Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07623


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Full Text
ANNO XXXII l.. 2!i7
Por 3 mezes adiantados 4j>'00l0.
^or 5 mezes vencidos 4500.
DIARIO
SEXTA FEIIA 51 DE 01 TI URO DE 1856.
Por auno adiantado IGfMt.
Porte franco para o snbscriptor.
ENCARS.EGADOS DA SUBSCRIPCAO' NO NORTE
Fiiihilx, eBr. aerearlo Y. di Nilmdadi ; Niul, o Br. Joao
lutal. i*-* Jumoi; Jlim",. o Br. A. d. Limoi lr..:
Cnr,to.-o4dOliMli;Mirinhio, o 8r. Josquim Mar-
ques tadrlgoai; PUuhj, o 8r. Domingos Hareulaao A. Peiioa
""' Parst. 'uillniano J. Iimoi; Anaionti. Si. Jira-
ujma da CanU.
PARTIDA DOS CORREIOS.
OlinH. : tofos o? dlaa, s 9 r .. hora, do dia.
'"'"-. Conaiae ftinilaa :'aas i" ,....."""""-. l.nmi.i:.,,ar. Aluna Gar..k.ni : na lerea-Mre
t.n.;'rv"v.'";;',"";; **:*">..........~.......<. '..i..-.. Tir-
arHoro-, rah-Mta, Bo.-Vl.la, Oaricerf K.u : na. aria.-r.
<-.ho, Ipunea, Iferiaaaaa, 11 i-Formo.,,, Ua "
im^l.ira, c K.i.l : jlalas-fallas.
I",1"< a norialaa partern a. II) haraa da
ros, Agua-I'l
ansia.)
AUDIENCIAS DOS TRIBUXAES DA CAPITAL.
Tribunal do eommareio i segundanquintal.
Ralacao : lercu-feira, a labbadoi.
Fiisodi: quarlaa eiabba ioi ai 10 horai.
Juno do eommarel: segundas ai 10horaia qninlai a* rasle-dia.
Juno da orphaoi .- lejtun ai a quintal ai 10 horaa.
Primiira Tarada tlr.l .- lagundaa a aaiiai aa mtio-dia.
signada mi da anal: quatu Mbbadoi maio-dla.
PA1 TI QFFICI4L
EPIIEMERIDES DO HEZ DE Ol TURO
7QuiMoereicenliii3horail9mlnuto a 48icguudoi dsm
is Lu chaia ai 9 mioaioi a 20 lgundoi da tarde.
JO Quaitominguantaai 3 horas,47 minutla 48iegandoi di t.
MI no'lliS hora, 2 minutoi ,48 leguodoldl Urd.
e.i_ ... PREAMAR DEIIO.IE.
rrimiira aa fi horaa 84 minutas da manhai.
Ssgnnda la 7 horas e 18 minutos di Urda.
CTOVEENO DA PROVINCIA.
Expedienta ea ai. > e* laiiln,
' Mlii'io a Eun. marechal comraaodante das ar-
mas, remetiendo por copia o aviso da repartirSo di
guerra de II do crreme, do qual consta liaver-si
expedido ordero para o arsenal di corle enriar a es-
la provincia, com deslino ao >. ha tal bao de infan-
tina, o* lirros de que traa o aflicto de S. E*c. sob
n. 699.
DileAo mesmo, (rammillindo por copia, no
s o ivisii de 9 do correte, mas tambem o decreto
n. 1830; de Sdeste me, exlin&oinlo as juntas de
jusliei militar as provincias onde as lia.Iguaes
copias foram remellida ao Etrn. conselheiro presi-
dente di relicto.
DitoAo mesmo, recommendan.lo i eipedieSp
ile ras ordans, para que e recollia ao 8.- !> italliao
de iufaotaria o alfares Joi Francisco de Oliveira
Mosquita, quepertenceodo ao2.- batalhao de infan-
lana, fez pa.sa Exm. presidente das Alagoa?.
DiloAo mesmo, enviando por copia o Aviso da
repartirn da guerra de 9 do correte, do qual cons-
ta, que se cnucedeu pissaijem do i.- regiment de
osvslliria ligeira para a companhia fita de cavalla-
ria desla provincia,' ao cabo de asquadra l-'lorencto
Ferreira da Silva.
DiloAo mesmo, remetiendo por copia o aviso
circular do ministerio da gnerra de i do correnle,
determinando que se envi meusalmenle secrrla-
ii daqueile ministerio, urna relicto nominal dos
ollioijAe maisempregidos subordinados ao mesmo
minisWrio, que forem licenciados.Igual copia se
remellen ao presidente do conselho administra-
tivo.
l)rto-Ao' mesmo, dizendo que pela leitura do
aviso que remelle por copia, licara S. E\c. inteira-
do se haver concedido a demusjo que pedio Joa-
qnimtilseno de Mesqoita, do logar de eserivao da
botiea do hospital regimental desla provincia.Cora-
inunicnu-se thesouraria de fazenda. Q
DitoAo mesmo, transraittiudo por copia o aviso
da repartidlo da guerra de 89 de agoalo ultimo, do
qual consta que se conceden ao segondo-cirurgiao-
tenenle do corpo de saude do ejercito, l)r. Jos Mu-
nix Cordeiro italiy, quatro metes de licencia com
sold simples para ir provincia da Babia, e 90
din de pnto pira entrar no gozo da referida licen-
<;.Inleiroo-se thesouraria de fazenda.
DiloAo ehefe de polica, declarando que trans-
millio i thesouraria provincial, para ser pasa, es-
sando uos termos legaes, a conta que S. S. remelleo
da deapeza frita com as dietas fornecidas aos presos
recolhidos enfermarla da casi de detenrao.
HiloAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
eommendando a eupedijilo de sois ordena, paia qne
na recebedoria de rendas internas seja arredilada a
imporlanria dos direitos emolumentos que est a
dever Jos Ignacio Soares de Macedo, por ter sido
reformado no pu.to de major-ajudanle de ordens do
C'Mmnanlo superior da guarda nacional de.le mn-
nicipio.Commuuicou-se essa reforma aorespeclivo
comniandaiile superior. s
DiloAo mesmo, Iransmitlindo para o (im con-
veniente, dous avisos de letlras, na importancia de
3j4M| aaecadas pela Ihesooraria de fazenda da pro-
vineii do Kio Crin le do Norte sobre a desla, e a fa-
vor da Joiqmm Ferreira Nobre I'elinca e Pedro
Nolnco di Costa.l'articipou-se ao Exm. presidente
daquelll provincia.
HiloAo rnr-nio, eiicindo para ser enviada com n.i
br.rid.da ao Exm. preside.!, das Al...... Z" !* *?w proaanl, porque
certidio dos as.r.itamci.iosdo acidado Franciscofc E.s-aqoi o trecho d. Mr. Mac ,.,l ,v -
Jpsu, ,qu. perlencia a seAgDda companhia do tY-J \m i m n,. .,. rif"-n -, .
tinelo 8.- batalhao de cacalorc com o n. 17". ^u''i*ej>4wn n>->-. iruri;uvnn*a ouD.-BM; iRtrn
DiloAo mesmo. recomm.ndando a axpedirio de ,'e7 *l,"'iJogaiorea da llolsa e de Espe
suas ordens. par. que o inspector da alfandes .-' ,",',", e,mJ",,?10.!',uul' sintl no despacho, is -lo de direitos. t- ,". 0e. t ,hS ? ,W2 fRanis.ram-
das madeiras que forem precisas para as obras di-
quella estrada.
DitoAo jmz de paz presidente da junta de qua-
IihcsjAo da fregoezia de Caroar, accusando rebe-
bida a copia que Smc. remetleu da lista dos cida-
daos qualihcados volantes naqnella freguezia.
Igual aa jniz de paz presidente da unta de qualifi-
ciJo de Bom Jardim,
'Jj'0Ao Ju'i de paz mais votado da fregoezia
da Boa-Vala.Estando averiguado que o territorio
de Beh-ribe antes de ser annexado freaoezia de S.
Pedro Martyr de Olinda, perlencia S da mesma
cidade, e uta 4 Boa-Vista, como sesuppot, quando
foi organisado o mappa do numero da eleilores, que
leve dar cada parocliia e que remed a V,me.
9 do correte, devo declarar-lhr, que essa fregue-
zia lem de dar :IS eleilores e nao :U, como esta na-
quelle mappa, porque :tS he o numero correspon-
dente a ll, que deu em I8i2, e o augmento de mais
um quinto que a lei permute,^aso em que ella se
acha, em relarAo ao numero de volantes qualilica-
dos.Igual ,i cmara municipal desta cidade.
PortaraExonerando, de conformidade com a
proposla do chele de polica, do cargo de delegado
do termo de Olinda, ao bacharel Manoel Joaqun)
Carneiro da Cunha, por issim o haver pedido.
Communicuu-se ao referido chefe.
TRIBUNAL, DO COMMERCIO,
SESSAO JUDIC1ARIA EM 30 DE OUTUBRO DE 1856.
Presidencia^ do BxiH. .S'r. desembargador
Souza.
Esliveram prsenles os membros do tribunal, a
excepeo do Sr. deputado Medeiros Kego.
Julgamenlot.
Kmliar-aiite, Je,lo Pinto Regia de Soon ;
Embargado. Vicente l.ieinio da Cosa Campelfo.
Desprezaram-se os embargos.
Appellantes, a viuva a herdeiro's de Jos Conni-
ves Ferreira e Silva ;
Appellado, Joilo Evangelista da Cosli e Silva.
Coulirmou-se a sentenca appellada, sendo
pellante condemnada de preeeilo.
Appellanle, o hachare! Cabriel Soares Kaposo da
Cmara ;
Appellado, Barbosa A; l.ima ;
Embargaute de tercetro, Manoel lavares Cor-
deiro.
Ficou adiado a pedido do Sr. deputado Pinlo de
l.emos.
Passa.y-eni.
Pasou do Sr. desembsrgidor Villares ao Sr. de-
sembargador l.cio a appellara"o em qoe sao :
Appellantes, Fonseca Medeiros A; C. ;
Appellados, Roslron Hooker A; C.
a ap-
O JOCO DE FUNDOS PBLICOS.
O Morning Chrnuicle exlrahe do 4- volume da
listona de Inglaterra desde a revolucfln de IK88
ha pouco publicado por Mr. Macaulay, um trecho
que lem certa importancia, allendendo i mana de
especulares que agora domina na Europa.
A idea de apresentar no theatro as sociedades
por acroes, e os especuladores em fundos nau he
nova.
Ja no primeiroi annos depois da revoloc.ao de
lt>88, a Inglaterra couhecia este genero de comedas
entre as quaes hgura o drama de Shadwell, os
JogadoiesdaB,lsa The Stork jobbers}, represen-
lado pela primeira vez em 1692. e qoe o scu autor
morreu durante
M de cemenvai'ailir'I-.. uTTiT- re
/ Cont Roger, a por canta das qu.
Araojo conlralou vender ao arsenal de u
Communicou-se ao inspector do mesmo arsenal.
DiloAo mesmo, para que, l\ vista da nota que
remelle por copia, sejam arrecadados na recebedo-
ria d. rendas internas, os direilos e emolumento?
que est a dever Jos Joaqoim de Oliveira Badoem,
por ler sido confirmado no logar de ajumante do pe-
dagogo dos menores do arsenal de geerra desta pro-
vincia.
DiloAo mesmo, mandando pacar a Manoel Bor-
g.a de Miran i.t a qaanlia de IUU?, porque ajuslou
tratar o cabo de esquadra Josc Joaquim Ignacio, que
padeca de escrfulas no pescoc.0, devendo essa
quantia sahir da verbahospitacs.
DiloAo director do arsenal de guerra, recom-
mendindo que contrate com hrevidade a condcelo
de un fardo com arlgos de fardamenlo que existe
naquelle arsenal, com destino a provincia das Ala-
gla.
DiloAo commandanle do presidio de I ornan to,
declarando, alim de que o faca constar ao senten-
ciado Joao Cario* Istciber, que o Exm. Sr. ministro
da guerra parlicipou em aviso de 9 do eorrente, que
foi indef.rido o requerimeuto em que o.mesmo sen-
tenciado pedia perdi du lempo que Ihc resta para
cumprir a peoa qoe foi conderonado.Fizeram-se
19 OOtns cotmnunicai.no-.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, di-
zendo que visto ler a companhia Pernamhucana re-
eornecado com o vapor ti Iguarassii no da ("> do
correnle i navpgacAo eostein de seu exclusivo pri-
vilegio, deve Smc, a datar daqnelle dia, continuar
com o pasameulo das preslaroes prnvinciaes conce-
didas a mesma companhia. Commuuicou-sa
esta.
DitoAo Ihesonreiro da estrada de ferro, com-
muuicando haver o Exm. presidente das Alagoaa
participado, que expedir ai convenienles ordens,
no lenlldo de u.lo ser all emharacada a exlr.in.-ao
roB HbKjUQDB Conscience.
VI
'(ontinwco.)
O doutor vestido de pelo, e de pb>sonomia im-
se moilas com^^i-
nliias indostriaes o cummerciae?. Todas promel-
liain aos seus accionistas lucros immensos. Para
ludo se oraauisaram sociedades ; os seguros, a pe^
ca das perolas, o fabrico do papel, o dsa garrafas, a
alumina, o carvito e nimias outras cousas.
Urna companhia de tapeceiros compromeltcu-
ie, resolvendo o pohlema de fornecer bom e barato,
a ornar e mobilar as salas da gente da classe media
e. a? alcovas da nobreza.
< A companhia das minas de cobre organisou-s e
para explorar ao mesmo lempo todas 89 mina-, da
Inglaterra ; no seu programma pmmettia I ucroi
pelo rueos iguaes aos das minas do Potos.
lima eompauhia de mergulhadores jr.prehen-
deu tirar do mar os deslrocos dos|na'jfragio9. Em
cerlo da, annunciou-se que os tral,albos da com-
paa iam comecar, e foi convidada a gente da ma-
llior 9ociedade para ir ver a magnifi.va collec^ilo de
apparelhoi que semelhavam armaduras completas.
Na frente do capacete harta um gruida olho de vi-
dro, semelhanra do de um oy clope, e na cimeira
um (ube para dar communienco ao ar. Fizeram-
se innit.is experiencias no Tamisa, em presenra da
um escolhido concurso a'.vrahido pela masnilic re-
cepro que Ihes dra i co u Os mergulhadores envergs;am as ?oas arma-
duras, metlcram-se na agua e prooiidaram, voll.u-
do crregado de ferro velho e de de^rjeos de em-
barcaces.
Urna companhia de pescaras da Croenhi
promelteu fazer desapparecer do Ocano Clacia
lodo, os balee.ro* e pescadore hollsndezes de ha-
renques.
Urna companhia de curtidoras oflerecau forne-
cer couros muilo superiores aos da Kussia e da Tur-
11?'a l'"u|n,e"1c eonstitoio-se urna companhia
para dir un nibos dos lidalgos orna educara,, ra-
nada por mdico prero.
E.la .ociedade tiiiha um titulo pomposo, cha-
"~ **** tatpajlMa das Academias Reaes.N'um
prograinma magnilico, os directores, annunciando
que liniiam esenpturado os melhores professores do
Como .' o que he que est acabado".' pergun-
lou Job mu trmulo, ludo esla acabado, e vos.a
senhona me felicita Na rerdade, craio que peni,
o jiiio !
~i'senhor me interrompe sempre di;se o me-
dirn. TNiu.il voltou-se para mai Job. lomou-lhe tam-
bem a m io, e accrcscentou :
En aielfclo, senhora ; o menino est salvu '
Meu lilho, meu Eogelhert est salvo exala-
mou a feliz mai ergueudo asmaos ao co. Oh bem-
'lo seja Dos por tal beneficio Mas, he verdade
mundo, em todos os ramos dos couhecimentos hu-
manos, participaran] a prxima emisso de urna lo-
tera de 90,000 bilhetes a -20 shillings cada bi-
Ihele.
ir O numero dos premios era de 2,000. Aos feli-
zesi que lirassam estes premios promeltia a compa-
nhia ensioar, a sua costa, as linguas latina, grega, a
hebraica, franceza, hespanhol.,, a trigonomelria, a
herldica, o fabrico da pnreelaua. forlificacao, as-
criptorarao mercantil, e finalmente a tocar* tiorba.
- Al-nina- desta. campanillas estabeleceram-sa
em edificios eaparosos, com zrandes labolrlas com
letras dourada?. Outras foram menos osleutosas.
Todos os boteqoius prximos da Bolsa estavam sem-
pre cheios do correctores, de agiotas, de comprado-
res e de vendedores. Os directores reuniam-se par-
ticularmente nos doos bolequins de Joualhas a de
Carnoway.
it As transacrea a praso foram moda. F'izeram-
se comhinaces pasmosa?, e para produzir alta ou
baixa dos valores pmp.lavam-se cousas ineri-
reis.
O paiz presenceou entilo um prnnomeno com
que urna experiencia duturoa nos lem familiari-
sado.
a Manifeslou-se no espirito publico urna enfer-
midade, cujos symptomas se assemelhavam na es-
s.ucia aos dos successos de 1821 de I8i.">, com tan-
ta raziio qualifcados de mana.
Consisliain estes symplomas no desejo impaeien-
le de enriquecer, no desprezo dos lucros vagarosos,
mascertos, justa recompensa da industria, da pa-
ciencia e da economa.
A sociedade abalou-sc. Eite achaque chegou
at ao sisudo corpo municipal. Os padroeiros e os
syndicns dos no-so- misteres, os nos.os funcciona-
nos municipaes. os nossos vereadores cederam a
influencia perniciosa.
Era moito mais fcil e muilo mais lucrativo fa-
zer correr programmas, annunciando a organ sajao
de novas companhias, que lulo davam menus de -21)
por 100 de dividendo aos seus accionistas, do que
carregar um navio, exp.di-lo para o Levante uu
para a Virginia com um rico carregamento.
Un programma nem elaborado, levavsa moitas
rezes innmeros especuladores tan cbicos como
ignorantes a trocar 10:000 bous guineos por acc/ies
que representiram metude deala quaotia, e a maior
parta das vazes esses liloloss lioham um valor ima-
ginario.
NSo se passava um dia que nao apparecesse um
balao de sabao, que depois de correr brithantemeo-
Ic no esparo, se .evaporava e caba no esqueci-
meuto.
A ora forma adoplada pelo espirito de cnica
deu aos poetas cmicos e satj ricos mai rariados as-
somplos. O publico acolheu com lauto mais gosto
esses assurnptos, qoanto era certo que alguna dos
especuladores menos escrupuloso?, mais descarados,
mais felizes, eram exactamente dessa classe de gente
de cabellos desgrenhados, que chamavam aos har -
llios de cartas livros do diabo, e que jolgavam sor
um escndalo, um peccado ganhar ou perder trinta
reis is tabola?.
Foi no ultimo drama de Shadxvell qne a hvpocri-
lia e a velhacaria desses tjes especuladores" foram
pela primeira vezexposfas s gargalhadas do publi-
co. A melhor scena desta peja intitulada os Joga-
dares da Bolsa, he de cerlo aquella em que qualro
ou cinco rigoroso? nao conformistas, depois de ha
verem discutido as probabilidades da companhia dos
/ipanha-ltalot e as da cnmpaoliia dos "Mala-Mot-
ea*, Iratam da queslao de saber se he licito aos ho-
mens piedosos e temeule? a Dos lomarem arrOes
de orna companhia orgauisada para nter Ingla-
terra bailarinas de corda chinelas. lloin-ns de
, '"udaconsiderarfio, di/. iiuiNhu.Io per?onagcm de
j- s9aM|l ropada e sem bots na c:isaca. posoem des-
sas arenes. Mas em verdade nao po??u dizer se esta
especularlo he ou nao contraria a lei.
Um velho coronel, cabera redonda, que pcleiara
em Marslon-Moor, dissipa a. llovidas suscitadas pe-
lo seu dbil companheirn dizendo :
Nao sao os santos que lem necessidade, pelo
menos que o saiba, de ver es?as bailarinas de corda,
que provavelmente nouca ch.garao. A nica cousa
de que devemos tratar, he de saber se as acre? po-
dem tomar-se. se nisso ha negocio. Ora nos sab-
mos ja qoe aquelles que as tero tomado pdenlo
dentro em pouco vende-las com bom lucro : por
lano tomemos quanlas pdennos, e depois de as
vndennos, pouco importa que as laes dansarinas
de corda venliam ou nao vendan).
i Cumpre notar que quando o publico applaudia
esla pee em uovembro de 1693, anda nao havia
um eeilil de divida publica, lie pola sem razio que
mallos hi?(onadores tnburm a divida nacioual a
exigencia dos jngos da bol.a a a? IransacrOes immo-
raesqua dellc siu urna con verdade he que o desenvolvimenlo natural das for-
jas da societade produzira om estado de cousas qoe
rorrosam.nle devi.i trazer com?igo o espirito de es-
peculiao ainda quando nanea hoavess. divhla pu-
blica. Por outro lado, urna tonga e dispendiosa
guerra devis originar ecas.ariamente e Journal dei Debatt.
Jornal do Commereio de I.i-boa.
DAS DA SEMANA.
27 Segunda. Vigilia sem jejum pelo indulto S. Elesbao.
18 Terca, (sem dia santo por indulto) Ss. Sinido e Judas
t QuarU.Trasladatao de S. Isabel viuv. rainba f
30 Quinta S. Euno ni. S. Macario ni.
3!leiU" vi'illa) Jejum. S. Quintinom.
1 Sabbado. >*i Eesta de todos os Santos. S. Cezirio.
2 Domingo. 24 8. Victorino m.: Ss. Thobias e Eudocio Mm.
II
ENCABREGADOS DA S4 ltS;niPl \0 no m i
Aligois.e Sr. i laudine Falca.Das ; Babia. Sr. D. Pijati
lodaJanairo,.8r. Joa. PartirMarUaa.
EM PEItX AMIII tu.
AuT-rif^-Totlrw d* U hwh* L" u"Jas I '. Bolsn eclesistico de Tarragona, Id. oficial de
-Os'ni polilicoi i' U- de v,"", de bie"*s nc'<"'K, El Men-
^..1..5raLFo.^ P^-'cam em
SST&Titf SfaB5 ^r!^>-P^--doo reino, 212 obras
nduZM ner,"' lU.i'.'u Tltl\ KarniaIceu'ico-1 O producto que a circularao annual dos perio.licos
nca Naval vZ 5TU Seimrf.2,?' m"": ^/'T \ ? bri,S d* *- "p| Tansporle de lodo. e?...
ival, Albun d. la, Seorita?, Museo d. las impressos, ascende aproximadamente a 1,.VH).000
reales da velln, seuJo o de lodos os mezes de
122,0110 rs.
H.J. Mar Une:.
O l'rogre*<'i.)
OprepriatarladaUAtIOIIa.aari Flg.tirM a Itni, M .a
livraria, prafa da Indap.ndas.cia h.IiS.
Familias. I.a Justicia, El l'ulelar, BoleTin de t".t
Nacionales, Eco de la Veterinaria. Asociacin Me-
dica, Eco de la Ganadera, Memorial de Eu"enieros
MHlaree, Kibliolheca Dramtica, Caceta inusical.
El Vigia, El Ami;o de los maestros, Cuia ,lel mi-
liciano nacional. Semanario medico e?paool, I.a co-
tizacin de la Bolsa. Boletn de Veterinaria, Bole-
tn) ecclesiastico del arzobispado de Toledo, El E-
nano, Hoja commercial. Id de teatros, Revista mi-
nera, Albun de la bordadora, Sociedad desoccorro
mutuns. Revista Bibliographica, Correo de teatros,
ti Preceptor, I.a Humanitaria, El Apuntador, Ga-
ceta Homeoptica, El Duende, El Tipgrafo, Bo-
letn de teatro?.Iotal.il.
Albacete.Boletn oficial de la Provincia.To-
tal I.
Avila.Boletn oficial, Id. de Venias del Esta-
do.Total 2.
Badajoz.Boletn oficial de la Provincia.__To-
tal l.
Bailen.I nidad progresista, Boletn oficial de
Jan, Haro de Jan, Boletn de fincas del estado__
lotal .
Barcelona, Diario de Barcelona, Corona de Ara-
gn, El Ancora,]Boletin .le ventas de bienes nacio-
nales, El Eco de la Actualidad, Revista Catlica, El
Constitucional, Revista agrcola, El Progresso Bar-
celona?, Boletin uncial. La Alimza medica, El Tri-
buno. El teatro y el roeador, I.a Elegancia. Bole-
tn) eclesistico. Id. de la Sociedad Econmica, El
Centinela. Boletn oficial de Gerona, El Posliliou,
Boletn Eclesistico de Vich, Ei Diario de Villanue-
va.Total 21.
Benavente.Boletin eclesistico de Aslorga, Id.
oficial de l.eon, Id del Clero, Guia del comprador,
Correo de l.eon, Boletn oficial de Zamora, Avisa-
dor municipal, El Compilador.Total 8.
Bilbao.Boletim oficial de la Provineio, Id. del
T'ZT-l.aMnBr.ai a- o u r i"""" eiD(|ue ):l l*mo' fallado aaii de a
J^-.WU"*BeW.*_8a. Id. oficial de ameaCa tomar proporcoe? inteiramenle cons.dera-
eis. Com elleilo, ha urna falta de dinbeiro que
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBLCO.
PARS.
0 de outuhro.
A Franca se oceupou durante o miz pascado com
a sua colonia africana. A queslao dos caminlios de
ferro de Algeria he nesle momento mui atteula-
menle estudada e susceptivel de prxima solacio
que lera para a frica franceza c para a metropole
as mais favorareis consequencias. Os transportes
muidilliceise mui dispendiosos, sobretodo duraule
a ma e-tacao, se executarao mui rapidameiile, e
depois de despezas para con) as vas frreas que gru-
pirem em todo o seu territorio populaces agrcolas
e capitalistas.
Por outro lado, urna expedirlo de que se tein Irala-
do mai, de ama vez foi definitivamente resolvida:
lrala-se de sentar ao mesmo lempo o dominio exclu-
sivo da Franca sobre a frica septentrional. Forra?
respailareis se vao pr em marcha contra os kaby-
les, cojas aggressoes audaciosas se estavam lomando
incommoda?. A gran le Ksbylia deve ser atacada
por tres lados ao me- no lempo nesta campanha de
invern, mais perigosa para os kabvlos do que para
os soldados franceze?. He o general Randou que
commaiida a expedicao, e aguarda-ie urna prompta
submissao.
O imperador c a imperalriz passaram estas ulti-
mas semanas em Biarrilz ao po dos Pyrenneos, vao
successivamente a Compiegne e a Foulainehleau.
pan alinal voltarem para Paris, onde a crise finan-
que se operi as ideas adminislralivas da Gr.u-Brc-
laulia, anda pode alar as modificacet que serao
proximamenle inlroduzdas na lei sobre as socieda-
des industriaes e commerciaes.
At aqu, salvas raras excencoes, autorisada? por
actos especiaesdo parlamento, as companhias ingle-
zas bao sido constituidas sobre o principio da res-
pousabilidade callectiva de todos os membro?. O
governo inglez propOe tomar, pelo menos em parte,
legislarao franceza, o mechanismo ila sociedad
raen adminislralivo dos dous ducado*. M. vbeel
se achou entao complcliment. .solada, para saslcn-
lar e fazer prevalecer o ssm .valemi.
->a llava a seguuia camera dos eslaaaos seraee
proceden nesle mez a n.roearao dos tros riodilale .
entre os quaes el-re. deve evulher o presidente da-
la assemblca. Estas operaces derara lugar a urna
manifestaran do? seutimenlos hoslis da nsaimia da
cmara para com o ministerio aclaal. KarsM eei-
gicameute a este projeclo do governo, apezar dos
protestos de alguns financeiros qoe receiam que a
diminuirn de responsabilidad, altere a moralida-
de do commereio mglez, e a solidez do seu crdito
podein-se, einlim, citar os estorbos tentados para a
crearao de urna admiiiislrarao encarregada da sau-
de publica, para a organisajao rcenle da polica,
e para a formarao de um misterio da instrucrao
publica.
Aguarrrando ocenpar-se com os Irabalhos da pr-
xima sessao do parlamento, a imprensa nao modifi-
ca a sua violencia, e nestes ltimos dias ha contra a
Franca que ella se vollou : a menor difliculdade que
se suscita acerca do tratado de .10 de mano, preten-
de ella que a Inglalerra oblara esla excurao, em
caso de necessidade. sem a coadjuvarao de niuuem,
como se a Inglaterra podesse laclreule paaaar bo-
je sem a allianra franceza.
passivel enlroo ruin elTeilo conio Job dissara com senhor. o que me diz ? Nao me engaa por nieda-
I I,, :,/ inita a.;.,.,!.... m ....^ .,11,.. ..-.. .. i 1 .1. -1 II. S ... I*.. I-. ____.. .
tanto az.dume, assentou-se sem o'Uiar para o meni-
no, perguntou :
Como se pissnu a noil. ?
Tranquillameule, mu Irauqjiillamrnle, res-
pondeu mai Job. O pobrezinho qnasi nao se .'noven.
Pedio muilas vezes aeua !
Tres vezes .lmente desde a noile passada.
Agiton-se muito'.'
Bella pergunla exclamou Job iutervindo. Mi-
rilla raulher ja nao disse a vossa seohoria qoe elle
uto se moveu ?
Sua fronte eslira coherla de Hat'.' perguntou
n medico sem dar allencao as palavras do fabri-
cante.
JUo, senhor, a tnllammar.lo nao reappareceu.
Donnio hera '.'
T.m dormido muito esla manhda.
Seu somuo he tranquillo 1
Sim.
Job arda da impaciencia durante este interro-
gatorio.
Mai, doutor, dias. elle, o menino esl no leito.
l',taraiue-o, e diga-nos francamente o que aconte-
cer. Se vosia senhoria su lem de a mi orinar-nos urna
desgrasa horrivel, he pelo menos cruel e inulil a-
lormenliir-nos Ionio lempo cum essas pergunla?.
_ Cala-le, pelo amor de lieos '. exclamou a mu-
Iher. Job, Job, quanlo mais fallas, menos valem las
palavras. Ueixa o doutor fazer as cousas como en-
l.nde.
Sera responder orna palavra, o medico pnz a ci-
dera junto do leito, e assenlou-se inclinando a ca-
bera sobre o menino. Depois de o ter contemplado
um instante sem fazerum movimento, tomou-lhe o
pulso, e applicou-lhe at o otivdo sobre o peito
Depois licou de no-vo immovel, e emlim acurd.iu n
meuitiu ab ilamlj-o braiidamenle, c chamando-o pe-
lo seu Home,
1-. n Ir tan lo Job passeara na alrova
e-.lavam irritados por es-e louso interrogatorio, c sua
impaciencia maiiifeslara-se por gestos rpidos e arre-
batados. Ja duas vezes ello se linlia chegado ao me-
dico, rizeiidolhc esla pergunla : EnTAo sem
obler resposta.
Mili Job eslava airas do, doutor, e com o torarSo
palpilanle esprcilava-llie todos os raovimenlos.
N.to podemlo resistir mais a sua agilac.au febril,
Job cheg.u-SA lerceira vez ao leito, e exclamou :
Vtissa sa-nhoria he capaz de dar-me um ataque
de apiplexia ralle! Como est elle? Nao tenba
rereio : ae elle ha de morrer, diga-o francamenle !
ti donlor evanlnu ,e, lomou rom a mesma tre/a
.1 inao du t.ibr o- ma, o di??i--lhp :
Eu o tllalo, ludo est acabado !
Vide Diario n. -J")i.
de lio heni fundada a esperanza que me da .
Sao lenho a menor confianra no que rona se-
nhoria diz, murmurou Job. Pode" ser que o menino
esleja melhor ; mas o senhor nao pude saber como
estar elle amanhaa.
De cerlo, respondeu o doutor, s Dos pode
saber se \ me. e eu estaremos com vida amanhaa ;
mas jolgo nicamente da doenca actual do menino.
E er que licara sao '.' tao brevemente? He
impo.ssivel ; vossa senhoria engana-se e eogana-nos
ao nMMB lempo Veja minha mulher : ri e salla
como se qt.'zesse dausar. Basta-lhe urna palavra ;
pela minha parte nao me deixo commover lao fcil-
mente.
Nao d ouvidos ao que elle diz, doutor, excla-
mou mai Job com expulsan ; ella desesperara edu-
ridaria al da boiidade do proprio Dos. Vossa se-
nhoria lem razo, meu Figelberl licara sao ; eu o
creio, quero cr-lo, porque d-me ama nulicia feliz.
O' meu lilbo. meu charo lillio este instante dea-
leera me indemnisa de quanlo hei padecido.
Passara o braco por baixo da cabera do menino,
e heijava-o com lodo o delirio de ternura.
Job, Job, incrdulo, vem ca exclamou ella.
Olha, elle ri, o pobrezinho ri !
O fabricante approximou-se lanamente e com des-
conlianra ; mas. apenas Engelberl avislou-o, esten-
deu para elle as mitos e murmurou : Meu pai !
Job ficou lao vivamente commovido que, mao
grado sea, se Ihe eucheram os olhos de lagrimas. El-
le amava cegamenlea Engelberl, e diante dessa pro-
ra de sua rolla a vida, nao pode resistir alegra
que inundava-lhe de repente o corarao.
Mai Job vio sua emoco ; lanrou-se pir,: elle,
passou-llie o braco pelo pe-cuco, e exclamou mistu-
rando su i-- lagrimas com as delte :
Est? milito alegre, Job ; nao he verdade?
O fabricante de cerrejl despremlcn silencin?amen-
seus ervos I le o pescoro do braco da mulher, e vendo que o me-
dico ia reflrarse, rollooaa para elle, e disse :
Engelberl esta melhor, tambem o percebo; mas,
donlor, coufesse francamente que nos deu mais es-
perance do que permitte o estado do menino.
O senhor lie h unen) singular, respondeu o
medico. Ouando eu nao lilil i boas cousas a dizer-
Ihe, exageraxa todas as minhas palavras ; boje que
Ihe dou loa excdante noticia, e.-for^a-se para n.lp
j crer Eu poderia explicar-lhe em que fundo a cer-
teza da cura do Kig.lherl, pnrm Vine, nao enm-
prehendria as | ,rrM nem as cousas. Contenie-
se de saber que quanlo a pala doenra, respondo pela
vida do menino. Anianbaa elle nao querera mai?
eslar de rama. I.aranla-ii do fri durante alguna
das, e vb depois hahiluandn-n pouco a pouco ao ar
livre. Sobretodo nao o deixe sahir de imite. Eis-
aqui urna rereila para urna poc,ao. Se ella quiztr
ESTATISTICA DA IMPRENSA EM IIESPA-
NBA (1850.
Madrid.Publicam-se em Madrid os seguinle pe-
" polticos, postas em ordem co-relaliva, de
menor nomero de subscriptores :
Cas NN^sdades, I.a K?peran7a. I.a Iberia. I.a Ga-
cela, I.a Sob^rainia, I.a poca, El Clamor Publico,
I.a Estrella, l.as Caries, El l.eon Espaol, El Dia-
rio Espaol, L NattrHsEl l'arlamenlo. La E?pa-
na, El Correo l.'niversairftiK4.tegeneracion, El Pa-
dre Cobo?. I.a Voz del PueblorsEl Sur, Merliu, El
Catlico, El Occidente, Boletn detsFomenlo, Id. de
Uacienda, El Antipoda, I.a Journal deNjIadrd, Pe-
ro-Grullo, La Discusin, Asociacin, EcoNle clise
Santander, ld.de Comercio, Reristo de Tribunales,
Boa de los cirajanos, Biblioteca de Escrbanos.
Total 0.
Cdiz.El Comercio, El Conlribuvente, I.a Pal-
ma, Boletn de Comercio. Id oficial', El Vigia, I a
Moda. El Prugresso. I.a Amistad, Boletin de renta
de bienes nacionales, El Ouadalele, Diario de Jerez,
I.a Cor.Total 1.1.
Cordora.Boletn oficial de la Provincia, Diario
de Cordora.Total 2.
CoronaBoletin oficial. Correo de la Coruna,
tco l-errolnno.Total 1.
Grana-la.Boletn oficial, La Constancia, Boletin
olicial de Almena, Id eclesistico de Cadll.To-
tal i.
Guadalajara.Boletin oficial de la Provincia, Id.
de Siria.lotal 2.
Lrida. Boletn oficial, Id. eclesistico, f.srrco
de Kcu?, Boletn oficial de Tarragoua, Id. de venia
da bienes nacionales, Diario Mercantil, Boletin ecle-
sistico de l.'rgel.Total 7.
Logroo.Boletin oficial de It Provincia, Id
eclesistico.Total 2.
Lii;o.-llil(|in oficial de la Provincia.To-
Walaga.Correa do Andaluca. Avisado. Mala-
gueiino. Boletn oficial, La yonlualidad. Tu-
Manzanares.Boletim oficial de Ciudad Real.
naJ-ToaV:''lf0lel,nOnC'''1' E' Corrao de c'r|ase-
ia|(>*DSe'~l'u!elim fieial de la Pwrtesia.Ta-
^if^'^r!'61"'"'"3 rte Asturias, El Indepen-
diente, Boletim oficial, La rerdad de l.ijon.-To-
,v|,al,n. '' Mallorca .El Balear, El Genio, El
Diario, El Boletin, El Palmesano, El Correo de Mi-
norca.Total ti.
Pamplona.Boletim oficial dla Prorincia.
lotal 1.
comer, d-Ihe pouco de cada rez, mas d-lhe a mia-
do. Amanhaa rirei rr como rai isto.
Apenas o medico desappareceu, mai Job corren
ao marido, pe:oa-lhe dai mitos, e exclamou :
Job, Job, nao estas contente agora ?
Sim, murmurou o fabrcame como se essa con-
hssao lha escapasse dinicilmcnle da bocea.
Agora somos felizes, nao he verdade ? Nao ti-
uha aa rateo quando le dzia : Isto ha de malhorar ?
Sim, sim, repeli Job retirando aa maos.
,.~ v* quanlos beneficios Dos uos laz em um
da exclamou a mulher com enlhusiasmo. Eugel-
lierl esta salvo, licara sao. Antes de um mez lar
recobrado as bellas cures e a alegra ; brincar, sal-
lara, e creseera romo urna llor dos campos. Ir pas-
scar comligo como oulr'ora, alegrar-te ha com sua
lagarehce, afagar-le-ha, amar-te-ha, e ser no-,
consolacSo ale a m,.,., velhce. Hugo agora esla
contente, ganha boa somma por anno, e nos far es-
quecer a desarara que sollreinos. Rosina ainda est
triste, he verdade ; mas orna nuvem ligeira, que
passa no ceo do amor, de9apparece lao rpidamente '
Isso tambera se accommndar. E lo, Job, fica maii
alegre, vai amanhaa com leu arco a San Sebasliao
e tuina parle no Uro om leus amigos, como danles!
guando relicto bata, n,lo sei se aconteceu-nos ver-
dadeiramente algnma desgrara. He queslao de lem-
po : mas ludo acabara bem. Fomos experimentados
poroto, como diz o proverbio, Dos rere com urna'
mao, e cura com a oulra. Agora vs que nao ?e "a-
uha nada ero desesperar ; todo o pezar que Uvale
era prematuro e inulil. Alcm de que o desespero li-
rava-te a coragcag necessaria para lutar com a sor-
Ic, escureeia-le o espirito, e razia-te ver ludo com
mos olhos. Ali confessa, Job, que a esperanca
he urna torea maravilhosa, e s d'ora em diaote me-
nos ile- ,ntia lo, mais intolgenle para comtigo
mesmo para com o? oulros. F; se alguma desgrara
nos acontecer, faze como eu, ergue a cabecil c diz":
Isto ha de melhorar algom dia...
Emquatito a mulher fallava assim o fabricante
chegra-se a Engelberl, e depozera um bejo sobre os
labios do menino ; depois sem parecer ouvir as ex-
hortares de mai Job percorrera a alcova em lodosos
sentidos, a emftm parara leudo os brajas cruzadas
sobre o peilo, os olhos filos no chao.
Mas, Job, como podes estar assim ? perguntou
a mulher com sorpreza misturada de algum despei-
lo. Ja fazes carranca como se nao eslivesses lalia-
reto !
Oeixa-me cuidar disse elle com arrebata-
niento.
Em que piules cuidar, leoJo na noa felici-
dade, e em Dos, qne be lao'bom liara rom
usco ?
Coido em Engelberl.
' Para que cuidas .' Nao -ora elle salvo "
Salvo : salvo murmurou o hornera incompre-
neiisivel. lalvcz I mas loppoalumoique assim seja ;
rcllicto que o menino ante? da duenea idia om que
viver na abaslanra e qoe agora si.nrr.'. lalvez pobre-
la e miseria.
M.ii Job desanimada pela iareneirel necessidade
da iiiuriuurar que experimeulava n marido, dase
com sigo m.-n, :
Ha um feilico que pesa sobre elle... Nao ha
remedio para lato..,
Cbegou ao leito, lomou ,- m,to du menino, e poz-
Scgoria.--Bol.tim oficial, Id. de la Asociacin
medica.Total 2.
Salamanca.-Bolelim oficial, Id. eclesistico
lotal 2.
Tenerire.-Bolelim oficial, El Eco del comercio,
El Crisol, El Omnibu?.Total i.
Se.illa.-F.IDirioileS.illi, El Porvenir, La
I.iberiad, Roletin oficial. La Cruz, La Suerla, Hevis.
la Iliteraria La Ley, I.a Perdiz, El Tbano, Bole-
tn oficial de Ilusiva.Total II.
Tarincon.--Boletim oficial de Cuenca.--To-
Toledo.Boletim oficial de la Provincia.To-
Trnjillo.Bolelm oficial de Cacares, El Regene-
rador Estremeno.Total 2.
Valencia--Diario mercantil. El Valenciano, Bo-
e ira oficial, Id eclesistico, In-tilulo medico, Bo-
letim ohcial de Castelln.Total ti.
Valladolid.Boletim oficial, El Municipal, El
Consultor, El Avisador, Boletim oficial de Palen-
ca. lotal .>.
Vigo.El Faro de Vigo, Boletim oficial de Pon-
tevedra.Total 2.
Victoria.Boletim oficial de lava, Id. ,'de Gui-
poscoa, El Imparcial Telegraphicu de Vrun.To-
Zaracoza.La Libertad, El Aragoner. Boletim
ecles.astsco Id. oficial, El Espartera. Boletin de
Huesca, Id. eclesistico, La Campana, La'Revolu-
*t conlempla-lo em silencio com bondade mater-
nal. ^Job contiouava a estregar a fronte, e a cuidar
na perda da patrimonio dos lilbos.
O silencio rfinava desdo algum lempo na alcova,
quando Rosina entrou chorando, e lanrou-se sobie
urna cadeira exelamamb) com desespero* :
Ab quanlo ,ou des^rarada !
gue significa anda j.su ? perguntou o pai em
lora spero.
Minha mai, minha chara mai, eicTamoa BafJ,
ua, vi agora Gabriel _'-~'
Tanto melhor, minhajlilha, disse i mulher com
alegra ; he ba noticia.
Oh nao, nao elle parlio-me o corado ; hei
de morrer disso...
Insullou-lc aquelle louco, aquelle eslouvado '
perguntou Job cora explosao de colera. Eu quezera
ver isso I somos pobres, mas oinguem nos pise a
caneca, do contrario mostrarei quera sou !
Conla-nns o que acontecen, Rosina, disse a mai.
Sem duvida nao ser cousa tao terrivel.
Eatinha lirado mais de ama hora aioelhada
diante da craz airas da igreja, respondeu a mora
com voz entrecortada de solucos, orando por Engel-
berl... e por elle. Voltei para ca.a com sua imagem
dame dos olho?, e Icndo > cabeca inclinada porque
semia sobre sua sorle.. Repentinainenle vi sahir da
vereda ura hornera de vestuario em desorden ede
cabellos desalinbados... Pajpita-me o corarao, es-
capa-me um grito de alegra. He Gabriel'! Sem
saber o que fazia, estando as maos e corro para
elle sorrindo. Mas elle paludo e trmulo lanea-me
uro olhar qoe penelra-mc o corarao como um pu-
nhal ; o deadatTj, o escarneo, ludo estara em seus
olhos ; elle da um srilo ronco, e foge de mim fazen-
do um gesto de ameaca que ainda me faz tremer de
terror... Oh minha ma, ana golpe toi tao cruel
p.ra mim que apoiai a cabera ao tronco de urna er-
rte, e ah fiquei qua?i sem sentidos nao sei quanlo
lempo, lalrez urna hora, ludo andar ao redor de
mim... Deixe-me chorar...
Elle m'o pasar cxchmou o fabricante com
voz de trovao. Se atreve-se ainda a olhar para ti eu
me desi;rararel '.
Mai Job lomou a m3o da moca e disse com voz
consoladora :
Ah: querida. Rosina, s ara lanto como leu pai:
toma mui dflicil todas as IransacrOes e falla-se co-
mo era um facto completamente imminente, na pu-
blicafo de um decreto que torne ubngalorio o cur-
10 dos bilhetes do bauco de Franca; no mez vin-
douro vollarcmos sobre as graves questes que tudo
isto agita.
O principe Napoleo lerminnu finainienle a sua
alagara no Norte da Europa, e ei-lo que se dirige
para a Franca.
Se na falta de fados de poltica interna nos mo-
mentos actuaes, laiiramos os olhos sobre os ltimos
lempos passado?, compre observar que na Inglater-
ra a influencia das ideas francezas se torna mui
cnnsideravel acerca da organisarao administrativa ;
a guerra do Oriente toi principalmente a origem
desle laclo: toda a gente anda se ha de lemlrar
do grave revez do comeco da campanil da Crimea,
c din desastres do invern de 1831. Sabe-sc quan-
lo os servaos pblicos eucarregados de prorer as
necessidades das tropas rommandadas por lord Ra-
gln se acharara quem de lea larefa.
Desde este mmenlo a opiuiao publini reclamou
promptas reformas ; em hrere se operaran nuate-
rosas modilicaees, e antes de pouco lempo, s coni-
ptiraroes, aos conflictos de administraran, a discu-.-
sao da responaabilidade parlilhada "enlrc vaiaos
membros do gabinete, suceeder a unidade da ;/J-
minislratao, de romanando e de responsabilidade.
baver em Londres como em Paria um ministerio
da guerra forlemenlcons(iiuido, e coiiiprehendeu-
do as suas altribiiiees lodos os serviros que se li-
gan) ao exercito, e para apreciar temelhante resul-
tado, cumpre lembrar que entre os Inglezes o senso-
praltco se acha muitas vezes em lula, nos precon-
ceitos aristocrtico?, com as velhas Iradicre?.
As ini'sinaa ideas de retorma lendcm a'prevalecer
nos ootros rtaos da legislarlo e na adminslrarao
civil ; a Inglaterra profesa ujot enrgicamente o
principio da liherdHrie absoluta em materia de com-
mereio e industria ; lem numerosas leis, lem pou-
co? regulamenlos, a aceito da aoloridade sobre as
sua? Iransacces e sobre o seu Irabalho industrial
he quast milla, a vigilancia he quasi Bolla, a cen-
Iralisacilo quer administrativa, quer poltica, nao
existe; e a falla geral de svndicancia, a ausencia to-
tal de vigilancia, tem todo que aonde os homens se
sabam de ter mais liberdade, lem menos segu-
ranca.
Era parle alguma mais do que na Inglaterra, os
accidentes da industria miueira, os accidentes de ca-
minhos de ferro e de navegacao a vapor, silo ma-'s
frequeiites e mais deploraveis; assim pela torra
das cousas, as ultima- sesaes, contra os princi-
pios, o parlamento dea alguns passos na nova es-
trada que assignalaino?, e consagrou, sob a' pressao
de um necessidade imperiosa a intervencao cada
vez mais activa do estado nu dominio dos ioteresses
particulares.
Entre os inleresses legislativos submettidos ele
anno a cmara dos commun?, observou-se ura bil
qoe tende a tornar obrigaloria era todos os conda-
dos a preparacao e a collecrao de documentos
destinados I conrece.io de urna estatiatic
col.
: i ^Uiier r a*Sc: M. tstJSE
Ihorbecke, segundo candidato, M Straea, aaiis.
culiega de M. Th,.rl*cke, le.ceiro r.ndmt,, M.
\ on-Bosse, enligo collega de M. Thorbeeke, o m,-
ms eno das fnianca?, todm Ires perlenrem M parli-
ao liberal, que m liollinda compreheo?le ladea o?
deputados calholicos. M. Slre.s. o BMeeta catedi-
dat,: limbem professi o ralholicismo, e paree, qne
a cmara quiz protestar contra ai tendencias do Mi-
nistro em materia- religiosas.
Emlim a mais perigosa das contend? eeropeaa he
a queslao de aples, qoe anteara eteruisir-sc. cea.
aronteceu aos negocios do Oriente.
Pergunla se se os gorernos in^ljz a francez aa li-
mitarao quanlo ao presente, ao raepriii. du ras
diplomticas. Aimpr.es. inglexi, p,eee transar
como urna realidade o deaejo que i.r de daaelerar
uuerra a el-re Fernando, mu a vonlade aoberaea
! Nopoleao III, consultada em Itiarnil/. dea urna
medidas aanunciadas peiM jarea.
roiiipimeiilo ealre o g.rer.a ioglez
pulilaoo, a rexoca:.io da cntharada
uuleza, eappanr. das forss anglo-francias tus
aguas de aple, nao sito successos iatciraaaeaie
rcalisados.
Annuncia-se todas aa minhaas, depois de 15 du-
unia nota do jornal ollicial do governo fnncez, para
publicidade do seu peo-amento sobre esta grava
quesillo, mas ainda nao apparecea. O aeoeree ae>-
tnaco parece renovar a sai ofliciou inlervenra
depois de ler enviado o hirao de Hubner a c<*l-'de
Napolcao.
A circular do principa Gortochakofl, que ne-
ctama o principio da nao intervengo, asa. aiiaca
fui praticado na Rossia. poden' pezar .Vera aa re-
solucucs das potencial occidenlaes? Caadi.vara a
I rauca e a Inglalerra, cajas ioleac/ies seo amas
inspiradas por seiitimeotos de aqoidad. ale aeti-
ea, do que pela preoecupirao de seas inleresses ises-
soaes c peto inslinclo de suasv ambicosjs. Aiaea
ignoramos. Mas he cerlo que o erabiram be -
iremo.
O uegocio dos principados danubiaoos, no que se resposla (labia ai
rererc a apphcacao do acto diplomilico das conto- de Londres O
encas parisienses anda est pendente; a declina-e o governo napu
re
re
ca prosegue, mas dizera qae Austria quer prolon-
gar a sua oceuparao ale Janeiro, e augmentar o seu
exercito cura mais vinle mil homens.
Por outro lado, o almirante l.x ons recebera do seu
governo ordem para permanecer, em conseqnencia
do incidente interminavel da uha das Serpeles ; a
Franca lera a esto respeitoum comportamento mais
reservado, a Porta exige que as grandes potencias
reconhecam a sua sozerania.
A Russia cede definitivamente Belgrad i Mol-
davia.
O Montenegro preoecupa tambera de urna forma
diversa as potencias assignatarias do tratado de :Wl de
marco a Russia quer que se reeonhera a sua inde-
pendencia, a Austria deseja a manuteni-ao do stalu
quo, a Franca e a Inglaterra exigain para o princi-
pado uina rnii-iiluieao semelhaute a da Servia, e a
Turqua exige o reconhecimonlo da sua suzerania.
Kmfim, a irritado he verdadeira. guanlo ao pro-
prio principe Daulo. elle pede a indepeudencia de
Montenegro, o deseuvolvimenlo das suas fronteirus
ale llerzgovina e Albania, ademarcaeao precisadas
rronleiras no territorio turco. Ailida'oao se soube
se esla queslao se resolver palas armas ou pela di-
plomacia.
Se o congresso de Paris era prximas conferencias
se oceupar especialmente com esla queslao, as poten-
cas occidenlaes tambem terao nutras difliruldades
que resolver. Receben) as propostas da Turqua
cuntra a reunan dos priocipados ; esles protestos ato
am erro. Resolver d. antemao a queslao, alim de
nao sul,melle-la as deliheraees mais ou menos dcsa-
paiaonadas das assemblas populares, he vencer a
dilhcul tade pela propria difliculdade, os plenipoten-
ciarios de Paris, lodos disposlo? a proclamar a reu-
ni3o do mez de marro passado, so consentirn) em
se abtter para deixar as pmpriis poplame-, o cui-
dado de se prononciarem. He duvidoso que quei-
ram lomar hoje uina responsabilidade de que decli-
naran) ha 6 mezes.
O gabinete de Con-tantinopla experimenta reaes
embaraces linanreiro?, apezar dos erapreslimos re-
Se Napolcao III reunir, seas esforc, rtolen-
tosaosda Inglaterra, determinara anta ceerra ae.
poto, perturbando a Itllia. perturbar lodi a Ett.-
pa, se permillir que a Ingliiem obre Be* seo
con a c risco Parece que elle recata' d.art. dM
declararnes da Rasan.
As ultimas notieias nos informara acarra dea pri-
ka'bxTiareS0 ""d" *""*' Ui '" "r*H- M
C. M.
*S**AJOgCO.
agri-
lle esta urna Idl que s pnde ser posta em prati-
ca em um paiz onde o principio de cenlralisanlo
lie conserrado por um longa experiencia. A In-
glalerra se precipua de um salto na mais extrema
centralisacao, e he muito prorarel que o bil a
quealludimos seja adoptado no decurso da prxima
sessao do parlamento. Como indicio da revolurilo
Urna pancada porta iuterrompeu estas consola-
ntes materna?.
Job correu a abrir ; mas recuou como se ama v-
sSo sbita o tivesse assuslado.
Cabriel cxclamarain lodos.
Sabe de minha casa, patito impudente grilou
o fabricante. Vai-te ; j torve-me o sangue...~
Mas como o notario entreva apis o filho, o fabri-
cante conteve nra pouco sua colera, e continuuu a
litar umolhar de desprezo sobre Cabriel, u qual sup-
plicava Rosina de raaos postas.
O' Rosina, perdoa-rae. dzia elle, perdoa-me ;
enganei-me. c perdi o joizo '.
Nao, Gabriel, dizi mor; derramando urna
torrente de brandas lagrimas, deixe-me ao meu pe-
zar ; voss esqueceu-me...
Esquecer-te .' exclamou o mancebo com voz
trmula. Ah confesso que liz muilos estorcos para
o consegoir ; lulci com a energa de urna vonlade
desesperada ; loniei-lea meus olhos mais culpada
do que te julgava minha imaginado perturbada, eu
te vi junta du altar, dando a rao aquelle quecou-
siderava como o assassino de minha alma ; sorpren-
d em leu semblaule o e-carneo dos meus soffrimen-
los ; ouvi Ina voz dizer sornndo : gue me impurla
o pezar daquclle suuhadur ? Foi excitando-me as-
al i toocura que julguc vencer la lem!" anea.
. iicer-le. De balde Eu cuidava eslar conrenrido
de urna cous que havia de rausar-me a murte, e
todava voltei para Wispelbeke. Para que ? ah! quer
sej condemoado a uina murte lenta, quer seja des-
tinado a -orle mais dilosa, be preciso que viva onde
ests, Rosina, que respire o ar que le rodeia !. F
agora sei por minha mai que eu Uvera uina illusau '
iuconsebivel, que s eu sou o culpado.. O' Rosina
lem piedade de mim. perdoa minha perturbaran, per-
mute que ludo entre nos fique como danles !
Podre Cabriel'. quaulo deves ler sofTrido mur-
murou Rosina aportan lo a 'mito do mancebo. Cunto-
la-te ; por ventura posso conservar resenliinenlo
conlra li ?
Bello exclamou o fabrieanle. Ah ah e cui-
dam que ha-la jsso ?
Gabriel vollou-se para o pai de Rosina, e disse-lhc
em tora supplicanle :
Dcsculpe-me, Sr. Job ; sei que era a Vine.
que devia pedir primeramente pcrdo : mas ha tan-
to lempo que nao vejo Rosina Vine, tambera ser
rente?, que foram feitus pelo M. de RoUaehild, e por
algoraas casas de banco. Dzem que se ntestra mui
hostil h realisar.io do importante rasgaineulo do
islbmo de Suez.
Oulra quesillo foi asilada, qne preoecupa depois
de varios anuos, as chancellaras europeas: as pre-
tenres da Prussia a pican- la I- do principada de
Nenfchalel se de-perlaram de
du toi o theatro de nma tentativa revolurinnana,
que quati uccasinna o seu desinerabramenlo da eon-
toderacao Helvtica, a' qual- s acha desde lonao lem-
po encorporada de facto. Os condes de Portales se
pozaran] a frente deste movimento realista, que se
manireslon em avor da Prossia, e dzem qoe o par-
tido feudal, na corle do Berln, os excilou a e?la
complicado, para fazer-lhes perder o favor real,
que Ihes era concedido. O movimento naufrasou, e
a I russia, que continua a considerar, apezar do Iri-
umpho das tropas Menea, o principado, como sua
propriedade se estorra para previnir junio da Dieta
Helvtica qualqtier medida de rigor contra os insur-
gidos, que continua a considerar como seas sub-
ditos.
lalvez qoe este aeontecimento inesperado sejt o
ponto de partida de ncgociires destinadla i regu-
lar urna siluacao irregiilar.-sob a relamo do direito
publico para securanra interna da courederirao.
lodayia o conselho federal declara que, s. bou ver
negociarles, su pdenlo ser inceladas sobre a base do
rcconhecimeiito da independencia completa do canlAo
de Neufchatel.
Em Compeiihagoe se operou urna crise ministe-
rial. O ministro das financas, M. Andrae deu a sua
deinissao a el-rei, que n3u a quiz aceitar. Entilo ap-
paiecen a desorganisarao no gabinete dinamarquez.
lodos os membros, a exeeprAo de M. Scbeele.de-
ram sua demissao collectiva. Eis o que occisio-
nou este facto.
Existia uina divergencia de opinies entre os mi-
nistro? sobre maoeira de administraeos dous duca-
dos allemaes, encravados nos estados dependentes da
cniedcrac.io gerraauica ; alguns membros do minis-
terio repruvavam o redimen admimslralivo posto em
visor no Holetein por AI. Sebele, nao qulzeram
associar-se por mais lempo a uina responsabilidade,
em que julgavam enneorrer como membros do conse-
lho privado. M. Andrae, M. Ilang, e os seus col-
lea?, declararan! enl.i.i a el-rei que se reliiavain, se
elle nao nperasse profundas modilicaies no regi-
n-
P4GIN* AVULSA.
Bem poneos formara urna justa idea de qea I
estado religioso.
Mas semclhanle a aquelles Israelislaa, qoe
lete Ierra di promisso de toage. oUunb pa-
ra o estado religioso, como se lo--e urna dora es. ra
vidao ; elies aaeoea que o cilantro he ansa prirea.
quo ura veo he um jugo insuporlivel, e ajae Ma
religiosa he urna e?peci. de tasan, lano tasis d ara
novo ; este principa- quinto mais dilatada. A avahar da proteeaea resi-
giosa, segundo as suas ideas, ella he a* oto irre-
vogavel de pnsao perpetua, c de vida tecnia do .
tilicires ; he um funeral em vida, daqoolle qee se
sepulta n'uraa relia, como era su acaellara. e qoe
morlo para lodos os gozos da rida civil passa a sa li-
dias na tristeza, e no pranlo, e qae dalla a.
nao r.z caso algum.
Oolros sem.lhinlcs io poro ingril. qee
hido do Egyplo suspiran aiada polas granan
indas d. qu. se saslenlari, nao sea!, desgsels* sa
nao no eslado que hilo abracado; apellidara de 'earos
leis as regrasa qae e.Uo sageilos;cliaraaai ao eteaalra
horroroso deserto ; encoalnm e?ptaaes sa tedis
os iia,-.!-, e nao achira nada mais pesado de aje* ,
rida oniform. regalar ; tozera am retrato 40 re-
ligiao conforme com as mis dispostces do sea aera*
c.lo.
Emfirooutros dando em extremo diverso lOaagi-
nam. qoe a religiao he um estilo laoparfeila, qsjo -.
9. riere romper de hatea ehnslaos.qee led o abracam, derero licir logo isentosdas oais leva
mperfeicoes, e chesar desda o primeira du a na
saulidide consummada.
O lado religioso h. semelhint. a ierra da pro-
misso ; os pretendido, monstros, qoe ahi sa jaita
haver, so existen) na imaginario dos que neo coab.
cera a sua docura ; na rerdade a joreada he Iraba-
Ihosa, porque ha mires pira passar, deaertai a ar-
ressar, e muilos iaimigos i combater. Mai, qae da
fruclos aliu u da ni,,.imos,se nao colltem da lalas ra-
tonas !
Elle he urna sociedade forBtada.segtinda o espirito
e exempla do Salrador, anida com os mais dsjres I.-
Nao posso dar nenhum dol a Rosina, disse o
fabricante ; e alias tenbo Irabalhado toda a minha
rid para dota-la Este pensimenlo me bl rebeu-
tr dedespeito... e nao sei se posso conscnlir...
Oora-me, amigo Job, lornou o notario. Na0
Ihe d hao cuidado. Dolarei bem meu filho, e lo-
mare! do boje em diaule as medidas para deitar-lhe
algum dia meu rarlorio. Vireremos juntos como
bons amigos ; eo ajudarei a Vmcs. em seus negocios.
Nato tenba recalo: consitila no casamento de nossos
hlbos, alim do qoe ao menos liles sejam Mizes.
Pois bem, cuidarei nisso, responden Job.
Cuidar para que ?
Ouero passar aiuda nina noite com essa idea.
N.1o, mostr boa ronlade. Pmmetli :i minha
mulher rollar com o seu consentimento. D-m'o.
Job, Job, como podes ser tao duro ? exclamou
a mulher.
0 que o notario pede he o roto mais charo de leo
coraeao... e lu recusas !
Oh Sr. Job, disse Cabriel em tom supplican-
le ; \ rae. sempre amoo-me (auto Nao me condem-
nalavra mnt eielaowa a> i
a uovos sollrimentos
creas a viiuiade peares para ti mesma. O qu.aron- bom par. comiso, nao be verd
leceui deve parecer-te mui natural. Gabriel aiuda Sera baffl sera bom!
nao lu a ca-a de sen? pais, esla ainda com seu? maos
pensameiilos. Oue ha de adrairavel em nlhar-te elle
com ar .le arensarao, c tosir com colera guando
souber por meio da mai u que houve aqui dorante
sua ausencia, ecomo deixou..,. engaar pela sua im-s-
ginacao, elle mesmo vira lalvez rogar-te que Ihe
perdoes seu erru.
Sira exclamou Job, vonii Hei de cusi-
ua-lo .
Elle nao vira, disse a moca consternada : fugio
de Wispelbeke para poder esqiiecer-me. I'.eni xi em
em sen? olhos que eenaecuie ?en cruel intento. Ah !
Vine, ri-se de iinnba ilor ; se soubesse i|uaulus lor-
inenlos raicam-aae o corarao !
Rio-me de Ina iiisrnuidaile. t.luem he indil-
fereiile a oulmn uao aupallidaca niui treme viudo
apparecer aquella que amara em uolro lampo. Cre-
m : esse ne^ociu litara melhor du que cuidas...
Meu pai meo querido pai! disse Rosina lan-
rando-se-lhe fagneiramente ao pescoro, tenha com-
paixao do pobre Gabriel !
Job encolheu os hombros, e disse em tom de en-
fadado :
Visto qne nao pode deixar de ser assim, mou
Dos, casem-se, e facam por ser mais felizes do
que eu.
Ah obrigado! obligado I exelamaram todas
as vozes.
Depois das primeira- palavras de felicitacao reci-
procc, s quaes Job foi apparenlemeute iscnsivel,
seu olhar lilou-sc de novo sobre o issoalho, e elle
recahio em serias rellexOes. Gabriel a to de Rosina conversava com ella em voz baixa ; o
notario c.ontemplava o fabricante cora espanto.
Amigo Job. disse elle, que lem anda para es-
lar tilo pesaroso?
Elle nao lem nada, responden a mulher. Nao
quer dar a conheccr ; mas esla tao alegre, tilo con-
tente que nao sabe como o occullc.
Coiilente! comente murmurou Job.
Sem duvida, e romo nao seria Main] .' Sr.
dade qne le acontece. V toa filho amada ralla a
rida, ve toa lilha tao feliz qoaaio w pnde sor !
Sim, mulher, respondeu Job caas
mas mais feliz- do que teriimos pande
Mi?... mis...
Oh que Til
Job.
Mas nao deitamoa por isso de ser pelaras coa-
linuou o i alineante. Esl perdido o frucl. do Ir. -
balho de toda a nossa rida, a heraari de aaaen
pais !
Nao, nao, Job, lira easas ideas da Caneca. Nar-
ca me quizesle crer quando en procurara canarias-
le com boas palavras. E alias bem r*s ira. leta-se
realisado todo o qoe ea predisse.
Confesso, mulher. qae tenha am carcter des-
gracado, responden Job em !ot brande ; mas per-
da de nossos bens he orna desgrara irrepareool. c
sinlo-a nao por mim, mis pelo? no.sot filaua.
st ls?o tambem se arranjar exelameu naai Jet
Eia, alegra-te ; bem como ludo o mais iam ha di
melbonr por lim.
O fabricante meneoo a rabera em salterie a com
um eorriso de incredalidide.
Nene instante nurio-e tora os estilos repetida? de
uro chicle, e debaixo da tanella da alcova paraas
urna carroagem, cujos carados odesaram exia
dos pela rapidez da carreira.
i ha\T l)eS' mCy Deo,,eis al" ""S tlaiaaii
Alguma desgraca disse o fabricante cent ae-
ciedade.
Mas a porla abrio-sa loso ritatnenle, a llaco laa-
ou-se ao peacaar. do pai, e cohrio-o de baijoi cicla-
Ah alegrai-vos, meus charos pais | Wallrr
foi pre?o pelo? sendarmes na fronteira da Praseia e
foi trazido para a prisflo da cidide. Tmha .indi nm-
sigo o? bilhetes de banco c lodo o diuheira. Nada
se pardea ; ludo me sera resliluido. Via a pre~a
raz.r-, e,l, boa ora... E qu,m ^ ,",.,.
a a fcn?*ll,'. meu charo irmaozinho om sor-
rl! Oh I o eco ahri-se .liante de otaal"
Emquanlo lioso corrii a mai, e .perliva-a no.
raro? com Rosina, murmurando patarra? iainlel
Hsireis de aleara e de amor. Job crsuia as teao? a.,
reo cuino ?. dirisi.a* a lien.
nina ur.iean de agrade-
S.....sim. mas irra isso nao pode ir tao breremle v-ainni ...... rSnrrart. Vh. ,J .' ,.'y u-nm" de --b-sria e de frliodade.
re-la aiuda esclarecer oulra. cno-as. ] Z '"!-. il 'r. J,' .'?.{" ..... a' 1 i T h"''"' J*- ,nM "",-"' ^Jia e. d.m
- Ora, dina o nolirtoesn ton, atoara bem r l\0 i'.' re,l^ ?' ''da I exelamoa a mulher c.., eixaiaaa.
a,,,,,, Job que petdoei a Gabriel sua ZkTsL dont p^'&S JUS. 'SS! ; ..~'"":^- f '"......... Ijl UlM
ponlia dinicu dudes oein he que nao se ensaa f \ ciamos coiidemn.idus a um ruina co.r
E o que oconteceu nao he una pruva de que Ua- miseria nrofunda ,i,i ,ini.,a .,
hrie, ama c .tnenle ?ua lilha ? udo fica romo dan-1 ,a ito ^^'1^ 1%=Z tSSXSZ *
reude-li.e quito mil francos por auno ; de ora em Meo- filho?, meo. qacri lo? lilbos.
Sim. -im. leo? he bom e mi-etu
Jpandaa u ribrseoaila em i.iaiaW.d.
les ; smente appressarcraoso negocio para que nos-
sus lilbos nao cslejain exposlos a senielliaules re-
zares. '
Cabriel sabe que e-limos pobres ? perguiilou
Job com amargara.
Elle ensaa o notario, Illa estamos pobres !
disse mal Job iiilerrnniprudo o marido.
Cabriel sabe lado, respondeu Slvns. Pela nos.
n parle Hao vemos iieuhuui uhslarulo na -ituaeio
de io, i,,,,, de \ mes., |l(lr ,!, denloravel que ng-
Isa ser.
e!r'L",US,<",,','ta UI"a '""'' """W*' e '"" I""""'- <-l'o"n,.r.do. nu'uc vos esquec.e
ca que re rara de sen commereio cinco mil francos Seja quil fr a de
nqoilos. Rosina eslava doenle de pe/.ar, eis que Ga-
I.....I >.,li.. I... I. *.:...J-. I .;._ ..
bnel valla, e ludo he terminado Cuidavimos tur
para nos n.io hivii mai- do que i advenidade nesle
mundo, e eis que lieos uos camilla de alesna !
Ella corren ao marido, agarrou-lhe as in3o, et-
(lainou rum os olha- bullante, de lagrimas:
Oh : meu charo Job, iio nejas ingrato para
com o ceo ; confessa que mo s insensivel a felici-
to, raen
._ de bate.
ja ojea lar a dear.ica que vas acontecer esa nw
vida, deuei. Mui.u. de ler aoaaaaagaj m basado-
de .1 lieos, e di/ii sempre cnnixo.ro: /' ha Je
iitelhnrur.
Aquelle om coi. coracSo -e iclnm sraxa.la? -.la-
palavra., h. mai? torio duque a?adxii>idsal*> : par
qmnlo -lia-, -.i., urna lonle me taxel .Ir farrar de
corateai!
I IM.
MUTILADO


SKQ tt ;- SIMIO SXTS FtIRA 31 Si OUTUBRO DE !?
jos de nina caridade mutua e perfeita,sustentada pe-
los continuados exercicios de ama humilde e perseve"
raule piedad; e consagrada pela pralica das mais et-
cellentes virtudes.
Que cousa lia no mundo que BOOM ser comparada
eom aquella caridade constante, infaligavel, e uni-
versal que reina entre as pMMM religiosas '.' Em
unid rasa religiosa os cuidados, a doligencia, a ternu-
ra cresce cada vez mais pelo exercicio de urna cari-
dade sempre sobrenatural.
A pobreza evanglica dos religiosos nao deve a|o-
morisar, senao porque se r minute com > dos pobres
'nvnluutarius, da qual na realidad* diflere muito. A
pobreza voluntaria gern a paz, c o repouza da lina
a involuntaria Irai comsigo inquietadlo c os desa-
socegos ; aquella conserva a innocencia, e esla he a
oriem de miiitos peccados,
Um pobre de Jess Cliristo, diz o proplicta, acha
na sua pobreza urna sebe, um muro, que o delen.lt
dos insultos dos inimigos da salvaco, dos impetos
das paixdes a< mais violentas ; ella he um azilo para
a sua viriude.
Eis o que he o estado, retieioso suas doruras.e seus
Irabalbns, snas penas c recompensas.
Ainda o jogol Maldito vicio admiliido e per-
nuliido entro nos E lio ello que corrompe o per-
verle a mocidade, e i|uo ireslouca o velho Quo
vicie ha que mais males traz a sociedade Em cor-
la ra do Forte, do Mallos das que mais porto ficam
da beira mar lia urna casa onde se reutiem lodos os
dias.desdu a manliaa at a noite.uma sucia de meni-
nos innocentes que nao jogam a Christo por nao o
poderem apanhar. Polica com elles, para que nao
continen em semelliantes folguedos.
Em vista das repelidas circulares do distincto
ailminisiradorda provincia, as quaes igualmente
sao recomroendados todos os meios pelos quaes tem
verdadeira signilicacao e livre expressao a vonladc
nacional: em vista dos elementosde que dispehoj
a polica para manter a ordem na grande festa po-
pular.qne lemde haver depoisdeamanha as paro-
cliiasdosta cidadenenhum rcceiodcvem teros cidadaos
cm ir depor o seu voto as urnas eleitoraes.
Em vista das carias circulares da commissao
directora do partido liberal, as quaes se recommen-
da religiosamente ordem, moderaco, abslencao de
violencias, silencio etc.
Est garantido o ridadao pelo governo o pela'
opposicao, porquo nao depiro inuitos a preguica
O medo, o egosmo ? Nao ha de haver nada, com
merco da Dos, e se houver lano peior para quem
quer que lor o provocador. O governo decidido
como est a manler iranquillidade.as mesas a fa/e-
rcni-se respeiladas, respetando, o povo a conser-
var-se calmo, os chefes das parcialidades polticas a
garantirem o povo, nao ha temor.
Hospital de caridade, da 30.Exisfiam
<2, enlraram 3 existan) 77.
(At amaiiha.)
Os quaes prestaran! o juramento cm voz alia so-
bre o lvro dos Sanios Evaneellios, e tomaram as-
senlo separados do publico.
Depois do prestado o juramento fui o reo inier
terrogado e no interrogatorio dase que nao sabia
do motivo pelo qual era acensado, disse que nao
sabia quando fora pteso porquo eslava ebrio.
Fez-so a leitare do procos, e depois da mesma.
o Sr. promolor merino pedindoa palavrae leudo si-
do asa concedida.o mesmo Sr. promotor interinoae-
cusando o roo, disse que fora n reo o autor dos fe-
rimentoa feitos em pirnino de Parias Barroso, que
estiva provado, e o reo incurso noarl. (Jl do
cod. crim.,0 pedio a condetnnarao no grao maxiojjo
por se dar circumsiaucia aggnvanle do V
do artigo l do mesmo eod.xislo he.iersiiloitnpclli-
do por mofivo reprovado.
Fiuda a aceusaeo, o Sr. advogado dedaiindo a
defeza. disse que nao fora oreo o autor dos feri-
menlos, que nao existiera provas nos autos, e pe-
dio a absolvic.no do mesmo reo.
Depois da defeza o Sr. promolor interino nao
quiz replicar c o Sr. advogado tambein nao trepli-
cou.
Findos os debales oSr. juiz de diroilo interino
porguntou ao jury se eslava satisfeilo. o responden-
do o mesmo allirmativamenle, oSr. juiz de direito
interino, depois de resumir a malcra da aceusa-
eo e da defeza, propoz os quisitos e cntregando-os
ao mesmo a conselho foi este conduzido a sala secre-
ta das cunferencias a urna hora da tardo, donde
voltou a urna hora c um quarto cun auas reos-
las que tora ni lulas em voz alta pelo presidente do
jury da senlenca, em vista de cuja deciso o Sr.
juiz de direito interino, publicou sua senlenca, ali-
folvendo o reo e condemnando a municipalidade,
e levantou a sessao. adiando-a para o da segura-
le as 10 horas da manha.
KEPABTiqAO DA POLICA
Secretaria da polica de l'ernambuco 30 de ou-
inl.ro de 1856.
Illm.eExm.5r.Levoao conbccimeiilo de V.
Exc.,que dasililTereii(esparlcipac,eshojc reccliid.is
nesla repartiro, consta que se deram as segin-
le* oceurrencias :
Foram presos: pela subdclesacia da frosue/.ia do
Kecife, o manijo inelez Frederico Blocl*, a rcqiii-i-
io do respectivo cnsul.
I'ela subdelegada da fregoezia de Sanio Antonio,
ulldcrmina Mara do Espirito Santo, e Clauriina
Mara da ConceicAo, por desordem.
I'ela subdelegacia da freeuezia dos Afogados, o
porluguez Antonio M.....ni da Silva, por haver da-
do urna pedrada Cm Manoei de tal, que se aclia bas-
te doente.
E pe.i subdelegara da freguezia da Vanea, 0
prelo escravo Manoei. por Cogido.
Dos guarde a V. Esclllm.e Exme Sr. con-
selheiro Sergio Teixeira de Macedo, presidente da
provincia.O che(e de polica, lr. Policarpo Ijjpes
de Leo.
iiici'trni
LORENSOBf^OKI.
Aseonfissoea de um revolucionario italiana
Nao be somonte aos iiitercnet materiaea
guerra he daafavoravel: a lilleratura lambem
sem ler, para vaporar con paciencia, os mesmos
recurso-, que tem os Intereasea materiaea, as e-
que a
mire
que o lalim tem de superior ao saiao, e o que o
saxto tem de superior ao ltiro.
A melhoT maneir.i de fazer mprclien lor le
litro, heaoalyia-lo, iniroiucten.io o menos que lor
possivel, nossas ideiaa pessoaes, couta-lo do urna
maneira desiniercssada ea modo de um secretario. I rao eterna '.' potes peinar oslo sem
abreviando um. narrarlo. Seria imprudencia con-1 ni tendea chegado ao come deeaa pililo
funiir noasoe sentimenlos e noiaaa Impresi
os lenraenloa o as mpress&os do autor
vossa iinpiedade '.' Nao sabis que pelo nico fado
de ter lido este livro, estis em pereado mortal 1 .Nao
sabis que, se aprntese a Dos fenr-vus ile moile
neste momento e posaa sua divina clemencia dar-
is lempo de arrepeodar-vos irieii para a perd-
-i remecer ou
phia inoder-
ilo vigario le Ouist.i
neto sa-1 pedanlismo em oppnr uossaa opnidea poltica
es rom Da, que neta a inl>lllulldad
hatera na mesmo o proprio Ctirlslo '.'
te1 Voltemos a' vlss,em do ro do Plemoole e a'osco-
eossidadea da vida, por exemplo, a na
cho*"h"v^la,hM.niV an'.IM.aV, ".. V'1','" I "!" ,",mC",' ,|,,e "nfeS,a !ilic"an,en, 'I"" n ml; I da'^puirao'VerebnH'^rIrs'rehvl To
ida valdadeedaaei.analid.de, que, bastantes nho, que aeguio, nao era o roclhor. e que clara- ae deve peraonlar ae l.or.nVo tinha sentido viva-
JL'UV DO RECIFE.
i. sc-sao.Da -JTdeoulubio do IKjfi.
Presidencia do Sr. Dr. Francisco d'Jssis Oliteira
Maciel.
Escrivo interino, o Sr. Manocl Corris Gomes de
Almeida.
Acrusarior, o Sr. Jos Gomes Leal.
Adtoaado, o Sr. ,l)r. Ivo Miquelioo da Cunha
Soulo-Maior.
Adtogado da defeza, oSr. Dr. Joo Francisco Tei-
xeir.
I'eila a chamada s 10 horas da manhiia, acba-
ra#i-se prsenles :)'J senhorea jurados.
Foram multados em mais 09 rs. os senhores ju-
rados ja multados nos das anteriores, e mais o Sr.
Jea Anlunes Guimar.les.
Aberl* a sessao pelo loque de campainha, foi con-
du/.ido :i barra do inhon.il do jurv, para ser julga-
do, o reo preso Jos Alexandriuo" Geme, aecusado
por crime de haver sublrahido ao autor a quantia de
seis conlos quatrocenlos e Irinta e oto mil quinden-
ios e sessenla e doos res, sendo defensor do reo o
Sr. Dr. Teixeira, cima mencoiiado.
O conselho do Jury de senlenra foi coropostp dos
seguinles senhores:
IlemelerioMaciel da Silta
Joao Francisco Kegis dos Anjos.
Juveniio Augusto deAlhayde.
Anloniode Sooza Kangcl.
Dr. Kosendo Aprigio l'ereira Guimaraes.
Jos Bernardo Veulura.
l-'rancisco Sergio de Mallos.
Ilerrnino Ferreira da Silta.
J.uiz Francisco de Sampaio e Silta.
Antonio Francisco Das.
Galdino do* Sanios Nuncs de Olivcira.
Os quaes prestaraiu o juramento em voz alta so-
bre o lvro dos Santos Evangelhos, e tomaram as-
sento separados do publico.
Depjis de prestado o juramento, foi o reo interro-
gado, e no interrogatorio disse, que quando se deu
o factn criminoso, elle reo se achava em sua casa,
no Manguioho ; que as lestemunhas tenente-coronrl
Antonio Gomes Leal, Jos da Silva Loto e Francis-
co Jos da Silva Goimarts, as duas pnmeiras Ilu-
dirn) a elle reo e concorreram para que elle reo
respondesse ao jury por um crime que nao commet-
teu. Disse que a ultima lestemunha depozera par-
cialmente, vlslo que tendo sido conjanetameme com
elle reo caiieiro da casa do autor, e detendo lam-
bem ser respnnsavel pelas fallas apparecidas na casa
do autor, tisto exercerem as mesmas attribui{Oes ;
porcni depozera arreda mo de si loda a responsabi-
lidade, suppoodo a existencia de um crime, e que
elle roo fora o autor. Disse, qne depois de ser pro-
cesado fra que sonbera ler desapparecido di caa
do autor a quantia de 6:4389563 rs. por ter o au-
tor allegado e atlribuido a elle reo esse desappare-
cimento. Disse, finalmente, que elle roo, Francisco
Jos da Silva Guimaraes e Jos Gomes Leal Jonior,
sendo caiieiros do autor, recebiam os din luiros dos
assucares tendidos, e escreviam nos livros.
Findo o interrogatorio, fez-se a leitura do proces-
so, e depois da mesma, o Sr. advogado da accusarDo
pediodo a palatra, e seudo-lhe eita concedida, ac-
cusou o reo, dizendo que estata provado, nilo s pe-
los depoimenlos das leslainunhas, como dos docu-
mentos junios aos autos, que o reo aublrahira ao au-
tor a referida quantia, e que o mesmo reo linda
confessado ao (eneute-coronel Leal, irmo do aulor,
mas que tinha beus para pagar. Disse mais o Sr. ad-
vogado que o reo eslava incurso no artigo (i do c-
digo criminal, e pedio a rondeninarao no grao m-
ximo por sa darem as circumslancias aggravanles
dos 8, 9 e 10 do artigo 16 do mesmo cdigo : do S
X por prciue.liliie.nl ; do $ 9 por ler procedido coiii
fraude ; do ti 10, finalmente, por abuso de confi-
, ataca.
Fiada a accusa;ao, o Sr. advogado do reo dedozin-
do a defeza, disse que uao fura O reo quem subtra-
hira os dinheiros do autor, que o mesmo reo eslava
innocente, e pedio a .lUal viran do mesmo reo.
Depois da derezn o Sr. advogado do autor replicn,
e depois da replica o Sr. advogado do reo Ireplirou.
Findos os debate*, o Sr. juiz de direito merino
pereunlou ao jury ae eslava satisfeilo, e responden-
do pela alirmativa, resumi a materia ci'accosacao
e da defeza, propoz os quesitos, o cnlresaudu-os'ao
conselho, foi tste cnnduzjilo i sala secreta das con-
ferencias as il horas e 114 da larde, donde voltou s 7
,', com suas reaposlas, que foram lidas em voz alta
pelo presidente do jury de senlenca, em vitla de cu-
ja deciso, o Sr. juiz de direilo interino publicou sua
senlenca, condemnando o reo a pena de seis mezes
de prisao, e na mulla de cinco por cenlo da quan-
tia sublrahida. grao minino' do artigo diiS f.( do
cdigo criminal, e tambem a pagar as cosas e le-
vantou a essao, adiando-a para odia segunle as
10 horas da manh.1.
28
Presidencia doSr. Dr. Franciscod'Assis Olivcira
Maciel.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Candido
Autran da Malta c Albuquorque.
Escrivo interino. oSr. Manocl Concia Gomes
d'Almeida.
Advogado, o Sr. Joquim da Costa arros J-
nior, osludanto da Faculdade de Direito dcsla ci-
dade.
Feita a chamada s 10 horas da inatilioa arha-
ranv-se prsenles 37 Srs. jurados.
Foram multados em mais 20 rs. os Srs. ju-
rados j multados nos dias antecedentes, e mais os
senhores :
Dr. Rozcndo Aprigio l'ereira Guimaraes.
Jos Joaquim de Lima.
Jos Velloso Soares.
Manoei Florencio Alvos de Moraes.
Aborta a sessao pelo toque da campainha, foi
rondiiziilo presonca do tribunal do jury o reo
preso Jos tanques Loiz de Fraoct, accus.ado por
crimo de offensas physieas, feilas na pessoa do Fir-
inino de Farias Barroso e Silva, cm das do mez
do julho do corrente anno, sendo dellcnsordo rfio
o Sr. esludanic cima mencionado.
'O couseiho do jury foi composto dos senhores
sogninlcs :
.los notnio (itiinares.
Francisco Sergio de Mallos. \
Dr. Augusto Carneiro MonteiroiU-5|a Si-
los.
Jos Bernardo \ entura.
Antonio Francisco Dias.
Jos da Rocha i'aranhos. *
.los Jacome de Arauju.
.los ("nvaln.iiiii de AUmquerque.
Dr. Mano.'l Mainedc da Silva Costa.
Dr. Lu/, de Carvallm Pane de Andr.nle,
Ino Chn -.oslmnii Fornandac. Vianna,
S erao Pialo.
D$rtcp0nbcncUi
.?.
Srs. redactores. Constando-mo que o, Li-
beral l'ernambucano de hoje transcreveu a ordem
do da,que como commandanlc do btalhao 3- da
guarda nacional deste municipio dei no dia 24 do
correnlc, o referi o quanto sobre ella se deu enire
mim e o Exm. Sr. commandanlc superior, julgo de
meu dever declarar, como pelo presente faro, que
nao ministre aos redactores desse jornal pea al-
guma ou simples iniorm&ces, para que urna tal
publicacfio fo lizesse.sendoqne al nenhnmas rela-
cocs polticas me ligam a esses redactores.
Kstou fora da lula dos partidos, e dominndo-
me os principios de ordem,de quo jamis aborrarei,
o governo mo achala estupre prompto a suslcn-
ta-lo.
Com a itiscrico dcstas linlias obtigaro ao seu
loitor.
Jos Candido de Barros.
Recife 30 de oulubro de 18,'i.
.Srs. redactores.l.i sem surpreza a correspnn
delicia, que no seu Diario de boje fez publicar o Sr.
Manoei Joaquim do Reno e Albuqucrqur, em res-
posta a que escreti, em consequencla de protocaee*
suas, e fui eslampada no I.iberaX Vernamhuraii de
2 do corrente ; mas, nilo querendo Imitar o Sr.
Reg e Albuquerque, que ncsa correspondencia
deu prota da educado que receben e de seu carc-
ter j bem apreciado, neni julgando dever passar
impunes injurias que me foram irrogada, rnnlen-
lar-me-bei de recorrer aos melos que a lei me fa-
culta ; lodatia, havendo nessa correspondencia urna
insinuarlo qu me r.ilo he agradavtl, sou forrado a
dizer algumas palavras.
OSr. llego e Albuquerque nilo tem lien* hypollie-
cados por minha cau-a, nem em lempo alguiu hv po-
Ihecou bens, em conseqneucia de tamurias miiibas
e de imperlinenles pedidos, como se deprehende de
sua correspondencia : o Sr. Hego e Albuquerque be
um dos socios em o contrato para a arrecadaeflo do
imposto provincial do fiado vacciim, e nesse con-
traa entraran) o* Sr*. Justino l'ereira de Karias,
Mosquita A Datra, Antonio da Silva Gosmo, Ma-
noei 1'ire-il'erreir i e cu, sendo elle um dos fiadores;
mas, se sou respousavel, como cada um dos oolros
socios, nem me acho alcancado para com a socieda-
de, nem sou o caixa, e sim o Sr. Justino l'ereira
de Farias, que merece a cnnlianca de lodos, e tem
sempre pago em da as leltrna do* contrato.
Nao foi a ter empresado tamurias, nem a haver
recorrido a impertinentes pedidos que devi perteu-
cer a sociedade, de que'com o Sr. llego e Albu-
querque e oulros faro parte, nem era a primeira vez
que entrava em sociedade para a arremataran do
imposto provincial do gado vaceum : ja en 1811
hada perlencido a urna sociedade erganiaada para
o mesmo fim, da qoal URO fazia parte o Sr. Heno e
Albuquerque, cujas linancas su mellioraram depois
da morte de sen pai ; e devo nao omillir que eu era
enlao um dos fiadores.^
Ao Sr. Reg e Albuquerque n.1o devo favor al-
gum, nem nunca live a honra de merecer o seu
voto, o que alias se deprehende de sua correspon-
dencia ; e creio que nao lenbo ^ue dar cotilas da
inhiba vida poltica ao Sr. llego e Albuquerque,
cuja intelligenia illuslracao silo bem eoahecid.
Nilo dnvido que tenba lido faltas ; mas por cerlo,
nem sao as que apona o Sr. Reao e Albuquerque]
nem da ordem das que Ihc tem sido imputadas
desde esses tiros dados a pretexto de se pescar eni
viveiroa, al o aeaaaalnato do infeliz l'eixe, que a
voz publica Ihe allribuio. dando-ae como motivo o
que nao era lisonoeiro para a aun honra ; parcecu-
do-mequo o Sr, Rege e Albuquerque anda se nao
r-pirren de ludo quanto fui publicado aqu contra
elle,|e que nao duvida de que sua vida se pos-a
prestar a malvolas insinuaces.
Sou o primeiro a reconhecer que na familia a
que perleuce o Sr. llego e Albuquerque, ha me'm-
liros dignos de estima e consideraran, e seria louru-
ra duvidar de que ncs*a familia baja quem tenba
ideas liheraes. Os que pensam como o Sr. Ileso e
Albuquerque, duvidam de que entre seus parceles
baja pessoa qoc leve em conta os direitos dos cida-
dao?, que a lei fundamental quer que sejam cuaes,
porque esses, em enjo numero entra o Sr. Hego e
Alboquerque, perder.lo sua immerecida iiidueiicia,
s devida a antearas e per*eeuirdes, desde o mo-
mento em que o voto fur livre, e lodos os cidadaos
Miaren) dee mearnos direitos; mas felizmente cssa
familia se nao compoe somonte de mcinliros seme-
ntantes ao Sr. tenento roronel Manoei Joaquim do
Keco o Albuquerque.
Sou, Srs. redactores, com a maior considerarac
etc.Antonio da Costa Reg, Monteiro. '
:!t) de oulubro de 18i(.
vivos para rearatirem as revoloc.de> t- tenipeslade ,
olTerecein sempre a' industria urna fonte inesla-
vel de Iranaa^oea e do lucres, o contrario acontece
com as cousas, que cxi-leiii para o rejal., de cer-
lo publico e para a curioaidade dos espirito*.
Esta cunosiJade nao se emprega mais no roman-
ce novo ou na obra dramtica rereule, mas mis
despachos lelegraphieoa, as eortcspondenciaa c-
Irailgeiraa e as cartas de amigos ausentes, que nos
auailiam a sesur o movimenio das esqnadraa,e as
marchas dos exercilns, as daslrolcfiea do cholera.
Em um senielliante estado da couaaa, a eoroaidade
do scriplor esla'tambem tniiilo embotada, para|que
acbe mais prazer cin observar o mundo, em que vi-
ve, em penetrar os seRredos da vida, que o cerca;
elle pardilla a dispoCAo Eerale votve involunlari-
menle os ulltos para onde lodos os volvem.
Ento appareeem aos milherea os livros de cir-
cumslancias; occas ao excellenle para urna molliriao
de escriplures, que procuran emprear ana prosa,
faliricando um livro, que iiiinca leria sido felo, ou
adquerir um nome, publicando uina bruebura poli-
tica.
Indos aproveitam--e da orcasiao, e escriplos
epheineros sobre a a lu Allemanha, o ele. vrm abundar o inerradu Ilite-
rario.
Esta observado nao se appliea smenle Franca,
e nos nao temos de asaigflalar este auno ueiibiim
dee- livros lao frequenles na Inglaterra e mesmo
na Amrica, onde dcbaixo de una l.ri i.i popular e
me-mo romanesca, o esrriplor nos conta sui-sexplo-
racoes e descoberlas no seio da sociedade, e tratar
das que.le-, moraes, que nos inleressam e nos agi-
tan) mais. Nao se falla mais em o MaiJ Bailn
Allun Locke, Fonclc Tom, e nos conlos dellavr-,
Ihorne Na Inglaterra como em Franca o- livros
de circunstancias tem VOga, e a meacmn cen-erva-
la muito lempo.
Fin dos ltimos livros, leve o previledo de exci-
tar a ciiriosidade dos leilores inglezes, nos levis
ideas e as quesloes, que nos nsilavain la algODS an-
uos apenas, e que inui provavelmente ainda nos. vi-
rao agitar. Este livro nao he e-rrip(o por peonas
inglesas, be obra de um anliuo revolucionario ita-
liano, do om ex-mcniliro da Joven Italia, o de
um amim de Ma/.zini, c conten a contissao das ea*
perauras e dccepccs de um republicano desenga-
nado.
Esta leitura rausou-no* um verdadeiro pra/.r e
foi para mis um con.c bal-amo refrigerante. Que
prazer nao be escapar por um momento a' poltica
do dia, nao omir mais fallar rio t'rulh, do Serelh,
nao ser mais obrigado a inlere-sar-se nos destino-
da Turqua, mas poder ser cominovido das dores de
urna liar/lo da mesilla raca da nosa, OSSO do B0SS0
ossu, carne da nossa carne, e meditar itri-temente
sobre a surte de um pai/, que lem produzido os
maiores humen;, dos lempos mo Ionios, sobre a pa-
tria de liante e Machiavello, de Miguel Angelo c
liallileo i Com que. contenlameiilo lomamos inle
res-e nas illuses e nos errus desees Joveus loncos,
e.crevendo. project.tnilo, conspirando, formanitu so-
ciedades secreta*, tratando planos de coiistilui;ao,
cantando a repblica futura e propliclisando, como
desesperados a volla dos dias de Saturno a essa Ierra
dos deoses dos poetas e dos hroes!
O Sr. Ilulline, aulur do livro, escreve sem ani-
mosidado e era odio; nem urna l palavra de de-
peilo contra os governos, que o tem perseuido, ca-
be de sua penna. L'ma doce irona brilh.i por ci-
ma de todas estas paginas escripia com um enlbn-
siasmo iuleiramenlc juvenil, onde e recordacao faz
reviver com toda a sua la-rinaro as illusues dos
primeiios anno; e ainda essa irona modenda e
ronlida nunca se appliea, senao a' sua pessoa, aos
sus aclos e aos seus erros.
O autor, quo deve cliegar ao meio da vi la, nos
parece, se ousamo conjecliirar em materias Uto de-
licadas, ter chesado a c*a Iranquillidade, que se
compra por tantos solfrimenlos e dacepcies, mrts
que nunca deixa de ser a partilha.ea recompensa
das naturezas iiobres c elevadas.
Na mocidade, na poca em que o hornera he lodo
amor, fe c esperanca, e as Iros virtudes thcologaes
forinao, por assim dizer. o fundo de nosso ser mo-
ral, nessa idade niaravilhosa e rpida, em que se
ignota o que he mal e as paixi'ics nao sito ainda vi-
cius e apresenlam um aspectu encantador, certas al-
mas fasaui una idea mnjlu elevada da vida do que
ella pode ser ; mas o dcscncanlamento, que nnnea
deixa de vir, e a triste certeza, que jamis deiiam
mente fez entender que, se ib" fesse dado retro-
gradar na vida, os meios que empregou nao reriara
os qun e-collieria.
I. Os aunes da infancia.
Lorenzo enoni, oc-cen tente de lima hiniesta fa-
milia de cidadaos de Genova, no momento em que
runicca a hislnria, he menino, declinando e conju-
gando os substantivos e os verbos da liuaua latina,
api.lamn a missa de seu lio. o coueno que habita em
Dina pequna aldata. que lira em igual distancia de
tieoova e de Nice. o niollior dos homens, porem o
aborrecido dos los e o menos alegre de lodos
os meslres A* oceopacei de sua vida eram tai pun-
co variada* como as or.'upares do sen espirito; urnas
e oulras se reuniera cm orna s: a rulheila da* ol
reirs c a prepararlo subsequentc destea" fructos.
Os puncos listantes,' cm que o pensamento das ol- I cenlo de sorpreza rheia de deprazcr
iras nao ebsorvia loda* as facilidades de sua in- i Ora e.la urna inquietadlo muito natural
elligoncia, eram emprec-do- pelo bom coiiego em pomle que o rei em lugar d'e inleiroaar-vos
injuriar a Franca eos Francezcs.
u O que a Franca ou o* Fraucezes linliam feilo ao
velho cuneen, nao sei. diz-no* sou sobijnlio, mas
I"
inunte a uipi-tica quo Ihe linliam Mo, pie'erindo-
se a elle o principe de 1 rbino, por isso, quando o
principe na sua volla conta as magnificencia*, que
tinha sido convidada a parlilbar, Lorenzo, rom o fu-
ror no corac.au, mo o deixa de huroilhar, e qui Irm
losar a ancdota, que euraclerisa admiravelinenle a
nalureza das duas classea de boinens o* ni.us unpor-
lantes da sociedade,o aristcrata de nasciuteoto
e o homem das elaaaes medias.
o Parecis inquieto. Lorenzo .' diz o principe li-
tando repentinamente os litios err, mim.
......I'e iieiilium modo, meu charo collega,
-e seuii albura i inquietacio, foi por vosso reapeito,
na* VOSta narracao. disslpOU-a intcirainenle.
o F.m nome .lo ceo .pie inquietaran devoris ter
meu respeito .' persiintou o principe rom un ac-
Sup-
lobrc
bu/m e mama, vos livesse fallado sobre nosaos eslu-
do-, obre alsuma questao de historia, por exem-
plo'
que (eria respondido como qualquer ou-
iembro-ine de nina ccrla anecdola, que elle repe- l'oi
lia ciinsunlcmeiile, rom um prazer sempre novo e tro
um nolatel conlenlamenlo de si mesmo. Adiando- He justamente disto que cu nao tinha certe/a.
se una vez na vi.iiitianrx do \az, no losar, onde I Supponde que sua mageslade vos tivesse persunlado
este rio separa os estados sardos da Franca, linha o numero daa ......ladra exisida por Arbloteletem
atravessade a punte e entrado no lerrilono france/., nina tragedia, ou quando e por quem o soneto ita-
iinlia encarnecido da Franca e voltado triiimphaiite. lianu foi inventade, vos (erieis lido l.lvez srande
A Iranra procure sahir- A casa do cmeso era muito triste. A cozinheia, A este sarcasmo, o principe ficou emhararado,
a venia atarsirida, mulher magra, impertinente tanto oais quanto nao podia nesar sua ignorancia,
quasi mn.ilc urna economa que clicirava a avareza. nao estando enlr-tanlo disposlo' a admilti-la. Nao
de minio boa vunt.de o por dedicscao a' bolsa rio lio sois meu examinador, pelo menos que o saiba, repu-
ten, rediuido a congrua o sobrinbo, que ella con-i- ron elle all'eclaudo um arde ilisnidade : por isso
derava como intruso. O professor de lalim, padre nao lomarei o Irabalho de pruvar-vos o contra-
moco, masro, Iraaende no ralo os vestigios de seus no.
jejons forcadoi, era um desseshorneas honestos afa- a l'oi- bem, dalme ama uefluicao da poesa em
ma.los, que os paizea do meio da tem sempre produ-1 seral e deixeinos as oulras qooatOaa.
ir Palavra de honra, exclamou o principe, nao se
lempn a sua parodia eonduzio Lorenzo a existen-
cia seria, perigota, lomeada .le dore*.
Lorenzo sahindo do eolleglo fui conlieuar aeus
e-ludo-5no seminario ; India tul.,., entrado na ado-
lescencia, e au iii-linctn de imitara.., que Ihe tinha
fetu copiar os republieai eroga e romana, a mece-
dero instiocto mais nobre, pqrcm mau perigoso
isto he, es*c enthusiaamo vas,, indifiuido, que se
dius indiflereelemenle sobre lodos os objectos na
poca eni que a experiencia anda nao nos tem eq.
sitiado a existencia dos venenos, r nao tem disper-
tado o senso critico,e o discernmeato. Nao era mats
dos bomeos de Plutarco e das narrare* de Tito Li-
sio iue se nutria sua joven imaginaran, mas das
bistoriasdoj santosouos marlvres, dos e-peciaculos
ascticos, que tinha debaixo dos olbos.
L'ma larde, em que pas~eava. a' hora da |.c ,1/a-
ria, cnlru em ulna l&reja perlcnrcule a orden, dos
capurlunlios;alli.ao ciara inccilo de algumas lam-
padas tremulc-, elle contempla os novicos ajoelha-
dos sobre a pedra e raulaiido seus psalmos. lie lem-
pos a lampo*, um uoviro ergueudo a cabera para a
sem do Salvador, deixa ver os Irarus de -eu ros-
commerr.o ou .,*, maos ,,os ,, ......
mente todas :,s dillieutladr- afaaSwaas t.'.c,.
quandoo esludante i,h, JllMiBcado a sn. t.'xllT
deti. anda .presentar um. collerci. ,|C r .,",".:
dos. de qiie a inaior plc .,, ,1(liful.. ,,
ediosaa. A mHaU aasuatosa, ewraaa i,,!,*,
rilar-se Fadoiesludante ,,. mwmmtJtZT
umversidade, devia mu-lrar os cerliltr t. ..'
sutnles : **~
a \.\ de iiascimciilo e baptitntn, j,. j,,
na, I.-, provando que o e-tndanle tinbTsuido rw
d.uis .unos os ranos de pinto-opina, e ln,|,, i
ea exames ohrigados, .-. crrlitiradosi de I,,,'., roi,"
ducta, a-ienado pelo cura de mi* par...-|n*
protanp,, (|ue se linha dirisid itrejj hataa .'.* .ha*
* reala nua ltimos seis nirm, (i.-, de ,. i,.r' r>m-
fe-aiine cammaogad na Paad.....dn ano i pa44"
'' ''' f '''r roufcsalo cada vez doran o, U|,,^
Me SHS amas, S.-, ainda nutro rerlitindo p,
vando que seos pai* posean orna sotla ia de bem
de raz lal. que ondease dar 'a cada om le man n-
llios urna rurte igual umma determinada |ia le
ssao do ealadants na universid.de -i
lina
lo emmagrecido pelo jcjutn e pela orarao. h-te es- ; linalmcnle. um certificado de polica alternando Iur
peetaeuloabala profandamenie a Lorenzo quera- nao liuhi tomado parte i. motimento insurre'cciu!
zido em abundancia. Taes| personasen* nao eram
feilos para Irazer muita variedade a vida de joven
Lorenzo, que teria alegremente preferido a sua mo-
ntona companhia a do mais humilde menino da vi-
sinhanca. I ma imite no momeulo de celar, um a-
lesre inotiin se [ez ouvir na ra eni que o conego
habita. O som bizarro das campainlias mislura-ie
com o soin srulesco de cassarolas e frisideiras, que
os alegres visinhos locavam cora todas as forras. m
ruido estridente das pa's e das piucas casa-sc bar-
moniosamonte com o som asudo do piaro e com a
voz ronca e surda do tamboril ; caneaos facetas e
porque tornis este ar de superiondade. llevemos
porvenlura eahir aos nasos pea c adorar o genio cm
vos*, adoravel pe-soa ".'
Bsle sarcasmo, que foi acompanhado de urna pro-
funda saud.r de liiiinilda.te irnica, caosuii una
garsalhaila scral.
Nao he necessario, respond eu framente, ser um
eenio para algueni saber pouco mais do que sa-
bis.
Ah nislo eslou no vo*so cao, responden o
principe. Creio que ja lenbo dad., proas, sobretu-
/urros de asnos, motejas fomininos c gritos de meni- | do em poe-ia
nos eompletam esta asradavel muiiea. Lorenzo nao; Elle aventurava-se em um terreno perigoso. Co-
se pode nter mai, sabe na pona dos pos e vai lo- mu .' respond eu, este uisaravel seaondo premio
mar parte na lolia cun que a villa fesleja um viuvo vos lera voltario a eabeca, creia eu, e todava vos o
casado. i deveis a um soneto rio Frug mi, que anda assim cs-
A punirao do criminoso nao se faz esperar, he le- Iropiaale copiando.
vado a casa do tio e condemnado au carcere duro, lie urna calumnia, bradoo o principe, que se fez
isto lie, a prisao un privarao de ceia. bsle Simplicio vermelho como nina briza.
dura muilas semanas, no fin das quaes, Lorenzo I'odcria protar o que ilis-c com o livro na mao,
aborrecido e e-r,umario, sabe da sua prisas c da casa | se o quizesse ; mas nao quero. Todava veremos se
do lio, loma i pe o calumbo de denova, onde ebesa acho indo de curar-tos de vossas prclences a poe-
a casa de seu pai, quo alguna das depois o manda sia.
para o collegio real. Este carcere duro.., esta pri- | Nesla scena, o mais louco dos dons rapases, nao
de adquerir, de que o* millos nao sao mais que so-
nlios, nao abalara entretanto sempre aellas a fe nas
crenra*. que tem feilo a sua tilla.
E-la* crencas fiizcm ainda seo orgullu, nao po-
dendo fazer mais eu motel de acr.lo e Ibes abren
as loles da consolacfio e da paz." Elas almas pe-
aam suas lllusOes de oulr'ora com as realidades de
liri; as prirnoira* nio exi*iem, ma* silo bellas: as
-e-uiidas existen), mas alo disforme-; enlao ebesa a
dixer que Idifinilivameute nao se leuha ensaado.
Ileronliecem c confesstiu sem hesitar que nao cncou-
Iram em parle alum i snas ideas, mas porque estas
talvez nao eram fritas sanan para ellas. As pessoas
que chegarn a este estado moral conservam toda a
sua mocidade da alma sem a intolerancia de tem-
peramento da mocidade,
Dahi o ar de nobrez. e a suprema distincrao, que
se v nas pessoa-, que tem chegado J esl estado
moral, e quo nao se encontr jamis AVm no ambi-
cioso malwgrado, nem u hornera vulear e sensual
desilludido, nem no renegado verstil que funda
suas apoetasas na experiencia c nos anuos,
A impressAo geral. que temos conservado do livro
do Sr. RiifTini, nos faz crer que foi escrito em laes
disposiees moraes.
O autor be quosi sempro um liberal, senao he
mais republicano; ere sempre no bem, como em
sua mocidaJe, senao er mais nas sociedades necre-
las; n3o renega nonhnm pos seus primeiros sonhos,
sao os meios que empresoii para os realisar, que
elle rondemna. lie fadl de ver que, se por um
milasre o Sr. Rufliol podesse retrogradar, elle so-
guera ainda o* mesmos deoses, servindo-os porem
de outro modo Olamos este fado como honrrosssi-
mo para oSr. Ruflini.
.Nao be raro ver-se presentemanle meias conter-
socs. conver-oes inteiras; mas he raro ver-se um
homem persistir em suas primeiros ideas, sem ca-
lumniar suas antisas crencas, conlenlando-se de
condemnar a si mesmo dizendo a Eu he qua lu
um servidor inexperto, imprudente, insensato.
lambem nao se encentra ueste livro vesligio desse
espirito italiano moderno, que chamaremos -(vera-
mente alheismo. Aquelle que liver enconlrado por
erasoalgnm refugiado italiano,lomando aconversarao
cerlo camiiiho, lalvez so leuha admirado da animo,
sidade impa e do asscnlo hlaspliemalorio de soaa
palatras: (rislo effeito da servidSo e da Ivrannia so
bre urna populacso cnsivcl, Imprcssionavel earra--
lada para as colisas externas.
Esta rmpiedade tem era summa um carcter mui-
to sigular e esseacialmeule italiano; tem um carc-
ter supersticioso cquasi calhollco. E-te albei-in-
n.lo he dn homem, que tem podido ebesar a crer
cm lieos, nem do que lera devido renunciar fa crer
heoathci-mo rio borne m qu recusa reconhecer,
poder de um ser mais forte que elle, e quao esmao
sa. Vejo ainda o seslo, o ciliar, ouro ainda o acen-
to de u ni pobre italiano, quando mecilava com um
cnthiisiasino ebeio de furor, seno me engao, esta
expressao de Gucrrazd : ,. Porque as casas rao
do outro modo Pergunlai aquelle |que, poden
fazer raelhor, nao o quiz fazer. a
lina mistura de i lirismo de Jacopo (Irlis e de co-
lera de Allier rnmpoe quasi sempre o carcter nos
revolucionarios italianos contemporneos e seria
bastante por si *. pera explicar seus e.-ros a
eia do espirito praticn. O- puuhos.'volitados
co nao melhorarao de nanhum modo
da Italia e as nnprecaries laucadas contra Deos,"nao
podera uffender senao quelles que as proferem
Procuramos un cunosi.'.de, se poderiamos adiar
vestigios desse senlimcmo cm o Lorenzo Benoni n e

Srs. redactores.Aproxmando-se o dia i de
novembro em quo lera de se proceder a eleico de
eleilores quetcm de cloger osinembios da a'ssen-
blageral legislativa, rogo a Vmcs.que sedienem
inserir no -cu ronreiluado jornal a seguinte lista de
pessoasquo dignainonte po.lom representar a fre-
giieria do S. Frei Pedro Gonealvos, perteDcente ao
I.- circuloeleitoral dcsla provincia.
Sou :cu venerador,
'O rutante do feei/e.
1 encnte-coronel Antonio Gomes l,c.il.
Capilo Manoei Antonio da Silva Anlunes.
Dito Ricardo da Silva Nevos.
Toncnio-roronel los (lomos Leal.
Tcncnla Antonio Botcllio Piulo de nfesnuila.
Negoeiaote Antonio Marques de Amo.im.
Dito Antonio los de (lastro.
Dito Jos- Joao do Amorim.
Dito Francisco Xavier de Olvstra.
Dito Jos Marques da Costa Soares.
Dilo Manoei Francisco Marques.
Dito Luiz de Franca Vello Jnior.
Propriotario Anumio llenrique Alafia.
Dilo Flix da Cunha Teixeira.
Dito Domingos llenrique Mafra.
Atieres Ignacio Antonio Borgos.
Dilo Joao Marques Correa.
Conimcrrianie Jos Pedro das Revs.
Artista Eslevao Jorge Bapii-ta.
Dito Manoei Amando da Santa Cruz.
El! RATA.
Na correspondencia insoria no DI Aillo.lo 30
dn corrente oulubro leia-se as 02 lindas f.im-
mello eni vez ileroinmelli!.
tusen-
para o
negocio.
meira rcslslcnria a tvranuia, e esta evasao sao do
anuo de ISIS.
Cerca de I i anuos depois, o aulor escapava a um
carcere duro mais terrivel, e tinha tentado resis-
tir a s lyraoniaa mais serias, que as do bom conego,
foi-llie preciso em urania muito lempo para adqui-
rir certeza de que o inundo he povoadu de despu-
las. Onde no encontrara elle a lyranuia '.' Elle a
encoutrava no lar paterno, onde im'perava seu pai,
dspota caprichoso, desasradavel, hornera por outro
lado de ama civilidade notavel, todas as tezes que
estata fiira de -na casa. Elle a euconlrata no colle-
gio debaixo de urna trplice forma, sob a forma do
espirito exc'u-ivo de casta na pessoa de um de seus
condiscpulos, o principe l.'rbino ; sob a forma do
abuso da forra plijsica na passoa de um oulro
discpulo, Ana-lacio, sob a forma do abuso de
poder e da inju-lioa moral na pessoa dos professores.
I.oreuzn resisti successivamenle a estas tres lyran-
nias, acabou por triumphar daslres e al porestabe-
lecer urna repblica ophemera. mas esla resistencia
perlinas Ihe costn seu mclhor amiso, triste presagio
para o futuro, c qne devia infelizmente reahsar-se !
OSr. Ruflini insisti extensamente nos anuos de
sua infancia, e nSo podemos fazer-ibe urna censura.
Ouein nao ama volver a esse* annos, em que ludo
era mais bello, o em que scnlia-se mais vivamente '.'
Na infancia he que impres-nes san vivas ; infeliz
daqiiellc que nessa idade naolem feilo provisto del-
las para loda a sua vida !
He a poca era que temos lido a noc,lo mais clara
da* cousas, em que temos visto as lleves mais bran-
cas, os raios do sol man domados, os trios oais pe-
netrantes, os calores mais ardentes. Oulras seusaees
ebegam cora os anno., sensacoea artificiaos, compli-
cadas, quasi abstrae as e melapbvsica-, quo oppri-
mem a liherdade de auasos sentidos O nos impedem
de sentir como nuli'ora. E alera di*to esla vida dos
meninos no he debaixo de uuia forma innocenle,
isenta de pericos, a repelicao do drama fastidioso,
lamcntavel e faiteante, quo elles terao de represen-
tar depois de urna mancha seria *.' Esse* partidos de
meninos, oppondo-se uns ron Ira os oulros, que tem
cada um seus grandes homens, que sao elles, senao
osvmbolo dessa forca do as*ociacao, que serve de
liase a sociedade, ao mesmo lempo que crea a meo-
lira social, e que faz com que no mundo meia dalia
de imheceis que se susteularam mutuamente, tenba
mais inliuencia e poder que o homem mais notavel'.'
Esses combates aos puuliados, dados por pontos de
honra pueris nao sao verdadeiros .lucilo '.' Na ter-
rtade loda a tida futura de Lorenzo esta' contida em
sua tida collesial : que importa que elle resista ao
tico reitor ou ao governo piemonlez '.' Todos estes
amieos que fundam orna repblica a maneira de
Roma nn de Sparla, su os mesmas que lor mar,un o
carbonarismo e fundaran) a Jottn Italia, 'lodos es-
tes meninos ja' sao o que lulo de ser na tida : o jo-
ten Lorenzo be ja' ardenle, romanesco, pensador,
oloquenle ; Anaslscio, covarde, rapace, insolente e
infame, o bravo Sforza tem o sangue fri e a firmeza
de carcter, qne desenvolver' depois, dianle da pri-
sto e da morte ; o valeroso Alfredo, espirito grava,
coradlo dedicado, lerr. ja' esse poder de sacrificio,
que o fara' subir Iranqmllmente o cadafalso, sendo
innocenle para salvar um amigo criminoso. A scena
tu he que muda, mas os aclares sSo os mesmos.
Lorenzo, assim como dissemns, enconlra logo no
collegio a Ivranuia debaixo de|uas formasasmais va-
rianas.
0 rei Carlos Flix, leudo voltado para denova,
devia receber una depulacao do colleeio, a qnal, se-
sninlo o coslume, se compunha do padre reitor lie
intil dizer que o collegio era dirigido por ecclesias-
tcos rio vicc-reilor e de cinco discpulos, que fos-
sem os mais distinelos das cinco classes. Se se ti-
vesse consultado a iustica e nao a publica e a lison-
ja, Lorenzo loria por direilo representado sua clas-
sc ; mas Lorenzo nao tinha nenhiim titulo nobilia-
rio e o principe de l'ibinn fui nomeado cm sen lugar.
Os oulio* meninos, que foram escolhidos para
completar a depulacao, eram os dous filhos de um
grande de lie-, aolia, o filho de um seneral piemon-
lez e o herdeiro de um rico agricultor da i I lia de tjtt-"1
ha, mancebos este* muito bem escolhidos envrearo
ao nasrimcnln e a' fortuna, mas dos q.;^. se pode
dizer, para servir-se da expres-ao ii>g|eza, que nao
n eram rripaze* de incendiar o Tanjha. >a verdade
sao ? Prt1e'peera quasi um pheufi em eomparaese del-
udo '?* Nenho"' I"'-", "W um i linha sido reserva-
do ao mrito real.
Os reverendos .vdres.que dirigan o collegio real,
i que an|ps de ludo eram n humildes servidores dus
poderes existente*, sabiam muilo bem que osles lie
pediam, que lormasaem ante* subditos doceis do
que intrigantes ralladores. Embora fossem orsu-
Ihosos os seu* di-cipulos dislinctos, fueiam bem de o*
mostrar urna corlo, ondeo talento era a peior re-
commenilacfio, e a melhnr um litlo de nnbrrz* ou
urna fortuna de alguna milhOes.
be o que se pensa. Lorenzo reprsenla perleitamcn-
te nesta oecasao a importancia exce-siva e exagera-
da, que na classes medias uao a' iiitclligencia, o or-
gulho que excita ncllas o saber, e pur conseguiule a
invrurivel prupensao para o pedanti-mo, quo desfeia
tudas as suas qualidadcs. He pena que Lureuzo nao
fosse roixo ou corcunda, parque enlao feriamos vis-
to despenbar-se a tendencia coutraria, a imporlanria
exasorada concedida a' elcsancia, a' graca e as cou-
sas externa-, ora urna palavra, a tendencia para o
dandysmo.
O principe nao teria deixado de exprobar a Loren-
zo seus defeilos physicos, como quasi sempre delei-
lam-se cm fazer as pessoas de sua omitirn.
O principe, como muito. aristcratas, nao he sus-
tentado se nao pelo orgulho que Ihc da' seu nari-
mento ; mas procure-so meio de abalar esle orgulho
e dissipar esse preslieio, que o cerca, elle perder a
conlianra de si mesmo e reconheccra', sem se fazer
mear muilo, sua iuferioridade real, lie nm fac-
i que se lem enconlrado e se enconlra frequenlc-
mente no mundo: foi lambem o que acconle-
ceo.
Desaliado por Lorenzo para um combalo potico
em verses italianos, o principe ato achoa outro meio
senao copiar -ua composirao em um volume qual-
quer. I.urcnzo descubre a fraude, c un momento
em que o principe senle-se luimilliailo no momen-
to ciu que san procedimenlo criminoso foi desven-
dado, um corto senlimento de honra, que n nasci-
menlo, em falla da inlelligencia, raras vezes deixa
de dar, Ihe fea enmprehender a necessidade de ex-
piar seu erro ; (orna-se o raelhor e o mais dedicado
dos -11111 o- ; ajndara' Lorenzo em todas as suas eis-
prezas, o auxiliara' em derribar o lyraaoo Auasla-
cio o em fundar uraa repblica pelo raodeUo roma-
no, depois sera' carbonario com elle, e tomara' liar-
le na formarao da sociedade secrela da Joven
llalla.
O prncipe, lal como he apresentado por seu ami-
so Lorenzo, he urna bella ainoslra oa uobreza de co-
radlo, que da', nao a natureza, mas o nascimentu e<
0 titulo adquerido. f
He entre o principe e Lorenzo que esta' combina--
da a queda do lyrannn Anastasio. (Juera era essi-
tyranoo? Lina especie de velhaco mai* lerrivef
para seos carneradas, do que jamis berta feudal al-
gum o foi para seus vassallos ou para os negocian-
tes, que viajatam nas estradas publicas, urna espe-
cie de Lui/. \I sempre acompanhado de dous. aco-
Ivlos tilo imios como elle, eque eram como os gran-
des prebostes c os executores de alta justira dtste so-
berano arbitrario e ladnlo.
Por loda a parle, onde elle via omobjedo capaz
de excitar sua capacidade, Anaslacio se apoderava
delle, impunha ccntribnices sobre as algibeiras de
seus enmaradas, remecida estantes, decrelava impos-
tos. Lina conspiracao foi urdida ; a um signal da-
do, lodas as vozes bradam : abaixo o Ixranno!...
Aoastacio be derribado e chama era tao c'msen soc-
corro seus doos acolvlos, qoe, abandonando sua cau-
sa, se uera aos seus inimisos. Enlflo Lorenzo
comprehende pela primeira tez o carcter das mul-
lidnos e oque he a fraqueza humana : urna Helo,
de que nao devia aproveilar-se depois I
Anaslacio eslava sentado em seu lugar.com a eabeca
indinada contra o pello e suspirando.mas seu deses'-
peroe snas lacrimas, louge de despertaren) a rom-
paixao no rnrarilu dos revollados. n3o serviram se-
nao de dar lugar aos dicholes e aos tmradilhos d
palavras as mais picantes.... De lodus os lados rem-
piain rumores, iiiullos,exprobraci'ns odios;.;
tirita, mim.tro, tu que lzesle eritar Uoloaos
oulros. Oue piedade tivesle por nr,m ll0 dl, em
que lao cruelmente me acoulafe? Onde esl o
com que respondas au- grll.is de las victi-
nso
mas
devenios dizer em lourar do aulor, que elle uto os!.-
deixa ver era nenlimna parle. Finalmente o aulor "''S "s"rreiu,,s ,le >poles e do l'iemonle, c por
ab*tem-se cuidadosamenl de fallar em religao e
deixar conliecei ..uas crtnrasrelieiosas pes-oae*. ||e
permillido luppor que o .-.r. KuDini nao he um ca-
Iholico muilo orlhiidoxo, mas elle nao aventura em
ncnliuma parle una refleito phiiosophiea,~e*m mes I !.' ,mne,!l!,cr ,la Austria, ramiuliava rpidamente no
mo ataca o clero italiano, sena,, de um modo muilu '
moderado. Em suiniii. seu litro he, debaixo dcsla
relata, a obra de um hornera sensato, inimigo das
discusses ociosas, eompreliendendo a inolilidade das
polmica*, que neiilium resollado podem ler
Oh meu boinamigo, dizia onlro, temos urna
pequea contawfoslar. Onde esta o caivete, que
me tildaste .-()i|e esla' minha pella nota On-
de e-la mmlia garrafa de rosalio .' Onde esl...'' ele.
LtJia duzia de vozes se succcdiam amas a* unirs
Com a rapidez dos golpes de um inarlellu eriiido
nabigorna.
-Mas, griteo o primeiro que linha fallado, que
nos impede de (nrnarmos a lomar nossa proprie-
dade '.'
He justo respondern) os oulros e cm um mo-
melo toda a muiiid.i.i dus reclamantes espoliados
precrpilou-.'e sobre a oslante de Anaslacio, que ape-
nas leve lempo para fusir. Fiel ao meu papel de
moderador, Icnte impedir e-la anarchica espiono,
e nao podendo conseguir prncurei dar-lhe ao menos
o carcter e a formn de una reivindicarlo regular
da propriedade. Mina, cxbortacors e mihas suppli-
cas se perderam mi meio das patines frvidas dessa
mullid.... sdenla de vinganra.
. cio foi assaltada o quebrada, e nao s bulos os objec-
. los redamados foram aprehendidos, mas lodo quanto
maquella poea, sobretodo, as ideas eram o terror ihe pencuda, livros, pennas, papis, bi feilo em
a ellas he que se deviam as ul- podaros e pisado a pe* ; o que nao oi despedaeado,
foi 1 .o. ido pela i.iii. T... fiira.
Eu deplorava em silencio oles arlos de vandalis-
mo, e pela primeira vez aprenda cnin prande mor-
tilicac.io minha, que he mais fcil exiclar as tem-
pelades populares (|ue contelas, quando se achara
desencadeadas. Todo quanto sent uesse momento,
reprcsenlou-se mais do nina tes ao meu espirilo,
me deu a
nagesUde imperial liaba pro-lqaaes Mst7ncTa~dsToroVn^wlios offerece
i cxeinplos nolateis nos lempo* rcxoluciunarios. Ah !
' da alta sociedade
---------. ,
isso juigava.se que era lempo conveniente de acabar
rom ellas.
Para cometo, linliam se fechado as universidades
de I urin e de Genova, e o programma de Francisco
.te-po idenrin a um plano de instraecjra publica, quando lia as historias das revolnre* c
qoe me linha sido aprc-enlado em UlMo por um pro-: chave de militas dessas coi.lrad.cr'es apa
lessor distincto, sua ni -
niinciailn eslas palavra
Esle livro por tanta he urna narraran, porem bem
feita, variada, rheia de retratos, semada aqu C al ti
de paginas elnqurnle*. sobre ludo deleilavels, c he
resimen iulellecliial.qiie llurescia na Italia pelo anuo
de 1820.
O Sr. KuOinl rita a esle respeiln um ciempb. bas-
tante curio.o. O padre rcilor '
da.le.
a IJuo pensaes de um governo republicano ? tinha
poiguillado Lorenzo ao principe. Sparla, Alhenas e
l'.intoiiima dus person-sen, -eu
ma por urna rcvelac/io urna ovillaran moiiieiilauea
o una ImpressAo sensual. I ma vos interna pare-
ca dizer-Ihc : He isto o quo procuras. Lorenzo
sabe da isreja lodo abraza lo do eiilbusiasmn do mar-
lyrio ; pensa em ir presar u evnngeHlO na China ou
no Japao, e dtscobre seu projecto a sua mi, que o
enva ao tio Joao.
FL*le lio Joao i,e um dos personasen- mais curra-
sos do livro. he pena que o aulor nao tenba paten-
teado claramente seo car.cier, c liaeese delle apestes
um comparsa. O tio Joao he o lypodo verdadeiro
homem honesto tal uno pode existir boje, hora, af-
fectuo-o indulgente, sem entliusiasmo pnr ne-
iihiima cousa e recusando decidirse por nenhuma
dellas., porquo na situaro actual das cous.s ,
ello se tornara infallivelmenle complico de in-
famias e cobardas, ou de desatinos e desastres.
.Nao ama ao anliso rgimen o o vera eahir som
muilo przar porque sabe perfeitamente que ,
einquaiilo nao fr destruido, o mal ira pelotudo,
e nao desojada ver derribar, porque nao espera na-
da de uraa popularao, que loi por muilo lempo su-
jeita a este rgimen. Desespera dos nebros e dos
padres, dos burguezes c do povo ; o oslado das cou-
sas he para elle mu dilemuia de que nao pode sahir:
ou o antiso rgimen continuar a existir, e o mal ira
augmentando alo que a morte chegiie ou sera des-
truido, e a .locura aggravnda subilamento por esla
cris* imprevista, nao fara' senao trazer urna murle
mais rpida.
Emhararado por esle dillema, entrega ao lempo o
cuidado de arranjar as causas, e se comprai no pen
sanenlo de que ludo ira' melhorando contra a von-
lade dos homens. Esla optntao, que era a do hon-
rado lio Joao relativamente nos negocios italianos,
pelo anno da graca de ISJ), comer j derramar-se
rpidamente alera da Italia. .Nao he mais a parte
saa da popularn, que cm nosaos dias se pronuncia
decididamente por este ou aquelle partido ; s pes-
soas bone-las coinerain a distinguir-se por este sig-
nal, que nao vem nada que valha a pena do ser
amado. Ah ah Dii acirlant ornen Lina das
conversares do tio Joao explicara' suas opiuics
melhor que nos-os eoinmeutarios.
Vs vedes a$ cousas, me di/.ia elle algumas
vezes, nao como ellas sao, mas como a vos-a insagV-
narao as pinta. C.onccilo-vosqoe quasi lodo o mun-
do despreza c detesta o govcino, mas nem por isso
elle prospera menos. Analysai a sociedade, edizei-
mo onde vedes essas virtudes varooi-, esse espirito
de dedirafii, que regenera as naeea. Vede nos-
sos nobres, por exemplo ; os velhos desoonlam do go-
verno ; credos ts que seja por amor da liherdade !
Esta's engaado ubram assim por que desejam as
redeas do goterno para si mesmos. Os otens m.
pensam em seos cavalliA o em suas damas. As clas-
ses medias ettaa gastas pelo egosmo ; cada indivi-
duo he alisorvido por seu vmprego, por seu bauen,
por seus .lenles, todos era geral pelo furor de ga-
libar dinheiro : o numero um he o seu Deus.
o Mas o povo meu lio '.'
'Ja' vou la'. O povo he ignorante e supersticio-
so ( nao lie culpa sua, mas lie assim ) e por conse-
guinle escravo dos padres, estes inimigos natos de
lodo o progresso. O povo ouve missa de manhaa e
embebeda-se de larde, a pensa todava que esla bem
com Dos e com sua consciencia. (Jue resta pois ?
(.orto numero de mancebos ebeios de historia grega
e romana, generosos, eulhusia-las, nao neg, mas
perfeitamente incapazesde oulra cousa sanio de fa-
zei-se enforcar. Falta de virio.le,meu charo lilbo.hc
sinnimo de impotencia : a mas*a esla' ptrida ale o
amago, eu vo-lo allirmo. Supponde um momento
que podis destruir o qne existe, que edificareis tos
com taes materiacs '.' I m edilicio, qoe descansa so-
bre trates podres, uao ten) alicorees muilo solidos e
sa desmoronara' ao primeiro choque. O mal esla'
na raiz da sociedade.
I'ois bem, esclamci en, ataquemos enlao o mal em
sua raiz.
u Sois lonco'.'dizia meu tio, Ictaulando-sc es-
pantado e roendo a* unhas. I'ens.es que se possa vi-
rar a sociedade como um crep '.' Na terdade esle
i..pa/camuilia para o hospital dos doudos.
.' Mas. meu lio, se he intil adiar mos os
fr clos da artore, se he loucura ataca-la pela raz,
l< o o n.rnr-'*r\ Sie ;xniy*vei o '.lo '-lanlnjio*
ta a fazer he cruzar os bracos no desespero.
* Nao lio isto o que eu digo. O progresso vei'
d^ si mesiiiu, a l'rovidencia assim u quer. Ha n3S""r Ul"
mundo moral como no mundo phxsico, piincipius I
misteriosos, que se desentoltem e uina maneira
que no* he desconhecida e mesmo mao grado nos.o.
Oracasaesse liabalh lalenle, as cuusas eslao em
melhor e-tado, do que estavam lia cem aunos e m--
mo ha cuicoeiila annos, c daqui a SO annos, vsque
sois moco, veris anda uovos progresso*. Couvm
sonrer o mal presente cora paciencia e deixar o lem-
po obrar : procure cada um em sua humilde esphera
lornar-se melhor e fazer molbores quelles que o
c'ercam Ah e ah soraeole sata' a pedr augular de
nos.sa regeaeraeae futura. I'elo que me diz respeito,
meu charo migo, qoando entrar em urna luja e me
pedireim_5menle o justo prero do artigo que eu qui-
zcr comprar .considerare! que meu paiz lera' le lo
uina conquista mais importante, do que se livtsse
dado a si lodas as insliluirocs de Sparla c de Alhe-
nas, o .
O lio Joao, p<5is, esl encarrrgado de zombardo
enlhusiasmo relignaso de seu sobrando, e o conseguio
com pooco IraballuN Seu bom seliso pralico Ihe en
sinou que os hroe-, como os ieiis vulgares dus ho-
mens, nao devem ser mullo eiptlslos < leulares,
que se he mais sceptico .depois de um bom jautas do
que em jejum, e que nax|Oridadle, na poca em que
o saueu$ domina eq^3rac|er tenimuila moleza para
resistiros sonhos d *eii-uai;,|.|diJ.poilein em um mo-
mento substiJir os sonhos dO beloismo, c etcetersa.
t.um ujtr e-paniusa rapidez, q"e convida pois seu
sobfllio para janlar, recusa ofv'-lo antes disto, e
eiiia... depois de ler onchido os copos de velho la-
mjma-ehnsli, coiiseute em rdceSfr as confidencias
do mancebo, impaciento de reielar^'he seus projec-
tos de predica e de martvrio. I
Mas em primeiro lugar, meu qnefido filho, dei-
xai-me dizer que ura hornera lido mu110 bem con-
seguir sua salvacao no mundo, que cnPlm mudos
louros e palifes, provares e cdntralcmpcs para o fu-
llear ale a morle e fazer delle um -auto."
Tal he a primeira obsc vacJo do tio Joto.
idolatras, deve-se conhecer a fundo os ariumeutos
da Ideologa : por lano cpnvm provavelmente
esludar a theologia. I'ara pregar aos C.liiuczes, de-
ve-se saliera lingua rhineza i comecai pois por es-
tes estudos indispeusaveis. e em cinco ou seis snnos,
se a vo'sa voca^ao persistir, seris ainda muilo jo-
ven para afrontar o roarlyno.a
O enlhusiasmo de Lorensiisentio-5eabalu.lo.pao
si pelos conselhos de seu to, como por oulra in-
liuencia: >
.Nao mudo a certeza de que os dous copo*de
lacrima-chri'li, que eu linha bebido, n,ln livessero
contribuido al Cerlo ponto para esse fcil abandono
demeus planos monsticos; elles produziam sobre
mim um elleilo sinsular, um elleilo mundano, se
ouso fallar assim ; elles coloriam todas a* cousas aos
ineiis olbos com urna Unta cor de rosa, que pur con-
traste fazia que a celia de um convenio parecesse
tao sombra, tao s, Mn fri.i a' minha imaginario!
Oulras vboes uaj tardaran) em surreder'os vi-
ses mv-ticas, vises mais xulumpluosas. frurlo
de uas leiluras romanescas, e as Mil e urna imites
substituirn) logo para elle a Leijenila Dourudo,
l'rincezas captivas, palacios encantados, jardn;, de
Armida, Ihesouros eccnltos, diamantes mystrrlosos,
lalismans foram por seu lurno realidades i,ara elle
conversn com sombras, luincnu cora diimeras ; !
com lodo o ardor de seus jovens i'.esejos correu'a-
pis de vapores coloridos, como todos nos lomos
fe.ilo.
"Eiilretanlo linda chegado a dora deescolhsr nova
prolissao. Loren-o decidi seguir a carreen do foro
e enlrou na uuiversidade para fazer *eus esludosde
direilo. Oue era cutan urna uuiversidade pieraontc-
/..r! A insurreirao sarda de IS21 acadava de reben-
lar e tinha sido reprimida inexoravelmcnte a anda
vingada rom a mesma dureza. A mocidade das
universidades se linha feilo notar na insurreirao e
ohreludoem lurun, onde os esludantcs favorecido*
por una companhia de soldados, linliam determina-
do a insurreirao. Logo que a revolta ioi comprimi-
da, o governo nao se coulenlou de proceder com ri-
gor contra os estudanles, que nella linliam lomado
parle o resolveu fen-losem massa, lechando as uni-
ver-ulades de lurun edel.enova. Pouro lempo de-
pon foram reorganisadaa por um novo mndello.
I'ara prevenir llalli era .liante introdacrio dos
espirito* de revolta nas universidades, o e'oicriio
eiilei.deu que o raelhor meio eia lomar nidid-s.
que parecessem deverjexcluir rorros.nenle dos e-
tudos liberar* ampias caldcsorias de cidadaos ; jol-
gou que poda conseguir isto, creando duas classe*
os : a primeira daquelles, rujo* pais po-
rerls porrao de pro-
nal dais*. ".............~"cHe-
A rcsneilo .leste ultimo cerlilieado. I orenro .So
i\ 'I? I""' "ur,""l-e a observar*, de
que elle so linda doze anuos, qu.ndo tinha aireri-
do o motimenio de IS-.'t. e que p, .JI" _
imiiossivel ter tomado parle ndle. F',.i .
lao, encarreeado de receber as invripr.,
den. tomando um ar de dignidade
lientos eram feilos para
para seren discutido*. Ooando se lem lo-nadn l*m
suas medida-, n.lo se reroia admiliir nenhusa anar-
chisla ; mas que acontecer entretanto. |d0, ,._
les joyens lao bem es.-ulliides, nao lendn anarrhis-
o ecre-
'*> re-poa-
i que os resala-
serem ubsertailo-, t ,,
las ante* de sua admis-Ao. o \ierem a ser denoi. e
para que sertirSo enlao lodas estas preesnu*,-..
caucOes? *
Lasa vez entrado na unitrtsid.de, a* mu.-.,.. .
chicanas, os ol>slaculos irritantes n.u. ce*>arn ca*ia
dia de inquietar, oppnmir e eslortar o estodanlo e
eol.lo as coosas nao se faziam no recinto da iintver-
sidade, mas nas moradas dos respectivas rrufes-
sore*.
O esludanic devia perianto correr lodo o dia de
uina exlreimdade a oulra da ddade. e era feliz
quando podia cheg.ir lempo de adiar um \nett
nessas salas muilo estrella*, para roi.ler os cnimU,-
les. c nao era abrigado ,i ouvir a lidio na e-ada.
Estes obslac ilos mulliplirados deveriara ler ex-
citado a indulgencia dos professores, que pelo ean-
Irario su faziam excitar a sua seteiid.de. ,\o ca-
mero du curso o protr-or lazia o chamainenlo no-
minal e esrretia o mime dos ausente*. I i-p.n de
tres ausencias, o piofo-sor roraaiqii a-ign.r a caria
do esludante c obligar a perder a*.un tres metes.
O que se pedia ao esludante nao era inlelligencia e
Irabalho, raas submisso e uina a*-iduidade lerrae
nica.
A leltra era ludo, diz Lorenzo, o espirilo nade.
O lira que se linda proposlo era formar machinas
c nao hoinen*. A uuiversidade era -emellunle i
urna enorme prensa, destinada a extirpar da sera
{o pre-ente tola a independencia de espirito, loda
a digoiriade, lodo o respeito de si mesmo, a quandt.
paseo em revislt lodos os nobres caracteres, qae lo-
riada escaparan) a esle leilo de Procusto, nao puu.
deixar de pensar com orgullo., como os eleeaenl,.
raorats de uossa nalureza italiana, da qnal se lat,
lao levianamente. devem ser forte* para sahir ra-
ros e vigorosos de lima atmospheia lao .Melena, a
Ninguem se poda liar nos inferiores, qoe eram
lodos espines e obligados a consentir eense-lo, para
oidor, ni o conservarem seus logares. Tal be hri-
Ihanlc quadro que Lorenzo Itenoni Iraca da uitei-
sdade de (ieiioxa nos anuos da restaorarao.
.Nao lie para admirar que mancebos cao ar lente.einlioi.do. pe peiuameiite per um e-
polismo l.i o pro Mirador, senlt-ein amoulnar-** em
eus corarnos Ihesouros de odio e agiutr-se cas seos
espritus pens,untlos de vinganra. Aira dtsle nao
era somonte na uoitersidade que ae encentras*
arbitrario ; elle era encontrado por loda a porto, un
passeos, no seio da sociedade, em suas reumes, tws
lugares de prazer. Ira dia, por exemplo, Lorenza a
seus amigos passeatam de noita na ponte a* Catv
-n.iiio. Ao rabo de algnns insbinlrs, riles veem aa*>
s,io segu ios de perto porjdoos carabint-irM. One
lazeis ah'.' Ibes porguntou um --'-- rtiiesmt i.
He muito larde para pastear.anra he laroa
para dar-se um cxro em urna nnile ta* bella.v
mulo be para dormir, e fazicis melhor, se Isaetas pa-
ra a cama.Nao temos somno. Pouco imparta,
fazeis raelhor em ir-toa deilar. I'orvealara h aui
ordem qua nos dais ? Sim, senhores.E te uH obe-
decermos '.'Seremos obrigados a letar-vaa a po-
lica, o ^^
Oulra vez a censura ordenan a soprireraoo em
uina opera da palavraliberta* ordeaea qee f-
se substituida pela p.Uwa--lealla lidelidade
llemais estas cootnlias nada sao a tiste w itam
de poder de nutra nalureza, referidos por Lorenza
lienoni, c cnj.i respunsahilidade Ihe donaras. Es-
tes facloa que ha doos annos lera agitado leda a En-
ropa, esta sem ceremonia do despotismo o 4o arbi-
trario, que lem provocado tantos m-i ui ... tw p.r-
lamenlodaliigUlerra e feilo escrever tantas caria*
Mr. (,..1,1.1,me. sao cousas de velb.i dala na lla-
...i; mas,circuir.tariff. que se deve notar,a.
conier.ram a sorprender a lodos, senao vianda fo-
n denunciadas oll.cuimei.le. por luna ii/-,.
a asaeinbla de homene, cuja uostcio data
nodeiar.io e e -lidie, e nao'por usa
VlJuajajjUjafc aajaJi^||\aSJtPf"S'
^fde"ex.geraTaamabira*t Mb\
.ulre as memorias de |llcnonrelalitae arinu-
n.s,racao piemonlez, ,o clero. esc.lhe.cmM I.T.-
v.a ura. ancdota que, |M)r os, ,
dramtico ligurava muilo em seu favor no lerritl
da tu,.;,?' Mre"""1"' ",' ir. ".
da lilleratura fnebre anglicaoa. Oledor lira as
contenencias que quizer, segundo ^, gOTlo OB _.
atersao polo* monges e pela >,da monstica
Lm cosluine ba*l*nte derramado 'entro as oes.
g,o*oe;":"" ,,,e 0i:"--'0 ,id"es' 5JU5
mosos bem rouhecido dos paites catholicos e a
mssmr* : Mid"". '"'" dev,rir
serta-Ios. Lina noile e-lando ajoell.ado i.ol. nm
confessiouario, elle out. orna vna mJrmi? ,Z
sen, outnlos: ,. Nao le mota,, proco f.^et-tT
deixa a porta do leu qoarto aborta e-.a no,,T\V
doni, aquelle que f.ilata assim, era nn. diD antis .
amaradas de collegio de Lorenzo, nm. da, crr.tV
ras humanas as mais imtfleosivat qoe pode-ae ver
um pobre de espirilo, um temperamento obediente'
e de quera todos os Ipurot colhido. ..o tZZ 1
resuman) boa-------
. pn-ta do principe, q
ndic.....* phxticos e'estrrnoa mas -omento e.l'e. ,-s U,.'!"ni"" '"'"/'''"1'"r'"1" *imo pontfice. Eis-a- s sua noita del de agosto, todos os lilulos de no-|desseni protar a poase de um
tao perteilanieule r.m-ch ,Jid o. t"rprodarid" 'ZZ^l^^^Tr"'? '" L" "^ """ VST ""' ,""""1"S- "S *" ''"" T*" lt"U>< "k* ^ Em uina piatra, oslo livro he inteiramc .te o ^.,! ,1[', ,?r .V \.u i.' que W'?" '>'" nm'"s J?1"/" naturalmente o principe e lie- 'lc*sem provar. Alm disto don. modos distinclos
lera* de poltica de \ cueza ao governo do seu elle- ^l__^f^> condurio-aa nesla* unc- ''e oame foram creados para cada urna dealas duas
.. (!omo seiihor
nteiramente con-
trario do que leria sido, so fossa escripia por um in-
slez, ; os car.cleres. os retratos, incidentes] da
vida poltica Icriam -ido melhor apandados o conta-
do*, lodas as relare* do Lorenzo com o chefe revo-
lucionario, que cllodesignou cora o .lome .|0 !'...-
lasia, Icriam sido melhor enllocados; ma* em cora-
pensacto que sentlmenlos amorosos alambicados,
que mediocre platonismo, que escrupnlns do lingua-
sem, que coiiversares ealeiadas uao leriatnos hilo!
Aqui pelo contrario, todas as passagens, que se re-
feren) ao amor, ao prazer phvsico, i sensoali Iftrie.
:i riesrriprao exiei na dos objectos e das pessoas. sao
n. io..-1.. ] 11 f 111. at mais ingeoaat. K-te livro
pois he enrinsn, porque mottra ao me-mo lempo o
res supremas com juslira e moderacjla, procuran lo l calhegorias, o o modo de exame du* oslodaules da
quanlo em si cabi.i umilerar a severulade de seu col- I segunda catheaoria oi cercado, diz Lorenzo, de una
lesa, que appliea va TI Pirinea direilo o ostracismo 'al complicaran de dillirul.lides, que pode-se espe-
leveria esperar isto da vosea quanlo era
parle 7 lio .i-im que recompenaes os cuidados e a
ternura, que os voseos professores lem lido para com pelas fsllas as mais leves. A inausuracao des con-1 rar que o* mai* resolutos
vosco Do,ci- precipitar-yos de cabera abano na suhsse fez com grande pompa; o* dous magistrados I semelhantes prota-
iinpiedaile em que emprceai* os vossos tlenlos, que precedidos de -ou- hclore*, c irados de stus coard '
aprouve a lieos predigalisar-vos? Vos Ihe deven dar leram a eonslituieao
coala do osso lempo, e o esperdieau em ler livro* eom os grilos enthuslaslicos de
nao ousariata afrenta!
InlaMa cilas'c-pei.uiras foram illuilida*, c es-
iov.i, que Ibes respond. Me arbitrario absurdo nio produzio eueffeito. I)u-
Deos salva a re- ranlc o ciircrran: uto da* uni\ersidade
_ ala vm. conduela a proden-
a. v a.,uiu era orpdao, e por pai linha nm veiam
no, duro, avaro, egosta, detolo, sajeilo .. iuttaen-
eia ecclesiashc. e sempre em lula com es lerrare.
do inferno, d qual seus vicies e sua mt oatome
lornatam alem aislo pfrfeilamenle digno. O. mon-
ges, aos quaes elle fazia grralmenla empana... na.,
I.toram Irabalho era adquirir los urna grande in-
liuencia sobre o espirito do joven Vades. Elles
eram tao Ir.lateis, tao bous, tto polidi,--*. iM
s*lo contrario era Uto erosseiro, e lao rabogenle,--
seu convenio era lao tranquillo. Ito retirado, a casa
do to tao srdida c Uto ei.fadonb.....
Era summa, seu fr.co /uizu nao rtsislin : ligar-,-
se-ldc que era cdam.do ., vida mona.liea. tea. re-
ligiosos amigos o anim.ram, e seu lio, ramio feti.
"'"'""-"-" de sea solfihno, nao Saa.
curou dissuadi-lo disto. '
O veldo Vadoni era lien ; se sea sobri-.bo 1*0-
nunciasse deliui.itamente seus tolos. Mot
que ello devia legalmenle bordar, ru-m" VS
!,'V^ld,f.r<-0,cnro ^"^ '^iftC
"ir noT *"r Cm '"' e N-u'" r*rtoaia fo^
ohrelq,eenh n'le """ devid.cla.slr.1 .
in.L a 'Pirata pela '..berdade. Traba re-
WH. q"? n"0 B"r,M p'" "**
nT.P d., ''eS "'''"i"- "" OSDrecadM
neU,!' ""I "" vio ; recorreu-,, erli. a
meios mais. lerntel*.
. VZZZ5 rVft aa maiord.de de TaM
e po. consegu.i. lC com ella a hor.-.fal.l. em que
i7,i? .'" '" l""'"'"*- 'ui'enor fez enla,
""'jKibm,, ,ril |ev,.|,,a ,a aetermi-
nar.io, r,, liat,fraaou oua fT Ko(Jo # ^^^
ropas .. ,r...... tIn la_.jo,re_.i Wo i*, nn
um,. pritlo -ubterranea, e.rlarecida -rnenle par
ama pequea lampada enllocada em una eaveita.
- ;u .lmenlo ciupuiiha-se de pan e asna e tinha
|ior teo um mollm de palhas. tto noile, era fre-
qiicnlomente dispertado pelee nudos de cadeas e
por vozes misteriosa., quer, anioaratam rom a *n-
demnarai. eterna. O infeliz Vadmu i ao pode .-
enlar esta prova, pedio para qne ., tirasaeei ar.,
logar de terror, que se Iba linl.i tomado inteaper-
tavH, e fez toda* as pmmeaaat (que rxigiam delle.
" r.m uinmcz, diz Vadeo! terminando toa narra-
cao, sorel maior e *erci frada ; *im, nlo qoe toda
a nimba lorc,a de resistencia esta e-sotada, eo n.i.
liaba aaacid para hitar. opprimirm-me. canr^-
ram-me, aiiniquillarani-me. E-Ion perdido, te i'a.
me salt.rdes. Eu ,.,.* i outro dia, e nm rato *> es-
peranca illurainoii meu espirito ; nao toahe isa
mundo quem me natas *.ltar soneto vot.
i Ah qne podia f.zer pnr elle eo, liebre ele-
lante em relaroes, ...m in.(i.ria e sem dinhe.ro
V idoni lm.i a arranjado era sna cabrea nm plan*, ro-
manesco, que ru devi. exerular : eu devia i tr. o-
rar Ihe um disfarce, uina e*cada .te Corda, osa p.i--
safleaa a bordo de qu.lqnrr qne parltse pava .
America Senil iinmed atameulc qne Indo nlo era
impivel, o Ihe derla., i ; lenlei alentar sna r.w..
gom, exhortei-o a rsisteuria, mas em ve ; nelle
nao bavia u um. lenldh. .le energa.
a E-lon perdido om r*prranra de altaran, bra-
dou elle em um ace.....le Stotststtoro : linda Iw-rt-
idade de *er protegido ronir. a n-inl.a propr..
fraqueza. I'.ra que rrsi-liria en I ma mria ho-
la dt*. lerriiel sesrel., bem o -hilo, vencer*' (.
Sla a liilnli., oppo-ir.io.
.i l'rornrarci VOtSntto, e o quizerde*, .1.... ,.
e-. reve.-llic uno. cari., e me enrarregare dril. -
advocarei soasa cauta caen loda*at minl... rw<]
Oucro, respirad.u \ adora rom o arcillo rio desani-
mo. Ani.nli.ia nmte dar-n.r bri* xos*. r.n. ...
iareja. Na.la sapera ; toaVeia leo* ua pstsata '
leude* sido somprr ii..m p.u. n.im. Oml. >WI ,
minha affeicie, serei sempre ura man frade mas es-
pero que jama.* *crei mao amigo. No .lia atajeaja-
lo ,i noile, elle me trono sua cari, c ,, B|In dla
deixei meu rehro temporario, e Dooa sabe rum
sciilimenlo.i)
Lorenzo lera a caita ao
d
velho Vadodi
que
.lg.lB*
d..s e nassao. sem que pomo ble, ma audtenr.a
l.nalmenle he adra.llido. V. i^lri. ..,|, J
ndor, da pen.vel sorpreza. qne ,,.e e.mi,, earlJ
de meu subr.nbo luaoreceh. depon urna nota men-
MUTILADO
ILEGIVEL


0111110 IE PMKSB5* SiXTA FE'H SI ul OUTUiRB SE 1856

tagero, na qual sou Feliz de adiar a expreso dos
sentimentos, que Ihe silo babitoaes.il Coro efleita
urna nova caria tinha seguido a primeira, e nesla
epstola o pobre Vadoni exprimia os senlimentos do
mais profundo petar pelo que linha escriplo em
un momento de aberrara \ declarando-ic inleira-
menle piomplo para entrar nesseestado, que elle
tinha voluuiariameule e*colhidn.a Era evidente,
diz Lorenzo, que a segrcla linha exercido orna in-
fluencia consideravel sobre a determinadlo de meu
pobre amigo. Alguns mezes depois soube que o
novicia Vadoni linba proferido seos votos.
Poderiamos multiplicar as ancdotas, mas deve-
mo-nns limitar ; comtudo lia urna, que liada cita-
remos, nao porque tenlia um carcter poltico, roa*
porqae exprime completamente um lado selvagem
da n iime/a humana, o que ha de mais odioso no
rlespolisino dos seres vulgares, quero dizer, o insul-
to aa victimas, e gracejo dianle da inorle oo do sof-
fi miento, o sarcasmo atirado a desgrar;a, esse infn-
me bem humor e essas chocarrices eymeas, que too
a parlilh decertot instruineulos da tyraunia, dos
Jeftrovs e dos l'ouquier Tinville. UBI pnsionciro
poltico, detido ha maito lempo na fortaleza de Mon-
dn, linha pedido militas vetes brenca para man-
dar fazer a barba ; o commanlanle dea paite .leste
pedido ao govemador da provincia de Cuneo, que
concedeu licenca pelo despacho segrate que Lo-
renzo declara telual : os buco-: e as pernas amanados a urna cadeira ;
dii.is sentioellas serAo postadas urna a sua diraita,
uulra a toa esquerda ; por delra/. della estar' um
soldado ; dianle delle se conservara' o coramandan-
le, lendo o raajor da fortaleza de uin lado e seu
apilante de campo do oolro. Ncla alliludc per-
millimos ao prisioneiro barbear-se a sen goslo.
Nao he para admirar que, Icslcmunhas de lanos
aclos arbitrarlos que fszlam o elemento primeiro
das conversaQes de cada da, as quaes versavam
urnas vezessobre os prenles, oolras vezes sbreos
amigos, os joveus c.idadAos de urna cidade, que nAo
linha jamai* supporlado sanan impacientemente o
dominio pieraenlez, que se leinbrava de sua auliga
grandeza e de sua auliga lih-rdadr, fussem arrasla-
dos a peusamenlos de vingauca ; mas qualqorr que
seja o odio, que se experiineide lli^oricaniente pela
tyrannia,no se pode compren|bder beni u injuatica
como qoando se he a propria victima da injaitic, i.
Ora foi o qae aconleceu a Lorenzo, lima raanhAa
achande-se ainda na cama, um mensaaeiro enlrou
em sua cmara e Iheeiilregnu urna carta, que 1ra-
zia o sello da univerildadft com este silfiscfTpto":
em uo propria Lorenzo abre a carta e t que
esla' excluido da universidade por um auno inteiro.
Oue crime podia porventura ter coinuiellido ? Lo-
renzo da' tratos a memoria e nao se lemhra do me-
nor peccado venial. Corre para a universidade ;
entra no gobinele do secretario, e uao o adiando,
o vai esperar a' porta alim re poder eucoulra-lo
(nal he meu crime '.' que lenhu felo '.' Ihe per-
guiitou apenas o vio. Vos sabis melhor quenio-
guem. responde o secretario. Lorenzo se retira e
ncoulra um e-tudante, que Ihe informa do delicio
de qnc lie aceusado.
No domingo precedente, i hora da missa, um
eheiro insupportavd (iuha-se derramado de repente
na capella da universidade. Muilos esludaules ti
nham sido accosados desla lrave?>ura, e Lorenzo
enlrava nesle numero.
(Ira nesse domingo Lorenzo linha-sc precisamen-
te ausentado da missa c tinia passadu a hora do
oiicio divino cm om caf da ridade, onde se en
Ifetinlia em dar uuia liccao de buhar i om deseos
caraaradas. Trovar um alibi nAo era cousa fcil,
como confes-.fr, que mo linha podido commelter
urna falla, visto que tinha comraetlido ootra ? O
que devia fazer, era sugoitar-se silenciosamente a
ssnlenca, que o enndemuava. a He um dilemma
sem sahido, Ihe diste um dosseus amigos ; nao po-
dis chamar como leslemunha o dono de um caf, e
doos ou Ires de vossos condiscpulos, que nesse mo-
mento soppunha-se assistir a missa, islo seria absur-
do e nao servira de uada. SnlTrc este accidente
com coragem, he ludo que podis fazer.
NHo foi esla a epiniao do pai de Lorenzo, bomem
inlractavel e lyraunico como ja' temos dilo. l'ara fu-
gir a' colera e aos sarcasmos de sen pai, Lorenzo dc-
cidio-se a ir procurar um dos chefes da admiuistra-
580 'iniversilaria, u Sr. Meilini, persunagem anec-
iado, mellifluo, fagueiro, perigosamenle iusinuaute,
mistura de inquisidor c de juiz de instruecao. Em que
posso servir ao Sr. Farma'.'dizocxcelteotehomem.fiu-
gindo enganar-se sobre o nome, logo que vio Lo-
renzo. Perdo. senbor, meu nome he Uenoui. Ah !
be venlade. minha memoria he tea fraca... (ue ser-
vidos posso prestar ao Sr. lien.un '.' Lorenzo eiplicnu
us motivos de sua visita, e cutao leve lugar a cou-
versacAo seguinle, curiosa por conler esla mistura de
violencia e docilidade, de terrunsino e urbaaidade
extrema, de indulgencia aparente e inllexibilidade
real, que compre a poltica do despotismo.
Toiides, disie elle, urna maneira lao clara de
expor as cousas, que parecc-me luminar agora de
algum modo o fado que acabis de mencionar. Vos
vus declaris innocente, ecerlumenle he esle o vomo
direilo. Que crimiuosu lem sido jamis bastante
loucu para coofe->sar-se tal ? Oh.'... oh !... oh '...
vos me lembrais a ultima causa, que advoguei 110
jury, pronunciei um discurso que devo declarar, o.
leve um brilltaii'e smc**\-s. Kra mu crime de par-
ricidio ; provas mu nos erara esinagadoras.
de soa phisionomia, que era grave e quasi severa,
era temperada por um torrfao de una grande doc,u-
ra misturada de non ceru malicia, que Irahil urna
rica veia cmica. Fanlasio fall iva taro e abundanle-
menlc, e qii.mdo se allerava. Iiavia cm seus olhos,
seos getos, sua voz e em lodn n sua pessoa um po-
der de fascinarlo iiiteiramenu? rretiltivel. Sua vi-
da era urna vida de solidao e de estudo ; os divcrli-
mentos habiluaes dos mancebos de sua idade nao li-
uliiim .illralivo para elle ; sua biblioteca, rulo, seu caf, alguns passeios, mas raras vezes de
dia e mui frequenlemente de unile ao rlarao da lua
e sempre em lugares Miliario*, erAo seus nicos pro-
zcres ; seos enstume. eram irrepreheuiiveia, sua
conversarlo sempre casia. Se por accaso algum dos
couipauheirns, que cercavam, avenlurava algum
gracejo 011 alguma expressao equivoca, FaDlasio aca-
bara immedialameiile com elia com alguma palavra,
que nao deixava de pro luzir seu elleitv. Tal era a
influencia, qne Ihe davam a putexa de sua vida c
inronleslavel supenoridade.
Fenlaaio era inuio versado no couliecimenlo da
historia (. ,|., ||i|ara(nra Dio so do seo paiz como dos
paizes eslrangeiros. Skakspeare, llyron, Goethe,
SehlUor Ihe* erairj lao familiares, como Dante e Al-
fleri. Com um ro'rpo fracil e magro, linha orna i ti
faligavel aclividailt- de espirito ; esrrevia muilo c
mudas vezes cm verso e prosa e naoliavia um gene-
he islo '.' He urna criada, verdadeiro lypo genovez,
com sen tpenctr de vellido, seu meiajiru nacional
salle curto, conversando com um ijimidnja, lypo
piemoule/. : o governo e a oppotifloan em frenle
do oulro !Oous escudos por nu'z, i:rila a criada,
dous escudos por urna moca como en 1 le ao dia-
bo, ide, animal impertinente. Kisadas dos assten-
lo.. B>tea comednrea do polenta sio lodos mu che-
gam e'faiinados e sein dinlieiro e engonl.im i nos-a
cusa. A maioria da assemhla que pertence
opposicac, applaodio esla delicada allusao a um
prato f.ivurito dos l'iemootezes e a sua pobreza pro-
verbial.
Mais adianto, ama menina do cabellos negros,
Irazendo nos bracos um.i boiiec de pao. escarnece
om Adonis eadaco, al eneanioa-lo. E.ia menina,
aegnndo meditseram ateas visinhoa, leva o terror
por loda parle onde vii ; sabe os segre los de lodo*.
Em vio o pobre homem, que n.lo gosla do gracejo,
faz e>forros para c-capar- gu desabridamente de perlo e msisle por saliera
loja, onde elle compren sui eabelleira de canhamo.
O caduco Lovelaee eufurece-se leriamenle, o que
he contra as regras, e a aleara dos espectadores ca-
da vez he maior ; mas sa meia uoile e !ie lempo de
ir ter com Cezar.
Elle nao eslava liada na sala ronvem ona la, sen-
tei-me poia, c olhava para a mullidau variegadi.que
ro que elle nao (ivesse lenlado, ensaios hislorcos,, passava diante le mim. De lempos a lempos um
critica lilleraria, tragedias, e|r. Amante ipaisoia- maseara enamora por meu u une, ou dirima su de-
do da liberdade debaise de lulas as formas, um e-- I do para mim de um molo ameaeador. Dnu doini-
pirilo indmito de revolla coiilra todos os gneros j nos negros par.ivam na porta e olltarem, como se
de l\ raiinia e oppreolo respjrava em soa alma ar-1 procurassem algucm, dapeis dirigiram-se para mim,
ilenle. liom, sensivel, gen:ro ca seus conselhos e seus servicos, e sua hibliolheca
bem provida como sua bolsa bem ebeia elaa sem-
pre a disposicao de seus amigos. Talrai elle ar asse
demasiadamcule osleiilar o hnlho dos seus talentos
de diseussilo a cusa do bom sensj, suslenlando por
momenlnseslranhoi paradoxos; lalvez houve5se orna
ligeira aflectoaco em seu invariavel traje prelo e
eu horror pelos collarinhos suppostos : era cerla-
menle um pouco exagerado, mas em suinma, Fan-
lasio era um mancebo nobre.
Nao llovido que o retrato fosse parecido naqnella
poca, e algumas das quididades, que Lorenzo da a
Mazzini, podem muilo bem explicar cerlos actos de
sua vida ulterior. Ouein nao lem conhecido alguns
desses mancebos prematuramente serios, e que com
difliculdade suslenlam a gravidnlc deseeapenea-
meijjjj, cuja oalureza inor hi ilemasiadamenle for-
'te para seu temperamento e cujas aspirai-es sao
um fardo bstanle pesado para seu carcter '.'
Pelo menos creio que foi esle o mal de .Mazzini ;
parece que hou\c urna disposicao nulavel entre sua
ambicoes e suas forjas, entre o lim que elle assigna-
ya e us meios que sua nalure/a poda minislrar-llie.
Todos teem vislo o retrato de*te revolucionario ce-
lebre : nina figura bella e inlelligente, pensativa e
(contradiccao nolavel !) espirituosa ao mesmo lempo,
um ar de exaltacao cheia de muita astucia, puuca
forja e solidez nos traeos Ro lodo da phisiunomia
estremece om mi de elevacAu moral, vaga e in-
quieta, seinclhante a urna tenue carnada de oleo der-
ramado cm um vaso de agua. Completando-sc esta
Usara, faz-se dais reflixes : a primeira he a irfseu-
cia completa de solidez, que ella revela ; a segunda
urna certa enntradicao as diversas expresses, que
e podem ler nella,. Diz-se-hia qoe urna mascara
pensativa, exaltada a moderna, a allemAa ou a nigle-
za, foi enllocada sobre o verdadeiro roslo, que se
deixa ver nlravez dos buracos, rosto espiritual, fino,
nobil, inlciramente italiano. Lorenzo nos diz que
Mazzini possuia una rica veia cmica. Quem da-
vidaria, leudo suas prodamares e seus opsculos pn-
lilicos i Amda esta vcllia Iragedia de urna nalure-
za pri mili va monte bem dotada, e que se lem falsifi-
cado por demasiada amliicao e superexcilacao artifi-
cial, propondo-sc emlim muilo longiuquo, ou en-
carregando-se de levar um fardo muilo pesado !
A fascinacao que Mazzioi cxercia sobre seus ami-
gos, explica muilo bem au so a dedicac.au cun que
o seguiam em todas ai suasemprezas, como o impla-
carel desalio com que us lem comprumeltidu ou
sacrificado. Porventora as virtudes de sua vida
privada Ihe mereciam a coufiauca quenacompa-
nhaya na vida publica'.' Ha algumas vezes urna es-
pecie de prestigio morul, de que abusara ;i custa de
seus aimgus e de seus eooeldadXiH homcos perfela-
mente honestos, ealm disto virtuosos. Cr-se em
suas upiuies polticas e ninguein procura disculi-las
porque sua vida he irrepreheusivel; certamniite a
historia de Mazzini contera mis de um fuCraaSesle
geneo.
Instruido, como era, activo, cheio de eloquencia e
energa em todos os seulidos, elle tena podido, res-
Iringindo suas .mhices, prestar graudes trricos ao
seu paiz como publicista, critico, defensor das ideas
modernas, pois que linlia uaaeide para ser um ini-
ciador. A guerra dos elassiers e dos romnticos es-
lava ento em lodo o sen furor, resolver se uusada-
menle pelos ltimos. Tinha defendido Maazzini e
Rossini contra seus detrae! ira em urna sene de rti-
cos publicados por urna gazela florentina dedicada
s ideas romnticas. Entretanto Ja elle asilava em
sua mente o plano falal que devia oceupar luda a sua
vida. A revolutas arena linha rompido e alrahia
os ni lim da Europa inleira. Nesla lula heroica e glo-
riosa, digam boje o qoe quir.erem (resultados desas-
Irosos nao fazem jamis que um acto lieroico de
de ser heroico Hlltjnl e-i.iva sobretodo la^^illaio
por um faci: o papel importanle que ilulia rapre-
tmli.i--e met ido na caliera do ine cliente confes-j sentado a sociedidc sccrcla conhecida pelo nome de
ai-se criminoso ; vos mo fareis tal, Ihe disse eu, e
felizmente nao o fez, porque miulia defeza o sbsol-
veu. O Sr. Merlini poz-se a nr de novo.
Na verdade, uao percebi o que esla aneducta tinha
de coramum com u negocio em questau ; mas nao
rae alrevi a fazer nenhuma observar;ao sobre eate
assumplo.
i Dizeis que sois innocente, replicn o Sr. Mer-
lini, mmlo bem ; mas onde esta' a prova em apoio
de vossa asseic,au ?
ir l'ccu-vus perdo, seuhor, porm n.Vi perlence
ao aceusado provar a culpabilidadc '.' A innucencia
nao tem necessidade de ser prvida, he sempre pre-
sumida, oHo he assim ?
Muilo bem, a Imtravelmenle dilo, mui slida-
mente raciocinado, meu charo Sr. benom. He fcil
ver que leudes sangue de advogado as veias, estou
eonteutsiimo de veros progroasos que fazeis. Porem
na vossa queslao, meu charo senbor, tende a hon-
dada de observar que o trihunal lem proferido seu
julgameolo, e que por conseguinle existe o que nos
cli unamosresjudicalaOl !,.. oh I... oh!...
a Mas se o tribuna! lem coiidemnado sem ouvir o
ron?
11 Isso depende, meu charo senbor, da n dureza
excepcional do tribunal. .V commissao de iustruc-
cao publica be una especie de magistratura pater-
nal, qne se presume nao prevaricar jamis,., e con-
tra as decisfres da qual nao ha recurso, accrescenlot
o Sr. Merlini desla vez com um momo.
" Pois bem, replique! eu, masa commissao de
insIrnccAo piiblrra, tima vez melhor informada, nao
pode annolar suas proprias dec:ses .'
Para que lenha luuar bto, he preciso que lenha
motivos serios. Agora sejamos francos, vos meinte-
ressais e eu desejo ser-vus uti. Para obler a indul-
gencia da commissao compre merece-la, e nao lia
vmmo ora meio para islo : he dizer-me aqui smen-
le entre mis com toda a conlianca, como em confis-
90, o nome dos autores da dt-sordem do domiugo
passado.
Denanciai meus eamaradaa disse eu cslrcme-
reudo. Qoando mesmo soubesse o que me pergno
t.i-i,--i'ii nao o sei,nada me poderia obrigar a
lornar-me criminoso de urna accao 1.10 vil.
1 Oh. Merlini deixor, entao de enculhcr as unhas
e mostrou as suas garras. Vos os conheceis e sois um
delles, c quando mesmo o nao fosseis, as deleslaveis
palavrasqoe acabis de pronunciar, fazem de vos
moralmenlc seo cmplice. Ide,senbor,vos recebereis
u que merecis.
n Proscripto lemperariamenle da universidade cm
que o joven Lorenzo podia empiegar seu lempo,
como salisfazer esla exliuberanle aclividade da mo-
ci.....le, quando nao se be, nem encarregado de um
Ir.ili,illiu regular, nem apaixonadu, nem laucado 110
mundo das vaidades e da moda,seuau oceupaudo-se
dos negocios do seero humano, e procurando rea-
lisar seua sonbos ? A maior parle da loucura dos
mancebos provein do grande numero de borai, que
lies lem para e-perdicar, e da necessidade em que
estilo de as preenchei bem ou mal. A mocidade be
n Irabalho de Sisvpbo lolaiido elernamente seo.ro-
ludo, que cabe inccssaitemenle ; ho o Innnel das
Danaidcs eternamente diei e eternamente vasio.
Dore supplicio, arden'.ijmirlvrin, uo qualsegaslam
as Torcas da alma e do coraran, que entrega a vida
seria a hora m-, que nao sao mais que a sombra c a
niel.ule de si mesinos, periodo falal, que a nalure-
za ciosa, dir>se-lna da nobleza, da coragem e do
genio, a que poderia rhegar o genero humano, qoiz
enllocar na entrada da vida activa para consumir
estas forras espantosas e extinguir esse ardor ge-
nerlo, que podaran! realisar prodisiosde herosmo
e de amor He all que se perdeiu intilmente
Ihesooros de energa, que vao litteralmeute anni-
quilar o germen de lanas virtudes ; he all que se
conlrahem os habiloa e os vicios, que rorrompero
a vida inteira : leliz anda *c eslas fallas e eslas
calamidades nao quebrara a vida cm seu Irunco
desde o principio. Oh se se podesse sallar com os
dous pes esle periodo l-rrivel. o mundo seria ilu.i
vezes mais bello, mais rico, melhor ordenado do que
esla'.
O pobre Lorenzo o expcrimcnlou. Nal ferias
rnrc,adas, que Ihe linha dado ,1 universidade, elle se
mil rio de caobos pollinos e pernea na independen-
cia nacional. Ao redor de Lorenzo gropava-se um
pequeo iioinem da amigo- la 1 jovens, lao ardeules,
r iao ociosos como elle. Seu junio Cesar Beeoni,
concia inleirameiit- dedicado, mas iiiiaginaiao me-
nos romaneara, espirito mais pralieo c mais eiarlo ;
Siena, eanciar enrgico, alma de totoleo, sobrio",
rusal, pobre e sorendo faritmenlo a pobreza : o
principe de Lrbino. eavalleiro e amii-o rcrlo, espiri
lo sri.-seiro. mas snbsliluindo a deli-adea pela de-
dicacao ; linalinenlee sobre lodos, Fanlnio.o myi-
lco onhador, o lurlnil-nlo, o leneliros 1 Fantalio
ou em oulras palavras tluzini em pettoa.
Lorenzo us d nin retrato de-ie bizarro e celebre
revolucionario em sua mocidade, antas da prisa0 ,.
dus longos exilios, antes das infeliridades c dos er-
res, no moinemlo em que o papel de conspirador he
bello como a nocida le, ua prini ivera da revolorai,
ilaliana, na poca da primeira florescencia das so-
ciedades secrrlas.
Fanlazio era meu amigo de um anno ; linha
urna bella cabeca, fronte larua e proerainenie, olh
Heloirie.
o Nao somos nos, di/u elle muilas vezes, ~2\ mi-
Ihes de honiens"! Porventura somos menos iuielli-
cenles, menos bravos que os tireg is '! Lede a hiato*
na do DOMO lempo e veris di que saocapazesos Ita-
lianos, quando sao bem dirigidos e bem commanda-
dos; tereti os prodigios de valor, que foram feilas
per nossaslegiSea italianas na llespauha, na Russia,
por loda a parle. O jugo estraugeiro que pesa sobre
uiis, he por acacn menos pesado do qne o jugo que
eemagara os (rogos ? Na o loffremos com mais pa
ciencia '.' Que vos falla para fazer o que os (iregus
fizeram ? Nada, senaooiiviriuos uns aos oulros. Nao
temos urna historia, eis ludo.
o Esla idea favorita de urna grande sociedade se-
crela fazia minias ve/cs o assnmpte das conversaees
de Fanlasio ora seus jovens amigo, que ello con-
venca com facilidade. D-sde cssa poca, linha con-
cebido a plano dn que fui depois a Joven ItaUa. El-
le a linha redigido e proposio alinal approvacao da
seus jovens companheiros; nao quena restringir
seu Itet-ri* a' Genova e ao Piemoule smenle, e
fez urna viagear a* Vlurenca. onde linha ntreos
jovens liberars um grande nomero de amigos para
fazer abracar sen projeclo e csieuder seu plano a
Tusona: mis Iiavia adi a ama sociedade secreta,
os liberaos toeeanoa linham recebido recntenteme
propo-ta- do 'arbnnnrio de liilonlu, e cniao para
que urna nova sociedade '.'
O carbonarismo, fundado a piincipio no reino de
aples contra a oceupacao franceza, animado pelo
re Femando em pessoa, nao tinha lardado era vir a
ser formidavel aos propnos soberanos da Italia. O
carbonaiismu eslava enlau em todo o seu Dereeei-
mcnlo n.lo su na Italia, sen.io em toda 1 Europa;
foi elle qoe linha excitado as revolucaies de 1821. O
papa Pi Vil o linlnexcommungado, o re Fernan-
do o linha perseguido, depois uTodos estes rigores.di/. Lorenzo, linham augmen-
tado a fascinaban que exerea esta coit em ve/, de a
diminuir, lina aimosphcra de pocsia sombra cer-
cara esles seres eslranhes que a imaginaclo popular
iiiiaciuava fazendn suas sisses uos bosques e as
cavernas meia noile e continuando sua obra mva-
teriosa sera inquietarse com os ratos do Valicanuou
com a penpeetira do eadafalie.
Fanlasio, pois, leve de coulcnlai-se per enl.10
de fazer parte desla omuipotenle sociedade. Mulli-
nlicuo as viagens e as correspondencias; tentn ir a
ilolonha a pretexto de comparar e examinar aliin-
manuscriplos rarissimos da Divina Cornelia, m,is
com o lim de conferenciar com os cheles da loja da
qoella cidade ; mas o governo Ihe recusou um pas-
saporle. Entrelaulu a obra sccrela nem por istn
marchava com menos rapi leu don* emissarios tu-
canos tinham-sc dirigido a Fanlasio, e Lorenzo qoe
os ruuleinplavd cem a curin-idade apaixouada de
um sclvagcra e de um menino, descreve assim as
impresses que expenineiilava ao seo aspecto.
o Os dous emissarios linham urna mensagem es-
pecial para a luja suprema de Paris. Paria O des-
conhecido / O inundo \ luja suprema! l'm nao
sei que conulo de nuveiis Irazendo o raio Mur-
inuravam-se nomes. nomesqe en nunca Imha nu-
vido prenunciar, que desde a minha primeira in-
fancia nao tinha jamis encontrado cm nimbas lellu-
ras sem um eslremecimenln de admiradlo respeilo-
sa, nomes que em meu peniamenlo represeutavam
semideuses, Lafayele, Lamarqne, Foy Meu cora-
rlo H ensoberbeca, minha cabeca perlurbava-se,
um desejo ar.lenlo de fazer alguma cousa grandiosa
se apoderara de mim. Como eeaea mancebos eram
felize- Como eu os admirara '. Como os invejava !
Dous bellos, nobres, sinceros mancebo!, como nun-
ca os honra, cren.lo firmemenle em cada urna dus
palavras que pruuunciavam, e piumptos para der-
ramar seu_sangue em prova da verdade deslas pa-
lavras .' Ainda honlem caba um delles combaten-
Jo conlra os Aostriacos em um arrabalile de Ilolo-
nha. Honra a ti, bravo Uarliani!
Os desojos de Lorenzo sirio logo salisfeilos : elle
tambera sera' eearbenaroe Desde alaiira lempo
lem sorprcuji lo entre Fanlasio c seu IrraO Cesar
cunversaees nnslcriosas, as quaes ressam coma sua
presenca : parecem leme-lo c desconfiar dille. Fi-
nalmente o segredu Ihe he revelada, a Tende al-
guma paciencia, Ihe diz Fanlasio, rana idade apr-
senla ainda algamaa diflieuld ules, mas iodo termi-
nara' em pouco tempu. Com enVilo, algnm me-
zes depois Lorenzo era iniciado na sociedade sccre-
la. A acea da tnkiac.au he curiosa o Km um ca-
rcter inleiramenle italiano ; comeca em um baile
ma-carado c termina em una cmara sumpluosa de
um rico gentil-homem.
A melldio era grande nai salas do Kidotio a o
baile extremamente animado ; chuvia e fazia fri
fiira icxcclenlc raalo para se reunir neala sala
agradavel, 13o excellenlamente aqnecida'.' Ludo li-
nh.i um aspeclo Un brilhanle lodoi pareciam Uo
legresalto fcli/.os Os mascaradoi eram oume-
rosoa, os disfarcet eram geralmenle de bou. goslo
e alaoni esplendidos. Eram onze horas e meia ;
eu linha anda meia hora para dar una ralla na
sala do baile ; coofondi-me pois na tunta aliare, que
ia c vinlia e comprimase nlravez da tonga lerie
don aposentos. Danssva-se cm dous 011 Ires lugares
diherentea, e n.i.i pnde deixar de snrrir passando
por jiirm, dos daaierinoe, no lembrar-ma da mnb
nleliz ,. 11
Que fazois ah s
Contemplo loucos, como vedes.
Esporais alguem '.' gair.chna o domin pequeno,
vestido de mulher, mas que era evideulemeute um
hom-ra.
Precisamente espero alauem.
A p ele que be urna mulher conliuuu o peque-
no domino.
Em lodo ocaso, disse eu, urna inora de cabellos
nearos. '
Urna dama eicellenle, conhcco-a.ajanlou o gran-
de domin.
Se a conheceis, sabis mais que eu.
Sei seu nome, e vo-lo direi em voz baixa.I do-
mino paron e deixoo cahir estas palavras em meus
ouvidos : A hura st>"ii.
Estremec como ferulo de um choque ele-.liico e
dis-e levanlaudo-me :
Emlim esbu prompto.
Enlao segui-me.
Alravessaram s salas cheias de gente, prorede-
ram-me as escadas. depuis na ra. Eu os segua
de mui perlo, finalmente entramos un urna allea
obscura, onde meas faiai pararam. Peo-vos per-
dan, disse-ine o mais alio, mas he mi 1 i i mi- n I que
vos vendemos os olhos. Fiz cora a cabeca nm sig-
nal efliriniaivo e um lenco foi amarrado "nos meus
olhos. O lempo eslava fro e hmido ecslavamos en-
volvidos em imssos capoles.
Meus coropaoheiros lomaram-me, cada um por
nm braco, e camiubamos assim em perfeilo silencio,
voltando a direita, esqaarda e algumas vezes, se-
gundo me pareca, voltando para Iraz. Oulras duas
pc-soas como cu poda julsar pelo rumor dos pissos,
nos seguiam de perlo; finalmente paramos.- Eu
nao linha a menor idea do lugar, onde podamos es-
tar ; ouvi nina chave volver-se na fecnadura ; en-
tramos e subimos dous andares ; abri se urna porla
alravessou-'e um corredor, liuhainns lin dente
chegado ao nnsso destino.
Desvenlaram-me e achei-me em una vasta c-
mara, moliilha la com mais nqueza que eleganeia.
Lm arande togo arda em urna enorme chamin, c
urna lampada pesada, coherta de 11111 gloh 1 de ala-
bastro, derramava um.i luz doce eserena ao redor
da cmara. O sdho eslava coberlo de um espesso
tapete de cor vermelhi esfera ; urna grande eurli-
na de damasco com flores da mesm 1 cor, caba em
dobras esplendidas na extremidad* da cmara, e oc
cullava provavelmente. urna alcova. Eramos cinco
neste aposento,as doas pesoas. que me linham
Irazido, oulras duas igualincolc envolvidas era do-
minas prelos, provavelmente aquellas que me li-
nham seguido e eu. Ogrande dominii prelo, que
parec*, ser o rhefe, e que cliamare daqui em dian-
le o presidente, senlnn se em ama poltrona; os dous
ltimos sentaram-se ais seus la lose o doraran, ves-
tido de mulher licou dianle de mira. O presdeme
ordenou que eu avancasse, assim o liz coofarrat-
me era pe olhando para os qualro hoinens e em
frente da alcova. Depois de um curto momer.lo de
silencio, comcenn um 1 especie de exa e. Foi o
grande domin que fallan, tratatidn-me por '.u.
Quaes eram meus nomos de familia e de baptiwne
e minha idade'.' Eu o atisliz.-Sabia o irque es-
lava n.iquelle luaar *Cria aher'.' Persista em
mea intento de entrar na Sociedade dos bom Pri-
mos 1 Persista de todo o meu coradlo.
Tinha formado um 1 idea clara dos t-rriveis deve-
res, que eu me impnuha .' Sabia que apenas tita-
le proferido e--se juramento mtlemn*-, moni oraro,
miaba mtelligeneia, ramiia vida, meu ser einliin,
n.lo me perlenceriam mai-, sonara da nrdem.Es-
lava prompto a morrer mil vezes anies qoe revelar
os i.earedos da ordem '.' eslava prompto a obedecer
eegemente e a abdicar minha tontada 4 vontade dos
^superiores da or.lem ? Iiieontestavelmenle eslava.
(Str me tivessera dito que atirisse a joiaella me
Jirccipilasse della de caneca para baixo, eu nao lena
hesitado.
Em quaiito eslas palavras nalnam ardentea como a
lava do Ionio de minha alma, eu vi ou antes pare-
ceu-me ver as cortinal da alenva agilarcin-se docc-
mente. Era illusflo ou com elL-ito alguem eslava
occnllo por delraz t Bao me inquielei muilo cun
esta circinnslancia, porque que siguilicava um mvs-
lerio de mais ou de menos u-'ste grando mvsleiio.
Terminado o exame o presidente me fez ajoelbar e
pronuuciou a formula do lurainenln em voz alta c
iltslincla apji indo com l'orca 11 as phrases mais sig-
nificativas. Feito isto, ajuntou : l'omai urna ca-
deira c senlai-vos ; po eis faze-lo agora porque sois
um dos notaos. Obedec, escolberam-me ura nomo
de adepclo e lizcram-uie coubecer alaumas palavras
alguns si Jiiaes mysleriotes, pelos quaes poderia fa-
zcr-me leconhecer de meus irmaos, mas com a or-
dem expressa de s emprcga-los cm caso de neces-
sidade, ele.
Para Lorenzo, ser carbonario represeutava urna
existencia inleira de dedicacao, de perigos. do cm-
bales, de que lodo mancebo he cilios 1, se nos pode-
mos servir desla expressao. llamlos mezes que
fa/ia parle da sociedade, esperava ter de derribar
em poneos di as um governo e nao via ebegar nenhu-
ma ordem. Lorenzo comecava a pensar que linha
sido myetifleado c linha communicado seus receios
a Fanlasio, quando esle o raio procurar uint ina-
ohaa.
Enlao, incrdulo, que vos linha eu dito '.'
Tenho nina ordem para vos.
I mi ordem A esta palavra eraui a cabeca co-
mo um earallo de auerra an tom do clarim.
Sim, nina ordem ; lodos mis somos convocados
para esla noite na ponle de Carignauu.
Pantalla e Lorenzo dirigem se para alli e encon-
Irain no poni de reunido urnas quinze pessoas tudas
votidas de enmprid is mantos.
Da meia noite ; entao cun a primeira pa cada
do relogio, um grande phantasma, at eiitiio occnllo
em um eaoto, c inleiramenle semelhanle a nm es-
pectro, que sabe da Ierra, appareceu e pronuuciou
com voz ranea as (patarras egninlea : Orai pela
alma de \.....do Cadiv. con.lemiiado a morle pela
suprema luja |ior perjurio c Iraieao conlra a ordem ;
ules que cabe de soar meia noile, elle lera' dei-
1 ido ae virar. O relogio soava lentamenle; o
eche la ultima palenla aluda se Olivia, quando a
vosajnnton: aDliperta*voi.a E cada grupo se re-
tiruu.
Esla srena inelodramalica descoulenlnu muilo a
Lorenzo, que vio minio bem que lu lo isto era urna
meiiiira feila para intimidar espinlos piicris. a Por
lo as emoci'ies d.upielle dia, esle myilerio, est3
ELEITORKS.
Os senltores :
Vigariu \ cnancio licnriquo de Rezende.
Coronel Dominos Allonso Nery Ferreira.
Tenenle-eoronel Hoilolpliu Joao Barata de Al-
meida.
Dilo dilo Se.li.isii.io Lopes Guimares.
Major Bento los l'ernande Barros.
Dilo Claudiin) Benicio Macliadn.
Ilr. Antonio Hangel de Torres Ilondeira.
Emprgtdo pulilico Caetano Pinto de Veras.
Alferes BartboloroeuGuedea de Mello.
Capio Ftrmino .los de Oliveira.
t^apiloJuo Antonio de I'nulu Rodrigues.
Empreado pulilico Francisco de Paula Machado.
Diln dito .loao Baptisla de Vratijo.
Alferes Caeano Jos Mondes.
Empregado publico .loo Sanoel de Casiro.
Dito dilo .loao Pereira da Silveira.
Advogado Antonio Epaminondas de Mello.
Negocian le Silvino Guilberioe de Barros.
Dilo Joaqnira Francisco (Iejri)rres Galindo.
Escrivao .loaquim da Silva Bego.
Despachante Jesuino Ferreira da Silva.
Alferes Manool Joaquim Machado.
Empreado publico Antonio Pedro de Figtteiredo,
Proprietario Manoel Antonio de Jc^us Jnior.
Dr. Francisco de Assisde Oliveira Maciel.
Artista Guilberine l'inheiro Rosa.
^egocianle Jos Linio Munteiro da Franca.
Dito Francisco 1,ticas Ferreira.
Empregado publico Joaquim da Molla ., Suva.
Dilo dilo Amonio Manoel Fcreira Vianna J-
nior.
Artista Dionizio Ribsiro de Vasconcellos.
Empregado publico Marcolino dos Sanios Pi-
n huiro.
Olfirial da armada Manoel Marlins de Araujo Cas-
tro. -
Artista Jos Luciano Cahral.
Diio Antonio F'rancisco I 'loitcahcs.
Commercianle Antonio Luiz dos Sanios.
Dr. Angelo Henriques da Silva.
Empregado publico Joao Alhanazio Botclho.
Aproxima-se n dia 2 de novemhro cm que nos
braaileiros temos de excree: um ocio de verdadeira
soberana nacional, deponjo as urnas os votos
para os eloitores que lem de deger os represcnian-
lesdanacao, toinamos porisso a resolucaode sub-
metter a considerarao dos nossos cotnparochianos
da freguezia de S. Jos, una lisia edaquollas pea-
soasquejulganios no caso do merecer os sullragios
dos nossos concidadaos.
Procedendo por esta forma, confiamos nos nos-
sos ainijjos, nos amigos do governo que tem sahi-
do manter a paz e desenvolver o progresso mate-
rial do paiz, que nao riscarao um s nomo dessa
lisia por qualqiter desaTeic/10 pessoal, considerando
que os nossos adversarios concorretn as urnas uni-
dos c firmes em nao dar o vol senao em chapa cer-
rada.
Aconselliamos o mesmo aos nossos amigos, fir-
meza e uniao na vontade ycral como meio de tudo
conseguir-se.
Esperamos porlanlo que nao s os nossos ami-
gos, essencialmenic amantes da crdeni, como lam-
Lem a opposiro, ser firme em conter-se recipro-
camente, para que a ordem reine em toda a ex-
lensao da palavra e o triumpho pertenca a quem
perlencer alem de incruento, seja a expressao
da verdadeira maioria de nossa freguezia.

renente-corcnel Joaquim Lucio Monleiro da Fran-
ca, negociante.
Manoel Jos Teixeira Bastos, emprogado publico.
t'.ipil.ei Manoel Joaquim Ferreira Esleves, nego-
ciante.
Tenente Manoel Fonscca de Medciros, empregado
publico.
Amonio Morcira de Mcndonca, negociante.
Manuel Ferreira Accioli, empregado publico.
Joaquim Jos 'lavares, negociante.
Joaquim Pedro dos Sanios Bc/erra, empregado pu-
blico.
^ cenlo Licinnio da Casta Campello.empregado pu-
blico,
Filippe do Santiago Caralcami.de Albuquorque,
negocenlo.
.loao Soares da Fon-oca Velloso, escrivao.
Jos Carlos de Sotir.a Lobo, negociante.
Joaquim Francisco do Mello Sanios, empregado
publico.
Jos Francisco lleno, artista.
Joao do Brto Correa, artista.
Manoel do Alreeida Lima, negociante.
Jos Simplicio de S Lsloves, negocianlo.
Miguel Jos da Silva, negocianlo.
Joo Francisco Bastos de Oliveira, negocame.
Amonio Goncnlves Pereira Lima, proprielario.
Joao Jos do Moraes, fiscal.
Joao Francisco Regis dos Anjos, empregado pu
Mico.
Francisco Baptisla do Almeida, lahellio.
RBCKBEDOHU DK itL>:.A> |IN1-KH.NAS (iE- LHANTE, tem a l,ofdo a meia Carea que. -O ahaixo assignado. aBrnfc de le.-
Kendimenln do dia I a 1
dem do dia:tU.
:375T63
:ttfcfM73
:l.i.'.i:l'i,:TI(
CONSOLADO PROVINCIAL.
Kendimento do dia I a |8'2->J274
don do da ;in....... I:09:ic970
i3;9l!ltM
MottiMfUi $0 a>et\;i>
Savto* filtrado' nn rtia .1(1.
Rio de Jineirn20 dia>, escuna hollaaden EUza-
belb, de 117 toneladas, capituo R. II. llerirez,
eqnipagem 6, em ltiro ; a Noraef & Companhii.
Perlence a Vendams.
Liverpool59 das, vapor braiileiro Camannilie,
capillo T. Ileso, carga carrito ; a llenry Portier
Ov Companhia. Perlence a Pernamburo.'
Ierro Novu"itl dias, escuna inglesa Fritl l'ruihi,
de lis toneladas, rapilao Richard llurdv, equipa-
sen! 7, carca I..110 barricas com bacalhao ; I
Scliramra Wbalelj v\- Coinpanbia. Perlence a
Hrilporl.
New-Porih56 diat, brigae Inslez eGeorge, de
n% toneladas, capilao James Waticdk, equipaem
10, carja carvao ; a Scoll Wllaon i\- Companbia.
Perlence .1 Ncwcoslet.
liba Sania HelenaVI dia. barca americana aUarv
.Melvillea, de !t> lonelidat, capilao Charles Wil-
son, equia?em '.), carca courns, salilre e mais e-
neros : a ordem. Perlence a S. Francisco. Veio
com asna aberla.
-Varios sahidos no mesmo dia
Rio Grande do NorteLancha brasilcira iFtlil das
Ondaso, ineslre Iteruarflo Jet da Coala, era las-
1ro. Passaceiro, .los Joaquim da Sllveira.
LiverpoolBarca inulc/.i Lancastricen, capilao Jo-
hn l'dool, carca assucar e alcodao.
Rio de JaneiroBrigae americano l-'airv ", capilao
Samuel Weleby, em lastro. Pastageirot, a mu-
lher do capilao e :i filbos.
llio Grande do SulBncue brasileiro nBnin Jess,
capililo Jos Perriin Pinto, carca assucar.
tiliservaeiio.
Anle-honlem suspenden do lameirao e sesuio pa-
ra Brdeos a calera frauceza (Pallis, com a mes-
ina carga rom que enlrou.
$Ott*t&
trouxe do Rio deJaheiio, e aqui alguma I klet, para o (|iie wam v liiar titulo no
prompta : para o resto t|ue Ihe taita, ta- Imeriiissimo IViljunal do Cammmam, of-
la-se tom os cotisi*iataiios Novaes t\ C, feroce ao respeitavcl puMico e espocial-
rua do Trapiche tu l, ou com o capi-
tO, na piara
Baha

tttto*
c-(UCA 0 KKCIIK 30 DE Ol.'TL'BRO AS 3
HORAS DATAKDii.
Colac,es olliciaes.
Frote pear Liverpool35| .">"., pan assucar l|J| 5
para tlgodSo de Macem.
Descont de ledras de I a 5 me/ess ';, ao annn.
r'redcrico ftobi'.liard, presidente.
/'. Borges, secretario.
O Lim. Sr. inspector da ihesouraria provin-
cial,em cumpriruenlo da resolucQao da junta da
fazenda manda fa/.er pulilico.que 110 dia 3 de no-
vemhro prximo vindotiro, vai novainenle a prac
pai-a se arrematados a quem por menos lizer os re-
paros de que precisa a ponte sobre o riacho de Pi-
rauyra junto a villa de Limociro, avallados em res
1:8049000.
E para constar semandou allivar o presente c
publicar pelo 1 Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bncu 7 de oulubro de 1S5(>.O secretario,
A. F. d'Aiinunciacn.
O l)r. Anselmo Francisco Perelli, commendador
da imperial ordem da Uosa c juiz dedircitoes-
pecial do commorcio por S. M. imperial e
constitucional ele. etc.
Fajo saber aos que o prsenle edilal virem, que
a requer ment de Timm Morasen & Vinassa, e
Len l.ecomte I'eron C. acha-so aborta a fallen-
cia de Joao Chysosiomo de Lima Jnior pela sen-
len^a do theor seguinle :
Avisia do bataneo de II 13, a lis 1\ e das oilo
lellras nao pagas de lis S lis 12.documentos esles,
com que os credores Timm Monsen & Vinassa e
Len Lccomie Feron & (',. instrniram a sua peiijo
de Os 2,conhece-se que o commercianle Joao Chry-
sostomo de Lima, eslahelecido com loja de miude-
zas na ra do (Jjaeimado desla cidade, n. (>3 lem
cessado os sens pagamonlos : pelo que n declaro
em estado de quebra, c fixo o termo legal da e-
xislcncia desla contar do dia 18 do crrenle.
Ordeno que se ponham sellos em todos os liens,
livros, e papis do fallido, e nomcio para curado
res Gscaes os referidos Timm Momsen & Vinassa,
e prestado por esses o juramento do estillo, rcmet-
la-se copia da presento ao juiz de paz competente
para apposicao de sellos ordenada, e proceda-se ao
cumprimento do mais que dispe o att. 812 do c-
digo enmm. feito o que se delerminaram opportu-
namente as subsequentes providencias que o cita-
do cdigo c o.rcgulamento 11. 738 prescrovem. Re-
cite 20 de ouiulno de 18,-)(___Anselmo l'iiicisco
Peten 1.
K mais se nao conlinha cm dita sentenea epara
cumprimento da mesma convoco a todos os oledo-
res prsenles do referido fallido para romparecerem
cm casa de minha residencia nn largo da Sania
Cruz do bairro da lloa-\ isla no dia 31 do frren-
le mez, pelas dez horas da manhaa alim de se pro-
ceder nomeacao de depositario ou deposilarios,que
ho da receber eadminisirar provisoriamente a casa
fallida.
E para quo cliegne ao conhecimenlo de lodos
mandei passar edilacs, que sero publicados pela
inprensaeafn\ados nos lugaresdcsignadosno arligo
129 do regulamento n. 738 Je 25 de novembro de
lS50,onoart. 8i2Jocod. comm.
Dada e passada nesla cidade do Recife do Per-
nambuooaos 28 de oulubro de 1S5G.
Ku Maximiano Francisco Duaric, escrivao o
suhscrevi.
Para
sesue em poneos da-, lior j.i ler porrn .11 carca a
bordo, o velleiro palbaliole iSmto Antonio Iriuin- I
plion.dc loto de 126 leneladat; para o resto da car-1
:a lrala-se com seu crjisianalario Domingos Alvesi
Malbeo, na roa de Afollo n. 23.
Rio dp 'aneiro.
Espera-se de Alia' b brisoe "Imperador do Bra-
sil", o qual depois da andicienle demora para receber
escravos a fete, setuira' para o porto indicado :
a halar cora Mauoel klves liuerra, na ra do Tra-
piche ti. 11.
Para a Baha
seaue imprelervelmenle ne-les dias o velero c bem
conbeciiln palbabolc uDous Aroigosn ; para um pe-
queno resto de carca que Ihe falla Iral.i-se rom o seu
coiuianalaro Antonio Luiz de Oliveira Azevedo,
ra da Cruz n. I.
iiiO
de Janeiro.
Segu; com brevidade o bem couheci-
do e velero brigue FIRMA, capilao Ma-
nool de Freitas Vctor, lem partela car-
ga prompta : para o testo, trata-st: com
os consignatarios Novacs i\ C, ra do
Trapiche u. ~>%, ou com o capitao, na
praca.
l'ara Lisboa, cora brevidade, por ler parle da
carga prorapla, o brigue portusuez nLaiailIn:
quem quizer ranegar, irala-se com os seus consig-
natarios abaixo assigoados.
Francisco Sevcrinno Habello & l'ilbo.
Companhia brasiteira de
paquetes a vapor.
la n
ordem de cada um c.in-ervar-se armado, ludo isto
uao linha por lim, tettAo f izer-nos assi-lu a um mi-
teravel (ru >lc theatro. Era muilo man Somos
do parecer de Lorenan, mas faremot era seu togtr
duas observ.icn...s primeira he que be evidaole-
meule multo ditlicil fa/.cr algoma cou>a rom um
exereito de conspiradores, qnaodo nada lia que era-
prrhender. assim como he dillicil fazer alguma cou-
sa de um exereito de sol lados, qoando nao ha guer-
ra. IS'o primeiro ca-o, faliifaatl '-te cora sceuas
melodramticas as neceasidadot da%imae;inacJlo, de
que Indo o co'ispiradul deve ser oppriinido, como no
s.-gundo caso diverle-secom revistas aociosidada das
tropa. A seuunda oliscrvacAo he (pie com rlTeilo
tudo lito lie bem intil, be liem pueril. Por ven-
tura alguoi aclos de coragem feilos publicamente
,nSo leriam valido melhor que iodos esles mytle-
rios E o mais prqueno acto de virlude, a resis-
leucia ni-it moderada ao arbitrio, o exemplo dajut-
hi.ii e da energa imiviilual dado publicamente,
nao leriam sido mil vetea mus fecundos em resul-
tados., do qoe lodas eslas raacaquici-s tenebrosas e
Iheatraet? lia corla coragem na vida do conapira-
dor. mas be urna coragem secunjaria aquella que
precisa ser enlrclnla por meios, qus se parecem
c. m exctentele bebidas eoebriaoles.
{Co>ttiiiuar-s?-ha.)
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 3|4.
o Lisboa, ;S a 100 por de premio.
Rio de Janeiro, \yi a 1 por 0I0 a 15 e 30 dias.
Arcoes do Banco, 10 a lo de premio.
M eomnanhia de lieberibe "1I8OOO.
companliia Peroambucaoa ao par.
a L'iilid.ide Publico, 110 poi cenlo de premio.
s Indemnisadora. 52 idem.
(i .1 da estrada de frro i) por 0|0de premio.
Diselo de letlras, de 7 a 7 l|2 por Om.
Dilo do banco7 a S por llp).
<)uro.(Incas hespanholat. ,
Moedas de 69100 velbas .
a 1 l.-s!ii) novas ,
i I9OOO. .
frala.Patacdea brasileiroa. .
Petoa cnlumuari-.s. .
o mexicanot. ,
O vapor S. SALVADOR, commandinte o"lle-
neule Sania Barbara, espera-se do poilos do norle
em o Io de novemliro prximo, e depois da demora
seguir para Marci, Babia e Rio de Janeiro. Os
senhores que liverem a embarcar vnlumes on escra-
vos, devein apresen|ar-e na agencia, no da da
chegada do vapor, para saberein o que podern ser
recebido, tirando os cnnhecimeulos nesse dia, na
agencia, c os embarques pedern ser feilos no dia
segainte at o meio dia: agencia, na ra do Tra-
piche n. 10, :*> andar.
Para o Aracaty
sesue no fim da prsenle semana, o bem ennhecido
hiato Ca/iiiario: para o resto da carga Irala-te
na roa do Vigario n. 5.
Para' pelo Muranli&o.
Segu era poucos dias para o l'ara com escala pelo
Manbalo o hrisue brasileiro Claro, de ptimeira
marcha, o qual lera parle da carga a bordo, para o
resto e patlgeirot, pata oque ollerece aceiadnscom-
mndos : Irala-se com o consicnatario Joao Pinlo
Resis de Soma na Iravessa da Madre de Dos, ar-
iu.i/imii de Marlins ^ Pinto, ou com o capilao l'er-
iian I. Jos dos Sanios, na pra;a.
Para o Cear sabe obiale nAorora ; ainda re-
cebe carga : Irala-se com Martius A; I rm.11>, ra di
Madre de Dos n. J.
Para o Rio de
Janeiro.
salic no dia V de novembro, o bem conbe-
ciiio Ijmjjuo SAI.ITAIUO: ainda recebe
carga a frote o pastageirot, para cujo
um trata-se com Manoel Francisco da
Silva Carrico,na ra do Callegio n. 17,
segundo andar, ou com o capilao Manoel
Jos Ribeiro, a bordo.
Gompanhia
de navega i; ao a vapor Lu-
so-Brasileira.
totam&t.
29 28JWJ0
. llic^KK)
. lliHNH)
. AJOOO
liyaxi
JSOIKI
13860
ALFAMDKUA.
Ilendiinenln do da 1 a Jll .
luora do dia :li)......
5si:(i:|s;x:l.,
I7:7l;!lix
399:3539783
;!
yttblittoedeg a ptWbQ.
. areviebe o, quaes ta^.a.. ,0^ 1 te .^5^^^^SSS^M
vuttttzx225sz i tortol- arasaLtfse hr
era ora, porcao da cabello, pre.os, nuc.uan.es. q. j EZmttZSSZSftttST
elle truia grd.n.r.amenle compndos. A exoreHSo I a Lm grupo compacto obrtru o camiol.o : que
A commiatao do pirtido ordeiro contlilneienal da
frcitue/ia de Sanio Antonio, enearregada de promo-
ver o triumpho elciloral de seus llliadoa, nicamen-
te |iclos unios picilioM e leaet, vem rogar a V. S..
em cujas virio te. cvicas e patriotismo muilo confia,
qae se digne iiifallivclmniie comparecer no dia 2 de
novembro na matrix, alim de dar lea voto t inclusa
lista ( on a que iipporiiiii.i.-eenic Ihe tere' enlregoe
de eloitores, tem menor illerac/ao. Nao he urna
imposjcito o voto cerrada em ama chapa, quando se
lem pela frente tdvenarios que Irabalharo unidos e
compaclos, e que lauciin m3o de todoi ns meios pa-
ra expellirem-nos das urnas : boje mais do que nun-
ca precisamos de unan e de ac-ordo pleno na en-
pbeacao dos OoaMM rneiOl e recurs n. Sfj V. S. qoer
o dominio da poltica actual, qoer a ordem, a pai. e
Indas ai consequend 1 felizes, que dahi necetraria-
menle retalala, como ja* V. s. lem praticamente
sentido nesies nllimot annot, deve ajudar-m i,do s
prettando-not o sen digno vol, como tambem ad-
qoiriudn os dous ieai araigoi e eoiiheeidot : e be o
que esperamos de V. s,. pela deillcacSo que lem pe-
lo nossos principios, e ideas polilicat.
Itenfc i'i de nuluhro de |s,",(.
Amonio Epaminonda de Mel.'n.
Domingos AflboM Jlerj Ferreira.
Ilodoipho Joao Barata de Almeida.
Antonio Pedro de Figoeiredo.
( l.udinn Benicio Machado.
Jeiuino 1 erreira da Silva.
Desrarregaw boje i. te novembro.
Bnsuc portii-uc/./../icrriH'iivinhoi.
Barca porloguexaDivine iridem.
Barca porliuue/.aMwria Jonemercadorias.
Barca inglexaOberonbacalhao.
llrisue inglez Mereurydem.
Barca inglesa 'l i 1110 iadem
L'cuna insieraA alii/.i/,-idem.
I'alacbo inglez r-ert /mili leal.
Barca bimborgaeza iohame Kalkman__eaixai
com vinho.
UO.NSUI.AIIO liKKAL.
Rendiraenlo dndia 1 a 29.
Idem do din ;to
:::.sh;-;i.-,
I:09j>!39
35:7659981
INVERSAS PROVINCIAS."
Kendimento do dia 1 a i) 'lti-i^ii
Idem do dit 30........ '., ;j7
I:llf993
Thomaz
assucar
Mauoel
DESPACHOS DE EXPORTADO pBLA MESA
UO CNSUL.DO IIICSIA CIDADE NO DA
30UEOUTUBKI1 DE 1856.
Buenos-A> resPolaca liespanhela Cillialana, V-
monm Irm.ins, aOO barricas istocir branco e mas-
cavado,
Lisboa llriiue porlusuoz oSobcrano, Francisco
Sevenano Rahell A; Kilho, lo pipas mel.
LisboaBrlgUOporlogaez tl^ia III, Francisco Se-
venano Rabello cavado.
Lisboa Ilri.'uc pnrltisoei nom Soiccson
deAqnino Fonseca & Fillio, ton accos
matea vado.
PortoBrigae portagaex iS. Manoel 1,
Joaquim Ramos c Silva, 10 pipas mel.
Buen.s-AvresPolaca apndola iCalhalanen, A-
moriin Irmaot, 10 pipas espirito.
Bnenot-AyreaPatucho brasileiro aPelicanos, Vis-
ea Amurim S Fillio, 200 barricas assucar branco
e 2a mascavddo.
xcortacao'.
Liverpool, barca ingleu Lancttlricea, de 331 to-
neladas, ronduzio o sesuinle : -J.SOO saceos usu-
rar, 1,565 couros-alijados, 1,295 saccas algodo, 8
ditas sement de dilo.
Llera, brigae iaglex eEd, de 391 toneladas, con-
duxio o seguinle ; 2,1011 saccis assucar, 1,111 sac-
cas alcodau, t eaixa doces, 1 Lila tapioca.
r. 11 t ,r.mi.le do Sul, brigue brasileiro Bom.lesiis,
de 1:27 toneladas, rondn/iii n ui 111n -j; ,,iri;,
e '1 meio.. dilo- minleiga, 610 barrica-i. 133 meias
ditas c i saceos assucar.
Sr. w
se pu- m
CORREIO OERAL.
O hiato Camuets recebe a mala para a l'arabiba
do Norle boje [31) ao meto dia.
A reparticao da vaccina tem boa
sement viuda tia Europa no vapor in-
glez: as pessoas que della se quizerem
utilisar comparecam na referida repar-
ticao, as quintas e domingos de cada
semana. Dr. JoSo Nepomuceno Dias
Fernandes, commissario vaccinador pro-
vincial.
...,.... .... ,-..... ... ... \,. ...<<.;.;..-',.,- -
; repaktiqao' da vaccina. q.
,'_3 Com autonsacao do Exm
-.-; presidente da provincia taz-
Si blico, para conliecimcploilos lia- '<
0 bilanles desla cidade, que os dias S|
:'; de vaccina serao de lioje em di- A
i"; ante as quintal e domingos de e
Q cada setiti.na, no lugar e Jior;is r\
:". anteriormente declaradas: nos do eS
C mingos estar' esta repartic9o a- >.;'';.
berla ate' a's II horas da manlia. er-4
Dr. Joo Kepomuceno Dias I-Vi- .-
nandes, commissario vaccinador ;H
provincial. _.
'i.-'i.-'v'Vi.1"-,.-'-. '. :'; .~. ':~, -T^yi
s> r TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal Jo commercio de Per-
nambuco, se faz publico que nesta dala fora regis-
trado o conlralo do dissolucao da sociedade quo
tintiaiii entre si Jos Velloso Soares. e .los* Penc-
lo da l'ons.-ca para comprar u vender assucar nesla
cidade.
Secretaria do tribunal do commercio de I'ernani.
buco 29 de outabro de 1896.Dinamerieo Au-
gusto do Reg Raoga), nu impedimento do of-
Iti'ial maior.
I'oi preso por esla lubdllegaeil um cabra de
nome Matine!, e diz perteiicer ao Sr. I-'rancisco Ca-
v.ilcanli, senbor com diroilo
Aifieand
/.ca ll de outabro de 1838,O subdelegado d -oli-
cia,Francisco Solter.de l-'igueirrd Calro.
...
^3\
O vapor 1). PEDRO II, epera-se nesle porlo,
procedente de Lisboa, ale (i de novembro, e depois
da coslumada demora seguir para a Babia e Rio
de Janeiro, conduzindo malas do correio : para pas-
saseiros, ele, Irala-se com os agentes M. 1). Ro-
drigue, ra do Trapiche n. ti.
#ttfce
O agente Vieira'da Silva, na ra da Madre de
Dos o. 112, fu leillo sexla feira .11 do corrente as
II horas da manhaa, de diversas obras de lilarcin.i-
lias novase osadas, de diversos candemos pira cima
de mesa, candelabros, relogios para rima de mesa e
mais objeclos que exislirem no dilo armazem, ludo
sei vi-odido a vontade dos compradores.
lloje III ao meio dia, na roa de Dorias 11. ,
llavera' leilau de ama pedra mosaica de data delXII,
perteaeonle a heranca do finado Conslancio Came-
cine.
mente ao carpo de commeirio detta ci-
dade seu preslimo, alliancautlo-lbc qui-
nao pnupara' eslbi eos para dcscm|riibai
seu ollicio, acliando-.sc sempre prompto
no si 11 ;n nia/.cm, ra da Cadcia 11. >.
lote Mara Pestaa.
O abaixo ussi<;nado, sulMielc^iidn
supplenteera e\enaoio da i-egne/.ia ale
San-Fre Pedro iloiicalvcs do Ritile. 'ri-
elara aos seus compaiocluanos que M 11 ><<
apiesenta para eleitor e nem quer sei
eleilo; por isso agradece aos, seus imi-
gme iilleiioado o interesw ijuc posvim
tomar 1 seu reapeito na* prn\m.-is fllaV
rile.Francisco de .Miranda I .cal tsMC
No da "i llavera' um ou dous mni-
bus para ipiem iiui/.er 11 vi/.itai o n-mi-
terio piililicn : os bilhetCS SC adiaran .1'
venda no escriplorio do proprietario P
S. Claudio Dul>eu\.
I'recisa-se de coslurciras : na leja de altault-
ra Nova, esqoina da ponte.
I'. Cancanas, cicladas Irancez, vai a EnrofM.
A casa terrea n. M da mi da Aurora na r*-
dia ser vendida por baver o praprietano qoe o ven-
den dado peiihora por sea propru pai. per rasj
de execucao que se move contra cese lidale ; i
re-to e o principal detta (iccucan e seo* jarot aw
forera pacos, (aremos ver como vende-se urna caa
penhnrada.O plebeo.
Na casa n. :ll ra roa da Alegra ha ama pun
que d a juros .'tUllsOOU sob boas firmas.
I*recisa-se de ura teitor porloguet para om en-
genho na provincia da l'arihiba. preferinda-sc ml-
leiro qnem csliver r.i-t.i. circumslancias, airija-sar
ao paleo dn I erro 11. 11..
O abaixo assignado participa a sen- amigos, ojae
ncila dala te lem de-ligado da chapa para etnlotes
da freguezia do Kecife, o que faz por sa n.10 querer
snjeilar 1 uboru.ir seo vol a favor dele rw daqdel
le candidalo a' depalacao gcral. Recife :m de oaala-
bro de Is'iii, Ilominso- Alves Malheos.
A paaeoa que qoer Iratpassar os erviraM Oe
urna prela liberta pelo lempo qne Ihe talla para pa-
gamento de HNi-om, procure na ra da Senula ve-
Iha n. 70, segundo tildar.
O secretario da irmandada de N. S. da Stlilt
de, creca na igrejideN. S. do LivraroenU. convi-
da a lodos os ir nios, que comparecam no dil I. de
novembro do correle tuno, as X l|u' horas da ma-
ullan, no consistorio da mesma irmandade, alim do
elegei-se o juize mais membros qoe drvrm tervir im>
crrenle anno a'.e IK.">6.O tecrelario,
Alphee Odn da Cunha lioianaa.
O abano assignado rogt ao Sr. Antonio Hap-
tisla Vieira, que morn na 01a da Miocueira. da
freguezia do Pojo da l'tnella, qne lenha a hondade
de vir ou mandir na taberna do Pojo, a necocm ojae
nao ignora.
Joaquim Ignacio da Costa.
Quem precisar de um homem para lertor de
engenho 00 para sillo, anniincie.
I*recisa-se de um prelo para urna casa eolran-
gcira, que seja fiel e uAo lenha virios, pasa-a feoaa .
a Iralar na ra do Torres n. 3K.
Precisa-se de um moleqne das .1 as i horat da
larde : quem quizer alugar dirja-ie a rae Nove nu-
men ."ii
t.t'MI'AMI l.\ I'KRNAMIU CANA.
Os Sr*. qm sobscreverim novas accfieai detta cotn-
panbia sao cnovidtdos a entrar com a primeira pre-
lacAo de :HJ por cenlo no prato de M diat: -
11 iplnno do Sr. Antonio Marques de Amorim, roa
da Crnz Recife tK de oulubro do 1H4>.Mamsl
Alves liuerra, tecrelario inlecino.
O padre Joao linmes de Smi'Anua Marrora
avisa o publico que desde o dia "1 de seleatbrn oIIioh,
comecoo a assignar-te Joo ImiM da Sil vena Mar-
reca.
Vende-se urna carroca nov rom pipa, para
vender agua, com ho oo tem elle : na m dos l'io-
casa do Sr. Manoel loaquim Carneira Leal.
-- Precisa-tc de um bom criado para nm eaval-
leiro, que teja copeiro e taiba Iralar dos m arran-
jos de urna cita : a Iralar no escriplorio de Karrora
,\ Castro, rut da Cidria do Rente n. 4.
Na ra llireila, cana de pasto n. til, da-oe ti-
mida a urna pessot, sendo o tlmoro elia', rafe e sidi-
do, o jamar li pralos de diversa* comidas, e a rea
rb c cafe, por Jo-sino inentaet, rom nimia lm p
za, e mandar-se-ha levar a comida cm rasa SSH
livor qnem venha buscar.
-- Traspassa-so 1 quem quizer, |*lo preco !
SOQSjooY), dous anuos o sele mezea de cngajamiin
de urna prela que se libertou com esla rondn ..
fceos servicos o, boa lavadeira, rnzinhcira. veti.te-
dora, e faz todos os servico* de orna *asa ; he Bi"i. 1
e sadia : quem precisar annuncie por esle |i"i
Precisa-se de um feilor para um silin prrlo da
praca : quem esliver nesle caso, dirija-** a lu do
Coliegio, bolica de Cypriano Luiz da Par.
Sor vetes
Na ra do Trapiche Novo n. ti, ha sorvelr^ loda..
os diaa, das 11 a I hora da manhaa. das < 11 as :i
da noile.
I)a-se "20n;<100 a premio d* dona por cenlo,
com bous penhores de oum : quem qmzer dinja-saj
a ra do Padre l-'loriano o. lis.
Aluca-se a loja do sobrado silo na poja do Ro-
sario n. -21 ; at posnas que a pretenderen! quena**
dingir-se a ra da Camboa do Cirmo n. lo.
I Iderece-se um rapaz solleiro. iaenln da coar-
da naciooal, o qual sabe filiar e eserever o Iranrrr.
com pratica de negocio, para caixeiro de rasa e loja
de commercio, a da fiador de sua conduela : qnem
precisar, dirija-se ao aterro da Boa-Vala a. 17, so-
lira lu.
Irmandade das
Almas do Recife
O escrivao da irmandade dan Alinas,
erecta na matriz de San-Fi-ci Pedro lon-
calves do ltecifc, por delideracao la mesa
rejjedora, convida a todos os seus irraans
a compareceiem. 110 dia 1 de novem-
bro, pelas 9 horas da man lua, no con-
sistorio da inesma irmandade, alim de
procrdct-se a elei;ao di! nova mesa pie
lem de reger a mesma irmandade, ron-
lorme determina o compromixtu. Con-
sistorio ila irmandade das Almas Mel
outubro delS.'vij.Joo Licio .Maripie.
SOCIEDADE DE LITERATIIU
FRANCEZA.
Por 01 .l-tii 1I0 Sr. presidente convidare os socios
a comparecci boje as nove horas da manhaa na rila
de Aunas Verdes n. (>'. O seguudo secretario,
Atme'utn
Na ra do Ooeimado 11. I!l, deseja-se fallar
cora os credores da extincla firma deSilvcira & fer-
reira.
Permula-se o arrendamenlo do sabradn de um
andar e solao, sito na (ravessa da Concordia n. 5,
cora commodos para urna grande familia, sendo o
seu aloguel :ltX?(KKI mensaes, por urna casa lerrcaque
lenha :! quartos, sendo esla as ras dos Marlvrios,
Moras, Diraita, paleo do Carmo, Camboa do mesmo,
paleo da Kibeira, ra do Itangel, l'loreiilina, pateo
de S. Pedro : a pessoa que quizer, dirija-se ao mes-
mo sobrado, qn achara' com quem Iralar.
Precisa-sc de urna pessoa que seja bel, para
comprar o arranfo de uo-a casa de pouca familia : a
fallar na ra Velha n. 123.
Ausento -:-se a -JS do correnle a prela Thercza,
crossa do corpo, meia fula, com lallios no rosto e
bracos, signaes de sua Ierra,coslnoi;,; vender peue
pelas roas, desconfa-se eslar ocrulia em ceili casa
rernininenda se aos r.ipit.lcs de campo e a noticia.
quem se julgar 'juea apprelieii reseiite-sc a mesma siibdelegaria par na da ra de Ilorlas n. >. Proleslt-se conlra quem
Iba wr entregue, justificando. Subdelegara Var-
I ^00
t.'^i-::.^-.
l'ara I i'hna, com brevidade.
carga prninpia, o brimie nortaKaei eSobrrino*
quem quizer earreair, dirija^e em noi cooisgaata-
nos Francisco Severiano Rebello i\ Lilbo.
s m de
Segu com muita brevidade por sea-
char com dous tercos da carga a bordo, o
bi-irrue Concei^ao ,, do* qual he capitao
Jo.
U m DE JA j.
a tiver ncculla.
Precisa-se de una ama que compre c cozmlie,
para um homem solleiro : ua ra da .Senzala Velha
n. LI6, primeiro andr.
Aluga-se urna casa de pedra e cal, limpa. na
povoacao do Poco da Paradla, mui jonlo da qual
passa o rio Capibaribe, cvreasivamenle fresca a qual-
por ler parle da <|ucr hora, dn lado di sombra, e fnrt da confu-an da
mesma povoacao, por licar na beira do rio.'e Com an-
herha vista aluga-ae mui em conla : a Iralar na
Iravessa da ra da Concordia, penullima casa do la-
do do norle, a ules de chegar a casa de delencao, a
qualquer hora do dia.
licarn em meu poder os bilbelH inleirosda
primeira parle da primeira lotera de S. Miguel de
larreiros: o den. IIKl rom raeiai-ao ao reverendo
iquim Ferreira dos Santos; pata o
Deca racSo.
O procurador da cmara muni<-ipil
desta cidade avisa a lodosos senliorcs du-
nos de carros de passcio, caiiwas c ou-
lros vehculos de conduec.io, pie sc\la-
leira ta presente semana, hen ulliiiio dia
para o pagamento do respectivo impos-
to, incorrendo na multa de (l Mr nn-
lo, se dci\arein de pagar ate o mencio-
nado dia.
Precisa-se de urna eterava capaz para o tem-
en interno e evterno de urna casa de pouca familia :
a Iralar na roa das Aguas-Verdes, no segundo and*r
do sobrado n. 2.
Os credores da missa fallida de Antonio Au-
gusto de Carvalho Marinho queiram, na prazo d* S
dias, apreseular aos adininisiradorea ot sea rredilo
para se proceder o raleio, levando-ot para d-.f lim
a' ra de Ilorlas 11. -. escriplorio do lr. I.;i 11 ..
um dos administradores, tirando eerlo de qne nao
apreseolando nesse prazo nAo admillira' inlaan
cao alguma, e nem serao atleiiiidet na divieando.
Kecife J, de oulubro de IH.V.
O Dr. Joaqun de Aquino Foimi-a.
tendo recebido boje pelo vapor ingle/,
da Academia Imperial de Medicina de
l'aris, vaccina em tubos canillaitl e la-
minas, ruga as pessoas pie della ense-
ren, aproveitar, ijue comparecam cm sua
casa, no dia |- de novembro, das 7 '
l horas da mmliaa. Kecife 2S de ou-
lubro de 1856.
Muera precisar de rea quer en. grande paaaaaj
quer era |ieqiicna, p*j*Ja mi lugar que indicar, por
pnce mullo coininodn e actividad*, dirije-aa a ra
da Palma coufmnte o quintal do Carmo, zru,.i/ein
dn segundo laiui*ao, ou no paleo do Carmo. sobra-
da 11. .1.
* Alerra-e |ior empreilada, quer com rali^.i,
quer com rea, e por ramos de qo nalr.-i qualquer
.. '" ^niw"j.....' '.' |"'uici.a cm iil_ll-
reslo, e escravos a lrcle, para orpie lem ma cas nesla cid.nle. e mesmo por parles rom pe-
K>mmodoSWllCenltttrata-*eCOmManOelll>h0Te*,.al para desempenhar nalm< : na bolica da
i!___*\ 1 ~ 1 ra do l.ivramcnlo n. l, se dir quem dt.
Guerra, na ra do Trapiche n. li. i.reci.,vse de P-ssoa. qne m ei,,-arregUem de
mandar fazer urna porcao de palitos de alpaca, cora
brevidade, e oulras obras, dando conhecimenlo : na
ra Nova o. 1H.
Preetsi-se de urna ama qne lenha hadante e
bom lu- ; paga-se bem : na ra llireila n. X.
A pessoa qne annuncioii querer dar a qoanlia
de I :t>00s(MKI a premio, pode procurar na rna di
Praia, serrara n. ."1"., que se dir' quem pretende
fazer semelliinte negocio.
- pessoa, lerieno em alagado, evitando **im iiiamiri
Vigario1 JoSo Baptitll Moars, eo de n. 1185 ao rev- ] despera., dinia-sea ra da Palma, coplroole ..qo.
rendo Joao Jos de Araujo tambera cora meaco. tal do Carino ar
Carlos Francisca Soares de llriio.
I)a-e liDOjtlIKI a juros com hvpotheca em al-u-
ara o Ulara-
nhao
segu com mulla brevidade a barca BIU-
mazera do segundo lampean, ou no
pateo do Carino, .! 1.1.I0 n. .'I.
I'recisa-se de urna mulher de meia idade. de-
aempediila, que saiba engominar, para se emfiregar
nesle tervioa : a Iralar no paleo dn Carmo n. '..
Precisa-se de um eaheiro que lenha pralira d>
laberna, ou mesmo sera ella, prefenndn-e iloa all-
mmenle chegados : na 1 na de San-Francisco Mon-
do Novo II. liM.
Aforicao.
I) ah 11 vo asignado, arrematante dn aferiroos do
municipio do Recife, trienlifica j quem cor.vier, qne
lem eslahelecido o seu escriplorio n0 paleo do I erro
n. Iti, aonde dar' evpediente das n da maoJJOa a
J da tarde.Jose Cotiodio l'eiioto Soarei.
L
MUTILADO
ILEGIVEL



DURIO DE PIIRUBUCO SIXTA fcfci 1 31 II UTUBRO DE I8S6
DEPOSITO DE LIVROS E BOTICAS HOMEOPTICAS
O Ur. P. A. LoboMoscoso, tendo de fazer urna viagcm deixa a sos botica soba
lireccSo de pessoa habilitada c de intcira probidade, o um deposito na loja de livros do Sr.
itanoel RoSMn de Souza na ra do Crespo, sobrado novo do Sr. Magalhes Bastos.
6 PltEgOS KIXOS.
Botica de 19 tubos grandes. lO/ooo
Dita de 24 1.",-miii
Dita de 36 2050(10
DiU de 48 ... -j.-.-iiimi
Dita de 60 ... 309000
Manual de medicina homeopatbica do Dr. Jahr com o dic-
cionario dos termos de medicina........ OjOot
Medicina domestica do Dr. Ilenry......... 101000
Tratamento do cholera morbus.......... 2^1)00
Repertorio do Dr. Mello Moraes.......... efooo
Bnsioa-se a pilul.i-om theorica-pratic, o cur-
so malhemalico e flanees, coalas par* o comroercio:
a tratar ua ra do Nogueira u.
DENTISTA 'FRANCEZ.
Paulo Gaignoox, de valla da soa viagem ja
i Enrop, e-i.i morando Da ra Nova n. '.-'._
41, primeiro a miar, onde pode.ser procuri- W
do a qualquer hora. -..':
O Dr. Pedro de Athavde Lobo.Mos-
cozo, tendo muito breve det'a/.crumawa-
:?: [",v"'- >'oga a quem tejulgar leu credoro
^ ] obsequio de apresenlar suas eontas ate o
dia 10 de noveinbro futuro, e espera que
os que llie devem, tenham a bondade de
mandar-llie papar at ese da, pelo que
Ihes licara' milito agradecido.
Para familia cnlrangeira deseja-ie alu?ar um
preto fiel da bons eostume* para o servio de cas,
na ra do Trapiche n. t6, primeiro andar.
O Kvm. Si. Joaquina Jos de Faria,
que morou ou mora na Boa-Viagem,
li'in urna carta na liviana ns. lie 8, da
praca da Independencia.
Grande c asseia-
do collegio em
Lisboa,
I para meninas, internas e externas, cuja
I educado, prendase tnais vantagens, se
podenio avaliar, em presenca dos estatu-
tos, qti se acliam na ra do Crespo loja
n. 1(, ou na esquina pie volta para a
ra da Cadeia.
No jornal de Lisboa Civilisacao n. 61
le-se o seguinle :
Nao deixaremos sem alguma honrosa menso
uro volume de 255 paginas de oitavo, que na mo
temos, publicado em Pernambuco pelos lins Jo an-
no passado com o seguinle Ululo :
Brinqueilo da Puericia, dialogo joco-serio,
critico e moral entre as vintee cinco lellrasdo al-
fabeto, ou modo de excilar os meninos a amar a
leitura,conlendoalem deste, principios geraes de
ceila toda as proposlas de seguros de riscos e for- i moral, grammalica da lingua nacional, compendio
!da doutrina chrisia, modo de ajudar missa, lii-
' leratura em prosa c verso, manual de civilidade, e
taboada de Pyiaeoras.
antiga professoia particular de primei-
ras letras ecostura do bairro do Itecife,
ra do Vigario, tem transferido sua aula
para a ruado Itangel n. ">!), onde conti-
nua a exercer osen magisterio, ensillan-
do tildo quanto faz parte da educario
primaria de nina senhora ; assim como
nao duvida receber pensionista^- e meio-
pensiomstas, por precos razoaveis.
Al ni" iiiik da provincia.'
Estando-se confeccionando O almaak
da provincia, roga-se a todas as pessoas
pie coslumam nefle ser incluidas, e que o
nao csliverem, ou liouvcr algum erro,
queiram mandar levar a livraria numero
(i e 8 da Praca da Independencia, a emen-
da, assim como pede-se aos senliores de
engenhos, se dignem mandar igualmen-
te as transferencias a mesma livraria.
@^^ M$$3#&
fte O l)r. Caetano \tvier l'ereira de Brilo !%
Si (n,e0''co f,,z ^cieule aos seus amigos e o .<
* respeitavel publico, qoe regresando de sua '&
^ viagim, conlinua a residir no aterro da @
Si Boa-Visla n. i;, no segundo e Icrceiro an- ^
Jf dar, annde tempre o encontrarSo prompto ^
*? aos myileres de soa prolisjo. $&
Seguros contra
O Dr. Joao flonorio Bezerra
8 de Menez.es, formado em medici-
na, aclra-se residindo na cidade
(A do Bio-Formoso, e ahi se ollefe-
t% ce a's pessoas (|ue de sen pres-
S timo se quizerem utilisai
COMPAA DE SEGIROS MARTI-
MOS E TERRESTRES.
CAPITAL 10,000:000*000.
A companhia lim soa agencia no eieriplorin de
yihv.i Aiborini & Filho, roa da Cruz, n. ">. onde
O
fogo.
Companhia ISorlhern.
CAPITAL, 1,200,000Estabelecida
em 1856.
Para ellecluai- seguros sobre propie-
dades, tnercadorias, mobilia e gneros de
quasi toda a qualidade. Premio de 5|8
ate l|2 0|0 ao auno.Agentes, C- J.
Astlev & C
t J. JA!\E, DENTISTA, l
% eontioa a residir na ra Nova n. 19, primei- a
Sro andar. )

Aluga-se por fesla au mesmo por anno Urna
rasa a margeni do Capibaribe, com excellenle porto
para banbo na reguezia do Poco da Panella ; quem
Por este motliodo.o professor fazendo as vezes de
repetidor.collocado no centro de um circulo compos-
lo de meninos, os habilita independento de decu-
rias a lerem cm 6 me/es com toda a perfeicao, co-
mo mostrou no dia 10 de setembro de 1855 em
quizer alogar podera' enlend radeSouza, loja de livros jonlo aoarco de Saoto o professor particular, Francisco de Frailas Gara-
Antonio.
AVISO.
boa.
Comentar-se-hia o Sr. Gamboa com estes servi-
cos capital da provincia onde reside '! !...
Li o Brinquedo da Puericia, est bem cscripto,
! he ameno, e instructivo-Luiz Filippe Leite.
O* abaixo assignados rogam a todos os | a leitura do Brinquedo da Puericia toi-rne feila
de urna assentada, com llagrante violceo das or-
dens do medico, e fez-mc ella muito bem. Man-
dei reler ainda o opsculo cm presenca do director
devedores das firmas de Cruz. & (ioines,
Cruz. i\ Bastos, e Jos ilias Simoes que
venham ou mndem pagar seus dbitos
na ra do Queimado loja de miudezas M* escola normall.eilee da excellenle mestra
n. 33, ou na ra do Cabuga' loja demiu- lreS'a Silva Canuto. que ambos o acharam
de/.as de quatro portas n. 1 C, ondeaclia-1como cu',nuil0 diS" de adopcao e louvor. De no-
rao suas eontas extralndal dos competen-1tas Para.e">endaou melhoramento para urna edi-
tes livros !!? -lerior pouco se fez' mas larg0 ,raDa"' "ave*
r. ,' ra sido individuar todos os mritos e cxcellencias
Os aba.vo assignados sao os nicos de escri Uma e oulra cousa espel0 eu cn_
encarregados a reeeber essas dividas,U,r a v.Lfma trowrraio.-Awonio FeH-
como podem provar, cazo alguem o exija, I ciano de Casiiibo.
c por isso declaram que ninguem mais| SubmeHi o referido opsculo aojuizo dodistiuc-
podera' receber COttta alguma sem auto- j to Sr. Dr. Feiloza, e mais Ilustres redactores dos
risacao dos mesmos, sobre pena de paga- i peridicos desla cidade.e esperaido que nao discor-
rem dnas vezes.Francisco Jos Alves idem Js pareceres cima publicados, me animo a
Guimaraes, Jos Alves da Silva Guima-!annunciar.esla bra venda, na n,o do Sr. Joa-
- t Quim Jos dp. Paiva, Manoel Anlonio Goafl*!**.
'ra doCabug, e Maia, na roa Nova, e na mesma
^,,^| BSn AflET escola do methodo Castilho.Francisco de Fre las
^ptaUf^af^II UAU 'Gamboa, professor particular aulorisado pelo go-
Compaiihia de seguros m v
rittmos, estabelecida no
&omvt*.
Compra-se orna peqoeiM casa terre;i, *m Olin-
l.i, com quintal e cacimba, e que seja murado:
quem liver, dirija-se .1 ra da Morcnlina 11. i-J.
'Compram-se apolices da Idivida provincial,
na ra das Flores n. 37 1.* andar.
Compraro-sc bois de cambao, fortes e gordos :
na roa da Senzala Velba u. 70, segondo andar.
Comprarse nm sellim em bomeslado para non-
taria de senhora : na ra da Cruz n. 21, tereciro
andar.
Compra-se um coliacr e um ou dous Iravesiei-
rs *er e quizer vender, dirija-se a ra do Torres o.
38, segundo aodar.
Compra-se uma jonla de bois para Carnea no
sitio do viveiru do Muniz.
TRAPOS.
Ha ra Imperial, casa n. 179, compra-se loda a
qoali.iade de (rapos a 500 rs. a arroba.
Superior cal de
Lisboa.
Vende-se superior cal de Lisboa : no
armazemde Novaes 4 C, ra da uladie
de lieos n. 12, por preco commodo.
Encantos das senhoras,
tormentos dos paise ma-
rides.
Chales de merino bordados a velludo, ditos de c.i-
si'inir.i eslampados, dilos d la e sed, e lodos de
um costo nunca visto nesle mercado, e iiu/i i. pela barca trancen Cante Hnger : na roa
do Qaeimado u. :i!), loja piulada de amarcllo, esqui-
na da C^ongregac.io.
Aterro da Boa-Vista n. (>0,
nova loja de Gama &
SILVA.
Nesla loja vendem-se por menos preco do qoe em
qualquer oulra pirle, as seuuinles fazendas : asseve-
rando-se qoe sao das ltimamente chegadas an mer-
cado. Orle de fustao acolchoado, e brins de liulio
puro para calcas, cada um -.SjOO, superiores hrela-
uhas de linho, ejija peca de 6 varas porlIs'iOO, mel-
pomene para vcslidoi, e oulras muilas fazendas fi-
nas vonlade do comprador. Todas eslas fazendas
Irocam-se por dinbeiro.
DEPOSITO DA FABRICA
Industria Pernambueana,
RLA DO CRESPO N. 9.
A fabrica de sabao e velas de carnauba, es-
tabelecida na ra do Brum, tem estable-
cido um deposito na ra do Crespo n. 9, par
ra ah nicamente dar estraccSo aos seus
productos, proporcionando assim a maior
commodidade aos consumidores. As velas
manufacturadas nesta fabrica, offerecem as
vantagens seguintes: sao le las com a car-
nauba simples purificada pelo meio do va-
por, sao inodoras e bellas na apparencia,
queimam com igualdede o nao esborram, e
nao lazcm murrio e do mais luz o mais cla-
ra do que as velas stearinasou de qualquer
composic,ao, e que se vendem no mercado.
Fabricam-se de 6, do 7 e de 10 em libra, ven-
dendo-secm caizas que contem 192, a4 ou
3x0 velas cada nina pelo prect de 15/.
O sabao lee branco, as materias primas
de que he fabricado so simples e inofensi-
vas, o cheiro que deixa na roupa heagrada-
vel; rivalisa com o inelhor sabao hcspanhol
e he superior ao sabao americano, que se
vende no mercado a 2*0 rs. a libra.
Vcnde-s<' igualmente em caisas de arroba
e a preco de 160 rs. cada libra.
Os incrdulos comprando rcconhecerSo
por experiencia a veracidade do que se an-
nuncia.
Fazendas boas e baratas.
> i i.|,mIi> li'raieiri .!a ra da Cadeia do Itecife
n. "mi, defrnnteda ra da Madre de Heos, adiarlo o
fre^uezes bom sorlimenlo de fazendas de boas qoa-
lidades, que a dinbeiro a' vista se vendem por liara-
tissimo precci, lano em atacado como a relalbo, lia-
vendo entre muilo variedade boas cbila de cores li-
xas de diversos padrfies, o covado a IU), ISO 200, e
a per,a 69, 69500, G;(S0l) e 7a, corles de oeara de co-
res limi i i u- padrees, que Dio desholam, com 7 varas,
Kelo dimitilo preco de lj(i(M), riscados e rbilas lar-
das francezas modernas, o covado a 21(1, 2H0, :KKI,
:I20 c 400, casas fraucezas de cores a oBOa vara,
ditas cm corles de 12 e 13 varas moilo lioas com
fazenda para vestido e para folln, desenbos dilleren-
les, pelo barato preco de K>, curies de andelina de
seda cor le rosa e azul com fazenda para refeno e
folho a Me i'>9, corles de sedas escocezas largas de
bonitos iosIos a 2H^, grosdenaple prelo superior pa-
ra vestido a 23 e 29200 o covado, diales de merino
fino sem bsrra com franja de relroz a .">?.">00, dilos de
chaly com barr assednada a (i900,|dilosde merino
bordados de cores a SS. dilos moilo finos bordados de
urna so cor a '.?, e alem detlas oulras mullas fazen-
das, que como cima lica dilo, se vendem baritas;
iijii-.c amostras, e aloja e-la aberls de Bolle.
Vende-se o ilio comeas de labradede falle-
cido George Kenworlby, nnlagar.de S. Jos do jlan"
Eainbo, com arvoredosde frocto e mais bemfeitoria*
que nelle se acliam, sendo as Ierras do referido sitio
proprias: qoem o pretender procoreem casa de Sa-
muel P. .lohnslon & Companhia,ra da Senzala No-
va ii. 42.
AGENCIA
Da fundicao Low-Moor, ruadaSenzala-No-
va n. 42.
Nesteeslabelecimenloconlina ahaver ua com-
pleto sortimento da moandas e neias moendas
para enfenho, machinas de vapor e taixas de
ferro batido e coado de lodos os tamanhospara
dilo.
en&as.
Icio de Janeiro.
Capital mil contos de reis.
Olleroee ao commercio vsutagens que nenhuina
mira companhia tem feilo al agora. Aceilam-se
propostis de seguro no escriptorio de Isaac, Curio &
Companhia, agentes da companhia, ra da Croz
19.
.
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Eslabelecida cm Londres, em marco de 1894,
Capital cinco milhoes de libras esterlinas.
Saunders Brothers & C, tem a honra de in-
formar aos Srs. negociantes, propietarios de casas,
e a quem mais convier que esto plenamente au-
.miados pela dito companhia para effectuar segu- I,essi,s *!ue <*mparecerem na casa
l O Dr. Ribeiro e sua lamilla vai r
@ no vapor ulguarass ate'o Cea- @
@ ra', e pede a seus amigos o des- @
^ cnlpem de nao se despedir pess#- %}
.;? almente, pela rapidez de sua via- @
O gem. m
^@l
Vaccina.
O Dr. Joaquim d'Aquino Forsecajul-
' ga conveniente declarar,que vaccinaia' as
Domingos Alves Matbeus tem para
vender, em seu escriptorio, na ra de
Apollo n. 2.", o segtiinte :
Superior vinbo vellio do Porto, em har-
ris de oitavo.
Dito geropiga vellio em ancoretas.
Dito engarrafado.
Enxadas porluguezas.
I <)allinsle linho para rosto.
Lenn'ies de linho para casa.
Sement de linbaca.
Panno de linho do Porto.
Ricos e elegantes pianos.
I'io de algodao da Radia.
Panno de algodao da Baha.
Vendem-se garrafas de champagne
vaz.ias, assim como garrafies vazios: no
armazem da rna da Cruz n. 11.
Rl\ D,\ CBIZ SI.
Aulonki Barbosa de Barros faz scienle ao publico
qoe mudou a sua sala de barbear da casa n. (i2 da
ra da Cruz para i de n. ;il da mesma ra ; na mes-
ma sala se acliam as mais modernas bichas de llam-
burgo, que se vendem aos ceios e a relalho, ealu-
gam-se, (udo mais barato do que em onlra parle.
Vende-ie na estrada vclhs da Caponga, junio
ao cnsul inglez, um terreno rom lu palmos de
frenle, chaos proprics, conlcndo vanos arvoredos,
cacimba, e duas casas a saber, urna prompla, oulra
para acabar, e rom grandes commodos para familia :
qoem quizer, dirija-se a fallar no mesmo lunar com
o dono.
Vende-se superior cafe do Rio de Janeiro, por
preco commodo, para liquidar: no Passiio Publico,
loja ii. 11, de l'erreira A Croz.
Vinde-se um mualo de nplima figura, qoe
alem de ser muilo moro.no lem o menor defeilo, c
he da inelhor ndole : ua rna Imperial n. 33.
Vende-se um sobrado de um andar na ra do
Rosario ua Boa-Visla n. 27 : qoem quizer dirija-se
a botica de Jnaqmn Ignacio Ribeiro Jnior, na pra-
ga da Boa-Villa.
Vendem-se dous lillas! roinauos, monos da
ultima edicco. por barato preco r ua ra estreita
do Rosario n. I i.
Na loja das seis
portas
Em frente di JLivrameiito
Corles de cassa pintados com sele viras a cinco
palacas, cambraia lisa com oilo varas, cortes que dAo
para dous e Ires bahados a Ires mil reis. lencos de
relroz francezis a dez lusles cada um, lenco- de se-
da para peseoeo de senhon a dez lusloes, "lencos de
garca o melhor que lem no mercado a dous mil reis,
lencos para man de senhora com bico largo a dez
lusles : de ludu se da amostra, levando penhor que
cubra o valor do que se quer trazer.
Luyas de pellica muito novas para ho-
mem e sen hora, o par a 1J280
na ra do (Jaeimado na bem conhecida lojo de mio-
dezas da boa lama n. 33.
Cemento
ros sobre edificios de lijlo e pedra, cobertos de
llha e igualmente sobre os objectos queconliverem
os mesmos edificios quer consisto em mobilia ou
em fazendas de qualquer qualidade.
Trocam-se nolis do Banco do Brasil por moe-
da crrenle, nesla provincia, com descont : Da ra
ilo Trapiche n. IfJ, segando andar.
O abaiio.assisnado faz scienle aos lllms. Srs.
de eouenboi e mais pessoas que uegociam con, ana-
cer, remetiendo-o para esla praca, que le acha ha-
bilitado em receber poi commissao dilo genero, e
ospera da seus patricios e amigos, e de quaDlos de
seu presumo -o queiram ulilisar, as remessasdeseus
assocares, prometiendo o mesmo abaixo assignado
oercer lodo o zelo e aclividade qoe Ihc so nalu-
raes, envidando lodo o esfon;o possivel as funcees
da liquidada apurara" de dilo genero, como bem o
tem demonstrado. As pessoas cujas remcsias oxee*
iierem de 10:0009 por safra, lmenle pagarao 2 0|0
de oromissao, sendo .') 0*0 as demais como he costu-
me ; e para todas se obriga o mesmo abaixo assigna-
do a loda equalquer compra de objectos sem como
minios tirar porcentagem. Itecife, ra Direila, pri-
meiro andar n.'.':'.
Francisco Seraphico de Assis Vasconcellos.
JOAO DA SILVA HUIOS.
DE
MEDICO PELA NIVERSIDADE
- COIMRRA,
rnotioa a receber em sita casa na ra do Cabue n.
16, das 8 as 10 horas da manbSa, e das .1 as da
larde, as pessoas que o queiram consullar : bem co-
mo se presto a sabir com a j reconbecida promp-
inl.in, a visitar qnalqoer enfermo, a loda a llora do
dn ou da noiti, quer dentro quer fura da cidade.
Precisa-se alugar seis pretoi para armazem de
assuear : qoem liver e qoizer alugar, dirija-se a ra
de Apollo, armazem n. 10, que encontrar com
quero (rilar.
ALVHjARAS. RAPAZEADA!
Boa nova lenho a dar ;
Este sol qoe vos abraza
Vai-ie em gelo transformar.
La' do Pulo, onde os l.apes
Vivein ni toca enfumadns,
Chegou nctar que refresca
Vossos labios dessecados.
E o Siures, que jurou guerra
Ao fogo, ao sol, ao calor,
i orn gelo, ananaz e oulras
Mitigara' vosso ardor.
Jnnlo ao uaeco do Rosario
Ide, pois, e encontrareis .
Ser verdade o que vos conlo ;
Bom cobre la' denareis.
lim moco habilitado competentemente, offerc-
re-:ie para caixeiro de cobranza, d conhecimenlo de
sua pessoa, e mesmo uma fianca se for preciso :
qoem preleoder'annuocie.
Aluaa-se um sitio o mais perlo possivel desta
praca, que lenha capim lodo anno, qoe possa susleu-
lar de 10 a 20 bois: a Iralar na ra da Senzala Ve-
Iha n. 70, secundo indar.
Alug.im-se escravos c.oslumados ao carrel de
assuear a IJtOOO, das ulei, as'im romo gentr^forra ;
(iinbem se recebem mensalinenle, dandn-se comida
e rasa para licar : na ra da Senzala Velha n. 70,
segundo andar.
Alogam-se prelos para o servico de arma-
zem de socar : quem os liver dirija'-se a ra de
Apollo, armazem n. I A, que se pagara' generosa-
mente.
Roga-se ao Sr. Julio da Silva l.obo, queira
por favoi dirigir-e ou mandar a ra Nova n, 36.
loja.
Precisa-se de uma ama qoe linha bom leite,
para criar orna chanca : na easa n. 1. defronle da
igreja do Corpo Sanio.
r,Z*'tenm~Se,' """ i"nas',,r que seja desimba-
racado. ni padaria da ra estrella do Rosario n. 1.1.
residencia, mesmo qudndo sejam de guar-
da os das designados para isto, e rona as
que orem vaccinadas que niio dei\em de
voltar nesses (has; porrpianto ssc pode
entreter a inuoculacao vacciniea sendo ase-
mente passadadeura a outro individuo, e
para que isto tenha lugar torna-te indis
pensavel quecomparecam; alem de (|ue,
podende ser confundida com a falsa vacci-
na a verdadeira, por aquelles que as nao
sahem distinguir, s voltando conliccei-
se-ha se estio preservados da varila.
Precisa-se de uma lavadeira pie se-
ja boa, nao demore a roupa no no e de
liador a sua condula: na praca da Inde-
pendencia linaria ns. (e S.
Os abaixo assignados declaram qoe ami-avel-
menle dissolveram a soriedade que liveram na loja
de selleiro.sila na ra da Croz n. 61, que gvroude
bailo da razao social de Paiva c\- Guimaraes, Hundo
a cargo do socio (luimaraes o activo e passivo da di-
la sociedidc. Itecife 21 de oolubro de is'iii. .1 o ir>
Jos de Paiva, Francisco Jos dos Passos (iuima-
raes. ______
LOTERA
DA
O vSr. (hesoureiro dat
loteras manda fazer i)n-
blico, que estao expostoH
a venda, na tliesonraria
das loteras, na rna da
Aurora it. *i6 das 9s 5 da
tarde,osbi Ihetese nieios,da
primei ra parte da prime i-
ra lotera de 8 M iguel de
Bar re ros. cuijas rodas an-
dan i iiodia8denovembro,
e logo que se publiquem
as listas, se pagam os pre-
mios ineontinente, a ex-
ccpyao dos dous premios
grandes, que sao pagos lo-
go, no salo da extraecao,
no convento de Nossa8en*
llora do < armo.
O escrivo das loteras,
.los !anuario Alves da
Vlaia.
Cundida Balbina da Paixo Rocha,
Com toda cer-
teza.
Aqui nao ha ozura, na anliaa casa desla cidade,
ra es(reita do Rosario, padaria n. 1:1, recebeu-se
um novo sortimento de bichas de llamburuo, pelo
vapor que passou para o sol, poi isso avisa-se aos
freguezes que vendem-se aos ceios e alugam-se por
uieuos preco do que em oolra parte.
Pois sSo boa, os freguezes
IISo de gustar : e muilo mais
i nisiare eu se tcxlos os das alugar.
Sao srandes de admirar,
E para agradar os freguezes
O caixeiro vai holar.
I.ogo recebe o dinbeiro,
O palrao 11,10 quer Hado,
Ja passou ordem ao caixeiro.
BICHAS DE HAMBURGO.
Sao chegadas eslas eicellenles bichas pelo vpor
inglez, que se vendem ios ceios e a relalho, por
preco commodo : na ra rslreila do Rosario 11. 2,
loja de harbeiro.
POSTAS.
Vendem-se na roa Direila n. 27, poslas de caval-
lw." ,0..,S-'- ,l- """leiga ingleza a X80 e
00 rs., dita franrezi a Ol rs. e 720, queijos mui-
lo novas 1 18700, ditos. 19500, dilosa IgtOO, cat
a 1MI a libra, dilo a :I00 rs., hlalas novas a 100
rs. a libra, I relogio plenle suisso, de ooro, por
preco commodo, e oulros minios geneaos por bara-
los precos.
Vende-se urna casa terrea de lijlo e cal, sita
no alerrinbo do Ciqui, urna das ires que foram no-
vamenle edificadas, com 2 salas, 2 quartos c c.ozinha
fura : quem a prelender, dirija-se a Boa-Vista, ra
da Sania Cruz n. 7 .
Vende-se um caixao de casa na estrada dos
Allliclos, com um quintil com frncleiras.
Na coebeira da roa da Florentina existe um
excellenle ubrinlel pintado de novo, de eixo paten-
te e inglez, que se vende por preto razoavel.
i\a loja das seis
portas
Km frente do Livrainento
Lencos de seda para pescoco de senhoras a dez tus-
Incs. chales de merm de (odas as cores a qualro mil
e qoiulientos, chales escoros a duas patacas, chales
de cassa a.lamascados a sello, riscados francezei de
bonilos padrees para vestidos a dous lusloes o cova-
do, chaly de llores a duas patacas, e outras muilas
lazendas que quer trocar por sedulas. sendo os precos
os mais commodos que he possivel, a dinbeiro a
visla.
Na loja das seis
portas
Em lente do Lvramento.
Alpaca de quadros para veslidos de senhoras a
doze vmlens o covado, cassas escocezas a doze vin-
eus o covado, corles de cas.a com sele varas 1 qua-
lro palacas e niti.i o corle, inadapnlueseom loque de
vare a dotM mil e quinhenlos e Ires mil reis, chitas
e riscados a qualro mil reis a peca, rseado (raneado
para roopa de eseravos a seis vinlens o covado, c
muilas oulras fazendas que se quercn acabar antes
de (esla ; approveitein que a occasiau he favoravel
para se tnroupareui com pouco diuheiro.
Vcnde-se cemento novo, em barricas e meias bar-
ricas, e a relalho, por preco moilo cm cona : na ra
da Cadeia de Sanio Anlonio 11.17.
\a loja das seis
portas.
Em frente do Ivramento.
Manguitos bordados cem recorte a dez loslSes, ca-
misas para senhora bordadas a doos mil reis, cnlla-
rinhos para senhora a pataca, e bordados a des lus-
loes, camisas para meninas a dez tustoes, lil prelo para caini'iis
eenfeiles de senhoras a qualro patacas a vara, :il
de linho liso e bordado, e oulras militas fazendas de
llenlo, de linho e seda, por precos queacradam ao
comprador.
Mili A ATTENC.UV.
Vendem-se manlinhas de seda para pescoco de
senhora e meninas muilo bnralai: na loja de' M.
lerreira de S, na roa da Cadeia do Recite, ranina
qoe valla para a Madre de l)eo.
^ Vende-se superior agurdente de
Franca (cognac), em du/.ias de garrafas,
por preco commodo : na rna da Cruz n.
2(. primeiro andar.
Na roa da Cruz 11. 10, casa de llenr. Itruno r\
Companhia, vcndem-ie barricas com cemento.
VASOS E ESTATUAS
\endem-se vasos e eslaloas de loaea, proprios
para jardim ou catacumba: na ra do morim ar-
mazem u. 41,
Lencos de cam-
braia de linho
A 320, 400, 500, i 640
cada um.
Veodem-se na ra do Crespo, loja da .e-quina que
volta para a ra da Cadeia.
1.ABYRIBTHOS.
\>, lemelencos e loalhis de labyrintho, a-sen-
lado em lina cambraia de linho : na Vas da Croz n.
34, primeiro andar.
Att.e119ci.oac barateiro.
Na loja do baraleiro, na roa da Cadeia do Recifc
n. 90, defronle da ra da Madre de Dos, ha para
vender alem de umita- Ta/enda que em porrao e a
relalho se vendem por baratos preco-, hambur;o ou
bnm liso fino de puro linho proprio para rilen-, toa-
Ihas. erroulas c lencoes, em pecas de 2(1 varas a
'.i.-lllio e lOf. dilo mais chelo de boa qualidade, pe-
as de 30 varas i 128 c 1380O, panno de linho fino
a 610 a vara ou 89 a peca de 12 112 varas, estndo-
se a.acabar, panno de linho fino para lencoescora 2
varas de lareura a :|.;100 a vara, corles de brim di
linho de cores para calca, padroes novo* a 3s200,
dilos de fustao de crese braoeos para colleles a 00
e 1, casemira prela fina a 2S, 2SH00 e :!3600 o co-
vado, panno azul grosso a I.-sihi o covado, panno
fino prelo e azul de boas qualidades a 3B5O0, 43000,
IdOO, ."is e (i?, camisas francezas brancas a l;7(0
cada uma, e 203 duzia, ditas muilo finas com pei-
los e collariobos de cores e brancoa B2J00 oo e :10J
a duzia, madapoln lino para camisas a 48600. .">8e
."iTfiOO a peca,e mais baixo para 38200, 39500,386(10,
31800 e 8, eseoiao bom para putos s 18100, e mui-
lo lino a 18H0O e 28 a vara, e a peca por 148. 188 e
208, peilos para camisa braneos e'de cores com pu-
nhos e collannlios, por barato preco, assim como
oulros mullos objeclos indispensavels.
COM PEQUEO TOQUE DE
AYARI.
Prcas de madapoln fino.
Vendem-se na roa do Crespo, loja di esquina que
volts para a ra da Cadeia.
AO BARATO.
Na na Nova loja n. 8 de Jos Joaqnim
Moreira.
Veodem-se luvasde pellica para homem e senhora
da mais frescas e novas qui ha no mercado, pelo
berallsaioM preco de 18280 o par. f
A verdadeira graclia ingleza n. 97,
em l> nicas de 15 du/.ias de potes: em ca-
sa de James Crahlree & C-, ra da Cruz
n.i2.
Attenco.
A
Na rna do Crespo
Esquina a voltar
Para a rna da Cadeia
Muito ha que admirar.
Vendem-se rolrkas brincas adamascada! 6H0Q
cada orna, panniuho prelo e decor a 120o covido
corles de cslc,a de cnemira de cor a i> e ,">8, dilos de
casemira prela entestada a 18800, dilos de dila fnn-
ceza superior a 6fSO0, dilos rooilo sopeiioresi 8j,
dilos de btim amarello e pardo de poro linho
18600, dilos escures de quadros a 1/4011, dilos de
sanca amarilla a 182011, corles de cassa chila com 7
varas a 18500, eober(ores escurse brincos a8lK rs.,
rucado escuro lari-n e muilo encorpado a 160o co-
vado, laazinha de quadroi propria para vestidos i
410 o covado, e oulras muilas fazendas por preco
commodos.
Vende-se r.m excellenle carro de
quatro rodas com uma das melhores pa-
i ellias que aqui lia : na coclieira do Sr.
Adolpho Bourgois, ra Novan. 61.
NA 10.11 DA BOA FE
vende-se muito liaralo cortes de calca de
honitas casemiras de algodao a 1/120, ditos
de fustao para collete a 600 rs.brim tranca-
do branco de puro linho a 1/440 rs. avara,
dito dilo de cor idem a 800 rs dito dito par-
do idem a 560 rs., dito de quadrinhos miu-
dos a 200 rs. o covado, madapoln lino n. 6
a 4/ a.peca, algodao de listras a 160 rs. o
covado, chales de algodao oe bonitos pa-
droes a 800 rs., ganga amarella franceza de
quadros, de listra e lisa a 320 rs. o covado,
e outras muilas fazendas que se viide* .por loarlos, da idad critica e'de" acri
muilo menos que cm oulra parte : na ra reditaria dos hnroores: convem
do Queimado n. 22, na bem conhecida loja "
da boa fe, defronte da loja de miude/as da
boa lama.
Veode-se superior linha de algodao branca e
de cores, ero novello, para cosi : ero casi de
Soolball Mellor & Companhii, ra do Torres n. 38.
Ra da Cruz
Vende-se inho de Bordean \, qualida-
de superior.
Cliara|iagne.
Por precos commodos.
VENDE-SE
Graxa de patente, proa dagua, para
arreios de carro.
Vinbo do Blieno de |ualidades espe-
ciaesJohannisherg e Maroobrunner.
No armazem de C. J. Astlev & C.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
Xarope do Bos-
que verdadeiro
RLA l.AIK.A 1M> ROSARIO IX. 3S.
ion liona vender-se este xarope 4 naliaa
senles do Rio de Janeiro os Srs. Veles & Caaiaa-
nhu.roa do Hospicio n. 40!, ni balice de iWix. m-
signado, qoe -aranle ser verdedeire,
Bsrlholomee Freadsea de S
A loja da boa
fama
Vende muito bar.to :
CAL E POTASSA
Na Ioji de Antonio l'rancisco l'ereira, na ra do
Crespo n. 1, na de Porto c\ C, na (iraca da Inde-
pendencia n. 39, vendem-se griiialda de sempre-
vivis. vindasde Paria, com in-cripces e sem ellas,
para serem collocadas obre tmulos, ralocumbas e
srpulluras, pe cemilerio publico, no dia 3 de lio-
vembro, tinados .
Manual eleitoral
Vende-so o manual eleitoral,contendo
a lei reglamentar das eleicoes, e os de-
cretos e decisfiesdojjoverno ; accrescenta-
do com a lei das incompatibilidades, lei
dos circuios, com instrucc/ies novissimas,
por I600 : na livraria ns. 6 c 8, da pra-
<;a da Innependencia.
I M VESTIDO POR 3fW0.
Royo e complelo sorlimenlo de corles de vestido
doi chite de dillerentes padic. cores lixas, palo di-
minulo preco di 2$ cada corle : ua loja de l portas,
na ra do i.lueimado n. 10.
Em
d
duzia.
casa de llenr. Mrunn & Companhia, na
ua da Croz u. lo, vndese cognac em ciixjnhasde
IOS
olierlose descobcrlos, pequenose grandes, deoorn
e prala, palele ui-iez, pira bomem e senhora, de
um uos melhores fabricantes de Liverpool, viudos
pelo' ultimo paquete inglez: em casa de Soulhall
Mellor & Companhia, ra do Torres n. 38.
A 1# 80 o par de I uvas
le pellica,
muilo novas e muilo fresquinhas, chegadas no ulti-
mo vapor franco/ : na ra de Queimado, ni bem co-
ndecida loja de imudezas da boa fama n. 33.
Helogios de patente
nglezesdeouro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
AiigusloG.de Abren, narua da Cadeia
do Recre,armazem n. 06.
Vende-se para f.ira da praca una oscrava de
nacao, da iilade nula e lanos aunos : no alerro da
Boa-Visla ii. 72 A se dir' quem vende.
.Uteneo.
a
Veodem-se III arrobas de cacao, de superior qua-
lidade ; D< ra do Torres n. 38.
Vendem-se muilo em eonla sacras com um al-
queire de feijao macaca, muilo proprio para quem
liver porfo de eseravos, nao se enjeila dinbeiro por
se precisar de fechar conlas : ni travesa da Madre
di Dos, armazeus dos Srs. Mauoel Tavaies Cordei-
ro, Marlins & Pinte e Jato Tasares Cordeiro, ou na
ra do liraiii, armazem u, 22.
Vende-se polassa da Russi o americana, chegada
nesle das e de superior qualidade ; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado : nos seusdeposi-
los na rna de Apollo n. 1 A, e 2 B.
TOAIJIAS PARA ROSTO
e mesa de puro linho ; vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina, que volta para a rna da Cdele.
Cal de Lisboa e potassa.
Na rna do Trapiclic rmaseos ns. 9 e
II, vende-se superior polassa da Russia
e americana, cal virgem de Lisboa, da
mais nova que lia no mercado,
Relogios
de ovo patente
ingles, eobertos
e descobertos,
do mcllior fabricante de Londres : ven-
dem-se por precos ra/.oaveis, na escrip-
torio do agente Oliveira, ra da Cadeia
do Recren. m Deposito de cal e potassa.
Na roa da Cadeia do Recite, loja n. 50, defronle
da roa da Madre de Dos, rontinua-se a vender su-
perior cal de Lisboa em pedn, recntenteme chega-
da, e polassa rus.iaua nova, de superior a preco commodo.
Vcndem-se (i escravas de idade de 1S a 30 in-
nos, e I pre(o earpin(eiro: na ra Direila n. .1.
Moinhos de vento
com bombas derepoxopara regar horlasebai-
xa de capim : na fundifode 1). W. Bowman,
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10.
Em casa de Saunders Brothers & C., prac.a
rio Corpo Sanio n. 11, ha para vender o se;uinie:
Ferro inglez.
Pixe da Suecia.
Alcatro de carvo.
Lonas de linho.
Esponjas.
Drogas.
Algodao hzn para sancas.
Dito entrancarlo igual ao da Babia.
E nn complelo sorlimenlo de fazendas proprias
para este mercado tudo por preco commodo.
Parinha de mandioca.
Vende-W superior farinba de Santa
Calliarina, em saccasquetem um alquei-
te (medidavelba) por preco commodo:
no armazem de Novaes & C., na rita da
.Madre de Deo n. 12.
Ricos penles de tarliross pin alar cabello
l.encinlins de relroz de toda as cores
1 nucas de I "m para senhoras e meninas
Camisas de meia para crimeas
Meias de seda prela para seiiuora
Ricas caixas para guardar joias
Ricos eslojos para costura iViim e
Travessas de larli iuca para cabello
Dilisde verdadeiro bfalo
Ricos leqnes com plumea e espelho 23 e
1'eDlesde bfale pan tirar piolhos
Ricas nonecas francezas bem vestidas 182H0 e
Resmas de papel de peso rauilissimo bom
Dilo mais iuferior pouca cousa
Dilo almaco muilo bom
Cuadernos de papel paquete moilo lino
Crozas de penna de ac bico de linca
Dilas mullo hos tem ser bico de lauca
Duzia de lapis muilo liooi
Ditos para desenlio moilo bons
Bandejas muilo linas a 3o, i- e
Uculoi de armaco de ico
l.unetos com armacao dourada
liilaefjoin .irni.ir.iu de larlaruga
Hilas com armacao de bfalo
Ricos chicles para cavallo
Ricas grvalas de seda
Alacadores de cornalina pan casaca
l'eules muilo linos para suissas
Escovas muito linas pan cabello
Capachos pintados com.ridos e redondos 700 e
Caue(as de ac para pinnas de ajo
Escovas linas para unhas 320, 500 c
Dilas muito linas para roupa 19 e
l'inceis linos para barba
I i.i/.ia de facas c parfos finos
Dilas cabo de balanco muilo finas
liil; > cabo de marlim muilo boas
Camisas de nina muito finas
Ricas abotoaduras para collele 500 e7
Hilas para palitos 5UU e
Eslojos de uivalhas finas paro barba
Kspellio. p.r. pnrede, Ooo, OVO e
Caixas limssimas para rape
Dilas redondas de larlai uga
l'apel de cores em 1|i de resma
I'enles de tartaruga para marrafa
Dilos para alar cabello imitando a larlaruga
l.uvas brancas e de cores para montana
Tapetes para lanternas, o par
e oulras muilissimas coosai, qoe sii na bem conheci-
da loja de miudezas da boa lama seeoconlram e'se
vende muilo barato : na ra do Queimado n. 33.
Vende-se herv malte muito superior a 210 n
a libra : ua ra Direila n. 72.
I" AO PUBLICO.
jg ^o armazem de fazendas baratas, ra do
Collegio n." 2,
tt vende-se um completo sortimento de fa-
K zendas finas e grossas, por mais barato
H procos do que em oulra qualquer parte,
1 tanto cm por^oes como a relalho, affian-
2g cando-se aos compradores um s preco
Jjj para todos: esle estabelecimonto abrio-se
jj de combinacao com a maior parle das ca-
sas commerciaes ioglezas, francezas, alle-
|5| mos e suissas, para vender fazendas mais
" em conla do que se tem vendido, e por isto
oflerecem elle maiores vantagens do que
outro qualquer; o proprietario deste im-
portme estabelecimento convida todos
os seus patricios, e ao publico em geral,
para que venham (a bem dos seus inie-
resses) comprar fazendas baratas: no ar-
mazem da ra do Collegio n. 2, deAn-,
tonio Luiz dos Santos & Rolim.
fitifiimini ni.,,, iiiinimmri
XAROPE
DO
BOSQUE
15500
800
Mil
OO
25000
HOO
3O00
:tejoo
icooo
39G0I
sea
iiaoe
50(10
3J00
:i52U
HO
19200
OU
320
NHI
55000
HOO
l5 I90M
.".oo
MKI
15000
.11X1
500
KIO
MKI
120
liiO
1&VUO
500
3i00O
0OUO
1UWKJO
13200
00
00,
2500!1
I9OOI
^JOO
(5000
720
IMOn
2JOOII
100
ISeiO
Id ill I Al KECTEI R.
O nico autnriado por eeitmo 4o cornetn rml t
ecrtlo imperial.
Os mdicos dos bospilaes recommendam o
arrobe de UfJecteur, como seodo o unto.
autonsado pelo governo e pela real socieda-
de de medicina. Este medieamoalo ate 11
gosto agradavel e fcil a lomar em aacreto,
esla em uso na marinha real desde maia de
60 anuos ; cura radicalmente em pouco lem-
po com pouca despeza, sem mercurio, as af-
rcccocs la pelle, impingeos, as consecuen-
cias das sarnas, ulceras e os acrinamtes dos
ia be-
_ aos calar-
rlios, a bcxtga, as conlrarr;ocs e a fraqueza
dos orglos, procedida do abuso das inicc-
coes ou de sondas, (.orno anli-svpbililico
o arrobe cura em pouco lempo os fiuxos re-
centes ou rebeldes, que ulvem iarinnaiu
cm consequeiiiii do emprego da copahiba,
da cubeba ou das injecr,oes que represenlem
o virus sem ueutralisa-lo. O arrobe Lafloc-
leur he especialmente recommendado < on-
tra as doencas inveteradas ou rebeldes am
mercurio e ao iodoreto de poUssio.--Usboa.
Vende-so na botica de Barral e de Antonio
Feliciano Alves de Azevedo, praca de O. po-
dro u. 88, onde araba de ebegar uma grass-
de porfo de garrafas grandes paqtsena
vindas di ecta mente de Han, de casa do dito
Boyveau-LatTecteur I2,rua hicbclieu Pars.
Us formularios dao-se gratis em casa do a-
genle Silva, na praca do D. Podro n. 82. --
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, Lima Ir-
maos ; l'crnamliuco, Soum ; Rio de iaooiro.
Rocha & Ktliios ; e Moreira, loja de drogas :
Villa Nova, Joao l'ereira do Hgales L01 le :
Rio i.raude, Francisco de Paula Coolu t.

A ttenco 8
^ Na ra do Trapiche n. 54, ha
& superior rape Princeza do Brasil.
S chegado rcccntcincnti' do Rio de
@ Janeiro, em qualidade pouco dil-
ff lre do de Lisboa, ao passo que
vi? costa apenas I S.400 a libra ; aeHe
@ antes pie acabe, pois a reaaessa
''; he pequea.
i
s
s
1
Vendem-se sellins com peras is
patente inglez e da mehar
de que lem vindo a
no armazem de Adatases lie
4 C, ra doTripirae a. 4S.
Vende-e omi nov* e bem eoodraiaa
pira dous bois, por preco maiin esaamada:
(o do Orino, aobreoo n. 1^
VINHO IKIKPI ^TO GEMINO.
Vende-se ptimo vinlio do Porte
quarlo e oilsvo, por preco razoavel: na raaos Ca-
deia do Recsfe n. 13, eseriplaria de Bailar A (Hi-
veire.
Roa Nova n. 18 leja de H. A. Caja'A C.(roa-
linua sempre a ler usa Brande sorlimeali da ahras
feila de alfaiale, tanto superior, cese asara >*>-
rior, camisas francezas, brancas e de carro, gr-
valas, eolninhos,chapeos franceses, ditas 4a M, a
seda e pinninho.iaspemorios de b< rracha,
senhoras, homens, meninos, faienalas aari fa.
qualquer obra de eucommenda ceas a ata
za e bom desempenho, em lim aaajaajaj
vier a esla loja, lirara uro lacla iiiplili i aar pes-
co mais commodo do qae ees omUi .alaaser i
Vendem-se dous pianos fortes da
eonstruccao vertical ecora todos o
mais modernos, tendo vindo ao arome aavio da
Bamburgo: na ra da Cadsia iravajasa a. t.
*Ct*90* M^i>*.
l-oi transferidn o deposito desle xarope para a bo-
tica de Joso da Cruz Sanios, narua Nova n. 53',
garrafas 39500, e meias .15000, sendo falso lodo
aquelle que nao for vendido nesle deposito, pelo
que se faz o prsenle aviso.
IMPRTAME PARA 0 PIRLICO.
Pira encade phlysica em lodososseusdifieren-
es graos, quennoiivada por cons(ipac6es, losse,
Hsllima, pleuriz. escarros de sangue, dr de col-
lados epeito, palpilacaono coracao, eoqueluehe-
hronchile, dor na gaanla, e lo'das asmoleslia
dosorgaos pulmonares.
,HE HUITO P.ARATO.
chales le merino de lindas cores com ri-
cas pahuas bordadas a matiz pelo diminuto
prego de S ; na ra do Queimado n. 22 na
loja da Boa le, dclronte da loja da* loa
Fama.
assoo
Vende-seca I de l.ishuaull i mamen lechegada ,a-
l; oni o iolasada K ussia verdadjira : na praca
doCorpnSanio o.11.
TAIXAS PAKA EXGENHO.
Ha fundicao de ferro de D. W. Bowmann ua
ra di Brum, passando o chafariz, contini ha-
ver um completo sortimerto de taixes de ferro fun-
dido e balido de .'! a 8 palmos de bocea, as quaes
acham-se a venda, por preco commodo e com
promptido: einbareara-se ou carregaia-se em acr-
ro sem despeza ao comprador.
Vende-se em casa do S P. .lohnslon & C,
ra da Senzala-.Nova n. 42, sellins inglezes, chi-
cotes de carro e He montara, candieires e casticaes
bronzoados, relogios patento inglez, barris de gra-
xa n. 9?, vinho Cherry em harris, camas de ferro,
fio de vela, chumbo de mun5o, arreios para car-
ro, lonas ingiezas.
('ol.ei tures de la Kespa-
nhes muito encurta
dos e g-randesi
Vendem-se narua doCrespo,loja da esquina qoe
volia para a ra da Cadeia.
A 110MEOPATIIIA E 0
g CHOLERA. g
2? nico Iratamento preservativo e
curativo lo cholcra-morbus,
W PE.O DOCTOR tt
(^Sabino OlegarioLudget o Pinho. S
Segunda edirrSo.
A benevolencia com que foi aeolhida pe- <@f
lo publico a primeira edic^ao desle opus- (A
f. culo, esgolada no curio espado de dous me- V
rjV zes nos indiuio a reimpressSo' A
tgk Cusi de cada exemplsr......19000 M
Carteiraa completas para o trata- m
menlo do cholera e de muilas ou- IA
(St 'ras molestias, a..........30901)0'S
Z n ***! carleiras..........11,5000 W
B Os medicamentos sao os melhores possiveis. f%
*\ Consullono central homeopathico, roa 1
lulo .Amaro Mundo-Novo o.. %*
\
Moeiidas superior*
I 112111 no dia 2K da crreme a 1.
nomeJacob.de idada22sanos, pean 1
bailo, picado de Insigas, leas orna I
desconna-se qoe fo.se m ama eareaea
de Janeiro, donde elle he Hia : a
ve-n e rus da Croz a. 39, qae se pafara' levas as
desptzis,
No dia 18 do correte pelas oilo bora
da manhaa fugio um negro por nomo Anlo-
nio,.o qual he de nacao com os signaos ae-
guinlcs : cor fula, pouca barba, pana d*>
quarlo direito, os ps apalheUdos, a ma pe-
do lado direito tem algumas costuras imi-
tando calor de ligado, levoo cales sxol de
riscado, Camila azul, chapeo de parha : este
negro tem um irasto qoe be corlador do
carne nos acouges da freguezia de Sanio An-
tonio, sendo este o .-eductor daquelle, se-
gundo que se tem sabido ; foi csrravo co Sr.
acadmico Antonio Itogeno Freir de Carva-
Iho, morador alraz da mairiz da Boa-Vista,
tendo vindo com o mesmo acadmico do A-
gua-Preta.talvcztomassc esta estrada ; por
tanlo pede-se a todas autoridades oodo o
mesmo for encontrado, n os capitaes de cam-
po hajam de aprehender, ou leva-lo ao sen
legitimo senhor abaixo assignado na roa
larga do Itosario 11. 48, que generosamente
paga a quem o trouxer.Bernardo queira Castro Monieiro.
Continua a estar fgido o eacravo An
de nacao Cassange, de idade de 35 1
mais ou menos, altura regalar, cangoeiro no so-
Jar, cor prela, rosto redondo, sem barba, rostas
limpas, cheio do corpo, e coaversa pooee; foi
escravo dos herdeiros do finado Castao (Voncalves
da Cunha ; ha quasi certeza de aaiar para as
partes do sul desta provincia, se alguem aciitar o
dito escravo fique eerto de que o dono ha de prnen-
der com lodo o rigor das le- contra
a quem o capturar promclle-se pagar com
sidade, sendo conduzido a ra da Guia a. $4 se-
gundo andar nesla praca, ou no engaaao Cravabr,
ou Agua-Fria da freguazia de S. Loorem da
Mata.
Kagio lumtem as 7 horas da Baile m rvn,
mualo, de nome Thomii, alio, reSareaaa Oe carpo
com marcas de bexigas, peroas greosssa
cas de cicatrices as candas, falla ca
1 ulao ; levoo camisa de pasmaaaal ara .
da de ourello branco nis hombretras e
aberta oa freole em frma de pililo : este
he natural da Pantana, a foi emava Coelho qoe o houte por heraora da sea raajre J~
Joaquim de Soora daquella cidade. e fei eammao*
pelo ibaixn issignade 10 Sr. Hilario d> Alkrt
Visconcellos Jaaior, morador na -irrnfca Tari!
frec./i;. do Pilir da dita proviacia : anean a pasar
leve-o rui da Concordia e Pedro AaUai,. Tai
Cuimaries. qee sera' generosamente
Recife I. de oulnbrn de IRV.
Pedre Antonio I elxeira |",
lio dia I." de agoste do corren .e
do engenho Sania Kna.da enmarca .1 p,M f,
um escraio, crtaalo, de noaae Vicc-al,
15 annos, com os -i-n.ie scguinl'c* i ser.
rosto conipiido, nbeca um lin> sraase. ,,
na, pcscompndos. em lodo coip exi-lra, nurr
de .icalri,e-de c(igos qne lamseaMaa nrla. I
muida, tus.das : quem apprefcender lese-aT,
fac*
a Imidinio de C. SlarrA C.f em San-1J*J.".1"' "" l; Ja t
lo Amaro, acha-sc para vender mo<-iidas
de canna todas de ierro, de um modelo e
eonstriiciiii) rnnilo superiores.
YABANDAS E GRADB3.
Um luido e variado sortimento de moVl-
lus para varandas a gradaras de gosto mu
dcrnissinio : na fumliciio to Amaro, e no deposito da mesma na ra
do Brum.
cril jileara' generosemenle.
.arme n. Ir>,
I ucio no dn ^1 do correle mei. .
da manhaa. aescrasadi nome Igner. de cor 1
cabellos prelo.. I,.,.. 'jiraHii. o> idede i,,,,
pone mais o menos,. .Malar. |it,, rni, 4-,aiW
cu, (alia de un denle ni frenle, checa ,,.'
eoinprida pan im., |PV.U i^sMa im atoadaa\naV
ciado e |,, nm* nn. Mli d. |aHj -,.__-.,
petar paso latas *aa do roae-i M., aJJ^
iua da (luna n.
balho.
, qne Sara' bem paso .le seo Sra-
l'EBN.: TYP U8 F. P^irid~~
MUTILADO

,s


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