Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07568


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Full Text

ANNO XXX. N. 45.

,
./
>
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
SEXTA FEIRA 24 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Antio adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor-
ENCARRECADOS DA SCBSCR1PCAO'.
Reeife, o proprieurio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, ,o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaiy, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Gear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1J900
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcenlo.
t Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia deBeberibe aopar.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hcspanholas. 289500 a 29O00
Moedas de 69400 velhas. 169000
do 659400 novas.
de45>000. .
Prala. Patacoes brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos
169000
99000
19930
19930
19800
PARTIDAS DOS CORRER.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Visla, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE. HOJE.
Primeira s 2 lloras e 6 minutes da larde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos; da manhaa.
PARTE OFFlGIil.
administradores qneiram sujeitar-se s rondiooes e
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o- quintasfeiras.
Relajo, tercas feiras c sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Feverciro 4 Quarto crescenteas8 hora, 18 minu-
tos c 48 segundos da tarde.
13 Luacheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto mingante as 8 horas 25
minntosc 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
20 Segunda. Ss. Eleuierioc Nilo %bb. ;
21 Terca. Ss. Maximiano e Fortunato bb.-
22 Quarta. A Cadeira do S. Pedroap.emAnliochia
23 Quinta. Ss Lzaro e Scrino Monges.
24 Sexta. S. MathiasAp.; S. Primitivae Mentano
25 Sabbado. Ss. Cezarioe Dioscoro martyres.
26 Domingo, da Quiquagesima (Estaca de S.
Pedro ) ; S. Torcato are. m.; S. Fausniaim.
MINISTERIO 1)0 IMPERIO.
Illm. e Exm. Sr.Foi presente academia im-
perial de medicina desta corte, em sua sesso de
34 do mci prximo panado, o aviso de V. Ex. de,
18 do mesmo mez, rcmeltcinlo-lhe am impresso
cobi t noticia fornlcda pelo vice-consul de S. M.
Brtannica residente em Botivia, de se haver all
ducoberto ser o sueco das folhas da verbena o mais
eflicaz remedio para a cura da febre amarella e do
vomito negro ; aflm de que a academia, informe o
que Ihe offerecer sobre tal ohjecto ; o que'cm mi-
me delta en passo a cumprir.
Nao abe a academia de nenhum cliniro do lillo-
rat do Brasil onde checou a febre amarella, qne
baja empregado ho tratamento desta ttrrivel moles-
tia auramas das especies ou variedades da verbena
conhecidas al agora ueste imperio, exceprao de
airan da Babia, os qnaes nao tiraram o menor pro-
veilo de ana applicaeao.
Comidera porin academia que nao basta este
fado para lirar-se una dedcelo coutraria vera-
ridade da noticia ; porquaolo nao consta lia ver-te
anda descoberto no Brasil urna especie de verbena
idntica que foi emprestada em Botivia ; e be in-
rlnbitevel que as difiranles especies e variedades
das plantas, ainda quando pertencam s mesmas
citases e os mesmos gneros, diversifican! muito as
propriedades medieinaes.
L verbena goiou ao ligamento de grande reputa-
ie pan a cura de muitas enfermidades geraes,
mas hoje em dia os autores de materia medica ape-
na Ihe coacedem urna ligeira accao diurtica e
emoliente; na America Hespanhola, porin, con-
servo em quasi toda a plenitudc a sua voga an-
tiga. sendo alli milito preconisadassaasvirtudes.
Todava nao basta ainda esta segunda considera-
rlo para diminuir o valor da descoberla, nem Uo
poaco para desfazer a suspeita de quauto podem ser
exageradas pusoas que nao professam a medicina, e
ave naosahem observar cora o necessario criterio fac-
tosde semelhante nalureza, eque imbuidos dacren-
C* falla da infalibilidade dos auli.lotos, dan corpo a
Yoga mal cabida, e as mais das vezes ephemera de
alguna como taes inculcados.
A noticia comtudo lie de bastante importancia, e
a academia como tal a aceita, mas na* llie pode
prestar intero crdito sem que possua observaces
colhidas por mdicos sobre fados de curas seme-
Ihantes, sem qne tcnba outras noticias c esclarcci-
mentos que autbenfquem a do vice-consul bri tan-
ateo, e sem que emfun observaces proprias
deiietn convencida de sua veracidad.'.
Por estes motivos jnlga a academia muilo conve-
niente que V. Ex. so digne influir, para que por
meio dos nossos agentes consnlares ou diplomticos
se obtciiham algumas observares teilas pelos 'me-
dicos de Bolivia ou de oulralftidcdes vizinlias que
fassemacommllidas pela febre amarella, sobre as
curas alli alcanzadas pela verbena, com a indicarlo
de qual era a torca da epidemia na occasiao em
qae foi empregada essa planta.
Seria igualmente til, e at preciso, obterem-se
das Estados-Unidos da America informa.'- para
saber-se se em Nova-Orleans, quando ullimanieula
essa cidade soOfeu frtTnTrao de scnielhante flage-
jase havia divulgado a supposta vi rinde dessa
piula, e se alli fora experimentada. Se os mesmos
agentes no caso de acharem verificada por usas ob-
servaces e informaroes a proficuidaile da referida
plaa, remettereni urna porrao della mais genui-
aa ou colhida em Bolivia, enviaudo lambem oulra
do extracto de seu sueco, poder a academia ade-
qoadamentc, e com a precisa circumspeccao, proce-
der as necesarias experiencias, que por ventura co-
rtadas de felizes resultados justifiquen] a noli-
da.
Taes sSo as informaroes e considera roes que esla
academia, julgando acertado, expender sobre este
assamplo, lem a honra de levar ao coohecimento de
V. Ex. para seren presentes a S. M. o Impe-
rador.
Dos guarde a V. Ex. Sala das sesses da acade-
mia imperial de medicina do Rio de Janeiro, 19
de dezembro de 1853. Illm. e Exm. Sr. conse-
Iheiro LuU Pereira do Cont Ferraz, ministro c se-
cretario do estado dos negocios do imperio.Fran-
cisco de Pula Candido.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Baaiiaiaie dia S de Janeiro 186*.
A' thesouraria da Babia, em resposla ao difiri
de 16, approvando as providencias que tomou a res-
peito do preco da armazenascm dos gneros deposi-
tados nos trapiches alfandegados; e declara qne nao
sendo permitlido aos proprielarios ou administrado-
res dos referidos trapiches elevar o prern da arma-
zenagem a seu arbitrio,' e contra a disposicao do
art. 189 do rcgulament 1> de 22 de junho de 1836,
deveraoser desaUendid; todas aspetiroes collecli-
vas que se fizerem para aquello lim, ou para o des-
alfandegamento dos trapiches e armazcus, visto que
taes peticties serao consideradas como coalises para
coosegiiircni a elevaran pretendida, sem o consente-
menlo livre da auloridade competente. E consi-
guinlemenlc se ordena que sejam processados como
obedientes s orden _da reparlieao da fazenda,
os qne cobraren! prejos maioresque os li vados, sen-
do, quando convenha, suspensos da administraran
dos armazens on trapiches, e estes privados de rec-
betela gneros snjehfjt a fiscalisarao.
iaaluienlo so determina que, no caso de have-
rem trapiches e armazens, cujos proprielarios ou
.......------------i.....- >j ~ ,lra ^ .wK.-iiuo ii miiiii-iiiio joaquim l-ranrisrn llaniin, lie
precos estabelecidos, se lhcs conceda provisoriamen- mister que a viuva deste, a referida D. Isabel Rozo
le o alfandegamento, sujeito approvacao do tribu- Danim, c scus Olhos se habilitem competentemente
nal do thesouro : e auc na falla de taes armazens nara remltor a im.,-;m.i.. _-_:.. j..i______
do thesouro ; e que na falla de taes armazens
trapiches, informe : Io, se existem alguna edi6-
cios pblicos que possam servir de depsitos provi-
sorios dos gneros sujeitos fiscalisarao ; e 2", se
existem algumas casas ou armazens de particulares,
que possam. ser alugados por conta da fazenda pu-
blica para lercm essa applicacao, islo no caso de
que a continuarao da coalisao dos donos dos trapi-
ches torne esla medida neressaria.
Ao thesooreiro geral do thesouro, para'que fi-
que na inteligencia de que os valores, obras e pe-
cas de ouro c prala existentes nt eofre de diversos
valores e de depsitos e caurftes, a seu cargo, que
passaram cin 31 de dezembro de 1830, da cxlincta
thesouraria da provincia do Rio de Janeiro, como
saldo do cofre de depositse caurjes, pertencentes
arrecadacao de ausentes, e assim outros recebi-
dos do rolleclor de Resende, em 18 de outubro de'
1852, devera ser depositados e escripturados em
urnas.') eaixa,remeltendo-se para a competente o que
fca della cstiver.
" A' de Pernambuco, em resposla ao oflicio n.
15 de II de iiovcmbro ultimo, se declara que, se a
ordem de 19 de agosto ultimo que Aiandou abonar
ao guarda-mr urna gratQcaco equivaleute aos
vencimenlos pelo lempo que esleve em commissSo
na costa do Rio brande do Norte, de 2 de maro a
I" de maio de 1852, tivesse por lim remunerar e
mandar pagar um servico prestado no exercicio de
18511852, nao decretado por lei, e como (al de-
pendente de deliberacao do governo que podia re-
tribuir ou nao tal servico, conforme o seu mereci-
meulo, devera nesse caso a respectiva despera ser
considerada propria do exercicio correle, levndo-
se i verba gralilicaecs ou a de eventuacs
pois que no mez de agosto nao era mais possivcl;
ordenar-so despeza algunia por conla de um exar-
cio ja encerrado : mas teudo aquello servico sido
prestado pelo empregado, e como este adquirisse di-
reito a sar remunerado por forra da disposicao do
arl. 30 do regulamento de 22 de junho de 1836,
sendo que a citada ordem nada mais fez do que fi-
zar o quantum da remuneraran nos termos do i
mesmo artigo, visto que uao fora fixado em lempo
proprio ; he fora de duvida que a despeza nao po-
dia deixar de ser imputada, segundo bem o en In-
ico o inspector, ao exercicio findo. E como esla
despeza nao foi competentemente escripturada, por
FOLHETIM.
0 NIMH TERRESTRE. (*)
(PerHary.)
>-
VIH
Mauricio soffren, dorante loogas horas, o aborre-
timento do escriptono, e mpliava pela volta de um
socio, quando ouv.o no vestbulo um rumor de nas-
sat acoropanhado ue um gtrganleio de aria aleor
erte aD;io1e com es.rondo Bernardin3 a^
ctu com as mos earregadas de amostru.
Chegamos, di ile outro; dormio bastante e esl curado da febre
Deixei-o no jardim entre dous correlores para io.hi-
IMo en) transpirarlo. Aroiiipanliei o brigoer|)fr.
Coumnei at i HholB, e quando vollei, o mar eslava
lia bom que teotou-me, e tomei um banbu. Que pa5'.
sou-se em nosia ausencia ? Ha alguma novidade'.'
O novo tocio Mauricio fez seu relalorio mui peni-
velmenle como homem qu exerce urna profissSo in-
etmpaUvel com seusgustos, imposte pela circunstan-
cia, pela necessidade ou pelo dever.
Etquadrinhando, lendo, abnndo, fechando, sen-
lando-je, leyautando-se, Bernardiiio continuou assim
dando um inlervallo de respirara ou um paren-
theset a cada phnse. > ,
Etla noile, as seis horas, o lenhor sabe... Nao,
n stnhor nao abe... ao menos assim o creio... Ali!
lie precito dizerlbe anles... Irra onde guardei a
fictura de Gaspard Does!... Amanhaa faremos a guia
da barca Cacen, capiWo Marcus Dussen..... nm ho-
mem da bem... lianlumos com elle meio por cento
par tonelada... Lielor convidou-o para janlar... Oh !
eis-equi o lecibo que tenho procurado lia [res dis !...
Sim. Lictor convidou-o para jaolar em nome de to-
da a casa....Nao esquecamos assiguar todas as snas
onertas de servico... Rediizimo-no a um por cento
de commiasAo para impedir a concorrencii... Assim
janterenios listis horas... s sele, quando muiui.....
O eook do senhor Koowles, nosso vizinlio, prepara!
nos am karrik de acttt&o com o verdadeiro p de
soarabaia..... Nao esqueramos responder ao senhor
Banks, que suas fazendas eslavam avariadis; lome
nota disto, senhor Mauricio... esla em suas atlribui-
C... Depois que os Chinezes contralizeram o p de
ik, os alunes da andorinhas do mar, e a soia,
ton pde-se mais dar um verdadeiro jaolar i india...
fallecido o sobredito Joaquim Francisco Danim, he
parareceber a mencionada quantia: se declara que
o pagamento ordenado deve ser feilo pessoa devi-
dameule habilitada, como herdeiro do credor fal-
lecido na proporcao que conforme a direilo, c i vis-
la do sen formal de partilhas Ihe couber.jc pelo
mesmo a oulra credora, herdeira do coronel Rozo,
avista do legitimo documento porque conste a par-
le que Ihe cabe, satisfazendo-se as cusas, na razSo
da melado, por seren nicamente dous os autores
da lide, salvo se por rom enea.) o contrario liver si-
do entre elles estipulado.
16
Ao director geral do contencioso, para que re-
mella ao procurador dos feitos da fazenda copia da
rlacSo, que se Ihe enva, das empellas existentes no
cartorio da provedoria da mesma corte, que acompa-
nhou o offlcio do respectivo juiz, alim de que pro-
cedend o dilo procurador as diligencias neceasarias,
verifique: 1, se laescapcllas foram instituidas com
a liecnea competente, na forma do alvara de 9 de se-
teuibro de 1769, 17 c 18; 2, se se podem consi-
derar como .apellas, em face da ord. liv. 1; tit 52
S 53, c alvara de i i de Janeiro de 1807, 3; 3,
se na hypothcsc do citado alvara de 1807, e no caso
de seren consistentes em bens i ni movis, ou nos qne
conforme a direilo se Ibes equiparam, nao incorre-
rao as penas das leis de amortisarSo e Provisao do
desembargo do pato de 26 de junlio de 1769, que
manda sequestrar os possui.los sem dispensa das leis
de am.irlis.icao. aiuda mesmo os que adquiridos fos-
sem a titulo de capella ou encargo simples de mlssa!
leudo era vista a disposicao do alvara de 16 de se-
tembro de 1817, nao s quauto s adqoisiroes al
aquella data, como qnanlo ao pagamento dos coro-
pelentcs direilos; devendo o mesmo procurador,
contorme o resultado deste exame. de que darcum-
prida conla, proceder na forma das respectivas leis,
ou na cooformidade do citado alvara de 1807, se-
gundo as diversas hypotheses, informando quaes as
providencias que requer a bem dos iiileresses da fa-
zenda nacional.
~"_Ao inspeelor geral interino da caixa da amor-
lisae.o, que sendo pela ord. liv. 2, tit. 18, 4.
'nalienaveis os beus pertencentes a corporarOes de
mao mora, lano os de raiti como os que a estes se
equiparam, em cujo numero entram as apolices da
divida publica, permillindo-sc apenas a subrogarlo
del les mediante a neressaria I i ce oca dos juizes de
do a conta da despe-
ifcadaver de um escravo
que oulra cousa dctcrmiuou o presidente da provin- Primc'ra instancia, na ronformidade do art. 2 da
lei de 22 de setembro de 1828 e aviso do ministerio
----------r------------------ j,
na-se que anuullando o lancamenlo feilo
no exceffljb corrcnte.cscriplure o pagamento como
djvyadjrKcrrieios findos sob o mesmo titulo- em
que se lem mandado inserever as mais dividas de
tal nalureza.
13
Ao juiz de orphaos da corle, em resposla ao
sen oflicio de 27 de dezembro do anno findo, em que
expoe a duvida que occorre se os tilhos do primeiro
matrimonio herdam de sua Ha. ou de irmao |ircde-
funlo, no caso da ordenacao, livro 4", tit. 91, 2?,
dispondo que a mai que succede a seu lilho e casa
secunda vez, havendo filhos do primeiro malrimo-
nio, leiiim smciite uso-fructo dos lieus assim her-
I aquel le inalrim.inin, coin exclusao dos do segundo ;
cuja solurao entenile com a obrga{ao do pagamento
do sello das hora oca- e legados: se declara que sen-
do a heranra de inslitnieAo puramente civil, c es-
lando por consequencia o direilo hereditario sujei-
to s enndicoes c forma pelas leis civis eslabeleci-
das, he claro que, na liypolhese de que s trata, a
mii nao se pode dizer desherdada, mas sim entra na
heranra dos filhos do primeiro matrimonio nos tor-
ros da citada ordenacao: assim, a ella compete o
usofructo vitalicio dos bens do filho do primeiro lei-
lo havidos pela legitima paterna, Simo expresa-
mente determina o g 2, c o 3 da mesma ordena-
cao, na parte que exige flanea; herdaudo os irmaos
do mesmo Icito, uao por forja do direilo que lhes
assisle heranca materna, mas sim pelo que lhes
a mcSma(unicnar,ao como berdeiros de seu fal-
lecido irmao; em virtude do que esto taes bens na
ordem dos que se herdariam por outro qnalqncr mo-
do do dito irmao. Confirma esla intelligenria a es-
peeialidarlo da successao eslabelecida na ordenar.ao
citada; c mais ainda a ronfirmam as palavrasdo S 2"
fine, pelas quaes se ordena que no caso de finar-
se o filjio do primeiro matrimonio com testamento.
guarde-sco direilo commum: porquanlo se o direi-
lo hereditario aos bens em queslao parlisse das rc-
gras de successao dos filhos e netos aos dcixados pela
mSi ou av, ccrlamcntc o lulamente desse flllio nao
prejudicaria aquellas regras, nem o direilo heredi-
tario, que assisle aos filhos c netos. /
Nao favorece a opiniao contraria o argumento dc-
duzido da ordcnanrSo liv. \ til. 105 i porquanto
sao diversas as hypolhcses: uta ordenar.ao nao con-
sidera usufructuaria a mullier que se casa depois
de.vi a unos: a reserva por ella imposta quanto s
duas trras parles dos beus lem por fim prevenir a
dissiparao destes, alenla a fragilidade e quebra da
razao. que a idade pode produzir, mas o dominio he
pleno, sem comirao alguma, o que ido acontece no
caso da ordenacao liv. 4 tit. 91 2.
A' thesouraria do Para, em solucao a duvida
proposta no oflicio n. Hl, de 31 de outubro ultimo,
se tendo a ordem de 30 de jutho de 1853 maullado
restituir a Francisca Rozo Carduzo, Joaquim
Francisco Danim esua mulher D. Isabel Rozo Da
-------------------- w i mm, herdeiros do coronel Joao de Araujo Rozo, a engajados para o servico do exercilo.
IIIDnil ili> iiiii (rala > mnami orJiun i I.-,......1.. vi.
quantia de que (rata a mesma ordem; e havendo
() Vide Otario n. 44.
Essu Chinezes conlrafazcm Indo... foram elles que
inventaran) a la para coulrafazerom o sol... Dare-
mos um bello janlar. I.ielnr convidou um Francez,
que cania maravilliosamente; he discpulo de Odry,
do famoso Odry!
Mauricio, esmagado por essa torrente de palavras
e de parenlheses, s comprehendeo urna cousa ver-
daderamente seria para elle: o janlar s teit ou te-
te hora. Ahi elevava-se urna objeccao invencivel.'
O senhor bem sabe, disse elle, que aou espera-
do loilas as lardes em casa, e...
Essa he boa inlerrompeu Bernardino. urna
vez n3o he costme !... Em nome .lo eco, senhor
Mauricio, nSn nos faja deixar de cumprir urna pro-
messa Lielnr conla com Vmc., e (Icaria muilo des-
gosloso. Cuidado! os crioulos dessa naco sao sus-
ceplivcis. Elle se oflenderia com isso. S'.'.s outros
solleiros n3o comprebendemos que se recuse um jan-
lar de negocios e de amizade por una mulher. He
preciso que nossa casa de cominerrio seja representa-
da completamente nesle janlar. Tres socios sao a
Iriudade do crdito, o triangulo da forra, o symbolo
inar.iiinico dos Inglezu e Hollaudezes da India. Pe-
se heiu isso! tire um lado a um triangulo, nao rula
nada...
Mas, minha mullier !... disse o bom Mauricio
emtom supplicanle.
Sua mulher! inlerrompeu Bernardino, ella sa-
ne quanto o enhor Adriacen lem feilo por Vmc., e
nic perdoara haver testemunhadoseu reconhecimen-
lo aceitando um janlar.
..?.'ia. ru!,e.,!el|a lirada sem gague/. traspassou o
crioulo primitivo al ao fundo do coraeflo. Bern.rdi-
^SSJS' en,ernnieiilo depois da fran-
queza injuriosa, e mudando de lom disse :
^.n', Z ,r -Maurici. eja razoavel. nao d
Iher por um bilhete, o qual um ra, caiieiro Ihe le-
vsrttt*
-J que assim he preciso, inlerrompeu Mauri-
cio, ire eu mesmo a casa. I^'"u"
Vmc. (icaria l! disse Bernardino rindo
Oh I jnro-lhe que nao! lornou Mauricio'pondo
a mao sobre o roracao. '" fu,,uu
Dffiais, senhor Mauricio, lemos aqui que fa
zer al s seis horas. O senhor I.ietur dirige os ore-
paralivos do fcsliin, eu tenho ainda tres eniu-m- ,.
porto, e Vmc. tem cincoenla carias que assig,iar
copiar cincoenla carias que devem partir pelo cr-
rete desta noile... Asssote-se e escreva seu bilhele i
senliora... vou dirla-lo.i.
Mauricio inclinou a caliera, como urna victima re-
signada, tomou nina peiina, e Bernardino dictou :
(Juerida amiga.
da jusliea de 17 de novembro de 1853; e determi-
nando lambem a lei de 18 de setembro de 1815, art.
ti, que sao inlransferives as que em virtude de
sua disposicao adquirissem as mesmas corporac,0u:
se Ihe declara que das apolicu da divida publica
perlcncenles a conventos e a quaesquer corporacoes
de ndo mora, ido se podem admillir transferen-
cias sem embargo de qualquer pratica ou ordem em
contrario.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dte 22 de feerelro da 1864.
Oflldo A* Exm. presidente do Maranhao, i-
gando, em vista do oflicio que remelle, por copia,
do roarechal commandanle das armas, que se digne
de expedir suas ordens no sentido de serem enviado^
para esla provincia, na primeira opporlunidade, os
yolumu que existem all em deposito con lendo ar-
ligos de Tardamente e outros objectos pertencentes ao
2." ba tal Ido de infa otaria aqui estacionado.Parli-
cipou-seao referido manchal.
DitoAo Exm. presidente de Mallo Grosso, acen-
sando recebidas as duas collecsoes imprentas, qne
S. Exc. reraetteu dos actos legislativos daquella pro-
vincia promulgados no anno passado.
DiloAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, Iransmiilindo, por copia, o aviso da reparlieao
da guerra de 3 do crrante, no qual se determina
que passe a servir nesla provincia, vindo da Baha
onde se acha com cenca, o segundo cirurgiao al-
teres do corpo de saude do exercilo, Dr. Jos Munz
Cordeiro GetahyIgual copia remetteo-se a lliesou-
raria de fazenda.
DitoAo mesmo, dizendo qne pode mandar en-
corporar ao destacamento existente no termo de Cim-
bres ou_ ao da comarca da Bda-Vjsla, contorme pro-
poz o cirurgiao encarregado Uo hospital regimen-
lal, ossoldadosXyrilloSodr, Bernardino Alves du
Santos e Manoel Albino, visto que em consequencia
das molestias que sofTrem iiecessilam de mudanea de
ares e do uso de lcile, licando S. Exc. cerlo de qu
serio pagas pela thesouraria de fazenda, i vista da
competente conta, as dunezas que fizerem com a
conducao das referidas pravas.
DitoAo mesmo, enviando, porpia, o aviso da
reparlieao da guerra de 20 de dezembro ultimo, pe-
lo qual se concede ao cadete da companhia fiza de
cavallaria dula provincia, Thomaz Pompen l.ins
Wanderley, passagem na mesma arma para o corpo
da guarnieao fiza de S. Paulo, onde servir.
DteAo mumo, remetiendo a guia do alferu
Joaquim Cavalcanli de Albquerque Bello.
DitoAo mumo, Iransmi (tirulo, por copia, o avi-
so da reparlieao da guerra de 3 do correte, recom-
mendando o maior cuidado no exame da idade, es-
i- tado sanitario e conducta dos individuos, que forera
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
commendando a expedican de suas ordens, para que
visla da nota que remelle, se abrtjh naqoella the-
souraria os assenlamenlos de praca do corneta Fran-
cisco Xavier da'Silva, que e conlratou para servir
no 3. balalho de infantera da guarda nacional des-
te municipio.Communicou-se ao respectivo com-
mandanle superior.
DiloAo juiz relator da jauta de jusliea, envian-
do para serem relatados em sessao 8a mesma junta,
os processos verbau feitos aos soldarlos do 9." bala-
lho de infantera, Manoel Autoiifb da Cuta e An-
gosto Firmlno.Participou-se ao marechal comman-
danle das armas.
DiloAo chefe de polica. VisW*qe o promotor
publico dula cidade j nao rteceama 'de inquerir a
prela Antonia, que, como leslnitinlia informante,
Ggura no processo instaurado contri sua senhora Je-
ronima Mara da Conceir,jo, pois segundo declarou-
me oflicialmenle j mandn tomar ad perpeluam o
depoimentoda dita escrava, haja Vmc de, fazendo
com que se lavre o termo de que trata o aviso de 25
de novembro de 1852, mandar entregar a Jos Can-
dido de Barros, hoje seo senhor. que nao deve con-
tinuar a ular privado de suuservicos.
DitoAo mumo, dizendo, que com a informarao
qne remelle por copia dada pelo administrador do
crrete dula cidade, responde ao oflicio em que
Smc. pede providencias acera da entrega e remess
da correspondencia ofllcial 'Jfcsssa reparlieao cora a
delegacia do termo de
DitoAo mesmo, Ira
za feila com a exhumarlo__
de Sehastio dos Oeulos Arco Verde Pernambuco.
DitoAo director das obras publicas, approvando
o contrato que Smc. celebrou com David H'n, Bovv-
man para a factura dos canos d ferro, vasos e mais
objectos que formam o syslema das lalrinasdo raio
do Norte da casa de delencao.Remelleusc copia
do termo de contrato thesouraria provincial.
DitoAo commandanle superior da guarda nacio-
nal dute municipio,lrausmillindo por copia o aviso
da reparlieao da jusliea de 8 d> crranle, pelo qual
se manda dispensar do servico activo da mesma guar-
da nacional aos empregados da provedoria de saude
dos por los.Igual copia envion-se ao provedor de
saude dula cidade. >
Ditef-Ao mesmo, para mandar dispensar do servi-
co activo di goarda nacional, os empregados da se-
cretaria do governo mencionados na rela$3o que re-
melle :
, felaco a que te refere o officio tupra.
Bacharel l.uiz Salazar Moscozo da Veig Pusoa.
Antonio I,eile de Pinho.
Bacharel Joo Domingues da Silva.
Joo Policarpo dos Sanios Campos.
Bacharel Joaquim Francisco Unirle.
Ray mundo Nonato Schilck.
Rufino Jos ternandes de Figueiredo.
Theodoro Jos Tavares.
Manoel Baplista de Souza.
DiloAo director do arsenal de guerra, para fazer
rccolher aqnelle arsenal na forma das ordens j
eslabeleci.las, o africano livre Damazio__Communi-
cou-se ao chefe de polica, 'i
PortaraAo mesmo, Tecommendando que mande
apromplar e entregar ao commandanle do corpo de
polica os objectos mencionados na relacao que re-
melle, enviando a conta do que le houver de dis-
pender com semelhantes objectos para ser paga pela
thesouraria provincial.Commonicou-se ao referido
corpo.
DteAo mumo, para fazer apromptar com bre-
vdade, fim de serem enviadospara a companhia fl-
xa do Rio Grande do Norte, coWorme se determinou
em aviso de 8do crranle, os artigos de tardamente
conslantu da relacao qoe remelle par copia.
-iBioiei.i ------
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 21 DE FEVEREIRO DE 1851.
Pretidencia do Exm. Sr. contelheiro Azei-edo.
A 10 lloras da manhaa nchando-se presentes os
Srs. duembargadoru Baslos, Leao, Souza, Rehollo,
I.nna Freir, Valle e Gomu Ribeh-o, fallando com
causa os Srs. desembargadoru Villares, Tellu, Fi-
gueira de Mello, e Pereira Monteiro, o Sr. presiden-
te declara aberla a sessao na formada lei
Julaamenlot.
Aggravanle, Antonio Luiz Goncatvu Ferreira ; ag-
gravado. o Dr. Francisco do Reg Barros de La-
cerdaDerara provimenlo.ao aggravo.
Appellante.ojolzo ; appellado, QuinUliano Mendu
do Espirito Sanio.Mandaram a novojnry.
Appellante, o juizo; appellado, Jra Joaquim da
Silva Barros.Mandaram a novo jury.
Appellante, Cibaldo Antonio da Rocha ; appellada,
a jusliea.Mandaram a novo jury.
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Bernardino
de SenaJulgaram improcedente a appellacao.
Appellante, Joaquim Francisco Correa de Araujo ;
appellada, Luiza Teiieira Lime.Duprezaram os
embargos.
D%encfas.
Appellanles, Manoel Joaquim do Reg Alboquerque
e ootros; appellado, o juizo dos eitosda fazenda.
Mandaram com viste ao Sr. desembargador pro-
curador da coroa.
Designarles.
Appellante, Jos Antonio de Araujo ; appellados,
Jos Joaquim Rodriguu e ontro.
as sele horas um convite do capilao Marcus Dussen.
O commercio be nm tyranno; mas enriquece e d a
liberdade. Vollarei uta noile muito tarde para casa.
Nao rae uperes. manda fechar bem cedo tedas as
portes, como se eu tivesse voltado.
Acrucente agora todas as ternuras conjugau
que quizer, e assigne, disse Bernardino.
Depois elle tomn a carta, dizendo:
Encarrego-me de manda-la entregar, fique
tranquillo; acabe sua terete de escriptorio; vou
ao jardim livrar l.ielor dos dous correlores, com os
quaes deixei-o. /
Mauricio soflria Indo; porque sua posicao nao Ihe
permiltia a lula. O pensamenlo da mulher dava-llie
a resignarao, e mumo urna especie de alegra amar-
ga ; elle olfria por ella, e na exlremidade de lodo*
os eaininhos semeados de rapinht erguia-se a ima-
gem encantadora de Elora. Urna comparacao mui
nalural offereria-se uressantemenle ao upirilo de
Mauricio as peni veis horas de sen trahalho forrado:
a vida da Ierra eslava em Porto-Natal, a vida do cp
na habilacao. Nenhuma ulrada de llores leva ao
Para izo.
l.ielor passeiava com urna agilarao estranlia no
fundo do jardim, esperando seu conselheiro.
Ali I exclamou elle avislando-o : falla depres-
sa, accitou ?
Sim, disse friamenle Bernardino, mas bem con-
tra vonlade.
Isso nao me importa 1 tenso bilhele '?
Sim, e o correio lambem.
Um correio inlelligente ao men ?
Um outro Bernardino. lie meu discpulo pre-
lo, o melhor de lodos os meus discpulos, porque nao
muda jamis de cor.
Bem vs, Bernardino, que ludo vai maravillo-
samente. Elora nao enviou nenhum despacho ao
marido; ninguem veto da habilacao; logo, todas as
mullas cnnjc turas sao justas.
Dos o permuta!
Bernardino, torno a dizer-le, (enho a maior
confianza em ti; mas a rupeito das mulheru, recu-
so-te como juiz; porque nao as cobeces. Tens esto-
dado smente os homens, eu tenho feilo o contario.
Esla manhaa arraslei a bella Elora do lumiar da
porte al a beira do mar. Ella ouvia-me na embria-
guez do exlase, e ler-me-hia seguido ao fim do mun-
do se o mar nos oSo tivuse feito parar. Essa mu-
lher ama-me... Abanas a cabera, Bernardino? nao
eres? desculpo-te, nao viste essa scena de fascna-
lo.....
Sim, mas vi a scena do multo, inlerrompeu
Bernardino com um orriso irnico.
Ah! es o que faz leu erro! lornou Lielor; nao
Appellanles, Joo Baplista Pereira Lobo e oulro ;
appellada, a fazenda provincial.
Appellanles, Joao Rufino Ferreira c sua mulher ;
appellados, Antonio Paulo do Monte e sna mu-
lher.
Raisoes.
Passon do Sr. desembargador Baslos ao Sr. desem-
hargador Leao a seguinte appellacao em qne sao :
Appellante, o juizo; appellados, JoSo Miguel Fer-
reira e oulro.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. duem-
bargador Rebello a seguinte appellacao em que sao :
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim I toarte da
Conversao.
-Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr. de-
sembargador Luna Freir as segundes appellaroes
em qne sao :
Appellante, a juslija ; appellado, Joao Basilio da
Silva.
Appellante, o juizo ; appellada, a viuva de Joaquim
Jos Ferreira de Almeida.
Appellante, a fazenda ; appellado, Francisco da Ro-
cha de Barros Wanderley.
Passaram doSr. desembargador ValieaoSr. desem-
bargador Gomes Ribeiro asseguinles appellaroes em
qne sao :
Appellante, Joao Gomu da Silva ; appellado, o
juizo.
Appellante, o juizo ; appelladu, Filppe Jos de
Mello e oulro.
Appellante, a jusliea ; appellado, Manoel Jos de
Olivera.
Appellante, Francisco Ribeiro de Brito ; appellado,
Dr. Frederico Augusto Pamplona.
Appellante, o juizo ; appellado, Joao Antonio de
Moura.
Nao foram julgados os demais feitos com dia assig-
nado, por haverem fallado a sessao os Srs. desembar-
gadores cima declarados.
Levanlou-se a sessao a 1 hora da larde.
EXTERIOR.
conhecu as mulheru. Foi leo plano mal feilo qoe
destruio ludo esla maohas. Elora tranformou-se
sbitamente, apenas vio o bote e dous remeiros.
A pomba tornou-se panlhera, e isso eoncebe-se bem.
tila abandonava-se ao encanto de urna entreviste
particular; mas recoou diante de doas tutemunhas:
teda a mulher casada teria obrado como ella. Agora
pretendo arranjar todo com duas palavras de evpli-
cajao. Ella nao ama o marido, e ima-nie. Aceitar
como desculpa a violencia de meu amor. Conheco
as moflieres. Todas as que tem perecido pelo pu-
nlial, adoraran) seus assassinu, se sahissem do Inmu-
te. Nao sabes Isso ?
Nao, disse seccamenle Bernardino, assoviando
urna ana de dansa hupanhola.
Queros render-te evidencia ? disse Lielor
com viveza.
Quero.
Nao sao cinco horas?
Isso he ineoniulavel, disse Bernardino vendo o
relogin.
Pois bem! essa mulher violentamente roubada
lem lido lempo dude a manhaa de enviar (rinla car-
tas ao marido para inteira-lo de ludo. Tem lido lem-
po de vir dez vezes a Porlo-Nalal a p, a cavalo,
ou no elephaole... Todava que fez ella ?... nada.....
logo quer oceultar tudo ao marido... nao he isso evi-
dente?... ruponde... falla com franqueza...
, Nao conheco as mulheres, disse Bernardino.
volteando sobre o lalao.
Segui leus conselhos. lornou Lielor, lin'ha no
porte meu hiate promplo para fazer-se vella Nao
ha polica nesle pai/.; mas lodos aqui sao promoto-
res pblicos. Convm. dizias-me lu, ler o p no ar
para fugir ao primeiro loque de rebate, e tinha ra-
zao. Agora nao a lens. Nao ha mais loques de reba-
te que lemer, e os conselhos que dou a roim mesmo
sao u nicos que seguirci.
Tanto peior para o senhor disse Bernardino.
_ Queras eniao conservar-me em tutela toda a
vida r
De cerlo, he o melhor qoe poderte acontecer-
Ilie, se o senhor dueja envelbecer.
Emlim, lornou Lielor, nao disentemos mais,
Conhei-te uta manhaa meu plano; achas-o absurdo
eu, porem, acho-o bom, e hei de segni-lo at uo fim.
Aceito todas asconsequencias...
Mas eu nao as aceite, inlerrompeu Bernar-
dino.
E que pretendes fazer, Bernardino?
Abandonado s suas loucuras de naiuor.tdo. J
prestei-llie meus ltimos servico ; fiz aceitar o con-
vite para o iaotar, exped a caria do marido habi-
lacao, nimba carreira diplomtica est termigada.
FRICA.
Estados da frica. Tentativas e
commercio dos Europeas.
Imperio deMarroco.Desorganiso interior.Be-
lae,ou diplomticas com a Europa e em particular
com a Franca.Tncursou das tribus marroquinas
sobre as fronleiras da Algeria.Commercio e nave-
gaco.
Cute occidental da frica.Estados independen-
es qoe oceupam o lilloral.Commercio.Produc-
to.Trafego du negros.
Estado da Siberia.Historia.^onsliluicSo pol-
tica.Alfandegasl Rendas.Culturas.Commer-
cio.Maryland-in-Liberia.
Costa oriental d'frica.Zanzbar e outros portes
da cuta.Commercio.
frica central.EipedirSes dirigidas sobre o in-
terior da frica. M. M. Richardsoh, Overwcg e Bar-
'o-Viagem de Zanzbar cm Rengela realisada por
urna caravana rabe.---------------- -
Avizinham-se u lempos em que a A frica deve lam-
bemreceber os beneficios da civilisacao. Ei-la ata-
cada ao norte pela Franca, senhora da Algeria ; ao
sol, pela Inglaterra, senhora do cabo da Boa-Espe-
ransa. A leste e ao oute, a Eoropa se utabeleceu
pouco e pouco sobre o lilloral, e ahi funda escriplo-
riu para o seu commercio. Ao mesmo lempo, inlre-
pidu exploradores v8o progredindo as descpberlas.
e plantando as suas lendasem regiOu duconhecidas.
A' primeira visla, ludo nos parece duordenado econ-
fuso. Os utadu musulmanos do norte se acham em
plena dissolucao; as costes de lute edeoule ainda
apruetam o vergonhoso espectculo do trafego ;
qoasi nada sabemos acerca do interior. Todavia no
meio dessa confnsloe dessa desordem, fucil be discer-
nir o$ elementu de fecnnda transtermacao. A guer-
ra, a propaganda religiosa, o commercio, o upirilo
de aventuras, um dia Iriumpharao conlra essas (ri-
bas selvagens que povoam essu vasosupacos.De-
pois de termos exposto a decadencia do imperio de
Marroco, outr'ora lo poderoso, leremos de retratar
em poucas palavras as primeiras elapu da invasao
europea sobre os (miles do continente africano. He
orna obra que agora he que vai comecando, mas me-
rece qoe a examinemos dude a sua eslrea.
Marroco. A publica interior de Marroco em
185253 nao aprsenla tado algum imprtente que
possa assigoalar. Os governadores.de provincias e
u collectores de mposlos permanecem fiis ao seu
systema de exacces.as tribus se revollam, e as tropas
utao semprc em marcha para reprimirem essas in-
cessanlurebelieu. As (nangas se acham n'um es-
lado deploravel; o commercio interior desfallece por
falla de seguranza, e o commercio exterior, ulorva-
do pelos monopolios e direilos de alfandegas, nopro-
grede de sorte alguma. Fcilmente se pode fazer
idea da desordem que reina nesse infeliz paiz. O mal
he (ao profundo qu% parece irremediavel, e os
embararos interiores sao (So grandu qoe o imperador
seria incapaz de se defender conlra urna aggresso es-
(rangeira.' O que aindabuslenta a independencia de
Marroco. he a repugnancia mui natural que as na-
(Oueuropeas experimentan) no provocar nm conflic-
to que na actual idade nao lhes proporcionasse um lu-
cro real. Seguramente nao fallaram pretextes In-
glaterra e a llespanha, se ulas potencias quizessem
reivendicar a estricta execugao du tratados ou con-
vengu que em outros lempos concluinm com Mar-
roco, ainda quando se limilassem a reclamar em fa-
vor du seus nacionaes o gozo dos direilos admillidos
e reconhecidos por lodosos povu civilisadu; "mas
comprehemlem que orna poltica demasiado vigoro-
sa leva-las-hia mui longe, e por outro ladosabem que
o imperador nao be absoluta mente senhor nu seos'
dominios ; pois que urna empreza militar dirigida
conlra Marroco excilaria redmente o cime das ou-
Iras nacu europeas. A Franca experimenten u ef-
feites dula susceplibilidade receiosa no lempo du
bombardeamentos de Tnger e de Mogador, e, mais
reccnlemenle, por occasiao do bombardeamenlo de
Sal.
Todavia o imperio de Marroco he limilrophe da
Algeria, e propria seguranca destejcolonia nos obri-
ga a vigiar com mais allenrao a poltica de um es-
lado vizioho das nossas fronleiras. Sob csle.aspeclo,
as relaces.le Marroco com a Franca tem occasiona-
do no correr'do anno que acaba|desumir-se dous fac-
lu dignos de serem assignaladvs.
Dude algum lempo, o imperador Abd-er-Rhaman
decidir qne as suas relacfiu diplomticas com os
agenles da Franca (eriam logar pelo intermedio do
governador de Tnger, e em consequencia recusara
acolher direclamente as exigencias ou reclamarlos
do nosso governo. Este modo de proceder, contrario
s antigs iradiroes, prejudicava nossos inleresses as-
sim como a nusa dignidade : por isso o consol geral
de Franca em Tnger, que exerce as funecoes de en-
carregado de negocios em Marroco, receben ordem
para insistir mui enrgicamente alim de que as rela-
Su directas fssem rulabelecidas. Fez-se jusliea s
suas representac.6e9, e d'ora em vante o cnsul geral
he admiltido a corresp o nder-se sem intermediario com
u ministros do imperador. Esta salisfacao oblida so-
bre um ponto de pura etiqueta tem para a Franca
urna importancia real; porque as autoridades de
Tnger nao Iransmilliam com fidelidade escrupulosa
asmensagensque Ihueram confiadas, e nao deixa-
vam de se ajusfar de anlemo com u representantes
de oulras potencias, cuju inleresses, em Marroco as-
sim como n'qplras pangeos, nem sempre utao era
larmonia com u nossos.
cionarios be que se deve allribuir uta inferioridade.
Alm disso, os direilos de al(andega sao coostente-
mente transformados, segundo os caprichudo impe-
rador. Novos monopolios s8o utabelecidos ; as laxas
de navegarao variara em cada porto, de modo qoe o
commercio utrangeiro nao pode contar com a segu-
ranza das suas operacoes. A mor parle das nacbu
europeas concluiram, em dilTerantes pocas, tratados
de commercio e navegarao com o imperio]
mas estu tratados nunca foram ejecutados. E
o numero delles :
1753 Tralado com u PaixuBaixos
1763 a Suecia
1767 a Franca
1773 Portugal
177!) a llespanha
1825- a Sardeoha
1830 . a Austria
183 as Daas-Sicilias.
A delimitarlo das fronleiras da Algeria e de Mar-
roco ainda nao ul perfeitamente eslabelecida, e as
tribus marroquinas utavam costumadas a penetrar
no territorio da provincia d'Oran na poca das ci-
fas, e roubar as colheilas das tribus sojeilas ao domi-
nio francez. Tornava-se uecessario por termo a se-
melhanlu depredacoas, sobre as quaes por varias ve-
zes se liavia invocado de balde a allenrao do impera-
dor Abd-er-Rhaman. No mez de abril de 1852, urna
expedicao, commandada pelo general Monlanban, se
dirigi rpidamente sobre a fronteira, dispersou os
bandu de salteadores e a 24 de junho bateo a tribu
dos Beai-Snassen. O imperador se deu pressa a en-
viar ao acampamento do general o pacha de Tnger
para agradecer Franca o servico que Ihe acabava de
prestar, dispersando tribus que sempre se liavia mos-
trado relteldes a sua auloridade. Depois dute inri-
denle, a ordem e a Iranquillidade foram rulabeleci-
das na fronteira.
Commercioe navegaran,Osdocumenlos mais re-
centes que se possuem sobre o commercio e a navega-
cao de Marroco chegam a 1850. Durante este anno, as
imporlasoes se elevaram a 9,114,000 francos, e as
exporlac.6u a 8,384,000 francos. Estu valores sao
divididos da maneira seguinte entre os diversos por
tu do lilloral marroquioo :
Imporlaces.
1,614,000 francos
523,000
513,000 '..
1,804,000
840,000
495,000
3,324,000
Tnger.' .
Tedian. .
Larachc .
Rab. .
Casa-Blanca
Mazagan .
Mogador .
Exportarnos.
1,048,000 fr.
517,000
356,000
1,145,000
1,116,000
410,000
3r792,000
8,384,000
Tolal 9,114,000
He a Inglaterra que oceupa o primeiro logar as
operarnos do commercio exterior deMarroco ; asora-
ma das suas trocas represenlou em'1850, mais de II
milhes de francos; vem depois a Franca (5 milhoes'
a Hupanha (428,000f.), Portugal, Sardenha, Blgi-
ca e Austria.
A ininorlaro se compoc de (ecidu de algodo e de
iaa, de seda crua, de assucar e caf, de mtaes ece-
reau. Os principau arligos de exportasao sao laa,
pellu de cabra e de bezerro, fr uclos, sanguesugas e
gomma.
Quanto navegacao, empregou em 1850, 877 na-
vio* de 51,155 toneladas (inclusive entrada e sahida).
I'aizes de provimenlo e de
desuno.
GrSa-Bretenha. .
Franca......
Hupanha ....
Portugal ...'.,
Turqua.....
Outros paizes .
Nao quero tornar a achar-me face i face com a trom-
ba de um elephaote.
Medroso 1
Estou rico.
Ah dssuto o grande termo, Bernardino! a
quem devos toa riqueza?
A mim.
J, ingrato!
-Son um homem. Bem se v que o senhor s
conhece as mulheres.
Enlan nao me assislirs uta noite em meu
plano?
Posso comecar minha ingratidao amanhSa...,
mas com urna condirao.
Qual ?
Oh! quasi Dada...
F.i.i, falla, dize la cundirn.
O senhor me dar para o capilao de seu hiate
urna ordem a-signada por Vmc. para que elle pouha
esse pequeo navio a minha disposicao.
Isso he fcil... queras enlao parlir ?
Nao decid nada ainda ; mas ando sempre em
vsperos de urna partida.
Concedeudo isso, puso contar comligo uta
noite ?
Sim... mas sem embargo de ser ingrato, quero
fazer urna ultima tentativa para rel-lo no caminho
da habilacao. Se quer continuar a viver comigo em
boa intelligenria, nao d-me mais inquielacoes.
Quando eu era um mizcravel, teria entrado na ca-
verna de um leSo para ganhar urna piastra ao sabir ;
hoje, porm, respeilo minha vida: nada ha mais dig-
no de respeilo do que a vida de um homem feliz.
N.lo lenho seus aborrecimenlu. nao tenho como
Vmc. a phlysira da imaginacao, nao carero do adu-
hos do perigo para dar algum sabor aos meus praze-
ru. Nasc i-obre cora bracos indolentes e um upiri-
lo activo ; meu upirilo lem Irabalhailo como o ohrei-
ro mais laborioso; tenho ganlm diuhero com o suor
de meu espirito; minha cabera lem necessidade de
repouso. Quero lomar meu lugar enlre os ociosos da
felicidade. Tenho semeado sonhos muito lempo, lar-
da-me colher realidades. Se quer renunciar sua
paixo, fico com o senhor, se persiste, reliro-me.
Renunciar, disse Lielor. he impossivel! Hon-
lem talvez eu tivesse podido faz-lo, hoje nao: mi-
nha vida ul nessa mulher. Li o amor em seus
olhos, e amo-a como nada foi jamis amado nule
mundo. Enlre a vespera e o dia seguinte ha um se-
cute passado. Honlem eu eslava lonco, hoje uteu
enamorado*
O senhor n3o mudou, disse Bernardino erguen-
do os hombru; v ao seu destino, nao o relenbn
mais.
Lielor nao ouvia mais a Bernardino \ liaba mpre.
Navios. Toneladas.
612 33,685
187 18,089
48 1,889
32 2,129,
14 1,840
13 1,525
Tolal
877
59,155
Se acaso consideramos a ulenso, a populacho e os
recursos agrcolas de Marroco os algarismu que pre-
ceden) parecem mui pouco elevadu. A' m admi-
nisiracflo do paiz e ascxacQes impnnidas dos futic-
1844.Segundo (rato com a Franee. Segundos
termos dula convenci, o imperio de Marroco se
obrigava no prazo mais breve, com a Franca, a un? tra-
tado definitivo de commercio e de navegarao duli-
nado a regularisar as relaroes enlre os doos paizu.
Este compromissoainda nao foi salisfeito, e unos-
sos nacionau, assim como u negociantu jnglezu, se
queixam com grande vehemencia da siluacao que lhes
lie feila nu portos de Marroco.
1" ni decreto do mez de agosto de 1853, utabeleceu
urna liaba de alfaodegas francezas sobre as fronlei-
ras de Marroco e de Tunis, e aulorisou as trocas por
Ierra, que al enlao haviam sido prohibidas. As
merendonas olroduzidas por ula vias adquiriram a
melade du direilos pertencentes s imporlacfiu ma-
rtimas. Esla mnderarao de tarifa he com efleito in-
dispen'savel para lutar com efllcaca conlra o contra-
bando. He permitlido esperar que ella exerca, n'um
futuro mais ou men prximo, urna influencia feliz
sobre as relaroes eomoierciau du dous paizes ; ao
mumo lempo, a vigilancia incessante da nm servico
de alfandegas organisado militarmente garantir a
seguranca das nusas fronleiras contra as incursu
das tribus marroquinas.
Costa Occidental d"Jfrica.Durante Tangos an-
uos uta costa nao tem passado de um foco de trafa-
go ; a morcarle du ulabelecimentos que as poten-
cias europeas haviam fondado naquelle lugar s de-
viam a sua prosperidade ao trafego dos escravos,
cambiadu por mercaderas chamadas de troca e
transportados para o Brasil ou para as colonias das
Indias occidenlau. Mas desde que a Franca e a Gra-
Brelanha se ajustaran) para aniquilar o trafego, a
pbisionomia da Cute d'Africa se vai transformando
com rapidez : u Europeos comeram axar-se sobre
o solo ; a Inglaterra vai desenvoivendo a sua possu-
so de Sierra-Leone ; a Franca, senhora do Senegal,
fundou novu ucriplorios em Albreda, em Assioia,
em Graa-Bassim, em Gabao; o pavilhao de Portu-
gal flucina sobre as cutas de Angola e de Bengala ;
emfim o novo ulado de Siberia cobre um territorio
cojos limites ja lem augmentado coiisideravelmente.
Todos ules pootos, oceupados pelas na^ou chraUas.
sao o mumo tempo subtrahidu ao trafego e entre-
gues a cultura. O commercio e as mbjsou religiosas
fazem causa commum onlra a barbara africana ;
depois depoucu annos,o genio europeuha tratado de'
emprehender a conquiste desse vaste con linente, cojo
interior nunca foi explorado: a medida que se vai u-
labeleccndo sobre a estrelia zona do lilloral, se vai
preparando para remontar os ros que o devem con-
duzir sregiOu desconhecidas. As numerosas tribus
que ainda conservan) a vida iodependente e o carc-
ter primitivo sao freqenlemenle visitadas pelu cru-
zeiros encarregadu de reprimir o trafego ; ora, apoz
de algum delicio, he torga exercer contra ellas re-
presalias vigorosas ; ora, por processos benvolos, se
applicam amenisar u costumu respectivos e a eu-
sinar-lhu a religio e o Irabalho. Estas relacu con-
tinuas, ulas appsricoes amigaveis ou hoslis du eu-
ropeos sobre loduos pontos accessiveis, nos permit-
iera Irarar hoje nina nomenclatura quasi exacta das
principau povoas&esque habitara a cuta occidental,
As publicaooes do capilao de mar e guerra Bonel-
Willaumz, anligo governador do Senegal, e u rela-
tnos du ofliciaes que o precederam naquelle impr-
tenle commando, revelaran) navegacao e ao' com-
mercio u recursos deslu novu mercados.
O archpelago dos Bissagos se eslende aosul do Se-
negal. As ilhas que o compoem sao feriis e produ-
zem principalmente azeite de palmeira ; lodavia s
Boulam e Cagnabac he que manlem algumas rela-
roes com u Europeus. Estu at tem tentado por
varias vezu utabelecer alli feilorias ; mas haviam
recuar ante a insalnbridade do clima. No mez de
de fevereiro de 1853, o capillo de msr e guerra Pro-'
tel, governador do Senegal, foi obrigado a condnzir
urna etpedirao conlra u indgenas das ilhas Carel e
Cagnabac, que roubaram dous navios do commercio
francez naufragados sobre a coste. A expedidlo se
compunha de 300 homens da guarnieao de San Luiz
(Senegal) e do 200 marinheiros. Desembarcada em
Corel a 25 de fevereiro, enconlrou pouca resistencia;
mu em Cagnabac a lula foi bastante viva, e a victo-
ria, mui perniciosa para o inimigo, coslou-nm 6 ho-
mens morios e 24 feridu. Depois do combate, o
chefe mais poderoso du Bissagos, Mana&J, assignou
urna convencao pela qual se obrigou a sentar de
todu udireitu u uaviu francezes qoe viessem ne-
gociar nu ilhas, e a soccorrer os nufragos. He a
gado o pensamenlo em seu projeclo da noile, e atla-
gava com orna ternura paternal seu plano nocturno,
como o primognito de sua imaginacao.
O snecesso coroou a introducto, islo be, o janlar.
Com ouro he fcil ter guizados exquisitos, vinhos de
Franca, convidadu e mumo amigos ale sobreme-
sa. O falso capilao Dussen, e o Francez faceto fise-
ram bem seo papel nm com sua gravidade, o oulro
com suas gramolas.
Mauricio, que nunca se tinha adiado em seme-
ntante festa, foi a principio taciturno ; mas medi-
da que as sadu feilas pelo capilao, torhavam-se mais
numerosas, elle foi-se alegrando, e tomou parle na
jovialidade geral.
O lemor de parecer ridiculo, ou impolido, fez-lhe
esvasiar viole vezu sen copo de cryslal de Labiata,
no qual a mao do Francez chocan eiro derrama va vi-
nhos de todas as orgens e de lodos os climas do
sol.
A' cada sade os convidados diziain sempre :
Eis urna sade que he aceite com enlbusiasmo! ou
com esla variante: Ah! eis urna sade que se nao
pode recusar 1
Assim beberam surcessivamcnleem honra du Ge-
nios do commercio, da indnslria, da agricultura, das
arlu. da navegacao, da economa poltica, da pros-
peridade australiana e dos fundadores de Porto-Na-
lal. Cada Genio leve urna sade, cada convidado le-
ve lambem a sua, e depois passaram s mulheru e
noivas du convidados.
A upessura colorida dos eopu dissimulava raui-
las frnndu bacchicas, e so Mauricio desempenliava
seu papel de bebedor serio al a ultima gota do
dever.
J os l?u do Baccho Indio cercavam de laminas
de foso a fronte do candido mancebo, quando urna
ultima sade ao Amor, sade largamente salisfeita
com u vinhos de Constanza, acabou a obra culpada
dos adormecedores.
Mauricio ucorou o queixo com a mao apoiando o
cotovello na uleira, depois a cabera lornou-sedhe
lao pesada, que a escora abaleu-se, a" fronte carrega-
da de vapores cabio sobre a mesa, e nao levaolou-se
mais.
O discpulo prelo de Bernardino, que (ora o porta-
dor da carta, tinha voltado lia muito, e esperava no
vestbulo para dar conla de sua misso.
Seu relalorio corrupondia a ludas as esperanzas
de Lielor Adriacen. O mensageiro coulava que eu-
Iregra o bilhele do marido mulher, que ella o le-
ra duas vezes, que um relmpago de salisfacao Ihe
brlhra no semblante, e que ella o despedir logo
dizendo-lhe : Fico scieol* I
O discpulo prelo observara muilo bem o semblan-
te da moca,
Com efleilo lendo esse bilhele, ella pode conven-
cer-se de urna verdade, qoe para ella era a cousa
mais importante do momento : Mauricio igoorava os
acontecimentos da manhaa. Podia-se depois tirar
desse bilhele onlra conseqoencia Iranquilisadra ;
Lielor e Bernardino tiuham perecido em sna expe-
dido, as presas de marphim Ihe tiuham dado a mor-
le, ou o ocano os havia engolido; pois Mauricio nao
fallava nem de um nem de oulro no bilhele 1 Assim
as conjecluras de Elora pareciam bem fundadas;
mas ah! as conjecluras sao sempre erres engenhosu.
Dussen e o Francez lendo representado seus pa-
pis reliraram-se a um guio de Lielor. O primeiro
parou um instante no lumiar, editando com arsi-
nislro para o pobre Mauricio deilado em urna eslei-
r, ergueu os-hombru, e communirou aos outros
um pensamenlo hnrrivel por um pantomimo muito
expressivn, o qual lornava mais claro ainda urna la-
mina de piinhal lirada da bainha.
llevemos ao men fazer uta jusliea a Lielor e a
llernardiiio ; elles revollaram-se ambos contra o sg-
nal de Marcus Dussen; sua perversidade recuou di-
ante de nm crime de sangue.
Picando sos, elles contemplaran! por algum tempo .
a Mauricio adormecido era um sonino de chumbo,
Lielor apoderou-se mui fcilmente du doas chavu
preciuas, cujo uso conhecia e que tornavam-no se-
nhor da casa.
Bernardino conlinuava a desapprovar ludo com
gestes irnicos, murmurios surdu e movimeotos de
hombros, f.retor nao reparava em nada ; seu plano
parecia-Ihe mais bello e mais infallvel que nunca
depois do relalorio do mensageiro negro.
Sempre decidido ? disse Bernardino como fal-
lando a si mumo.
Lielor encarou-o com ar upanlado, e duwe-lhe :
Eslas lonco, Bernardino? Parece-me que ludo
vai muilo bem.
Sim, tornou Bernardino em tom de tombaria,
o senhor (orear muilo bem as portas aberlss ; mas
depois ?
Depois ?... responded l.ielor moslrando as cha-
ves. Eis o que abrir as portes fechadas.
Pois bem, disse Bernardino iiiclinando-se, quiz
cumprir meu dever al ao fim.
Naopercamns maisum minuto, lornou Lielor
consultando o relogio ; talvez eu seja esperado.
Bernardino suflocou urna risada a.visla dessa inge-
nua faluidade do millinuarie enamorado.
l.ielor lancou um dcrra.lciro olhar sobre Mauricio,
o qnal dorma com a imni.d>ida.le do cadver, e fa-
zendo a Bernardino um gulobreve, diase-lhe :
Vamu.
fC(wiinwr.e-a.;

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faltara porlugueza de Bissao que os naluraes dos
. Bissago vio levar os seus producios. Esla feiloria
se tornara um centro consideravel de negocios, se
Portugal podesse gastar as sommas necessarias. In-
felizmente o gabinete de Lisboa nao d suflicienle al-
inelo s suas colonial d'Africa. Em junlio passa-
do, a guaniijao de Bnuo se ravollou, o govern-
dor se vio obrtgadn a recorrer coadjuvacDo de um
navio de guerra friincez, o Palinure, para lomar o
forte de que os rebeldes se liaviam apossado.
Ao sul dos Bissasos se apreaentam successivamenle
Bio-(jrande, o Rio-Nunes, o Rio-Cappalchez e o
Kio-1'ungo. Os arachides, o caf, a cera, a gomma,
o ouro, o marfim, sflo Irazidns os mercados visjntioi
lestes rio pelas caravanas'indigena que comprara
m troca leclds; {armas, plvora e sal. 6 commcr-
rioilof escravos que parece quasi abolido nos Bissa-
go e no Rio-X unes, tem conservado cerla activida-
de no Bio-I'ungo. Os Naulou, os Landoumans, os
Toulah, os Mandingas e os Sarracolets, tribus nu-
merosas e poderosas, alimenlam com as suas carava-
nas as trocas indirectas que se vao multiplicando
successivameulo cutre a costa e o interior d'A-
frica.
Cliega-ee depois i colonia ingleza de Sierra I.eone,
que, notntio da sclvageria africana, offerece o con-
traste de Utna organisaco regular. Segundo um
Irabalho a que se den M. Koell, missionarioanglica-
no, contavam-se, em 1852, entre os habitantes desta
colonia, Africanos pertencentes a 100 tribus dille-
rentes, espal hadas sobre os vastos territorios que es-
to coraprehendidos entre o lago Tachad, a Scne-
gsmbia, o cabo da Boa-Esperanca eo Ocano-Atln-
tica, Pode-e por isso apreciar o desenvolvimenlo
que linha lido o infame trafego, contra o qual as na-
rota europeas se ligaram a final, assim como a va-
riedde da populacoes que habitim o interior do
continente.
Desde a exlremidade meridional do eslabelecimen-
lo de Sierra l.ione al o cabo Mesurado, que limita
ao norte o estado de Liberia, se eslende a cosa dos
Graines, cojos habitantes, conhecidos sob o nome de
hroumanes, ha muito lempo que eaiao farailiarisa-
dos com os procesaos do commercio europeo. A tro-
ca que se faz nesla costa he consideravel; os seus be-
neficios se dividem entre os traficantes inglezes e
l'raocezes. Depois do territorio de Liberia e de Ma-
ryland-in-l.iberia, que se limita no cubo das Palmas,
segue-se a Cute-d'Or, a dos Escravos e a de Benin.
O commercio licito he muiln activo sobre toda a es-
(ensao da Cle-d'Or, em conseqtienda dos numerosos
escripterioa europeus que ah se aeham disseminados;
mas assim que se chega praia de Dahomey, eucon-
tra-*e e trarego em toda a sua pleriilude, e he ahi
que os cruzadores devem exercer a vigilancia mais
rigorosa. Em dezembro de 1851, urna expedijao iu-
glext alacou ligse destruio eslacidade, que era o
ponto principal do trafego no golfo de Benin. O rio
de BoBoy, que se laura uo golfo, na costa de fic-
har, alravessa um territorio mui importante a res-
pailo do qual o commandante Bouet-Willaumez pu-
blienu curiosas noticias. Eis aqui o retrato segundo
a nalureza de urna monarchia africana : O gover-
no tem a forma de monarchia temperada pelo ele-
meato aristocrtico. A realeza he hereditaria entre
vare, e se Iransmitte ora aos filhos, ora aos sobri-
ohos. Depois do rei, os Chetos principaes sao os du-
ques, denominado originara da Europa, sem duvi-
da alguma, que he cocedida aos grandes do reiuo,
quando se casam com uma mulher on urna flha do
rei. A estes succede o mipislro do rei; depois vem
o grao joujou od o grao sacerdote, os joujous subal-
teruos e os officiaes di comitiva do rei. He de entre
os habitantes de Bonny que, em consequencia dos
seus actos de valor em tempes de guerra, ou enlSo
era conseqoenria de suas riquezas em escravos e mer-
endonas, eonsegaem casar-se com as fllhis e concu-
binas do rei: estes tem o titulo de capilie*. Na guer-
ra, lies ftossuem o commando das tropa e a d rec-
ro dos pangaios destinados a combatan O resto da
popularan se compe de homens livres te de escra-
vos. Estes lo em mui grande numero e constiloem
a riqueza principal dos senbores. Os dignitarios, is-
lo he os duques e capiaes, nao |>agam ao rei conlri-
buit-e alguma em homens ou em dinheiro; pelo
- contraro os outros habitantes livres to obrigados a
fornecer ao rei tantos.pangaios cr homens armados
quantos poriem. Muitasvezes acontece que os du-
que e capilar reunam a sua gente de auerra e vio
combaler por sua propra conla. Como se v, lie
tima especie de constituirn feudal a que impera ue
reino de Bonny. Quanlo a religiao desta tribu,
consiste em adorar o lagarto, o crocodilo c o caval-
lo. He escusado acresceotar qne a porygamia est
em vigor e mesroo em honra nesle paiz. Et-rei pos-
sue urna centena r]e malheres, e os dignHarios tem
ciocoeota, tanlasquantas podem sustentar. Em Da-
liomey, as malheres podem representar um papel
mais elevado do que o de concubinas: figuran) nos
exercitos de el-rei, que gosU de ver desfilar diante
de si os seus esquadroes de amazonas. Ha varios an-
eo a Inglaterra e a Franca coneluiram algn* tra-
tados de commercio e de amizade com el-rei de Bon-
ny, ereceulemeataam ufticial da nossa marnha mi-
litar, M. Augusto Bovet, foi enviado em raissao jun-
to a et-rei de Dahomey.
As costas de Cabio, de Luango e de Congo se cs-
lendem entre 7 graos de la ti lude norte e 6 de latitu-
desul. Era Uabao, os estabelecimentos europeas *3o
mol numerosos, fazem face as ilhas de Femando Po,
de S. Tliora e do Principe, onde os Hespanhoes e
Portugoezes se eslabeleceram desde muito lempo;
mas sobre o resto do litloral al a zona das colonias
porlugueza* de Angola e Bengala, a populajao se
vai tornando mais rara, e quasi que nao ha oulra
commercio seno o dos escravos. Para dar urna idea
exacta deste traego odioso, que, 8pezar da aclividade
dos cruzeiros, anda boje deshonra a costa africana,
reproduciremos o quadro Iracado pelo capilao de
mar e guerra Bonel-Willaumez, cujas observare
inspiradas por um esludo profundo dos fados e dos
lugares, apresenlam um vivo interesse: priocipaes do trafego, posto que nao estejam total-
mente no litloral, eram organisados a ponca|dislan-
cia d borda do mar, afim de que os seus chefes ti-
vessen, continuamente a faculdade de se abastece-
r das mereadoras que se dao em troca dos escra-
vasnegros Irazidos do interior; esta vizinhanca do
mar tambem permute que elle enlrem era rpida
rommunicarao com os navios negreiros que appare-
ce no litloral. Tees silo Whyda, Lagos, Kabcnda,
etc.Os locos secundarios de trafego, sao de duas
especies: nae se compoe smenle de estabelecimen-
tos de deposito de negros eepalbados sobre a cosa,
para melhor favorecer os embarques de escravos sem
o eooliecimento dos navios de guerra dos cruzeiros;
os antros sao filiaes eslabelecidos algomas vezes em
15 e 20 leguas no interior, com o fim de pralicar com-
pras de escravos.
Os escravos comprados pelos negreiros que resi-
dem nos focos de trafego do litloral ou do interior
remitan) da captura a que dao lugar os razzias dos
cheles negros mais bellicosos ou mais poderosos:
assim, desde que um chefe negro tem necessidade de
bebidas espirituosas que os Europeos Ihes easinaram
a desejar cima de ludo; assim que falla tabaco,
paonos para as suas mulheres ou para as dos seus
guerreiros, elle se tanca inmediatamente sobro os
vzinhos mais Traeos e os vende inexoravelmenle, em
troca desta mercadoras.os prisioneros que sorpren-
des sen defeza sao vendidos aos traficantes europeus
eslabelecidos nos focos de Irafego.MuilM vezes os tra-
ficantes os excitan) a alimentar o odioso trafico per
va deites meios homicidas, e islo quando grandes
- encoramendas de escravos Ihes tem sido feitas pelo
traficante em chefe do eslbelerimento principal__
Nos actosisolados de venda, o valor do escravo nao
he fixado regularmente ; mas nao acontece o mesmo
quando as infelires victimas 5o conduzidas em han-
dos so eslabelecimenlo do trafego principal: o sen
valor de compra he entao colado mni regularmente
em mercaderas, segundo a idade, a forra'eosexo.
Posto que estes preeos de venda sejam variaveis e
subordinados i aclividade e importancia das on-
commendas, o lermo medio he establecido da" ma-
ne.ra segrale: um bonilo negro de 20 a 25 annos
deidadelte entregue a um traficante negreiro, pelo
chefe da orda que se aponen delta por violencia,
em troca de um valor de 140 a 150 francos em mer-
caderas, a saber: urna espingarda, um espada de
cabo, um barril de plvora de 12 libras, g garra
tas de agurdenle, 15 on 16 peca, do panno com-Jr
nium, algumas bagalellas, como vazos, pralos, bo-
netes de la, etc. Tal he o preso ou, como d'izem
os negreiros que assemelliam na sua borrivel lingua-
gem urna creatura humana a um simples producto
de troca, tal he o fardo de um moco e vigoroso afri-
no, quando loesa debaixo de que o fazem passar
acensa urna catalura comprehendida entre qualru ps
e mel ou cineo, Abaixo desta estatura, dimioue-
se o fardo progressivamenle ; mas a diminuido ver-
sa sempre sobre os pannos exclusivamente. Os ho-
mens um ponco idosos sao recusado! pelos trafican-
tes, ainda quando sao mui vigorosos. As mulhe-
res e as raparigas de idade adulta sao pagas pelo
mesmo preto que os homens ; as abaixo desta ida-
de tem um valor menor, sobe enfilo, como o dos ne-
gros moros. Os escravos, urna vez vendidos aos tra-
ficantes negreiros, sao encarecradus por estes lti-
mos em vastas casas de palha e de bamb chamadas
Darrania*, onde os infelizos sao conservados e vigia-
dos com cuidado. Se estes harrac6es sanliiiaes de
Irafegos eslabelecidos no interior, elles n3o rosidem
ahi por muilo lempo ; assim que o numero hesuf-
fleienle para formar urna caravana, sao enviados pa-
ra o foco de Irfego principal estabelecido nao longe
da borda do mar. Parlera sob a guarda e direccan
do alguns barraconeiros ou carcereiros negreiros ao
sold dos negreiros europeus. Estes barraconeiros
sao s mais das vezes Kroumaues ou negreiros da
costa do Krou, ao norte do equudor, e ao sul, Ka-
bindas ou negros de Kabinda ; sao armados al os
denles e no numero de quatro por seccao de Irinla
escravos. Os humens sao alados por urna corda ou
por urna correntinlia, lis vezes ainda os smarram pe-
lo pescoco a um basUo em o numero de tres ou qua-
tro. As malheres e os meninos caminham sollos.
Param duas vezes ao meio dia para tomaren) al-
gum alimento. Csda escravo couduz com sigo os
vveres que lem de usar durante a jornada. A ca-
ravana passa de ordinario a noile em Ingares segu-
ros e designados de ante-mao. Algumas vezes acon-
tece que os escravos robustos e intrpidos se esca-
pan). Quando a caravana chega ao foco de trafego
principal, deixam que descanse por algum lempo
das radigas da viagem antes de embarcar. Muilas
vezes os barracoes do foco de trafico principal nao
receben) os negros que vem das filiaes do intorior;
entao he que os chefes traficantes dio ordem para
que sejam dirigidos destes depsitos filiaes para os dos
focos de trafico secundarios que sao eslabelecidos no
litloral, para o lugar em qne a presenca de um ne-
greiro lia sido annunciada ou assignalada. Em fim,
muilas vezes os chefes negreiros vao vender directa-
mente os escravos que sao despojos de guerra ou de
pilhagem aos estabelecimentos de trafico vizinbu do
litloral. Tudo islo depende dos hbitos locaes qne
reinam sobre as diversas fraccOes da costa onde se
eslabelecem as operaeoes do traigo de negros, mas
o resultado he sempre o mesmp : sao rapazes, rapa-
rigas, meninos que s3o arrancados por violencia i
familia, ao paiz natal, ou entregues pelos proprios
pais, por amigos depravados, e sao encarcerados
primeramente u'uma choupana de palha, sojeitos is
torturas de todo a seero, para depois Ianc,a-los pro-
miscuamente em um navio negreiro.
Taes eram ha quatro annos os horrores do trafe-
go. Em cerlos pontos da costa, a vigilancia dos cru-
zadores ha sido efficaz: o golpe desfechado pelos In-
glezes nos barracas de Lagos produzio ama impres-
sao salutar. Ja em Sierra-Leone o contingente de
popularan fornecido pelos negros multados ios ne-
greiros tem diminuido de unia maneirn notavel.
As capturas feitas em pleno mar pelos cruzeiros sao
igualmente muilo menos frequenles, e os governos
da Franca e da Inglaterra tem podido sem inconve-
niente diminuir o eflectivo das esquadras que susten-
tara na costa. Alm disso, o Brasil lem lealmente re-
nunciado importarn dos escravos, e desl'arle li-
rou a esle Irafego orna das suas melhores sahidas. Dos
permita que a narao chrislaa cujo pavilhao Hacina
em Cuba se d pressa em seguir este exemplo, e que
antes do fim do seculo acloal os ltimos covis onde
ainda se esconden) os mercaderes de carne humana
tenliam desapparecido para sempre.
Porlanto, de ludas as regies do mundo, a frica
lie a menos conhecida. O deserto, um clima trrido,
os cosame* selvagens dos habitantes por muilo lem-
po desanimaram os viajantes; estes obstculos j nao
emliiirgarao a ardente curiosidade do novo seculo.
Apenas temos dado os primeiros passos, mas a estra-
da esl aberla; a sciencia se nSo canear de enviar
nsseusmissionarios corajosos, e o anuo de 1852 lera
contribuido largamente pela sua parle para esclare-
cer a marcha da nossa geracSo para as Ierras africa-
nas. Ao commercio pertence d'ura em vaule fecun-
dar o campo arroteado pelos exploradores intrpidos,
cu,os trabalhos e dedicacSo excilam urna admiracao
infinita, porque he pela troca dos productos que a
civilizaran se propaga. Ha cousa de alguns annos,
a Franca enViava cosa occidental d'Africa smenle
um pequeo numero de navios, cujas operares ha
volla se limilavam ao transporte das goramas do Se-
negal; boje, urna simples sement procurada por
nossas fabricas alimenta um commercio consideravel,
e as tribus que se enlregavam exclusivamente ao tra-
fego se npplican com ardor cuitara da arachida,
de que liram beneficios inexperados. Taes sao as
consequencias moraes e materiaes que assignalam a
descuhcrla de um produelo novo. Na costa occi-
dental, os raesmos resultados comeram a manifestar-
se, e lornar-se-hao'decisivos o dia cmqua a Franca
houver emprehendido seriamente a conquista da
grande ilha de Madasascar, que a nalureza parece
tercollocado nos postos avancados da invaso euro-
pea. J o presenta do pavilhao francez em Nossi-
Bi e em Mayolteexerceu ama .influencia real sobre o
litloral vizinlio. Com efieilo, por todas as partes
em que a civilisac se moslra, a barbaria se v obri-
gada a se confessar vencida por ama forja superior,
que espanta primein vista como um instrumento
devinganca, mas cujos beneficios nao tarda a appre-
ciar. Durante seculos a frica permaneceu comple-
tamente, fura do mnvimeiito oommercial e religioso
que n'nulros lugares germ lau grandes cousas: boje
se reconhece por via de signaes cerlos que ella tem
excitado a cobija da Europa, e que a sua hora afi-
nal he chegada.
(Annuaire de* Deiia: Mojtdet.)
Da prxima reforma eleitoral na In-
PIMO DE PERrUMBCO SEXU FEIM.24 D FEVEREIfiO DE 1854.
puerra.
Ha vinte annos que a Inglaterra mediGcava seu
systema eleitoral, e est em vespera de modificar
ainda.
Tem-se geralmenle exagerado na Europa o alcan-
ce da reforma feita pelo conde Grey e seus collegas,
a qual mudoa em certa medida as i nsliluiroes eleito-
raes da Inglaterra ; allerou sobieludo os poderes e-
leitoraes procurando fundar urna especie de equi-
librio entre o presente e o passado. Mas quanlos
abusos, quantos vicios liveram seu lugar nesse novo
repinten Ouanlo deve parecer iraperfeito, se for
apreciado luz do bom sonso, da razio e do di-
reito!
A Inglaterra, anles desta reforma conlava duas
classes ou tres ealhegorias de eleitores, os dos conda-
dos e osdascidades, ou centro de pnpulacao, ou bo-
roughs, como chama a liogua ingleza.
Para ser eleilor nos condados, bastava possuiruma
porjo de Ierra ; nao se exigia que tivesse um vasto
dominio ; urna pequea parte era suflicienle ; mas
era mister te-la das mos da cora. Tal era a orgem
da propriedade na Inglaterra, desde a conquista. O
direito sobre o privilegio eleitoral apparecia deste
modo, como um fructoe om reslo da victoria. Qual-
quer hahilante do condado, que honvesse a Ierra de
segunda man, isto he, em \ rinde de' um acto com o
proprietario, ou como diz o direito inglez, byropy-
hold, era naturalmente excluido das lisias eleiloraes.
NSo perlencia i racaconquistadora, devia ficar es-
tranceiro no uoverno.
as cidades ou borought, o direito de sntlragio es-
lava sujeiln a oulras condires, que variavam se-
gundo, os lugares. Em Londres, por exemplo, e em
Liverpool, era preciso ser fretman, islo he, membro
da rnrporaco municipal. O nascimenlo, a educa-
ro, a riqueza on a honra de urna adopcao, taes eram
os titulo, pelos quaesse perlencia icidade. Em ou-
Iras partes era-se eleilor de um outro modo. Era
suflicienle ler urna casa, o que suppunha, conforme
o commenlario nacional, que o dono linha de'que vi-
ver, e dahi o nome de polamktpm porque eram de-
signados esses eleitores.
Pode-se dizer que esse rgimen sabia das entra
nhas do passado, e era esse o seu maior defeilo, por-
que uno eslava mam em harmona com a sociedade
ingleza. Elle linha deixado de ser fiel sua pro-
pra origen), ou pelo menos ao espirito, que o linha'
inspirado. O lempo que transforma ludo, o linha
despojado de seu carcter primitivo. Seu m-
ilo, alguns scalos ha, eesia he a suajbsliucaco
aos olhos da historia, era porem movimeulo todas as
forras sociaes ; elle nao linha mais esst qualidade
porque sacrifleava de enlio em diante vida a rui-
nas.
AGra-Brclanba, como o reslo da Europa, linha
soflrido nesses ltimos seculos grandes transforma-
rnos. Uma nova potencia,* industria,linha nascido;
a riqueza tinha mudado de mos; a pnpulacao mes-
mo, esse rio que marcha sempre, se linha dirigido
para oulra parle, e novas cidades tinham surgido do
solo, por assim dizer. ao passo que as antigs tinhat)
desapparecido on apresentavam apenas destro-
ces.
Essa revolucao feta pela mo do lempo, tinha
augmentado cada dia as inquietarse do rgimen
eleitoral, que se nao linha modificado ; linha-ce tor-
nado ao mesmo lempo odioso e ridiculo.
Via-se as cidades homens riqusimos, quo nao
parlicipavam do direilo eleitoral, porque tinham a
infelicidade de possuir suas Ierras de algum proprie-
tario. em lugar de as ler recebido da cora ; ao pas-
so quo ao lado delle, o proprielario indigente de
urna nesga de Ierra era chamado nos comi-
cios.
Nem mesmo era mais o proprielario que votava;
era sua sombra, ou seu phanlasma.
O especiaculp era ainda mais sensivel as cidades.
Um freedam pobre e esfaimado era chamado para
votos, emquantoqne o manufactureiro, o mais opu-
lento, o nao era ; porque nao linha o direito de cida-
do.
O que ha de mais triste, he que muitas dessas cida-
des, outr'ora florescente, se lioham tornado simples
aldeias, e nao tinham deixado de conservar o direito
de enviar um membro ao parlamento.
Eram esses rottembourght ou aldeias arruinadas
de que tanto se Tallua. Algumas at nao linliam ha-
bilanles ; reslava apenas um nome, disfarjado e
obscuro, cuja origen) a sciencia de Ducange nao te-
ra podido conhecer. Nao importa esse nome, on
anles essa ruina de nome, nao produzia menos um
membro do parlamento, ao passo que Manchesler e
Birmingham nao eram representadas. L'm membro
da aristocracia Irazia em sua algibeira o nome privi-
legiado, e era nelle que votava ; e muilas vezes vo-
tava em si mesmo. Outras vezes escolhia um de seus
prenles ou de seus amigos. Somos sele dizia
um dia um sollicilidor a Pili, que fazia oovidos de
mercador. O conde de Darlington tinha doze assen-
tos para dar? e os vendeu pelo titulo de duque de
Cleveland.
Um prncipe indiano era ainda melhor partilba-
do. Elle tinha monopolizado vinte cadeiras, e o di-
nheiro que o representava, envin vinte membros
cmara dos communs. O caixeiro de urna casa de ju-
go achou meio de prlhar urna deltas. Emprestava di-
nheiro a um lord que llie den de penhor o titulo de
urna dessas aldeias. Teve a phanlasia de a conser-
var para si mesmo, e por qualro annos foi collega de
lord Palraerston,- de lord John Bussell e de lord
Brougham.
Taes eram as bases do systema eleitoral, que o
passado liavia legado i Inglaterra, e que se tinha
conservado sem alterarao ha tantos seculos.
Eis-aqui enlrelanlo as roodificacoes que o conde
Grey e seus collegas faziam ha vinle annos, com as
emendas que foram approvadas naquella poca pelas
duas cmaras. >
A* duas ealhegorias de eleilores eram conservadas
com suas condices especiaes, islo he, distinguia-se
sempre os eleilores dos condados, e eleilores das cida-
des ou centros de pnpulacao.
Nos condados, concedia-se aos propretarios do so-
lo o direito do suffragio, mas estendia-se ao mesmo
lempo esse direito a lodos os possuideres, que oceu-
passem um dominio de cincoenta libras de renda, ou
fosso por arrcndamenlo ou nao,
as cidades, era concedido esse direilo a lodo a-
quelle que oceupasse urna casa de ilez libras de ren-
da. Osoulros habitantes conservavam o privilegio
que linliam da lei ou do cosime. Todos os centros
de popularlo, que nao contavam duas mil almas, e-
ram os nicos privados do direilo de enviar um mem-
bro ao parlamento, ou como diz o texto inglez, d-
fran chited. Ouanlo aos que linham menos de qua-
tro mil habitantes, seriam repiesentados por um s
membro.
A reforma linha sem duvida, nesles limites, um
arande alcance, e nao he para admirar que fosse aco-
Ihida por acclamaccs geraes. Ella linha sobretodo
dons mritos: o primeiro era augmentar o recinto do
privilegio, e assim approximar-se do direilo, esse fim
supremo de todas as instiiuicOes sociaes; o segundo,
roai sensivel lalvez s massas, pelo menos, era arre-
dar o escndalo dessas aldeias destruidas, que s re-
presentavam ruinas, e que cega fradijao reveslia de
seu, poder, que nao parlilhavam as grandes cidades.
Debaixo desles dous pontos de vista he que os par-
tidarios do progresso poderam saudar com jubilo a
reforma, ao passo que os conservadores amaldicoa-
vam-na. Eis-aqui porque Mr. Hume declaro so-
lemnemente que ella exceda suas esperancas, e sir
Koberlo Inglis vio nella urna revolucao.
Comtudo, apezar do enlhusiasmo dos seus e do odio
de outros, nao liavia all nada de muito audacioso
nem de muilo radical. A medida pareca ousada,
quando se cnnsideravam as resistencias, e se pensava
nesse imperio que o passado exerce sempre na In-
glaterra. Mas se por acenso se considerava a medida
em si mesmo, ella notardava em lomar proporrfles
mais modestas. Era em summa urna reforma ver-
dadeiramenle ingleza, isto he, um corapromisso bas-
tante discreto entre as torcas do passado e as do futu-
ro. O direito de sunregio, melhorado em parte, se
aprescnlava ainda com um cortejo inleiro de anoma-
las e de desigualdades ; conservava rigorosamente
saa origem feudal, isto he, emanava do solo e nSo do
homem, que he, depois de Ueos, a fonle immortal de
lodos os direilos.
Finalmente os pirlidos comprehenderamMogo, qne
linham exagerado no primeiro momento o alcance da
uovacao. Ella nao deu aos wiglis o que elles espe-
ravim della. De oulro lado os lories se reconcilia-
ram com ella, porque acharam o meio do explorar em
seu proveilo as candidaturas dos condados. Qunnto
aos radieies, reproduziram suas reclamacOes e pedi-
rn) em nome da lgica urna modiicacao mais pro-
funda do rgimen eleitoral.
Em summa, dous embaracos aguardivam o novo
systema.
lord Bussell, ha vinle annos servio lamben) de inter-
prete e de orgao ao partido reformista. Foi encar-
regido no ministerio de lord Grey, de levar a nova
lei ti cmara dos communs, eagor vii continuar o
seu papel e proseguir em sua obra ; ser sem duvi-
da inspirado pela meima esperanza. Sera ainda um
mediador cheiode reserva, islo he, que deve esperar
por um novo compromisso.
Tratou-seno parlamento de voto seerelo.desulTra-
gtouniversal.masera um como echo meio extinclodo
radicalismo. O ministro das obras dublicas, sir Vil-
Ha Molesworlh, que reclamava cssas duas inslitui-
Coes ha poucos annos, nao o lera mesmo ouvido. De-
mais.fallou-s do sullragio universal s para o maldi-
zerem o que he bem fcil.E quanlo ao voto secreto,
que pareca adiar mais apoio, elle foi solemnemente
evitado por lord Bussell, que al prelendeu levemen
le que os Estados-Unidos estavam desconlenles dis-
to, o que llie valeu masde urna resposla do oulro
lado do Ocano.
A imprensa at aqui lem insistido mais sobre os vi-
cios do rgimen actual do que sobre a legislacio, que
deve modifica-lo. Esses vicios tem sido combalidos
com mais ou menos energa, porm acharam ao mes-
mo lempo defensores. Os collegas das cidades e os
dos condados lem seus advogados. Tem-se .fallado
de corrnpcao quanto aos primeiros, e de medo acer-
ca dos ltimos ; donde parece resultar que a refor-
ma deve abracar a amitos ; porm nao se deve espe-
rar urna mudanra lito profunda.
O que se pode concluir ao mesmo lempo do estado
dos espirilos e do das cousas, he qoe a lei compre-
hender duas disposices principaes.
Urna deltas ter. por objecto tirar a alguns peque-
os ceiros o lra chamar para a vida polilica um cerlo numero de
-cidades, que nao tem figurado al aqui na represen-
tacao.
O censo eleitoral ser conservado, ou pelo meaos
soflrer apenas modificacoes insignificantes.
llavera ainda dnasclasses de eleilores: dos conda-
dos, e das cidades.
Nao ser a popularlo que ha de servir de base ao
svslcma eleitoral,como o bom senso ea razio o exigen).
O numero dos representantes assignados a cada loca-
lidade depender ainda dos anligos osos e dos capri-
chos do legislador.
O direilo, esse direito philosophico, que tem tanto
custo em penetrar nessa velha roasmorra, que se cha-
roa a lei ingleza, ser invocado mais de urna vez. El-
le encontrar mais de um interpreta eloqueole e con-
vencido. Mr. Macaulay, que poderia servi-lo tam-
ben], nao llie emprestar lalvez sua voz, mas elle
adiar outros, que merecero ser ouvidos.
Todava a discusso ato ficar nessa alta esphera ;
ella deslizar glez he um pouco maiskiio. Dous pontos bao de
fechar, primeiro que os'iulro, a altencao dos mem-
bros do parlamento: quern deve perder o direito de
ser representado, quem deve adquiri-lo. llavera
urna lula entre os condados, que quizeram obler urna
parle maior, e as cidades que pediram urna parle
conveniente. Oppor-s*-ha o camponez ou o agricul-
tor ao operario. Mr. Disraeli prepara, dizem, um
discurso a esle respeilo. Ouvi esse discurso, ha tres
annos, no assembla legislativa. Foi pronunciado
por Mr. de Montalembert, meu collega.
Eis-aqui se me nao engao, qual ser a nalureza
desse debate, e o alcance da lei, que deve sabir delle.
Crerquese ha de passar esses limites, fdra engaar-
se grosseiramente sobre a marcha do goveroo inglez
e sobre o espirito, que preside a todas as suas inova-
Ses.
Um grande escrplor,' Burke, trajava anlecipada-
menleno fim do seculo passado, o quadro* dessas re-
formas, quando elle aconselhava a seus concidadaos,
que regelassem o exemplo de Franja, para seguirem
os vestigios de seas anlcpassados.
Temos em nossa constituicao, dizia Burke, um
thesouro inapreciavel. As queixas, que podemos fa-
zer, uohenaconsliluicao, que se deve procurar a
sua origem: ella esl em nossa propra conduela.
Pelo contrario, a felicidade deque gozamos, he devi-
da propra constituirlo; nao a orna parte rnen-
le, mas a toda ella ; he devido tambem ao que temos
conservado em nessas revises e nao ao que temos
podido acresceiuar. He urna larefa bastante bella
preservarmos esses bens de lodo o ataque. Nao pre-
tendo excluir as modncaoses, que podem parecer
necessarias, mas ellas devem ter por fim conservar a
obra do passado. l^J^bos apartemos do caminho de
nossos pais. Beparemos, eu o desejo bastante, o edi-
fido que elles nos Iransmilliram, mas abstenhamo-
nos de modar-Ilie oeslylo. (Presse.l
rar o faciora ser preso e as penas da lei cahirao so-
bre elle.
1 vemos nesles dias as novenas, e honlem a fesla
do glorioso marlyr S. Sabastiao, fallou-se muilo des-
ta fesla, que seria feita com grande pompa, porque
o thesoureiro linha boas esmota dos juizes e mais
elcnj, e ha muito que lirava esmola as feiras, o
resaltado foi que nao eorrespondf.u a expectativa,
porque come$ando pela armacao da igreja que foi a
mais triste posiivel, o mais llie foi crrespondendo.
0 tal mgico, que ea disse que eslava entre nos,
tem continuado com as suas represenlarfies, e dizem
que lem dado em cheio, por ler lido grande concur-
rencia de expecladores. Eis quanlo por agora Ibes
posso dizer e iei, e adeus.O Viclorienst.
(Carla particular.)
VARIEDADES.
urna recommendaco muilo
patrio! dizem uus Iropeiros. '
Dos fique com Vossa Mor,* i .i_______..
PERMITO.
RESULTADO DA APUBACAO GERAL DOS VO-
TOS PARA UM DEPUTADO A' ASSEMBLA
GERAL LEGISLATIVA, EM LUGAR DO CON-
SELHEIRO JfJaK THOMAZ NABUCO DE
ARAUJO.
ConselheiroJos Thnmaz Nabuco de -Aran-jo. 798
ConselheiroJosBenlo da Cimba e Figueiredo. 25
Dr. Antonio Rangel de Torres Bandeira. 12
Dr. Filippe Lopes Nelto........6
Dr. Urbano Sabino Pessoa de Mello. ....
Dr. Joaquim Villela do Caslro Tavares. .
Amonio Carneiro Machado Ros......
Padre Leodardo Antones de Meira Henriques.
Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha. .
Padre Agoslinlio da Lima Cavalcanli de La-
cerda. ..'....
Ha via um na corrupcao, qoe se ia apoderar itevi-
tavelmenle de cerlos collegas. Tmidos at em sua
audacia, os reformadores linham abandonado o di-
reilo de serem representados, a lodos os grupos da
populacao, que contavam duas mil almas, e dous re-
presentantes eram concedidos aquellos centros que
linham o duplo. Era o respeilo do passado, que ti-
nha dictado essa disposirao. He necessario que a
Iradicao lenha sempre seu altar, ainda quando pare-
cesse que delta se aparlavam. Mantidos desle modo,
por urna especie de culto, em seu privilegio eleitoral,
esses pequeos miro de populacao se tornaram fo-
cos de intrigas. A briram nelles urna especie de mer-
cado para compra das coosciencias. Algumas dessas
localidades, segundo a observado de um escrplor
inglez, linham outr'ora manufacturas, e aiuda lem
HBje, porm sao manufacturas de votos, llalli as ac-
cusares, que muitas vezes passaram o recinlo do
parlamento e deram lugar a invesligacoes escandalo-
sas, que ainda hoje a imprensa resoa. As aldeias ar-
ruinadas acliaram-se de novo em um oolro Ihealro.
O segundo embarace, que o novo systema devia
encontrar, eslava no movimenlo mesmo da popula-
cao, que ia destruir sua economa, alias lao imperfei-
ta. Em Inglalerra a vida parece mardiar maisde-
pressa do'que em outra qnalquer parle. Nao se en-
conlra em nonhum lugar da Europa esta sorle de ve-
gelacao humana, que multiplica rpidamente as fa-
milias, e as derrama no solo como plantas. A refor-
ma data de vinle annos, c muilas cidades lem nasci-
do depois daquella poca. A maior parle das que
exisliam, tem visto crescer o numero de seus habitan-
tes. Ellas linliam e deviam escapar ha vinle anuos
aos olhos do legislador.
Mas hoje ellas se tazem ver, e lie iinpossivel que as
desprezem. Ao lado dessas anligas aldeias, que tem
conservado sen direilo eleiloral, ha presentemente
no Beino Unido mais de cem cidades, qne conlam
pelo menos cinco mil habitantes, e nao sao de nonhum
modo representadas. Uma dessas cidades tem urna
populajao de- quarenla mil almas, outras lem vinle,
qninze, dez mil e assim por diante. Sao novas Tor-
cas, que tem lomado seu lugar na sociedade, e o pe-
den) no parlamento, e como a lei sahida da reforma
seja muilo estreila para as contar, he mistar que a
tornen) vasta.
He para responder a cssas necessdades que lord
Russdl prometleu uma nova lei era nome do minis-
terio, a qual devia ser apresehtada na nllima sesso,
porm foi demorada por outros Irabalbos. O parla-
mento ha deencontra-la, quando voltar s suas fuu-
edes. Pde-se j prever o que ser esta segunda re-
forma. O espirita de lord John Russell, que a deve
produzir, asexplicasOes de que foi objecto na cmara
dos communs e asdiscussesque lem suscitado nos
jnrnaes, nos permitiera apreciar antecipadameiilc o
en carcter.
Por uro feliz privilegio de seu destino poltico,
COMARCA DE SANTO AKTAO'.
Victoria SI de fererelro de IBM.
Por estar baldo de noticias ileixei de escrever a
Vmcs. a semana paseada, e continuara no mesmo
silencio, seno lemesseque elle fosse allribuido mais
a preguica do que a falta de noticias inleressantes, e
por isso passo a coramunicar-lhes o que vai, e se-
Vmcs. acharem digno de publicado e quizerem levar
ao cnnhecimenlo dos seos leitores o foram.
O delegado de polica nao tem sido muito feliz em
algumas diligencias, que tem mandado fazer para
prendera criminosos, ou seja porque as diligencias
tem sido mal dirigidas, o que he muilo provavel, ou
seja porque essa gente he muilo feliz, e por desgraca
nossa, encontrando grande apoio em loda a parle le-
nham sido avisados.
Tendo (ido o delegado denuncia do que no enge-
olioTomltal. perlencente a viuva efilhos do finado
tenenle-coronelJoao Filippe deSonzaLeao, eno qual
se ada de rendeiro Jos Cavalcanli da Albuquerqne
Wanderley, exisliam os criminosos Manoel Peque-
no, e Antonio dos Santos, mandn sobre elles, e pos-
la em cerco a casa em que eslava Manoel Pequeo
com parle da forca (ordenanzas capitaneadas por ins-
pectores), e teVuTI oulra parta ido cercar a casa do
engenhoe smalas, esle rom peu o cerco e fugio, ati-
rando por 2 vezes sobre a tropa; ouvidos os tiros a
forc que linha cercado o eugenho corre para accil-
dir aos oulro* companheiros, e o resultado foi per-
derem-ae ambas as diligencias.
Perdeu-sc_oulra diligencia ainda. O delegado
mandando prender em Tapera-bail na freguezia da
Escada, a Estevao de tal, condemnado pelo jury do
Bonilo, o criminoso leve a audacia de se por em re-
sistencia, de fazer fogo sobre a (ropa, e esla sobre el-
le, dizem que com 15 tiros, a final evadio-se o mal
vado sao Ileso; anles porm assim, porque em ou-
lra occasiao poiler ser preso, e espiaros seus criraes.
O coronel Jos Lea o Pereira de Mello, indo a casa
do delegado, esle pedio-Iheque niandasse-lhe entre-
gar Joaquim Francisco de Oliveira, refugiado no en-
gento Campo Alegre, do qual be rendeiro o dito co-
ronel, e condemnado pelo jury desta cidade a 33
dias de prisBo, fazendover que era um descrdito pa-
ra elle coronel ler um criminoso em seu engenho;
aquelle coronel ficnu corrido de pejo, prometleu ao
delegado mandar o referido criminoso, e honlem 20
do correnle recolheu-sc a radeia desla cidade o Joa-
quim Francisco a cumprir a sua pena. Se lodos os
Srs. de engenho se mirassem nesle espelho, todo
de honra, e nao guardassem em seus engenho* os
criminosos, o crime por cerlo nao appareceriaem tao
grande escalla; por tanlo o nosso mal todo nasce dos
Srs. propretarios, como por vezes eu tenho feilo ver.
O delegado proc'urou tambem prender no lugar da
Cha da Aldeia o criminoso de morlc Miguel Barbo-
sa, e posta a casa em cerco por 21 homens, 13 de
polica, e 8 paizauos, nao se achou o Barbosa, saben-
do-se ao depois que ello eslava ,4' legua distante em
um samba. Esle Miguel Barbosa j foi preso em
Caruar requisito do"Dr. Sanios, quando delega-
do de polica, e fugindo da radeia d'all. por conve-
niencia do carcereiro, refugiou-se em casa de cerlo
potentado na comarca do Brejo da Madre de Dos,
d'onde ama vez por oulra aqui apparece; por lano
esteja alerta, Sr, delegado, que quando menos espe-
0 RANCHEIRO.
Quem viajando pelo interior do Brasil, depois de
muito al mojar um teelo e desejar ver uma cara nova,
que nao seja a do enmurada que o acompauha, c
ao longe distinguir as primeiras hananciras que re-
velan) habitarao, e ebegar s estacas fincadas em
torno de um rancho singelo, coberlo de folha de
palmito secco e romorejante, de paredes barreadas,
esburarndas, com pequea porta e janellas, e um
cepo ao pedo limiar, uma argola n'um muirn, len-
do aiuda pendurado o cabresto que ha pouco segu-
rava o animal do dono da casa, graos de milho es-
palhados c algumas galliuhas, patos acompanhados
de um leilao de rara pequea, c distinguir a foi-
cinha encostada umbreira da porta, pode dizer que
ha de cm breve achar-se cara a cara com o ser al-
mejado com o estalajadeiro do lugar.
Saiiila-|o. peilir-lhe pousada, e ouvir o fri e mo-
ntono : pode chegarhe obra de momento. EuUo
caneados, arrastemos os passos ao som das esporas,
tiremos o chapeo, indaguemos da saudo do noto ho-
mem e da do sep compadre, afaguemos o cao, que
s chega, (ieponhamos o reino, o ponche e o diapo
sobre o rnim c ensebado amostrador, preparmo-
nos a sorver um copo de ruim radiara ou pinga co-
mo lhe rh.imam os Paulislas, enrolemos um cigarro
de palha ; c depois de passarmos por todo esle ce-
remonial da rlicgada, enlreguemo-nos mudos e si-
lenciosos, revestidos de paciencia, s indagacOes pes-
soaes que o rancheiro comeca a fazer sobre nossa fi-
gura e continencia. Seu olhar perspicaz, iudolenlc
na apparencia, reservado no fundo, alravessa a pa-
rede de nossasalgibeiras e cunta as pecas de ouro ou
os bilhetes que nos acompanham. Feliz de us se
lhe agradamos, porque o vemos arrastar os tamancos
com mais presteza, c ir-sc dentro dar ordens a co-
zinha para sermos servidos com promplidao. Res-
piremos entilo, porque (eremos nelle um bom com-
pnbeiro ebeio de chista e respondendo com rara cla-
reza a nossa* pert-uutas.
O estalajadeiro do interior, das aldeas, da Europa,
be brutal, estupido, nao tem espirito, nem idea de
hospitalidadc. He mo compahciro: seus contos
sao j muilo sabidos: suas iiarraces sao insufilcien-
les e somnferas. Elle s cuida em engaar vilmen-
te; he mesquinlio, he pobre, dependente e muilas
vezes iiojento.
O rancheiro do Brasil porm he personagem de
diverso tapo: advoga seus interesse* com habilida-
de, mas lem rasgos de generosidade ; esluda o re-
rem-ebegado, mas he para ajustar a forma por que
o deve tratar: se fozendeiro, falla-lhe em planta^Oes,
no milho, no taijao, no arroz, no caf, disserla so-
bre as intemperies e diirercn;a da la, no preco do*
e8cravos.de animaes, nos costumes e qualidade* do
seu armador, as ultimas ferraduras que a esle ven-
deu, nos ltimos saceos je milho que forneceu, de
que, segando diz nao tem pressa em ser pago; se tro-
peiro, a conversa he mais intima : falla-Uie as fa-
canhas que j fez na estrada, propoe-Ihe berganlias
de animaes de sella, mpingc-lhe lencos e aunis pa-
ra presente na resta do arraial, indaga delle miqu-
ciosaiuentc sobre algum que desde muito nao appa-
rece ; critica uns, louva oulros, cha defeilos nesla
Iropa, elogia oulra, c ao fim molhou a palavra com
um gole de agurdente, ha pouco cinda de oavro.
O rancheiro he o jornal vivo do lugar ; possuidor
das noticias que passam por casa, indagando diaria-
mente de ludo c de lodos, elle.conhece os viziuhos
os mais distantes, sabe delles o nome, conta-lhes a
fortuna. Quem dirigir-se a elle ludo sabe, porque
nada se passa sem qne venham a hora do coslumc ou
do acaso os negros ou os aggregados contar. Elle
be til: inspecciona sem para isso estar nomeado ;
moralisa sem ser tullecido no mundo dos philoso-
phos : aronscllia sem que sen nome de auloridade
seja conbecido na sodedade. Ouviudo uns, e escu-
taudo oulros, forma-se pouco e poner, em conbeci-
menlo* variados das necessidades do lugar, que ja-
mis adquirira se nao livesse de supporlar e sodrer
lodos quantos tem fome e tem sede, e os que se
abrigara da Irovoada.
Habiluado o viver de perto com os opulentos, os
caixeiro* cobradores, os Iropeiros c os vagabundos e
vadios, adopta coslumes e linguagcm com que cor-
responder perfoitamcule s necessidades sociaes de
sua casa. He serio com os primeiros, tem um *or-
riso de benevolencia para dar-lhes, movimentos de
espirito para entrelc-los : com os segundos he fami-
liar, moteja., graceja, soffre-os, conversa com elles
sobre o que mais desejam, polica do arraial as me-
lhores prendas, e tambem das razeuda* o melhor
pagador: com os terrenos he independente, breve c
soberano, nao deixando nunca de os ir acompauhan-
do em goslos c caprichos ; com os oulros he solrri-
mas sempre hotpitaleiro.
as louginquas excursocs pelo interior, cm loga-
res onde nao abaudam habitacoes particulares, be
um rancho, fornecido de um bom rancheiro, muito
apreciavel commodo. Os lugares escollmfes para
taes cstahelernicnfoSfeo quasi sempre pittorescos,
onde baja agua correnle, na eucosta de algum mor-
ro, ou beira da cslrada que coulorna uma serra.
Depois de muito caucados por uma viagem in-
comnmda, esfomeados c desejosos de mudar de po-
srao, quaudo chegamos ao rancho, tarde, c que
haveuios appclitosamcntc devorado a boa refeiro
que nos he apresenlada, sentarlos no limiar da por-
ta, vendo pastar os animaes que nos couduzram, sa-
boreando o rumo do cigarro, divagando silenciosa-
mente por esse bellissimo e vasto espaco, ataslado
do povoadn, he a companhia do rancheiro um uniti-
vo, uma conslacao. Essas mil perguntas sem fim,
essas quesioes triviaes, que lhe enderecamos, nos
contenlain uma curiosidade infantil, qu nutrimos
quando dcixamos o tumulto das povoac/>es. Ouvi-
mos sempre alguma cousa que nos ioteressa : acha-
raos nova alguma discripcao que elle nos faz : e de-
pois que nos deixa sus, que temos lempo e tranquil-
lidadc para conlemplacao do quadro que se desen-
rola anta nossos olhos, vivemos all intimamente li-
gados dea do bello c do sublime, sem pensarmos
que Somos poetas. As nossa* mais bellas recorda-
ntes apresentam-sc culao delalhadameute nossa
memoria : souremos a acnsibilidadede urnas e a sau-
dade de outras; mas o sentimenlo que domina, por-
que nos be transmitdo pelo silencio c belleza dos
arredores he sempre mgico e consola-nos de dores
que sao nesse momento olvidadas completamente.
Temos somno: a cama simples, mas ljm|ta e chei-
ranuo Rramina sobre a qual se seccaram os lenroes
inculo generoso e de
positiva.
Al a volla,
oesa Merc exelamam oulros.
-Compadre, al mai, ver 1 grita oulro que he
mais familiar uo rauebo, e quc Uelle sabe correudo,
ainda carregando o Ucao para accender o mal aco-
so pito ou cigarro,
Louvado seja Nosso Senhor JesU9 Q.risio | di-
zem os negros tocadores de lote, cada um ao partir
e assnbiando s muas carregadas.
He I patricio veja l a muta que deixo no pas-
to doente I grita um oulro, cuja tropa j vaiadiauta-
da c que galopea do terreiro para fura.
Dentro cm pouco o silencio lio apenas nlerrom-
pido por outras tropas que passam, pela sceuas do
da auferior, c por outras que demandara o rao,-fio e
o rancheiro.
Nesse momeulo perenne lem sua vida dslracc,oes:
as sernas se repelem sempre com novas personageus,
sao porm sempre as mesmas. O rancheiro s v
passageiros, Iropeiros e mutas carregadas e descar-
regadas;o resto do mundo elle s conhecc por tra-
drites feitas ao p do amostrador ou encostado
cerca.
a fadaa do cor,, nos d o dormirmos um so som
que nao he perturbado pelo pcsadcllo da sociedade
lumulluosa. Impressionados apenas pelas scenas
que nos loompauliam, vemos em sonho, o bello ai-
lado do eco do Brasil rcpoiisando sobre as magnifi-
cas comas das florestas que bordam a estradaouvi-
mos lombar da cacliocira da serra em grossas tor-
rentesescutamos o harmonio trinado do passaro
que se avislava ao p do ninho ao passarmosdelei-
tamo-nos ao ver nossa figura Iranspareceiido no es-
lielhn de um corregoque atravessamossentimos to-
do o prazer que no* causa, aps a marcha d mui-
las leguas, chegar a hora da mssa na igrejiiha do
arraial ou na apella dafozenda, c vermos pai e mai,
de quem tamo* vivas saudades, e como primeira in.
(.revista, para ralo pcrlurbarmos o silencio religioso
dizemos a elles o que sentimos ao v-tos com olhar
rapi.fi> mu que reside milita aleara, e comecar a
oraran que elles ja haviam encelado ; e depois da
misa lancaiiiin-nos a sen culo e om eslrcilo abraco
cominunicar-lbes loria a sensibli,|a,le do ardente r-
rarao.lc l.lho que vive ausenta;_esquecemo-nos
depois, nao sonhanios mais, para despertarmos ao
primeiro livor da madrugada, e rozando do fresco
dosperr.in.M campestres, aps a necessaria-r/wrar
(fero/erctomarmosas redeas do animal, dizer ao
rancheiro ate a colla e rec.miecar a contar leguas
sobre a muta possanlc c marchadeira que alravessa as
estrada* sen rancar-se. Deixamos o rancho e o
rancheiro: oulros nos rao substituir no lugar em
que paieamos agradavelmcnle cntrelidas horas, que
entao eraojo no,sas, e que cora Uo pouco pagamos.
Depois de o deixarmos, he que o rancheiro eulra
realmente na aclividade de sua vida. A* tropas que
arrancharan) no lugar estao rci.nidas e carnendo-
se. Elle allende a um, ouve a oulro, sene a esta,
chama por aquelle. IMvide-e para Iodos c a (odos
escuta e res|>onde. Alegre e forte, esperanzoso c sa-
tisfeilo, vai recebendo os pagamentos sempre aedm-
O TBOPEIBO.
As scenas do Brasil, o* homens do Brasil, a nalua
reza do Brasil nSo lem ainda descripr,Ocs reaes ; a
exagerarlo ou mentira dos viajantes, dos narradores,
dos poetas e dos geographos roubam-lhes essa luz
com que se esbocam quadros narionaes, costumes e
vidas das diversa* classes. Ha em francez, allemao
e inglez alguma cousa sobre objecto* brasileiros, mas
ou imperfeito* e falsos, ou cniao apenas descripr&es
do fozendeiro ou dos escravos. Pelo que ha escrip-
to ninguem poder fazer uma justa idea do que se
passa no uosso interior, as povoacoes afastadas do
litloral, na* estradas longinquas, nos ranchos doser-
fies. O Pero, o Chilie, a Bolivia, o Rio da Prata
liveram sempre maior c melhor numero de cscrip-
tores que os tornaram conhecidos ao mundo avino
de novidades. A mageslosa cordilheira dosAndestom
sido mais vizitada por estrangeiros inlelligenles, do
que as uossas so brritas serranas : os homens desees
paizes foram em hbitos e coslumes mais dasuerreo-
typados do que o* nossos. E por isso monta-se
chilena, traja-se um ponche n boliviana, enfoila-se
uma dama limera, toma-se matesito i argentina-
Os homens que viajara, aportando a nossa* cidades
martimas, crem-se, a seu modo, na Europa ; as
mesmas casas, os mesmo* moldes de casas, os mes-
mo* vestuarios, sean do melhor goslo, a mesrna ar-
te de montar a cavallo, de tomar cha ou caf, de
usar do lenco e da beugula, do charuto e da Jiocela.
A impressao que recebem da nalureza he eslranha,
magnificamos que recebem dos homens, cm um
salao onde se falla c se discuta, he a mesma, mono-
lona e fra, das cidades europeas. Ora, como
muito* desees viajantes prelendem cnconlrar-se ao
desembarcar, face a face com um botnalo ou co-
roado ; ao ouvir fallar por mil bocas a sua lingua e
interessar-m sua mora, deixam desde logo de pen-
sar que he nova e original a Ierra que prelendem
esludar. '
Todos os que pnderm apreciar o quanlo se igno-
ra de nossos coslumes nacionaesnos saloes europeus,
poderao hoje confessar que follamos a verdadequan-
do, dizemos, quo somos aiuda pouco comprehondi-
dos o avaliados. Ora. se tamos alguma cousa mu
cm nossos coslumes e hbitos (e contra o qu gritan)
implacavelmenle os enfadoiihos semanarios ) tam-
bem nelle temos muito* digno* de mensan e a-
preco s veres sublimes ; outras vezes interessao-
tissirao*.
De loda* as classes do Brasil uma merece ser es-
ludada e descripta ; de todos os nossos homens de
Irabalho, um ha, que pelo carcter, coslumes, vida
e genio merece ser debuchado e apresentado i cu-
riosidade daquelles que ainda o nao conhecem.
le homem he o tropeiro, a nmade, o reMas es-
tradas, a persouificasao do Irabalho arduo reunido
infatigabildadc. Impetuoso, enrgico, ardente
quando domina dos ranchos; indcpendenioj-infu-
'ar, meigo c honesto, quando percorre as povoacoi's,
he o tropeiro o ty po da liberdade e da obediencia,
do vigor e da cneigia, da hrandnra na bruteza, e
agilidade selvagem reunida ao talento da cxecuc3o.
Para elle prazeres c perigos sao emoces diarias a
que se habiloou desde tenia idade : busca aquelle*
com sensualidad!- inaudita, evita estes com pasmoso
sangue trio. Ha no minuta para elle so : o arraial
em que nasceu, o cu cm que habita o seu Dos, e
a estrada Ionga c variada chcia de Iropecos c emba-
racos e esperanras e alegra. Seu ponche he o seu
companheiro iuseparavel ; a faca uma irma uti-
lissiina ; o cavallo, o instrumento necessario a suas
facauhas e trabalhos ; a cruz do seu rozario, seu
mais charo e. precioso ornamento. O seu dia comeca
com a estrella d'alva e termina com a vespertina
A sua sociedade lie entre os companheiros e os ani-
maes : folla aquelle* com animacao, e a estes com
dominio : os primeiros o cutendem, os segundos tc-
mem-im. Sua voz cclioa alravez das montanhas com
estrondo : a nprecacao be feita com lana exprs
sao, quanlo he tremenda e grande sua Iranquilidade
na presenta do perigo. Por entre as nuveus, aira-
vez das serranas, no ninho das tormentas, quaudo
o raio zigzaguea e o Irovao rebomba, nao treme
marcha impvido e confiado na oraran que prefoz.
Religioso por eduracao e por inslincfo, misado por
nclinacao, brutal por nalureza, he o tropeiro um
mixto singular de grandeza d'alma reunida tempe-
ra indmita do vagabundo imprecador, nao romo
este mizerave!, mas como elle indifferenle e sen-
sivel ao mesmo lempo. Nao se dar a um saltea-
dor histrico do* Apellino* e Pyrineos nem mais
magnanimdarle, nem mais coragem, nem mais im-
pavidez as difliculdades : aquelle fez forte o espi-
rito avenlureiro, esle he forte porque o Irabalho e as
difliculdades quasi invenciveis das estradas o endure-
cern).
Assislimos por vezes ao reunir de madrugada
uma tropa. O lugar, a hora, os objeclos, os ho-
mens, os grupos, a fogueira e o cao de vigia ao p
da barraca, prestavam scena um lypo novo, jamis
conhecdo e nao descripto. A primeira luz do dia
comecava apenas a Iluminar fracamente a parte o-
ricutal do horsonte arlarcando o cimo do espesso
arvoredo ao longe : os vistores subiam da Ierra,
brancos como as ondas espumantes e guarneciain
aqui e all partidas do mallo virgem : um piucaro
de serra Iransparecciulo via-se ao longe : um cor-
rego mormurando alravez das podras : os animar-,.
cocando-se, resfolgando, balendo com |impacieuca,
eslende mo a caliera aguardando a rarn ; um toca-
dor carregando pequeos saceos, contando milho e
iiisiniiaudo-se por entre os inquietos animaes que
o esneram, e pendurando-os ao pescoco contando
a raeAo: depois essee8tatardoniilboenlrcdentes:um
grito do tropeiro: um latirlo do cao : um cstalar da
fogueira que aquecc o caf : o movimenlo dos car-
regadores : a > clocidade de suas corridas, ca'rrcga-
dos: um dito picante de um, uma cxrlamarao na-
cional de oulro ludo, ludo collocava-nos no'meio
de um pequeo mundo bello c cheio de movimenlo,
que apreciavamos e nos encina de iluda nunca sen-
tidas cmoc&es. O tro|>eiro era all o dominador, o
senhor alegre c activo, correndo para acudir a um
companheiro que jazia sol o peso rio jaca, que ia
pendular rangallia ; parando para ajustar com o
olho a ponto do equilibrio da carga sobre o tambo
movivcl do animal. Logo que o primeiro tale se
aprompl, o grito de fura se ouve repercur-
lir alravez na serrana : seguem-se os oulros e afi-
nal o tropeiro o chcfo. Nao lia as lucirs
disciplinadas dos homens, nem mais tarto na mar-
cha, nem mais regularidadc na distancia guardada
de um a outro individuo, nem mais obediencia
voz do coinmaihto, do que na* lileiras desles irrario-
naes que se prestara a uma disciplina nascida do ins-
linrlu c do habita. Como um ajiidante de untaos
galopaudo asora a loria a brida, trotando depois e
inaisadiante a passo lento c rompassado, vai o tro-
peiro, no desemnenho de sna muilo "ardua larefa
arompanhanita esse esquadrao sem soldados.
Ni-nluini homem lem vida mais activa nem menos
recompensada : iicnhura marcha jornalciramcnta tao
rodeado de perigos ; nenhum se habitu tao fcil-
mente a ludo quanlo sao privaroes e asperezas, co-
mo o tropeiro. Aquelle* que oreen) na inferiorirla-
de de forra* pbysica* dos homens de paizes (ropica-
es, ndmirar-sr-hiam ao vor cssas figura* resequidas
morenas, de olhos ardenles, nios c p delicados,
cnlregarcm-se a uma existencia 13o pesada. O me-
lhor dos carregadores dos paizes trios, o mais robus,
lo, o mai* enrgico delles, nao poderia siuzcilar-se
nem exceular o que faz o lropeiro em marcha ; nao
seria tanlo a torga muscular que admirara mas a
vclocirlade de que be acompanhada.
Vede como elle, independente, educado longe das
eonveneucias sociae, ignorando as tais, he honesto,
honrado e cheio de f Em suas excurces, longe
dos homens, eucarregado de mullos de valores que
o qne conduz : be pobre, nao tem desejos de maior
riqueza, senao de melhor cavallo, melhores esporas,
melhor ponche e melhor Iropa. Atravcz dos sertoes
levam elle*, sem ser conheddos, sem oulra respon-
sabilidade mai do que a assignatura, oque nWtras
parles seria escollado por soldado* e guardado por
bocas de fogo. So Deo lie teslemunha de saa pro^
bidade e de saa activa exrtenria !
Fora rio Irabalho, no arraial, no rancho, na testa,
be vairlriso e cavatleire. Turbulento, vivo, folsaso,
alegre na dansa, no canto, na declararan do amor,
he tan original, (8o curioso como essa nalureza que
o cerca, l.'ma vez apaixonado ver-e-ha dando am
descante na viola, eutoando a cantiga sonora c sen-
sivel do satateado da tyranna e do fado. Nao imi-
ta o lom da sociedade galante das cidades ; nio es-
tudou phrases mentirlas e seductoras, ma seduz com
particular sensbilidade decantando eloquenlemeu-
'c as qualidade* da amanta e seu* atractivos com
aquella paixao singela que se nao conbece algores
s sitio cm que nasceu, os que percorre, as aguas
que ouve cal.ir cm tarrales, os passaro que souliam
e noite roda do poiso, a cuja entrada saborea o
".C,-g."r.ro ou P"0- leram-liu! nota* para exprimir
pa.nhaudo-os de um dito picante, de um offereci- fariam a fortuna dos mais opulentos, nao ambiciona
Hier que lhe pertence |lle irapirc ^pre^mor e e
sujete a lodos os seus caprichos : a vida errante Hie
da esse carcter, que entretanto he mais h^JZ
nos Paulistas: elle domina sempre: as ^tradTn o
co.il.eee oulroiienhor cenlo Dos, he predio que o,
homens lhe obedecam.
Ouandoum dia acivilisacao &>*, vrt>sressoi
fornecer com vas forreas as cslradas do oteriors
quando o sybilo do carro a vapor se fizer ouvir no
*eio das mallas virgen*, esse homens eborario a
perda de seus direilos, adquirido* cusa de fadioas
e mui la experiencia.
Est porem ainda muito longe essa poca. Quem
na de dominar e.itao ser alocomolica, nao ha.deaer
o lropeiro com a sua vida errante, e penler-se-ha es-
se lypo original do inlerior do BrasU i
O TAPIJABA.
a-se vulgarmente, no Brasil, esle nome eo lio-
mem experienle as excursoe* do lugar em que habi-
ta ; conheceder dos atalhos e desvio* da serra*; ca-
tador ameslrado em reconhecer o raslo dos animaes
que persegue; postuindo em alta grao a proprieda-
de, de, por assim dizer, /orejar. Nascido no lugar,
lendo desde a infancia as litocs dos matare, obrig*.
do pela necessidade da alimentacSu eda defeza ce-
ir os animaes ferozes ou malficos, estada desde jo-
ven a maneiradeesconder-se. de espreitar, desenlir,.
de descobrr a marca do inimigo em sea caminho.
Homens e animaes evita com admiravel deslreza. Se
nao he corporalmenle forte, he ao menos gil, leve,
veloze sagaz. Eiercita a perspicacia nape
caca, quando erianoa, j armando tacos ao macaco,
ao nhambH, s jacolinga e oatros gallinceos, j
espreitando com incrvel paciencia o rumor que taza
cuta o ir atravessar o mundo armado. Conhece
o lagares habituados aos animaes: segu o trajo da
anta al a beira dorio: forej o pequeo caminho
entre o mallo foi (o pela paca: precisa o lugar por
onde lera de passar o veado: acoita-se ao p da ar-
vore cuja fruta tem necessariamente de ser proctra-
da pelos jaciis. A onca, a lerrivel onca que olla,
urrando, seu grito (remend, inimigo fatal e postan-
te,' nao lhe escapa em seus habito: onde qder que
ella heja poslo uma s pala, elle a distingue na im-
pressao que' deixa: a arvore sobre a qual ella se de-
morou, elle a aeha. Este traidor animal nao d um
sallo, n3o faz um passo, que o tapijra nao descubra.
Quando se vai a ella, que a arremessa, he seguro na
iza : sola o tiro, e aguarda-se cautelosamente
do palo que ella dar para dianle. Nao a leme t con-
tra a sua astucia e Irairlu, emprega elle paciencia
eaeguranca: contra a sua forca e perigos* lula, acha
elle muito* meios a oppor-lhe resistencia refledida.
Naquelle seio de aprestas virgen ninguem mais
he soberano: domador por necessidade e por habito,
conhecedor, por experiencia eeducacao, parece que
os animaes o conhecem e evitara. Entrai nesse pe-
queo rancho, sua habitarlo, barreada nos ioterval-
lo das ripas que forman) as paredes, pendendo a ca-
deia de um cipo seguro a um caibr, tendo por mo
bilia ama mesa tasca de cedro e um banco imperfei-
to, uro cepo, uma caxa piu e fmiuWe milho, uma
cruz de madeira prela ao lado da reoe, pendurada *
parede, uma estampa suja e velha' de um sanio de
suadevoro, no chao um cesto co'mer,ado a trancar
de laqura, cujas liras finas e flexivei* esUo estend-
das ao lado, e verei que para completar a ornameu-
tarao desle pequeo palado da um Nemrod, ha am
bom e seguro focao de matlo em banha de coaro,
uma faca de boa pona sorocabana, uma algibeira de
couro de cotia, dous bonse finos ttquar'is, e isqaeiro,
o polvarinho, a chumbeira, o ciulurao; e taris,
junto a algum macuco manso que passeia pelo chao,
o complemento desta morada tange Uo* homens e
bem junta s taras.
A pequea ptantaco que se esleude por delraz na"
encesta do morro constara apenas de algumas canoas
de assucar, mandioca, foijo, milho c fem. N'am
dos ngulos do rancho passa o pequeo correg) le-
vando sua lmpida correnle que eaha na bica de ta-
quarussu. De oulro lado ha a estacada para seccar
as folhas do temo, e uma velha moenda, simples ma-
china com que rala a mandioca, para della obler o
seu pao quotidiano, a brinda. Emprestai a estaflpa-
dro algumas galliuhas no ninho: um porco focando
aqui eall: alguns caes magros lambendo-se ou agu-
jando o focinho para o mato, qoe lerei a completa
imagen) de um rancho de tapijra.
Vivendo na imraenaa riqueza das florestas, hecom-
ludo sobrio: dai-lhe apeuas o sal, que elle lera sem-
pre um veado esfolado, um quarlo de eallilpara sal-
gar e ler prximo ao lar. Frutas, elle a sabe pro-
curar: folhas medicinaes, eka conhece as priocipaes:
porque a necessidade o faz^imbem medico de si pr-
prio e dos seus. Como sna* ambicies ato poncas,
he seo commercio limitado; ao p do-rancho ter
elle sempre eslaqueadas ao sol.peUes de diversos aui-
maes, que vai ao povoado vender e)n troco do ampies
vestuario e oulros objeclos de necessidade insolla.
NSo lem ambijes alm desta*,: apenas am cao de
melhor raca, um foco de mais forja, uma arma de
mais alcance o faro induzir a possui-la. Nao tem
ambijesl no seio da pequea familia, semi-selya-
gln, mas boa e hosplalcira, v~ > conhece melhor v*u-
tura do que os tllho* e as excu'rsoes.
Se o quizerae* apreciar como fi lira do seculo, como
nao Indio, apena veris nelle um homem vestido
mas de p descalco, um calhotico. cheio de uiuila f,
um crenle quasi fantico. Fall*r-vos-^ha a mesma
vossa linguagem, mas lera o cunho da liberdade em
que vive, e servir-se-ba da expretsao qne neo cnnlie-
ceis, porque jamis a ouviste na cidades. Assim
como os homens primitivos, os seuhores das florestas
asiticas, assim he o tapijra, rara que apenas largou
a rede armada enlre troncas, o arco a Hecha, pira
apreciar os bellos tacos da famjliae ler amianta a
quem res, um Dos misericordioso a quem invo-
que, sb um tacto de palha ou folhas seccas^
Nao Ihe empreste poesa daquella com que desfi-
guris asvossas apredar&es de coslumes, olliai-o ru-
demenle.ahi nessa allnde bruta e inculta, eom'eeu
oalureza e carcter primitivos, que daris muilo com
que esborar delta ama imagem sublime, excepctoual
e com edr local. Nao focai um poema de ui vida
independente elle ainda assim vo provir em
*eu* coslnmes e hbitos que sSo delle bem dignos:
nao contis delta as maravlias que contaste dos vos-
sos/IiOMtairodasAntillias, dos (arahibat elle
os sobrepassa em aventuras, era constancia na lula
em focanlias tremendas na hriga com os animaes:
nao. vos sorprendis da falla dos \ janles que mai-
lo escreveram, e que o nao mencionara elle be
a sua propra narraro ; sua existencia se passa Ion-
oda possbildade de ser vista e observado pela cu-
riosidade dos viajantes.
Xo dominio que essa raja lhe assignaloo, elle so
he vista pelos filhos, ou pelo vajor detencaminhado
c que tremendo para ante sea rancho de apparencia
consoladora. A arte que emprega era sihir do* em-
barajos e dirigir os que erram-lestr.da larga, nao
esta escripia em roteiros : he sua propriedade, que
augmenta e memora ou modifica, segundo a neces-
sidade do momento. Nesse vasto espaco de arvore-
do, enredado, complicado, denso, escuro, tem nor-
te, nem marco, como um ocano tem fim, he o sol
que o dirige, o inslinclo.o instrumento eum qne mi-
de as distancias. Masliga a herva que pina, classi-
lica a arvores que euconlra. fort-ja, ollu. eaeute e
vai certeiro ao lugar a que se deslinoo. Nlo ha Bft'
redo de cipo*, nem barreiras de laquarasso, nem
gathada* que lhe impecau a passagem ; como a an-
ta, onde quer que mella a cabe**., por all segu,
^^|H|^fe^ld
'fea m



i
I

1

E
i


ronflndo o reto i sua sempre crescenle perspica-
cia. S.o animal que peneguio o levou longe, que
o sol descamba, que se ollusca a luz, quo a noile en-
vohre em Ireva esse mundo de troncos giganlescos,
ah sobe a alguma arvore j o ouvido espeila, ola-
quari preparado, o fnco lerla e a Ira.lucrao dos
grito* que uva ou rumor que enle, porque lam-
ben sonham os animaos, elle descansa e adormece,
ou enlo aguarda o enconlro da on{a esfaimada que
o prsenle no alio lugar que occupa. Ou dormio ou
velou, pouco imporla, cumprio a sua trete, seguio
scus gastos, nada lomou roas ludo esperou assegu-
rado na destreza em mover-se, na coragem em ar-
ralar o perigo o na esperanza do dia que ha de acla-
rear aquello negro recinto, onde elle e os animaes
reponan).
Ide (os areaes da Arahia pedir a pertinacia dos
corredores, aos Olhos do Atlas a desassnmhrada re-
sigoacao, ao cajador do hypopotamo a arle de occul-
tar-se, ao domador de feras o pasmoso sangue fri,
que .venis formado deludo o carcter de tapijara.
Civilisado o aeWagem ao mesmo lempo; solitario,
confiando em suat forjas e suaa armas, ello,
de quem nadf haveis dilo nos bellos livros de vossas
viagens, merece urna descripcao particular, nova,
inaudita. Na simplicidade de seu rancho, nos seus
coslumes terais muilo que admirar.
Pinlai o lapijra cora as cotes o Irados com que o
caraclerisamo*, e lereis um novo vullo qne deve
tornar inleraasante s folhas Ilustradas dos volumes
sobre povos e costumes. Seguro guia, alravez de ru-
do* e de conhecido* caminhos, anda no Irilhados
por ps humanos, encarando o perigo com sangue
fri, removendo os obstculos, valenle sendo l.io pe-
queo em corpo, rijo mas lao secco como o estipe
do palmito, ve-lo-hcis sobre o pinculo das serranas,
ora passando rente borda dos abysmos, ora subio-
doaparede ingreme do granito das caladopas, ora
desapparecendo entre o mato, para de novo o enver-
garte*, como ponto diminulo, infleiivel. em pe, so-
bre a puna mais negra dos accidenles da serra que
domina a paisagem. Nem o cabrito montei dos Al-
pe*, nem a alparca dos Andes, sero mais ousados,
mais firmes em atravessar as cordilheiras.
O lapijra vive enlre o indio e o homem civili-
sado: sagacidade ttaqoelle reume a bandura
deste. (Diario do lio de Janeiro).
CARTA DE BRAZ TISAfA, BOTICARIO
DE LISBOA, AO BARBEIRO.
Dezembro28.
MoncKer.Eslimo que livesse Testas felizes, cor-
les, e espiritoaes em companhia da respeilavel
lia Michaela, e todas as pessoas machas e femeas da
aun obrigao. As minhas, meu charo, foram solTr-
vainpezar do mo.quecom elteilo, faca-me favor.esl
apoqnentando demasiadamente a frgil liumanidade.
No dia de Natal foi a gallinha gorda a panella, sendo
o rihial domestico, e um perunsilo pequenito, que
bem assadito oceupou o lugar de honra, isto he, ser-
le prato de meiolioove a garralita devinhodo
Porto, do velho ja se sabe, e competente dessert. ou
sobremesa, como diz a rainha Gertrudes, que fez as
honras da casa, c sem mentir, melhor do que se es-
perava.
lonlem fui o anniversario natalicio da minha (ier-
trudes : foi fonctaode arromba ; e hoove convite.
janUr esleve esplendido. Quem trinchou foi o meu
pralicaote que tem pralica no Malta, e honra lhe se-
j* feila, disseram os entendedores que se sahira mui-
to bem da dilflcoldade. Trinchou as aves eipialorias
com todos os preceilos anatmicos ; pareca discipu-
o do Barril, ou do Klerk; que auatomsam o seo se-
melhanle segundo a arte. A' mesa que nao erg re-
donda nem qnadrada, esliveram D. Hfegeneracao
D. Opposiro.D. Imprensa. D. Esperanra, e a
respeiUvel matrona da Bica. A' cabeceira da mesa
eslava o Fomento, e vita viso Mello Bulhes, que
represeotava a matrona do Campo de Saol'Anna, a
qaalnjandoa desculpa de,au comparecer, porque
eslava a escrever para Modena. Apezar de eu ir pes-
walmente ao poco dos Negros convidar o Porluguez
jara este augusta solemnidade, S. Eic.,e*cosoo-se
por se achar encarregado de salvar a patria do gran-
de Alfonso para o auno que vem, e nao ler lempo a
perder I Todos estes patuscos, e patuscas o fizeram
ollrivelmente, e se puzeram, segundo se diz, como
uns pais de leitas. Comeram com um desembara-
ce que causara oveja ao mais devorante diplomti-
co : mascada um dalles e deltas fijejam-se forles nos
seus pratos fa mos. T
D. Regeneracao, que padece dos denles queixaes,
fez forte em ovos mollea, que nao dcixam de ser in-
digestos : foram um presente que mo mandou meu
primo o campeao do Vouga. I). Opposcao rega-
lou-sede umpralodc ceblas do Egypto, que me
mandou o vice-rei pelo paquele de Aleandria__
Esla senhora Opposirao anda de dieta, por se
achar no seu estado inleressanle ; Esperaba,
ijue he alentada com caca,pois tem urna bella tapada
de coelhos, comeo um prato de folhelios de recheios,
feilos pela mao do amigo Aboim ; e de que me fez
prsenle o amigoinho AiTonsinho de Caslro.
. Imprensa alirou-se a um pastelao de Rodrigos,
e deu com o pasteleo na panca ;Infelizmente atra-
veson-lhe um osso as goelas, e levo de vomitar o
pastelao !! Esla senhora lem teme canina ; mastga,
ma* ao mesmo lempo bebe poltica, loma a sua ca
mueca! Re magra e macilenta, mas assim mesmo he
a namorada do Rebellinho, que lhe lem pregado va-
rios monos. A matrona da bica comeu pouco, por-
que lem paladar estragado : d'anles era pelisqueira, e
desregrada na comida, boje est reduzida ao seu dia-
rio de sopa, vacca e arroz, que he comi'da de minis-
tros.-Maem comeu como um damnado foi o lal Sr.
Fomento! devoran um Hyslop ioleiro, que afogou
em cerveja : deixou os ossos, que foram porcaridade
para o asylo do Pojo dos Negros.
O ratao do niraso Mello BuIhOes eocheu a barriga
de protestos, guisados com rabiols, e sempre lhe di-
go que nao ha protestos que o farlem, apezar de se-
ren indigestos! cumpr purera dizer em abono da
verdade, que o Ilustro Bulhoes foi o nico, que ao
levantar da mesa deu graras a Dos. A minha Ger-
trude, que he lenluda com empadas, raanejou os
qtieos, como o princirigjta Cunha maneja projeclos
de lei. O meu pral 1 que he muilo lambareiro,
comen pastis de Sai>__ jara1, que lhe mandou dessa
cidadeo penleeiro'pjf/de, com urnas poesas ad
hoc.Eu comi hygcnicamenle.__.
Os loaste foram muitos e estrepitosos; TT.Regene-
bebeu saude de sua prima D. Tolerancia, D.
Opposicao beben saude da lei das Kolha*__D. Im-
preasa fez um longo e epigrimmitico speech a favor
dos moinhos de vento, e bebeu i saude da letra re-
doedaI). Esperanja pondo-seem bicos dos ps,
e com certa adman de secretaria beben i saude do
ministerioA saude da Matrona da Bica foi aos in-
teresse* materiaes.' O Sr. Fomento em meio inglez
e meioporlnanez bebeu a saude dos caminhos de fer-
roe o bom do Mello Bulhoes, pondo os olhos no
co, bebeu a saude da propaganda fidw.
Prssando o familia da casa dir-lhe-hei que a minha
Gertrudes bebeu saude da Porta Ollomanao meu
Pralteaote i saude do Caslho e da teilura repenti-
nae este seu criado bebeu saude da Chrslioila
Mandes e das pulgas indoslriosas. Fot urna fo.ncc.io
completa, rivalisou com as do Escoveiro. Apezar de
toaos esterera animados do melhor espirito liouve so-
cega, e a trauquillidade niq foi alterada. Esqneca-
, me dizer-lhe que o barao de Suajo nao pode compa-
recer por se achar de nojo pela marte sulia de sua
prima a Novella por Carlas.
'ambera me esqueci dizer-lhe que o nosso ncom-
el amigo o Principe da Cimba nos privou da sua
respeiUvel companhia era razo de se adiar alrapa-
eem o requerimenlo que fez as curies para sa-
lo o estado ava gastado cora a roissao do
Avila Bruselas'. Sua alteza lie ncansavel no ser-
o pata, e Beja nio poda arranjar um orgao mais
afinado! o nobre isconde de Borratem uao quz sen-
mesa, comeu na coznha com a minha criada
Agostinha, que lem muilo boos bgodes. O visconde
nao tlnha o Toilelt em termos habis.
A noile passou-se bem, muilo bem. A rapasiada
palpRanteewalsantealuuio in magna quantitale:
jogo.^ 1iFclictdade de Patria, jago que est mul-
to em moda : dan*arara-se todas as walsas, mazurkas
e redowsi, de que ha noticia, por fim jogou-se a ca-
bra eega. Nesle jogunho que he nacional e real
"--, .-v,Uu, c reai ap-
pareceram lindos episodios. D. Regeneracito e D.
OppMijiu abrac,aram-se e beijaram-se e a matrona
do Bica agarrava a D. Imprensa elbe diza Anda
para ce D. Imprensa lhe diiiaQuanlo me do?
Tn*tn isjo bia rir a gente.
No meto deste alarido palptenle e walsanle o lio
Melle, epregUcado em urna poltrn, hereditaria,
dorma esoohava, dizeodir: Papagaio real, para
Portugal: mee pasea he el-rei que val eaea ;
cerne porm oto ha godo sem desgosto, tinto dizer-
Ibe que, acabada a lertnlia e despedidos es amigui-
nhns de ume oulro seso, baleram-me perla da bo-
tica, e pelo estampido cude quebra cabo de poli-
ca ou municipal, que sao gente que trazem sempre
el-rei na barriga.
O regiment, mestre, manda que a teda a hora da
noile se abra a porta da phirmaca por causa de al-
gom recipe urgente : desei e abri la puerta, e sabe
Vmc,, mestre, qoera diabo me ippareceu ? Foi o
Malheus Torrada que me disse esfregando as mitos :
Hontem a mssa do gallo se lavrou o decreto da de-
missaoem massa do minislerio! as cortes vao ser
dissolvdas no dia de S.Silvestre, ullimo do auno,
quaudo der mea note em ponto O auno novo, he
so nosso.Adeos, Sr. Tisana, nao lhe dou Imitaris
pela botica.Disse, tirou o chapeo e foi-se ; e ao sa-
bir a porta deu com os olhos em um candieiro de gaz,
cuja luz lhe acabou de desconcertar a mieleira : o
Malheus foi de fnciiihos a Ierra : a qnda nao fni de
perigo. Ilonlem se espalhou o boato de tres novos
viscondes,Rio Tinto, de Rio Tinto,Antonio Joa-
qnim de Oliveira, do Mondego ; e l'aiva Pereira de
Paiva.Tambem se espalhou que, o Bey de Tunes
desafiara a urna partida de xadrez o club xadrianisla
de Paris! o lucilo he em tres jogos! Ouvi dizer que
o lal Tunezino, que por sobrenome nao perca, he
um dos qualro maiores jogadores de xadrez de que ha
uolcia.
Segundo ouvi dizer a madame Slalstica, a Russia
lem 65,170:598 almas eiicaixadas em 65,170:598
corposos fidateos andam por 375:i3os negocian-
tes por 330:000os burguezes por 32,000:000 os
servos da coroa e da nobreza andam pela bagaleila
de 40,000:000! Ja principiou a desenrolar-se a op-
posijao na cmara alta. Os primeiros que debutaram
foram o marquez de Vallada e conde de Thoraar.
Recebi cartas de Vienna d'Austria nada me d-
zem onde, param o Omer-Pach e o principe de
Gorlschakofi"; porm, em compensaco dizem-me
que o consumo de cigarros na Austria he espantoso !
al 18tl fumaram-se 8 ralhOes de cigarros por an-
no, agora fumam-se 800 milboes por anuo olhe.
Meslre, que nao entrara nesle calculo os cigarros es-
traogeiros, que andam por 150 milhesannuaes !
Ao fechar desla recebo imprtenles noticias de
Paris: a capitel do imperio principia a estar muilo
auimada. Todos os das chegam as margeos do Sena
estrangiros com muto caroro, que voallipassaro
invern. Todas as lardes passam de 20:000 os famo-
soscoches, sem serem de aluguel, que transitan) pe-
los Elysios e bosque de Bolonha. Est levantada a
terete.
Sou ele.
saude patacos Seu amigo
fralernidade Le Citoyen
lira: Jizana.
DIARIO DE PERNAMBCO, SEXTA FEIRA 24 DE FEVEREIRO DE 1854.
PUBL1CACA A PEDIDO.
POESA
Offerecida ao corpo de commercio
portuguez desta cidade, por occa-
siao' do funeral a' morte de S. M. F.
K SEMIORA DONA MARA II.
Curva comiso a fronte, Porluguezes !
Ouvi da patria o grito lastimoso...
Ouvide, que he da morle mensageiro
O grito doloroso !....
Patria... oh I minha patria! quem dissera,
Oue lio cedo jazesses na orphandade !
One a mai; que le adorava carinhosa,
Voasse eterndade !
Quem dissera, qne as galas que teajavas
Haviam converler-se, e lao asinba,
No lucio; que revesle um povn inleiro
Sem .Mili e sem Rainha !
Sem Rainha, que he mora a grSo princeza
Que ao Ibrono fez al^ar a liberdade !
ESSA, que exemplos mil deu de virtudes
A loda a humanidade !
Rauha, que modelo foi ao mundo
De ^onsorte, de Mi e de Regente :
Filha digna de PEDRO, o re magnnimo,
. dorme em S. Vicente!
Dormc. mas acordada aos Porluguezes
Mies licar eterno na memoria
DA SEGUNDA MARA o nome egregio,
Seus fados, sua gloria !
Oh decretos de um DOS omnipotente I...
Sua vontede e les sao lio supremas,
Que a um aceno seu as vidas tombam,
Os sceptros e os diademas !
Curva, curvai a fronte, Porluguezes !...
Proslremo-nos. proslrai-vos eslrangeros...
A divida de um vivo para um morlo
Paguemos os primeiros;
Primeiros que, na plaga americana
Accolhidos sombra da maugueira,
Choramos a Rainha portusueza,
Princeza brasileira <
Eis pois, orai comgo, oremos todos...
Eotoem-seas tristes preces d'amargura...
Rainha, e Mai, e 'Sposa o que ella he hoje ?....
He p na sepultura !
E em prantos consternados, Porluguezes,
Ouvi da patria o grifo lastimoso...
Ouvide, que he da morle mensageiro
O-grlo doloroso ,
Recite i de fevereiro do 1854. O artista dra-
mtico, Jos da Silva tteit.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 2} DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColatOes oulciaes.
Assnear mascavado finoa 19850 por arroba.
ALFANDEGA.
Rendmenlo do dii 1 a >2.....a73:520j>:)76
dem do dia 23 .......8:76:i#0i!>
282:283942.5
CONSULADO GERAL.
Rendmenlo do da 1 a 22 .47:3648309
dem dodaJ........3:87o9480
51:2403789
PIVERSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 1 a 22......4:5798906
dem do dia 23.-........2918063
4:8708969
Exportacao*.
New-Vork, hale americano Sorchen Ligia, de
102 toneladas, couduzio o sejunle : 1,275 saceos
cora 6,375 arrobas de assucar.
Stokholra, barca sueca Mitabefii, de 414 tonela-
das. couduzrt>o segunle :3,026 saceos e 115 barri-
cas com 15,767 arrobase 15 libras de assucar, 9.9-27
couros salgados com 250,837 libras, 9,600 ponas de
boi.
Frederchshate, escuna ingleza Sultana, de 209 to-
neladas, couduzio o seguidle : 1,850 saceos coro
14,250 arrobas de assucar.
BECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMIIUCO.
Rendmenlo do da 22.......1:8418774
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....36:8168851
dem do dia 23.........2:8338362
39:6508213
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 23.
Cetle61 das, polaca franceza Claime/tt, caplo
temis, carga sal : a Dragn. Veio receber or-
dens e seguio para o Rio de Janeiro. r
. Navios fallidos no mesmo dia.
1 ara pete MaranbaoBrgue escuna brasileira Ar-
celina, capiiao Jos Miguel Pereira, carga assucar
e mais gneros.
Ro de JaneiroBrigue francez trneslo, com a mes-
ma cargri que trouxe. Suspendeu do lameirao.
Golhemburgo-Bngue escuna sueco Gefion, capilo
Soderberg, carga assucar.
Ne,r^rnH'ale americano Nortliem Light, capi-
lio B. Brown, carga assucar.
EDITAES.
- O IUm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presideule
da provincia, manda fazr publico, que no dia 16
de marro prximo vindouro, vai novamenlc a praca
para ser arrematada a quem por menos flzer, a obra
do ajude da Vlla Bella da comarca de Paje de Flo-
res, avahada em 4:0049000 rr.
A arremate{So ser feila na forma dos artigo* 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio do 1851, e
sob as clausoles especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran
compare da mesma thesouraria, no dia cima declarado pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente a pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de fevereiro de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaeao.
Clausulas especiaes para a arrematado.
i.' As obras deste acude sero feitas de confor-
midade com as plantas e orcament apresenlados
ueste dala approvacan do Exm. presideule da pro-
vincia na importancia de 4:0048000.
2. Estes obras deverao principiar no prazo de
2 mezes, e serao concluidas no de dez mezes a con-
tar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desta arrematado ser paga
em 3 prestaces, da manera segunle : a primeira
dous quintos do valor lolal, quando liver concluido
a melade da obra ; a segunda, igual a primeira, de-
pois de lavrado o termo do recebimenlo provisorio ;
e a terceira, finalmente de um quinto depos do re-
cebimenlo definitivo.
4. O arrematante ser obrigado a commncir na
repartsao das obras publicas, com antecedencia de
trinta das, o dia fixo emque lem de dar principio a
ciecnsao das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente dorante 15 dias.fim de qoe possa o engenhei-
ro encarregado da obra, assistir aos primeiros tra-
balhos.
5." Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme. o secretario,
Antonio Ferreira a"AnnunciacSo.
0 IUm. Sr. inspector da thesquraria provincial,
cm rumprimciito da resolucSn da junta da fazen-
da, manda fazer publico, que no dia 23 de marco
prximo vindouro, peanle a junta da tezenda mesma Ihesouraria, val novamote a praca, para
ser arrematada a quera por menos lizer a obra dos
conccrlos la cadete da villa de Pao d.Alhp, avaha-
da cm 2:8608000 rs.
A airemalacao ser fcila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 do 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao
compareeaui na sala das sesses da mesma junta "no
dia cima declarado, pelo meio dia, com|>etenle-
mente habilitadas.
E para conslarsc mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnatn-
buco, 21 de fetereiro de 1854.O secretario, Anto-
nio Ferreira da AnnxXnciaro.
Clausulas especiaes para arremalaciio.
1. As obras dos reparos da cadete da villa do
Pao d'Alho serao teites de couformidado com o pla-
no c orcamento approvados pete directora em con-
selho e apreseutodos a approvarao do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia na importancia de 2:8608000
ris.
2. As obras comecarao no prazo le Irinta lias c
serao concluidas no de qualro mezes ambos contados
le confonmdaile com o que lispe o artigo 31 do
rcgulamento das obras publicas.
3. A importancia da arrcmateeao ser paga cm
(res prestacfies, sendo a primeira de dous quintos,
paga qoando o arremtenle bouver feilo a melade
las obras ; a segunda igual a primeira paga no fim
las obras depois do recebimenlo provisorio ; e a
ultima paga depois do auno do responsahelidade,
c entrega difiniliva.
4. Para ludo o mais.que nao esliver delcrmina-
se-ha as dsposi;dcs da lei n. 286 le 19 de maio de
1851.Conforme.O scrrolario, Antonio Ferreira
da AnnunciarSo.
O Iilm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, cm curaprimciito da resolurao la junte da te-
zenda, manda fazer publko, que no dia 21 de mar-
co prximo vindouro, peraule a janta da fazenda
da mesma thesouraria, vai novaniente a praca, para
ser arrematada a quem por menos lizer a obra dos
concert* da radeia da villa de Scrinhaem, avallada
em 2:7508000 rs.
A arrematado ser fcite na forma ros arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio te 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que propozerem a esla arremalarao
comparesara na sala las sessocs da mesma junte *uo
dia cima declarado, pelo meio dia, competen
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de fevereiro de 1854.O secretario, Anto-
nio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a airemalarilo.
1 j" Os concerlos da caileia da villa de Scrinhaem
far-se-hao de conformidade com o ornamento ap-
provado pela directoria cm consclho apresentedo i
approvacao do Exm. presidente, na importancia de
dous contos scle ceios c ciucoenta mil ris.
2." O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mez c Icvcr conclui-las no de seis
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da
lei n. 286.
3. O arremalaule seguir nos seus Irabalhos lu-
do o que lhe for detterminado pelo respectivo enge-
nheiro, nao s para boa execurao das obras como
cm ordem te nao inulilisar ao mesmo lempo para
o servir/) publico todas as parles le edificio.
4. O pagamciMo Ua iuipjjrtanria la arremala-
rao lera lugar cm tres prestafjdes giies; a primei-
ra depois de feila a melade da obra, a segunda de-
pois da entrega provisoria e a terceira na entrega
difiniliva.
5. O prazo le rcsponsabilidadc ser de seis me-
zes.
t>. Para ludo o que se acha determinado as
presentes clausulas e no ornamento seguir-se-
ha o que lispe a res|>cilo a lei provincial n. 286.
Conform. O secretario, monto Ferreira
O IUm. Sr. inspector da ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da resoluto da junte da fazenda,
manda fazer publico, que no lia 23 de marco pr-
ximo vindouro, perante a junte da fazcuda da mes-
ma thesouraria, vai uovanicnte a praca, para ser
arrematada a quem por menos lizer a obra dos
rdhccrlos da cadcia da viUa do Cabo, avahada em
8258000 rs.
A arrematacio ser fcila na forma dos arligos
24 e 27 da lei provincial u. 286 de 17 de maio de
1851 e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajao
compaream na sala las sessocs da mesma junte no
dia cima leclarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para couster se mandou atfixar o presente
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pemam
buco 21 le fevereiro le 1854.O secretario, An-
tonio Ferreira d'AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrcmatacSn.
1. Os concertos da cadeia la \ illa do Cabo ter-sc
bao le conformidade com o orcamento approvudo
pela directora em consellio, eapresculado i appro-
va;ao do Exm. presidente da provincia na impor-
ancia de 8258000 rs.
2." O arrematante dar principio a obra no prazo
de quinze das, e devera conclu-la no de tres me-
zes, ambos coutailos'de conformidade com oart. 31
la lei n. 286.
3. O arremtenle seguir na exeruc.o ludo i que
lhe for prescriptn pelo engenhero respectivo nao s
para bda execucuo lo Irabalho como cm ordem le
nao inulilisar ao mesmo lempo para o servco pu-
blico todas as partes lo edificio.
4.a O pagamente da importancia la airomalai-no
verificar-se-ha em duas prcslai;tes iuuai-s: a primei-
ra depos de fetos dous Icrcos da obra, e a segun-
da depois de lavrado o lermo le recebimenlo.
5. Nao haver prazo le responsahildade.
6. Para ludo o que nao se acha determinado
as presentes clausulas nem no orcamento, seguir-
se-ha o que dispoe na lei n. 286. Conforme, -y o
secretario Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
O IUm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, em cumplimento da ordem doExm.Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marco prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por monos lizer, peraule
a junta da fazenda da mesma thesouraria, a obra do
acude da povoajao de Bezerros, avaliada cm res
3:8i500.
A arrematadlo ser feila na forma dos rticos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de17 de malo de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
A* pessoas qu* se propozerem a este arremalaeio,
coiiiparerain na sala das sessocs da mesma junta no
3
dia cima declarado'pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernnmbu-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira cCAnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras deste acude serao feitas de conformi-
dade com a plante e orcamento approvados pela di-
rectora em conselho, e apresentailos a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, importaudo em
3:8148500 rs.
2. O arrematante dar comer.0 as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, contados se-
gundo o artigo 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
ser dividido em 3 parles, sendo urna lo valor de
dous quintos, quando honver feilo melade da obra,
onlra iguala l. quando a entregar provisoriamente,
e a 3. de om quinto depois deom anno na oCcasio
da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao esliver especificada
as prsenles clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d' AnnunciacSo.
O IUm. Sr. inspector .da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, de 6 do corrente, manda fazer
publico, que nos dias 7, 8 e 9 de marco prximo
vindooro, perante a juula da fazenda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos lizer
a obra do 4- lauco da rainificarilo da estrada do Sul
para o Cabo, avaliada em 29:2688.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 e 27
da lei prqvincial n. 286 de 17.de maio de 1851, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala das sessijes da mesma junte nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Per'nam-
buco 8 de fevereiro de 1854.O secretario.
Antonio Ferreira o"'Annuneiacao.
Clausulas especiaes para a arremalaciio.
1.a As obras do i- lanco da ramificarao da estrada
do Cabo, far-se-hao de conformidade com a planta,
perlis e mais riscos approvados pela directoria em
conselho e apresenlados a approvacao do Exm pre-
sidente, na importancia de 29:2688.
2. O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e dever conclui-las no de dezeseis me-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei pro;
vincial n. 286.
3.a O pagamente da importancia da arremalacao
realisar-se-ha ero qualro prestaces iguaes a 1.a
depois de feito o primeira terco das obras ; a 2.a de-
pois de concluido o segundo terco; a 3.a na occa-
sio da entrega provisoria ; e a 4.a depois do recebi-
menlo definitivo oqual dever verificar-se um anno
depois do recebimenlo provisorio.
4.a Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em toda exienrfto do lanco.
5.a Para tudo o que uao se achar determinado
as presentes clausulas nem no orcamento, segoir-
se-ha o qoe dispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunciacSo. \
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, mauda fazer*publico, qoe no dia 2 de
marco prximo vindouro, vai novamente a praca
para ser arrematado a quem por menos fizer perante
a junte da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
raelhoramenlo do rio Goianoa, avaliada em reis
50:6008000.
A arremalacao ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sesses da mesma jnota no
dia cima declarado, pelo meio lia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixir o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernambn-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira dtAnnunciacao.
Clausulas especiaes para arremalacao.
I.1 As obras do melliorameifit do rio Goianna,
iilade com oorcameulo.plantes
perfrs, approvados pela direcloria e em conselho, e
apresenlados a approvacao do Exm. Sr. presidente
da provincia, n importancia de 50:6008 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 3 mezes, e as concluir no de 3 annos, ambos
contados pela forma do artigo 31 da lei n. 286.
3.a Durante a execucao dos Irabalhos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcaeas, ou pelo canal novo, ou pelo leito actual
do riu.
4.a O arrematante seguir na execucao das obras
a ordem do Irabalho que lhe for determinado pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do 1." anno, ao menos, a qoarta parle das obras
prompta, e ootro tanto no fim do 2." anno, e fallan-
do a qualqner dessas condices pagar orna mulla
de I cont de rs:
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciacSo,
OJIllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem lo Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda-fazer publico, que no
dia 9 de marco prximo vindouro, peraule a juula
da hienda la mesma thesouraria, vai novamente a
praca para ser arrematada a quera por menos fizer,
a obra lo acude na povoacao do Buiqui, avaliada
era 3:3008000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 Je 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esta arremaacao
comparecam na sala das sessocs la mesma junte no
lia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente babililadas.
E para constar so mandou aflixar o presente e
publicar pete Diario. Secrelaria da thesouraria
provincial de Pcruambuco 3 de fevereiro de 1854.
O secretario. Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para arrematacSo.
1" As obras do acude do Buique serao feitas de
conformidade com a planta e orcamento approva-
dos pela directoria em conselho e aprescutados
approvacao do Exm. presidente na importaucia de
3:3005000. rs.
2" Estas obras deverao principiar no prazo de
sessenta lias, e serao coucluidas no de dez mezes,
contar da lata la arremalarao.
3" A importancia deste arremalacao ser paga
em tres prestaces da raancira seguinte : a primei-
ra de dous quintos do valor lolal, quando liver
feito melade da obra, a segunda igual a pri-
meira depois do lavrado o termo de recebimenlo
prov isorio ; a terceira finalmente de um quinto de-
pois lo rei-ebimento definitivo.
4" O arrematante ser obrigado a commuuh-ar a
reparticio las obras publicas com antecedencia de
Irinta lias o dia fixo, em que tem de dar principio
a exerii;fui das obras, assim como trabalbar seaui-
damente quinze dias, afim de que possa o cugenhei-
ro encarregadu la obra assistir aos primeiros-Iraba-
lhos.
5 Para indo o mais, que nao esliver especifica-
do as presentes clausulas seguir-se-ha o que de-
termina a h-i provincial n. 286 de 17 de maio do
1851.Conforme.O secretario, Antonio Ferreira
da AlillUllrtrao.
O IUm. Sr. i-.isperlor la thespuria provincial,
em riimprimeiilo la ordem lo Exm. Sr. presidente
la provincia, manila fazer publico,' <|,,(. ,|a 9
de niaico prximo vindouro, vai uovamente a nrafia
para ser arrematado a quem por menos fizer.pera-
le a juula da tazemla la mesma Uiesouraria a ibra
do acude dePajede EJorcs, avaliada em 3:1908000
A arremalarao ser feita na forma dos arts.. 24 e
27 da lei provincial 11. 286 le 17 de maio de 1851,
o. sote as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a este arremalacao
comparecam na sala das sesses da mesma junte no
lia cima leclarado. pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secroteria da'thesouraria provincial de Pcruam-
buco, 3 de fevereiro te 18.4.O secretario, Anto-
nio Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematacSo.
1.a As obras do acude le Pajei de Ftercs serao
teilas de conformidade com as plantas c orjamenli
apresi'iiiailns a approvacao do Exm. Sr. prshlente
da provincia na importancia de 3:1908000 ris.
2. Eslas obras deverao principiar uo prazo de
dous mezes, e serao concluidas no de dez mezes
Lcuntar conforme a lei provincial 11. 286.
3." A importaucia leste arremalacao ser paga
cm Ires prcslaces da mancha segunle: a primeira
dos dous quintos te valor da arremalacao, quaudo
liver concluido a metade da obra: a segunda igual
a primeira, depois le lavrado o termo le recebi-
menlo provisorio; a terceira finalmente de um quin-
to depois do recebimenlo definitivo.
4.a O arrematante sera obrigado a communicar
a reparlicao das obras publicas com antecedencia
d Iriula dias, o dia fixo em que lem te dar prin-
cipio a execucao das obras, assim como Irabalhar
seguidamente durante quinze das, afim de que pos-
sa o engeuheiro encarregado la obra assistir aos
primeiros Irabalhos.
5. Para tudo o mais qne no esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 le 17 le. maio da 1853.
O secretario, Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Tendo re-olvido esta directoria atlender os es-
lodanles mais prximos a matricula, e sendo estes os
queja tem feilo qualro, cinco, ou seis exames de ma-
terias preparatorias, e consequcnlemenle a quem
faltar Ires, dous, ou um, e devendo ser preferidos os
que moslrarem que tem frequenlado principalmente
o collegio das arles ou lyceu, e em ullimo lugar os
que esludaram em aula particular, assim o faz saber
a mesma directora a qoem convier, afim de qoe por
meio de seus requerimentos, altestados, ou certidocs
facam constar isso mesmo. O secretario interino faca
allixar este edital nos lugares do estji), e publicar
pete imprensa, depois de registrado.
Olinda 23 de fevereiro de 1851.O director in-
terino, Dr. Antonio Jos Cocino.
Acamara municipal desla cidade manda pu-
blicar, lim de quo seja restriclamenle observada a
postura 'ldiccion.il, abaixo transcripta, approvada
provisoriamente pelo Exm. presidente da provincia
em 20 do corrente. Paco la amara municipal do
Itecil'eem sessode 22 de fevereiro de 1853.Barao
de Capitaribc, presidente.No impedimento do se-
cretario, O ulllcial, Manoel Ferreira Accioli.
Postura addiccional.Quando os cadveres das
pessoas, que tellecerero, forem condumios para o
cemiterio em carros fnebres, tirados por cavallos,
rao osles a passo t jamis a Irole largo ou a galope.
Os carros de acompaohamenlo seguirao. o mesmo.
Os infractores solTrerao a multe de 108000, a qual
ser duplicada as reincidencias. Paco da amara
municipal do Recite em sessao te 15 de fevereiro
de 1854.BarSo de Capibaribe, presidente.Gus-
tavo Jos do Itego.Jos Maria Freir Gameiro.
Antonio Jos de Oliveira.Or. Cosme de Sd Perei-
ra. Approvo provisoriamente. Palacio do governo de
Pernambuco 20 de fevereiro de 1854.Figueiredo.
Conforme.O oflicial maior, Joaguim Pires Ma-
chado Por Ma.
O r. Cwstodio.Manoel da Silca Guimaraes, juiz
de direilo da primeira vara do oicelnesla cidade
do Recife de Pernambuco, por S. U. I. e Cons-
lil^cional o Sr.D. Pedro II, que Dos guarde,
etc.
Fajo saber aosque o presente edital virem, e delle
noticia tiverem, que no dia 27 de marjo prximo
segunle se hao de arrematar por venda,a quem mais
der, em praja publica deste juizo, que lera lugar na
casa das audiencias, depois de mete da, com assis-
lencia do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
priedades denominadas Pitanga e Tabatinga, sitas
na freguezta da villa de Iguarass, perlencenles ao
patrimouio lasrecolhidas do convenio do Santissimo
Coraeo de Jess laquella villa, cuja arremalacao foi
requerida pelas mesma* recolhidas em virlude da l-
cenja que obtiveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm. ministro da justja; para
o producto da arremalarao ser depositado na thesou-
raria desla provincia al ser convenido em apoliecs
da divida publica. A propriedade Pitanga em allen-
jao as destruicoes qoe tem soffrido suas malas, e a
qualidade da maior parte das trras, avalladas por
10:0008000 de rs.; e a propriedade Tabalrlga por
serem urna estrada que offerecemuila vanlagem.com
om riacho permanente, e urna casa deiaipa cubera
de tenas, anda nova, avaliada por 1:0008000 ; sen-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E pira qnechegue a noticia de todos, mandei pas-
sar editaos que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior circulacao, e afiliados nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado nesta cidade do Recite de Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Manoel Joa-
auim Baplisla, escrivao interino o sbscrevi.
Custodio Manoel da Silva GuimarSes.
DECLARARES.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, que o Sr.
Claudio Dubeux, cidadao francez foi matriculado
nesle tribunal na qualidade commercianle do grosso
trato e a retalho ; oulro sim que os Srs. Joo Vieira
de Araujo, e Jos da Cunha, cidadaos brasileiros.ma-
Iricularam-se tambem nesle tribunal na qualidade
de administrador de armazem de deposito, de que
ssignaram lermo de fiel depositario
Secretaria 23 de tevereiro de 1854. ,
/o3o Ignacio de Medeiros llego.
No impedimento do secretario.
Conselho administafivo.
Oconselho administrativo, em virlude deautorisa-
Jo do Exm. Sr. presidente da provincia, lera de
comprar os abjeclos seguintes:
Para a colonia militar de Pimenleiras.
Ar,odeMUte,meiaarroba ; ferro sueco em bar-
ras quadradas cora duas polegadas, 5 arrobas ; dito
em barras quadradas com urna polegada, 2 arrobas ;
dito redondo com uma.polegadade'grossora, 1 gar-
roba ; dito em barras chalas com om qoarte de
grossora e 2 > polegadas de largura, 4 arrobas ; di-
lo em ditas ditas com 3|8 de grossora. 5 arrobas;
compacos de 12 polegadas, 2 ; falla de seria le mao
com 4 ps de comprimcnlu, 1 ; ferros dobrados para
garlopas com 2.,'j polegadas de largura, 4 ; ferros
para planas sinaeloscom 2 polegadas de largura, 4;
ferros desbastadores com um polegada e 3|4ditas,3 ;
formoes de ac sonidos, 12; grosas com 12 polega-
das de comprimento, 2 goivas estreilas de aro, 4;
dilas de mete largura, 4 ; ditas largas, 4 "limas
triangulares de 6 polegadas, 6 ; massetes de ferro
para quebrar pedras com 12 libras cada urna, 12 ;
parafusos de madeira, 2 ; prego* de assoalho, 1,000;
ditos balis grandes, 500 ; ditos pequeos, 500; di-
tos de rame com 2 polegadas de comprimenlo, 2 li-
bras ; dilos de diloscom t { polegada de dilos, 2
libras ; ditos de ditos com 1 polegada, 2 libras; ver-
rumas sor I idas, 24.
Quem quizer vender tees objecios, aprsenle as
suas propostes em carta fechada, na secretaria docon-
selho, as 10 horas do dia 1. de marco prximo vin-
dooro.
Secretaria do conselho administrativo para terne-
cimente do arsenal degoerra 20de fevereiro de 1854.
Jos de Brilo Inglez, coronel presideule.__Ber-
nardo Pereira do Cirmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O consclho administrativo naval contrata o for-
necimento dos segointes gneros para os navios ar-
mados, enfermara de marraba, barca de escavacan
e mais eslabelecimentos do arsenal no mez de marco
vindouro:
Arroz branco do Maranho, assucar branco de pri-
meira sorte, agurdenle de 20 graos, azeile doce de
Lisboa, dilo do Mediterrneo, dilo de carrapalo, ba-
caUuo. bolacha, carne verde, carne secca, caf em
grao, farinha de mandioca, feijao mulatinbo, lenha
de mangue em acbas, p3o, toucinho de Sanios, vina-
gre de Lisboa, velas stearinas e de carnauba : por-
tento, couvida-se aos interessadns em dilo terueri-
menlo, a comparecereni as 12 horas India 25 lo cr-
renle, "na sala das sessocs do dilo conselho, comas
suas amostras e proposlas.
Sala das sesses do conselho de administrarlo na-
val cm Pernambuco -20 le fevereiro de 1851. O se-
cretario, ChrislocSo Santiago de Oliceira.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconselho de direccSo convida aos se-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisareiTi de 1.a ."i I de maverj do
corrente anno, mais 20 por 100 sohre o
numero le acert com que tem de lica.
para levara elleilo o complemento aoca-
pital do banco de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
blea geral de 26' de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
185*.O secretario do conselho de direc-
cao.Joo Ignacio de Medeiros RegQ.
Pela contadoria da cmara municipal desla ci-
dade, se faz publico que do primeira ao ullimo de
marco, prximo teluro, se tara a arrecadaco, i boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre estabeleei-
mentos, ficandosujeilosa multa de 3 % os que o nao
fizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuense,Francisco Canuto da Boa-
viagem.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
trucca> publica, teco saber quem convier, qoeo
Exm. Sr. presidente da provincia, em proposla de 13
do corrente, creara tima cadeira de instroeco ele-
mentar doprimeiro grao, nafreguezia rte Alagda de
Baixo ; a qual est em concurso com o prazo te 70
dias contados da data deste. Direcloria geral 17 de
evereiro de 1854.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cezar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aotori-
sacao do Exm. presidente da provincia, (em de com-
prar os objecios seguintes;
Para a botica do hospital regimenlal.
Resina de angico, libras oito; espirito de vinho, ra-
nadas 5 ; azeile doce, garrafas24 ; alambiqoede zin-
co, segundo Souhorau, 1; batanea de pedestal com
peso*,l ; madapolao fino para emp. adh., pecas 1 ba-
cas de pode podra, para ungento, 4; alguWaresde
barro vidrailo, 4; machinas para estender empl.,1;
Ihesoora grande para corlar raizes, 1 ; ditas peque-
as para papel. 2; nlcatrilo, arroba 1.
Para o arsenal fe guerra.
_ Algodaosinbo. varas 243; oland de forro, covados
ojO ; caseniira verde, 60 covados ; caixa com vidros,
1 ; sola garroteada, 50 metes ; mantas de las, 09 ;
travs de conslroccSo de 30 a 35 palmos, 6 ; hadamos
de J, oilava de polegada, 6; lences de cobre de 6 a
1 polegadas, 8; linteires, 16; arieiros, 11; exempla-
res de linhas curvase rectas, 20 ; panno mortuorio,
1 ; chnelos razos, 200; copos de vidro, 24.
Qoem quizer vender tees objecios, aprsenle as
suas propostes em caria fechada, na secretaria do
conselho, as 10 horas do dia 25 do corrente
mez.
Secretaria do conselho administrativo, para forne-
cimenlo do arsenal de euerra 16 de fevereiro de 1854.
Jos de Brilo inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O arsenal de marinha compra os secteles ob-
jecios: pragos do cobre para forro, vistes de osso,
agua-raz, oleo de linbaca, linha de barca, varos de
ferro de 4p3 e 3p3, ferro em lenco! de n. 6 a 8, verga
de cojire de % a 2|8, varoes de dilo sonidos, tinte
prela, dita branca, lona ingleza eslreita de n. la 5,
cabo de llnho de 3|4 a 4 polegadas, arcos de ferro pa-
ra bandejas, barris e pipas, raspas de ferro, chumbo
em barra, laixas de bomba de ferro, sebo em pao,
pas de ferro, pregos ripaes da Ierra, dilos grandes de
batel, azeile doce, ou de etico, e alcalrSo. As pes-
soas a quem convier a venda le semelhantes ob)ectos
comparecam nesta secretaria 110 1. de marco ao meio
dia foro as suas proposlas. Secrelaria dn'inspeccflo
do arsenal de marinha de Pernambuco 21 de feverei-
ro de 1854.No impedimento do secretario,
Manoel Ambrozio da ConceicSo Padilha.
Companhia brasileira de paquetes a vapor.
O vapor Imperatrl:,
commandanle o pri-
meira teneute Salome,
espera-se dos portas do
uurte em 27 do cor-
rente e seguir para Macei, Baha e Kio de Jaoeiro,
no dia seguinte ao da sua chegada.
Companhia brasileira- de paquetes a vapor.
De marco prximo por
diantc, sahiro os pa-
quetes da companhia,
do Rio de Janeiro para
______ o norte, nos dias 5 e 20
de cada mez.
O conselho de adminislrarao naval compra para
o forneciment dos navios armados, carne de vacca
salgada em barris,1: bonetes escosseze* ; pelo 'que con-
vid*-se aos nteressados em dita venda a comparece-
rem as 12 horas do dia 25 do correute com suas pro-
postas e amostras na sala das sos-oes do mesmo con-
selho. Sala das sessocs do conselho de administra-
rlo naval em Pernambuco 22 de tevereiro de 1854.
O secretario, CArufocoo Santiago de Oliceira,
servindo de 3. oflicial.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico que a aeguoda praca pira a
arremalacao das Ierras, materiaes e mais pertences
da capella vaga de Nossa Senhora do Soccorro, sita
no engenho deste nome na freguezia de Santo Ama-
ro de Jaboaiao, lera lugar no dia 2 de marco pr-
ximo vindouro, c a terceira e ultima no dia 7 do
mesmo mez: os lictenles deverao pois comparecer
nos referidas dias as 11 horas e meia da manhaa no
lugar do coslurae. Secretaria da thesouraria de fa-
zenda de Pernambuco 22 de fevereiro de 1854.<0
oflicial maior, Hmilio Xavier Sobreira de Mello.
de ss.
Programma dos bailes de mascaras,
que nos dias 26 e 28 do corrente terao
lugar no theatro de Santa Isabel, sob a
dire/xao do Sr. Jos De-Vecchy, director
principal, Luiz Cantarelli e Ribeiro.
As 7 horas da noite estando o theatro convenien-
temente illominado, e decorado, se franqueara a en-
trada pela porta principal, c urna das faleraes ser
destinada para as sahidas.
As 8 horas, depois de executada a grande orches-
tra, dirigida pete professor Xheodoro Orestes, a ex-
celenle svmphonia da opera Favorita, principiar o
baile pelas quadrilhas dedicadas ao imperador Napo-
leao III, seguindo-se ascompostas pelo maestro Jo-
s Vctor Ribas, eoutrasmuilas todas novas e de a-
porado cos o. As quadrilhas serao entremeadas de
outrasdansas, execntando agrande orchestra nma
nova mazurka, composican do mesmo Ribas, orna
polka, composic/do do Sr. Santos Pinto, qoe (era por
titulo, a victoria, a qual foi dedicada e escripia de
proposito para o segundo batalllo de cacaderes de
Lisboa, tambem ser tocada a polka do maestro Cam-
mille Schuberl, e outras militas e variadas composi-
ces de goslo.
O signal para o romeco de qualquer dansa sei
dado pelos directores da sala.
Os cartees de entrada geral he dous mil reis, roe-
nos para as senburas que se apreseotarem de masca-
ras, as quaes terao entrada gratis.
Todos os camarotes estarSo aberras, e poderao ser
occopados por (antas pessoas quantos os assentes que
tiverem.
Em tempo competente se publicar ora recula men-
te, qoe tem por fim evitar loda a sorte de aboso* e
escndalos, o empresario espera qoe os Srs. concor-
renles se conformarlo com todas as suas regras, afim
de que esta funcro se oflectue com loda a decencia,
e se terne digna de um publico lao Ilustrado, ao
qual o emprezario protesta urna eterna gratidao. Os
Srs. que lem encommendado carines de entrada po-
dem procura-Ios desde j no escriptorio do theatro.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Rabia,
segu em poucos dias a vele ira sumaca JIortrncia:
para o resto da carga I rala-so com seu consignatario
Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz u. 54.
Para a Baha,
segoe com brevidade a veleira garopeira'/j'erocao :
para o reste da carga trata-se com seu consignatario
Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz n. 51.
. Para a Bahia segu com presteza o
veleiro hiato nacional Fortuna, capitao
Jos' Severo Moreira Rios ; para o reato da
carga ou passageiros, trata-se com os con-
sigua tarios' A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do llecife n. 47,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro alie no dia
28 do corrente, o muto veleiro brigue
Recife o qual ja tem a maior parte de seu
carregameuto prompto; para o restante,
passageiros e escravos tambem de passa-
gem : trata-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos Ribeiro, a bordo.
Para' pelo Ceara'
a escuna nacional Emilia, capitao S-
Maciel Jnior, segu para o Para' pelo
Ceara', at ao dia 2i- do corrente, recebe
carga e passageiros para os dous portes :
a tratar na ra da Cruz, n. lo, com J. C.
Augusto da Silva, ou com o capitao na
praca.
Para o Ceara o Granja, sabe com loda a brevi-
dade a escuna San Jos : para carga e passageiros,
tratarse na ra la Cruz lo llecife, 11. 33, em casa de
Lu/. J. de S Araujo.
Para o.Aracaly pretende sabir ali- o lia >', do
correte o hiato Capiliaribr, por ja ler melade do
carrosamente a bordo : para o resto trata-se na ra
do Vigario n. 5.
Pura o Rio de Janeiro, vai sahir com
amaior brevidade possivil, por ter parte
de seu carregamento, o patacho nacional
c< Valente, do qual he capitao Francisco
N. de Araujo : quem no mesmo quizer
carregar, emhaicar escravos a frete ou ir
de passngem, para o que tem bons com-
modos, dirija-se ao capito na praca do
commercio, ou a Novaes & C na ra do
Trapichen, oi.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com toda a brevidade o muilo
veleiro brigue brasileiro DousAmigos,
por terquasi todo o carregamento promp-
to, quem no mesmo quizer carregar o
resto, ir de passagem ou embarcar escra-
vos a frete: entenda-se com o capitaoJo-
sEzequiel Gomes da Silva, na Praca, ou
com o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Para a Bahia.
Segoe com brevidade hiata .Sociocel, reeebecar-
ga a frete. e passageiros; trata-se com Casiano Cyria-
co do C. M. ao lado do Corpo Santo, laja,de massa-
mes n. 25.
Para o Assil e porto* intermedios segoe nestes'
dias. a lana nacional .Vaca Bsperanra: para tar-
ga e passageiros Irnla-se na ra da cadeia do Recife,
teja o. 50 de Cunha S Amorim.
Rio Grande do SuL
O patacho DourdeMarco, prestes a segoir para o
Riiabrande do Sul, recebe passageiros : trata-se com
o capitao a bordo : ou na ra da Cadeia Vellia o. 12;
escriptorio de Bailar|& Oliveira.
Porto.
, Tem praca para carga miuda o brigue porlngnez
Hsperanca,q,ue no dia 28 do correte seguir iropre- -
teri cimente para o Porte : trata-se com Bailar &
Oliveira na roa da Cadeia Velha, n. 13.
Para o Rio Grande do Sul sahira breve o brigue
Mafra, capilo Jos Joaquim Dias dos Prazeres, re-
cebe escravos a frete, e tem commodo* para algons
passageiros : quem pretender pode dirigir-K ao l
mo. ou a Amorim Irmaos, ra da Cruz n. 3.
LEILOES
Le i lao sem limife.
Qoarta-feira 1. de margo, as 11 horas da manhaa
era ponto, llavera leilio uo armazem de M. Carneara,
na ra do Trapiche n. 38, por intervengo do agente
J. Calis do seguinte : cadeiras beasileiras, inglezas,
americanas e hamburguezat, todas de boas madeiras,
assim como algumas de ferro e outras objecios todos
envermsados a imitacao de bromee, guarda* tencas
de amarello, mesas redondas e elsticas para jantar,
lavatorio*, sof*, arquetas, camas frasee*, um
balco d'amarello, um rico jogo de vollarete, e ama
caixa para costura, ambo* w objecios de chante, Au
bom piano iojlez, proprio para quem liver de apren-
der.
Leilao" de vinho branco.
Quinta-feira 23, haver leitaode W pipas _,
nho branco,que se vender sem limites de preco, e*n
teles a vonlade dos compradores: as 10 horas da ma-
nhaa no armazem do Sr.Guerra, no Forte do Mal-
los, defronte do trapiche doalgotao.
AVISOS DIVEaSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra
do Queimado n. 20, existe urna pequea
porrao de bilhetes, meios, quartos, oita-
vos e vigsimos da stima lotera do Estado
Sanitario, cuja lista chega at o dia 27 no
vapor L'Avenir i a elles, se querem tirar
bom premio.
Precisa-sede um prelo para o servico ordinario
de padaria, pagande-se 128000 rs. por mez e susten-
to ; quem liver, dirija-se ra da Senzala Nova
n. 30.
Aluga-se uro sitio do Mondego at a estrada
nova, edo Manguinho, Capnnga, fonle de Uchoa,
qoe teja bastete plantado e lenha boa casa, baa
com capim ou que a lenha para se plantar, com av-
ias proportes, de 4O0 at 500j000 rs.: na ra do
Trapiche n. 36, segundo andar, das 9 horas da ma-
nhaa as 4 da tarde.
O esnhor que no Diario de 23 do corrente an-
nunciou querer faltar com Joaquim Ferreira da Cn-
nha Soulo Maior, pode procurar o mesmo, das nove
at as 10 horas da manhaa na ra do Caboga, teja
do Sr. Ferrao..
50,000 rs.
Oesppareceu ha quatro mezes do poder do abaixo
assignado, um seu escravo de nome Venancio, criou-
lo, de 30 annos de idade, pouco mais oo menos, es-
tatura reaular, olhos grandes, pes largo* e limpos,
denles alvos e sadios. sem ter signal de ler ido casti-
gado, moderado no fallar, porm ladi.no e desemba-
razado, e bem suissado: raga-se. a qoaJquer pessoa
ou capitaes de campo que o pegarem, tevarern ao en-
genho novo de Goit, comarca de Pao d'A lho, ou na
rus le Apollo n. 2, ao Sr. Jos da Silva I.ovo, qoe
recebera 509000 n;. de graliOcaco. 6uppoe-se ter
ido para os lugares do Cabo onde ja foi urna vez.
Joaquim do Reg Barros pessoa.
O Sr. Joan Nephmiiceno Ferreira de Mell,
morador ua passagem te Olinda, lem um.i carta na
turara n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Alusa-se um prelo que saibacozinhareengom-
mar com perfeicHo quem delle precisar, dirija-se
ra do jueimado n. 21 A.
Aluga-se urna ama cosloreira, qoe a-be fazer
toda versidade dediveslidosdeseuhora.epenteiamni-
to bem um cabello : quera quizer, dirija-seaobecco
da Bomba, casa n. 12.
Precisa-se de 500*000 r. apremio cora secu-
raaca era bens de raiz : qoem ther.annuur.ie para
ser procurado, ou dirija-se a ra da ConceicSo. da
Boa-Vista n. 6, taberna, para dizer quem qoer.
D8o-*e 4008000 r. sobre a casa das Cinco Pra-
te* ; na teja o. tu da ra eslreita do tUxario.
Oesappareceu dosilio da l'rempe, do sobrado
n. 1 que tem taberna por baixo, ama porca moilo
gorda e grande, qoe ja eslava maninha : quem a li-
ver echado e quizer entregar a seu dono, avise no
mesmo sitio, que recebera boas alvtearas. A dita por-
ca desappareceo do sitio ierca-teira, 21 do corrente,
e he toda prela.
Desapparecen no dia 13 do correute urna prela
da Costa de meta idade, de nome Benedicta, alta,
com nma cicatriz no bra;o direito, e com os denles
quasi todos podres: qoem a pegar, leve-a ra das
Flores, laja de marcineiro, o ma do Hospicio, si-
tio da sentiora viuva Cunha, que ser recompensado.
Em principio de Janeiro deste anno de 1854,
desappareceu do logar Alagoa do Monteire, provin-
cia da Parahiba, om escravo, pardo, do abaixo as-
signado, o qual (em de idade 20 annos, chama-te
Prudencio, altura regular, cheio do corpo, cabellos
ateuma cousa sollos, rosto redondo, olhos grandes,
naris om tanto grosso, pernas finas, ps pequeos,
urna belide n'om olho abaixo da pupila, procurando
ao canto do olho, lado interior : qoem o pegar ser
hem recompensado. Ha suspeita que fogio 'para o
Kecife, para ver se poda sentar praca.
Francisco Ferreira d* Mello.
J. Chardon abrir no dia 6 de marco un cor-
so de lingua franceza, em sua nova residencia, ra
das Flores n. 37, primeiro andar. Os exerciciu* tero
lugar as 6 horas e meia da tarde as seguudas.qoar-
(as e sextas-teiras.
Domingos Brreteos, em resposta ao annnnciu
de Jos Bonifacio Kodrigues Chaves, avisa a i
inleressar possa. que o mesmo Chavea lhe lie
dor, e qoe seos bens eslao sujeitos a saUsrio i__.
debito, pelo que nao poder niuguem fazer traosac-
cSo alguma a respeito desses bens, em prejuize do
annuociante Brreteos, que protest osar do en di-
reilo.
Qoem precisar de nma ama para casa de lw-
mem solteiro, oo casa de pouca familia, dirija-se a
travessa da roa da Hoda n. 16.
Siqoeira & Pereira embarca para o Rio de Ja-
neiro os seos escravos de nome Pedro, Francisco,
Joo, Kavmunda, Ursulina, Thereza e limxniu
Precisa-se de urna ama qoe saiba cuzinhar, pa-
ra casa de homem solteiro: na ra da Cruz n. 5.
ROB I.AFFECTEUR.
O nico autorisado por decisao do conutto rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
Laflecleuv, como sendo o nico autorisado pelo go-
verno e pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
dicamento d'nm gesto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est em oso ua marinha real desde mais
de<'60 annos; cora radicalmente em pone lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as afleogoes 4a
pelle, impingeos, as cooseqoeucias das sarnas, ul-
ceras, e os accidnteseos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; eearam aos
catharros, da bexiga, as contraeqoe*, e i tfaapexa
dos orgaos, precedida do abuso das ingecojies ou de
sondas. Como anti-sj philitico, o arrobe cura en
pouco tempo os floxos recente* ou rebeldes, qoe vol-
vem incessantes sem consecuencia do emprego da eo-
paiba, da cubeba, ou das injeccOcs que represen-
tara o virus sera neutralisa-lo. O arrobe I^ttecteuv
he especialmente recommendado contra as doenras
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao indurlo
de potasio. Vende-se ero Lisboa, na botica de Baf-
ral, e de Anlouio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
<;a de D. P*lro u. 88, onde acaba de chegar urna
grande porrao ic garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Paris, de casa do Sr. ltoyvcau-
Laffecteuv 12, roe Richev i Paris. Os formularios
lani-se gratis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araojo; na Babia, Lima & Irmaos; em Pernam-
buco, Souin; Kio de Janeiro, Rocha & Filhos, el
Moreira, luja te drogas ; Villa-Nova. Joo Pereira
de Algales Leile; Bo-drande, Francisco de Pan-
te Gilo ,\ (..
SALSA PARIULHA.
DE
As numerosas ei|>erieiicias feitas com o oso da
alsa parrilha em Indas as ciiteriuidades, originadas
spela impureza do sangue. e o hora exilo ohtido na
orle pelo Illm. Sr. Or. Sizaud, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua afa-
mada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.-
Saturnino de Oliveira. medico do exercito c por va-
rios outros mdicos, permittem hoje < proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa contera duas libras de liqui-
do, e a salsa parrUha de Bristol he garantida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassinni.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da ra da Cruz, em frente au chararlz.
AVISO JURDICO.
A segunda edlceo dos primeiros elemento* para
ticos do foro civil, mais bem corrigida e aerescenta-
da, nao s a respeito do que allerau atol te refor-
ma, como acerca dos despachos, inlerWlDiorias e di-
fmilivas dos julgadores : obra essa lxT interesante
aos principiantes em pral*ca condMclor: ua pracada Iwfideoeia .6 e8.



>
Jos Soares de Azevcdo, professor
de lingna franceza no lyceu, tem aberto
era sua nova residencia, rualarga do Ro-
virto, n. 28, lerciro andar, nm curso
de philosophia e outro de lingua france-
sa : pdeser procurado todo o dias uteis
desde as 7 ale 9 horas da inanha ; e de
tarde a' qualquer hora.
lotera de n. s. do "rosario.
'Nodia 25 docorrente andam as rodas
desta loteria no consistorio da igreja de
Nossa Senhora do Livramento, ainda que
liquembilhetes-por vender. Q thesou-
reiro, Silvestre Pereira da Silva Guima-
raes.
Ultimo gosto.
Osabaito assig'oados, donos da nova loja deo ulives
da ruido Cabuga n. 11, confronte ao paleo da ma-
triz e nu Nova, franqueiam ao publico em geral um
bello e variado sortimento de obras de ouro de mui-
lo bonsgostos.e precos que uo detagradarao a quera
quetra comprar, os meamos se obrigam por qualquer
obra que venderem a passar urna conta com respou-
sabilidade, especificando a qaalidade do ouro de14
ou 18 quilates, Picando assim sujeilot por qualqiier
duvida que apparecer.Serafim & Irmao.
Precisa-te de um caiieiro por tugue/, ou brasi-
leiro de 12 a 14 annos, que d fiador a sua conduc-
ta; na ra do Ranscl n. 13.
DIARIO DE PERMMBUCO
SEXTA FEIRA U DE FEVEREIRO DE 1854,
BTRATOTPEXO^ECTROTYPO.
tarro da Boa-Vista n. 4, tarcairo
A. Lellarle, tendo de se demorar ronco
lempo nesla cidade, avisa ao respeitavel pu-
blico que quizer utilisar-se de seu presu-
mo, de aproveilar os poucos dias que lem
de residir aqui; os retratos serao lirados com
luda a rapidez e perfeeao que se pode dese-
jar. No eslabelecimento lia retratos mostra
para as pessoas que quizerem examinar, e es-
t aberto das 9 horas da inauha al as 4 da
larde.
Olele da 1. cadeira do a. auno do curso ju-
rdico de Olinda, avisa aos Srs. acadmicos quinta-
nistas, que as anas preleccjtes no anuo correnle
bao de ler por base osseus'Elementos de Ecoiioinia
Polilloque se eslao iroprimiudo na typographia
do Sr. Ricardo de Freitas Ribeiro, em cuja livraria
eslabelecida na roa do Collegio, podem dei jar os seus
uomes e moradas. No mesmo lugar _iode subscre-
ver mais quem quizer, sendo o preeo da subscrip-
Co 53000 rs. pagos na oscaso da entrega da obra.
Ah mesino, e em Olinda em casa do Sr. l.uiz Jos
Oonzag veodem-se os elementos da Pratica do Pro-
cesso, e as inslilaicoes- de Direilo Civil Brasileo,
coniposicao do mesmo.
Fa-se negocio com urna lettra ven-
cida do Sr. Franc8coNogueira deOlivei-
ra Jnior, morador no Paco de Camara-
gibe ; quem a pretender, dirija-se ra
do Cabuga'.. loja n. 1 B.
Roga-se aoSr. J. R.S. M., morador na cidade
do Natal, que veuha satisfazer a conla que he deve-
dor na padaria da roa do Livramento u. 32, que o
dilo jr. uo ignora, e nao o fazcudo, ou seu procu-
rador, no prazo de 15 dias ver o seu nome por es-
lenso nesle Diario al o real embolso.
h'raochr.u do Prado.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 14 da
ra Nova ; no primeirn andar do mesmo.
ATTENCO.
Forlaram do sitio denominado Campo Grande em
Beberibe, no dia 21 para 22de oulubro do annopas-
tado, um poldro, com os tignaes segrales: meio ra-
lo claro, com marca de urna cicatriz cima do bolso,
um signal de berruga ja tirada da parle do vazio, do
lado direilo, meio orelliudo, olhos meio grandes e
vivos, podern ler 2 anuos e ro/io, com urna cinta no
meto da anca; a pessoa que o liver e o queira enlre-
gar, ou delle dar algumas informacoes podediriiir-se
ao mesmo silio oo a ruado Collegio n. 1.
Diogo Jos da Silva Pinto, encarregado da ca-
sa e negocios do Sr. Joao Baplisla Sanios Lobo faz
scieole ao publico que o Sr. Manuel Lopes cima-
raes, nenhuma ingerencia lem com negocios do dilo
Sr. Lobo e d ora em vanle nenhum poder lera em
.tudoquedizrespeiloa ditos negocios; por lano faz
o presente para que ninguem se chame a ignorancia.
Querendo os pretenderes se aproveilar da com-
pra de urna boa escrava, perfeita engommadeira, eo-
zinheira, Irabalha de fornoe faz doces, propria para
qualqoercasa de familia porque lem 23 annos de ida-
de e he crioula, dirija-se ao Illm. Sr. Firmiano, no
Passeio Publico, loja n. 11, que e dir quem vende.
O motivo desla venda he por seu senhor dever-se re-
tirar breve desla provincia.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Sanio, erecta no convenio deS. Antonio Ido
Kecile, convida a lodosos seus carissimns irmaos para
comparecercm no mesmo convenio pela 1 hora da
larde do da 1. de marco, para encorporados, acom-
naiiharem a procisaao de cinza que lem de sahir da
ordem lerceira do mesmo convenio, para que foram
convidados.
LOTERIA DE N. S. DO ROSARIO.
Aterro da Boa-Vista n. 48.
No dia 25 do correnle corre imprelerivelmenlc a
lotera deN. S. do Rosario, e as cautelas da casa da
fama sao pagas no dia immedialo na mesma casa ci-
ma : cstao a venda um resto de quartos, decimos e
vigsimos da mesma loleria.
J. II iinder, allaiate hamburguez, chegado lia
pouco da Europa, lem a honra de participar ao res-
peitavel publico, que se acha presentemente estabe-
lecido cora loja de alfaiate, na ra do Aragaon.19,
aonde estara a (lisposicao de lodas as pessuas que o
quizerem honrar ; e promelte servir com lodo o es-
mero naquillo que Mr relativo ao seu ofiicio.
J. H. H. Holm, uatnralde Lubek, vai para Eu-
A pessoa qoe precisar de orna ama para cozi-
nnar e engommar, e nao comprar na ra, prefcriiido
casa de hornera solleiro, dirija-se roada Assumpcao
ao nicho do Noia, juuto ao sobrado, casa de duas nor-
ias ii. 46.
*- Precisa-se de 4009000 rs. a premio sobre hy-
polheca em urna casa terrea na ra das Cinco Ponas;
quem o liver annuncie para ter procurado.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
Acham-se a venda os bilhetes da lote-
ria stima do Estado Sanitario, quecorreu
no dia 17 do presente, cuja listase espera
pelo vapor L'Avenir, que pode aqui che-
gar do da 25 do corrente em diante : os
premios serao pagos logo ques e izer
a distribuicSo|das listas.
J. Chardon, bacharel em bellas ledras, Dr. em
direilo formado na universidade de Paris, ensina em
sua casa, roa das Flores n. 37, primeiro andar do so-
brado que faz a quina da ra das Flores com a ra da
Concordia, a ler, escrever, Iraduzir Tallar correcta-
mente a lingua franceza, e tambern d lirOes particu-
lares em casa de familia.
Vende-se urna flaula d'cbano, de 5 chaves, ap-
parelhada de prala : na ra do Encantamento, ar-
mazem n. 11.
Vende-se urna loja de fazendas em bom local:
nesla Ivpographia se dir quem vende.
Na ra da Cruz, 11. 22, vendem-se tres prelas
crioulas, eugoramadeiras, eozinheiras, rosem chito,
e lavain de sabo, de bonitas figuras ; um casal de
escravos de meia idade, proprios para sitio, e um
lindo escravo pardo, sapateiro, oplimo pagem, e de
muilo boa conduela.
Vende-se oleo de ricino muilo alvo; por preco
commodo : na ra da Cadeia do Recite, n. 54.
Vendem-se uvas : na rualarga do Rosario n.
39 A.
Vende-se um rico vestuario para baile de mas-
cara : na roa Nova n. 1.
Vende-se ou aluga-se urna meia cabeleira mui-
lo bonita para os mascarados: qnem a pretender di-
rija-se a ra Imperial, taberna n. 189.
A historia de Portugal, dcscriprao da cidade do
Porto, Roteiro terrestre de Portugal, Postilla (lo com-
incrcio, allos moderno, tabeada curiosa, elementos
dearithmetica, Lisboa reedificada, grammatica fran-
ceza, lic.6es de metaphisica, casamento por svmpa-
thia, ciencia das sombras relativas ao desenlio, o
Evangelhn em Iriumpho,nonio do chrislianismo, eol-
leccao dos nielliores sermoes, a vida de Nossa Senho-
ra, e nutras multas obras que deixa-sede annunciar
tanto sasradas como profanas, que lodo te vender
por muilo pouco dinheiro: na ra da Penha n. 23,
primeiro andar.
Na ra do Trapiche, n. 11, ven-
de-se crveja de superior qualidade, em
gigos de duzia ; por,prero commodo.
Na botica da ra larga do Rosario
n. de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se punas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'aflecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo ingle/, (em vidro)
verdadeiro,vidros de bocea larga com re
lha de 1 at 12 libras. O nnuiiciarite af-
ianra a quem interessar possa a verpeida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
Tasto Irmaos. 1
Vendem-se sapatoes de bezerro fran-
cs a o.sOOO, sapatos de lustie para me-
nina, a 800 rs., tama neos do Porto a 240
rs.: na Praca da Independencia, loja
n. 55.
Vende-se urna armarao nova, em
ponto pequeo, servindo para qualquer
negocio : na travessa da ra do Queima-
do, a tratar na Praca da Independencia,
loja n. 55.
Vende-se nm negro mujo hom refinador de as-
sncar e Irabalha em padaria: na roa do Quiabo, no
Afogado. n."6.
Vende-se nm excellente cavallo, milito novo e
bstanle carnudo, carregador de baixo ate meio,
muilo bem feito e muilo bouilo, lem todo qnanlo he
hom, e vende-se por pre^o commodo ; na ra das
Cinco Ponas n. 67, se dir quem vende.
Para Masqu.
Vende-se um vestuario para masqu : na prac,a
da Boa-Vista, loja de funileiro n. 2; ludo por 105000
Cambraia franceza
% 410 rs. a vara, fazendas de cores fixas de goslo mo-
derno, de quadro e lislratde cores.
Seda escocesa
a 19 rs- o covado, fazenda a melhor que lem appare-
cido com desenlies grandes e pequeuos, e outras mul-
las sedas por barato preco, propria para quaresma.
bem como, maulas de fil, los, e romeiras.
Na ra do Crespo, loja amarella n. 4,de
Antonio Francisco Pereira.
Recebe por lodos os vapores vindos de Paris, luvat
de pellica de Jovin, lano para homem, como para
senhora : prego fizo 29000 rs. cada par.
CHAMPAGNE
o melhor jueha no mercado e por preco
commodo : na ra do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, escriptorio de Machado &
Pinheiro.
Oh que pechincha!
Na ra do Cabuga", loja dequatro por-
tas, tem os mais bonitos ell'eitos para mas-
qu ; como lacos, (ivelas, botoes, colares,
comendas, tudo lingindo brilliante.
Na ra do Queimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sortimento
de pannos prelos e casemiras de varios precos e qua-
lidadet, e lambem crlet de colletes de catemira pre-
ta bordados, dilos de gorguro prelo de seda burda-
dos, fazenda muilo moderna, chapeos a carij, ditos
com aba estrellados melixires que ha no mercado,
e prometiera vender por precos mnilocummodos.
Chapeos prelos franceses
a carij, os melliores e de forma mais elegante que
tem vindo, c outros de diversas qualidades por me-
nos prego que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Depoaito da fabrica de Todoa oa Santoi na Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aqnella fabrica,
muilo proprin para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, lia
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o sezuinte: saccas de farello muilo
novo, cera em ruine e em velas com bom sorti-
mento de superior qaalidade, mercurio doce e cal
do Lisboa em pedra, novissima.
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhoras se encontrara sempre
na loja de madama Theard, por um preco
mais razovel de que em qualquer oulra
Legitima sarja liespanhola da melhor quai-
i$ dadeque aqui lem vindo, dita um pouco mais
4 a bailo, selim prelo para vestidos,cortes de se-
i da preta lavrada para vestidos, fazenda sope- @
_ rior, velado prelo, chales e manas de fil de _
9 seda bordados, romeiras de relroz prelo tam-
bem bordadas, meias de seda prel de peso,
9 tanto para hoinein como para senhora, e ou-
# Irs muitat fazendas propriaspara o lempo da
quaresma ; na na do Queimado n. 46, loja 9
# de Bezerra & Moreira.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feijo
inuilo novo, ditas coro gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segninte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreteis, bren em barricas mnito
grandes, aro de milaosortido, ferro inste/..
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias inoendas pai"a engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retalho, aliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francesas, allcmaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outio qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luis dos Santos <5t Rol i m.
Aloga-se o sobrado grande da Magdalena,
" que tica em frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar al o dia 1. de margo : a Ira.lar
no aterro da Boa-Vista n. 45, oa na ra do Collegio
n. 9, com Adriano Xavier Pereira de Frito.
Bichas.
Alugam-se o vendem-se bichas: na praja da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
Tratpassa-se o arrendamento de um engenho de
bestas, moenle e correnle.distanle do Recife 5 leguas,
e da estrada publica menos de meia de bom caminho,
a ponto de chegarem os carros decavallos al a casa
de vivenda, com boas_ e sufllcieotes Ierras de canna,
mandioca, iniltio. feijao, arroz, caf, etc. etc., muito
perto e emroda do engenho, dous bous cercados de
vallados, boa, bem feila e nova casa de vivenda de
sobrado toda envidrara, com alpendre de columnas
de madeira e grades do ferro, mailo fresca, e com ale-
gue e encllenle villa ; casas de engenho, caldcira,
encaiamenlo, estufa e estribara, ludo de pedra e
cal, com lodos os seos pertences, e,em muilo bom es-
tado, tuflicien tes senzalas para os prelos, casa de fari-
nlia provida de lodo o necessario ; excellente hanho
em urna billa casiuba apropriada, mallas virgens
muilo perlo, borla cem aoras fructferas, inclusive
urna boa porco de coqueiros ; bons sitios de lavrado-
ret, etc. etc, As cumias sao de muilo bom assucar, e
de mnito rendimeuto. Vendem-se as canoas novas,
o gado vacum ecavallar : os prelendenles diriiam-se
ao engenho Floresta deS. Amaro de Jaboato a"tratar
com o proprietario.
Indo desta cidade para a de Goianna Manoel
(oncalves .de Albuquerque e Silva, perdeu entre
Itabalinga e a laboleiro da Mangabeira, urna carleira
conlendo nella 7-2005000 rs.; e porque lodo este di-
nheiro eslava em sedulas de 5009, 200$ e 1009 ra.,
he ficil descobrir-se quem o achou, nu caso de appa-
recer alguem destrocando sedulas detles valores, sem
ler proporroes de as possuir : pelo que offerere o re-
ferido a quanlia de 1:0009000 rs. a quero lhe resli-
luir aquella quanta ; e a de 5005000 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e se possa rehaver o
dinheiro, prometiendo igualmente tegredo iuviolavel
quando assim o eiigirem : quero, pois, liver noticia
deste achado, dirija-se naquella cidade, ra do Am-
paro n. 44, e nesta, ao aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com armrcao nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarello da ra do Quei-
mado n. 29.
OSr. Manoel Louren^o Machado da Rocha, eu-
cadernador, que assignou este,Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Aranjo, venha a esta typo-
graphia para solver mesma assignalura, vitlo que o
Sr. vigario diz que uada lem com isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Cltanuva contina a dar consultas lodot o
dias no seu consultorio, ra do Trapiche n. 14.
ATTENCO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo G-aignou, dentista receben agua denli-
friee do Dr. Fierre, esta agua condecida como a me-
lhor que lem apparecido, (e lem mullos elogios
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
eheirosa e preservar das dores de denles: lira o
goslo desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas golas desla n'um copo d agua sao suflicien-
tes ; lambem se achara p dentifrice excellente para
a eonservaco dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segando andar.
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Engomma-se perfeitamente
na ra da Gloria, n. 69, roupa para homem com _
perfeico desejada e promplidao, o preco he o quan-
lo pode ser deminulo.
-- L'mlmocp brasileiro offerece-se para caixeiro de
taberna, ou feilor de silio : a qnem convier dirija-se
a rnadelAguas Verdes n. 25, que se dir quem he.
M OSr- Dr. Luiz Ignacio Leopoldo Albuquerque
Marannao, que mora no engenho Espirilo Sanio, 4
leguas distante da Parahiba, lenba a bondade de vir
ou mandar ultimar o negocio que nao ignora com
J. Afendet.
Alagafte urna ama eterna, com muilo bom
leile, parida de poucos dias; quem qoizer dirija-se a
ra do Queimado n. 14, loja.
A pessoa que no dia 18 do correnle comprou
na fabrica de caldeireiro n. 28, dous nedaros
de cobre grosto com 39 libras, tenha a bondade
de dirijir-se a mesma fabrica, para desmanchar um
engao ; que esle se faz por se ignorar toa morada.
Na loja e cnpisteria de msica do aterro da
Boa-Vista n. 3, recebeu-se ltimamente um variado
sortimento de msica para baile, como valias, qua-
drilhat, polka redowa, srhotish, etc. e primas de a-
ples para violao, superiores.
Tem-teiaslo e tratado a compra de urna taber-
na na ra Bagundes n. 1 : se alguem se adiar
com direilo WR a taberna por divida, penhora ou
hypotheci, hajMRde apresenlar suascontas no prazo
de 8 dias, o contrario nao lera mais recUmecao al-
guma.
Precisa-se fallar ao Sr. Joaquim Kerreira da
uuiiha Soalo Maior, a negocio de seu interesse; an-
nuncie a sua morada.
Offerece-se um moro porluguez, chegado ha
pouco, de idade de 13 annos, para caixeiro de qual-
quer estabelecimenlo ; quem de seu preslimose qui-
zer utihtar, dirija-se n ra das Cinco Ponas n. 82.
No Hospicio, porlo tu 8, lomam-se escravas,
para ensinar a engommar ea marcar com toda a Dr-
fecito; quem as liver para esle lim, pode rilli dirigir-
se. Na casa deslo mesmo porlo veudem-se lindos
pes de sa polis.
AVISO COM TEMPO.
Aos senhores meus amigos e mais senhores ama-
dores di.s boas qualidades de llores, que alm das"
mullas variedades que temos de roseiras e dalias no-
vas, espero receber de Franca no mez de marco
mais 6110 pes de novas qualidades de roseiras, e mui-
tas dalias das mais bonitas e novas, conforme nossa
reeonimendaco, e nao seta\ou preco; para Ilam-
burgo ja me correspond, donde lambem espero ob-
ler as qualidades de dalias mais eslimadas e novas
deste paiz. Tendo bom acolhimenlo a rainha empreza,
e nella me animaremossenhores.lodos os annos man-
dare vir de Franca e Hamburgo remessas destas
muito grande variedade de flores; assim comoqual-
qoer qualidade de flor ou arvore de frulo qaV me
seja encommendada, por quanlo tenho corretpon-
dencias para esles paizes, e para esle fim tenho cat-
logos apropiados. Aquellas pessoas que qneiram
das ditas plaas que lem de chegar em marc,o, com
lempo racam suas eucommendas, pafa logo que ehe-
guarem se lhe fazer aviso particular: na ra da So-
ledade u. 70.C. F. da Silca Pinto.
O Sr. Bernardino Carneiro Monleiro lem ama
caria e lambem urna encommenda: no escriptorio de
Bailar & Olveira, ra da Cadeia Velha n. 12.
No dia 21 do correnle pego^-se nm cavallo ru-
to com urna cangalha dentro de um terreno do Bec-
co das Barreiras, e qoe alguro eslrago fez : quem se
achar com direilo a elle procure na casa do mesmo
sitio com frente para a roa do Cotovello n. 29, qne
pagando as despezas lhe ser entregue.
O Sr. Ricardo Dias Ferreira lem ama caria
na praca da Iudepeudeucia, ns. 6 e 8.
HOMEOPATHIA.
IDA DAS CRUZES N. 28.
No contOllorio do profeseor homepalh.
Gosset Bimont, acham-se venda por I
CIRCO MIL RIS.
Algumas carleirascom 24 medicamenlos.
Os competentes livros.....59000
Grande sortimento de carleiras e caixas
do todos os tamauhos por precos commo-
difsimo'.
1 tubo de glbulos avulsos 500
i frasco de % onga de tintura a
escolha .......... I90OO
Na ra do Trapiche n. 14, existe urna caria vin-
da do Rio de Janeiro para o Sr. Francisco Bolelho
de Andrade.
Deseja-se fallar ao Sr. Manoel Cavalcanli de
Albuquerque Mello, morador em Agua-Fria,d'01in-
da : na ra da Cadeia do Recife n. 54.
OMNETE PORTIGIEZ DE LEITl'RA.
Hojeestara' fechada a biUiotheca,
em publica demonstrarao da sentida
mor te de S. M. a rainha de Portu-
gal a Sra.D. Mariall.
m
Desappareeea no dia 22 do correnle um mole-
que crioulo de nome Manoel.de idade 15 annos pou-
co mais ou menos, batante feio, comdefeito na fal-
la, que he nm pouco fanhosa.e gago : levou .calca e
camisa de riscado de algodo: quem o appreheiider
leve-o a ra de Apollo n. 20, segundo andar, qne
ser generosamente gratificado.
Grande mascarada.
A assignnlora para as cavalhadas continua aherla
al odia 25, n'esse dia, das 3 horas em diante, os se-
nhores assignanles queiram vir entregar seus carines
e receber os bilheles para o diverlimenlo al domingo
as 10 horas da na ulula : na roa Nova n. 38, primeiro
andar.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
masem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se para o Rio de Janeiro urna mulali-
nha propria para urna criada ; a tratar na ra do
Amorim n. 35.
Compram-se escravos de idadede12a 2i annos,
lendo lionilas figuras, pagam-se bem,assim como lam-
bem se recebepor venda de cummissao : oa ra l)i-
reila n. 3.
Na roa do Crespo n. 10, segnndo andar, com-
pra-se una escrava que seja de boa conducta, e en-
enda bem de coziuha, engommado e costura.
Compra-so um escravo moco, perfeito cozinhei-
ro: a fallar no armazem de M. Carneiro, na ra do
Trapiche n.38.
Compra-se ama escrava, negra, que saiba en-
gommar e cozinhar : na Boa-Visla, illia dosCoelhos,
fabrica de Antonio Carneiro da Cunha.
Compra-se urna batanea de conxas de p que
comporte o peso de 6 ou 8 arrobas : quem liver diri-
ja-se a bolica da ra ireila o. 88.
VENDAS
Novq telegrapho.
Vende-te o|rolelro do novo lelegrapho que princi-
pios! a ter andamenlo no dia 29 du correnle, a 240 rs.
cada uro: na livraria n. 6 e 8 da prac,a. da Indepen-
dencia.
__Vendem-se 3 negrinhas muile lindas de 6, 8 e
10 annos, lodas irmaas, proprias para te educaren)
para casa do familia : na ra do Rosario larga n. 18,
primeiro andar se dir quem vende.
Vende-se banha de prco derreilda na Ierra, a
400 rs. a libra : na ra do Rangel n. 35.
UVAS.
Na ra eslreila do Rosario d. 39 A confronte a
igreja, te dir quem vende boas ovas (muscalel) por
commodo pre<;o a yisia da falla que dellas ha preseu-
lemenle.
Guarda-roupa.
Vende-se um guarda-roupa de amarello vinhalico,
obra muilo bem feila; na rna do Hospicio, silio pas-
sando a casa do fallecido Arcenio.
Vende-se a taberna tila na Lingoela n. 4, com
poucos fundos, e em bom local.
Vende-se urna bonita prela de 20 annos, que
engomma, labyrinlha ecose com perfeico; na ra
da Praia n. 43, primeiro andar.
Vende-se um casal d escravos crioulos e um
moleque. lodos proprios para campo : a fallar na ra
do Trapiche n. 36, segundo anJar.
Vendem-se cabecees de Monde, capellas e cai-
xos de flores, turbaulcs, loucados, meias de seda, lu-
vas compradas e curtas de pellica,proprias para bailes,
novamepte despachados : na loja de madama Millo-
cliau, alerro da Boa Visla n. 1.
LUVAS PARA SENHORAS.
Vendem-se superiores luvas de seda de lodas as co-
res, pelo baralissimo preco de 19000 o par, ditas pre-
las de lorcal, fazenda muilo superior, a 800 rt.: na i
ra do Queimado luja de miudezas da boa- fama
n. 33.
MEIAS PRETAS DE SEDA.
Vendem-se superiores meiat prelas de seda para se-
nhora, fazenda muilo superior, pelo baralissimo pre-
go de 19500 o par : na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
LEQUES SUPERIORES.
Vendem-se superiores leques aoro plomas, espelbos
e borlas pelo baralissimo preco de 39000: na ra do
Queimado loja de miudezas da boa fama n. 33.
' Na ra do Queimado loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33, vendem-se luvas de pellica para senhora, a
100, 160 e240 rs. o par, por lodo o preco- nao se en-
geita dinheiro para se acabar com a graude pul ojo
qne ha.
BANHA FRANCEZA.
Vendem-se lalazinhas com mais de urna libra de ba-
iiha franceza mnilo superior,pelo baratsimo prego de
500 rs. cada ama: na ra do Queimado loja de miu-
dezas da boa fama n. 33.
OH! Que PECHINCHA!!
Venham ver, rapaziada !!
Vende-se um vestuario do mascara negra, servido
urna s vez, por preco commodo : na Praca da In-
dependencia, ns. 12, 14 e 16.
Vendem-se ou alugam-se fardamenlos, que fo-
ram do extinelo batalhSo de esparrela, mui proprios
para mascarados nos dias de entrado : no paleo do
terco, n. 13.
Vendem-se as obras segainles : legislagao por
Bentham, lgica po Perrard, geometra, algebra e
arilhmetica, por Lacroix, geometra por Legeudre :
ludo em bom uso, por commodo preco : defronle da
(orre do Terc.o na ra Direita, primeiro andar do so-
brado 11. 129.
DOCE FINO DE GOIABA.
Na rna Direita n. 32, vende-se doce fino de goiaba,
o melhor que se pude encoulrar.
Veude-se vinho de Bordeaux, branro e ti uto, lan-
o era grrulas como em quarlolas, licor francs da
melhor qualidade, frascos com confeilox, ludo por
preco razoavel; na ra da Cruz n. 5.
Vende-se rap de Lisbtja, o melhor que ha noj
mercado, mais preto e fresco do que o do contrato :
na ra do Crespo, loja de Siqceira & Pereira.
Vende-se a taberna da roa eslreila do Rosario
n. 10, com poneos fundos e bero afregue/.ada para a
Ierra ; o motivo de se vender he ler morrido a quero
ella perlencia; quem a pretender, dirija-se confron-
te a Madre de Dos n. 22.
Farinha de mandioca
de superior qualidade, chegada de S. Matheus; ven-
de-se a bordo do hiale Social, fundeado em frente do
arsenal de guerra.
Franjas proprias para cortinados.
Na loja de miudezas da ra do Collegio n. 1, exis-
te um completo sortimento de franjas de muilo boro
gosto, brancas e de cores, com hellas, e lisas proprias
para cortinados oa oulra qualquer obra : as mostras
estao patentes.
Vendem-se meios bilheles da loleria de N. S.
do Rosario a 292OO ; na ra do Livramento n. 35.
Na ra do Queimado, segunda loja
*. 18, ^
vendem-se luvas de teda prela para hornero e senho-
ra, a 500 rt. o par.
Gomma.
Vendem-ic saccas com muilo nlva gomma para
engommar e fazer bollinhos : Na ra do Queimado,
loja n. 14.
Excellente petisco.
Vendcm-se ovas do serian muilo frescaes e muilo
barato : na roa do Qoeimudo, loja n. 14.
Na ra da Guia n. 9, vende-se um prelo de na-
ci Angola, proprio para qualquer servico, princi-
palmente para armazem de assucar, por j" ler prali-
ca, vende-so mais um palanquim em bom estado.
Vendem-se relogins de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parte:
na praca da Independencia n. 18 e .'J.
Vende-se um bom escravo enzinheiro, hom co-
peiro, muilo fiel e diligente ; urna escrava que co-
ziuha bem eeugomma ; urna dila quilandeira, por
prego commodo : na ra Direita n. 66.
Na ra do Crespo, loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
ALEXANDRIA
fazenda Turla cores, Usa e de quadros, que parece
seda lavrada, ou grs de Naples: vende-se a 610
rs. o covado.
KEVINA,
para veslido de senhora, fazenda .le seda e linho de
quadros escocezes; vende-te a 700 rs. o covado.
ROMEIRAS
para senhoras, as mais modernas que vieram pelo
ullimo navio de Paris, romeiras de fil e de cam-
braia bordada a agulha: vendem-se a 59 e G rs. ca-
da urna.
Camisinhas e manguitos para senhoras.
Vendem-se camizinhas que finge lnbo, e mangui-
tos de lodas as qualidades, lodas bordadas e de novo
gosto, a 69 rs.
Romeiras de fil de seda (bordadas) brancas e pre-
las, a 69 e 89 rs.
Na ruado Crespo, loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Ricos enfeites
para.cabei;a de senhora, os mais modernos que lem
apparecido, d I9OOO a 159000 rs.
Ricos chapeos
para senhoras, com ricas guarnales e plumas todas
de seda, assim como de pajhnha de Italia com ca-
bello, a 149 e 18 rs.
Vinho de Collares
em harris de 7 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
Attenco.
He chegad a a excellente pita-
da do muilo acreditado rape de
Lisboa, pelo brigue Tarvjo I, e
acha-se a disposicao do publico
no deposito da ra da Cadeia do
Recife, loja de fazendas de qua-
Iro portas 11. 51. Advertc-se que
o preco he 39200 rs. a 4, moeda vista.
Vestidos de seda pete a I8S000 rs.
Vendem-se crtet de vestidos pretos de seda la-
vrada, bons goslos, pelo barato preso de 189000 ris
cada corle : na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
Vende-se superior sarja de seda hespaohola ;
corles do seda prela lavrada, fazenda superior; selim,
prelo proprio para vestidos ; velludo prelo o melhor
que ha no mercado; los prelos bordndosde seda, man-
tas prelas bordadas de seda ; meias prelas de seda de
peto e outras mu las fazendas de seda, tudo por pre-
so muito commodo : na loja do sobrado amarello da
ra do Queimado n. 29.
Na loja do sobrado amarello 11a roa do Queima
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglesas e hollandesas, com gran-
de vantejjem para o' melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em lates de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Crus, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente,em Pernam-
baco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca urna grande por-
o,3o de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acanlelar os consu-
midores de 19o precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas eonsequencias 'que
sempre costumam Irazer os medicamgiilos falsifica-
dos e elaborados pela nuio daquelles, que antepocm
seus interesses aos males e estragos da homanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chepu-
da ; o annunciante faz ver qu a verdadeira se ven-
de nicamente em sua bolica, na' ra da Cnuceirao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da rrimeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
IIAVlUWlLIHAH BOWHP^pHRro ma-
chinista e fundidor de ferro, mui respeilosamenle
annuncia aos senhores proprietarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esla-
belcciraenlo de ferro movido por machina de vapor,
na rna do Brum passando o chafaiiz, contina em
effeotivo exercicio, ese acha complejamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita confeoouo das maiores pesas de machiuismo.
Habilitado para emprehender qnaesquer obras da
sua arte, David William Bowroan,' desoja mais par-
ticularmente chamar a attenra publica para as te-
guintes, por ter dellas grande sortimento ja' prome-
to, em deposito na mesma fundirn, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e ma6 da obra, a
saber:
Machinas de vapor, da melhor conslros-a.
Moendas de canna para engenhos de lodos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ou animaos.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independen tes para cu vallos.
Rodas dentadas.
Azuilboes, bronzes e chnmaceiras.
Cayilhese parafusos de todos os lmannos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornallia.
Moinhos de mandioca, movidos a ma ou por an-
maos, e prensas para a dita.
Chapas de fogao c tornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e,de bronze.
Bombas para cacimba e de repoxo, movidas a
man, por animaos on vento.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso. *
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, \ aramias, grades e portos.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de ma6 e arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta con formidade cornos moldes e dese-
nhos remettidos pelos senhores qnese dignarem de
fazer-lhe encoromendas, aproveilaudo a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que naS poapara esforeps e diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
-* Vende-se em casa de S. P. John-
ton & Companhia, na ra da Sensal Nos
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado. -
Vinho Cbery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente ingles.
FUNDICAO' D'AHORA.
Na fundirao d'Aurora acha-se conStanlemenle nm
completo sorlimento de machinas de por, tanto
d'alla como de baixa presso de modellos os mais
approvados. Tambern se apromptam do encommen-
da de qualquer forma que se possam desejar com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados
para as ir assentar, e os fabricantes como lem de
costume afiancam o perfeito irabaiho dellas, e *e res-
ponsabilisam por qualquer defeito que possa Dellas
apparecer durante a primeirasalra. Muitas machi-
nas de vapor construidas neste eslabelecimenlo :tern
estado em constante servido nesla provincia 10, 12,
eate "6 annos, e apenas lera exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas al neubuns absolulamen-
te, accrescendo que o consummo do conbuslivel he
mu inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e outras quaesquer pessoas que precisaran de ma-
chiuismo sao respeilosamenle convidados a visitar o
eslabelecimenlo em Santo Amaro.
do n. 29, vende-se superior panno preto lino de pre-
so de I a I29OOO rs. o covado; casemira prela els-
tica para todo 0 preso; cjirles de collele pretos de
velludo com palmas bordadas a relroz ; dilos de se-
lim preto e de casemira bordados ;' velludo preto su-
perior ; setim de Maco c outras fazendas, lado por
presos commodos.
I NAVALHAS A CONTENTO. g
Cnegaram ltimamentenavalhas **
de barba,, superiores a todas quan-
tsate agora se ten' fabricado, por
serem de aro tio fino e de tal tem-
pera, qualem de durarem extraor-
dinariamente, nao se sentem no
Vendem-se relogios de ouro, pa
teh-te ingles, por commodo pre-
co: na ra da Crus n. 20, casa de
L. Leeonte Feron & Companhia.
ip de cortar ; sao feites
icante de cutileria
o premio na
nao
exposi-
i-lando
rosto ns
peloi
queme
rao de L|
pdem osl
ate 15 '
llies re
V
valhas por BjfUUU rs., preco
no escriptorio de Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
compra
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se ce-
ra para limas de cheiro a 960 rt. a libra, e aletra
muilo boa a 240.
Vende-se o sobrado.de dous anda-
res e soteo da ra de Apollo rf. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do Collegio n. 21,
segundo andar.
No escriptorio de Novaes & Companhia, na rna
do Trapiche n. 34, lem para vender por preso muilo
em conta os seguutes rticos : couros d lustre, mar-
ca castello, grande quanlidade de miudezas chegadas
de Hamburgo pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de difTerente qualidades, chapeos de fellro pretos e
pardos, e outros objectos que serio prsenles aos
compradores.
A 59OOO RS. A PECA.
Na loja de Guimaraes& llenriques, ra do Crespo
u. 5, vendem-se chitas de cores escuras, com um rs.
queno loque de mofo, pelo baralo preso de 59000pe-
a peca, coro 38 covados.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhat com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas uo Aracaly, e por commo-
do preco; na ra da Cruz, armazem de couros e sola
n. 15.
- Cera de carnauba.
Vende-se ero porrao e a retalho : na rna da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15,
Venderse na ra da Cadeia Velha do
Recife, loja de ferragens n. 53, rape de
Paulo Cordeiro muito fresco, vindo pelo
vapor Impera tris, a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL EPOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Res, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica no Rio de
Janeiro, dequaidade bemeonhecida, as-
sim como cal em pedra, chegada no ul-
timo "nv'ni lur,
Ajnela de Edwin Ha*.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calraon
t Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
nicntos de taixas de ferro coado ebatido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de todos os lamanhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forea. de
4 cavallos, cocos, passadiras de ferro eslanhadu
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de liandros ; tudo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. GO, arma
sem deHenriqueGibson,
vendem-se relogios de ouro de sahonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em l.on-
d res, por preco commodo.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem u. 12, ha para vender muilo nova polassa
da Russia, americana e hrasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se .-lliannim
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados. .
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica francesa, da ra
da Cruz, em frente ao chafaris.
VINHO CHAMPAGNE. /
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrintho Tejas no Aracaty,
constando de toalla-, lensos, coeiros, rodas de
saia, etc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasto Irmaos avisam aos seus freguezes, que tena
para vender farinha de Irlgo chegada ltimamente
de Triesle, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Vendem-se pianos fortes de superior qnalida
de, fabricados pelo melhor aulor hamburguei; na
roa da Cruz o. 4.
Na ra'do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preso mnito commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Venderse potassa da Russia e America-
na, superiores,-e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
che n. lo, armazem de Bastos Irmaos.
Coni toque deavaria.
ndapolo largo a 39200 a pesa : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
_ tirando sortimento de rolletes de fustao supe-
fior, por diminuto preso; palitos de brim liso e en-
frailado de lodas as qualidades e precos ; pequeas
malas de couro, proprias para viagem ; ricas abulu-
aduras para collele, ludo mais baralo que em onlra
qualquer parte : na ra do Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-te superiores mascaras de rame, por me-
nos preso que. em outra qualquer parte: na roa da
Cadeia do Recife 11.17.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2iU0 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 29600, dilos
com8 l|2 varas a 39000 rs., corles de meia casemira
para calraa3000 rs., e outras muitas fazendas por
preso commodo': na ra do Crespo da esquina
que volla para a Cadeia.
Ao barato.
Na rus do Crespo n. 5, ha um compjelp sorlimento
de toalhas e ginrilitaja* Porto, pelos presos se*
guinles: giiardanapos a 29600 a duzia, toalhas gran-
des a 495X) cada urna, ditas regulares a 39600, ditas
mait pequeas a 39200.
Veude-se um cavallo mellado de bo-
nila figura, carrga baixo, esquipa e lie
muilo manso, lera arreins e teluro novo:
a fallar na-praca da Independencia n.
18 e 20.'
Cheguem a pechincha-
Lencos de cambraia de linho, Gnos, a 400 e 500 rs.,
ditos de seda de cor de (res ponas, muito' grandes e
com franja a 800 rs.: na ra do Crespo, loja da es-
quina que volta para a Cadeia.
PARA A QUARESMA. .
Um lindo e variado sortimento de fasen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a IfaOOO, 39200, 49500, 59500 e
69000 rs., dito azul a 29800, -39200 e 49000 rs., dilo
verde a 29800, 39600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira prela entestada' a 59500 o corle, dita fran-
ceza muito fina e elstica a 79500,89OOOe99000 rt.,
selim prelo maco muilo superior a 39200, 49000 e
59500 o covado, merino preto muito hom a 39200 o
covado, sarja preta mnilo boa a 29000 rt. o covado,
dila bespanhola a 29600 o covado, veos prelos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e outras muitas fazendas de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina qoe volta para a
Gidei .
Na roa da Cruz n. 15, segando andar, ven
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lastre
400 ditos brancot e 50 dilos de bolint; Indo por
preso commodo.
- Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo que se conhece para impar os denles,
branqoece-os e fortificar as gengivas, dexando bom
gotlo na bocea e agrada'vel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhe mgico
lustre; agna de peroras, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esta prepara-
Sau faz os cabellos ruivos oa brancos.complelamente,
prelos e macios, sem damno dos meamos, lado por
presos commodos.
Vendem-se lonas, brinzaS, brinse meias lo-
nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarca m-se ou carregam-s em carro
sem despesa ao comprador.
Moinhos de vento
'omborabasilerepuxopara regar borlase baixas
de oupim, na fundirn de D. W. Bowman: 11a roa
do Brum ns. 6. 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se" superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54. t
Padaria.
Vende-se ama padaria muilo afregaezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Coberlores escuros de algodiio a 800 rt., ditos mui-
to grandes e encorpados a 19400: na roa do Crespo,
loja da esquina que volla para.a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e ebegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario ti. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA
Algodo desacco.eticupira mnito encorpado a 100,
120, e 140 a jarda: na ra do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
NO CONSUMI H0M^THI0
DR. P. A. LOBO MOSCO
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
liomopathica tsr O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR Si Iraduzido era porluguez pelo Dr.P.
A. Lobo Hoscozo, conlendo nm accreteimo de im-
portantes explicasOes tobre a applicacao dat dotes, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro voluntes en-
cadenados em dous
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: eacader-
nado 43000
Urna carleira de 2i medicamenlos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 40)000
Dila de 36........ 4500O
Dila, Urna de 60 tobos com 6 frascos de linduras. 60)000
Dila de 144 com 6 dilos......UXJJOOO
Cada carleira he acompanhada d nm cumplir
dat duat obrat cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira........... 88000
Ditatde48dilos.........16)000
Tubot avulsos de globuloa..... 1)000
Irascos de meia ohsa de lindura 2)000
Ha lambem para vender grande quanlidade de
lobos de crystal muito fino, vasios e de diversos ta-
maitos. ,
Deposito de vinho de cham1
Eagne Chateau-Ay, primeira qua-
dade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Crus do Re-
cife n. 20: este vinho', o melhor
de. toda a champ agne vende-
se a fi&'OOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. fl. R.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao asues.
POTASSA BRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Crus n.20, ar-
mazem de L. Leeonte Feron &
Companhia.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade desinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambern no DEPOSITO na
ru do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despesa. Os
precos sao' os mais commodos.
Vende-se um grande silio na estrada dos Afflic-
los, quasi defronle da igreja, o qual lem mui las ar-
vores de fructas. Ierras de plantarnos, haixa para
capini, e casa ile vivenda, com batanles commo-
dos* quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
enleudr-r-se com o Sr. 'AntonioManoel de Moraes
M esqu la Pimenlel, nu a ra do Crespo n. 13, no
escriptorio do padre Autonio da Cumia e Figuei-
redo.
Narua ilb Vigarion. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior flanella para forro desellins, che-
gada recenlemenle da America.
NO ARMAZEM DEC.J.ASTLEY
COMPANHIA; RUADO TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinte :
Balanras decimaes de 600 libras.
Oleo de lindara em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes ele Ida para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas defolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milo sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de cara.
Lasarinas e ola vinotes.
Papel de paquete, ingles.
Latao em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia, primea a qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
gles.
Graxa inglesa de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prala e de jalao
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de aro prateado.
Couro de lustre
de ma qualidade; vende-se por menos do qoeem
outra qualquer parte para liquidar cotilas: na ra da
Cruz 11. 10.
Obras de ouro,
como sejam: aderesos e meios dilos, braceletes, brin-
cos, altineles, botoes, anneis. correnle para relogios,
ele. ele, do mais moderno gosto : vendem-se na ra
da Crui n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia_
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao1 de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade.
Vinho Rordeaux.
Brunn Praeger & Companhia, ra da Cro n. 10,
receberam ulliinamenle SI. Jnlien e M. margol, em
caixas de urna duzia, que se recommendatu por suas
boas qualidades.
A superioridade destes medicamentos est boje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Ot senhores que assignaram ou compraran) 1
obra do JAHR, antes de publicado 9 volme, p-
dem mandar receber esle, que sera entregue sem
augmento de preso.
Pianos.
Os amadores da msica acbam continuadamente
em cata de Brunu Praeger & Companhia, roa da Crux
n. 10, um grande sorlimento de pianos fortes e tertes
pianos.de differentes modellos, boa consIroccSoe bel-
las vores, qne vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
ANTIUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA )E BRISTOL dala des-
de 1832, e tem constantemente mantido a sua re-
putacao sem necessidade de recorrer a pomposos
ann uncios, de que as preparares de mrito podem
dispensar-se. successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre oulras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-York, preparadores
e proprietarios da salsa parrilha contienda pelo no-
roe de Sands.
' Estes senhores solicitaran! a agencia de Salsa par-
rilha de Brisloi, e como nao* o podeasem obler, fa-
bricaran! urna imitafSo de Brisloi.
Eis-aqui a carta qne os Srs. A. K. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brisloi no dia 30 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brisloi.
Bfalo, aje.
Nosso apreciare! senhor.
Era todo o anuo passado temos vendido qxtanti-
dadet consideraveis do estrado de Salsa parrilla de
ymc., pelo que ouvimos dizer de suas rirtudet
quelles que a lem usado, julgaraos que a venda da
dila medicina se augmentar mutd'srimo. Se Vine,
quizer fazer um conteni comnosco, eremos que
nos resultara muita vantagem,. lano a nos como a
Vine. Temos muito prazer -le- tobre esle astumpto, e se S'mc. vief a esta cidade
daqui a um mez, on rousa semelhante, leriamos
muito prazer ero o ver em nossa bolica, roa de Ful-
ton, n.79.
Ficam s ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Asignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.e A anliguidade da salsa parrilha de Brisloi lie
claramente provada, pois qoe ella data desde 1832,
e que a de Sands s appareceu em 1812, poca a*
ual esle droguista nao pode obler a agencia do Dra>
fistol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brisloi
he inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, ede urna porco de outras pre-
parares, ella tem mantido a sua repulasSo em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o oso da
salsa parrilha em (odas as euferrnidades originadas
pela impureza do sangae, e o bom xito obtido nes-
ta corle pelo Illm. Sr. Dr. Sizaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peiioto em sua clnica, e ero ana
afamada casa de saude'na Gamboa, peto Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do ejercito, e
por varios ontros mdicos, permitlem boje de pro-
clamar altamente as virtudes editares da salsa para
rilha de Brisloi vende-se a 53000 o vidro..
O deposito desta salsa rondou-se para a bolic-
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se o engenho Limeirinha, situado n mar
gem do Tracunhaem, com 600 brasas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mait precisas, to-
da novat, eoptima rooenda, com bons partidos que
com 2 carros e 4 quartot podem moer at 2,000 pies
o que lie de grande vantagem. para nm principiante.
He de oplimo assucar e de Jfca producto, Unto de
canna como de legumes :\ende-se com algum di-
nheiro .i vista, e o mais al
poder conveucionar: os !
ugenho Tamalape de Fo
agamenlo conforme se
(tendentes dirijam-te ao
ESCRAVOS FGIDOS.
ra 4 do mez de jullio,
j, urna mulata de no-
1 de 18 a 20 anuos'de
Desappareceu no d*
do sobrado da roa da Pra
me Mara, que represen
idade, altura regular, grnraa do corpo, bi
sos, cara comprida, ps algum colisa grandes, cadei-
ras obi poseo empinadas, tem pelos brcese cosas
algumas marcas que parece panno mais escuros do
que acontece, e lem os ossos por detraz das orelhat
um pouco levantados ; levou bstanle roupa, e por
isso nao se pode dizer de qual osar; jurga-se ter sido
seiluzida, por isso que nSo tinha uto de sahir roa a
nem coslume de fngir, e por isso prutesla-se contra
a pessoa que a liver em seo poder, ou se souber quem
a sednzio : roga-se a lodas as autoridades capilaes
de campo toda a vigilancia de capturar a dita esera-
ra, e leva-la ao dito sobrado, quesera recompensado.
150#000 rs. de gratificaca.
A quem apprehender o pardo Marceliao, de idade
pouco mais on menos 40 annos, algom tanto- claro,
estatura regalar, batante barba, com tignaes de fe-
ridas as pernas. He nalural de Pemambuco e en-
Icnde algnma cousa de fabricar assucar, e do ofiicio
de alfaiate. Esle escravo foi de Joaqun Marques'da
Cruz, e hqje he de Joaquim Luiz Pereira Nones, mo-
rador no lugar denominado Baha Forraosa, termo
da cidade de Cabo Fri. No cato de dilo eterajoser
apprehendidq para o lado do norle, por ter jTsido
visto no lugar chamado Habapuana, que tica ao nor-
te de Campos, ser remedido para o Rio de Janeiro
a entregar ao Sr. Bernardo Alves Correa de S, na
ra de S. Pedro n. i I), o qual est aulorjsado para
o receber, e pagar toda e qualquer despeza que se Ta-
Sa a lal respeilo, ou a seu senhor, no lugar cima
indicado, e nesla cidade de Pernambuco a. Amorim
Irmao, na ra da Cruz n.'i.
No dia 12 do correnle desappareceu a preta Es-
peran, naso Cosa, alta, corpo regular, reprsen-
la ler 3.5 annos, lem 110 meio dos peilos um carero
serhelhanrio um iobinbo, por onde pode ser rm-
mcdialameule conhecida : levou vestido de ehita ro-
sa com palmas, panno da Cosa comfrnnja e mtame:
quem a pesar leve-a ra do Livramento loja de
calsado ^ on na rd" 00 S*00 > ,3, que ser ge-
nerosamente recompensado.
Desappareceu, indo vender frutas em um la-
boleiro, no dia 15 do corrente, a prela, crioula, de no-
me Auna, altura regular, magra, con grande falla
de denles, pelo que lem os labios abatidos, o venlre
um pouco crescido, sem estar prenhe, os dedos mni-
mos dos ps virados para (ra, tem marcas de foveiro
em urna ou ambas as pernas, representa mais idade
do que (em pela falta dos denles ; letou vestido de
chita e panno da Costa, gosta muilo de agurdenle,
e por isso pode ter pegada em alguma taberna a nao
estar aceitada por alguem, conra quem se proceder
com toda forsa da lei: qnem a pegar ou der noticia
certa della, receber 109000 rs. do teu legitimo se-
nhor, no seu litio ns estrada nova, e diaule da Mag-
dalena, primeira casa azul.
.Est fgido desde a noile de 18 do cocrenle
mez, o prelo crioulo, de nome Manoel, de estatura
regular, cheio do corpo, cara heiigosa, com falla de
qualro denles na frente superior : roga-se a quem o
pegar leve a fabrica de caldereiro da roa do Brum
n. 28, que ser recompensado.

Ptr..-T.4eM.F. Perta.-MM.


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