Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07609


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Full Text
ANNO XXXII N. n:
>
(HARTA FEIRA IS DE OITIBRII DE 1856.
Por 5 mc7.es adlantados 4'000.
Por 3 mezes vencidos 4,s500.
Por auno adiantado 15OOO.
Porte franco para o subscriptor
t M VIUtEGADOS DA srnscRiPCAC NO NOETE.
faratnba, 8r. Strvazio ?. di Natividad*; Natal, o Br. Joao
.uim 1. Partir Jnior; Araeatv. Sr. A. da Lamoa Braga ;
Csari. a Ir. J. Jui da Oliinra ; Maranliao, o 8r. Joaquim Mar-
quei Sodriguai; ei.-ubj, o Sr. Domiogoi Herculaoo A. Paaioa
Carania; Para, a Sr. Jualioiaoo J. aUmoi; Amazooaa.o Bi. Jaro*
yma (a Cuna.
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olln.ta : to.lo* os ilias, .. II e DMla hura, .lo ta.
Motaras* i. Gutaai.....ParabiSa : aos tena 1, stoa-feiro.
S. Aalio, i:.-/.rn.,, Iir>rni..< ...ra.. ni, llliai.....Karaaaaa* :.....rre^-Mn
* '........fu, I-...-.I All... Kaurela, Ltaraeira, Breio, 1'.-in,-,-.. foja
aeira, n,,r,.,, v,n.,.|;ii.,. Baa-Vuu, Oaricarj Bia : aaa eariao-rV-iraa
i-ii, ipujoei, SorioUoa^ Hao-KorouMu, U*o, Uarreiroa, Agaa-Prea
i mealcii-as a .Xaial : qaiataa-rairaa.
rToaVoa 09 crrelos parlcio a* II) liara* da manilla.
AUDIENCIAS DOS TRIKL'NAES DA CAPITAL.
Tribunal do commercio segunda a quintal.
Rola cao : lercaa-feirai a aabbadoa.
Fazanda : quariaa aiabbados aa 10 borai.
Juizo do commercio: legundas ai lOhoraia quintal mno-dio.
Juizo da orphaoi .- segunda a quintal aa 10 boraa.
Prirneiri varado elvel : legundaa a aaxtai ao maio-dia.
Segunda rara da eiral: quartai a aabbadoi aa msio-dii.
EPHEUERIDES DO MEZ DE ni I Iluto
7 Quarlocreiccnte ai 3 horas 19 minuto a 48ieguudoa dam.
13 La cheia ai 9 minutoi o 20 legundoi da tarde.
10 Quartominguantaaa 3 horas, 47 minutle 48 legundoi da t
28 La ora as 8 horas. 2 minutos. 48 segundos da tarda.
PREMIAR DE IIO.IE.
Primaira as l horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda as ti horas e30 minutes da tarda.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. liauiol e Aiiguliuo I. mni. ; S. Samuel
1 i Terca. S. Caliste p. m. ; S. Fortunata x.
l.'i Quarta S rTheresii de Jess v, c. : S. Aheleo ni.
Irt Quinta Ss. Marlini.-ino e Betoriano irms. mni.
17 Sena. S. Kduviges duque/a ; S. Maruono ni,
ls Sabbado. S. lateas evangelista :^S. Thcodoro ni.
19 Domingo. 2'J S. Pedro de Alcntara i.
ENa AllllrXiADOS U.\ M ItSS.KIPS \0 vi m i
Alagoai.o Sr. Claudio* Falco Diaa Babia* br. B.""
lio daJaneiro.o Sr. Joao Para ira Martin.
i:m peiinamiii o.
O proprietari do DIARIO Maaoel Figoeiroa tf* Paria, a iva
lirraria, praca da Independencia ni.laS.
No dia 15 do corrente lermina o prazo para pasa-
mento da subscripru deste Diario du quarlel de
ouiiibro a de, e depuis deste
lia so se rerebera' a s >' como esta' estipulado.
Nao sendo possivel procurar a maior parte dosse-
uhores assignanles ale o referido Ji.i. os mestuos se
uliores queiram mandar u importe a livraria ns. (i e
H da prac da Independencia, para obviar reclama-
ees que nao foram procurados. Em lodos os pai-
zes ,i aubscripcu de um peridico lie mandada ao
seu escriplorio uo ti 1 ti ni > dia do quarlel antecedente,
de modo *| 4P ajt" Pn'meiru dia do seguinle oa esta' a
* ou o as.un me despedido, e deixa
faier despeza com a cobranra, e ler
meulo. Esta empieza tem concien-
ei mele os seus deveres, e por
_ ito a igir u cumprimenlo dos endu-
res assiertriiuch '.fallamos daquelles que milito .1*
proposito demoram o pagamento de quautia lio di-
minuta, causando sacrificio* ao proprelario, quei-
ram pas os senliores que lem a paiiar a subscripto
Hender ao expendido, e mandem embolcar o va-
lor de suas assunaloras.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expeaienie d* di* '' de ontabro.
OfticioAo Ex ni. presidenle da caixa lilial do
Kauco do Brasil nesla proviocia, inteirando n de
liaver dado sciencia a thesouraria geral e provincial,
< roais a qnanlia de 400:0009000 rs. em nola< de"i09
e 20b.Ofliciou-se ueste sentido as meucienadas
tlie-our.inas.
Dito.Vo Em. ni ir. mas, declarando que eipedio ordem a (hcsooraria
i proviiicial, para que, eslando nos termos le^aes o
\ documento que S. Exc. remetteu, pagVae a quanlia
de S .-o i rs. que se despendeu com o fornecimeiito
de Iii7.cs para o quarlel do destacamento da comar-
ca de (araohous.
DitoAo chefe de pnlicia, communicando que
Irausmittio a thesouraria provincial, para serem
paitas, estando nos termos leuacs, as conlas que S.
S. remetteu, das despezas feitas com o sustento dos
presos pobres da eadeia do Bonito e da casa de de-
tenerlo.
DiloAo mesmo, recommenrlando a expedir-o de
suas ordens, pa-a que no registro do porto deeita ci-
dade >: se ponda iinpediiuento algatn a sabida dos
meinbros da compauhia l'i-n, .nil.ucun.i, anda que
eslraogeirna aejain, os quaes ieera de seguir para os
portos do sul da provincia no vapor lquarassu'.
Fizerim-se as necessanas communica^Oei.
Dito^Ao inspector da thesouraria de fazenda,
para mandar adianlar ao director da colonia militar
de Piroenteiras, a qnanlia de 2:400800o rs. para oc-
correr ao pagamento dos pret das pracas em ervi-
o na uif-mi colonia, relativos aos mezes de outu-
liro rorrenle, e novembio e dezembro vindouros.
Inteirou-se ao rrferido rfirector.
DiloAo commandaute superior da suarda na-
cional do Recife, recommeopando a espedidlo das
convenieules nrdeos, alim de ser dispensado do
ervico da mesma suma nacional, o suarda do
.'1 batelhao de iiifaularia Joo Francisco da Silva
Meudonra, emquaotu estivr ex>rcendo o tusar de
inspertcir de qiiarleiro na fresue'i.i da Boa-Vista.
Communiciu-e ao chefe de polica.
DitoAo mesmo, dilatad* que pode mandar des-
usar d.i I liuialli.ni de infantaria da guarda nacio-
nal du Recife, D lente Pedio de Alcanlara dos
Cu i mai a es Privlo, visto ncitar-M residindo n, fre-
suezia dos Afosados, o dar as -uas ordens paira que
elle pause a servir no (i1* i i#a i > da mesina ftrraa.
DitoAo director do arsenal de guerra, rcoin-
mendando que mande rucolher aos arniazens da-
quelle arsenal, os'MVi b'metes qae ltimamente fo-
ram remeltidos a* 8 batalhiVi de infantera, visto
como nao sio mais necessarins aquello batalho.
ilaAu |ui/ d- dir-n i da nrimeiravara de>la ca-
pital, aecusando recehido o uflicio em que Sme.
praticipou haver nomcado o ci ladao Manoei Cirra
Comes da Almeida, para exercer interinamente o
nlVicio de escrivdo do jorv, visto o respectivo serven-
tuario Joaquim Francisco de Paola Esleves, nao po-
der deseuipeiih.tr as funcres d<> mesino lugar, e di-
zendo em resposl que, na confu mi Ja le do arl. i
do decreto n. I2H- de 16 de dezerobto de 1K.VJ, man-
de 8mc. intimar o referido serveoluario, para den-
tro do prazo de .'(Odias, que Ida tica marcado, apre-
leute o seu reqnerimenlo, ou alegue e prove o que
llie couvier, sobre a pena eomminada nu men-
cionado artigo.
DitoAo juiz de direilo da comarca de Flores,
dizendo que foi mui asradavel A presidencia a no-
ticia que Smc. deu, de ja se adiar a epidemia ex-
mela naquella comarca, que louva a maneira por-
que Smc. se lionve ni dislribuir.ao dos soccorros
destinados as pessoas indigeules accommellidas do
mal, e que far; recolher i thesouraria de fazeuda o
saldo de 195920 rs. que existe em seu poder.Oli-
rion-se uesle sentido mencionada thesouraria.
DitoAo commissario v iccinajor provincial, dc-
'laraudjO que pode mudar para as quintas-feiras e do-
mingos o servico da repartidlo i seu cargo.
DitoA' cmara do Kecife. reinetteiido para ler
exeiuc.'i i. copia da postura approvada provisoria-
mente para edilicares.
DitoA' cmara municipal da cidada da Victo-
ria.Acenso recehido o ollicio de 21) de setembro
ultimo, em que Vmcs. me consultam, se o numero
dos eleitores que dte dar essa freguezia para a
pruxima elei^ao, deva ser regulado pelo numero
dos votantes na forma do arl. .*>2 da le regulameu-
lar de lil de agoslo de ISili, ou pelas eleicoes de
iHi c 1K4-!, acrescenlando-se urna quinla'parte,
como di-poc o final do citado artigo.
Em resposta tenho a dizer a Vmcs., que sendo
qualilicadiis uo corrente anuo 2.770 volantes, ainda
.iltendidas todas as rcclamacoes, este uuinero.uao po-
de ser diminuido, e aulas angmentadn.
Por elle o numero de eleitores seria de (i'J, mas
ii.io pudendo em virtud* no art. 52 da lei de lil de
agulo de I8i(i exceder a II, que deu em I8S2, c
naia nma quinta parte, deve dar para as prximas
eleicoes 49 eleitores.
DiloAo juiz de paz do primeiro districto da fre-
guezia do Bonito.Tenho preseule o ofticio do !.
do corrente, em que Vrnr. me consulta, se as pr-
ximas eleicoes deve prevalecer a qualilicaco desle
anuo ou a do antecdeme.
Em face dos avisos de 30 de abril e 21 de maio
de 18W e art. lt das instruefes de 28 de junho do
mesmo anuo, considera-se concluida u qualilicaco,
logo que as respectivos juntas teiiham termiuado os
seus trabadlos, comanlo que ueohum recurso se le-
nha dellas interposlo para os couselhos niunicipoes.
Na acta ilos trabalhos da junta revisora de qoe Ira-
r la o arl. 22, e que fui rucebida por esta presidencia,
re-se que iienhuma reclamarao foi apresentada a
i referida junla, de modo que, anida quandu o conse-
| llio municipal houvesse funccionado, nao podara
I alien le recursos, enjo objeclo nao foi prcviamen-
| le submetlido junta, segundo a disposicao do art.
33 da lei regolamenlar de 1!) de agoslo de tHlj.
Deve paranlo prevalecer oas prximas eUices
de uovembro a qualilicaco tio correle anuo resu-
larmeule con. lu la. a qual devera ser publicada por
editaes. para eo&heultDeoto de lado*.Ueiuelteu-se
poi copia cmara inuuuip.il do Bonito.
CircularAo joizes de paz do primeiros distric-
los das freguezias da provincia.Na tabella impres-
sa que remello inclusa para seu couhecimenlo e
execurao, ver Vine, o numero de eleitores, que
deve dar essa paroclna as eleic&es primarias a que
se lera de proceder na primairadoiniiisa de uo-
vemliro.
Cumpre que Vmc. com luda a anlecadencia faca
publicar esse numero por maio de edilacs, para co-
iiueciinento dos volantes.
DitaA's cmaras muoicipaes da provincia.
Remetiendo a Vmcs. a inclusa tabella impress.,
cuntendo o numero de eleitores que devem dar as
paroehi is <|a provincia, tenho a recommendar-lhes,
que a facam observar na parte que diz respeilo a es-
se municipio, expedindo cora urgencia oa conve-
nieules avisos, para que os pnzes de paz pobliquem
sem demora por meio de edilaes. o uoraeru que se
acha designado para cada urna das respectivas fre-
guezias.
DitaAos juizes de direilo da provincia.Em
aviso de 7 de junlio ultimo o Sr. ministro da juslica
recommeuda-me, que examinando e fazeudo exa-
minar os mappas e*(atistcos annexos ao relalono
apresenlado este anuo ao corpo legiolativo, com, re-
lien leu lo o seplennio de 184S 1854, envi a res
pectiva secretaria de estado quaesquer observac;oes
em ordem a melhora-los. e corrigir-lhes osdefeilos,
lacuiius e inexaclidoes que nelles forem eiiconlrs-
dos, teudo-se em mais particular cunsidera^o os
mappas de crimes de respunsabilidade especiaes de
que trata o decreto n. 5(>2 de 2 de junho de 1850, e
os de inlraccoes de pasturas, etc., cujos defeilos
silo sensiveis.
Para salisfaxer convenianlemenie ao citado aviso,
he indispeusavel obter os necesarios esclarecimeo-
los de cada ama das comarcas, afim de que, reu-
nindo-os lodos e confroutando-os com o que se a-
cha em cada um dos refer .os mappas, se possa nao
so coi.hecer com exactidSo a aomma das diversas
especies de crimes e as circunstancias 3 declara-
55es que Ihes silo relativas, mas tambera supprir as
iacunas qoe se verificaren!, preencliendo as casas
que rstiverem em hranco, e acrescenlaudo qnaes-
quer observa^oes que occorrerem.
Cumpre, pois, que Vmc, tendo era vista os mode-
los inclusos e as episraphes que se lem no alto das
columnas, as preencha com o numero de dimes e
com as circumilancias e declaraces que di>serem
respeilo a essa comarca e perleucerero ao seplcunio
de 1848 a 185t.
Na execucan deste Ir.ihalho Vmc. se auxiliara' m-
as informares das autoridades coinpeteutcs, e m'n
rmellera' com toda a hrovid.de puivel. addicio-
uandn-lhe as oliservaces que julsar convenientes.
I'orlariaExonerando o bach>rel Carlos Eugenio
llouarrhe .Mavignier do cargo de curador dos afri-
canos livre-, por assiui o haver pedido.l'i/eram-
;n ;*< nri-'.'-ai
imiuil'lir^f
Hila li, asi ule da COanpanbia das barcas de va-
por. 111 ni I judo dar passasem psra a corle por cmila
do governo no vapor que se espera do norte, a ller-
culano Anlouio Kibeiro, que leve baixa do servico
do exercilo.
DitaAo mesmo. recommendandn que mande dar
trau-porle pira a corte 110 vapor que -a espera do
luirte, ao alferes Joao Bapiista do llego Barros e sua
mullier, se vierem vagos os lagares destinados para
passageiros de estada.
DitaDeinittindo a Joaquim Antonio Correia
Gallo dos cargos de primen o supplenle du deleaadu
do l.imoeiru, e de subdelegado do primeiro dillriclo
da freguezia do Bom Jarditu, visto ler-se mudado
para fora do districto, c hem assim a Antonio Ro-
drigues Hevoredo do lugar de sesundo suppleulc do
mesmo delegado.Communicou-se ao chefe de no-
licia.
~~&%&m**~
POR HnBJQUB CoNSCIENCE.

( Conrtumo.)
O paleo eslava chcio de gente que fallava em voz
alta, na alesru i-enie e proferia extfamaces de ale-
sna. Do lado em que se achava m.ii Job.'eslavam as
inulheres, pela nior parle rendeiras e camponezas,
em ciiiupauliia de suas lillias e (ilhos. Muilas linliam
os ollios lil'. sobre in.li Job, e irocavam enlrc si al-
gumas palavras em voz baixa.
Sun, Calharina, dizia urna velha, rarreguei
inultas vetes nos hrajos aquello bello moco de cha-
peo liraucn '.
Iluge, filliu do f.ibricinle de cerveja '.'
Sun, siui, agora elle he rico, e (em rasa de
coinmercid na cidade.
De cilrlo, m,1i Job he mullier de juizo ; mas.
diga o que qaizer, a felicidade mo abaudona o la-
gar em qun entra nma fax. Ella lem ludo o que seu
corarlo pote desojar.
I lie dinheiro.
dr sobra.
1 s linda lilli 1 da aldeia.
I'm rrjeninii sordo e cenlil, quo fai gusto r.
Vm filhi que ha de aloja-la ei nm raslello.
I'ma liliia que eaiar com Gabriel, lilho do I
notan,'... elalu t inilimi lia boas escudos 11.1 caixa.
Mas, lia alta Olaos.
Coinlu
do. Se u fdt
genio.
Ei-lo
pisou .lida
Job cliegc'
Elhtaa
rr de impse
" Basta
Sade
A ma
Circolar aas juizes de direilo e mumeipaes, aos
comman.lanles superiores da guarda nacional aos
presidentes e vereadores das cmaras rounicipaes, aos
delegados e subdelegados do polica, e aos juizes de
Palacio do governo dePemambuco |:l de ouln-
bro de 1858.
Em todos os paizes livres he inseparavel da poca
das eleicoes;a agilacjio dos espirloe, e o excitamento
da.paixoes. .Segundo a importancia dos principios
polticas que se debalem, segundo as circumslaucias
da soriedade he manir 00 menor esse excitamento
A civilisarao e boa ndole do povo se revellm
nessas crises pela inlellisenria rom que exerce sen
direilo e pela tolerancia e leallade com qu cada
uindefende -eus principios c suas preferencias, res-
penando as opjnies alheia*.
O dever das autoridades nessa inevilavel aglacao
he impedir que ella comprometa a paz nobliea a
seguranra individual, e a liberdade do voto. Pan
poderao, porem, as autoridades se a obediencia as
leis, >e o desprezo das sorprezas e fraudes, se a re-
provarao de actos turbulentos na> nascerem da con-
vicio em que cad. cidadao deve eslar da necessi-
dade de preservar eslas virtu lc-civcas, sem as quaes
nao ha prosperidad* para cla*.e alguma da popula-
cao, nao ha grandeza uem gloria para a Da{|o.
Posto que as ultimas eleicoes para vereadores e
juizes de paz alguns excessos se tenham pralicado
em urna 011 oolra parochia, a popularlo raanifesloo
urna tal decisao de manter a ordem poblica.que lirou
aos mal intencionados que podessem haver a eoe-
ranca de consesuirem cons, alguma pela rloleocia
Entretanto cumpre-nos nio perder de lata as causas
de asiUcilu, que possam apparecer quaudo de prxi-
mo leniis de ver adiad os m liores inleresses, que
Iraz comsigo a eleicao do deputados assemblca -e-
o. a tamila Job he a ruis leUr. do luun-
ricaale de cerveja nao losaa Uo rabu-
i|iic vem cu rendo. Sabr que espinho
a mullier, e dase com colera :
1 v.is-irosoa quo f.i/.,n a senle utor-
enria .' .1.1 lizeram duas veas a chama- '
----------jSo eatflo promplus. Vosaea na lem na-1
da que s* be ja '.' Creio que estilo lodos loaliando.
I-. grilon 1.111 servo que pas.ava :
O' l.i nandrio, porque lila vens persunlar o
qne qgereim s Urna sarrafa de cerveja ; Corra !
N ejam como aquella billre vai arrastaodo a perna
para zumbar de mim !...
Vlde Diario u. 2i2.
Oh dsse mii Job rindo, vossr bem sabe que
o pobre rapaz machucn o pe !
Quando o servo vollou e encheo os copos, o fabri-
cante cncolerisou-se contra elle, aflirmou que a cer-
veja eslava azeda, e quiz chamar oeslalajadeiro pa-
ra queixar-se ; mas nesse momento ouvio assnbiar
a primen,1 Trecha, e retumbar logo o ar com o gri-
lo : rosa '. Eslremeceu de despeito e aparlou-se da
familia murmurando para ir ver o feliz personagem
que do primeiro tiro locara a rosa.
O fabricante he lerrivelmenle arrebatado, ds-
se Calharina fl izjnha. lia Imita anuos qoe o co-
ulieco. nunca deixou de ralbar c praguejar, como
se ludo no mondo estivesse as avessas de seu desejo.
I'elizmenlu lodos sabein que nio lie homein mao
sua mullier lie a paciencia persoullicada. pela rol-
aba parte nao poderia supporlar essa continua irri-
(acao.
E San Job sobre n mnnturo he seu padroeiro '
Sem duvida seu padrinhn fez isso por graceja ; pois
como po.lena prever que o menino se lomara um
homem arrebatado'.'
Nao, Job he o *obrenome de sua familia.
Mas, eu nome de baplismo tambera he Job.
Deveras T Bnleu elle chama-e Job Job '.'
Nao o sabia'.' Nosso Kobe ri duso lodos os das
e quaudo falla do rabusenlo fahricanle de cerveja!
cli.im.i-u M-iiipre o duplo San Jub, por ser tiio to-
lerante.
Isso provem de seu temperamento, Thereza ;
o pobre homem iilo he culpado de ler uascido as-
sim.
Nlo, sem dovida. bem o sei, Calharina ; vislo !
qa* elle d milito aos pobre-, c quando pude pres-
lar 11 m servico a alsuein, nunca deiva de o fazer a- i
petar de todas as nua tangas, o anuo paeaada pare- I
ca estar mu irritado coulra nos. pnrque sem o que-
rer, meu marido melleu nosso carro subre sua sebe.'
Tiveram or viva cenlenda. l'm mez depos a mur- ;
lo do nosso proprelarin u is pnz em eircuinslancius
mui dilliceis, e Jub Sabendo disto, veio sem ser cha- I
mado Iraier o que era preciso para salvar-nos. se1
anda estamos na fazenda paterna, lailhaiina, deve-
mo-lo aquelle que pareca nosso inimiso, a Jub.....
0 liro iiuln couiei;ado ; melude dos balelros de-
rain seus tale primeiros tiros: depo a sesnnda mc-
lade devia entrar cm Uoa lamber ; depuis uulra vez,
a primeara birma, c depoia iiovamenle a sesunda.
0 alirador que nessas duas vezes houvesse lido pjats
rotai receberia coma vencedora bella hcela de pro.- I
la das m. 1 do barao.
Numerosos espectadores eslavam perto do alvo, a-
poiadus na suarnicao de ripas que fechava o e-paco
percorrido pelas trechas ; entre elles com os ulhos
tilos no alvo achava-se Job, qoe perleucia .1 segao-
r it legislativa. He sobre isto que venho chamar a
alinelo de V.... com cujo leal e ellicaz apoio cont
nesla uccasiao cumo sempre.
O imperio lodo esl em paz. Por toda a parle se
observa um favoravel deseuvolvimeuto de seus re-
cursos. Esla provincia especialmente, desasseuihra-
da do llagello de urna epidemia cruel, se prepara a
ver una abundante safra compensar o (rabalhu do
agricultor. As classes desvallidase iuligeiites acham
emprego abuudaule e salarios elevados. au ba in-
lere.se algum legitimo que se possa dizer ronlra-
riadu.
Pelo lado ilas discusses polticas dos partidos, o
mesmo aspecto lisuugeiro se observa. Nao apparece,
como em onlras quadras, um partido em campo pon-
do em que.lao a conveniencia da forma aduplada do
governo. Com exceprlo de rarissimascouviccues in-
dividuaes, lodo cousideram a actual forma do gover-
no como a nica e deliuitiva du Braail. Nem mes-
rao as lea reEulaueuiares qoe desanvolvein d cons-
tituicao, se reclama boje alterarlo alguma. Parece
ao contrario, que a ultima reforma eleitural satisfaz
qualqocr necessidad que ueste senlidu podes** ser
percebida.
Enlreanln a eiecucu que pela pnmeira vez vai
ler essa mesma reforma eleitural, me parece urna
das causas de agilac,o as eleiees qu* se v.lu fazer.
Nada seria mais lastimoso do que, ver por esse niu-
tivo alterada a paz publica. A eleicao por rustridos
he a prova mais solemne que nossos legisladores po-
dan) dar, da conlianca quedepotilam na aplidao dos
povos de cada iocalidade, para cuuhecerein u inle-
resses geraes da nacao, e designarem us cidadlos
mais capazes de os usteular e dcfeiider na asseoi-
blea geral legi-laiiva.
Cumpre puis fazer bem comperhender que, si em
lodos os lempos convem mostrar virtudes cvicas e
aplidao para o exercicio de sens direilos, nessa occa-
siao he essa urna exigencia da houra do pundonor.
He esse o nico meio de arreigar e consolidar urna
reforma feila uo intuito de dar maior desenvolvi-
menlo ao elemenlo popular da coustiluirflu.
O vol do dislriclu he decisivo 11a esculla do seu
depulado, mas he preciso eorapreheuder bera que
esse depulado tem de ir renuir-se aos dos uulrus dis-
trictos para junlaineule com o senado e o Impera-
dor representarem a uac.o. Trata-se, pois, na elei-
lo, dos grandes inleresses do eslado, e nao das pe-
queas paixea.dus inleresses uu das vaidades locaes.
Nao he preocrupado deslas, que o cidadao se deve
aproximar da 11111.1 eleiloral, deve .10 contrario ler di-
ante rloa olhos a prosperidade da narn, a sua gloria
e grandaza, o bem-eslar de ludas as classes.
Alm desla causa de excitarlo que he cummum
neste momento a todo o imperio, ha nesla provincia
actualrn. nte duas causas especiaes queja se mostra-
ran) cm alguns pontos ; o espirito do povo, pass.
das dissences e certas circomstancias da qualiftca-
c.lo dos vo lanos.
Queixas apparecem conlra as qualilicarOes de vo-
tantes que se arcosa de lerem sido am alguns lusa-
res mal feitas e em uulras negtigeuradas. Pess'ias
quesesop-ie injiislameule excluidas parlenderam
com a violencia e a forra reclamar seu direitu.
A le previdentissima que regola a materia, eta-
beleceu regras uleis para que asqualilicaces rossem
feilas com calma e imparcialldade, e deu aos preju-
dicdos recorsos seguros. A lem das reclamares que
se deve fazer a' mesma joma, ha o recur.o "ao cou-
scliio municipal e deste a' relacilo do dislriclo, tribu-
nal que s>ra fra da rbita das paitos* do lugar.
Se alguera foi prejodicado e nao reciainou em
1.-uipo pelos Iramroiles lesaes os seus dlreitag, na-
da o pode jostilicar se agora quizer empregar a vio-
lencia.
Se a causa ilessas omisses de qualitcados fui a
epidemia que tsaoloo a provincia, nao Se assnlaa-
.i.-e r.,ni a vaolfloeia r *a diactarthea ctrh sita s. nao
ue reparar os males de uina piim-ira despaea.
A lei manila que s vele quem esliver qualilicado.
S quem eliver qualihcadu compelenlemeule lio
que deve e ha de volar.
Alguraas pessoas pensara que a fraude e as falsili-
caces us proressos eleiluraes sao estratagema, lci-
tos. Nao ha erro mais folal, contra o qual se revulla
o carcter elevado do povo pcrudinhucauo. As pro-
videncias que lem loma Jo o soveriu moslram i|ne
elle deseja nlo su a tolerancia, nlo s a Iranqiiillida.
de, mas a verdale, a boa f e a siuceridade das
eleicoes.
Cumpre 'que \ .... recninraende a lodos absten-
cao de fraudes e de estratagemas rvprovados, e que
mostr que aquillo que na vida cominum he cuntra-
rio_.a' honra e ao dever, nao pode ser perraitldo
qutndo se trata dos negocios pblicos.
Cumpre que as aoloridades por lodos os meioa ao
seu alcance previnam, repriman!, e, quando lor pos-
sivel, e em devidn lempo, punam as Traudes e as
falsilicacoes que poderein cahir debaxo da aecto das
leis e dos (rlbonaea. A desleal lade nlo deve ser to-
lerada per homeus de bem.
O prcletlo porm da se estarem commellendo
fraudes, oa mesmo a acensarlo de aclos criminosos
nlo pode aulonsar a violencia. Niugoem pude
fazer a si mesmo justira por suas mo*. A', lei so, c
aos juizes cumpre punir os delitos, c aquelles que
nlo podem cahir debaxo de sna aecfli, he roellior
ficaremimpunes do queserem invocados como pretex.
tos para violencias e aclos turbulentos. Alien 1 a
porta aesses pretextos, os mal intencionados os crea-
ran! para poderem com esperanza de impunidade
empresar a perlurbaclo.
0 recurso a forra lie de todos o maior perigo, por
que M males que de promplo se seguem nao lem
remedio, e porque dado o principio s lulas, he in-
felizmente muilo fcil lavrar o incendio da guerra
civil por tola a parle.
Um espirito cavalheiroso, tradijes de gloria mi-
lilar, a leuihraura de desgranadas lulas armadas do
ao povo desta provincia, mais do que ao das onlran
a disposicau de recorrer i larca. \ recordarlo as
vezes maliciosa de certas ideas basta para fazer re-
vivero dios adormecidos e comprar lulas vilenlas
sem motivo real e sem lira ulil. Eslas propensSes
porem, alo felizmente compensadas pelo amor r-
deme da patria, pela Mohecida docilidade do povo
nncili i 1 te que sempre se alliou a' enragem, e pelas
liriies da expericucia que moitram qulu falaes lera
sido as discordias a' liberdade ea'prosperidade da
provincia.
1 m grande numern de homens aqu vive na pe-
nuria no meio de (aulas riquezas naluraeo. A falla
le direccao, os hbitos de indolencia, o pequenn de-
seuvolvimenlo do espirito de empreza, a filia de
capitaes, sao as causas dessa miseria que se mostrou
lio asauerosa na iuvasflo du cholera mnrbus. As
asilaroes polticas produzem essa na' direccao do
tralialim e esses habiius de indolencia porque ellas
chamara a aliene 11 dos povos para as aveuluras da
suerra civil em vez de os azerein ludo esperar de
seo Irahalho. O espirito de empreza e a app.ineao e
ausmeulo dos capilaes s pudein ser obras ou rsul-
lados da paz e da nr l?m publica.
Alguna anuos de paz e ordoru lem ullimamenle
pro lu/.i In elleilos sensiveis e o progressn ganha ca-
da dia novo vigor. Einprelienderain-se melharu-
uienios impirlaule... o commercio lomnu grande
desenvolvimeulo, us producios da agricultura aug-
mentaran) de prero, os pobres acharam 11a elev 1 1
ilos salarios c ua procuia de srius meios de me-
lliorarem sua coudirao material, de que depende seu
desenvolvimenlu iulelleclnal e moral,
Se pois as classes abastadas lem na paz, ua ordem
e segurauca o interesseda couservacao de seu bem
eslar, as classes desvalidas tem aluda um ruaior inle-
resse que he o methorainento de so.i cuudirjlo. Al-
gum individuo poder lucrar con, o Iranslurno da
01 .lera publica, podera' servir se desse meio para
subir a posic.es elevadas, e ate para ganhar fortuna.
As classes numerosas da socielade nada podem ga-
libar com as desordens, senao miseria e oppresslo.
lenlio dadu todas os providencias que me tem
parecido caber 110 circulo das mtulias allribuiroes
lesaes e no das autoridades a que me dirijo. O go-
veroo imperial deseja que as eleicoes sejam livres,
qoe u seu resultado teja a expressao da vontade na-
cional. Espero que cala aulondade sejs de escolha
do governo, sej.1 de eleir.io popular, rumpra o seu
dever com moderarlo e prudencia. Nesla circular
me dirijo a todas ellas romo a hoHMtM bous, a cida-
daos esclarecidus, cuja posicao Ihes d 1* direilo a se-
rem ouvidos para qu deein aos pavo, cunselhos de
moderarlo, de iionesiidade, de ordem e tolerancia.
Os Periiambiicanos itulroidos pela experiencia, e
guiados por seos bons instmclos, nunca serao os Ja-
nisaros da desosdera, os soldados da turbulencia, e
saberlo prestar 1' le e a' cuusliluiclo o seu apoio.
Dos guarde a V.....
Conloas co*tas rotsat du mar Nesro, soh'eque
j muiliH navios iam lodos os anuos fazer os seus car-
I resameutos, se achassein fechadas ao commercio pelo
I bloqueio, grande parle desles navios vieran) para
[ Alexandria apru\eilar-sc do frete vanlajosu quo Ibes
i era assesurado. Sau fortunas accidenlaes que po-
| dem ler seus Iran-toruns ; a abertura do canal dos
! dous mares a iuurelo do Medilerraneo e do mar
; \ erraelhu por Pelusa e Suez, concorrera muilo me-
' llior para a prosperidade de Alexandria allrahiudo.
' lixando sobre o lilloral e esypciano o concurso de
lodas as BUriuba do mundo europeu.
foiirnat des Debat-.
Ihes um vol, se por infelicidade, clicgasse a ser
elcitor.
Ouanio ao mais a iranriuillidade publica vai
5cm allerarao,
Talvez deixe de eserever-lbe por alguns das ,
pois lonho necessidade do dar um passeio pelo inte-
rior, ntin para eleiijias, porque ja estou quasi dos-
1 persuadido, mas para com mais descanso duscin-
1 pcoliar a palavra, que lonho comproinciiido de fa-
zer certa anahse comparativa.
Saude, i; quanto he bom llie desejo em grara du
Sonhor, o livre das i|iiesioas eleitoraus.
Amen.
E"Y
TEHIOB,
da luima, e asuardava sua ve/ruin vi.ivel impaci-
encia. Se algura dos atira lores irais deslros laucava
a frerha ura pooco longo do anuo! central, omaex-
pressao de alegra se pinlava nu seu semblante ; mas
se o grilo rosa '. annunciava que o renlru fura il-
canrado, enllo elle tocava os beicos com ar de des-
peilo, e bata enm o p nu chao.
A ons viole passos du alvo eslava om grupo de
camponezes, uns cora a besla ua mao, outros de ca-
brea descoherla, mas lodos nolavelmente serios para
um dia lio alegre. Formavam nm circulo era lomo
do bario, o qoal leudo um charuto na bucea, um
pasem a seu ladu e um cao de eaea entre as peritas
distribua surrisos beuevolos quelles que se anima-
va/n a cumprimeola-lopela sua numearao para cha-
fe da corporacao, ou a lisongea lo pela belleza do
premio onrrecido por elle i sociedade. O sacrisl.lo
meslre-escola asseverava pela vjgeima vez em ter-
mos diHerenles, que era una felicidade para a cor-
por.ie,,io ler para chefe lal liarlo, e que a sombra de
sen uome illuslre ella chegarta ao auge da gloria o
da prosperidade. Os camponezes, que linliam o bar-
rete ua mao, acenavam incessanteinente com a ca-
heca era signal de approvacao, exclamando a cada
lisonji :
Sem duvida, senhor bario He vcrdarle, se-
nhor barao Dos soja louvado, senhor liarlo '.
Estes aram cerlam-nle reudeiroa do iidalso ; pois ha-
va oiilrus que ooviam ludo leudo nos labios um sor-
riso quasi de ecarneo, a cabera cubera. Sem duvi-
da estes cnllvavamsuasproprias lenas uu erara ren-
dein.s de proprielarius, que nao Itabllavarn a al lea ;
por isso consideravam-sc independeule., e o moslra-
vam a-sas pela sua allilude.
O /nestre-escola eslava justamenie nccupailu em
demonstrar ao bario era Ierra >s pomposos, que sua
aususla presenra era lio beiKlica e fecunda para a
aldeia c para a corporaran comu o orvalho do ro,
qoe depois de um brilhaole dia de veri,, eahe sobre
a ierra .equiosa, allivia analoren, refrigera as pim-
a, e alegra os homens... quaudo ,1 vo/. do prego-
eiro pronunciou esla chamada cora luda a forra :
Homens da sesunda lumia, preparai-vus 1 Ho-
mens da segunda turma vilide !
Esla chamada livrou o batan do meslre-escola e de
alguna outros lisongeires elle ia mesmo reiirar-se
0111 pouro, mas vio-se logo iiov.mente rodeado pelos
tiradores, que arabavain (le ser rendido-, que por
sua vez vinham corn muilas reverencias e eompri-
inenlos dar-lhe conla do iiuniem de nui llcanra-
das 011 nlo por rada um dos homens da pnme'ira
turma. Ou porque o bario acha menagens que Ihe eram rendidas, 00 que por coo-
desceudenna, se prestasse as deinonslr.iroes hunori-
Ticas dos camponezes, o certa he que nlo se Ibes op-
A quesllo mais importante da nossa poca, na or-
dem das obras publicas, he sera contradicclo o ras-
sameulo do isthuio de Suez, e os trabalhos que se
lisam a esla obra dio naluralrueule a esta graude
couceprao um nleresse particular. Assim, nlo sera
fra de proposilo que, anda depuis dos inlere.saiites
ailignsque o Sr. Bartheleroy Sainl-llilaire ha suc-
cessivamente publicado ueste jornal sobre a Esvpto
em geral, e especialmente sobre Alaxaudna, veiha-
mos accrescenlar ao seus trabalhos u modesto con-
tingente dos nossos algarismm, acerca do commercio
desse porto era 1855. Nlo he lalve sem utilidade,
em seinelhanle materia, eslabeleeer a correle dos
fados, que era prximo futuro ausmeolira sera du-
vida siugularmenle, e ns dados numricos qoe va-
mos apresentar terlo ao menos a vdntsgem de ser,
ao mesmo lempo oa mais autnticos, os mais rcen-
les que se possam produzir actualmente sobre'este
objecto.
O anuo de 1855 foi dos mais favoraveis ao com-
mercio exterior de Alexandria. Pode-se julsar este
fado pelos sesuiules resultados comparativos :
85*. 1855.
mportaces 17 millines. 55 milhOes.
Exportarlo 4(i 115 i>
12:t "T08
Assim o augmento foi de naliies uu de cerca
de :(7 por loo, e mui accesalvo sohre a exportacAo.
lima cansa geral dar a explicagu deete phennmeno.
U B*J p'.o. om ls.*, poudo ,ul Ii'.iit-so. nuiuto o
exporl.ei.o. as expe iir.J-s ,1, baca, do mar .Vcjr,. a
do mar d'AzotT. Sabernos quo a produrclo dos r.e-
reaes ha sido em lodos os lempos una dos priiueiras
ri aezas do Egypto ; mas ala vea, (raicea a aliara
que se elevara a inundaran fecundadora do Nilu,
grajas tambera a una apropriaeto mais comidera-
ve| de Ierras para a cultura dos gramneos e dos le-
sumes. a pDudurlo exceder muilo os limites ordina-
rios, e 1855, sob esta relario, fm para o Egypto um
auno inleiramcnte privilegiado.
Por outro lado, comu 11 dficit das colheilas euro-
peas obrigasse as potencias belligerante' procurar a
lodo o cusi provises excepconaes, resullou desle
concurso de circumsiancias que as transarles em
creacs subre a prara de Alexandria tomaram de
repeine om enorme Para nos limitar a um exemplo, eiporlararn-se da
Alexandria, em 185, 3 milhOes, KMi.122 herlolilros
le iriso, repreaeotando um valor de 22 raiihts......
K5:l,0tM) fr. Em 1855, a exportacao se elevou a :1
milhes 472,000 heclolitros, valedu 60 inilhes 25i
m'l fe Ve-se que com a procura se augmenta, e
mais rpidamente do que ella, o valor do producto;
foi por isso qoe o triso se venden al 135 piastras o
ardeo 1 hectolitro 72.
ilrul-'iido a pias'.ra egypriana a JO c, esle proco
corresponde a 20 fr. o hectolitro, o que, relaliv-
raeiile as circumsiancias ordinaria^ do paiz, he mui
elevado.
O valor das importarnos de Alexandria se aus-
meulou desta maneira, mas, como vimos, em nica
prnporrao muilo menos ronsideravcl do qoe a da
exporlaoio. He torca concluir dislo que a Europa
loi abrigada a pagar em numerario grande parle das
suas compras ao Egypto. Prova isln que este paiz
progride lentamente na estrada do cunsummo. Cun
tutu, se cnnsideraoius que ha dei ou duie anuos
comprava Europa 25 a .10 milhes smentedemer-
cadorias, somos levados a pensar que ura certa bem
estar ja se tem etpelbado entre as idas populleOrs
imlisonas, que o numero dos residentes eurup'eos
se aiismenluu, e rom elles a Influencia dos sustos e
dos costumes occidenlaes ; n'oma palavra, qoe as
oecessidades e os recorsos do paiz bao alargado len-
sivelinenle os seus limiles.
Eis-aqui alguns dus principaes arlisos de irapor-
tarao de Alexandria em 1855. Kazendas de algodao,
18 inilhes :)i9,000 fr. ; as de seda, i milhes 788
mil fr. ; as quinquilleras e oulros arligns, milhes
70,000 fr. ; us tapetes e bouels de Ma, I milhlo808
mil fr. ; o ferro em barras, t milhao 203 mil Ir. ;
os viudos e licores, I milhao 104 mil Ir., ele.
O moviroenlo do porto de Alexandria se resenlio
c mi-i ler, i\ rmenle do accre-ciiuo de Ira usa renes em
que acabamos de fallar. Conloa, em I85, 'i,ii".l
navios e 913,216 toneladas, 120,0011 mais do que era
185i. Aqui, linda o porto egvpciano recolheu os
beneficios da situarlo poltica
poz, sorrio asradavelnienle, e disse a cada ura urna
[ palavra aflavel.
Emquanlo o tiro conlinuava attaVi lentamente, c
o rumor augmeutava no palco sob a iullucnci.i da
cerveja, um rapaz eslava sozinho airas da sebo de
faias, que separava o liro da borla da hospedara.
Seu vestuario moda da cidade, suas feiroes e
sens membros delicados ttriam felo loppor que era
eslranlio, e que s o acaso u (realera a esse lugar.
Era seu semblante lia-se prufunda tristeza ; conser-
vava quasi sempre a cabeca inclinada eos olhos ti-
tos no etilo, mas, de quando cm quaudo. erguia-se
e Imcava alravez de orna abertura etlreila da sebe
olhares fernr.es para o luga' em que as mulhcrrs dos
membros da eorporarSo convertovam e riam em tor-
no de iiunurosas mesas EnlAo urna caulracclo fe-
bril enruga-.a-lhe ns labios Ireuiulos, soo roslo em-
pallidecia, e esquecendo-te de tu lo, e.leudi, o pes-
clo para o objeclo que pareca irrila-lo ; os punhus
apertavam-se-lhe eoDvolilvamente, c mucos suspi-
ros .ah.un-ihe do pedo al que se applaca-se a cri-
se nervosa, e que sucrumbindo a urtia conviccSo ler-
rivel, elle inelinasse de nevo a cabeca-sobre pello.
* Fjinquanlo imniowl e silnicioso, pareca abvsma-
do na contempltcflo das causas de sua d.'.r, um'juveu
e,impone/ dohrou o ansulo da sebe, e em ser perce-
bnlo, chegou scao mediador Itflieh). I'oz-lhe a mao
sobre o hombro, e ilisse com voz couipassiva :
Cabriel, se eu eslivesse era leu lugar, ira to-
mar um copo de cerveja. Nao te di-se ha mais de eis
mezes que aquelle homem se noria diu.le de leu ca-
minhn'.' Mas. he um escndalo dar mividos assim
no meio de loda a aldeia as palavras de um es-
Iranh !
liahriel encarnti com olhos hmidos squeMe que
acahava de fallar, emquanlo um suspiro peaivel et-
c ipava-l!ie do poilo.
O f.rjador linha raza, tornen o rapaz, qtjan*
do ditse lia (rn mezes, qoe aquelle senhor Waller
le supplantaria ardilos.-iuieiile. Sabes o ,jur elle iur-
leiide asura'.' Machina um CaMItMolo cun Ko-
siua.
Amarse srrriso de in -.re lulidade cnulrahio as lei-
ces de liahriel, o qual tez um sesto anicaradur co-
mo para afaslar de si <--1 idea lerrivel.
E-a. raostra-tc h uncni, dase o nutro rapaz,
he iacil ver que elles Iralam de alsuma cousa. Nlo
lem u senhor Waller uestes nlliinos mezes viudo
lodos os dnmitisos a Wspelheko '.' K Itu.ina occolln
sua Mperanca de ir alsum dia morar ua cidade com
I seu irmo Iluso '.' Waller nlo he a seus olhos auna
! maravillia de senernsdade, pulidez e tlenlo, e nlo
I o api i'-imi.i ella como un modelo de lodas as vir-
1 ludes ;'
1 O mancebo meueou a cabera coiu desespero.

CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
I'ARAIHBA.
10 de uulnbru.
Nao ten lio podido escrcver-lln: lia mais lempo,
du quo lio pero desculpa.
Por 11 in lado atarefado com a rotaba cirrulacao,
que anda aus boleus, e em perigo de naufragio as
cncapelladas ondas do pelago da polilira, irritadas
i pelo omnipolenlo sopro do pai N'jptuno, e por ou-
tro atordoado pelo lurbillian de noticias, que
1 me robrem, subterram, e sullocain romo as reas do
deserto dcslocadas, a postas cm movimento pelo
I vendaval traidor, cunan tetibo podido lirmar-me,
e caminhar com seguranza cm minlia carreira de
noticiador, lemendo falsear, e rahirem alloma
crescida ftlsidade, que me fsga perder o credilorom
lano Irabalbo adquerido.
Assim conservei-me em silencio al liojc ; mas
o estado anormal continua, e peiora, e ininha la-
citurnidade seria nJelinida, se nao tomasse a ar-
riscada resoluto de dizer alguma r.ousa.
Oiilrasnoliriis nao lenho a dar-lbp, senao de
eleices, porque parece qoe a vida social esl boje
concentrada no orgam eleiloral, e lodos os mais en -
tiara 111 em temporaria paralvsia.
Maso tratar de eleicOessobre sercompromettedor
para quem quer fallar a linguagem da franqueza e
verdade, bedilucilimo.,..
Exposto o milindre da posi^o em que me acho,
entro em materia cota todo o prumo o ionio.
Com quanio o governo lenba propallado, susten-
tado, e procurado mostrar que falla serio, quando
o diz, a plena liberdade de voto, a nonhuma inler-
veni;o delle nessa lula, que para a moralidade
do paiz quer tornar exclusivamente popular, os ho-
mens da escola amiga sttsleniam, espalliam di
zendo sempre em segredo, e procuram conveoeer,
que teein recommenlariies favoraveis disposicCes, e
alealguns toda a forra governaliva por si, nessa
queslao, em que alias os possuidores daquella forra
querem mostrar se imparciaes.
As noticias o asserrues, muilas vezes acompa-
nhadas de felizes coincidencias do acaso, ganham
vallo, eloniam-se rreni;a popular; e bem alcanra
qualquer, que forra dao ellas aos pretondentes, eu-
j '- nnin-, inolueiB, a suppoaiijaofiroat do que 1 ,.
leein por si mu apuiu, que ale pouco lempo era (.'.-
lirassissimo, e ainda boje o seria, se por ventura o
;;overno nao quizaste cumprir sua palavra, tao so-
lemnemente dada ao paiz.
Em lodo o caso o elfeito he o mesmo ; e os que
contra a vontade do governo abusam do prestigio,
que o rodea conscgiiem o S3ti lim muilo mais f-
cilmente, do que se elle empreases am seu favor,
porque o tomam por suas raaos, e bom v, que
quem lem a faculdade de tomar por si, nao be dig-
no de compaixo.
Existen por aqui, puis, como candidatos, que,
elles, ou a opinio publica, indicam como protegi-
dos pelo governo ; c, a ser exacto oque dizem,
alguns leem de preterir a outros em lugares, nos
quaes estes, e nao quelles leem os meins naturaus
de conseguir favoravel resultado.
Nao mencionarei nomes, porque nao quero tor-
nar-tne cmplice da calumnia, lirnilo-ine somentc,
como ebronista, a dizer o que lia.
Um dos candidatos dcsanimou, ao que dizem, e
reiiroit-se do lula; oulros porem, trabalham,
mas convencidos, de que nu podem derrotar seus
contrarios, o que nunca julgamos possivel.
Um ba, que leudo sido repellido do circulo por
elle escollado, e onde centava plena adbesao, ati-
rou-se de cliofre em 0111ro, no qual por certo nao
confiava quando fez sua pnmeira escolha, o lem
boje quasi todas as probabilidades em seu favor.
Nao sei explicar esse plano, mas o fado he real.
I'.orrcm nolicias, deque lereraos deouvir contar,
porque cu nao espero assisli-las.scenar sanguinolen-
tas ; Daos nos livre dellas, sinc ramenle o digo.
Antes quera ser do numero desses que podem
fazer brigar por seu respeilo, deixar de sor depula-
do, do que receber a menor nodoa de sangue em
miaba casaca.
0 governo da provincia procura conservar-se
fura da lula ; mas nao pode evitar, que se abuse
do 11 m nome, e quic mesmo dos meios yovernati-
OS em pro desle, ou daquulle mais exposto, que
emende, que he sua propriedade urna cadeira na
reprasentatjao nacional, ainda por m vontade da
provincia.
A liutnildade, quasi do mendigo, com qun al-
guns pedem, seria sufHcieiilu a azer-me recusar-
.Nao sers despedido, (iabriel, senao quaudo
esliver lado concluulu ; mas, em leu lugar, eu uau
Ibes dara o lempo de zumbar de mim ; mauda-los-
hia bnglar, e procurara diverlir-me com meus ami-
sos para mostrar-lhes que nao faza caso de sua
lalsidade. Hio fiques aqu a meditar. O foijador j.i
vio-le, e rsl.i all perto .lo alvo /orabaudo de li. Va-
mos, e conserva-le lirnie cuino homem!
Gabriel sesaio em silencio e de cabera inclinada o
joven camponez, o qual caminliaudo repela :
Ilebe dous ou tres copos, e deixa aquella cas-
quiiia a quem uo val mal do que ella.
Itnsiua que. sem o Respailar, acahava de ser es-
preilada alravez di sebe com lio febril alinelo, es-
lava anda asentada aa la*iu do socio do irmo. I'ma
(ri.te/a iuexplicavet se apoderara de seu corarlo, r
esla disposiro nao escapara ao senhor Waller* Co-
mo se quizesse pir pulidez respeilar sua melanco-
la, cujo nativo dehaldese e.forcara por penetrar, el-
le liiiha desde alsuiis 111.1 mies interrompidn a con-
versarlo, e sen olhar se liara com attenrlo appa-
renie sobre o alvo dos aliradores.
Porque ests tri.te, Kosina .' persuntou-lhe
mli Job. ,\o sei ; ma. tu, leu pai, e outros sois
pessoas .insolare.. Estamos i---luilo a uina bella
feala para diverlir-nos, e vossri lem seuiblanles co
ino se fo-semos mu degracados, e tivessemos razoes
para eslar pesarosos.
Onde estar Gabriel'.' Elle abe qoe tinhamos
de xir aqui, uiiiriiiuruu a ilonzella.
Creio que esl.i alli.
Vmc. o v, niinha mai i eiclamou Kosina com
alegra,
Alli, airas do enhor liarlo ; elle esl de cosas
para mao, e falla ao lilho do rcodeiro Adriano.
E nu vem dar-nos bom da Isio nao Ihe fiea '
bem liabnrl lie bom rapaz, niinha ini ; mas lem I
mullas vezes ua cabeca ideas tio extraordinarias !
IJue pude le elle asura .' Fique certa de que e-tu
castado comiso. P-rque'.' Deoaoeabe. Todava he
iiii trale... Ah elle se volla, elle me v !
O nome de iiabrel r.capou-lhe dos labio., ella
tevaiilou-.c e aceuuu coiu a mao ao rapaz.
Ah iniiha mi, elle vai-sc, seu olhar be mai
severo'.
lie que le inquielas. II i-,n 1 ? dise mai Job '
surrind.i o reo ho mu alio, e lutavia la chesain ,
muilas vetes noven*... Ki-a, ezpelle e-as 1 ras da
cabera... Eis-uhi leu pal ; elle lambem 1.01 esli
alecre !
Job deixava nossg momento o alvo para approxi-
roar-se da familia. Ja de lonje podia-so ver pelos
seus -e-i e pelos beicos aperlados, que eslava des-
contente do re.ullado do liro.
> 10 d>sae cu que eslava enicilirado .' cxclaniuu I
Pombal I j de selembro.
Se ensao nao ha. um me/ faz, que Ihe Irausmit-
l noticias deste (urr.io ; c como opportuuidade baja
para esse lusar, trato de dar cumpriineulo ao coui-
promisao.
Pouco ha desla frita i enfardar.
Os innocentes aferrolhados, quercudo que as suas
sanibias livc.sem alsum exereicio, lentaram uina
fosa ein um dos das prelenlos, por occasiao de
passar o earcerelro a revista da maniia.
Arrojados os innocenle. ao porlao da sua ja en-
joada residencia, depoia de atrosmente maltratado
sr o carcereiro.repellidos denudamenle foram pelos
que suardavan o mesmu porlo, resultando alsons
lerimeiit era Ires d'aquelles cujos.
Admira, e ale mesmu cunfunde, que tres soldados
e nm alteres da suarda nacin/, nicamente suar-
das do portan, podessem rebaler o furor dos inoo-
cerites em numero de setenta e Ires !
Nao poseo deixar de rsiranh.tr o proceder da pre-
sidencia, em privar este lusar do um destacamento,
ao passo que se acham algoaza estacionados em pon-
los que mui bem us dispensara.
Pela falla de turca, e esla em bom numero, be
que se bao dado e repelido fados desla ordem.
Passou r, da do /errel opas sem novidade. ha-
vendo a|ienas meras descontanc.is.
O llasellocholeraconsrrva-se ainda pelo ler-
roo do Plane, sendo ja hoje a sua derrua mais
benigna.
O ponibalense.
) ollicialid.ide do mesmo corri, l'm soldado de-.r
balalhan se achava a ronvor-iar rom ama /- 4*
; cor preta, e eis sean quando apparece aa laV
lambem prelo, dizeudo-.e -enhor panaaidor da
u/a cora quem o oulro .e diverta. Travadaos 4*
roznes, o sollado puxou da bav.uiela. r, li/esi|.
I sraude alarido. loniou liroca-ln, mas fetiztna-.il* nao
o realisoo, vislo como, prestando allenedo, oti-teivuai
que a /.ra tinha dado as g^mbits, saven mais r*oM-
plemeiilo. Em monos de dous mnalo- l.asu nu
lusar mais de qainlieulos a|iologi-as du Z Z11- -/./..
a srilar e a borrar.
Me huje u da em que, na phrase e.c*laolicj.
I se dao a- lerias 011 Ponto. II* esta uina leal* -eo-
I prc suleniuisada pelos .ldanles da Karuldade .Ir
Direilo com pompa e cnlhu.ia-mo. O raiar do iIm
Iraz ao acadmico a grata lemhrauca de acto,
apea alie se uccede, com rapnlez, d* 1 ,-uoi.i 1 de
lamilla, (.lun sidlo nao he ele da para oq.rlle-
que, durante um auno, -e veem a sus em provincia
eslranha. Lira do centro de sua familia A e*aa
briosa inurid.ide desojamos lelizcs aclus, e qoe iiAoi
vejara lurvar u horizunle uina rabuicala ennesre-
cidaHapti.a.
Hospital de caridade.Uia I i, existido '.<,
sahirain i, exislem Ti.
17. -iti.-nib i-I.
BEFARTIQAO DA POLICA
Secretaria da polica de Pernamboco 11 de mi-
inl,in de 1K*,(i.
Illin. e Kxm. Sr.Oinipre-m levar ao c*uli*ci
ment de V. Evc, que tur .un preso, a minia* ordena
e recolhidos o ca-a de d'lrnr.io, lr.10 I erieiia. pan
se adiar indiciado em crime de lentoliva de mvrtr.
a l.oureucu Jusliniaun Pereira.por 111-allos eilos ao
subdelezado da freguezia dos Afosados.
I)a diflerenles parliripare* ho|e rerebidas iiool.
repartirn consta, qu* se der.im as acgoiales occ*r-
rencios :
Foram presos : pela suhdelesaria da Iresaeria da
11 ...i-\ 1-,1. ii.poi tii.:ue/e> Joe Antonio Alver, I r.m
cisco Pedro de Suaza e Ja, lulho d* Souza ItaUodo.
lodos por desorden!.
Heos guarde a V. Exc. I IIm. e Exm. r. con-
selheiro Sercin I eixeira de Uacedo, preoidente ala
provnria.Orhefe de polica, Dr. /'Iirarnu /.opa
ole Aeo.
PAGIN* AVULSA.
3S SHAS
iNesle mondo de mizeras
Nem sempre roreaeeui Ivrios:
l'm dia Iraz a alesna
E unirosduros marlyriua.
He a ordem do mundo que se acha escripia
ne.la quadra de um dos nossos poelas; na ver-
dade que exprime ella senao o que vernos passar-se
enire nos*.' Apea um dia de sralo prazer vera ura
de dolorc.as e guilas dores.
O mundo he um phaulasma, que su exislc na
nossa imasinacAo; e nos somos l;10 insensatos que
nos dclxamos levar pelas phantssias que elle nos
aprsenla. O inundo, que lanlu impera subte nos-
sos coracoes r nossos espirilos, 11A0 he oulra coosa
mais do que uina luraulluusa mullid.iu de senle de
diversos caracteres e de dilferenle roslos, mo leu-
do oulro cuida lo, que o de seus iuleres resra, que a deantai paiv.'-, ontro ubjecln dos seus
mai* ..rdeii'"- .lesrjos. que as hanrao, b*n* e orate-
es o- os humen, f.i/eni zumbaras uus ao* oulros. Algn,
as mesillas acones, pelas quaes se ridicularisam 1111
conreilo do publico, enleudem, que delle o moito
arpian li 1.1- ; e quelles. que se moslram eompa-
deridosrlHs Iraquezas dos oulros, silo muilas vezes
mais dignos de diprezo, e mais desprezados do que
elles.
Eis n que he mundo, charo leilor ; boje ello se
moslru Irajando salas para uus, cobrir-sc-tia de pe-
sado luto amanilla para esses mesmo. do dia de hoje,
para quem se mostra preulie de alesna. A mxima
a mais saa e que nunca deve ser esquerida por nos
lodos he lloj' por mim, amaiihiia por H.
A liberdade lie u primeiro direitu do homem,
direilo pelo qual su s leis deve obedecer, e f leis
lemer. Infeliz o escravo que temer preliminar seu
nome .' tufeliz 11 paiz, anude proouoria-lo fra um
crime. Hom celestial, enviado do eco pelo Salvador
di molido, liberdade, poi mais que se busque cal-
car aos pos, sempre snb-istira em toda a parlp, quer
seja nu centro de medoohas pri.des, quer nu cumulo
la fojicidade. o Tudo nu inun 10 he transitorio,
diz Thomasiu, meuus a liberdade.
Aquelle que esquecrudo liVi saus principios, pro-
cura cscravisar quem dead o venlre materno fui li-
vre, he um ente ahjcrloda suciedadee como lal deve
er exnelli lo della. Hiiem-nos que na roa de San-
la Hila, em cerlu sobrado, exislc urna menina
natural det'ariuha Mara, que, sendo ah recu-
llnda polo lempo do cholera 15o livre como qualquer
urna dessas arpias era cuja casa existe, boje jaz se-
men,lo nos duros srilhes da csrravidAo. E sera
isso permillido '.' Por cerlu que nao, vi.lo como o
nosso codiso criminal ase prohibe em um dos seus
artigos, e fulmina penas risnrosas conlra quelles
que reduzem a escravido pessoa livre.
A popularan de Apipucos acha-seqaasi i secca,
a menos que um philaiilropico eoncjto os n3o soc-
enrra. Desde a creacao do encanaineiilo qu* cm
Apipucos se eslaheleceu um sansraduuro que all a-
hastecia d'asua, mas boje e.la elle fechado, e a po-
pularan sera asna para beber. He urna obra de
misericordiadar de beber a quem lem sede !
II dever de uina autoridade be velar que a lei
se rumpra em toda a sua plenilude J mas infeliz-
mente), entre mis nao he assun que se pratica. O
primeiro dos devores que incumbe a um liscal he
ver que o povo nao viva sob o llagello de miasmas
ptridos. Purquc razao se consenle essa faleira no
muro da l'enha, cora seu cortejo de bofes, milos,
tripas, ele, podres, e exhalan lo miasmas, capazes
de penetrar ou nariz do mais cocanlarrhoadu animal
bpede ou qiiadrupede '.'
Ira iiisturbiu aeu-se hontein, junio ao quarlel
do Ill'i batalho de infantera, de qoe serias conse-
quencias emanaran), se nao fossern as promplas e
etlcaz-s medidas lomadas, ja pelo Sr. Dr. Dourauu,
subdelegadu da fresuezia de Santo Antonio, ja pela
elle, fres rosas em cinco tiros Apo'lo meio lonel
de cerveja), que amanha ak-anrarei cinro, nma aps
oulra Mas hoje, se cu quebrasse a frecha contra a
madeira, isso nao rae admirara !
E quem sanhou a hcela de prala '.' perguotoo
mi Job.
1 Juem sanhou ella ainda nao foi sanha. 'te-
mos anida de dar cada um aele Uros,
E quem alcaiifou mais rosas .'
O notario lem qu^lru !
Mas lu, Job, linlias tres. Com om liro leliz
alcaurars o notario, e se elle atirar um ponen me-
nos hem, polleras sanhar a boeela e ser primus.
Nesse eumenos o fabricante bebrra doos copos de
cerveja, e re.pundeu com impaciencia :
Se eu nao fosse 19o mal'adado, nenhum oulro
leria a hcela ; mas asora Has de ver que da se-
cunda vez allrarei prior que da pnmeira.
Assenla-le um instante joulu de nos, ili'se-lhe
mi Job em loui asnigavel, e reanima-te ; tica cer-
lu de que seras mai. feliz brevemente !
lili rom esse iuvariavel cslribilhn : tenis
mais etii Eu te diso qoe serei mais infeliz !
lili : meu charo amigo, nao teasastes. dina
mi Job ; se uau fnres mais feliz, nenhum remedio
le poderei dar. Alsnera ha de galibar, e em todo o
ca.o nao haver liracn-, nem pernas quebradas.
Bem sei que pouco te importara qu* eu me
reliras.e da 4ijui\t de (turo deshonrado munnu-
rou Jub... Retina, acrrescenlca elle dirisjndo-se
lilha, eslas arrufada '.' 1) senhor Waller acha-tc em
urna sociedade asradavel llago fose para ir fumar
charalos rom o harn, e tu das quasi as cosas ao
iiusso hospede Oue polidrz !
O socio de Huso quiz dizer alsum.i. palavras para
desrulpar Rosina ; mas Job nao parecen oovi-lo, c
conlinooa olhandu pora o menino :
Ensellierl e.la mui pollino Porque nao fallas
a e -r menino 1 Elle esta doeele.
Ah responden a mullier, lomas sempre as
cousas pelo peme. Elle comeo mallo arroz, osle pu-
I0/.111I10 ; mas islo passara. Nu le inquietes puf Eu-
selherl !
11 fabricante dacervej leria sem dnvida dado
largas por mais lempo ao .cu mao liumur, se u prc-
goeiro ai.ii gr,taase ao lonse
Horiieus da aegooda turma, proparai-vu. !
Jub eni.-ou o arco .1 loda a presea, c depuis, sem
dar inii.ailene.il aaeiedade, correaeoliro,
Uo.ma por delicadeza Iravuu com o senhor \\ al-
ter um 1 conier-ai.o subre a alegril ingenua do.
compour/.os, e .obre a liberdade coro que se vive
nos campos ; mi Job fallava em vo/. alia rom Ca-
lharina a repello dos lilbos e d.i lebre escarlatina,
que reiuava ua aldeia, mus que, felUlMuie, pareca
ILEGIVEL
IKISIMTALIMIH111,1 UE BE\E
H(K\(I\.
Acia ilu s'-'S-rTio solemne la sociedade au-
\iliatiora do Hospital Portugtie/. de Bi--
neuceacia em Pernamburo, no festejo
do I.- ;m nvei-saiio da installaro do
mesmo Hospital, no dia l de setem-
bro de IS.").
As 11 horas da manh.i do dia i de selembro de
IKVi, reunidos nu salao do Hospital Pnrlusnez de
Beneficencia, a jaula administrativa, os lllms. Se-.
desembarsidnr Caelano Jos da Salva Saariiago,
lioulores Anlouio Vicente do .V,-nriieuto Iciiosa.
Ivo Mequeliuu da Couh* >aullo Maior.Jn.qmm do
.son/a liis. Anlouio l'.msel de I orres Bandrira.
Jo.r Mu/r.ordeiro liilaiiv, Jc-o J...,- Pinto. Jo-..
Joaquim de Moraet Sarment,* Aosaslo Ca*-*M*ra
) Monteiro da Silva Santos; tiln. Srs. (mele com-
j uel Joaqoim llodricaes i.oeltio 's-lls.. nspor'. ,- d.,
alfau lesa Benlo Jos Feruandif de lia- r*s,almiui.
lirado* do correiu, Antonio Jos i, unes do Crrelo,
aobaleleaade Itulin.i Je.,, raarvaa .fAloo^aj*, o ,om
j ntiasia estada pela *irie,lai1e voi.t,,_ur.i. r crai'.'r
nuiieru de nutro, illu-tr seuhnres convidad**, sn-
rms hemfoilores e ,,, ri ni.las do rne.mia lleoopslal
tendo oulros mniloo sriihores dienadn-se efliciar,
apresenlando os mmivos da sea falla a col* act*,
fazendo votos pela pro-pendade desle e*labcleci-
menlo ; ornado convenientemente u oratorio do nj-
lahelecunenln, eslando do lado dn evaoaellKi om
Ihrono. em que sr achavam enllocadas as elilsics d*
S. M. I o senhor D. I'edro V. e de S. U. I. se-
nhor I). Pedro II, o lllni. Sr. presidenle meme.
da junla administrativa do Hospital,Bwuardir(te-
mes de Carvalho, ropn ao Itvm. Sr. coneso Pedro
Jeao d Oncirnz e Si s disnas.e celebrar a mhsa da
estvln, polo futuro procresso c prosperidad* do *-
labrlecimenln ; depois da qoal, o mesmo Sr. presa -
denle loraaiilo a-sviito ao lido da epstola, reaitow
11111 breve discurso analoso .1 salemnidade dn dio
declarando aborta a sos>ao : em seguida blenlo a
palavra. e loimndo tucressivamenlc ..'iilo a' di
reila dn Sr. pre>idenle os lllms. Srs. Josr Julio Hr
Albuqoerqur Baria*, membro da commi-ao mm
da pela Sociedade Noolosica.dnotor Jor Mana Cov-
deiro Gilafa), Dr. An'oiiio llansel de 1 orres llain-
deira, Joan Carlos C lelbo da Silva l'r. AngaH*
Carneiro Montcirn da Silva Santos, remirara can-
illantes discursos aualosos a solemnidad*, e lermnia-
do o qiK, o Sr. presidente declaroo rncerrada
sessilo, da qual ni Manocl Ferreia de Sooza Bar-
bosa, secrelariu du llu Oift'tit'SO dn I IIm..Si. presidente nitriinu
da junta administrativa do Hospital
Poiltip;uezde Beni-liccntiuetn Pctnam-
luco, Heinardino (ornes dcCar\aiii>.
Senliures :tea exerciriu ioterino deale logar, pr-
la aurencia do nosso disno provedor. cabo-me
immerecida honra de presidir a esta sesMo soleojne,
que cnmmemora o primeiro aunivor.ai 10 do ilnfai-
al l'orlosuez de llenelicencia eoa Pernambarn.
Oeeoner ese cm demonstrar a utilidade desta pa
in.lituirra). seria n.loso urna inani-alj injasliri fei-
la a esle ilhi.n.1 lo audllorio. romo desrnnh*eor a
mesquinhez de minha intelligencia, para laze-locom
a devida lucidez ; un entaiito,.eiihores. ea Mole ejor
os beneficios oniauados delta em prol da rlaove dea-
valida de nossos compatriota, quanl* enfermos, ij"
numen- 1- c cnconlestaveif.
A festa, pois. que hoje nos ncrupa he sran.le em
toda a sua plenilude, por qoe ella >x mhoh.a *o **o-
liraenlos de caridade rhriita qee amolara a lodos
quaul is leem coucorrido para a creacao de um *i-
Idbelecimento desla ordem, o que he pieva rom lu
denle do prusr-s.o de uo.sa civilisarao.
O numeroso e respsilavcl eoiicorsa) de peama
srailas, que se dignaran) vir ahrilhaular, r, oa a
sua presenra, este arlo festivo, he mais om rviaVati-
te teslemunlio da sincera hospitalidad* que nos da
ir iliminiiindo ; Iluso ronversava ainda cm o ba-
rio acerca do prero pravavel, que leriarn os retrae-
depois da colheiti.
No lim de alenns intantes vivos applansos se onti-
ram repenlinamenle junto do alvo, lodos 00 olden*.
correram a om canlo do pateo, ah se icnmram
em massa compacta. As mnlheres Ipvaalaraea-**
lambem por coriosidade... A lcela fora caulia '
ijaem era o diloso vencedor '.'
Kosini que sobira precipita lam-nle j oa coleara
c que sem dnvida vio meihor do que as oulra. que
so passava. exrlamou de repente bateodn palmas coz*
inleiro esquceimenlo de sua tristeza :
Mulla mi minha mai ah foi meu pai
quem gauhou '.' \ ejd ve|j. o seuhor bario Ihe da a
bucela de prala.
De veras '.' pe santn mu Job levantan lu <
lilho nos braroi com alegre emordo.
Ceilameule '. Kcole, ja sntam : \ iva II '
Com elleilo esta aerlamaru elevava-se do srupo,
110 ixeio do qual o harn eutregsva o premie aoven-
cedor.
I.ouvado soja Dos evclamoi nui Job nm
alegra... Ae mono, asma elle lie ira satisfeiln.
.Nesse momelo Hmiua .ivi.lou i.ahnrl qoe astilla
delraz da selie e approximav se do, membros. da
corporacao. Saltn abaixu da cadeira e dm :
Minha mi. voo ver ora pouc de perl* : di'
deve ser bello O seoher barao r-la fallando a i.-.eu
pai !
I.anrou-so para o losar em que e.|ava remuda a
mullid i'i. O socio do irni.i.i lev.uilou-se cura a io-
leiirJo evidenle de aroinpanha la por palidez ; mas
a don/ella rodeou o s'up > du camponezes. paro*
diaote de liilinel e enr.ir.indo-o Inilemenlr dnoe-
Iho em voz baixa e tonta :
liibiiel, po'que *sl.i asaslaKlo comiso ?
O manreb estremeceu aa principio, e d*pois *an-
pallideceu de sorpieza ; mas um orriso de ale
sna apparece*) Iba luso soban aa taoaw*... Ne>* o*.,
ment o Sr. Waller chesou, rnlluiou-se e* lado da
mora romo se los* seu eavalleiro.
li semillante de iiabriel onlrahin-.e hitamen-
te ; elle voltoii-se murmuraudo. ala-lou-se ua direc
cao da l,n-pp 1 ana, e de.appireceu aos o\ko* da d*o-
zrlla eslupefaela.
Duas lagrimas correram pt la. laces ata* Heoaa ;
mas ella comprimi sua dor por om senlimenl* d
pudor, e alravestnu resolulamenle a molliJ.io para
urcull.ii a em". lo peuivel que senta.
1 ContiNtor-M'-AaS-/
-


fi'MIO DE PEIHAIBUCO DUckia Fsa i:; E 6UTUIMO II 1156
le povo neneroso, c que faz parle do immcnso
imperio del Brasil, Mi Cojo solo habitamos, o do
quaolo foilaeerlada a rreacao desle eslahelrciinenlo
que anotas propril dignidade reclmala, como
uma tmenlo necessidade, para n.lo continuarmos a
unerar os hospilaes ds provincia com o iralameulo
dos nossos compalriolas desvalido*, aqu residentes,
coma anles aconteca.
a curia existencia que coala esle estahelecimen-
lo, seria qlia.i que impo-sivel epera-lo mai* llores
cenle ; mas nao obstante o estado lisongeiro i-in que
ella te acba, eil anda mui looge do fm desejado,
por quanlo cen un patrimonio que Iho garanta um
reiidimentn mait cerlo do que he o das mentalida-
des, podara tofirer alguma coulrarielade na na
marcha regalar ; no enlanlo eu nulro bem fun-
dadas e-| raneas de que mu breve elle checar M
termo alntejadu. obteudo os meio nrtieassilm para
comprar pin patrimonio que Ihe asssgure um rendi-
niento equivalente at despezas mais urgentes, para
sustentarte perpetuamente ; lano mais por star
convencido que nao havera um so portugus que se
escuse de concorrer para obra tAo meritoria, com os
donativo-, e mensalidades que aa suas circuraslau-
ciaa Ihe pemitlir.
S. M, D sonhor 1). Pedro V. por sna eiponlanea
vontade, houve por bem declarar-se protector desle
Hospital por seu real alvara de 2 de jolito do cor-
rele anno : este acto ser.hores, revela os sentimeu-
los de i-aridade clirisl i, que caractorisam o nu-so
joven monarcha, em cujos senlimento* em nada Ihe
lem desmerecido os seus fiis sob lito aqni resi-
dentes, os qoaes, apezar de estarem looge da patria
sabem por obras desta natureza tornar-te digooa
della e de jutlica ioleira do seu rei.
Aa commistoes eucarregadas de promover esmolas
para te eslabelecer o Hospital Porloguez, e a jonta
iilniiuislraliva. qne tem dirigido seus destinos, de-
vem sem duvida alguma senlir grande satisfago
pur verem que depois de consumada a sua obra, el-
la merece j a adhesao do seu soberano, e a conside-
rado das principaea anloridadese habitantes desla
bella provincia, lando d'eutre estes reeebido nini
valioso donativos :mas he misler que wAv su conten-
ten) com o qoe ja tem couseauido, para darem a
sua misado por (inda, pois que ella apenas e-la' em
romero, nao obstante achar-se collocada sob 13o fa-
roraveis auspicios.e que promeltem breve e lisongci-
ro porvir ; portauto os apptauaot recebidos por Lio
faaato motivo, s devem servir-lhes de incentivo pa -
ra protegairem na carreira enceloda, visto que
o den Dees podem emanar acoru pensarlo de
taet serviros.
Esla' aberla a sessao.
Discurso proferido pelo Illm. Sr. Jos Ju-
lio d'Albuquerque Bai ros, membro da
i'ommissiio da Sociedade .Nooloftita, no
Hospital Porttiguez deBenelicencia, em
l'emambuco, em o dia 21 de setembro
de 1830, primeiro anniversario da ins-
tallarao doinesmo hospital.
Senhores,A sociedade Noolugca, a que nos hon-
ramos de pertencer, entenden que devia felicitar o
Hospital Porloguez no dia de seo anniversario. lima
eomroiaslo composla de tres de seus membros foi
para estefim organisada ; e en tive a honra, eer-
tunenlo inmerecida, de sar escolhido orgao dessa
commiaslo para manifeslar no Hospilal os scnli-
mentos que nulrc a sociedade a seu respeilo. Sin-
ceramente ainto, aenhores, que nflo me assislam ha-
hiliiaijoes bastantes para desempenhar o encargo de
que me oueraram. Nao he, por certo, uma tarefa
poaco ardua e espinhosa a de mostrar as vantasen,
a otiladade que podem resaltar e j tem resultado
da fundarlo de om estnhelecimento de lana impor-
tancia e magnilude ;a tarefa de lecer aoa seus
dignos fundadores todos os elogioi, de dirigir-lhes
tudos os encomios, que sem duvida alguma Ibes sao
devidee.
Direi, porm, duaa palavras, com plena conlianca
na vosea hondada e benevolencia. I ni ao echo de
militares de voz.es que durante quarenta seculos se
zersm ouvir por todo o mundo, que em uma das
cidadea da Jadea uma santa molher dea i luz em
um pobre berro essa enanca, de quem dira o Elias,
o seo! aanlo |irccursorque era indigno de alar as
(velas do tpalo.Era este menino o destinado a
operar a regenerado annunciada pelos prophetas,
esperada nao s pelos judeus e mais povos do Orien-
te, mas anda por quasi todas as naces da trra,
como aos ensina a Historia. Ja era chegado o lem-
Caplbaribe, oslaatavl aabalavel vigor
negro appaiecen m noria do imperio.
: iiuvcni maligna di*parou de lu.io
aerracto
de'murle
Mudaram-se enlSo as scenas; arroxearam-se as
brancas bnuinas da planicie, por toda a parle des-
ceran! gr.ivos nadada* ; rigorosos eypreeles, como
por encanlo, ergueram-sr soberhos, a ferir as nu-
vens cun os seus aleauliladn* picos....
Ilavia unirle no ar.... morle na Ierra "...
Houve em ludo rpida transformaran !
iremiam lodos, abalados por dcsconhecids for-
ra, que sacuda com phrene-i o* dores gonzos da
trra !...
Cabais) indislinctamenle grandes e pequeos,
justse peccadores, velhos e meninos, que, iinpelli-
dos pelo anpro do mal, ia se lam, rolaodo, coufuu-
dir-se e perder-se para sempre na horrenda e iusa-
ciavel crtera do foleto do Gangas....
Imperava o cholera-morbos !..
Ifenlre as ruinas da humanidade ergueu-se ma-
gostse columna, cheia de vida e esplendor: er-
gueu-se. e para Ing dedicou-se ao alivio dos infe-
lizes quo geiniam.'Sania inis-do |
O Hospilal l'orluguoz de Beneficencia he essa co-
lumna imporlaule, que, sursindo d'eulre as fume-
gantes lavas de tremendo vulco, recolhtu em seo
seio rom generoso desvello aquelles, que, looge da
patria e da familia, eram envolvidos no turbilhao
um poni relos, de lanas geracOea o de lanas id.ides, o ger-
cresceu .. ini-n productivo do aparamenlo e da itloalracaO. o
lypo elegante e majesloSOala cultura das leltras, a
polidez dos cosluiiies, a grandeza das n-piraroes
d'arle ; para que o limem SSSoniilM novaala q'ua-
dro da ereatlo o magnifico papel que Ihe compele,
e fose urna realidade a sua vida no meio de ledas
as vicis-itudes e obstculos nalaraes ; era precisa
ama renovarlo, e he isio que a hialoria nos musir.
Era misler que uma crenra em ludo aaperior sos
mylhos e aliegorias do polytheiamo, as eugeohosas
liccoes do paganismo extremamente material e em-
braleeido, viesse abrir as purlas a uma rrhahilila-
cAo geral da especie humana, iucutir-lhe senllrnen-
i.is e inslinctns de mais nebre clevanio, eflerecer Ihe
o alimeulo de urna insirucrao mais solida, esuhs-
tl.iir aos falsos dielainea da raza* orgulhoaa e des-
vairada as puras mximas de yma profunda moral.
Quando assim allu, sciihores, reliro-me ao Chris-
tianiamo.
Foi desla religilo suave que desponlou para o lio-
mem a verdadeira vida; foi de seus poderosos e fe-
cundissiinos inlluxos que derivou em grande escala
o deseiivolyiineulo da feheidade para lodos os mem-
bros da sociedade: foi o chh.nanismo,foi essa mes-
ma religiao de pa/. que fundou a verdadeira socie-
dade, eslalielerendo-lhe como base dnradora e per-
peluae-se generoso inslinclo do amor e dabeneflcen-
ia, que, trador.ido em resultados praticos
,1.1.1.a do.i T.10111M, eiain envolvios no lurDitnao ra, qoe, iraaosioe em resollados pralieos, tem sido
immenso de vilenlas chamnias, que os faziam calnr I a copiosa onte de milharcs de prodigios, le tantos
Mangues e desanimados no meio das numerosas vic-
timas, ^ue, o aterrador llagello ja tinha feilo suo-
cumhir debaito de mortferos golpe:
Huanle o faneslo reinado dn cholera-morbus, o
Hospital Porlnguez de Urnelicencia pre.-lou mui re-
levantes servidos, disliiLuindo os uecessarirs soccor-
roa nao s quelles, que, separados da patria por
dislancia iminensa, careciam dos desvelos, que su
Ihe poderiam ser prestados por lao pi estaiieleci-
meulo ; mas limbema lodos, quanlos prociiravsm
successos admiraveis e encantadores
A civilisacao propriamenle dita decorre dessa
poca maravtlhosa que lia na hialoria da humani-
dade o inaior.b mais sublime dos acoulecimeulos :
e he desse periodo lao singular, lao gahado e ap-
plandido pelos mais insignes escriplores que dada o
fervoroso progresso, cuja rranifeslar.lo espleudenle
e SOmptaosa vai crescendo lodos os ilias e lomando
novas c disliaclas formas.
Se a philosuphia da .tcadvtiiia e do Stoa creou
po da reforma. O mondo se achava na maior con-
fusao, as sociedades eslavam minadas pelos seus fun-
lamcnins, o humeni via-se lolhido na marcha que
devera seguir para chegar ao Hiii, que em sua for-
marlo Ihe aisignoo o Creador. Era chegado o lempo
de relisarem-se as e-peranras de notase pais. O
t^liritij, o filho de Uees humauado, desceu i Ierra ;
c em sua immensa sabedona conheceu logo sonde
eslava afonteda desordem : o homem nao conhe
cia o homem, e o que era mais, nao se condeca i
ai memo ;n.lo era de seus semelliaules que o po-
bre dsvalido esperava o pao que comer, a agua
que beber ; o hornera nao conhecia deveres alauns
qoe olprendessem i aquello que o creou dunada,
uo sabia o que era religiSo.Vejamos agora, senho-
res, cbmo se revela a santidade, > belleza, o subli-
ma densa fe qne felizmente professamos. Al eni.lo.
al esees seculos de barbaria, era om principio ge-
ralmenle admittido queassim como amamos aos
que nosamam, deviamos aborrecer, deviamos odiar
a lodos aquelles qoe noi nao amam ;e era desco-
nhecildo do cora^ao humano esse senlimento que, na
phraae do imraortal autor do lietiio do Chhstianis-
mo, lie anda superior ao a amor, que nao he bai-
lante -evero, amizade, qne se perde no lomulo,
piedaoe, que se aproxima do orgulho ;o mais
bello! o mais eiplendido monumento do Chrisiisnis-
ino, lito he, da verdadeira religue Ihe era quasi
que completamente estraoho !... Tal era o estado
do mando quando a elle baisuu o Filho de Dos ;
seja leslernunha essa Roma, esta capital do mundo,
a cidde mais civilisada da antiguidade, que redu-
/indu tantos de seus ftlhot condfao de cousa, ns
deixava perecer i lome e sede uessa lao mohecida
ilha do libre !Semelhanle estado, porm, devia
pastar; e com effeilo, abrindo a bocea o enviado do
Senhor, com essa forra que caraclerisa a verdade,
esta Hrrente que arrasla em turblhBo ludo quanlo
se Ihe oppe, comegou a dictar leis ao mundo : Ho-
rnera, ama a leu Dos sobre todas a< cousas; ho-
mem, ama a teu prximo como a ti mesmo ; e no
niestno instante aquella falsa le quo nos mandava
odiar ot nottoi inimigos foi aubslituida por esta :
am ii os vastos inimigos, alim de que sejais os fi-
losa do Pai Celeste, que faz bem a todos.Aqu
esta estabelecida a earidade, a primeira das virtu-
ile-, a base, os alicereet da religiao de Christo.
Agora, aenhores, quem poder negar que os fon-
dadores do Hospital Portuguez de Beneficencia
coniprehenderam devidameole a vrtude da eari-
dade ".' Qoe elles comprehenderam o que teja a le
que regula esta virtudefazei aos oolros ludo aquil
lo que qnererieis qoe vos fizessem! Eu, por mi-
nha parte, e em nome da sociedade, que represeu-
I, ot felicito de lodo o coraran, e inait uma vez d-
as que snmmamenle sinto nao poder lecer-lhes, cu-
rti qoi/era, os merecidos louvores.He debalde,
xeuhures, que alguero tem querido cnmhaler a ins-
lituirao de hotpitaes, como anli-soci.l, anli-pro-
gressista ; pelo contrario, est boje recouhecida co-
mo om signal de civilisagao eulre as nacet, e alcm
disto, com prazer o dizemos, heum maguifeo pa-
dro da nosta religiao. He com a maior satisfago
qne folheaodo a historia nos vemos que apenas foi
arvorado o eatandartc da ero/, os pobres, os doen-
les, os velhos achavam om amparo na earidade de
seus setnelhanles ; logo se estabeleceram orphono-
trophios, e mil unirs instiluicOes desla ordem.
tonge iramos nos, aenhores, se quizeisemos mostrar
a ulilidade desses estabelecimenlos ; nos nos pode-
riamos remontar aos seculos XIII e XIV quando ap-
pareceu na Europa a pesie uegra, e maitas oulras
molestias, que teriam fcito estragos anda maiores,
se nao fotsera os hospilaes qoe tanto nome e impor-
tancia ganharam em tal poca '. Mas para que, se
nao he inuilo aqu mtsmo, aonde estamos, ncsia
qu.idr.i terrivel do cholera-morbus, tantos de nossos
inuacis acharam uma m3o compadecida que os am-
paraste, que os levantasse da borda do tmulo 11
l'ara que, se eslarnus certos de que emquanlo esistir
no mundo a verdadeira teligiao, emquattlo existir a
caridaos, emquanlo o Chrisliaiiismo tverdefenso-
res, ser recouhecida a saulidade desla Instilui-
S3o f
Nos, pois, nos limitaremos a nnir a nossa fraca
voz lanas oulras que se levantan) paracuhiirde
benc.io-|j lodos aquelles o que bem compreheudem os
preceitos de Christo ; e considerando como taet os
fundadores do Hospilal Porloguez de Beneficen-
cia, mis Ihes dirigimot as mais sinceras felici-
ta 58 as.
E conciuiniot, rogando a Dos que favoreca a to-
dos qnantos mililam n prol da humanidade ;" e pe-
dindo-vos mil descnlpas por ler abusado por tanto
lempo de vossa boodade.
Allocuro proferida no salao do Hospital
Poiluguczde Benelicencia.em Petriam-
buco, por occasiio de telebrar-se O
primeiro anniversario da sua installa-
aio, a 21 de setenibro de 1S")(, pelo
Illm. Sr. I)r. Jote Muiii/. Cotdeiro Gv-
taliy.
benehca sombra dessa arvore froudnsa, que a ca- i ntreos povos anligos uma erudicao de que ellet
ridade e os senliinenlos piedosos de eu* philantro- '
picos cultores lem feilo llorescer com lal vigor.
E esse monumento de piedade evanglica, que,
qual a escada mystica de Jacob, une o eco Ierra,
lendo sua base firmada em seguro pedestal, lauca
sobre seas pos instituidores puros rellenos dos subli-
me! atlribulos daquelles, que, s na consciencia do
beneficio fazcm consistir a verdadeira recompensa
do seo lidar bemfazejo.
Nenhum fruclo se lanca debalde a Ierra, quando
a eslacao he propicia, e o lempo ausilia as c\jlu-
coes m\sleriosas de esperaocoto germen ; assim, s
opporlunidade em que vos foi inspirada a grandiosa
idea de lao iinpor/aule inslluico ; a dedicarlo coto
que vos lendes empeuhado em rodea-la do brilhan-
le prestigio,de que lie elle susceplivel, e linalmeule
o memoravel fado de ler ella merecido a alta pro-
teci;ao de um rei piedoso ; todas estas circumslan-
cias sao oulras lautas garantas do seu progressivo
engrandecimenlo.
E com ratSo vos deveis afanar, dando tao edifi-
cante exeroplo da mais completa alni^.j r.i i em fa-
vor da humanidade, curvada ao peso do" insaciavel
llagello,
nao ser a verdadeira felicidade, senhores, essa,
qne s sabem gozar aquelles, que, como vos, des-
peudem lodosos Ihesouros de sna alma enriquecida
de elevados allriboros, para o hem-eslar dos seus
semelhautes, para estrellar mais os la^os de fraler-
nidade,quedevem formar de loda a humanidade um
atiente, cuja vida deve ser garantida por lodos os
membros que o compem ; assim como a do homem
depende do Irahalho mutuo de lodos os orgitos que
o forraam !...
Sim, senhores. he essa lalvezauniea felicidad
que nes he dado gozar sobre a Ierra '.. .
\ enha o feliz Iriumphador, venh no momento
da victoria, quando lodo um povo, penetrado no p
o admira, o louva, o adora ; e diga-nos se nao lem no
mais recndito arcano do eu confio nina tristeza
profunda que Ihe nao deixa gozar a felicidade da
gloria ; que Ihe faz subir as lagrimas aos 0II10-.
quaudo mal nos labios se formou o riso da alegra ?
Venha n avarenlo, com lodcs os seus Ihesouros,
cercado de gemmas preciosas e de pulas de ouro, e
diga-nos se a riqueza he a felicidade 011 se nao he
antes a inquietaeao de lodas as horas, diga-nos se a
riqueza no he um martyrio, quando o susto se er-
goe paludo dame dos ollios, e o lerror ciuae e a-
perla nos bracos descarnados, o corno frgil do ava-
renlo '!
Venha o homem, que a inspirarilo guiou pelas
nnumeraveis e-paros da|poesa,a quem a Providen-
cia revelou algn- dos sublimes tegredos, que s de
seculos a' seculos ella diz a humanidade pela horca
dos poelas ; e diga-nos te as horas silenciosas da
noile, as horas da solidan, quando o pensamenlo os-
cila jncerlo entre o passado e o futuro, entre o real
e o phanlaslieo, enlrc a Ierra c o ceo, diga-nos se
nessas melanclicas horas, elle se no senle pequeo
o fraco diaule da immeiisidade das cousas creadas,
se nao sentio infinita tristeza repassar-llie a alma, se
nao pedio a Dos que Ihe tiraste o dom falal do genio
que consom o espirito, e lauca na sepultura no
verdor dos anuos os que o possuem f
Simiente, os homens como veis, sabem apreciar as
lineara- dessa felicidade, que lodos devem ambicio-
nar.: como pode o atheo fallar de Deas, ao o cep-
lico idalisar as illnses da vida, do coradle, da so-
ciedade ? Como pode filiar de soll'rimeiilu, quem
nasceu embalado entre os resatoa da vida, r despre-
zar a riqueza e o poder, quem veio ao mundo rico e
poderoso '.' Assim tambero, Senhores, como pode a-
valiar a ventura que gozis, quem nao segu a es-
trella brilhanle que vos guia e que vos dirige ?
A civilisacao nao foi de cerlo creada para nos rc-
duzir a pura animalidade dos uossos gozos e apeti-
tes. Se nos liberta das mil penosas lulas que acom-
panharam os nossos primeiros passados, he para que
a nossa alma posst mais amplamente aspirar aos seus
destinos; e por em pratica as poderosas facilidades,
qoe a dislinguem. Quem a nao culende assim, ca-
lumnia a dignidade da nossa nalureza. e a" forca de
querer salvara sociedade de illii-es perigosas,"con-
verle-a ao callo da mais deploravel de todas as illu-
sOes, a de um malerialismo sem brilho e sem gran-
deza.
O nu-so seclo existe ombalado entre dons ins-
tinclos, eutre duas crrenles contrarias : obra c me-
dila, he posilivo e phantastico, alimenta-se da acc,ao
na esphera civilisada, abandona-se aum sceplicismo
vago na esphera da inlelligencia. Se o vedes afadi-
gado e solicito a nivelar um terreno, a abrir om ca-
nal, lamhem o seulis perplexo e incoherente i per-
guntar ao ceo o enigma dos deslios humanos, a
parar irresoluto diante dos tremendos problemas,
que se conservam pendentes sobre as geraces, como
os astros que brilhain sempre explendidos, e sempre
loisleriosix na infinita nmpiidao do espato.
A esphera, porem, em que giraes, Senhores, he
* da ciyili8ac,ao, a accao meritoria que praticasles,
instiluindo esle pi eslabelecimenlo, he de um al-
cance immeoso e posilivo para fazer chegar a huma-
nidade aos altos deslinot que Ihe estio reservados.
Eu, pois, me conaralula comvosco, e parlilho o
justo prazer que vos innunda as faces, solemnisando
com 1.1o esplendida reunan o primeiro anniversario
da instalacao do Ho-pilal Purluguez de Beneficen-
cia em l'ernamliu o, deque fosles devolados funda-
dores. Vede a solicitude com que os homens il-
liiir.idos que ornam esle magestoso recinto vicram
tomar parle no voaso festim humanitario : he que
elles se nulrem as mesmas ideas de piedade, reli-
giao e earidade. He mais um poderoso inceolivo que
alimentara' a vossa dedicacao, fazendo-vos prose-
guir em vossa obra grandiosa, que eucoulra os ele-
mentos do seo luluro engraudecimenlo as voseas
qmilidades sublimes, nos vossos sentimetitos reli-
giosos.
scontecimenlot soclaes, o tetlemonho mais irrefra- eo declaro rom Inda a.ingennidade. Se os servijot
gavel do valor das opioioes e das idea- que dominara prealadot pelo // >-/i/Mt Portugus de Beneficencia
uo espirilo da humanidade, levanta um lirado vigo- uosta provincia 11.11 podem ser polosem uuvnla : se
roso eni favor do chrisiiaiusino011, antes, do calho- ; os porlogaezes ah lem encontrado um esvloque Ibes
lamo, queocomprehende lodo: e apona e deseu- j minore os toffriroentos, que sirva de lintlivo aos seus
para merecermm as sympaihias e"a Jheuevola ami-
zade desta popul icao brioaa c hospitaleira, no seio
da qosl vivemos, terii urna manifesla superlluida-
de, com que tmente fatigara vossos ouvidos e aba-
la vossa nimia condescendencia em coucerder-
A cada moviroenlo da alavanca o ponten p,wr.
por urna das divisos do niosirador, e naqaelle em
que parar por eu mlerromper .1 Mamaba, m.t ,,r, a
lettra ou signal qoe eo fajare indicar.
S com a adverleucia que em ver de ea Ihe chegar
como Chateaubriand e HonUletoborl ; ensinada.e I premio de tantas fadigas, a recompensa de ,1o bem
desenvolvida com loda a loica da eloquenrja e da lomhiiiados esforros, viis a lereiscomn consequencia
dialctica pelos Ventura e l.aconlairc ; expnala cun necessaria de vossos proprlos actos. A sociedade a'
lodo o bi illm da erudicao pelos llossuel c Fravssi- cojos reaes inleressesj.i vos lendet moslradu lao de-
nooi : apreciada em seus fecundos resultados pelos I dicados, a sociedade qoe em VOS contempla oulros
ltosell> de l.orgiie>e NViseiii.in ; cantada pelos klo-! Linios benemerilos, oulros lanos meinaros pretll-
pslork e Milln. Lamartine e iurquelv ; ella se mosos, espera que nao desanimis na carreira uma
ergue lao ntida e l.lo lorniosa, que ninguem a po- vez eslreada; e podis ficar cerlos de que a Conside-
dera observar indillercule, sem que siula apoderar- racio publica e. o geral couceito vos acompanharao
se-lhe do ciiracao uma impressao profunda. Basta | por loda a parle. As-im vos comprehen.lcis per-
coiisidei arque esta religiao e-la lirmada nosenlimen-1 felamenle os deslinos da civilisacao, curnpris um
lo do niais |iuro e inexlinguivel amor, no sublimissi-1 preceilo da mais pura e sacrosanta moral, concebeis
mo senlimento da rwiiat. He por este lado que em Inda a sua elevadlo |n alcance da phtlosophls
ella se torna mais digna de altenean : he por esle | chrisl.la, e adquiris um pleno direilo a's heneaos, aos
lado que sa aelia rodeada de mais gloriosa! record- elocios e aos repelidos applausos da posleridade.
riles, de mais vieosns e resplandecenles irophos ; Srs. dn Hospital Portugus dr Beneficencia !
e quando oulro servico nao livesse ella prestado a' Perdoai se fui lemerario em dirigir-vosa palavra
Discurso que no Hospital Portuguez de
Uenelicencia, em Pernamlmco, em o
lia 21 de setembro de ISfi, primeiro
anniversario da nstallaq&o do mes-
mo bcspital, pronunciouoSr. Dr. A.
R. de Torres Bandeira.
Senhores.A historia da moderna civilisacao he
o mais cloquele e significativo (tslemonhi do
quanlo podem as grandiosas tendencias da espirilo
humano dirigidas em seu cmplelo desenvolvimen-
lo pelos satinares principios da philosoplna ehrisUf,
Dehaldt pertender-se-hia, 11a apreciadlo de lao
bullante quadra, abslrair do poderossimo inlluso
lano se eiisoherbeciam, e marenu para os lilhos da
famosa Grecia uma revoluclo imporlaule as ideas
e nos coslumes ; se a moral entinada por Scrates e
por seus discpulos patenleava ja no meio daquella
oaejlo os ampios Ihesooros de urna irrecusavel su-
penoridade, sub s relacaa puramente inlelleclual, e
fazia esquecer para ella os recnditos arcanos de
toda a -ciencia oriental, a opulenta lilteralura dos
Indios, a siinplicidadc da phllosophia pratica dos
Gvinnosophistas, os segredns mysteriosos de sua le-
2islac5o, a sabedoria dos Brahmas, e toda essa dila-
tada serio de assoinbrnsos desenvolvimcnlos na es-
phera das aceoclaa primitivas ; he cerlo que esse
ali.mlamenlo, alias lilo pronunciado, s pode ser
comprehendido como um dos primeiros elemeiilu*
para o progresso ulterior, como um antecedente ne-
ceasario do incremento do genero humano. Era
um povo que ja se levanlava como padnlo dislinc-
livo para alte-lar as gerar/ies futuras a poderosa ini-
ciaran do espirilo na estrada dos melhoramenlos e
da illosirarao ; mas que, sem duvida, nao tinha
chegido anda a esse grao de moral aperfeicnameo-
lo que so pode ser subministrado pelos dictamos de
uma philosophia loda espiritual, de um philosophia
essenclalmente religiosa. Todas nssaa irradiadles
da non', arrojando-se impetuosa atravez de lanos
povos da antiguidade, de tantos seculos remolos ;
lodos esses rasgos ds inlelligencia ja na patria de
Pericles e Zeno, ja no paz das muimos c dos hie -
fOgXyphot, entra os descendentes de Zoroaslro, ou
na suberba rainha do Euphrales, na faustosa Bab] -
lona ; todos es'cs adianlamentos de qoe tanto se
rirgolhain Scylhase Parlhos, Macedonios e Chine-
zes, Tyrios e Humanos; nao dcnntavam, por cerlo,
o ultimo ponto do engrandecnicnlo humano, a der-
radera espressao da rivilisac.lo Eram diversos
graos que seiam percorrendo na escala da vida com-
pleta da humanidade : eram os primeiros anueis
de uma Cadeia extensisslma, que parle das primei-
ras uacii.'- cullasdo globo, e va prender-se at a
ullima em a pleuitude das gerares por vir.
Nao pudendo, pois, desconhecer que em cada um
desses periodos .-igu.ila.ln- pelo brilho de uma cul-
tora scienlifira ou lilleraria, pela grandeza eabim-
dancia dos seus recursos, houve mais uo menos rte-
scnvolvimenlo da lei progressiva que preside a mar-
cha do mundo moral ; devo, entretanto, conlessar
porque he em mira conviccao profunda ea hisloria
o atiestaque a verdadeira civilisacao, o verdadei-
ro progresso nasceu lio dia m que a incamparavel
doulrina do Filho de Dos 1 .i por elle annunciada e
apresenlada ao genero bomano.
S esse legislador supremo comprehendeu em lo-
da a sua 1 \: !-. as neeessidadet vilaes da so-
ciedade ; si', elle as pode remediar; s elle li-
nha n for^a indispensavel para de unta vez,
e rom a autnridade da sua palavra e do seu
cxcmplo, realisar a total regeneradlo do homem
doraiii iu| h> seu primitivo esplendor, inaugurar, sem
o socrorro de um poder eslranho, a reforma dos ha-
hitos e das insiiinices, plantar no meio de lodas as
tribus c de lodas as naeoes da Ierra o estandarte de
uma f robosla e fervorosa.
Ninguem. a nao ser elle, poderia reunir lodas es-
sas familias dispersas, cnnurega-las em nome de um
principio cierno, a verdade, do qual era elle mesmo
o representante e a Esiencia ; presrrcver-lhes uma
doulrina s.la e vivificadora, fzer-lhes conhecer a
nica moral capaz de resoltarlos immensog ; palen-
tear-lhes o cofre da tnica sciencia, da qual tinha
elle mesmo a chave mvsleriosa.
Com a a 1.a a;.i 1 do Chrisiianismo surgi uma phi-
losophia mais vasta e profunda nos seus preceilos,
mais elevada na IOS orlgem, superior na sub-
stancia e ininilavel ua[sua forma e no sen casino
pralico.
Destruidos os svitemas e as Iheorias com que se
erabalava a razao urguliiosa dos orculos de Alhe-
nas e de Boma, cahiram os erros, desmanlelou-sc o
arlefaclo engenhoso da sabedoria pagaa, baqueon o
eminente eollofte da sciencia material e terrena ; e
o inllovo de uma vida Inteiramente nova, mais ins-
piradora e sublime, communicou-se bem depressa
imaginaran e intelligencia que nos primares de-
licadissimos das leltras e das arles correram maia li-
vres desde eniao, c cunceberam e realisaram maio-
res prodigios.
A religi.ln que satisfara a expectativa universal,
que vinha impr o sello i lodas as tradicrct figura-
tivas, obscurecidas pelo caliginoso veo dos mjthos e
dos -wuliuiij. i.ilair. s ; a religiao que, uascida no
seio da Inlelligencia Infinita, vinha dar o perfeilo
realce a idea absoluta do Hom, do Bella o do cr-
daicira, transmiltidn desde o principio do mundo
nos eloqoenles annuncios de uma iucessanle e inva-
riavel revelacao; nao poderia ser jamis abatida
pela prepotencia dos grandes do seculo. nem cahir
diante das perseguic/ies e dot obstculos de tola a
snrte. Por isto, emquanlo ella se difluale pela
preencan e pelo ensino, emqaanlo se robustece pelo
exemplo e pelas continuas cnnqoislat e Iriumphos
alcanrados sobre as opinies'e eeilas adversarias ;
os espiritas se lloslram, fralernisam as inlelligen-
cia-, adoram-sc os senliinenlos, rrepuram-se a pai
Sea, corrigem-se os coslumes ; e o aperfeirloamen-
lo moral, que n,1o rnuceheram nem puzeram em
pratica todo os engenhos du Arenpaco, lodas as il-
luslraces do Lyceu ; o aperfeiroamenlo moral que
escapou aos estoicos e aos contemplativos philosophos
do Oriente, acha a sotaeflo eo uesenvolviiueulo na
Iheoria e na pratica dessa doulrina regenera-
dora.
Direi mais, senhores. A religiao que hrilhou sem
rival na mabalavel constancia dos marlyres -, que
allrontou sem receio o furor dos combates ; que de-
bellou heresias e scismas ; qoe entro.1 victoriosa na
cidade dos Cesares ; que zombou da eroeldade es-
pantosa de ero, da ferocidade hrulal de Commodo
e Domiciano, da aversu phrenelica e impetuosa de
Callignla e Vitellio, das perseguir^ea de (Jaiba e (ja-
lerio, da voluploosidade e dos horrorosos crimes de
Tiberio e Sardanapalo ; a religiao que fez rolar do
alio do capitolio o symbolo sopremo da omnipoten-
cia pagaa, que rompeu por entre as phalanges de
inimigos encarnizados, e foi bastear all, a face do
mundo, o madeiro que al lia pituco era instrumento
vil, era o escndalo e o opprobrio das naeoes ; a re-
ligiilo que prolligou as burdas barbaras e indmitas,
na precipitada carreira dasassolar/ie* oas ruinas,
<|ue domeslicoo-as, que salvou a Europa, como ja
salvara a Asia c as langinqnas regiOM do Levante ;
a religiao que devassou as florestas d'America, e ar-
reroessoii-se al os mares e illias da Oeeania, foi
desde a sua origem, e lem aido al boje, a nica
depositarla dos reaes inleresses da humanidade, a
creadora e sustentadora eflicaz da civilisacao e do
progresso. a restauradora das scieueias, das' letlras
dessat luminosas ideas, bebidas na santiliradoradoo
trina do Evangelho, e disseminadas por todo o c,as artes e de todos os inelhoraraentos de primeira
Senhores do Hospilal Pnrlugiiezlde Beneficencia
em Pernambuco.Luiuosa e negra he a paginada
hisloria, em que se eslantpam os grandes catarlis-
maa, e as pocas calamitosas e desespera las. por-
que passa a humanidade ; mas, anda assim. apezar
de tanto horror, a tamaita drsordem nos oixoe da
machina social, acha-se ah muila acrao meritoria,
v.io ne: la escripias os mimes de mudos homens il-
Iafires e devolidos.
E mal da humanidade, >e asiim nao fura.....
lie do meio das grandes tempestades sociaes, que
os grandes homens so levantara ; quando um raio
da ira celeste, provocado pelos vicios da Ierra e ma-
nifestado por esses raovimenlos tempestuosos, que
parecem vir entorpecer a mereha progressiva do a-
dianlamento das narres, cabe sobre estas, lanraudo
em Ionio de si a desolarlo e a desgrara ; veem-se
esses alhtelas, inspirados por earidade evanglica,
lomar sobre seus hombros o ardua c sublime mis-
tan de einpregar todas as suas faculdades pbxsieoa e
iulellectoaes em beneficio da humanidade alela,
que os olha como aeos bemfeilores, como poderosos
iislenlaciilot da sociedade, abalada nos seus mais
solido- alicerces.
Dorma placida esla ridade. reclinada no sen leito ..
de verdura e ferlilisada pelas amenas aguas do I mudan
mundo, medanle os esforcos de um ensino puro e
sublime.
Essas ideas apressaran a generosa revolucao que
se observa boje no dominio das sciencia* c las ar-
tes; laiu-aram por Ierra o apparatoso edificio da an-
tiga sociedade, fundada sobre tradicc,es obscuras,
ostentada por coslumes e iistiluc,es barbaras e
absurdas, ahriram a humauHaJe as fonles de uma
existencia nova e esperanrosa, c prepararam o ra-
minho i realisacao do progresso e dos verdadeirus
melhoramenlos moraes.
A marcha successiva dos aronlecimeulos ; a lucia
iucessanle dos principios e dos svslemas oppostes ;
a con.unte reprodcelo das me-inas scenas polti-
cas, na elevaeao e queda dos imperios ; a lon^a e
n.1o inlerrompida serie de fados que se prendem una
eos oulros como o Jnfallivel resiillado de urna lei
primitiva que vai guiando couseciilivamenle os po-
vos e as naees a cunsummacao dos seos invariaveis
desunas ; o continao movimento de ioveneivel as-
piraeao para o mais animador e esplendido futuro :
ludo uto, que parece indicar na ordem moral a ne-
cessidade de um plano conrehido e orgainado desde
os primeiros lempos para aperfeiroar e regularlsar
ordem. Assim como s ella he cue guarda inc-
lume o Ihesouro das verdades eternas, e con-
serva para sempre o type -ingularissimo da unicer-
salidadr, quanlu aos principios, as crenras o aos due-
rnas ; assim como ella s he que domina Iriumphaa-
te, com o carcter de cntholicidade, desde uma al
oulra exlremidade da Ierra, e uu seu throuo preside
soberana ao inuvimenlu geral da inlelligencia e da
ventado humana ; assim lamhem he s pela sua in-
conlratiavel iulluencia que a sociedad' em lodos os
lempos, e especialmente boje, lem experimentado
os maiores e mas ahun.lanos beneficios, que debal-
de procurarla em lodas essas Iheorias vaporosas, for-
jadas pelo orgulho, e favuueadas pelo in-liarlu de
am amor propiio e de urna liberdade ludiscrcla.
Onde, seuhoses, em que doulrina, por mais arro-
jada que --j.i, por mais promelledoia que pareca,
iiemos nos encontrar essa encheiile prodigiosa de
incalcitlaveis grecas, essa n.lo inlerrompida serie de
ineihoraiDentos, que nao -rao jamis postas em du
vida, e-sc numero iodefeoido e tempre Brscente de
humanidade, quaudo oulro lilulo n.ln podfsse olfe-
reeer a' publica e-lima e veneraQilo, lora sulllcienle
encara-la as iiiuumeraveis instiluicoes de benefi-
cencia que ella lem creado ero lodo o mundo, cou-
lempla-la nos asvlos da infancia desvalida, nos am-
pios etlabelecimentoi de educaran para ambos os
sexos, e sobre ludo nos hospilaes Ah que ou-
lros padres mais significativos da candada e da
grandeza de 1.1o preciosa religiao l)av inonumen-
los respeilaveis e primorosos abi se achara erguidos
por esla religiao de que lano se enlhusiesmava o
proprio aiilor do ICmilio e do Contrato Social Em
que paiz, aonde (enha retumbado o grito dos mi-
uislrus do evangelho, nao exi-liran esses lagares con-
sagrados pela earidade christila ao alivio dos enfer-
mos, dos destacado* e dos mi-eraveis, que, .lo por-
ventura, odiados pelo grosseiro philosophismo como
oulros lanos membros inulcis sorielade? He
ahi que est o irtatar Iriuinpho, a mais decidida vic-
toria do calhulicisano. Elle ,jue lauto se empenha
pelo progresso, que marcha lormoso c lou^ao em
quasi ledas as regules do globo ; que vai redu/iudo
aos ltimos apuros o espirito tenroeiro e hypocrila
doprolcslaiitismn; elle que esmaga valeroso'a hydra
veuenosa do absurdo racionalismo, que nesle seculo
lem querido subsliluir a impiedade do seculo passa-
do ; elle que ataca de frente o pantlicismo alenle
e o eclecllsmo al cerlo ponto inconcehivel e insus-
terlavel da esrola france/a ; abri os hospitaes a' in-
digencia, franqueuu-os a lodas as classes, dissemi-
nou-os por loda a parle. Proporcionando assim sos
soltrimeulos e s dores da humanidade o mais cui-
ca/ e promplo consol, pea em pralica a primeira
das virtudes, que o seu divino instituidor lano re-
commendava coni o seu exemplo que o grande
Apostlo das Cenes pitnia arima de ludas, e que a
mvsleriosa e uhiirae aguia de Patinos mo cessava
de aconselhar aos seos discpulos.
Se ha na ordem das iotliloiroes creadas pela reli-
giao do Crucificado alzuma. que mais se distinga de
todas as oulras, he. sem duvida, e-la que, destinada
aus mais generosos c leligilimos (iris, lem eslreitado
cada vez mais os la^os da familia humana, e eleva-
do o sacrosanto dever do amor do prximo ao pouto
da mais acrisolada dedicaban.
Comhinai, senhores, n que houver de mais arre-
batador as scenas da vida iolima dos primeiros h-
roes dos lempos anligos ; exaroinai todos os rasgos
de magnanimidad, pralicados pelos sectarios de ou-
lras doutriuas ; levolvei todos os annaes da hislo-
ria passada e contempornea ; c reconhecereis que,
se do calholicismo he que lem derivado para a so-
ciedade as melhores e mais proveilosas instituidles,
se do catholirismo he que o homem tem reeebido
os maiores beneficios, nenhuma insliluirao, por cer-
to, se pode comparar na sua*4nlenran, e nos seus
proprios resultados, com a dos hospilaes. Ja n3o
he ,1 religiao tratando smenle dos meios que diri-
gen! a illustraeao ao apuramenlo do espirito : ja
n.lo he smente a fe reanimando as aspiraees do co-
rarao obseccado pelo sceplicumoou eudurecido pela
mais erimioosa indifferenca : j nao he a doolrins
que, frtil em portentosos recursos, procura nica-
mente insinuar-so no animo empedernido pela fal-
sa magia dos preceilos : he a religiao. a fe, a don -
trina e .1 moral qoe vem prestar um alivio aos ma-
les do corpo, depois de ler extirpado os erros da iu-
telligercia.
He a earidade amparando aos pobres,prolegcndo a
inlancia a moeidaoe e a velhice ; he o evangelho
realisado era toda a sua pleuitude, a hetielieencia
repartida por lodos, a generosidade espalh.ndo-se
em toi rentes de inefiavel dorara : he o soeenrro do
orphao c da viuva, o arrimo prestado ao ceg e ao
paralilvco, o bolo saurado pago, lalvez, a virtude
desvalida; a execucao de uma lei sobre-humana.
Senhores, cheguei de proposito a este ponto, por
que era necessario. Celebrando boje o primeiro an-
niversario da inauguraran lie um biupil.il que fu.l-
dasles nesta provincia, vos vindes render mais uma
publica homenagem do vosso respeilo e sincero
amor a esla religiao santa, em cujo seio nascesles.
Portuguezes pela nacionalidade, e calholicos pela
crenca,entendesles com razao que devieis concnrrer
com o vosso leal contingente para a grande obra da
civilisacao ; e vendo que s por meio da philosophia
calholica, da verdadeira philosophia chrisiaa, he que
se tem podido conseguir tao excellenle resultado, o
qual, bem longe de repellir os doces e apreciaveis
senlimentos de earidade e generosidade, caminha de
harmona com elles, e colhe de sua estrella ligaran
os mais deliciosos e saborosos fructos, enmprehen-
destes que farieis urna acea meritoria, abrindo aqu
uma iuslituicao de beneficencia, com o lim especial
de proteger aos vossos conterrneos que precisaisem
desse soccorro.
Foi, sem duvida. um peusametito loovavel, c dig-
no de tuda a attenc.io. esse que entao se apoderou
do vosso espirito, e que desde logo procurssles levar
ao seu descnvolvimenlo pralico : dasle modo provas
les concludentemente que a civilisacao e a inoralidade
s.lo para vos duas ideas iu-eparaveis, e qoe nao per-
tenceis a essa classe de individuos qoe s concebem o
progresso na expansiva dilatarao na intelligencia, e
para os quaes a inelhor doulrina he a que repousa
no maior gozo das commodidades matenaes, no in-
differenlismc ou no srdido egoismo, em o amor
proprio desnaturado e repulsivo. Abracando o evan-
gelho, como o livro miraculosoda le suave qoe pro-
lessais desde o berce, vos vistes nelle o Iransompto
dessa moral edificante, sem a qual nau pode existir
a nica illuslia^ao capaz oeengraudecer o homem ;
e, hebendo ahi as judiciosas lines da mais luminosa
philosophia. bem depressa demonslrasles que eris
impedidas por um motivo eminentemente chrislan
n'esse plano que eolio empreliendesles. Di/er-vos
que esse vosso procedimcnlo foi justamente applau-
didn c tem sida al boje apreciado por tudos ; que
desde aquelle momento ain a merecesles mais o cou-
ceito e a considerarlo publica, he repelir-vos aquil-
lo que vos sabis tao bem como en. U vosso nome
desde aquelle momento licou gravado na memoria
de lodos; e nao ha hoje quem vos negu a in-
genua rinitis.,u> do giende servido que lizesles a hu-
manidade em geral.
O Hospital Portugus de Beneficencia he um li-
lulo valioso, que ha de fallar em prol de vossos pa-
triticos e humanitarios seutimenlos anda a mais
remola posleridade ; e quando os fados da civilisacao
produzida pelo chri-tanismocoinmemorarem a exis-
tencia de eslabeiecimentos olis e consagrados ao
alivio da humanidade soflredra. sera lembrado com
especial mearan e-te vosso instillo de caridade.que
en Murriamente considero como Uma das melhores
creac.oes n'e-li genero. Nao he -emente o podeoso
auxilio e coadjavacjo que lo esponlaneamenie pres-
laslcs aos voaaos compaitiolat o que eu mais apre
co e reconheco digno des maiores applausos, nesta
obra por viis concebida e posta em everura : nau
he smenle o des.ifogo, a satisfago plena oos Ine-
lincio- do amor da Ierra nalal, piorurando mauifes
lar-se vividor e enlhosiasmados, que eu mais hem-
digo e admiro mesmo era a vossa insliluiefio; nao be
ja onicamente a saudade do Lerco palrio, csfori;au-
do-se por enrouliar nesse preslauli-siino serviro um
inein de aperlar anda mais a relar^es da naciona-
lidade, o que eu mais observo e coulrmplo. He o
afn, a fervorosa anciedale, o ardor com que,ceden-
do voz da religiao, e aliendendo s mais clamoro-
sas uecessldades da civilisacao no prsenle scula,
quizesles preparar ahi um asylo inviolavelaos vossos
itmaos, laocsdns pela enfermidade ou pela desgra-
ra as mais allliclivas e penosas siluares.Por um
lado, a vussa dedicarla patritica : por uulru lado
a vus-a generosidade humanitaria. Qiiaudu com
especialidade |cousagra-lfcs o voto Hospital de Be-
neficencia ao Iratamento e curativo das vetaos Con-
cnla.Lio-, pralicasles um aclode elevado pntriotismo
oesta occasiao solemne :he um vol de respeilo, he
a homenagem dos meus enliraentos mais inliraos :
rscebe-os com beDigoida.de.
----------...les este A, que lie a primeira a nimba direila. logo.., I. |.,
mundo, como se lora umiard.m rucendei-.do perfu- do signal de descanro ea rruz. fwai lili aiaisasM
mas, clieio de graras e bellezas. I 1 |ilnce am, 4 rorre,e mtanrlil, t ,OM ,
Kendendo cocdlalmeiile um l,ncn al:r,deci. | mlerromp ; por consegatlosa eso aVsSJO mSiu.
ment aos presadi.simos provedui membros da I Iho recebeu s uma rorrele magntica, a alavanca
(unta adminisiraiiva do llutpilal Porluguez de Be- 'i so uma vez allraluda pelo elemento alssSli sjl.
neficendla em l'emainbuco, pelo taeriBcioa T,e | gnelico, e o poutetro acreerveo t ma dm-,......,
Ic-em leito de seus inleresses e commodidades nes- i mostrador, licou parado, por ron-uiule in.lirar ,
soaes.a favor de uma causa por extremo santa e sobre' era Bnucn um A que he exactamente o que indica o
modo patritica, Innlisarei, rogando desculpa para i de Part.
os meus defeilo.se perda para a llliuba oasadia.l Se era lugar do A quizer transmitir unC, colUm
Im. Sr. Dr. Augusto Carnero o ponteiro do meu mostrador nesta leu-a. o que pt-
duz tres correutes e tres mlerrapres, es quaea em
Moiileiro da Silva Sanios, anda nao foi entregue,
razan porque nao se publica agora, como de-
via seguir-so. nesle lugar..

Discurso proferido pelo Illm. Sr. Joao Car-
los Coellio da Silva, no Hospital Portu-
r\u>y. de BeneGcencia em Pernambuco,
no dial de sciembro de 1856,primei-
ro anniversario da installar^ao do tnes-
!iiu Hospital.
A earidade he a cadeia, que liga o ho-
mem a Dos, c os homem aus homens.
(f'onielliriro BaUas, Meditacve*.)
Senhores:Ao eraner-me no meio de vos, Ilus-
tres e respeilaveis circamstantas, sinto farra eslra-
nha.e press,. Irresiitivel, que me embarg'am e lo-
Ihern a v, z. qua me fraqujam e enlorperem os
movimentos! He a eooseteocia do pouco que valho,
ou a eonvicrlo da incapacidade. que me eonstran-
gem ; he a duvida, a incerteza, o temor, que me fa-
zera hesitar em Ulo asplnhoss tarefa !
0 as-umpio. porem, me desculpa ; e ohjecto desta
fesliva reoniao me encobre os defeilos inseparaveis
da mingna de saber, da pobreza de engenho, da
insiilliciencia de meins inlellecluaas; pois, quem nao
senle palpilar-lhn com suavidade c locar-lhe ma-
viosaroeDle as curdas do coraco ao perpassar pelos
labios a eminentemente evanglica aipressSo de ea-
ridade t
O ohjecto que aqui nos reone, eslimaveis senho-
res. he o de rommenmrarmos. pela vez primeira, o
faustoso anniversario da fundaro desle po institu-
to, que denominamosHospilal Porlnguez de Be-
neficencia,lundac.lo qne leve lugar no empreme-
moravel e aprazivel dia 1(1 de selembro de 1H.V, da
em que se operou uma esperanrosa e extraordinaria
mudanca nos deslinos fulares d Portugal, com a
SSCeoeSo ao throuo. do joven e Ilustrado monarcha
o Sr. I). Pedro V !
Conls um anuo de existencia a humanilaria e san-
ia inslluico fundada a cusa das fadigas, dos traha-
Ihos e cnulitienle pecani irin da familia portugueza,
que em crescido numero eslancea nesla mais mimusa
parle do immenso territorio brasileiro. Os venturo-
sos auspicios, ao abrigo dos quaes se refugiara, -ao
mais qne promettedores para a sua persistencia dura-
dora! Se a pasmosa facilidade e a inerivel rapidez com
que, lao sem raido, se preparoa e executou lio feliz e
sublime coocepe,,lo, o enlhusiasmo e sympilhia com
qne fora recehida, sao ja garanlias mais que bastan-
tes para soS conservarlo, incremento e llores"enria:
o seu respeilavel provedor, de accordo com os pre-
sados membros da junta administrativa deste Hos-
pital, nao satisfeilo com isso, embarcando a bordo
de um desses vapores transatlnticos, arrostou o
vatio ocano, e, aturando a Ierra porlucueza, pres-
snroso sallou nella, e seu primeiro e especial cui-
dado foi eucaminhar-se ao regio solio, onde curvan-
dn-se aos ps do soberano, implorou sen valiosis-
simo auxilio em prol da philanlropica empreza, que
tao distante e remotamente da patria, cunceberam
c exerularam bondosos varoe*, por amor e earidade
para com os nossos numerosos compatriotas indi-
genles, que sem abrigo e sem os soccoros indilpeo-
saveis, versavam opprimidos pelo peso de mil pade-
cimentos e croas dores, para as quaes nao achavam
alivio nem coufortu.
Nao era mister implorar protecrlo ao joven rei
para esla sania casa, que o mesmo foi cnnslar-lhe a
sua abertura, qoe ama-la, e formar lencao de pras-
lar-lhe lodo auxilio de que ella necessilasse Dilosa
Ierra, que possue um lao sabio e egregio monarcha,
em rujo augusta peilo se alvergam ns mais elevados
senlimentos de humanidade e affeclo pelos seus sub-
ditos, e em cujo forraoto espirilo rauram tendencias
e aspirarea aoengrandecimenlo e prospero porvir
do paiz glorioso aobre que impera !
O seclo em que vivemos, cheio de ludo qnanto
ha de grande e de raaravilhoso. camo que parece ter
o predestinado para a coDiuminacao dos meis alio-
e atrevidos projeclos em bem do' genero humano :
ludo parece tender a felicila-lo, engrandecerlo !
1 01I0 sent a sua benfica Intluencia, e sua poderosa
inclniaeao para tudu quanlo he grande e arrojado!
K mesina mocidade da geranio que agora se ergue
e marcha, com passo lirme e aspecto fagueirn, para
um futuro risouho e gigantesco, depara com pro-
porees e meio- para adquirir uma educarlo mais
apurada, desenvolvida e humanitaria, do que livera
e recebera a da que vai caducando e sumindo-se as
trevas da eterndade He que a civilisacao, sempre
crescenle, sempre progressiva, mo grado Uh*jjs os
obstculos, vai derramando em todos os esptriWt os
germens do desenvolximenlo e perfeirao, e as ten-
dencias de anmenlo e progresso ; e com esles ger-
mens e tendencias, .10 passo que coutribaimos para
desenvolver as laeuldades da intelligencia, com que
Dos nos dolara, coadjuvamos com nossos pensa-
inenlot e propensoes a reorganisarao da sociedade e
e a regeueraeao da especie humana; he que os nossos
coraces, por isso mc-iiin dolados de mais auaveis e
amenos senlimenlns, he que a nossa alma, repleta
de mais mimosos pcnsamenlos e elevadas ideas, vo
comprebendendo o amor que eos ensina o evangelio
para com os nossos irmos, e a mutua ali'eieo que
nos (levemos consagrar.
Se percorremos qualquer paiz, seja qual for u seu
estado de adiaulameulo ou alrazo, sentiremos mais
ou menos fortemenle arraigados, maia ou meaos ma-
nifestados es pastos impressos pelas assnciariies, em
lodos os sentidos e para todo os lias uleis e provei-
losos ao bem estar da socielade e a cotnmodidade e
ventura dos seus membros. As corporares, que em
tempo se organisaram, mais ou menos poderosas,
causavam uma tal ou qual impressao de receio e te-
mor nos nimos du povo, porque nella- descortina-
vaoi elementos de perversaoou de abalu social: ludo
cria que eram firmados paia fins pblicos ou egos-
tas dessas mesmas corporar,es.
Uoje, senhores, esses preconceilos, esses infunda-
dos prejuizos atham-se varridus da imaginaran do
povo, porque elle ja reconhece a salular transfor-
madlo que se val imprimindo ein ludas as cousas da
vida. Ja n.lo sao as tenebrusas conspirares e abo-
minaveit (ramas que se vao urdir nos ceiros desses
aggrecadus de homens, mas sim he a cotnpreliensao
e derramameulo das doulrnas coudos no Evangelho,
e a sua propagaban.
Desviare), porem, o neo pensamenlo desiss grau-
dio-os movimentos, que a lodos sao palpaveis, pois
seria inlernar-me u'uma matctla complicada, e paia
a qual eu nao leria forjas nem aplidao. Permitli
que me retire da inteira apreciarlo desle as-umplo,
allendendo sna dilliculdade, e que, como perfeito
chri-l.o, comvosco lome parle nesle festejo altamen-
te religioso.
Curajes bcmfazejos e caritativos, vinde aos sacro-
santos ps do 1 a Kedemptor, proferir vossas pre-
ces em signal de veneraru e de amor; mas nao pen-
sis que com isso leudes sali-feilo os deveres de ver-
dadeiros rhristaos- .V oraeao, quaudo partida de um
pclo paro c saniamente dtvulo, quaudo resada por
labios sera mancha sobe, uao ha duvida a man-.io
celestial, porque, cumpiindu um precinto da igreja,
demonstramos a nossa fe fervorosa ; porem ha ac-
ces humanas lao repas-adas de acrysolado affeclo,
lao evanglicas, com um cunho de Ido suprema cari-
dado, que seus brilhanles e suavissimos cITeilos,
ebrios de -1 ara il i vina, vjii |a e--um-n- e arrebata-
dos i presenra de Dos, de quem dimanara. Nem
pensis que essas esplendidas e eslrondosas fe-hvi !a-
de. qne as nossas vistas deslumhradas se deleilam
em coolemplar mi meio do templas ; que esse es-
trepita de fugeles e morleiros, que Iruain aos nos-
sos ouvidos ; que esses sons alegres e festivos, que
nos vem du brean dus campanarios, sao os mico-
oceupar, e que a
TELEGRAl'lII V ELCTRICA.
Verti livre da Telegraphia Elctrica,
Por.M. V.Bow.
IV.
Origem da Telegradhia Electricm.
Primeiro ensao
Kouen d.lo o resultado de tres io,.viraentoa da ala-
vanca, e por eon-rguinle de Iret moviroeeitua pro-
-re-.ivn. do puiileirn, o qual parando no terreno
marcara' o C, que he a lerreira letra do alptaabeln.
Se em vez de movimentos, e S.i inlerrnpre.
Se o peMaire de descanro, e-lirer em qualquer oulro ngnal .,
Iclra, temos mesma cnata, porque e peatetro ira'
| percorrendo os sianaet qoe Ihe fallan para rio-.,
ao descanto e depon ot seguinlet ale a letra que -
quer designar, u que se repele no poutetro rerrn-
pondeute, como turtedeem um reos qoe e ararla
enisJRsaaaaS.-'
(I primeiro ensilo da telegraphia elctrica foi fei- fazendo andar ot potaaSeres ale ai l-J hora, e datn
to em 1774. Foi um en-aio nada mais, al aquella que se quer : se he das !> em qae etSao
Imaginemos i'i lios correspondeudo as i letras do i e se quer chegar at tres, os ponimos do relogiomar-
alphabelo, e duas machinas elctricas collocadas na carao progresivamente as ln. II, 1J, i-' par-
exlremiilade da buha pon lo em rjminunirarao a rao as :t porque u operador do relefVeetti*! Sa
machina, earregada de electricidade, rom tal ou lal Ihe applicar o movtme-ito.
fio (a lelra A por cxemploj a commorao reproduzia- I Assim se de Pars quizermos evprn
se na exlremidade opposta da lina, e indicava a palavra VENE/, prncedendo sen
s lelra. modo indicando soccesttvamanle at letras *V, I-..
Era syroplissimo. mas auti-economico, e demo- I N. E, /., o qual s reluz a prodazir da primeira ver
raelo. ii un.viui uo.. pn......v lie a vig-sima aaHsata
V inle anuos depois um alterado, Mr. Ileser, aper- I letra do meu mostrador ; depois para B nova que
feicoou e-te melhodo, substitua a commodo pela sao de V a \. de \ a /.; de /. a \ ; de Va -i-'. a>
Taisca ; as lelras eram Iraeadas em duas tahuas de -|- A ; de A a II; de B a C ; de C a D ; de II a K
cobre aiscnle sobra uma mesa de vidro isto na< du- era que paro, lientos para produz r o > nove mo-
as eslar;es extremas : vinte e qualro lioa vioharn a- i vmentoa, porque lanos ha de ama a uuir.,. de >
tar se as vinte e qualro letras, c a descarga da ma- \ E 17, porque percocro o mostrador lodo e pato
china operava-se de uma oulra extreraidade, pro- pelo poni de descamo, c finalmente Jl para a.r-
duzndo uma faisca que apparecia na lelra indicada,! car o /., e para terminar a phrast* rolloea-se e p.m
i! luniin ni ln-a ^ I ieiro uo jignal -|- que indica ao correspondente de
Irankliu havia imaginado a possibilidadede Irans-1 Hnued qneeaU' concluida a palavra.
millir noticias por um melhodu anlogo a esle. He por esla forma qoe opera o teiegrapho elerlri-
A telegraphia elctrica nao temen verdadeira-. rn ; vamos agora explicar cerno se venlicam e-tes
vn s mesmas elles vrn encontrar coraces que se
iilentiliquem rom os seus, senliuiaiilos que esireit
mtiile se culacein rom os que nelles imperara, c
lenptucias e os hbitos da mesma familia que he
o curso da vida do homem e da sociedade, urub- i Ivismo, sem repulsivos e ojenlos privilegius .' yue
ma signilica;ao leria, nem poderia ser devidamen-
le roinprehenddo, se nao obedeersse ao impulso de
una idea eminentemente divina, se nao eslivesse
submellido j'i.ii iinmediala da Providencia.
Essaa condii;es indispensavais ao apparecimenlo
da civilisarao, perderiam tuda a forca, era pode-
riam atlingir ao seu fin especial e onco plena
organisaelo moral da humanidade-e alravez de
lanos seculos, no meio de lautas mantfestaeOes da
inlelligencia, de lanas crises e evoluroes sociaes.
nao doiuiuasse o priocipio de harmona universal,
uma le suprema que pela conciliaro dos seutimenlos
das aspirares e tendencias diversas,conrorresse para
chamar em (orno de um mesmo campo.e a umcenlro
commiun, loos os espirltot que a osrillaeao dos
sy-lemas e das Iheorias helerogeneas poderia ler ar-
reroessado para sempre no abysmo dos mi-is lerri-
veis desvarios, dos mais repugnantes erros. Para
rpie a humanidade cauinhasse n mu terreno seguro;
para que te rralisa-e em sua continua mareta o
que parece que foi de-de a or
liv
sempre una debaivo do mesmo reo hospilaleiro iiue
eleiuenlos proprios a fazer a felicidade de lodos os os aculhra e agasalhra. Por oulro lado.quando re-
homeiis, a promover u engraiideciineiilu de lodos os Hielo que o Hospital l'ortugiic: de Beneficencia he
povos, sem ilislinrc.io le nacionalidades, sem evclu-
philosophia, por mais pura que seja, Jor mais que
se eleve nns asas de uma conceprau Irriiscenileulal,
poderia Ira/er ao gaoero humano lano litles ds
gloria, euriqitrc-lo de lautas in-llui e a lmiravi'is, proporrionar-lhe o gozo de lanas e
tao ioesgotaveb delicias, euciie-to de .aulas couso-
lar;iies suaves, eicila-lo com exeniplos mais bellos
a sediiclores diflleil pratica das masprodiciosas
viiludes, lanenrHie no meio doseapbahoa da vida a
se,nenie da resignac.lo mais heroica, deavia-io do
Irilho dos virio-, e preparar-Ule a completa rehabi-
lil.irao por raen das iuspiraces L. des avisos mais
animadores e enrgicos .'
Podeiis imaginar-se nmi doulrina de mais san-
lifiradora moral, sotceplivel de lio generoso- impul-
sos, dolada de tantos recursos extraordinarios, casiaz
de lanas inaravillms, de to varilajoso desenvolvi-
menio, bascada em principios lao homogneos com
a propria neltirets humana, lao lendenles a reali-
dade de sua necessaria reparaeau Mo o pens,
mais uiu eslaheleciinciito de earidade que pude ser
franqueado a qualquer'dos VOSSOS coi.cidaiiaus que o
procure, uma ves que neressite de seus lio preciosos
auxilios; nao potra deixar de reconbecer anula mais
nesta nisiituieao um vivo reflexo da ph.leeophia
chtislad encarada em seu desenvuhimeulo (it-
lico.
a parece que lol ue-de a origem o ssu iroprescnp- oflo o pensarei-nunca, senhores ; i.nriiue a historia
e desuno; para que sorgrssem do seio de lanas qne falla mais alio que loda, as preveoees.'a his-
idaucas e Iransormaeoes, da suicessao de tantos I tona que he o monumento vivo dos Tactos | dos
do homem, mai
diversos -la os luis de uma crenc lao mimosa e su
blime. Christo, iiascendu n'uiii pobre c obscuro
presepe ; Chrislo, supporlandu lao profundas dores,
i a a hoiriveis supplicios, exhalando lio pungenlcs e
agudos ais, al ser condemiiado a inorrer iguoimi-
uosanieiite, e al ser crucificado, nao nos mestra
grande/as, oem apparatosas scena- de riqueza e opu-
lencia : indica-nos, sim, ao loUVer lao espanlanea-
meole e*sss affrootoaas lortaras, a humihladc e o
Dada do homem, e cnsiia-nos o amor inlrinseco que
nos devenios nos aos oulros, pereceudo por mu !
Por lano se.abslrabinilo de-sa- eplicmeras grandezas
e illiisr-s, nos reincntarmos a mais subidos pontos,
coma reja o curramos i\d leliridade dos no-sos seme-
Dcveis piirlirr-vcs de .ilifarao ao commemorar o limles, n'um momele nos aproximaremos mais do
primeiro anniversario da Installacjto dette hospital, ceo, do queaeaattarmoa loda nosta vida nessas ma-
buja que por una graca especial o vosso charo e es- nieslaees, maitfilhatda vaidade e do pra/.er de hri-
peraneo-o monarcha. u Sr. D. l'edro V, o digno li- loar do que de lima fe viva e anmala. Apphrai as
Iba da Si. I. .Mara II. o neto da magnnimo hrro msalhas les-es lautos fr-lins. os sobejos des-as mag-
dn Minlello e do Perla, do augusto fundador de nifleeoeias ao refrigerio do desvalimenio e do iafor-
daas iodepeodeoeiss e abdieador de dons cerdas, loolOi e sae pooco aera moilo para lecer-vos a ca-
acceden-lo aos vossos desejn-, -e apraz de conferir a deja, que ves deve unir i morada dos justos.
lio pi esiabricrimenio a soa inmediata e po lerata Mo serdade palpaveis as que deixa referida e
proleccio. Se voso elerasles no dia em que e>se oto B mais qoe repetir o qoe cmiscieuc a inees-
j iveii sobereuu subi ao Ihiono, era que priocipioa a saolemeote no- lirada : nao he isto mais do que a
reinar em nome d'rsa ronstiluirlo, de que elle lie o : rererru-lo do echo do -aerarlo dos nossos affeclcs e
primeiro garante, elle mesmo vos alianca qoe esta | senlimenlos.
respellota lembranea Hie ser sempre a mais grata, Uuizera, por ultimo, expressar-voa o que ullima- i lauco
pnssivel, i- vos da'
seg
sull
E
menle um 2raude progressu sendo depois da des-
coberla de OErsIed, celebre professor do Copenha-
gue, o qual deinoiislrou a aerjo directora que
uma corrente lita exerce a qualquer dislancia sobre
um ponteiro movel magnelisado.
Era ISII Svensroeriug imagiuon um tsiegraphu
bastado na apphcac.o da agua pela pilha.
Em 18, u celebre Auspere propoz o projerlo de
eslabelecer uma correspondencia por meio de pon-
teros roagnelitadoa, sobre os quaes te dirigira uma
corrente elctrica, empregando tantos ponleiros
quanlas as letras ou nmeros, e oulras tantos fios.
Auspre dizia :
Pondo successivamente cada um destes lios em
contacto com a pilha, esbelece-so uma eorretpon-
dencia lelegraphica que atravesara quaetquer dis-
tancias, e que seria tao rpida cumo a escripia, uu a
palavra para transmitir ns pensamenlos. o
Pssaram-se vinle anuos sera que a telegraphia
-.bi.se deste lerreuo.
Eram sempre lanos los quantos os signaes, e
communicando aquelles com urna pilha, ou machi-
na elctrica.
Em 1837,11. Sleincheil, de Munich, e M. Wheas-
lone, de Londres coustruiram lelegraphos com um
numero limitado de fios operando cada um aobre
um ponleiro, fazendo-o mover em um mostrador por
meio de um apparelho electro-magntico.
Em IS:1S, Marte simplilicou esle machinitmo em-
pregando directamente, o clectro-magnelismu. Mas
para fazer comprelienler o seusyslema cunvera de>-
crever ante o apparelho hoje geralmenle emprega-
do em I-ranea, e que foi invernado era 18iO por M.
WhoastOtte, por meio do eleelro-magnelitmo ; por-
que se a Itorse cabe a iniciativa da applicacau do
eleclro-magnelismo na telegraphia, he a Whsslo-
ne que se deve a realisacao pratica do svstema.
_m quanlo a perfeirao da realisacao da conslruc
c-o, foram MM. ilngu-i e Froment os principaei
e veremos mais adiaule como o espirito inventivo du
segundo se lem empregado em simplificar os movi-
mentos.
V.
Apparelhos empregados commuinmente em Franca.
Tralemoade descrever o apparelho usado na maior
parte dos ramiuhos de ferro.
Hevenio-, porem, recordar que a eleclrieida le que
percorre os fios metlicos qoe vemos suspensos de
poste a posle ao longo dos camiuhos de ferro, nao
he da mesma nalureza que a electricidade das uu-
vens, antes he essencinlmenle difireme.
Os fios do lelegrapho elctrica transmitlem nudei-
xam de Iransmillir a electricidade conforme os ope-
radores qaerein ou nao pr-se em communicarlo.
Snspende-se esla coramuuicar,ao como se fecha ma
lornira de gaz.
Sao necessarias tres coasas para eslabelecer um te-
iegrapho elctrico.
!. Qoe entre os dous pontos extremos da linha
haja roiiimtinirar.io por meio de um lio ds ferro on
cobre sera solucao de conluuidade.
2." ijue por meio de duus apparelhos enllocados
nos exiremos da linha, o moviraenlo commumeado
por um delles ao fio seja inmediatamente transmil-
lido e repilidu au oulro.
:!. Que esles movimentos sejam tao dislinclos e
regulares que postara servir para marcar uma serie
de signaes convencionados, Para que duas pessoas possam corretponder-te ma-
lii.iineiile he necessario que cada uma della* dispo-
ulia de dous orgos de acrao e percepeo, nm fazen-
do as vezes da lin.ua para fallar, oulro servindo de
ouvido ou vista, para ouvir nu ler. Por consegua-
le em toda e qualquer eslaro de lelegrapho elctri-
ca ha dous apparelhos, um de Iransmitiao a que se
da o nome de manipulador, oulro de recepto, cha-
mado receptador.
Alm disso deve haver um reservalorio de electri-
cidade, nina dobadoira electro* magntica, e uma
alavanca, cuja comrouuicac^lo com o elemento elec-
tro magntico pussa ser estabelecida ou inlerroin-
pida coma se quizer um ponleiro posto em mo-
viinetila por esla alavanca, e um mostrador indican-
do us signaes, por exemplo as ledras do alphabelo
He ludo quauto he necesaaiio, e lodos estes appare-
lhos nao ebeg un a oceupar um metro quadradu. Ca-
da u ni ilu- operadores teem dous apparelhos, um pa-
ra expedir, oulro para receber as commanicacet.
Entre os dous apparelhos ha dous lios de ferro ou
cobre, seudo de ferro lera qoalro (milmetros e meio
de dimetro, e sendo de cobre dout e meio. Com
o primeiro a velocidade da commanc*e,ao do movi-
mento he le MI.Ton kilomelros uu -2'i,'i-j'i leguas por
segundo.
Pode-se suprimir um dos fios para eslabelecer
a communcaeao entre os dons apparelhos das extre-
midades, servindo se da Ierra qoe he um ptimo
conductor da electricidade, que substiloe o segundo
fio, o qual anda se conserva em alguma- linhas.
Vamos agora a descrever a operario.
Supponhamos que entre Pars e Kouen ha um nu
dous lios metlicos eslabelecendo a cominuncac/io
entre esl.es dous pontos.
Eslou om Pars, produzo a electricidade por qual-
quer modo no reservaloriu de electricidade e lam-o-a
de Pars a Kouen, pondo em communcaeao com a
elerlricidade um dot fios. Se n lio he de ferro, e a
electricidade corre 10I,7(H> kilomelros por minuto,
segue-seque instantneamente chesou a Kouen.
Carero, porm. par receber a electricidade que
me pode ser enva ia de Kouen de um tecepieule de
electricidade, para isto serve a dobadoira, ou fuso
electro magntico, cujaconslruccao especial descre-
veremos Ijgo.
Se a toda de tima barra de (erro enrolarnos om
lio de cobre ou de ferro envolvido em teda, e se es-
le lia de ferro receber o Huido eleclnco, a haira de
ferro adquire imracdiatamenle as propriedades de
maanele, e allrahe o ferro.
Ha no enlanlo ama grande diiliienea nos elleilos,
segundo a barra for de ferro, ou de ac. Sendo de
aeo a magiielisaelo persiste anda depois de cessar a
passagem da crrente, e pelo contrario se for de fer-
ro, a magnetisac.io cessa logo que cessar a passagem
da correle.
As barras de ferro inagnelisadas sob a inlluencia
de uma correnle elctrica lomam o n une de electro-
magneles.
Teem a forma' de uma remadura, ou do L' ; o fio
melallico esla enrolado somenre us dous brarns,
formando dobadoira, on carrinho como o de dous nu-
vellos de costura. Nos lelegraphos elctricos, os
elertro-magneliens etau unidos por uma barra, e
formara aun um pob, posilivo, e pulo negativo, ha-
vendo um rompido elemento elecliu-magnetieo.
Esle dons magneles eslo armados, i.to he, teem
orna barrita de ferro puro qne faz parle de uma ala-
vanca, rujas funrres vanaos explicar.
Emquanlo a corrente passa pelo lio de ferro que
plieuornenos.
lodos os lelegraphos da roas(raior, a
os de Mr. Froment e de Mr. de Sientan*, de Berln.
eslao munidos de ora inarhinismo como ot iil.oe.iii
a qual da' o impulsa ao ponleiro, mas cale machi
ni-mo su anda quando 'a correule elctrica Ihe deita
livre o movimento allastan lo uma mola no denle,
que detern o moviments geial. De modo qae ueste*
lelegraphos a corrente elctrica nao teres teaaV
uma futicr.io, a de impedir qoe o vleseado da
machina te d, e que o ponteiro ande.
Nos lelegraphos de Mr. I romenl excepto qoaaSai
a distancia he muito constderavel, porque eolio
emorega lamhem o ni.irbiiiiimo do relocio cosa* aa-
tiliar) he a mesma electricidade quem faz mover o
ponleiro ou o faz parar.
Em cada e-lajao, cerno ja dittemoa, deve haver
dous apparelhot, assim como nos temos para con ver-
tar dons orgaos, a falla e o ouvido.
Vamos a' desenprao que serve para l*|m OjOjH a
leilura, aquelle em que vem reprodazir-ie a
versa do ootro operador, apparelho a qae te da'
nome de receptador.
Compe-se de um electro magntico, de ama la-
vanea movel, detlinada a commeoiear
com a armadura de ferro.
Na parta superior e-la alavanca divide-aeeaj toa-
brar.i-. Uzeo lo a figura de 1 ou da p-ra daa rate-
gios chamada aurora, os quaes jogam com ot denle,
de urna roda denlada, cujo etxa sustenta o ponleiro.
A faisca elctrica po-lo oappaielno cm crntaaai-
nirac.il com o lio conductor, produz orna eo aun
osctllacoes na pequea alavanca, |>orqae acoda des-
carga e interrpela que produz o operador dtaltali
o carrinho ou a dnl.auuira faz om mevimeolo, a
alavanca levantase e a roda dentada da atoUii.
move-te tambera, por isso qae a mola dn matsosas
mo do rclogio pode trabaihar, porque ot daat braras
da alavanca em forma de V dettaram livre a an-
menlo.
lie exactamente o que succede coro um relog
que lenha ponleiro do iiiinulos, e ancora. Inda mo-
vido por uma mola real ; he que ao lelegrapho eler-
trico o movimento geral etla' parado par ama ala-
vanca. que so e levanta qeando correte elctrica
a obrisa a isso.
ilbtida a rapidez e regularidad dot aavimeala.
lie clara que te usou a adoplou naa rarreartuaden
cias ordinarias uma esrrtpturarao lelegraphica, para
na i haver necessidade de cacrever loda ot lelra-,
que rumporm uma palavra, e me*mo te adoptoa a
svstema de exprimir uma phrase ioleira t rom am
sisnal. Assim oA e-lares dot caminbaa de ferio
data parle da chegada Je am comba) par ateto de
um taque de campanilla, c com dona aaeaaria-ae a
sua partida, podendo-se .uer o iienerario de om
coraboy em ama linha da Um oa KM legoas aa an-
lae.lo do ponto de partida, poique ahi vio rbagaadn
tas e-iacue- intermedia a noticia da cheaadee par-
tida, e quem recebe catas noticias bata olhar para a
relogio regulador da companla para ir fazendo a
etcrtpluracu de bulletim de viagera.
lie lamhem por esles loquea de caespainha qoe de
uma eslacao lelegraphica te aviaa a aulla qoe te
vai mandar um despacho, porqae na be paaaivel
tingar um empregado a estar teto ta machia na ga-
binete da estar;i> a olhar ronlinoameate para o am-
trador do receptador.
Ha para este elTeilo em cada gabinete eam-
Ibao de campanillas, as quaes (odas ettao jaaUs por
um fio que vai dar a am pequeo easenhe de vo-
lante, o qual esla em reponte por am dealede trra
movel, que se ligs a um tigual do mostrador do re-
ceptador, quando o ponleiro do mostrador chejes a
esse signal, o denle larga o volante, a at campaiaka-
tocam todas a um lempo, fazendo ana bulla infer-
na I, e que nao cessa em quanlo o operador asa veta
tornar a por o denle ; porque este osa taro* pmt m
a cahir na roda dentada do volante.
O operador qae recebe o aviso, da' parte de ettar
promplo fazendo locar o carriltde da etlarao, don-
de Ihe deiam o avito.
Feilo isto romera a convero, a qaal vai teado co-
piada pelo que recebe o despacho, e qeando vr qae
ha engaa, ou que Ihe escapoa alzuin signal, avi-a
logo com a campainha para Iho repetirem.
Quando se (iierara ot ensaiot da primeiro lelegra -
pho elctrico em Franco, cnlre Pars e Ranea, M.
M. Aragoe Bregue! cala om dot qaaea e-tava na
sua exlremidade foram ot primeiro hom*ns qoe em
I ranea a grandes dittaociaa se commnnicaram par
meio do lelegrapho elctrico. A pergunla a a re.
posta foram as seguinletComo etUtt *Beta : fe-
m um charuto. O lelegrapho aereo eslreoa-te o-aa
o annuncio de uma victoria, o elctrico caen a noli -
cia do hom estado da saade da um homem celebre
e de que fttmava.
Era todo o caso o problema e-lava retolvido, .loa.
individuos a grandes dislancia podiam mmmuniear
os teas pen*amenlos com a mesma rapidez qae se
estvessem fallando ao ouvido um de ootro.
Em quanlo a rapidez da escripia, e Iraintaii in.
bastar, dizer qoe ha apparelhot que podem faaer,
qualquer que teja a distancia, mil oa sr.il e drente
signaes por minuto !
Os lelegraphos de mostrador roma o qae acaba-
mos de descrever, e que operara per atete do electro
magnel smo nao alcancam etla rapidez de iadirarae
de signaes.
Vimos que era por om movirnenlo de oscilUrta,
communicado ao apparelho pela corrate eleelris-a.
que se alcaiicava o movimento de rotarte da pon-
leiro, rrniiiar sim, mat alternada de am mevimenlo
progrenivo, e de um desranro, romo em am peo
teiro de segundo, c demorando-te dos* oa ir ve-
zes mai no signal que quena mostrar ; e roma em
termo medio se pode calcular qoe de signal a eicaal
o ponleiro tem de percorrer melade da eircamfe-
rencis do motirador, e orpoi. parar aleam tema*
ueste signal, o que regolarmeele te pode ralral.ii
he que por minutos te podem faier .'tato a MHI atg
naes.
Ja he uin progre*so immeiiao de rapidez
rado cum a dos ulegraphot arreo..
frnrfiasj is >o
Compatihia de im|>eriacs
niniinlieiros da provin-
cia de lilttn lili
llnarlel a bordo da barra .Independencia, eaa
cruzeiro no Km Paraeoay e a vi-la do forte de <>m-
KMi
lira. de mam de
me. -a lembrane. Il,e ,era sempre a mais grata j Uuizera, por ullima, exprettar-va. o que ultima-. laneo ; todas as vezes que ., lizer pa, a a a dn T,r e? i.nil "o e
,1. i'o^'," rm" V7 ,eal ?*'oaM" ; " Roro penhor de sua solicitada o .oteresse pelo re- cia nesta tooginqaa plaga americana ; mas fallar- barrinha de Ierro ; quando inlerrumper a correnle V. i. 11,.,,. i ,al,
liado de vossa empieza. vo, senhoret, do quanlo a eslreila uuiao e affectuosa a mola impeli a alavanca a tomar V[,.. ,h .2 ,
Eu uodevooccnllar.vos o qm uto, senhores;! fraternidade entre uos lem contribuido cllicazmeule posieao. ^ P'"'KU\Z'oTa\'^Z.^l
f.mquanta a correnle pas.a pelo ho le ierro que | Mariuhciros deserlore, da companbta de intperia* >
etla enrolado na dobadoira. ou carrinho, torna-se i niarinhciros da proMuc, de Val lo .^ '
esla peca magntica, e pin isso altrahe, e por canse- n >,.,,a., a' ,...., """ .. .
goiole a o irrinha de ferro adhera aos polo- mague- |, o da SH I r.eo" l" ^ -'-'"-"' 5
lieos; mas logo que se in.rrroinpe a r!rele mag- -0 |1 1 ''''.,, 7, "a t!. '
nelira, dobadoira n.loaltrahe'. a alavanc, l 1 aVrl^Zo^^.o^Zl^rT
pelli.lapor ...na mola, loma a sua posaran prim.- rio,, amd, q, d.^.ve aos bleT-a mm
Serve por lano a alavanr, de ai-vera ; e o dedo | dou e .ed!,,,-!s a ...seriar ; f.Sanf a-. e-
meehanieo qne se move par a relia ou pera a es- : quer-r por um moment. o ,7tT Pa a >U-
qoerda, obederendo -vontade da operador, qoe o moito ,,lir qq. ,,,,,. ". ^,',ai. rb.ro.
faz mover ou parar. e.Ubelecendo ou interrumpen- inters.,, o e ...,U par, vas he ma.-.. SIS SJO
do correnle elctrica. | ^ ,, vo JJ" JJJ J ^^ ,
Ira.is.orineuios e-le movimento de oscillarao em e da vo.sa d.gnidale. O erro, porem. he dote de l-
meehatHca, e leremos um ponteiro. que aos saltus do o seero humano : vea, norlanlo. tamben. pd,r..
'^rJT7 a'" !7t* n"al CSlar'10 -"" err" '"< 'llei.o.e.ratle*.
vanas as leliras do alphabelo. ,, J embargo, de reparar o n*.
. f .orno eu posto alternativamente fazer passar nu erra: Ib-n. monde qae se per.loe ao arrependioai.:
| suspender a crrenle msgoetics de um modo instan- eslais nesle cato, ru u sei.
todas as vezes que a hzer passar a alavanca, Currri, nnil.i o sasssala dosVvotaot ramarada r
Hn^rio Fisaeira, Hrroar.ln
lomo Jos IVtxetn -. rarrei. inda
oso quarlel ; deixai ea vida ite
de fome e de nades i viadc
ILEGIVEL
-


uso tu pisamairs quakti fura is ouru apailrmhar-vos com o vosso coromandanle ; elle nao
vot castigar!, pelo contrario elle prometle, na forma
uo noiso regulamenlo, perdotr a lodos qoe silo ne
primeira e segunda desercoes simples.
Aoi que sao de deserte aggravadas, o vosso com-
maudanle olio per loara, porque nflo pode, mas pro-
melle-vos do airaslar-se alo os ps do augusto Ihro-
no do Dosto piulo- i monarclia e impelrar-lhes a gra-
<;a de perdoar-vos.
_ Marinheircs do lempo do meu rommando leude
f na proraes-a do vosso commandaule, recordai-vns
da soa mxima favotila e nunca desmentida : O
vosso commandanle nonca falla ao que promelte.
Marinheiros I correi,rinde abracar os vossos ve-
Ihos cantaradas, vinde parlilliar com elles a honra e
a gloria de serdes apoulados e admirados pelos mili-
lares qae, provelos nos campos de batalha, cliegain
i esla provincia como os vossos cantaradas leem sido
e eslo sendo por sua coragem, por sua coligancia,
por sua disciplina e por sua applicacn aos trabalhos
do esla.lo : vinde, leude le, que ao ehegardes atoa-
reis i-imii'-.-ii :
Viva S. M. o Imperador !
Viva a familia imperial !
Viva a nacAo brasileira !
Viva a companhia de imperiaes marinheiros da
provincia de Mallo-tirosso !
Antonio Joaquim remira Ramos.
Commahdante da compaohia.
DESPACHOS 1)K E-XPOKTACAO PULA MESA
IK> CONSULADO! DBSTA CIDADE NO DA
1 DEOI rilBKltvOK 1836.
LiverpoolBrigue tn-jlez uElhiope, C. J. Aslley iV
Compaiihia, lOOeie-ca algodao, 1,550 saceos ai-
sncar masravado.
LiverpoolBrigue tSKle Ed, James Crablree A
Companlna, (i(IO a.ccos assucar masravado.
LisboaBares portugueza ul'lor de S. Simiou, di-
versos carregadoi'cs, 6 pipas cachaca, 17 cascos
niel.
PortoI; ire i i i iu-.'H/ i l'l.ir da Maiau. Domin-
gos Rodrigues d Andrade A Compaiihia, l,l<|0
ponas de boi.
XDortacao .
Liverpool com safis pela Parahiha, salera ingle-
za Lindes, coodosio o seguinle : 2,154 saceos
com 1,699 arrobas 111 libras de assucar, 1,00(1 cou-
ros seceos e salgado com 27,829 libras.
RBCBBBDOHIA l'-E KK.NIMS I.NTEKNAS OB-
RA ES l')E PIKNAMBbCO.
Kendimenlo do di,i 1 a 13 10:018: IX*
dem do dia 11........ 5089616
10:55s CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo dod'a 1 a 13
dem do da 1 .
PATRICIOS.' !
He chegada a poca eleilortl'.'!
Esla no*sa heroica comarca formando um dos cir-
cuios da provincia, segundo a reforma eleiloral, lem
de levar ao icio da represeulaeao nacional a um de-
potado !
Deveis na esculla ser refleclidos e calmos.
O vossos sullragios devem somcole recahlr na-
quelle-que possua os predicados inherentes a 1,1o
imprtame cargo, pois do coulrario bem nao poder
defender e snsleulsr os iuleresses da mesma aquello
que nao tiver as letalidades uecessanai.
Julgo. patricios, pre-tarnm pequeo servieo a tr-
ra, que nos vio naseer, fazeudo-vos a presente ad-
verlencij.
Repolli toda e qualquerhirliroanha, que possa ap-
parecer.
Dai urna solemne prova do vosso desprezo ao'
cantos dassereias.
Haja uB solemne leslemuuho da vossa indepen-
dencia.
Lembrai-vos que, seo conlrario der-se,pezara so-
bre vos o aaathema dos scnulos.
Veje e alteodet para os "lindos e nobres carac-
teres, infra transcriptos, e sobre um [delles lazei re-
calar os vossos su di agios eleiloraei, cerlos de que
ser a onssa heroica comarca urna das que bem
apreciam os seus foros.
Padre l)r. Joaqoim Francisco de Varias.
Di. Francisco Carlos Brandao.
Dr. Joaquim Jos Nones da Cunha Machado.
Ur. Anselmo Francisco Peretli.
Vigario Domingos Alvares Vieira.
Dr. Joo Jos Ferreira de Aguiar.
Dr. Urbano S Dr. Sil vino Civ. IimiiIi de Albuquerque.
Dr. Jos Francisco de Arruda Cmara.
Dr. Alexandre Pereira do Carmo.
Dr. Virialo Aurelio da Cunha Oooveia.
Dr. Domingos l.oorenco Vaz Curado.
Dr. Francisco lavares da Cunta e Mello.
Ooianna dO de setmbro de 1856.
O Botellto.
l5:OI5el(M
1:.>6H;(K)i
16:3814472
lados de coiiiorniidadc com o artigo 31 da esisteBtea, i adiriolooeinho em losar >le velas de
le provincial n. d8l. carnauba O que BCTim face pnldieo para eoohe-
3. O pagamento da importancia da arre- cimento dos interesados na roidecran das propostat,
mntacaO realiSSr-Se-ha na forma do artigo Pr ventura lenhim de apresei.lar relativamente
^T^il^ r",^dotnl:il,odeadnnislraeaonava.as,.e
i. O arrematante duranto a cxecuqao das
PALTA
dos prtfoi trrenle otnreor, nlgodiin, e mais
gneros dn paiz, t/ue te despachan! na mesa dn
consulado de Pernambuco. na semana de 13
a 1H de Mimbro Assucareincaixasbranco I. qualidade i:
canada
(ienebra
i
Licor .
una
ii m
i>
ccnlo
ELEICAO' DObJUIZES E MAIS DEVOTOS,
QliEHAO' DE FESTEJAR A SENHOBA
DO CARMO DO FKONITSPICIO, NO
PRXIMO FUTURO ANNO DE 1857.
Juizes.
Os J11 ni.-. Srs. :
Teen te Pedro Alexanrlrino Rodrigues l.ins.
Alferes Joaquim Speridio da Silva Guimares.
Juizes prolectores.
O Illra. a Exm. Sr. marecha! de campo Jos Joa-
quim Coelho.
O Illm. Sr. commendador Domingos AffonsoNerv
Ferreira.
Joas.
As Illmas. o Exmas. Sras. :
D. Anua Bernardina de Castro Porlella, filha do
Ulm. Sr. Manoel Antonio da Cunha Ros.
D. Anua Carolina Coelho Sayme, mullier do Illm.
Sr. Policrpo Jos Laymo.
lui/.as protectoras.
As Illmas. a Exmas. Sras. :
D. Amalia Augusta da Silva Oliveira, mulher do
Illm. Sr. Francisco Amonio de Oliveira.
D. There/.a Ferreira Dias Figueiredo, mulher do
Illm. Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueiredo.
Escrivaas.
As Illmas. i! Exmas. Sras. :
D. Candida Josephina de Oliveira Fonseca, mulher
ilo Illm. Sr. Dr. Joaquim Jos da Fonseca.
M. Carolina Donilha l'arreira da Silva, mulher do
illm. Sr. alferes Cantillo Augusto Ferreira da
Silva.
Escrives.
Os lllms. Srs. :
Alferes Antonio Cordeiro da Cunha.
Joao de Castro de Oliveira Guimares.
Protectoras.
As Illmas. e Exmas. Sras. :
U. Evelina Teixeira de Macado, ilha do Exm.
Sr. presidente da provincia.
D. Joaquina Clara de Gusmo Coelho, mulher do
Illm. Sr. Joao Pinto de Lemos Jnior.
D. Bibiana Augusia Pereira da Silveira, mulher
do Illm. Sr. capitao Joaquim Jos Silveira.
D. Francolina Perpetua da Fonseca, mulher do
Illm. Sr. Dr. Joaquim de Aquino Fonseca.
D. Delnquela Muni/. Tavares, mulher do Illm.
coronel Manoel Muni/. Machado.
D. RitadeCassia Coelho Cintra, filha do Illm.
Sr. Manoel Coelho Cintra.
D. Flora de Araujo Xavier, mulber do Illm. Sr.
Dr. Ignacio Firmo Xavier.
D. Mara Carol-na Cadaval Quarcsma, mulher do
Illm. Sr. major Jos Thomaz de Campos Qua-
resma.
D. Anna Carolina Borges Leal, irmaa do Illm.
Sr. Dr. Antonio Borges Leal.
D. Anglica Maria de Luna, irnaa do Illm. e
Rvm. Sr. fre Lino do Monte Carmelo.
Protectores.
Os lllms. Srs. :
Barao da Boa-Vista.
Barao de Capibarib.
Commendador Rento Jos Fernandos Barros.
Acadmico Manoel Figueroa de Faria Filho.
Jezuino Ferreira da Cunha.
Joao da Cunha Neves.
Procuradores.
Os lllms. Srs. :
Simplicio Rodrigues Campello.
Manoel Jos de Oliveira.
Jos Guilherme Guimares.
Hermenegildo Jos de Alcntara.
Jos Cicilio Luiz de Albuquerque.
Alcxandre dos Santos Silva Cavalcanli.
Joaquim Euzebio de Souza.
Marcolino dos Santos Pinheiro.
Encarregados da feslividade.
O Illm: e Rvm. Sr. frei Jorge de Santa Anna
Locio.
0 Illm. Sr. capilo Firmino Jos de Oliveira.
Mordomos.
Todos os devotos da mesma Scnhora.
mase.........
bar. e sac. branco. ... ...
i' < mascavado.....
i> retinado...........
\lgodiio em pluma de l. qualidade
l) .a
w o i 3."'
em caroco.........
Espirito ilc agurdenle .
Agurdenle cachara....... i>
de caima....... >
resillada..........)
do reino........ i>
.......... canada
........... botija
.......... canada
.......... garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca............>
Azeitc de man.mu ........caada
y niciidohiui........*
de peive......... "
Cacau............... a.
Aves araras .......
b papagaios.......
Bolachas............
Biscoilos............
Caf lii ni............
b resslolho.........,
a om casca.........
" muido...........
Carne secca ..........
Cocos com casca........
Charutos bous .........
b ordiuurios ......
regalia e primor .
Cera de carnauba.......
ii era velas.........
Cobre novo mo d'obra .
Couros do boi salgados.....
b verdes..........
b espitados.......
b de ouea ........
b b cabra curtidos .
Caachimlio......., .
Esleirs de preperi.......
Doce de calda.........
b b aoiaba........
b seceo ..........
b jalea ,......
Estopa nacional........
b eslrangeira, mito d'obra
Espanadores grandes.....
pequeos ....
Farinlia de mandioca .....
b m niilho......i
b b aramia.....
Foij.io............
Fumo bom ........
b ordinario.....' .
b em folha lioni.....
ordinario ....
b reslolho.....
tpcracuauha.........
(jomma...........
(iengibre...........
Lenia de achas grandes .
m i> peqiienas.....
i b lorofl....... b
Pranchas de amarello de _! costados urna
>i b louro......... B
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e :! t a 3 de I..... i
b de dito usuaes....... .
Costadinho de dilo........
Soallio de dilo........... b
Forro de dilo...........
Costado de louro......... a
Cosladinlio de dilo........
Soalho de dilo........... b
Forro de dilo...........
b b cedro ..........
Tiiros de lalajulia.........
Varas de parreira.........
b aguilhadas........
b quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c.
b eixos B B B B
Mclaeo...............
i>
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milheiro
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alqueire
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alqueire
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323000
:te(Kio
23000
2*000
3!M
II3000
243000
!(3 ohras proporcin"ra transito ao publico.
5. Para ludo o mais que nSo se acbarde-
terminado as presentes clausulas nem no
orcatnenlo, seguir-sola o que dispOe a res-
pcito a lci 11. 286.
Conforme. O secretario, \. I". dWiinun-
ciarlo.
0 Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz
municipal e provedor dos residuos e cajiellas nes-
ta i-idade do Recife e seu termo por S. M. I. e
C. que Dos guarde etc.
Fajo saber aos que o prsenle nrtital vircm, que
linda a tercena praca a na audiencia dette jui/o,
que lera lugar no dic 22 deste me/, se proceder
a arrematarlo das rendas das casas, que constitu m
o patrimonio das irmandades do Sanlissimo Sa-
cramento, Almas, l.ivramonlo, Conceico da Con-
gregacao, Espirito Sanio, Conceijao dos mili Lares
a qual administra o patrimonio do Santa Anna,
todas da freguezia de Santo Antonio, assim como
as rendas das casas do patrimonio da irmandade
das Almas, edeS Tingo do Filar, ede Sania Lu-
zia do Corpo Santo, frefjuezia do llecife, consUn-
do do escriplo, queso acha em poder do porleiro,
os presos, e rondices da arrematajao.
E para que chegue ao conliecimento de todos, se
passou o presente, que ser publicado pula im-
prensa.
Recife 11 da oulubro de 1Sj(.Eu (ialJino
Temistocles Cabral de Vasconcellos o escreti Fran-
cisco de Assis de Oliveira Maciel.
Pela inspoctoria do arsenal de marinha se
faz publico, (|ue a commisso encafregada de ema-
nar as machinas, caldeiras, casco, apanilho, mas-
treajao, veame, amarras o ancoras da barca de va-
por guarassu', da Companliia l'ernambucana de
navegacao costeira, achou ludo isto em bom estado,
por cujo motivo foi unanimentc de parecer que
palia esse navio fazer a viagein para a qual de
presntese destina.
Inspeecao do arsenal de marinha de Pernambu-
co em 14 de oulubro de 1856.Eliziario Anto-
nio dos Santos, inspector.
A cambra municipal do Recife manda
publicar a postura addicional, abaiSO trans-
cripta, approvada provisoriamente pelo F.xm.
Sr. presidente da provincia om dala de !'do
corrente, afim de que seja abservada |
Pago da cmara municipal do Recite, 13
de oulubro do 1r3<>. --Itarilo de Capiharibc,
presidente.Manoel Ferreira Accioli, secre-
tario.
POSTURA ADDICCIONAL:
Art. nico. Nos lugares abaiso declarados,
alm das casas que se construirem, secundo
o disposto no titulo 7 das pisturas de 30 de
junho de 181!), lie permitido fa/.e-las do oi-
tOes singelos, tendo 22 palmos de largura de
urna artista a outra, 50 a 60 de tundo e 16 de
altura inclusive a cornija; o as respectivas
portadas ejanellas, aquellas 11 palmos de
altura sobre 5 de larg>, e estas 7'de alio c
5 de largo, sendo os fundamentos solidos e
sulTicienles : os infractores soffrerao a mul-
ta de 15/ e a obra sera demolida a sua cusa.
Ra do Progresso, Esperanza, das Nim-
phas e Conquista, fim da rua dos Pires at o
Campo Verde, ponte do Manguinho em dian-
le, Capunga, estrada de Joao Fernandos Viei-
ra, Joo de Danos, Bele.m, Rosarinho e Al'-
tlictos, estrada nova que condZ ao Caclian-
Ra, cabauga, ao lete da estrada do ferro,
l'reguezia dos Al'ogados, e estrada do um e
outro lado.
Pago da cmara municipal do Recite em
sesso de 8 de oulubro de 1850. barSo de
Capihanbe, presidente.Uudolplio Joo Ba-
rata de Almeida. -- Manoel Jonquim do llego
e Albuquerque.- -Jos Maria Freir Camciro.
--Francisco Luir. Maciel Vianna. Antonio
Jos de Oliveira.
Approvo provisoriamente. Palacio do go-
vemo de Pernambuco '.i de oulubro de 1856.
Sergio de.Macedo.
Conforme. O secretario, Manoel Ferreira
Accioli.
oulubro de 1856,O secretario uterino,
Aletandra BoariEucs ins Anjea.
ItKPAKIK AO DAS OBRAS PUBLICAS.
A reparticAo das obrn publicas contrata o brne-
rioieuio de lijlo de alvenarll -rossa e rea para as
obras da capital, palo lempo dtala mezea. Os pre-
tndanles dirijan as loai proposles em i-arla fechada
ao Illm. Sr. director interino no dia 21 do correle
as 11 horas d manhaa nela sccrciaria.
Seerelaria da directora das obras publicas 13 de
oululiio de ls."ii.(i secretar,
Joaquim Francisco de Mello Sanios.
BAILE POPULAR
DE
mscaras e pluintasias,
NO
^iiivii Tf i5a iim rn '^ruii.
SABRAHO IS HE 0UTUBR0.
Os direclnres. animados por al^uns aroicos e in-
lluonles, leem leliberBdo dar mais aL'uns bailes,
esrriplnno da nsencii:, no iiip-iiio dia da dictada do
paquete, ns-im lambemos enerare! a Irele, deven lo
os dc-pai'hose os cniilieriihenlos, seicm enlrecues
na agencia, alo o rneio dia do dia da sabida d pa-
quete : agencia rua do trapiche D. 10, segundo
andar.
K. Btsaul, capillo da calera ingleu I indas,
viuda oe l.verpool em 2o do me/ prximo pasaado,
roga ao CODOgualario dn um barril marca Sli, pura
mandar panal o respectivo Irele na e.i*a do eonslft-
nal.ilio James Itwlcr v\ Companllia, na rua da Cruz
n. ii.
I'ari e .tracal;, com muila brevidide tabeo
hiale Aurora, por ler joparle da cargs prompla ;
para o talo e pattageiroi, iraU-ta com Marllns&
Irmo, na roa da Madre de Dos n. ->.
PuTix i Bulla
o valeiro e bem conhecido palhabolc nacional .illous
Amigos, pretende teguii com minia hrevidade, por
ler parle de sen earregaineulo proniplo : para o res-
to e pissaaeirot, para os quaes lem eiceUeates rom-
modo-, Irala-se com o seu consicnalario Aulonio
l.ui/. de (Hiveiri Azevedo. rua da Cruz n. 1.
toilot*.
O ennenheiro civil John Scoll l'ucker, leudo
de retirar-te com sua familia para Europa no prxi-
mo vapor, i .ii .i leilao, por inlerveneAo do acenle O-
liveira, de Inda a mobilia da sua casa, coneislindo
em bellos sof-i, mesas, canslos, cadeiras, mesa de
janlar, toucadores, li-emii-i, Ipos, una peca nova de
lindo tapete de lia, apparelhos de porcellaiia para
janlar e sobremesa, almoc,o e cafe, erjltaeta piulu-
ras. facas, carfos e eollicies, lano de easqunha co-
mo de prala, e inultos outros objeclos, como sejam,
sellins, livrns de grande | roen, i- nina mai-lni-a |.h.i-
viso rei iTdo~UaMrridw* os iivri'i'|,e"os"'pa7- i """I*'* ,c- eie- quurla-feira, 15 do correnle.
pa
liculares e nao liavenlo presentemenle oulro diver-
limeulo, coiii.im os direcloies ler grande allluencia :
para commodidade dasconcurrenles havera no edifi-
cio mascaras e vesluarios, para as pessoas que os
quizerem alocar.
Maranhao e
Para.
Segu om poneos dias o bem cotilleado
brigue escuna > Laura ", recebe carga
e pussageitos : trata-se co-.n o consignata-
rio J. B. da Fonseca Jnior, rua do Vi-
gario ii. 'l~t.
tteal
quetes
cciitpanhia
inglezcs a
(io p-
vapor
as lo horas da manhaa, no Mi contiguo, e aules de
ebegar ao do Sr. commendador Joao Pmlo de Lo-
mos na Passagem da Magdalena.
Lcilo
&eGttt/&t&<
quintal
duzia
:90(M)
HjJOOO
7)000
I9OOO
8JJ0OO
(3000
15000
25000
3-3000
15280
15000
19020
15280
2650UJI
ISjOOO
5240
No dia 21 deste me/, espera-se do sul o vapor
AVON, commandanle Hivete, o qual depoisda de-
mora do coslume Mgoira pala Soiilhainpton, locan-
do nos porlos de San-Vicente, Tenerill, Madeira e
Lisboa : para pas sentes Adamsoo Uowie i C, ruado Trapiche-No-
vo n. 12. N. It.Os volamos que pretenderen)
mandar par Southampfoo, deverio estar na asen-
cia duas horas antes de se ferhaiem as mala, e de-
pois dtsta hora nao se recebera volume algum.
-- Para o Aracal> segu em poneos dias o hiale
nCapibaribe ; qnein no mesmo qnizer carrejar ou
ir de passacem, diria-se a rua do Vinario n. 5.
COMPANHIA PKItNAMIUT.ANA.
A bordo do vapor IgoaraMo'a que dpve sabir para
os porlos dn sul al Macelo no dia 15 do correnle,
recehem-se marinheiros a 3U5000, e mocos a -Ji; :
previne-sc a qiiem convier, que devera apresenlar-se
munido de seus papis em devida formo para a ma-
tricula.
KA O KlO
de Janeiro.
Milliu......
Pedra liltrar .
rebolos .
Ponas de boi .
Piassava......
Sola ou vaquela .
Sebo em rama .
Pello de carneiio
Salsa parrilba .
Tapioca.....
robas de boi .
SabSo ......
Vinagre pipa .
par
caada
alqueire S9W0
urna jtil
* 65OOO
o 800
i-3200
5200
3000
ttOOO
9360
1(15000
30200
taoo
51-20
301000
cenlo
molho
11 ICIO
urna

. cenlo
a
Pipa
Wtotomtwfa 00 pxt0.
QMtU0*
KACA O RECIFE Ii DEOUTLBKO AS 3
dOllAS DATAKDE.
Colates olllciaes.
Cambio sobre landres 27 3|.
Dilo sobre Pars60 d|v. a 3i6 por fr.
frederico fnbUUard, presidente.
/'. Borges, secretario.
y'avtos entrados no dia 11.
Babia por Macei2'J das, do ollimo porto 5, hiale
brasileiro Sanio Aulonio TriamphoM, de 126 to-
neladas, mestre Julo Flix do Menezes, equipa-
gem 8, rarza geuebra e lastro de rea ; a Domin-
gos Alves Malheos. Perlence a Baha. Passagei-
ros, I- el 1 v Pereira da Souza, Fraucisco Jos 111-
rr,os
Camaragibe2 ditt, hiale brasileiro Sania Lacia,
de 2i toneladas, meslre Estev9o Ribeiro, eqoipa-
gem 3, carga assucar, arroz c madeira : a Manoel
' Jos l.eilc. Perlence a Pernanriuco. Passagei-
roi, Aulonio Moreira da Silva, Antonio Mauricio
de Lima, Antonio Jorge Rodrigues, Paoli Acheo-
les Canavarro, Ignacio AJves de Monra, Flix los
Guando c Lira e 1 e Colinguiba0 dias, sumaca hrasileira Ventura Fo-
lias, de 109 loneladis, meslre Marcelino Jos Bi-
(ancourt, equipagemll, carga assucar, couros e
almilla 1 ; a Scbramm Whalely Companllia.
Passaceiro, Jos do Nascimeoto. l'erlence a Per-
nambuco.
Calliao de Lima96 da', patacho prnssisno xBri-
Ihanleu, de 226 toneladas, capillo II. t. Albre-
chl, equipagrm 9, carga gomo ; ao capilo l'er-
lence a Danlzig. Veio refreicar e segu para
Nautes.
Terra Nova38 dias, barca ingle/.a Rollieseyu, de
201 toneladas, capilito W. Taylor. equipagem 13,
carga 2,510 barricas com bacalho ; a Saunders
Brnlhers & Companhia. Pertence a S. Joo Ter-
ra Nova).
Savias sabidos no mesmo din.
Rio de JaneiroBrigue inglez Delpliimn, com a
mesma carga que trouxe. Sospendeu do laroei
rao.
Liverpool pela Parahiba--Calera insleza Linda.',
capilo Robert li-.anl. carga assucar. Passagei-
ros. James llunler, sua senhora e I lilho.
mit*c&.
CAMBIOS.
Sobre Londres, 27 1|2 a 90d. e 27 3|8 a 60.
Pars, 350 a 336 rs. por fr.
Lisboa, 08 a 100 por ", de premio.
Kio de Janeiro, l|2 a 1 por 0|0 a 15 e ;W dias.
.V-cn- do Banco, 00 a 70 0|0 de premio,
u companhia de Beberibe 545000.
compaubia Peruambueana ao par.
Ulilidade Publica, 30 porceutode premio.
1 11 Indemuisadora. 52 idero.
,i da elrmla de ferro 0 por Opj J* premio.
Diseonto de leltras, do 7 a 7 l|2 por 0m>
Dilo do bancu7 a 8 por 0|().
ouro.Oncas hespauhulas. -85 285."i00
Moedas de 65 OO velhas .... I65OOO
1..-; 11,1 uovas I65OOO
4000.......OjOOO
Prala.Patacoes brasileiros......250OO
Pesos columnario-......25000
i) mejicano....... i&HM
ALFAMiEtiA.
Hendimenlo do dia 1 a 13 .
dem do dia I i......
261:1081309
301745*710
CONSULADO 1. hit AL.
Kendimenlo do da 1 a 13. ....
dem do dia 11.......
201:8515010
5:6695688
1:617c376
7:2S7r-2i
DIVERSAS PROVINCJAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13 046fB9 ,
dem do dii Ii........ '.W8538 5:890/500.
0 Illm. Sr. inspector da thesouraria pro-
vincial, em cumprimenlo da ordem do L'xm.
Sr.1 presidente da provincia de 6 de corre-
le, manda lazer puhlico.que no dia 6 de 110-
vembro prximo vindoduuro; peranle a jun-
ta da lazenda da mesma thesouraria, se lia
de arrematar, a quem por menos fizer, a
obra do empedramento do 19- lauco da es-
trada da Victoria, avallada em 5:890/500.
A rrematacSo sera' foita na forma da le i
provincial 11. 315 de 15 de maio de 1851, e
sh as clausulas especiaos abaixo copiadas
As pessoas que so prQpozcrem a esta arre-
maiacfio comparecarn na sala das sessOes da
mesilla junta no dia cima declarado pelo
meio-dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou a(lixar o pre-
sente c publicar pelo biario
Secretaria da thesouraria provincial de
Pernambuco, 11 d oulubro de 1856. ~0se-
cretario, v. F. d'Annunciaqilo.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1. As obras do empedramento do 19 lau-
co da estrada da Victoria, na extensao de 714
brabas, scrSo feitas do conrormidade cm o
ornamento tpprofado pela directoria cm
conselho e apresentado ao F.xm. Sr. presi-
dente da provincia na importancia do rcis
A aministra^ao do correio ongaja pessoas
que sejam bons andadores, a 1 rs. diarios.
TRIBUNAL DO COMMBRCIO.
I'or esta secretaria se faz publico, que nesia data
l'oi inscripto no livro da matricula doscommercian-
les o Sr. Jos Rodrigues de Araujo Pono, cidadao
portugus, rom sua casa de commercio em grosso
c a retalho nesia cidade.
Secretaria do tribunal do comincnio de Per-
nambuco 14 de oulubro do 185(i.Dinamerico
Augusto do Reg Rangel, no impedimento do
oflicl-maior.
I'or esta secretaria se faz publico, que nesla
dala tica registrado o addiatnento ao contrato so-
cial da firma de Sacaveni, Barbo/.a & C. residente
em Macei, registrado na mesma secretaria, folha
53 verso, do registra publico ;pertencendo do pri-
meiro de Janeiro do anno prximo pas?ado em di-
ente, o terco dos lucros e perdis a cada um dos so-
cios.
Secretaria do tribunal do commercio do Per-
nambuco 14 do oulubro de 1850.I). A. do
Reg Rangel, no impedimento do oflicial-maior.
O arsenal de marmita compra no da 2"> do
correnle mez, a visla de pmposlas apresentadas nes-
le mesmo dia al as 11 horas da manhaa. para for-
neciraenlo do almotarifado, declarando ellas um
precii livn, os objeclos seguiotfs, da inelliui qoali-
dade : Sapalilhos, papel de peso, sulla, chumbo
em lencol, tai\as de cobre de Ires a seis qoartos, ca-
bo de Manilhii, oleo de liohaca, remos de faia de
Ireze a dezeseis ps, vistas de osso, lumia ioglcza es-
ireita, merlim, sebo em pao, cera em archoles, co-
Iheres de fero, dedaes de repudio, pregos de cobre,
plvora groisa, plvora fina, IspiSa
!n-|icrc.in do arsenal de marinha de Pernambu-
co, 11 de oulubro de 185(i.
O secretario.
Alejandre Rodrigoea dos Anjo--.
.N'iio apresentando-se na sesaSode hojo
do conselho de adminisirar;ao naval concor-
rentes ao fornecimenlo de assucar, agur-
dente, carne secca, sal, toucinho, a/cite de
carrapalo e carne verde, estes gneros da
melhor qualidade, incluidos nos que ltima-
mente loca ni aniiunciados como precisos
para os navios Uc guerra, barca de escava-
no, piacas do arsenal de marinha c Africa-
nos ahi existentes ; manda o dito conselho
lazer publico que o contratara no dia 15 do
corrate'mez, a vista de propostas apresen-
tadas pelos respectivos inleressados ueste
mesmo dia ale as 10 horas da manhaa,
Sala do conselho de a'dministracilo naval
em 7 de nutubro de 1856. O secretario iu-
teriuo. Mexandre Rodrigues dos Anics.
ADVERTENCIA.
O procurador de cmara municipal do Recife, avi-
sa a lodos os senhores douos de carros de aluguel, car-
rocas e muros vehculos de cuuducao, que o prazo
marcado para o pagamento do imposto dos mencio-
nados vehicnlos linda-se no ultimo do corrente mez
de ootubro ; incorreudo na mulla de SO for cenlo
aquelles que deixerem de vir uo dilo prazo.
0 REPARTICA'O DA VACCINA. %
A Com autorisacao do Exm. Sr. @
@ presidente rio provincia la/.-sepu- gs
;?j blico, para conbecimei>to dos na- -'::
A hitantes desta cidad, irueotdias
de vaccinu Seto de lioje em
ante iius quintas e domineo de
Vai seguir com toda brevtdade o bri-
guenacional KLVIFA, o qual lem nina
grande parte doseuca rvfjumcnto proinp-
to: para o resto, passageirose esclavos,
para o que tem e\ccllentes commodos,
trata-se com o consignatario Jos Joa-
quim Dias Fernandes, rua da Cadeia do
Recife.
Para o Kio de Janeiro seguir' breve o brigue
nacional tala, capilo Manoel Antonio de Castro:
quem no mesmo qoizer cirrigar, pode contralar
com os consignatarios Amonni Irmao;, na rua da
Cruz o. 3.
Para a Baha.
Quinta-leira Hido crrente, seraoven-
dido em leilo, sem limite algum, lodos
os objectos salvados e pertencentes ao
cascoemacliinismo do vapor A1AKQUK/
UI ULINIJA, inclusive um pedaco do
casco lado da proa, lioiando t; anda com
grande parte de seus arranjos, com as
necenarias proporciM para um elegante
brigue, oulro do lado da popa, que es-
ta prestes a lioiai e com i inaior parte-
dos seus arranjos, ambos em Goianna,
onde o mesmo vapor naufrago!!, e pode
ser examinado, diversos lotes de lerra-
gens, paos, cadernaes, tanques, bombas,
coi-rentes, botnete e mais outras muitas
cousas, juntamente o exccllente macbi-
nismo, cujas pecas esto bem tratadas
c em pcrleito estado, podendo todos se-
ren examinados nos lugares onde estufo
depositados, rua do Rriun, armazem que
foi da Si-a. viuva Souza Monleico, e caes
de Apollo, armazem doSr. Araujo, onde
sera" o leilao, as 11 horas do dia indi-
cado.
Johnslon Paler & Companhia farito leilao, por in-
lervcneao do agente Oliveira, do mais esplendido
Siirlimeulo de lazeudas inglezas, Indas proprias do
mercado: quinta-feira, 10 do eorrenlp, as lOhoias
da manhaa, no seo armazem, rua do Vigario,
O agente Rorja, quinta-leira lli dn correle
a 10 boi as em poni da manha, fara leibto dos mo-
vis esislenles na casa tila na rua da Aurora n. (O,
1." andar, pertencenles ao Illm. Sr. Ur. liervasio
Goocalvesda Silva, os quaes consi.lem huid forle
piano de Jacaranda urna elegante mobilia de jaca-
randa, com pedra, um soberbo loilrlle, um riquissi-
mo bram, una escrivaniiiha, eslanle para livrns e
livros diversos, rraoeeiet, inglezet, portugueses, ele,
guarda vestidos, guarda rnupa, conunodsf, umaei-
cellenle ciinia franeeza de Jacaranda, movis diver-
>.i* para quarlos inleriorete gahinelcs, una solTrivcl
mobilia para sala de janlar, guarda louea, parado-
res rom pedral, lavatorio* e oulros mudos objeclos
de mareineiria, obras de prala bem como faqueiru,
salvas moderna^, palileiro*, ele, lindos vasos e fi-
guras de porcellana de Sevares, pnfeites diversos para
sala, lpeles, esleirs de forrar sala.caisinhas e ban-
cas de chanto para costura, candelabros e lanlernai
de vidro, apparelhos de linissima porcellana, para al-
moro e janlar, vidros e cry.taes para servico de me-
sa, quadros histricos, phantasticos e de pltorcscas
vislas, uleueilios e mai arraujos de casa ele., e urna
infinidad 'le diOerenles objeclos degoslo e lu\o que
fora inipossivel einiuinerar, os quaes r com a vi-la
si- poile appreeiar ; stlim como tambem fan leilao
de um upliino cabriolet novo c una linda pnrcll,n
de cavallos gazios para carro, e que 5e achanto em
frenle da referida casa, as II horas do suprndilo
dia.
'*._- ^Ei \D j^j \uhjj ^*Si
Quem predi u de urna sma,| ai i rasada ponra
(aniilia, ou lionium -"lieiro, dira-se a na du Vi-
gario n. 23, que achara com quem iraiar.
Piecisa-se de nina ama para servieo de i asa,
comprar na rua, para casa di: ponra familia ; na
ruado Livrarnenlo luja n. -i.
Roga-ss ao supplkante que esleve tirando a
molla da fccliadurn no dia I:! dn eorrenle.as 7 ho-
ras da noiii-,na rua larga dn Rosario,qae veja como
so arranja no caso de apparecer algnm furlo.j'ois
|ue lia muitas lesteoiunhas que viram e lie muilo
conhecido.
QUESTAO' SOBRE PHOTORAPHIA.
Segondo srligo.
Os relalos tirados pela plioiouraiibia em papel
nao sao lisot, alleram-se, deroinpoein-se e desappa-
reeein erm o lempo. O prinriido da pholographia
em papel repona na proprielade de que geiam os I
sacs de prala de seren deeompostns pela luz. o ene- | |,|||n-|e n. ri."'.l
srecerem com o contracto dos raios luminosos. Se!. I-> eolloear-se em una careara obscura urna folha de quai'li) I-O.I
papal impregnada da diMotacS de um done* Mes, II dilo "12
acconlecera'que as parle esclarecidas enuejrecerao, .,.,,0 | <|<|.")
e que as nutras eonser\arao sua cor branca prim-
"Tma vez que o papel leona soflrido a in.'.ueuci, Osbli.^OS COH1 1 rul)r
dos raios luminosos, quer na cmara nhscura, qoer
na cbassis positivo, a imazem que se liver lenlado
copiar, ahi fiea impressa dn nina inaneira, por assim
dizer virloal, he, pot, neceasario fazer com que ella
appareca, e esla operarlo conslilue o que se chama
em pholiigraphia o dcsenvolviineuto da imagem ou
a passauem ao acido callico. A imauem que so ap-
p.irece sobre o papel, sob a influencia da reacrSo
cliimiea, que se eslabeleee entre a \ndure de prala
e o acido galilea, ele., tf" abandonada a si mesma
n.lo lardarla a despparecer ; be, pois, necessario por
nma nova operaito rhimica litar esas imagem sobre
o papel, resultado qoe ale boj mu imperfetamen-
te se lem conseconlo, ap-zar dos reiterados esforcos
dos boinens da srieneia c dos pholegrapboi mais dis-
linetos e mais esclarecidos de loda a Kuropa, de sor-
te que al boje muda esta1 ua massa dos impottiveit
a inaneira de lomar l\o o relalo de pholographia
sobre papel.
Kin parle chamaremos em apoio do que arbamos'
de di/er aleona Ireelun de urna caria do dislinclo
pholouraplio niglrz o Sr. fhomal Sullon, o qual pro-
[ioz mu novo i......para oblerem-se relralos de pho-
lographia em papel, carta que fui publicada o anuo
prximo pagado, em um dos nmeros do jornal da
sociedade pholograpluca de Londres.
A prova podf ser solphorelada : he a prala roe-
lahca que forma as sombras, a qual pode Sr couver-
lida em sulphure negro por um dos melbodos teguin-
tes: immergir o papel rui um bauho sulphydralo de
amoniaco ou um banho de hvposulphilo, ao qual
se ajuula um acido \odo,aCflai'.o de chumbo.cliloru-
re de ferro ou nitrato d- prala.
o Os retratos de pholographia em papel qua lo
sulfurelados, en/'rao itere m-sr /renuentemente por
cansa da difiieuldade de levantar-se por la\agens as
malcras superabundantes. As e\peiu-uriasrcenles
de M.\l. Daeanoaa Glrard lendein a lazer crer, que
ellas se enfraquecem em couscquencia de urna o\i-
dacao em una aii.mu-'i licia liuin'iua, purcni os tac-
tos anda eslao envulvidos em obscuridade...... l'ma
prova pode ser colorida por um processo do sulphu-
rai;an marcliaudo siniulianeanienle cum a doposicjla
do ourn.
a Clieza-sc a esle resollado immcrgindo i prova
em um banho de liNposulphilo addiciouado com clo-
rure de ouro.
O clore pao em liberdade o ensofre necessario
para sulpliurelar a prova, e o ouro subslilue una
parle da prala.
Em esumo lie urna serie de composicoes com-
plicadissimas.
Nos rctralos preparados por esle melbodo a par-
le colorida que he devida a sulphurac,ao enfrnquece-
ra' a cor...
a O relralo se enfraqupce, os ervos lornam-se
paludos e o eufraqucciiiieiilo da tinta ganha lodo o
relralo.
'i Os retratos podem ser inleir.imenle coloridos
pelo ouro... urna prova as-im colorida sera', segundo
creio, permanente.
O Sr. Thomaz Bulln enganava-se quainlo escrc-
veu estas ultimas palavrat ; n qoe elle suppiinha ha
ver consegu lo defHMI de inuila< de-pe/as e arduos
trabalhos ainda esla' por descubrir, como mo-lrare-
><- brevemeoie com a Irantariofao ueste Diario de
urna caria do Sr. I.. Aliar) de riorenea, um dos
melhorea pholographia da Europa, e que achamlo.
se em Osborne leve oeca-iao de ensatar com o llr.
.....o ni?lliodo do Sr. T. Sullon, edepoisvol-
tando a ilorenca c pralicando-n adqiieno certeza
de que anda nao eslava deseoberlo o ineio de tornar
perinanenle os relralos de pholographia em pa-
pel.
terminamos boje ueste ponto.
LOTERA di provincia.
iJ parte (in Ia loU'ria d*
Or in Tereeiwi to
Citrino.
Corre sabbado 18/c ottfir-
bro tic 1850.
O a!)ti\o assicnadoHvi-
sa ao respeiUvel publico
que vendeu as segiiiiites
sortee:
'):IMIII.SI(HI.
2:IIIMI.sllllll.
'llHMMMI.
"O.S'IMI
oni a i
ea do abaixo assnailo,
nao estfto sn jeitos ao tlis
cont dos 11 por ecnto do
imposto g^eral, que serAo
paos logo que saia a lis-
ta, na rua da Cadeia do
Recifen.4&.Por .Salus-
tiano de Aqmno Ferrei-
ra, .ios Fortunato dos
I Santos Porto.
LOTERA da proyihcia.
O abaixo assi<;iiido a-
visa ao rcspeitavel publi-
o, a vista, sendo da quantia
de cen mil res par t cima,
os seus felizes billietes,
nieiose quastos, pelos pre-
os abaixo decluraditS, na
rua da Cadeia do llecile
. -45
Billieles
Alcios
Oiiarlo
O patacho nacional Alhalo, chegado do Mara-
nhao, com melade de sen carregamenlo para a Ba-
bia, pretende seguir com muila brevidade ; para o
resto trata-se com o toa consignatario Antonio l.uiz
de Oliveira Azevedo, rua da Cruz n. 1.
Para o Rio de Janeiro
segu em poneos dias o brigue brasileiro o Adolphou,
deque he espilSo Manoel I'ereira de Sa; para o
resto da carga, passageiros e escravos a frete, Irala-
se na rut d> Cadeia do Itecife n. lili, ou com o ca-
pilo na prara.
Companhia Per-
nambucana.
Largo da Assemblea u. l.
O vapor brasileiro hjuarassn segu para Macei
com esrala por i'amandare e Harra-liraude, no dia
15 prximo, lem excellenles accommodac,oes para
carga e passageiros : recebe al ao meio-dia do dia,
ii, e o espediente ferhar-se ha as horas do da
-aluda. Recife 1" de oulubro de Is'ii;.
Para pelo Mar-
Quaxta-feira, -21 do corrente, ao meio
dia em ponto, o agente Oliveita lara"
leilao, por ordciri e em presenra do Illm.
Sr. cnsul da Franea. e no respectivo
consulado, sito na rua do Trapiche
desta cidade, dos serjuintes dous terrenos,
pertencentes a' liquidarlo da massa do
finado Nicolao Gada ult; a saber : umeom
2.")0 palmos, no lugar e estrada da Soleda-
dc, sendo parle do sitio do finado llercula-
no Alves da Silva e de sua Exma. consorte,
confinando com os de Lourenco da Costa
I.ouieiro edocirurgiao Manoel Pereira
Teixeira, e dtvidindocom os de Felicia dou
c .... i de Apollo, armazem n. i, que encontrara com
sacramento, de.loai|uim Xavier da Mam, quem traiar.
e com as casas me deitam para a estrada I Preeita-sa de una ama de leiic : na rna l)i-
que vai da Soled.de para o JManguinlio ; ">H J ZtXSSt'wmmM, de S. ios de
SEGUHO.a.,
Componan de seguros wia-
ritimos e terrestres, esla
befecida no llio de Ja-
neiro.
Capital mil contos de rcis.
Ollerece ao commercio vanlagcns que n?nhuma
oulra companhia tem felo al acora. Accitam-se
pmposlas desezuro no escriplorio de Isaac, Caris A
Companhia, agentes da companhia, rua da Cro
n. SU.
l.ii-lavo Menriqne l'raeger, curador liseal dr
massa fallida ile Joaquim de Oliveira lala Jonior,
faz leanle aos respeciivns credores, que un dia ->i do
correte ler.i lugar i.a casa do E\m. Sr. Dr. juiz de
direilo especial do commercio a reuniao dos mesmoi
credores, e ahi serao apresentsdos os trabalhos da
commissilo verilieadnra dos crditos, devendn os
memhros da mesma commissilo ipreseutarem os sus
crditos ao dito cuialor liseal, atim de serem venfi -
rados, e isso antes da indicada reuniao.
l'reeisa-se de urna ama para oasa de rapaz inl-
teiro : na rua da Cadeia do Recife n. 11.
l'reeisa-se alugar seis prclos para armazem di
assoear : quem tiver e quizer aluoar, dinja-se a rua
O
di- ;
as quintas e domingos
cada scmi.na, no lugar e horas
anteriormente declaradas: nos do-
mingos estar' esla reparlirao a-
uei'ta ale a's i I horas da manha.
t Dr. Joao Xepomuceno Dias Fer-
tji nandes, commissario vaccinador
nrovincdl.

Segu em pourd? dias para o I'.t, rom escala pe-
lo Maranhao, o lirigue brasileiro Clara, de primeira
marclia, o <]ua! (em j parle da carca encajada : pa-
ra o resto e passaueros, para o (]ue nflerece .t--t'i;f-
dos commnd, trata-se com o cunsigrialario Jndo
Pinta Regia d Souz, na travene, da Madre de I>eo,
arma/.em de Mirtins Piulo, ou com o capilo I;cr-
nandu Jos do Sanios, ua >r.:(_,i.
OE NAVECMCA MIXTA.
i rege
Hiba-mar laz scienle ao respeilavel publico, que
lem deaigoado o din l'.l di correle mez para a fela
do inesme padroeiro, e para medior biilhanlismo
convida a todas as poaaoat |iara assislirem com suas
preencas : assim como lera' lugar a entrada di (esla
as 1(1 l| horas da manhia.
RETRACfOS A BAGERREG-
TYPO.
0 outro sito no lugar dos Coellios, com
1 rente para o alinliamento da rua dos
Prazeres, no hairro da Boa Vista, tendo
11 I palmos de largura, na frente da mes-
ma rua : para melhor exame das con-
rontaees ou outros quaesquer esclare-
cimenlos, podem o.s pretendi-ntes dirigir-
se antecipadamente ao referido agente,
em poder de quem para tal lim, exig-
iera as competentes escripturas.
C, J. Altlej \ Companhia fallo leilao, por
inlerven;Ao do agente Oliveira, c por conla c risco
de quem perlencer, de :t-J caijas com folln de llan-
dre>*. e de 3(i peca^ de lonas inglezas, ludo averiado
de asna Iklglda, aquellas a bordo da Balara ingiera
iil.indan, e estas un brigue inulez uElhiopeu, as
suas rcenles vi.igeus de Liverpool para esle porto :
exla-feira, 17 do corrente, as tt horas da manhaa,
no escriplorio do referido senle, roa da Cadeia do
Kccife.
O senle Oliveira far.i leilfio, por conia e ris-
co de quem perlencer, de ITtl pipas vasias levanta-
das, c de 10 barricas vasias que foram de farinlM :
sabbado, IS do correnle, as II huras da manlul.i, no
armazem n. 17, 01 praia deSaola Hila. ; ,,, ds Cniito (U ,,,,.,, de Jo,noJm llc ,,.
O agente \ ieira da Silva, na rua da Madre de veira Maia Jnior, pelo prsenle san convida los lu-
lleosn. :t-, faz leilao seila feira, 17 do correnle, ao dos os credores da relerida masa para apreeenlarcm
N. 12 ATERKO DA IJOA-VISTA N. 12.
O abaiso aegnado tem a dislincla honra do sci-
eniilicii- ao retpeitivel publica desta cidade, que
acaba re mudar o sen c-labelecimento por Halla de
comniodo.ila casa do Sr. A. Slabl da rua Nova para
o alerro da Bos-VietS n. 1J, c vai continuar a Ufar I
relractosdo ultimo goalo, pelas preeos os mais com-
modos.Jlo H. Thoma.
I)crlara-se a peasoa que annunciou ler cnnlra-
lado a compra da casa lila no principio da estrada
dos AfllieloS, perle-ieenle ao Sr. Jos Antonio .Mar-
ques, que este senliur he d-vedoi a Vicente ferreira
da Costa da quantia de .iN.?(iSO.
.\ehandose romeados llenriqoe runn A:
Companhia,
Joao Keller
2f76ft 9t:MI|m
IfM l:tM|IM
Por iSalustianode Aqui-
no Ferreira, Jos Fortu-
nato (los Sanios Porto-
Em cata de Tirom Moras*n *Jr Vina*,prara dw
Corpo Sanio n. 13, ha tres pianos forte* d mcHtof
.tutor, um completo orliroenlo de livros em braiH-o,
lu'd) chrcado pelo ollimo navio de llambargu.
Alng;i-se a caa da rassacMn da Mazdklena,
pinladd de novo, junio a casa do Illm. Sr. \H. ron-
sera : a (ralar na rua do Ilrum. labrica da veU.
.'.., <*>. XX ^. A*" "*K X*> ". *". f**^ "**
-.' '.. -.- -.- ..' *.- ." -*- *.- ." -* -.- *
ajg Vrileu-*e um pequen aunel lo a^ f*\
Si rom Iroo chaves, las ele cvela c iihm <\m \'\
\S cedeede : quem a achu qnrrerido rei- y,
A luir, .lirn1 a rua lar-i .lo Rosario n. ^N. ;'.\
'\ i|uarl andar, que sera recompensado L-e- "*
Qp nero-amenle. '
' Convida-^c a Indos os enmre que po*soirem
eeertVM forles no servieo de sanhar na rua evn
carrelo de aburar e oulros Cfinerm, p^ra qaw alien-
leudo a rrcumstancia de ser mai mnvrmenli* qae
os mesmos e^lejam sob a direcr;io de |esooa Manda,
que melhor os enramtnheem sua orcupaWVes e qur
oilt-rece loila a uarantia e hoin (rain, >obre nd b-a
pa^a e trabdlhn mais hran.lo, como ej alivia-los rt
pernicioso cnslume de carrec-trrm n enormr pe* -le
seis arrobas na cab^^a, contra o ijne prnne-se -
;.uci'-i me ^ faier cles s^rvicns sol*re vehculos aprw-
podos a es-se lira : quem, portanlo, compreben !?
a erando vaolacem desta proposicao, e da pref**refi-
cia de contrato de senhor para com senhor. dihja-e
a rua da Senr.ila Vellia, segando andar do sobrado
n. 7o, para ajostar.
4*recisa-e de om caiteiro para deposito de pa-
daria, que tenha altznma pralica e abone soa cpci-
dade a tratar ua laberna da eqaiua junto ai lars
da rua do Colleeio n. S.
l*recisa-se de urna ama de leite, prefere-fe e*-
crava : Da Boa-\ isla, rua do Arau.io n. i.
GABINETE PUhTtGLEZ
DE LElTUfiA.
I'or ordem do Illm. Sr. presideolr de roii-*llm
deliberalivo, convocae o mesmo coo reuniao ordinaria do dia !.*> do presente m<-/. pela-
T Imras da tarde, oa tala das tetae* do mr-mo etU-
belecimeulo, como determina o arhgo :M> do eslea-
tos. Reeife 13 de oulubro da I85. -- O I. ectr-
lario, Mendos liaimarSet.
O abaito a.unauo faz scienle ao lllms. BH.
de eogenhos e mais pessoas que negociam con. a-n-
car, remeltendo-o pira etta praca, qae se eeka lit-
bilitado em receber pul commisne Silo genere,
espera de seus patricios e emigos, e de aaaalm de
seu presumo se qaeiram ulilisar. as remesMsde eus
assncares, prometiendo o mesmo abano aseignad
eiercer lodo o telo c aclividede qoe Ihe tS# alo-
ne-, envidando todo o e-foreo posivel ota foncMies
Ja liquidada aparac,Ao de dilo genero, como neta o
lem demonstrado. As pemoat cajas rcmetsas e\ce-
dereo de I0."0(k)3 por fra. tomeale pagarte -_ Of(l
de me ; c para tolas se obriga o mesmo abano aneigea-
do a toda eqoalquer compra de objecles em roma
muilos tirar porcentagem. Kecife, ra Hireila. fd-
meiro andar n. ll.t.
Francisco Seraphico de Atsit ViteoncHIos.
Preci*ase de um raiieiro para taberna : a (ri-
lar na rua do Qneimado n. .*>.
IVecisa-se alugar um negro para lodo sertK* .
a Iraiar na rua do (.iueimado u. M.
Precisa-se de om bom eozinheiro, ferro eu c ip-
(ivo : na rua do (Jueiraado n. 51.
l'reeisa-se bem : na rua da Cru n. :ti, sesandn andar.
I'recisa-se comprar uin carro de I roda, em
bem estado, que Mti inaueiro e posa admillir I |*e-
teai rommodaineiile : Iraiar na rua da CaMiasts
Kecife n. Mi.
A mesa i-erjfdora ila lesla lo Glv-
rioso S. i m^alo faz scienle ao respeitavel poldico.
meio dia cm pmlo, de diversas obras de marcineria,
novas e ajadas, relogios, grande quanlidade de pa-
litos de seda, ditos de brim, dilos de alpaca preta e
decores, e mais objeclos que se acharem no dito ar-
mazn, que ludo ira em leilo.
Wo&cZ $itw$t?&
..
...
o
1
@ iuwinci.ll. ,:;.
g..-.....'.j.-"-..-";.-*t -. ea;ii%>*i!aat
-.- .urufvj ..^- ... .JrV,;u..'u..o nfy
Pela subdelegada de Sanio Anlonio je faz pu-
blico, que se arham depositados dous ravfllos, um
rui;o e ouro rodado : quem for seu dono compre-
la na ni '-:n 1 subdelegada, que juslili^ando se
Ihos entregara'.
CORREIO ERAL.
Hendimenlo apurado Do mez de setmbro
ultimo e rccolhido a thcouraria de fa-
zenda........Rs. I:."i75^l
(1 ollicial papelista
l-'ranciseo Miniis da Silva.
o vapor elfpiarasiiiB recebe a mala para Ma-
cei amanhaa (t a* S horas do da.
Devido a u ennaiio meueioiiou-se lio annuii-
co para o contrato no dia 15 do correnle mez de di-
I versos gneros, restantes dos necessario ao foroeci-
__l As Obras priDCipiarO no prazo de um i ,,, dos navios de guerra, barca de escavacao,
J:t Wf3971 mez, e fimlarSo no e 10 mezes, ambos con-1 pravas do arteoil de marinha, c africanos livres'ahi
Luiz A.rnaud, Touaclie Iimnos & C,
em Marsclha
O vapor llrasil devera ler parlido de Uinellia
para o Kio de Janeiro, com esrall por alaUga, Lis-
boa, Tenerill, Pernambuco e Babia, no da "ule se-
tmbro prximo passado : para ipmlquer inlorma-
^ao. com H. O. Bieber k\ C, rua da Cruz n. ,
aseles da companhia.
?
BLHETES DE LO fEftIA DO
O DE JANEIRO.
que no dia 1(1 do correnle lera nter a bandeira 4
Joo Pedro Adour A; ('nmp inhia e mesmo santo, que saliir da nulriz do (.'orpo Siale
\ (", menibroi da cominis-ao exami- le seguir as ras do \ igario, becco do Azeileda l'ei-
ze, Mndre de lieos, (.aes da Alfaudega, roa da C-
dela, em sesuimeolo ao Pilar : convida an devotos
do mesmo santo a comparecerem 1' bindeii*.
Itoll I.AI1ECTE1 R.
O nico autoriado por decirao do consethn real e
decreto imperiai.
Os noilicos dos hospilacs rccomincndam
arrobe de Laflectcur, como .sendo o uiiico
autorisado pelo governo e pela real ocieda-
ilu de medicina. Esle oiedicaincnlo de um
goslo ugradavel e fcil a lomai tin naSa,
esla cm uso na marinha real desde 11 ai- du
Aos 20000.S000, 10 000 000
4:000 000 e 2:000,000
Ja esto rub cudosc cxposlos i venda,
ou hvpolhera em casa : na rua Direita n.
CABO.
O abaixo istigoado, tendo arrematado n imposto
j das .ii-in;-"'- das pesos e medidas do municipio do
I Cabo, faz cerlo a Indis as pessoas a quem convier,
JUlltO ao airo di- Milito Antonio, O.s novos | que lem alieno a ilerirfio, c que pote ser procura-
bfaetes, molos e quaitos la 1 lotera do id" rm m* '"'' "*rua Mtlrfa na reipecirva vil a.
Cabo 1:2 de oululuo de IS"d.
no prazo de :| dias os seus crditos para o l'un txpoilo
aoprimeiro dos mencionados memhros, na rua da
Cruz n. 111.
, Eusina-se a pi'.olagem, Iheoria c prtlica, expli-
cada por mediados dados por una pessoa suflicieulc-
menfe habilitada. A mesma peasoa cnsina as parles
da malhemaliea puras para o concurso da academia
do imperio, a agrimensura ou rnnercia, licfles de
francez para fallar : a Iraiar na rua do Nogeira o.
7, das 9 horas a Id.
m^r^TT.ir mM'-JV. "i"1'"' [ 0 airas ; cura n lilil11 em fmm tm-
mui.o f,el, de boa eondocta, dir.ja-se a rua Ihrei.a | p(j co|n ^^ ^.^ mm raercuno> ? +
"' l)a-se ra090W a premio modiro,com|penliores S** la pellc, impingens, as coiisvqueu-
cas Jas sainas, ulceras c os accidentes dos
partos, da ida.lo ntica c da acrimonia he-
reditaria dos linmores ; convem aos ralai
rlius, a bexiga, as conlrari;<"ics e a fraqeza
dos urgans, procedida do abuso das iijcr-
cocs ou d'i sondas. Como aiHi-s\|ihilitico,
o arrobe cura em pouco lempo osllux; n--
Joo Huliiio Icrreir.i. cantos mi rebeldes, ipic voiveai incessanto
Antonio Ferreira i.eai vai a Poriugai. cni coosequeoda do emprego da rnpaiubt,
No dia Is di eoireii'.e mez | lar por venda diversos (areno* silos no Poco di Pa- o VllUoSeill lieilllalisa- lo. O aiTOM lalTe.-
leur be eSprriaiiiienlc crommendado con
hospital dn villa das Caldas, cuja evtrac-
ro leria lugpr no Km de laneiro, de (i
a sdo presente: as lisias vem pelo |>ii-
meiro vapor filie Sabir depois t; chegar aqu ate l'.l do corrente : a mi- em poder do porleiro dot aaditoriot, por asecoiSo
ii ido nvi-iil.iri.uilc e 1,-slamcnleiro do lualo Jos
i p...i_ u.i. Franeitco de Paula Lope,
Coinponiii'.i bras.ieira
paquetes a vapor.
de
' i
boa leil.ira. dlria-t a rua dafdeia doi"'" "' V' "" ala"a """ """ *"
Recife n. 1, segundo andar. e porrao de garrafas gran.ls. e |*iiue:i
O vapor PARAN', commandanle F. f. Borges,
c*pera-se dos porlcs do norle, em srguimcnlo para
Macei, Baha e Kio de Jaueirn. em IX do correnle,
a carga ou cncommeoda devera ser engajada uo
meracao lie de palpite; a elles, etn-
(uaolo lia para satisfazer a vontade dos I Relt, o be a ai'iaa"priee.""
amantes deste jogo.Jos Euzebio Alves A peana qoo anooneiou para
da Silva. bra bicho
William C. Koherlo, Joscpli Pavne 0 Sarah
Pavne, reliram-sc para Inglaterra no vapor ingles
"Avon.a
SOCIEDADE 1.111 ERATl K* FRANCE/.A.
Por ordeni do r. presidente convido a (odns os
socio* para a seSSao de ainanli.iH.qiie lera'lugar as II
horas da inai.haa : aliin de IraUr-se d,i di-eiis-.lo
dos estalalos : na rua dll Aguat Verdes ii. til, 1"
andar.O euundo secretario, Jos Francisca do
llego Cavalcanli.
Fimla o audiencia do Sr. Dr. provedor c juiz vendedor.
municipal da % \ara,combinar a arremalacao das ,1^. | B^<
rendas das e=as, qoe (azein o patrimonio das ir-
mainlailes do bairrodo Recife, boje 15 de oulubro
de 1856.
Precisa-sede uin bsmeozinheiro ou czinhei-
ra,pagu-sebcm: na rua Bella n. i j.
lia as iloenc.is inveteradas ou rcixddcs ao
mercurio e ao iodoreta de pnt,issn'.--Lisl>oa.
Vende-se na botica da i..ni.n e de Antoiuu
Feliciana Alves de A/evedo, atwca de i>. Pe-
dro n. SS, oiic araba de diegar nina praii-
Justino da Silv a quem possa interessar, ciue comprou a
taberua sita na ruu do Vigario n. l,
perleneente a .lose Mara Nogueira de
51 Uo, a qual fjirou oulr'ora eont a fir-
ma de Xogueira & Oliveira, litando a li-
quidacao do activo a passivo
l'et iiainbuco 1 ~>
, I vindas di eclamentc de Paria, de casa do
i/, suiei ituyveau-l.all'erlciir Id.rua i.nlielieu a l'i
A casa ii. :. sita na ludpira de Varadoure di
cida le de (llinda, em qoe esleve a eocheira, esla I \-
polhecadaao recolhinienln da Conceir.io da metros
cidade.
Precisa-se de ofliciaes de loda obra : na loja
do allaiate da roa Nova u. >'.
le casa dndito
'aria.
Os loi 'timlai i ii-, dio-je gralis em casa do a-
gente Silva, na praca Uu ll. Pedro n. d.
Porto, Joaquim Araujo ; Babia, I ima f li-
maos ; Pernambuco, Soam ; Rio le Janeiro,
P.orlia c lili,os; Morena, loja de drogas;
Villa Nova, Joao Ptxeira ta Hgales Leste;
cargo da! Rio brande, Francisco da la Coutoc c.
Anda resUm por alugar-se aljamias
tasas na Ca|tunga, puluactnlBI iim,i
Lassetre, pata in.uoi oti mcnoi lamilla :
os prclcnd.'iiles ilinjam-so ao lamo tln
l'eloiirinliu, aruiazcui de Cu vjllio>V litn-
inarcs.
Ollltll)
MOTlT^DD"



IIMIO MMBHO QUUT. FIIRI I* OUTRBD II I8S6

1 CHOLERA.
t nico tratamento preservativo e
curativo do cholera-morbus, W
PELO DOCTOR f$
(ASabino Olegario Ludgero Pinho. g-
Segunda eiicnio.
A benevolencia com que fui aeolhida pe-

lo publico a primcira cdiccao deste opas- /A
culo, -rol.nl.i do curio esparo de dous me- j
es nos induzio a reimpressao-
Cinto de cada exemplar......I5OOO
Carleiras completas para o trala-
mento do cholera e ne muitas ou-
Iras molestias, a..........303000
Meias carteiras..........IbjOOO
Os medicameulii sao os melhores possiveis.
Consultorio central liomeopalhico, roa
de Sanio Amaro [Mondo-Nata] n. li.
Pl!BLICV(;\0 LITTEBVRIA.
Avarece uesta cidade pela primeira vez a
tibra Zafara Americana etn 670 paginas,
tundo no principio urna colleccao de uitenla
eseis mximas e sublimes pwMmeuloa da
autora.^ e uina outra cullccc,;lo de 21 odes
magnificas todas ellas, e adornadas essas
nspiracoes potica* do inlellecto feminino
americano.
Entre essas bellas pecas aclia-se urna pom-
posa elega a memoria respeitavel do Exm.
Sr. consclheiro Aurcliano.
Toda essa obra cncerra refigio, moral,
iiistruci;ao c un sem numero de assumptos
interessantissimus, que a fazem digna do
maior apreco dos bomens que cultivam as
letras, e sendo as senboras americanas o
principal objecto das aiti-ncOes e homena-
Heos da autora, hoje brasileira, bem que
montevideaua. No tpico em que appare-
cem muitos cavalleiros distinctos do Brasil,
aoba-se collocado o retrato do patriarcba
do Brasil, bellamente lito^rapbado.
(ravura, papel e rica encadernaco, tudo
he o que ha de rnelhor. Os benvolos e pa-
triticos habitantes da heroica cidade de
l'crnambuco e das outras provincias do nor-
te, deverSo apreciar urna obra escripia por
urna senhora sua compatriota do sul da A-
iiierica, muito mais sendo a nica senhora
que publicou urna obra lo interessantc, co-
mo he esta.
lia livros de cores preciosas para as se-
nboras. Acha-se as livrarias da cidade pelo
preso de 7/.
Vndese na livraria de JosNogueira de
Souza, defronte do arco de Santo Antonio.
Na ra Direita casa de pasto n. ltt da-
se almocodecha, cal e solido para urna pes-
soa, e o janlarcontendoseis pratos, laran-
ja e doce, o ceia de cha ou caf, com asseio,
pelo mdico preco de 359000 mensaes, e se
mandara levar a quem nao liver portador.
-Na ra da Praia n. 33, primeiro andar,
precisa-se fallar eomoSr. Paulo Jos Alves.
natural de Kilgueiras, re.no de Portugal,
donde veio em 1 i de agosto de 1855 a nego-
cio de seu interesse,ou com pessoa que delle
tenba noticia e conliecimento.
O r. Francisco de Paula Pires Hamos Jonior
participa ao mullo digno conselho de hygieue publi-
ca e ao Sr. fiscal, que nao be mais respousivel pela
botica do largo da Boa-Vista, pcrteocenle aoSr. Ma-
uuel Lilas de Moura, por ler licado desonerado dis-
so desde o da 12 do correte.
Precisa-sede 1:0005000a premio, hypothecan-
do-se para garanta om moleqoe de 11 anuos e uiiu
uegra de 22 : quem quier annuncie.
Da-se dinheiro a premio, garantido com pe-
uhores on hypotbeca em casas: 11a ra Direila n. 7i.
Aitcc
A pessoa que empeuliou no dia 10 de abril do cor-
reule anuo, por 5 mezes, un objeclos de ouro e pra-
ia, inclusive 24 colberes de sopa e 2-t ditas de cha
com a firma I.C.G, S., na ra do ltosario da Boa*
' i-la o. 13, queira vir nu prazo de 8 dias da dita
leste resgala-los 00 pagar os juros, visto ler se fma-
luado o prazo no dia 10 de selembro ollimo, e nao
rubrirem osdilos objeclos o valer por que eslo em-
peuhados e juros,os qoaes serao poslos em leilao para
pagamento do valor empeuhado, logo que haja falta
nocouiprimenlo deslc dever.
Seguros contra
fago.
Compa nUta IXortherft.
CAPITAL, t I ,260,000 Establecida
em I85.
Para elfecluar seguros sobre proprie-
lades, mercadoria, mobilia c jencrosade
piasi toda a qualidade. Premio de 5|8
ate 1|2 0|0 ao anuo.Agentes, C. J.
Astley & C.
iVo aterro da Boa-Kista
u. 35, precisa-sede olticiaes de marcineiro, pagndo-
se bem.
Tara urna casa de pouca lamilla, na Pasiagem 1
da Magdalena, e que cousla nicamente .le duas pes-
soas, se precita de una criada parda ou prela, forra
ou captiva : dirija a ra de Apollo, ariuazem de I
assucar o. 13, i traler.
3>e*3S;?:<3*laUft*
l J. mi DENTISTA. 5
% coutina a residir na ra Nova 11.19, primei- $
Lotera do Rio
de Janeiro.

ro andar.
O
Pl"fnViTrnTTirWrnr1l
L ./,u\trvi./'.-i / u\l
W
L
ESTRADA DE FERRO
do Recife ao S. Francisco.
Os directores dn companhia da estradade fer-
ro fazeoa publico, para evitar duvidas, ou contesta-
res futuras, que logo queestiver concluido qualquar
dos luiros da refer la estrada, someote sera permit-
tida a passagein nos lugares para esle lim designados
pelo Sr. engeobeiro em chefe da companhia, segun-
do a coramodidade dos proprietarios, c do publico
i'in geral, e nao em qualquer outro poni da estrada.
Por ordem,
S. P. Vereker, tbesourairo.
Iterife 7 de ontubro de 1856.
LITERIA DA PROVINCIA.
5a parle da /ia lotera de
Nossa Senhora do Gua
da 1 n pe. '**
Pelo abaixo assiiindo
ibram vendida
es sortes: os possuidores
de ditos nmeros podem
vir receber, no eseriptorio
do msate, ou na praca da
independencia loja n. 40
loao que saia a lista geral,
nao s a garanta dos 8
por cento, como o premio
por inteiro.
1209 8:0001 2 quaitos.
t "
m?m\k de sEGiRos mim-
MOS E TERRESTRES.
CAPITAL 1 (i,000:000.s000.
A companhia lem soa agencia no eseriptorio de
viuva Aborto & I'illio, ra da Crui u. 10, onde
aceita toda a. proposlas de seguros de riscos e for-
tuna do mar.
Sobre o casco, qailha e perlenras de navios de
qualquer Inlarn na navegara de* longo curso.de
cabolasem, ou lluvial, ou na pesca, em viaeein ou
pre>lfs a viajar, ero car^a oo descarga, amarrados ou
ancorados, em concert ou no estaleiio, quer por
lempo cerlo, quer por viaitem simples, ou a premio
ligado.
Sobre mercaclorias desde o momento de seu em-
barque alo o de sua descarga e deposito.
Sobren lucros esperados de mercadoriasencami-
nliadas para qualquer mercado.
Sobre o casco e quillia de embarcai.es miudas
emprestadas em descaraa e Iralico dos p'orlos.
Sobre o capital e premios de dinlieiro a risco. Q
Sobre o premio dos sesuros e premio dos premio'.
Sobre acroesde terceire por damnos causados por
abalroamenlos fortuitos.
Sobre os fretes.
A coiiipaubia recebe lamhem proposlas de seguro
de ri.cos de incendio e damnos causados para preve-
ni-lo oo exlingoi-lo de raio ou fogo celeste, e inon-
daces.
SOBBE OS SEGUINTES OBJECTOS.
Predios urbanos ou ruraes, igrejase quaesqoer es-
labeleciroeulos. com exclusao de depsitos, fabricas
e laboratorios de plvora, e materias incendiarias
ou inllammaveis, Ihealros e casas de especlacu'os.
Mercaduras em qualquer parle que eslejam, mo-
bilia e oteocilios de fabricas de quaesqner eslabele-
cimeotos induslriaes, quer sejam feitas por seus pro-
prietarios, quer pelos uso-fructuarios, locatarios, su-
bloralarios ou credores bypothecarios.
Finalmenle aceita proposlas sobre re-segoros, quer
dos seguradores, quer dos srcur.dos, nos casos em
que a estes pode competir o re-seguro.
A compaoliia garante a prompla indemnisarAo da
imporlaucia de quaesquer sinistros, e a modicidad
dos premios : igualmente um abalimento is pessoas
que na roda do anuo li/erem ama avullada somma
de seguros.
CONSULTORIO IIOMEOPATH1CO
|l)0
!)K. MELLO MORAES
DO
RIO DE JANEIRO.
I nico deposito em Pernambuco, ra do Queima-
do n. 27, armazem de fa/.endas de Gouveia i\ l.eile,
aoode se encoiilra um cmplelo *sortimento de boti-
cas homeopalhiras de 1 a 1i tobos, e caias com
tinturas, sendo de Id e 60 frascos. Tambem se en-
centra a nova pralica elementar da homeopathia, e
o repertorio do medico liomeopalbico, bem como ou-
tras obras interesantes pelo mesmo l)r. Mello Ma-
raes. Os iredicamentos silo todos novissimos e por
precos muito baratos, tendo boticas de 88 ale tiOJ, e
caixas com lid medicinenlos ou tinturas a 8-0U0,
lilas com 19 ditos a 12*100.
PHYSIOLOGIA DAS PAIXOES.
Esta importante prodcelo Iliteraria do Sr. Dr.
Mello Moraes, do Kio de Janeiro, bem como a eoro-
graptua do Imperio do Brasil e o Educador da Mon-
dada Brasileira, coordenado- pelo mesmo autor ;
acbam-se a venda na ra do (intimado n. 27.
PUBLICADO LETTERARIA.
Obras.
DE
LUIZ DEGAIIIUES
Precedidas de um ensaiobiogropbico, no qual se
relaiam al;uos factos nao conhecidos da vida do
primeiro pico porluguez, augmentadas com al-
guinas composioes inediclas ao poeta, enlre eslas
tradceles dos triumpbos de Peirarcha, onde o tra-
ductor malta com o poeta Ilaliano.scu valido: com
um catalogo dos traductores, escriptores nacionaes
a estrangeiros quo escreveram sobre a vida o escrip-
tos de Camoes, o outro das dilTereiiles edices das
suas obras pelo visconde de Juromenha.
As obras"constarao de 5, a 7 volumes, em 8.
francez e bom papel. Esta nova edijao acompa-
nhada do retrato do poeta, de algumas eslampas be
consideravelmente melhorada e com a preferencia
da versao mais correcta ecom a resiimicac dos lu-
gares corlados ou esquecidos das obras lyricas do
poeta.
Assigna-sc e dislribucm-se os prospectos na li-
vraria de Jos Nogueira do Souza, junto do arco
de Santo Antonio, onde esta patente para quem
quizer ler um artigo escripto no jornal A Naco
pelo bem con herido poeta porluguez Joao de Le-
mos acerca desta nova edijao.
ESTIDOS HISTRICOS SOBRE AS
IGREJASDALIMA PORTL-
(iEEZA.
Jos Barboza Caoaes de Figueiredo Caslcllo
Uraiico comprehendendo as cinco provincias eccle-
siaslicas de que sao melropoles, raga, Lisboa, E-
vora, Coa e Babia e as suas sufragneas e compro-
vinciaes, esteudendo-se desde a Europa pela A
marica, frica, Asia e Oceania.
A primeira parte contendo os estudos histri-
cos da igreja de Braga, va i ja entrar no prelo.
Recebem-se assignaturas na Livraria de Jos
Nogueira de Souza, junto ao arco de Santo Anto-
DAlilERREOTVPO E ELECTRO-
TVPO.
Na anliga galera e ofllcina do aierro d i; lio i-\ is-
la n. 4 lerceiro andar contiooa-sc a I irar retratos
com a maior perfeicao tanto pelo syslema franret,
como pelouoric americano. E\isle na mesma casa,
e para a collocaro dos retratos, umricoeabundanle
sorlimenlo de objeclos taes como lindissimos allme-
les e med.illia- de ouro, mui lindas caiiinbas ame-
ricanas e francezas, de papel, marroquim e veludo
de seda, desde o tamanbo de orna polegada at um
palmo ," passe-par-touls de todas as qualidades, mol-
duras de todos os tamauhose de muitos e difleren-
les feilios, lano prelas como douradas, e nao s pa-
ra a collocaco de um retrato ou grupo de differen-
les pessoas, como para a collocarSo de dous ou tres
retratos separados : todos estes objeclos silo novos e
chegados h> pouco mis de Franca e oulros dos
Estados-tnidos. Das 8 horas da manbfla al ai
da larde a galera e ofllcina estao a disposicao do
publico.
venda, na praca da ln-
Acbam-se a
dependencia n. 10, os novos biibetei da
lotera a beneficio do hospital da villa
das Caldas, quedevia correr de (i a Hdo
prsenle; as listas esperamos pelo pri-
meiro vapor rpie de la' partir depois
desta data : os premios serao pajjos a re-
eepeo das inesmas listas, conforme os
nossos annuncios.
Por dclr.-iz da ra do Kazundes, loja do
y
:
Chales cireas-1
sianos.
so-
brado que lira defroule do eslaleiro. onde se esta'
fazendo um brisue. co/inlia-se para fura com lodo
aceio, e tambem se lava cenzomma: tudo por pro-
co couimodo.
LOTERA da provincia.
O Sr. tliesoureiro das loteras, manda
fazer publico, que estao expostos a venda
na thesouraria das loteras, na ra da
Aurora n. 2, das a's da tarde, billie-
tes, ineios e (piarlos, da 2- parte da I. lo-
tera da Ordem Terceira do Carmo do
Recife, cujas rodas andam no dia 18 do
coriente, e (pie logo que se publiquen)
as listas, se pagam os premios inconti-
nente, a e\cepco dos premios grandes,
que sao pagos logo, no salao da extrac-
cao, no convento de Nossa Senhora do
Carmo.O escrivao, Jos Januario Al-
ves da Maia.
C. STARR & COMPANHIA
respeitosamente annunciam que no sou ex-
tenso eslabeleciiiipiilo em Santo Amaro, con-
tunam a fabricar com a|maior pcrfeicSo e
prompiidao, toda a qualidade de nuchiois-
mo para o uso da agricultura, navegacao c
manufactura, e que para maior commoilo
de seus numerosos fregueses e do publico
em geral, tem aborto cm um dos grandes
armazens do Sr. Mesquita na ra do Bruin,
atra do arsenal de mariuha um
DEPOSITO DE MACHINAS,
construidas no dito seu estabelecimento.
A11 i acharao os comprodores um completo
sortimenlo de moeudas de caima, cam todos
os melboramentoj- (alguns delles novos e
originaes) quea experiencia de muitosannos
tem mostrado a necessidade. Machinas de
vapor de baixa e alta piessao, taixas de to-
cio lamaiilio, tanto batidas como Tundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas
de assucar, machinas para moer mandioca,
preusas para dito, Cornos de Ierro batido pa-
ra f'arinha, arados de ferro da mais approva-
da conslrucQao, fundos para alambiques,
crivose portas para fornalhas, e urna inlini-
dade de obras de ferro, que sera enfadonho
enumerar. No mestno deposito existe urna
pessua ititelligenlee habilitada para receber
todas as cucoinmendas, etc., etc., que os an-
nunciaiites conltuido om a capacidadcdc
suas ullicinas e machinismo, e pericia de
seus olliciaes, se comprme tem a fazer exe-
cular com a maior presteza e perfeicao, e
exacta confonnidade cornos modellosou da-
senlius, c instruc^es que I he forcm l'orne-
cidos.
Para familia cslrangeira deseja-se alugar um
prelo fiel de bous costumes para o servico de casa :
na ra do Trapiche n. li, primeiro audai.
i&imtprfcS.
Comprara-se apolices da Idivida provincial
na ra das Flores n. 37 !. andar.
Quem quizer vender um cabriole!
de V rodas, com assento separado para o
boleeiro, annuncie.
COMPaA-SE.
Nesla l\pographia o 2" tumo do Manto Cbristo, e
o 3* do Judeu Errante, sendo este com estampas.
Compra-se urna rasa no Mouteiro ou Apipocos:
a tratar no Moudego a. 145
Compra-se um sellim com seus arreios c um
joso de malas para viagem.lado em meio uso : quem
liver dinja-se no pateo do Carmo, loja de bilheles
junto a taberna n. I.
Compra-se una casa terrea em cbos proprios,
em qualquer das ras de Sanio Antonio ou Boa-Vis-
ta, cujo valor nao eiceda a I:00o : na ra do Cres-
po n. (i, loja de chapeos de Maia lrmaos.
Compram-s duas escravas, sendo urna prela
que cozinhe, eugomme com perfeic.o, e enlenda de
ra. outra recclbida de II allanos, coslureia,
prela ou parda: na ra Nova o. 3).
Sendas.
."088 900(1 2 dilos.
!}2 OU.s 2 ditos.
5506 200$ billieic inleru.
mI8 idOjl idem.
1528 100^ 1 q uarlo.
I8I2 lOOj 2 ditos.
5536 ")0.s 2 dilos.
1546 50J bilhete.
t !)72 30.S' meio.
1 tl)o 50| dito.
1'. .1.
\juyH
7)C
O Dr. Joao Honorio Bezerra I
W de .Menezes, formado em medici- i
(9 na, acha-se residindo na cidade {
10) do Rio-Formoso, e ahi se ollero {
(i ce a's pessoas que de seu pres- j
HE MUITO BARATO.
Chales de me.iim de lindas cores com ri-
cas pahuas bordadas a matiz pelo diminuto
preco de8# ; na ra do Qucimado n. 22 na
loja da Boa Kc, defroule da loja da Boa
1 ama.
Farelos cin barricas.
No armazem de Vicente Ferreira da Cosa, ra da
Madre de Dos, confronte a igreja.
VARANAS E GRABES.
Um lindo e variado sortimenlo de model-
los para varandas e gradaras de gosto mo-
dernissmo: na rundirn da Aurora em San-
to Amaro, e no deposito da me: ni i na ra
do Hrum.
ariJB VINUO 1)0 PORTO C-ENLISO.
,, Vende-so ptimo viubo no l'orlo nu barrs ile"
quarlo e oilavo, por preco razoavel: na ra da Ca-
deia do Recife o. 13, eseriptorio de Bailar & Oli-
veira.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao da Aurora em Santo Amaro, e
tambem no DEPOSITO na ra do Brum, logo
na entrada, e defronte do arsenal demarinha, fia
sempre um grande sortimenlo de taixas, lano de
fabrica nacional como eslrangeira, batidas, fundi-
das, grandes, pequeas, razas e fundas; e em
ambos os lugares existem guindastes para carre-
gar canoas ou carros, livres de despezas. Os
pernos sao os mais com modos.
%/3 Na ra do Oueimado n. l'J, ;
$ vendem-se estes lindos chales bor- j
&' dadoscom urna palma,muitoboni- $
^ ta de dillerentes cores, proprios !?
.->;J para as senliotas (pie? passam a gjS
& testa. @
VENDE-SE
Gia\a de patente, prova d'agua. para
arreios de carro.
Vinhodo IJIutio de qualidades espe-
culesJohannisberg e Marcobrunner.
No armazem de C. J. Astlcv c\ C.
i
N loja de San-
tos Coelho,



na na do Qucimado n. 10, con-
tinua-se a vender cambraias fran-
cezas as melhoreS(|ue ha no mer- $fa
cado; ditas a 560 rs. a vara; t
ditas para acabar a 500 rs. o co- @
vado ; mussitlinas de pintnhas a n
560 o covado ; laa dc(|uadros, A
propria pai-a meninos, a ">(i0 rs. ^
o covado; cortes de cassa miudi- $g
| nha e muito fina a 2.S200 ; cha- 2
les de merino bordados e lizos,
de todas as cores; mantas de
blond pretal ebrancas : romeiras
de retroz ; aberturas muito linas
de esguiao '"esleirs da India
{5 brancas e pintadas.
Suspiros de Venus.
Cortes de ricos vestidos proprios para os grandes
bailes, o primoroso desenlio, o apurado sosto, a fiuu-
ra da blenda, o barato preco de lOgOuu por cada
corle, tudo encanta e move o desejo de se com-
prar ; portante quem quizer ver, apreciar e com-
prar, dirija-se a ra do Oueimado n. :!!>, Inja piola
da de auiarello, na esquina da CongregaQao, aoude
le prestara um caiieiro para as conduzir as diferen-
tes casas. Na mesma toja ebegaram uns ricos diales
bordados de seda, o,oe se venden) a qaalorze potaos
cada um, cojo piero admira, comparandn-o com a
fazenda : ainda he ua mesma loja, que os moro- de
bom soslo, e os velhos honestoa encnnlrarfio um sor-
timenlo de paliis de panno, alpaca e linbo, por pre-
cos mui lo commodos.
Vende-se o deposito de assucar da ra llireil.
li. oJ : a tratar no mesmo.
*al do >su*.
Vende-se sal do Ano' a bordo do brisue Clara :
a tratar com Joao Pinto Reilis de Souza, na traves-
a ua Madre de Dos, armazem de Marlins Si l'inlo,
ou com o cajilla ia bordo.
Catharina
le (medida v
no armazem
Farinha de ni^ndioea.
Vende-se superior 'i'arinba de Santa
em laceasqi teten um alquei-
illiaj por |oreen conuodo:
de Novacs e C., na ra da
.Madre de Deot n. 12.
A3$300
Vende-seca 1 del. islioaul lim.-1,-nen i ec lieca da ,as-
-iinr um ii ioiassada II uss laver nadtira : na praca
doCorpo Sanio u.l 1.
TAIXAS PARA F XGENHO.
Ha fundicao de ferro de D. V. Bowmano ua
na ck> Brum, passando o cbafiiriz, coDlina ba-
ver um complet sorlimerlo de taixes de ferro fun-
dido e balido de 3 a 8 palmos de bocea, as quaes
acbam-se a venda, por pre?o commodo e com
promptido: eiubarcam-se ouca rregam-se aro acr-
ro sem despeza ao comprador.
Deposito de cal e p'otassa.
Na roa da Cadeia do lenle, loja n. .'Kl, defroule
da roa da Madre de Dos, coulinua-.e a Tender so-
I.ABYRINTIIOS.
Ven \rm lemai- e loalhasde lah\rinlbo. assen-
lado em lina rambraia de luibo : ua ra da Cruz n.
l, primeiro andar.
Aeneo
A' ra do Jueimado n. :3 A, loja de faztndasao
pe da boa fama, ehegarim ullimamenle lindas sedas
de quadros, das mal- mu lernas que b no mercado
para I;J0I1. mi como arosdenaple e vcllu 10 prelo,
e pannos de uiversas qualidades, e muitas mais la-
zendas, por preeso.que se nao euconlram em oulras
lujas.
leloios de patente
inglezetdeQuro, desabnete edevidro :
vendem-se a preco razoavel, em casa de
AugustoC.de Abreu, na ra da Cadeia
do Recife, armazem n. Ti.
Fazeudas boas e baratas.
>a ioja do baraleiroda ra da Cadeia do Recife
o. ,"H, defrontedarua da Madre de Dos, acharao os
freguezes bom sorlimenlo de fazendas de boas qua-
lidades, que a dinlitiro a' vista se veiidem por bara-
tissimo pre^o, laulo em alacado como a relalbo. ha- i perior cal de Lisboa em pedra, recentemeoTe ebega-
vendo enlre mullo vanedade boas cliila de cures li- da, e potassa rusnana nova, de superior oualidade
vas de diversos padrots, o covado a 160, 180 300, e
a peca (5. 69500, b?H(0 e Te, corles de cassa de .-0-
res ha n i lo padres, que Dio desbolam, com 7 varas,
Selo diminuto proeo de Iriam, riscados e chitas lar-
das francpzas modernas, o covado a-JiU, -280, OO,
:tO e UN, casas francezas de cores a 560a vara,
ditas em corles de 12 e 13 varas muilu linas com
fazeuda paraveslidoe para folho, desenlies dilleren-
tes, pelo barato preco de 85, corles de andelina de
seda cur de rosa e azul com fazeuda para refeco e
folho a lije l. curies de sedas escocezas largas de
bonitos soslos a 28j, grosdenaple prelo superior pa-
ra vestido a 2Se2SOO o covado, chales de mermo
lino sem barra com franja de relroz a .i.-vMin. ditos de
chaly com barr. asselinade a b$j00,|dilos de merino
bordados de cores a *r. dilos mui I o linos bordados de
urna so cor a '.>0, e alem de-la- oulras muitas fazen-
das, que como cima Qca dito, se vendem baratas;
dlo-se amostras, e aloja est aberla de noile.
Vende-se superior ludia de iteodlo branca *
de cores, em uovello, para costura : em casa de
Soulhall Mellor s\ Companhia, ra do Torres n. 38.
Vende-se o ailiocomcasade sobradado falle-
cido George Kenwortby, no logar de S. Josdo Man-
guind, com arvoredosde fruclo e mais bemfeitorias
que nelle se acham, seudo as Ierras do referido sitio
proprias : quera o pretender procure em ca>a de Sa-
muel P. Johuslon \ Companhia,ra da Scnzala No-
va n. 42.
AGENCIA
Da fundido Low-Moor, ra daSenzali-No-
va n. 42.
Nesleestabelecimentoconlina a ha ver um com-
pleto soriimento de moendas e meias moendas
para enfenho, machinas de vapor e taixas de
ferro batidoe coado de todos os tamanhos para
dito.
.
gios
Lencos de cam-
hraia de linlio
A 50, 400, 500. e 640
400,
cada
500,
um.
Sebo
Os abam assignados, com loja de nyrives ua ra
do Calinga n. II, confronte ao pateo da malriz e ra
Nova, fazem publico, que csl.lo recebeudocootiuua-
dameute as mais novas obras de ouro. lano para
seuhori como para hoinens e meninos : os precos
coutinuam razoaveis e passam-se canias com res-
nonsabilidade, rspecifirando a qualidade dn ouro de
I i ou 18 quilates, ficaudo assim sujeilos os mesuios
por qualquer duvida.Seraphim & Irraao.
. ... ..... .*. -r- -7'. rv ^":*,v.'.xv^,xn,
DENTISTA FBGEZ.
o
SEGURO CONTRA FOGO.
Companhia Alliance.
Eslal.elecida cm Londres, em marco do 1S2.
Capital cinco milhcs de libras cslerlinas.
Saunders Brothers & C., lem a honra do in-
furtnar aos Srs. negociantes, proprietarios do casas,
o a quem mais convicr que eslao plenamente au-
turisados pela dita companhia para cffecluar segu-
ras sobre edilicios de lijlo o pedra, coberlos do
filia e igualmente sobre os objeclos queconlivercm
o> mesaos edificios quer consista cm mobilia ou
en fazendas de qualquer qualidade.
Por_despacho do Exm. jjii especial do com-
merao 01 marcado dia 17 do correntias 10 hora,
ua manliaa, para a reuui.i., em casa do mesniu Exm.
A^oCKadmc::d0rdlh,lu MaDoe' "*" dc
Paulo Gaigaoax, de volla de sua viagem
Europa, est morando na ra Kova n.
*V* II, primeiro andar, onde pode ser procura-
ij do a qualquer hora. g
por moe-
,ljf, ririiie nesla provincia, cora descont : oa ra
do Tra.'chR '" 'sondo andar.
__ Ha3 ,N'ova n. 18 loja de M. A. Caj i\ C. con-
tinua sempre J ler ura grande soriimento de obras
fcilas de alfaiale, tanto superior, como mais infe-
rior, camisas rraiice^*. brancas e de cores, gr-
valas, colarir.bos.chapuns .'.rancezes, dilos de sol, de
seda c pauninho,suspensorios de derrocha.meias para
senhoras, honieus, meninos, fazendas para fszer-se
qualqur obra de cncommenda com a maior preste-
za e bom descmpenbo, em lim qus'quer pessoa que
vier a esla toja, tirara um fado complet e puf pre-
co mais commodo do que em outra qulquer parte.
A fabrica de velas e
sab&o da ra do Brum,
precisa de serradores.
Vende-se cento e oilenta e lanas arrobas de sebo
em rama : a Iratsr na ra da Praia n. 20.
Vende-se urna prela de narao Ctcange, anda
mora, a qual he mullo boa compradora e vende na
ra, tambem tem alguma pralica de coziobar, ou para
lavar roupa ; quem a preleoder, dirja-se a padaria
do Manguinho n. 51.
MILIIO NOVO.
^ \ ende-se a 39300 a sacca com milbo : oa roa da
Cadeia do lenle n. 3.
Vendem-se na ra Direita n. 27, postas de ca-
valla a 100 rs., 140 e ItiO, postas grandes, mauteiga
inglesa a 960, 880 e 800 rs., dita franceza a 800 rs.,
dila a 720, queijos muito novos a 1S700, 13400 e
IjlKIO, favas a 400 rs. a cuia, velas de espermacete a
300 rs. e 880 a libra, linguica do serian a 280, car-
ne do mesmo a 280, e oulros muitos gneros por
commodo prejo.
Vende-se urna mulata boa coslureira, engom-
madeira. cozinheira e lavadeira, e tambem faz la-
hynolho : na prac,a da Boa-Vista, taberna n. 15.
Vende-se um bonito escaler de seis remos: no
armazem de cabos, ra do Vigario o. 1.
Veode-se urna escrava crioula, de meia idade,
coziuha o diario de ama caa, lava de sabo e barrel-
la, e nao be viciosa, pois aftianca-se a conduela :
no paleo do Terco, taberna u. II.
Na ra da Cruz, armazem 11. .">, vendem-se pre-
suntos para fiambre e vame- de llamburgo, aasim
como conservas de todas as qualidadrs.
V*nde-se urna casa lerrea em bom estado, sita
na ra do Pharol u. 10, em l-ra de l'urlas : quem
pretender dirija-se ao becco do Abreo n. (i, segundo
andar.nu a ra do Vigario, loja de marcineiro o. 29.
Veude-se muito bom doce de goiaba ; na ra
do l.ivramenlo n. 20.
Ba das Cruzes n. 30
Vcndem-ie bolachas a Ires por 10 rs., torradas,
feitas lodos os dias, para bem servir seus freguezes,
assim como dilTereutes qualidades de boliuhos e fa-
tias de amendoa.
\ ende-se duas carroras pequea > para bni e
cavallos, mn.i dita grande que pega em mais de du-
leoUsarrobas : quem precisar ani.uucie.
Manual eleitorai
Vende-se o manual eleitorai, cerniendo
oberlose descoberlos, pequeos e grandes, deooro
e prata, patente iuglez, para bomem e senhora, de
om .ni- melhores fabricantes de Liverpool, vinuos
pelo ultimo paquete iuglez: em casa de Soulhall
Mellor CABUIOI.ET.
Vende-su um cabriolel meio paleute equasi novo,
muito seguro e brando de molas, com os competen-
tes arreios, por prec,o commouo : os pretendenles
dinjam-se para ver na cocbeira do Sr. I'rancisco Jo-
s da Silveira, e para tratar ua do Sr. Miguel Ar-
chanjo de Figueiredo, ambas sitas na ra da Cadeia
de Sanio Antonio.
Tirar denles he
distruir e nao
conservar.
Na ra estreta do Rosario n. 2, loja de barheiro,
vende-se o denlalgieo, remedio infallivel para dor
dos dente', a l>280 cada frasquinho.
Vende-se (ou aluga-sepor lempo da (esla' urna
famosa casinha de taipa de muito boas madeiras e
nova, ainda por rebocar, com .10 palmos de frente e
45 de romprimento, com duas frentes, duas salas
boas, duascamarinhas gratules, com urna vista mui-
to alegre, muilo fresca, e livre de coufu9es de mui-
la gruie por ser retirada, ao p do rio, defroole rio
sitio do Sr. Laraegn, ra que atravessa para o lado
do Baidaldo, na pevoacJo do Mouteiro : a tratar nos
Coelhos, roa dos Prazeres, casa junto ao palacete do
Sr. Jos Carueiro da Cuuha, junto a olaria.
Cassas de cores
A 280 rs. o covado.
Na ra do Oueimado u.21 A, vende-se casa fran-
ceza de quadriiihos miudos, de lindos gustos a 280 o
eovado : dan --e as amostras com penlior.
I.uiz Jos de Sa'Al anjo, na ruado
Brum u. 22, lem para vender pipas novas abatidas
ou levantadas, se convicr, arcos de pou para pipas,
chegadas ltimamente, ditos para barril e barricas,
reros de primeira sorle de urna das melhores
l-lincas da cidade do Porto, de todas as qualidades,
o qual su se vende em parean de 10 libras para
cima.
Velas de
Carnauba.
\ eudem.se velas de carnauba pura, as melhores
que ha no mercado, a 12JHHM) a arruba : ua ra do
Oueimado n. 09, lojade ferragens.
No piteo do Carmo n. 2, veude-se eslamenlia
legitima para lerceiro, franciscanos, e pendres de
rame para os senderes refinadores e padeiros.
31 uro uli ii a
que
Vendem-se na ra do Crespo, loja da esquina
volla para a ra da Cadeia.
Atten^aoac birateiro.
Na loja do baraleiro, na ra da Catis do Kecife
n. iii. defronte da ra da Madre de Dos, ha para
vender alem de muitas la/endas que em porrau c a
relalhose vendem por baratos preco*, bamburgo ou
lo um liso fino de puro lindo proprio para clc,as, toa-
llias, i-emula- e lencoes, em pecas de 20 varas a
3-iiiiU e Mi, dito mais cheio de lina qualidade, pe-
tas de 30 varas a 125 e 133300, panno de Hallo lino
a 640 a vara ou 83 a peca de 12 l|2 varas, estndo-
se a acabar, panno de lindo fino para lenC.oescon> 2
varas de largura a 33*00 a vara, corles de brim de
linhii de cores para calca, padres uovos a 33200,
dilos de fuslflo de crese brancos para rlleles a 800
e 1, casemira prela fina a 23, 23000 e 33600 o co-
vado, panno azul grosso a I3800 o covado, panno
fino prelo e azul de boas qualidades a 35300, 43000,
49500, >3 e 03, camisas francezas brancas a 13760
cada urna, e 203 a duzia, ditas muilo finas com pel-
los c collarinhos de cores e brancos a 28500 oo a 303
a duzia,madapoln fino para camisas a 43600.53e
3-3600 a peca.emais baiso para 33200. 33300. 33000,
:>3800 e 49. esgoiAo boro para pellos 19400, e mui-
to fino a 13800 e 23 a vara, e a peca por 143. 183 e
205. peilos para camisa brancos e decores com pu-
lidos e collarinhos, por barato preco, assim como
oulros muitos objeclos indispensaveis.
COM PEQUEO TOQUE DE
AVAR1A.
1 Pecas de madapoln Uno.
Vendem-se oa ra do Crespo, loja di esquiua que
volla pan a ra da Cadeia.
AO BARATO.
Na ra Nova loja n. 8 de Jos Joaqitim
Moreira.
Vendem-se luvasde pellica para bomem e senhora
das mais frescas e novas que ha no mercado, pelo
baralissimo prec,ode 15280 o par.
CAL E POTASSA
Vende-se potassa da Kussia e americana, chegada
neslesdase de superior qualidade ; cal de Lisboa
da mais nova que ha no mercado : nos seus depsi-
tos ua ra de Apollo n. 1 A, e 2 B.
Sem avaria ou lefeito algum, e muito
mais liar.ilo do que asavariudat.
Conliuoa-se a vender as fazeudas da loja de i
portas n. 10 ua ra do Oueimado, por precos muito
baixos:
Chitas de cores, a prca 45300, .35, 55500 e 65000
Duas em corado* a 1HI, 120,140 e 100
Madapoln, peca a 25(00, 33, 33500 e 13000
Algodao, peca a 25.23400, e americano 38000
Dito de coros, o covado 160
llnrn branco Iraneado de linbo, a vare 400
Dilo superior, a vara 13000
Canga amarilla, o covado 240
Brim de linda de quadros, o covado 200
Chall\ de seda para veslidos, o covado 640
Barege de cores para ve>lido, o covado 300
ra do i l-encos de seda brancos fios cun pinturas 15O00
Brim li aneado d cores, puro Imbo, vara OSO
Chita larga franceza, o covado 200
TOALIIAS P4RA ROSTO
e mesa de puro linho ; vendem-se na ra do Crespo,
loja da esquina, que volla para a roa da Cadeia.
A 40
RS. O
(OVADO.
Na ra da Queimido n. 21 A, vende-se murguli-
na branca com piulas de cores, de lindos gostos :
dao-se ai amostras com peuhor.
A !^280 o par de lavas
muilo novas e muilo fresquinhas, chegadas no ulti-
mo vapor francez : na roa do Oueiraurio, oa bem co-
tihecida loja de miudezas da boa fama 11. 33.
M loja
das seis portas
I.M FUENTE DO LIVRAMENTO.
O administrador desle eslabelecimenlo vendo a
multa concurrencia de compradores sua loja, eque
muitas pessoas c Uuiilias se acanham em entrar pelo
adjunt, ollcrrce. a sua sala (por cima da loj) para
vender as fazendas com mais commodo e a vouiade
dos compradores, aonde euconlram lodo o agrado
possivel para serein bem ser\idos, e por presos com-
modos, a dinheiro vista, pois os mullos alTazeres
nao dao lugar a mandar receber: isto lem lugar das
sele horas da ruanlia.i as 9 da noite uos diasuleis
Vende-se velliutina prela muito supe,
rior : na ra Ua Cadeia do Recife n. 42 loja-
Vende-se urna cabra pela bicho muilo boa
leiteira, para criar alguma enanca : quem preleo-
der annuncie.
Livros que se vendem ua loja de J. 1". Se-
iniond no aterro da Boa Vista n. 12.
Diccionario ingle/, porluguez e porluguez iuglez.
Vende-se em casa de S. P. JohnMoD & C,
ra da Senzala-Nova n. 42, sellins ingleses, chi-
cotes de carro e de montara, candieires e taslicaes
bronzeados, relogos patente inglez, barris ,de gra-
xa n. 97, vinho Cherry em barris, ramas do ferro,
fio de vela, chumbo de munico, irreiosprv cir-
ro, lonasinglezas. \
Aguad vi 11 a.
\ ende-se esla excedente agua para limpar os den-
tes e conserva-lus a 23000 a garrafioha : na loja de
barbeiro confronte ao Rosario n. 2.
Vende-se vinho cherry em barris, assim como
cacao de superior qualidade: na ra dn 'torres
u. .>8.
Cobeitores de laa hespa-
nhes muito encorpa
dose grandes.
Vendem-se uarua .lo Crespo,loja da esquina qoe
volta para a ra da Cadeia.
Pianos.
Vendem-sepianosvcrlciesinglezes, de elegantes
modeiloseeicelleulesvozes, fabricados nerum dos
mai-acrediladn.autores, preciado na eiposicode
Londres: noarmazem de Rostron KooLerc\ Com-
panhia, praeado Corpo Saolo.
Farinha de San-
ta Catharina.
muilo nova, vinda em direilura a esle porto, vende-
se a bordo do patacho Pelicano, on trala-se eom
CaelanoCjriacoda C. M., ao lado do Corpo Sanio
o. 25.
Vendem-se dous pianos fortes de Jacaranda,
coD.strucc.ao vertical e com todos o melhoramenlos
mais modernos, tendo vindo no ultimo navio de
Hamburgo: na rui da Cadeii armazem n. 8.
Passeio publico.
LOJA N. 9.
\cnde-se um complet sor lmente decidlas de
lindo padroes, escuras.a 140, 160 e 200 rs. o envi-
do, e a peca a .33, 53500 e 63 ; a ellas, qne sao pe-
chDClia.
Moinhos de vento
com bombas derepuxopara regar hortaie bai-
la de capim : na fundido de W. Bowman
na ra do Brum os. 6, 8e 10.
nos
ioglezes de pa-
tente,
os melhore.-''bricadiis em Inglaterra: em casada
lienrv (jbso<>:ruada Cadeiado IAecifm.52.
O S&@i $s%&%&*?}
;J& >a ra Nova n. 22, loja do relojoeiro, j*
" ha para vender bico de bload de se- ;
da branco e prelo, por preco muilo em *8r
S coul.. ^
Luvas de j>ellica muito novas para ho-
mem esenhora, o par a I$280
na ra do Oueimado ua bem coubecida lojode miu-
dezas da boa fama n. 33.
Vende-se urna parlida de terral coberlas de
maltas de muilo boas madeiras, e ptima de plae
lu,Oes: a tratar no Manguinho, sitio que volla para
os Alllielos, de Ignacio Francisco de Albuquerque-
Mello.
A .".S'OO a du/.ia.
I.inros de cambraia de linbo para algibeiri : oa
roa do Crespo, loja de Adriano & Castro n. 16.-
AUenco.
a
Na ra do Crespo
Escpiina a voltar
Para a ra da Cadeia
.Muito ha que admirar.
Vendem-ie colchas brancas adamascadas a .33000
cada urna, paooiulio prelo e de cor a 120 o covado,
curtes de calca de casemira de cor a 43 e 33, ditos de
casemira prela entestada a 43800, dilos de dila fran-
ceza superior a 63500, dilos muilo superiores a 83,
ditos de brim amarello e pardo de poro linho a
13600, dilos escuros de quadros a 1/400, dilos de
ganga amarella a 1,3200, cuites de cassa chita com 7
varas a 1350J, cobertores Mearas e brincos a 800 rs.,
riscado escuro largo e muilu eocorpado a 160 o co-
vado, laazinha de quadros propna para vestido* a
440 o covado, e oulras mullas fazeudas por precos
commodos.
Xa loja das seis
portas.
Em frente do Livramento,
Nesla loja lem sortimenlo de fazeudas para todos
os precos, o por isso approveitem esta occisin para
seeoroupareiu para a Testa, cora pouco diuheiro, e
fazenda de gst. A loja esla aberla das seis lloras
da raanhila as nove da noile.
Cal de Lisboa e potassa.
Na ra do Trapiche armazens ns. 9 e
11, vende-se superior potassa da Russia
e americana, cal vigem de Lisboa, da
mais nova t|iie ha 110 mercado
a lei regulamntai
das eleicoes, e os de-
overno : accreseen l-
crelos e decisoesdo
do com a lei das incompatibilidades, lei
ireulos, com inslruiToes novissimas,
dos
por 1.S00 : na livraria ns. 0' e 8, da pra-
ca da Inncpendencia.
elogios
de ouro patente
ingles, eobertos
e descobertos,
Sedas de qua-
dros lardosa 1,400 o co-
\ado.
.Na ra do Oueimado fe, 21 A. veo de te tHa 4
qua.u... lanos e miudinhns luru-core. padrn. -
demos, fazeoda esla chegada pcl ullim. viimr.
Me m as amostras com peulior.
Chaly
A 800 r.s. o covado.
Vende-se chaly de a.-rntn brise roe Art Mi-
las e Ostras : ua ra d Oueimado o. 21 A. |l|n-te>
as amostras com penlior.
Em casa de n. (). Bicber
C, rfia da CVe n. 4
n ende-se
Cemento romano.
Farelo.
VinhodeMadeia c ullraindi.
Vinho do Porlo, siiperoi' i'liami< o.
Em caitas de 2 dutia e em barril le**, ra-
cenlemente chegad,>|^lo|brisoe Trotad**; i
e nicamente no armazem de Barroca A Castro, m
rui da C.dea do Kecife n. i.
Etn casa de N. O. Bieber
Ct, m <.a Gnai ii.
4, vemie-se
Pianos lories das melhores labrica de
Allemanha e de moderna toiislrnc. ao.
R DA OB l 5i
A ni. .1110 Barbosa de Barros fai srieole ao aebhi i
que muden a sua sala de barbear da e**a o. fi Ha
ra da Lrui para a da l oa mesir a ni; oa ,.
na sala ie acham as a ,i modernas bicha de Ham-
baraa, que se vendem aos cento* e a rolalho. calu-
^am-se. ludo mais barato do que cea aatra parto.
Pechiocha.
Fundas francezas do lado direilo c *-
querdo. pelo barato preco de f |000 rs.
cada urna: na ra Iwgfe do Rosario n.
j, loja de miudezas.
Em casa de n. O. Bie-
ber & C, ra da Cruz
il. 4, vende-se
Algodao para sao-os He auuca.
Dito trancado pira ditos, iruit-. ao do
da Baha. *
Lonas.
Brinzo.
Ferro da Suecia.
Arcano para pnrilicar o assucar d m-
vencao do r. Stolle, com o methooo na
11 ngua portugtie-Aa.
Xarope do Bos- "i
que verdadeiro
RLA LARGA UO ROSARIO h. :m.
Contiua a vcadcr-*e ola tarop 4. aaeliao
asentes no Rio de Janeiro o* Sn. Vale* A liaii.
nina, ra do Hospicio n. 0,, oa botica do abaiieu-
siguado, qoe garante ser erdadeiro.
BartholoBieo FraocMco oe Soaaa.
Km val li ns a conteiitu.
Conlinoa-se a venden8SO00 o par(arcro tai a*
ja bem conhecidas navallia* de barba.feiUs Lelo h-
bil Tabricanle qoe ha >ido premiado en iveiM* .
posicoes: vandem-se eom a condiclo a> aao aata-
d^ndo poder o comprador devolve-lai >lt :m ,
depois da compra, re.-i iluindo-se a imwHlaoc;, N
casa de Aususlo C. de Abren, aa ras 4a CaoMs o.
Kecife o. '.',h.
IECHjISIO P1R1 EKL-
MO.
NA FUNDICAO DE FEBKO DO ENGE-
NHEIBO DAVID W. BOWMAN. ,sA
BA DO BBUM, PASSANDO O MA
FAKIZ,
ha sempre Um grande lorumenlo dos teeaiaie* ok
jacto* ilemei daumuus proprios para Liibu sa-
ber : moendas r meias mocada* da asan liSul-
conslrucrio ; laixas de ferro fundido e batida
superior qualidade e de lodoso* laaMaba*
dentadas para auna on animaes, da indas as pro
ye; erivo e boceas de foroalhao resnlro* di
eiro, aguilhoet, brome*, para futo* e cjvilhon.n
nhos de mandioca, etc. ate
NA MESMA FUNDICAO.
le eieculam todas as cncommenda* coa a sapctiw
ndadej.i condecida ecom i devidaptesteua caaj,-
modidade em preco.
XAROPE
DO
BOSQU
I o I rauslerido o deposito dol larope para s Wo-
lica do Jos da CruaSaalos, aa f aa *>o*a a. Xf
SanaCsa SOtl, meias 39000, senda falsa lado
aquello qao nSe for vendido seste depaaise, aa*
que se faz o presente avivo.
IMPORTASTE PARA 0 PlILICI.
rara cura de phlysica em lodosossc*j*<
es graos, quer motivada por conslipa^es, lossr,
aslhma, pleuriz.escarros do sanen*, rie daca*
lados e peito, palpitarlo no conejo, coejaelacsn
bronchile, dor na garganta, e ledas asnalcrlias
dosorgaos pulmonares.
&8tt*0* ,%gv^p.
do rnelhor fabricante
A BOA FAMA .NAO VENDE NADA A VA-
RIADO, TUDO HE BOM E BARATO.
I.ovas prelss de lorcal moico boas a 1 -i n,|.
Ditas de lio da Escocia braceas e de cores I e O
Superiores meias prela* de laa a l/KI
Carlas (iuissimas lrai.ee/a-, o baralbo 500
Ditas portuguesas muito linas .tj
Meias prelas de algodao para padres; o par (00
Hila- ditas pura -enduras iiui
Kicascaixinhis para presentes a -i^)00,:teOOir Kicas bengalas pelo barato preco de 1, IOjOO e -
Meias decores muito tinas para lioinem a :IJU e i'l(j
Riquissimas canelas para namorados a 300 e 80o
Oculos com arm.a.ao de tartaruga a 3{000
Caivete- muilo linos para pennas a :!--. 2,-.'ilif 3S
Ditos grandes muu. linos de -2, 3a 4 folhas a i-nmi
Riquissimas charuleiras a ->. :\s e IdOOO
Carien s muilo linas para dinheiro a 5 e 2$00
Carleiras proprias para vagcm a 'J-Vin
Kslojos proprios para barba a e U-."nni
Dazias de colheresde melal pnucipe a re < li;O00
Dilas de melal ordinario a720 e I -imi
Aparelhascompletos para lulo de senbon a I..",(mi
Vollas prelas ordinaiiaspara lulo a 400
Ricas franjas para cortinados, pecaide lava-
ras Ijjoo
Ricas polceiras prelas de vidro a lOOO
Filas de velludo bordadas e-lreitis, a vara 320
Dila lisa eslreita prela e de cures a 160 e -jki I
Escovas com peule e espelho para suissas KINI,
Tesnuras lim,simas para unhas 5(10. M00 e Is
Hilas para costura, o rnelhor que pode llover Inkki
Rosetas prelas muilo finas, o par :I20
Acordionsde muilo boa qualidade 800, 1; e 1,-i.chi
Ricas trancas de seda de lodos as larguras e co-]
res, ricas lilas de seda lavradas de ledas as coras e|
larguras, bicos de linho linissiroos de lindos padroes
diver-a- largaras e oulras moitissimas miudezas, sen-
ven- I do de muilo dous gostos e boas qualidades, que pHq
humo honlem st 7 horas da noile om *cts*
mualo, de nomo 'I bomas, alio, refurcado da eor*.
com marcas de bciiga*. peina- grose*o aeMae mar-
cas de cicalrnes as candas, falla coas maila mu
enlao ; levno camisa de panno nu I trosso caaraen-
da de ourello brinco nis liombreiraa e >.
aberla ua frente em forma de palito : esta forra**'
be nalural di Pirshiba, o fui esetavo do Sr Cafie*
Cuello, qoe o houve por heranra de era sagra Joar
Jo.ijuim de souza daquella cidade, a tai aiiH.
pelo abaiin asaignado ao Sr. Hilarla de Aikrvo*
Vasroncellos Jnior, morador na engenbe Taau
freguezia do Pilar da dila pr*iaria : qurm a raar
leve-o a ra da Concordia a Pedro Aaloow I,i
Ouimaraes, qoe lera' seneroiamenle M
Recife 1. de oulubro de IK.I..
Pedro Antonio Teiieirs i >s
por Vieira, _' volumes em V eocailernado", dito for-
mato pequeo em dous volumes,odras de Al. Hu-
mas : de Pars a Cdiz, de Cdiz a lauger. Anjee e
l'unis; os Tres Mosqueleiros em 2 voljmes in 8;
os vinle annos depois em volumes; e salteador i
volumes; conde de Monte Chriato em 1 volumes in
8-; i oirie.-a de Salisbur) 2 volumes in 8-; capilAo I Algodao lizo para sacras.
Paulo 2 volumes m 8- ; D. Marlin de I relias; Isa- iy,m pntnnradn anal ao ds R*K<
bel de Bavicra 3 volumes. assim como muitos ou- I.." eutrantaau 'gua' ao da llallia.
iros ramanees de diversos autores, lauto em fnocez, I "' uai completo soriimento de f/.cndas proprias
como em porlugoez. I pata este mercado ludo por proco commodo.
do Corpo Sanio n. 11, ha para vender o se;uinte:
Ferro logias.
l'ixe da Suecia.
Alcatrao de carvao.
Lonas de linlio.
Esponjas.
Drogas.
Na loja da boa fama euconlra-se sempre om rico
ortiinenlo de perfumaras de todas as qualidades,
sendo seu autor o ineldor que ha em Pars, riquii-
nios frascos com exlratomoilo lino i l-2ii, l-"iiiii,
29 c 2^flO, jai ros de porcellana delicados e de mo-
dernos soslos com danlia franceza inuilissimo fina s
2?e 25300, frascos com essencia de rosa alitlrs.,
1.10" da pomada franceza muilo boa a 100 rs., fra- .
eos pequeos e grandes com excelleule agua de Co-
lois s SO c 1-5 e culras muitas perfumaras da rne-
lhor qualidade que pode baver, e por preces mais
baratos do que em outra quelquer parte: na ra do
une 1 mado ua bem condecida luid de miudezas da boa
ama o. 33.
AVISO.
CINCOEKTA lili. Khl.-.
!so dia 23 de jonho do corrrnle. fasso da
do brigue Mana luna a prelo rri.mU, M___
de i:iade 24 a 2.'i .unios, poacs asi oa aseaos, o losa
o< signae* seeointe* : rosto eosapride e desea
cor lula, cabello eercilhado, olhe la poaro sn
e amortecidos, beiros&rosso, sendo o deemiai
grosso que encobre a falla qao tem de dealr aa
cima, falla um pouco alrapalksdo devide a Calla de
denles, pi.oca barba e rala, r insude, tena ka bm
esquerda joolo 30 dedo mioimo orna especia de er-
vo sabido, as ndelas om pouco emmaadaa. *
dar lem nm geilo para Ixdo. cadenas laceas, rea-
lurs fina, i" analb'lad;>s e um pouco latan ; krtoo
cal^a de algodao azol desbolado e camisa de alisada*
riscado, chapeo <*e palha, lem oflicio oo raciahesro,
o cnslom rmbriaBr-s* ; foi ev raso do Sr. Ilr. J>J
ronwno V ilella edo Sr. Dr. promotor do (litada
oneiroi Kooseca, e ul liman,eme do Sr. All.ni Korw
ler llamen : o abaixo assisnado. senbor do dito re-
lo, gratifica cenernan.rnle a qeem o apprekeader a
leva-lo em sus casa, no aterro da Roa-Vista a. X,
secundo audar, ou no Herile, ra do Traaorbe a. 1).
a Antonio de Almeida (iomes ; romo 1.11.lien o-'
lesla contra qoalquer peso que o orrallar em sra
poder: assim ennm sralifiea e r-aga lodas 11 dnj 1
-Joaquina Lepes de Imeida.
-VQOUI de grelirara*
a quem levar uo Hecife, na ra.i das K
_ a. ."17, pri-
meiro andar, o Sr. J. Chardon. nu no ensnma S.
Jododo Cal.... donde fouio no dia 8 de aalaara rar-
rente. o negro nioulo, do nomo l.oiz. *raa ssr\a
de-denia.lo,cos uina andar de alpiacaVe* e sem ea di-
reii.u as nsreas, tem as costa* m-rrades do csral nar*
de sorras ; foi do sertao de Paje'i. dalli foi v'adsd
psra Itarreiro, depois para o rnseabo Sibir, depoe-
para s ponte dos Cirvalho. e Imalmenle ',usra e-
genhu S. JoAo ; levou chapeo de eoara 'ribo. -_> re-
ronlas de algodAo, 2 esmisas de ilgodao iraarado, a
I cobertor de algodao de barra.
PEBN.: TVP Dh M. V. OB PAR14 WJi
i" +
MUTILADO
-


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