Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07571


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Full Text
ANNO XXX. N. 48.
**-

TERCA FFIRA 28 DE FEVEREIRO DE 1854.
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I .
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4 '


-
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P
tameles adiantados 4,000.
Por S mezes vencidos 4,500-
-------
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscritor-
ENCARBEGADOS DA SIIBSCR&JCAO'.
Recife, o proprieterio M..F. de Farm; Rio de Ja-
neiro, o Sri JooPereira Martins; Bahia, o Sr.-.F.
Duprad ; Macei, o Sr. JoaqBim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cost; Na-
tal, oSr. Joaauim Ignacio Perira; Arlcaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, a Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos!
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 I/4 a 28 3/8 d. por 13500
Paris, 340 a 3i5rs. por 1 f. ,
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Aceces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
u da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas liespanholas. 28S500 a 2950OO
Mbedas de 65H00 velhas.
de 69400 novas.
de WSOOO. .' .
Prata. Palaces brasileiros .". .
Pesos columnarios.
I
mexicanos
JMSOOO
169000
93000
19930
19930
19800
PARTIDAS DOS OORB.EIOS.
Olinda, todos ps dias.
Caraar, Bonito e Garanhmis nos dias 1 e 15-
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 3 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintes feiras.
PREAHAR DE.HOJE.
Primeira s5horase 18 minutos da manhaa.
Segunda as 5 horas o 42 minuto da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintoseiras.
Relami, tercas feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civcl, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PI1EMERIDES.
Fevereiro 4 Quano crcscenteas8 hora, 18 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
13 La dieia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguante as 8 horas 25
minntose 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
27 Segunda. Ss. Antigono, Cursos Bcssa soldado.
28 Terca. S. Romo ab.; S. Cirealis Hiartyr.
1 Quarta. de Cinza, (jejum at a Pasosa).
2 Quint. Ss. Jovino, Basilio e Secundella mm.
3 SeU. Ss. Emeterio, Marinho Asterio mm.
4 Sabbado. Ss. Casimiro ; S. Lucio.p.
5 Domingo. 1. da Quaresma( Estcao a 8. Jou
inLaterano) Ss. Focase Palatino mm.
PARTE 0FF1C1A1.
GOVERNO SA FBOVINCIA.
XUaedleatU o dia 35 do ferer.tr. do 185*.
(Juicio Ao Exm. mareclial commandanle las
.armas, remetiendo, em solujo ao seu oflicio n. 1057,
copia do aviso da reparlirao da guerra de 24 de Ja-
neiro ultimo, no qual se determina que seja reconsi-
derado no estado eflectivo dd nono balalhau de in-
fantera o lente do mesmo hatelhan. Cuilherme
Lat Bernardes, Irancando-se a nota de deserjiio lali-
jada nos assenlon do mencionado lente. Igual
copia remelteu-se l thesouraria de faz
Uuu-Aqinspo^dalheso
Iransmillindo por copia o aviso da
mariolu de de Janeiro ultimo, nn qual se deter-
huraes, ajudante do sle-
la atrandem dest provincia.satisfar riien-
te naquells tliesouraria, a conlar do princi-
pia do Janeiro prximo panado em diale, por j
haver pago no cofre da intendencia da marinlia da
imbro do anno prximo findo.
,166 e 2|3, importancia da coulribui-
t pie, que, na contormidade do d'e-
jnllwde 1832, deixa case em-
la par ter sido ofllcial da armada,
seommcnddndo, em vista de
ande indemnlser ao hosoUal
leticia dos vint e-cinco dMid
laria ;e finalmente as 9 ;.' ao quartu halalho de ar-
lilhana a pe aquarlelado na c i da de de Olinda.
Assignado. Jos Fernanda dos Sanios Pe-
rira.
Conforme.Candido Leal FerreirS, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
INTERIOR.
dircilosnaciooaes. n
Dito Ao ,fivBdo requerhnenlo em
que Manoel Le ehre* pede por atofsmento o
terreno de mari tjne existe entre o armaeedt de
que heo supplicaale pronrielario na roa de Apollo
e a liolia do e ia mesmo nomo, afim de que pro-
ceda S. S.a rasaoMa, de conformidad com a sua in-
foruiaj jr copia yai cobrindo a que dea o se-
gnudo Matate Antonio Bgidio da Silva.
k IhBouraria provincial,
rspprovaooa deriborajo qne
tomn o dir bus publica, de mandar tozer
pelaquanlia de"il200 rs. seis picoes, dous martellos
atetae dua bajeas para se examinar
quaes as pedreiras que' rontm melbor qaalidadc de
pedrs pan o caljataeoto das mas dcsla cidade.
Oftieiou-se nestsentido ao referido director.
Dito A* mesmo, approvando a arrematajaoque
fea Bento Jas Peres da obra do quinto lauco da ra-
milicaco da estrada dosul para a villa do Cabo, com
n abale de %, e sendo fiador o coronel Francisco
Jos da Cosr|. "~~^"^.
DitoAo dlf ecor das obras pu blicas, transmitlin-
de por copia o oflicio que remellen, o Exm. presi-
dente das Alagoas, no qual o engenheiro encarrega-
do das obras d'aquella provincia declara que a plan-
cheta de que trata Smc. ji foi para aqu enviada.
DitoAcamara municipal da Boa-Vista. Cons-
tando-me qne ha 2 annos nao ha qualiflcaro nesse
termo por negligencia dessa cmara, Iralem Vmcs.
de me informar circunstanciadamente a tal respeito,
bem como acerca das eleitoes de juizes de paz e ve.
readores, certos deque (arei eflectivaresponsabilida-
de contra quem for culpado.
PortaraNomeando a Victoriano Antonio de Mo-
raea da Moquita Pimcntel para um dos lugares va-
gos de guarda da alfandega desta cidade__-Fizeram-
se as necessarias communicaees.
COMMAHOOSA8 ARMAS.
Qaurlel (enaral do coanudo daa armas de
Feraambaco, aa cidade do Recife, em 27
dafovereiro do 1864,
oaszic so ruif. s.
O mareclial de campo comroandanle das armas, em
vista da coromunicacao querecebeu da presidencia
desta provincia na dala de 25 do corrente, faz publi-
co para eouhecimenlq da-gmrnicoe devido efleito,
que S. M. o Imperador houve por bem, por aviso
eipedido pelo ministerio dos negocios da guerra a 24
de Janeiro proximo\findp,jnandar considerar no es-
lado eflectivo do nono lialalha.o de infanlaria o Sr.
tenenle do mesmo ba' no (iuillierme I.oiz Bernar-
dos, licado trancad iota de descrco a\ ciliada nos
seu assenlamciito>-~,,
O mesmo mareclial de campo determina, que na
manbSa do dia i." do mezde marco vindouro se pas-
ee revist de mosteaaoscorpos do exercilo aqui exis-
tentes, e ao contingente da guarda nacional destaca-
da, uosseus respectivos quarteis pela ordem segua-
te: as 6 doras a companhia de artfices ; as 6 4 a
companhia fiza de caVallaria ; as 7 o contingente da
guarda nacional destacada ; as 7 ,'j ao segundo bala-
lhio de infanlaria eaoirecrutas em deposito no quar-
lal do Hospicio ; as 8 j( ao balalliao n. 9 de nfan-
A expedicao' do Amazonas.
lim dos nossos correspondentes em Washington
dirigio-nos urna carta que deve abrir os olliosquel-
les de nossos iiesocianles empreliendedores, e mais
is ueste cidade, qne o leiu vollados para as
i pecuniarias da abertura do.... Amazonas
aos navios e commercio americanos, lima expedirn
se prepara para largar deste porto. Acha-se formada
urna companhia,comprado um vapor, e ayultado na-,
mero de nossos concidados estao promplos para rael-
ler-se em ama empreza, que me parece, nao ler sido
beftS considerada..
Urna expedicao ao Amazonas nao he urna expe-
dido nova e anda nao ensalada, como geralmenle
se pensa. Igual projeclo correu j aftsta cidade e foi
posto em platica lia |ierto de 30 annos. Pde-se com
seguranea predizer que o mesmo lado desastroso que
leve esla. leri aquella e que Ibe provir das mesmas
cansas. No anao de 1824, te Roy & C. a mais ra-
mosa casa commercial desta cidade, organisou nma
expedicao para o Amazonas. Urna grande porco de
onlros ncuociantHe pessoasnolaveis daquelle lempo.
ialeressaram-se nella e tomeram acedes, pagando at
altas premios por estas. A associacao denomioou-se
Compaubja de Navegaro a Vapor do Amazonas.
Esla companhia comproa um vapor a que deu nome
de Ama-zonas. Foi-lhe dado por commandante o ca-
pitao ('luc, genro do Juiz Tompson do supremo tri-
onal dos Estados-Unidos. Escolheram-se habllissi-
mos sobrecargas, l'm detles era um negociante cha-
mado HelTremaii. que fallava correniemcnteo Hes-
panhnl, c outro que tambera fallava correntemente
o france*, era Mr. Chegary, marido da senhora des-
te appetlido. 13o celebre por inlrodazir sciencia nos
crneos das nossas filbas'/sAionaotes. Sob Ues ou--
I>ici-laol\oraver~parJio esta primeira expedicao
do Amazonas. Todos quanlos em semelhanleempre-
za se embarcaram esperavam realisaroama immensa
fortuna. O vapor largoa de New-YorL e chcgqu a
salvo ao Para, no Brasil, onde foi apprcbeudido e
retido pelas autoridades. Da carga o que era pereci-
vel, perdeu-se completamente, e o resto foi confis-
cado. Depois de orna detenco de quasi um anno,
permitlio-se ao vapor vollar a New-York, onde foi
vendido por 10:000 dollars. A perd da companhia
foi de perlo de 250:000. Fez-se ao Brasil urna re-
clamaco, a qual depoi* de miiilos annos, foi allen-
lida por urna enmmissao brasileira. at summa de
21:000 dollars, que nein chegaram para, relribuir os
senles que os arrecadaram. Tal foi a snrle da ex-
pedicao do Amazonas n. I, e as probabilidades do
n. -2, nao Ao mclliures. Ha urna grande excilaco
nesia cidade, e. muita gente est anciosa por ciflbar-
car-se em tal Jmprcza.
Sabemos qilb em Washington toi solicitada aos mi-
nistros do Pe'i e Brasil, permisso para que. este
vapor entre o suba pelo Amazonas. O ministro bra-
sileiro declarou prompUmenle que nada tinha com
isso. O ministra peruano, o Sr. Osiua, eremos que
llie den licenra para usar da bandeira do Per, que
em nossa opiuiao servir lano para proteger o vapor
como um panno de enjugar pralos. Nossas razoes
para assim dize-lo sjlo obvias : o Sr. Osna, que he
agora ministro do Per em Wastinglon, est em ves-
peras de deixar o seu posto, por ler sido passado pa-
ra Londres. O Sr. Tirado, seu soccessor, he todos os
dias esperado ueste capital. Foi elle ha pouco remo-
vido do seu cargo de ministro dos negocios do Per,
para acalmar o Brasil, cujo imperador estar moito
descontente por ler oSr. Tirado animado os Ameri-
canos a virem ao Amazonas; e foi nomeado minis-
tro-para os Estados-Unidos, por suppnr-se que aqui
seria elle popular pela mesma razao, e proprio para
satisfactoriamente resolver as dilliculdades acerca da
i I lia de Cincha. O Per he urna repblica de espe-
dientes. Em snas palavras de garanta nao se pode
terconfiance cinco minlos; quando quer livrar-se
de urna promessa solemne ex'pelle o minislro que a
fez. Assim, ser no caso desla viva expedicao, se Mr
empreliendida sob a soa bandeira. O vapor ser ap-
prehendido no Para pelos Brasileiros. o a gente de
bordo ser post em priso como llibusleiros ame-
ricanos. O Per negar ter autor isa do o uso da sua
bandeira, e nao considerar o procedimeuto do Bra-
sil como urna \ iolarao della, e tal ser o fim desla
expedicao e de lodos aquetles que forem sob to mi-
zeravel proleccflo comp a que pode prestar a bandei*
ra peruviana.
Em tees circornslancias prevenimos francamente a
nossos amigos, que nao arrisquen! seu dinlieiro esuas
pessoas nesta expedicao do Amazonas. Nada debom
pode resultar della. Ainda np lie cliegado o lempo
para urna tal empreza. Isso pde-se fazer sob me-
I liorc auspicios, llevemos esperar al que o nosso
governo tenba feiio coma Uolivia, Nova (iranada,
Equador, Paraguay, ou outras repblicas da Ame-
rica do Su I, cojos territorios sao contiguos ao Ama-
zonas superior, tratados solemnes, pelos quaes nos-
sos ctyicidadaos sejam autorisadns e convidados para
emigrar on commerciar com estes paizes por via do
Amazonas. Os noasos^navios e concidados irao a
salvo sobre a nrrityao de sna propria bandeira, e
nao sob falsas .cores. O nrasil nunca nos dar vo-
luntariamente permisso para entrar no Amazonas;
porm feilos com seos vizinhos os tratados a que lo-
mos allodido, poderemos dispensa-la,entrar no Ama-
zonas e empossarmo-nos da lei das nanies. O Brasil
ser toreado a calar-se, e antes de Janeiro de 1855,
a navegado do Amazonas ser livre aos navios dos
Estedos-Unidos, e franca ao resto do muudo.
( Xew-York Herald.)
Em nosso numero anterior promettemos dizer al-
gumas palavras sobre a ullima parte do artigo que
temos para neatralisa-la qnasi semesforco de nossa
parte.
Niis lambem eremos que os cidadios americanos de-
vem esperar; mas nao pelos tratados a qno alinde o es-
criptor do Herald, os quaes segundo os principios do
direilo internacional umversalmente acetos pelas na-
5es, nao Ibes podem jamis franqueiar a entrada do
grande rio, propriedade legitima e exclusiva do im-
perio. O que he preciso esperar he que esses trala-
dossejam feilos com o Brasil, e qoe a subida pelo A-
mazonaslhes seja facultada, nao exlorquida : em-
preza difncil de realisar-se e mais diflicil ainda de
manler-se, alem de ser urna violenta inqualiticavel.
E com que fundamento atnrma o escriptor ameri-
cano que o Brasil nunca dar \^4jHtariaraenle essa
permisso que elle ente nde deer-lhe ser arrancada?
por ventura porque sendo esta nv*questao gravissi-
entao publicamos com a epigraphe Expedicao do ma nao temos querido resolve-la in promplu: por.
FOLHETIM.
OS KETOS DE L0VEL4CI0.
(Fo* ftsaadaa Aehard.)
Amazonas, Iraduzido da folha americana New-
York Herald, He um protesto qne vamos fazer con-
tra a doutrina emittida no final daquelle artigo, e
pela qual o seu autor d como negocio liquido, que
urna vez feilos pela L'niao Americana, tratados com
as repblicas das cabeceiras do Amazonas ou seus
allluenles. poderlo os seus concidados dispensar a
permisso do Brasil para navegar este rio livremen-
le sob a prolecriio da sua bandeira.
Quanto ao facto, he certo que a bandeira do esta-
do que tcm por limites os quatro pontos cardeaes,
pode conseguir muito mais que o pobre panno de en-
xogar pralos da repblica do Per ; nao he mesmo
impossivel, que os navios americanos com o apoio e
concurso do seu guverno, alcancem forjar a entrada
do Amazonas, e navega-lo; quanto, porm, ao di-
reilo, questao telvez de segunda ordem para o escrip-
tor do Herald, parece-nos claro que elle deisa ai cou-
sas no mesmo p em qne as consideram os aventnrei-
rostlo seu paiz. Que diITercnca ha com efleito, pe-
ranle a le das nacoes, entre um punhado de aven-
loreiros quelanc;am mao de unja bandeira qualquer,
que julgam proleje-los, para atacar de frente, por
conla propria, a conta do seu pavilhao, e s fiado
as suas torcas sofisma as noces mais claras do di-
reilo das gentes ? nenhuma, a nao ser a que vai da
piratera particular ofllcial, e de uro pequeo a
um grande allentado.
Se nao he Talla de tratados com os demais eslados
ribeirinhos superiores do Amazonas e seus tributa-
rios,que tem at aqui feichado as embocaduras deste
rio a navegacJo estrangeira ; se nao foi com esse
fundamento quV as autoridades brasileiras.em 1824
retiveram no Para o vapor Amaxonas da primeira ex -
pedicao americana, que o escriptor do Herald justa-
mente esligmalisa ; se nem ser esse o molivo porque
essas mesmas autoridades, se assim for preciso, farSo
nutro tanto com a segunda que se projecla, e que o
mesmo escriptor esmaga lambemfbm a sua reprova-
?ao, como he que em boa fe se pode invocar a cele-
braceo de tees tratados como um meio correle e li-
quido de escaur.ir.ir o Amazonas aosEsl.idos-Unidos,
e ao mundo, e de impor silencio ao imperio ? O Bra-
sil vedando al agora a entrada deste rio, nao tcm
consultado para isso a ooiniao das repblicas vizi-
nhas, (em-no feito em qifilidade de senlior nico e
legitimo de suas embocaduras, e esse direilo nuqca
llie foi contestado por naco alguma, nem mesmo
por aquellas repblicas, as quaes,se apenas ltima-
mente se tem manifestado algumas tendencias nes-
se sentido, nao passam ellas de meros echosde sug-
gotoesiguaessqaederamem resultado as ocur-
rencias da ilhadoso6o<,ea expedicao de Cuba. A
theoria do escriptor americano, assenla sobre o prin-
cipio falso, que o seu paiz tem querido ltimamente
por em voga, isto he, que os estados ribeirinhos de
nm rio, seja qual for a sua posirao e parte as mar-
Rens delle, tem o direilo naos de navega-lo em to-
da a extensao, mas lambem de facultar a sua navega-
Sao a quem Ihes pareja; principio contra o qual pro-
teslam o acto do congresso de Vienna e o proprio re-
sultado das negociaces havidas sobre a navegado do
toits'issipc o do S. Lourenco.
O escriptor do Herald, que tambera apreciou e de-
nnnciou a loucura das eipedic/ies do Amazonas, tan-
to n. 1 como n. 2, nao reflect) que a ultima parte
do seu artigo nao fazia mais do que substituir as fi-
guras que estevam era sceua, pondo o sen paiz em lu-
gar dos flibuiteiros que nos queretn visitar ; porque
se a bandeira do Per, sob que elles se abrigara, nao
Ihes tira esse carcter, esse estigma, que o Ilustre
escriptor com razao Ihes prega nos frontes, lambem o
consenso dos mais estados ribeirinhos de que elle fal-
la, e que estao ainda em peiores circunstancias do
qne o Per, quer pelo lado do facto, quer do direilo,
em relacao ao Amazonas, nao poder operar esse mi-
lagro em favor dos navios Americano^ que com o
apoio do seu governo, e com a sua propria bandeira,
pretenderen! forjar a sua entrada. Mais Valeria por-
tento que oescriptor do Herald, cuja theoria, em ul-
tima analyse, cifra-se em estobelecer a sulciencii
da bandeira americana, pnra e simpesmenle por
para abrir o Amazonas aos navios e ao commercio dos
Estados-Luidos o de lodo o mondo, pozesse logo a
queslo nesses termos ; pois lhe ficava sempre salva a
faculdadede rir-sede nos de compaixo, olhando pa-
ra asesquadrase centenas de vapores de seu paiz,
quando em conlraposico urna tal ostentaejo de
forca material, Ihefizessemos conhecer os nietos que
l'M QliADRO.
Na poca, em que eomeea este historia, no outo-
no de 18*. a especniacao que Iransforma Paris em
um vasto campo de pedreiros acbbava de destruir os
jardins do antigo Tivoli.
Esses jardins. que o viaja ules (priam gbado co-
mo um dos mais bellos lugares do muudo, s houves-
sem perteucido a algum caslello^illemau, edificado .i
margem do Rheno, apenas ofiereciain eulao urna de-
ploran! mistura de pedras brutas e lavradas, de la-
drillos e chascos onde fumegava a cal.
Os bosques de lilia tinham sido cortados, os mont-
colas aplanados, as reivas extirpadas, os pavilhes
demolidos, e as toules destruidas.
%s arrlrileetos iinham vinito com alinda na mao,
c ras em numero linham nascido deliaixo de seus
passos, como ontr'nra os horneas dehaixo dos denles
dodragaoda fbula.
Ras estreitus e largas, j calcadas"llumiadas com
lampeos municipaes ; mas sem nenhuma casas. O
palacio miis sumptuoso chsgava apenas ao nivel do
chao.
Era esso enlAo o terreno dos caslellos doar.
Ora, um larde, seinco horas, pelos lilis de oul.n-
brn, um coupe do genero dos qiun ff"Xlllll"7ialurali-
sou eiu Franca, Icndo-os Iraziao da Ipalaterra. pa-
rou no angaln da ra Boursault e di ra I'igale;
urna mullier abri a porlir.ha, sallouiiatirameiiie na
calcada, metleu urna peja de cera Mos na mao do
cacheteo, e dingio-se, mais prompWquc una per-
diz, para a ra Blanche. ^^
Sahindo do carrinho, onde alias lava sosinha,
ella ajustara o vestido por um desses movimenlos r-
pidos que as parisienses sabem tornai to lindos e
passra as mos pelo veo para dar aos longos cachos,
que lite pendiam ao longo das fares, css geilo par-
ticular, a que seus dedos ageis eslo habituados.
Isso feto, e lao rpidamente que um passarinho
mal leria lido o lempo de passar a roa de un vo, a
mulher abaiiou o veo sobre o rosto, levanlou deli-
cadamente as dobras do vestido, e caminhou a toda
a pressa pela calcada.
Ella linhl um chapeo, um mantelete de velludo
prelo, maaguiahai de renda justas uoi punhos, os
quaes erain adoravelmente delicados, e lavas dina-
marquezas.
A simpticidade de seu vestuario, no qual nao liri-
Ihava nenhuma joia, mas sobretodo a graca decente
e a dislincc.Hi de seu andar, diziam bastante que es-
sa mulher nao era daquellas, cujas colonias enan-
tes comecavam a povoar as altaras da ra I'igale, e
da roa Larochefuucault.
Tinha chovidn de manhaa, e as calcadas cavadas
pelos Irabalhos eram como um charco, no qual os
carreteos e cnteteos se atolavam al os lornozelos.
Profundas escavarnes ahriram-se direila e es-
querda, como precipicios, e algumas bellas arvores,
ltimos restos desses grandes jardins, donde o goslo
das flores paiecia ter-se espalhado em Paris, estre-
meciam ao vento do outono.
V,im-se ainda na exlremidade dessas devaslarcs
os muros e as grades de ferro das estufas, onde li-
nham florescido lanos arbustos raros e preciosos,
l'm montculo verde cornado de acacias eslava de
outro lado, e em frente", mesmo na entrada la na
lllaarlie,|cvava-sc qunze a dezoilo p.-s cima do
chao, e preso em duas linhas um larzo carta/ indi-
cando a quaulidade de meteos de terreno que resta-
va a vender-se. Como o meio da raleada eslava me-
nos arruinado, a desronhecida o preferir, e caini-
nliava na pona dos pos lo de leve e de pressa, que
a tema pareca aflnstar-sc complacenlcmeiile da pon-
a de seus horzeguins. Nenhun salpico manchava
Mas ineas brancas, nem a saia de sii vestido, que
uuciuava duas poleaadas distante do chao.
i-mecia qe ella tocava apenas na calcada ; loda-
oTn,LCHrre'ra era riiniua como a de urna
que tcm pressa de chegar.
d-.sianlon!,!!l;,(!rVad"fsel,onvesse acl,!, as da ame liabitejao levantada enlo
pessoa
InESmWw" B",l,rsilu"- a podido reparar que
1Ekt*V*k carrinho. inclinara
!a?U:a,ror,,,Bha'fc5 'oda aoaloB-
sao da ra com un, desses lances de vista promplos
lemenlecera de nao enconlrar ah nada que podes-
,e mqumla-a. pozera-sa a caminhocom essa pressa,
que he mullas vezes o indicio de uma preoecupaca
secrela. *
Depois de percorrer a roa Boursaull em lodo o seu
comprimento. a dccontieaiila voltou i esquerda en-
trou na ra Blanche, e parou ao cabo de uns vinte
passos ilianle da porta de um pequen hotel edifica-
do enlre o paleo e o jardim.
Quando passava o luraiar, ella csiremeceu nuvi-
do uma voz que a chama va.
Ao nome de Helena, que era o seu, a moja vol-
tou-se vivamente, e achnu-se em frente de um ve-
Iho que, pegando-lhe da mao, disse-lhe:
He segunda vez que saio de la cata, minha fi-
Iba, e nao teildo-le emuulrado, iu 80 club buscar
que nos jolgarans com o direilo de reflectirmos se
nos comin faze-lo ja e ja, ou se nos he isso possiref
sem compromettimenlo ? Ouserdiorque a b'nio-
Americana dando crdito aos seas fabulistas, nos
iguala ao Japao,'ou a Cateara, e nos quer fazer o fa-
vor de civilisar-nos a forja 1 Nao chegamos anda nem
ao meio caminho do progresso a que nos destina a
Providencia, he verdade ; mas|eom por isso os cida-
daos dos Estaos-linidos se devem considerar os ni-
cos guardas e promotores da civilisacao da America.
O Brasil comprehende bem os seas grandes inleres-
ses, conhecc perfeitaraente os grandes elementos de
sua futura riqueza e prosperidade, e nao ha. de por
certo deixa-los em perpetuo mortuorio ; mas he ne
cessarioque, aoles de ludo cessem essas o/ficiosas
tutellas, essas extorsoes geographicas pelas quaes se
chrismam os rios de uln Estado com o nome de mar,
e essas outras que se fazem lei das najoes, para ob-
ler-se fraudulenlamente de uma o qne pertence a
outra. He preciso esperar dignamente, pondo-se um
termo a essas machina joes que todos os dias nos che-
gam aos ouvidos, e que mais se assemelham s tra-
dicoes da idade das conquistas, do que a expansflo
commercial dospovos noseculoda diplomacia.
rffct^^^i^7Vec- re Maio.J
gohrespWBencias do diario de
PERNABffiTJCO.
Para' 16 de fevereiro de 1854.
Temos estado por aqui em calmara podre a res-
peilo de novidados de vulto, e por isso poco tenho
a communicar-lhede oceurrencias locaes.
Toda a altenjao da nossa popnlarao esl d'ha mui-
to volvida para a agricalturae commercio, quede
dia para dia vao em progressivo augmento. A bor-
raba ou gomma-elaslica, especialmente he a alma
da prosperidade deste vasto torran do Imperio. Com
o crescimenlo do sea consumo vai todos ns annos
prodigiosamente dobrando o sea fabrico. A procara
deste genero he espantosa, e este he a razao do seu
elevadoovalor, nunca previsto; de forma qne hoje se
vende nma arroba deste precioso producto vegetal
por teinta e doas mil ris, quando lia tees annos pas-
sados com cusi se poda obter mil res por
igual porcaoda mesma qualidaite;.' A>olheta des-
te valioso produelo da njloreza.juje conslilue a ver-
dadera California desla provincia, promelte ser
grande neste anno. O mesmo porm nao acontece
a respeito d do coco, e caltanha, qae he por de-
mazia escass Dos gneros de primeira necessidade
lambem ha escassez, particularmente de peize.e da-
hi nascea caresta, qae temos experimentado ha me-
zes, de quasi lodos elles era ger^l o qae parece nao
minorar tao depressa'. y*
Quando toda a popuialo esl assim preoecupada
do trabalho, e dos meios de se engrandecer, despre-
zando soberanamente s (retas e intrigas da maldita
poltica, qoe dilacera diversos pontos do nosso impe-
rio, nao pode outro tanto acceder na actualidade ao
governo da provincia, o qual.se ada seriamente en-
telado com a grave questao da nare^aeoo do nosso
Amazonas ; navegajo que mais obstinadamente he
disputada pela repblica da Uniao Americana.do
que por qualquer outra najao. quer do novo, quer
do vellio mundo. Estamos lodos os dias a espera de
ver comejar a discussao pratica deste grande ques-
tao. porque estamos em vesperas d receber em nos-
so porto (alce: o vapor Penobtcot, procedente de
Aeio- York com bandeira peruana.
O navio americano Chatsworlh, entrado a 3 do
corrente, trouxe-nos a noticia de qne em Sea-York
se preparava o dito vapor americano de forja de 250
cavallos e de 800 a 1,000 loueladas para com brevi-
dade seguir viagem para Santa, transportando emi-
grados, que vem em busca de ouro em varios lugares
a quem dos Andes. O vapor ia assumir a bandeira
peruana, como j disse, para poder livremente subir
o Amazona* al aquello povoado, que fica prximo
da confluencia do Sapo cora o Maraan no Per. O
numero dos passageiros inscriptos e que at os ulti-
mas dates (13 de Janeiro) j haviam pago as suas pas-
sagens, suba a pouco mais de cem : haviam porm
accommodajoesparaqaiteocentos. e esperaajas de
que ellas seriam todas tomadas. Conste qae a maior
parle dos tees passageiros he ecmposla dos invasores
de Cuba, qae vem tentar tonina em nossas regies.
A noticia da viada de semelianla gente para o nos-
so territorio nao lem abalado o espirito da populajao
da formosa Belem, nem della se arrcete. O nosso
do ancaradooro, porcro voltou muito para c da bar-
ra, porj nao ser precisa asua presenca, nem os seus
servijos.
Lucraran) os cofres pblicos com o salvamente
desla embarcajao para mais de quarente conlos de
ris, que em tanto imporlaram os direilos que (em
de cobrar a alfandega petes mercadorias que traz.
Rendeu a alfandega no mez ultimo Ii7:7559160,e
a receheiloria provincial 40:57716730.
Na prxima barca espero ter de lhe participar im-
portantes noticias. ,
Mr. de Flize; pois bem sabes que elle he capaz de
esquecer-se de que janto comtigo... Has vens a p!
Helena corou um pouco, mas apressou-se a res-
ponder para encobrir sua perlurbajo.
Saio da casa de madama Montchenot, perlo da-
qui. Mea carro nanea esl promplo, seito quando
nao preciso delle, e decidi-rae a vir sem espera-Io
mais.
Emquanto fallavam, os dous interlocutores tinham
entrado no pateo. O velho hesilou um nstente como
um hotnem que nao sabe que partido tome, depois
emfim pegando do brajo de Helena, disse:
Teu marido vira quando qtiizer; j qne te en-
coiilrei, subo comligo.
Helena aperlou o braco do pai, e dirigindo-lhe um
desses sorrisos. que pagam (odas as angustias da pa-
ternidade, ganhou o pnial do hotel.
O pai era de todas as pessoas a que Helena mais
tema enconlrar no caminho. De nmi bondaden to-
da prava, Mr. de Charamande reuna i essa honda-
de nativa uma firmeza e uma rertidao, cuja fon-a e
rigidez nada poda alterar. Elle era lito leriio f-
cil para os infortunios e 18o caritativo para com os
infelizes, quanto implacavel logo que suspelava uma
falla. Era uma nalureza auliga, leal e franca; mas
inllexivel. Quando relirava sua eslima, elle retirara
seu amor.
Depois que Helena empurrou a pdWa envidraja-
da, que dava para uin grande vestbulo, donde avis-
lavam-se os taboleros de relva e as arvores do jar-
dim, uma menina de seis annos veio receb-la, se-
guida em distancia de um menino, que tropejava a
cada passo.
Mamam 1 exclamo a menina lanjando-se nos
bracos de Helena.
O menino agarrou-se no vestido da ma com toda
a.forja, e bata com os pea para ser o primeiro em
participar dos alfagos, a que eslava habituado.
Helena inclinou-se sobre ambos, e abrajou-bs com
um ardor e uma eflusao de ternura, que podiam in-
dicar lano o enthusiasmo de seu carcter, como os
tormentos secretos de seu corajao.
Depois lomou os lilhnhos pela mao, e seguida do
pai, dirigio-se para o salan.
Ainda nao eslava ahi ha um qarlo d'hora, quan-
do Mr. de Flize entrn viudo do club, donde a po-
ltica o expulsara.
Estovamos tratando das corridas do mez passa-
do, disse elle, e eu apustava com Bouzonville que
Wilhe-Fool leria ganbo, se houvesse sido montado
por Flallman, quando nos lanjaram cara a refor-
ma eleiloral, a qual destruio ludo. Nao se pode mais
no club ter uma conversajiio seria I
Pois bem. agradecereia reforma eleiloral, que
0 fez sabir do 'debate.
Mr, d Flize largou o chapeo e a bengala em um
presidente porm (em tomado medidas de cautela, e
segundo rae consta nao deixar subir o vapor, qqer
elle venha com bandeira peruana, quer americana,
ou de qualquer outra najo. Isto no caso de que o
mencionado vaMcvenha demandar o nosso porto com
pretenjoes de se^ir depois para o Amazonas.
Mas se por ventura a oasadia de semelhanle gen-
te for tao temeraria que deixe de procurar a nnssa
barra, para directamente ir em demanda de Macana
e subir o rio al ao lugar do seu destino, nesse caso
consla-me que o presidente protestar conlra um lal
ailentado logo que tenba conhecimento do facto; e
alliancam-nic que o vapor snbir sim, porm nao
descera senao em pedajes. Para qualquer das even-
tualidades, e no caso de resistencia (em o governo
ordenado qae as fortalezas da barra desla capital, e
de Macap e as poucas embarcaefies de guerra de
que dlspoe, [que sao duas, uma estacionada em
Santarem (a Andorinha), e outra nesta capital (o Ite-
parica), estejam preparadas para enlrarem em fogo,
on combate, logo que necessario seja. A tropa lam-
bem est prompta para a voz do alaque.e oujo dizer
que alguma lem de marchar uestes dias para a pra-
ja de Macap: O vapor de guerra Varense lie es-
perado com grande anciedade pelo governo para me-
lbor e mais corlezmenle fazer as honrsda recepjo
aos nossos hospedes, que sao considerados' como fli-
busteiros.
Nao sei se ha razao para lamanho rigor* nem que-
ro entrar na questao do direilo qoe assiste bandei-
ra peruana para navegar as aguas do Amazonas, de-
pois da convenjao especial celebrada entre o Brasil
e o Per em 23 de outubro de 1851, porque nao de-
sojo crear embaracos administraran do m'eu paiz
comas rellexes que houvesse de enunciar em. mate-
ria de tente gravidade, eem occasiao tao momentosa.
Somenle observo qu s d Exm. Sr. conselheiro Re-
g Barros, a quem nao falla capacidade e patriotis-
ma, assim pbra, he porque tem instruejoes para des-
sa forma .proceder. Nao progredirei pela razao alle-
gada.
O jornal Treze de Mato, publicou a tradaejao de
um arligo do Sew-York-Herald sobre este empreza
da navegacao do Amazonas, e Vmc. nao far mal
em lhe dar ah publicdade, transcreveudo-a no seu
acreditado Diario, e ao mesmo lempo a resposta que
o dito peridico deu ao collega da America, repe-
lodo as insinuajoes inslenles e deshonrosas com
que elle se dignou brudar o nosso imperio. He-
comrcendo-lhe a leilura desses dous arligos, part-
cularmente o periodo final da resposta que he Trizan-
te e assaz enrgica, e para isso lhe envi o dito jornal.
A 9 do correle largou desle porto o vapor Martn u> impetuosa activ idade.
"r'nleri0^ rV,nCa- r' ^ P^e*%WOspnromdo,nais,,
para Gurupa o chele; de, polica, afim de ir sindicar
sobre os conflictos e ferimentos ulliujamonle all oc-
corridos entre alguns cidadaos e o subdelegado, lu-
do uccasionacTo pela insaciavel sede do onro da nossa
California, isto he, da borraxa. Em lempo op-
portuno lhe communcarl o que souber de positivo
a semelhanle respeito.
AlOchegou o vapor Manarc\a da companhia do
Amazonas. Vem para ser empregada na segunda li-
nha, enteo a narra e Sania, m substituijaoao Ma-
rojo, que passou a Irabalhar na primeira linlia peto
lamentavel successo do vapor Hio-Segro, de que
Vmc. j lem conhecimento. Este vapor he de ferro,e
demanda pouca agua, condijao que o torna apio para
com menos risco obter a companhia os precisos esta-
dos desses innmera veis baxos, que o Mar aj na sua
viagem de explorajao a Anua audou apalpando com
a quilha. Consta-nos que outro vapor de maor ca-
pacidade j est destinado para sobslilui-lo logo que
se desenvolva o trafico entre a Barra e as povoajues
peruanas no Amazonas.
A imprensa peridica desta capital vai arraslando
uma vida semsabor e montona; sobre esso as-
sumpto (ranscreyer-lhe-hei o que disse o Diario do
Grao Para em poucas e indiciosas palavras em um
dos seus nmeros. O jornalsmo deste cidade vai
vegetando como as llores, que a nalureza collocoo
as grillas de alcantitedos montes. Denlre os jornaes
o qae ltimamente mais se singularisou foi a Attro-
ra.que por sua geoerosidade e patriotismo acrisolado
oflerece a sua leitura gratis aos habitantes desta ca-
pital para assim se tornar mais lida, di: ella, e nos
pensamos, qae o fim desla luminosa idea he retirar-
se airosamente do campo da publicdade, ele, etc.
A vista disto qnasi qoe podemos rezar por alma'da
Sra. D. Aurora. A Ierra lhe seja leve.
A nle-lionlem encalhou na cora secca defronte de
Collares a barca inglza Emily da casa commercial.de
Miller & Companhia, e poucas esperanjas havia de
se salvar ; porm hontem pela manhaa desencalhou
em conseqaencia de terem lanjado as aguas extraor-
dinariamente. O vapor Imperalriz he que Irouxe a
noticia de a ler visto encalhada, e para logo se deram
as necessarias providencias afim de soccorrer a embar-
cajao.
O Sr. Pimenta Bueno he digno dos maiores elo-
canto, assenlou-se em uma cadiira de bracos, e poz
o filhinho nos joelhos.
Oh Mornou elle, nao rae dexarei vencer por
estadistas, que fazem edesfazea o governo razao
de dez ministerios por serao, e pretendo amanhaa fa-
zer uma proposta, que lera paiA,u excluir do clab
todo o membro aecusado e convencido de ler publi-
cado dousartigos de fundo em bes semanas.
O velho sorrio docemente e dsse :
O senlior he prudente; mu nao teme que em-
preguera conlra si a arma com pie ataca seus com-
paaheiros?
Bofo, senlior mirqoez, jalemos no club qua-
tro on cinco depatados; isso hemuilo. ..\s norias do
palacio Bgurbon nao devem prevalecer contra o slul-
book.
He seu lvro de ouro.
Oh! disse o genro, esse livro de ouro custa-me
niuilos bilbeles de banco !
Emfim, he mellior procuiar melhorar a raja
ravallar do que corromper camponen,s honestos
transformado, em cleitoies por ama zombaria cons-
titucional.
' Einquanlo a conversaran conf nnava enlre Mr. de
Charamande e Mr. do Flize, Helena, largando o cha-
peo e u mantelete, penleava junto do fugo os caliel-
los da filbinha.
Ella eslava muda, e pareca absorte uessa oceu-
p.'ij.lo; mas via-se bem que sei pensamenlo eslava
em oulra parte. Seus labios seros inclnavani-se s
vezes sobre a loura cabeca ila menina, i qual ella
dava beijos silenciosos, e suas nflos distrahidas vol-
tavam dez vezes para acabaren o que tinham co-
mejado. 6
Mr. de Flize lanjou os olhos sobre o relogio,' e
exelamou:
Sele horas! acaso esteran balando de poltica
na eozinlia? Sem duvida o palito de meu rozinlieiro
em vez de acender o fogo com o meus jornaes d-
ver(e-se em l-los.
Quando elle approximava a mo de uma rampai-
nha, ouvio-se um toque de sinel no pateo e quasi
immedialamenle abrio-se a portado salan.
A senhora baroueza de Mincheool! disse um
criado.
A esse nome lanjado (ao inespradamenle aos seas
ouvidos, Helena csiremeceu, o tixando a lilhinlia,
correu ao encontr de sua amgapara abraja-la.
Dze que passei a manhaa im la casa, disse-
lhe ella buixiiibo o de pressa, loo te plicarei por
que. *
Helena fallara com a bocea ni chapeo de madama
de Mouchenol, e sua adverlenci; se confundir co m
o beijo de boavinda, de sorle qie o pai e o marido
nao suspeilaram nada.
Madama de Monchenot aperou-lhe a mao srm
responder, e levou-a para o meb do salo.
BSaraahao 19 de Fevereiro
o L'm correspondente, :fceste paiz, nao tem
mais do que aparar a penua ; porque os Tactos
nao faltain. Uhc ulUuuuteulc um dos seus
corsespoiidentes da Europa, ao ratar das gran-
des questocs, que jior la se agitara.
Se isso, porm, pode acontecer a aquelles que
exercein a |>rolisso de instruir os seus leilores de
lo das as oceurrencias havidas n'iiin grande lliea-
Iro, como he o d'aquella parte do mundo ; e dis-
pondo alm di-so. da grande mina da actual pen-
dencia russo-turca ;' de certo, que para os que,
(ymo cu, vivem n'uma pequea provincia, aon-
de os aronlecimculos sao mui raros um
ponto (al, que o espajo d'huma quinzeoa quasi
que niireaeiila a reprodurjao dos telos passados na
antecedente o negocio muda enUo inleirameule
de figura ; c aquella proposh-ao nao passa d'um
verdadoiro absurdo. Quaulo a mis uniros, conser-
vando sempre as peonas mais que aparadas, e o
papel amontoado em liras, em cima da mesa, es-
peramos as oceurrencias, rom toda essa avidez, que
pode ler um esfaimado pela chegada do pao, que o
de>e saciar...
Um correspondente, a quem lhe nao falte ma-
teria'para narrar; preparando sempre os guiza-
dos das uovidades com os adobos da imaginajao,
en o consiilero, como um ente verdadeiramente
feliz! N'cssas orcasiOes, como se elle fra um
poeta, senle-sc d'algum modo extasiado; e ale o
proprio charuto, que rodando ios cantos da boca,
he algumas vezes um quebra-queixo como
que parece Irensformar-se n'ura bom bavaua,
despedindo de si rolos de deleitosa fumara...
Curopredize-lo : essa quasi que ioaejao a que'
se m> reduzido um correspondente de provincia,
1"e W^i* mellior ser\ir os seus leitores, in-
commUa-o, desespera-o rauilo m'ais do que se elle,
cercado de arontecimentos, houvesse de empregar
18 horas, seguidas, em uarra-los. A falta de exer-
cicio, produziudo a ferrugem, prejudtea ^nuilo
mais do tjue o Irabalho, ainda mesmo, animado
aeluosa aclhiihui
naco, e vamos ao que
os colbcr durante a actual quiizcua.
r^HR. jWarcha como sempre : o actual ad-
niiiiislramr, rom o apoin das illitstrajdes^la pro-
vincia vai raminhaudo ao grande alvo dos iiielbo-
ramentos materiacs de que lauto precisamos. Sem
partidos, que o cntorper^ai pois que nem mesmo
a sombra da de lo uta fttrella, em sealislandar-
le, o guerreia ; porque, como urna\erdadeira re-
gateira, aquella folha apenas limila-se a desrnm-
po-lo. o a calumniado, e nao a disentir :.S. E\c.
cada vez prosegu' coro mais ardor na sii'a nohre
missao. Agora, que elle a mancra dos quilombos
ilo Tury, derrorou os palmares do R. da Estrella,
la/.i'iido com que, em sua adminislrajao, pete pri-
meira vez, desde 36, tivessemos eleijes verdadeira-
mente livre; tornando emfim ma realidade a
seguranja individual, que desde muito lempo se
achara a mcrc dos Coques, Dnngas, Mililf.es e
outeos: cuida, como j lh'o tenho slilo por varias
vezes, nos melhoromcnlos maleriaes la provincia.
Ha dias, (endo chesado de l ajapi algumas amos-
teas de cxcellentegomma elstica, que naquella loca-
lidade nasce qnasi espontneamente ; e sendo tal
genero, actualmeote, de grande procura nos mer-
cados cstraugeiros tent que, no Para, esl a arro-
ba a 35 c a 40 mil ris : acaba S. Exc. de no-
mear pessoas entendidas para exploraren! essa nova
fon le da nossa futura riqueza.
O Dr. Manoel Jos Fernaudes Silva acaba de che-
gar da sua commkso do Maracassum : achou elle
nessas paragens excellente ouro, e em grande abun-
dancia. Um amigo meu, que o acompnhou, den-
me os seguintes apontamentos :
No dia 21 de dezembro partimos da capitel para
Alcntara, e embarcando no porto do Jacar, diri-
gimo-nos Santa Helena, que est situada na mar-
gem direila do rio Tury-assi. As margens deste rio
servem de verao para campos de criar, e de inverbo
innundam a ponto (al, que podem nelle navegar
sumacas al meia legua distante da fazenda Jussaral
onde existe ura porto. A estrada que*e esto abrindo
por ordem do governo, a rumo de agulba, da fazen-
da Jussaral, leve principio a 19 de selembro de 1853.
A despeza que se.tem feilo para abri-la, na exten-
sao de seis leguas e meia, com que se acha hoje, im-
portou em 1:4198000 rs. Tem de largura 24 palmos
e he aberta em malta virgem composta de grossas r-
gios pela promptidao e boa vonlade com que presin vores, cujas madeiras servem para conslruc'jn, m-
todos os soccorros, pondo-os disposijao do consigna-
tario do diito navio. .O barco Arinos da companhia
do Amazonas foi o primeiro qae chegou ao logar do
naufragio, porm j a embarcajao oavegava, e eslava
tora .le pe rigo. O vapor Monarcha chegou a largaf
Veiih.i pedir-te que janlar, disse ella enlao ;
apenas m edeixas-te, um bilhele de meu marido pre-
venio-me de que nao vira por ler de terminar um
grande n egocio; algum cavallo novo que experimen-
tar sem d uvida.
i- NSi >, senhora, uma partida de whist, na qoal
todo o cilub he inleressado, interrompeu Mr. de
Flize.
Ah 1 isso he muito mais enfadonho!
Mr tito mais grave, senhora.
Be o que cu quera dizer.
A {-'rauca combale contra a Inglaterra, tornou
Mr. de 1' lizeNossa velha inmga enviou-nos lord
Stone, o Cezar dtvwliist, e nos oppozemos-lhe Mr.
de Moni -henol, qne he o Napoleao desse jogo.
Dirssa snrle os deslinos de Franja jogam-se en-
tre qual.-o bugas!
Sor^j nosso Austerlilz, ou nosso Waterloo.
E o senlior he a favor ?
Da Franja.
Ah roilado de meu marido que responsab-
lidade o senlior faz pesar sobre elle!..... Mas, dga-
me, os almii.-aiiles que rnmbatem pela honra do pa-
vilhao lem nem duvida cheles de esquadra, nao he?
Cerlai nenie, lord Slone lem o principe de Zell
por parecr. >.
E Mc.de Monchenot 1
Um cunde polonez, cujo nome rima em ski.
Entao a Prussia combato pela Inglaterra, e a
Polonia pela Franja. He quasi uma guerra de prin-
cipios.
Ha dea mil iuizes empenhadns pro e conlra.
Ah meo Dos! um orjamento sobre uma
carta!
Tenho l neis mil francos.
Eis-ahi, minha amiga, exelamou madama do
Monchenot vollando-se para Helena, os maridos que
nos recusjun pobres diamanlesinhos Algum dia as
nmliieres l'.ira.Mainbeiu seu cdigo! Acaulelem-se !
.. Oh! senhora, no dia em que Vmcs. liverem
direilos, qucfarilo de seus privilegios?
Abusaremos delles.
L'm criado veio abrir a porte do sallo, c annuo-
cion que a mesa eslava poste.
Helena lomou vivamente o brajo de madama de
Moni-heno i. e dirigio-se para a sala de jaular.
Obrigada, minha querida Carolina, disse ella
baixinlio, meu marido tein-ine reprehendido muito
por certas memorias, de que elle s conliere a inela-
de. L'assei toda a manhaa em casa de minha coslu-
reira e de minha modista ; se Mr. de Flize suspeitas-
se isso, eu teria tees horas de orares fnebres.
Teu marido ntromelte-se no que fazes?
A's vezes.
Isso he muito.
Mas o leu nao oceupa-se com isso'.'
NuDca,.
veis, engenhos, canoas, etc. Depois de concluida,
ficar com 14 leguas, em dircejao ao poenle, que
he a posirao em que se acham as minas de ouro.
pilo igarapes mui fundos corlam o terreno por onde
lem de passar a estrada ; sobre elles devem cons-
Iruir-se pontea de madeira. At o Maracassum o
terreno aprsenla pouca elevacSo ; existem algumas
chapadas coberlas do gurumanzaes, buritizeiros e
carrascos.
As madeiras prncipaes de que se compoero as
rriatlas. sao : pao d'arco, po-santo, piqu, sapu-
caya, bacury, cedro, paparauba, broca, condur e
lonro. O rio Maracassum. no ponto em qae alra-
vessamos, tem 10 brajas de largura, e 20 palmos de
profundidade: tem pouca corrente de verao, e pas-
sa entre doas barreiras.
O terreno coroprehendido enlre Maracassnm M-
carequar he bstanle montanhoso : as maltes sao
as mellones qae alravessamos. Do Jacarequar, tai-
de ullimanente se achavam estebelecidos os qailoro-
bolas, seguimos para as minas, qae d'ahi ficam dis-
lantes legua c meia. Da pasgem denominada Paed-
val, qoalro leguas distante das minas, o ouro existe
dessiminado as piryles, (oxydo de ferro), porm em
mui pequea quanlidade. As rochas que se encon-
Iram, desde este ponto al as minas, sao em geral,
metaliferas, e a dspersSo do noro na maior parle
dellas he lal qae, sendo trituradas e lavadas, podem
fornece-lo em abundancia. Cavando-se em varios
lagares de extensao de una legua, e faz'endo-se a la-'
vagem das trras e araos, o onro apparece em mator
ou menor quanlidade na profundidade de dous pal-
mos : lugares ha, em qae apparece superficie, e
proporjao qae a profundidade augmenta, desco-
hre-se o onro em graos mais grossos. Acha-se o ou-
ro lambem as materias que formara os atorros dos
diversos riachos, que corlam esto terreno, o das'gru- -
tas mais ou menos coasideraveis, que existem aoji
dos morros.
Logo que se introduxam machinas para fazer a ex-
plorajao em grande escalla, e que concorram Iraba-
lliadores, se reconbecera entao a immeosa e incal-
culavet riqueza qae nos offerecem essas minas. Os
lavradores que se eslabelecerem em tees paragens
hao d ter interesses incalcnteveis, nao s pela na-
lureza das (erras, que se prestara a toda a especie de
cultura, principalmente da canna, algodio e do ar-
roz, como lambem pela facilidade com qae vendero
aquelles objectos, nSo lendo necessidade de os ex-
portar.
O que he de urgente necessidade, he o estabeleci-
mento de uma forja militar que obste a organisaego
dos moosmbose garanta a seguranja individual, com
a grande aflluencia dos aventreteos, qne o cheiro
do ouro ha de levar a laes $ragens. Para ase
ftan, a commssao encarregada pelo' governo, mar-
cou o lugar aomle se deve construir o quarlel, casa
da commando, paiol e ranchos necessarios.
J se confam muilos lavradores que possuem in-
lenjoes, de, apenas collocado o destacamento, virem
cstabelecer-.se nesles lugares, o que tornara ma im-
portante o distrelo do Parau.
Com esses ligeiros apontamentos j se pode calcu-
lar o que poderemos ser d'aqui a alguns annos ; as-
sim | governo nao esmoreja o enthnsiasrao, em qua
est, do querer reanimar a nossa agricaltura. Este-
mos anciosos peto relalorio do Dr. Silva. Os peque-
nos apnnlamenlos, qqe ahi ficam, posso afilan jar que
thelpassaram pelas maos.
No dia 9 do corrente. no terreno da cerca de Saalo
Antonio, ensaioa-se um arado de ferro-fundido em
presenja de varios lavradores, que desejaram ver
Irabalhar esse iustrumeiilo. A sociedade de agricul-
tura toi que assim poz ao publico o grande numero
de machinas antoras, quejpossue.
A respeito de seguranja individual, o Observador
diz que Uvera ama carta do seriad, na qoal se no-
liria que um tal Bernardo Ferreira Guabiraba, as-
sassinou no dia 12 de dezembro no lugar do Miador
sua propria amasia, e urna filba de 9 annos. O
inspector de quarleiro foi para o prender, com 9
paizauos, porm o assassino depois de osameajar
com uma faca, pode evadir-se. Tive hontem noti-
cias de Casias; esoube que o jury, presidido-pelo
Dr. Vieira da Costa, aberlo no da 1. do corrente,
al o dia 7, j havia coodemnado 10 criminasos-
morte; 3, a gales perpetuas ; e 2, a 20 annos de
prisao : somenle tres haviam sido absolvidos. Entre
os condemnados, nolam-se os famosos Xco, Za-
charias, e Mala-zombando...
Quando julgariam laes feras, de que um lempo
vira, em que ellas leriam de espiar os seos negros
crimes!! Nunca, creio ea, Casias porton-se tao so-
berana em seas julgamentos. A Estrella, como a
autiga protectora de lodo aquella sucia, lem dado
seos sardos gemidos. Acaba de ser nomeado para
escrivao de orphaos desla capitel, o Sr. Kaymuudo
Flippe Lobato, filho do fallecido desembargador de
igual nome. Para tal logar, consla-me qae se apre-
sentaram nada menos de 15 candidatos. A eseolha
daquelle individuo nao poda ser mais acertada ;
dolado de excellentes qualidades particulares tem
elle as necessarias habiltajes para bem desempe-
nhar o lugar para qae foi nomeado. O Sr. Hayrnnn-
do I.obalo, por falla de meios, occasiooada pela
morte de seu pai, havia abandonado a academia de
Olinda, quando j nella frequentava o sea primeiro
anno.
Consta-me que segundo o aoljgo costme desla
Ierra, o Sr. minislro da juslija receben uma grande
quanlidade de cartas anonymas, que sem davida al-
guma eram-lhe dirigidas pelos diversos pretenden-
Isso he pouco.
Nao, ass'im convm.
Estao fazendo confidencias' disse Mr. de Fli-
ze no momento em que assentavam-se mesa,, Mr.
de Charamande n direila da filha e em face do genro.
Quasi! responden'madama de Monchenot com
um sotriso que fez Helena meditar.
Obrigado, lomou alegremente Mr. de Flize,
eu podia temer qne estivessem fazendo conjarajoes.
Helena olhou para o marido com ar inquieto, e es-
se olhar poslo qae rpido nao escapou a Carolina, e
f-Ia meditar tambem.
Oh! pensnti ella, essa pobre amiga s disse-me
a metade da verdade.
E acrescentoo em voz alia:
Nao se apresse em agradecer-nos. He verdade
que anda estamos no primeiro acta da comedia;
mas o quinto pode bem acontecer.
l'm desenlace?
. Talvez.
Pois bem l|nma confidente, como a senhora, me
reconciliara al rom a Iragedia. Conspiren!. *
Carolina observa va. sem.parecer dar-lhe altenjo,
o efleito dessa conversarao no semblante de madama
de Flize. Cada uma de'suas respostas. como se res-
poudesse a um pensamenlo interior, produzia nelle
Luma emojao, que Helena nao consegua dssimular
bstenle para que escapasse ulciramenle aos olhos
de una mulher.
Para que falla-imym tragedia tornou mada-
ma de Monchenot depoH da exclama jao de Mr. de
Flize. Isso he de mo goslo, e faz-me abandonar
meu papel.
Nao Ibe parece abundantemente recheado de
crimes e semeado de lagrimas ?
Hoje s os vaudevilles fazem chorar!
Helena abaixou os olhos e desvioit o rosto do olhar
da amiga.
Carolina noi.icrgnntou a si mesma como Fgaro:
A quem eiigaoam aqui ? roas: Que intriga occullam-
inc aqui?
Ella nao hesilou nem duvidnti. Ha gestos que'va-
lem cnntissOes, e a conviccao vein-lhe ao mesmo
lempo que a suspeila ; foi um relmpago que ullu-
miou-lhc o espirito.
Mas madama de .Monchenot em vez de aleglar-se
pela sua descoberta. como militas amigas leriam fei-
to era feo lugar, aflligio-se sinceramente. Ella ama-
va Helena, a qual conheccra no convenio do Sagrado
Corajo ainda menina, e previo a perturba jao e as
maguas que um amor Ilegitimo havia de suscitar
nessa alma franca, anda, apezar das sociedades, e
apBixonada, apezar de Paris.
Carolina mHdou depois de conversacao e ajudou a
amiga. Fallou sobre as corridas, sobre os bailes, so-
bre as nofldades, e o janlar foi muito alegre, por-
quanlo os convidados eslavara conslrangidos, i ei-
cepjao de Mr. de Charamande, ruja velhice conser-
vava loda a screnidade-de uma vida honest.
Quanto a Mr. de Flize, era fcil comprehender pe-
lo arrebalamento de sua falla, que inquielacoes nao
confssadaso agitvam. Elle era como esses meninos
qae fazem marulho para distrahirem-se quando lem
modo.
Todava a conversajao ia enfraqaecendo um pou-
co depois que deixaram a mesa para vollar ao salSo,
e j Mr. de Flize olhava para o relogio, quando um
criado annunciou repentinamente-:
O senhor conde de Vauvilliers !
A cha vena de caf, que madama de Flize dava ao
pai, tremeu-lhe na mao, e algumas golas cahiram-
Ihe no veslido.
Madama de Monchenot,que a observava do canto
doolho, franzo levemente as sobrancelhas, e lancou
sobre o recem-chegado um olhar carregado de odio,
o qual ella enrobrio quasi immedialamenle debaixo
das palpehras lnguidamente abaixadas.
Mr. de Vauvilliers nao tinha anda dado um passo
no salo, e j a baroueza coro a cabera engrajada-
mente apoiada na mao, acolhia-o com um bello sor-
riso.
Mr. de Charamande saudnun conde com frieza,
mas com polidez ; Mr. de Flize, que esteva encosta-
do na chamin, largou a chavena meio vasia sobre o
marmnre, e foi ao encontr de Vauvilliers, ao qual
aperlou a mao.
Entao? disse-lhe baixinho inlerrogando-ocom
o olhar.
Espere, meu charo Jorge, sua malher nos ob-
serva, respondeu o conde com ar vivo, e cliegando-se
para madama de Flize, saudoo-a estendendo-lhe a
nao.
A saudajo de Helena foi to fria e refleclida, que
Jorge le i a certaraenle reparado nisso, se nao tvesse
lambem o espirito preoecupado.
Carolina levantou-se e foi assenlar-se junto de ma-
dama de Flize, e disse-lhe com o ar de uma irroa
mais velha que falla a mais moja :
Oh minha querida Helena, nao se mostee lo
agasiada cora Mr. de Vauvilliers, senao poderiam
cror qae vossfi pensa nelle.
Helena corou at raz dos cabellos, e disse :
Que loucura !
Passado o rubor, ella lomou um bordado, sobre o
qual inclinou o rosto tornado repentinamente mais
paludo que o marfira, e calon-se.
Carolina vio enteo que o mal naVeslava so
prfida.
Entretanto Mr. de Flize manobrou lao bem, que
sob pretexto de mostear a Mr. do Vauvilliers um
novo chicote de caca, que comprara na vespera, le-
vou-o para uma sala vizjuha,
/ConHntiar-M-Ha..)
"
. ana




==
lea aquello logar, as quites recprocamente fazendo
elles ai suas biographias, lanzaran) sobre si quan-
tas mentiras e calumnias Ihei taggeria a menle. Es-
e costme terrivel de dispular logare he de certo
de urna infamia inaudita. Felizmente os Srs. mi-
nistro nao Ihes dio importancia algumi.
Ante* de honlem fallecen, victima de um ataque
de paralysia, o Sr, Dr. Joao Tiberio da Motla, det-
xando sai respeilavel familia ni maior conslerna-
C3o : esta morte acarrlo comaigo umi verdadeira
calamidade.
O Sr. Francisco Cavacn, filho do fallecido capila-
lislaCavaco, acaba de se apreienlar perante ojuizo
de orpliaos. requerendo era sua pessoa um exame de
sankiade, alim de fazer caducar a dispowcao lesla-
mentaria de sen pai, naqnella parle eni que o con-
sidera demente, dando-lhc um lulor. Ja liveram
lagar dous exames, sendo peritos os Srs. Dr. Reg
e Jos Mallos.. O resultada das observares dos fa-
cultativos sobre taes exames foi o seguinte :
I." QueoSr. Francisco de Paula Cavaco lie ra-
chilico.
"-. Que lem inteligencia perfcil.i, anda que por
ora pouco desenvolvida.
3." Qoe em consequeucia disso, possue as habilita-
roes e aplidSo uecessaria para poder reger e adminis-
trar sens bens.
Varemos agora o que fara e joizo.
Acha-se dignamente Horneado interinamente, na
vaga deixada pelo fallecido sollictador da fazenda
publica, o Sr. Jos Rodriguesda Cunta.
No dia 31 de Janeiro, e 3 do correnle, no quintal
da capilania do porto, e com audiencia do respecti-
vo vice-contul, leve lugar em leilao mercantil a ar-
rematadlo do casco e oais aprestes da galera portu-
gueza Tentadora, que pouco mais produzio de rs.
5:8008 vendendo-sc o casco por 1:4359 "
Antes que la conclua, permiUa-me que lhe d
do* palavras sobre Um acootecimenlo que acaba de
ter lugar. Vmc. de certo, ha de estar lembrado da
narracAo qoe lhe (la ha quasi um anno, do burlesco
desali havido entre oSatanazqoe he um tal Ame-
rico Lobo e o lente Rangel, por cansa fumas
chieoladas com-que este, segundo se contou entao,
mimoseara aquello, pelo molivo de qu dias antes no
Ihealro, tornara-se demasiadamente inslenle com o
emprego do binculo dirigindo-o nao sei para que
deidade... l'uis bem, sen lindo ailida o tal Salaria:.
as cocegas do hysope com que o lente o exorcisma-
va ; foi ler com um amigo meo o Dr. Bragacalcu-
lando sem duvida que este rae conheciae com elle
.humildemente dmpenhoo-se alim deque e me des-
dissesse do qoe naquella ocelsiao lhe havia fielmente
narrado. E como o Dr. -Brasa fardasse a dar-lhe re*:
posta ao pedido, o tal Satanaz ficou tao desesperado
que no Estandarte de ante-honlem assignou urna
correspondencia forjada nSo sei por quem, qoe lanra
sobre aquello Dr. q*anla injuria e calumnie se pode
_imaajnar...Como Vmc. lalvez conlleva o Dr, Braga,
henm mojo tanto ahi donde he Olho, como aqoi aon-
deseacha empregado, bastantemente conhecido.e
qoe possuindo apreciaveis qualidades deve entregar
ao merecilo desprezo todo aqnelle aranzel, que nao
poda deixar de ser obra talhada para assignajnra
d"um esfaimado Lobo, ou Satanaz. Esse individuo
he urna especie de Jr Moran/unte, que torca de
assigoar e garalujar quanla sandice pode haver, quer
ter foros de lilteralo !.... He d'um pedantismo tao
arrogante, tjoe s pode achar comparaco nessa enor-
me e rebelde carapinha, que lhe orna a fronle.. Pa-
ra calcolar-se o mereciuiento luterano daquelle Dul-
camara de trelas, baste dizer-se que alem dos seus
escriplosqueporahi empesiam, de vez em quaodo
lgomas das nossas gazetas, possue elle na traducao
do romanceSe a mocidade soobesse 1... Se. a velhi-
cesoubesse! !umpadrSode fnebre gloria. Essa
IrafluecS como sabe, oi lal quo seu autor leve para
nao perder muilo no negocio, de vender lodos ps
ejemplares a 28 e tantos reis a arroba,ao Cosa Rodri-
gues, qoe em sua fabrica de fosueles applicou-a pa-
ra cazo<;s de bombea, tabocas de pistolas, bichnas e
traques ele, etc.
' O Brai Tisana la as suas carias ao barbeiro de
Lisboa, ja leve occasiao do apreciar esse interessante
aborto de estupeuda ignorancia.
l)x%os porem, o tal Beelzebuth, e vamos ao
reslo.
O vapor de guerra Paraense honlem chegon d
sul, e deve depois d'amaohaa seguir para o Para.
A morlandade no mez de Janeiro foi de U pessoas
livres, 18 do seto masculino, e do sexo fenierriuo, e
: eseravos; sendo 18 do sexo masculino, c lado se-
xo femenino. Somma 74.
Baplisaram-se na freguezia de K. S. da Victoria,
livre 17 ; eseravos 11. Ao todo 31.
Na freguezia de N. S. da Conwicao, lvres 27, es-
eravos 12 ; ao lodo 39. Somma geral 70.
Na primeira dessas fregoezias houve um casamen-
to de pessoa livre ; e ua segunda, 6 ; 5 livres, e 1 es-
cravo. Somma total 7.
O salde do mez de Janeiro da casa dos educandos,
foi de 174VT73.
O rendimeolo da 3.a seccaodo thesouro provincial
no mez de Janeiro, foi de 11:2668356.
Fcamarraazenadas nos trapiches, 12,923 saccas de
algodao.
A alfandega rendeu do 1. a 15 do correnle, reis
17:5928503.
DURIO DE PERNtMBUCO TERCA FEIRA 28 D FEVREIRO BE 1854.

ser ella gratis, e en ouvi ao proprio Bernardo dize- j
lo, e como menos consideradamente afllrma o corres-
poi dente, que o autor e o defensor perseguirn) a
Bernardo, chucharam-lhe o dinheiro, e se julgam
com direito ao sen recoohecimento? Continuando
em sna manido njuslicas,diz p correspondeule aflnal,
que fura absolvido e inmediatamente sollo o celebre
assassino mao-sn,a censurando que nem o pro-
motor e nem o jaiz de direito appellassem daqoella
absolvilo.
Creio que ninguem he mais rignrisla do que en le-
nho sido a respeito dos criminosos, e todos os que tf-
verem ldo minlias cartas o rnnfessaro: fui o pri-
meiro a censurar o jury do San Gonzalo pela absnl-
viciio dos criminosos; porem nao posso ver que se
queira nisso envolver ao promotor c juiz de direilo
interino, a menos que niio quizesse muito de propo-
sloo ferino correspondente, arrogar-lhes urna inju-
ria, que lambem supponlio aquelles Ilio nao raerece-
rem pela maneira civil e urbana com que ainda ha
pouco, no jury desta cidade, nolei que Iratavam ao
bem conhecido correspondente, entre os quaes snppu-
nlia mesmo que nao houvesse prevengo alguma. Vio
porveotura n correspondente o processo do Mn-suja?
Sabe a maneira porque eslava elorganisado' Exa-
minou seas pro vas dos autos eram suficientes para
convencer ao julgador dacriminalidade do aecusado?
Sabe se se prelerio no processo ou em seu juramen-
to alguma formalidade essencial? Assistio a aecusa-
caoe a defe/.a, por onde podesse avaliar que a deci-
sao do jury nao foi de accordo com o alegado e pro-
vado e por consequencia manifestamente injusta? Se
nada disto sabe o correspondente, se lambem por ou-
tro lado nao ignora, que n promotor s pode ap-
pellar por falla de formalidades, e o joiz de direito
quando entender que o jury proferio decisao sobre o
poni principal da causa, conlraria a evidencia re-
sultante dos debates, depoimentos e provas perante
elle apresenladas, segundo % disposlo no arl. 449
1. do regulamento.d6 31 de Janeiro de 1842, como
inconsideradamente sobre elles descarrega sua mal
cabida censura? Seria s pelo prazer de abocanhar a
reputaco de individuos que, embora nao o tivessem
nll'enilido. niio perlencem ao partido de que se incul-
ca cliefe o correspondente? Ou seria para aproveitar
a occasiao dequeimar o incens com que quiz (aurifi-
car ao Dr. Joao Paulo? (runde falla, diz o corres-
pondente, nos fazo Dr. Joao Paulo, que nessasoeca-
sie*, como sempre. sabia ser jaiz, e quede nenhuraa
sorle paduava com o crime. E quando ja vio o cor-
respondente que com elle pactpou o Dr. Rabello ?
Tem o correspondente algum fado em contrario, pa-
tentei-o, que muilo limarei, porque talvez me posia
arredar da conviccao em que eslou da sua inteireza
e reelidao, que mesmo anles de ser por mim conhe-
cido, quando ainda era esse Dr. juiz municipal do
Principe, o correspondente do Liberal proclamava
em snas correspondencias o espirito de justin que o
animava.
Se pois quer o correspondente se desengaar de
qnanto foi injusto para com o promotor,' o juizde di-
reilo peca cerlidao do processo, edelle ver que sen-
do juiz processanle um inimigo de SfSo-suja Manoel
Hachado, inquerindo oilo testemunhas na l'ormarao
da culpa, unta s nSo depoz qoe visse Mao-soja ma-
lar a Jos de Mello, no enlanlo que o facto se diz ler
sido praticado em urna das ras de S. oncaln, e nes-'
las circunstancias como quera o imprudeute corres-
pondente, que o juiz de direito appellasse ? Falla fa-
ro sem duvida o Dr. Joao Paulo ao correspondente,
e aos de sua grei, a quem muilu servia no lagar qne
ocyupavn, masa justca nao, porque eremos nao era
elle csses Coloes.....
Fui mais longo lalvez do que quera, mas o que
qoer Vmc, que nao posso ouvir de saogue trio, que
se calumnie a ninguem Tenha Vmc. uwooco de
paciencia.
No dia 22 dn correnle morrn na cadeia desla ea-
pilal, e da eine amarella, um preso de justca, e eu
n3o admiro que elle lenlia morrido, porque em lem-
po de epidemia em urna prisiio inmunda e acauda-
da, sem Iralamento algum, ou anles
A morlalidae nao lem augmentado, segundo
consla dos badillos dos sinos, pelos quaes se co-
ndece fcilmente" nesta trra, e grada oaan das
parcas.
A politica'vai muito boa, maseu nao quero cnlrar
nella, porque se o fizera, sallar-me-hiam ao pello
como formingasa doce. Nao val a pena da um ho-
rnero termeia duzia de raiyinhas por causa da (al
senhora, hoje quoesl a chegar o Mssias da poltica
enlre a paz geral que deve reinar nos qualro ngu-
los do mundo, se elle he quadrado, e que nao quotr
quem sabe do bordado. ~,
A nossa illuslrissima municipalidaJe, Tcndo findo
seus afanosos trbalhof de apuracao (e em quo apu-
ros !!)vio aliapalhada com um sequcslro cmtodos os
seos movis pelo pasamento de urnas cusas i que
fni coudomnada, por crime que outros commelleram,
porque ella, coilada est no caso da leslemonha
abonada, que n'um juizo de paz do interior foi jurar
em questap de dous mizeraveis, a qual leve de ler em
senlenca l'onnal e pague a testemunha F... as cus-
tas visto que o A. c R. nao podem faze-lo.
A historia he um poucolonga (a da illuslrissima)e
por isso fica para a primeira que lhe escrever.
Nao compre os oculos, quo lhe encommendei. por-
que o homem va-se servindo com o Joan Lopes com
toda a economa ; e mesmo a-severa, nao sei se tam-
bera por economa, que nao he possvel encnntra-los
melhores.
Tudo o mais lio velho c nao val a pena resol-
ver materia vellia e discutida, como dizem os rbu-
las.
Sade e palacos, gordura e felicrlldes, e quanlo
deseja, sem prejuizo de terceiro, lhe apeteco, assim
como para mm, por mnilos nnos, e eu que o veja
para goslo de nos ambos, bem da palria e satisfacSo
de nossos amigos, aos quaes lambem desejo ludo com
que nos nao possam fazer mal. *
PEmiBUCO.
ASSEWBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
1.' aeuao' preparatoria am 27 de ferereiro
de 1854.
Ao meo-dia, reunidos no salao das sesses os Srs.
depulados, Pedro Cavalcanli, Carneiro da Cunta, A.
J. de Oliveira, Helio Reg, Paes Brrelo, Barros
Brrelo, Brandao. Manoel Uemenlino, Epaininon-
das, Souza Carvalho, Aguiar, Jos Pedro, Varejao,
Mera, Campos, Pcreira de Brto, S Pereira, Barros
de l.acerda, Braga, Aprigio, Luz Filippe de Souza
Leso, Veiga^Pessoa e Siquera Cavalcanli Jnior.
Sao acclamados : presidente, o Sr. Dr. Pedro Ca-
valcanli ; 1. secrelario, o Sr. Dr. Paes Brrelo, e 2."
secretario, o Sr. Antonio Jos de Oliveira.
Ss. Excs. tomam os seus respectivos lugares. E
em seguida
O Srf i." Secretario declara acharem-se sobre a
mesa 23 diplomas.
Procade-se eleico da commissao de verificacao de
poderes, e sahem eleilos os Srs. : Manoel Clementino
com 15 votos, Barros Brrelo com 12 e Alves de Car-
valho com 13.
Procedeu-sc oleieao da commissao, que (em de
verificar os diplomas dos membros da primeira com-
missao, e sao eleilos. os Srs. : Mera com 12 votos,
Varejao com 12 e Campos com 8. -
Achando-se concluidos os trabalhosda 1. sesso
preparatoria, dissolve-se a renniao } hora depois
domeio-dia.
REPARTICAO DA POLICA
Piarte do dle 27 de ferereiro.
Ulm. eExm.Sr.Varlicipo a V. Exc. quedas
parles honlem e hoje recebidas nesta reparticito,
consla (ercm sido presos: i ordem do juiz de direito
da primeira vara, Manoel Jos da Costa, como depo-
sitario; i ordem do juiz municipal d> primeira vara,
Manoel da Rocha de Araujo, por eslar indiciado em
a miqfua, na crime de contrabando ; ordem do subdelegado da
admira que morra alguem.admiro poromcomokinda fresuezia de S. l'rei Pedro (onjalvcs, Eustaquio
lia alguem vivo! A le quer a punic di culpado,
nella se devem empenhar todas as autoridades, c digo
anda lodo o cidadao, mas que se falle a esses mize-
raveis com o necessaro, quo se privem por qual-
quer motivo, dos recursos devidos a humauidade, he
um acto de canibalismo ; e isto he o qpe acontece
geralmenle em lodas as provincias pequeas e po-
bres, que nao pode'm a cusa dos cofres proviocaes
conslcuir prscsde conformidade com o plano do no-
vo syslema penitenciario ; porem nao devia o gover-
no geral remediar esse nial ? Enlendo que sm.
As febres ainda conlinuam em extremo, e por
consequencia a chuchadeira do Ludgeroqoe do mar-
chante defarinhaseimprovisou medico homceopala,
e a indulgente cmara daquella villa o engajou a 28
diarios, para augmentar a mortadade da pesie No-,
(c Vmc, que Extremos disla da capital 3 leguas, e
aqui temos um medica do Ceir.i de que ja lhe fallei,
o cirurgiiio-nnr Machado, e cirurgiao Looren;o .pe-
lo que nao liavia easa falla absoluta de medico, que
obrigasse a cmara a chamar o tal de Ludgero ; mas
o que quer qoe o maldito patronato em tndo melle
sen bedelbo !
Por hoje dispense-me de dzer-lheraais nada.
Saude e felicidades lhe desejo etc., etc.
N.U1 25 de ferereiro de 1854.
Pelo correiode qoarla-feira ja lhe escrevi, e foi
urna caria mesmo de patente, porque tenconava nao
escrever-lhe por este vapor, porquanlo negocios ur-
gentes mechamaram fra da capital; mas aqu me
apparecen um amigo que me mimoseoo com nns n-
meros do liberal, nos quaes deparei com o meu an-
(igo eoltega, correspondente, qoe reappareceu, e eem
(er perdido as muynanhas; polo qne me Vejo na nc-
eestidade de lhe fazer os raeos indispensaveis com-
menlos, qne Vmc. permittir, depois do que passarei
. a satisfazer a minha missSo.
A primeira correspondencia insera no n. 3% do
liberal, lie datada de 25 de Janeiro, e leve por in-
troHo a eleicao provincial, l'olguei raulo por ver
que a menos dessa vez fui idntico o pemaraento do
rollega, com o que j emilti na minha prpncira,quan-
lo coiifeceao da^chapa, e capacidade legislandi de
alpins dignissimos. discordamos porm quanlo aos
autores, porque creio nao foi ella obra dos Cabraes, e
nem mesmo do Exm. Sr. Passos, que nSo creio qui-
zessetomar a iniciativa desse negocio, principalmen-
(e qoando pelo pouco lempo que tinha de admuis-
(racSo nao poda ler os necessarios dados para ajoizar
da capacidade dos candidatos, e nem razoes para por
elles se inleressar; ahi pois creio qne anda um pou-
co de invento do cnllega, com o fim sem duvida de
prevenir S. Exc. conlra os Oabraes, edeappresen-
lar 8. Exc. os albos do publico como asentes de urna
lal eleicao rcconlicridainentc mi. Sempre lie muilo
lino o collega, porm crea que suas espertezas nao
escapim, e que est perdendo seu lempo. Convm,
porm, asseverar ao collega que os Cabraes nessa elei-
cao feram meros espectadores, nao guerrearam a cha-
lla, e o resultado bem o demonstra, e o confessa <
collcga pela exclusao do vigario Borges, sem duvida
um dos mais dignos depulados provinciaes; ese
guerra e IraicSo houve foi de oulros, e a prova es
em qoe lodos da facrSo Amarisla, que tentraram na
chapa foram eleilos, no enlanlo que o Borges, qoe
pertencia a outra faccSo deixon de se-lo e porque?
porque da parle dos Cabraes hooverara amigos de
boa, que descaucaram lalvez as promessasda-
quelles quej as fizeram, cerlos de viola-las. Has o
qoe tenlio eu comala quesISo de Cabraesc Amaril-
las? Para reslabelecer a verdade dos faclos tenln. di-
to snflicieulemonle a respeito; e quanlo ao mais que
idoas correspondencias diz o collega, se alguem
Parabiba 26 de feverelro de 1854.
Estamos com o vapor no porto, por isso. nao quero
perder a oportunidade de dar-lhes noticias deste lor-
raq, urna vez que os alrazos em que lenlin andado em
minha correspondencia me impoem este dever, em-
bora lhe escreva amanha pelo correio com mais al-
guma minuciosidade.
Sei bem que todas as alteles, nesses tres dias,
esli empregadas na bella maelterata, que vai pom-
posamente annuuciada rio seu inapreciavl Diario, e
cerlamente, se dispozra de algum dinheiro, iria no
prsenle vapor a essa rica c piltoresca'Veneza apre-
ciar essa fcslanra, na qual cada um loma soa cara
dealnguel; mas, meu amigo, a falencia absolula de
meio circuanle de que se ressntc esle meu bolsinho,
a despeilo de lods as minhas operacf.es financeiras,
me priva desse gosto. Paciencia...
Verei por aqui boas mascaras naturaes que a arle
nao pode imitar, tomarei algamas limadas, c mais
alguma eousa, que o bom gosto me quizer arremes-
Jooqum Izdro^por uso de armas, Raymundo Jos
Teixeira, por furlo, a prcla escrava Calharina, por
fcrimenlo em seu proprio senior,'as pardas Mara
Joaquiua da Concec.1n, Mara Candida da Silva, o
prcto escravo Zacaras, o porluguez Joao da Costa
Lima Porto, e o pardo Albino Jos Teixeira, todos
para correccao; ordem do subdelegado da fregue-
zia deS. Antonio, o preto Clemente, escravo de An-
tonio Boiellio Pinto, para ser castigado, e o pardo
Jos Luz Nunes, por furto; ordem do subdelegado
da freguezia de S. Jos, Carduzo Lima de Figueire-
do, para averiguares policaes, Joo Amaro, Manoel
Ignacio de Lira, e o cabo de esquadra do terceiro ba-
lalbo da guarda nacional Theo'doro Rodrigues da
Cosa, lodos por desorden), sendo depois o mesmo
cabo de esquadra posto a disposico do respectivo
dommandaule, as pelas Luiza, escrava da viuva de
Manoel Joaquim Pinto, por ferimenlos, e Rosa Ma-
ra da Conrcie.no, para correccao, Prudencio Vital,
l.ourenco lavares Pereira, osle sem declaraeao do
motivo, e'aquelle por stispeilo; ordem do subdele-
gado da freguezia da Boa-Vista o pardo Jos Francis-
co das Chagas, lambem sem declararlo do motivo; i
ordem do subdelegado da freguezia dos A fosados, o
prelo Paulo, escravo de Francisco Ferr ira BaMar,
para ser castigado, Manoel Estevesdo Nascimento, e
Amaro Diniz Brrelo, ambos para recrulas.
Dos guarde a V. Exc Secretaria da policia de
Peruambuco 27 de feverero de 1854.Ulm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figoeiredo,
presidente da provincia. Luit Carlas de Paita
Teixeira, chefe de polica da provincia.
qoe contra elles move o Exm. senador Francisco de
Paula Cavalcanli de Albnquerque, llies da por cert-
dao o Iheor do qne por parte dos tupplicanles for
aponlado, porlanto P. ao Illm. Sr. Dr. jur. do civel
mando passar a certidao requerida. E R. Me
Passe. Recife 20 de feverero de 1854.Sifra Gm-
manes.
Joaqun) Jos Pereira dos Santos, escrivSo vitalicio
do civel nesla cidade do Recie e seu lermo por S.
M. I. e C. oSenhor D. Pedro II que Dos guarde,
el; ele.
Cerlifico que revendo o aulosde libello enlre par-
ios o Exm. Sr. Francisco de Paula Cavalcanli de Al-
bnquerque, Antonio Pires Ferrcira e oulr#l,,delles
constara ser o Iheor da petizo que pelo suplicante
me foi aponlsda o seguinte:
Dizem Antonio Pires Ferrcira e outros, que estan-
do conclusos i V. S. os autos de libello, que com os
suppleanles litigara o senador Francisco de Pabla
Cavalcanli de'Alboquerque e sua mullier, para a de-
marcacao dos dons engenhos Suassuna e Bulbues,
houve V. S. por bem, depois de reconhecer a difll-
culdade, senao impossibilidade de se determioarem
os limites e pontos divisorios pelos documentos apre-
senlados, e em visla das razes produzidas por ama e
outra parle, declarar que para o coohecimento da
verdade era indispensavel a inspeccao occular, e or-
denar que se procedesse a vislona requerida pelos
autores nai linbas, que designaram, ou anles phan-
tasiaram; veem os sopplicanles respeilosamente re-
clamar contra esla decisao de V. S., c requerer a sua
reforma. Versando a quesISo sobre os limites e pon-
Ios divisorios que os consliluein, he evidente que nao
pode ter logar, ou nenhum esclarecimenlo pode re-
saltar da inspeccao ocular determinada por V. S.,
porque a quesISo decidir he qnaes sejam os ponlos
ou marcos que sirvam de divisao enlre as duas pro-
predades, e esta quesISo smente pode receber solu-
CSo dos litnlos e das provas produzidas por urna e
onlra parle e nao d visloria, a qual poderia deter-
minar, ou verificar a existencia, oo posicSo deste ou
daquelle marco, e nao quaes sejam estes pontos divi-
sorios; e so V. S. rconhecia que estes pontos nao
estavam determinados, c nem podiam se-lo em visla
dos ti lulos, provas dos autos e razes produzidas por
urna e outra parle; he manifest que nao poda de-
terminar visloria sobre linhas arbitrarias, nao s
porque seria decidir, a quesISo pela queslo, isto he,
tomar por base da inspeccao ocular, ponlos que sao
conteslados, e cuja existencia nao for ainda resolvida,
como porque pela visloria se vria determinar e esla-
belecer o que deve ser consequencia da demarcarlo,
que for ordenada, islo he as linhas que devem ser ti-
radas, eque devem indicar os lmites ; ora, se anles
da senlenca em que se determinam os pontos da de-
marcarlo, nao podem nem devera ser establecidos
estes pontos, he vislo que a visloria trar o resultado
de procurar para a decisao da queslo o que forma a
mesma queslo, e de lomar por base aqnillo qne s-
menle pode ser consequencia, aqui Un que se lem de
piaticar em execocao de que por ventara for julgado,
o que sobre nao ser conforme aos principios de direi-
to, contrasta abertamente com a nalureza da queslo.
E de feilo a inspeccao sobre marcos, que porven-
tnra forem indicados, ou mostrados, e sobre esta li-
nha que pgurou o autor, *e qne V. S. tomou para
base da visloria nao pode determinar qnaes sejam os
pontos divisorios, quaes sejam os limifes entre os
doos engenhos, porque se nao traa de saber se exis-
ten) laes e taes marcos, e qual o tuyurtem de se-
guir as linhas que se corrercm J Riara aquelle
ponto, mas quaes sejam os ponlos^rmoros e limites
eslabelecidos pelos ttulos, e por posse antiguissima,
e V. S. comprehende perfeilamenle, que esta nao
pode ser determinada pela inspeccao ocular, qoe
uo foi requerida com oulro fim, senSo estabelecer
urna base que no offerecem os titulas e as provas
dos autos para a arbitraria demarcaran que se
propoe o referido senador. Reluca V. S. qne a vis-
loria nao he sobre a existencia on posicSo de lal oo
qual marco, que seja contestado, mas sobre urna
iinha arbitraria, que no est de accordo com os
ttulos apresentados pelo autor, e que no tem base
nos autos, a nao ser o mappa d folhas que mandou
elle lecanlar particularmente e segundo entendeu, e
como lomir-se urna seraelhanle base para arisloria,
a qual nao lem cabimento para a queslo, enao pro-
duzir oulro elTeito que nao seja, como fica pondera-
do, decidir fqi.'c-lo por aquillo que faz o objeclo
delta, eque ainda nao foi determinado? Posto que a
visloria seja provrt(B*attendvel, lodava y. S. sa-
be perfeilamenle que smenle deve ser deferida nos
casos em qge he cabivel, e qoe pode esclarecer e nao
confundir a quesISo.
Ponieram mais os tupplicanles que urna das ba-
ses de que pai lem as linhas que tem de ser objeclo
da visloria, he aescriptura de folhas 42, a qual sen-
do copia de copia, nenhuma f merece, segundo he
correnle etn direito.^Vereira e Souza nota 466, ? j
foi acomoda de nullapel^jiroprio at dos autores,
nos embargotde fothasXI terso eS8, e assim foi de-
clarada por senlenca pastada, em julgado, e proferi-
da sobre ditos embargos a folhas 93, e como admit-
lir para base da visloria dita escriplura e outros li-
taiosque, V. S.jreconheceu nao provarem d in-
lenrao do autor1 Entra pelos olhos que a inconclu-
dencia da prova oflerecida por este, e j reconhecida
por V. S. nao pode ser sopprida pela inspeccao oc-
cular, que nao pode alterar o qoe consta destes lila-
Ios, e dar-lhe valor que nao tem. E como, e para que
fim correr linhas, e fazer sobre ellas urna inspeccao
ocular, qoando a base que para isto lia, he arbitra-
ria e sem tilulos que a aatorisem? Parece aos sop-
DIARIO DE PERNAMBtXO.
Clicsou honlem dos porlos do norle o vapor Impe'
ralriz, trazendo-nos gazelas do Para at!4 do corren-
le, do Maranhao at 18, do Cear al 22 e do Piau-
liy al 2t do passado.
Asearlas dos nossos corresponden les as duas pri-
raeras provincias nada nos deixam a dizer neale lu-
gar a seu respeito. Chamamos para ellas a alleneSa
dos le lores, e com particularidade para a do Par,
onde se traa de um fado igualmente grave e impr-
tame.
Tinha chegado ao Cear no dia 15 do correnle o
sar, assistire a essas burlescas bambuc-halas de Carlos' Exm. Sr. conselheiro Pires da Molla, e no dia 20 lo-
hoovar que crea os faclos que calculadamente allri-
boe aos seos desafelos, digno he sem duvida de rom-
pan, porque nSo he misler ser muilo perspicaz
para conhecer que o programma da opposico aqui
( he lem sido sempre indispor os aovernislas para
por esse meio derrola-los, eem suas minas edificar
sen dominio, mas quem os nao couhece !....
Nao menos njnsto foi o correspondente do Liberal
en sua carta de 10 do correnle e publicada no n. 403
daquelle )ornal, mxime a respeito do l)r. Jeronvmo
Cabra! Rapozo da Cmara, defensor que foi do Ber-
nardo Pinhe.ro, fazendo .qoelle Dr. carga d'aquillo
mesmo qoe lodos os;que nio encararen) o negocio pe-
lo prisma das paixOes, e inveterada odiosidnde que
contra aquelle Dr. nutre o correspondente, dizemos,
reconhecer como nm acto de cavalleirismo, filho do
boro coracSo do Dr.; quando mesmo eslivesse prova-
de Me foi por elle feila a denuncia e libello aecusa-
o, oque he falso, porquanlo lodos saben) qne o
Dr, Octavianno era o advogado do aulor. Todos sa-
le Dr. Jeronvmo foi inslado por urna e mni-
las cartas do Bernardo parase encarregar de saa do-
ren, e qoe finalmente aceitara com a condicao de
Magno, dansa de tapujas e toureamento de caveiras
de bois, e drei com os outros divert-me muito
pelo enlrudo, e fui bastantemente refrescado com
agua fra propter calorem.
Fiz esla longa digressSo tendo em mente dizer-lhe,
que nesles dias ponco pdenlo inleressar a seos assg-
nanles dessa capital, pelos quaes lenho minhas gym*
pathias, as mzerrmas noticias desla mesquinha pro-
\inaia ; mas como me prezo ser 13o excntrico como
o mais excntrico breto, farei como o mo .regador
ceg, que, depois de urna respeitabilissima massada
de serano com que leve a habildade de fazer fagir
lodos os mi vintes, disse ao sacrislo, que lhe (razia a
chavo da igreja, porque tamben) quera roudar-se__
se lodos se foram, e t lambem vais, iremos juntos,
e pelo caminho te acabarei o sermao.
E como escapar-se um pobre homem de um loqui-
maniaco semclliante ? Dgam os que se bao vislo, co-
mo cu.em seniclhaiiles aperlos. ,
As chinas pararam e eu no lenho poslado desse
interslicio, que assanha o calor, e eu, com quanlo
velho, ainda nao necesslo de aquecer-me.
Os vveres vo augmenlaudo de preco e pessmida-
de, e j comemos desembarazadamente farinha mo-
fada a 99000 rs. por alqueire, que nem por isso he
muito difficil d condueo. Quizera ouvir a opi-
nio dos econmicos de Mamanguape, defensores
estrenuos da liberdade do commercio, sobre os raeos
de salvar essa crise de nossos veniros, que como elles
Ser
mra posse da administraran da provincia.
L-se no Cearense de 14:
r Chavas. Parece que d3o lem sido geraes, co-
lino se suppunha, as chovas pelo interior. Do Ic
al Aracaty temos noticia que lem cfiuvijo bem do
1, de Janeiro para c.
O mesmo se diz de Sobral al L'rub.arelama, e
urna caria de Sobral de dala de 7 do correnle diz o
sepuute: O invern por c vai um poi ico rigoro-
so, o que se dispensa va em razSo do oslado do gado
fraco.
k Do Inhamum e Quexeramobim at Ca nind le-
sumo. Estas alternativas excrcem lodava urna in-
fluencia maior ainda sobre a moralidadc publica ,
e sobre a fortuna das classes mais numerosas.
Quando o proco do milho esla demasiadamenle
baixo, arrnina-sc o lavrador ; quando he elevado
as classes pobres sofrem fome.
A excessiva haraleza do milho il em resultado
a ociosdade o a corniprao do coslumes de uma
aVande parle da popularan. caresta do milho.
quando nao he mu exrcssva, anima os esforcos do
hoinein l.-ilii.iiusn ; porm quando o proco desla ge-
menlc j excede aos recursos da classe media, e
mais ainda da c|asse [>obrc, os laboriosos se arrui-
nara e se auumenlaiii ao mesmo lempo horrivH-
mcule os roubos e as Ira mies dessa parle da soeie-
dade que vive no ocio c qne subsisto sempre i cus-
la das classes prodacloras. Efliao v-se a parle mais
pobre da populacio alimeular-se por muito lempo,
como os animaes, de plantas o fructos silvcslres,
e do animaos mmuudos, do que resullam frequen-
tese desastrosas apidemias; succede lambem as ve-
zes que uma grande parto da populacao emigra de
urnas para nutras'comarcas, o morre, 011 sofre por
muilo lempo a influencia de ouiros climas.
O cultivo do milho he pois um objcciuwque deve
chamar a altcncao dos agricultores, 'jbrque a pro-
duccaoxlesla gemente he a base da ossa agricul-
tura ; c nao menos devem os liomens de estado A-.
xar sua alleneao sobre este objeclo ; por quanlo he
um dos principaes deveres de um governo, pro-
porcionar a abundancia daquellcs rcreaes, dejmjo
consumo dopeude a subsistencia do pove O bem
publico exige igualmente que, ..equilibre de al-
gum modo os inleresses dos agricultores com aquel-
es dos consumidores. Ao interesso lo asricuflor
convm que oscercaesse manlcnham em um preco
que compenso os gastos o fadgas do cultivo. O i
teresse dos consumidores exige que os ceTeaes nSo
cheguem a um preto exorbitante.
A planta do milho, por sua belleza, por sua de-
licada organisacao e exlraordinaria fecundidade ,
merece ser objeclo de esludos para os botnicos o
agrnomos que nao sao rolineiros. O habito de ver
esla planta, faz que ella nao parcea formosa
nossa visla ; assim como o coslume de cultiva-la
por um molinillo tradicional, e de colina, faz-nos
crr que a ronliecemos perfeilamenle, e nem em
tbeoria, nem em pratica pdennos adianlar roasa
alguma sobre sen cultivo. Porm ainda mesmo
que assim fossp, seria lodavia ulil um escripto que
ensinasse os principios razoaveis sobre a planlarSo
do milho, aquella classe de homens que emprehen-
dem por cspecularSo esle cullivo, sem quo a ob-
servacao e a experiencia Ibes o (eolia cnsinado.
Estamos ainda mui longo de possuir sobre o cul-
livo'do milho lodas as uolicias, dados e oliscrvares,
que desoja va mus adquirir para que esla memoria
nao ficasse defeiluosa. Porm o que (emos ldo so-
bre aquella plaa e que lemos observado e prati-
cado no seu cullivo pode ser suflirienle para qne
esle escripto seja ldo rom algum interesse por a-
qucllas pessoas que cslao aperfeicoadas sobre o eslu-
do das plaas; para as pessoas que gostam de
examinar quesles econmicas de utilidade do paiz
e pelos asronomos que nao ]uerem -segnir cega-
menle uma roliua. -
Estamos persuadidos de que loda a Iheoria agr-
cola que 11S0 (enha por base o conhocimenlo phy-
siologico da plaa, cujo cultivo se traa de ensinar,
he uma Iheoria vaga e defeiluosa e nao pode sa-
lisfazer aquellos quo esiao acoslnmados a examinar
fundo os objeclos. Dcsculpar-nos-hao por lauto
de entrar em alguns pormenores sojire a descripcao
do milho.
Para darmos algum methodo esta memoria,
comeraremos por :
1. Examinar o milho como uma plaula for-
mosa.
2." Expor algumas noticias histricas relativas ao
milho.
3." Fazer uma descripcao do milho e tratar da
classifirarao que os botnicos ten dado esta
planta.
4. Expr algumas o lis o rvacf.es sobre as especies
e variedades do milho.
5. Descrever os principaes phenomenos de sua
vegctaeSo, desde a sua germinarao al a madureza
de seus graos.
6. Tratar do clima c lerrcno que convm ao mi-
lho, e dos adubos rom que se pdc ferlilisar a
Ierra.
7. Fixar os principios que julgarmog mais secu-
ras sobre o cullivo do milho, comparando esla Iheo-
ria com a que se praliea no no-so paiz.
8. Expr algumas refletfies obre a saa utilidade
e seus diflerciiles usos econmicos.
9." Considerar o milho como objeclo do mais
vasto consumo e do commercio mais importante
que ha no Mxico; apresentaremos algumas obser-
vaces sobre as colhcilas e consumo desle cereal, e
indicaremos quaes devom ser uo uosso conceilo as
medidas legislativas que augmentaran) no Mxico
o cullivo do milho, evitando a sua caresta c as ca-
lamidades consequenles dola. 1
Concluiremos apresentando um catalogo das me-
lhores obras que se lem escripto sobre o cultivo do
milho, para facilitar assim as invesligaces das
pessoas que quizeram Ilustrar a materia.
I.
Belleza do milho.
Acostumados a ver diariamente o milho, perneas
vozes fixamos nossa alleneao sobre uma planta (ao
elegante o tao pioresca A elcvac.no e reelitude de
sua delgada caima d este gramneo um norte es-
bello, e a s\ nidria rom qne estilo enllocados seus
graos, ea arara c ligeireza da espisa com que esla
planta termina, dao-lhe um aspecto de galhardia ,
que a tomam mais formosa. Os fios ou.cabellos do
milho, hrancos, roxos ou rabros, lustrosos como a
sem resultado, e que nao vai de accordo com a ques-
lo que se venda, nem podo sobre ella derramar
luz, V. S. sabe perfeilamente qual a deciio que
o direilo ordena te profira as causas emqueo au-
tor nao tem procado a sua intencao; sendo pira
nolar qoe ao mesmo lempo que se reconhece nao es-
(ar provada es(a iolenco, se mande proceder a ins-
peccao ocular, nao sobre um ou oulro ponto parti-
cular, mas sobre a questoem geral, ecomo meio de
suppriraprota quenao fizeram os autores,* que ra-
zoavel e judicialmente nSo pode ser alcanc.ada pela
diligencia requerida o ordenada. Os supplicanles
plicanles que se nao deve proceder a orna dirrgeaeia, 'i. n-----""'" asilados pelos venios, TBlrWpm
brincos asradaveis do cabellos huiros. Couhere-se
principalmente a belleza do milho. quando a vcac-
tacao desla planta chega ao periodo de seu mair
desenvolv ment.
as eapcllas das nossas povoares e aldeas, os
altares se adorna m sempre com rannas de milho
em lugar do vasos de flores.
No Peni' c%lliva-se o milho em jardins, como
uma planta de adorno, c olgumas vezes subsliliiem-
se as plantas naturaes por raimas de milho artifi-
riaescom espigas de 011ro, o que as torna primoro-
sas imilaees da nalureza
sabem, nSo admillem opejaces de crdito,
mais livre, constitucional e humano, para interesse
de incin duzia de especuladores, sacrificar a fome
uma massa enorme de Irabalhadnres pobres, de fa-
milias indigentes, do qne vedar a sabida em occasioes
de crise, de gneros alimenticios ? Dgam os enten-
didos da escriplura.
E se as chavas so demoraren) ? Ser o qac Dos
quizer : assim obra o selvagenx, ou o estupido ; mas
nadeve obrar quem tem o dever de atlender s ne-
cessidades publicas.
Os thuggs esiao com as armas em descanco, ou as
noticias eslo parausadas. Em abono da verdade
pouco se ha pgdido fazer para assarapanta-los a ponto
de dcxarem a senda do crime,pelo queatlribuo,anao
ser falla de noticias, a uulras causas essa baixa na
eslalislica criminal.
Os furtos de cavallos v3o indo um pouco desani-
mados, porque quem lem quadrupedes vive preveni-
do, mxime quando chesam ao lugar cerlos judeus
errantes, nos quaes a maldade publica atujibue incli-
oaei5osiroaBn mos noticias de que nada ou muilo pouco lem (llovi-
do, excepto na villa de Canind.
Na Thereana, capital do Piauhy, fra assassinado,
no dia 15 do passado, por ura soldadote neme Fran-
cisco de Souza c Sanios, com nnvF bavone Untas, um
escravo de Jos Alves de Azcvedo, de 10 annos de
idade. Keferindo esle brbaro altentado, diz a Or-
dem, em seu n. de 16:
O motivo frivolo, que deu lugar a Uto inqualifi-
cavel malvadeza explica por demas a ndole per-
versa d'esse brbaro soldado. Contaut-oes o fado
do seguinte modo: O assassinado ocrwpava-se em
vendas de seus senhores, e por costumar lalvez o seo
algoz a comprar de suas mpreadorias, consenlio o
infeliz escravo que elle lhe ficasse a dever a impor-
tancia de 20 ou 40 rs., que se negou depois a pagar.
Honlem o infeliz sem pensar na triste sorle que o
azuardava no empenlio de dar coula seu senhor,
diriso-se i guarda da Cadeia onde so acbava o sol-
dado, e all sollicilou o pagamento ; e o sicario, di-
zendo que o acompanbasse para receber o dinheiro,
levou sua victima para uma mui pequea distancia"!
da cidade, onde perpetrou o execrando delicio. NSo
nos consla que fosse preso, al o momento em que
damos lo horrorosa noticia, porm, as mais promp-
las e severas "ordens foram logo expedidas, para a
captura do monslro, conlra quem lambem depocos
precedentes de sua vida.
No lermo do Principe Imperial, scnti,i-sc grande-
mente o rigor da secca, ha vendo falta d'agua ; e ah-
ora cerlos lugares, dizia-se quo as familias pobres j
iam sendo atacadas pela fome.
Do Rio Grande do Norle|o Parahiba referimo-DOs
as cartas de nossot correspondentes.
PIMICACA6 A PEDIDO.
nao se arreceam da visloria, e mui bem comprehen- Enlre os Mexicanos a planta do milho era
dem a sna inulilidade, e a ella se oppoem pela nica
razio- de evitar a cotfusao que delta pretende di-
duzir o autor, e o absurdo de que se pretenda agora
fazer, ecomo meio de fazer prova, o que smenle po-
de5 ser consequencia da domarc.ac.ao, como seja correr
as linhas. e determinar os seus respectivos ponlos. E
requeren) que V. S. tomando em consideracSo o ei-
poslo, e allendendo 1 nalureza da qnostao, e #os ele-
mentos que deven concorrer para a sna decisao
jurdica o imparcial se digne de reformar a inlerlo-
colora-, que proferb a ultima audiencia, e que as
autos sejam de nov conclusos para os decidir, co-
mo julgar de Hia|n, r ri.i-|ff que em l0(jo
caso seja esla unida aofcautos para constar em todo o
lempo a sua fundad) o jurdica reclamacao. Pede a
V. S., Illm. Sr. Dr joiz da primeira vara do civel,
lhes defira pela torna reqoerida. E R. M.
Nos autos. Recle 13 de feverero de 1853.Sil-
va Guimaraet.
Cerlifico mais qui subindo os autos a cooclnso,
selles proferio o jiz a interloculoriu do Iheor se-
guinte :
Fica ndeferidaapelicSo a folhas 318, o cumpra-se
o despacho a ralbas 316. Recife 16 de feverero de
1854.Silva Guimaraet.
E nada mais e-con(inha em dila petico, des-
pacho e interlocultria que me foram apuntadas, e
que fielmente fiz litar por cerlidao dos proprios ori-
ginaos aos qnaes ne reporto, e vai na verdade sem
coasa que duvida ac, conferidas e concertadas na
forma do eslyllo, epormim subscriptas e assgnadas
nesla cidade do Ricife de Pernambuco, aos 21 dias
do mez de feverein do anno do nascimento de Nosso
Seohor Jess Chrsl de 1854. Suliscrevi e assignei.
Em f de verdade. Joaquim Jos Pereira dos
Santos.
Dizem Antouio Pires Ferrcira e outros que preci-
sara que o escrivo Sanio?, vista dos autos de libello
ACRICULTIRV.
. MEMORIA
Sobre o cultivo do milho no Mxico, cscriptaipelo
Sr. D. Luiz de la Rota, enviado extraordina-
rio e ministro plenipotenciario em ll'aihington.
De todas asplailas, quo aclualmenle se culti-
vara no iins-n paiz, iieiiliuma merece mais do que
o milho ser esludala c observada mu profunda-
mente. O cullivo {o1 milho he o mais extenso e o
mais importante jue ha no Mxico ; oceupa-sc
com elle mais de dais toreos do terreno actualmente
cultivado na repul ca. O milho he a base dasub-
sisleucia publica ; da abundancia ou escassez de
siaas colheilas dcpeidc o bem estar ou a mizeria da
populacao. As alternativas do pre<;o que o milito
sofre, fazem subir c aliaixar o preco de todas as
raercadoria, e auauealan ou di mi nuera nen con-
sy-mralo do seu calendario, c iim adorno fnebre
do seus sepulcros.
Mr. Trollope loara o bom goslo de alguns ar-
chilectos Nort'Amoricanos que tem substituido as
folhas do ornamento do capitel corinlhio, com as
folhas c espigas do milho, aprovcilando assim a
belleza desta planta para formar um novo eslylo
arcliilelo, verdaderamente americano.
n.
Historia do milho, origem da planta, sua Irans-
planlarSo para o velho mundo e sua propagacSp.
He provavl que os povos agrcolas do velhoj
mundo, ao menos aquelles, cuja historia eonlieee-
mos, nao ciillivaram nem ronheccram o milho
anles da descobnrla do novo mundo. Os que lem
pretendido sustentar o contrario, nao lem apre-
senladn dados historeos, nem doulriiias de agrno-
mos andeos, das quaes so pos-a inferir que t mi-
lho era conhecido antes da dcscoherla do novo
mundo e suas Ibas. He provavel, que, se os povos
agrcolasanligos houvossem conhecido esto gram-
neo, a sua importancia lernin feito preferir o seu
cullivo ao do con Icio c da aveia, aos quaes o milho
he superior em todos os punios. Nemas rabes
da Ilespanha. quo foram rs agrnomos mais ins-
truidos e experimentados de Europa, conheceram
o milho, nem liveram noticia alguma desla planta.
Iib'.i-el-.tvaii, rabe sevitliano, em seu precioso
fiero de agricultura, reuni quautos dados e ob-
servacOes os rabes, Persas e Caldeos haviam es-
cripto e romamniradu por tradieao.
Nesla obra do agricultura que lemos a visla, nes-
la obra de agricultura, em a qual nao foi esquerido
fallar de nenhuma das planta- ronheridas e uleis ao
ao homem, nada se diz do milho, nem se menciona
esla planta ou qualquer oulra que com ella possa
equivocar-se. Na lingiia rabe ( segundo Duches-
nc ) o milho se chama daurah roumy ou durra cu-
my. Cromos que se lhe havia dado esle uoinc com
a gua senielhanca cora o dorrat, especie de Irigo
que cullivaiain os rabes anligos.
Nada diz sobre o milho o famoso agrnomo Alon-
so do Herrera, e sem duvida elle niio se leria esque-
rido de tratar desla planta se fosse ja conheeida no
seu lempo.
Quando Colombo descubri o novo mundo, o
milho se cultivara 110 Hait, e ueste continente des-
de lempos immomoriaes. Os anligos habilanles das
Anlilhas liveram em algum lempo communcae,C8
com o Mxico ? Levaram por acenso o milho des-
le continente para as suas ilhas, ou veio de l esta
planta, ou existe ella indgena neslc conlinento ou
as Ibas ?... Nao se sabe o que responder a estos
quesles. Quando 06 europeus descubrirn) a Ame-
rica, diz Mr, Humbokl, j se cultivara o milho
desde a parle mais meridional do Chile al a Pen-
siloana. Era tradieao enlre os povos aztecas, que
os toltecas foram os que inlroduziram no Mxico
no anno.VII do nossa erao cullivo do milho, algo-
da., e pntenla ; talvez que estes ramos diversos da.
ngriAMQR ja cislissem antes uos rotW, e pode
muilo befo ser qne esta uarfio, cuja grande civili-
sacao todos os historiadores lem celebrado, nao II-
zesse mais do que dar esto cultora maior cxlensao
com bom etilo. Fernandez nns diz que os mesmos
Odomanos, que cram um povo errante e brbaro
semearam milho ; por consegrante o cultivo deslc
gramneo se eslenda muito mais adianto, do si-ande
rio Santiago em oulro lempo chamado rio Tolotlan.
Parece que o cullivo do milho lem exercido uma
grande Influencia ua sorle do Mxico, desde a mais
remola anlguidadc. Provavclmenlc as dificrentes
rasas humanas, que vieram povoar aquelle paiz,
cultivaran) o milho as comarcas em que descau-
ravam das fadigas de suas peregrioacao ; e igual-
mente ql.aiiilonar.iui as primeiras povoacoes [ cujas
ruinas anda existen),) porque a esterildadade da-
quellcs terrenos nao era convenienle para o cullivo
de um cereal, de cujas colheilas dependa a sua
subsistencia. as formosas o antigs ruinas do
qucimado temos encontrado na arsamassa dos edi-
ficios, porces de milho, que se pulverisava ao to-
ca-lo. Cremos qne uos destroc dos edificios mais
anligos fora possivel euconlrar-se ainda alguns
vestigios que comprovem a angudade do cultivo
do milho no Mxico.
Sobre a tradieao, que nos diz, ter viudo da Asia
a povoarao de||e coulinenle, e ler ella trazido o
milho, ha alguns dados que lem provado mais esla
opiniao.
Lemos no Ensaitt Poltico da nova IlcspanJia,
uma ola qu por sua curiosidade o seu interesse
copiamos [((oralmente.
0 Sr. Roberto Brown, cujo nomo he de tanta uti-
lidade em lodas as quesles de geographia a de his-
toria das plaas, considera lambem o milito, a
mandioca, o capsicum ( pntenla ) e o (abaco, como
plaas, de origen) americana, bolany' of Congo
pag.5(X).
b Na Asia continental o milho nao lem nomc pro,
pno ; na lingua chilena chama-sc elleya-eliu-rhu-
irrao de chu ou yu-mg ; na lingua japoneza chama-
se nam-lmm-liilii ou graos de necaban, o vulgar-
mente Iriso eslranijeiro ; em Mauduhs elle chama-
so atkka chu-chu, graos de vidro colorido. No gcau-
de herbario chino Pen-thtao-hadamon, cranoslo
no meiado do seculo VIH se diz, que o milho foi
levado a China dos paiiesoccdcnlacs. (Kola mauns-
cripta de Mr. Bta>ro(h ).
1 Poda chantar a alleneao do lolor o fado que
o (ngo, um dos cinco cereaes que os Chilenos culti-
varan) desde a mais remota anligoidadc, foi por
enes chamado maylse que quasi correspondo a
maz /-milho ); porem" he necessaro iembrar que
a palavra maz, he urna corrupcao de mahz usada
nuicamcnle emS. Domingos e Uaili.e que as cos-
as opposlasa Asia t os nomes destt cemal riao tem
analoga alguma com o radical may. Entre os Cel-
tas e os Lironios, maise significa pao,
Insistiremos sobreest ponto, porque cremos pres-
tar algum servico as pessoas estodosas, rearando
em am so corpo os dados mais curiosos que lemos *, ** 1ue csla P,dn
encontrado sobre um objeclo tao interlacado com as e-omecou na E
qneslOes relativas a origem da primerra povorjo da &
America. ,
Perguptar-sc-ha porem, se as tribus asiticas
Irouxeram o milho ao novo continente, porque nao
trouieram lambem o (rigo e os demais carnes ?
Suppondo; disse Ilumbol, que lodos os.homens
Irazem a sua origem de nm e mesmo tronco ; acaso
podera admitlir-se que os Japericafls-wterrham
separado, como os Atlnticos, do resto do genero hu-
mano, antes qne o (riso se eultivasse no paiz cen-
tral da Asia? T
O doulor Fernandez assegura ter adiado no Mxi-
co uma especie de milho silvestre ; porem dnvida-
mos muilo deste facto, por nao ter sido confirmado
as observaeses de outros botnicos, Fernandez po-
de-se ter engaado, suppondo que seria silvestre o
milho que vio nasccr e desonvolver-se sem cullivo,
e que se chaina cnmmnmmenle mostrenco. Este
milho degenera tanto, que apenas se assemcllia ao
oulro, e he muito difficil que a sement possa pro-
pagar-se por si mesma.
He pois duvidoso, certamenle, se o milho he in-
disena d'America, ou se foi trazido da ASia ao no-
vo mundo. Ao lr-se as historias do Mxico quao
grande era o consumo do milho que os mexicanos
faziam, admira ua verdade como se podiam fazer
essas grandes colheilas, cultivando Nouclle cereal
sera o auxilio do arado, que elles nunca toiihecc-
rara. Pode-se fazer uma idea dos jirogrcssos que
o Mxico chegou, pela descripcao que faz Corles dos
arredores de Cholula. u Esla cidade, disse elle, lio
mui ferlil em lavoura, porque lem bastante Ierra,
e se cultiva a maior parte ilella...- Eis a cidade
mais proposito que cu (enho vislo nos ponlos de
c, para "se povoarcom Hespanhocs, porque tem al-
guns campos c aguas para a rriacao de gados ; o
que nenhuma das que temos yislo, tem ; porque he
lauta a nuil I dito de gente qne mora nesta parle, que
nao ha nm s palmo de (erra sem eslar lavrada,
assim mesmo, ainda assim se sofre em militas partes
grandes necessidades por falla de pao o
O cullivo do milho feilo i ni.lu e com os toscos
instrumentos andorras, de que ss Mexicanos faziam
uso, exiso.muito lempo, muito (rahalho e muilos
bracos. Porem os Mexicanos eram muito aproposi-
lados para estas toreras : pois rultivavam algumas
plantas, laes como o chile, a pntenla e ouiros so-
lanos con) o mesmo esmero, paciencia e perfeicao
com que os Chinos cultivara e preparara o ch. Ou-
lro cxemplo da constancia o laboriosidade nos tra-
badlos agrarios he a creara., de porcos. Somonte
com um trabalho tao lenaz elles poderiara conse-
guir que o milho cultivado sera o auxilio do arado
desse sufllcenles colheilas para um tao vasto consu-
mo. Em alguns pontossemciavam os graosde milho
era alineesos quecobriara no mais rigoroso invern
c dalli as transplanlavam ao entrar da primavera.
Todava, no lempo do Sr. lzate usavam esta pra-
tica, he yerdade, muilo escassainenle os indios do
Chalen e ouiros dos arrabaldes do Mxico.
O Dr. Fernandez acredita ter descoherlo em Mi-
choacan um trigo indgena. *Mr. de Humboldt he
de opiniao que esle trigo (que agota se cultiva de
novo no nosso paiz ) he o triticum compostum, o
Irigo de abundancia, que veio de Europa, e se lor-
tiou silvestre as feriis comarcas de Mdioau. O
certo he que os anligos Mexicanos nao cultivaran!
o trigo, e os conquistadores hespauhocs descuidaram-
se de sua impoitacao por algum lempo. Um escra-
vo de Cortz s cucontrou uns graos do precioso ce-
real no meio de um pouco de arroz, e aquelles
grios foram os que se semeiaram pela primeira vez
no Mxico. Quanlo as oulras porres que depois
se importaran), he de crcr, que nao so semeiava o
trigo, que necessta de lano Irabalho, muilo anles
da conquista, senao nos desertes valles de Tolduca,
Cholula e Mixteo e depois uos feriis planicies; de
Bajio, e que seu cullivo nao chegou a ter grande
exleiisao, scn3o quando se romeraram a construir
as valiosas repressac aqucduclos que agora admira-
mos as fazendas de campo, e sem os quaes o'cul-
livo daquelle cereal seria impraticavel na mor par-
le da repblica. O milho foi pois, muilo lempo de-
pois, da conquisto o cereal que se cultivou no M-
xico, era quantidade, e de cujo producto dependa
quasi exclusivamente a subsistencia publica.
As colheilas do milito devam augmentar cxlraor-
dinariamento desde que- se iulroduzip o arado na
nossa agricultura. Dous bois supprem perfeitomen-
le as torcas que dantos extenuavam a muilos ho-
mens, e o arado e anciiibo substuem com indizivel
vanlagem os lseos iuslrumcnlos de pedia, de 111a-
deira e de cobre, de que se linha usado al entao
para o cultivo das Ierras. Oulra eousa, que lam-
bem inflnio na abundancia das colheilas, foiafe-
rundidade de (aulas Ierras virgens que os Hespa-
nlioes prepararan! para a lavoura. Por muilo lem-
|m mo exigiram oslas Ierras adobos para conserva-
ren) a sua fertilidadc, que pareca inexgolavel, nem
se csterilsavam com o nceasanle cultivo de uma
mesma plaula 5 porem os Ijos, alguns anuos depois
da conquisto, ficaram tilo escassos, que era varios
ponlos, laes como as immediacoos de Zacatecas,
foram substituidos na lavoura por Zebras. Agora
uos parecera impossivel amansar oslas fras de ma-
neira que as pudessemos empregar na lavoura.
Passadas as atrocidades da- conquista, os Hespa-
nhoes romeraram a pensar na necessidade de de-
senvolver a agricultura. Pouco depois de se le-
vantar o sitio do Mxico, cscreveii Fernn-Corles
Carlos V o seguinte: #
n Todas as plaas de Hcspanlia produzem admi-
ra) cimente nesla Ierra. Nao Tacamos aqui como as
Ilhas, onde nos temos descuidado da lavoura e des-
truido os habitantes. I.'ma (rs(c experiencia deve
(ornar-nos prudentes. Supplico a Vossa Magestade
que mande ordenar cata de contratacao ( casa de
consignacao) de Sevillia, que nenhum barco possa
fazer-sea vela para esto paU.sem carregar uma cer-
ta quantidade de plantas e cereaes.
Apenas a guerra se tinha exlnsuido, roarcou-aeii
cada pefio ou soldado de iufaaiaria" 18.85ri vara qua-
dradasde (erra para'o cultivo do milho, e dobrada
exlensilo cadajjioldado de cavaliara. Porm a im-
previsto dos mesmos Hespanhoes fez dar explora-
rlo das minas uma injusto preferencia sobre a agri-
cultura. Isto era augmentar o consumo dos graos,
diininiindoao mesmo lempo a povoacao agrcola,
oscaplacs dedicados lavoura, e por conseguinle
as colheilas. Suceedeu, pois, o qne era inevilavel,
que o paiz soffresse terrivei fallas de milho, e que
desde entao M hoje, rara vezes se tom chegado a
ajuular suflicentes graos para o consumo de. alguns
anuos. Os jirimeiros empizanos das Mina:
rain mui breve as consequencia daquella taiprevi-
sao; a agricultura nao podia sempro proye-los de
milho e forragens que uccessilavam para suas em-
prezas. Como os ludios pagavam o tributo em mi-
llo, o govemo bespanhol mandou pelas ortenanras
do marque* de Montes-Claros em 161)6, que o miio
conectado daquella pensao se veudesse aos minearos
a jutto, precos. Parece quo csla disposico nao to-
M) erfe.lo por muitu lempo, pois, segundo refere o
sr. oamba ftn suas-ordenancas de rohieraco, os
mineu-ospediam n#principio do seculo passado, crue
osgoveniauoresosfavoreceaem e flze^em dar-lhea
milho dos reaes trmutos a preces jnstos ; allegando
que assira se havia pralicado anleriorraenle ; p\rm
desde que os Indio, pagavain 0 tributo do milho em
dinheiro, ja nao se venda ao, miueiro, e o preco
fZ S f qUe P"0 bebidalVs
ladl TfmCnte Ccasi<"' Pelo ponco cui-
octfao reS' COm Vimos cra ,na^ de araa
Com effeilo *careslia do milho foi n,uito frequen-
te nosepaiz. nao obslanleos progressos queZa a
aimcultura;e assim o forran Jbt^L emderias
c a^raormuaoo que aquella calamidade m'preTre
ido0!:rde",iVrlro,que Mex! **
da i, Proveniente principalmente
da cxlreina secca que e linha soffrido em 178* e
da elada extraordinaria que cm ^ de ^
mesmo auno deslrgio loda
- as semoilerasde milbe.
to rS Jfcf Jm'm VCl^ *>
la ralajAdHR C das ehrerm dados oue .-
l)epoisIra7ainda nolaves peU eTca^zTS.
do milho os anuos de 1790, 1828, 1836 e 18*1
O cultivo do milho lera nrogredido de tal manei-
ra na repblica, que s p3 asiaverar, lar-. du-
plicado a sementeira desle rereal era comparaco
com a quo se fazia n meiado do scalo passado
Nao ha duvida alsuma que a expime* das minas
(era influido muilo 110 Hexico sobre os progreMns
agrnomos.; porm seria conveniente aotaraiar se
esta vanlagem n.lo lie inferior ao pi
neracao lera causado agricultura,
capitaes das emprezas asrarias, diminninda a poyoa-
cao, privando a agricultura, d.
e laboriosos, o entura destruiudo^-
o Bosquesearvoredos. C.
tensle de (erra que esto acc
milho* nao obelante acra
repubjica, por causas
[.Sar, coutinn
rures a fo:
I
*
ante a rninha Isab.
raizes de inl.arae eran, toi ramio
uepos, que e romecua a cultivar OpHho Da Pe-
nnsula. Ao principio ainadoaictasiva-
raentepara os annnae ; boje porm Sitiva
lanlsem para aliminlo dos homens. as ilhas Ca-
nento. Aa Havana a. colheito^; e cereal nio
iMstamjanroofwamo. iTu&Hi inlrodnzio
o cullivo do milho no anuo de 1560 : depois elle
se genoralisonpor lodos e, pabes meridionaes da
Europa; ja he cnlUyado e a Baypda ;
na Clima se mlrodu*, no sen cullivo o seculo XVI.
lambem jo se cultiva na India, e pde-se assegu-
rar que boje cmdia a cultura do mHhoj se acha
gcneralisadaentre lodosos povos agrcola^cujocli-
ma nao he excessivament -frjo. Sabreluilo na
! ranea he onde se (rabalha con o maior empento.
a desenvolver o culvo do milho. o, botonicos
mais dislinclos se tem oceupado coni b estudn des-
ta planta ; os primeros sladstas tom estimulado
o seu cultivo; as sociedades asrarias te offerecido
premios aos agricultores que (zerem experiencias
sobre a plantara do ra!kp,.Uos_CscriBjVres que se
uedirarem a examinar esjWmportoteJaino da iu-
duslria agraria. O ultima rei dosFrXczes fczcul-
livar o milho com bom xito no seu parque de
Keuille, o ao mesmo monarclia dedfcoo Mr.Duches-
ne o seu lratado\sobre o milho, uma da, obrasmais
cunosasque lemos consullado na confecrao dwla
inemona. i
m
Deicriprao do milho, sua organisacaoeclatsificacao
A eslruclura e organisacao dos vegelaes. sao 'too
admiravcis, que mereca estuda-los prorundamen-
le para o recreio e deleite, que este estado propor-
ciona ao nosso espirito, ainda mesmo que nada in-
fluisse sobre o melhoramcnlo da cultora ; porm
este ramo de botnica be Uo essencial para a agri-
culluraque, comoj lemos dito, uunca se pode-
ni fixar com certeza a Iheoria ou methodo do culvo
de alguma planta senao depois de ter conhecido bem
a sua organisacao, e os phenomenos mais notaveis
de sua vegelacao. Esludemos pois qnanto ser pos-
sa a organisacao do milho, sua anatoma e sua ve-
gelacao, e assim chogaremos com o lempo, a fliar
invaravelmente as bases on principios geras lio
cultivo, que melhor convm a este precioso gram-
neo; estes principios serso entao rigorosamente eer-
tos, e someute poderao ser ligeiramenle modioca-
dos pela variedade de climas e lalvez. pela nalureza
do terreno em queesfa.planlase cultive.
O milho tem cm sua Srruclura e configurado
todos os caracteres geraes, todos os rasgas da faiiii-
lia dos gramneos. Vejamos qnaeSsao seus carae-
ics em que o gener
^fibrosa, branca e
ofuoda-se mui
em grande dis-
teres genricos, e,os das>
se devide:
A miz. A raiz do mili!
coberta de radculas capila!
pouco na trra, porm exteq
lancia ao redor da planta.
Alem da raiz principal, o. milho brota oulras raf-
zes as mudas da caima qefeslao mais immediaUs
a raiz principal. EsUs raizei que alguns chamar
abortivas, porque ralo locan) tao slo, e por isso
mesura nao se desenvolver, flquirem nao obslanle,
lodo o seu desenvolvimento c se rainificam em rad-
culas capilares quando por raejo da lavoura se as
cobro com Ierra. Assim he jjuc someute, arran-
cando da Ierra um p de milho,- ainda mesmo j
sceo, se couhece o numero de lavras que s* lhe
lem dado. Se smente estoo desenvolvidasas rai-
zes principaes, o milho nao recebeu lavra alguma;
se as .razes da primeira muda eslo lambem de-
senvolvidas, he porque se tem dado ao milho a pri-
meira lavra ; e qnando se tem dado duaslavr-
cara liem desenvolvidas as raizes que nasseni na
segunda muda da planta.
As raizes principaes do milho tem as qualidades
de fazer brotar nao -.'.mente um tollo, ou xauna
principal, como tambera oulra mais, que soCtras
lanas plantas com uma raiz commum. Isto he^enoy
nosso paiz se chaina aplhar o milho c se da o nome'
de fillios as caimas que nascem era redor da rauna
principal. Nem lodas as especies e variedades de
ufilho sao igualmente proliliras para brolarem ura
gniudc nunicro de caimas ; em geral lem smenle
o milho esto qualidado quando he senieado depois
de eslar por alguns dias de rooloo.
O tallo. O tollo ou a canna de milho he di-
reilo, cytindrico, c algum.lano comprimido" na
parte superior e dividido de distancia em distancia
em raudas muilo marradas. A canna do milho nio
he tica ou lislultsa como a de muilos gramneos ;
porem (em uma substancia branca; esponjosa, sac-
oulenta, o he formada de tubos imijxielgauos, clwies
de un sueco aquosojMtooni qoe aliiamas veces he
inspido 011 lisenmente salgado.
AsmuJwdacannade milho merecem ecrupar
.1 alinelo, deslas mudas he que brotom as folhas ;
porque -Helias he que se encontra a aceo vital da
plaa c a docura do seu sueco ; c porqae delles
mesmo se forma o embriao de seu fruclo, que
uiiodo-se canna, pela compressao ,|e suas'folhas,
dexa sempre na canna, uma impressao mais ou me-
nos grande.
O tallo do 1 jio, tem, quando a planto tem ad-
quirido lodo i^u ilesenvolvimenlo, uma elevacao
de cinco varas, segundo a classe ou variedade que
se cultiva.
As falhas. As folhas do milho sao successivas,
nascem das mudas da canna c se deseuvolvpm com
sua base. Eslas folhas sao compridas e agudas na
parle inferior; se levantara com direccao para a
canna e se dobram lomando figura de um^ arco,
Eslas folhas sao venosas, speras e dentadas as
suas bordas, conloadas por limitas nervosidades lon-
giludinaes e liseiramenle avelludadas. As folhas

Camole, especie de bulaU Uoee.
pHWff*

DIARIO DE PERMMBUCO, TERCA EElRA 28 PE FEVEREIRO DE 1854.

detmilhosaade um verde mais on mcnos escuro,
anmenle de um VTwdarmar. A cor verde deslas
rolteschegaa empallidecer-sc quando a plaa rresce
debaixo da sombra, on quando soflre, eu por execs-
o de bumidade, ou por una eiireinada secra. Do
contrario ennegrece o verde das folhas do milho de
eeHo modo quando a planta esta sita, vuorosa
f p periodo do aeu maior dcsenvolviuiculo e bri-
llo.; por no dizcm os nosaos lavradorcs, rom lima
eapee de satisfarn, que a sua seineuteira esla en-
negrecendo.
A estructura r configurae*o das follias do milho
sao a* mais adequadas aos (res objectos que a nalu-
reaa parece ler-se esmerado na sua formac,ao: 1.'
facilitar a inspiraeao e transpirado da planta, para
o que ai ftdhas sSo coberlas com um vellndo que lie
formado de ama mullidao .,
apresentar urna grande superficie aeran dos me-
teoros ; 3., recolher e conservar a chuva c o sere-
no. Foca da ultima das folhas, commum a todos
os^vagelaes, diese Parmentier, as do milito tem urna
lilidade particular, que faz a sua ronscrv aefin pre-
ciosa, at a poca de madureza dos graos : porque
ellas formam i^roa especie de emoli, apresentam
i grande superficie a atmosphra, c rerolhem
durante a noilc urna provislo de sereno lo abun-
dante, que, se de niauhaa ao sahir do sol se entra
ean ama roca de milho, cujo slo nSn be muilo in-
gresne, enconlra-sc os pos das plantas molbados co-
mo se ettivessem regado!.
tere*.O milbo tem duas qualidades de flo-
re diferentes, que devem ser separadamente exa-
ainai : a flor da planta, propriamente dita, ou
baodeira que se acha na exlremidade sii|ierior da
ranee, e a da espiga, ou cabellos que se acba
aempre as mudas da mesma caima ; urna e outra
lie eatenriae* para a fecundaran e fortificaran da
planta. He um phenomeno muito nolnVel que al-
gnmas vexes apparecem pequeas espigas' com bas-
tales graos de milbo nos ramos da flor superior ou
haadeira, e que outras vezes a ferdadeira espiua se
ramifica, cobrndo-sc (amliein com graos os ramos
qoe a formam. Este pbenomeno ap inexplicavel
at um eerto lempo, e boje esb elle [Mafritamente
conhecido, como depois demonstraremos.
A flor da planta oubaudeira he urna especie de
ramalhete formado de militas espigas. Em cada um
lies destas enconlram-se duas flores, que (le-
pis deereveremos ; nao tem apparalo algum que a
envolva. Nunca vimos plantas de milho que ilcssc
mais de ama bandeira.
A flor da espiga, examinada allciilainenlc, apr-
senla na sua qouslruccao urna especie de substan-
cie medullar e urna mnltidSo de ramos adherentes
a ella, que formariam cada urna flor igualada plan-
la, se ealivesaemseparados, romo ahumas vezes cos-
lemam appareeer. Convira examinar se a espiga
do mime no seu estad primitivo ou normal, era
ata ramalnete do flores como o aprsenla a flor su-
perior da planta, que pelo cultivo se reuniram en-
tre si, ea se a flor da espiga era a forma primitiva,
de aorle que se deva considerar como urna degene-
rafto o phenomenO das flores ramosas ou espigadas.
Inrlinamo-nos a crcr que a reunan de militas flo-
ren adherentes e como toldadas entre si formam
espiga, ido he, a ana estructura primitiva; e fun-
ilaen nna, para assira o rrer, em que" o pbenomeno
das espigas ramosas nunca se aprsenla quando o
mima eata no estado de perfeila vegetarto, mas
siaa asando a planta tem superabundancia de hu-
midade. Notar-sc-ba tambem, que a ualureza elo-
lea a espiga con umitas coberlas que a envolvem
e a preservam de Taos accidentes, e este apparalo
seria til, se a espiga em vea de ser cyliudrira,
faaae siatplesmentc ramificada. Quando traannos
da cailive do milho, vr-sc-ha que conduzem es-
U Mvestigacoes, que para alguns Inlvez |iarecam
meninas de una maneira aluoluta, romo todos
aquella que al hoje etereveram sobre o milho ti
tem aventurado a sustentar. Sua bajera rpnlm
como as flores masculinas, duas florcsiiihas biva-
"oas. A florsinha interior abraca um ovario frtil.
tres rodas do cstames, e (o que he mais rara) nina
roda de ovarios. A flor femenina mo se diflcrcn-
ea pois da masculina,. senao pelo aborto mais ou
menos completo dos oreaos masculinos. Esle abor-
to nunca he lAoTrcquculc as flores femininas, do
que o aborto dos orgaos femeninos uas flores mascu-
linas. Se v pois que o conhecimenlo perfailo das
flores do milho se reduz a um aborto mais ou me-
nos completo dos ornaos de um outro sexo. ()
Os Petlilos ou cabellos do milho* merecen) ser
examinados. Nao sao, como 'primeira visla pa-
rereiu, tubos por assim ilizer macissos no interior ;
mas sim ouroscni toda asna loiigiliidc, venladciros
tubos capillarcs. pelos qnacs passa o polen c chega
al ao ovario para fceunda-lo. O Sr. I). Melchor
O cmpo,nas curiosas nliservaces sobre o milho que
se dignou rcmeller-nos, he de opiniao qne os lios
ou barbas lalcraes dos pelillos de milbao s3o ver-
dadeiramcnle estigmas; que a ellas se adbereo po-
len, eque por ellas passa ao lidio do pestillo c dalli
ao ovario.
O frurlo do milho que chamamos em o ,nosso
paiz mazorca (espiga) es formado de um eixo cy-
liudrico coberlo de cordilhas, entre as quacs estilo
rollocidos os graos em linhas lougit'udinaes muito
comprimidas.
O grao do milbo roniem alm do germen da no-
va planta, urna pelcula delgada, eseorregadica,
branca ou negra, azul ou roxa, porm geralmcnte
amarclla crdrde ouro,e urna materia branca farinho-
sa, assucarada c mu nutritiva.
ClamfirarSo.
No methoiln natural do l)r. Jussicu, se colloca o
milho com toda a propriedade na familia dos gra-
mneos, qual corresponde por todos os "caracteres
essenciaes de sua organisarflo. Perlcuce tambem
as plantas monorotiledonis que nito Icm senao una
so folha germinal. No syslcma de l.ynu o milbo
perteuce a monoecia Mandria, anda que com al-
guma iinpropriedade, tanto pelas anomalas que,
como temos visto, apresentam seos orgaos floreaes,
assim como porque as flores masculinas smenle lem
dous nicos estames.
( Auxiliador da Industria Nacional.)
VARIEDADE.
e*!pedico'es ao rtico.
Est finalmente resolvido o tao deatidn proble-
ma da passagem do N O. O commandante M'Ctti-
requesahiode Inglaterra em 1830. a bordo do In-
vestigator, depois de lutar tres anuos com os per-
gos e r>cullms do ocano rtico, passou. do eslreilo
de Behring, na costa occidental da America, al 60
milhas do estreito de Mclvlle, que d passagem pa-
ra o Oriente.' Verdade be que essa passagem foi
acbada em 18.)0, na occasian em que o/neeiefi^afor
ficra entr o gelo, ao N E da ilha de Baring, no
estreito do principe de Galles, por urna commisso
de explorado, que descubri urna abertura no es-
treito de Barro ; e, se o gelo a nao livesse tapado
quasi repentinamente, a passagem da Inglaterra ao
Pacifico se leria feito em cerca de 10 semanas. Em
julho de 1851 o tnvettigator conseguio sabir do ge-
lo, e depois de sobrehumanos.esforeos o comman-
dante foi obrigado, em cunsequenria de fortes nen-
ies de NE, a abandonar o projeelo da passagem, e
Iralou de passar para o Occidente da ilha : seguin-
do sua derrota, achou-se certa noite ao N da ilha,
na Iat. 74" N, e long. f 17" 5V O Ga, posicao ex-
cellente para passar o invern: ah permaueceu
lendo em vista o grande segredo, qne fejavia desco-
berlo sobre a passagem N O ; mas nao podendo del-
le ulilisar-se, preparava-se para desamparar o navio
quando o tenente Pimp mu oportunamente chegou
(razendo-llie os soccorros de que necessilava. Em
Filemos por um momento a atlencan sobre as
diflere%r,as qne se notaiu entre os apparatos floreaes
-lo milbo;; Wo he, enlre a flor da planU e a da esal^equenca da.".o7des" de's'Edward Becher be
piga. A flor da planta esta collocada na parte su-
perior da plaa, cerno era necessario para facilitar
a asperahwdo polen. A flor da espiga esta colloca-
loneladas, condnzio o seguote :1,630 sarcos com
8,30 arrobas de assurar.
IIECEBEUOIUA DE KENDAS INTERNAS tE-
RAES DE PEHNAHBUCO.
Rendimenlo do da 27.......2:66tiS8(i7
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do da 1 a 25
dem do da 27.
2:8SM0!I
2:789548(1
43:632893
PAUTA
dos precos currentes do assucar, algodao', e man
gneros do paiz, que se desparluim na mesa do
consutulo de l'ernambiiro, na semana de 20
o 27 de fecereirn a \ de marro de I85i.
Assucaremcaixasbranco 1. qualidade *:i00
2. n 1^900
mase........ !.-i;(Ht
bar. esae. branro....... :.--iit)ti
" mascavado..... n laiKK)
refinado........... 2(i0
Algodao em pluma de !. qualidade 6(000
2." 38600
3." i) 58200
em caroco.......... 13500
Espirilo de agurdenle.......caada 8500
Agoardenlc radiara.........> ?)280
de car.na....... >ilK)
rcslilada........ 8O0
Genebra. 2*\.......... >J00
...............botija I80
Licor...............caada JM00
a...............garrafa 8180
Arroz pilado duas arrobas, um alqucire 8S00
em casca........... 18600
Azeite de mamona.........cauada 8720
mendoim e de coco. o 18600
de peixe......... 18280
CacaB.......*,........@ 58000
Aves araras.
papagaios............um
urna 108000
Bolachas ,
Bscoitos ,

cento
9
Caf bom.............. n
restolbo.............
com casca........._... n
moido...........".
Carne secra.............
Coros com casca.....
Charutos bons.......
" ordinarios. .
regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas........
Cobre novo man d'obra........' ft
Couros de boi salgados.........
espixados '...........
verdes .............
n de onea.........-.
i de cabra rnrlidos......
Doce de calda.............
a goiaba............ n
secco..............
jalea............... n
Eslopa nacimial.....\ .
i> eslrangeira, mao d'obra.
Espanadores crandes ......
pequeos......
Farnha de mandioca......
milho.........
aramia.......
FeijD..............
Fumo bom...........
ordinario.........
em folha bom.......
o ordinario ....
reslolho.....
Ipecacuauba...... .
Uomma..............
(jengibre
a
:8000
'(8480
6800
58000
:V800D
:tsoo
(iS(X
28800
2!00
1-5200
8600
23200
68000
88000
8160
8160
I70
8090
158000
8200
8210
8200
8360
8280
18000
18000
28000
18000
alqueirc 28800
* r-\ -1-jm.v
9

alqueire
da aa parte inferior, c justamente no ponto em que
as folia* cobrem)o tallo. Quado se desenrola as suas
nnmernm coberlas: quando se observa o Icnro cm-
fcriando Mielo ; qnaudo se v quilo delicados sao os
arles que rodciam este embrifio, admira-so a pre-
visi rom quVa natureza o lem preservado de lan-
os accidentes, toa quaes estara xposlo sem este
MaWplicado enVoltoria<*A^spiga esbi desenvolvi-
da e rammcada.'VvJHista a accio do sol, aos sopros
do venta, ao gelo, a chuva accao de todos os me-
teoros, ao ataque das aves c a ser destruido pelo8
insertos volantes; de todas estas influencias destrui-
doras esta o fruclo preservado pelas multiplicadas
roberas qne comsigo traz a espiga. O fructo nun-
ca chega a sahir fora do se envoltorio,ao principio
em se as folhas de tal maneira que nao deixam
appareeer rousa ahuma do embriao, e so quando a
vesecao ja est bastante av aneada e o fruclo per-
Mlaatentedesenvolvido, ellas-abrem um pequeo
capan para deixa-io um pouco desroberto.
Passaain agora a faltar da parte mais curiosa da
nrganisarao do milho, da flor sempre adairavel cni
todas as plantas que lem sido dotadas rom este meio
de reprodurcao, e que no milbo aprsenla particu-
laridades muito notaveis. Nao se trata de salsfazer
ansa enriosidade scieatitica, roas sm de buscar da-
das seguros para fixar a theoria do cultivo de urna
planta, cuja sement he em nosso paiz a base prin-
cipal da subsistencia publica.
Na mar parle, das plantas, a flor esbi adomadai
com ama corola de urna forma bella e de cores mu
resplaadecenles; em outros mu i los vegelaes a flor
nada lem de foriaosa nem de bullanle ; porem sua
rgaaisacao he sempre adm^ivet; assim lie a flor
da milbo e a de todos os'gramineos.
Acreditava-se geralmenle que as flores da plan-
ta do milbo nao seenAyUrava snflo flores masruli-
aas e que as flores daV^^ia nao se achavam senao
floree femiuinas. As o v artes depois de I.yneu
tem eemprovado que ni Sres da planta ha tam-
1 bem flores femiuinas, a romo as llores da es-
piga ha flores masculinas ; porem as flores femini-
nas entre as llores da planta abortam geraluicule, e
as flores masculinas enlre asjlores da espiga de or-
dinario nao se desenvolvem. Podemos pjis s con-
siderar a flor superior como masculina ou fecundan-
te, ejM flores da espiga rnenle como femininas ;
isto he, contendo os ovarios e demais ornaos de re-
prodaeco.
ftorirs maMmnai.ada nm dos ramos em que
se divide a flor da planta ou bandeira, be arna ver-
daiiaira espiga pequea; em cada dente Helia estn
enflacadas as flores. Duas roberas amarrllas c cn-
cavas ae interior robrem a duas flores diversas, e
cada amia destas flores tem tambem suas coberlas
de petha qne a envolvam. Urna destas duas flores,
a aun desenvolvida he masculina ; uella se perce-
be claramente tres estames e tres anteras que dos
mesaios estames esto (vndenles. Esla flor no tem-
pe de saa fecuudacjo traz alvertas as suas anteras em
da a toogitude e coberlas com o polen; a outra
das dan ores, .de que temos fallado, be femini-
aa, e seria difllcil o descreve-la, |>or que se acha
quasi sempre em esladb de embriao. QuanR po-
rem acontece que se desenvolve, enlao se fecunda
provavel que sua goarn^o, que muilo soffria do
escorbuto, o liveso abandonado, e dirigido-se
patria, a nao ser a chegada do tenente I'imp.
As cxplurares de Sr Edward Belcher, em outros
pontos do ocano, foram na realidade muilo uleis,
apVzar de nao seren Uo brilhantes como as deM'
Clore. Nuvos territorios est.lo conhecidos ; e estes
limites gelados do mundo, ora marcados, pela pri-
meira vez nos mappas, receberam os nomes de Nor-
te Cormcall e Nurt-Kenl He, porem, o maor
padro de gloria de Sir Edward, o descohrimento
do Mar-Polar himaexlensao de agua at ondea
vista pode alcanzar.
Isto, considerado peto lado scenttico. he faolo
cheio de interesse, e deve ser considerado entre os
maiores resultados da viagem ao rtico.
Os commaudantcs rngtelield c Kellet rnmpriiam
exccllentemente leus deveres : a intrepidez e perso-
veranca, coiq que se portaran), merecem especial
ineneao. O prmeiro, deixando no cabo Rley o
Pluruix, navio qu commandava, embarcou-sc em
urna balecira, tentn euconlrar-se com Sr Edvtard
Belcher mas depois de grandes roulratempos leve de
arribar : arriscou-sc de novo na mesma empreza,
que deu em resultado a morle do Icneute Bellot.
Este bravo e joven oflical, cujo carcter e proce-
dimento illuslram a marinba franceza, volunlaria-
nienle se reunir expediento, e perecen no cum-
plimento de seus arduos deveres. Um tufao repeu-
tino levou-o da trra em urna ilhola de gelo, corren
por um outeirinho a rima a ver se dcscobra sua
gente ; cabio enlao em una fonda onde, no vigor
da moridade, enconlrou intempestiva', mas nao in-
gloria sepultura. O fado d'eslc homem be inlcrcs-
sanlc, nao so ao seu paiz, como ao mundo, ea In-
glaterra lamenta, tao profunda .o verdaderamente
como a Franca, a perda d'esle bravo auxiliar.
Esla expedir/es nao leem encontrado noticias
certas da de Sir John Fraukliu, nao obslante terem
encontrado em cerlos losares alguns vesligios de
que elle por all andou.
Diz Sir Ednard, que deseobrio perlo do cabo Bc-
rber, diversas cabanas construidas com mais cuidado,
que as dos Esquimos : u'ellas encontrn algum car-
v8o,ossos de veados, phoras e lobos.
Um incidente lamentavel he relatado por M'.
Clore, que, de ahuma forma, recorda o assassinalo
de bomens ftrancos pelos Esquimi'is, o que por mui-
lo lempo foi tido por fbula. Na Ponta Wanen",
junio ao cabo Bal bursl. parle da guarnirn do In-
resllgator, indo Ierra, foi recebida rom gestos a-
meacadores pelos habitantes, que diflicilmente tole-
raranir.ua presenra. Disseram. que assim prore-
diam, porque, leudo alguus bomens branros all a-
porlado em um bule ( provavclmenle um navio,)
Iravaram questao com seus patricios um dos quaes
assassiuaran, e mostraram a sepultura, em que el-
le eslava. Lamentamos, que o Sr. M'Clure obri-
gado a relirar-se, em consequeucia de rleosa uevoa,
uo podesse examinar a veraciclade tiesta historia,
e siuceramente pensamos que as cxpAliiJics nao de-
vero la tornar, senao depois do fado inleiramente
examinado, e, no caso de ser verdadeiro severamente
puoido. He este o Tacto, que mais comprova a esta-
da de Sir John Franklin n'essas praseos.
O Sr. Inglcfield dcscrevu a perda do Brradal ba-
e, que, em 21 de acost, lialera em urna peilra, e
se submergira em menos de um quarlo de hora, em
30 bracas de fundo : o Plurnix milagrosamente es
Lenha de achas grandes........cento
pequeas........>
toros ............
Pranchasde amarcllo de2 costados. .
louro..........
Coslado de amarello de 33 a 40 n. de
c. e 2 J a 3 de I.......
de dito usuaes........
Costadiuho de dilo..........
Soalbo de dito............ B
Forro de' dito............. n .
Coslado de louro. :......
Costadiuho de dito..........
Soalbo de dito............
Forro dedilo..........'.'.'.
cedro............
Toros de talajuba..........quiulal
Varas de parreira...........duzia
aguilbadas.........
quiris.
28000
8000
69000
53000
33000
88000
WHW
39000
1129000
28000
25O00
19600
8600
98000
urna 129000
alqucire
S
79000
208000
108000
r*(NK)
68000
:i8300
69000
59200
38200
29200
.18000
19200
19280
19600
9960
Ero obras rodas de sicupira para carros, par 408000
eixos
Melado........
Milho.........
Pedra de amolar. .
o filtrar. .
rebolos .
Ponas de boi. .
Piassaba.......
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
Pelles de carueiro .
Salsa parrillia. .
Tapioca.......
l'nlias de boi. .
Sabo ...;...
Esleirs de perperi.
Vinagre pipa. .
.*Rmada
alqueire
. una
. o
.
, cenlo
. niolbo
. meio
. (3)
. urna
.
.
. cento
..
. urna
169000
8180
19280
8610
65000
9800
38600
8320
28100
58500
ano
208000
295*0
8200
8080
9160
308000
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 26.
Rio dejaneiro32 dias, brigue russo CouUrem, de
354 toneladas, capitio Isaac Horman Sandstron,
equipagem 12, em laslro ; a Amorim Irmaus.
Assii12 dias, brigue brasileiro ConccicSo, eapilo
Bento Pereira Fernabdes do Carino, Varga sal ; a
Amorim lrmaos. Veio largar o pralico e seg'ue
para o Rio Grande do Sul.
Navios saludos no mesma dia.
AssiHiate brasileiro Anglica, meslre Jos Joa-
qoim Alve* da Silva, em lastro.
CanalBarca americana Hiseng Sun, capito Da-
vid Mors, carga assucar.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Maffrr., ca
j pitan Jos Joaquim Dias dos Prazeres, carga assu-
car. Passageiro, Antonio Gomes Coimbra e I es-
cravo a entregar.
LiverpoolBarca incleza Byron, capiUo Johnston
Rrown, carga assucar.
demBarca ingleza Toicn of IJctfpool, cplOTo
John Flood, carea assucar calgodan.
Natos entradas no dia 27.
Para11 dias, e da Parahiha 9 hora, vapor Impera-
Iri:, commandante o 1. lente Joaquim Safme
Ramos de Azevcdn. I'^ssageiroa para esla provin-
cia, Dr. Joaquim Vilella de Castro Tavares e sua
familia, tenenle-coronel Manoel Lopes Peceguei-
ro e 1 escravo, Jos Rodrigues Vianna Baima c 1
escravo, Francisco Domingucs da Silva Jnior,
Antonio Teixeira Belforl Roxo e 1 escravo, Jos
Roberto de Si Ribeiro, Domingos Carlos Ganon
deSabo, Menor Joanna Malet, Jos Corinlano de
Sonza Lima, Gonjalo de Almeida Souto, Dr. An-
tonio Ferreira dos Santos Caminha Jnior, Dr.
HeracliloPercira da Graca. padre Antonio de Oli-
veira Antunes. Ordolino Barbosa Cordeiro, Jos
Rernardino Teixeira, Fabricin Gomes Pedmsa,
Caclano da Silva Azevado, Joo Capislrnn Ban-
deira de Mello.Junior, Rufino Olavo da Cosa Ma-
chado, Jos Gouralves do Miranda Furladc, An-
tonio Fernandes da Silva, Msuoel de Azevedo
Belmonte. James Ilemler e sua senhora, Joaquim
Antonio Rodrigues. Para Macei. Candido Jos
RodriguesCaslelloBranco. Para a Babia, Dr. Joa-
quim Antonio Alves Ribeiro o 1 criado. Para o
Kio de Janeiro, Francisco Machado Dullra e 1 cs-
cravo.capitao de fragata Guillierme Carlos Lassan-
se Cimba. 2 cx-pracas do exerrilo, Fr. Joaquim
Jos da Silva Cosa, Cafuso Candlo Jos Antonio
e a menor Laura, lente Jos Pereira Malloso,
1U WmliM desertores, lencnh Alfredo de liar- buen -21 de fcvcraro. dtiKii,-
rasvasconccllos, Jos Gervasio d Amorim tiarcia', ,, ,,-,a.-_j,. -
Domingos Jos Pereira Pacheco" 2 irmaos meno- "M" "^praSAnnunctarao.
COMMERCIO.
ALFANDEl
Rendimento do dia 1 a 25. .
dem do dia -Si ,
A.
I
. 29t:480S22i
. 13:9349.598
308:4118822
Descarrega hoje 28 de fererem.
Patacho americanall'indwarddiversos gneros.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 25 '. 33:6578222
dem do dia 27........3:8358163
e apparecem nos ramos das flores superiores da
ptaala graos d milbo tao perfeilos como as da espi- i
ga. Eale phenomeno, de que acallamos de fallar, ri,l'" ',0 ",esmo ,im-
tea podido explicar, emquanto se acreditaval Srs- Inglefield c M'Clere foram promovidos
e na flor.superior da planta nSo lutria. mais Ao} pelo almiranlado. *fUnited Service.)
qne flores masculinas, e como eslas flores que nao
tem ovario tem podido fecundar-sr ?
R amianto nao se d este phenomeno senao
aneado o milbo adqnire urna superabundancia de
egataeto que em geral Ibe he prejudicial, romo
"alarde veremos.
O Pelen ou p fecundante das flores do milbo he
caanaammenle de um amarello edr de ouro, outras
vetes branro. esverdeado, e de um amarello claro,
ouroxa. ou vtoletado; este |>oleii be abundanlssi-
mo, e aa poca da fecundara se v elle espalhado
nao somenle sobre as flores superiores da plaa
mas anda sobre as flores da espiga, folhas e at so-
.cblo.. Mostraremos depois quao necessario
ara a economa natural esta superabundancia do
pelea, que a primeira vista pareca superfino.
Flore femeninas.-*i30 w vMe obsorvar ., es_
trnctara destas flores, senao por meio do microsco-
pio. Mr. Thibeaud de Berneaud, a-quem repula
mw par nm dos mais sabios botnicos c agrnomos
da Europa, foi o priroelro, que segundo eremos,
deseobrio a verdadeira organtaacao das flores d
milho e as descreveu sucrinlameole desle modo.
j As flores masculinas de um bramo esverdeado
ou ligeiramcntc purpureas, acbam-se em um grande
panniculo, dividido as vezes em 25 30 espigas ar-
aaeaaasf em baixo estao ss flores femininas, cujos
pulflBi sflmelhanles a uns nos prolongados term-
nala em nm, que se colloca de diversos modas. Po-
rta aj florea femeninos nao sao unidores, neta fe-
59:49:28385
dia cima declarado, pelo meio dia,conpetentemen-
te habilitadas.
E par constar se mamlou aflixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da llirsonraria provincial le Pernambu-
co 1. de feverciro.de 185-4. O secretarjj,
Antonio Ferreira d'Anmnciar.So.
Clausulas especiaes para arrctmtacao.
1. As.obras do melhoramento dorio GoianAa,
far-se-hao de conformidade com o orc.anenlo.planlas
perfis, approvados pela directora e en conseibo, e
npresenlados a approvai;5o do Exm. S-. presidente
da provincia, na importancia de 30:600) rs.
2." O arrematante dar principio as obras nopra-
zo de l mezes, c as concluir no de 3 unios, ambos
contados pela forma do arligo 31 da lei n.<> iSii.
'3. Durante a execucao dos Irabalhis o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar tramito as camias
e barracas, ou pelo canal novo, on pelo Icilo aclual
do rio.
4. O arrematante seguir na execucao das obras
a ordem do trabalbo que Ibe for deleiminado pelo
engenbeiro.
5." O arrematante ser obrigado a ipresentar no
fim do I. anno, ao menos, a qoarla pa-le das obras
proropta, e outro tanto no fim do 2. amo, e fallan-
do ;i"qualquer dessas condicBes pagar orna mulla
de 1 cont de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d''Annunciacao,
O Illm. Sr. inspector da Ihesoimria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazer puliien, que no
dia 9de marco prximo vindiinro, peralte a juuta
da fazendada mesma iesouraria, vai novamenle a
prara para ser arrematada a quem por menos fzer,
a obra do ajudc na povnaca do Buiqi, a\aliada
em 3::lOO800O rs.
A a nema taran ser fcila na forma des arls. 24 o
27 da lei provincial n. 286 de 17 de nuio de 18.51,
o sob as clausulas especiaes ahaixo copudas.
As pessoas qne se propozerem a esla .invmalaean
eomparecam na sala das scssOes da mesma junta no
da cima declarado, pelo meio dc, eompetcntc-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesoiiraria
provincial de Pernambuco 3de fevtreiro de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira da AnnunciacOo.
Clausulas especiaes para arrcmalaro.
1" As obras do acude do Buque serio feilas de
conformidade com a planta e orcaneulo approva-
dos pela dirccloria em conselho I apresentados
approvacao do Exm. presidente m importancia de
3:3009000 rs.
2 Estas obras deverao principia- no prazo de
sessenla dias, o serao concluidas node dez mezes,
contar da dala da arremalaoao.
3 A importancia desla arremaarao ser paga
em tres prestarnos da maneira segiintc : a iirime-
ra do dous quintos do valor told, quaudo ver
feito melade da obra, a seguida igual a'pri-
mera depois de, lavrado o tcrm de recebimenlo
provisorio ; a terecira finalmente pois do recebimenlo definitivo.
4" O arrematante sera obrigado a commuuicar a
reparlic,ao das obras publicas' com antecedencia de
trinla dias o dia fixo, cni que tem de dar principio
a execucao (las obras, assim como irabalhar segui-
damente quinte dias, iilim de quejpossa o engenbei-
ro encarregado dabraassislir aos ;iriineiros traba-
lbos.
$ Para bulo o mais, nao que etfive- especifica-
do as presentes clausulas seguiMe-ha o que de-
lermiia a lei provincial u. 286 de 17 te maio de
1831.Conforme.O secretario, Anlo/eo Ferreira
da Annunci-tr-Bo.
O Illm. Sr. inspector da theeburia provincial,
em cmnpi iinenln da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, mahda fazer publico, qoe uo dia 9
'le uiairo prximo viudouro, vai novamenle a prara
para ser arrematado a quero, por menos fizer.peran-
teajuula da fazeuda da mesma llirsonraria a obra
do acucie dePaje de Flores, avaliaiaeni 3:1909000
rs.
A arremataran ser fcila na fornn dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 di maio de 1851,
c sob as cfansulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a la arremalaeao
comparceam na sala das sessBes da isesma junta no
dia cima declarado, pel meio dia, ttmpclcnlcuicn-
le habilitadas. t
E pafa constar se mandn aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da iesouraria provincial de Pernam-
buco, 3 de feverciro de 1854.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a ammatarao.
1. As obras do acude do. Paje 'le Flores serio
fritas de conformidade com as plantas e orcamento
apresenlados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 3:19t>&000 ris,
2." Estas obras deverao, principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3." A importancia desla arremalaeao ser paga
em tres pi estacos efe maneira sesuintc; a primeira
dos dous quintos do valor da arrcinaLean. quando
tiver concluido a melade da obra:, a stgunda igual
a primeira, depois de lavrado o termo de recebi-
menlo provisorio; a terecira finalmente de um quin-
to depois do recebimenlo definitivo.
4. O arrematante sera obrigado a rommuniear
a repartir das obras publicas coro antecedencia
de trinla dias, o elia fixo em que tem de dar prin-
cipioa execucao els obras, assim cono Irabalhar
Tullidamente durante quinze elas, afn de qu pos-
sa o engenbeiro encarregado da obra assislr aos
primeiros trabalhos. ,
5." Para ludo o mais qne nao cslivcr especificado
as prsenles clausulas seguir-se-ha o ,uc determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de'mo de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira da Arpiuncicao.
O Iflni. Sr. inspector da Ihesourarii provincial,
em cumprimeuto da resolucao.da juul; da fazeuda,
manda fazer publico, que no dia 23 de marco pr-
ximo vindouro, peanle a junta da faztnda da mes-
ma Ibesoiirana. vai novamenle a prafa, para ser
asrematada a quem por menos fizer a obra dos
renlos da eadea da villa do CaVo, avahada era
8259000 rs.
A arremalaeao ser feita na frrma dos arligos
24 c 27 da lei provincial u. 286 de 17 de maio ele
Secretaria da thesouraril provincial di Pernambu-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario.
' Antonio Ferreira Annuneiaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. As obras deste acude serao feitas de conformi-
dade com a plaa e ornamento approvados pela di-
rectora em conselho, e apresenlados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importando em
3:8148500 rs.
2." O arrematan!* dar romero as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no le 6 mezes, contados se-
gundo o arth31 da lei n. 286.
3.o O pagamento da importancia da arrematado
ser dividido em 3 partes, sendo urna do valor de
dous quintos., quaudo liouver feito melade da obra,
oulra igual a 1.a quando aentrrgar provisoriamente,
e a 3." de, um quinto depois de um auno na occasiao
da entrega elcfmiliva.
4." Para ludo o roas que nao esliver especificada
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d' Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em imprmenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 6 do corrente, manda fazer
publico, que nos dias 7, Se 11 de margo prximo
vindouro, peranle a junta da fazenda da mesma the-
sourara, se ha de arrematar a quem por menos lizer
a obra do 4* lauco da ramificacao da eslrada do Sul
para o Cabo, avaliada ero 29:268.
A arremalaeao ser feila na forma dos arls. 24 e 27
da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1831, esob
as clausulas espeenfs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaeao
compare(am na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de fevereiro de 1854___O secretario.
Antonio Ferreira Clausulas especiaespara a arrematacao.
i.' Asobrasdo'c lanco da ramificacao da estrada
do Cabo, far-se-hao de conformidade com a planta,
perfis e mais riscos approvados. pela directora em
conselho e apresenlados a approvacao do Exm. pre-
sidente, na importancia de 29:2688.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de um niez, e dever conclu-las no de dezeseis me-
zes, ambos contados na forma do arl. 31 da lei pro-
vinciafn. 286.
3. O pagamento da importancia da ar/ematacao
realisar-se-ba em qualro preslaces iguaes a l.
depois de feiloo p/imeiro terco das obras ; a 2." de-
pois de concluido o segundo terco ; a 3.a na occa-
siao da entrega provisoria ; e a 4.a depois ilo recebi-
menlo definitivo o qual dever verilicar-se um anuo
depois do recebimenlo provisorio.
4.a Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em toda exlencao do lamo.
5.a Para ludo o que u3o se adiar determinado
uas presentes clausulas nem no orramrnto. seguir-
se-ha o qoe dispne a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira An-
nunciacao.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria de fazenda
manda fazer publico, para conhecimenlo dos inlercs-
sados, a relacu abaixo transcripta dos credores por
dividas de exercicios lindos, rujo pagamento foi au-
lorisado pela ordem do tribunal do Ihesouro n. 15 de
4 do corrente. Secretaria da tbesouraria de fazeuda
de Pernambuco 25 de fevereiro de 1854.O oflicial
maior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
llelai'o a que te re/ere o edital supra.
conforme a re&olue;ao tomada rjfela-axsem-
bla geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1854.-O secretario do conselho de direo
e-ao.Joo Ignacio de Medeiros Reg.
Pela ronladoria da cmara municipal desla c-
dade, se faz publico que do prmeiro ao ultimo He
marco, prximo futuro, so far a arreradaro, boc-
ea do cofre, co imposto municipal sobre eslalieleci-
menlos, licandosujeitosa molla de 3 os qoe o uo
fizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanueiise,fra/ici viagem.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
trnccfio publica, faro-saliera quera convier, que o
Exm. Sr. presidente da provincia, em proposta de 13
do corrente, creara urna cadeira de instruccao ele-
mentarlo prmeiro grao, na freguezia de Abaa de
Baxo ; a qual est em concurso com o prazo de 70
dias contados da dala dol. Dirccloria geral 17 de
ev creiro de 1854.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cezar de Mello.
O arsenal de marinba compra os\ seguinles ob-
jectos: pregos do cobre para forro, viseas de osso,
agua-raz, oleo de lindara, liuba de barra, varos de
ferro de 4(8 e 3|8, ferro em lencol de n. 6 a 8, verga
de cobre de a 2|8, varees ele dito sonidos, tinta
preta, dita branca, lona ingleza estreila de n. la 5,
cabo de linho de 3|4 a Delegadas, arcos de ferro pa-
ra bandejas, barrs e pipas, raspas de ferro, chumbo
ero barra, taixas de bomba de ferro, sebo em pao,
ps de ferro, pregbs ripaes da (erra, ditos grandes de
batel, azeite doce, ou de coco, e alcatrao. As pes-
soas a quem convier a venda de semelhantes objectos
coraparecam nesla secretaria no 1. de marro ao meio
dia com as suas propostas. Secretaria da inspeccao
do arsenal de marinba de Pernambuco 21 de feverei-
ro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrazio da Conceicao Padilha.
0 Illm. Sr. inspector da tbesouraria de fazen-
da manda fazer publico que a segunda praea pura a
arrematacao das Ierras, maleriaes emais perleuces
da capella vaga de Nossa Senhora do Soccorro, sila
no cosenho deste nome na freguezia de Santo Ama-
ro de Jaboatao, lera lugar no dia 2. de marco pr-
ximo vindouro, e a lercera e ultima no dia 7 do
mesmo mez : os licitantes deverao pois comparecer
nos referidos dias as 11 horas e meia da manbaa no
lugar do cosime. Secretaria da tbesouraria de fa-
zenda de Pernambuco 22 de fevereiro de 1854.O
oflicial maior, Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Real companbia de paquetes inglezes
a vapor.
No dis 3 de marceo es-
pera-so da 'Europa um
dos vaiiores da compa-
nbia real, o qual depois.
da demora do coslume
seguir para os porlos do sul; para passageiros trata-
se com os agentes Adamsnn Howie fe Companbia,
ra do Trapiche Novo n, 42.
Passagem para Babia 25 palacoes
"o Kio de Janeiro 50
ce ce Montevideo i 10
ce Buenos-Ayres 120 ce
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla,
termo do Recife, se faz publico, que foi encontrado
pelas palmillas que rondavam na noite do dia 21 do
corrente, om quarto alasao : quem se juhar com di-
reilo ao mesmo. comparera nesta subdelegacia aonde
lera de dar ossigaManerins.
Pela siibdeS Vda freguezia da Boa-Visla,
termo do BecifeSHpublico, que se acha recolbi-
do cadeia desta Mide, desde 25 de nnvembro de
1853. o prelo Patricio, o qual diz ser escravo de Gas-
par Mauricio : quem se julgar com direito ao mes-
mo, compareca nesta subdelegacia aonde dever apre-
senlar os competentes iitulos.
O arsenal ele mariuha compra pregos de cobre
de costado e de forro de diversas pollegadas, ferro an-
sio, dilo da Suecia e inglcz em vergalhao, barras de
diflerenles pollegadas e varoes de cobre para cavilbas
ele 6 a 10|8 : as pessoas a quem convier a venda de
taes objectos, comparceam nesta secretaria no dia 6
de marro vindouro, com as suas proposlas. Secreta-
ria da inspeccao do arsenal de marinba de Pernam-
buco 26 de fevereiro de 1854.No impedimento do
secrelario, Manoel Ambrotio da Conceicao Padilha.
|Miuisterios| Exercicios Importancia
uheicl Goural-
ves Lima. IV Jusliea 1849 a 1850 2238655
Basilio Magno
da Silva. (1) Guerra 1851 52 2128000
Flix Paes .da
Silva. Fazenda 4:19200
Joaquim Jos
Ferreira da
l'enlia. 8 * 439200
Jos de JJrilo
Inzlez. 0 .558107
Pedro Jorge da
Silva Ramos % 108000
5878162
^mf>
SI4
(D) E a fazenda publica pelos direilos de 30 por cenlo de
sua nomcaeao.
(I) Manda-se pagar esla divida pela tbesouraria re-
ferida por assim o requerer o credor.
Pela administraran do consulado se faz publi-
co, que,por assim convr ao servir, licam nicamen-
te designados dous pontos para o embarque' de todo;
os lquidos, cujos gneros sao sujeilos a fiscalisacao
pela stereometria d'alfandega: prmeiro, no bairro do
Recife o trapiche denominadodo Conha,e segun-
do no de Sanio Antonio o denominadodo Ramos;
deveodo os despachantes de taes gneros apresenla-
rem-sc com suas notas, a saber: no prmeiro, do
meio dia at urna hora da larde ; e no segundo, de
urna hora as duas, fim de que o stercomelra d'alfan-
dega nos pontos, e s horas indicadas, possa desempe-
nbar o que Ihe he destinado pelo artigo 41 do reg-
lamento de 22 de junho de 1836. Mesa de consulado
de Pernambuco 25 de fevereiro de 1855.O admi-
nistrador, Joao Xavier Carneiro da Cunha.
Fajo saber, a quem convier, que no dia 2 de
marco vindouro ter lugar o exame de geomefria alem'
do de laliro, no dia 3 lera lugar o de geometra, alem
fio de lalim. no dia 4 alem do de fraucez lera lugar
rhelorica e lalim. O secrelario interino far aflixar
esle nos lugares do estylo e publicar pela imprensa,
depois de registrado. Faculdade de direilo de Olio-
da 27 de fevereiro do 1854.O director interino,
Antonio Jos Celho.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direito da primeira vara do cicel nesta cidade
do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro I, que Dos guarde,
etc.
Faco saber aosqueo presente edital virera.e delle
noticia liverem-que no dia 27. de marro prximo
sesuinte se bSiMe arrematar por venda,a quero mais
dr, eco praoaafmblica desle juzo, que lera lugar na
casa das audiencias, depois de'meio da, com assis-
lenca do Dr. promotor publico desle termo, as pro-
priedadt's denominadas Pilanca-e Tabalinga, silas
na freguezia da villa de Iguarass, perlencenles ao
1851 e sob as clausulas especiaes sbaixo copiadas. I patrimonio das recolhidas do convento do Santissimo
O Sr. Antonio Jos Duarle Coimbra nao perten-
cendo j (bem como o Sr. IMonizio) a companbia do
Ihealro de Sania Isabel, vai tambem por obsequio ao
beneficiado represenlar no drama e na comedia.
O resto dos camarotes e cadeiras acba-se venda
emtasa do beneficiado, na ra do Mundo Novo n. 3
C, visto que os seus padecimentos o impossibilitam de
poder andar. **
~ AVISOS MARTIMOS
Para a liulti,
segu em poucos dias a veleira sumaca Horlencia:
para o reslo da carga Irata-se com seu consignatario
Domingos Alves Matheua, na ra da Cfl n. 54.
Para a Babia, I
segu com basvidade a veleira.garopeira Livraco :
Era o resto da carga trata-se com seu consignatario
omingoj Alves Matheus, na ra da.Cros n. 54.
Para a Baliia. segtle com presteza o
veleiro hiate nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreira Rios para o resto da
carga .ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Cora-
panhia, na ra da Cadeia do Recife u.VI,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sabe no dia
28 do corrente, o muito veleiro brigue
ReceOC|ualjatema maior parte de sen
carregamento prompto; panto restante,
passageiros e escravos tambem de passa-
gem : trpta-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, u com o capitao Manoel
Jos' Ribeiro, a bordo.
Para o Cear e Granja, sabe com toda a brevj-
dade a escuna San Jote : para carga e passageiro*,
trata-se na roa da Cruz do Recife, n, 33, em casa de
Luiz J. de S Aranjo.
Para o Rio de Janeiro, vai sabir con
amator brevidade possivel, por ter parte
de seu carregamento, o patacho nacional
Valente, do qual lie capito Francisco
N. de Araujo : quem no mesmo quizer
carregar, emba car escravos a frete ou ir
de passagem, para o que tem bons com-
moaos, dtrija-se ao capitao na prac do
commercio, ou a \ovaes & C., na ra do
Trapichen. 34.
Para a Babia.
Sigue com brevidade hiale Sociacel, recebe car-
ga a frete, e passageiros; trata-se com Cela no Cyrra-
co do C. M. ao lado do Corpo Santo, loja de massa-
mes n. 25.
Porto.
Tem prara para carga miuda o brigue portufuez
/:';ieranfa,que no dia 28 do corrente seguir impre-
lerivelmenle para o Porlo : Irata-se cota Bailar &
Oliveira na roa da Cadeia Velha, n. 12.
PAKA O RIO DE JANEIRO. .
Segu com toda a brevidade o muito
veleiro brigue brasileiro ce Dous Amigos,
por ter quasi todo o carregamento promp-
to, quem no mesmo quizer carregar o
resto, ir de passagem ou embarcar escra-
vos a hete: entenda-secom o capitaoJo-
seEzequielGomes da Silva, naPraca, ou
com o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnnior, na ra do Trapiche n. 14.
Para o Aracaly al o dia 4 de marte iatw o
hiale Capibaribe ; para o resto da carga', trata-se na
ra do vigario n. 5.
LEILOES
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 25. .
dem do dia 27.........
res e 3 esrravos, 10 escravos a entregar.
l'bibulelpbia39dias, barca americana David La-
poley, de 289 toneladas, capitao Oeorge Sumner,
equipagem 11, carga farinlia de trigo e mais gene-
ros ; a Malbeus Anslin (S Companbia.
15e*ton39 dias, brigue americano Angla Saxon, de
199 toneladas, capilav E. Sollivan, equipagem 8,
carga fsYnha de trigo e mais gneros; a Deane
Voule l Companbia.
Montevideo23 dias. polaca hespanhoia faymunda,
ele 16D toneladas, capito Jos Herirn, equipagem
12, em laslro ; a Viuva Amorim tS Filbo.
Rio Grande do Sul28 das, barca brasilea Ma-
thilde, de 233 toneladas, capitao Jeronymo Jos
Telles, equipagem 13, carga carne secca; a Ma-
noel Alves Guerra Jnior.
Dnndee60 dias, brigue inglez llavaiilia, de 284 to-
neladas, capitn Wm. Rarron, equi|ucem 9, carga
rarvo; a ordem. Kicou de quarenleua por f> dias
por nao Irazer carta de saude.
Navios sabidos no mesmo dia.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Conceicao,
com a mesma carga qiie Irnuxe. Suspendeu do la-
meiro-.
Bahamiiiae.i brasilcira Horlencia, meslre Sebas-
liao Lopes da Costa, carga varios gneros.
Falmoulli Brigue portuguez Conceicao de Maria,
eapilo Antonio Pereira Borges Pestaa, carga as-
sucar.
BoslonBrigue americano Penamacuon, capitao II.
N. Grav, carga assucar.
As pessoas que se. propozerem a esla arrematarn
comparceam na sala das sessoes da himib junta no
dia cima declarado, pelo meio dia compelenle-
mcnlc bafililailas.
E para roustar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria ila Ibesnuraria provinciil de Pcrnam-
,O secjeliirio. \*An-
3:4008532
7989955
0:1998187
ibft
Exportacao'.
Baha, sitmac%nacionl Horlencia, de 94tonela-
, rm duzio o seguinle :50 barris e 50 meos di-
tos manlaiga, ,500 barricas nacalho, 50 ditas farnha
de trigo, 75 ba e 75 meos ditos manleiga, 1 c-
ndele toalbas e guardanios, 37 saceos cera de car-
nauba, 4 pipas, 1 meia dita, e 19 barris azeite de ma-
mona. ^J
Boston, brigue americano Penamacuan, d 223
(*) Diccionario pii(orc>sro da historia natural, arli-
go milho.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da iesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 2 de
marco proiimo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
roelhoramenlo do rio Goianna, avaliada em res
50:6008000.
A arremalaeao ser feila na forma dos arligos 24
e27 da lei provincial n.286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaito copitdas.
As pessoas qus se propozerem a esla arremataran,
comparecam na sala das sesgues da mesma junta uo
Clausulas especiaes para a arnmalafao.
1. Os cpncerlos da cadeia da villa o Cali ar-se-
ho ele conformidade com o nreameilo approvadei
pela dirccloria m conselho, eapreseilado appro-
acao do Exm. presidente da proviicia ua impor-
aucia de 82.58000 rs.
2." O arrematante tiara principio a obra uo prazo
le quinze das, c dever coiiclui-la io de tres me-
zes, ambos contados de conformidade com oari. 31
la lei u. 286.
3." O arrematante seguir na execurjo tudo o que
Ibe for prescripto pelo engenbeiro respectivo nao s
para ba execucao do trabalho como ra ordem de
nao iuullisar ao mesmo lempo par; o servico pu-
blico lelas as parles elo eelilirio.
4. O pagamento da importancia ib an enlatarn
verilirar-sivlia em duas.preslacOcs igiiats: a primei-
ra depois de feilos dous tercos da obra, e a segun-
da dejiois de lavrado o termo de recebimenlo.
5." Nao haver prazo de rcsponsabilklade.
6." Para tudo o que nao se aclu determinado
uas presentes clausulas nem no orcaneulo, -se"uir-
se-lia o que dispe na lei n. 286. Ctnforme. o
secrelario Antonio Ferreira cCAnnundaro.
O Illm. Sr. inspector da tbesounria provinci-
al, em cumprimenlo da ordem doExmSr. presiden-
te da (rovincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marc.o prximo vindouro, vai novanente a praja 1
para ser arrematado a quem por meoifizer, peraute
a junta da fazenda da mesma thesoura'ia, a obra do
acude la povoac,ao de Bezerros, av.liada em res
3:84iS500.
A arremalaeao ser feta na (orma los arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaeao,
comparecam na sala das sessoes da misma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, conpelentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o vresente, e pu-
blicar pelo Diario.
Coracao de Jesusdaquella villa, cuja arremataeofoi
requerida pelas mesmas recolhidas em virlude da li-
cenja que obtiveram de S. M. I. por avisode 10 de
oovembro de 1853,do Exm. ministro da jusliea: para
o producto d;i arremalaeao ser depositado na tbesou-
raria desla provincia al ser convertido em apolices
da divida publica. A propriedade Pilanga em atten-
eao as deslruieoes qne lem soflrid suas malas, e a
qualidade da maior parl das trras, avahadas por
10:000sl00 de rs.; e a propriedade Tabalinga por
serem urna eslrada que offerecemuila vanlagem.com
um riacho permanente, e urna casa de laipa eoberla
de lellias, aiuda nova, avaliada por 1:0009000 : sen-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E para qnecbegue a noticia de lodos, mandei pas-
sar editacs que serao publicados por 30 das no jornal
Je maior circuiaco, e aftixados nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla. escrivao interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACO'ES.
Correio de Pernamlmoo.
As malas que pelo vapor Imperalriz lem de ser
coudu/idas para os porlos elo Sul principiam-sea fe-
citar boje (28) ao meio dia, o depois dessa hora al o
momento de lacrareni-sc, pagaro as corresponden-
cias porte duplo.
BISPADO DE PERNAMBUCO.
O Esm. e -Kvm. Si. bispo diocesano
concede, na conformidade dos annos pas-
eados, quena quaresmado presente anno,
desden primeira dominga, se possa comer
carne urna vez ao dia ; observando-se com
tudoojejum ; exceptuando desta conces-
8o as sextas feiras e sabbados, os dias 8,
19 e25 de marco e toda a semana santa.
Recife 27 de fevereiro de 185 i-.Padre,
Francisco Jos Tavares da Gama.
BANCO DE PERNAMBUCO.
0conseibo de direcrSo convida aos se-
nbores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a 51 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de accoes com que tem de ficar,
para levara eifeito o complemento ao ca-
pital do banco de doug mil coritos de res,
PROGRAMA DO RAILE DE MASCARA
que no dia 28 do corrente tera' lu-
ar no theatro de Santa Isabel, sob a
ireccao do Sr. Jos De-Veccby, di-
rector principal,.Luiz Cantarelb e Ri-
beiro.
As 7 horas da noile. estando o Ihealro conveniente-
mente Iluminado e decorado, se franquear a entra-
da pela porta principal, e urna daslateraes ser desti-
nada para as sahidas.
As 9 horas, depois de exerutada i srande orches-
tra dirigida pelo profsser Theodoro Orestes urna ex-
cedente sympbonia, principiar o baile pelas quadri-
Ilias dedicadas ao imperador NapoleoIII, seguindo-
se as composlas pelo maestro Jos Viclor Ribas, en-
tras muilas todas novas e de apurado goslo. As qua-
drilhas serao enlremeadas de nutras dansas, exeru
lando a grande orcheslra urna nova mazurka, com-
posico do mesmo Ribas, urna polka, composieao do
Sr.Santos Piolo, que tem por ti lulo a victoria, a
qi|al foi dedicada e escripia.de proposito para o se-
sundo balalha de caradores de Lisboa, tambem ser
locada a polka do maestro Camille Sc.hubert, e outras
muitas e variadascomposires de goslo, dando fen o
baile as tres horas da madrugada.
Osignal para o comeeo de qualquer dausa sera da-
do pelos directores da sala.
' Os carties de entrada geral san a dous mil ris, me-
nos para as senhoras que se apresnlarem de masca-
ras, as quaes lero entrada gratis. >ao se enlenden,
do esta garanta com os bomens que vierem vestidos
de mulher, que so lero entrada com o competente
cariao.
Todos os camarotes eslaro abertos, c podero ser
oceupados por tantas pessoasquaotos os assenios que
tiverem. i
Tambem sero vendidos camarotes reservados para
familias sendo o preeo para cada pessoa o mesmo.
O emprezario muito agradece ao respeilavel publi-
co a boa ordem que reinou duraute todo o baile do
dia 26 do corrente, e conla qne a mesma coadjuva-
e8o receber boje, ao que prtesis um eterno reco-
nhecimenlo.
Por ordem da dirccloria do Ihealro se faz publico
aos mascaras que tiverem de ir ao baile do dia 28 do
corrente. que as armas que levaiem comsigo devem
ser simuladas, feitas de madeira, papelao, ou mate-
ria semelliante, mas nunca de ferro.
O uso de esporas ica prohibido.
Picam igualmente prohibidos os (rajos religiosos oo
allusivos.
NSoso'permittdos os salios da platea para cama-
rotes, ou vice versa.
A tribuna da presidencia e os camarotes da polica,
da directora e da admiuistraeao do Ihealro nao po-
den) ser oceupados pelos mascaras.
Ficam tomadas todas as providencias de rigor pa-
ra evitar que escravos de qualquer dos sexos se inlro-
duzam no baile ou camarotes.
THEATRO DE AFOLLO.
BENEFICIO 1)0 ACTOR
Bernardino de Sena.
SABBADO 4 DE MARCO DE 185i.
Subir a srena o muilo applaudido drama em 3
aclos, produccao do insigue dramaturgo o Sr. lleu-
des l.eal Jnior, que (em por ti lulo,
D. MARA D ALMSTBO.
Personagens. Actores.
Alfonso Aunes. .' Sr. Amodo.
1). Antonio de Portugal ... Bezerra.
Antonio Conti....... Beneficiado.
D. Francisco de Mello .... Mendos.
II. (ionealo d'Albaide .... Piolo.
I). Kodrigo....... Sania Rosa.
1. Nono da Cunta.....n l'ereira.
I). Maria d'AlencasIro II. Crabriella.
I.itura a italiana...... Orsal.
O intervalo do segundo ao lerceiro acto, ser
prehenchidn decanloria pelo Sr. Ribeiro.
DENOMINACaQ DOS ACTOS.
1." ForlQnaou patbulo. 2." Carla por carta. 3.
Pecodoe jusliea.
Terminar o espectculo com a graciosa e linda
comedia em 1 acto, do Sr. Garre!, que lem por ti-
' FALLAR VERDADE A MENTIR.
Na qual o Sr. Ribeiro desempenhar qualro dilTe-
renles caracteres.
Pertonagent. Actores.
Braz Pereira. Sr. Coimbra.
Duarle Guedes....... Mendes. 9
O general Lemos.......> Cosa.
Jos Flix........ Ribeiro.
Amalia.........D. Orsat.
Joaquina......... Amalia.
He esle o diverlmento que o beneficiado lem para
apresenlar ao respeilavel publico, de quem espera a
costumada proteccao.
Principiar as huras do costme.
O beneficiado achapdo-se impossibililado por seus
padecmenlos physicos de Irabalhar em scena no dif-
licil e vilenlo papel de Antonio Conti, pedio ao seu
collega o Sr. Dioniio Francisco das'^hogas Soares,
para que este por obsequio o fosse represenlar: ao
que elle de moito bom grado se presin como bom
coropanlieiro, cujo favor o beneficiado desde j Ihe
agr(lce.
Leilao sem limie.
Ouarla-feira l.de mareo, as 11 horas da manliSa
em ponto, haver leilao uo arma/em de U. Carneiro,
na ra do Trapiche n. 38, por interveneSo do agente
J. Galis do seguate : cadeiras brasileiras, ingieras,'
americanas e hamburguezas, ludas de boas madeiras,
assim como algnmas de ferro e outros objectos lodos
envernisados a imitacao de bronze, guardas louas
de amarello, mesas tedondas e elsticas para jeular,
avalnos, sofs, marquezas, camas francezas, um
balcSo d'amarello, um rico jogo de vollarete, e orna
caixa para costura, amlios os objectos de diario, um
bom piano inglez, proprio para quem tiver de apren-
der.
No dia quarla-fera. 1. de mareo, por tnter-
veiirao do agente Oliveira, em presenca do chaucel-
ler do consulado fraucez, proceder-se-ba a venda pu-
blica, por corda e risco de quem pertenece de duas
caixas marca CFT n. 12:1 e 124, contendo 2-i chapeos
de seda enfetados para senhora, vndos pel navio
francs Crate Roger, capitao Tombarel, e que se
acham em estado desvara. O leilao principiar as
10 horas da manhaa, na loja de Christiani & IrmSo,
na ra Nova n. 44.
AVISOS DIVERSOS.
Quem quizer banbar-se em urna ex-
cellente gamela de amarello, que leva de
5 a 6 baldes d'agua, propria para qual-
quer pessoa de estatura regular, dirija-se
a ra estreita do Rosario, padaria n. 15,
que com qualquer 6,000 rs. a adquirir'.
Joao Uenriques da Silva avisa aos
foreiros dos engenhos Queimadas, Jun-
diabi e Serra d Agua, sitos na ribeirade
cima, que comprou a propriedade ou do-
minio directo destes engenhos a 'Joao
Francisco Paes Barreto, e a sua miilber
D. Candida Rosa Paes Barreto, e que por
isso a elle compete receber os foros ven-
cidos do corrente anno, e os que ja' ten-
do sido vencidos ainda nao foram pagos
na conformidade da escriptura. Recife 22
de-fevereiro de 185*.
A commisso que foi enrarregad do fnneral,
pela senlidissima morle deS. M. P. a Sr.' D.
Maria II, de saudosa memoria, vm por este
jornal agradecer e fazer publico, o qaanlo a
mesma commissSo se acha penhorada e cheia da
reconhecimenlo para com os Exms. Srs. bispo
diocesano, presidente da provincia, eommart-
claule das armas e titulares, que comparece-
rn! com os Illms. Srs. chele de polica,dessem-
bargadores da relacao, juizes de primeira ins-
tancia, membros da cmara municipal, capito
do portocommandanle d eslaro navat, eaua
oflicialidade, chefes das repartiees publicas, e
seus empregados, corpo consular, corpo de
commercio nacional e eslrangeiro,* olHciaes da
guarda nacional e primeira linha e do corpo de
polica, religiosos dos conventos do Carmo e de
S.Francisco, membros da catbedral,' confra-
rias encarregadas das igrejas desla cidade, com
esperialidadeos mu dignos juiz e mesarlos da
irmandade do SS. ca igreja matriz de S. Fr.
Pedro (ionealves, com o Revm. Sr. padre mes-
lre pregador da capella imperial, Joo Capis-
Irano de Mcndonca, Antonio Ramos, Antonia
de Souza Pavolide, Jos Marcelliuo da Costa,
PedroolascoBaptisla, Miguel Esleves Alves,
e finalmente coro todas as pessoas que assisli-
ram ao supradilo funeral uo dia 24 do corra-
le, e que concorreram com sua coadjuvaco
para aquelle acto se tornar com toda a pompa,
ordem e brilhanlismn que se preseuciou.
Outrosim a mencionada commisso pede
mu atlenc.iosamenle desculpa de qualquer o-
misso, que por acaso apparecesse, no desem-
penho de sua funceoes, .espera Ibes ser re-
levada, allendcndo-se aos arduos encargos de
que se achou sobrecarregada, na mente de que
julsa lercumpridocom seus deveres.
Recife de Hrrnamhuco 25 de fevereiro de
1854. Luiz Jos da Costa Amorim.Jos
Teixeira Bastos.Malinas de Azevedo Vil-
i tarouco. secretario.
Oflerece-se urna rapaz portuguez idade 18 an-
nos para caixeiro de talierna ou de padaria, que de
lado tem bastante pratica, ouparaamastador deque
j enlende alguma cousa e 'tara lempo emquanto
aprenda, ou para tomar conta de urna carruagem de
i na : quem qui/er chrija-sea ra de S. lioocalo, ta-
berna n. '25, que dar fiador a sua rondula.
Precisa-se de um bom coznheiro, no bolequim
da ra larga do Rosario n.27: abalar no mesmo com
sen proprietario.
Itap:,ziada hoje temos baile no,SantaIsabel, a
eHe, pois o nosso emprezario deu-nos no dia26acn
bello passalempo; e eslou que hoje ser o mesmo e
nao era de esperar o contrario, allendeudo a escollia
dos directores ; principalmente a do Sr. De Vecchv,
que muila artiv idade e maneiras em prega para sals-
fazer a lodos. Um mascara.
O hachare! Manoel Filppe da Fonseca Candi,
se assigna d'qra ra diante Manoel Filppe da Fon-
seca.
Quem annunciou querer 400*000, sobre hypo-
theca ero tuna casa terrea as Cinco Ponas, dirja-
se na ra de Hortas, n. 23, que Ihe dirao quem os
lem.
Hoie 28 do correlo llavera a muilo soperior
carne de vilella muio gorda e do paslo, na frente do
quartel que foi de polica n. 13.
"O OrSamn^^Tg^riTuIgeroPiihomu- ($
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo nevo) n. 138 A.
Desencamir.haram-se do sitio dos Sr
na eslrada da ponte de l'choa. duas va
ambas novas, sendo urna de cor preta a* e a
outra amarella: a pessoa. que as apprehender, e as
entregar no sobredlo logar, sera recompensada, M se
Ihe agradecer olnballw.
/:
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i
DIARIO DE PERNAMBUCO TERQA FEIRA 28 DE FEVEREIRO DE 1854.


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i.-


Ultimo goslo.
Os abano assignados, douos da nova loja deo urives
U rus do Caluma n. lt, cnifronle ao paleo da ma-
Iriz e tua Nova, fratiqueiaiu ao publico eni geral um
bello e variado sorlinieuto de obras de ouro de mui-
lo bous goslus.c presos qua nao desagrartarSo a qaem
queira comprar, os mesmAa se obrigam por qualquer
obra que vendereni a passar urna cotila com respon-
sabilidad!, especificando a qualidade do ouro de lt
nu 18 quilates, lic.nndo assim sujeilos pnr qualquer
iluvida qua apparecer.Serafim & Irmao.
A. Lettarle, tejido de se demorar pouco
8* lempo, nesta cidade, avisa ao respeitavel pu-
ja blico que quizer utilisar-se do seu presli- i
X nio, de aproveilar os poucos das que tem i
* de residir aqu ; os retratos sero lirados com
toda a rapidez e perfeicSo que se pode dese-
jar. No eslabelecimento lia relralos mostra
para as pessoasque qtti/.ereni examinar, e es-
ta abarlo das 9 horas da manhaa at as 4 da
tarde.
. O lente da 1. eadeira do 5. anno do curso ju-
rdico de Olinda, avisa aos Srs. acadmicos quinla-
nislas, que as suas prelercoes no anno correle
bao de ler por base osseusElementos de Economa
Poltica-que se estao imprimindo na lypographia
do Sr. Ricardo de Freitas Kibeiro, ent cuja livraria
eatabelecida na ra do Collegio, podem deixar osseus
nomes e moradas. No mesmo logar ]>ode subscre-
ver maisquem quizer, sendo o preco da subscrip-
co 5000 r. pagos na oacasio da entrega ,da obra.
Alti mesmo, e em Olinda em casa do Sr. i.uiz Jos
tioozaga vendem-se os elementos da Pralica do Pro-
cesso, e as iusliluiroes de Direilo Civil Brasileiro,
composicSo do mesmo.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
I de fazendas, lina e grossas, por
preco mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
se ao compradores um preco
para todo : este estabelecimento
ario-se de combinacao com a
maior parte da casas commerciaes
ingleza, francezas, allemaas e suis- "
tas, para vender fazendas mais em
conta do que te tem vendido, e por
Uto offerecendo elle maiores van-
. tagent do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' lodos os
teu patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
teu ititeresses) comprar fazendas
barata, no. armazem da ra do
Collegio h. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Robn.
se ha
Alaga-seo sobrado grande da Magdalena,
que fica em frente da estrada nova, o qual
i de-desoecupar al o da t. de marco : a Iralar
no aterro da Boa-Vista n. 45, ou na ra do Collegio
u. 9, com Adriano Xavier Pereira de Frito.
Bichas. i
Alugam-sec vendem-se bichas: na pirana da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
Traspassa-seo arrcndamenlo de um engenho de
beslas, moenle e correle,distante do Kecife 5 leguas,
e ds estrada publica menos de rneia de bom cajninho,
a ponto de chegarem os carros decavallos al a casa
de \venda, com boas e suflicientes Ierras de,eanna,
mandioca, milito, feijo, arroz, cafe, etc. elc muilo
perlo.e m roda do engeobo,- dous bons cercados de
vallados, bia, bem feila e nova casa de vivenda de
sobrado toda envdrala, com a I pendre de columnas
de madeica e grades de ferro, muito fresca, e com ale-
gue e excelleole vista ; casas de engenho, culdeira,
encaixamento, estufa e estribara, ludo de pedra e
cal, com lodos os seos perlences, c em mqito bom es-
tado, sufficicnles senzalas para os prelos, casa de fari-
nha provida de todo o necessario escolente han lio
em urna bella, casind.i apropriada, mallas virgens
muito perlo, borla com arvoras fructferas, inclusive
tima boa poreao de coqueiros ; bons sitios de lavrado-
res, etc., ele, As caimas sao de muito boro assucar, e
de muito rendinieuto. Vendem-se as cannas novas,
ogadovacum ecavallar : os pretendentes dirjam-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de Jaboalao a" tratar
com o proprielario. I
Indo dcsta cidade para a de Goianna Manol
lioncalves de Albuquerque e Silva, perdeu entre
Ilabatinga e a laboleiro da Maugabera, urna carleira
i'onteiido nella 7-2OO8OO0 rs.; e porque lodo esse di-
nheiro eslava em sdalas de 00S, 2005 e 100^ rs.,
he fcil deseobrir-se qnem o adou, no caso de appa-
recer alguem destrocando sdulas destes valores, sem
ler propon-oes de as pqssur : pelo que offerece o re-
ferido a quantia de 1:0009000 rs. a quem lite resti-
tuir aquella quantia ; e a de 5009000 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e se pnssa rehaver o
ilinheiro, prometiendo igualmente segredo ioviolavel
3nndo assim o exigirem : quem, pos, liver noticia
este adiado, dirija-se naquella cidade, ra do Am-
paro n. 44, e nesta, ao aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gando andar, e n. '60.
Aluga-e a loja do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com armrrao nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarello da ra do Quei-
mado d. 29.
O Sr. Manoel Loarencn Machado da Rocha, en-
cadernador, que assignot este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Araujo, venha a esta lypo-
urapbia para solver a mesnia assignatora, vislo que o
Sr. vigario diz que nada tem cora isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova contina a dar consultas lodos o
das no seu consultorio, roa do Trapiche n. 14.
ATTENCA, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, Rentista receben agua denli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conhecida como a me-
lbor que tem apparecido, (e tem muilos elogios o
ten autor,) lera a propredade de conservar a bocea
cheirosae preservar das dores de denles: tira o
goslo desagradavel que di em geral o cliarulo, at-
sumas gotas desta n'um copo d'agua sao suflicien-
tes ; tambera se achara pd denlifrice excedente para
a conservarlo dos denles : na ra larga do Rosario
u. 36, segundo andar.
J. Jane,Dentista,
contina residir ua ra Nova, primeiro andar n. 19.
I Sr. Ricarda Das Ferreira tem urna caria
taca da Independencia, us. 6 e 8.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
Acha-*e a yenda um resto de billiete
da lotera stima do Estado Sanitario, cu-
jas'listas se esperara boje do Rio de Janei-
ro pelo vapor Lavenir : o premios serao
pagot a' entrega dat mesmas listas.
MMS4
$ HOMEOPATHIA.
RA DAS CRUZES K. 28.
No consultorio do professor homonalh-
Gossel Bimont, acham-se a venda por
CINCO Mil RIS.
Algumas carteiraseom 24 medicamenlos.
Os competentes lvros.....59000
Grande sortimento de carleiras e caxas .
de lodos os tamaitos por prros commo- &
dimitios. ~,
^~tigbo_de glbulos avulsos 500
1 frasco drK onca de tintura a
eseolha.........gooo
Arrematado de propriedades do recolhi-
mento de Iguaratw.
O abaixo assignado, i-onto procurador e adminis-
trador do patrimonio do recnlhimenlo das freirs do
SS. Coraco dcJesus da villa de Iguarass, faz sa-
ber que no da 27 de marro prximo seguale
tem de ser arrematados por venda em praca do jui-
zo "do eivel da prinieira vara da cidade do Kecife, 2
sitios de Ierras, sitos ua fregtiezia daquella villa sen-
do o primeiro denominado Planga, da exteusu de
legua em quadro, como se mostrara da escriplura
com urna pequena casa nova de laipa e telba, cujo
terreno enserra ptimasqualidadese ullerece a vanla-
gem do se poder levantar engenho em alto ponto pois
quel em baixas extensas para cannas,rio de excelleole
agua, grande cerrado para animaos, bons altos para
roca, tarabem mallas para o fabrico do engenho o at
para se vender madeira constantemente, e serrar la-
boas, e domis est na distancia de 2 leguas de villa
onde ha ptimo porto de embarque, alera tas do-
mis commodidades da vida. O segundo si lio, con he-
rido por Tabalinga das freirs, he silo cima da po-
voacao deTabalinga.meia legu#dislanle da villa; tem
casa de vivenda na beira da esliadareal para Goian-
na, corlada pele rio Tabatinga de ftoissima agua,
com ptimas baixas para canna e capim, os altos fr-
tilsimos para roja, milho, feijao, lambem com bel-
lo cercado para criar vaccas para vender-se leile na
villa como se costuma. O primeiro foi avahado judi-
cialmente em 10:0008000, e o segundo 1:0008000,
palos avaliadores os Illras. Srs. coronel Manoel Tho-
maz Kodrigues Campello. e capilo Manoel Caval-
canti de Albuquerque Lins propri^arios dos enge-
nhos Cumbe e Mussiipinho, para cuja venda obli-
veram as recolhidas, licenca imperial. Quem pois os
quizer arrematar compareca por si ousetis procura-
dores no indicado da : e se antecedentemente os
quizerem ver c nercorrer dirijam-se a villa de Igua-
rass a fallar com o abaixo assignado, ou o capilo
Francisco das Chagas Ferreira Duro, e o escrivao
Adolpho Manoel Camello de Mello c Araujo que
apresentaro as escripturas c cora ellas mostraran os
sitios. Recife 13 de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xavier ias de albuquerque.
Alngarse urna escrava. motila, boa cslureira,
cozinheira, engommadeira, e lavaderra de barella :
quem pretender, dirija-se ra da Assumpc,ao, so-
brado de duus andares confronte ao muro do quintal,
da Penlia.
Na ra da Soledade n. 70, ao p da Trempe, se
alaga para servir em casascstrangeiras, ao que est
acoslomado, o moleque Joas, enzinha, he fiel, sabe
comprar, he diligente, e nao tem vicios.
Alga-se o grande e mnto fresco primeiro an-
dar do sobrado de tres andares da praca da Boa-Vis-
ta com frente para a praca e para a ra do Aragao,
conletido diilts grandes salas c sete quarlos grandes
que acommoda qualqaer familia ; quem pretender,
dirija-se ao armazem da roa Nova n. 67.
O mnibus Pernarcbucaita do 1. de
marco parte de Apipucos para o- Recife
as 7 1|2 horas* da manhaa, e regressa do
"Recife para Apipucos as 5 horas da tar-
de; e a assBnalura daquella dala em da ule he de
203000 rs. paga adianlada.
O labelliaD abaixo assignado mndou o carlorio
do pateo do Hospital do Paraizo para a ra estreta
do Rosario n*. :)5, na loja da casa do Illm. Sr. A. i.
Duarlc, vce-consul do Per. O publico ser servido
ueste carlorio com promplidao, desinteresse e leal-
dade, sem imposicao de preco as partes.
Joao BaptuLlde S.
Prccisa-se de una amalfl Hpnhe e engora-
nte, para casa de pouca famaV pvessH da Trem-
pe u. 9.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
fazer o ser vico diario de urna casa de pouca familia:
a tratar cu ra do Collegio, armazem n. 14.
Furlaram na occasiao do ollicio, no Corpo San-
to, do bolso de tima jaquel, emhrulhadas em um pa-
pel, duas lellras urna de 3208687 rs., aceita por Ma-
noel Antonio Teixeira, o a oulra de 4363000 rs. por
Francisco Antonio do Valle, um vale de 623600 por
Miguel Jos de Ahreo, e 483000 rs. em dinheiro,
sendo duas sedulas de 108000, tres de 53000, tres de
13000, e orna peca de ouro de 99000: previne-seaos
aceitantes das lellras para que nao a* paguem,seno
ao sen legitimo possnidor que he o abaixb assisnado,
outro sim roga-se a quera deste ruubo soulier ou der
noticia certa, que baja de avisar aS dito abaixo assig-
nado, na ra da Senzala Vellta n. 90, que ser gene-
rosamente gratificado.
Joao Teixeira de Souza Urna.
J. Churdn, barharel.em bellas lettras, l)r. em
direilo formado na universidade de Pars, cnsina em
sua casa, ra das Flores 11.37, primeiro andar do so-
brado que faz a quina da roa das Flores com a ra da
Concordia, a ler, escrever, fradu/.ir e fallar correcta-
mente a linsua franceza, e lambem d lines particu-
lares em casa de familia.
A historia de Portugal, descripro da cidade do
Porlo, Roteiro terrestre de Portugal, Poslilla do coui-
raercio, atlas moderno, taboada curiosa, elementos
de arilhmetica, I.isbpa reedilicada, grammalica fran-
ceza, lines de raelaphisica, casamento por svmpa-
thia, seieucia das sombras relativas ao desenlio, o
.Evangelho em triurapho.genio do chrlstianismo, col-
Ieccao dos meIIlores sermes, a vida de Nossa Seuho-
ra, e nutras rauitas obras que deixa-sede aununciar
tanto saaradas como profanas, que lado se vender
por muito ponen dinheiro : na ra da Penha n. 23,
primeiro andar.-
Oflertce-se ama ama para cozinhar, lavar de sa-
bao, ou reger urna casa : na ra de Sania Thereza
n. 19.
Venae-se um rico e novo vestuario
para baile de mascara ; no pateo do Hos-
pital n. li.
S&*Si:*ft*t33gSr3f>
Para a guarda nacional.
Vende-se panno liiioj/.nl superior, para far-
das da guarda nacional a 3# e ijjOO rs. o co- @
i vado : na rna Nova, loja 11.16, de Jos Lili/. Ci
Pereira & Filho. ^
Vende-se a taberna n. 2 da ra da matriz ta
Boa-Vista, com quinhentos e tantos mil reis de fun-
dos, e em muilo bom local por ler frente para duas
ras : os pretendentes dirijam-se ra do Cabug, lo-
ja ti. 3.
Vende-se na toja n. la da ruc da Cadcia do Re-
cife, saccas de milho em portan, e a vonlaue do com-
prador.
*8@S:fi@@$
Palitos francezes de brimdelinbo, w
alpaca e panno lino. 9
jij Vendem-se palitos francezes de hrim de li- Z
ja nbo e brelanha a 33 e 43O0O rs., ditos de al- S
pacapreta e de cores a 8 e IO3OO6 rs.. dilos w
@ de panno lino prelo a 153, 188 e 203000 rs.; a @
W elles, que i vista do pre^o e superioridade da $9
9 fazenda, ninguem deixar de comprar ; na
run Nova, loja n. 16, de Jos I.uiz Pereira & S
9 r'ilhn. &
PARA A QUARESMA.
Vendem-se luvas de seda prela para homem e se-
nhora. lambem meias de seda prela para seuhoras,
Indo de muilo superior qualidade, e recehido pelo
ultimo navio de Inglaterra : no armazem de Eduar-
do II. Wyalt, ra do Trapiche Novo n. 18.
Calcado a 720, 800, 2,000 e 3,000 r*.,
110 aterro da Roa-Vista, loja defronte
da boneca.
Troca-se por sedulas anda mesmo velhas um no-
vo e cmplelo sortimento dos bem condecidos sapa-
loes do Aracaly a 700, 800. etc.; botina a 38000 rs.,
e sapaloes de luslre da Babia a 38000rs., ssiui co-
mo um novoe completo sortimento de calcados fran-
cezes de todas as qualidades, tanto para hornera co-
mo para senhora, meninos e meninas, e um comple-
to sortimento de perfumaras, ludo por preeo muilo
commodo, afim de se apurar dinheiro.
Calcados francezes de todas as qualidades.
Borzeguins, sapaloes, sapalos de lustre de entrada
baixa com salto e sem elje, bolitis e sapaloes de he-
zerro tanto para hotffem como para menino, e um
completo sortimento de calcados tanto para homem
como para meninos e meninas, ludo chegadn ltima-
mente e por preto muilo commodo, afira de se apu-
rar dinheiro ; no aterro da Boa-Vista, loja defronle
da boneca.
Vende-se um alambique de cobre com os seus
accessorios, com punco uso e por preco commodo ':
quem pretender, dirija-se ti ra Direila n. 81, loja
de ourives: .
Na ra da Senzala Vclha 11. 96, padaria, ven-
de-se \im escravo bom Irabalhador de masseira,moco
e de boa conducta, o que se amanea ; o motivo da
venda se dirao comprador.
Vendem-se sapatoes de bezerro fran-
cez a 5$000, sapatos de lustre para me-
nina, a800 rs., tamneos do Porto a 240
rs.: na Praca da Independencia, loja
n. 55.
Vende-se urna armacao nova, em
ponto pequeo, servindo para qualquer
ll&t&ffiXSES, que1e7do^efaU "^ = Da ** 0t
do, a tratar na Praca da Independencia"
loja n. ~
' LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Aos 20:000,000.
Na casa feliz, dos qua tro cantos'da ra
doQueimado n. 20, existe urna pequea
Dorcao de bilhetes, meios, quartos, oita-
vo e vicsimos da stima lotera do Estado
Sanitario, cuja lista chega ate o dia 27 no
vapor L'Avenir i a elles, se querem tirar
bom premio.
O Sr. Joan Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lera urna caria na
linaria n. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
J. Chardon abrir no dia 6 de marro um cur-
so de lingua rranceza, em sua nova residencia, ra
das Horesn. 3/, primeiro andar. Os exercicios Icro
lugar as 6 horas e meta da tarde as segundas.quar-
tas e seilas-feiras. '^
Pernambuco Brititb Clerks Provident
Association.
The pavmenk due on Isl March ill be received
on thal day belWeen the honrs of 5 and 6 V M, at
Ihe Booms of the Presiden! o the Association n.'H,
praca do Corpo Santo.Thomas Blakeley, Hon. Se-
cretar).
Lotera de N. S. do Rosario.
-Teudo licado 607 bilhetes inleiros por vender-se, na
importancia de 2:4283000 rs., e nao podendo o be-
ueliciado arriscar lao grande somma, o tltesoureiro
expata o andamento das rodas para 10 de marco pro
zimo vitidourn ; o reslo dos bilheles acha-se i ven-
da nos lugares do cosame.
Os abtixo assignados fazem scienle a todos os
seus (redores e devedores das lojas da ra do Cabu-
g n. "
(tro e!
lecido em 13 de fevereiro do correle, pretenden! os
mesmos abaixo assignados continuar com o mesmo
negocio debaixo da firma de Joaquim Marlins da
Silva i\ Companhia, sendo a companhiaa sna preza-
da sogra 1). Quiteria Marta de Jess por assim have-
rem conveuciouado. Recife 25 de fevereiro de 1854.
Joaquim Marlins da Silca, Quitea Mara de Je-
ss.
O secretario da veneravel ordem lerceira do
serfico padre S. Francisco desta cidade, faz publico,
de.ordem da mesa regedora, que a procisso de cinza
que tem de ser exposta vista dos liis no dia 1.0 de
marco prximo vindouro, transitar pelas roas se-
cundes :Cadeia. Collegio. pateo da mesmo, traves-
sa do Rosario, ra larga do Rosario, Cabng, ra No-
va, ponte da mesmu, aterro da Boa-Vista, praca da
mesma,ruado Aragao, paleo de Sania Cruz, roa
Vellta, oilao da matriz, aterro da Boa-Vista, ponte
da mesma, ra das Flores, Camboa do Carmo, paleo
do mesmo. roa de I lorias, Iravessa dos Martirios,
paleo doTer^o, ra Direila, ra do I.i\ ramelo, ron
do Qoeimado, ra das Cruzes, e se recolher a igre-
ja ; pelo que roga aos moradores das mencionadas
ras, Icnham a bondade de ornaran suas varandas,
e de mandaren! (impar a testada da roa de suas ca-
sas paca facilitar o transito da referida procissao com
a decencia que o acto exige.
1MA LEM BRANCA.
Roga-se aos Srs. M. O. M. e M. S. P. 11,, que ic-
nham a bondade de ira ra de Apollo ao caixeiro
que nao ignorara, pasaran a ridicula quantia que
devem, do contrario passarao pelo dissabor de \e-
rera seus nomes por extenso ueste Diario, e junta-
mente a quantia e o lempo que devem.
Dao-se 3OO3OOO rs. a uros sobre pe odores de
ouro ; na ra Direila 11. 127, se dir quem da
O Sr. Joo llatnillou lenha a bondade de vir
pagar ao abaixo assignado a quanlia que nao ignora,
no prazo de Ir es das, lindos os quaes ser jttslicado.
Jos Carloi ferreira.
: Na ra das Anuas Verdes n. 70, primeiro an-
dar, appreceu ura papagaio : quem fr seu dono,
dirija-se mesma casa, que dando ilituns siguaes,
lhe ser rfitrsida^.
- Meu irmao secretario, como eu se-
ja amante da minba. ordem, o goste que
os seu actos sejam brilbantes, vou lem-
brar-lhe a vossa caridade que nao se es-
queca de recitar pela folha o artigo''208
dos jiossos estatutos que nos impe, a'qtiel-
les rmaos que sem causa deixem leacom-
panbar a nossa procissao de cinza.Um
irmao amante da sua ordem.
Precisa-se alugar dous scravos
na ollicina de tamancos da ra dos Quar-
tes n. 16.
-wroy*ww VIV9VWWWVW
us mais ricos e mais modernos chapeos de
# seda e de palha para senhoras, se encontrara
9 sempre na toja de modas de madame Millo- $
J chau, no alerro da Boa-Visla n. 1, por om pre-
co mais razoavel do que em oulra qualquer fia
parle. .. S
@@ @@g3s
O 39 A, .
confronte ao Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peitavel publico, que alem dos biscoilos inglezese
francezes, conslantemente se encontrar vinte e lan-
as qualidades de bolinhos para cha, cavacas e pb-
de-I turrado, chocolale. miscelania, paslilhas, enlre
estas ostelaa-pimeola, umendoas ,e confeilos, ricas
ca vi odas para os mesmos, chocolates diflerentes, lu-
do em poreao e a relalho, e o melhor de lodos os do-
ces que se afllanra a qualidade, preco lixo he seu
cosame.
< Vende-se selim preto Rtvrado, de muilo bom
goslo, para vestidos, a 23800 o covado: ua ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se velas de cera de carnauba pura de
muilo superior qualidade: na na da Cadeia do
Kecife n. 49, primeiro andar.
~ Vende-se sola Loa em pequeas e grandes par-
tidas, cera de carnauba primeirn sorle, plles de ca-
bra de diversos pretos.esteiras de palha .lo carnauba
e penuas de ema : ua ra da Cadeia do Recife u. 49,
primeiro audar.
Vende-se urna canoa aberla de carreira, em
muito bom estado, e por preto commodo, assim como
um prelo canoeiro e serrador : os pretendentes, diri-
jain-se.-i ra do Cabug, loja n. 18.
Vende-se urna prela da Costa, de idade de 20
anuos, propria para servico de ra, saliendo engom-
mar, cozinhar, lavar de sabao.e.barrella, o lodo o ser-
vito de casa : a tratar na estrada le Joao de Barros,
quina do OII10 do Boi, confronte o sitio denominado
a Cscala.
-r Vendem-se no engenho Tapera, freguezia de
Jaboalao, bois mansos e carrejas para um boi'.' No
mencionado engegho appareceram ha das duas pol-
dras com os ferros P B : quem se julgar com direilo
a ellas, dirija-se ao dito lugar.
Vende-se um deposito de assucar com poucos
fundos, proprio para quem quizer principiar ; lam-
bem se vende smenle a armacao : 110 paleo do Ter-
co n. 13.
Na ra do Trapicbe, n. 11, ven-
de-ge cerveja de superior qualidade, em
gigos deduzia-; por preco commodo.
Vcnde-S! urna loja de fazendas em bom localj:
ncsla lypograabia se dir quera vende.
--Na roa dis Cruzes, 11. 22, vcnilem-se Iros pretas
crioulas, ciigonmadeiras, cozindeiras, coscm chao"
e lavain de salau, de honilas lisuras ; um casal de
scravos de ircia Idad. proprins para sitio, e um
lindo escravo (ardo, s|)aleiro, oplimn pagern, e de
muilo boa conlucta.
Na bolid da rna larga do Ho'sario
" >(!, de Hirtbolqmeti V. de Souza, ven-
dem-se pihias vegetaes verda'deirag, arro-
be 1'aHectear verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermifngo ingle/, (em vidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
llia de 1 at- 12 libras. O aiuiunciante af-
fianra a queminteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vende-s rapc'de Lisboa, o melhor que ha no
mercado, mais prelo e fresco do que o do contrato :
na ra do Crespo, loja de Siqucira Pereira.
Vende-se a taberna da ra eslreita do Rosario
n. 10, com poneos fundos e bem afreguezada para a
Ierra ; o motivo de se vender lie ler ntorrido a quera
ella perlencia ; quem a pretender, dirija-se confron-
te a Madre de lieos n. 22.
Ferna de mandioca
de superior qualidade, chezada de S. Malheus; vjen-
de-sc a bordo (o dale Social, fondeado em trente do
arsenal de guerra. 1
Gomma.
Vendem-se laceas com muilo ulva somma para
engommar e f.zer bollinhos: Na ra do Queimado,
loja 11. 14.
Excellente petisco.
Vendem-se ovas do serian muito frescaes e muito
barato : na ro do Queimado, loja 11. 14.
Vindem-serelogios deutiroc prata, mais
bardo de que em qualquer oulra parle :
na p-aca da Independencia 11. 18 e 20.
Na ra do Crespo, loja amarella n. 4,de
Anbnio Francisco Pereira.
Recebe porlodos os vapores v indos de Pars* lavas
de pellica de ;ovin, lnlo para homem, como para
senhora: prersiTuo-23000 rs. cada par.
" CHAMPAGNE
o mellior qus ha no mercado e por preco
commodo : na ruado Vigario, n. 19, se-
gundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro. '
Na ra do Queimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sortimento
de pannos pretos t caseuiiras de varios procos e qua-
lidades, e tambemcrles de rlleles decasemira pre-
la bordados, ililot de gorgurao preto de seda borda-
dos, fazenda mtiiVi moderna, chapeos a carij, dilos
com aba eslreila, los melhores que ha no mercado,
e promettem vencer por pregos muito commodos.
Chapeos prelos francezes
a carij, os meldrres e de forma mais elesanle que
lera vindo, c ouuoe de diversas qualidades por me-
nos preto que enioutra parte : na ra da Cadeia do
Recite, n. 17.
'8>?5jj@$@@-.@aa
-Legitima sara hcspanbola da melhor quali- g
9 dadeque aqu em vindo, dil um pouco mais $
9 a haixo, setim frelo para veslidos.trles de se- @
^ da prela lavrata para vestido?, fazenda supe- @
a^ rior, veludti pialo, chales e mantas de fil de '
seda bordados,romeiras de relroz prelo tam-
bem bordadas, meias de seda prela de peso, j*
9 tanto para liorrem como para senhora, e ou-
Iras muilas fmulas propriaspara o lempo da
quaresma ; n? na do Queimado n. l, loja
Depoato da fabrica, de Todo* o, Santo* na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aqnella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de s-
cravos, por pret;o commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela :
liarca Olimpia,Q scaitinle: saccas de farello muilo
novo, cera era srttrae e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra. novissima.
^) Os mais ricos e mais modernos cha- qpp
t,'A peo de senhoras se enconlram serfhpre (*.
*Pg na loja de madama Tdeard, por um preto ^rf
v^ mais ra/.ovel de que em qualquer oulra {&>
parle. g
Na ruada Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feij3o
muilo novo, ditas cora gomma, e velas de carnauba,
puras e cranoslas.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na prata do Corpo Santn. 11, o seguate:
viudo de Marst-illi-em caixas de 3 a 6 duzias, 1 indas
em novellos ecarreleis, breu em barricas inuijo
gTandes, ac de milaOsorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de trro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SEftHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantgem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, eni latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugue/., em casa de
N. O. Bieber & Companhia, n'a ra da
Cruz, n. 4.
%
VV
@ de Bezern &J
Vestidos d
Vendem-se o
vrada, bous fnsl
cada corte : ia li
Queimado n.29.
Vcnde-sesi
corles de seda pie
prelo proprio pa
que ha no morad
tas pretas bordad
peso c nutras mu
co muito comino
ra do Queimadoi
Na loja do
do n. 29, vende
rod 4 a I29OOO
orcira. 9
la preta a 18 vestidos pretos tle seda la-
do barato preto de 18SO00 ris
do sobrado amarello da ra do
rior sarja de seda hespanhnla ;
ivradn, fazenda superior; selim,
reslidns; velludo preto o melhor
tls pretos bordadosde seda, man-
de seda ; meias prelas de seda de
fazendas de seda, ludo por pre-
1 na loja do sobrado amarello da
SALSA PARRILUA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. I). Sands, chimicn americano, faz pu-
blico que lera chegado a esta praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelr os consu-
midores de lao precioso talismn, tle cSbir ncsle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumara Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mio daquelles, que antepoem
seas inleresses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen teniente aqu chega-
da ; o auuuticianic faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Concejero
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu noine impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involturio impresso do mesmo
Traeos.
(^ Vendem-se relogios-de ouro, pa
ten-te ingle/., por commodo pre-
*T co: na ra da Cruz 11. 20, casa de
(9 L. Leconte Feron ti Companhia.
o amarello na ruado Queima-
rior panno prelo lino de pre-
o covado; casemira preta els-
tica para lodo o jreto ; corles descollete pretos de
velludo com palnas bordadas a relroz ; dilos de se-
lim prelo e decasmira bordados ; velludo, preto su-
perior ; selim de Maco e outras fazendas, ludo por
pretos comraodos.
Vende-se cera de carnauba
Tasso Irraaos.
no armazem de
OO.
Guarda-roupa.
Vende-se ura guarda-roupa de amarello vinhatico,
obra mnito bem feita; na rita do Hospicio, sitio pas-
sando a casa do fallecido Arccnio.
NO CONSULTORIO HOIOPATHIGO
NAVALHAS A CONTENTO.
ChegjfraBr ltimamente navalbas
de barba, superiores a todas quan-
tas at agora se tem fabricado, por
serem de ac tao fino e de tal tem-
pera,queale'm de durarem extraor-
dinariamente, nao se sentem no
rosto na iccao de corlar ; saofeitas
jielo hbil fabricante de cutileria
que merecen o premio na exposi-
co de Londres, e nao agradando _
pdem os compradores devolve-las |
ate' ITidias depoisa compra, e se
lhe restituir o importe.
Vende-se ca^a estoj*de duas na-
valhas por SjJOOO vt., preco fixo :
no escriptorio de Augusto C- de
Abreu,, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
DR. P.A.LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
Tiomopathica tg- O NOVO MANUAL DO DR.
J All lt a Iradttzido em pnrlugnez pelo' Dr. P.
A.Lobo Moscozo, contend) om ac#esciino d im-
portantes explicates sobre a applicMpo das doses, a
diela, etc., etc. pelo Iradartor : qualrn voluntes en-
cadernados em dous 20$000
Diccionario dos termos de medicina, ckurgia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
n>lo JJOOO
Unta carleira de2i medicamentos com dous fras-
cos de lindaras indispensaveis H>000
Dita de 36..........459000
Dila, le 48 .........505000
Urna de 60 tubos com 6 frascos de linduras. 60SOOO
Dila de 144 cora 6 dilos.......1005000
Cada carleira he acompanhada de um exeraplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algi-
beira........... 85000
Dilasde 48 dilos.........I65OOO
Tubos avulsos de glbulos..... I&000
frascos de rneia onca de lindura 25000
Ha tarabem para vender grande qunntidade de
lubos de crystal muito lino, vasios e de diversos ta-
maitos.
A superioridade destes medicamenlos esl boje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. R. Osseudores que asignaran) 00 comprara 111 a
obra do JAlUt, anles de publicado o 4* volunie, pa
dm mandar receber este, que
augmento de preto.
No paleo do Carmo, taberna n. 1. vende-se ce-
ra para limai de cheiro a '.IU0 rs. a libra, e alelria
muito boa a iiU.
Vende-se o sobrado de dous anda-
res e sotao da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Gua
h. 4* : a tratar na ra do Collegio n. 21,
segundo aadar.
A 59000 KS. A PECA.
Na loja de Guimaraes& llenriqucs, ra do Crespo
11.5, vendem-se chitas de cores escuras, com tiili rs.
queno loque a peta, com 38 co vados.
Velas de carnauba.
Vendem-si'caKi ndas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaly, e por commo-
do preco ; na ro da Crnz, armazem de couros e sola
n. 15. .
Cera de carnauba.
Vende-se em poreao e a relalho : na ra da Cruz,
armazem de coans'estila u. 15,
* DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior polassa da ltussia. ches
gada ltimamente, e da fabrica no Rio de
Janeiro, dequaidade*betuconhecida, as-
sim como (al em pedra, chegada no ul-
timo-navio. ,
S Anaca de Edwla Mi,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calraon
& Companhia, acha-se coiislaulemenle ,bons sorli-
mentos de lains de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas moendas ludirs todas de ferro pa-
ra auimaes, aga, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos amanhose modelos osmaismodernos,
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam; quadrilbas, valsas, redowas, sclio-
tickes,, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Ha vana.
Vendem-se verdadelros charntos de Ilavana por
preto muilo cou>mado : na ruada Cruz, armazem
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa ,da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo poc preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-j
chen. i3, armazem de Rastos 1 rmaos.
. Com toque deavaria.
Madapolo largo a 39200 a peta : na ra do Cres-
po,'loja da esquina que volla para a Cadeia.
Urande sortimento de rlleles de fusiao supe-
rior, por diminuto preto; palitos de brim liso e en-
franjado de todas as qualidades e preros; pequeas
malas de cuuro. proprias para viagem ; ricas abutu-
adttras para cllele, ludo mais barato que em oulra
qualquer parle : na ra do Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, nrme-
nos preto que em outra qualquer parle: na ra da
Cadeia do Kecife n. 17.
Muita attenco.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
25400 a peta, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 112-varas, muito larga, a 29800, ditos
com81|2 varas a SJOOrs., corles de rneia casemira
para calca a 39000 rs., e oulras muilas fazendas por
preto' commodo : na ra do Crespo da esquina
que volla para a Cadeia.
Ao barato.
Na ra do Crespo 11. 5, ha um completo sorlimento
de loaUta* aoardanapos do Porto, pelos pretos se-
grales: guardanapos a 29600 a du/.ia, toaldas gran-
des a 49500 cada urna, ditas regulares a 39600, ditas
mais pequeas a 39200.
Vende-se um cavallo mellado de bo-
nita ligara, carrosa baixo, esquipa e he
muito manso, lemarreins e setlim novo:
a fallar na prata da Independencia n.
18 e 20.
Vende-se nina negra, crioula, de20 annos, e de
bonita figura ; na rita do Queimado n, i.
Vende-se um vestuario novo e rico, que anda
nao foi servido, para baile mascarado: na ra larga
.do Rosario n. 39 A, deposito.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
' das pretas e de todas as qualidades.
. Panno fino prelo a 39000. :!9200, 49500, 59500 e
69000 rs.. dito azul a 2800. 3200 e 49000 rs.. dito
verde a 29800, 3o60O, 49500 e 59OOO rs.o covado,
casemira preta enfeslada a 59500 o corle,-dita fran-
ceza muilo lina e elstica a 79500,89000 e 99000 rs.,
selim prelo maco muilo superior a 39200, 49OOO e
59500 o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja preta -imito boa a 23000 rs. o covado,
dita despandola a 2^600 o covado, veos prelos de fil
de lindo, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavradn
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que vnlta para a
Cndet .
DAVID WILLTAM BOWMAN>*nsenlieiro ma-
cltinisla e fundidor de ferro, mui \speitosameiile
aimuncia aos senhores propietarios (la engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, queoNeii/"esla-
belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
11a rna do Brum passando o chafaiiz, contina em
efleelivo cxcrcicio, esc acha completamente montado
rom apparelhosada primeira qualidade para a per-
feita confecra das maiores petas de roachinismo.
Ha di l i lado para emprehender quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attenca publica para as se-
grales, por ter dellas grande sortimento ja' promp-
to, em deposito na mesma fundirlo, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslranzeiro, tanto em precn como em
qualidade de materias primas e ina de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor conslrutaO.
Moendas de canoa para engenhos de todos os 'ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ouanimaes.
Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independeutes para cavados. .
Kodas dentadas.
AguilhGes, 4>ronzes e chumaceiras.
Cayilhoes e parafosos de todos os tamauhos.
Taixas, paroes, erivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a mad ou por aui-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de fogaoc tornos de far inda.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de hron/.e.
Bombas para cacimba e de r'epuxo, movidas a
mii>. por animaes ou vento.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hydraulicas ede para Tuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros d maOe arados de ferro, etc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' Recal-
mn le reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta ron fnrmidade cornos moldes e dese-
nhosremetlidos pelos senhores quese dignarem de
fazcr-lhe encomniendas, aproveilando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos a misos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que naO poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianta.
Na ra da Cruz n. 15, segando andar, ven
dem-se 179 pares de coturnos, de couro de luslre
400 dilos brancos e 50' dilos de bolios; ludo por
preto commodo.
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o sefuinle :pasta de lyrio florentino, o
melhor arligoque se condece para inipar os denles,
branquece-os e fortificar as geugivas, llenando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, lhnpa a caspa, e d-lhe mgico
luslre; aaua de perolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o roslo, assim co-
mo a tintura'imperial do l)r. tSrown, esla prepara-
rlo faz os cabellos ruivosnu brancos,completamente,
prelos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
pretos commodos.
Vendem-se lonas, brinzaO, briuse meias lo-
nas da Russia: no armazem de O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D.
Bowmann, na ra do Brum, passa
do o chafara continua" haver u
completo sortimento de taixas de ferro
funtjido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preCo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de ventp
eombnmbasderepuxopara regar borlase haixas
decapim. na lundicade i). \V. Bowman: na roa
doBrnnins. 6.8e0.
VLMI DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinlio do Porto, em
harrisde--., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, pu a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Pianos.
Os amadores da msica icham continuadamente
em casa de Brunu Praeger &Companhia. rna da Cruz
11. 10, om grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerentes modellos, boa constracto e bel-
las vozes, que vendem por mdicos preto; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
ANTIUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRLHA DE-BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attenca'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data des-
de 18*j, e tem constan temen le mentido a sua re-
pulaeo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuticios, de que as preparacOes de mrito podem
dispensar-se. succeuo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas ovejas, e, enlre outra, as dos
Srs. A. R. Sands, de New-York, preparadores
e proprietarius da salsa parrilha conhecida pelo -
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, e como 1180 o podessem obler, fa-
bricaran! urna imitacUo de Bristol.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. W D. Sands es-
creveram ao Dr. Bristol no dia 20 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, &c
Nosso apreciavel senbor.
Em-todo o anuo passadotemos vendido quanii-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vine, e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
quelles que a tem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muitissimo. S Vroc.
quizer fazer om convenio comnosco, eremos que
nos resollara muita vantgem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muilo prazer que Vroc. nos responda
sobre esle assumpto, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa seraelhanle, lerii
muito prazer em o ver em nossa botica, roa de Fol-
ln, n.79.'
Ficam is.ordens de Vmc.seus segures servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.c A anligoidade da salsa parrilha de L
claramente provada. pois que ella data desde I
e que aje Sands so apparecen em 1M2,-poca na
qual este droguista nao pode obler a agencia do Dr.
Bristol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol
he incoulestavel; pois que nao obstante s. concor-
reucia da de Sands, ede orna poreao de otraspre-
paratoes, ella tem manlido a sua repulaco em ooa-
si (oda a America.
As numerosas experiencias fcifas com o
salsa parrilha em lodas as eofertilidades
pela impureza dosansue, e o bom exit* obi
(a curte pelo Illm. Sr. Dr. Sigaad, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixo|o em sua cliuica
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm.
Dr. Saturnino de Olivara, medien do efei
por varios outros mdicos, permitiera boje de pro-
clamar altamente as virtudes efllczes da salsa para
rilda de Bristol vende-se a ,r "
O deposito desta sal
franceza da ra daCru
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos setihores.de engenho.
Cobertores escuras de algodao a.800 rs., dilos mui-
lo grandes e enrorpados a C-OO : na roa do Crespo,
loja da esquine que volta para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheirp, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.
A IgodSo de sarco,esirupira muilo enrorpado a 100,
120, e 140 janla: na ra do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
ff Deposito de vinho de cliam-
(^ pagne Chateau-Ay, primeira qua-
(A lidade, de propriedade do condi
^v de Mareuil, ra da Cruz do Re-
- cite n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
ft se a oSOO rs. cadacai.va, acha-
" se nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N. R.
9 As caixas sao. marcadas a logo
i$) Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.'
respeilusamente annunciam que o sea extt
tabelecimenlo em Santo Amaro, continua a^
cyn a maior perfeito e promptidao.toda a
de machinismo para, o uso da agricultura, nav
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico era geni, tem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqoi-
la na ra do Brum, alraz do arsenal de mariuha,
um
DEPQSrfO DE MACHINAS ,
oustruidas no dito sea estabelecimento.
All adiarn os compradores nm completo sorti-
mento de moendas de.cauua, com lodos os nielho-
ramentos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos 'airaos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presago,
taixas de todo tomando,lanto batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para condazir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada construcfo, fundos para
alambiques, erivos e norias para forualkas, e urna
infinidade de obras de ferro, que seria eufadonhn
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
iutelligente e dabilitacdi_^aziireceler todas as en-
coitimendas, etc., etc., que os angujiciantes contan-
do com a capacidade de suas otlicias e tnacuiuismo,
' PS comprometlem a fazer
execnurr, com a maiof presteza, perfeico. e exacta
conforraidadecora osmodelosonVfeseuhos, e instrac-
toes que lhe forem fornecidas-
Vende-se em casa de S. P. Jonh-
ton & Companhia, na ra da Senzala Nos
va n. 42.
Vinho do' Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris devquarto.
Sellins para montara, de homem e *e-,
nhora,
Vaquetaldelustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Oleo de linhaca em botijas. "
j Vende-sena botica de Barlhotomen F.de Soltza
na ra larga do Rosario n. 36.
FIAMBRE.
Na ra da Aurora, junto a fandico, vendem-se
presuntos para fiambre, garrarascura cidra, ditas com
limonada.
machina horinnlal para" vapor com forta de
i cavallos, cieos, passadeiras de ferro eslanhado
ira entregue senf para casa deiurgar, por menos preco que os de co-
k ore, esco vens para navios, ferro da Succia, e fo-
Vende-se o'engenho Limeirinha, situado a mar- ''
gem do Tracunhaem, com 000 bracas urna legua de fundo, cora as obras mais precisas, to-
das novas, eoplima moenda, rom bons partidos que
COMPRAS.
Precisa-se de um*bnmem
que entenda de plan-
tates para feilor de um sitio : quem esliver beslas
ciecomslaneias, dirija-se ra do Brum o. 28, fabri-
ca de caldeireiro. Na mesma casa acha-se m caixeiro
proprio para loja de fazendas, de que lem bstanle
pralica.
Dos fundos do sobrado n. 7 da ra do Vigario,
desappareceu honlem pelas 2 horas da tarde, om pa-
pagaio pequeo, levando em um do9 ps urna crren-
te de prata: quem o liver adiado e quizer reslitui-
lo, pod i leva-lo ao dilo sobrado, que ser recom-
pensado. Recife 25 de novembro,
ciaa-ie de um bolieiro para cocheira de car-
ros fnebres: no paleo do Hospital 0. W.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, 110 caes do Ka-
|>os, Iravessa do Carioca.
Na'roa do Crespo n. 10, segundo andar, com-
pra-se tima escrava que seja de boa conduela, e en-
end bem de coziuha, engomniado e costura.
Compra-se em segunda mao o diccionario de
Moraesda ullimaedicriio, e que esteja em bom es-
tado ; na ra do Crespu 11. 23.
VENDAS
Novo telegrapbo.
Vende-se otroleiro do novo Iclegrapho que princi-
piou a ter andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
cada um: na livraria n. ti e 8 da prara da Indepen-
dencia.
cora 2 carros e iquarlns podem moer al 2,000 piles
o que be de grande vanlacem paraum principiante.'
lie deuplimo assucar e de boa produce,), lano de
canna romo de legumes : vende-se com alguiu di-
nheiro .1 vista, e o mais a pasamento conforme se
poder convencional- : os preleudeitles dirijam-se ao
nuenliii Tamatape de Plores.
r\RUILHA.
DE
As numerosas experiencias feilas com o uso da
alsa parrilha em lodas as enferraidades, originadas
pela impureza do sansue, e o bom exilo oblido na
corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaad, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixolo em sua clinir.i, c eni sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illiri. Sr. Dr.
Saturnino de Olivcira, medico do exordio e por va-
rios oulros mdicos, permitiera boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PAB.KILIIA
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa conten duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Bristol lie garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
O deposito desta salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente ao cbafariz.
AVISO JURDICO.
A segunda edictao dos primeiros elementos para
ticos do foro civil, mais bem corrigida eacrescenta-
da, nao so a respailo do que a'.leruu a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, interloculorias e di-
finilivas dos julgadores ; obra essa 15o inleressanle
aos principiantes em pralica que lhes servir de fio
conductor: na prata da Independencia u, 6 e 8.
Ibas de flandris"; tudo por barato preco
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma
zeta deHenrique tbson,
vendem-se rehgios de ouro de sabonete, de patente
iimle/., tl re, por pryo coniniodo.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem 11.1. lia para vender muilo nova polassa
da Russia. al africana e drasilcira, era pequeos dar-
risde anda;; a boa qualiilade e preros mais ba-
rato* do que e n outra qualquer parle, se allianraiii
aos que pretHarem.contprar. No mesmo deposito
lambem lia larris com cal de Lisboa em pedra, pro-
ximainenle llegados.
Vend>*e a verdadeira salsa parri-
lha de Sanos: na botica franceza, da ra
da Cruz, en frente ao chafaiiz.
VKHO CHAMPAGNE.
Superiot vinho de Bordeaux engarra-
fado ; venle-se em casa de Schalbeilln
& Companlia, rita da Cruz n. 58.
Vendemse na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas oirs de laliyrinlbo feilas no Aracaly,
constando de toalbas, lentos, coeirds, rodas de
saia, etc.
FA1INHA DE TRIESTE.
rimeira qualidade.
Tasso Irmao avisara aos seus freguezes, que lem
para vender druida de trigo chegada ltimamente
de Trieste, scido a nica nova que daquella proce-
dencia existe 10 mercado.
Vendem-se pianos forlcs de superior qttalida
de, fabricadospelo melhor aulor hamburgoc. na
roa da Cruz i, i.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-'
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada receitemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Conipaitlna.
SCRAVOS FU<
Vendem-se cobertores de.-ilgodo grandes a (10
rs. e pequenus a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12. *
Vendem-se pregos americanos, em
barris, nroprios para barricas de assu-
car, e avaade dezirico, superior quali-
dade, por piceos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 10. s
TAIXAS. DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tamban no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinha lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se um grande sitio na estrada dos Ale-
los, quasi defronle da igreja, o qual tem muilas ai-
vores de frurlas, Ierras do plaiilaccs, baixa para
capim, o casa de vivenda, com bstanles comino-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
entender-se rom o Sr. Anluniu Manoel de Moraes
Mesquila Pimentel, ou a ra do Crespo u. 13, no
escriptorio do padre Aniouio da Cunha e Figuei-
redo.
Na rita do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flauella para forro desellins, che-
gada rccenleraente da'America.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
EC0MP1W4;RI'4DO TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinte :
Balancas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galiics.
Champagne, marca A. L.
Oleados para mesas.
Tapetes de lita para forro desalas.
Copos e calix de vidi-o ordinario.
Formas de lolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Aro de Miluo sortido.
Carne devacca em salmnra.
Lonas da Russia.
Espingaraa de caca- .
Lazarinas e-clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
La tao eni folha.
Brim de vela, da Russia, '
Cabos de lnho da Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de Hatnburgo (novo).
Relogios de ouro, Jabonete, patente in-
glez. .
Craxa ingleza de verniz para arreios.
Atoraos papa um e dous cavallos, guarne^'
cidos de prata ede lalo
Chicotes e lanipefiespara carro e cabriolelj
Couros de viauo de luslre para coberlas.
Caheoadas para montara, para senhoi-.i-
Espoi-its de ac;o prateado.
Couro de lustre
do boa qualidade: vende-se por menos do que em
oulra qualquer parle para liquidar cotilas : na 1 ua di
Cruz n. 10.
01)ras de ouro,
como sejam: adereros e meios dilos, braceletes, brin-
cos, allinetes, botoes, aunis, corrcnles para relogios,
ele. ele, do mais moderno goslo : vendem-se na ra
da Cruz n. tO.casadeBrunnPraeger & Companhia,
MOENDAS SUPERIOIU.S.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
Desappareceu no dia 22 do corren le um mole-
que crioulo de nome Maooel.de idade 15 anuos pen-
en mais 011 menos, basfanle feio, com de a-fal-
la, que be um pouco faudosa.e 2ago : levou 1 alia e
camisa de riscado de algodaoy-quemo apprefi
le\e-o a ra de Apolbi n. 70, segundo andar, que
era geuerosameule graT to.
50,fe i l-s.
Desappareceu ha qual. hezes do poder do abaixo
assignado, um seu escra^^ nome Venancio, non-
io, de 30 anuos de idad'jr'pouco mais ou menos, es-
tatora regular, olhos grandes, ps largos c limpos,
denles alvos esadios, sem lersignal de ter sido casti-
gado, moderado no fallar, porm ladino e desemba-
razado, e bem suissado : roga-se a qualquer pessoa
ou capules de campo que o pegaren), levarem ao en-
vendo novo delloita, comarca de Pao d'AIho, ou na
ra de Apollo 11. 2, ao Sr. Jos da Silva Loyo, que
receberu OOOO rs. de grlificao. Suppoe-*e ter
ido para os lugares du Cabo onde ja foi urna vez.
Joaquim do'llego Barros Pessoa.
Est fgido desde o dia 18 de fevereiro o prelo
ManoeL crioulo, de idade 30 anuos, bailo, grossso do
corpo, com marcas de beiigas no rosto e falt
denles na parle superior; descona-se ter ido par o
Cabo: rogase a quem o pesar ou delle der noticia
dirija-se 1 rna do Brum n. 28, fabrica de caldeireiro'
que ser recompensado.
Na uoile do dia 21 do corrente mez de fevereiro
desappareceu um moleque, crioulo, de tiuiue Joao
de l:t a l anuos, levando camisa e calca de algoa*o'
azul, com os siguaes scguinles :cor fula, cheio do
corpo, n'uma das orelbas tirado um laco, be um lan-
o barrigudo c bcalunlo, e lem a falla descansada ;
sii|ipoe-se eslar iurlado ou desnorleado, em raza de
ser do malo ; roga-se pois as auloridades,\apitesdi
campo ou compradores do scravos, o favor de man-
dar tavar o dilo moleque na, ra de simia Rilan.
i, mide so pagarao as despezas e gralilicacSo, con-
lorme for a entrega.
150#000 rs. de gratificacao.
A quem apprehender o pardo Slarcelioo, de idade
pouco mais ou menos 40 airaos, algum lano claro,
estatura regular, bastante barda, com signae* de fel
ridas as pomas. He natural de Pernambuco e en-
lendealguraa cousa de fabricar assucar, e do officio
de a I faiale. Esle escravo fui de Joaquim Marques fls
Cruz, ehoje he de Joaquim I.uiz Pereira Nones, mo-
rador no lugar denominado Uabia Formo,. lernio
da cidade de Cabo Fri. Nu raso de dilo escravo ser
appreheiiilido para o lado do norte, por |er j s,lo
\islo no lujar chamado llab.ipuana, que lira eo nar-
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro' acha-se- pav:. vender ara-
dos de ferro de svfperior qualidade.
\ inlioBoixleaux.
Brunn Praeger & Companhia, ra da Crnz n. 10,
receberam ltimamente SI. Julien e M. margo!, m
caixas de unta duzia, que se'recommendam por suas
boas qualidades.
te de Campos, sera remellido para o R0 de'3ueiro
a enlreaaraoSr. Bernardo A Ivs Correa de S na
rna de S. Pedro 11. i l>, o qual esl autorisadp 'nar-,
o receber, e pagar loda e qualquer despeza quTsefj'
ra a lal respeilo, ou a sen senbor, no lugar cim.
indicado, e nesla cidade de Pernambuco a Amo
Irmiin, na rna da Cruz n. 3.
_ Desappareceu, indo vender frutas em um la-
boleiro, o da Lulo crreme, a prela, crioula, de no-
me Atina, altura regular, magra," com grande falla
de denles, pelo que IohTos |ilhos abatidos, o ve.,Ue
uro pouco cresci^-Tem eslar prenhe, os dedos mini!
mos dos pes Virados para traz, tem marcas de foveiro
em urna ou ambas as pernas, reprsenla mais idade
do que lem pela falla dos denles ; levou vestido de
dula e panuo da Costa, gosla muito de agurdenle
e por isso pode ser pesada em alguma taberna a Jijo
estaracnitada por alauem, conlraqnem si proceder
com loda forra da lei: quem a pegar ou der noticia
certa della, receber 208000 rs. do seu legitimo se-
nhor, no seu sitio na estrada nova, e diente da Mag-
dalena, primeira casa azul.
Esl fgido desde a noile de 18 do correnlo
mez. o prelo crioulo, de nomo Manoel, de estatura
regular,' cheio do carpo, rara heiigosa, com falla de
quatro denles na frente superior : roga-se a qoem o
pegar leve a fabrica de caldereiro da na do Brom
11. 28, que ser recompensado.
Ftm.t-Tjn.naM. T, ararla.-UM,
t m.


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