Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07569


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Full Text

ANNO XXX. N. 46.
'
i- <
V
I
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
3ABBAD0 25 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
------^toiai------ MU
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JoaoPereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo d Men-
donca; Paralaba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal,o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaiy, o Sr.
Antonio de limos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS. .
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1300
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 05 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acedes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companliia d seguros ao par.
Disconto de latirs de 11 a 12 ije rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285J500 a 29$000
Moedas de 69400 velhas. 165OOO
de 69400 novas. 169000
de 49000......09000
Prala.Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
01 inda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 1'5.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas fciras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR PE IIO.IE.
Primeira s 2 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manha.
TE OFFICIAL.
DAS ARMAS.
1 do commando da arma de
. > cidade do Recife, en 21
do fevorolro de 1864.
ORSBK DO SIA N. 58. 0-
0 marocha! decampo commlndanle das armas,
transcrevendo abaixo o aviso circular do ministerio
da guerra de 3, que por copia Ihe (oi transmitidlo
com oflicio da presidencia de 22, ludo do correte
mez, recommenda aos senhores commandantes de
eorpos a fiel execueo do disposlo em dito aviso.
Kio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
em 3 de fevereiro de 1854.
IUm. e Eira. Sr-----Sua Magestade o Imperador
mauda rocommendar a V. Ei. o maior cuidado no
exame da idade.estado sanitario, e conducta dos indi-
viduos que forem engajados para o serviro do exer-
cito.
Dos guarde a .V. Ex.Pedro de Alcntara Bel-
legarde. Sr. presidente do provincia de Pernam-
huco.
Assignado. Jos Fernandes dos Santos Pe-
reira.
fandidoUal Ferreira, ajudante de ordensen-
carregado do delathe.
EXTERIOR.
. Ptocesaa'o e ttasladaca'o do Santo
Cmciflxo do campo Vaccino para
Roma.
SERMO DE PO IX.
As pesaoas que liouverem visitado Roma indubi-
lavelmente Mo de ter obserx arto, ao p da cscada-
ria que desee do largo do Capitolio para o largo do
Campo Vaccino, defroulc da igroja de S.,Jos, e
' sobre a porta da prisao Mamertina, oa mui antigo
Crucifixo de roadeira, diante .do qual anlcm cons-
tantemente alampadas e velas, e eorram de lodos
os lados como lesleiuuuhos de votos e de aarade-
cimenlos pblicos. Nao ha imagem do Salvador
crucificado que mereca maior veueracao, desde a
primeira hora do dia al a primeira hora da noite
os liis para ahi se dirigem em mullidao para orarcm
e liic presentaren! as suas'supplcas.
A origem desla devocao he refetiiUvnos priinei-
ros jecutos da iareja, e urna (radican constante al-
tribueao papa S. Silvestre o csiabelccimenlo do
primeiro Crucifixo nesle vcneravel lugar. O que
dale presentemente, posto que de um carcter r-
tico que d lugar a que se o altribua a nina poca
recente, remouta-se a urna antieuidade mui
reeaela, e nimios serillos o lem visto e venerado.
Mas teja qual for a sua origem c a sua anliauida-
Vacciuo he universal em Roma, ; lie transmtalo
l gecacioem geracao. Os pas cnsinam-o aos fi-
ee, e em lodosos infortunios c em lodas as prova-
vida a primeira idea consiste quasi sempre
Bl recorrer VKgjito Crucilix, o objeelo de tu ae-
Hftde Linios favores, lie par-
qqe o snccoi ro da
santa imagem lir* invocarla com mais eonfiauca c
maior enlhnsiasmo. Eublo a devoran arende ve-
las e alampadas, manila celebrar inissas na iareja
visinha de S. Jos, e para.alli cuvia, dos bairros
mais distantes da cidade, alguns membrosda familia
fin da vainhanca. para reritarem urna novena de
Padre-Nossos, e He-Marias. e oulras orarOcs. A
piedosa remara he.continuada frequcnlcmenle du-
rante nove dias, e algumas xezes por mais lempo,
ate que Dos se leu ha dignado conceder a grara que
sollicitam com urna f tao singla c Uto poderosa-
Ordinariamente durante a bella estarlo, meia hora
depois de Ave-Mara, islo he, ao cahir da noite, se
enconlram as ra alguns bandos de fiis que vao
devotamente de ps desrah-n;, recitando o rosario
em vdz alta, recitando o rosario em voz alta. Sito
trablhadores e artfices que, depois das fadigas do
dia, vao em minara ao Santo Crucifixo, implorar a
cura de um prente, de um -amigo, de um visinho
que se acha periaosamente mal. Nada he mais
pathetirn do que o fervor e a simpticidade com que,
.quaudo na presenca da santa imasem do Nosso Sal-
vador, os peregrinos manifestam ante elle assiippli-
ras p os votos que lhes euclirm os peitos, mas nada
he lambem mais frequente do que' os favores e as
graras que correspondem f e caridade.
' o Permitla-me, escrevia-nos o nosso correspon-
dente, referir-llie a este respeilo uiu facto, de que
tenho pessoal conto;'cimento. No veito passado urna
pobre inulher de RoMia, que resida ha quinze an-
uos em Franca, onde, apvollar para Roma ha. tres
anuos dcixou um fltlin rt*tn" viajante rommercial,
soube que este charo e-tfirico fiUio, atacado n'unia
das suas viageus por nina 'Cnfennidade repentina e
grave, foi-a ohrigado a ptujir que o levassum ao hos-
pital de urna das iiossas maiiores cdades do occiden-
te. Ao principio ella ree^eu noticias sempre regu-
lares, ou da mesmfl pespayloeiite. ou do superior
do hospital. Finalmente a ultima carta que Ihe
chegra as mios, em qme o lilho dizia-lhc que sem
estar curado, sem mesiqto estar mclhor, desejava dei-
xara cidade em qucKe acliava, porque o clima Ihe
o0 convinha, se arhava sol a influencia de urna
nxaitcoia incuravel 1: que nito sabia para onde fos-
se; que por tQffipquencia era escusmlo escrever-
lhe, e que assi Jn que rhegasse a um lugar em que
cite jutgasse /-onvcnienle ficar para curar-se, Ihe
laria parir/ Julgue-se da inquictacfio dessa po-
~FOLHETIM.
o nmn terrestre. <*)
(PwMw,.) *
bre mai, vendo (lias c semanas se sucrederem sem
que recebesse noticia alguma. Indagando pela mi-
nha parle, e procuraudo sem ella descobrir o domi-
cilio e o destino do lilho, eu fui teslemunha de toda
a sua allliccao, ella se ia toruando cada vez mais
fraca sob o peso da sua tristeza; atiual >i-a chegar
um dia, alada mais paluda e cada vez soflrendo
mais que de ordinario. Souhe que havia peiorado
na ra. c como eu a linli aronsethado que nao fi-
zesse frcquciilcmenlc viageus lo longas para vir ao
bairro oudc morava, e que en mesmo ira ou manda-
ra i sua casa : Oh! respoudeu-mc ella, an-
da uaoacabcr o mcu mez, c por isso irei lodos os
dias.
l)c que mez esla fallando, pcrguntei-lhc cu,
e para onde se dirige nestas vizinhanras? Vou
ter com aquello que me consola e me fortalece-
com aquello que me ha de restituir mcu lilho!'
Promelti ir Irinta dias orar ao Crucifixo do Campo
Vaccino. Por isso, nao obstante a minha fraqueza,
nao posso deixar de fazer esla jornada* Tenho eon-
fiancR qu a minha supplica soja allcudida. A
sua f n.lo foi Iludida, continua o nosso corrcs|ion-
dcole; anles da expiraran do prazo vi-a chegar
outra vez rom a aleara no semblante. Knlan,
disse-lhc cu, que noticias tem? Boas, muitobos
noticias; o Santo Crucifixo me favorcecu; lea -esta
carta. O lilho escreveu-lhc que eslava quasi cura-
da, e que eslava tomando agua de B com a cer-
teza de |ierfcilorestabelecimcnto. a
A historia dessa pobre mai tito chcia de confian^-
ca, he a historia de milhares de pessoas. Pouras
ramilias ha em Roma que nao Icnham a agradecer
ao Sanio Crucifixo algum favor ou algum beneficio.
Porlanlo a gratidao.publica lem procurado desde
muito lempo os meios de enllocar um objeelo Uto
charo piedade de loda a cidade n'um lugar mais
es|ac(|so e conveniente ; com efieilo, como ci-
ma dissemos o Santo Crucifixo foi collorado no lu-
gar que couduz i iareja de S. Jos, e o pequeo
sancluario era insutliriciile para receber os nume-
rosos fiis que vinham a lodas as horas vcnera-lo.
A companhia dos ensambladores, dos carpinleiros,
c de outros trablhadores em madeiras, a quem per-
Ipucc o crucifixo, e de que he o mais precioso Ihe-
souro, I inham por militas vezes esperado salisfa/.er
os desejos da populacho sem que achassem meios
para sa(isfazc-lo ; porque nao cuidavam em remo-
ve-lo de um lugar que elle orcupava ha serillos, c
a que de alguma surte cslaVa ligado por urna vencra-
cfio'que lem durado de sceulo a sceulo, e por tacos
que o unem a psao dos bemaveuturados apostlos
Pedro e Paulo. Finalmente, nesses ullimos mezes,
urna inspiracao feliz permittio que clles desrobiis-
sem que, abrindo a |>aredc em que o Crucifixo esla-
va cullocado podiam chegar a um bello lugar que
se esterille at a igreja de S. Jos, e al a prisao
Mntnertinc, c que ah podia ser collorado n'um es-
tado mais rom miente c commodo para a devocao.
A enmpanhia portaoto metteu maos a obra. O "lu-
gar roiivcrleu-se n'uina linda capella dividida em
tres naves. Na exlrcmidade levantou-se um 'aliar
formado do mais bello marmore. em cima *do qual,
n'um nicho circular, eslii rollocado o Sanio Crucifi-
xo, e ahi se podein celebrar missas per esla1 inlcn-
cao, consolacao que, na poca actual, nao seria ob-
tida |iclos fiis no esladn primitivo em que eslava.
Assim que a nova luralidade so nclion prompta,
a rbmpauliia dos carpinteiros prnriirou remover o
Santo Crurilixo |iara all, e desejun que a traslada-
ran fosse Teita solemnemente e com una pompa que
permaneresse na historia da piedosa imagem, como
um dos mais gloriosos lestemunhos)da piedade c da
gralidao do publico que a lem recelado no curso da
sua existencia de secuto em seclo.
A festividade romerou por um Triduo, celebrado
com gramle explendor, na igreja de S. Jos, onde o
Santo Crurilixo fora depositado, em quaulo se fazia a
obra. Os padres jczuilas, que f oram Horneados |>a-
ra pregar na occasiap, viram lo;:o que a pequenez
da igroja e a brevidade do lempo nao seria m .suJU-
cientes para as manircstai;dCs da devocao dos habi-
tantes de Roma, osquacs todos desejavam irnaquel-
l.i occasiao a|iresentar a sua homenagem, e enderes-
sar as snas supplicas e gralidflo ao Crucifixo. Entao
adoptaram a resolucao, depois de obterem o conseu-
timputn do santo padre, para rcuiove-lo para urna
igreja mais ampia c mais ceutral da cidade, e peu-
saram que os excrcicios cspiriluaes, em fcma de
missao, pregada diante da santa iniaccm, certamen-
te produziriam os rrurlns.de salvadlo.
Pnrtanlo annimciou-se urna f.rocessao solemne
para domingo -t de oulubro, dia la festa dn nosso
Santissimo Redcmplor. Dcvia safir da igreja de S.
Jos, c conduzir o Santo Crucifixo pelas ruasde Ro-
ma, c ao longo do Corso, al a igreja de S. Carlos,
csrolhida para o lugar da cstacSo c para a predica
dos excrcicios. A proccSsSo, foi como finita sido an-
tedpaBapto he, afl mais gloriosa c palhelica ma-
nifeslacao. Toda a populaeao. ainda que convida-
da pop um coslume Iradiciional a fazer orna dessas
excursoes por mcio da cidade, que nos domingos
de oulubro se loma escorregadica, dctermiuou per-
manecer reunida para acompanhar o Santo Crucifi-
xo, ou honrar a sua passagem, c foi M. nidio dessa
immensa mullidao, respeitosa c reunida, pelas ras
adornadas com ricas (apocaras, ao som da msica e
dos canecos sagrados, queabemavcnlurlda imagem
do nosso Salvador chegou triumphautcmente na bel-
la e espacosa igreja de S. Carlos no Corso.
Osexerccios espirluaes comcraram no dia sc-
guintc, a -21; desde o primeiro dia a igreja se on-
cheu de tal mancha que se achou demasiado peque-

Vttl
(Continuac.3o.)
A noile eslava escura debaixo das arvores >' mis
no*ctaros dos terrenos arroteailos lirilhava a luz das
estrellas, e a claridade vaporosa das ronsiellaroes in-
dia ia prolongar at ao dia o crepsculo da noile.
Na primeira arvore da tonga avenida do Parai-
Salal Bernirdno parnu, o Ame a I.ielur :
Nao voo mais alijante, e peco-lhe o favor de
im bom aperlo de mito.
Havia nesse momelo um verdadeiro accenlo de
trisleza as palaxras dease Inniiem.
No fundo das oaturezas pervertidas permanece
sempre urna faisca do reo, e essa faisca, que he o
uermeu hesulToead,.
I.ipI'it Adriacen, quo absorto pela paixo, nao sa-
ina qua-unliaoinatlerradocoiiipaiiherodecaininho;
eslremeceu nervosamente, tomou a m3o olTerecda e
apertou-a romo sem o saber
Repentinamente Bernardino, mudando de parecer
por urna egosta voiu sobre si, disse a Lietor:
7 A proposito, eamecemo-noi do que (icou jasln
entre pos... '
TZTZT**"* P"='>nla l.ielor b-
e;nt;uTime,ona0rrC^COmn -- -.do
dem^nhar6^'^' "^' *^*- "
E pnz-se a caminhar com passo precipitado
Alto! disse Bernardino relendo-o pelo hrarn
amanhia he milito longe, careno delta hnje.
O tom do Bernardino era ameac,ador em sua ft\e
za ; Miu olhos verdes reilectiam o rogo das estrellas
uro demonio nito teria tomado melhor allitude iieS,a
paizagem deserta.
l.ielor aterrou-se, e disse com x-oz branda :
Pois bem. jquedesejaslanlo essa oMem, vou
pscrev-li a lapis.
() Vide Diario o. 45.
ACDipiOAS.
Tribunal do Commercio, segundas c qnintasfeiras.
Rolaran, lerdas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos", segundas c quintas s 10 horas,
l-'vara do civcl, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMEBIDES.
Fevereiro i Quarto crescente as8 hora, 18 minu-
. los e 48 segundos da tarde.
13 Lita chcia asi horas, 14 minutse
48 segundos da manba.
20- Quarto minguante as 8 horas 25
mintese 48 segundos da manba.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
na, e a mullidao foi sempre augmentando durante
loda a semana. Cinco religiosos da Soccdadc de
Jess, cscolhidos deutreos pregadores mais eloquen-
tesdasociedade, distribuirn! cinco vezes ao dia a
santa palavra s multidcs anciosas para onv-la.
Urna bencao solemne attralda lodos os das um con-
curso cada vez maior, e que cuchia at o pateo da
igreja e a ra do. Corso. No intervallo dos sermocs
e de outros excrcicios pblicos do devoces, o San-
to Crucifixo exposto no aliar, no meio das ondas de
luzes, vio inccssaiitcmeule prostrada diantc de si
urna mullidao de adoradores c de supplicantcs.
Finalmente chegou'a a vez da ceifa. Pela ira.
iiliaa ilo domingo, 30 de outubro, urna communhao
geral se reuni na igreja de S. Carlos em numero
de mais de tres mil pessoas ; um numero maior
communaou as outras igrejas da cidade. Os con-
fessiouarios cstiveram cercados durante todo o dia,
c as romniunlios contiuuaram durante segunda, ter-
ca, quarla fcira, ou anles. durante loda a semana,
poslo que cessassem as predicas ; mas se os prega-
dores humanos se calaram, houvc no altarmcir da
igreja um pregador, lambem mudo mas nao care-
ce de palavras para cxilar os roraeocs e fazer que
descesse sobre os espectadores arrependimenlo e a-
mor. Qual quer pode dizer qfle o Santo Crucifixo,
durante os quinze dias que se passaram na igreja de
S. Carlos, exerecu o ollii-io de um cloquente prega-
dor, e que nunca houvc missao mais poderosa ou
mais prolilira em fructos de conversao e1 de confir-
inacan em obrar bem.
Quando a santa imagem oi condnzida a igreja
de S. Carlos, tinha-sc concordado que ella voltaria
no domingo. .10 de outubro, e seria conduzda em
procissao ao scu novo santuario ; mas o zelo dos
deis obrigou-os a deferir a Iranslacao para domin-
go, 6 de novembro. Outro molixo lambem intimo
para esta dclerminacao. A 4 de novembro o Santo
Padre, segundo o coslume, dcvia ir aquella igreja
excrcer una ceremonia em honra do santa arcebis-
po de .Miln j enUlo o santo padre exprimiaa o dese-
jo de encontrar ahi o Santo Ccrucifixo, a fim de po-
der apnsenlar-lhc a sua homenagem; e testem-
unahar-lhe a sua vcneraeSo. Com effeilo, isto
lexe lugar; a capella pa|I foi celebrada em
presenca da sania imagem, a qual foi publicamente
venerada |>clo soberauo pontfice,' pelo Sagrado Col-
legio, pela Prclasia, pelos representanlcs da iiiuni-
cipalidadc romana, c por todas as classes da popula-
cao que cucliiam 0 vasto recinto da igreja.
Mas a piedade do santo padre nao eslava salisfei-'
la; desejava render ao Santr|hicifixo, proleclor de
Roma, autor de muitos favores, urna homenagem
anida mais gloriosa. Desde aquello dia, ciieron
a espalhar-sena cidade que o Santo Padre assisliria
a processao uo domingo, 6 de novembro, e que re-
ceberia o Crucifixo iiorla da nova a|>clla. Do-
mingo pela maiiliaa o povo comecou a se dirigir
liara ahi, e asseverou-se quej) Sanio Padre prega-
ra ao povo chesada da sania imagem. Pode-se
julaar da alegra e |iasmo da populado, ao receber
osla boa nova ; pode-ge julaar lambem da sua in-
quiclacao c desapoiitameulo, ao ver rahir copiosa
clmva durante urna parle do dia. Mas en inipos-
sivel que Dos nao atfcudcsse aos numi
ku Ihe imploravam um bem temjioij
dexia partir da iareja de S. Carlos s duas
desde dppoi de meio dia o sol comecou a ani
ciar ao povo qe Dos ouvir as suas supplicas, e
que a sua voz tinha chegado ao scu Ihrouo ; desde
aquclle momeulo desappareceram lodas as duvidas.
Todava a chuva da manhaa c a incerteza do lem-
po tomou a feslivdade menos completa, por que o
Santo Padre nao podia acompanhar a processao.
Ella sabio da igreja de S. Carlos antes da hora
aprasada, mas sem que fosse acompanhada por a-
qnellcflue dcvia ser o seu principal ornamento. A
hlauas ordens religiosas foi ainda-mais extensa do'
que na processao de 23 de outubro ; todas as or-
dens mendicantes, sob as cruzes respectivas, pre-
cedidas por'grande numero de contrarios de trajos
diffcrenles, acompanhadas pelos discpulos do Colle-
aio Germnico, .levando cada um urna locha aceza,
c pelos cinco padres jezuitas que haviam pregado
missao, e a quera o povd olhava com admiracao, ca-
minhavam diaiile do relicario do Santo Crucifixo
que era cercado pelas bandeiras dos qualorze bair-
ros da cidade, c oslas eram acompanhadas pelos con-
servadores da^idade em seus Irajos magnficos de
panos lecdos de ouro. Afinal, a ronfraria tas
Senhoras da lia Crueis do Coliseo, a cuja frente
a prjnccza Orsini condozia a cruz, cncerrava o pres-
tito.
Esta sagrada ceremonia, aberla por um destaca-
mento de arlilhcros, e encerrada por um peloiao
de guardas do Capiloliuo, passara ao longo da ra
do Corso, a Piara de Vinega, a Piazza de Gsu a
Piazza San Marco, a Piazza Trajano e pela ru Ates-
sandrino, e passara o Forum, entre as igrejas de
San Adriano c de San Lucas. Todas as ras esta-
vam roberas com doccis ; urna mullidao immensa
enrhia-as manifestando os sjgnacs maW expressvos
Roma acompanhava ou va passar, o anligo
muilo amado Crucifixo, cujo culto e devocao os seus
anlepassados lhes haviam legado, e transmittiam aos
seus filhos desde as mais remlas gcracSes: urna
pallietica manifestacao, que parlia das affeicoes do
povo, ia relumhar-lhe na alma e capaz de produ-
cir lagrimas em lodos os olhos.
Ao passo que o prestito do. Santo Crucifixo se
aproximava desla arle no meio de um triumplio
conlinuo para o novo lugar que -a piedade publica
Ihe havia preparado, o xgario de Jesaa Chrislo dei-
xava a sua residencia do Quirinal |an ir a igreja
de S. Jos, e, depois de haver adundo o Santissimo
Sacramento, esperou na igreja a rlegada do Sanio
crucifixo. Assim que a imagem de Salvador appa-
receu uo Forum, o Santo Padre seeacaminhou pa-
ra os degros exteriores da igreja afp de rcccbe-lo,
C quaudo o relicario chegara ao po|1 da igreja de
San Lucas, alguns passos distanlc 4o lugar cm que
o Santo Padre eslava de roquete, citla e pallio de
velludo encarnado, curvoii-sc ante Sanio Crucifixo
e xciicrou-o enm dexocao. Entao, qniiidn a zoada
dos sinos c o murmurio da mullidao 'cessoii, cite
Tez o -imal da cruz, o com essa voz anuir e eslre-
pilosa que Dos lhc deu, coracepu nmi inilias de que os papas e os jiadres 4). sem los pri-
mitivos nos deixaram Ufo magnifico* mMelos.
Iteeeliemosasrauiile analxse deste Iscnrso.
He mai justo '(era ben jiuslo) qie eu viesse
exprimir nesle lugar o prarer. a cooiolacao, que
enchcu o meu coraran, ao saber do zeh e eutliusias-
mo que foi manil'osiado com proveito. petos excrci-
cios espirituaes ; ao vera devocao e o fervor reli-
gioso que se lem appossado da cidade iileira por oc-
casiao da solemne trasladaran dest veierada ima-
gem do Salvador, deste mirarnlosn Crnsifixo.
Depois deste exordio, em que o Sanio Padre der-
ramn lodos os sens sen I i men los da aBradecimcnlos
a Dos, de satisfarn c de devocao siula imagem,
que era o objeelo da festividades enlnu n'uraa cx-
plicacao do evangclho do dia. O evarjgelho he o do
quinto dia de sol depois da Epiphaau, e em- que
nosso Scnhor estabelece a parbola, do homem que
semeava boa sement no scu campe, e o iniraigo
vinha em quanln os irabalhadnresdoruiam e semea-
va joio enlre o trigo. As rircumslincias referidas
pelo evangclho foram surceasivamcnle consideradas,
desenvolvidas e appticadas a esta marifestarao.A boa
somonte bao boinhasido laucada na Urea; em umitas
j.'i lem produzido fructos, Prodiiri-lcs-ha ainda com
mais abundancia, e aquellos que lliido serao encerrados um dia nos cdleiros elernos ;
mas aquellos que liouverem seincadn escndalo, a-
quellcs que pcrmiltirem que a boa gemente fique
abafada nellcs, alim de produzir joj) e unes, serao
cilhidns lambem lias follias de nialdicao, para seren
queimados pelo bom homem da casa.
Conheceis vos, exrlamou o soberano pontfice,
que inri lindo o inmigo adopta para derramar desor
lacao no campo do bom homem da casa, no campo
da igreja e do mundo, para abalar a boa sement
do evangelbo debaixo das perniciosas urzes das ms
doulrinas ? A propria igreja nos manda Br a histo-
ria destetfatto no propbela Ezequie o Por que
rarao a tua ina leoa jaz entre os lotes, c conduz os
seus filhuhos para o meio dos leesjhoriis'.' E ella
creou um dos seus filhuhos e elle&ruon-se lean :
e elle aprendeu a vigiar a presa
mens. E as nacoes ouviram fi
ram-no, mas nao sera receber
preso para a Ierra do Egyplo.
visse fraca, c as suas espernneas
dos seus leoes-mocos, c maiid
E quando rresceu e appare
nou-se leao ; e aprendeu a
rar os bonieua. Aprendeu
lar as cdades ;
Ierra i
t/fa
devorar os lio
e apanha-
o conduziram
o ella se
lomoii um
ajo ni leao.
lees. p (or-
presa c a ilexo-
Buvas o a devas-
( Eze-
ui pri-
Dizendo isso. rasgou urna folha da carteira, escre-
veo i ordem vista de Bernardino, assigoou-a, e
disse-lhe sorrindo:
Isso '
Agora, adeos, disse Bernardino. A noile ser
boa para todos ; Dos o llvre da exceprau 1
Os iIohs mancebos separaram-se.
Lietor conlinuou a caminhar. e posto que andasse
muilo apressadamenle, seus passos nao faziam ne-
nhum rumor; porque eram amortecidos pela alta
relva.
Chegando diante da grade, o ousado rrioulo senlio
lao grande terror,, que a chave Iremeu-Ihe lia mo ;
'por isso a porta cuslou a abrir-se: pareca que una
niao invisivel a suslinlin do outro lado.
Emlim ella cedeu a um ultimo e enrgico impul-
so, Lietor tomou a fecha-la, e suspendendo a respi-
racao, pizando com prudencia pela relva, e parando
ao menor sonco da noile, dirigio-se para o terraco de
seu l'arazo.
. De sua parle Bernardino vollava rpidamente pa-
ra Porto-Natal, e Indas as vezes que um raio de es-
trella brilhava por enlre os ramos do arvoredo, lia
essa ordem preciosa, que tornava-o scnhor de sua ti-
lierdade c de um bello biale, citado como o melhor
veleirn do ocano.
RepentiiHimenlc una idea, nma idea horrivel en-
Irou na cabec.i do joven avenlureiro, o qual lcuu im-
movel como urna estatua sem pedestal.
_ Bernardino couservou maito Icinfio essa iiiiinobi-
lidade, porque a reflexao n.1o inspirava-lbe nenlium
pensamenlo .le soccorm, e disse mcntaluieiite baln-
alio na fionle:
Oh sede sagazes, sede habis, sede previden*
les, c um grao de areia esquecido as fundares faz
desabar VOSo edicio, e ficas esmagados debaixo de
seus restos 1
Um suor fri inimlnu-llic o peilo anda arqupjan-
le com os ardores dn dia. Elle deu dous passos para
dialite, dous para Irs, paran, encarou chiio. as
arvores, o co, cruzouT)^ bracos, poz as maos na ca-
beca, deixon-as cahir pesadamente, e depois julgan-
db ter adiado a boa inspiracao, correu na direccao
Ae.Paraho-yatal com a esperanca de alcancar an-
da Adriacen. '
TraballKrlernShl chegou muilo tarde.
Alravez dos varo* de ferro nao via-se niais do que
o mai-iiiho montono das fonlcs e das ondas dn
ocano. ^ !
O muro/era mu alto, os ps e s mios esrorreaa-
vam sobre/sua superficie lisa como urna lamina d'aco;
Bernardio subi em urna arvore, cujos longos ra-
mo rahi-i,,, no paleo, e resolveu passar a noile nes-
se observatorio vegetal para escular os novos mur-
murios, que os incidentes dessa noile haviam de mis-
turar com suas harmonas naluraes, e regular sua
cooducla segundo as revelacoes mysteriosas espera-
das por seus ouvidos ou por seus olhos.
Nosso* letores conhecerao brevemente o motivo
que obrigava esse homem a voltar com tanto terror
e tanta precipilacSo.
IX
A mnlher de Mauricio sentir com effeilo am le-
ve movimenlo de salsfaeao ao 1er o bilhele do mari-
do. A inteligencia do mensageiro nao falhra ; mas
passado esse primeiro sentimenlo, ella lornou a ca-
hir na tristeza sombra, que as cenas terriveis do
da I lie haviam dado, e que angmeulavam anda mais
pelo silencio da solido, pelas Ircvas da noile, e pela
ausencia de Mauricio.
Pela primeira vez desde o da de seu casamento.
Llora arhava-se snsintia a essas horas solemnes, qup
mud.im as formas das arvores, e dao aspectos snis-
Iros a lodos os objectos exteriores.
Ella nao leve mesmo um instante o pensamenlo de
procurar n esquecimenlo e o repouso no benfico re-
medio do snmiin. .
O fogo da vigilia abrazava-lhe os olhos, seu sem-
h ante tinha anda o rubor ardenle da febre da ma-
nhaa. e a suave respracao da noile pareca osopro
de urna bocea amiga, que pasava pelas gelosias do
kiosque para consola-la e refresca-la.
Vestida de um sari de crep chinez, a mor-a espe-
rava i volta de Mauricio, e apoiada no peitoril da
janella applicava o ouvdo a todos os rumores enga-
lladores, que pareciam passos.
Nesses momentos de espera febril o acaso entre-
gare a perfidias eslranhas para fazer estremecer, e
re.lohrar as pulsarnes do cnrarHo.
O vento inlerrompe o susurro regular das fonles,
as rolhas secens cabem em urna Ierra na. una por-
ta mal fechada gemeao longe, um passaro d um
gnlo surdo e lgubre em seu ninho meacado por
urna cobra, as velhas arvores rangem, e largam as
cascas caronchosas, as flores do yang abrem seus c-
lices, as mariposas folgam com os golphOcs na super-
ficie dos lagos.
O ouvido que applica-se a explicar todos esses ru-
mores nocturnos, nao adevinha nada, c d a todas
essas cousas innocentes um carcter assustador. '
As horas passavam, o a moca, atormentada peles
loucos terrores que vem das trevas,' orava a Dos c
pedia a volta de Mauricio a todas as santas estrellas
do co.
Emfim, e dessa vez o rumor tinha um rcenlo na-
tural, ella ouvio ranacr a grade, mas rom urna pre-
caur,,, que pareceu-lhe extraordinaria; e como o
A exposcao dcsle tcxlo foi proferida com energa
singular de pensamento c expressao. c tornou-se na
bocea do Sanio Padre a pintora mais cloquente das
devastarles exercidas no mundo pelo iuimigo, pelo
leao que devora homens. A modo que ouviamos a
triste narracao das nossas ultimas desatacas, he a
causa deltas palentcada aos nossos olhos, e cm loda a
sua hedionda mudez.
Entaq, quem sao esses, perguntava o Santo Padre,'
que estao mais expostos a se tornarem victimas do
nimigo, do* leao devorador* A Escriplura ainda
procura dizer-nos. No lvro da sabedoria o Espi-
rito Sanio nos mostra o que acontece casa do pre-
gucoso e casa do negligcule. Ficam chcias de
perturbaran, de ronfusao, de ruina. S8o presas
prestes a ser tomadas, co nimigo seapoilcra deltas,
c devora-as com sen descauco. Mas quem he o va-
cuo? O vadio he aquello que j se nao (embra das
lii-oes christans da sua infamia c da sua mocidade;
he aqueUe que se esquece do caminho da igreja, do
pulpito, do confessionaro, da mesa da commiinhao;
he aqueUequc dexa de cumprir os deveres do seu
estado ;*que nao d a Dos aquillo que Ihe he llo-
vido; que abandona anua casa, o seu lar domesti-
co, a sua familia; a casa de scmclhanle homem ca-
raiaha para a sua ruina, para a sua ruina moral c
religiosa, e lambem para a sua ruina materialpor-
que a preauica faz que as fortunas mais brilhantes
se aniquilen!. Quem he o negligente? O neaU
gente he aquel le qup escuta a voz criminosa do erro,
que se dcixa scdiizir pelos Ilusorios encantos da
novidade,que lem gosto para systemas inventados
pelo espirito do secuto.que se deixa arrastrar por
qualquer doutrina,que j nao acredita na igreja,
c que, cerrando os seus ouvidos voz de Dos, bre-
os voz do mundo fe do nimigo. Alm disso o
prcgiiicoso e o negligente sao irmaos; o preauiroso
promptamenic se.torna um negligente, e o negligen-
te farilmeiile se torna um pregucnso. A pregujea
gera a negligencia, a negligencia gera a preauica, e
estes dota vicios oirerecem ao nimigo urna fcil
presa.
O descnvolvmenlo dcsta idea enchu a maior par-
le do discurso pontificio. Fez a base, e o Saulo Pa-
dre deste tacto lirou o ensino pralico que mn pro-
fundo conhecmenlo do coraran humano, dos peri-
goS inrorridos pela filo povo, do- lacns que Ihe ar-
nam, o habilitam a applirar com espantosa rlreza
e admraxel siinplicidadc s diversas necessidades
dos nossos das.
Ao chegar a conclusSo do seu discurso, o Santo
Padre, cuja emocao crescia com a sympalhia que
euconlrava no auditorio, repenlnamente exclaroou:
" E agora s me resta abencoar-vns; mas como
ousarei abenroar-vos, eu tao fraco e 13o pobre? E
romtndo vos abeucoarci, mas si nao vos' abenroa-
re, -OTt ajudado ; os dous apostlos Pedro e Paulo
eslaraScommigo; ccrtamenle, os mcu* bracos,
quund.ise crgiierem para o co, serao sustentados
por este* dous pilares da iareja, por estes dous apos-
tlos que trabalharam tanto, que offreram tanto
por vos, oh Romanos! oh Cbristaos!os quaes fo-
ram presos ueste mesmo lagar onde vos estoii fal-
lando, que daqu desla prisao foram dar o seu
sangue a Jess Christo, e conquistar Roma e o inun-
do vida, libertar esla cidade ao erro, e torna-la
senhora da ventada. Cortamente, estes santos apos-
tas, de quem son surcessor, vos ahenroarao rommi-
PK coste SanloCrucifixo,lambemvosnaoabencoar?
Cerlamcnle, elle vos rccelier na sagrada chaaa do
scu lado, no scu adorvel coracao. Portanto, ser-,
ximlo-mc das palavras que prominciei ha alauns an-
uos em outro lugar, n'nma igreja dcsta cidade, cr-
gnerci a minha voz c dirci a Dos: Meo Dos,
abenroai o clero, da-lhe o espirito do zelo, de de-
vocao, de caridade; soja elle promplo, assim como
os santos apostlos, a dar o gcu sangue em defeza
da iareja c da f; seja elle disposlo a morrer pela
salxacao dos seus irmaos. Abenroai aquelles que
eoveriiem para que possam goxreriiar no espirito de
justica-edeamor; dai-lhes alTeicao patenia'l pelos
sens subditos, c permilti que elle* vixm smente
lra faze-los felizes: abeiicoai aquelles que olieile-
cem; oxal qu sejam parientes, resignados c obe-
dientes, mais por amor do que pormedo ; abeucoai
os ricos para que procurem para si os Ihesouros im-
morredouros do co pela abundancia das suas almas;
oxal que piles sejam modelos de lodas as virtudes,
e deem cm loda a parle e sempr nm bom exem-
plo; abenroai os pobres, para que a sna pobreza se
lome o seu thesonrn, e espercni ser ricos no paraizo
onde gozaran urna felicidadc sem limites c sem fim
no sco de Dos; aliencoai os mercadores c lodos
aquelles que se oceupam com misleres de nego-
rio; dai-lhes espirito e permll que a xcrd'ade presida a Imlas as suas
Iransacces; alicucoai os trablhadores e arlslas, e
pcrmilli que o suor que derramam lias suas officinas
se torne unta sement de repouso e de prosperidade
por lod a elerndade; abenroai, nh meu Dos! lo-
do este povo, o qual me he lao rharagjym romoeu
o abenso-o: / nomine Potril, e^Wilii, et Spi-
ritus Sanrli. Amen.
habito dava-lhe inslinctvamente a medida do lem-
po passado enlre o fechar da porta e a apparicao de
um ente vivo, admirou-se da long lardanca do ma-
rido, elle que era sempre lgero romo um amora-
do, que teme perder ainda dous instantes de felici-
dade depois de ter perdido muitos por urna ausencia
forrada.
TomS-se conla de tudo nessas horas de febre" um
incidente que passaria desapercebido em qual-
quer outra occasiao, adquire enlo urna importan-
cia enorme, e inspira inexplicaveis terrores aos soli-
tarios dos deserlos.
Sempre encoberla pela gelosia do kiosque. Elora
lancava olhares vidos sobre o terrado, e divisou urna
forma humana, que sabia das trevas, e cauiinhava
nas ponas dos ps com militas precaurOes.
Sen Irage era o de lodo os rolnos, por issoo nri,
ine.ro olhar podia reennhecer Mauricio; mas o erro
nao poda ser longo, sobre ludo para os olhos de una
cnoula, que amasa seu marido.
A claridade das estrellas ajudava a explicaran do
mxsterio; a duvida passoii como o relamna-'n ,
verdade brlhbu logo. h e a
Elora recouheceu l.ielor Adriacen, e nm arito de
suslo expirQU em seus labios parausados.
Todos os pensamenlos que perturbara a alma e
abrazam a raiz dos cabellos rebentaram ao ius'uio
lempo na cabeca da moca, a qual vacillou sobre "seos
pes gelados, lulando comino resto de energa ronlra
um desmato fatal, que poda entrega-la sem defeza
ao roubador.
Recostada na esleir do kiosque. ella levanlou-se
penivelmenlc, arrastou-se al i pjrta, fecbou-a por
um supremo esforco, e aguardo seu destino ero
urna especie de lethargo ardenle, que deixava-lhe i
pe, repe confusa da, cousas da vida, parausndo-
me todas as faculdades.
l.ielor Adriacen alravessou o (erraro, abri a por-
ta da liabilacao sempre com movimenlos comidos pe-
la mais minuciosa prudencia, subi a escada do
quarto de Elora, e chegando ao fim de tantos ardis e
esforcos paron para lomar respiraca ecoragem, duas
colisas que fallavam-llnvao mesmo lempo.
Os mais ousadns criminosos Iremem sempre no
momento decisivo; o anjo da*uarda da victima fal-
la-Ibes ao ouvido. e he esse o sopr terrivel do invi-
sivel phantasma de Job.
l'm instante Lietor quiz renunciar a seu projec-
o ; mas a embriaguez da paixao prevaleceu tugo sn-
bre a razflo e o medo.
Elle baleu na porta com a mo fechada acompa-
ntiando esse rumor de algumas svBabas pronuncia-
das com voz branda, e que uno finham uenbum ac-
A primeira idea do nosso correspondente nao
foi aualxsar este maguifice discurso, que a distan-
cia cm que se achava nao Ihe purmetlira apanhar
completamente; mas ajudado pela memoria de una
pessoa que cstava ao lado do Santo Padre, e que
nao perden urna palavra, julgou que os lcilores do
liiiccrs seriam 'felizes de ouvir o echo, ainda
une eiifraquecido. dn discurso pontificio, que nos
remonta aos seculos primitivos da igreja, e a ter o
esplendor do urna idea deste discurso sabido do inti-
mo dn coracao de Po IX, e lirado da sua alma de
hispo e de pastor; Sei, acrescenta o nosso corres-
pondente, que o Santo Padre nao linha escriplo na-
da. Tudo nesle discurso he de inspiracao. Po IX
he dotado de cloquencia rara. Julguc qual teria
sido o poder dessa simples mas elevada elpcurao,
suave, posto que tortee enrgica ; e alim de com-
prehende-la, colloque-se commigo na baluslrada
que se projecla al o arco de Seplimus Severas, e
as excavarOcs do Forum ; fiaurc-se urna immensa
mullidao, cobrindo o narallelogramo formado pe-
las igrejas de San Lucas, San Adriano, S. S. Cosme
e Damiao, o arco de Tilo, as muralhas do 'palacio
dos Cesares, a igreja de Santa Maria Libertadora,
e, subindoao longo dos degros do Capitolio.do
lado occidental jauto do Tabularium c ruada Ro-
cha Tapcia, observe aquclle ocano de canecas
cercadas, como n'uma moldura, pelos arcos triuni-
phaes de Seplimus Severas e de Tito, pelas ruinas
dos lemplos de Antohiuo e Faustino Romulo e Re-
mo,' as reliquias do palacio dos Cesares, do centro
do qual se levaul.-im seinelhanle ao maslro de um
navio nas oudas, a solada columna de Pilosas, as
tres mu gabadas columnas do Grrccostatis, as seis
columnas dricas do lempo de Vesnasano, c as
(res rol uinnas cori u tilias do templo de Jpiter Te-
nante, equesad limitadas pela ummidade das gi-
gantescas minas do Coliseo, campanario romntico
deS.Francisco.easmomJnhas do Lacio; olhcparaas
naves dcsle immeuso templo! Contemple o auditorio]
Olhcagoraparaopulpilodopreaador. O pulpito he o
poial da frente da igreja de S. Giuscppc ; esta rol-
locado exactamente cima da prisao Mamertina,
donde sahiram os apostlos Pedro e Paulo no auno
66 da era christaa para moirercm, o primeiro na
cruz, segundo o exemplo do seu meslrc, em um
dos montes da cidade; o segundo pela espada na
planicie alijrente ; ao pedo Capitolio c deste tem-
plo capitalino, qne eslava ligada a fortuua de Ro-
ma ; cm frente do Rostra, em que rtumbou a
eloquencia de Cicero c de Cesar ; nos dous degros
da Via Triumphal, por onde subiram os victoriosos
e vencedores do mundo. 0 pregador constitue os
duzentos e cincoenta o nove surcessores do principe
dos apostlos, o vigario de Jess Christo, e o Pa e
Cabeca espiritual dos ifuzenlos milhoes de Catboli-
cos ; aquclle que abro e que fecha as portas do Cco;
a mais augusta personagem do mundo ; aquello cujo
p lodas as creaturas haptisadas se julgam felizes
le beijar, e de rccelier a sua henean. Arrscente
a estes ttulos o fanatismo e poder de Po IX ; es-
sa magestade ao mesmo lempo atavel e respeitavel;
essaatlraccaosympalhica da W, do olhar, de toda
a iiessoa, a nnbreza expressiva do sen gesto ; essa
eloquencia suave e persuasiva que abala as massas
ao mesmo lempo que satisfaz e conquista as inlel-
ligcucias elevadas. Aeresceule ainda tudo qnanto
esqueci-mc, e ludo quanto pode ser prnmplaineiile
supprido, pois que ronbece o orador e o lugar da
scena, e nao tera dilticuldade cm crer que essaalo-
cncao, ouvida meramente |Hir duas ou tres mil pes-
soas |K>r causa da desfavoravcl natureza das locali-
dades, tai percebida por loda a iunmueravel mulli-
dao dos espectadores. Nao era necessario ouvir,
bastava ver para que a genle fosse abalalla ; e quan-
do, no fim da sua fervorosa liumiWn/* Santo Pa-
dre, elevando os bracos e os olhos- pa'rpvO Ceo.'e S-
pois estendendo-os para o Santo Crucifixo. cujo po-
der elle havia exaltado e cujos beneficios (inham
sido celebrados, abeifcnu en rime daquellc de
quem he vigario, e cujas divinas virtudes elle dese-
nhou tao admiraielinenle, todas as raberas se cur-
varam, todos os jnelhos se dobraram, todo! os cora-
roes sinliram correr dentro de si urna trrenle de
gracas e de consotaciocs. Que lie'lla restividade !
Que Santo Padre Que f liada nesle povo de Ro-
ma Oxal que isfn seja comprehendido ; que el-
le (cuba allendido as palavras de seu Pa, do. seu
pontfice, do seu soberano! Oxal que sempre per-
maneca fiel ao culto do seu Santo Crucifixo !
Depois do sermao do Santo Padre, o Santo Cru-
cifixo foi rollocado de novo no relicario que Ihe
servia'como de moldura, c depois de um solemne
Te Dcnm foi enllocado no seu novo Sancluario,
onde receben a vizita e homenagem 'de toda a cida-
de. O Santo Padre, tendo partido, subi,ao Cap*
tolk); abencoou novamenle a nnunieravcl mulli-
dao que rnbria o Forum Romano c os seus arredo-
res ; entao vollon para sua residencia do Quirinal
por enlre as heneaos dos fiis, e a mullidao desfilou
de vagar.possuida das mais deliciosas emococs, cora
as diuercivles conrearas e corporacOes que faziam as
ras retumbar com cnticos em louvor da Cruz.
A heresia c a falsa desocan algumas vezes expro-
bram a piedade italiana, c especialmente a de Ro-
ma, por se esquecercm do Ribo da Virgem, e sabe-
rem smente honrar Mara. O triumpho do Santo
Crucrfixo do Campo Vaccino he urna resposla a esla
calumnia, que he alm disso rcfnlada lao etoqueu-
(emente pela ucomparavcl homenagem rendida
SantaEurari'tiapeladexoeaola.iailectiiosaeaofiel-
menle pratirado.dasQualrolloras,ei)or tollos os lestc-
miiuhosdeiimat>iedade nao menos expansiva. Roma
sabe como se dexe honrar Maria; indubilavclmeiite
I o una-a c ama-a como a mai do nosso Dos; mas honra
e amaao proprio Jesascomo o nosso Dos e o nosso
Salvador. ITablct.'
DIAS DA SEMANA.
20-Segunda. Ss. Eleuierio e Nilo bb. ;
21 Terca. Ss. Maximiano e Fortunato bb.*
22 Quarta. A Cadeira de S. Pedroap.eroAutiocliia
23 Quinta. Ss. Lzaro e Serino Monges.
24 Sexta. S. MalhiasAp.; S. Primitivae Montano
25 Sabbado. Ss. Cezarioe Dioscoro raartyres.
26 Domingo, da Quiquagesima (Estaco de S..
Pedro) ; S. Toralo are. m.; S. Fausiiniano.

INTERIOR.
cento particular; mas um silencio profundo, respoo
deu-lhe. sf
Urna segunda e terceira pancada elevando a gra-
dmciio do rumor e da voz, liveram o mesmo resul-
tado.
Lietor conhecie muilo bem essa porta'para ter-se
engaado, e demais quando o sangue, 'qne tinia-lhe
nos ouvidos e fervia-lhe no peito parava um instan-
te, elle ouvia dstinetamente leve rumores dentro do
quarto, e urna respirarlo sullocada, cousas muilo as-
susladoras, porque provavam que a moca eslava ah,
que ouvia ludo, e que nao abrira a um desconhec-
do mal disfarcado em Mauricio.
Essa conjeclura mudou-se em cerleza, quando de-
pois de novas pancadas e de urna ameaca de arrom-
bamenlo, Lietor senlio a porta tremer como se un
corpo |H*sado Ihe houvesse.tocado caldudo.
Soii reonhecdo | disse elle comsigo. Que es-
pino infernal pude ilesluiir um plano tao bem con-
cebido !
Que devia enlo fazer"' Nos momentos de crise o
homem honrado ergue os olhos ao co para peilir-
Ihe urna inspiracao; Lietor, porm, abaixou os seus
pa/a esperar um ronselho do inferno.
Nenhum raio al 1 un ion o pensamento do joven rri-
oulo ; o crime enralhava no humar de urna porta.
O arrombamenlo devia ficar no eslado de ameaca ;
l.ielor linha j frito mu la bulla no silencio da noi-
le. c em una casa to vizinha da lazenda ; convi-
nha, pois, rclirar-sc, c aHiar para outro momento
oulro plano melhor concebido.
Perder mais lempo era expor-se lambem a ser sor-
prendido por Mauricio; porquanlo apenas sahisse de
sen pesado somno, o marido de Elora dara cerla-
mcnle um sallo da esleir ao Paraizo-Xatal.
l'm inslante baslou a Lietor para examinar clara-
mente sua posejo: a tabre das grandes emocSes con-
densa o homem, e faz-lhc ver um mundo iileiro em
um volver d'olhos.
Todavial.ielor Adriacen apartou-sc violentamen-
te dessa porta adorada como um general, que levan-
ta um cerco, dcsceu a escada lentamente, e chegan-
do ao ultimo degro, fellcilou-sede ter deixado aber-
la a porta do vestbulo; porque assim a Claridade
das estrellas brilhava no corredor..
Quando ia pnssando o I miliar. Lietor avislou a
dous passos diante de si urna massa enorme, prela e
espantosa que lolhia-llie a passagem em urna immo-
bilidade de chumbo.
Os cabellos arripiaram-se-lhe, a voz extugnio-se-
Ihe.'uma saliva amargosa queimou-lhe a lingua, urna
borrasca resoou-lhc nos ouvidos, nma eropcao de
sangue inchou-lhe as veas dn pescoco... Eslava ahi
em p sobra seus qualru pillares ihdeslructiveis o
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO. I
Parahiba 20 de fevereiro da 1854.
A novidade mais nova, queccnrreu depois de mi-
nha ultimare que, segundo meu fraco pensar,-Hierb-
ee ser consignada no comec de urna missiva, he que
cinco dos inembros da illustrssima muncipalidade,
nao podendo sofTrer por mais lempo as cacuadas do
senhor presidente da di|a, foram em corpo quexar-se
ao Exm. presidente da provincia, dizendo-lhe, que
elles, homens do mallo, e necupadns, ha qaalorze
das qae iam acamara para apurar aeleirao provir/-
cal, equeo senhor presidenta, nao contente como
apresenlar-se ao meio-dia, oceupava o precioso lem-
po, como am Iruilez, em 1er a biblia, em papaguear,
e que quando tomava o throno era para dar-Ibes al-
gamas licoes um pouco acerbas, e apurar um cole-'
gio por dia ; e que, cousa celebre, naquelle dia, por
mero arbitrio sea, resolver, em sua alta sabedoria,
dar por nenhuus os trabalhos dos qualorze dias passa-
dos, querendo comecar urna nova apuraco ;'que fi-
nalmente lodos aquelles manejos lendiam a faz-log
desgoslar, e relirarem-se para suas casas, alim de cha-
mar supplentes, organisar urna illuslrissima sua, e
dar diplomas a quem bem Ihe parecesse.
O tenhor presidente, que saliendo da intonso dos
vereadores, os acompanhoa i palacio, qui contrariar
pornegacao, roas os vereadores foram apresenlando
mais e mais cousas, taes e lanas, que S. Exc, se-
gundo me informan!, apresentou signaes nao equvo-
cos de sorpteza e assombro. Slanifestoa reprovaco
a taes artos, desejos de que os trabalhos andassem me-
nos bblicos o repressivos ; e fez ver ao senhor presi-
dente, que eUe he um vereador como qualquer dos
outros, aos qaaes, por isso, devia tratar com toda a
urbanidade e cortezania.
Quando soou nesle mundinho a (al noticia todos
enlenderam, que'o tal sentior prcidcnte, que tanto
havia subido, nao se apresentara no outro dia na
casa, e at hoo'veram suas apostas; mas qual!
No oulro dia, que foi anle-honlem, o homem apre-
sentou-se sdez horas, esqueceo a nova apuraco, e
concluio a anliga, reconheceudo que em um dos col-
tegios lera o seu proprio nome, que tinha urna peque-
a alteraran, sem duvida para nao ter trabalho de
toma-Io a parte, como fez com outros, que tem sua
ogerisa. ,
Hoja deve tazer-se a acta e lindar, se Dos quizer,
o tat lrabalhinho dos dezesete dias, durante os qaaes
formidavel favorito, o gigante protector I mudo e
tranquillo como o elephantelra\alli gravado na ro-
cha subterrnea do templo de Dezavantar.
De noile em am encontr no deserto nada he mais
terrivel do que um inimigo impassvel, e armado de
urna inevitavei tarca de destruiro.
Essa immoblidade refleclida do cotosso pareca
dizer a l.ielor Adriacen: Nao sahirs vivo!
A porta da sala baixa era muil estreita para dar
passagem ao cotosso, assim Lietor nao podia ser per-
seguido na casa.
Esse pensamento Iranquilliso-o um pouco depois
do primeiro accesso de terror, e permlljo-lhe reflec-
lir rpidamente, e procurar uro espediente de sal-
varlo.
Cumpria a todo o cnslo sabir da habitad antes
da rheaadj de Mauricio. As estrellas embranque-
riam-se ja do lado do este, a fazenda ia brevemente
abrir-se, e dona da casa podia de um momento a
oulro romper um silencio inexplicavel. lima s des-
sas eventualidades prova,veis bastava para perder Lie-
tor Adriacen.
0 extremo perigo deu-lhe um sangue fri facticio,
e elle examinen a sala baixa para descobrir una sa-
bida. Essa sala s tinha duas janellas, que davam
para o pateo, e era impossvel sabir por ah; porque
o colosso carcereiro guardava vista loda a extensvlo
da fachada, e sem embargo de sua corpulencia, Na-
bab, mais gil do que o mais gil quadrupede, acu-
dira ao rumor da janella aberla, e receberia o cri-
minoso na puna da tromba ou dos denles. Convinha
pois, renunciar a procurar a salvacao desse lado.
Na parede do vestbulo eslava suspenso um tro-
pheu de armas de caca, arsenal domestico, que acha-
va-se em todas as fazendas; mas que era um sim-
ples adorno cm Paraizo-Satal; porque Mauricio
nao se classificava enlre os homens, que abandonam
as mulheres para correrem airas da rara com o pre-
texto de cxcrjco salular, ou de aristocrtica dis-
Iracco.
Todava Lietor lirou da parede urna carabina, vir-
gem e enferrujada; e, examinando-a, reconheceu gue
o dieta dos llustrssimos brilhou como nm carvo, e
moslruu para quanto presta quem como elle, seguin-
do a phrase de um dos vereadores, tem dous olhos na
cara.
Os thugg* leem estado em tranquilizado, mas,
como sao bichos bravios, nao -he bom fiar nelles.
O calor continua intenso, e nos esperando que as
chovas, que vo cahindo pouco a pouco, refresquem
esta abrazadora atmosphera era qae vivemos bem in-
coromodados.
Os vveres vao subindd de preco, e o fertilissimo
Mamanguape nao tem podido tarnecer-nns, como
convinba a nnssas financas e barriga. No interior a
deficiencia de laes gneros faz--se sentir com bastante
tarca. Talvez chegdemos a convencer-nos da exac-
lidio dos principios enunciados par um dos collegas
de Mamanguape ceres da liberdade, que alende
elR conveniente/da exportacao dos gneros de pri-
meira necessidade em lempos d escassez, principios
que estao ero upposirao aos qne at boje leem sido
sustentados pelos ranrosos, qae ainda querenr reme-
dios extremos para os casos extremos, o que, de pas-
sagem seja dito, s podia ser intentado antes da des-
coberta da grande le do reino de Plulio similia
simitibus curantur
O gado dos nossos aroagues acha-se atacado de
phlysica pulmonar em ultimo grao, o que ihe d ama
carne exrellcnle e apetitosa, e por consequencia um
pouco cariaba, mas que val bem a pena. Um dos
fiscalissimot da illuslrissima, que parece seguir os
preceilos do AlcnrSo. oaoqoer qae a rarasuina entre
no raaseu monslro, de que em outra Ihe dei noticia,
e apreseoloo-M ha poucos dias por estas roa com
amas tres duzias de Grineus de alcatro, armados de
dardos, varapaus e projectia, e fizaram um lurbilhao
na por caria, que me represen lou ao vivo a passagem
do Evangelho, quando o Homem-Deos fez entrar
urnas poucas de legioes dos fiscaes do inferno, qae es-
tavam abnlelados no corpo de nm miseravel em urna
manada dos taes bichinhos.
Era perigoso andar na ra no momento ero que os
execolores de alta justica fiscal cstavam no seu ea-
thusiasmo de churinar, porque eram tantas as pan-
cadas, pedradas e golpes descarrSgadoaa esroo, qae
nao era Alistar Brande felicidade para tirar ama sorte
grande naqoella lotera, que aqu pomposamente cha-
mam correceo.
Nas antieas festas do deas Baccho no havia tanto
furor, ilonlem mostrou-me o Mereles, que he pro-
tector da rara snina, por causa da celebre manta de
toucinho, de que cm outra Ihe fallei, que adevinha
chuva, o seguate requerimento, qae llieencommea-
daram seus protegidos
Da cmara illustrssima,
Nobiliasimos senhores.
Da triste rara suiua
Attendci aos clamores.
A' vbssos ps nos prostiainns,
Humildes c coiladiohos, '
A melhor cousa, que temos,
Osournaes fucinhos,
J roncando, j grunh'nido,
Com estas tabas da tama,
(untaremos vossos feitos
Dentro d'um charco de lama,
A nossos filhos diremos,
Quanln nos devem seas pais,
Enlo, illaslrissimos,
Vos seris immorlaes.
Nao gasleis b vosso lempo,
Tempo to precioso,
Em obras, que nada valem, #
, Nem dei'xam nome honroso
a>
Caretas e gritaras,
Torcidas aporafoes.
Posturas. ..larelorio...
Nao passam s gera'ces. -
Di mi (I i.esse fiscal
Que s tem o nome po,'.
Que quando Ihe tenia o demu.
Nos pe n'um eorropio.
Nao sejais, qual Matama, <
Que la no seu alcoro,
Condemuou injuslameule
Esta nossa geracao.
Revogai essa postura,
. Que nos vola ao banimeulo,
Vede que porcos ha muitos,
Qae nao so0rem tal tormento.
Qual de vos nao gestar -
De comer o seu toucinho ?
A urna cosiella assada
Qual torcer o focinho ?
O qae pedimos he justo,
A boa raijo o v.
Queremos deferimento. -
E recebera merc.
Sem Ihe afrmar o mrito da obra, porque uao
posso ser Mecenas do meu talentoso amigo, limito-ma
a oflerecer-lh'as, sem o seu consentimenlo, pedindo-
lhe, qae a publique em ledras -maiusculas para-ser
vista ao longe.
A-mortalidade tero diminuido nestea dias.
Nada mais ha qae mereca menro. Saude, e que-
das baixas, no caso deresolver-sea deixar-se cahir, e
quanto he bom Ihe desejo, assim como manda a
amizade.
nunca a plvora Ihe tingira o cano. As munices de
caca eslavam lambem suspensas, como complemento
de panoplia, na parede.
Lietor, que teria dado am milho pela plvora e
balas que achou a mao, bemdisse o co, como todos
os alheos em perigo, e carregou sua arma provi-
dencial.
0 elephanle Nabab via lodos esses preparativos ho-
micidas rom urna Iranquillidade imperlurbavel, as-
sim como um rochedo v um dardo, e s uo momen-
to em que o dedo de Lietor approximou-se do gali-
Iho, foi que o tplo.sso julgou dever dar um passo pa-
ra a esquerda por luxo de precaucao.
Enliio elle deixou de ser visto, e o pateo resplan-
decen repentinamente com aaclaridade dis estrellas
como se urna densa novem negra se houvesse eva-
porado no firmamento.
Lietor Adriacen linha a carabina nas maos, e re-
flectia rpidamente para saber o qne devia fazer.
Se o elephanle se houvesse obstinado a ficar em
eslado de alvo, Lietor nao teria hesitado em seguir
as (radioies de lodos os caradores de marphim ; te-
ra apuntado, apezar de sua perturbarlo, para o-p
do ouvido, como Bernardino fizera na vespera, e
poslo que essa probabilidade de salvacao nao apre-
senlasse^ um successo completo, teria tentado esse
meio, no obstante sua incerteza, visto que n3o ti-
nha oulro que escolher oessa fatal extremidade.
Tendo Nabab desappnrecido, a difficnldade toma-
va nova frm, e pareca quasi invencvel; pois sem
duvida o colosso, prudente como todos os entes co-
rajosos, tara por-se ne emboscada ero alguma mota
no caminho da grade, c nessa posiro era impossi-
vel em um encontr repentino accrlar-lhe o p do.
ouvdo. i
Todava cumpria tomar urna decise 1 O lempo
corria, ouviara-se imperceplives cantos de passari-
nhos, preludioMos cantos da aurora, os galos canla-
vam na fazenda, a brla d'alva agilava o ciroo das
arvores, a natureza despertava antes do homem co-
mo urna boa mi antes do filho.
l.ielor Adriacen passou a mao fria pela fronte co-
mo para extinguir um ardente foco, de vigilia, de
amor e de terror, o sem sahir do tumiar da porta,
estendea a rabeen com urna precaucao escrupulosa
para laucar um olhar furtivo ao redor.
O relmpago he menos rpido que o beico de um
Iromba. No mesmo instante l.ielor senlio cahir-lhe
sobre o pescoco um torno de ferro, e foi levado co-
mo um Kandjil para a gucla de um ligre.
O gigatite cnnservou a presa viva na pona da
tromba como para taz-fa soffrer todos os horrores
da agona anles da,golpe mortal.
Os gritos do suppticiado retiniram na solidao, e
ehegarara aos ouvidos nbando a cataslrophe prevista, precipilou-se de sen
observatorio, e tomou apressadamenle o caminho de
Porto-Natal.
O avenlureiro corria proferindo nialdcOes contra
l.ielor Adriacen, bem resolvdo a lrar proveito des-
te acontecmento, julgando n.lo ter mais qu* poupar
um homem tao rebelde aos conselhos prolentes, e
tao perigoso as associacOes criminosas.
(Coniinuar'e-ha.J

a

- F4;ifW;-^^"-- "-ii-i. i


r
DIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 25 DE FEVEREIRO DE 1854.

1
I



OAMABA MUNICIPAL SO HECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 13 DE FEVE-
REIRO DE 185*.
Presidencia doSr. barao de Capibaribe.
Preseule* os Srs. Reg, e Albuquerque, Dr. Si
Pereira, Mamede, Reg, Olivera e Gameiro, fallan-
do eom caoM os mais senhores, abro-se a sessao,
e Toi (ida e approvada a acia da antecedente.
Foi lido o segunte
EXPEDIENTE.
. \',m cilicio do Exm. presidente da provincia, con-
cedondoa aulorisae,o, que Ule pedio a cmara, para
ronlimtar a despender o'necessarto eom o andamen-
lo do processo |>or infi-arres is posturas, visto
arhar-sc csgolada a respectiva quola.Inteirada, e
mandou-se commuuicar ao procurador e contador.
Huiro d mesmo, dizendo que opporlunainenle
. seria remeltida a assembla legislativa provincial a
postura addicional relativamente a prohibirn de jo-
gos prejudiciaes.Inteirada. v
.Outro do mesmo, dizendo que, em lempo compe-
tente, seria enviado a assembla provincial o relato-
rio e halauro, a que se refere o ollicio. que a cmara
Hie dirigi em 8 do corrente.Inteirada.
Oulro do Dr. Lina Carlos de Mva Teixeira, coni-
inunicaudo ter entrado em 11 do correle no exerci-
cio do cargo de chefe de polica d'esln provincia, pa-
ra o qual fora Domeado por decreto de 10 de Janeiro
ultimo.Inteirada eque se respondesse.
Huiro do major emtenhciro, encarregado das obras
militares, Jos Joaquina Rodrigues Lopes, pedndo
Hit mandissi; a cmara indicar o aliiihamento que
deve ter o muro defroule do novo hospital proyecta-
do no quintal do quarlel do Hospicio, no caso de nao
ser o mesmo que elle entende, em virludc da planta
da cidade.Mandou-se ofttciar ao engenheiro cor-
deador para enlender-se eom o. dito major, e iolor-
mar oquehoaver a respeito. "
. Oalro do procurador, commuoioaodo ter salisfelo
lodo quanto requisitou o presidente da coaamisso
de hygieuc publica, segundo a ordem que Itic Toi ex-
pedida era portara de 18 de Janeiro ultimo.In-
Icirada.
Outro do fiscal da Boa-Vista, participando 1er
reassumido boje o exercicio do sen emprego.Intei-
rada e mandou-se commuuicar ao supplenle e a con-
ladoria.
Oatro do engenliciro cordeador, -apreseulando o
Irabalho que se llie mandou fazer em sessao de 25 de
Janeiro ultimo, relativamente ao terreno desapropia-
do ao cirurgiao Teixeira.A' commissao de edifi-
caran.
Outro do mesmo, communicaudo ter elTectuado os
coucertosde.que precisa a pontesinba da Capnnga,
pela quantia de"4i280 rs.Inteirada.
Oatro do contador, participando que, por se adiar
ainda doenlc, e em uso de remedios, segundo o
atlestado que remedia, uSo poda comparecer a re-
partiro.Inteirada.
Oulro do lisca^de S. Jos, remetiendo o mappa du
gado morto para consumo na semana de Ha 12do cor-
rente, sendo 459reze, inclusive 44 pelos particula-
res.yue se archivasse.
Ootro do fiscal de Jahoatao, dando a razo porque
nao poda salsfazer competentemente portara que
lite lo expedida em 13 de dezembro ultimo.In-
teirada.
Oulro do mesmo, participando acbar-se doenle, c,
por ora, privado le exercer as Concedes do sen em-
pregoInteirada', e nomeou-s* para o lugar de sup-
plenle de fiscal a Jos Pedro dos Santos Bezerra, a
quem se mandou olliciar par vr prestar o juramen-
to do eslylo.
Enlram em discussSn e nao sito approvados os vo-
tos em separado, que deu cada uro. dos membros da
commissao de edilicaro na sessao pausada, relativa-
mente a moditicaro da planta da cidade. requerida
por Fox Brolliers, e Antonio Pedro dasNevcs, sendo
porm upprovado o desenlio apresculad, polo enge-
nlieiro cordeador, indicando de confonndade eom a
opiniiio da cmara, que examinou as nretonces, a
maneira porque deve sera modlir.irao,quas-no mes-
mo sentido do voto do Sr. S Pereira, e mandou-se
pYopor a alterarlo ao governo da provincia.
Sao apprevados 4 pareceres da commissao de edi-
ficarn :
!*> t." approvando o urramento na importancia
de 'J-j rs. dos reparos da estacada c aterro ,para se-
guranea do armazem das Cinco Ponas, c mandando
que fossem elles cxeculados pelo engenheiro cor-
deador :
No 2. dizendo, que o procurador devia emit ir
o seu uzo acerca do prero que. pede Manuel Jos
Dantas pelo seu terreno da ra da Praia de Sarita Hi-
la, leudo em vista o cap. 6 da lei provincial d. 129
de2de"maqde 1814.
No 3. entendendo que se devia approvar o or- !,
ment da obra mais precisa para mclhoramento da
Irada denominada Corredor da Varzea, pondo-a
enerara no caso de haver quott.
No 4. finalmente, dizendo que se devia quanlo
antes por em prara, os concerlos da pontesinba do
Remedios, oreados em 969 rs.
O Sr. vereador Oliveira, mandou a mesa a seguin-
leposlura addicional, que foi approvada, resolvcndo
a cmara que fosse submettida a approvaro proviso-
ria do Exm. presidente dprovincia:
Postura addicional.(juando os cadveres das
pewoas^que faliecerem.fbrem conduzidus para o.ce-
milerio em carros- fnebres, tirados por cavallos,
irao estes a passo, e jumis a trole, ou galope. Os
carros de acompanhamcnln seguirn o mesmo. Os
infractores soflrerao a multa de W00O rs. a qual se-
ra duplicada as reincidencia;.S. R. Oliceira.
Itospacharara-sc as peticoes de Alberto Jos Do-
mingos Barbosa Rodrigues, de Joaquim Moiileiro da
Cruz^de Joan da Costa Dourado, de Joaquim Fran-
cisc Ferreira da Cruz, de l.uiz Manocl Rodrigues
"Vainica, do desembargador Martiniano da Rocha
Bastos, de Manoel Jos Pereira de Amorim, e levan-
lou-se a sessao.
Eu Jomo Jos. Fcrreira de Aguiar, secretario a
subscrevi.faro de Capibaribe, presidente./le-
go e Albuquerque. Vitmna. Oliaera. Ga-
meiro.
pessoas dedislincrao, e finalmente todo o corpodo
conimercio portuguez, a cujas expensas foi feito o fu-
neral. *
O templo achava-so convenienlemenle armado, e o
mausoleo sumptuosamcnlo erigido corresponda a im-
portancia da solemnidad?, c mostrava-se verdadeira-
menle digno das insignias reaes que continha.
Dous batulhes de linha comocorpo policial csli-
verain postados a frente da igreja, e alii prestaran) as
devidas honras militares.
Desde a vespera e durante todo o cita locaram a fi-
nados os sinos da cidade ; as fortalezas e os vasos de
guerra deram as salvas do esl> lo, alrando de mais
pelo correr do dia de quarlo em qtarto de hora, e
conservandn-se eom bandeiras a meio po.bem cuino
todas as outras embaicaroes quer nacionaes quer es-
Irangciras.
Esliveram techados todos os eslabelecimentos de
commcrcio brasileiros c estrangelros.
Chamamos a atiendo dos leitnres para o pequeo
commuuicado que boje publicamos, e do qual se v
que a planta carapitaia, lida como inleiramenlc no-
va pelo Sr. Brunel, segundo diz no seu officio inser-
to ero o n. 43 deste Diario, j Ijava sido descoser-
la c bem conhecida pelo celebre naturalista pernara-
bucano, o Dr. Manoel de Arruda Cmara.
Por esta occaso dirtoimo-no aos herdiros do Ir
luslre naturalista, que poasuhein os seus manuscrip-
tos, ofl'erecendo-lhss as nossas paginas para nellasse-
rem publicadas as suas preciosas produeces, promp-
ta e gratuitamente, se mclbor meio nao tiverem de
Ibes dar publicidade.
Achamo-nos em vespera docntrudo, c altcndcudn
aos graves inconvenientes resultantes do abuso de
lancar-se agua das varandas sobre os viandantes, ou
accoimneltc-los eom seringas e barias mesmo na ra,
rogamos aoSr. chefe de polica se digne de providen-
ciar para que laes actos nao apparceam, certo de que
eom a sua prohibico muitas desordens o muitos nia-
les se evitarlo.
copninos.
HEPARTigAO' DA POLICA
Convindo providenciar para qne a ordem e a de-
cencia sejam manlidas nos divert metilos do prximo
carnaval,para conbccinienlo de quem interessar : pe-
la delegacia do t. districto deste lermo se publicara
as instrucroes seguinles:
Art. l.o He permittido o passeio de individuos
mascarados, sos ou em grupos, quer a p, quer em
carro ou a cavallo, desde as 6 horas da manhaa al
as 9 da noile. tora deslas horas s poderao andar
na rna os mascarados que forem recolber-se is suas
casas ou para as reunoes nos thealros, mas nao em
grnpos de mais de 4 pessoas.
Arl. 2." Niuguem podera lanjaragoa, tinta, gom-
ma ou coosas semelhanles sobre os mascaras, q que
tambem se entende a respeito destes entre s.
Art. U.o Nenhum mascara se poderii vestir eom
alluso a corporac.oes publicas, ou religiosas, ncm a
pessoas conliecidas, assim como njo podera Irazer
disliuclvos e condecoraoes usadas no paz, e outras
arrpas que nao sejam do pao, papelao ou flandrcs.
Ot infractores desta ultima parle scrao immediala-
mento coadazidos a prisao e punidos na forma da
W.
Arl. 4.o He igualmente- prohibido correrem os
carros e cavallos do grupos e individuos que anda-
ii'in eu passei dentro da cidade. Por esta disposi-
cao sao tambera responsaveis os boiorus.
Art. 5.o Os mascaras se porlarao eom decencia em
seos trages, ditos e gestos.
Arl. S.o Os escravos ufln se pode|h> mascarar.
Arl. 7." As infrarees lal prsenles jiistnicrr>es
serJo punidas cnrrecionalmenle, alm do proceili-
racnlo que possa calier contra qualqucr fado crimi-
DOSO.
-MAIIO DE PERMMBim"
I.endo no Diario de Pernambuco de 22 a no-
ticia queda oSr. Brunct naturalista, da plantaCa-
ipitaia,que elle tem como inleiramenlc nova : e
nao sendo exacta a sua prnposigao, por que j o natu-
ralista pcrnatnbucaho o Dr. Manoel d'Arruda Cma-
ra linha ronhecido, e publicado suas propriedades no-
seu discurso sobro a ullidade da instituicao de jar-
dns as principaes provincias do Brasil, impresso
no Rio efe Janeiro em 1810 : por isso entend que
seria juslo fazcr-e publico o exposlo cima, afim de
nito se tirar a gloriado naturalista pernambucano, que
primeiro publicnu as propriedades da Carapitaia,
e llie deu o nome latino coro que a denominou.
A Carapitaia, deu o nome de Carlolea formozss-
ma.
A especie, Bilros, deu o nome de Carlolea espe-
ciosa.
Els aqu o qne disse o Sr. 1*. Cmara da'Ca-
rapitaia, e de outra especie a que cbamam Bil-
ros :
Duas bellas especies de nm genero novo que de-
diqnei a S. A. R. a princeza nossa senbora : estas
plantas sao da familia natural dasdeliacias ; suasrai-
zes sao tuberosas, muilo abundantes de fcula macia
e nutriente, que soccorre aos povos do serlo de Pa-
jc em lempo de secca ; plantas dignas de se cultiva-
ren) nao s para ulilidade, mas para recreio e rnalo
dos jardns : por que suas flores sao timbetladas car-
mizins e formorissimas.
Recife 23 de fevereiro de 1851.
----' mo??t .
O contrato das carnes verdes.
Eslavamos resolvidos a nao continuar na larefa
nha por assim dizer tornado pessoal o artigo de
fundo de 13 do actual quasi que nos alava as roaos,
prlrque cmfim temamos, que por qualquer lapso de
penal podessemosoflenderasiisceplibilidadedcquem
semnstrava nimiamente apaixonado. Todava nma
consideracao poderosa nos desviou desse prndenlc
proposito, e foi a necessidade, a olirigarao, cm que
eslavamos de defender o.acto das modilcaocs contra
quatejuer aggrcssao, partisse ella de quem fosse, as-
sim be que nao lemos outro remedio sen jo levar, co-
mo j dissemos, a cruz o Calvario.
No nosso anteriur artigo respondamos ao Liberal
do I. do correle, e ficamns na parle relativa as
multas dos marchantes e ao hospital de caridade.
lima unir objecco desse numero nha l'n-ado sem
resposla, e-la : Sabe o nobre rommunicanle ( o
Jutlus) e sabe-o melhor que ninguem, que as cau-
sas civeis ncm lodas as parles podem compor-se ero
qualqucr eslado do processo : e laes sflo aquellas
parles que, n3o defendendo os seus inlcresses pe
soaes, sao procuradores pblicos. Estes como niio
ipodem dispor do que nao he teu, rfeo se podem com-
por cm lempo nenhum: He, por lano, menos ver-
dadeiro e absoluto o principio i que se soccorre o
distinclo coinmunicanle.
E se appellaro havia, sabe o Sr. /usftu.qne nao
era possvcl semclbante coroposi;ao (e porque'Oan-
lo mais, quanlo o caso em questao er.-. excepcional,
pos revesando o Sr. Jos Benlo o duplo carcter de
procurador publico e de juiz, nunca poda desfazer
pelo primeiro carcter aquillo.qu'e havia feito eom o
segundo. Desistir, como procurador publico, de
mullas cm que Invia condemnado como/u;, he cou-
sa 13o repugnante e contradictoria, que I lie nao que-
remos medir a immoralidade. E tanto o nobre co"m-
inunicaule seaclinu .embararado na explicaran desse
faci exlraordnirio.que na parle de seu communca-
do. que lionlem nos referimos, ferio o carcter de
juiz para defender o carcter de parte ; foi mster
aoSr. Justus allegare dar como averiguada a illega-
li dude e iujuslica das mullas, para man ter a dignida-
de presidencial. Devia nunca n Sr. Jos Benlo o
carcter dejui: ser sacrificado ao carcter de par-
le? Dcixamos aos bomens entendidos emoratisadoj
que no-lorespundam. ><
a Aventurou anda.o Sr. Juslus um principio fal-
so em jurisprudencia civil, be : que o processo das
imillas nao hacia chegado ao grao de execucao por
estar pendente urna appellarao. Que o processo das
mullas eslava em grao de execucao, e eom penhora
que corra pelos fetos da fazenda, sabe-o lodo o mun-
do, e nos o podemos provar eom urna cerlidao ex-
trahida dos autos'. E que nem sempre a pendencia
da appellarao embarga o curso da vxecacao, sabe-o
perfeilamcnlc o distinclo communcante. Ainda as
causas, que conein no contencioso, quandoa appel-
lacao he expedida no e/feilo decolutico tmente, a
sentenja se execula, nao obslanle a appellaco. E o
que diremos detim processo, que corro administrati-
vamente, e onde nao ho\c appellarao regularmen-
dato, be seu agente subalterno na ordem gerarchica,
he seu delegado purqueexcrce funcroesproprias mar-
cadas na lei. Se a presidente nao he procurador do
poder executivo, de quem o ser 1 lalvez do povo,
dir algtiem ; vejamos.
Ja dissemos, que nao ha procurador sem mandato,
e se o presidente nao lie de eleic,o popular, quando
e como recebe elle mandato do povo ? Remontan-
do ainda A origem do poder executivo nos governos
constilucionaes, nao lio elle de eleico popular as
monarchias, cum quanlo seja delcgacdo da nacao, co-
mo lodos os oulros poderes politices. Ora, delega-
rlo nao he procuracao, delegar tiesle caso he trans-
mitir os poderes, > auloridadea oulrcm, c procurar
be promover os interesses ou advogar a causa do
consliluinle ; e so todos os poderes supremos do eslai
do sao dclcgar/ies da uarjio, pcranle quem advogam
elles a causa do povo porlanto a llccao do Liberal
he nao s insustentavel por ser contra o direilo pu-
blico constitucional, como absurda por contrara
razao.
as democracias puras ainda se poderia sustentar
a la-rao de que os agenles principaes dos poderes do
estado eram procuradores do povo, porque sendo lo-
dos de eleico popular, suppde-se querecebem mn-
dalo pelo aclo da eleico ; mas as monarchias, posloJ
que constilucionaes, a ficco he um absurdo, fora
do poder legislativo, porque os ootres poderes o
cxcrpido por um s individuo perpetuo (o re nio
morre) e irresponsavel. Ora. dizia Hebbes, que era
necessario crear um direilo humano jnconlroverlivel
para substituir o direito divino, que alguns nao es-
lariam dispostos a acreditar implcilamcnle ; a auto-
ridade de direilo divino foi'portanto substituida pe-
la do direilo humano, slo be, imaginou-se urna so-
berana da nar.Ho, cesta soberana foi delegada en-
15o ao re c ao corpo legislativo ; eis ah a liccao.
Todava a ficco tero alguma cousa de real nas de-
mocracias puras, poslo que nao baja, eom Jh rea-
lid.idi; nao lia. mndalo c\presso do pmn nvacto da
eleico ; comludo a periodicidade da elecfo de lo-
dos us grandes funecionarios do estado, a reseic3o
dos vclhos e admissao de hoyos candidatos, sua
cscolha secundo suas opiniOes polticas, consti-
tuem por assim dizer uma especie de mndalo; e eis
ah no qneconsisleo principio dosclf governmenl
dos Estados-Unidos da America ; o povo como que se
governa a si mesmo, mudando os seus agentes a
muilo curto prazo, rclirando-os ou reelegendo-os se-
gundo o seu merecmento. Ainda assim nao ha've-
ria um Americano do norte 15o boca!, que dssesse,
que o presidenle da repblica ou o governador de
cada estado eram seus procuradores.
Ora, *)o presidenle da provincia nao he nem pode
ser procurador de ninguem, como lira provado, mui-
lo menos anda Uejiiiz arbitro, islo he, o carcter
de juiz ueste caso mo he inherente ao cargo de pre-
sidente. Neni na conslluicao do. imperio e acto ad-
dicional, nem na lei de 3 de outubro de 1834, nem
em toda a nossa legislaran adiar o Liberal que o
presidente seja de direilo juiz arbitro. Para que con-
fundi o nobre redactor os caracteres de juiz e de
presidenle S para poder tirar a concluso, que lirou,
islo he, que nao poda desfazer como esto o que tuha
feito como aquelle. Vejamos como no caso vertenle
o presidente se acbou de fado juiz arbitro. Diz o
artigo 3. do termo do contrato de 6 do junho de
1851 o scguinle : A iiuposico das multas, e a dc-
cso sobre quaesquer outras infracriies, sero julga-
das por dous arbitros, uro da Hornearan do presiden-
te da provincia, outro da nomear.o dos conlralado-
res ; no caso de empate decidir o presidente da pro-
vincia eom audiencia dos contraladores. i>
Eis ah porlanto o presidente feilo mis arbitro,
como poderia se-lo o presidenle da cmara munici-
pal, ou o inspector da Ihesouraria da fazenda, ou o
guardiao de S. Francisco, se' assim appruvesse s
partes contraanles. Queris saber como islo assim
se fez ? nos ve-lo explicaremos : o Sr. Souza Ramos,
um dos mahMcllos caraeleres que nos tem caverna-
do, levou a pello o negocio das carnes verdes, que
elle linha promovido como sabis ; e para evilar dilli-
culdades ao contrato, cbamou ;' presidencia a decisan
de todos os mpccillios, que podessein nascer da exe-
cucao do mesmo contrato, acreditando que poderia
Iransmiltir aos seus successores o mesmo espirito, de
que elle se achava animado ; ao passo que os contra-
ladores se deixarain levar da boa f e do interesse,
que presidirn) a esse aclo. Nada mais natural, na-
da mais trivial que ludo isso.
O Sr. Souza Ramos foi-se embora ; o Sr. Vctor
proseguid na senda aberla pelo seu antecessor, mas o
Sr. Rilieiro, seja pelo que fosse, naoseimportou
enm isto, e o negocio do contrato' levo. uma direc-
C3o contraria i que lite linha dado o seu creador.
Foi o Sr. conselheiro Jos Benlo o berdeiro de lodos
os embarazos, que llie legou a ,idininislrac,ao do Sr.
Ribeiro, e enlre elles figura era grande parle o nego-
cio das carnes verdes. O nobre presidente proceden
neste caso eom mula prudencia e muilo tino ; pedio
informarnos a lodos os individuos que podiam mi-
nistra-las, e nomenu uma commissao de inquirilo
conquista de pessoas mu conspicuas. Ao mesmo lem-
po que a le de 13 de maio o aulorisava plenamente
para lomar tudas atprovidencias que julgbsse con-
tenientes, llie r rea va novos emba raros, reconheeen-
do nos contratadores n direito unv inderonisaco.
Oque fazernesle caso? oque nsfariamos,oqnefaria
o nobre redactor do Liberal e qualqucr outro, que
fosse presidenle da provincia e nao fosse um imb-
cil ; conformou-se eom o parecer do Sr. Dr. Vicente
Pereira do Reg, c coudemnou os fornecedores nas
mullas. Talvez nao fosse este o penjamenlo do no-
bre presidente, mas he o que parece mais razoavel.
Armado eom esta clava, que poz cm suas maos o
proprio contrato, e eom que nos j ebtavames, tan-
to que no mez de julho j haviamos escripto nm ar-
tigo contra a dupla anloridade de presidente e de
juiz, esperou que os fornecedores l!ie fizessem as suas
reelamates, e quando ases cndorer,aram as suas
proposlas, elle respondenpois bem, abramos mao,'
ou desistamos, vos de qualquer indemnisacao seja a
que (lulo fr, eeu das mullas em que vos condem-
noi.O que acha aqui o nobre redactor do Liberal
de estupenda immoralidade ? Podera ainda dizer,
que sendo elle juiz nao condemnaria os contratado-
ros se as rndltas fossem injustas, ou se ellas fossem
justas c oslvesse condemuado como juiz, nao os ab-
solvera como presidente ; c nos que njo cedemos a
ninguem em moralidade, que somos de nma rigidez
a Inda a prova al nos actos da nossa vida privada,
diremos que o fariamos uma e mil vezes nu caso em
questao ; e se sustentadles o contraro, vos gritare-
mos bem ao p do ouvdo hypocrisia, porque vos
nao julgamos to menlecaplo.
Eis ah por trra todo o castello do Liberal: nem
o presidente lie procurador de ninguem, nem n ca-
rcter de juiz arbitro he inherente ao cargo de pre-
anda mesmo no acto de execucao, islo he, no aclo
de ultiroar-se pela arrecadacio, podiam compor-se as
parles, tanto mais quanto ainda nao havia o processo
chegado sua concluso, pois que se achava penden-
te urna appellaco. O Liberal, porm, sai-se dizen-
do, que nao houve appellaco regularmente inlerpos-
ta, mas um recurso extraordinario e menos cabvel,
para o conselbo de estado, ao qual se nao dera anda-
mento, /cando os papis na secretaria. Para que
falla o Liberal do ou I iva'.' poderiamos nos dizer
semelbanleparvoice? a appellaco, deque fallamos,
penda da relaco do dislricto, c o processo estava
coro vjsla em mos do advocado do contrato, e nao
na secretariaet voila comme on crit fhistoire !
E porque razao, diz anda o Liberal, lano ins-
lavain os contraladores pela deciso, senao porque
eslav.im aperlados pelas mollas '.' Nao ha lal ; nunca
instaran) pela deciso, anles a sua morosidade foi
causa de que s em dezembro se ultiinasse esse ne-
gocio. O governo foi neste raso mais solicito do que
os fornecedores ; nem elles se impnrtavam mais eom
a soluco das mullas, escudados como estavam na in-
demnisacao, que llies garanta a le de 13 de maio,
caso o presidente nao viesse a um accordo. O nobre
redactor do Liberal nao sabe-pilada desse negocio,
e lia de por forca quebrar a cabera contra as esqui-
nas : tenha santa paciencia, d as mos i palmatoria,
e confesse que lem andado mal. Al aqui temos res-
pondido pnlavra por palavra ao Liberal do l.o do
corrente, agora Irataremos do de 3, onde ultima a
sua tremenda terrina.Dos nos acuda 1
Justus.
Pl'BLICAilOES A PEDIDO.
le interpela, mas um recurso extraordinario, o mUEZ!.T ", ..... T, T F
m ,-.,i.v.i ., Til a. 2ZZ...... .. Wenle 5 S Pd,a ocsfa"r nmoral,dade co-
Celebraram-se I ion lem eom loda pompa, na igreja
matriz do S.rei Pedro tionjarves do bairro do Ue-
eife, as exequias solemnes da Senhora D.^Maria II,
rainha de Portugal e augusta rma do S. M. o Im-
perador. Ofiicou o reverendo gario da freguezia,
rocitou a oracio fnebre a, Sr. padre ineslre Joao
Capistrano de Mendone, pregador da capella impe-
rial.
Assisliram ao acto os Exms. Srs. Bispo Diocesano
epret)dente da provincia, os Srs. mrechal comman-
danledas armas, chefe de polica, desembargadores
da rclacio, junes de prrneira instancia, membros da
cmara municipal, cheles das repartieres publicas,
eoosules e vice-consoles eslrangeros, ofliciaes de pr'
tnelra linha eda guarda nacional, eom oulras maiias
nos rabivel para o conseibo de eslado, ao qual re-
curso a parle recurrente, o contrato, nao dera anda-
mento, deixando os papis na secretaria ?
n E porque razo lano nstavam os cuntraladores
pela deciso, senao porque eslavam aperlados pelas
mullas? Ser possivel.quc nao lenhamos esludado
eom a pfofundeza, que a esludon o nobre communi-
ranie ; mas, linda assim, he lana aforra da verda-
de, que'confiamos em nossa fraquezae ignorancia
podermos disruti-la eom alguma watagsm. Em lu-
do, na verdade, podera o distinclo escriplorachar ar
gumenlos lirados de sua grande inlelligencia para
esmagar-nos ; menos no nogorio do /leidandas mol-
las ; porque all a queda de S. Exc. o Sr. presidente
nao deixa a menor duvida.
Eis-abi linio quanlo disse o Uberul no artiga a que
nos referimos. Copiamos fielmente suas proprias pa-
lavras para nao defrada-las do seu genuino sentido;
agora compre desfazer essa meada, e o faremos lo
completamente quanla era a ronvcro do nobre re-
dactor de que, ncsla qeslo, nos havia levado de
vencida. Tito embararado se acbou o Liberal para
responder-nos, que foi mster crear urna firco insus-
lenlavel para poder formar um argumento plansivel;
e lodavia sao falsas as suas prinissas, e lalsssirta a
consequencia. Diz o Liberal, que o presidente era
procurador publico, e ao mesmo lempo 71;, pri-
missas ambas falsas, c quo por esto duplo carcter
nao podia desfazer por uro aquillo quo tnha feito
por oulro, consequencia falsissma.
Onde, em que lugar, emqne le acbou o Liberal,
que o presidenle era procurador publico''. Nem no di-
reito publico constitucional, nem ao nosso direito pa-
Irro elle puder achar semelhante fictao. Pois o pre-
sidente da provincia he procurador fiscal ou promo-
tor publico 1 O presidente he agente ou delegado
do poder executivo, e n3o seu procurador, porque
nao recebe mandato, eierce funcc;oes proprias do seu
cargo; islo he, recebe a auloridadedo poder, que 0
nomeou, mas a sua jurisdico recebe-a da le, que
Ihe serve de regiment. O delegado do chefe de po-
lica nao he procurador deste, porque nao recebe raan-
mo presidente, islo be, como parle contraante em
nome da lei, aquillo mesmo que tnha feilo como
juiz arbitro nomcado pelo contrato, cousas 15o dis-
tinctas enlre si, quanlo sao repugnantes as qualida-
des de juiz e de parte ao mesmo lempo. Ora, sup-
ponhamos que o presidente era procurador; ainda
assim elle podia cpmpor-se coro os fornecedores,por-
quo nao le absoluto o principio do Liberal de que
as partes, que nao defendem seus interesses particu-
lares, nao pdem compor-se; visto qu, se como pro-
curadores estao autorisados para sto, pdem faze-
4o. E quero mais auInri-ado do que o presidente
pela lei de 13 de maio *" Nenhuma proruraro bs-
tanle pode ser mais extensa, e mais ampia do que o
primeiro artigo da rilada Iri : a O governo da pro-
vinela pea autoritado adoptar lodas as jiroridrn-
c/us, que j 11 lijar convenientes, cerra do contrato
do fomecroenlo das carnet verdes, podendo rescin-
dir o mesmo conlraln, se entender que o bem pu-
blico assim o exige.
Diz ainda o Ijberal, que o presidente como pro-
curador nao podia dis|ior do que nao era sru, isto
be.das mullas ;nra, seopriiicipio fosse verdadeiro na
eilen'ao, cm que elle o applica, provava de mais,
porque ninguem dir que o presidente be senhor dos
cofres pblicos, entretanto que he elle quero dispe
dos mesmos cofres, mandando fazer todas as despe-
z reclamadas pelas neerssidades publicas. E como
o faz'? fa-Io ero nome d.i lei, assirn como com-
poz-se em nome della, porque o presidente be a le
viva, a lei encarnada. Bem v o Liberal que ero lu-
do islo lem lomado a nuvem por Juno, e que ainda
nao disse cousa que pojrssc provar, nem destruir as
nossas asserroes.
Diz o Liberal que aventuramos nm principio falso
em jurisprudencia civil, e he : que o processo das
mullas nao havia chegadrfao grao de execucao por
e-lar pendente uma appellarao. Nao dissemos lal, e
se o livessemos dito, nSp era islo principio falto de
jurisprudencia, mas nicamente inexaelidan de um
facto; porque o que se Iralava aqui era justamente
do processo da execoeao. O que diemos foi qne,
Illm. Sr. inspector Diz Bernardo Antonio de
Miranda, que liavendo contratado eom a santa casa
da mi/.ericur lia da cidade de Olinda (no meio do an-
no do 1818) a permulacao de uma casa, que o casal
dellc supplfcanto possuia na ra tja Concec.ao do
bairro da Bta-VisU n. 11, no valor de 1:500&000 rs.,
e liavendo oigo "respectiv*-stza (1509 rs.) em duas
parcellas dtnctas, uma em 23 de agosto, e onlra
em 26 de seembru do mesmo auno de 1848, como ha
de constar- u> livro da receila de sizas de bens de
raz do .innofinancero de 1848 a 1819 a cargo da re-
cebedoria ; icotitecra o scguinle, a saber : l.o, que
lavrando-se a respectiva escriplura de permuta no
livro das rotas do tabelliao daquella cidade aos 20
de outubro chocara a pndnzir o efleilo para que fora lavrada,
porque licor; jmperfeila e nao acabada pela razao de
que alguns dos mesarios daquella sania casa, mu-
dando de paiecer, e sendo-llios ainda lcito o arre-
pcndimenlo, secundo a legislarlo do paiz, recusa-
ram assigna-la, como' consla do documento junto
sob n. 1, in fine: 2.", que accordando-sc de no-
vo as mesmas parles contraanles, c lavrando-se no
mesmo livro e olas oulra igual escriplura aos 7 de
junho de 1851, lamben) essa nao ebegra a prodnzir
<> seu eneilo, slo he a transferencia do dominio e
posse do objeelo da permuta, porque por igual ra-
zao, nao checira a ser assgnada pelas partes con-
Iralanles, com prova o mesmo documento junto
sob 11. 1, in fne: 3.o, que accordando-se ainda
outra vez as raosmas partes contraanles, e cando
d comparecer no carlorio do mesmo tabelliao de
olas no da 30 do mesmo mez de junho de 1851 pa-
ra se celebrar eassignar a respectiva escriplura, o
thesoureiro da sania, casa da mizericordia, ignoran-
do, ou nao se recordando de que a siza da dita per-
muta, ja duas vezes tentada, e nao acabada, havia
hsido paga pelo supplcanle em 1848 na recebedoria
desta cidade, dera-se pressa a paga-la na eollectoria
daquella cidade, como consla do competente conhe-
riinenlotranscripto a fl. 6 do documento junto sob
n. 2, sendo qaedeslavez foi a quantia de 909000 rs.
por estar ja entao posta cm execurao nesla*provincia
a lei uovissima,. que reduzo a seis por cenlo a siza
dos bens de raiz : 4., que desta vez se eflectura,
c consumara a referida permuta por meio da escrip-
lura constante do citado documento junio, sob n. 2,
celebrada aos 30 de junho de 1851. Neslcs lermos
vem o supplcaiile requerer a V. S. a restituirn da
siza prirpaMple paga por elle em duas parcellas,
a saber : 889OGD rs. cm :l de.agosto, e "OSOOOrs.
em 2(i desetemhrn de1Si, visto que para isso m-
lilam em favor do suppricante as seguinles razes :
isto be, que a permuta, para cuja consumaran se
pagara aquella sita (t5*a000 rs.;, nao se consumara
durante o imparto da le, que eulaoregulava
da siza dos beis de raz, como prova o documenta
junio, sob n. 1, combinado eom o documento tam-
bem junio, sob n. 2 ; e que consomando-se ja sob o
imperio da lei novissima, que reduzio a seis por cen-
lo a siza dos bens de raz, eulo pagou-se (supposto
que por inadvertencia ou engao) a siza de seis por
cento. correspondente ao valor do objeelo da peinil-
la, s entao perfeila e acabada, como prova o compe-
tente conhecimenlo, transcripto no citado documen-
to junto, sob n. 2; e qu cinliin segue-se* de ludo
isso lgica e jurdicamente/ qne ha para aresliloi-
r.ln daquella prrneira siza, senao precisamente a
niesma razao, pela qual o Cap. 6 do Reg. das sizas,
n. 1 manda, no caso de nullidade da venda, tornar
a siza aquelles que a-pagaram ; ao menos, incontes-
lavelmenle, a mesma razo, pela qual a manda tor-
nar aquelles que a pasara in, a ordem n. 118 de 8- de
novembrp de 1838 no caso, em que o conlraln da
venda nao cliegou a elTecluar-sc, por quanto lano
val na censura de direilo o nao chegar a efleclnar-se
o contrato de vepdi ou permuta, absolutamente fal-
lando, como o nao chegar a eflectuar-se ardes da al-
terarlo da le, que regulava a laxa da siza ao lempo
que esla foi paga pelo proprio supplicaute. Funda-
do, pois, nessas jurdicas e irrefragaveis razesP.
a V.S.'se sirva mandar que se lhe torne a dita quan-
tia de 1509000 rs., importancia da prrneira siza ci-
ma declarada.E R. M.Bernardo Antonio de Mi-
randa. Infyrme oSr. Contador. Thesouraria de
fazenda de Pernambuco 14 de junho de 1853.
Silva.
J em 21 de dezembro do anno passado informei
a respeito desta pretcnejio da maneira segrate: len-
do o supplicaute pago em 1818 a siza de que trata e
tamben) em 1851, como diz a segunda seceo em sua
informarn, he misler que satisfar o que dispe as
orden ns. 118 de 8 de novembro de 1838 e de 29 de
dezembro de 1815. Conladoria 21 de junho de 1853.
O contador, Bernardo do Canto Brum.naja vis-
ta o Sr. Dr. procurador fiscal." Thesouraria de (a-
zenda de Pernambuco 27 de junho de 1853.Sirva.
A' vista das valosus razoes mu doula e jurdica-
mente ponderadas fia presente petic.au, entende ser
cabvel a reslilnicao requerida, mas eom adeducro
Gxada pelo aviso de 22 de junho de 1839. Drum-
mond.I.0 de julho Bcmellido o Sr. contador pa-
ra mandar fa/.er a con la da quantia que deve ser res-
tituida ao sujjplicanlo. Thesouraria de fazenda de
Pernambuco 4 de julho de 1S53. Silva. A' vis-
la das valiosas razoes mu doula te jurdicamente pon-
deradas, segundo diz o Sr. Dr. procurador fiscal no
seu parecer, eom ludo, enlendo qne semellnnle ne-
gocio deve se sujeitar a deciso do poder judiciario,
como, he expresso na ordem de 8 de novembro de
1838, in fine, lamben) citada pelo supplcanle ; pois
que estou duvideso a respeito de lal restiluico, por
que leudo o supplcanle cm 20 de outubro de 1818
pago a siza na recebedoria desta cidade, para poder
lavrar-se a escriplura de compra que lizera.ede facto
se ljvrou.a dita escriplura, e foi pelas parles permu-
tantes assgnada, ilizendo-se agora nao ler effeiln por
li-roni assgnado alguns mesarios; o que deu lugar a
nova escriplura ero .10 de junho de 1851, pagando
para isso a siza, ha decorrido quasi lies anuos desde
a dala da piimeia da segunda escriplura, e assim
nao esl provada rom loda evidencia que nao eolras-
se de modo algn na posse da cousa romprnda, co-
mo be terminante na prrneira hvpolhese da snpra-
dila ordem, in pie, e demas o supplcanle pelo fac-
i de nao pedir em lodo aquello lempo, quedecor-
reu. a restiturSo da siza, e antes ter pago de novo
pela segunda esciiplnra, deixa rrer ser della deve-
dor: por lano, carece de por em evidencia seme-
ntante negocio, 011.por meio de documentos e provas,
ou segundo ja disse palos meios judiriacs JJa mesmo
al se pode suppnr que se deu destrato amigavel pe-
la prrneira Iroca ; pelo que devia a fazenda ser pa-
ga da outra siza pela Segunda, embora dos mesmos
objeclns, e entre as mesmas pessoas, como he claro
na ordem de 8 o Janeiro do corrente. Conladoria
7 de julho de 1853.O contador, Bernardo do Can-
to Brum.Eslaido duvdosoo direilo do supplcan-
le, i vsla das razes ponderadas pelo Sr. contador,
pode o mesmo supplirante, querendo, usar dos
meios competentes. Thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 12 de jalbo de 1853. Silva.
Illm. Sr. inspector.Coma devida venia: o sup-
plcanle gradera eom loda a razan e ju(ca,(cnndices
que fallaran austlularaente Sr. contador, ao for-
mular o parecer erh que se fundn o respeilavel des-
pacho do 12 do corrente mez de julho, dado sobre a
pelirao junla) principiar a presente replica pelo mes-
mo modo, porque o Sr. contador prncipiou o seu pa-
recer, e at coni a mesma intenso, mudado semen-
t o alvo della: o supplcanle porm ahslem-se de
fazer por aliento, respeito e acatamento, nao s a
V. S., senao tambem e principalmente soberana
aulordade, a cuja sabia e justa deciso lalvez haja
de ser submellida aflnal a presento reclamacao do
supplcanle; sendo que assim d o supplcanle ao
mesmo lempo um excmplo moral, cuja observancia
he tambem mullo proveitosa enlre funecionarios p-
blicos.
Ocilado respeilavel despacho fuudBa-sc no fal-
lado parecer fallando a severa linguagein da verdada, fras eom o
respeito devido excessiva boa f de V. S. que nelle
se fundn, he nao s eminentemente injusto, seno
lambem nteiramente contraro aos verdadeiros inte-
resses da fazenda nacioual; porquanlo leude a arras-
la-la para o poder judicial em uma queslo, em que
ella in fall vclmenle lia de ser vencida, segundo o se-
guro parecer dos humens profissonaes na materia, e
que ao tlenlo e a um atorado melbudico e regular
esludo da sciencia do direito e da sua applicaro,
ajunlam, nao um zelo falso, pharisaico, estpido e
caprichoso, mas um zelo verdadeiro, Ilustrado, re-
fleclido e prudente a prol da mesma fazenda nacio-
nal, acompanhado de um grande fundo do probida-
de e espirito de jusliea, que mal se casam eom aquel-
le falso zelo. A prrneira razao, pela qual o Sr. con-
lador desconbece o direito do supplcanle, he que a
escriplura de permuta escriptura, que para elle/ora
be de compra, ora de permuta) fora assgnada pelas
parles contraanles. Mas, como leve o Sr. contador
animo bstanle para afrmar em um parecer ofcia!,
que a escriplura de permuta fra assgnada pelas par-
les contraanles, sem fundamentar essa sua aflirma-
CSo eom um documento capaz de.desfruir a prova
cm contrario resultante do documento n. 1 annexo
peticjSo junta, o qual, emquanlo nao fr infringido
por mais forte meio legal de provar. prova plena-
mente, segundo direilo, que a dita cscriptura nao
fra assgnada por algumas das parles contraanles
nomeadas nclla ? Pretender o Sr. contador que a
sua Inorada palavra a respeito de faclos, a que elle
nSo foi prsenle, merera mais f jurdica do quo a
prova legal em contrario resultante do citado docu-
mento 11. 1, emquanlo este nao for infringido por ou-
lro legal meio de prova? Ou pensar o Sr. contador
que uma escriplura publica de permuta, s porque
he publica, transiere, a cada urna das parles o domi-
nio c posso dos ohjectos, que ellas pretendern per-
motar entre si ao passar lal escriplura, embora al-
guma ou algumas dellas ao l-la o tabelliao peranle
ellas e as leslemunhas, se arrependessem,*ou por al-
guma oulra razo nao a quizessem signar? Pelo
Iheordooulroargumento do Sr. contador,assim con-
cebido ha decorrido quasi tresannos desde a data
da prrneira da segunda escriptura.eassim nao es-
t procado eom toda evidencia que nao entraste dj
modo algum na poste, da couta comprada, parece
que he esse rnesmo o pensando Sr. contador; porquan-
lo, apezar de eslar provado por meio do citado docu-
mento n. 1, que a referida escriplura nao fra assg-
nada por. lodas as parles contraanles nomeadas nel-
la, assim mesmo o Sr.onlador, concebe em sua eom-
prehensao (mais pendrante e mais sublime, do que a
dosoulroshomens) a possibllidademoral da enlradada
sania casa da Mizericordia na posse da casa n. 11 da
ra da Concerilo desta cidade, que em 20 de outu-
bro de 1848 o supplcanle pretender trocar eom ella
por meio daquella escriplura. Mas, se assim he, e
se todos os mais bomens, comprehenddos os mais sa-
bios, noconcebem lal possiblidade moral, o Sr.
conlador, eom tao penetrante e lo sublime compre-
henso, he um hornea, de inlelligencia sobrehuma-
na, he cmfim um con privilegiado; eassim, o seu
parecer, fundado em razes ncomprehensives ans
dentis bomens, s pode prevalecer enlre seres privi-
legiados como elle. %
Tal he lambem o lerceiro e ultimo argumento do
Sr. contador, concebido uestes lermos:
O tupplicanle pel^faclo de nao pedir em todo
aquelle lempa que dtWrrtu, a restiluico da tiza,
e antes ter pago de noto pela segunda escriplura,
deixa crer ser della decedor : porquanlo, quando
se sabed'antc mo, itao s que de 20 de outubro de
1848 (dala da'primeira escriplura) a 30 de junho de
1851 (dala da lerceira, e n.lo da segunda, como erra-
* flamete di/, o Sr. contador) decorreram quasi tres
annos; seno tambem que o supplicante linha cinco
annos, segundo asleis^la fazeuda nacioal; para re-
clamar a restiluico da siza, e que a troca se consu-
mara finalmente por meio da cilada escriplura de 30
de junho de 1851; lodos comprehendem fcilmente,
que a razao porque o supplcanle nao pedir a resti-
luico da siza antes de se celebrar a dita lerceira es-
criplura, fra porque elle, permanecendo pela sua
parle, na vonlade de consumara Iroca, nao perder
aesperanra do futnro consentimenlo dos mesarios da
santa casa, que o tinbam recasado a respeito da pr-
rneira c segunda escriplura.
O Sr. conlador, porm, que lem comprehenso
mais sublime, que os demas homens, v no facto do
nao pedir o supplcanle a restituirlo da siza anles de
quasi tres annos uma prova de ter eUe della dece-
dor Em verdade, Illm. Srf inspector, grande consa
be acomprehenso de um ente privilegiado! Mas o
Sr. conlador accrescentou e antet ter pago denoto
pela segunda etcriplura. Esta primissa (o suppl-
canle pede aqu liccnca para usar da linguagein da
verdade, sem nenhnm adocameito, jt queVsr. con-
lador se servio de laes argumentos, para fazer acre-
ditar tao feias suspeitas conlra a pessoa do suppljcau-
(e, quaes as que resallan) do seu parecer), esla pre-
missa he completamente falsa, e a falsidadc della le-
vanta contra o Sr. conlador concluso contrara a que
elle julgou poder tirar della, significada por estas
palavras deixa crer ter della decedor; porquan-
lo o supplcanle nao pagou de novo siza alguma para
a segunda escriplura: nesta (ranscreveu-se o mesmo
conhecimenlo, que linha sido transcripto na prrnei-
ra que ficou ioulilisada, porque alguma das parles
contraanles nomeadas nella nao a quizeram assignar;
e ,0 mesmo conhecimenlo, visto como a segunda es-
criplura Uvera igual sorle, leria sido lambem trans-
cripto na lerceira, se o thesoureiro da sania casa da
Mizericordia, mais inleressado na permuta do que
ninguem, nao se livesse adianlado a pagar a siza no-
ve dias anles (21 de junho de 1851, como se v do
respectivo cnnliecimenlo transcripto na dita lerceira
escriplura, celebrada aos 30 desse mez. e constante
dodocumenlo n. 2)'ignorando que a siza eslava paga
pelo supplicante ha quasi (res annos.
Porlanto, o supplicante pelo facto de fazer Irans-
crever na segunda escriplura o mesmo conhecimenlo
da siza, que linha sido transcripto na prrneira, que
uao fra assgnada, dcixou crer o contrario do quo
ailirma o Sr. contador, que deve aceitar esta conclu-
so, se a sua lgica nao he lambem mis sublime do
que a dos demas bomens. Mas nao he s isso ; ha
mais: de duas cousas uma; c he que, ou oSr.-conla-
dor nao le eom a devida allencao os requerimenlos
das paVlcs, e os documentos eom que ellas os ins-
Iruem, ou l, mas some-se-lhe da memoria o que
leu, logo que passa a redigir os seus profundos, li-
mados eplidos pareceres; porquanlo, se nao se
desse nina ou oulra dessas duas cousas, o Sr. conta-
dor nao leria adirmado no seu parecer, que 1 sup-
plcanle pagara sizajie novo pela secunda escriplura;
vislocomo o supplcanle havia allegado e provado
|Hir meio do documento 11. I o segunte:
l.o Que se lavrara 11111.1 escriplura aos 20 de mil li-
bro de 1818, a qual licra inulilisada, porque algo-
mas das parles ro'iilralanles nomeadas nella nao t-
nham querido assigna-la.
2. Que se lavrara segunda escriplura aos 7 de jn-
nho de 1851, a qual tivera a mesma sorte.
, 3." Qe se lavrara lerceira escriplura aos 30 do
mesmo mez de junho de 1851, coiisumando-se entao
a permuta, porque desta vez todas as partes contra-
anles concordaran) no liieor della assgnando-a.
4." finalmente. Que se pagara siza duas vezes, a
prrneira (1508000; aos 23 de agosto e 2(i de selem-
bro de 1858, e a segunda (906000) aos 21 de junho
de 1851, citando para prova da prrneira o livro da
receila das sizas dos bens de raz, e para prova da se-
gunda o conbecimeiito transcripto no documento n.
2. Sendo, pois, assim (como he eom efleilo, e ludo
isso esl provado pelos citados documentos n. 1 c m
2) uma razao Ilustrada e verdadeiramente zelosa, as-
sim pelos interesses di fazenda, como pelos interes-
ses, nao menos charos, e nao menos respeitaveis, da
ju'tira universal, deduz dessas llegacOes provadas,
como oulras tantas necesarias consequencias, as se-
guinles verdades. ,
1.a Que a prrneira e segunda escripturasforamla-
vradas eom n primeiro conhecimenlo da siza.
9.* Que porlanto em 7 de junho de 1851 o suppl-
canle nao se julgava obrigado a pagar siza de novo,
visto como a primera escriplura nao fora'assgnada
por alguma das parles nomeadas nella.
3. Que essa convicrao do supplcanle, mantida
por quati tres annos, nao podia desvanecer-se no
curto espaco que decorreu do 7 de junho de 1851,
data da segunda escriplura (lambem sem efleilo) at
21 do mesmo mez e auno, em quo se pagou a segun-
da siza.
Uma vez poiiconheculas essas verdades, a concln-
so do Sr. conladordeixa crer ter della decedor
perde loda a sua apparente forra. E diz o suppl-
canletoda o sua apparente forra, porque, tal
concluso nenhuma forra jurdica tem, que seja real
e procedente em direilo; e nao a tem nao s pelas
razoes que o supplcanle jlem desenvolvido larga-
mente, seno lambem porque ainda quando o sup-
plcanle, por uma falsa peisuasSo, por fraqueza e
erro do seu entcndimenlo ou por errnea inlelligen-
cia da lei, livesse pago dcliberadamcnlee de caso pen-
sado, como se costoma dizer a segunda siza; e ao de-
pois mais bem aconselliado, viesse pedir a reslilui-'
g3o della, allegando o seu erro, provaodo como pro-
vado tem por meio do citado documento n. 1, que a
prrneira e segunda cscriptimi nunca pro'dnziram ef-
feito algum, ou material ou phvsico, ncm jurdico;
porque nem uma nem outra fra assgnada por todas
as partes contactantes nomeadas em cada uma del-
las; a boa f e justira nao tolcravam que a fazenda
nacional lhe dssesseComo uma vez deixastes crer
que eris decedor de segunda tiza, pagando-a vo-
luntaria e deliberadamente, nao vot pode mais ter
restituido apezar do tosso allegado erro e da pro-
va que apresentaes, da falla substancial da asig-
natura de algumas dat parles contraanles na pr-
rneira e na segunda escriplura.tas, apezar de
destruidas como esiao desde as suas raizes, todas as
razoes eom que o Sr. contador fundamenlou o seu
parecer, ah tem mais o Sr. contador o documento
que o supplicante agora ajunla, e pelo qnal mosl'ra
que a mesma casa n. 11 da ra da Conceico, que el-
le pretender permutar por meio da escriplura de
20 de outubro de 1818 referido na sua pelirao jun-
ta, c documento n. 1 a ella aunexa, permanecer no
seu dominio e posse, pois que pagara a fespecliva
dcima relativa aos aunos de 1818 a 18S9 e 1819 a
1850; sendo tpe o conhecimenlo transcripto no es-
criplura constante do cilado documento n. 2, prova
por oulro lado que tambem pagou a decima relativa
ao anno de 1850 e 1851, eque consequentemente a
lila casa estove sempro na sua pssedesde 20 de ou-
tubro de 1818, data da primera escriplura al 30 de'
junho de 1851, datada lerceira escriplura uuica de
lodas tres, que foi assgnada por lodas a parles con-
tratantes e que consequentemente produzio o seu ef,
feilo. Em vala pos das razoes allegadas na prsen-
le replica, enfadonha por sua exteusao e prolixidade,
porque a isso foi toreado oiupplicanle pela injuslica
do Sr. conlador; o supplicante pede a V. S. s digne
fazer-lhe a jusliea que llie he devida, mandando que
lhe seja restituida a primera siza.E. B. M.
Bernardo Antonio de Miranda.
Bcqueira em lermos. Thesouraria de fazenda de
Pernambuco l.o de agoslo de 1853.Silva.
Illm. Sr. inspector.Com o devido respeito : se
alguem ha, que se possa jujear aggravado com a in-
clusa replica, sobre a qual houve V. S. por bem pro-
ferir o despachoRequeira em termisao poder
judicial compele desaggrava-lo, quando para esse fim
se usar do remedio, que a loi concede a loJos. Nes-
te termos o supplicante torna a riquerer a V.S. o seu
definitivo despacho sobre a dita replica, concedendo-
Ihe, ou denegando a restiluico pedida como lhe pa-
recerjuslo, portanto pede a V. S. se sirva attender
a sua justa supplica.ER. Me Bernardo Anto-
nio de Miranda.
Recito 2 de agosto de 1853.
Esl deferido. Thesouraria de fazenda de Per-
nambuco 4 de agosto de 1853.Siloa.
Illm. Sr. inspector.Com o devdo respeito: o sup-
plicantereplicou aorespeilavel despathodesta thesou-
raria de 12 de julho prximo passado, proferido so-
brea polico, que adianto se segu, juntando sua
replica o conhecimenlo de decima a 116, e entao esta
thesouraria, lalvez porque o snpplcanle combalera o
parecer da conladoria em lermos um pouco fortes,
como lhe era lcito em visla dos documentos, com
que havia nslruido a sua pelcao, lhe deferioRe-
queira em termos, ao que o supplicantetriplcou.e
esta thesouraria lhe deu por despachoEsl deferi-
do.Entao o supplcanle,!nlima e conscienciosamen-
le persuadido da razan e justira da sua pelirao, rpli-
ca, treplica tratou deisoccorrer-se ao Ihesouro publico
nacional conlra os referidos despachos desta thesoura-
ria, por intermedio do governo da provincia, como se
vedo segundo documento junio. Nesscinlerim po-
rm chegou a noticia do snpplcanle a suprema deciso
do Ihesouro publico nacional de 29 de agos to prxi-
mo passado, declarando a esla Ihesouraria que era
bem clara a ordem de 8 de novembro de 1838, e que
conforme a sua leltra, dando-se qualquer dos casos
Ggurado nefla, os quaes nao podiam existir ao mes-
mo lempo visto quo mutuamente se excluern. linha
lngar a reslilnicao. Em consequencia entende o sup-
plicante, em vista de tao providente, e lo opportu-
ua deciso, que nao devia ir mais oceupar o precioso
lempo do governo imperial, visto como na presenca
da referida deciso devia cessar a duvida desla the-
souraria a respeito da re*tilucao da siza pedida por
elle supplcanle. Separando porlanto da sua pelirao
primitiva, que adianto se segu de fl 7 a fl 8, a re-
ferida^ rplica e treplica, pos que esla Ihesouraria as-
sim o mandou implcitamente por seu respeitaveis
despachos cima tratados.o supplicante torna a votlar
a esta thesouraria a representar -o segunte :
1.?, que elle allegara em sua dita polirao*, que em
selembrode 1848 pagara a quantia de 1508 rs.,,como
siza correspondente permuta que pretenda fazer
da sua casa n. II, da ra da Conceico da Boa-Vista,
no valor 1:5099 rs. com a sania casa da Mizericordia
de Olinda.
2.0. Que allegara na mesma rjclican que essa per-
muta nao chegra a oflectuar-se seno aos 30 de ju-
nho de 1851.
3.o Que provra a verdade dessas duas allegaces
com os documentos de fl 9 a 11 15 combinados com o
de fl 6.
4.0 Qne drelados documentos, comparados un
com os oulros, convencen) profundamente, que a re-
ferida casa n. 11 da ra da Conceiro da Boa Visla
permanecen, no dominio e posse do supplcanle desde
julho de 1848 al 30 de junho de 1851, em que se ef-
fectuou a dita permuta, e quando j ha muilo lempo
eslava um vigor a lei n. 514 de 28 de outubro de
1848, que reduzo a siza a seis por cento.
5.o Que eficluando-se a dita permuta sob o im-
perio da,cilda nova loi, nao se podia trasladar na
respectiva escriplura com conhecimenlo de siza de
quanla maior, do que a que corresponda ento a
1:5008 rs., valor do objeelo per mu lado: e porlanto
era misler pagar a siza segundo a nova laxa, e re-
querer depois a restituirlo da primera dentro de
cinco annos.
6.0 Que efleclvameiite se pagou oulra siza segun-
do a nova laxa, como se v do respectivo conhecmen-
de fl 14 a fl 14 v, c que porlanto se deve restituir ao
supplicante a que pagou em agosto e selembro de 1818.
7.o Que a dita restituirn Hit deve ser feila por
torca e vrtude da ordem de 8" de novembro de 1838,
por se verificaren) uo prsenle caso as suas circuras-
lancias especificadas no primeiro caso da mesma or-
dem : !
8.0 Que efleclivamenle verificam-se as duas referi-
das circiniistancias 110 caso vertenle: verifica-se a
primera ; porque de feito a permuta nao rbegou 3
ollerl uar-se denlro do imperio da toi, debaxo da qual
a siza toi paga conforme a lata prescripla por ella,
como pruvam os Ires documentos citados : e verifica-
se a segunda; porque o que o supplicante allegou sob
n. 4 convence profundamente que a Santa Caea da
Mizericordia de Oliuda nao entrn por modo algum
na posseda casa permutada, senao depois da escrip-
lura de fl 11 afl 15. .
4 9.o Que a exslenca desse caso basta para que de*
va tcrlugan. restiluico da siza, conformen cilada
deciso do Ihesouro publico nacional do 29 d agoslo
prximo passado. Em visla pois de lodas essas consi-
deraees. Pede a V. S. se sirva mandar'por sen res-
peilavel despacho, que se^Jhe rostitua a siza, que
pagou em agostoe setombrd de 1X18, na importancia
de 1508000.E R. M.Bernardo Antonio de Mi-
randa.
Est deferido pelo despacho de!2de julho uliimo.
Thesouraria de fazenda de Perntr^--? 9JI de no-
vembro de 1853aSilva.
Illm. e Exm. Sr. conselheiro presidente da provin-
ciaDiz Bernardo Antonio de Miranda, natural
desla provincia, que para bem de seu direilo, in reliz-
mente desconhecido pela Ihesouraria de fazenda desta
mesma provincia, se v laucado na necessidade de se
soccorrer ao alto poder de S. M. I. contra a Injustiro,
que acaba do llie fater a mesma Ihesouraria ; e por
isso vem requerer a V. Exc. sa sirva instruir com
sna iuformaeao a inclusa pelirao, por meio da qual
dirige a sua supplica a S. M. I. Portanto pode a
V. Exc. e digne deferir-lhecomo requer.E R. Me.
Bernardo Antonio de Miranda.
Informe o Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
Palacio do governo de Pernambuco 19 de selembro
de 1854.Figueipedo.
H9IOMH-"------
Dzem Anlouio Pires Ferreira e oulros que precj-
samque o escrivo Sanios, visla dosanlos.de libello
que contra elles move o Exm. senador Francisco do
Paula Cavalcnnli de Albuquerqne, lhe da por cerli-
dao o Iheor do qne por parte dos upplicanles for
aponlado, portanto P. ao Illm.Sr. Dr. juiz do ciyel
mande passar a cerlidao requerida. E R. Me.
Passe. Recife 20 de fevereiro de 1854.Silva Gut-
maraet.
Joaquim Jos Pereira dos Santos, escrivo vitalicio
do civel nesla cidade do Reato e seu lermo por S.
M. I. e C. oSenhor I). Pedro II que Deosguarde,
el:., etc.
Certifico que revendo os autos de libello entre par-
les o Exm. Sr. Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerqne, Antonio Piras Ferreira e oolros, driles
coustam ser o Iheor da pelirao que pelo supplicante
me foi apon 1 ida o seguinle:
Dizem Antonio Pires Ferreira e oulros, que estan-
do conclusos V. S. os aulos de libellav-que com os
supplcanle liligam o senador Francwl
Cavalcanti de Albuquerqne c sua mullier, para a de-
marcarlo dos dous engenhos Suassuna e Bnlln
houve V. S. por bem, depois de reconhecer a difli
culdade, senao impossibilidade de se determinare
os limites c pontos divisorios pelos documentos a
sentados, e em vista das razoes produzdas por urna
outra parte, declarar que para o conhecimenlo d.
verdade era indispensavrl a inspecek ceular, e
donar que se procedesse a vislona requerida p
autores nas linlias, que designaran), ou antes pha.
tasiaram; veem os supplicanles respcilosamente re-
clamar contra esla deciso de V. S.,'e requerr a sua
reforma. Vcrsaaalo a queslo sobre os lmites e" pon-
Ios divisorios que es couslituem, he evidente que nao
pode ter lugar, ou nenhum esclarecimenlo pode re-
sultar da nspeero ocular determinada por V. S.,
porque a queslo i decidir be quaes sejam os pontos
ou marcos que sirvan) de dviso enlre as duas pro-
priedades, e esla queslo smenle pode receber solu-
rao dos ttulos e das provas produzdas por uma e
oulra parle e nao da vislona, a'qual poderia deter-
minar, ou verificar a existencia, ou posirao desle ou
daquelle marco, e nao quaes sejam estes pontos divi-
sorios; e se V. S. reconhecia quo esles pontos nao
estavam determinados, c era podiam se-lo era vista
dos ttulos, provas dos autos e razoes produzdas por
uma e oulra parle; he manifest que nao podia de-
terminar vistura tobre linhas arbitraria!, nao
porque seria decidir a questao pela queslo,.sto he,
lomar por base da inspeceo ocular, pontos que sao
contestados, e cuja existencia nao foi ainda resolvida,
como porque pela vstora se viria determinar e esla-
beleccr o que deve ser consequencia da demarcaco,
que for ordeada, isto he as linhas que devem ser ti-
radas, e que devem indicar os limites; ora, se Ates
da sentenca em que se determinara os pontos da
marcarn, nao podem nem devem ser estahelecid
esles pontos, he visto que a vstora traa o resol1
de procurar paca a deciso da queslo o que forma a
mesma queslo, e de tomar per base aquillo qne se-
ment pyde ser consequencia, aquillo que se tem de
pralicar em execurao de que por ventura for julgado,
o que sobre nao ser conforme aos principios de direi-
to, contrasta aberlamente com a nalureza da qoestio.
E de feito a inspecrao sobre marcos, que porvertc
tura forem indicados, ou mostrados, esobre esta li-
nha que figurn o autor, e qne V. S. tomou para
base da vstora nao pode determinar quaes sejam os
pontos divisorios, quaes sejam os lmites entre 0*
dous engenhos, porque s nao trata de saber se exis-
ten) laes e laes marcos, e qual o rumo que lem dese-
guir as lnbas que se correrem deste para aquelle
ponto, mas quaes sejam os pontos divisorios e limites
estabelegidos pelos ttulos, e por posse antiguissima,
e V. S. comprehende prfeitamente, qne esla "nao
pode ser determinada pela inspecrao ocular, que
nao foi requerida com outro fim, senao estabelecer
uma base que nao offerecem osti^s e as proras
dos autos para a arbitraria dtdf^rSo que se
propoe o referido senadai^__^^^L s. qiir a vs-
tora nao he sobre a exsTencurtu^Rsirao de tal ou
qual marco, que seja contestado,' mas sobreteata
fnha arbitraria, que nao ett de accordo com os
ttulos apresenlados pelo autor, e que nao lem bate
nos autos, a'nao ter o mappa de folhas que mani
\elle levantar particularmente e segundo entende, e,
como tomar-se urna seroelhante base para a vstora,
a qual nao lem cabimento para a queslo, e nao pro-.
duzir outro efleito que nao seja, como fica pondera-
da, decidir a queslo por aquillo que faz o objeelo
della, eque ainda nao toi determinado? Posto que a
vstora seja prova mu attendvel, todava V. S. sa-
be prfeitamente que smente deve ser deferida nos
casos em que he cabvel, e que pode esclarecer e nao
confundir a queslo.
Ponderam mais ot supplicantet que urna das ba-
ses de que pal lem as linhat que tem de ser obyecto
da tistoria, he a escriplura de folhas 42, a qual ten-
do copia de copia, nenhuma f merece, segundo he
corrente em direilo. Pereira e Souza nota 466, ;ja
foi acoimada de ufla pelo proprio ac dat autores,,
nos embargos de folhas 87 terso e 88, e atsim foi de-
clarada por sentenca pastada'em julgado, e proferi-
da sobre ditot embargos a folhas 93, e como admil-
lir para base da vsloria dila escriplura e oulros t-
tulos que V. S.jreconheceu nao prooarem i in-
lenrao do aulorl Entra pelos olhos qne a inconclu-
dencia da prova ofierecida por esje, e j reconhecida
por /'. S. nao pode ser suppjrida pela inspeceo oc-
cular, que nao pode allerajrto que consla destes ttu-
los, c dar-lbe valor que na,,tem. Ecomo, eparaquo'
fim correr linhas, e fazer Ujbre ellas urna inspeccSo
ocular, quando a base quAara islo ha, he arbitra-
ra e sem (lulos que a aTtorisem? Parece aos .sup-
plicanles que se nao devanroceder a nma diligencia
sem resultado, e q^iej}jQ/%AT lo que se ventila, nem polle sobre ella derramar
nz, e i: S. sabe per/eilamyue qual a deciso que
o direito ordena se profirjjas causas em que o au-
tor no tem provado a suAflntenro; sendo para
nolar que ao mesmo lempo qne ye reconhece nao es-
lar provada esla intenco, se maWto proceder a ins-
pecrao ocular, nao sobre um ou ouro ponto parti-
cular, mas sobre a quesiao em geral, e como tneio de
tupprir aprota que io fizeram ot autrcs,e que ra-
zoavel e judicialmente nao pode ser alcatifada pela
diligencia requerida e ordenada. Os suppjieaples
nosearreceiam da vstora, emu bem comprcfcm-
dem a sua inutilidade, e a ella te oppoem pela unjea
razao de evilar a con/usao que della pretende de-
duzir o,autor, e o absurdo de que se pretenda agora
fazer, e como meio de fazer prova, o que smenle po-
de ser consequencia da demarcaran, como seja correr
as linhas, e determinar os seus respectivos punios. E
requerem que V. S. tomando em consideracao o ex-
poslo, e altendendo a nalureza da qusSo, e aos ele-
mentos que devem concorrer para a sua deciso
jurdica e imparcat se digue de reformar a inlerlo-
cutoria, que proferto na ultima audiencia, e que as
autos sejam de novo concluso para os decidir, co-
mer julgar de direilo", e mandando que em todo o
caso seja esla unida aos aulos para constar era todo o
lempo a sua fnndada e jurdica reclamacao. Pede a
V. S., Hlm. Sr. Dr. juiz da prrneira vara do cvel,
lhe delira pela forma requerida. E II. M. '
Nos aulos.. Kecife 13 de fevereiro de 1853..S'(7-
ta Guimarae*.
Certifico mais que subndo os aulas a conclnn,
nelles proferto o juiz ajnlcrloculoriu do iheor se-
guinle:
Fica ndeferda a petizo a follfts 318, e eompra-se
o despacho a folhas 316. Kecife. 16 de fevereiro de
1854.Silva Guimaraes.
E nada mais se conti una em dita peco, des-
pacho e interluculora que me oram aponaos, e
que fielmente fiz tirar por cerlidao dos proprio ori-
ginaos aos quaes me reporto, a va na verdade sem
cousa que duvida Taca, conferidas e-coocerUoas na
forma do eslyllo, e por.mim subsrriplas e nssignadas
nesta cidade do R.cfe de Pernambuco, aos 21 dias
do mez de fevereiro do anno do nasrmnto de Nosso
Senhor Jess Chrsto de 1851. Subscrevi e assigoei.
Em f de verdade. Joaquim Jote Pereira das
Santot.
-1
,1
O'
4
1
LITTERATIBA.
Naco'es indiana.
-O territorio que perlence Inglaterra, e o qne es-
l sujeito aos principes seos tributarios, cootero pei-
PP

k ITII Ar.A
m


f
i
\
lu-de um milhao e meio de milhas quadradas. Os
clima variam desde a lona trrida, a 8 graos do E-
quador, ale a zona temperada, a 35 graos delalitude
norte. O terreno se compoe de planicies immen-
aa montanhas, tendo alguma deltas 8,000 pos de
altura ; porm a parte mais importante das Indias,
debaixo do ponto de vista poltico e econmico, he o
extenso e largo valle banhado pelo Ganges e seus
anuentes. All se enconlram confundidas a civili-
sacao mais adiantada, as religioes as mais bizarras
dos Indios, e os costantes os mais singullres. A In-
glaterra possue esse territorio ha mais de meio secu-
lo, e be pelos recursos que nelle tem adiado, que ha
conseguido chegar a plena conquista do paiz.
A populacho da India he de cerca de 130 milhoes;
os dous tercos sao subditos ingle/es. ha mais de u
eculo, e he essa massa enorme de habtanles que
devemes dar urna constituido, que satisfaga todos os
seus interesses. Certas partes do valle do Ganges
sao povoidas, como as planicies da Blgica e da Lom-
bardia, e oulra sao tao desertas, como una ilha so-
lada do Ocano,Pacifico. Dez nar/Jes bem dislinclas
ahi estao reunidas, fallando todas urna lingua dille-
rente, sem con Ar ns dialectos. Exlrnhimos da obra
de Sir Erskiius Perry a segunde nolicia-oirc as iin-
goas indianas. r
Of'pundits, ou doutores bramiefls contam 8i lin-
.guasdiflerenles.desde o cabo CoMorim ao Himalaya
e do Indo al o Ganges. Esta cifra nos parece mui-
to exagerada,' menos que se cont os idiomas e al-
garabas de diversas tribns pequeas. Cumpre csla-
belecer daasseccOes dislinclas : s lingoas do nortee
asdosul.
No indio do norte e nodo sul'uconlra-se um com-
poslo da Iinguas eitraugeiras.
I Sanscrit, o rabe e o persa servirn) de baso '
coinposicao da maior parle da( palavras ; e esse es-
Iranho millo vai, desappareccnilo nosul, e acaba por
se^fazersenlircomo o lalini no cltico e o rabe no
liespanhol. A causa dessa diu'crcnct he fcil de sa-
ber. Todos os conquistador** da India, lem vindo
pelo ngulo noroeste,, o mais fccessivel, c se cslabelo-
ceram logo no vale do Ganges. Kri este o caminho
que seguiu Atexandre, que livera arpado talvez os
dealios das India, se seu exercilo lhe livesse dado
Nleropo de estabelecer-se all seriamente. O poly-
W hheitmo grego se teria misturado com o hramismo in-
V lio.a arle greg teria substituido o empirismo rabe,
j| o a lingua.grega o rabe e o persa.
O persa misturado com o rabe foi Ira/ido pelos
j conquistadores mahometanos, ha perlo de 8 sceulos,
na mesma poca em que o francez se inisturou com o
anglo-saionio.
S'o devemosesquecer que esse conquistadores do
norte nao eran) mais persas, que os normandos celli-
cos-gau lases. Essas Iwrdas guerreiras cram nagoes
tao diversas, como os cruzados chrislaos : eram tur-
cos orientaes rabes persas uzbecks' e afg-
hans.
O cruzados adoptaran) a lingua franceza em seu'
exercito, os mahometanos, dosquaes cima fallamos,
adoptaran) a lingua persa, que veio a ser desde en-
tao a lingua dos res, dos chefes, dos embaixadores
legisladores.
A mais importante das lioguas indgenas he o tun-
d, que encerra oilo dialectos tao differentes entre si,
como o irlatdez e o gaclico, o armoricano e a lin-
gua do paiz de Galleso hespanhnl e o portuguez. O
4 liindi era fallado pelos habitan les dos valles de lam-
ina e do Ganges, que foram os primeiros invadidos
I pelos povos do norte. Tambem he nessa lingna que
maisenlra o elemento persa e rabe. O liindi, de-
que se serve ainda em Delhi eem Agr, he a mais
bella lingua indgena e he curiosissima pela mistura
do persa, em que entra tambem o sanscrit; ella se
torna mais pura para o su! e he empresada por todos
os habitantes das montanhas de Vyndhja e da parle
do iul 'do Uimalaya, enlre o Indo e as montanhas de
Baymahal. islo lie, por rea de 50 milhoes de habi-
tantes. Ella se derrama pouco e pouco por toda a
India, e delta se servem as relaces commerciaes.co-
mo se serve do francez no occidente da Europa, do
italiano as costas do Mediterrneo, e do malaio as
ilbas do archipelagb de leste.
Depois do Ihindi, a lingua mais importante he o
bengali, que lie fallada en) Bengala e em todos os
Ipaizes baifhados pelas innundacoes do Gauges,do Bcr-
hampolreseus differents ramos. A populaco que
^ falla esta lingna, se eleva a 30 milhoes, quasi 3mp-
lhOes. majs^uW^Inglalerra c Irliinda : Esses in-
dios sao branlreS pdfmus, nao envolvem em ne-
nhuma discusso polilica, e naose balem nunca;
sao industriosos, habis as arles, e sao sempre
promplos em pagar seus tribuios aos soberanos do
paiz, indos, mahometanos ou chrislaos. Foram ca-
lumniados no parlamento i.nglez, porque lhe linliam
apreseniado orna humilde petirao ; mostraram-os na
Inglaterra como um povo turbulento, inquieto e agi-
tado, e esqueceram-se que, ha 12 seculos, ninguem
leve jamaisde se qoeixar delles.
Encontramos no Norte a lingua dos Mahrallas
povo duro e guerreiro, desconhecido na hisloria da
India al o meiado do seculo XVII. Naquella poca
um homem de baia condiciio, chamado Sevoye, se
poz a>sua frente, os cojiduzioao combate e victo-
ria, e reelamou o ti lulo de rappool. Os mahrallas se
apoderaran) de lodas as provincias circomvizinhas ;
chegaramat Dalhi, onde foram vencidos por Ahmed-
Sah-Abdalli." yollaram para seus estados, refizeram^
um exercito, prtncipiaram outra vez a guerra e aca-
baran) por enlrar como sensores na capital do pro-
prio grao mogol. ,
Foi contra elles qne o duque de Wellinglon fez
seus primeiros feilos d'armas; bateu-os e dcslruio-os
completamente.
Aosulde.Bengala, falla-sea lingua d'Orissa ou
d'Urga, que he muto pouco espalhada. Do oulro la-
do da India; a nica lingua do norte, deque nos de-
vemos oceupar, he o guzeraL que se compoe de dous
dialectos ; o kutek e o gchidefc se parece muilo com
u konkani, que he qu-aj inteiramente scmelhanle
k ao .mabralta.
. as linguis do sul, mais importante lie o lelesa,
que se falla em toda a ia de Bengala e paizes cha-
mados Telingaria e k -ga, habitados pelos povos,
qne desigamol^wn /tome de Gentoas. Este nome
he urna corropjc ia da palavra porlugeza gen-
til, qne se loma n W vezes, e sem razao pelo syno-
nimo do Uindo. (Relega he mu duro de pronun-
ciar-se. Um homem, que fallava essa lingua. foi um
dia recebido pelo rei de Bockarat, o qual prelendeu
que o som da voz pareca com o de ama porco de pe-
drinhas agitadas dentro de um vaso. O telega em na-
da se parece com as lihguas do norle, todava nella
entram elementos do sanscrit. Os indios, que a fal-
lara, sao os mais emprehendedores e os nicos que le-
nham emigrado para lenge. Elles propagarama ro-
ligiao indo lias llhas do archipelago, e vieram a Ko-
ma muilo anles, que algum europeu livesse ido ao
seo paiz. Coniam perlo de 7 milhoes, e habilam as
costas entre 18 e 1.1 graos de latilnde norte. Perto
destes povos, para o sul, encontramos a lingua tamil,
que he fallada al no extremo promontorio da India,
e he a mais simples e ao mesmo lempo a mais com-
pela ;aquelles que dellaseservem, eslao avanradis-
simos na civilisacio ; conhecem as arles e agricollu-
ra ; nao goslam de deixar seu paiz, e sao de um ca-
rcter indolente. Depois do tamil vera o malayalm.
qne os eurOpeus designan) geralmenle debaixo do no-
me de Lingna do Malabar.
Cerca de 15 milhoes de homens fallam a kanaza, o
tamil e o malayalm. Todos esses idiomas da India do
norte ou do sul, lem seus alphabetos particulares.
Dentis, acharaos idiomas especiaos para Cey-
lo.tw'Usd'Assam, d'Arracan.de Tenasserina e pe-
gu ; 80,000 cbine7.es, qne fallam qualro dialectos dif-
ferents, e 150,000 malaios, ajne se servem indistinc-
tnmenle do rabe e de sua lingua nacional.
Em snmma, no territorio pertencenle' Inglater-
ra, lielo, e alem disto, urna qaanlidade ile algaravias,
. que diferem esseneialmenle enlre si.
Quem prinripia a estudar as lingnas indianas, v
logo qne o sanscrit he a base geral, e er que ella
lora onlr'ora a lingua universal da India. He um er-
ro grandissimo crer em orna antiga homogeneidade
as nacionalidades indianas. Nunca os diflerenles
povos indios formaran nm s e mesmo estado.
Occupemo-nos agora das diversas religiOes da In-
dia ; ellas sao 13o numerosas, como as lingnas, A
rellgiaO da maioris he a de Bahma, que he dividida
em muitas sellas e castas. As primeiras casta sao as
do padres, dos negociantes e dos agricultores ellas
sao pcrfeitamenle dislinclas nos maiores- valles do
Ganges, onde se falla o sanscrit, e foi o berro da re-
ligio hindo. Na India do sul, a casia dos soldados
foi substituida por urna aristocracia local; all tam-
bem se encentra em todo o seu poder o padre bra-
mine.
A* outras religiOes di India (dvpliram mais o
OlftRIO DE PERNAMBCO, SABBADO 25 DE FEVERERO OE 1854.
menos os osos e coslumes Minios. Os .mahometanos,
descendentes dos turcos do oriente, dos persas, dos
.afgliansedos rabes, tem convertido urna parte da
l'fidia ao mahometismo, mas lem conservado um
grande numero de usos e leis.dos hindos.
Vamos dar urna simples enumerarn das differen-
ts religiOes eslraogeiras ou indgenas da India. Em
primeiro lugar os mieos, depois os. chrislaos ( nelo-
rianos, syrioe, catholiros ou protestantes ), os adora-
dores do fogo, os siklis ou adeptos de Nanuk, os
jains, os pondhislas e os adeptos de Confucio. Os
parseus, os chrislaos catliolicos ou proleslantes e os
rliinejes sao os nico-, que nao lem feito coucessao
religiio hindo.
No meio de tudas as linguas, de que cima falla-
mos, qual he a que dove ser adoplada pasa as scien-
cias e educarn "! Mr. Perry pretende quo deve ser
a dos conquistadores, c he apniado em sua opniao
por lord William Bcnlink, Mrs. Pameron e Macau-
lay. Uns preferom as linguas do oriente, outros se
inrlinam paVa o persa, porque era outr'ora a lingua,
que fallavam os zrandej^ai corle. O rabe tambem
tem seus partidarioSi(|| i*e, segundo elles, esla
lingua conM'in aos mnhwtKMuns, como o latiin aos
catholiros romanos c o hebreu aos judeus. lia quem
d o primeiro lugar ao saMcVil, per ser a lingua mi
de todas as oulras* Muito se preoecupou deslas ques-
les, sem nada se poder decidir ; mas nesse inlerim
a lingua ingleza razia rpidos progressos, ella se lor-
nava pouco e pouco a iingiia commum para aquellos
que tinham dilTerenlesdialeclos. Hoje a lingua in-
gleza estmuito derramada na India, e at os ind-
genas servem-se muilas vezes delta entre si.
Bem pouco se ha procurado saber al agora os de-
sejos,nccessidades e interesses dos indios. Mr. Perry.
que he chafe da juslira em Bombain, nos da em seu
livroalgumas aceas de coslumes, e nos conla anc-
dotas que mostram o espirito da sociedade in-
diana.
Desde os lempos mais remotos exislia nos portos
da India urna classe de niercadures, condecidos dos
europeus cora o nomo de moges, os quaes nao Ibes
perleociam, porque vinham do golpho Prsico, e
existan) j, quandb Vasco da Gama chegou as In-
dias, lim de eus descendentes, chamado Aga-Rahin,
fazia um grandissimo commercio com as princinaes
cidades da India ; um de seus socios lhe deixon por
morteaadminislracaodascasbens clhe conliou o
cuidado'desua mulher e de seus lilhos. Aga-Kahin
enlrou logo a fazer despeza? extraordinarias ; edifi-
cou casas, deu feslas e rerebeu cxplcndidamunle os
enropeus. Para sustentar esse luxo extraordinario,
lornou-se mo homem ; apoderou-se da fortuna, que
lhe linha sido confiada, arruinnu a rieva e o filho
daquelle que se havia confiado nelle. Bemelleu
grandes sommas para a Persia, c recuso pagar' 10
mil libras que devia. Foi preso, o consegnindo eva-
dir-se, fugio para a Persia. All foi uomeado minis-
tro ; porm foi roubado por sua vez. Aqtielles a
quem havia remedido seus Ihescuros, recosaram
enlregar-lh'os. O rei, vendo-o arruinado, negou-lhe
sua proreccao, e elle morreu na mizeria no fim de
a I g uns asnos.
I.emos anda na obra de Mr. Perry a seguinle
historia, que nos d urna idea dos resultados oblidos
por assocac,6cs secretas entre os indgenas, da cor-
ruprflodos empregados subalternos, da falta de con-
lianra dos naluraes para com os europeos, e da ig-
norancia em que estao estas de lodos os lar,os que os
cerca m. *
Formou-se urna associacao composfa de quarenla
pessoas pararoubar as mercadoras, perlencenles
aos navios^arregados em Bombain. Como.nao ha
doca* convenieules, as mercaduras sao levadas para
bordo em pequeas barcas. Pde-se imaginar quao
facis sao os roubos, se os empregados dosarmazens e
das alfandegas nao forem homens honrados; a as-
sociacao, deque fallamos, liaba rcalisado em algun's
annosnm beneficio de 70 mil libras, e sendo bem
conliecida dos indios, nenhum linha tido a idea de
ir denuncia-la as autoridades. A sociedade possuia
armazens, barcos, pequeos canaes, e eslabelecia
empregosquesealUrnavamde lempos em lempos.
Os lucros eram escrupulosamente repartidos entre
os associados, e duas parles eram reservadas para
seren deslribuidas em csmolas.
Um homem acensado jnjustamenle de roubo por
seus cmplices, se vingou denunciaiido-os. A jasti-
ca conseguio apprcbendcr todas as cpnlns, livrosda
associtoe urna dezeua de armazens cheios de mcr-
cadorias. ludo islo era conservado em urna ordem
perfeita e com a maior regularidade.
O jury condemnou a nove delles deporlacao. Os
indios lem untmedo horrivcl dcsla pena, que para el-
les he pcior que a mortc. ,
Ha menla annos, pouco mais ou menos, que jni-
zes inglezescoramutaram em degredo a pena de mor-
te inflingida a alguns ladres ; esses desgranados pe-
dame corda com grandes gritos, preferindoa forca
deporlacao.
Sir Erskine Perry nos d ainda algumas minucio-
sidades sobro os parsos ou adoradores do fogo. Na
poca da conquista dos persas e da introducao da re-
ligiao mahometana pelo califa Ornar, no anno de 651
da nossa era, os naluraes, nao querendo abracar a
nova rcligiao, fugiram para a provincia de Khoras-
san, onde existem ainda alguns delles. Em 766 volta-
ram para a ilha do Diu on Deu ; depois em 1087 se
eslabeleceram na cosa oriental do golfo de Cambre-
cy; derramiram-se dahi por toda a India, e boje ha
cerca de 120,000 delles em Bamboin e 130,000 as
onlras provincias. Alguns se eslabeleceram em Hong-
Kong.
De todos os asiticos, os parsos-sap os que lem eos-"
turnes, procedimeBlo e industria, que mais se asse-
melharn aos hbitos europeus. Elles lem conserva-
dos seu typo, sua regiao e devem parecer-se exacta-
mente aos contemporneos de Cjro c de Daro ; ja-
mis sealliaram com outras rajas, como os judeus e
os nesloranos, qoe quasi se tem tornado hindos.
Os parscosseoecupam muilo pouco dos Irabalhos
manuaesedaagricullura ; jamis consenliram em
ser marinheiros ou soldados, porque esles. pelo fado
dealirarem com espingarda, apagan) o fogo o que
para elles he o maior dos sacrilegios. Elles sao os
mais ricos mercadoras de Bombain, de Sural e de Ba-
roacli; fazem construir urna enorme quanlidade de
navios qne vendem ao commercio i,nglez ou ao guver-
n. Deseuseslaleirossahiramosexcellenles navios
que se dislinguiram as guerras do fim do seculo
passado.
Mr. Perrj se estende mni longamenle acerca do
commercio do opio e da cultura da papoula as In-
dias ; mostra-nos todas as vanlagens que tira o paiz,
vendendo o opio aos eslrangeiros, malaios, javane-
zes, chus, cujo dinheiro vem enriquecer o Ihesouro
publico. Falla-uos depoiAos horrores, que lem os
naluraes por qalquer seu compatriota, que se con-
verlcaochrislianismo. Em 1852, urna mulherbindo
da casia de Slieuwi, em Bombain, deixou. seu marido,
que se linha feilo chrislao. Este queixou-se e pedio
lei que lizesse vollar a mulher para o lecto conju-'j
gal. Os jnizes, cheios de imparcialidade, deram
umaJntenca quedzia : sendo elles chrislaos,' dse-,
jaran) muilo entregar essa mulher asea marido, que
ses homens lao calumniados, e faz votos para que o
governoestude o carcter dos indgenas para saber ti
rar partido delles. (Monitor.)
NOTICIA CHRONOLOGICA
rMK.0.\ V08 DrVEJSf3S KKGISOS DA
FHE^,'?EAZIf:;C,-ES,AS,,CA E" DA MESMA
Onerecida ao lllm. eExm. Sr. conselheiro l.uiz Pe-
"reir do Couto Ferraz, ex-presidenteda provincia
iio Kio de Janeiro, o actualmente ministro esccre-
lano de estado dos negocios do imperio.
Sob o litu'loWe capella curada da parochia de S.
Joan Baplista, se fundou em 1660 {>) urna ermida le-
vauladaao mesmo santo 3) em o morro prximo i
razenda do n.osleiro de S. liento, lugar denominado
aa pedrac pouco distante da praia de Carehy.
O curio esparo do templo, e a decadencia a que pos-
enormente se reduzio, motivaran) mudanza da pia
baplismal para outra ermida dedicada a N. S. das
Necessidadcs, existente em sitio prximo primeira :
mas sendo essa mesma casa de extensao acanhada
para uso da parochia, foi pelo |iovoacrescenlada com
a nova capella, cujas paredes laleraes principiaran! a
conslruir-ee, lan(andu-se solemnemente a pedra fun-
damental no dia 10 de novembro de 17*3, e se con-
dujo a obra no anno seguinle, em que, mudada com
a imagem do sanio padroeiro a pa baptismal, prin-
ripiou a igreja a ter uso das funecoes sayradas. pela
celebradlo do sanio sacrificio no dia 28 de de-
zemhro.
Foi creada esla parochia de nalurcza cullaliva por
alvara de 18 de Janeiro de I6!)6, tendo por primeiro
parodio o padre Miguel l.uiz Freir, que sendo anre-
.-i,.,i ...i-, ...... -..-.. .i- .i-, j_
rec-
drgucs, i
apreseniado em 12 de seleinbro de 1718, e confirma-
do a 11 de Janeiro seguinle ; 4. o padre Joao Benln
Barreiros de Sooza ( bacharel formad) apreseniado
a 8 de fevereiro de I75, e cnnlirmadn a 16 de maio
seguinle ; 5." o padre Fraucisco da Silva Trancoso,
apreseniado a 25 de nnlubr de 1771, c confirmado a
> de evereiro do anno seguinle ; 6." o padre Jos da
t ooseca \ alent, aprescula#em 24 de julho de 1788,
e confirmado a 10 de janeirTdo anno seguinle ; 7. o
padre Jos Joaquim de A villa, apreseniado a 4 de
abril dW/97, c confirmado a 14 de novembro do mes-
mo anno ; e 8." o padre Thomaz de Aqnino, apre-
seniado a 4, confirmado a II, e empossado a 15 de
Bjovembro de 182'J.
Em 1749, cusa e sacrificios do respectivo viga
no, o padre Francisco Estoves de Araujo, se creou
urna ir mandado, para cuidare zelar no culto e explen-
dor de seu orago.
Pelo estado decadente do templo, distancia dasede
da villa, onde afiluiam as cdilicajOes e residencias
de pessoas da corto, e mesmo pela disproporro do
lugar, inlenlouojuizde fra, o l)r. Jos Clemente
Iereira, a edificaco de um templo decenle, c esco-
Ihcu para esse fim a melhor praca da villa, tanto por
sua exlensao, como por sua posic.lo central ; era en-
13o conhecida essa praca porLargo da Cadia.
I.ancou-se pedra fundainenlal do novo lem po em
29 de agosto de 1820, e cunlinuou-se a trabalhar na
igreja com toda a dedicaran c esmero sob a direcrito
daquelle digno juiz de fra ; 'infelizmente, porm,
sendo elle removido, a incuria e o dcleixo, substi-
tuido a adividade e vigilancia de tao dislincto servi-
dor do eslado. parausaran as obras al 1831. em que
livernm fim, e se fez a remocao do Sanlissimo Sacra-
mento para seu novo aliar.
O sitio ameno e deleilavel da bella e potica Nic-
Iheroy, a salubridadede seu clima, a proximidade, e
rommnilo transporte i cflrle, tornando-a o maisapra-
zivel arrabalde do Bio de Janeiro, concorreram de
ha lempos a esla parle para o augmento e estado
prospero em que se acha. tanto pelo que respeila a
seus habitantes, como pelo lado das cdiracoes.
Entao reronhecpu-se a insuficiencia da igreja que
exislia, se lal se pude chamar a urna mal construida
casa que de templo nem a oroia exterior lem; e
compenetrado o corpo legislativo provincial da neces-
sdade de um oulro mais espncoso e decente, consig-
nan os fundos precisos para a la edificaro.
Coube ao Esm. Sr. conselheiro d'eslado visconde
de Paran a religiosa missao de laucar a pedra fun-
damental desse edificio no dia 1. de marco de 1812,
cercado do mais numeroso concurso de povo, que se
regosijava e diriga unisonas votes aos cos, em prol
do distincto administrador que lhe propnrcionava os
meios de satisfaz aeus inslindos religioso.
Nao menor foi a gloria quo locou ao Exm. Sr.
conselheiro l.uiz Pedreira do Conlo Ferraz.
S. Exc. sempre devolado a provincia qne o vio
nascer, e cuja adminislracjio lhe foi confiada em
Iba, e ainda mais o daquellas pessoas que em S. xc.
deposilaram inteira e plena conlianca !
Dedicado inleirameule aos progressos maleriaes c
intcllectuaes, levt baslanles occasiOes ,|,- provar de
quanto he capaz seu illuslr^p nenio creador: 'as
inesquinhas c esteris queslOesde partidos foram ba-
ndas; o merilo premiado, onde quer que se achas-
se; areceita publica provincial cresceuem suas ci-
fras ; a despeza desccu em relaja, consequencia
infallivel da polilica que se impoz, S. Exc, que he
sem duyiila disuo credor das vivas saudades de que
deixou impressionados os seus comprovincianos
Por deliberadlo sua augmentada a consignarao
destinada as obras da, igreja, e duplicados os esforro
dos operarios, acba-se este templo quasi promp-
lo, f.iliandn-lhe apenas a conclusao das torres
Comprehcnde a freguezia as seguinles filiaes:
i.
De N. Sr. da Boa-Viagem. Eregida por Diogo
Carvalho da Fonloura, sendo rrovedor da fazeuda
real, no alio morro de urna penhsula i bocea do pe-
queo seio que chamamSiccc prxima acidade.
Nao consta com certeza o. anno mi que ella se cons-
Iruio ; mas a tradicao refere a d? anliguidade maior
que a de S. Domingos, senih sem duvida cxistenle
no auno de 1663 (9). lima irmaidade all estabeleci-
da zelavaa conservacao do culb de seu orajo, ca
propriedadeda casa admiuisando seu patrimonio.
S iv.
De N. Senhora da Conreino da Ilha.F. 1 edifi-
cada era urna ilha por Manoc. Rodrigues de Figueirc-
do, com provisaode 16 de jllho de 1711.
s v.
De N. Senhora da Cunceicfo da Jurujuba.E
la no anno de 1716 peto pad-e Manoel Kodrisuc
beira quasi do mar da Jurujuba. |0-
De S. Francisco Xavier.Fei la sobren mar do
mesmo Sacro de Jurujuba. pebs padres jezuitas em o
mino anterior ande 1696. setundo urna inscripcao
que eslava gravada sobre o amao da sacrista. De-
pois do exterminio dos propietarios, leve capellao
privativo, com jurisdicao parn-tii.il, at se vender a
fazenda, a cujo comprador.pissou a capella lambem.
loje he conhecido o lugar orde esta collocada a ca-
pella, pelo deuoininacao do Sacco de S. Francisco.
S vil
De S. Pedro.Funnda lo silio denominado
MaruhyonMerubypor Jos Pereir Correia, e
seu irmao Francisco Victoriano Pereira, com provi-
so de 17 de agosto de 1751.
VII.
De Sania Kosa.Construida m lempo do bispo D.
Francisco de S. Jerunymo. peocapilo Pedro Barrei-
ro de Souza, pai de Joao Beilo Barreiro de Souza,
vigario que foi da mesma freiuezia.
g IX-
De N. Senhora da Conceirio.Erecta em Pind-
liba, no sitio denominadoRo das Pedraspor Jo-
s Fernandes de Souza, com provisiode 12 de Janeiro
de 1787,e benzidaa 30 de decubro do mesmo anno.
Na fazenda prnpriamente ile fendotiba, liouve oulra
capella de Ululo semelhanle, que em das do hispo
D. Jos de Barros de .Marcan. lavia fundado Gou-
calo Marolo ; porem adminisliada posteriormente
por pessoas deleixadas, e poico cuidadosas da sua
conservacao, cabio em njina .diu motivo rreacao
desse novo templo, que SuuzS evanlou, depbis de
fundar no dilo silio um engenliodc assucar, por ler
casado como una das herdeiras di fazenda. Como ao
anligo templo eslava concedida relSS-Uspos anterio-
res a graija de conservar pia bapfsraal, em beneficio
dos domsticos da fazenda (cajo, ttulos nao appare-
ceram no anno de 17:56 em que oi vizilada.) licou a
capella gozando da mesma arara por despacho do bis-
po D. Jos Joaquim Justiniannc, dataiio em 17 de
novembro de 1795, a requeripieilo do copilao Jos
Dias de Caslro.
SX.
De Santa Anna. Fuudada [or Joao Martins de
Brilo, em sun fazenda do mesmr titulo, com provi-
sao de 30 de dezembro de 1782,
5U.
De Santo Ignacio.Coiislruida no silio ou arma-
Cio das baleas. Por ser de curia extensao a qne al-
l I u ud iran os ron tratadores dse ramo, Brazde Pi-
na B outros (ll)edificaram Jos Jobquim doCaboe
Joao Marcos Vieira..que administrara esse contrato,
novo templo no mesmo lugar do anligo, depois do
mez de Janeiro de 1794 ; leve a hendi no dia 23 de
junho de 1796 para enlrar em uso, que lhe facultou
a provisAo de 23 de junho segaiote.
As duas capellas levantadas na prainha do Sacco
da Jurujuba; urna deN. S. da Assumprao que Ma-
nuel da Silvera Dulra haviafnndado em annos mui
remotos; e outra deN. S. do Pilar, levantada por
I aulo Marlins Coulinho, com provisan de 9 dezem-
bro de 1709, j ha muito queexistiam abandonadas,
e boje creio que nemsignal deltas ha. e nem Uso ma-
ravilla, porque escrevendo o Dr. Pisarro sua memo-
ria em 1820 (de cojos fados exlraliimos a mxima par-
le dcsla noticia) ;e constando pelos documentos quer
dcsla freguezia, quer dos queoxislem na cmara ec-
clesiaslica, que muito depois de 1820 ainda exisliam
todas estas capellas ; boje a mor parte dellas que fim
levou? Exislem as poucas, em abandono, em total
ruina, oaem (al confusao que difllcil ser desraara-
nhar as leas que a envolvem.
III.
Eoi elevado a calhegoria do villaoarraial da Praia
Grande, com a denominadlo de Villa Real da Praia
Grande, por alvara de 10 de maio de 1819, que leve
efiMlo em II de agoslo do mesmo anno, oceupandoo
primeiro lugar de juiz de fra o Dr. Josjemeute
Pereira.
Ficaram pertencendo a esfa villa a fregnezas de
-S. Joao Baplisla de Carehy, S. Lourengo, S. Sebas-
liao de Itaipii e Sacco da jurujuba. Pela lei provin-
cial n. 6 de 28 de marco de 1835, foi elevada dig-
nulade de cidade com a denominado de Nictberoy,
e sendo honrada em 1841 com a augusla presenca de
S. M. I., receben, por decreto de 22 de agosto de
'""^'i < *'j'* .iMinnii-n.n ,io no mi cotiliaila em iv.i ... i ~........-
l88,provou exuberantemente o acert de Z\L jftk!*?*,de denominar .mpenal cidade de
111.1 1111,l'l MH.L- ., ,1.,,..,..!! .. ...._______________f J 1H*III1U*.
Em 29 de selembro de 1853.
/Miz Fereeira de Araujo e A'iiia.
{Diario do Rio de Janeiro.)
COMMERCIO.
AI.FANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 23. .
dem do dia 21 ......
poderia converle-la ; mas elles se collocavam no lu-
garde urna mulher chrisla, que recusasse vivar com
um renegado, e e% sua cousciencia, comprehendiam
pcrfeitamenle os senlimenlos da mulher, deque se
Iratava, e que nao tinha querido viver mais com a-
quelle que, no seu entender, era renegado. Con-
seguinlemenlc, fizeram cessaras perseguijes.
O irib nal real de Madras, em um caso idntico
julgou diflerenleraente, e ohrignu a mulher a vollar
para a casa de'seu marido.
Por este exemplo se vi, quanlo he difiicil fazer-se
coiiversies nas Indias, porque enlre os indios nm re-
negado esla fura da lei. Os adoradores do figo sai
tao hrmes em sua lei religiosa como os hindos, ha
mais de dez seculos que elles lem resistido sjueren-
les perseguiees, que Ibes lem valido seus principios
inabalaveis; por essa razo o cbrislianismo faz .pou-
cos progressos nas Indias. Alguns chefes, e homens
instruidos lem abandonado seus anligos denses, po-
rm nao sao calbolicos.nem protestantes, sao o que
o bispo Hber chama com muito espirito n bramines
alheos. o
O governo lem renunciado, lazerproselylos na In-
dia ; nao quiz mais associar-so as perseguiefles, com
que se opprimia os infelizes indgenas, ha perlo de
cincuenla annos, com lano mais injuslira quanlo a-
queiles mesmos que osleulavam bastante zelo.chris-
o, recebiam grandes sommas para dcixarem aberlos
os trpisuWBgfiat, de Fanil, e pcrmillirem as
abluces sagradasiraGanges. .
Sir Erskine Perry lermina sua importante obra.fa-
zendn juslira ao carcter, dos indios; recapitula os
servicos que elles'tem prestado ao commercio, a-
gricoliura, navegacao ; cila-nos numerosos eiem-
plos de viriades, de caridade, de proWdade enlre es-
DeN. S. da Conceico.Foi fondada por Antonio
Correia de Pina, homem pardo, a quem chamavam
pai Correia,comec,ou com esmolas que elle obleve
dos devotos da mesma Senhora. Acha-se edificada n
silio concedido pelos herdeiros de'Martim Afionso de
Souza, por escriptura celebrada a 27 de agosto de
1671. (o)
Este templo exista ja antes de 1663, como se ve-
rifica pelo legado de 5:0008000 deixando a mesma
capella por Jos Goncalves, em testamento com que
faileceu a 30 de dezembro. (6) Sustentada posterior-
mente por outros devotos de Nossa Senhora, foi seu
patrimonio eslimado na quanlia de 4005 rs. e admi-
nistrado por urna irmandade erecta em 1770. (7) Os
serviros que de entao prestoo a humanidade e ao cul-
to religioso, o Iradicionaes; ella distribue esmo-
las a-seus-irmaos necesjiladjjs, d-lbes sepulturas e
faz-Ibes o funeral; a festa de sua Padreira he feita
com toda a regularidade e decencia compativel, em
seu da proprio, e lal he a devocao que consagra o
povoNictherojense a Nossa Senhora da Couceijao,
queja passa a supersIirSo ...
Sua ultima reforma compromissal he de 31 de a-
goslo de 1835 : por ella he a irmandade administra-
da por urna corporacao eleita annualnienle maio-
ria de votos de lodos os innos : compOc-se a admi-
nislraco de 1 juiz, 1 sccrelario, 1 Ihesoiirciro, 1
procurador, 1 zelador, e 12 irmos de mesa, que
tem aijada definitiva at cerlos rasos.
Nos negocios mais complicados, e que excedem a
aleada da mesa ordinaria, he eliamada urna mesa
coaq'uncla a deliberar.
Compre porem confessar que se esse compromi-
so tantas disposidies aproveitaveis tem, ha todava
nelle necessidade de urna reforma na mxima parle
de suas dsposic.Oes para poder harmonisar com a no-
va nrdem que lem lomado a irmandade.
Felizmente a prudencia, ozelo, e a dedicacao lem
presidido scleices das adminislraces, e ao acert
dellas se deve a prosperidade e cngraudecmenlo a
que lem chgado a irmandade.
Por provisao do Exm. bispo diocesano, dalada em
20 de novembro de 1850, foi a irmandade elevada
a dignidade de confraria, com permissao para usar
de habilos talares prelos da ordem de Sanio Anto-
nio, c escapulario azul; cleveuaclo solemne em 29
de novembro de 1850 em que hquve lugar a cere-
monia da beucito dos habilos com todo o esplendor,
sermao, etc., ele.
Tem osla confraria um capellao que celebra o san-
io sacrificio, da missa lodos os sabbados, e suflraga
as almas dosirmaos fallecidos no dia 3de nnvenibro
de cada anno. As missas dos domingos, dias de
guarda e dispensado* sao por conla da capellana
do capellao-mnr Gabriel lvesCarneiro, nuca man-
lem desde 1818.
gil.
De S. Domingos.Foi levantada i face do mar da
enseada por Domingos de Araujo; antes do mez de
evereiro de 1652, como certifica a verba testamenta-
ria do mesmo Araujo, fallecido no dia ultimo deste
mez, que se regislou a 11. 63 do liv. 3. dos bitos da
freguezia da S (8). Urna irmandade regular susten-
ta o culto do seu orago.
n CONSULADO GERAL.
Henil i ment do dia 1 a 23 .
dem do dia 24....." '
DIVERSAS f ROVINCIAS.
Rendimenlo do dia l'a23......4:8708969
Exrjfj'rtacao .
Rio de Janeiro pelo Assii, escuna nacional Caan-
le Marta, de 149 toneladas, conduzio o seguinle __
laslro de rea. ,
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 24.......5339380
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 23 39:6508213
dem do dia 24.........1:0438387
apresenlados a approvaro do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 50)600$ rs.
2.a O arremalanto dar principio as obras nopra-
zo de 3 mezes, e as concluir no de 3 anuos, ambos
contados pela forma do artigo 31 da lei n." 286.
3.a Durante a execucao dos Irabalhos o arrema-
tante sera obrigado a proporcionar transito as canoas
e barracas, ou pelo canal novo, ou pelo leilo actual
do rio.
4." O arrematante seguir na c\ccur!io das obras
a ordem do Irabalho que lhe for determinado pelo
engeiilieiro.
5. O arremalanlc sef obrigado a aprcsentaT no
fim'do I.o anno, ao menos, a quarta parte das obras
prompla, e oulro tanto no fim do 2." anno, e faltan-
do a qualquer dessas condires pagar urna multa
de 1 conlo de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'.lnnunciaro,
O lllm. Sr. inspector da IIk.....ir.n ia provin-
cial, em i'iimpriinciito da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda fazoi publico, que no
dia 9 de marco prximo vindouro, peranlc a junta
da fazenda da mesma thesoiiraria. vai nnvamenle a
praca para ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra do acude na povoacao do Buiqui, avallada
em 3:3008000 rs.
A arrematara ser feita na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As iicssoas que se propozerem.a esla arrematacao
comparecara na sala das scssOes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar aprsenle c
pabJifpr pelo Diario. Secrelaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 3de fevereiro de 1854.__
O sccrelario, Antonio Ferreira da AnnunciacBo.
Clausulas apeciac* para arremataran.
1 '^5,raS do au ronrormlqade com a planta' c oreamciilo approva-
dos pela directoria cmcouselho c apresenlados
approvaro do Exm. .presidente' a importancia de
3:3O00OO rs.
2" Estas obras devcrSo principiar no prazo de
scsscnla dias, o serao concluidas no de dez mezes,
n contar da dala da arrematadlo.
3 A importancia dcsla arremalacao sera paga
em tres preslaroes da maucira seguinle : a primei-
ra de dous quintos do valor total, quando liver
feilo metade da obra, a segunda igual a pri-
meira depois de lavrado o termo de recebimcnlo
provisorio ; a lerccira fiualnicnle de um quinlo de-
pois do recebimcnlo definitivo. .
4 O arrematante aera obrigado a communirar a
repartidlo das obras publicas com antecedencia de
trmla dias o dia lixo, em que tem de dar principio
a execucao das .obras, assim como trabalbara segui-
damentc qiiinzc dias, afim de que possa oeugeuhci-
ro.eucarregail da obraassiilir aos primeiros Iraba-
llios.
5- Para ludo o mais, nao que ostfvcr especifica-
do nas presentes clausulas seguir-se-ha o que de-
termina a lei provincial n. 286 de 17 de maio de
.51.Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira
da Annuneiurao.
O lllm. Sr. inspector da thesouria provincial,
em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 9
de marco prximo vindouro, vai nnvamenle a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer,pera-
le a junla da fazenda da mesma Ihesouraria a obra
do acude dePajedc Flores, avaliada em 3:1908000
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
roniparecaiu na sala das sessoes da mesma junla no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitada-.
E para constar se mandn afluar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provnc'ujhle Pcrnam-
Ihico, 3 le fevereiro de 1854.O secretario,Anto-
nio Ferreira da AnnandarSo.
Claututa* especiact para a arremajarao.
1. As-obras do acude de Paje de Flores scnlo
fcilas de conformiiladc com as plantas c orcamenlo
apresenlados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia na mportnda de 3:1908030 ris.
2." Estas obras deverao principiar no prazn de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desla arremalacao ser paga
em tres prestar/ies da maueira seguinle: a primeira
dos dous quintos do valor da arremalacao, quando
liver concluido a melade' da obra: a segunda igual
a primeira, depois de lavrado o lermo de recebi-
menlo provisorio; a lerccira finalmente de um quin-
to depois do recebimenlo definitivo.
4. O arrematan le sera obrigado a emn mullicar
52:0729894 a reparticio das obras publicas com antecedencia
de Irinta dias, o dia fixo em que lem de dar prin-
cipio a execucao das obras, assim como trabalbara
seguidamente durante quiuzc dias, afim de que pos-
sa o engenheiro cncarregado da Obra assislir aos
.282:2838425
. 1:1608021
283:413-5446
51:2408789
8323105
aera dividido em 3 parles, sendo urna do valor de
dous quintos, quando houver feilo melade da obra,
oulra iguala 1. quando a entregar provisoriamente,
e a 3.a de nm quinto depois de um anno na occasio
da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificada
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei n. 286.
Conforme. O secretario, ,
Antonio Ferreira 'Annunriaro.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Eira. Sr. "pre-
sdeme da provincia, de 6 do correle, manda fazer
publico, que nos dias 7, 8e 9 de marro prximo
vindouro, peraule a junta da. fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fizer
a obra do 4-lauco daramilicacao daeslradado Sul
para o Cabo, avaliada em29:268.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 2 e 27
da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 851, esob
as clausulas especiaes abaixq,copadas.
As pessoas que'se propozerem a esla arremalacao
comparecer na sala das sessoes da mes/na junla nos
dias cima declarados, pelo meio dia, cmpetenle-
menle habilitadas.
E para cooslar se mandou adixar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de fevereiro de 1854O secretario.
Antonio Ferreira d'Antiunciarao.
Clautulas especiaes para a arremalacao.
t.a As nbrasdo '? lauco da ramificaco da estrada
do Cabo, far-se-hao de conformidade com a planta,
perfis e mais riscos approvados pela directora em'
conselho c apreseulados a approvacao do Exm. pre
sidcnle, na importancia de 29:2688.
2." O arrematante dac principio as obras no prazo
de ummez, edever cunclui-las n.de dezeseis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
realisar-se-ha cm qualro prestadles iguaes ; a 1.
depois de feilo o primeiro terco das obras ; a 2." de-
pois de concluido o segundo terco ; a 3. na occa-
sio da entrega provisoria ; e a l.'deppis do recebi-
menlo definitivo oqual dever verificar-se um anno
depois do recebimeulo provisorio.
4.a Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em loda exlencao do laico.
5. Para ludo o que nao se adiar determinado
nas presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-
se-ha o que dispe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira iAn-
nunciaeuo.
V Dr. Custodio Manoel da Silca Cu i maraes, juiz
de direilo da primeira cara do cicel nesta cidade
do Ret fe de.Pcrnambuco, por .>'. M... e Cons-
titucional o Sr. D. Pedro U, que Dos guarde,
etc.
Faro saber aosqueo presente edilal viren), e delle
noticia liverem, que no dia 27 de marco prximo
seguinle se bao de arrematar por venda,a quem mais
dr, em praca publica deste juizo, que lera logar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com assis-
tencia do Dr. promotor publico desle lermo, as pro-
priedades denominadas Pitanga e Tabalinga, sitas
na freguezia da villa de Iguarass, perlencenles ao
patrimonio das recolhidas do convento do SantissimoJ
Coracao de Jess daquella villa, cuja arremalacao foi
requerida pelas mesmis recolhidas em virtude da li-
censa que obtiveram.de S. M. I. por aviso de 10'de
novembro de 1853,do Exm. ministro da juslica; para*
o producto da arremalacao ser depositado na Ihesou-
raria desla provincia al ser convertida em apolices
da divida publica. A propriedade*Pitanga em atlen-
Cao as deslriiiccs qne tem soflYido suas malas, e a
qualidade da maior parte das- Ierras, avalladas por
10:0008000 de rs.; e a propriedade Tabalioga por
seren urna estrada que fferecemuila vanlagem,com
um riacho permanente, e urna casa de laipa coberta
de leihas, ainda nova, avaliada por 1:0008000 ; sen-
do a siza- paga a cusa do arrematante.
E para qnechegue a noticia de.lodos, mande pas-
sar edilaes que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior circuladlo, e atusados nos lugares publi-
co.
Dado e passado nesta cidade do RecifTde Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1851Eu Manoel Joa-
anim Baplisla, cscrivo interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Silca Cuimaraes.
DECLARACO'ES.
- 40:6933600
OVIMENTO DO PORTO.
Sacios entrados no dia 24.
Genova por Tarragona84 dias, e do ultimo porto
56, brigue sardo feimac, de 177 toneladas, capia
Mchele Demoro, equipagem 12, carga vinho e
mais gneros ; a Viuva Amorim & Filho.
Ballimore5t dias, patacho americano ll'indtcard,
del,/ toneladas, capito E. J. Marshall, equipa-
gem 8. earga farnba de Irigo e ninis gneros ; a
Hcury Forsler & Companhia,
Navio sahido no mesmo dia.
l'rederckald Escuiia ingleza Sultana, capilao
hduard llomeril Jnior, carga assurar.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspedor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia i de
marco prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
melhoramenlo do rio Goianua, avaliada em res
50:6008000.
A airemalcao ser feila na forma dos artigos 24
c 27 da lei provincial n." 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao,
comparecam na tala das sessoes da- mesma junta no
dia cima declarado, pelo meiodia.coropeleiilemen-
le habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da ihesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de fevereiro de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira fCAnnunciacao."
Clausulas ctpeciacs para arrematacao.
1." As obras d"o melhoramenlo do rio Goianna,
far-se-lulo de conformidade com o orcamenlo.plantas
perfis, approvados pela directoria e em conselho, e
_ (1) Bem que nos (lulos das sesmarias concedidas a
. de selembro de 1665, a Pedro Marlins Namorado, e
a Jos Adorno, se ade esri iplu gnarehu, parece
mais propriocal.ehy, derivando-se essa i-xpresso
do carj, indico, que significa agua pelo rio que corre
aquella praia.
(2) O livro I. da matriz comeea no mez de feve-
reiro desse anno.
(3) Nao apparece dociimenlo que nolicie o funda-
or do templo, nem a era de sua conslrccao.
(4) Por testamenlo com que fallecen a 27 de se-
lembro de 1727, deixou 8008000 re para de seus ju-
ros se dizerem anqualmenle tres capellas de missas no
aliar de N.h. das Necessidades enllocado na mesma
igreja matriz ; sendo nas tercas e quarlas-feiras de
cada semana. Memoria do Dr. Pisarro. i
Y, ^y0.*-0 dos ol,ilua da freguezia da S, Em
18l8suslentou o cspilln-mor Gabriel Al ves Carueiro
urna accaode reivndicajao do patrimonio da irmou-
dade, contra o padre Joao Florencio de Medina e
outros, que ho dispulavam : obleado senlenca fa-
voravel do lllm. vigario geral, e terminando por urna
composicao lomada em mesa coujunla, presedida pelo
juiz de orphaos (1829} Filippe Alberto Palroni Mar-
lins Maciel Prenle.
(6) Livro 4. dos obilos da freguezia da S.
(i) Ja no anno de 1736 disse o visitador Araujo
que exislia essa irmandade, a qual cobrava o ren-
aimenlo de 400S000 rs. do palrimonio cslabele-
(8) Declarou.
sua mu
telaron, diz o regalo da verba que deixava a
llier, Violanle Soares, urnas casas de sobrado
que houvc, por compra de Antonio Borges, com a
obngacao de sustentar a irmandade de San Domin-
gos, que esui na sua fazenda, de lodos os ornamentos
que forera uecessarios. Consta por documenios e I se diguou acolhe-la.
Iradidjo refere lambem que liouve flli um engenho.
de assurar, de cujas Ierras foram doadas 50 bracas
para palrimonio da ermida, eo visitador Araujo,
cima rilad, disse quo ella linha de palrimonio IMfl
rs., que era sem duvida rendimenlo das torras doa-
das. Por escriplura celebrada no anno de 1710, na
nota de que foi tnhellao Ignacio Manoel Pinlo Cam-
pello, livro 82, fls. 177consta que Francisco de Arau-
jo Soares fizera doacao a Joaquim Alves de Ierras no
sacco de Samamgoav. e da administrarn da capella
de S-ni Domingo*. {Memoria do Dr. Pisarro.)
(9) Jos Gonjiives, fallecido a 30 de dezembro do
1663, deixou-lhe no testamento a esmolade 58 des-
cobrindo-se mais legados desse mesmo lempo, 'c pos-
leriormenle feitos a Nossa Senhora da Boa Viagem,
como consta dos livros do obilos das duas primeiras
parorbias da curte.
Jo Mara da Assumpco ddou'outlegou essa ca-
pella rcligiao do Carino, bm a obrig.irao de fes-
tejar animalmente a mesma seuhora. (Memoria do
Dr. Pisarro.)
'. (11) No anuo de 1729se fazia uso de um oratorio
em beneficio dos operarios dalarmadlo, sobre o qual
providencien o bispo D. Fr. Antonio de Guadalupe,
e he provavel por isso quo entao ou logo depois se
Irahajhasse na construcca da capella. Existindo j
cm 1736, foi visitada pelo Dr. Henrique Moreira de
Carvalho no anuo de 1742.
Eslava esla noticia escripia para ser oderecida ao
lllm. c Exm. Sr. conselheiro l.uiz Pedreira do Cou-
to Ferraz no dia cm qoe se transiente o SS. Sacra-
mento da freguezia de S. Joao Baplisla de Niclheroy
para o novo lemplo ; como, porm, S. Exc. largasse
a presidencia da provincia para ser encarregado do
ministerio do imperio, o autor, nao desejando afasia-
la do seu primeiro desuno, ollereceu-a a S. Exe.,qoc
primeiros trabalhos.
5. Para ludo o mais qne nao esliver especificad
nas-presenles clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a' lei provincial u. 286 de 17 de maio de 1853.
O sccrelario, Antonio Ferreira da Annunciacao.
O lllm. S.r. inspedor da Ihesouraria provincial,
cm cumprimenlo da resolucao da juula da azenda,
manda fazer publico, que no dia 23 de marco pr-
ximo vindouro, peranlc a junla da fazeuda da mes-
ma Ihesouraria, vai novamenle a praca, para ser
arrematada a quem (tor mem coucertos da cadcia da villa do Cabo, avaliada- em
8258000 rs;-
A arremalacao ser feila na forma dos arligos
24 e 27 da lei provincial n. 2S6 de 17 de maio de
1851 c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compelenle-
mehte habilitadas.
E para rouslar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pcrnain-
bnco 21 de fevereiro de 1854.O sccrelario, 'An-
tonio Ferreira d'AnnunciarUo.
Clausulas especiaes para a arremalaro.
1." Os concertos da cadeia da villa do Cabo far-se-
hao de conformidade com o orcamculo approvado
tela direcloria em rouselhp, e apreseniado appro-
vacao do Exm.. presidente da provincia na inipor-
aucia de 8258000 rs.
2." O arremalanlc dar principio a obra no prazo
de quinzo dias, e dever ronclui-la no de Ires me-
zes, ambos contados de conformidade com oarl. 31
da lei ii. 286.
3. O arremalanlc seguir na execucao ludo o que
lhe for prescriplo pelo engenheiro respectivo nao s
paca boa execucao do Irabalho como cm ordem de
nao inulilisar ao mesmo lempo para o servr_o pu-
blico lodas as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremalacao
verificar-se-lia em duas prcslacoes iguaes: a primei-
ra depois de feilos dous tercos da obra, c a segun-
da depois do lavrado o Icrmu de recebimcnlo.
5. Na llavera prazo de rcsponsabilidadc.
6.". Para ludo o que uao se acha determinado
nas presentes' clausulas ucm no orcamenlo, seguir-
se-ha o que dispe na lei n. 286. Con'forme. o
sccrelario tntonio Ferreira d'AnnunciarUo.
O lllm. Si1, inspedor da Ihesouraria provinci-
al, cm cumprimenlo da ordem doKvm.Si. presiden-
le ila provincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marco prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem por menns fizer, perante
a junla da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
acude da |ivoacfi de Bezerros, avaliada cm rcis
3:844S500.
A- arremalacao ser feiln na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as dausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sesses da mesma junla no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnambn-
co 1. de fevereiro de 1854. O secrelario.
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a airematarSo.
1. As obras deste acude serlo feitas de conformi-
dade com a plaa e orcamenlo approvados pela di-
rectoria em conselho, e apresenlados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importando cm
3:8448500 rs.
2.a O arrematante dar comeen as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, contados se-
gundo o artigo 31 da lei n." 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematacao
seibo. Sala das sessoes do conselho de, administra-
rlo naval em Pernamhuco 22 de fevereiro de 1854.
O secretario, Chrittocao Santiago de Oliceira,
servindo de 3." ofiicial.
O lllm. Sr. inspedor da Ihesouraria de fazeu-
da manda fazer publico que a segunda prSra para a
arremalacao das Ierras, roateriaes eniais pertences
da capella vaga de Nossa Senhora do Soccorro, sita
no engenho deste nome na freguezia de Santo Ama-
ra de Jalmaiao, lera lugar no dia 2 de marco pr-
ximo vindouro, e a lerccira e ultima no dia 7 do
mesmo mez: os licitantes devero, poiscomparecer
nos referidos dias as 11 horas e meia da manhaa no .
lugar do coslurae. Secrelaria da Ihesouraria de fa-
zenda de Pernambuco 22 de fevereiA de 1854.O
odicial maior, Emilio Xacier Sobreira de Mello.
-*- Pela adminislracao do cousnlado te faz publi-
ca, que o Sr. Joo Vieira de Araujo, na qualidade
de prensado, acha-se compelenlemnle habilitado
para exercer as funecoes de administrador de arma-
zem de deposito, por ler apreseniado a respectiva pa-
tente, dada pela secrelaria do tribunal do commer-
cio desla provincia em 23 do correnle mez, da qoal
se evidencia achar-se como tal matriculado, e ler as- '
signado termo de Gel depositario na forma da lei n.
556 de 25 de junho do 1850, e regiment estableci-
do pelo decreto n. 858 de 10 de novembro de 1851 ;
o que por esla mesma adminislracao do consulado
fora exigido a lodos os senhore* prensarlos por deli-
beraeJo do Exm. Sr. presidente da provincia de 6 do
correnle mez. Mesa do consolado de Pernambuco
24 de fevereiro de 1854.O administrador,
Joao Xatier Carheiro da Cunta.
^JSS?**/
Conselho administativo.
_0conselho administrativo, em virlude deaulorisa-
Cao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar osabjeclos seguinles:
Para a colonia militar de Pimenleiras.
Ac de;Milito, meia arroba ; ferro sueco em bar-
ras quadradas com duas polegndas, 5 arrobas ; dito
em barras quadradas com urna polegada, 2 arrobas ;
dito redondo com urna polegada de grossura, 1 yi ar-
roba ; dilo em barras chalas com um qoarto de
grossura e 2 J polegadas de largura, 4 arrobas; di-
lo em ditas ditas com 3|8 de grossura,5arrobas;
compacos de 12 polegadas, 2 ; folha de sena de mo
com 4 psde com prime oh,. 1 ; ferros dobrados para
garlopas com 2 l polegadas de largura, 4 ; ferros
para planas singlos com 2 polegadas de largura, 4;
ferros desbastadores com um polegada e 3)4 dilas,3 ;
formoes de ac surtidos, 12; grosas com 2 polega-
das de comprimeulo, 2 ; goivas estrellas de ac, 4;
ditas de meia largura, 4 ; ditas largas, 4 ; limas
triangulares de 6 polegadas, 6 ; masselas de ferro
para quebrar pedras com 12 libras cada urna, 12 ;
para Tusos de madeira, 2 ; pregos de assoalho, 1,000;
tilos balis grandes, 500 ; ditos pequeos, 500; di-
tos de rame com 2 polegadas de comprimenlo, 2 li-
bras ; dilos de ditos com I .'.;' polegada de ditos, 2
libras ; ditos de dilos com 1 polegada, 2 libras; ver-
rumas sortidas, 24.
Quem quizer vender "loes objeclos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretara do con-
selho, as 10 horas do dia 1." de marco prximo vin-
douro.
Secrelaria do conselho administrativo prfra forne-
cimenlo do arsenal de guerra 20 de fevereiro de 1854.
Jos de Brilo Ingle:, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O conselho administrativo naval contraa o for-
necimenlo dos seguinles gneros para os navios ar-
mados, enfermara de roarinha, barca de cscavaean
e mais eslabelecimentos d arsenal no mez de marco
vindouro:
Arroz branco do Maranhao, assucar branco de pri-
meira sorte, agurdenle de*20 graos, azeile doce de
Lisboa, dilo do Medilerraueo, dilo de carrapalo, ba-
calho. bolacha, carne verde, carne secca, caf em
grao, farinha de mandioca, feijo mulalinho, lenha
de mangue em achas, pao, loucinho de Sanios, vina-
gre de Lisboa, velas stearinas e de .carnauba: por-
taolo, eonvida-se aosiuleressadosera dito forneci-
raento, a coniparecerem as 12 horas do da 25 do cor-
rente, na sala das sessoes do dilo conseibo, -com as
suas amostras e proposlas.
Sala das sessoes do conseibo de adminislracao na-
val em Pernambuco 20 de fevereiro de 1854. O se-
cretario, Christotao Santiago de Oliceira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de tlirecrao 'convida aos se-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a 31 de marco do
corrente anno, mais "20 por 100 sobre o
numero de acedes com que tem de licat,
para levara eli'eito o complemento ao ca-
pital do banco de dous mil contos de res,
conforme a resolucao lomada pela asseni-
ble'a geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuoq 11 de fevereiro de
183i.O secretario do conselho de direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pela conladoria da cmara munirpat desla ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marco,prximo futuro, se far a arrecadacao. boc-
ea do cofre, no impasto municipal sobre estabeleci-
menlos, brando sujeiios a mulla de 3 % os que o nao
lizerem lio menrionadoprazo.No impedimento do
contador.O amaniipnse,/rraHr/ro,e'(inil/o da Boa-
riugem.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
Irucca publica, faro saber i quem ronvier, queo
Exm. Sr. presidente da provincia, em proposla de 13
tu corrente, creara urna cadeira de inslrurco ele-
mentar do primeiro grao, na freguezia de Alagda de
Baixo ; a qual esl em concurso com o prazo de 70
dias contados da dala deste. Directoria geral 17 de
evereiro de 1854.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cezar de Mello.
O arsenal de marinha compra os seguinles ob-
jeclos: pregos de cobre para forro, vistas de osso,
agua-raz. ol de linhaea. linha de barra, varoes do
ferro de 4|8 e3|8. ferro em Icngo! de n. 6 a 8, verga
decobre de % a 2|8. varoes de dilo sonidos, linla
prcta. Oita branca, lona ingleza eslreila de n. la 5,
cabo de linho de 3)4 a 4 polegadas, arcos de ferro |-
ra bandejas, barris e pipas, raspas de ferro, chambo
em barra, taixas de bomba de ferro, sebo cm
ps de ferro, pregos ripaes da Ierra, dilos gi
batel, azeite doce, ou de cuco, e alralrigggy
soas a quem ronvier a venda de semelhanles ob,
comparecam nesla secretaria no 1. de marco ao ,
dia com as suas proposlas. Secretaria da inspevio
do arsenal de marinha de Pernambuco 21 defi>ere-
ro de 1854.No impedimento do secrelario,
Manoel Ambrnzio da Conceico Padilha.
O conselho de adminislracao naval compra para
o fornecimenlo dos navios armados, carne devacca
Programma dos bailes de mascaras,
que.nos dias 26 e 28 do corrente tegio
lugar no theatro de Santa Isabel, sob a
direccao do Sr. Jos De-Vecchy, director
principal, l.uiz Canlarelh e Ribeiro.
As 7 horas da noilc estando o Ihealro convenien-
temente Iluminado, e decorado, se franquear a en- '
Irada pela porta principal, e urna das laleraes ser
destinada para as sahidas.
As 8 horas, depois de execulada a grande orehes-
tra, dirigida pelo professor Theodoro Oresles, a en-
cllente svmpboniada opera Favorita, principiar o
baile pelas quadrilhas dedicadas ao imperador Napo-
leo 1)1, segu nd o-se as compostas pelo maestro Jo-
s -Viclor Ribas,' e oulras muitas todas novas e de a-
purado costo. As quadrilhas serao entreroeadas de
oulras dansas, executando grande orcheslra urna
nova mazurka, compoflcao do mesmo Ribas, tima
polka, composicao do Sr. Santos Pinlo, que ten) por
Ululo, a victoria, a qual foi dedicada e escripia de
proposito para o segundo balalhao de caracteres de
Lisboa, lambem ser locada a polka do maestro Cam-
mille Schubert, e oulras muilas e variadas- composi-
Coes de gosl
O signa! para o romero de qualquer dansa sei
dado pelos directores da sala.
Os carlees de entrada geral he dous mil ris, me-
nos para as senhuras que se apresentarem de masca-
ras, as quaes terao entrada gratis.
Todos os camarotes estar aberlos, e poderSo ser
ocrupados por lanas pessoas quantos os assenlos que
liverem.
Em lempo com plenle se publicar umregulamen-
lo, -que lem por lim evitar loda a sorte de abasos e
escndalos, o emprezario espera que os Srs. concor-
renles se conformarlo com todas as suas regras, afim
de que esla funco se eOeclue com toda a decencia,
e se lome digna de vini publico lao Ilustrado, ao
qual o emprezario protesta urna eterna gratido. Os
Srs. que lem cncotmnendado car loes de entrada po-
dem procura-Ios desde j no escriplorio.do thealru..
, Por ordem da direcloria do Ihealro se faz publico
aos mascaras que liverem de ir aos bailes dos dias 26
e 28 do crrenle, que as armas que levaren) comsigo
devem ser simuladas, fcilas de madeira, papelao, ou
materia scmelhaule, mas nunca de ferro. .
O uso ib) esporas fica prohibido.
Ficam igualmente prohibidos os trajos religiosos ou
allosiios.
Nao sao permillidos os salios da platea para cama-
rotes, ou vice versa.
A Irib na da presidencia e os camarotes da polica,
da direcloria e da adminislracao do Ihealro nao po-
dem ser oceupados pelos masaras.
Ficam tomadas todas as providencias de rigor para
evitar que escravos de qualquer dos sexos se inlro-
duzam no baile ou camarotes.
AVISOS martimos.
Par a Bahia,
segu cm poucos dias a velera sumaca Ilorlencia:
para o resto da carga Irata-se com sea consignatario
Domingos Alves Malheus, na roa da Cruz n. 54.
Para u Babia,
segu com brevidade a veleira garopeira Licrar.ao :
para o reslo da carga Irala-se com seu consignatario
Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz n. 54.
Para a Babia segu- com presteza o
vleiro biatc nacional Fortuna, capilao
Jos Severo Moreira Bios ; para o restada
carga ou pasageiros, tiata-se com os con-
signatarios A- de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Becife n. 47,
primeiro andar.
Para o Bio de Janeiro *sahe no dia
28 do corrente, o muito veleiro brigue
iiBecile oqual jatema maior parte de seu
carregamento prompto ; para o restante,
passageiros e escravos tambem de passa-
gem : trata-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, ou com o cpitao Manoel
Jos Bibeiro, a bordo.
Para' pelo Oeara'
a escuna nacional Emilia, capilao A. S-
Maciel Jnior, segu para o Para' pelo
Ceara', ate ao dia 24 do corrente, recebe
carga e passageiros para os dous portas :
a tratar na ra da Cruz, n. 13, com J.'C.
Augusto da Silva, ou com o capitao na
praca.
Para o Ceara c Granja, sabe com loda a brevi-
dade a escuna San Jos : para carga e passageiros,
Irata-se na rna da Cruz do Kecifc, n. 33, em casa da
Luiz J. de S Araujo.
Para o Bio de Janeiro, vai sabir com
a maior brevidade possivel, por ter parte
de seu carregamento, o patacho nacional
i< Valente, do qual be capitao Francisco
N, de Araujo : quem no mesmo quizer
carregar, emba car escravos a irete ou ir
de passagem, para o que tem bons com-
modos, dirija-se ao capitao na praca do
commercio, ouaNovaes& C, na- ra do*
Trapichen. 34. ,
Para a Baha.
Segu com brevidade *> hiale,.Soctai.ei, receba car-
ga a fele.e passageifos; trata-sc com Caetano Cyria-
co do C. M. ao lado do Corpo Sanio, loja de massa-
mes n. 25.
Para n Ass e portos intermedios segu ueste
dias, a lana nacional .Vaca Esperanea : para car-
ga e passageiros Irala-se na ra da cadeia do Becife,
loja n. de Cunta & Amorim.
Bio Grande do Sul.
O patacho Dous de Margo, prstese seguir para e
Kio Grande do Sal, recebe passageiros : trata-se coin
o capillo a bordo : on na ra da Cadeia Vclha n- 12,
escriploriu de Bailar & Oliveira.
Porto.
Tem praca para carga raiuda o brigue porlugoez
Esperanea, que no dia' 28 do correle seguir impre-
lerivehnenle para o Porto : irala-se com Bailar &
Oliveira na ra da Cadeia Vetna, 12-
M'ara o Rio Grande do Sul saldr breve o hrigno
Mafra, capilao Jos Joaquim Dias dos Prazeres, re-
cebe escravos a frele, e lem ceramodos para alguns
passageiros : quem prelender pode dirtgir-se ao mes-
mo. ou a Amorim Irmilos, ra da Cruz n. 3.
~rr~! ^ LEILAO.
vida-se aos inlercssados em dita venda a coniparece-
rem as 12 horas do da 25 do correnle com suas pro-
postas e amostras oa sala das sessoes do mesmo cou-
Leilo sem limite.
Quarta-foira 1. de marco, as 11 horas da manhaa
em pajil, haver leilo no armazem de M. Carneiro,
na ra do Trapiche n. 38, por inlervenc do agente
j. Calis do seguinle : cadeiras brasileiras, inglezas,
americanas e bamburguezas, lodas de boas madeiras,
assim como algumas de ferro e oblros objeclos lodos
"ivernisados a imilacSo de bronze. guardas lencas
narello, mesas redondas e elsticas para janlar,
dorios, sofs, marquezas, camas francezas, um
alcao d'amarello, uro rico jogo de voltarele, e urna
caiza para costura, ambos os objeclos de diario, um
bom piano inglez, proprio para quem liver de apren-
der. ^___^___
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de um homem que entenda da jnan-
taces para feitor de nm sitio : quem esw nestas
ra do llruui u. 28, fabri-
salgadaeni barris.c bonetes escossezes; pelo qne con- circomslancias, dirija-se:
-----:_.-------a~, ..... Ha. ana a ^..^-------- ca d o cable i rei ro. .Namesina casa acna-se nm caixeiro
proprio para loja de fazeudas,
pralica.
de que tem bastante
""
AJ itii a rx


sr




**




Jos Soares de A/evedo, pro'essor
de hngua franceza no Ivceu; tem aberto
em sua nova residencia, Aialarga do Ro-
sario, n* "28, terceiro andar, un curso
de pliilosoplna e oulro de linjjna france-
sa : pndeser procurado lodos os dias uteis
desde as 7 ale !) horas da maiiiaa ; e de
larde a' qualquer hora.
l'Ilimo (josto.
"< abaixo assigoados, donos danova loja. doo urives
da roa do Cabida *1. confronte ao paleo da ma-
triz e ra Nova, franqueiam ao publico em acra! um
bello e variado sorlimeuto de obras de ouro de mui-
lo bons goslos.e precos que"nao desaaradaro a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por qualquer
* *.-5U! ven,1ereJP a Passar urna conla com respon-
sabilidade, especificando a qualidade do ouro de 14
ou 18 quilates, licando ass'un sujeilos por qualquer
duvida que apparecer.Serafim & Irmao.
TOS~PEi. EEcTffTSH5T
tarro da Boa-Vina n. 4, terceiro
andar.
A. Lellarte, leudo de se demorar pouco
lempo nesta cidade, avisa ao respeitavel pu-
blico que quizer utilisar-se do seu presu-
mo, de aproveilar os poneos dias que lem _
de residir aqui ; os relralys serao lirados com 12
toda a rapidez e rjerfeicao que se pode dse- 98
jar. No estabelecimento ha retratos raostra
para as pessoasque qtii/.crem examinar, e es-
l:i aberlo das 9 horas da mauha al as i da
larde.
OIARIO DE PERNAMBUCO SABBADO 25 DE FEVEREIRO DE 1854.
. O lente da 1. cadeirado 5." anuo do curso ju-
rdico de OHnda, aviso aosSrs. acadmicos quinta'
nislas, que as suas prelec(oes uo anno correnlc
liode ler por base osseusElementos de Economa
Polticaque se eslo imprimimlo na tvpographia
do Sr. Bicardo de Freilas Kilieiro, em cuja livraria
estabelecida na ra do Collegio, podem deixar os seus
is. No mesmo lugar pode subscre-
ouzaga vendem-se os eleiqenlos da Pralica do Pro-
ees, e as instiluieoes de Diteito Civil Brasileiro,
composicao do mesmo.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do CoIIegio n. 2,
yende-e um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, pdr
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cSes, como a retalho, ayancndo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
|ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, lrancezas,allemaas e suis-
sas.para. vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido', epor
isto oiferecendo elle maiores van-
tages do que outro qualquer ; o
propietario deste importante es-
tabeledimento convida a'todos os
seuSjPatricios, e ao-publico em ge-
,ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & llolim.
Aloga-se o sobrado grande da Magdalena,
qne fica em frenle da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar al o da 1. de marco: a iraUr
no aterro da Boa-Vislan. 45, nu na" ra do Collegio
n. 9, coro Adriano Xavier Percira de Prilo.
Bichas.
Alugam-see vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
' Traspassa-seo afrendamenlode um engenho de
beslas, monle correnle.dislantedo Recito 5 tesuas.
e da ;eslrada publica menos de meia de bom caminho,
a ponto de chegarem os carros de cavallos al a casa
de vivenda, coin boas e sufllcientes trras de canna,
mandioca, milho. feijao, arroz, caf, ele. etc., muilo
perto e em roda do engenho, dous bous cercados de
vallados, boa, bem feila e nova casa de vivenda de
sobrado toda envidraca. com alpendre de columnas
de madeira e grades de ferro, muilo fresca, e com ale-
gue e eieellenle vista ; casas de eugenho, caldeira,
encaixamenlo, estufa e eslribaria, ludo de pedra e
cal, com lodos os seos perlences, e em muilo bom es-
tado, snfHcieules senzalas para os prelos, casa de Cari-
nha provida de lodo o necessario ; excellenle hanho
em urna bella castalia aproprada, maltas virgens
muilo perlo, borla com arvoras frucliferas, inclusive
lima boa porcao de coqueiros ; bons sitios de lavrado-
res, ele. ele, As caimas sao de muilo bom assucar, e
de muilo rendimenlo. Vendem-se as cannas novas
o gado vacum e cavallar : os prelendenles diram-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de JaboaUo a'lratar
com o proprelario.
Indo desta cidade para a de Goianna Manoel
Ooocalves de Albuquerque e Silva, perdeu entre
i tabalinga e a taboleiro da Mangabeira, urna carteira
contando nella 7-200O00 rs.; e porque lodo esse di-
nheiro eslava em sedulas de 500, 2009 e 1003 rs.
he fcil descobrir-e quem o achou, no caso de appa-
recer alguem destrocando sedulas desles valores, sera
ler proporeoes de as possuir: pelo que oflerece o re-
ferido a quanlia de 1:000(000 rs. a quem Ihe resli-
luir aquella quanlia ; e a de 5008000 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que acliou-a, e se pnssa rehaver o
dinheiro, promellendo igualmente segredo inviolavel
quando assim oexigirem : quem, pois, liver noticia
deste achado, dinja-ie uaqae.Ua cidade, ra do Am-
paro n. e nesla, aq aterro da Boa-Vista u. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
Atoga-se" a loja do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com armrcao nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarello da ra do Ouei-
mado o. 29. v
, O Sr. Manoel Lourenco Machado da Bocha, cn-
caoernador, que assiguou este Diario para o Sr. vi-
sarlo Manoel Vicente de Araujo, venhaa esta tvpo-
araplua para solver mesma assianalura, visto que o
Sr. vigano diz que nada tem com iaso.
HOMEOPATIIA.
i Dr. Lasanova contina a dar consultas lodos o
das no seu consultorio, ra do Trapiche n. 14.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
* CIDADE.
Paolo Gaignou, dentista receben agna denli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conbecida como a rae-
Ihor que lem apparecido, (e lem muitos elogios o
sen autor,) lem a propriedade de conservar a bocea
cneirosae preservar das dores de-denles: lira o
goslo desagradavel nue d em seral o charuto, al-
gunas golas desta n'um copo d'agua sao gufficien-
tes, tambera se achara p dentifrice eieellenle vam
a conservarse.dos denles : na ra larga do Boirio
n. 36, segundo andar.
Y,r" DeseJa-se fi,|lar ao Sr. Manoel Cavnlcanli de
Albuquerque Mello, morador em Amia-1 ria.d'Olin-
da : na ra da Oadeia do Hecie n. 5.
I\o dar do corrente pegoK-se um cavado ru-
co com umai-angalha denlro de um terreno do Bec-
co das Barreirai, c que alaum estrago fez : quem se
adiar com direilo a elle procure na casa do mesmo
silioiom lenle para a ruado Colovello u. 2,.),'que
pacandu as despezas Ihe seni eulreue.
W, HOMEOPATHIA. (g)
| 1114 DAS CRUZES 1. 28. i
W No consnltono do professor liomopalh ^
(9 Gosset Himonl, achanl-se venda por &?
| u CINCO MIL RIS. |
^ Algumascarleirascom24niedicamenlo. (T
Os competentes livros.....55000 1
Grande sortimento de carteiras c caixas '
r nrlaram na occasiao do oflicio, no Oirpo San-
to, do bolso de una jaquela, embrulhadas em um pa-
pel, duas ledras urna de 30687 rs., areila por Ma-
noel Antonio TeUeira. o a oulra de 4l(J00O rs. por
Iraneisco Antonio do Valle, un vale de 623600 por
Miguel Jos de Abreu, c 48.-50OO rs. em dinheiro,
scmiodiias sedulas de IO5OOO, tres ,le 55000, tres de
15000, v urna pega de ouro de 08000: previne-se aos
aceitantes das lellras para que nao as pagoem sead
ao sen legitimo possuidor que he o abaixo assisnado,
nutro sim roga-se a quem desle roubo souber on der
noticia cerla, que baja de avisar ao dHo abaixo assis-
nado, na roa da Senzala Velha n. 90. que sera gene-
rosamente gratificado.
, /oao Tcixeira de Souza lima.
COMPRAS.
de lodos os lamauhos
por presos comino-
ditsimo*.
i tubo de glbulos avulsos .
1 frasco de -, onca de linlura a
escolha '. .
500
1000
J. Jane.Dentista,
conlina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
-- Um moco brasileiro offerece-se para caiieiro de
taberna, ou felor de sitio : a quem convier dirija-se
a roa de Aguj Verdes n. 25, que se dir quem he.
u7.itr" ^ Luiz 8Dacio LepoWo Albuquerque
Maranhacquemorano ensenho Espirito Sanio, 4
^egoas distanle da Parahiba, tenha a bondade de vir
ou mandar nllimar o negocio que nao ignora com
/. Monde!,
. .~ Alu.ga-sj ama ama escrava, com muilo bom
ra do Queimado n. H, loja.
..rr-K-P6880/ qu?Jno dia 18 d0 correnl0 comprou
11a rabrica de caldeireiro u. 28, dous pedacos
de cobre grosso com :!) libras, lentia a bondade
de diniir-se a mesma fabrica, para desmanchar mn
engao ; que esle se faz por se ignorar sua morada.
Na loja e copisleria de msica d*alerro da
Boa-Vista n. 3, recebeu-se ullimameale um. variado
sor lmenlo de mnsica para baile, como valsas, qua-
drilhas, polka redowa.schoiish, ele. e primas de a-
ples para vioiao, superiores.
Tern-se joslo e tratado a compra de ama taber-
na na ra do l-agundes n. 1 : e alguem- se adiar
rom direilo a dita taberna por divida, penhora 011
hypotheca, hajam de apresenlarsuasconlas no prazo
de 8 dias, do contrario nao lora mais reclamaran al-
guna. v
lotera de n. s. do rosario.
Aterro da Boa-Vista n. 48.
No dia 25 do corrente corre imprelerivelmenle a
lotera deN, S. do Bosario, e as cautelas da casa da
rama sao paga no dia inmediato na mesma casa ci-
ma : esiao venda um resto, de quarlos, decimos e
vigsimos da mesma lotera.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
Acham-se a venda-94,hilhcteCda lote-
ra stimadoEstadoSanuW, luecen-et.
no da 17 do presente, cuja toa se espera
pelovaporL Avenir, que pdXqui che-
gar do da 2a do corrente em diaVte o<
premios serao pagos logo que,
a distnbuicaojdas listas.
Offerece-se um moco porlusuez choj
pouc^dade de 13 annos. Ppara 'c^entdetf
belecimenlo ; quem d.seu presumo se "
zer otihsar, dinja-se 1 ra das Cinco Ponas n. 8
No Hospicio, porlao n. 8, lomam-se escrava
paraJUMoar a engommar ea marcar com toda a uer-
feic.iit.iaem as liver para esle lira, pode alli dirigir-
se/ naitasa desle mesmo porlo vendem-se lindos
pesdesapolis. am
O Sr. Bicardo Dias l'erreira teca
m prava da Iudepeudcucia, ni. 6 e 8.
Grande mascarada.
A assignatura para as cavalhadas continua aberla
aic o da 2o, n esse dia, das 3 horas em dianle, os se-
nnorcsassignanlesqueiram vir entregar seus carines
e receber os bilheles para o diverlimenlo al domingo
as 10 horas damanliSa: na ra Nova n. 38, primeiro
andar. '
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:0.00,000.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra
doQueimado n. 20, exisle lima pequea
porcao de bilhetes, meios, quartos, oita-
vose vicsimos da stima loteria doEstado
Sanitario, cuja lista chega ate o dia 27 o
vapor L'Avenir i a elles, se querem tirar
bom premio.
Aluga-se um silio do Mondego al a estrada
nova, edo MangirMho, Capunaa, i, ponte de cboa,
que seja baslaflie plantado c tenha boa casa, baixa
com capim ou que a lenha para se plantar, com es-
tas proporeoes, de 100 al 5009000 rs.: na ra do
1 rapiche n. 36, segundo andar, das 9 horas da ma-
ntea as 4 da larde.
Precisa-sede um prelo'para o servico ordinario
de padaria, pagando-se 129000 rs. por mez e susten-
to ; quem liver, dirija-se i ra da Senzala Nova
n. 30.
O Sr. Joan Nepnmucenn Ferreira de Mello,
morador na passagem de OlinJa, lem urna carta na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Aluga-se um prelo que saibaeozinhare engom-
mar com Bcrfeirao ; quem delle precisar, dirija-se i
ruado Queimado 11. 21 A.
Prscisa-se de 500&000 rs. a premio com seau-
ranra um bens de raiz : quem liver anuuiicie para
ser procurado, ou dirjanse ra da ConceicSo da
Boa-> isla 11. 6, laberua, para dizer quem quer.
Desappareceu do silfo da Trempe, do sobrado
n. 1 que lem taberna por baixo, urna airea muilo
gordTe grande, que ja eslava maninha : quem a li-
ver adiado e quizer entregar a seu dono, avise no
mesmo silio, que recebera boas alviraras. A dita por-
ca desappareceu do sitio tersa-feira, 21 do corrente.
e he toda prela.
J. Chardon abrir no dia 6 de marco um cur-
so de hngua franceza, em sua uova residencia, ra
las llores n. 3i, primeiro and*'. Os ejercicios lerao
togor as b horas e meia da larda as segundas.qoar-
Jas e se\tas-feiras. M
Domingos.Barreiros, em respnsla ao ar.nuncio
de Jos Bonifacio Kodrigues Chaves, avisa a nuera
nleressarpossa. que o mesmo Chaves Ihe he deve-
debito, pelo que mo poder ninguem fazer" iransac-
cao alguna a respeilo. desses bens, em prejuizo do
annnnciante Barreiros, que prolesl usar do seu di-
reilo. N
Quem precisar de urna ama para casa de lio-
mom soiteiro, ou casa de pouca familia,' dirija-se a
travessa da na da Boda n. 1G.
Precisa-sc de una ama que saiba cozinliar, pa-
ra casa de hornera sollciro: na ra (la Cruz 11. ."i.
Arrematado de propiedades do recolbi-
mento de Ipuarassii.
1 ^ 3baj%0 W}*"3'lo< comu procurador e adminis-
trador do paffimonio do recolhimenlo das freirs do
SS. Coracao deJesus da villa delguarass, az sa-
ber que no dia 27 de marco prximo seguiule
lem de ser arrematados por venda em praca do jui-
zo do civel da primeira vara dacidade do Becife, 2
sillos de ierras, silos na freguezia daquella villa sen-
do o primeiro denominado Pitonga, da exlcnsao de
legua em quadroyftomo se mostrara da escriplura
com urna pequea casa nova de taipa e kelha, cuio
lerreno enseria oplimas qualidadcs e oerece a vanla-
gem de se poder levantar engenho em alto ponto pois
quel em baixas extensas para canms.rio de excedente
agua, grande cercado para ananaes, bous altos para
roca, lambem mallas para o fabrico do engenho e al
para se vender madeira constantemente, e serrar la-
boas, e demais esla na distancia de 2 leguas de villa
onde lia.ptimo porto de embarque, alera das Ce-
rnis commodidades da vida. O segundo sitio, conhe-
cido por labalinga das freirs, he silo cima da po-
voa.;ao,deTabalinga,meia legua distante da villa; lm
casa de vivenda na beira da estrada real para Goian-
na, cortada pelo rio Tabatinga de finissima agua,
com ptimas bauas para canna e capim, os altos fer-
ilissimos para roSa, milho, feijao,- tambera com bel-
lo cercado para criar vaccas para veoder-se leite na
villa como se cosluma. O primeiro foi avadado judi-
cialmente em 10:0009000, e o segundo 1:0005000,
pelos avaliadores os Illms. Srs. coronel Manoel Tho-
maz Rodrigues Campello, e capilao Manoel Caval-
canti de Albuquerque Lins proprielarios dos enge-
niios Curaba e Mussupinho, par cuja venda obli-
veram as recolhidas, licenca imperial. Quem pois os
quizer arrematar compareca por si on seus procura-
dores no indicad dia : e se antecedentemente os
quizerem ver e percorrer dirijam-se a villa de Igna-
rassu a fallar cora o abaixo assignado, ou o capilao
""cisco das Chagas Ferreira Duro, e o escivao
Adolpho"Manoel Camellq de Mello o Araujo que
apresenlarao as escripluras e com ellas mostraro os
sinos. Becife 13 de fevereirode 1854.O padre Flo-
rencio Xacxer Dias de Albuquerque.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO.
Hoje correm as rodas desta loteria 110
consistorio da igreja de N. S. do Livra-
mento, e o resto dos bilhetes acha-se a
venda nos lugares do costume. O the-
soureiro, Silvestre Pereira da Silva Gui-
maraes.
Compram-se ossos a peso : "no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se para o Bio de Janeiro urna mulali-
nna propria para una criada ; a tratar na ra do
Amorim n. 35.
Na ra do Crospn n. lo, segundo andar, com-
pra-semna escrava que seja de boa conducta, e eu-
enda hem de cozinha, engommado e costura.
Compra-se um escravo moco, perfeilo cozinhei-
ro: a rallar no armazem de M. Carnciro, na ra do
lrapichen.38.
VENDAS
ama caria
Aluga-se ama escrava, crioula, boa coslureira,
coznbeira, engommadeira, e lvadeira de barella :
quem pretender, dirija-se na da Assumpcso, so-
brado de duus andares confronto ao muro do quintal
da Penha. ^
O Sr. que- no Diario de 23 do corrento annun-
cou querer fallar com Joaquim Ferreira da Cunda
houin Maior, pode procurar o mesmo das 9 al as 10
horasdamanhaa, na roa do Cabuga, loja do Sr. Fer-
Na roa da Soledade n. 70, ao p da Trempe, se
alaga para servir em casaseslrangeiras, ao que esl
acostumado, o moleque Joas, cozinha, he fiel, sabe
comprar, he diligente, e nao lem Vicios.
Aluga-se o grande e muilo fresco primeiro an-
dar do sobrado de Ires andares da praca da Boa-Vis-
ta com frente para a praca c para a r'ua do Aragio
contando duas grandes salas e seta quarlos grandes
que acontmoda qualquft familia ; quam pretender
dirija-se ao armazem da ra Nova 11. 67.
Precisa-se de um bolieiro para cocheira de car-
ros fnebres: 110 paleo do Hospital 11. 10.
Oomnibu s Pen\aitbacana do \. de
marro parle de Apipucos para o Becife]
as 7 I|2 horas da manhaa, e resressa do'
Becito para Apipucos as 5 horas da lar-
JL3 a?s"!nalu" daquella dala em dianle he de
209000 rs. paga adianla,da.
Domingo, 26 do corrente,'parle o
mnibus Peruambucana paraApipu-
_ eos as 6 horas da manhaa, c regressa
de Apiputos no mesmo dia as 7 horas da larde os
bilhelesde entrada vendem-se na ra das Laransei-
ras n. 18. *
, O labelliao abaixo assignado mudou o carlorio
do paleo do Hospital do Paraizo para a ra eslreila
do Bosario, n. 35, na loja da casa do lllin. Sr. A J
Duarle, vice-corfsul do Per. O publico ser servido
ueste carlorio com promplido, desinlercsse e leal-
dade, sem imposirao de preco as parles.
Joao liaptiila de S.
D. I.uiza de' Jess Cavalcanli, viuva de Fran-
cisco Cavalcanli de Albuquerque, residente 110 en-
genho Novo da comarca de Pao d'Alhn, faz publico
que se acha procedendo ao^nvenlario dos bens do
seu casal, peto juizo mnnicipl da referida comarca.
. O COSMOPOLITA.
Saino Iiojo on. 11, e acha-se -venda na ra do
Crespo, lojauo Sr. Anlouio Domingues.
Attenc.ao, attencao.
Av.sa-su aos Sis. agaiite do passeio
do carnaval de-Apollo, que mandem rc-
ceber seus cartoes nos dias 25 e 27 na
ra do Briun ... 28 R advertind'o-se
ue na terca-feira (28) se deverao
ronte do theatro de Apollo ao
da, porque a 1 hora sahiro a pas-
seguindoo intinerario da direccao.
Precisare de urna ama que cozinhe e'cngom-
me", para casa de pouca familia ; na travessa da Trem"
pen. 9.\ '"
Precisa-se de urna ama forra oucapliva para
fazer o servido diario de urna casa de pouca familia
a tratar na ra do Collegio, armazem n. 14.
r Precisj,-se de orna ama que saiba cozinliar e
razer iodo o mais servico de urna casa : no largo do
Terjo n. 27, segundo andar.- ^
Novo telegrapho.
Vcnde-se olroleiro do novo lelearapho que princi-
pinu a ler andamento no dia 29 do eorrenlc, a 240 rs.
cada um: na livraria n. 6 c 8 da praca da indepen-
dencia. '
Vendem-se 3 negrinhas muilo lindas de 6, 8 e
1U anuos, todasirraaas. proprias parase educarem
para casa do familia : na ra do Bosario larga 11. 18.
primeiro andar se dir quem vende.
tJT VcniJe-se hanlia de prco derreilda na Ierra, a
100 rs. a libraVna roa do Bangel n. 35.
UVAS.
Na ra estrella do Bosario d. 39 A conTronlc a
igreja, se dir quem vende boas uvas (muscalel) iior,
commodo preso u vista da falta que deltas lia preseu-
teinenle.
FIAMBBE.
Ra roa da Aurora, junio a Cundirn, vendem-se
presuntos para fiambre, garrafas com cidra, ditos com
limonada.
Vende-se urna Paula d'ebano, de 5 cdav'es, ap-
parelliada de' prala : na ra do Encantamento, ar-
mazem n. 11. '
Vende-se ama loja de fazendas em dom local:
nesla Ivpograpdia se dir quem vende.
Na ra da Cruz, n. 22, vendem-se (res prela
crioulas, engommadeiras, eozindeiras, coscm edao,
e lavam de sabao, de bonitas DaViras; um casal de
escravos .le meia idade. proprios para silio, e um
lindo escravo pardo, sapaleiro, oplimo pasera, e de
muilo boa conduela. .
Vende-se oleo de ricino mdilo alvo; por preco
commodo : na ra da Cadeia do Becife, n. 54.
, ~ Vendem-se uvas : na ra larga do Bosario n.
39 A. i
Vende-se um rico vestuario para baile de mas-
cara : na roa Nova 11. 1.
Vende-se ou aluga-se ama meia cabeleira mui-
lo bonita para os mascarados: quem a pretender di-
nja-sea ra Imperial, taberna n. 189.
A historia de Portugal, descrpcao da cidade do
1 orlo, Koleiro terrestre de Portugal, Postilla rto com-
niercio, allos moderno, laboada curiosa, elementos
deanihmet.ca, Lisboa reedificada, grammatica fran-
ceza, ncoes de metaphisica, casamento por svmpa-
liia, scieiici das sombras relativas ao desenlio, o
c-vaiicelho em tnumpho.genio do enrislianismo, col-
lectao dos melhoressecmoes, a vida de Nona Senho-
ra, e oulras mallas obras que deixa-sede annunciar
lamo sasradas como profanas, que ludo se vender
por muito pouco dinheiro : na ra da Peuha 11. 23
primeiro andar.
Na ra do Trapiche, D. 11, ven-
de-se cerveja de superior qualidade, em
gigos deduzia ; por preco commodo.
Na botica da ra larga do Rosario
11. o(i, de Bartholomcu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas v^etaes verdadeiras, arro-
be lairecteur verdadeiro, salsa de Sand:
verdadeira, vermfugo ingle/, (em-vidro
verdade.ro.vidros de bocea larga com ro-
ba de 1 at 12 libras. O annunciante af-
lianca a ejueminteressarpossa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
T,^nt:e cera de ca|pi,,',bi; --" '
Vendem-se sapatoes de bezerro fran-
cos a .-J000, sapatos de lustre para me-
nina, a800 rs., tamancos do Porto a 240
rs.: na Praca da Independencia, loia
n. 53. .
Vende-se urna armacSo nova, em
ponto ]>equeno, servindo para qualquer
negocio : na travessa da ra do Oueiraa-
do, a tratar na Praca da Independencia,
loja n. 53.
_7" Vfn-e?.e nm ae?ro mnco l>m refinador deas-
Afgado" 76* "" Padar'a '' nB r"a d Qu'ab0''"'
Vemlem- relogios de ouro e prala, mais
barato de qie em qualquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Vende-se um lura escravo rnzinheiro, hora co-
peiro, muirb fiel e dilseiile ; nma escrava que co-
zinha hem eengommi; urna dita quilandeira, por
preco commodo : na ua Direila 11. 66.
Na ra do Crespo, loja amarrlla n. i,de
Antonio Francisco Pereira.
Itecehe por lodosos v;pores viudos deParis, luvas
de pellica de Jovin, tanb para homcm, como para
senhora : preco lixo 25OCO rs. cada par.
CHASPACNE
o mellior (jueha nimercadoe por preco
commqdo : na ruado Vigario, 11. 19, se-
gundo aj^ar, es*.ptorio de Machado &
Pinheiro
Oh que pechinclia!
Na ra do Cabup', loja de quatro por-
tas, tem os mais bom'toselleitospara mas-
qu ; como lacn, livelas, botOes, colares,
comndas, tudo njindo brilhante.
Na [ua do QueimaJo n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sorlimenlo
de pannos prelos e caseniras de varios precos equa-
ntades e tambera crlesdefHleles de casemira pre-
la bordados, ditos de goigurSo preto de seda burda-
dos, razenda muilo moterua. chapeos a card, dilos
com aba eslreila, dosja'Ihores aue ha no mercado,
e promellem vender foi prcros mnilo commodos.
Chapeos pietos francezes
a carijo, os melliores e ce forma mais elegante que
tem viudo, e oulros de versas qualidades por me-
nos preco que cmoutraparle : na na da Cadeia do
Becife, n. 17.
g Legilima sarja hespanliola da inellinrquah- i
nadeque aqu lero vindo, dita um pouco mai* t*
91) a baixo, aelim preto jara veslidos.crles de se-
S a Prela lavrada aia veslido-, tazenda sope-
m rior, veludo prelo, diales e manas de fil de *
g seda bordados, roneiras de relro/. preto lam-
w bem bordadas, neiSs de seda prela de peso,
^ tanto para domen como para soohora, c ou-
Iras minias Cuentas proprias para o lempo da (:'.
quaresma ; iiari JhrQueiraaIo 11. 46, loja ;
* de Becerra & Mo-eira.
h.IT.Jende-se,um eieellenle cavado, mito novo>
bflstanle carnudo, carregador de bail al meio.
muilo bem feto e muilo bonito, lem lado quanlo he
.'?,?; ie.VC,nde"seJ;or V*0 commodo ; na ra das
tinco Ponas n. 67, se dir quera vende.
)^T,"m 5u.arda-roupa d amarello vindalico,
ra mailo bem feila ; na ra lo 1J-
saudo a cisa do fallecido Arccnio.
Vinhi de Collares
em barris de 7 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto O. de Abreu. na ra da Cadeia do Becife
n. 48.
Attencao.
'echesada a eieellenle pita-
dado muilo acreditado rap de
Liiboa, pelo brigoe Taruj I, e
acka-se dsposic.o do publico
uo deposito da ra da Cadeia do
llecife. loja ele fazendas de qua-
Irc portas n. 51. Adverle-se que
olpreto de 352OO rs. a moeda visln.
Vestidos de seda preta a 18,$000 rs.
Vendem-se corles de vestidos prelos de seda la-
vrada, bons goslos. pelo barato preco de 188000 ris
cada corle : na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
Vende-se superior sarja de seda despandola ;
cortes deseda prela lavrida, fazenda superior ;selim,"
preto proprio para vestidos ; velludo preto o mellior
que da no mercado; los prelos bordadosde seda, man-
tas pi ras bordadas de seda ; meias pretas de seda de
peso e ontras mudas faiendas de seda, Indo por pre-
co muilo commodo : na toja do sobrado amarello'da
roa do Queimado n. 29.
Na loja do sobrade amarello na rna do Queima-
do n. 29, vende-se superior panno preto lino de pre-
co de 4 a 125O0O rs. o covado; casemira preto els-
tica para todo o preco; corles de rllele prelos de
velludo com palmas bordadas a relroz ; ditos de se-
lim prelo e de casemira bordados ; velludo preto su-
perior ; selim de Maco c oulras fazendas, todo por
precos commodos.
w
*
M
NAVALHAS A CONTENTO.
CUegaram ltimamente navalhas. |g
de barba, superiores a todas quan-
tasat agora se teip fabricado, por
serem de ac tao lino e de tal tem-
pera (jue alm de durarem extraor-
dinariamente, nao se sen tem 110
rosto na aceito de cortar ; saofeitas
pelo hbil fabricante de cutileria
que mereceu o premio na exposi-
cao de Londres, e nao agradando
podem os compradores devolve-las
ate' 15 dias, depors da compra, e se
Ihes reatrtujtra'.o importe.
Vende-se cada estojo de duas na-
valhas por 8$000 rs., precio lixo :
no escriptorio' de Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do llecife
n.s48.
r- No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se'ce-
ra para limas de olieiro a 960 rs. a libra, e alelria
muilo boa a 2*0. "X.
Veade-se o sobrado de -dous anda-
res esotao da ra de-Apollo n. 9, ~bem
c como o dito de um andar da ra da Guia
. TW-U : a tratar na nra do Collegio n.21,
segundo andar.
No escriptorio de Novaes & Companliia, na rna
do Trapiche n. 34, lem para vender por preco muilo
em conla os segdintesartigos : couros de lusl're, mar-
ca castalio, gran'de quanlidade de miudezas chegadas
de llambiirgu pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de 1 hllcreule* qualidades, chapasele fellro prelos e
pardos, e #tros objeclos que serao presentes ios
compradores
A 59000 BS. A PECA.
Na toja de duimarles& Henriques, ra do Crespo
u. 5, vendem-se chitas de cores-escuras, com um rs.
queno loque de mofo, pelo barato prero de SOOOpe-
a pera, com 38 covados.
Velas de carnauba. .
Vendem-se camnhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas uo Aracaly, e por commo-
do prero ; na ra daCrnz, armazem de couros e sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vende-se em porco e a relalho : na ra daCraz,
armazem de coaros esola n. 15, ,
Vende-se a taberna sita na Lineaela n. 4.
poucos fundos, e em bom local. -
Vende-se urna bonita preta de 20 annos, que
engomma, labjrinlha e cose com perfeico ; na ra
da Pra.a n. 43, primeiro andar.
Vende-se nm casal de escravos crioulos e um
moleque. todos proprios para campo : a fallar na ra
lo Trapiche n. 36, segundo an.lar.
Vendem-se cabecoes de blonde, eapellas e cli-
sos de flores, turbantes, loucados, meias de seda, lu-
vas compndas e curtas de pellica.proprias ->ara bailes,
novaroenle despachados : na loja de madama Millo-
chau, atorro da Boa Vista n. 1.
LUVAS PARA SENHORAS.
Vendem-se superiores luvas de seda de (odas as co-
res, pelo baratissimo prero de I5OOO o par, ditas pre-
tosdetorral, fazenda muilo superior, a 800 rs. : na
ra do Queimado loja de miudezas da boa fama
MEIAS PRETAS DE SEDA.
Vendem-se superiores meias pretas de seda para se-
nliora, razenda muito superior, pelo baralissimo pre-
so de IjfcOO o par : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
LEQUES SUPERIORES.
Vendem-se superiores toques com plumas, espedios
e borlas pelo baralissimo preco de 35000: na ra do
Queimado loja de miudezas da boa tama u. 33.
Na raa do Queimado loja de miudezas da boa fa- J.ane,l'' de Mdade bemeonhecid, as-
Vende-se na ra da Cadeia Velha do
Recile.loja de l'erragens n. 53, rape de
Paulo Cordeiro muito fresco, viudo pelo
vapor Iinpcralriz, a 1,300 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a_ 1,250
DEPOSITO DE CAL EPOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica no Rio de
u ,' v1e"dem-sc luvasde pellica para sendera, a
100, Ib 6240 rs. o par, por todo o preco nao se en-
qu ha Para ** aCabar Cm a grande Pr-il0
RANHA FRANCEZA.
Vendem-se lalaziulias com mais de umu libra de ba-
nda franceza muilo superiorato baralisimo preco de
JIM rs. cada urna: na rna doQueimado loja de miu-
dezas da boa fama 11. 33.
OH! Que PECHINC1IA!!
Venham ver, rapa/.iada !'!
Vende-se um vestuario do mascara negra, servido
urna so vez, por preco commodo : na Pracada In-
dependencia, ns. 12, 14 e 16.
Vendem-seoualugam-se fardaments, que fo-
ram do exmelo bataldSo de esparrla, mui proprios
liara mascarados nos dias de enlrudo : no paleo do
lerco, n. 13.' ,
Vendem-se as obras seguinles : lesislaro por
Keniham, logir. upr Perrard, geometra, algebra e
ari limelica, por Lacroi, geomelria por l.egeudre :
lodo em bom uso, por rommndo prero : defronle da
torre do Terco na ra Direila, primeiro andar do so-
brado n. 129.
Vende-se rap de Lisboa, o mellior que da no
mercado, mais prelo e fresco do que o do ronlralo
na ruido Crespo, loja de Squeira & Pereira.
Vende-se a taberna da ra eslreila do Bosario
n. 10.com poucos fumlos e bem afregue/ada para a
Ierra ; o motivo de se vender he ter morrido a quem
ella perleneia; quem a pretender, dirija-se confron-
te a Madre de Dos n. 22.
Farinha de mandioca
de superior qualidade, chegadn de S. Maldeus ;.ven-
de-sc a bordo do hiato Social, fun.leado em frente do
arsenal de guerra.
Na ra do Queimado, segunda loja
n. 18,
vendem-se lavas de seda prela para homem e senho-
ra, a jOO rs. o par;
Gomma.
Vendem-se saccas com muilo ilva gomma para
ejigommar e fazer bollinhos : Na ra do Queimado,
loja 11. 14.
Excellente petisco.
Vendem-se ovas do serto muito fresraes e muito
barato : na ra do Queimado, loja o. 14.
Na ra da Guia n. 9, vende-se um preto de na-
S Angola, proprio para qnalquer servino, princi-
palmente para armazem de assucar, por j ter prati-
ca, vende-se mais um palanquim em bom estado. ,
sim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Arnela d Edwin Maw. '
" Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calraon
& Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
menlos de laixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, munidas inctiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele., dilas para a rmar em madei-
ra de. todos os tamaitos o modelos os mais modernos,
machina dorisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanliado
para casa de purgar, por menos preco qne os de .co-
bre, esco vens para navios, ferro ca Suecia, e fo-
lliasde flaudres ; ludo.por barafo^ireco.
Na ra da Cadeia do Recife n. (JO, arma
zem deHenrique Cibson,
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de palenle
inalez, da mellior qualidade, c fabricados em I,on-
'd res, por prero commodo.
POTASSA.
No anligo deposito da ra d Cadeia do Becife ,
arinazein n. 12, lia para vender muilo nova polassa
da Bussia. americana < Inasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parto, se allianram
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tambera ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da fu
da Cruz, em frente aO chaiariz.
VfHO CHAMPAGNE. ,
Superior vinho*de Borcleaux engarra-
fado ; vende-se ejn casa de Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz 11. 08.
Vendem-se na na da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho feilas no Aracalv,
constando de toadlas, euros, coeiros, rodas de
saia, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Deposito da fabrica de Todos o Santo* na Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaft trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarros dca-sucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Viga/ib n. 19. primeiro andar, ha
para vender, chapado de Lisboa prescnlcmenle pela
barca Olimpia, Dscguinlc: saccas de Tardo muito
novo, cera em grume c em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio dore e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Os mais ricos e mais modernos cha- fia
peos de snlioras se enconlram sempre *.
na loja de madama Tbeard, por um prego
mais razovcl do que em qualquer oulra
parle.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem
se por prego commodo, saccas grandes com eijo
muito novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
poras ecomposlas.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia na |irara do Corpo Sanio n. 11, o segninle:
vinho de Marscilleem caixas de 3 a 6 duzias, liabas
ern novellos e cairelis, brea em barricas muilo
grandes, aro de milaosorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moedas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixa de ferro batido
e coado, de. todos os tamauhos, para
dito.
AOS" SEN'HORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma p4kuguez, em casa'de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pcruam-
huco de B. J. Sands, cliimico americaho, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca una grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadoiramenle falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de (lo precioso talismn, de caliir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela inSp daquelles, que antepoem
seus inleresses aos males e estragos Ja humanidade.
I orlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Couceicao
do Beato n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
pajiha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscnplo sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
slrurao
de todos os la-
m animaes.
serras.
cavallos.
0
Vendem-serelogiosdeouro, pa
I ten-te ingle/., por commodo pre-'S
r co:toa'ra da Cruz n. 20, casado*
$) L. Leconte Feron & Companhia. ()
Na ra do Vigario n. 1.9, primei-
ro andar, tem pafc vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas? redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernssimo ,'
cliegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Hatana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muito conimido : ua ruada Cruz, armazem
n. 4.
fe POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russi e America-
na, superiores, e cal virgem fie Lisboa,
tudo por preco mais commodo" que em
outra qualquer rte: na-ra do Trapi-
chen, l, armazem de Bastos Irmaos.
Com toque dcavaria.
Madapolao largo a3200 a per,a : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande sorlimenlo de rlleles de fustao supe-
rior, por diminuto preco; palitos de brim liso een-
Iraiirado de todas as qualidades c presos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas abulu-
aduras para rllele, ludo mais barato que em oulra
qualquer parle : na na do Collegio 11. 4, e ra da
Cadeia do Becife 11.17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preco que. em oulra qualquer parte: na ra da
Cadeia do Becife u. 17.
Muita attenco.
Cassas de qoadros muilo largas com 12 jardas a
2S4 a pera, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 1&500, corles de veslido de cambraia
de cor com 6t|2 varas, muilo larga, a 2800, dilos
comSiri varas a 3B0UO rs., corles de meia casemira
para caifa a 331)00 rs., e oulras militas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo da esquina
que volla para a Cadeia.
Ao barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um completo sorlimenlo
de toadlas e suardanapos do Porto, pelos precos se-
grales: guardanapos a 2S600 duzia, loalbas" gran-
des a 43500 tada urna, dilas regulares a 396OO, dilas
mais pequeas a 39200.
_ Vende-se nm cavado mellado de bo-
nita figura, carrosa baixo, esqurria e he
muito manso, tem arreins e selliai novo:
a fallar na prara da Independencia 11.
18 e 20.
Chegucm a pechincha. -
Lencos de cambraia de linhn, linos, a 400 e 500 rs.,
dilos de seda de cor de Ires ponas, muilo grandes e
com franja a 800 rs.: na na do Crespo, loja da es
quina que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA. *
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 38000. 3&200, 48-100, 5$300 e
68000 rs., dito azul a 2aS00, 3#>00 e 49900 rs., dito
verde a 28800, 39600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela enfeslada a 59500 o corte, diln fran-
ceza muito tina e elstica a 79500,89000 e 99OOO rs.,
selim preto maco muilo superior a 39200, 49000 e
.59OO o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja prela mudo boa a 28000 rs. o covado,
dita licspanhola a 29600 o covado, veos prelos de fil
|.dc linhn, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras mudas fazendas de bom gosjo;
na ra do Crespo, loja d^ esquina que volla para a
Cadei .
DA VID WILLIAM BOW.MAN, n -Tro ma-
rhinisja e Ciuididor de ferro, mui nKlosarneule
annniicia aos senhores pioprielaros^e ensenhos
Cazcndeiros, e aorespeilavel publico, qnfoseu esta-
belecimento de ferr movido por machina de vapor
na ra do Brum passando o chafaiiz, contina en
eltorlivo excrcicio, ese acha complelamento montado
com apparelhos da primeira qualidade para* per-
feila ronferrailas maiores peras de mnchinismo.
Hahilitailn para emprehemler qnaesqaer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja mais par-
tieularraenle chamar a a I Ion rao publica para as se-
zuinles, por ter deltas Brande sortimento ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundirn* as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias jateas e ma de obra, a
saber:
Machinas de vapor
Moendas de canna,
raanhos, movidas a v|
Bodas de agua, moi
Manejos independen
Bodas dentadas.
Aciiilhoes, bronzes e chnmaceirw.
Cayilboes e parafusos de todos os lamanhos.
1 anas, paroes, crivos e bocas de tornadla.
Monillos de mandioca, movidos a maO ou porani-
macs, e prensas para a dita.
Chapas de togas e tornos derarinha.
Canos de ferro, lorneiras de ferro e de bronze.
Ilombas para cacimba e de repuso, movidas a
mao, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Ferragenspara navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portSes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carrosde maOearadosde ferro, ele, ele.
Alem da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowmau garante
3 mais exacta contormidade com os moldes e dese-
nhosremellidos pelos senhores que se dignarem de
razer-Ibe encommendas, aproveilando a occasiafi pa-
ra agradecer aos seus numerosos amiiios e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nao poupara esforrose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
Na ra da Cruz n. 15, segando andar, ven
dem-se 1 /9 pares de coturnos de couro de lustre
400 dilos brancos e 50 dilos de bolins: Uido por
prejo commodo.
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o seguinte :pasta de lyrio Oorenliuo, o
mellior artigo que se condece para limpar os denles,
branquece-os fortificar as gengivas, dcixando bom
goslo na bocea e agradavel chairo; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhe mgico
luslre; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
saror sardas, rugas, ecmbellezar o rosto, assim co-
mo a linlura imperialdo Dr. Brown, esta prepara-
cao faz os cabellos rnivosou brancos.complclamenle,
prelos e macios, serndarano dos mesmos, ludo por
precos commodos.
Vendem-se lonas, brinzas, brinse meias lo-
nas da Bussia : 110 armazem de N. O. Bieber i
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Tabeas para engenhos..
Na fundicao' de ferr de W.i
Rowmann, na ra do Rrum, passanl
do o chaiariz continua haver um(
completo sortimento de tai\as de ferro[
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a -venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou "carregam-se em carro
sem despeza ao comprado--
Moinhos de vento
'ombombasderepnxopara regar horlase baixas
decapim, na fundirs de D.W. Bowman: na j-na
doBnimns.6.8e10.
VI.MIO DO PORTO MITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4-., 5. 8.: no armazem da ra
doAzeitede.Peixen. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes &. Companhia, na
ra do Trapichen."S;
Padaria.
Pianos.
amadores da msica achara conlinuadaoienle
11 casa de Brunu Praeger & Companhia. rna da Cruz
. 10, um grande sortimento de pianos forles e torles
ianos.de diflerenles modellos,*boa couslruccao ebel-
is vozes, que vendem por mdicos preros; ssim co-
mo toda a qualidade de instrumentos p^ra msica.
ANT1GUIDADE B SPERIOBIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
. sobre
A SALSA PARRILHA DE SAiVDS.
Attencao'
A SALSA PABBILHA )E BRISJOL data des-
de 1832, e lem coustanlemenle manlido a saa re-
planlo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparacSes de mrito podem
dispensai-se. O successo do Dr. BRISTOL lem
provocado infimlas invejas, e, enlre oulras, as dos
srs. A. B. D. Sands, de New-York, preparadores
e proprielarios da salsa parrilha coohecdajielo no-
me de Sands.
Estes senhoresaocilaram a aeencia de Salsa par-
"ina de Brislol, ecomo nao o podessem obtor, fa-
"riraram urna imitaraoe Brislol.
nlri",ui aar,a que w ^ A- \- D- S* -
. m I? Dr-Brlsl0' D0 dia 2 abril de 1842,
e que se ^|a em noS80 p^er:
Bfalo, 4c.
Nosso apreciavel senhor.
Em lo *ad" coiisideraveu do extracto de Salsa parrilha de
\ me;, e pelo que ouvimos dizer de suas tirludet
nquelles^ue a (em usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muifamo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resullaria muita vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muitojirazer que Vmc. nos- responda
sobre esle assuraplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou coosa semelhaote, leriamos
mudo prazer em o verem nossa botica, ra de Fol-
ln, n.79.
1- iran os ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. B. I). SaNDS.
CO.NCLUSAO'.
1. = A anliguidade dasalsa parrilha de Brislol he
claramente provada, ?uis que ella data desde 1832,
e que a de Sands s tppareoeu em 1849, poca na
qual esle droguista nao pode oblr a agencia do Dr.
Brislol. ( /
2. o A superiofidade da salsa parrilha de Brislol
he incoulestavel: pois que nao datante a concar-
rencia da de Sands, e de urna pdSo de oulras
paracoes, ella tem manlido a soa SpnUco era
si loda a America.
As numerosas experiencias toita com o oso da
salsa parrilha em todas as enfermidades .originadas
pela impureza dosangue, eo bom xito obtido nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente Ha
academia imperial de medicina, pelo idusirado Sr.
Dr. Antonio, Jos Peixoto em sua clnica, c em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. -Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exeicito, e
por varios oulros mdicos, permillem hoje de pro-
clamar admenle as virtudes efficazesda salsa para
rilha de Brislol vende-sc a 58000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a botic-
frauceza da raa da Cruz, em freno
t

I POTASSA RRASILEIRA.
) Vende-se superior potassa, fa-
| bricada no Rio de Janeiro, che-
i. {jada recentementej recommen-
. da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-'
' tados : na'ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Primeira qualidade.
TassoIrmaos avisara .ios seus fre^ueze-, que tem
para vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a unir nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
-1 Vendem-se pianos foiles.de superior qnalida
de, fabricados peto mellior aulor hamburgus ; ua
ra da Cruz 11. 4.
Vendem-se cobertores de alson jo grandes a CIO
rs. e pequeos a 560 rs. : lia ra do' Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se prego? americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos conunodos : na rna do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marrana ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existan quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se um grande silio naeslrada dos Afile-
los, quasi defronle da igreja, o qual lera umitas ar-
vores de fruclas. Ierras do planlarfles, baixa pira
capim, e casa de vivenda, com bstanles coraran-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo silio a
enlender-se cqm o Sr. Antonio Manoel de Moraes
Mosquita Pimental, ou a ra do Crespo 11. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunda e Fisuei-
redo.
Vender nma padaria muilo afregaezada: a Iralar
com Tasso i\ Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuros de algodrto a 800 rs., dilos mi-
to grandes encornados a 1JMO0 : narua do Crespo,
toja da esquina que volla para a,Cadeia.
x Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em-sacea, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE. A VARI A.
A Isodio desarco,e sicupira muilo encorpado a 100,
120, e 140 a jarda: na ra do Crespo toja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
O Deposito de vinho de cham-
($) pagne Chateau-Ay, primeira qua-
0 lidade, de propriedade do condi
rjj de Mareuil, na da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho,' o melhr
?I de toda a champagne vende-
^ se a tjjjOOO rs. cada caixa, acha-
jj. se nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companliia. N. B.
%9 s caixas sao marcadas a fpgo
($5 Conde de Mareuil e os rtulos
tfo das gan-afas sao azues.
para
qua-
. Na na do Vigario n. 19, primeiro andar, tAn
a venda a superior flanella para forro desellins, che-
gada recenlemenle da America.
NO AMAZEH DE C. J. ASTLET
EWMPAXniAiRlA DO TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinte :
Balancas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas deplha de ferro, pintadas,
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac.o de Milao sortido.
Carne devacca em^almoura.
Lonas da Russia. *
Espingardas de caca.^
Lazarinas e elavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Latiio em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia, primeira
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Graxa ngleza de verniz para arreios- '
Arreto*para unj e doureavallos, guarne-
cidos de piala e de latid
Chicotes e lampete para carro e cabriolet.
Couros de viado de luslre para cobertas.
Cabecadas para montaria, pava senhora.
Esporas de ac prateado.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
oulra qualquer parle para liquidar conias : na ra da
Cruz i!. 10.
Obras deQui-o,
como sejam: aderecos e meios dilos, rceteles brin-
cos, amueles, boloes, anneis. correntos para reioios,
ele. ele, do mus moderno costo : vendem-se na ma
da Cruz n. 10, casa de Bruun Praeger & Companhia.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de'ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
Vinho Bordeaus.
Brunn Praeger & Companhia, ra da Cruz n. 10,
receberam ullimameitle SI. Julin e M. margol, em
caixas de una duzia, que se recommeiidan por suas
lioas qualidades.
pcilosamenle annunciam que 110
labelecimento em Santo Amaro, continua a fal
com a maior perfeijo e promplidao.toda a qualidade
de machihismo para o uso da agricultura, navega-
Cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, fem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr; Mesqui-
ta na raa do Bram, 'alrat do arsenal de marinha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no ditosen estabelecimento.
Alli acliaro os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canna, com lodos os melho-
ramentos(alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
tanas de todo tamaito, tanto batidas como fundidas,
carros de mao e dilos para condzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para dr
lo, tornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para tornadlas, e urna
inlinidade de obras de ferro, que seria enfadooho
numerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inledigenle e habilitada para recfiW todas as en-
cninta4Mi(e., le do com a capacidade de suas omciuas^ niachiuismo,
e pericia de seus odiciaes, se compromettem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeiro, e uacta
contormidade com osmodelosoa desenhos, e instriic-
coes que Ihe forem fornecidas-
Vende-se em casa de S. P. Jonh-
ton & Companhia, na ra da Senzala Nos
va n. 42:
Vinho do Porto, superior qualidade,
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montaria, de homem e
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de cvros.
Relogios de uro patent inglez.
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-sena botica de Barlhglomu F. de Soma
na ra larga do Rosario n. 3b.
en-
se-
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 13 do corrente urna prela
da Costa de meia idade, de nome Benedicta, alta.
com urna cicatriz no braco direilo, e com os deoles
quasi lodos podres:-quem a pegar, leve-a ra das
Mores, loja de raarcmeiro, ou i roa do Hospicio, si-
tio da senhora viuva Cuiiha, que ser recompensado.
Desappareceu no di 22 do corrente om mole-
que crioulo de nome Manoel.de idade 15 annos pon-
en mais ou menos, bastante feio, com defeilo na bi-
ta, que he um puucojanhosa.c-iiago : levoo calca e
camisa de riscado de agfidaoyquem o appreiteniler
leve-o a roa de ApodcTnrao, segundo andar, que
sera generosamente gratilii. '.do.^
50,00(Vi-s.
Desappareceu ha quatro/ zes do poder do abaixo
assignado, um seu (scravoS nome Venancio, criou-
lo, de JO annos de idade, "p Ico mais on menos, es-
tatura regular, odios grande, "psaiafgoV e limpos,
denles alvos esadios, sem ler .-ilTde ter sido casli-
sado, moderado no fallar, po 1 ladino e desemba-
rarado. e bem suissado : roga- a qnalquer pessoa
ou capllaes de campo qne o pag^s/m, levaran o en-
genho novo deoita, comarca deT.io iTAIIio, ou na
rna de Apollo n. a, ao Sr. Jos da Silva Loyo, ana
recebera 508000 rs. de aralificacao. Suppoe-se ler
ido para os lugares do Cabo onde jafbr urna vez.
Joaquim do Reg Barrot Pessoa.
Desappareceu no dia 3 para do mez de iulho.
do sobrado da rna da Praia n. 5, urna muala le n<
me Mana, que representa ter de 18 a 20 annos de
idade, altura regular, grossa do corpo, braco* ros-
sos, cara comprida, ps algnma cousa grande, cade
ras nm pouco empinadas, lem pelos bracos e costas
algumas marcas que parece pannos mais escuros do
que acontece, c lem os Ossos por delnt das orelhas
um pouco levantados ; levou bastante roupa, e por
isso na. se pode dizer dequal usar; julga^|er sido
sedimda, por issoque nao linha uso de'sabir roa e
nem coslumede fugir, c por iaso prulesla-se coolra
a pessoa que a liverem sen poder, 00 se souber quem
a seduzo : roga-so a lodas as autoridades e capiles
de campo loda a vigilancia de capturar a .lila esera-,
va, e leva-la ao dito sobrado", que ser recompensado.
loOiOOO rs. de gratilcacao.
A quem apprehender o pardo Marcelino, de idade
pouco mais ou menos 40 annos, algum lano claro,
estatura regular, bastante, barba, rom signaes de fo-
ndas as pernas. He natural de Pernambueo e en-
lendealguma causa de-fabricar nssucar, e do oflicio
de alfaiale. Este escravo fui de Joaquim Marques da
Cruz, e hoje he de Joaquim l.uiz Pereira Nones, mo-
rador 110' lugar denominado Babia I'ormosa, termo
apprehendido para o lado .lo norte, por ter j sido
visto no lugar chamado'llabapuana, que fica no nor-
te de Campos, ser remedido pilra o Rio de Janeiro
a enlrcgar ao Sr. Beraardp AI ves Correa de &i, na
ra de S. Pedro n. d I), o qual esla aulorisado para
o receher, e pagar loda c qualquer dospeta que safa-
ra a tal respeilo, ou a seu senhor, no lugar cima
indicado, e nesla cidade de Pernambueo .a Amorim
Irmao, na ra i" Cruz n. 3.
Desappareceu, indo vender fruas cm om U-
bolciro, no da 15 do corrente, a preta, crioula, de no-
me Auna, altura-regular, magra, com grande falla
de denles, pelo que lem os labios abalidos, o ventre
um pouco crese-do, sem estar prenhe, os dedos mni-
mos dos pes virados para Iraz, tem marras de fovoiro
em urna ou ambas as pernas, reprsenla mi idade
do que lem pela falla dos denles ; leou vestido de
chita e panno da Costa, gosta mudo de agurdente,
e por isso pode ser pegada em alguma taberna a nao
eslar acoitada por alguem, conlraquem se,procedera
com loda torca da lei: quera a pegar ou der noticia
certa delta, receber 10$O0O rs. do sen legitimo se-
iiMHvmrseu sillo na estrada nova, c diaulc da Mas-
daieua, primeira casa azul.
Est fgido desde a noile de 18 do corrento
mez, preto crioulo, de nome Manoel, de estatura
regular, cheio do corpo, rara lioxigosa, com falla de
qtialro denles na frente superior : roga-se a quem o
pegar leve a fabrica de caldereiro da ra do Brum
n.28, que ser recompensado.
Pr.-Ti,d.M. F. Farta.-IW*.


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