Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07647


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Full Text
ANNO XXXII N. 281
Por 3 mezes adiantados 4{(000.
Por 3 mezcs vencidos 4$500.


DIARIO
SEXTA FEIRA 28 DE \0VE,IBR0 DE 1856.
Por uno adianlado 15^000.
Porte franco para o subscriptor.
KNCARREGADOS (DA SUBSCRIPCAO' NO NORTE-
tinhiba, Sr. Uers-aiio T. di Natividadi; Natal, Ir. Joao
S'ml. Porelra Junioi ; Aucalj. t Sr. A. d. Limoi Brasa ;
ra, alr. J. JoiideOliTeira; Maranhao, o ir. Joaquim Mar-
ques aedriguea; Piauhj, St. Domingo) Harculano Penoa
( irean; Par, If. Juallnino J. Iii; Amaronii,. Sr. Jare-
oraM Olla.
PARTIDA DOS CORREIOS.
OliniU : tadaS ns ii.s. i-9c moja hora, do d.a.
ll.-K.ir.is.-u. ColaBM o l'.i'il.ih. : MI av*Valel azlaa l-irn.
S. AniH... nearrraa, RoaHotCanMr, Altieao Caraabaaa r na torea-felra
S. LoHiaaeu, '-..-.| Vlli... I\./..r..|li. I.imoe.r, llr.>.o, Peaaaeira, Inz.v
rir. Flore, VHIa-rMh, liu.-Vi-u, Oaricarj a Bu : Ha Mriu-feiraV
f'-th... ipojuca, Seriaaaaa, Rto-Foraaoao, it", Karreiros, Igaa-Preta
Pimnili-iras e Natal : quinta.-leiraa.
1 ...iu, .. correioa prl>m a* 10 baraa
AUDIENCIAS DOS THIIIUNAES DA CAPITAL.
Tribunal da commercio Hgandn quintal.
Rala? : tersai-feirai a nb ndoi.
Faiendi: quariai a rabba doa al 10 horai.
Juidoeommoreio:segundea ai 10norata quintal a* aiiii dn,
Juiodaerphaoi .-aagunda quintal ai lOhorii.
Primiira rara de /ral i segundas a lam ao maio-di).
Sagitada raa do ral: quinas a aabbadoi ao maio-dia.
EPIIKMF.IUIIKS |ti> HEZ DE NOVEMBRO
Quartocrficani.il 3 horai I mlnutoi a 48iegundos da t.
11 Luachaiaan huras23 minutse a"8 legundoi da m.
I'.i Quartominguantiai 8 horai.lo minutla 48iagundoi da m.
27 La n o a ai 2 horai, 14 minuto! ,48 icgundoida tarda.
.i- t l'KEAMAItDEIIO.IK.
Frimaira as 5 horas a 18 minutoa da manhia.
Segunda as 5 boraa e 13 minutoa dalardo.
DAS DA SEMANA.
21 Segunda. S, Jou da Cruzr. ; S. Felicdado m.
25 Tarca. S. Caibarina v. m.; Ss. Erastouc Mercurio.
M Qua na. S. Pedro Alciandrino b. m.
27 Quina S. Margarida deSaboia v.; S. Josaphalm.
28 Sexta. Jacob da Marca I. ; 8. Sosthenes b.
211 Sabbado. S. Saturnino m. ; S. Cezino diac.
5 Domingo. 1. do Advento. 8. Andr apostlo.
P41T1 OPPiCiAL
ENCARREGADOS DA SI BSCRIPCaO NO SIL.
Alagoai,a Si. Claudio* Falcoo Dial; Babia 6r. D. Dunta
io deJaneiie.eBr. ioao PereiraMarlinl.
EM PEllNAMBL'CO
O proprieurl.de DIABIOMinoel fltuelroa di Farla.oa iui
livrarla, praca da Indipandaneia ni.la 8.
CbOVERSIO DA PROVINCIA
4.a Seerao. Palacio do guveroo de Pernambuco, 27
da novembro de I86. i
Receto o ullicio qae mi dirigi Vmc. na qualida-
da de juii da paz maia vallado, e como (ni pr.aiden-
( interino do eollegio elailoral qua se vai reunir no
seu dislricto. Nesse ullicia etpoe Vmc. varias duvi-
das to qua se acha a resuello da execucAo dos seus
deveres, e segaindo a ordem ero que Vine, ai esla-
beleceu, pauo a dar as segaililes sulojdes :
I.* A masa interina nAu leio que examinar as ir-
regularidades e nalli Isdes que possam manchar a
citad do qualqner das freSoezius. Todoi os eleito-
res que ie apreaentam coirr diploma de autoridade
complente, tomam assenlo no eollegio. He pruden-
te nao escolher os secretarios e escrutadores interi-
nos ..olu dentro aquellos, ruj i. eleices estiverein
meDiH eipotlas a serem annulladas. Entretanto, ou
porque Vmc. >e angane, ou porque prevaler^ qual-
Juer deciso do eollegio. fundada no nal do artigo
9 da lei de 19 de agosto da isiti, nenhum mal vi-
ra s deliberr6es por ter failo parle da mesa ute-
rina, ou mesoao da deliniliva qualquer membro do
eollegio, coja eleicao sa venda a declarar nulla, leu-
do claro que, ou esteja na mesa, ou Tora delta, ne-
nhum eteilor deve volar na propria causa. Se akum
eleilor, coja eleir.i fr aouallada, estiver compou-
do a mesa, deve deixa-la, e o eollegio oomear oulro
em -en logar. Os sleitores das freguezias cuja elei-
cAo lio atacada, enlram no eollegio e tomam parle
as diteuasAes, mas nao pnjem votar as que Ibes
diiem respeito. > .1 me consta que haja em Agoa-
Preta eleicjlo dobrada : de urna s lenho notici, e
me twn parecea tocada de nullidade ; o eollegio a
examinar. Se, porm, oceorrerem elei<;oes duplica-
das, a nao ser evidente > valldade ou legitimidade
de ama, devem liear os eleilores de ambas as tur-
mas, ou listas lora das deliberacei do eollegio, at
que este ennlieca e decida qual dellds de millula, ou le ambas as elein.es sin nullas.
2. A meia interina, na formado artigo 70 da
le citada, nao se oecapa da e\*me mi discusslo al-
guma sobre os diplomas, ou a validado das eleiroes;
na nica lare'a he couslituir a tnesa deliniliva.* Ite
o presidente desta que comeri o trahalho do cjlle-
gio pela nomeacAo da commissilo da Ires membros
para verificar o. podere< dos meanoi. e pela eons-
lilnir.iii da mesa em eommisso pgra o recebimento
dos diplomas doi outros oleilores a exame de sua
validade. As nicas qnestes, poia. que pudein ier
diseatidas, durante o etercicio da ine-.i interina, sAo
as que se referem eonstilui(Ao da mesa definitiva.
3." J,i est resolvida a lerceira idnvida. pois que
ala dito: I." que a mesa interina uo discute a va-
lidada das eleiees, a que ningaim pode votar na
sua propria cansa, posto que posa idiscatir para al -
leaar seu direito, e iurormar nos felo*.
I.1 Salva a deciso final que compele a cmara
dos depatados quando o depulado eleito Ihe aprsen-
la r. sen diploma, asqaesles relativas validade mi
nullnlade das eleices sao iiendi las pelos cullcsios
eleitoraos, os quaes devem tomar as lantelas n/ces-
sartas para qua a cmara posan afioal deliberar, sen-
do orna dessas cautelis a de tomar em separado os
votos duvidosos.
Os SS do art. Mi ^ lei citada nao oriam nenhum
mullido ne-le caso. Ha deciioes quei por sua ua-
lurata ficam irremediavelmente rinda* na mesa oa-
roeliial. Dor "pi" H"' icreoiuao I.* S ; lia
nolra, porem, que silo levadas como erU segunda ins
tanci.i ao eollejio, que peja mesma raxio arima da-
da deve reservar-llie os meios de julnaf e decidir a-
linil a dovid.i, romo aronlece coni votos loma los em
keparado, eoiji listas apartadas para sekwti exaiuiud
das. ele. etcl < *
A quiAla quesillo tamhein e acha romo a
Rostron Rooker .... 50
Major Verecker .... 61
Novaos (S Companhia. 59
Ferreira & Araujo. ... 23
Viuva Amortm .... 30
Thomaz do Faria. ... 5
Ao todo...... 824
f.aixaespecial docalramenlo das ras desta lidade.
Saldo em :ll de oatubro
p. lindo.....3:8399794
Rccrita de I a 33 do corr. 98*390
------------------ 3:3888114
Despea dem .... 9:SOOf009
Baldo.
8888114
tareeira, resolv!. na primeira soloeao. Nao comlal em troco d
a esta presidencia que buuvese cleifo dn, U em |
freauezia alsuma desse dislriclo. So hoove em Agua
Preta, aquella mesa paiorhial que se Me pot em
rommunicar^Ao cun a presiilencia da provincia, lem
contra a presumpcAo 'le clandestina e iregular.
Esla data como proceder em cao de duplcala.
li.' Coropeliiidn ao |>resi leule Ha provincia litar o
numero de eleitorrs que deve I ir cada parochia, e
ua havendo dispnsicAo ihjaiM que suhmelta as de
cisnes do pre-idenle dadas nele caso a revisAo de
passoa alguma. mo devem ser admiltidos no colle-
ino elailoral do que aquelles que o presidente li\nu.
Os desse dislricto fnram definitivamente lisa lo. pela
maueira seguinla :
Rio l'ormoto :i
Un 22
Harreiros 21
Akui Prala 22
lol.il 95
Se qualquerparuchia mandar maiseleilores 'lo que
lhe< luram designados, devem votar os primeiros
a lilla dcll-s pela ordem do numero de vutos. Ha-
vendo empale decida a surte. To los os mais devem
a*r exelaidos.
Orn ter nssiin ministrado a Vmr. os meios de
ahir das dilrlculdades ou duvidas em que se achava
a que cuu Inuvavel prudenria procurou esclarecer
m lempo.
Dos liar le a Vmr.Seruio 1 'eiseira de Maredo.
Sr. juii de par, maii volado ila freguezia do Rio For-
mulo.
afora quantias pequeas i diversas oulras pes-
soas.
A repugnancia e susto de receberestis notas, se
manifestou no commercio com tanta forja ou mais
do que em 1854, e a caixa filial do Banco fot a
primeira que julgou necessario recorrer csla pre-
sidencia, para tomar urna medida, offerecendo logo
os meios de que pode dispor para facilitar a accao
do governo.
A thesouraria geni tem promplamente recebido
aquellas dessas notas que Ihe tem sido levadas em
pagamento, e desde 24 do corrente que confiden-
cialmente recommendei ao thesoureiro, que as nao
emiltissc, antes fosse accumulando em cofre.
Por sua parta a caixa filial do Banco tem deixa-
do de emittir urna so' das notas que receban.
Estas medidas, porro, nao bastam, porque pot
ellas se nao recolhem promplamente as notas rece-
bidas.
Os possuidores dellas, pois, se acham com sona-
ra** consideraveis presas em suas maos, com grave
damno seu, e al risco de seu crdito, pois nin-
guem quer receber semelhantes notas, inclusive,
segundo agora me informam, as repartioes defa-
zenda provinciacs.
Podendo resultar daqui complicarles, estreme-
cimentn da confianza, e parausarlo das transac;des
commerciaes, e attendendo as representajoes que
minha presenca fizeram subir a caixa filial do Ban-
co, a associaco commercial, a alguns dos inleres-
sados, tenho resolvido que V. S. execute e faca
cxecular as determinar/ics seguinles :
1.* A thesouraria receber todas as notas de
SOy da 3.' estampa, e de papel roxo, que Ihe fo-
rem ^presentadas pelas pessoas que vo adianto ci-
tadas, embora a somma seja menor do que ai mar-
cada, e dar em troco outras notas do thosouro, bi-
Ihetes do banco, ou metal, e continuar a receber
as que Ihe forera levadas em pagamento.
2.* Das olas assim recebidas, depois de veri-
ficadas que sao verdadeiras pelos meios indicados na
citada ordem do thesouro datada de 16 de setembro
de 1854, se far urna lista contando os annos e os
nomes das pessoas de quem ellas foram recebidas,
e se foram massos.quo sero levados caixa filial do
banco acotnpanhadosda competente lista, e ah en-
tregues com as cautelas que os directores daquelle
ootob^i^iuiuiiiu ji.igaieiu iiiupnas para sua segu-
ranza.
3.a Masaos separados scro feilns das notas re-
cebidas de diversos para pagamento de direiios,
^erio entregues :i caixa filial >l
*^^.a A tb^lflirai
notas, e para fazer os pagamentos que
oceorrerem, continuara a emprc;;ir esses fundes. Se
pnrem ellos so esgotareiii, ou V, S. vir que vo es-
gotar-se, raquisilar soniiiias de que precisar,nao excedentes ao valor das
notas que nulla lite* depositado.
5.- Quando a caixa filial do banco liver de re-
enviar para o thesouro as notas assim recolhidas,
a thesouraria se incumbir de fazer a remessa afim
ile poupar mesma caixa filial urna despeza com
que nao he justo que ella carregue em compensa-
rlo do servico que presta.
Nesta dala dou a caixa filial do banco eommuni-
cacao desta minha deliberarlo, baseada nos seus of-
furecimentos e represcniacpes, afim de que ella e-
xecute a parle que Ihe incumbe.
Dos guarde a V. S.Sergio Teixeira de Ma-
cado.Sr. inspector da theso'uraria de fazenda.
Caixa especial da construcrAo da punte do Recife.
Saldo em II de outubro
p. findo.....2:98!88.jB
Reicila de 1 a 22 do corr. 18381
Despeza dem.........
Saldi..........
Caixa especial das loteras.
Saldo em 31 de outubro
p. findo......12:0058746
Receita de I a 22 do corr. 5:4029500
99(8240
1:010801111
1:9918210
Despeza dem .
Saldo.
17:1088216
2:4729666
1I-.9358580
COMMANDO DAS ARMAS.
Qu.inel general do commando daa araiai da
Pemambuco, ata cidade do Recife, asa 27 4a
novembro de 1856.
ORDEM DO DA N. 375.
Em observancia das ordeus em vigor, eda> que
foram expedidas pela presidencia na dala de 10 do
crreme, os corpos da guarda nacional deste muni-
cipio, o de polica, e os do exercilo estacionados
nesta provincia, se formarn em grande parada
para solemnisarno da 2 de dezembro o aniver-
sario do feliz natalicio de S. M. o Imperador. Es-
tes corpos comporo urna divisSo deduas brigadas
sob o commando do Sr. coroneljDomingos Alfonso
Nery Ferreira.
A 1.' brigada que constar do esquadrc de
cavallaria, dos hatalhOus 1-de animara, o i* de
infantariajda guarda nacional,e de um parque do ar-
tilharia de 4 bocas de fogo servido pelas pravas da
companhia de artfices, ter por commaodante o
Sr. lente coronel Thomaz Jos da Silva Gusmao.
A 2\ brigada constar dos batalhes 2* e 3", de
infantaria da guarda nacional, do batalho 9' da
mesma arma do exercilo, e do corpo de polica, e
ser commandada peloSr. lente coronel Joiquim
Rodrigues Coelbo Kelly.
Adivisoas 10 horas da manha,se formar em
linha na ra deS Goncalo, com a direcro a dos
Pires, o depois da revista passada pelo respectivo
Sr. commandanle, marchar para o largo do pala-
cio da presidencia, de sorle que as 11 horas em
ponto oceupe all a posicao do estyllo. Os Srs.
commandantes de divisao, e brigadas, nomearo
os seus empregados dentre os ofiiciaes seus com-
mandados aue mais aprn* fnrm pir oc i-_|. ,,- .-,.
desempenhns,'
A fortalc/.a do iirum salvar com 21 tiros no
aclo do cortejo, para o qual sao convidados ano no-
me do Exm. Sr. conselhciro presidente da provin-
mesrac modo que cia, todos os Srs. olliciaes do exercilo cm disponi-
*-aa' f -i.'i-laile.
"raria cmquanto ti ver fundos parador Na occasio do corlejo, as musicas dos
3." Seccao. Palacio do governo de Pemam-
buco em 27 de novembro de 1856
Illm. Sr.Jessa thesouraria ha do V. S. adiar
documentos do que occorreu em raeiado do anno
de 1854, a respeito da descoberta de urna falsifi-
r.ico cm grande das notas de 509000 rs. da 3."
estampa, em papel roxo.
Apezar da possibilidade e alo facilidade de dis-
tinguir as notas verdadeiras das falsas, foi tal a
repugnancia do commercio em aceitar notas desse
parirn, que o Exm. ministro da fazenda lomou a
deliberarn de autorisar a remessa para o Ihesotiro,
das que se achavam nessa thesouraria, como V. S.
pode ver da ordem do mesmo thesouro n. 94 data-
da de 16 do setembro de 1854.
Acontece que agora pelo paquete Tamar,* che-
gassem do Rio avultadas remessas dessas raesmas
notas da papel roxo, da 3.* champa, e do valor de
503000 rs., eonbecendo-so quereceberam :
A caixa filial do Banco. 480 con tos do rs.
Araorint & Irmos ... 120
FQLHETIM.
POR TOUSSAINT DE VlLLE.
Ilir. milii pnrtcr omites
ngelus ridel.. ..
(Horacio.;
Illm. e Exm. Sr. Tenho a honra de remeller a
V. Exc. as inclusas dcraoiistracoes doa saldus exis-
tentes as dilTerenles caixas a cargo do Ihesnareiro
dtsla thesouraria no dia 22 do crrente.
Dos suarda a V. fixe. Thesouraria provincial de
Peroambueo21 de novembro de 1856.-Illm. e Eim.
Sr. eunselheiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente
d.i provincia.O inspector. Jote' Pedro da S/in.
Demoiislraco do saldo existente na caixa especial
das apolices em 22 de novembro de 1806.
Saldo cm ;1| de outubro
, P- ""du......t:W:0008000
RsceiU de I a 22 do corr. 8
--------------139:0008000
Dcsiieza idem......... 20091100
Saldo.
I38:H0 Caixj do eiercicio de 1856 1857.
em 31 de uiiluhru
Saldo
p. lindo......
Receila de I a 22 do corr.
Despeza idem ....
Saldo .
I3323447
36:488I2
orpos
eru que et collonada a
tocaro na sala contigua
efigie de 5. M.
as noiles de 1 e 2, todas as musicas locarao
recolher em frente do moncionado palacio.
Ja< Jow/utm Coelhn.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
SESSAO JUDICIARIA EM 27 DE NOVEMBRO DE 1856.
/'residencia do K.tm. Sr. iteiembargador
Souzrt.
Estireram presentes os membros do tribunal, fal-
lando com causa participada u Sr. desembargado!
Gilirana.
O Sr. desemhargador Villares apresenlou para sel
assignado o accordao proferido na apptllacao rmque
Appellantes, Fonseca Medeirns f C.;
Appellados, Rujlron Rooker & C.
Distribuirn,
Foi diitribuida ao Sr. d'esembargador l.eao a
a|M'llac.ln em que sAo :
Appellante, o bacharel Gabriel Soares Raroso da
Cmara ;
Appellados, Barbosa & Lima ;
Embargante de lerceiro, Manoel lavares Cor-
deiro.
i?,'. n 1k i anleniio a resolocao, de fe-1 taratiriunte a coufianca das outras colouias quando foi, experimenlavaseu espirito nocommaodo raililar, ae acabamos de fazer d imparcialidad* do s.nhor Z
char-me no gab.nele par responder as carias qua misier enlenderem se para fazer causa commum, e moslra lamben em lodo sen proceder nos negocios I Witt imparcalidade do s.ohor da
hei fb'o\>. |go que a luz du sol succede o clarao ; Waabinglon fui o primeiro a losrar-se desta prepon- inlernos. Di costo ve-lo s piezas com as paixes i a lima grande necessidade de movim.nin < A. ,.
o !ir ^r\ T- 2 T V6m T *&?' ,U:'aa" acei,a 1"e ao dPU hatailUla aoi oulrus I bru.aes das faccoes, sem outra defeza que sua lir- I nome, agranda ador pela, I l.
TJT, no o V*.1 \ ,I"'0:V'^a 'n lr,,b,"l-* ,rc,i'le",e5 dos Estado-Unido.. Jaflaraon, Madi.on, | meza e seu desprezo. A democracia e^elle linham certa perspicacia poitica que faz, lrevlr as van
a d.B;. que o da aaaoinle sera cedo Chana o da Munroe. todos como elle da Virginia. aprendido cedo a se conhecer. No mesmo dia em taeens que seu paiz poderS S- to". am Z"df ,V mmm 'araen' 5" "",'," "e"0"' SUa V*** de Um d0S q"e aS HNI < "ho nferiam o li.u- menlod^ imperio orilaDlea fo oque .evouTaT.v.t:
; raatore e mais rico, tjroprietarioa do ConDeola a- | lo da qaneral em chefe, os pretendido, patriotas de le a abandonsr. aos dezenove anno, sua joven es-
joizo. (P. 374.1
E mondo. Mas, se Dos por anlecipacao, o abritsela us
sa vista,|he permillido crer que mis ah veramos bri
Ihar o nome de Washington n'uma de suas paginas
as mus luminosas. Piasceu em urna Ierra virem
que, fecundada logo pela civilisacao, pode em nm
secuto crear um mundo novo, emulo do velho mun-
do; assistir, na idade ein que sa pode lomar urna
parte consideravel, urna revolucao que se deslingue
de quasi (odas as nutra, por er ella legilima, ser-
vir seu paiz com seu braco a com a sua iutelligen-
cia; acompanha-la em ludas as provacCes, e de soc-
cesio em successo, ale ella conseguir fundar um go-
veroo regalar, e o mais liara que a imaginarao po-
de conceber; viver bastante para ver obrar, engrau-
decer e viver esla obra nulr'ora impe feila a respei-
to da qual n3o he nenhiima blasphemia se dizer a
si que depois de Deus pude reivindicar em grande
parte a liunra de a ter tiradu do nada; e depuis des-
cansar na eslima de si mesmo. parlilhada e consa-
grada por todas as nares e toda, as idade., onde o
homem que podera' vejar urna mais gloriosa vida
e urna mais doce mor. !
Em foi a sorte de Washington. Para ser justo,
he roisler recnnhrcer que elle tora poderosamente
coadjnvado por circiirnslanejas felizes, taes como
seu nasciracnlo, sua cnndicSo de torluna inopinada,
a sobre lodo pelos esfurros enrgicos, pela pacien-
cia perseverante e o bam senso de sua nar3.
Aoa quatorze anuos, qoando se desenham as vo-
cardes a que a prudencia da< familias comeca pre-
parar para o fuluro a sorle de um mancebo, Was-
hington quehacer soldado. Desale sua iofancia seu
maior prazer, dizem sejs biographos, sempre foi de
porem BMraSSSM cnllegas de escola, de ai arru-
mar por pelloles, commandar suas evuluje. e suas
pequeas guerras.
Elle mesmo ja havii oliliio orna patente de as-
pirante para enlrar na marinha ioglea; mas elle
era o segundo genilo da familia, e por con.egointe
senhor de ura mu pequeo capital, c sua mai pre-
ferio para elle satisfacan poueo lucrativa de seus
goslus militares, urna carreira onde sua .rliviilade e
sua industria pndessein abrir-Illa om c-iTiiho segu-
ro da fazer.fortuna.
Elle aceitou pois, ao< dezeseis annus, de lord Fa-
irfax, seu prenle, a miss:l.i de explorar e demarcar
as Ierras immensas, qua esle grande senlior possuia
as Alleghaiiya. Emo durante ni*/, mioira olio
'< "> loii^c as matas com a crrenle de agri-
mensor na nio, razando vida cummuin com os sel-
vagens aatudaado por oreaiao seus c-isiumes, sua
lingua, necessidades, e desle modo pnndo-se, sem o
saber, em calado de poder, algn, anuos depoil,
prestar, mais que nutro qualquer, a sen paiz "s ser-
vidos relevantes i
lados, general em ehcfe dn exercilo continental, a-
ceilou o cooiinando ; mas nao o dinheiro, e decla-
ran que apreaeolarii ao congrcs.n nina conta exacta
de suas despezas se.n receber rju Schilling como sol-
d. Mais larde, em 178"), tendo ainda empregado
as horas vagas de seu retiro em exploraces lopogra-
phieaiqna deviso ter pur fim duplicar a riqueza da
Virginia lacililando pur cauaes suas cnmmunicacc.
com hs colonias du oeste, elle vio adoptados os seus
planos pela legislatura local, que quiz que o mesmo
decreto a.signalasse tambem o leslemunho de seu re-
corihecimentn para com o hemfeitor do paiz ; ella
de por laes ataques. Elle bem sabia, e era cssa a ram mudar essas disposires do conreso" "a friez
sua consolacAo e sua torca, que elle era senhor da do primeiro acolhiraenfo soccederam loo a afrei-
esiima universal bem o devidamenle adquirida ;,'cao a o emlhusiasmo. I.afavette lornoo-se a eu-
qud os inimigos de seu paiz eram os seus, e que os I rio.idade do dia.
que reelamavam para elle a guilliolina, e os que o Jamis de ver a um tilo grande senhor de Versai-
haviam acensado ja de roubar os cofres pblicos I lies em l'hilalelpliia, a vaidade democralica auai-
eram os mosmos que perrurriam > Massachussels xonori-se. e se creu obrigada da o fazer em conli-
aosgritos de: Aballe as divida., abaixo as ta- nenie imjnr general. Era talvez um favor om
tas, abiuo o papel mneda, viva a parlilha dos, pouco excessivo ; ao menos Washington assim pen-
Eram cs.es agiolislas armiada, esses es-: sou, o Iratou ao principio o joven general com um
baa.
pecnladore. avenlureiros, esses humens vidosccor-, pulidez tan calculada como reservada, que occul-
rnmpidos, esses legisladores farroopillias, que o jo- ,> lava o desejo de poupar seu amor proprio, sem Ihe
volon em seu avor cento e cincuenta aci;0es da em- g". a devassidao e a lome haviam lanr?do sobre a confiar o quer que fosse deserio.
preza : era urna remoneracDu nacional, que repre- praca publica, e que um dia em numero de qnin/.e ; Mas, pouco a pouco.a nalurezi insinuasa e tyra-
lenlavaiim valur de duzenlos mil francos, a Was-, rail, atravessarara quasi victoriosos una parle da i palluca de I.afavette, sua brilhanle bravura a sua
liinuMiHi ti-n i i,n em!i.raci'tn quanto locado desse Amerea,"qoamln emlim o instinclo do pengo veio i fidelidade fizeram esqueeer a Washington a descou-
teslcmutihu de alfeicao, que recebia de sua enloma
tala'
Ella jamis cno.enlira lornar-se om servidor sala-
riado do publico.N.lo era s desinleresse mas amor da
independencia. Aceitar um salariu he dar-se um
senhor; e n eu quero, dizia elle, que minhas acce.
que san o re.ultadn de miuha relleies, liquem'li-
vres como o ar : IJunlquer que soja o preleilo desse
dom gratuito, nAo se re eu, se oacceitar, olbado para
o futuro como um dependente '.' Pensar nisso um sii
ui-i.inii' me causara mais pezar do qoe de prazer
me daria o producto de Indos os dividendos, e eu
creio portauto que he um dos valores mais seguros e
mais susceptivos de accrescimo nesle paiz. Men es-
pirito esta bstanle atormentado. Eu uaoestoo dis-
posto a aproveitar-me da geuerusidada da legislatu-
ra, e cunhecu, se eu recusar, que me accu.ar
de va ostentaran de desinleresse, uu de falta de con-
ideracao e de desprezo dos favores de miuba pa-
tria. )>
Ao principio Washington recusou ; mas a insisten-
cia, to firmo enmn delicada da assemblca, acabou
pur resolve-lo, e elle coosentio em urna transaban,
pela qual recebeu em deposito, para appiica-la em
objeclos de utilidade publica a somma que recusava,
cuino urna numeraran pesioal. I P. 2I6.
Mas com Inda, es.as vanlagens, ainda era preciso
urna outra a Washington para lirar proveilo dellas,
a de enconlrar um ipovo digno de comprehender e
auxiliar a sua dedicaco. Nao basla que se achem
cidadAos a iptem sois luzes e seu carcter tenbam
bem preparado para a boa administrarlo de um paiz,
he mistur prnnciru que ludo um paiz que queira se
nr nwcvnar. E pol., quem poden liongear-
se de salvar um p->voque quer se perder '. Se he ver-
dade, como diz una velha mavima. que Jpiter co-
mer por lirar a razao aquelles cuja ruina elle de-
creluu, he preciso tambem que d aquelles que elle
quer salvar o espirito de sahedoria que deve facr
iriielilicar syns designios. Urna nacan que e.la de
falla da
e pe-1 cidadAos capazas de se dedicar a cm
pcnle senhor de una loria- "''> diminue-lhes em nada a gloria : mesmo com es-
s, eondicao, nica que pude aasegurar o hora resul-
lado, Me
.ua cnmec,lrainl|sua reputaran. Iiuinor de ser envernada nao perecer por
lassaiins tres aiiuns des-a vidaTirvciilurada a pe- eidadSos capazos de 10 dedicar a conduzi-la, e islo
nnsa, elle achnu-se de repente senhor de urna toitu-
rta brilhanle, por morte de sen primogeniln, e che-
fe de orna familia considerada na Virginia pela
EXTERIOR.
1(>:88788.">!l
78:8i>7a:i:i
89:940*226
Caixa de depsitos.
Saldo cm ;il de aalabra
, P- """"n......211:3478876
Receila de 1 a 22 do corr. 2-?:):>o
Daapeza idem .
Saldo.
2H:350I96
1659570
211:1819626
I m atada te>M n.< atan-aviM 'lo mar Indico.
Km 1810 eu aatava em Saint hcllis :apilal da ilha
da R.tiniA, onde nasri.
(ts'ar V... meo melhor amigo de cnUo, e um dos
..pintos mais notaveis, que a m..rle lem rou|,a,|n ao
fular da colonia, levara-me em urna tarde dn mz
de dezembro longo da rulado a um bollo riaseO so-
bre ai margen, do Ocano. Caplvado pela sua cull_
versacio ca rsqneci.-me da Wnracnoi.. passoio da
voga, que vejo ainda todos os das a rlandado do
cr.posculo encantado pola sua sociedade escolluda
lls sen. grupos de mulheres petulantes e lngui-
das, rdanles a palhdas, lernas e altivas, que ra".om
-nnlur ao me.mo lempo com anjos e huris.
D.vemlirn radiava com todas as sua. graca., rom
todos os ans esplendores virginaes. Nessa ilha de-
liciosa, fillia do re dos os, e ranilla dos m iros, so-
he* as margeos afortunadas, que abhgaram ns amo.
re* d. Para) o .to Eleonora, > corac.in nao lem in-
vern, o anuo he una primavera... A loa suba a
mn co de eaphn i-, e dava a Sainl Deins, perula dai
. i lados ruloniac. a .aporto maravilhuse de um bair-
rn de lioleonda, le Hacdad. ou de lia-- ira.
Das rnonlaiiha- e dos valles inleriores chegava pe- lavara .enrile
los loqnesdas paluieir.is una fresca luisa impregna- i ciarlo da ahlirr
da dos aromas embriagadores dnsrifezeirus. jam- Nao havia em os nerlurbaela dee-nirilo nem
he,rrc e d. qlra.arvores em flore. ; borboleta, ,. I illu.ao do, se.,.,. a33ne! 3a amento
tizada, da MlN eres pousavam nlogremento entre I acento, hom.nu,. minS^M^^S^
Matra s grupa- rraa Ins > de bananelraa, e du fon- i, mlium vvenle. .,.....,., '. ...rn ,-,.. Vlaln ...
a,, da- raniend ,. mu s^oiro da fulhag.m, .1, f,o no.ta a. me,,. .1., ce.,,a,,,n ," n -r ,,",o
I.... do aan d. oaraaarinhoa, urna Dota .ve sabida BUarda-ll,e sempre as portas
.le una gu.la de purpura ou da e.ineralI la allern.i- Chetos dr viva curiosidad, oirigimo-no, ,. som-
,u-se pur .ul.u valtos com a jdeuca dos remos do | bri das arvores para uiua das brecha; feil.is palo
WASHINGTON.
(Conclusan.)
Ee vos devo mullas carias. Nao importa .'
Continua! a e.crever-me como sa eu vos rcspon-
desse. Vos estis na tote das noticias; tendea pur-
lanlo mullo a noliciar-me; mas eu, o que diria que
pn.sa in-lruir uu recreiar nm secretario da guerra
em Philadelphia, sean que me levanto com oeol;
que, quando a esaa hora matinal, rulo encontr ineus
joriialeim. no campu, Utas envi meiisageus cheias
de tristeza a respeito de seus iocommoios, que ape-
nas dnu movimentn a eslas rodas, prnsigu minha
inspeccao geral. e qnanlo mais examino mais vejo
quanto sao profundas as feridas que em minhas ca-
sas lizeram nina ausencia e urna negligencia de 8
annos Ven o airooee s sele horas, pnuco mais
ou menos qoando vus desjiodi de Madama Hourj ,
findo o alomen monto a cavalto, e dou um giro em
redor das minhas graojaria-, o que rae uceupa al
a hnra de janlar.
Oem raro he o dia qoe nao vejo caras novas.
Veem me ver, dizem por vcueracau a minha petsoa,
no sena, na verdade. rnais cabivel a palavra -ro.io-
sidade 1 Qoao pouco issn se asscmelha a sociedade
de om pequeo numero de amigos alegremente re-
unidos em roda de orna bella meia. Passadn o
lempo consagrado ao janlar da-se um passeio, vem
depois ocha, e logo chega a noile.
(Juando nao lenho alguem com quem me enlre-
desabamenlo do muro, e pnueo depois chegmos de-
fronte do logar, donde linham partido os solucos.
lima mnlher vestida de luto, e envolla em um
chale eslava ajoelhada no chao, lendo a fronte apoia-
da na grade do lumuln.
Ella ehorou ainda algum lempo ; depois apanhoa
um ramalhele meio envidio em urna folha de bnna-
iicira, melleuo em urna das urnas cullocadas nos
qualro ngulos da grade, e caminhou na no.sa di-
reccao.
i.ancmo-nn, na profunda densidao da sombra, c
enn.ervamo-nos immoveis.
Ella peataa com precipitarau pelas pedras espolia-
das dianle denos ; nesse mnvimenlo o eha'e des-
ceu-lhe aos hombros, c suas feires deseuhararri-ie a
nossa vista.
Deixmos escapar um grito de maten.
Ella p.irou immediatamenle, pareceu refleclii nm
instante, e depni, desapparereu debaixu de urna som-
bra avenida de leixos e de liambs, que condoz
cidade pela eilremid.ide opposta du cemiterio.
lomos toreados a dizer a nos meamos, e a repetir-
nos quelinhamos visto para licarmo. persuadido., de
que nao acabavamos de ser victimas de urna hallu-
nn.ir.hi :... A mulher que sozinha afrontava assim o
. terror dos tmulos, qoe vinha assim no meio dn ai.
Paramos estupefactos, commovtdos. dominados por lenciu da noile. longe de tuda, as vistas, pagar a urna
de respeito para memoria o tributo de d.i e de lagrimas, csa mulher
urna chalana, eom a rancao longinqua dos mari-
nheiros, que vollavain para seus navios surtos no por-
to. T.r-se-hia dito que a ar eslava ainda mais inun-
da lo desses extoses inetoveis, indescripliveis, des-
conheeidm na Europa, e que dan s noites equino-
xiao, o esplendor do astro do da.
I.auiiuli.ivamus a passo, lentos arendendo da quan-
do em quando um charuto, o insensivelmenle o ca-
pricho d conversaran conduzio-nos ale as palmei-
ras, que rnbrem com sua .ombra o remiterin de Pe-
lite-lie, entre a planicie de Hedoule e o Cabo Rer-
nard.
Apezar da ineomparavel poesia da noito o espiri-
to de Osear eslava longo da Rauniao ; lendo vnludo
receiilemenle de Franca elle fallava-me com enlhu-
siasmo das delicias de Paris. c 3eos sabe quanlos
easlellos minha imagioacao edideava no ar !
Kepenluiamenle a. rruzesque ergueram-se a don,
pasaos de nos cima dos muros do cemiterio, os al-
tos c> pro-Ios. cujos ramos levantados peto vento ba-
lancavam se lentamouto sabr as grades e as urnas
fnebres, us ralos da la, que corriam dcbaixn dos
salgueiro., e faziara assetnelhar-se a phanlasmai
broncos ns Inmuto, illiuniuados pur um instante as
negra, prnfundeziis da tolhagem, o aspecto todo do
campu de morte prodnzio-nos o etTeilo de urna
vi.Au.
laucan dos seus dominios c nao menos pelo brillio
de suas iilliancas.
Que teria sucedido se, segundo as probabilidades
ordinarias, seu irmao Lawraiiea nao hoaresae sido
mubado por urna morte prematura Taltal Was-
hington, entilo oocupado cun cui lado de fazer
sua fortuna, nao tivesse tido a occisiao de dedicar
ao inleresse publico om lampo e urna aclivtdade
que reelamavam os seu. iutoresses particulares.
Alm disso nada o leria as-ignaladn desde logo a
opinio publica, nem lirado das classes modestas da
burgue/.ia americana Succedendo, au contrario,
aos direiios de l.avvrence, Vashtnglon coutemplou-se
desde untan entre as persoiingens da aristucracia
virginensc, porque elle ainda leve esta vanlagem de
niscer cidadao da Virginu*
A Virginia, desde o principio da revolucao, ccr-
ceu om especie de supremaca natural sobra lodos
os outros Estados da Unilo. Apezar das rivalida-
des de amor proprio e de interesse, ella consrven-
se constantemente n te acabaran) por fundar a hl.er.UJa da America. El-
la ollerecia, lia um secuto, o singular espectculo de
urna aristocracia soohora de quaii todo o territorio e
de om governo fundado sobre as basas da democra-
cia a mais vasta. Aa iiislitiii._r.es linham por priu-
cipio o salfragio univenal.
I mos o- humen- livres. sem oxcepcao, liver am
de.de 1657, o direito d.< vlar lias eleices. Aclia-
vam-se eslabelMidas ao mismo lempo a liberdade
do commercio, a independencia das crticas religi-
osaa, e a sencao de luda laxa eslrangeira." A aris-
tocracia era composla de realista. (2) inglezea, de
bous ufliciaes, de honiens dislincto. pela edocacao,
classe e furluna. E.ses primeiros eroigrados, atra-
vessando as aguas dn Atlntico, apenassublrahiam-se
lulas polticas da Europa, mas elle, haviam Ira-
zido toda a sua energa, que applicaram logo no
melhoramcntn de suas plaiilae,ocs.
Sob a dupla inllueiicia da a'clividade delles, a dn
rgimen libcral.que chamavam de todas as partes no-
vos hnipedes, a Virginia lomnu um desenvulviin.it-
lo rpido : sua prosperida.de e sua populacau aug-
menlaram-se, como por eocanlo.
Ao mesmo lempo que os trahallios pez.do. e labo-
riosos formaran) do pcq.icno agricullnr urna rafa to-
da dispusla para as redirs da guerra, o eiercicio da
caca antretinha nos homeus de descanrn, seus fnlu-
rus cheles a forca, a sande robusta e ns inlinclos bel-
licoso..
A import.inc i da Virginia, sua riqueza, suas ins-
liluicoes liberaos os humens de escolha que ella li-
nha a testa de sua pnpnlac.io darignaram-aa pobj ih-
(II Perto de tres mezes.
(2 Em liili, um metihro da familia de Vashn-
gton, originaria do condado de Dnrhan se havia fei-
lo r.olavel entre os cava leiros por sua bravura di-
ente da cidade de Voncsler conlra as tropas do
Parlamento.
restar .nuda bastante Irabalbu na execu-
c.iu dassa ardua larefa.
na verdade, o apmo rnnslantc a eonlianca e a ci-
ragem do poro americano Rio dcixaraiu de" corres-
ponder ao celo e a aclividade du Washington ; mas
em lempos 1,1o criltcns, e sob nina forma de governo
ainla acera que deixuu mnilo lampo urna livre
carreira a explos.ni dos instinclos e daa paixes da
mallidlo, que paciencia, que habilidade. que lirine-
za de espiito, que segurauca de juizo, que solidez
de principios, que eonllaiica uo I.um seusn da maiu-
na, e no fuluru de seu paiz nao Ihe fnram neeessa-
rlas para lrium|.har com elle de tantas povoa-
coes.
No comeen da revolucao, quando a milicia da la-
sa imposta pela Inglaterra veio accender a indig-
naran da. colonias, nao baslava sublev.ir--e em
Buslnn, ahaixar, a meio rnaslro, em signal de lulo,
v pavilh.in do. navios surlos, e fazer soar o dobre
fnebre em lodos os campanarios da cidade. De-
oresil icorrenlea da mullidao recuava, como que
espavorida de sua propria colera, quandu Washing-
ton baria ja posto sua espada cm serviro dos curpos-
franros, que elle organisava na Virginia. Nume-
rosos bandos corrern) depois em seu soccorro, mas
quando se fe precisu regular e disciplinar seu calo,
enconlrarau-sc muitos revoltosos e puucos sol-
dados.
Entretanto nao era com pequeos gropos sulados,
remissos, mal armados, que pretendan! Iic.tr iude-
pendentes, juizes da medida de sua obediencia, se-
nhuresda escolha e promoces de seusolliciaes, que
se poda esperar vencer em campo um exercilo
aguerrido.
Washington, forte pelo apoto do congresso, lutnu
vmtMii..-am-ni.. contra essas resistencias. Em ne-
nhuma cnusi.lerac.io leve as reclaniucoes e as antea-
ras, c vio sem jpeiar separarcm-se bandos inteiros
de voluntarios, que reciisavam-se au censo, consi-
derando como una .itlilude conlra a liberdade de
Inda medida desuada a Bxa-lM sob as bandeiras.
A MMmbloa nacional, de sua parte, a detpcito de
seus in-luirlos snlipalhicoi ans exercilus permaneii-
les, e.panln dns poros livres, acabou por cultor
urna especie de terror misturado
com o. morios, e de venerarSo para com esses rriao-
snlens, qoe pola maior parle cncerravam despojos
I queridos, restos que haviam sido nossos ennherdos,
I amigos uu prenles.
Repentinamente, 'le junto d. um moro cabido,
t r"inper.im solucos, que indicain .ts murles vilenlas
>u prematuras,
Aperlei .. l.iacn de Osear, nossos olhos inlcrroa-
ram-ae, a aseuUmoc allenlamenle.
lucos c.mi.iiii.ivam a ouvir -o, e alo augmen-
icla percorreado lodo o lgubre le-
nlndl na vespera e'livera no Ihealro radianle ri-
snnha em um camarote, que assemelhava-se ao de
urna fada ; essa mulher rodeada de um luxo fabulo-
so, sempre ataviada como i filha de um rajah, era
desde um anno nv.jada pelas mais bollas mais
deslumbradoras crenlas de Sainl Deois no meio de
nina rrta de ricns e ardenles adoradores, como
vcr.ladeira rainha .la belleza, da, graca, c das tosas
Havia cerlamenle un motivo dessas .las ovislen-
cia., nesses actos diamalralmrnte apposlos, dehaito
dessa, lgubres imagens visir.ia -.. para ella no
sino da esphera de adalargo em que resplandeeia o
astro de seus allrariivus de ,ua fama, havia, digo,
um profunde segredo, um inyslori.. curioso.
O leilor comprehendrr quo deviamus .lar limi-
to ooleiadoi. Dirgimo-nos, pois, ao Inmuto para
ler o epilaphio... ira. apenas damos alguns panaoa
recniiheremo-lo .. Fnl.lo aane segredo daaprendea-
se de seus menores ros, e nos (latos ale .. ultimo, I
e.raninbns dn roracao da moca ; ent.i representa-
rain-se a anasi leinliraiira todos os fados romnticas i
as por
castigo dns ciimes o, mais alrozes : este castigo iiine-
drontava lAo piuco a cerlos velhacos endurecidus,
quo muitos d'enlre elle* deelararam, que snll'rcriam
volunlaiiarnente a incsnia corieccio por ama garra-
fa de agurdente.
He rom esses soldados, d"ura em dianle organi-
zados, fardados, estipendiados e dirigidos por oll-
iCiacs honorficos e de sua escolha, que elle pote
oppor em piuco lempo s tropas reaei um exercilo
nacional digno de as vencer o de Ihes lazer depr
as armas em Saraloga.
A mesma necessidade de regra e de ordem que
e todas as peripecias lerrivis de sua historia, aug-
mentada com um episodi importante,
leutarei esp-Ios em algumas paginas.
II
A tormenta.
Nos primeiros das de abril de 1S:l!l Hlrakmlltl,
bella galera de urna companhia de armadore* do
Havre, deixava este porto, e fazia vela para as In-
dias Orientaos.
(I capitn levava a orden) de entrar immediata-
menle era commuuicarau cumas casas hilaos da cos-
ta de Coromandel e da cosa de Malabar, depois de
ir receber na ilha da R.nniae as inslrocoes de seu
consignatario, aAiu de aprensar as vastas operaee,
commerciaes eslahelecidas entre essa colunia e u li-
toral du Indusln.
De Franca a Pnndichers, de Pondichcry a Cale-
cul. e deCalecul a llotnb.y o navio vogou como ein
um lago indico, cora lempo magnifico e vento fres-
co. Depois torno* a descer a cusa de Malabar, e
puz a pra na Reunan.
la terminar-so a mais feliz das viagens, as cristas
caprichosas das mnnlanhas da colonia iam desenliar-
se sobre um bello horilonte, quando na altura do
canal de Mocambique o co lomnu repentinamente*
cres vermelii -, densa, niivoni enrreram peto esps-
eo, as ondas agilaram-se. e a lempestade dos trpi-
cos com todos os seus horrures anchen logo as sol-
des do Ocano!
Ouando a noile cabio sobro p.c especlaculo fnr-
niiilavel, a llrahmiiic nSo pndia|iii.us goveriiar-se.
Hatillo pur um mar furins., assalladn por immensas
rajadas de vento e ito ctiuv.i. privado do lente e de
ama parlo d.i in.t-lro.ican, a qual quehra la pelo ven-
to arraslava-so ao longo ilo bordo com as cerdas, o '
navio vagueara as brevas uo meio de indos ns pe- eiam
rigos. |,r.i, il
Depuis de om terrirel a altimo assillo da lem-
pestade, durante o qual o navio esleve prestes a sor
tragado, atan i.i. npplaearam-se, eu ar recubrou
sua traospirente serenidad..
I'.nlrolaiilo a lFahmine que o.lava merco Jo a-
easo, poda de nin umuieutu para uulio um do, ni.I o-*.illm- i|na ralas .1. frica. A l..i-
despertar a apallna da nacan e vio desvaneoer-sc
aus primeiros liros o phanta-ma desse socialismo des-
carado. Contra esses mesmos rebeldes, era qae
Washington marchara, a seu turno, a frente das
milicias para fazer respailar as leis.
lie esta estreila allianca, esta intima unan de
vontades entre a nacAo e seu chefe, que os conduzio
a ambos n'oma seguridade reciproca de sua recti-
dao e de sen buir senso ao resultado definitivo de
sua causa commum. Washington foi antes de lu-
do a expres.au a mais exacta, a l\po o mais perfeito
do pava americano ; eis o segredo de sua populari-
dade e a chave de .ua poltica, Tambem seu rigor
militar au trouxc-lhe desafloices do exercilo : el-
le era o dulu dos suldadns. Sua firmeza inllexivcl
conlra a sublevacu nao o impede de ser o nome
mais charo ao povu o mais (aloso de ana liberdade.
Sua dedicarle exclusiva as negnciaces externas,
aos nleresses de sua patria, nao impedio as nacoes
eslrangeiras professarera urna e.tima lll para com a
ana probidad e seu carcter, qoe o governo fran-
cez, tratando com o congresso, lulo quiz prestar aos
E.lados-I nidos dinheiro, vaso,, nem soldados, se-
iiilo sobre urna ola dn general ein chafa, e sobre a
promesas que so elle exclusivamente disperta. Em-
lim, a mais bella homenagem tributada sua me-
moria he talvez a que os Inglezes, seus inimigos,
quando, em ls|( nbindn o Polnmae para irein in-
cendiar a capital da cidade de Washington, lizeram
ao pasear pela fralda do Mount Vernon, arreando o
pavilhao de la esquadra dianle do tmulo de Was-
hinglon.
Mas nSo daarerooa cni.ai a, pn.tlcularidades dos
aconlecimenlos, o. quaes ler-se-ba mais prazer em
ler na historia seguida a completa pelo senhor Witl,
ale aqu su o temos louvado com oilar'es numero-
sas. Ellas bastaran para excitar o interesse dos lcilo-
re,, e Ihe, fauer presentir urna parle das qualidadea
que o dialingarm. Mas S urna leilura ipplicada de
sou livro podrr.x fazer apreciar-lbe bem us m-
ritos.
^N in be lmenle na biocraphias ja vulgares na
America, que o Sr. Witl bebeu para conl.ir a vida
du Washington. Nao he .obre as historia, ji nume-
rosas, mas punco mohecidas em Franca, que elle
compoz a da constilni(So repablicana d'u, Eslades-
linidos. Elle ni.> as dpaprezaria, ma. sobr.ludu re-
monlou-seas ionio, primitivas que ihe permtitiram
dar .i sua obra um riiiih parlieolar.
Ignoramos ainda rom que pa enriosidade a nacan
americana se oecapa ha alguns anuos a colher seus
titulo* no pasudo, em publicar fielmente todos os
documentos originaos que ella podo reunir para at-
le.lar it posteridade o grande Irabalhn de sua futida-
(o. Formara uira bibliolhera, e qoal oulro museu
nacional, aobre pareiba da galera j celebra onde
olla lem reunido os relralos dos homens a quem faz
remontar justamente a honra de a haverem feto o
que ella he. A correspondencia de Washington e de
seus contemporneos oceupa naturalmente ah um
grande lugar, e foi nos vulumes a.ss numerosos de
que ella sa eompde, que o Sr. Wilt pode estudar
com fruclo a uiudade de tima vida onde ludo te
prende e se explica, e onde as menores particulari-
dades veem tomar seu lugar na harmona do lento.
Esla garanta .lacla exaclidn he ainda conirma-
aa na narraclorJos fados, por um.i nolavel impar-
cialidade. Oualquer que seja a opiniao du leilures,
ou pur ventura do autor mesmo sobre o fuluru que
Dos reserva ao desenvolvimenln da. insliluicoes re-
publicana, nos FM.nto.-l ni in-, suas esperanzas ou
seus recelos, suas repugnancias ou suas sympalhia.,
elle quiz, para se defender da impressao que a serie
dos aronlecimciilo, ulteriores pode fazer nascer, cul-
locar-se no coraeao me.mo dos lempos que elle
eonla : elle licuu sinceramenle o contemporneo de
tvashiDgton ; para lcar seguro de nao commelter
injuslir;a retrospectiva.
Nao he porque o Sr. de Wilt perlcnca esla es-
cola histrica que se contenta de observar os fados:
elle os julga, e nao aecusa os bracos com urna in-
diBerenej estoica au esperlaculu dn bem e do mal
no qual urna geracao inteira de hninons se acha era-
peubada. O successo nao be a regra de aeu juizo,
e anda qoe elle vea mullas vezes uelle a recom-
pensa das grandes cousas, sabe quo o successo patli-
ripa como I n.lo o mal, da, probabilidades do desli-
I no humano, e nao he cnmpelente para se absolver a
le exame que se reserva, eo
aeonteriinenlns que narra,
pnrlancia a sua uarracao. Seu
sua critica judiciosa o defen-
deiu contra urna exngeracn de enthusiaimo que.suh
preletlu de a elevar dcsfea muilas vezes a simplici-
dade dos fados. Mas sua sobriedade nao he aride-
za. Nao he a liusiiagera da paixla, que asienta mal
a gravidade da historia, mas leus qiMdrns Su ani-
mados, e suas personagens vivas do expressao e de
verdade. Nos earemoscomo ultimo exemplu a se-
gninte passagem sobre l.afayolle. Nos nao a eico-
Ihemus de preferencia para que nos possamos sen-
tir interesados, coran I'rancez, na honra que Ihe re-
sulla por baver nubremenle repre.enladu na Ame-
rica o concurso generoso da Franca, mas sim por
que nos parece jusltficar plenamente o elogio que
para fazer o navio tomar alguma carreira salatar, e
|a um pedaea do maslro da rnezena eslava eolloea-
do na pupa a maneira de lome, quando o capilao at,-
nnnciou ao. pasageiros, que urna correle rpida
arraslava o navio para a ilha de Madagaicur, na d-
reccSo da tranquilla e risonba baha de Anlongil.
Immedialamenlecessoua manobra. O navio con-
liiuon entilo a ubederer ao impulso que conduzia-o
para um lugar de refogio, e que permillia-lhe con-
rertar-se promptamcnle para lleancar a colouia
fr.uiceza.
A rpida iocce-san do da nnile, eterno pimo.
men das regules tropicaes, descubri sbitamente a
tras duas mortes demonstraran) o perigo aos muis
incrdulos, e levaram a cunslernarau ao seu auge.
Digamos lugo, que se urna nacAo civilisada lomas-
se pnsse de Madaga.car, podena sem demora fazer
dcsapparecer es.c llagellu csgolando os lagos flidos
que a engendrara pelos seus miasmas. A -ciencia ve-
rificon desde malla lampo esa causa ; mas nao dc-
ve-sc esperar jamis roellmi amento a csse respeito
da parle do. naluraes, es quaes acham mui commo-
dn ter ah ludu o aniui bellas culheilai de arroz, fa-
zendo|a seraeiileira bem como a ceifa, montados sim-
plesmenle sobre seus rebanhos de bols.
lianza que Ihe iuspirsm sua idade a sua race, e com-
m.ivido do zelo e da deferencia desse nobie eslran-
geiro que deixara ludo para se por a seu servico,
volou-lhe urna alTeico que jamis se desmeulio,* e
da qual l.afayeltc se mostrou digno.
Seu compoi lamento din.inte a guerra da indepen-
dencia, foi setnpre honroso, muitas vezes heroico,
algumas assas judicioso. o que ella linha de intem-
pestivo no carcter e da um pouco chimerico no
espirito, fui moderado, na America, peto atmos-
phera de bom senso na qual elle viveu, pelos con-
selhos palernaes e a doce ironia de Wasliinglon, pe-
lo lmur de o .nllligir e o desejo de augmentar s sua
Mtiraa.i (P 111.)
Nao podemos acabar sem chamar parlicnlarmanle
a allcucao sobre a parle mais importante, a nosio
ver, do livro do senhor de Wilt. Washington a a
guerra da independencia haviam sido narrados mais
de urna vez aules que o autor desse om novo inte-
resse a fados em parte ja condecidos ; mas o mri-
to preprto de sua obra he sobreludo na apreciarao
rasoavelda poltica de Washington. Quer elle' a
siga pari passu nas parlicularidadei de sua adminis-
tracao interna durante sua presidencia, qoer nos
faja assistir no silencio de seu g .lmele as elabora-
cftes conscienciosas e refleclidas de soas negociaeoes
cura as potencias eslrangeiras, nao .abemos que se
pean cncunlrar sobre essa questao importante e no-
va urna maior cupia de pnrmenores colhidoi com
rugs cuidadu, desenliados com mais fineza, explica-
dus com mais clareza, julgades cora ama maior preJ
cocidade deseoso poltico.
Acha-se a>ccasio de admirar maii, com as nu-
tra, qualidailes melhormcnle conhecidaa de Was-
hington, a preveucao a a habilidade do diplmala e
do estadista. He um trahalho inteiramenle digno
de acompanhariem ler lido a prelenr,ao de o imi-
tar, o estado histrica do senlior Guizot, que o se-
nhor do Witt cullocoii com razAo em frente de son
livr... como um prefacio dora em dianli necessario
de toda a historia de Wshington.
( /.'ru Conteniporaine.)
CARIA SOBRE O EGVPTO.
i" redactor do Jornal jet nebats.)
Esta demonstrado pela, prnprias pyramides, laes
como anula sao boje,que a archileclura eslava min-
io adianlada nn inumenlo cm que foram cons-
truidas.
Os meios puditm ser imperfeilns, c os planos in-
clinados haslanlc u alteslam ; mas a arle nao o
era.
A ronslruccao em si mesma com as suas linhas
Iao regulares, rom os seus maleriaei lo slidamen-
te uuidos.coM os seus Irabilhoi interiore., e os seu.
trabalhosd.. exterior, nadadcixa qoe desejar, a ae
em nossos das algum poleotado tivesse a phanlasia
Je mandar erigir monumentos desle genero, asa
averigaado que nao poderia Tazar melhor, se be que
pdese fazer Mu bem ; uAn ha archilectu, por mai,
ju'las que sejam as suas pretebees, que deixe de
coiivir rusto.
Nesses lempos lAo remotos, que sAo quasi fabulo-
sos, a mecbanica podia eslar pouco adianlada ;
a archileclura o eslava de urna maneira espau-
losa.
Ora, nAo he mui rpidamente que a rlese torma.
e foram precisos muitos ensaius e muitas appalpa-
dellas antes que ella chegasse a esto grao emi-
nente.
A' que poca incalculavel uao se acham reduzidos
us comeos da civilisaqAo do Egypto ? e em que
lempo quasi anlediluviauo nac se deveriam come;ar
a lalhar pedras e construir edificios para chegar
dous rail annos antes da era ehrislaa a conslru-los
Iao perfeitos!
Eis ah qaanlo ,i admira;ao ; mas sob oulro as-
pecto, quanla dor e quo justa indignara.. oAo de-
vem excitar semclhantei monumentos Que orgu-
llin que fau.lo cruel e eslupido quantos militares
de homens sacrificados como pura presa p'ars fazer a
um cadver que deve perecer, sem que am dia ves-
tigio algura appareca, urna sepultura que alTroula
os scalos sem preserva-lo da podridao que o aguar-
da ou da violceo sacrilega com que a cnica o
ameacava !
O' grandeza vaidade das coasas humanas !
Plinto experimenlava tambem os sentimenlosqoe
exprimo qui. quando se regoiijavn, ha dezoilo se-
clos, que o nome desles res orgulliosus e barbaros
fosse desde enlo esquectdo, e que oAo liveisem a
gloria como recompensa da sua deteslavel vai-
dade.
Sumos hoja mais sabios do que Plinlo, e sabemos
os nomes dos fundadores ou au menus de alguns de
enlre elles.
Mas nao pens que devessemos ter meuos despre-
zo para com a triste memoria delles. e menos pie-
dade para com os povos que o sea jugo esma-
gon.
Desjracadamenlc o Barrote nunca pode ser orna
ierra de liberdade, apezar de todas as suas luzes e
de lodo o seu poder.
Comludo urna recordado se eonservou enlre os
A llriihniiiie, apezar da inlluencia de sua n
lodos os olhos urna Ierra mm prxima. Com enelo [ Ireacjo a de seu raa.same. apraaaon-se cm fugir de
era Madagasrar, e a baha do Aiilongil, nesse lempo om llagel'o mais lerrvol do que todas as tormentas
anda .requmala petos traficante* de escravos. Mas a ranrle havia marcado suas viclimas. Ouando fracos r,curss de urna liiresideule nos arredorcide
la das ilhas mili opulentas | a navio rhegnu ao porto de Saint Denis, de seus no- (a,10rs e apoio de Adriano.
guma mpreza seria e ulil as grandes lomraas de que
dispunha, conlioaou a lanca-las ociosamente uos
abismos da dis.pacAu, parisiense, no meio do tumul-
to e da embriaguez das reuuies elegantes. O anno
de 1830 e seos desastres nanceiros sorprendern! no
seto des ruina de seo pai chegou-lhe como um raio.
Eolia, como em lodos o. enmones impressionaveis
e leaes, a adversidade produzio nessa alma ama mu-
danca repenlina ; enlAo appareceram-lhe ao mesmo
lempo o vacuo do presente, o remorso do pas o terror do fuluro !
I'm mez depois Mr. de Foelcher morreo deixan-
lu por nico dol a sua lilha Rranca de Ramos o.
do universo elevar-se sobre as ondas, cobcrla da ar-
vores e de dore, ; cui lando que esse abrigo os sal-
viva lalvez da ararle, lauto os marinheiros, como os
passageiros abandnnarain se us impulsos de urna a-
legria indizivel. S o capillo permaneca sombro a
pen.aliyo: nAo podia esquecer-se dn que a baha de
Antotigil, situada au noroeste de Madagascar, pon-
a distancia da ilha de Santa Mara, be ura dos pon-
tos do litoral mais aculados pela febre !
Elle o;lo dissimulou, pois, nrnhuin de seus cui-
dados, prodigalisou os conselhos. rennvou as exhor-
laees. Tudavia, apenas o navio laurou a ancora,
lodos os passageiros laiioaram-se em um bote, e g.i-
ubarara a Ierra.
A inanhAa era 1,1o pura e 1.1o amena, as rain, do
sol na-renle hriniavain com lana graca sobre a<
aguas ,I, bahia J 01 j irdins das duas margen,, onde
avio rhegnu ao porto de Saint De
ve passageiros idmeotaexisliam dous: um negocian-
te da Reunan, preservado pela Providencia, e um
joven curopeu. cujo astado peiorava a cada minuto.
O osar eslava agitado... tudavia foremo foi des-
embarcar o desgranado passagairo. Durante urna ho-
ra onda, pequen.is e impetuosas aroularam a dbil
chalupa que o cunduzia. (loando clieguu i praia elle
eslava moribundo. I.ma casa rnnheci la do caplUo,
o qual nao quizera deixar odoenlc, arhava-se pouco
a'aslad.i do desetnbarcadnuro : elle o fez transpor-
tar para ah i toda a presea.
III
Adriano de Foelcher,
Indgenas e ns IrauVantra com seus vestuarios pil- hre de Madag iscs
O jovem llurdelez n.lu hesitou um nstame. Ven-
dose respunsavcl para com Dos pela ventura da ir-
mAa elle senlio-se crescer al a altura dos acontec-
mentos ; na;cu para nova vida. Armou-se de cora-
gein e de audacia, fui baler porta dos amigos do
pai, fez arranjus, reuni una purc.ln de merradorias,
monio-te de rarlas de recnminciidac.lo, e parti para
as Indias Orieulaes cm um navio commandado por
om velho amigo de sua familia, depon de haver con-
fiado Branca lia, e impondo a si mesmo a le su-
prema de vollar para a Franca com um dol para a
irma.
Tal resolur.lo n.lo era insensata : ai colonias fran-
. ceras achavurn-.e cnlln nn stluar.lo lloreicente, e
lu Mnnrr: ^ i"""^f"d "v" ""' ,'mI, 1ue <"" iumpreameacadorasdenmalougaviagem, lo commercio da, mercadorias europeas ou indica,
atacado pela lernvel fe-[com Mauricenu com a lcuni.io. linha certeza, nao
le A Iriano de
s fazian aecno. aos I,arco, ancorad is, ollere-
ni lana munificencia seu- ihesonros de som-
ires e Inicios ; s,,r re a. palmas'ondeantes das
planta- irep.iloua-. enlre a rada movcdir,a dns co-
queros e das pal neiraa, nas moulai embalsamadas,
que fiirm.ivaui eerlos arbusio,, ns periqu.ln, verdes.
ir, ai ni tra-se le scnlimentos nubres
c ravalloirosos.
Filho de un ren negoci uito do llotdeos, e leudo
somonte ama irms, com quem havia de parlilhar
seu palriruoiiin. mu joven, vido di prazer. elle vi-
vera em Paris entregue ao luso e aoa deleites.
O negociante quedevia sua riojuaza a nula anuos
de ir viver na mi-patria
enlregando-se .i dissipacA.
i.n lo n i meio das riquezas fabulosas Iao gabada,
nos eseriploi do lempo, ao menus no meto de per-
feila aba-tanca.
Adriano ciieg.ira pois a algumas leguas da Reunan
lendl ii espirito alegre, o cuacan rbeto de esperan-
cas, a alma elevada pelo senlinicuto da grande
i" volli da I ., a. ., ,, io, ,mi 11 2<, \ 2Ue A'ir''""' '""a"" i"""'",'" : "" a ,er"ura Iloew :' Ufm "rjBitaaaoie no ponto, en.
lem.,aVpaasam.......I. d.HiV.e. tornara- ainda F.m.-ltont, uo- d", depn. .la ,-he.ada da fra' ^'V'' m.^
maiitarriral pala bri s.l.ncio da ..dada. ^ a Antedi., .TrarK^ "nvem mum\mt*!mS 1'"irt>s' "-obrotam a homemaseu.
i cqu,pa,eu. i dous p:,s:,ge,roi. M, dia^griSTan! I ^^^0. VSZtu. e.upngar en a.-1Pn""" "**' ,a'e"' ,h> y^SSISS^
lodos os humen. Ja etjnipagem lialuliiavuin.
MUTlL7a5xT




illsKiO i| PklAIBBtO SEXTA fl HA 28 || NUMERO OE UU
Ar.il.r- os Fellali. que cabalmente silesia o udio Memph
imolacavel da. geracoe. que lano milicia,,,, nova.
iiunidu um ellah quer di/cr a Iccn nina injn-
ria alrox c lazer-llie o ulliinu dos insultos, chamara :
Filho Je Pdarar, Ebn l'araoum.
lie o epilaphio conciso, mas etpres.ivo, de lo-
diM ns raonarchas egvpcios, e a sua maldigo e-
lerna.
Assim, tal ara archileclura r:\prialia qualro
mil annos ; t.il ile\e ser tambera a ic Memphia na
d,-launa de algamil legua, qus 11,10 llvemus lem-
po Je visitar, .petar do novo desejo de ir ver o. ad-
miraveis transido de H. Marielle no meio deslas
ruinas quasi apagadas.
Ilepois de.lt pdase da arle egxpria. que, se nao
he a primeira, he M menos um. das inai anti-
gs, passamoi quaii mu Iran-irAo a phase es-
Ir roa.
Quero fallar de Ueuderah, a Tenlxrli dos Gre-
gos, a cidade de Allior, ou a Vomes egypcia.
O templo de Ueuderah foi edificado pelos ultimo.
riulunieos, e s foi acabado uv lempo ,dos impera-
dores romn >-.
O noma tois ulico rjoe ah se euconlra he o
4. Cesariu, lilho de Cleopatra e de Cesar, e se lern
depois os de Tiberio, de Clifiula, de Claudio, de
ero, e de da Anloniou.
Tina inicripcao grega dn cornija, decifrada pelo
engenhoso l.elroune, nao pude deixar a menor du-
tida.
(Meniplo de Ueuderah nao lem quandu nanita se
So mil e oilocentos anuos como o coujeclurara Vii-
Mi.
lleve lembnr-se, Sr. redactor, a que controversia
dru logar o famoso zodiaco que se descubrir nesle
templo, e que ligora hoje mu htrail li-i......le em
uina das salas baixat da bibliuthcca imperial.
Imaginara-te ao principio que esto zodiaco dava
un lado do co que reinunUva a ciuco ou seis mil
anuo, leno a dez mil.
i iravam-e dalle urna mullidlo de iodocees lo-
dos maia graves o mais seguras urnas do que as flu-
irn.
Os partidarios da origen) dos callos Iriumphsvam;
esto loateraunli irrecnsavel Ules dava pleua razSo.
O erro au deixou de srr ridiculo, quaudo pru-
voa-so qanoste pretendido zodiaco egvpeio, aole-
noi ao oropno diluvio, nao era mais do que urna
pobre obra astronmica do priineiro seculo da nossa
era, devida a algara artista pouco instruido, Grego
o Romano.
taso templo de Ueuderah nem por isso deixa de
sor unu obra prima do archilectura egypcia.
Segundo dizem os egyplolugos, Gliampulion
frente delies, as fscolloras de que esta coberlo sao
debealaveie* e provam a decadencia da arle.
Mas censurando os baiios relevos, nao ha quem
nao admire a conslruccao do edificio; e Tora mister
ser eego para nao ficar encautado.
A elegancia nao excloe a torea; e pela ininha
parle, se vi ao Egypto coosas maiures, nao vi uina
zaais graciosa nem mais encantadora.
lie esta tamben) ao pinio de Champolion, que
declara qae se pode medir fcilmente este templo,
mas qae dar urna idea delle, he iropotsivel.
0 uosso navio duba caminhado toda a noile, e
pela volts de tres lloras da mandila, encontramos um
primeiro propyleode magnificas diraeuces; aa su-
doeste da cidade, elle poda ser urna das portas.
ti vrtice, que lem a forma de um afable qua-
diado e de excedente gusto e as prupurces >3u de
ama harmona pericia;
lie admiravel de grandeza e ligeireza ao raesmo
lempo; he simples e majestoso. As pedrasque sao
enormes, sao de ama graa mtii lina e eslSo coberlas
de hieroglyphos. ,
1 ni seguudo propyleo mui semelhaole ao primei-
ro, com a dina-renca de estar vollado em seulidu
contrario, se ncha a pouca distancia.
Estao um e oalro cercados de minas que os obs-
Iruem e que muslram que nao turara edilicios isola-
dos nem sobretodo edilicios uo acabados, como al-
gum acredita.
Estas minas sao de monumentos manos solide-,
qae eederam mais depressa do que esles a' aeran do
lempo ou a' violencia dos noineus.
Chegamo* ao templo qoe esl a quioheutos passos
dahi, pelo lado do oeste, islo lie, por traz.
He ama vasta fachada qoa lem sem duvida 1311
pes de comprimenlo sobre 60 de altura, e que esi
cheia de esculpieras em haiio relevo.
Kalas escu.pturas represeu'am quasi nicamente
(Jeopalr. com seu lilho Cosario, oas dillereutes alti-
tudes que correspoudeiu a dilTerenles actos da vida
da rainlia.
Aasnn como observa Wilkiusou, estes retratos de
l'.'cupalra sao contemporneos daquella que repre-
senlam; mas duvida Llvez coro razan, que o ar-
lisia que os fez tive.se vislo o roslo que devia re-
tratar, e nao julga que estas imageus deem urna
idea moi elevada da famosa belleza de Cleopatra.
Sobre esta face occidental do monomeuto, assim
eoiuo sobre as duas faces laleraes do norte e do sul,
lia figuras de lees que avanr.m a meiocurpo sobro
socios que os snsteutam.
Percebe-se nestas esculptura. alguma cuusa que
nao he egvpeio e que revela a influencia da arte gre-
gal ; mas nem por isso deiiam de ser bellas.
I'eoelrames no templo por urna porta lateral ao
norle,| orna va no interior, ticaroos sorprendidos
por um espectculo lanlaslico.
MMaM ,ob um prtico colossal sustentado por
tiule nuatrn columnas de 7 a 8 metros de circum-
ferencia e de -10 ps de altura.
Os capilevi de cada cnluiuua sobre qualro faces
eslavam ornatos de caberas de mulheres com ore-
Ihas de uovilhas e com vos peudeutes de tumbas
sobro o eolio.
Nao digo que as folhas de acanlho dos Grecos nao
valhain mais; porm asscvero-lhe que estas canecas
de mulheres, todas idnticas recordando sem duvi-
da alcom incidente!nuil,olisco da leuda de Allior,
produziam um mgico entilo de placidez e de gra-
vidade singilares.
Nio nos caicav.,mus de admirar estas esculpluras
respeitaveis, anda mais que exlrtordinanns, e de
contemplar este lelo anda hrilhante m uina mul-
lidlo delugaresdas cores que ouli'ura u linham or-
nado.
Para melhor jolgar do efleilo do lemplo, quize-
mos saliir e nos enllocar no ponto de vista ; mas a-
char o ponto d'oude os nossos olhos podessem abra-
car este delicioso complexo nao era fcil. O pavi-
mento do lemplo esla' a viule ps abaixo do solo
qae o cerca.
Assim, foi-nos preciso subir ama escada destinada
part este uso em um lempo mui resenle ; e nos a-
fislamos para o meio de orna avenida de lijlo; le-
la no lempo de Mehemct-Ali.
Mas oesla distancia u edificio meio escondido no
rh^o nao moslrava mais do qoe a aua parle supe-
rior. Nao gandamos nada e Limamos a descer para
o lemplo por onde o linhamos deitallo.
Depois do prtico encontramos diias salas susten-
tadas por i.uluii.na-, um vestbulo,! e drpois desle
vestibulo o sanluai io que se acha labiado no centro
do edificio pelos corredores em ngulos rectos que
delies o separam.
lie mais coujprido do que larco, pois que tero ;tj
|ic em um sentido eII no onlro; a altura he lam-
ben! de 21 pe pouco mais ou meuos.
Penetra-te ahi por portas que desle muilo lempo
I. ira ni violadas pelas raaos dos depreoadures.
Ie cada lado do sanl lario, indo d ir nos corredo-
res, ha Iret cmaras ou salas qoe ileviam evidenle-
inenta servir as diversas parlicolaridides do cullo.
Indepeudeule deslas seis cmaras Symelricamenle
collocadas, ha ama muliidAo de mitra, que nem por
taso sao ineuos regolares e que sem duvida eram
desliuadas aos meamos osos.
Percorremo-las quasi todas com ve las as maus,
de qae esta vez nao nos lindamos esquecido; e em
ledas, sem eicepc/io alguma, encontramos as pare-
des formadas de esculpluras e liieroglvplioi iunu-
meraveii.
Para entrar cm algumas era mister arraslarroo-nos
em corredoras que (inhain apenas a largara do nos-
so rorpo.
as mais profundas sentia-se |um cheiro mui es-
pecial, que sem ser ftido, era mui desagrdate!, e
que tomamos por um resto e uina recordarflo das
momias.
Era lamhem o cheiro dos morcegos que se rcl'uaia-
van) era tropas neslas Irevas, e que estavam colla-
dos as paredes, e que algumas vezes nos apagavain
as velas com as atas, mullos oulros animaes, os cha-
cis, as byesias, fazcm para si um reliro deslas rui-
nas; e eram todos estes perfumes reunidos qoe rei-
piravamos.
Ao sahir do lemplo, on mesmn sem sahir, e gra-
ras as escadarias interiores, soln-se sobre a plala-
form.i. Me um vasto lerrato onde encontramos di-
tersas ronslruceu-s de pocas ilifTcreiite*.
Ilatia ama especie de capclla de esljlo srego bs-
tanle puro ; depois ca.as rabes cabidas desde muilo
lempo em ruinas e colinndo cum os seus lijlos sec-
eos esle soherlw lujar donde se dc.corlinava uina
vista masnidca sobro o Silo 50uro deserto.
Algumas salas onde se p..aa descer, uao srm
pens, liam dar nesla plata-rorna, e ahi eocou-
Iramns hieroplyphos Iflo numerosos e tan bellos
como os de baixn.
t'.omose veem mais claramcnle sobre o lcrr.no
as particularidades rar pedras de maior belleza.
Eram lodos sem excepeje, como o templo inlei-
ro, de orna materia de que sao feilos os principae
palacios e templos que visila'nos.
qae relalivamr il he mui leceute e muilo
rmillieltmij Saint llilaire.
.tiemblo do nislitiito.
./>mth<(I di:~ Debat.
SUISSA.
No da 1.1 de aelerobro reuni se em Heme a as-
semhlua rcderal da Suissa, a qual, laodo-se reuin-
do nos primeiros das do mez de julho, lermiuuu
seui Irabalhos, depois de batel tratado cm sua cur-
ta sessflo de muilas queslOes pulilicas o .administra-
tivas, que nilo deiiam de ter importancia. Entre
essas qimioe, algumas ha que o pailamenlo retal-
tea difiuilivameiile e oulias, cuja solucjlo adiou
para a sessao prxima, islo he. a que acaba de ser
aberla.
Na sess.ido mez de julho, a atiembla federal
linda rejei'ado o requeriineulo que um dos seii>
membrus fez no Intuito de uillammar as paltes pu-
lilicas e reanimar os udioa dua auligos paludos. I)e-
vim un. |. i,.; iar quaem IK17, depois ila derrua
do Sunderbuiid, o partido veucedoi tmha felo em
Lucerna uina aecusacao de alta Iraiejla contra os
membrus do ronseltm de guerra do partido vencido
roa. deaprexoa logo as persegaicOes fellas contra os
simples roerobros daquelie coiiselho, y conlinuou a
muran) uina nariln separada. (Is inissioiiarius us vi-
silavam frcquenleiiienle.
ti K.ta ordein celebre, diz o viajante francez, ral-
landu da cuiiipanlua de Jess, linda levado a um
alto grao de prosperidad? at misses da Momios. i|Ue
na poca de sua expuls3o, se cumpuuham "de oilen-
la e duas aldaia* indias situadas as margeos du
lluallaga, du l'aslaza du alio Amazonas etc., e cun-
lavam uito mil nitocenlos e noventa e cinco naophy-
los. Por occasiao da retirada desles religiosos o g-
verno espiritual deslas misses foi confiado tnr.cessi-
vaineuie a diversas ordena, depois au clero secular.
lis vampiros iihullostomnlia'tntuiii, san, como os
mosquitos, um dos llagellns dn valle do Amazonas.
M. Ilerndon os tncoutrou as margene dn llualla-
ga ; SI. Wnllace fui ticlima delies du is vezes sobre
o rio Negro. E'le animal armado de um apiaiollm
de sucedo mislerioio.he nina especie de grande mr-
celo. Elle se declara particularmente contra os ca-
vallose o gado ; mas mullas vezes tambem opera
sobre as cnanc. s e hoincns com longas sangras sem
dor, e cuja frula de depois mu illfflcil de ferli.r.
de quasi aempre ao calcanliar e algumas teiej a', la-
ces que se dirige o vampiro. A arma de que se ser-
ven) os Indios para a cara e mesmu para a posea de
aarabalana, de um paa longo e co, no qual elle
que eiam dirigidas contra o presidente; esle ugio j inlroduzem urna llecda ligeira e envenenada, que
e nao julgou cunveiiienle aprescnlar-se peranle os eoprain de fura com uina forca e liabilidaeaj incri-
Cm as leis de Lucern
Inbuuaes. Como as leis de Lucerna nfto adiniltem
Meta caso o julg.manto a revelia, porque nao que-
rem que se possa coudemiiar um criminosi ausente,
o processo licuu suspenso. Ne-I.is circumslancias.
veis. Dan a esta arma silenciosa e inorlifera o mime
de pucmu. Os viajantes lem muilas vezes fallado da
delicadeza exlreuia de cerioa enti ios entre os indios,
particnlarinenle do da aadicctlo e dn da vista. Uesde <
um deputado do cousellio nacional propoz que uina egando da de sea navegaco || Ilerndon leve dissn
amnista pura e simples loase concedida ao crimno- u,n ejemplo aduirave!. Observaudo que os remei-
so : esta mocao encontrou grande appwiijia foi o rosre.luliiavam os eeforfpa, qmx saber o motivo ; e
ubcelo de urna discussao animada, a principio no leternmu resposla qoe acabavam de ouvir gritos a
conselho nacional, dep.is no cou.ellio dos Beladoe, u,l,a g'euda distancia para diante. Com efleito, via
enlre aquelles que lamenlam a poltica que a Sou-! j^rain durante urna milda inleira. antes que II. Iler-
derbund represeuiava e os que combaleram esta pe-i r",on podesse distinguir esses gritos. Alcancaram em
lilica e tizeraro Iriumphar oulra. r|m ""' bando de enormes macacos vermeihos, qoe
A mocao foi regeitada por una grande maiorie \ trpalos sobre arvores mui alia. o longo do rio, se
entregavam a urna horritel gnlaria : eram macacos
gritadores. Caasaram-noe. O lugar lente ameri-
cano inalou um depois de ter dado doze liro.. Os In-
dios deitaram por Ierra dous com soas pocunas. e
apressaram-se a assa las e come-los. Urna ca?a de
porco marioho foi manos feliz. Esle animal he am-
phihio, lem o cabello vcrmelho, cbamam-no rvmoco
no Per e capivara no Brasil.
SI. Ilerndon e sua equipagem eram geralraenle o-
brigados a |iassar a mul acampados na margem do
rio e cercados de sena ro isqueteiros, porque as al-
deias .,o todas situadas sobre collioas a seis ou oilo
millias da margem, alim de escapar ao perigo das
iiinun lacies. Aproximamlo-se de cada urna deslas
aldeias os ludios imli.m cuidado de arlhunciar sua
edegada pelos sous eslroodosos de toas trompas de
madeira ; he esle o seo modo de provar que vem
como amigos ; sem esta precautelo seriam exposlos
a ser atacados : os Indios descoufiam do* que enco-
brem sua marcha com o silencio.
Durante a noile, n viajante ouvia algumas tezes
uma ola lamentadora, um gemido agudo que pare-
ca sabir dasprofundezas das florestas como um grito
de desespero e uma lainentacao compungenle. lufur-
mou-se elle da nalureza drsles acenlos estranhos.
Disseram-lhe que era a voz de um passaro potica-
mente chamado alma perdidae uina velda india
conton-lde a legenda segoinle :
Um indio e sua mullier saturan) da aldcia par
irem Irabaldar em sua derdade, levando curo sigo
um lilho anula pequeo ; a mullier aparlou-se para
lirar agua na fiiiite, e entregou o filho aus cuidados
de seu marido com mil recommendacOes de que vi-
giasse sobre elle. On ando chegoo a'" lonle, vio que
esle eslava secca, e leve de ir mais longe a piocura
d uma oulra. O marido estranlundo a longa ausen-
cia de sua mullier, deixou o filho e poz-se a procu-
ra-la. Qaaodo vollaram ambos, o menino liuha des-
apparecidn, iminediatamenle ellos laucaram-se atra-
vez dos bosques, porem a' seus repetidos gritos nada
responden, snao uma voz queixoza, ouvida eniao
pela primeira vez, quedizia I'a-pa, ma-ma
Esle grito de em lingua quiedua, o minie actual
do passaro que osdespaiidoes, em recordaran desla
legenda india, rhamamalma perdida.
Abano dos Chales, e descerni o lluallaga en-
conlra-se uma oulra tribu de iudios chamados Ibi-
tos, que s,1o menos civilisados, que os primeiros e
que lingem o rosto enm duas cores, o azul e o roxo.
Sua principal aldeia chamada Tocache he situada
sobre a margem d i rio.
Ilellectin lo na pehodicidade das inandaras, no
caler do sol, na ligeireza e riqueza do slo, M.
Ilerndon julgou que esle paiz era omais vanlajoso
do mundo para a cultora do arroz.
Deivando a aldeia de Toeactle, as margena tnrnam
se mais escabrosas e a navegaran mais dilliril por
causa dos numerosos lurbillioes e das ilholas que Ibes
serven) de obslaculo.
Os habitantes .leste districlo vivem em uma com-
pleta apalhia. Elles se nulrem de bananas que cul-
nvain na esirir.u prapore** d suas necessidades, e
a esli cullura nenhuma oulra juntara sen3o a do
jucca {especie de mandioca) de que elles fazera um
licor embriagado!, o manato. Dormir, beber e dan-
sar san as occup.irnes nicas desles Indios do llualla-
ga. Sua dan-a he um lento e simples movimenlo
circular aos sons montonos de cliaramellas e de
grosseiros tambores A ola
pelos dous comedios, que a consideraran) como
contraria a independencia do poder jn.liciaiio, e em
lodo o caso como pertencenle a jurisdic,ao das auto-
ridades de Lucerna.
leinos lido mais de uma vez occasiao de fazer ver
a eslranda anomala, que fez compredender o can-
13o de latees e uma parte do canijo dos Grises
na circumscripcao das dioceses de Millo e de Coran,
suieitando-us a' junsdirao do arcebispado e du bis-
pado. enllocados a'; rente destas dioeesea lom-
bardas.
Esta urg.ins,ii;,-|o da' lugar a frequcules diOicalda-
des, porque as pupulardea saissas sao p.iucu dispon-
as a submeller-sc as leis e dacises dos dous prela-
dos austracos, e s com cerla repugniucia areilam
os curas que estes prelados Ihes envan). Dadi uas-
cem fraquenles rerlamaces dirigidas a' corle de Hu-
ma que al hoje lata entendido nao dever atinde-
las. A questao foi allecta aos couselhos suisos, que
se prouunciaram uo sentido da aeparacao, como se
devia esperar : recoulieceram que a orgauisac,ao ac-
tual nao de conforme aos iuleresses nem a dignidade
da Suissa, e expressaram o vol, de que a corle de
Koraa fizesse cessar esla causa perpetua de conflic-
tos entre a Suissa e a Austria.
Estas deliberacei tem provado que existe nos
dous conselhns um grande partido do governo, for-
mado da maiur parte dos auligos conservadores e do
maior numero dos amigos liberaei.
Os exagerados dos dous partidos formara o par-
tido da opposicao, onde dominara os ultrainentauos
e os reaccionarios de toda a especie ; o partido do
governo se compe pouco mais ou menos das tres
quarlas parles dos meu.hr i. dos dous conselhos ; a
oulra quarta parle conslilue a opposicao. Na ses-
sao do mez de julho observou-se que a opposirfio
linda perdido sua influencia c sua autoridade, o
nomero de seus votos linda nolavelmenle enflaque-
cido.
o s\ siema Monetario da Suissa, tal como foi csla-
belecido em 18j la : no ouro recondece se someule oro valor cora-
raercial. Algumas cmaras de commcrcio tem recla-
mado contra esla exclusan da niueda de ouro. e lem
pedido que se recondera no ouro um valor legal e o-
bngatono. O Parlamenln depois de ler utido as
xplicacfies do governo, pronuuciou-se pela conser-
vacao do rgimen actual. Keduzin anida a tarifa
ja multo moderada das alfande^as federaes; de boje
em iliante o ferro de qualquer qualidade na paga-
ra em sua entrada na Suissa, senao um direilo sim-
ples de I franco por quintal (30 kilogr.)
A siluaco fiuanceira da Suissa he uolarelmrnte
prospera. A assenihlca federal, em soa sessao do mez
uente le | allhan e 333.0U0 francos sodre a despeza.
liste resultado faz mmla honra ao governo, cuja ad-
riiiuistrarao econmica foi julgada pelos cunselhos
tao nabil como prevideute.
Nestes ltimos anuo, o governo federal conseguio
pagar milhue da te. oi.r. > aKoida do Soader-
bu/tJ, anda que titete abatido nos sele canloes,
perlenceutes a liga, :t milhes de francos, que de-
viam dar para as despezas da guerra, e o excedente
des receilas he perniitiio por a juros, ob a garanlia
de boashypoldecas, ums somma de ciuco roilhoes de
Traucos, que peder' ser applicada a graudes Iraha-
A divida podlica ja esla" rcduzida a (it.l.000 fran-
cos, e ser extincla era l.l de dezembro 1S58. Gre-
cas a prosperidade das liii.ineas, o governo lem podi-
do animar pnr meio de grandes suliveueues, einpre-
ua de utilidade publica, cuja eiaeueto na tena si-
do possivel, se o canloes tivessera licado reduzdos
aos seus proprius recursos.
He assim que o cantao de Val.is recedeu 00,000
fraucos para factura de nina estrada no monte S.
Bernardo, destinada a^slabelecer fcil e rpida com-
gura de l.'iiljardas ; na junecao, o Amazonas lem
flll. Neete Ingar a agua dos dous rios de suja e!-
mareuta.
Em resumo, de Tingo Slarie, ponto onde comer
a navegaran al Clnsula a distancia he de :t'i m'i-
Ihas geoaraphicas de ti au grao., e a descula oc- I
cupa Ti horas ,le llategarlo elTurliva. lie Chasiila i
emboca lora du lluallaga, a eorrenle d'agna nan-
ea hede menos U ."> ps ; a distancia he de 2931
milhat e a di-srid., exige 68 doras de tiagem, por
causada frequeucia das cscalas e das eorreatexat. I
V-te pois que o comprmanlo total dn lluallaga na-
vegavel por una canoa he de liltl unidas MI le-1
goal porm que para um nato mais forle a nave- I
garande limitada a MTi unidas(9"i leguas):
t) Slaraiih.io.O rio Pmtasa.Viagcm de -Madama ;
Godiu des Olonais.
Eis-nos edegadoa ao grande rio, qne leva seo no-I
me peruviano de Marala ale a fronleira do Bra-1
til, depois o noine de Sollmes al ao confluente do i
rio Negro, e einfim dan! at o Atlntico aea verda-
deiro uonie de Amazonas, soh o qual desisuam-uu
mais geralmenle desde sua fonle al a embocadura, i
o A marcha do poderoso rio era sublime em aua na- i
gestado silenciosa nos diz M. Ilerndon no momen-
to em que pas-a du lluallaga para as aguas do A-
mazonas.
Slas era espantoso ver coro que irresistive! for-
rea suas ondas perturbadas rumpiam suas margene,
desenraizavaiu e levavam es maiures arvores, sisan-
tes das florela, e de repente construan) ilhas ,ie
todos esles restos. Elle volva suas ondas Mravs
.la -ol lio de um ar real e solemne.....Toda
esta scena respirava grandeza e despritava senli-
menlos de admiraran.....
I al he este aoberbo Amazonas, cojo fuloro com-
mercial he uffuscaute, quando euida-se ua riqueza
de loda a naluieza que elle recebera' das extremi-
dades meridionaes e seplenlriouaes de soa numen-a
baca,e que transportara' desde a cordilheira dos An-
des ato as bordas do Ocano. A--mi como dissemos
o lloallaga, primeiro atfluenle niendnui.il, devia I
conduzir-iius ao Amazonas, a uma grande distancia
abaixo do Pongo de Slansericde, on le pode corneijar
a navegado. Subindo u rio alo este importante li-
mite encontramos os tres alllueutes do oorle qae no-
meamos : os ros Pastaza, .Morona e S. Tiago. E a
junc^ao deste ultimo curso d'agua que forma o Pon-
go de Slansericde. Quasi que nao possuiraos noli-
cia alguraa sobre estes ti es nos,|que r ji rem atravez
de ura paiz que apenas he condreido diz SI. de
Caslelnau. a O pequeo rio de S. Tiago, accrescenta
o uiesino viajante, segundo o ilizeT de um misiona-
rio, he navegavel al.....de Cuenca, maa eoai
marens sao povoadas de selvagens liottis, chama- ,
do. llivaros (4). Cuenca esla' situada as montanhas
do Eqoador, mui pioxiraa ao golfo de Goaycail. So-
bre as margena do S. Tingo, e a urna curta distancia
no Amazonas, existe uma aldeia do mesrao noine ; e !
ura pouco abano do confluente desierto acha-se a
le S. Borja.
O riu Morona desee igualmente das raonlandas dn
Equarlor, e vem au Amazona;, seguiudo a direc^an
do sudoeste.
O rio Pastaza lanc;a-se no Amazones prximo a
embocadura do lluallaga. Pode-se sabir por elle
ale a jnceo do no Bombanaza em quinze ou vinle
das. Ah se euconlra o pueblo Andoas; desle
ponto sudindo-se pelo Bombanaza que aprsenla el-
gumas cscalas, edega-se no fim de duas ou tres se-
manas a'aldeia de Canelos, cima da qual esle rio,
loma suas tontee na serra de Castaas, ao sul do .
Quilo. Oe Canelo*, ura espantoso camnho couduz
em oilo das atraves do bosque ao pueblo de Baos, i
depois em dous dias a Kio-Bamba. Na deteida gas-1
ta-se geralmenle de > a :l das para ir de Canelos
Andona; o rio he em seral pooco profondo, e algu-
mas vezes he necessario arrastrar as canoas sobre i
area. I)e Andoas ao Amazouas gaslam-se cinco a
seis dias, o rio lie largo, nao aprsenla obstculos e
he navegavel todo o auno, bera que na eslacSo secca
seja um poucu profundo, (3)
be esle rio que foi o ihealro do episodio com-
pngeme da tiagem de madamaGodin desOdonnais,
realisailn ha perlp de um seculo. Lamentamos nao
poder dar aqu senao o resumo desla eslranha e pe-
nivel aventura, de que uma simples mulher, ama
Franceza delicadamente educada, foi a corajosa e pa-
cienle herona ((j Cnudamine liuha sido aeompanha-
do em sua missao por SI. M. Bouguer e Godiii, e
por ora mancebo primo desle ultimo, chamado Go-
din des Odonnais. Esle esposnu em Quilo a 7 de
dezembro de I7l, a lilha de M. des Graodraeisou,
Francez nascido em Cadix, e que desempenhava ai
fuicrcs de rorregednr em Olavalo, na provincia de
Quilo. Foi iihi qae elle se separoa de M. de Coo-
damine em I7i-J.Este sabio, instruido da iulencan
de seo joven companheiro de seguir o curto do Ama-
zonas, patirip,Mi esla futura viagem a cada uma
das misses despalilllas e porluguezas. situadas ao
longo do rio. A partida de SI. Godin foi relaidada
pela prende/, de sua moider, que devia levar com-
sigo ; mas no lim de I748 leudo recebidu a uolicia
la morle de seu pai. elle fui ubrigadoa partir s pa-
ra i.-,i euiis. alm de regular os ncgewx a. sua fa-
milia. Partir elle da provincia de Quilo em marco
de I7C.I, deixando pejudt sua mullier, e edegou a
Cayenna em I730. llesejando depois ir procurar sua
familia, subindo o Amazonas elle escreveu para
Franca, afim de nbter da curte de Portugal os pas-
la executada sobreest, saporles e as nece.sari.a recommendacOes. Nao re-
ttSTsiMSbSrsriEZx sar,e,a ,^,n>cebea rei"su'i'i,"<' ^^ & ?<
e a nansa continua por tanto lempo quanlo dura o
msalo, isto de, algumas vezes .luame semanas h-
leles.
Entrelauto, um pouco mais abaixo, a aldeia de
l.upana pode ser considerada como mauafacloreira
em seu germen.
Contam-se alu quinze casas e setenta o ciuco liabi-
tanles, emre os quaes lodas as mulheres se oceupam
unicacao entre o norte da Italia e oeste da Suissa. enl ll,r. "Igodao que cresce em abundancia as cir-
io caniau de l.alerwald receben da sua parle iO.UtH)
francos para a estrada de Brunig, que deve reunir o
Oberland bemez ao lago de Lucerna.
Lma qur-ta... de grande importancia foi subraetti-
la a assemblea federal ; Iralava-se de determinar a
direccao do carainhu de ferro de heme a Uusaua.
A este respeilo as opioioes divergem ; uns querem
qae o camiudo passe por Friburg e Orou, oulros que
se dirija por Mural e V.erdon.
Esla questao oceupa ueste momento lodos os es-
pritus e produz no pai7. nina grande excilaco, nao
so por causa dos iuleresses cantonis, que ahi se a-
chain ernpeuhados, mas porque numerosas eompa-
ahiai dispulam a coocessao. No mez de julho nao
etllw sullicienleraenle esclarecido ; pedio queo ne-
gocio os. remetlido a sesiao do mez de setembro,
sera prova\elmenle um dos primeiro odjcclos, de
que a assemblea federal lera' de oceupar-se.
Slas depois do encerramento da assemblea fede-
ral, aobrevieram a Suissa sravee aconleciroeulos e so-
bre ludo a recente insurreicao, que rebenlou no can
.lo de ISeuclutel. Esla insurreicao foi prompUinen-
te repnmida.ot Insurgidos perdern) seus chelas mais
condecidos; alguus foram raorlo, oalros foram felos
prisioueiros.
A insurreicao de Neuchalel e suas consequencias
sascilam queslOes delicadas que sarao infalivelroeiile
submetlidas a apreciado da assemblea federal. A
eao, que acaba de se abrir, nao pode pois rieixar
cumvizinlian^as
Com os novellos deste Do, e algamas vezes tam-
dem com cera e edapos de palda, estas mulderes
corapram o algodao iugle, merca doria que penetra
por toda a paite. Em Juan-Juy, a cullura do ar-
roz parece ser bastante cunsideravel.
A cidade mais importante subre o lluallaga he o
Tarapolo, que coiilm Ires mil e quiuhciilos habi-
tantes.
O districlo iuteiro, de que esla cidade he a sede,
cunta seis mil aimas. Chasula situada pruxima ao
Turapolo tem rail e duzentas almas.
As mulheres. lecem curo o algodao ora estofo cha-
mado tocayo, que Tarapolo foruecea lodos os habi-
tantes do riu ate Egas.
A alguma distancia a' esquerda, sobre o rio Mayo
se euconlra Mayohambs, cujos habitantes percorrem
o paiz para coromerciar. Elles sao suspeilos aos In-
dios, que enganam lodas as vezes que o podem ; os
Mayobambinos sSo os Jodeos do alio Amazonas.__
Todo o cominerciose faz ahi por meio de trocas ; a
prala nao existe, e os nalurues nenhuma idc lem de
seu valor.
SI. Ilerndon insiste maito sobre as vanlagens que
o distncto de Tarapolo pude ollerecer a' colunisa-
cao.
Este paii he salubre, frtil e isenlo da praga dos
mosquitos.
O trigo produz mui dem sobre as alias caluas ; o
nao sao indi
I1, reules aoi deslinns da Suissa.
Journal Oes Debis.
de mtcreisar no mais alio grao lodos aquelles que s,,l ProsPeri' maravilliosaineute ; o cafe, atabaco,
1 a canna, o arroz, e o milho sao de uma exrellenle
qoalidade. Adi se nao recela os selvagcus como so-
dre o I cay ale.
Os ps de milho sao to helios como sobre as me-
lliorcs Ierras da Virginia ; p.le-M semeiar em qual-
quer poca do anuo, e udteni-se uma rollieila no
lira de Ires mezes, por cnsequencia qualro cotdeilas
por anuo.
i Ji..sula he o porto ile Tarapolo, qoe esla' situado
a detuito imillas quasi no interior. Os Indios de
Chasula sao doceis, obedientes e mui respeitosos pa-
ra com os padres. Elles sao dons remadoies e ex-
cedentes caradores ; finalmente emdriagam-se como
todos os Indios. He milavel que lodos esles indge-
nas lem dorror ao sangoc. Elles recusamse sem-
pre, por exemplu, a malar um animal domestico, e
comem os mosquitos com o fim de retomar o tango
que estes insectos Ihes lem chupado.
Os ovos de tartarngs forman) um dos meios prin-
cipies de subsistema ao longo dos rio*. Estes ani-
maes, reunidos em bandos numerosos, eicolhem so-
0 VALLE 1)0 AMAZONAS E SEl'S RE-
CENTES EXPLOtiADOKES.
Segunda parle.
O lluallaga.O Maranliao.l> rio Pastazn.
O lloallaga, cuja fonle esla' situada prxima ao
Cerro de Pascu, au lado da do Slaranhao e em uma
altura de perln de qualro mil duzeutoi e actenla e
sele metros 1 he ao principio obslroido por ba.iros
de arela. No ponto de junecao do ChinchAo, SI.
Ilerndon di a esle ollimo rio Irinla jardas, e ao cur-
so do no principal sessenta jardas de largura. As
correles ou mo/o*-pa.., sas. A casca da quiua colhida ueste paiz he de na
qualidade. Muilas vezes se lem prucorado estabele-
cer um commercio regular uo Muallaga trocando ot-
los de algodao, far.as, machados e collares por ta-
baco, arroz, chapeos de palda, passaros e outres a-
uimaes raros.
As difliruldadcs da naveg.icao al boj. tem frus-
Irado estas transaccocs. Encoulra-se aqui uma ar-
vore de orna duraran excessiva chama ia capiruna,
enm cunnso rhseclo. o curucua' ou Inciernase. les-
te insecto laminoso sabe om brilho lo vivo que no-
de-se. com sen sOCcorro, Mr durante unu noile obs-
cura ua escnplos mais delicados, sendo que as mu-
lheres fazem delle grinaldas para ornsr seu-- loucadoa.
Verdadeirasjoias de qoe a casquildaria das mocas
de Santa Cruz de la Sierra tem |se aproveilado para
criar ornalot encantadores, diz o naturalista Sl.de
Weddell. Presas em um. garra, a qual san aladas
pnr seda e levadas sobre a cadera, e
ordem do rei de Portugal orna galeota armada no
I ara, fui posta sua dispoeicao, e devia sobir o A-
mazonas ate o primeiro eslabelecimeutn heapanhol.
e ah aguardar a sua volla para o lever a Cayenna
com sua familia. Enfermaudo perigosamente em
Ovapock, SI. Godin encarregoa um de seus compa-
nheiros de levar a Laguna carias, pelas quaes o pro-
vincial dos jezuias ordenava ao provincial de Quilo
e ao superior das missts de Slaynes, que forneces-
se a madama Godin camas e equipageus. Eslas car-
las, que au mesmo lempo deviam advertir a esta do
armamento fcito por ordem do rei de Portugal, per-
dern)-se em virtude de uma irapcrdoavel negli-
gencia.
Espaldou-se lodavia ni provincia de Quilo a no-
ticia, de que ama barca norlugueza esperava mada-
ma Godin em Tabatiuua, para a conduzir a Cayen-
na. Ella euviuu um negro de urna fidelidade 'toda
prova, afim de verificar a exactidao desla noticia.
Depois de uma primeira viagem interrumpida, o ne-
gro Iba Irouxe eiolim a eonlirmacao de aemelhaiite
noticia. Madama Godin determinuii-se eniao a ven-
der ludo o que pussuia, e parti de Kio-Bamba, a'
quarenla leguas ao sul de Quito, no i de oulubro
de 1709.
Ella era acomptnhada de seas dout irmaus, um
dos quaes Imha uro lilho de idade de dez anuos, de
um medien francez, e de mniloa criados, entre os
quaea axiatiain (res mulheres. Seu pai, M. de Grand-
maison, havia lomado a dianleira. Quando ella che-
goa Canelos, lugar de embarque obre o Bombn-
uaza, achou esta aldeia completamente deserta. De-
pois da passagem de SI. de Grandmtiion, se havia
declarado a hexiga, e tmha posto em fuga, lodos os
habitantes. Abandonada dos Indios, que a linham
ajudado al ahi, ella esperuu qoe se conatruisse
uma canoa para transpirla-la a Andoai, a' Irinla
dias de viagem mais abaixo.
Dons Indios linham prometlido conduzi-la at
alu, porm no fim de dous dias desertaran). O pe-
queo grupo luriiou-se eolia a embarcar sem guia.
No dia sesuinle, ella encontrn nm onlro lodio, que
eonseno em dirigir o leme ; mas Ires dias depois
esle novo pillo afogou-se. Foi necessario immedia-
lamenle renunciar a' navegado.
Estavam apenas a cinco ou seis dias de Andoas ;
o negro eo medico para ahi se dirigiram, promet-
iendo Irazer uma canoa no fim de quinze dias. De-
pois de uma espera de vine e cinco dias, os via-
jantes perdendo loda espeanca, conitruiram una
jangida; porm esta muitr mal dirigida au larduu
a virar, laucando no fundo d'agua vestidos e provi-
ses Muguen pereceu. Madama Godin depois de
ter mergulhado duss vezesroi salva por seas irmaus.
A siluarao era mais Irisle fue danles ; os nufragos
resolvern) seguir a margem a pe. apezar da espes-
sara da vegetado e do eutrelacanieiilo dos sipos.
Com o hu de evitar
rclirarem-se antes de amauliecer, roas como he fcil
descodrir os traeos de sua paisagem.os Indios revol-
v "\i ,,a"c" SI. Ilerndon c.onlou um dia cenlo e cincoenla de-
poslos em um mesmo
um azcite que con
vcl commercio
A aldeia de Vurcmagues oceupa uma poiico iro-
porlanle no ponto dejunceau de umpequenu rio na-
vegavel chamado Cacdiyacu, com o lluallaga. Em
nove dias um canoa carregada pode subir naln t'
raprduz>,,,ume.,,,,oma^S.rrqi, lra"a SMlS^A ^^
co.a das mais rica, esmeraldas. Eu as lean, ti Xa Mejobamba, imlu-se por
convertidas em collares, ou ornando uma cintur
sinuosidades do rio, c de
abreviar o rarainho cnlranm na floresta, mas nlo
ore a margem um banco de arela no qual-enlerram I lardaran) a perder se. Depois de alguus dias de um
2" T?; e.none. Elles lem oenidad.de viagem excSvVmerit. ^'"Am
..ajantes esgo-
ladoa pela fome, sede e radica, lendo os ps ensan-
guenlados. suecumbem e nao leem mais torea para
se lesaniaiem.
m YuVac De t Z S^Tfi 2f *!*" -tf- *P*
.lituc o odjetlu de um cansidera- S" ""T* '"" de|," d' um lu"21
je ^ um consiaer.- desvaiiecimenlo.abro os olhos, e v se cercada de ra-
empre roe da parecido que o ouro empallidecia
junto desla olira da ualurera. >
Na confluencia do Moilzou com o lloallaga se
ada a peqocua aldeia de Tingo Maria, onde SI.
Ilerndon roinnroii sua navegar.'.o. Ja* anal, lunar a
altura nao he de mais de dous mil dtenlos e sessen-
ta pus inglezes'.
As prodocroes do campa sil i a canna, o arroz, o
algodao, o tabaco, o ail, n milho ediversas especies
de hlalas. Nos dosques abuiidain us pumas ou ti-
gres d'America. gneos, porcos selvagens, macacos,
etc., entre as aves muilas especies de curasnoici,
O granito, o porphvro, c..m lodas a> suas varela- *,l,"lu'1 do lamanho do per, lendo o pescoco
vermelho, cabeca ornada de urna crista, e as azas
de azul escuro ; o patb-drl-umnte ou o peni aelta-
gem -
des, erilm reaervados'aos colnssos, ao espbinge-
csleluas, aceras particularidades mni, cuidadosa ;
ora esla pedra vem de Slhllell uo AllnEgv plcnao
Itan de Assonan .,| |lc, e (U) leguas pelo meaos.
lie urna diOc.ld.dede mais que de preciso levar
em coma para apreciar todo o valor deles monu-
mentos.
Mas imagine-se o Irabalho que era aeeeetario pa-
ra esculpir esta pedra Nao ha nm e.paco qoe nao
lenha hieroglyphos ou relevo., uu no exlcrim ou no
interior do templo.
Columnas, paredes exteriores ou interiores, salas
on cemaras, porlico mi tanclnariol ludo se acha lil-
leralraente coberlo. Eram tu anuaes ou para me-
Ihor diier ns Ihrrotofficiaetdo Es^pto, sem prejnl-
zodoslpapyros, cuju usu rcmola lamhem mui
alio.
Masquanlos artislas nao fura ne essarin formar i
reomr para eatas obras deliradas c
las m.'i.is de.Ir.i- r Seguras !
Iln|e, uo pioprio Pan-, os or
moi raros.
Masaslas rellexoes sruiinu a ieq adasquodo eu
fallar de Thebas, onde estaremos e de larde The-
ba> a velha u rtc.i capilai dos pliakaos, a avo de
gem ; uma niullnlao de papag.iios, paloa uesros e
se vagens e curvos-inarinlios. Estes bosques to de
MI torta etpeaeoa e fechados que -6 os in liot iiodem
ahi intiod
Os hab
Ilustradas! I.uan-
lotenlilistai san
que os ludios pod
zir-sc c aperceher a cafa,
aiit-s do ;,ti lluallaga sao OS Chalona, que
rorreara uma numerosa e poderosa tribu.
> tu preliro sen caraclei, diz SI. Ilerndon, ao de
lodos os oulros.....ios que encontr! depois. Elles
rte de boa ndole, de grande aleara e da uma ...-
bnedade perfe.la, de lodos o, aborgenes que vi. fa
os mateae* rallos e os mais dell s ; obederem as
leis da igreja e oli.erv.nn exactamente at ceremonias
religiosas. Sao ad antados em milis.,cao c nao la-
lem uso da pialara cuino ornamento; cobrero so-
ineule os bracos u as fiemas cum o sueco de um fruc-
to chamado ftMi/.,cque da' nina luda de azul escuro,
c que os protege contra os mnsquiins. Esle logar
he geralmealeaiai Mo, SI. doGaxeMaaa nos diz q'e
desde 16:11, os jesutas hetpaahoea ae arraparan) ca
van-elisar os ludios dn Pampa d Saci.imenhi
paiiicularinente o. du Huallata, lis Chai
Lsle pequeo no eslahelece assim para as popu-
lacues situadas enlre o lluallaga eo Slaranhau uina
coininunicacio moi til para o baito Amazonas e o
Allanlico.
Nal proximidades do roiilluei.le o|rio horma nume-
roso! lagos onde abundara a giboia. os gro >s. os eor-
tot-marlaoa, os pei\c- c ai tartarugas. S'gaadol
uma Iradlcao, estes lasos silo habitados por nina
grande serpenle, a Yaco-Mama, que tem o poder
de levantar tempesta les, afim de submergir as ca-
nias, e devorar as equipageus ; tambera os ludios
mo entrara em um de-tes lagus senao locando furto-
mente a trompa, e julgain ouvir a Vacu-SIama res-
pun.ler-lhes, adtcrliodo-os de sua presenca.
A letana e tele mudas abaixo de Vurimaguas es-
la aldeia de Sania Cruz, habitada por uma Irib
ile trezentul e cincoenla Indios chamados Aslanos.
As mulheres vivera nuas al us rins e us meninos o
esiao iiileiramcule.
Eiieonlra-ae nesle lagar orea srossa arvore, o eo-
fao, cuja -eve he considerada como um veneno vi-
lenlo.
f>- Indio.
inteterad
se servem della para curar as ulceras
daveres. Heune luda sua coragem e chega atetan-
lar-se. E-lava quasi nua. Corlou os sapalns de seus
inalot muri!, e ligou as sulas aos ps. Puz-se era
Biniabo e erran assim duranle oiln das terriveis e
oilo nuiles espantosas, vivando de fruclos selvagens
e de ovos de perdizes, entregue a todos os horrores
de uma solidan povoada de lisres e de serpeles ve-
nenosas. Erntini, escapando orno |ior om milagre
a' tantos [lerisos, ella arhon-se no nono da as mar-
gena da Bomnoaaca. Ootlnda barulhn a duzemos
pasaos de distancia, e nao leinendo nada, nem mes
mo um animal rroc, ella se dirigi para o lado dea-
se su>surro, e rio dous individuos, hornera e mu-
llier, que lancavam una canoa a' agua. Elles diri-
siram-se para ella, trataran) della, e cnido/iram-na
a' Aminas. Ahi, em presenca de um mssonario el-
la qoit recompensar estes excellenles indios, que a
linham salvado ; tirou de sen petCOCO, e Ibes apre-
senlou duas pequenis caleas de nuru ; os bous In-
ihosjulg-ram ver os ceos abert.is ; porm u missio-
narin apoderno-se das dua cadeias de oum. e as
tuntettnio por algumas varas de algodan A Fran-
ceza indignada desle prnceiliinenlo, pedio urna ca-
noa e par io loso pira Cagona, lina India de An-
doas llie fez un saiole de algodao, que elle con-er-
v.o por Indo o resto de sua vida, aerial como ase-
las dos sa|ialos de -eos irmAos como ama reliquia
preciosa. Em Laguna madama Godin permaneceu
pelo esparo de seis eemanas, rereliendo lorias at-
tencoes potriteil do supeiior da raissae. Ella de-ceu
le!./mente o Ama/.io.is. e |iintnu-se cmfi
inteteradai. \ tolbn desla arvore lie qua-i circular ,e"""e,"e Vm'""d'"' e i"">a-e cmflm a sou es-
no Brasil dessnam-na sol, o nomo de assan, t con- i ["" ,"'""* '\V'",Q '""'", ''.e -P**** rte dc*'-
1 r;as e de morlldcacues de lodo o genero.
urna planta trpideira, 0| ,.0oiTriinenloporqaeeltaUnlil passado imme-
sider.nn-iia como un, remedio contra a lepra. San-
ia Cruz produz Isinbjrn uma plaulajrepadeira, o .
guaro, rujas Atibas e rai/.es inergulhadasjein um es-' dialamenle lindara embranqneeido seus cslnll
pirilo sao um remedio ellicaz coulra a mordedora '**"tm dianle, ella nlo poda recordarse dos in-
das seipcutcs. I cideules de sua horritel viagem sera experimentar
A aldeia de l.asuna cunta mil habitante! ; san In-' "
dios Cocamillai mui embnagadot e mu pregoicixoe,
porem mu b.ms reinadores. A tinte e cinco milhas

for-
l Cattataao tora. 4 p. |.ix.
() CasUluau lom. ti p. \>.
abaixo de Lagaa, chega se a embocadura do llual-
lagl ni Maia.ihao on Amazonas. Muilas ilhas nbs-
irnent nle ronfloeole; entretanto para a margem
etqaerda o no lain quarenla e ciuco pe, d.; pioluu-
Castelnan I. 1 p. i|"i.
(3 I lera I. i p. I!.
li Achar-te-ha a narradlo desla ntereiiante odit-
se, na desrripcSo de Cendamine, edieJK de .Mae
iricdi 1778, que lem per litlo : Nova edieJoaog-
ni-nlada Com a narraran da rebrilla popular de
aeza. Acuna das ilh.i, o Husllaga de de uma lar-, 'aence no Peni, e de uma caria de SI. Godin des
1--------------------------------------" Odonnas, conlendo a n.irrardo de uma viagem de
.Madama Godiosua esposa ele.
(3J T. 4p. Wl.
uma eialtn{Jo lebricilanle que approxiniava da lou-
cura. 7.
Esla viagem be sem duvida a mais extraordinaria
que lem sidu realisada sobre o Amazonas e seus af-
lluenles.
Sabe-te qlie os tiljinlet se nao conforman) sol) a
realidade da existencia de molbercs guerreiras, que
legando dizem, leriam formado uma Irib indepen-
denle ao longo dn ro. SI. de Casleloau que trnuxe
da floresta americana para o l.ouvrc uma eslalua re-
presentando segundo elle, urea mullier vestida com
Irajot guerreiros, ansenla qua o Novo-Slundo bera
como o antgo leve suas Amazones. Por sua vez M.
de Wallace exprime esla opiaiao ja' tamas tezes
apresentada, que os Europeos se lem euganado pe-
la ausencia de barbas dos indgenas, e pelos ornato!
lodos femuis de que se apparameutam os humen
enlre aquellas tridus Caraidas.
Esla discussao pndera' proseguir anda por mullo
lempo, mas se he duviduiu qoe molheres guerreiras
leudara dado an grande rio o direilo de ter esse
bailo noine de Amazouas, parece-nos qoe esle no-
ine llie de presi'iilemeuh' detido em recordaran do
valenle europeo, da corajosa France/a que d'esceu
no seu mais longo cur-o navesavel depois de Uto es-
Irandas e lio dramticas .(ventoras.
0 Luyale O I inbainbaM. Ilerudon empre-
gou parlo de seis diaa da viagem para dirsir-se da
embocadura do lluallaga a do Lcavale. distancia
de du/eiiias e dez mllhae. Este Irajecio sobre o Ha-
randao apresenlou pouco interesse' O viajante ri-
la sobre a margem esquerda a pequea alien de U-
ranaei e nao Taz senao simples menean do rio Airi-
co, o mesmo sera duvida que tem sobre as cartas o
nmr,e de Chambira.
1 m Judo Ihe dase que -ni.indo esle pequeo
corso d agua, chesa-se no lim de oilo dias a um la-
go, e que com uma semana de uavegacao chega-se
as monlaiihas.
O pequeo rio Tigre allluenle septenthuua lera
setenta jardas dejlarsura em seus conflueule. Suas
agoaa alo muilo mais claras que as do Amazonas ;
a canoas podem subi-lo em urna grande Meoeao.
Colhe-se obre suas margena uma qUanldade consi-
deraveldesalsa-parrilda, bem que sejam liabiladas
por selvasens bellieosos e hostis.
Um pone, abaixo do rio Tigre, sobre a margem
esquerda do Amazonas, esla o pueblo de S. Reges
habitado pnr indios yameos.
Nauta, situada na embocadura do Ucayale ha uma
aldeia de mil Indios pescadores da Irib dos Coca-
mas que he disuada da dos Cocamlas, da Laguna
sobre o lluallagaOs Cocamas fazem de lempos em
lempos mcorsoes nos paizes dns SI avorunas,sel-
vasens que habilam as margena direilas do Ucayale
e do Amazonas, do-lhe balalha e Irazem cumsigo
teus prisioneros que sao geralmenle meninos. Tam-
bera quando viajara em pequenu numeru ou quando
se icham occapados sobre o ro lem o cuidado de se
conservaren) a distancia do territorio de seos inimi-
gos, que aproveilam loda a occasiao para repreza-
lus. r '
Ettes Inilioiiio muilo ciosos, ponem severamente
a mlidelida le conjugal e mesmo loda infracrao gra-
ve as leis da catlidade da parle das mocas.
SI. de Caslelnau iuforma-oos que quasi lodos os
annos experimenla-se em Nauta ligeiros (remores de
ierra, mas que por occasiao da saa passagem elles
nao linham sido sentidos desde IrlU. As casas de
Nauta diz o mesmo viajante sao mui grandes, e cons-
Iruidas sobra viral que lupporlam a iniraeusa co-
berla de folhas de palmeira e quasi lodas contera ora
peqoeao moinho de assucar bastante grosseiro. o
Entre os animaes inleressantes que eucnntra-se
em >anla, esle sabio cita ires especie de gollinho de
agua doce, lindos papagaios assoviadoresT, e mullos
macacos qoe formara em grande parle o alimento da
geule do paiz.
A uma pequea legua abaixo desla aldeia esla o
confluente do Lcayale que SI. Ilerudon nao poude
subir senao ale o meio de seu curio. M. de Caslel-
nau, que deseen esle rio consideravel desde sua
origem, completara nossas noticias subre a resiau
mu pouco conhecida que elle banhe.
Segundo o viajante francez, o Maranhlo eo
Lcayale teriam o seu confluente uma largura quai
"i' 3*' P01'6"'' ,er "aliada era niela legua.
M. Ilerudon nos diz, ao conlrario, que ficou desa-
puntado tendo qua o Lcayale linha'apeuas melade
da largura do Amazonas'. Esles conlradicets se
devem explicar, sera duvida, pel diOcreiica das
eslae,es era que leve lugar a passagem dos dous ex-
ploradores. Todavia o Inlervallo correspondente
de apenas de quarenla dias, M. lltrudon enlrou no
Lcayaleajdeaelsinbro da 1831, e M. de Caslel-
nau saino a de novembro de 1816. Esle ultimo
infrmanos que os mezes em que mais chove ero
Nauta, sao os de.dezemdro, Janeiro, fevereiro, e
marco.
Depois de viole dias de navegacao pouco intere-
sante desde Nauta, M. Ilerndon e'liegou a Saravacu,
sede das misses de Ucayale. Esla aldcia'cunla
mil Indios, eompredendendo o pequeo poeblo de
Belem, que he muiln visinho.
a.mtl!l%! ,le Sarayaru, que comprehende oolras
duas aldeias, .lama (.alalina e Tina, ui.ota, i.- ..
gula por qualro religiosos Franciscanos do collegiu de
Ocopa. 8 Na occasiao da passagem de M. de Cas-
lelnau alie eslava anda aob a direre.m do seibo pa-
dre Plaza, que esle viajante chama u barde da Pam-
pa del Sacramento.
A historia desla regiao que ha mais de dous se-
cuhis he ubjecto dos esforros admratela do nailj*
narios. he apenas orna longa serie de massacres e di
aasassiualos c.omm.llidus pelos ludios ferozes que a
habitan).
Km |nii ella ia einfim ser abandonada, quando
um joveu padre nascido da uma familia honrada da
provincia de Quilo, mil.mimado pela leilura das
deseripces assusladoras dos raissionarios hespanhoes,
chegou as margena do lcayale cheio de um zelo e
de urna coragem que nao luram desmentido, duran-
le meio seculo. ,< Muilas tezes, diz M. de Caslel-
uau, el!e se apresenlou sn no meio das tribus irri-
tadas ; machados e clavas levantaram-se sobre sua
cabera, mas seu excessivo saogue tro sempre desar-
mou os selvagens. o Nada he locante, como a nar-
racjJo dos Irabalhos, das tiagens, dos sntrrimenlos
deste padre iutrepido e perseverante. Entrelauto
om depois de vinle anuos de lulas heroicas, aban-
donado de lodos, acabronhado pelas privarles e
pela inquietaran que Ihe causava o roturo de seos
neophjios, o padre Plaza se achou perigosamente
enfermo e acaban por cahir em um lethargo prolon-
gado. Depois qoe recobrou os sentidos, a vista de
lodos seus Indios ajoelhados em redor de ama ima-
gen), pediodo com fervor seu reilabeleciinenlu, Ibe
caasou uma Io forte eraocao, que seguin-ie nm
abalo favuravel, e logo depuis elle ficou Tura du pt-
rigo. o H
Em I8 elle deu hospalidade expedidlo dos
lente- inglezes Sraild e Lo, que chamartm a
soliciludedo arcehispo de Lima sobre a raissSu do
paire Plaza ; lugo depois Ihe foram enviados coo-
peradora do collegiu de Ocopa. Havia mais de
quarenla annos que elle eslava emSarayacu, na
puca da passagem do nosso compatriota, e uao li-
uha visto outr.s Europeos -ena, os ofliciaes ingle-
zes que acabamos de nomear.
SI. de Caslelnau acboa uelle nm raeiio de urna
agilidade extraordinaria, apezar de seus oitenta a-
il's. Teudo-se espalbadu uu paiz a noticia da morle
do viajante francez, o bom religioso acabava de ce-
lebrar um officio fnebre pelos memhrns da expe-
dido, quando esles depois de solfriinentos adioira-
ve.s e era nm estado de saude mais deploravel que
era poatittl, apparecerain de repente na visiiihanca
d.i miado. O padre Plaza os recebeu de bracos
abertos e Ihes prodigalisou mudos servicos. Sua
entrada em Saravacu foi uma xerdadeira fesla ; li-
zeram-lhe nal ccrlejo ; houve msica, dan: a e fo-
goi de artificio ; (oda a populacao da nii-'nvl.iv.i
gritos de alegria. Pa'samos assim loda a aldeia,
conla 31. de Caslelnau, para irmos a igreja, oude o
telho padre dirigi ao Elerno uma curia supplica
em recouhecimcuto por ler salvado seos irmaos.
II)
lomaremos do viajante francez, assim como de
SI. Hradon algumas iurorma^nes sobre as tribus
indias do lcayale. Ha mesmo em Saravacu Ires
Irihus disliucias : os Pauos, os Oraaguos", os Jan-
seos, cada uma habita um lugar separado, e falla
um dialecto particular. Enlre os Indios designados
sob o noma de inflis, os Antis ou Campos habitan,
as parles mais desviadas da minio ni direci.ao do
alio Ucayale. He a tiibu mais numerosa e a mais
guerreira. Pole-se acreditar que os indios ('.hun-
dios, dio lu-lis os brancos do lado do Chancha-
mayo, e Uo perniciosos, collocados este de Cus-
zo, perleucera esta tribu. Sao os Antis que se
lev mi iram em I7i, e deslroirara as misses dos
Franciscanos.
Os Chunlaqueirus, chamados cominuraeolc Per-
ros, habitam um ponen mais ao'norl', sobre a mar-
gem oriental de lcayale, e lem por visinhos os
Combos. SI. Ilerudon euconlrou subre o baila
Lcayale, uma aldeia de Pirres, chamada Sania .Ma-
na e assign.da uma grande -cmelbanea enlre estas
duas naces. Diflerem someule pela linguagem e
pela maneira de enterrar os morios. Nao lera idea
de nina vida futura e nenhuin cullo.
Os Cirros persuntai.ini ao lenle americano, se-
nao linda em suas malas alsuraa enf-i un la i con-
tasio-a, que qalieue laucar onlre sens inimisos, os
Cardillos, da Pacdilea.
lis l.omdos e muitos oulros povos do Lcavale lem
o habito de circuincisar ai filhas na ldad.de nove
ou dez annos, no meio de ceremonias particulares e
leslas prolongada!.
Os Janabus, os Pilzobus, os Hemos aoiSeatil
vivem a urnas vinle leguas, esle do rio ; lodos es-
les povos sao hostia e anden] ata, diz SI. de Caslel-
nau, excepto os Seusis, entre os quaes u padia Pla-
ta penetruo e dos quaes muilos receberem o bao-
li-mo.
Segundo Smilh os Sensis seriam industriosos, cul-
tivaran) a lena em commum e maiaiiamos presui-
rosos. SI. Ilerndon se admira de-te testeiiiuuho.
porque ludns os selvagns que elle encontrou sobre
o 1 cvale Ihe parecern) raui inclinados a' pregui-
ea. Depois dns Tapnuavvas, que .ao mui ferozes e
ralo Irazem vestido alguin vem em direccao do noria
os Slayorunas que se eslendem do I cvale ao Ja-
vari. Sabe-se penca cousa desla Irib", que os in-
i Madama Godio liuha perdido lodos seus fillios
alea de partir da provincia de Quilo, o enlre oulros
uma dlda natrida tres mezes depuis da separarlo de
seuimnlo. SI. Godin nunca couheceu este meni-
no que ntrela nlo chegou .i iJade de 18 anuos. Elle
linbl sabidu de seu uascimenlu por uina caria que
SI. de La-Coiirlainine Ihe liuha dirigido de Pansl
Cayenna,
n cepa est.. situado au sol de Tarraa, ao pe
. oriental das ultimas cadeias dos Auda, e
junto ao valle populoso de /aaja.
,9) Caslelnau I. i, pp. M98 e lll-J.
1 (10.) Caslelnaa I. i p. ,172.
o,
dios de Nanla evilam com o maior cuidado.
aiayoruoM, sao segundo n .ij,, raato nraneo que
os oulros povos ; lera barba e ailara mis ; ala-
eaml ndos os que se apreseiilam em seu territo-
rio.
Na margem occidental, parlindo do sul encon-
lra-se anda ns Antes que oeciip.m loda a resigo dos
dous lados do no, e ee esleiiJera al as lontes do
Pachilea.
Avalia-se seu numero em Irinla mil ; elles tonn
oulr'ora contertidus, mas matsaerarain os padree.
Os Cichibos habitara principalmente as margena t
I'achilea.ilo anlrnpolagos. Os Sipiboi ou Chipibot
vivera nal margaus do no Pesqui te estendem al
a cordilheira du Hoall.gl. M. de Caslelnau cita
Lma oulra vezan contrario um acto de impruden-
cia coromelliilo com vistas de salisfazer as necessida-
desde m esio,ag. qle podi, ,, cuslir vjda
nVah / 'Ua """UCS|0 ''" venir, ecora-
panhadas de syncopes e seguidas de uma longa in-
d.iposirao.n advertir,,,, de ,5eella acabavald. ?mr
urna especie de feQlo venenoso chamado Po, pelos
Enlre os animaes njiaveii enconlrados sobre o
Lcayale, o viajante cita macacosu.groa, muilos oas-
aaroi. araraitormelhas e escura,, e urna grande har-
pa ou agu, deilroidora, qoe enfurecendo-se laca-
rou a cabeca de um menino de \- .nBos
Qaaudo os teres humanos que acoropanhavarn nos-
t compairioli, ba.tar-nosh., .fizar o Indio que Ihe
de L""" iC r0g"' rte aa" lribu 0,,de 3b
sera I.'".". 8 ,>e"oa, q,T mg|her e selva-
,U mui liinidoi. m.'.'rt* *m."" n", P"" 'o o lempo
A II.... ser.l, atf. d, maior parle dos diltelo. mS7ZSS^tSXS!S^ d' MU'
parece ser a dos Panos, de Saravacu. Eslas bem qo. quilo.. ',l1 0U,r0 Uo, com "<-
cbriiians c..inervara auligos usos; nosso cumnalno-' Alsuna d.i.. i... i
os vio celebrar a morle8 de un, menino cora ,,c -' o vlnlrc e "rel 'T ."^''a?. m""aU ltm
loso, regozijns. A maior prle desle, povos -,iu dade proven "uIL? "'C '?''0- fc'" Pirll,:ul-
iv.rnad,,, pelo, aneaos. Os Combos.Sepib... Se- este, lEwSE.7 toSLES? !?J "J"1*10
hos. Pirros. Kemos e os Amrioaeaacla os indio, na leztorna-se de m L ., ^ m'srao ,enlPo
miadas do I cvate. Habis en, navegar e en, ca- se^-'e ereBertl uu lim oV*0 br"h!n'e ; """iC
ir ePe, viajara ...cessan.emente ; os cummerc.an- UisiemuTqe M de Z l i *"".I "" ",0-
.-s o. erapregara em rerolber salsa-parrilh. e provi- navegaco do L'robamba n, ah.. a *S!! ""
soes de peixe salgado, era rezer azeile de oto. da< expeic'ao partindo o>iCu, l?8,^1""16' *
lar .ruga, e era pe-car peixes cuja banha consertam. | poni e'm algons das c ea'ndo o T?,.h S h" "'*
Esiah.lecen,-,e segundo seu capricho sobre as mar- tem a sua lonle a sol de-la cidarl. .- i'"' ,aB
gens do no ; mas mu,,.,, denlre elles nao lem oulra o norte. Esla via'em or ler, l ? "Ige pa"
.bitaca, senao ,ua, candas. ?Br, ffXSC^ffTTm de
-------- --- .......-_-. .... ,,s ....-, -i ii.h, vilrt
...da n Mapar, mal leruzes e que labem cuuslruir
forlificac&es, e o Pinaco. ou l'uyuagai, cujn uome
quer diterindioi de excremento', que cuniem teria
e s*~
\ irnos que M. Herudou rerosa ao Conihos e aos
irros loda a linean de religulo ; SI. de Caslelnau
--- .M,Hn, .........., ^ .|..f nitr- j-rii-iu,
que depois de te ter separado do corpo ella se eleva
ao reo. O, Sensis e os Hemos altirraam mesmo que
as almas dos raaos s,iu abrasadas em rogos subterr-
neos e que as dos bous habitan) a loa.
Os Combos lem um habita singular, o de achatar
is cahecas dos recern -uascidns por meio de doas la-
Cuzco, s. .chara a. romas de Olu.nyfTmb nn
recordara.angninol.o.a. diacordia. Bo5 "m0To!
Inc., SI. de Castelnan exprimo o d.seio Te l.m
ora intailaa ,,.,,,, ....____""Z _se leui
ao contrario diz qoe todos os povo'. desla regata acre- i
.ara na_,mmortalid.de dalma, e que elle, pensara de que ura W^gT^^tiAJS to"
.e depois d. te ter separado do corno ella ,. eleva nuraenlos, ao exam? do, imumI^'ZT? """
grar se n5o algamas horas. consa-
Para ir de Cozco a Echaral, passa-a. 0 valle rt.
San Annt. qoe comecaatraz do ama cadei. Ir.ns
versal do. Andas. Este valle he celebre L lu~
~* ----- "-*'**-veta -uasMiiiu ilu iiirm ur 'IU,I, 1,1- ('a lirA- dt* fufa Fll (*Am nr.h,,. I **
boindas. das quaes ura, lix,-se sobre a fonle. oulra ,J" .ajo de' man,oe ?SS eEZ" B
.obre a nuca ; esle apparelbo nao .e tira senao no caoiros Sua noonlara, .nsrn.l.i! c0?.ae,rM ca-
bra de seis raeze, e pr......z urna disforrnidade ra, No^*\gi!\\Z2SZ2IWS^'
desgracise que he possivel, a qual subsiste durante M. Wallace se ansa) com nai,*^V. f""0 1ue
loda a vida. A raza,, porque assim obrara he mu. marsensZ JX p,,Uo eocon" obre a.
caprichosa : a Elles not diziam, refere M. de Cas- Eis-no, ebegados a. norias de fu, XI x, ,
Mae. qa. no. Imha.nos cabeCa de maceos, no en- Caalolnau e GtabT cn'Zrara lona e JiV d*
treanlu que as sua. linham. rorma de la. Os caratillos osi ..ik! TR5 m'0D8* "ereaxanles
. ""a,.*...! ivuijv" e iniereasanint
relamo que as sua. linham Torma de la. Os *
Combo, ainara as roissangas. argolla, da orelha.,co- tao'pouco condecida^' ffieX toT5rii"^2?
larese braceletes; esles ullimos ornamento, sao Tur- cao dos loe... rara term.lh. 1^ "*",'**-
m.dos de denles de macaco. Elles lasea. louca pin- i... e.o.i.. Ik/S.!!"!!!!!1* *'" P0,?ou ""'ora
lida de roxo escuro ornada de Iracos braacos e
nesroi.
OSepibos conslilueraanacaoraai, civilis.d, do m%32ttttSV^"!J~
ra cora os viajantes. Suas armas sao enormes aara-
balauas com Hechas envenenadas, arcos e clavas.
A'i i enlam-e da pe,ve que pescara por meio de
harpoes.
Todos esles povos Irajam a mes.na mapa, um lon-
go maulo aberlo, sendo por isso bastante ditlicit dis-
linsui-los.
Em gera os Antes se pintam de encarnad., e os
Chunlaquiros de predi. Quaulu aos Combos sao
sempre reconhecidos por sua cabeca em (orina de
In,-.
O clima de Sarayaca he sadio. SI. d. Caslelnau
reprsenla o solo como sendo de grande lerlilidade
apandante era todas as especies de producrajes tro-
picaei. Segundo elle, o algodao das ilhas do Lcaya-
le de mu bom.
O Indios colhem lambem a beonha, especie de
seda vegelal que he forueeida por una arvore e de
que elles se servem para envolver uma das extremi-
dades do soas pequeas flechas envenenadas.
O pequeo rio de Saravacu coul.ro ara grande
numero de gxmnotos elctricos que o lomara mui
perigoso para os que lomara baohos ; muilos ah sao
morios sbitamente de descargas de electricidad.,
qae estes peixes lem singular r.culdade de pro-
duzr.
SI. de Caslelnau (ei ex.cular um. pesca cariosa
em un grande lago abundante de peixe, situado
prximo a Sarayacu e cerca de Ires quarlos de legua
de Lcayale. Esta peses se Tez maneira india ; eu-
venenuu-se as aguas do rio lanzando-te oellas uma
grande quanlidade de barbases, raiz venenosa que
se cosluma antecipadameule quebrar. L'ma mulli-
dao de peixes appareceu logo a superficie do lado,
os selvaseus laocaram inilhares de llexa. em lodas as
dtreecoes e malarain a golpes de clavas oa uvaiore.
peixes que apanharam. Pailas de parte as amos-
tras mais necessanas a .ciencia, oceuparam-se em
retalhar o peixe. salga-lo e aduba-lo. Os viajantes
recolheram nula e ciuco especies ntatela. Co-
mern) tambera de um peixe .delicioso da fami-
lia dos silurcs, chamado mal-parala pelos In-
perlo de dos luciros, femlim malou-se em um s
da, de ^0 a -2,UU0 peixes, sem contar os mais pe
iaiiliart_ por meio de ha, ba-eu mide-se comer
.em inconveniente, todos podem lambem beber sem
recio d'agua do lago envenenado. Nesle mi
Usaros indios malaram ramios passarus bellus.
M. Ilerudon nao poude conseguir formar a escol
nQ ll,a -.. ----------- __ ..________________ _
-----------. ---.- ....cm. u,.c iovoou ou[r or,
esta reg.ao a .tal deixoa signee. magnifico, de sua
patencia. Nao podemo, s.g0ir eile. v.ajanle. .m
&.r afSsLR *Sv^&se9
Irabalho.
Pode-.e agora apreciar o papel importante reser-
oor.,.0.r.a|"!.e"0HualLa^' 'i**0* **-
pora liarle do Per separada do Pacifico pelos An-
t com,mui""Sf "'ele cora Amazona, o
All.nlico. He verd.de que a. cscala, do Lrab.m-
ba lomara anida este rlcilmpr.llc.tel em um coro
de b(J legoas ; tambera M. de Caslelnaa mo.ira a
nacessidadB.se qoizer ara dia eslabelecer ama na-
vegaco resalar era o Lcayale.de conslruir um Dor-
io uo lugar em que terminara us escales, e de abrir
um camnho por Ierra desde esle ponto ale o etla-
belecraenlos do valle de Sa.fAnaa. Entretaato
convera nao esquecer qae meemo abaixo da ultima
escala grande, eile viajante assigoala multo non-
ios era que o no nao lem .e nao orna pronindidade
de (res pos, assim como ora grande nomero de cor-
reles pouco ira poriaotes, he terdade, excepto to-
dava a Vuelta del Diablo, qae elle considerara co-
mo nina passagem pergosa.
liec.ipiiuhiu.io as distancias entre os pontos maia
impurlantes acharaos qoe ha 7> legoa. da ultima
cscala do Urubamba ao confnenle de Tambo, Coia
juocao com esle primeiro rio form. o (Jc.vale ; da
embocadura do Tambo do Pachilw, ha 8 leguas,
. 99 da embocador, do Pach.lea a Sarayac.
I)a Vaella del Diablo a Sarayae, a distaocia he
ae lbolegat.,e de Saravacu au confnenle do L'cava-
I. no Amazonas, ha >> leguas, o que d 157 leguas
de navegaco inconleslatel sobre este rio.
Sei ajuutarmos esla cifra a distancia calculada
por si. de Caslelnau enlre a Vuelta del Diablo e
ull.m. caicata, a saber 90 leguas, leremo. om lolal
oe.Ui lesuas na vega veis sobre o Ucayale. Esla
longa oavegaeao justificara a preferencia desle tia-
janie. dispoilo a considerar o Lcayale como terda-
deira tonta do maior rio do mondo. Cora effeito.
segundo os calclos de M. Herndon o Amazonas te-
na desde o confluente do Lcayale al o Alltnlice
uro. curso navegavel de 77.1 leguas, ajootaodo a eila
cilra as di, legoas prali-aveisem o Ueavale. oble-
mos uma navegaco nao inierrompida de 1120 le-
----. ..^. _^ _.,-.,. ii-ixi--,, i-i*i i.iiinai t' iii-i- mi? rjup n nrnnriA riu ri,i !> .
r,,=.r~:, assa* .- Sbb3S sar. as:
allluenle do Amazonas. Nao esVuecVmos todavia
que o propno rio nao he navegatel se nao a parlr
(Cont/iuar-xe-Aa.)
dura do lluallaga.
Nesle mesrao ,.?,"',e,,e1ull!m<> no mal tiiinho qae .uu,.i,
los. ,8 fuul!* d0 "* "ao hc terdadeiram.nle navegavel
..a escol- "r.0.'S,e,n0SS6UUr7par,ir Pongo de Chil-
la que Ibe e-a necessari para cumpnr s.u projeclo -V, Zi """"' de9,0 .le8ua'- M- Uerodon
de remontar o .lio Lcavale e o Pachilea. Apezar .d.r,, ? ni1" e'" "* ,eu8s "aveg.clo (olal
uo. ett;0H(M0t-uila^nari.a, os-*^^ ,r*r^- -Wn? tem o lluallaga ale aenbocadura do
rain-s decidir a afrontar os perigos .,e iodo o .,- r'I; A tagan esla pois ,da parle do
ero que ollerecia esla expedido. Dissemos ero que
Irisle estado M. de Caslelnaa e seus companneievis'
linham chegado a Sarayacu, depcis de ler descidoo
rio ; acabaremos poisajudados com a descriprlo Lita
por este viajante intrpido, nusaa prupria explorarao
desle imprtame allluenle do Amazonas,, para uiii-
dade de nosso plano continuaremos a remontar a's
avessas do itinerario segoido por M. de Caslelnau.
cima de Saraycu dabilara, como disaeraos ot In-
dios Sepibos dos quaes se euconlra minias aldaias so-
bre as duas margeus dorio. Numerosos regalos, dos
qnaes nao assignalaremos senao os principies, caera
igualmente dos dous lados do Lcayale. Mui pertode
Sirayaco, M. de Caslelnau cita o" rio Cuciobatav ou
Pusiohaii como sendo mui consideravel. L'm dos ln-
O nosso aroeno Santo Amaro est conquis-
tando os foros do famoso Catue, de mimosa recor-
dacao. Uma familia de Marciaes lem transior-
dios de-,ua-escuT.-.rd-i-zu' "mTTSSmSS "f nboa n^? W-Mbdeqoe outr'or.
nove dias. reinava naquella localidade. Baro he o dia, no
Com muilo. dias de viagem mais para* alto se 'lual na0 se d na ra do Lima uma relia, quasi
arda a embocadura do rio Pcsqqi, cojas fonle. sao sempre acompanliada de esparrmenlos e atroz
CacdiboV. Pe'a "* ""iSe** *- Cassibo, ou nsult0s, dridos LrJgaC' LS
Na direccao do eorfTueule de Pachilea enonlr.-se ras era vozes alus- ^m '' oelebre P. pro-
as priraeiras choopanas de Combos. Este rio he da "> herciildo, queja habilou o presidio da Fernan-
.ncs.na largura que u Sena abaixo de Pari. ; he um do, um R.... de igual iaez. e a mulhnrd. nm
dos principies a'Muenles do Lcayale. Sea car.o he ^ .,,. trind.d. nfaee...
pouco enhecido, mas chega por eus bracos ame ?"" *"** Sa0 '"dade infernal, que segun-
rosos al ao p do Scrro-Pasco, e das punas de n3s conslai taM Santo Amaro em um cortar,
J"nn'i, i. j- .. como se diz. A exemplo desea geota o ippare-
.J I?.'f'i "' 'ht M'- de.C.4,e'n. Pedera le- cendo outras ligaras, qoe dispulam a MlmTnos
tar barcos de tapor aleo Mavro situado perto de daraui e dUinehiAs r. ik v*lma n,os
Pvioiu.a desacatos e disturbios; uma mulber, por exemplo.
i*fc*&Aftt*Cfl.
PAGIN4 AVULSA
K
do. .
Paran.*
M. H.rndnn, que qniz subi-lo, muela, de algu-
mai inloriii3cf.es oblidas por elle, que deve ler ura.
crrenle mui rpido.
Abano da embocadura do Pachilea, uma Ida moi
Brande chamada Cypria, oceupa o meio do Lcayale.
Com mais algn, dias de viagem, e cima de urna
passagem pengosa que o. auligos missionarios cha-
maran) o Vuella del Diabro se acha uma oulra ilha
mullo mais consideravel que a precedente, e sobre a
qual esla Minad,, a aldeia l'irzos de Santa Bosa. M.
do Caslelnau e Ires de sen. corapanlieiros passaram
ueste lugar uma noile bstanle inqoieladora ; esla-
vam sos no mei de O guerreiros armados, coja lri-
bu era afain. ia por sua astucia e Terocidade.
Ni propna -aban i era que elles se achavam, esles
selvagens linham, pouco lempo antes raanacrado 8
soldados peruvianos.
Junto a esla ilha. o Lcayale recebe esquerda, ura
rio imprtame, o Tambo ou Apurimac, e torna a
part-deste poni, sobindo, o noine de Lrubamba.
O Apurimac lera pur principal afflaenle o rio
Montara, cujas fonles chegam a cidade de Ayaeo-
cho he as celebres minas de mercurio de lluancaru-
lica
A uma curta distancia an ueste de Cuzco, junio as
ruinas do forte de l.lraalarabo, ve sea ramosa ponle
de cipos laucada a 150 ps cima da trrenle que for-
mara enlre duas montan!,,,- de rocha- calcaras, as
aguas do Apurimac. *
A ponle de Apurimac hm 80jardas de compri-
menlo sobre li de largura. M. Cibbou que nos tor-
namos a adiar aqu, fui obrigado a pasaa lo indo por
Cuzco.
'. niiuna i, i., a sobir o Latele, ou antes o Ufa-
bamba, atiingimos logo a. peri'gosas cscalas em que
a expedicao de M. de Caslelnaa esleve a ponto de
ser submergida inleiramenle.
Enconlr.mm auiei nm curso d'agua consideravel
vindo da direila, designado sob o nome de Cami/er,
e quasi tao largo, em seu conlluenle como o lio prin-
cipal.
0 ponto em qu. comecam as cscalas de Lrobara-
ba be o liimie meridional da Pampa .del Sacramen-
to. A 110 leguas acuna esla situada a aldeia de Echa-
rala oude se erabarcou M. > Caslelnau para descer o
perigoso rio.
Nao faremosa narrarlo abreviada desla assn.lado- .
ra navegaco era qoe a morle se apresenlava a cada J W adianiado, mas promelle
instante aos olhos dos viajantes, que alera disto sof- dar-lhe noticia minuciosa a respeilo. .Na rui do
Ireram lome e liveram de lular contra a maldade d- R*""1 "> ~ '
sua escolta peruviana, nao menos que contra as in
ceisanles pe lidias dos lndios.|
Na i en.rill de
taante! Irade de ,., ,ne de m ana,,., qne
rldo acompandar a M. de Caslelnaa uo meio da.
bus selvagens. Vendo a raima arremecar se com ra-
pidez de orna Hecha para o peso, os Peruvianos eos
Indio.se anearan) .. agua, refere o viajante :
* U ve do padre Mi permanecen na canoa, e mi. o
onvunus dislmclamenle recitar a .upplira dus asoni-
sanles, .lepoissua voz se perdeu no rae,,, dn elron-
do das cscalas.... O padre Kamoo Bousquel assim
se cham iva este rellaia] nao linda cessado de ani-
mar e de consolar seu. companheiros de viagem ara-
nrunhados por tantas faltas. Alais, enfraqnecido ZlZ....."-* F=" uspcuis a uuras aenjrn..-
pira descer a Ierra coran os oulros najanles, elle per- a de laiuPees naquelle lugar, Ulve
raancia na camia c cantata psalrao nos peioret lu- cor|coffa pata que reunam-se esses grupos.
R*l*bmi a- a na rua do c--- uma taberna lio im-
25X2Sgi VLSKt Tfie TT5que ) fos compradores fogem
dor de si. M. de Caslelnau nao escpiecia os iuleresses 'r exllala do ir"erior 'edo borrval, as suas
da ciencia. praleleiras sao depsitos de ratos, baratas, osroas,
1 m da era que todos lindan) rauila fome, conse- """" ilI. li.i. -.-a sor- k- jt___:
guio-s. pescar almini pequeos peiaes do lamanho
ile um cadoz ; cada viajante levo cinco oo seis
a Enlre elles se achata um peixe de nina especie
ma.lnsingul.u-.roiita u sabin explorador, mas sen do-
no vendo o desejn que eo i,!.. de jaata-to nova,
colleco., nao qmt coder-m'si ..nao por lodo o pro-
ducto de minha pesca. Hesilei ura atlante, depni.
lu o negucm e emquanlo ,n,- companheiros com
ara ea me conserve) de lado e puz-m. a desenliar
rainha nova acquisieao.
r-------------- ~- i i*". U4i.uau|n,
traz nos bolsos do roupao um. par de pistolas de
algibeira, oulra urna faca de poma; aqueile um
ccele, esle um compasso, e finalmente a casia de
valemos est sendo tirada naquelle lugar com a
maior perfeicao possivel. O famoso P.... ber-
ra para quero queira ouvir, que lympatbysa com a
ilha de Fernando, quu pouco ss importa la ir
novaraenie, com lano que ensiite a tal mulner que,
surrou. Um pobre rapazinho operario na fundi-
cao do Sr. Slarr, foi ha dous dias brbaramente
espaocado por P.... licando cora o rusto dema-
siadamente coniuso. A tiuva marcial ameaca
consianiemente os visinhos com a sua inseparavel
Taca de poma, e ninguem se arete a sahir-lbe
para reprimir tantas e lio repetidas violencias. O
Sr. subdelegado, que nao paclua com essis aesor-
dens, ignora talvez ludo isso, porque o inspector
de Santo Amaro, como j dissemos, nao pude po-
liciar aqueile quarleiro, por ser empregado nos
Lazaros, eainda assim nos coosla, que antes de
hornera elle esleve no lugar commum dos laes dis-
turbios, e ouvio o P.... vociferar, promattendo
vingar-se do co e da trra, lieos permita ,iuo
d ora em diinte aqueile lugar v tendo mais soce-
go. Nal nao perderemos de vital os seUS h-
roes.
Consta-nos que ha em Sanio Anaro um
ai;ougue, quu esl lornando-se em uma califor-
nia para quem lalha a carno : o seu proprielario,
homem honrado, sem duvida que ignora o que se
queixam alguus moradores pobres de Sanio Ama-
ro, a respeilo do modo consciencioso com que na-
quelle tallio he pesada a carne.
Consta-no,, que um famoso gatuno cha-
mado H... que substituto o Chico-carieira, princi-
pia a aliciar gente para a organisaco de uma ou-
lra companhia. A polica nao se admire, o nego-
esl adiantado, mas promeltemos em breve
noticia minuciosa a respeilo. .Na rua do
. Rangel he o pomo, ej a semana passadaalguns
n- neophitosensaiaram-se na carleira de um caineiro
pa-.asemdc urna dettoi cscalas perecen um roubaDdo ella 4 avel rrade de id.de de m annos, que linda que- sa Pollc'a' que a polica do governo pouco traba-
crnpad,raM.deC.,.e......_; ..,.,. Iho lera ; nao daremos quartel a esses ladroea, e o
a- seuchefe B... que mude de rumo !
O Sr. tindo de bordo, que cosluma frequtn-
tar um caf, lembre -se que tem quem nao o perra
de vista ; esses lempos do uro passaram-tu,
e agora j todos o conhecem.
Dizem que no caes de Apollo todas as nui-
les rennem-se pessoas suspeitas horas deterroi-
MUTTOxtJ

eoutros a n i ni ,i lejos des t. ordem. Nao hc ella s-
menle, muitas dizem que esio oa roesma esleir.
Pedimos ao Sr. fiscal de Sanio Antonio, que d
ura passeio por essa rua, que com facilidadea co-
nhecer.
Ha uma desconlianca geralcom as olas do
cincoenla mil res, apezar de, por ora nao kVM
rem indicios de cirrularem as pebas, todavia os ho-
mens do mallo voliam com ellas para onde recebe-
w-

-.



DIARIO DE filMllUCQ SEXTA FfclBA 28 ni ROVIMIHO |E I8SI
raro, a muitos nao asquerera tomar com receio de
seren falsas ets desconhecarero.
O Mascara-negra tem sabido ser iiel; con-
tinu, nao esmorec.
Nao seria mo que no caes do Capbaiibe
fosse col locados lampeoes, e bem assira na exlen-
^ sao do vireiro do tMuniz.
O Sr. Dr. Almenla nao aceitn a olec.io da
directora do Gabinete Portugus, pelos seus mui-
tos alTazeres, e gradeceu por ura officio este voto
de coosideraco da parte dos seu9 amigos. O Sr.
vico-director pedio demissao do lugar ; e assiro
tero o conselho de fazer essas nomeacoes, e deso-
jamos, que ellas recaan em possoas oomo os que
deitaram os seus empregos. Os Srs. 1." seerola-
k ro e thesoureiro anda prestara bons servido ao
gabinete,e com aceitaran de toda a sociedade.
Na Passagem foi antes de hontem bem roal-
V, tratado um escravo do Sr. Nery da Fooseca, por
un couce de cavallo ; um cargueirode Crusahy,
querendo mostrar que tioba boa perna para esfo-
guelear um cavallo, principiou por aperria-lo as
rodeas, suffoca-lo e espora-lo, a ponto do animal
perder a paciencia e soltar couces era todas as di-
raoces, e nesta occasio foi o tal preto victima da
hahilidadc do picador, e das furias da bestia.
Coosla-nos, que o vapor Amazonas, tem
sido constantemente visitado e a todos, o digno
comraandanle e sua disliocla officialidade, recebara
com vivas demonsiracoes de cirilidade e corteza-
na.
Eleitores da freguezia de Boique.
Os Srs : votos
Francisco Ignacio de Araujo 845
ManoeldaAlbuquerqueCavalcant 836
Corunel Leonardo Bezerra de Siqueira Caval-
canti 493
Teoente-coronel Manoel Camello Pessoa Ca-
valcanti 492
Vigario Jos Teixeira de Mello. 491
Antonio Marquesde Albuquerque Cavtlcanii 491
Jos Jerooymo de Albuquerque Mello. 491
Capitao Emiliano Caralcanti de Albuquer-
que. 488
Alfares Josquim de Albuquerque Pessoa Ga-
valcanli 487
Ivu llodiigues Linsde Albuquerque 486
Laerte Bezerra Carvalcaati 486
Jos Victorino de Cavalho Cavalcanii 485
AJferea Maooel Joaquim Pao-Santo 484
Joao Alves da Cunha 494
Romualdo Bezerra Cavalcant 484
Manoel Seineo Cavalcant 4S3
Miguel Archanjo Teixeira Ozorio 483
Jos de Mello Cavalcant 483
Eugenio Vellez de Mello 482
Jos llerculino de Alraeida 482
l.ourenco Bezerra de Araujo 182
Francisco Bezerra Baio 481
Manoel de Souza Coelbo 480
Francisco Casado da Cunha Lima 480
los Leoncio de A Ibuqoerque 480
Caetano Moreira Lima 480
lzdoro Bezerra de Oliveira 479
Tbouiaz de Aquino Araujo 479
Bernardino Joaquim de Alinaida 476
Antonio Luiz de Albuquerque 476
lu.io Jorge Cavalcant Jnior 474
Manoel Semejo Bizerra 473
Leonardo los Bezerra 473
Antonio Luiz Bezerra 470
Hospital de caridade 26 de novembru 72
doentes.
Al amaniata.
REFAHTIlJAO DA POLICA
Secretaria da polica de Peruamboco 21 de no-
vmbro de 1856.
Illra. e Exm. Sr,Levo ao conhecimento de V.
Bxc. que das dilzereotas parlicipac.oes hoje recebidas
nesta repartido, eonsli que se deram as seguiales
nccorreneiit r
Poram pre Kecife, o prMo encravo Jos, por fgido.
E pela tonio, Amonto Esleao Je Oliveira Datra, por de-
sobediencia.
Daos guarde a V. Esc. Illm. e Exm. Sr. con-
elheiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente da
provincia.Ochefe de polica, l)r. Policarpo topes
te /.rao.
-- 4
litro, e xra.Sr.Levo ao conlicciraenlo de V.
Exc.quc dasdiflcrenles participarles hoje recebi-
d* nesta repartirlo, consta que se deram asse-
guinlea occorrencias :
I orara presa* : pela subdelezacia da frecuezia do
Kccfe, Joanoa Maria Rosa, por briga.
I'ela subdelegada da Ireguezia de Santo Antonio,
a prela eacrsva Benedicta, por fagida.
Pela subdelegada da fregaiesla lo. Afoeados, Mi-
noel Thomaz de Brilo, por farlo de cavallos.
E a requisicAo do depositario geral, os prolos es-
cravos Serapiao e Mannel.
Daos guarde a V. Exe.Ulm. e Exm. Sr. con-
aalbeiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente da
provincia.O cuete de polica. tr. Policarpo Lopes
de Leo.
petmiltidos, e semas formalidadeslegaes. Penas,
de priso por um a tres mezes. e de mulla corres-
pondente a melado do lempo.
Art. 211. A entrada de dia na casa lo i-idado
he penniiida :
1." Nos casos em que se permute de noite.
reudo Joao llerculano e mais peMosl que prsenles
eslavam. Boje porem tinta nolavelmenir haver es-
tas antecedencias, remani nelle a calumnia em
desabono de sua reconhecHa probidade, e de mal
ser eu ubnga mi'-m i ver.lade.
Ilecsba vosse etc.Seu lio c amigo. Caelano.
Novembro :>:! de IMJtt.
Eslava recouhecida.
Illm. Sr. capitao Caetano de Barros Canil de
Quelroz.Victoria 12 de abril de 1851.TenJo o
Subdelegado e o promotor do Bonito me requitilado
a captura do criminoso paleador de sedulas falsi", e
que se aclia processado naquelle termo, declarndo-
me qoa asse criminoso que se chama Jos Flix Xa-
vier se acha no engerido de V. .-., e como lalvez
V. S. Ignore n crime desse humen), porque eslou
eerto qna V. S. nao apoia essa gente, lodavia rogo
V. S, que, se esse Jos Fel \ ivier estiver ah oa
peno, de o mandar prender, diauandi-.e remlle-
lo com loda "e&uranca.tpelo que muilo lerei que
agradecer a V. S. Teuho a honra ele.L'raucisco
de Souza Cirne Lima.
lEstava leconhecida.'
tlim. Sr. Iir. Francisco de Soaza Cirue Lima.
17 de abril de 1831.Quando recebi a mu alten-
ciosa caria de V. S. de 12 do correnle, ua qual me
pedia que mandas-e prender a Jn&o Flix Xavier,
(ri.niii.i-) de paisador de sedlas falsa, que o sub- quer olicial de justica com duas lestcmunhas pelo
delegado e o promotor do Bonito disseram ollicial-
raenle a V. S. que 9e achava ueste engeulio, en es-
lava doenle, por isso nao del logo a couveiiieule
resposla : agora que ja eslou melhurado. depois
de agradecer a V. S. a allenc.au porque sua bonda-
de qoi> ler comigo, sem eu merecer, passo a diaer
qoa aquella hninein a qoein se criminou como pas-
ador de sedulas falsas, n.i i esleve e nem est neste
en'eiiliii, e tu nio se) onde presentemente e acha,
por tamo aquella sobJelegado e promotor foram
mal informados, se n.i.i precipitados, quando aflir-
mar.un que elle aqoi eslava. Eu contieno ha anuos a
essp Jos Folu. hom-ra septuagenario, propriela-
no. probo, honrado, simples e de boa consciencia,
e or i.so nimio me admiro minoso como passador de sedulai falsas. Se elle as
passou posso alian.; ir que ignorava que fussem laes.o
que he moilo fcil de acontecer a qualqoer oulio
quanto mais a aquelle miseravel que n.i.i sabe ler
e uem escrever : algom esperlalho sa apruveilou
de sua innocencia para Ih'ai passar, e talvez esse
nao esteja processado. Sju eleCaetano Correa de
Queiroz.
LisboaBrigne porluguez Kelanipagoi., Thomaz de
Aquino Fonseca .v l'ilhc. 211 b.irris mel.
PortoBarca porlugueza Flor da Jlalas, Manoel
Joaquina Hamos e silva, bu cascos mel.
CanalBrigue ingle* iGaorgea, N. o. Beber &
Companhil, blUI saceos as LiverpoolBrigue inglez aOdema, Johuslon l'aler
va .____ .'_ -i a i" & Compaulila, 84 aaacaa algodlo.
Nos casos era que na conformidade das i.i.erpooi-i.alera oaltaa .Marmloa, di,er,s car-
leis se deve proceder a priso dos delnquentes, regadores, SOS sarcas algodao, loo arrobas de os-
a busca, ou apprehenso de objeclos roubados, fur- so, bUO palhas ue coco.
taJos ou havidos por meios criminosos : a invest- \ fUZnm4}?n tnut*u'Oli"ta, LMaerra&TtNM.
.: j.. i Irers, 2.1'J sacras alsodilo.
gagao dos instrumentos ou vestigios do delicio, ou : Ban|.Ayr.|-Polaea heapanhela ..Silencio., Viu
de contrabando, e a panbora ou sequesiro de bens '
que se occuliam, ou negam .
3.' Nos casos de llagranie delicio, ou em
seguimento do ruachadoem flagrante.
Art. 212. Nos casos mencionados no n. 2 do
art. antecedente se guarJarao as seguinles formali-
dades :
}J !' Ordem escripia de quem determinou
a entrada com expressa designado da diligencia, e
do motivo della.
2.' Assistencia de um cscrivo ou de qua"
Secretaria do
----- conselho administrativo para fnrue-
eimenlo do arsenal de guerra 26 de 1H.)6.lientu
J.iso Lamiiha Lina, coronel |.residente.Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, \ogai e aaeretario.
TRIBUNAL DU COMIIERCIO.
I'ela socrelaria do trlbnnal do coiniuenio de l'er-
nambuco se faz publico, que nesta .lata oi cumpe
leuteineiilc matriculado u Sr. Jos Moodea, cidadau
brasileiro, eslabelecido na cidale da Fortaleza, pro-
vincia do Ceara', com commerrio de fazendas em
grosso. e consignajoes. Secretaria 27 de oovembro
de ISli.
Abominalio esl Domino labia men-
dacia I qui aulem lidelitn agunt,
plaeeat ei.
l'rov. cap. 12 v. 22./
Continua u padre Jo.v llerculano do Keg, pro-
nuuciado a prisSo e a livraraenlo no art. 205 du
cdigo eriminal, a lanrar-se sobre a miuha pessoa
com tongos apuntoa.los de calumnia de envotta com
injuriosos epilhetos dignos dellr. Nao o acompauho
par passonesse artefacto de embustes por se-
ren resaben dos que com d icometiliM ja refntei
ne>le Harto, e an quaes procuran lo debilitar de
um modo celebre nAo vale por sso qae (nia as
honras de orna rejposta. lmpuguarei entretanlo al-
gn- inventos novamenle appaiecidos no Jornal do
Commercio de 18 do correnle.
Diz qae o Sr. Bilaiicnurlquizera com elle jus-
tara ana defeza por um cont de res, prometien-
do todo acabar, e acrescenla que o referido Dr. lera
comrgo grandes relac/>es. Logu, conclue, qoe aauel-
le dinheira era para eomlgo ser dividiJu Quando
tis-e verdada que um tal ajusto se desse (a que ig-
noro e tal promo.-,i fosse feila, a cousequencia que
ease padre lirn lie d'nma lgica lio admiravel que
a lodos pasma, e anda inais admiravel se loma
quando elle no Jornal de 11 diz qae aqu-lle Dr.
muilo levara mal a denuncio dada contra Tenorio.
Se eu fui quem denuuciei sera me ler mostrado es-
quivo. como aflinna o pioprio Sr. Antonio K)-
iniindn em ma carta apparecida neste Diario que,
ifi.Duiia.il> de lana calumnia, sahlo-lhe ao tncon-
iro. qae conaequeneia -o lleve tirar, ae nao que es-
sas relai;.'..'. que diz ter eu com o referido Dr. d3o
nao lae* que me levein a quebrar o mea riever, de
modo a ndo faer o que devo, pois qae se o con-
trario surliae leria empregado meios para qua a
denuncia se au ellecluasse com o inluilo de nao ir
de encontr aoa desejos de quem, como diz,me acho
to ligado ? 8e disse que eu nao linio, respondido
ao tpico das arca viduo que diz elle vieram a miuha casa para de-
nunciar, e que alias niu dei estas denuncias, como
rae curnpriu fazer. Allirmo que s urna de,as [>es-
oas veo minba casa, e deuunciei. As dentis eio
vieram. He ama falsidade. Hilas aao de vallo tal
na soeiedade, que uem as couheca) para que possa
dellas clher pruvae e uiustrar aisim a falsidade que
cmbalo. Para ser crida poriinto aquelle a quem
respondo, aprsente provas para as suas aaiei ifle e
nao >e limite snnieute a innividualisar, e a enun-
ciar f.ilsi.lades, querendo carregar a parle c.nlraiia
d um ouiis qua no aecusador iucumbe provar. Foi
por Has que lim.loino-nos em nossa penullima cor-
respondeocia a apresaulannas aquelle importanle
alleslado, qae prova de sobejn qoal o nosso compor-
lamenlu no sxercieio de uosaos deveres, e ao qnal
lao cerebrioamenle ae qui/. enfraquecer. Conliouan-
do o calumniador nn .eu libello ramoso diz : o Sr.
I. rererindo-e a SJaaa) j,, ha mullo deu o que
fazer a um pobre limador vmii.l.u de sen do, o ca-
pitao Caelano. eemquanlonaosugou-lhe os cobri-
nlins no o denos tranquillo, e i.lo por rau-a de
ama denuncia que comra es.e liomem dera a S. I
um ujeilo do Bonilu. Foi olio d Sr. Oueiroi quem
me conloa esla liiston.i, ele.
I'arecia-me qae ato houvesse quem com tamanlia
mpsdenria calnmniasse. Suppunha qe 0 impel-
i a lano nao ebaasass. Mas ve-se .los doeumenlos
abaixn que o calumniador he de ludo capa/. Sun
lease a caria abaixn de meu lio o Sr. CaetaOo'
coj leslemunho aquelle pidre invoco, e doqueiri
dase que aquelle facto asaban, que eonhecar..,.(,,
a n-jrer i ds calumniador.ver-ae-ha d'outra caria a
que se repoda a do predilu meu lii.que oi o pro-
motor do Bonito e -uli !elc;a lo il'.ilh quem requisi-
tara ao gr. Dr. Carne,enlo delegado, a ptislo js in-
dviduo de qne se trata, ver-ae-ha flnalmenic asil
a resposla que dau o meu lio ao Sr. Dr. Cirne.e se es
i.isso live parte, que eu me acliava em completa ig-
norancia ale o momento de ler ama lal correspon-
dencia, e depon de ludo ver-se-ha conclnin lo-se.ta-
|iii para o mais, de que nlo he capaz o calumnia-
dor para quem a moral he nada e a religiAu he urna
hyporrisia.
Prole-to nio rollar mais. diga o que disser esse
dslraclor despeilado, a quem victoriosamente lenho
combalido, porque seria rehaixar-me entrelen ln-o
s a odos si seus embustes darei em npula Um an-
lemne deaprezo. Victoria 2i de novemtro de 1836,
Luiz Corra de fjjsalw Barros.
I u I u Em reaposta a sua caria de hoja, rtmello-
Ihe a caria qae recebi do Illm. 8r. Dr. Ciro*, e com
ella a copia de miuha caria em resposla a msma, a
foi exactamente o que diste em pretenda lo nvi-
Corrc0p0tt&enritt5.
Srs. redactores:Rogo-Ibes a lusercjo da caria
seguinte com a qual anda maii se demonstra as
fatuidades du padre JoJo llerculano. desss homem
ja perdido na opinio publica, e vergonha do clero
brasileiro.Luiz Correia de Queiroz Barros.
\ icloria 15 de novembru de ISili.
Illm. Sr. Ur. Luiz Correia de tjueiroz Barros.__
Como vejo no n 4.1 o ./ r'l do Commercio des-
la ^provincia, um cuinmuuicado do Sr. reverendo
Joao llerculano do Kegu, no qoal se Ir o seguiule
trecho : a Cousla-me que o Sr. Queiroz ao receber
a miuha denuncia (mo grado seu), dissera ao por-
tador o Sr. Antonio Kaymuudo de Mello. Bem :
va' ; lome teu accordo e volte ae qoizer .entregan-
do-lhe o papel. E quando pouco depois u Sr.
Mello levou Ihe a deunncia, tizeudo quecooviuha se
po/esse em execucau, o Sr. Vueuoz ae tornara fui-
la cores, s
A vista de tars expressoes, e da couclusao que
deltas se deve lirar ; eu jcomo portador de lal de-
uuncia quero por amor a ver.la Jea verdade que
aerapre prezei. e coulinus a prezarquero, digo,
perraissao de V. S. para explicar o felo, lal qual
se patsou, e V. S. asan' lembrado.
l.'u enlreguei a V. S. a denuncia do Sr. padre
Jodo, V. S. ao recebe-la, e logo que fnduu a lei-
tura da mesilla, re-pon leu-rae : formaes palavras
Sim Sr.. vou ja dar a deuuncia, seja contra quem
for ; urna vez que hajam provas. Mas punderuu-
me V. S. ); ssl teslemanha... jurara'o qae aqu
se diz? Eu respond, a qoe supuslia ; e depois, eu
ped a V. S. que cede-ae-me a lal denuncia,em cun-
t inca, e quemis larde voltaria ; V. S. concedea-
m'a, i-iii pelas H horas da manhia, mais larde
V. S. foi para o jury, e pslaa 6 huras da larde, eu
volt,indo a casa de \ S. entreguei-lhe a denuucia ;
e V. S. disse-me que eu vollasse uo ootrn da para
submetle-la a'despacho; pedi escasa, V. S. me dis-
se queboro era eusero portador, para nessa oc-
casio eo dar logo n meu depo-meolo (como lesle-
inunli.i ; e que se o delegado suppleule em exerci-
co as,un deliberarse por despacho, que eu avisasse
a V. S. para assislir ao mea depoimenlo.
Eo nao vi. so nao disse ao Se. padre Joao, que
S. se lomara furia corea. Taes palavras (repito)
eu nilo disse salvo se eu eslava alluciuado "!!...,
aatsj quasi prefin ama boa morte !!!...)
He cerlo que V. 8. em conversa comigo, disse,
qoe esaa denuncia n.io atlenuava o crime do padre ;
qoe essa denuncia era meramente contra Tenorio :
qae o rrime do Sr. padre nada tinlia com essa de-
uumra.
Eo ronversei is dessas palasrss, e raapsstaa, conheci que elle ficou
malte mal aaMsfeilo coolia Y. S. E-sa he a
verdade.
Agora quaiito os eouviles.
Em o n. ii do mesmn jornal se Ico sega.-.
venha por ca' a noile, para conversarme* : voss
nao apparece !... Suu enhor. Si. Dr. (Jneiroz, he
Tenaos que V. S. fez-ms esses convites, ou convi-
le, e eu em conversa disar-o ao padre JoSo ; aerres-
.'.enlaiido que nAo ronhecia em V. S. ma' dispos-
cao ceir elle; mas o Sr. padre Joao quer por torc
ama eonelusiio, segundo na ira ou paixAo! !
He verdade (repdo), qae V. S. fez-me o'sse eou-
viles mas porque '.' A resposla he lio simples, quilo
verdadeira.
lia 12 anuos pouco mais os menos, V. S. esla'
residiudo nessa cida.Ie, e desde o segundo auno da
residencia de V.S.. queme lera prodigalisado sus
amisade ; acompanhada sempre de orna allabilida-
de exlremnsa, e sem que en em nada leuha servido
a V. S. : V. S. he que melem feilo favores, ja re-
cebendo-me m aoa casa com as fo:muas cima in-
dicadas, e ja respoudeudo-me propostas, lano por
eseriplo. como verbalmenle gralii.
A causa do convite, eu scrapre qie voo a cidade
dirijo-me a casado V. S.,e conversamos mais ou
menos confornae a occasio o permite, oas em das
de jullio porque em junho V. S. eslava na fregue-
zia d Escada. eu sempre all na Virloria, andava,
fa/eiidu nao aei qoe a pedidos do Sr. padre
Joao!!... e como de proposito o3o quera ir a casa
do V. S. ; essa minba falla deu lugar a V. f. fa-
zer-me esse cunvile.
Declaro alio ebomsom: ale hoje anda nao ouvi
dizer. nem por amigas, nem por desafleicoadoa de
V P- Dr. Queiroz veudeu-se por dinheira,
deituu de cumprir com sen dever como promolor,
e mesmo como edvogado por dinheiro. Uso : nan-
ea ; nunca ouvi isso. No he favor qae faro a V.
S. ; ha justo.i, e s Justina quando isla digo."
Coiicluindodiiei ao Sr. padre Joao, que emhora
matulo, a minha simples, e tenue educac.io ; o meu
genio emfim he, sempre foi, e sera' infeuso a esses
myelerios ::.'... e rogo V. S. me discolpe cssaa mal
allinhavadas explicaees, rom as qoaes V. S. fara'
o oso que Ihe couvier. Eslimo a saode de V. S.,
e que rae d occasies de mostrar o qoaolo sou de
V. S. altencioto venerador, obngado.e criado.An-
tonio Kaymuudo de Mello.
Kiachao 12 de novembru de 1836.
menos___
Art. 213. O oflicial de justica cncarregado da
diligencia, executa-la-ba com toda a atiencjio
para rom os moradores da casa, respeilando a mo-
destia, e o decoro da familia ; e de ludo se lavrar
auto assignado pelo ofliaial, e pelas testemu-
nhas :
A ttansgresso desle art. ser punida com priso
de cinco das a um raez.
'j^ubcttcao aptbteo.
Illm. Sr. Havendo-mu exonerado 8. Exc. o
Sr. presidente da provincia por olllcio de 25 Je
selembro, da comraissao de que me acho encarre-
gado nsla comarca, em consequencia da exlne^ao
do cholera morbus, c deterniinando-nie o mesmo
Exm. Sr.'que eu entregue as autoridades os objec-
los restante- das ambnlancias do governo, as-
si m como as precisas instruccijes para o caso de
rea p parec ment do mal, lenho a honra de remol-
ler a V, S. os medicamentos, mantimenlos, bacas
e mais objectos constantes da inclusa re lacio, alim
de que V. S, se digne fazer emprega-los as pes-
soas desvalidas, se por infelicidadc re3pparecer a e-
pidemia, e salisfazer as requsi(Oes destes objectos,
que por veniura Ihe sejam dirigidas pelas autorida-
des da comarca da Roa-Vista, onde se receia o seu
desenvolvimento ; e neste sentido i olficiei ao res-
pectivo juiz de direto.
Previno a V. S. que o vinho e opino anti-cho-
lerco muilo aproveitaram no iratamenio do cholera
devendo-se portanto seguir as inslrucces exaradas
no folheto de minha composi(o, de que envo a V.
S- incluso ura exemplar, e de que achara *25 em
cada urna das 6 eaixas de taes remedios que Ihe se-
ro tambem entregues, alm das 4 eaixas grandes
com outros medicamentos.
I'artecpo a V. S. que amanhaa pretendo reti
rar-me fazendo escala pela povoaco dos Afogados,
onde consta se lerem dado alguns casos de cholera
ltimamente, com o que salisfarei ao redamo ofli-
cial do Dr. juiz municipal deste termo, de Inga-
zeira.
Tendo eu levado ao conhecimento do Exm. Sr.
presidente da provincia o abandono em que se acha
a vaccina nesta comarca,e'na da Boa-Vista, requi-
si lando o pus vaccnico para propaga-lo, o mesmo
Exm, Sr. bouve por bem remeiier-mc o que envi
incluso a V. S., hoje por mira recebido, e pois,
rogo a V. S. se sirva enlrega-lo alguma pessoa
que julgue idnea para desde ja propaga-lo nes-
ta comarca, onde se receia a pesie das bexigas, que
della se aproxima.
Ao relirar-me desta comarca nao posso deixar de
palomear as minhas vivas saudades, e gratidao de-
vida a todas as autoridades, e mais habitantes, co-
mo tributario ao acolhimento, dellerencia, e consi-
doracio com que me honraran), antes por suas bon-
dades e generosidades, do que ^or meu mereci-
mento, e faco votos para que os bens do ceo caiam
sobreest comarca para ruja prosperidade desejo ter
sempre occasio de concorrer.
Aprovelo a opporlunidade para reiterara V.
"i S: osjjroteslos de minha mais alia considerarlo,
Trespcito e particular eslima, pondo a sua disposico
int- todo o meu limilado'preslmo.
Dos guarde a V. S. felizmente. Villa Bella
j de novembro de 1856.Illm. Sr. Dr. Joaquim
Gonealrea Lima, muito digno juiz de direto da
comarca de Flores.Dr. Thomaz Aniunesde A-
breti, inspector e director do servico de saude as
comarcas de Flores e Boa Visla.
Illm. Sr.Com oolllcio de V. S. datado de
hoje me foram entregues os objectos constantes da
relacao que V.S. se diguoucnviar-meem duplica -
la, urna das quaes devolvo cora o comptenla re-
cibo.
Posto que nio esteja anda noexereicio do meu
emprego, julguei conveniente, para salisfazer a
V. S., e evitar o incommodo e risco de diversos
transportes, receber directamente os objectos, de
que V. S. lez entrega, e aguardo as ordens do go-
verno, a quem V. S. se dignar de prevenir, para
que providencie a respeito dos gneros, que se nao
podem conservar por muito lempo em boro es-
tado.
Procurarci dar ao pus vaccnico, bem como a
outros objectos constantes de sen oflicic, o destino
que V. S. aconselha.
Aproveito esla opporlunidade nios para agra-
decer era nome dos pajcuenscs os beneficios por
V. S. prestados a esta comarca, duratiie a sua es-
tada nella, senio timbera para por a sua dispos-
Sao meu diminuto prestimo.
Dos guarde a V. S.Villa-Bella de nuvem-
bro de 1856. Illm. Sr. Dr. Thomaz Aulunes de
Abrcu.digoissimo medico em commissao do gover-
no na comarca de Flores, Joaquim (ioncalves Li-
ma, juiz de direto desta comarca.
Sr. redactores.Acaba de ser praticado no
centro desia cidade ura fado, que por nimiamente
alientaiorio dos dreitos dos cidadaos, o anda mais
por lancar sobre os seus aulores urna grande cri-
raioalidade, nao deve de raaneira alguma passar
desapercebido ; al mesmo para que se nao autori-
se a sua repetic^o.
A pretexto de se effeciuarem prisoes de pessoas
que diziam alistadas para o servico da guarda na-
cional, apreseniou-se um grupo numeroso de sol-
dados capitaneados por um otricial. e accompanha-
dos be um inspector de quarteirao, e sem a
menor foimaldade da lei, invadirn a casa de
urna honesta familia, varejaram-na a seu talante
sem respeitorem a urna \iuva em companhia de
suas fiihas solieiras, que por se acharen entio sos,
na ausencia de seus manos, victimas procuradas,
muito receiaram os desacatos de urna soldadesca
infrene. impetuosamente anciosa por invadir to-
dos os recnditos da casa.
Quem autorisou um commandantc de compa-
nhia i cercar, varejar.dar busca no asylo sagrado du
urna familia, e por um lio frivolo pretext, sem
estar munido do um mandado daauloridadc com-
petente, se he quesimelhate mandado poda ser ex-
pedido para um lal lnu !
Saiban pois os aulores de tal iniquidade, que
procedendoassim, Gcaram incursos as penas com-
minadas nos arla. 145, 210, c seguinles do cod.
criminal.
Saibam mais que se a honrada familia a quera
vilipendaram, nao retorre as autoridades do paiz,
exigindo a salisfajao das injurias recebidas, he por
que em sua abnegado, prafere tragar o calx de a-
margura a envolver-seem questes que Ihe rouhem
a tranqullidaile em que lem vivido.
l'orm ser bom que Ihes nio sirva isto de in-
centivo para oulras jujanhas, porque podendo en-
contrar disposiroes diversas, achario o revesso da
medalha.
Publicando Vinos. Srs, redactores,estas mal ira-
cadas linfa** e a integra dos arts. cima citados, da-
rao mais nina prova do quanto se interessam pela
inviolabilidade dos direilos de seus concidadios.
f'ni observador.
Cdigo Penal.
Ari. 14... Commeller qualquer violencia no e-
xerccio das funecoes do emprego, ou a pre-
texto de exerce-las. P,.nas,de perda do emprego
no grao maxino, de suspensao por 3 annos no
medio, epor um no mnimo alendas mais en
que incorrer pela violencia.
Art, 210. Entrar na casa de dia, lora dos casos
{fcmmttdo. o.
...._.. ^ CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3i.
s Paris, 3.6.
Lisboa, 98 a 100 por de prenrin.
Kio de Janeiro, tfi a I por 0m a 15 e :M) das.
AcOes do Banco, 10 a 45 de premio,
a companhia de lleberibe 590O0.
(( l.'tilidade Publica, 30 purceuto ds premio.
Indemnisadnra. 52 idem.
da estrada da ferro 211 por llanda premio.
Disconlo do lellraa, de 7 a 7 l|2 por Om.
Dito do banco7 a 8 por Usn,
Ouro.(Incas hespanbolas. ,
Mnsdaa de h>l(H) velhas ,
l fiJlOO novas .
48000. .
Prala.I'alacoes brasileiros. .
Pesos eolumoari s. .
mejicanos. .
28 a 28|500
. ItiWUO
16|(0()0
. 99000
. 'iffOOO
. 29000
19860
ALPANItBiia.
Hsndimentodo da I a 26. .
dem do dia 27 .... ,
''70:51399:10
I9:008|853
S9:2-'25763
Descarreeam hoje 2S de noitinuro.
Briaue inglezfrisadamercadoriai.
li-lera isglexallouilaidem.
Barca americanaAmandafarinhl da Irigs.
Barca americanaC. E. Taydem.
Polaca liespanbolaCulebrapipas de viuho.
Brigue hra-ileiroFeliz Destinofarinhl de iriuo.
IMPORTAgAO.
Barca americana .<(;. E. Tay viuda de Philadal-
plua. coiisisnada a Malbeus Anslin & C, maufes-
luii o seguinle :
1.893 barricas lariuha delrigo, 103 eaixas cha, 000
barriqoinhas c :) barricas bolaclnnha, inditas gra-
\a, 2 i .lilas rarne sainada. 10 eaixas panna de aluo-
.IAo niil. 15 ditas verraifBge, 13 ditas reoslo* e pe-
sos. I dils pillas, I lali oleo, I dita verniz, 2 ca-
deiras de balaofo, I einbrulbo ignora-se ; aos con-
signatarios.
ONSULAPQ (EHAL.
Kendimenlo dodia 1 a 2b. l'l->l~|-,t
Idem do dia 27....... .'liii-jio
53.-0639258
._ve
Amoriru i Filho, 350 bariicas assucar masca-
vado.
ItKCBKOOKIA IIK KE.NDAS INTKKNAS B-
KAES HE PEKNAMBUCO.
Hendimenlo do da I a 26 20.034slli
dem do dia 27........ 70fM0tJ
2(l:79i>l.VI
consulaoo provimculT"
Hsndimeuto ilodia 1 a 26 Il:505a88:l
dem do da 27....... I:043f063
53:548*93
Mat>i nenio 00 pono
THEATRO
DE
U'IVEItSAS
Kendimenlo do dia I a
Idem do dii 27. ,
PROVINCIAS.
2ti .
5:900#553
O 1.19811
6:8151394
DESPaLHO UE BXPORTACAO PELA MESA
OCONSUUDO DESTA CIDADE NO DIA
27 llEiNMVEMBKO DE 1856.
Boenoa-AvresPolaca hespanhola sElacmeian, A-
moriin Irmos, 330 harnea, assucar bianro e mas-
cavado.
Buenos-\\res-Brigue hespanhol uMmufl.., Ano-
risa Irmaos, 2(0 barricas assucar blanco, 100 sac-
eos dilo mascavado.
.V-'i-lo entrain nn dia 27.
Parahiha2 da,, laucha brasileira 11S. Joao, de :8
toneladas, intslre Ambroiio Antonio l'rocopio,
tquipa&em i, carga loros de mangue ; a Domin-
gos Alves Mallieos. Perlence ao porlo Seguro.
Passageirus, Mainel Dumiugaes, Virginio Jusli-
uiaao de Souza.
:>'icios salados no mesmo dia.
Parahibaltale brasileiro Fiordo Brasilo, mcslre
Joao Francisco llardo*, car:: vinho e mais geue-
ros.
llio da PralaBrigue brasileiro aCsBcaielo, capi-
lAo Joaquim Fcrreira dos Santos, carga assucar e
agurdente.
8Mtek
O chefe da priineira secjo do consulado
provincial, servindo de administrador, em virtude
do disposto no att. 3 do regulamonto de 3 de ju-
lbodal852, faz publico que se achara deposita-
dos, no deposito geral dous escravos, Antonio, na,
cao Cassange, idade de 35 a 40 annos, Clorndo,
najo Congo, idade de 40 a 45 annos, com urna
belida no olho esquerdu apprehendidos pela polica,
os quaes sao considerados bens de evento, por se
desconher seus donos, e para qne seja cumprido o
que contera o sobredito arl. manda publicar pela
nprensa, para que no prazo de 60 das compareca
quen aos ditos escravos lenha direto, findos os
quaes se procederi a arrenalai;.ao pela forma deler-
ninada no art. 4 do citado regulanento.
E para que chegue a noticia de todos mandei
passar o presente edital, aos 12 de uovembro de
1856.
Theodoro Machado Freir Pereira da Silvas
I Edital. 1
&
Pelo prsenle faro publico, que
todo o escravo encontrado as
desta cidade ou as estradas dos
arrabaldts da mesma, depois do |g
toque de 9 horas du noite, sera'
preso erecolhidoa casa de deten- $|
rao, ecaaiigado uainanliaasejjuin- jf
te com.}() palmatoadas, salvo seos ?
escravos apreseutarcm bilhelc as-
signado pelo respectivo senhor, de-
clarando
<|iie ra a seu servico.
f? O presente edital sera' observa- @
^ do pelos agentes de polica,passado $$
'.' o prazo de (i diasque, ficara mar- (*
-;.i cados para que cliegue esta provi- ?'};-
vff delicia ao conhecimento dos do- ^
5 nos. Z
$ Secretaria de polica de Per- v.
# nambuco20denoveinbrodel8r>(i. S
i O chefe de polica, Dr. Polycar- ^
@ po Lopes de Leao. A
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprnnenio da resolucio da junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que as arremalacoes
das obras do riacho Pirauhvra e do Brunzinho fo-
ram Iranferidas para o dia 27 do correnle.
E para constar se mandou afinar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de novembro de 1856.O secretario,
A. F. da Annuneiaeao.
$tt:(*ra-v0ed.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimento do
art,22 doregulamento de 14 dedezembro de 1852,
faz pnblicc que foram aceitas as propostas de Gui-
Iherme da Silva Guinaries, de Jos Francisco La-
rra e Manoel Francisco das Chagas para fornece-
rem.
O 1.- 25 covados de casamira azul a 29400,
254 covados de bacta verde a G40 reis, 1500 di-
tos do dita a (35 res.
O 2-, 729 covados de baela verde a 600
reis.
4o' 439 pares de saPa,os ,e'los na provincia
E avisa aos supradilos vendedores que devem re-
colher os referidos objeclos ao arsenal de guerra no
dia 28 do correnle mcz.
Secretaria do conselho administrativo para for-
necimento do arsenal de guerra 2 de 1850.bernardo Pereira do Carino Jnior, vo-
gal e secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
U couselliu adiuinitlralmi precisa comprar os ob-
jeclos seguinles :
Para o naia haialhao do Gura.
llPlIauda de forro, covados HOII; oleado para de-
hrum, ditoi 10 ; coUctes pretor, pares 500 ; bolees
mancos de owo grandes, gruas50 ; dilos ditos de
daos iieqoeuos, dua, 60; ditos preloi de dito, dilo
Companhia fifi de carallaria.
(.abieldas de couro com arrala de couro cru
01.
I'rovirnenlo dos armazeas do Arsenal de Guerra,
ollicinas de 1.a e 2. classe.
UMlados de amarello, fi ; laboas de assoalho de di-
las, dunas li ; pitia marlim, rolos 1 ; Iravea de >icu
pira com :) pulmns de eomprimeuto, e !1 pol. de
i'' ..I arc*de rerro de i'01-e mei-' *le larH- i,r"
roria 10 ; rerroa de plaiuas com capas de 1 e lili de
pol. melaza de larg. 2, ; daos sem capa de I e lii
de pola, ingle de late. II ; aerruinas caibraei, da-
llas 4 ; oiia, caiaaes. duzas 1 ; ditas ripaes, dilai i
ditas de guarmciio, .lilas 1 ; presos ripaes da Ierra,
inillieiros IU ; serrotes de lita, li ; ditos da 111,10 de
2ii polg. de comprimenlo, 12 ; esquadroi de aro, I.:
cabos de linho velho, arroba 50 oleo de linbaea,
dem .1 ; verde crome, idem .1; rio Ierra, idem "l ;
arcos de pa eom us competentes ferros, >: ocre,
arrobas :) ; serras de mo de 2li polegadas de com-
primenlo 1 -
Ollicinas de 3.1 classe.
larracha iiileza de I l|2 polg. aie 5|8 com >eus
compeltnlo apparelhos, I ; safras gnudea, ;l ; Ier-
res suecos quadrados sonidos de 5|i a 5|S aja|. |1>.
5." clisse.
Sola branca garroteada, meios .100.
r'ornecimeiiios de luzes s eslajes militares.
I-ios de;.algod.1o, libras 30.
, Presidio de l'ernando.
Farinha de mandioca, alqueireaBOO ; alelria, cai-
ta I ; vinho linio, caadas, da medida nova ll ;
agoar.lenle branca, dilaa da dila. 0 ararula, airo-
ba I ; lapioca do MaranhAo, arrobas 2 ; papel al-
maco, resmas6 ; dilu'paulado, .tilo, 1 ; tulla do e<-
crever, carrafas 10 ; madapolAo, pecas (i; lurjn-
drtes de cera, 12 ; pe.lia dar I ; galbelas com (ra-
los de vidro, i ; sd| refinado, selamim 1 ; folhinba
Islilla de 1857, 1 ; ditas de alsibcira de dilo, 2 ; ca-
ivetes fino, ; bala encarnada, cor. 12 ; prensa
de ferro para lazer farinha com 2 fuioa de so-
brecaliente, I ; presos eaibraes, milheiros (i (titos
raiiaes, ditos (i ; dilos ripaes dn Keino. ditos 6 ; car-
vilo de pedra, toneladas 2 ; caibroi, 200 ; arcos de
ferro para pipas, arrobas 4 ; bren, barril l|2 ; vas-
souraa de piassabs, 20 ; esngalBM, 20 ; esleirs |iara
as mesmas 20 ; pts do ferro, 12 ; cabos de linho
para driea, peca I.
Bolles.
Acido nitrico, libras 2 ; aquilAo sommailn. idem
i ; camphori, dem H ; calomelanot, oncaa 4 ; crio-
sol, olidas 2. ipecacaanha preta, lib. 1 ;"raii dle al-
leia, arroba I ; resi
tamarindo, idem 1(
rilo de salamoniacn, libras -2 ; c>arelo de poias-
siom, idem l|2; oleo de lima, "idem l|2 ; luana
magna, latas 24 ; fundas duplas, 10 ; dilas do lado
direilo 25 ; ditas de dilo esquerdo, 15 ; cicuta em
rama, libras i ; eal rilo de lerebenliua, idem X ;
emplastro eslomalico, dem t ; pomada mercurial
de liarles iuoses, librsl S ; ridros de venlosas sorlt-
doa, duzas ti ; rolhas de corlica surtidas, milhei-
ro I.
Quem quizer vender aprsenle as suas f.roposias
em caria fechada n.i ecreloria do conselhu as 10 ho-
ras do dia 5 de dezeoibro p. futuro.
O artista Pedro Baplisla de Santa Rosa, acha-se
preparando um grande e variado espectculo para o
dia 2 de dezembro, em festejo do annversario de
S. M. I. oSr. O. Pedro II. O programma do
espectculo ser annunciado por esla mesma fo-
Iha.
vtmoz maxiwo*.
Para Lisboa segu com brevidade, por ler a
maior carga prompta, a barca porlugueza Moria Jo-
s : para o rrslo e passageiro, para o que lem en-
cllenles couiiiiodos, irala-se com Francisco Severia-
110 Rlbells i\- Filho, ou com o capillo na otaca,
l'ara Lisboa porluguez (d.aia |||. queja pouca carga Ihe falla :
para carga e pnasigstros, para o que lem eicellenlea
commodus, Iriti-M com sous coiiiignalarios l'rau-
cisco Seversano Kabello o, l'illio, ou cun o capilo
J. J. da Cosa, ua praeasa a bordo.
ro de Janeiro.
Ale o fim da prsenle semana pretende seguir para
o Kio de Janeiro a veleira barca brasilciraSaraivas,
lem prumplu ilous lercos de seu carregamenlo; pa-
ra o resto e erru\us a frele, para os quaes lem en-
cllenles Cuinmodos, Irala-se com o seu consiguala'io
Amonio Loiz de Oliveira Azevedo, ra da Ouz o. I.
Real bonipaiiliia de pa-
quetos, iiijlc.z s a vapor.
M
Ale o lim .1 o mcz espera-sc m dos vapores da
real companhia, u qual depois da demora du cos-
lume seguir para o sul : para passageirns ele,
irala-se cura os agentes Adamson llowie i\ Com-
panhia.
AO KIO DE
Janeiro
segu com brevidade o brigue
nacional MARA L17.1A, capi-
tao Joao da Silva Moraes : tem
grande parto do sen carregamento promp-
to, c para o restante trata-se com o con-
signatario Antonio de Almeida (lomes,
na rna do Trapichen. I(i, segundo an-
dar.
Mnranho e Para
o patbabote nacional LINDO PA-
QUETE, capitao Jos Pinto Niu
nes, ya seguir com bievidade, pode anda
pngajar alguma carga ; trata-se com o
consignatario Antonio deAlmeida (lomes,
na ra do Trapiche n. I (i segundo andar.
I'AK.V O l'OKTO
segoe cora brevidade o superior bugue nEspcranr;ao,
novo, ,ja prlmeira viagem e roado de cobre ; para
orna ,. passdgeiroa, Irala-se com llarroca & Castro,
na ra da Cadeia do Recife u. uu com o capitao
na praca.
Sa Vs^Jj BC*
de Janeiro.
V ai seguir com brevidade o palliabole Viciad.
jiara carga passageiros e escravos s frele Irala-se com
Ldano l.iri.. ra C. .M., na ra da Cadeia do Ke-
cile ii. 2.
Para Lisboa
O patacho porluguez llrilhanlen, capitn An-
tonio Itraz l'ercira.'ahira' com loda a brevidade por
ler a maior parle da carga prompla ; para o reslo da
mesma Irala-se com o dilo na prac.a, ou com o con-
signatario Domingos Jos Ferreira Goimares, na ra
do i.iiiei'i. le n. :i").
PARxJ.ISBOA.
Val sahir com brevidade a barca porlogueza ol.i-
geira. bem conhecida pelas anas viagens ; para o
reslo da carga e passageiros, Irala-se com os consig-
natarios V.A. de souza Carvali.u ii C, largo do Pe-
lourinho ns. je 7, ou ao espillo Itapbael oiiQalves
Urauco, na praca do Commercio.
Para o Cear
o hiato NOVO OLIXDA, mestre Custodio
Josi'Vianna, rinda recebe alguma carga
para completar o sen carregamento : a
tratar com Tasso Irmos.
C( uipanhia brasilaira paquetes a vapor.
l-tr5
O vapor UIPERADOR, commandanle Tsrrozio,
espera-se dos porlos do norle em seguiraenlo para
os do sul, ale o fin do correnle mea. Os Srs. que
liverem de remellar escra%os c quaesquer volumen,
ejam as carga ou encommenda, deveio ir a agen-
cia no dia da dragada do vapor, para se engajar o
que poder ser lecebido ; no dia d.i lahldl smenle
se admille passageiros e dinheiro a frele ate nt ho-
ras do expediente : agencia na ruado Trapiche u.
l'l, segando andar.
l'iiibtS,
LEILES
\\ illiam Lillj fara' leilio, por inlerven-
r.io do agente Oliveira, de ura oplimo car-
ro de quatro rodas, com dous arreios com-
pletos para cavallos, un cabriolet com r-
lelos, seis cavallos de carro e montara, 1
selln.s para montaria de homem e 2 ditos
de senhoi-ii, freiose outrosol)jectos : se\-
la-leua8 do crlente, as des horas da
manhfia, nacocheira do Sr. .Miguel, sita
defronte do convento de S. Francisco.
Leilao.
o
"gente Pestaa lina' leilao, dcgian-
porrao de ohras de marcineiria
vas e usadas, inclusive diversas
de
no-
iil iras de
ma de .mgico, libras 8 ; popa de nnrr,...... i I L """' "L
i; salsa parrilhi, idem 32 ; espi- l l"a,, "i'logios patele, correntes
ouro, colherps para cha', ditas de so-
muitos Otilios objectos que estarao
MUTILADO
de
pa
pateles e serao vendidos a vntade dos
compradores : sexta-feira 28 do corre-
te, no teu iinia/.em amada Cadaia do
Recite n. .-).-), a's 11 horas da manhaa.
LEILAO
ingenie Vieira da flsa etii tatorisada pelo
inm. sr. Ur. juiz de orpbloi e ausentes desta termo
a vender em leilSo pabiv o, por lodo n preco, ama
porfo da Irrraineiil. ,e carapina, urna espingarda
le c*ea rom os s*us pelrechos, alguo i -upa, e ou-
tros diOerentea objeclos de uiu, pericu-T tes aos es-
polios dossuhdilus porluguezes Francisco Domngues
Aflonao c Joao Ua>mundo Tcueir.i deveudo ler
lugar o referido leil.lo no sabbado, -' do correle,
au meio dia porla do cumulado de Portugal, na ra
do Trapiche n (i.
LEILAO' .'ARA CAPkTABS E DONOS DE
NAVIOS.
O agente Pestaa fura' leilao, por conla e risco de
quem perlencer, de Ires maguificus boles cora seui
pertencef, urna vela de cslaeio, orna bojarrona, don
excedentes bilacolas proprias para navios, e ditfereu-
les agulhas solas, o que ludo se achara palele nu
trapiche dn Pelourinho, e os boles com os perlences
na rampa da llbarga do m-.m. Irapiche, onde ludo
podera' ser eiamiuado: segunda-feira, 1. de dezem-
bro ao meio dia em ponto. '
jat>i0od toipttiM.
Adverte-se ao dono da taberna da
ra larga do Rosario, que annunciou
ter para vender uvas, que se abstenha
de annunciar o que nao tem, pois quem
vai comprar nao esta' para sofl're-lo, de
ter a audacia demandar os concurren-
tes a' lina-Vista.
lia rabrica de Caldeireiro da ra do Brum n.
28, ausenlou-se desde o dia 25 do correnle o escravo
Antonio, de nagilo Angico, oflicial de lonileiro e vi-
draceiro, tem urna belide no olho esquerdo, he alio,
magro, muilo regrislo, e de rosto talhado : quem o
pegar ou delle der noticia, dirija-se a misma fabrica
que sera' recompensado.
Hrecisa-sa de um caiieiro porluguez que lenha
pralica de taberna e d fiador a -tu conducta ; da-se
bom ordenado : na ra de S.inlo Amaro n. 28.
Precisa-as de amansadores : no Forte do Mal-
los, ra do Burgos, padaria.
Fugio no dia 2tt do correnle um moleqne de
nome Clemente, crioulo, escravo do padre Varejao,
levando camisa e calca de riscado azul, sem chapeo :
quem o pegar leve-o a ra do l.ivramenlo o. 38, pri-
meiro andar, que sera gratificado.
Lotera
Do Rio de Ja-
neiro.
Hoje espera-se o vapor .(Brasilo com as lisias da
tii loieria da Casa da Misericordia (caso loque nesle
porto ; o restante dos bilhetes achate i venda
junio ao arco de Sanio Antonio, loja n. 1.
~ Hoje depoiidd linda a audiencia do Illm. Sr.
l)r. juiz de orplios, na sala das audiencias, ler lu-
gar a arrematarlo da casa em caixAo ao p do eala-
bouco velho, por ser a ultima praca, avahada em
'100^(100. a reqnerimenlo do invenlananle Fraucisco
Jos de I'aOla Caruciro para despezas do inventario.
Na ra do Livramento, lija de calcado n. 33,
precisa-se de urna ama de leile.
Precisa-se de oraa ama forra ou capliva para
casa de pouca familia : na ra da I'raia n. 3.'.
Alaga-tea encllenle sitio nos Afogados, junio
a capella de S. Miguel, com grande e boa casa, co-
zinha fura, coebeiro, estribara, sen/ala, curral, ca-
cimba com bomba e tanque, Ires grandes viveiros,
lodo murado, e com muilas oulras cnnmodidndes e
vanlagem. Su se aluga por ura auno ou inais : pode
ver-.e a qual |uer hora, e Irata-se com Cuilherme
Selle na roa da Praia. Iravesaa do Carioca n. 11.
Precisa se por aluguel de duas prelaa eserarsj
para fazerem o servico de orna casa de pouca fami-
lia, saino.lo a ra para lazar as compras : quem as
liver ciirija-se ao sobrado n. 8 da roa de S. Francis-
co como quem vai paia a ra Bella, para Iralar do
jusle.
No eicriplorio de Domingos Alvas Malhcos,
ha urna caria de importancia para o Sr. Antonio
Lopes Braga, por isso o mesmo senhor a queira pro-
curar pessoalmcnte para Ihe ser eultegue.
Precisa-se de ama pessoa para coznihar e en-
gorumar em casa de pouca familia, do lencnle-coro-
nel Vilella. Na mesma casa se dir' quem vende SO
mergullios de parreira musnalel a 500 rs. cada um.
U. Antonia Rosa da Fonseca previue ao publi-
co que ningnem (sea negocio algum sobre a escrava
Beuedicls, crioula, de idade 25 annos, a qual he do
domiuio e posse da auuunciaule, r se acha indevida-
meule em poder de seu georn Aleanlre Marlins
Correia de Barros o qual coosll que pretende ven-
de-la como sua, e prolesla a supplicanle have-la do
poder d- quera quer que seja, cora o pagamento dos
dias.le servico a que lem direilo.
K'.ga-se ao senhor que alugou om C4Vallo na
cocheira da ra da l'.uia n. I, no dia 22 do corren-
te, que lenha a bondade de restitui-lo, pus j,i fazem
..lias, do contrario satura' o seu nome por esleuso.
ilossa Senio-
ra da Coiicc9ao dos
Militares.
De ordem da actual mesa regedora da
ii-mandade de Noua Sen hora da Concei-
co dos militares, e em observancia do
arl. 18, til. 5- do respectivo compremis-
so, s3o convidados todos os senhores ir-
maos desta, para que se sirvain compa-
recer na igreja da mesma Senhora, no
da ."() do corrente, pelas 8 horas da ma-
nhaa, alim de assistirem a missa votiva
do Espirito Santo, e depois desta a mesa
geral que se ha de proceder para a elei-
rao do presidente, que tem de unecionar
no auno prximo futuro. Consistorio
da irmandade de Nossa Senhora da Con-
cei<;ao dos militares, 86 de novembro de
1856.O secretario da irmandade, An-
tonio Jos Kibeiro de Moraes.
x4 fama do bom
caf.
Na ra larga do Rosario n. ili. piimei-
ro andar, ha bons petiscos de diversas
qualidades para facer lanche, das 10 llo-
ras do dia a's 10 da noite, e tambem das
mesmas 10 do dia a's oda tarde, ha sor-
vete a 200 rs., e das em diante o bom
cafe com leite, simples, cha' e chocolate:
na mesma enfeitam-se bandejas riquissi-
mascom asseioe proinptido, por menos
do pie em outra qualquer parte, assim
como fa/.-se diversos pratinhos proprios
para presentes.
Attenco
A fama rio bom cal, na rua larga do
Rosarion. li, primeiro andar, avisa aos
seus regue/.es, que acubou de receber
un compltto sortimento de liguras as
mais lindas que he possivel. de gomma,
proprias para bandejas e para hrindar-se
as jovens, como sejam, reis, presepes,
princesas, rainhas e cupidos, a lj, .s e
><((rs.,e caivinhas muilo ricas para dar-
se de {esta, e outras militas cousas que
avista dos compradores cscoilit-rao a sen
gosto.
Lotera da pro-
vincia.
Corro sabbado, s 9 ho-
ras da iiianliaa.
t'ergwnta-se ao Sr.
Antonio Jos da Costa
Reg, so os bilhetes mar-
eados com as inioiacs A.
J. G. H., sao araritM a
dos it por cont do imposto
geral, a (jue eslao sujeitos
os premios do 1;000^ para
cima.
O Sr. Joaquim .lose Marques, que
mora por detrada ftindico do Sr. Stnrr
em Santo Amaro, (|ueira mandar a esta
typographia, a negocio que Ihe di/. ies-
peito.
Pergunfa que nao offende.
Pergunta-se ao muito Ilustre Sr. se-
cretario do Tribunal do Commercio,
porque razo omittio, no edital que fez
publicar no l)IAHI0de'2(i do corrente,
por mandado do Tribunal, os nomes dos
Srs. negociantes Antonio Marque de
Amorim, representante da (irma social
de viuva Amorim A Filho ; Antonio Luiz.
dos Santos, da firma de Santos i Kolim ;
Thomaz Je Aquino Fonseca, da firma de
rhomaz de Aquino Fonseca 4 Filho;
Joaquim da Silva Castro e outros? Com
sua resposta voltara" ao preloO Com-
merciante.
Na rua Direila n. i, precisa-se de om raeui-
no para caueiro de loja.
Deposito de pia-
nos fortes
DAS MELUORES FABRICAS:
m casa de Timm Momsen & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. 15.
Precisa-se de um rapaz para criado
de urna casa estrangeira : no Corpo San-
to n. 1.1.
Os directores da companhia de se-
guros martimosUtilidade Publica,
novamente convidam aos Srs. accionistas,
para comparecerem no escriptorio da
mesma companhia, rua da Cadeia do
Recife, no sabbado 29 do corrente, ao
meio-dia, alim dse dare\ecuco a ulti-
ma parte do art. 41 dos estatutos. Recife
24- de novembro de 1856.-Os directores,
Luiz Antonio Vieira, Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva.
Lotera do Rio
de Janeiro.
Acham-sc a venda em a loja da praca
da Independencia n. 40, os novo bilhe-
tes da lotera 67 da Santa Casa da Miseri-
cordia, que devia correr a 18 do corren-
te; as listas esperamos pelo vapor fran-
cez BRASIL ( caso toque neste por-
to). Ao recbennos as mesmas listas, se-
rao i inmediatamente pagos, deconformi-
dade com os nossos annuncios. os respec-
tivos premios, na mesma loja cima.
REMIGILS KNEIP, mestre marci-
neiro, no aterro da Roa-Vista n. 25, avi-
sa ao respeitavel publico e aos seus amigos
efreguezes, que se acha habilitado a ior-
necer aos senhores de bom gosto, excel-
lente e a mais moderna escadaria redon-
da de qualquer lamanho, e e\ecutada
com a maior delicadeza e pericia d'arte.
Bilhetes da lote-
ra do Ro de
Janeiro.
Acham-se expertos a venda junto ao
arco de Santo Antonio, os novos bi-
lhetes da lotera 67- da casa da .Miseri-
cordia, cuja extraccao teria lugar em IS
do corrente, no Rio de Janeiro ; as listas
veem pelo vapor francez BRASIL (caso
toque aqu,) ou outro que sahir depois
diquella data : os premios sao pagos a
vista da competente lista, e por isto os
bilhetes sao vendidos a dinheiro a visla.
Jos Euzebio Alves da Silva.
-I.ui Manoel Kodrigoes Vallancasaces sobre Lis-
boa a quem couvier dirija-se a seu arrauein, rua
de Apollo d. 1;).
Fabrica de fiar e
tecer aigodo.
A sociedade em commandita, Amorim, l-'aria.
Guerra & C-... por deliberado lomada por lili dos
seus socios, subscriptores de OOSXH) a 5:0003000 de
ris, dos que eflecluaram o pastamenlo di primeira
preslaco, lem resolvido mandar a Europa o seu
socio Uupral, para ir procurar os riscos, plase in-
formaertes definilivas, eooregresso desle, dar come-
to a rdilicacao da fabrica e suas depeudeneiai.
Em virlude do art. 38 dos eilalulos, a sociedade
deliherou que continuara a admillir novas sobs-
cripcoes. no escriptorio da sociedade, provisoriamen-
te em casa do Sr. Maooel Alves Goerra, rua do Tra-
piche n. 14, I. andar, em termos a aogmentar-ne o
capital social, afim de qoe, a fabrica possa ser feila
desde sua fundaciio, com maiorea proportoes, e con-
sequeulemente facilitar maiorea lucros ; devendo .is
novas sssisnaluras, serem realisadaa com as presla-
i;oes ja' eflecloadas pelos primeiros socio-.
A primeira praslajao realisada al hoje, (em sido
de .i por cenlo do capilal subscripto.
IVrii.riiliui-o 1 de nuvembro de 1856.
Amorim, Farias, Ouem \ C.
SOCIEDADE
fundadora do fabrica de
fiacao e tecidos de alr/odao.
Os senhores socios So convidados aeffecluar o pa-
samento da segunda prestado, que lie lixada cm 10
lo capilal subscripto por cada um no escriplo-
rio, e provisoriamente era casa do Sr. Manoel Alves
Guerra, rua do Trapiche n. H, primeiro andar, das
'> horas da manhaa a. da larde, da dala de hoje a
.'(O do correnle. Pernan.buco 15 de novembro de
IH5G.Amorim, l-'arias, Guerra i Companhia.
t.lmm annunciou querer 1:505 a premio de
um por cenlo, dando por saranlia um predio neala
cidade livre e desembarazado, dirija-se s roa do Ca-
buga n. Ili, segundo andar.
Precisa-se de om forneiro que saiba bem de-
sempenhar o seu logar : nn alerro da Boa-Vista n.
(>(, padaria que foi de Andr Naonr.
Precisa-se de um moto porluguez para csi-
iro de assucar, ou para l'eilor ds um ciigaoho |ierl.i
desla praca : quem pretender esla urrumacao, diri-
|a-se a rua Xora n. 53, que se Ihe dir' qem pre-
cisa.
Precisa-se de urna ama forri oo capliva para o
servico da urna casa de pouea familia : na rua das
Irinchciras n. 8, luja de larlarugoeiro.
IJuem precisar de om menino de II a IS an-
nos para caueiro de taberna, o qoal tem pralica e d.i
hador a sua eonducln, dirija-se a Fura de Portas u.
'J2, ou aununcic para ser procurado.
At te 11 :1o.
Militao Bornes telina avisa ao respeilavil publico,
que abri nova cocheira de carros c cavallos de alu-
cucl. e lambem recebe cavallos de trato : na rua da
Guia n. 3.
Aluaa-se o seaondo andar do sobrado de tres
andares da rua do Queimadu, onde morou o Sr.
\ ieiia< a Iralar na obra qae se esla faicmlo na rua
da Cadeia de Sanio Antonio.
No dia 5 do correnle fosjo um carnciro bran-
co. mocho e capado ; quem o acbar pode entrga-
lo n roa do Sol n. 1, que sera' gratificado.
Ma rua dj Crui n. li, scundu indar, precisa-
se de orna criada que seja de boa conduela, para co-
zinhar e engommar para urna familia de duas pes-
soas ; nao se duvida pagar bem.
Aluga-se una casa terrea no I'oro da Panel-
la, confronte a do Sr. (libson com os seguinles
commodos : ires salas, seis quarlos, copial e cozi-
nha separada : quem pretender dirija-se a Manoel
da Silva Neves em Fora de Portas.
D-se -U03 rs. a juros, sob penliores de
ouro e prala : quem irecisar, dirija-se a rua
Imperial u. 25.
- Ensina-sc a piloiagem iheorca, pralica, e
curso miihematico, e francez, comas pava o com-
mercio; a tratar na rua do Nogueira n. 7.


DI! 10 II PE4l'JBBr.K S XTA f.l I 2* 31 NV M RO I! 18b6
DEPOSITO DE L1VR0S E BOTICAS HOMEPATICIS
ni)
Ul
LDSi, L?a &e>
DO
K ja CO i-liOJ>s>" W-AlMM-'^J'lH
O Dr. P. A. Lobo Moscoso, tendo de fazer una Viagem doixa a sua botica soba
direccSo de pessoa habilitada e de inleira probidade, o um deposito na leja de livrosdo Sr.
Manuel Nogueira de Souz na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Magalhiies Bastos
PRECIOS KIXOS.
Botica de 12 tubos grandes. 10/000
Dita de 2* ... 152000
Dita de 36 ... 9QM00
Dita de 48 ... 25-5000
Dita de 60 ... 303000
Manual de medicina bomoopathica do Dr. Jabrcom o dic-
cionario dos termos de medicina
Medicina domestica doDr. Ilenry.
Tralameuto do cholera morbus .
Repertorio do Dr. Mello Moraes. .
20-.000
10#000
2/OO0
sfooo

KMAS PRECIOSAS-
*
"
* \ilerero. ilp brillianl c, *
sj diamntese parolas, pal- *.
* rer.,., alfineles, brincos ?
* roictas, boluas a anneis *
de difireme costo e de j
?i diversas pedral de valor.
Compram, vender ou *
Imam prala, ooro, bri- *
lhantes,diaman(eseptro- aa
las, e onlras quaesquer *
joiat de valor, a dioheiro
jro por obra*.
I0REIR & DUARTE.
i.e.u di ourives
Roa do Cabuga' n. 7.
Recebem por to-
dos os vapores da Eu-
ropa as obras do mais
moderno gusto, tan-
to de Franca como
I OURO EPRATA- j*
* Aderemos completos de i
ouro, meiosdilos, pulcei-
* ras, alfinetes, brincos e *
ie rozetas, corus, trance-
ti lins, medallias.eorreutes $
* e enfeiles para relogio, e *
oulrosmuitosobjeclosde
m ooro. $
% Apparelhos completos, ?
J de prata, para cha, ban- *
i* dejas, salvas, caslicaes, $
9 colhereidesopaedecli, *
e mnilos oulros objectos J
4) de prata.
de Lisboa, asquaes se vendem por
pre^o commodo como eostumam.
SEGURDADEr
Companhia de seguros mi>
rilimos, estabelecida no
llio de Janeiro.
Capital mil coritos de reis.
Olerece ao commercio vantaseus que nenhnma
>ulra companhia tem feilo al acora. Aceitam-se
proposlas de seguro no escriplnrin de Isaac, Curio &
Companhia, agentes da companhia, ra da Crnz
n. 4.
Cozinheiro.
1 oiiipAiihia de seguro con-
tra a mortal.dade dos e.v-
cravos estabelecida no
RIO DE JANEIRO
CAPITAL 2,000:000*000.
.iq'nria filial ie"Vernambuco n. 13 rua do Crespo,
l'aaar-se-ha sobre a avaliac.ao de 1:0003000 ( o
unoo menosem proporrao de oolro valor inriu
ive sello da apolice etc.
Datariei. Prccisa-se alagar nm cozinheiro, esora-
l'e IJ ato entrar aos 10 annos 3K5I00 por anuo. \ \0 (ItIC lea aumarln o nSn lu>Ku>in fa I
Ascendieres impresas pdenlo ser procuradas do ; C *CJa d%*e' l nuo bebado, fiel,
ecripiono da companhia. eic. na ra aa Cadeia ele santo Antonio,
Dar-se-ha consulta gratis aos scravos seguros ra, segundo andar da casa amartilla.
9 para tp horas da manhaa.no escriplorio da com- ... .- .
p"hi- .tiadama liosa Hardv,
modista brasileira
Ri Nova n. 34.
Tem a honra de annunciar ao respeilavel publico
que rerebeu de Franca pelo navio ultimo chegailo,
, um neo sorlimenio de chapeos de seda para senho-
ras, dilos de seda e de palha, de forma nova, da ul-
tima moda para meninas de 2 a 6 anuos, um grande
e variado sorlimenio de enfeilos para canec de se-
nhnra.de flores, lila e froco, corles de vestido de
seda branco. ditos de core, grodenaples de differen-
les cores, corles de vestidos de garfa de seda milito
modernos, e muilas onlras Tazondas. Na mesma ca-
sa compra-se urna escrava moca e rccolhida, que cosa
bem e engomme.
Companhia
Pernambueana.
.r:

I
ATERRO DA BOA-VISTAN. 16.
Mr. Pomateau lom a honia de participar ao
publico.que recebeu'podras para fazer amolacao to-
O. senhoresqoe iohicreveram novas acre desla dososdias.
rvmpsBhii, afta convidados! enlrar coma primeira c _
prestarlo de:) por eenlo, no praro de 30 das: no a rua de !>. Goncallo n. 14, precisa-se
e^cripiarw do Sr. Antonio Marques de Amnriin, ra de tima ama de leile, sadia, e sem Dlho ; pa "a-se
da Croe. Recite 18 de oulubro de 1856.Mauoel', com generosidade.
Alve-i i.ucrra, secratario interino. _
-- ___j -. i>a ra de S. >oocallo n. IV, precisa-se
Ainsa-w aloja da casa da roa da Aurora n. ,V. J _, .______ r. i .
onde M omeina do fallecido niarcmeiro llc.hqoe: de una escrava fiel para o serv.eo de caa e com<
unen pretender dirija-se ao Sr. Joo l'inlo de l.emos Pras rara P0" familia : paga-se bem.
n^rM'dna0A,.,e^^rtP""i0, a '"" *" "" mm",,'' ~ ***- 1 servico interno e externo de
orna casa eslranseira, de om preto: a quem Ihe con-
Precsa-ie fallar ao Sr. Joaquim Jos vier dlr|Ji' se a rna '"* > '
Manjues, que morn cm Sanio Amaro :' ~ Precisa-se de urna ama qoe saiha bem coli-
na livrariam. c8, da praqa da Indepen- nh" : ua raa d0 (*aeima<,- lJa
,nm O abaixo assiEnado avisa aos proprielarios das
casas foreiras das ras de Santa Cecilia, Nngoeira,
b& Acougoinhos, S. Jos. Sania Rita epraia da mesma.
TE[1* veohao ou mandem pasar os foros veneidus,
%3 i assim como se devem eoleoder com o mesmo ..baivo
Deposito
BE
jff aW.l 11. 1.1 f1 li \[\i Jji. ta asignado para oblerem a licenca para Iraspassos na*
A f*mtt Caimoox, de volla de sor viacem f& occas'"e em qoe Ihes seja preciso faze-los: na roa
E Europa, este meMo na raa Nava n. 3; dos ''"* 33.Manoel Gomes Veigai.
' """rjaadar, aade pode.scr nrerura- ..' i.;.. j t .
do a qaakider hora. fe I Preci9as de m bom criado e pjsa-se bem
S'iii^ -i r'n i i m i. agradando o serviro e comnorlamenlo : a tratar no
W^PfP^flPWW^-^^ f"P" ll" Hospicio junio ao quarlel casa do deeai-
i hargador Mendes da Cunha.
Alnniiak da provincia.
Estando se confeccionando o almanak
la provincia, roga-c a todas as pessoas
pie coslu.nam nelle ser incluidas, e (pie o
nito estiverem, ou liouver algum erro,
'l'icirnin mandar levar a Traria numero
i c 8 da Pi-a^ada Independeawia, a etnen- j
da, auirn como pede-se ao aenhores de I
npenhos, se dignem mandar igualmen-
te as transferencias a mesma livraria.
mttKWK DE SEGIROS 1VRIT1"
MOS E TEBKESTKES,
ESTABELECIDA NO RIO DE JANEIRO.
CAPITAL 16,000:000s000.
A companhia lem aaa asencia no escriplorio de
vin>a Amnrim A Filho, roa da Crui n. 10, onde
aceita ludas as prnpostas de seguros de riscos efor-
Inu do mar.
Sobra a casco, qoilha e pcrlences de navios de
qu;ilquer lolatSn na navegado de longo curso, de
cibnUsem, ou fluvial, ou na pesca, em viagem ou
prestes a viajar, em carga oo descarga, amarrados no
aoenrados, em concert ou no eslaleiro, qoer por
lempo certo, qoer por viagem simles, oo a premio
tizado.
Sobre mercaduras desde o momenlo
barque ale o de soa descarga e deposito.
Sobre os locros esperados de mercadorias encami
nlia.la-, para qoilqoer mercado.
Sobre o casco e
loliiiiilias
PARA 1857.
Acliam-se a* venda as bem conhecidas
lolhinlias, impressai nesla typograpliia,
das seguintes qualidades:
FOLIIINHA RELIGIOSA, co'itendo alem
dos mezes, a bibliotheca do clirisfao
brasileiro, que se oompOe de ora-
i/>es ijtiotidianas, metliodo de assistir a
inissa e confissao; cnticos, psalmos,
livmnos, oflieio de Nosaa Senliora da
Conceican e militas outras oracOet de
grande mrito, prero......20
DITA DE VARIEDADES, a pial alem dos
me/.es, contir artigos de agricultura,
nores de sciencias, artes, lei dos cir-
cuios, tabella de imposto, e regulamen-
to derferieao, etc., etc., preco- .520
DITA SIMPLES, contendo alem dos rae-
zes, a lei dos circuios e varias tabel-
las de imposto geraes, provinciaes e
inunicipaes, preco........ 2i0
DITA DE POMA, a cpial alem dos me-
zes tem e\plicaces das indulgencias e
excommunlioes, etc., preco. lo
DITA ECLESISTICA (ou'de padre),
elaborada pelo Rvd. Sr. Penitenciario
da S de Olinda, segundo as regias
da igreja, e leis condecidas a res-
peito, preco.......... V00
Todas estas folliinhas sao impressas em
bom papel e excellente typo, e vendem-
se emporcao earetallio: na livraria da
praca da Independencia ns. 6 c 8.
Perdeo-se urna pulceira de onro, em forma de
trancelim .hato, para menina, embrulhada em nm
papel ; quem a achou, querendo restituir a seu
dono, leve-a ao primeiro arma/em de asaocar do
caes de Apollo junio a ponte do Recite, que sera'
recompensado.
Precisa-se de um feilor para trabalhar em um
pequeo sitio : a tratar no aterro da Boa-Vista
n. i i.
Precisa-se de um bomem para feilor do sitio,
o qoal saiba fallir inglez ou trence* : a tratar na ra
du Crespo n. i.
Precisa-se de ufliciaes de alfaiale, para calca
de casemira ; na ra Nova d. 52.
Alaga-e) um bom silio na Capunsa. com boa
casa de vivenda, quarlos para pretos, tusar para car-
ro e para cavallos, boa agoa de beber, e muitas ar-
vores de fruclo, e s se uluca pelo lempo da fesla :
aiallarnaruadoCabug, loia de Joaquim Jos da
Costa Fajoles.
I'rccisa-sc de urna ama par.i o serviro de casa
de orna familia, que apenas consta de dua peoas :
a tratar na soa das Cruies n. 96, sesundo andar.
Aloga-se urna prela qoe seja fiel, e que saiba
vender na ra : no beeco doSarapalel n. 13.
Preeisi-se de urna ama para cia de pooca f.i-
rnilia, forra oo captiva ; paga-se bem : na ra Ve-
nia n. 101.
Precisa-se de om forneirn desemharacado : na
padaria da ra da Senzala Velha n. 9fi.
~ Precisa-se de urna ama para coiinhar para pe-
quena familia : na Capunga sitio do Sr. Koherto.
Ta^' r,,!l (, Vi'!arin !"' precisa-se He um odi-
is! de barheiro, que seja perito no seo oflieio, e de
boa conduca.
Precisa-se de orna ama para caa de pouca fa-
milia, que co/inho e compre: na roa de llortas
o. o.
Ouem annuneiou precisar de l:500f, dando por
garanta um predio desembaraeado que rende IUJO3
annuaes, dirijase a roa da Cruz n. 35 : para Iralar
na mesma ra n. 13, luja.
Alugam-se escravos da Cosa acostumados ao
carrelo de saceos de assucar a 10 diarios, com a
grande vantagem do nao carregarem cabeca, e tira
em carros e em bois : na rita da Senzala Velha 11.
70, segundo andar.
Continua o deposito do baaeo do Conealres, arma-
zem n. 4, a eslar ppiido da sibo superior, da
rooito acreditada fabrica da viova de Delphno (iou-
calves Pereira Lima, vende-sea dinheiroa vista, sem
descont, pelos presos ateixo deparados :
A mar ello 1.a qoalidade 100 rs. a .
Cinzenlo 70 rs. a n.
Netta tvpograpbia precisa-se fallar
ao Sr. lenlo A. K. Tiipinamba', r|iiemo-
ro u 011 teve loja no pateo do taimo.
Na Inja da fabrica de chapeo* de Domingos
Francisco Ramalho, ua praca da independencia n.
36 e 38, acaba de rec?her um sortimento de bontls
de velludo, lodos bordados a ouro, o mais bonilo
qoe lem aparecido no mercado desla rara.
Precisa-se alosar um preto, daiido-c o sus-
tento e bom salario : na ra Imperial, padaria nu-
de seo em- mero 173.
AMASSADORES.
Precisa-se de dous amassadores que Uejam ligeiros
na lendedeira, e entendam da arle, da'-se bom or-
denado, e nan li lialh 1 no ryliodro : os prelenden-
quilha de embarcantes miudas
amprecadas em descarca e trafico dos portas.
frtfcn o capital e premios d. dinheiro a risco i ** d,r,J'""-se a r,la Imperial, pajona n. 1 ,.1.
ttyPWSaW^ -' fe- .-enleitaml^d^as
com bolinlios e mesmo para presepes,
abalroamenlus fortuitos.
Sobre os freles.
A companhia recebe lambcrn proposlas de sesuro
de riscos de incendia e damoos causados para preve-
m lo ouextingui-lo de raio ou fogo celeste, e iouu-
dacoes.
SOBRE OS SEGI.INTES OBJECTOS.
Predios urbanos ou ruraes, iarejas e qoaesquer es-
tsuelecjmenlos, com exclusao de deposilus.fabricas a
laboratorios de plvora, e materias incendiarias 00
inll.inimaveis, thealros e casas de espectacolos.
cpie veram em bom lempo de festa.
Na confelaria de Pinto ,\ IrroAo ua ra da Cruz
n. '2 em fenle ao rhafari/. ahi encontrarAo- os com-
pradores diversos objeclM em doce e figuras proprias
para presepes e bandejas para casamentos e bailes,
que ha muilo deviarn ler chrcado para melhor se en-
feitarem dila- bandejas o -mais delicado que he pos-
sivel, \nulo da Italia e l'ranra pelo ultimo navio, e
os presos silo commodos ; assim como amendoas con-
feiladas e caixinhas para as ditas que sotveni para se
-ow>rJ.
Compra-ae urna armacao de loja que sirva para
lazendas, endo envidr.ieada : na ra do Crespo, loja
Na cocheira da na da Gata n. 3, precisa se
comprar um ale dous carros que sejam novos, oo
com pouco uso : quem liver anuonrie, 00 appareca
na mesma cocheira.
Compra-se urna rotula em meie uso, c urna
Manea com pesos de arroba para baixo, quem ti-
ver annuncic.
Compram-se apolices da Idivida provincial,
na ra das Flores n. 37 |. andar.
Compra-se um tanijue ou pia de
pedra, que seja maior de tre palmos:
na livraria ns. Iic8, da praca da Inde-
pendencia.
Compra-se orna escrava moca e recolhida, que
saiba perfellmenle coser chao < eugomroar : na ra
Nova n, 31.
Mercaduras em qualquer parle que estejam, mo- ', '"indar, assim como oulros doces e bollnhos linissi-
hilia e ulencihiK de fabricas de quaeaquer eslahele- '""" 1oe "B podem encontrar : 04 mesmos donos
rmenlos induslriaes, qoer sejam leilas por seos pro- apremplam qualquer encnmmenda de bandejas e
pnolarios, quer pelos oso-fruclaarioi, locatarios su- toinmodos preeos, o mais breve e com asseio que
lilucalarios ou credores hjpothecarios.
1'iualmenle aceita proposlas sobre re-seguros, quer
do. seguradores qoer dos segurado, nos casos em
que a estes pude competir o re-seguro.
A. companhia gnale a prompla indemiiisac.ln da
importancia de quaesquer smislrus, e a modicidadr
d.. premios: i,ualmeirlc um abalimenln as pessoas
i|ue na nula do anuo literem urna avullada somma
de seguros.
SEGURO CONTUA FOCO.
Companhia Alliance.
Eslabeleeida em Londres, em marco de 1824.1
Capiul cinco milhes de libras esterlinas.
Saunders Brolhers js C, lem a honra de in-1
formar aos Srs. negoc antes, proprietarios de casas,
e a quero mais convier que eslao plenameoto au-
.orisados pela dila companhia para effecluar segu-1
n dlha o igualmente sol e os nlijcclos quecontivercm \
o> mesmos cililici os qiier consista cm mobilia on]
em lazendas de qnali|6er qualidadc.
he |in i\el.
Pela mesa do consulado provincial se faz
publico,que do primeiro de dezemhro prximo vin-
ilouro se principia a contaros 30 dias uteis para o
pagamento, a horca do cofro, da decima dos pre-
dios urbanos das freguezias desla cidade u da dos
Afogados, lindos os ou^es incorrero na multa de
3 (1(0 todos os quo deixarein de pagar scus dbi-
tos.
g A HOUfflOPATBIA E 0 |
| CHOLERA. 1
' nico tral.imento preservativo e !
** curativo do cliolera-morbus, w
(^ PEI.o DOUTOR (j
^kSabinoOIegaiioLudgeio Pinho. &
Segunda cdirraa. 71
A benevolencia com que foi aeolhida pe- Vv
&tnto*.
\ endem-se dous moloques um de quinzee o ou-
tro de quainrzB annos, os mais bonitos que tem
apparecido : na ra do Livramento n. 4.
Vende-se carapa madura na frecuer.ia de S.
iSu D* Wm de s""la Cecilia, em Ires casas que lem
sabida para o batee do Camtcau', e em duas na ra
do CalJeireiro.
Na taberna da ra do Collesio n. 5, vende-se su-
perior doce de araca a relalho e em porces a 500
rs. cada eai\Ho.
-----------------------------1 I M| lo publico primeira ediceAo deste opiu-
*-'?:*.-.' g culo, esaotada no corlo cspac.il
: J. mi DENTISTA,
9 contina a residir da ra No va n. 19, primei- f
Sro audar. aaj
Prersa-e de nina nulher ^idosa e d
r>tiime< para urna ca
m de um bomem cozi
desembarzdor Mendes aa i.ouua, junio ao q
do Hospicio.
esparo de dous me-
tes nos indu/in a reirnpressao- I
i'u-io de cada evemplar......I31MM)
Carteiras completas para o Irala-
menlrMlo cholera e de muilas au-
llas molestias, a..........36)000
Mein carleiras..........IhgOllO
ivei.
raa
lilil ir ullrer ;doa e da bous j 1 de poucanf.milia, assim co- i W Os medicamentos sao o. melhores M*
tinheiro : a Iralar em casa do! A '-""'""orio eenlral liomeopalhico,
es da Caoba, junio ao quartal 15J.!!lll^IL!'IL M,""l-N"vo "''
G@S^6^@ SSS9S9
Doce de arac.
na da ra do Collesio n. ."i, vei
s de araca a relalho e em por
i\ao.
xa ra do Col le io n 5,
vendem-se frascos com Unta prets para escrever a
:it), boioes corn sal refinado a 100 rs.. ehempasue a
I3HO0, ij c jWO, cha preto a Ig e i?, frascos com
conservas a 100 rs., haslardinho a IgOOO a garrafa,
amendoas, pastee, hos. latas com ervilhas, ditas
com sirdinhas. vmho do Porto engarrafado c milito
velho. queiio. do reino muito frescaes, e alm desles
ruijecto ha oatros muilos que se vendem muilo bara-
tos.
Veuilem-se na rna Kov, loja n. 8, dous dic-
cionarios de fraimei para portuguez, e de porlugnez
para fraucez, por RoqueHee Fon.eca, urna selecta
Fablesdc l.sfontainc. Talaniaque, todo novo.
Vendem-se pede de cabra de Oda qoalidade,
por preco eummodo : na ra da Cruz n. ;lt, primei-
ro andar.
Em casa de Joo
Praeger^C,
RA l>A CHUZ N. 11,
lia para vender:
Cabos da Kussia de todas as dimensocs.
Conservas rancezas e in;le/.as.
Vinbode Bordeanx em Iwrris e cm '-ai-
1S-
Prezuntosde llamburco.
Chcrry.
Vinbo do Porto, etc., etc.
Musicas.
RA D.V CRU/ \. II.
Vcnde-se um grande sorlimenio de
msicas dos melliores autores para piano,
sendo variaees, walsas, quadrilhas, etc.,
as mais novas que teem appnrecido na
Europa, vetulcm-se por menos do ctisto.
2 DUQEZAS. |
W Sao chesada de novo a rna rio nnenn.idi '>
B n. 19, loja de Sanios Coellio, e vendem-se $,$
ga palo barato preto de l^outl.ditaa com lislras gfr
Sc' astetinadaa a l>UO0 o rovadn, cortes de ff
mandnrrne brilhanle para acaiiar) a 1H-. i.
1J ricos chales de Inuquim de todas as cores, Jfe
a a 30)000 cada um, dilos re merino muito **
* linos rom dous palmos bordados a velludo, *'"
'.;: a \tm. i ;
Al^odaozinh da Baha
para saceos de aitueai : ende-se em ca-
la de N. O. Ilieber s\ C, ra da Cruz
in. \.
Bonecas francezas,
Vendem-se bonecas francezas ricamente
vestidas c de varias qualidades a 19200,
1>600 e -2", na rna do Queiinado loja dezas da boa fama n. 33.
\ en lem-se a dinheiro, por preros commodos,
os sruuiules arligoi : champasue da bem e acredita-
da marca estrella, sardinhas em latas de qu .rio e
roelas, arerrques em ppquenus harris, latas rie peue
em conserva, vinho de llordeaun em caixas de duzia.
e garrafas varias em canas de duzia : na ra do
Trapiche n. II.
Em casa de Eduardo II. Wvatt, ra
do Trapiche-Novo n. IS, ha para" vender :
A verdadeira graxa ingleza n. 07, dos
fabricantes Dav & Martin.
I intas em oleo.
Cabos da Kussia.
ViohoCherry superior em barris.
Agurdente de Franca dito.
Fi uctas e conservas inglezas.
Papel lino para cartas.
I.ivros paracopiai ditas.
Ditas de lembranca.
Ditas em branco sortidos.
Papel para copiar cartas.
@ Em casa de Eduardo II. Wyatt,
ra do Trapiche-Novon. IS, ha ;S
para vender, chegado no ulti- @
@ mo navio de Londres : Sk
pianos fortes e elegantes de fa- (
@ bricante afamado, comseus per- f^
tenees seguintes. ^
~> earteiras para msica. @
$$ 2 du/.ias de estantes para dita. @
@ ti cadeiras para piano. Vestidos de
phanlaxia
a 12^000 rs.
Na ra do Oaeimado, loja n. 17, ao pe da botica'
vendem-se os mai modernos corles de vestidos de
phaolazia para senhoras, propros da presente esta-
tu, sendo de camhraia toda de seda com babadot de
muito lindas cores, pelo barato preco de ISMOO rs.
cada corle,assim como chales de looquim hrancoede
cores bordados, por menos preco do que em oulra
qualquer parte.
l\ovidaclc.
Pelo navio francez rrOlinda, chagon -urna novr.
fazenda de hla transparente de diversas p delicadas
core, com quadros de seda, propria da prsenle es-
tarao, para vestidos de senhoras e meninas, e se
vende pelo barato preco de 610 rs. cada covado : na
ra do fjoeimado n. 17, ao p da botica.
Vende se uraesersvo pec,a muilo robusto, pro-
prin para armazem de assucar ou padsria, do qoe
enlende muilo, e um moleque muilo bonito c esper-
to : na rna da Senzalla Nova n. 110.
Vendem-se travs, eiuamcs, maos Iravessas e
eaibraria, ludo de boas qualidades, e tambem se ven-
de um moleque com oflieio de serrador e carapioa :
ua serrana de Jas Iligino de Miranda.
Em casa de Timm Momsen &: Vin-
nassa, praca do Corpo Santo n. 13, lia
para vender:
l m sortimento de livros em branco,
ebegado ltimamente de llamburgo.
Vande-se um armario de pinho sera estar en-
vernisado, e em milito bom estado: na travessa da
Trempe n. '.).
Vende-se om rico jogo d> pistolas de fabrica
ingleza : ua ra do Crespo n.',).
Vende-se urna escrava crioula, cozinheira e do
serviro de campo ua ra Direila n. 9.
Vcnde-se um engenho asa Baaiiliaaiii. com
boas obra, malta v|fgam, bom terreno, .mimar e
rralfra : quem o quUer lirrja-se a io.-i do r.iilre Tlo-
riano n. 3.S, sobrado o^ dous audares, que achara'
com quem tratar.
Vendlm-sr seis escravos, sendo cinco prelas de
idade -Ir i :t0 annos, com varias habilidades, e
um preto ollirial de carpiuleiro de idade de .10 an-
uos : na ra llireila n. 3.
\ ende-se li^us do comadre em caitinhas de S e
16 libras.. aiHcmioas, inarmelada em lalasde libras,
ludo da mellror qualidade, chegados ullimameuta re
Lisboa no patacho Kelampago, i> e por menos pre-
co do que en oulra qualquer parle : na ra do Vi-
gano u. 'li.
Vende-se um balcSo de volla : confronte ao
Rosario n. .'.i..\.
Vende-se o engenho Muribequinha, ;i leu-uas
distante desltv praca, que lora avahado em 35:000)
de rs., perteinrnle ao casal do hnado commendador
Jos Paulino '* Albuquerque Sarment, e no qual
lem o actual liWleiro Ires quinhoes de 1005000 rs.
cada um, que joram excluid. daquella avaliai.-.m a
que se pi ocede i no da -6 de julho do correnta auno,
pelo juizo de oYplulos : quem o (releo ht dirija --e ao
Sr. teneaM-ear Miel Barata, ra da Cadeia n. >.
Muifa altencao
Na ra do Crespo, loja da esquina, qoe volla pa-
ra a ra da Cadeia, vendem-se robcrlorrs de laa
hrspanhries, totees de cambraia de li-ira a 400, 500,
e 600 rs. cada dm, curtes de casemira de cor a i?,
e "19OOO rs., ditos prela a 19500 e 8JO00 rs., dilos
do brim escuro e amarello para taifa a IJtiiO, pan-
no de lio lio do Porto, toalhai de mesa e rosto, goar-
danapos de todas as qualidades, atoalhado adamas-
cado com selle palmus de largura a 1600 a vara,
cortes de caasa chita a tStiOO r., e outras muitas la-
zendas por presos cominodoi.
No trapielie do Ramos vende-sc su-
perior Jacaranda'.
Com pequeo
toque de a va ra,
1'ecai de madapoln a 29500 e lljseOO rs., alpaca
de seda com quadros a 10 rs. o covado. vendem-sa
na ra do Crespo, loja da esquina, que volla para a
da Cadeia.
a IgQ ris o co-
vado,
Itisrado escuro de quadrinhos, prnprio para ca-
misas e vestidos de prelas. vende-se no rna dn
Crespo, loja da esquina, que volla para a ra da Ca-
deia.
VINAGRF EM BARRIS.
Superior a marca PRR e PeleAo Socios, ada
se a venda no armazem do Valenca, ra de Apol-
lo n. 13.
CERA DE CARNAUBA, ABEI.UA E SEBO.
I^a ra da Cadeia do Kecife, laja n. 50, h para
vender cera de carnauba nova e boa, dila de abellia,
e sebo em rama superior.
Na loja das seis
portas
Em frente d Livramento
l'escoeinhos do mais fino pello branco c de or
para as senhoras porem ao peseteo a' sabida dos bai-
les e ihealro para nao ronsliparem, preco cinco mil
r., leocoa de retroz malisados a dez tosloes, romei-
ras prelas bordadas de cor a doui mil rs., lencos de
seda de cor para pescoco e mo de lustoes, camisasdecambraia bordadas a dous mil rs
manguitos a dez tusloes, collariohos de recortes a
dez lusloes, e de massa a pataca cada um, saias
brancas bordadas a dous mil rs., luvas de seda pre-
las a dez tustoes : da-se amostras de ludo, levando
penhor que equivala o que se quer ver.
PARA ACABAR.
Na ra Nova, loja franceza n. 8, confron-
te a Carnfoa do Carino,
vendem-se chapeos de seda para senhora, da ultima
moda e qoalidade, com um leve loque de mofo, pelo
bar.ilissimo preco de 105 cada um.
CABRIOI.ET.
\ ende-se um ptimo cabriole! : para ver na co-
cheira do hr. major Silveira, na ruada Cadeia de
Sanio Aalomo ; e para tratar na ra do Queimado,
loja de miodezasda Boa lama n. 33.
AVISO
aosbarbeiros.
Na ra da Cruz n. 51, saladebarbeiro,
de Antonio Barbosa de Barros, vendem-se
bichas de Efamburgo, pelo diminuto pre-
ro de -20x000 o cenlo, as mais modernas
do mercado; assimeomose alu{jam mais
barato doqueem oulra parte, ese vende
a retal lio
CHALES DE TOQUIM DA INDIA.
Na roa da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronle
da ra da Madre de Dos, ha para vender um cha-
les de loquim de peso da India, branco, lodo borda-
do, o mais rico que pode haver neste genero.
Rap de Lisboa.
PELO VAPOR 1). PEDRO II :
Ha ra do Queimado n. 35.
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
armazem de Novaes & C, rna da Madie
de Deosn. I-i, por preco commodo.
Velas de car-
nauba.
Vende-se a l^sOOO a arroba de velas de carnauba
do Araraly na ra do Queimado loja de ferrageus
nos
Fama
Priaeieira.
Aoalcrro da lloa-Visla n. S, .lefroiil da boneca,
lie chegado um mande,o lmenlo .le 'odas a* quali-
dades de cuero de mol liado das melliores qualida-
des, por prego commodo ; por isso convida a lodos
os IreKiieics que quizertm fazrr sorlimenio para pas-
s.rr a fesla e serrn bem servidos, iliriinrem-se a este
grande esUiblecimenlo, que acharao verdade quauto
digo nesis annuncio. Tambem se vendem biscouli-
nlios fios inglezes a 3000 a lata, e de dez para ci-
ma mais baralo, e urna purrao de caixas vasiai de
asperroacele, aaaite doce, licores, massa*, cha, e ou-
tras ele.
OBRAS DE MARNORE
HaslO A" Lemos, na ra do Trapiche n. 17, lem
para vender estatuas, pias, podras para mesas e lijo-
Ios de 11 e k'polc-ad.t., qnadrarlus. todas estas obras
de marmore. de eteganle goslo, perfeitas e em bom
estado, e por preeos commodos.
Chapeos de palha do
Italia.
Basle A' Lunes, na ra do Trapiche n. 17, lem
para-veoder chapeos de palha re Italia, dolirados e
sinselos para homem, tambem 'le phantasia, e para
meninos e meninas, das melliores fabricas e moder-
nos gostos, por preeos commodos.
JHfHO DI PORTO.
\ ende-se mailo superior vinho do Porto em h.ir-
ris re K.', vinrlo no ultimo navio daquella proceden-
cia : entre elle ha una marca de nina qualidade Re-
catea, sendo da eolheila de 18:11 ; a viala da muito
fina qualidade e do prego razoavel o comprador ani-
ma-sc : na roa de Apollo n. Il>, armazem de as-
fcar.
Cemento.
Vende-se cemento novo em barricas e lucias bar-
ricas, c a relalho, por prego aiuio era conla: na ra
da Cadeia de .-santo Amonio n. 17, pira acabar.
Marmellada.
Rna do Queando n. ">.">.
Lates com fruclas em co.-erva uovamerle clieiia-
dat de Lisboa a * por libra.
Ceblas.
Para liquidar e veadeas muilo baratas : no ar-
ni ./em da Antonio aunes .1 arome Piras defronle da
porta da allandega.
obertose descoherlos, pequenose grandes, deouro
e prata, patente inglez, para bomem e senhora, de
om .ios melliores fabricantes de Liverpool, vnoos
pelo ultimo paquete inglez: em casa de Southall
Mellni ,\ Companhia, ra do Torres n. 38.
Kelogios de patente
inglezeideouro, desabnete edevidro :
vendem-se a prec/>razoarel,em casa de
AugusloC.de Abrer, narua da Cadeia
do Kecife, armazem n. 56.
Aa ra do Trapiche u. 11, escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra, vende-se por commodo prego o
aegaiale : superior vinho do Porto em barns de
oitavo,chapeos de feltro, esah.loamarello fabricado
no Ido de Janeiro.
I M VESTIDO POR 39000.
Hoto c completo sortimenlu de corles de vestido
de chita de dillerentes padroes, cores lisas, palo di-
minuto prego da 29 cada corte : na loja de i portas,
na rna oo Oueimado n. 10.
DEPOSITO DA FABRICA
Industria Pernamhucana,
RA DO CRESPO N. 9.
A fabrica de sabao c velas de carnauba, es-
tabelecida na ra do lirum, tem esUbele-
Cido um deposito na ra do Crespo n. 9, pa-
ra ahi tnicamente dar extraerlo aos seos
productos, proporcionando assim a'maior
commodidade aos consumidores. As velas
maniilacluradas' nesta fabrica, offerecem as
vantagens seguintes : sSo feitas com a car-
nauba simples purilirail.i pelo meio do va-
por, sflo inodoras e bellas na apparettcia,
queimam com igualdedo c nao esborratn, e
n3o fa/cm inurrao c do mais luz e mais cla-
ra do que as velas stearinas ou de qualquer
composicao, c que se vendem no mercado.
Fabricatn-se de 6, de 7 e de 10 cm libra, ven-
dendo-.se cm caixas que contem 1!2, 22* ou
320 velas cada urna pelo preco de 15/.
O sabao he branco, as materias primas
de que he fabricado silo simples o inofensi-
vas, o ebeiro que deixa ua roupa beagrada-
vcl; rivalisa com o mcllior sabao hespanliol
e lio superior ao sabo americano, que se
vende no mercado a 210 rs. a libra.
Vcnde-se igualmente cm caixas de arroba
c a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando rcconhcceriio
por experiencia u veracidade do que se an-
d unca.
Vkin,.
Bala rica fazenda de ti palmo* de largura he inlei-
ramenle nova em Pernaurbuco ; fabricada no celeste
imperio, de cuja capital tira o nome. he de uus pa-
droesliudissimos e ainda nao vistos ate agora : ven-
de-se pelo baratissimo prego de 2(600 o covado : na
ru. do nucimado n. 7, laja da estrella.
AGENCIA
Da fundico Low-Moor, ra daScnzala-Ho-
va d. 42.
Nosteeslabelecimenlccontina a haver ubi com-
pleto sorlimenio de moendas a aaeias moenrlas
para enrenho, machinas de vapor e taixas de
ferro blidoe coado de lodos os tamanhospara
dito.
CAL E MASSA
Vende-se polassa da Kussia c americana, cheijaila
uestes dias e oe superior qoalidade ; cal de Lisboa
ra mais nova que ha no mercado : nos seus depsi-
tos na ra de Apollo n. 1 A, e 2 t.
Cl de Lisboa e potas*.
Na ra do Trapiche armazens ns. 9e
11, vende-se superior potattt da Kussia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que lia no mercado.
Moiuhos du vento
corn bombas de reputo par a regar borlaaobal-
(a decapito : na fundigaode U. W. Bowraan-
ua ra do Bru ns. B, 8 e 10.
Em casadellenr. Urunn tt Companhia, na
rua .la (.rui n. 10, vndese cognac era caixinhas de
ajaujia.
Em casa de Saunders Brolhers & C., praca
do Corpo Sanio n. 11, ha para vender o sefuinte:
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcairo de rana".
Lonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodo lizo para sacras.
Dito entrancado igual ao da Bahia.
E un completo,sortimento de fzendas proprias
para este mercado : lude por preco commodo.
Farinlia de mandioca.
Vcnde-se superior farinba de Santa
Catharina, cm saccasquetem um alquei-
ic (medida v^lba) por prero commodo:
no armazem de Novaes & C., na rua da
Madre de Dos n. 12.
43*500
Vende-seca I de Lisboa ul l imamen teehegada .ai-
simcomopotaisadaRassiaverdadtira : na praca
doCorpoSanlo o.II.
A verdadeira gracba Logleza n. 97>
em I tricas de 15 dunas de potes: em ca-
sa de James Crabtree & C, rua da Cruz,
n. 42.
Vende-se superior linha de algodao branca e
de cores, em novello, para costura : ero casa de
Southall Mellor & Companhia, rua do Torrea n. :I8.
TAIXAS PARA ENGENHO.
Ha fundico de ferro de D. W. Bowmann na
rua doBrura, passando o r.hafariz,' ccniina ha-
ver um completo sortimerto de taixas de ferro fun-
dido e batido de '! a 8 palmos de bocea, as quaes
acbam-se a venda, por preco commodo com
promptido: erabarcara-se oucarregaa-sa em acr-
ro sem despeza ao comprador.
~ rua do Vii-ario n. 19, primeiro andar, ven-
B v'n'10 <* Port" de superior qnalidade da bem
conhecida marca QW ero pipas, barris e caias de
orna e duas dofias de rjarrafas.
sedas de
QUADROS ONDEADAS
A .#200 o covado.
Chegaram pelo ultimo navio francez sedas de qua-
dros ondeadas, de liado goslo, vendem-se a 1?200
u covadu ; dao- do i.iueuiiado n. 21 A.
Chaly de flores
soltas a IIOO rs. o covado.
Na rua do Queimado n. 21 A, vende-se chaly de
flores solas e Ostras, e dao -se as amostras com pe-
nhor.
SEDAS DE
qiudros largos c nnndi-
nlios a 1,200 rs. o
covado.
\enilfm-i*p serian de qaadros miados e I arco*, pa-
drees modernos : n.i rua do Queimado n. 21 A.
sedas Ule
(jnadros a 1.000 rs. o co-
vado.
-Na roa do Queimado u. 21 A, Vendem-se sedas de
quadros muido, padroes ranos .ciiro, |>>,i. ,i,..,,
nulo prero de 18000 o covado, corles de 01 entine a
IOSOOOi nin.-iilui.i a 360 o covado.
FiilAR IIE SEDA
A 1,200 rs. o covado.
Na rua do Queimado n. 21 A, vcnde-se fnlar de
seda, largo. He quadros de lindos gostos ; dao-se as
amostras com penhor.
PARA AS SENHORAS DE ROM
GOSTO.
Vcndcm-se caixinhas ricamente enfeila-
das proprias para presentes a 2?, 35 e 4#, ca-
nelas ricas proprias para senhoras a 500 rs-,
carteiritihas muito lindas para senlioras a
800 rs., tesouras para costura, fnissiuias
lf, ditas ditas para unhas a 500, 1? e 1/500,
ricas franjas para cortinados a 4/a pec,a, len-
cinhos de retroz de todas as cores a 800 rs.,
ricas caixinhas para guardar joias a 800 rs.,
camisas de meia para crianzas a 500 rs., ri-
cos boles para roupa de enancas a la a du-
zia, sapatjnhos bordados para as mesmas a
U200 e 1/500, ditos de 13a mais ordinarios
a 320 e 400 rs., agulheiros com agulhas sor-
tidas a 160 e 210 rs. cartes de colxetes
francezes 24 pares a 100 rs. carteirinhas
com agulhas sortidas a 320 rs., caixinhas
com agulhas Trancezas a 160 rs., miadasi da
linha para bordar a 100 e160rs., carrilei-
de linha de 200jardas bom autor a 80 rs., di-
tas de loo jardas autor Alexandrc a 40 rs.,
macinhos de grampas muito boas a 60 rs.,
trancinhasde ISa de ca sacos a 80 rs. a pe-
a, caixinhas com grampas muito boas a 160
rs., miadinhas de liobaa de peso finas a 120
rs., bahados abertos de linho a 100 e 120 rs.
a vara, dito bordado de liados padroes a 200
rs. a vara, trancas de seda de todas as cores
e larguras e outras muitissimas cousas que
tudo se vende barato, na rua do Queimado
loja demiudezasda boa lama n. 33.
di
a
dr,
III
br
di
Para escriptorios e caito
dn
lll-
ue-
ri.n
de
Pe-
eco
nos.
Vcndcm-sc resmas de papel de peso
melhor que lie possivel haver a 6-3, dito
ferior poucaxousa a 3 e 33500, dito paqut
te muitissimo lino a 49500 e 5-% dito almaco
greve c niailim a 4% dito almaco oiuitissi
bom a 3>200, dito de cores em quartos
resma a 700 rs., grozas das verdadeiras
lias de aQo luco de lanca pelo barato pr.v,
de 13200, ditas muito boas sem ser bico de
langa 500 rs., duzias de lapis muitissimo li-
nos a 32" rs., ditos proprios para riscar li-
vros a 800 rs., canelas de osso torneadas para
pennaa de avo a 120 rs., caivetes linissimos
de. urna a quatro lulbas a 1, 2, 3, 4c, e ou-
tras mais cousas que se vende barato; na
roa do Queimado na bem conhecida loja de
miudezas da boa lama n. 33.
A loja da boa
lama
Vende muito barato :
Libras de lianas ti. 100 c 120 de boa qua-
lidade a 2?, ditas de Imitas de cores a 1420o,
pecas de lita lavrada larga de seda a 23500,
duzia de peines abertos para segurar cabel-
lo a 23200. grozas de botes de louca pinta-
dos a 240, moas brancas c cruas para bomem
a 160, suspensorios para homem o menino a
40 rs., carien as para algibeira a 600 rs., pe-
cas de fita de linho a 40 rs., grozas de bo-
tes linos para calcas a 280 rs., grozas de
boioes de madrepcrola a 00 rs., braceletes
encarnados para senhora a 200, caixas com
Imitas de marcar a 28 rs., pecas de bico es-
trello com 10 varas a 560 rs., duzias de te-
souras para costuras a 1/, ditas maiores mui-
lo boas a 1-200, c outras muitissimas cousis
que se vendem muito barato na rua do Quei-
I triado na bem conhecida Inja da boa fama
n. 33.
VNDENSE CAPACHOS
pintados, cmpralos e redondos a 700 e 800
rs ; na rua do Queimado loja da boa lama
n. 33.
LEQUES FINOS.
Vendem-se hurues muito Tinos com ricas
pinturas, espelhoe plumas a -Jf, 33500 e 4/:
ua roa do Queimado loja de iniudc/as da
boa lama n. 33.
Na loja da Iwa le vende-se muito barato,
tanto as pessoas da piara como aos fre-'
guezes do mato.
Madapoliio n. 6 a 4.3 a peca, dito -ntre fino
a 33600, dito dito a 3#300, algodaoznho liso
encornado de 20 jardas a 2,880 a pe"ad lo
dito 1dem dem a 23720, dito dito idem dea.
23240, IgodSo de lislras a 160 rs. o cov
., cintas linas para coberta a 200 rs brn
nbo de hubo de quadrinhos a 200 n brim
anco trancado dito 8 1#Uu rs. a
r,4.?arH0.I,S.,0 dC Purolinh0P"a Palitos a
640 rs., dito de cor trancado dito dito e deas
''onilos padrOes a 800 rs tilo de linho liso
uilo Bao a 880 rs. a vara, dito dito borda-
do d.to a voso, cambraia lis, ini
da dita de aalpicos muito fina a 800 s
-'ta adamascada com urna vara de larcun.'
ira cortinados, cm peca de 20 varas 7,
misas de riscado muito bem feitas a l^joo'
n?,?Sn.dfeCftanml,raa "*,l """ d ml ^
mSP.f/m 'rtrasaa, palitos de
brim pardo de puro linho a 39200, ditos
pretos muito bem leitos a 49 canri ama.
relia franceza muilo lina a iPT^JS",
cortes de fustao para collete a o Hi.n'
ditos finos a 13, iios de 5S ftjgS
3-3o00,assira como outras muilas lazendas
que se vendem por menos que em oul?,
"arte: na rua do Queimido n. a lotad",
io. fe, defronte da da boa fama J
He milito barato.
Vendem-se duzias de facas e garfos dn ra
bo de marfim de boa qualidade a 10 dJUs
ditos de cabo de balanco muito finas" fS?
Has ditos cabo rolico e oitavado a 3 dZ-
lasde colheros de metal principe ilT.aj.
litas de metal mais ordinario a 800 e I3400'
J outras muitas cousas que se vende barato'
na rua do Queimado na bem conhecida loij
de miudezas da boa fama n. 33.
Cartas pura jo^ar.
Vendem-se baralhos de cartas francezas
muito finas e de bom papel a 500 rs. o bara.
Iho, ditas portuguezas muito finas a 320 li-
pa rua do Queimado na loja de miudezas da
boa fama n. 33.
RICOS ESTOJOS PARA COS-
TURA.
vcndcm-se muito bonitas caixinhas com
reparlimcntos proprias para costura a 2500
33 e 33500 : na rua do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33
Escovastie todas asquali-
dadrs.
Vendem-se ricas escovas inglezas para
roupa, o melhor que pode haver e de uova
invencao a 33, ditas francezas muilo boas
a 13. 13500 e 3)000, ditas para cbelo ingle-
zas e Trancezas a 13200 e 28, ditas para den-
les inglezas e Tranoezas a 400, 500 e 600 rs.,
ditas para unhas dita dita a 240, 500 e 13,
outras qualidades mais baratas, que tudo se
vende na rua do Queimado na bem conheci-
da loja de miudezas da boa fama n. 33.
&0ttt>0 fetgitt)*.
>o dia 8 do frrente (ogio do engeoho I.ava-
aero da rresoeiia de Pao d'Alho, um eacravo pardo,
de nome Chnslovo. que reprsenla ter 10 anua*,
pooco mu ou meuos, com os slgoaej segoiolet
Ma, bem ten., de eorpo e de pea, com barba por
debano do queiio, cabello crespo, pouca corado,
oliio pretos, com lodo 09 deole da frente, prnnnn-
cia alcunias palavras que parecem de negro de An-
gola : qoem o appreliender cooduia-o a raa da Guia
11. til, segundo andar, ou ao referido encentro Lev
Rem, que ser* generosamente recompensado.
Fugio do eosenho Canna Brava da eomarca de
l.oianna, no da 16 do correnle mei, um cabra de
nome Jue, com ofBcio de sapaleiro ; foi eseravo do
finado leuente-coronel Manoel Xavier Carneiro da
Lunha, qoe morava em N. S. do O" da mesma eo-
marca. lem os segainles signaes : bastante alio, bem
barbado, representa ler 32 a 35 annos de idade ca-
bellos sollo, corpo regalar, lem urna frula peque-
a em cima da junta do dedo grande de aro dos pea.
rlaaaj; 1 ir ira. nuciio. .*. ,, ^.-,., ^.,
a autoridades, qoe o facam prender, asiim como ao
>enhores capiles de campo, e remellar para o OWO-
conado eiiRenho, ou enlreear no escriplorio na roa
a.icrui u. 21, que generosamente aeran reeompeo-
Fugio honiem as 7 horas,um eseravo mula-
to de noma Tbomaz, alio, reforcado de corpo, com
marcas de bexigas, pernas grocas, e nellas mareas
re cicraiizes as cauellas, falla cora muita maoci-
dao, levou vestido camisa de panno azul groco
guarnecida de ourelo branco, nos ombros e pu-
niros, abarla na frente em forma de palito: este es-
eravo he natural da Parahiba e foi eseravo do Sr.
Carlos Coelho, que o houve por heranca de seu so-
gro Jos Joaquim de Souza daquella cidade, e foi
comprado pelo abaixo assignado ao Sr. Hilario de
Alhandra Vasconcellos Junior.morador no engenho
lapu freguezia do Pilar data provincia :
quem o pegar leve-o a rua da Concordia a Pedro
Antonio Teixeira GuimarSes, que ser generosa-
mente gratificado.
Continua a oslar fgido o eseravo Antonio
de naco Cactoge, de idade de 35 annos pouco
mais ou menos.altura regular.cangueiro no andar,
cor prete, roslo redondo, sem barba, costas liropas,
ebeio do corpo, e conversa pouco, foi eseravo dos
herdeirosdo finado CaetanoGoncalves da Cunda;
ha quasi certeza de andar para aa partas do sul desla
provincia, se alguem acoilar Hilo eseravo fique
ceno de que o dono lia de proceder com lodo o ri-
gor das leis centra o acoiidor, e a quem o cap-
turar promette pagar rom generosidade, sendo con-
duztdo a rna da Guia n. 64 segundo andar nesta
praca, ou no engenho Crusahi 00 Agua
Fria da freguezia de S. Lourenco da Malta.
1OOSOOO
DE GRATIFICACAO'.
Atisontou-se em '28 de agosto deste correnle
anno da casa de seu Sr. Francisco Mauricio da
Malta Hibeiro, morador em Bom Jardim, eomarca
do Limoeiro, o eseravo crioulo de nome Fernando
bem moco, reprsenla ter 25 annos, com os seguin-
tes signaes: altura regular, cabellos torcidos bem
pegados no casco, cor preta, olhos vivos, beicos
gromos, com falla de um dente na parte superior,
barba imperial.corpo reforcado,nadegar empinadas,
em pequeo foi alguma cousa surrado e lalve/.
mostr alguns vestigios, tem os pese dedos curtos
porem largos, he bem fallante, e eorlez. Tem-se
desconfianca ter procurado para o engenho Jar-
dim, comarca da cidade de Goianna.onda o mesmo
eseravo lem seu pai, assim como tambem aparece
leve noticia que Ion visto nesta capital : roga-se
por lano as autoridades poliriaes ecapiles de cam-
po de o capturaren emandarem a casa do supra-
dito senhor, que alm da paga a cima mencionada
ser generosamente gratificado.
AVISO.
1002000
No dia 23 de junlio do correnle anno, fugio de
bordo do brigue Maris Luzia o preto crioulo,
Manoel. o qual fazia parle da tripolacao do mesmo
brigue.de idade 94 a 2> annos pouco mais mi
' menos, e lem os signaes seguintes : rotro compri-
I do e descarnado, cor fula, cabellos ccrcilliados, 0-
llbos um pouco grandes e amortecidos, bujeos
1 grossos, sondo o de cima mais grosso que encobre
a falla qus tem de denles em cima, falla um pouco
airapalhado devido a falta de denles, pouca barba
e rala, e higodes, tem na mo esquerda junto ao
dedo mnimo urna especie da ervo sabido, as na-
degas um pouco empinadas, no andar tem um gei-
to para um lado, cadeiras largas, cintura fina, ps
apalbetadus e um pouco largos levou calca de al-
godo azul deshotado e carniza de algodo riscado
chapeo de palha, tem oflieio de cozinheiro, e ros-
lunia embriagar-sc : foi eseravo do br. Dr. Jero-
nymo Vilella e do Sr. Dr. promotor de Olind;
Queirox Fonscca, e ltimamente do Sr. Alber
Forstor D.imon : o abaixo assignado, senhor do
dito prelo, gratifica generosamente a quem o aa
prehender e leva-lo era sua casa, no aterro da Bot-
\ ita n. 53, segundo andar, ou no Recife, rua do
Trapiche n. 16, a Amonio de Almeida Comes ;
ramo taml*m protesta contra qualquer pesoa que
.1 .irculiar em ou poder: assiru coiQoaratific.i paa
ludas asdespezas.Joaquim Lopes de Almeida.'
PEKN.: TYP h W V. DB FARU 1856
MUTTOvDJ
ILEGIVEL


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