Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07567


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Full Text
ANNO XXX. N. 44.
QUINTA FEIRA 23 DE FEVEREIRO DE 1854.
\
Por 3 meies adiantados 4,000.
Por 3 mezes Tencidos 4,500.
MM0M*

Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto.
V
i
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Maqe, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doora; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Limos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por JOO
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcento.
. Rio do Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Arges do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000.....; 99000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios....., 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORJIEI0S.
Olinda, todos os dias.
Garuar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex eOricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda al hora e 42 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas c qnintasfeiras.
Relacao, torcas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas. .
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10.horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sablwdos ao meio dia.
F.PIIEMERIDES.
Fevereiro 4 Quarto cresecnte as8 hora, 18 minu-
tos e 48 segundos da tarde.
13 Lacheia as k horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguante as 8 horas 25
minutos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
20 Segunda. Ss. Elcuicrio o Nilo bb. ;
21 Terca. Ss. Maximiano e Fortunato bb.
22 Quarla. A Cadeira de S. Pedroap.emAnochia
23 Quinta. Ss. Ijzaro e Serino Monges.
24 Sexta. S. MathiasAp.; S. Primitivae Meulano
25 Sabflado. Ss. Cezarioe Dioscoro inartvra.
26 Domingo, da Quiquagesima (Estago de S.
Pedro ) ; S. Torcato are. m.; S. Faustiniano.


PETE OFFICIAL.


GOVERNO DA PROVINCIA.
Eia>4taat do da 31 de fevereiro da 1854.
Onicio Ao Exm. director geral da ioslruccao
publica, inleirando- de liavcr designado os profeso-
res Joaqun Antonio de Castro Nones, Miguel Ar-
ehanjo Mindello e Silvano Thomaz de Souza Maga-
Ihies, para examinadores nn concuno a que se deve
proceder no dia 25 do corrente para provimenlo da
cadeira de inslrucrjio elementar do sexo feminino da
villa do Bonito.
Dito Ao Exm. marechal commandanle das ar-
mas, approvando o ajaste feilo pelo commandanle do
contingente da guarda nacional aquarlelada cum
JosFirmino de Orhejja Regs, para fornecimento
d'agua necessaria ao mes>ntr-eoT.ngente.Commu
nieott-se a Ihesoorariatle fazenda.
'Dito Ao presidente do conselho administrativo,
para sobi'eslar na compra das 10 toneladas de carvo
de pedrarineocionadiis na relacHo de que trata o ofli-
cio irpcesldeocta de9 de novembro ultimo.
Dito Ao inspector da tliesouraria de fazenda,
inteirando-o de liavcr, em vista de sua informacao,
coneedidoa perroissilo que pedio D. Mara Ignacia de
Oliveira, para vender a Jos Antonio do Araojo a
posse de um terreno de marnlia n. 54 no prolonga-
menta da ra da Ponte Velha.
Dita Ao consol de Portugal, iuleirando-o de ha-
ver expedido a; convenientes ordens, nao so para que
a Iroju de linha.dsponivel marche reunida ao corpo
de polica para a frente da greja malrizda freguezia
do Recite no dia 2\ do corrente, flm de assislir as
exequias que os subditos de sua nacito pretenden fa-
zer pela finada rainha de Portugal a Sr.1 D. Maria
Segunda, mas lambem para que os navios da armada,
. jruarnican- da praca e as fortalezas desta cidade fa-
ca m durante esse dia as honras fnebres do cstylo.
Expediram-se as ordens de que se trata. .
Dito Ao juiz relator da junta de juslica, Irans-
mittindo, para serem relatados (em sesso da mesaia
junta, os processn* verbaes dos soldlos Jos Antonio
II, Manoel Francisco do Nascimento, Ravmundo
Ignacio Lopes, Jeronymo Pereira da Silva, Jos Nu-
nes Fcrreira, Joao de Jess Nazareno e Pedro Jos
dos Santos, o primeiro, segundo e lerceiro perten-
centes ao nono batalho de infanlaria, o quarto ao
corpo de polica, e os outros ao oitavn batalhiio de
, infanlaria. Fizeram-se as necessaras communi-
caces.
Portara Nomcando profcssnr da cadeira de ins-
lrucr,So elementar do primeiro grao da villa de Pes-
' querr a Valeriano Bezerra Cavalcanli de Albuquer-
qoe. que fdra approvado pie. la me ole no concluso a
que se procedeu para provimento da referida cadei-
ra. Nesle sentido fizeram-se as convenientes com-
inunca^oes.
COMMANDODAS ARMAS.
Qnartel general do commano da* armas de
; Py^aaah^a, ar^)a|jd do Recife, em 31
de fevereiro de 1854. *
OBBKM DO DA N. 57.
leudo os subditos Portuguezcs residentes nesta ci-
dade, resolvido fazer no dia 24 do corrente, na igreja
'matriz de San Frei Pedro Gonralvcs, um funeral
pelo.repouso eterno da alma da finada rainha de
Portugal a Sr. i D. Maria Segunda, o marechal de
campo commandanle das armas, cm virtude das or-
dena que recebeu da presidencia desta provincia, de-
termina que, no indicado dia petas 8 } horas da ma-
nhaa, estoja postada em frente da referida matriz
urna brigada sob o commando do Sr. lenenle-corouel
Ilygino Jos Cnelho, composta dos batalhes 2. e
9." da infanlaria, do rorpo de polica e de um parque
de arlilharia de 4 boceas d*fogo, servido por pracas
da companhia de artfices.
Os corpo* rao municiados convenientemente para
as descargas do cstylo, e o parque de artilharia com o
carluxame neeessaro para dar um tiro de dez em dez
minutos, em quanto durar o acto religioso. Nesse
dia a fortaleza do Brum salvara pelo modo indicado
no decreto o. 221 de.24 de sotembro de 1842, e as
tropas na guardas e quarleis terso as armas em fu-
neral. Os instrumentos das msicas cobertos com
crep.
Assignado. Jos Fernandes dos Sanio Pe-
-reir'a.
CandidoUal Fcrreira, ajudante do ordensen-
carregado do delalhe.
V fLfiETIM.
01
l TERRESTRE. (*)
(Tor Merjr.)

Urna (arde qual
mesmas funeces, J
tal, fez-llie um sgn
nao den mostral ilc
t
'
; /
'rao.)
Nabab desempenhava essas
ikio, chegando de Porto-Na-
o qnal o infelligenle animal
_nprehender. Esse signal orde-
nava-lhe que dexasse a chavo na srade, e voltasse
para sua palhoca.
Klora, que vinlia receber o marido, inlerrogou-o
enm o olhar, e Mauricio disse-lhe sorrindo :
esto ah; Brnardinodiz que Nabab nao
ramios com bons albos, o que he verdade, e
pedosme que o mandassOpreridcr em sua palhora.
.Nabab olliou para a senhora como para appellar
den* julg^amentu para um tribunal superior ; mas a
moca mm contente petas visitas annunciadas, indi-
eoo a pnsao ao seu favorito, o qual submetleu-se
ordemenm a caheca baixa e sacudindo asorelhas,
dando assim a sua obediencia forjada o carcter da
rebcllo. ,
Elora recebeu os dons socios do marido com toda a
expanso de amlzade tao commum entre as crioulas
inglezas: aperlou-lhea asmaos. fez-Ibes mil pergiin-
lat, reprehendeu-os por to louga ausencia, e apode-
roo-ae ligeiramente do braco de I.ielor Adriaceu.
Quanto he agradavel, disse Brnardino, respi-
rar aqui, e sacudir poera do escriptorin! Passare-
mos em sua casa, senhora. lodo o dia de amanh.aa. o
segunda-feira. ao uascer dq so!, loruaremus lomar
o collar de mizeria.
Como! diste Elora, apenas chegaram, fallam j
em votlar t
Os negocios I senhora, o negocios! tomou Ber
nanlino. Sen marido bem sabe; segunda-fera, ao
uascer do sol, rtevo estar no porto, depois na alfan-
j "* j'epoisem um teilao, depois... quemsabe an-
da Tenho trabalho para lodo- o da. O senlior I.ie-
nhor Mauricio hao de ficar noescrplorio,
seraoassaltailosecorretores segunda-fera. O pri-
meiro da da .emana lie sempre mu laburioso.
Mauricio e Licio, apoiaram Brnardino.
Ossenhnres tem medo
guntou Elora rindo muito.
Senhora, respodeu Brnardino
anuo na India econbec., .c, grnnea amaes:
. Phn,11,sllicrs como lluie nos amam,
amanhaa detastam-nos e dao-nos ,., um tromhlll
no nan: Elles agastam-se com a centa m ruin
naowexpr.cam, matam-nns. Eu erZ uMuF^S.
do na habilajao de .ir Roberl Peeran ao eleph e
Cens. Lm da, que elle-estava brinca,to com Um
pinquilo. e fazendo-n gritar e salUr sobre suns re
ms, lomei-lheo piriqiilo; no memo instante elle
. lirou-mo o chapeo e pizou-o dando n gri|0 lrd ,
bfalos quando esmagnm um tigre nos circos de Su-
mitra. Retirei-me logo prudentemente para nao rom"
promellcr a cabera depois do chapeo. is minlia ul-
tima historia de elephanie. Sou bastante instruido
sobra esse quadrupedes, e d9penso-os de darme
mas urna licao.
Elora ra como duuda, e Mauricio cxperimenlava
i
. (*) Vide diario n. 4-1.
de meu Nabab ? per-
TRIBNAi DA REL VCAO .
SESSAO DE 18 DE FEVEREIRO DE 1854.
Vreadencia do Exm. Sr. coiutelheiro Azeredo.
As 10 horas da manhaa uchando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Bastos, Leo, Souza,
Rebollo, Figueira de Mello, Pereira Monlero, Valle
e Gomes Kbeiro, rallando com causa os Srs. de-
sembargadores Luna Freir e Telles. o Sr. presiden-
te declara aherta a sessao na forma da Ici
Julgamentot.
Appellanles, os herdeiros de Antonio Jos Guimares;
ppellado, Jofio Floripes Dias Brrelo..
rain o proeewiidc fl. e mandaran) res
juiz Joaquim tatliaelde Mello Jnior
Appellante, a fazenda ; Apellado, Jos
chado,Conlirmaram rn parte e refurtiiaran em
parte. ^ m
Appellante, Antonio Fabiao de Mendnnca ; nppel-
lado, Eslevao Jos Paes Brrelo.Desprezaram os
embargos
Appellante, Claudina Marfinha do Sacramento ; ap-
pcllados, Henrique Guisan e outros.Desprcza
ram os embargos.
Diligencias.
Appellante, o juizo; appellado, Joao Antonio d-
Moura.Mandaram com vista ao Sr. desembarga-
dor procurador da coroa.
Appellante, a fazenda ; appellado, Joan Antonio de
Moura.Mandaram com vista ao Sr. desembarga-
dor procurador da coroa.
Designaroes.
Appellante, Manoel Joaquim Ramos e Silva ; appel-
lados, a tierra e herdeiros de Antonio Menriqucs
da Silva.
Appellante, o juizo ; appellado, Joao Antonio de
Moura.
Appellante, o juizo ; appellado, Sebaslo Jos Co-
mes Peona.
Appellante, Jos Ilygino de Miranda ; appellado,
o juizo.
Appellanles, Domingos dos Passos de Miranda e ou-
tro; appellado, Jos Manoel dos Santos Mtal.
Revista.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. de-
semhargador l.eao as seguintes appellaces cm que
sao :
Appellante, o juizo; appellado, Jos Joaquim do
Bego Barros.
Appc|lantc, o juizo ; appellado, Jo3o Evangelista da
Costa.
t\|ipellanlo, Jos Hygino de Miranda ; appellado, o
jobo.
AppeUanlc, a vnva de Antonio da Cunha Soarcs
Guiniarnes ; appellado, o juizo.
Passaram do Sr. desembargador Leo ao Sr. des
serobargador Souza as seguintes appellacesem que
sao :
Appellante, o joizo ; appellado, Pedro Brnardino
ilo Sena.
Appellante, o juizo ; appellado, Joaquim Duarte da
ConversSo.
Appellaulc, SebaMo Antonio da Rocha : appellado,
ojuizo.
l'assou du Sr. descmliargador Souza ao Sr. desem:
bargadur Rebetto a seguinte appeltncAo era que sao-
Appellante, o juizo ; appellados, Francisco de Bar-
ros Accioli e oulro.
Passaram do Sr. desembargador Figueira de Mello
aoSr. desembargador Pereira Monleiro as seguintes
appellaces em que sao :
Appellante, a jnstica ^appellado, Jos Rufino da
Silva.
Appellante, Pulquera Esmeria de Araujo ; appella-'
da, a juslica.
Appellanles, Thom Joaquim de Oliveira e outros ;
appellados, Joaquim Manoel da Silva e oulros.
Appellante, o juizo; appellado, Joao Carneiro Ma-
chado Ros.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monlero
aoSr. desembargador Valle as seguintes appellaroes
em que sao : *
Appellante, a juslica ; appellado, Manoel Jos de,
Oliveira.
Appellante, Jo3o Comes da Silva ; appellado, o
juizo.
Appellante, lierculano Antonio Joso. Marroqnim ;
appellado, Francisco da Rocha Barros Wanderiey.
Passaram doSr. desembargador ValleaoSr. desem-
bargador Comes Ribeiro as seguintes appellacOes em
que sao :
Appellante, o juizo.; appellados, os herdeiros de Se-
baslio Francisco Belem.
Appellanles, Joao Rufino Fcrreira e sua mullier;
appellados, Anionio Paulo do Monte e sa mu-
Iher.
Passou do Sr. desembargador Comes Ribeiro ao
Sr. desembargador Villares a seguinte appellacao
em que sao :
Appellante, o juizo ; appellado, Pedro Baptista dos
Santos.
Nao fQram julgados os demais feitos com dia assig-
nado, por baverem faltado a sessSo os Srs. desembar-
gadores cima declarados.
Levatilou-se a sessao a 1 hora da tarde.
lo.Annulhv1 s^ TlTTITITITnri
ponsabilisar o ^W lilltKin.
ior. _____^----------------------------------
Antonio ala- CORREfcPONDENCIAS DO
SO DIARIO BE
PERNAMBUCO.
PARAHIBA.
Kaaaaiaiae 14 de fevereiro da 1S&4.
He pieciso grande paciencia nao quero avancar
urna propnsicao 15o grossera, como a do correspon-
dente pa'rabiliano calcante pede), para ler-se tantos
escriptos desle municipio. Sinceramente digo que,
se n3o me fosse j boje desaroso tornar-me silencio-
so, de minha parte cedia o campo aos meus contem-
porneos, que Ibes lomando diflicil encontrar mate-
ras apreciaveis, de qualquer pelle de ovos formam
mantos to espessos, que por mas observados que se-
jam incitibilia suni.
Cheio de jubilo, participn-lhe que Dos parece-nos
querer favorecer, segundo os felizes acontecimentos
que ha muito poucos dias para ci tem occorridq. Os
espirites daquelles que aspiravara ardentemente o
juizado municipal desle termo, antes inquietos por
saberem em quem recahiria esta tao cubicada pe-
chincha, se acham boje tranquillos, (apezar de que
c para mim supponho nao aslarem muito salisfeitos,
porque nunca se suflre de bom grado orna forqui-
Iba depois de recabida a sorte na pessoa do bacha-
rel Sebastian do Reg Barros Lacerda; agora s es-
peramos que este Sr. juiz municipal .entre neste
nosso termo com o p direito.
A nossa cmara municipal, tocada talvez por al-
gumamo hbil, tem neslcs poucos dias dado indi-
cios de querer fazer-nns beneficio, alm de mais al-
guma outra medida .que nao estou a par, nomeou ha
pouco nma commssao para delerminar.e dar alinha-
mento a certas ras que se pretende formar: apezar
de ser esta um servio de muito pouca importancia,
em retacan a oulros que tanto necessitamns, todava,
como em Ierra de cegos quem tem um olho he re,
este que he muilo diminuto em relaco lambem ao
nada, que he sempre o seu resultado, torna-sc impor-
tante e de grande mrito.
As chovas que pareciam ter-se esquecilo deste
nosso mundinho, j vao muilo alternadamente, dan-
do pm\asde querer lembrar-se delle, pelo que mui-
los agricultores j teem plantado seus rosados; se el-
las nao nos viessem visitar j conj lana presteza,nao
sei qual sera a nossa sorte.
A'vista, pois, de tantas apparicocs coincidentcs,
(odas benignas e curiaes, leva-nos a crer, queja- va-
mos de alguma manera melhorando de sorte, assim
nao parem ahi, o que nao esperamos, por isso que as
chuyas vao continuando, os enforquilbados dormem
a somno sollo, c a nossa cmara pelo que me cOntam,
lem determinado fazer apparecer moscas por coritas,
mosquitos por'arames. Bem sei que nao he da minha
competencia indicar medida alguma a esta cmara,
ondesubejam conhecimentose patriotismo,porm co-
mo me coiivenco, que muitas vezes urna lembranra
de um lerceiro excita c chama a altoncio, por isso
animo-me a dizer que, daas necessiddes principaes
tem esta villa, as quaes devem ser allendidas, urna
he a ponte do riacho que passa pelo centro da villa,
outra he a falta da limpeza e de necessario asseio das
ras, principalmente da chamada Nova ; apezar
de que, j me colaram algumas pessoas de criterio,
lecapparecido na cmara nma indicarlo, para abrir-
se urna porta no fundo da casa denominada acoogne,
ifim de por ella arrastar-sc toda a immdcia das
ras ; a lerabraoca he fresca e de summa importan-
ca, por tanto o autor deve forcejar, e empenhar lo-
dos os seus valiosos merecimenlos para se por em
execuco.
Ao fazer desta acham-se recodados a prisflo cinco
criminosos, sendo um de morle ; he na verdade dif-
flcil enconlrar-se lera semelhanto a este malvado,
que rouboua vida a um innocente na occasao que
tranquillamenle dorma, e ferio com tres facadas a
ama mullier companhera do infeliz, a qual feliz-
mente pode-se safar denlre as suas malvadas garras,
jactando-se depois de capturado, ser elle o autor de
tao atroz i-rime, e que s um pezar o acompanha-
va, o qual era nao ter reduzido a pobre mulher ao
lamentavel estado de seu companheiro ; esforcem-se
as autoridades policiaes, fim de ser este malvadose-
veramente punido, para eicmplo e expiajao de seu
delicio ; ali! porm agora me recardo, que a autori-
dade debaixo de cuja jurisdicc*o est o infeliz, he
intoiramcnle inapta e abandonada ita lodos os requi-
sitos que devem caracterisar aquelfe que he escolhi-
do para disciplinar c moralisar os ontros :
a Elle tem paVa emp*rego%nto sacco
a Como para solfista tem o cao.
Se por ventura o nosso gnverno, em quem espera-
mos prompto e salular auxilio, nao tancar suas al-
lenciosas vistas para o total despreze em qno vive-
mos, teremos de lular cuitoila^^amcie de corrup-
co e immoralidade, sendo a misma auloridade a
causa motora e principal origem da completa anar-
dua : *
Por isso de seos loucos disvarios
lera s paleadas eassovins.
Dcsvio-me um pouco do mea j*umpto para que o
publico coulieca quo lamenlaveflie t nossa posico,
e o governo seja inleirado do qoe he o nosso muni-
cipio.
Por ora nada ha digno de malifestar-se, s sm,
que as malvadas bexigas vao ponen a pouco acom-
mellendo aquellos que anda nao xeceheram o sanio
preservativo, porm felizmente al boje os que tem
soffrido este mal vao contando victoria, e os gneros
feila ficu desta vez a lei, ou principios das compen-
saefics, quanto aos crimes.
Nao esteve illesa a propriedade, ospermutantes de
animaes e seus socios trabalharam soffrivelmen(e em
seu officio, e para seu beneficio : Manoel Anlonio-
crioulo, maior de 45 anuos, o Flix de Barros, par-
do, condecido pnr Flix XIX, em razao de faltar-lhe
odedo poteear de urna das mos, conduziramvJo J-
cintho, desle termo, do'us eavallos perlencentes a
Francisco Jos dos Santos e Saturnino de tal, e os fo-
ram permutar nessa provincia, dizem-me que na sor-
ra da Vimda, e no sitio Sele-Cascos, trazendo cm
troca dous ontros animaes, que venderam logo que
chegaram a sua residencia no inesnio lugar Jacintbo ;
os donos dos animaes furtados, porem, tiveram a fel-
cidade depois de grande diligencia e peregrnaco de
encontrar seus eavallos, c loma-Ios, e de fazer pren-
der Manoel Antonio, e um tal Jaaa Cidade, que di-
zem ser socio dos outros. Flix XIX, porem, como
mas ladino nao foi preso ; brevemente iro conti-
nuar em seu oftitio esles 2 presos, porque as parles
nao resisliraa por cerlO as prelenees bene/icar de
algum forte patrono dellcs, porque lodos os tem, e
de bom calibre : ambos estao isentos do recrnlamen-
to, um pela idade, e outro por ser casado, e a juslica
nao pode entrar de queixo com elles, porque nao ta-
rara apanhadosem flagrante ; seja fosse lei o prujecto
apresenlado pelo nosso ex-deputado Correia Lima,
acerca de crimes desta ordcm,nao veramos por corlo
lao fcilmente escndalos iguaes a este.
da implicam com a vida privada de alguem, e que
pelo contrario faro com que sejam melhormenle co-
nhecidos, e punidos homens tao prejudiciaes a socie-
dade, e que todos os dias calcam aos ps suas leis.
Por nao querer, azedar discuiso, c assim concor-
rer para que tcn(asse-se fazer do seu jornal, um" pas-
quim,dcxci de responder a primeira mssiva de seu
novo correspondente, e at mesmo de repellr conve-
nientemente a grave insinuanrao, que me lancnu no
ultimo periodo daquella missva ; nao pretenda ja-
mis dar resposla a seu correspondente em qnanto li-
mi I a-so-sea inverter o quelite bei cantado,c adar-lbe
- 'nterprclaco ageitada, s por ter o prazer de
conservam-se anda (apezar das chavas) caros e'ntui-| A bexga continua a fazer vctimas entre os Indios
um aperlo de enracao vendo a mulher 13o contente;
elle desojara ser a nica lestemunha, e o nico mo-
tivo ilessa alegra la nova no Paraso-Natal.
Na ccia, no sarao e no dia seguinte as conversa-
edes so versaram sobre ocnmmercio, sobre as espe-
culacOes e sobre os gneros dos mercados indios.
Em vao a bella Elora fez tentativas para trazer is-
sinnplos mais recreativos, Brnardino e Lielor pare-
ciam dominados pelo demonio do ganho, c s ennee-
diam joven supplicante monosyllabos de palidez.
Depois a conversaran torna va a" sallar de escripto-
rin em escriptorio, de Ceylo para Chandernagor, de
llombain para Java. Elles esgo*.avam lodos os no-
mes conhecidos as pracas comm>;rciantes, inventa-
vam oulros com termraaces chine zas, mallezas. sns-
critas.; citavam os lucros enormes reeolhidos pelas
cabecas forles de Balavia ; procur avam no catalogo
do commcrcio os correspondentes, que offereciam
mais garantas para as Iransacces longinquas; fa-
ziam conjecluras sobre as probabilidades evenluaes
das prximas eolheilas do arroz bonafouli, do sangue
do drago, da canella, do cravo, do caf boorbon, da
gomma, do cha pekau, etc.
A ebriedade industrial aquecia esses dous cere-
bros; o occauo indio ia perlenccr-lhes como a Pal-
mer ; elles fniidavaiii escriptnrins em lodos os portas;
esquipavam frotas mercantes ; lulavam com a Com-
panhia das Indias ; cxploravam o Coromandcl eo
Malabar ; cxteriniuayam os piratas de Borneo, e li-
ravam o ouro em p dessa il ha.
Palmer hava feitn ludo isso, e nada linha podido
conservar; elles seriara os successores de Palmer, e
conservaran! ludo.
Quem desconfiara de dous negociantes laes? O
bom Mauricio ouvia. sorria, olliava para a mulher,
e pareca dizer-lhe: Minha amiga, se desejn ter urna
parle ilessa riqueza fabulosa, he para donla a leus
divinos ps.
No dominen era j tarde quaudo olles separaram-
se cor.lialmente, cada um coro sua prnviso de so-
nhosdouraibis para a noite.
Ao amarillecer da segunda-fera, Mauricio eslava
em p no terrado, e fortificava-se com" os austeros
pensainenlos do seus deveres para ter a torca de ar-
raucar-se das delicias do tecto conjugal.
Brnardino deseen leudo o ar triste, e os bracos
tendidos cm signal de deslenlo.
' ~Qe tan Vine? nerguolou-lhe Mauricio com
solhcilude.
En, respodeu Brnardino, nao tenho nada;
mas esse pobre i.ielor lem tabre, e que tabre I Velei
toda a noite. hile dormio sobresaltado, e leve so-
nhos Horrendos. Eu bem s?bia que vollando aqu,
elle tornara a acbar todas as emocfics de seu nau-
fragio. Oiivi-o pronunciar cem vezes o nome do miss
Katrma. Decididamenle lie um amor incuravel. Co-
merci-lhe nutra paixao en i Porto-Natal, elle pareca
ir bem ; mas ha recahida.
.Ejulga que seja cousa mu seria? pergunlou
Mauricio.
Muilo sera, nao; he nm accesso. Agora' elle
dorme tanquillamente, e ii o falla rm miss Katrna
o que he muito. Nao quiz acordado porque n som-
no tranquillo heo melhor d'ns remedios e das medici-
nas... Espcram-me no posto, na altandega, no lei-
lao!... o Vine, senlior Ma.jrcin, lem vinte correto-
res que reerher !... Eia, toi nmns um partido.
Mas, disse ingenuame uta Mauricio, parece-me
que s ha um partido a loi nar...
Os negocios antes d e tudo, disse Brnardino
como se fallassc a si mesmo.
Oh! sim, lornou Mauricio, osnAcios antes
de tudo... todava se...
Elle precisa aunda de lies horas de somno, e
um dia de repouso, disse Brnardino... Eia senhor
Mauricio, est decidido a supportar sosinho o peso
dessa rude segund,vfeira ?
J que nao ha remedio, respodeu Mauricio
com resignaeo. %
Pois bem 1 vamos, lornou Brnardino; mas
deixe primeiro alsumas ordens em casa.
Vou recommendar o senhor Adriaceu ao meu
criado...
Sim, interrumpen Brnardino, esesuaindis-
posicao, o que nao creo, lomar um carcter serio,
diga-lhe que vi immedialamente avisar-nos no es-
criptorio em Paraizo-Ndlal.
Alguns instantes depois Brnardino e Mauricio a-
hiram.
VII
O dia comecava bem. Ter-se-hia julgado ouvir .
orchestra da nalureza executandn com todas as har-
monas do cilicio o andante pastoril da ouverlura de
GulhermeTell, na qual nenhuma nota discordante
deixa presentir a formidavel borrasca da Slrelta.
Em semelhanto occasao Weber mostrou-sc mais
philosopho do que Rossini: duas nulas seccas e tris-
tes dos trombones parecem protestar com um dobre
fnebre intermitiente contra a expansao alegre da
orchestra. Adevinha-se que ludo vai assombrar-se...
Analureza uo adverte; pois teria muito que fazer.
Nao vos Res em suas auroras de purpura e de rosa ;
o sol nem sempre pe-sc cora o calor com que nasce.
Um criado tinha j recebido de Elora a ordem de
conservar-se em p junto da porta do quarto de Lie-
lor Adriacen, e de entrar primeira chamada; mas
as horas passavam, e o criado esperava anda.
A linda Elora presa no Ierra do da hablaco pelo
juramento exigido por seu marido, arranrava dslr-
bida as libras da rasca de um boabab para enlreter-
se cm alguma cnuu, e lancava de vez em quando, e
orno sem o saber nm olliar obliquo para o kiosqnp
uarrava to bem suas desgracias e seus amores.
O accaso pozera-lhe mo seu vestido favorito,
aquelle que peto corte e cores razia completa juslica
u elegancia de seu talhe.
Para favorecer as inteneos desse mesmo acaso, a
joven camarista africana dispozera maliciosamente
os lindos cabellos de Elora debaixo das mais vanta-
josas condic,es da arte natural.
As flores frescas do yang, e as rosinhas do hibcus
misturajam-se com grca exquisita com as ondula-
coes das trancas d'ouro, subslitnndo da manera
mas vantajosa os entates de coral e de perolas, mu
pretenciosos para um pentcado de maoha.
O' santa casquilliaria das mullieres de todos os
paizes e de lodos os secutas, quem poderi sondar
leus myslerios!
Eis urna innocente entre as mais sensatas, esposa
virginal, a qual nenhum peosamcnlo culpavel ani-
ma, nenhuma idea mundana lem pervertido, em-
preando arlificosinhoscivlsadores, como poetas di-
dcticos, da arle de agradar ; crioula ingenua, que
nfla conhece lodos os pergos dessas innocentes pro-
voeaces, as quaes a vonlade, a razo e o coraco
nao fazem nenbum papel, e cujo agente he s o ins-
liucto.
Elora nao suspeilava que um olho invsivel segua
todos os seus movimentos, e interrogava os lenlos
ponleiros de um chronometro enllocado por Brnar-
dino as inaos de I.ielor, como o regulador das peri-
pecias desse grande dia.
Quando chegou o instante de desear, Lielor Ire-
meu como um criminoso novico, que sent eipirar-
lhe a coragein no momento da arcao.
llm ultimo olhar laucado do ktasque, sobre Elora
substiluo a coragein pelo pbrcnesj; urna crupcan
lo escassos; a que nos vale be, que ja vai acudindo
alguma verdura para economisar-se mais a farinha ;
s tenho recommendar-Ihe que nao seja nunca da
opniodaquelles que desejam se expon tem de sua
trra todos os gneros primarios, ambara levern de-
pois pao na caheca para lerem juizo.
Kamaugmape 17 de* fevereiro de 1854.
TanlnsVontecimentos tenho a referir-lhe desta
vez, occorrdos nesta qninzena, que por amor da bre-
vidade, ou antes para nao tomar esparo maior em
seu jornal, entro ja na materia.'
Nao foram s doqs, os indios que foram zurzidos
no Salgado, na noite do 1. deste me;, porem sim 3 ;
pai e duas filhas, Antonio Morena, Maria Roma-
na, e Rufina Mara, chamam-ie elles ; o delegado
vestoriou as contoses e ferimeitos de todos 3, Joao
Cvriaco e 2 oais, cojos nomos anda isnoro, foram
os autores de taesferimentos o csntuscs, dizem-me
que estes reos ausentaram-se, o.primeiro pnra o Rio
Grande do Norte, e os dous outros para a ribeira do
Parahiba.
Na noite de para (i do corrente, no mesmo lugar
Salgado, distante desta villa urna legua ao norte,
Francisco da Costa Pereira tariogravementa a Vctor
Francisco Lucas, e a Candida Mara da Concctaa,
estando ambos dormindo no mallo por delraz da ca-
sa desta : a grande esenrido da noite, a presteza
com que o talCoslaevadio-se deram logar a que el-
le n,1o fosse conhecido Dalos oflendidos, a voz publi-
ca indicoil logoao dito Costa, conuij^autor daquelle
atlentado, tai preso na manhaa sfl| H, negou re-
dondamente sendo interrogado'petoonegadu, no ou-
tro dia porem vista da faca,instrumento do crimeque
1 lie tai apresentada, a de algumas ronsideraees que
llie taz ver o mesmo delegado, julgando-se intaira-
mente descoberln tudo confessou. Vctor falleccu do
ferimento lindos 3 dias, e Candida anda est bastan-
te doente, dizem-me que Francisco da Costa, sendo
casado matara a mullier, qu depois sentara praca
em tropa de linha como voluntario, o que lindos 8
annos dera baixa, e viera residir nesta municipio, ha
18 annos pouco mais ou menos ; foram vesloriados os
tarmentos de ambos, e o delegado est dando anda-
mento ao processo, anda bontem o reo disse, na au-
diencia a urna lestemunha, que nao se tinha arrepen-
dido do qoe fizera !!
Na larde do dia 12. lambem no Salgado, Aftanso,fi-
ho de Joao Campia, deu urna (apuna em Maria Pi-
ragi, neta de Maria Grande. Bem salgado, de cri-
mes (em estado o Salgado ltimamente 1
Jos de Azevedo Campos casligou severamente ao
menor Jos Peixolo sea caixeiro, ja o subdelegado
vestoriou ao dito menor; principio querera as cousas.
Eslao preso* um Indio da Preguica, que aquiche-
uau, rcirn um olho bastante inflammado de ccete na
occasao da prisito, e um oulrohomem do Olho d'agaa
do Serrn, que veio com urna mo traspssada de
chumbo, nao sei anda qual o crime-destosdous. Con-
taram-me mas outros atlentados contra a seguranra
individual, deixo de retari-los por carecerem de f
quanto a mim, as pessoas que me contaran). Satis-
nos Tres-Ros, na malta do Coelho, porem, vai ben-
fica, e com vagar est restabelecido o doeiitc que al-
l havia ; o mal communcou-sc a um filho, que di-
zem-me eslar tara de perigo.
Tem chuvidn bastante nesta quinzena, ja ha mu-
la lavoura plantada e nascidaso mitin desceu a 10
patacas, e he de sup'por que v a menos, alten la a ex-
traordinaria abundancia que ter corrido ao mercado,
e ao b^o preco que ahi oblem tal genero, a farinha
desceu tambera a 88 rs., e ja alguma tem-se compra-
do a 2t patacas ; afilrma-mo pessoa fidedigna que na
feira de salibado passado em Gorabra ella descera de
-, a 20 patacas, e que sobrara grande porcAode al-
queires por falla de comprador, o milho est ahi de
8 patacas a baixo, e o tajo a 320 rs. a cuia. entre-
tanto anda continua a prohibir-so a exporlaco da
farinha de mandioca 1 E quem tem lucrado com a
probihiraa'.' o commcrcio, e s ocommercio.pois que
o fracn agricultor, que nao ha de ira palacio solici-
tar urna licenra para embarcar 8 a 10 alqueires de
farinha, desa-se convencer com a cantilena da pro-
bibieo da farinha, e entrega-sc ao negociante por
preco inferior,.ao que elle abierta se houvessc fran-
ca expor tacao ; vista eslar muilo limitado o uumero
dos compradores, e para inellmr
  • um verdadeiro monopolio contra "a agricultura de
    mandioca, que he a agricultura da pobreza ueste
    municipio ; entretanto o negociante obtem urna li-
    cenca cum mais ou menos trabalho, eahi vai lucrar
    bous cobres; verdade he que uem sempre tudo Ibes
    sabe a geilo, as vezes enconlram-se ahi com urna
    baixa,[e pagara as favas que o asno comeu, como a-
    conteceucom um, que uo mez passado varreu os pe-
    queos depsitos de'farlnh desta villa, elevando-a a
    um extraordinario preco, obteve com facildade li-
    cenca, c fez seguir para essapraca 400 saccas com fa-
    rinha compradas a 58 rs., e dizem-me que nem o
    custo daqui pode obter ahi !
    Deveria por tormo aqui a esta mssiva, queja vai
    extensa, mas um dever de honra, como uoticiador
    pas oc?ttrrencias deste municipio, dever mui sagrado
    a meu ver, obriga-me a procurar arredar de mim a
    pedia de calumniador, que me assacou seu novo cor-
    respondente deffensor dos honrados e illibados siga-
    nos : expondo fielmente algumas das muitas genlile-
    :as que tem chegado ao meu conhecmenlo, pralica-
    das por elles nesle municipio c em oulras localidades,
    talvez consiga o meu proposito : muito sinlo ter de
    levar ao prelo taes genlilezat&oT que ellas involvem
    consideravel censura as autoridades policiaes deste
    municipio, a deixam illesa por toda a parte a grande
    cfila de sganos, qoe aqu esleve, e que por passapor
    le Iraztm cartas de recommendaco, e mais ainda
    aquellas autoridades, que tiveram a leviandade de
    dar graciosas alteslares de boa conducta civil e
    moral a laes sganos, como aflirma o sea novo corres'
    pondente : espero porem que conhecendo lodos, que
    ro injustamente aggredido, de urna manera a menos
    polida que he possivel, e naquillo que o homem mais
    deve prezar, que he sua honra e reputacao, descol-
    par-me-hao ; tanto mais quanto s me oceuparei de
    factos, que estao no dominio do publico, que em na-
    de taiscas abrazori a fronte do joven crioula, o qual
    escitou-sc fortemcnle com a idea da soliclao, da im-
    punidade, e do bom exilo infallivel, a desceu com pe
    irme ao terrado da babilarao.
    as prepararles dessa scena Brnardino hava es-
    culpido to bem todas as altitudes de Lielor, que o
    menor muvmenlo falso nao poda esclarecer os olhus
    mais habis sobre o perigo da siluacSo.
    O joven criouta parou no limiar da casa, observou
    os progressos da luz sobre a abobada das amores co-
    mo um selvagem que procura adevnhar as horas no
    relogio da nalureza, e sem teslemonhar a menor ad-
    mirarlo vista de Elora, saudou-a com o gesto, e
    drigio-se para ella com um passo indolente.
    Em um relmpago de relie nilo rpido como o pen-
    samento, a moca procurou oomprehender o ataque
    de terror que senlin, e aecusou-se como ama falta
    as prcmedilaoes innocentes de seu vestuario e de
    seus cabellos.
    Elles trocaram ao principio phrases insignifican-
    tes, como a circumstancia diclava. ,
    Lielor, que aprender de seu meslre-- arle de le-
    var a conversarlo ao terreno nbrigaik. nao leve mui-
    to Irabalbo em recordar seu """frifjiot f iimi vez
    pronunciada cssa palavra mgica, o resto vinhaje.ro
    esforco e sem vas transieses.
    Elle lanrou um olhar cheio de melancola para o
    norisonle do mar, e disse :
    O ocano ocano I que grande criminoso pe
    ranle os homens! Quantas esperancas, quanlos pra-
    zeres nao tem ello eugolido em seus abysroosl e ha
    anda navios, que o atravessam em procura da feli-
    cidade!
    Elora, que nunca nuvira nada semelhanto em
    suas ronversaces com o marido, admirou essa refle-
    xao como urna nnvidaile, e seu silencio expressvo in-
    duziii Lielor a continuar mu discurso, cujo romero
    pareiia-llie loo bello.
    Mas o joven crioula fcoo lambem calado, o seus
    olhos litas no chao expriman) dores ntimas, que ne-
    nhuma cansolaoa pudia abraudar.
    Essa attitude desenliada por Brnardino era favn-
    ravel siluaro; pois permilta a Elora contemplar
    Lielor Adriacen, cuja physionomia linha ntsse mo-
    mento um carcter de belleza pouco commum, pos-
    to que fra de todas as Iradicrcs plsticas dos Anli-
    nous e dos Bacchus Indios.
    Seu roslo despojado do rubor da sade burgueza
    eslava mais pallidu que deroslume, e fazia resahir
    niellior seus dous albas negros debaixo de cabellos de
    bano.
    A moca solTra ja urna rascinaro irresislivel, con-
    tra a qual rcvollava-sc cm vo. c a .voz humana, es-
    se instrumento melodioso, que a bocea do criminoso
    modula em seu teclado, cuino os labios do aojo, ia
    completar sobre a pobre pomba a obra cumecada pe-
    to olhar do abutre.
    Sim, senhora, disse elle, live Um sonho, um so-
    nho que leria persuadido aos outros homens, que a
    felicdade perlencia lambem a este mundo! Urna
    moca eslava em meus votos, como o pcnsamenlo da
    pura maternidade est no coracao de todas as espo-
    sas. Eu viva em sua alma, esua alma viva na mi-
    nha. Ella tinha em si lodosos dons do co, a erara,
    a boiidade, o espirito; eu linha ludo que permillc ao
    homem gozar desses dons, a riqueza e u amor. Quan-
    las vezes assenlados ambos debaixo dp ehattiiam ba-
    nhado pelas midas de Bengala, samamos com altase
    ao nosso futuro to bello! A mocidade pude esperar
    tudo, porque'pdc ter tudo, quando em suas raaos
    ha um ro de ouro. Eu conlava-lhe meus sonhos, e
    ella os ouvia. Prepavamos para nosso casamento urna
    residencia digna dos anligos emirs de Java. Minha
    jniaginacao edilicava um palacio de murmure, cujas
    inculcar balbuzdia em minha narrativa, ou do pro-
    duzir detozas, que importan sua verdadeira e formal
    aecusacao ; como taz na primeira caria, que prelen-
    dendodefenderaogovernoeaosuhdelcgado, pela pro-
    liibicao da exportacaoda farinha de mandioca,aecnson
    comigo concordando, cconfessando queo mercado se
    achava abastecido de farinha,quando deu-se a prohib-
    Cao, e por conseqitencia, que ella foi extempornea ;
    e que o subdelegado havia concedido a seu snbrinho
    por ser o primeiro que lhe apresenlou permis-
    su de .embarque de farinha sem ordem especial
    do governo : verdade he que.no acocho pm que vio-
    se seu correspondente, para dar apparencade defeza
    a aecusaeo -nao leve pjo de estgmatisar dupla-
    mente toda a classe de negociantes desta villa ; quan-
    do nos lodos sabemos, que a matara deltas nunca
    vai ao mercado atacar farinha ; muitos relalham
    constantemente com o povo a que comprara, e sem-
    pre por preco pouco superior ao da compra ; e qae
    quem deu o exemplo, nao ha muito lempo, de atacar
    farinha no mercado em grande porgan, por preco
    muito superior aoque all eslava1 obleado tal genero4
    e de conduzir toda para sua casa antes de duas horas
    da tarde, contra a expressn determinaciio do art. da,
    posturas municipaes, sem deixar farinha alguma
    para ser rtalhada com povo, foi justamente este
    uuco feliz, qoe mereceu o favor lo Sr. subdelegado.
    Que bello exemplo de pu ni cao !! Nao pretenda dar
    resposla alguma, disse eu, purque muilo c muito con-
    fia no bom senso dos teitorqj deseu apreciavcl jornal;
    especialmente nos d'estc municipio, qne bem sabem
    como as cousas aqui se passam ; vollando porm a
    carga, o correspondente com linguagem menos alta-
    neira ; porm mais insulluosa a mim, a punto de la-
    cbar-me de caluniadorjulgando talvez que consegui-
    r fazer-me calar, e deixa-io s h'areua, forcoso be
    levantar a luva que ),inrjou-me, e procurar derrta-
    lo no mesmo terreno era que agredio-me.
    Bem sei, que os recursos inlelecluaes estao todos
    em favor de meu antagonista, em quem soboi,-wn
    altos conheeimcnlos li Horarios,euma lgica a todspro-
    va, leudo porm a meu favor os fados, que fallam
    mas alto do que ludo, nu receiu entrar cm lies.
    Quem ha ahi, que leulia conhecmenlo do que se-
    jam os ciganos, que ignoren qnanto sao elles des-
    tros cm pagar f. incautos, e por lodos os modo
    la-Ios a com elle* jogar, ou fazer qualquei
    e quanto sao trapasseros no jogn ou
    mesmo ralonciros? Vejamos se a cfila
    aqui esleve, e que dizem-me estar boj
    ras, faz excepcao a sua classe, bem co
    derdolles nesto municipio foi sompre honesto e
    libado : deseamos pois a apreciarn de alguns tactos.
    Sr. novo correspondente he com S. S. que agora
    falta.
    Ignora a limpeza que suas apreciaveis ganjoas
    fizeram as leiras de borlalica na engenta) Guanta
    contra a voqtade de seus donos ? E quera procede
    assim (em conducta honesta e ilibada ?
    Nao leve noticia da venda dos pos da felicidade ?
    pos que linham a virlude de abrandar o coracao dos
    amantes, urna vez que com um leve batojo fossem
    lancados a nuca do amanto embravecido ? de fazer os
    maridos lornarem-se escravos das mullieres, ou vice-
    versa a eslas daquelles, conforme a vonlade? de fa-
    zer com que se obtivessem as riquezas e as felicidades
    desejaveis sem mais do que resar por alguns dias, e
    fervorosamente nao sei quanlos Padre-Nosso e Ave-
    Mara ; e ate de fazer libertar os escravos, ama vez
    que osesfregassem na* palmas dos ps ?
    Sei de muitas vendas e doaces destes pos, que Toi
    o melhor negocio que c Irouxeram as ciganas ; nada
    Ihes rendeu tanto ; entretanto nada digo, parque uo
    quero entrar na vida privada de alguem : apenas
    mencionara um facto, cuja publicidade a ninguem
    offende : ei-lo, encontrando-se os ciganos na estrada
    que conduz para o Sulema, coto urna mulata por
    nome Fluriuda, escrava de urna senhora d'all, e sa-
    bendo de sua candicn par Ihes baverem pergaolado,
    instaram tartamente com ella para que Ihes entregas-
    peristylos areos adianlavam-se sobre o oceanu como
    um promontorio de columnatas, e recebiam a som-
    bra e a frescura as mais quenles huras du dia. Mi-
    nha amada havia de ser a deesa desse templo do
    mar, ella leria applacado as tempestades com um sor-
    riso, teria sido invocada de tange pelos marinheiras
    em perigo, teria recolhido os pobres nufragos, ou
    bs peregrinos indigentes com essa hospitalidade duas
    vezes charilativa, que lem o ouro em urna inao, e na
    outra a taca de Labiala cheia de um vinho generoso.
    Como nossas almas se exallavam, quando eslavamos
    em vesperas de gozar dessa vida s concedida aos
    habitantes do co! Como prepnravamos nossos amo-
    res e nossos przeres para esse dominio, onde todas
    as gracas da nalureza india iam adiar refiexos des-
    lumbrantes nos doces clares da aurora, nos incen-
    dios do crepsculo, as irradiares das estrellas, as
    noites phosphurcscentes do mar E, felicidade anda
    mais doce qne o mais bello sonho de amor, e que en-
    cina nossos olhos de doces lagrimas, pareca-nos em
    nossas ardenles illuses verraus us lillios de nossa
    uniflo fnlgarem como os genios do poeta indio, em
    grutas de coral e de petlas, ou na areia embalsa-
    mada de Ce\ lo.
    Esse pequea discurso linha os defeilos e as qual-
    vidades que asseguravam sea bom successo sobre ,a
    i nmiginac,3o do Elora.
    Yielor sabia-o de cor ha tres dias, e recilava-o nos-
    se ruQmento como um papel de (healro. A cada
    phrase elle dava involuntariamente alguns passos
    adianto raTdirecco do mar, e a rauca descia du ter-
    rado, e segu7?M!.homem e a voz como dominada por
    essas verligens, qaredomoinham burda dos pre-
    cipicios. \,
    Ella linha-se esqiiecid\dc ludo, passava de um
    sonho em nato, habilava mlfra paizagem, va outro
    sol, oulro mar, oulro tMirisoaT^locava rom a pon-
    a dos pos mis esse ocano ito sapl>ra. que cnndiizia
    as columnatas luminosas, eos uniS ,,".s oiidnos,
    onde os genios semeain perolas e corKhnhas para
    brinqiiedo dos meninos.
    O terrado e o juramento estavara esque
    Lietor continuava era nutro lora, e .camin
    sempre :
    Era bello esse futuro! era fcil de realisar esse
    sonho de puro amor! Nosso palacio nao tinha por ba-
    se nuvens e vapores de ouro; haviamus j cunvocadu
    mil obreiros, lilhos desses trabalhadores indios, que
    esculpirn) todas as moulanhas de Bengala na su-
    perficie da Ierra, as trevas dos subterrneos. Nos-
    so edificio construido sobre a rocha sera duradouro
    como o amor nascdo em nossos coraces 1 Um sopro
    destrua ludo, o sopro da morte! Alravessavamos es-
    se ocano, esse eterno iuimigo da Ierra, para irmos
    cidade do Cabo pedir s nossas familias sua sania
    bencao ; o dia seguinte havia de unir os novos da
    ve-pora... A morle saprou sua. borrasca, e tudo aca-
    lwu-se. Resla-me o nada; sobrevivo a mim mesmo:
    meu amor, era rainha alma !
    Lietor vollou-se comu para oceultar pdicamente
    as lagrimas, e consoltou seu chronometro regu-
    lador.
    Elora profundamente cummovda, ouvia ainda a
    voz que nao tallava mas.
    Elles tinbam j chegado praia, e a moca julgava
    eslar ainda no terrado da haBitaoan.
    Ei-lo esse ocano desapiedado! torno Lielor;
    como esl tranquillo boje 1 Est ainda disposto a mu-
    dar o espelho cm abysmo, se.vr passar Hro navio
    levando a felicidade de um homem Oh I eu que-
    reria poder reunir nesle lugar todas as vctimas, que
    esto ocano ha feilo-desde o primeiro di8, a ouvir
    se as argollas, qoe trazia as orfhas, que ellas Ibes
    dariam os taes pos da falicid,ide,e]denlro de 3 dias le-
    ria sua liberdade ; a mulata por nao aceitar o negocio
    e tai por islo maltratada de palavras.
    E quem obra assim tem conducta honesta e illi-
    bada.
    Mara de tal ciagn a,entrando com ontras ero catt|do
    raeslre F'ilippe, pedreiri, u.: ra da Varzea da Car-
    reira, pedio um prato e um anel de ouro para fazer
    ama adevnharao, finda a q-jal tai-se com o anel sem
    darmais cavaco: urna outra pretextando grande preci-
    sovendcu por28000r<. a mulher de Francisco Gomes
    Lima, na ra do Commcrcio um anetio de pessimo
    la I jo, dizendo que era escelienteouro, e tendp reco-
    lhido s 1320 rs., j mais foi buscar o restante.
    Ouem.procede usim.Jem conducta honesta e illi-
    bada ?
    Ignora S. S. as (rocas as vezes toreadas, de animaes
    com defeilos oceultos, taitas pelos ciganos, que ja mais
    quizeram desfaze-las, conheceudo-se o vicio ou defei-
    los no mesmo dia.e as vezes na mesma hora'? se ig-
    nora pergunte a Benlo Honorato, a Vclorioo^de tal
    do Barro Branco, e outros.
    Ouem obra assim lem conducta honesta e ili-
    bada ?
    Ninguem lhe contou on S. S. nao vio os ciganos
    em bandos pelasVuas desta villa, entrando era todas
    as tojas e vendas, munidos de baralhos, e persuadiu-
    do os incautos a jogar cora ellas o jogo da flor e o da
    maconaria, e nao sei mas que especie de ladroeira,
    parando grandes qiianlias contra objectos.de menor
    valor, e liugudo perder ou enganar-se as cartas, s
    para melhor lucrar ? Nao sabe qne por este meio
    furlaram a Jus Elias um clavinote, a Francisco Cos-
    ta oulro, a Aotouio Piulo Coelho 10rs.,e a outro?
    Quem assim procede* tem conducta honesta e ili-
    bada ?
    Perganle aooegocianle Grito, se um tal Joao, que
    audava encourado, nao o araeaeou Cora nma faca de
    punta na ruado Fgo ?
    Ao inspector Ageo de Santa Anna *c nao lornou ou
    prelenleu tomar urna faca de ponte a um cigano no
    arougtic ? se all nao se travaram de razOes um ou-
    tro cigano com Evaristo filho de Manoel dos Santos,
    por trapacas nojogo, feiias pelo dito cigano ?
    Quem procede assim" lem conduela honesta e ili-
    bada I
    Ainifa liavcr quem defenda ciganos ?
    Pergunte a Manoel Pinta, administrador do enge-
    uhoTapecirica, se Joio'de tal, pardo, maior de 18
    annos, que andava m con panilla dos ciganos, foi ou
    nao pelo tal Simao, zurzdo de tal sorte,. que (icou
    com a caneca partida em duas parles, e as costas
    muito feridas ? Ouem procede assim lem conducta
    honesta e ilibada?
    Ainda haver qbcm defenda ciganos ?
    Pergunte ao cigano velho, que licou no engenho
    Guarito,seeste Pedro, segundo chefedos ciganos, que
    aqui passaram,foi ou nao quem assassinounra seu fi-
    lho ha dous annos pouco mais. oa menos? Escanda-
    llo dos escndalos!!! pergunte a todos os habitantes
    fdesta villa se viram toda a cohorte passar completa-
    armada de claw notes, tacas de pona e espa-
    tro deslas nossas mas? Tiraran elles
    doulor cliefe do polica,para andarem arma,
    dos por toda a provincia ? Qae taita nos faz aqui
    um Camiso I!
    A vista disto serei calumniador?
    Dizenv-me que os ciganos Pedro Simao, Malinas,
    Crnga, e outros, que aqui passaram, sao os que lia
    poucos annos fizeram duasmorles no Campo Grande,
    em llabaiana desta provincia, e duas oulras uo sitio
    do Ouro ribeira do Amaragy dessa provincia de Per-
    nambucu. SraJ da polica, esraerilliem esles factos :
    os criminosos pertencem juslica.
    Seguramente todos os factos que lhe hei contado a
    que nao sao a quarla parle dos que sei, j mais fo-
    ram vistos e nem sabidos pelo Ilustre correspondente,
    parece-me qae em razo de elle habitar urna J3o al-
    ta esphera, qae s lbe permetlo ver desda que se oc-
    cupa de materias noliciosai,a ruina de nossa telhus-
    ca matriz por ser o maior edificio que aqui temos, a
    por estar situada em lugar mas elevado ; ea filanra
    dos delegados supplentes no tal tbeatrete, por dr-se
    enlre as mais altas autoridades policiaes do muni-
    cipio. *
    Em que mundo estamos nos ? J censura-se a m
    delegado por cumprir pessoalmenle o dever de ns- '
    peccionar um thealro publico, s por que conduz sua
    familia ? era um sappleole por substituir a oulro
    que lhe era superior na ordem numrica Teria
    essa pessoa to insulsa censura se o quinto supplenle,
    No profundo silencio das solides o menor rumor
    chega ao ouvido e faz estremecer. Elora foi como
    despertada era sobresalto por um murmurio longio-
    quo, que a fazia vallar realidade humana. El-
    la olliou para ouceaRo e vio um boto qoe dobrava
    o pequeo pron)onlorio do Porto Natal. Dous remei-
    ros faziam grandes estarces para chegar pequea
    euseada da habitarlo ; porque a vela nao achava
    vento e penda do maslro.
    A moca estremeceu julgando reconhecer um dos
    remeiros. No mesmo instante ella leve conscieucia
    de sua falta, e abaixando a cabera como urna mu-
    lher culpada para com Dos, precipilou-se no cam-
    nhu do Paraizo Natal,; mas urna mo vigorosa como
    urna garra de demonio, reteve-a ao primeiro im-
    pulso.
    Deixe-me deixe-me exclaman ella no deli-
    rio deseu despertamenlo, desobedec a meu marido
    e a Dos!
    Pois bem ests perdida disse I.ielor .reten-
    do-a com violencia. Nao ha mais perdo para ti!
    Ven, vem, ludo o que te disse he urna mentira1. A
    li he que eo amo, e s amo a ti no mando. Esse bel-
    lo sonho de amor, foste tu qae m'o aspiraste Vem,
    tarino'a enlre as formosas, deixa o aborrec ment
    deste deserto.; o amor de leu marido he Icrrivel co-
    mo o odio. E's pobre, e lua belleza merece a rique-
    za ; s s, e lua belleza merece o incens do mundo.
    Sou leu escrava, ou teu senhor, e-colhc.
    Elora nao ouvia mais nada ; e lutava com essa
    energa que loma \iris asmis Iracas mullieres no
    momento dos supremos perigo.-.
    O bote chesoa praia, Lietor aportan a moca em
    seus bracos de ac, rarregou-a sem Irahalho e cam-
    iihoii para a boira do mar.
    Aportada peta ronhador. Klora sotlou esse grito
    estridente, essa nota de alllicco, esse HlMltW das
    loollioro... que espanlava os soldados as cidades lo-
    madas de assallo. Esse grito expiran sera echo no
    ocano ; mas do lado da Ierra foi ouvido. lechado
    em sua palhoca o elephanie Nabab saltou sobre seas
    qualro pilares de bronze, e quebrando com urna
    grade de roadera, correu cora a agilida-
    e ile lgrXJ'ara a praia, respondendo ao grito da
    mulher com\nuR'dns M,r,!"s mu' semelhanles ron-
    caria siiblerralfa de um volcao antes da erupoao.
    Ten Jo a tromK erguida, as presas eslenddas e as
    orelhas trmulas- gigante nao sesmo os caminhos
    Iracados nos jardi.1". 1ue sera muilo longo ; elle
    rompen as cercas v.'v*< passou as moitas de arbus-
    los, arrancou as arv^res novas, correndo sempre em
    linha recia sem desvi. -sourna pollegcda.eappareceu
    repentinamente aos ifoirliadorcs, como urna massa
    de granito prlo cahiuc'0 do monte Lupalh para dar
    um refluxu ao uccano iridio.
    O boto apartava-se <1& praia, e os dous remeiros
    ehcios de terror inclinavtfm-se sobre os bancos e ca-
    vavam um mar pesado. \
    A moca lutava ainda codP roubador, o qual ser-
    via-se das-suas tangas trancVs de cabellos enrolados
    as maos para rel-la meio so\pe"sa sobre o abysmo.
    O elephanie precipituu-se rE" l'* de um rochedo,
    levantou urna cachoeira de es*uma. e desappareccu
    ficando sol ponte da lrorabrAV,ra d a81" ccmo
    maslro de um navio so.sobrado. V .
    Brnardino que sabia que forte fcadador corra no
    sulco submarino do bote, abandone1"M rel"; to-
    mou a carabina dos cac.adorcs, de k*, levantou-
    secomo urna senlinella em unja set',e|ra ameacada,
    esperou Nabab, e quando suas largas' ,1a?Aa,Jp"
    receram na superficie, apontoa pan1 '
    ora em exercicio.que inspeccionou as duas ultimas re-
    o nico lado
    seu grito de inaldicu ; Dos' onviria lamben) esse I vulneravel do gigante, e fez fogo duas- .vezes.
    arlln. k o mi ilpi>rrur:i n nnun I Elont dll UID grito O BIUCcJo COm' Um8 m' 1UB
    grito, e o sol deseccaria o ocejno
    v o filho cahir no precipicio, e largas manchas de
    sangue appareceram em roda do batel!
    Matei-o exclamou o cacador.
    Elura respodeu com um gemido surdo, e des-
    niaiou sobre os joelhos do outro.
    No mesmo instante a agua estremecen, como se
    fosse agitada por umaerupcao submarinha, o batel
    saltou sobre a quilha, c virou lanceando no abysmo
    todos os passageiros.
    O elephanie ferido apanhou no meio d'agua sua
    joven senhora como urna folia de sargac/, collocou-a
    e releve-a sobre seu pescoco, e nadando corneas pre-
    sas volladas para o inimigo, ganbou a praia e depoz
    seu precioso tardo debaixo de urna abobada espessa
    de lamarguera.
    A moca que tornara a si, prodgalisava sus cari-
    cias ao gigante salvador, e felicitava-o com enlhu-
    siasmo por sua inlelligento delicadeza, comu se a
    liimua humana fosse comp-ehendida por elle.
    Havia com efleilo de que comprimentar Nabab, o
    qual acabava de elevar-se altara do homem, nao
    em dar um soccorro lo prompto, mas em depr
    Elora nos limites desertas do sua fazenda para nao
    cansar susto ou escndalo, rdeixa-la nica juza das
    exigencias do momento e das difllcoldades da volta
    para o lelo da habitado.
    Antes de ludo Elora reparn o melhor que pode
    a desorden de seus cabellos a vestidos ao calor de
    um sal tropical, o qual fez logo desapparecer os vesti-
    gios hmidos do ocano.
    Nabab de sua parle lavou a ferida com agua doce,
    e applcou sobre ella talhas de palmeira com ar in-
    diltarente, como um soldado velho que nao qur
    fazer a um arranho a honra de cnra-lo seria-
    mente.
    Isto feilo, a moca mnstron o ramnho a Nabab, e
    andando de vagar como na volta de um passmo ou
    ile um baiilin, resressou para a rasa dopoi. de laucar
    um ultimo olliar sobre o ocano, o qual nao consei-
    vava vestigio algum da horrivel scena.
    Batel e passageiros, tudo tinha dessapparecido, o
    s via-se urna esleir infinita de saphira embutida de
    palhetas de sol.
    Passando diante do casal Nabab affeclou um pas-
    so indolente como nos oulros dias; ello folgava com
    os ramos fluctoaoles, sorva urna enorme quantidade
    d'agua ducee a dexava tornar a cahir como chuva
    sobre o tapete de flores ; cortava pelo tronco urna
    vergootea decanafrech'a e tazia-a vottar rpidamen-
    te, como para divertir sua senhora, de sorte que
    apezar das. sombras preurcupaees do momento,
    Elora nao poda deixar de sorrir vendo Nabab lo
    compenetrado do espirito da siluacSo.
    Ninguem linha reparado na ausencia da senhora e
    de seu favorito, e era fcil achar urna razao para ex-
    plicar -a brecha feila na palhoca do elephanie, se
    Mauricio a visse quando voltasse; mas consultando
    o espelho, Elora pensou que era muito.mais diflicil
    explicar os vestigios de violencia deixados pelas maos
    do ronbador em sea roslo e em seu peilo.
    Ella eslava resolvida a nao contar nada dessa hor-
    rtvel historia, tanto sua falta parecia-lhe grande e
    indigna du perdao do marido! mas reflectiodo em'
    sua prxima entreviste com Mauricio, reconheceu.
    com susto que acabava de inventar oulro crme des-
    conhecdo, a mentira : dous crimes para com seo
    marido e no mesmo dia! e para oceultar o pri-
    meiro era preciso recorrer ao segundo !
    Assim manchada peta desobediencia e pela menti-
    ra, dous crimes de fideldade conjugal, Elora assus-
    tou-se de si mesma, e pela primeira vez espern sen
    impaciencia a volta do marido.

    I
    I


    ("Coniimtar-M-Jia.J
    i
    ti




    OIARIOOE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 23 DE FE.ERElfiO DE 1*854.


    -:..


    presentic,6e* fosse superior ao quarlo, que era o que
    eslava em ejercicio auteriorniente. J que se traa
    de delegdos,no sei se repugna e o eslylo epistolar
    noliciar-lhe.que erise entre o quinto supplenle do delegado e o subde-
    legado, nao quereodo este aceitar dous ofllcios da-
    quelle e devolvendo-os sem Ihes fazer moasa no fecho:
    diiem-nie que negocio jn foi afleeloaoduter chefe
    de polica.
    Talvez que en devesse ultimar aqu a missiva de
    ' hoje, o seu correspondente porm tem-se occupailo
    lauto com o que llie hei dito, e j por duas vezes, res-
    la-me ainda neslafollia lano papel em hranco. ama-
    nh.1,1 lie que lia de passar o cnrrcio, parece-me pois
    que elle nao ler razao de queixa se eu lite fizer urna
    perguatinha innocente ; l vai fallando S. S. da
    mnenle ruina, que anteara a matriz desla villa, diz
    que nAo se prope a promover urna subscripto para
    sen reparo ; por qne lie parte eu qnizer que
    "me explicasse o sentido de sua expressao: de que
    igreja diz o correspondente ser parle, e parte (al.
    q ue nao pode turnar a si a larefa.aliis (So importante
    e nccessara.dc promover uma subscripto para re-
    parar a ruiua de nossa vcl_husca matriz ; ftdicando
    ao mearao lompo que antes a deve empreliender! ?
    Quando emeranra aprend a doutrina christaa, meu
    meslre que era padre, c que quera que en seguisse
    sua prolissSo, quiz fuzer de mira nm Idelogo, ensi-
    iiiindo-me tanta coasa acerca de nossa rcltaio de que
    j nomelembro.recordo-meporm perfeilamenle.que
    elle me dizia sempre que a palavra igreja lioha Ires
    aceepeOes, on antes era dividida em tres parles ; a
    saber : igreja misliea, comprehendendo os santos e
    anjas; -militante, que lie a reuoiAo de todos os fiis ;
    e material que sao os templas. Creio, e firmemente
    creio, que nao he da primeira de que se diz parte o
    correspondente, por que elle ainda nao esl nem ao
    menos beatificado : da secunda persnado-nie tam-
    bero qne nao, pois que nos filhos de Chrislo somos
    lodos iguaes em direitos e obrigices ; ser por ven-
    tura o correspondente parle da lerceira igreja e se
    he, por estar emduvida, ser parle integrante, uu
    accessoria ?
    Dicanl I'adunni.
    18 de fevereiro.
    Varece-me que Vmc. nao levar a .mal qne llie
    communique nm caso pouco ordinario de fr-cundida-
    de qne agora soube ; honlem no Patricio, legua e
    rneiaae.N. desla villa, uro* mulher deu a luz a Ires
    enancas do sexo limninq-lodas, e todas bem nutri-
    das; na caria futura dir-lhe-hci o nomedospais.pois
    ainda ignoro. .
    Altaos.
    PERMMBIM
    De Pona de Pedras recebemos a seguinte carta,
    que jolgamos nao ser desliluida "de interesse, e por
    isso a ofierecemos aos nossos leitores:
    Posta de Pedral 20 da fevereiro de 1864.
    que quando chove cabe agua at Sia cama, e alm
    disso nao he propria para sobro ella fazerem-s ob-
    servacoes delicadas, principalmente estando o Sr.
    Vital s, pois nem nm companheiro que o ajude se
    Ihe den. Mas nem isso mesmo admira quando o
    soubcr que o3o Iraz elle ncnb'iima quanlia para cer-
    tas despezas oventnaes, que nflo deven) correr por
    sua conla. Por exemplo : ha um rio, ha uma eusea-
    da que elle nao conliece, nem o pralico que o acom-
    panha ; mas he preciso reconhece-lis, e si um ho-
    mem do lugar o pode gtiifjr; pague o ofllcial de sua
    algibeira a esse homem, como j tem acontecido, sem
    que pelo menos so abone uma gratificaco alm do
    que compele ao olllci.il embarcado!
    Esse servieo qne se esl fazendo, lano o da plan-
    la do Ierra como da de mar, achn-o cu muilo conve-
    niente ; mas fazer. Esla Ponta de Pedras he um ponto importab-
    le, he lalvez a parle mais saliente de toda a nossa
    cosbi do norte do imperio, e nem seria digna de dcs-
    prezo a idea de collocar-e aqui um pharol, com um
    certo ceniro de polica martima e duanal. Por estas
    paragens ha mais contrabando do que se pensa, pes-
    soa sizuda me aflirmou que em Ilamaraci um velho
    jangadeiro Ihe contara com toda a ingenuidade, e co-
    mo cousa que nao offendia nem a l)eos nem ao pr-
    ximo, que muitas vezes ia l fora receber comas de
    nados que iam descarregar em Pcrnambuco (he co-
    mo chamara por aqui o Kecife). Tambem me refe-
    riooatra pessoa, que ha poneos dias um pralico de
    Tabalinga Ihe dissera qoe havia cousa de 5 mezes li-
    nha ido meller para dentro um navio com 300 es-
    cravos africanos, por ah assim pelos lmites dest
    provincia com a Parahiba. Entretanto ah no Kc-
    cifa creio que>inguem soube disso.
    Pode bem ser que seja menlira do tal pralico; po-
    rm pode tambem ser verdade; porque nada lie mais
    fcil do que isso por esta nossa praa cima.
    Muitas vezes vemos d'aqui navios bordejando em
    Trente deste cordita, e tost que se diga que veem to-
    mar altara, en desconfio sempre do negocio, e acho
    que em vez de altura ha calculo da taina, ha o
    sentimenlo indigno, do illudir-sc as leis do paiz. Por
    lano cuidado:
    .....nunca louvarei
    Capitao gue diga : nao cuidei..
    Basla de massada.Saude ele.
    N. B. Informam-me agora que toda a pressa do
    engenheiro proven) de que sendo elle (he o Sr. Mel-
    lo Reg) membro da assemblca provincial, quer es-
    lar no Recife com a sua commissao acabada no fim
    lala semana para assislir as sessocs preparatorias.
    Eeu que notei n'aquelle Sr. pedido do l)r. promotor
    contra as instancias do doutor.... nem se quer o cc~
    nhecla do vista, ; vio passar sem saber qual o seu li-
    me de bapiismo, e tambem nao perguntei. Sou pou-
    co curioso.
    Aqui ehegou no dia 18 o lenle da armada Vital
    de Oliveira, vindo da Pona de Pilimb, qne anda
    porordem do governo da provincia colheud.i apon-
    Umeulos hydo-lopographicos da cosas, reconheren-
    do os porlos e barras, marcando suas latitudes e lon-
    gitudes, por causa segundo me dizem, da navegacao
    eosleira a vapor, que vamos ter. No dia segointe
    tambem chegaramum engenheiro e seuajudauleqiie
    andam levantando a planta da mesma costa por trra :
    ainda bem que a falta de plantas e carias nao hive-
    mos de morrer.
    Menos felizes do que o primeiro, que aqui apor-
    lou e se acba na paz do senhor, estes parece que sa-
    hiramde Caluama com o pe esquerdo em. Trente;
    porque sem mais nem menos veio a janeada que
    cooduzia a sua hagagem fazer naufragio nestas nos-
    sas praias, mas ainda assim foram felizes por se nao
    achrenla bordo. Eisocaso:
    Nao ohslanle ser domingo, quizrram os deferidos
    engenheiros Irabalhar, para desforrar um dia da se-
    mana que a chova os fez perder, e que dara cansa
    a que nao rltegasscm barra de Goianna no dia em
    que pretendan). Estavam entao elles em Caluama,
    e muito cedo targaram-se por Ierra trahalhando, e
    mandaram todo o seu Irem por mar em jaqgada, a
    qoe chamam aqui pagele. A rmnhia eslava clara
    eserenae o da promellia ser bou); mas. he senao
    quando ah vem uma famosa borrasca de chuva e
    vento, uo momento em que jo, elles iam entrando
    nesla povoacfio, e quando tambem o paquet
    quasi ganhando a trra. Ou fosse por ineifj
    ou porque mesmo o furacao fosse forte o palinuro
    nao podendo vencer.
    M duras rajad/udo escarceo tremendo; que que-
    braran) logo o mastro quando elle quera ferrar a
    vela, nao leve oulro remedio sena dar um bo'm
    mergulho nn'saleo elemento com lodo o carregamen-
    to, ao passo que os engenheiros recolhidos a uma po-
    bre casa em frente da praia, assistiam a cataslrophe,
    come se fora o seu proprio naufragio, a seinelhaiica
    de Garlos V qne assistira ao seu enterro, se beque
    a historia nao mente. Felizmente doos dos iraba-
    Ihadores que se achavam com elles, e algumas pes-
    soas de trra aecudram em continente em jangadas
    que laucaran) ao mar; e como o lugar nao fosse mui-
    lo fundo po/ ser porto de Ierra, conseguirn) mergu-
    Ihando, salvar ludo, perdendo-se to smente as pro-
    visfies de bocea, e uns certosiiutrumentos indispen-
    saceis, para commissoes laes, os charotos que mer-
    ci de flols nadavam como Trites. Al urnas foices
    qne nao foram encontradas na occasiao, acharam-se
    depois que a*mar secou.
    Eu cu, que rao confesso um lano supersticioso,
    vi nesse fado um castigo do co, porque o. domingo
    he odia do Senhor, destinado ao descanco e a ora-
    cao: assim o quera ordena a sania madre igreja, e
    assim no-to ensiu.irain qossos maiores.
    Quando se chega a nm lugar cm que ha uma igre-
    *ja, o neaso primeiro dever he ir render grecas ao
    Creador, nrmenle se he em domingo : pelo menos
    .nao se deve Irabalhar sem se ter ouvido missa. Mas
    aquel les sonhores, que nao sao doseculo passado co-
    rno u, e nem leem pela minha carlilha, que he
    man amiga do que a do padre Ignacio, nao enten-
    deram o caso assim, e tanto que recolhidos a casa
    do professor publico, conhecido aotigo de um dos
    engenheiros e qoe Ibes dea a mais cordial hotpilal-
    dade, mal deram as precisas providencias para qne
    os objectos molhados n'agua salgada naoficassem per-
    didos, descantaran) um pouco, sahiram novamenle a
    Irabalhar, e se recollieram as 7 horas da noile pa-
    ra janiar, porque fina torca qnizeram ehegar a Ta-
    balinga como liohnm projectado.
    Agora devo dizer-lhe em Iouvor desla Ierra, onde
    o trabalho e a industria eslo mais desenvolvidos do
    queee pensa, que lendo o naufragio tido logar hon-
    tetn as 9 lloras da manhaa, boje bem cedo seguirn)
    os senhoree engenheiros para Carne de Vacca (barra
    de Goianna) com toda a s%a roupa novamenle lavada
    e engommada, lodos limpinhos e encovados, com no-
    vas provisoes estomacaes, como se nada livessem sof-
    frido, menos na qualdade dos charolos e nos livros
    e papis que ficaram sommamenle estragados por
    nao havet ainda aqui um livreii o. Devem elles isso
    nao s ao referido professor Souza, que sendo tam-
    bem palro-inr ou capataz"do porto, he (rumpio na
    ierra, como ao commercio e industria deste lugar,
    onde ha uymphas (lavadeiras, engommadeiras, eos-
    lureiras ele) nao menos hospitaleiras do que as da
    grua de Calypso, mormenle contando com a gene-
    rosidade dei nufragos,como uo raso presente; pois
    pndem e devem pagar dobrado, e em metal fulgente
    empregadus que ganhain 1:.">00&rs. como me asaegu-
    ia o rapaz do padeirn meu visinho. Ellas por lau-
    to lizeram hem em crcir liem, e elles mrlhor em pa-
    gar melhor : assim. lamben) os Yendclhes e o pa-
    ileiro.
    O Sr. lente Vital que ouvio missa s pretende
    sabir d'aqoi na quarta-feira, depois de foilos os exa-
    moi de que precisa, vai pela barra de Catuama s
    Tapissuma, sendo de soppor que nao faca naufra-
    gio, por ser marinheiro experimentado, apezar.de
    ir em urna velha barcaca que fora comprada pelo "go-
    verno, j em segunda mo, por occasiao da revolla
    de 1854.
    E porque vem a proposito, direi sempre que as
    nonas cousas andam sempre mal arranjadas. Para
    irabalhos e commissoes de talordcm, creio que o go-
    verno deve ter barcos apropriados, seguros c expres-
    samenle cunslruidos para esse fim. Nao he tambem
    assim que se deve agarrar cm uns pobres mocos c
    Itfnca-Iei a contigencia dos elementos, por paragens
    - para elles desconbecidas e muitas vezes inhspitas,
    so porque a sua profisso os obriga a nao recusar os
    precaltos do ofllclo.
    Ora diga-rae t se o engenheiro e o ajudante lvesse
    eslade na jangada, em que andam quasi sempre, e
    livesse algomdelles, ou ambos morrido alTogado, de
    quem seria a culpa'.'
    COMARCA DE MZ1RETII.
    ai de fevereiro de 1864.
    A cnrleza de minhas ideas nao me permute apre-
    ciar cerlas medidas,#enao pelos efieitos que produ-
    zem, resullando dalii que, se esses effelos me pare-
    cem bons, bom me parece tambem o acto, qne Ibes
    dea origen) e viceversa. Oulros dirao por outras pa-
    lavras, que s atiendo aos Gns e nao os roelos, em-
    bura.
    Por este, principio certo .ou errado, qne sou obli-
    gado a circumscrever-me, pela minha deficiencia,
    succede que muitas vezes acho-me em opposicao com
    o pensar de muitos, tal como agora acerca do que
    vou referir.
    Teve lugar nesla comarca a semana passada uma
    duplcala de collectorias : muilos censuraran) seme-
    lltante duplcala chamando-a de Ilegal e nao sei mais
    o que; eu, porm, a achei muilo em regra, e mui-
    lo no interesse das parles e da fazenda publica, co-
    mo passo a mostrar.
    A povoacode San Vicente deste municipio dea a
    10 ou I i leguas dcsta cidade, d'onde necessaria men-
    te resulla grande incommodo para os conlribuinles
    da Tazenda, que, como he correnle, sa.o obrigados a
    pasara bocea do cofre suas conlrbairOes : o collec-
    lor deste municipio, porm, compenetrando-te prc-
    vavelmente desse grande incomipodo, qoe soflrem as
    parles cm vir a esla cidade, creou uma collecloria
    volante (at esl muilu de accordo com o progresso
    i !) que foi a aquelle lugar proceder a fisca-
    lsqot(Hrecailacnodos direilos Dacionaes 1
    Oriii- qWknio a mim, nao vejo inconveniente algum
    nesle pfoctdimenlo do collector, antes me parece
    uilo loucacel, ja pelo principio de que C*od
    abundat non nocet e j porque tende a livrar as
    partes de grandes incommndos, e at mesmo do risco
    de vida, que correran) actualmente cm vir a esla ci-
    dade, por causada pesie de bexigasque, seja dito de
    passagem, ainda vao fazendo bom numero de victi-
    mas ; e lano mais louvavel me parece o procedimen-
    lodo collector, qne al qualificareijde pbilantropo,
    quanlo me consta que foram lomadas as medidas,
    para que o publico desla cidade nao vlesse a soflrer
    por falta do escrivao da collecloria, que fez parte da
    volante, visto como foi noracado para (car fazendo
    suas vezes um eslrangeiro, qne aqu ha.de nome Do-
    mingos Jos da Costa Braga !! o qual dizem que
    desempenhou .'a listad or amen te.
    So que nao sei he, seos novos nomeados.isto he, o
    collector volante e o escrivao eslrangeiro preslaram
    juramento, nem peraute quem o preslaram ; mas
    quid indet lado vem a ser o mesmo.
    Alguem quer enxergar na nomearSo de um es-
    lrangeiro para escrivao da collecloria uma infraccao
    da nossa consliluiro, assim como na falta de jura-
    mento (se honve) o crime previsto pelas arligos 158 e
    139do cdigo penal; mas eu direi a essealguem que
    nao seja crianca,que cousas pciores tem-se visto.e qne
    por lano vao para la comsuas histerias de infracjes,
    mais decrimes...
    O Dr. delegado indo a semana passada a San Vi-
    cente, l encontrn Um (ronco, que segundo o ins-
    pector deqoarteiro do lugar, servia para amanearos
    bravos : depois de admoeslar ao inspector acerca de
    seas deveres,mandou que fosse o troco dado s cham-
    mas.
    O capitiio Camsao nao sei por onde andoo tam-
    bem, que ehegou aqui com um* carga de granadei-
    ras do adarme 17 : nao sei S. S. d'onde deseulerra
    lantas granadeiras, o caso he, que deve ler feito boa
    proviso d'ellas ; o que, ao meu ver, nao he pouco,
    pois l diz o dilado Se nao houvessern aguthas,
    r.ao haveriara costureiras* eu me explico melhor
    se nao houvessern armas, nao haveriam desordens.
    A comarca goza de perfeita tranquil lidade, aja te-
    mos sido favorecidoscom algumas chovas, um pouco
    finas, porm bem boas.
    Os gneros ainda vo caros ; paciencia, nao se po-
    de ler ludo de uma vez.
    X..
    (Carla particular.)
    REFABTIyAO' DA POLICA
    Parte do da 22 de fevereiro.
    Illm. eExm.Sr.Participo a V. Exc. que das
    parles boje receidas nesla rcparlcao, conste lerem
    sido presos : a ordem do subdelegado do primeiro
    dislriclo deste termo, Jos Antonio Vieira deSoaza,
    sem dcclarariio do motivo, e Francisco Antonio de
    Maraes Pires, para avcrlguac.es policaes; a ordem
    do subdelegado da freguezia de S. Jos, o preto Pe-
    dro francisco, para corroerlo; i ordem do subdele-
    gado da fregnezia da Boa-Vista, o pardo Severino
    Ferreira Lima, n o prelo escravo Maximino, ambos
    sem declaradlo do molivo; e i ordem subdelegado
    l'rau/.a. por feimenlus em sua propria miilher.
    lieos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
    Periiambuco i do feveiero de 18>i.Illm.e Exm.
    Sr. ronselheiro Jos Rento da Cunha e fU
    presidente da provincia. l.uiz Cario
    Tei.reira', chefe de polica da proviii'
    h!uweCeMdade demu,lrar or'adodesen(ra-|rnHarfeAo*e0entor; assim como mais de
    uma vez ha sido publicada n horribiliiladc de scus
    balhos.
    He on nlo verdade que no caso presente ja se co-
    nliece o individuo quo perpelmu o crime, e que a
    voz publica ja corneja a indicar as conjectaras que
    se fazem ? lie ou nao cerlu que vivemos n'um paz
    regularmente organizado, e que a nossa polica ds-
    poe de fundos secretos e de nma vasta rede de em-
    pregadoseslendida por lodo o imperio ? Loso, qual
    a razo porque nos paizes estraogeros a polica Taz
    descobcrlas que parecem impossiveis. e que cnlro
    nos al hoje he raro prestar-se a necessaria aliento
    aos fados mais importantes ?
    Entretente um acontecmento, como o que aca-
    ba de ler lugar, qne idea dar de ni fra desla Ier-
    ra"! O que se julgani do nosso estado de civilisacao?
    Edc mais, o fado he sureedido com um eslrangeiro
    de qualidades mui appreciavcis, que aqu resida
    inofiensivo, ha muilos annos, e que era devidamen-
    le considerado por quanlos o conheciam.
    anda podemos Mear indiOerenlesao que honlem
    se,passou? A civilisacao e a sociedade reclamam
    uma desaflronla. O povo murmura... e as iuspra-
    Ccs dfl povo siio de ordinario amsignal evidente da
    verdade. Recife 21 de fevereiro de 1854.
    CORRESPONDENCIAS.
    MUITA ATTENCJAO !!!
    Smt reiposta ao Sr. Silvlno Cavaleaati.
    SHf Redactores.Ao termos a correspondencia,
    inserida em seu Diario de 7 de oulubro o anuo
    passado, c assenada por um Sr. Silvios) Cavalcanli
    de Albuqucrque, duas cnnsdera;dcs instantneas
    assjillacain o nosso espirite.
    Nao podc'ria o tal correspondente r. Silvino em
    sua imaginaran potica c incandescente fazer n bri-
    Ihante apotlteose de seu pai c mano sem a inquina-
    do mordaz de aIIiras reputaroes'J!!
    Nao poderia ainda o lal correspondente Silvino
    canonisar a monslruosidade da senlciiraAssia
    sem por cm joso oscu luminoso apparclho de phan-
    lasmasoria?! Um espirite calmo, dcsappaixonado e
    reflcclido nao hesitara um inoincnlo no afllimatvo
    da rcsposla. Mas o correspondente Silvino cami-
    iilto opposto seguio.
    No exercicio esteril de uma rhelorica \i o inulil
    aralion-se em laucar, mitos clicias, p asqueroso
    sedimento do enlodado charro de odios e calum-
    nias, de que se nutre, sem signal no saucluario das
    repular/ies do St\ Manocl Floreulino Cameiro da
    Cunha e seu filho o Sr. Saluslno Ephigenio Carnci-
    rp da Cunha.
    Manielados ainda a esse poste monumental do
    infamias, calumnias e villanageus, os dignos dele-
    gados da capital da Parabiba o Sr. Mannel Porfirio
    Aranha c o juiz municipal supplenle o Sr. Claudia-
    no Joaqnim Bezcrra Cavalcanli, ahi foram arrutadas
    Suas replanles.
    A venenosdade do intimo pensamenlo do corres-'
    pondente vasada nos moldes de um eslylo banal c
    pedanlcsro, revela bem alto carencia de uma cons-
    cietica pura c leal.
    Sob a pressao de uma alhmosphcra prenhe c car-
    rerilla de odios e vinsauras o correspondente Sil-
    vjiihnao Irepidnu reproduzir a insidiosa e calcula-
    da imputante ao Sr. Florentino e" seu filho Salusli-
    uo do tiro, que seu pai soflreu no lugar denomi-
    nado Arras Brancas. m
    Esla raliirania, Uto monstruosa quao rcvouanlc,
    j foi vicloriosamcnle dcslruida pelo Sr. Florentino
    no opsculo intituladoPrneesso Moimtro, nao
    com hanae- sophismas, mas cont as propras confis-
    sos dos adores desla farra ridicula, ensaiada nos
    anlros infernaes do tab' e representada no Preto-
    rio da Justina.
    Os grasnidos monstruosos constantes c calculados
    do correspondente Silvino e doslas aves, vomitadas
    pelas furias do arerno, nos palcos das quitandas,
    as piaras publicas c as possilaas, jomis produzi-
    rBo ligeira convicQSn nos espirites iniparciaes c
    jnsticciros; porque o Sr. Florentino, segundado pe-
    lo braco omnipotente da Providencia, tem podido
    Irazer luz do dia a urdiduras das tramas cas evo-
    lurcs de vinganea do pai Eslevlo, elaboradas na
    tiliscuridadedas trovas.
    Eslcvao Cavalcanli, Srs. redaclores, inimiao en-
    carniieado do Sr. Florentino, c dolado de um genio
    reconhecidamenle alrabilioso e sdenlo de sanguc
    edc vinsaliva, espreitava d'ha muilo uma occaiao
    azada para linir, com usura, de sen adversario suas
    13o premeditadas viimancas. Infelizmente porm
    de caminlio para Pedras de Fogn, no lugar denomi-
    nado Afeas Brancas, soflrera um liro-dc qualro
    perversos ladros, que all emboscados, das ntes,
    al.naiani e feriram com oulro tiro a um sujeito do
    Mojeiro de nome Manocl Palrocalo da Slveira-
    Responda (i honrado Sr.' Antonio da Cosa Villar
    |Kirque cm seu engenho Dous-Rios foi que este su-
    jeito se refugiou dos ladrocs.
    A principio a alrabilisc rancorosidade de seu ge-
    nio o arrastraran) al tribuir sen leal adversario
    aquillo, que elle nos seus momentos de vandlico
    furor llie havia premeditado fazer. Mais tarde po-
    rm a falalidadc e monslruosidade do crime Ihe
    proporcionaran! a occasiao lao almcjada, fazendo
    nicamente cncara-lo pelo prysma corado da iuimi-
    zade.
    Sordo cnlao ao grite de sua j estragada consci-
    cncia, den coracep ao carro da caviUa;ao, da astu-
    cia oda maldade, cujas rodas, desmanteladas pelo
    perjurio, venalidade e^orrupcao de suas testemu-
    nhas, c cravads pormaojusliceira, pararan) oscu
    infernal curso por espaco de nove mezes, lempo bas-
    tante para que os operarios da infamia, da maldade
    e da perseguicao as reconslniissem de novo Ihes
    imprimissein accclerado mo> imenl.
    Procurou com a seducao do ouro os autores do
    crime, c obleve, por iutennedio do caboclo Amaro
    da Silva Lcitao, os scus dous sobrinhos os caboclo*
    Aulonio c Jos primeiro* galas desle drama in-
    fernal.
    Ensaiados nos lbregos escondrijos de Tab', Ca-
    marjo ele, represenlaram mal o seu papel uo juizo
    de Goianna, onde pegaran) ludo, quanlo se Ihes liavia
    ensillado, que depois, por habis insinuacoes do ad-
    vocado, um dosx rollalmradores desle drama infer-
    nal, o confirmaran). Mas j era tarde.
    Tudo islo foi logo revelado pelo proprio Amaro;
    nao so ao digno ex-chefe de polica o l)r. Claudio
    Manocl de Caslro; assim como ao ex-presidenle o
    Dr. Catonli, para cujos lestemuuhos se recorre.
    Despedazado pelas naos da justica esle quadro vi-
    vo da infamia, da maldade e da corrupcAo, o Esle-
    vao, depois de nove mezes, deu urna sesunda quei-
    arrastando pelos cabellos as mesmissimas teste-
    At mais ver.
    miiuhas filhas legitimas do perjurio, da corrupc.1o
    e da venalidade. He a pedra angular do escn-
    dalo!!!
    Obtida subrepliciamciilc no juizo de Goianna
    urna scnleura de pronuncia contra o Sr. Florenti-
    no c seu filho Saluslinovem-se hoje despejadamen-
    te argumentar com eHa!! Mas quanlas vezes nao se
    ha viste a calumnia c a mentira, coreadas pelo per-
    jurio, o mais flagrante, trinmphar no Irbunal da
    nossa juslica da iunocenria e raigo de uma causa?
    Esla scnlenra de pronuncia he o exemplo Trizante
    do que vimos de dzer.
    Nao entramos no seu claro dcscnvolvimenlo; nao
    s porque nos levara alm do nosso fim ; senao lar,,
    bem porque cousla-nos, que o Sr. Florentino pre-
    munido das mais valiosas provas, elabora a co,,ra.
    tac*} dos fementidos fundamentes desla ifionslruosa
    sentenca.
    A esse iniseravcl araumcnli
    pondenteque o Sr. Flor>
    meios lgaos de defeza se.
    tortuosos.
    enormes crlmes.
    OSr. Silvino cm sua correspondencia asiignalou co-
    mo origem c fin desse processo um transacrao infa-
    me, que Ihe linha sido proposla cm menoscabo da
    dignidade de seu pai Estevflo. Podcramos tambem
    rom as smplices palas ras, menlira c falsidade.con-
    Icslar tAo improvada asseverazao. Mas com o ta-
    cho crepitante do raciocinio ser-nos-ha fcil dissi-
    par casas visoes phanlasmagoricas.
    Admitamos por um momento, que fosse aceita
    semclhanle lransaci;ao, o que por conscgnnlc am-
    bas as parles promotoras desislissem de suas aecusa-
    cOcs.
    Mas nao sabe o Dr. correspondente ; assim como
    toda gente, lida na nossa jurisprudencia criminal,
    que nos criincs, cm que tem lugar o prorcdimenlo
    oflicial da justica, bem como nos crimes de tentati-
    va de morte, c de morle (porque se acliam pronun-
    ciados seu pai c mano ) quando as partes desislcm
    da acensaran o promotor publico laz segui-la seu
    turno? O.queadiantaria pois scmclhaute transac-
    cAo, quando ambos os pronunciados conlinuariam
    sujeitos aos elidios da pronuncia e obrigados tcnlarem os meios ordiuarios de defeza ? Se pois a
    transaccao, ainda aceita, nao poderia salistazcr as
    vistas dos pronunciados, he lgico concluir-sc, que
    a assevcrac,ao de S. S., he sobre niancira revoltaule
    aos prqprios clculos do mal entendido interesse.
    Se S. S. avanrasse nicamente, que oSr. Floren-
    tino tem procurado terminar esla lula desagradavel
    de agitaces, represalias e pe rturbacGes, entre dous
    velhos de a\ aneadas idades e sobrecarregados de
    numerosas familias, passaria sem a nossa conlrarie-
    dade. E longe jje ser censuravcl o Sr. Floreulino
    merecera encomios ; por que com tal proposla re-
    vela o desojo de nao querer perturbar o repouso,
    paz socego de sua familia, o da de seu pai Eslcvao.
    Para enfeilar melhor o seu ramalhele de dores
    j murchas e desboladas, convida ao digno ex-chefe
    de polica o Sr. Dr. Claudio, sob palavra de honra,
    e despeilo de desafTec,es, que diz entre elles ha-
    verem, para fazer declaracaes. Cuitado II! Se o
    digno ev-chefe de-policia se rebaixassc ao ponto de
    responder a cssa insultuosa dialibre, dar-lhc-hia
    um fulminante desmentido, que vimos aulorisar aos
    til los-do Sr. Floreulino, que nunca o Sr. Florentino
    dera-lhe scmelhante qucixa (e quem 1er o 6.* do
    art. 75 do nosso cod. do proc. crim. nao profere tal
    parvoice ), c, quando mesmo dado por oulrem, nao
    a aceitara, nAo pela falta de conviccSo da crimina-
    ldadedosindigilados ; mas porque s lendo lirado
    procesaos a ordem da presidencia, e havendo na
    capital juiz municipal, delegado ele,nao quera que
    vissem no seu procedimento o animo de persegui-
    cAo, visto como de proposito, propalavam ser elle
    seu dcsaflecto.
    Tamanha generosidade nao lem o correspondente
    e sua familia para cora este digno magistrado I !
    Tcntou ainda o correspondente com suas malig-
    nas insinuarnos, arcadas contra os dignos juzcs, que
    pronuuoiarain e sustentaran! a sentenca de pronun-
    cia, feri-los.no mais sagrado. Mas quando mes-
    mo precedentes honrosos, \ ida sem manchas, e po-
    sirao indcpeudenlc dos dignos delegado o Sr. Ma-
    noel Porfirio Aranha e Jos Manocl supplenle o Sr.
    Claudiauo Joaqnim Bezerra Cavalcanli nao respou-
    dessem cloquenlemente a calumnia insinuante do
    correspondente, a auniquilla completamente a ver-
    dadeira rhronologia dos tactos.
    No mez de fevereiro do auno passado a desventu-
    rada Sebastiana Mara de Jess, empuxada pela
    pungente dor do brbaro assassinalo de seu filho Vi-
    cente Ferreira, perpetrado coinum tiro e vinte e
    tantas tacadas, decepadas as nios, e a orellia es-
    querda cortada como consta do auto de v esloria, to-
    da lacrimosa foi,implorar a punicao dos selvticos
    asssassinos ao ex-presidenle o Sr. Catanh, o qual
    mandou que reeorresse a autoridade eompctcnle.
    A infeliz Sebastiana se dirigi para a capital;
    de deu a sua queixa contra os execulores matc-
    riacs do crime.
    Era cnlao delegado o Sr. JJr. Manoel Tertuliano,
    peraute quem foi dada a queixa, que arcitando-a
    proseguio nos inlcrrogalarios das teslemunhas, que
    juraran) contestemente, que tinhain sido Eslcvao
    Cavalcanli ,c seu filho II eren lao os mandantes des-
    te atroz altentado ? !!
    O ex delegado o Sr. Dr. Tertuliano, qne ainda
    njo linha pronunciado, e eslava proredendo as de-
    ligencias, ordenadas pela lei. como interrogalortos
    das lestcmunhas referidas co suspeitou-sc no pro-
    cesso. Passou^Marimeiro supplenle o Sr. Jos Lu-
    cas de Souza "l, que, sendo inspector d'alfin-
    dega, nao poda juIgMo'atienta sua incompatibili-
    dade legal. Uahi ao seguudo o Sr. JoSo Piulo Mon-
    ten o c Silva, que, depois d'alguma demora, fez com
    vista ao promotor publico.
    Neste cmenos retirou-se para a corte o Sr. Dr.
    Catonli, sendo substituido na presidencia pelo se-
    gundo vice-presiilenle o Sr. Dr. Flavio Clemenlino
    Silva Freir, que, dimilliudo ao Sr. Dr. Tertulia-
    no do lugar de delegado da capital, nomcoii ao seu
    intimo amigo o Sr. Manoel Porfirio Aranha.
    Dado o parecer, que Ihes foi summautenle desfa-
    voravel pelo ex promotor o Sr. Dr. Lcenla, que
    nao he sobrinho legitimo ou affin do Sr. Florentino
    e pelo contrario, amigo do correspondente e de seu
    auo Herculanon foi o processo concluso ao juiz
    processante. O novo delegado, depois de bem pen-
    sado evame sobre tollas as pecas do processo, con-
    vencido da criminalidad!' dos indiciados, pronunci-
    ou A Eslcvao Cavalcanli c sou filho Herculano, co-
    mo mandantes, e S oulros como mandatarios.
    Em virtudc das leis, que regem a marcha do pro-
    cesso criminal, dependa ainda esta sentenca de pro-
    nuncia da sustentculo pelo juiz municipal, qu,e,
    lendo-sc o Dr. Tertuliano ja suspeitado, nao poda
    maisjulga-Io.Dahipassouao primeiro supplenle o Sr.
    Francisco Jos Meira qne deu os mesmos motivos
    de suspeiran. E assim ao segundo,'terceiro c quar-
    lo, que nao poderam lomar conliecimcalo do pro-
    cesso ; o segundo e terceiro por ser um chefe e ou-
    tro emprestado de repartirles fiscaes, e o quarto por
    nao ter prestado, e nem querer prestar o juramen-
    to, reclamado pela lei.
    Eis pois chegado ao quinto o Sr. Claudano Joa-
    qun) Bizcrra Cavalcanli, que, nAo remando dianle
    das amcaras constantes do faranbudo Esloan, sus-
    tentou a mui justa sentenca de pronuncia.
    Ora se o correspondente Silvino cnlcudc, que foi
    mal da causa ser julgada pelos Srs. Porfirio c Clau-
    dano, queixe-sc nicamente da ordem das cousas ;
    porque nao podia entrar nos clculos da qucixosa, e
    nem de pessoa algnma, que a qucixa dada em fe-
    vereiro ao Sr. Dr. Tertuliano, juiz municipal e de-
    legado desle termo, fosse jnlgada era maio pelos Srs.
    Porfirio e Claudano.
    Estamos porcm bcot convencidos, que qualquer
    que fosse o juiz, meups de marfim, julgaria como os
    Srs. Porfirio e Claudano, al mesmo S. S., se nao
    quzesse claudicar noppriucpiosperstabelecidos, pe-
    la nossa jurisprudencia criminal; consta-nos pois que
    um seu amigo^D-leressando saber, antes dessa sen-
    len
    do Salvino para perjurarmos. Por tal preco, repu-1 cOes particulares (he o Densamente) tomara a pe i-
    diamos lao ovillante ocrccimcnto, que revela bem lo a sustentacao da pronuncia do processo tabu'-Sc-
    claro o estado de corrnprao moral, que tem che- ""
    gado seu pai Eslcvao.
    Nem sempre sao fiois ao espirito as indures e a-
    nalogas. O Sr, Silvino vendo sempre seu pai Es-
    lcvao dissipar avultadas quanlias na acqusicao e
    compra dos mltiplos e variados depoimenlos dos
    processos, que tem levado contra o Sr. Florentino,
    foi induzido nos encamar o carcter de venalida-
    de das suas teslemunhas !! I
    Notificado como testemunha desse processo, com
    os olhos em Dos ca m.lo nos Santos Evangelhos
    jurci, o que me diclou minha consciencia.
    O pedantesco romance, pois,do correspondente,
    perlence antes aos sonhos de sua escandecida imagi-
    nadlo, as liaurasdo seu luminoso apparclho de phau-
    lasmagoria, do que a rcalidade dos fados.
    Perniillir-nos-ha o correspondente recorrermos
    a sua Ulo favorita argumcnlacao voz publica, opi-
    niSo publica. Ciimpre-nos aqui dizor, que voz pu-
    blica nao he os sons desconcertados do mesmo orgam,
    soprando por di llrenles canudos, que opinio pu-
    blica nao he a de homens, que, ou por servil depen-
    dencia, ou por baixa aduladlo, applaudem em. co-
    ro todos os actos de brutalismo c malvadez de sen
    pai Eslcvao.
    A candida voz publica, c a genuina opiniao pu-
    blica he a que se formou em Ionio e defeza dcsta
    mullicr pobre c desvalida. Logo que se pcrpelrou
    o brbaro assassinalo do infeliz Vicente Ferreira,
    nnguem varillou em reconhecer a palernidadc do
    crime, que era a rcalisarao das predi roes dc loda gen-
    te, que soiilie, que este infeliz linha-se arrojado
    fazer aviso ao Sr. Florentino, c revelares a po-
    licia, da occulla estada dos mencionados cboclos no
    antro do tab', o que concorreu para abortar o pla-
    no salauiro do pai Eslcvao.
    Dada mais tarde a queixa pela desventurada Se-
    bastiana contra os matadores do sen infeliz fillio, os
    juizes, firmados nos robustos depoimenlos dc cinco h
    contestes teslemunhas, pronunciaran), como man- '"*
    SXS^kzrtTi.
    _ aos Ilcnri-
    ques e Camulangos) mentirn), duas vezes, men
    liram Por que o Sr. Claudano Joaquim Bezerra
    Cavalcanli esl promplo a desmcnti-los 4uando ap-
    parecam com as suns fciuentidas atseveracoes.
    Lamenlamos o estallo febril, a que se dcixo levar
    o correspondente, pois quando apresentara protes-
    tes contra as mordidclas leves taitas na reputacAo
    de sua familia, atassalhava hydropliobicameute as
    i epiilacOes d Sr. Florenliuo e seu filho Salustiano
    e furtivamente morda as do Srs. Porfirio e Clau-
    dano.
    Rogo-Ihes.Srs. Rdalo re?, o favor dc inserircm as
    columnas do vosso Diario eslas achavascadas liulias
    cm defeza da vcnladeira innoceucia vil e calculada-
    mente ultrajadas. .
    Pona de Coquciros 18 de Janeiro de 1854.
    Francisco Xavier da Costa.
    Srs. redactores. Nunca snppoz que nm dia me
    veria na preciso de recorrer imprensa para de-
    fender-me de ama calumnia, que tanto me lem do-
    estado, oftendendo minha reputadlo e honra, a qual
    liem dma correspondencia de 14 de Janeiro, inser-
    ta em sen Miarlo de 19 do mesmo mez.
    Nao he de minha inlentte ter polmicas com o au-
    tor -da correspondencia, apenas pretendo mostrar-
    Ihe, e ao publico que nao son ladrao, e qne os meus
    corapanheiros, ou a cfila de Ciganos, como declara
    a correspondencia, nao tem por habite entrar no
    interior de qualquer casa para rapiar, o qne pos-
    so provar, se necessario for, com documentos das
    autoridades da cidade d'Areia, Bananeiras,Guarahi-
    ra, e de lodos os mais lugares, em qoe eu e os meus
    companheiro? temos andado, ficahdo oSr. correspon-
    dente nimiamente persuadido, que rm nossas veas
    nao circula o sangue dos bandidos da Thebas Egyp-
    lo uni o rorros-
    desesperado dos
    em laucado em caminhos
    Resnondendo Bo^Lie, dfmetmbrogHo de calum-
    );*, nieulmis y^llriras dircmos (,m ymm pa|)_
    as que <;fiiaii(ta mesmo a esrassi
    Honlem, uma hora da lr-
    so extraordinario, cuja andan
    de indignaran os haiiilantes
    e (!), deu-se um ca-
    ~ja cspanlou e enchcu
    /desla cidade, alias ha-
    bituados ao especlaculo de fi
    ... .grandes crimes. He cs-
    cusado dizer que tallamos
    ;do assassinalo do infeliz
    jam os autores.
    A barcaca. do lenle he lal, I e a polica c
    Fernando Aplonio Fidi.
    Dizem que a polica de
    sos, cquejascconhecc a le lograra evadir-se, i; que se achava honlem ^ lloj,e
    Todava releva eorj^,, que 09 (lesej(J diligeli.
    cws da polica nn>W ^ ^alisfazem o animo da po-
    pulacao, que se naF ,,, com diligencias sem re-
    sultado, nem acel> a MlUpda delcuipa dos fados
    consumados, e pf ..ajseguranca dMeja ver pu-
    1,1,10 "m a"en,'^lo tao horrivel. quaqner quese-
    alampada da
    (s|,.'iaiitiyf|1|0 ai,,,,,;;, s pauso do innocente, se
    ''"Jde uo mandilo da nossa juslica (injusta) se-
    o sacrificio mais sublime, que o Sr. Florentino
    e sen lilbn Salusliiio podeiiam oirerocer Iteos,
    ranqiillsados pelas palavTas de um distinelo histo-
    riador... emfim ao innocente perseguido a historia
    mostrar coros tardas, porem infalliris, segu
    ras e immortaes, gue ella rescryi rirliide. O
    sacrificio da victima he sempre mais agradave) aos
    olhos de Dos, do que o Iriumpho do algoz.
    Parlindo desle ponte r- rodando, como Hervs, so-
    bre elle, o que be uma venladcra demonomania o
    correspondente Silvino, ehega. ao processo em que
    se acham pronunciados, por crime de morte, seu
    pai Eslcvao e sen mano Herculano. Tomando se-
    riedade cmica diz com empliase a correram as cor-
    tinas do nosso passado e nao adiaran) uma s no-
    doa. Ah Sr. Silvino o amor filial aqui vendou-
    Ihe os olhos. Se nos fizessemos eatgo de aprsenla!
    o histrico do presente c passado de seu pai Eslc-
    vilo os plutntasmas augrenlos dc sua correspon-
    dencia, e^mais esqueletos e mumias dc cadveres
    llieappareccriam sem mesmo a dependencia do piar
    lgubre do seumocho.
    N8o esl porem no quadro dc nossas vistas moles-
    tar tanto a S. S. Apenas Ihe diremos, que as labias
    nao pegaran) porque escreveu para provincias, oude
    qual o resultado que esperara desse prces-
    S. S. responder, que, como eslava, seria mo.
    Nao o desafiamos, para nao serums contestados.
    Agora todo o proresso, quer rivcl ou crime, in-
    tentado contra seu pai Eslcvao, he reitera do Sr.
    Floienlino, qualquer juiz de amizade ou parentesco
    do Sr. Florentino esl inhibido dc ser julgador dc
    seu pai. Esta coarlada pSo he m Mas nao
    sabe o Dr. correspondente, que pela nossa legisla-
    cao criminal s esta privado de julgar o juiz, que he
    prenle al o seguudo uni, amigo intimo ou inimi-
    .go capital d'iima das parles 1
    Nesse processo nada lem o Sr. Floreulino, nao fi-
    gura judicialmente, e a que vem islo?
    Trntixe mais o ciirrispoiMlonte o fac d ler sido
    a qucixa dada pola m.l c nAo peta mulher do infeliz
    Ferreira, que viva na mais intima unan conjugal.
    N8o sei, o que, em lioa lgica, possa islo provar ;
    por que o artigo ~- do nossn emiten do processo cri-
    minal contare este direilo ; n3o s a mulher ; senao
    tambera a mfii, se he verdade que a mulher esl li-
    gada ao marido pelos laces insoluveis do matrimo-
    nio, nao he menos v ordaita que a mAi esl ainda mais
    intimamente ligada ao filho pelos tacos naliiraes da
    malernidade.
    /Estamos certos que a adminisiratao
    prehenderao que, para osen crdito, I seu pai Eslcvao he bem conhecido por suas alias ca-
    Daqui lirn logo o consequoiite do corresponden-
    te dous rorollarios primeiro que a mAi linha sido
    comprada por duz'cnlos mil res segundo que as
    teslcniuiihas eram lidias da venalidade. Quaulo ao
    primeiro inciimbe-se o iKim senso do Ihe responder ;
    porque excede muilo as raas da crediilidadc, que
    uma mulher, fraca e (mida, fosse arrastada, por Uto
    ridicula quanlia, i\ dar uma qnexa de crime grave
    contra tao poderoso pacha, inconveneida de sua cri-
    minalidad!' I! Quanlo ao segundo cumprc-me, co-
    mo uma das trltcnmohas desse processo, dar, por
    todas, uma resposla simples e breve se mercade-
    jassi'inos rom as nossas conscicncias, Sf. Silvino, te-
    riamos receido o cont de rei9, que seu pai Esle-
    v8o, por intermedio do seu primo Francisco Caval-
    canli, mandou-nos offercccrH mim e meu eunlm-
    dantes Eslcvao Cavalcanli e seu filho Uercnlano,
    c como scus mandatarios Francisco Rodrigues, e Gal-
    dno.
    Nao ouve, Sr. Silvino, a candida voz pdtkHrbra-
    dando contra seu pai c mano ? Nao ve a jostica pu-
    blica apoutando como mandantes do crime>Es-
    levao Cavalcanli e Hercnlano do S ?
    i Mas se he verdade (oque negamos avista dc irre-
    fragaveis provas ) a innocencia de seu pai man,
    nao ser islo um bello contraste, ordenado pela
    Providencia, para verem refleclida emsi a innocen-
    cia de seus adversarios, se he, que seu pai EslevAo
    ainda nao I he qniz revelar o segredo misterioso do
    seu infernal romance ?
    Scnlio o corresponde ntc que o vigilante deturpas-
    se a sentenca Assis. Quem delurpou, Sr. Silvino, a
    sentenca foi o orculo do Assis, que colorio tengas
    paginas dc papel com os arrebiques da menlira !!
    Quem deturpa a sentenca Assis he seu proprio pai,
    qne levanta hoje alta grita conlra lodos aquclles,
    que Ihe comern) Ires conos dc ris, veudo-se de
    novo sugcilo aos effeitos da pronuncia. Em defeza
    disse nm passado, onde nao se l um tabeo infa-
    mante he o mais seauro garante d'um presente de
    honradez c inlcgrdade, a cura fcita honra offend-
    da he quasi Uto dolorosa, como aoffensa. Islo,
    Sr. Silvino, he banalidadc muilo velha e j sedica.
    He forca confessar, que S. S. como hbil medico as-
    sislcnte reconhccca, que com as cataplasmas dc scus
    palanfroros nao cuma a cancerosidade da ferida, e
    leve ao menos a ingenuidade de confessar, que a
    cura malaria mais violcnlamente, que o proprio
    mal. O marfim deve lhc agradecer Uta bella de-
    feza.
    Com inaudvel philaucia qualificou o correspon-
    dente dc necedades jurdicas as ennsideraroes do
    vigilante, que leria hojesobejo direilo de qdlificar
    as d'aquellc dc misliforio de sandces e paradoxos.
    Poupcmos a sua demonstrara o; porque o mcrilis-
    simo juiz iiiriimbio-se de dar-lhc calhegorica res-
    posla nos mui jurdicos fundamentas de sua senten-
    ca A' vista dos depoimenlos das testemunhas de
    ti. 7 a II. [> e documentadas razos da recorrente
    de fl. 3 a fl. 4 c fi. 14 a fl. 36, considerando mais,
    que o despacho de fl. 3li, que revogou a justa sen-
    tenca dc pronuncia dc fl. 13 verso e sua susteolacAo
    de 11.14 he injusto e injuridico ; nAo s porque a
    prova teslcmunhal (Je II. 7a fi. 12 he robusta, con-
    teste c solicja para pronuncia dos reos ; seno tam-
    bem porque o juiz quo, no recurso, subrepticia-
    mente uterposlo pelo escravo Pedro, cmplice no
    crime, nao podia ( como fez ) envolver aos demais
    pronunciados, ainda nao presos, por ser islo vedado
    pelo espirite da lei de 3 de dezembro de 1841 o
    mui expressa disposicAo do imperial aviso do 1T de
    juuhodc 1843, e muito menos aunullar o processo
    (o que igualmente fez com scus pretensos funda-
    mentes ) para assim poder dissimular o injusto e in-
    juridico do seu despacito dc fl. 36, nimiamente ex-
    cessivo d jurisilicrao, que he concedida aos juizes
    dc primeira instancia pelas nossas leis vigentes, o
    que se arha bem explicito no imperial aviso de 20
    de agosto dc 1851 ; reforma o injusto, injuridico e
    diflusodespacho de fl. 36 a fl. 39, restituindo seu in-
    leiro o jurdico vigor muito justa sentenca dc fl.
    13 verso, que, competentemente sustentada a fl. 14,
    pronuncien a prisAo e livramenlo o coronel EslevAo
    Cavalcanli seu lilho Herculano, Francisco Rodrigues,
    Caldillo Jos Percha c o escravo Pedro, considera-
    dos os dous brimeiros, como mandantes, os oulros
    dous como mandatarios, c o ultimo como cmplice,
    do brbaro assassiuaio, perpclrado no infeliz Vicen-
    te Ferreira, por cujo" delicio so acham iucursos os
    mencionados reos no arligo 192 do nosso cdigo cri-
    minal, c combinada com o arligo 35 (nicamente a
    rcspcilo do ultimo reo ); visto como a morte fra
    revestida das circunstancias aggravantcs n. II, 12,
    17 do arligo 16 do mesmo cdigo. O. escrivao lance
    novamoHlr os Domes dos mencionados reos no rol
    dos culpados, expediudo mandado dc captura con-
    tra os mesmos reos. Coudcmno os recorridos as
    cusas. Cidade da Parahyba, 19 de dezembro dc
    1853. Claudano Joaquim Bezerra Cavalcanli.
    Nao podemos porcm resistir a seducao do desojo
    de fazer breves rcflciOes a estlida argumeutacaodo
    correspondente, sustentando, que o recurso, iuler-
    poslo pelo cmplice, podia approvtar aos autores,
    que, como confessa, nao inlcrpozcram c nem qui-
    zeram inlerpr recurso. Diz elle. Quem nAo sa-
    be, que provas ha genricas, que nao se referen) a
    uma. ou ofllra especialidade d'um processo, mas
    sim ao seu complexo, c que por isso abale tedas as
    suas provas e fundamentes ?
    Para dcmonslra-se a paradoxia dessa Ihcoria, bas-
    la leva-la as suas ultimas consequencias. Se por
    exemplo Ires individuos forcm pronunciados em
    crimes inalianeaveis. e um dplles se recolher pri-
    sao, c, cm sua defesa no jury aprcsenlando as pro-
    vas genricas do correspondente, sabir absolvido,
    segue-se que os demais pronunciados estao igual-
    mente absolvidos. Ora, r. correspondente I O
    rbula mirante dos principios mais Iriviaes da
    nossa jurisprudencia criminal, o juiz de tacto mais
    idiota; nao sustentara por certo scmelhante opiniao;
    porque v constantemente a pratirt esclarecida do
    nosso foro em contrario. Tome mais esla Iican-
    nha, Dr. correspondente, e nao seja tao fatuo em
    erer na infallihilidade desua intelligencia. Quan-
    do o reo, cm sua defeza no jury, ou cm grao de
    recurso, aprsenla cssas suas provas genricas, que
    abalem os fundamentos d'um processo, c .he absol-
    vido ou prvido seu recurso, o que devem esperar
    os demais reos ;c he que os ha) c por rengruencia
    dc sentenca screm tambem absolvidos ou prvidos
    os seus recursos.
    Facainos ponln aqui, por que as bisarras expli-
    caces do Dr. correspondente sobre ateuns princi-
    pios roniiiiiiiis do direilo causam tedio a lodo espi-
    rite sensato. No entretanto restam-nos duas pala-
    v ras acerca do primeiro tapiro da correspondencia
    do Sr. Dr. Silviuo Cavalcanli qiiaudu diz que a leis
    fulmiuou conlra os clmelos a iciia de vinte c Ires
    aunse iniozes de gales, como que mosouliesse lu-
    da a Goianna que o pai de S. S. procurou livrar os
    ditos rabodos ; lano que depois de algum lempo
    siiccedeu a fuga delles. E porque forma?!! Ei-la.
    Pela primeira vez, que foram a fachina, fuciram
    com os dous soldados, que acompaiiliavam-bs, es
    um prelo criminoso dc Timban'lia, e fora preso nm
    dos cablocos perte da Bocea da malla pela palnilha
    do delegado, resultando do conflicto a morte d'um
    dos soldados e a fuga dos outros : ora ve-se dah que
    o l)r. delegado de Goyauua desconfiara para onde
    poderiam fugir os criminosos tanto que hem parlo
    do Tab' dii-se o caso de resistencia do soldado de-
    sertor e por conseguinte a morle delle, e quem he
    causa ? qucfti procurou seduzr laes cboclos, e rom
    cites os mais. Oiidc reside o cabuclo rniAo que se
    cscapou ? Tenlio ouvido dizer que na.. jy Boc-
    ea da lilaila. Ierras do engenho Tab'!!
    Nao deve o Sr. correspondente de Mamanguape
    publicar coro tanta farilidinta informadles dadas*por
    pessoas insidiosas, ofleodendo sobre maneira inno-
    cencia ; mas lenho grande regostjo, Srs. redaclores,
    de provar com documentos de algumas-auloridadcs
    desla villa, qual Um sido a minha conducta, si dos
    meus companheiros, sem me acovardarero as linguas
    serpentinas dos meus adversarios. Sao estes os do-
    cumentos para esclareeimeuta da verdade :
    Illm. Sr. Dr. juiz municipal do tcrmo,de Maman-
    guape. Diz o cigano Pedro Antonio ida Coste, re-
    sidente, por ora, neste termo, que Ihe faz necessa-
    rio que V. S. altaste qual tem sido a conducta do
    upplicante c dos seus companheiros duraole o lem-
    po que estao no mesmo termo : por lano, pede a V.
    S. digne-se deflerir ao supplicanle na forma reque-
    rida.ER. M.Pedro Antonio da Costa.
    Atieste que o supplicanle e os seus companheiros"
    tem lido muito boa conducta neste termo. Itapece-
    rca 25 de Janeiro de 1854. Antonio Filippe a*Al-
    buqucrque Maranhao.
    Illm. Sr. subdelegado. Diz o cigano Pedro An-
    tonio da Costa, ora residente neste termo, qoe Ihe
    faz necessario que V. S. atieste, qual lem sido a con-
    ducta do supplicanle edos seus .companheiros du-
    rante o lempo que estao no mesmo termo : por tan-
    to, pede a V. S. digne-se deflerir ao supplicanle na
    forma requerida. E R. IA.Pedro Antonio da
    Cotia, Atiesto que durante o lempo qoe lem re-
    sidido Ata freguezia o supplicanle e os seus com-
    panheiros, nao consla-me que lenhao feito furto
    algum, e nem commeltido crimes, sendo o suppli-
    canle e os seus companheiros, de maito boa conduc-
    ta. Subddegacia da villa de Mamanguape 25 de
    Janeiro de 1854..Zoilo l'alenlim Peiaoto de fas-
    concellos.
    PUBLICARES A PEDIDO.
    Na appellacao civel, vinda do juizo municipal de
    Goianna para o tribunal da rclacao, entre parles co-
    mo appellautes os her'deiros do finado Antonio Jos
    Guimariies por seu bastante procarador, e appellado
    o curador da heranca. o bacharel 'JoSo Floripes
    Dias Brrelo, foi proferido o seguinte accordlo :
    Accordao em rclacao, &c Que julgam millo o
    processo de fl. 7 em diahte, visto que dos autos mos-
    tra-so a incompetencia do supplenle juiz municipal
    em exercicio, Joaquim Raphael de Mello Jnior, cu-
    ja classiflcacao^emJ.Mugar na ordem dossopplen-
    les torW-sc vehementemente suspeila a'fabiafldfiem
    vista da por a fl. 83 e cerlidSo a fl. 50, por tanto, aiiiiultado o
    processo a fl. 7, condemnam o appellado as cusas.
    Como, ha suspeilas sobre s dito supplenle em exerci-
    cio, Joaquim Raphael do Mello Jnior, mandam que
    se instaure contra elle o processo de responsabilida-
    de, remeltendo-se ao juiz de direilo respectivo co-
    pla aulhenlica da portara, exame e cerlidiio que fi-
    eam mencionados.-,- Recife 18 de fevereiro de 1854.
    P. Azecedo filiaresBastos Leo Souza
    Rabello.
    Dizem Anlouio Pires Ferreira e oulros que preci-
    san) que o escrivao Sanio, vista dos autos de libello
    Paula Cavalcanli de Albuqucrque, ibes de por cerli- i
    dio o theor do qne por parte dos nupplicantes for /
    apontado, portante P. ao Illm. Sr. Or. juiz do civel
    mande passar a eerlido requerida. E R. Me. .
    Passe. Recife 20 de fevereiro de 1854SileaGui-
    maraes.
    Joaquim Jos Pereira des Santos, escrivao vitalicio
    do civel nesla cidade do Recife eseu termo por S.
    M. I. e C. o Senhor D. Pedro II que Dos guarde,
    et:., etc.
    Certifico que revendo os lulo* de libello enlre par-
    les o Exm. Sr. Francisco de Piula Cavalcanli de Al-
    hnquerque, Antonio Pires Ferreira e oolfo, delles
    constan) ser o theor da pelicao que pelo supplicanle
    me foi apona da o seguinte:
    Dizem Antonio Pires Ferreira e oulros, qoe estan-
    do conclusos i V. S. os autos de libello, que coro os
    supplicanle* litigara o senador Francisco de Paula
    Cavalcanli de^lbuquerque e sua mulher, para a de-
    marcaco dos dous engenbos Suassaoa e Bulhoes,
    hc-uve V. S. por bem, depois de reconhecer a difll-
    culdade, senao impossibildade de se determinaren)
    os limites e poni, divisorios pelos documentos apre-
    sentados, e em vida das razes produzidns por ama e
    oulra parle, declarar que para o conhecimenlo da
    verdade era indispensavel a in.pecsao uceular, e ur-
    denar que se procedesse a vislona requerida pelos
    autores as linhas, que designaran), ou antes phan-
    lasiaram; veem os supplicanles respeilosamente re-
    clamar contra esta decisao de V. S., e requercr a sua
    reforma. Versando a queslo sobre os limites e pon-
    tes divisorios que os conslituem, he evidente que nao
    pode ler lugar, ou nenhum esclarecmenlo pode re-
    sultar da inspeccao ocular determinada por V. S.,
    porque a questao decidir he quaes gejam os pontos
    oumnrcoa que sirvam de dvsiio entre as duaspro-
    priedades, e esla queslAo fomente pode receber soln-
    CAo dos (ilutes e das provas produzidas por uma e
    oolra pade c nAo d visloria, a qual poderia deter-
    minar, ou verificar a existencia, on posicAo deste ou
    daquelle marco, e naoquacs sejam estes pontos divi-
    sorios; sjj V. S. reconhecia que estes pontos nao
    estavam determinados, e nem podiam se-lo em vista
    dos ttulos, provas dos autos e razes produzidas por
    uma c oolra parte; he manifest que nao podia de-
    terminar visloria sobreganaos arbitrarias, nao s
    porque seriadecdir a quesiao pela quest5>*ito he,
    tomar por base da inspeccao ocular, pontos que san
    contestados, e cuja existencia nao foi ainda resolvida,
    como porque pela visloria se viria determinar e eata-
    bclecer o que deve ser ronsequencia da demarcado,
    qne for ordenada, islo he as linhas que devem ser li-
    radas, e qne devem indicar osjimiles; dra, se antes
    da sentenca em que se determinan) os pontos da de-
    marcacao, nao podem nem devem ser estabeceidos
    esles pontos, he visto que a visloria trar o resultado
    de procufar para a decisao da questao o que forma a
    mesma questao, e de tomar por base aquillo que l-
    menle pode ter consequencia, aquillo que "se tem de
    pnticar em execucao de que por ventora for jalgado,
    o que sobre n3o ser conforme aos principios, de direi-
    lo, contrasta aberlamenle com a natureza da questao.
    E de feito a inspeccao sobre marcos, que porven- .
    tora forem indicados, ou mostrados, e sobre esla li-
    nha que figurn o autor, e que V. S. lomou para
    base da visloria nao pode determinar qaaes sejam os
    pontos divisorios, qqaes sejam os limites enlre os
    doas engenbos, porque se nao trata de saber se exis-
    ten) laes e laes marcos, e qual o rumo que lem de se-
    guir as linhas que se correrem deste para aquello
    ponte, mas quaes sejam os pontos divisorios dimites
    estabelecidos pelos ltalos, e por posse anliguissma,
    e V. S. comprehende perfeilamenle, que esta nao
    pode ser determinada peta inspeccao ocular, que
    nao foi requerida com oulro fim, seno estabelecer
    uma base que no offerecem os ttulos e as provas '
    Parara ja de maito em nosso poder para seren pu-
    blicados, os versos abaixo, os qaaes lem sido retar-
    dados em sua puhlicacao por cirreumstancias impre-
    vistas. A autora, a Illm." Sr." D. Isabel Adelaide
    de Siqueira Granja, vluva do lente-coronel Pacifi-
    co Lopes de Siqueira, pedio-oos a publicaran dessas
    poesas, declarando-nos que nao era sua mente sup-
    por-lhes algum mrito titterario, pois lem conscien-
    cia de sua acanhadissima iltustraeao, mas nicamen-
    te no intuito de dar um desabajo a seu coraco Uo
    profundamente magoado. /. F. S. B.
    Eu afilela vou' contar
    Minha dr, minha allliccao, ,
    Os tormentos que padece
    O meo temo coracSo.
    Amado Pacifico,
    Nome lao doce.
    Esposo querido,
    Morrea acabou-se.
    E cmo nosso viver
    Neste mundo descontente,
    Trazendo sempre a Pacfico
    Na memoria e mais na mente.
    Seu ar lao helio.
    Brando e risonho,
    De continuo me lembra,
    Acordada e no sonho.
    Sua imagen), seu retrate,
    Trago-o sempre na Umbrtica,
    En o amo de continuo
    E meu pealo nunca cansa.
    Que desprazer,
    Que desventura,
    J nao vejo
    Sua figura.
    Se juntoa-ti eu eslivera
    di mesmo na campa fria,
    Eu lena mais prazer,
    Mais gloria, ni.js alegra.
    Ue que me serve
    Sem li viver,
    Viveudo assim,
    Sem ter prazer ? !
    Oh meu amado esposo,
    Qoe dr no mu coraco !...
    O quanlo mo tem custado
    A eterna separaco.
    S a parra
    Me separava
    De um bem,
    A quem amavra.
    .tornis meposso esqoerer
    Do meu Pacifico amado ;
    Na lemhraura, na memoria,
    Eu o trago retratado'.
    Era tAo meigo
    E tan amado.
    De lodos sempre
    Tao'iflagado.
    As suas bellas maneiras
    Com que elle me Iralava,
    Eseu amor sempre firme,
    Todo me caplivav.s.
    Basla, Sr. Dr. Silvino. Ainda que o caboclojprcso
    dissesse que ia para outra parte; porque liuha um
    dos soldados um primo naTaquara forAo para amule
    os conduzia, quem nao v nisto a mentira visto que o
    ontro reside cm lefras do engenho Tab' ? Agora
    quanlo. .ao que diz S. S. que dous homens de
    honra ouviram do Sr. Claudano o que asscvcrou
    cm sua correspondencia : isto he que este contra a
    sua voulade e utciameute toreado por considera-
    do. autos para a arbitraria demarcaran gue se
    propoe o referido senador. Reflic'ta V. S. que a vis-
    loria nao he sobre a existencia ou posc-Ao de lal ou
    qual marco, que sejv contestado, mas sobre *Mkz
    'i'iiAb arbitraria, gue nao est de accordo com os
    ttulos apresentados pelo autor, e gue n3o tem bate
    noiautos, a nao ter o mappa de folhas que mandou
    elle lecantai" particularmente e segundo entendeu, e
    como tomar-se uma semclhanle base para a visloria,
    a qual nao (em cabimento para a questao, e n3o pro-
    duzir oulro effeite que nb seja, Como fica^pondera-
    do, decidir a questao p^af|limi7 que*faz >bjecfn
    delta, eqy.0 ainda no foi determinado".' Posto qoe a
    visloria seja prova mui altendivel, lodavia V. S. aw-
    be perfeilamenle que smente deve ser deferida nos
    casos em que he cabivel, e que pode esclarecer e nao
    coofundir a questao.
    Ponderan mait os tuoplicanles que uma das la-
    tes de que prn Um os linhas que tem de ter objeclo
    da ristoria, he a tteriptura de folhas 42, a qual ten-
    do copia de copia, nenliuma fe merece, segundo he
    correnle em direilo. Pereira e Souza nota 466, -j
    foiacoimada de nulla pelo proprio ar dos autores,
    nos embargos de folhas 8 ceno e8&, e assim foi de-
    clarada por sentenca pateada emjulgado, e proferi-
    da sobre ditos embargot a folhat 93, e como admil-
    lir para base da vstertl dita eseriplura e outros ti-
    tulo* que V. S. j reconheceu nao provarem in-
    lenro do autor1 Eulra pelos olhos que a incontla-
    dencia da prova oflereeida por este, eje reconhecia
    por y. S. nao pode ser supprida pela Inspeccao oc-
    cular, que nao pode alterar o que consta destes tito-
    Ios, e dar-lhe valor que nao lem. E como, e para que
    fim correr linhas, e fazer sobre ellas uma inspeccao
    ocular, quando a base que para isto ha, he arbitra-
    ria e sem Ulules que a aulorisem? Parece aos sup-
    plicanles que se no deve proceder a nma diligencia
    sem resultado, e que nao vai de accordo cora a ques-
    lo que se ventila, nem pode sobre ella derramar
    Inz, e V. S. tabe per/eitamento-qftal a decisao t/He
    o direilo ordena se profiray cautas em gue oum
    tornao tem procado a ,tfh inlencao; sendo pira
    notar qu ao mesmo tempo^ue se reconhece nao es-
    tar provada esta inlencao, se mande proceder ins-
    peccao ocular, nao sobre um ou oulro ponto parti-
    cular, mas sobre a quesUtuenigeril, ecomo meiode
    supprir a prora guenao'ftreramot!itorcSj.^e ra-
    zoavcl e judicialmente nAo po* ser lcaucadU .pela
    diligencia requerida e ordenajda! Os supplicanles
    nao se arreceiam da visloria, e mui bem coroprehen-
    dem a sua inulildarte, e te oppoem pela nica
    razao de malar a confusSo delta pretende de-
    duzir o autor, e o absurdo d tue se pretenda agora
    fazer, e como meio de tazer pro o que smente po-
    de ser consequencia da demarcado, como seja correr
    as linhas, e determinar os seus: respectivos pontos. E
    requeren) que V. S. tomando,; em consideradk o ex-
    poslo, e allendendo a nauirc*a da questao,.e aos ele-
    mentes que devem concorrer para a sua decisilo
    jurdica e imparcial se digne de reformar a nterlo-
    culora, que proferid na uUima audiencia, e que as
    aulos sejam de novo conclusos para os decdir,,eo-
    mo julgar de dreito, c mandando que em todo o
    caso seja esta unida aos aulos para constar ero-toda o
    lempo a sua fundada e jurdica.reclamaco. Pede a
    V. S., Illm. Sr. Dr. juiz da primeira vara do civel,
    Ihes delira pela forma' requerida. EK.ll.
    Nos aulos. Recita 13 de fevereiro de 1853.Sil-
    va Guimaruet.
    Certifico mais que snbndo os aulos a conclno,
    nelles proferta o juiz a;inlerlnco(oriu do theor se-
    guinte :
    Fica indeferida a pelicao a folhas 318, e cumpra-se
    o despacho a folhas 316. ltecfe 16 de fevereiro de
    1854.Silva Guimaraes.
    E nada mais se conti nha em dita pelicao, des-
    pacho e interlocutoria que me foram apuntadas, e
    que fielmente liz lirar por cerlidAo dos proprios ori-
    ginaos aos qu.ies me reporto, e vai na verdade sem
    cousa que durida faca, conferidas e concertadas na
    forma do eslvllo, e por mim subscriptas e nssigndas
    nesla cidade do Recife de Pernsmbuco, aosfil dias
    do mez de fevereiro doanno do nascimenlo de Nosso
    Senhor Jess Chrslo de185t. Snbscrev e assignei.
    Em f de verdade. Joaquim Jos Pereira dos
    Sanios.
    X) amor paternal,
    Os I
    i brandos cariuhos,
    Ih-vellos que linha,
    . Aos seus bfriis lilliinhos.
    Tudo islo, tudo isto,
    Tudo a parca me rouhou.
    Arrancando dos trajas bracos,
    A quem tanto m> amou.
    Nao posso assim
    Mais rcsi'.tir,
    A morle vou
    Tambera seguir.
    Villa do (mrieury 20 de dezembro de 1833.
    Itabel Adelaide Granja de Siqueira.
    LITTKIATIRA.
    /
    <
    Os. suicidios.
    llevemos confessar que lodo o mundo he Rxceativel
    em um certa grao a uma especie de curiosidad? ar-
    denlee cruel, que prova muilo bemque, seo homem
    nao nuce roao, nao nasce inteiramente bom. A de-
    cencia, o respeito humano nos atestan) muilas vezes
    dos espectculos sanguntenlos tanto como o liuma-
    nidadee uma repugnancia natural. Parece que lia
    em nos um sentido ndefinlvel, tente dosdeleileshor-
    riveit, de que os physiologislas ainda nao fallaran).
    Tem-se observado ha muilo lempo, que na mull-
    do que se rene em torno dos cadafalsus nos dias da




    -'I
    '
    i
    v
    1


    execago, o numero das muflieres excede muito o dos
    homens. As molheres certamente, nao lio mais fro-
    *e que nos; porera (alvez sejam mais volumptuosas
    desse deleite, cajo senlido myslerioso nos escapa, e
    o daseruylve mis em auas organisares nervosas e
    delicadas. Estas mulheres se deleliam, nodosan-
    gue que corre, roas de seu proprio singue que gela ;
    gemem menos visla do infelii, que iropallidece e
    reme, do que de seu proprio lerror, acham prazer
    emsentirem-se desmaiar e tremer, e esgolam com
    ncia e at o fim os deleites atrozes, offerecidos sua
    imaginagao perturbada.
    Pbrventura era um sent melo, como esse, que
    me hnpella outro dia para o meio dos deslrogos da
    morle nesse fnebre deposito de cadveres, que se
    chimo Morgue ? Creio de mu boa vonlade que
    m; porqoe squti urna especie de decepeflo, e salii
    nao aemeraogSo, mas desgosloso e descontente de ler
    esperimentado o contrario do que aguardava ; direi
    o queesperava ? Eu Qgurava a Morgue, onde ju-
    mis tinha-enlrado antes, urna como abobada hmi-
    da, urna caverna obscura, mal eschecida por algu-
    mas pallidajalampadas; ligurava a mullidao passean-
    do silenciosa e consternada ao longo das mesas, em
    qaesangram ainda os cadveres, que nellas jazem
    eslendidos. Imagnava alguma cousa de Iriste e (u-
    nebre. Enganei-me.
    A Morgae, situada mu perlo de Notrc-Damc. no
    centro de um dos bairros mais populosos de Paris, he
    um pequeo odilcio quasi quadrado, ruja forma ex-
    i nada tem que chime a iltenco e predispo-
    iha o eorago. He urna especie ale corpo de guarda,
    le estaco onde se prestam soccorros aos afogados.
    A porta esto aberta aos passageiris ociosos ; a sala
    que do sylo aos modos tem corea de res ou qualfo
    inelrng qaadrados, he clara e muito decente. Os mor-
    ios eslo expostos ah aceadamcnle em oilo lages
    prelas,e algamas torneiras derramam sobre os corpos
    agua fresca, que corre cdVilinuamente e os conserva
    cni um estado de conservarn. Por cima de cada ca-
    dver, eslAo pendaradosem Iravessas de madeira os
    vestidos que seryirara de o fazer conhecido. Urna
    vdraca separa a sala em que estao esses iofelizes, do
    eslreito amphi-lhealro reservado curiosidade profa-
    na da mullidao.
    Ha dias em que essas oilo lages negras disposlas
    regularmente em duas ordens, as quaes compoe o
    fnebre dormitorio, estilo todas necupadas. Nesse
    dia, orna dessas pedras servia de leilo a um 'desbra-
    gado de cerca de cincoenta auno;. Nao linha feri-
    mento apparente, mas seu rosto e seu corpo eslavam
    . descarnardos. Sua barba grisallia tinlia obscurecido
    suas faces esvadas de urna vegetacSo postuma. O
    senlimenlo e a inlelligencia nao (inham deiado um
    > era suas feigoes, mas linliam conservado im-
    pressao de nina prnstragao. profunda e suprema.
    Adevinhci urna victima da roizeria, um daquelles
    a fome mato, ou se malam para nao seren mor-
    ios por ella-. Em seus labios azulados e ontre-aberlos
    errava esse sorriso irnico ordinario aos morios, tao
    doloroso de ver, e cojo sentido se interroga com ago-
    na. Por ventura he da Ierra que le riera, lies que
    fogem da trra ? ou do co, tendo clles o segredo da
    ? Um saio de pauuo grojso llie cobria urna
    parte do corpo. deixaodo o peito e. as pernas deseo-
    bertas ; agua eorria e luslrava seus membros rigi-
    los. lius trinta curiosos se upprimiam para ver, col-
    ocando na vidraga ollios estupidos, como se tratasse
    e urna per de anatoma em um museu, "lamenlau-
    do as grades que os impediam de o tocar.
    Sahi apretadamente com corarlo aperlado. A
    morle em apparato o mais lgubre e mais -trgico,
    he um espectculo para o qual me linha preparado.
    Debaiio desse aspecto ella inleressa, mas uao repel-
    le. Ella nos inspira um horror myslerioso ; lia ordi-
    nariamente, ainda iriesmo nesse desastre tcrrivel da
    e violenta, notei quode-solemne, que desperta
    naturalmente em nossa alma as esperanzas intimas
    jnsoladoras, estrellas que brilliam nos creps de
    lodos os fmulos, oleo santo que apaga aos olhos a
    mancha dos corpos sanguinolentos. Mas essa decen-
    te uirialidadc, esse aceio J.amphi-lhealro, esses
    sorpog humanos, esses restos da crealura feita i ima-
    gem de Dos, deilados all como carne nos baleos
    0 agoague, sem guardas.sem orages, sem nenhum
    ymbolo religioso, que os proleja eimpnnha curio-
    sidad* c> nica do passageiro, he um espectculo mais
    medonho que o sangue : elle rcvnlla e gela o senli-
    menlo religioso e a esperanra.
    Cmas cb%fi irWrlhria causado naquelle lazar
    un emoli viva e pnugente: os vestidos pendura-
    dos por cima das cadveres ns, despidos desses des-
    pojo*, (arraposeloquenles da mizeria dos desgrana-
    dos Gibo* adiados da morle, tao frequenfemente lera-
    dosao suicidio pela nudez^. -as mizeraveis reliquias,
    assim exporta, tem analoga singular com o castigo,
    que Dante inflinge na Divina Comedia s almas dos
    suicidas. Elles cahem da Ierra que abandonam, em
    um* floresta, sombra do inferno ; germinam logo na
    larra como graos de cevada, e vem a ser, debaixo da
    forma de arvores, a presa das harpas. O* ramos dio.
    ram, as folhas sangram. Depois, no dia do juizo, ca-
    da urna dessas arvores, ou antes cada urna dessas al-
    mas deveri levar, onforcado em seus ram is, seu cor-
    po ressuscitado para o valle de Josaphat, sem poder
    revesli-lo, porque te despedio delle violentamente.
    Admira ve I o sinlstro delirio Apartei-me meditan-
    do nMoe Umbem naquelles infelizes, para quema
    pliilosophiae a religio tem juizos to severos.
    O poeta orthodoxo do ealhohcismo na media idade
    devia collocar no inferno os assassinos de s mesmo.
    Nem o enligo nem onovo testamento conlm, he ver-
    dade, nenhuma prohibi* formal do suicidio ; mas
    a Uaeologia tem jntgaduve-la implcitamente encarre-
    gada nestemandamcnlo do declogo:Tu nao mata-
    ras. Em virlude dos decretos cannicos a igreja re-
    cosa aos suicidas as preces, a agua e a Ierra sania, se-
    pulta-e* em um canto solado do cemitero, e aquel
    les que abandonaranKseu lugar no meio dos vivos,
    nao o tem no campa abe^ffdo dos morios. E aqu
    "o que explica, como a r igiao christaa jio se mani-
    feta por nenhum aytnLilo externo no lugar em que
    eiislem os suicidas, onde cada dia se recolhe um ou
    dos dalles, onde estao expostos, se aceilarmos o doa-
    nta em lodo o seo; rigor, quasi tantos assassinos
    q (lautas lio as victimas.
    Bao desejo abrir ufma discossao sobre homicidio. O
    eiame dogmtico datgueslflo esto terminada lia muito
    lempo. O suicidio tem tido lautos apologistas como
    adversarios, cloqueles. A liga esta fechada. Sne-
    ca, Plutarco, Montofeng fallaran) pr ; Rousseau od-
    vstjsu pro e contra, HuWgier de Uauranne, aba-
    de de Saint-Gran; esrev'eu no secuto XVII um li-
    vro, que pode passar por um verdadeiro cdigo da
    mateaia. Tralava neltc ex prefesso do ludos os casos
    he prohibidlo suicidar-se, e dos casos mais ra-
    , (osan que o suicidio he permeltido- A obra ja
    **** iKotalyViil, lalvez que nao exisla mais
    renMie urna perda de que fcilmente se po-
    de consolar, se eonsiderar-se ludo que existe sobre o
    ojelo. Ai leis,- as retigies dos dilTercntes povos
    apresenlam, todas flo mesmo modo, urna mu|tido
    de argumentos e fados em apoo de urna e nutra tre-
    se, seni fallar dessas pobres indianas, execntadas an-
    teado que suicidadas na>>ra de. seos maridus, a-
    eham-se exeittplog curiosos, os quaes provam que n
    sacrificio voluntario lem sido muin; vezes justilica-
    da ou mesmo honrado. Valerio Mximo contaque
    1 MamlhesM guardavam em um deposito publico
    ata psc3o feila d cicuta, destinada a lodo aquelle
    quejustificasse perante o eonselho dos Oninhenlos os
    motivos, qoei> faziam desejar a morle, A legi.lar.1o
    romana pareca ler-se inspirado da doulrina dos sloi-
    eas, osquaes jiilzavain que he liio legitimo sahir-se
    da vida, como de umquarlocheio de fumo, lima
    pecador Marco Antonio dizu : Se vosso
    pal oavesso irmo, nao sem'o reo de nenhum crme,
    a matar para se suhtrahir as dures, ou por aborreci-
    aeato da vida eu por nudez, seu leslamenlo seja vi-
    ""^Wdeiros succedara por inleslado.Pelo
    , io a lei civil e religiosa dos mahoraelanos diz
    expresamente :^.tiio vos ma[eis por qll8 He
    ricordioso, e lodo aqu.lle que se matar por ma-
    licia e malvadeza.swi earlimenle assado no fogo do
    inferno.
    Entre a legislare as eren,;,, diiTerenles. entre
    as autoridades contradictorias, haveria como se v,
    aabaraco na escolha, se por accaw lralMse e ,us.
    tenUr urna Ihese em uro on em utru sentido. Mas
    a eewsciencia tem filado t.la a incerteza. Qualques
    que fot lincero, c ao monos que le queira divertir
    coro algum Trio paradoxo, deve>tisenlir no qUe el-
    la dri, qaando ma voz sefazouvir no silencio dar
    paixoes.
    A vHtqUt Dees nos deu, perlaoce-lhe e nao a
    nos; elle reservn para si o tornar a toma-li; at
    enlfo ella henm como deposito inviolavcl para lodos
    e para nos meamos. O suicida he criminoso ; mas
    lie JsMto lavar o analhema ao ollmo limite ? Espan-
    \K-mt de ver ptasoasj que Yisla de excessw dcsia
    nalureza, esli mais disposlas a julgar e a condem
    nar, do que cheos de compaixio pelas mizerias, que
    lemreduzido um do seus semelhanles a esse ex-
    trema. *
    NSo se arraslain mais os suicidas sobre a grade.nao
    alravessam mais seuscorpos com estacas'; seus bens
    nao sao mais confiscados, sua memoria nao he mais
    deshonrada, como se via ainda exemploa no lempo
    de Vullaire. Esses progressos tem sido feitos com
    oulros muitos ero nossa legislarlo penal, depois que
    o i inmortal cominentadnr do Iratmbido* deliclos e
    das pciias.os reclamava loapaixonadamenle em no-
    nieil.tjuslira e da luimanidadc Mas sea le penal
    esui desarmada ; a lei religiosa permanece inexora-
    vel; ella recusa a Ierra santa ao suicida, e a philo-
    sophia, em falta de sanerflo penal, o condemna com
    ama exagera;ao, que repugna ao seuso intimo e o
    deshonra com o uome de cobarde.
    Ali! sei que nada ha que objeclar ao direito can-
    nico. Nelle se encontra, que Juilas commelle um
    crinie maior estrangulando-se, da que vendendo o
    Scnhor. Nesse ca. o supplicio que Dante inflinge
    aos suicidas, he ainda mais doce ; l'oi injusto em pu-
    nidlos no circulo medio dos impetuosos ; devia in-
    ventar para elles um circulo cima dequelle, que el-
    le reserva aos traidores, que he o ultimo, o mais le-
    mivel, e onde elle collocou Judas.
    Pobres suicidas! O* Lucrecia! sombra casta, que
    murrest para nao sobreviveres tua deshonra 1 et,
    Bruto, a.uando trahido nos campos de Philippes, de-
    sesperando de seres til tua patria, davidando da
    virtude, vendo teas soldados derrotados e leus ami-
    gos, que inslavam comligo para que fugisles, prefe-
    risles morrera fugir, como dizias, nao com os' ps,
    mas com as rallos e vos sombras encantadoras de
    Romeo eJuetia, que a Ierra quera separar, e vos
    reunistes e abracasles na morle, porventura mereces-
    tes ser to cruelmente punidos f E seris vos real-
    mente coraces atrozes o cobardes '! Oh quanto o
    paganismo era mais doce para vos E quanto me
    parece mais humana, senao poderosa, como a con-
    cepcao dantesca, a ficcao melanclica de Virgilio*
    Errantes nos curresdores do Trtara, ossnicidas la-
    mentam a vida ; elles nio lem oulra pena :
    Prxima delndetenent maalilocaquisibi lelhum
    lasante peperere manu, lucemque per-ai
    Profecereanimas. Quam vellcnt wlherein alio
    Nune et pauperiem el duros per/erre labore* !
    e Perto llalli habitam^as^ohlbras Iristasdos suici-
    das, cuja milo foi ao mesmo lempo innocente e homi-
    cida, os quaes abrreceram a luz e repelliram violen-
    tamente a. vida. Quanto desejaram elles agora sof-
    frer i taz do sol aprobreza e lodos os males.
    A qualilicaco do cobarde pplicada aos suicidas,
    me pareceu semprc falsa e cruel. Sejamos sinceros.
    Antes soffrer que morrer, he a divisa dos homens ,
    diz o bom phitosopho Lafonlaine. O amor da vida,
    o instincto da conservarlo lie em nos, como se lem
    observado mil vezes; um dos mais lories, dos mais ar-
    raizados, dos mais constantes. Nao ha prova mais
    dolorosa, nem mais evidente ao mesmo lempo da li-
    berdade humana, de que a vonlade frentica, que
    triurapha desle inslinclo poderoso Ouvio-se um dia
    o cardeal Duboisexclamar, fallando a s mesmo :
    Covarde, mala-te, nao uusas! He mister nao le-
    mcra morle para suicidar-se, diz M.'i de Stael, mas
    qnem nao sane soffrer, nao lem valor. Embora !
    Essadistinccao Ub justa entre a intrepidez e o valor,
    conlm a enndemnacao do suicidio, mas na medida
    que couvem. *
    Dos nos livre de o querer rehabilitar Fura mais
    criminoso que nunca lenla-lo lioje. Nossos jomaos
    estao cheios de narrares desses sacrificios trgicos, e
    seesaas lindas podessem ler algum interesse, ellas o
    lirariam do numero sempre crescente da semelhan-
    les exemplos: Nao he para temer, dizia Vollairc,
    que essa leseara de suicidar-se vonha a ser jamis
    urna (locura epidmica ; a nalureza bem o previo ;
    a esperunca e o temor sao as armas poderosas, de que
    ella se serve, para deter quasi sempre a mao do des-
    granado promplo a ferir-se. Pois bem! em nossos
    dias, e em nosso paz, essa loucora de suicidar-se,
    como chama Voltare, lhe tem dado um desmentido,
    e parece degenerar em verdadeira epidemia. A que
    se deve attriburo descnvotvimenlo dessa doenca?
    A' medida que o luxo e a prosperidade geral aug-
    menta, i medida que elles sobetn um degro, deseo
    a nu'/eria um outro '.'
    Nio devenios crer antes, que sao as mizerias mo-
    ra, as quaes sao sobretudo mais serias em nossas so-
    ciedades lao agitadas, to perturbadas ". Que reme-
    dios se deve applicar a essas mizerias? Como impe-
    dir que o mal nao se propague Sao oulros tantos
    problemas, cuja sotarlo se nao procura mais, proble-
    mas graves,*que se apresenlam por occasiso dessa
    queslio tao debatida do suicidio, a qnal nao foi ain-
    da examinada debaixo de (odas as suas faces, so foi
    resolvida de um modo absoluta debaixo do ponto de
    visla da moral eda religio. Sobre esle ponto quero
    apresentar apenas algumas breves considerares.
    Sao bem diversas as causas, pelas quaes se ha sui-
    cidado, e suicida-se. Para nao fallar do dilirio mor-
    a!, fonle a mais frequenle dos suicidios, e que se nao
    deve tratar aqu; a honra, a mizeria, o amor, os sof-
    frimentos pliysicose moraes, a sociedade, o enfado
    queapparece, como se diz, em todas as nossas afllic-
    C5es, os motivos os m.iis graves, como os mais futes,
    os mais desculpaveis eosmais incomprehensiveis lem
    em todos os lempos armado* o liomcm contra si
    mesmo.
    Se as almas dossuicidas estao encerradas em* um
    mesmo Iuga*,deve-se encontrar all mullas singulares
    que se admirem sem duvida de estar juntas. Ao la-
    do de Cliallcrton e de Werlher, por cxcmplo, acliar-
    se-ha (jrecch. o commcnlador de Lucrecio, o qual es-
    crevia na margem de seu lvro : Nota bene, que
    quando eu liver acabado de Iradudiz a obra, ser mi-
    Icrjque me male.A historia desse bom allemfio,
    desse traductor fiel, que deu um n em seu lenco, pa-
    ra se nao esquecer de matar-se, como seu modelo, e
    semalou con? cileito, parece ser inventada a bel pra-
    zer por ser muito divertida ; entretanto he verdica.
    Ue o suicidio por imitaco. A imaginario do ho-
    mem he do urna ferlilidade inaudita era adiar moti-
    vos de deixar esta vida, que dura apenas algnns an-
    nos ; e ainda quando durasse um dia, mais de um
    adiara muilo longo para ler a paciencia do esperar.
    Que quer islo dizer enganam-se e o inslinclo da
    vida nao he Uto profundo, to poderoso, quanto "se
    er, ou beque haemnsum inslinclo mais poderoso
    anda, mais geral, mais absoluto, ao qual sacrificamos
    em primeiro lagar o amor da vida '! Todos os moti-
    vos particulares de deixar vida se resolvem'nesse
    movel supremo. Queremos yiver, mas queremos so-
    bretudo e absolutamente ser felizes, c quando deses-
    peramos de achar a felicidade neste mundo, nos sui-
    cidamos com risco de sermos indignos della na entra
    vida, He essa a chaga, em que a philosophia e a re-
    ligio devem applicar seus remedios; he esse inslinc-
    lo, que elles devem procurar, nao sullocar, he impos-
    sivel, mas combater e 'assenborear-se, quando elle
    quer reinar s em nossa alma, e destruir por sua vez
    aspiracoes mais elevadas e melhores do que elle.
    Desejamos a felicidade e sem duvida somes desti-
    nados para ella, mas somos principalmente destina-
    dos para o bem. Crealura porfealivcl, capaz de con-
    celler o bem c ama-lo, nosso primeiro esforc deve
    ser consegu-lo, mesmo cusa de mil sofTrimcntos,
    que muilas vezes sao os seas degros. lie no fim aero
    duvida em oulra parle, que o bem se encontra com a
    felicidade, e sealcanc.a ao mesmo lempo. Se lieos nos
    concede algum prazer nesle mundo, e nao ha mizeria
    i|u.i o noconlenha, cun pie dize-lo, he por acresci-
    ino. Desgraradodaquelle que cedo se nao preparou
    para hilar e soffrer, que se obstina no conscguimenlo
    da felicidade sem peusar no bem ; elle cava antecipa-
    damenle um abysrao de iltuses desesperadas. O des-
    envulvimenlo de nossas farol.lacles divinas, a inlelli-
    gencia, a energa activa", o amor, he o interesse, a
    obra suprema, qae deve ludo dominar o fallar mais
    alio que o instincto, que o desgostoda vida.que o de-
    ijo da felicidade e o eenlimenlo do soffrmento. O
    pVigoe oaborrecimenlo das preoccupacOes indus-
    tries de nossa sociedade, he arrancar as almas des-
    sasNs3tgusupacoe8 superiores, e avivar-lhes o senli-
    menlo desyi-jerdades, que sos podem explicar, diri-
    gir, fazer supportar a vida! fina philosophia ver-
    daderamente religiosa deveria fazo-las brilhar em
    loda a sua hti lilleratura moderna lem lambem
    sua responalilaade por incorrer as desorden* mo-
    raes de nossa poca. Sem lomarmos parte as quei-
    xas, que'he moda fazer contra ella, podemos dizer,
    que ella seja pura de tuda arguico ? Nossos escrip-
    lores e nossos romancistas tem analysado muilas ve-
    zes com urna delicadeza penetrante as fraqflRas do
    coracao e as paixoes fecundas em tempestades ; elles
    oes tem mostrado porfia nossos ardores e nossos des-
    maios em procura da felicidade; mas 9 ardor pelo
    bem, a energa pela felicidade dos oulros, pela dedi-
    caro aos oulros, a firmeza superior oas paixoes e
    DURIO DE PEBHAMBUCO, QUINTA FEIB* 23 DE FEVEBEtRO DE 18$4.
    nos soffrimeulos das personageus heroicas, bradando
    como promelleu em seu rochedo : Vile o que um
    dos faz suflrer a oulro dos! ou antes, das persona-
    geni que murmuran palavras do resignarlo, como
    Job :Porque nao aceitara eu os males da mesma
    mao, de que lenlio recehido os bens?eis-aquo que
    elles lem mui frequentemente desprezado mostrar-
    nos.
    Nem a philosophia, nem a religio, nem a Hileras
    tara conseguirn prevenir sem duvida totalmente os
    sacrificios criminosos, que se chamam suicidios. As
    paixoes e a mizeria foram sempre victimas. Mas pe-
    lo menos, se ellas unissem seus esforc.os, ver-se-hia
    diminuir o numero desses suicidios moraes, qae
    tambem se devem levar em conla sao os mais lamen-
    lavis. Quanlos desses desgranados nao ha, que dei-
    xam dormir ou seccar em seu germen todas as suas
    faculdades "f Quanlos, inleiramenle egostas de suas
    paixoes, mergulhados em sua personalidade, a que
    '"dado ludo, e nada pode salsfazer, menos desen-
    cantaos do mundo que de si mesmos, arrestando o
    fardle una vida, que com razao os desgosla Sao
    estes js verdadeiros covardes Nao liveram coragem
    de vilrarem em si o golpe mortal; suicdaram-se.
    Ningum os achadeilados na Morgue ; ellesrespiram,
    fallatm, caminham ; masseu corajo nao bale mais;
    elles nft) saliera pensar, nem amar, nem soflrer ; es-
    tao monjos. | Journal des DbatsJ.
    COMMERCIO.
    PKACA DO RECIPE 22 DE FEVEREIRO AS 3
    HORAS DA TARDE.
    Colarles ofliciaes.
    Uesconl, de letras de i a SmezesI ao roez.
    Assucar mascavailo escolhido e especiala 18800 e
    1J iO por arroba.
    Dita bra ico sumeno2SI80 por arroba.
    ALFANDEGA.
    Rendim lato do dia 1 a 21.....25.>:308*86G
    dem di da 22 .......18:21 1jsI0
    273:520*176
    Descarregam hoje 23 de feiereiro.
    Brigue americano \V. Pnnee flrinha de trigo.
    Brigue brasileiro Dous migo^fozi vasias.
    Bngue brasileiroDuque ia*feTceira\dtta.
    Imporlacao .
    Brigoe naciom\ Duque da Terceira, vindo do Rio
    ae Janeiro, cousiguado a Amorim lrmaos, indiiifes-
    tou o spguiutc:
    100 volumes barricas vasia; a ordem.
    Experta cao .
    Mjra!? c Pl,^i',, ri|?ue escuua nacional recli-
    na, de 20b toneladas, condiizin o seguidle :__3 cai-
    xas espinsardas, clavnotes e pistolas, : ditas merra-
    donas. 200 barricas farinha de trigo, 100caxasvelas
    steannas, o ditas garrafas de azeite doce, 7 ditas fa-
    zendas, 5 ditas espetaos ecalunaas, 1 dila miudezas
    e phospl.oros, 2 .lilas xarope do bosque, 1 dila ren-
    das, 2 ditas diversos objeclos, 1 fardo papel de im-
    ba, 200 barricas bacalho, 1 raixa pilul
    rqiiinhas e 75 barricas com 298 arrobas
    Roa
    as, 590 bar-
    -__as el libra de
    assucar, 120 calimbas e 4 caixOes charutos, 120 pe-
    dras de amolar, 12 rebolos, 1.50 garrames espirito.
    Parahiba, hiate nacional Aragao, de 31 toneladas,
    .conduzio o seguinte :150 volumes gneros eslran-
    geiros, 15 dilos -.ditos uacinnaes.
    HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
    RAES DE PERNAMBHCO.
    Itendimento do dia 22...... l-tisll1
    CONSULADO PROVINCIAL.
    Rendimenio do dia 1 a 21.....35:6383632
    Idemdod.a22..........1:178,-21!)
    36:81 (851
    MQVIMENTO DO PORTO.
    fiiaciofahtdo* no dia 22.
    Liverpool pelo Rio Grande do NortePatacho hes-
    panhol Faro, captao Maooel Fernandes, em las-
    tro.
    ParahibaHiate brasilcro Drago. meslre Henri-
    que de Souza llallra, carga varios gneros. Passa-
    Bero, Placido Ferreira da SUva, Antonio Jobo
    Ramos, Antonio Francisco Madeira, Joao Garca
    do Amaral, Joaquim Justiuiano da Silva.
    EB2TAES.
    0 Illm. Sr. iuspector da Ihcsoiiraria provincial,
    em cumprimciilo da rcsoluploda junta da fazen-
    da, manda fazer publico, que no dia 23 de marco
    prximo vndonro, ucranio a junta da fazeada da
    mesma thesouraria, \ni novamenle a prara, para
    ser arrematada a qucni por menos lizer a obra dos
    conccrtc-s da cadeia da villa de Pao d,Alho, avalla-
    da era 2:8609000 rs.
    A arrematac.ao ser feila na forma dos arligos 24
    c 27 da lei provincial u. 286 de 17 de maio de 1851,
    c sob as clausulas especiaes abaxo copiadas.
    As pessoas que se propozercm a esta arrematarao
    comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
    dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
    mente habilitadas.
    E para constarse mandn aflixar o presente o pu-
    blicar pelo Diario.
    Secretaria da thesouraria provincial de I'ernam-
    buco, 21 de feverciro de 1854.O secretario, Anto-
    nio Ferreira da Anituncianto.
    Clausulas especiaes para arrematan!o.
    1 As obras dos reparos ra cadeia da villa do
    Pao d'Alho scro feitas de conformidade com o pla-
    no c orcameulo approvados pela directora em eon-
    selho c apresenlados a approvae.ao do Exm. Sr. pre-
    sidente da provincia na importancia de 2:8609008
    ris.
    2. As obras comeraro no prazo de trinta dias e
    serao concluidas tro-de-qualra mezes ambos conlados
    de conformidade a un o que dispOe o artigo 31 do
    regulaniculo das obras publicas.
    3. A importancia da arrematarlo ser paga em
    tres prcslajes, sendo a primeira de dous quintos,,
    paga quando o arrematante houver feito a melade
    das obras ; a segunda igual a primeira paga no fim
    das obras depois do recebimeulo provisorio ; e a
    ultima paga depois do auno do rcsponsabelidadc,
    c enlrega lifuilivu.
    4. Para ludo o mais que nao esliver determina-
    do as prsenles clausulas, ou no orramento seguir-
    se-ha as disposiroes da lei n. 286 de 19 de maio de
    1851.Conforme.O crrclario, Antonio Ferreira
    da Annunciario.
    * O Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
    al, em cumprimento da resolurao da junta da fa-
    zenda, manda faer publico, que no dia 23 de mar-
    co prximo viudouro, poranlc a juntada fazenda
    da mesma thesoinaria, va novamenle a praca, para
    ser arrematada a qnem por meuos lizer a obra dos
    coucertos da cadeia da villa de Serinhaein, avallada
    era 2:7508000 rs.
    A arrcmalacao ser feita ai forma dos arligos 24
    c 27 da lei provincial 286 ilc 17 de maio de 1851,
    e sob as clausulas especiaes alwiixo copiadas.
    As pessoas que propozercm a esta arreinataffte-
    romparccain a sala das sessoes da mesma junta "no
    dia cima declarado, pelo meio- dia, compelcnle-
    iiK-nlc habilitadas.
    E jiara constar se matldou aOls ar o jircseote c pu-
    blicar pelo Diario.
    Secretara da Ihesouraiia provincial de Pernam-
    bueo 2t de fevereiro de 1854.O scrrelaiio, Anto-
    nio Ferreira da .tnnunciariio.
    Clausulas eepeciacs para a arremalarSn.
    1." Os concerlos da caricia da villa de Scriultem
    I a i'-se-l iao de ron l'orin ii ,aile com o oroBiucnto ap-
    provado pe|a directora em eonselbo upresciilado i
    approvacflo do Exm. pr esideule, na importancia de
    dous ronlos seta rentos c cincoenta mil ris.
    2." O arrematante il un principio as obras un
    prazo de um me/, e rlevt T coiiclui-las no de seis
    mezes, ambos contados i ta Corma do artigo .11 da
    le n. 286.
    3." O arrematante seg uir nos seus Irabalhos lu-
    do oque lhe forilcllerra nado pelo respectivo onze-
    nliciro, nao s para boa execucao das obras como
    em ordem de nao inulii lisar ao meslo leni|Ki para
    o sen ico publico todas a s parles de edificio.
    4.a O pazaini'ii.io da importancia dn arremata-
    cao (era lugar era tres p restarOes ijuacs ; a primei-
    ra depois de feila ameti ule da obra, a segunda de-
    pois da enlrega provisor a e a tercera na enlrega
    difiniliva.
    5." O prazo de respot isahilidade ser de seis me-
    zes.
    6. Para-ludo o que
    presentes clausulas c
    ha o que dspe a respeiti o a le provincial n!286.
    Couforme. O secreta, rio, Antonio Ferreira
    O Illm. Sr. inspector d' i thesouraria provincial,
    em cumprimento da resol, ucao da juula da fazenda,
    manda fazer publico, que no dia 23 de marco pr-
    ximo viudouro, perante a junta da fazenda da mes-
    ma thesouraria, vai nova,? ente a pra-.ca, para ser
    arrematada a queni por menos Iteer a obra dos
    concerlos da cadeia da villa do Cabo, avaliada
    8258000 rs.
    A arrcmalacao ser feila na forma dos arligos
    24 e 27 da lei prov incial u. 2H(i de 17 de maio de
    1851 e spb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
    As pessoas que se propozercm a esta arrematarao
    comparecam na sala das sessoes da mesma jimia 'no
    dia cima declarado, pelo meio da, competente-
    mente habilitadas.
    E para constar se mandou affixar o prsenle e
    publicar polo Diario.
    Secretaria da thesouraria provincial de Pernani-
    buco 21 de feverciro de 1854.O secretario, An-
    tonio Ferreira "Anmmciarao.
    Clausulas especiaes para a arrematarao.
    1." Os concerlos da adeia da villa lo Cali far-sc-
    ho de conformidade com o orramento npprovado
    pela directora em cousellio, e apresculado i appro-
    vacilo do Exm. presidente da provincia na impor-
    ancia de 825000, rs.
    2." O arrematante dar principio a obra no prazo
    de quinze dias, c ilevei conclui-la no de tres me-
    zes, ambos contados de couformidade com oarl. 31
    da lei n. 286.
    3." O arrematante seguir na execucao ludo o que
    lhe for proscripto pelo eugeuheiro respectivo nao s
    para boa execucao do Irabalho romo em ordem de
    nao iuutilisar ao mesmo lempo para o serviro pu-
    blico todas as parles do edificio. *
    4. O pagamento da importancia da arrematarao
    verificar-se-ba era duas preslacoes iguaes: a primei-
    ra depois de felos dous trros da obra, e a segun-
    da depois de lavrado o lermo de recebimento.
    5. Nao haver prazo de rcsponsabilidade.
    6. Para ludo o que nio se acha determinado
    Das presentes clausulas nem no orramento, seguir-
    se-ha o que dispe na lei n. 286. Cttnforrae. o
    secretario Antonio Ferreira fAnnunciactio.
    O Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
    al, em cumprimento da ordem doExm.Sr. presiden-
    te da provincia, manda fazer publico, que no dia 2
    de marco prximo viudouro, vnf novamenle a praca
    para ser arrematado a quem por menos lizer, perante
    a junta da fazenda da mesma thesouraria, a obra do
    acude da povoac.ao de Bezerros, avaliada em res
    3:83500.
    A arrcmalacao ser feita na forma dos arligos 24
    e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de, 1851,
    e sob as clausulas especiaes abaxo copiadas.
    As pessoas que se propozerem a esta arrematacao,
    comparecam na sala das sessoes da mesma juqla no
    dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
    te habilitadas.
    E para constar se mandou aflixar o prsenle, e pu-
    blicar pelo Diario.
    Secretaria da thesouraria provincial de Pernambif-
    col.de fevereiro de 1854. O secretorio.
    Antonio Ferreira d'Annunciarao.
    Clausulas especiaes para a arremalafilo.
    1." As obras desle acude serao feitas de conformi-
    dade com a planta e orramento approvados pela di-
    rectora em eonselho, o apresenlados a approvacao
    do. Exm. Sr. presidente da provincia, importando em
    3:814500 rs.
    2." O arrematan le dar comeco as obras no prazo
    de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, contados se-
    gundo o artigo 31 da lei n. 286.
    3." O pagamento da importancia da arrematarao
    ser dividido em 3 partes, sendo urna do valor do
    dous quintos, quaiido houver feito metade da obrs,
    ouh-a igual a l. quando a entregar provisoriamente.
    e a 3. de um quinto depois deum anuo na occaso
    da enlrega definitiva.
    4. Para tndo o mais que nao esliver especificada
    as presentes clausulas, seguir-se-ha o que.determi-
    na a lei n.o 286.
    Contarme. O secretario,
    Antonio Ferreira d'Annunciarao.
    O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provin-
    cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
    sidente da provincia, de 6 do corrente, manda fazer
    publico, que nos dias 7, 8 e 9 de marco prximo
    vindooro, perante a junto da fazenda da mesma the-
    souraria, se ha de arrematar a quem por menos fizer
    a obra do 4-lanco da ramificac,ao da estrada do Sul
    para o Cabo, avaliada em29:268.
    A arrematacao ser feila'na forma dos arts. 24 e 27
    da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, esob
    as clausulas especiaes abaixo copiadas.
    As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
    cumparesam ia sala das sessoes da mesma junta os
    das cima declarados, pelo meio da, competeule-
    menle habilitadas. -----~T~
    E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
    bliear pelo Didrio.
    Secretaria da thesouraria provincial do Pernaro-
    buco 8 de feVereiro de 1854__O secretorio.
    Antonio' Ferreira SAnnunciarao.
    Clausutas especiaespara a arrematacao.
    i.' Asobrasdo- lanco da ramificaco da estrada
    do Cabo, far-se-hao de conformidade cm a planta,
    perfis e mais riscos approvados pela directora enr
    eonselho e apresenlados a approvacao do Exm. pre-
    sidenta, na importancia de 29:268.
    2." O arrematante dar principio as obras no prazo
    de um mez, e dever conclui-las uo de dezeseis me-
    zes, ambos centados na forma do art. 31 da lei pro:
    vincial n. 286.
    3. O pagamento da importancia da arrematacao
    realisar-so-ha cm qualro preslacoes iguaes i al."
    depois de feito o primeiro terco das obras ; a 2.* de-
    pois de concluido o segundo Ierro ; a 3. na occa-
    so da enlrega provisoria ; e a 4.a depois do recebi-
    mento definitivo o qual dever verificar-se um anno
    depois do recebimento provisorio.
    4. Seis mezes depois de principiadas as obras de-
    ver o arrematante proporcionar transito ao publico
    em toda exlenrao do lanco.
    5. Para tudo o quq nao se achar delcrminado
    as presentes clausulas nem no orcamcnlo, seguir-
    se-Ira o qoe dspe a respeito a lei provincial n. 286.
    Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
    nunciarao.
    Fago saber a quem convier, que no da 22 de
    fevereiro andante ter lugar exame de lalim alem do
    exame de philosophia ja designado e annunciado, e
    qoe no din 24 do mesmo mez lera lugar exame da
    mesma disciplina alem do de geometra, e que sbba-
    do 25 do mesmo alem do de inglez ter lugar o de
    philosophia-c lalim. O oflicial que serve de secretario
    pir aflixar nos lagares do estylo, e publicar pela
    imprensa, 'depois de registrado, este edito!. Facal-
    dade de direito de Olinda 21 de fevereiro de 1854.
    O director merino, Dr. Antonio Jos Coelho.
    O Dr. Custodio Manoel da Silca Guimaraes, juiz
    de direito da primeira cara do cicelnesta cidade
    do Recife de PernamSueo,por S. M. I. e Cons-
    titucional o Sr.D. Pedro 11, que Dos guarde,
    etc.
    Faro saber aosqueo presente edital virem.e delle
    noteia tiverem, que no dia 27 de margo prximo
    seguinte se bao de ak-remator por venda,a quem mais
    der.j?m praga publica desle juizo, que ter lugar na
    casa das audiencias, depois deineodia, com assis-
    lencja do Dr. promotor publico deste lermo, as pro-
    priedades denominadas Pitonga e Tabatinga, sitos
    na fregueziu da villa de Iguarass, perlencentes ao
    palrimouio das recolhidas do convento do Sanlissimo
    Corarn de Jess daquella villa, coja arrcmalacao foi
    requerida pelas mesmas recolhidas em virlude da li-
    cenga que ubliveram de S. M. I. por aviso de 10 de
    novembro de 1853,do Exm. ministro da jusliga: para
    o producto da arrematarao ser depositado na lliesou-
    raria desla provincia al ser convertido cm apolices
    da divida publica. A propriedade Pitonga em alten-
    gao as deslruiges qne tem soffrido suas malas, e a
    qualidade da maior parle das Ierras, avaliadas por
    10:000>j000 de rs.; e a propriedade Tabatinga por
    seren nina estrada que offerecemilita vaiitageni.coiii
    um riacho permanente, e una casa de laip.-i robera
    de lelhas, ainda nova, avaliada por 1:0(djUIX) ; sen-
    do a si/.a paga a cusa do arrematante.
    E para qiiechegue a noticia de lodos, maudri pas-
    sar edtaos que sern publicados por 30 dias no jornal
    de maior crculago, e afiliados nos lugares pbli-
    cos.
    Dado e passado nesta cidade do Recife de Pernam-
    buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Manoel Joa-
    auim Raplsla, cscrivao interino o subscrevi.
    Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
    formes do ago sorldos, 12 ; grosas com 12 polega-
    dasde comprimento, 2 ; govas estreitas de ago, 4-
    ditas de inea largura, 4 ; ditas largas, 4 ; limas
    triangulares de 6 polegadas, 6 ; inasselas de ferro
    para quebrar pedras com 12 libras cada urna, 12
    para Tusos de madeira, 2 ; pregos de assoalho, 1,000-
    dilos balis grandes, 500 ; ditos pequeos, 500; dil
    tos de rame com 2 polegadas de comprimento, 2 li-
    bras ; ditos de ditos com 1 '; poleakla de ditos, 2
    libras ; ditos de ditos cora t pulegaua, 2 libras; ver-
    rumas sortdas, 24.
    Quem quizer vender (aes objectos, aprsenle as
    suas propostas em carta Techada, na secretaria do ron-
    sel lio, as 10 horas do dia 1. de margo prximo vin-
    douro.
    Secretaria do eonselho administrativo para forne-
    cimenlodo arsenal de guerra 20 de fevereiro de 1854.
    Jos de Brilo Inglez, coroncl'presidente. Ber-
    nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
    rio.
    O eonselho administrativo naval conlrataofor-
    necimento dos segrales gneros para os navios ar-
    mados, enfermara de inarinha, barca de escavac.no
    e maisestabelecimentos doarsenalno me/, demarco
    vindouro:
    Arroz branco do Maranho, assncar branco de pri-
    meira sorte, agurdenle de 20 graos, azeite-doce de
    Lisboa, dito do Mediterrneo, dito de carrapato, ba-
    catao. bolacha, carne verde, carne serca, caf cm
    grao, farinha de mandioca, feijo mnlalinho, lenha
    de mangue em adas, pao, toucnho de Sanios, vina-
    gre de Lisboa, velas stearinase de carnauba: por-
    tanto, convida-se aosinteressadosem dito Tornecj-
    mento, a comparecerem as 12 horas dodia 25 do cor-
    rente, na sala das sessoes do dito eonselho, com as
    suas amostras e propostas.
    Sala das sessoes do eonselho de adminislrago na-
    val em Pcrnambucn 20 de fevereiro de 1854. O se-
    cretario, Christocao Santiago de Olieeira.
    BANCO DE PEKNAMBUCO.
    O eonselho de clireccao convida aosse-
    nhores accionistas do banco de Pernam-
    buco a realisarem de 15 I de marco do
    corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
    numero de accoes com cjue tem de ica,
    para levara elfeito ocomplemento ao ca-
    pital do banco de dous rnilcontosderis,
    conforme a resolurao tomada pela assem-
    ble'a geral de ^6 de setembro ultimo.
    Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
    1854.O secretario do eonselho de direc-
    cao.Jo8o Ignacio de Medeiros Reg.
    Pela contadura da cmara municipal desta ci-
    dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
    margo, prximo futuro, s far a arrecadago, boc-
    ea do cofre, do imposto municipal sobre estabeleci-
    mentos, lii-ando sujeilcs a mulla de 3 % os qae O nao
    fizerem no mencionado prazO.No impedimenta do
    contador.O amanuense,/'>ancisco Canuto da Boa-
    ciagem.
    e ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
    truccao publica, fago saber quem convier, que o
    Evm. Sr. presidente da provincia, em proposta de 13
    do corrente, creara urna cadeira de inslrucgo ele-
    mentar do primeiro grao, uafregucza de Alaga de
    Baixo ;. a qual est em concurso com o prazo de 70
    dias contados da data deste. Directora geral 17 de
    evercro de 1854.O amanuense archivista.
    Candido Eustaquio Cezar de Mello.
    Conselho administrativo.
    O eonselho administrativo, em virtude de antori-
    sarodo Exm. presidente da provincia, tem de com-
    prar os objeclos seguidles :
    Para a botica do hospital regmcnlal.
    Resina de angico, libras oilo; espirito de vinho, ca-
    nudas 5 ; azeite doce, garrafas 21; alambique da zan-
    co, segundo Souborau, 1 ; baladra de pedestal com
    pesos ,1 ; roudapolao fino para emp. adh., pegas4;ba-
    ciasde pode pedra, para ungento, 4; alguidaresde
    bairo vdrado, 4; machinas para eslender empl., 1;
    Ihesoura grande para corlar raizes, 1 ; ditas peque-
    as para papel. 2 ; alcatrao, arroba 1. (
    Para o arsenal de guerra.
    Algodosinho, varas 243; olanda de forro, covados
    550 ; caseraira verde, 60 covados ; caixa com vidros,
    1; sola garroteada, 50 meios ; mantas de las, 209 ;
    travs de conslrucgao de 30 a 35 palmos, 6 ; hadamos
    de ;i oitava de polegada, 6; lenges de cobre de 6 a
    7 polegadas, 8; tinieiros, 16 ; arieiros, 11; ejempla-
    res de linhas curvase rectas, 20; panno niortuario,
    1 ; chnelos razos, 200; copos do vidro, 24.
    Quem quizer vender laes objeclos, aprsenle as
    suas proposlas em caria fechada, na secretaria do
    consellio., as 10 horas] do dia 25 du corrente
    mez.
    Secretaria do eonselho administrativo, para forne-
    cimenlo do arsenal de guerra I6'de fevereiro de 1851.
    Jos de Brilo inglez, coronel presidente. Ber-
    nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
    rio.
    O juiz municipal supplenfe da primeira vara
    da audiencia publica as I creas e quintas reirs as 11
    horas, puliendo ser procurado lodos os dias em a casa
    de sua residencia, na travessa do Moudego n. 2.
    Em observancia do disposto no artigo 19 das
    instrucroes de 31 de Janeiro de 1851, se bao de arre-
    matar em hasta publica depois da prxima audiencia
    doSr. Dr. juiz dos fritos da fazenda, e por execucao
    da mesma, os bens segninles : um armazem construi-
    do de lijollo c cal no lugar das Cinco Ponas, coloca-
    do no centro de um terreno que lem 65 palmos de
    frente, e 100 de fundo, murado por esle lado, e o di-
    reito, o esquerdo com taboas,algumas arvores de fru-
    tos, no valor de 6008 rs., penhorado a jrmandade de
    N. S. do Livramento ;uma casa de madeira e barro,
    sita na nova estrada da Soledade para o Manguinho
    com 30 palmos de frente, 43 de fuodo, cozinha tora,
    quinto) e cacimba em chaos proprios por 100000,
    Antonio Jos Pereira Lima; 13 baldes grandes de
    cnnduzir agua, sendo 7 de madeira de amarello, e 6
    de pipa, pintados, 8 pares de ancoras da mesma ma-
    deira, ludo por 293000 rs., a (ieraldo Jos Pereira ;
    una armagao de toja de madeira de pinho porSSOOO,
    i Antonio Pereira Tiranno; um escravo crio'ulo sadio,
    e sem vicios com idade de 25 annos pouco mais ou
    menos por 500 rs., a vi*a de Jos Machado Frei-
    r Pereira da Silva, der. arenes da companha de lle-
    beribe cada urna de valor de 508 rs., e todas por
    .5005000 a Joao Carneiro Machado Ilios ; quem laes
    objeclos pretender comparega nb lugar, ehora do cos-
    turae.
    O arsenal de marinha compra os seguidles ob-
    jeclos: pregos do cobre para forro, vistas de osso,
    agua-raz. oleo de linhaga, linha de barca, varees de
    ferro de 4)8 e3r8, ferro em lengol de n. 6 a 8, verga
    de cobre de a 2|8, varees de dito sortidos, tinta
    prcta, dita branca, lona ingleza eslreita de n. la .5,
    cabo de linho de 3]4 a 4 polegadas, arco. de ferro pa-
    ra bandejas, barris e pipas, raspas de ferro, chumbo
    era barra, taixas de bomba de ferro, sebo em pao,
    ps de ferro, pregos ripaes da Ierra, dilos grandes de
    batel, azeite doce, ou de coco, e alcatrao. As pes-
    soas a quem convier a venda de semelhanles objeclos
    comparecam oesla secretaria no 1. de marro ao meio
    dii com as suas propostas'. Secretaria da'inspeccao
    do arsenal de marinha de Pernambuco 21 de feverei-
    ro de 1854.No impedimenta dosecretario,
    Manoel Ambrozio da Conceifao Padilha.
    COMPANHA DE SEGUROS 1XDEM-
    NISADORA.
    Nao se tendo reunido numero sufficicnle de accio-
    nistas para a reuniao que de\ a ter lugar em 9 do
    corrente, novamenle So convidados os Srs. accionis-
    tas para se reunircm cm nssembla geral no dia quin-
    la-feira 23 do corrente pelas 11 horas da manha na
    sala da associagao commercal.
    Compaiihia brasileira depaquetesa vapor.
    O vapor Impcralriz,
    cornmandanto o pri-
    meiro leneule Salome,
    espera-se dos porlos do
    norte em 27 do cor-
    rento e seguir para Macei. Baha c Itio de Janeiro,
    no dia seguinte ao da sua chegada.
    Companhia brasileira de paquetes a vapor.
    De margo proximopor
    diantc, salurSo os pa-
    quetes da companhia,
    do Rio de Janeiro para
    o norte, nos dias 5 e 20
    de cada mez.
    O eonselho de adminislrago naval rompa para
    o fornerimento dos navios aunados, carne de vacca
    salgada cm barris.e bonetes esrossezes ; pelo que con
    vida-se aos interessados em dita venda a comparece-
    rem as 12 horas do dia 25 do correte com suas pro-
    poslas e amostras na sala das sessoes do mesmn eon-
    selho. Sala das sessoes do eonselho de administra-
    rio naval cm Pernambuco 22 de fevereiro de 18.54.
    O secretario, Chritlorao Santiago de Olieeira.
    seniudo de .'!." ullicial.
    O Illm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
    da manila Ta/.er publico que a segunda praca p,ira a
    arrematacao das Ierras, inaleriaes e mais perleoees
    da capella vasa de Nossa Senliorii do Snrcnrro, sila
    no eiizenho desle nome na fregiiezia de Santo Ama-
    ro de Jahoalao, lera lugar
    limo vihdourn, e a tercera
    mesmo mez : os licitantes devorao pois comparecer
    nos referidos das as 11 horas e mea da mauhaa no
    lugar do cosame. Secretoria da thesouraria de Ta-
    zenda de Pernambuco 22 de fevereiro de 1854.__O
    oflicial maior, Emilio Xavier Sobrelra de Mello.
    DECLARACOES.
    se acha determinado as
    no orgajnenlo seguir-sc-
    Conselho adininistativo.
    O eonselho administrativo, cm virtude deauturisa-
    eao do Exm. Sr. presidenta da provincia, lera de
    comprar osabjeclos segninles:
    Para a colonia militar de Pimenteiras.
    Ac de:Mi lao, mcia arroba ; ferro sueco em bar-
    ras quadradas com duas polegadas, 5 arrobas dito
    em barras quadradas cora urna polegada, 2 arrobas -
    dito redondo com urna polegada de grossura, 1 ){ ar-
    roba ; dito em barras chatas com um quar'to de
    grossura e 2 ,< polegadas de largura, 4 arrobas; di-
    to em ditas ditas com 3(8 de grossura, 5 arrobas;
    compagos de 12 polegadas,2 ; follia de seria de (nao
    coraVpcsdeemnpriuKMilu, 1 ; Trros dobrados para
    garlopas com 2 ,' polegadas de largura, 4 ; ferros
    para planas singeloscom 2 polegadas de largura, 4;
    ferros desbastadores cora nm polegada e 3| dilas,3;
    ir no dia 2 de marro pro-
    ra e ultima no da 7 do
    AVISOS martimos.
    Para aBahia segu com presteza o
    veleiro liiafe nacional Fortuna. capitSo
    Jos Severo Horeira Rios para o resto da
    carga ou passageiros, trata-se com os con-
    signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
    panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
    primeiro andar.
    Para o Rio de Janeiro salie no dia
    28 do corrente, o muito veleiro brigue
    Recife o qual jatema maior parte de seu
    carregamento prompto; para o restante,
    passageiros e escravos tambem de passa-
    gem : trata-se na ra do Colegio n. 17
    segundoandar.ouco ocapitSo Manoel
    Jos Ribeiro, a bordo;
    Para' pelo Ceara'
    a escuna nacional Emilia, captao A. S.
    Maciel Jnior, segu para' o Para' pelo
    Ceara', ate' ao dia 24 do corrente, recebe
    carga e passageiros para os dous portos :
    a tratar na ra da Cruz, n. l, com J. C.
    Augusto da Silva, ou com o capitSo na
    prara.
    Para o Ceara e (iranja, salie com loda a hr'eri-
    dade a escuna San Jos : para carga e passageiros,
    traa se na ra da Cruz do Recife, n. 33, em casa de
    Luiz i. de S.i Araujo.
    Para o Aracaly pretende,sabir al o dia 24 do
    correle o hiate Capibaribe, por j ter metade do
    carregamento a bordo : para o resto Irata-se na ra
    do Vigario u. 5. '
    Para o Rio de Janeiro, vai salf ir com
    a maior brevidade possivel, por ter parte
    de seu carregamento, o patacho nacional
    Valente do qual he captao Francisco
    N. de Araujo : quem no mesmo quizer
    carregar, emba car escravos a frete ou ir
    de passagem, para o que tem bons com-
    modos, dirija-se ao capito na praca do
    commercio, ouaNovaes&C na ra do
    Trapichen. 54..
    PARA O RIO DE JANEIRO.
    Segu com toda a brevidade o muito
    veleiro brigue brasileiro DousAmigos,
    por terquasi todo o carregamento promp-
    .to, quem no mesmo quizer carregar o
    resto, ir depassagem ou embarcar escra-
    vos a frete: entenda-secom o capitaoJo-
    se'Ezequiel Gomes da Silva, na Praca, oi
    com o consignatario Manoel Alves Guerra
    Jnior, na ruado Trapiche n. 14.
    Para o Ass e portos intermedios segu nestes
    dias, a lamt uacional .Vaca Esperanra : para car-
    ga e passageiros Irala-se na ra da cadeia do Kecife,
    taja n. 50 de Cunka Amorim.
    Rio Grande do Sul.
    O patacho Dnus di Marro, prestes a seguir para o
    Rio (iranrie do Sul, recebe passageiros : trata-se com
    o captao a bordo : ou na ra da Cadeia Velha n. 12,
    scriptorio de Bailar |& Oliveira.
    Porto.
    Tem praga para carga miuda o brigue porluguez
    r.speranca.qw no dia 28 do corrente segnir impre-
    lerivelmenle para o Porto : Irata-se con Bailar &
    Oliveira na ra da Cadeia Velha, n. 12.
    Para o Rio Grande do Sul sahira BVevc o brigue
    Mafia, captao Jos Joaquim Dias dos Prazeres, re-
    cebe escravos a frete, e lem commodos para alguns
    passageiros: quera pretender pode dirigr-se ao mes-
    mo. ou a Amorim lrmaos, ra da Cruz n. 3..
    Para a Bahi.
    Segu com brevidade hiate Sociarel, recebe car-
    ga a treta, o passageiros; Irala-se com Caelario Cvria-
    co do C. M. ao lado do Corpo Sanio, loja de m'assa-
    mes n. 25.
    t*0"
    SI*
    QU1NTA-FEIRA 25 DE FEVEREIRO
    DE 1854.
    GRANDE ESPECTCULO EXTRAORDINARIO
    m.m EM BENEFICIO DO ACTOR
    Dionizio Francisco das Chagas Soa-
    res.
    'terminada a execucao da brilhanle ouverlura da
    operaFavorito abrir a avena a repiesentagu da
    linda comedia em 8 quadros ornada de msica, in-
    titulada
    A MORENINHA
    OU
    OS AMORES DE 11 ESTl
    I irada do romance do mesmo luto.djrfr. Dr.
    Macdo, autor do Phantasma Branco, Ceg, c dos
    romances Mogo Louro, Rosa. etc.
    DENOMINACAO DOS QUADROS.
    l. Filippee Augusto fazem urna aposta.
    2." O ldanle e a velh'a.
    3. O janlar conversado.
    4. A balada no rochedo e as caigas de Augusto.
    5. Augusto debaixo da cama.
    6. Os quatro em conferencia.
    7." O jury o depois o sanio.
    8." A esmeralda e o camapho.
    P'rtonagens. Deslribuiro,
    Filippe ) Srs. Amoedo.
    Augusto I Esludantes Dionizio.
    Fabricio j de med- Bezerra.
    Leopoldo) cia Mendes. .
    1). Anua, rica propri- ,
    elara e av de. Sr." D. Joaoua Januaria.
    D. Carolina, a More-
    Gabriella-De-Vecchy.
    o Mara Amalia.
    Sr.
    nipha
    D. Violante, velha
    presumida o narao-
    radeira.....
    D. Gabriella ( joven
    de 12 annos). .
    D. Joaquina. .
    D. Clemenlina. .
    helberch velho alle-
    mau......
    O cap to-mor. .
    Raphacl, moleque de*
    Augusto ... n
    Paula, velha ama de
    I). Carolina.
    Convidados de ambos os sexos, criados, ele.
    A acea (em lugar no Rio de Janeiro. O I. qua-
    dro no morro do castalio em casa, do Augusto e os
    oulros na ilha de Vaqueta.
    A orcheslra na occaso do baile locar a linda
    quadrilha
    1AEECHAL FERBAHD.
    r inda a comedia o Sr. Ribeiro cantar a muilo ap-
    plaodda aria do
    o Luiza Monlero.
    Leonor Orsal.
    Jezuina,
    Cosa.
    Sania Rosa.
    Ribeiro.
    Alvilre.
    Em seguida o mesmo sentior e a Sra. Gabriella
    cantaran o lindo duelo da opera
    A VELHICE NAMORADA.
    lermiiiiindo o especlaculo com a aria de 1). Bazi-
    iio, da opera
    OBARBEIRO DE SEVILHA.
    cantada pelo Sr. Ribeiro.
    N3o tendo sido possivel, promptihear-se a msica
    da aria do Beneficiado, edo duelo a Marqueza, pela
    falto de lempo, e nao qiiercudo, nem podendn o be-
    neficiado transferir o seu beneficio, o prehencheu da
    mancira cima annunciado, confiado na hondade
    dosseus Ilustres considadaos, e do respeitavel publi-
    co em geral que benigno o desculpara por esta falta,
    filna das circumstancias.
    O resto dos blhetes esl a desposicao do respeitavel
    pnhlico no escriplorio do lliealro.
    .Principiar as horas do cosime.
    Projjiamma dos bailes d mascara,
    que nos dias 2< e 8 do corrente terao
    lugar no tlieatro de Sania lsalel, sol) a
    direcrifbdfJSr. Jos De-Yecx-ln, director
    principal, Luiz Cantarelli e ltibeiro.
    As 7 horas da noilc eslaiido o lliealro coiivenicn-
    teinenle illuminailo, c decorado, se franquear a en-
    trada pela porta principal, e una das lateracs ser
    desuada para as satiidas.
    As 8 horas, depois de executada a grande orches-
    lra, dirigida pelo professor Theodoro Oresles,. a ex-
    ceRente s\niplnuiiada opera Favorita, principiar
    baile pelas qua>!rllias dedicadas ao imperador Nano.
    leSo III, seguiudo-se as compostas peto maestro Jo-
    s Vctor Ribas, eoiitras militas ludas novas e de a-
    porado oslo. As quadrilhas serao ciilreineailas .le
    oulrasdansas, everulaiulo grande orcheslra uma
    nova mazurka, composigflo ilo mesmo Ribas, uma
    polka, composigo do Sr. Santos Pinto, que tem por
    titulo, a virloria, a qual foi dedicada e escripia de
    proposito para o segundo batalhao de caradores de
    Lisboa, tambem ser tocada a polka do maestro Cam-
    iiulie Scliubert, eoulras multas e variadas composi-
    roes de gosto. .
    Osignal para o comego de qualquer dansa sei
    dado pelos directores da sala.
    Os carlees de entrada geral be dous mil ris, me-
    nos para as scnlioras que se apresenlarem de masca-
    ras, as quaes terao entrada gratis.
    Todos os camarotes eslarao abertos, e poderao ser
    oceupados por tantas pessoas quanlos os asseutos qoe
    tiverem.
    Em lempo compelcnlese publicar um reculamen-
    te, que lem por fim evitar toda a sorte de abusos e
    escndalos, o emprezarioespera que os Srs. concor-
    renlra se confrmaro com todas as suas rearas, nfim
    de que esto funego se efTeclue com loda a decencia,
    e se torne digna de um publico 13o Ilustrado, ao
    qual o emprezario protesta uma eterna gratido. Os
    srs. qu lem eucommendado cartees de entrada po-
    dem procura-Ios desde j no escriplorio do theatro.
    em ponte, haver leilao no armazem de M. Carneiro,
    na roa do Trapiche n. 38-, por intervengan do agente
    J. Calis do seguinte : cadeiras rasileiras, inglezas,
    americana* e hahiburauezas, todas de boas madeiras,
    assim como algumas de ferro e oulros objeclos todos
    euvernsados a imilagao de bronze, guardas tongas
    de amarello, mesas redondas e elsticas para janlar,
    avalnos, sof", marquezas, camas francezas, um
    balco d'amarelki, um rico jogo de voltarele, e uma
    caixa para costura, ambos os objeclos de charao, m
    bom piano inglez, proprio para quem liver despren-
    der.
    QUlNTA-Fi:iHA 25 DO CRREME,
    Ra do-Colegio n. 14.
    LEILAO
    de diversas obras de marcincria, novas e usadas de
    diversas qoalidades, seis ricos pianos, sendo um del-
    tas de Jacaranda e de gosto modernissimo; um rico
    santuario de bom goslo e um dito com imagens; nm
    patonquim; nma cadeira de rebuco em mulb bom
    estado; diversas pegas de vidro, como bem, cande-
    labros, lanternas, serpentinas, candiciros inglezes e
    varias pegas .para mesa, espelhos dourados, qnadros
    com ricas estampas; diversas obra deoorooprata
    e oulros muitos objeclos que no acto do leilSo serao
    patentes; um rico carro de qualro rodas, ainda nio
    servido; e uma parelha de ptimos cavallos pro-
    prios para o mesmo.
    O AGENTE BORJA GERALDES
    raro o leilao cima mencionado as 10 eroeia horas
    da maobaa uo teu'armazem.
    Leilao' de vinho branco.
    Quinta-feira 23, haver leilao de 10 pipas com vi-
    nho branco,que se vender sem limites de prego, em
    lotes a Miniarle dos compradores: as 10 horas da ma-
    nhaa no armazem do Sr.Cuerra, no Forte do Mal-
    los, defronte do trapiche doalgodao.
    AVISOS DIVERSOS^
    r "".i>risa-se fallar ao Sr. Joaquim Ferreira da
    Lunha Soolo Maior, a negocio de seu i ulerea*; an-
    nuuce a sua morada.
    OfTerece-se nm mogo porluguez, chegado ha
    pouco, deidade de 13 annos, para caixeiro de qual-
    quer eslabelecimenlo ; quem de seu preslimo.se qui-
    zer ulilisar. drija-so ra da Cinco Pontos n. 82.
    No Hospicio, porlo n. 8, (omam-se escravas,
    para ensinar a engommar ea marcar com loda a ner-
    fegao; qnem as tivar para esle fim, pode all dirigir-
    se. Na casa desle mesmo portan vendem-se lindos
    ps de sapolis.
    A commissao encarregada do funeral, pela
    selidssma morle de S. M. F. a Senhora D.
    Maria II. de saudosissima mimoria ; faz pu-
    blico que tem desianado o dia,24 do corrente
    pelas 10 horas da manhaa, para celcbrarem-
    sc as exequias, na igreja malriz de S. Fr. Pe-
    dro Gongalvcs do Recife, icio repouso eter-
    no da mesma Augusto Senhora, e tendo-Ihe
    faltado lempo para dirigir no geral, convites
    directos, a mesma commissao pede respeto-
    samente desculpa desto falto involuntaria, a
    qualquer pessoa, que por csquecimenlo lenha
    ileixado de ser convidada, todava espera qne
    lhe ser relevada esta omissao, dignndo-
    se assistir a este arto, pelo qu desdeja lhe
    tributa sincera gratido.
    Oulro sm, conla que seus compatriotas resi-
    dentes nesta cidade, darao uma dcmoiislragao
    publica, de verdadeiro sentuicnto, por 13o ir-
    reparavel perda, e espera finalmente o com-
    parerimenlo dos mesmos, na dila igreja, em
    liomcnagcm devida a nossa virtuosa e sem-
    pre chorada soberana.
    Recife de Pernambuco 22 de fevereiro de
    18,>. Ai/i; Jos da Costa Amorim. Jos
    Teixeira Bastos. Malhias de Azeoedo li-
    larouco. Secretario.
    AVISO COM TEMPO. ~
    Aos senhores meus amigos e mais senhores ama-
    dores d:,s boas qualidades de flores, que alen das
    muilas variedadea que temos de roseiras e dalia* no-
    vas, espero receber de Franga no ruez demarco
    mais 600 ps de nova qoalidades de roseiras, e umi-
    tas dalias das mais bonitas e novas.fonfofmc nossa
    reommendago, e nao se laviu prern; para llani-
    burgo j me correspond, donde tambem espero ob-
    ter as qoalidades de dalias mais estimadas e navas
    deste paiz. Tendo bom acolhimento a minhaempreza,
    e nella me animarem os senhores,lodos os airaos man-
    darei vir de Franca e Hamburgo remessas (testas
    ni0*1 grande variedade de flores; assim como qual-
    quer qualidade de flor ou arvore de fruto que me.
    seja encommendada, por quanto lenho correspon-
    dencias para estes paizes, e para este fim tenho cat-
    logos apropriados. Aquellas pessoas que qneiram
    das ditos plantos que tem de chegar em margo, com
    lempo fagam suas encommendas, para logo qoe clie-
    guarem se lhe fazer aviso particular: na ra da So-
    ledade n. 70.C. P. da Silca Pinto.
    O Sr-Bernardino Carneiro Monlero tem nma
    arla e lambem uma encommenda: no escriplorio de
    Bailar & Oliveira, ra da Cadeia Velha n. 12.
    Em presenga do r. juiz de orphaos e ausentes
    se proceder a arremalarSudos hensde JoaoFrederi-
    co Schrocder as 10 befas do dia 24 do corrente : na
    ra da Concordia n. 6, constando de obras de aoir-
    ciueh-o, e tarramentas.
    Desappareceu no dia 3 para 4 do fhezde jullio,
    do sobrado da ra da Praia n. 5, uma mulato de no-
    me Maria, qoe representa ler de 18 a 20 annos de
    idade, altura regular, grossa do corpo, bracos gros-
    sos, cara comprida, ps alguma cousa grandes, cadei-
    ras um pouco empinadas, tem pelos bracos e costas
    algumas marcas que parece pannos mais escuras do
    que acontece, e lem os ossos por detraz das orelhas
    um pouco levantados ; levon bstanle roupa, e por
    uso nao se pode dizer#de qual usar; julga-se ter sido
    seduzida, por issoque nao lioha uso de sabir roa a
    nem coslume de fugir, e por isso prulesta-se contra
    a pessoa que a tiverem sen poder, on se souber qnera
    a sednzio : *roga-se a todas as autoridades e capiles
    de campo loda a vigilancia de capturar a dita escra-
    va, e leva-la ao dito sobrado, qne ser recompensado.
    Desappareceu do abaixo assignado, no dia 1
    do correle, em occaso das cavalhadas no Cachau-
    g, um cavallo alasiio foveiro, com tres ps calcados
    c frente aberta, sellado e eufreiado ; pede-se a pes-
    soa qoe delle souber on tiver noticia, dedirgir-se ao
    Monleiro, casa ao lado da igreja, on na rna Direitk n.
    120, primeiro andar, que ser recompensado.
    Joao Pinto de Veras.
    IO.sOOO rs. de gratitcacao.
    A quem apprehender o pardo Marcelino, de idade
    pouco mais ou menos 40 annos, algum tonto claro,
    estatura regular, bstanle barba, com signae* de fe-
    ridas as pernas. He natural de Pernambuco e en-
    (ende alguma cousa de fabricar assncar, e do officio
    de alfaiate. Elle escravo foi de Joaquim Marques da
    Cruz, e boje he de Joaquim Luiz Pereira Nones, mo-
    rador no lugar denominado Baha Formse, teAno
    da cidade de Cabo Fri. No cato de dito escravo ser
    appreheudido para o lado do norte, por ter j sido
    visto no Ingar chamado Itobapona, que tica ao nor-
    te de Campos, ser remellido para o Rio de Janeiro
    a entregar ao Sr. Bernardo Alves Correa de S, na
    ra de S. Pedro n. 2 I), o qnal est aulorisado para
    o receber, e pagar toda e qualquer despeza que se fa-
    ga a tal respeito, ou a seu senhor, no lugar' cima
    indicado, e nesta cidade de Pernambuco a Amorim
    Irmo, na roa da Cruz n. 3.
    Na noite do dia 21 do correle, desappareceu
    um moleqnede 13 a 14 annos de idade, por nome
    Joo : levou camisa e caiga de algodao azul, tem os
    signaes segninles : cor fula,qnas cabra, cheio do cor-
    po. um tonto barrigudo, fisionoma de preguigoso ; o
    melhor signal he ler uma das orelhas cora nm taco
    lirado de um couce de cavallo: roga-ae o favor de (ra-
    rem as maos de seu senhor, na ra de Santa Rita n.
    52, onde se gratificar quem o Irouier.
    No dia 21 do corrente pegoc-se nm cavallo tru-
    co com uma cangalha Antro de um terreno do'Bec-
    co das Barreiras, e qne algum estrago fez : quera se
    achar com direito a elle procure na casa do mearan
    sitio cora fronte para a ra do Colovello n. 29, que
    pagando as despezas lhe ser entregue!
    O Sr. Ricardo Dias Ferreira tem nma carta
    na praga da Independencia, ns. 6 e 8.
    LEILO'ES.
    Leilao sem liinilc.
    Sexla-feira 24 do correle, as 11 horas da manhaa
    * A commissao encarregada do funeral, pe-
    la sentidsima morle de S. M. F. a Senhora
    I). Maria II, de saudosa memoria ; tendo di-
    rigido conviles aos lllms. Srs. rhcfes'de to-
    das as repartigocs, afim de se diauarem com
    parecer cutn os seus oniprcgados; |ieilc mui
    rcs|H'ilosaim'iile desculpa aos mesmos lllms.
    Srs. emprecados de.nao ler feito os conviles a
    rada um de per s, por nao ler tido teui|K>.
    para isso siilltccnlc, esperando lodav ia, que
    se dsnarao comparecer em um acto, lao diano
    de todos os respeitos, pelo que desde j Ihes
    tributo a mais destnela gratido.Recife de
    Poruamhucn, 21 de fevereiro de 18.%.Lu:
    Jos da Coda Amorim. Malhias de ,l:ere-
    ttti I illarmico.secretario. Jos Tei.rrira.
    Baalo.
    A cnmmisso eucarreirada do funeral, pela
    sentidissima morle de S. M. F. a Senhora .1).
    Maria II, de saudosa memoria ; lem desisna-
    do o dia 2i do correnle, para celeliarem-se as
    exequias na icreja matriz de S. Fr. Pedro
    (onrarves do Recife, e rumo deseja que este
    arlo se torne o mais respeitos possivel: a mes-
    ma commissao mui altenciosamenle pede ao
    mui digno corpo de commercio desta capi-
    tal, uacional c cstrangeiro, para que em de-
    iniinstracan de senlimenlo, por lao infausto
    acontecimento ; se dignen) fechar os seus es-
    tabelecimentos, no mencionado dia 24 ; he
    esle um obsequio, que a supradita commissao,
    espera obter de tao distiurla corporacio, e
    pela qual lhe sera eternamente grato. Recife
    de Pernambuco, 21 de feverciro de 1854.
    Luiz Jos da Cosa Amorim. Malhias de
    Aseredo 1'iUaroueo.secretorio.Jos Tei-
    xeira Basto.________
    Tendo-nos sido remetldo prximo noite do
    dia 21 do corrente os avisos supra com prelerigao
    das formas do coslume, nao .foram inseridos; eap-
    parecendo-uos no dia 22 urna pessoa increpndo-
    nos dessa falla, como se tvessemos dever de publi-
    ca-las, nao tendo compromissosa tal respeito, decla-
    ramos que o naofariamos;pr deferencia porm a um
    amigo, que n'isso se inleressa o fazemos hoje, sem
    que reejbessemos estipendio. Os Redactores.



    '


    DIARIO DE PERNAMBCO QUINTA FEIRA 23 DE FEWEREIRO DE 1854.
    Jos Soares de A/.evcdo, professor
    de liugua franceza n lyceu, tem aberto
    m sua nova residencia," malarjp do Ro-
    sario, n. -28, l.ercciro andar, um curso
    de philosophiu outro de linguu france-
    sa : pdcser ptocurado todos os diaS ufis
    desde as 7 ate 9 horas da inatil.a ; e de
    tarde a' qualquer hora.
    LOTERA DE \. S. DO ROSARIO.
    , Nodia 25 docorrente andam as rodas
    lista lotera no consistorio da greja de
    Nossa Senhora do Livrame'nto, ainda que
    liquembilhetes por vender. O thesou-
    reiro, Silvestre Pereira da Silva G turna-
    ra es-
    Ultimo gosto.
    Os abaixo assignado, donas da nova toja deo urives
    da ru* do Cabug.i n. H, confronte ao pateo da ma-
    triz e ra Nova, franqueiara ao publico em gcral um
    bello e vanado sorlimenlo de obras de oiiro de mui-
    to bous goslos,e precos que nao desagradara a quem
    queira comprar, os meamos se obrgam por qualquer
    uh'a que venderem a passar urna conla com respon-
    sabilidade, especilicando a qualidide do ouro de 14
    ou 18 quilates, feando assim sujeifos.pnr qualquer
    duvida que apparecer.Serafim& Irmao.
    Precisa-se do um caixeiro porloguez ou hrasi-
    leiro de 12 i 1 i annos, que de liador a sua condue-
    la; ua rua do Rangel n. 13.
    S--'
    UTOS~PEL~0~Ei;fccTKO'VPO.
    Na aterro da Boa-Vista n. 4, tercero
    aadar.
    A. I.ellarle. lendo de se demorar ronco
    BH lempo uesla cidade, avisa ao rcspeilavel pu-
    ja blieo que quizer ulilisar-se do seu presli-
    (Jj um, de aproveilar os poucos das que lein
    * de residir aqu ; os retratos sero tirados com
    fcg toda a rapidez e perreicao que se pode dse-
    te jar. No estabelecimento lia retratos moslra
    l para as pessoas que quizerem examinar, e es-
    Cfl la aherto das 9 horas da manliaa at as 4 da
    m larde.
    O lente da I." cadena do ,." auno do curso~}u-
    ridico de linda, avisa aos Srs. acadmicos quiula-
    nislas, que as suas prdecces no anuo correnlc
    bao de ler por base usseusElementos de Economa
    1'olilicaque se estilo imprmanlo na (ypographia
    do Sr. Ricardo de Frejtas Ribeiro, era cuja livraria
    eslabelecida na ra do Collegio, podem deisar osseus
    'nomes e inoradas. No mesmo lugar pode subscre-
    ver maisquem quizer, sendo o prec,o da subscrip-
    yao 5i>000 rs. pagos na ojeasio da entrega da obra.
    Abi mesmo, e em Olinda cm casa do Sr. Luiz Jos
    (joauga vendem-se os elementos da Pralica do Tro-
    ces, e a Dstuices de Direilo Civil Brasileiro,
    eomposicSn do mesmo.
    Faz-te negocio com urna lettr ven-
    cida do Sr. Francisco Nogueira de Olivei-
    ra Jnior, morador no Paco de Camara-
    gibe ; quem a pretender, dirija-se a ra
    do Cabuga*, loja n. 1 B.
    Roga-se aoSr. J. R. S. M., morador na cidade
    do Natal, que venha satisfazer a conla que he deve-
    dor na padaria da roa do l.ivramenlo n. 32, que o
    dito Sr. nao ignora, e nao o fazendo, oo seu procu-
    rador, no prazn de 15 das veri o seu nome por es-
    tenio neste Diario at o real embolso.
    Francisco do Prado.
    Alnga-se o segundo andar do sobrado n. 14 da
    ra Nova ; no primeiro andar do mesmo.
    l'recisa-se de urna mnlber parda ou prela for
    ra, qoe saiba bem cozinhar o diario de nma casa de
    pouca familia, porm qner-se perfeita enzinheira, e
    sobre ludo que seja muito aceiada, sadia e robusta,
    etc. ; he smente para cozinhar, e nao pura servico
    algnm de portas para fra ; na rita do Vigario n. 23,
    armazem de assucar de Miranda & Companhia.
    'AO PUBLICO.
    No armazem de fazendas bara-
    tas, ra do Collegio n. 2,
    vende-se um completo sortimento
    de fazendas, linas e grossas, por
    precos raais baixos do que em ou-
    Ira qualquer parte, tanto em por-
    oes,como a retalho, afliancando-
    te aos compradores um s prero
    para todos : este estabelecimento
    ahrio-se de combinacao com a
    maior parte das casas commercies
    inglesas, francezas, allemaas e suis-
    sas, para vender fazendas mais em
    conta do que se tem vendido, e por
    isto offerecendo ell*maiores vanr
    tagens do que outro qualquer ; o
    proprietano deste importante es-
    tabelecimento convida a' todos os
    seu patricios, e ao publico em ge-
    ral, para que venham (a' bem aos
    seus interesses) comprar fazendas
    baratas, no armazem. da ra do
    Collegio n. 2, de
    Antonio Luiz dos Santos Si liolim.
    Aloga-se o sobrado grande da Magdalena,
    que Tica em frente-da estrada nova, o qual
    se ha de desoecupar at o dia 1. de marco : a Ira lar
    no aterro da Boa-Vista n. 43, ou na ra do Collegio
    o. 9, cora Adriano Xavier Pereira de Frito.
    Bichas.
    Alugam-se e vendem-se bichas: na praca da In-
    dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
    Traspassa-se o arrendamento de'um engenho de
    beatas, moente e corren le,distan le do Kccife 5 leguas,
    e da estrada publica menos de meia de bom cami n lio,
    a ponto de chegarem os carros de cavallos at a casa
    de vivenda, com boas e sufficientes Ierras de canna,
    mandioca, millio. feijao, arroz, caf, etc. etc., muito
    l>erlo e em roda do engenho, dous bons cercados de
    vallados, baa, bem feita e nova casa de vivenda de
    sobrado toda envidraba, com alpendrc de columnas
    de madeira e grades de ferro, muito fresca, e com ale-
    gue e excedente vista ; casas de engenho,- culdeira,
    eneaiamento, estufa e estribara, ludo de pedra e
    cal, com lodos os seus perleoces, e em muito bom es-
    tado, sufllcieiiles seftzalas para os pretos, casa de iari-
    nha provida de lodo o necessario ; excellenle hanlio
    em urna bella casinha apropriada, maltas virgens
    muilo perlo, hurla com arvoros fructferas, inclusive
    urna boa norrio de coqueirus ; bons sitios de lavrado-
    res, ele. ele, As caimas sao de muilo bom assucar, e
    de muito rendimeuto. Vendem-se as caimas novas,
    ngadovacum ecavallar: os prelendentes dirijam-se
    ao engenho Floresta de S. Amaro de Jaboatao a*tratar
    com o proprielario.
    Jos Maa Vellio da Silva, lilho
    do conselbeiro do menino nome, e |
    estimante do curso jurdico de Olin- a
    da, declara aos seus amigos, conhe-
    ^ cidose a quem mais interessar possa,
    fine por liaver outra pessoa assim 9
    | chamada, se assigara' dora em 9
    diante Jos Maa da Silva Veliio.
    Precisa-se de nm preto para lodo o servico : no
    paleo do Trro n.22, e vende-se um moinho d moer
    caf quasi novo.
    - Indo desta cidade para a de Goianna Manoel
    (.encalves de Albuqucrque e Silva, perdeu enWe
    Itabalingu e a lalioleiro da Mausueira, urna carlcira
    conlendo uella T'20050O rs.; e porque lodo esse di-
    iiheiro eslavH em scdulas de .'ifWIcjj, 20()3> e 1003 rs.,
    he fcil descobrr-se quem o arito, no caso de appa-
    recer alguem destrocando dulas deslts valores, sem
    vnllar para a do NoRUeira, e alii acharao rima pessoa
    de lina conduela moral e civil, o com um ri'gimeu
    la) que ao seu alcance se pude contemplar no nu-
    mero dos lion- professores; e com ella traanlo^ res-
    pcilo..
    Os annuncios publicados no Piara desle
    me/., Humando o Sr.Thenphilo Jos de l.emos a
    placa da Independencia n. 13 e l. para pagar a Illa
    conta, nao se enlendemcom o Sr. Theopliilo Jos de
    l.emos. caixeiro do Sr. Francisco do Paula (Juciroz
    Fonseca, c sini rom um nutro de igual nome, resi;
    dentc fra desta cidade.
    O Sr. Jos de Mello Cesar de Andrade, mora-
    dor na cidade do Olinda queira dirigr-se a padaria
    do Varadouro da mesma cidade, pois que muilo se
    llie deseia fallar a negocio que llie dizrespeilo.
    Alces V.
    Tendo na maiiha do dia de honlem voado do
    segundo andar do sobrado da ra das Cruzes n. 41,
    procurando a direccao da ra da Cadeia, um papa-
    gaio verdadeiro, bastante rallador, roga-se a quem o
    tiver apandado o especial favor de o mandar entre-
    gar no andar do* referido sqlirado, que ser recom-
    pensado.
    Procisa-se alugar urna casa lerrca, |>or lons
    mezes, c se fnr boa se far nccoeio que nao desa-
    gradar ao proprielario: iicsla tvpoaraphia, s dir
    quem precisa.
    Um moro brasileiro ofTcrece-se para caixeiro de
    hiberna, ou feilor de silio : a quem convier dirija-se
    a ra defAguas Verdes n. 25, que se dir qnem he.
    Siqueira & Pereira embarcam para o Rio de
    Janeiro, os seus escravos licraldoe Juvenal, crioulos.
    Henrique riehling.suhdilo alemn.relira-se para
    Tora da provincia, levando cm sua companhia sua
    mulher e nina lillia de menor idade.
    Henrique. I.anshans. subdito allcmao, retira-se
    para fora da provincia.
    Precisa-sc de urna ama para tratar do lima se-
    nhora casada c iloenle, que saiba cozinhar de res-
    guardo, ecOser algoma costura chao : quem se propo-
    7er a, >lo, dirija-se ao largo da Trempe, sobrado n.
    1, que tem taberna poLbaixo,que achara com quem
    tralar.
    OSr. Dr. l.uiz Ignacio Leopoldo Alboqnerque
    Maranhao, que mora no engenho Espirilo Santo, 4
    leguas distante da Paralaba, Icnlia a bornade de vir
    ou mandar ultimar o negocio que nao ignora com
    %/. Maules.
    Aluga-se urna ama cscrava, com muilo bom
    leile, parida de poucos das; quem quizer dirija-se a
    rua do Queiinado n. I I, ja.
    O corrcspnndcnle do Sr. Jos Maria de Vas-
    concellos Bourbon teulia a bondade de annunciar
    sua morada, para se Ihc entregar urna carta de parti-
    cular interesse.
    'Precisa-se alugar urna ama forra e idosa, que
    saiba cozinhar seja capaz, paga-se bem : na rua do
    Crespo n. 10.
    Precisa-se alugar um mnleque coziuheiro : na
    ruado Crespo n. 10.
    Na rua Nova, taberna n. 50, precisa-se de nm
    caixeiro que teulia pralica da mesma, saiba bem lr,
    e escrever, e d fiador a sua conduela ; a Iralar na
    mesma.
    Quem nao tem bilhete nao pode tirar
    premio.
    O vapor frnncez Latenir, que se espera do Rinde
    Janeiro no dia 27 do correte, deve conduxir a lisia
    da stima lotera a benecio do Estado Sanitario, vis-
    to que sua eUrarrao devia ler lugar em 17; por isso
    as pessoas que ainda nao liverem comprado bilhete
    para estarem habilitadas a)litar algum premio como
    tem succedido a muilas outras, o poderao fazer at
    o dia 25; eos referidos bi I beles acham-sea venda na
    prara da Independencia n. 40.
    A pessoa que no dia 18 do correle compren
    na fabrica de caldeireiro n. 28, dous pedacc-s
    de cobre grosso com 39 libras, lenha a bondade
    de dirijir-se a mesma fabrica, para desmanchar um
    engao ; que este se faz por se ignorar sua morada.
    Na loja e copisleria de msica do aterro da
    Boa-Vista n. 3, recebeu-se ltimamente um variado
    sorlimenlo de msica para baile, como valsas, qna-
    drilhas, polka redona, scholish, clr. e primas de a-
    ples para violao, superiores.
    Na noilc do dia 19 do coirqnle, perdeu-se nm
    alfincle de |tcilo, de ouro, com um |iequenn dia-
    mante no mi'io, desde o alerro dos Afosados at a.
    rua do Moras: quem o livor adiado, leve-oa Pas-
    sasem da Mngdalrua, no Cnjuciro, casa do Sr. Ma-
    noel Porlella, tailarugiiciro. ,
    ATTENCAO.
    Furlaram do silio denominado Campo (irande em
    Belteribe, fio dia 21 para 22 de outubro do anuo pas-
    sado, um poldro, com os signnes seguintes : mejra-
    lo claro, com marca de urna cicatriz cima do bolso,
    um signal de berroga j lirada da parle do vazio, do
    lado direito, meio orclhudo, olhos meio grandes c
    vivos, poder ler 2 anuos c meio, com urna ciula no
    meio da anca; a pessoa que o liscr e o queira entre-
    gar, ou delle dar algumas infrmares podedirigir-se
    ao mesmo silio ou a ruado Collegio n. 1.
    Diogo Jos da Silva Pinlu, encarregado da ca-
    sa e negocios do Sr. Joao Baplisla Sanios Lobo, faz
    scienle ao publico que o Sr,. Manoel Lopes Guima-
    res, nenhuma ingerencia tem com negocios do dito
    Sr. Lobo, o d'ora em vanle ueulium poder lem cm
    ludo que dizrespeilo a ditos negocios; por tanto faz
    o presente para queliingucm se chame a ignorancia.
    Querendo os prelendentes se aproveilar da com-
    pra de urna boa escrava, perfeila engommadeira, co-
    zinheira, traballia de ionio e faz doces, propria para
    qualquer casa de familia porque tem 23 annos de ida-
    de e he crioula, dirija-se ao Illm. Sr. Firmiano, no
    Passeio Publico, loja n. 11, que se dir quem vende.
    O mol i vo denla venda he por seu senlior dever-se re-
    tirar breve desta provincia.
    A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
    pirito Santo, erecta no convento de S. Francisco do
    Recife, convida a lodosos seus rarissimos irmns para
    comparecerem no mesmo convenio pela I hora da
    larde do dia 1. de marco, para eucorporados, acom-
    panharem a procisso de cinza que lem de sahir da
    ordem terceira do mesmo convento, para que foram
    convidados.
    Tem-se uslo e tralado a compra de urna taber-
    na na rua do Fagundes n. I ; se alguem se adiar
    com direilo a dila taberna por divida, pendura ou
    bs polbera, hajam de aprescnlar suas con las no prazo
    de 8 das, do contrario nao teri mais reclama cao al-
    guma.
    LOTERA DE N. S. DO ROSARIO.
    Aterro da Roa-Vista n. 48.
    No dia 25 do corrente corre impretcrivclmenlo a
    lotera de N. S. do Rosario, e as cntelas da casa da
    fama sao pagas no dia immedialo na mesma casa ci-
    ma : eslo venda um resto de quarlos, decimos e
    vigsimos da mesma nteria.
    J. Hunder, alfaiale hamburguez, chegado ha
    pooco da Europa, tem a honra de participar ao res-
    peilavel publico, que se ada presentemente estabe-
    icr ido com loja de alfaiale, ama do Aragaon.19,
    aoude estar a dispusiro de todas as pessoas que o
    quizerem honrar ; e promelle servir com lodo o es-
    mero naquillo que Tor relativo ao seu officio.
    J. II. II. llolm. natural de Lubek.vai para Eu-
    ropa.
    A pessoa que precisar de uina ama para cozi-
    nhar e en^otumar. c nao comprar ua rua, preferindn
    casa de liomem solteiro, dirija-se ruada Assumpcao
    do nicho do Noia, junto ao sobrado, casa de duas por-
    tas o. 46.
    Precisa-se de 4OO8O0O rs. a premio sobre hj-
    potheca em urna casa terrea na rua das Cinco Pnnt;
    quem o tiver annuncie para ser procurado.
    LOTEUIA DORIO DE JANEIRO.
    Aos 20:000,000 de i s. .
    Acliam-se a venda os bilhetes da lote-
    ria selima do Estado Sanitario, quecorreu
    no dia 17 do presente, cuja lista se espera
    pelo vapor L'Avenir," que pode aqu che-
    gar do dia 25 do corrente em diante : os
    premios serfio pagos logo que s e izer
    a distbuicaojdas listas.
    3. Cliardon, bacharel em bellas lellr,is, I)r. em
    direilo formado na universidade de Paris, ensina em
    sua casa, rua das Flores n. 37, primeiro andar do so-
    brado que faz a quina da rua das Flores com a rua da
    Concordi, a ler, escrever, Ir.lduzir e fallar correcla-
    villa como se cosluma. O primeiro fui avallado judi-
    cialmente em 10:0003000, e o segundo 1:0009000,
    pelos avaliadores os lllins. Sis. coronel Manuel Tho-
    maz Rodrigues Campello, e capilao .Manuel Caval-
    canli de Albuquerque l.ins proprielarios dos cnee-
    nhos Cumbe e Mussiipinlm. para cuja venda obli-
    veram as recolliidas, liecnca imperial. IJuem pois os
    quizer arrematar comprela por si niiseus procura-
    dores no indicafp dia : o se antecedentemente i
    quizerem ver epercorrer dirijam-sc a villa de laua-
    rass a fallar com o ifbaixo assignado, ou o capitn
    Francisco das Chagas Ferreira Duro, e o escrivo
    Adolplin Manoel Camello de Mello e Araujo que
    apresentarao as cscripluras c rom ellas moslraran os
    sitios. Recife 13 de fevercirode 1851.O padre Flo-
    rencio Xacier Dios de jHiui/ucrque.
    COMPRAS.
    Compram-se ossos a peso : no ar-
    mazem da illuminacao, n caes do Ra-
    mos, travessa do Carioca.
    Compra-se para o Rio de Janeiro urna mulali-
    nha propria para urna criada ; a tralar ua rua do
    Aniorim n. 35.
    Compram-se escravos de idadede 12a 21 annos,
    tendo bonitas figuras, pagam-se bem.assim como tam-
    bera se recebepor venda de coramissao : ua rua l>-
    reila n. 3.
    Na rua do Crespo n. 10, segundo andar, com-
    pra-se urna escrava que seja de boa conducta, e en-
    cuita bem de coziuha, engommado e coslura.
    Compra-se um cscravo moro, perfeilo cozinhei-
    ro : a fallar no armazem de M. Carnciro, na rua do
    Trapiche n.38.
    VENDAS "
    Novotelegra|)lio.
    Nende-se o roteiro do novo telegrapho que princi-
    piou a ler andamento no dia 29 do corrente, a 240 rs.
    cada um : na livraria n. 6 e 8 da prara da Indepen-
    dencia.
    Vendem-se sapates de bezerro fran-
    cs a 5$000, sapatos de lustre para me-
    nina, a 800 rs., tamancos do Porto a 240
    rs.: na Praca da Independencia, loja
    n. 5.
    - Vende-se urna armacao nova, em
    ponto pequeo, servindo para qualquer
    negocio : na travessa da rua do Quetoaa-
    do, a tratar na Prara da Independencia,
    loja n. 55.
    Vende-se nm negro moco bom refinador d as-
    sncar e Irbalha em pads. ia : na rua do (Jniabo, no
    Afogado, n.76.
    Vende-se um encllenle cavalln, mliilo novo e
    bstanle carnudo, carregador de bixo al meio,
    muito bem feilo e muilo bouilo, lem ludo quanlo lie
    bom, e vende-se por prero commodo ; na rua das
    Cinco Ponas n. 67, se dir quem vende.
    Para Masque.
    Vende-se um vestuario para masqu : na praca
    da Boa-Vista, loja de funileiro n. 2; ludo por 105000
    rcis.
    Guarda-roupa.
    Vende-se um guarda-roupa do amarello vinhalico,
    obra muilo bem feila ; na rua do Hospicio, silio pas-
    sando a casa do fallecido Arcenio.
    Vende-se a taberna sita na Lingoela n. 4, com
    poucos fundos, e em bom local.
    Vende-se urna bonila prela de 20 annos, que
    engomma, labyrinlha e cose com pei'fcie.io ; na rua
    da Praia n. 43,- primeiro andar.
    Vende-se o deposito do paleo do Terco g. II*,
    com poucos fundos, propriopara principiante, e tarn-
    bem se vende a armaran so. pur ser muilo propria
    para qualquer estabelecimento em ponto pequeo, a
    casa tem commodos para familia ; a Iralar no mesmo
    estabelecimeulo. .* ,
    Vende-se um casal de escravos crioulos e um
    moleque. lodos proprios para campo : a fallar na rua
    do Trapiche n. 36, seguiido an Jar.
    Vendem-se caberOes de blonde, capellas e cai-
    xos de flores, turbantes, (oucados. mcias de seda, lu-
    vas compridas e curtas de pellica,pruprias para bailes,
    niivamcnle despachados : na loja de madama Millo-
    ehau, alerro da Boa Visla n. 1.
    LUYAS PARA SEXIORAS.
    Vendem-se superiores lavas de seda de lodas as co-
    res, pelo baralissimo preco de 1S0O0 o par, ditas prc-
    las Je terral, fazenda muilo superior, a80,rs. : na
    rua do Queimado loja de miudezas da boa fama
    n. 33.
    MEIAS PRETAS DE SEDA.
    Vendem-se superiores meias prelasde seda para se-
    nhora, fazenda muito superior, pelo baralissimo pre-
    ro de IftSOO o par : na rua do Queimado loja de miu-
    dezas da boa fama n. 33.
    Cambraia franceza
    a 410 rs. a vara, fazendas de cores (xas de goslo mo-
    derno, dequadroe lislrasde rores.
    Seda escoceza
    a 13 rs. o cavado, fazenda a inelhor que lem appare-
    cido com desenlio* grandes c pequeos, eoutras moi-
    Jas sedas por barato prero, propria para quaresma,
    bem romo, maulas de lit, los, c romeras.
    NO RAZAR PERAMRICANO
    vendem-se veslimentas para o carnaval, alugam-e e
    penleam-se cabileiras com aceio e promplido.
    Na ma do Crespo, loja amarella n. i~de
    Antonio Francisco Pereiraj
    Recebe por todos os vapores viudos de Paris, luvas
    de pellica de Jovin, lano para hornera, como para
    senhora: ptero fixo 29OO rs. cada par.
    CHAMPAGNE
    o mellior que lia no mercado e por prero
    commodo : na rua do Vigario, n. 19, se-
    gundo audar, escptoo de Machado &
    Pinlieiro.
    Oh que pechincha!
    Na rua do Cabuga', loja dequatro por-
    tas, tem os mais bonitos ell'eitos para mas-
    qu ; como lacos, fivelas, botoes, colares,
    comendas, tudo lingindo brilhante.
    Na rua do Queimado n. 16, loja de Bezerra &
    Morcira, ha para vender nm esplendido sorlimenlo
    de pannos prelos e r.asemiras do varios precos e qua-
    lidadei, e lambcm corles de colleles de casemira pre-
    la bordados, dilos de gurgurSo prelo de seda borda-
    dos, fazenda muito moderna, chapeos a carij. dilos
    com aba eslreita, dos mellones aue ha no mercado,
    e promcltem vender por precos muilo commodos.
    Chapeos pretos francezes
    a carij, os melhorcs e de forma mais elegante que
    lem vindo, e oulros de diversas qnalidades por me-
    nos prero quejem oulra parte : na rua da Cadeia do
    Recife, n. 17.
    Quem quizer comprar um deposito com poneos
    huidos em muito hora local, e muito bons caiies pa-
    ra assucar, dirija-so ao mesmo, defronlc do largo da
    Santa Cruz, rua do Rosario n. j.5, ou no Corredor do
    Bispo 11. 20. _. ^
    Legitima sarja hcspauhola da inclhnr qual 1- {:
    ?.$ dadcqne aqu lem vindo, diLium pouco mais C;C
    a baiso, selim prelo para vestidos,cortes de se- ;-;
    @ da prela lavrada para vestido?, fazenda supe- (J
    rior, s eludo prelo, chales c mantas de fil de
    I* seda bordados, romeiras de relroz prelo tam-
    ^ bem bordadas, meias de seda prela de peso, J
    lano para liomem como para senhora, e.ou-
    Iras muilas fazendas proprias para o lempo da @
    quaresma ; na rua do Queimado 11. 46, loja
    de Bezerra & Moreira.
    machina horisonlal para vapor com forja de
    4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
    Eara casa de porgar, por menos prec> que os de co-
    re, csco vens para navios, ferro da Soccia, e fa-
    llas de flandres ; ludo por barato preco.
    Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
    zem de Henrique Gibson,
    vendem-se relogios de ouro de sabonele, de palele
    infez, da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
    d res, por preco commodo.
    POTASSA.
    No anligo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
    armnzcm n. 12, ha para vender muilo. nova potassa
    da Russia, americana elirasilcira.em pequeos lir-
    ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mais ba-
    ratos do que em outra qualquer parte, se afiunrarn
    aos que precisarcm comprar. No mesmo deposito
    lainbem ha barris com cal de Lisboa cm pedra, pr-
    ximamente cliegados.
    Vende-se a verdadeira salsa parri-
    llia de Sands: na botica franceza, da rua
    da Cruz, em frente ao .chafaz.
    VINHO CHAMPAGNE.
    Superior vinlio de Rordeaux enga.a.
    fado ; vende-se em casa de Schalie,,
    & Companhia, rua da Cruz n. 58.
    Vendem-se na rua da Cruz n. .15, selln,|0
    andar, boas obras de labyrinlho feilas no Ai{ca|Vl
    constando de toalhas, lenco.., coeiros, ro)a4 il
    saia, etc.
    FAR1NIIA DE TRIESTE.
    Primeira qualidade.
    Tassolrmos avisara aos seus fregueze, ci'ip tem
    para vender rarinha de trian clieRada nltiiiMmciilel
    de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
    dencia esisle no mercado.
    Deposito da fabrica de Todo* os Sactot na Babia.
    Vende-se, em casa dcN. O. Bieber &C, na rua
    da Cruz 11. 4,'algodaS trancado d'aquella 'abrica,
    muito propriopara saceos de assucar e ronpa de es-
    cravos, por prejo commodo.
    Na rua do Vigario^. Ygp-pnrneiro ardar, ha
    para vender,-cliegadc ,|e Lisboa prsCnlemciUe pela
    barca Olimpia, seguinle: saccas de faretlo mnilo
    novo, cera em Srunie e em velas com bom sorli-
    menlo de superio. -ualidade, mercurio doce e cal
    de Lisboa em pedra, ivissima.
    [pf Os mais ricos e .mais modernos cha- '&)
    peos de senhoras se enconlram sempre g*
    na loja de madama Theard, por um pre(;o
    mais razovcl de que em qualquer oulra tS;
    parle. .^
    ceza muilo lina e elaslica a 7J>500,8S000e99000 rs.,
    selim prelo macao muito superior a 39200, 49000 e
    5-5500 o covado, merino prelo multo bom a 39200 o
    covade. sarja pret -nuito boa a 29000 r*. o covado,
    dila liespauhola a 29600 o covado, veos prelos de lii
    de linho, lavrados, mnilo grandes, fil prelo lavrado
    a 480 a vara," e olras muilas fazendas de bom gosto ;
    na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
    Cadei .
    POTASSA RRASILEIRA.
    Vende-se superior potassa, fa-
    bricada no Rio de Janeiro, che-
    gada recentemente, rcommen-
    da-se aos senhores de engenho os
    seus bons ell'eitos ja' experimen-
    tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
    mazem de L. Leconte Feron ti
    Companhia.
    _gsgss@=SSSSSS&
    Vendem^eTierlores de algdo grandes a 610
    rs. e pequeos a 560 rs. : na ma do Crespo nume-
    ro 12.
    Vendem-se pregos americanos, em
    barris, proprios para barricas de assu-
    car, e alvaiade dezinco, superior quali-
    dade, por presos commodos: na rua do
    Trapiche Novo n. 1C.
    Vinho de Collares
    em barris de. 7 em pipa : vende-se em casa de Au-
    gusto C. de Abreu, na roa da Cadeia do Recife
    n. 48.
    Attenrao-
    He cliesada a excellenle pilada do muilo acredi-
    tado rap de Lisboa, pelo Erigac Tarvjo I, e adia-
    se a disposiro do publico no deposito da rua da Ca-
    deia do Recife, loja de fazendas de qualro norias n.
    51. Adverle-se que o prero be 39200 rs. a S, moeda
    i visla.
    Chapeos francezes.
    Vendem-se chapeos francezes linos da ultima mo-
    da, sendo de aba eslreita e larga : na loja do sobrado
    amarello nos qualro cactos da rua do Uocimado nu-
    mero 29.
    Vestidos de seda preta a 1 SsOOO rs.
    Vendem-se corles de vestidos prelos de seda la-
    vrada, bons goslos, pelo barato prero do 189000 res
    cada corte : na loja do sobrado amarello da rua 'do
    Queimado 11. 29.
    Vende-se superior sarja de seda hespanhola ;
    corles do seda prela lavrada, fazenda superior; selim,
    prelo proprio para vestidos ; velludo preto o mellior
    que ha no mercado ;ls pretos bordadosde seda, man-
    as prelas bordadas de seda; meias prelas de seda de
    peso o outras muilas fazendas de seda, tudo por pre-
    ro muilo commodo : na loja do sobrado amarello da
    rua do Queimado n. 29.
    Na loja do sobrado amarello na rua do Queima-
    do n. 29, vende-se superior panno prelo lino de pre-
    co de 4 a 129000 rs. o covado; casemira preta els-
    tica para todo o preco; corles de collele prelos de
    velludo com palmas bordadas a relroz ; dilos de se-
    lim prelo e de casemira bordados ; velludo prelo sur
    perior ; selim de Macao e oulras fazendas, ludo por
    preros commodos.
    DAVID WILLIAM BOWMAN, enienlieiro ma-
    cliinisla e fundidor de ferro, mui respeilosamenle
    anminria aos senhores proprielarios de engenhos,
    fazendeiros, e aorespeitavet publico, que o seu esta-
    belecimenlo de ferro movido por machina de vapor,
    na roa do Brum passando o chafriz, contina em
    efleclivo cien-icio, ese achacompletamente montado
    rom apparelbos da primeira qualidade para a per-
    feila confecrao das maiores pecas de macninismo.
    Habilitado para emprehender quaesquer obras da
    sua arte, David William Bowman, deseja mais par-
    :"ularmenle chamar a atlene,a publica para as se-
    gundes, 1,-.,-ler deltas grande sorlimenlo ja' promp-
    lo, em deporto na mesma fundirao, as quaes cons-
    truidas em sta fabrica podem competir com as fabri-
    cadas em paizt.-tn.cOT.irn. tanto em prero como em
    qualidade de materias pi-mas e ma6 de obra, a
    saber:
    'SSSTSS^AfSSSSlP* n"e fler.fe T "",a,e a lin!0" rr,nceza< -n'bei ice- parlicu-
    ferido 1 quaulia de 1:0009000 rs^ a quem llie resli- lares em rasa de familia. *
    luir aquella quantia ; e a de 5009000 rs. a quem dc-
    nunciar a pessoa que adiou-a, e se- pnssa rehaver o I
    dinlieiro, prometiendo izualmenle segredo iovinlavel i
    quando assim o eiigirem : quem, pois, livor noliria
    deste adiado, dirija-se naquclla cidade, rua do Am-
    paro n. 44, e tiesta, ao alerro da Bua-Visla u. 47, se-
    gundo andar, e n. 60.
    Aluga-se a loja do sobrado da rua Collegio do
    n. 18, com arrorcao nova, propria para taberna : a
    Iralar na loja do sobrado amarello da rua do Quei-
    mado n. 29.
    - OSr. Manoel Lourenro Machado da Rocha, cn-
    radernadnr, que assignou esle Diario para o Sr. vi-
    nario Manoel Vicente de Araqjo, venha a esla Ijpo-
    graphia para solver a mesma -assignalura, vislo que o
    Sr. vigario diz que nada tem com isso.
    HOMEOPATHIA.
    O Dr. Casanova conlina a dar consullas lodos o
    das no seu consultor, rua do Trapiche n. 14.
    ATTENCAO, NICO DEPOSITO NSTA
    CIDADE.
    , Paolo Gaignou, dentista receben agua denli-
    frice do Dr. Picrre, esla agua couhecida como a me-
    llior que lera apparecido, (e tem muitos elogios o
    seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
    cbeirosae preservar das dores de denles- tira o
    gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
    gumas golas desta n um copo d'agua sao sulTicieu-
    les; lambem se achara p denlifrice cellcnle para
    a conservaco dos denles : ua rua larga do Rosario
    n. 36, segundo andar.
    J. Jane,Dentista,
    conliniia residir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
    Engomma-a'e perfeitamente
    na ma da liloria, n. 69, roupa para liomem com a
    lierfeir.lo desejada e promplido, o prero lio o quan-
    lo pode ser deminnlo.
    Ai pessoas, cujos filhos aprendiam com o fina-
    do professor particular da ma Direila, Antonio Ri-
    lieirode Brilo, dirijam-sc a rua de Sau Josu. 22, a
    s.-ra5@:S,sg_.
    (6 O Dr. Caroliuo Francisco de Lima, depois de ^
    96 sua viasem ao seriao do Cear para onde foi m
    S' chamado aqui de novo se acha no evercicio
    } de sua prolissao de medico, e rrsidiodo coran @
    esl ell'erlismenle, na rua Nova, n. (19, con- @
    :v iimia a preslar-se ao publico e a pobreza, 110 &
    quanlo esleja ao sen alcance, nao s 110 que
    3g respeila as molestias do interior, coran na ar- ci;
    J5 le de parlejar, e mais operacoes.com especia- fe
    lidade as que reclamara as enfermidades das @
    C-'i vias ourinarias. $
    scse:siiss
    Arrematarao de propedades do recolhi-
    mento de Iguarassi'i.
    O ahaixo assignado, como procurador e adminis-
    Irador do patrimonio do recolhimenlo das freirs do
    SS. Coraro deJesux da villa de Iguarass, faz sa-
    ber que no dia 27 de marro prximo seguinle
    lem de ser arrematados por venda era prara do jui-
    zo do rivel da primeira vara da ridade do lieeie, 2
    Sillos de Ierras, silos na freguezia aquelia villa sen-
    do o primeiro denominado Pilanga, da evlen-ao de
    legua em quadro, como se mostrara da escriplura
    com urna pequea casa nova de larpa e lelha, cujo
    terreno enerra ptimas qnalidades e ollerece a v a u la-
    cera de se poder levantar engenho em alto ponto pois
    quel em bailas extensas para cannas.rio de excellenle
    agua, grande cercado para ananaes, bons altos para
    roca, lambem mallas para o fabrico do engenho e al
    tara se vender madeira conslanlemenlr, e serrar la-
    nas, e demais esla na distancia de 2 leguas de villa
    onde lia ptimo porto de embarque, alem das de-
    mais coramodidades da vida. O segundo silio, conhe-
    cido por Tabal inga das freirs, he silo cima da po-
    voarodeTalialinga.meia legua distante da villa; lem
    casa de vivenda na beira da estrada real para (ioian-
    na, corlada pelo rio Tabalinga de fuiissiina agua,
    com ptimas bailas para canna e capim, os altos fer-
    tilissimos para roca, milho. feijao, lambem com bel-
    lo cercado para criar vaccas para vender-se leile na
    LEQUES SUPEMOUES.
    Vendem-se superiores leques com plumas, espelhos
    e borlas pelo baralissimo preco de 391100:' na rua do
    Queimado loja de miudezas da boa fama 11. 33.
    Na rua do Queimado loja de miudezas da boa fa-
    ma n. 33, vendem-se luvas de pellica para senhora, a
    100, 160 e240 rs. o par, por lodo o preco nao se en-
    gcila dinheiro para se acabar com a grande poreao
    que ha.
    BANHA FRANCEZA.
    Vendem-se lalazinhas rom mais de ama libra de ba-
    nha franceza muilo superior.pelo baratsimo preco de
    500 rs. cada urna : na rua do Queimado loja de miu-
    dezas da boa fama n. 33.
    OH! Que PECHINCHA !!
    Venham ver, rapaziada !!
    Vende-se um* vestuario do mascara negra, servido
    urna s vez, por preco commodo : na Praca da In-
    dependencia, lis. 12, I i e Iti.
    Vendem-seoualugam-se fardamentos, que fo-
    ram do entnelo balalhAo de esparrela, mui proprios
    para malcarados nos das de enlru'do : no paleo do
    Terco, n. 13. '
    Vendem-se as oblas seguintes : legislaco por
    itenlham, lgica por Perrard, geometra, algebra e
    arilhmelica, por Lacrois, geometra por Legendre :
    ludo em bom uso, por commodo preco : defronte da
    lorre do Terco na rua Direila, primeiro andar do so-
    brado n. 129.
    DOCE FINO DEGOIABA.
    Na rua Direila n. 32, vende-se doce lino de goiaba,
    o mellior que se pode encontrar.
    Vende-se vinho de Bordeaux, brancoelinlo^an-
    loem garrafas como em quarlolas, licor francez da
    mellior qualidade, frascos com confeilos, ludo por
    preco razoavel; na rua da Cruz n. .
    Vende-se rap de Lisboa, o mellior que lia no
    mercado, mais preto e fresco do que o do contrato :
    na rua do Crespo, loja de Siqucira & Pereira.
    Vende-se a taberna da rua eslreita do Rosario
    n. 10, com poucos fundos e bem afregue/.ada para a
    Ierra ; o motivo de se vender he ler morrido a quem
    ella perlencia ; quem a pretender, dirija-se confron-
    te a Madre de Dos n. 22.
    Farinha de mandioca
    de superior qualidade, chegada deS. Malheus; ven-
    de-se a bordo do hiale Social, tundeado em frente do
    arsenal de guerra.
    Franjas proprias paa cortinados.
    Na loja de miudezas da rua do Collegio 11. 1, exis-
    te um completo sorlimenlo de franjas de muilo bom
    gosto, brancas e de cores, cora hellas, e lisas proprias
    para cortinados ou oulra qualquer obra : as moslras
    eslao patentes.
    Vendem-se meios bilhete* da ioleria de N. S.
    do Rosario a 292OO; na rua do Livramenlo n. 35.
    Na rua do Queimado, segunda loja
    n. 18,
    vendem-se lavas de seda prela para liomem c senho-
    ra, a 500 rs. o par.
    Gomma.
    Vendem-se saccas com muilo nlva gomma para
    engommar e fazer bollinlios : Na rua do Queimado,
    loja 11. 14.
    Excellenle pe seo.
    Ycndem-so ovas do srrlo muilo frescaes e muilo
    barato : ua rua do Queimado, loja n. 14.
    Na rua da uia n. 9, vende-se um prelo de na-
    Cio Angola, proprio para qualquer servico, princi-
    palmente para armazem de assucar, por j" ler prali-
    ca, vende-se mais un palanquim cm bom estado.
    Vende-se um moleque muilo sadio, idade de 8
    anuos : na rua Direila n, 09.
    Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
    ban|o de que em qualquer oulra parle:
    na praca da Independencia 11. 18 c 20.
    Vende-se um bom escravo coziuheiro, bom co-
    peiro, muilo fiel e diligente ; urna esrrava que co-
    ziuha bem e engomma ; urna dila quilandeira, )>or
    prero commodo : na rua Direila 11. l6.
    Na rua do Crespo, loja amarella n. i, de
    Antonio Francisco Pereira/
    ALEXANDRTA
    fazenda furia cores, lisa e de quadros, que parece
    seda lavrada, ou grs de Naplcs: vende-se a tiiO
    rs. o covado.
    KEVINA,
    para veshdo de senhora. fazenda de seda c linho de
    quadros escoeczes; vende-se a 700 rs. o covado.,
    ROMEIRAS
    para senhoras, as mais modernas que vieran) pelo
    ullimo navio de Paris, romeras de fil e de cam-
    braia bordada a aguUia: vendem-se 159 c G$ rs. ca-
    da urna.
    Camizinhas e manguitos para senhoras.4
    Vendem-se camizinhas que finge linho. e mangui-
    tos de lodas as qua|idades, loda9 bordadas e de novo
    goslo, a 69 rs.
    Romeiras de fil de seda (bordadas) brancas e pre-
    las, a ti e 8 rs.
    Na ruado Crespo, loja amarella n. 4, de
    Antonio Francisco Pereira.
    Kicos enfeites
    para cabeca de senhora, os mais modernos que lem
    apparecido, de 13000 a 159000 rs.
    Ricos chapeos
    para senhoras, com ricas guamices e plumas lodas
    de seda, assim como dtpalhinha de Italia com i-
    bello, a 14 e 18 rs. ^
    NAVALHAS A CONTENTO.
    Chegaram ltimamente navalhas
    de barba, superiores a todas qnau-
    tas ale ag04a serem de ac to iuo e de tal tem-
    pera, (jue alm de dararenvextraor-
    dinariamente, nao se sentem no
    rosto na accao de cortar ; sao'feitas
    pelo hbil fabricante 'de cutileria
    que mereceu o premio na evposi-
    co de Londres, e nao agradando
    pdejn os compradores devolve-las
    ate 15 dias depois da compra, e se
    Ibes restituir o importe.
    Vende-se cada estojo detluas na-
    valhas por 8(000 rs., preco fixo :
    no escpfbrio de Augusto C. de
    Abreu, na rua da Cadeia do Recife
    48.
    Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
    se por prero commodo, saccas grandes com feijao
    muito novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
    puras e composlas.
    Vendem-se em casa de Me. Calmonl 3 Com-
    panhia, na praca do Corpo Santn. II, o seguinle:
    vinho deMurseillecm caixas de 3 a 6 duzias, linhas
    em novcllos ccarreteis, bren em barricas muito
    grandes, aro de milasorlido, ferroinglez.
    AGENCIA '
    Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
    Senzala nova n. 42.
    Neste estabelecimento continua a ha-
    ver um completo sortimento de moen-
    das e meias moendas para engenho, ma-
    chinas de vapor, e taixas de ierro batido
    e coado, de todos os tamauhos, para
    dito.
    AOS SENHORES DE ENGENHO.
    O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
    do Stolle em Berln, empregado as co-
    lonias inglezas e hollandezas, com gran-
    de vantagem para o melhoramento do
    assucar, acha-se a venda, em latas de 10
    libras, junto com o methodo de empre-
    ga-lo no idioma portuguez, em casa de
    N. O. Bieber Companhia, na ru da
    Cruz, n. 4.
    SANOS.
    SALSA PARRILHA.
    Vicente Jos de Brilo, onico agente em Pernam-
    buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
    blico que lem chegado a esla praca urna grande rior-
    rao de frascos de salsa parriiha de Sands, que silo
    verdadciramenle falsificados, e preparados no Rio
    de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
    midores de lito precioso talismn, de cahir neste
    engao,* lomando as funestas consequencias que
    sempre coslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
    dos e elaborados pela nio daquclles, que anlepoem
    seus interesses aos males e estragos da human idade.
    Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
    desta fraude c distingua a verdadeira salsa parriiha
    de Sands da falsificada e recen temen le aqui chega-
    da ; o aimuocianlc fpz ver que a verdadeira _se ven-
    de unicamcnlc cm sua botica, na rua da Concedo
    do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
    panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
    seu nome impresso, e se achar sua firma m ma-
    nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
    traeos.
    Vendem-se relogios de ouro, pa
    ten-te inglez, por commodo pre-
    co: na rua da Cruz n. 20, casadle
    L. Leconte Feron & Companhia.
    No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se ce-
    ra para limas de cheiro a 960 rs. a libra, e alelria
    muito.boa a 240.
    Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
    la-so limaos.
    zas de todas as quididades, lano para liomem como
    para senhora, meninos e meninas, um completo
    sorlimenlo de perfumaras : tudo por preco muilo
    commodo, alim de se apurar dinheiro.
    - Vende-se o sobrado de dous anda-
    res e sotao da rua de Apollo n. 9, bem
    como o.dito de um andar d rua da Guia
    n. 44 : a tratar na rua do Collegio n. 21,
    segundo andar.
    No escriplorio de Novaes & Companhia, na rua
    do Trapiche n. 34, lem para vender por preco muito
    cm conla os seguidles arligus : couros de lustre, mar-
    ca casicllo, grande qnanlidade de miudezas chegadas
    de IlamhuriM pelos ltimos navios, chapeos do Chile
    de diflcrenles qualidades, chapeos de feltro prelos e
    pardos, e oulros objectos (pie sero prsenles nos
    compradores.
    TIDO SAO PECUINC1I4S.
    Cortes de cambraias brancas com babados de ri-
    qusimos goslos, pelo diminuto preco de49300, dilos
    cora barra de lindos desenlies a 39600 rs., dilos de
    chita com urna barra larga ao lado, fazendas france-
    zas com 12 covados. e do ullimo gosto a 29500 o cor-
    le, dilos com uina lisia ao lado, fazenda muilo fina
    de lodas as coresa29i00, di los com 13 covados, miu-
    dinhas de nma s cor a 29300, chitas escuras cores
    Na rua do Vigario n. 19, pmei-
    o andar, tem para vender diversas mu-
    sicas para piano, violao e flauta, como
    sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
    tickes, modinhas -tudo m^drissinio ,
    chegado do Rio de Janeiro.
    Charutos de Havana.
    Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
    preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
    POTASSA E CAL.
    Vende-se potassa da Russia e America-
    na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
    tudo por preco mais commodo cpie em
    outra qualquer parte,: na rua do Trapi-
    che n. 13, armazem de Bastos lrinos.
    Com toque deavaria.
    Madapoln largo a39200 a pera : na rua do Cres-
    po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
    tirande sorlimenlo de rlleles de fuslao supe-
    rjor, por diminuto preco ; palitos, de hrim liso e en-
    frailado (Je lodas as qualidades e preces ; pequeas
    malas de couro. proprias para viagem ; ricas abulu-
    aduras para collele, ludo mais barato que em onlra
    qualquer parte : na rua do Collegio n. 4, e rua da
    Cadeia do Recife n. 17.
    MASCARAS DE RAME.
    Vendem-se superiores mascaras de rame, por dk-
    m'itofiMdedJWtalndraes'a 60rsITcov'ado'LD.0S/re$ $ie.rein .u_lra a.ala,r Prle: "a "> """
    Machinas de vapor da melhnr consirucaO.
    Moendas de canna para engenhos de 'lodos os la-
    manhos, movidas a vapor por agua, ouaninaes.
    Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
    Manejos independentes para cavallos.
    Rodas dentadas.
    Azuilhes, bronzes e chnmacciras.
    Cavilhoes e parafnsos de todos os lamanhos.
    Taixas, paros, crivos e bocas de fornalha.
    Moinhos de mandioca, movidos a road ou por ani-
    maos, e prensas para a dita.
    Chapas de fogaO c foruos de farinha.
    Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
    Bombas para cacimba e de reposo, movidas a
    man, por animaes ou vento.
    Guindastes, guinchos e macacos.
    Prensas hidrulicas ede parafuso.
    Ferrageus para navios, carros e obras publicas.
    Columnas, varandas, grades e portos.
    Prensas de copiar cartas e sellar.
    Camas, carros de mas e arados de feria, etc., ele.
    Alm dasuperioridade das suas obras, ja' coral-
    mente reconhecida, David William Bowman garante
    a mais exacta con forraidade romos moldes e dese-
    nhos remedidos pelos senhores qnese dgnarem de
    fazer-llie encommendas, aproveilando a occasia pa-
    ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
    a preferencia com que tem sido por elles honrado,
    e asscgura-lhes que na8 poupara esforcose diligen-
    cias para continuar a merecer a sua cuiilianca.
    Na roa da Cruz 11. IS, segundo andar, ven
    dem-se 179' pares de coturnos de couro d lustre
    400 dilos brancos e 50 dilos de bolins; ludo por
    prero commodo.
    Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
    de, fabricados pelo mellior autor hamburgecz ; na
    roa da Cruz n. 4.
    Na na do Trapiche n. 14, primeiro andar
    vende-se o seguinle :pasta deis rio florentino, o
    mellior artigo que so mohece para limpar os denles,
    branqnece-os e fortificar as gengivas, deixando l>om
    goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
    para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhc mgico
    lastre; a&ua de perolas, osl mgicocosmelico para
    sarar sardas, rugas, e embellczar o rosto, assim co-
    mo a tintura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
    cao faz os cabellos misos nu brancos,complclamenle,
    prelos c rancios, sem damno dos mesmos, ludo por
    precos commodos.
    Vcndcm-sc lonas, brinzao, hrinse) meias lo-
    nas da Russia: no armazem de N. O. Bieber &
    Companhia, na rua da Cruz n. 4.
    Taixas para engenhos.
    Na fundicao' de ferro de. D. W.
    Bowmann, na rua do Brum, passan-
    do o chafaz continua liaver um
    completo sortimento de taixas de ferro
    fundido e batido de 5 a 8 palmos de
    bocea, as quaes acham-se a venda, por
    preco commodo e com promptidao' :
    embarcam-se ou carregam-se em carro
    sem despeza ao comprador.
    Moinhos de vento.
    '0111 hombasderepiixo para rezar borlase baixah
    de capim, ua fundirao de 1). W. Bowman: na ma
    do Brum ns. 6.8 e 10.
    VINHO DO PORTO MUITO FINO.
    Vende-se superior vinho barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
    doAzeite de Peixe n. 1 i, ou a tratar no
    escptoo de Novaes & Companhia, na
    rua do Trapichen. 54.
    Padaria.
    Vende-se urna padaria muito afreguezada: a Iralar
    com Tasso & Irmaos.
    Aos senhores de engenho.
    Cobertores escaros de algodo a 800 rs., dilos mui-
    lo grandes e encorpados a 18400 : na rua do Crespo,
    loja da esquina que volla para a Cadeia.
    Vende-se farinha de mandioca mui-
    to superior, em saccas, e chegada recente-
    mente : no armazem de Machado & Pi-
    nheiro, na rua do Amorim n. 54, ou a*
    tratar no escptoo dos mesmos, na rua
    do Vigario n. 19, segundo andar.
    COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.
    Algoilodesarco,esicupiramuiloencorpado a 100,
    120, e 140 janla: na rua do Crespo loja da esqui-
    na que volla para a Cadeia.
    Arreios para um e dous cavallos, guarne-
    cidos de prata e de latao
    Chicotes e lampeoes para carro e cabolet.
    Couros de viauo de lustre paijt cobertas.
    Cabecadas para montaa, parasefihora.
    Esporas de aeo prateado.
    Couro de lustre
    de boa qualidade; vende-se por menos do qoecm
    oulra qualquer parte para liquidar molas; na rua da
    Cruz u. 10.
    Obrasdeouru,
    como sejam: ulereen* e raeiosdilos, braceletes, brin-
    cos, alli'neles, bolOes, annei. corrente nafa relogios,
    ele. ele, do mais moderno gosto : vendem-se na rua
    da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
    Na Iwtica da rua larga do Rosario,
    n. 50, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
    dem-se pi lulas vegetaes verdadiras, arro-
    be 1'aiFecteur verdadeiro, salsa de Snds
    verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
    verdadeiro, vidrosde bocea larga com ro-
    lha de 1 at #2 libras. O anmuicianteaf-
    ianca a quem interessar possa a*/eracida-
    de dos medicamentos cima, vendidos em
    sua botica.
    MOENDAS SUPERIORES.
    Na fundicao de C. Sterr $ Companhia
    em Santo Amaro, acha-se para vender
    moendas de cannas todas_de ferro, de um
    modello e construccao muito superiores.
    ARADOS DE FERRO.
    Na fundicao' de C. Starr. 4 C. em
    Santo Amaro acha-se para vender ara-
    dos de ferro de superior qualidade.
    Vende-se em casa de S." P. John-
    ton & Companhia, na rua da Senzala Nos
    va n. 42.
    Vinho do Porto, superior qualidade, en-*-
    garrafado.
    Vinlio Chery, em barris de quarto.
    Sellins para montaa, de liomem e se-
    nhora.
    Vaquetas delustre para coberta de carros.
    Relogios de uro patente inglez.
    Vinho Bordeaux.
    Brunn Praeger & Companhia, roa da Cruz n. 10,
    receheram ltimamente St. Julien e M. margol, em
    caixas de nma dozia, que se recommendam por suas
    boas qualidades.
    FUNDICAO' D AURORA.
    Na fundicao d'Aurora arha-se constafllemeote nm
    completo sorlimenlo de machinas de vapor, tanto
    (i'al ta como de baixa pressao de modellos os mais
    approvados. Tambera se aprompvm de encommen-
    da de qualquer forma que se possam desejar com a
    maior presteza. Habis omeiaes serio mandados
    para as ir assentar, e os fabricantes comr"tem de
    coslume alianram o perfeilo Irabalho della, o s res-
    ponsabilisam por qualquer deleito que possa nellas
    apparecer dorante a.primeirasalra. Muilas machi-
    nas de vapor construidas oeste eslabelecimenle eslado em constante servico nesla provincia 10, 12,
    e ale 16 annos, o apenas tem exigido mui insignifi-
    cantes reparos, e algumas al nenhuns absolutamen-
    te, accrescendo que o consummo do conbustrvel he
    mui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
    e oulras quaesquer pessoas que precisarcm d ma-
    chinismo sao respeilosamenle convidados a vigilar o
    eslabelecimento em Santo Amaro.
    ditas de imvos padrees, fingindo cassas francezas a
    180 rs., dilasdb^pla, miudinhas n 200 rs., s'atja de
    lila prela daTiTTmeTfa-qualidade por ser muilo encor-
    nada a 560 rs. o covado, alpaca prela c de cor muito
    fina a 800 rs. o covado. e afamado panno couro en-
    Irancadodc uraasiicnra 180 rs. o covado, os muilo
    ici editados cobertores dealgodiio brancos da fabrica
    de lodos os Sanios da Baha a 610 rs. cada un, case-
    mira prela muilo lina a 29300 e:)9200rs. o covado,
    sarja prela de seda muito lina de superior qualidade
    i 2*300, merinos prelos por 19800, 28300. 39000; e
    393OO rs. o covado, assim romo um verdadeiro sorli-
    nieulo de oulras qualidades de fazendas que se ven-
    derlo por menos prero do que cm outra qualquer
    parle: na rua do Crespo, loja 11. 1i, de Das &
    l.emos. .
    A 39OOO US. A PECA.
    Na bija de l'iuimaiac-1\ llenriques, rua do Crespo
    11. 3, vendem-se chitas de rores escuras, com um rs.
    quena toque de mofo, pelo barato prero de 39000pe-
    a peca, cora 38 covados.
    Velas de carnauba.
    Vendem-se caixiulias rom superior velas de cera de
    carnauba pura, fabricadas no Aracaiy, e por comino-
    do preco ; na rua da Crnz, annazeii". de cauros c sola
    n. 13.
    Cera de carnauba.
    Vende-se em porreo e a relalho : na rua da Cruz,
    armazem de couros"e sola n. 13,
    Vende-se na rua da Cadeia Velhado
    Recite, toja de ierragens 11. o, rape de
    Paulo Cordeiro muito fresco, vindo pelo
    vapor Imperatri/., a 1,300 a libra, e quem
    comprarde 5 libras para cima a 1,2)0
    DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
    Na rua de Apollo, armazem de Leal
    Reis, tem superior potassa da Russia, ches
    gda ltimamente, e da fabrica no Rio de
    Janeiro, de quaidade bemeonhecida, as-
    sim como cal em pedra, chegada 110 ul-
    timo navio.
    Acanelada Edreln Htw.
    Na rnade Apollo 11. 6, armazem de Me. Calmon
    cV Companhia, acha-so constantemente bous sorli-
    inenlos de laixas de ferro coado ,e batido, lano ra-
    sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
    ra animaes, agua, ele, dilas para armar em madei-
    ra de iodos o* laiuaiiliiie modelos, os mais modernos,
    Cadeia do Kecife 11.17.
    Muita attencao.
    Cassas de qnadros niulo largas com 12 jardas a
    29100 a pera, cortes de ganga amarella de quadros
    muilo lindos a 19300, corles de vestido de cambraia
    de cor cora 6 l|2 varas, milito larga, a 29800, dilos
    cnm8t|2 varas a :l--'l(Ki is., corles de meia casemira
    para caira a 39000 rs., o oulras muilas fazendas por
    prero commodo : na rua do Crespo da esquina
    que*volla para a Cadeia.
    ALSAMK.
    Sabio a' luz a folhinha de algibeira,
    contendo alem do kalendao o regula-
    mento dos emolumentos parochiaes, e o
    ahnan.'ikS'ivi!, administrativo, connner-
    ciaI, agrcola e industrial-; augmentado
    com "500 engenhos, alem de nutras noli-
    cias estatislicas. O acressimo de trabalho
    e dispendio nao permittiram ao edictor
    vende-lo pelo antigo preco, e sim por
    400 rs."; vendendo-se nicamente na li-
    vraria 11. (i e 8 da praca da Indepen-
    dencia.
    Ao barato.
    Xa rua do Crespo 11. 3, lu um cnmplelo sorlimenlo
    de loalhas e unardanapos do Porlb, pelos precos se-
    guintes: guardanapos a 29600 a dozia, loalh'as gran-
    des a 93OO rada una, dilas regulares a 39600, dilas
    mais pequeas* 3&200.
    Veudc-se um cavallo mellado de bo-
    nita figura, carrega baixo, esquipa c be
    muilo manso, tem arreios c sellim novo:
    a fallar na praca da Independencia n.
    18e20.
    Cheguem a pechincha.
    Lencos de cambraia de linho, finos, a 400 e 300 rs.,
    dilos de seda de cor de Ires pontas, muito grandes e
    com franja a 800 rs.: na rua do Crespo, loja da es-
    quina que sola para a Cadeia.
    PARA A QUARESMA.
    Um lindo e variado sortimento de fazen-
    das pretas e de todas as qualidades.
    Panno lino prelo a 3000. 38200, 49.300, .39300 e
    680011 rs., dito azul a 29800, 39200 e 4*000 rs., dito
    verdea 29800, 39600, 9300e 38000 rs. o covado,
    casemira preta eufeslada a .39300 o corle, dila fran-
    i
    \Q Deposito de vinho de cham-
    ^ pugne Chatean-Ay, primeira qua-
    A lidade, de propriedade do condi
    (&. de. Marenil, rua da Cruz do Re-
    ^ cife n. 20: este vinho, o mellior
    @ de toda a chatapagne vepde-
    ^ se a sOOO rs. cada caixa, acha-
    " se nicamente emeasa de L. Le-
    ^ comte Feron & Companhia. N- B.
    A$cai\as sao marcadas a logo-
    Conde deMarcuil e os rtulos
    das garrafas sao azues.
    Xa rua do. Vigario n. 19, primeiro andar, lem
    .i venda a superior llauella para forro descllins, rhe-
    gada rerenltfinenlc da America.
    NO ARMAZEM DEC. J.ASTLEY
    ECOMPAMIIA: RlA 110 TRAPICHEN 3,
    ha para vender o segtiinte :
    Bataneas decimaes de 000 libras.
    Oleo de linhaea em latas de 5 galies.
    Champagne, marca A*. C.
    Oleados para mesas.
    Tapetes de laa para forro desalas.
    Copos e calix de vidroordinao.
    Formasdefolha de ferro, pintadas, para
    fabrica de assucar.
    Pnlha da Imita para empa"
    Aro de Milao sortido.
    liar.
    Carne devacca em |almoura.'
    Lonas'da Russia.
    Espingardas de caca.
    Lazariras e clavinotes.
    Papel de paquete, inglez-
    Latao em folha.
    dm de vela, da Russia-
    Cabotde linho da BuH*. F>meira qua-
    lidree. .
    Cemento de Hamhurgo (novo).
    Relogios de ouro, sahonete, patente m-
    gle/
    Graxa ugleza de verniz para arreios:
    m CONSULTORIO HOMOPATHlCe
    *
    DR. P.A.LOBO M0SC0Z0.
    \ ende-se a mellior de todas as obras de medicina
    nomopalhica xsr O NOVO MAM'AL DO
    JAI1R ^a Iradiizido era pnrlugoei pelo Dr.P.
    A. Lobo Moscozo, conlendo um accrescirao de im-
    portantes explicacoes sobre a applicaco dan doseS,
    diela, etc., ele. pelo traductor .' qualro volumes cn-
    cademados em doos
    Diccionario dos termos de medicina, cirursia, a'na-
    lomia, pharniacia, etc. pelo Or. Moscqzo: encader-
    nado
    Urna carleira de2i rnedicamenlos com dous fras-
    cos de linduras indispensaveis 409000
    Dila de 36 ......459000
    Dila, de 48i V......509000
    (Jia de OOluboscom 6 frascos de linduras. 609000
    Dila de 144 com 6 ditos......1009000
    Cada carleira he acompanhada de nm e\emplar
    das duas obras cima mencionadas.
    Carleiras de 2* tubos pequeos para algi-
    beira ........... '89000
    Dilas de 48 dilos.........169000-
    Tubos avulsos de glbulos..... 19000
    Frascos de meiaonca delinrljira. .. 29000
    Ha lambem para venderTnioejlfc'inti(rade de
    tubos de crjslal muilo lino, vasio ede diversos ta-
    mauhos.
    Ainperioridade desles medicamentos est lioje por
    lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
    N. B. Os senhores queassignaram nu compraram a
    obrn do JAIIK, antes d^pKilicado o 4- volme, po-
    dem mandar rcber S7 que ser entregue sem
    auginenlo de preco.
    / .Pianos.
    Os amadores da msica acham conlinnadameole '
    em casa de Brunn Praeger Companhia. rua da Cruz
    n. 10, un grande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
    pianos.de difiranles modellos, ba conslrBccap e el-
    las vozes, que yendem por mdicos precos; assim co-
    mo (oda qualidade de instrumentos para msica.
    SALSA PARRILHA.
    DE
    As numerosas experiencias felfas cora o uso da
    alsa parriiha em lodas as en tenuidades, originadas
    spela impureza do sanguc, c o bom xito' oblido na
    corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da aca-
    demia imperial de medicina, pelo lluslrado Sr. Dr.
    Antonio Jos PeUolp em sua clnica, e' em sua afa-
    mada casa de saude ua Gamboa, pelo Illm. Sr. Dr.'
    Saturnino deOliveira, medico do exercjto' por va-
    rios- oulros mdicos, permittem boje de proclamar
    altamente as virtudes efiieazes da
    SALSA PARRILHA
    de
    BRISTOL.
    Nota.Cada garrafa conlcm duas libras de liqui-
    do, e a salsa parriiha de Brislol he garantida como
    puramente vegetal semniercurio, iodo, polassium.
    O deposito desta salsvludou-se para a botica
    franceza da fu da Cruz, k freulc ao chafriz.
    Vende-se o engenho Lfneirinha, situado a mar
    gem doTracunhaem, com I
    urna legua de fundo, com as
    das novas, c ptima moenda,
    com 2 carros e i quarlaos podem moer al 2,000 pies
    o que li de grande vantagem para um principiante,
    lie de oplinio assucar e de boa producto, lano de
    canna como de legumes : vende-se com algum di-
    nheiro i vista, c o mais a pagamento conforme se
    poder conveucinnar : os prctenlenles dirijam-se ao
    ngenlio Tamalape de Flores.
    TAIXAS DE FERRO.
    Na fundicao' d'Aurdra em Santo
    Amaro, e tambem no DEPOSITO na
    rua do Brum log na entrada, e defron-
    te do Arsenal de Martnba ha', sempre
    um giande sortimento de taiclra tanto
    de fabrica nacional comQ^^eateoflgeii'a, "
    batidas, fundidas, grandes, .pequeas,
    razas, e fundas ; e em ambos os logares
    feMStcm (mndastes, para carregai" ca-
    noas, ou carros livres de despeza. Os
    precos sao' os mais commodos.
    Vende-se nm grande silio na estrada dos Aflc-
    los, quasi defronleda igreja, o qual l?ro muilas ar-
    vores de fruclas, (erras de planl.-irocs, baixa para
    capim, e casa de vivenda, com bailante* commo-
    dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo silio a
    entender-se com o Sr. Antonio Manoel de Momos
    Mesquita Piraealct, ou a rua do Crespo n." 13,' no
    escriplorio do padre Antonio da Cnnha c Figuei-
    redo.
    brajas de lealada e
    ubras mais precisas, to-
    ;om bons partidos qu
    ESCRAVOS FGIDOS.
    No da 12 do correle desappareceu a prela Es-
    pei-anra, nacilo aisla, alia, corpo regular, represen-
    ta ttr :i:> anuos, tem no n:io dos pellos uia caroro
    semelliaudo um lubiiiho, |ior onde pode *i
    mcdialanieule conliecuia: levou veslido de chila r-
    \a .-ora palmas, panno da Cosa com ranja e mtame :
    (iiien a pe.ir leve-a i rua do Livramenlo loja de
    calcado n. 2, ou na rua do Sebo n. 13, quesera ge-
    ncrosameida recompensado.
    _ iiP.appareceu, indo vender fruas em um la-
    i.:.i.iro, no dia 15 (lo corrale, a prela, Crioula, de no-
    me Auna, allura'regular, magra, con* grande falla
    de denles, pelo que tem os labios abajados, o veolre
    um pouco crescMo. sera estar prenhe.-'s dedos mni-
    mos dos ps virados para traz, tem marcas de foveiro
    em uina ou ambas as pernas, reprsenla mis idade
    do que lem pela falla dos denles ; levou vestido de
    chita e panno da Cosa, sosia muilo de agurdente,
    e por isso pode ser pegada em alguma (ahorna a nao
    estar imitada por alguem, contra quem se proceder
    com luda forca da le : quem a pegar ou der noticia
    certa della, receber OJOOO rs. do seu legitimo se-
    nher, no seu silio na eslrada nova, e diante da Mag-
    dalena, primeira casa azul. .
    Est fgida desde a noile de 18 do correnle
    mez. o prelo crioulo, de nome Manoel, de eslalur
    regular, cheio do corpo, cara beiigosa, com falla de
    qualro denles na frente superior : roga-ne a quera o
    pegar leve a fabrica de caldereire da rua do Brum
    n. 28, que sera recompensado.
    \
    PwsM-Tn>. M. r. PrU.-WM.
    II k


  • Full Text
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