Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07624


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Full Text

ANNO XXXII N. m
Por 3 mezes adiantados 4,$000.
Por 3 mezes vencidos 4J500.

SABBADO DE iVOVEMBRO DE I8I;.
Por anno adiantado 15^000.
Porte franco para o subscriptor.
KNCAKKEGADOS DA SL'BSCRirCAO' No NORTE
Pjnhibi, Si. Serrino T. dt Hllifidade; Natal, o Sr. Joto
tuirn 1. Pirtin Jnior : Anea l;. Sr. A. da Lamoi Braca !
Caar, Ir. J. Jola da Oliraira ; Maranhao, o Br. Joaquim Mr-
uaa Radriguti; Piauhj, o Sr. Domiogof Harculano A Peiina
Carama; Para, a Ir. JuiliniaooJ. tamoi; Amaionai.o Si Jara-
njraa a Ola.
PARTIDA DOS CORREIOS.
''iiiil^ ; lodo* os dia, ;* !l r meia hor.i* iRMresM, Goumbi a PmUbi: bu 8. Anlau, lt.-x.-rr..-*. ltonttu,C..ra.irn, Ajunho f *;..'.inhun* : na h*r;j.-iVi
S. l.niirrnfo, l*o-d'Alho( RtiarvUl, l.imofiro, Rrtfjtt, PWflfln, !n*-
ii-ir", Flora*, Vilh-lt.lla, II M-Vt.la. Onricity f Em : na* qMrtu-felra*.
Ipwjur.i, S1iitili...-m. Il>-Fa.m. Lna, Agna-PreU,
Piawatciraj Natal (litu-Mn,
(Todo* oa currcioa prt.-m ...- 10 batraa da aiBDbla.)
AUDIENCIAS DOS TRIItfNAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommerrio legunda a quintal.
Relacao : Itreai-feiras aabbadoa.
Paitada : quarlat aabbadoa 10 horai.
Julio do eommerelo: legunda n 10 horaia quimil aa malt-dll.
Julio da orphaoi i legunda quintal ai 10 horas.
Primeira Tarad* elral lagunda itnai ao maio-dis
Segunda Tara do toI i quarlat a nbbadoa ao raaio-dia.
paiti arrioiAi
EPalEMBRIDES DO Mi;/. DE NOVEMBRO
Quartocreieente ai 3 horai minuto a 48ieguudoi da I
2 Luaelieia ai 7 h ir.i--ii ininnloi a 18 aegundoi da ni.
!J Quartominguantaai 8 horas,l.i minutoao 48iegundoi di i
-7 La nova aa 2 horas, 24 minutoa,48 tegundoida tarda.
- PREAMAR ni iiip.ii..
rrtmelraa* hora a >'-'minuloi da manhaa.
Segunda a> 8 boraa e 8 minuioi da larda.
OOVEENO DA PROVINCIA.
Expediente do di J! da outabro.
OflicioAo Exm. presidenta ds Parahihn, decla-
rando qoe levoo ao eonhecimentodo consalho mpre-
ino mililar dejustica, o procedi verbal do soldad
Candido Jos de Araujo, a qae S. Eic. se refere,
viito ter sido extincta a junta de juslira mililar desta
provincia.
DiloAo Eim. mareclial commandanta das ar-
mas, recomraendando a expedirao de suas ordens,
para que ifjam addidoi i eompauhia de arlilices no
1. do novembro prximo vindunro, os 21 individuos
mencionados na tetado que remello Por.copta, ^,o4e haver sottTrjedoo-iflspeeiorda trresoraria m-
n I i I i i .i .> !.:_____*a____ _____..a a> a >_*
qoaes leudo sido classilieados mancebos, nao podem
canliniiar na companhia de menores do arsenal de
guerra.Communicou-se ao respectivo director.
DitoAo inspector da tliesooraria de fazenda, de-
clarando que licam expedidas as convenientes or-
dens, para que Ihe sejam minislrados todos o escla-
recimenlos precisos acerca dos africanos livres, que
se aeham empregados nos diversos eslabelccimenlos
desla provincia.Expediram-se as ordeus de que se
traa. o
DitoAo mesmo, declarando liaver o prelidenle
do conseibo adminislralivo participado que o res-
pectivo vogal secretario, Bernardo Pereira do Car-
ino, resignando o restanlo ta licencia que obleve,
enlrara no exercicio do seo tusar de secrelario.
DitoAo mesmo, recommendando, que nao s
mande abonar ao commandanle do brisue barca
ltamaraca, os _'iw)~ rs. mencionados no pedido
que remelle, mai lambem salislazer oulras qunes-
qoer requisiees de pequeas quanlias, que por par-
te daquelle commandanle Me forem felas, para oc-
correr as despezas com geueros frescos, para as
guarnirdes dos navios de guerra, quando emprega-
dos em'commisses. Communicou-se ao comman-
danle da estafo naval.
DitoAo capilo do porlo, approvando a delibe-
rarlo que lomou de mandar embargar os dous pran-
choes de sienpira, que foram encontrados sem guia
na bdreara t.iaiid.uv procedente do Passo de Ca-
maragibe.
DitoAo subdelegado da fregnezia de Ilarreiros.
O juiz de paz presidente da mesa parochial oili-
. lou-me em dala de 10 do eorrente, manifestando
receios de qae a policia dessa frecaezia- enterveuha
rom forra armada na cleiro de novembro, coagin-
do os cidadaos no seu direilo de votar.
Ou.ilquer que se ja o fundamento de laes receios,
enmpre-me recommendar a Vmc. que envide lodos
os esforcos qua a san prudencia aconselhar para
manler o soreg publico, reprimir com energa as
tentativas ou mauftstares desordeiras, e garantir a
todos os enlodaos o livre exercicio dos seus direilos
na prxima eleicao, inulilUando quaesquer meios
que se qurira empregar em sentido contrario. Na
sua qualidade de funcrionario publico, Vmc. deve
ser o primeirn inleressadn cm maoler a ordem, e o
primeiro a dar o exemplo de respeilo as leis, pro-
curando inspirar aos seu< diilriclanos aconlidiira que
'i pode merecer urna auloridade boneila e circuns-
pecta. ISeste sentido Vmc. dar aos seos subordi-
nados inslrucrcs mui positivas, fazcndo-lhes sentir
quo o governo nao lia de tolerar que alguem, e
principalmente quem se achar investido da aulori-
dade publica, pralique actos reprovados, que v.io de
enconlro ao pensainenlo e inteiicoes que o me gorverno por lautas vezes tem manifeilado e termi-
nantemente recommendado. Kemetteu-se copia
desla oflicio ,io juiz de ;>az cima mencionado.
DitoA' cmara municipfll d' llonio.O ji*i/ de
paz presidente da mesa pdrocbiat de Jlarre:rosy<*un-
sullou-me se devla cumprir a ordem que por essa
cmara lite fura cedida, aliiu de le proceder a
elcirSo do novembro,"pela qualificaoJo do correle
anno.
Uevo declarar a Vmcs. que essa ordem fai Ile-
gal e arbitraria, puia que haveudo funecionado re-
gularmenle a junta de que traa o artigo _'J da le
regulamentar de 19 de agosto do lSili, e nao Ihe leu-
do sido apresenlada reclamarlo alguma, como cons-
ta da acta que foi remetlida'a esta presidencia em (i
de setembro oltimo, consideram-se completos os tra-
ballioi da qualilicai-ilo do eorrente aono, e por ella
se deve fazer a chamada na prxima eleir.iu de no-
vembro, na coufurmidade dos avisos de 30 de abril
e '25 de maio de Isi'i, e artigo II das instrorcoei
de JHdejunlio de IKI'J.
O que cummunico a Vmcs. para seu conliecimcnlo
e e\ecurao na parle que Ihes toca, previnindo-os de
que nesla data oflicio ao referido juiz de paz, dan-
ilo-llie scieucia desla minlia decisao.lez-se o ofli-
cio de que se Irata.
Circular.Aos commanilantes superiores da guar-
da nacional da provincia. Para que en possa dar
execur/i ao disposto no aviso circular da repartidlo
da jusli(a de-J!) de setembro ultimo, faz-se necesa-
rio que V. S. cora a inaior urgencia possivel, e de
conformidade com o mudello junto sob n. 1, me en-
vi urna relacao dos ofliciaes qoe por esta presiden-
cia teem sido nomcadoa para os corpos da guarda
nacional sob seu commando soperior, com declara-
cao das vagas que exislem nos mesmos uorpos. e as
ra/uos porque nao teem sido preenchidas. Huiro
aim, compre que V. S. no principio dos mezes de
Janeiro e jnllio de cada anno, me remella nm nrap-
pa das ulteraciies que buuverem nos referidos cor-
pos, declarando as reformas, demissoes e nomearoes
~^il" liverera losar dnraute o semestre, conrorinan-
dn--e 'ara u referido mappa com o modcllo sob uu-
mero ^
Porlaria'Nomeando, de conformidade com a pro-
posta do cliefe de policia, para os lugares vagos de
-upplcnles do delega Jo do I. dislricto deste termo,
aos cidadaos abaixo declarados.
1. SupplenleIt icli-ircl Juaquun Pires Conralves da
Silva.
2. SupplenleHachare! Manoel do Naicimenlo Ma-
chado Porlella.
3. Supplenle Hacliarel Manoel Jos *>omingues
Codeceira.
i. Supplenleitacharel Jos Kaymundo da Costa
Meuezes.
Communicou-se ao referido chele.
IHIaCoocedendo dous mezes de licenca ao ta-
lielliAo de notas e eacrivao da villa de ltarreiros, Jo-
s .Norberio Casado Lima. l'izeram-se as uecessj-
rias cominuuicanies.
21
OflicioAo Exm.presidente das Alagoas, commu-
nicaudo que o direclor do arsenal da guerra parli-
cipou que o capellao da repartidlo ecclesiaslica,padre
Custodio Joaquim da Cosa, receben no mesmo arse-
nal para entrecarao commandanle do K. balalhilo de
infanlaria, as 3 manas de|laa e 20 calcas de panno
verde que fallsram nos arlaos de fardamenlos en-
viados para o mesmo balalhao.
Dito Ao chele policia, declarando qae acaba de
aulorisar ao inspector da thesouraria provincial a
mandar pagar, estando nos lermos legaes, as contal
que S. S." remelleu das despezas feitss com a lava-
gem da roupa ilos-prc-os da casi de detenc.Au e com-
pra de diferentes' bjeclos para aquello estabelcci-
iiieula, e recommendando a expediraode suas ordens
para que essa roopa d'ora em dianta seja lavada no
mesmo estabtlecimenlo.
DitoAo inspeclor da thesouraria de fazenda,
remetiendo para os convenientes exames, os mappas,
b.uxas a altas cnncernenles a enfermara do pre-idio
de temando no mez de setembro.Communicou-sc
ao respectivo commandanle.
DitoAo mesmo, inteirando-olde liaver a admi-
aatraeBs geral dos eslabelecimenlos decaridade par-
ticipado que.no da 1". do eorrente, fallecer na casa
dos expostus o menor lillu de urna das Africams li-
vres que M achata ao servirodo cullegio dasorphaas.
I'zeram-se as oulras coinmunieatoes.
DiloAo mesmo, commumeando que o promotor
publico desla comarca, hacliarel Antonio l.uiz Ca-
valcanli de Albuquerque, participara liaver entrado
lioje no gizo da licenca qe Ihe foi concedida por
portara de do correte.|aa| communicacao se
fea ao conselhciro presidente da relacao.
DiloAo mesmo, para mandar aboar'ao enmmis-
xario vaccinaii.r provincial a qoanliade JtHHHH) rs
pela quota mareada para ai repartiroea da vaecina e
liMienc poblica.I.OUI1UUHICOU--C ao relerido com-
inissario.
Ditj-Ao director do.arsei.al ,1c suerra, dizendo
que visto pode.r so apromplar naquclle arsenal o cor-
retama reqanilado pelo Exm. presidente da fara-
IhIm, sem i|ue hquem parausados os trabalhos do
que se mandoj fazer em virto.de do aviso de S de
zgosto ultimo, para aobslituir o dos corpu do exer-
.ilo, convert que S. S. faea proseguir em laes Ira-
balhos para realiaar-se a bubliluir,i.i determlotdl
pelo citado aviso.
Hilo .Vo mesmo, recommendando que mande n,lo
s recolher aos armazeus daquelle arsenal os eaixoea
que Ihe foram rcmellidos por parle do commandan-
le da eslarao naval, contando XIMI espingardas, mas
lambem examinar o estado de i,il armamenlo, ifor-
in indo rom urgencia seaeoinp.iiiliaram a essa reines-
*:i palmitas e rinlures correspondentes ao n. de isi-
liingardaa, e no caso de nao larem viudo, se exlstem
na leserva do masmo arseual igual niimtro de cor-
reiames em bom eslado.
DiloAo director das obras militares, deelaraudo
que transmiltio a Iheiouraria provincial, para ser pa-
ga a -na importancia, o racibo qae Smc. remellen
de vdros comprados para as vidra;as do qoartel do
corpo de polica na fortaleza das Cinco-Pootas.
DiloAo inesmo,dizendo que, visto nio ter appa-
recido quem quizesse fdzer por empreitada a pintu-
ra do qaartel da Soledade, e ban assima demolilo
das larimbas, pode Smc. mandar eil'ecluar eiaes tra-
balhos por adininislrarao.
DitoAo commaudante do presidio de Fernanda,
declarando que Oca inlairadn das paovidencias qne
Smc. deu para melhorar o estado de algamas casaa
daquelle presidio, e de 1er consentido qoe o senten-
ciados fizessem plantarles para si.
HiloAo director daa obras, pblicos, inleirando-
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. Vigilia sem jejum pelo indulto S. Klesbao.
28 Terca, (sem da santo por indulto) Ss. Simio e Judas.
2il Qua rta. Trasladado de S. Isabel muv. rainba f
30 Quinta S. Eana na. i S. Macario m.
31 Sexta. Vigilia) Jejum. S. Ouintino m.
1 Sabbado. >J- Eesta de todos os Santos. S. Cezarro.
2 Domingo. 21 8. Victorino m.; Si. Thobias e EudocioMm.
vincial a acelar a proposta qae tez Antonio Henri-
qaes de Miranda,para se eocarregar da execucao dos
reparos das areias do Giqui aa estrada da Victoria,
sob aseondiees indicadas na informadlo que Smc.
mimslrou sob n. ,122.
DitoAo juiz municipal da I.' vara, Iransmillin-
do para os Qm convenieules, os autoi de vesloiia
que mandou proceder o commaudante do presidio de
Fernando em.lres sentenciados, que falleceram no
mesmo presidio.Communicoo-se ao supradilo com-
mandanle.
HiloAo mesmo, enviando para terem o conve-
niente destino as guias doi presos mencionados na
relacao que remelle, os qaaes lendo vindo do presi-
dio de Fernando, por haverem finalisado as suas sen-
lencas, foram recolhidos ao calabouc,o doqnarlel do
10.* balalbgo de infaularia.-Fe/.-se o necesiario es-
pcdieule.
DiloA' thesouraria provincial, para mandar en-
tregar au Ihesoureiro da administraran geral dos es-
labelecimenlos de caridade, o beneficio da 3.a parle
da 2.i lotera concedida ao hospital Pedro II, o
qual so acha recolhido a aquella thesouraria.Com-
municouse a referida adminiilra;ao.
DiloAo 2. juix de paz da fregnezia de Aguas-
Bellas.Com a copia da acia da apurarlo dos votos
para vereadores e juizes de paz dessi fregoezia, me
foi enlresue o oflicio datado de 12 deselembro ulti-
mo em qae Vmc. me consulla se os ofliciaes da ?uar-
da nacional podem ou nao serxir o cargo de juiz da
paz.
Em resposla lenho a declarar, qne esses ofliciaes
nao esi.o privados de exercer ... mencionado cargo,
devendo porem durante o exercicio dele deixar de
servir na guarda nacional, segundo dispoe a 2.a par-
te do S 5. do arl. i do decreta u. 722 de 5 de ou-
tubro de I8J0.
DiloAo joiz do paz mais volado do 1.- dislricto
da freguezia da Boa-Vista. Em meu oflicio de 22
do correnta alevei a 118 o numero de eleiloresque
deve dar eisa parochia, pelos mesmos>fundamenios
alegados no oflicio de Vmc. datado de 22 do eorren-
te, que (lea assim respondido.
DitoAo joiz de paz presidente da mesa paro-
dual da freeuezia de llamarac. Itespondendo ao
ollicio de l'.l do eorrente, em que Vmc. procura sa-
ber qual o numero de eleilores que deve dar e-sa
freguezia as prximas eleicoes de oovembro, tenio
a declarar-lheque esse numero he de II, e se acha
luado na tabella que esta presidencia organisou em
J do eorrente, e da qual foi remeltido a Vmc.um ex-
emplar impresso.
DiloA' cmara municipal do liono.feulio pr-
senle o oDicio de I do eorrente, cm qne Vmcs. me
consullam se os eleilores que se julgarn modados de
urna frciiiiez.ia. e que por iso o.lo sao convocados
para a formarao .1. mesa parochial, podem ou nao
volar para a oraanisaeilo desla, urna vez que com-
iiarerain espontneamente.
Em resposla teoho a declarar-lhes que, os iSdivi-
duos que estiverem mudados da parochia nao podem
em caso ncnlium lomar parta na formara.) da mesa,
nem votar para eleiloies, pois que para a cleicao de
urna parochia s devem contribuir os parociiianos
della, conforme as lerminauta di9posires da 2."
parle do arl. [. do d;rrelo n. ISI2 de 23 de agosto
do rorrenle anuo e decisoes anleriormcnle dadas
pelo governo imperial,
CircularA's cmaras inuuicipaes da provincia.
Lonvem que essa cmara me remella ale o da 15
de Janeiro rso auuo prximo vindouro urna rel.ic.ao
dos respectivos proprios municipaes, com declaracao
do seu .'-lado e presumo.
PortaraCoocedendo um mez de licenca,com or-
denado, ao juiz municipal do lermo do I ,i nioeiro. ba-
charel Nahor Carnero Itezerra Cavalcanli. Fize-
ram-se as necessarias communicarOes.
25
OflicioAo Exm. presidente das Alagas,
aecusando a recepo do officio de 17 do eorrente,
e duendo ero resposla que em visia da nform-
cao do direclor do arsenal de guerra, nao existo
naquclla repanirjao o fardo de que irata aquella pre-
sidencia.
Dilo Ao Exm. conselheiro presidente da re-
lacjio, dando-llie sciencia de haver o juiz municipal
da primeira vara desta cidade, participado que no
dia 22 do eorrente assumira o exercicio da referi-
da vara, por ter o respectivo propietario entraJo
no gozo da licencj que Ihe fora concedida.Igual
fomrnunicar.ao se fez a thesouraria de fazenda.
Dito Ao lenente-coronel .los Joaquim Ro-
drigues Lopes, communicando-lhe liaver autorisa-
do o director do arsenal de guerra a fornecer os
inaleriaes mencionados no pedido que acompa-
niiou o oflicio de Smc. de lioniem n. 2(J0.
D'uo Ao mesmo, autorisando-o a mandar
proceder aos concerlos do que nocessilam as boceas
de fogo da foriale/.a do Brum.Communicou-se
ao Exm. mareclial commandanle das armas.
Dito Ao direclor das obras publicas, devol-
vendo a proposta na qual Antonio Jacintlio lior-
ges, Ignacio Antonio orges e oulros se offerecem
para fornecer o lijollo e arcia precisos para as o-
bras a cargo daquella repartii-o, por espaco de 6
nibzes. sendo o lijollo a 2ID rs. o mflheiro, e a a-
ra a 13500 rs. a canoa ; e dizendo-lhe em res-
posta que pode acceilar essa proposta, estipulndo-
se no termo de contrato multas, que sero impostas
aos contratantes no caso de nao i-umprirem as con-
dices do mesmo contrato, e bem assim a clausula
de prestarein elles llanca idnea___Communicou-se
a lliesouraria provincial.
Dito Ao mesmo, para mandar sulistiluir por
oulras, algumas das fechaduras que se acham ar-
ruinadas na casa de detencao, e bem assim collo-
car urna grade ou cancella no vio, que existe en-
tre a casa dajguarda e a lairina^Communicou-se
ao chefede policia.
Dilo Ao mesmo, concedendo a utorisasSo
para que o engenheiro Milet possa dispende'r a
quantia de401)3 rs., com acompra ecollocacao de
40 estivas, de que precisa a ponte de Motocolom-
b.Communicou-se a thesouraria provincial.
Dito Aojmcsmo.Sirva-se Vmc. procurando
os convenientes esclarcciracnios, inforniar-me so-
os seguimos pontos :
Se ha algum lorsl prximo a esta capital, e a
commodo embarque, em que so possa achar barro
de boa qualidade, em snllicienlc abundancia, e to-
das as mais condices necessarias para fundar una
olaria modelo, fornecida de machinas proprias para
sahirmos do estado deoscravidao em que ospz
a dependencia de lijollo folio com as mos, sem
instrumento algum dos mais cumusinhos que se io-
nhecera.
Qual ser o costo da acqn!sicao desse terreno,
seja por ajusto, seja por maio do desapropriacao.
Sesera faeil eiuurporar urna companhia para
cniproza, que alias demanda puuco capi-
lorisaro engenheiro Milet a despender a quantia de
2009 rs., com os reparos das ruinas, que a en-
dientado rio Serinhaem causou nos pilares da pon-
te do Gindahy.Communicou-se a thesouraria
provincial.
DitoAo juiz de paz presidente da junta quali-
ficadora de Nazareth, aecusando recebidaa copiada
lista dos cidadaos qualificados volantes naquella
freguoia.
Dilo,\ administrado dos eslabelecimenlos de
caridade.dcvolvendo a carta e nota qne acompanha-
ram a info'macjio dada sobre o requerimento de
Manoel Roberto da L'az, pedindo a entrega de sua
filha exposta de nomo Candida ; e inteirando-a de
liaver deferido favoravelmenie o mencionado reque-
rimento, padendo aquella adminisiracao entregar o
exposta de que irala o supplicante, depois de pres-
tada a ianca e pagas as despezas que corr. ella se
houver feito.
PortaraConcedendo 20 das de licenra com
ordenado, para vir a esta cidade, ao professor pu-
blico de Cimbres Valeriano Iiezerra Cavalcanli [de
AlbuquerqueFizeram-se as necessarias commu-
nicacoes.
DitaConcedendo dezdias de licenca com ven-
cimenio para tratar de seus negocios fora da capi-
tal, ao escripturario da thesouraria provincial,
Joaquim Pedro Brrelo de Mello RegCommu-
nicou-se lliesouraria provincial.
DitaAo agente da companhia dos vapores, pe-
ra dar passagem para a Babia, havendo vaga para
passageiro de estado, ao Dr. Jos Muniz Cordeiro
(litaliy e sua senhora,
Falacio do governo de l'ernambuco, 26 de oalu-
brodel836.
Acenso recebido o oflicio de 21 do eorrente, em
que Vmcs. apresantam algumas razes pelas qaaes
suppoem que a freguezia de Caruara' deve dar vinle
e aele eleilores.'
Em resposla, lenho a dizer-lhes que da olaE
da tabella organisada por ite governo em 11 do cor-
rente, e .i qual Vmes se refarem, est explicada a
caz.e porque competo a mencionada freguezia dar
somenle2t eleilores: Se as eleicoes anteriores dea
ella maior numero como Vmcs. allegam, ie porque
nao foi observado o aviso n. I .Vi de 18 de juuho de
isi'.i, e islo nao he motivo para que deixe de ser ob-
servado agora.
Dos guarde a Vmcs.Sergio Teixeira de Mace-
do.Sr. presidente e vereadores da cmara muni-
cipal de Caruaru'.
4." secedlo.Palacio do governo de l'ernambuco
2i: de outabro de is'i'i.
Kecehi o oflicio datado de 21 do cnrrcnle, em que
ie-pnnd.'iid.i ao meu de 18 expuz a Vmc. outra du-
vida. em qoe se acha, a' vista da copia que Ihe eu-
viei do meo oflicio a' cmara municipal do llonito.
Noaaa meu ollicio eslabeleci as regras que deven
dirigir a Vmc. e a cmara a respeilo dos volautes e
dos eleilores de certos dislrictos qoe foram por lei
provincial de 18t annexados a" fregoeiia do lloni-
o, e depois por oulra lei de tfttl, restaurados as fre-
gaeziaa a que ames perlenciam.
A primeira lei eucoulra embararos na sua execo-
.;.l... e a segunda parece nao ter sido bem compre-
I.elidida ou cxerulada em 1852.
A regra qoe eu eslabeleci foi. que o cidadio par-
ticular nao pude ser culpado de ler a autondade pu-
blica rouiprelien.il i., mal a lei, o nao deve pelo fac-
i da auloridade, licar neste caso privado de seu di-
reilo. Se pois elle foi qaalificado bem ou mal era
urna dasfrecuer.ijs, oessa fregnezia deve volar.
A lei porem manda que se o cidadao nao foi qua-
lihcado e nao reclamuu cm lempo, e esgolou os re-
cursos que Iba da' a lei, nao pude volar, e nesle caso
se perde um direilo, perde-n por culpa sua.
Esla tejra deve guiar a Vmc. no caso figurado do
eleilor que mora nos engenhos Hiachflu e Linda l'lor.
Elle deve exercer o seu direilo de eleilor no lugar
em que esla' qualilicado e foi eleito eleilor.
Se esse eleilor continua a eslar qaalilicadn votan-
te uessa parochia em que volou e foi eleito eleilor
el'e nao tem que saber se a auloridade o qualiflco
ah bem oa mal. Mas se elle nao foi qualilicado e
nao reclamou, reconheceu o fado da auloridade, a
le qoe a seu respeilo eslava applicada de um modo
incunal, passou a ler a devida appllcacao. Islo he:
a le de 7 de abril ds 1851 que mandou recncorpo-
rar as reguezias da Escada e Agua l'rela os enge-
nhos Kiachao e Linda "lor esta em completa e clara
execarao, e entilo he applicarel a disposirao do aviso
de 5 do dezembro de 18t(, qae diz que os eleilores
deumaaiarochia que moram em dislricto que de-
pois da sua eleic..1o foi por lei desmembrado della
nao devem ser convocados para formac.ao da junta
quahlicadora da parochia pela qual oram eleilos.
?.po e* pQr consequencia ser admillidos ;
i:\ Alagoai,o Sr. i laudine FalceoDiai: Babia* fct a> Blata
Bio da Janeiro, Sr. Joao Partir Mirlmi.
KM rEllNAHKlCO.
OpreprlalartadaMABIOHaBMl Figaairaa t Fant, aa .
ivraria, praea da Indtptndaocia *.
do eorrente, designando o numero de eleiloros para
as diversas parorhias da provincia, rerebi a lista dos
cidadaos qualificados volantes dessa freguezia, para
a qual haria eu lixado o numero de tica eleilores,
tomando por base o de 8211 volantes, comprehendi-
dos oa lilla do anno passado.
Comqoanto a ullima qualilicarlo, confrontada
com a do anno passado, aprsenle uim difieren -a
de 72 votantes para mais, nAo fica por isso alterada
a referida tabella, pois quo lendo essa freguezia da-
do 9 eleilores em 1842, nao pode agora dar ma .le
11, iiicluiudo-se nesle numero o augmento da quin-
ta parta, na eonformid.ade da sesunda parte da le
regalsmenlar de 19 djeosle de ISSIi, e aviso de 9
de jolho de 18(7. O qoecommuiiicu Vmc. para
seo eonhecimeolo.
Dos gaarde VmcSergio Teixeira de Macedo.
Sr. juiz de paz mais volado da fregoezia de I'a-
quarilinga.
Ofilciou-se neste sentido i cmara municipalMo
l.iuioeiro.
Palacio do governo de Feruambuco 28 de outuhro
de 18.V>.
Depois de publicada a tabella que organisei em 9
do eorrente, designando o numero do eleilores pa-
ra as diversas parochiaa da provincia, recehi a lisia
dos eidadios qualificados votantes da Ireguezia de
Nazareth, para a qual havia eu lixado o numero de
IrinU e sele eleilores, lomando por base o de 1999
vo;antes comprehedidos ni qaalilicarao do anno
passado.
Si bem que a oltima q.ialficaj.o aprsenle 2!">l
x oanles, numero superior ao dos que se acham ins-
criptos na lisia do anno passado; tolaxia, lendo
aquella freguezia dado 31 eleilores em 1842, nao
pode agora dar mais de .'!,, que he o numero desig-
nado na referida tabella, incluindo-se nelle o ati2-
menlo da quinta parle, na cooformidade do arl. .V.'
da lei regulamentar de til de agosto de 181G e avi-
so de 9 de jando de 1817.
Dos guarde a VmcSergio Teixeira de Macedo.
Sri. presidentes e vereadores da cmara munici-
pal de Nazaretd.
4." Seccao.Palacio do goveruo de IVrnambuco
30 de oulubro de 18jt>.
Acenso recebido o oflicio de 22 do eorrente, em
que Vmcs., dando o eaelarecimentos que exig cm
meu oflicio de (i do referido mee. para se poder fi-
lar o numero de eleilores das freguezias de (iara-
nhuns e S. lenlo, me parlicipam haver designado
26 eleilores para esta e 38 para aquella, fundndo-
se no art. 52 da lei regolameular de 19 de agosta
de 184(, e na qualificacao desle anno, cm que se
acham contemplados tili votantes.
Em resposla lenho a declarar, qae deve ser ob-
servada a tabella que orgausei em 9 do eorrente, e
deque Ihe remello mais um ejemplar. Si porem
por qualquer arcidenle nao Ibes foram eutresues
nem o referido exempl.ir, nem os que Ihes euviei
anteriormente, cumpreque Vmcs. executem as ins-
lf occoes que dei em meu oflicio de 18 do eorrente,
e do qual remello nesla occasiio secunda va.
Dos guarde a Vmcs.Sergio Teixeira .le Mace-
do.Srs. presidente e vereadores da cmara muni-
cipal de Carauhuns.
lomar parle na formarlo da meia parochial, poraoe
seaundo o arligo 41 da lei regulamanlar, as regras
para formar a mesa iao as mesmas para formar a un-
a qualificadora.
Em conclusao, se ha moradores dos engenhos Itia-
cha.i e Linda l'lor, que por se nio ler eieeukdo ou
entendido a lei provincial de 7 de abril de 1831 fo-
ram qualificados e volaram em 1852 na freguetia do
Bonito, continuando as couses como eniao eslavam
ahi devem agora exercer suas funct;oe .le eleilores!
Mas se depois daquella poca a lei de 1851 foi execu-
lada, e em virlude della foram aqelles engenhos
desmembrados da ireguezia do Bonita, e o seus mo-
radores nao qualificados, esla' cousuinmado com seu
conffitiicenlo, pois que alo reclamaram; o fado da
desmembiarao, e Ihes he applicavel a regra do aviso
de .i de dezembro de 18it>, e a razao dessa regra,
que he;para a eleirilo de urna parochia s devem
contribuir os parochianos della.
Creio qoe deste modo fica Vmc. habilitado a re-
solver qualquer duvida que appareca Desse sentido,
ou qualquer nllegac.ao que ie possa bastar ua ultima
parle do mea oflicio, a que Vine, alludio. .
Dos guarde a Vmc .Sergio Teixeira de Mate
do. Sr. juiz de paz mais volado da freguezia do
Bonito.
Kemetleu-se copia do oflicio cima a cmara mu-
nicipal do Bonito.
Palacio do governo de I'etnambuco, -J7 de jtilu-
bro de ISfi.
Depois de publicada a tabella aue organisei em 9
do eorrente, designando o numero de eleilores para
as diversas parochias da provincia, recehi a lisia dos
cidadaes qualificados votantes dessa freguezia, para
a qual havia eu fixado|o numeru de Irinla e nove
eleilores, lomaudo por base o de mil e qunhenlos e
sessenla e nove votantes, compreheutidos ua lista do
anno passado.
Fazeudo-se porem o calculo na proporrao de doos
mil sessenla e cinco votantes inscriptas" na ullima
quahhcac.ao. que he a que deve recular, leria essa
Treguetia de dar cincoenta e um eleilores: mas len-
do ella dado somenle Irinta c seis em I8l, nao po-
de acora dar mais de quarenla e tres (43J eompre-
hendido neste numero o augmento da quinta parle
na conformidade da stganda parta do art, 32 da lei
regulamentar de 19 de acost de 18it, e aviso de 9
de jolln de 181,. Hca assim alterada, no que diz
respeilo a essa freguezia, a referida tabella de 9 o
crrenle. O que communico Vmc. para aua in-
telligencia, e afim de que neste sentido publique o
conveniente edital.
lieos cuanta ti VmcSergic Teixeira de Macedo.
--Sr. juiz de paz mais volado da freguezia do Bom
Jardim.
Ofliciou-se nesle senlido a cmara do l.imo-
eiro.
1.i Secco.Palacio do governo de l'ernambuco
.19 de oulubro de 18.~>(.
lllin. e Exm. Sr.Convin.lo que no domingo 2
do correle nao esleja impedido do exetcer o direilo
de volar um numero de guardas nacionaes maior
do que for absolutamente mdispansavel, queira V.
fcxc. dar as suas or.lens, para que as guardas desse
diii tejara forneclda pela tropa de primeira linh.i ;
podenilo dar o corp,. de (iizileiros uavaes um maier
contingenta para as guardas nessa occasia.i do que
esli agora dando, se V. Exc.julgar assim ueces-
Dos guarde a V. ExcScrco Teixeira .le Mace-
do. sr. mareclial commandanle das armas.
2.a secrao.Palacio do governo de i'ernamboco,
.11 de oulubro de 18,f.
Illm. Sr. Diversos cidadaos pertencentcs as pa-
rcialidades polticas, em que se divide a provincia,
me procuraram para exprirairem o temor de que as
prximas eleiroes os seus adversarios se munam de
armas oceultes na occasiao de irem xotar.
Estas acensares bem ou mal fundadas podem
servir da pretexto para que pessoas mal intenciona-
das coro eftailo se apresenlem armadas nessa occa-
siao, e assim se comprometa a paz pnblica, c occor-
ram desgraras que devcmoi por nossa parte evitar.
O nico tneio eflicaz he ordenar V. S. ao delecado
e subdelegados de policia desle termo, que se apre-
senlem as portas das igrejas em que se tem de fa-
zer a eleicao antas de se ahrirem, e se ja' estiverem
abertal, que faram primeiro sabir todas as pessoas
que estiverem dentro, e collocando-se na porta nao
deixam entrar pessoa alguma de qualquer opiniao
que seja, de qnalquer jerarchia e graduarlo sem
venhear pelo modo que parecer mais apropriado,
que nao traz arma alituma occulla.
Neudum bom cidadao deve entender derrogalorio
de sua dignidade um aclo pralicado como medida
geral em circomstancias especiaes, e para garanta
salva-guarda de todos.
Seria moito para dtaejar que lodos os cidadaos
concprdassem em meios praticos de execolar as pro-
videncias da lei relativas a ordem e a uenduma ins-
pecrao que as diversas opiniots devem exercer unas
sobre as oulras, e por isso convem que V. S. recom-
mende ao delegado e aos subdelegados de polica,
que de accordo com os juizes de paz, procurem fazer
observar as regras seguidles :
Primeira..Nao deve permitli.-se una reunan
tumultuaria de cidadaos junio das mesas, a ponto de
embarararem soas operaces e a communicacao das
suas ordens aos voltiles ; mas os dillereules partidos
devem designar um cerlo numero de seus anheren-
tes para fisealisarem c iuspeccion.irem os Irabalhns
da mesa, secundo os artigo* 52 e i da lei de 19 de
agoslo de 18(. Nio piule ser negado esse direilo de
nspeccao e liscalisarao de que Iralam aqelles ar-
Hgos, mas o modo de o exetcer pode e deve ser re-
gulado pela prudencia e pela razao.
Segunda. Pora destci cidadaos s.i devem os v.i-
tanles aproximarse da mesa um a um quando for-
chamado pata votar.
Terceira.Para evitar confoso e difliculdades .le
Iransilo, uinguem deve sabir pela porta por onde se
entrar, mas deve liaver una porta para entrar para a
ig'eja, c oulra para sabir della.
Quera.O povo reunido r.ra da groja mise
deve accumular nal portas, mas deve dciiar livre um
espaco sullicienle para que se nao apreienlem obs-
tculos a sabida e entrada dos votantes, c as medi-
das que a auloridade liver de lomar para manler a
ordem c afaslar os turbulentos quo por desgrara
possam apparecer.
i .lumia.--(i numero de soldados que devem eslar
a disposirao das autoridades policiaes, para manler
a ordem e fazer observar estas e oulras preseripcoes
sera' o que parecer absolutamente n.lispeinavel.de
modo que nao apparera osleularao de forra.
V. S. se servir' recommendar anda* moito e
muilo a imparcialidade que na repressao das desor-
den* e das fraudes he a primeira das obricares da
polica.Dos guarde a V. S.
e lubus que Ihe deixei, o de continuar a propaga- Vejamoi todava, o qae se pode dizer a este res-
cao da vaecina as pessoas que a reelamassem, ao fe.'!u-
quo o dito administrador de boamente prometteu- .i*, cT\"T(,imiJLS& 'S qaa,es ***** T'
me preslar-se. campanarios, cpulas e zimbo-
Tive conhocimonto de 5 casos benignos de va-
rila n'aquella freguezia, c nenhum mais apparc-
ceu durante a minlia estada.
Estas 8,000 campanarios, .upulas c zimborios, es-
lavam cobertos uns desde a base at ao cume, a oa-
ros desde o tediado al eilremidade, de vidros
de cores e de lanterna*. Diz-se que mais da 200,000
Aperar da preudencia do delegado do dislnclo (rahalhadores andaram empregados nesla obra. Pelo
em pedir o beneficio da vaecina, oda sollicitude de menoi um numero igual se emprecou em arceodar
V. Rxc. em promptainente mandar oslo lwnelinn, "^e''/" Mf. poraoe honiemde tarde, ao anoi-
achei no poxo basuut, Rancia em aproveiUr- I *pE^&ZS^SZ
seaelfe, de modo que a maior parte dos vaccinadosl formados cm pxramides lominosos.
foram escraves menores, e pessoas das familias de Eramos quat'ro estrangeiros. e fomos al a colina
alguns engenhos onde eslive. poucas pessoas com- 'J" ^^'aM, for;' """,f' onde se domina toda
a o que dalu vimos anda agora me pare-
pareceram na povoasjo, embora fosse annuncia.la
pelos inspectores de quarterao a minha prosenca
alli, e o tim della.
O estado sanitario da freguezia he lisongeiro :
alm dos poucos rasos de varila j mencionados,
nenliuma outra molestia existe com carcter epid-
mico.
Dos guarde a V. I'.xc. Recife 30 de oulubro
de 18.')(>Illm. e Exm. Sr. conselhciro Sergio
Teixeira de Macedo, dignissimo presidente da pro-
vincia.Dr. Candido Jos Casado Lima.
ossa
tal.
i;;.i.|imciil.
Se sera preferivol fundar para isso nina colon
industrial .lo Irabaluo fonjado, ou por cu
de operarius nacionaos c estrangeiros.
Se ser preferivol montar urna fabrica paramen
lo proviociaj e dirigida por adminisira(;ao.
Emlim ajumo \'mc. todas as observaeoes e da-
dos que poder obter sobre a quantidade de lijollo
consumido as obras publicas e particulares, o so-
bre os meios de nos livrarnios da csrravidao em
que nos rolloca o lijollo amassado com os dolos,
e fabricado em pequea escala.
A falta absoluta do podra faz -i aqui lijollo
um genero do grande necossida.l.!.
Dilo Aomesino,dizendo-Uie que podoau>
!. secrao.Palacio do goxerno de Pernambnco
2i de oulubro .le 1856.
Depois de publicada a tabella queiorganisci em
'.I do correle, designando o amara deeicilores pa-
ra as diversas parochia* da provincia, teccbi a lista
dos cidadaos que no eorrente anno foram qualifica-
dos volantes ua rreguena da '.loria de Imita', para a
qual havia cu lixado o numero de 19 eleilores.
I azendo-se por.ni o calculo na proporrao do .Vil
volantes inscriptos na ullima qu.ililicaci,,' que he a
que deve recular, ni cabe a' mencionada Irecue/ia
dar 10 eleiloies na prxima eleiro .le novembro, li-
canda nesla parle alterada a referida tabella. O que
communico a \ mes. para sen conliecimcnlo, e alim
de que nesle lenlido faram publicar o conveniente
edital.
leo* guarde a Vmcs.Sergio Teixeira de. Mace-
do.Sn. presidenta e vereajore da cmara muni-
cipal de Pao .l'Allio.
Ollirioti-se nesle sentido ao juiz de paz mais vo-
lado da Ireeue/ij da tiloria de lioila'.
.'su.r.'.o.Palacio do goveruo de Peraambuco,
2K de oulubro de 185G.
Depois de publicada a tabella que organisei em !i
Illm. c Exm. Sr.Ten lio a honra de remoller
a V. Exc,o incluso relatorio sobre a rommissodc
vaecina na freguezia de S. Amaro de Jaboato.que
V. Exc. se dignou encarregar-me ; juntamente a
conta dedespeza foitacoma minha conduccao.
Dos guarde a V. Exc. Recife 30 de oulubro
de 18j(i.Illm. e Exm. Sr. conselhciro Sergio
Teixeira de Macado, digno presidente daproriueia.
Dr. Candido .los Casado Lima.
Secretaria da polica de l'ernambuco 31 de oulu-
bro de 18'ili.
Illm. e bxm. Sr. lendo chegad a minha noticia
que na freguezia de San Jos e em casa de Jo-
s Simplicio de Sa Esleves, condecido por Juca,
morador na Iraxessa dos Pescadores, havia um
deposilo de armas e mullicos qae deviain ter uso
as prximas eleiees, dinci-me hontem n3o so
a dita casa, mas lambem a oulras duasquesa.de
negocio e perleucem ao mesmo individuo, e tiellas
dando urna minuciosa busca, nao enconlre ama s
arma nem muuirao de qualidade algnma. O que
tenho a honra de levar ao conhecimenlo de V. Exc.
como he do meu dever.
Dos guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. con-
selheiro Sercio Teixeira de Macedo, presidente da
provincia.O chefe de polica, Dr. I'olicarpo l.opet
de .cao.
.-1 Secrao.Palacio do governo de Pernamhuco,
'I de ouluitro de 185(i.
O cidadao Antonio Burees da l'onseca lem-me
dirigido varias represcnlares em que pede provi-
dencias sobre o processo das eleires, c ledenles a
-iranir a nberdade de voto, que'di/ achar-ie amca-
rada, vislo saber que se prepara o emprrgo de meios
abusivos as prximas eleic,es. A todas as suas re-
prcsenlac.oe* tenho respondido com a lei, cuja fiel
observancia hei recommendado a todos os juizes de
paz.
Entre as providencias reclamadas elle pede que
sejam dados aos cidadaos meios de vigiar na guarda
da urna, e sejam admillidos a fallar a mesa parochal
os atrillante* que nao sao qualificados volantes na
freguezia onde se faz a eleiro.
A primeira garant i he concedida pela lei, e as
roznes que aprsenla o referido Borges para fonda*
mentar a segunda sao atlendiveis ; mas, como po-
dem aparecer abusos que neste caso sao facis, por-
que se podem etarbisar discussocs e multiplicar re-
qaerimenlos para fazer perder lempo, cantar os vo-
lanlese f:ilsar a eleic.lo, compro que as mesas le-
nnatn um meta de evitar esses abuso..
Keroiihccemlo pois as mesas que ha plano de ex-
citar discuses por mcio de discursos excitantes, i.ii
da fater perder lempo, devem limitar o numero dos
que podem recorrer a laes meioi, fazendo calar e ale
adir do lugar os c ladflot que nao esliverem qualifi-
cados, porque para essa eieloiSo ha razes mui jur-
dicas e plaoirveil. Eslcs cidadaos nao lem alli que
exercer tunelo nenliuma, e porlanto nao teem que
deliberar sobre o melhor modo de a exercerem, pois
que nao podem votar nem ser volados para eleilores
de urna parochia os cidadaos que nella nao aslao
qualiticados.como et expressamenle declarado nos
avisos n. :t de S de Janeiro de 1819, n. 07 de 20 de
abril e ti. I s de 31 de marro do mesmo anno, e n.
37 de i de fevereiro de 1850.
Se esses cidadaos acham se qualifica los cm oolro
lugar, o dever os chama para esse logar. Se elles
nao estilo qualificados em parle algoma, a presump-
51I0 legal beque elles nao lem as'qnalidades que a
le rtquer para se poder exercer esse direilo. Se
para usar dchaixo de la nica responsabilidaile
do direilo de exprimiros pensamenlos pela improo-
sa a le exice que elle livesse essas qaalidades, nao
se pode suppor que a lei Ihe permuta, sem as ler, o
entervir pela manifestarlo directa de seus pensamen-
los na parle mais esaencial do direilo eleitoral. As
mezas Mellones devem tomar o prudente arbitrio de
'darem a palavra aos assistenles nao qualificados em
quanlo nao perturbaren a ordem, ou nao se servi-
rain delta para procrasunar a eleicao.
O qae ludo hei por muilo recommendado a Vmc.
Dos gaarde.Sercio Teixeira de tlacedo. Sr.
joiz de paz mais votado do primeirodistricln da fre-
guezia de Sanios Cosme e 11 muo de Iguarassii.
Palacio do governo de l'ernambuco, 31 de oulubro
de I85I.
Acaba de chegar a minha presenra um requeri-
mento. em qoe o coronel Gaspar d'e Uenezea Vas-
concellos do Driimmond pede que cu Ihe declare :
primeiro, se elle na qualidade de juiz de paz mais
volado pode ou nio presidir a prxima eleic.ao, a-
chando-se pronunciado em crime de responsabilida-
de ; secundo, se pode exercer o referido careo, pres-
tando juramento por.mo o presidenta da cmara ou
o verrador mais volado, alenla a diOlealdade que
llavera' cm reunir-- a mesma cmara dilles da elei-
ro.
Por despacho desla dala Ihe derlarei que.em vista
do artigo 2.- na lei regulamentar de 19 de acosio de
I8ili, nao esla' elle inhibido de presidir ao processo
eleiloral, depois de prestar juramenta perante a c-
mara municipal, na conformidade do rtico 17 das
iiislriicrcs que bailaran] com o decreto do |. de
dezembro de 18^8.
Compre, pois, que Vmcs. Ihe deliram sem demo-
ra o predirto juramento alim de poder elle presidir
a prxima eleicao primaria.
lieos guardo a Vmcs.Sercio Teixeira de .Mace-
do.Srs. presidenta e vereadores da cmara muni-
cipal de Serinhaem.
lambemolliciou-seao presidenta da cmara para
que, logo que receba este ollicio, convoque a cmara
daquelle municipio para que prestando juramenta
ao referido coronel possa e"
leicao.
a cidade;
ce ler sido urna visao phantastica. Dirieis que era
u-ii cidade abrasada.
Todos os parts das igrejas se desenhavam no ho-
risonle por Iraroa luminosos coro todos os seus deta-
Ihes anda os mais insignificantes; e por cima des-
ta foco laminoso, como por sobre um vulcilo, via-se
Om vapor avermelhado. Era um espectculo que
assombrava pela propria belleza.
Duranle Ires horas, depois de lermos admirado es-
ta vista phanlastica, andamos correndo as ruis de
Al ocoxv.
Cada urna deltas resplandeca de milhares de lu-
ines.
Os palacios da fidalguia parcriam de fogo. Em
todas as casas, ainda as de mais modesta apparencia,
se via um A e nm M, entrelazados com enroas so-
bre posla*.
Pelo que toca aos edificios pblicos cusa a crer
o que vi.
Entre mis quando se diz os edificios pblicos se-
r.lo illuminad.is, islo quer dizer que em rada janel-
la se collocarao algumas lanlerna* ; aqu sicnilica
que cem mil vidros de cor deixar.lo perceber atrt-
vez do escuro da nnile os minimos delalhes archi-
lecloricos.
I) Ihealro, por esta forma coherlo de urna rede
de foco, brilhava rom urna claridade incrivel, e so-
bre a praca que domina, ama serie inuneiisa de ar-
cadas, parecinm um* narra reluzcnle de mil!...es de
pe Iras preciosas.
No espacioso jardn do Kremlin plalaram arvores
phanlaslicas, de cojos luminosos ramos pendiam
fruclas de todas as cores.
Aqui e acola eneonlravam-sc cestasjtalieios de pc-
cegos, de peras, e de uvas luminosas.
.Nao havb, um *.. anculo saliente oo reentrante
das mnralhas do Kremlin que nao eslivesse illumi-
nadn, nem urna voluta da torre divn deixava de
desenliar-so na sombra, nem urna so dos nove cam-
panarios de S. Bazilio deixava de apparecer brilhan-
te com as mai* variecadas cores.
Collocado o espectador n'nma das margeos do
Moskova, va do outro lado as casa* que pareciam
de fogo, com as janellas, as portas, as escada* indi-
cadas, como n'um diorama, por Iraros luminosos
n'um fundo negro.
Em Mnima, nao foi urna cidade Iluminada que eu
vi, mas lira urna cidade de fogo, urna cidade de pe-
drarias c de perolas.
II iveri 1 algum architccta capaz de delinear o pla-
no desla illaminacao'.'
Eslou cerlo que nio.
l'oi a quanli.lade de genle, de dinheirn p de lan-
lerna* que realisou eslas maravilhas t.lo simples, vis-
las ao pe.
(.umpre quo 1110 nao esqutCJ dizer-vos que esta
illutninacao dura tres diat, e que Indas as manhaa-
se rrnova o que se consumi .1.; uoile.
(jaii o aeaso que quando recolhia i* on/c horas,
enconlrasse o imperador e a imperatriz que n'um
pequeo carrinl.o e sem esc lia, alravessavam por
entre a mullida...
Us clamores .lu povo apinbado, eram como as lan-
ternas, innuineraveis e atroadorat.
Nonea oovi um alarido, uma al:azarra, um fra-
rasso assim ; se por ventura centenares de pessoas
tiito foram etmagadat por esle rarrinho, ciebaixo de
enjas rodas iam collocar-se para melhor vercm o mo-
narcha, he quo ha um Dos elementa para os mon-
jick*.
Todas as ras eslavam obstruidas com uma trpli-
ce lilcira de carroagens e o numero de espectadores
era muilo maior que no dia da entrada sulemue do
czar. .
lie verdade qoe nesse dia havia muila genle as
janellas e em palanqucs, e honlem a noile todos an-
davam na ra.
l.m grande incendio. ( ottrrier des Btittl I nis
do I. deselembro, contcm a seguinle descripro de
um vasio ioceudlo em Naw-Yan,
Sabbado pela uma hora da m.mh.ia, o crito l-
gubre, fogo, fogo, acordou os habitantes da cidade
rom uma instancia lal que annanciava uma coolla-
graWio seria. Bem depressa a claridade comecou a
allumiar todas as casas, e caa um suba aos anda-
res superiores, ou aos pontos elevados, para de.ro-
brir donde provinha um lal inceudio. A duvida
porem nao durou muilo lempo.
.. A sombra da Bolla deslacava-se, illuminado
por um focao que pareca eslar na sua base, o alio
observatorio que ama especularlo particular
liona levantado prximo do palacio de crvslal na
poca da exposicao universal. I.ogo depois as cham-
las comeraram a elevar-se cima da* conslrucroes
prximas, mostrando os contorno* do edificio,"re-
(orrendo-se, dividindo-se, ou bgando-io e sobiudo
com incrivel rapidez.
.. Em alguns minutas luda a (orre, deide a base
ale au *cu cume, nao era mais do qoe uma fngueira
que allumiava a cidade. a tiltil uileira e os .tous
nos desde as marcens do Lonc-Mamle ale ao novo
Jersex. .Nunca brilbou na cidade uma lita esplen-
dida illuminacilo. lem seguramente havi.lo con-
lagraces man lerriveis. "mas nenhoma t.lo pitlo-
resca pela sua nilureza e pela sua posirao no cume
da ilha de Manlialtaii.
.< Esta pxramidc de rhammas ardeu apenas al-
guns instantes, antes que a parte exterior, fuman
la de pranchas delgadas, esliveue uileiramente de-
vorida ; e enlo abaleu completamenle.no meio da
columna ardenlc, tada a armado interior, forma-
da de barrles, que ollereciam um mais solido ali-
mento ao fogo.
.. lornou-se em alguns instantes, o mais bello
chefe d'obra pxrolechnico que tamos vista ; depois
comeram a abaler os fracmenlos.cahindo do alio em
brandr.es luminosos enchendo o ar de cenlclhas.
Previa-se anda alguma cuusa de mais sinislro.
A torre leve um muvimenlo de osctllacao ;
fez-se sentir um estampido incrivel, e Bata massa
inllammada, que se iuclinava para o lado do tal,
abaleu fazendo um grande
Transcrevemo* do Mm,jornal ieclez. o aBBBBt la
despacho oflitial que o governo niemoatez dmeto
cahele do grao-duque da Toscaaa :
Torin, .5 de setembro.
.. Ainda que o governo de Tetona lenha imm
ltimos lempos, habituado o Eovtjraa da S. M. ,
essa falla de corlezia, para nao dizer mai*, tjae el t
manifesla a respeilo dos subditas BBBBBBBBBBi qe
se dirigem para o rrao-dacado, derlar.. todava, n- -
recehi com sorpreza a noticia que aas Ttaan des-
pachos ronli leuriars com data de 2 de carrea!..
me eommonicasies da brutal expolMo tora dt
lerrilorio loscano, do direclor e dos alaranos de o -
legio rommercial de l.enova, qae checaxana a II -
rensa, depois de terem recebiao aularitarat pti 1
deieraiiarcarem em l.eorne a exhibido o. teas pa-
saportes, recolarmeole visados pelo oao*al d.. M 1
ducalo em lienova.
A minha sorpreza redobroa vista da estranh.
Iincingern empreceda cotnvosco neta necoctt p...
S. tic. Mr. Ilabla-serom, presidenta do ran.rlb
dos miaislro*. o qual, em lagar de deeappro w aa
aclo luqualificavel, dirtce censura e quetxa* la.
inopportona* romo mal fundadas, o qaa a caven*
do re pilca dever repellir, como he do ea dircil...
por todos n* meios ao tea alcance
" O governo loscano tem o direilo de reca-a. a
entrada nos seos estados a todo a individuo qae Bd<>
he subditoieu.
< O governo lotcaoo pode osar dessa direilo pa
ra rom us sub Jilos sardos todas os ntzes qaa Ihe a-
prouver.
O enverne de 8. BJ, ,|wler--ha de nrafenv
meuor queixame por temelhaales artes a preferii .
abandona-loa a apreciar.,,, ,1, Kur..|... Has do q.
se quena, e com razio, o gaverao de S. M.. hr qe<-
os subdito* sardos munidos de ama auloria.-),. em
forma, passada pelas aoloridades ItMctwn 'otare ..
lerriloi 10 sardo, sejam repellnlos da crAo-tarad .
sem qae tenhatn dado pela sua conduela ara mol*,,
lecltima dt qaeixa.
a Expeca o governo loscano aos sean asente- >-
credila.los junio de aos ioslrucre* qae eatejam ra
harmona com a sea poltica, aiat ata ai rapadle
cada instante, repelliudo da froataira aa raaa-
dando sabir do interior, e compremetleede raaai-
reslameiite os sen. lecitimos inttrettei. aa* que sa
dirgeos para a I o.raua. ronlando cata a garanlia
da* pessoas que obrara e fallatn em noott da gavera"
loscano.
O presidente do governo zrio-dacal na vr BBB1
aerado a subscnpc.ao voluntaria. >claalmeule aberl .
nos estados sardos, para se oSerecar te severa do
re KM (ras de arlilharia destinadas as forlihVa-
Coet da Alexandtia.
Moilo sentimos qae ama demon*traraa. raa
um he leslemunh.ir e robustecer a confita.'a qae
povo pirinonle.-. deposita na sea re a aa sea sever-
no. nao merera a sxmpalhit da persoatceva qoe ac-
cupa o primeiro lucir ao conselho de um ettado a-
raigo.
a Sentimos qae a cooperarit espontanea e aai
versal de toda a popularlo para fortificar asa .las
halnartei da independencia do l'.emonle. a pade-
mos accrescenlar da Italia, provoque repara* pen-
co amigareis por parta de ata geraraa ita-
liano.
A esle reipeilo. nao remullremos te governo
loscano. nem a oolro qualquer. o direilo de pedir
explicar.-es acerca de um arlo que Ibes he eetra-
11I10 e que a iiinsoeni prejadira, sobretodo 'In-
cala, que nada lem a fazer com a* frnaleirt* para
a defensa da* forlilicares da Alexandra se de-li-
nadis.
.1 Pelo que diz respeilo .1' ohsrrip. 10 da* tO.ioat
rspincardas. ja lizeles oppnrlonammie abaervat *
presidenta do governo im-ducal que o gavera* da
ro mandou suspender a .uuaenpr.,.,. e qae ae ins-
laorarain processos legaes roalra promotores dr
a subscnpco ; mas u cax.dleiro Badatatraai. >
cundo parece, manilestau o recein de qae medi-
da* adoptadas pelo governosardo nao arjam .lema
siado brandal, e que as 1,.,..,,, |ci. aBa Iniliam n-
der sulhcienle para calicar o* aulores do deliri.
vislo que merecern) ser cislicadot.
Nao partilha-nosesta opiniao ; estamos ranven-
cidos que as nossas leis sao siifnrientes para a not-
sa seguran^ inlerna c para os notsas deveres ta-
lernacionacs.
O governo do rei repelle a interpelaran bjbm
possa fa/er naseer i idea de que elle quer pertur-
bar fora do p iz, por meios directas o indirectos .-.
ordem e a tranquillidade, que con he beta noto-
rio soulie sempre manter no interior. >m he d
exercicio rasoavel 1 tempendotfeuimliberHaskmn.
derada que se originam as desordons e as insurrai-
coes. A bisloiia do Piemonle. nestes ultimo-
annos, prova exuberantemente
mos.
que assevera-
- --------- e-I ron 1o, ac.ompauhado
e presidir a prxima e- de um immeuso clamor que milhares de espectado-
res sollaram.
Havia slli uma elevada e grande casa de lijlo
recntenteme edificada. Debaixo desta brazeiro gi-
eanleslo, uma ponle abaleu, e o qae e fogo perda
O presidente da provincia, conformando-se com a em allura. ganhava era extensao. Muilos julga-
propo*tado doulor chefe de policia, dalada de boje, ram que em ora instante o palacio de crxilal se ha-
resolve remover o primeiro supplenle do subdelega- perdido,
do da freeuezia de Sanio Antonio, Caelano Jos
Hendet, para oquarlo, e nomear aos cidadaos .Ma-
noel Ferrcira Anluoes Villaca e .Miguel Jos de Al-
2.a Secc.io.Palacio do governo de l'ernambuco,
II de oulubro de 1836.
meida Pernambuco, aquelle para primeiro c esta pa-
ra lerceirn supplenle do mesroo subdelegadu.Ser-
gio Teixeira de Macedo.Communicou-se ao Dr.
chefe de policia.
Le-se no InrnaX do Commerciu de Lisboa :
A i!liiminaro de .Moscn.Os jornaes eslrangei-
vcem cheios de curiosai correspondencias acerca
Illm .b. c ,- das explendidas ceremonias que iiveram lugar em
mm. e Exm. 5>r.hncarregado por V. Exc, ; Moscou, por occasiao da s
em ollicio do 6 do crreme, de propagar a vaecina
na freguezia de Si. Amaro de lahoalao.ondo cons-
lava ter apparocMo alguns casos de varila,
gi-me no dia ll.o nrim
minha commisso.
xandre.
sagrurlodo imperador Ale-
" ti incendio stendeo-se eolio, des.le a parle
de Iraz da* casas de madeira, que fazem face par-
le do nnrle do palacio de crxslal, na ra l, ale s
que na i 11 mi lam o* lelheiros da companhia do ca-
niuhi) de ferro, preservada como por milagre. A
13.' roa apresentava-se como um grande lago de
fogo as suas duas margens. De ludo quanlo se
enconlrava nesle esparo, conslrucroes de madeira
quasi na lolalidade, na lirou mais du que um mon-
lao de crazas e despojos calcinados.
Ds moradores de muilas casas queima.lai, ou
mais iinmediolameule aracandas, linham tido lem-
po de salvar a pressa a sua mohilia, e lodo o vaslo
recinto que contorna o palacio de crxslal de um la-
do oirerecia uma grande variedade de movis e de
ulencilio* de Indas as qualidades ja collocados em
monte, ja divididos en: grupo, *ob a vigilaucia da
polica e guarda dos seus infelizes proprielarios.
As duas horas t meia linha-tt consecuido ser
Silo muilo exlensas. por isso nos vemos forrados a
inri ,|",e,e",ar Pe?ISun> cxlraclos, porque o forma-
lli dirn'.wnr .. ,, I lo da nossaf.ilha nao romporla cssas dillusas desrrip- scnliox do fogo ; o palacia.ie crx-lal citaxa ao abn-
igi-me no da ll,c principie! a cumprir a 6et- escolheremos lodavlt as mais curiosas para | -" de iodo ., perico, e os curioso, coraecavata a ca-
que os lellorts tcoham uma Idrdot esplendores da I niiohar para as soat catas, emquanta o." bembeirai
cono da Kutiia. lerminavam a sua obra meritoria, procanodo ana.
bu aqu a descriprao da lliiiniuar.ioqitc houvena -ir os re-Ios do incendi.
OOIIe do srande dia 0 da sacra..io)Vomo Ihe cha- *'' Motive porem iufcli/oicnlc, um maioi aconlr-
maui os iiis.n., pxirabnlo do \ord de BruxeT'
l'.om o pus que recebi do comniissatio vaecina-
dor provincial varcinci ,'>s pessoas sem proveilo ;.l-
gum, c rom i quo V. Exc. -c ,lin,iu rerooltor-
meposlenormonle foram innocilladas 311 pessoas atd
o dia 2'> do prsenle me/., qnando expiou o prazo
do 15 diasquo V. Ese. marcou para dilacomrais-
sao : nao pude pois conheccr o resultado desta ul-
tima innoculaciio, julgo-o entrulanlo feliz por ter
sido o pus fornecido pelo Dr. Joaquim de Aquino
Fonseca, que me consta
dado.
Para que se nao per.lesse a semenn pedi a Fran-
fisco.lelal.adiniiislr.iilijr doongeolioBulhes.pessot
habilitada, .: quo nio disseram l.-r Ululo .1 .-.11111111
sari., vaccinailor municipal, se incurobisse du exa-
minar t.s \arcillados, de extrahir o psnas lamina
o O governo grao-ducal sabe por experiencia
as diversas circuinstancias em que a Sardcatia po-
derosamente rontribuio para prevenir desor.l. n
dentro e fora do paiz, e nao he por bjbjbj no pro-
prio momento cm que acaba de sahir de uma -er-
ra sanguinolenta e dispendiosa, omprehendida para
a defeza da ordem, que pode ter acensada de fo-
mentar desordens na sua \isinhanca.
O governo do rei conliece |rfeiUinonte ..
deveres intarnacionaes que o ligara para com os es-
lados visinhos.e ciimpie-osescrupuloseiBOBie roa-
o governo do rei nao est disposto a sembrar a>
exigencias d'outros estados, fundadas sobre temo-
res exagerados, as immiinidades Jdo quogozam
cidadaos sardos.
Se bem romprohendo a iiarrir.io que.li/c-i-
da vossa entrevista rom o presidente do g'ahinrle
loscano, parece que S. Kxc. se exprimi de modo
que quasi .lava a entender que aa (aria um apnelln,
quer aos gabinetes, quer a opiniao paUira da Eu
ropa. Ignoro se, lendo liem reucetido sobre ..
sua pos-o, o gabinete de Florenca persiste anda
nesla intenco !
Eseassim he, informareis o prcsidoaic da
ministerio loscano que .. governo de S. M-, rnrifi-
ando nos seus direilos, ioliaumenia conveneid .
que ciimpriu fielmente com lodos os seus de tere.
e recordando-Be dos aggravos nao reparados, n.o
receia o exame dos seus actos, que de ordirun .
praiica a luz de todos.
Declarei a S. Exc. que a opiniao dos gabine-
tes a dos povos da Europa he um juiz, ruja com-
petencia nunca sera contestada pelos borne.- q
teem a honra de pericneer ao ronsellios do re da
Sardenha.
F.u vos eorarre^.. de trasmitr esle desparti
a S Exc. o cavalheiro Haldessorom, e a loraerut -
Ihe uma copia se a pedir.
,_ Atatmtada, rareatr.
Ao cavalheiro Ijianoui, eacairecado de Be.
cios.
lornal o Commercio da Lisboa.
CORKESPfl.M.KNt.lA PARTiaUi DA
>ACAO'.a
Londres, 7 de tetrinbro,
I m grande desastre acaba de arcetMerer no mu.
do hnanctiro Landre,: a Koyal Br.ti.1, Bank
u.' .'-,'T f "* ""'">' B" toda ..tro pa.
um semelhanle acronteeimento tarta raaMuera .
como uma erando desarara ; mas tqo.. grara. a. -
coslumcs do povo ingle, em materia de tUnro". ,,a
Casaa iiislimiroes especiaes das casa* de Baacn. ora
nada
- Possi. roiiipiclar a narraran do grande da de
honlem 7 deselembro daado-voi eonta .l.< illami-
n n. i o rom que liiiali-nu. Jolgava IcrM-lo llumina-
coes algumas veaes em Pars, e uma ou duaa em
llruxellas ; oa vimos mesmo dizer a propo-ilo da que
h.iuxe eut pilho passado em llruxellas, dirigida cm
parle por M. Itecaerl que he um boinein de oslo,
que se julcava luperlor :'i luminosa illamiiiarao de
lelo de excedente quali- e oulra cojo mime me nio lembra.
IN.loiei oque ha urna illuminarilo em Pisa, mas I coutos de "rei
le cerlo esse hoinein de cusi imnca vio algoi
Motcoxv. Repito, uuoca imagioel uma couia
llianle. Isiu nao he ama illumiua. "..., be
Jal laclo loma quasi sempre .. appareoeta da orna rt-
lamidade publica.
I...molratn da taUenaa de um Irtnco. jle n ,
-'< lora de pro......., ,h, que ht um l,.n na
latjatarra.
lia nos daMBloa aun attJBB o
luido- aqu.
cimento .lo qne a Irisle .lesctip.au pilloresca que it- j >u'' ""-Cl" bauam cult. I.anqtrirn*
liamos de fa/cr : a lorie de ilting que havia si- !'''" "" "'iri>c. porque tea I aaa lUmitl -.
I.jnc.i, luram in-li-
-
lempos em um
rend... gnita a eiirnnlrar palanaa para
e-la ptodicio.a illiiinina. ,.,
He isso lao dillicil coiim explicar B modo
a arceiidem.
i en.
aflw-
iiui in-
lesctever
porque
do desimana a omt esperte de observatorio da re-
rreio, |..ra convertida nestes ollimos i
va--ln cslabel.'cim^nlo de marmrea.
e tl< proprielarios desla explorar., i Iiveram rom
c-te sinislro. uma parda qne e clcala em (uumn
dolars 92 cor.lo* de rei-. Alcm disto as viole o V<
rasa, adjacenles, arrebatada* na conllacrar.io. .n.
ram unta perd supplemeiil
e licarum
lias a miseria.
Ar.r.scenlareinos que o palacio de crvatal atea-
pando a desiru,,;.,,. qe arnearava em orVasiat loa
iu l.a-l .ni., damnllirado |
eii.i. I
tal. ..
I
pila patio orien
I \ro.
11 o r Uamavam latiiil ir ..lli ua. |.ia> ajaaa
do ftnptrbiiid.am xncem. Mai* tarde nao ataaa-
l'i.lai nn nuii df|, iiUt......a- piala-, ma. ranl..
i un-lbr- o seu dmheiro. i-lo nio ... rm raso aVvu-
-m, mas cm oulros muilo-. ti ra| ilali-la lana ri.
lio rerlos ajaetea rom o depoMlano para ali.la/ei
?u- i-lns dtati, t dinlirir.i para l.esci.t-
ma ordem a qar .. I, i
i'- > riienie Baaaa i,
vre dorui I id., de coardat o dudiriro ata H ...,-
Itieseinenle ^'e r.lume de drpo.ilat .linlinr.. no
tata dsuim-s, l../-sr l.i.i ciuniam. .|aa -
leste* li/ei.un i-u lirgocio priu. qul. .- Ii-t.. tr-al
l.m rhaiiiai- > Iba b.uqiiriio-.
K.I.* banquein.*. tu -u,, ,,n..... I.iu.....
su .s..perac..es a cuarda .luiheit I- taat itcntc-
ijzciiJu o seu Begonia com o lucro que tiuhaeu pele
i*.- na coiniacracao ...tire-1 ------ ..... ""
fular de .i2nTu 'dolar* IG era e,"[,'-UP l,or """i" ''* onl
rcdnzidas mai, de 60 lam, i STlSRi .'" """.''" ''
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


0111.10 IS PllSSBRBSs SiBEAl'3 NbViM .R3 5 1856
deposito, cujo lucro Ihe prodozia oolrtis com loda a | dous corpot e conservaren! na ra ohslinacn, o do pela afllrmativa, resumi a materia d'acrnsarao
sesuranc-a. presidenie, nao eslando approvado n orcamentu. se-1 e da rte(e?,i, propoi o qnesiios, e entregando-os no
Ainda hoje, o baoqueiro que se retpeila
limita-
se a estas operaces
ubrigado a licenciar o exerciio federal, a desar- < consdlm, lui e*le couduzido ti sala secreta das con-
lie iso que fax cotn que Ko- mar ai fortalezas. O nue veni ni.iis naturalmente
ao espirito, he que u senado, que representa inct
llischild de Londres nao sej.tum fcaajeeetro, mas sim ao espirito, he que o senado, que representa menos
un negociante, ainda que fac )!e-
l'r.im i e no continente opcraro* de banco a A era'ceder, ou antes que o presidente lera' que an-
aqot aos veruadcirot
cambio, as qoies silo vedadas
banqueiros,
Em urna palavra, oro banqueiro na liiKlalerra he
um depositario do xa cliente, encarregtdo de pa-
sar por sua conla os cheques. O banqueiro lie a-
lem disio revestido da confianca dos cus clientes,
que o encarresam de enllocar os ens capitn, c he
islo que permittem ios |*ring, aos Maatermaa c ou-
Irns de sobscrever a emprestiinos pblicos. (>m
ludo esle ultimo fado excede ja os deveres de ban-
queiro, e aquello que comprchende as saas fuuccoet
com a sevendade autiga, abslcm-so meimo de.las
uperaces.
O furor das emprezas qne te tein apoderado de to-
do o mundo, tem penetrado un.luiente alauns ban-
queiros. e nos temos vislo ltimamente a casa Pau-
lo Slrahau k\ Compaollia, urna das mais aotigat, e
los ni.iis respeitaveis banqueiros de Londres fallir
por una soruma enorme, e os seus socios seren sen
lenciados a dez atino* de pritao por abaso de con-
lianci.
Iloje, os bancos particulares lein cabido em des-
crdito pela idea de que nada pode garantir o publi-
co contra a ma' admiuitlricAo dos banqueiros parti-
culares, e s mercelo confianza os bancos pblicos,
islo he, fundados por actes e dirigidos por um con-
selho de direclores e um administrador. Alora dis-
so conla-sc com a vigilancia que estes directores 1,10
olingados a exercer sobra a ni.relia dos negocios, e
sobre os regulameiiloi imposloi eslaa sociedades,
mas lamhem se devia contar com os perigos que po-
den, causaros velhos e os temerarios. John Sadleir
pode com o coocujto de seu inn.lo arruinar o banco
do Itipperary, e os direclores entregues a especula-
cao, poderao arruinar o Roval Hnii-li Bank.
Em regra geral, um banco publico nao deveria
nunca fallir-
Ligados por certas regras, os administradores nao
tem uecessidade de empeuliar os negocios de um mo-
do arriscado, pois que se no ha, pelo menos deve-
ria haver, um fiscal centra toda a velleidade de in-
fracrao deslat regras.
l ie- -r.ir.i emente, assim com o proyam os dous
exemplos que acabo de lar, o que devia ser nao he
o que he.
Ora ludo o que leoho dito sobre os banco da In-
glaterra leria poucos inconvenientes sobre o conti-
nente,especialmente em Parit.
All o banqueiro nao he outra consa mai que om
corredor a quem se remellen! os valores do coro-
mercio.
Tambem se lite remetteni recibos de cobranca,
mas islo nn he indispensavel, e eslat remessas se
i /em quasi sempre a' ultima hora, e de maneira a
diminuir os riscos das fallencias.
As-im era franca e sobre o resto do continente, a
fluencia de um banqueiro nao se faz sentir se no
sobre numero mu limitado de inleressados.
Na Inglaterra he rauito diflerenle.
Segundo os coilumes que vos leulio mencionado,
o euinmercianle mais fraco c o bnrguez mais modes-
l" tem o seu banqueiro a quem entrega tolo o seu
dinlieiro, e nao deim em sua casa mais que o ne-
cr-ssano para as despezas diarias, sendo todos os pa-
gamentos fetos por cheques" sobre o banco, que
faz o oflicio de caixa forte.
Estecoslume est Uto arreigado no povo inglez,
que raramente se acha urna pessoa, de urna certa
' isicao que nao len/ia sua conla aberta em casa de
um banqueiro, e he muilo mais retpeilavel pagar
com um chequen do que com oiro.
Sendo este o estado de coosas, fcilmente compre-*
henderis qaanto he grande o numero de pessoas
jnleressadts n'um Banco.
Aquelle que acaba de suspender os seos pagamen-
tos, linha estabelecido caitas limes em todos os
Imrriis de Londres, e a sua clientella consista n'oma
multidao de pequeos commercianles que deposita-
ra .illi os seas fundos para as suas Irausaccrs.
segrndo o que ettabelece a legislarao ingleza
sobre as associacet commerciaes, lodos os accionis-
tas do lloijat llrilish Bank sao responsaveis pelas
Iividas da socieOade, al a concurrencia de toda a
ua fortuna particular.
lira, como entre estes accionistas se achara pessoas
extremamente abonadas, he quasi segaro que os
ere lores do Banco terao pagos integralmente, mas
deve passar algum lempo antes que a liquidado
possa fazer-se, eeulretanlo o pequeos accionistas
que lindara all depositado os seus fundos, ficarao
arruinados.
Ueste momento, lodos os esforr;o9 das pessoas in-
fre-adas tendem a impedir que o negocio caa en-
e as maos da Justina.
Nesla surte de negocios nao ha sena doas tribu-
aesqae teuham aecao.
O tribunal da chancellara e o tribunal dos falli-
dos, mas ambos riles s > considerados com razAo,
como a roma de todos aquelles que all se aveu-
luram.
Os sopciladores e os advogados teriam logo esban-
jido a maior parte do aclivo, e a fbula das ostras e
dos demandlas receberia urna nova appliearilo.
Mas se a questlo se resolver amigavelmenle, os
credores poderao ser pagos em oito ou nove mezes,
em contiarioiie provavet que nunca o sejam.
l'alvez que eslranheis em ler-me oceupado tanto
deite objeclo, mas quiz explicar o syslema dos Ban-
Jis na Inglaterra, por ser muilo distiocto daquelle
doplado em loda a Europa.
Tenho por varias vezes fallado das despezas dos
processos dos Iribunaes da chancellara e dos fallidos.
1 oderia dizer ootro tanto de lodos os Iribunaes do
reino ; mas nao ba nenhom que tenha mais lenti-
io as suas decisrs quoo tribunal da cliaucella-
r a, a exceprao do tribunal dos pares.
Para vo-lo provar voo relalar-vos um fado.
Um dos meas amigos be eredor de lord Talbot, de
ni.i Mimma de 16,01111 libras, pela qual o tem inu-
I mente demandado.
Como par esta isento da prisao por dividas, e
lendo tido a preeanco de passar lodos os seos bens
i m norae de ten lillio, lord logettre, nao lamelo de
o fazer pagar.
Este lord Talbot est com esperanzas de herdar
urna grande fortuna, porque teodo murrldo em Por-
tugal sem lierdeiros o conde de Schrewsbary, lord
laili.it pretende qoe pela extinceau delta familia
lilulo de conde de Schrevribury Ihe pertence de di-
teito.
Talvez que esle litlo seja o que menos Ihe inle-
resse, porque sendo ja' conde de Talbot nada ganha
por etle lado : roas 35,000 libras esterlinas de bens
Iua estao ligados ao titulo de conde de Sclirexvsbury
ao jHo
nuir aos vnlos dos depulados.
Mas enlao que acontecer' '.'
Terao as cousas chegado ao ponto em que Icnliain
que separar-se os estados do Norte e do Meio-llia'.'
Taca sao as graves qiicstoet que Imje se aprcsentan
e das quae vos enlreterei qnaiido tiver orcasiAo.
Fall-te de dar um toccenso a Mr. Cramplon,
emliaixador hrilannico Boa Estados-I'nidos, e que
foi despedido com lAo poura ceremonia pelo galli-
neto americano.
t) sovcinn inglez, que n.io tem rascnlimcnlo*.
enviara a Washington Mr. Pcvesun liewer, irmSo
do conde de tjranwillc.
Tambem se Ma igualmente ile Mr. VVilliers, ir-
ru!" i!e lord f.larcndon, para succeder a Sir VVil-
liam Temple, ein aples.
Itecebeinos ha tres dial a noticia que linlia re-
henlado urna iii'iirreieao realista em Neufclialcl na
Snissa, c que a handeira prussian.i linda sido arvu-
rada sobre os edilicios pblicos .l;-a cidade. Mas
logo depois soubc-sc que os realistas linham sido
alaradot e balidos e que o conde l'oiirlalcs, seu
chefe linha ficado prisioneiro.
I)uvida-sc muilo que o govcrnn prussiano lo-
masse parte n'uma semelhanle tentaliva.
Espero em breve ler mais pormenores sobre a in-
sorreieo da Neofchatel, e eulAo vo-los pateutearei.
CMARA MUNICIPAL DO KECIFE.
SESSAO' EXTRAORDINARIA EM 2-J DE OL'TL'-
BRO DE ISTiG.
Presidencia do Sr. harn de Capibaribc.
Prsenles os Srs. Reg e Albuquerque, Barata,
Oliveira, Gameiro e Vianna abrio-se asessAoefoi
I ida e approvada a acta da antecedente. O Sr. Vian-
na declama que nAo podia assislir a sessao c reli-
rou-se.
Foi lido o teguinle
EXPEDIENTE:
Urna circular impressa do Exm. presidente de 13
do^correnle, faxaado diversas consideraroe> sobre a
agilacao e excilamenlo, que costiuna liaver em po-
cas de eleicoes em lodos (os paizes livrcs, recom-
mendando'a absteucao de fraudes 6 eslralagemas
reprovados e a prcveneAo e represao de abusos e
falsilicar^oes as prolimaseleic/ies.Inleirada.
Oulro do mesrno, dizendo que para poder resol-
ver acerca da materia do oflicio que o inspector da
thesouraria provincial Ihe dirigi em 13 do correnle
sob o. 347, acompanhado de copia de oulro, em que
0 administrador do consulado provincial mostra a
necessidade de desianarcm-se as ras e de se proce-
der a urna nova amerado dos pred'.os sugeilos a
decima c ao imposto de i por cenlo,fazendo-se pre-
ciso que a cmara organisa.se e Ihe enviasse um or-
camente aproximado de quanto tem de custar nu-
merado de lodos os baleros desta cidade, debaixo
das bases, que vieram indicadas no oflicio.Man-
doo-se enviar copia desle ao engenheiro corleador,
para fazer o orcamonlo.
Oolro do mcsino, declarando em addit.imenlo ao
anterior qoe a riespeza com a numerado dos pre-
dios urbanos deve ser fela pela .aulorisado conce-
dida no arl. i 1 da lei do orcameulo vigente e nao
tem de sahir dos cofres desia municipaiidade.
Inleirada.
Oulro do bacliarel Francisco Bernardo de Carva-
Iho, parlicipando ler entrado no dia 0 do correnle
no exercicio da segunda vara municipal deste ter-
mo, na qualidade de G supplenle, por se adiar o
proprielario do lugar no exercicio da segunda de
direilo c o segundo supplenle ausente desta cidade.
Inleirada.
Oulro do Dr. Manoel Daarte deFaria, communi-
candn achar-se nomcado subdelegado da freguezia
de Santo Antonio e em exercicio.Inleirada.
Foi approvado um parecer da commissAo de edifi-
cado, dizendo que nao podendo a cmara aforar
os terrenos de seu patrimonio, sem previa autorisa-
cAo da assemhlca provincial nos .termos do arl. \
da lei do 1' deoulubro de 1828, devia prtencher-se
primeiro as formalidades mencionadas no citado ar-
tigo e no i Ida referida lei, para enlAo se eflectuar
o aforamento requerido por FVanrisco Bolclho de
Andrade, do lerreno no Forte do Mallos,qoe foi ser-
vidAo publica hoje inulilisada.
Mandou-se remeller commissAo de edificarlo
urna peiieao vinda da presidencia, de Francisco
Bolelho de Andrade, requerendo aforamento de um
lerreno de marinha devolutn no Forte do Mallos,
enlre o armazem de Manoel Ignacio de Oliveira
Lobo, e o dos herdeiros do finado Belm.
Concedeu-se ao guarda do fiscal de Santo Antonio
poro haver requerido nm mez de liceorja com ven-
cimenlos, para tralar de sua saude.
Mandou-se expedir ordem ao procarador para en-
tregar ao administrador do cemiterio exigindo s
1 culelas necessarias, os ornamenlos e alfaiasda res-
| pecliva capella, assim como para pagar de preferen-
cia as cusas qoe se ficou restando ;i diversos o anuo
passado, sendo as que forem requeridas agora pagas
do mesmo modo que foram aquellas, segundo as or-
dena que entao se expediram.
Mandou-se que o engenheiro cordeador reconsi-
derasso o ornamento c planta da estrada projectada
para a povoc,o da Varzea e apresentasse logo esse
trabalho.
l)espacharam-se as petires do hachar el Abilio
Jos Tavares da Silva '2 Antonio Jos de llega-
IhAes Bastos, Amaro de Barros Correa, Barlholomeu
Francisco de Sooza. Domingos de llollanda Caval-
canti d Albuquerque, F'rancisco Ivo da Rosa, Joa-
qoim da Almeida e Mello, JoAo Jos de Carvalho
Maraes, padre Jos de .lesos Mara, Joo Luiz Fer-
reira Ribeiro, Dr. Ignacio Nery da Fanseca, Jo3o
Luiz dA Paz, Manoel Marques da Cunha, Maria
Carolina de linio Carvalho, Manuel Lint Gonc,al-
ves, Manoel da PaixAo Paz, Manoel Izidro de Oli-
veira Lobo, Pedro Antonio Teixeira GoimarAes.Pe-
dro Jo.iquim Alves de Carvalho, RomAo do Reg
I Sarros, Valerio Joaquina Jos de Mello, e levan-
ton-te a sessao.
En Manoel Ferreira Accioli,secretario a escrevi.
Barao de C api barbe, presidente.llego Mbuqucr-
gue.Gameiro.OUteira.Franca.
uremias as 2 '. horasc da tarde, donde vollou
o 10 minutos com suas rcspncias, que foram lidnt ern
voz alia pelo presidente do jur\ ile senlenca. ent vis-
ta de caja decisan, o Sr. juiz de direilo interino po-
hlicousua lenlenca, absolvendo o reo e condcninan-
do a municipaiidade as costas ; e levanloo a sessAo,
adiando-a para o dia seguinle as 10 horas da ma-
nhAn.
REI.ACAO' DOS BAPTISADOS DESTA IUIC-
UUBKIA DE SANTO ANTONIO DO RECIFE
DESTE MEZ DE OUTUBRO DE 1856.
Dia .JoAo, branco, nascido a 18 de maio de
1817.
dem.Candida, branca, nascida a ISilenovem-
bro de 1819.
dem./.ulmira, branca, nascida ha 1 mez.
5.l/aliel. branca, nascida a i de Janeiro do cr-
renle anuo.
dem.Conrado, pardo, nascido ha 3 mezes.
dem.Flurianuo, branco, nascido a qualro de
maio do auno prximo passado.
dem.Cosme, pardo, nascido a 30 de junbo do
correnle anuo.
I dem.Damiao, pardo, nascido a 3" de junho do
corrente auno.
dem.Domingos, pardo, c-cravo, nascido lia 1
mezes.
dem.Candida, branca, nascida a IS de julho do
corrente anuo.
dem.izabel, branca, nascida a 1 de janeito do
corrente anno.
ti.Amelia, parda, nascida ha 6 mezes.
7.Maria, crioula, nascida ha 3 mezes.
dem.Maria, crioula, escrava, nascida lia 5 me-
zes e meio.
10.Casiano, branco,nascido a 3 de selemliro do
correnle anno.
dem.EslevAo, pardo, nascido a 3 de selembro
do auno prximo passadn.
11.Jacob, itruilo nascido a 11 de marro de
18.i3.Santo Oleo.
dem.Bernarda, crioula, nascida a JO de agos-
to do corrente anno.
12.Fraocisco, pardo, nateido a "> de Janeiro de
I8I.Santo Oleo.
dem.Dellina, branca, nascida a 13 de julho do
corrente anuo.
dem. Theodora, parda, nascida no l.de julho
de 1851.Santo Oleo.
dem.Marianua, parda, nascida ha 7 mezes.
dem.Emilia, parda, nascida a 18 de agoslo do
correnle anno.
dem.Ephigenia, parda, escrava, nascida a 21
de selembro do crrente auno.
dem.Maria, branca, nascida a 13 de junho do
corrente anuo.
17.Miguel, crioulo,escravo, nascido ha S mezes.
18.Antonia, parda, nascida ha 5 mezes.
19.Francisca, parda, escrava, nascida a 3 de
selembro do corrente anno.
dem.Auna, branca, nascida a 3 do correnle.
20.I'abricio, branco, nascido aos 13 de julho do
corrente anno.
21.Uerraino, pardo, nascido aos "i de abril do
correnle anno.
26.Joanna, branca, nascida aos 21 de junho do
correnle tuno.
dem.Josephu, branca, nascida aos 27 de no-
vembro de Ihi.
dem.Ernestina, parda, nascida ha ."> mezes.
dem.Antonia crioula, escrnva, nascida ha
mezes.
dem.Joanna, branca nascida a 2 de junho
do corcrnle anno.
dem.Manoel, pardo, nascido ha 2 mezes.
dem.Sophia, parda, nascida ha 1 mez.
dem.Francisco, branco, uascido a 27 de selem-
bro do corrente anuo,
dem.llibiana, parda, nascida ha um anuo,
dem.Felisbcrto, pardo, nascido a 2 de agoslo
do corrente anno.
dem.Maria. parda, nascida ha t mezes.
dem.Marianua, parda, nascida lia 6 mezes.
Mem.Kila, branca, nascida a 1(> de junho do
correnle anno.
Ao Indo 11.
Freaoezia de Sanio Antonio do Recife 31 de ou-
lubro de 18"iG.O vigario, renuncio Ilenrinuei de
llticnie.
lito de 3 por rento do algodAo. . 1:1 3987
Jilo de "i por cenlo de mais gneros 8:jli-77"i
Hito de l[2 por rento do caf. . 118971
. ipala/ia de IIMI rs. por Mera de
algodAo........ GG3>i20
Decima urbana....... 1:li1n-i Ai
Sello de herancas. o liados . 7:H.iir- Til
Meia si/.a dos escravos..... 1:122-Sis
Novot e velhos direilus..... 5019217
Escravot despichados..... 1:lilMr-(HM
Emolnmentcn de polica .... 3gooo
Imposto de por cenlo do auno lin-
do e divida activa...... '.MK l-l SI III
dem de 3 por cenlo da divida ac-
tiva........... JII-IMI
Mullas...... 1 IIW27
Instas........... 562519G
Juros.......... 7-21III
11:439911.1
Mesado consolado provincial 31 de oulubrode
Is.Mi.o escriplurarario,
Jos Cavalcenti de Albuquerque.
Xa?l> 4i"r sj(<*.tSm4(l
Publicamos no presente numero as ultimas pro-
videncias p decibles com que o poverno provincial I das
rend:
Rondinienln
RestiluicOet
IENTO
lotal .
DO MEZ DE
Rt.
Imporloeo.
Direiliis de cnnsunio..........
Ditos de I pir rento de reexporlaeao
para os pintoseslrangciros. : .
Ditos de I por cento de reexporlacAo
para os portos do imperio......
Ditos de baldearlo...........
Expediente de 5 |ir eentorjos gneros
eslrangciros navegados por cabota-
gem.................
Diln de 1|2 por c. dos -eneros do paiz.
Hilo de 1 l|2 por e. dos lleneros livres.
Ariiia/enam'iu das merc.idori.is.....
Dita da plvora.............
Premio ile l|2 por cont dos assignados
Mullas calculadas nos despachos. .
Interior.
Sollo fixn................
Einoluiuciilus de ccrlidOcs.......
preparou o processo eleiloral.o grande pleito que cu
mera amanliAa.
Uma constante sdiritu le pela conservaeao da paz
c da ordem, he o que respira em todos os artos do
homem dislinrln e eslirnavel, que vemos a' testa da
administrarlo da provincia.
Ningoem poder negar sem injustica, ao Sr. con-
selbeiro Sergio Teixeira de Macedo.uma graude im-
parcialidade, e espirito conciliativo em todas as
suas decisoes. Ainda nAo vimos uma s debas cen-
surada por contraria a lei.oo por ser dada com o es-
pirito de favorecer aales esle do que aquelle par-
tido.
Suas escolhas tem em reera Mullido inbre pt-
soas pouco eivadas do espirito de partido. Tem pro-
curado caracteres concillantes, e homens despreveni-
dos. |)e muilo lempo procura elle ler na polica
homens alheiot i> paixoes dos lugares pequeos em
qoe lodos se guerrean).
S. Exc. nao veio a esla provincia para collocar
um partido no logar do oulro, mas para executar a
poltica de moderacAo e de conciliar ao. que o go-
verno imperial quer fazer prevalecer em lodo o im-
pef io. Seus acto no nosso entender nao se afasla-
ram desse pensamento.
Os males de nosta provincia lem vindo da dis-
cordia e da violencia ; quem deseja a sua protperi-
dadedeve esfor<;ar-sc por afaslar esses miles, alas-
lando a sua causa. A auloridade lem feilo o sen
dever, amauliAa entra em scena o poro.
Mai psse poro est ou nao amestrado pela expe-
riencia *.' Air.anhAa o veremos. No entanto cada
partido se lem preparado para essa scena. O gover-
no tolerante e moderado pe leu-e ao partido cha-
mado conservador. O partido chamado liberal ou
praieiro c considera a oppnsicAo, e esl fura des po-
siees ofliciaes, sobre ludo das electivas.
Esle partido tem lido plena liberdade deaccao,
lem usado larga e desembarazadamente da liberdade
da imprensa, e do dicono. Seus orgAos circulain
livremcnlc e contem argumentos, criticas, persona-
lidades, doeslos, consellms, excilace. Tem feilo
reuniOes ou mcetings, onde lem adiado adeptos, e
alu nos discursos se tem empregado tolosesies meios
de triumpho. O governo anda nAo altenlou a sua
liberdade em nenhuma dessas formas.
Por sua ptrte o governo sem permillir que se in-
voque o seu iiome para nitorisar uoicag ou pro-
inessas, prohibindo ao contrario a seus subordinados
o Morago desses meios, Ibes lem promelliJo o em-
presa dos conselhos, das persuases, das discussoes,
das demonslraees para sastenlarem seus principios,
e prepararen! o triumpho de seus candidatos.
Poucas vezes as eleicoes lem sido na nossa provin-
cia precedidas de uma pratica 1.1 o leal dos principios
de tolerancia e de concillado. Como S. Etc. dis-
se em sua circular de 13 do mez lindo nada ha no
horisonte poltico do paiz. nada as cundiere* so-
ciaet que pona fazer nascer cansas de dissenc,6et vio-
lentas. O imperio est em paz, a popola^ao vire na
abundancia, as necessidades pnlilicas rasoaveis eslAo
talisfeitas, a forma de governo adoptada e aceita por
todos.
He sabido que a nossa provincia tem sido desa-
creditada no conceilo das outras como dolada de um
lUTUBRO. espirito turbulento e inflamuve!. lie lempo de re-
i habilitarmos nosso crdito na opiniAo do imperio, e
de mostrarmos que desapparecendo ts cansas des-
granadas da excitarlo e exallamento das paixoes, sa-
(12:i2ti?03i bemos entrar com franqueza, lealdade e tolerancia
na execur.io dos principios de nosso governo.
J nao he lempo de discutir o mrito de cada uma
G00:700"*091 das opiiies que amanhaa vAo coraecar a pleitear o
seu Si i n ni i lio. NAo be es-a nossa tarefa. O presi-
i.-idO dente da provincia rceommendoa ai autoridades de
todas as ordens que dssem aos. povos conselhos de
3933IG1 moderacAo, de honestidade, de ordem e de loleran-
I29IO2 cia. Se nAo tomos competente* para dar conselhos,
tomos baslantes brasileiros para pedir essa modera-
cao, honeslidade, ordem e tolerancia.
n.i-i iniriiin, he lomara ser na sepullura o pn que
lui no campo dainasceno,dunec reveslaris tu larra
dequa laraploj et qoia pulvises, el in pulverem
reverlcrii :'
Se perRuntaitlet a alguem que he feilo de nina .le-
tabel tan vaidou de -ua belleza, tan ambiciost de
su 1 gloria ; que t dispunha novas eonqoislati R"e
linha um sequilo formidavel de adoradora que cap-
tivava por suas maneiratot coracGes, ipie doininava
por seus alTeclos os urandes ueuios "
Oue be feilo dola'.'onde existe boje'.'I'bi qiiu-
so esl '.' Enlru sim no palacio de sua residencia,
percorru as salas, encontr amia os spiis movis 13o
eiqoitiloa, os seos enfeites lo apurados ; ainda di-
viso o grande numero de seos criados que a rodea-
vam, anude pois exude ella '.'libi quieso est'.'Ah!
urna voz trmula c balbucanle de I .ngesoa e afllr-
ma que jaz no imperio da morte Oueimou-se o
incens, cabio o idolo do altar, e o sepulcro o rece-
beu, tproximo-me a elle, descnbro o mausoleo so-
berbo, mas o que depuro, o que vejo ? recuo, nada
observo, porque 11111 vapor inteiramenle pulrido ex-
hala dessa campa : em balde se applicam os mais
suaves aromas, os mais exquisitos perfumes, os mtis
odorferos incensos, blsamos conservadores, porque
sobre ludo impera, quasi pul ido consumendus
sum.
Deixai porm estas pedras sepulcracs, estes t-
mulos pomposos, estas urnas sumptnosas circumda-
le choroes e perpetuas, visitai acuradamente
viuda da Europa no vapor in- Sem um syslema de publica inslrucro ijue at-
pessoat < 111 c- di.'llii se i|iii/.('i'ciri linja a \urJ.irjeira altura da respectiva deslinarao
utilisai comparpram
.>, .. .1 ..v.
epomureno l)~a \'">^n^ <'> perfeflibilidadc.
Fernaudes, commitsario vVccinador pro- '',"; Tm"um V1?'".'11"*
I se com amor 1 franqueza de irmai-, que. ncm a
V?-^^-...-.;.?'.-..--v..- v.s- >r...-.$-fi."zr<.:i.: nonal crganisada segundo as mais rcenles revela-
gg REFAIITK.AO UA VACCINA. Q er.es da ciencia, e conformo as aossas peruliar
sriiH'lil
na: .
tiran, lias (limitas .'
semana. Dr. .loan
ia relerid repar- fnt''. "trnciiteros seriio quaesquer esforcosi coa
domingos NcDoniiiceno liis
:.:-
oulros lugares dessa opacidade, desse sombro pala-
rio ilos morios, observa: essa medoulia e pavorosa
mnrloalba. Oue esqueleto lie esle. que se prope a
vnssa visla sem coroa, sera sceptro '.' o epilapbio bem
o dizaqu jaz Aletandre, rei egregio !(Jue ca-
dver he esle oulro que abanle vedes sem tiara, sem
cruz e sem ornato'.' lede a inscriptoaqni jaz Ju-
lio, pontfice magno Ide mais adianl ee veris com
espanto a multitud* de retios sem vida, de myrridoa
e carcomidos ooaot, de mitras enlutadas, de sceplros
quebrados, de espadas sem copos, de arinis e bra9es
reherios de negro crep, circumdados de perpetuas
e saudades, veris em summa que ludo se reduzio a
cinza e p, e prnmiscuamenle dorrae otoiouo eterno:
erce in pulverem dormitm.
Acibou. ludo passou. qual a trrenle que do cume
da montanha se despenlia com ruido, corre alguna
espaco e emlim te absorve as profundas e tene-
brosas voragens, ou como o p qoe o fogoto ginete
em veloz carreira ergue da Ierra, e depressa desap-
parece.
lie portanlo para nos recordar a lembrauca da
morte, que a igreja, carinhosa mai dos liis, celebra
araanliAa a commemoracJto dos tinados, e manda aos
seus ministros offerecerem o incruento sacrificio pelo
repuls.) eterno de lodos os fiis defonloi.
Os dobres de seus campanario*, o rnalo lagobrc
de que ella usa, as preces, ot ptalmnt eoloados me-
lanclicamente pelos Levitat sagrados, lodo esle
simples apparalo luctuoso, fu bem dispertar as al-
mas pias, a idea do nada que somos, e do nada em
qne havemos de ser, nos excitar a derramar uma la-
grima de taodade sobre o loga de nossns progenito-
res, nossos avoengos, nonos amigos e bemfeitorct,
implorando ao mesmo lempo do Dos da clemencia,
o reponso feliz para elles.
Concluimos o nosso imperfeilo eteripto, com o
pensamento de um grande orador tagrado tratando
do mesmo assompto. o Morrer orna s vez Lei Iris-
te e dolorosa na verdade aosolhos da razao e da Da-
Iureza, mas consolante e saudavel aos ribo- da fe e
da religiao, pois que presentando-nos a Irisle ima-
gem da morle, nos abre a alegre perspectiva da nos-
sa immorlalidade.e fazendo-nos cunhecer o nada que
somos, nest.i vida, nos mostra o mailo que devemos
ser em a Totora.
Ilodia mihi eras ubi.
Fr. Uno do Monte Carmello.
$ Com autorisarao do Exm. Sr. ?
gj jii'i'sulcnle da provincia faz-se pa- J
^ blico, para i-onhevirnuptodos lia- -;;;
0 hitantes desta cidade, que os das p*
ig de vaccina serSo de boje cin di- fgi
^ ante as quintal e dominnps de ^
^ cada semana, no lunar e limas ;:;.
anteriormente declaradas: nos do- f_ ;.
mingos estar' esla repai-tirao a- tdiiso
berta ate*a's II horas da manhaa. A
^ Dr. Joo Nepomuceno Dial Fer- ^
^ nandes, cmmissario vaccinador ;%
S P'wincial. .;;.
__ Foi preso por esla tobdelegacia um cabra de
nome Manoel, e diz perlencer ao Sr. I'rancisco Ca-
valcanli, senhnr do eugenho Keliro : quem se julgar
com direito apresenle-se a mesma subdelegada par
Ihe ser entregue, justificando. Subdelegada da Var-
zea 29 de ootubro de 18G.O subdelegado de poli-
ca,Francisco Solteree Figoeirrdo Castro.
__O lllm. Sr. capitSodo porto,emeumprimento
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia da-
tada de -20 do corrente, referindo-se a comida no
aviso circular do ministerio da marinha, de 2
tambem do corenle, manda dar publicidade as tra-
ducedes, junias a este por copia, de Iras avisos so-
bre o estabelecimento de luzes na illta dos enhorca-
dos no Mediterrneo.e no canal dosPrincipes a en
necessidades e conveniencias. E crim a mesma
franqueza concordaremos em que ambas as nossa-
legislaciVs respedivas, se a,bam mu IsDJI nao sa
da sua importancia, mas das exigencias imperm-
sas da posieao poltica de qualquor dos dous pji/c-.
Portiinl, abracado com a industria .-i.rwrn.i ,-
fabril, e empenhado nos mellioramenlos malcra. -.
vai conslritindo de Ikm fe, sem alternar seriamonlc
para a solidez Jas nliccrcos. (guando mais arro-
ic estiver afligurando a projerjao que de-
lineou, mais prxima da sua ruina Ihe andar a
grandeza da edlic3c,ao. Odesenvolvimenlo publi-
co, que espera do plano de reformas que traven,
ser quasi uma Humera, croquanlo nao drspo/er
rasgada e francamenlc os caminho* da illustraea'i
popnlar._ Pouco Ihe amadurecera o futuro, em
quanto no emendar os errns que Ihe legou o pas-
sado, fazendo caminhar juntos os loteresses intei-
lecluaes com os maleriae- do piiz.
O Brasil, na forrea da sua adolescencia como
naciio, entrevi largos horisonles de prosperidade
fiqneza publica mas, para que o seu inrlux.. no
coniinenie meridional da America, eja tal easao
Ihe cumpre, he-llie mister partir do mesmo pria-
''ipto ileeiurandrrimcnio mtclleciu.-il e na) liesiut
pernle a amplidao do commeltimento.
Eis as as no--as posiees, a nnsso ver, dcSnat-
das.
Portugal, pela sua siiuac.io geograrsiica.pela im
irada do Tamisa, e dfl casas deasylo para as pes-, ortancia das ww r a jjjlii Mm*m, deve
Sentimos tobre maneira qne o Sr. Elitiario Anto-
nio dos Sanios, actual inspector do arsenal de ma-
rinha e capilar do porlo, nao tpnlrl agradado aos
Srs. do Liberal Pernambucano, bem qoe nao nos
deve islo admirar por muilas razies, uma, e a prin-
cipal, a manifestada anlipalhia que nesse jornal Hit
demonslraram, logo a chegada do dito senhor nesla
cidade, igiiorando-se 01 moiivot, fazendo islo assim
a screm coherentes em aggredi-lo pela maneira que
o 11.11 feilo, e ha pouco, nos ltimos nmeros do
citado jornal, com loda a ausencia da verdade rela-
tivamente aos f.iclijs que Ihe impulam ; porm pr
miltam-me dizer-lbes.que a estes recusamos dar cr-
dito, visto como ogr. Elisiario no exercicio dos seus
empreROs, em o qaal ha ganhado immerecidas de-
salTeiroes, mas taes qoe muito o honram, e sendo
muilo amigo do Sr. Dr. Angosto, tabe lodavia dis-
tinguir os deveres inherentes a elles dos da amizade.
> por cerlo para desprezar
Inleressando-me verdaderamente pelo mea ami-
go procure 1 inqoerir bem este negocio, e fiqaei ame-
rtroiilado das perspectivos do processo em quesillo.
I.ord Talbot nao lem que remonlar-se menos
lougt qoe ao decimo-quinlo secuto, para provar a
sua genealoga, e sera impossivel dizer o numero
de documentos em iuglez, trance/, e em lalim, que
era necessarioexaminar para estabeleeer os direilus
de successao. Lord Talbot que conla hojees seus
cincuenta anuos ter muito feliz se decidir a ques-
lo durante a toa vida.
I.ord Sjhrewyburv legn os teus bens ao l 1 lio de
uque de Norfolk uma enanca de i anuos. Mas
umo esles bens estao ligados ao titulo, parece que
te lord Talbot nao foi doclarado herdeiro legal, e
que nenhom oulro se aprsenle, os bens devem vol-
lar a corda. i*1
Paranlo haver.i ntervencao no processo em no-
me da raiuha, o que contribuir para diminuir a
deipesa.
Vou agora dar-vos alguns promenores sobre o ex-
terior.
I'arcce devidamenlc que as desintelligcncias com
os Lslados-tjnidos, estao em bom c.nimbo de con-
11 r. 11, fallo dat desinlelligencias relativas 11 Ame-
rica Central, porqoe o negocio de recrulamenlos es-
ta morlo de iuamcao.
A grande difliculdade para a America Central he
a possesso pela Inglaterra da ilh.i de Buatau e das
Hitas da Babia.
Ora o governo briUnnieo acaba de fazer cessae,So,
por tratado, ao estado de Honduras, de cujo as
dlias dependiam, alias ha pouco lempo, quando este
oslado Tazia parta das colunias bespanholas.
llc-1.1 o protectorado da illia dos Mosquitos eo
("labelccimento de Ueliaa a a respeito desta. os fn-
glezet tnsleiitam que nap etln na America Central ;
rmquanlo 110 protectorado de Mosquitos a lugtater-
ra esta prompta partilba lo com o slados-Loidos, c
- ma necessario milito ma Mintadr da parle do ga-
binete de Washington, para nao transigir no esta-
do actual de cousas, e.o presidente l'ierce, que nao
ta nenhom interesso de candilatura a ler em
aberlo esla questao quereru sem duvida trabalbar
para extinguir o incendio que accendeu.
l'crmitti-rae que vot diga algumas palavras da
America, emqoanlo me oceupo teste paiz.
Acaba all de se pactar ni fado, que he ama ex-
periencia critica na vida de um povo.
Os Americanos terao muilo que loovar a Provi-
dencia se passarcm esta crise sem revoluc/ies inte-
riores.
Vos tabeis que a grande qoeaUo que se agila
ueste momento nosEttados-CniWhe de saber se o
novo eslado d Kanzas a.mullir' 011 nao a escra-
vatura.
A solurao linha sido dcixada ao propro eslado,
que possuia orna legislatura contraria a escravatura,
mas os povos de Missouri invadiram o estado, e
clcgerain uma oulra legislatura a lavor d.i escra-
v.ilura.
Seguio-se enljo a guerra civil, e o governo de
Washington, leudo que iutervir, deridin-se pela cau-
dos parlidnrius da escravatura. A cmara dos
representantes de Washington fe/, varias obsarva-
Cdet a esle respeilo, mas liraram <-?in resoltado.
Kmlim quando se volou o ereamento da guerra,
Ib
Gtio-*ys
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2:0:iV>0U
lt)0;i'l
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A /..' sei/uinlr* esprrir
ibeiro
Atiiguadaa .
Depotitot.
Em halancn no ultimo de
setembro........
Entrados n correnle mez
Sabidos .........
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1:328964-2
JURY DO RECIFE.
1. sessao.Dia 2'.i de onluhro de 18V.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco d'Assis Oliveira
Maciel.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido Au-
Iran da Matla e Albuquerque.
Etcrivao interino, o Sr. .Manuel Correil (jomes de
Almeida.
Advogados, os Srs. Drs. Antonio Katigel de Tor-
res Handeira e Fulgencio Infante de Albuquerque
Mello.
l'eila a chamada as 111 horas da manhaa, acha-
ram-se presentes 3il senderes jurados.
Foram multados em mais ii rs. os senhores ju-
rados j multados oos dias anteriores, e mais o Sr.
Jos da Urda Paranhos.
Aberla a sessao pelo loque de campainha, compa-
receu o Sr. Dr. I'rancisco Bernardo de Carvalho,
juiz municipal supplenle da segunda vara do letino
desla cidade, e apresenlou dous processos devida-
iiienic preparados, para seren julgadns na presente
sessao do jury, os quaes sHo os seguinles :
Io Autora a m-lira. reos presos Pompeo Exequiel
da Fonseca, Apollinario Jos da Fonseca e Agosli-
nlio Josc dos l'razeres.
2 Autora a juslica, reos presos os Americanos
George Tiercc, John Me. Itean e Daniel Servenev.
Depois de apresenlados os processos, foram con-
duzidos presenca do tribunal do jury, para ftrem
julgtdos, os reos presos Pompeo Eieqoiei da Fon-
teca, Apollinario Josc da Fonseca o Agoilinho Jos
dos Prazeres, aecusados por crime de homicidio,
perpetrado na pessoa de Francisco de Paula da Fon-
seca no dia 28 de agosto do auno passado.
Os reos Apollinario Jos da Fonseca e Agoslinhn
Jos dos Prazeres rcqucrerain para serem julgadns
separados, e o Sr. juiz de direilo interino adiou o
julgamenlo dos mesmos reos para o dia seguiote, e
resolveu que fnsse julgado oreo Pompeo Exequiel
da Fonseca, sendo defensores do mesmo reo os Srs.
Drs. advogados cima mencionados.
O conselho do jury de Malenca foi composto dos
seguinles senhores:
Itemcterio Maciel da Silva
Jos Cavalcanti de Albuquerqoe.
Dr. Manoel Mamede da Silva Cosa.
Herminio Alves da Silva.
Antonio de Soasa Kangcl.
Francisco Sergio de Mallos.
Miguel Francisco de Souza Kego.
Joaqnim Anlonio de Castro .\1111c-.
Jos Antunes Guimaraes.
Ilcrmino Ferreira da Silva.
Severiano Piulo.
Jos Jacome de Aojo.
Os quaes prestaram o juramento em voz alia so-
bre o livro dos Santos Evaugeihos, e tomaram as-
senlo separados do publico.
Depon de prestado o juramento, foi o reo interro-
gado, e no interrogalnno disse, que nao sabia o mo-
tivo por .pie era aecusado ; disse que quando se den
o fado criminosa qoe se Ihe impula, elle reo eslava
no termo da Basada. Disse mais, qne conhecia ao
fallecido Francisco de Paula da Fonseca, c que li-
nha com elle relaees de amizade, qoe, por onvir
dizer. sabia que elle fora assassinado rom um liro,
que Ihe deram. Disse, finalmente, que conhecia a
Apollinario Josc da Fonseca e Agoslinho Jos dos
Pmzeres, sendo Apollinario irmao delle reo, e Agos-
tuilio seu vizinhn.
Fez-sea leitura do processo, e depois da mesma,
o Sr. promolor interino pedindo a palavra, e teodo
Existentes...........
Xa* seguinles espertes.
Dinheiro..... 68O3I8O
Letras......20:17ctol)6K
20:8583218
Contribuirlo de caridade.
RcndimenU) nesle mez......... 1303033
Alfandcga de Pernanibuc) 31 de outobro de 1K5U.
O cscrivao,
Faustino Jo' dos SoMlOta
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO DB
PERNAMItlCO NO ME/. DE OLTUlRO DE
_ 1836.
Consolado de.') por rento. 32:00733110
Dito de 2 por cenlo. 165276
Dite de '. por cento dos
diamantes...... 0.->7,>0
Anriiragom........
Direitos de 3 por cento na
compra e venda das em-
barcarfies.....
Evpedienli' da capalaziii.
Sello lixo e proporcional. .
Emolumentos de ccrlidocs.
1:6263600
1218350
1:2109380
9629913
48680
32:1263111;
1:9299125
Dieersa* procnciat.
Dizimo do nlgodlo c onlros
cenerosdo Rio Grande do
Norte....... 360*100
Dilo dilo dito dilo da l'arn-
hiba. 1.......2:l.)9s60O
Dilo do ttssncar. c oulros
gneros da dita..... 1899361
Dito dilo do Rio Graude do
Norte.
Dito dito das Alagas-
36:0328311
3868977
1:0358361
----------------1:1319702
10:0019213
Depsitos sabidos
Dilos existentes .
918203
2:597957*
Mesa do consulado de Pernambuco 31 de on-
luhro de 1836.Pelo cscrivAo o seguudo escriplo-
rario, Cutiano (Jomes de Sd.
. Ihe cita concedida, acciituu o reo, dizendo que dos
estaneleceu-se a clausula de nao empregir as liopas 1 autos eslava provado ler si lo elle o autor da morle
federan para apoiar os parli larios da escravatura i de Francisco de Paula Fonseca, e que eslava incur-
cm Kanzas. .... .''' "-1* penas do artigo 102 do codito crimiml, e pe-
Mas esla condico foi regeilada pelo senado, e i dio a coudcmnauio no grao medio por se darem asi Cobranza da divida activa. .
o bil reenviado a-cmara dos depoladoi, qoe o re- circuiiislancias aggravanles dos 55 12 c 17 do artigo Indemnitacet.......
RENDIMENTO DA RECEBEDORU DE REN-
DAS INTERNAS GERAES DE PERNAM-
llt XO DO ME/. DE OITl BRO CORRENTE, A
SABER :
Renda doi proprios nacionaes. .
Furos de lerrenos de marinha. .
I.audemios.........
Si/a dos bens de rail.....
Dcima addicional das corporaces
do mao mora.......
Direilo- novos e velhos e de chancel-
lara ..........
Ditoslde palenles dos ofliciaes da
guarda nacional......
Disima de chancellara.....
Matricula do curso juridico. .
Mulla por infracro do regulanienlo.
Sello tixo e proporcional ....
Patente dos correlores.....
Emolumentos........
Imposto sobre lejas, o rasas de des-
ceios .........
Dito sobre casas de movis, roupas,
etc, fabricados em paiz estran-
geiro..........
Dito sobre barcos do interior .
laxa de escravos.
895130
138925
1188900
5:6669106
i'.3l'J
1038961
212-5000
2888276
I6:i35ft200
12-000
8:79882(2
OO9OOO
I2I-2IHI
1:3088800
produzio. A bala fot assim recambiada de uma c-
mara a' oulra, al ao momento em que leve lugar o
encerramenlo das MMoeS do congresso.
O presidente convocou logo uma nova MSSio, na
qual dvdarou que n.io nidia passar sem a approva-
cao do oreamento da guerra : mas a cmara suslen-
tou a condic-lo que havia imposlo, e o senado obs-
linoo-sc em regeila-la, de lorie que o bil anda n.io i dio a al.solvi'rao do mesmo rn.
pililo ser volado, pelo menos alo a dala das tiilimas' Depois da'defe/a Sr. promolor Merino
noticias.
A cmara dos depolados nao parece por ora de-
cedida a ceder, o aeoadu tambem 1110, sa esles
16 do mesmo cmligo : do 5 12, por ter precedido ao
crime emboscada ; do ^ 17, por ajuste entre o reo e
onlros. O Sr. promotor interino provou lodas as
circunstancias.
Fin.la a aecusacao, o Sr. Dr. Handeira, advogado,
dedozndo adefeza, disse que nao fra o reo o aolor
da morle ; que nos autos nao exisliain provas, e pe-
nao re-
plieou, e o Sr. advogado tambem n.io quiz treprar.
lindos os debates, o Sr. jui/ de direilo mirtino
pergunlou ao jurj se eslava saiieiio, e respondsaT
12llr 1299600
1629000
1408962
2238774
36:2189796
Recebedoria de Pernamliflco 31 de nulubro de
1856. O cscrivao,
Manoel Antonio Simfet do Amaral.
RENDIMENTO DA
PROVINCIAL NO
1836.
Direitos lie I por rento
exporladu .
MESA Di) CONSULADO
ME/. DE OCTLBRO DE
No lie terrjvel a morte pela vida que se
acaba, senao pela elernidade tue co-
mer.
Da ambir.lo do saber proceden o peccado, do per-
ca lo originou-se a ruina, da ruina seguio-se a mor-
le do genero humano !
Ouerer o homem frgil encerrar no seu nada con
cepcoes graciosas ; querer perscrutar us thesouros
da Omnipotencia Huma, he supina ignorancia, he
requintada ousadia.
O primeiro homem ainda que creado com uma
sciencia propria e adequada para dirigir o vehiculo
de suas acces, foi tambem o primeiro ente fraco e
ignaro. O progenitor da especie humana violando
osanluario da innocencia, chafardon-se no pelago
de ignorancias crassissimas.
Imaginou que podia ler o mesmo conhecimenlo
que era um atlribulo exclusivamente de Dos. Pj-
cou convicto de que o pai da menina Ihe fallava a
linguagem da verdade, e ainda mais acreditou qse
o seo Creador Divino, para cercear 01 seus argumen-
tos, Ihe havia inhibido o pomo que especialitara no
ameno e delicioso Edn.
Assim pois embabido, come o frodo vedado, in-
fringe o preceito, deiobedece ao seu Dos, desco-
nhece o beneficio grandioso da creac.no, torna-se
reo, rebela-sa coolra o Autor do seu ser, perde a
grac,a, chama para si a muldic.lo, sepalla-se as-
sim a innocencia c nas.ee o peccado, e eite traz a
morle !
Desle dia falal em que a ignorancia inlroduzira
dcilmente no mondo a culpa, nao bouve homem
feliz no globo terrestre. Esla calastrnphe lerrivel,
foi a iofalivel precuisora de uma multitude de infor-
tunios, miserias, desgranas ; males esles que oppor-
luntraenle deveriam opprimir, e sobremodo alear
i humanidade.
Uma sen lenca juslamenle he logo firmada pelo
dedo do Omnipotente, em castigo do crime perpe-
trado e por sem duvida asss revollanle.
Tremenda seiitcnra que passar tem embargo,
nein a menor opposieAo, como em herauca, i prole
infeliz do prevaricador Adilo.
A Ierra, jliz-lhe o Senhor, te produzir espinhos
e abrolhos para le allligirem ; leras por sustento as
hervas da mesma Ierra ; comers o pao no soor do
teu rosto, at que lomes na Ierra, da qual fosle lo-
mado, porque s p, e em p te has ue tornar;;
doee reveslaris in terram de qua sumpluses : quia
pulvis es, el in pulverem reverleris. il)
Tributo lerrivel que irremissivelraenle tem de pa-
gar lodo o viador !
ElTeclivamente o homem vendo pela vez primeira
i laz do dia, v tambem os objeclos desagradaveis,
objeclosque Ihe moslram e fazem patente a serie
de nm mistiforio de soll'ri Lenlos c de penas ; figu-
ras justamente precursoras de sua ruina e dissolu-
; 10. O primeiro passo que da na vida, he o primei-
ro tambem que o leva ao sepulcro, diz o sabio bispo
do Clermonl.
No sepulcro sim, neste deposito melanclico dos
morios, nesla fra campa existe o paradeiro dat as-
puaroi's, do urgulho, da varate, da devassidilo e
da impiedade. A morle s com seu corle voriz dis-
troe e aniquila simultneamente as eminencias, ts
potestades da Ierra, bem como a deiprezivel men-
dicidade, e u tela indigencia. Ella n.io s visita
com o mesmo gesto, o magno solio real, como o mi
seruvcl degrio da pobre choca.
lie com justa razAo que om grande Filinfo die,
que a perfeila igaaldade existe entre os morios : a
morte abre a porla fama, e feixa a inveja.
Com a morte na verdade lerminam-te as con-
lendas, apagam-se as paixoes, dis-ipam-se os odios,
anniquilam-sc as maledicencias, corl>m-se os la^os
da mais iulima amizade ; turto que he de bom, de
bello e de sublime ; ludo que he de iniqno, de per-
verso e de dissolulo, lodo vai prestar vassalagem 11
morle, c oscular i Ierra do sepulcro.
A pompa que slenla um corlezilo, a magni-
ficencia que sobresalte n'um palacio ; a sumptuosi-
dade que brilha em um fetlim, Indo que cega, sor-
prende c encanta o notso espirito, ludo escurece,
murcha e fenece com as sombras da morle.
Na vida, o mondo ollerece prazeret, jucundida-
des, ledices. passa-tempos e o mais qae allrahe o
desejo, rouba o sentido, he juslamenle o ohjeclo
mais deleilavel e apraznel para quem vive s para
o mesmo mundo.
No inmola, a morle su d.i lagrimal copiosas, tris-
tezas acerbas, dores pungentes e ludo que sensibi-
lisa ; que sangra o coraeno, que dilacera a alma de
pena ; he o que realmente ollerece o sepulcro, on-
de 0 filho v as cinzas do pai querido, a cousorle
M do esposo amado, o amigo is do prezado bem-
feilor.
A morte, diz o erudito Massilon, nos parece co-
mo 0 horisonte que se alonga, ao passo em que para
elle nnscncaminhamo, e sempra ojdcvisainos lao
longe, que cuitamos nunca l.i cheg.-.r.
nue vem pois a ser estas honras vas, eslas glo-
rias epbemeras, esles ttulos caducos, esles brazei
liclicios, estas lidalguias chimericas que o muirlo nos
aprsenla, e os seus adoradores com tanto orgolho
oslenlam'.' Nao ser.lo nm barro eiivcroisaln, urna
trra corada, um limo brilhaiitc '.' desengauai-vos ;
descei a esse logar, opaco e sombro, a essa sablude
medonha, e acharis a realidade.
Tndo que vive nesta vida au he o qae be, he o
qae foi, he tornar .1 spr na morle o po qne foi no
Senhores redactles.Vi um artigo publicado no
Liberal de hoje com referencia a tnun, e a' vista de
quanlo alu son calumniado, tenho somenle a dizer
em resposla, que sendo o caracterstico do autor.do
mesmo artigo bem couhecido para preslar-se a cou-
Sis taes, segundo islo curre de plano, pelo qoe sobre
ti ten) acanelado loda a falla de considerarn, de
que alias fazia-te eredor por toa pisicAo social, nAo
he muilo, pois, que tenha entrado eo no numero dos
victimados, mxime em couseqnenria tambem de
uma oulra sua innata qualidade, ainda mais o dis-
tinguindo, a intriga.
E qae fazer eu com um individuo assim lAo mori-
gerado, que sem duvida u.in hade achar gente, a nao
ser oulro seu semelhanle, para provar qaanlo contra
rr.im avancou no mencionado artigo ?
Enlrega-lo, como de lodo o coragaoo fajo, ao de-
vido desprezo.
Pela publicacao destas liohas muito obligado fica-
ra' quem sinceramente be, de Vales, u mais alTei-
coado e ltenlo criado,
Eliziario Antonio dos Sanios.
Em 31 de ootubro de 1S't6.
Movimmic 00 yotio.
.Vacos entrados no dia 31.
Terra Nova42'dias, barca ingleza Norvaln, de
21) toneladas, capilAa I liorna/ Scoll, equipagem
13, carga 2,'JOO barricas com bacalhao ; a Johns-
toii Paler & Companhia. Pcrlence a Creenbik.
Seguio para a Baliia.
Marselha, Malaga, LUboa, Santa Cruz de Teneri-
fe37 das, vapor francez Brasiln, commandanle
Tonrnaire. Passageiro para esla provincia. Ber-
nardmo Jos de Carvalho. Segoio para a Baha e
Rio de Janeiro, condozindo desla provincia os
passageiros Jos Joaquim de Oliveira e Silva, Joa-
qnim Marianno Campos do Amaral (iurgel.
Parahiba2 dias. Kiste brasilciro (Flor do Brasil,
de 28 toneladas, I mestre Joflo Francisco Marlius,
equipagem i, carga toros de mangue: a Justino
da Silva Bdavista. Passageiros, Antonio Pereira
de Araujo, Manoel Alves dos Passos. Perlence a
Pernambuco.
mit&&
II 618*055
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial,em cumprimento da resoluccVio da junla da
fazenda manda fazer publico,que no dia 13 de.no-
vembro prximo vindouro, vai novamente a pra;a
para se arrematados a quem por menos fizer os re-
paros Je que precisa a ponte sobre o riacho de l'i-
rauyra junto a villa de Limoeiro, avallados em res
1:80*9000.
E para constar se mandou allixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 27 de oulubro de 1856.0 secretario,
A. F. d'Annunciarjo.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimento da ordesm do txm.
ir.' presidente ta provincia de 27 de corren-
te, manda lazer publico,que no dia 20 de no-
vombro prximo vinduuro, peranle a jun-
la da fazenda da mesma thesouraria, se ha
de arrematar, a quem por menos fizer, a
obra da ponte do lirumzinho ua estrada do
Pao d'Alho, avahada em 8:030/000.
A arrematarlo sera' feita Da forma da lei
provincial n. 313 uc 15 ue maio de 1851, e
son as clausulas espectacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arre-
matarlo comparerjam na sala das sessOes da
mesma junta no dia cima declarado pelo
mcio-dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o pre-
sente c publicar pelo (Diario.*
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco, 30 de oulubro do 1856. O se-
cretario, A. F. d'Aiiiiuiiciac/io.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
1. As obras da ponte do lltumzinho serao
[.tas do conlVirmidade com a planta c orna-
mento approvado pela directora em conse-^
Iho c apresentado a approvar;ao do F.xm. Sr.
presidente da provincia na importancia de
8:030/.
2. O arrematante dar principio as obras
no prazo de um mez, e deveta conclni-las
no de cinco mezes, ambos contados na for-
ma do artigo 31 da lei provincial n. 286.
3. O pagamento da importancia da arre-
mata^o realisar-se-ha em quatro prcstacGcs
iguaes ; a primeira depois de feito o primei-
ro terQu das obras ; a segunda depois de con-
cluido o segundo terreo; a tercena depois
do rccebimenlo provisorio ; e a quarta de-
pois da entrega definitiva.
.1 Para ludo o mais qne nio se achar de-
terminado nas presentes clausulas nem no
ornamento, seguir-se-ha o quo dispOe a lei
provincial n. 286.
Conforme. o secretario, A. F. d'Annun-
ciacSo.
soas que naufragaren! na parle do mar dcSunder-
bunds em Bengalla.
Capitana do" porto de rernambeo em 21 deou-
lubro de 1866.O secretario, Alexandre Rodri-
gnes dos Anios.
TRADUCCAO'.
Aviso aos n ive-antes
N. is.
Mar Mediterrneo.
Pliarol nas ilhas Baleares.
O ministerio da marinha de Hespanha acaba de
participar, que do dia 1." de mato de 1856 em
(liante, se esiabelccera uma luz fixa na ilbados
Enhorcados, enlre as ilhas aleares, Eviea e For-
men lera no Mediterrneo.
A luz he fixa e clara, e esta enllocada na altura
de 82 ps cima do nivel medio do mar ; e deve a-
vislar-se do convez de um navio em lempo claro,
na distancia de 10 milhas.
O aparelho Iluminador lie catadioptrico da 6. i
ciaste.
A torre do pliarol aclia-se collocada na lalilude
38.- 48" 49" INorie ; e longitude 1.' 29' a lesto
de ('renwich.
O objeclo e ftm da luz be para marcar o canal
conhecido pelo nome de Freo-Grande ou o prin-
cipal dos tres canaes, ou Freos enlre ss ilhas de Ivi-
ea ao lado do norie, o Formontera ao do su
F.sie canal tem quasi uma milha de largura e
nove bragas de fundo ; mas como o fundo be de
rochedo.as embarcacos de vela devem a cautelar-se
em navegar para o canal com o vento escasso ou va-
riavel, para evitar o perigo de ter de fundear.
Por ordem de S. Senhorias.
Assignado, John Washington, liidrographo.
Repartirlo Ilidrographica, Almiraniado, Lon-
dres 28 de abril de 1856.
Este aviso aHecta os seguinles mappas do Almi-
rantado.
Geral do Mediterrneo, n. 2158, de Alicante
para Palamos n. 1187 ; ilhas de lvica e Formen-
lera n. 115, e mais a lisia de pharoes do Mediter-
rneo n. 10 A.
TRADUCCAO'.
Aviso aos n.tvegantes.
, H.31.
Canal dos Principes.
Entrada no Tamisa, pliarol adicicnal.
Trinity House 5 de junho de 1856.
Para melhor Dafegagao do canal dos Principes,
resolveu-se, que nclle se estabelecesse uma luz ad-
dicional.
Pelo presente se faz publico, que anles do dia
1." deoulubro prximo, uma embarcacao pharol
estar (undead ao lado norte do dito, a meio ca-
minho pouco mais ou menos, entre os pharoes Ton-
gue e Guindler, e ijue uma luz encarnada revol-
vente apparecer da mesma, depois do por do sol,
daquelle dia.
Nova informagao a respeilo da posieao exacta,
demarcaces, etc., da luz projectada, ser publica-
da era lempo compleme.
Por ordem.
Assignado, P. H. Benhon, secretario.
TRADUCCAO
Aviso aos navegantes.
A directora da companhia das Indias Orientaes
recebeu ltimamente do governo de Bengala a se-
guinle noticia, que se publica para conhecimenlo
geral.
Para a gente do mar que naufragar na parte do
mar de Sunderbunds lem-se estabelecido as seguin-
les casas de asylo.
N. 1, pintada de encarnado. Edilicada um pouco
para o norte de Jacksons Grove na pona de Sezers
formando a entrada de leste para o canal Creek.
Esl em uma extensa planiciecobcrla decapim pe-
la parte interior, ou para leste de uns montes altos
de. rea, que formam a linha da praia.
N. 2, pintada de branco. Edilicada na entrada de
leste para o rioSublorraooKey, 400 jardas ao norte
da pona que se forma da illia Bulcherry e 20 jar-
das do signal ou marca das mrs cheias. Esl rel-
locada no meio de arvuredo baixo e mui unido
(jungle).
V 3, pintada de preto. Edificado aenlrada de
leste do rio Jeuneva, 400 jardas ao norte da pon.-.
que forma a enirada para o rio Subiermooke\ ,e 20o
jardas do signal uu marca das mares cheias.
Em cada casa ha um suprimento de bolacha e
agua, que fcilmente se acha lendo as instruc^es,
que exislem em cada uma, que contem igualmente
ouiras direesocs de ulidade, cada casa lem junio a
si um calamarau.
Os nufragos que alrancarem a ierra a leste de
Saugor devem procurar as casas de asylo, c devem
lembrar-se quu quando urna embarcacao se perdu
com um pralico a bordo, o faci he loso sabido na
estaco dos pracos e etn Calcuta. Os uautragospor
tanto, que acharem caminho para as casas, devem
n'estas permanecer e cuidar nos muios de subsisten
cia, na certeza do que, em breve serao socorridos,ou
se (orem obrigados a abandona-las, esforcarem-se
para seguir o caminho do oeste al a ilha dcSaugor,
e viajar pela praia at que cheguem ao pharol, ou
caminharem para uma grande povoacao de pesca-
ra, situada no lado do sueste da ilha de Saugcr,
servindo-se do calamarau at onde for praticavel.
Por ordem de superintendente da marinha. As-
signado, Jas Sttlherland. servindo de secretario.
Repartieoda superilendencia da marinha em
Fort Willtaro, a 8 de margo de 1856.
Publicado por ordem da directora da compa-
nhia das Indias Orieniaes.Assignado, James C.
Melvell, secretario.
Casa da directora 7 de maio de 1856.
sumir o fugar que Ihe compete na coaimunhao eu-
ropea.
O Brasil, ocla vaslido do seu icrritui.o, pelo
vigor de lodos os seus recurso*, icnde l elcvar-s
ao grao de influencia poltica, deque ti'< o far par-
ticipar n su desenvolv ment inlelleciiial.
0 primeiro nao obiera a prosperidade pubiir,
sem bascar na educar-jo nacional os seos esfor-
qos. 4
0 segundo, nao aproveilar convenisaneamic
os seus inexurveis recursos, sem levar a masa
nacional ao nivel a que Ihe nao he licito (car in-
ferior.
Que nos propotnos Ba, com a pruseaie puUi-
cacao ?
F.mduas palavras o diremos. Pesar na batanea
do senso commum c a luz da sciencia actual, o ja*
existe, bom ou mao, ptimo ou pessinto nas duas
legislacoes; inquirir oque falta a devia existir ;
examinar com a mesma conscieneia o que se lar,
e o que se lem feilo no- paizes onde mais adiantt-
da se acha a organisacao da instrnrcao puMira.
considerada quer administrativamente, quer rw
seus pormenores pedaggicos e didcticos. Da
meditada confronlaco de lo diversos demente*.
rmos propondo o que em boa razao se nao pode
dci.xar de propor, para o aperfeicoamento, on an-
tes radical reforma da nstr-jceao publica, em cada
um dos dous paizes.
A tarefa, nao he fcil. Supprir, porem, boa
vontade, se, como esperamos, os especialistas c e
sabios d'um e d oulro paiz, a quem rauius cic-
havemos de recorrer, repartirem contnoaco defme-
to das suas observicOes e dos sens estados.
Considerando que o agrado naseido da ameaeia-
de, he para o goslo da maiora uma innocente sc-
duccao, e que em favor* do santo fim que deman-
damos, nenhum meio se deveria desprezar, quan-
to mais a formosa litteralura, procuraremos de
fadar algumas vezes rom ella o cansare dos esla
serios, mesmo afim de crear para esles maior nu-
mero de sectarios. O excmplo nao be no*, t-
rao-lo nos jornaes es,icciaes de todas
lemo-lo na Franca principalmente.
CONDICgoES.
A Revista da Inslrucro Publica, salitrado '
vezes por mez. Ter 12 paginas nesle fonaato, oe
24 columnas cada numero. t
As correspondencias, sero dirigidas francas .1.
porte a oflicina do <.Pro-re-so eta Lisboa, rua da
Crnz de Pao n. 15.
Para a redaccao, a Luiz Filippe Leiie.
Para a administrafo a Francisco Goocalics Lepo.
PUECOS.
Com rtlampilka. Sem c-limptUn.
Por anuo.....1S940 19700
semcslro .... IMM 9O0
trimestre.....540 480
Avulso, cada numero .130 ISO
Para o ultramar c Brasil, ser remedida a
Revista pelas malas dos navios de vela. O re-
tos sao em moeda forte. As assignabjras Pg-
adiantadas, por tres mezes, pelo menos. Boga-sea
quem assigoar nesle prosperlo, ou para eliecotber
assigoaturas no imperio do Brasil, queira ecmga-
lo, com a respectiva importancia, ao ageMe 1'eaeii
lar porluguez na localidade, ou a pessoa par ele
designada.
Subscreve-se na cidade do Recife. linaria n. 6.
e S da praca da Independencia.
as liagaas
9ftt'80 tollKtM.
ara
PlBLlimr LITTERAKIA.
(i; uene^. cap. ;i. v. is c 1^
toctUxa&whi*
A repartiiSo da vaccina lem !>oa
,i, lien. cap. i, v. 19.
REVISTA DA INSTRUCC.VO: PUBLICA r VRa
PORTUGAL E BRASIL.
llcdarrTo ; Antonio Peticione de Castilhn c Luiz
Filippe lj:ite.
A nica polilicaaclualmcnlc possivel. nao sopara
a Europa, mas para a America, e para lodos os
povos livrcs, e a da luz para todos; he a da civili-
sac,o itnivcrssl. A opinio popular educada, he
a mais segura- nanea de estabilidade para os bons
governos e tte felieilaao publica. Por ella se o-
perar no interesse commum, o que alias licaria
circumseripio limitada esphera das convenien-
cias individtiacs.
Portugal c o Brasil, que denvam de origem
commum as suas mais gloriosas Iradieeoe*, palpi-
lam com aspiradles indenlicas e nao demandam
oulro norte, seno esse para onde Ihes esta aponlan-
do a conscieneia das proprias provaees a scien-
cia na sua expressao mais sincera,
Na roa do (Jaeimado n. 19,
com oa credores da extincla firma de Silveira (\ Fer-
reira.
Permola-se o arrendanienln da abran re i
andar e olao, sito na Iravrata da Concordia m.
com commodot para uma praade familia, ten,
seo alagad :HXmo meotaet, pnr ama cata Ihinm
lenlia ^ quarlrs, tendo esla nas ras iln alatlvtvaa,
dorias, Uireita, pateo do (Urmo, I Jmboa do wc me
palto da Itibcira, na do Kanvel. Flnrenlma, p.tf
de S. Pedro: a ptstoa que 'uicrr. dMrijt-te a* mo-
mo sobrado, qoe achara' .om quem tralar.
Prccisa-te de urna nema qae teja lid,
comprar o arranjo da una cata de pouca lam
filiar na rua VeMta n. 123.
Sorvetcs
.Na ral do Trapiche Novo n. 12, ha
os diat, das 11 a 1 hora da manhaa. t da? fi \y2 'i
da noite.
Alaca-se a loj.i do sobrado silo na roa do Ro-
sario n. 21 ; a petsoat que a prcleoderem quetram
dirigir-te a rua da Camboa ilo l. rom n. in.
Ollerece-te am rapaz Mfett, iento da suar-
da ntciimal, o qaal tabe fallar e eterever o fianni.
cum pralica rie ncancio, para raixeiro da raa e I ota
de commtrcio, di fiador de ma enndarta : qvem
precitar, dirija-se ao aterro da Bna-V. i-la n. 17. la-
brado.
Prtri-a-te de um eatHM qoe tcnlia pralica **
taberna, ou mesmo sem ella, prefnindo-w maineiile rhtcadot: na rua de San-1'raadtc* Mea-
do Novo n. Ii8.
-- O padre Jo3o <'.nrr-c ile Sanl'Anna Macwra
avisa o publico que desde o di* t selembro yltia,..
comcroa I Mgmt-t Jo.1o oruSda Nlv;iri Mar-
reca.
Vende-se uma carrnc nova com p pa. para
vf nder aso, rom hoi oa tem elle : u m> del Pites
casa do Sr. Manoel loaquim Carneir* l.ral.
Prccisa-sc de om bom criada para am rivd-
leiro, que teja copeiro e saiba tralar dos rr-aisarran-
jot de Orna cisa : a tratar no etrrplorio da Rarrara
\ Catire, roa da Carlda do Recife n. 4.
Tra*passa-sc a quem qnizer, |ielo |irccf> do
10(13000. dous annos e srle mezet d encajameif
de uma prela qna te lihcrtoa cam esla rondn m< ;
seui -ervir.i. sao, boa lavadeira, -i /inhrira, vta4t
dora, e fai lodos os servicos de ama rau \,t mo^i
e sadia : quem preciar .mnunrie por esle ^Uiartai.
Prccisa-sc de am felnr pan um sitia perla 4a
prar; : quem estiver ntslc rasn. duija-ta a roa 4a
tlullesio, blica de Cyprmae l.m/ da Pai.
Precisa-sc de um Miar porlu^ae> para amrn-
Benlio na provincia dt Paialiiba, prdrrin4o-e s*|-
leiro : qurn estiver neslat Irircumslancias, lui|a--
,1 i palco do Terco n. Iti.
A pcsna qu quer traspasar os -crvu ,. 4r_
una prela liberta pelu Irmp qne Ihe lalla para pa-
sameulo de ;nn-'iii. prncuic ua raa da >cii/.,l. \ r-
llri n. TO. sr.iin.lM andar.
_ II baivo a-sianidn ro^a ao Sr. Antonio R|..
lisia Vicira, rpie moiou na rea da Maacarira. ,u
frciiaczia do Poco da Panfila, que tenaa a Imndade
de vir ou inandir na liberna do 1'e.e. a nejocio qoe
n.io Ignora.
Jnaqoim Ignacio da Osla.
Precisa-sc de um preto para orna casa r-irar
reir, que seja liel en.u Ifiiha vicios, paua-ta hem
a tratar m rua do l'orres n. Va\
Pinsase de om meleqae das :l a* I doras 4
tarde : quem qttizer alii.-u dirija-te rea Nava nu-
men i ">2.
Precita-te de coslurdris : na laja de allaiale,
raa Nova, esquina da paule.
P. taurinas, ridadao Iraneer, vai a F.ai
Precisa-se de nina ama qua leaki heala
bom leile ; paga-te l.ciu : na ma Itiretla n. K.
f.
I'EHN.: TYP D8 M. F. DB FAKIA Uwb

ILE6IVEL


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