.
Uuenos-AyresPolaca espaiiliola ..Silencio, Viuva
Amorim o l-'ilho, 325 barucas assueal branca e
mascavado.
Je, a vingaura, o o lo, o amor, o interesse, as vic-
torias, o desejo, a uecesidade das desforras, as pre-
caorOes contra os pericos presentes e futuros, etc.
ludo islo nao Ihe deixa um momento pare viver de
si, e comsigo mesmo. A razio nao lem lempo pa-
ra se occopar de si..
Corre o tempo, os desengaos cbovem, a expe-
riencia chega, e restabelere-se o socego de espirito,
e immediatamente o seutimenlo religioso desperta-
se, a alma acorda do lorpor ein que a fadiga a ba-
ta laurado. A embriaguez dissipa-se, e a alma
acha-se sii, senil lem religiao.
Vem enlao mullas vezes as lagrimas, lagrimas de
perturbadlo, e angustia, que carecem de consolarlo,
que o homem nao pote adiar no que o rodeia.
Comedora pela religiao, acaba por ella.
Feliz delle se enlao nao se lam esqoecido de lodo
desta mai carinhosa, e se ainda se lembra dos pra-
zeres quo gosou por ella no principio da vida.
Encbei a alma de vosso lilho do sentimento reli-
gioso, que Ihe tercis dado um grande auxiliar, e do-
tado de umagran'le forra contra os males da vida.
Disse que a religiao tiuha virludes para lodas as
idailes.
Tem-as para a infancia laes e 1.1o grandes que su
nesta idade se podem sentir.
Tem a candura da caridade, em que ja fallei.
Tem a necessidale do habito da submisso, e ro-
coiihecimenlo da aaluridade legitima dos pas e edu-
cadores, o que turna a submisso espontanea, a au-
tonJade faril, e a obediencia amavvl.
Tem a ternura e meiguice dos alTectos poros, que
ainda nao fi-ram perturbados, nem de-v.nrados por
objeclos cxlraubos.
Tem o amor de ordem domestica, e paz, e umao
na familia que a torna alegre.
Tem a simpliridade de rotaran, ingenuidade de
peiisainentos, que denuncia a ignorancia e inexpe-
riencia das camelas, e guardas de que mais larde se
servir ale a propria virlude.
No enlanto a infancia nao be livre de incliuarocs
desregradas e d. mas iimar.es.
Mas a religiao be o remedio, porque he o primei-
ro cmbale, sempre seguido de victoria, contra artas
disposires da nalureza.
Sem a religiao nlo sei como se poilerao debellar
estas incliii.ir?s do homem.
O homem nasce m.io, n mesmo na innocencia Iraz
o vestigio de urna alterara profunda do seu ser.
Cousa misteriosa! He necessario que logo desde
o In-ii; i, a lado do amor,este,a repreesSo, eiteja a
justicia, os elementos da autoridade !
Apena pensa, c j tem malicia ; e por isso a lula
cuinrra desde os primen os das da vida.
Deve ser uina repressa material, deve empregar-
se para vencer o inmuno a forra ".'
Dos nos livre de lal Deve ser urna Iuta da
indiligencia a da lirmesa bateadas o illanioada pe-
la religiao, at que esin entrando n-> campo do iui-
migo, na alma do infante, nos ajude a vencer eslas
resistencias da nalureza decebida para pdennos
resliljir-llie nao a pureza anglica, que Dos bata
destinado a htiuiaiiidajc, mas ao menos ludo quau-
lo lirou de bom depnis da descueraran primitiva.
Nao busquis, porem, nina perfeirao complela e
premaluia, porque nao olitercis sen m imita--oes, c
disl'arces.
O infanle deve ser Rolado de modo que pelo uso
de sen alvedrio poaea fanr os eslorcos necessarios,
que se llie iudirarem para vencer-se, para sopear
as mas nclinac k-
Evitai a todo o OMto a mentira na infancia, e a
origcn de todos os vicios sem excepcao.
Ha mentira de palavra, c ha mentira de arrao.
''.-I i be a peim, porque be a bypocrisia.
A creanra que dissimoU, que mente para ocrul-
tar as suas mal la tes de crcani;i, cede ainda a um
seutimenlo de virlude.
Conhcce que lez mal, quer qoe o nao saiham
mas se di'siinula, se mente para parecer bem, para
ganliar com iso, loma! conta, que lia nisto o ger-
men de urna cerropcao profunda.
Nao me canrarei, meu amigo, do recommendar-
vos a maior vigilancia com e-las ida les. Occupai a
vida de vosso lilho, lulo sempre em actividad, o
seu enrp > e o espirito. AITastai delle a ociosiinde
e o ahorrecimenin. Toniai-llie o Irabalho e a oceu-
parto asradavel. Inventai ealndos e bniiquedns
ulcis, que aira lem i ana imaginarao infantil, c por
isso inci-iislaule, mas curiosa e impressionavel. Esle
habito .le mu exercirio coniiiiuo ha proprio da ida-
de eappropriada para proteger a innocencia.
A inlelligencia despunta e cresce com esta aclivi-
dade; corpa rnbnstece-se e ganlia lano como o
espirito. A ereanca necioaa chora, laineuta-se. im-
portuna toda gente, he cubicosa e impertinente ;
e destes elfeilo* da orIOsid|e n'ascem depois os cba-
racleres arredios, sorninbalicos e rabugenloj.
Fazei com que vosso filho seja benvolo par com
oa da sua idade.
Nada de ciumas, soberbat, impaciencias, bem co-
inoriu lrin ios. uu barricas assucar brauco e mas-
cavado.
LisboaPatacho nortogoez ..llrillianteii. Domingos
Fcrrcira Cuimarars, 13 barra com niel,
demBrigue porluguez nl.aia III, diversos carra-
gadores, 730 saceos com aasnear tiranco e masca-
vado, 4 barricas com assucar branco e mascavado,
50 barricas gumma, 5 cascos coui me!.
Liverpoolllrigoe inglez Odem, Jobnslon Valer
,\ Cnmpanbia, 263 saccas algodAo.
PhiladelpbiaBrigue americano uThomaz Waller,
JoSo Malheos Austin j Companhia, VW saceos
assucar mascavado.
SxDortacao'.
Brigue pniluguiz S. Manuel l, ahilo para o
t'ort -, conduzio o seguinte :
1,323 saceos, 28 barricas com 6,703 arrobas de as-
sucar. S'J saccas com 281 arrobas e 28 llbru algodAo,
127 cascos niel, 317 cooros seceos salgados, 200 meios
de sola, 08 saceos gomma, 10 pipas e 7 bairis agur-
denle.
Brigue hespanhol ..S. Miguel, sabido para Bue-
nos-Avres, conduzio o seguinle :
120 pipas gurdenle, 30 di las com espirito, 350
barricas com 2,883 arrobas c t libras de Baspcar mas-
cavado, 400 ditas, 250 barriquiuhas e 100 "accoscom
1,744 arrobas e 20 libias de dilo btauco, 500 leixes
piassava.
Barca americana aUnioru, sabida para Pbiladtl-
phia. conduzio o seguinle :
3.850 saceos com 10,2511 arrobas de a-sucar mas-
Clva-lo.
Iliate nacioual ..San! I.uzia, sabido para o Paro
de Cainaragibe, conduzio o oeajainla :
10 arrobas carne secca, 5 ditas bolachas, 5 canas
charuto-, 300 rourinhus miudos.
I.ECKUEiiORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
"TlAILS.DE PBRNAMBUCU.
Rendimonlt -lo dial a 27 .- 20.7949103
Mein do dia28........ 1:4249688
w!2:2i8sxl
CONSULADO PROVINCIAL.
Iten.lmenlo do dia I a 27 i5:54ftf043
dem do da 28....... 2:7'J0c8l
I8:348759
BAHA 22 DE NOVEMBRO.
Cambio!.
I.oudies a 60das de visla.
Pars.......
.Ilamburg.......
Li-boa n .
Dolnos hespanboe*
) da palria .
Peras de 6$40U velhas. .
de '(3.....
Soberanos. .
Palacnea brasileiros. .
Ilespauhoes .
Mexicanos .
Frtte*.
Canal a or-l. para o Reino I nido lo t. a 15 i
Euliu Havre llambiirgo |0a. a 15 uoir.
Baldeo 13 s. a 15 nom.
Liverpool 30 s. assuc. nom.
l|2 por libra al::.
Londres ll a. nom.
Ilainhurgo ou Bremen ifj f. a 10.
Trieate 15 <. a 50.
Havre un .Marselba ti" nom.
Diario di lnlia.\
27 3|i d. a 28.
343 a 3.50 o Ir.
050 i- l'ii'.iini. b. nom.
98 a MO pur cenlo.
999000 a -11*200
J9J0OO 295200
169000
99000
89800 99000
199211 19960
laOifi a 13960
I-Sil i, 15860
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O eonselhu administrativo precisa comprar os ob-
jeclos seguintes :
Para o meio batalldo do Cear.i.
llollanda de forro, cova.los 800 ; oleado para dc-
braaa, ditos lo ; colxetea |irelos, pares .500 ; boluca
braucus de osso graudes, grozas 50 ; ditos ditos de
ditos pequeos, dilas (- ; Uilos prelus de dilo, dito
115.
Companliia fixa de cavallana.
Cabezadas de couro com arrala de couro cm
l.
Provimento dos annazeos do Arsenal de liucrra,
ollicinas da l,a e 2. ciaste.
Costados de aniarello, ti ; laboas de BSSOalha de di-
las, duzias (i ; pitia marfim, rolos 1 ; travs de sicu-
pira com 30 palmos de Coinpiiiueuio, e O pol. de
face, 3 ; arcos de ferro de 2 pol. o mciii de larg. ar-
robas 10 ; ferros de pininas com capas de I e 3|l de
pol. ingleza de larg. 2 ; dilo, sem capa de I e 1(4
de polg. ingleza de laig. 6 ; venumas caibraes, du-
zias i ; ditas caixaes, duzias i ; ditas npaes, ditas i
ditas alo guarnir, ditas \ ; presos ripaes da Ierra,
milheiros 10 ; serrotes de lixa, ; dilus de man -le
2ti polg. de cotnpimenlo, 12 ; esquadros de aro, li ;
cabos 0 ,- oleo do liahaea,
dem 5 ; verde crome, idem 3, riixo Ierra, idem I ;
arcos de pa com os competentes ferros, 2 ; ocre,
arrobas 3 ; serras de ino de 20 polegadas da cum-
primenlo 6.
Oflieinae de 3.-1 classe.
rerracha ogleaa de I \\i pig. .ic.~>|8 eomtaaoa
competentes apparelbos, 1 ; safras grandes, 3 ; fer-
ros suecos quadrados sonidos de 5|i a 5(8 qq, 10.
-* 5." classe.
Sola branca garroteada, meios 300.
l'oriiecimcuios do luzes as eslares militares.
I'tos de.algodilo, libras 30.
Presidio de Fernando.
Farinha de mandioca, alqueiresOO ; alelria, cai-
xa I ; vinho Unto, caadas, da medida uova in ;
agoardenle branca, ditas da dita. 20 ; araruta, arro-
ba I ; tapioca do Marauho, arrobas 2 ; papel al-
maro, resmas ; ilito>pautado, ditos i ; lala de es-
crever, (arrafas 10 ; madapolau, peras (i; baran-
dues de cera, 12 ; pedra d'ara I ; galbelas com pra-
los de vidro, 1 ; sal rehilado, selamim I ; folhinba
laliua de 1857, I ; dilas de algibt-ira de dilo, 2 ; ca-
niveics finos, 2 ; bai'-la encarnada, cov. 12 ; prensa
de ferro para facer fariuha com 2 fuios de so-
bresaliente, I ; pregos caibraes, milheiros 6 ditos
cair.es, ditos (i ; ditos ripaesdo Reino, ditos 6 ;car-
vAo de pedra, toneladas 2 ; caibros, 200,; arcos de
ierro para pipas, arrobas i ; bren, barril 1|2 ; vas-
soiiras de plateaba, 20 ; Cangalbao, 20 ; esleirs para
as mesmas, 20 ; ps de ferro, 12 ; cabos de hubo
para driea, pera 1.
Botica.
^ Acido nitrico, huras 2 ; aquil.lo ominado, idem
; campliora, idem 8 ; calonielanosi ouras i ; crio-
sol, onras 2 ipeeacaauhl pela, lili. ;"raiz dlc al-
tcia, arroba I ; resina de augico, libras 8 ; popa de
laiiiariudo, idam 16 ; salsa parrlhil, idem 32 ; espi-
rito de aalaniouiaco, libras 2 ; rxarelo de polas-
sium, idem ||2; oleo de luna, 'dem 1(2 ; Iriaga
magua, laias 2i faoda duplas, 10 ; dilas do lado
direilo 25 ; dilas de dito esquerdo, 15 ; CcaU em
rama, libras ; espirito de lerebculina, dem 8 ;
emplastro estomtico, dem I -, pomada mercara!
de parles gotea, Horas 8 ; vidros de enloaas sorii-
dos. duzias 6 ; rolhas de corlira sorlidas, milbei-
lo 1.
Iiicm quizer vender aprsenle as suas j.roposlas
em carta fechada na secretara do conselliu as lo ho-
ras du da 5 de drzembru p. futuro.
Secretaria do cojiselbo administrativo para forne-
eiinentn do arsenal de nucrra 26 de 1856.liento
Jos Lamenba Lint, coronel presidenle. Iternardo
l'creira do Carino Jnior, vogal e secretario.
@ Khl'AKTig.VU' UA VACCINA. Q
'} (.omniissario vaccitiador pro- )
:.; \ inci.il, reconheceodo que militas gi
C? pfessoas tleixam de comparecer a fl|
'.[. osla repartido em consequncia S|-
9 da longitude i> respeitavel publico que tem ie-
@ solvido a vaccinar tambem nas
^ trras luirs de todas as semanas,
C na caa de sita residencia, conti-
nan Jo a repartirlo a tunecioaar
no toi'reaodaalunderja nasquin- {;'
tas e domingos: assim, as pessoas {[
^ que Sequizerem vaccinat nas ler- ^
* '.':,s letras, podrm dirigir-se das
Ale o lim .lo mi-/ espera-se inn dos vapores da
real compaiibia, o qual depois da demora do cos-
lume seguir para o sul : para pasageirns ele,
irala-se com os agentes Adamsoii llowie iV Com-
[aiibia.
AO RIO DE
Janeiro
segu com brevidade o brigue
nacional AI.VKIA LZIA, capi-
tao Joao da Silva Moraes : lem
grande parte do sen carivgamenlo promp-
to, e para o restante) trata-se com o con-
signatario Antonio de Almeida (lomes,
na ra do Trapichen. 16, segundo an-
dar.
[a rail hilo e Para
S0CIED4DEDE EXSAIOFRAMEZ.
Por ordem do Sr. presidente declaro aos socios,
qae ha sessao lioje as ; horas da larde.
O segundo secretario.
Cotia Cartalho.
Penleii-sc una pera de fila de veludo encar-
nado, desde a roa do Rosario lama, Cabaga' ale No-
va, casa n. 50, segundo andar, onde se gratificara a
quem a livor adiado e la a levar.
I'revine-selao Sr. Ihesotireiro das loteras, que
se perdeu o meio bilhete da olluua parle da priruei-' 'V? os 'ntlllaies, 21 de novembro de
ra e primeira da segunda lotera do convento de .N. i I Sli.O secretario da irmandade An-
S. do ('.armo, iue deve correr boje sabbado. cujo bi-
Ibele he numero 2i82 com assignalura de Joao Ro-
drigues Cordeiro, nojeaso de sabir a sorte, de o nao
pagar sem ser averiguado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
lodo o trrica de urna familia de duas pessoas, nao
se duvida pagar muilo bem sendo asseada e dilt-
genle : na roa da Croz n. 10, armazemde fazendas.
I)a-se dinheiro a premio sobre peuhores de
oiiro e prata: quem precisar dinja-se a ra da Ca-
cimba n. 2, que se dir' quem da'.
Altiga-se o quarto andar do sobrado
da na do Traptofae-Noro n. 12, para
homem solteiro: u tratar no primeiro
andar do mesmo.
Precisa-se comprar ou alagar um
cozinbeiro, para urna casa estrsngeira
de pouca familia : a tratar na ra da
Cadeiado Recite n. 21.
' l'recisa-se de um caixeiro para taberna, sondo
perilo da-se iiil(rcsse na mesma : a tratar no pateo
do Terco n. 21.
Ainda est or se alugar orna das duas casas
aunuiiciadas nos Itemcdios, propria para se passar o
verilo : a Iralar no caes do Hamos, sobrado de dous
andares, no primeiro andar. Na mesma casa preci-
ss-se por aluguel ou compra de urna canoa de carga
de mil a mil e quinhentns lijlos de alvenaria, que
esleja cm pcrl'eilo esladu.
O nbaivo assguado ten lo mandado nm porta-
dor a ravallo ao escnplorio dos Srs. Lemos Jnior
Leal ltei<, deitando o portador na porta da ra o
ravallo, quando desceu nu o enconlrou mais : qnem
delle tiver unticia, o qual tem os signaes seuinles,
ruco, pedrez, itera gordo, Dio muilo grande, dinas
pretas, anca de porco, dirija-se a casa do Sr. fran-
cisco Sergio de Matlot, na ra da Aurora, qua sera'
recompensado.
Mannel Ooncalves l'ereira Lima.
Scolt Wilson i\ Compadliia, consignatarios do
brigue inglez lieorge, fa'zem scienle a lodas as
pessoas que liverem conlas a rerrber do mesmo na-
vio, hajam de se dirigir a ra do trapiche n. lo, ues-
tes Ires dias.
Antonio de Pactan IVreira Pacheco tem um
embrulho viudo do Itio de Janeiro no armazem de
Jos.- Antonio de Araujo.
Os credores da mam fallida de Antonio Au-
gusto de ( irvalh -i Mai iiinn, COJOS (talos Imam apre-
seulados e verificados pelos administradores, quei-
ram vir receber o que Ihe locou em rateio, na roa
de Hurtas n. 22, no escriptorio do Dr. Egxdio lien-
riques da Silva.
(I aluno assignado, esrrivAo da irmandade do
Senlior Oom Jess das Dores em San-(jonc;allo, a
bem da irmandade e de ordem do pruvedor, convi-
da a todos os i.m.ios a se reunirem no domingo I0
do correnle, as 9 horas da manhaa, no consistorio da
mesma irmandade para o lint cima dilo. Ktcife
28 de novembro de 1856.O escrivao,
Juio .Marcellino ilibeiro.
tomo Jos Kibeiro de .Moraes.
A lama do bom
caf.
Na ra larga do Rosario n. 46, primei-
ro andar, lia bons petiscos de diversas
qualidades para fa/.er lanche, das 10 bo-
las do dia as 10 da noite, e tambem das
mesmas lOdodiaa's .Ida tarde, ha sor-
vete a 200 rs., e das 5 em diante o bom
cale com leite, simples, cha' e chocolate :
na mesma enfeitam-se bandejas riquissi-
mascom asseioe promptido, por menos
do que em outra qualquer parte, assim
romo fa/.-se diversos pratatajlafc proprios
para presentes.
Attenco
do
^--'iJ.rtftiirr:- )S P'HO-
Aacfos enlraaos no dia :!S.
Rio de Janeiro c Bahia13 dial e do uliimo pmlo
:l das, vapor inglez iiCaniill.in, connii'n lano Itil-
rhiaCorlowtt, de 250 tonelladat, eqnipasem 57.
Veio receber carvSa e teguio para Soulbampton,
cm i passaaeiro.
New-Bedford113 dia--, galera americana Can-
cera, eapitao Fsher, de 380 lonelladas, cqipagem
31, carga i)t) bairis com azeile de peixe ; ao ca-
pitn. Kallercit na viagem n capillo ilesla gale-
ra (Cushman c pela reparlir,1o da taode fui rero-
Ibida ao lazareto do Pina a seohora do fallecido
capililo ; esla calera anda sobre a vella.
Liverpoolft dias, barc. ingleza Flaaling Clood,
capitn K. \V. Twiss, de 296lonrlladas.eqoipagem
tfi. carga fazen-las c mais generas.; a Joliustoii
P.tlerA. C. Partenee a Liverpool.
'urios tahUoi no mesmo din.
LondresBarr, ingleza aMelboarae, eapitao W.
Koberlson ; com a mc-sma carca qUe trcnixe. Sus--
pendeu do lameirAo.
Maranhaollarca brasileira a Brilhanlas, capililo
Antonio Nogueira dos Sanlus, de 287 lonelladas,
equipagera 11, carga astucir e cafe. Pdssageiios,

O
O
..'
bote nacioual LINDO PA-
QUETE, eapitao Jos Pinto Nu-
iles, vuoseguir ruin bievidade, podeaintla
rngajar alguma carga ; trala-se com o
consignatario Antonio de Almeida Gome*,
na ra do Trapiche n. I (i segundo andar.
PARA O PORTO
segu com hrevidad-- o superior biimie nEspcranc,aii,
novo, da primeira viagem c fornida de cobre ; para
carsa e paiaagetroe, Irala-sa rom Barroca & Castro,
na ra da Cadeia do llecife n. uu com o eapitao
na prara.
de J
anciro.
y al seguir com brevidade o pnllialinte PicJade,
liara carga passageros e escravos a frele Irnla-tS com
Caeti.....Cyriaco da C. M., na ra da Cadeia do lle-
cife n. 2.
ara Lisboa,
O palarbo porluguez ciltrilhanlen, capilao An-
tonio llraz Pereira,tahira' rom luda a brevidade pi-r
ler a manir parte da carga prompla ; para o reslo da
mesma Irala-se com o dilo ua prara, en cum o con-
signatario DoiniigosJos I'crreira'uimaraes, na ra
do nucimado n. 35.
PAOA LISBOA.
Vi sabir com brevidade a barca porlugueza LI-
geira.a bem conberda pelas suas viageot ; para o
reslo da carga e passageros, Irala-se com os consig-
natarios V. A. de Souza Carval-m & C, largo do Pe-
louriuho ns. Se7, ou ao capililo Kanaael Uoncalve
Uranco, na pura do Commcicio.
ara o < ear
o hiateNOVOOLI.NDA, meslre Custodio
Jose'Vianna, rinda recebe alguma carga
para completar o sen carregamento : a
Iralar rom Tasso limaos.
Oft iiiiiu ni
inpaiiiiia l)r;s;I(!r!
[li tes ;i vapor.
de
:[' sete as nove horas da manhaa, ao
gjg I. andar do sobrado da ra Nova
>5 cs(|uina da do Sol n. 'I? Nepomuceno Dias Pernandes
-..- -.. .j-... ......-... .....
!&&&&>:
xff
o
TIIEATRO
l lUiliPUIJI
Esl'ECTACILU SOB A DIKEC(.\(l 1)0 ARTISTA
0 SU. SAMA ROSA.
I.RAMIK l.\LIA
Terea-feira 2 de d zembro de 1856.
FESTEJO DO ANNIVEnSAlilO DE S. M. I.
OSk.D. Pedro II.
Logo quo o Kxm. Sr. eonselheiro presidente Ja
irnvinciti so dignar comparecer na tribuna, una
banda de musir militar, tocar o Ir. tuno nacional
o qual ser repolido pela orohestra dirigida pelo
Sr. Pedio Nolasco Bsptisto.
Subir o panno, e peranto a alligie de S. M.
as Sr". D. kinoili.o Alexandriiia, caniarao olijrn-
O vapor IMPERADOR, commaiidanle Torrezao,
espers-sa dos perlot do norte em segutmenlo para
OS .lo sol, alo n lm do correle mes Os Srs. que
tiverem de n-iiielltr aeravos c qeaarqaer volumeos
*c-|alii de cai^a ou Cncominenda, llvenlo ir a agen-
da no .ta da chegada do vapor, para se engajar ,
que poder ser rerebnlo ; no da di sabida somrnte
se admita passageros edinluiraa fete ale as hu-
ras do expediente : agencia na ra dn Trapiche n.
(O, segundo andar.
Stl>if0.
LEIL1D
Otgenla Velra da Silva esta aolorisado pelo
Ulm. Sr. Dr. ni/ de orpbaos e anseotaa deste tj-mo
a vender em leilao poblico, por todo o picri, urna
porriio de fi-irami-nta do carapina, una espingarda
de era com os seus pelrechos, algnma roupa, a ou-
lros dillereuics objeclos de oso, perloncentes aos e-
pobos dos subditos poflugueica Francisco Uomngaes
AiVoiko Joao Raymundo Teixeira ; deven-Jo ler
logar o referido leilao ao sabbado, :*.l do corrente,
ao meio dia ,i porta do Cumulado de Portugal, ua ra
sto IrapirliK u ti.
1.KII.AO' PARA CAHTAES E DONOS DE
NAVIOS.
(Jsente Pe-lana fara' taildo, por rnnla c risco de
qufin perlaneer, de tres magntfleoa boles com seos
perlencc, nina vela de ealaeso, urna bojarrona, duas
excellenles bitaeolas proprias para navios, c difieren-
les aitulhas solas, oque ludo se char palele no
Irapirhe do Pelourioho, a os boles com os perlunces
na rampa di llliarga do mesmo trapiche, onde ludo
podera'ser examinado: segunda-feira, l.dede/em-
bro ao mi-iii .lia em poni.
O ngeule liorja fara' leilao tent limite, quinta
fera i do corrento as II horas, em seu armazem na !
ra do (.ollcitio u l.i, de urna inlim.ladc de objeclos !
de dillercn'rs qualidades, eoosisliodo cm duasop. I
lunas mobllias de Jacaranda, ama rica secretaria de
Jacaranda' com lampo de marmote, um lindo loillet-
to do mogno, vanos panno-, liquidarn, snfa's, ron-
solos, cadenas, mesas, Commoda lantu de Jacaranda'
trmandade das Almas di
mairiz de Santo Anto-
nio.
A mesa actual desta irmandade mando celebrar
um oilicio solemne por alma de seus raaos no dia
29 do correnle, o nesta occasiao so distribuir pu-
los pobres que comparecerera ao olllcio a estrila
de 160 res a cada .uro. Consistorio 28 de novem-
bro de 18j(5O escrivao,
.los Mara da Cruz.
No dia 1 de de/.embro prximo vindouro lem
de ser arrematada por venda, perante o juiz d'or-
phaos da cidade de Oliiida.sobre avaliaco de (009
a esc.rava Florencia, crioula, de idade -iO annos
pouco mais ou menos, do servif o de casa, a reque-
rimcnlo de Manoel Lourenco lie/erra, como con-
senlior da dita escrava, o seus llhos menores, valo
o liaver de recollicr-se ao cofre d'orphaos a parlo
dos orpbaos por duliberacao do uiz.
ROB.
lendo vindo urna pessoa de volta da cidade 0-
linda, em um carro na noite do 20 do corralo, e
tendo-se dirigido aos Bairros Baixos casa do
Sr. Antonio Ravmundode Miranda a quem deso-
java fallar, isto por volu de urna hora da noite
pouconiais ou menos aconteceu que apeiando-sedo
carro para dirigir-se a casa do dilo Sr. se chega-
ra a elleum vulto que nao conheceu por causa da
escuridade da noite, e lite furtou um relogio, e cor-
rente dcixando tnicamente pegado ha casa do pa-
lito o ganxo da corrente, o relogio tem os signaes
sesuintcs : he de ouro, sabonele francez, lem o
vidro quebrado, a numerado dos segundos est j
gasta, o ponteiro das horas quando ebega na pas-
sagem das seis as sete pega no dos segundos por
eslarem tantas, a corrente lie bastante groca o tem
por sinelesos seguintes enfeites : um general de
prata senado em urna Carolina encarnada, urna ca-
bera de cavalln em cima de outra Carolina azul, ou
esverdeada e mais um brrelo de ouro, um sellim
nm par de estribos, e loros, um chicle cm lerra-
gem de ravallo ludo de ouro : roga-se a qualquer
Sr. relojoeiro ou auloridadu policial que dos ditos
objeclos souberem noticia de os aprehender e levar
a casa, de Antonio Francisco Marlins, na ra
da Cruz n. 02 que se gratificar com generosi-
dade.
Offererc-se um cozinbeiro para casa de ho-
mem solteiro : na ra da Alegra n. 15.
O abaixo assignado previne, a quem possa
interessar, que o casal do finado Ignacio Paulino
da Canda do engenho Dous Bracos, Ihe he devedor
de mais de 6:0009000, constantes de urna exe-
cuco pelo afeo commercinl da 3- vara do llecife,
a <|uc eslo sujeitos todos os seus bens (>or titulo de
bypoleca registrado no anorto do escrivao Coimbra
de Kio r'ormoso : e p3ra evitar equivoco, oo i;-
norancia se faz o presente.Chrislovao Xavier
Lopes.
Da fabrica de Cildeireiro da ra do llrum u.
US, aosenlou.ee desde odia SS do crtenle o tscravo
Anlomo, de nar.lo Angico, olliri.il de fouileiro e vi-
draceiro, tem urna belide no olbu esquerdo, he alto,
micro, mullo regnsla, e de rosto talbado : quem o
pegar un delle der noticia, dirija-se a mesma fabrica
que sera' recompensado.
Precisa-se de um caixeiro porluguez que tenha
ortica de taberna e d liador a sua con lucia ; dase
nom ordenado : na ra de Sanio Amaro n. 28.
l'recisa-se de amassadores : no Forte do .Mal-
los, ra do Bureos, padaria.
Fugio no dia : dn crtenle um inoltque de
nomt Clcmeiilr, crlooio, eseravo do padre VareiSo,
levando camisa e caira de ritcado azul, sem chapeo :
quem o pagar leve-o i ra do Livramenlo n. :is, pH.
meiro andar, que sera gratificado.
A fama 'lo bom cafe, na ra larga
Rosario n. ili, primeiro andar, avisa aos
seus rejuezes, que acabou de receber
um completo sortment de guras as
mais lindas que he possivel. de gomma,
proprias para bandejas e para brindar-se
.is jovens, como sejam, res, presepes,
princesas, rainhas e cupidos, a Ijj, 2.S e
500rs-, e caixinhal muito ricas para dar-
se de fasta, e outras muitas cousas que
avista dos compradores escollierao a sen
gosto.
No escriptorio de Domingos Alvts Malhtos,
ha urna carta de importancia para a Sr. Antonio
Lopes Braga, por isso o mesmo senhor a queira pro-
curar pessoalmente para Ihe ser entregue.
Precisa-se de orna pessoa para cozinhar a tu
gommar em casa de pooca familia, do (enenle-coro-
nel Vilella. Na mesma casa se dir' quem vende 3(1
mergulhos de parreira moscatel a 500 rs. cada um.
1). Antonia Rosa da Fonseea previue ao publi-
co que ninguem taca nesocio algum sobre a escrava
"Benedicta, crioula, de idade 25 annos, a qual he do
dominio e posse da aniiunciaiite, e se acha indevda-
menie em poder de seu genrn Alexandre Marlins
Correia de Barros, o qoal cousla que pretende ven-
de-la como soa, e protesta a supplicante have-la do
poder de quem quer qoe seja, com o pagamento dos
dias de servido a que tem direilo.
Roga-se ao senhor que alugou um civallo ua
cocheira da ra da liuia n. I, no dia 22 do corren-
le, que tenha a bondade de resli(oi-lo, pnis ja fazem
5 dios, do contrario sahira' o seu nome por exteoso.
C-
%]
* ^ o,
como de i
Lotera
Do Rio de Ja-
neiro.
Iloje spera-sa o vapor Brasil., com a, Hilas da
..lotera da U.a da Misericordia caso loque ..esle
paria restante dos |||,eles arha-se ., venda
junio a arco d- Santo Antonio, loia ... I.
nr.7. ? llvra""',"n. loja de calcado n. 33,
precisa-se de un,a ama de leite.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
casa de pouca familia : na ra da I'raia n. 33.
sVIua-sc o excellenle sitio nos Atoado, junto
a capella de S. Migad, rom grande o boa rasa, co-
r.tnba (ora, cocheira, ulnbaria, seatala, carral, ca-
cimba com bomba e tanque, Ires grandea vivein.s,
lodo morado, e com moitas nutras commodidades e
vanlagcnt. S.i 'c alu;a por ..... a...... ou mais : pmle
ver-se a ipialque. hora, e trata -e com liuilhe.me
Selle ua ra .la I'raia. Iravessa do Carioca n. 11.
Pradal se por alagad de duas preta Mcravaa
para faierem oseivi.jo do ...na casa de pouca fami-
larello, oulras mullas obras,,_objeclos de lia, sahmdo a ra par. facer as
ouro e brill.aitles. bem como rosetas, alncto, pul-
seiras, botoes, rttogioa para alsibeir. ditos de pare-
de americanos, candelabros, lauleruds, ricas quin-
. impas : ipie.u as
tiver dirija-se ao sobrado n. 8 da roa dt S. Francis-
co como quem vai paia a ra llalla, para tratar do
ajaste.
TLEGVEL
Kicos cortes de louquim da India a 363000
Ditos de merino bordados de velludo a I890GO
Dilos de ditos bordados em 2 pontas a 189000
Ditos de dilo bordados em 1 ponta a SK950O
Ditos de dito com lista de seda a 69OOO
Ditos de dilo rom franja de seda a 49500
Ditos de dito com franja de la 49000
Bomeiras de retroz malisadas a 9O0O
Ricos corles de vestidos de seda lavra-
da a 9900O
Cortes de vestidos de seda brancos a 358000
Corles de dilos de seda du quadros a 289000
Crosdenaple de cores encorpado ocovado a 29800
Mauritania de seda com vara de largura
o covado a I9GO"
Chaly de seda com llores malisadas o co-
vado a 19280
Urselina de seda com listas malisadas o
covado a 19100
Duqueza de seda de lindo gosto o cova-
do a 19000
Fular de seda de quadtos e listas o covado a 15000
Frandelina de seda de quadros o covado a 1&000
Chaly de quadros de todas as cores o co-
vado a 900
La e seda para vestido cores escuras o
covado a 000
Cassas urlandys novos pacimos a vara a 800
Ditas francezas de cores finas a vara a 500
Mussulinas com llores malisadas o cova-
do a 300
Cbilas francezas lines o covado a 300
Riscado francez com 4 palmos do largura
o covado a 2i0
(rosdenaples de seda prcia encornado o
covado a 29-100
Sarja prcla verdadeira hespanbola o co-
vado a 25000
Selim pretomaco para collele o covado a 39200
Dito branco maco para vestido o cova-
do a 19500
Lencos brancos bordados finos a 13*800
Corles de cassa do cor de salpicos 29000
I'ulceiras de coral de varias cotes a 15400
Palitos de panno prelo e de cor finos a 209000
Palitos de alpaca de cor e preta forra-
dos a 85000
Ditos de alpaca prcla fina a 49000
Ditas de brim de cor a 35000
Cesemiras de cor finas novos padres a 59000
Corles dccolletesde seda'ricos a 45500
Gravalinbas de seda de cores a 1900(1
Camisas francezas brancas de cor a 28000
Paitos de esguiao linos para catn'sa a 15280
Colarinbos feitos brancos a 280
Camisolas, rcroulas, c mcias de la a 280
I Cobertores de algodao grandes para USO c 19-00
Sedas de quadros cum toque de mofo o
novado a 800
I'recisa-sc de um mojo portuuez para cai-
xeiro de assucar, ou para feilorde um engenho perlo
desta prara ; quem pretender esla ..mimara-i, diri-
ja-se a ra .Nova n. 55, que ac Ihe dir' qoem pre-
cisa.
'.'-tem precisar de um menino rtc i i a 15 au-
nes para caixeiro de taberna, o qual lem pralica e da
fiador a sua cunduela, dirija-se a 1-Y.ra de Furias 11.
92, ou annuncie para ser procurado.
Lotera do io
de Janeiro.
Acliam-se a venda em a luja da prara
da Independencia n. 40, os novas l>iHi-
les da lotera 07 da Santa Casada Miseri-
cordia, te ; as listas espetamos pelo vapor fran-
cez BRASIL ( caso toque neste por-
to). Ao recebermoi as mesmas listas, te-
nt immedialamente pagos, deconlotmi-
clade com os nossot^annuncios. os respec-
tivos premios, na mesma loja cima.
Frecisa-se do um forneiro que saiba bem de-
sempenhar o aeu tusar : no aterro da Boa-Vista n.
60, padaria que foi de Andr Nuaar.


O'MiO II PEIRftBBI.I SABIDO 19 Si NOVtlrl RO Rl 1856
DEPOSITO DE L1YR0S BOTICAS HOMEOPTICAS-
|TU]
un
do
P6
S.'.ll 3 !
O Dr. P. A. Lobo Hoscoso, tendo de fazer urna nsgem dcisa a sai botica
oVeccSo de pessoa habilitada e de inleira probidade, e um deposito na loja de livrosdo Sr.
Manoel Nogueira de Souza na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Magalhaes Bastos
HIELOS KIXOS.
Botica de 12 tubos grandes. |O#00o
lula de 2* ... 15 too
Dita de 36 a ... 20-30(11)
Dita de 48 ... 250000
Dita de (O ii ... 309000
Manual de medicina liomeopathicn do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina........
Modicinadomestira doDr. Ilenry........
Trato nclito do cholera morbus..........
Repertorio do Dr. Mello Moraos....... .
iOjdOO
10/000
2/000
filOOO
*
8PKURAS

FKKCIOSAS.
I

? Aderecoi de brilhantes, *
diamanto* e perolas, pul- ^
? ceiras, alfinetes, brincos *
? e ral, l.oti.es r anneis *
,.; il" differeotes gostos e de J
? diversas pedras de valor. :s>
* Compram, vendem ou 'M
3g Irnram prala, ooro, bri- *
. Ihanles,riiamantes enero- $
fli, f oalras quaesqaer ?'
jeiasde valor, a dinheiro $
* ou por obras. I
I0REIRA DDARTE.
LIJA DI 011RIVR8
Ra do Cabuga' n. 7.
Ilecebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do ruis
moderno g;osto, tan-
to de Franca como
' ^^^^^^^^r "T^^r
HHHM
OURO K I'RATA- *
*
*
? Aderemos completos de
ouro, meiosdilos, pulcei-
^ ras, alfinetes, brincos e 9
? rozetas, cordes, trance- *
lins, medalhas,correrte it
^ e enTeites para relogio, e &
^ oulrosmuilosobjeclosde J
M ooro.
*j Apparelhos completos, *
jg de praKa, para cha, ban- J
:' dejas, salvas, caslKacs, -;
& colheresdesnpaedech, j
e moitos oatros objeclos
$ de prata. .......
de Lisboa, asquaes se vendem por
proco eommodo como eostumam.
Cutupanhiade seguro con-
tra a mora I itl;t clavos establecida no
RIO DE JANEIRO
CAPITAL 2.00i):000.v000.
.igencia fftiat de Vcrnamhttco n.ll.'t rua do Crespo.
liagar-se-ha sobre a avaliacae de 1 :0009<>00 ( e
mal no menos em propongo de (otro valor) inclu-
sive o sello da apolice etc.
Das idadei.
De I Jale entrar aos 10 annos 3i>l00 por anuo.
A condlces impressas podero ser procuradas no
escriptorio da companliia.
Dar-se-ha consaltas (ralis aos cravos segurosdas
V para 10 horas da manlia, no escriplorio na cotn-
anhia.
Companhia
Pernambu&tna.
i
'senhorosqoeinb.creveram novas accf.es desla
rompauhia, rito convidados a entrar com prirneira
presiacSo de:t0 por cenlo, no prazo de :10 lias: no
escriplorio do Sr. Antonio Marques de Amorim, roa
la Uuz. Recife 18 de outubro de 1836.Manoel
Alv l.oerra, secretario interino.
Aluga-se a loja da casa da ra da Aurora n.5*.
mide fui uliirina do fallecido marcineiro llenrique :
|aem pretender dirija-se ao Sr. Joao Pinto de I.pinos
Jnior, no seu escriplorio, no casa de SM morada,
ua roa da Aurora.
Precisa-se fallar aoSr. Joaquim Jos
Maiijues, que morn cm Sanio Amaro :
n livraria ns. 6 e 8, da praca da Indepen-
da.
| m\mn mcez.
",l tiai8B0*. Je o'l de sua viagem *
*a Earopa, est morando .na na Hova n. .5
41, primeir.i andar, onde pode.ser procura- W
t do a qualqjer hora. (A
OTOTM
Alma/iak da provincia.
i Estando se confeccionando o almanak
da provincia, roga-se a todas as pessoas
que cosii .nam nelle ser incluidas, e que o
nao estiverem, ou liottvcr algum erro,
que-am mandar levar a livraria numero
<> c 8 da Piarada Independencia, a emen-
da, assiin como pede-se aos scnliores de
engenhos, se digneni mandar igualmen-
te as transferencias a mesma livraria.
i:0NPAMII\ DE SEGUROS >IVl!lll
OS E TERRESTRES,
ESTABLECIDA NO RIO DE JANEIRO.
CAPITAL lo.OOOrOOO.sOOO.
A co*np*ahia lem sea aeencia no escriplorio de
viuva Amnrim \ Filho, ra da Cruz n. i.3, onde
aceita ledas as propostas de seguros de riscos e Tor-
tnna do mar.
Sobre o casco, quillia e perlences ile navios de
quakpier lola;Ao na navcgai^lo de longo curso, de
<-aboUi;em. ou lluvial, ou na pesca, em viagem ou
proles a viajar, em carRa ou descarga, amarradosou
corados, em concert ou nu cstaleiro, qoer por
lempo eerlo, qoer por viagem simples, ou i.remiu
ligado.
Sobre mercadorias desde o momento de seo em-
barque al o de soa descarga e deposito.
Sobre os lacros esperados de mercadorias encami-
nliadas para quilqaer mercado.
Sobre o casco e quillia de embarcarcs miadas
emprimadas em descarga e Iralico dos porlos.
a-ihre capital e premios de dinheiru a risco.
Ivibre o premio dos seguros e premio dos premio*
Sobre accoes de terceiro por damnos causados por
abalroamenlos fortuitos.
Sobre os IrMes.
A companhia recebe lambem proposlas de seguro
de risco de incendioe daniuos causados para preve-
-lo ooeiliogai-lo de raio ou fogo celeste, e iuun-
darues.
SOBRE OS SBGOINTBS OBJECTOS.
Predios urbanos ou raraet, igrejas e qoaesquer M.
abelecimento,, com e,cluS., de depsitos,fabricas
la.oraior.os de plvora, e materias incendiarias ou
...Hammaveis. ll.e.tr. e casas de especlacolos.
Mercadorms em qoalqner parte que esleiam mo-
luha e o.ennlmsde 'l.ricas de mSSFSkEZ
emento, .dus.r.aes, quer sejam leilaVpor se. s p.o-
r..lr.os. qoer pelos uso-frucloarios, locatarios su-
Muralanos ,.,. credores hTpolliecarius ,ord,ar,s'!'u-
analmente aceita proposlas sobre re-seguros, quer
dos seguradores, quer ,1o, segurado,, ,' ca,'sq en
que a estes pode competir o re-seyuro
A. companhia gannle a prompta iiidcmnisacao da
importancia de quaesqaer s,i,tr,, c ., modicdade
dos premios: igualmente um abalimento as nesoeu
que na roda do anno lizerem u.na avullada somma
O pCLIIiQS*
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
E^iabelecida cm Londres, em marco de 1S24.
Capital cinco milhes de libras esterlinas.
Sawiders Brothers k C, tcm a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
e a quera raais convicr que esto plenamentn au-
tnnsados pela dita companhia para effpctuar segu-
ros sobre edificios de lijlo c pedra, cobenos de
ti-lha c igualmente sobre os objeclos quecontiverera
os luesmos edificios quer consista em mobilia ou
em rawndas do qualijiier qualidade.
SEGURIOADE.
Companhia de seguros mu>
ritimos, establecida no
Rio de Janeiro.
Capital mil contos de reis.
OITerece ao commercio vanlagens que nenhnma
mira companhia (em feito ale agora. Aceitam-se
proptslas de seguro no escriplorio de Isaac, Curio &
Companhia, agentes da companhia, ra da Croz
n. !i.
Ensina-sc a pilolagem theorica, pratica, e
curso mathematico, e francez, comas para o com-
mercio; a tratar na ra do Nogueira n. 7.
Madama liosa lardy,
modista brasilea
Ra Novan. 34.
Tem a honra de annunciar ao respeilavel publico
que recclieu de Franca pelo navio ultimo cheg.ido,
um rico sortimenio de chapeos de seda para senl.o-
ras, ditos de seda e de palha, de forma nova, da ul-
lima moda para meninas de -2 a (annos, am grande
e variado sortimenio de enfeilos para caber de se-
nhora.de llores, fila e froco, corles de vestido de
seda bronco, ditos de cores, grosdenaples de dilleren-
tes cores, corles de vestidos de garra de seda mnito
modernos, e rouilas ou(ras fazendas. Na mesma ca-
sa compra-se urna escrava mora e colinda, que cosa
oem e engomme.
ATERRO DA BOA-VISTAN. 16.
Mr. Pomateau lem a honia de participar ao
pnblico.que recebeu'pedras para fazer amolacao to-
dos os das.
I'recisa-se para o servico interno c externo de
urna casa eslranaeira, de um prelo: a quem llie con-
vier dirlja-se a ra da Cruz n. 1.
O abaixo assignado avisa aos propietarios das
caas foreiras das ru.is de Santa Cecilia. Nogueira,
Arougumhos, S. Jos, Santa Rila epraia da mesma,
que venham ou mandem pagar os foros vencidos,
assira como se devem enlender com o mesmo abaixo
assignado para oblerein a licenra para traspasaos as
oecBM.ea em qoe Ihes seja preciso faze-los: na loa
dos Pire o. 3:1.Manoel Gomes Veigar.
Precisa-se de um bom criado e paga-se bem
acradando <> servico comporlamento : a tratar no
campo do Hospicio unto ao quartel casa do desem-
hargador Mcndes da Cunda.
Deposito
DE
Lotera da pro-
vincia.
Corre sabbado, s 9 lio-
ras da inanhaa.
P, J.Layme.
Pergunta-se ao Sr.
Antonio Jos da Costa
Reg, se os bilhetes mar-
cados com as iniciaos A.
'. C. K., sao garantid i s
dos Ji por cento do imposto
geral, a que est&o sujeitos
os premios de 1:000^ para
cima.
O Sr. Joaquim Jos Marques, que
mora pordetrazda fundicao do Sr. Slarr
em Santo Amato, queira mandar a esta
typogTaphia, a negocio que llie di/ es-
pe i to.
Deposito de pia-
nos fortes
DAS MELORES FABBICAS:
em casa de Tunm Momsen & Vinnassa,
piara do Corpo Santo n. 1.".
Precisa-se de um rapaz para criado
de urna rasa cstrangeira : no Corno San-
to n. 13. '
Os directores da companhia de se-
guros martimos tilidade Publica,
novamente convidamaos Sis. accionistas,
para comparecerem no escriptorio da
mesma companhia, na da Cadcia do
Recife, no sabbado 2!) do corren le, ao
meio-dia, alim dse darexecucSo a ulti-
ma parte do art. i I dos estatutos. Recife
i de novembto de 1856___Os directores,
Liu/. Antonio Vieira, Manoel Joaquim Ra-
mos c Silva.
Bilhetes da lote-
ra do Ro de
Janeiro.
Acham-se expostos a venda junio ao
arco de Sanio Antonio, os novos bi-
lhetes da lotera 7- da casa da Miseri-
cordia, cuja exlraerao teria lugar em 1S
do crlente, no Rio de Janeiro; as listas
veem pelo vapor francez RASIL (caso
toque aqu,) ou outro que sabir depois
diquella dala : os premios sao pagos a
vista da competente lisia, e por isto os
bilhetes sao vendidos a dinheiro a vista.
Jos Euzefci Alves da Silva.
Ouemannunciou querer 1:500) a premio de
um por cento, dando por garanta um predio nesla
ndade livre e desembarrado, dirija-se a ra do Ca-
buga n. Id, segundo andar.
Seguros contra
o
fogo.
Continua o deposito do becco do oncalvts, arma-
zem n. i, a estar sopprido de sabSo 'superior, da
mullo acreditada fabrica da viuva de Delphitio lion-
calves Pereira Lima, vende-sea dinheiro a vista, sem
descont, pelos precos abaixo declarados :
Amirello 1. qoalidade 100 rs. a S.
Cinzenlo 70 rs. a i.
Nesta typographia precisa-se fallar
aoSr. Rento A. R. Tupinamba*, quemo-
rou ou^tevdoja no pateo do Carmo.
Na loja da fabrica de chapeos de Domingos
Francisco Ramalho, na praja da Independencia n.
:t(i e :1K, acaba de receber um sortimenio de bonels
de velludo, lodos bordados a ouro, o mais bonito
que tem aparecido no mercado desla prara.
Precisa-se alugar um prelo, daudo-se o sus-
tento e bom salario : na ra Imperial, ptdaria nu-
mero 173.
AMASSAUORES.
Precisa-se de dousa.nassadores que sejam ligeiros
na lendedeira, e enleudam da arle, da'-se bom or-
denado, e nao trabalh.i no cylindro : os pretenden-
tes dirijam-se a rua Imperial, padaria n. 17:1.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico.que do primeiro de dezembro prximo vtn-
douro se principia a contar es 30 dias uteis para o
pagamento, a bocea do cofre, da decima dos pre-
dios urbanos das freguezias desla cidade e da dos
Afogados, lindos os ques incorrero na multado
3 U|0 todos os que deixarem de pagar scus dbi-
tos.
Attencao.
Mililao Borges l'choa avisa ao rospeilavel publico,
que abri nova cocheira de carros e tavallos de alu-
guel. e lambem recebe cavados de trato : na rua da
dula n. 3.
Aluga-se o segando andar do sobrado de Iras
aiidarcs da rua do gueimado, onde morou o Sr.
Viesas: a Iralar na obra que se esta fazoudo na rua
da Cadeia de S.nto Antonio.
No da do correte fugio um carneiro bran-
o. mocho e capado ; quem o achar pude entrga-
lo na rua do Sol n. 1, que sera' gratificado.
Na rua da Cruz ... (i, segundo andar, precisa-
se de urna criada quo seja de boa conducta, para co-
zinhar e eogommar para urna familia de duas pes-
soas ; nao se duvida pagar bem.
Pcrdeo-se urna pulecira de ouro, em furnia de
traucelim chalo, para mcuina, emhrulhada em am
papel ; quem a arhou, querendo restituir a seu
douu, leve-a ao primeiro armazem de assucar do
caes de Apollo junto a ponte do Recife, que sera'
recompensado.
Precisa-se de um feilor para trabalhar em um
pequeiio sillo : a Iralar no aterro da Boa-Vista
ii. i!.
Precisa-se de um bomem para feilor do silio,
o qnal saiba fallir ingle/, ou francez : a Iralar na rua
do Crespo 0.4.
Precisa-se de uliciaes de alfaiale, para caira
oe casemira ; na rua Nova n. j.
Compatita JVar l her*M
CAPITAL, c 1,260,000Establecida
em I85rj.
Para eectuar seguros sobre propre-
dades, mercadorias, mobilia c gneros de
qoasi toda a qualidade. Premio de 5(8
ate l|2 0|0 ao auno.Agentes, C. J.
Astley r
AC.
OLJQEZAS,
*<&
Musicas.
RL'A DA CRUZ N. II.
Vende-se um grande soitimento de
msicas dos melbores autores para piano,
sendo variaees, walsas, quadrilhas, etc.,
as mais novas que teeni apparecido na
Europa, vendem-se por menos do cusi.
O
J^ Sao chegadas de no>o a rua do Queimado w
W 19. loja de Sanios l'.oellio, e vendem-se \,';
j3 pelo barato prero de I^HHI.ditas com lislras :,
.-, aawllnada* a ?AK) o covado. corles de ji'
"t? mandarino brilhute para acabarla 10;., Wm
^J ricos chales de louquim de todas as coies, fijflA
4S a. '"TOOO cada um, dilos de mcrin muito ^j.
r linos com dous palmos bordados a velludo, *'
v a 2SS000. ^
Em casa de Joao
Praeger^C,
RUA DA CRUZ N. 11,
ha para vender:
Cabos da Russia de todas as dimensr.es.
Conservas l.ancezas c inglezas.
Vinho de Bordeaos em bar is c em "ai -
rafas.
Prezuntosde llamburgo.
Cherry.
Vinho do Porto, etc., ce.
Na rua do Collegio n. i5,
*,nuem.~* frascos com tinta preta para escrever a
120, boioes rom sal retinado a iOO rs., champagne a
I980Q, c -5S(K), cha prelo a 1; e *, frascos com
conservas a OU r., baslardioho a 130011 a garraTa,
amendoas, passas, ligos, latas com ervilhas, ditas
rom sardinhas, vinho do Paito engarrafado e limito
velho, qocijos do reino muitn frescaes, e alcm .lestes
objeclos ha ootroi muilos que se vendem muio hara-
,os.
Vendem-se pellesde cabra de toda qualidade.
por prec,o eommodo : na rua da Cruz n. 34, primei-
ro andar.
Vendem-se a dinheiro, por preros eommodo,
os seguirte* .Higos : champagne da bem e arredila-
da marca estrella, sardinhas em latas de querlo e
meias, arenques em pequeos barris, latas de peixe
em conserva, vinho de Bordeaux em caixas de duzia.
e garrafas vasias em canas de duzia : na rua do
Trapiche o. II.
Em casa de Eduardo II. VVyatt, rua
do Trapiche-Novo n. 1S, ha para" vender :
A verdadeira graxa ingleza n. !>7, dos
fabricantes Day & Martn.
Tintas em oleo.
Cabos da Russia.
Vinho Cherry superior em barris.
Agurdenle de Franca dilo.
Fi actas e conservas inglezas.
Papel lino para cartas.
Litros pata copiar ditas.
Ditas de lembranca.
Ditas em branco sortidos.
Papel para copiar caitas.
Era casa de Eduardo H. Wyatt, @
rua do Trapiche-Novo n. 18, ha Se-
para vender, chegado no ulti- @
ino navio de Londres : rafe
i pianos fortes e -legantes de fa- ?
tenci.'s seguintcs.
> carteiras para msica.
& 2 du/.ias de estantes para dita.
(&. (icadeiras para piano.
.y
f

Cemento.
\ eiiile-se cemento novo em barrios e meias bar-
ricas, e a relalho, por pre^o mu i lo em corta: na roa
da Cadeia de Santo Antonio u. 17, para acabar.
Marmellada.
Rua do Oueimado n. r>,"j.
.alas com frurlas em conserva novamer.te (besa-
das de Lisboa a 00 rs., e com mermelada lina a (lio
por libra.
Ceblas.
Para liquidar se vendem man baratas : no ar-
mazem de Antonio Annes Jacome Pires .'.circule da
orla da alfandega.
Com pequeo
toque de avaria.
Pecas de madapolao a 2>:.(KI e 3*000 rs., alpaca
de seda com quadros a tO rs. o covado, vendem-sa
na rua do Crespo, loja da esquina, que volla pa.a a
da Cadeia.
a ]QQ riso co-
vado,
Itisrado etcaro de qoadrinhos. proprio para ca-
misas e vestidos de pretas, vende-se na rua do
Crespo, loja da esquina, que volla para a rua da Ca-
deia.
VINAGRF EM BARRIS.
Superior a marca PRK e Kalrao & Socios, adia-
se a venda no armazem do Valenra, rua de Apol-
lo n. 13.
Na loja das seis
portas
Em frente d > Livrament
Pescoemhosdomais tin.. pello l.ranco e de cu-
para as enhorna porem ao pescoro a' sabida dos bai-
les e Iliealro para nao consiiparem, prero cinco mil
rs., lencos de retro naladoa a dez luslV.es, romei-
ras pretas bordadas de cor a dou.mil rs., lencos de
seda de cor para pesrorn e Bita de scnl.oras a dez
lusloes, camisasdecamhrBia bordadas a dous mil rs.,
manguitos a dez lustf.es, collarinhos de recortes a
dez lusloes e de Maesa a pataca cada um, salas
brancas bordadas a dous mil rs., Invas de se4.. pre-
iasadeztusloes: da-sc amostras de tudo, levando
penhor que equivala o que se quer ver.
PARA ACARAR.
Na rua Nova, loja francesa n. 8, confron-
te a Camboa do Carmo,
vendem-se chapeos de seda para senhora, da ultima
moda e qualidade, com um leve toque de mofo, pelo
barnlummo preco de 10 cada um.
CABRIOLET.
Vande-se am ptimo cabriole! ; para ver na co-
cheira do Sr. major Silveira, na ruada Cadeia de
Samo Antonio c para tralar na rua do Qucimado,
P'ja de miudezas da Boa I-ama n. 3:1.
Em casa de llenr. Brunn r Companhia, na
ruada Cruz n. 10, vende-se cognac em cainnlias de
Em casa de Saunders Brothers & C., pracj
do Corpo Sanio n. 11, ha para vender o seruinla:
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcatro de carvao.
Lonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para sacras.
Dito entrancado igual ao da Babia.
E um completo sortimenio da fazendas proprias
para sste mercado : tudo por preco eommodo.
Farinlia de mandioca.
Vende-se superior farinha de Santa
Catbarina, cm saccasquetcm um alquei-
le (medida vqIIi.i) por preco eommodo:
no armazem de Novaes& C., na rua da
Madre de Dos n. 12.
A3$500
Vende-seca Id e Lisboa ul I i mamantee bagada ,as-
simcomopotassadaRnssiaTerdadsira : na prara
doCorpoSanto n.ll.
A verdadeii;a grach ingle/a n. 97.
em b incas de 15 du/.ias de potes : em ca-
sa de James Crabtree & C, rua da Cruz,
n. 18.
\ ende-se superior linha de algodao branca e
de cores, em novello, para costara : em cas* .1*
Southall MellorcV Companhia, ruado Torres n. 38.
TAIYAS PARA ENGENHO.
Ha fundipao de ferro de D. W. Bowmann ua
ruadoBrum, passando o chafariz.i contina ha-
ver um completo sortimenio da teixas de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preo eommodo com
proraptido: eiilbarcam-se oucarregaB-se sm acr-
ro sem despena ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
ae-se vinho do Porto de superior qoalidade da bem
coi.nec.da marca (iW era pipas, barris e caixas de
urna e dus duzias de garrafas.
sedas de
QUADROS ONDEADAS
A 1#200 o covado.
Chegaram pelo ultimo navio francez sedas de qua-
dros ondeadas, de lindo gosto, e vendem-se a I9-JOO
o covado ; dao-.e a amostras com penhor : na rua
do Queimado o. -2t A.
Chaly de flores
solas a 800 rs. o covado.
JVa roa do Oueimado n. >l A, vende-se chalv de
flores sodas e listras, e dilo-se as amostras con"
nitor.
AVISO
aos barbeir
bricanle afamado, com scus per- ^
Vestidos de
CtompreS.
Compra-se urna armario de loja que sirva para
fazendas, sendo envidrarada : na rua do Crespo, loja
Na cocheira da rua da Guia n. 3, precisa se
comprar um ale doos carros que sejam novos, ou
o.n ponen nao : qoem liver ai.uui.rie,
na mesma cocheira.
oa appare^a
- Compram-se apolices da Idivida provincial,
na ruadas Flores n. 37 !. andar.
Compra-s um tanque ou pia de
pedra, que seja maior de tres palmos:
na livraria ns. (i e 8, da piara da Inde-
pendencia.
Compra-se ama escrava mora e recolhida, que
Nova pl"^"ame",eC05" *> engommar : na rua
Sendas.
Aloga-ei um bom sitio na Capun^a. com boa
>a de vivenda, quarlos para pelos, luar para car.
..',. 'IV"? S' Lo* i'=oade ,,e,,eri e '"uilasar-
a fadar ,.SSfl.V't" "^ Pel ,e""~ Cos 'FAS dBC,b"8a' ****< *
Precisa-se de una ama para
de urna fai
_ '^--sjMItjl
l J. JA^E. DENTISTA, Z
9 enoliniia a residir na rua Nova 11.19, primei- 5
9 ro andar. 2
Precisa-se de un io.ill.er idosa e de l.nns
roslomea para ama caa do paucaofamilia, astiin ro-
mo .le um l.omeui cozinheiro : a Iralar em casa do
esemhareador Mcndes da Cunha, junto ao quartel
do Hospicio.
o servico de cssa
, que apenas consta de duas pessoas :
a tratar na sua das Cruzes n. 26, secundo andar.
--T:-f^"w M.PW qw saja liel, e que saiba
vender na rua : 110 becco do Sarapalel .,. 13.
mi".?, ''recisa"se ina .,'. lu' U C"",Va : pa'*-stb*> "a rua Ve-
Alugam-e cscravos da Costa acostumados ao
carreio de saceos de assucar a O diarios, com a
grande vanlagem do nao carrejaron! cabera, e sim
om carros o em bois : na ruada Senzala Velha 11.
70, segundo andar.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para o
servico de urna casa de pona familia : na rua das
inncneiras n. 8, loja de tarlarogueiro.
\ endem-sc dous moleques um de quiase o o ou-
iro de qualnrzc annos, os mais bonitos que tem
apparecido : na rua do Livramcnto n. 4.
Vende-se aarapa madera na freguezia de S.
Jos, na rua de Santa Cecilia, em tres casas que lem
saluda para o becco do Camscau', e em duas na rua
do Caldeireiro.
Vendem-se na roa Nova, loja n. S, dous dic-
cionarios de francez para portusuez, e de portufoez
para fraocez. por Koqueile e Fonseca, urna selecta
pables de l.foutaiue, e Talemaque, lodo novo.
Vende-se muilo boa banha de porte e alva, a
.00 rs. a librbanlo em porcao como a renlho : na
rua lmpeii.il n. 53.
Vende...--e hlalas muh. novas a 19 r. a ar-
roba : no armazem de Paula Lopes, no caes da Al-
fandega ... 3.
Veorte-se.lnccdecaju' novo, caslanhas conci-
tadas, e toda e qualquer qualidade de doce, tanto
seceo como de calda na cidade de Olinda, rua de
Mathias l-'erreira u. 1.
_ \e.ide-se am salante casal de moleques de na-
rao, sendo a negrinha de 10 annos e e moleque de
14: no largo da Assembla n. 10. segundo andar.
Vende-se urna negra de oaco com urna filha
de 11 annos para 1:>, mullo bomla, urna dita com lli
annos, bonita figura, urna mulalinha quasi h anca
com II annos, um moleque com ,"i para (i anuos :
na ruada senzala Vallia o. 70, segunda andar, se
dir' quem vende.
Veode-se um escravo de idade 18 annos : a
l.alar na rua do Encantamento u. II.
A 5$ rs. a peca.
Peras de algodao de lislras rom covados, a 3a
rs., com pequea avaria : na rua do Oueimado, viu-
do do llosano, segunda loja n. 1H.
Vende-so um braco .le balanrarom (1 palmos
A i sarcos com farinha glOea boa para animaos e
220 saceos ranos para o mesmo genero, ludo mili-
to barato : na rua da Cadeia do Recife ti. 29, pri-
meiro andar.
Chapeos de castor.
Saperiores chapeos de ca.lor sem pello, chegados
pelo ultimo navio francez u lllindr. o de formas ele-
sanies : vendem-se na rua do Crespo n. i, em casa
de J. Falque.
Aviso as sen horas.
J. falque, rua do Crespo n. i, vende chapeos para
senhoras, formjs modernas, a 10> e 135 rs.
Esparlilhos
na rua do Crespo n. i, casa franceza, ha um glande
sorlimento de esparlilhos de diversos lmannos e
qualidade*. que se veudem por menos qoe em 'Mira
qualqiier parte.
A CIDADE DE PARS.
J. Falque,
r ii i do Crespo n. -5.
Itcccheu i-:>ln. ltimos navios \indos do Havre um
completo sorliincnti. de rnupas feilas as rnclhorea
casas de Paris, consislindo cm casacas, palitos, cairas
e rolletes de toda asqnalidades e feilios, c por me-
nos prego que em oulra qnalquer parte. Malas e
saceos para viagem, l.ndas mesas e caixiobas para
costura imitando xaro, de diversos lamaohos e pe-
ras, e outros muilos objeclos qae se vendem por
eommodo prego. Ricos chapeos de sol de seda para
lioraem com lindos cabos de marfim e raadreperola e
oulros de dntereiiits qoalidades.
phantaxia
a 12^000 fs.
Na rua do Oueimado, loja n. 17, ao p da botica'
vendem-se os mais modernos curtes de vestidos de
phantazia para senhoras, proprios da prsenle Bala-
sto, sendo de cambraia toda de seda cun babadas de
moito lindas core, pelo barato preco de 1-230O0 rs.
cada corte.assim como chales de louquim branco e de
cores bordados, por menos preco do que em oulra
qualquer parte.
]\ovidade.
Pelo navio francez Olinda, chegoo ama nova
fazenda de lila transparente de diversas e delieadas
cores, com quadros de seda, propria da presente es-
tarlo, para vestidos de senhoras e meninas, e se
veude pelo barato precruJctO rs. cada covado : na
rna do Oueimado n. 17, ao pe da botica.
. Vende-se umescrivo pega modo robusto, pru-
prio para armazem de assocar ou padaria, do que
entende muito, e um moleque muilo bonito e esper-
to : na luada Scnzalla Nova n. 30.
Em casa de Tunm Momsen A Vin-
nassa, prara do Corpo Santo n. 13, ha
para vender:
Um sortimento de livros cm branco,
ebegado ltimamente de llamburgo.
Vende-se figos de comadre em Mistabas de 8 e
1(i libras, amendoas, mermelada en. lalasde > libras,
ludo da raelhor qiialidffte, cheg.dos ultimameute de
Lisboa no patacho Relmpago, e por menos pre-
ro do que e.n oulra qualquer p;.rle :
gario n. 27.
*0S
Na rua da Cru/. n. 51, saladebarbe.ro,
de Antonio Barboza de Barros, vendem-se
bi.l.a.s de llamburgo, pelo diminuto pre-
<;o.le-20.s000ooento,aS mais modernas
do mercado; assimromose alugam mais
barato do queem oulra parte, e se vende
a retal lio
CHALES DE TOQl'IM DA INDI V.
,|a,yU"1,V:rle,',d0"ecire' ,0 '"fronte
la roa da Madre de Dos, ha para veuder um cha-
les de toquim de peso da ludia, branco, lodo borda-
do, o mais rico que pode haver neste genero.
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
armazem de Novaes & C, rua da Mad
de Dos ii. 12
ii. pe-
SEDAS DE
quadros largos e miudi-
nhos a 1,900 .o
covado.
Vendem-se sedas de quadros miados e largos, pa-
aroes modernos : na rua do (Jueimado n. 21 A.
sedas ide
na rua du VI-
- Vende-seo engenlio Muribequinha, 3 leguas
distante desta praca, qoe fra avadado em 3.">:(MI0j
de rs., peitenrcnte ao casal do finado commendador
Jos Paulino de Alboquerque Sarmenlo. e .... qnal
tem o actual rendeiro tres qoinhr.es de 1U0?UIKI rs.
cada um, que foram excluidos daquella avallaran a
que se proceden no dkt 2li de judio Jo correle anuo,
pelo ju.zo de orphaos : quem u rrclenderdirija-e ao
Sr. tenerte-coronel Barata, rua da Cadeia n. -22.
Milita attencao.
Na rua do Crespo, leja da esquina, que volla pa-
ra a rua <*a Cadera, vendem-se cobertores de lila
Ii*.partios, lencos de eambra.a de lislras a 400, jOO,
e 600 rs. cada um, cwtes de casemira de cor a 4a,.
e ..8000 rs., dilos preta a 50O e 8^100 is., ditos
de brim esoo.o e aoMledo para caira a 181 lo, pan-
no de linlio do Porte, loadlas de mesa e rosto, guar-
danaposde todos os qaialidades, aloalhado adamas-
cado com setle palmes de largara a IjliOO a vara,
corles de esa cklla a I5OO rs., e oulras muilss fa-
zendas por prci-00 cuK.nioilo-.
No ltapielie do Ramos vende-se su-
perior Jacaranda..
Fama
Prlineira-.
Aoaterro da Itoa-Vbla n. K, .lefronte da boneea,
lio chegado um graueh .runenlo de '.odas a qoali-
dades de genero* de taolltados das melhores qualida-
dcs, por preco eommodo ; por isso convida a lodos
os fregueses que quizaren! fazer sorlimento para pas-
ear a fesla e serem bem servido", dirigirem-ss a esle
grande ettabelecimenio. que arharAo verdad quanlo
di,o ueste annuucio. Tambem se vendem biscouli-
i.hos finos inglezes a ijOOO a Tala, e de dez para ci-
ma mais barato, e orna porrSo de caixas vasias de
espermarete, azeite dore, licores, masaas, cha. e ou-
iras ete,
OBRAS DE MARMORE
Baali \ I.cmos. na rua do Trapiche ... 17, Ion.
para vender estatus, pias, podras para mesas e lij-
los de lile IJpolegad.s. q..adrados,todaseslas obras
de marmore, de elegaute gosto, perfcitas e em bom
eslado, e por procos commodos.
fflOS
a n.icii,
, por prero eommodo.
Relo&'
oberlose descobcrlos, pequenose grandes, deooro
e prala, palente inglez, para bomem e senhora, de
011. uos melhores fabricantes de Liverpool, vnoos
pelo ultimo paquete inglez: em casa de Southall
StellOrA Companhia, rua do Torres n. 38.
iielo^ios de patente
'tiglezesdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a prero razoavel, em casa de
AugusloC. de Abreu, na rua da Cadeia
do Recife, armazem n. 56.
-- Na ruado Trapiche o. 11, escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra, vende-se por eommodo preco o
seguirte : superior vinho do Porto em barris de
o.lavo,chapeos de feltio, e sal.aoamarello fabricado
no RO de Janeiro.
t M VESTIDO POR 501)0.
Wovoe completo sorlimento de cortes de vestido
dechila dediderenlespadroes, cores fixas, ptlodi-
m.nuto prero da 2f cada corle : na loja de i portas,
na rua 00 Oueimado n. 10.
DEPOSITO DA FABRICA
industria Pernanibucaiia,
RUA DO CRESPO N. 0.
A fabrica do sabao e velas de carnauba, es-
tablecida na rua do Brutn, tem estabele-
cido um deposito na rua do Crespo n. 9, pa-
ra ah tnicamente dar extracco aos seus
productos, proporcionando assiin a maior
commodidado aos consumidores. As velas
manufacturadas tiesta fabrica, otfcrccem ;.s
vantagens sepuitttcs : s;"o bitas com a car-
nauba simples purificada pelomeiodo va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
queimanicom igualdcdo e nao esborram, e
naofa/.cm murrao e dflo mais luz e mais cla-
ra do (pie as velas stearinasou de qualquer
composicio, e que se vendem 110 mercado.
Fabricam-se deS, de 7 e de 10 cm libra, ven-
deudo-seem caixas que contem i'.\l, 2Jlou
3^0 velas cada urna pelo prego de 13/.
0 SabSo he l.ranco, as materias primas
de que he fabricado sao simples c inofensi-
vas, o cheiro que deixa na roupa lieagrada-
vcl; rivalisa com o mellior sabao hespanhol
e he superior ao sabao americano, que se
vende no mercado a 240 rs. a libra.
Vende-se igualmente cm caixas de arroba
c a preco do itO rs. cada libra.
Os incrdulos comprando rcconliecerSo
por experiencia a veraoidado do que se an-
tiuiiea.
I'ekl
l
Chapeos u halha
Italia.
fie
Basto para vender chapeos de palhi.de Italia, dobrados e
sngalos para bomem, tamberp de phantasia, e para
meninos e meninas, das melujores fabricas e moder-
nos gostos, por precos commojdos.
KM. rica la/cnila de l palmos do largan he intci-
ramenle aova em Pernambuco : fabricada no celtsle
impe 1... de cuja capital tira o lime, he de naS pa-
drees l.n.lissiiiios e anda nao vistos al agora : ven-
de-se pelo haratissimo prero de gaCOO o rovado : na
ru. do Oueimado n. 7, loja da estrella.
AGENCIA
Da f undir.o Low-Moor, rua daSenzala-Ho-
va n. 42.
Nestefl'tabelecimentocontinaahaver nscom-
pleto sortimento de moendas a aaeias moendas
para enfienho, machinas de vapor e taixas de
ferro balirloe coado de todos os tamanhopara
dilo.
CAL E I
Vende-se polassa.la Russia c amerirana, chegada
uestes dase ..e superior qualidade ; cal de Lisboa
da mais nova que lia no mercado : nos seusdepnsi-
|.is \\i rua de Apollo ... I A, e 2 II.
ChI Na rua do Trapiche armazens ns. 9 c
vende-se superior polassa da Russia
virgen, de Lisboa, da
no mercado.
Mohibos de vento
com bombas derepuiopara regar horlaseba-
xa decapim : na fundigode D. W. Bowman.
na roa do Brum ns. 6, 8 e 10.
quadros a i.000 rs. o co-
vado.
Na rua do (.lutimado n. 21 A, vendem-se sedas de
quadros muidos, padn.es rxos e escaros, pelo dimi-
nuto preco de ISOOO o covado, corles de o.entine a
10:000, mussulina a 360 o rovado.
FilMK IIE Mili
A 1,200 rs. o covado.
Na rua do Murimadu ... 21 A, vende-se folar de
seda, largo, de quadros de lindos gostos; do se as
amostras com penhor.
Vinho do Porto, superior chamico.
Em caixas de 2 duzias e em barris de .ulavo, re-
ceuicmente chegadopelo brigue ('Trotador; vnde-
se nicamente no armazem de Barroca & Castro, na
rua da Cadeia do Recife n. 4.
A RL'A DA CRLZ R. M.
Antonio Barbosa de Barros faz -cenle ao pobliro
que mudou a sua sala de barbear da casa n. 62 da
rua da Cruz para a de n. 51 da mesma rua; na mes-
ma sala se acham as mais modernas bichas de llam-
burgo, que se veDdem aos ceios e a relalho, ealu-
gam-se, ludo mais barato do que em oolra parle.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacarandas
eonstruccao vertical e com todos o melhoramenio,
mais modernos, lendo vindo no ultimo navio da
Hamburgo: na rua da Cadeia armazem n. 8.
POTASA E CAL TIBGEB.
INoantigoej bem conhecido deposito da rua da
Cadeia do Recife, escriplorio n. 12, ha para ven-
der muito superior polassa da Russia, dita do Rio
de Janeiro e cal virgem de Lisboa em pedra, ludo
a precos muito favoraveis, coa os quaes (carao
os compradores satisfeitos.
1ECHARISM0 PARA ElfiE
MHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOWMAN, ,\A
RUA DO BRUM, PASSANDO 0 flA
FAR1Z,
ha sempream grande soriimenlo dos sesuinles ob
joctos de nicrhani mus proprios para eni.eul.os, a sa
ber : moendas o meias moendas da mais modern
couslrucrao ; taixas de ferro fundido e balido, d
superior qoalidade e de lodosos lamanhns ; roda
dentadas paraagua ou animaes, de todas as propor
roes; crivos e boceas de fori.alhae refistros de bo
eiro, aguillies.bronzes.parausos e cavilhes.moi
nhos de mandioca, ele. ele
NA MESMA FUNDICAO.
le executamtodasascucommendas com a superior
ridadejaconlieci.laecomadevidaprestezae com-
modidade em prero.
VINHO DO PORTO GE.NLINO.
Vcndr-se ptimo vinho do Torio en. barris de
quarlo eoilavo, pobrero razoavel: na rua da Ci-
dria do Recite n. 13, escriplorio de Bailar \ Oli-
veira.
VENDE-SE
Grasa ele patente, prova d'agua, para
arreios de cano.
Vinbodo Rbeno de utialidades espe-
ciaosJobannisbetj c Marcobriinner.
No armazem de C. J. Astley & C.
N. 0. BieberA C, rita da Ctu/. n. 'i.
vendem :
Canas da Russia.
dem ingleza.
Brin/.ao.
Ib ns da Russia.
Vinho de Madcira.
Algodao para saceos de assucar.
Aigod&oziiillo dn Baha
para saceos de assucar : vende-se em ca-
sa de N. 0. Rieber & C, rua da Cruz
n. V.
Elegantes pianos do afamado fabrican-
te Iraumann de Hamburgo.
Enicasa de Rabe Schmettau A C.
rua da Cadeia n. 57, vende-se :
Vidrospara espelho.
Vinho do Rheno superior.
Conservas alimenticias.
Tinta para tvpographia.
Tudo por preco eommodo.
XAROPE
DO
BOSQUE
flalr-!^!?!?*?.0dP^H" dle xarope para a bo-
t.cadeJosc da Cruz Santos, na rua Nova n. :,v
garra a. sjfiOO, e mes ajJOOO, sendo falso lodo
S&?pSm "r,o.do nc,,e -p-"-.p*
IMPORTANTE PARA 0 PIBLICO.
bronch.te, dorna garganta, e todas asmoleslia.
dosorgaos pulmonares. moiosiids
TABAHDAS E GRADES.
m liado e vanado sortimento de model-
los para varandas e gradaras de gosto mo-
derinssimo : na fundicSoda Aurori em San-
to Amaro, e no deposito da mesma na rua
do Ifrtim.
Para quem estiver de luto-
Vende-se na rua do Queimado, na bem co-
ndecida loja de. miudezas da boa fama n. 33
voltas pretas linas e ordinarias, ricos alne-
les, ricas pulceiras, e ricas rozetas, tudo do
mclnor goato que s pode encontrar e por
preco que nao deixara de agradar aos se-
nhores compradores.
Meit
quali:
as de todas as
dades.
Vendem-Se muilo boas meias de seda bre-
code >XaH?ar!.S ,nhoras Pel baral P"-
u tas rf r?"',la.sde ".P"a padres a 1*800.
pelo baratissimo preco de 400 e 500, ditas
l raneas e cruas para homm a 200. 2*0 o
-" r*-, ditas pintadas e brancas para meni-
nos a 240 e 300 rs., ditas brancas^.finas nJra
nienmas 240 rs.,* ditas brancas pr.Pse-
Ztl* 24' 3,,' C rS diUs Pt.Yde
?1hpim a qU6r Vendcm barat0 na ru dn
dezea,smda0borfameamnC.03n.eCid ,0Ja de """-
. POR .10.000 RES.
vende-se urna rica toalha de labirintho
propria para baptisado na loja da bol fama
jfrgcruppg fitiio^
. .No.di 8 do correrte fogio do eoeenbo Lava-
cem da fregoeria de P.od'Alho, om escravo nardo
gol, : qoem o appr,hender eonduza-o a ro. da (io.
n. bi, segundo andar, ou ao referido engenho Lav,-
Sem, que sert generosameole retnmn..! "*
erosamenle recompensado.
enho Canoa Brava da coman
Co.anna,nod.a16do correrte m, mSS*
nome J,e, cora offlcio d. sanateiro 7 tTJ*.'. 2
oMsastTSSrSS
d.sei.passar por liberto: roga-se, portaao VlodH
a autoridades, q,e o f.c.m pred.r, aaslm como ,0
d.. croz .,,, r ijjtLjr^rzs^
FflgTa. honiem as 7 horas.ura escravo mua-
lo de nomo Tbotnaz, alto, reforcado de corpo, con,
.narras da bex.g.s, pern.s grocas, e nellas marcas
de ccranzes ns. caadlas, falla com muita
dM, levou vesdo camisa de panno azul Z'o
guarneca de ourelo branco, nos ombros e pt
nhos, abarla na frente em forma de palito: lee*.
cZlr u a'da Pa,ahiba e ,oi ^vo do Sr.
Carlos Coelho, que o bouve por heranca de seu so-
gro .lose Joaquim de Souza daquellleSafoi
rnmnrailn noln ,!,.:. .__ > ". ">'
comprado pelo abaixo assignadoao Sr. Hilario d
A liandra Vasconcellos Junior.morador no engenbo
Tapua freguezia do Pila, derla provincia
mais ou menos.al.ura regular.cangueiroSo SE
oor preu,, ros,o redonda, sem bar, ," ,g '
chcio do corpo, e conversa pouco. foi escravo dos
humado fipad0 Caeu.noGoncaives dTcunba
ha quasi certeza de andar par. M ^ Z su| E
proMncia.se alguem oiur dilo eetwvo Zl
ceno de que o dono ha de proceder com tojo o rT-
gordaslets centra 0 acoildor, e .quemo can!
lorar promelte pagar com geoerosidade. sendo coT
duztdo a rua da Guia a. 64 segundo andar n^su,
praca ou no engenho Crus.hi ou Agua
Fra da freguezia de S. Lourenco da Matu
1oosooo
A DE GRATI^CA{10,.
Ausentou-se em -18 de agosto*desie crreme
MlM? d9MUJSr- F;anCSC Ma"ci d
Malta Rtbe.ro, morador em Bom Jardim, comarca
do Ltmoeiro, o escravo crionlo de nomo Fernando,
unos, com os seguiti-
bem moro, representa ter 25 a
les signaos: altura regular, cabellos torcidos bem
pegados no casco, cor prcia, olbos vivos, beicos
grocas, com falta de um denle na parte superior,
barba imperial corpo reforcado.nadegar empinadas
em pequeo fo. alguma cousa surrado e labe/
mostr alguna vestigios tcm os pese dedos curtos
porem largos, he bem fallante, e coriez. Tem-se
desconlianca ter procurado para o engenho Jar-
dim, comarca da edade de Goianna.onde o mesmo
escravo lem seu pal, assim como tambem aparece
leve noticia que fora visto nesta capital : roca-s
por tanto as autoridades polieiaes e capites delam-
po de o capturaren, o mandarem a casa do supe-
dito senhor, que alm da paga a cima mencionada
sora generosamente gratificado.
O
'tSSxr
"@t
A ttenco !s
11
e americana, cal
mais nova que lis
f
f
o
o
m
Na
na do Trapiche n. 54, ha
superior rap Princesa do Brasil, @
chegado rccentemenle lo Rio de JJ
Janeiro, em ((tialidade pouco dif- $
Tere do de Lisboa, ao passo que 5
cusa apenas l.siOl) a libra ; a elle to-
antes pie acabe, pois a renies.a @
he 11. 111..-n:..
Em asa de Rabe Schmettau A C,
rua da Cadeia n. 37, vende-se :
AVISO.
1005000
No .lia 23 d.ijunho do crrante anno, fug.ode
Iwrdo ,0 bogas .Maria Luzia o prelo crioulo,
Manoel 0 qnalI lui. parte da iripolacao rjo mesmo
hngue.de idade 24 a 2a annos pouco roaisou
menos, e lem os signaes seguinles : rotro compri-
do e descarnado, cor fula, cabellos cercilbados; 0-
Ihos um pouco grandes c amortecidos, beicos
grasos, send0 o de ctma mais grosso que encobre
a falla que- tem de denles em cima, falla um pouco
atrapalliado devido a falta de denles, pouca barba
jj.3 a'.e.bl8des tm na mo esquerda junio ao
dedo mnimo urna especie da ervo sabido, as na-
. sJ-^ i ^ um Puco empinadas, no andar tem um gei-
-%> |W i l Ilara um l8do' deiras largas, cintura fioa, ps
apalbelados e um pouco largos levou calca de al-,
godo azul deslioiado e carniza de algodao riscado,
chapeo de palha, lem offirio de cozinheiro, e cos-
mnia embriagar-se : foi escravo do ir. Dr. Jcro-
nymoVilella e do Sr. Dr. promotor de Olindr
Quciroz Fonseca, e uliiinaroonie do Sr. Alber
Forsler Damon : o abaixo assignado, senhor d o
dilo prelo, gratifica generosamente a quem o ao
prehender e leva-lo era sua casa, no aterro da Boa-
V isla n. 53, segundo andar, ou no Recife, rua do
Trapiche n. 16, a Antonio de Almeida Gomes
como lambem protesta contra qualquer pessoa qu
o orcultar em seu poder: assim comograti6ca e paa
todas as despezas.-Joaquim Lopes de Almeida.C
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