Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07626


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Full Text
ANNO XXXII N. 260
Por 3 mezes adiantados 4$000.;
Por 5 mezes venc doi 4{|500.

\
IKI. FEIRA I DE MYEIBRO DE .856.
Por anno adianlado 15S000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
bNCARREGAUOS DA SUBSCRIPTA' NO NORTE
Parihibi, Si. Sarrillo T. di N.lmdadi ; Natal, o Br. Joio
suim 1. Ptteirt Jnior: Aries Ij. Sr. A. de Lemoi Braja:
Cari, Ir. J. Joic di Olivsira; .Maranhao, o 8r. Joaquim Mjr-
W" tsdriguai; Piaubj, o Sr. Domingos Hsrculaoo 4. Petioa
irsas*. Par*. li. JuilIniaooJ. gamoi; Amiioni.o li. Jare*
ni t ONU.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olirnla : Mog os iba., a c meia hora* ilo iba.
WHMH) GoJMHH 1'i.iluli.i : Hfl ......ni f... ,- .
.V. -Vio..,.. 11.-/.,n... Iloni.ii.'l.iru.ifii, Allnl.....'.ir
S. I..mr,.|iv,i, P....-.I Vlho, .N.,/.,r,-.h. Maioe.ro, I!
eir, Flora, Viii-li.ii, Boa-Vuu, o........, Ki
lio. I;,..|il(... Vrinli.'11'm, liin-Koiino.
wleiru < Kaial : aiiaiaj-relras.
I'oil.., oa corrcioa parn-m as 10 har
Pin
, lina, II i r.-,r..
Ha -n--' -.
,.,.-r-,r...
iiliiin* : ih -rr.-f.-tra.
.,, IV.'ji-ifi, fnn-
i : Mi sjaartaa-feirat.
, t.nia-l'ri-ta.
AUDIENCIAS DOS TRIHUNAES DA CAPITAL.
TribuDil do commercio ; segundis quintas.
Relacao : lercas-feirai a labbadoa.
Faianda: quarlai eiabbadoi ai 10 horai,
Juio do commercio: sagundil ai 10 horan quintil > maio-dla.
Juizodl orphaoi .- irgunda i qulnlai ai 10 horas.
Primeira Tira da cinl i aaguoda a lailai aa mno-dia.
Sagunda Tara da aira!: quariai a ubbadoi aa maio-dla.
i l'lli:\ll 1.1 liis do HEZ DE XOVEMBRO
Quartoereiceote ai 3 horai i minuto a 48ieguadoi da t.
1 Lu chais ai 7 bocas 23 minutla !S icgundni da m.
* Quartominguanla ai S horas,lo minuloia 48iagundoi da m.
-7 La nota ai 2 horai.21 miouloi.48 lagundoida tarda.
_ PREAMAH DEDOJE.
rrlmriri a> III horai a < roinutoi da manhas.
Sigunda a. ni hora e 30 minutoi da larda.
DAS da semana.
3 Segunda. f., iMio-morru n de todos os lipis defunctos.
i Terca. S, Carlos Murrumcu are. card.
i Quaria. Ss. acacharas e Isabel pais de S. Joo ftaptista.
ti Quinta S. Severo b.: S. Alineo ; S. Leonardo eremita!
7 Seita. S. Florencio b.; Ss. l'rusdocimo e Achileo lili.
K Sabbado. Jejum. S. Nicoslrato m.
9 Domingo. 2> Patrocinio da 8S. Virgem Mai de Dos.
PA1TB HF?IOiAL
i:\C\RRKG.\IMIS DA SIItMItlP AO NO SI I,
Alsgosi.s 8r. Claudina FaleaoDisi; Baha. El. l>. basae
Rio diJaneiro,.8r. Joao Pareira Marital.
I-M PKHNAMIll !?.
O propriinrii do DIARIO Minoil rigseirea de Paria, aa ene
irrarii, praea da Indapaodancia oi.St 8.
N

OOVEENO DA PROVINCIA.
Expediente da la -26 He outubro
Olficio Aocapilao Joo do Reg Barros Fal-
i.io. Tendosido Vmc. designado para ir destacar na
cidade da Victoria, commandando urna fnrca de
vinte pracas do exercilo, curopre que parla quanto
antas para o seu destino cora essa forca, qual fi-
car eticorporada, sob o cumulando de Vmc ao
destacamento de polica que all existe.
Junio achara Vine, o titulo de segundo supplen-
le de delegado de Santo Antio.^ _
Cumpre que Vmc. de aecurdo com o delegado e
mais autoridades daquelle lermo, envide lodos os
esforjos que a sua prudencia aconselhar para inan-
ter o iocego publico, reprimir com energa as ten-
tativas ou inanifestacoes dtordeiras,e garantir a to-
dos os cidados o livre exercicio de seus direilQS na
P'oxima eleiio, concorrendo de sua parte para que
se inulilisem quaesquer meios que se queiram em-
prear em sentido contrario.Olciou-se nesle
sentido ao referido delegado.
Portara Exonerando, de conformiJade com
a proposia do chafo de polica, do cargo de segundo
supplenle do delegado do lermo de Santo Anlo,
visto'Xachar-se doente, o capilo Jos Antonio de
Carvallio Dantas e oonieando para o referido cargo
so capito Joao do Reg Barros Falcao.Com-
munirou-s ao supradilo chefe.
OlUcio Ao Eim. |>resi vi'lvendo a ropre.i'iiUi'jin ilo agente fiscal desa pro-
Tiocia, .i que) se refere o olticiode V. Ec. de 17 do
crrante, compre-me dizer-llie em respusla ao cita-
do ofliciu, que o capillo ilo |>orlo de sa de necr-M lade. como V. Exc. melhor ver do of-
licio janlo por copia, que continu a pratica de sc-
rem archivada* na capilanii, as sabu de madeiras
da conslraccilo vmd.is de outras provincias, .ilim de
evitar-se por oneio dos esamea necesarios os ahu-
soi de cortar-se maior numero de paos, do que o
mencionado as- reapeolivaa liceiicas.
A' vala, poisj, de semeliiaule necessidade, pare-
ce-me que se podera' admillir a providencia leman-
ita pelo mesmn capil.i > do porto no lin.il de sua in-
fonoacSo, de erem as gniat passados em roaia de
urna va, alim de que o senle fiscal possa ler a de
que precisa par,, a arrecaddco do imposto que se
tero de pagar pela exportacao dessa madeira para
oulra provincia. V. Exc, porm, resolver o que
llie parecer mais acertado.
DiloAo Exm. mareclial commanlanle das ar-
mas, Iransmillimln, para que lenha o conveniente
destino, a relac.au doi oltlciaes e pravas de prel do H.
halalhao, que vieram para c-ia provincia no vapor
iBeberibe h. Communicou-se au Exm. presidente
das Alagoas.
DiloAo Exm. barato da Boa-Vista, dizendo
he lir.ir inleirado de haver S. Exc. assumido o com-
mando auperior da guarda nacional deste munici-
pio, e manifestandn-liie a alisfarao desle eoverno,
por contar com a sua prpsiimosa cuadjuvarto e de-
cidido xelo pelo servido publico.
DiloAo mesino, dizendo, que para poder a pre-
sidencia resolver acerca du alfares Manuel Jos lion-
calvcs Braca, que se arha ausenle por xcesso de li<
cenca desde maie du rnrrente auno, faz-se im.h
que S. Exc. declare se' i oflicial exisle em lu-
gar sabido, c 'in.il elle
DitoAo iuspa'-lor di souraria de fazenda, res-
litiiiodn-lhe o requerimenu em que Juaquun Cat-
nciro Machado Ritw, na qualidade o teslameuleiro, l
herdeiro e iuvenlarianle dos bena do casal de sua
fallecida mSi |l. Auna JoaqaiOl Machado l'orlella,
pede que se maule sohr'eslar na espedielo do titulo
que s mandou paanr a Joa Jaeome Tas-o Jnior,
do terreno da maruiha que tica nof fundos da casa
n. l, perleucenle ao mesmo .-a-ai, sita no areial das
Cinco-I'onlas e se Ihe coneedeu por aforamenlo
o mencionado terreno ; e d / .n lo que proceda
aqoella reparlirao a respeilo de scmclhanle (irelen-
eflo, de conformidade com o parecer junio por co-
pia, do -2. lenle Antonio Esidio da Silva;
DitoAo inesmu, dizeudo que, achaudo-se quasi
esgotado u crdito de dez contos de reis, alierlo ul-
limamcnle para o pagamento das despezas fritas com
occorros pblicos, tem resnlvido ausmeula-lo roo
mais dez conloa de res, pudendo aquella thesaura-
ria proieguir nos pagamentos do taes despezas, sob
a responaabilulade deste gnverno.
DiloAo coronel Domingos Alfonso Nery Ferrei-
ra.Recelii o aflicto em que V. S. me participa ter
entregue o coinmandu superior da guarda nacional
ao Exm. brigadeiro hirao da Boa-Visla. Aceite V.
S. por esta oeCMe os meus a^radecimenlos pela
inaneira satisfactoria com que desempenhou i,s seus
derere no commaudo interino, queexeieeu duran-
te a ausencia daquelle brigadeiro.
DitoAo romiii iinlan- superior do Brejo. Ite-
commendaudo a expedico de suas ordena, para que
o coinioaudante do liil.illi.ln n. 3H da guarda nacio-
nal sob seu cominando superior, faca apresentar ao
delegado do lirejo 7 praCM daqoelle batalho, para
aerem empregadas na gaarda il. cadeia daquelle ter-
mo.Communicou-se ao refer lo delegado.
DiloAo inspector do arsenal de marinha.Sir-
va-se Vmc. de dar-me a sua opiuiao sobre cada um
dos arligos expostos no documento incluso, assisna-
do pelo gerente da compauhial'emambucana.
Aquelles desses arligos, coutra os quaes nao liou-
ver objercao fundada em lei, ou ero mauif.sla uti-
lidade publica, Vmc. ir desde ja pondo em pra-
ttat.
DitoAo mesmo, enviando Ihe o regulameulo
confeccionado pelo provedor de sanie para o lazare-
to do Pina, alim de que Smc. informe se na parle
que Ihe perteuce, descubre algum inconveniente.
DitoAo commandaute do eorpo de polica, para
nvaudar receber do chefe d eiiacao naval o preso
M.inuel Francisro SoaMana, que veio das Alago
no vapor Beberibe. por ler declarado ser de-crlor
daquelle corpo. Oflinou-se nesle sentido ao eom-
ni.imame da eslacilo naval.
DiloAo director das ultras militares, recommen-
daodo-lhe que. entendendo-se com o adminislrador
da mes do consulado, hale de examinar 0 estado
da coberta do armazern annexo a ponte do mesura
i'on-iilad.i. oreando os reparos de que ella precisa___
linnimuiiiinu.se a Ihesouraria de fazenda.
Dilo Ao direclor das obras publicas, para qu
exaininendo a obra da ponle do cousulado, declare
se est ella oa iio no caso de ser recebla, para o
que ae Ihe remelle urna copia do respectivo termo de
contracto, a qual dever ser devolvida a este go-
verno.
filoAo juiz municipal de Olinda, respondendo
com copia do parecer do presidente da retacan, du-
m 11 em que ie acha aquelle magistrado, se os depo-
sitarios particulares percebem on nao alguma por-
cenlagem pelos depsitos de qualquer nalureza.
DiloAujuiz municipal da 1.a vara, enviando
para ler o conveniente deslino, a guia do sentencia-
do militar Manoel Baymundo da Silva, que veio
para esla proviucia, afim de ser enviado para o pre-
sidio de Fernando, e declarando que acaba de ofli-
ciar ao coininaiidanle da estarjo naval para por dis-
pusirao de Smc. u referido seuleuciado.Fez se o
expediente de que se Irala.
DdoAo mesmo. respondendo enm copia do pa-
cer da presidente da reia<;a ., a duvida em que se
acha acerca da maneira de satisfazer o preceito dos
arls. iki, incli do regulamenlo de 31 de Janei-
ro de IKi.
Dito
Ao inspector da Ihesouraria provincial, para
que mande por em liasla publica a obra da ponle
sitltre o riacho Hrumzinho na estrada de Pao
d Alho, .leso lo es-a despeza sabir da consignaco
do art. 1,") da lei do nrrameulo vigente, conforme
Smc. propoz.Cainoiuuicou-se ao direclor das obras
publica..
filoAo mesmn. O mcu antecessor encommen-
dou a uina casa eslrangeira desla pracao armamento
constanle da ralatjeo jonla. Chegou elle e he perfei-
lissimo. He o nico usado exclusivamente boje por
lodos os exercilos da Europa.
r.iitrelauto, fosse por ser o sen preco superior ao
que se Calentn, fosse por oulro motivo, foi elle re-
cusado, dan1o-.se por motivo o seu adarme, motivo
inadmis.ivel, porque elle he do adarme que linda o
armamenio q de, que era o armamento da fragata a vapor Affon-
so. A casa de commercio se sujeilou a esla decisao,
mas prevendo agora perda na venda desse armamen-
to se o mandar para a Europa, pela razao de ler all
eeuad* a guerra, e por isso baialeado o preco desle
genero, prnpeme agora a venda do mesmo arma-
mento com um grande abale no preco. Islo be : da
por t.*> cornos de ris aquillo que Ihe' custou I '':',_;. ~
rs. Sirva-se Vmc. infurmar-me qual heoestadodo
crdito aberto para a verba do corpo de polica e a
sua opiuiao sobre este objeclo.
DiloAo administrador da mesado consulado.O
navio francez rtaout eslando prompln a partir e nao
luido anda sido jleridida a queslao relativa a siza a
pagar, pelo faci de sua venda em hasta publica ues-
te porto, o cnsul de S. M. o imperadur dos Fran-
cezes, me pede que expeca as ordens necessarias a
essa reparlirao, alim de serem dados os despachos do
mesmo navio, independenle de e daqoella que-ldo, ficando o mesmo consol respousa-
vel na sua qualidade oflicial pelo pagamento de qual-
quer suroma que se decida dever esse n*vio pagar.
Sob mnha responsabilidade sirva-se Vmc. confor-
mar-se com este desejo do cnsul, e expedir imme-
dialamente os despachos do mesmo navio llaoal.
Communicou-se ao cnsul.
DiloA O.liristov'o Jos de Campos Barbosa dele-
gado suppl -ule eni exerricio no lermo da Villa Bel-
la, inlcirando-o de haver expedido ordein a Ihesou-
raria provincial, para pagar eslando nos termos le-
gaes. a cenia que Smc. remrtteu d> despeza fcila
no mez de selemhro ultimo, com o sustento dos pre-
sos puhres da cadeia daquelle lermo. e declarando
que essas cotilas devem ser enviadas por intermedio
do chefe de polica, como lein sido pralica al
boje.
DiloA cmara municipal do Cabo, dizendo que
com as informarnos que remelle por copias iiiiin.Ira-
das pelo director das obras publicas e pelo engenhei4
ro Milet, responde alfoIBeta no que a me ra inoslroii o inconveniente que Iraz aquella villa, a
passagem do .">.- lauco da ramilicacao da estrada do
sul pelo centro da mesma villa.
Mas o qne propoem como remedio '.'
Nada.
Chatnam a propriedade ama injuslica, a familia j l'aes ha que appellando lainbem em favor de eo
um obstculo social, ao capital um despotismo, a particolar intaram) para o interesse das elaawa labo-
I KelVo'0 eSpil P"ra alcl""-''irem uma "e^-1 em homens, e que os constituecm estado do sociedad,; O espirito publico esla muito exaltado mesmo nos, No folhelm da \o. Hn.ria
industria urna lula fratricida, a liherdade um es-
carneo, a mural um engaito, a relignio orna supers-
lujan, a Dos urna ehimera, ou urna invencAo de
riosas com o mole de iguaHade nos btecos da penna,
se declaravam depois j di.tinctus para evitar o con-
tacto da mo calosa do artista, e dislinctos porque o
legisladores, cuino se a sociedade podesse viver sem sea republicanismo era de lua branca e bola de pu-
limento.
Que os povos se desengaen! de urna verdade re-
couhecida por todos os que esludam eslas cousas de
perlo a blouse da maior parle dos nossos publi-
cistas, e que perteitccm a< duas escolas, que cima
apoolamos servein apenas de luas couaas masca-
ra e paleto! ; a pritneira para esconder a hypoeriila
polilica, e a seguuda para cobiir os calenes ulicos
promplos sempre a apparecer em publico para rene-
gar o invollorio plebeu a primeira isca que o poder
Ihe queira alirar.
PAULO DE ASPREMONT.
(VlMII"i>.
rus Tiikupiiilo Gaotier.
I
LMfoUo, magnilirn barco a vapor Inscano, que
taz a passagem de Marselha a .aples, arahava de
dnlir.li- a pona de Prorida. Todos os passageiros cs-
l is ain sobre 0 convez curados do eiijun pelo aspec-
to da Ierra, mais ellicnz do que as pasllbas de Mal-
ta e notr.is receitas empregadas em semelhaule caso.
Sobre a eoherla, no lugar dasUnada aos piilgei
ro Je prit.oeira ordem, eslavam alguns Inglezes se
|tarando-se o mais po-sivel mis
COMMAXDO DAS ARMAS.
Quartel general do commaudo das .irmas de
Pernambaco, na cidade do Recife, em 3 de
novembro de 1856.
ORDEM DO DA N. :ifii.
O marechal de campo eommandanle das armas
faz cerlo p.ra sciencia da guarnicAo e neces lins, que tiesta dala, mediante o aviso do ministerio
dos negocios da guerra de 29 de agosto ultimo, en-
Irou no gozo de mezes de aleonen rom o enc-
menlo de sold simples para r a provincia da Babia,
o Sr. segando eirnraila lenle do corpa de saude
do exercilo Dr. Jos Muniz Cordeiro Cilahv, que
no servcu do bospila' regimnlal sera'iahstituido
pelo Sr. segando cirurgio alteres Dr. Jos Amonio
de Audrade.
'Assignado).Jote Joaquim Cotlhn.
SEXTA 1 T.Ua ji; DE SETBMBRO.
Da escola revolucionaria sal ira ni duus agenlcs da
auarchia poltica e moral, que s a roo lo porque a
sociedade se governavaantes da revoluro beque
pode neulralisar quamlo os nSo evlirpe de todo
Cumpre c.infessar que essef duus cenles com
quanto sirvan muitas vetes a ambicio desenfreada,
a bxpocrisia polilica e o Urlnfos macarados de ho-
mens de estado, cointudo sito pnrvcnlura sincerus
emquanto a licoda experiencia nao desengauou os
seus actores, que a NMoria de mullos seculos vale
mais que os iiicideiiUs lempesluosos de um periodo
de paisla nu de perver<3o moral ; e qae esses pe-
riodos coinquunlo freqnenles un vida dos povos,
para os que esludam a hisluria do homem na suc-
eesaio das idades. na grandiosa marcha du genero
humano servein apeuas para desengaar as inlelli-
gencias sinceras qua os corpos sociaes como o indi-
viduo tamblo adoecem -> vezes.
i.iu.i". sao esses agentes do mal que por momen-
to, podem ser sincero, mas que a experiencia eleve
eurrir desengaando '.'
'J jan lo a mis sao dois escolas opposlas de publi-
cistas, saturara do seio da revnlui.o para lancarein
Be sociedade aaniteMa s maos chelas, anda* que
momentneamente veuham desviadas do zelo de ser-
vir a sociedade que desordenam.
Desesperada dos deslinos sociaes, rompromelti-
dos na tempeslade revolucionaria, urna das escolas
eusiua a duvidar da ordem social era lodosas suas
ramilicaces, e de tal arle que Ihe uito escape de
apuntar como boles do mal as propnas nrigent di;
feheidade commuin. A propriedade, a familia, o
capital, a Industrie, a liherdade, amoral, a religiau,
Dos, de lodo duvidam e a doulrina desoladora que
pregam be com o fim.dizem elles, de revelaren! as
profundas injusticia sociaes, os supremoi soirrimen-
los das classes Irahalhadoras, c he appellando para
as victimas deslas injusticas a sollrimenles, que con-
i-gin'in fazer-se euvir.
vam as graveras de alc-n da Mancha da aecusacau
de mentira, que lanas vezes Ihes he fcila. Essas
bellas mocas mortulavam cada urna de soa parle cura
n mais delicioso accenio britnico > phrase sacra-
mental : lder Xapoli e poi morir, consulta-
vam sen guia de viagem, ou loraavam nota de suas
iinpres-nes, sem darera e menor altencilo aos ollures
galantea de alguns fatuos parisiense! que vagueavam
em lomo Aellas, entretanto que as mais irritadas
raiirmuravam conlra a indeceocia franceza.
Sobre o limite do quarlrirao ari>tocraliro passe.1-
vam fumando charutos tres ou anafre mancebo*
qae pelu sen chapeo de palha ou de fcllro tntenlo
pelo seu peate matizado de largos botOes, pelas soss
ampias calcas de algodao bem ranslravam ser rus-
ias, iudicacilo alias conrirmada pelos seus bi-odes t
moda de Van-IKck. p.|. .es cabellos almelados
ao goslo de lliiiien-, ou corlados como os de Paulo
Veronese. Elles prucuravain, mas com um lini in-
letranjenle diverso daquelle dos tlandies, obsert
perfil essas bellezas, das quaes sua puuca forlu
os impeilia de approximarse, e esle cuidado os ,1S.
Iralua okn poiiru do magnifico panorama esleudido
diaiijfrife seus olhos.
a do navio, apoiados na pavezacla, ou as'en-
'ire |iecas de curdas enroladas, eslavam os
ir t.
lia
tos oulros, e traca n
do em torno de si um circulo de demarcaran ; MUS I pobres passagetos de lerceira ordem acab
semblantes spUtniCOS eslavam cuidadosamente bar- ; p^ovisoes que as nauseas linham-lhes feilo conser-
seus | var tilladas, c sem linear a vista para o mais adm
ravel espeelacnlo do mondo, pon o senlimenio da
uilurcza he o privilegio dos espirito! cultivados, aos
propriedade, sem familia, sem capital, sem indus-
tria, sem liherdade, sem moral, sem religiu e sem
Dos.
nui/eram ja fazer esse ansaio.
E esse ensaio perteuce a segunda escola de que
fallamos.
Esludaram.se nnvoi modos de possuir, eiluda-
rem-se as leis de Esparla para labsUlairem a fami-
lia pela cuiiimiiiii1.il.-. para a grande industria em
enmmum, para o grande capital cuja gerencia per-
tenreria ao eslado, para a liherdade sactilicada oo
llar da igualdade, para urna certa moral, urna cer-
ta religiau, e uns cerlos numeus ; mas o que resul-
ten do todo este estudo*.'
Nao se resusrilam facilmenle anachronismoi que
atacara pela base a ordem social e a marcha da
CTIisaclo universal.
(> seculu dezenove esla' lo dislanle de Creta e
Esparla, como a pureza e caslidade das nos.as ins-
lililices clin.Lia. eslao longe da brulal o jevlagem
deva.sidao com que o esludo mandava prever a po-
pularao sob as leisde l.icorgo.
Falla a e.cravid.lo amiga onde a liherdade daquel-
las eras hasleava o seu pendAa de sangue e de des-
prezo pela hutnanidide ; falla a impureza e a ly-
rannia das leis de Esparla para que a igualdade seja
o estrado do Himno do mais verdadeiro despotismo
que se pode imaginar, e mesmo assim com todas es-
sas instituales que o chrislianismo lelizmenle derri-
bou ainda nao teamos o aniquilamenlo da proprie-
dade segundo o dosejo da primeira escola, nem
o da familia de que o estado represeotava o chefe,
nem do cspilal de qae o mesmo eslado se constitua
bauqaeiro, nem da industria para que toda a cora-
munidade Irahalhava.
Teriamns lodas as sanguinarias e impuras illuses
da segunda esrola, aera o aoiqoilameulo das insli-
luices, que quer a primeira ; licando de parle a
moral a religiao e Dos, porque n;lo era provavel,
mesmo aos olhos do mais desinfreado e retumbanle
de lodos os paradoxos, que urna sociedade depois de
erchrisiaa, fos fosse dar culto aos deoses, depois de ter ama pnilo-
sophia cora o chrislianismo, recorresse ao estoicismo,
epicurismo e outras eitas para fundar sobre ellas
a base da sua pblosophia do homem.
O modo como a sociedade considera eslas duas es-
colas nocivas a ordem he singular.
O espirito do homem paluralmenle inclinado a
encontrar injusticas por luda a parle oode Ihe lar-
gara obstculos, amarguras, ou ainda a prnpria mi-
seria, emhora merecida minias vezes, acceita as de-
elamaeoesda primeira escola, como (alvez elogia por
vezes os remedios, que propOe a segunda.
No entretanto o instincto de conservacAo social,
que he infinitamente superinr aquelle espirito, a-
quellas declamar/es e aquelles remedios, quaedu a
pratiea chega resiste, e resiste enrgicamente.
nanlos em 1780 grilariam em Versailies, Parii e
as partes da Ba.lilha cunlra a l\ ranina dos munar-
chas que em 1793 ja leriam sido devorados pelos ca-
dafalsos da convencSo ?
Mas que mainr numero ainda veri.-t surgir com
prazer dos Estados tieraes a asaemhla consliluinte,
e que depois ira apodreeer em sangue os decreto,
c docises de todo o periodo da revolucao al u im-
perio, e de-lrui-lolua de bom grado, sarrilicaudo-
os ao genio do mais afortunado e glorioso despule
das idades modernas, nao por amor a esse genio,
mas porque a necessidade de conler a anarchia (tiili.
aquelle homem o mais poderoso ensillar.
fl mesmo nasaio cun o mesmo resultado de IKI8
a 1S">2 com a segunda revolucao e o segundo'impa-
ria devia eireclivaiiiMile lee deseiianailo essas duas
escolas, que nem velen as declanucrsde urna, nem
os remedios da catira contra o Instiuclu da consarva-
Cao social, e eonlra a marcha providencial dos po-
vos para melhor.. destinos ; que aquellas derlaina-
ces e remedios comprometiera mom-ntaneameute.
Estas duas resistencias, solemnes em dous pciio-
dns notaseis da historia contempornea, entendendo
a forra do seu exemplo ao resto da Europa deviam e
devem ja ter desengaado estes publicistas ou do seu
erro, se sao sinceros, ou do ruim fruclo da >ua raale-
vulencia, se o seu erro nao he de inlelligeucia, mas
de vontade.
O erro at iH'rJ ainda polis ser lanca lo a
de insciencia, desta poca pordiaqteus dsclamaces
sao iini crime publico, e os remedios apoulades ou-
lro grande crime de lesa existencia social.
NIO se pense porein d'aqui qae o esladude cumas
que siihsliluio a momentnea desorgauis.rao social
daquelles rios periodo he, ou deve ser a esludo
natural de uina sociedade que se governa bem.
Ha para as sociedades, como para os individuos,
dous modos de existir, que a littguagem coinmum
qualilica com a maior simplicidade nesles dous epi-
thelosbem ou mal.
Se os principios porque se rege a sociedade actual
em determinadas zonas polticas, ehamadus estados
favorecem, e al abrigam denlro do irio o incendio,
que pode eslalar a cada momenlo ao mais leve con-
tacto com o ar exterior, a socielade conservase,
mas mal.
Anarchia, liberalismo e dictadora ou san um esta-
do vilenlo para a sociedade ou sao orna podndao
moral.
Cma on uolra escola de que fallamos encontrara
uestes tres dissolvenles sociaes uns maleria para suas
derlamaces, oulros para acunselharem os seas ele-
xires.
Declamadles eelexires sabemos perfeilamenie que
esiao desacredtalos, mas quanrio o individuo esla a
bater as porlas do tmulo, qoando a febre o devora,
qusndo a esperance lite parece perdida be exacta-
mente qoando os cltarlal.ies leem entrada em sua casa
e no sen animo.
No eslado anormal em que existe a sociedade dos
nossos dias, doeute como esla pelo in/'usto que for-
ma a base de seos cdigos fundamenlaes, doeute pela
corrupcao do liberalismo, febril pelo uso das dicta-
duras, desesperada; de si por mais de meio secuto de
lula permanente, que Irat os seus destinos n'uma in-
certeza Cou-1,1
lemer que
laloes aAo bastos.
Pollulam por esea Europa.
Ve-mo-los a |ui ueste canto do occidente e lio
adiantados ja que estilo quasi indgenas apezar de
soa rcenle dala.
Taes ha, e bem facis ao de conhecer, que dizen-
du-se repohlicanijs d'Esparla em 181K quando Ihe
sunu aqai o grilo Tcvolucionario de Parts, e compon-
do discursos invitados para a recepcao de knssulh,
engraxavam depaisas bolas do marechal.Saldanha e
Velas de barcos de pesca, que vollavsm para o por-
to, passavam como pennas de cisne levadas pelo
vento, c rnoslravam a actividade humana sobre a
mageslosa solidao do mar.
Depois o i ,1-ieilo de Saint Elme e o convenio de
S. Marlinho apparecerain de urna maneira dislincta
no cume da monjlanha a que .aples se arrima, por
sobre os /miliarios das igrrjas, os (erraros des pala-
cios, os ledos dais casas, e as arvnres "dos pomares
ainda vagamente esbozadas em um vapor luminoso.
Punco depois o caslello de l'OEuf agachado sobre
seu rochedo banhado de espuma pareceu adianlar-
se para o barco a vapor, e o molhc com seu pharol
alongou-se como um braco que sustentava urna
locha.
Na exlremidade da baha o Vngate mais approxi-
mado trocou poi cores mais vigorosas e mai solidas
a cor azulada que dava-lhe a distancia ; seus lados
cohrirain-se de barrocas e de leudas, por onde cor-
riam lavas resfriadas, e de seu cune truncado sahi-
ram visivelmenlle pequeas bafursdas de faino alvo,
que o veulo fazia tremer.
Dislinguia-se claramente Chialamoue, Pizzo Fal-
eone, o caes de Sania Lucia, gu-ruecido de palace-
tes, o Palazzo Keale, o Palazzo Nuovo, n Arsenal, e
----------1 ...... ..i -....- i,r.,,,i.i. ,| uilld IO-
BSfgaAe e n'um vaivem de cada dia, he de
nsSTTiarlataes eutrem com ella, e os char-
beadn, suas grvala n:lo tinliam unta dobra. seus I
collar inbos alvos e en'ommados assoniclhavam-se a
ngulos de papel Brislul ; lava d pellica anda no-
vas cubriam-l'ios as ralea, e a graixa de lord HUiot
min/i,i sobre nene -apatos. Pareriam ler sabido na-
quelle momenl.t do camarina ; pail em seu vestuario
correcto nAo nolava-se neuliuma desordem, Fouse-
qoeucia ordinaria da viagem.
Ah havan lords, Siembros da cmara dos roin-
ranns, nercadores da Cite, alfaiates de Regent*
slrei-t. e cuteteiru de Shelliclds, lodos asseados,
graves, imiiinveis e enfdalos. Tainhem nAo falla- | vessem ConsctenclS da
\. un senhora. porque as I uglezas n.io sao sdenla-! A longa Imita de c
rias como as itiiilheres dos oulros paizes, e aprovei- Veluvio de-enha o cnlpl
lint n menor pretexto pira deivar sua ilha. Junto'
das Isdieau -la roistresnes, belleza ji em sen oulo-
uo, radiavam debaixo de seu vn de garca azul jo-
ven niisse de tez alva e rosada, cabellos louros e
lirilliinles, denles ltigos e alvos, que traziam a me-
qoaes as neres-i.lades materiaes da vida nao absor-
vpiii inlciraini-ule.
O lempo eslava bello ; as ondas a/.ues estn mira-
se com largas dobra-, leudo apenas a forra de apaar
o raslo dn navio ; o fumo do cano, que firmava es
unirs ituvens desse ci-o esplendido, afastava-se len-
tamente como frocos de algodao, e as rodas
fiara a agua com activla le tAu alegre como
troximidade do porto.
Hia que de Paasilippe ,in
llliravillioso, no fundo do
qual aple, repousa como unta nvinph.i marinha
enXMgawls.se na praia depois do banho, eomerava
a moafrer suas mideacoes cor de violeta, e aohrsa-
liia mais firmemente ao azul brilhanle do reo ; ja
alguns ponlos alvos no fundo sembro das Ierras Ira-
O CESARISMO.
" Dai a Cesar o que lie de Cesar, c a Dos o
que lie de Dos, fui o preceito eslabelecido [icio
Divino Meslre, quando arga os pharisens
que o queriam enredar nos seus sopbismas de
ordeiros e diplomticos.
Dar a Dos o que he de Dos, c a Cesar o que
he de Cesar, foi o quo disse o Meslre ; ha, porem
urna escola, ou antes una seita de publirisuis.que
invertem na paraphrase pralica e applicaco este
preceito. c sem o dizerem, seguem sustentar a
Cesar com o que he de Dos.
A priroeira cousa que devemos allender, que
devemosat por obngafo religiosa, alem de moral
c civil, examinar o que he de Cesar.Tudo quan-
to Ihe pertencer, de-se-lhc.
Ora este e.xaroe he a que se recusam os que'em
nome de Dos snslentam o faci, s porque lie lac-
lo, e dizein que religiosa c catlicamente, nao de-
vemos examinar nada mais .- existe, logo ha bom
Esle absurdo c contrasenso lgico nao o dizem,
mas pralicam-o.
lie a esta triste degenorarao, que, uns pela mais
retinada m f. c subserviencia (porque bem co-
nhecem a verdade, e no cnlanto sacrilieam ao erro,
porque delle Ihes pode provr alguma titildade
mundana) e oulros por nimia boa f ece.rueira que-
rem levar a religiao ou anles a rcacr;io calliolica
que lo brilhanle e robusta apparece por toda a
parle.
Nao o bao de levar, nao ohao de conseguir.por-
que a verdade he urna s, e a mesma em loda a
pane. Os seus esforcos impotentes lio de tur o mes-
mo resultado que lanos oulros, servirem s para
maior triumpbo e gloria de Dos.
Nos queremos ser catholicos como de do Mais-
tre, o qual ilotTendia o primado, a infallibilidade
do Capa, c combata o gallicanismo, ao mesmo
lempo que proflgava a revolucao : que censurava
os^erros dos reis legtimos, sustentando os princi-
pios da legilimidade monarchica que fazia Justina
aos talentos c actos grandes dos usurpadores, quan-
do eram homuns grandes, masdescarregando dcsa-
piedados golpes na usurpaco, cujus representante!!
eram ; e nunca por nunca ser pundo a sua penna
ao servico de poderes existentes, s porque o eram.
nos repelimos, queremos ser catholicos como de
de Maistre, como Bonnald, como I.aurentie : cp.or
isso combalemos aqu como em loda a pane
o Cesarismo que em nome do Evanjjelho se quer
eslabelecer. Comba temos essa cobarde e astucio-
sa poltica, que em nome da religiao quer santi-
ficar os fardos s porque exisiein, que ilamam para
que em nome da religiao se presto apoto a quem por
calculo,por interesse, e mesmo por conviccao se qui-
zerein, protege o descnvolvmenlo do senilmente
religioso, pos do contraro corre perigo o caiholi-
cismo.
Soceguem, a religiao do Crucificado nao perga
no meio das tempestades do seculo, he para estes
que ella lem a divina promessa minquam proe-
valebunl e maiores males soffreram os seus i-
llios com o Julianismo, do que com os marlyros
das perseguiccs dos outros Cesares.
Nao be contra o cesarismo das perseguices que
be niisler eslar acautellado, he conlra o cesarismo
dos philosoplios e sopliisias das escolas de Alhenas c
Bysancio dos tompos amigos e modernos.
Como excellenie argiimeniacao, c modello de l-
gica rrespondivel Iranscrevemos o que sobre esle
assumpio escreveu ha bem poucos dias Mr. de
Laurentie.
Pondo de parlo o que ha de especial as suas
razies por causa da triste polmica que imprudenl-
menle levaniou um jornal religioso|francez,invadin-
do o campo da polilica, nada temos que eliminar
dasrazaes apreseniadas pelo Ilustre escriptor que
ha lanos annos lem oslado sempre no mesmo pre-
lo, deffendendo sempre a religiao e o rei, o aliar e
ihrono, e que lem a vantagem de todos os homens
rectos e lirmes, de nao ler hoje que riscar nem
inlerprelar urna s das linhas qne por espaco de
mais de quarenla aunes, tem escripto em defleza do
catholicismo, o a legilimidade, ou para roelliordi-
ler, da legilimidade as suas duas pitases religiosa
e poltica.
Ha urna escula moderna, que, ero nome da i-
greja ; mas gracas a Dos sem a sanecao da igre-
,ja, proclama a indill'erenca sistemtica em malcra
de revulur.io
Um jornal moderno, annuncia como ex-
pressao dogmtica desla escola.Todos os mover-
nos, diz elle no seu prospecto, que Dosnos en-
viar, serSo por nos accelos no espirito da groja.
Isloem duas palavras, hca iheora do ailieis-
mo social, posta como regra poltica ; be a nega-
?ao deliberada da lei divina, que liga enire si os
com condicces, di rei los, o deveres, som os quaes a
Qasajio humana nao seria senao um capricho in-
digno da eterna sabedoria.
Qae tristsimo indicio da corrupcao do sonso
moral dos homens.
Por este modo no ha governo algum, que os
povos devam preferir na sua aeccita^ao compara-
do com oulros ovemos. Islo he, nao ba governo
legitimo, governo justo, nao ha autoridade legiti-
ma,nao ha direito poltico, nao ha oonslluieio na-
tural, por conseguinte, todas as revoluijos sao
aceitareis, (bem como todas as usurpac.es), e
combaler as revolueces que transtornam a nalu-
reza divina das relaces dos homens entre si, he
una loucura, e al uina iniquidade !
O dever consiste em acceitar lodosos fados,
tudo quanio sucrode, porque lio Dos que o man-
da Como se fosse Dos que enviasseo latroci-
nio e as ivrannias N alba-nos Dos, que al ig-
norara a phraseologia da igreja e da religiao !
Dos nao manda nem enva a desordem, per-
n.ilte-a d licenca para que exisla, e islo por vistas
mvsteriosas, que excedem a nossa intelligcnria. Que
ssria se admitissemosque Dos manda e, enva os
males e a desordem '.' bei dizer que he elle quem
deslroo o revoluciona as suas proprias leis. Islo he
o mesmo que a doulrina de ProudhonDos he o
mal.
Parecera pueril comhatertaes theorias.por isso
que basta ver qne sao a negaejo da ronscienca de
todos o novos. ,
Mas eslas theorias denuncam a cobarda pre-
sente dos espiriios. Acoilam-seo lodos os go-
vernos, para nao ler o trabalho de serem liis a
iienhum. Eu nao fallo a da lidelidade ao gover-
no legitimo, mas de lodo e qualquer governo.n
Fallara dos governos, que oeos nos enva,
para adqurirein o direilo de abandonar os que
Dos us tnha enviado
Que com a ser com theorias lao miseraveis a
f humana '! Taesdottlrinas sao a absolvijao publica
dos crimes publicos o privados, e por conseguinte
a ruina suecessiva dos poderes que permitie que
morramos
Ali! raoralisias, moralistas Se nos dissesseis
que quericis ensinar aos homens a curvar a caboca
dianleda Providencia, recubendo como castigos
males que ella permute que nos avexem, e mostrar
por esle mojo qne as revoluces e sitas consequen-
cias provam a necessidade eobrigajao de nos unir-
mos ao que he iinni'idavel, com preferencia ao que
de si be transitorio, e insiavel, enlao cooipreben
diamos nos a vossa doulrina, porque salvava as
leis da consciencia, e as dos deveres publicos, por
que ensinava a resignado, porque consolava pela
esperance, porque niio corrompa nem escravisava
a consciencia humana, porque nao es lanca va a fon-
te do dever, que lie a dedicado, a coragem, c a
virludo civil, nmliin ludo o que crinslittie o ervo
dos usiados ; e porque nao seria um insulto a hs
loriada lodos os lempos, nem um vcrgoiihoso des-
mentido a sania admiracao, que em todos os lem-
pos o genero humano lem volado aos exrnalos de
liJeldade, guardada aos governos que cahiram vic-
timas do crime.
o Entendida, porein, no sentido da indi Iteren;.i,
e nao na da submissao material, a doulrina da lal
escola lio urna doulrina inunoral, contra a qual
todo o caiholico que conhece a verdade das cousas,
deve pcoteslai com energa.
-\esii! syslema, nao s nao ha governos legti-
mos e Ilegtimos, mas nao ha governo nenbum ; s
existe un direito provindencal, o da dustruicao
permaneule de todos os governos sem excepcao pela
acceitacao de lo.los os que vencem. Islo nao he
o espirito da igreja, mas sim o espirito opposlo
a igreja, he o espirito pagao, he o espirito da ado-
taqiio da forje bruta, em urna palavra he o oCesa-
nsmo, que a igreja venreu, e que a igreja nao dei-
xar reviver.
Nos esteraos no espirito da igreja repclindo com
toda a forca da nossa f opinies publicadas era no-
me da igreja, c qu-; em nomo desta ousaram styg-
matisar ludo quanlo a Franca calhoca tem produ-
zide de mais santo como exemplo de coragem e li-
delidade.
Murenlie.
;A Sanio.)
Ilrrlin 2i deselembro.
A respeilo dos negocios de ISenfchalel, acho-me
era eslado de vos dizer de boa fonle que S. M. o rei
nao aceitara as olfertas araigaveis de l.uiz Napoleio,
que se apressar. a aproveilar desla occasiao, par
eulrar em relaces cora a Prussia. qce at agora lera
sido a nica de todas as grandes potencias que ainda
nao sucrumhio diaule de sua iiilluencia sob o poni
di vista amtgavel ou hostil.
Apezar da boa vontade, o re declarou ao gabine-
te francez que julgava ser do seu dever, conferir os
leus negocios em commum com todas a graDdes po-
tencias, porque era conscqueticia da queslao Meuf-
chalel seria sempre chamado o julgamento de lodas
as grandes potencias, como o fora em I*~rl em Lan-
dre, e o anuo pniaado era l'an..
O caminho das negociaces cun lodas as gran-
des potencias he naluraimente um caminho muito
Vasto.
Elle leria eous>guido mais depressa o seo lim, se
aceilasse as propostas Je I.. Napoleao, e quem nao
desejaria am promplo auxilio para os pobres realis-
tas qne estAo presos em Neufchatel, e que eslao en-
tregues ao despolistito brutal dos republicanos?
Por outro ladu he de cerlo mai digno da Prussia o
desejo que esle inccorro seja devido mais a juslica da
Europa, do que araizade de l.uiz Napolen.
Esperamos todavia que o republicanos suissos n'o
se atrevan a usar de violencias eonlra os subditos do
rei da Prussia.
de f'rwua, vieras
no raez passado algumasrarl.s de Mosco, ajajaj ron-
prosa e em lem uina desrripcAo intereitanle e minecieea d* la-
altos circuios.
O palriolismo he muilo evciladu era
verso, e para o acalmar nAo ha aeno urna salisfa- I das as localidades, de todas a cererooniaV.Taie oAo a dar-lhe.Se os demcratas suissos no liverem i solemnidades qae all liveram logar
cedido ate a prxima primavera, sera neressario qae Agora que esta rarlss terminaran/ o mesmo lo-
as armas decidam. e eu posso assegurar-vos que pa- Ihclim. publica es taita* critico acerca da Brinde
ra qualquer evenluahdade se lem feito lodos os pre-1 expeaifi* do. quadros qae se ebrio ha qotnir dia
paral.vos. Nao llavera negociaces cora os repuhli- e que ha muilo lempo nAo tem sido (Ao brilhanle ro-
cano suissos, emquanto a autoridade real nao esti- | mo esle auno.
ver re-tabelecida
Valengln.
nos principados de Neulchalel e
punham um todo agradavtl. Fallava-lhes a harmo-
na mysterioia que abranda os conluruos c fuude-us
uns nos oulros
A legenda falla de um pintor italiano, que que-
rendo representar o arrhanjo rebelde, formou-lhe
urna mascar de bellezas discordes, e cuuseguiu as-
lira dar-lhe om ar mais leriivel do qae por meio de
cornos, de sohrancelhas arqueadas, e de bocea re-
torcida.
1) semblante do esirangero proluzia una iinpres-
sAu desle genero. Seus olhos erara sohreludo extra-
ordinarios ; as pe>(anas negras que os guarneciam
cnnlraslavam com a cor grisalha das pupillas, e a
Ja pul i .i do caes uina esquadrilha de boles e cha-
lupas, que dispunham-se ao assalto do Leopoldo, car-
regadas de criados de hotel, de servos de praca, de
facchini e de nutras especies de caualha habituados
a considerar o esirangero romo urna presa ; cada
barco forcava o remo para rhegar primeiro, e os ma-
rinheiros Irocavam segundo o cuslutne injurias, vo-
ciferacoes capazc de assuslar a pessoas pouco infor-
madas dos costumes da baixa classe napolitana.
O mancebo de cabellos aulmrn para examinar
melhor o espectculo que se Ihe antnlhava, liaba
posto obre o nariz urna lmela de dous vdros ; po-
XotcU da 'orle.
ti principe Frederico liuilherrae, que regressou a
s desle msz, de Moscow, acompanlndo du princi-
pe da llohenzollero, e do conde de Mottke, foi di-
reclaineiite para Sans-Suuci, seguido dos generaes de
Schreckemlein e Mansuruir para apresenlarern a SS.
MM. cartas do imperador Alexandree da imperalriz
vinva.
A corle imperial dirigi tambera cartas de felici-
lacoes au principe c a princeza de Prussia, c aus au-
gustos noivos.
Ao meto dia o rei den audiencia, e a raiuha foi
para Berln, acompauhada da princeza Alcxandri-
na e de suas damas, para verem o euxoval da prin-
ceza Luisa, que esta em exposicAo no palacio real.
A s -J horas a rainha voltou para Putsdam depois
de ler visitado o hospital llethanien. O grAo du-
que de Baile chegou igualmente a Is de selerabro, a
Berln.
Foi solemnemente recebido por lodos o principes
e pelos altos digniarios aqu presentes.
O grAo duque vinhaarompaohado do general Pen-
ken, e do conde d'Assehourg, do embaixadnr de Ba-
de, na corte prussiaua, du marechal de Biherlein,
dos ajudautes de campo de Senler, de llol/.ing, e
oulros personagens.
SS. MM. derara em honra do grao duque um ex-
plendido jautar. a que asstsliram lodosos prioctpes
e princesas da casa real, alguns ministros e gene-
raes.
A I!) de selemhro loda a familia real veio a Ber-
ln, para assislir ceremonia nupcial e mais solem-
nidades que durar.ni quatro rilas.
Durante este lempo a familia real hospedou-se no
palacio real, e no pilado do principe da l'ru1.1.
O enxoval ila princeza Lotea ja foi mandado para
Karlsrahe, porque o grao duque desej que elle es-
leja all exp uto por ti dias. A ceremonia do casa-
mento da princeza l.uza com o grao duque de Ba-
da, leve lugar a vinte de scteinbro na capclla do pa-
lacio.
Acabada a ceremonia, lili tiros de canlto annun-
ciarain a capital esle feliz aconlecimenlo.
Estas solemnidades duraram i (lias.
llame depois lira solemne janlar de corle no pa-
lacio real.
No lira do anlar houve dansa i luz dus tachos na
sala branca.
Ao outro dio. domingo 21, houve fesla na capella
do palacio as 11 horas e meia.
A' una hora rieram os aogustos noivos um almoco
jaotarado, a que as.tslio a familia real e a corle.
A's 7 lloras da noile reccheran os augustos noivos
no seu palacio na sala de ceremonias e na cmara
de eslado, a corle e oulros personagens.
Seguuda feira >>, dia de gala, houve jantar na sa-
la de ceremonias, e na gatera dos quadros, a que as-
sistio igualmente a corle, generaes, ministros e con-
selheiros de e-lado, ele.
A' itoite houve grande opera, para a qual o rei
distrihuio os convites.
Dea-se Fernando Certas porSponlini> seena-
rio, decoracoes e costuraos, lujo era novo e brilluu-
te como de cosame.
A Zaide selemhro houve um jadiar de familia, no
palacio de S. A. K. o principe da Prussia.
A'noile houve um cnm-erlo h-ilhante na sala
branca, rom o qual terminaran] as ceremonias do
casamento.
Iloutem SS. AA. K.K., o grAo duque e grAo rlu-
queza iln Baile, foram para harlsruhe depois de ha-
verem feilo as suas despedidas.
Il-rlin >', de selemhru.
Noticias ilo theatro da guerra e d'outros ohjcclos
arlislicos.
No da -JI) houve representarao solemne era lodos
os Iheatros de Berlin, desde o grande Iheatro real
at ao mais pequeo.
Todos os poetas patriotas escreveram para e(e lira
peras patriticas, que alludiam a e-te acontecimen-
lo feliz, ou prlogos, em que se Micilavam em no-
rae ila naco prussians os aogustos noivos.
Os a.-lores declamaraio e representaran! com cn-
Ihusiasnio, en publico respcmria-lhes com iucestaii-
les demoii-lrares rie regosiju. Alera disto, lodos
psiliam o hvrano nacional. Todos os Ihealros e seus
jardn, que us cercara ollercciara um aspecto arre-
batador.
Viam-se por toda a parle grinaldas de llores e I-
larainaces brllhanles.
II compositor Meyerbeer compoz por occasiao do
casamento du grAo duque de Bade e da princeza
Luisa, um novo canden festivo. Meyerbeer foi quem
dirigi o concert na corle, com qiie terminaran) as
ceremonias de calamento. ()s meslre da capella real
Darn e lamber!, que sao ha muilo lempo composi-
tores satinados, ollereceram & princeza Luiza am
lbum musical, como prora do seu respeilo e de sua
veneracAo.
De resto, nAo ha por ora muilo que dizer a res-
peilo ile Ihealros, isto em consequcucia de ler ape-
nas comecado a estarAo propria, fazera se comludn
grandes preparativos para o invern. Os Ihealros
reaes ainda nAo deram peras novas, porque os seus
primearos adores arhara-se ainda lora.
As novas cscripturas que o director fez para a ope-
ra e a comedia lem satisfetto muilo o publico.
No theatro de Frederico (lUtlhcime lem-se repr-
senla lo a comedia de PonsardA Bolsa. lira, co-
mo esle drama leve um brilhanle sitcresso etn Pars,
esperava-se que o mesmo acoulecesse no nosso llii-a-
tro ; mas nAo acontecen assim, pois que o publico '
a|ienas den algomas riemonslracfies da estima em I
que lera os actores que lum u am parle no drama. Is- I
tu fez anda solire pita ile Oliva, que continua a fazer as delicia dos
ama-lores rio Iheatro, sem qoe nunca se laltguem de
admirarO Ole.
Assim o Ihealrn de Frederico (uilhermc cnnlinua
a ler grandes endientes.
No Iheatro de VaodaviUea lem-se representado al-
guns vau levilles novos, que lera sido eulrecalados
com alguns drama francesas como o Meio Mun-
do M e a Dama das Camelias a de Alexsndre Hu-
mas lilbo.
O mundo mosical lamenta hoje a perdade um dos
mais celebres compositores da Allemanln fierre,
Josephe Lviid-Pailner, que compoz a msica para
o ii Fau SAo d'nma immen retratos, salgase, anadias de Baas, defmrla*. da
aniraaes, e quadros arrhileclonico. e o grande valor
ila maior parte daataa pintura prova-nos que a arla
tem feito grandes progrewos na Allemaiilia.
/deas.
IITERIOR.
MARANIIAO',
Em maleria de polilica o erros prodarem rri-
raes, o paralogismo converte-se em desrooralisarev,
os homens incapazes lornam-sa reos da lesa-mn-
lalidade, estragando e perverlendn as melhores si-
luaces.
I raa poltica mesqainha, estpida e immoral It-
nha convertido era principio qae em tempe de elei-
coes o grande adminislrador era o qae es venria
por asaras Beites oa illicitos, condemaands aa -
quecimenlo, e dando praca de inhbil a aqnelle
que recuava ante u rmprego da violencia e da fraa-
de. F. rbegoii-se al ao ponto de exagerar o m-
rito daquslles que melhor sahiam conseg-iir o seu
mtseravel intento, mascarando os seas crimen com
os (rajos da legalidade e da liherdade, abara a
torpe realidade se deixasse palentear atrases da es-
buracada roapa da hypocriiia.
'-. tigres mansos, e outros malvadas fautores de
eleicoes e revuluces paHavam por grandes lime.,
e galguvam posicoes |para qoe oio oeseerara, >-
teda da humilde cadeira de meslre da mea i no.
enrules dn senado e do conselho da estado. Toda
islo se paisava entre nos era termos lia carrales,
que a sociedade te achava abalada era ecos fniida-
mentos, e a no-sa mocidade sabia das escalas ja ei-
vada da gaugrena, e alirava-se desalmada a*s la-
las mais Irope, sera respeilo as poiicoe que eceai-
pavara, e a lei de que eram guardas e xelads-
re.
V ia-se magislrados commamlando turbas eleilo-
raes desenfreadas, ccele em puuho, ora sspaocan-
do e injuriando, ora inva lindo as igrejas com gente
armada e fazendo correr o sangue do cidades ra-
ja liherdade e seguranca achavara-ss sob a soa
guarda.
ia-se presidentes de provincia pastando esa re-
vista, e tendo viclonadoi por essas larba arabria-
gadas, muitas vezes commandadas e .dirigidas petas
proprias ruioridades policiaes.
Tudo islo produca asco e indignaran aos hoaaaws
honestos c circumspectos, e fasia sangrar o cncac,ae
din quearaaram de coraejo as iustnuicrs livre.
A reaccao devia forcosaineoie apparecer.e e pailida
liberal, oa mies os homens verdedairameale tibe-
raes, lenlarara derribar o edificio da violencia ede
fraule, loraando racompativeis coro os cargas da
cieicAo popular, lodos aquelles que podas inflasr
siihre lber la,le do voto, e desvirtuar as ejetr.*..
1 udo foi porein baldado, porque nao liaba nada
suado a hora da reaccao.
Cora a subida dos homens de 1 de selemhro a
I Ni* o mal locou ao teu extremo, as telas frenti-
cas e encalvecidas da guerra civil socreden a pos os
tmulo a fraude e a violencia rhegaram aa va
senith, e as cieno,,. lornaiain-se Nos torpes a tfare-
nas que a indignacao aulue de ponto aos animas de
iodos os homens ci>n O chefe do estado aojos e o marque/, de Paran"
poz por obra essa decantarla rofnrma anterioraule
tentada em v.io pelu I; islre Paula Sorna. O relo-
giu poliltco linba dado a hora da isarrao.
.Ma-jir onulgada a lei riimpria ca ata-la, a ca-
mu o |iu leara fazer aquelles qae mais linhaia-se
enlameado no charco dos vicios e crimes eleilaraes ?
Coiivinha esculher homens novos e sem macota, a
em verdade o finado marques de Paran' paraca
que desejava -.toreramente rebahihlar as neasus elei-
coes escupiendo para a provincias de primeira nr-
deui os Sergios, Snnmbu-, os Coellias, os Beanre-
p.iire. Porem nao sera' um erro do finada taai-
quezeerro progenitor de crime. confiar ealras
pie-nieucias a nullidade. creadas nes vides elen.,
raes e a sombra delle elevadas a altara de a.Inn
ni.ira bu es. tan romo o Sr. Cruz Machada, que na-
da he e nada sera' i
O illuslre finado errnn por certa arrreditaiiile qu
taes hmeos pelo muilo que Ihe deviam, e pela
subserviencia em que se achavam, poderiam eje-
cutar a na idea sem desvirlua-la. E a noile seto
poupar-llie o desgosi de presenciar e qne ae vas
passaudn ncsla provincia, nova Polonia e-qaaile|a-
da, e desmembrada, e parlilhada cora as lido. ser-
vidores da nossa eslulla admiuitlra^ao. E leo
queira que oulro lamo nAo acontece em Mina-, e
nutras provincias enlregnes e nollidades qae me-
draran! a sombra da desmoraliaco.
Ja infelizmente, uaj podemos ser oiixide pan-
esse homem notavel. predeshoado pela Providen-
cia para deixar -poz si um lolamcnls poltico qua
tanto o realca nocouceilo dus bens brasilsuos ; su-
fallaremos bem alto para termos ouvirio am lodo o
Brasil, para qae a notsa voz rhegue ale aos degr.io-
do tersas imperial :o pensamenla da lefortna
eleilural nAo foi cumprido e desrmpenhado tus elei-
ees muuiripae<. Soflremos ama verdadeira mitt-
llfieaeM, essa apregnada liherdade do voto foi Um
sincera como a de ISPI.
era aproxcila dizer-sc qne esla provincia he m-
governavel, que nAo be pitvel desarreigar da cho-
rre o vieses eleitoraes inveterados. Kan. a papa-
lacao achava-.e bem dtaposla. lodos e>tavam raara-
dm das pa.sadas lulas e desejavam luces-menle
chegar a um arenrdo; a arrsuj do governo he entre
nos lao ellicaz e omnipol'nle qae n*o enronlian
obstculos em seu drsejos. I m sem numero de
faclos ja palenleadns .leinonstra com evidencia qoe
ii.in houve de-ejo de firmar o imperio da le
Nao ha ah quera nao saiba qae em palo i sa
diatribas candidaturas, mudas della. vencenliosa..
c islo sem rebuco e com lodo o desplante aa e
ignora mesmo que a candidatura do lh. follado
por Caxtas, alias sustentada por Ir. quarla. parle,
da popularan, val ser derribada pela sndeti. 11 e
pola Iraooe ; he lainbem sabida a guerra que se
(em feilo a candidatura do Dr. Fabio, qae alia goza
da completa e plena popularidade nu encalo do
llapicuru', e que se Ihe opreoe oulra de ora nome
distinti, porem alhsin a polilica e qne nada quer
della, e que so servir' de capa para apadrinliar a
lerreiio que he o verdadeiro ranairiate, crealara da
governo e sea recommendado : a candidalara dn
eommendador Lisboa por esla capital, candidalara
cr caslanho-loslada dos cabellos. A poca' gro'ssura r.c'n. ,"/' '"""'"'' desviada do especlaculo sublime
dus ossos do nariz faziam-nos parecer mais iiroximos i Dallla l'ela algazarra da frolinha concentrou-se
do qae permitiera os principios do desenlio, e quan- ." m '"'",* se,n vids o alarido imporlunava-o,
lo i sua expressAo, era verdadeiramenle indclinivel.! p0l'i *,* r"H>as conlralnram-ie, formou-se a
IJiiandn nAo paravam .obre nada, urna raoteaeolia 1,mB "e "".Jh SUa' r",,)'"as lomaram urna
vaga, urna ternura lnguida uelles debuxava-te, | c"r 8mi,r
quando litavain-se em alguma pesoa ou em algum lina onda inesperada xinda de alto, guarnechla
objeclo, as si.bracelhas a|i|iroximavam-,e, encrespa- de uina franja de espuma, passou por baixo do bar-
vam-e, e lormavam urna rusa perpendicular na pe- c a vapor, ao qual levantou e deixou cahir torte-
ra da fronte ; as pupillas cin/.entas toruavam-se ver- mente, qiiehrou-se sobre
des, malizavam-se de punios prelo.s e de librinbas um inilhAo ile palhela
antarellas : u olh -
meiro aspecto por gibbosn, posto que de balde Ihe
houvesse procarado a gibba.
F^m suroma era um pagem raui decente, que leria
podido apresentar se as corridas Aseotl ou nss de
Chaulilly ; lodo o genlleman-rider te-lo-hia aceita-
do pela sua ma caladura. Era desagradavel, raasir-
reprehensivel em seu genero como seu amo.
Elleeluou-se o desembarque ; os mariolas depnis
de trocar injurias mais que homricas repartirn) en-
tre ti os eslrangeiras e as bagagens.e lomaram o ca-
minho dos difiranles holeii de que aples he ahu is-
dantemeute provida.
Nona viajante e sea pagem dirigiram-se para o
lintel da Victoria seguido de numerusa philange de
robostos facchini que fiugiam suar e arquejar debai-
xo do peso de ara papelAo de chapeo ou de urna leve
teaea cora a esperauca ingenua de mainr gcrgel
emquanto i oa seus camarades pondo era relevo
msculos fortes como os de Hrcules que admira-sc
no Slurij. iinpelliam urna carreta, sobre a qual iam
| duas malas de grandeza mediocre, e de moderado
i peso.
o caes defazenrio-se em Ouandn chegon-se s portas do hnlcl, e o Sr. Mar-
molhoii 01 passeadores sor-, |i /.jr, ,,a/ro df caa dcsignou ao viajante o apo-
fazendo muitas conlorsea a marra azalada qae ro
"'.na a formsr-te na pelle, persuadido da qoe al-
gara demonio devia eslar occullo debati da (aquel,
desse macaco, que quaudo mallo poda servir para
montar- em um cao, e que elle cuidara poder der-
ribar com um topra.
O esirangero tendo mandado chamar a Martin
/.ir perginiiim-lbe se nAo hira entregue oo hotel da
Viciara ama carta dirigida a Mr. Paula de Apre-
inoul ; o eilalajadeirn responden qae cora efleite ha-
sta desde urna semana urna caria para essa traban
no aun lio das corre-pondencias, a dea-te pretsa era
ir bu.ca-la.
A caria medida ero um envoltorio de papel rrt-
amlead azul ja-peado era escriptaeom o carcter in-
clinado de grossos angulosos, e fios cursivos qoe de-
nota alta educaran aristocrtica, e qne asjovem in-
glezas de boa lamilla possaem talvez aamlo unilor-
memeote.
Eis aqu o que coutinha esas caria abarla par Mr.
de A-preui mi, com una ancia que nao era lalsez
motivada s pela rurinsidade :
" Meu ehaio senhnr Panto.
Chepamos a aples ha quinze da depoi* de
revul-
se li-
mnria os lypos amados pelos keepsakes, e juslifira- I Man a presenca das cilla* cpelliadas pelo campo. I dsvia estas leicdes bellas
dado essa idade a primeira xista ; poi examinado cor dntento-clara botas llnsseorapunlisro sen vos-
roui itlencAo elle pareca ser mais moro nu mais ve- Mario ; a crrante que pen.ita-lhe do relogio era de
lito, lauto se coiifuiiitiam em sua pbvsionoraia ruig- ouro sem enfeiles, e sua inAo Bgilsva unta heugali-
matica a frescura eaTadiga. Seus cabellos louros [ nha delgada como versantes da parreira, torcida e
lindara s rr que os Ingleses ehamaia milmin. 11 lerratesda por om escodo de armas de parala.
biilhaxam ao. r.iins dn .ni, eiiitriauo ipie i sombra I Elle deu alguns pasaos sobre o convez doixanda
pareejsra quasi prafoa ; seu perfll apresenlava linhas sua vista vaguear para praia, ipie approxiniavii-te,
puramente Iracadas, nina fronte, rujas piolub-ran- I a aa qual viiii -e ja as rano iji-us rodando, a ini-
cia-, um renologisia leiia admirado, nariz da unta palacio em mnviuiento, e as grupo de ocioso, para
ituhre curva aquilina, beicns bem lalhados, e um Iqoem a negada de tuna diligencia ou de um barco
queixo qiie [alia pensar tas medalhai antigal ; e tu- a vapor he espectculo seitipie iuteressaule a sempre
em si mesillas, u.o com-' novo, potto que o leuhaui i .u.ienipl j lo mil vezes.
pira
MUTILADO
assetneihava-sr aun. macaco rodead,, por amaina-| redes .Ivas occ.lla em nina llorla de l.rangeua .
.a ,' t ''"'-""''n-'r.o a urna distancia filia de ces. Elle lento., apptaea-los faHando-lhea liraoeiro, ...orla-, loendr.... e out.a- ...sores ex.d, -
ara pagem pequen,,, esperte de vell.o de qu.i.ze | ssse meio nada consegu,.. Enlao fechando os pu- vilhosa, e sas senhor'.a ab, SObnrt md. a. bsfjoa
semelhava-se a,.. anAos I tihos e rollnranrio os bracos a altara do petlo lomou uina chaven., de eM nu um co|h. de aajusai.. MSB
ama allilu le mu .-arrecia de jugador de murros. ,. oseaMra. Meu I,o a uaem a senhor li-i..o... a W
que produsio grande lula, idade enlre os f.irrbini, e
'""i mu golpe digna da Adosa eu deTaos Cnbbae
dado no estomago lancon u giganta do balido .obre
a pedras de lava que calravaru o chao.
F^sia i..ra..ha poz o bando era logtda ; o catasta
levantoii-se raui sentido da queda, e sem tentar xiu-
gar-se da Pa.l.lx retirou-se sslregaudo cora a mo, e
..unos, gnomo .le li
que a paciencia rhiue/a cria rieulro d.1
impedi-los de cresrer ; su., rara rtala, na qual
nar era ...llieiile. pareci haver sido comprimida
desde a infancia, e seus ..bus a llor do ro-lo linham
a brandara que oertos naturalistas senara nos do sa-
po. Moni.urna gibhosida.le arrealcodava-lhe as espa-
duas ueiii fazia-lhe suhresabir o petlo ; e todava
vetido-u qualquer pessoa te-lo-hia lomado au pii-
SOI enmo, h-r.l
lie ,,'-'.-.ai i,.
ii.nlo piater de .|'i'.i Un- a naga.
ircie.ret.lar que Ma masa la.i.i.rin
o ni lo .. .le.g.i.iii.a, p.i-iii que .na -.-iihniia letih.i-
Ihe collado ... dedo-, rom o seu auiiel qua.i-h. dt.-e
Ihe adeos -ol.ie molhe de I alkeslnne.
. l/,r. II -
< o'./,i"ior 'e-ha-


expoutanea e que nos faria realzar no parlamento
brasileiro, combatida, c nuil vista, anlepondo-se-
llie oiiiro ciliadas que n.lu rene es qualidades par-
lamentares, nem inerilo scieulico, para poder aspi-
rar urna cadeira na cmara do depulados. As 10-
leur.'.e do presideule eslo bem paleles, a Polonia
esla relslliada e distribuida !
Tudo he claro e bem condecido, ludo csl entre-
gue ao dominio da imprensa, e ha de ser discutido
em pleno parlamento pelos depulados livres, p,......
amigos, que la forera.
Sr. Cruz Machado, denlro em pnuco, ap as e-
loicoes, seris demillido como uflo o ignoris, e fol-
taris para a vossa obscura nullidade de pedagogo,
nAo queris lavar comvosco t inal.lir.o e malque-
rcncas anles n'estcs puuros mezes qu vos restara de
...lijiiiii.tracau. mudai de rumo, dcixai a senda tor-
tuosa e dilticil da violencia e da Fraude : anda he
tciupo de lavar-vos da uodoa que vos ha Manado ; e
por isso concluiremos acomalhando vos que deixeis
a provincia eiprimir-se livremenle, lambranJo-vus
qua o lempo lem operado graves mudanzas, c que
ja vai passando a poca em que as nullidades, que
se cunstiluiam em fautores de torpes violencias, e-
ram lidas em grande cunta e galgavam altas posi-
efies.
A vnssa poca esl pastada, d'ora em dianle vive-
reis em Minas iguoradee nullo.como vivcrariioulros
da vnssa marca. Nao sera melhor vollar para adi
liiDpu de culpas, coni I consnencia tranquilla o sem
remorsos de ler impasto ao MaranhAo uoines des-
conhectdos, de ier empregado meios reprovados
para fazer cum que os vosso servidores uccopem
no parlamento lugares que Ibes nao perlenciam
pelo vol da proviucia?
( A Cenciliarao.)
JM2I0 fli MHnMUti TIRC-A Ft|B* uf NOVsM 1.0 II 1856
PAGINs AVULSA
2 de uovembro as 6 ,'j horas da tarde.Vamos
lelamente colhendo feliz.es resultados das acertadas
diiposiccjes do Eim. presidente Sr. cnnselheiro Ser-
gio, em urdem de manter a traoquillidade publica
e fazer respailado e inviolavel um dos mais sagra
los diraitos do povo, qual o de livrcrnente ina ni tes-
tar a sua vontade junto as urnas eteitoraes.
Terminou-se hojo o primeiro da dos trabalhos
eleiloraes as qu.ilrc. freguezios desta cidade, sem
que livessemos de registrar em nossa PAGINA o
menor faci que podesse realisar o temor que in-
fundadamente se havia momio na populacho.
Iteinou entre Gregos e Trvanos a mais perfeita
inlenle-eordiali,e se bem que as antoridades
policiaea eslivessem suinmamenle vigilantes, ludavia
nolava-se uo povu teudeucias, para a toda costo
evitaren) as discusses ou provocares Destcs das
commumentc muito vulgares.
He mais orna prova de que os nossos patricios
professam intimamente principios de urdem, e qoe
ja' cansados de lucias esteris, sempre e sempre pre-
judiciaes a si e ao paiz, inauteem-sc hoje firmes em
repellirem coto dignidade qoaesquer coiicitares,
qoe porvenlura Ihes teutem duizir.
Ainda se nAo poda saber a esta hora de que
lado esta' a maioria da votos, com a segunda e ler-
ceira chamada be que se podera' com mais clareza
calcular; desta ou daquella parcialidade o governo
a e\ige a forra,e baver malla ordem e completa ga-
ranta do voo livre.
Por occasiao da aqaarlellar a briosa guarda na-
cional dos Afogados, o seu diguo commandante di-
rigio-lbc urna locante allocurao, na qual S. S. re-
vella seo amor e dedicacAo ordem, e seu respeito
e considerado ao governo :
Soubemoi, que na fregoezia do Poco a eleirao
vai correndo em calma, e bem atsim na "dos Afoga-
dos : ludo vai bem, grarai as almas.
O delegado do termo de laranhuns, Sr. cipilAn
OmiAo.n.i combinar.io das lisias para elcilores.nAo
quiz ser incluido, declarando, que cedia o sen lu-
gar a qoalquer comarco, que eslivesse no caso de
slo, desejando lo sorneute concorrer para que as
eleires se fizessem em Iranquillidade : o Sr. delega-
do i-nuiprehendeu perfeilamenle o pensamento do
governo.
3 de novembro as sele da manhAa.A cidade
dos morios /enteja os seus habitantes !
Os vivos sao os seus convidados.
Nao se ouve o eslrondo dss orcdeslras, e sim o
acerbo solapar dos que choran).
Os convivas nao passeiam risonhos; asrunam
em redor de um mausolu, de urna campa, em fren-
te de um carneiro.
As llores nao se dislribuem graciosamente; ei-
parzetn-se por sobre esses monumentos de sau-
dades,
O (rajar dos cavalleiroi, a toilette das senboras
respiran) dr e dr profunda.
Muguen, walsa, todos curvam-sc sobre o peso das
rernrdaroes. .
N'inguem rl-se ; lodos oram.
Nao lia sala de estim, ha urna capclla onde cele-
bra o Levita os suffragios pelos morios.
He p fesdm dos tinados, presidido pela rcligiao,
uuiearaiuhadessa testa Inmutar.
KiDj quantos semblantes nlo se divia a Mpcraoca,
de que durante cssa triste feta crga-se do lomillo
o nai, a mAi, o irmAo, o esposo, o noivo, o amigo '.'
Todos procurara ve-Ios pela imaginario, e cada vez
essas -omina- queridas mais se alongam aos inson-
daveis confins da eternidade.
Nunca mais elles virAo, e no entretanto que ainda
ha vernos de_ ve-Ios nesse valle, onde Justina do
Eterno fara' com que a misera humanidade ressus-
citada, trema ante a Mageslada Divina do supremo
lu/, qne julga as Justinas!
o Tremen* faclus som ego, el timen.... a
Depois dos mausoleos a's urnas, aos suffragios
pelos vivos e bem vivos: modam-se os bastidores
nova scena com os mesmos actores.
Me amanh'ia.
ftiatio fre ytt'mwbmo.
ERATA INFELIZ.
No arligo do Diario de hontem, em qne Iratamos
do modo porque corrern) as eleicocs, escapou um
Ciro de rompo.i rao fcil de ser corrigido pelo leilor,
porque a palavra que se escreveu por engao da' um
absurdo.
Em lagar de cijnisino experimentado, que
sao as ultimas palavras daquelle arligo, leia-se ci-
vismo experimentado.
Recite :l de Novembro.
DUAS PALAVRAS AO LIIIEIUL PERNAMBU-
CANO DE :i DO CORRENTE.
A rcl n-eao deste Diario, quaudo eiprime urna o-
r miro sobre os negocios pblicos, ou sobra os actos
das autoridades, ou dos homens polticos, nao tein a
prelenriio de pronunciar urna sentenca que teja
acceita tem appcllaco, nem aggraio. A redacto
leste Diario se enleude comprchendida na palavra
lodo* do IV do arligo 179 da ConsliluirAu, e
lia de continuar a usar do seu direito.
Ja que o Liberal Pernambucano empregou a pa-
lavraf cfaudirar, Ihe diremos que parece ler
lamben) claudicado, qaando diz : A despeilo da
opiuiAo conservadora ne S. Ele, temo-lo sempre
acatado o respetado ; por que pudia se deduzir
do tal o despert que o ler urna opimao qualauer he
titulo para ser alguem desacatado e desrespci-
lailo.
NAo nos parece liaver discordancia alguma entre
o que diz o Liberal e o motivo porque elogiamos a
S. Exc.oSr. Presidente da provincia. Em nossa
aprecia ;Ao das qualidades ue S. Exc. a sua impar-
cialidad e juslira he a que temos sempre mais exal-
tado.
A redaccao do Diario nflo suppOe que seja in-
juria ao povo de um paiz nem do mundo, o por em
contestarlo se esta' ou nao amestrado pela expe-
riencia, O Liberal tambem se mestra lAo pouco
seguro dessa perfeicao e infallibiliilade do povo que
Ihe esla' com um louvavel zelo c ruidajo a dar con-
selho* e direecoes em lodosos seus nmeros.
Sem ser rnfallivel no apreciamanto de cousa ne-
nhuma rdaccao do Diario nao ere ler-se en-
gaado no apreciamenlo que fez dos meios empre-
gados palo partido liberal, c ajonlara' por todos o>
partidos. Infelizmente eaaa mesmo ilieral l'er-
nambacano de :l do crreme, em muito pouras li-
nhaa coiilem lodos esses meios que enumeramos e
que Ihe pareceram urna injustica de nossa parle, is
lo he : Personalidades, doestot e ej;citacet.
Tomemos o artigo qoe comer no lim da segunda
columna pelas palavraso procedimenlo do Sr
Augusto.
Responda o Libera] em sua eonsciencia lodo
esse curio artigo he ou na urna personatdade '.
SAo ou nao um doeslo as palavras dinheirn que
recebeu como espan da poUcia em ISIS e 1S!l ;
he oo nfto um puugentissimo doesto chamar espiiio
da poWciu a um liuinem da posi^Ao do Sr. Au-
gusto '.'
As palavras acolovrlar se, sempre o Sr. A. de
Oliveira eorn os mesmos qoe elle e os seus eorrU-
lern urna e.rcHacCw de odio de una elasse da socic-
dadfi contra a' outra '.'
Parece que o allribuirmos ao parlidu chamado li-
beral n ernprego de arguruerilns, criticas e cnn-elhos,
n.'io merecen reparo ao Liberal Vernambucnun pois
so suhhuhou aquellos outrns lre< meios. Se lodos
elles se acham n'um i artigo do mesmo Liberal,
nesse mesmo numero em que repelle o noo jui'.o,
he nos permitlido cier que o nosso apreciamenlo loi
conscicucioso.
Negamos que n partido chamado cOHStrtador em-
pregasse os mesmos meios ? NAo. O que dissemus
he, que o governo cum louvavel imparcialidad* e
respeito i liherd.ide dos ridadaus nao procurou por
modo nciihom impedir que o partido liberal asasae
de lodos os meios para pleitear a sua causa, uAo o
alropelou no uso deaaea meios lodos.
O artigo da redacr.lo rio IHari-i de boje i so-
bre a marcha das elairaa parece que deve ler ron-
rAo, espirito de ordem e civismo experimentado.
**-YZ5zps
S horas da noile.
As eleiro k inarcliaran boje em todas as paro-
chias da rulado com a mesilla regularidad* com que
linliam marchado hontem. Urna oo ontra dectaao
das mesas menos acertada, ou dictada por descon-
rianca ou dada com parcialidade do nodoas imper-
cepliveis n'um qaadro onde as cores se achato lao
harrnonisadas. Nem vale a pena rallar Beatas colisa',
e al eremos qa*ambos oapailnloi teni sido victi-
mas mais ou menos de algumas dessaa irregulari-
dades.
Na frenue/ia dos Afosados conclo o-se boje a ler- ,
ceira chaina la, e u aiuauliAa ;1; se comer a apu-'
rar; lo.
A mesa parochial da Varzea Iranspnrlouse Inda
iuj palacio da praiidenria dividida em don- granos, e
cada um pedindo a S. Exc. pruvi lencias contra as
fraudes que receia do oulro.
S. Exc. mandn para all mu nflicial da liuarda
Nacional dos Afolados corr alum >s praras par
inanier a ordem, a liberd.de do oto e a seguranca
da urna contra qiiem quer que contra ella atle-
tasse.
De linianua ha noticias al o dia-J do crranle a
larde, ludo corra pariljcainenle e todos se mostra-
vam contentes, rlgosijan m >c de nao verem repro-
dozidas as aceas de setembro. Em eranda parte lie
esle resultado devoto aos esforcDa do noyojuftde di-
reito o Sr. Dr. Freltai Henriqoes, que o Sr. presi-
dente para all liz.era partir aprcssadainenle rom a
missAo de calmar os nimos, e auonaelhar a ordem e
a moderacao.
Se algum disturbio tivesseoccorridoas freguezias
de Santo Anlao, da Escada, ou de outros lugares on-
de elles se reeciavam, he natural queja aqu livesse
cheuado a noticia.
Todos os Parnamburauus devem ufanar-sc do
bello exemplo que a nossa provincia esla'dando a
lodo o Imperio. Continuemos como principiamos ;
he o voto mais ardeute de nono cornejo, he o pedi-
do qoe continuamos a fazer a tolos os partidos que
disputan) o Iriumpho.
RACTlIlCAijAO".
O banco que suspen-ieu os seus pasamentos nao
foi o banco de Londres, como dinamos hontem no
Retro/meto ; mis -im o Roval Brilah Bank, [o ban-
co real mgle), o qual tambem gozava da grande cr-
dito, pelo que semelhaule surce-so foi considerado
como um grande desastre no mundo linanceiru em
Londres.
(Stomwwiticfl'CMa
Declaramos solemnemente, que o rommttnira.lo
de Serinliaeit), publicado no (.Liberal, do '28 de
oulubro lindo, osla inexacto na pane que diz, rom
os 3 africanos apresentar-so ao delegado, quan-
do o arlo foi publico c sabido,que o corneta do des-
tacamento Antonio Jos (lomes, encontrando com
um dos pretos, as o horas e meia da manha, mu-
nido d'uma fouce, cabaco de tuel, e utn sacco com
farinha, o prendeu por desconfianea de ser fgi-
do, e levando-o a prasenea do delegado conheceu-
seser lio^al por fallar muito mal, o enlao sendo
interrogado colligio o delegado que haviam mais a-
fricanos no lugar donde tinha sahido, e por isso
pariio precipiadantenta indo appieliendcr os 2 til-
timos, Caiolino e Oreslcs, etn distancia de ditas
leguas.
Ora, sendo oslo facto real, nao so pode dizer
que se aprconlaraiii procurando protecrao do dele-
gado, sem algum lim de disverluar o que consta of-
ficialmenle, porque entao, procuraran) a prolec-
do communirante natttralmenle mais conliecido o
sabiente no paiz.
O ceritas.
itteuitna.
vencido
dlspo.l,
Oaumta
11/ um
ao Liberal PeriwibuaiHO, de que eaUmoa
a louvar os bous arlos do eu partido.
ao amn/i/iila ccrrmu* que parcecu .\n l.ibe-
pnisamento reservado, eatn explrcdo aarae
inr-inoailieo de houletr. .y.
d "'ie de -2 rimoi que o povo, como desejava-
raus, vai-se mostrando amestrado, e dahi roncebe-
""" ^"'Peranrasqi,, ,maM ,10< .,pr repelir. e qui-
se nao reterein ao Inumpho de partido uenhiim:
< l.onlinuemos eaaaa romecauos. liiluro hr
lios.o. Pernanihnro ir;1 ., ba|acu.a ,, imperio a
iiiihienna que Ihe Jar., a repalirAo de >o.i civilisa-
I.II.I.A.
III
Conrlu-ao. )
Eulrclanlo nao erarn smente N pcrisamcnlos da
conspirarn, que ocrupavam a alma do Lorenzo; ha
multo lempo qoe a Ira vas vam sua imaginaran som-
bras vagas verdaderamente fallando, mas que li-
nliam (oda um incoiileslavel carcter feminino.
Seus pensameulos s procuravam lixar-se em um
objeclo preciso e enlAo elle fazia .nffereiites olisei-
vaces e entre oulras, a de que S.iiitnia, tiln do
proprielario. em cuja casa morava, tinha olhos ne-
gros ehcios do cliamm.is, que a faziam parecer-se de
um modo singular coYn urna Bohemia. Lina ma-
nhAa Santina eDtra ero soa cmara e Ihe entrega
una carta muito delicada e perfumada, taudo por
sinele um cupido com o dedo nos labios, com a pa-
lavra ilwnrao.
Urna caria da moja i diz Santina enlregando-a.
Com ell'eilo era una carta de mora e eoQlinha estas
doces e cariahosas eipreaae chelas de promessas c
e-peranras: C.onheeo vosso segredo, sei a qoe uobre
tarefa vos leudes dedicado ; as almas como as vos-
sas nao lem necessidade do auimacAo ; mas nAo li-
careis oilen ti o de saber que urna miga se inte
ressa por vs e vos acoinpauba com todos os seus
votos. Se esta noticia vos for agradavel, anarecei
hoje no Aquasola das qaatro para as seis horas da
tarde e lev. i urna camelia branca no peilo da casa-
ca. Segredo em lodo isto. Vos nAo me conheceis,
nas me corihecercis em lempo e lugar, se fordes
discreto. Entretanto pensai algumas vezes naquel-
la que pensa em vos.
Pode-se imaginar em cusi as emores desse dia,
os incendios, os desejos curiosos, a aclividade sem
fin, a agitarn sangunea, todas as seusacoes pene-
trantes e embriagadoras de prazer iuquietu e ardente
feheidade, cuja enumeraban seria demasiadamente
lenga> Nunca o sol tinha sido lao bello, como nesse
dia; nunca a nalureza tinha sido lao bullante;
nunca os cuidados e as necessidades da vida mate-
rial linliam sido lAo leves, nonca os homens tn.li im
sido sombras mais mudas.
Eran) os primeirus das de abril o ar eslava lao
lmpido, a verdura lAo fresca, o sol lao bullante !
Ainda hontem lulo pareca fro e se resenta do
iuverno. Que maravillosa mudanca Oh '. Salve,
doce nalureza nunca le admirei tanto, nunca le
senli com tanta inlensidade como nesla momento.
Ests realmente mais bella que de coslume, ou
he a alegra, qoe Irago em meu corar/io, que derra-
ma sobre tientas cores lao bellas' Una seulunento
de ternura infinita inundava lodo o meu ser ; eu
amava alo o gado, que pa'scia Irauquillamente aos
raios du sol.
Urna inulher vclha se nproxmou de mim, e pe-
dio-me urna esmola; seu marido eslava duenle uo
hospital e ella era miseravel. Esla ultima palavra
looa em meus ouvidos como urna nota discordante
e qua.i como urna expr, barao. Podia alaaer ser
desgrajado em um dia como aquello .' Viada ca,
oiinlia boa mollier, e dei-lln lodo o diuheiro pouco
que tinha ; se eu fusse rico, ella leria pelo menos
pao para toda a vida, cu a lera feto e Ihe disse.
Olhoa para mim com um ar meiu recouhecido,
meo admirado.
Me um bello dia, uAo he ininha boa amiga i Bm
lempo para a acmenteira, se coulinuar anda um
pouco, respondeu ella com um ligua I de cabera du-
vidoso. Se continuar Porqu pois nao continuara
elle Sarao estes voltios eternamente aves de mo
agouro Y
Os das se passam, os bilheles) anommus se suc-
cedera, a deusa lira sempre invitivel; e'.nlim o veo
se rasia. a eulrevisla torna-se seria e Lorenzo -e
encaminba para o logar marcado ; enroque eslre-
mecimentos e palpUaete* do eoracao oh : como
Ihe parece que o dia he longo '. c quando ss apro-
xima a hora designada, como Ihe parece pelo con-
trario que o lempo foge apressadameole Ouasi
desojo que nAo (eolia lugar a entrevi.la ; lalvez el-
la nAo leiilia podido vir Mas nao, um paseo anda
e elle esta' ao lado della. Quem fallo. primeiro, o
que se disse, como me achei junio della. de tudo
isto nAo tenho a menor lemhran.-a.
O lempo passa, ella parle e ole ainda esla' la
mergulhado em um xtasi. As estrellas brilha
vam, os rouxinoes canlavam docemente.milhares de
penlampos fulgan) no ar, que pareca impregnado
de amor; era como um como de fadas. Fiquei
muilo (empu aspirando t felicidade por cada poro e
beijando o ramalhele de rosas que ella me liuha
deixado.
Quando eulrei em rasa, miaba mi ficou adeaira-
da de meu ar de felicidade. Como estas bello es-
la noile, meu charo.' me rtisae ella passando a man
aelns meus cabellos ; nunca vos vi tao contente
Si.ito-nie lAo feliz respond eu abraca......a lodo
corado. Dos te abenroe, meu charo filho, res-
ponden ella. Fui deii.ir-increpeliiidueslesli.com-
paraveis versos de Petrarca :
i.ir o e.ii. ..!,, dolci acque,
Mbatilainda o nom* de Lilla ao de Laura, e dorm
toda a noile sem dispertar.
Mae a mais bella felicidade lem seus desabores
e Lilla nao era miillier qe s aoffresae. Era um
desses caradores le-, minos por excellencia, f0il.
para de-cencertar a cada instante, e que exi-ira urna
analvsedo todos os momentos, una escrupulosa vi-
gilancia de s, mesmo, de que peino ;1 he ca-
paz. A relenla,!.: em ella s Mna ,tu,a ,our. J(J f(
raio.debaixo do qual vio Lorenzo pela prirneira vez
po lesse cerra-lo de nina eterna aureola ; mas o
rai s sao fugitivos e fugitivos lamb*m os aentirhen-
los de Lilla. Ferida de ludo que brilha. ella ainou
Lorenzo, romo tena ainado um bl|u sol, um lindo
vestido, o i n soherhn envallo. Quando ella u vio pe-
la primeara vez, foi no.iii da receprAn de Lorenzo
como carbonero ; a receptlo linha lido lagar no a-
pn.euto de seu irinao e Lilla se nchava por aeaap oc-
culta delraz das cortinas .la alcova. Os olhos de Lo-
reine brilbavain aeeaa noile cem um lume lao he
roiro. tao exaltado, ia.i romanead), que Lilla con-
ser\ou dullcs boa lemhraiica.
Em sumira. Lilla hr una joven e Ma selvagem,
nao lem absolutamente, o que e chama senso mo-
ral, n.in por depravarlo,mas |ior completa Ignijraa-
eia : sabe lmenle que existe e s..a n.itorezi alo
Ihe diz nada a cele respailo, (lliederendo em tudo
amen eaprieho i soa paixio da momento, ei|a he
por consegu.nte. romo lod.s as ntolherea de leb ra-
raeler, rapaz .le pervenidade em s.-r irnliiMfiva-
me.ilo illa, e todava nao otnianta lodos estas defei-
los tana > paarfa, que Nu pojem deiiar de .er per-
cebillos quasi iiuinedalamnte. Lilla lie periaola
preeaaamenle por cania deales mesmos defeitn.. Sua
levaniiade, seus eaprieboa, nao ano encantos, mas
-Ao estimalanle funestos, que aguillioam. exrilam
e pnapam o amor eaiiran,|o-o. He nina deslas njU-
Iheres, das qu es urna pessoa se separa dez vezes e
para as quaes se volla ootrai tantas vezes. poique a
vaidade lem singulares arranjos, o orgulho reridn
be um man rousellieiro. A facilidade. qne ha em
vingar-se deslas nalurezas, que ollerecem lautos
meios para isto, o prazer de as calcar os pos, sem
que se possam defender, pc,ar ,|oe ,eexperimen-
ta depois deslas quaii flaquezas, o receio de ler n-
lo dcmasiadainenle severo, proloug un excessiva-i
mente BSUU Ulinulluosai paixoes, que nAo araban)
jamis nos homens Vulgares, queabalem e envene-
nan) a vi la, e de que mesmo as nalurezas llevadas
nAo se livram sanio com Iraballio e depois de Ion-
ios combates. Lorenzo leve de fazei todas estas ex-
periencias.
Tal era pois Lilla, joven do viole anuo* apenas,
blha de um nobre gennvez e de orna actriz, viuva
do u.arquez d'Aofe e irniAa do conde Alberto, esse
uiesino domino, q ,,. ttili.-a presidido a seufo nor-
I.irna, em que Lorenzo foi recebido rarbonaro. Fl-
llia mimosa .ic sen pal, nunca aeaa caprichos linliam
sido coBlrariados, e ausdezesele anuos tinha casado
por amor rom um dos janotai mata afmalo, de
Roma, elegante cavalleiro qe, tendo esposado Lilla
mais para refazrr sua tort ina delapidada do qoe
per sua inclinara.) bem pronunciada por ella, teve a
galantana de quebrar o pescocu tres m /.- depois
do seo casamento Uraeiosa, ea aventureira, einsumma Lilla ...amava a vaidade.
ludo que l.rilha um momento e ludo que d um
surcesso de um momento. Amava, por exemplo, as
cores vivas, que lerem logo a vista ; confessa.a in-
genuamente que podia /-onsolar-se da ausencia da-
quelle que amava, todas as vezes que ,.||,, pro.luza
um elTeiln e obtiuha um successo de admirar;'!...
Arrufada, richo-a, vuluvel, gracioso Proteo femini-
no, nunca sedevia rrr na sua palavra, nem contar
Com a forr. de sua alfeiri,., q.iando sua vaidade po-
da ser ollenlida ; nao se devia esperar della nem
indulgencia, nem piedada pelas mais simples fallas
veniaes contra a elegancia e o liom (f*.slo.
I m dia o pobre Lorenzo he aecommellido de urna
especie de calaporas.que o desfigurara momentnea-
mente ; eirreve a Lilla participando a prxima
partida para ir tomar banhosdo mar, e "disculpa-
so de nao poder nppareeer .liante delta eoi a ri-
dicul i ligara, que Ihe liuha hit* sua molestia. Lil-
la enfada-se e Ihe ordena que veuha no ma se-
guinle. se quer expiar sua falla e obler seu pcrdSo.
I odia elle suppor que sua atleicAn podesse sor domi-
nada por semelhente accidente J a Fui bastante fra-
co para reder. Lilla ficou dcsrnnlenlc cum a raioha
visla e nao |Kide deixar de m'o fazer sentir ; eu nn-
le i-lo e liquei oll'andido. Nossa entrevista foi fria
e curta, ambos nos sentamos incommodados, e
quando nos separamos, havia urna nuvem entre
nos. Pobre Lilla a culpa nAo foi toa, fui minha.
Os homens devem ser multo alientos par nAo of-
renderem esse senlimeiilo de elegancia e belleza,
que he Innato na. rnolheres, e que nunca he uffeu-
dido impunemente. Meu rosto c-tava vermelho e
inchado, c. ama grande parle dos rueos cabellos, mi-
nha nica belleza, tinha sido cortada por ordem do
medico. Na vcr.lade eslavs bastate faio para espan-
tar um quadrupede. Que maravillia be que Lilla me
livesse adiado as-im '.'
Agastamenlos e pazes oceuparam a'sim mallos
mezes, mas finalmente a tempestada rompen. En-
tre as amizades de Lorenzo e de seus amigo* havia
um cerlo llilloni, fatuo* de nsupporlnvel juviali-
darle, elegante de mao goslo, mullo salisfeilo de si
mesmo c dando a euteu ler aus uniros.
l.m da Lorenzo, nceulto por delraz de urna cor-
tina, sorprende u;na conversarAo inleira, na qual
llelloni gaba-se .le suas aventare! amorosas. A des-
d:(oa mullier, que fazia o a-sumpto da conversarAo
nAo he oulra seuao a propria Lilla. Lorenzo passa
luda a noile ajiiulaudo as carias que tein recebido
della e ercreveu.lo a carta de separarAo. trela rtifli-
cil e que foi necessario coinejar mais de urna vez.
He muito duro he muito indulgente '. ho muito
fro !A lula arabiu por urna derrota. Dentis,
este lelloni he um fatuo ; toda esla historia he lal-
vez urna pura invenrao do sUa parle. Loreatu (em
urna entrevista com Lilla. Como pode ella amar es-
le homem que odiosa historia Ella foi criminosa
lalvez por leu.o.la le. IMtoui a diverta, conlava-
Ili2 tao lindas historias, mas eis ludo. A lempesta-
de rebeula curn; seu aeompaohameolo habitual de
lagrima, suspirus, e desmaios. Lorenzo cedeainla,
e volla acalmado, mal arrefecido ; as relaces con-
liuuam, entretanto um dia de fesla pupular Loren-
zo divisa em urna veranda 3 caneca de Lilla iucli-
nada para a de llelloni. o maesa de cartas, lacrado
ha mais de um mea, he enviado inmediatamente,
e os bilheles de cxplicarAo e desculpa de Lilla sAo
rigorosamente recusados. O silencio reina alguus
mezes ao redor de Lorenzo ; finalmente Lilla appa-
rere sbitamente urna manhAa no campo, em um
lugar relirtdo, onde Lorenzo tinha feto sua ha-
bitaras favorita, e enlae teve lugar a scena defini-
tiva e violenta, desenlace iuavilavel e neces-
sario.
" Encontro-voi finalmente, disse ella ; lia duas
horas que vos procoro e vos espero.
Eu eslava lao admirado o estupefacto, que nao
pu le achar-palavra para responder.
< Nao esperaveb, pro-eguio ella amargamente,
que um diaeu Bzesse uso da bella descripcaa que
me linheis relio .leste valle, c .10 que tiniieis o cos-
lume de chamar vosso oasis no deserto, para vir sor-
preuder-vosaqui, hem pouco agradavclinenle, pelo
que me parece.
Se .lesej.Hveis sorprender-me, eanfetsa que o
conseguisles pcrfcitamenle ; agradavelmeule, nAo.
0 passo que acabis de dar be lAo imprudente, lAo
temerario Podemos ser vistos de lodos os la-
dos.
a Os labios de Lilla contrahiram-se. Hcceiais
qoe eu comprometa minha repularAo '.' Como vos
tomaste prudente 1.1 o de pressa Vos nao o eris
no lempo das culrevistas quolidianas no jardn).
Sinlo ver-vos aqui, porque receio, tanto mais
porque lenho a cerleza de que nenlium bem pude
resudar desta entrevista ; todava eslou promplo pa-
ra ouvir o que podis ler para dizer-me.
leudes um modo fro e tranquillo de dizer e
fazer cousas dolorosas, que vos perteneci como
proprias c fazem ferver o sangue.
\ 1 que ella eslava quasi enlureccndo-se; liquei
silencioso, llouve una pausa.
Peco-vos, Ihe disse eu, que 11,10 fagamos re-
criminares sobre o panado; sirva-nos elle de li-
'- Fizamos urna experiencia. Eramos .lun enan-
cas ; 11.10 uos coiiheciamos um ao oulro, ou a nos
mesmos tao pouco ; o lempo nos revelou dtllereu-
caeda sentimenlo, e de hbitos que sAo de tal sor-
le inconipativeis.... Em sumina, a experiencia nao
oi feliz, devenios confessar a ver lade ; vos nunca
me amalles.
< Talvez, inlerrompeu bruscamente Lilla ; nAo
sei.... mas o que sei bem, conlinuou ella cura ca-
lur, he que depois....
Ella parou e mudando sbitamente de lom: de-
yemus ser amigos ou ioimigo* de morle. Esco-
lliei.
.> Minha escolha esl fcila, disse eu respirando li-
vremonte, sejamos amigos e scpareinu-uos em
paz.
Nao, nAo, nada de separarAo ; sede anda para
mim o que fosles oulr'ora.
Isto nao pude ser, 11A0 o serci nunca, respond
cu io>mcdialamenlc.
Nunca dizeis vos. E ella estremecen desde a
rabera aleaos pes, como accommrlllda de um enla-
mo. Neo repel a palavra, mas lu um goslo que
quereni em si mesmo.
Entao bem Sejamos inimigos e obremos como
laes. lie preciso qua eu leulia a vnssa vida ou que
vos lenliais a minha.
< Fallando as.im, tirou da sua amazona duas pis-
tolas de algibeira c oflereceu-me una.
Oh isio he urna lourora, respond eu lomu-
do c turnando a pistola, que alire aochai. Podis
matar-me, se he do vosso gosto, mas nuuca levan-
tare o dedo mtuimo contra urna mullier.
bmaaaullier! Como sois generoso! disse ella
comdcsprezo ; rom osares de supcrioridale viril
vos sentara bem D'puis rebenlamlo de colera :
sim, urna mnlher, urna mullier mortalmenle ullen-
dida, que pete reparara,., entendis .' Nao vos resta
poisu ma cculelha de honra?
II Fique iminovel. Vi qoe ella eslava a poni de
lenr-me .mu seu chicle, mas nao me buli.
.1 Oh nao ser eu hornera .' E alrou ao chao a
pi.-lola qua linha na man.
.1 Desojara que o roseis, murmurci eu.
Desejarieii replirou ella ; tomo por termo
este voto, evos vos lembrareis dello algurn .ia.
Depois pariio.
.. Nao til.lia dado dez passos, quando ouviu pe-
quena distancia a voz de Santina, que me ehamava
por meu noine. Lilla lornoa atraa c dis-e me sor-
rindo de um modo qucxoso:Ah he rosaa negra.'
Quero ve-la.
Nao a veris, disse eu.
11 Tendel modo que a mate .'
u Queris insultar una pobre mor 1 innocente,
que nao vos le/, nenlium mal ; eis aqu" o que eu te-
mo e o que nAo consentir!.
Eulrclanlo Lilla persista e fazia esforros para
me repellir. Que poda eu fazer .' Para "prevenir
alguma desgrara, Dotivc oulro mcio senAo respon-
der a Santina qnoja ia e desejava que rila volta-e;
emqaantoaxim fallara cu detiuhi as maos de Lilla.
Quando vi S intua ollar para a rasa, leixei Lilla
llvre c Ihe isse : l'ero-vos per.l.lo da violencia,
qn vos lenho foilj ; um dia rae agradeceris de
t.r-vus impedido de ciunmcllcr um aclu inilignu de
; vos.
" Miseravel disse ella rom urna voz rouca, a
1 ronta que tornos para ajuitar ionios he grande, mas
i o da do ajuita lu de vir, Ocal avisado. E a estas
palavra] ratroo-se. a
E.la scena he bella; lem motimento e origina-
1 lilade, he quasi excntrica e por comegointa .leve
ser erdadeira. Eui geral, qnalquer que seja a co.n-
l.mar.io artstica do livro, conliece-e que .. Sr. Ruf.
lui escrevu aobretudo com saas reeordaroes; he
, islo o que faz o encanto leste episodio de mor. O
retrato de Lilla, junis lena sido lila vivo, se o au-
lor 11,1.1 uva..-o e-rripto de memoria ; n.io leria si-
do jamis Uo vivamente llogeo, lao louc.....inte
1 insensato. Rerommendamoa especalmcule este epi-
orlio aos romancistas inglezes.
Lilla he na ver.lade ui
est careada dasaai uuven
' volvrin como densas oinianieai ludas as lieroin.s do
j rornai.ee ...nlciiiporaiieo excepta as de Mr. Tha-
Ickerax Km coral o* caracteres das iiiulbercs na
I l.ller..tura inglesa sju demasiadamente da ama I
'peca efaan mailo.ingtllca*, ou rauil.) odiosas, ou
retrato de mullier ; n.ln
molaph; sicas, que eu-
muln grosserus. A modilica..oes iulinlas do ca-
rcter feminino fallara para suavi'ar e moderar es-
ta uiiiformidade.
Lilla rumprio a palavra e sua vinganea estove a
ponto de ser lerrivel D-poii de algum lempo Lo-
renzo encontra 110 thealro conversando c rindo
Cora um joven olllclal, a* qual ella o desiguava
aberlainenle. Volveudo l.ourenzo invuliinlariainen-
le os olliu* pai aquella camarote, -eu olhar encon-
(rou o do joven olQcial, e Ihe pareces ler urna ex-
pressAo de desali 1,1 phjsioiiomia desle ultimo. Sa-
humo do Ihe-ali ilii,l ,, rtetm. e qual nao he
soa sorpresa, recunhaeead* o lyranno Anaslicio, o
terror do eollegio, ilestl.rnni.ado par elle cutan !
seg.n,.-.o um iiiei|0 ^ Lorenzo cala fendo. Oran-
cor de Lilla nao Im mais longe, e leve a indulgen-
cia alele vir, robera de um vn, saber uuliciai'del-
le lodosos das. Loar*na nao a lornou a ver mais
senao duas ou tres vezes e era circunstancias anda
mais trgicas. Lilla araba va enlitu de humilhar-se e
lollieilarseu perda... que Lorenzo, comquanlo nao o
desse publicamente, foi muito feliz de o conceder.
IV.
Conspiracao e exilio.
O carbonariiniu que havia dado ale aqu a Loren-
zo I nuca cusa Imlia-llic dado, graca a um fe-
liz acaso, ama amante, e por conseguate una inli-
nidade de desgnslos. mais um duello, ao qual este-
ve a paulo de perder a vida. Tolos os carbouan
11A0 liveram esla s,.rt c malte* foram mais mal-
tratados.
Entretanto tinha chega.lo o anuo de ISIO, e
a obra subterrnea do carbonarismu. Iriumpbanle
em Iranca, pareci dever lre.impli.ir igualmente em
toda a Europa. (;m enlhosiasmo bizzarro. que nun-
ca se vio depois, nem so tirilla vislo anles, linha-
M apoderado de tolos os povos. Os homens iam
ser entregues ma venia leira nalureza ; todas ai
eudelaa iam eahir, e reis ci.1ad.ios iam remar sabia-
mente, .I,, alto doa seoslhrono* caruurhosos, rom as
inAos amarrada. e ama murciara na bocea, as popu-
lacOe* embriagadas de libi-rdade, que se abandona-
ran! sem exaine, em virlu.le dos direitos do ho-
mem, a todos os exressos da lcanoa.
t.omtudo, ames de caliir na posirao dos dez cida-
dios, os monarchas absolutos da Europa zeraru o
uliiiiio esforro ; tomar^m suas precaucSes na Ita-
lia, com no resto da Europa e uo Piemonle, como
no resto dj llalla, lina in.uhaa, a tiu Joan entra
esbafundo 110 qnarlo de Lorenzo :Oh boas no-
ticias Fanlasio esla preso e com elle outros iiini-
los, a talvez que vos tambem O lejas. Que dialin
me fez inipedir-vus de serdescap.ichinho f Lorenzo
e -eu irmAo Cesar correin ao domicilio de Fanla-
sio, e o acharara ausente ; ludo eslava como quando
-lie liuha deixado o seu quarlo. O vnlume de By-
ron eslava Iberio na mesilla pagina que lia, quando
prenderam, e junio do vnlume achava-se urna fo-
lia de papel, na qu,| eslavam escriptoi algn, pen-
sa.nenios aoggerdus pela leilura do poema. Oito
eatbonari tinhara sido presos cora Fanlasio, e nesie
numero eslava um dos amigos de Lorenzo, o bravo
Mora. Lorenzo pe corra toda,, cidade para saber
os motivos da prisa* e ver se au l.averia meo de
Tazer evadir Fanlasio.
O primeiro carbonario, a quem Lorenzo e dirige,
01 a um cerlo Dr. Perelli, homem sCm idade, que
podin ler de vn.te e cuco a cineoeiila anuos ; tmi-
do e egosta, como devem ser necesariamente pes-
soas lao bem conservadas. Peretll respondeu as suas
perguntas que a pahvraisolamentoera para o
quarlo de hora o santo da'-..ciedade. Lorenzo recebe
raclbor acolliimeulo .lo cunde Alberto. irmAo de Li-
lla,porem o conde mi sabia e nao condeca nenlium
doschefes da s.cie.la le, os quaes eram alem disto
velhoi conspiradores, reliquias de 1821, 1n.11 pru-
dentes e expenmenMdos, leudo a desconfiauca mala
dos mancebos em geral e dos jovens, carbonari em
particular ; Lorenzo nada tioha a esperar delles.
felizmente o lio J080, menos ardenle que leu so-
bnona tinha indagado minuciosamente todas as par-
liciilaridados do negocio. Fanlasio e seus compa-
nheiros cram pura e umplesmenle aecusados de
r.zerem parte de urna suciedade secreta. O caso,
comquanlo grave, nao podia Matado trazer urna
condemnacAo capital,
Lma commissAo nomcada pelo re Carlos Flix,
11S..U de indulgencia, e declarou que 11A0 havia ma-
teria para aecusarau. Fanlasio recebeu passaporles
e parti para n Franca, Lorenzo e seu irmAo o a-
corapanharam al a diligencia e despediram-se
'l 'He. Auiinu, Ihe di grado e amai-uie sempre; em breve taris noticias
minhas, e com ell'eilo as liveram logo depon. Fe-
lizes delles, se as nAo tivessem recebido !
Lom ell'eito. ama manhia em que Lorenzo eslava
oceupad. a fumar em seu escriptorio, esperando
clientes, que mo se aprossavam a chegar, bateu na
porta'e Ihe enlregou urna caria assignada por Laza-
rino. Lsta carta u mformava de que urna compa-
nina do seguros cstabelecida em Marselha, desejiva
luul.ir uma casa correspondente em Genova, e pe-
dia a Lorenzo se digna.se de dingir-se no dia se-
guinte a ura bairro, que Ihe era designado para tra-
tar deste negocio. Lorenzo vai ao logar 111 lirado
e se aclia em presenra de um bomernziuhe palrador,
lurhulenlo, oceupadissimo, chelo de mysleroi e se-
gredinlios, um desses conspiradores dedicados, in-
discretos* comprometedores, eujo silencio mesmo
he clieio sempre de revelares. e cuja prudencia
110 mais pengosa que as indiscricoei de oulras pes-
soas.
< Ah ah nAo lenho arranjado bem todo esle
negocio? exclama elle apenas v Lorenzo.Mas
que negocio T leude a bondade de explicar....
Bem, bem, ludo vai bem. Quaudu Lazarino em-
prehen.le uma meoiagem, aii ah Lazarino he
coiiberido, nAo me cabs dizer mais a esle respeito
bale nos paitos}, pode-se liar nislo ; aqui tudo esta
em segurauc,a.
Se bem comprobando, tendes uma roensagem pa-
ra mim.Lina mensagera Dai-lhe esle uome, se
he de vosso goslo ; Fanlazio deu-lhe outro noma,
qoainlo m a coaliou. Lazarino, eis-aqui urna bom-
ba earregada, urna bomba com mecha accaza. Pro-
melleis-me enlrega-!a intacta aos meus amigos !
Lerlarnenle, disse eu. Toaui sentido, he um negocio
de vida ou de morle, e em lugar de deixar esla men-
sageiu eahir era oulias maos, que nao sejaui as que
vai destinada, desala reduzi-la a po e vos cora ella,
Queris encarrcgar-voi della Cerlameute, disse
eu..... E "a aqui csti, tbaleudo oulra vez no
pello.) Que diris a esle respeito, beim ? a
Nao obstante as suas basofias, Lazarino, como pro-
vou, era um homem em quem se pudia liar, Fanla-
sio com sea conbeciraenlo doi conspiradores, tinha
oseo ludo bem seu emissario. Ootro homem mais
prudente lena arriscado, menos ier descuberlo, mas
uma vez sorprendido, na 1 leria hesitado entregar a
meusagem para salvar sua vida. Lazarino era ca-
paz de gritar desesperadamente, que trazia comsigo
uma conspirar;,!..; mas uma vez annunciado islo au
universo, nada lena podido arrancar-llie sua men-
sagem. .r O homem be um animal diverso e oscil-
laute, ditia M.mtaiane ; a sabedoria nao he sem-
pre a parlha dos animosos, era a coragero a nar-
lilha dos sabios. '
A mensagem coulraba dillerentes cartas para Ce-
nova e luriu, etc., com o plano minucioso e cir-
cumslanciadu dessa famosa sociedade secreta, que
foi depois condecida pelo uome deJoven Italiae
urna carta dirigida aos dous irmAos llsnoni, e na
qual tantalio Ihe .lava parte de suas ideas publicas
sobre a regeneraran d,i Italia.
No enteuder de Fanlasio o edificio de jullio amea-
cava ruma, e n.lo tardara a desmoronar-** ; cou-
vuiha porunto estar promplo para o momento em
que a Europa estivesse de novo inceudiada. ttao
havia mais nada a fazer com o cubonarisino ; sna
prudencia pedantesca, seu desprezo pela moci.lade ja
nao convinlia mais. As suciedades secrelas formadas
ale enlAo.e que se cur.lenlaram de levar por divisa a
palavralibcnladcsem oulra allirmarAo mais pre-
ci.a, eslavam de bajo em .liante condernadas a im-
polencia, e deltanan logo de existir. Se a nova
sociedade. cuja fundacao Ihe confiava, quizesse vi-
ver, conviuha que lomaste ama divisa, formulasse
um ralo, e -ste cedo, esla divisa nao podiam ser
senao a palavrarepblica italiana.Devia dcs-
cnnliar-se do* erros e das illuses do passado : nao
havia necessidade em a nova sociedade de grandes
ornes e grandes influencias 5 mancebos delicados,
proinplos para morrer a cada ibslante sem dizer pa-
lavra, seriara baslaules para a tarefa da ragenera-
cAo italiana.
Fanlasio Iralava depois do plano minucioso da
nova sociedade secreta, a qual devia compr-se de
uma commissAo central eslabclecida em Uenova, c
estar em perfeiia conununicarAo rom a commn-ao
directora de >larselha, do commissoes provinciaes
eslabeleci.las em lodas as cidades prmeipaes e subor-
dinadas arala do poder central, e alem disto de
cheles propagandista] cstabelecid.s em lodas as ci-
dade! inferiores e em communica;au com as com-
mi-ses provinciaes. Os adeptos deviam dividir-so
em duai classes: ,.s simples membros c os propa-
gandistas.O estatuios linham sido trocados com
ara cuidado uteiraroeot* minucioso ; toda's as pre-
raures iinh.m sido Uto bem lomad is, qoe pareca
iinpossivel que a cunspirarAo fosse jamai* descobar-
la. .r l-.miim. diz irnicamente Lorenzo, esie pla-
no era excedente no papel ; reilava saber cotnoiof-
Ircna a prava da pralica.
A hetairie italiana he finalmente randada, mas
em que condirts des.itrosas ? Urna ab-uarAn aos
sol.revem sobretoda leitara das inslracroes ."le Fon
lisio : he que esla lamosa hetairie b* ama socie-
dade secreta pura e simples, islo be, uma cousa dil-
,renle da verdadeira sociedade, runa culis., que e.la
.leve ignorar, .... qual eus representantes nAo po-
I .lem entrar, e por ei.useguinle dirigida contra ella.
: He uma ..l.ra subterrnea e de brevas, cuj.is dogmas
devem Ikar ignorados du mundu e conquistar o
i mundo por sorpresa.
A recummendacao que e/. Fanlasio de evitar rom
cuidado os nomos celebres e as ufluenciai rrcnnlie-
icilas he significativa e mleiramenle caracterstica
. desle plano revolucionarlo. Fanlasio quer .egeuc-
, rar a sociedade .em apoiar-se nos elementos dessa
sociedade. Ambirau chimenea! Os philoaophoa
discnlem ala la para saber se o proprio Deus pode
I lirar o coraruode niliilo.
Os amigos de Fanlasio reuniram-.se nessa mesma
j noile, e plano foi a loplado rom enlbasiiim*). Qjg.
Co n.vens exaltado, e em experiencia foram os pri-
j luciros fundadores da obra subterrnea qu- devia
i fazer lano rn,.l .. causa Italiana, excitar taina, u-
1 blevares iuteiui.esiivas, dar lugar a lautas repics-
I s.'.js cruel-, abrir tanto, raminlios do exilio e lavan-
lar l 1 quando se pensa na surte, que espera lodos estes
bravo* mancebos, victime* futura dos chimaras de
t um sonhador pulitieo e de u.n fautor de r .n.pira-
roes. Virtuoso e impo lente Fanlaiio que cou-
sa falaes rnalem a fama** mensagem entregue ;1
Lazarinu Falla* nolitiraa irreparaveis, hiraiombes
Iiuiiiju.i-, liimuln-, proiii.iiui jn.enie abarlns para ic-
ceber leus amigos da infancia, eandenMafOe* i
morle, espingardeaineulos, esperanzas italianas frus-
tradas, inuiil revoluran de l'lorenca, insensata rev..-
IiiqAo rcja*nia, batalha d Novara', defeccao c trai-
cSo, l^o islo esta coulido tiesta funesta mensagem,
e entretanto alguna amigos dedicados, dignos senAo
de inelhor eaasa, ao menos de luelhor ebefe !
u Eu vos agraderu. meus amigo., diz Ceiar o
irmao de Lorenzo, que acaba de ser noineadu chele
da sociedade por aeclamacgo), e agora maos .. obra !
lenho o presei.timeiilo de que poucos de nos verao
o resultado final de nossos esforcos ; mas a semen-
t que temos plantado, brotara depoi, de nossa mor-
le, c o paoque temos amado s ondas, fluctuar
e sem adiado ura da.
Pobre Cesar um dia, dizeis vos, nunca lalvez !
Quaulo a esla temante, ella M pro.luziu. caita* es-
teris. Esta prophessia so he verdadeira era uma
parle : poucos de nos verao o lim de nossos ei-
for^os.
1.1 lauta, vezes, acrescenta Lorenzo, tenho-me
lerabrado deslas palavras e do lorrir melanclico
que as aroiiipaiihnu a
O) amigos separam-se depois como os apostelo*
depois da morle de t.lm.lo, para ir levar a boa no-
va e as carias de Fantasa .14 localidades visinhas.
A sociedade cresceu rapilamenle pela accepejao de
membros de oulras sociedades, que aceitan) .em he-
sitar o credo de Fautailo. Uma seila. lindando-se
com um capital de cem membros, todos de boas fa-
milias, bem educados, inlelligentes, activos, uma
seita assim conilituida, nao podia deixar de levar
as cousas a bum lim, aobretudo se attendermos a
riqueza do solo, o qual liuha de traballiar.
Esla riqueza erara as causas de dcscoutentamaii-
lo que exista na Italia, e subreludo cid Genova,
onde dominavam duas especies do odios, o da Aus-
iria e do goveruo pieraonlez ; infelizmente esle ul-
liino dominava lias duas classes mais numerosas da
sociedade, a velba aristocracia e o povo ; alguus
homem da elasse media e alguna mncenos nobre*
paatilhavam tos o primeiro. Esla ainmosidade que
o elleilo do lempo e o reiuado de Carlos Alberto
leem amortecido e poucu a pouco extinguid... era
naturalmente uma raz.lo da nova oppressAo e uma
fonle de obstculos, que renaaeiam coiiilantcmeute
|>ara a nova sociedade ; os Italiano, odiavam-se
man du queaborrecjam ui eilrangeiros ; coinludo,
uAo obstante esle obstculos, o representantes erara
niiinerosos para fornecer numerlos rccrulas obra
de fanlasio, e em pouco lempo a sociedade cresceu
em homens pertcncentes a lo las as classes, nobres,
legislas, fuucciuiiarios du governo, marinheiros, ar-
tistas, padres e frades. A bandeira republicana loi
arvorada, c lodos a rccouheceiam cofno sua quasi
sem objeejao.
Esle facto he bulante singular e Lorenzo o expli-
ca dizendo, que nao havia enlao nenlium principe i-
laliino, em que se podesse liar.
O papa eslava fi.ra-da qneslao, nem se devit pen-
sar nos principes da casa de Bombn, o rei de ap-
les e o principe de Luca. O duque de Foseara era
austraco, assim como o duque de Mo lena, que,
quando o nAo fosse por uascimeulo, era-o ao menos
pelossentlmeulos e pela poltica.
O re de Sardenha, Garlo* Alberto, era entAo im-
popular. Ha ama ultima raslo, que Lorenzo nao d
he que naquella poca lodos os olhos eslavam volta-
rios para a Franca ; todos esperaran ver a repbli-
ca Irinmphar alh em pouco lempo, e as illu-oes li-
beraes iam lAo longe, que o proprio goveruo cons-
lilucioual nAo pareca raaii senAo uma vanedade rio
despotismo, Ele seiiliinenlo, que por um mumeu-
to foi geral na Europa inleira, e qne se couservou
mais ou menos ate a revolucao de 1818, obra desta
illusAo euvelbecida c que li'nlia .-llegado enlao, co-
mo se pode recoohecer, a decrepitude e a ca.lucida-
de, influa mais lalvez do que Lorenzo confessa, so-
bre esla fcil aceilarao .lo rredo republicano.
t.om ludo todos os membros da sociedade nao cram
igualmente republicano!, as rcvelares de Lorenzo
a esle respeito sAo muito curiosas explicara cerlas
incertezas, que tiveram lugar na poltica dos revo-
lucionarios italianos, subreludo depois de 1818.
r Lodos os que faziam parle da sociedade, nao cram
republicanos por convicrao ; pelo contrario mullos,
sohretudo daquellei que se uniram a ella posterior-
mente a sua fondele, lerlam prefer.lu uma monar-
chia representativa a uma repblica, e se aceitaran)
a ultima, era por seiitimento da impnssibilidadc pra-
lica, era que se achavam de propor oulra coo>a.
Oolros inqiiielavain-se especialmente com este
grande ponto principal, a independencia da Italia,
e para alcanza-la estavam promplos a abracar loda
forma de governo, qoalquer que fosse.
Explicadas assim as cousas, pode-se comprelien-
der como foi que em 1818 Carlos Alberto cencedeu
uma constituirn e rompen aherlameiile com a Aus-
tria ; o que reslava da associarao devidio-se duas
fracres, ama composta dos dous elementos, que a-
cahamos de mencionar, rpunio-se debaixo do estan-
darte do rei constitucional, campeo da independen-
cia nacional, einquaiilu a nutra, o partirlo republi-
cano, nao quiz lomar parle no movimeuto e ate de-
claron-se coulra elle, por ser devi.lo a iniciativa de
um rei e ser commandado por 11111 rei.
1 ndo foi bem por algum lempo. A enmmissao
directora de Marselha appiandta de longe a obra e a
auimava aclivaroenle. As rquipgens dos navios
mercantes de guerra, que cominerriavam em Mar-
selha, erara lodos ciii.ladossmenlc doutriaados e
Ir.iu-P jrlavam para a Italia fardos de opsculos e
brochuras polticas, que os clubos da sociedade dis-
Iribuiam no interior do paiz. Tinha-se tambem es-
labeletido inlelligenciai no eximio piemonlez, por
irrlermedio de ura joven ollicia! de arlilheria cha-
inado Victorio, lindo rapaz de viole e dous anuos,
hroe a semelhaor, de Hercules, ehrlsUe ai denle e
desvairado, que prucuravu as sociedades secrelas e
na repubiiea os meios de realisar na Ierra os precei-
tos do Novo Teslamenlo.
A propaganda fez nalur lmenle numerosos recru-
tas em um exercito aristocrticamente constituido, e
por este meo tinba-se a certeza de que nAo falla-
ran) armas, e de arraslar-se em um niovimenlo re-
vol.i-ionario, tendo por santo-Italia e independencia
nacional, ao menos uma parle do eiercilo piemon-
lez ; mas esles soccessos lo rpido* tiubam seos re-
vezas, em quanln nao vinham as calaslrophes san-
guinolentas, e Lorenzo conla de uma manera bai-
lante aceptica e com o acento de um homem um
pouco desilludido, os dissabures de sua vida de cons-
pirador.
Uma conspiracao, al cerlo ponto de visla, se pa-
rece com uma rlessas decurares de Iheatro, cojo ef-
eilo he lao bello, visto de longe, mas visto de par-
to, s ollerece a vista buracos, bornes de tinta de
cores diformes e pinceladas, que parecen) ler tido
dada ao acaso. Visla ao longe e ecglobadamenlc,
narla ha mais bello nam roai poelico do que essa
poderosa reuniAo de vunlades e de forras agitadas
por um mesmo impulso e dirigindo-se as trevas, a-
Iravez das didiculdades doi perigos de lodo o genero,
para a mais nobre e a mais legitima das conquistas,
a da liberdade e independencia ; mas se da conlem-
platao deste lodo, descer-se as minuciosidades, adeus
poetia, c aparece a mais inspida prosa Que egos-
mo e iiihilnlades nao embaracam os los deslo meca
nismo cumplidlo !
O caminho de um conspirador, eu o allirmo, nao
lie cerlameute semeado de rosas, sobretodo quando
se trata de conspira lores enllocados em nossa tilua-
ca, isla he, coiihecidos de todos e acoessiveis a ca-
da um de per si.
Nao con liceo existencia, qoe exija uma abnegarao
e uma paciencia man continuas; importa que um
conspirador d nuvidos a Inda a esprrie de boatos, e
aflige todas as variedades de vai.lades discuta seria-
mente bucaras ; enfermo a mais nao ser, opprimi-
do como be por lanos curedos fallos de scutido,
jactancias ineptas e trivialidades, cunvem que elle
lenha ura prucrdimenln agradavel c placido. Um
conspirador deixa de perlenrer a si mesmo e torna-
se o ludibrio de lodos aquelles que encontra ; con-
ven) que saia, quando preferena estar em sua casa
que ti que, quen lu quz-ra sabir, qu' talle, quando
desejaasa ealar-ie ; que vele quando almeiass* dor-
mir.
Lerlamente he ama vida miseravel mas he
verdad* que ella tem algumas alegras raras, mas do-
ces, as relar/.es occasionaes com espirito, elevados e
almas dedicadas, e a convicrAo de que todas estas j-
das e inquietarnos, abreviara palmo a palmo- o ca-
minho que couduz a um lim nobre e sagrado**
Aqu'dle- que fallan) de socie ludes serrelas.orsir-
nisadas de modo que lornaue impossivel loda deico-
bcrla.dizerq loucuras. As sociedades serretas impos-
siveis .le serem deseobarlat, nao exilien) senao na
imsginacAo de algumas pessoas excesiivameole cr-
dulas. Estae sociedades se pareccm com os exerci-
los, que s evi-'era no papel, e que por eonseguiute
nAo corren) nenlium risco de s-rem balidos.
ir Lina as.ociar.lo, que compreliende um grande
numero de membros e que se agita, he uma mina
que est sempre a ponto de fazer uma explosAo ; em
suas fileiras arham-se basoos, fanticos, impruden-
tes, que por si so 1A.1 um venladeiro pengo, e lal
he a nalureza humana, que mesmo entre o- mem-
bros mais dispostos i prudencia, a impunidade acaba
por gerar uma falsa seguranci. que conduz a rui-
na. Os conspiradores podera* ser comparados com
homens, que Irahalhain com materiaea uillamma-
veis ; a principio cercain-se de lodas as precur;oes
possiveis, roas logo e cradualmente nieusiveii, des-
prezam um dia nina bagalella, onlro da oulra baga-
lella, ale que por ultimo se familiarisam com o po-
rigo, e por fim, vendo que a materias inllammaveis
anda nao lem feito ex| loie, araban) por imaginar
que uAo se inllaiumarao nunca.
lie muito para sentir que todas essas rellexes
apresentem-se aomente ao espirito depois de feta a
expeiiencia, e quando ludo esla coiisunimidii e ir-
reparavel .' No momento mesmo em que a com-
missAo central de lienova enviava emissanos ao
Piemonte, ahm de saber se lulo eslava preparado
para ama iasurreic^o, a bomba rebentoo, As com-
inisses provinciaes pedan) lempo, as resOMla* rain
odecisas, e a eommissao directora foi obrigadi a
adoptar por uma frara maioria um adiamento de
dona mezes : mas o arcaso e a falalid ida nao a-
diarn. Dous sargenlosdo regiment de Vitiorio foram
presos, e eii-tqni era que oeeasiio.
1.1 inda tido luagar uma que-taoenlre ossargenlos,
c ura delles foi leudo ; criminoso en um rau-
nienlo de fraterndade militar, linha recebido as
confidencias de seu antagonista, que perlencia a so-
ciedade ; resolveu pnii revelar e-las confidencias na
esperanza deubter eu pe.dao. In-lruidu o governo
a este respeito, oi-llie far.l roiihecer a fundo lodo o
negocio. Prorurou-'C principio intimidar e cor-
mu sempri
os J
l.-lf .1
julgameulos dos
Iribuaae* militares
moile. Muilos foram eapingar-
deados em Crcamilancias horriveis, e com aliucnli-
des, que descubren! um dos mais tristes lados da na-
lureza meridional, 1-I0 lie : a feroci.lade. Os pri-
meiro* liveram lmbem. como em Franca daranle
o terror, uma eopecie de gazeia da tarde. Algu-
mas vezes grilavain debaao de suas jauell... : Fu-
lano foi espulgar.leado, amanbaa sera o vosso da.
Passemos por e.las acea* peuiveis, que acoinpa-
uham quas. sempre ai repressoes uecessarias. as.un
cuino a anarcha acumpanha muitai vezes a liberda-
de, e sao uma deshonra para a nalureza humana,
l'ins incidenle horrivelinenlc dramtico, nos ser
inflicienle.
" l"m prsioneiro, condcinnado em Alexaudria c
que sobreviven a| sua tenga piis., no lorie de 1 .-
ncslrelle, den 11 em suas ineuna j-:*- a passagem se-
guiule :
.. No principio tiraraiu-me meus liaros, isto he :
a Biblia, um livru de OMCOea, e a historia dos capu-
cliiuhos celebres do Piemonle, denoil pozeram-me
ferros nos pese lili levad a una masmorra, anda
mais sombra, meia hmida e mais tordida do que
aquella que eu linha Decapado ale enlao, tendo una
jam-ll,i com dua. grades de ferro, c fechada por un.a
porta com duas techadoras. Defronle da minha pri-
sa* eslava a do infeliz Vorhien, oulro presioneiro
poltico. Como deixavam sua perla aberla, pude ver
por uma fresta, que havia na minha, o que se pas-
sava. \ orlm 11 eslava sentado em um Lauco de
madeira, com urna pesada ca.lea nos pes, dous guar-
das de cada lado, e com o sabr nu'. outro rom a
espingarda 110 braco eslava diante ra polla. |0 pro-
fuudn silencio, queremava, era terrivel ; os soldados
|. ireri.mi mais consternados que o proprio prsio-
neiro ; de lempos a lempos um vclhn capuchino vi-
uda visila-llio. Foi assim qoe esle de.grarado pa*-
sou uma semana inleira ; sua agona fol xerdadei-
ramenle longa e terrivel, finalmente foi execu-
la.lo.
O genernl Gelateri, governador de Alexaudria,per-
sisti ale o ultimo momento em .cus esforcos para
Ihe arrancar revelares, fazendo-lbe perccbei a pers-
perliva de um per.Ao possivel.
Livrai-me de vossa odiosa presenra, he ludo
qu mu o vos pero, respondeu Vorhieri.
O governador furioso llie deu um viulento ponla-
pe na barriga ; Vochier, nAo ..hslanle as ca.lei.i-,
que o deliuham, Ihe cuspio no mato. Por esse re-
quinte de ferocidade qua.i iHveucivct ta.
passar, indo para o suppliri... p..r dcbaixo das jauel-
las de sua casa, aiim de que sua mullier, suas ir-
111 ia. e seus duus tilhiiihos podessem contemplar este
espectculo cruel. Nao foram soldados, mas guar-
das dos clcelas, que loian escelhidoa para o execu-
lar ; o governador julgou conveuieule assislir a exe-
cucan vestido de grande uniforme e sentado em um
cauho. !
Entrelanlo Lorenzo lamliera vai ser preso, se nAo
fizer diligencia ou se nao for salvo por algum
incidenle imprevisto. Sua pobre mal preeipita-ae
aos pes da Virgem :
11 MAi de misericordia, exclama ella com um fer-
vor, que euclie o corar u de dur, oh poupa-me,
puupa-mc aquelle! Mas seja feita a voulade do Se-
nhnr agora e sempre
Os olliciaes de polica cnlram, e o commissario
que os procede, lea a ordem da governador de Ge-
nova, que manda lamben) prender o advogadn
Camilla itenoni.
t.imilio he um dos irmaos de Lorenzo, inleira-
inente innocente de toda a participarlo na conspira-
do ; se esle engaa durar alguns das, Lorenzo es-
la salvo. F'azem-se occullameula todos os prepara-
tivos de partida, e o fugitivo se embarra... depois de
que scena< depuis dos a.Ico-es do sua mAi. de-
pois dos adeosesde Lilla, que vera pedir seu perilAu,
depois das convulses de desespero da pobre Santi-
na, que o tinha amado em silencio, ingenua e apai-
xonadamenle. E que viajou lambem I que alar-
mas 7 Passar noiles iuleiras sem sorauo, conliar-se
com abandono en. humen., que uAo se condecen!,
tremer a cada momento que uAo vos adandoncm,
ou nAo se desembaracen! de sua responsabilidadc,
dasembericando.se de vossa pessoa por qualquei
meio expedito ; occultar-ie em escoudrijoscomu uma
fera.incurrallada, paaaet das dcbaixo das folhas co-
mo um reptil, atravessar torrentes a nado, ludas es-
las aventuras c lodoi estes perigos, Lorenzo 01 ei-
perimenlou. A lourura, a in.oinnia, a fem, o pe-
ngo ,le morle imrainente, a iutiumanidade, e a in-
dinerenea.doa boraeus, tudo isto tem de experimen-
tar era poneos dias.
Depois de ler alraves.ado o Ver a nado e ler sido
lncelo em las margens desfallecido e eusaugucu-
tado, chega a Marselha e vai procurar Fanlasio, que
0 abraca e fila nelle um olhar sombro.
o Tendo esla.lo muilo inquielu de vos, balbucinu
elle, e Parou e hesiluu fallar ; finalmente
aventurci esta pergunta : Que noticias da du paiz,
mas talvez.., Fanlasio procurou responder, mas Me
pode, e afaslou-s-c Em mime do ceo, exelamei cu,
nAo procuris enganar-me ; dizei-m o que aconte-
cen Quo aconteceu a Cazar i F'autasio escondeu
* reata uaa inAos e suspirn I Comprcliendi ludo.
Oh Dos de clemencia, Cezar 11,10 exisli mais.
As confissoes do autor lindara aqui, 110 niumenlo
era que a expiaran he completa, muilo completa ;
miso, loncos .ii.ii .lo exilio, os lofTrimeulos, os
pensamenlus acerbos do proscripto, de ludo islo na-
da sabemos, o autor nada ros diz ; couitudo pode-
mos conjeclurr alguma conaa a respeito. A tormen-
ta quebrou em sua llor esla existencia : uma bullan-
le carreira fol ioterrompi.U desde o principio ; acon-
lec-u alguma cousa irreparavel que, de liom uu
rao grado, far depender luda a vida de Lorenzo
de uma nobre loucura da moci.lade e de om instan-
te de enldusiasmo Yuslilicavcl sem duvida, mas im-
prudente. Por ventura pas.aram-se ai cousas as-
sim '.' Se o contrario aconteceu, felicitemos a Lo-
renzo, e cordial.nenlc desperamu-noi dellc.
Nao leremos animo de exprimir sobre este livro
uma opinin poltica, mai fazeraos uma censura ao
autor por ier seguido anles a bandeira da repblica
e 11A0 a do governo constitucional, e deixarcmus esle
governo defen.ler-se so. Se ha urna cousa qoe nao
temos jamis romprehendidn, sao as que>loes.los ila-
liauns sobre as formas do governo ; a quesL'io Italia-
na nAo he iiifelizmeulc uma queslao de forma pol-
tica, de sobreludo e antes de tudo uma queslao de
vida ou de morle, de ser uu de nao ser ; por i.so
pode-se ficar muilo indifi'ereiilc a lodos os svslemai
politices, que lem sido propostos e por rouseguinle
bastante indulgente para lodos os erros que lem sido
coininellidos.
Aquello que esla' sojeito a' oppressao, n.Ao racio-
cina sempre de um modo bem s.>, e seria alea) .lis-
io mullo ridiculu presar a modcrarAo ao hornera
que se esmags de golpes, lia farlos histricos pran-
le os quaes deve-se suspender lodo jnizo, porque ha
circunstancias para as nic.es como para os iodivi-
duos, que nao se pndem bem comprehender senao
de|>uii de ler passado por ellas. Quando cajea fallar
dos erros roniraellidos pelas nace iufclizes, e ouro
fallar com urna severidade pedantesca, pcrgUnlo a
mim mesmo involuntariamente o que fariimoi, ae
livessemos de sollrer as mesnias provarci. Depois
de ler luladu muito lempo para ficar tranquillo, por-
venlura visle-vos algum dia obrigado a sublevar-vos
remira um ser tvrannicn 011 smente aborrerido'.'
E todava era isto ura incidente momentneo. Sa-
bis em que c-tado de espirito rhegarieis, se este es-
tado durasse sempre, se vossa vida toda inleira esti-
vesse ligada a elle indis.olovelrr.cnle ? O duque de
llrunswick dirigi ao povo franrez uma pruclamarAo
amearadora, e vos sabis a tragedia sanguinolenta,
qne durou tres dias e Ircs noites, c que fui o sea re-
sullado.
Icmos soffri lo duas inva-o^s, rom que reienli-
mcnlns, a com que distaba* Sabemos como nos-
sas cicatrice* foram dilccis de curar, e ainda buje,
em rerlos momentos c dehaixo da inllucncia de cer-
las crranles da allitno.spdera poltica, estas cliagas se
abrem e sangrara.
Que leria sido, se a iavaslo se livesse prolongado,
se esle fado momentneo, que perlurbou nena exu-
tencia nacional, se livesse tornado a regra da nossa
vida t
Quando somos inclinados a maila severidade por
nleresse, por espirito de partido' ou por mao humor
poltico, pensenr no que Taamos, se eslivessemos
collocados as mesmas circun.'laiiria, e a rellexao
nos dar' toda a indulgencia que a paixao n.io nos da.
Nao temos necessidade de dizer a que partido de-
sejariamos ver confiados os ntere que islo para mis au passa de opimo. llieoriras c
rilas : aquello, que |e,n supporlados.dfrimentos pra-
licos, lera opinif.es um pooco mais exageradas, e nos
nao leraoi naluralmeule a ingenui lade de admirar-
no-nos do fado.
Demais lalvez sejamos levados a' indulgencia por
um costo particular pela Italia. De lodis'as nacoes
mfeiizes de a que mais amamos o pelo qual lazeaac*
01 votos mais arrenles, c a que o publico, pelu cou-
Irano, o publico europeo lera sempre mostrado me-
nos sxmpalliia.
A lorie dos Irlandesca arranca lagrimal de lernu-
ra a todas as boa. almas .levlas e pas, e esla sorle
de verdaderamente digna de piedade. I ata nac.au
nucir em miseria, e que miseria '. de c-le cerla-
menleum e.periaci.L, pouco alegre. Condecemos
o las a> qualidades vivas e encantadora* do povo ir-
an tez, mas nao podemos dissimul.ir que em sumraa
ene ne um p,, siiiii-Ii.uImio, brilliautemeule dota-
do, qne nunca fez nada e o nao fara'jamai. pela I111-
manidade ; desde enlao a surle deles irmaos cen-
es deve locar-nos menos.
Todos os partidos lun deplorado a sorle da Polo-
nia eihe cerlo que ella lem sido tratada injusta e
cruelmcae, qu |.Uc5 ,., ^ '
paz de fornecer xallenl
.l.lad.i
pov
de
daten
1. nodada e .nlrep.damenle, que ten, prodtuido mu-
I.VxTr,; '*'mbem que nomeiado do sa-
" ,", e' .ranJ tenhert* proprielario, de
s-rvos, lindara anda a vida feudal e ligo potra lao
p.uro admirar-..,., d., que,a lamentavel desta 1,.,,.,...
Os Heapanhoes f.,ra, lambem Uto beroioe*. qoanlo
fio. .'.?? "i"' ",as s"','1"'sc" hwoisma linha u.
iinao, odeserameara.ior para a liberdade dos
outros poyo., ,. d,,.,,, .....fc reeoahecr
p.ie so., decadencia h. uma espiara.. A Ital.....e-
locontra.m nunca vio ap:,gar-s.- nella o fac,,, ,ia.i-
viiisa......; ro primera dai naci.....nodernas, c lez
.. educae.,,, ,ic todas as oulra,, e brilhava era ama
fea ma.. mannilica. qoando loda a Europa alada ,-.-
lava ...ergulhada na. trova*. Temo, eeralment* na
ll'''.,'1" "" *>.....''"allano, que ao* orrull.i o
verdadeira carador desle povo,,, Italiano la: :ari,
pregniroso, g||,,, cle,|( ,,c In;1,.ar,., c ,,,lc,.u_
rompeio urgente denunciado, qa* resisti alToula- ; sensual, o Hallan,, du tl.ealro e dos ntaacarado*!
Nenhura povo pelo contrario tem sido mais serie
e uta rdeme as ,,.... ,ar. \ i,- moral, a in-
trepidez mtellertual, a paisja da aeiencu, nenhnm
povo lem lulo lodas estas qualidades, qua.. que di-
ziainoi ellas v,rindes, tanto romo ., novn nal......
preso, eaearceradoe.e dapnii dai nrii*.,Yerarn cn-JSu:pt f,r,eculae..e-. nao (5" f,ia. ,-lo a .u.li, encTa;
mente ; enlAo rerorreu-se .1 um estratagema, leraiu
Ide ilepusiees lalsas.prlas quaes era arcusa.ln : .. sar-
gento deixou-se eahir no laco e rontou ludo quaulo
labia. I mu." I; it imriii, a, prlaAM p siircederniu ;
Oiar, irmAo de Lorenzo. Villorn, Sforza. foram | ziainm eila

MUTTUADtT
mas animadas eaoae a vi la, qoe as iuspiroa e o cli-
m* del,ano do qual se pr.duriram. Na lerda** a
placidez, a .eienidade de l.eibmtz e de Nenian n.e
pareccm giaciae*, cuin|.aradas com o f..go .ciei.l.ti ,
e o genio bullanle .1* Calileu. As Piigenbna. *n-
*erlac5ei de .Monte.quieu afta admirave.s de pei.e-
1... .io judien,..,, asas he prov.md que o I I' nao l.r.,' amala expcnmenlar I. lilsimas ea*-
'."el .1 innguiiii, em quaulo que de .inpo-s.vel lrr-s
.Machia, ,1o st., (llliir.Se depd.cdo, aifliclo. par-
turbad., rom., na lepre-enta. Ao de um drama. Alliu-
queique. Vate* da 1,11.11,, ,, infante D. II. .... que fo-
ram hcii.es, mas n.io o foram ainei no men... gr..,..
romo o genovez Ll,ri.|vao l.jlnmtm, a alaaa n.a-
religiosa e mata inucnuanienle dedicada i* ohr. de
Deo, que lenha jareis exi.lid... O sablima Milln
parece quasi pedanle.co, co.npa-sada, rucsquuiha M
lado de Dante.
Os piulares haspaabnu e liollanslezes io grandes,
artistas, que expiiuiiin admiravelmeale. oa prime
ro u laiialiM-.o calholico, os iegund da vida duraueza ; n,.. pinlores Hllanos n.io .....
smenle artistas ..... pnala*baaaaanajan lem anta-
ceprdes, n.ncepr;..es. que ate Ble o leflexo de aaanaa)-
zo- populare, ou a copia exarla dai inv alidade da
vida de rada da : que sao clern.s ero., o mando
ideal e moral, rujos personagen. ellas a** repio-
duzrrn.
Eis-aqui porque amo a Italia e <> pt.vo italiano :
de o povu que tem si lo ma.. enrrgirameiite grave
e nesla relario ningurm tem -.ili-lituido. |le|...
dos italianos dos sacnteaXV e\\l, a humam ;.. le
leve anida grandes humen-, mas leve uma ola o>
menos, mais podero-a. a ma>> grave de 1.,-la.. Es-
ta cncrgia notavel nAo esla', enlrelanlo, exl.oda n..
llalla ; vos a encontrareis anda ,,... italiano, nas
exagerada e pervertida romo sua pintura d*p.,- rUa
Carracho ; vos a encontrareis, nial envenenada,
chela de fel c de Q.lios impolei.les, de Ida.fem.a., j-
rolara e de tristeza rutina e rrrhrir liante como m,
um Allirri, em um Foselo. A cenlelha esia' r-
l.rrla debaivo de expelas ramada* de rii.zae. a.,,
nao esla' apagada ; ella hrilhara' da novo aos ntame
para are.i.ler.n.'... um incendio romo esperamos, ata
um faedo benfico.
rteetM des Deux Uo^ts. >
O DIIAMA
TENTATIVA DE CITICA II 1 11 L Itl \.
Jnlritiurron urna obra indita.
IV.
.Concia***.',
Mas, para que a aeoie poisa desenvolver-Mf no
plano que Ide de trocado, revestida .1* loda as rsr-
rumslaurias, aro., pandarla de lodos os inri denle, ou
rpeiosfios que ll.e sa ualurics. ie faz miler que seja
enlrelida r sustentada por 11.en. das p. r- ..a_-... ,
que ella* apparecam cm todo o decarso da pera, re-
presentando seu. particulares car..clare, proprm do.
sciilimenlni e idaa de que sc acham animada*. Es-
sas per-onagens sAo lAo easeuciaes.quc sem ella aen-
linni drama poderla existir, 0.1 anida roneeber-se ;
porque, -en.lo qualquer rompo-ira,, dette **)
nada menoi que o desenlio oa piulara artificial da
uma arca., tanda esta a condirAii magua e da pai-
raeiro vulto para um drama qualquer. arecsaila iaa-
pliriia.neulc da existencia de senle* qa* a caada-^. -
zam ao seu destino; e he do moximeulo inceaaaalfe de
lodos esses individuos que (..mam par le na arr.t*,
que fallam, que obram e jtraaa de cor anana ein o
meimo centro d'ativida.le, que resulla o inlercM*.
a vero.imilhanr .. ale a dignidad* e ricifoicsa* do
drama. Se es.es faclus que a arle recoalie e liada/
sob as formlas da organillero malar:.*!, propria o
conducente ao seu lim, nao ..". nem p.ideni ra...
do que diversas pdascidavida humana nanifesu.las
debaixo da influeucia das paiie* ; le estas par h
mesmas tornani-se ai molas pnncip-.ics em ajoe
lem de vulvcr machina do drama ; Ue fura de da-
vida que nunca -e poderiam paletear, decrala*
do-sv denlro de sua eipher.., nunca poderiaai a-
gilir-se, luniull.iar. crescer impeiMsaa e frvidas,*
nao livesseni entrada neis* ruin|>oi(,li, eaaa nmoi,
pcrsouage.i*. esses n.e.inus agentes qae ll.e ao ...-
dispensaveis. A principal d'ei.irr casas penoaageai,
ne. upando o primeiro lugar, desenliando s* cm pao-
pnrri.es mais elevadas e -.guilicaliva, he ojacUa <]
ein 1el.1r.10 ao laclo, base do drama, se pode rooM-
Jerar o agente de maior e man pronunciada forr.*. A
arcaoque se repi escuta perlence-llie, cora* a *ea
principal motor o vicio ou p... van que se detcrrvelie
om cararlrristico de suas lei.nt. mural; pallan, enl-
locada so em scena, desacoiupaalud* Oeonlraann
seria jamis possivel qu* se elle desenvolvcase, non
que os lacios tubsidianos ou accesxri** a* inrridn
sera cora probabilidade e urden,.
Essa perioiiageui ilumnenle, a qaa a e-ral* < la.-
sica rulen leu dever deni.ininar protagonista, pM-
suida de scnliiiieiilus, paixoes lendeucia qu* h" o
de avallar uecessar.ainenle .... dr.ma, porgue deltcs
he que resulta a arr.io, nao |n.de nem .leve deiiar
de aciiar-se em relar.iu cun oulras peraonagen.,
lambem animadas ds suas paianm, de acu v-niiu.ni-
los e iiicliuari.es luoraes. K*sa personagens, verda-
deros agentes leciiidan..., ap|urecendo r... contarlo
com o primeiro, coacorrem com elle para dsnenval-
ver a arrio ; fazem de-encadeai-se infalliveieaenle
osincideulcs legitima I dcsla ; rslendem-ua com le-
das as circunstancias reaes 011 pete mena* pc.vevei.
o veosimcis ; dAo aus episodios nalur..lutada amo
iie* ...111......c lariln. /a-sics*iiioee*Miij.
Obrando dentro ,10. 1 empeuhandn 01 carac. aoraes de qne se.rarve.ti-
rain, prujuzem esoa laU ..e ideas, de faca, de sen-
t.meulos, esse combale dos n.uv.ineiilo. apaisonadn.
esse certamen porfiado .le aspirar Irabalaurados, que roiistiluein o que se chama en-
redo ou im dramtico. O enredo, assim coasidaradn,
resulla du proprio andamento da aecae ; e tan e-
scncialmenle se Ide cucorpoia, que sem elle todo o
drama, por melhor concebida, qoe fus-e, nao paaea-
na de uma fra c lnguida cvpu.i. ao. dcalilaida de In-
do o telar**** e aclividade ; c o elemento ml^lanrul
de lodas s c.un|......_,,c. .Iramalic.i.tllraria.ipio /a>7n,
re luz.lo as proporresde um principio imanxel. de
um peiiiamenlu .solado, inerte, e p. r canioqmarii
incapaz de produzir os g.ande, resultado a qa* be
moral menle desuado. Essas dillicaldades, esses esa
hararos que lorni.im esperialmenle oenredn, e qna
sao oul.os lanos ene.lo da lula, do embale das p*i-
xuei e aspirarei diversas, condoiem p*r ama le
tambera natural a om iodispenaavel desenlace ; *
quando chega a oecai.ao do laze-l.- doapparecer. do
clabelcccr uma reacrao, seja qual fr o motiva qne
lenha de opera-la, e,e desenlace vem a nunifeslar-
se irreiogavelroenle, e prepara o complemente a'
composirao dramtica, preparando .a anleoaao o
xito infallivcl do penamenlo dominante. He i-I., n
que a arte, sempra fiel aos rigoroso di rame* da
nalureza, na cuncepcao do ideal imagiaativ*. aa
plano do Irabaldn inlelleclual, qualifira sob a parti-
cular de.iomiiiacao da totee.,,dramtica e da m-
Coiitroverso que, para que r.ta tej racional e em
ludo immedialamrnle derivada da ekaacnlo de
accAo, deve resultar como cunacnaiaoa teciea
do meimcr-nredo, e ier encamiohada e dirigida
medanle aquellas rondicoes 00 meios, qne 00
correr rio drama se foram pro.lanada. Ma*. para
que uma composlrao deslas rbogue a sea atfiaa*
lum, fuardadas as regias da maii vera critica d
nana depurado grnto. na* sera dar ai personasen
que teta ae hgurar nella, 01 -eu, caracteres paralia-
res, faze-las fallar e obrar secando ai tendearse e
os sentimciilos que as preorupain. deixi-las desen-
volver-se dentro da espl.era que Ide cmnele, l,. -
momsa-las pelos seus movimenlo. parimlares rom o
niovimenlo geral d'-crao.' He ,-lo o qne arto ell.-
cazmenle reroinmend* ; e baldado seria o Irabalhn
do qualquer esrr.ploi dramtico, piorncando
Ira.tuzr as formas de*s* genero de Iliteratas* a/ao
aspira a represenlarao srrnira. o c>i rapilal |wn-a-
meiiln, nao o rodeaste de loda risas rondiro*, de
exler.oridadc conveuieule a laze-lo capaz da*prodn-
zir Indos os leus resultados.
Ouas eonsiderare*, porvaa, farrmm acara, anlc 1
de rni.rluir e.la fiarle preliminar do 1.0... Irahalfc.-.
F.m primeiro lugar, be iorouleslavel qae, fallan*
da unida.le do arrio no poema dramtico, clan,...
longe de eoteude la era sentido 1.,, ab-..|t... tone
vamos considerar como ama es rriplivel o poder aqerlla ier nnicamcnl dewmp*-
udada com loda as su;-* cirraiastanciae, dealrn 4c
uma I .rali lade. ou nos prclixo limite* de ia ne-
nodo eslabelecido. Ao contrario, qoando asnsm naa
exprimimni acerca da wmaXe ilremotira, pretoato-
mos apena, fazer ver qu* o mlcres*e da lodo o dra-
ma, ou elle leja histrico ou pura rrear,... da wna-
g.u-rao, ou ie rhame tragedia ou comedia, asa rryt
deignado por qoalquer aulro I1I11 o darle ; deman-
da qu ao ata desenvolvimenlo baja ura princq .0
de umlurmida le que se va lurrcuamenlo *Ven-
rolando e progredmdo. Ouerem. dizer qae a acr..
deve ser urna; porque a aggloroeraraa de malla. ... -
roe ao mesmo lerapn, i.m diversa dminri. qoan-
t.i podessem ser. Iraria para a ror.ipo.ir.:o am em
baraje nao aaajoaaa ; ararrrlaria. por cerlo, a r.m-
lus.io, poique seriam mullo* o* 1 en...mnil... dr
grande inip o tanca a que e l.ouve-e de allc.de..
Para que ei.a unulaite, po.em. apparera, na*. *e
.egue r|ue todos o. uiri.lei.lrs. .rcuu..,..i.ria. ae-
cessorio se devaaa pa**ar i.'orn > a mesmo teca e
denlro.le um ...esparo dr Iru.fMi: ponqu a la/.., a
lem da simples nalureza. no Ira qae malla. r
zes c quasi sru.prc^".n oflcinler a I da v....
simcihanra, um fado prinripal que prai'ra ....
r.-rla local.da.Ir a ein deterotNaa la poca, be rnnii-
nuado por suas diqien.leiiru e r.,i..|.r... arriJenlae
ein oulros pon,..., em oulias .,r,-ai*.e e lugarr..
Nao rara- aaaa na vita bamana, ale i... t\n4n
cial dos pavos aronlenment lia que loa oa a--
nos .: prenden! a aalroi n......pn.pna ...rre-..o..,a
apparrrrm everulad... a i...., .... d.ll.rr.ilr- aaa**-
do* o diversa* lacalidaatea. Da paite *) nattoan
r-la, ...1 rourepra.i r mal-nal rimferrln do .11
ligar de tal tarlc e.sr 1. .../m. diaiui.l ... n.ir.. zi-los rom lal ei.geuho a* acata prinripal. qU, |,r,
longo de pareccrem e-lianho. ou cvreiil. ica-, aoV
-.....m, mino real.urole devem ser, ron.b. oes imnir
dula- e norial 1..... para inleira in.nnle.leraa
lueiru peu.aiiieiitu do drama.
>c a antiga esrala, rlrniasiado ad.tnrta ae princi-
pio. 11, .i,, u. exieenria* entao abanlola d'aiir,
ni l.drrava r .-r. rfiiliad. -. e. -ii.rii^ndo- m ao-
precelle* illimilada* de .una artera naaareatMeaa, ai-
.'unhava-o de infracres flagran1! d* laann/i 1
o.-, r Hefmttot ift'iryp'iri.ii-cis : .e levava a enir
... legras ao excesivo ponto de r.r< un..r.evri a er-
eao a essea tao arauha.lo. ,imite*. ron.|,|rra,.,i,. .,
ro< e pecados grares eaoaoa luredj*ei.g#i.boa
la imaginacao, al,-1.1 daquelle rural,, eu. que ihe
eprouvere onradea-los ; be porque a naonata anana)-
las pocas cvllorado n'om |.rqu*i.o -par.., agaa man-
do ainda .'.b a deb.I .nfloeor... do pr,.ne?i.,. aaaean,
na., ae al.1rg.1va tanto, nao < uuiprrlt*noia um Ierren
Uto vaslo rumo .. que be orrupado I,..;., ana dilata-
do doni....... do mundo lillcr.i..... fnaajja* e K ,1,,
uos, serlaries pertanacei da ab.ulal.,, |n- ,B, ,ja.
O III
/
-






61**0 *E PKRAlHBtitQ TU;A FilM A ik NOViMoRO DE IISS
neisas decantadas unidades de tempo e dt lugar con-
dic-Ses elementares e substanciaes para a perfeita
eusleucia d'iirlc ; o assiin devia ser, porque a poca
das inodicacdes neceasarias ao drama anda nto ti-
rilla chegadn. Era preciso caminhar pelos principios
que a natureza enlao orTerecia ; e eas regr.-is, alm
disto, er.im revestidas dos caracteres e das cores lo-
cae i|u as faziam correr com geral salisfacao e ap-
plauso.
Quando mais tarde o impulso communicado s lel-
lras pelas successivas n-i.n m.i- cliegou a Imdiir-M
ate aquella importante ramo da litteratura ; quand,
pos um periodo dequasi completa iuacc.i u para-
Ixs.irao mural, a sociedade inodcina comecou a rea-
gir contra a sociedade autiga, e a aferir pela hitla
de urna critica e de um Rosto mais aparados muilos
doy preceitos que al t-nl vigoravam ; a analvse
de nina philosopliia menos rigorosa, em relacilo u
arte dramtica, veio liberta la des-e jugo de auli-
quadas usanzas, e emancipa-la por urna vez de lodos
os enduraros quo por Unto lempo a liiiliam trazido
mametada.
As Iraosforinnroe-i do tlicitm .nimlern Irouteram
a allir.ira das regras : e desde o momento ein que
>e dinpreheudeu que seria melhor seguir a nature-
za, ua< coinposiroes dramatizas, observando smen-
le aquella* prescripc&es que a mc-ina ualureza esta-
belece, que s *aggrul v^Jo pralica dos eileitos scenicns, deixou-se ao eu-
geuho, a imasinacao a sua propria esplicra, e nao se
pedio a arle maisjdoque o seu indi.sncri.saTCr' auxiliar.
Discutir e-sas lunovaroes (e innovaroes se quizer
''li.mi.ir anlysadat, cvamitiar-lhes a furr;a, a in-
fluencia e os resultados, livir sobre ellas uiua apre-
ciado critica, estuda-l"S na sua marcha, no seu pro-
gresso e incramsnlu ; avalia-las as suas particula-
res applicares, na sua necessidade, lias su.is vanla-
gen; couTrout.i-las com os principios absolutos da
e-cola cianea por cicellencia, pira dessa compara-'
c,ao dedozir as coirscquencias deinonslralivas do
mainr ou menor apcrfeic.oameulo d'arie, fra taref*
exclusivamente propria de un tratado llieorico. ou
pido menos tic oina eiplanaro uiais alia dos princi-
pios rundamenlaes 'lo drama ; e islo levar-nos-liia,
por certo, inulto longe do uusso proposito. Nein nos
exprimimos como tlieorisla, nein queremos campar
de mestre : aceitamos as ideas, segundo o temido
em que ellas boje se revelam : areitamu-las, porque
se fossemos agn apreciar um drama, inodelan'to o
nosso juizo por todas 11 regras absolutas c xmprtte-
rioeis, da anliga escola, coiuumicrianios, senao um
erro indisculpirvrl, ao menos um deleito pouco --
cepiivel djatUGeaego.
Tanto mais entendemos dever esposar esta* ideas,
realivumento a umitade da aceito, em que se basua
um drama, quantu he incoiile*lavel que nao raras
vasas, in'.le genero de composieao literaria, minios
successos que histricamente perlencem a nina po-
ca p.i.sau) a figurar n'onlra. daudo-s* assim urna tal
ou qual inverso dos faclos que poiler-se-hia, por
ventura, chamar um verdadeiro antichronisuio.
Acooteca, alm disto, que n'outras occaic-es a ima-
giu.tr.'io do arti.ia faz apparecer dentro de ceto pe-
riodo, que elle cscolheu para ahi collocar o plano de
sua obra, um acjulrnmcnlo que realmente se nao
manifeslara enlao. Se lie islo nina reprehensivcl
alii'i r.ir ni do poder commellido ao engenho; sebe
um eicesso ou demasia da liberdade concedida au
tlenlo na coucepcao de obras de scmelhanle nalu-
reza ; cis o que 11A0 podemos decidir, uem nos re-
putamos aulorisado a eslabelecer como ponto de
dnutrina.
Pareco-uos, entretanto, que, se com razao se pode
allirmar que o drama nao be a historia, como esta
se cuncebe e se acha consignada nos Tactos e anuacs
da huuianidade, a marcha d'aquells nao pode nem
deve ser ngoi omnenle u marcha desla. Alli a li-
delidade escrupulosa dos faclos he a primeira clau-
sula que importa preencher; e a razilo philosophica,
examinadora solicita de todas as maoifestarOes do
espirito humano requer e-.i immediata sugeirao da
narrarao verdade. Aqui, nao sendo f a verdaile
que domina, mas lambni a nvencao, lillia espon-
tanea da phanlasia e do genio, a ella compele, res-
pelano a base dos tactos, apresenta-los debaixo de
pu>|i.in. dilTerenles, ou mesmo crea-Ios, produ-
zi-los quandu ;.n> exislam, se acaso essas condiccocs
sao necessarias para bem dirigir os eileitos da re-
presenlacao, ou imprimir o cunho da moralidade
que apriiure ao escriplor desenvolver.
Como historiador, seriamos iaflexival em obedecer
restrictamente ao principio da verdade, esforzando-
nos por fazer subresahir em nosso Irabalho todos os
faclos que houvessemos de relatar, em todas as stus
itidirpensavei? particularidades : como escriplor dra-
mtico, purem, nJo duvidariamos, quando fosse
preciso, consultar antes a cerosimilnanro, deixando
a imagiDacao a couvcnienle a liberdade para dar a
aci;5o do drama lodas as proporcoes que ihe fossem
necessarias.
He debaixo dcslas condi^es qse nos roncebemns,
c.iinprehendemo e consideramos o drama. Em nosso
enleuder, lie elle o prisiua em que vom refleclir a
sociedade em todas as na- dilteremes pilases de
mainr ou menor deseuvolvimenlo, he a imagera re-
presentativa da vid.i e dos moviinenlos da liuniain-
dade, he o grande quadro em que a imaginaco e a
inlelligencia vein reunidos n'uin iul|ino enlace de
reciprncidade e harmona as suas magnificas prnduc-
etlsa, os seus m<\tnifiieiiUi_iii'icsiructivcis. Jsse ca-
rcter eminente, l2adu ao draii!aVconn> a coinposi-
rAo Iliteraria de mais elevado alcance, elle o lira da
moralidide profunda que cncerra, c he.sem duvida,
pelo correctivo dos coslumes, pelo cerceamenlo das
paixes de-regradas e perniciosas, pida expiacao dos
vicios, pela aniiiqoitacao completa das leudeiicias
repulsivas e contrarias ao bem e prosperidade ge-
ral, que elle consesue esse provelloso lian a que he
destinado. Sao be por oulra razio que em lodos
os periodos da historia contempornea e passada se
observa sempre que o drama teni exercido urna
graudissima influencia no andamento e marcha iro-
grestiva da civilisacao.
He por islo que, iraduzindo cm suas formas elc-
aiiifs e primurosas o viver intimo, anim como a
existencia publica do homem e da sociedade, re-
produz de continuo, alravez do seu colorido bri-
lliaulee/asfinador, lodasas ideas, lodos os pensj-
menlos o anda os mais rerondilos sentimentos do
curacao, as mais sublimes aspirares do espirilo.
Ahi, oe-sa grande lucia de inleresses muitas vezes
eucontrados, que ucces-ivamenle se debatem, e que
se desenham uo thealro com lana energia e uatura-
lidade ; ahi. neass liirlnllio vaslissimo em que se
revolvem as opinies, as theorias, o- systemus e 'jin-
da as crticas dos povos, trausparecendo visiveis e
sol) lodosos seus di-linctivo-, caracteres as variadas
manife cestante, em que os faclos, os aconreciinenlos e suc-
cessos de maior nuportancia social acham urna fe-
presoularao completa, e bem assim castigam-se os
defeilos, e ridicularisam-se as pequeas imperfei-
coes mnraes ; nao be pouco edilicaule a licao que se
colhc, nao sao pouco significativos e convenientes os
exemplos que se adquireo. I'onha-se-nos dianlc
dos olhos um drama qualquer, em cuja coucepcao
fossem preeuchidas as coudiccesque para laes com-
posices a razao e o uoslo prescrevem ; e seja qual
for o fundamenlo capital da accao que ahi se nos
dcscreve, o resullado uo lardar em apparecer, e a
moralidade se manifestar, por lim, com lodos os
seus corollarios e iniinc.li.il-is ronsequencias. (Juer
se pretenda patealear o vulto hediondo e repulsivo
do potentado*orsulhoso e inslenle, luclan.io com a
desgrana, e abatido por ella, como em l'edro-Sem :
quer se folmine o phaualisino grosseiro c brutal,
que intcnla a Indo o Iranso anniquilar no fundo de
mu corarao generoso os sentimentos ile magiisni-
midade, e offu-car sob o,peso de violentas persegui-
ce o sagrado foco do genis, como cm Jiitonio Jo-
s; oo o enlhusiasino de urna paixo ardenlce deses-
perada tnruullue uilomavel u'um peilo corajoso, c
ahi se d a lucia espantosa c lerrivel do amor isla
clavel e do mais frvnelico rumie, como em Otheio ;
ou a victima delira(Haeima de um altelo infeliz sej i
i'iin.tinn na a perecer robo ferro de inhumano? al-
goze, suggcridos pela prepolencia, e dirigidos pelos
uelando-, clenlos de nina aristocracia emproacla e
cruel, como em t astro ; ou seja que um caracler du-
ro e altivo domine todas as tendencias do eiilendi-
menlo e do corarlo,como nos llomeiu de Marmore-
ou que um engenho esplendido e incomparavel, suc-
cnniba, privado de lodos os recursos, cxposlo mais
alllictiva miseria, a mais degradante penuria, como
em Camutf ; o cerlu he que em todos csses quadros
se l urna pagina eloquenlee persuasiva da propria
historia da humanidadr, epXsodmda com todas as
uas eircumslanrias, com lodas.as suas peripecias e
incidentes gravissimos. O drama, pois, ou se chame
Ihedra, 4tk*Ua ou ;. Snuza, Clao ou Anitornara, Cuma ou Macbelh,
Meropeou l'olycwtt, Uomem de Ouro na Madre-
sitra, a Sobrinna iln Mrquez ou a lle.'anra do
ChaiutWer; os ej.i prolnndainenletrasicoou moral,
ou esscucialiiien-e cmico ; ou desenlie grandes sen-
timentos, ou paixes mesquiiihas, oo vicios ridiculos
e abjectos ; he sempre mn poderoso elemento de
miiralidade publica, urna escola da qual a sociedade
pode colher as mais preciosas lines. Foi por eslar
plenamente convencido desla verdade, que nm illas*
Ir critico e Iliterato pnrluguez, o Sr. I.opcs de
Meinlorie.i, paraphr.izeaiido e eslendcndo o grave
peusamento do celebre autor das Orienlses, quan.io
a-everou qae o drama he a forma essaocis. da po-
ca actual, nao duvidoo csrrcver estas pala*ras da
nidi> elevada pbilotophia, nos sssnmploa d'arle :
I) drama lie a accao, o drama he a cxpre-.io ,|,>
muvimenloinliMiiiial, das suas pai.cs, dos seus
o senlimenlus. da comhinaco da vida intima, com a
- da Miciedade aonle nasceu ; a sua ndole reside
.i toda no anlag,mismo, Da lacla do* individuos, das
- ideas, dos aconlieimciitos domsticos ou ssciaes.
lli'P<-r ialo, sem diiMda, que um insigne csrriptor
fraile/., procuran l -, ,UH |,r:i, da ,M ir.il Social,
(h terminar c c.iraelnts.tr COflB traeos vivos e ener-
gicos as fernes do drama, qoando especialmente se
eiprimia acerca do Tliealro, affirmoo que as obras
ilrainalicas, ou sejim trgicas ou cmicas, sin fun-
didas sobre os principios do senso moral, obre o
velo que formamos pela felicidadc dos homens de
bem, e pela desgraca dos mos, arcrescentando que,
13 e :W das.
- CAMBIOS.
Sobre Londrea, 27 ;t|i.
v Paris, 3i(.
a Lisboa, !IS a 100 por % de premio.
Kio de Janeiro, 1|2 a 1 por 0|u a 15
Acjoes do Banco, 10 a .i de premio.
(.< companhia de Beberibo 51000.
a compaiihia l'eritamhucaua ao par.
l'lilulaile Publica, :i() purceulo de premio,
a Indemuisadora. 52 dem.
da estrada de ferro0 por 0|() premio.
Ilisconto de leitras, lie 7 a 7 1(3 por 0>
Dito do banco7 a 8 por ()|Q.
()uro.tincas hespanholas. .
Moedas de 69100 velhas
4SIHK). .
I'rata.l'alacies orasileiros. .
l'esos cotiiionari s. .
J89 a 285-VK)
. lo-OO
169000
98000
mexicanos.
21000
-000
IC?80
de arrematar, a quetn por menos fizer, a
obra da ponte do riiin/.inho na estrada do
l'o d'Albo, avallada em 8:030/tiUo.
A arremulacrio sera' feila na forma da lei
provincial n. 3*J de 15 ue maio de \H5, e
sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arre-
tnataQao comparcr;am na sala das sessesda
mestnjt junta no da cima declarado pelo
mcio-dia, competcnlenieiUe ba.'litadas.
E para constar s. maudou alli\ar o pre-
sente e publicar pelo iario
Secretaria da Ihesouraiia provincial de
l'ernatnbuco, 30 de oulubro do 1856. -0se-
cretario, ^. F. d'Aniuiitciacno.
Clausulas especiaes para a arremalacSo.
1. As obras da peale do Brumzinbo setio
fcilas do ciinforuiidadc Oom a planta e tirrja-
mento approvado pela directora em conse-
llio e aprescnlaiio a approvafSo do l-.sui. Sr.
presidente da provincia na importancia do
8:030/.
2. 0 arrematante dar principio as obras
no prazo de um mez, c devora conclui-las
no de cinco mezes, ambos contados na for-
ma do artigo 31 da loi provincial n. 'J8t.
3. O pagamento da importancia da arre-
matarlo realisar-se-ba em qualro presta^oes
iguaes ; a primeira depois de feito o pritnei-
ro torreo das obras; u segunda depois de con-
cluido o segundo tori;o ; a terceira depois
do iccebimeuto provisorio; o a quarta de-
2S8f3l2,: pois da entrega definitiva.
Rcndinieniv do dia 3 ""INt:iAS. .* Para ludo o mais que nao se adiar dc-
DESPaCHCS l)E EXPORTACa Pei.A MESv'101^"1'"'"'0 "as Pre8ente8 clausulas netu no
rt." CO,\&l.a.l)(> |>HS'I"\ '"("IHADE "iNO l'v or5amu"lo, scgoir-se-lia o que dispoc a lei
3 HE M1VE.1IBKO DE is:>ti. 1 provincial 11. '286.
(ibrartarEscuna ingieza Nois, C. J. Aslley & Conforme. O secretario, A. F. d'Anuun-
Companhia. 2,400 saceos a.surar mascavado.
i:085;l77
dtLFANUKUA.
lien.lu,enio do dia 3.....
Dt$earrt*m hoje 1 de nocembro.
Barca inglesaMitasbacalbao.
Brigue inglez.Mercurijidem.
Barca inglesa Titaniaidem
Escuna ngleza 7'ir frutlidem.
Barca uilezaNanpkanle;igos c btalas.
Patacho InglesKanullilabnado.
Barca bamburguezaJ/ile hatl.maa geuebra.
Bar.a poriugue/aMario Josmercadorias.
Brigue ingles l'resideittcarvao.
l'olactiiiespanhola.Imeliaviuhos
Patacho^ir.isiloiro/:,,,,,/,..,,-.diversos gneros.
, wHUUIHj tiKKAL.
Keiidiinerllu do da 3 ,
Bueuos-AvresPolaca bespanhola nCathalana, A-
moriin IrmiVos, 285 barricas assucar branco.
Lisboa-Briau porlegaes nHoin Saccesson, diversos
carregadores, 'JO accos asancar mascavado.
,^_ XDortucao'.
de J.ioe^o, brigue bravlciro oAdolpho, de
212 toneladas, conduzlo o seguinlo : 300 canas,
300 lucias ditas e 200 quartos de dilas passas, 3 cai-
xa relroz, 4 caixoles cadernaes, 1 caixao 1 piano,
M barris pise, l.'JIO saccas milho, 201 caixaa velas
. ecarnauba. I,(Mtimeins de sola, 8 pipas cachaca,
2 cauoles vinho de caju', l'.HI accos assucar, 9 sao-
cas algodao em pluma, I caixo esnanadores.
RBCBBEUUK1A DE KE.NDAS INTERNAS t.E-
UAES DE PliltNAMBUCO.
Kendimenln do dia 3..... 3.1058710
CONSULADO PIliiVINCIAL.
Keuilimenlo tlodia 3...... 24189370
PA1-A
dos prerot carrales ,la assucar, alqodo, e mais
lem-ros do pas, que se drsjiacham na mesa do
consulado de l'ernambuco, na semana de 3
o 8 de noccuioro de 1S56.
Assucar emcaixashranco I. qualidadc
11 j..,
n a w mase. ........
bar. e sac. branco.....
* a t mascavado.....
i) refinado..........
A|godao em pluma de lVqualidadc

m o 8.a 11 i)
cm carori.......... n
Espirito de agurdenle...... caada
-Aburlenle eacbaca........
de caima.......
i) resillada.........
do reino........
ienebra |.............canada
., ............... botija
lcor...............caada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
cm casca........... B
.....caada
..... )>
.....
.... 1$
.....urna
.....um
..... *
A/eile de mamona ..;..,
i) mciidobiiu.....,
_ i) de pcixe......,
Cacau..........
Aves araras......
a papagaios......,
Bolachas ...........
Biscoitos ...........
Caf hom............
resstolho......._
o om casca.........
muido...........
Carnu seco..........,
Cocea com casca........
Cbarnlos bous.........
0 ordinarios......
)> regala o primor .
Cera de carnauba .......
fyV em velas.........
oure uovo iiiaouom.i .
Couros de hoi salgados.....
veriles..........
i) espixados.......
o de 011ra........
i) i) cabra corlidos ,
Caachimbo......., ,
Fisleiras de preperi.......
Doce de calda.........
a goiaba.......,
o secco ..........
jalea ......
Eslnd uacioual....... .
i) cstrangeira, mao d'obra
Espanadores grandes.....
0 pequeos....
Parlona de mandioca ....
a i milho......,
ararula .....
Feijo............,
Fumo bom ........
ordinario..... .
-' em folha bom......
1 ir ordinario ....
rcslolho.....
Ipecaciianba.........
(omina...........,
(jengibre...........
Lenha de aellas grandes ....
peqiieuas.....
)) loros.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
louro......... o
Costado de amarello de35 a 40 p. do
c. e 2 _'4 a 3 do 1.....
de dilo usuaes.......
Cosladiuho de dito........
Soalho de dito...........
Forro de dilo...........
Costado de louro......... o
Cosladiuho de dilo........
Soalho de dito...........
Forro de dilo........... g
" cedro..........
Toros de lalajuba........
\ aras de paricia........,
> agniihadas.......,
i) quiris.........,
Em obras rodas de sicupira para c,
Melaco..............
Milho..............
Pedra de amolar........
filtrar.........
relilos........
Ponas de bol..........
Piassava.............,
Sola ou vaqaela.........
Sebo cm rama..........
Pelles de carneiro........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
(Jobas de bni..........
S. tli. 10..............(
Vinagre pipa..........,
ceulo

a
iiullicii'o
urna
13)
i)
um

alqueire

alqueire
ii
alq.
.11
ceulo
quintal
du/.ia
9
3
S
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2)700
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3700
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59900
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S800
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8800
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1.J20
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109000
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10700
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29500
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123000
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158000
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3200
32 O
3200
9800
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1S600
I9OOO
23000
13000
19920
29500
3000
530110
yjooo
3000
10-3000
3000
53000
3230011
33000
2.3000
230IN
9900
1l3K)0
2<3O00
169000
30*000
1 -3lK)0
J-JOOO
7J000
4-3000
83OOO
3IKX)
53000
23JIH
33OOO
19280
I3(i00
199-20
13280
263000
I83OOO
3210
Conforme.
ciar3o.
*S>>. 'w-ii>vv.
Pela subdelegada da fregosla dos Afogades
foram apprehenditlos 3 cavados lunados : quem se
jiil^ar com direito aos mesiuos, juslilicando, Ibes so-
lio entregues. Subdeleacia da fregnezia dos Afo-
gados 31 de oulubro de [856.Carneiro Jnior.
A repartirlo da vaccioa icm !>oa
sement viada da Europa 110 vapor in-
glez: as pessoas que della se quizerem
utilisar coin|iaierain na referida repar-
tiro, nas quintis e domingos He cada
semana. l)r. J0S0 Nepomureno Dias
Fernandes, commissario vaccinador pro-
vincial.
O
par
canaila
alqueire 29000
una 9640
1 slHIO
9800
-21K1
3200
38500
OgOOO
330
Hoooo
33200
8300
I2U
303O0O
i)
ccnlu
ni.1II1.-
molo
!
nina
@
a
ceulo
8
pipa
Wtotoiatme do i>*>ts).
Savias ^entrados no din 3.
Acarae14das, patacho brasileiro nEmolacaon,
de 134 toneladas, mestre Antonio Comes Per'cira,
eq.1i11.1uem 12, carea couros e mais gneros ; a
.Ylauoel Uooealves da Silva. Passageiros, R.iv-
niiiiula Francisca do Natcunenlo, Francisco ue
Araujo Costa, Jos Joaquiui Alves, Antonio Uar-
tms Pcssoa, Jos de Oliveira Bastos, o escravo rri-
onlo por mime Joaipum a entregar a seu sciiuor
Florencio Domiugues da Silva.
Terra Nova50 dias, brigue inglez uCrescenlr, de
196 toneladas,capiMo John Hilliogtoo, equipa-
ji-m 13, cara 2,520 barricas com naealha'o ; a
Manuel Joaqnim Hamos e Silva. Perlence a S.
Joao. Seglo para a Baha.
Xacio< takUot no mesmo dia
ParahibaIhale brasileiro sCamoes, mestre Ber-
nardiiKi Jo-c Bandeira, carga fazendas e bacallu'o.
UaranhloVapoi de gnerra inglez Virago, coui-
jjiaulanlc ll.irg.inl. Suspendeu do lameirao.
\S
fcteeS.
0 lllm Sr. inspector da iesouroria provin-
cial.em cumpriincnto da resolurcao da junla da
fazenda manda fazer ptililico.que'no dia 13 de no-
vembro prximo vindouro, vai novamenle a nrara
para se arrematados a quem por menos fizer os re-
aros de quo precisa a ponte sobre o riacho de Pi-
se prssctndtrmoa des-e iuizo do mritocdo demerito
de-iriiiremos t >das as peripecias .ta tragedia e da col I rau>'ril Junt0 a vl|la do Linioeiro, avallados em res
media, quer do thealro amigo, qoer do Iheairoino-
ii-1 no.l-.-i -piM'- iiiii-nto de AitolplioOaroier dispensa-
nosde roals largos dsseoToltimenlos a tal reapcilo
Iticife. I8."ili. ,l. /i. d> Torra Bante\ra\
&ovm* t citACA DO RECIFE 3 DENOVE.MBRO \S 3
HORAS DA TARDE.
liiaci'-es otllciaes.
De e litio de lellras de 3 mezea7 3|i :, ao anno.
i'reitrieo fobitliard, presidente
I'. Boriet, secretario.
Com autorisnrao do Exm. Sr. ['
$$ presidente da provincia taz-se pu- ^
0 lilico, para conlieeinieptodos lia- g^
^ hitantes desta cidade, que os dias
m de vaccina serao de hoje etn di-
B ante nas quintas e domingos de
,g eada setn>na, no Lugar e horas
j anteriormente declaradas: nos do-
@ innijjos estar' esta leparlirao a-
;^ berta ale a's 11 horas da manh3a. A
A Dr. Joao Nepotniceno Dias Fer- A
& nandes, commissario vaccinador A
| provincial. 1'".
"<>v.--..,-v.y-..;v.- :.;..> -..:.:....... ..-.,-...-..;
* TRIBUNAL DO COMMERCI.
l.iii-ljii ln ao tribunal do couunercio desta provin-
cia que exisiem foneeionaodo nesla praco agencias
ds cnmpauluas de seguro-, sem que leuhm insenp-
lo na registro do couunercio a escripiura, estatutos e
aclus da aulorisaco do govemo, por onde cunste
qu ce acham legalmente stsblecidas, e possam
por ineio de agencias funecionar alm do lunar de
sea domicilio, faz saber qua as Irans.iceiies ellectua-
das por mencionadas agencias nao sao legaes e aniai-
tasa diaposifSodos arligoi 296 o 2.1.1 do cdigo com-
raercial. Tribunal do commercio da provincia de
Peruainhuco em sesalo de 3 de uovembrn de I85(i.
U secretario interino do tribunal,
Joao Ignacio de Uedeiroa llego.
Achando-se vago o ollleio de escrivo do
prime, civel, e orphaos, c de tauellio do nous do
termo do ViUa-Bella, manila S. Exc, o Sr. pre-
sidente da provincia, assiin o fazer publico para
onheeiment das partes interessadas, e afim de
os piuteiijiiicado dilo ullicio so habiliiciu na
o* na do decreto n. S17 de 30 de agosto de 1851,
o aviso n 252 de 30 dezemliro de 854, e apr-
sentelo os seusrcquerinienlos ao jais municipd do
mesmo termo no prazo de (> dias, para depoi; se-
guirera-se os tramites marcados nos arts. 12 c 13
do citado decreto.Jos Bento da Cunlia e Figuei-
redo Jnior, oincial-maior servindode secreta-
rio.
Secrelaria do governo de Pernamliuco 30 de ou-
lubro de 185G.
Tendo o ronsellio da adminislracan naval,
em sessao de hoje conferido aos Srs. pliarmaceulicos
Luiz Podro das Nevos, e Jos da Cruz Santos, os
fornccimenlos dos medica memos, a este para os
navios de armada, e a aquello duendo respeilo a
enfermara de marioba, visto como as suas pro-
postas offereceram mais vanlagcns; assim faz-so
publico, para conliecimenlo dos ditos Srs., e de
quem mais por ventura possa inleressar.
Sala do consellio da admioistragao naval em 3
de novembro de 1850.O secretario interino,
Alexandre KoJriguos dos Aojos.
O lllm. Sr. capitaodo porto,emeumprimento
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia da-
tada de 20 do corrente, relerindo-se a comida no
aviso circular do ministerio da marinlia, de 2
lambctn do corrente, manda dar publicidado as tra-
dceles, juntas a este por copia, de tres avisos so-
bre o cstalielccimeutii de luzes na illia dos entona-
dos no Mediterrneo.c no canal dos Principes a en-
trada do Tamisa, e de casas deasylo para as pes-
soas que naufragarem na parle do mar deSundcr-
bunds em Bengalla.
Capitana do porto de Pennmbeo em 21 de ou-
lubro do 1S5<>.O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos Aojos.
TKADUCQAO'.
A\ iso ;os u*vedantes
N. 18.
Mar Mediterrneo.
l'liarol nas ilhas Baleares.
O ministerio da marioba de Ilespanlia acaba de
participar, que do da I.' de maio de 18t em
liante, se eslabolccera urna luz. fixa na illia dos
Eiiforcados, entre as ilhas Baleares, Eviea e l'or-
menlera no Mediterrneo.
A luz liolixa celara, eesta collocada na altura
do 82 ps cima do nivel modn do mar ; e dtve a-
vistar-se do convez. de um navio em lempo claro,
na distancia de 10 millias.
O aparellio Iluminador lie cataJioptrico dad
classe.
A torre do pharol aclia-sc collocada na lalilude
38.- 4S" 49" Norte ; e longilode 1. 29' a lesio
de Grenwicb.
O objecto e fin da luz lie para marcar o canal
condecido pelo nomo de Freo-Grande ou o prin-
cipal dos tres canacs, ou Freos enlreas illias delvi-
c;a ao lado do norle, o Formentura ao do sul.
Kste canal tem quasi urna millia de largura o
nove bracas de fundo ; mas como o fundo de de
roehedo.as embsreaeSn de vela devem a cautelar-so
em navegar para o ranaliom ovenlo esrasso ou va-
riavcl, para evitar o perigo de lar de fondear.
Por ordem da S. benhorias.
. Assignado, Jolin Wasbingion, hidrograplio.
Repartico Hidrograpbiea, Almirantado, Lon-
dres 28 de abril de 1S56.
Esto aviso affecia os seguimos mapnas do Almi-
rantado.
(icial do Mediterrneo, n. 215S, do Alicante
para Talamos n. 1187 ; ilhas de Ivica o Formen-
ten ii. lt, c mais a lisia de pbaroesdo Mediter-
rneo n. 10 A.
TRADCC>0'.
Aviso aos n veanles.
N. 31.
Canal dos Principes.
Entrada no Tamisa, pbarol addirional.
Trinity llouseo de junlin de 1856.
Para melhor narogaco do canal dos Principes,
resolveu-se, que nclle se cstabeleccs-e urna diz ad-
dirional.
Pelo presente se faz pnWieo, que anies do dia
I.- de oulubro prximo, una embarcaeao pharol
estar fondeada ao lado norle do dilo, a meio ca-
1:804*000.
!: para conslar se mandou affixar o presente c
pobliear pelo Diario.
Secrelaria da Ihesoitraria provincial de Pernain-
bnro 27 de oulubro de I85(>___Oserretario,
A. F. d'Annuncia{ao.
O lllm. Sr. inspeclorda thesourarla pro-
vincial, em runipriinonto da ordem do .:xm.,
Sr. prosiilcnte Ua provincia de 27 de co; reo- ""nll P0UL0 mais menos, cnire os pliaroes Ton-
te, manda fazer publico,que no dia 20 de no-1 n"1-' Guindlcr, e que unta luz encarnada revol-
yembro prximo vindouro, parante a jan- venteappareoerda mesma, depois donordosol
ta da la/.enda da uesna Umsonraria, se ha daquelledia, '
Nova nformacao a respeilo da posigao exacta,
deinanacoes, etc., da luz projeelada, ser publica-
da em lempo competente.
Pur ordem.
Assignado, P. II. Berthon, secretario.
traducco
Aviso aos ii;ivc^'i.i'es-
A directora da cotnpandia das Indias Orinteos
receben iillimamenle do governo de Beng da a se-
guinlo noticia, queso publica para conliecimenlo
geral.
Para a gente do mar que naufragar na parto do
mar de Sunderbunds letn-se estabeleeido as seguin-
les casas de asylo.
N. 1, pintada de encarnado. Edilicada um pouco
para o norle de Jacksons (Irove na pona de Sezers
formando a entrada de Insto para o canal Creek.a
Est em urna extensa planicie robera decapim pe-
la parte interior, ou para leste de uns montes altos
do rea, que formain a linda da praia.
N. 2, pintada de branco. Edilicada na entrada de
leste para o rio SublormooKoy, 400 jardas ao norle
da pona que so forma da ilia Bulcnerr* o 20 jar-
das do signal ou ruaica das mires chelas. Est cal-
locada no meio de arvoredo baixo e mui unido
ungle).
iN. 3, piulada de prelo. Edificado a enlrada de
lesio do rio Jeuneva, 400 jardas no norle da poma
que forma a entrada para o roSubtermookey,c 200
jardas do signal ou marca das mares chcias.
Em cada casa da um suprimcnlo de bolacha o
agua, que fcilmente se arda lelo as inslrucrocs,
que exisiem em cada urna, que conten igualmente
ouiras direccoes de utilidade, cada casa tem junto a
": um catamarau.
Os nufragos que alcancarcm a ierra a leste de
Saugor devem procurar as casa- de asylo, e devem
lembrar-se que .piando nina enihareaeao so perde
com um pratico a bordo, o facto he loo sabido na
cstacao dos praliros o era Calcula. Os uaufragos por
tamo, que acharem cainindopara as casas, devem
n'cslas permanecer e cuidar nos muios do subsisten
cia, na certeza de que, em breve serio socorridos.ou
se forem obrigados a abandona-las, esforiarein-sc
para seguir o caminho do oeslcal a ilha deSaugor,
0 viajar pela praia at que cheguem ao pharol, ou
camindarem para urna grande povoacao do pesca-
ra, situada no lado do sueste da ilha de Saugcr,
ervindo-se do catamarn al onde for pralicavel.
Por ordem de superintendente da marinba. As-
signado, Jas Stitherland, servindo de secretario.
Repartico da superilendencia da marinha cm
Fort Wliam, a 8 de marro de 1856.
Publicado por ordem da direcloria da compa-
nhia das Indias Orientaes.Assignado, James C.
Melvell, sccrelario.
Casa da direcloria 7 de maio de 1850.
- tribunal do feommercio desla provincia
manda pnbliccara collecco dososiyllose usos com-
merriacs, e convidar os commercianles.corrcctcres,
e mais pessoas do commercio para que fajam so-
bre elles as ohservacoes, que se llies olferecerem, a-
lim de que os possa declarar por verdadeirosusos e
praticas cominerciaes na foima prescripta pelo art.
20 do regulamento n. 738 de 25 de novembro de
1850.O sectetario interino do tribunal,
Joio Ignacio de Medeiros Reg.
I sos e esiylos commerciaes da praja de Per-
nambuco colligidos pelo tribunal do commercio
respectivo em conformidadodo art. 24 do regula-
memo n. 738 de 23 do novembro de 1850.
Pela venda de gneros eslrangeiros 2 a 3 por fj|0
Idem, idem do paiz. 2 a 3 por o'0-
Idem compra de gneros do paiz e sa-
ques 2 a 3 por 0|0
dem dem e mesmo de lellras de cambio 1 porolO
dem negociacao de dilas l a 2 por O10
dem cobranza do lellras i vencer 1 por ol()
dem, idem, idem vencidas 3 por 010
dem idem de comas c alugueis de pre-
dios 5 por 0|0
dem de freles de gneros importados
3 a o por
dem deeonsigaacao de navios decabo-
tagem. inclusive a agencia Ja carga a
freto i>,-,?n 100
dem, idem, idem de Portugal 20035 a 3005
dem, idem do oulros paizes sobro o
frul 2 11-2 pernio
dem, sobre o frote agenciado 5 por 0|0
dem adiamntenlo para cusleio de na-
vios 5por0IO
dem dem sobro o premio do seguro
ll|2a2por0|0
dem dem despeza de navios 5 por qIO
Commissao delcrederu.
Pela venda do gneros de estiva 2 por fj|0
dem fazendas inglesas e oulras 2 a 2 l|2 por olO
dem fazendas francez.as eallemaas 4 por olO
Pela venda de fazendas 2 112 por 0|0
dem idem de miudezas 5 por 0|Q
dem idem sobre lellras descontadas 1 por nlO
Armazenagons.
Por fazendas nos armaz.ens do commis-
s*no IporOp)
Nos armazens alfandegados e particulares o que
marcamas tabellas, ou por ajuste previo, pago por
trimestre pelo vendedor. Do assucar e algodao he
pago pelo comprador, 011 exportador, segundo lam-
ber as tabellas, ou ajuste.
Os embarques nos trapiches.
De gneros para bordo de .navios a seguir para
portos naciotiaes ou porluguezes sao pagos pelos
carregadores,
dem dito para bordo de oulros navios para por-
tos estranj;euos sao pagos pelos navios.
A eonducoio para bordo, ou descarga de gneros
de quaesquer navios, be por conta destes.
Os freles e primagens de mercadorias anegadas
oeste porto, sao pagos no da descarga pelo rerc-
bedor.
Nao ha primagem para os portos do imperio,
1 orlugal e America do sul.
Os enfardamentossao por roma do vendedor,
excepiuara-sc os do algodao que sao pagos pelo ex-
portador.
As marras dos saceos de assucar sao fcilas pelo
armazonario, as das eajxas de assucar c sacros de
algodao, couros, e oulras sao pagos pelo expor-
tador.
Os Barretes sao pagos pelos compradores dos
gneros.
Na venda do assucar para os armazens d-sc 2
libras por cada sacro para quebras.
A farinha vendida a bordo lie medida com ra-
sottra ; a vendida cm torra he com cugulo.
As taras de quaesquer voluntes sao verificadas
voniada do compraJor; as do azeitc sao de 18
a 20 por cento conforme o Limando e grossura dos
cascos, sendo o jalao calculado em 7 1|2 libras,
as dos barris de manteiga franceza eio de 24 libras
por cada um inleiro. As dos barris de manteiga
inglesa 20 libras por barril inteiro.
A balance ou peso dos gneros he paga pelo ven-
dedor, erceptua-so a dos rouros que be paga pelo
comprador.
Os prazos para os gneros de estiva regulara de
4 a 8 mezes, e para as fazendas sectas le 8 a 1 '>
incz.es, sendo realisados por meio de lellras.
Os sellos Je lellras sao pagos pelos sacca-
dores, exeepluaro-se os das de dinheiro a premio,
descomo, ou dado cm pagamento de lellras do cam-
bio que sao pagos pelos acceitanics.
I.cttras de cambio sao saetadas a 00, ou 90 dias
de vista :
Sobre Londres d-so 1000 res cortos por va-
riavel quaniidado de dinuoiros osterlinos.
dem l'aris um franco dilo, dilo, ditodinheiros rs.
dem Portugal 1003 forte dito, dito, dilo, fracos
dem Hamburgo nm marco.
Para o calculo dos frotes a toncllada dos dife-
rentes artigos he a scguinle :
Assucar cm sarcos 70 < sendo cm caixa a mais
15 por 0|0.
Couros seceos salgados 5G .o,.
Couros verde 70 1;.
Algodao 28 10.
As pipas ralculam-sc por 6 1|9 barricas para o
sul. :
Para atteslos d-so nas vendas d vinho o vina-'
gre 1 pornlOdo abatimenlo, se ha falla.be ella I
regulada entre os con melantes.
Secrelaria do trihunaldo commercio de Pernam-
buco 31 de oulubro de 1856___Conforme___ln-.
norencio Antones de Parias Torres no imped-
memo do ollicial inaiorr
TIIEATRO
di:
Quinta-letra 6 de novembro do 1856.
BENEFICIO UO SAMA BOBA.
Loco 'ue o Em. Sr. eonselheiro presidaotodesla
provincia se dicnar comparecei na tribuna, dar
principio o dlverlinwulo rom unid lidia SMii-
plionia
sC^
>T3*UW; espeulada pela n.uilu conceiloada banda de msica
militar do corpo d- polieia, .i tiurto professor, o Sr. Pedro Nolasco Bapltata.
nepoii|represenlar-se-ha o novo drama em : ar-
los, que pela prirneira vez vai a secua iwsle thealro,
e tem pur titulo
rslrm
MUITAS FAMILIAS.
_ Actores rjaefszerfl parles no drama : aturas. Ds.
Floriadi Kuotli, mademoiselle Alesandrioa Uenar,
JesuioaJosephina da Silva ; nsSrs.SHiita Bosa, li-
neiro, Alves, llozeudu, l.im.i, convidados, cria-
dos, de.
Oa lularvslloa ser.io prtenehidos com as rMltwres
petas ue ntnsica de rcperlurio do dito sr. Pedro No-
lasco, e entre as ipi.tes cvccular.'to o novo terceto da
opera
MARCO ViSCONTf.
e uinilueln da mesma opera, lambctn novo.
-No fim do drama segulr-e-lia o passo a duus por
duas Jovens Pernantbucanas.
lerminari o espectculo coma sempre muitu an-
pldUtliita comedia em I acto
0 INGLEZ MACflIMISTA.
Adores :
Sras. mademoiselle Alevau.Irma, D. Jesnioa e i).
Januana ; Srs : Sania Ko, Luna, Alvet, lloiciidu!
mocos, etc.
,s'm'ccui se pa*sa "" ll"> de 'sneiro ao aono de
Principiara as hsrai do cualume.
Osbilliclesdecaiiiarolcs, cadeirai a palos, tsUa
desde jilexpostoso vooda em casa do beneficiado,
11a ra de Sama Isabel n. 13, a qualquer hura do
ilia, e no da do especlaculo 110 escriptuno do ines-
inu thealro.
*X>l^9{i '; ttvi--*f>.'
Para I iaboa, com brevidade, por ler parle da
carga prompln, n brigue porlueuer. aSoberanon -
quem quizer carregar, dirjase a rios I rancisco Sevenano llabello iS, Pililo.
Para o Alara-
fiho
segu com muita brevidade a barca BRI-
LIIANTE, tem a bordo a meia carga iiue
trouxc do Rio de Janeiro, c- aqui alguma
piompla : para o resto que Ihe falta, tia-
ta-sc com os consignatarios Novacs & C,
ra do Trapiche n. 7,\, 0u com o capi-
tao, na praca.
Para a Baha
saaoe ero poneos ds, por j.-i'ier poreBo da earsaa
oordo, o veileiro palliaboic (Santo Antonio Trituru
pluw, de lote .le l( toneladas; para o resto da cir-
ji trau-ae com >eu eonsignaUrio Domingo Alves
llallieo, na roa de Apollo u. J 1.
lli\> de neiiO.
Espera-te do Assu' o brigue Imperador do Bra-
sil, o quai depois da luflieienla demor.i para receher
eaeraVM a frele, seguir' para o porto indicado :
a tratar com Maunel Alves tiuerra, na ra do Ira.
piche 11. l.
I'ara a Bal lia
tegua irnprelrrivelmenle uestes di,is o velciro ebem
condecido palhabole Uons Amigos i para um n<-
qoeno resto de carga que Ilie falla IraJa-se com o seu
consignatario Antonio Luiz de Oliveira Aasvodo.
ra da '.ni.- n. I. '
CO.MPAMII.V TRANSATLNTICA Uli VAPO.
BESSABDOS.
l PWGffMM de 2,00(1 loMladas, a hlice c de
torca de .101) cavallos, saino de Genova em M ,ir. ou-
tubre corrente, tocando nos portos de Marselba Ma-
laga, Cadi, Tenerife, e devaehegar aqu no dia 12
de novembro, c aegiiira para a iaiiia e Itio de Janef
ro no da 1:1. Ol pass,,gciros (|e ,e u,,,;,,.,,,,,,, ^
llio da I rala passam no Itio de Jaueiro para nutro
vapor da mesma compaubia deshilado ;, fd,,.r
aquella v, .geni mansalmanle. .No I. da desembro
-alnra do Itio da Janeiro o dito vapor tenom em
-un olla para Europa, locando na Baha, e deve
cliezir aqu no dia S e sahira' na dia 9 \ |,ras
da larde em direilura a S Vicente, Tenerife, Cdiz
e t.enova. Breche passageiros para lodos estes mir-
los c tambero para Usrselhs, pira oque lem os mal
bellos ci.mmodos, escellente tr.ilamentn ,e mea e
cania, bom medico, botica e guilde numero de cria-
dos. Os preros dos passa-jeiros para a Babia '> na-
lacoes, e Itio de Janeiro 00.
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Scgiie com brevidade o beo conheci-
do e velciro brigue FIRMA, capitao Ma-
noelde Freitas Vctor, lem parte da car-
ga prompta para o testo, Irata-sc com
os consignatarios Novaes 6; C, ra do
Tiapiclie ii. -", ou com o capitao, na
piara.
Para o llio de
Janeiro.
salie no di;i V ile novemlii-o, o bem ronhe-
cidobrigue SAGITARIO: anda recebe
carga a frele e passageiros, para cojo
itn trata-se com Manoel Francisco da
Silva Carrujo, na rita do Callegio n. 17,
segundo andar, OU COm o capitao .Manoel
Jos Ribeiro, a bordo.
Tara Lisboa, com brevidade, por ler parle da
earga prompta. o brigue purlugue cl.aia III :
quem qui/er rarregar. trala-se com os seus consig-
natarios abai\o assiijuados.
I-'rancisco Severiane Babella Ov Filhv.
Para o Aracaty
segu no lun da presente semana, o bcni conbecido
hialc Capibarioe : para o resto da carga Irala-sa
na ra do Vi-ario n. j.
I'ara o Cear.i sabe o hialc Aurorai ; anula re-
cebe carga: lrala-s* coro Marlies i\. irmo, rea da
Madre de Heus n. 2.
Couipanhia
to nav< :;;rao i- vajior Lu-
so-Brasileii''..
SOCIEDADE EX f.0M,I\NDIT\,
< vapor I). PEDRO II, espera-se ueste porto.
procedente de Lisboa, al (i de novembro, e depois
a costumada demora seguir para a llaliia e Itio
da Janeiro, conduiiudo malas do cunen : para pas-
sageiros, etc., Irata-sc com os agentes M. I). Ro-
drigues, ra do Trapiche n. -2t\.
Espera-se qualquer da o brigue bra-ileiro
aLaSoa viudo da Parahiba, esegoira1 no mesmo, oa
uo dia immedialo para o Bu: de Janeiro ; prj le ro-
ceber a frele escravos : trata so oo escnptnrio de
Isaac, Curio & Coiopanhi, ra da Cruzn. W.
(i.
I*. 31. liogorl, copilao do palliabnie americano
nl'alrick lleurv, fara' leilo por aulorisacao do
lllm. Sr. inspector da alfandega, por inlervcncao do
agente Oliveira, em. preseora do Sr. representante
Uo Seguro do Plew-Vork doa E-lados Luido*, e por
conta e risco de quem perlencer, do dito palb.ilioie,
delotacaodc Jll tonelada*, com iiiaslro', vergas,
ciirdoalha, ferros e rorreules, veame completo, bote,
e lodos os mais perlences. Tal qual se acha ancurado
ncsle porto, onde o* prelemleuies podem ludo eli-
minar antecipadamente, e foi legalmeule cuiidcmua-
do cm consequeucia do ter balido a' entrada da bar-
ra, na sua receute viagein procedente do, llarbor
lirace, da Terra i\ova : quinla-fcira, (i do cuente,
as II horas da manhaa, a' porta da associai;ao com-
mercial desta prar-a.
LBILaO DE ESCRAVOS.
O agente Borja fara' leilao em seu armazem, na
ra do Collegio n. l, de diversos escravos de ambos
os sexos, bem como urna bonita mulata ptima cos-
lureira c lab\ nnleira, negriDliiis e 1 mulalinha de
la \1 anuos, H pretal encllenles coziiheiras, > di-
las eugomuiadeiras, -J pelos bstanle robustos, pro-
pon- para lodo o servido, I mulato de bonita figu-
ra, de 18 a JO anuos, proprio para pagem, diversos
escravos para aervico de campo e cngeuho, e oulros
muilos ele, os quaes se adiarte esposlea no supra-
dilo .11 ti..i/, ni ao eiaiuc dos aenliores preleudeiiles :
quinla-feira, G do correle, as 11 horas cm punto.
Leilao.
')ar;enle Oliveira fara'leilao, por or-
dem do lllm. Sr. cnsul da I'ranra nesta
cidade, da mobilia, algumas ioias, cobras
de prata, espingarda, reloeio, e vatios
outrosobjectospertencentes a' quidac9o
da massa do finado L. A. i$oudou\, Sub-
disbfrancez: sabbado 8 do corrente, a's
10 lloras da inanliSa, na casa onde residi
dito finado, ra das Pernambucanas na
Capunga.
3"
Leilao
Patn NasinY. C. f'aiao leilao por nter
veneao doogontc t>livi ir.i,.li grande " incnto ile l'u/eiuhis inglezas, as mais pi-o-
prtas do mercado : quarta-feira 5 do cor-
rente, a's 1 0 horas da manliaa, no seu ar-
rua/.eiu na do Trapiche.
3t>i*<> &iKt$Q$.
Oesctivao Silva Rcfjo, mudou-se da
ra do Collegio pata a de S. Francisco B.
6, sobrado.
Escravo fgido.
Fugio decasa do abaixo assignado, um
mulato de 20 anuos, pouco mais ou me-
nos, cor escura, cabellos carapinhos, al-
tura e grossura regular, bons lentes,
principia agora a barbar, foi boleeiio,
chama-se Isidoro, mas beconhecido pelo
Aome de Sergipe, por ser daquella pro-
vincia, quando Itdla milis depressa atra-
palha-se, por ler a falla um tanto des-
cansada : quetn o pegar leve-o a' ra da
Cadera de Santo Antonio, na nica casa
amarella que nella ha, que recebara' a
recompensa de seu irabalho.J.J. de
Miranda.
M 19f?.,re
@ O abaixo assignado, avisa aostenhoraa esto- Sf
:. danles de preparatorios, qu. ja' abri um no-
t vo curso das imgoas Inglesa c franceu : ;
aquelleque qoiier ollliaar-Se .tesen presumo y
$1 dirija-se a'rua da (doria n. 1. Joaquim a
) Barbuza Lima.
9*)s9a fas a*99S
Koga-se ao lllm. Sr. tliuureiro das lolerias
que baja de nao pagar o n. -21X0 garantido por An-
tonio da Suva (joimaraes, a a antro dilo tkt gama-
lilo por Antonio francisco d.is Cbagas, porque lu
perdido n da -Jilo crreme em urna carteira rom
lllj dentro: quem a adiar leve a ra das l.arangcira'
n. l, qae aera' gratificado,
O abaixo assignado deisoo de ser eaiseiro'da
Sr._ Lonreoco I'ugi desde o dia :ll de oulubro de
1836, e agradece ao mesmo senli.ir o I 1:1 Iralamento
que Ihe prodigilisoo dorante a lempo que fui seq
eaisairo.tioilhermo Malaqoias de Sataa tiomes.
Na ra .Nova n. :ll). pn-cisa-ic de um, ana
que taina eogoataur c cozinh.irr
J. I'r.icger vai a negoeioi para Europa, e dal-
ia na sua ausencia por seus bstame* procuradores
oSr. C. A. van ler Linden, c seu rosla (iuslavo
II. l'raeeer.
Olerece-se um cozinheiro para casa de eslrau-
yeiroou liomcn solt'iro : na ma l.i Alegra n. 15.
-- O Sr. Joi da Silva Araujo lem urna caria na
ra dn Crespo, loja n. IJ.
l'reci-a--e de urna ama que saib i cozinli.ir e
engommar, para casa de pouca familia : na ra do
Crespo ii. II.
Precisa se de una .una que aaiba eoxiahar e
engommar : aireada matriz da lloa- Vista u. II,
SOCIEDADE DE LITELUTll,
nmm.
Por ordem do Sr. presidente convido aos socios
para rpie te digoemcomnarecei a tessao deainanhaa
que lera' lugar as!) horas.o J sccrelario,
Aluiciila.
lina pcssoa habilitada se ollurece para en.mar
primeiras leltrai cm qualquer engenho, do que tern
ama longa praliea, e por bao gaitanle o mais aiis-
factorio adianlamenlo, assim como a sua eoatdoets,
sendo eligido : quem Inleressar rutenda-sc com Jos
herreira AlveaCsrioca no Rccife, ra do Amorim.
I'ermuta-se a arreadamente de nathiUo ai >.)
ledade, com grande casa de sobrado e mais eonsao-
dot, por orna cas de ,|os andares no- Imirriis de
Sanio Antonio ou Boa Villa : quem afta aeioeis
quizer realisar, dirija-te a luja da raleadas n. gil, na
ru.i do Qorimado, que ahi adiara' com qoen trat.ir.
.Mug'-se duas casas recuntemenU eoacerla-
ilas e pmladas, no lugar dos Remedios, propria. pura
se pastar o varga a iralar na roa di raes ,i ia.
mol, sobrado de tlous andares, no primeare andar.
- Aluga-sc urna eserava ja' Idosa jiara :i servico
diario de um, easa de pequea familia : quem iVc-r
aniiuiicic on dirija-te a ra du Martvrios, obrado
n. -J, primeira andar, dai <> as s horas da maahia, e
das as S da noile.
Aluga-se mi, -lio para pastar a le-'a, on aar
auno, com os scguinle com i.o.los : J lalai, 7 qu r_
los, copiar, estribara, moilai amores, por pr>eea
mnito ero cenia : dirjjam-se defronte fia mesmo _
lio a Joa) \'iua- i .Machado do l'a.-sr,, -,,,,, v0_
va n. ^J.
Pede-te a, lllm. Sr. Iliosoiireiro dat Utariai
desta provincia l,.i,a do mi paca r. sendo taia pre-
miado, o niel i bilhelc da ;n r,.-.- ,, |Mr|, ,|., priiuei-
r.ijuleri.i da matriz de S. Migiiel de ll.rriirns n.
I:i7l, perteuceiiie sos abaixo asignados.Jalo da
Silva Leile, Joaqoim Tnootorlo da Silva, Manoel
Caraeireda silva, francisco Boj ,\- Sena.
Na roa da Cadeia, defronle ,.t, casi da ReleeSo,
alugain-sa e vendem-se bichas hlanbur.uezas, W
prejo commodo.
fut fiac&o e UscUUh de aUjodao.
Nao se leudo reunios numen, -ullicienle de o-
cos en aatanablea garal, Bes adiada a renmao para
odia IJ_.li!i novembro prou,,,,,, m|| |mn
nina deliuilua deliber,,, .n, r.iiu a i>e achaieni prsenle. A .eoni.,o lera SsHI rerisi
dosr. Aiilonio Marque-de Amoriin, roa da Crot.
no rele ido da IJ, ao meio da rm Ma*.
l'ernambuco js de oulubro de l>'a',.
Amorim, I arta, tiuerra \ C.
l're'iaa-se do umtprelo para" urna cata aaSna-
geira, quo seja liel e nao lenha vicios, pagase Imn :
a Iratar ua ra do Torres n. :B>.
Pretliaa as de roslureiras : na loja de allaiale
ra Nova. es<|uiiia da |>oiilc.
Pelo jiit/i, de orpb ns desta cidade vai a' prara
por venda a casa de aaaeaaM de dnus andar n. lt,
na ra de Jos da Cosa, no bairro do llecile. a -
quarimeiilo da viuva iiiv'nlarianle, para paKametilo
das divida) do seu casal, por fallecimenlo le -eu ma-
rido Joaquim Jos de figueu edo, ua audiencia de 7
de iiiivn un.
Aluga-se a luja da cata da roa da Aurora n. M,
onde foi ollicina do fallecido marcineirs llenri'pi.
quem preb-uder dinja-sc ao Sr. Joao Piulo de I ein-
Jiinior, no seu c-cnplorio, oo c.isa de ea inrala,
na iua da Aurora.
I'rtc -,i-e nbar, b para fazer as compras : na ra do Oueimado
u. 38.
Precisa-se para nina casa cstrangei-
ra de um co/.inliciio bajan, de nina ostu-
reira, de um letlor, de urna cn;;ornina-
dena e de urna pela, paia o cvica di
casa : a tratar na ra do Crcs|io, lio cs-
ctiptorio da compauliia da estrada de
ferro.
Aloga-se o segundo andar do sobrado da ru.i
do Crespn. U, prefere-se luinein solleiro : a tal-
lar na luja rom Da i Lemos.
O abaixo aasignadu, consol de asa ina-e-laa
brilauca na provincia de l'ernambuco. rouv a I..1.
os aubditos britauicosque nao estiverem registrad*
no dito coiisiila.lo.i: queiram assim fazer qaaote antes.
Consulado britnico em Pernamboco II da oolnbrn
de lSt;.1|. Augusius Cowper, censal.
Aluga-fe a propritdade l'a.Eem da Barrrt.i,
com grande coqueiral, viveiros de [>ei\e, mangan, o
pasto para crainlc numero de aniu-aes : ua roa da
Cadeia do Recite o. .VJ.
Precisa-e de um escravo de meia idadr, ajao
seja fiel e sem vicio, para servico de sitio e tralamen-
lo de um cavado : na ras da Cadeia do Roeife a.
i-', primeiro andar.
l'recisa-se alagar um sitio para om eslranceirs
com pouca familia, com boa esas de vivenda. jardim
e baita de capim para > ou 3 cavallos : quem liver
dirija-se a praca do Corpo Santo n. 8, era casa 0>
Ko-tiou Kookcr \ Companhia.
Precisa-se de orna ama para casa da pequea
familia : ua ra ra Clona n. oVi.
I*. C.tu nas, culada francez. vai a Europa.
Precisa-so de urna ana que leulu bastante e
bum leite ; paga-se bem : na ra Ihreila n. K.
Piensa-i' de urna ama que compre e rozmlie,
para um homem soltciro : na ra da Seazala \ elh.i
n. I.'l, primeiro andar.
Alug.ie urna casa de pedra e cal. limpa, na
I iMi.ii.'.in do Poco da l'auells, mu jonta da qaal
passa o rio Caiiiuaribe, excessivamenle fresca a qual-
quer hora, do lado d.i sombra, e fura da renta*; Oa
mesma povoarao, por licar na beira do rio, c tas eo-
berba visla aluga-se mui em eonla : a tratar na
Iravessa da ra da Concordia, penltima casa da la-
do do norte, aules de chegar a rasa de detenra, a
qualquer hora no dia.
l)a-se (mi;-'khi a juros com hvpolheca em alga-
ma casa ocsta cidade, e mesmo {h* parles pe-'
nbiiu's, e para dcsempcnliar oulros : na botica Oa
ra do l.ivramculo n. 11, se dir quem ds. j
abai\o astagnado, ajenie <\c \c\-
loes, para o ipte acalra de l'uar titulo no
meritissimo IVibunal do Comimico. of-
ferece ao respcitavcl publico e siMiial-
menle ao corpo de commercio desla ri-
dade seu presiono, afliancaiido-llic an
-nao poupara' estoicos para' mk%uwmmm
sen ollieio, acliaudo-sc semine ihihi.iiIh
no seu arina/.-m, uta da dulca n. i >
Jos Maiia IVstana.
COMPAMM \ PEBNAMBLCANA.
Os Srs. que solnirevci -n novas acates desla cora-
panhia ala convidados a entrar coru a primeira prec-
iaran de 30 par rento no preso de M\ das : na e-
criplorio do Sr. Anlonio Marques de Amorim. raa
da Cruz Ilecifo IS de oulubro da IH."*.Manoel
Alves boma, secretario interino.
Na ra do Queimado n. I, 4es*ja-se lallat
coiu os credores da linda firma do Silveira A to-
reara,
l'ermula-se o arrendameulo de -obrado de um
andar e solao, silo ua liav-ssa da Coneordia a. j,
com i ..mu.los para una grande familia, aada a
seu alugael tlrvlllKI mentaes, por urna casa terrea qaa
lenha :t qoarlus, sendo esta nas raas dos Mariwi,-.
Dorias, Itirrila, paleo do drn. CjiiiImm do mr n,.,.
I'.il da It i beira, na do Kangel. florentina, paleo
de S. Pedro : a pestoa que quizer, dirija e aa hms-
mo sobrado, que achara' com quem tratar.
Sorvetes
Na raa do Trapiche Nova n. l, lia srsele* led.
m dias, das 11 a I llora da manliaa, a das i \\1 aa 9
da noile.
I 40 l'LBLICO.
No armazem de fazendas baratas, ra do
Collegio n. 5,
vende-sc um completo sortiraenio de a-
zondas Tinas e jjrossas, por mais barato
procos do que em outra qualquer parte,
tanto cm porgues como a retalho, alrian-
!| ran Je-se dos compradores um t prero
|jg pora uxlos: esta eslabdecimonto abri-se
tjg de combinacao com a maior parte das ea-
B sas commerciaes inglezas, francezst, alle-
i.ios e suissas, para vender fazendas mais
4 cm cuita do que se tem vendido, e por iil
f t ollerecem elle maiores vanlagcns do quo
outro qualquer; o proprielario desie ia>-
porlanto esubelecimcnlo consida todos
os seus patricios, e ao publico em geral,
3 para que venliam (a bem dos seos inte-
m re.-ses) comprar fazendas barata.-: no ar-
| mazem da rita do Collegio n. 2, deAn-
} Ionio Luiz. dos Santos & Kolia.
'Bmmmammumm _.
ItOII I.AI I-KC'IKf It.
O nico aulorisado por deriso do conselko real c
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilacs rccomnicndam o
arrobe Uc LafTcctcur, como sentCo o nico
aulorisado pelo governo e pela real socieda-
de de medicina. Este medicamento de nm
gosto agradavel e fcil a lomar cm secreto,
esta cm uso ns marinlu real desde mais de
SO anuos ; cura radicalmente ero pouco lem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as al-
lecc/ics da pellc, impitigens, as consequen-
cias das sarnas, ulceras e os accidentes dn.s
partos, da idade critica e d acrimonia bc-
reditara dos hnmores; convem aos calar-
rhos, a bexiga, as rontraccocs c a fraquezv
dos orgSos, procedida do abuso das injci -
Cues ou de sondas, como aiili-svpbiliiirn,
0 arrobe cura cm pouco lempo os'ilusos laj-
enles ou rebeldes, que trolvcoi uucssanl.-,
cm conseiiiicncia do emprego da ropalnlu,
da cubeta ou das injerioesiiuc rcprcsenlem
o virusscm nculralisa-lo. O arrobe I jflV.
teur be cspcciaimcnie rerommendado rj-
tra as doestcaa invelcradas ou rebeldes a
un reno eao io.lorelo de potassi(i.--Li*iio*
Vende-sc na botica de liarral e de Antonio
Feliciano Alaes de Azcvcilo, praca di- II. I'c
dni n. 88, onde acaba de ebegar imn Sriu-
de porcSo de pirrufas gr.m.lvs e |Maaaas
viudas di eclameuTo do l'aris, de casa dodil.i
Hoyveau-Lallecl.niir U.rua i.icbeltcu a l'aris.
Os lorinulari.i, do-ae fniitmm casa do -
Rente Silva, na praca de- M. I'eilrn n. H
l'orto, Joarfuim Araujo ; llaln.i. Lima A Ir-
niaos ; l*cniai!iliue.i, Soasa ; RM de Janeiro,
toclla/o, Filhos ; t Horaira, luja do drogas ;
Villa^Nova, JoSo Peretra de Mogates Le te ;
o Grande, francisco de Paula Coulo ft L.
Utllickfs de visita.
Cravam-ae e impriuicm-se.-om aasaalaaa I.Hien-
de viaila, ledras de commeirio a lodtv) o "bieclas da
arte raliiiraphica, rogi-lro-., >ilibelase qu..e- piar de-
eanfcoa, aliraaa Brasaa, naastat, lano a i.'lna We
como em rcle\ii, oru.iiiieiil.is no aaataaBeoal aaaa>a
prata, U/ein se riscal lindo- e on:inaes |>ara bnnla-
do-,le labvnilbo : aiaiulle-e a rin-asa de qaae--
quer deslesobjeclos no raso,le n.i lis-arena a roatea-
lo das pessoas que os enrniiiinen.lamn : qaem pre-
tender dirija-ai- a qualquer desles legares : ao lisio
do Kecife, ra da Madre de De n. VI, rwiaaeiro
andar; em Sanio Antonio, na livrana rl.'issira d
paleo do Collerio o. ; ; a, ( u ponas, sebra-l-
da quina cooirouls matriz nova.
i
I
I
i*
' i- -.,
MUTinr



DEPOSITO DE LITROS BOTICAS HOMEOPTICAS
0RlO DE PilMIMIGO TH< A |[l -J /< I AOVlffllRQ l is>S
,-^.s
do
U
'a
O r. P. A. Lobo Moscoso, leudo de fazer urna viayeni deixa a sua bolica soh
diroccao de pessoa habilitada e de inteira probidade, o um deposito na loja de livros do Sr
Manoel Nogueira de Souza na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Maealhaes Bastos.
megos fixos. b
Botica de 12 tubos grandes. 10/000
Dita de 2* ... 15?000
Dita de 36 ... 20JO00
Dita de 48 ... 959000
Dita de 60 ... 30^)00
Manual de medicina homeopattuca do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina .
Nalojadaboaf
Medicina domestica doDr. llenry.
Tratamento do cholera morbus.
Repertorio do Dr. Mello Moraes.
vende-se ornis barato que he possive. -
chales lisos de merino muito lino com fran-
jas le seda a 5/000, ditos dito lisos de listas
Je sola i 40, lencos de cambraia muito tina
com bico de linho a 19300, ditos de cambraia
brancos com barra de cor a -240 rs., mantas
de seda para grvala a 13, peilos para cami-
sas, brancos e de cores a 400 rs lil de li-
nlio bordado a 19280 a vara, dito de dito liso
a 880 rs., camisas de riscado finas e muito
bem fetasa 1/300, alpaca de seda de muilos
bonitos padres para vestidos a 640 rs o ca-
vado, luvasdeseda para hornero e sonhora a
l/o par, ditas de pellica para senhora a 1/,
ditas de lio de Escocia para homem a 400, di-
tas de dito para meninos a 320 rs., |meias
retas de seda para senhora a 2? o par, ditas
ditas de laia para padre a 1.-600, ditas brau-
Pcdro de Alhjete Lobo.Mos- dUasnnre3as1JoSal,-,a,ri-Se,,,,0ra f "SL-
mas preta* de algodao para senhora a 400rs.
"'Todito cru para homem a 200 rs
2O5OOO
101000
2/000
6000
Ensiua-se a pilotaren) theorica-pratic, o cur-
so mallieroatico e franca/., coalas par o comroercio:
a Iralarua roa dn Nogueira o. 7.
'&$@&@@ gem, ro-ja aquel
t* 1 OIJSLtlUlO Qt .l|M tSCllldi ouao 1 u 11 (t > nif. U --* a*** saso*. \a\jo u iiu.- us so
dia 10 de novembro futuro, e espera nue "hres conPeores nao deixarSo de corn-
os que 11* deven,, tenham'a bondade'de KiJSSSST *" *" "
mandar-lhe pagar ate esse da, pelo que
Ihes licara' muito agradecido."
dentista msm.
Paulo (jaigDonx, de volla de sua viagem .-;.'.
a Europa, esln morando na ra Nova n. "'."
41, priroeiro andar, onde pode.ser procura- w
do a qualquer hora. -AS
Alogam-se 4 pretos para o servido de arma-
do de assocar : quem os liver dirija-se a roa de
Apollo, armazem o. 1 A, que se pagara' generoia-
nente. '
O Rvm. Si. Joaqun Jos deFaria,
|ue morou ou mora na Boa-Viagem,
em urna carta na livraria ns. Ce 8, da
mea da Independencia.
$5$ O Dr. Ribeiro e sua familia vai gg
t 110 vapor Iguarassii at o Cea- H
ra', e pede a seus amigos o des- ^
cnlpem de nao se despedir pesso- jj
almente, pela rapidez de sua via- ^
>= 8
COMPAMIIA DE SEGUROS MARTI-
MOS E TERRESTRES.
CAPITAL 16,000:000$000.
A rompanhia lem san aseucia no escriplorio de
viuta Amorim & ImIIio, roa da Crui d. 45, onde
aceita todas as proposlas de seguros de riscos e for-
tuna do mar.
S J. JANE, DENTISTA,
f) contina aresidirnaruaNova n. 19, primei-
asi m inil'i'
j' "";""", "."-'------------...~- uuaspret
cozo, tendo muito breve de fazer urna va- ditas de a.6uu cru para nomem a 2.
sejulgar sen credoro aleln disto muas fazendas que se vendeni
llar suas COntat al o mull barato, e que a vista dos precos os se-
. A.i..w, .---------------- nhores compradores nao dnixarUn dmm.
Grande e asseia-
do collegio em
Lisboa,
Duzias do tezouras para costura a
Dilas muilo linas e grandes a
Pecinhas de bicos esireitos a
Caixinhas com agullias francezas a
Caixas com linhas de marcar a
Braceletes encarnados para senlioras a
Meias brancas linas para senhora a
para meninas, internas e externas, cuja .auM.s para smnora
qducacao, prendas e mais vantagens, se Meadas de linhas Tinas para bordara
poderao avaliar, empresenra dos eslatu- Grozas de botoes madreperola linos a
tos, que se acliam na ra do Crespo loja brozas de botona finn>: Hn n mr, ...
Ib, ou na esquina que volta para a
ra da Cadeia
LOTERA
Grozas de boioes linos de osso para cairas a
Fivclasdouradas para raigas eciJIelesa*
Penles linos para alizar cabellos a
Pecas do|fiias de linho com t varas a
Caxinhas com clcheles francezes a
Carrileis de linha fina de 200 jardas a
Macinhos de -10 grampas muilo boas a
Suspensorios paia homem emenino a
Duzias de torcidas para candieiro a
Carleiras finas para algibeira a
Canelas para pennas de ago a
Meias brancas e cruas para homem a
Trancinhas de la de caraces pega a
Duzias de pentes de chifre para alizar a
/ liroza de boioes de loura pintados a
Odlas mandil faZer |)ll- Pesas de filas de cor com lOvarasa
blico, (uie estao exposto) S"S5*."Laulor Alexandrea
1 ftleadmhas de linha preta muilo boa
VeiHta, lia tbeSOtiraria Cartas de alfmeles com 2.'> penles a
(la ^u,zias de Penles abertos para alar ca-
---------------------------------..........""-
ro andar. m
das loteras, na rna na W|M,
CCfl I l&in AltC Alll'Ora ll. '10 (las Das 5 (la Meias brancas e de cores para meni-
^vmpanmaueseguros mu pnmeiPa parte (|tt primei- Camnhasdepocompaiitosdefogoa
}S,e ra lotera de 8 m :....-^ 5asl6es.para.bcn6alasa
ritmos, estabeecida no
Rio de Janeiro.
Capital mil contos de reis.
IJJ'liel de Sapatinlios de laa para enancas a
BarreirOS. CllJaS rodas SO- Tranceln* preospara relogiosa
,. J fc^covinlias linos para denius a
(laili IK) (lia o (le, nOVeillbro, Caixinhas eom grampos a
e |o'0 tlll SP illhliiiiim Babado abeno de linho varas a
I?" 4Ue Sb P,II,,l(lutm Dilobordadomuiloboniovaraa
HS PlStaS, SO pag'atll OS pre- Caixinhas para guardar phosphoros a
mos incontinente, a ex- SSlS&i^.
CepcO (los (i O US premios Bwmahaspafalimwrpenwa
.,.,..,,,, Agulheiros muito bonitos a
^raimes, que SaO pagOS lO- Pecas de litas largas lanadas com 11
ffo, nosalao da extracc^WKl'r ,
, ^T j Libras de linha pela e de cor a
Libras de linha lina n. 100 e 120 a
OH'ernee ao commereio vanlagens que nenlioma
>nlra companhia lem feito al agora. Aceilam-se
proposlas de seguro no escriplurio de Isaac, Curio &
Cnmpauhia, agentes da companhia, ra da Cruz
n. W.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Altiance.
Estabelacida cm Londres, em marco de 1824.
Capital cinco milhes do libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, lem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, proprietarios de casas, i -," v omcw i< c*u oa quem mais convier que eslo plenamente au- no eoil VPlit Ip \nwu >in
.orisados pela dila companhia para effeciuar segu- ^V eiIIO (H OSSA Oeil
ros sobre edificios de lijlo o pedra, cobenos de HOTa (lo "' arillO-
tlha e igualmente sobre os objeclos que contiverem O *UT VJ l I
os mesmos edificios quer consisu em mobilia ou VcS(. II\ em fazendas de qualquer qualidade. Jo8 .hlllUaro AV('S O abaiio assisnalo fai sciente aos Illros. Srs. \\ .. ;..
de engenhoi e mais pessoas que negociam con, assu- *''
cucares, promWtendc o mesmo abai.o assignado, segundo andar da Senzala Velha n. ,0,
eiercerlodo o zelo e aclividade que Ihe 3o nata- Jnaauim Pwtdn Rn=. uu.__,.
raes, envidando lodo o esforco po.sivel oas ronrrOet a EnrW. Rosas, subdilopoilogoez, v.
la liquidada apuraran de dito genero, como bem o ______________-______________________
lem demonstrado. As pessoas cujas remesias exce- '. lerem de 10:0008 por sifra, lmenle pagarao 1 0|0 QS'flIlVVWP*
ile i'urninissao, sendo 3 0)0 as demais como he costu---------------------------------------._______
me; e para lodas se obriga o mesmo abaiioassigna- fnmnnm .,.!;. j ijs-j .,
lo a lodae qualquer compra de objeclos sem como Wmpram-se apolices da Idivida provincial,
muilos lirar porcenlagem. Recite, ra Uireita, pri- rua das *">" n. 37 |." andar.
Compram-se bois de cambio, fortes e -ordos
na rua da Senzala Velha n. 70, segundo andar.
Compra e um colSo e um ou dous lravcsei-
ros de vento, ingletei, novos ou usados: quem li-
ver e qouer vender, dirija-se a rua do Torres
J, segundo andar.
TRAPOS.
JSUS ,mP.eria,> casa "!>. compra-se loda a
quahdade de trapos a 500 rs. a arroba.
vuTCmpr?'Se eirciiv!mn|e.latilo,bronzc ecobre
a'l:iJ'0,iCi,0.l,,la/,nndi?u da Aurora, na ru-
,e na mesma fundi
i Amaro.
jpram-seaccr.es da exlincla companhia de
Peruambuco e l'arahiba : a tratar no becco do l'eixe
mo n. 1, segaudo andar, escriplorio.
Compra-se urna casa (errea em Olinda, as se
guinles ras : rua de S. liento, dila de Malinas Ker-
mra, ladeira do Varadouio, dita da Ribeira, dila da
Misericordia, paleo de S. Pedro Novo : quem liver
nuuncie pata ser procurado.
ineiro andar d. 93.
Francisco Seraphico de Assis Vasconcellos.
JOAO DA SILVA RAMOS,
MEDICO PELA UNIVERSIDADE DE
C01MBRA,
-onlinia a receber em sua casa na rua do Calmea n.
I(i, da 8 as 10 horas da nianhaa, e das 3 as da
larde, as pessoas que o qutiram consultar: bem co-
mo te presta a sahir com a j reconhecida promp- : deP'to da rnndicio
tidio, a visitar qualqoer enfermo, a (oda a hora do Brom, logo na entrada n. 8,s
da ou da noite, quer dentro quer fri da cidade. ao' e,n San, Amaro.
_b..,..i......:____ _~~ ^0|npram-se acrf.es da exli
Precisa-se alagar seis prelos para armazem de
assoear : qaem liver e quizer alugar, dirija-se a rua
le Apollo, armazem u. ,0, que encontrar com
quem tratar.
ALVICARAS. RAMEADA!
Boa nova teolio a dar ;
Ksle sol que vos abraza
Vai-te em gelo Iransformar.
La' do lV.lo, onde os LapOes
Vivem ni loca enfuruados,
Chegou nctar que refresca
Yosso labios dessecados.
15 o Snares, quejurou guerra
.lo fogo, ao sol, ao calor,
''. im gelo, ananaz e outras
Milig.ira' vosso ardjr.
Junio ao becco do Rosario
Ide, pois, e encontrareis
Ser verdade o que vos couto ;
Boro cobre la' deixarcis.
Vaccina.
O Dr. Joaquim d'Ar|iiino Fonseca jul-
ga conveniente declarar, f|ucvaccinara' as
pessoas que comparecerem na casa de sua
i'esidencia, mesmo qu.mdo sejarn de guar-
da os diasJesignados para isto, e roga as
que lorera vaccinadas quen&O dei\em de
voltar nesses dias; porquanto s se pode
mlreter a innocularao vacciniea sendo ase-
mente passada de um a outro individuo, e
para que isto teaha lugar torna-ce indis-
pensavel f|uecompaiecam; ale'm de que,
podendo ser confundida com a falsa vacci-
naa verdadeira, por aquelles que as nao
sabem distinguir, s voltando conhecer-
M>ba se estao preservados da varila.
I. ; -I ii- W.s l",nmoo "a taberna da rua (
r7~ '-cisa-se ae urna lavadeira que se- -' eon'ronle ao pord. das canoas.
i boa* nao demore a roupa no rio c d ,. Chapeos para senliora
ador a sua conduta : na orara da lucir- .Ka loja da rua dn Crespo n. 10, vem
endenctia liv. aria ns. (i o* &' /S**"!- 5^'^P' de
fiade
pendencia
>/ respeilnvel publico,
)~3 viagem, continoXl
- | Boa-Viril n. 16, lio
13 '" "*V"'? -v,,,er rereira de Brilo (J)
. (medico f.i\*;ieule aos seus amigos e au ,
t9 respeilnvel publico, qoc regresaii.l.. de sua O
residir no aterro da t'i
Segundo e Icrceiro au- g

-_. ........... v iWtllU tlll- -*.
dar, aonde scmpreo^enconlrarao prompto 9
ana iki.Ihf,.. .1 ._____^i **".
ip aos (Dyileresde soa prdfis*ao.
i3@-
Aluiaiiak da provincia.
Estando-se confeccionando o almanak
d.i provincia, roga-sc a todas as pessoas
que coslu.tiam nelle ser incluidas, e que o
lao estivere'n, ou liouvcr algum erro,
pieiram mandar levar a liviana numero
'8 e8rla Piarada Independencia, a emen-
da, assim como pede-se aos scnliorcs de
eagenhos, se dignein mandar igualmen-
te as transferencias a mesma livraria.
Psoa q innuni-iou querer dar a quanli.i
le I:h0030m) a premio, piule procurar na rna da
I raa, serrara n. 55, que se dir' quem pretende
i.r/.er seinelliaulo lu^oriu.
Aluga-se um sitio o mais perlo possivel desta
pro*i que lenba ca|.im todo auno, que nossa susleu-
tar de 10 a 20 bois : a tratar na ru.i da Senzala Ve-
lli.i n. 70, segundo audar.
tienta*.
Vende-se urna canoa de conduzir
capim, a qual pega 250 feid.es, e tamben
serve para conduzir barro para otaras
sendo nova c forte e boas madeiras : a tra-
tar na_ rua da Cadeia do Recie, casa nu-
mero 33, segundo andar.
.le?*??1.*" umescravolde na.;,lo Cos-
aB'r L us de ,dade' e e"'cde bem do serviro
de campo : na rua dos (iuararapes n. 30-B. '
l'ekJa.
Esta rica Encada de 6 palmos de largura be inlei-
ramenlc nova em Peruambuco; fabricada no celesle
imperio, de cuja capital lira o nome. he de uns pa-
dres iindissimos e aiuda nao vistos ale agora vn-
de-se pelo baralissimo preco dt 56OO o covado : na
rua do Queimado o. 7, loja da estrella.
Obras de orno
Na leja da ruado Crespo n. 10, vendem-se rica,
obras .le ouro de lodas as qualidades, pr meuos
prero do qt.e em onlra qualquer parle, c alliaura-se
a qualidade do oaro.
B.CALHA0 DE ESCAMA.
Vende-se a do/.e mil reis a barrica: no
caes da allandcga, armazem de Paula
Lopes.
-- Vende-se urna carroca nova com pipa, para
vender agua, com boi 00 sem elle : na rua dos Pites
casa do Sr. Manoel loaquim Carneiro Leal.
\endemsc laceas com farinba da lerr, por
preco enmmodo : na taberna da rua das Flores n
idem-se ricos
..-.i-,.|rir ,,,. cores, corles
S^atLltS?"*?** S,- l'r """"OS
ublico, loja n. 11.
f COJiStLTORIO IIOMOPA- f
8 unco. g
-;: DO DR. CAS.WOVA. &
Nesle consullorio ha sempre para vender S
5 os mais acreditados medicamento hom.ro- S9
W patneos de CATELLAN c C.VEBEU, tanto A
t^J em Untura, nomo em globolos, e o mais a
6 em eonla potsivel.
^ /?ffiM.olica .le IJ lubos ti? K- e I11SKK)
W de t ,. |il> lS e uootl
g .. de :; .1 159 1k.5 ,. -jOonti
@> de iS ,. 18? -if e -r.KKl
le (i .. >3 23H e .WHkiii
vjr talms avulsos 500, 800, e 1t '.U n!":a ''* li'ilura .1 esrolher 29000.
':; ConialUl tojos os ilias grali para o po-
t? bre. og
SAO' VF. BO.M COSTO.
Cambraias Irancczas maito linas e de lin-
dos padrf.es,a 500 rs. o covado : na bem C0-
nhecida loja da boa IV:, na rua du Oueiinado
11. '2.
LEGIVEL
o
qu.i
A boa lama
Vende barato :
18000
!?J0O
560
IbO
280
200
240
100
600
280
120
300
50
60
80
80
-10
80
600
20 do
160e200
80
800
240
320 o 360
10
20
1 0
25200
240 e 320
560
20
40
300
140
120
110
120e 140
200
160
320
160
320
200
23500
l200
2*000
720
100
Duzias de caixas de cliifre para rap a
Macos de palitos para dentesa
Alero de ludo isto outras muilissimas miudezas
que se venJem muilo mais barato do que em oulra
qualquer parle : na rua doQueimado na bem co-
ndecida loja de miudezas da boa foma n. 33.
J\aIoja da boaf
vende-se Uto barato que admira : panno fi
nc azul a 3/o covado, dito dito preto supe
or a 39300, casemira preta fina a 29, bum
bazina preta muilo finaoulapim, proprii
para batiras a 1/280, sarja preta hespanlio
la a I08OO, setim preto macau a 8*600, can
to muito lino, fazenda preta superior pro
Dra para vestido de luto a 960, alpaca de se
da de cor para palito a 610 rs ricos cortes
Ue gorgurOes de seda para colletes a 39500,
palitos pretos muito bem feitos a 4#, ditos
de brim pardo de puro linho a 39900, lencos
pretos de grosdenaplea 2?, e outras muitas
lazendas que se venden) por precos tao di-
minutos que muguen] deixar de comprar,
na rua do Queimado n. 22, na bem condeci-
da loja da boa fe.
KA LOJA DA BOA FE
vende-se muilo barato cortes de caiga de
bonitas casemii as de algodao a 1/120, ditos
de fustSo para collete a 600 rs.brim tranca-
do brancodepuro linho a 1/440 rs. avara,
dito dito de cor dem a 800 rs., dito dito par-
do dem a 560 rs., dito de quadrinhos miu-
dos a 200 rs. o covado, madapoliio fino n. 6
a 4/ a peca, algodao de listras a 160 rs. o
covado, chales de algodaoj ue bonitos pa-
dres a 800 rs., ganga amarella franceza de
quadros, de Itstra e lisa a 320 rs. o covado,
e outras muitas fazendas que se vendem por
muito menos que cm oulra parle : na rua
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja
da boa f, defrontc da loja de miudezas da
boa fama.
RUA DA(MZN.5f.
Antonio Barbosa de Barros faz sciente ao publico
que mudou a sua sala de barbear da caa n. 62 da
rua da Crur para a de n. 51 da mesma rua : na mes-
ma sala se acbam as mais modernas bichas de ilam-
burgo, que se veudein aos ceulos e a relalho, ealu-
gam-se, ludo mais baralo do que em oulra parle.
\ende-se superior linha de algodao branca e
de oree, en novello, para costura : em casa de
soulhall Mellor \ Companhia, rua do Torre n. 38.
Com toda cer-
teza .
Aqu nao ha uzura, na anliga casa desla cidade.
rua estrella do Kosario. padaria n. 13, receben
um novo sorlimenlo de bichas de llambur-o
vapor que passou pura o sul, pot ,so avisarse
regueies que vendem -se aos ceios e alugam-se
menos prero do que em oulra parte.
Pois sao boas, os freguezes
113o de gostar ; e muito mais
Costara! en se todos os dias alugar.
Sito grandes de admirar,
E para agradar os Tregeles
O caiieiro vai botar.
Logo recebe o dinheiro,
Opatrflo nao quer liado,
Ja passou ordem ao caixeiro.
Na loja das seis
portas
Km frente do Livraiueato
Lencos de seda para pescor,. de senlioras a dez lus-
loes. chales de merino de lodas as cores a qualrn mil
e quindenios, chale* escuro a duas pataca, chales
de rassa adamascados a sello, riscados francezes de
Doinioa padrf.es para vestidos a dous luslf.es o cova-
do, cbaly de llores a iluas patacas, e outras muas
lazendas qoe quer Irocar porsedulas. sendo os precos
os mais commodos que he possivel, a dinheiro* i
Na loja das seis
portas
Em frente do Livrsimcnlo,
Alpaca de quadros para vestido de senlioras a
aoie vmiens o covado, canas eseoceai a dote vin-
en ,. cova.lo, corles de cana com sele varas., q0|-
tro patacas e mua o corle, mMlepotoeeeom loque de
avana a dous m e quinheoloi tres mil rei, dulas
e riscados qualro un reis a pea, riscado trancado
par roupa de eseravos a seis v'nteus .. covado, e
mullas outras fatenda que f q.i.rein acabar anles
de fesla ; approveilem que a occasiao be (avoravcl
para se eurouparero com pooco dinheiro
i-se
pelo
os
! por
Supe
rior cal de
Lisboa.
Vendse superior cal de Lisboa : no
maxemde Novaes v\ C, rua da tladie
Deosn. 12, por preco commrxlo.
trro da 15oa- \ ista n. 00,
nova loja d Gama &
SILVA.
csla loja vendem-se pnr menos preco do qoe em
. ilqucr oulra parte, as e:uiiiles fazendas: asneve-
rando-e qoe sao das ltimamente chegadas ao mer-
cado. Corle de fatUo acolclioado, e brins de linbo
puro para calcas, cada um 2*500, superiores irela-
"'ias de linho, cada peca de 6 varas por 39S00, mcl-
mene para vcaUdoa, e outras muitas fazendas fi-
is a vonlade do comprador. Todas estas fazendas
trocam-se por dinheiro.
DEPOSITO DA FABRICA
Industria Periiambucana,
BA L'O CRESPO N. 0.
A fabrica de sabilo e velas de carnauba, es-
tablecida na rua do Itrum, tem estabele-
nido um deposito na rua do Crespo n. 9, pa-
ra ah nicamente dar extraccSo aos seus
productos, proporcionando assim a maior
commodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, offerecem a*
vantagens sepuinles : silo Caitas com a car-
lauba simples purificada pelo meio do va-
Fazendas boas e baratas.
Na loja do barateiro da rua da Cadeia do KJrcife
n. 30, defronledarua da Madre de l>eos, acharAo o.
fresiiezes bom surlimeuto de fazendas de boas qua-
lidades, que a dinheiro a' vista se vendem por bara-
lissimo prto, lano nu atacado como a relalho^ ha-
vendo entre muito variedad.- boas cbila de cores li-
xas de diverso padrdea, o covado a 160, 180 200, e
a pec,a l. 69500, C-Sliu e 73, cortes de eawa dte co-
res bonitos padroes.quc nao desbnlam, com 1 vkras,
aelo diminulu preco .le 1*600, riscados e rhilas| lar-
das franelas modernas, o covado a 210, 280, flOtl,
320 e 100, cas-a francezas de core a MU) a i ara,
lilas em corles de I2e1:tvara mono linas com
fazenda para vestido e para folho, desenlio dille ren-
te*, pelo barato prefo de 8?, cortes de andelitade
seda cor de rosa e aiul com fazenda para re. en e
folho a lije 154, corles de seda escoce/as larn
bonitos gustos a 28-3, grosdenaple preto superin
ra vestido a 25 e ;200 o covado, chale-.le mil..,,
lino sem barra com franja de relrOI a .".J.VMI, dili s de
chai) rom barra as-elina.le a li.V.(M),;dilos de mi rini
bordado! de cores a 85, ditos muilo linos bordad
nina so cor a II*. e alern delas outras muilas fa
das. que como cima tica dilo. se vendem bart
do-se amostras, e aloja esl al.erta de noile.
Vende-se o sitio romcasa de sobradodofi Me-
cido George Kenworlhv, no locar,de S. Jos do .Man
2uiiiho.com arvoredosdefrucloemaisbemfeil ria
que nelle se acbam, sendo as Ierras do referido tilia
proprias : quem o pretender procure em casa d: Sa-
muel P. Johnslon \ Companhia ,rua da Senzal
va u. i2.
le
pa-
rino
de
len-
tas;
A verdadeira fjraclia incusa n. 97,
em I) meas de 15 duzias de potes: em ca-
sa de James Crahtree n.
\ ende-se um excedente carro de
quatro rodas com urna das melnores pa-
relhas que aqui lia : na coebeira do Sr.
Adolpliii Bourrjois, rua Nova D. lil.
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
N
or
sen
roos
ler
>."s
AGENCIA
Da fundico Low-Moor, rua daSenzala-Ho-
va n. 42.
Nesteestabelecimenlocontina a ha ver um com-
pleto surtimento de moendas e meias moendas
para enpenho, machinas de vapor e tainas de
ferro balido e coado de iodos os lmannos para
dito. v
LABYRlBltlOS.
Vendeu-M lencos e toalhas de lal>\ riulho, assen-
lado em lua cambraia de linho : na roa da Cruz p.
i, priineiro andar.
Attentjaoao barateiro.
Na toja do baraleiro, na ru da Cldeia do Kecife
n. ..(I, defronle da rua da Madre de Dos, ha para
vender alern de mullas fa/endas que em porrSo e a
relalho se vendem por baratos pre.;os. hamhu'rso ou
>nm lira lino de puro linho.proprio para cicas, loa-
^SSierSS'ai..* ,ennes em P^as de 20 varas a
tWOO e I0#. dito mais ebein de boa qualidade, pe-
ra* de .lo varas a |23 C1 ll?.. panno de linbo tino
a 0.0 a vara ou 83 a peca del J 1|2 varas, estndo-
se a acabar, panno de linho lino para lenroes com '
varas tle largura a 3f00 a vara, corles de brim de
linbo de cores para calca, padres novos a 3a2O0.
ii os de fusto de cores e brancos para colleles a 800
e 13. casem.ra preta fina a ?, 29600 e :)36(H) co-
vado, panno azul gros.o a I38OO o covado, panno
uno preto e azul de boa qualidades a 39500, taOOO,
13..110. .>3 eb-3, camisas francezas brancas a jTtiO
i1... \.. ,~tn ,1 u7,i,,c f*a "*' dil1" ma'to finas com pe.-
rjlll lente (i:; ljlVTainellt(|,o.eeollarlDhode''esebranco.a2i>j0(ioaa:00
Corles de cassa piolados crasele varas a cinco '.ii",.'"I,.1a!I0ii,.,!.".D" pi,ra c".n'f8. *S00-''*e
patacas, cambraia lisa com oilo varas, corles que dilo
para dous e Iresbabadosa tres mil reis, loncos de
relroz francezes a dez lusles cada um. Ienc,us'de se-
da para pescoco de senhora a dez lusli.es, lencos de
gari;a o melhor que tem 110 mercado a dous mil reis,
lencos para mAo de senhora com bico largo a dez
tupines : de ludo se d amostra, levando penhor que
cubra o valor do que se quer trazer.
Luvas de pellica muito novas para ho-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
queimam com igualdede e nao esborram, e
nao lazcm inurrao e dao mais luz e mais cla-
ra do que as velas sloarinasou de qualquer
cornposicSo, e qae se vendem no mercado,
l-abricam-se de 6, de 7 e de 10 em libra, ven-
dendo-seem caixas que contem 1!2, -J-ilou
3a0 velas cada urna pelo preco de 13/.
O sabao he branco, as materias primas
de que he fabricado sao simples c inofensi-
vas, o chairo que deixa na roupa heagrada-
vel; rivalisa com o melhor sabao hespanhol
e he superior ao sabao americano, que se
vende no mercado a 240 rs. a libra.
Vende-se igualmente em caisas de arroba
e a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando rcconlieccrfio
por experiencia a veracidade do que se an-
uuncia.
i\a loja das seis
as
popfc
__, uu...0... .. >. iit.ui i,,.
. a compleico mais delicada, he igualmeu-
No- te prompto o seguro para desarreigar o mal
na compleico mais robusta; he inteira-
mentc innocente em suas opcracOes eefJei-
tos ; pois busca e reinove as doencas de
ualquer especie e prao, por mais antigs c
lenazes que sejam.
Entre milhaies de pessoas curadas com
?ste remedio, muitas que ja eslavam as por-
:as da morte, preservando em seu uso ; con-
seguiram lecobrar a saude e Torcas, depois
le haver tentado intilmente todos os uu-
tros remedios.
As mais alllictas nao devem eutregar-se e
esesperacao; facam um competente eusaio
dosellicazes efleilosdesta assombrosa w i-
cina, c preatoa recupera rao o bcnebcTi. Ja
saude.
NUo se perca lempo em tomar este reme-
dio para qualquer das seguintes eufermida-
des :
>J.(Hl a peca,e mais baixo para 33200, .l^iOO. 3U00
3WO0 e 13. esguiao bom para pellos a I.3OO. e mni-
lo lino a-13800 e 2; a vara, a peca por Ha. 183C
2t)3, pc.lo para camisa brancos e de cores com pu-
mos e collar.nhos, por barato preco, assim como
luiros u'uilosobjcctos indispensavels.
COM PEQUEO TOQUE DE
mem esenhora, o par a l|280 n *"AI11A.
"f.ru^do.^Timadn"a.bemcounecidaloiod,miu- Pe^as de ntadapolo fino
vou!'l''m'Se "a J?!A (:resI'0' luJ-' dl esq'a que
volla pan a rua da Csdea. M
seis
dezas da boa fama 11. 3:1.
\a loja das
portas.
Em frente do Livrmenlo.
Manguitos bordados com recorte a dez lusles, ca-
misas par;, senhora bordadas a dous mil reis, colla-
rinhos para senhora a palaca, e bordados a dez lus-
les, camisas de cambraia a cinco patacas, avena
para meninas a dez tustfies, fil preto para catnius
eeufeiiesdc senlioras a quatro patacas a vara, (li
de nnho liso e bordado, eoulras muilas fazendas de
algodao, d< linho e seda, por precos que egradam ao
comprador.
MULTA ATTENCAO*.
V endem-se maulinhas de *e.ia para peatuea .!
seniiora emeumas, muilo baratas : na loja de M.
rerreira de Su, na rua da Cadeia do Rccife, equina
qoe volla para a Madre de Dos.
Na rea da Cruz n. 10, casa de llenr. Brunn &
t-ompanhia, vendem-ie barricas com cemento.
VASOS E ESTATUAS
\eudem-se vasos e eslaluas de louca, proprios
para jardn, ou catacumbas : na rua du Amorim ar
mazem n. 41.
til VESTIDO POR 23000.
novo c completo sorlim.nlo de corles de vestido
de cliila de d.flereiites padres. cores fuas, pelo di-
minuto preco de 3$ cada corte : na loja de >> porta,
na rua do ijueimado n. 10.
Em casa de llenr. Brunn & Companhia, na
duzia3 "' ven,,e-se cenac caixinhas de
obertose descobcrlos, pequeose grandes, deouro
eprala, patele mglez, pata bumem esenhora, de
or. uos melburas fabricantes de Liverpool, vnoos
pelo ultimo paquete inglez: em casa de Soulhall
Mellor A Companhia, rua do Torres n. 38.
A 1#<80 o par de luvas
de pellica,
muilo novas e muilo fresqoinha, chegadas no ulti-
mo vapor francez : na rua do Oueiinado, na bem co-
nhecida loja de miudezas da boa fama n. 33.
Kelooios de patente
inrjlezcsdcoitro, desabnelo edevidro :
vcndem-se'a precora/.oavel, em casa de Alcatrode carvo.
AugustoC. de Abren, na rua da Cadeia '
do Kecife, armazem 11. 56.
Vende-se superior caf do Rio de Janeiro, por
preco comrand. para Ijqui lar: 110 Passeio Publico
loja n. II, de lerreira & Croz.
Vende-se um mualo de ptima figura, que
alera de ser muito moro,nao tem o menor ilcfeilo, e
he da melhor ndole : na rua Imperial n. 33,
Vendep um sobrado de um andar na rua do
Rosario da Boa-Vista n. 27 : quem quizer dirija-te
a botica de Joaquim Ignacio Ribeiro Jnior, na pra-
ca da Boa-Visla.
Vendem-se dous mis'aes romanos, novo,
ultima edicto, por barata prero na rua -lreii
do Rosario n. II,
H v AO BARATO.
Na rua Nova lo|a n. 8 de Jos Joaquim
Moreira.
Veu.Um-se luvas de pellica para hornera e senhora
das mais frescas c novas que ha 110 tpercado, pelo
baralissimo preco de 1328(1 o par.
L E POTASSA
\ende-scpolassada Russia e americana,chegada
Mena .liase de superior qualidade ; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado : nos seus depsi-
tos na rua da Apollo o. 1 A, e 2 B.
TOALHAS PUL ROSTO
e mesa de puro ln.hu ; vendem-se na rua do Crespo
loja da esquiua, que volla para a rua da Cadeia.
Cal de Lisboa
penles de tartaruga para atar cabello
l.ei.cii.l.os de rclruz de icJu.- as cures
loucas de laa para seohuras e meninas
Na rua do Trapiche armazeiu m lf jimii' <>e meia para enancas
_j. I." armaaciM ns. rf e Meias de seda prela para senhora
e potass:
II wm^n c *------------v----.- e.as de sed prela para senhort
II, venac-SC Superior potaSSa da KllSSia R'tas caixas para guardar joas
e americana, cal virgem de Lisboa da -?lcos e5l"Js P',,a costura 23.10o
mais nova que ba no mercado.
Rua da Croi
rm- dmd
Vende-se vinho de Bordeaux, qualida-
de superior.
Champagne.
Por precos commodos.
VENDE-SE
Graxa de patente, prova dagua, para
arreos de carro.
Vinho do Rheno de qualidades espe-
ciaesJohannisberg e Uarcobrunner.
No armazem de C. J. Astley S C.
Deposito de cal c potassa.
Na rua da Cadeia do Recite, loja n. M, defronle
da rua da Madre de eos, conlinua-.c a vender su-
perior cal de Lisboa em pedra, recenlemenle chega-
da, e potassa rusiiana nova, de superior qualidade
a pre^o cummodo.
Moinhos de vento
com bombas dercpuiopara regar borlas ebai-
U deeapim : na fundico de U. W. Bowman,
na rua doBrum ns.6,8el0. '
~ Em casa de Saunders Brothers & C., praei
do Corpo Samo n. 11, ha para vender o sejruinte:
ferro inglez.
Pixe da Suecia.
PILI LAS 1IOLLOWAV.
Este incstimavel especifico, composto in-
teiramenle de hervas medicinaes, nao con-
ten mercurio, ncni alguma outra substancia
- lenra infancia,
delecterca.
Benigno a mais
Accidentes epilpticos
Alporcas.
Ampolas.
Areias mal Je}.
Asllitna.
Clicas.
Convulsoes.
bebilidade ou exle-
niiacrio.
Debiliiiadc ou falta de
forcas para qual-
quer cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza 110 veulrc.
Kiifermidades no ven-
tre
Enferinidades 110 liga-
do.
Ditas venreas.
Enxaqueca.
Herysipcla.
Febles biliosas.
Pebres intermittentes
Kebrcto da especie.
Cotia.
Ilemorihoidas.
Hy <1 ropiia.
Ictericia.
In.ligesles.
Inllamniacoes.
Irrcgii la ri da des da
menslruacao.
Iximbrigasdetoda es-
pecie.
Mal de pedra.
Manchas na cutis.
Obstruccao do venlre.
l'hiisira ou consump-
go pulmonar.
Retenerlo de ourina.
Kbcumatismo.
8ymptotnas secunda-
rios.
Tumores.
Tico doloroso.
I leers.
Venreo (mal.)
BICHAS DE HAMBURGO.
Lonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao lizo para gateas.
Dito entrancado igual ao da Baha.
E um completo sortimenlo de fazendas proprias
para esle mercado tudo por proco cominodo.
Fariiiha de luandioca.
^ Vende-se superior farinba de Santa
a Catharina, cm laccaiquetem um alquei-
le (medida vlha) por proco commodo :
no armazem de Novaes & C, na rua da
Madre de l)eo> n. 12.
3 $500
Ven.lc-secaIdeLisboaullimamenleehegada ,aa-
simcomopotassadaKossiaverdadeira : na prara
doC"rpn Santo n.ll. *
TAI XAS PARA EXGENHO.
Na fundipo de ferro de I). W. Bowmann ua
rua da Brum, passando o ehatatis, contina ha-
ver um completo sorlimertode uixss de fe'ro fun-
dido e balido de .} a 8 palmos de bocea, *s quaes
cham-se a venda, por preco comtrodo e com
proaiptidao: embarcam-se oucarregam-se em acr-
ro sem despea ao comprador.
Vende-se em casa de S P. Johnslon & C,
rua da Senzala-Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e de monlaria, candieires e casticaes
nronzeados, relogios patente inglez, barris de gra-
ta n. 97, vinho Cherry em barris, camas de ferro,
no de vela, chumbo de munico, arreios para car-
ro, lonas inglezas.
obeitores de laa hespa-
nlies muito encorpa-
lose grandes.
Vendem-se estas pillas no estabelecimen-
to geral de Londres n; 24*. eStrand,.. e na
loja de todos os boticarios, droguistas c ou-
iras pessoas cncarregadas de sua venda em
loda a America do Sul, llavana e llcspiilia.
Vendem se as bocelinbas a 800 rs. Cada
nma dellas conten urna iiislruccno em por-
tuguez para explicar o modo de se usar des-
tas pilulas.
O deposito geral be em casa do Sr. Soum
pbarinacculico, na rua da Cruz n. 22, ero
Peruambuco.
A loja da boa
fama
Vende muito barato :
laoO'
ar
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2ywo
BM
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3300
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3|SO0
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800
5|00U
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MNI
300
.|00
fi
e
..... -^ para cabello
Ditas de verdadeiro bfalo
Kicos leques com plumas e espelh 23 e
l'enlcsde bof^lo para tirar piolhos
Ricas boiieras francezas bem calidas IS-iKO e
Hesmas de papel de peso muilissimo bom
Hilo mais inferior pouca cousa
Dito almaco muilo bom
Juadernos de papel paquete muilo lino
I.rozas de penna de aro bico de lauca
lilas muilo bos sem "ser bico de laura
Duzia de lapis muilo linos
Ditos para desenlio muilo Ix.ns
Bandejas muilo tinas a ;l-5, i.- e
Ocolos de armarao de aro
I.nelos com armarao durada
Ditas com armadlo de tartaruga
Ditas rom aunaran de bfalo
Kicos chicles para cavallo
Iticas -1 .nala- de seda
Alacadore de cornalina para casara
l'enles muilo linos para suissas
Escoras muilo linas para cabello
Capachos piulados comrridos e redondos 700 e
Canelas de ac para prunas de ac
Escovas linas para unha 320, 500 e
Ditas muito lin.s para roupa 1 e
l'iuceis linos para barba
Duzia de faca e garfos linos
Hila cabo de balanco muilo finas
Dilucabo de marfim muito boas
Camisas de meia mnilo linas
Iticas abotoaduras para odele 500 c'
Ollas para palitos &()0 e
Estojosde navalhas linas para barba
Espelhns para parede, 500, 600 e
Canas linissimas para rape
Dilas redondas de tartaruga
Papel de cores em 1 (i de resma
l'eules de tartaruga para marrafa
tilos para .lar cabello imitando a larlaruga
Luvas brancas e de cores para montana
i apeles para laiilernas, o par
c outras muiUssinm censas, que ,, n. bero conheci
da loja de nmidezas da boa fama se cncontram c se
\eude muito bar.to : na rua do llueimado n 33
llttenco
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Silo chegadas estas encllenles bichas pelo vapor
inglez, que se vendem aos ceios e a retalho, por
prero cummodo : ua rua rslreita do Kosario u. 2,
loja de barbar...
POSTAS.
\ endem-se na rua Direila n. 27, postas de caval-
la a 10(1 rs.. 120 110, inania-, ingleza a 880 e
800 rs., dila franceza H00 rs. e 720, queijns mui-
to novos a 13700, Jilos a 13300, ditosa IgHK), cafe
a 1S0 a libra, dilo a :100 rs., btalas uovas a 100
r. a libra, I relogio paleute suisso, de ouro, por
prer.o commodo, e oulros muilos geueros por bara-
tos presos.
Domingos Alvos Matlieus tem para
vender, em seu eteriptorio, na ra de
Apollo n. 23, u seguate
Superior vinlio velho do Porto, cm liar-
eis de oitavo.
Dito geropiga velho em ancoretas.
Dito engarrafado.
Kn\ad,is poi'liigue/.as.
i'oallias de linho para rosto.
Lences de linho para casa.
Sement de linliaca.
Panno de linlio do Porto.
Kicos e elegantes pianos.
I'lo de algodao da Babia.
Panno de algodao da Baha.
Xarope do Bos-
que verdadeiro
Kl A URCA DO ROSABIO N. 36,
...ellslm I.L ""i,er->e w, ,ar"P6 '1 qoilao sr'V e P"nit'ho,Spe.,oroV dc^rracXa.nKiaspara
'.nir-. 11 '*1"",**'* Yelea, t;,,,,,,.,. eiihera*. I.omeni, menines, fazendas para fa/er-e
iiiiia.riij .10 Hospicio n. 10), na botica do baixo -,s- q"'ll1"" "'";l de eiiromineu.la com a maior i.te-ie-
Hgiudo, que garante ser verdadeiro. za 1,001 desempenhe, em l,m qualquer pearoa .,,,
.,.-,, ".,ll"l"co 'fanrlaco de Soaia. vi" 3 loja, tirar., um laclo romnleln e nur i..e
VINHO DOJirtlKTII liEMLMt. maia rommode do qoe en, oulra qlqur 'parle
Vonde-ae ..pumo vinlio do Porto em barriada Vndeme nrNC 1 1
quarto e oilavo, por prero razoavel: na rua da Ca-, feuup"w garralaS de Champagne
dea do Kecife u. II, escriplorio de Hallar cV Oli- i va/-'i,s "sim como jarraf. ".us vazios: ntiln ~."~.'-----" """"""""'
ve,ra- armazem da rua da Cruz u ll jma.s modernos, tendo vmdo no ulsimo navio da
llaniburgo: na rna .la Cadeia armazem n. 8.
V.'; Na rua do Trapiche n. ."U, lia
W superior rape Prince/.a W chegado recentemente do Rio de
:-.? Janeiro, em qualidade ponto dif-
W fere do de Lisboa, ao passo que
9 costa apenas IsiOO a libra; a elle
:..- ank-s que acabe, pois a remessa
9 lie pequea.
Vendem-se sellins com pertences,
patente inglez e da melhor qualida-
de que tem rindo a este mercado :
no armazem de Adamson Howie
* C, rua do Trapiche n. 42.
Em casado Ral)cSchmcttau& C, rua
da Cadeia 11. T, vende-se :
L'm pande sortimenlo de vidros de cs-
pcllio.
Relogioi (nos de patente ingle?..
Dtlos ditos de patente sumo.
Couros de graxa.
Brvhas seccas em garraocs.
Vinho do Rheno superior.
Conservas alimentarias de boas (lUali-
dades.
Tudo poi preco commodo.
Navaitiasa conteni.
PERFIIARIAS MUTO FIM
>a loja da boa fama eoronlra-se sempre rice
lmenlo de perfumarlas de lodis es lillilHu
do seo aulor o melhor que ha em Par.. MojataaV
frascos rom eilralo muilo fino a 1;2iai, l-'am
e .ilKl, jarro de (rcellana delicado a|o> moJ
rn., c.in. rom banha franceza n.ou.s.in.n Km a
e i(Ki, rafcis eoaj esfenna rie ro-a a :I2H r...
p.o u. pomada franefta muilo loa a UO r., Ira^
Ihor quahdade qi|e ,f ha
barato, .0 que em oulr, qot,qo p.,7. : u ... 4.
C. STArr coupamiia
rcspeitosamoh,e ,ni,ui,ciam que no m-u rx-
-nso estabolecimenlo ..m Santo Amaro, ,011-
jnuam fabricar com a maior pcrleica.. e
promplidab, lotla a qualidade de niachuiis-
mo para o BM da agricultura, navecacio
manulactura, e que p.ra ,aior roanmod..
seus numerosos frepuezes e do publico
em geral, tem aberto cm un dos erando
armazens do Sr. MesquiU na rua do Brom,
atraz do arsenal de marmita urn
DEPOSITO UE MACHINAS.
construidas no dilo scu eslabelerinwnta.
All acharao os compr..dures um completo
sortimenlo de moendas decanna, roo* todo-
os nielhoramentos alguns delles novo r
onginae) que a experiencia de muilo aun...
tem mostrado a necessidade. Machinas la
vapor de baixa e alu presso. Uias de lo-
do tamanho, tanto Latidas romo fundidas,
carros de mio e ditos para conduzir Tornias
de assucar, machinas para aaoer mandioca,
prensas para dito, fornos de ferro balido pa-
ra fariuha, arados de ferro da mais approva-
da conslruc^So, fundos para alambiques,
crivos e portas para fornalhas, e urna inlini-
dade de obras de ferro, que aera eufadonlio
enumerar. No mesmo deposita existe uau
pessoa intellisente e habilitada para receber
todas as cncommendas, etc., etc., que os a 11-
nunciantcs contando aon a capa cidade re
suas ollicinas e niachiaismo, e pericia de
seus eflaCiaes, se comprme tem a fazer ne-
cularcom a maior presteza c perle >, a
exacta conformidade cornos 010 e loso r-
senhos. e inst.rucces que Ihe ler oa forne
cidos.
TAHAS DE FERRO.
Na fundico da Aurora em Sanio Amaro, e
lambem no DEPOSITO oa rua do Ir, leca
na entrada, e defronte do arsenal de Baaba ha
sempre um grande sortimenlo de taitas, tasto de
fabrica nacional como estrangeira, batidas, taadi-
das, grandes, pequeas, raas e funda; a em
ambos os lugares existen, guindastes para esrre-
gar canoas ou carros, livres de aa|niiti. Oa
percos sao os mais com modos.
cnrtwi tai-Ni.
Continua-.e a vender a 80000 o par preco Bul e
\ endem-se na ruado Crespo.loja.da esquina que l,cm cunh'C'das,.avalhaf debarba.fe las", elo h-
vnlia para a rua da Cadeia. '>" .fahncan.e que habido preroi^.em daUmas.
- Rna Novan. 18 loja de H. A. CajcJ feon- S?'l8e*: m<*"J-s can a oondicao de ale Mra-
tinua sempre a ler um rande sortimenlo de obra ,Dd? %**' mprador de^ol,c*-las ale 30 dial
re.las dealfaale, tanto superior, como mais mfe-I dc>ol,s',;""on,l,".reMiluindo-sea imnortanc.a-em ;
or, camisas franceza,, brancas de core, B,a- *d Ao?!" valas,ci.la.ii.hos,chap..sfraiice/,.s. ditos de -ni ,,e I ecire n. .t.. r ia udi.aoea ao ,
seda e paiinndio.susniisi.ric.s do l rruri........;....'...- .. _
Vinho do Porto, superior chamico.
Vendem-se dous pianos fortes de jaearand
&* i consiruccao vertical ecom lodos o melhorameu.o;
A osrnio.Lse a do corrale a prela Tberaca
crossa do cor|K>, meia luU, c.m talae* ae roa***
brajoa. siguaes de soa Ierra, ewleaife aatsr aae
pelas roa, desconfia-se rlar occalia oa reta ras.
recommenda se aos eapilae de caaapo e a mi__'
que a apprehendaro e levem ao pateo do Canse e*H-
na da roa de I loria a. -J. Protesta-se raatra oaaa
a liver rcull.i. ----
50^000 degra-
tificacao.
1 ogio da cana do abano atsigaada, s larde de. aka
:< de abril do crranlo anno om aro err.e 1
de nome Sevrrioo, da i itade .VI ansies, aaan
meno, altara reajular, liarse branca, he aos a
calvo, levi.u calca e canana de alaoaao aianio
peo de pallia, foi escroto do Sr. Joao Taoarea fo-
lenlino \ ilanm. morador na villa de Pilar l.iasiu
t.rande ; jul-a-sa elle ler ido para e.e las.', rm mlm
er a primeara tez ; o dilo eseravo M itiail. j. Sr
Antonio Ricardo do Res I portate roca-* as '
ridades, capilAe de campo, oa a rilieu ai
que lenha d.lle noticia, o favor do captera-lo leoa-
lo a rma de Cabue. a. 1-A, que se lln a^a a r,-
licar.10 cima mareada, e o for Mea deU protsana
se pa&arao as despera da condoceio dotide eN o-
Uver para eala.Jos Ktrreira do Saolot Porto.
Lastrar* no dia I. do corrale den assassaa
rriou Ims, I lamiao de 12 oaaes o Tualii. do I i ar
suiraio a adrada -ao-Olind. ffln 0e5>iM fr^^T
levando camisa oe cbila e caira de cavar com a'
dro, chapen da palha eor d> afr: aoota o -
hender dirija- a Jtn L.uz Perera, na roafJZt,
n. 16, que gralilicara\ nw*
Do eneeaho Cajabamii. silo na fiaaseste da
Cabo, lucio no dia jo do corret.le asa eaoal "
crato.. eRointe : Rosendo, de tdale Wl o m 1
rslalura regular, cor prela, sem denlos 1
barba cerrada por liaiio do qoeise, e be a tibial
pedreiro ; Uercalana, melher do ssesass idado -a
annos. Mas, cea. o eos. ,r eiarr.ar.da. oetsd.
de laioea. Este, eacrato perteneeraa a ll. Tfaareea
do l jrmo I rocenle, de Santo Anta, e ia" filliuK
e foram vendidos ao ab..i\.. ...,i=B) p,^ ,,_
ros da mema. e prnume-w qor ,|| M, Mr|m
occullos e.n ca de altaem : qaem aajajTES
ao mencionado enceolin. qoe eta- rmamofa
-'eneri.samenle.Manoel Barbeta da Sil?
Vuwntou-sebojeumearraTOdoserw
lao, pe tencenle ao Sr. Itjnncio Maclnsdo
da Costa, morador cm Espinharas, de no-
me Paulo, criotilo, de 5 anona oV amV,
cstalm-a ix-rjulai-, principiando a barbar,'
vista espantada, ecom indicios de atracar!
tem umi marca de (trida em imn Ja,
pernas: foi vestido de ccif.ida comprida.
e camisa de algodao da Ierra, jaqueta c
chapeo de couro. Suspeita-ae que (oaar
seduzido, e que esteja acoiudo etn alpi-
ma isa, contra o que se protesta : roca-
sea todas as autoridades, ca pitaes de c-a as-
po, c pessoas do pojas, queiram armre-
hende-lo e condiizi-lo a' rua do Creapo,
loja n. I (i, de Joaquim Azcvcdo de An-
drade, que {p-atificar.i' rjerteroaansente.
No dia 18 do correte pelas oito boca-
da manh.la fugio um negro por nocae Anto-
nio, o qual he de nacSo rom os signaca se-
guintcs : cor fula, pouca barba, puxa n
quarto direito, os ps apalheUdos, enf-
ilo lado dircilo lem algunas costuras 1*1-
tando calor de ligado, levon calca azul de
riscado, camisa azul, chapeo de palha : este
negro tem um irman que be cortador de
carne nos arjouges da rreguezi de Santo An-
tonio, sendo este o seductor d aquel le se-
gundo que se tem sabido ; foi escraro do Sr
acadmico Antonio Rogerio Freir de Carea-
Ino, morador atraz da matriz da Boa-Vista
tendo viudo com o rro-smo acadmico da A-
gua-PreU, tslvez tomasse esta estrada par
lano pede-se a lodas autoridades oaden
mesmo for encontrado, e os capites da rasa
>o hajarn de aprehender, ou lcva-lo so seo
egitimo Mansar abaixo assicnado na ru
larga do Rosario w, que generosamente
paga a quem o trouser.-bv-rnardo de Cer-
queira Castro Moii.eiro.
Continua a estar fgido o eseraro Aatoan.
de nacao Cassange, de idsde de 3/, anno mmr
mais ou menos, altura regular, .angae.ro no sa-
jar, cor preu, rcsio red.jndo, sem barba, costa-
limpas, cheio do corpo, e ceaversa asaca; fo.
cravo dos herdeirosdo tinado Caeuoo Ircmalees
da Cunha ; ha rjuasi certeza de andar sera a
partes do sul desla provincia, se alguna acostar o
dito cscravo lique ceno de que o dono ha de proce-
der com todo o rigor das leis contra o icasUau. e
a quem o capturar proroetta-se pagar con peaerr-
sidade, sendo conduzido a rua da f.uia a. 64 se-
gundo andar nesta praca, ou no cngenbo Crussav,
ou Agua-Fria da freSuezia de S. I.onrctrn de
Mala. ^
I ocio hontern as 7 hora da no.le sjsjj reato
mualo, de nome lliomaz, alio, ref..rcado do eorr.
com marcas de beiisas, peros srosa o nellaa Mar-
cas de ciratrize as canella, falla com mona meo-
cidao ; Irtou camisa de panno azul ero,, -aairwn-
da da ourello branco na hombreira e pasbn
abarla na frente em f..rma de palilu : rle eorn
be natural da Paralaba, e foi enrrato dn Sr. (Mea
<.oelhnqucoboiieporheranca de ara ooajre Jew-
lo.quim de Souza daqualla cidade. e to rotnprado
pelo abaixo assicnado ao Sr. Hilario do Albetde
\ asconcello Juu.or. morador no easenhe lapo...
ireaaetfa dn Pilar da dita pr"tiaria : aorta o penar
le\e-o a rua da (..incordia a Pedro .Moni.. Toiir.ro
(luimaraes. qoe sera' zn.eroumenle iialilira-l. .
Recite 1. de ..utuhro de ls".n.
I'edro Antonio Teiteira lietsuraa.
No dia !. de Bajala do rorrete anno, faci>>
d.. saneaba Sania Rila,da enmare, do Rm Fmbhm.,
un rsrrato. rriool... de nome Vrenlo, do 1.1,,.Ir de
l.i sanea, mu ... afajatasa aataanass : orm d nsaaa,
i.~lo rumpiid... rabera un. uaBSa cunde. | ,,... 1,-
ua,pr romp ido, einl.nl.. eaafai ex.-l.ni marra.
doriraltbiaada astlaaa eee> san aosasda ssati r..o-
linua.las hmidas : quem ., apprehri..ler nma a os
dila roseaba, aa as lanjM do Ijirn s. Iti. onde
. 1. I lln,ir.1 jen1 n samen 1, .
MUTILADO
I EKY: TYH X M. t. IIK PAKIa UM
- 'k~


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