Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07570


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Full Text
AN/N XXX. N. 47,.
"
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
V
SEGUNDA FFIRA 27 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscrpt
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
ltecie, o proprieUri M. F. de Faria; Rio do. Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquini Bernardo de Men-
douca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Ma-
lal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de limos Braga; Ceara, o Sr. Victoriano
AugustBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
t.AMtiIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1500 *
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95porcento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companbia de Beberibo ao par.
da companbia de'seguros ao par.
Disconto de leUras de 1 i a 12 de rebate.
METAES.
Ouroi Oncas hespanbolas. 2835500 a 295JOOO
Miicilas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala- Palaces brasileiros..... 19930
Pesos colurnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15. i
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira as 4 horas e 30 minutos da larde.
Segunda s 4 horas e 54 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civet, segundas e sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIEMERJDES.
Fevcreiro 4 Quarto crescente as8 hora,, 18 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
13 Luacheiaas4 horas, 14 minutse
48 segundos da manha.
20 Quarlo minguante as 8 horas 25
minutos o 48 segundos da manha.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
parte ornan.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expeditas, m U 32 fererelro a* 1854.
Portarla. O presidente di provincia, leudo em
viata o ofticio que em 8 do correte Ihe dirigi o di-
rector das .obras publica), communicando nilohaver
o arremtame dos coitcerlus da cadeia do Bonito,
Jos Vieira de Helio, concluido aquella obra dentro
do praio marcado ero sau contrato, e bem assim a
infnrniacao que a respeilo deu o inspector da the-
souraria provincial em 18 do mesmo mez, resolve,
nos termos do art. 32 da lei n. 286 de i" de maio de
1851, multar no mencionado arrematante naquan-
lia de 19:898 8|10 correspondente a dcima parle lo
valor da arrematarlo, Meando de maisrespontavel
pelo excesso de despeza que se lizer com a concluso
da supradila obra, aquel deve ser fcila por adminis-
Iraego.r'izeram-;e as necessarias cominunicaroes.
Dita Elevando a 2JO00 rs. o jornal que actual-
mente percebe nos dias, em que Irabalha, o meslre
da alucina de carpios do arsenal de martnha, Joo
Paulo dos Sanios.Igual acerca de Mauocl Clemen-
te de Santa Rosa, mestre da oflicina de pedreiros.
- l'izeram-so as necessarias cumuiuuicacoes.
23
Onicio Ao Exm. presidente do Rio Grande do
Sul. acensando recebidus os dous esemplares queS.
Es. remelteu da cotleccao dos actos legislativos pro-
mulgados pela asseroblca daquella provincia, na sua
sessio 'ordinaria do anno pasudo.
Dilo Ao Exm. mareclial commandanle das ar-
mas, inteinrndo-o deliaver, em vista de sua infbr-
$6, deferido o requerimento em que o 2. cadete,
2. sargento do 9. balalhao de infanlari, Vicloria-
onio de Moraes da Mesquila Pimenlel, pede
servido, offerecendo em seu logar o solda-
imo balalhao, Nazareo de Miranda, que ja
ampo porqneten obrigado a servir, e au-
a mandar partir escusa ao referido ca-
dete, fazendo-c as convenientes declara (oes nos as-
sentameutos do_sabreditn roldado.
Dilo A? mesmo, communicando haver o juiz
municipal do termo de Santo Anteo, participado
que foi pronunciado naquelle juizo o soldado do 2.
batelbio de infamara, de nomo l.ihurio, por estar
incurso no art. '201 do cdigo penal.
Dilo Aocngenlieirn encarregado das obras mi-
litares, para mandar fazer com brevidade os concer-
t* de que precisa a cozinba do hospital regimental.
Parlicipou-se ao mareclial commandanle das ar-
mas.
DiloAo director das obras publicas, concedendo
a aotorisacAuJque pedio, para mandar lavrar o termo
de recebimento provisorio da obra da parte do caes
de Apollo, visto achar-se ja concluida, e em esta-
do de ser provisoriamente recebufea^Ninlelramlo-n
de haver expedido ordem a tliesouraria dN^zenda,
para pagar ao arrematante da mencionada qb/a a
importancia da 3. preslarao, a que elle lem dircilo.
Ofticiou-sc neste sentido mencionada (hesou-
raria.
DitoAo commandaule do corpo de polica, para
mandar postar, boje, as t horas da tarde, em .fren-
te do edificio em que est o collesio das orphaas, urna
guarda de official c msica do corpo a seu comnian-
do, as quaes deverao conservar-se all, emqnanlo
esliverem aberlas as portas do mesmo collegio, visto
ser lioje o anu versarte da installarao daquelle esta-
belecimenlo.
Dito Ao inspector da lliesouraria provincial,
transmittindo pira serv ir de base a arrematado da
obra de nm acude m povoacao de Salgueiro, copias
do orramenlo e clausulas que para esse fim appro-
vou.Communicou-se ao director das obras publicas.
Dito Ao mesmo, para que, i vista da conla que
remelle, mande Smc. pagar aos negociantes N. U.
Bieber & C.', a quantia de 6059700 rs., em que im-
portan! as 18,000 tenas de louza mandadas vir para
a obra da casa de delenrao, as quaes ja foram en-
tregues ao director das obras publicas. Comrouni-
cou-se a este.
Dito Ao mesmo, aulorisando-o, de conformida-
de comeirt. 89 doregnlamenlo provincial de 12 de
maio de 1851, a mandar pagar ao professor parli-
eulir de primeiras lellras da comarca do ltio For-
mosu, Manoel Jos de Faria SimOes, a gritilicarao
fie cem mil ris, vislo ter ello reunido na sua aula,
em o atino passado, cincoenta alumnos de boa fre-
qnencia e nolavel aproveilamento. Paricipou-se
j. aogim. director geral da iiulrucc publica.
Dilo Ao juiz municipal de Isuarass, -devolven-
do o requerimento em que Francisco Xavier Caval-
canli pede ser confirmado no lugar de escrivo do
civet e labelliao de olas daquella villa, afim de
" "cjffe sejampreenchidas as formalidades do decreto n.
817 de 30de~gnslo de 1851, conforme se determi-
na no aviso que remelle por copia.
Dito Ao engenhoiro Henrique Augusto Milet,
acensando recebido o uiappa, que por despacho de
8 do crrenle foi entregue Smc.
Dilo Ao commandanle superior da guarda na-
cional do municipio do Olinda e Iguarass, com-
municando que, por decreto de 18 de Janeiro ultimo,
foram nomeados ofliciacs do eslado-maior da mesma
guarda nacional os cidndos mencionados na re i-
cao, que remelle por copia, e recommendando qi...
viiU das olas, que umbem remelle por copias,
* ordene aos uomcados que tratera qunnto antes de
pagar na recebedoria de rendas internas desla pro-
vincia osdireitos e emolumentos correspondentes s
suas patentes.Olliciou-se neste sentido thesoura-
ria de fazenda.
ItelarSo a que te refere o officlo tupra.
Majorcs ajudantcs de ordens, bacbarel Joo Ca-
valcanli de Albuquerque, Salvador Ilenriques d'Al-
buquerque.
Capillo secretario geral, Eduardo Daniel Caval-
cantl Vellez de Guivara.
CaptlAo quartel-meslre, Francisco das ('.hagas Sal-
gueiro.
CirurgiAo-mnr, Francisco Jos do Amaral.
Portara Ao agente da companbia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para a curte, por
conla do Enverno, no vapor que se espera do Norte ao
ex-cadele Joao Loiz Pereira do Lago.
EXTERIOR.
PORTUGAL.
Situarlo geral de Portugal em 1852. 6 governo
p os partidos. SessAo legislativa de 1852, disso-
lurao ilas cmaras e elcieocs.Sesso de 1853.
Medhlas diclatoriaes.SiluacAo financeira e ma-
terial. ConversAo da divida. Decreto de 30
de agosto de 185:2 sobre o banco de Portugal.
Orramenlo de 1852 1853. Caminbos de fer-
rb. Kelarcs exteriores. Questo rom o Bra-
sil. Tratado de commercio com a Frailea.
Concluso.
Muilos laros, mullas (radioues, militasanalcias e
siiliilarinlades de inlcresscs pareciam dever ligar
Porlugal a Ucspanha. Enlr os dous paizes que
fnniiam essa pennsula rujo vrtice be formado pe-
los P> reos, e cujas costas so esteudem ao mesmo
lempo sobre os dous mares, o Mediterrneo c o
Ocqano. ha loda\ia quasi tantas raz&cs de separa-
ran e de independencia mutua quantas de uuio
poltica. A priincra de todas lie a permanencia de
una narioialidade mol distincla, mu persistente,
que al se lornounvcjnsasnb o iin|ieriodasrccorda-
Ces da anliga supremaca hespanhola. Inreliz-
rociile esta nacionalidade mu real jii nao possue o
nicsino luslre que outr'ora. J n.lo possue para
alimeula-lo o maule-lo esse anlor de expediees
lougiiiquas e de conquistas que por um momento
fez do po\o poilimuez o feliz suserano das mais vas-
tas e das mais admraveis posscssOes coloniaes. Re-
collihlo srailualmenle sobre si proprio, Portugal tem
seguido a ucsma marcha de decadencia que a
Hcspanha, e quaudo ueste scculn elle sciilio a neces-
sidade de se reformar, esse trabadlo de decomposi-
cao lotiinu Urna nova forma, a das guerras civis e
das re\olucoes. As revolucOes salo viudas a com-
pletar a ruina de Porluaal. Imilarocs eslranaeiras,
paixes anarchicas, subloaoes militares, bufe islo
se confundi. ludo islo nao tem passado de sympln-
ma ilo limita lassidSo. de inuila importancia que se
vai alliando a un sentimcnlo twlava grave da ne-
ci'ssiilade de tima transformarlo. Ninaucm ignora
que no meio dessa confusAo se ilcseiivolvcram diver-
sas leudeucias, di\ersos-parldos que triumpliaram e
succumblram sucressivnmcnlc. O miguelismo licou
como o typo do alisolulismo anligo; o carlismo lor-
nou-sca Jiandeii-a de um liberalismo conservador e
inomtrchico sob os auspicios (|0 una consliluirao
muilerada; o septembrismo lem elevado ao excesso
todos os inslinctos, todas as doulrinas revoluciona-
rias c neiii mesmo recuou cm cortos momentos ail-
lo as perspectivas da republica. Algiimas vezestam-
bem, assim como boje, se lenlou alguma cousa que
nao he uada de ludo sso e que he um pinico de lu-
do isso. As mais das veres, o exercito, um exerrito
mal |iauo o anarciico. lem iulervindo para favo-
recer una ou outra deslas combinar.ocs c resolver
s crises. Colloquem-se lodos estes elementos'cm
lula no meio.da incandescencia das paixes e la socdemadminislraliva, c cisahi toda'a historia con-
tempornea de Portugal. J se tem narrado .lign-
inas deslas agitarnos ; (cm-sc mostrado lamban al-
gumas las IcuLalivas .mais enrgicas ira crear um
estado mais normal, teulativas que at o presente
tem infelizmente lirado iufruclifcras. Toda a gen-
te srtbe que foi ile una deslas coinplicaroes que nas-
ceu a siluacao actual de Portuaal; remonta a revo-
lucao de 1851, que collocra o mareclial duque de
Saldanha frente do poder.
A fallar a \enlade a historia de Portugal em 1852
nao passa do desenvolvimenlo desla siluacao origi-
nal. O feliz chefe do movimcnlo ilo Porto lornou-
se depois desla poca a alma do governo. Durante
esles dous anuos, tem exerado uria dictadura quasi
completa, iuterrompida somenle por urna curta ses-
sao legislativa em 1852, e que, continuada depois
de urna dissolui-Ao doparlameuto, apenas se lermi-
iinii com a alierlura ilc novas camaras.no romeco de
1853: ii'uins palavra, dicladitra que nao tem sido
inactiva c que tem locado cm lodos os inlcresscs.
De uada menos se com|ne o seu balauro do que de
duzeiilos e Irlnlu e rinco decretal, desde o que
sanecionava todas as nnineacos para empregos pu-
blicos feilas pelo mareclial de Saldanha. no Porto,
at o decreto de fll do dezembro de 1852, que subs-
lituc una ronlrburAo territorial directa a ccrlo nu-
mero de imposios uiitigos. Mas cm que condiOeso
duque de Saldanha subir ao poder e nelle se lem
conservado ? Ncslc ponto he que se verifica o que
limamos aren-a do carcter complexo e incerto da
polilica que preside depois de dous anuos aos desti-
nos de Porlugal. He com acnadjuvacAo do selera-
brismo, isto be, do partido que mais tende para aic-
volucAo, que o vclbo mareclial Tazia, em 1851. a
conquista do gov erno. Significara isto que elle tosse
cssciicialinciilc o hoincm deste partido o que se
propozesse fazer prevalecer as suas doulrinas Kap
ha nada disso: o seplembrismo puro possue os seus
chefes naluraes mui diHerentcs do duque de Salda-
nha ; lem ideas c impulsos seus proprios, que eslAo
longe do ter sido semprc seguidos depois de ccrlo
lempo. So leve o ar victorioso, be porque pri-
incra vista qualquer movimcnlo revolucionario Ihe
parece tima Iwa fortuna, porque a queda dos seus
-><
0 MAIZO TERRESTRE. (*)
(Por ,.)
IX
{Continuaran. I
Bernardino acliou Mauricio anda adormecido na
esleir, e no Ihe cuslnu muilo acorda-Io; purque
un longo somnodissipra os vaporess ca embriaguen"
Nanea eslupefacrAo semelhanle hrllmu no sem-
blaule de un liome'm acordado O marido de Elora julgav ronlinuar nm sonho ;
elle eucaravaa Bernardiiio, nlhava em lomo de si,
frrhava osolhos, lornava a abri-los, pronunciava mo-
nns\llabos gutluraes ; mas por fim-cedeu aos esfor-
ros de duas roaos vigorosas, que o levantaran! c po-
zerain cm p.
Os primerosclares da aurora alvejavam as vidra-
ras, e dvam a csa scena um carcter sem nnme.
Minha roulhr 1 Taee foram as primeiras pala-
vras que Mauricio pronunciou dislinclatnente, e a
nllnia nevoa da embriaguez evaporou-se em urna
riipeAo de lagrimas.
Sua malher! disse-lhe liernnrdino com bran-
dara ; esl em sua casa, e uilo corren perigo ne-
nlium.
E onde estou eu ? pergntou Mauricio com os
olhos espantados.
Vmc. passou a noile em Porto-Natal.
-i Em Porlo-Natal! exelmou Mauricio com um
accentu de desespero; e he dia Meu Dos! tende
piedads de minha mullier 1
Tranquillise-se, dlssc-lhe Bernardino, e nza-
me.....O senhr cabio em urna citada horrivel.....
mas a Providencia salvou-o, e salvou tsinln.ni sua
ni ii I he r.
Oh 1 estarc bem acordado! eulaniou Mauricio
mordendo os pniihos.
() Vide Diarlo u." ii.
Sim, o senhor passou a noile aqu, e l.ielor
Adriaccn uproveitou-se de sen somno para entrar
em su hahitaco.
Oh! se Vmc. mente, malo-ocnmo nm cao ex-
clamen Mauricio.
O que digo he verdade ; l.ielor Adriaccn qoiz
linearme a acc.nipanlia-lo para ajuda-lo em seu
e\et ravel desisnio, e en acompanhei-o.; mas para li-
vra-lo de nm criinc. Elle nao quiz ouvir nada, en-
lao ahandiinei-o i sua desgrarada sorle, disse-lhe o
ultimo adeos na grade, e naonruarci mais a ve-lo.
ila duas horas que elle deixou de vi ver; Nabab ma-
lou-o!
E o senhor vio isso? perauntoii Mauricio com
nina expresan de terror, de alegra e de pedade.
"*S< Nao vi; mas ouvi, e de noile meus ouvidos sAo
olhosV
Ettio vamos, vamos, lornou Mauricio com
gettoj convHlfivos, que fazemos aqu"'... Meu lieos!
minha miithc-rlsiiiinlia pobre mullier'...... deixe-me
ir ; veoha comigolv.
Sim, vou ncom'panha-lo al grade..... lenho
DBilas romas que dizer-llie anda...
O senhor m'as dir no camuho, inlerrompeu
Mauricio com viveza, e logo enlrou no vestbulo,
abri precipitadamente a porlai c tomou a estrada
da fazenda. \
Bernardino seguio seu passo rpido para ir ao lado
delle, edisc-lhc: S
Eis urna cousa mui grave temos boje venc-
mente* enormes, e l.ielor, como sabe, leva sempre a
carleira comsieo; ora...
O diabo leve o commercio I disse Mauricio.
Sim, lornou Bernardino, sou de son opinio, o
diabo leve o commercio, amanhaa, sim mas hoje
he preciso pagar o que devenios.
Que mizeravel! disse Mauricio; lembro-me
agora, era ellequeenchia-meocopo- cadasade 1...
Vmc. diz que elle est morto?
AlTlaiico-llie que sim, demais Nabib nao gra-
ceja.
Tanto peinrl eu quererla acha-lovivo; sua
morle me perlenrn.
Vmc. sabe quantas lellras foram sacadas sobre
nos"! disse Bernardiuo^o qual voltava sempre sua
idea.
Sacaram lellras? Ab!... maldito seja odia em
adversarios mais decididos era cm definitiva um
facto adquirido, c cm fim porque poda esperar, mo-
derandoo. um pomo e usando de habilidad.', lor-
iiar-sc de simples auxiliar, o protector e o senhor
do governo para cuja fundarAo havia contribuido.
Neste ponto somenle foi que o velho mareclial por-
tuguez o embargou depois de se ter servido de_lle
como de um instrumento de destruirlo: Como
nAo fosse septcmbrisla por seus antecedentes, por
suas tendencias, por seus hbitos, o ebefe do movi-
menlo de 1851, naodeixava de estar todava cm an-
tagonismo directo com o partido opposlo, o parlido
carlista, derribado por elle do poder na pessoa do
sen chefe mais eminente, o conde de Thomar, de
modo que entre as duas grandes fraccocs politcas
de Portugal o duque de Saldanha nao eslava real-
mente com nenhuma dcllas : dahi resullou casa si-
tuacAo eslranha cm que se nchoii obrigado a incli-
narse alternativamente para una ou outra opiniAo,
apoiando-se sobre o septembrismo quando a opiniAo
carlista se tornava ameacadora, aproximando-se do
carlismo, quando os scptcmbrislas tendiam a domi-
na-lo para alisorvc-lo. i Nada explica mclhor as di-
versas variacocs do gabinete porluguez ha cousa de
dous anuos, c as medidas surcessivas que tomou.
Estas medidas liveram por abjecto dar salsfai-Ao
a certo oslo de progicsso pelo que se dcnomin'ou
o acto addrional Carta, por meio de algumas re-
formas administrativas e econmicas, e a final de
conlaa ficaram, ab menos sobo aspecto poltico, cm
limites mui moderados, taes que o espirito conser-
vador nao pollera lemer; o seu maior defeito he ser
o premio ou o resgate de urna rcvoluc.Ao. Quau-
to aos proprios partidos as suas relacoes com o go-
verno oriundo da insurreicAo de 1851, qual lem si-
do o seu comporlamcnlo'; Pode ser resumido mui
succinlamcnte. Ao passo que nos dous campos, con-
servador e progresista, entre- os quaes se divide or-
dinariamente a opiniAo publica, pernianonan dous
ncleos i(e opposirAopcrsistenlo,umaporcao cons-
deraveldoseptembrismose una aoduquede Saldanha
porque nelle via o vencedor do Porto c o Iiomeiu
molino lalhado para impedir que os carlistas puros
subissem ao poder, e por burro lado urna uolaVcl
poroso do carlismo, sa associava da mesma sorle ao
no\o governo por que achava nelle urna garanlia
con Ira os excessos, do seplembrismo. Esta ultima
porrAo se compoz especialmente ^o grupo carlista
que,romper com o conde Thomar antes da insur-
reicAo de abril de 1851. Foi assim qne na accAo
do L'n\ erno. assim como na arcan dos par ido. lu-
do concoma para crear esla siluacao neutra de que.
aliamos, osla pelilica que algumas vezes se chama
iim sxslema de fusao, de ronriMacan, e que para
Ihe dannos um nome mais simples, he una polti-
ca de terrero partido. Resta a saber se o duque
de Saldanha ter liom xito nesla empreza cm que
tem naufragado lautos oulros politicos mais habis,
em todos os paizes. *
Em substancia, releva confessar que o elemento
que lem caminhado iiicessanlcmciite para lomar a
ihanlera no governo porluguez lie o elemento car-
lista. A' medida que a gente se afaslava'da poca
insurreccional, o seplembrismo desappareria do ga-
binete do duque de Saldanha : primeramente se
deu a retirada do inarquczdc l.oiiIodoSr.Franzini;
mais reccntcmeulc outro seplcmbihla, o ministro
jla juslica. o Sr. Luiz de Seabra. se rclirou igual-
mente. As causas da retirada do visconde de Al-
meitla Garret do- ministerio dos negocios eslrangei-
ros, uilo lem nada que perleuea polilica interior.
A mor parte dos ministros que restam boje no ga-
binete de Lisboa sao de origcm cartilla, e quasi que
no he jmpossixel que o duque de Saldanha, as es-
collias que alada tem a fazer para preneber varios
pastes vagas, volle para o septembrismo. Depois do
>clho mareclial, o bomcm seui duvida mais conside-
ravel do gabinete [lortuauez be o Sr. Rodrigo da
Fonceca MagalhAes, mnislro do iuterior ou do re-
no, e he um antgo (artista. O Sr. Rodrigo da
Foncera he urna das notoriedadesdo parlido conser-
vador ; al passa por tAo capaz em corto sentido co-
nloo conde de Thomar; possue oque este ultimo nAo
possue no mesmo grao, a placidez, a inteligencia re-
flwlida das quwloes polacas. Elle nao lem oque
o Sr. Costa Cabral possue cima de ludo: o vigor de
carcter, o poder de vonlade, a energa indomavcl.
A primeira vista pareca que esles dous caracteres
se deviam completar ; mas desgraSadamcnte em
Portugal.assim comocm oulros paizes, as cousas nAo
camuham desta sorte, e o que devera unir os ho-
mens he o que muitas vezes os divide mais ; be o
dous Romeos ii'um mesmo ministerio. Ao passo que
o conde de Thomar se achava a rrenle do conselbo,
o Sr. Rodrigo da Fonceca fazia parte do grupo car-
lista dissidente, c tornava-sc naturalmente, depois
da queda do Sr. Costa Cabral, um dos homens cha-
mados a entrar no poder, onde elle representa o
elemento carlista cm urna das suas gradarnos mais
notaves. Que poderte temer boje o gabuele do
duque de Saldauha, lie urna liga das fracrOes oppo-
sloras do seplembrismo edo carlismo : haveria nisso
certamcute um pergo real ; mas a queslAo consiste
cm saber se este liga he iwssvel entre elementos
tAo contrarios. O partido carlista porluguez pode
reivendicar una honra singular, o nAo ter nunca
pactuado com os seus adversarios, anda que fosse
para conseguir um Iriumpho, o haver sempre re-
cusado as alliancas. O Conde de Thomar. deixando
aos successos o cuidad de pronunciar entre a ini-
ciativa enrgica que elle lomara durante oneu mi-
nisterio c as tendencias diflerentes inauguradas ne-
to duque de Saldanha c telvez fosse este o comnor-
lamenlo mais hbil para vollar ao poder.
Qual he pois cm resumo o estado poltico aclual
de Porlugal! Existe um governo que lem a pri-
meira viste a torca para si, que lem presentemente
a lldelidadc do exerrilo, obedecendo auloridade
do mareclial de Saldanha, e que alm disso, politi-
camente, sobre elementos diversos, sobre grujios de
DIAS DA SEMA
27 Segunda. Ss. Antigono, Curso e Bessa soldado.
28 Terca. S. Rmo ab.; S. Circalis mariyr.
1 Quarla. de Cinza, (jejum at a Pasoa).
2 Quinta. Ss. Jovino, Basil ndefla ram.
3 Sexta. Ss. Emeierio, Marinboe Asterio mm.
4 Sabbado. Ss. Casimiro ; S. Lucio p.
5 Domingo.-1.* da (Juaresma ( Estai;-ao a S. Joo
in Latera no ) Ss. Focase
que esse homem enlrou em minha casa pela primei-
ra vez! r i-
Sim, sim, disso Beruardino com lom lacrimoso,
estovamos lo tranquillos, lAo felzes na fazenda... e
hoje devenios pagar lellras no valor de mais de rte-
la mil libras!... Felizmente o senhor achar a carlei-'
ra no bolso delle... a carleira nao foi mora.
Sim, sim, eis como sAo os homens I repela
Mauricio, e admiram-se dequeeu me sepulte em
um deserte 1
Ah! Vmc he Injusto, senhor Mauricio, ha ex-
cepMe, Tem alguma queia de niinr.' nao Ihe sou
dedicado? diga!
He verdade, he verdade, responden Mauricio
aportando as mAos de Bernardino, Vmc. be um ex
((.lenle amigo.
Fu, rontinuou Bernardino, lutei duas horas
com elle para rel-lo noraminho docrimec da mor-
le ; Juro-llie face desse sul que nasce, meos rogos
e minhas antearas foram inuleis. Observe-lhe mes-
mo que ludamos ommas enormes que pagar hoje ;
mas nada o moveu, elle dsse-rae, lu as pagars... e
eu, imbcil, esqueri-me de pedr-lhe a carleira.....
iao dcixe de apoderar-se della apenas chegar; evi-
temos os protestos, evteteos a juslica em nome de
Dos!
Mauricio nao responda rnas; elle via ja o cimo
das arvores da habita;Ao, e o curaran Ihe bata com
lanta violencia, que Ihe foi indispeusavel parar um
nstenle.
Bernardino aproveilou-se desse repouso pan fa-
zer o quadro dj> urna casa de commercio, que falla
aos seus pagamentos, e sobre a qual cahe o raio de
um prmeiro protesto.
Mauricio depois de tomar respirarn, lornou a
pr-sc a caminho, c nAo dava mais nenhuma alien-
cao aos pozares commerciaes de Bernardino. Os mais
horriveis pensamentos alravcssavam-lhe o espirito,
as mais terVives ronjccluras pareciam-lhe razoaveis
medida que a revelarao approximava-se.
A morte de Lietor dava um campo livre aos temo-
res da imaginac.lo ; ella he sem duvida, diza roinsi-
go Mauricio, o desenlace Iragiro, e a puuic.Ho mere-
cida de um drama nocturno, no qual o rrime aln-
vfra-se a ludo as Irevas o no deserte.
Cheanndo alguns pasaos (lisianteda grade, Bernar-
dino releve violenlaroente a Mauricio, e renovon-
opinoes destacadas do seu centro natural pa-
ra formar urna combiuacAo nova intermediaria.
As eleicoes uliiinas produziram a materia um
nouco mesclada, que he ao mesmo lempo a forra c
a fraqueza do gabiuele porluguez. Es-abiVis o
resultado definitivo do que se denomina mui pom-
posamente a regenerarao Rigorosamente, o paiz
vai rclrocedendo pouco c pouco a condices mais
normaos. A antoridade do duque de Saldauha tomou
O carcter de nm facto conslilncional o Iriumphnu
do vicio da sua origcm. Enlrctauto as cousas sctiAo
passavam desla sorle nos primeiros mezes de 1852.
Depois da primeira dicladura de 1851, Portugal li-
nha a alravessar urna nova era dictatorial, urna dis-
solucAo do parlamento, eleicoes. Neste complexo
de factosque se desenvolvern!' al ahora aclual,
digamos a parle das cmaras antes de dizermos a do
governo, a qual be muito mais cousideravel.
Nos principios de 1852, as cmaras ja se achavam
reunidas havia alguos dias ; a date da sua convo-
cado era de 15 de dezembro de 1851. Ellasse li-
nham reunido oni sesso extraordinaria ; mas este
sessao se lermiuava cm breve, o a 2 de Janeiro de
1852 comcrara a scssSo ordinaria legislativa. Ti-
rando este carcter ordinario aos trabalhos legislati-
vos, sem duvida pensava o governo reduzir o parla-
mento porluguez a urna appreciacAo mais exacta c
mais simples do.sen mandato na siluacao fcila ao
paiz pelos acoiRKimcutos. Comtudo foi ueste ponto
que se romecaram a manifestar difliculdadel rcaes,
sj mplomas amearadores de opposicAo. Este facto
se explica facilaienle peto comporlamento indeciso
lomado pelo governo enlre os partidos c pela com-
poscAo diversa das cmaras, urna, a cmara dos
pares, asxloc foco do carlismo vencido ; a outra a
cmara dos deputados, principalmente recrutada
entre os septembrslas as eleicoes que haviam se-
guido a rcvoliicao do Porto. A dilllculdade nAo uas-
cia da queslAo em appaTcucia mais grave, da re-
forma da Carta. Esla reforma como j temos dilo,
nao tecava no carcter conservador da cousliluicao:
lniilava-sc a modificar alguna pontos ; mudava* o
principio da cIcicAo para a cmara dos depulados,
siihslluindo o elcilonulo directo ao eleilorado indi-
recto ;sulmel(ia os Irados inlernaciouacs a appro-
varAo do parlamento, emfim abola a pena de mor-
te em malcra poltica. Nesles termos o acto add-
rional era \ otado pelos proprios septembrslas. A
complicarlo maissrave arrebenlou quando se tra-
tou de fazer saucrionar os'aclosda dictadura de 1851,
e foi ueste ponte que o governo se arhou cm pre-
senta da opposicAo carlista na cmara dos pares, e
da opposicAo septcmbrisla na cmara dos depulados.
Nrsla Ultima especialmente, um voto negativo arb-
llia o complexo das medidas financeiras decretadas
pelo gabinete do duque de Saldanha. Foi desde
enlAo averiguado pelo governo que s Ihe reslava
rclirar-se, levando com sigo a responsabildadc das
numerosas e graves medidas nAo sanecionadas peto
parlamento, ou a dssorver este mesmo parlamento;
e como o duque do Saldanha nAo linha desejo al-
giim de retirar-so, era naliirat que fosse a cmara
dos depulados que anda urna vez fosse fulminada,
a 21 de julho de 1852. Osseptembristes liuliam pre-
sumido ilemasiadamcnlc cerca das suas forras, c,
por urna ronsequeucia extravagante, iningiiido um
voto negativo a alguns actos mais consideraxeis da
dictadura de 1851, occasiouaram a dictadura de.
1852, que reromecou a obra iuterrompida, e termi-
nou-se somenle na abertura das novas cmaras, a 2
de Janeiro de 1853.
As eleicoes, cuja date linha sido ao principio
mais aproximada, foram com cflato dclinilivameii-
le lixadas para 12 de dezembro, depois de nm pr-
meiro adiameulo motivado pela pnblicacao de no-
vo decreto cleiloral muflirme o principio esla-
belecdo no acto addicoual Carla. O que resol-
lava deste voto do paiz t Resullava precisamen-
te aquillo que o duque de Saldauha procurava, urna
maioria temada cm parte no selembrismo modera-
do, em parte no carlismo, decidida aules que ludo
a apiar o governo. He cscusado dzer.que o go-
verno lizcra o que esteva ao seu alcance para aju-
dar os elcilorcs a que se pronunciassem nesle sen-
tido. O inconveniente das dictaduras, he nAo po-
der leinunar-se senAo |iclo emprego de todos os
me ios para se fazer saucconar, ou por um acto for-
midavel de aecusarao que conduziria um paiz s
extremidades talvez ainda mais perigosas. Como
quer que seja, as cmaras novas se reunram
em Lisboa a 2 de Janeiro de 1853. A sessao nAo
fura abcrla pela rainha em pessoa, mas pelo du-
que de Saldanha, que alias pronunciara um discur-
so mu pouco significativo. A verdadeira queslAo
que ncslc ponto se aprescutava como precedente-
mente, depois das primeiras delibenioes sobre o
discurso do Himno, era a approvarAo que se devia
obterdo parlamento, nAoj somenle para os a.clos
diclaloriaes de 1851, mas aiuda para um grande
numero de medidas novas decretadas pela dictadu-
ra de 1852, de 21 de julho a 31 de dezembro.
O resoltado das eleicoes indlcava o sentido do vo-
te da cmara dos deputados. Com ludo foi so-
menle no mez de abril de 1853 e depois de tengas
discussocs, qu as medidas diclatoriaes foram defini-
tivamente approvadas no seu complexo pela cma-
ra electiva porlugue/.a. Quanto cmara dos pa-
res, como he lidMtaria, nAo poda mudar segundo
urna eleicAo ; o seu espirite permaneca o mesmo.
Por tente fui no seu seio que se manifestara a op-
posicAo mais viva e mais pe'rigosa. A cmara dos
pares sem duvida nAo pretenda repelir lodos os
arlos pralirados pelo governo ; alguns dos seus
membros pediam somenle que lorias estes medidas
f^Pjtt reenviadas, segundo o seu carcter, a com-
iiflM* esieiaes para que as examinassera de urna
maucira profunda e submelcssem cmara deci-
ses distinclas sobre cada urna dellas ou ao meuos
sobre as mais imporlautcs. Era isto ao que se op-
punha o governo, que repulava cssencial que um
vote nico e geral saiiccionassc o complexo dos seus
aclos. as condices em que se achava a cmara
dos pares, he infinitamenteprovavcl que a opposieao
vencera, se o gabiuele desvasse o golpe, uomeaido
vinte pares novos ; elle j havia nomeado certo nu-
mero no auno precedente. Depois do movimeulo
do Porto, o governo actual de Portugal tem creado
vinte eoito paresnovos, islo he, mais do numero que
tora nomeado desde a primeira orgaiiisaraoda cmara.
Esla fornada linha visivelmeote o carcter de Vm
expediente, c por isso produzio urna iinpressao mui
dcsagradavel em Porlugal. Ccrlaincnle nao he o
meio de elevar urna instituirn o subordina-la a to-
das as necessidades, a todos os caprichos do momen-
to. Na rcalidade o gabinete porluguez nAo procu-
ravanosseuscandidatosascondifesque parecem u-
(lispciisavcis para entrar n'uma corporarSo publica he-
reditaria ; nomeava crcaturas introduzidas ua cmara
dos pares nicamente para veucer a maioria e asse-
gurar sua poltica nina sanccAo que Ihe pareca
prestes a escapar. Elle Irinmphou, e a cmara dos
pares, desla arte modificada na sua romposicao, s
levo a seguir o cxamplo da cmara dos deputados,
sancronaudo as medidas diclatoriaes na forma pro-
poste pelo governo. Portante, em ludo isto, o pa-
pel do parlamento porluguez he de alguma sorle
todo passivo: consiste menos cm obrar do que em
aprovar dcilmente ludo o que se linha feito, tudo
o que anda pode ser feilo. Mas neste ponto sur-
ce esla outra queslAo grave: quaes sAo eslas medi-
das diclaloriaes que rouslilnem a parte ,do na. histeria recente de Portugal, e em favor das
quaes elle leve de reclamar ao parlamento um bil
de indemnidade comprado cusa de una dissolu-
SAoda cmara dos deputados e de um acrescimo cou-
sideravel da cmara dos pares 1
As obras da dictadura portucueza nos dons pe-
riodos de 1851 c 1852, como j dssemos, a nada
menoMC elevado que ao algarisino de duzentot e
trinta e cinco decreto! Estes decretos dizem res-
peilo a ludo, a legislarAo poltica, orgauisacAo
aduiiuislraliva principalmente siluacao econmi-
ca e finaiiceira do paiz. Muitos se imitavam
quesloes secundarias, a inlcresscs locaes; ccrlo nu-
mero he' realmente de ulerease geral. as diver-
sas ordens, encontramos em primero lugar o de-
creto cleiloral de 30 de selembro de 1852, que re-
gula a applicai;ao do principio da eleicAo directa,
submeltcndo o direlo de voto a condco de urna
renda de 100,000 rs. ou 600 flancos "pouco mais
ou menos, a publicado de um cdigo peual em
qualro ceios e oilcnte e nove artigos (10 de de-
zembro de 1852),a promulgacao de nma lei so-
bre a propriedade luterana (8 de julho de 1851),
um regulameuto que fixa sobre bases mais racio-
naos c mais simples a OrgauisacAo c as allribuicocs
do corpo consular porluguez i26 de novembr de
1851),o cstahclccimsiilo do syslema mtrico cm
Portugal (13 de dezembro de 1852),nova legisla-
rlo sobre as latentes [31 de dezembro de 1852, a
ereacao de um ministerio das obras publicas (30 .le
agosto de 1852); ele. Comludo es medidas mais
importantes que se referem aos dous perodos da
dicladura do gabinete Saldauha, sao sem duvida
medidas econmicas c financeiras. Sao ellas que
(veram a soltrer maior crilic c que forucceram
mais armas a nina opposieao seria. Kormaui certo
complexo e todas lem um fim que cm verdade tora
mui dcscjavcl que se conseuuissc j o regulameuto
das Hiiancas publicas c a cxtuicrAo dos dficits sob
que suecumbe o thesouro porluguez; mas aiuda
seguiudo este alvo,fora mister tomar o mclhor cami-
nho para ahi chegar,' Ora he urna a-ando queslAo,
o saber-so se o gabiuele re Lisboa nao tem algumas
vezes usado de expedientes que deviam vollar con-
tra o mesmo objecto que se propnnha. Portugal
se debate desgracadamentc desde muilo lempo
n'dm circulo de embaracos iuexlricaxcis que se ge-
ram uns aos oulros. NAo (em crdito, porque se
aclia s mais das vezes na impotencia de cumprir
as suas obrigaces; nao as compre porque as suas
liiiaucas interiores se acliam u'tun verdadeiro cliaos,
por que desde que um mclhorameuto mal leve lem-
po para se fazer sentir, sobro m urna revolugao
que occasiona a dcsordcni e a conrusAn, calende a
chaga do dclicl e arremeda o paiz neste estrada em
que he obrigado a pedir a sua salvarn a expedien-
tes ruinosos, sem que encontr outra cousa mais
que asgravares novas e urna noVa tente de des-
crdito.
Resumamos rpidamente algumas medidas pelas
quaes o gabinete Saldauha se propoz a reslabclccer
as linancas de Portugal. Primeraineutc houve o
decreto de 3 de dezembro de 1851, em virtude do
qual se capitulisaram os juros al razados lia dous an-
uos da divida consolidada interior e exterior, os ju-
rosde um emprestimode 4,0X) eolitos de ris mi-
nistrados ao thesouro pelo banco de Porlugal. Mais
taitle, a 18 de dezembro de 1852, apparecCra onlro
decreto que reduzia o juro de toda a divida lauto
exterior romo iuterior laxa de 3 *,. Por meio
dcstes dous actos, o banco de Porlugal se achava
muito enerado, como lodos os credores, mais do que
lodos os oulros credores; mas no iulervallo elle
lux a ido oncrado anda mais dilectamente por um
decreto de 30 de agosto de 1852, que supprimia um
fundo de ammlisaco de que eslava do posse, e de
que o governo se apoderava para applica-lo a ne-
cessidades determinadas. Consideremos de novo
estes diversos arlos finanecros. Sabc-se, porque foi
dilo o auno passado, cm que consiste o decrete de
capilalisarAo de 3 de dezembro de 1851. O que
pertcnce mais romo propriedade ao anuo de 1852,
he o decreto sobre a redueco do juro da divida, e o
que dispe do fundo de amortisacAo do banco de
Portuaal.
A divida publica porlugueza lie enorme; absorve
lodos os anuos 4,000 conlos de ris ou 24 millines
de trancos, islo he, urna somma equivalente quasi a
tolalidadc das reccilas lotees do estado. Certamen-
te be um encargo pesado, que conslilue urna silua-
cao il flcil. O que o guveruo pode dizer mclhor
para sua desculpa, he que nao pode pagar animal-
mente urna tal somma, a qual esla completamente
cima das suas torcas. Dahi a necessidade de re-
duzir o juro da divida, o que Ihe pode permillr
desobrigar-se mais regularmente para o futuro
para com os seus credores. Esta perspectiva po-
de ter as suas x aiitageus sem duvida, se comcOeilo
a regutaridade fosse a ronsequeucia da conversAo.
Nem jior isso he meuos verdade que os direilos
dos credores de Porlugal se achavam singularmen-
te tesados, e que dahi nAo devia resultar natural-
mente um novo golpe para o crelite do paiz, j
opprimidn peto decreto de 3 de dezembro de 1851.
A primeira rousequencia 4k que a bolsa de Lon-
dres rerusou colar o novo fundo porluguez. O ga-
binete |rtuguez anda nao conseguio exlender-se
com o cttock change. Tenlou-sc, para justficar-se
a conversan porlugueza, apoar-se sobre a redurao
operada lia um anno pelo governo francez no inte-
resse da renda. Esqueceram-se de urna cousa, lie
que cm Franca a conversAo era livre e que o go-
xeriio oficrecia o reembolso no caso de nao aceila-
CAo, o que nao poda fazer o gabinete porluguez,
visto que se nao pode pagar os juros desla divida,
ainda esl menos habilitado a reembolsar o capitel.
E estar certo o goveroo postiiguez de que pode
satisfar- os seus compromissos, mesmo no. grao a
que os reduzio Estera elle certo de nao se ver
obijsado a recorrer ainda aos seus .credores ingle-
zes, que Ihe imporAo condices mais onerosas? Ver-
dade he que Porlugal lem menos a pagar lioje :
no sen orramenlo aclual, os juros da divida mon-
tam somonte a 2,680 coulos, o que he urna dimi-
nu cao de quasi melade ; mas a ron fian ra que pode
excitar nem por isso tem augmentado. As lonver-
ses podan parecer urna operado natural, quando
o movimenlo da riqueza publica n'um paiz tem oc-
casionado nma diminuirao do premio real do di-
nliciro. Aondc ellas nAo passam de nma especie
de confessAo implcita de impotencia, um meio de
se libertar da melhor maneira, em virtude da sua
propria auloridade,apeuas augmentan) o descrdito.
SAo, estas as observaroes que pode sugerir o decre-
to de 18 de dezembro. O thesouro porluguez al
aqu lem lirado delle lodos os beneficios, no poda
paliar os inconvenientes sean por urna cvarlidAo
extrema, a qnal desgracadanleiite nao depeudc so-
mente da boa vonlade de um ministerio. Pelo cou-
Irario os ministerios passam e se nao julgain de
sorte alguma solidarios por comproinissos anterio-
res, o gabinete aclual. lie nina prora deste facto.
Oulra medida nao mono grave cojos elteilos ain-
da se fazem sentir, c que tomou um certo carcter
poltico, he a suppressAo do fundo de anuirtisacAo
de que o banco de Porlugal se chava de posse. A
orgauisacAo aclual do banco de Portugal remonta
1816; formou-se pela cncorpor.icAo do banco de Lis-
boa e lia Conpanra nacional, dous eslabelecimen-
(os finauceirns redozidos nada pelo governo e
que rhegara ni ao ponte de,seren obligados a susr
pender os seus pagamentos. De cousa' fcil de con-
celler a perturbado que semelhanle exlremidade
laucara em todas as relacoes rommerriaes, indus-
triacs, que se achavam de alguma sorle ligadas
sorte do banco. EntAo foi que nasceo, para embar-
gar ao menos nma parte destes desastres, o peusa-
meiiln de organisar o novo banco de Portugal. O
seu capitel social era de 8,000 conlos ou 48 railhoes
,de traucos. Tomava ao seu cargo urna massa cou-
sideravel de notas dontigo banco de Lisboa e da
Confianra nacional; n'uma palavra impedia urna
liquidarn desastrosa. Em cnmpensacAo o governo
Ihe onerecia diversas vantagens. A primeira de
todas era a ereacao de um fundo de amortisacAo es-
tebelecido por um decreto dictatorial do primero
de oulubro de 1816, as dieladaras sao frequen-
tes em Portugal, sendo o objecto de um tratado
entre o goveruo e o banco, e fundado regularmente,
de urna maneira definitiva, por urna lei de 19 de
novembr de 1846. Era isto verdadeiramcute a'pe-
dra angular do novo banco. A dolarAo deste fun-
do de amoitisaro se compunha especialmente de
productos de beus naciouaes, de certas sommas ar-
recadadas na, alfaudega de Lisboa. Por outro lado,
um emprestinio de 4,000 conlos que compuuha o
activo do banco devia ser convertido, inclusive ju-
ros e amnrlisaco, por nma einissAo mensal de 25
conlos operada |>ela compauhia do (abaco e do sa-
bAo. Os encargos do banco e do estado cram. mi-
nuciosamente estipulados e regulados, e o novo
labclccimento pareca sentado cm bases mais solidas.
E que foi que acontecen 7 O banco cumprio as suas
obrigaces ; amortisou urna somma bastante alia de
notes do banco de Lisboa e da Conpanra fez em-
prestimos ao estado. Pela sua parte o governo es-
ta touge de ter salisfeilo todas as suas obrigaces
desde 1816, e finalmente appareceu o*decreto de 30
de agosto de 1852, que supprimc a garanta mais
forte do banco de Portugal, supprmiudo o fundo
de amortisacAo, e transtornando a economa desla
i usli luiraoi de crdito.
Nnle-se que o banco era atacado desla forma por
lodosos lados. J linha sido fulminado pelo decrete
de capilalisacao de3 de dezembro de 1851, era goal-
mente pelo decrete de 18 de dezembro de 1852, que
reduzia o juro dos ttulos da divida que o banco li-
nha em seu poder. O decrete de 30 de agoste era tel-
vez o paiz grave, porque alacava a sua coosti-
tucao e abalava a sua solidez. Este decrete, ao
supprimir o fundo de amortisacAo para applica-
lo s obras publicas, Irocava os titulas pelo fun-
do em obrigaces do thesouro, o qne nao era a
mesma cousa ; alm disso reduzia de 18 a 9 conlos a
somma que o banco devia applicar todos os mezes 4
amortisacAo das olas do banco de Lisboa, o que es-
lava longe de compensar os inconvenientes da me-
dida. Resulten disto urna lutadas mais vivas enlre o
governo e o banco. Este resislio, invocando a Carla
l ne pela ultima vez seus temores sobre as lellras do
escriplorio de Porlo-Nalal.
Pois bem 1 disse Mauricio vexado pelo mesmo
cslribilho irritante; entre comigo, tire a carleira e
deixe-me tranquillo I
Eslavam dianle. da grade da habitacAo.
NAo entro, n.1o posso entrar disse Bernardino
com desespero.
E dessa vez o desespero era verdadeiro, o menti-
roso eterno no meolia.
E porque uAn pude entrar? pergiintoii Mauri-
cio luanlo na grade em falla .le chave.
I'orqur ? responden Bernardino... por... que...
Dessa vez a gaguez lambem uo menta ; teruar-
dino linha avistado alravcz dos vardes de ferro um
colosso prelo, que approximava-se de tromba ergui-
da com a dupla inlenrao de reccher o senhor, e de
malar um inimigo.
Nabab mellen a chave na fechadura, e abri como
tena feito um porteiro.
Beruardino paludo de terror conservoo-se distan,
le; mas, repenlinamenle Iranquillisado peto quadro
muito estreno da grade de entrada, grlou sem ga-
guejar. 8 *
Mauricio! Maurict! esla noile se nflo pagar-
mos, seremos deshonrados!
Mauricio fechou a grade depois de fazer um ulli-
mn e repentino convite a Bernardino, e correu ao
lado de Nabab para casa.
Bernardino llcou como fulminado dez passo dis-
tante da grade; depois reuuindo toda sua energa, c
rellcxao viril, comparou as probabilidades das duas
resoluroes, que linha a lomar. a
A primeira aconselhava-lhe vivamente que lo-
masse o cnminliq do porto, e se embarcaste iinme-
dilamenle no hiato de Adriacen para pr um braco
do ocano Indio enlre s e Mauricio; a segunda -
conselhava-lhe prudentemente que esperasse a car-
leira.
Mauricio, pensava elle com razso, acba-se em
um esladn horrivel, que nao Ihe permute ter urna
con versarn seguida comigo sobre uegocios commer-
ciaes ; mas depois que houver vislo a mullier viva e
fra de lodo o pergo, se lembrara de minhas pala-
vras lanas vezes repelidas de proposito, enanque- Esse-fe'nlimnnlo eslranho assemelhava-se anda a
rera compromeller sua Iranquillidade nova por cuir lima falla, e a moca iceusuu-se della peranle Den.
dados Oe commercio.e de dinheiro. A cada letnor interior da consciencia, ella remonte-
Pesando com descanso essas duas resoluroes, adop-
tou a nliima, senlou-se na relva' e esperou.
Disnle do lumiar da casa eslava estendido um
corpo humano; mas esse horrendo espectculo nao
deteve um s instante a Mauricio, o qual passou pe-
lo cadver de Adriacen, e subi de um sallo a es-
cada.
Elle chamou milites vezes a mullier com una voz
afilela, e nao ohlendo nenhnma respsla, ia arrum-
bar a por I a, quando um ranger de chave interior res-
liliiin-o i vida. '
A niAo que quera abrir eslava ln traca, que a tar-
daliea parecen mui tonga a impaciencia de Mauri-
cio; emfim a mullier appareceu-lhe viva, mas leudo
urna pallide/. inorlal nu semblante, e os olhos ev-
linctos.
Ella saba de um desmaio profunda, nfio ouviri
nada depois da scena nocturna de Adriacen, ejul-
gando reconbecercomo cm somno a voz do marido,
levanlra-se com grandes estreos, e recobrara os
sentidos e a c'nragem vendo o quarlo allumiado pe-
los raios do sol.
Ento a moca contou ludo ao marido, protestando
comsigo mesma fazer-Ihe depois una ronfissao com-
pleta, e aecusar-se de sua culpada desobediencia, e
de sua innocente casquilharia, (antes principaes de
lanas perturbaroes interiores.
Mauricio lamban fez sua cnnlissAo, e referi
mullier loda a historia al morle de Adriacen.
Essa calaslroplie tAo tranquillisadora causn toda-
va a Elora um aperlo de coracilo, que nao. pode
comprehender. Como poda ella arfligir-se um so mo-
mento pela morte vilenla desse (errivel inimigo?
A caudura de Elora jamis resolver esse pro-
blema.
Ha provavelmenle para as mulheres na morle
cerlos inimigos alguma cousa de pungente
admira, e escapa sua analyse ; he qu>1lll corar.lo
desses inimigos arda umi paixaii^cfrminosa e limi-
da ; mas urna paixo, da uoal rilas erara o objecto
nico, he que a morte -cana de extinguir um pen-
silmente immulavet" cheio de seu uome, de seus en-
cantos e do juMcficIleza.
que garanti os direilos de propriedade, susleoteuda
que o estado nao tinha a liberdade de romper nm
contrate bilateral. O banco nao quiz reconbeeer a va-
lidade do decreto de 30 de agosto, mesmo as clausu-
las que podiam desobriga-lo. Pela sua parte, o go-1
verno, por um novo decrete de 9 deoutubro d 1852,
apossou-se da quantia mensal de 25 conlos) "que a
compauhia do tabico pagiva ao banco. Muitas Irans-
accoes liveram lagar para eflecluar na traoMCfaO.
0 governo consenta era restiluir o fondo de amorli-
sacao, mas impondo ao banco novo encargos, por
exemplo, arrendar o producto das rendas directas do
estado esubterever 1,000 conlos para a constraeco
do caminho de ferro projectedo de Lisboa fronteira
da Hespanha e an Porto. O banco recusou, e
presente negocaces nao lem lido resaltado. Moje
o decrete de 30 de agosto esl.comprehendido.
complexo das medidas diclatoriaes que lem recebido
a sanecao das cmaras. Lima negocia{3e nova sem
duvida Irar um concilarAo; mas estar eerlo o go-
verno de ter contribuido para laucar alguma pertur-
bacAo nos negocios, coja alma he o crdito ? O banco
(em sollrido evidentemente nesla lula ; acha-se ata-
cado em algumas das sas condices mais easent
Pela sua parte o estado nao-tem ganhado ceru
o qne tem podido perder o banco.
Qual era o Densamente officialmenle m
deslas diversa medidas financeiras? O minisl
fin aneas, n Sr. Mello, alias homem esperto.
punha segundo os seus relatnos e as c
Cues de motivos, exlingoir o dficit que esm.i;.
camento porluguez, diminuindo, por um
despezu, e augmentando, por oulro, os re
poniveis para occorrer confeccAo de eei
publicas capazes de augmentar a riq
Ter-te-ln atcancado este alvo? Bsla
de alcanca-lo ? Baste comparar os orcimeol
cessivos para ver^ qne, mesmo com e
heroicos, o dficit nao deixa da existir no equilibrio
das receites e das despezas. Oercarabto
1853, que foi promulgado o anno panado
creto dictatorial de 26 de julho de i eMiaTi
12,888,813,41 rs. de despezas, e 10,793
de receilas. Havia pois um dficit de
cootes,ou mais de 12 milhoes de fran,
deria diminuir este dficit ? Por va
toda a especie,reduccao de25 por 100 sobre e juros
devidos ao banco de Porlugal deum empreslimo de
1835 e do empreslimo de 4,000 conlos,nova re-
dueco de 5 |ior ION) juntada a tedas as outras sobre
os ordenados dos empregados,rednecio de 432
cantosa -J16sobre a.somma applicad*lodos os an-
nos, no que teca ao thesouro, i amort
ligas notas do banco de Lisboa, etc..
gava-sea urna reduccao lolal de 1,698.332,8'i;
Ainda assim o dficit nao ficava completamente ex-
mete, mas era reduzido m> algariimo de 400 milhoes
de ris. Como se aprsente hoje o or-amento de
18531854, submellidp as cmaras e elaborado por
ellas nesle momento ?Quasr-nas mesroas coudices.
As despezas sao de 11,784,471,89* rs., as receilas de
10,806,904,557 ra. V-se ainda aqui que o dficit
existe, um pouco menor he verdade, mas elevando-se
a quasi mil contosde rois. O governo procede da
mesma maneira para enche-lo^'rimeirimento ha
ama grande dimionico proveniente, da conversb
da divida; as reduccSes sobre os ordenados dos em-
pregados continuam a sabsislir. O abono pelo fun -
do de a mor usara o desapparece; a somma pira a
amortisacAo das notas do banco de Lisboa anda se
ada redozida e 232 a 108 conlos. Ellas divenas
deduccoes operadas, o de6cil nio paisa da 200 mi-
lhoes de ris ponco roais ou menos: eria insigni-
ficante: mes v-se por que metes este resallado he
obldo. He evidente, que o governo porlnguez nio
poderte procurar um equilibrio jaste para lodosos
nteresses, um equilibrio real e duradonro senAo
n'uma transformacio mais pretenda das Saneas pu-
blicas.
Como se acaba de ver, Portugal paga em conlribni-
COes de 10 a 12 mil coates de rei, o que nao faz ao
mximo senAo 72 milhoes de fraocos. Certamente
poderia pagar muilo mais; eulretanlo arealidadehe
que o paiz est opprimido de impostes, e o estado
nao tem os recursos necessarios para fazer face a to-
das as suas necessidades publicas." lito resalta ni-
camente do eslranhoearbitrario systemade impostes
que linda rege em Porlugal impostes primitiva-
mente temporarios, e convertidos en permanentes
comoem muilos oulros tugares, impostes addiciooaes
superpostos uns aes oulros. Por exemplo, as pro-
priedides urbanas pagam 3 por 100, depois 5 por
100, depois ainda 15 por 100. As rendas sAo impos-
tas de4por 100, mais5 por 100addicionae. As pro-
priedadesruraea pagamjo por 100, 15 por 100 para
as estradas, e 5 por lio addictenaes. Oaanto aos
imposios indirectos, excedem a ludo o que se pode
imaginar. Urna barrica de vinho, que s portes (je
Lisboa cuita 3&200 paga 153 dedireilos, mais de 200
por 100. Nao fallamos das desigualdades que exis-
tan no estabelecimento do imposte enlre ai diversas
partes do paiz. Resulta de tedas estas cemplicacoes,
em que a desordem seinsinua de urna maneira ter-
rivel, que o paiz, assim coma odiziamos, pdeser
sobrecarregado sem que as caias do estado liquem
mais cheias. Todos os governos que se snecedem
senlem que nisto est o mal. Assim o gabinete ac-
lual, a 31 de dezembro de 1852, propoz
urna lei chamada de reparticSo, que eslabelece
urna conlribuicSo directa nica, e qne J hara sido
proposte pelo conde de Thomar. A' difficuldade con-
siste em applicar esla lei na ausencia de eslatislica e
decadaslro. Se sequizer ver o que pode o espirite
de partido, os septembrslas serevollavam contra esta
medida quando emmava do Sr. Cosa Cabral; hoje
suslentam-a, vindo do gabinete Saldanha. Como
va pela lembranci a essa poca feliz de sua vida, em
que nada" a perturbava em seu descanso sereno. O
estado presente de sua alma parecia-lhe mui crimi-
noso viste dessa compararn.
Nessa ressurreigo de felicidade qoe o desprenda
da ierra, Mauricio linha j esquecldo tudo ; porm
duas palavras interrogativas de Elora recordaram-
llie as exigencias da situaran :
E o oulro? pergntou a moca com vozlimida
Ah! o oulrl... eu o tinha esqnerido.' o onlro
espera.me para...
Elora esienileu repentinamente aman, e releve o
marido que dtlgifa-w para n porte ; porm Mauri-
cio nAo reparuu no olhar eslranho que acompanha-
va o movimenlo de Elora.
N3o convm, disse elle, qne esse mizeravel Ber-
nardina, innocente do crime de Adriacen, soffra co-
mo se fosse culpado. .'
Ests bem cerlo de aueelle seja innocente?
pergntou a mora.
Aflianco-te que sim, responden Mauricio.....
Mas fazes-me essa pergunla de urna maneira singu-
lar!... leus alguma desconfianca de Bernardino?
Elora abaixnu a cabera, Jicuu algum lempo silen-
ciosa, e depois disse:
Aprend a coiiheccr honlcm cousas que nao
ronhecia seoAo de nome... aprend a desconhai
Mauricio, siga meu conselbo, nAo v sosioho,
Bernardino o espera.
Elle esper-me na grade... leaMToe eutregar-
Ihe urna carleira... temos leltaaWe pagar hoje em
Porlo-Nalal. -**~^ '
Isso parece-mffisDeilo! disse Elora era tem de
sj billa.
lornou Mauricio com candura; nada
Tispeito nisso..... espera..... |icro-le que nAo
"escs...
Mauricio, em nome doco! disse a mulher
com aCsupplicanle, nAo saia sosinho.
Tranqullisa-le, minha amiga, Xavier eojar-
dinero me acompanharAo...
Elle sahio do quarlo, e chamou Xavier, fazendo
sigoal a mulher de relirar-se, alenla a desordem de
seus vestidos.
lio prenso tirar o corpo daqui, disse elle a Xa-
vier em voz baixa.
Nabab tiruu-o logo que o senhor chegon, res-
ponden o servo no tem da pergunta. Elle guardava-o
ah para moslra-lo senbora oo ao senhor; antes dea,
sua chegada ninguem pede arranca-te.
Onde o depoz elfe agora? tornou Mauricio.
Em sua plhora.
Corre e traze-me ja a carleira do mor,
Mauricio entrn no quarlo, e disse a Elora :
Dei a Xavier algumas ordens, e em voz baixa
para nAo ser ouvido por tuas criadas. Procuremos
guardar sobre isso o maior segredo qu pdennos.
Ao rumor dos pasaos de Xavier, Mauricio deseen
a escada, lornou a carleira, e disse-lhe :
Esperem-me ambos no paleo.
Abrindo a carleira aclion primero nm grande mas-
so de bunk notes, depois algumas carias aberlas, de
termas e sobrescriptos suspeilos.
L'ma primeira phrase poste desentinella na mar-
gem fez sallar aos olhos de Mauricio o nome de Pa-
raio-Xatal; elle foi levado iuvolunUriamente-^T'
urna especie de indiserijab, leu a |"
principio do paragrapho, depois a carta-irTleira...
I m grite de raiva sahio de sejis'Tabios convulsi-
vos, e vollando-se para anoffieri disse:
Sim, querhtejjtrga; o co linha-le inspirado
h1em '.....CTOartTno he o cmplice de l.ielor A-
dnacen_L^^^
nffo responden, Mauricio conlinuou a leilu-
um correspondencia do mullas carias assim
providentemente descoberlas revelnu todo o plano
ardido por esses dous homens contra os esposos do '
Paraizo-Natal. %
Islo he nossol exclimou elle radiante de ale-
gra; este habitacAo he nossa! minha casa oerlence-
me... Toma este carleira, Elora, l essas carias, que
en vou fazer-me o king't proctor de meus dominios.
Espera...
Mauricio desceu apressadaminle a escada, e a-
chando no paleo seus dous robustos servos, dis-
se-lhes:
Moslrem mulla indiftorenca em seus. semban-
les, e em leu andar, esicam-me... Prein na grade,
acudam quando eu os chamar.
Bernardino sempre cm seu poste de espera, nao
admirava-se da tenga lardanca de Mauricio; essa
lardauca explicava-se fcilmente; pois elle tinha
multas comas qne dizer e que ouvir: a grade abri-
se mesmo mais cedo do que elle esperava.
r-


te le n.ln podo deixar de ler noravam, de orle que quandoo minislro submeltera
1, e o governo obra muilo a convenjan asignada por elle sancjo.da rainlia,
- o cousellio caliio n'uma sorpro/.a extrema. A assigna-
v> lar di lainlia fra recauda ao tratadu, e, por con-
DIARIO DE PERNAMBUCO SEGKUM FElfU 27 DE FEVEREIRO DE 1854.
^
mente, sobre bases serias e sol JTS^It-equilibrio
que elle exige muita vuet a expediente* mu duvi-
doso.
Extinguir o detkit, Ul tn, pols, o alvo do gover-
no portuguez qoendo tomn as diversas medidas B-
nanceirts que acaqamu* de deterever. Yio-se que
ella Dio conseguio um etilo compleUmente feliz ou
que ao meno*. protegido por raeio de prbceasos de
um xito anda mu duvldoso. Tintia oulro Densa-
mente, dimlnuindo asdeapezat sobre serlos pontos,
e desviando o fondo de aroorlisajao da sua eppliea-
jio especial. Bale pensamenlo era crear recursos
para cousagra-los ao desenvolvimenlo de obras publi-
cas, de caminltoa de Trro em particular. Era a prin-
cipal comderajo sobre quo se apolava a exposijSo
do motivos do decreto de 30 de agosto de 1859. O
governo, segando parece, linlia querido fater que o
banco aubacrevesse para as empresa de'carainho* de
ferro que estavam em projecto; o banco oppozera ra-
zos mu poderosas, tiradas dos sen proprios esta-
tutos, nao se recusando todava asubscrever de cer-
ta mancira e em cendicoes determinadas, quando
apparecia, para resolver queslao, o decreto de
trinla de agosto,, que applicava o fundo de a-
morlijo ao camlnbo de ferro do Porto. In-
felizmente, nisto assim como em muitas cousas, o
governo portuguez gyrava u'um circulo vicioso. A
conflaiija e o crdito eram os auxiliares mais necessa-
rio* para asemprezas que elle quera favorecer, eco-
mejava por abalar urna e outra cousa. Isto he tao
verdade que a bolsa de Londres recusou admittir as
acjoesdo eamioho de ferro de Lisboa al a frontira
de tleapanlia. Assim, o gabinete portuguez, por via
dos sem decretos sobre a redcelo do juro da divida
e sobre o fondo de amorlisajo, era julgado (er des-
fechado um golpe mui grave no crdito interior, e
tinha ao meamo tempo amedrantado os capitaesin-
gletaavEutrelanlosemelhanle empreza offerce mui-
ta* vanttgens para triumphar destas di fficuldades pas-
ira*. Formou-se urna companliia chamada penin-
sular-central, testa da qual se acha M. llislup, e
que tem aconcessao do'camiuho de ferrode Lisboa a
frontira de Hespanha. Esta companhia fez um de-
potito de 40,000 libras esterliuas, exigido pelo pro-
gramraa de 6 de maio de 1859, e hoje se acha em ter-
mas de proseguir nos trabalhos, qne foram. inaugu-
rados antesmesmo que ascamaras sanccionsssem es-
la concessio. Por oulro lado nao ha duvida sennu
acerca da secjao de Lisboa a Sanlarem. lie em San-
larem que se deve ligar o eamioho do Porto. Al bo-
je sojas nicas vas frreas tuja conslrucro possa
r considerada como provavel. Portugal he de al-
guma sorte como a Hespanha ; nao possuindu cami-
nho* ordinarios, qoer fazer caminho* de ferro. Co-
rneja por ande outros rauitus paizes acabam. O es-
sencial be que estas emprezas sajan serias, e que es-
trada deeommnnicacao venham em breve abrir a
Portugal urna era nova. Note-se que hoje lem-se mul-
to mais cedo em Lisboa noticias de Paris, de Londres
ou deBruxellas do que de um dos pontos inleriores
do reino, qne os froctos da tena em muitas localida-
i podero servir para o consumo por falla de
ansporte. He fcil ver-se que inflaencia
exercer os camiuhos de ferro sobre o desen-
i 4a agricultura, do commercio e da indus-
ile tornar-se um dos centros do rao-
vimenlo commercial do Occidente.
os aqui oestes promenores, que caraclerisam
Jnanceira e material de Portugal. Na re-
lalvez a parle mais importante da historia
actual desle paiz, lao cheio de antigs recordajes de
prosperidade a de mizeriaa presentes. Todava he
corto quea estes tactos da historia interior, poltica e
material, veto, junlar-se outros incidentes que dizem
i relajes exteriores de Portugal nesles pe-
riodos recentes. Portugal deve sua situarlo nao
ter urna vida diplomtica mui complicada. Dous
ncipaes sement se produziram nesta ordem
desde o anuo passado. Q primeiro nao deixa de ter
um carcter bastante extravagante. He urna especie
de rocapimenle diplomtico cana o Brasil, que leve
lugar sor um intaresse certamente mui seno, mas
So leve sempre urna appurencia tao gra-
ve. Denomnou-se esta queslao com o nome
pouco diplomtico da questao dos patos. Em
summa deque.se tratava? ministro do Bra-
sil em Lisboa escrevera ao sen governo que, de cor-
tos pontos de Portugal, mandavam paraos portos do
Brasil rameeaa de crnea salgadas que nao eram das
las. Asaeverava ler sabido que, na com-
poaij os productos desle genero, enlrava grande
ade da carnea, desde a de cao al a da carne
humana inclusivamente. O ministro dos negocios
o Rio de Janeiro entendeu-qne devia
Mnlut este despacho ao governador da
previ :ia brasileira, que eram destinados os laes pro-
s portuguezes, e pela, sua parle o governador
i dar pulilirldade ao despacho para acaulelar
a populacho. Os liabilantes da Babia especialmeule
se apoderaran] de um furor indisivel contra osPotlu-
Bueaw, eos alcunhavam de envenenadores, o que po-
da lar cohsequencias mui graves no estado de exas-
peejoem que se achava a populajan. O commer-
cio da auliga metropole do Brasil eslava analhemali-
sado. Quando estas noticias chegarem Europa, os
Portuguezes tambero se sublevaran). Sob a pressao
da opinilo publica, o gabinete de Lisboa se achava
reducido a in terrom per as anas rea jea, nao com o
governo brasileiro, mas com o scu ministro, o Sr.
Drummoud, tanto mais qnanto apenas se encontra-
ran alguns barr* em que as carnes se haviam nlte-
lerem aido expedidos em lempo oppor-
o porluguez exiga do gabinete do
Kio de ro a revocacSo do seu ministro ; pela sua
parte, o-goveruo brasileiro exiga que se tirasse qual-
quer itupotijao, equesellie permillisae obrar sob a
sua propria responsabilidade. Resultou desle faeto
qe o ministro do Brasil em Lisboa, o Sr. Drum-
mond, receben ama licenca do scu governo, e sera
substituido em Portugal, e eis-ahi como a queslao dos
paios se terminara sem guerra e sem outra eflusao
mais qne a de muita tinta de escrever da parle dos
jorbaes portuguezes e brasileiros!...
Oolro do diplomtico de que fallamos he lalvez
mais imples e ao meamo lempo mais serio. No inez
de agosto de 1852, o visconde de Almeida Garrelt,
ministro dos negocios eslrangeiros de Porlugal, dra
repentinamente a sua demissao. Como seexplicava
esta retirada, que nao pareca provir de alguma dis-
sidencia polilca O proprio viscoude explicou a
causa do fado em urna carta de 19 de agosto de 1832,
foi porque assignara um tratado de commercio com o
ministro *,de Franja m Lisboa. O Sr. Garrelt nao
aeaeodera no decuno das toas negociaroes; pra-
licra com o concurso dos directores do seu ministe-
rio; doa directores das alfaodegas e daa conlribui-
ces indirectas. A iniciativa desle tratado viera de
Porlugal, sob a adminislraro do conde de Tojol.
Todava parece que os collegas do Sr. Garrelt o ig-
sequencjao mjnilro dos negocios eslrangeiros deu a
sua demissao. Entretanto tinha o Sr. Garrelt o d-
reito para negociar eaisignar a convenjo abaixo da
qual liavla elle posto o seu nome".' Foi o que elle dis-
cuti com habilidade na sua carta do 19 de agosto.
Para elle, este dlreilo nao era duvidoso constitucio-
nalmenle. Como minislro dos negocios eslrangeiros,
nao tinha de maneira alguma ultrapassadn os seas
poderet, negociando e assignando um tratado; a aua
qualidade encerrara os plenos poderes para urna ne-
gociarlo desle genero, lano mais quanlo cele tratado
linlia de pastar pelo contelho deealado, pela* ama-
ras, conforme o aclo addicional, e emfim pela tauc-
.ao da rainha. Quando muito era um negocio que
devia ser debalido anlre ministros portuguezes;
mas inmediatamente nascia outra queslao: a Fran-
ca nao poda admittir que a assignatura do mi-
nistro doa negocios eslrangeiros fosse fulminada
por urna nullidade virtual. Ella objeclava que,
em quasi todos os paizes, o minislro dos negocios
eslrangeiros negociava s mais das vezes sem ple-
nos poderes particulares, os tratados que nao
eram de urna ordem poltica superior. Como
os don* governos eram de accordo sobre o fun-
do do tratado, restava dar-lhe urna nova forma mais
regular. Com effeilo foi o que acontecen, e esta con-
venci esl hoje para ser ratificada. N'uma pala-
vra, esle tratado nao pasta de um complexo de es-
tipulares, que lem por alvo regular os direilos e as
obrigajes dos Portuguezes residentes em Frauca e
doa Francezes residentes em Porlugal, a reciprocida-
de dos direilos dos dous pavilhes na entrada e salu-
da dos portos das duas najos, a posicSo mutua dos
agentes consulares dos dous paizes. Nao se estipu-
len favor algum especial; mas emfim he para Porlu-
gal urna estrada em cuja exlremidade pode encon-
trar certa emanciparan diplomtica da tutella da In-
glaterra, c he o que pude fazer a importancia de
urna Iransaccao mui simples em si mesma, e que de
maneira alguma era feila para despertar as suscepti-
bilidades ingieras.
Acaba-ee de ver rpidamente bocada a historia
desle pequeo novo nos seas elementos polticos in.
leriores, nos seus elementos Gnanceiros e induslriaes,
assim como nos raros incidentes nascidos dassuas re-
lajees com os outros paizes. Ha muitas incertezas e
fraquezas. Portugal he com ludo um dos estados que
pode adiar no seu passado exemplos de energia, de
actividade e de conslaneia cilos preparar um fuluro
mais favoravel. A primeira de lodas as necessidades
para esle paiz, be a eslahelidade poltica, lanas ve-
zes perturbada desde meio seclo por via de revola-
toes successivasf em que lodas as paixoes pessones
tem encltihido a scena e dlsputaram entre si o ascen-
dente. Creare desenvolver esta eslabelidade, he a
obra dos governos e dos partidos, he a primeira das
garantas para reparar as desordens, reanimar a pros-
peridade, fazer renascer a vida sobre este solo exhau-
rdo por lanas agilnjOcs esteris, e collocar Portugal
novamente em condires em que possa exitir por si
proprio, sem se arrastar nesle papel permanente de
salellile obrigado e subordinado da Inglaterra.
i'Annuaire de deux mondet.)
PERMMBIJCO.
KEC1FE 25 DE FEVEREIRO DE 1854.
A'S'6 HORAS DA TARDE.
. RETROSPEOTO SEMANAL.
Um grande fado precucheu quasi exclusivamen-
te a semana que vamos passar em revista; mas foi
um faci lgubre c altamente deploravel: entre bar-
baros ser elle trivial e rotuczinho, no meio da so-
ciedaile polilca c no ceulro de nma ridade populo-
sa, abalou as ronsciencias, e levoa o alarma a lollos
os espiritos estupefactos. J sabem os leitores que
fallamos do assassinalo do infeliz Fernando Anto-
nio Fidio, |>crpelrado no bairro do Rccifc |>clas 12
hora* do da 20 do corrente mcz. Essc atlenlado
alrqz foi r<-\ esl < lo e arompanhado de circuinslan-
cins capazo* de fazer cslrcmcrcr o publico, porcm
entre todas ellas sobresalte inconteslavelmciitc a
impassibilidadc ou a indiuerenja que favoreccu a
fugado assassino. Aquidecompoe-se a socie j nao he o publico, mas sim os individuos que tre-
mem: lodo lajo de solnlaricdade csvmpalhia pare-
ce rolo; c se Soln pode dizer que o governo, ou
antes a soriedade modelo era aquella em que a in-
juria feila a um particular affectava a todos os cda-
dos, fcil lie a qualqucr pessoa de senso o eonjec-
lurar o que se nao pode dizer daqaella sodedade
onde se presencia, de sangoc-rio, o maior dos cri-
mes.....Varias diligencias tem feilo a polica para
capturar o deliuqueulc, mas lodas bao sido infruc-
tfera*; algumas pessoas se tem prendido para ave-
riguar-oes.
Fra dcsta cidade, oulro successo leve lugar igual-
mente lgubre c medunho. Informam-nos que na
novoajao de Bezcrros, seis assassinatos se commet-
teram s no dia quarta-feira, 22 do corrente, sendo
victimas qualro raaos, qu aggrcdiram dous indi-
viduosseus prenles, que se achavamdenlro deuma
casa, e que depoisde inalaremdous dos aggrcssorcs,
sahiram para fura c moiTeram lambem no-mesmo
momento; vindo afnal a inorrer os'dous ltimos
aggrcssorcs |>elas maos de Ircs individuos, que che-
garam em soccorro dos agsredidos! Foi urna trage-
dia onde, por assim dizer, so liouveram protogoni-
las. A lodo esse horrivel espalhafato deu causa urna
porleira.que os agcredHlos arrancaram de cerlo lu-
ua i- onde a haviam col locado os aggressores.'! Ea
vista de semellianlos scenas, exigirao anda os leito-
res com nini Ui rio* c. reflcvocs ?
Mais oulro faci contra a seguranja pessoal nos
forueccu desgracadamcnteesla aziaga semana, a ul-
lima de rexerciro. No dia 25, pelas oilo horas da
nianhaa, um pardo sahido da cada, ha cerra de
qualro das, alacou um taberueiro na travessa da
Saiila-Cruz, queda ra da Guia (bairro do Reci fe)
dparao antigo|>or(o das cauas, e puxando por
urna faca correu-lbe qualro facadas, que pela ligci-
reza do taberueiro felizmente uaooferiram. O des-
almado inmediatamente foi preso e recolhidoa pri-
sao, donde ha |inuco satura. Consla-uos que elle faz
profissao de desordeiro, c de ccrlo parece ler lugar
guardado na cadea, pois que com lana brevidade
procurou vollar a ella. Outros muilos estilo no mes-
mo caso, porra nciu lodos iiodemscr \8oftlistt nos
seus desejos..,
Passemos a oulra ordem de fados,
lima nova companhia de seguros araba de organi-
sar-se nesla cidade, *ob o titulo de IndemnUadora.
No dia 23reuniraiu-sc os seus accionistas, e cle-
geram:
Presidente da assembla geral, o Sr. Joo Igna-
cio de Medeiros Reg;
Secretarios, os Srs. Aulonio Valenlim da Silva
Barroca c Manoel Francisco da Silva Novaos;
Directores, o Srs. Thomnz de Aquino Fonseca
Jnior, Alberto Forster Deinan e Jo* Jronle Tas-
so Jnior;
Siippleiites, o* Srs. Alfredo Willicrs e Juliao
Tegtmej'er ;
Membros da commisso de exame, os Srs. Anlo-
uio Valenlim da Silva Barroca, Jos Teixeira Bas-
tos e J, H. U. Holm.
No dia 20entrou dos porto do tul o vapor (real
Wctlern, lendo deixado, rom os anteceden les, lo-
das a* provincias desse lado em socego. A noticia
que mais deu no glo do respeitavel publico, foi, se
nos nao engaamos, a decrelarao dos vestuarios de
I que devem usar d'ora em 'liante os juics de direi-
lo, os muncipacs c d'orphaos, e os promotores p-
blicos. Alm disto, nada mais vcio, que mereja a
peua de urna rccapilulacflo.
No dia -21 tiveram lugar, na matriz do Corpo-
Sanlo, s exequias solemnes pela alma da Sra. D.
Mara II. rainha do Portugal, promovidas pelos
seus leaes subditos, os commerciantes portuguezes
desta praja. O acto foi feito rom toda pompa e mag-
nificencia dignas da augusta fallecida, e foi numero-
sissimo o concurso de pessoas de lodas as calliego-
rias que a elle alTJuiram. Sua Exc. o Sr. presidente
litares do eslylo, e um simples convite foi bastan-
te para que lodas as rasas de commercio nacionaes e
cstrangeiras se conservassem Techadas duranle todo
dia. Tanto foi geralmente applaudida o apreciada
cssa demonstrajao do mais fino patriotismo, em
urna circumslaucia cm que a morte ferio ao mesmo
lempo, ainda que desigualmente, aos dous paizes
raaos!
Enlraram durante a semana 16 embarcajOes e sa-
hiram 21.
Rendeu a alfaudega 56:076154 rs.
Falleceram 29 pessoas: 3 homens, 11 mu Hiero*
e 7 prvulos, livres; 2 homens, 2 mulheres e 1 pr-
vulos, cscravos.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSO EXTRAORDINARIA DE 18 DE FEVE-
REIRO DE 1854.
Pretidencia do Sr. baro de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg, e Albuquerque, Vianna,
Oliveira e Gameiro, faltando com causa o Sr. Bar-
ros Brrelo, e sem ella os mais senhores, abrio-se a
sessao, e foi lida e approvada a acia da antece-
dente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
l;m oflicio do desembargador Caelano Jos da Silva
Santiago, acusando a recepjo do desta cmara, em
que lhe remelleu o diploma de depulado provincial,
e dzendu que senlia nao poder tomar assenlo na as-
sembla, por ler de sabir para o campo a Iratar de
sua saude.Inteirada, equesoexpedissediploma-ao
supplenle competente.
Oulro do advogado interino, requialando a fnfor-
inaran que a coniadoria dera em 28 de dezembro do
anno de 1852 acerca da petijao de Joaquim Francis-
co de Paula Esteves Clemente, requerendo paga-
mento de cusas, para poder basear o seu parecer.
Mandn -se satiifazer.
Oulro do hachare! Antonio Maria de Faria Neves,
communicando ter em 15 do corrente entrado no
exercicio de.juiz municipal da primeira vara desle
termo.Inteirada, e que se respondesse.
OSr. Gameiro fez o seguinle requerimenlo que foi
approvado:
o Requeiro que se ordene ao engenheiro cordea-
dor levante ecm brevidade possivel, as plantas dos
povoados dai freguezias de Sanio Amaro de Jaboa-
laoe Sao Lourenco da Malla, afim de melhor se re-
gularcm os alohamenlosdas edificajes nesses lu-
gares.
Pajo da cmara 18 de fevereiro de 1854. Ga-
meiro.
Manduu-seexpedir ordem aos fiscaes para vislarem
ao menos urna vez por semana, os eslabelecimenlos
onde se niede e pesa, e examinarcm a exaclido dos
pesos e medidas, e asanidade dos gneros, providen-
ciando sobre lodo quanlo possa evitar os abusos que
costumam pralicar-seem laes casos, e Irazcndo ao co-
nhecimento da cmara aquilio, que nao couber as
suas allribuijOes remediar: ao fiscal de S. Jos,
mandoii-sc alcm disso que se dirigisse ;i casa publica
das aferiroes, afim de verificar se estas se fazem de
conformidade com o respectivo regu lamento.
Mandou-se determinar ao procurador que ajuizas-
se as 2 le tras ultimas, provenientes da arremata jSo
eila por Jos Ludo Montciro da Franca, do imposto
de 500 rs. sobre cabera de gado que nao foram pagas.
Fez-se a apurarao geral dos votos para um depu-
lado a assembla geral legislativa, que tem de preen-
chera vaga dexada na respectiva cmara peloExm.
conselheiro Dr. Jos Thomaz Naboco de Araujo; re-
meltcu-se a copia da acta ao ministro do imperio, e
oulra ao eleilo que foi o mesmo conselheiro para lhe
servir de diploma.
Despacharam-se as pelijes de Antonio Jos Soa-
res, de Fructuoso Jos PereiraDulra (2), deJooGo-
mesda Rocha, e levaulou-se a sesso.
Eu Mauoel Ferreira Aecioli, a escrevi no impedi-
mento do secretario.Barao de Capibaribe, presi-
dente. neg e Albuquerque.Mamede.S Pe-
reira.liego.Vianna.Gameiru.
REPARTIQAO' DA POLICA-
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnambuco 25 de fevereiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cnuha e Figueiredo,
presidente da provincia.ul; Carloi de Paiva
Teixeira, chele de polica da provincia'
PUBLICADO A PEDIDO. "
Parte do dia 24 de fevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quedas
partes boje recebidas nesl reparlijao, consta lerem
sido presos: i ordem do delegado do primeiro dislric-
(odeste termo. Quinlilianodc Goes, por ser desertor
do 2. batalho de nfanlari de liuba ; ordem do
subdelegado da freguezia de S. Frei Pedro Gonjal-
ves, o indio Prudencio Pereira, eos americanosMa-
cahn Johns, e Johu Joong, sem deelarajao do moti-
vo ; i ordem do subdelegado da freguezia de S. Jo-
s, MalhiasTeixeira de Paiva, por ter maltratado
un soldado do corpo de polica, e Luciano Maga-
Ihaes Ribeiro, sem deelarajao do motivo: e a ordem
do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, o prcto
Caelano, escravo lamban, sem declarajo do mo-
tivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
iVrnanibuco 24 de fevereiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia. Luiz Cario de Pjira
Teixeira, chefe de polica da provincia.
N. 760.Illm. e Exm. Sr.Bernardo Antonio de
Miranda, pede aS. M. o Imperador, no requerimen-
lo incluso, se digne mandar reparar a injustija qQe
supp&e lhe flxera esla thesooraria, dncgando-lhe a
restituirn da siza que pagara em 26 de selemhro de
1818, da permuta que fizara com a sania casa da
Misericordia de Olinda, de nma casa lerrea no valor
de 1:5008000 n.
Allegando o supplicante que a escriplara dessa
permuta, que em 20 de oulubro de 1848, se lavrara,
tirara sem efleito, por nao a lerem assignado alguns
dos mesarlos da mencionada Santa Casa, e que o mes-
mo succedera com a oulra escriptura lavrada em 7 de
junho de 1851; pretenda acbar-se comprehendido
na primeira hypolhese da ordem de 8 de novembro
de 1838. para que se lhe fizesse a mencionada resli-
luijo, visto que havendo-se lavrado a lerceira e ulti-
ma escriptura para a mesma permuta em 30 de jo-
nhodel851, Tora paga previamente nova siza, na
importancia 905)000 rs., por se adiar j reduzido es-
le imposto a seis por cenlo. Nao obstante porm e
la allegaefio, entend, e ainda agora enlendo, que o
direito do supplicanle se achava duvidoso pelas ra-
zoesqae passo a expender.
Para qne se possa verificar a reslituijSo de sua pa-
gados termos da ordem de 8 de novembro, supra
mencionada, he raister que o reclamante prove con-
cludenlemente urna daa duas liypotheses nella con-
leudas, sendo que no caso contrario dever fazer va-
ler sea direito contenciosamente : ora.ao supplicante
que se suppunha comprehendido na primeira hypo-
lhese daquella ordem, cumpria ter provado condu-
dentemenle, que a Santa Casa da Misericordia de
modo algum entrara na posseda rasa permutada, e
nao o lendo feilo, oulra nao poda ser a decisao da
thesouraria, se nao aquella de que se elle queixa.
Nao provou o supplicanle coneluden lemenle a exis-
tencia da mencionada hypolhese, por que nem est
demonstrado por seus documentos, que as escriptu-
ra de que se traa, ficassem annolladas pela falla al-
legada da assignatura d alguna mesaros, sendo que
nao se declara quantos elle* foram e que cargos oceu-
pavam em mesa, e nem a ola de *em efleito ,
que se diz lanjada pelo tabellio, he sufficiente para
annullar a escriptura depois de eslar assignada pelas
parles contraanles,e he corrcnlissinao que o dislrac-
lo amigavel feilo depoisd'assignalurl do contrato de
venda em lugar de dar direito a reslituijao da siza
paga, est sojeilo a novo pagamento desle imposto,
como se deprehende da ordem do SI de marco de
1818, e explcitamente declarou a de 8 de jandro do
correnttanno.
A isloVcresce, qne nao tendo o supplicanle junta-
dos conhecimenlo daquelle pagamento, como era ti
dispensavel, nao se lhe poda fazer a reslituijJo pe-
dida ainda que direito a ella Uvesse, direito alias que
ainda se lhe contesta com as segainles razoes.
Nao pode deixar de merecer a atlenjUo da thesou-
raria o lapso de lempo que decorreu depois que o snp-
plicanle pagou a siza, deque se trata, al que pedio
a resliluijo della, e ainda mais a circumslaucia de
se pagar nova tiza, quando em 30 de junho de 1851,
leve de lavrar-se a terceira escriplura dessa permu-
ta, e se isto nao era urna prova de que as escripturas
anteriores foram milliliradas por Iransacjoe* das par-
les entre si, era por cerlo motivo snfticienle para tra-
zer ao espirito essa duvida, oque bastava para exi-
gir-se i> cumpriment do final da ordem de 8 de no-
vembro de 1838 ; pois que s em um processo judi-
cial, que admille mais ampio* exames, se podero
bem apreciar a* razoes ponderadas pelo suppli-
canle.
He verdade que o supplicante pretende provar
que sempre esleve de posse da casa permutada, e
que nunca passou ella ao dominio da Santa Casa, com
o conhecimenlo da derima que agora ajunta, mas es-
le documento provando que o supplicanle pagou a
decima dessa casa, nao prova de modo algum o que
elle pretende, por que lendu-se realisado tal pagamen-
to em 23 de setembro de 1850, islo nao impede que,
contratada como foi a permuta cm setembro de 1848,
alguns diasou mezes depois se euecluasse o distrac-
to amigavel, antes de fazer-se alguma averbajao na
citajao competente.
Quando porm nao sedessem as razoes, que licam
expendidas, e que parecem excluir o direito com que
se suppoe o supplicanle, ainda urna queslao cum-
pria ventilar, e para cuja solu jao nao seriam por cer-
lo sullirienlcs os csclarecimenlos, que podem forne-
cer um processo administrativo, cujos termos soalis
mui circumscriptos. O supplicanle pagou, como fica
dilo, e elle confessa, em setembro de 1848, a siza na
razo de dez por cenlo, e sendo cerlo que com o res-
pectivo bilhele poda ser lavrada a escriptura em
qualquer poca, segue-se que admillindo-se mesmo
toda a sua allegaco acerca da invalidajo das escrip-
turas anteriores a ultima que se elTectuoa em 30 de
junho de 1851, devera ler sido lavrada com aquella
mesma siza. Em lugar disso, porm, pagou nova si-
za na razao de seis por cenlo, mas deverido restituir-
se smentc, oque se paga indevidamente, parece que
a resliluijo, que em tal hypolhese compela ao sup-
plicanle era a da ultima siza paga, lano mais quan-
lo se pode concluir que com seu procedimenlo leve
elle smenle em visla aprovelar-se da redujao do
imposto. Sao eslas as razoes que dirigiram a thesou-
raria qne nao tomou conhecimenlo da ultima replica
que a respeilo dessa resliluijo lhe foi dirigida, em
razao do eslylo em que se acha ella concebida.indeco-
roso e nimiamente oOensivo de sua dignidade.
Dos guarde a V. Exc. Thesouraria da fazenda de
Pcrnambuco,2:1 de setembro de 1853.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presiden-
te desla provincia.O inspeclor,./oao G'ofoic da
Silea.
LITTERATIRA.
L
Mauricio den alguna passou, e parou como para
proeara/lo entre a* arvores. A experiencia d finura
ao mais candido. Mauricio civilisava-se.
Do sua parte Bernardino observava Mauricio, e
larejav* o r como na ligre para ver se as exhala-
joes eram puras de perfidia.
Suas suspeitas pareeeram-lheinjustas; elle conhe-
cw muito o primitivo Mauricio para suppo-lo capaz
da improvisar um plano de sagaeidade conlra um
nimigo. e cadendo a essa idea (ranquillisadora adan-
. lon-sa com pana, descansado e fronte serena.
Mauricio iinitmi aa passo, e ew fronle e emen-
dando a mito, dissa-llie :
Trani|iiilli.^e, lado ser pago boje.
S? mesmo instante o joven criouln lanjnii-se so-
bre Bernardino e aperlou-n vigorosamente rhaman-
do por aeus dous ajudanles.
na lula terrivel travour-aa entao. Bernardino,
tMMtndido pelo ataque, daya orros de pancera e
em falta de punhal rasgava com o denles o pelo
do mimigo ; porm, moco e cheio de vigor dle to-
mn logo a offensiva. levantou Maurldo e lancou-o
obre a relva.
O soccorro chegava no r^BiNjnnnianto. S ouvisle com delicias oulra* vozes viudas de fra ; por-
conlra seus dous novos assallantej'e ednW~Mauricio' que.eu sqneria Ivranucanienle impr a minlia a
que tornava a levanlar-se, Bernardino armoi*Mas "
suaa duas pislolnhai e ameajoa fazer fogo.
Xavier hornero de recurso* instantneos, como lo-
dos o* lilho. da uaturea, apanhou om enorme ramo
boabab quebrado pela ultima teropeatade, e co-
bnndo-ae com este immeneo escudo natural, dei-
aando-o cahlr como orna arvore viva Sobre Bernar-
dino, derriboa-o soflrendp dona tiro perdidonios
O aventureiro vio-te logovergonhosarneule agar-
radocomo o tigre no fundo do fosso, que o carador
eohriad* ramos. v
Amarraram-no forlemenlepe Xavier e seu com-
Mhrocondutiram-i,onaraa*lfndega da Porto
Natal, onde um armazem foi pala primeira vez mu-
dado em prisao. Xavier promelteu lavar naqnell
mesma noile as pejas do processo criminal pira a
lnlruc{*> do llorney-general de Cap*Toti.
lIS0 Vi Mauricio feri0<> lula com o
aventure.ro, Blorii derramo lagritnts, e batendo no
pello, dwse o Toda* estas desgrasa v,era de mim!
f.0'nrl^U1' Pela m.inl,a fal"'' ficarei mais tranqoll-
la, quando liouver dilo lodo I
nr!nlam!iaTm"n!' "" confissao Ps de Mau-
dissa'-lb?" eP'S e 0nvW" fn falerromp-la.
_ Nao le aecuses, querida Elora ; orna mulher
sTl'noor.5SerCU,r,la- T"dvem do homem
1' l *matmo ^m- 0"-me, n.inba ami-
ga ouve-me. Tenbo refleclido muilo desde esla ma-
de Dos ; porque sao justa, e no possoallribiiir-m
a honra da l-las inventado am lao pouco le ,po
K's innocente Elora o culpado son au ;
pecas perdao de minbas faltas. Drsprezei as nlen-
coesda Providenrin e isolei-n.nde niaus semelhanias
nesla Ierra, onde devenios ajudar,nos una aos ou-
tros, e arralear em rommnm os virgens dominios de
Heos. Fizde li rainha escrava, ineili la belleza em
um deserto, conlrariei os nsliiiclos mais innocenies
da mulher, e quiz mudar violentamente sua fcaqueza
natural em forja. Tu, querida amiga, le revollas-te
sem o saber contra mcu egosmo, seguiste las in-
clinacoes na primeira occasiao qe le foi offerecids
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
parles hoje recebidas nesta reparlijao, consla lerem
sido preso*: a ordem do subdelegado da freguezia
do Pojo da Panella, Jos Antonio Teixeira. por ha-
ver espancado a um menor .Francisco,conbecido por
checheo, por liaver fracturado urna perna a Manoel
Jariiithn, Manoel Lopes, para averiguajespoliciaes,
eo preto Ignacio, escravo de Jos Francisco, por an-
dar fgido; e a ordem do subdelegado da Vanea,
Antonio Jos de Sania Anna, para averiguajes po-
liciaes.
leus ouvidos. Houve abuso de poder de minha i
soffii o que mereca, c toda minha vida he de
serWejeconbecido ; porque conservaste-me sempre
leu amor, e tua revolla foi apenas a dislracjao de um
momento. Assir nao le aecuses, pelo contrario, per-
da-me.
Elora Olivia essa palavs-jnaudilas na historia
conjuga] dos homens, e as lagrimttavgue lhe corriam
pelas face?, cahram-lhe no seio como perolas.
E' mais inslruido (que eu, querido MabYYcio,
respondeu ella, e o que dizes deve ser verdade, en?
Uira eu niie o comprehenda bem... B'* entao a cau-
sa de ludo o que lem acontecido 1 Foste fu que me
inspiraste o pensamenlo de abrir opacte do mar-
cador, de comprar um enfeile que no podamos
pagar, de sabir; nao obstante la ordem, do paleo da
habita jao e seguir esta mancebo al beira do mar ?
Foslo tu que commelteslo todas essa* fallas, ea ou
innocenle Oh 1 eis ah o qu ajamis poderei com-
prehender... Oque comprehendoheo aeguinle Mi-
nha rewiurao est tomada : dar-me-bis florea par
Shakespeare.
I.
O primeiro ensaio do rcnascimenlo dramtico
na Inglaterra foram myslens, islo he, obras compos-
tas sobre assumplos christao*, e liveram por actores
e muitas vezes por auloes pessoas pertencenles i-
greja. O maisanligo monumento nesse genero, he o
thealro de um religioso allemao, Hroswitha; dala
do seclo 10. Os Inglozes em sua historia lilterarja
mencionam em primeiro lugar o myslerio de. /la
Catharina, o qual altribuem a Geoflioy, reits' de
um cullego perlencenlc i universdade de Paris, de-
pois abbade de Saint-Alban. Conta-se que nu dia se-
guinle ao da represeotajao de Santa Catharina, 'um
incendio devoran a casa e os livros de Geoflroy, as-
sim como as capas d'asparges, quo elle linh pedido
emprestado abbadia de Saint-Albans, para vestir
seus principaes personagens ; elle vio nislo ama cq-
lera do cea conlra o diverlimenlos do thealro, o que
o determlnou a ser padre para expa jao. Convenlry
(ornou-se famoso pelas representajSes que ahi se
davam na sexta-feira santa.
Esse myslerio*eram ordinariamente ama para-
plirnte dn Anligo ou Novo Testamento, semeado de
um grande numero de anaclironjmo*u maneira des-
se pintor hollandez, que em um quadro, fez condu-
zir Jess Clirsto ao supplicio por fuzileiroa. Na
Traieao de Judoi, um judeu falla da cidade de Lon-
dres. Julgamos ler encontrado na Aioratfo doi
Patloret, a velha intriga do Advogado Pathelin:
em vez de panno, Irata-se de um carneiro furtado ;
e os subterfugios que emprega o ladro para nSo ser
conbecido, sao pouco mais ou menos os mesmoi do
que se val* o devednr de Mr.Guillaume.Encontra-se
alguma* vezes nos dilogos versos, metade em ltim e
melado em inglez.
Plalos, para variar *eus prazeres e os do espacia-
dor, poe em hemislichio latino por cima de oulro em
inglez e reciprocamente. O espirito da divertida In-
glaterra manifesta-se nesses myslerk, e ahi vemos
No obrigado espancar sua mulher para a fazer en-
trar na arca.
O gosto pelo* mysterios derramou-se bem depres-
sa ; nao s na capital, senao em toda as cidade* e
aldeias. Carew falla dclles em sua descripjo da
provincia de Cornvvall. o Os habitantes desles an-
ises, diz elle, sao mais apreciadores do* myslerio* que
dosoulros espectculos.
Bepresenlam-os em um campo abarlo, em nm ler-
reno de 40 a 50 ps de dimetro; lodos os campone-
zes para ahi se dirigem em multido afim de verem
o milagrea e os assumplos tirados da Escriptura
Sania, pronunciados em idioma cornwalliano. Os
diabos e outros personagens lambem divertidos, re-
crcam seus olhos e suas orelhas.
Os differentescorpos de oflicios adoplavam os mys-
terios e se enlregavam sua represenlajo, nao me-
nos que 09 clrigos das igrejas.
Eis-aqui as particularidades dos mysterios da Pcn-
lecostes, representados em 1328. Elle* darao urna
Idea exacla de lodas as solemnidades desse genero.
Es9as, particularidades se acham nos manuscriplos
conservados pelo museo britnico.
A qnda de Lucifer era representada pelos curti-
dores ; A creajao do mundo pelos mercadore* de
panno O diluvio pelos tinlureiro ;A historia de
Abraham de Lolli e de Melchisedeck .pelos bar-
baros ; A historia de Moys, de Balac e de
Balaam com o papel da beata pelos carapocei-
ros ; A SaudajAo e Nallvidade pelos carpin-
teros ; Os pastores com seus rebanhos pelo*
pintores e vidraceiros; Os tre* res magos pelo*
(aberneiro* ;A oflerla do* magos.pelos bufarinhei-
ros ; a matanja dos innocentes, pelos ourives;
A purifica jan pdos alveitares; A tenlajao do
deserto', pelo* carniceiros ; A ultima scena ,
pelos padeiros ; O Ceg e o Lzaro pelos lu-
veiros ; Jeso e o leproso pelos sapateiro ; A
paixao, pelos archeiros, fabricantes de fiexas e quin-
calheiro ; A descida aos infernos, pelos czinhei-
ros e pasleleiros ;A Kesurreicao, pelos pelleiros;
A Aseen jao, pelos alfaiates;A eleijao de S. Ma-
'Iheus, a apparijao do Espirito Santo, pelos vende-
dores de pexe;O Anlechristo e o ultimo juizo pe-
los leceles.
Se examinar-so (odas essasapplicajoes, enconlrar-
se-ha o espirito maligno da media idade ; ha llusoes
occullas para nos, mas ha outras que sao ainda sensi-
veis ; he assim qee se faz representar o Diluvio pe-
los tinlureiros, a Paixao pelos archeiros e fabrican-
te de llevas, a crcajaodo mundo pelos fabricantes de
panno, eocarregados de veslirem o mundo oascente,
a Descida aos infernos pelos cozinheiros e pasleleiros,
que eram repulados enviar para all batante gente,
e conhecer o lugar, e a Aseen jao pelos al faites, em-
pre idos como ladres e as quaes o prolongado gra-
cejo allribuia azas para voar. Cada corporajo te
preatava de boa vonlade a essas intcrprelajes de es-
tados.
As moralidadei succederam logo aos mysterioi e
anniinciaram a comedia. A salyra enlrou na per-
sonificajo da virtudes e dos vicios. A abstraejo
fez refleclir. Todas essas mudan jas como diz Malo-
ne, nao se eflecluaram repentinamente, e os especta-
dores tiveram de licar gradualmente privados de
seus modos de diverlimenlos ; he o que succedecnm
efleito em lodoAos melhoramenlo*. O habito conser-
va muito lempo os espiritos sujeitos: os enlremezeC
representados na crle'de Uenrique VIII e de E-
duardo Vil abriram caminho a comedia. O bobo do
re, John Ileywood se fez nolavel, assim como Bale,
bispo de Ossory. O primeiro era calholico, o segun-
do protestante ; seus entremezes reproduzem as
quesldes religiosas do lempo.
Fzemos menjflo da-tragedia de Gordobue, de \Fer
rex el Porrex, de Thomaz Shakville, lord Bruck-
hanl. Essa tragedia representada perate a rainha
Isabel em 1561, he considerada como a primeira tra-
gedia ingleza, que merece esle nome; o tlenlo que
Shakville moslrou depois, nao eslava ainda desen-
volvido ; he a obra de om grande eslndanle. O an-
lor esludava entao na universdade ; compoz urna
these verdadeira sobre as consequenrias falaes da
amhijan e sobre as vicissudes da fortuna. Shak-
ville proclamava nella a submissao absoluta as von-
lade* dos soberanos, ainda quando etses soberanos
ordenem o mal ;elle poz finalmente essa mxima em
pralca: nao se dedicou elle sem resistencia aos inte-
resses de Isabel? Sideny reconheceu na tragedia de
Gordobue trajo dignos de Sneca ; Pope elugiou-
lhe bstanle a correcjo do eslylo e ajgravidade
mas felizmente a tragedia ingleza lomou um oulro
norte.
A primeira tragedia ingleza que se cita com honra,
tem por titulo Gammer Gatlon'i Needl, (a agullui
de Gammer Garln), comquanto fosse precedida de
urna comedia muito mais curiosa, a de ltalph Kogs-
ter Doyster. As scenas da agulha de Gammer Gar-
ton, muilo mal ligadas, apresenlam apenas um esbo-
jo informe ; comludo enconlram-se nellas urna idea
cmica c alguns caracteres bem delicados ; ei;-aqui'
o pensamenlo : Gammer Garton perdeu a agulha
com que concertaos caljes, com que seu marido sa-
be no domingo. Esla parda lhe cansa um grande em-
barajo. Depois de rauil procurar, de muitas dis-
pnlas e de muilos cmbales, ella acha a agulha pre-
gada nos caljes. Esla feliz dcscoberla produz o des-
fecho. A fecundidade de espirito do aulor achou
meio de fazer cinco actos na pona dessa agulha. He
um edificio demasiadamente cousideravel para a ba-
se ; porm nao he urna imagem fiel dos accidentes
ordinarios da vida t Quanlas quesles domeslicas,
que esforjo? perdidos, pesquizas importunas por cou-
sas que esli, as mais das vezes, debaixo de nossa
mao, e que com um pouco de paciencia feriamos a-
chado inmediatamente Quemnao lem procurada
vinle vezes cm sua vida a agulha de Gammer Gar-
ln '!
A realeza c a nobreza rivalisando com as unver-
enfcilar meus cabellos, s ouvirei tua voz, c nao sa-
hirei mais do palco da habitaran.
Ests enlo decidida a obedecer-me pergun-
lou Mauricio mu rindo.
Sim, Mauririo, a mulher deve obedecer ao ma-
rido, diz o evangelho.
Mas, lornnu o crioulo, o marido deve obedecer
juslja, dia a razao.
Emfim, Mauricio, ordena, e vers.
Eis minha ordem : Chama tuas criadas e vea-
le-le... Nada de admirajao, nada de reflexoes, obe-
dece.
^ Mauricio abrajuu le menle a mulher a sabio.
Elle den orden* minuciosas aos criados, muoo-se da
earteira de l.ielor Adriaran spm esqueeer-se das car-
las do lieriunlino, e oll'ereceuito o hrajo i mulhar.
dsse-lhe :
Minha querida amiga, Adao por sua falla foi
expulso do Panizo ; assim nao tomaremos a entrar
nesla habita jao. Vamos-viver onde vivem nossos ir-
inaos. Ha por loda a parle corardes nohres que nos
romprehenderao. A solidan s he boa para os anjos,
se descessein do cao.
Promelli ouederer.disse Elora sorrindo.
Y, os dous esposos encaminharam-se a p para
Porto Natal pela avenida cheia da sombra e de fres-
cura.
Elora, disso Mauricio no caminho, o plano de
muilia vida era mo ; rasgo-o, e eis aqu o novo. O
processo criminal que vai fonnar-se me restituir
loda a minha riqueza, e viviremos com esses bons
habitante de Porto Natal. He urna colonia modelo.
INella cominellc-ieumcrime hoje pela primeira vez,
e os culpados ajo eslrangeiros ; a honra da colonia
permanece intacta. Segnisle-me sem pergunlar para
onde lamo ; agradejo-le essa obediencia muda. Va-
Mis para a hospedara de Cap-Tovvn, na qual eucon-
Ira-stKama hospitalidad* palriarcbal. Nao se teria
achadn iiada-JSlhor na Idade de Ouro, se nella ti-
rse havido hos^ieTniriiis : lie a casa de todos. Os
que pagaro sao bem reSsitdos e melhor ainda os po-
bres de Jess Chrislo. Em poiRSagJ'? poderei fcil-
mente adiar urna linda habilajSo^lieira ,i0 mar,
com bellas arvores, bailas aguas a bonsvBWl'1''*' N*o
quero mais isolamenlo, nem solido, nem _
Viviremos como vivem todo*, e debaixo da proteeci
de lodos.
Cuslava muito a moja con ter sua alegra ouvindo
urna linguagem lao nova, e seus olhos tao longo lem-
po encarcerados em eslreitas perspectivas, sempre as
mesmas, espraiavam-se com delicias em urna cam-
pia infinita cultivada pela maodo liomem e da ci-
vilisajao.
A vida moslrava-se por loda a parle, nao com
seu tumulto grosseiro, seu alarido burguez e sua
multido silenciosa ; mas essa vida que revesle-se de
lanos encanto* nos limites de um deserto, no domi-
nio das feras ; a vida que cania as ribanreiras dos
regalos, cobre de urna I urna ja azul o laclo dos ca-
saos, cnudii/ a charra por um solo virgen), rolhe
fruclos doces de arvore selvagens, abre o Irilho da
vida com : carreta do* campo*, muda as rovas do
repli em bellos jardins, e da euitim s joven* mais
a segurauja de seos amores, quando ella sorriem a
um berro.
Mauricio e a mulher oheganm a Porto Nalal ao
meio dia, islo he. no momelo em que os negocios
commerciaes eato suspensos, e que a tetta india ador-
mece os colonos as casa eo marinlieirns no con-
vjzdos navios.
A meca abrigada sombra de seu chapeo de sol
chine/, raminhava sorrindo alravez de novas sor-
presas. Seus olhos nRo haslavam mais para o espec-
tculo ; olla passava diaule de jardn cheio* de som-
bra, onde meninos lonros ebellos como anjos brin-
cavam com passarnbos de ouro ;. ouvia alegre* su-
surro* de fonlcs, cantos divinos de mojas, accordos
de instrumentos invisiveis, doce* murmurios de vo-
zes humanas alravez das galosia*.
As pequeas estradas permanecan) deserta*; o
porto alegre coro seus navios guardava o silencio do
repouso, e do alio de seu maslros s enviava praia
as ndulajoes de suas baudeiras e flmulas agitadas
pelo vento do meio da.
Era precisa cssa dislrarjo poderosa para fazer
Elora esqiiecer-su em lao punco lempo dos espanto-
sos incidentes de dous das longos como dous *e-
culo.
Assim, so depois da morte, Dos no enviaste re-
pentinamente para alguma dessas Ierras, que tem
um annel como viuvas do sol, ou que silo allumiadas
por estrellas cor de rubim ou de esmeralda, esquec*-
-amos na embriaguez do espectculo revelado nos-
mizerias mais recentes desle mundo.
sidades, liveram sua*. companhia particulares de
comediantes. Isabel concede aos criados do conde
de Leicesler o privilegio de um thealro publico apa-
ra recreio de seos queridos subdito?, como para seu
proprio deleite a prazer n e acrscenlou : ir em aua
cidade de Londres, o env qualquer oulra de suaci-
dade*. a O loed maire se oppoz com protestos epe-
lijOes. O espirilo porifano combalen desda o sea
nascimento a* imtiluijoa* dramtica* : o* labellSe*
regiilraram todas as calamidades do lempo, Todos o*
fiagello* do co, como provenientes da* representa-
joea iheatraet, apezar disto, conslruiram-se algum
Ihealro*. Havla grande necettidade da que elle* te
aperfeijoatsem ; ludo quanto pertencia scena era
grosseiro e Pbilippe Sidney a asee respailo no* de-
xonalgumas miuociotidades interetsanles:
Vemos primeiramente, diz elle, Ir damas que
passeiam colhendo ores, e devenios crer que a cena
Representa um jardim. No mesmo lugar ouvimos
fallar de am naufragio, e ningnem duvida entflo que
o jardim se tornasse um rochedo. De, repente appa-
rece nm monslro que vomita fogo e fumo, e quasi
que tomaramos o rochedo por urna caverna, se dous
exercilo* que se perseguem e ebalem, nao viessem,
composlos de qualro espada* e de qualro lan jas, pro-
var claramente aos pobres espectadores, que elle*
lem diante dos olhos om campo de batalha.
A imaginajao do espectador, como se v, era Abri-
gada a lupprir os defeitos daarle. e elle* se apinha-
vam em p na platea, terreno pouco abrigado con-
tra os intemperies do ar. Alguns genlishomens ou
bellos espirito* privilegiados se asseotavam no thea-
lro aos ps das lindas damas, como Hamlet aos ps
de Ophelia ; as outras pessoas, que podiam pagar
um xelim, acham logar as galeras sobre postas em
tres ordens. Pagens com caximbos cheio de tabaco
estavam por delraz de alguns especladores, que fu-
ma vam ; o panno se abra pelo meio e o scenario era
coberlo de junco.
Os thealros melhoraram um pouco, porem lenta-
mente. O genio dos poetas em desforra lomou um
poderoso vo. lima vigorosa raja de autores dram-
ticos nasceu no meio do reinado de Isabel, e he tem
razo que Dryden faz dizer a Shakespeare :
Ifonnd not, bul crealed first lite ttage.
Shakespeare nao creou o thealro inglez ; achou-o
eslabelecido. Seus predecessores eseus coulempora-
neos o igualaram algnma vezes, eodoulorJohn Taz
observar somente que elle elevou a eloquenca do
dialogo ea grandeza dos caracteres a um mais alto
grao. Malone conla apenas trinla e qualro obras im-
pressas al 1592, poca em que Shakespeare prnci-
piou, como se soppe^ sua carreira dramtica ; mas
linh'a representado om numero infinito della*. Os
autores vendiam seus dramas aos comediantes, o que
demorava a sua publicajilo, para nao prajudicar o
resultado da representapo ; as obras de Shakespeare
s foram publicadas oilo annos depois de tua morte
por seus velhos cantaradas Uemmnge e Cundell.
Entre os predecessores e contemporneos de Sha-
kespeare.convem citar Lyly.Marlow,Hcywood^li-
dleton-, Bowoley.Maralon.Chapman. Decker, Webs-
ter, Beaumorit e Flelcherl Beu Johnson, Ford, Mas-
inger, Marfow, cojo f'a(isi|inspirou o de Goeellie,
Beaumonl c Flelcher, o dassico Ben Johnson, equi-
libraram em vida a repulacao de Shakespeare. Ad-
mira-se com cQeilo em auas obras cenas que nao
cedem em nada, debaixo do poni de vista de inven-
jao e de eslv lo, aos mais bellos do grande dramatur-
go. Alguns o eicederam em fecundidade. Thomaz
Heywood s, compoz duzenlos dramas. Urna cousa
bastante curiosa ; he que Spencer, em 1598, no mo-
mento em que Shakespeare ia pegar da penua, se
queixa nos pranlot da muta da decadencia do thea-
lro. Shakespeare nao creou porlanto o thealro inglez,
rcformoii-o. Beconunenclamos os trabalhos crilieos
de Hazzlett, deC. Lamb, dePhilarle Chasles, quel-
les que desejam conhecer o genio de seas contempo-
rneos sem recorrer s suas obras, das quaea a inte-
ntara ingleza possue nilidas edijOet.
A maior parte dos dramas de Shakespeare foram
represenlados nos Ihealro de Blak-Friar e do Globo,
thealro* servidos por comediantes de S. II. Malone
distingue este thealro naqndla poca; mas vejamos o
poeta chegar a Londres, e Incemos 15o rpidamente
quanlo fr possivel a sua vida cheia de inleresse.
He geralmente sabido que Shakespeare sahio mui-
lo cedo de nma escola de Siratford, com mui peque-
a proviso de grego e latim.para associar-se ao com-
mercio desea pai, o qual preparava 13a, e nao liuba
escrpulo, se devenios crr Aubrey, de vender seus
carneiro* em porjo ou a relalho depois de os ter tos-
quiado. Os commenladores agradeceram muilo a
Aubrey esta revelajo: a idea de carniceiro que des-
perla este commercio, nao pode e alliar,segundo d-
les, com a nalnreza compassiva de Shakespeare : en-
tretanto Aubrey, que viva cincuenta annos depois,
leve de fallar conforme certas tradijes, e chega al a
a dizer que Shakespeare, no momento de, abater o
animal, recilava nm longo discurso moilo potico,
que a victima provavel me ule bem pouco lhe agrade-
ca, mas que diverta bastante o especladores. Era
o primeiro arremesso de seu genio. Como a myOtolo-
ga eslava entao em pleno vigor, elle se eomparava
com um padre anligo consagrado aos servijo do
deoses. Osdeaseseram entao os bons habitantes de
Slratrord.
Na he possivel crr que essa occupajOet fossem
muilo de seo goslo. Shakespeare se ligou com man-
cebos de sua idade, exedlenles bebedores, grandes
cajadores, e em um- paiz em que os despojo* de Bo
bin-Hood e de seu imedialo Lille John a calen I am
de ordinario as crean jas, elleenlendeu que devia ex-
ercer um pouco o nfficio do ladrSo de caja. Maln
um infeliz gamo na trras de.sir Thomaz Lucy, pas-
sou urna noite preso na casa do guarda campestre.
Reprehendido publicamente pelo nobre cavalleiro, a
indignarlo, qne resenlin desse Infmenlo, lhe ins-
piran vilenlas salyra*, as quaes lhe acarreltaram
urna rigorosa perseguijao.
Como conseguio elle oflender sir Thomaz Lucy 1
Foi chamando burro a um membro do parlamento e
juiz de paz ? Nao, he de crer que sir Thomaz Lucy
revelasse esse insullo, mas Shakespeare nao se con-
tentou desla comparajau; gostava dos trocadilho de
palavras, ainda que mos, e do burro passou ao ga-
mo; procurou pregar a cabera do animal em ques-
lao- no hraso de sir Thomaz Lucy, o que quera pro-
var que a colera de sir Thomaz provinha dahi, e case
digno cavalleiro por morte de sua mulher, senlio a
uecessidade de vingar a virtude calumniada daquella
nobre dama. Em una greja de Charleo!!, onde se
enconlram ainda os monumenlos da familia Lucy,
ha um consagrado a memoria de sir Thomaz e de sua
mulher, em honra do qual elle tinha composto um
epilaphio concebido em termos em phalicos, e termina-
do desle modo :
o Que devo dizer mais? era urna mulher lao per-
feila e ornada de qqalidades, que nao havia, quem o
fosse mais, sem que a podesse igualar. Como ella vi-
veu virluosamenle, morrea como urna sania. Aquel-
te que sabe melhor que ludo islo que aqui esl escrip-
lo.era verdade.Tlurnaz Lucy.
S urna lembranja nm restara vagamente no fun-
do docorajao para apparecer depois ; axbamma de
algum amor terrestre, rhamma que nada pode apa-
gar, nem mesmo o espectculo de om planeta atilin-
tar, ou de um mundo novo allumiado por dous ses
de iris.
A mulher d Mauricio, ao chegar a essa (erra no-
va de Porto Natal, s conservava o amor. A casa que
Mauricio escellieu para sua hahitarao est situada
na vi/.inlianca* do |iorlo, e ha rodeada de helios edi-
ficio onde vivam familia* da marinbeiros alloilo aos
habito* ila larra, mas que se recrelam empre com o
Cper I aculo dasaa ocano, que deu-lhes a riqueza,
aia vnla ail'ecluosa e asauda.
V.m lotlo o pai/ do mundo o* inarinlii-ru* sao ho-
mens da bem por axcellenca. a a mais feroz nii*aii-
Iropia deveria lazer urna exceprao am favor doli
em seus analheinas conlra a humanidade.
Elora e Mauricio acharara logo'velhos amigo nes-
se* vizinhos de um da, lodos os servo* do Paraizo-
Kalal vieram retinr-se ao senhores na casa do por-
to, e no fundo do vasto jardim edificou-se urna' sat*
com clarbalas pac alojar decenlemenle o favonio
Nabab, esse geuioTirolerlor de Elora.
Entretanto a juslja, rujo andamento nada para,
formou o processo criminal de Adriacan e do aven-
tureiro, seu cmplice. Houve ainda alguns dias que
passar. Mauricio fez lodos o esforjo, e propoz lodos
os sacrificios para impedir as perseguijOe; mas os
juizes e os advogados de Cap-Tow, que lem to pou-
casoccasifles de ganhar seus ordenados e de exercer
a eloquenca, permanecern! surdos a todas as pro-
poslas de arcommodajilo. Mauricio vio-se forjado a
deixar a mulher para depr como leslemunha prin-
cipal.
Bernardino comparecen na barra do Iribunal co-
lonial, e defeniieu-sc peisoalmenle sem gaguejar. O
atlorney-general fez urna requisitoria muilo incom-
pleta, porque Mauricio em sua queixa deixra mu-
las cousa na sombra ; todava o que foi descoberto
pedia urna grave condenuiajao.
O reo eslremereu de alagria ouvindo ama sen-
lenca que degradava-o para Bolany-Bay por dez
annos.
Senhores juizes, disse elle, taso deveria emfim
servir de licao aos que creyera cartas comprometle-
Shakespeare eslava j casado; tinha esposado An-
na Hathaway, lilha de um reudeiro dos arrbalde,
e linha donstilhoi, quando o dio de h-Thomai Lu-
cy, e lalvez lambem o* embarao* de dinheiro, o obri-
garam a procurar ura asylo em Londres e al crear
meio* de exislenci. Urna cc-u* M|oe nflen-de ainda
extremamenle o* admiradores delicado* do
demonsirar-lhe que elle eom
vallo na porta do Ihealro, trregimentando pai
flm urna multido da rapaze*.qoe se chamavam
pases de Shakeipeare. Itto lhe desagrada quasi lan-
o como o eilado de magarefe. Nao he pelo contra-
rio um elogio para elle? V>*e ahi a prov de urna
energia natural, que faltou a Chalertton e a muilos
oolro* orgulbosos, ao quaes osuieidio foi o unicore-
curso. Deste humilde astado elle pasaou ao de
Ira regra. Encarregado de indkar ao* actor e* o mo-
mento em que deviam entrar em acea, tinha apena*
um passo a dar para, figurar no ihealro; elle oda,
mas como Moliere, parece nao ler sido um actor emi-
nente.
O theor do privilegio que Jaque* I emieedeu *
companl do Globo, he concabido nesles termos:
Jaques, por graja de Deos,|a todo aquellas, cojo
emprego he fazer juslja, saude. Sabe que lamo*,
por nossa amisade especial, aulorisado aos notso* *er-
vosLaurenl Flelcher, William Shakespeare, Ri-
chard Burbage, Anguslo Phipp*. John Hemminge,
Henry Condel, William Sly, Roberto Arenie, Hi-
chard Covrley e mais sea associado*, a representar
comedias em sua casa do Globo, e em qualquer ou-
lro lugar, que lhe approuver esclher em nosso reic; .
queremos e mandamos quennguem otoffenda, mas
os proleja no caso em que se osproeure molestar; de-
sejamos que se lhe* d lodo* o bous oflirios a que
leem direito pessoasdetua proliito e de ana qualida-
de ; finalmente asseguramo* que seo cada vez mais
perfeitamenle agradavet a no, lodos o* favores cora
que o* bonrarem.ii
Shakespeare, porto que no teja enllocado entre
os primeiro do sua companhia, nao tardou em fazer
parte dos favorito* do rei, que lhe dirigi, dizem,
urna caria escripia de seu proprio punho, depois da
represenlajo de Macbeih.
Shakespeare foi a principio o o medre Joto', o en-
Iremetlido do thealro, como lhe censuraran seus
rivaes, Greene e Nash entre 'outros. Elle corrigio
o* anligo* dramas, que nao estavam na altara do pu-
blico, e ferio mais de nm amor proprio irritavel:
allribue-se-lhe orna parle secreta de colloborajo no
Arden de Pecertham, na tragedia d'Vork-shire e em
alguma oulra* obras; mas logo depois Irabalhou
por ua conla, lomando emprestado os assumplos que
tratava, como logo se ver, e passou vinle annos em
Londres em um (raballio continuo, em esquecer de
ir visilar cada anno sua mulher e fillios e as margen
do Avon, do qual Ibechamaram o cytnt.
^ Tinha elle por accaso plena eonscieneja da sape-
rioridade deeu genioe trabalhavac-omoschyl
ra a posleridade Nio se sabe. Dir-se-hia qu
tormentado sempre do desejo de vollar a
elle se apressava em fazer fortuna, all
sua industria e passar o resto de seu
poaso. A>%o que os reanidos hendi
Spulhamplon, da rainha Isabel e da Jaque*
ram posto em estado de realisar o seu de
tirou para o seio de sua fan/ilia. Mas ei ^T^
damenle larde, para que ee podesse gozar
dada domestica. /
A morle nao tardou em vir acba-le em seu retiro.
Shakespeare morrea a. 23 de abril de 1616, eom cin-
coenla a dous annos.no mesmo di em que Cervantes
exhalava lambem o nltimu suspiro nrHespanha.
sim doa grande genios, cuja popolaridade devia ser
igual, foram rnunir-se no tmulo. Don adro* de-
sappareeiam ao mesmo lempo em seu occiso, deixan-
do apozi urna luz eterna.
Nao nos demoraremos sobre a orlhograpliia do uo- '
me de Shakespeare ; elle mesmo o escreveu de tre
modos diverso* : Shakeipeare, Shakespere, Slk*-
peare ; o priniero3ojo prevaleceu : foi o qne elle
emprgon em seudeslamento. Finalmente a orlho-
graphia do* nomo* era variadissma no lempo de Sha-
kespeare ; o* esiripto* contemporneo* o itlesiam
pdr que, renos otjjfrva Mr. Chalmers, se viara o no-
rtes doMrfincipaes>tas daquella poca, reproduzi-
dcHallernadamente de diflerenle* modo*: Sjney,
SidTy: Spenter, Spencw ; Jooson,' JoJta-
son, JAonson ; Dekher. Dekhar ;' Markeham,
Markam ; Sylvister, Sylvetler, Silvetler.
O leslameulo de Shakespeare offerce isto de parti-
cular, que elle deixa somente a sua mulher um leilo,
o seu melhor leilo, o segundo. Aqui apparece ama
questao delicada : a fidelidade de Shakespeare.expo*-
la a tantas seducjOes duranle o lempo em que viveu
em Londres, posto que entao as.mulhere uao repre-
entassem no thealro, e os papis de J ulielta e de Des-'
denona fossem feilos por mancebo, sua fiddidade
conjugal permanecen inviolavel ? Se devemo* crer
em seus contemporneos, elle se demorava com tatis-
fajao, quando ia para Stralford, em urna etUlagem
d'Oxford, junto de urna rapariga, a quem era aHei-
joado, e Willian Davenanl prelendeu ser tea filho
natural.
Se despert essas recordarse inma*, he por que
se referem a urna observa jao luterana. No dizer de
cerlo commenladores. Shakespeare raostron urna ri-
gidez de coslume toda puritana, o que he diffldl de
conciliar com as confissoe* conlida em alguns de
seus sondo*. Por essa razao torturaram dle* o sen-
tido desses desgrajados sonetos para lhe facer dizer, .
o que ellas jamis pretenderam exprimir. U* e ua
opiniao achou echo em Franja, vendo-os dedicados
a lord Soulhampton, querem que elle* pintem o* a-
moret desse joven cavalleiro ; outros, que at doce
expressdes que elles conlcm, sejaro dirigida* ao pro-
prio lord, como prova* de urna lerna amizade. Digo
que heimpossivd ler alternamente ossonelos de Sha-
kespeare e conservar essa illusSo. Se dserein tjue *;
Shakespeare os dirigi a urna dama imaginaria,
gundo o oso consagrado, concordo, e he este o onico
modorazoavel de nao atacar a f conjugal, a qual me
parece que elle observou muilo menos, do que o li-
zeram para com elle. -~-^-
Mr. Delecluse Iraduzio quinze sondo* de. Shakes-
peare em scu excellente ensaio sobre a pona amo-
rosa, e nos servimos de sua traduejo para fazermo
conliecer dous delles, inlercallaudo no primeiro
urna pequea reftexao :
a Quando quarenla invern* livcrcm pastado
la Tronle, e cavarem profundo reg no campo do
tua belleza ; quando o manto brlhanle de luaju-
ventude, lao admirada hoje, so tornar um vestido
D e sem nenhnm valor ; entao, se te perganla-
n onde esl tua belleza, onde esto o* Ihesouros
de la ardente mocidade, filra na verdade urna ver-
gonha esmagadora e um louyor sem proveito dizer
que essa belleza est em leu* olhos lio profunda-
roenle cavado. Ah! quanlo pelo conlrario, merece-
ra ser mais elogiado o uso, quo livessct feilo de la
belleza, so por acaso podesse dizer : Este lindo
menino, mea filho, esl destinado a pagar a mi-
t

doras e aos que as guardam. Porm, nada serve de
lijao aos culpados : ella escreverao semprr carias a
cmplices, e os cmplices a uuardarao sempre.
Dos assim o quer.
Esla breve al loen jao produ/io hom effeilo. O pre-
sidente dirigindo-seaccundeinnado, disse-lhe :
A juslja foi tolerante scu respeilo. e eis-aqui
porque : o aenhor poda ler feilo seu crime maior. e
recuou dianle do sangne derramado, o que indica
urna natureza perversa, mas corrigivel. O aenhor
(ero um germen que pude ainda produ/r bons frte-
los, ha nm lado hom na ina**u de rus mo* ins|ne-
to*, e um dia podar *crvii-a de*sa abarla luminosa
para caminhar sua rebablilajo. Trabalbaru dez
annos com o auur de eu rosto no lugar do crhnino-
o; terminado esse lempo, a soriedade o absolver
de seu crime, e Deo, cuj nome o sanbor acaba de
pronunciar, j o absolven lalvez, se recilou a ora-
jodo arrependimenlo. Sua inldligencia, prsenle
do co, que servo-lbe parao mal, lhe servir para
o bem. Muilos oulro lem entrado em Botany-Bav.
como o senhor, com a vergonha na fronte, e sabido
rom a esperanja no corajao. Esse lugar he o purga-
lorio da Ierra : o senhor lem bons exemplos que se-
guir eulre os que o precederam. Sao criminosos re-
habilitando que lem arroleadn nos arredore de Bo-
lany-Bay o terrenos virgens da Nuva-Gilles, a* vi-
zinianjs da baha de Jarvs e as bellas planicies
bacliada pelo rio Larklan. De/, annos de Irabalbo
transforman! um bomem. V cumprir sua pena de-
baixo das boas i nspirajes desle momento, e essa ri-
queza da que o senhor lie lo vido, essa riqueza
que o senhor quiz arrancar de oulrem pelo crime,
pode adquir-la nobremeute um dia pela honesli-
dade.
O joven condemnado encara va com os olhos cheios
de lagrimas esse juiz de cabellos brnnros, que falla-
va-lhe como um pai. O germen do bons iuslinctos
desabroxon repentinamente n'alma do aventureiro.
Sim, disse elle eslendendo a mo, eis a lingua-
gem deque um juiz deve usar para com os crimino-
sos. O senhor deu-me un futuro, capero am mim. O
desespero s reside no inferno.
Mauricio commovido rom as palavras do juiz,
chegoii-se a Bernardino, e dii*e-lhe:
Perddo-lhe, e conserve bemBa memoria o qoe

No lm dos dez anno, quando esli-
ndi
iligo-llie hoje
ver purificado pela pena e peo orrepe'ndiiento'es-
creva-me de Sidney, e eu lhe enviare! os fundoane-
cessario para eslabelecei urna planlajo na ilhola
de \ ork no golplio da Spencer. He um paiz que amo
muilo. ,
Bernardino nao alreve-se a aperlar a nto de
Mauricio ; porm agradeceu-lhe com lagrimas e um
geslo de despedida.
Hojequnifdo os navios pasta tn perlada cosa onde
fot Paraizo-Xalat. os pa**agdros distinguen) un
meio de um grupo de laiiwrgueira a beira do mar
um alio tumiiln com um* cruz, onde reponza I.ielot
Adriacen.
l'm sacerdote da Propaganda abenrou sen cada-
ver e orn por alie. Como sua agona foi longa, o
culpado leve baslanle lempo par* arrepeoder-se.
Baslou urna palavra pronunciada pela bocea e sabi-
da do corajao.
Entre onlras lijVie* que pdom rar-te desla liislo-
na ha urna ligada, orno um epilaphio, ao Inmolo de
l.ielor Adriacen.
Os passageiros que percorrera a costa do Nalal a
vaolenlar a fortuna tas Indias, nao avistara mais
boje a doce e mnita paizagem de Parai~o-\atal
descobrem pelo conliario um tmulo, ouvem nma
voz fnebre e nma lijao.
Na* nossas cidade* militada* da Europa o p*na-
mento criminoso recua muitas ve/e diante de urna
jiistica vistvel, urna autoridade vlnsadra, um mi-
nisterio publico protector da ocied^de ; mas nessas
Ierras longinqna*, nesses deserto selvagens, no
quaes colonos ousado avenluram suas vidas e &ioj_
lias.onde etlao a proteejao, a defeza e a eguratea 1
O crime pode julgar-se a *eu commodo.quando mao
vingadora est alsenle, porm o crlm engaiia-e. O
ollio de Dos esl aberlo sobre o* solilarios do desar-
to, como sobre a multido da* cidades. A Providen-
cia vigia especialmente sobre o abandonados e sttsci-
ta-lhes protectores mysterioso, bem como amiga-
mente enviava aves do eco e feras do deserto para
darem pao ao anachorelas, ou cavar-lhes a sapullu-
ra.na Thebaida do Nilo.
FIM.

0



i
\
*
r
a, faz a apologa de minha velhiet, mos-
trando afiim, que a belleza qC.e elle herjla, era a
tu. Tivera sido este o meio de remoc,ares-te, quan-
ae avethice teopprimir, e ver leu sangue aquecer-
se, anando o sentires fro em la? veas!
KM peno erer, posto que Mr. Delectase traduzisse
letty aays, por ardeole mociade, que esles versos
sejam dirigidos a lord Soulhamplon ; prefiro crer,
cera Cbaleaabriand, que o poela os escrevesse para
ama deidad* ainda rebelde, lalvez que para a bella
moradora d'Oxford, mai de Davenante. Mr. Dele-
closeraeonhece finalmente, qu0 muitos sonetos de
Shakespeare tiveram mnlheres por objeelo, e o amor,
coma da a poeta, era sea pecredu.
Bitaani orna das mais encantadoras passagens
data pequeo poema de amor:
Qmindo eu morrer, nao choris por mim mais
, arate em quanto ouvirdes o som triste e lu-
1o brome, que annunciar o men pagamento
aundo vil para ir habitar com os vermes os
tais vis, ese acaso lerdes estas linhas, squecei a
*?**" ""vo ; porque vos amo tanto, que
i ser riseado de vossos doces pensamentos, se
i crer q*e, oceapandn-vos de, mim, vu* po-
affligir. Oh eu vo-lo digo, se lancardes em
tta* nestes versos, quando eu esllver invollo com a
Ierra, nao vades repetir meu pobre nome ; deiai pe-
le contrario que voseo amor se extinga com minha
vida, porque temo que o mundo nao per ceba vosap
neiare zombe de vos e de mim, quando eu nao
existir. >
Nada ha mais delicado que e.o scnlimenlo, c os
soaelM de Shakespeare eslao cheios dessa grac.a aflec-
laota e tocante.
Crasa admiraran o ver um de seos commentadores
Steevens, deciar*-- que era preciso para os 1er um
decreto do parlamento ; mas confesando Steevens
en urna nota sobre o soneto 93, que tudo oque se
sabe de exacto acerca de Shakespeare, he que nasceu
em Slralford, no Avon, all se casou, teve fllhos e
veio a Londres, onde priocipiou a ser actor, escre-
vea poemas e obras de theatro, voltea pra'Slralford|
'es se lastmenlo, altomorreu e foi enterrado, nos
permute pelo mendWer, que umaapaixao Uto ver-
dadaira e tao lernanienteexpressa, a qual esse com-
meotador rmpreafipdia tito pouco, nao deixava de
ser real.
puritanos passam levemente sobre o poema de
i 'entu e de Adonis.
Shakespeare, como se lvesse querido por o anti-
doto ao lado de Venas*, a oflerecer urna repararao aos
leilores tmidas, faz seguir finas e Adonis do poe-
ma da Tarquino e Lucrecia, e celebrar a castidade
i lana forra e elevacao moral,
quanU volupia tiavia poste na paixio de sua Venus
\a a sua ternura, muilo mais ain-
da do que ade Raciai. Blas estes doos poemas sao,
quaoloa nos, iHo inferiores aos seussonelos.
Depoisdesles primeiros ardores de sua imaginarSo
Shakespeare com proz sens dramas, c eis aqu, segua-
itado-'l
ras, a orden) chronologica em que foram cranoslos.
Acrescentaremos ao lado a indicaban das tontea,
em que Shskespeare bebeu-as:
1590. Parieie, principe de Tyro, Gower be ara ve-
llio drama, e at-
J. tribuido, sem cer-
tera, a Shatke-
peare.
1591. Comedy o/error. Imlacao dos MenechM^
d'.lmiihytrion.
1591. Ixtve's labourt los!, f onte incerta.
1592. Kin llenry Ihe sixth, parte 1 e -J. Chroriicas
ingfezas de Hall,
Holingshed.Stowe
1593. Midsummer niglh's dream. Feote incerta.
1593. Ilomeoand Juliet. Poema inglez de 1582, t-
.* puado Luidgi d'a
l'orlo eBandello.
1594. Taming oflke-fp'ew. Traduccao ingleza de
*U* Goalar 1. Historias
admiraveitdenos-
.. ta poca.
1595. Tico gmlUmemtf Iferont. A Diana de Mou-
temagoi.
1595. Kin Rlcharfl lite third. Chronicas ingieras.
1596. Kin Richard the recond. Chronicas inglezas.
1596. Kin Henry the fourlh, parles 1 e2. Aoligos
dramas reforma-
. dos por Shaskes-
r *-~v. peare.
1597. The Mtrekani of lenice. Pecorone e Boc-
cace.
1597. Hamlet. Traducrao de Belleforest, imitada
novamen le eui par-
te de Baudello.
1598. Kin John. Drama anligo reformado por Shas-
kes peare.
1598. AlCiuellthalnd well. Novella de Boccace,
traduzida porGui-
llierme Painler em
1563.
1599. Aui llenry Ihe fifi/,. Chronicas inglezas.
1599. Machado abont telhing. Novella de Baudel-
lo, traduzida por
Belleforest.
1600. At yon like it. Poema pastoril do Dr. Tho-
maz Lodge.
1601. Merrywivesoflfindsor. Pecorovc ou Olro-
parola.
1601. Troilusaitd Cretsida. Chaocer ou I.ydgale.
1602. Kin llenry llie eiglh. Chronicas inglezas,
1579.
1602. Timen of Alhens. l'lalareo, lraducrao de
Norte.
1603. Mektttre for measure. Promos e Cassandra,
comedia de Jorge
^ Whelstone.
1604. Kin Lear. VUas chronicas e bailadas.
1605. Cymbeline. Ndvellas de Baccacio.
1606. Macbelh. Bailada escosseza.
1607. Alias Cezar. \ ,
1608. Anlony and. Cle-palra.\ "lu'a
509. Corilanu. )5aode
1610. TliewinUr's tale. Novella de R. Creen, 1598.
1611. The tempes!. Fonle desconhecida.
161-2. Oltello. Novella de Cinlhio.
1612. Ttcelflli night. Bandello traduegao, de Bel-
leforest.
Nao nos sujeitamos. na analyse das obrss de
Shakespeare, aessa obra chronologica, alcm dislo in-
certa, por quanto Malone e .Chalmers fizeram una
outra; nos examinaremos depoissegando "a nalureza
e rela^oes de seas objecin. (Monitear.)
Cosftames de Roma imperial
Ikna corrida no grande circo, no lempo de Cali-
tula.
A 18das kalendas de oulubro (37), ama donzela
do Avcntino.berafcil de ser cooliecida pela tillaoa
faxa debaixo da qual fluctuavam seus negros cabel-
los, e pela tnica avellndada.cahindo castamente al
aos ps, parava diante desse templo asombroso de
Vesla, o qnal ainda ergue suas brancas enrumnas de
marroore as margeos do Tibre, na exlremidade do
Velabru. O relogio d"agna do templo marcara a ler-
ceira hora : o vento da maohaa apenas agitav 9 as fo-
Ihas dos lodoes, onde peiidiam os cabellos das uillimas
Vestas Um sol doce brilhava no co de Roma, que
o outomno faz lo claro e lo puro, c, sem se espan-
tar dos raidos e do tumulto da immeusa cidaile, cu-
jo despertar segando Sneca, fazia lembrar o- sardo
rbombo do IrovSo, am bando de andorinhas i|o mar
volleavara cima do Tibre.
Depoisde ler segoido am instante com osolltos es-
sasmeasageiraa do bem lempo, a inora se preparava
para sabir os degraos do templo, quando esle meen
de repente ouvindo pronunciar seo nome ; era lal-
vex aquetle que ella esperava, um desses rouusli is fi-
es preparados para a guerra nos jogos do camp o de
Spa inica verde sem mangas, descendo- al
O joelho, deixava ver msculos dignos de um altile-
; trazia a caneca noa, o corpo aperlado por am
de bronze, e calcei oacolburnos da mesma da lanua. A moca ao ve.i0, ntll corado e|,e, ...
mo bemem acostam^U dominar soas impressos,
ibagao ella com ar aparentemente impassivel ;
mas, apezer do .lo.c^, qoe om Romano ^
pa, sua voz Iremia, qnando Ihe disse :
. Que peusa la mai, Jonja t
Vm suspiro foi a reiposta da moca !
Entrelaoloos presagios sao favoraveis, disse elli-
tomsigo mearan ; hootem a noile o gallocanloa e ba-
teu as azas ao ver-me.
Por isto minha mi nao te repelle !..,
Entao porque estas 15o triste ?
orque agora sedeve tallar ao pai de famili
Junio nao be meo amigo t__
Sem dvida, Aurelio ; mas en tremo, ab 1 te-
mo que o bolo de fermento do flamineu ngoseja nun-
. MM*assaao para aos.
DIARIO D PERMMBUG). SEGUNDA EIRA 27 DE FEVEREIRO DE 1854.
arce, Iradoc'
i Norte 1579.
Eu te vou tranquilizar, Junia, por meio deten
proprio pai, porque elle aqui vem.
Com efleilo, o pai do familia sabia nesse momento
do prtico de Octavia e se diriga apressadamcnlc
para o templo. Acabado anles de idade pelas fadi-
gas militares, elle marchava um pouco curvado c pa-
reca ISooccupado de urna cetlinh escondida debai-
xo do brajo esquerdo, que passava sem voltar a ca-
bera, quando o mancebo o deleve :
cavallos no Circo !...
Nao creio, nem tu .tambom, valenle agitador,
respondeu o veterano; mas s- bemvndo, e amanha
Castor e Pollux le deem a cora !..
Parece, diz o agitador, mudando de conversa e
mostrando a cestinha coberta com cuidado, que a sn-
dalo denla manha foi boa
Sim, mancebo, mas um pouco dura. Todos nos"
linhamos chegado antes do amanhecer ; o ar soprava
glacial do Tibre; o patrono se fez esperar 3 horas ; 3
horas tao compridas, como as quepassou oulr'ora mi-
nha legiao nos pantanos da Cermania ; os clientes
tremiam, uns de fr^pnlros de felire.... Emfim to-
dos deram a esportilla e bastante me valeu ser ain-
da nodoso como os carvalhos de Vclia, porque Uve a
sorte daquelle que tinha solfrido o nordeste.
Janio, diz repentinamente o agitador, desejais
dormir al a lerceirahora ; se lal he vosso desejo, leus
urna casa vosso dispor, em vez de ir soflrer o calor
e o fri diaatc da dos oolros, c dar vossa mSo a bei-
jar a vossos prenles o amigos, em lugar de ser obri-
gado a imprimir cada dia vossos labiorno joelho do
senhor..;.
E quando eu o desejasse... que dos me daria
cssa felieldade; Aurelio t
En!
Ta responden vivamente o vellio. como ? *
Dando o annel de ierro ;i vossa filha Teuho
oblidomuilasvezesa palma, que minhas riquezas
eneberiam a arca de um publicano.
A eslas pala'vras o velho se endireilou com digni-
dade. J)ando a esporlula sua filha e ordenando-
Iherne o esperasse no templo, dea alguns passos
para o agitador e Ihe moslrou silenciosamente o mon-
te Avenlino.
Sim, disse Aurelio, comprehendo : fallaes de
vossos deuses penales ; pois hem, nos os hospedare-
mos em nm palacio de pedra d'Alba.
-*Tu nao o poderias, desgrarado !
Quem onsar prohihir-in'o '!
^ O pretor Aurelio Nascido de um sangue ser-
vil, ainda es escravo, eCesar te ornarBcomessa pur-
pura consalar que, como se diz no Forum, deslina a
um de sens cavallos antes que podesses comprar Ires
ares para urna filha d Avenlino.
E se elle fosse livre, meu pai ?...
A essa interrogacSo lanzada por Junia do lemplu da
casia diva, o veterano refiectio algom lempo ;dcpois
responden :
O rei Servio era escravo e filho de escravo; que-
hra teus fer'os e sobe o Avenlino, quaodo tiveites
tu a hberdade.
L"ra instante depois, o velho cnrvidn de novo e
penando preciosamente sua espoi lula debaixo do
braco esquerdo, tornava a subir o Avenlino com sua
nlha Jonia, e o agitador Aurelio se precipilava, co-
mo um insensato das bacchanaes, para as cavallari-
Casdas faccoes do Circo.
Essas cavallarijas eram situadas enlrea Rocha Tar-
peia e o^ibre, e formavam um imnsenso qadrilate-
ro ornado, do lado do prtico e nos ngulos de ca-
becas de cavallos. tna bobada colojal, cheia de
columqas. dava entrada para um paleo, sobre o qual
dayam qoalro habitasoes de muitos andares. Cada
um desses edificios, todos damesma architectiira, po-
rem separados, eram occapaaos^ioT-itBiaJaccSo. No
lempo, de que fallamos, haviam quairo, isto he, que
osagitadores, aurigas oa jockeys de Roma, compu-
ham qoatro grupos rivaes, chamados familias, tra-
zendo o nome das cores, que linham adoptado como
signaes dislinctivos. Assira urna das faeroes se cha-
ma branca (alba) para figurar o invern ; a outra
verde (prsina) para symbolisar a primavera ; a ler-
ceira, rosa (rabea) como imagem do eslio.e a quarla,
i\A (vneta) para recordar o co puro do outono.
Cada urna dessas associares coostiluia um corpo
rico e numeroso. Ellas linham seus prefeilos, seus
meslres, seus patronos, seus fundadores, e conlavam
una mullidao de empregados particulares dos
quaes os mais importantes eram os mdicos, qae cui-
davam dos agilapires, quando os (raziam moribun-
dos ou oom um rqemhro fracturado; os directores,
encafregados do governo domestico da facsao; os pro-
curadores, que se oceupavam dos carros ; os aurigas
ajudanles dos cocheiros ; os que enfeilavam de pe-
rolas e pedrarias as tnicas dos aurigas; os demora-
dores do jogo, que detinham os cavallos1 no fim da
carreira ; os selleiros, sapateiros, aos quaes incumba
o cuidado do vesluario e da equipagem ; os viadores,
que precediam os carros, e os villici, dispensemos
suslicos.
L'ma corrida punha toda essa gente em campo. A
mullidao mais confusa, porque o scuador com seu
roanlo de purpura acolovelva o escravo, e o caval-
teiro opulento o pobre palafrenero, se opprimia nd
paleo no momento em que chegon Aurelio. A' sua
vista, um s grito sahio de todas as hoccas./< Cesar le
lera mandado chamar tres vezes E apressa-lc, por
que o Leao ruae, acrescenlou um velhosenador em
voz baixa. Sem se aguar por esse aviso, que se po-
da entretanto lomar-se ao serio, Aurelio, alravessan-
do Mmenle a mullidao que se abra diante delle,
dirigale casa da faccao verde.; allium escravo,
qae elle iiilerrogou com a visla, Ihe moslrou a caval-
larija. Cesar esperava o auriga no meio de seus pre-
zados corredores. Caligula amsva comanla paixao
os cavallos de corrida, que a estribara da'faccae pra-
saa teria podido lutar em elegaocia e riqueza com a
cmara mesmo dos imperadores. As abobadas, re-
vestidas de estuques, descanravam em columnas de
marroore e do porphyro ; baisos relevse/levidos ao
cinzel dos mulos de Sysippo, decoravam as paredes.
Deliciosos mosaicos, onde o branco, o verde, o por-
phyro e o amarello anligo, unidos com gosto, scnlil-
lavam ondulando em redor drts carros, cobriam o
chao. As eslivas dos cavallos eram de lmoeiro e mar-
fim, suas mangedouras eram de prata.
O imperador, de botinas gaulezas (ealigd,) no qual
Roma adorava ainda o filho do grande Germnico,
porque acabara de pagar os legados de Tiberio, e
laucar Tora da cidade os impdicos e delatores, nao
pode conler am movimento de colera ao ver Aure-
lio.
Abandonar seus cavallos na vespera das corridas
do grande circo, he como se o tribuno deixasse sua
cohorte pa vespera do combale. Porque te demoravas
la ? Ihe Jisse elle de um lom ameacador.
Porque minha presenta nao he mais necessSfa,
respondeu Aurelio, cruzando respeilosamente seus
bracos no pello : eu nao agilarei a manhaa.
Asorpreza, quese pniou nos semblantes dos es-
pectadores, lornou Caligula mujfo. Todas as vistas
estavam fixas no auriga, lo immovel e lo calmo co-
mo a estatua de Castor, diante da qual se conserva-
va em pe. O imperador den um passo, e com essa
voz sufiocada, que chamoii mullas vezes a morle:
Por acaso ouvi mal 1 diz elle.
Sjm Cezar! bradaram cera vozes amigas. Mas
Aurelio, agradeceudo os zelos da faccao verde com
um sorriso, poz am joelho em Ierra e repeli" sua
phrase.
Ah gritan Caligula cuja caliera aguada pela
birra nervosa dos germnicos aununciava o furor.
Ah I nao queres correr ...
Nao, Cezar ; minha ultima- carreira esl aca-
bada.
Nao montars mais agora sonrio o avallo bran-
co da morle! bradou o imperador qne impallidecia
de raiva.
Pois venha, eslou promplo.
Mas, desgranado, pensa nos tormentos que me-
rece teucrlme!
Aquelle que lera feilo tantas vezes, sem ficar
deslumhrado, a volta do circo, pode encarar as ge-
monias, eno hade ser a onca de ferro, que perturbe
com seas dedos sanguinolentos, o homem qae jamis
se perlurbou cornos brados egritos de duzentos mil
liomcns.
He verdade, disse Caligula, moderando-se; el-
le lem ervos de bronze. Vejamos, falla,lu,a honra e
a esperanzada faccao prasina, e se queres um favor
em lugar do castigo devido la audacia, Cezar esl
promplo para abrir a nio c deixar cahir urna chnva
deouro.' "~~
Tu me tensTeito bstanle rico. Cezar, disse Au-
relio cooi respeilo ; faze-me livre, qne eu disputarei
ainda a palma para ti!
E me dcixars depois ? .,.
Os aurigas, diz tristemente Anrelio, nflo veem
jamis reverdecer mais de trinta veze a relva do cam-
po de Marte ; resta-mesomenle celebrar cinco juve-
naes; quero conheerra felcidade do lar conjugal, e
senlr men corarao aquecido polo amor da esposa, an-
tes de ir dormir debaixo de urna Tria pedra na mar-
gem da estrada Appia.
Insensato! nada vale a gloria; mas perdoo
la fraqueza : condoz aosallaresaquella que te poz
a venda fatal.
Ella nao ir, Cezar, senao com um homem li-
vre !
la.
IM rnbor de moagooro colorio as faces de Caliga-
Elle lirn^eu livro de Icmbrancas, e apezar das
nome de
ll de mor-
ios verdes,
lio, o im-
i Aurelio :
manha e
supplicas dos partidarios da faes
Aurelio ia ser escripto ao lado d
le, quando Nilidus, um dos
relinchou de repente. Ferido d
perador guardou seu livro.e diriw.
Esle cavallo le salvo a vida: cor
ohlem a palma!
E se a depozer a* leus pos, terei minha Hber-
dade ?
Sim, Cezar lem promellido ...
O resto do dia foi empregado pelo edis em fazeraf-
fixar carlazes, snnanciaiidoos grandes jogos, em vi-
giar que as casas das ras, que ronduzcm do Capito-
lio ao Circo, fossem ornadas de colxas, e em ler certe-
za, por meio de urna rigorosa inspeccao, que o favor
nao tinha usurpado os lugares gratuitos do povo. Es-
les ltimos erao muilo procurados; e como havia se-
ment duzentos e cincuenta mil para urna populacho
deqntromilhOesde almas, elles cahiam necessaria-
menle nos mais pacientes, que linham o costume de
os oceuparde vespera. Grabas a essa precaujao, Ju-
nio e sua filha se acharara no dia segninle cllocados
na primeira ordem.
Construido no antigo valle das Murtas, ntreos
montes Palatino e Avenlino, o grande circo formava
um crescenle de dons mil cenlo e'oitenta c sete ps
c seis polegadas de comprido e de quairo ceios ps
de largo ; era cercado al base, onde se ergaiam
em urna linha curva doze cavallaricas chamadas car-
ceres, de Ires ordene de prticos, sustentados em co-
lumnas de marmore, e ornadas de estatuas. Entre os
bancos do primei.ro- prtico, no interior, e o espaco
reservado as corridas, o qual era limitado de ora la-
do a oulro por nmadobrada linha de degros de mar-
more, formando urna especie de caneco-, os Romanos
ohamavam columna vertebral do Circo (pina),.corra
um vasto canal de dez ps de profundidade, no qual
se sollavamoscrocodilos as represenlacoes nuticas.
Em cada exlremidade do cabero do cenlro brilhavam
tres marcajdourados, em redor dos quaescornam os
carrosa dous'ou quairo de frente. Doos obeliscos con-
sagrados, am ao sol e o oulro la i pequeos tem-
plos qae parecem as imagens dessa's divndades; as
estatuas da Forca, de Cres, de Baccho, feila de pra-'
ta; asdeSetia.de Segesla;dCybelle e da Venus das
murtas ; os aliares d_os deoses dos conselhos; os del-
phins de Neptono, sele ovos de marmore dedicados a
Castor e Pollux, decoravam essa espinha dorsal.
Ao nascerdo sol, lodos os bancos estavam oceupa-
dos. Duzentos esessentamil espectadoresardentes
de impaciencia, esperavam o signal dos jogos. Ao
susurro surdoe confuso, que sahia dos prticos, ao
rumor das vozes, dosrisos.das exclamarles dessa mul-
lidao, se confundirn) os gritos dos escravos, que se-
guiara os bancos oflerecendo. com as intonacoas mais
bizarras, ervilhas, agua fresca, herva ou plha para
brandar a dureza dos nssentos. Depoissaccedeu re-
pentinamente ero grande silencio ; linha-se visto os
rlanos do Circo.vestidos de sua brilhante tnica de
purpura, agitaren) o caduceus, insignia de seu em-
prego, estendendo a m3o para o pavilho da fachada,
e soBVeludo para o da esquerda, que linha o nome de
podium, e era oceupado pelo imperador. Todos os
olhos se vollaram para aquelle lado, affim de nao per-
der ama s minuciosidade da pompa.
Tendo partido do Capitolip.do lemplo de Jupilero,
essa esplendida procasso lo paganismo enlrou n.
Circo na ordem segninle :
Na frenle vinham osfilhos aiuda impberes das fa-
milias senatoris, com escudos. Janeas de prata e el-
mos nos quaes llucluavam brilhantes penachos; os
filhos dos cavalleiros os seguiam nos cavallos
de sens pais ricamente arrehidos ; depois vi-
nha a p a moeidade plebea, formada em com-
panhias. Esta era escolhida com um cuidado
lauto maior, quanto sna presenca no cortejo tinha
por fim mostrar aos alliados e aos eslrangoiros a es-
perance da patria e o vigor do sangue romano. Alm
dislo ella Alfereca seu quadro notavel pela belleza
das tormas e seu porle varonil e allivo. Os agitado-
res das quatro facios, cm seus carros, a seguiam a
passo. Todos elles trazam o chapeo (galerus) e a t-
nica curta e llucluanto da cor de sua facto.
Applaosos rais ou menos vivos, segundo a forra
de seu partido, os saudavam emsua passagem: quan-
do appareceu Aurelio um immenso applaKso rebeo-
lou em lodo os bancos. O pofb, que sustentava a fac-
cao azal, esqueceu suas antipathias naqnelle momen-
to conlra a faccao patricia. Em p em |um carro ele-
gantemente roarchetado de madreperola e marfim, o
auriga vesta com tanta graca sua ligeira tpnica radi-
ante de pedrarias, e governava tao bem seus quairo
cavallos cheios de impeluosidade qae a acclamacao
foi universal. Urna circunstancia imprevista dos ver-
des, mas que o povo, a quem nada escapa, observou
logo, Ihe conquislou immediamenle lodos os coracSes
plebeus. Ao passar diante dos bancos em que esta-
vam asuntados Junio e sua filha, Aurelio, imprimi
um abalo imperceplivel as redeas, e doceis mao do
auriga, os quairo cavallos curvaram ao mesmo lem-
po graciosamente suas soberbas cabegas. Esla sau-
daco, que-dizia ao povo-o amor de Aurelio a urna de
suas filhas, (ez baler duzentas mil maos.
Julia desfallecida de emocilu, porque saba que
preco Cezar linha ex>gido pelalberdade do agitador,
trema ao lado de seu pai, quando este bradou :
Por Jupiler r.ab me enganava : Aurelio nao
Iraz sua couraca de corroas eutranradas para dimi-
nuir o choque em caso de queda t
era o punhal para corlaros liranles se succe-
der urna desgraca, respondeu um dos seus vzinhos.
Que significa islo, meu pai ? pergontou triste-
mente Junia.
Que elle quer sabirvencedor ou morlo do Circo!
Designio nobre, digno de um homem por islo vou
dizer-lhe meu ultimo adeos. se nao devemos mais
nos tornar a ver.
E deixando seu lugar e sua filha gaarda de seu
visinho,obravoJunosubmergio-se afloulamente na-
quellemr humano e tanto fez com os ps e com as
raaos, que chegou finalmenteaos earceres ou prises.
Essas doze lojas abobadadas que se abriam, como j
dssemos, na base do Circo, estavam fechadas com
grades de madeira pintada. Delidos all, captivos
com teus cavallos, emquanlo que a pompa desenro-
lava suas magnificencias no Circo.os aurigas nao esta-
jam ociosos. O da faccao azul excilava o ardor de seus
cavallos locando flauta ; o da faccao branca desdo-
brava aos olhos dos seus as cores mais vivas. Diocls
de Thracia, auriga da faccao rosa, cxecnlava com fre-
nes diante de seus cavallos numidas urna dansa de
sua naco. Quanto a Aurelio, elle tinha cheia sua
loja de taches, e allagava seus cavallos com a mito,
dirigindo-lhescom urna das lingua's do Oriente, sua
patria, palavras que elles pareciam a comprehender
com um relincho de alegra.
Junio desejara bastante juntar enerscas exhorla-
efies aos seus.mais emquanlo elle cortava as oudas es-
pessas da mullidao, a pompa tinha desfilado; aos
bailarinos armados e nos serios e cmicos, qu segui-
am os anrixas, linham saccedido os casos ridculos
dos salyroscobertos de pelle de bode.as quatro tropas
de msicos, os sele grupos dos ministros sacerdolaes,
os carros de deoses, dos semi-deoses, dos morios I-
lasres, dos pontfices, lodo o clero pago e os magis-
trados. O imperador levanlava j seusceplrodc mar-
fim terminado por urna aguia. A esle si goal, o sa-
crificio comern ; Junio foi repellidn pelos liclores
at a grade do Euripo, onde parou para tomar respi-
raceo. Mas como se elles tivessem partilliado da im-
paciencia do povo, os camille* se deram pressa em
por incens no aliar ; umafumaca odorfera se eleva,
o som das cylharas a acompanha e morre prime-
roque ella nos ares.eos quindecenviroiagilam sobre
os espectadores seus ramos humidos.a ceremonia reli-
giosa esl acabada, osjogos vio coroegar.
Era lempo : um murmurio de impaciencia corra
como.o sopro da tempestade, dos bancos s lojas gra-
deadas dos cavallos. Com a visla fiza no podium im-
perial, o povo murmurava, gritava, se indignava de
esperar lano lempo o signal das corridas. Emquan-
lo que O medonho e simio rumor dessas dzenlasmil
vozes Iroveja aos ps de Cesar que r com seas liber-
tos e se diverle em irritar a velha Roma, como sua
leoa favorita, para ouvi-la rugir de colera e acal-
ma-la depois com um gesto, os cavallos j furiosos
por.esse tumulto e excitares dos agitadores parecem
embriagar-se de anlemSo com os ardores da lula.
Relinchando por detrs das grades pintadas das cores
de sua faccao, elles 1 remera debaixo das redeas, esca-
vam a Ierra com o p clieioide raiva, o aspirando o
ar com largas ventas, lancan urna columna hmida
alravez da grade. Duranl: esse lempo fazem-se
apostas em todos os bancos : para lhes dar una con*
sagracao legal, os pobres halim com grande rumor na
palma da nio djruila ; os reos Irocam seus anneis.
Mas am profundo silencio necede a esse medonho
lumullo. Urna peca de pmno alveja (tnappa ), o
guardanapo cabe ondulandoao Circo. A esle signal,
as grades pintadas dos carrees' se abrem ao mesmo
lempo, a tiombelasoa, a cacis suspendida as esta-
tuas de marmores das ports roja por Ierra, os qua-
jlrigas, cllocados segundo a ordem assignada pela
sorle, se arrcmessamfSa area."
O raio, a flexa do scytha, o sulco de fogo da es-
trella, que corre, nao leuden mais rapiftnenle o ar.
as rodas queimavam o roloi lurbilhes de p ama-
relio se elevavam, occllanib os carros. Com o pi-
to inclinado para diante, os migas ferian) com redo*
brados golpes seas corseis, e respondiam com gritos
de alegra s acclamac.Se que as prises, das quaes sahm ao mesmo lempo os
carros, nao eram construidasem linha recia, mas em
um arco de circulo perfeilanente concntrico base
da espinha ou plataforma, qje corlava o Circo cm
sna exlens3o. Entre u primero ponto de partida ea
base da plataforma, havia um espaco livre de qui-
nhentos ps : e a corrida nao :omerava e nao devia
acabar senao em urna corda brinca eslendida Irans-
versalmenle diante da prinuir baliza desse cabero
do Circo. Por urna precaudto nao menos inlelligen-
te, o lado direlo da arena, to qual se arremessavam
logo os carros, era muilo ms largo entre a espinha
e os bancos do que do lado e ucrdo. Podcndo deste
modo estender-se fcilmente m melade da exlenso,
os concurrentes s ochavan- nenor esparo no gyro
do rumo da espinha, o qual lima 136 ps de largo, da
segunda baliza ao pavilhao imieral, o sobretodo no
lado esquerdo da arena.
Esle modo de ronstrncrao ca tito engenhoso, que
os ullimos especladores viam lio hem o curso como
Cesar, que, no seu camarote deicoberto, enllocado no
alto do Circo, eslava Tiste' de (odosT Quando pois
os quairo concurrentes, ocultos por assim dizer s
vistas depois do signal, pasaram o segundo marco,
se vio qne Aeilio, o aurigaia faccao branca, passava
a todos. Os outros tres enpregnvam todos os seus
esforjossem que seu rivil.arrenicssando-se para a di-
reita, deixasse urna pasagem. na esquerda, emquan-
lo que ao gyrar, se volbva para os especladores, elle
foi vencido por um caro dirigido entre o marco e
elle, lima luta das ms vivas, em que se disputava
a victoria e mesmo a vda, se empenhou nesle ponto
entre os mais ardentei, que os gritos e animales do
povo oxaltavam at o lelirio. S Junio talvez, que
acabava de alcancar oura vez sen logar, desapprovou
essa manobra.
Acilo be um louro, lisse elle, respirando ruidosa-
mente, sua filha lodatremnla; elle vai cansar seus
cavallos em estorbos imteis; v corao Aurelio e o
agitador da faccao rosa tovernam os seus de om mo-
do contrario. Que hela parelha guia esse maldito
Diocls! murmiiron elle entre dentes; faz-me ter roe-
do por meu amigo!
Apezar das advertenensde sens partidarios, o au-
riga brancoe o auriga azul continuaron! essa lula
imprudente. Era preciiodar sete vollas para iga-
nhar o premio. A primein, a segunda, a Icrceira e
a quarla se fidaram sem iiaver alterarlo. S r es-
tavam no aliar tresgolphioios.porque cada corrida,
se tiniva um. No quinto Aeilio, que se julgava a
ponto de obter a palma, lo pododo mais resisl ir a
Fuscos, o agitador azul, eao auriga rosa, que o se-
guiam Uto de perto, quo^us azorragues armadou de
bolas faziam espadaar en sua fronte ondas de lima
esrumn ensanguenlada, tentn ronler seus cavallos,
queos via estafados porteem sido mnitoapressa dos.
Parou um minuto apenas,mas esse lempo foi has tan-
te para Aurelio, que, precpilaodo-se na eslreita pas-
sagem que Aeilio tinha dxado entre a( baliza e seu
carro ao dirigir-sc aos oulosdous, afim de os cotiter,
vollou como urna sella e '.omecou a sexto gyro -com
um adiantamento considenvel.
A'visla deste rival, qoeelle nao temia mais, 'Dio-
cles d om grito selvagem.fcre seus cavallos com fu-
ria, alcanca Aurelioe o pissa : um trnvo de atcla-
maroes, as quaes se conunde a voz estridente de
Cesar, apoiado na reborddo podium e gritando -com
todas as suas forras-tn-fera verbera', ferio os ou-
vidos de Aurelio, mas en vSo. Immovel e ccimo
petrificado em seu carroada onve>, nem faz esforco
alaum para vencer Dioces, que corre adiunte. To-
da a sua ambirao parec 1er por fim chegar depois
delle. Os partidarios da ac^So verde se callam cons-
ternados, os da Cicgao roa soltam rugidos de alegra,
Cesar morde os labios al( ensanguentar, o povo j
concede a palma, porque i ultimo gyro he comejado,
e Diocles ainda tcm a vartagem.
De repente apparece nn incideule imprevisto, qne
apaixona as massas. Atrelio se transformou: apor-
tando as redeas conlra o feilo inclinando para dian-
te, com o p fortemente fxado no carro, elle chama
seus cavallos, lhes falla ;s a essa voz cooliecida, Ni-
lidus e seus eompanheira partera, como se tivessem
azas. L'm clamor immereo de esperanza e de culera
abala o Circo. Aurelio na) corre, voa; alcanca Deo-
cles ao voltar o segando narco. Deocles, vendo o
perigo, lentou um esfocrodesesperado uno-se tan-
to ao marco a pqnto de o icrrubar para abreviar sua
carreira; mas, nao podenco vencer sen rival, quiz
pelo menos lirar-llie a patota. ,
Arremcssando com um esforco extremo sens ca-
vallos conlra seu carro, cria dete-lo abalroaqdo-o;
porm seus cavallos'aligados naopodera resistir im-
peluosidade do quadriga verde. Seas cavallos da
frente abalem-se, suas lernas arraslam e se embara-
c,am as rodas, em'quailu que os onlros doos, cor-
rendo sempre, qnebran os tirantes ao fngir, e
atram Deocles em lerri. O quadriga branco e o
azul passavam apenas o destrocos do carro, quando
Aurelio, chegandos a irimeira baliza, recebia glo-
riosamente a palma dasmaos do pretor.
Dous demoradores, da tnicas verdes a cothurnos
da mesma cor, tomaran entop 6s cavallos pela brida,
e conduzindo-os a passs levaran) o vencedor em p
no seu carro ero redordo Circo. Saudado por mi-
lbares de acclamares, Aurelio paroudiantedo baleao
do pavillwo imperia I, iide Caligula nao tardou em
se mostrar. Sorriu do ara o auriga, qne o' linha
feilo vencedor, Ihe alrou um magoilico
ramo de
ouro.e pronunciou esli palavra, que foi repelida
mmedialameole e app andida por duzentas mil vo-
zes : Liber! (t es livr!)Alguns instantes depois
Aurelio levava em seocarro, a filha do Avenlino,
esvaecida de felcidade. O velho Junio, seguindo a
p c indireilando-se de tunos em lempos, Ira^ava
mentalmente o piano de ima grande casa feila de
pedra d'Alba, e a rojillidao enfiava ruidosamente as
imineusas sabidas dos prticos, bradando, cuino era
cosame: Viva Cezar 1 -(dem.)
COMMERCIQ.
PRACA DO RECIFE 25 DE FEVEREIRO AS 3
HOltAS DA TARDE.
Colar-Oes ofliciaes.
Assocar raascavado escolladoa 1?>8.y) p0r arroba.
Dito brxuco baixoa i!-:00 por arroba.
Desamto de letras de un mez1 : ao raez
ALFANDBGA.
Rendncnlo do da 1 a-Jl.....283:ii:l8iW>
do dia 25. .......uiasetm
dem
294:480>',
Descarregam hoje 27 deferereiro.
Palacoo americanoIfimhrardl'ariuha de Iriso
CONSULADO f.EHAL.
ReiMliuienlododia l'af......V2I172S89.
dem do dia 25 .......... 3W#328
5.5:6.-79222
DIVERSAS PROVINCIAS.
RriiiluiiPiihi ilodia 1 a 21. .' ,4K ;
dem dodia. ;.......
4:8709!i!(
529iM:t
5400*533
Exportacao".
Liverpool, barca ingleza Hothsay, de 313 tonela-
das, conduzio o seguinte :3,700 saceos com 18,500
arrobas de assucar.
Rio Grande do Sul, brigue nacional Maffra, de
O toneladas, conduzio o seguinte :1,380 barricas
e 1,000 barriquiohas com 11,15* arrobas e 12 libras
de assucar.
Canal, barca americana Rering Sum, de 317 tone-
ladas, conduzio o seguale:4,830 saceos com 24 150
arrobas de assucar.
Liverpool, brigue inglez Byem, de 291 toneladas,
conduzio o seguinte:- 3,911 saceos com 19,555 ar-
robas de assucar.
Paro de Camaragihe. hiale nacional Noto Desti-
no, de 26 toneladas, condazio o seguate __40 vo-
In10? eei!eros estrangairos, 50 ditos dilos nacionaes,
lOOalqueiresdesal.
Falmouth, brigue por tuguez Conceiciio de Mara,
de .fin toneladas, cond uzio o seguiule: 3 800 sac-
eos com 19,000 arroba de assucar.
Liverpool, barca ingleza 7own of Liverpool, de
463 toneladas, conduzio o seguinte :5,170 saceos e
31 cixas com 27,460 arrobas de assucar, 356 saccas
com 1,956 arrobas e 26 libras de algodan.
RECEUEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBliCO.
Kendimento do da 25........2:1779290
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcnlo do dia 1 a 24.....4e:6933"00
dem do dia 25.........2:1495809
--r>s<-
42:84309
PRAf.A DO RECIFE 25 DE FEVEREIRO DE
1854, AS TRES HORAS DA TARDE.
Rteista semanal.
Cambios Depois da partida do paquete in-
glez nao houveram saques, sendo
os ltimos a 28 ){ d. por 1.
Algodan---------Bem que a entrada fosse pequea
(394 saccas) os precos baiiaram;
vendendo-se a primeira sorle esco-
lhida de 58800 a 55900. e a rega-
lar de 59600 a 59700. por arroba.
Assucar- A entrada foi boa, e u deposito
augmenten. Fizeram-se vendas do
raascavado escollado de 1$850 a
1&900 por arroba, e do regular de
13700 a 18800; do branco de 28200
a 28800; e do somenosa*2&180.
Couros ---------Procurados a 160 rs. por libra dos
seceos salgados.
Bacalho O deposito diminnio consderavel-
menle, lano pelo consumo, como
Selas sabidas, ficando hoje em ser
,000 barricas. Retalhou-se de 120
a 148 por barrica.
Carne secca Vendeu-se do 38200 a 38800 por
arrpba da do Buenos A y re* ede
38500 a 48 da do Rio Grande do
-apul ; da primeira ficararo em ser
^5.000 arrobas.e da segunda 20,000.
Farinha de trigo- lia para vender dous carregamen-
tos de Ballimore, e um de Kirh-
mond.
Manleiga---------Vendeu-se de 620 a 610 rs. por li-
bra da ingleza.
Vinhos ----- dem a 2008 por p^ia do de Lisboa
PRR, p de 190 a 2108 o de oulras
marcas.
Frcles ---------Ellecluaram-se -para o Mediterr-
neo de 85 a 90 por tonelada de as-
sucar, e para o Canal a 85 para
Surtos inglezes, com a dTerenra
o costume, para o Continente.
, Continua a falla de navios, por
isso ha probabilidades desuslen-
tarem-se.
Desconlos Rebateram-se letras a 12 % ao an-
uo, e nao ha abundancia de di-
nheiro.
_ Ficaram no porto 54 euibarcares, sendo: 3 ame-
riranas, Xi brasileiras, 1 dinamarqueza, 2 franre/as.
3 hespanhnlas, 4 inglezas, 5 porluguezas, e 3 sardas.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 25.
Uiclimond35 dias, barca americaua lazar, capi-
15o T. S. Loyd, carga farinha de trigo e mais g-
neros ; a Henry Forster & Companhia. Seguio
para o Rio de Janeiro com a mesma carga que
trouxe.
Swansey e S. Vicenle56 das, barca ingleza Char-
lotte, capitaoNocholas Lenfestey, carga rarvao de
pedra ; ao capito. Seguio para os portos do sul
com a mesma carga que Irouxe.
Navios sdhidos no mesmo dia.
StockholmBarca sueca Elisabeth, capito J. H.
Knoll, carga ossucar e couros.
LiverpoolBarca ingleza Rothesay, capito John
Munn, carga assucar.
Rio de Janeiro o AssEscuna brasleira .'am-
te Mara, capito Francisco de Assis Goncalves
Penna, cm lastro.
Camaragibeljate brasileiro Novo Deslino, meslre
Estevo Ribeiro, carga varios gneros Passagei-
ros. Amaro Virginio da Silva, Marcolino Jos de
Mello.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lllesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 2 de
marco prximo vindouro, vai novaraenle a prara
para ser arrematado a quem por menos fizer peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
melhorameuto do rio Goianoa, avahada em reis
50:6008000.
A arremateco ser feila na forma dos artigas 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
cnmparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernaroba-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arrematacSo.
1. As obras do melhorameuto do rio lioianua,
ar-se-hao de> conformdado com o orrameulo.plantas
perfis, approvadns pela directora e em conselho, e
apresentados a approvacao do Exm. Sr. presideole
da provincia, na importancia de 50:6008 "
2.' O arremalantcudar principio as obras nopra-
zo de 3 mezes, e as concluir no de 3 anoos, ambos
contados pela forma do artigo 31 da lei n. 286.
. 3. Durante a execucao dos trabalhos o arrema-
tante ser obrigado a p/oporcioiiar transito as canoas
e barcaras, ou pelo canal novo, oa pelo leilo actaal
do rio.
4. O arrematante seguir na execurao das obras
a ordem do trabalho que Ihe for determinado peto
eogeoheiro.
5. O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do 1. anuo, ao menos, a qoarta parle das obras
prompla, e oulro tanto do fim do 2." anuo, e faltan-
do a qualquer dessas cndirdes pagar urna mulla
de 1 cont de rs.
Conforme. O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciaeo,
_ O Im. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia, manda fazer publico, que no
dia 9 de marco prximo vindouro, peranle' a junta
da fazenda da mesma ujesouraria, vai novamen te a
prara para ser arrematada a quera por menos fizer,
a obra do acude ira povoarao do Buiqui, avallada
em 3:3008000 rs.
A arrematario ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixq copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esta arrcniatacao
compareram na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado,- pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e
publicar pelo. Otario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pcruambuco 3 de reverciro de 1854.
O secretorio. Antonio Ferreira da Annunciofao.
Clausulas especiaes para arrematar-o.
1" As obras ilo acude do Buque serao feilas de
rouformidade com a planta e orranieuto approva-
dos pela directora ca conselho c apreaentados
approvacao do Exm. presideule na importaucia de
3:3008000 rs.
2 Eslas obras deverao principiar no prazo de
sosenla dia, c scrao coucluidas no de dez mezes,
ronlar da dala da arremalarao.
3 A importancia desta arremalarao ser paga
em tres preslaroes da maneira seguiule : a primei-
ra de dous quintos lo valor Iota], quando livor
feilo melado da obra, a segunda cual a pri-
meira depois de lavrado o termo de rcccbimoiilo
provisorio ; a (erreira finalmente de um quinto de-
pois do rcccbiraenl definitivo.^
4 O.arremataule ser obrigada a communicar a
rrparlicao das obras publicas com antecedencia de
trinla dias o dia lixo, em que tora de dar principio
a execurao das obras, aesimeomo Irabalbar segui-
dajncnle qunzo^lias, alini do quo possn ocugenlici-
ro oncarregadii da obra assslr aos primeiros (raba-
Utos,
5" Para ludo o mais,- nao que esliver especifica-
do as presentes clausulas seguir-so-ha o que de-
termina a lei provincial,u. 286 de 17 de maio de
1851.Conforme.O secretario, Antonio Ferreira
da Annunci'icilo.
O Illm. Sr.inspector da Ihosouria provincial,
om Vu nipri ilion lo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, maoda fazer publico, que no dia 9
de marco prximo vindouro, vai novamen le a prara
para sor a^ematado a quem por menos fizer.pera-
Ic a junia da Tazeuda da mesma Ihesouraria a obra
do acude de Pajea de Flores, avaliadaom 3:1908000
rs.
A arremalarao ser feila na forma dos arls. 24 o
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abajxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalarao
comparceam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, polo meio dia, competontemei
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presenle>e pu-
blicar pelo Diario. /
Secretaria da Ihesouraria provincial de 'lVrnani-
buco, 3 de fevereiro de 1854.o secretorio Anto-
nio Ferreira da AnnunciarSo,
Clausulas especiaes para a arrematacSo.
1. As obras do acude de Pajcii do Flores serao
fcitas de conformdado com as plantos o orranieuto
apreseulados. a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia de 3:1908000 rois.
2." Eslas obrasttovcrci principiar no prazo do
dous rae/os, o serav concluidas no de dez mezefl
contar ron Tormo a lei provincial n. 286.
3. A importancia dosta arremalarao ser paga
em tres prestares da maaeira seguiule: a primeira
dos dous quiutos do valor da arremalarao, quando
liver concluido a melade da obra: a seguuda igual
a primeira, depois do lavrade o termo de recebi-
monlo provisorio; a lorceira finalmente .deum quin-
to depois do recebimento definitivo.
4. O arrematante seni obrigado a communicar
a reparlicao das obras publicas com antecedencia
de Irinta dias, o dia lixo cm que tem de dar prin-
cipio a execurao das obras, assim como trabalhar
seguidamente durante quinzo dias, alim de que pos-
*a o engenhero encarregado da obra assistir aos
primeiros trabalhos.
5. Para ludo o mais qoe nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-e-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de-1853.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 6 do correte, manda fazer
publico, que nos dias 7, 8 e 9 de marco prximo
vindonro, perante a jaula'da fazeoda da mesma Ihe-
souraria, se ha de-arrematar a quem por meos fizer
a obra do 4- lanco da ramificarao da estrada do Sol
para o Cabo, avaliada em 29:2688.
A arrematacn ser feila na forma dos arls. 24 e 27
da lei provincial n. 286 d 17 de maio de 1851, esob
as clausulas especiaes abaiio copiadas.
As pessoas qae propozerem a esla arremalarao
compareram na sala das sessoes da mesma jnnla nos
dias cima declarados, pelo meio dia, cmpetenle-
mente Iiabililadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
bliear peto Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de fevereiro de 1854__O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1." Asobrasdo4- lanjo da ramificaso da estrada
do Cabo, far-se-ho de conformidade com a planta,
perfis e mais riscos approvados pela directora em
conselho e apresentados a approvacao do Exm. pre-
sidente, na importancia de 29:2688.
2. O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e dever conclui-las no de dezeseis me-
zes, ambos contados na forma do afl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematacSo
realisar-se-ha em quairo preslaroes iguaes a l.
depoisde feilo o primeiro terco das obras ; a 2. de-
pois de concluido o segundo lerco; a 3." na occa-
siao da entrega provisoria ;ea4.a depois do recebi-
mento definlivajoqual dever veriucar-se um anuo
depois do recebimento provisorio.
4. Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em toda extenrao do lanco.
5. Para tudo o que nao se adiar determinado
as presentes clausulas nem no orramcnlo," segair-
se-ha o que dispfle a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direilo da primeira vara do cir cinesia cidade
do llecife de Pernambuco,por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro II, que Dos guarde,
etc. .
Fajo saber aosqueo presente cdilal virem.e delle
noticia tiverem, que no dia 27 de marc.o prximo I
seguinte se bao de arrematar por venda,a quem mais^
dr, em prara publica deste juizo, que lera logar na
casa das audiencias, depois de meio da, com assis-
lenria do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
priedades denominadas PiUnga e'Tabalinga, sitas
na freguezia da villa de lguarass, perlencentes ao
patrimonio das recolhidas do convenio do Santissimo
Corarie da Jess daquella villa, cuja arrematarn foi
requerida pelas mesmss recolhidas em vrlude da li-
cenca qae oblveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm. ministro da juslira; para
o producto da arremalarao ser depositado oa Ihesou-
raria desta provincia at ser convertido em .-plices
da divida publica. A propriedade Pitonga,em atten-
e.ao as desuniones qne lem solfrido suas matas, e a
qualidadc da maior parte das trras, avahadas por
10:0008000 de rs.; e a propriedade Tabalinga por
seren urna estrada qoe offerece minia vantagem.eom
um riacho permanente, e urna casa de laipa coberta
de telhas, anda nova, avaliada por 1:0008000 ; sen-
do a siza paga a cusa do arremalante.
E para qnechegue a noticia de todos, mandei pas-
sar edilaes que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior rircolaco, ailados nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Pernam-
bnco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Manoel Joa-
auro Baptista, escrivao interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
mo, comparera ntsta snhdelegacia aonde dever apre-
sentar os competentes iilulos.
O arsenal de marinha compra pregos de cobre
do costado e de forro de diversas pollegadas, ferro a-
ilo, dito da Sneeia e inglez em vergalhao, barras de
d Arenles pollegadas e vares de cobre para cavilhai
de 6 a 10(8 : as pessoas a quem convier a venda de
taes objectos, compareram nesta secretaria no dia 6
demarco vindouro, com as suas proposlas. Secrela-
ria da inspoerflo do arsenal de marinha de Peroam-
buco 26 de fevereiro de 1854.No.impedimento do
secretario, Af imoei Ambrosio da Conceicao Padilha.
Nao se tendo eOectuado a compra de carnq de
vacca salgada e bonetes escocezes, e o fornecimento
de carne verde e assucar branco de- primeira sorte,
por isso convida-se a quem interessar-ean dito forne-
cimento a comparecer a 1 hora e^i^
do correle, na sala das sessoes
mnlsiraraoamaval com suas praL
Sala das sessoes do conselho da ad__
em Pernambuco 25 de fevereiro da t__
torio, Christovao Santiago de Oliveira.
AVISOS martimos.
DECLARAQO'ES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a ol de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de accoes com que tem de ficar,
para levara eli'eito o complemento-ao ca-
pital do banco de dous mil contos de ris,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a gera de 26 de setembrq ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1854.O secretario do conselho de direc-
cao.Joao-Ignacio de Medeiros Reg.
Pela contadura da cmara municipal desta ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marro, prximo futuro, se far a arrecadaro, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre estbeleci-
raenlus, ficando sujeitos a multa de 3 % os que o nao
titerera no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuense,/'Vaiirisco Canuto da Boa-
viagem.
De orjero do Exm. Sr. director peral da ias-
irurrao publica, fajo saber quem convier, que o
Exm. Sr. presidente da provincia, em proposla de 13
do correle, creara urna cadeira de ioslruccab ele-
mentar do primeiro grao, na freguezia de Alagda de
Baixo ; a qual esto em concurso com o prazo de 70
dias contados da dala desle. Directora geral 17 de
evereiro de 18.51.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cezar de Mello.
. O arsenal de marinha compra os segaintes ob-
jectos: pregos de cobre para forro, vistas de osso,
agua-raz. oled de linhara. linha de barra, varoes de
ierro de 4|8 a3i8, ferro cm lenrol de n. a 8, verga
de cobre de % a 2|8, varoes de dito sorridos, tinta
prela, dita branca, lona ingleza eslreita de n. la 5,
cabo de linho de 3|4 a 4 polegfaas, arcos de ferro pa-
ra bandejas, barris e pipas, raspas de ferro, chumbo
em barra, laixas de bomba de ferro, sebo em pao,
pas de ferro, pregos ripaes da Ierra, dilos grandes de
batel, azeile doce, ou de coco, e alcatrao. As pes-
soas a quem convier a venda de semelhantes ubcelos
rom pai eram nesta secretaria no 1. de marco ao meio
dia com as suas propostas. Secrelaria da inspecrao
do arsenal de marinha de Pernambuco 21 de feverei-
ro de 1854..No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozio da Conceico Padilha.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda tocor publieo que a segunda prara para a
arremalarao das Ierras, maleriaes e mais pertences
da capclla vaga de Nossa Senhora do Soccorro, sila
noengenho desle nome na IreSuezia'de Santo Ama-
ro de Jaboaiao, leriKigar uo dia 2 de marco pr-
ximo viudouro^tfa lercera e ultima no dia Uo
mesmo mga: osjiicilaoles deverao pois comparecer
nos referidos dia a* 11 horas e moia dn manhaa no
luiarjTO rostun/,. Secretaria da Ihesouraria de fi-
zrnda de Porn/nibuco 22 do fevereiro de 1851.t)
oficial mziar.p-: mi lio Xavier Sohrelra Je Mello.
Steal coi
Su
anhia de paquetes inglezes
a vapor
No dia 3 de marco es-
pera-so da Europa um
dos vapores da compa-
nhia real, o qual depois
da demora do coslume
seguir^ para os portos do sal; para passageiros trata-
se com'|0s agentes Adamson Ilowie & Companhia,
ra do Trapiche Novo D. 42.
Passagem para Babia 25 palaces
i Rio de Janeiro 50
i ii Montevideo, 110
/ a Buenos-A yres 120
As#pessoas que deitaram cartas na caxa do cor-
reio parA 1). Constancia Isabel de Saldanha da Gama
e AzapKbuja, e Peixoto & Moalinho, ambas pareo
io dJe Janeiro, venhaiu pagar os portes para pode-
ser dirigidas.-
/ Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
Para a Balita,
segu em poucos dias a veleira sumaca Horlena:
para o resto da carga trala-se cora seu consignatario
Domingos Alves Matheus, na ra da Cruz n. 5*.
Para a Bahia,
segae com brevidade a veleira garopejra Ucracao :
para o resto da carga trala-se com sen consignatario
Domingos Alves Mautons, na raa da Croa a. 5*7
Para a Bahia segu com presteza o
veleiro hiate nacional Fortuna, capito
Jos Severo Moreira Rios ; para o resto da
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,.
primeiro andar.,
Para o Rio de Janeiro sahe no dia
28 do corrente, o multo veleiro brigue
Recileoqualjatema maiorparte de seu
carregamento prempto; para o restante,
passageiros e escravos tambera de passa-
gem : trata-se na ra do Collegio n. 17
segundoandar.oucom o capito Manoel
Jos Ribeiro, a bordo.
Para o Cear e Granja, sahe com toda a brevi-
dade a escuna San Jos : para carga e passageiros,
trata-se oarua da Cruz do Recife, o. 33, em casa de
I.uiz J. de Si Araujo.
Para o Rio de Janeiro, vai sabir com
amaior brevidade possiv'el, por tfiarte
de sen carregamento, o patachoUfaonal
Valente do qual, be capito Francisco
N. de Araujo : quem no mesmo quizer
car regar, emba car escravos a frete ou ir
de passagem, para o que tem bons com-
modos, dirija-se ao capito na praca do
commercio, ou aNovaesA C, na ra do
Trapichen. 54.
Para a Babia. '
Segae com brevidade e hiate Sociavel, recebe car-
ga a frete, e passageiros; Irala-se com Caetano Cyria-
co do C. M. ao lado de Corpo Santo, Iota de massa-
mes n. 25.
Porto.
Tem praca para carga miada o brigue porlugoez
'peronea,que no dia 28 do corrente seguir npre-
lerivehoente para o Porto : trata-se con Bailar &
Oliveira na roa da Cadeia Velha, n. 12.
' Para o Rio Grande do Sul sahir breve o brigue
Mafra, capitoo Jos Joaquim Dias dos Przeres, re-
cebe escravos a frete, e lem commodos para alguns
passageiros: quem pretender pode dirigir-se ao mes-
mo, ou a Ainorim Irmaos, ra da Cruz n. 3.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com toda a brevidade o mutto
veleiro brigue brasileiro < Dous Amigos,
por terquasi todo o carregamento promp-
to, (jiiem no mesmo quiAr carrgar o
resto, ir d passagem ou'embarcar escra-
vos a -ete: entenda-se com o capitaoJc-
se' Ezequiel Gomes da Silva, na Praca, ou
com o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Segoe impreterivelmenle para o Ass, no dia 2
de marco a barca Nova Olinda : quem oa. mesma
quizer carrgar ou ir de passagem, dirija-se ao caes
do Ramos, taberna nova do Retiro o. 26.
LEIXO'ES.
Leilao sem limife.
QuarU-reira 1. demarro, as 11 horas da manhaa
em ponto, havera leilao no armazem de M. Carneiro,
na ra do Trapiche n. 38, por intervenco do agente
J. Galis do seguinte : cadeiras brasileiras, inglezas,
americanas e harabursaezas, ludas, de boas madeiras,
assim como algumas de ferro e outrps objectos todos
envemisados a imilacao de bronze, guardas louras
de amarello, mesas redondas e elsticas para jintar,
iavaiorios, sofs, marqoezas, camas fraocezas, nm
balcio d'amarello, um rico jogo de voltarete, e ama
caixa para costura, ambos osobjectos de charlo, om
bom piano inglez, proprio para quem liver de apren-
der.
No dia qnarla-fera, 1. de marco, por inler-
venrao do agente Oliveira, em presenca do chancil-
ler do consulado francez, proceder-se-ha a venda pa-
lluca, por coDta e risco de quem perteneer, de duas
caixas marca CFT n. 123 e 124, conlendo 24 chapeos
de seda enfeitados para senhora, viodos pelo navio
francez Comte Roger, capito Tombarel, e qae se
acham em estado de avaria. O leilao principiar as
10 horas da maohaa, na toja de Chrisliani & Irmio,
oa roa Nova o. 44.
AVISOS DIVERSOS.
Quem quizer banhar-seemuma ex-
cellente gamela de amarello, que leva de
") a 6 baldes d'agua, propria para qual-
quer pessoa de estatura regular, dinja-se
a ra estreita do Rosario, padaria h. 13,
que com qualquer 6,000 rs. a adquirir'.
Est fgido desde o dia 18 de fevereiro o pelo
Manoel, crioulo, d idade 30 anuos, baixo, grossso do
corpo, com marcas de bexigas no rosto e fallas de
denles na parle superior; desconfiare ler ido para o
Cabo: roga-se a quera o pegar ou delle dar noticia,
dirija-se ra do Brum n. 28, fabrica de caldeirciro,
que ser recompensado.
^A^mSqaTfo^crrgaadToTTr
pela sentidissma morle de S. M. F. a Sr." D.
Mara II, de saudosa memoria, vm por esta
jornal agradecer, e fazer publico, o quaoloa
mesma commissaose acha penborada e cheia de
recoohecimenlo para rom os Exms, Srs. hispo
diocesano, presideole da provincia, commen-
dante das armas "e titulares, que comparece-
ram com os Illms. Srs. chefe de polica, desem-
barsadores da relarao, jaizes de primajra ins-
tancia, membrnsda cmara municipal, Capito
do porto, cobmandanle da eslarao naval, e sua
oflicialidade, chefes das reparliroes publicas, e
seus empregados, corpo consalar, corpo de
commercio nacional e eslrangeiro, ohlcjaes d
guarda nacional e primeira linha e do corpe de
polica, religiosos dos conventos do Carmo ede
S. Francisco, meinbros da calhedral, contra-
rias encarregadas das grojas desta cidade, com
especialidadeos mu dignos juiz e mesaribs da
irmandade do SS. da igreja matriz de S. Fr.
Pedro Gooc^lves, coro o Revm. Sr. padre mes-
lre pregador da capella imperial, Joao Capis-
trano de Mendonca, Antonio Ramos, Antonio
de Souza Pavolide, Joe Mareellioo da Costa,
Pedro Nolasco Baplisla, Miguel Esleves Lima,
enslmeule com todas as pessoas que assisti-
ram ao supradilo funeral uo dia 24 do corren-
te, e que roncorrerara com sua coadjuvaro,
para aquelle acto se tornar com toda a pompa,
ordem o brilhanlismo quese presenciou.
Oulrosim, a mencionada coinmissao, pede
mu altenciosamenle desculpa de qualquer om-
missao, que por acaso apparecesse, uo desero-
penho de suas funecoes, e esperalhes ser re-
levada, atlendeodo-se aos arduos encargos de
que se achoa sobrecarregada, na mente de que
juina ter cumprido cam seus deveres.
Recito de Pernambuco 25 de fevereiro de
1854.Luiz Jote da Costa Amorim.Jos
Telreira Bastos.MatlUasde Azevedo "#'
larouco secretario.
aaaaaaaaaaat3aaasaaaaaaaaas laal 111
Joao Kenriques da SiLva avisa aos
foreiros dos engenhos Queimadas, Jun-
dialii e Serra d'Agua, sitos naribeirade
cima, ipecomprou a propriedade ou i
minio directo destes engenhos a Je
Francisco Paes Barrete, e a sua mulher
D. Candida Rosa Paes Barrete, e que por
isso a elle compete receber os foros ven-
cidos do coyf ente anno, e os que ja' len-
do sido vencidos ainda nao foram pagos
nk conformidade da escriptura. Recife 22
de fevereiro de 185-V.
Precisa-se de um homem que enlenda de plan-
. lacoes para feitor de nm sitio : quem esliver nestas
ermo do Recife, se faz publico, que foi encontrado -oircumslancias, diriia-se ra do Brumo. 28, abr-
* __ll______________i______ i .i_ j: ai < / .... _k^ >.n ii m agii aiirii
pelas patrulhas que rondavam na noile do dia 21
corrente, om quarlo alaso: quem se julgar con
rclo ao mesmo. compareca nesla subdelegacia a/nde
lera de dar os signaes certos.
Pela subdelegacia da freguezia da BoaA'isla,
termo do Recife, se faz publico, que se acha t-erolhi-
do cadeia desta cidade, desde 25 de novembro de
1853, o preto Patricio, o qual diz ser escravo de Gas-
par Mauricio : quem se julgar com direito cu mes*
-! lUlll^inilVIII.-| l|H ->i < ----------------
ca de caldeirciro. Na mesma casa acha-se um caixeiro
proprio para loja de fazendas, de que lem bastante
urlica. ...
Dos fondos do sobrado n. / da ra do Vigano,
desappareceu honlera pelas 2 horas da larde, nm pa-
pagaio pequeo, levaodo em um dos ps ama corre-
le de prata : quem o river achado e quizer restitui-
lo, poder leva-lo ao dito sobrado, qne sera recom-
pensado. Recife 25 de novembro,



I
I

I
laaaal ,.




DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 27 DE FEVEREIRO DE 1854.
1
*
*

v
t-

r-
?

Ultimo gosto.
Os abaixo assignados, donos da nova loja deo urives
da rin do Cabuga n. 11. cnnfroule ao paleo da ma-
triz- e ra Nova, franqueiam "pblico em geral un
bello e Taado sorlimento de obras de ouro de mul-
lo bons gostns.e presos que nao desagradarn a quero
queira comprar, os mesfhos se obrigam por qualquer
obra que tenderen) a passar unta conla coro respon-
sabilidade. eipeciikando a qualidade do ouro de 14
nu 18 quilates, Ueando assim sujeilns por qiulquer
duvida que pparecer.Scrafim fa 1 rm3o.
Ne aterre. daBoa-Viata a.4, terceiro
morar pouco
ido de m de
I, avisa ao respeijjrel pu-
utilisar-fe de seupresti-
os poucos das que leni |
I; os retratos sero lirados coro
luda a rapidez e perfeic.ao que se pode dese-
jar. No estabelecimento ha retratos i mostra
i pare as peesoasque qui/erern examinar, e es-
la aberto das 9 horas da manha al as i da
larde.
- O lente da 1. cadeira do 5." auno do curso ju-
rdico de (Minda, avisa aos Srs. acadmicos quiuta-
nistas,' que as suas prelecces no armo correnle
Iiaode ler por base osseusElementos de Economa
Polticaque se eslo imprimindo lia lypographia
do Se. Ricardo de Freilas Riheiro, em cuja li vi aria
eslabelecida na ra do Collegio, podem deixar os seus
uomes e moradas. No mesmo lugar pode subscre-
ver maisquero quizer, sendo o preco da subscrip-
to 58000 rs. fagos na oacaso da entrega da obra.
Ahi mesmo, e em Oltnda em casa do Sr. Luiz Jos
Gonzaga vendem-se os elementos da l'ralica do l'ro-
cesso, e as iusliluiees de Direilo Civil Brasileiro,
coroposcSo do mesmo.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
, tas, ra do Collegio n. 2, .
[vende-se um completo sor timen I o
I de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquei- parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se os compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinarlo com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sasj^ira vender fazendas maisem
cont do que se tem vendido, epor
isto offerecendo lie maiores van-
tagen's do que outro qualquer*; O
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam ( a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
tfjHb Aluga-se o sobrado graude da Magda"
"" que Oca ero frente da estrada nova, o qual
s ha de desoccupaV al o dia 1. de marco : a tratar
no aterro da Roa-Vista u. 45, ou na ra do tollegio
D. 9, cor* Adriano Xavier l'ereira de frito.
Bichas.
Alagam'-se e vendem-se bichas: na prasa da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
Traspassa-se o arrendamenlo de um engenho de
bestas. moenle e corrente.dislantedo Recite 5 leguas,
e da estrada publica menos de meia de boro camiuho,
a ponto de chegarem os carros de cavallos al a casa
de vivenda, com boas e sufticientes (erras de canna,
mandjpca, milho, feijao, arroz, caf, etc. ele., muio
perto e em roda do engenhu, dous bons cercados de'
vallados, toa. bem feila e nova casa de vivenda de-]
sobrado toda envidraca, com alpcndre de columnas
de mndeira e grades de ferro, muito fresca, e com lle-
gue e eieelleule visla ; caas de eugenno, caldeira,
euraixamenlo, estufa o estribara, ludo de pedra e
cal, com todos oateus perlences, e em muilo bom es-
lado, sufficieutessenzalas para os prelos, casa de fari-
nha provida de lodo o necessario ; encllenle hanho
em ama billa casinha apropriada, mallas virgens
multo perto, luirla com arvoras fructferas, inclusive
urna boa porcao de coqueiros ; bons silios de lavrado-
res, etc. etc, As canoas sao de muito bom assucar, e
de mallo rendimenlo. Vendem-se as canoas novas,
o gadovacum ecavallar : os prelendcntes diriiam-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de Jalioalo a"tratar
com o proprietario.
. Indo desla cidade para a de Goianna Mauoel
(ionralve* de Albuquerque t Silva, perdeu entre
Itabalinga e a laboleiro da Mangabeira.uma carleira
eoplendo nella 7-2009000 rs.; e porque lodo esse di-
nheiro eslava em sedulas de 500, 2009 e 1005 rs.,
he fcil descobrir-se quem o achou, no caso de appa-
recer alguem destrocando sdalas destes valores, sem
ter proporefies de as possuir: pelo que offerece o re-
ferido a quantia de 1:0009000 rs. a quem lhe resti-
tuir aquella quantia ; e a de 5009000 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e1 se pos-a rehaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo ioviolavel
quando assim o eiigirem : quem, pois, liver noticia
deste achado, dirija-se naquella cidade. a ra do Am-
paro a. 44, e nesta, ao aterro da Boa-Visla u. 47,se-
gundo andar, e n. 60.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com armrrao nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarello da ra do Quei-
mado n. 29.
OSr. Manoel Lonrenco Machado da Rocha, en-
cadernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Araujo. venha a esla typo-
graphia para solver mesma assignalura, visto que o
Sr. vigario diz que nada tem com isso.
HOMEOPATUIA.
O Dr. Casauova contina a dar consullas todos o
diaa no seu consultorio, rna do Trapiche n. 14.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Panto Gaignou, dentista receben agua dent-
frico do Dr. Fierre, asta agua conhecida como a me-
lhor qae tem apparecido, (e tem muilos elogios
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cheirosae preservar das dores de denles: tira o
oslo desagradavel que di em geral o charuto, al-
gunas golas desla n um copo d agua sao sufucien-
tes; tambero se achara, p dentifrice excellenle para
aconservacodos dentes : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
i. Jane, Den lista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
O Sr. Dr. Luiz Ignacio Leopoldo Albuquerque
. Maranhao, que mora no engenho Espirito Sanio, "
leguas distaule da Paradina, tenha a boadade de vir
ou mandar ultimar o negocio que nao ignora com
/. Mendet.
Aluga-se urna ama escrava, com muilo bom
leile, parida de poneos das; quem quizer dirija-se a
ra do Queimado n. 14, loja.
O Sr. Ricardo Das Ferreira tem nma carta
uapraca A Indepeudencia, ns. 6 e 8.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 ders.
Acham-se a venda os bilhetes da lote-
lia selima do Estado Sanitario, quecorreu
no dia 17 do presente, cuja listase espera
pelo vapor L'Avenir, que pode aquiche-
gar do dia 25 do corrente em diante : os
premios serao pagos logo que s e lizer
a distribuicojdas listas.
Desoja-se fallar ao Sr. Manoel Cavalcanli de
Albuquerque Mello, morador eni Agua-Fra, d'Olin-
da : na ra da Cadeia do Recife n. 54.
HOMEOPATHIA. ^
RA DAS CRliZES N. 28. 1
No consultorio do professor bomopalh- y?
Gossel Bimont, acliam-se. venda por BS)
CIRCO MIL RIS. m
Algiimascartprasroiii -J1 medicamenlos. (S)
Os competentes livros. *. 59000 (t
Grande aorlimento de carteiras e caixas W
de lodos os lamanhos por precos commo- (f
ditximos. JS
1 tubo de glbulos avulsos 500 5"/
1 frasco de W onca de Untura a (JA
escolla ..........15000 22
O Sr. Joio Nepomuceuo Ferreira de Mello,
niorador ua passagem de OlinJa, lem una caria ua
livraria n'. ti e S da praca da Independencia.
Aluga-se um preto que saibacoziiihareengom-
mar com perfoirao ; quem delle precisar, Tua do (Jueunailo 11. Ul A .
I i- Precisa-se de 5008000 rs. Iremio com segu-
ranca em bens de raz : quem tiVcr anmiucie* para
mt procurado, ou dirija-se roa da Conceicao da
Boa-Vista 11. 6, taberna, para dizer quem quer.
Desippareceu do sitio da Trempe, do sobrado
u. I que tem taberna por baixo, urna porca muilo
gorda c grande, que ja eslava maninba : quem a li-
ver achado e quizer entn .mi a seu dono, avise 110
mesmo sitio, que recebara boas alvicaras. \ dita por-
ca desappareceu do sitio ler(a-feira, 21 do crrenle,
e he toda prela.
J. Churdn abrir 'no dia 6 de marco um cur-
so de lingua franceza, em sua nova residencia, ra
das Flores n. 37, primeiro andar. Os exercicios lero
lugar as 6 horas e meia da larde as segundas,quar-
las e sexlas-leiras.
Quem precisar de urna ama para casa de lio-
mem solleiro, ou casa de pouca familia, dirja-se a
iraveisa da ra da Roda n. 16.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar, pa-
ra casa de homem solleiro: na roa da Cruz n. 5.
Arrematarao de propriedades do recollii-
mento de Iguarassti.
O abaixo assigoado, como procurador e adminis-
trador do patrimonio do recolhimenlo das freirs do
SS. Coraco deJesu da villa delguarass, faz sa-
ber que no dia 27 de marco prximo seguinte
tem de ser arrematados por venda em praca do jui-
zo do civcl da primeira vara da cidade do Recife, 2
sitios de trras, sitos na freguezia daquella villa sen-
do o primeiro denominado Pilanga, da exlensao de
legua em quadro, como se mostrara da escriplura
com ma pequea casa uuva de tapa e lelha, cujo
terreno enserra ptimas qualidades e oflerece a vanla-
gem de se poder levantar engenho em alto poni pois
quel em baixas extensas para cannas,rio de excellenle
agua, grande cercado para aniuiaes, bons altos para
roca, lambem maltas para o fabrico do eugenho cal
para se vender madeira constantemente, e serrar ta-
boas, e demais est na distancia de 2 leguas de villa
onde ha ptimo porto de embarque, alem das de-
mais commodidades da vida. O segundo sitio, conde-
cido jior Tabalinga das freirs, he silo cima da po-
voaco de Taba'.inga.meia legoa distante da villa; tem
casa do vivenda na beira da estrada real para Goian-
na, cortada pelo rio Tabalinga de linissima agua,
com oplimas baixas para canna e capim, os altos fer-
lilissmos para roja, milho. feijao, lambem com bel-
lo cercado para criar vareas para vender-e leile na
villa como se cosluma. O primeiro foi avahado judi-
cialmente em 10:0009000, e o segundo 1:0009000,
pelos avaliadores os Illms. Srs. coronel Manoel Tho-
maz Rodrigues Campello, e capilao Manoel Caval-
canli de Albuquerque Lilis proprietarios dos enae-
nhos Cumbe e Mussupinho, para cuja venda obli-
veram as recolhidas, liccnca imperial. Quem pois os
quizer arrematar comprela por si ouseu procura-
dores no indicado da : e se antecedentemente os
quizerem ver e percorrer dirijam-se a villa de Igoa-
rass a fallar com o abaixo assignado, ou o capilao
Francisco das Chagas ferreira Duro, e o escrivao
Adolpho Manoel Camelto de Mello e Araujo que
apresenlaro as escripturas e cora ellas mostrara os
sitios. Recife 13 de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xavier Oiai de Albuquerque
Aluga-se nma escrava, crioula, boa coslureira,
cozioueira, engummadera, e lavadeira de barella :
quem pretender, dirija-se ra. da Assumprao, so-
brado de dous andares confronte ao muro do quintal
da l'enfia.
Na ra da Soledadc n. 70, ao p da Trempe, se
aluga para servir em casasestrangeiras, ao que esl
acoslumado, o moleque lonas, cozinha, he fiel, sabe
comprar, be diligente, e nao lem vicios..
Aluga-se o grande e muito fresco primeiro an-
dar do sobrado de tres andares da praca da Boa-V is-
la com frente para a pra$a e para a ra do Arago,
conleudo duas grandes salas e sele quartos grandes
que acoinmoda qualquer familia ; quem pretender,
dirija-se ao armazem da ra Nova 11. 67.
Precisa-se de urrTbolieiro para coche ira de car-
ros fnebres: no paleo do Hospital n. 10.
O mnibus l'ernairbucana do I." ilc
marco parle de Apipucns para 6 itecife
as 7 1(2 horas da manhaa, e regressa do
Recife
VENDAS
Novotelegrapho.
Vencle-K o'roleiro piou a ter andamento no dia 29 do correnle, a 210 rs.
cada um: na livraria u. 6 e 8 da praca da Indepeu-
Vendem-se 3 oegrinhas muite lindas de 8 e
10 anuos, todasirmaas, proprias parase educarem
para casa de familia : na rpa do Rosario larga 11. 18,
primeiro andar se dir quem vende.
.rT Vcn"J?;*6 banlla 400 rs. a libra : na ra do Rangel n. 35.
UVAS.
Na ra estrella do Rosario d. 39 A ronfronle a
igreja, sedira quem vende boas uvas (muscalel) por
commodo preco u visla da falta que dellas ha presen-
(emenle.
FIAMBRE.
rva ra da Aurora, junio a fundicSo, vendem-se
prcsunlos para fiambre, garrafas com cidra, difes com
limonada.
Vende-se urna llanta d'ebano, de 5 chaves, ap-
parelhada de prata : na ra do Encantamenlo, ar-
mazem n. 11.
Vende-se urna loja de fazendas em bom local:
BesiaLtypoRraphia se dir quem vende.
Na roa das Cruzes.'n. 22, vendem-se tres pretas
crioulas, engommadeiras, cozinheiras, ceen) .chao
e lavam de sabio, de bonitas fisuras; um casal de
escravos de meia idade, proprios para silio, e um
lindo escravo pardo, sapateiro, oplimo pagem, e de
muito boa conduela.
Vende-se oleo de ricino milito alvo; por preco
commodo : na ra da Cadeia do Recife, n. 51.
95 Os mais ricos e mais modernos chapeos de
seda e de palha para senhoras^M enrontram ?.-
i> sempre na loja d modas de ifllame Millo- Jj>
chau, no aterro da Boa-Vista o. 1, por um pre- @
9 co mais razoavel do que em oulra qualquer A
parte. S
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
. Aos 20:000,000.
Na casa feliz dos qtiatro cantos da ra
do Queimado n. 20, existe urna petjuena
ponao de bilhetes, meios, quartos, oita-
vos e vigsimos da stima lotera do Estado
Sanitario, cuja lista chega ate'odia 27 no
vapor L'Avenir i a elles, se querem tirar
bom premio.
Aluga-se um silio do Mondego al a eslrada
nova, ed Manguinho, Capnnga, Ponle de telina,
que seja bastante plantado e tenha boa casa, baixa
rom capim ou que a tenha para se plantar, com es-
ta! proporcOes, de 4009 al 5OO3AOO rs.: na ra do
Trapichen. 36, segundo andar, das 9 horas da ma-
nha as 4 da larde.
Precisa-se de um prelo para o ser vico nrdiuario
'le ptxUa, pagando-se 12J000 rs. por mez e susten-
to quem liver, dirija-se i rna da Senzala Nova
O 39 A,
confronte ao Rosario de Sanio Antonio, avisa ao res-
peilavel publico, que alem dos biscoilos inglezeso
.francezes, constantemente se enconlrar vinle e tan-
tas qualidades de bolinhos para cha. Cavaras e po-
de-l torrado, chocolate, miscelania, paslilhas, enlre
estas ostelaa-pimenta. umendoas e confeitos, ricas
caixinhasparaos mesmos, chocolate difiranles, lu-
do em porcao e a relalho, e o melhor de lodos os do-
ces que se affianca a qualidade, preco fixo he seu
costume.
Vesle-se 8njo para procissao. e alugam-se ve-
luarioj para mascaradas : na ra do Canno ao p da
cocheira do Sr. Moreira.
Vende-se setim preto lavrado, de muilo bom
cosi, para vestidos, a 28800 o covado : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
> endem-se velas de cera de carnauba pura de
muilo superior qualidade ; na na da Cadeia do
neciTe 11. 49, primeiro andar.
Vende-se sola boa em peqnenas e grandes par-
tidas, cera de carnauba primeira sorle; pelles de ca-
bra de diversos precos.esleiras de pama de carnauba
e pennas de ema: ua ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Vende-se urna canoa aberla de carreir, em
mmto bom estado, e por preco commodo, assim como
um preto carioeiro e serrador : os prclendenles, diri-
jam-sea roa doCabug, loja n. 18.
Vende-se urna preta da Cosa, de idade de 20
annos, propria para servico de ra, saliendo engom-
mar, cozinhar, lavar de sabao e barrella, e todo o ser-
viso de casa : a tratar na eslrada de JoUo de Barros,
quina do Olho do Boi, confronte o sitio denominado
a Cscala.
Vendem-se no engenho, Tapera, freguezia de
Jalmaiao, bois mansos e carroess para um boi. No
mencionado engenho appareceram 14 dias duas pol-
dras com os ferros P B : quem se julgar com direilo
a ellas, dirija-se ao dito lugar.
Vende-se um deposito de assucar com poucos
fundos, proprio para quem qnizer principiar; lam-
bem ge vende smente aarmacao ; no paleo do Ter-
so n. 13.
Na ra do Trapiche, n. 11, ven-
de-se cerveja de superior qualidade, em
gigos deduzia ; por preco commodo.
para Apipucos as 5 horas da lar-
de ; e a assisnalura daquella dala em diaute he de
203000 rs. paga adiantada.
O labelliao abaixo assignado mudou o carlorio
lo paleo do Huspilal do Paraizo para a roa eslreila
do Rosario n. 35, u loja da cusa do lllra. Sr. A.i.
Duarle, vice-consul do Per. O publico sejaervido
neste carlorio com promplido, desinleresse e leni-
dades sem imposiso de preso as parles-T-
Joao Baplisia de S.
Precisa-se de urna ama que cozinhe e engor-
me, para casa de pouca familia ; na travessa da Trem-
pe n. 9.
Precisa-se de urna*ama forra oncaptiva para
fazero servico diario de urna casa de pouca familia:
a tratar na ra do Collegio, armazem n. 14.
Furlaram na occasiao do cilicio, 110 C.orpn San-
to, do bolso de urna jaqueta, einhrulhadas em um pa-
pel, duas lellras urna de 3209687 rs., aceita por Ma-
noel Antonio Teixeira. o a oulra de 4369000 rs. por
Francisco Antonio do Valle, um vale de 629600 por
Mignel Jos de Abren, e 489000 rs. em dinheiro,
sendo duas sedulas de 108000, Ires de 59000, tres de
19000, e urna pesa de ouro de 99000: previne-se aos
aceitantes das lellras para que nao as paguem seno
ao seu legitimo possuidor que he o abaixo assignado,
outro sim roga-se a quem deste ruubo souber ou der
noticia certa, que baja de avisar ao dito abaixo assig-
nado, na ra da Senzala Vellia n. 90, que ser gene-
rosamente gratificado.
Joao Teixeira de Souza lima.
J. Chardon, bacharel em bellas lellras, Dr. em
direilo formado ua universidade de Pars, ensina em
sua casa, roa das Flores n. 37, primeiro andar do so-
brado que faz a quina da ra das Flores com a ra da
Concordia, a ler, escrever, Iraduzir e fallar correcta-
mente a lingua franceza, e lambem d lices particu-
lares em cas"a de familia.
A historia de Portugal, descripcao da cidade do
Porto, Roteiro terrestre de Portugal, Postilia do com-
mercio, atlas moderno, laboada curiosa, elementos
dearithmelica, Lisboa reedificada, grammatica fran-
ceza, licites de inelaphisica, casamento por sv mpa-
Ihia, sciencia das sombras relativas ao desenlio, o
Evangelho em triumplio,genio do chrislianismo, col-
lecsao dos melhoressermSes, a vida de Nossa Senho-
ra, e oulras limitas obras que deixa-sede aununciar
tanto sasradas como profanas, que ludo se vender
por muilo pouco dinheiro : na ra da Peoha n. 23,
primeiro andar.
Na uoite do dia 21 do corrente mez de fevereiro
desappareceu um moleque, crioulo, de nome Joao,
de 13 a 14 anuos, levando camisa e calca de algodao
azul, com os signaes seguidles:cor fula, cheio do
corno, n'uma das orelhas tirado um taco, he um lan-
o barrigudo c beslunlo, e lem a falla descansada
suppOe-se estar furlado ou desnorleado, em razao de
ser do mato ; roga-se pois as autoridades, capitaes de
campo ou compradores de escravos, o favor de man-
dar levar o dilo moleque na ra de Sania Rita n.
52, onde se pagarlo as despezas e gralifkasao, con-
forme fnr a entrega.
t Hlertce-se ama ama para cozinhar, lavar de sa-
bao, ou reger urna casa : ua ra de Santa Thereza
n. 19.
Pernambuco British Clerks Provident
Association.
The paj monis due 00 1st March will be received
on iba! day between the honra of 5 and 6 P M, al
lhe Roomsof the Presdenl of the Association 11. 11,
praja do Corpo Santo.Thomas Blakeley, Hon. Se-
cretary. ^
Loteria de N. S. do Rosario.
Teudo ficado 607 bilhetes inleiros por vender-se, na
importancia de 2:4289000 rs., e nao- podendo o be-
neficiado arriscar lito grande sommit, o Ihesoureiro
expara o andamento das rodas para 10 de marro pr-
ximo vindouro ; o resto dos bilhetes acha-se i ven-
da nos lugares do costme.
Os ahbixo assignados fazem scienle a todos os
seus rredores e devedores das lujas da ra do Cabu-
g n. 2 C e 2 I), que perlcnciam ao seu prezado so-
groe socio Jos de Souza (jarcia, que leudo elle fal-
lecido em 13 de fevereiro do crrante, pretendem os
mesmos abaixo assignados continuar com o mesmo
negocio debaxo da firma de Joaquim Marlins da
Silva & Coinpanhia, sendo.1 coinpanliia#ma preza-
da sogra I). Quileria Mara de Jess por assim have-
rem conveucionado. Recife 25 de fevereiro de 1854.
Joaquim Marlins da'Silra, Quitea Maa de Je-
tas.
rt) secretario da veneravel nr.lenv Jerreira do
serfico padre S. Francisco desla ciilade_(>X publico,
deordem da mesa regedora, que -\ procisao de rinza
que lem dp ser exposla visla dos litis no dia (." de
marco prximo vindouro, transitar pelas nas e-
gunles :Cadeia, Collegio. paleo da mesmo, traves-
sa do Kosariu, ra larga da Rosario, Caliug, ra No-
va, poule da inema, aterro da Boa-Vista, prasa mesma, ra do Aragao, paleo de Sania Cruz, na-
Velha, oilao da matriz, aUrro da Boa-Vista, ponle1
da mesma, ra das Flores, Camboa do Carino, pairo
do mesmo, ra de Hortas, travessa dos farlyris,
pateo do Terco, ra Direila, ra do CivrameiVtor ra
do Queimado, ra das Cruzes, o se recolher jfigre-
ja ; pelo que roaa aos'moradorcs das mencionadas
ras, tciihain a bondade de ornarcni suas va randas,
e de mandarem limpar a testada da ra de mas ca-
sas para facilitar o Iransilo da referida procissao com
a decencia que o acto exige.
Vende-se cera de carnauba
Tasso Irmaos.
no armazem de
Vende-se rap do I.-hoa, o melhor que ha no
mercado, mais prelo e fosco do que o do contrato :
na ra do Crespo, loja de iiqueira. Pereira.
\ ende-se a taberna la rna eslreila do Rosario
n. 10, com poneos fundse biui alreguezada para a
trra ; o motivo de se verder fie ter morrido a quem
ella perlencia ; quem a petender, dirija-se confron-
te a Madre de IHos 11. 22
Farinha ce mandioca
de superior qualidade, clngada de S. Matheus; ven-
de-se a bordo do hiale Socal, Tundeado em Ireute do
arsenal de guerra.
Na ra do Queinudo, setjunda loja
n. 18,
vendem-se luvas de seda reta para homem e tanho-
ra, a 500 rs. o par.
Gonma.
Vendem-se sacca* com muilo .ilva gamma para
engommar e fazer hollinlns : Na ra do Queimado,
loja 11. 14.
Excellenfe petisco.
Vendem-se ovas do sero muito frescaes e muito
barato : ua ra do Queinado, loja n. 14.
Vendem-sereogios de ouro e prata, mais
barato de que ;m qualquer oulra parte:
Da praca da Inlepeudencia n. 18 e 20.
Na ra do Crespo, loja amarella n. 4,de
Antonio Fraacisco Pereira.
Recebe por todos os vapores vindos de Pars, luvas
de pellica de Jovin, tarto para homem, como para
seiihora: preco fix 29(00 rs. cada par.
CHAMPAGNE
o melhor que lia he mercado e por prec/>
commodo : na ra lo Vigario, n. 19, se-
gundo andar, escriotorio de Machado &
Pinheiro.
Na ra do QueinuJo n. 46. loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sorlimento
de pannos prelus e casenira? de varios precos e qua-
lidades, e lambem crds de colleles decasemira pre-
ta bordados, ditos de girgurao preto de seda burda-
dos, fazenda muilo nuderua, chapeos a carij, ditos
corivaba eslreila, dos uelhores que ha no mercado,
e promctlem vender pr presos niniloeommodoe.
Chapeos pretos francezes
a caTij, os melhores~4g.rorma mai elegante que
tem viudo, e oulros de divrsas qualidades por me-
nos preso que em oulra pa-lc : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Depoiito da fabrica de Todos oa Santo* na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber Si C, ua ra
da Cruz n. 4, algoda transado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
. Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume c em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa ero pedra. novissima.
Os mais ricos e mais modernos cha- fln
ras se cnconlram sempre a
ina Theard, por um prego w
que em qualquer oulra (Sk
SSSSSSS:
COMPRAS.
\
Compram-se ossos a peso : dip ar-
mazem da illuminacao, 110 caes do
mos, travesa do Carioca.
Compra-se para o Rio de Janeiro urna mulati
nha propria para urna criada ; a tratar na ra do
Anmrm n. 35.
Na ra do Crespo 11. 10, secundo andar, com-
pra-se urna escrava que seja de boa conduela, e en-
enda bem de cozinha, engommado e coslura.
Compra-se em segunda mo o diccionario de
Moraes da ultima edicc.lo, e que esleja em bom es-
lado ; ua ra do Crespo n, 2U.
-* Vendem-se sapa toes de bezerro fran-
cez a .5^000, sapatos de lustre para me-
nina, 800 rs., tamancos do Porto a 240
*'- _"a Praca da Independencia, loja
n. 55.
Vendarse urna armaco nova, m
ponto pequeno, servindo para qualquer
negocio : ha travessa da ra do Queima-
do, a tratar na Praca da Independencia,
loja n. 55.
Guarda-roupa.
Venderse um guarda-roupa de amarello viuhalico,
obra muilo bem feita ; na ra do Hospicio, sitio pas-
cando a casa do fallecido rcenlo.
Vendem-se cabecOes de blonda, capellas e cai-
xos de flores, turbantes, toucados, meias de seda, lu-
vas compridas e curias de pellica,proprias para bailes,
novamente despachados : na loja de madama Millo-
cbau, aterro da Boa Vista n. 1.
Vendem-se as obras seguintes : leislaco por
Banlbam, lgica por l'errard, geometra, algebra e
anthmelica, por l.acmix, geometra por Legendrc :
ludo em bom uso, por commodo preso : defroule da
torre do Terco oa ra Direita, primeiro andar do so-
brado n. 129.
!\0 01\SILT0R10 H0MOPATH1CO
. DR. P. A. COBO .M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
Tiomopalhica \g- O NOVO MANUAL IX) DR.
JA1III ^a Iraduzdo em portuguez pelo Dr. P.
A. Lobo Moscozo, coulendo um accrescimo de im-
iwrlaolesexplcasoe sobre a applicaco das doses, a
diela, ele, ele. peBf traductor : qualro volumes en-
cadenados em dous 202000
Diccionario dos termos de medicina, cirursia, ana-
toma, pharinacia, ele. pelo Dr. Moscozo: cocader-
nado 48000
lima carleira de 21 medicamentos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 409000
ila de 36..........45000
Dila, de 48......., grjjooo
Urna de 60lubosenm 6 frascos detineluras. 608000
Dita de 144 com 6 dito ....... 1008000
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para alg-
beira ........... 88000
Ditas de 48 ditos......... 168000
tubos avulsos de glbulos..... 1SIO00
frascos de meia 0115a de lindura 230110
Ha lambem para vender grande quanlidade de
tubos de crvstal muito fino, vasios e de diversos la-
manhos.
Asuperiordade destes medicamentos est boje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os sen boros que assignaram oucompraram a
obra do JAll!, antes de publicado o 4- volume, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preso.
FUNDICAO'D AURORA.
Na fundicao d"Aurora acha-se constantemente nm
completo sorlimento de machinas de- vapor, tanto
d alta como de baix presso de modellos os mais
approvados. Tambera se apromplam de encommen-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como lem de
costume afiancam o perfeito trabalho dellas, e se res-
ponsahilisain por qualquer defeilo que possa nelliis
apparecer durante a primeirasatra. Muilas machi-
nas de vapor construidas neste estabelecimento tem
estado em constante servio nesta provincia 10, 12,
eat 16 anuos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas ale nenbuns absolutamen-
te, accrescendo que o consummo do conbnstivel he
mui inconsideravel. Os seuhores de.engenho, pois,
e nutras quaesquer pessoas que preeisarem de ma-
chinismo sao respetosamente cnavidados a visitar o
estabelecimento en Santo Amaro.
Vende-se o.engenho Limeirinlia, situado a mar-
gem do Traennliaein, com 600 brasas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, lo-
das novas, eoptima muenda, com bons partidos que
com 2 carros e 4 quinaos podem moer al 2,000 paes
o que he de grande vaulagem para um principiante.
lie de ptimo assorare de boa produccao, lano de
canna como de legumes : vende-se com alguin di-
nheiro i vista, e o mais a pagamento conforme se
poder convenconar : os preleiidenles dirijam-se ao
iigeuho Tamalape de Flores.
SALSA PARRILHA.
DE '
45 Legitima sarja hespai hola da melhor quali- Q
@ dadeque aqu lem vndi, dilaum pouco mais @
# a baixo, setim preto pan vestidos,cortes de se- @
i da prela lavrada para v-sidos, fazenda supe- @
_ rior, velndo preto, chales j mantas de fil de
g seda honwdos, romeras Hretroz prelo lam-
bem bordadas, meias de a;da preta de pes,
lano para homem como pra senhora, e ou-
9 Iras muilas Tazendas propras para o lempo da it
quaresma ; na ra do. Qumado n. 46, loja #
@@:5 @ @@S
Attencao.
Hechegida a excellenle pita-
da do mulo acreditado rap de
Lisboa, peo brigue Tanjo J,
cba-se a lisposicao do publico
110 deposil da ra da Cadeia do
Recife, IoJ! de fazendas de qua-
Iroportas n. 51. Adverte-seque
o preso lie 39200rs. a i, moda i vista.
Vestidos de seda preta a 18/jOOO rs.
Vendem-se cortes de vtsidos prelos d seda la-
vrada, bons goslos, pelo birito preso de 189000 res
cada corle : na loja do sobrsdo amarello da ra do
Queimado n. 29.
Vende-se superior sa-ja de seda hespanhola ;
crli >s de seda-preta lavrada fazenda superior; setim,
preb i proprio para vestidos; velludo preto o melhor
que ha no mercado ; los preos bordadosde seda, man-
tas pretas bordadas de seda; meias pretas de seda de
peso e oulras muilas fazemas de seda, ludo por pre-
so ni iiilo commodo : na loa do sobrado amarello da
ra t lo Queimado n. 29. a
Na loja do_ sobrado airar el lo na ra do Queima-
do n. 29, vende-se superior panno preto lino de pre-
ro de 4 a 128000 rs. o covala; casemira preta els-
tica para todo o preso ; cutes de coltele pretos de
vellu'do'cnm palmas brdalas a retroz ; ditos de se-
tim p relo e decasemira borlados ; velludo preto su-
perio r; setim de Maco e, miras fazendas, ludo por
preci is commodos.
jCv" J. *Wt* p*% w i*H*k Frx*r*ti *t
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram ulti mente nayalhas
(le barba, superioies a todas quan- I
l as at agora se tes; fabricado*por
erem de "ac tao feo e de tal tem-
pera cjue alem de uirnrem extraor-
dinariamente, n< se sentem no
rosto na aeao de orlar ; sao feitas
pelo hbil la linca 1 te de cutileria
que mereceu o prtmio na exposi-
cao de Londres, nao agradando
pdem os compralores devolve-las
at 15 dias depoisda compra, e se
lhes restituir o- inporte.
Vtende-secada etojo de duas na-
vallias por 8^000 11., preco lixo :
no escriptorio dt Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48. ,
Na ra dafcrBz n. l, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feijao
muilo novo, ditas com gomma^e velas de carnauba,
puras e composlas.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseiileem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreleis, bren em barricas muito
grandes, aso de milao surtido, ferro i nalez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de nioen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SAPDS.
SALSA PARRILHA.
DAVID WTLLIAM BOWMAN, eneenheiro ma-
rhinista e fundidor de ferro, mui respeilosamenle
anniincia aos seuhores proprietarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na ra do rom passando o chafaiiz, contina em
efleclivo exercicio, ese aclia completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita conferradas maiores pesas de machinsmo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arle, David WUjiam Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a atlenra publica para as se-
Suinles, por ter dellas grande sorlimento ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundicao. as quaes cons-
truidas em sua fabrica "podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preso como em
qualidade de materias primas e ruao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construcao.
Moendas de canna para engenhos de todos os la-
ma" a' ,mov'aa8 a vapor por agua, ou animaos.
Kodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos independeutes para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhses, bronzes e chumaceiras.
Cayilhoes e parafusos de todos os tamanhos.
lanas, paroes, crivose bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma vi porani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de {ogao e fornos de farinha.
Canos de ferro, lorneiras de ierro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
man, por animaes ouvenlo.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de ma6 e arados de ferro, ele, ele.
Alm da snperiorida3e das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida; David William Bowman garante
a mais exacta con formidade cornos moldes dse- t
nhosremetlidos pelos senhores quese dignarem de euc
fazcr-lhe cncommendas, aproveitando a occasiaO pa- a
ra agradecer aos seus numerosos amigos e fregueses
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que uaa poupara esforsose diligen-
ias para continuar a merecer a sua confianca.
Na ra daCruz n. 15, segundo andar, ven
dem-se 179 parea de coturnos decouro de lustre
400 ditos brancA e 50 ditos de bolina: tudjapor
Vicente Jos de Brito, nico agenle em Peroam-
buco de B. J. D. Sands, duplico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla prasa una jhudc por-
Sao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela mao daquelles, que aulepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
I'orlanlo pede, para que o publico se poesa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen temen le aqu rllega-
da ; o annunciante faz ver que a'verdadeira se ven-
de unicameute etn sua botica, na ra da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acora-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome imprassu, e se achar sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
Vendem-serelogios de ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de. 7?
L. Leconte Feron & Companhia. ($
^stote
Panos-
os amanVes da music
em Ca de Bru nu Praegetjj^^H aaaaaaaaHHaal-'
n. 10. um grande sortime es e fortes
pianos.de diflerenlea modellos, boa construci-ao ebet-
laa vozes, que vendempor mdicos presos; ssimeo-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
ANTIDIDADE E SUPERIOBDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
obre
ASALSAPAHUUUDESAIH9S.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL data des-
de 1832, e tem constantemente manlido a sua re-
putara* sem necessidade de recorrer-,a pomposos
annuncios, de que as preparacoes de mrito pdem
dispensar-se. O successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas iuvejas, e, enlre oulras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-Yorlt, preparadores
e proprietarios da salsa parrilha conhecida pelo ne-
me de Sands.
Esles senhores solicilaram a agencia de Salsa par-
rilha de lirislol, e como nao o podessem .obter, fa-
bricaram urna imitato de Brislol.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveiam ao Dr. Brislol no dia 20 de awit de 1M2,
e que se acha ew nosso poder:
* Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &p.
Nosso apreciavel senhor.
Em todo o anno passado temos vendido quanli-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vine., e pelo que oovimos dizer de aua virtudes
quelles que a tem usado, julgamos que a venda da
dila medicina se augmentar muitinimo. Se Vine,
quizer fazer um contento comnoeco, eremos pie
nos resultara muila vaulagem, tanto a nos corno a
Vmc'. Temos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumpto, e e Vmc. vier a esta cidade
daqui a om mez, ou cousa semelhanle, teriaroos
muito prazer em o verem nossa botica,'roa de Fu-
ton, n.79.
Ficam as ordens de Vmc. seus seguros servidores.)
(Assignados) A. R. D. S.uNDS.
As numerosas experiencias feilas cora o uso da
-alsa parrilha em lodas as enfermidades, originadas
pela impureza do sangue, e o bom xito obtido na
corle pelo Illm.Sr. Dr. Sigaul, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo illuslrado Sr. J)r.
Antonio Jos Peixoto em sua dioica, c em'sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino deOliveira, medico do exercilo e por va-
rios outnis mdicos, permiltem boje deaproclamar
altamente as virtudes efiieazes da
SALSA PARRILHA
BRISTOL.
Nota;Cada garrafa conten unas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Bristol he garaulida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium.
O deposito desta salsa inuduu-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente au chafariz.
AVISO JURDICO,
legunda edicsao dos primeiros elementos para
licosv"10 foro civil, mais bem corrigida eacrescenta-
s a respeilo do que allerou a lei da refor-
ma, corcV acerca dos despachos, interloculorias e di-
finitivas/1,|s julgadores ; obra essa 15o interessanle
aos priu/cipiantes em pralica que lhes servir de fio
conductor : na prasa da Indepeudencia n,6 e3.
preso commodo.
Na ra do Trapiche n. V primeiro andar
vende-se o segninle :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo qle se conhece para limpar os dentes,
branquece-os e fortificar as geogivas, deixando bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de niel
para os cabellos, limpa a caspa, e dn-lhe mgico
lustr; agua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e ombellezar o oslo, assim o
moa tintura imperiajdo Dr. Brown, esta prean
Sao faz os cabellos ruivosnu liraucos.complelaini
pretos e macios, sem damno dos' meamos, ludo
presos commodos.
Vendem-se lonas,Drinzao, brinse
as da Rusia : no armazem de N. O.
Companhia, na ra da-Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D
Bowmann, na ra do Briim,
do o chafariz continua havr1
completo sortimento de taixas de
fundido e batido de 5 a 8 palmos.
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promrjtidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
"om bmbasele repuxo para regar borlase baixas
sicas para piano, violao e flauta, como SoBrum""8* 6eD.W. Bowman:na r-
COMCLUSAO'.
|e a'oTfan^H^^
I este droauisfa n"o
BnHSw^**
2. A superioridade
he incontestavel;
rencia da de
paracOes, ella
si toda a Ai
As numerosas
salsa parrilha e
pela impureza di
la corte pelo III
academia imperi.
Dr. Antonio Jos
afamada casa de sau _
Dr. Saturnino de Oliv]
por var
clamar
doDr.
de Brislol
ioeur-
Na ra do Vigario n.. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
No paleo do Carino, liberna n. 1, vende-se ce-
ra para limas de cheiro a 060 rs. a libra, e alelria
muilo boa a 240.
- Vende-se o sojrado de dous anda-
res e sotao da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n 44-: a tratar'na na do Collegio n.21,
segundo andar.
A 5000 RS. a PECA.
Na loja de GuimarSes& Heiriqujs, ra do Crespo
i. 5, vendem-se chitas de res escuras, com um rs.
queno loque de mofo, pelo birato preso de 5Jj000pe-
a pesa, com 38 covados.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinlras comsiperiar velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaty, e por commo-
do preco; na rna da Crnz, amazeir. de couros e sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vende-se em porcao e a realuo : na ra da Cruz,
armazem de cooros e sola n. t,
Vende-se na rna ca Cadeia Velha do
Recie, loja de ferragens n. 55, rape de
Paulo Cordeiro muilo fresco, vindo pelo
vapor Impcratriz, a 1,5l0 a libra, e quem
comprar de 5 libras pan cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.'
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da'fabrica no Rio de
Janeiro, dequaidade bem conhecida, as-
sim como cal em paira, chegada no ul-
timo navio. -
Agenciado Ewin Maw,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se coaslanlemenle bons'sorti-
menlps de taixas de ferro :oado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ii el iras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horizontal para vapor com forra de
i cavallos,' cocos, pa.sadeiras de ferro esta.nhado
Eara casa de purgar, por menos preso que os ile co-
re, esto vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhasde (landres ; ludo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, ;irma
/.em deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro do sahonele, de p alenle
inslez, da melhor qualidade, e fabricados em. I.nu-
il res, por preco commodo.
POTASSA.
No antigo deposito da ra da.Cadria do lierife,
ai ma/cn n. 1, ha para vender muilo nova potassa
da Kussia, americana o hrasileira.era |iequeoos har-
ris de Garrobas; a boa qualidade e precos :mais ha-
ratos do que em outra qualquer parle, se alliancam
aos que preeisarem comprar. No mesmo ileposilo
laiiihem ha barris Din cal de Lisboa em ped ra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se, a verdadeira sttisa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rita
da Cruz, em frente ao chafariz.
VINHO CHAMPAGNIi.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Sehaflujitlin
Si Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vendem-se ua ra da Cruz-ni. 15, segundo
andar, boas obras de lahyrintho feilas no Aracaty,
constando de loalhas, tensos, coeiros, roelas de
sai, etc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisam aos seus freguezer, que lem
para vender farinha de Iriso chegada ulliniaracule
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Vendem-se pianos fortes de superior qual'.ida
de, fabricados pelo melhor autor bamburgeez ua
ra da Cruz n. 4.
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro!
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preso muito commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que era
outra qualquer parte : na ru do Trapi-
chen. 15, armazem de Bastos Irmaos.
Com toque de avaria.
Madapoln largo a3g200 a pesa : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande sorlimento de'colleles de fusISo supe-
rior, por diminuto preso; palitos de brim liso e en-
trancado de lodas as qualidades e precos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas abulu-
aduras para collele, ludo mais barato que em outra
qualquer parte : na ruado Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME-
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preso que em oulra qualquer parle: ua ra da
Cadeia do Recife n. 17.
Muda attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2^400 a pesa, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 18500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 9800, ditos
com8i|2 varas a 38O0O rs., corles de meia casemira
para calsa a 39000 rs., e oulras muilas fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo da esquina
que volla para a Cadeia.
Ao barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um completo sorlimento
de.loalhas e gurdameos do Purlo, pelos precos se-
Sahites: guarilanpos a 25600 a duzia, loalhas gran-
es a 48500 cada urna, ditas regulares a 38600, ditas
mais pequeas a 38200.
Vende-se um cavalln mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, esquina e be
muilo manso, leraarreios e sellim novo:
a fallar ua prasa da Independencia n.
18 e 20.
Vende-se nma negra, crioula, de20 annos, e de
bonita figura ; na ra do Queimado n. 44.
Vende-se um vestuario novo e rico, que anda
nao foi servido, para baile mascarado: ua ra larga
do Rosario n. 39 A, deposito.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno lino prelo a 38000. 38200, 4*500, 58500 ei
68000 rs., dilo azul a 28800, 38200 e 48000 rs., dito
verde a 28800, 38600, 48500 58000 rs. o covado,
casemira preta entestada a 58500 o corte, dita fran-
ceza muilo fina e clstica a 78500,8JO00 e 9JO00 rs.,
setim preto maco muilo superior a 38200, 48000 e
58500 o covado, merino prelo muito bom a 38200 o
covado, sarja preta muito boa a 28000 rs. o covado,
dila hespanhola a 28600 o covado, veos prelos de fil
de liulio. lavrados, muito grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
ns.6.8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, od a" tratar no
escriptorio de Novaes St Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afregnezada: a Iratir
com Tasso Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuros de algodao a 800 rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 18400 : na roa do Crespo,
loja (ja, esquina que volla para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente.: no armazem. de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, qu a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.
Algododesacco,esicupiramuiloencorpado a 100,
120, e 140 a jarda: na ra do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia. ,
O Deposito' de vinho de cham- tt
^ pagne Chateau-Ay, primeira qua- ft
0 lidade, -de propriedade do condi S
tk de Mareuil, ra da Cruz do Re- {
" cife n. 20: este vinho, o melhor i
19 de toda a champagne vende- O
se a 5600O rs. cada caixa, acha- (A
l se nicamente emcasa.de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B. W
%9 As caixas sao marcadas a fogo ($9
($) Conde de Mareuil e os rtulos ^
das garrafas sao azues. g)
inlinidadc de obras df Trro, que
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlellisenle e habilitada pora recebar todas asen-
commendas, etc., etc., qjj*^* do coma capacidade de suas olliciuas* machiuismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromettem a fazer
executar, com a maior presten, perfeicao, e saeta
cunformidade com os modelos ou deseuhos, e iustruc-
Ses que lhe forem fornecidas*
Vende-se em casa de. P. Jon
ton & Companhia, na ra da Senzala Nos
va n. 42..
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chry, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Oleo de Imhaca em botijas:
Vende-se na bolica de Barihulumeu F. de Sonza
na ra larga do Rosario n. 36.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aol senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Coinpanhia.
Vendenv-secobertores de;iilgodaograndes a filo
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios' para barricas de assu-
car, e alvaiade de/.inco, superior quali-
dade, por pi-ecos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. lt.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora etp Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um glande sortimento. de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e cm ambos os logares
existem quihdastes., para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se um grande silio na eslrada dos Alllic-
los, quasi. defronte da igreja, o qual lem muilas ar-
vores de fructas. Ierras de planlacoes, baixa para
capim, e casa de vivenda, com bastantes comino-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo silio a
enleuiler-se coro o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mesquila l'iiiienlel. un a ra do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cimba.* I'iuuei-
redu,
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
E CMPAlxHIA; RIA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Balancas decimes de 600 libras.
Oleo de linhara em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidix) ordinario.
Formas defolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao surtido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarir-as e clavinotes.
Papel de paquete, ingle/..
Latao em iblha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linboda Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo' (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Graxa ingleza de verniz para ar'reios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicles e lamiteespara carro e cabriolet.
Cotiros de viauo de lustre para eobertas.
Cabecadaspara montara, jiara senhora.
Esporas de ac prateado.
. Couro do lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do queem
oulra qualquer parle para liquidar cuntas : na ra da
Cruz n. 10.
Obras de ouro,
como sejam: aderegos e meios dilos, braceletes, brin-
cos, allineles, hotoes. anneis. correles para relogios,
etc. ele, do mais moderno gosto : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Compan.'iia.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construcco muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. era
Santo Amaro* acha-se para vender ara-
dos, de ferro de superior qualidjSde.
Vinho Bordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, rus da Cruz u. 10,
receberam ltimamente St. Jolien e M. margol, em
caixas de urna duzia, que se lecomineiidain por suas
boas qualidades.
lab
__a maior i
il machinisi
seus numerosos fre
aberla em nm des gran
tartana dejara.
construidas no <
All acbarao
menlo de moen
ramentos (alguas <
experieneiai^^^
sidade. Ma
taitas de lo
carros de mo e i
car, machinas par
lo, fornos de ferro bat
ferro da mais appro\a alambiques, crg^^^
aasn-
rpara di-
_ i de
para
T urna
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 13 t~ mirlen ma paHl
da Costa de meia idade, de nome Benedicta, alia,
cora urna cicatriz no braso direilo, e com os denles
uasi todos podres: quero a pegar, leve-a amadas
lores, loja de marcineiro, ou i roa de Hospicio, si-
tio da senhora viuva Cunta, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 2 do correnle om mole-
que crioulo de nome Manoel.de idade 15 annos-pou-
co mais ou menos, bastante feic/eom defeilo na lat-
a, que he um pouco fanhosajafgago : levou caira
camisa deriscado dfc algodao: quem o apprehendi
lev e-o a ra de Apollo ra 20, segundo andar, qa
ser generosamente gratiucado.
50,0Cttrs.
Desappareceu ha qualr# mezes do poder do abao
assignado, um seu escravo de nome Venancio, criou-
lo, de 30 annos de idade, pouco mais on menos, es-
tatura regular, olhos grandes, ps largos e limpos,
deules alvos e sadios, sem ler signal de ler sido casti-
gado, moderado no fallar, purm ladino e desemba-
rasado, e bem suissado : mga-se a qualquer pessoa
ou capitaes de campo que o pegarem, levarem ao en-
genho novo de Coila, comarca de Pao d'Alho, ou na
ra de Apollo n. 2, ao Sr. Jos da Silva l.oyo, que
recebera 509000 rs. de gralificacSo. Suppe-se ter
ido para os lugares do Cabo onde ja foi urna vez.
Joaquim do Reg Barrot Pe*toa.
Desappareceu no dia 3 para 4 do mez de jutho,
do sobrado da roa da Praia n. 5, urna mulata de no-
me Maria, que representa ter de 18.a 20 anuos de
idade, altura regular, grossa do corpo, brasos groa-
sos, cara comprida, ps alguma cousa grandes, cadei-
r.-is um pouco empinadas, lem pelos brasos e costas
allomas marcas que parece pannos mais escuros do
que acontece, elera os ossos por detraz das orelhas
um pouco'levanlados ; levou bastante rtipa, e por
isso nao se pode dizer de qual usar-, julga-se ter sido
seduzid.-ypor isso que n3o tinhauso de sabir roa e
era co?. me de fu.;ir, e por isso prulesla-se contra
a pessoa que a liverem seu poder, ou se sonier quem
a sedozio : roga-se a todas as autoridades e capitaes
de camp i toda s vigilancia de caplorar a dita escra-
va, e leva-la ao dito sobrado, que ser recompensado.
150$000 rs. de gratificarSo.
A quem apprehender o pardo Marcelino, de idade
pouco mais ou menos 40 annos, algom lanto claro,
estatura regular, bstanle barba, com signae de fe-
ridas as pernal. He natural de Pernambuco e en-
tend? alguma cousa de fabricar assucar, e do officio
de alfaialr. Este escravo foi de Joaquim Marques <|a
Crnz, ohoje he de Joaquim l.uiz PereiraNunes, mo-
rador no lugar deiinniiuado Babia Formosa, termo
da cidade de Cabo Fri. No caso de dilo escravo ser
apprehendido para olado do norle, por ler j: sido
visto no lugar chamado llahapuana, que fica ao nor-
le de Campos, sera remedido para o Kio de Janeiro
a entregar ao Sr. Bernardo Alves Correa de Sa, na
ra de S. Pedro n. -i l>, o qual esl autorisado par.i
o receber, e pagar loda e qualquer despeza quese fa-.
ra a tal respeilo, ou a seu senhor, no lugar cima
iudicado. c nesta cidade de Pernambuco a Amorim
lrnio, na ra da Cruz n. 3.
Desappareceu, indo vender frutas em om l-
holeiro, no dia 15 do crrante; a preta, crioula, de no-
me Auna, allura regular, magra, com grande falta
de denles, pelo que lem os labios abatidos, o venlre
dm pouco cresodo, sem estar prenhe, os dedos mni-
mos dos pes virados para traz, lem marcas de foviro
em urna ou ambas as peritas, representa mais idade
do que lem pela falla do-dentes ; levou vestido de
chita e panno da Costa, gusta muilo de agurdente,
e por isso pode ser pegada em alguma taberna a nao
eslar acoitada por alguem, contra quem se proceder
com toda forsa da lei : quem a pegar ouder noticia
certa della, receber 203000 rs. do seu legitimo se-
nhor, no seo silio na estrada nova, e diante da Mag-
dalena, primeira casa azul.
Est fgido desde a noile de 18 do correnle
mez, o preto crioulo, de nome Manoel, deestalura
regular, cheio do corpo, cara besigosa, com falla de
qualro denles na frente superior : roga-se a quem o
pegar leve a fabrica de caldereiro da ra do Brum
n. 28, que ser recompensado.

Pera.; Tf. t M, F,
i. rarte.-UM.
^.


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