Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07566


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Full Text
ANNO XXX. N. 43.
OUARTA FEIRA 22 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por 3 meses adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porle franco para sobscrptor

ENCARREGADOS DA SL'BSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei.o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
'.nlonio de Weraos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
augustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Pai, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por H900
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, a 2 por Oio de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da corapanhia VBeberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de ledras de 11 a 12 de rebate.
METAES. .
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29*000
Mocdas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos ..'.... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Cnniari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal,,as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira O'e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manhaa.
PARTE OFFICIAL.


BUMUrVJUUO SO IMPERIO.
Pionc 12 de norembro de 1853.
lllm. e Exm. Sr. presflcnlc. Depois da ul-
tima carta quetivea honra de dirigir a presidencia,
. percorri acadeia da serra do Tcixcira, determinan-
do o mais exactamente possivel a sua directo, bem
mo a posicao relativa ao scue principaes picos, e
a altura dos que mais se levantara sobre o nivel do
mar. Do cume do mais elevado, que lie o Jabicum
ou Jabre, e onde passei dous dias e urna uoile em
rompanhia dos Srs. Herculano Dantas, Bernardo
Carvallw Ha Cunha c outras pessons que fizeram o
obsequio de guiar-me, determnela posicao gco-
graphica da cabereiras dos nos Pajehu, Eepiuliar,
de varios aHlcntes desle assim como do rio Pianc,
de diversas cadeias de montanhas secundarias, da
villa de Patos, e de todos os pontos culminantes da
provincia que pude descohrir coni o auxilio da lu-
. neta. Comparando o resultado de miulias nbserva-
res com as cartas da provincia, fiquei sorprendi-
, do ilos erros sem conla que uellas formigam.
Nolei sobre a serra de Jabre um grande numero
de plantas inleressaules, que desgracadaincnte s
erescem abi quando a estacan osla muilo adiantada ;
a niaior parte dellas tinha perdido as suas sementes.
D'entre ellas citarei urna especie de alslromeria de
llores vermellias, rujos numerosos tubrculos sao
quasi em sua tolalidade composlos de urna fcula
branca mui nutriente, e de excelreiitc sabor. Esta
planta, que en tenho como inteiramcnle nova e eo-
niiecida dos caradores sob o nome de Carapitaia ,
merece ser cultivada.
A serra de Jabre bem como todos os picos que lite
sio vhinhos compe-se inteiramcnle de rochas gra-
nticas, e nada me foruereram de inlercssanle em
mineraloga, a nao seren felds spaths decompostos
em kaolim, muito praprio para o rabrico.de porce-
lana.
Ao norte da serra de Jabre, c quasi em sua base,
encoutra-se um grupo de montanhas secundarias de
cerca de 15-lcguas de eirenmferenria : este grupo,
inhabitado, c oomposln de urna infinidade dt mon-
tculos amontoados uus ao lado dos oulros, c forma-
dos de rochas schistosas, da quaes podem algumas
variedades ser nti Usadas, urnas como pedias de amo-
lar, outras como ardosias para cobrir habitamos.
Observei ahi mineraes de ferro que abuudam so-
bretodo em um sitio a una legua da fa/.enda de
Monte-Alegre, no caminho que conduz a fazenda de
Sairto EstevSo. a pouca distancia da pona oriental
da sem da Ortiga.
A maior parte dos ribeiros que nasccm no centro
destas moutaulias rollara palhetas de ouro, particu-
larmente os denominados riaclios dos PoeOes e dos
Ponhos, os quaes lancam-se no riacho dos Porcos,
um dos aluenles do rio Pianc.
O riacho dos Poeinhes sahe das montanhas por
urna garganta estrella : seria fcil, fechaudo-se esla
sabida, fazer no mciodas moulanhas inhabitadas um
lago artificial, onde se acumulara dorante o inver-
uo una raudo qnanfidadp de asna que se faria cor-
ce abundancia de seda, que se poderia utilisar no
caso em que fosse fcil multiplicar este insecto.
A 13 do mes passado eslava gasto o dinheiro que
o predecessor de V. Ex. dignou-se de confiar-me
para comecar as minhas exploramos scientificas.
Os meus cavallos estao em um estado* de 'magreza
que faz compaixao, tendo morrillo um perto do
Pombal, que nao pude substituir. Vcudo-me sem
meios de continuar a minha empresa, comeoava a
desesperar por nao receber resposta da presidencia,
quando em um dos ltimos dias rhegou-me tuna
carta do Sr. A. Coelho de S e Albuquerque, da
qual tenho a honra de incluir urna copia dos tpi-
cos que me sao relativos.
de Soma, oude esperarei as ordens de V. Ex.
o O barmetro, enjo tubo fraeturou-se na serra
do Pico, e que enviei presidencia pelo soldado Es-
levao, faz-rae muila falla: rogo a V. Ex., qne m'o
faca enviar se esliver em estado de servir. Um ni-
vel de agua adoptada a urna luneta, c um bom ehro-
nomclro nao me seriara imitis.
Segundo as informarlesi]ue tenho obtid de um
grande numero de pessoas acoslumadas a percorre-
rem o interior das provincias do norte, nSo seria
provavclincnle impossivcl faser chegar% estas pro-
vincias as aguas do riode S. Francisco. Para resol-
ver Tima questaodc tanta importancia para o desen-
volv mnln agrcola c commercial do Brasil, ser-
rae-bia neccssario subir o rio Salgado da provincia
do Cearn, estudar as rircumvisinhancas da serra de
Araripe, c os confins da provincia da Pcrnambuco
al cima do P lao-Arcado, pois que se o inyecto
he excqnivel, nao o pode ser sean ahi. Tomar-sc-
hiam as aguas do Rio de S. Francisco cima do Pi-
Uo-Arcado i far-se-hiam chegar ao Salgado pelo la-
lioleiro que forma o fundo da provincia de Per-
namhueo pastando pela barra do Jardm, depois do
que abrindo-sc um canal, que se dis sera fcil, en-
tre o Salgado e um dosarfluenlcs do rio das Piranhas,
cslabelccer-sc-hia urna.dupla via de communicaoao,
urna que se dirigisse ao Aracaty pelo rio Jaguaribc,
c oulra barra do Assu' pelo rio das Piranhas: es-
las vas n3o seriara inlcrrompidas pela secca, por
isso que o rio de S. Francisco transborda na poca
desta eslacao as provincias do norte, e nao baixa
senao quando as chuvas comeram a cahir. O bene-
ficio dcste*duplo caual seria incalculavel, por quau-
to a difliciildadc dos transportes c o scu alto prejO
abs portos mais vizinhos sao as causas principaes do
pequeo desenvolvimento da agricultura, c porcon-
scguinlc da miseria do interior. .
a Rogo a V. Exrvlc declarar-mc sua Opiniao
a respeito deste objeglb ; e quando'nao o julgue op-
portuuo, de ter a bondade de trocar-us onfro inti-
nerario.
Dignc-sc, Sn presidente, de aceilar a seguran-
za da mais alia consideracao de sen humilde c obe-
diente seno.' j. nrunet.
para prover as
udades das fasendas. Podcr-sc-
j0 igualmente formar outro deposito d'agua com q, posicao para que se colham os mclhores resultados
riarlin iliw Cjililprftps nup tlopnilmca un riachn ihi rln prrnK-jA aMnuiina N. 125. lllm. e Exm Sr. Tenho a honra de
acensar a recepcao do aviso do ministerio do impe-
rio a cargo de V. Ex., do 5 do rorrente, que acom-
panhoii cnpja de nina carta de naturalista Bruncl,
cin couiinissao mi interior desta provincia, e, iutei-
Mwlp' a estarna era, j^jo ^ ,nan v. Es. w .l4wo ordenaf-mo no ri-
fado aviso pasen a empregar os mcos minha dis-
riacuo dos Calderoes que desemboca no riacho da
Mai-d'agua, afUucnle do rio Espinhar.
toda a parte por que passei.em todos os loga-
re! onde pousei para chegar de Teixcira a Pianc,
ostndci com cuidado as plaas c as aores que me
parecern) poder ser de alguma utilidade. Colhi as
sementes que pude, as quaes tercia honra de enviar
a V. Ei., ashn como um grande numero de objec-
tos de historia natural, que tenho preparado para o
museo do Rio de Janeiro, logo que Icnha ocrasiao
dbponivel. D'entre as plantas raas nolaveis qne cn-
cootrei nesta derrota mencioriarei o mtjraxilHin inl-
tfertim, ifonde mana- o balsamo le tola que a re-
pblica do Equador fornece' Europa ; a kramera
siina- que produz a ratania, que o Per' exporta
para a Europa : a hymonia courbarit qiic d a re-
sina animada com qne se fascm os mais bellos
vernises ; duas especies de chinchona .ou quinina,
cojas propridades auti-febris sao bem condecidas ;
bem como nm grande numero de resinas, rortiras,
e mises medicinaes, cuja numeraran seria fastidio-
sa i V. Ex., e que pretendo fascr condecidas em
una memoria especial, quando tiver lempo c des-
cauro. ,
Ha um mes que eu cheguei a Pianc, onde espe-
rei dcbaldc a resposta ultima carta que escrevi
presidencia. O nuio estado dos meus animaes, de
un lado, do outro um indVposir.ao occaskmada seja
pelo mo alimento do pas, sja pelo rancasso das
viagens por lugares montanhosos c des-ox idos de
caminhos, impediram-me de afaslar-n^muilo da
villa, da qual smente estudei as circnjhivisinhanras
a dnas leguas de 'distancia, quando muito. Alm
de algnnrTel,us, e de diversas raises interessantes
por Suas propridades mediis**-"! encontrei em
abundancia unii^000ttiy0' j saturnia, cuja
lagarta vive na are lulo que forne-
da excursao scicnlifica daquellc naturalista. Eu o
aguardo nesta capital, e cnUo cjm elle combina-
re quaes os germeus de riqueza, que 'devem sor
com preferencia esludados, auinia-lo-hei em sua
empresa, c llie farilitarei os meios a meu alcance,
concordando com elle sobre a gratificaco mcnsal,
que V. Ex. aulorisa- a dar-lhe, submetlendn^a ap-
pjrtunamcnle a approvarao de V. Ex.*NeSta acca-
siao solicilarei a memoria a que elle se compro-
melleu cora o meu antecessor. Passo a recommen-
dar-lhc a acquisirao.para terem o determinado des-
tino, das amostras dos mineraes, das plantas ou se-
mentes das arvores, de que elle falla em sua caria,
assim romo procurarei aproveilar,quanto fr conve-
niente, sen pensameuto acerca do meio de remover
as causas das seccas que flagellam esla provincia.
Com a quantia por V. Ex. consignada para as des-
pesas da commissao do mesmn naturalista, passo a
salisazcr a requisic.ao que elle ltimamente rae fes,
como lis ebegar ao conhccimenlo de V. Ex. em of-
ficio de.12 do enfrente, tob numero 120. Dos
guarde a V. Ex, Palacio do governo da Parahiba,
em26 de desemhro de 1853. Dlm. e Exm. Sr.
couselhciro Luis Pedreira do Coulo Ferraz,. minis-
tro e. secretario de estado dos negocios do imperio.
Joao Capitrmio Bandeira de Mello.
MINISTERIO DA JUSTIQA.
DECRETO N. 1320 E 3 DE FEVEREIRO
DE 1854.
Detannexa dos termo* de I/t%arto e Campos o
/labaianinha, na prorncia de Sergipe, crea
le um jui: municipal, yue accnmular a* func-
coc* de juiz de orphaos, e marca o rsped i ro or-
denado.
Hci por bem depanuexar, na provincia de Sergi-
pe, dos termos de I.Aarlo e Campos o de Itabaia-
ninlia, que firani sob Jurisdircao de um juiz mu-
nicipal c ilc orphaos, que vencer o ordenado an-
nual de seis rentos rail ris.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu.conse-
lho, ministro c secretario de estado dos negocios da
juslira, assn o tenha entendido e laca cxecular.
Palacio do Rio de Janeiro, era tres de fevereiro
de mil oilcenlos cincoenla e qnatro, trigesihio ter-
ceiro da independencia e do imperio.Com a rubri-
ca de S. M. o imperador. Jos Thomaz Nabuco
de Araujo,
DECRETO N. 1321 DE 3 DE FEVEREIRO
DE 1854.
Separa do termo de Mar de I/espanha o da Pomba,
crea nelle, no de Chrislina, no de Grao-Mogor,
e no de Itajub, na provincia de Minas Geraes,
os lugares dejuizes municipaes e de orphaos, t
marca os respectivos ordenados.
11 ei por bem decretar o segrate :
Artigo I. Fira separado do termo de Mar de
Hespanha o da Pomba, era Minas Geraes, c sob a
jurisdicrao de um juis municipal, que accumular
as fnneroes de juiz de orphaos.
Art. 2. Ficanfcreados nos termos de Chrislina,
no de Grao-Mogor, e de Ilajub, na mesma provin-
cia, os lugares de juizes municipaes, que aecumu-
largo as fu incoes de juizes de orphaos.
Art. 3. Cada um dos quatro juizes municipaes e
de orphaos vencer o ordenado aonual de seis ce-
ios mil ris.
Jos Tilomas Nabuco de Araujo, do meu consc-
Iho, miiiislro e secretario de estado dos negocios da
juslira, assim o tenha entendido e faca exondar.
Palacio do Rio de Janeiro, em tres de fevereiro
de mil oitoecutos cincuenta c quatro, trigsimo ler-
ceiro da independencia e do imperio. Com a ru-
brica de S. M. o Imperador. Jos Thomaz Na-
buco de Arauj.
DECRETO N. 1322. -,,DE 3 FEVEREIRO
DE 1851. *
Ordena que sejam especiaes os che fes de polica das
protaciasde Goyaz, de Malto-Grosso edo Ama-
zonas.
Ilei por bem, na ccuiformidadc do artigo quinto
do regnlamento numero cento e vintc de Irinta e
um de Janeiro de mil oitoecutos quarenta e dous,
derietar que sejam especiaes os chefesde polica das
provincias de Goyas, de Matlo-Grosso c do Ama-
sonas.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
llio, ministro e secretario de eslado dos negocios da
juslira, assim o tenha entendido, e faca cxecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em Iros de fevereiro
de mil oitocenlos chmenla c quatro, trigsimo ter-
cciro da independencia edo imperio.Cora a rubri-
ca de S. M. o Imperador Jos Thomaz Nabuco
de Araujo.
DECRETO N. 1323 DE 3 FEVEREIRO
DE 1854.
Crea no termo de Tacaratu' da prorncia de Per-
nambuco o lugar de juiz municipal, que accu-
mular as funecoes de juiz de orphaos ; e marca
o respectiro ordenada.
Fica creado no termo de Tacaratu' da provincia
de Pernambuco, o lugar de juiz municipal, que ac-
cumular as fuucrocs de juis de orphaos, e que le-
ra o ordenado aunual de seis rentos mitris.
- Jos Thoraac Nabuco de- Aaatijo, -do meu come-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios da
.juslira, assim o tenha entendido c fara cxecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em tres de fevereiro 'de
mi| oiiocenlos cincoenla c qualro trigsimo lercci--
ro da independencia c do imperio. Com n rubrica,
de S. M. o imperador. Jos Thomaz Nabuco de
Araujo.
estacao. Pela parle que I
ser calcular por inilhas as
das drecres, assim como
parelhos provavclmente
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo do Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do ci\el, segundase sextas no meio di a.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Fevereiro 4 Quarto crescenle as8 hora, 18 minu"
# tos e 48 segundos da tarde.
13 Luacheiaas4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto mingua'nte as 8 horas 25
minnlosc 48 segundos da manhaa.
7 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde..
DIAS DA SEMANA.
20 Segunda. Ss. Eleuierio e Nilo bb. ;
21 Terca. Ss. Maximiano e Fortunato bb.
22 Quarta. A Cadeira de S. Pcdroap.emAntiodiia
23 Quinta. Ss. Lzaro e Serino Monges.
24 Sexta. S. MathiasAp.; S. Primilivae Mentano
25 Sabbado. Ss. Cezarioe Dioscoro martyres.
26 Domingo, da Quiquagcsima (Estacao de S.
Pedro ) ; S. Toralo art. ni.; S. Fausliniano.
loca deve Vm., 1. fa-
iCas dasmeiicioia-
quanlidadc de ap-
ile* ; 2. informar
quanlos engenheiros e perita convem para este ser-
vido, mandar engajar n Beropa ou na America do
Norte; 3. informar a quadade de apparelhos que
convmdeelaraudo se
neslc paiz sejam preferivi
(ante os inconvenientes
IKivoados: 4." mandar A
de assignalaiido as drece
como as estacos; firani
pender para este fim ale
ris. Entretanto convm
lecer log c com (oda a
Jguma rasBo pela qual
flos areos, nao obs-
uso uas eida les, c
nm plano da rida-
suas distancias, assim
m. aulorisado a dis-
lia de duzentos mil
Vm. trate de estabe-
a couimunira-
c3o da secretaria "da juslica rom a secretaria da po-
lica, quartel de pennapentes, paro de S. Christo-
vSo, empregando apparelliesque tem sua disposi
cao. Nesta data se exuedem casa de correccao
as ordens necesarias para fornocer logo os objcclos
que Vm. sollicilar para fundaran dos fios clcflricos
areos; epasso tamben a exigir s segundas vias
dos conhecimenfos respectivos aos apparelhos que
ltimamente vieram, e se nao achara na alfande-
ga.Dos guarde Vm. Jos Thomaz Nabuco
de Araujo, Sr. Dr. Guilherme Schu'che de Capa-
nema.
Menczes c Francisco Prxedes de Andradc Pcrlcn-
ce, para organisar a referida tabella, servindo de
raodcllo para ella a de Biessy, que vem incerta no
manual de medicina-legal de Scdillot, a de Dever-
gic, ou oulra, que a commissao adoptar rom as,mo-
dificares convenientes, sendo para desojar, que pa-
ra ficar esla tabella ao alcance do maior numero
fosse escripia era lingiiagcmvulgar.
E para o governo de S. M.' o Imperador, que V.
Ex. lomando sobre si este trabalho, que tanto im-
porta aos iuteresses da juslira publica o desempe-
nhaci'i com a dedicaran, zelo e Ilustraran de que
tem dado provas, devendo por ronsequencia convo-
car os referidos membros da commissao para ajustar
o lempo c lugar da reunan, e para a dislribuicao
das materias.
Deos'guardea V.Ex. Jos Thomaz Nabuco de
Araujo. Sr. doutor Jos Martins da Cruz Jobim.

i
v.
i

..
0 PA8AIZ0 TERRESTRE. (*)
(Pr Jbrr.)
fContinuacao.)
Raiulia ou simples mortal, urna mulher experi-
menta as mesillas emocoes de coracao, eenlretem-se
com as inesmas ideas em circuinstaucias anlogas.
Assim a joven e bella Elora pensara nesse momento
como a rainha de Carthago, e nao cessava de perguu-
Ur a si mesma com nma especie ^espan|o, quem
m esse novo bospede, qne se assenlra mesa do
araizo-Nalal. (-l)Ella alegrava-se depois coma
Jemhran^a dessa cena do janlar fao tranquilla, e to-
tvia lao elieia de todas as emores. (Jiianlo be gran-
l e merecido, dzia ella comsign, o uleresse que
irnmpanha esse mancebo, rujo semblante be lao pal-
udo, o olliar lo triste, a voz lao branda ; e romo
cobIs elle bem cssas espantosas scenas do ocano !
Como pinla com verdade esses quadros de afuicoan !
e obre ludo em que incuravel desespero o engolpha
ewe loto de urna moca mora anles da fecidade !
lima s couia inquielava Elora nessa leinhranca.
e parecia-lhe inexpliravel. Sem duvida a innocente
crioola n9o levara a esse janlar iitnhiim peusametito
culpado de easquilharia provocadora ; mas domina-
da por um insinrio que nao comprehendia bem, li-
nha-e vestido e ataviado melhorque decoslume;
Imha ornado eeus cabellos om o lliesouro de pero-
las vendido pelo mercader, linba poslo sus mais
bellos braceletes indios, e todava sua belleza, sua
graca, suas joiase seu vestuario nao linfcam oblido
um o olbar des mancebo. I.ogo, ella s era formo-
s.para seu mando, e indifferenie pira lodos os mais.
pois o pnmciro eslrangeiro assenlado junio della nao
se dignara honra-la com um ulhar dcsalisfaro.
se cuidado era grande para o coracHo de Elora,
elle assemclbava se ador de orna fcri.la, ea moca
era lao ingenua, ..que em falla de confidente discre-
to, dingia-so ao marido par oblcr a soluco desse
problema moral lao extraordinario.
- Eu f.n",-ft- diz,ia f"a com um bello abandono,
so amo a ti ; fico contente quando louvas mnba bel-
leza, minliasjoias e meus enfelcs; porque tico as-
sim atormentada quando unlro liomcm nao olha pa-
r mim ? Ser porque elle ibsulla leii goslo, e nao
aelia razo pa leu amor, para tua admirarlo 1
Sim, mlnha amiga, diziaJMauricio, adevinlmsle.
Jtto he leu amor proprio que soilre com esse desdem,
() Vide Diario a.' 42:
(1) (uitnovuthknontissticcwttsedibushos^t.
(Virgilio-.)
"1" Secrno.Ministerio dos negocios da juslica."
Rio ile Janeiro, em 31 de Janeiro de 1854.
Exm. e Reverenditsimo Sr.Manda S. M. o Im-
perador, que de novo c pela terceira ves seja posla
a concurso a freguezia de Santos Cosme c Damiao
dessa diocese, nao sendo admissivel a apresentarao
do padre Ignacio Alves da Cunha Soulo Maior na
dita freguezia, como V. Ex. propOc em odicio de 18
novembro passado, qu nao se oppoz ella, mas
de S. Loureuro da Malta, em a qual foi outro pre-
ferido e apresciitadn, sendo que em face das leis
cannicas e civil (Tridentio, sessao 24 de rtforma-
tione capitulo 18, e lei d 22 de selerabro de 1828
art. 2o. 511) a apresen lacjo deve ser sobre propos-
ta, e a proposta depois do concurso,' concurso ejic-
cial, c relativo a cada parpehia; as citadas leis se-
rian inaufestameute Iludidas, e seu espirito e dis-
pusirao contrariados, se a concurso e opposirao de
una fregnesia valerem para outra ; por quanto a-
quelle que por rapnos idneo leincsse a competen-
cia, par* cvila-Ia se opporia a peior freguezia, fa-
zendo jus api-escnlacao naquella, que fosse mais
vanlajosa.
Dcosguarrle a V. F.x. Jnsr Thomaz Nabuco de
Araujo.Sr. hispo de Pernambuco.
Ministerio dos negocio* da juslica. Rio de Ja-
neiro, 9 de fevereiro de 1854.
lllm. e E_xm. Sr. O cdigo criminal no art:
205, pune o fciimento ou oflenia phisica com a pe-
na de um a oito annos d prisa com trabadlo, c
mulla corresponden le inclade do lempo, quando
o mal corpreo resultante produz gravo incommodo
de salido, ou inhabilitarlo de serviro por mais de
um mes, esta pena por conscqucncia -torna o crime
iiialliancavcl. A" priuieiravisl se conhem a im-
portancia do prognosliro relatiTo a essas duas cir-
Ministcrio dos negocios da juslica.Rio de Janei-
ro, em 17 de Janeiro de 1854.
Em resposta ao officio que Vm. me dirigi, com
dala de 10 do correle, cumpre-me signilicar-lhe
qne o gm orno imperial, lem o pensamento de esla-
beleccr nesta corte o telcgrapho electrico-central pa-
ra o serviro de polica, imilarao d'aquello de Ber-
lim, mas Convem previamente assenlar sobre seu
plano e importancia. O centro do telegrapho, ser:
a secretaria da juslira, que se communicar simul-
tneamente com todas as cslacOcs, ou smente com.
urna qu outra, como convicr as.neccssidades do ser-
vico. As oslamos ja designadas sao as segrales r
arsenacs de guerra e marmita, telcgrapho da barra,
secretaria da pulira, quartel de .permanentes, pac
da-eidirdeS. ChristovaorPetropol9,^e quartel de-
perraanentes em Nictliory. O telegrapho pormse
extendera fra da ciilade, pelo raniiiTho de Bolafogo
al a Lagoa, pela estrada de Andarahy al a Tijuca,
pela estrada de S. Christovao al a Venda Grande e
pona do Caj', pelas Larangeiras al o Corcovado.'
As estacos uestes lugares, nao estao anda deter-
minadas, e para determinadlas espcraiu-se informa-
coes do cliefe de polica sobre os pontos em que sera
enllocadas as admiuislracocs dos tclegraphos e a for-
ca publica que lera o duplicado fim de preslar-se .
guaruiraoda estacao e servido de poliria nesses lu-
gares. No futuro, se a experiencia fr favoravel, o
Knforme as necessidades do servico c da populaba
elegrapho sem dividido em circuios e subdividido
cm estarces, constiluiudo as reparticOes, os circuios,
e as suas dependencias : as estamos v. g. scrao um,
circulo, o quartel general, e cada quarlcl ser urna
he leo amor. Djses vagamente a li mesma: visto que
esse eslranlin nao me admira, um dia pode vir cm
que meu marido me tratar como esse estranho, e
passar diante de minha formosura com a mesma in-
dflerenra. Confiaras mais na eternidade de minha
admiracao, e era la formosura, se visites brilhar em
oulros olhos o exlase, que enche sempre os meus.
lima cnosa me atllige, vendo-nos ambos em nma coo-
verjaco lo nova : he que nao bastamos mais para
nos mesmos; pessoas eslranbas absorvem um pouco
dessa vida, que era toda nossa, e compartilham com-
migo a felicidadc de ver-le e ouvir-le. o que pode
coodusi-las amar-lc. Dermis, que desgrana para
mim, se viesse a ter ciumes! O ciume j existe no
fundo de meu coracao; mas lo injusto e lao pnuco
ra/.navel, que parece-me ridiculo a meus proprios
olhos depois de um instante de rcflcxau. Assim, cre-
ras lal'.' soll'ro quando um ten sorriso dirigc-sc a urna
flor, a urna arvore, a urna paizagem, a cousas mor-
as, qiie dao-le um prazer, urna dislraccao. Deseja-
ria ser ludo o que le agrada; desejaria poder dar-te
ludas as gracas desla ualureza que nos rodeia, e que
invejis, ingrata, como se Dos crendolo nao le
houvesse feilo mais bella que sua rrearao ; e se le-
nho ciumes absurdos na ausencia de un molivo bu-
mano, que seria, minha bella Elora. se visse os olhos
de nulro liiiuiein lilarem-se em I i rom uina idea?
A perturbaran e o rumor de fra enlraram em nossa
solida ; urna brecha foi feila no muro desle jardim,
ps profanos calcaram esla relva. Nao temos mait a
riqueza que protege e d a Iranquillidade. Nossa
porla vai abrir-se.sem defeza possivel a esses homens
nlralayeis, que cbamam-se credores. Nao sabes o
que he? Von dizer-te. Um credor he um ente des-
conliecido as florestas sclvagens, he um produelo
da civilizarn. Um credor he um senhor, um despo-
la, um tyrauno ; lem entrada franca em nossa casa,
lem o diroilo de interromper nosso somno, nossa co-
mida ; o direitu de fallar-nos alio, de assentar-se em'
nosso interior domestico sem ser convidado, de le-
var-nos pecanto os juizes, de separar-nos de nossa
mulher, de metler-nos ein urna prisao...
A''! meu Dos! interrompeua moca paluda de
susto, estamos amearadon desses homens "terriveis ?
Sim, minha pobre Elora, respondeu Mauricio
com lagrimas nos olhos.
Mas enlflo. lornou a mulher, convm partir lo-
go, convm fugir desses homeu9, que podem separar-
me de li.
Partir! disse Mauricio com melancola ; par-
lir I he impossivcl! Sabes quanto cusa urna partida,
urna viagem e um novo estabeleciinenlo em um paiz
longinquoe desconhecda? S os ricos podem partir
a qualquer hora, c nao somos mais ricos, e se o fos-
semos, nao parliriamos. Nossa liabilacao be o nosso
unco'recarso, mas He urna propriedade sem valor
oeste paiz de negocio, e inesmo se quisesse vend-la
por baiso proco, nao adiara comprador...
Entilo, disse Elora com un lom desesperado,
que Taremos? que ser denos? Me#Heos! men
I Dos! Que acabas de dizer-me: Eu era lao feliz!.
cumslaucias que aggravam o delicto, i>or quaulo cni
prognoslico regula a concessao das fianeas, e he as
mais das vezes a base da condemnarao, sendo po-
rm pela maior parte os corpos de delicio, forma-
dos'nao pelos homens da sciencia, senao por pessoas
incompetentes, a consequencia be o abuso dessa dis-
[osicao contra a juslica publica, ou contra os reos
por causa da fraude, ou da iguoraucia: isse abuso
he tanto mais incvilavel, quanto os exames de sa-
nidade posteriores sao umitas vezes impraticaves,
ou difficeis pela ausencia, Imutitude, ou' incerteza
de domicilio dos oll'endidos, que abandonam sempre
as arriisacOcs, e^is deixam a cargo da juslira publica.
Fra para desejar visla do que levo dito, urna la-
bella do prognoslico dos ferimentos em rasao de
siia siluacao e nalureza, quanto aquellas duas cir-
cqmstancias, que aggravam o delicto e fazem variar
a penalidade.
Esla tabella, quando nao comprendida lodos os
crines, ser de reconhecida vantagem comprehen-
dendo a maior parle delles, servir "de auxiliare
guia.dos Iribunaes nos casos de duvida, e naqucllcs
cm que as observares indlvidoaA forem feitas por
pessoas, que nao sao da sciencia, c poslo que abs-
tracta, sendo fundada como he as regras da arte,
ou miquillo que maior parle das vezes acontece da-
r maior descauro consciencia do julgador do que
os prognoslicos temerarios da ignorancia: o valor
jurdico c oflicial que essa tabella dever ler, ser o
das presuoipcoes de direito, licando salvo o laclo cm
contrario, verificado ou por meio de exames de sa-
nidade procedidos por mdicos, ou pelas provas que
a posteriori a juslica publica ou os reos produziicra.
Em consequencia das consideramos ex postas;
Homo por liem S. M. o Imperador nomeir urna
commissao presidida por V. Ex., e cranosla dos
doulores Francisco de Panla Candido, Caudido
Borges Monlciro, Manoel Feliciano Pereira de Car-
valho, Antonio Flix Martins, Francisco de Paula
Mauricio, se me separarem de ti, heide seguir-te,
mesmo prisao 1
E nao o poderas, querida mulher ; a lei he'fei-
la assim. Seriamos separados. Ficarias sosinha aqui.
nesle deserto; sosinha... Oh lodo o meu aangue ge-
lase pensando nisso Minha caneca arde! meu co-
racao parlc-se! Sofito j todas as torturas do futuro.
Mas ouve-me, meu amigo, disse Elora, julgas
que esse bom mercador, que tornou-se quasi nossa
amigo, seria assaz malvado para...
Oh I inlerrompeu Mauricio, nao he a elle que
fem. Ello tem-nos dado rauitas provas de afleicao ;
mas o fallimento de meu banqueiro poz-me as roaos
de credores desconbecidos, os quaes nao lerao ne-
nhuma allencao para comigo, e sao esses os que te-
mo. Felizmente a esse lempo o senhor Liclor Adria-
cen ler-se-ha retirado, pois seria mui cruel para
mim soflrer todas essas vergonhas de devedor insol-
vavel dianle de um estranho.
Elle disse que se retirara brevemente? per-
guntou a moca.
Sim, deu-ine a entender isso. Demais que fa-
ria elle era nossa casa ? Elle lem tristes deveres que
oiunpnr para rom duas familias, e leme tamben) f-
fligir-nos mais lempo cora seu desespero sombro e
seu lulo. Provavelmente ir amanha, e acabar sua
convalescencia em Porlo-Nalal. Creio tambera que
lleruardino o seguir; elle foi-Ibe muilo ulil em sua
doenca, c muilo dedicado. Semelhantes serviros uo
se esquecem. I.iefor Adgaceu he muilo recoiihecido
para com esse bom mancebo. Eis-ahi dous amigos,
que nao se separara jamis.
Essas coinersaroes de l.ielor e Bernardino, de
Mauricio esua mulher linham lugar as mesmas ho-
ras, e dan urna idea usa da disposico de espirito,
em que se achavam nossas personagens na \ espera do
dia, em que Bernardino bavia de fincar o primeiro
esleio de seu plano infernal.
VI
Nada surle efleilo comum mo projeclobem com-
binado. Por urna surressa de ardis sagazmente pre-
parados por llernarduo chegou logo ao fira, que de-
signara l.ielor.
Mauricio, a quera Um soccorro providencial pare-
ca tirar do fundo de um abysmo, hesilou todava, e
recuou mesmo dianle de urna associaejio commer-
cial, que repugnava a seus goslos, e lornava-o escra-
vo da sociedade dos homens; mas as vivas instancias
de Elora trlumpharam de ludo. A moca nao vio a
principio uessa combinaran senao urna s eousa, seu
marido salvo da priso. Nao liavia, pois, que va-
rillar.
Urna verdadeira revoluco domestica perou-se no
Paraizo-Natal lomado propriedade de l.ielor Adria-
cen. e os primeiros possuidores lornaram-se inqui-
linos.
l.ielor e Bernardino eslabeleceram-se em Porlo-
Nalal no mais bello bairro dessa colonia, com o pro-
jeclo, segundo disseraro, de ir passar todos os dias de
I fesla e de repouso na fazenda. ,
MiuisteriOjdos negocios da juslica.Riode Janei-
ro, em 10 de fevereiro de 1854.
IHm. e Exm. Sr.Era addilamculo ao meu aviso
de 12 de jauciro ultimo, cm que parlicipei a V.
Ex. haver transmillido ao Sr. ministro da fascuda
copia do sen officio de 16 de selembro do auno pas-
sado, relativo as duvidas ahi suscitadas sobre o pa-
gamento da dizima de chancellara, no caso de com-
posicao amigavel das parles, valor (icio qual se dve
fazer esse pagamento, e se a parle vencedora, ou
vencida, perlencc satisfaze-lo: tenho de significar
a V. Ex., para sua -intelligencia, que em snluca
aquellas duvidas, me commumcou o Sr. ministro
da fazenda, por aviso datado de hontcm o segrate:
Io. Que-o ni poslo de dous por cento que substi-
lue a dizima da chancellara, no caso, ex poslo, he
devido pela importaucia do pedido vencido, e
nao por effeito da composic.lo realisada na execus-
sao ; visto que lacs compusimos loria o mesmo ef-
feito que o artigo 3o. do decreto de 10 de juulio de
1845 quiz evitar, quando (rala da quitarlo extraju-
dcial :
2. Que cm regra, nao procedeu o juiz no julga-
meuto da composicao, visla do citado decreto de
10 de junho de 1845, arligo 3". c o de 9 de abril
de 1842, artigo 2. 4o.; por quanto de sua senteu-
ca resultando o termo lina I da causa, e importando
ella quasi urna quitaran judicial, quer na hypothese
do decreto de 1842, quer na do artigo 3. do de
1845, cunipria a elle juis fascr effeclivo o .paga-
mento do mesmo imposto, para previuir qualquer
fraude:
3. l-'inalmenle. que era todo o caso, a parle ven-
cida se acba obrigada ao imposto, e contra ella se
deve proceder com a ecleridade possivel.
Dos guasde a V. Ex. Jos Thomaz Nabuco de
Araujo.Sr. presidente da Provincia do Cear.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do da 33 de feflarairo de 1854.
Ao Sr. minislro da rfttica, respondendo ao seu
aviso de 28 de dezembro ultima, quo .iccoinpanbor o
ofiicio em que o chantre vigario (eral da diocese do
Para se qucixa do proccdimenlo que-com olle leve a
municipalidade d capital, ncgandn-lbe o alleslado de
freqnencia que requerera para rceelwr seus venri-
menlos na qnalidade de governador do bispade, se
lhc participa que nesla se declara respectiva llieso-
raria da fazenda.que estando os chefes de repartcao
ou corporasoes dispensados de apresenlar attestados
de freqnencia para recebercm seus vcncimenlos na
conformidade do art: 103 da lei de 4 de oulubro de
1831 e docrelo de 2 de Janeiro de 1853 ; e sendo o
Itvm. hispo daquella diocese subsliluido durante a
sua ausencia pelo chantre vigario gwal na qualidade
de governador do hispido, assume este o carcter de
diere, nao pode porianlo a sobredila Ihesoiiraria,
segundo a legislado em vigor, exigir que exhiba o
mencionado documento.Nesle sentido se expedio
ordem Ihesouraria do Para.
88
AoSr. director geral da contabilidade, se com-
munca para seu conhecimenlo. e execuco, que ha-
vendo S. M. o Imperador mandado consultar a sec-
eso dos negocios da fazenda do conselho de estado,
8e os fiis dos thesoureiros podem lambem ser apo-
sentados, devendo-sc-lhes contar como lempo de ser-
vico o que linnver decorrido em semelhante exerci-
cio; e tendo a maioria da dita secle, sido de parecer
que tem direito a aposentadoria, conlaiido-sc-lhes o
respectivo lempo de servico a aquees fiis que tive-
rem sido pagos pelos cofres pblicos, e servido com
approvarao do governo:Conformou-se* o mesmo
Augusto Senhor com esle parecer por suaimmediala
resolurSo de consulta de 14 do rorrente.
BtOfri
Dito' Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
communcardo, afim de que o faca constar ao ins-
pector da alfandega c ao administrador da recebe-
doria de rendas desta cidade, que por decrete de
25 de Janeiro ultimo, segundo conslou de aviso do
ministerio da fazenda de 30 do mesmo mes, foram
nomeados para aquellas reparlices os cidados cons-
tantes da reaco que remelle, os qoaes devem soli-
cilar os seus litlos no secretaria da presidencia.
. Aerafoo o que se refere o officio cima.
Alfandega desla cidade..
Para feitor conferenle, Francisco de Paula Conni-
ves da Silva.
Para 1. escriplurario, Domingos da Silva Gui-
maracs.
Para 2." dilo, Firmino Jos de Olivera.
Para ajudaule dos conferenles, Jos Miguel e
Lyra.
Hecebedoria de rendas internas.
Para 2." escriplurario, Joaquim Jos de Souza
Serrano.
Para 2." dilo, Jos Theodoro de Sena. '
Para amanuense, Thomaz Lins Soriano.
Dito Ao mesmo, inleiraiAo-o de haver o pro-
postos de 500 rs. sobre cabera de gado vaceum e do
repeso, os quaes deixaram de ser arrematados por
falla de lancadores.
Portara Approvaudo a proposla que fez o ma-
jor commandanle do esqtiadro de cavallaria da gna*-
da nacional desle municipio.de Manoel Jos da Silva
Guiraares para alteres porta-estandarle do meamo
esqoadrao.Commnnicon-se 0 reipeclivo comman-
danle superior.
JAL RELAJAD
SESSAO DE 14 DE FEV'BREIRO DE 1854.
Presidencia do Exm. Sr. -eonsclheiro Azecedo.
As 10 horas da manhaa aohando-se presentes os
Srs. desembargadorees Villares, Bastos, LeSo, Perei-
ra Montero, Gomes Ribeiro, .Figueira d Melloe
Souza, fallando cora causa os Sr.*. desembargadores.
' Rebello, Luna Freir, Telles, Valle e Santiago, o
Sr. presidente declara aberla a sesso.
Jtilgamenlos. ,
Recorrenle,* o juizo ; recorrido, Silveslre lerreira
dos Santos.Julgaram improcedente o recurso.
Appallanle, Alexandre da Silva Mour.io ; appellada,
molor publico da comarca Pao d'All.o, hachawl ^lZ^^T Proceden,a P" ""P" a
Joaquim Eduardo Pina, participado que enlrra no
Em soa primeira sabida Mauricio experimentou o
mesmo aporto de coracao, que enlrisleceu o primei-
ro homem no lumiar de seu Edcm ; mas como a ci-
dade em que elle enlrou nao tinha nenbunia seme-
Ihanca com todas as outras cidades do mundo, a dr
abraoilou-se logo no coracao do emigrado. Porlo-
Nalal appareceu-lhe como am paraizo lerresire di-
vidido em rail habitarles primitivas, e regido pelas
brandas leis da idade d'ouro.
Os ilollandezes fundadores dcsia deliciosa colo-
nia empregaram ness| pinto d'Africa o espirito do
lar domestico, o admiravel inslinclo do commodis-
mo, todas as qualidades emfim que se admiram em
suas cidades seplentrionaes, e que rvelam-se com
altraclivos e encantos muifo mais seductores anda
debaixu das bellas latitudes do mar e do sol.
Um- viajante ingles escreveu_ sobre Porto-Natal
urna phrase que d urna justa' idea dessa colonia:
Desde a creacao do mundo, disse elle, os funda-
dores de urna cidade mosfraram bom senso pela pri-
meira vez. ,
Ahi os Hollndolos nao liveram necessidade de
miupiislar Ierras Robre o ocano, e de edificar cida-
des a Torca de diques e palicadas. Irabalho sobrehu-
mano, e ao qual alias nada juslifica nesse globo on-
de o ocano banda lanos desertes fecundos cheos
de sombras e de luz.
Assim sao os homens; nada ns esclarece, nem mes-
mo o sol : ellos lem-se sempre obstinado m edificar
cidades para o pulo, e em disputar entro- si polega-
das de nev a margem de umjio de gelo, e deixam
viver povoacOes de feras ns sonas temperadas em
margena alcatifadas de peron-, era ilhas embutidas
de coral, em rios, cujas aguas lvam abundancia de
ouro. / .
Ha palacios de granito sobre o Neva, sobre o Mer-
sey. sobre o Clyde,*obre o Tamisa, sobre o Danubio;
ni cbnupanas de selvagens. cavernas de leoes, rovis
de tigres sobre os rios sem" nome, que-rorrem som-
bra e ao sol entre a bahia d'Agua e o reino de Ad-
hel em solidOes immensas, onde o homem sera ves-
tido pelo sol, alegrado por llores eternas, nutrido por
urna Ierra generosa, que d ludo' mo, que nada
llie d^A fra rasao que vem do homem sulfura in-
cessaiu^tHel^eosjjflhiaii-Uislinctos miejvem de Dos.
O sol parecallumiar c^Jii uni-JTor paterno essa'
bella colonia nascenle de Porlo-Nalal; o co empre-
gou lodos os seus favores nesse canlo da Ierra ; a
ualureza africana cavou para elle urna barra tran-
quilla, onde folgam eternamente ondinhas de saphi-
ra. Os homens quiseram misturar suas obras com
essas obras de Dos, e nada lo maravilhoso sabio ja-
mis de semellianle associacSo.
Banio-se a monolona symetria das ras, a appro-
xiniaco pneumtica das casas, a pyramide sulloca-
dra dos andares superiores; o ar, a lus e a respira-
cao circulam por toda a parle. Cada casa he urna
Iha, cada muro tem seu veo de flores, cada janella
tem seu quadro de verdura, cada familia tem seu
jardim, seu vergel, sua fonle, sua lalada de vinha,
sua abollada kpalmeiras; os terrados, as va raudas,
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedame do dia 18 de fevereiro de 1854.
Portara.O presidente da provincia, atlendendo
aoque Ihe representen, em ofiicio de 26 de Janeiro
ultimo, o cidadao Leandro Notario deFreitas, 2."
supplenle do subdelegado do districlo de Varas, ter-
mo de Iugazeira, resolve desonera-lo do referido
cargo. Commuoicou-se ao chefe de polica.
20
Ofiicio Ao Eim. marechai commandanle das
armas, recommendando qne conceda ao capilo
Francisco Antonio de Souza Camisao licenca por al-
guna dias paaa vir a esla capital trafar de negocios
de seu inleresse.
os kiosques dominamo mar, descobrem-lhe todas as
magnificencias, fe aspirara-lhe todos os perfumes.
Os passeios exteriores foram conquistados sobre as
florestas virgens, e a arle soube conservar suas pri-
maras gracas afi'azendo-as civilisara.
Todos os dias as felizes familias da colonia van res-
pirar a doce frescura da larde sombra dessas arvo-
res seculares, onde concerlos de passarinhos resoam
anda como nos anligos dias da creaco, quaudo s
cantavam para serem ouvidos de Dos.
Colonia feliz, cheia da serenidade de seu bello co,
grande familia de irmaos, que realisa em nossos dias
o sonho de Slenlo, essa historia fabulasa da felici-
dade colonisada.
Victima de urna calaslrophe, que o lancava na so-
ciedade dos homens, o infeliz Mauricio achou ao me-
nos urna sombra de consolado no meio de uina colo-
nia, que assemelliava-se lao pouco ao res! do mun-
do, e approximava-so assim dos hbitos, gostos e cos-
lunies de Paraizo-Natal.
Quem espera o peior, consola-se com o mal; o que
pareca intolravel vislo das alturas serenas da pros-
peridade, loma iiulr'o caracler depois da queda, e
aronsellia ao lionieui as varonis amarguras da resig-
nadlo.
l.ielor e Bernardino, o primeiro sempre dirigido
pelo segundo, linham ares de dous homens absorlos
pelo demonio do commcrcio. O escriplorio eslava c-
labelecido rm urna casa, cujo poelro adorno forma-
va um estranho contraste com o materialismo das
facturas, das escriplurae,es em partidas dobradas,
dos mauifestos das alfandegas e das caixas de fa-
zendds.
Havi um livro-meslre guarnecido de lalao nos
qualro ngulos, e seriamente enllocado em urna es-
tante de acaj ; hava cmulos de carios ornados de
lellreiros, armarios alolhados de papis; grades de
pao, alravez das quaes viam-se |raiiciros aparando
peonas; largos bufetes rarregadosde utencis calligra-
phicos, espheras, paulas e provises de escriplorio.
Um glande carta/, aununciava com a gravidade da
cousa impressa, que a caixa eslava aberla das dez
horas al s quatro. e admravam-se em taboinhas as
amostras de todas as mcrcadorias do universo.
De vez em quando curretores vnham propor a
compra de um carregamenlo ausente, e Bernardino
propunba dosconlos, ajuatava o preco, cheirava as
amostras, fallava ao ouvido de l.ietor, aceitava ou re-
cusava o negocio com o desembarazo de um come-
diante consummado.
Mauricio aasisla a essas scenas, como um discpu-
lo alenlo, que loma lcOes de commercio para ele-
var-se altura do engenbo de seus assocados, ga-
nhar sua parle do lucro o mais honradamente pos-
sivel.
Fechado o escriplorio, Bernardino e Lielor acnm-
panhavam Mauricio al 1'araiio-Natal, e deixavara-
uo para vollarera colonia.
Durante esse trajelo, Bernardino collocado entre
l.ietor e Mauricio recapilulava o mov monto dos. ue-
gozo da licenca de 30 dias que lhe foi concedida.
Dilo Ao mesmo, communicando, para o fzer
constar ao inspector da alfandega desta cidade, qne
por decretos de 28 de Janeiro nllimo, segundo cons-
lou de aviso do ministerio da fazenda da 1." do cor-
rente, foi demiltido o amanuense da mesma alfande-
dega, Joao Cando Gomes da Silva, e nomeado para
esse lugar o guarda Antonio Luciano de Moraes da
Mosquita I'imcnlel, que dever'solicitar o seu ti-
tulo na secretaria da presidencia.
Dito Ao juis relator da junta de juslica, trans-
mttindo para ser relatado em sesso da mesma junta,'
oprocesso verbal feiloaosoldadoldoi. batalho de
arUlliacia a p, Jos Soares de Almeida. Partici-
pou-se ao marechai commandanle das armas.
Dilo Ao chefe de polica, in(eirandb-o de ha-
ver expedido as convenientes ordens, nao s ao com-
mandanle do corpo de polica para mandar apresen-
lar a Smc. no dia em que tiver de seguir para o sol
o vapor que se espera do Norte, tres pracas depret
daquellc corpo, afim de escoliaren! at o Ro'de Ja-
neiro o sentenciado Luduvino Jos de Souza, mas
tambem ao agente da companhia dos paquetes a va-
por para fazer transportar o referido sentenciado.
Expediranf-se as ordens de que se Irala.
DiloAo inspector da Ihesouraria da fazenda
provincial, recommendando que, cm quanlo nao der
a presidencia decisao alguma' sobro o objecto dos re-
querimentos dos proprielarios da ra da Aurora, re-
laliva'mctiie ao calcamenlo da mesma ra sohr'esteja
Smc. cm qualquer procedimento qne chlra oa mea-
mos proprielarios baja de ler.
Dito Ao mesmo, dizendo que pode ordenar que
pelo exerciclo correnfe seja pago a Jos Fernandes
Montero a quanlia de 250# rs, de que trata o ofiicio
da presidencia de 10 do crrenle.
Dilo Ao curador dos africanos livres, commnni-
candoqdt fura entregue pelo arsenal de guerra ao
crWrgltf.nca7rtrfft rro1iSpi(ar>cqiin"enlal, o afri-
cano livre de nome Aurelio, para ser empregado no
servico da bolca rio mesmo hospital.
Dito Ao juiz municipal da segunda vara, inlei-
rando-o de liaver designado a S. me. para, no dia
25 do corrente, presidir ao andamento das rodas da
quarla e ultima parte da quarta lotera concedida a
favor des obras da igreja do Rosario da Boa-Visla.
Dilo Ao director das obras publicas, transmil-
lindo por copia, njo s o ofiicio do ajudaule dn pro-
curador-fiscal da Ihesouraria provincial na villa do
Po-d'AIho, mas lamben do processo i que elle se
refere relativo-a avaliacao das casas, que ^eem da ser
demolidas, por se acharem na direceo do 19. lanjo
da estrada daquella villa ; e recommendando, que
faja constar aos proprielarios das mencionadas casas,
que devem solicitar naquella repartidlo o competen-
te certificado para que possam ser pagos da parle que
lhes perlence. Commuoicou-se ao inspector da
mencionada Ihesouraria.
Dilo Ao commandanle do corpo de polica, pa-
ra prestar ao juiz de direito chefe de polica qual-
quer forra, que elle houver de requisilar-lhc.
Officiou-se ao capilo do porlo para lambem prestar
com promptidao.os auxilios, que pelo mesmo chefe
de polica Ihe forem pedidos.
Dilo A (amara municipal do Recife, inleiraa-
do-a de liaver approvado provisoriamente a postura
addiconal. prohibin.do irem a trole' ou a galope os
carros fnebres que conduzem cadveres ao cemile-
rio publico e os deacompanharaenlo, e enviando co-
pia da dita porlaria, afim de que tenha execuco.
Dito A mesma, concedendo a aulorisacao que
pedia para mandar alterar a planta desta cidade na
forma indicada nodesenho que a aquella cmara re-
mellen.
Dito A cmara municipal de Olinda, apernan-
do as arrematares deqfie trata osen ofiicio de26 de
novembro do anno prximo passado, e autorisando-a
a elevar nm menle a praca com algum abate os im-
pena correspondente.
. Detignacao.
Appeilante, o juizo ; appellados, Jos Antonio Ma-
chado eoulros.
Recaoes.
l'assaram do Sr. desembargador Viltaresao Sr. de-
sembargador Bastos as segoioles appellaceii em que
sao : '
Appellanfe, Jos Hygino de Miranda ; ap,pellado,
o juizo.
Appellantes, Antonio FerreiraMartins Ribeiro e ou-
lros ; appellado, Jos Antonio Bastos.'
Passaram do Sr. desembargador Bastos aoSr. de-
sembargador Leio as seguinles appellares em que
s8o:
Appellanle, a juslica ; appellado, Eufrasio Jos l.)u-
arte.
Appellanle, Manoel SeverianodeEspindola ; appel-
lada, a juslica.
Appellanle, Jos Joaquim da Silva Maia ; appella-
dos, a viuva e herdeiros da Antonio Ignacio da
Bosa.
Passaram do Sr. desembargador Gomes Ribeiro ao
Sr. desembargador Villares as seguinles appeUafGes
em que sSo :
Appellanle, Gamillo Jos do Sobral; appellado, o
juizo.
Appellanle, Pedro Gaudiano de Ralis e Silva ; ap-
pellado, Elias Emiliano Ramos.
Appeltanles, Jenuino Rodrigues Leite e ssa mulher;
appellados, Domingos Francisco de Carvalho a iba
mulher.
Nao foram julgados os demais feilos com dia asaig-
nado por haverem fallado a sessao os Srs. desembar-
gadores cima declarados.
Levantou.se a sessao depois do meio dia.

Recita do dia ; lamenlava nao ler comprado urna
parle de l,(io-licn,_ excellenle bebida chine/a, ou
cincoenla caixas de'Sams-IIous alcoolicos, o que po-
deria substituir vanlajosamente o lafia ; ou llicla-
va-se por urna compra de tartarugas e marphns fos-
sis, que iiariam seguramente Irinta por cento de lu-
cro liquido ebegada dos navios europeua.
Elles aperlavam as maos de Mauricio dizendo-lhe
atamanha, e mmedialamenle depois l.ielor Adria-
cen repela invariavelmenle o mesmo pesar, e arran-
cando um suspiro agudo do fundo doapcilo sufloca-
do, exrlaraava:
Bernardino, isso vai-sc prolongando muito!
Nao posso mais'. Basta de commercio e de marphim
ossil.
lie preciso repelir-lbc cem vezes, que o senhor
he nm menino, dizia Bernardino. Deixe-me faze-Io
ser bem succedido. Quer acaso imitar a tantos rahe-
cis que quebrara o copo estendendo eslouvadainen-
le a mo 7 Precsm de lempo para preparar todo.
Trata-se de um furto ; estamos em um paiz onde fur-
lam-se anda as mu Hieres fnrmosas, como no lempo
de Menelao. Esse mstume lem-se conservado na lu-
da. O rico Palmer mandn furiar urna esrrava de
Delbi, una Brahmane em Benares, una dansarina
em Cnlronda. Sao tres fados conbecdos. I'ororas
quero cilar-lhe esses Ires. Palmer com seu ouro ler ja
muito bem podido comprar essas Ires mullieres ; mas
esse meio era vulgar e nada linba de irritante para
um homem enervado. Elle quis anles pagar larga-
mente a quem as furlasse, do que as mullieres fur-
ladas. Conheci um Nabab que furlava (amaras ao
vizinho e deixava as suas apodrecerem as palmei-
ras. O senhor est em um raso diOerenle,, nao pode
comprar essa mulher, porque n3n Ih'a venderiam :
logo be niister furla-la. segundo o uso asitico. Sal-
laudo esse regalo, que chamara o Ocano, nao le-
remos nada mais com a juslira. He outro planeta,
he um muudo novo. Assim, convm que eu organi-
seiiui servico de cavallos de muda escarias desde
Paraizo Natal al Sania Luzia por Ierra. He msler
que frete um brigue em Santa Luzia para Nossi-b.
Isso nao he pouca cousa. O senhor deu-ine caria
branca ; deixe-me obrar, nao perturbe nada. De
algum lempo para c o senhor lera adquerido um
pouco de docilidade, nao perca o fruclo dessa virlude
nascenle. Moslro-lhe o porto.
Assim com leves variantes sobre esse theroa, Ber-
nardino condola Ipdas as tardes a impaciencia de
Lielor Adriacen. Sua astucia refinada sobreludo
chegava ao cumulo no momelo da separaco dos
tres negocianles na vespera de um dia feriado.
Mauricio nao deixava nunca de convidar seu socio
a passar o da seguinle em Paraizo Natal, e no mo-
mento em que o eslouvado Lielor a aceitar o convi-
te com urna alegra imprudente, Bernardino exclaroa-
va gaguejando :
lie impossivcl he impossivel i laso mesmo
desojara eu pela rainha parte ; minha cabera etl I
quebrad/ de fadiga pelos negocios, desla semana; moa I
IHTEWOR.
*-**- TttOr-DB JANEIRO.
12 da fevereiro da 1854.
Por decrelo de; 8 do corrcnle mez :
Foi removido o juizde direito Jos Malloso de Au-
drada Cmara, da comarca de Nctheroby.na provin-
cia do Rio de Janeiro, para a 2. vara do crime do
municipb da corte.
Foram nomeados :
Juiz municipal e orphaos do termo da Imperatriz,
na provincia das Alagas, o bacliarel Ambrosio Ma-
chado da Cunha Cavalcaoti.
dem, idera de Jaguaripe, na provincia da Bahia,
o bacharel Jos Ricardo da Costa Drummond.
Foi declarado vago o officio de segundo tabelliao
do judicial e notas da cidade de S Paulo, em conse-
quencia do que representou Luis Gonsaga da Silva,
curador de seu irma demente Fortunato Jos4a
Silva, afim de ser prvido na conformidade do decre-
to n. 817, obrigando-seo servenluario vitalicio que fr
nomeado a prestar ao dito curador a terca parte do
rendimento do dilo ofiicio. cantarme a lolacao, em
atlencao aos servicos do dilo seu irmo, e falta ab-
soluta de oulros meios de subsistencia.
Por decrelo de 10 do mesmo mez :
Foram perdoadas as penas de dous mezea de prisao
e multa |correspondenle metade do lempo que por
seutenca do juis de direito da 2. vara criminal da
corle feram impostas a Mara Luisa de S. Bento, e
sua filha Rosa Joaquina Pereira.
Foi edmmutada a pena de morte, que por senlen-
ca do jury da villa do Rio Claro, na provincia de Mi-
nas Geraes, foi imposta a Elias Velloso de Oliveira,
na de prisao perpetua com trabalho na casa de cor-
reoao da cfte.
Foram nomeados:
Majordo 13. balalho de infanfariada guarda na-
cional da provincia do Rio de Janeiro, o capiUo re-
formado do exercilo Francisco de Paula Pereira.
Major commandanle da 10.* seccaodo batalho de'
reserva da guarda nacional da mesma provincia, o



temos Irabalho para amanha. Tenho que passar
muitoslancamentos para o lino meslre ; o senhor
Adriacen lem duzentas circulares que assignar e o
correio de Madrasta c de Calcutla que despachar. He
preciso comecar a semana seguinle sem abrasa-
dos. Os negocios anles do prazer ; eis o meu prin-
cipio.
Mauricio inclinava-se dianle deasas boas razbes, e
no fundo d'alma sallava de alegra com esta recosa,
que pcrmilla-llic passar lodo o dia seguinle s com
sua diviua Elora. *
Desde o comeco dessa fraudulenta associarao.in-
dustrial, a moja passava urna vida mui triste na fa-
zenda. Mauricio a tinha feilo jurar que se nao apor-
tara nunca do terrado, e que teria sempre seo la-
do nma de suas criadas, e Elora para dar algum des-
canso imaginario temporaria do marido- ausente,
obedecer a essas exigencias tyrannicas, mas descul-
padas pelo amor.
, Ella tinha visto um instante abrir-se em torno de
si o encanto do mundo exterior, tinha ouvido resoar
o metal de urna voz nova, e repentinamente a viso
se desvanecer e a meloda humana se extinguir ;
mu silencio de himulo reinava nessa casa; a mora
lamenlava mesmo ler saboreado essa dislraccao de
um momelo, porque essa lembranra espalhava so-
bre sua vida presente urna nevoa de ahorrerim'enlo,
oulr'ora desconhecidn, e cousa eslranha, toda a hbi-
larao pareca assnmbrar-se |debaixo da inllueucia do
raesmo pensamento.
Os servos de ambos os sexos eslavam Iriifes, os pas-
sarinhos nao cantavam mais nos viveiros, as florea
murchavam cm suas hasleas sem serem colindas. Cm '
s enle fazia excepco a essa melancola, era o ele-
phanle Nabab, o qaal enchia de afTagos ana bella
senhora, adevinhava-lhe lodos os pensamento^, brin-
eava com a pona da tromba com suas filas, rendas
e cebellos, fazia pelolicas, tomava posicies que jul-
gava graciosas para receber em paga um sorriso; ou
propunba-lbe, com um gesto tao claro como urna
palavra, colloca-la sobre seu pesclo e leva-a assim
iriumphalmcnle como urna sultana de Delhi.
Era lambem Nabab quem annunciava alegremente
a votla de Mauricio mulher muilo anles de ranger
a chave na grade. No meio do .sua Jlegria, elle para-
va repentinamente, guardava a lmmobilidade do
elephanle Iriarli, incliuava urna larga orelha para o
lado do caminho, elevava a tromba para aspirar as
eraanacoes do ar, e depois corra aoj saltos para a
grade como um cao gigantesco para ser o primeiro
a receber seu senhor", o marido de Elora. Cumplido
esse dever de bom servo. Nabab fechava a grade
com o cuidado de um porleiro minucioso, tirava a
chavo,pendurava-a em um urna de suas presas, e nao
rabia em si de contente pensando que nenhom es-
tranho snspeilo poderia mais entrar al ao dia se-
guinle.
(Contimm-se-ka.)
UaH
\
i



OUART* FEIRA 22 DE FEYEREIRO OE 1854.
i


:.

capilao da metma seetje^eequim Teixeira da No-
brega.
Commandanle superior da guarda nacional dos
Municipios de Barbacana, do Rio Preto e I'arahibu-
lla, i)a provincia de Minas Gerae, o commendador
Jos Antonio da Silva Pinto.
Chef de estado-malor da mesma guarda nacional,
Franciscod Piola Lima.
Foi levada a 5", a commissao de2;4% atabelecida
no art. 24 do decreto de 10 de fiovcrobro de 1831, aos
agentes de leiloes da praja do Kio de Jatielro, nos
casos em que esta comraissio era paga pelos compra-
dores antes do referido decreto.
Mrfrcoo-se o vestuario que no exercico de sual
funecSes e solemnidades publicas devem usar os jul-
zes de direilo, juizes mnnicipaes e de orphaos, e pro-
inoloria publicas.
Crearam-se jnitcs municipaes e de orphaos nos ter-
mos reunidos da Malla Grande e Talp, e Camaragi-
be e Porto de Pedras na provincia das Alagoas : e
um promotor publico na comarca|de SoliraOes da pro-
vincia do Amazonas.
Pelo paquete a vapor Bahma, temos dalas de Por-
te-Alegra ilcfflcdo Rio Grande at 31 do raez pas-
sado. Cootiouava a reinar a ntais perfeila tranquil-
lidade em toda a provincia de S. Pedro do Sul.
A chegada capital de urna embarcaco carregada
decarvode pedra exlrahido das ninasque ogo-
veruo provincial mandara ex plorar pelo mineiro io-
gtez Johnson, chamara de novo a alinelo pnblica
para este importante assamp'to.
Gontinuavara as averigu/aede policiaes sobre a
moeda bisa ialroduzida na provincia e eslavam pre-
sas algumas pestoas^j)
De Santa Calbarna aloancam as noticias a do
crrante.
A despeilo da todas atteWgencias juqteiaria e po-
liciaes, nao se linha podido chegar ao conhecimenlo
perteito de qoem fosse o autof do horrivel assassina-
to pralicado em novevJbro prximo passado em um
casal solitario da cotorjia de 1). Fraueisca, assassina-
q de que iiaquelte poca demos conia ao leilores.
Comecavamaapprirecer indicios de qoeo criminoso
uso era alheio a colonia. Entretanto os homens do
naiz qoe all Irajalliavam e que foram iodigitados
comoperpelradorrsdo crime eslavam pronunciado
e iam responder aojury.
Sobre cesa colonia reme llcu-nos urri'amigo as se-
guintes informa cSes;
Esta color ta compnnha-se no fim doanoode
1858de 690 individuos. No correr do anuo de 1953,
chegaram dotas navios com 12* colonos. Nasceram na
colonia 27, < morrram 2*. Deixaramo estabeleci-
raenlo60 possoas mudande-se para o Ro de Janeiro,
Coritiba, P aranasu, Itejahy e oulroi pontos. Hoje
conta a co'ionia 757 pessoas.
c O cer ilroda colonia, en Villa Joinrille, se com-
poe de2f. casas Habitadas, alm das que perlencem i
direceio, e estSo quatro em onslmcco. Nas'oulras
parles da colonia o numero das casis que em 185-2
eradefji, sobe hoje a 134.
Cf tosBteaqui a cultura em arroz, milho, assilcar,
mandioca, tabaco, feijdes, batatas,parreiras,e cres-
cido numero de plantas de cafe, excedeote ja
20J)f 10 pea que diariamente se augmentara. Sem qoe
por ora se possa fixar a importancia da cultora e das
col'heilas, pde-se j todava contar cura muitos roi-
Irieiros do alqoeires de arroz, bstanle assucar e
a gurdenle, e con caf que j elguns colonos colhem
para, seo consumo.
A industria aa colonia he rspresenlada por duas
larias qoe fabrieam tena, lijollo e tonca grosseira ;
duas fabricas de charnlos,umeogenlio de socar arroz,
um de mandioca, dous para milho, dous para assu-
car com caldeiras e alambiques, e dous para leos.
Est-se agora conslruindo mais urna laria, e co-
meca-sea construccao de mais alguns engenhos de
farinha e de canoa que serio concluidos este anno.
Ha, alm disto, na colonia tres paliaras, dous acnu-
gues, doas estalagens, e cinco lojas de diversos pro-
doctos aeeessarios aos colonos. Na villa, mora um
medico, ha ama botica, e bem assim os precisos ar-
tistas, como ferreiros, torneros, marcineiros, pe-
dreiros, lteteles, sapateirns. laloeiros o tmioeirbs.
ii Exista j na colonia um grande cxIensAo de ca-
ininhos, alguns dos quaes 'se acham em muilo bom
estado, e podn ser cora segaran? transitados por
carros, como por exemplo- o que parte do centro ila
colonia com direceio a .s'erra, que tem 7 a 8,000
bracas de Uesenvolvimenlo, e o que segu para as
Tres Barran memos' largo que s tem mil bra-
gas, pouco mais ou menos abertas, mas qqe assim
roesmo he diariamente percorrido por carros carre-
gados.
a Os outros caminlio, qoe letn igualmente grande
extensao, sao menos bons, e visto qoe a colonia ainda
nao tem meios para necorrer a todos os seos encargos
seria de grande conveniencia um auxilio do goveroo
para os melhorar e conservar. O que segu a direc-
to do rol he sobre todos importante, porquanto bas-
tara prolonga-lo mais 1,000 a 1,500 bracas para o li-
gar a oulro camiuho que guia a Barra l-elha, e com-
municar a colonia com a estrada geral para Santa
Calharina, emquanto que por oulro lado o caminlio
das Tres Barras ou do Cubato 1 lie abrira commu-
nicacao com o* Campos Geraes. Para que estes tra-
billios porm lenham a precisa onidade, e principal-
mente para que nao. occasionem ao governo despezas
era demasa consiileraveis, cumprira encarregar a sua
direccao a orna s pessoa.
Segundo informacocs dignas de fe, o camiuho
que vai de Paranagu-merim a tapocue Barra Ve-
Iha esta aberte m toda a sna extensao, mas ha nelle
alguns milheiros de bracas qoe carecen] de reparo, e
a parle que falla abrir entre Paranagu-merim e a co-
lonia he de menos de 2,000bracas. Quanlo ao cami-
nho deveommunicarjo com os Campas Geraes, cuja
utilidade he indicada desde longo lempo, alguns eoli-
tos de res baslariam.seoao para a tornar orna verda-
deira estrada, ao menos para ler-se orna communi-
cacao pratcavel, que fcil seria mais tarde transfor-
mar em estrada conveniente, quanlo fosse completa-
manta reconhecidaa sna nlilidade e'opporlona a des-
pea.
a A colonia em geral prospera, e os colonos ahi
veem conlenlesque nao tem sido iofrucliferos ossens
trabalhos.il
- 14 -
Foram approvadas as proposlas que fez o Kev. his-
po do Maranbio para lentes das cadeiras doensino
do seminario da sua diocese.- a saber:
De theologia moral, o conego chantre Manoel Pe-
dro Soares.
De theologia dogmtica, o conego Manoel 'lava-
re da Silva.
Ce instituicoes cannicas, o conego Joaquim Pe-
reira Serva.
De historia sagrada e ecctesiasliea, o bacharel Do-
mingos Feliciano Marques Perdigo.
De philosophia racional e moral, o bqcliarel An-
tonio Carneiro Homem de Soolo-Maior.
De rlielorica. potica e geegraphia, o bacliarel
JoSo Pedro Dias Vieira.
De grammatica e lingua latina, o conego Raymuo-
do Alves dos Sanios.
De francez, o beneficiado Francisco Jos dos Res.
De canto plano ou gregoriano, o beneficiado Este-
vo Alves dos Res.
Foram (ambem approvados para uso do mesmo se-
minario :
O compendi do padre Monte, par theologia mo-
ral.
para theologia
A obra do cantea! de Goussel,
dogmtica.
dem de Joao Devoti, para instituir/ies cannicas.
*> compendio de Koyamonl, para historia sa-
Rtada.
dem de Miomond, para hisloria ecclesiaslca.
t-ontinuauda por ora :
O Oenaense, Doria, Gerogez e Job, para philo-
sophia. racional e moral.
Os compendios de Freir de Carvalbo, para rhe-
lonca e potica.
dem de Ganthier, para geographia.
A grammatica de Roqoetle, u Telemaco de Fene-
lon, as Fbula de La FonUine, o roern, da Reli-
giao de Hacine, fara francez.
A arte pequen do padre Pereira xom a ,v,axe
da do Priucipe da 2. edicto, on o novo compendio
da grammalica latina e portngoeza de Jos V icen le
Gomes de Moura, para a lingua latina.
As iostitnitoes litrgicas de JoSo Forici, para li-1
tnrgia
A arte do Padre Antonio Mariano Feliurdo, pa-
ra canto plano ou gregoriano.
FetretoUa 7 de fereretM ato 1854.
Bem que quima poder annonciar-lhe a conlinua-
So do bom tempo de qoe desfroclamos dorante tres
semanas; porm, escravo submisso daverdade, hei
de ojeitar-me ao sen dominio, dizendo-lhe que des-
de o dia 4 do crranle mez al hoje nao lem cessado
de chuver, nao ebuva forte, mas sim um orvalho
continuado, que nos lem aborrecido bstanle. Esla
chuva miuda, que de per si he fastidiosa, torna-se
insupnortavel pela lama que (az as roas e estradas
com o continuado transito da, carros e animaes. Pre-
ferimos muilo majs urna forle pancada d'agua, por-
que assim .correndo com forja desapparec rpida-
mente pelos canos das roa), e em pouco ficam estas
enxnlase trans lavis, como se nada tivesse chuvldo;
mas esla farinha'.... realmenlc he nsupportavel.
J que falle! em chova, ru.is e estradas, devo di-
zer-lhe que o Exm. presidente da provincia j expe-
dio porlaria para se proceder quanlo antes a um en-
saio de macadamisamento n'umadas mas desla villa,
allm de poder-se calcular quanlo se lem de dispen-
der em calcar por este syslema as priuefpaes mas de
Peirnpolis. Consla-me qne se designara a ana de D.
J anuaria para o ensaio, e j se levanta um rancho
para recolhefse os Irabalhadorea em caso de chuva,
allm de se ngo inlerromper os trabalhos. Esla medi-
da he urna das que mais urgencia corra, aum de li-
vrar-nos das lamas e escorregadlos. Receba S. Exc.
um protesto de gralidgo.pelo empenho que moslra no
adianlameolo deste lugar, despachando sem demora
quanlo Ihe diz respeilo.
Por motivo da chuva r3o leve logar no domin-
go passado o espectculo de corda bamba e corda t-
rame de que Ihe fallei na nimba anterior; Dcou
trasferido para quando o tempo o pcrmillr, e cntao
cumprirei a minha promessa, dizendo-lhe algoma
cousa a respeito.
Foram remedidos honlem, ao delegado de po-
licia-de Nilherohy, tres presos que eslavam recollii-
dos a esta cadeia, por vadios, desordeiros esuspeitos.
I.ouvor pois- ao digno subdelegado Dr. Figueiredo,
que com sua vigilancia e aclividade propoe-se pur-
gar esta colonia de ludo quanlo intente alterar a paz
e|socego em que vivemos.
S. M. o Imperador, escolheu.oa semana pasta-
da, d'enlre quatro lindos planos de chafarizes imagi-
nados e desenliados pelo.hbil coronel da engenhei-
rosGnillobel, uro que na realidade he o mais bello e
elegante, dando assim S. M. mais urna prova do cos-
to delicado e lino que o caraclerisa. Este chafariz
compoe-se d um vaso de eslylo anligo, qne no seo
(erro inferior he ornado de folhas de acanto, entre
quatro caberas de leo que servem de ornato as qua-
tro hicas que fornecen agua. Este vaso tem cinco
palmos de allnra, e sjk execolado cm marmore de
Cerrara qoe se vai mandar vir de Genova. Assenla
sobre nm plinlho no centro do tanque; as bordas do
tanque, o plinlho, e toda a mais obra, ser construida
de granito. Este monumento elevar-se-ha sobre
orna plata-frma com duas oseadas de quatro degros
cada urna, tendodos lados dons tanques para os ani-
maes. Este chafariz tem de ser alimentado pela ex-
cellenle agua que vai ser conduzida por encanamen-
to desde a garganta, e segundo S. M. o Imperador
resolveu, deve elle ser erigido na praja municipal,
defronte do palacio.
Foi ltimamente oflerecdo irmandade do SS.
Sacramento desta- fregoezia um formoso quadro a
leo representando o martyrio de San Braz. Este
quadro, qoe tem 64 pollegadas de comprimento sobre
44 de largura, he um dos brilhantes trabalhos do jo-
veo artista fluminense o Sr. Joaquim da Rocha Fra-
goso, alumno da academia das Helias-artes da capital
e actualmente residente com sua familia nesla colo-
nia. Este moco que apenas conta 23 annos de ida-
de, he j bem condecido por ler militas vezes oblido
o maior premio ou medalha grande da academia. O
melhor elogio que desle talentoso artista podemos fa-
zer he deserever o quadro que o seu desinleressado
patriotismo cedeu para ornar a igreja de Pelropolis.
O gosto com que as figuras estilo collocadas, a ex-
presado das physionomias e a perfeijo dos vestidos
nada deixam a desejan e podemos afoutamenle con-
siderar esle trabadlo como um chef-d'aucre do Sr.
Rucha Fragoso.
Observalta-se dous grupos de figuras, um celeste e
oulro terrestre. No grupo terrestre sobresalte osan-
lo martyr meio suspenso pelos bracos de um moilo
no qual passa a corda que Ihe liga as milos, aqual he
puxada por um Romano que Ihe tica esquerda;
direila oulro Romano armado de um instrumento
cravado de ponas de ferro dilacera corpo de San
Braz; mais para a direila des:obre-se o aliar do sa-
criticio onde arde ofogo que deve reduzira cinzas o
corpo do bispo martyr. A esle acto assislera um sa-
cerdote e maisalgumas figurasd'enlrejas quaes se no-
tam duas manieres assenladas nos degros do monu-
mento de supplicio, as quaes contemplando a scena
de lio barbara crueldade limpam urna furtivo lagri-
ma; urna creanca que ellas lem ao p reprsenla
com muilissiraa naluralidade o espanto e temor que
estes horrores Ihe causam. No chao direila vm-
se espargidas as vestes episcopaes, o bculo, mitra,
cap, etc.; esto representados com moita arte. O
sanio martyr esl n, lando s um pequeo lenco na
cintura, tornando assim visiveis o estude anatmico
que o Sr.ll.9cha fez do coreo humano.
, No grupo celeste nola-se um anjo, em cuja phy-
sionomia se descobre terror, cora os bracos aberlos
e a v isla erguida ao co, como implorando a graca
doSeuhor; em torno delle muilos auginhos descem
sobre o sanio, trazendo coreas e palmas, recompensa
dos inartyres. Einfim, seria nao acabar se quizesse-
mos deserever minuciosamente todos os pormenores,
pois qne as mais pequeas cousas atirahem a llen-
cao pela parfeicao e naluralidade. As sombras, o es-
vaneeimeoto das Inflas, mostrara o costo apurado do
autor. O quadro rene, convenientemente dispostas,
17 ligaras. Seria juslo que este artista fluminensc-
achaste a proteccao quelh falta para poder progre-
dir oa ardua tarefa que se impoz, porm prolecrao
valiosa e alta,'que podease ajuda-lo a seguir os seus
esludos em paizes estrangeiros, reaiisando assim os
seus mais bellos sonhos, em que elle j entrev um
renome de artista que um da oceupar pagina na
hisloria do Brasil.
O movimenlo commercial deste lugar, segu
muilo apathico, e se nao mudar quanlo antes de as-
pecto nao sei na verdade oque ser dos negociantes
de Pelropolis; 33 sao as casas de negocio mais nota-
veis, nao contando oeste nr.mero alguma longinqua
(averna; ora, sendo a populaco desla colonia da
2,950 almas ou 599 fogos, bem v que apenas cabem
18 casas de familia para cada eslabelecimenlo. Cami-
nho de ferro I anda, avia, corra depressa para salvar
os que al euto esliverem amelados de morle.
Tambera por e va-se sentindo falla de carne
de vacca, roas sendo a doenca muito recenta nao pos-
so dizer-lhe ainda nada a este respeito.
r-8
Sonbe agora mesmo qoe tinham sido expedidas por-
tarlas da presidencia para emprcheuderem-sc inme-
diatamente at obras segu nles:
Maladunro no quarleirao de Weslphalia, para o
qual j o terreno est contratado; por este meio li-
vrar:iios-hemos de ter este foc pestilencial no cen-
tro da villa como al agora.
Corle do morro de San Pedro, que deve flear ao ni-
vel do do palacio, para nelle edilicar-se a malriz des-
la freguezia. Tambem he obra urgenle, posto que a
igreja que hoje temos he em demazia pequea para
esla populado, que como j Ihe disse cima, consla
de 2,959 habitantes, e que cada dia vai augmenlando
a ollios vistos.
O hospital da raridade e cemilerio sao obras eslas
que tambem vao principiar; urna eoulra muilafal-
la fiizem. Temos o hospital da colonia, e ainda que
nelle se fizesse ltimamente aluims melliorameiitos,
nem por isso deixa de ser urna casa pobre e hmida.
(Juaiiln ao cemilerio que hoje temos, nem esle nome
se deve dar-lhc, e na verdade deseja-se que comece o
projectado, porque he bem triste ver revolver as cin-
zass do morios por qualquer cao esfaimado que l
quer inlroduzir-se, sem que urna boa grade dema-
deira defenda os pobres finados do insultos desla es-
pecie.
NSodcsmaie a aJiuinisIracSo nesle empenho, que
a humanidade. Ihe vivera agradecida. Alm disto, o
local que o aclual cemilerio oceupa nao'he nem o
mais proprio. A ra do ceniiterio nunca chegaria a
ficar bem arruada, visto que nem todas as pessoas
esl3o jseulas de ter medo dos morios, fazendo islo
com que ningoem queira oella morar, senao qnando
absolutamente nao baja oulro remedio. Consla-me
queja se tem tratado de escolher o local convenien-
te para o novo cemilerio, porm nada Uie posso ain-
da dizer com oxactido.
E a iltuminacao, emfim, das principaes ras de
Pelropolis e Villa Thereza, e sei que o director da
colonia pensa approveilar parle dos lampeSes qne
vo (icar inulcis na corle para colloca-los por c; boa
falla nos fatem 1,...
10
SS. MM. ainda nao regressaram do Rio de Janei-
ro; SS. AA. eslflo de san de.
Honlem publicou o inspector do primeiro qnar-
teirao desla colonia o Sr. Cavalcanti um edilal pro-
bibndo os jogos de enlrudo palas ras, sb pena de
prisao. Nao podemos deixar de louvar esla medida,
que ha de evitar muilos desgoslos o prevlnir inflni-
las desordens.
Domingo 12 (eremos baile roascarado o daosa
de corda; quem viver conlar. Por boje basla.
(Carta particular.)
MINAS GERAES.
Our Preto 7 de flnrareire ate ISS4.
Raro he o dia em que nSo chegam a esla cidade
carias e oflicio pedindn providencias em ordem a
remover conflictos suscilados entre as autoridades do
municipio do Presidio desla provincia e as de Cam-
pos por causa da linha divisoria Iracada pelo gover-
no eiitro ambas as provincias.
A 26 do prximo passado apresenlou-se Manoel
Marlins de Oliveira Lcmos no dislriclo dos Tombos
do Carangola, situado quem da linha divisoria, e
aonde elle reside, com ordem do subdelegado do 2.
dislricto.de Santo Antonio dosGuamlhos, do muni-
cipio de Campos, para recrular, e frente de urna
escolla fez quanlo quiz e prendeu a dous individuos
desla provincia e os remellen para Campos.
Manoel Martina,' inimizado com os principaes ha-
bitantes do dislriclo dos Tombos, enlende que o me-
lhor meio qne lem par.a pisa-Ios consiste em Iludir
as autoridades dos dislrictos limitrophes^do munici-
pio de Campos, dando-se como jurisdiccional deltas,
e incumbndo-se de diligencias que enmpre confor-
me Ihe dictara seus odios.
Embora os pontos cardeas da divisa provisoria es-
tejam declarados nao se correram as linbasqueos
unem. assim qne dvidas todos os dias se suscitam
sobre os limites da jurisdicsao territorial das autori-
dades dos dislrictos limitrophes. Muilas pessois
julgam m boa f que devem dar obediencia ao sub-
delegado da urna ou oulra provincia ha dellas po-
rm que o fazeni de mn f, dizendo-se jurisdiccio-
nal daquella que para qualquer motivo mais Ihe a-
grada.
A presidencia, segundo me consta, desvela-se em
recommendar s autoridades mineiras, que corlem
toda a occasiao de conflicto, c aguardem deciso do
governo imperial; e ltimamente ameucou trna-
los responsaveis por lodosos fados criminosos qoe se
dessem por se ellas arredarera da linha que Ihes foi
Iracada.
Consla-mc que quando presidia a provincia do Rio
oSr. visconde de Baependy iguaes ordeos se deram
por parle daquella presjdeucia. Mas nada disto lem
sido bastante e elBcaz ; as paixes ms, que de lu-
do se aproveilam para seus fins, n3o perdem a oc-
casiao que Ihes presla a confuso das jurisdicces
para romperem em desalios e perturbar a ordem
publica. 4
Ao governo imperial incumbe por cobro a iaes
desalios, mandando correr as lindas entre os pon-
tos que provisoriamente marcou a divisa entre as
duas provincias, ou dar outra qualquer providencia
que possa evitar para o futuro scenas muilo desa-
gradaveis. Faca o que Ihe parecer mais acertado,
com lano que d remedio ao mal qoe soflremos.
Nida se Ihe pede qoe nao seja mnito razoavel e justo.
Quando se publicaram as informaces dadas pelo
Sr. Halfed a respeilo do S. Francisco muilas pessoas
desanimaram -da navegado a vapor as aguas do
grande rio, outros a julgaram adiada para quando
se podessem remover os obstculos das' cachoeiras
por onde o rio deixa o nivel de'suas cabeceiras pa-
ra ir buscar o das Ierras baixas, -pelas quaes se diri-
ge para o Ocano. En nao pensci nem" de urna nem
de oulra mancira, como Ihe asseverei em urna das
miohas carias. Entend que em vez de se fazer'de-
pender a navegac.30 a vapor da remocho desses obs-
laculos, convinha eslabelece-ln do ponto em qne el-
les comceam para as cabeceiras do grande rio. Ob-
servei que essa naVgncao|podia ser ligada com o lit-
loral por vin da estrada* da companhia Uniao e In-
dustria, al an valle do Parahiba, e deste al ao
ponto do Rio pela estrada de ferro que por alli deve
seguir, ou peto valle do Piabanha. O aflluenle que
para esse (lm parece mais apropriado he o ri das.
Velbas, que lancando-se no S. francisco no lugar de-
nominado a Horra, no municipio de Curvcllo, ofle-
rece apenas obstculos que, segnndo eslou informa-
do, podem ser superados com faeilidade. Por este
modo todo o serlAo desta provincia e grande parte
do da Bahia que he ferlilisado pelas aguas do gran-
de rio, ou pelas de seus caudalosos tributarios, po-
dero ser abastecidos com menor dispendio de di-
nheiro e de tempo pelas mercadorlas do littoral; o
commerco, islo he, a mais civilisadora e espansiva
de todas as industrias, llorrscer, e com elle se aug-
menlarao os gozos e commodos da vida. Entao, e
s entao, os habitantes desla parte do interior do
paiz enliarao na posse das vanlagens da civilisarao
de que foram esbulhados pela distancia.
Sabara, a oulr'ora 13o florescenle cidade de Saba-
ra, hoje em decadencia, mas sempre notavel e dis-
lincla; oulr'ora pelo seu ouro, cujo brilho tudo of-
fuscava,. e hoje pelas saborosissimas mangas a pelo
sabor exquisito de seus serobys e dourados, lornar-
se-ha a rainha das cidades de Minas, o, emporio opu-
lento do sertao.
Todas as.difflcldades do eslabelecimenlo da na-
vcgacJo a vapor dorio das Velhas felizmente ja tem
sido apressnladas e vencidas, ou consideradas venci-
veis.
Segundo lelo cm urna exposiejo teila pela cmara
municipal do Sabara, as cachoeiras do rio das Ve-
lhas sao canalisaveis. Nogociantes do sertao tem na-
vegado por elle em canoas e ajoojns. Em o anuo
passado parti daquella cidade para a villa Janua-
ria o Sr. Manoel Joaquim Goncalves com tres ajon-'
jos-carregados de hundas, erragens o caf. As
pessoas qoe se dao a esla navegaco guardara as snas
viagens para as primeiras enchentes do rio, atim de
eoconlrarem as caclioeiras coberlas.
O cnsul do Brasil emBerlm, o Sr. Sturz, con-
tino a ler na mesma exposico, viajen o rio das Ve-
Ibas ao lempo em que o Sr. Kopke tratava de cons-
truir em Sabara um barco a vapor destinado a na-
vegaciio daqnelle rio, e conbecendu as vanlagens da
empreza propoz apnexa-la do rio Doce, ao que
nao annnio o Sf. Kopke. Infelizmente nao foi este
senhor bein succedidu nos seus planos. O vapor nao
havia sido conslrnido com as necessariu propor-
Ses, e depuis de haver navegado por espo(o de oito
leguas foi mettido a pique pelo proprio construc-
tor e dono, como que descontente e aborrecido de
sua bbra.
Por via da presidencia lem-se procurado obter es-
clarecimentos de ludo qnanlo vai extrahido do rela-
lorio da cmara municipal, porque se reconhece com
loda a certeza qoes os obstculos naturaes que im-
pedem a nav.egacRo do rio das Velhas dorante seu
curso de 80 leguas al lancar-se no S. Francisco, e
quaes as razes por que nao foi avante a empreza
KPkc- (dem.)
S. PEDRO SO SUX..
Aleara dadas esutUtlcos sobra Porto-AlagT.
Haas e predios.
Porlo-Alegre lem sete grandes mas parallelas ao
rio, o que com mais 011 menos sinuosidades vSo de
un extremo an oulro. Na mesma'direrrao lem qua-
Iroou cineo ras mais estrellas e curtas, qoe corlara
urna, duas e inesmu mais rlias perpendiculares.
Deslas, comprehendidas as viellas, ha 14 princi-
paes, e 4 ou 5 muilo curias.
"Nesse numero de ti comprehendemos como ama s
as ras quedesviamlo-se um tanto da direccao tem
nomes differenles, mas que quando algum dia a ci-
dade fr racficada vro a formar urna nica roa.
Se allendermos ;i nomenclatura da cidade achare-
mos que ella lem 30 mas e 11 beccos, oque parece
desmentir o numero que nos damos ; mas a razjo he
essa de diversidade de nomes a ras ou beccos que
na realidade devero considerar-se s urna, alenla
sua dirccciin.
Ha na cidade 5 igrejas que sao a calhedral, a
igreja do Rosario, a dos i'assos, a das Dores, e a do
Catmo.
. Ha 12 edificios pblicos, a saber ; o palacio do go-
verno, a casa da assembla provincial, o arsenal de
guerra, a allandega, urna casa de deposito, o hospital
decaridade Iquarlcis, o mercado e a vetusta casa
da cmara municipal, ra casa de baile perlencente
a urna aasooiacao particular.
Em coBsimcco ha : 1 igreja da Conceico (e tam-
bem a das Dores), um lycu, ama cadeia, urna casa
para a municipalidade e nm Iheatro.
Sobre casas particulares 09 nicos dados que pode-
mos at agora obler, foram lirados dos registros da I pender a quanlia precisa com o acabamento dos 50
decima e islo do anno de 1850. (1)
Delles consta que foram lanzados 1,944 predios
dos quaes 534 silo habitados pelos propietarios e por
tantoisentos da decima.
Os 1,410 prodios que pagam esso imposto davam
um rendiraenlo annual de 158:2659326.
Nos tres ltimos annos, segundo informaces semi-
odiciaes qua tamos, lem-se edificado para mais de
200 casas, o qoe darla para a cidade hoje o numero
approximad.o de 2,144 predios qne entram no teosa-
mente,
O progresso das conslrucces nao constase do nu-
mero de predios, mu tambem da importancia delles,
pois entre os modernamente construidos se encon-
tramos mais formosos que conta a nossa cidade.
Populartw.
Baldos, ou pouco menos, foram os esforcos que fi-
zemos para obler dados fidedignos sobre a populacho
de nossa cidade. Do pouco que livemos apenas nos
he dado calcular que o numero de habitantes de Por-
lo-Alegre consla de 16 a 17 mil almas; sendo um
sexto eslrangeiros.
' Sobre o desenvolvimenlodessa populaco cis o que
colhemos de documentos ofllciaes ja publicados.
No anno contado do 1. de julho de 1852, ao ulti-
mo de junho de 1853, houvc as duas prochlas da
cidade :
Casamentes livres. 123
libertos. 1
esclavos. 3
Total.
Baptismos.
Livres e libertos do sexo eminiuo.

Escravos femininos.
masculinos.
Total dos baptismos.
Obkcs.
Livres e libertos do sexo feminino.
o masculino
127
253
273
526
130
127
'783
182
208
391
125
134
650
Escravos do sexo feminino.
" o masculino.
Total de obilos.
V-se porlanlo que o numero dos nascimenlos li-
vres e libertos he um terco maior que o dos bitos, no
entanto que a difierenca anloga a respeilo dos es-
cravos he apenas de um quinte.
> Qualquer dessasdiflerenras nao seria silisfaloria
para a salubridade da capital se nao, devessemos ler
em lembranca que entre as pessoas fallecidas em
Porlo-Alegre, ha uro grande numero que vem de fu-
ra da cidade, da campaaha, gravemente enfermas; e
que, n2oaproveilando-lhes< o mais esmerado trata-
mento qoe vem procurar, aqu suecumbem.
Commercii e industrias.
dsseguintes dados sao extrahidos dos registros do
arrematante das rends municipaes, e com insignifi-
cantes differencas, devem por isso ser considerados
exactos.
Ha em Porlo-Alegre :
Acougues.
Alfaiales.
Armarinhos.
Armauns.
Armadores, _
Armeiros.
Barbeiros.
Boticas (excloiudo a da Mizericordia).
Caldereiros.
Carp otarias.
Cabelleieriros.
Coufeiteisos.
Colchoeiros.
Casas de seceo, ou fazendas por atacado-
Couros (armazera de)
rom trapiche.
Cliaruleiros.
Casas de seceos e molhados (vendas e arma-
uns a varejo).
Fazendas (lujas de}.
Ferradores..
Ferreiros.
Ferragem flojasde'v
Funileiros.
Leilo (casa de).
Louca (armazcm de). ,
Lilhographias.
Livros (loja de)
Licorciro.
Manlimenlos (casas de)
Marceneiros.
Madelras (depsitos de)
Msica (foja de).
Ourives,
Padarias.
Pintores e relralislas*.
Relojoeiros.
Sapateiros.
Sapalos (loja.de)
Selleiros.
Sirgneiros.
Taboleiros e miscalcs.
Tamanqueiros.
Tanoeiros.
Tinlureiros.
Toraeiros.
Typographias.
Velara formal.
Vidraceiros.
Ha portento na capitel 613 casas de* industria e
commerco, as quaes podemos qunliflear da seguinle
maneira:
De arles e olDcos. 201
De negocio. 3gg
Ambulantes. 43
613
Repetimos, pode haver alguns erros insignifican-
tes nesses dados, mas elles nao alterara a apreciado
geral do commercio e iuduslria oeste cidade.
Consumo de carnes.
173
67
2
12
16
9
1
4
3
1
1
2
27
2
1
11
11
3
3
31
1
*9
4
43
5
. 2
2
1
3
3
3
3
./-
Comquanlo pareca menos importante esle objecin sempatando contra: .
pares de catacumbas que primeiro se fizeram no ce-
milerio publico, perleuceoles a municipalidade, vis-
to nao haver quota para smelhante despeza.In-
leirada, e mandou-se que se annunciasse para ser a
obra arrematada.
Oulro do mesmn,approvaudoa alleracjo da planta
da cidade,requerida pelo Dr. Pedro Francisco de Pau-
laCavalcanii de Alhuquerque, na parte que coro-
prehende a ra denominada do Caplbaribe, de modo
que a Iravessa ahi prnjeclada avance mais 5 palmos
ao oeste.Inleirada, c que se coromunicasse ao en-
genheirn cordeador, para consignar a alleracao na
plaa.
Oulro do presdanle da commisaBo de hygieoe
publica, representando contra o mo estado das es-
tribaras d'esla cidade, que diz nao pode deixar de
influir sobre a saitde publica, e pedindo que a c-
mara recommendasse aos fscaes as visitem frequen-
lemenle, principalmente as publicas, hundo remo-
ver de 10 em 10 dias o que estes contem por baixo
das estivas, e de 30 em 30 dias o que eonlm as par-
ticulares que nao servem a msls de dous cavados ou
de 15 em 15, se liverem mais de dous, marca ndo-se
os Jugares, onde devam ser laucados todos os excre-
mentos recolhidos, que nao forem inmediatamente
desuados agricnltura ou conduzidos aos logares
de planlaciio.Que se aecusasse a recepcao, e se ex-
pedissem as ordens convenientes.
Outro do subdelegado de Jaboalffo, remetiendo 2
termos de adiada de in fraeco s posturas, j por el-
le julgadas e condemnadosos infractores Antonio do
Monte da Silva, e Antonio Flix Pereira, sendo 69
rs. a mulla de cada um.Que fossem remelldos os
(ermos ao procurador para arrecadar as mullas.
Oulro do administrador do cemilerio, remetiendo
anotados precos dos carros fnebres qne conduzi-
ram cadveres para alli no mez de Janeiro (indo.
Ao procurador para receber os por ceios.
Oulro do procurador apresenlindo o balanco da
receila e despeza municipaes no mez de Janeiro ulti-
mo.A' commissao de polica.
Outro do mesmo rcmelteodo a carta que Ihe diri-
gi Manoel Jos Danlas, pedindo pelo seu terreno
na ra da Praia de S. Rila, que lem de ser desapro-
piado a quanlia de 1:200 rs., e dizando qoe ainda
uao se pode entender com o barao de Cimbres i res-
peilo do valor de sua propriedade da ra do Pires,
por se achar no engenho.A' cororhissao de edifi-
caejio.
Outro do engeoheiro cordeador, remetiendo o or-
camenlo 110 valor de485rs., do melhoramento mais
preciso da estrada denominada Corredor da Varua.
A' commissao de edilicacjlo.
Oulro do mesmo, remetiendo o orcamento da des-
peza a hur com os reparos da pontesinha da estra-
da dos Remedios, na importancia de 96 rs.O mes-
mo deslino.
Outro do mesmo, remetiendo o orcamento dos repa-
ros da estacada e atorros para segoranca do arma-
zera das Cinco Ponas no valor de 59{J rs.O mesmo
deslino.
Outro do mesmo, informando que Jos Jaciutho
Silveira, podo nicamente construir sua casa de 49
palmos, daudo-llie odostiuoque Ihe aprouver, pois
que o terreno fica interlacado entre outros j edifica-
dos.Inteirada e despachon-se a peticao no sentido
de nao poder o requemte fazer a obra da maneira
porque a requeren.'
Oolro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado muri para consumo na semana de .'10 de Janei-
ro ultimo a 5 do correte, sendo 452 rezes, inclusive
36 pelos particulares.Que se archivasse.
Sao lidos.e entram em discosso 2 pareceres, que
em separado du cada um dos merobros da commis-
sao de edificacSo sobre as pVelences de Fox Bro-
thers e Antonio Pedro das Neves, requerando alle-
rac5o da planta da cidade, na parle que comprehen-'
dea ra do caes de Apollo, sendo a commissao con-
corde no alinharaento proposto pelo engenheiro cor-
deador, quanlo ao 2. peticionario, mas- divergindo
os seus membros quanto a modificaco da planta re-
lativamente ao 1., querendo um qne os alinhamen-
tos fossem tracados com certa direceo e outro com
outra diflerenle; e depois de tenga discussao, re-
queriroento do r. Gameiro, (omou a cmara a reso-
luco de ir com o engenheiro cordeador ao.logar exa-
minar as pretences no dia 10 do.correle, s 9 ho-
ras da manha para depois deliberar.
He approvado ara parecer da mesma commissao,
opinando em vista do officio da presidencia de 12 de
Janeiro ultimo, que se expedissem as necesarias or-
dens para a construccao do maladouro publico desta
cjdade, no lugar da Cabanga, devendo sar a obra
hita por arrematarlo, ou empreitada no caso de nao
apparecerem licitantes; e resolveu a cmara qoe se
annunciassera pravas as 3 sesses segrales, e se
pedisseao governo da provincia a plante, do edificio
que nao acompanhou ao citado oflicio de S. Exc.
Foram approvados mais 5 pareceres da menciona-
da commissao:
No 1." indicando as denominacoes que devem
ler as ras novamente abertas, mandndo-se qoe
engenheiro cordeador fizesse.nellas a inscrpcao de
seus nomes par serem como taes conhecidas.
No 2." pensando ,qne)o requerimenlq de Amaro
de Barros Correia, n3o devla ser defferido sera que
se proceda a avaliacao do terreno, o estrada nova
da Sotedade, por peritos nos termos da lei, ficando
adiado al qoe o engenheiro aprsente o trabalho
qoe se Ihe mandou Tazer a respeilo.
No 3. sendo de opiniilo, que se nprovasse o or-
camento apresen lado pelo'engenheiro cordeador, da
construccao diurna pontesinha oa estrada ^nova da
Baixa- Verde, para ser hite a obra em occasiao op-
portuna
No 4." approvando o orcamento na importancia
de 46 rs. dos reparos dos 2 quarlos da ribeira de S.
Jos, onde esleve a praca provisoria de farinha, e
que o engenheiro fosse incumbido de sna execuco.
a No 5. finalmente, contormando-se com os repa-
ros que fez o cordeador na poole da roa da Aurora,
e mandando que elle organisasse o orcamento da
obra do enrnchamento que diz ser preciso para me-
lhor segoranca da mesma ponte, para entao acamara
resolver convenientemente.
Os Srs. vereadores Oliveira eS Pereira manda
a mesa a seguinte proposta que ficou prejudicada,
tero Sr. presidente usado do voto de qualidade, de-
conduzido a sala das conferencias, donde voltea ,H
de hora depois. e em vista de snas respottes foi o re
condemnado a gales perpetuas, grao malino do art.
193 do Cod. Penal.
Levautou-se 1 sesso.Jficando adiada para o da se-
guinte, as 10 horas da manha.
BraAWnCaVO- '*V POUCIA-
*** o dia 31 da fnarssro.
Illm. eExm.Sr.-Parltelpoa V. Exe. quedas
parles hoje recebidas nesla reparlico. conste terem
sido presos: ordem do subdelegado da freguezia
de S. Antonio, o preto Paulo, escravo de Ignacio
Lu* Taborda, por haver maltratado a um homem
livre; i ordem do subdelegado da tregnezia dos Ato-
gados, o preto Antonio, escravo de Ignacio Frreira
da Cosa, e Antonio Marccllioo dos Santos, ambos
sem declaracao do motivo; e i ordem do subdelegado
da freguezia do Poco da Panella, Manoel Botelho, a
Pedro Frreira do Monte, por seren encontrados
armados de faca de pona,' e JoOo Francisco, par
averigoarOes policiaes,
Com bastante pezar (enbo anda de participar a V.
Exc, que honlem aoniolodia foi horrivel e escanda-
losamente assassinado o porluguez Traneisco Anto-
nio Fidi, socio em urna prensa de atgoddo, tendo si-
do esse attentado, que revella a maior afoileza e bar-
barismo pralicado por um pardo aeaboclado, do se-
gando becco, que d patsagem do largo do Forte do
Mallos, para o centro da rna do Vigario na fregoezia
d S. Fre Pedro Goncalves, em occasiao que s e
fatalmente por all Iransitava a victima, em cojo al-
cance vinlia o assassino; sendo que esta circumslan-
ca Ihe proporcionou os meios de conseguir por-ee
em fuga.
Apenas chegou ao conhecimenlo da polica este
helo, ella empregou os meios a sua disposico par
providenciar sobre elle, e continua incansavel as
convenientes pesquzas e diligencias para que um tao
revoltete aconlccimento nao fique impune. Oppor-
tunamente ievarei ao conhecimento de V. Esc. re-
sulladatde taes nesquizas e diligencias eom loda* as
soas clrcumstarftias. _
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 21 de fevereiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia. uir Carlos de Paita
Teixeira, chefe de noticia da provincia.
Ignacio Nery da Fonseea, escola do Rio de Janeiro.
Alexandre de Souu Pereira do Carmo, escola do Rio
de Janeiro.
Roberto Arbukle, universidade do Edimburgo.
Jos Joaquim de Moraes Sarment, academia de
Paris.
Vicente Jerooymo Wanderiey, universidade de
Edimburgo:
Pedro Athavdc Lobo Moscou, escola da Babia..
Cosme deS Pereira, escola da Balda.
Carlos Muller, academia Julia Maxiroiliana.
Jos Joaquim Firmioo, escola do Rio d Janeiro.
Candido Goncalves da Rocha, escola da Babia.
Jos Goncalves da Silva, escola do Hio de Janeiro.
Francisco Goncalves de Moraes, escola do Rio de
Janeiro.
Sabino Olegario Ludgero Pinbo, escola da Bahia.
Manoel Duarle de Parias, universidade de Edim-
burgo.
Caetano Xavier Pereira de Brilo, escolada Babia.
Joao Jos Innocencio Pogge, escola da Bahia.
Ignacio Firmo Xavier, escola da Bahia.
Joao Mari Sev^scola da Baha.
Approvados em meiicina e cirurgia.
Antonio Gomes lavares, escola de Lisboa.
Joao Pedro Maduro, escola de Lisboa.
Jos de Almeida Soares Lima, escola do Porto.
Cirurgioes.
Manoel Pereira Teixeira, el-rei D. Joan VI em
Lisboa.
Bernardo Pereira do Carmo, ef-rei D. Joo VI em
Lisboa.
Francisco dePauln Pires Ramos, el-rei D. JoSo VI
no Rio de Janeiro.
Francisco Jos Rodrigoes, el-rei D. Joo VI no Rio
de Jaoeiro.
Jos Francisco Pinto Guimaraes, el-rei D. Joao' VI
em Lisboa.
Joaquim Jos Alves de Albquerque, cmara muni-
cipal do Recite.
Miguel Felicio da Silva, cmara municipal do Re-
cite.
Joilo Domiogucs da Silva, cmara municipal do
Recite.
Francisco Jos da Silva cmara municipal do
Recite.
Francisco Jos Cyrillo Leal, cmara muuicipal do
Recite. *
Simplicio de Souza Lins, cmara municipal do Re-
cite.'
Miguel Joaquim deAraujo, cmara municipal do
Recite.
Jos' Antonio Marques, enmara municipal do Re-
cite.
Andr Frreira de Almeida, cmara municipal do
Recite.
Guilherme Mey, alteslado passado pelo collegio de ci-
rurgioes de Edimburgo.
Januaro Alejandrino Rabello Caneca, cmara mu-
nicipal do Recite. .
Manoel Joaquim Pereira, el-rei D. Joao VI ero
Lisboa.
Official de saude.
Joao Baplista Casanova, jury medico de Ueraull.
Boticarios.
Vicente Jos de Brilo, el-rei D. Joao VI no Rio de
Janeiro.
Jos Filippe de Santiago, D. Pedrc I no Rio de Ja-
neiro;
Jos Hycino de Souza Peixe, D. Pedro I no Rio de
Janeiro.
Antonio Jos Teixeira de Castro, D. Joo VI no Rio
de Janeiro. -
Luiz Pedro das Neves, D. Joao VI em Lisboa.
Joao Moreira Marques, D. Jo3o VI no Rio de Ja-
neiro.
Antonio Pedro das Neves, D- Joao VIem Lisboa.
Joaquim Martinhn da Cruz Correa, escola medico-
crargica da cidade do Porto-,..
Miguel da Costa. Dourado, escola da Babia.
Manoel Antonio Torres, t. Joaj VI.
Bento Luiz de Carvalbo, cmara municipal do Re-
cite.
Cypriano Luiz da Paz, D. Pedro I no Rio de Ja-
neiro.
Jos da Croz Santos, cmara municipal do Recite. '
Joaquim Ignacio Ribeiro, escola inedico-cirurgica
de.v.
Manoel Filippe da Fooseca Candi, D.' Pedro I no Rio
de Janeiro.
Ignacio Jos de Castro, cmara municipal do Recite.
Jlo da Conceico Bravo, phisico-mr de Portugal.
Joaquim do Almeida Piolo, academia de Paris. I em quando a 8Ui bomb!, ou
Manoel Peixolo da Silva Jnior, cmara municipal t ar(o jnigou^e inveucivel, a desaliando-:
da Baha. combate desigual, escarnece da noss posico
J,os Mari Freir Gameiro, D. Pedro I no Rio de
Janeiro.
Bartholomeo Francisco de Souza, D. Joao VI no Rio
de Janeiro.
D. Pedro I no Rio de
*

I
v
elle interessa nao s aos particulares como a admi-
nstracao das rendas provinciaes. Todava diremos
sobre elle nicamente o que se segu :
No ultimo semestre do anno passado corlaranne
nos (albos publicas ;
Rezes bovioas. 2 275
Carneiros. 244
Porros. #3
O queda em termo medio para cada dia aproxi-
madamente.
Rezes. t, ^ gg ^
Carneiros. a. i
Porcos. 3
Compre notar que nos iropostos sobre as carnes de
consumo costuma haver muitas sublraecoes, por
isso nao deve dar-se menos de um quarto de augmen-
te ao numero das rezes das differenles especies la-
Ihadas para o publico.
Eis alri os dados que podemos reunir sobre o ma-
terial de nossa cidade : elles sao moilo e muilo in-
completos ; mas, a despeilo de m.ssos esforcos, mais
ao podemos fazer por ora; brevemente porm espe-
ramos auzmenla-los com o numero de pessoas qoese
dedicara s diversas profissoes scienlfieas, os entre-
gados das eslacoes, aulas, alumnos, etc.
Como ao principio dissemos, oflerecemos ases da-
dos aos leilores como-Jm objecto de curlosidde, e se
bem-podem elles servia de poni de partida para Ira-
ballios mais formaesfpor outrem realisados, mis nilo
os apresenlaraos senSo nesse carcter : objecto de cu-
riosidade. (Mercantil de Porto-Alegre. 1
(Jornal Jo Commercio.)
COMMINICADO.
O contrato das carnes Verdes.
Continuando a nossa resposla ao-mui dislinct
dador do liberal, eis-nos em face do seu- artig do
1. do correnle, quesera bojeo objecto da nossa dis-
cussao. Prescindamos da engenhosa compararlo
com que comer esle artigo, pondo em parallelo o
presidente da provincia, o contrato das carnes ter-
des, e a nossa humilde pessoa, com Julio Cesar; Li-
garte, e o grande orador romano. Poda alguem aere
'litar que sto fosse um motejo ou salyra picante,
roas nao ha tal; f urna facecia, um dito jocoso
eom que o nohrc redactor quiz divertir os seus leilo- -
res, e eslava muilo em seu direilo. He verdade qoe
tanto nos assenla ou quadra a comparaco como um
par de pistolas em S. Francisco das Chagas, mas nis-
so mesmo eslilo a graciosidade', eo sal tico da com-
paraco ; quem a n3o entender assim que v tahua, *
alemos dito.
Nesle numero do liberal nao foi o seo dislinelo
redacloi menos fecundo em argumentos pessoaes; o
seu forte uesla enfadonha e triste discussao-foi sem-
pre chamar-nos ama odjosa comparara ; sea em-
barg tercos de agradecer-lbe maneira pacn se
hoovequando Iralou da novo sobre os tozes, que no
publico fallacam em concusso, peila e subort:
nohre redactor retirou qualquer expreasSo, que nos
podesse maguar.assim como abandonou esse terreno,
hundo juslica probdade do digan presidente. O
Se, conselheiro Cunha Figueiredo lera quanlos de-
feilos quizerem, mas asua honra, asua prohidade
esto cima de qualquer suspeta. Para que ntan-
cba-las por espirito de mera opposico ? Sabe moita
bem o nobre redactor, que nao perlencemos ao credo
poltico do digno presidente, que nao julgamos mes-
mo a sua adminislrarao escolmada de qualquer erro.
mas a sua honeslidade he para nos um artigo de fe,
e deve se-Io para qualquer que preze lano a sua
honra quanlo possa respcilar a allieia. .
O liberal por fim de conlas acaslellou-se nasmu/-
las, e asseslou as suas bfte^*-fcitietas e bas-
UCes, pondo-sc a cavalei^aaaaj^ar de quando
.'EMBICO.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSO EXTRAORDINARIA DE 8 DE FEVE-
~^">^NUHR Presidencia do Sr. barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg, Dr. S Pereira, Mamede,
Oliveira e Gameiro, faltando com causa os mais
seohores, abro-se a sess-o, e foi lida e approvada
a acta da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um odelo do Exm. presidenta da provincia, con-
cedendo a aulorisaco que a cmara pedio, para dis-
(1) O honrado Sr. administrador da mesa de ren-
das leve a ohsequiosidaddepromeller-os,para mais
idianle,um Iribalho raaiscomplelosobre esle objecto.
te, S. Antonio e S. Jos lenham o mesmo ordenado
de 800 mil ris, qua percebe o da fregoezia da Boa-
Vista.
Paco da cmara do Recite 8 de fevereiro de
1851.Oliceira.S Pereira
Foi approvado o seguinle requer raen lo do Sr. Ma-
mede:
Requeiro que se peca ao Em. Sr. presidente da
provincia snlucao sobre o regulamento que por esla
cmara llie-foi enviado para os carros fnebres.
Paco da cmara 8 de fevereiro de 1854.Ma-
mede. n
Despacliarara-$c as pelices de Antonio Francisco
Xavier, de Alberto Jos, de Bernardo Antonio de
Miranda, do.juize mesarioada irmandade de S. Ri-
ta, de JoSo Jos de Miranda Henriques, de Jos Ja-
cindio Silveira, de Jos da Cosa Dourado, de JoSo
Pires Soares, de Miguel Joaquim Frreira. de Ma-
noel Antonio Teixeira, de Manoel Joaquim Baplista,
de Manoel da PaixSoPaz, de Pedro Jos Pina, de
Vicente Umbelino Cavalcanti de Albquerque, e le-
va nlou-se ,1 sessao.
En Manoel Frreira Acrioli ,1 escrevi no im-
pedimento do se. retar in. Bario de Capibaribe,
presidente.roo e Albquerque.Mamede. Si
Pereira.Kego.Oliveira.Gameiro.
Lista dos mdicos e cit-ui-gio'es botica-
rios, cujos diplomas se acham ins-
criptos na cmara municipal do Re-
cife, sns nomes, coi por ac Vs que
confet it am os diplomas e suas ob-
servaco'es.
Doutores em medicina.
Jos Eustaquio Gomes, universidade de Edimburgo.
Falrcceu.
Joo Jos Pinto Guimaraes, universidade da Italia.
Simplicio Antonio Mavgnier, academia de Paris.
Luiz de Franca Muniz Tasares, universidade de
Pisa.
Pedro Dornellas Pessoa, academia de Lourain.
Luiz de Carvalbo Paes de Andrade, universidade de
Edimburgo.
Candido Jos de Lima, academia de Pars.
Joo Frreira da Silva, academia de Paris.
Joaquim de Aquino Fonseea, academia de Paris.
Jos Joaquim de Souza, universidade de Pisa.
Manoel Adriano da Silva Ponles, escote de Rh> de
Jaoeiro.
Manoel Roroo de Carvalbo,
Janeiro.
Antonio Joaquim Dias Medronho, D. Pedro I no Rio
de Janeiro.
Igpacio Nery da Fonseea, D. JoSo VI em Lisboa.
Jos Alexandre Ribeiro, cmara municipal do Re-
cite.
Antonio Jos de Abren Ribeiro, escola do Rio de
Janeiro.
Joo Soum, academia de Paris.
Joao Baplista Guimaraes Peixoto, D. Joao VI no Rio
de Janeiro.
Francisco Antonio das Chagas, D. Joo VI no Rio de
Janeiro.
Pauto Leilao Loureiro, cantara municipal do Recite.
Francisco Paula Pires Ramos, academia de Giessen.
Registrados na.commissao de hygiene publica.
Jos Sesenando de Avelino Pinbo, escola da Bahia.
Thomaz Cardoso de Almeida, escola do Rio de Ja-
neiro.
Miguel Joaquim de Castro Mascarenhas, escola da
Bahia. *
Prxedes Gomes de Souza Pitonga, escola da Bahia.
Antonio Jos da Cunha, escola do Rio'de Janeiro.
Jjp da Cruz Sanios, escola do Rio de Janeiro.
Sala das sesses da commissao 6 de Janeiro de 1854.
Dr. Alexandre de Souza Pereira do Carmo,
Secrelariu.
Contrato das carnes verdes.
Helariio das pessoas qne mataram rezes, mediante
a multa de 103000 rs. pm cabera, na conformi-
dade do art. 9* do conlr/no das carnes rerdes, e
resolurao da presidencia de 21 de dezembro pr-
ximo passado,se/tdo ditas multas dos dias 13 a 19
de fevereiro do corrate anno.
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IDIO.I.
JURY DO RECITE.
Sessao' do dia 20.
Presidente, o Sr. Dr. Alexandre Bcrnardlno dos Res
e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilo Jos Tavares da
Silva.
Adcogado, o Sr. Manoel Camello Pessoa.
Ho, Ricardo da Coste Semfim, crra de homicidio.
A's li horas, hila a chamada, acharam-se presen-
tes 36 Srs. jurado, rallando sem causa jnstiieada os
mesmos dos dias antecedeoles, e maisem 201000 e em
IO9OOO rs. cada um dos senhores :
Miguel Carneirn.'
Tiburco Wleriano Baplisla.
A's 2 horas ,', acabados os debales, foi o eonselho
porque
nos v a peito descoberto Accitastcs urna m
so, senhor o nos diz elle, e nos Ihe dizeme
m cansa este de sua parle, que o seu castello este
minado at abaixo do fosso, e que breve ver desmo-
ronar-s um dos seos baluartes, e oflerecer-nos am-
pia brecha por onde o colheremos a mo, lalve
sendarmosuro tiro de arcabuz. Eis-ahl a r
bomba do Liberal: para afagarmes a idea ~~~
denle d aquinlioar'o hospital de carid!
mullas dos marchantes, era mister achar
o coosegoir, sem aniquilar as vanlagens do
era mister crear nma eempnsarao, e esla foil
vamente creada.
A resorofao da queslao foi, diz ainda o Liberal:
o povo comer carne mais cara e pagar para o .
hospital Pedro II sera prejuizo ou antes com
lucro par o contrat n Ora, o liberal nao ado
que o povo pague para o hospital de caridad*
que ahi eslao os cofres provinciaes, (que o
d co j cheios e recheados sem o menor
do povo) que podem prster essa obra um 1
concurso, sem a imposico de um tributo sobre o po-
vo em o primeiro genero de primeira necessidade,
em favor* de a pcdadamenle. No principio deste periodo.diz
beral, queeJributo impostlo povo foi para o hos-
pital, tanto' que elle o julga desnecessario porqu
eslflo os cofres publico, que caltiram do co, e con-
clue que ^nesmo tributo fdra em favor dos atraves-
ssdores erq qoe ficamos ? m favor de quem foi o
tributo : do hospital ou dos alfavessadores ? qoem
sao os alrvessadores, de que falla o Liberal, so os'
marchames, f**^intraUdorej, ou aquelles qu vo
comprar o ga vr fBiadeiro pira re-
vende-lo por alo 1 Se o tributo
foi na realida^ estes tratantes, de-
claramos alto e nma solemne pati-
faria. Eslsilisit t
Deshinchemos o embnoXii(era/: o o povo
comer carne mais cura, e pagar para o liospila
droll.sem prejuizo on anles com maior
para o contrato, d O que quer isto dizer,
enlende por lodo esse periodo ? se nao So
gnorantesda nossa propria lingua,podemos asseverar
que o que quiz dizer o Liberal m sna Ifli, que
pagavam os marchantes at entao, que o ironosi
mulla foca creado pelas inodilicacoes, que etn virtu-
de desse imposto os marchantes augnienlaram o pre-
ro da carne, que he essa a carne que o novo he obri-
gado a comprar j por tanto.qoe sendo as mollas des-
tinadas ao hostia! de caridade, esse xceaso sabe
da algbeira do povo ; entretanto qne por cumulo
de eslopida anomala fura demais a mal* aquinhoado
o contrato com o augmento.de cinco reisem libra de
carne, visto qoe nada perder com a mulla dos mar-
chantes. Se islo nao he o qoe quiz dizer o liberal,
entao ou nos ou elle, ou ambos nos somos muilo.....
Ora que as multas ilos marchantes existan! desde
a principio do contrato sabe-o toda esta cidade, qne
agora apenas lem um augmento de 29000 rs., da *
que eram para IO9OOO rs. que sao agora ; que sem-
pre venderam os marchante a carne peto mesmopre-
co, qur agor?. qor quando pagavam 89000 rs. por
cada boi, qur qiiaodo nada* pagavam em ibril e
maio do anno prximo passado; qne estas multas
pagas pelos marchantes am para a algbeira dos coa-
tratadores, qoe as punham a bom resguardo; qne
passando para o hospital s perderam os contralado-
res, sem que o povo pagasse nm ceilil de mais, m
szhisse de sua algibeira aquillo quo esteva oa do
outros ; que os marchantes, nao tendo obrigafiode
fornecimenlo certo, tambem nao tem limles na pre-
co de suas tarnes, e he li vre a qualquer compre-las
ou nao ; que o augmento do prec dasearne do con-
irate nada lem que veicom as mollas das marchea-
les,e por consequeoia com o haspNal 5 qne essa au-
gmento foi em consequencia de um caso fortuito ou
terca maior, e era devido aos eonlratadores como ha-
bililacSo par poderera cumprir o contrate sem um
prejuizo certo e in/attiect.
O qoe se segu de tudo Mo ? he qne o contrato
nada ganhoo com o augmento de meia pataca por ar*
roba de carne, e apenas deixou de perder, visto que
foi em consequencia da caresta do gado, como dte a
commissao de inquirilo, que se fizeram as meditex-
res ; mas perdeu a ollios vistos as mullas dos mar-
. I
'4
A>


chantes, qoaiheiahiramaelgibeira; {slo tiro he
real e verdedeiro t lio verdadelro como Deo esl no
ce. Agn diga-no o Liberal pelos seus benlinhos,
como concobe elle qoe pelas modificacoes de 13 de
dezembro ie converleran as algiberas do fornece-
dores em algiberas do povo '.' ha cousas que nem o
diabo as enlende, e esla he orna dellas. Mas o povo
paga a carne, oa o seu preco sahe da'algibeira do po-
* I 1 (podera no). Quer o Liberal que o povo co-
ma carne de grnca ? nao ser aampre melhor paga-la
ceilaa39360rs. doquett00ou a 108000 rs. a
arroba como no Rio de Janeiro '.'
Mas o povo lis quem paga a carne.' que duvida! as-
tri como paga oseu vestuario, o scu calcado, a casa
m que mora, agua quo bebe, a lenha ou carvao
que quelma, e pagara o ar que respira, fe vivesse-
. u can lempo de Trajano, islo he, pela felicdade de
vrver deaaxo da reinado do lio grande principe, co-
mo plica Monlesquieu a icj prohausla aeris
O qae quer o Liberal 1 quo o povo coma carne de
greca ou por menos do seu cusi cusa de quem 1
Calclalo qu casia um boi desdo que nasce al que
he eipoalo no acougue a venda, calcula! quanlos ai-
reases alimenta e sufraga desde o fazendeiro at o
reinador, boiadeiro, atravessador, marchante e ta-
ihador ; ludo ganhn, ou devc, ou trata de ganliar, e
lodasessas classes, com as outras, formam o povo ;
por Unlo he o povo quem preduz, assira como quem
msame ; e se lodos compram carne, tambem com-
pram vestuario, cacado, ele, etc. He poia no jogo
dasses grandes ntereases, que consiste o movimenlo
e a vida da sociedade ; para -que pois envenena-la
rom doutrinas Uto extravagantes, com theorias, "que
excedem as de Babeuf, o mais ousado de lodosos com-
munislas t
Tomou o Liberal por Ihema o que elle chama in-
teresses do povo, e parece que o povo em seu modo
de pensar deve ser una especie de canario, a quem
a datla agua e grao de alpiste todos os dias. Islo he
levar rauito alm o socialismo.Podis viver em
um phalansterio guisa do Fourier, mas hsveis de
Irabalhar, salvo se tordos rico (cala claro) ; podis
viver em urna fazenda ou fabrica segundo a doulri-'
na (Je Owen, mas devois Irabalhar ; podis recebar a
vussa rasau diaria de naos do magistrado publico,
como pretende 8. Simn, mis cumpre Irabalhar, ex-
cepto o papa, que he o zangSo da comeia'. Emfim, a
que vera a cantilena, deque o pova he quem paga 1
e par que nao ha do pagar, se he elle quem consume
e tambem quem pruduz, por que liei de dar a mi 11 lia.
carne de graca ao sapa proprielario, ele. ele, se ellos me vendem pelo que
querem os sapalos, a caaca, o panno, o aluguel da
casa, ele? Ogoverno tem obrigacao de vellar nase-
guranca ena saude publica para que me nao vendam
galo por lente, ou me enveneoem com mos vveres,
o meroubem ou me estafem, islo sim; mas carnede
greca! oa pao de graca, nem nos plialansleros de
Fc^er.
H pena que um bom tlenlo como o do chafe da
redaccao do Liberal se perca nessas divaga;6es in-
lerainaveis, que lao pouco honrama sua inlciligeii-
eie como a sua' instrueco ; perdoe que Ihe fallemos
Beata lingaagem de amigo, de pai (ao menos pela nos-
s idade, por que o podamos ser), mesmo de alliado
politice ate corlo ponto, por que emfim lodos apren-
demos, e aprendemos semprc desde o berso al a se-
pallura.
Longe de nos o papel de pedagogo, sempro ridiculo
quandose estando a pesspas fra do noss alcance oo
da nossa auloridtde ; mas fomos por tal maneu-a le-
vados esta maldita digresso, quo apenas nos pde-
me eonter, quando ja ngo podamos tornar alraz.
Entretanto cumpre rollar i resposl* proinettida, e
raaiiahar na senda que nos marcou o Liberal; prosi-
gamos;
Quer o Liberal, que s .o^Aofres 1
fle das mTWr dos marchantes, a que elle
taima em chamartributo sobra o povoe enlSo de-
clara, que no nos cede em pernambucanismo, mas
ere que era aesomplos de utilidade publica se deve
preferir o bem do maior ao do numero menor. Veja-
mos agora como em lado istu anda o Liberal as aves-
tas los cofres provincaes coDcorrem com 16 con-
t dentro ilo presente anno econmico, para as obras
do hospital, e he j una grande somma, quando ha
tambem outraobras de utilidade publica ; prtenlo
o Jncremenloqu Ihes (bi dar a quota das multas,
ka nm aclaty valioso concurso para o andamento
de omaf obr aTffigffidaT>aa-iiu.i mm\ yeetecl vllisa-
io. Que as multas dos marchantes saliiram da algi-
beira dos contratadores, e nao do povo, lemo-lo sobe-
jamenle prvido, a menos que o Liberal se nao tor-
ne nralher do mata-piolho, que anda afogada, le-
vantavaT as mos sobre a cabera e esfregava, urna na
oulra, a* unhas dos pollegares.
O Liberal pretende, que se deve preferir o bem do
maior ao menor numero, e eremos que ello enlende
aqui o maior numero pelos que comem carne, e
menor peloa que vgo para o hospital; purlanto que
sendo muito pequeo o numero dos quo recorrem i
caridade publica, poda dispensar-se o hospital,
comanlo que a carne fosse rogis barata 5 rs. em ft !
Ore o Liberal deu agora em zombeteiro, e qaer le-
va* todo de chacota ; crsjaos que se est dverlinJo
noasa cusa, ou a cusa da credulidade dos seus leilo-
res ; porque suppomos que ao Liberal nao fellam es-
sea conhecimentos Iriviaes, quo conslitnem um me-
diano Iliterato. Sabe o fftefoiqae os estabeleeimeo-
los de caridade sao o cunho da cvilsacao moderna,
o typo da civiliiaejlo christaa ; porlanto nao ha povo
ou nsa"o civilisada, que nao queira rvalisar na ax-
leniln e magnificencia de semclhanles estabelecimen-
tos: nelles tem pois um inleresse immcdialo, no s
o maior nmero, como a tolalidad da nnco, e eis-
ahi como se engaitan o Liberal, ou como andn as
avessas na soa ihese.
Em honra do nascenle imperio do Brasil, na sua
capital, onde ha sera duyda mais ci vilisaco, esla se
revella pelo numero verdaderamente prodigioso de
sea grandes eslabeleciyentos de caridade ; em ne-
nbama capital da Europa, em relacao com a popu-
las) do Kio de Janeiro,' ha lanos, nem mais bem
servidos hospitaes cr-^ aUy^n Pernambuco, onde
de 3que haviam emteifipo de colonia, s resta um,
esse mesmo deve ser sacrificado i mizeria de 5 rs. em
i de carne! Pois esl fallando serio o Liberal'! vade
retro... Etuquanlo ao sen pernambucanismo era me-
Ibsrqoeo tlvesse reservado para oulro perodo do
sea artigo, porque aqu fo muito mal encaixadopa-
lavrasnio adubam sopasO incremento, que deu as
obras do hospital oSr. presidente, he um acto Uto
torio, queno*s Ih'o agradecemos em nomo da c-
viliaaeo da nossa bella provincia.
Poderiamos anda ser mais explcitos, se o artigo
, de rendo do Liberal de 13 do correte nos nao viesse
roaos por tal modo, qne nao ousamos, avista
desse desgrasado artigo, aprufundar 4 queslao. O Li-
beral revewu-se de maneira, qae seriamos cruel se
ealcsssemos o punhal, com que ello mesmo so ferio
Iniqaamente. Se podessemos estancar o sangue, que
inda goteja dessa ferida profunda, nos o fariamos
por amiude ao disiinclo redactor do Liberal, por
honra da nossa elvHsasao, por decoro do partido que
eBe reprsenla), al mesmo para poupar aos Per-
aambucanos urna scena de mizcrias,que nos degrada
I proprlos ollios.
respondemos nos 'I a um adversario cons-
, 1 om hornera de partido, a ama opposicau
I? nao, nada disto ; temos de lutar com um
pesos I do nomem, enjo aclo deflendemos,
quer tingar urna injuria, um,'aggravo,
I particular; para semelhanle etcriplor a
snss, braza, que Ihe queima o fcerebro, a
Ihe anta algema, quelite ala osipulsos, a
I he isa encarnad, a moduracao nmtinsulto,
par sjuatoda dlelit od'm, ira, vin.'zansn, fel no co-
t*v veaaaaesa lodos os eu membros. I
or tal gsfjdo nos magoou, que
slireaM qnst retolvido a anandonar a empresa
ale resfoader-lhe. O fatto nada teni comnosco, nem o
artigan tetera a nos, esenvembapgo cahia-nos o Li-
astas 4a safeta eana phrase, a cada perodo que lia-
nssa. Por Otes, ena honra das cintas desse nobre e
alale partido praieiro/seae pelo menos um
prudente. -- Juilui.
te dos discursos proferidos pelo Sr. depulado da ua-
Sflo porugueza Jos Silvestre Rbeiro, que fo lti-
mamente governador civil da Una da Madeira e pe-
lo Exm. Sr. visconde de Alduguia, ministro em
Portugal dos negocios eslrangeiros o marrona, na
sessao de 28 de mato de 1853., quando aquellc in-
lerpellou este na respectiva cmara acerca do es-
tado daquclla colonia, c da inania emigratoria dos
povos da Madeira e Acares ; ludo cxlrahidode pagi-
nas 721 do Diario do Gorerno do 3(1 d'aquclle mcz.
E com esta publicacaa, de cujo obsequio sere reco-
nhecido, far3o Vmcs. um sen ico i lodos aquellos qne
sedcixam arraslar pelas cxprcsses lisongeiras dos
que osquerem s para inslrumeulo da sua malevo-
lencia.
Recifc 17 de feverciro de 1834.
O Sr. Jos Silvestre Ribciro e\poz que o objeelo
da sua inleriiellasao tinha relasao rom um asiumplo
de alta importancia, e vinha a ser : a emigrar'ao
lano da Madeira como dos Asores para llemerara,
e para oulros paizes eslrangeiros. Pedia a altcurao
da cmara sobre esle objerlo, esqueceudo-se ella de
que ia fallar um homcm obscuro, e' pouco Signo de
ser escotado, mas reparando bem na gravidadb, e
Iransrendencia do assumpto.
Disse que nestes ltimos lempos se tinha apresen-
lado um phenoincno na vida moral dos povos in-
sulares, que deve ser notado. Que amigamente se
observava quo os povos insulares cram rauito apega-
dos trra natal; era raro que qualquer pesson
quizesse mudar de situarao, c sabir do scu paiz. Des-
grasadamcnle porem hoje, lauto nos Asores, como
na Madeira, tinha-se desenvolvido um tal fervor
emigratorio,.que nao poda deixar de caraeterisar
como urna enfermidade moral. Que desde o mo-
meuto em que qualquer nessoa, ou qualquer fami-
lia, naquellas ilhas, so suppunha em siluarao um
pouco desvantajosa, o primeiro |iensamenlo que Ihe
inha logo era o sahirdo scu paiz.ou fosse para pos-
sessoes nossas, ou, c principalmente para trras cs-
Irangeiras. Isto trazia ronisigo inconVeniciiIcs mui-
tojgraves : altmds diminuir considfavelincnle a
populasAo do |iiz, dava occasiSo a proporcionar aos
criminosos a mpuuidatle.
a Que haviaduasqualidades de emigracoes a consi-
dirar: aemmrarao legal, islo he, aquella que se faz
publicamente, e as claras, sujeilando-se o individuo
qne quer sahir do reino aos rcgulamcnlos policiaes,
como dispoe a caria constilucional, e salvo o prejui-
zo de terreiro; c a cmigrarjio clandestina, islo he,
a promovida e effecluada a oceultas, furtivamente,
e sem conhecinienlo das auloridades. Nao clama-
ra contra a emigrasao legal,, nem em principio,
nem mesmo no sen dcscnvolvimcolo razoavcl c mo-
derado. A Ierra querida da patria, o i'nAo meu pa-
terno, como diz .0 cantor das glorias porlugnezas,
tornar-se-lia um earcere odioso, se qualquer nao
pdesse ir l fora buscar o sustento que aqui falla,
a fortuna que aqui nos abandona. Mas quando cs-
sa emigrasao toma proporcies gigantescas, quando
se converle em emigrasao clandestina, fazendo-se
dclla urna especie de guerra assoladora, nao podia
ello (orador ) deixar de excitar a allenrao da cma-
ra sobre as desvaulagens, prejuizos c perigos que
ararrelava aos povos.
Queeffectivaiiienlclcmhavido a'emigrasao clan-
destina em mu larga escala as ilhas dos Asores e
Madeira ; c he necessario procurar todos os muios
de acabar com esse escandaloso e prejudirialissimo
abuso, nao s porque vai diminiiiudo considcravel-
mcule a popularan, mas lambern porque expoe
os povos a Irstissimas evenlualidadcs, c he de mais
disso urna foule de crimes, |>orquc prepara o ca-
minlio da impiinilade. V-se o menor abando-
nar o paiz sem lcenea do tutor ; um fiiho deixar a
casa paterna sem licensa do pai ; o marido aban-
doiiar a sua esposa, e ale ao criado, i/ue oommelteu
umerime, que roubou ou at*a**inou o seu amo. a
primeira coum que lembra lie a emigraro, porque
encoitira tulla a impunltidadc, mblraindo-se ac
jyjyj^^jr^. K|o^tei por mc'o lem as desnezas da constjrccao do hospital, sem *
DIARIO DE PERrUMBUCO, QUARU FIRH 22 DE FEVEREIRO OE 1854.
n A emigraranlegal.a quelie fcila descolirlamer-
le, nao pwlc ser corhlMU/da ionio por mcios indirec-
tos. Kiuguem aliandona a Ierra natal, quatuln nel-
la enrontva inpios de subsslenria, quando ii3o pre-
cisa de ir buscar fora a fortuna e a felicidade Na
Madeira e nos Asores haile acabar a emigracao, ou
pelo menos diminuir consideravclmente desde que
as familias livcrcm una subsistencia certa, desdp
que a sua iufeliz sorle fr nielhorada, e nao livcrcm
uecessidadede irem buscar a trras lomiinquas e cs-
Irauhas o susteuloque agora Ihes falla no solo cm
que nasccram.
Couseguiitcmcute o governo deve empregar to-
dos os nieios. possiveis iua que os povos ganbom
arfcirfMsScrra que os vio nascer; logo que se de
esta circumslanria, tambem se dar a de desappa-
recer a emigrasao.
NSo ha conselhos de amigos, nao lia admoesla-
Ses de parochos, ao ha persuasao alguna, que dc-
mova urna familia, um individuo, que*houverem
formado le^ncao de sabir do paiz, a deixarem de o
fazer ; a sede do ouro Tic grande, a iu\eja mesmo
faz desvair r os povos. A emigrasao pode conside-
rar-se urna lotera, l enconlra fortuna um ou ou-
tro individuo, mas a maior parte si vio encontrar
a mizeria, a doeuca ou a unirle ; basta porem que
urna ou oulra pessoa venha com certa riqueza, a in-
veja he sufflciente para desd logo exilar outras a
abandonarem o paiz, para irem ganliar igual rique-
za ,..........
oPergunlavaaaJBr. ministro qual era o cslado^lo
estabelicimcnto da colouia agrcola de Mossamcdes.
Admitlindo que este cslabclecimcnlo esteja hoje cm
prospero estado se o governo trata de fazcr'algu-
ma causa para levar para all colonos procurando,
forsa de vantagens e das passiveis rommodidades,
inspirar-Ibes confianra, e a'colivicrao de que cllcs
hao de euconlrar meios de subsistencia ?... Se o
governo quer aprovetar a disposisao, ou antes ma-
na emigratoria dos povos da Madeira e Asores, pa-
ra que, orgaoisada urna certa soriedade, com cerlas
garantas c vanlagcus, c inspirada a confianra de
quescrao cumpridos todos os contratos e promessas
se o governo est resolvido a fazer conducir emi-
grados macli'ircjises e arorianos para aquellc ou ou-
lro cslabclecimenlo?
Quaudo ha pouco fallara em atacar a emigracao
indirectamente, loruaiido-se afortunada a popula-
cao no solo, da patria, nao quiz dizer que esleja lu-
do dependente do goveruo ; o governo no pode fa-
zer ludo, anda que muila gente icusa que o gover-
no he obrigado a tanto ; lie preciso, e lulispeusa-
vel que si'ja auxiliado poilerosaincute pelos particu-
lares. Esse espirito de assocasao, que tem produ-
zido lao bons resultados u'oulros paizes, no nosso
n3o se tem desenvolvido suflicientemenlc, e os po-
vos eslo aludos nicamente aos esforsos e diligen-
cias do governo.............
Nos Asrese na Madeira, por cffeilo da fall
emigrasao, ja se conhece cm alguna nonios a falla
de brasos. Aquella desgrasada gctilc tem chegado
a ser ainracada jielos alliciadores : estes leem leva-
do o excesso ato ao poni de empregar mcios vio-
lentos !
.
A emigrasao clandestina be urna grande dessrasa,
pode chegar al a ser urna prolcecao ao ciimc ;
porque, por cxemplo.um criado, que tem urna ques-
|8o com sen amo, lembra-se logo de sabir do paiz,
mas depofs talvez de haver pralcado um roubo, ou
perpetrado um assassinalo !...
Toraavo, pois,a lberdade de conviilaro Sr. mi-
nistro da miirinlia a declarar qual he o estado do cs-
labclecimcnlo de Mossamcdes? Qual o proveito
que se tem lirado, .e o que o governo tencona an-
da fazer a esle respeito, rom relacBo emigrasao a
que vinha do referr-sc ?... l)e|iois de S. Exc. ter
a bondade de n^spoiidcr, lomarfa de novo a pala-
vra, para anda dizer alguina colisa.
OSr. minittro damarinlia ( visconde de Alou-
guia ) disse, que quando rccebc-ti a parliriparaode
que o Ilustre depulado o quera iulcrpellar, acerca
do eslabelecmenlo le Mossamcdes, entendeu que
seria alguma colisa em relacao ao quo o governo pra-
lcou.oiideixoa depratirar, |>clo que o ministro res-
pectivo inrorresse n'alauma censura ; no enlrelan-
to, no modo como o Ilustre- depulado tinha entra-
do no objeelo da sua inlerprllarn. via-se que O seu
objeelo era oulro, e 13o justo que elle orador esleve
constantemente apoiando o Ilustre depulado as ob-
servas* que fez, no que S. Exc. fallou com todo
o fonhecimcnlo de causa ; porem, limilando-sc s
pcrgi.nlas que fez a respeito da colonia agrcola de
Mossamedcs, e do que o governo pretende fazer,
acerca da emigrasao que tem lugar as ilhas dos A-
rores e Madeira, respondera que :
ji O estabelecimtenlo da coloniaagrirola de Mossa-
medcs luclou, como todas as colonias desta naliirc-
za, com grandes diflicnhlades no seu principio : o
governo leve de concoWBT com quanlias muilo va-
liosas parajucJossTevado por (liante um tal esla-
beleciitinlo, e se preslassem aos colonos os recur-
sos de que careciam ; o ultimo governador dalli,
as suas informasoes, declara que os resultados lira-
dos das despezas feitaspelo governo, njp correspon-
l tai a easMwaaV Momamedt, rogo-lheso obse- dem, ou no eslao em harmona comlPptosperida-
aa de saaaxlaremtiawcmw np seu Diario a par-' de daquella colonia, uo enlrelanto lie cerlo que ha
lores conseguircm os seus fins; o que he ccrlo po-
rem he, que a quasi lojalidadc dos povos que emi-
grara dalli sao infelizes c solTrcm muilo nos paizes
para onde emieram (apoiadot).
O soverno tambem est na nlensao de empregar
loda a sua infinencia |iara que alguns dos iudivi-
duos pobres das ilhas dos Asiros e Madeira lenham
rabalhos nos raniinlios de ferro, altendendQ,o go-
verno aos meios de sua subssteucia, emqnanlo cl-
'es os nao adquirem pelo trabalho.
He faci que o governo nao pode faze ludo, pre
pouco
rONMU.
Sr*. Reaetoret.Como muila gente falta s pelo
i ahila en* ame est de palestra lemprc a torio e a
aKrerM, e asa dos assumptiis qae tambem se misto -
rea ( fi ahtaai otros ) com a polmica do Arro-
motivos para crer que nao ha multa ratao, absoln-
tamonle fallando para assim dizer ; n espera que no
primeiro navio que dalli venha, as communica-
res oflciaes que se receberem, venha bem conbe-
cido quanlo Portugal pode tirar vaulagemdaquel-
la colonia, eainda b governo espera que esla vaiila'
geni seja maior, quanlo que esta na nteiicaode pro-
mover a organisasaode alguma sociedade porugue-
za ou eslraugeira, que nao s eslabeleca em maior
escala o commcrcio, industria c agricultura na-
quclla colonia, mas que prometa a crcai;ao de ou-
tras colonias na costa occidental c orjenlal da
frica.
'< Promotcu-se pois o (ransporle desles portuguc-
zes, uns por donativos de oulros porluguezcs, ou-
lros por des|zas do iiovcmo, c o facto lio que uns
120 ou 130 porluguezcs foram transportados para
Mossamcdes; quando all chegaram falUvam-llio
lodos us uisimnenlos proprios para ccmcsarcm os
respeclvos Irabalhos, fallavain-lbe mesmo os co-
nhecimentos pralicos do lerreno, c do qne elle era
mais susceptivel de producsto, portulo os colonos
naolinliaiude que tirar meiosde subsistencia, e nesle
estado de cousas o governo leve de dar rasoes dia-
nas para os sustentar, posteriormente conhccc-sc,
que era fcil a produeyao da caima de assucar. e
portaulo, que podia fabrirar-sc esto com facilidade,
e cm graude escala, conlieccu-so quo a mandioca
larabem se produziaall com facilidade, c em pouco
lempo podia salisfazer a todas as iieccssidadcs, co-
nheceu-se que a fabricasao da aguardqnle tam-
ben podia ter lugar com facilidade e grande pro-
veilo, e finalmente, que poda cstabelccer-sc a sec-
cacao das carnes moda do Brasil, o que elTecliva-
menle teve lugar, e tem estas cousas andado cm tal
escala, e com lal aperfeisoamento e augmento que
actualmente ha para salisfazer as necessidades da-
qucllcs colo.ios a poni, que essas mesnuis raees
que o governo data ccssarain; aanimacao naquella
colonia he grande c palpatcl, alera dos colonos cs-
larcm ped.n.lo terrenos para a sc.xasao das carnes,
tambem os peden para estabelecer a fabricasao da
manleica; pois qe all os pasios sao bons, e o leilc
he muilo barato; porlanto. pode dizer-se, que hoje
all he satisfactorio o estado a que leni j clicgado a
industria e .Tagricultura; c devo espcrr-sc, que as
vaulagens que se bao de tirar dalli serao grandes
lauto ero proveito dos pftprios colonos, como de
lorliigai, e honra'teja feila a quem inlentou a
crearao detta colonia fapoiado).
Quanlo emigreSoque esta leudo lugar nos Ac-
rese Madeira devn dizer, que o goVeruo, espetia-
mentc elle orador, esl na ntcncaq offetecer aos campoiiios daquellas ilhas o serem
transporladns no vapor Duque de Satdanlu, para a
referida colonia, applcando para scu suslenlo, em-
quanlo nao adquirem por oulro modo os meios de
sua subsistencia, as 120 ratOes diarias que eslava
dando aos colonos que primeiro foram para Mossa-
medcs, mas queja dellas nao carecem.
i Me fora de duvida quetm geral os mralos que
lem fcito cora os iodividuos que da Madeira tem
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 2t DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CoiasCes ofTiciaes.
Cambio sobre Londres a 28 l|i d. 60d)v.
Descont de letras de 1 a 4 mezes1 {ao roez.
Assucar mascavado especiala l$80 por arroba.
ALFANDEtiA.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....216:82!>S713
dem do da 21........8:479*1.53
>5:308f(6(
DetcarregamhojeV&defeeereiro.
Briguc americano II'. Prince farinha de trigo.
Escuna brasileaGalante Mariodiversos gne-
ros.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 20. ', .
dem do dia 21...... .
40:853*407
4:412*752
2668159
CIVERSAS PROVINCIAS.
RendimenlododialaO......3:94696.51
dem do dia 21....... 195960*
4:1428251
Exportacao'.
liothembiirgo, escuna suea Gefiov, de 207 tone-
ladas, condutio o seguinte : 2,250 saceos com
11,250 arrobas de assucar.
Aracay, hiale brasileiro Aurora, de 35 tonela- A
das, conduzo o seguinte :ill totumes fezendas, rar-e-nao ue conformidade com a planta,
1.5 ditos gneros narionacs. perfis e mais riscos approvados pela directora em
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE imHui n~..i.A----------------*- >.. o _
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 21.......1:3428672
MOVIMENT DO PORTO.
Sacio entradfffio dia 21.
Rio de Janeiro22 dias. bri|oe brasileiro Duque da '* pf
Terceira, de 156 tonelada*, capitao Faustino"Mat- r*l|n> qualro prestasoes iguaes a
Uns Bastos, equipagem 12, carga vasilhame e las-
. tro; a Amorim Irmos.
\acios tahidot no mesmo dia.
Andv "a"0.>me*tt,0-a M^^^^r^^Te^Z r,0'!tfiDUr "ual d' '- um anno
Manuel Affonso, carga varios seeros. Passge-
ros, Salvador Locio da CbnltaTCr. Francisco de
1-arias Lemos, sua irmaa e I escrav, Joaquim de
Parias Lemos, Joaquim Bernardo Froes e 1 cscra-
va, Diogo Teixeira Camello.
Buenos-Ayres por MontevideoBrigue" Tiespanhol
i.'opernico, rapilao Francisco Planas carga assu-
car e asuar ilenle.
Maranhio Brigue brasileiro Brilhante, capilao
Francisco Cardia, carga assucar e mais gneros.
BabiaHiale brasileiro 'Suco Olinda, ineslre Custo-
dio Jos Vanna, carga varios gneros.
New-BedfordCalera americana Coral, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
Soulhamplon o porlos intermediosVapor inglez
-<.'rea< IVetter'n, commandanle J. A. Beves. Pas-
sageiros que leva desla provincia, Alexandre Jos
Alves e 2 lilhos menores, e o vice-consul frailee/.
do Maranliao Rocher.
--------= H mtiueira icm v~ O Illm. Sr. inspector da llietourara provincial,
o para uemerara nao lera sido enmpridos; helara- cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenle
'111 rerto (lile, a imiu .Ino :,..i:..:.i___ .... .
-----...... bemeertoque alguns dos individuos qne lela ido da
para Demerara lem feilo altuma fortuna, apparc- de
ren,uobu..clial,compram%sas.ou fazera outras, p.
islo da lugar a queyo, potos daquella Iba leva- do
dos pelo desojo de fm^^ST^^ ^IZlZ+m^
queza. se en reaam na mfim, .i........_,-. r, avnuaua em-.U4800 rr.
jueza, se enlregam as maoa de certos alicia.lores
que osfazcm conduzir para paizes inhspitos, c nos 27
quaes morrera mullos, c oulros fican. complelameT k P,"? "/ ^ f" ** ma '
le desgrasados; muilas voces pode ser or esnerii e'ansoles especiaes abaixo copiadas.
f-In ruin -.,....____.__. ..... vo|,v &t npunm nn ai nmnnan!. ..!,..-
-------w i ..... -, imi r>|l!l||-
rao que se aprescnlcm ccrlos nditiduos cora algn- Pe*03 I" propozerem a esla arremato
ma riqueza para Iludir os povos o assim os alira- comPareSiMn,1"11 sala lassessoes da mesma (hesouraria, no dia cima declarado pelo
meio dia, compelentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da lliesouraria provincial de Peruam-
bayo 16 de fevereiro de 1854.O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematara.
1. As obras deste asade seriio feitas deconfor-
midade com as plantas e nreaineuto apresenlados
nesla dala i approvarao dtrExm. presidente'da pro-
----- ,------_. ..^. ,. .,,, (M. Il/(.p i un-,, pro- uraiiiiMwa Hppru^arao ut\ni. pre
risa ser ajudado, he fado laraliem que o governo viuda na importancia de iiO'tSOOO.
nao em los iw ,..;_________ ^_. .
nao lera todos os meios precisos para occorrer o
estado poiico salsfacloro ein que se achem os povoa a
.teste ou daquelfe ponto de Porlbgal, e tambem para lar conforme a le provincial n. 28fi.
eiirai a emtarnriin n ikSa .......i.. :_. ^ 0 ^^
. A importancia desta arremataco ser
pa
.#
eiitar a emigraeila, c nao acontdcc isto s emPor-
tsladorio, aondea emigracao he ^iJHZZ du"S.q",n!s do "!*'". q">" 'ver concluido
dos grandes recursos do se.Mhesou3o p^le aTnl me'ade d" bra Va KS"nda' Primeira- d-
-------,--------- m^um ii.mi {MJfJC aillUa
acn.ln- a, necessidades do povo da Irlanda, c evitar
a sua emigrasao para a California c oulros pontos.
O governo ha de aprovcrlar a inania emigratoria
qile leem os potos da Madeira e ArAras, ha de di-
ngi-los, c lrnsporla-los para abrumas das nossas co-
lomas; mas ludo uto Ha de tenar lempo porque nao
se deslroe fcilmente a tendencia que ha muilo
lempo esl arreigada no animo dos pocos de emi-
graran para as partes que hoje emigram, o que
nasce da ambicSo da tal lotera que se referi
muilo bem c com muila propriedade o Sr. depula-
do, porque os aliciadores Ibes dizem que ellos all
em pouco lempo serao ricos, c que seis mezes de
trabalho all serao suOcenles para lerem meiosde
poderem comprar na sua trra urna boa casa. Mas
elle (orador) espera que os povos se vAo desenga-
ando pouco a pouco. c que prefiram antes ir par
qualquer das nossas colonias que para as eslraugei-
ras (apoiados).
i He um feclo o que disse S. Exc. a respeilo dos
propnelarios da ilha da Madeira, c hoje as coli-
sas lem chegado a um ponto lal que se el les nao
seguirem outro ststema em pouco lempo niuilos
nao lerAo os mcios sufucicules para se suslcnla-
rcm.
He diffiril erilar de todo a emigracao illegal, a
emtgracao clandestina, o -gorerno lem feilo ludo
quanlo pode, e ello (orador) appellata at para o
teslemunho do illuslre depulado, o goveruo man-
dou para a MaiVra um navio de guerra posto as
onleus do governador crj respectivo alira de que
percorrendo certos ponloda ilha vigiaase os barcos
que condiizem os emigrados a bordo dos navios
que em certas paragens os esperavam, c impedase
que lal emigrasao clandestua tivesse lusar.
Erm emllm eslas as explicaste que tinha a dar
ao illuslre depulado, repetindo em resumo, que a
coloma de Mossamcdes aprsenla nm estado prospe-
ro, c que se lia de lirar dclla grandes vantagens pa-
ra Portugal, eque ogoverno esla na firme inlencao
de atlender muilo particularmente a siluasao em
queso acham qs potos da Madeira c Asores, cni-
pregando todos os meios de etitar a emigrasao, pro-
curando que ou uo continente, ou cm algum ponto
do nosso ultramar ellos nblcnhan meios de subsis-
tencia, assegurando-lhe o goveruo ao principio cm-
quanloellcs a nao adquirem por cffeilo dos Iraba-
lhos a que se entregarcm. So o Ilustre depulado
carecesse de mais algum csclarecimenlo aslata
prompto a dar-lh'o com loda a franqueza.
O Sr.JosSifrestrcItibciradisse, queasexpli-
car(5es do Sr. ministro o satisfizeram Ha parle res-
peclita a Mossamcilcs, e maiormeule na dsposirao
cm que va o aoverno de aprotcitar as tendencias
emitiralorias dos potos da Madeira c Acures, cm
beneficio de Portugal c nao em beneficio" das pos-
sesses estrangeiras. Respeila muilo a acSa ingie-
ra; considera-a como a primeare Uacao do* mundo, IC9>
consdera-a no meo de todas romo una maravilha
polilita; mas anlcs de ludo esl o seu paiz, e nesse v
saudo .leseja que a indicada diposir,ao dos potos o que dispoe a respeilo a le provincial n.286.
porluguezes seja approvcilada cm beneficio de Por-, Conforme. O secretario,
Que S. Exc. livera a bondade-de invocar o scu
lestemunhoa respeilo de una assntnao; he verdade
que para all foi urna emlurcasao, he rerdade que
0 gorerno nilo pode fuzer ludo quanlo he necesa-
rio para IfUar a emigracao clandestina; mas a
esle respeito accrcsceularia# que laltez fosse mais
cenvenienle mandar para a Madeira duas emba ca-
Coes pequeas, do que urna crvela ou brigue, por
aso mesmo que ha certos pontos da ilha anudo mo
pdein r embarcas5es grandes, he preciso embarra-
Ses que possain vigiar muilo ilc perto os barcos que
eoiiduzcm os emigrados aos navios que os es|>er,im;
be preciso alm disto etlabelecer urna lei qu casli-
ra ; e como se tenlia dito, que nao ha lei expretsa
esteresqeilo, elle (orador) tencionata apreieniar
um projeclo de lei, no qual no ,.. ..jc,., HC 1CTl uvat nao t0 comminaria pe- ^->a ia un inesouraria provincial ele t'ern
nos contra os alliciadores', mas tambem ettabelece- co i ui procidencias re.lalirns ant luirme .-.ip/n.v... ...i* Jafnuin Citai'" il1 iiii..........
na procidencias relalicas aos barcos cosleiros, que
ronduzirem clandestinamente emigrados para bor-
do de qualquer naci; marcara as obrigares a
que decem subjeilar-se todos os eapitae ou m'estres,
tanto dos nados porluguezes como dos eslrangeiros.
Tambem a respeilo do numero de passageiros que *" *""' "r*
pode levar cada cinbarrasAo, he mister propor al- 3:RM8500 rs.
guma alteraran, pois que nAo convm regular este 2,< O "rre
nunero pelo principio da tonelagem; e o mesmo
dizia a respeito dos passaportes, pois que sendo es-
tes muito caros dito tambem lugar desculpa pa-
ra a emigracao clandestina
EDITAES.
proviuria, manda fazer publico, que uo dia 16
marso prximo vindouru, vai novamento a prasa
ira ser arrematada a quem por menos fizer, a obra
asude da Villa Bella da comarca de, Pajei de Flo-
....i^.i^___. .. ....
A arremataco ser feila na forma dos artigos 24 e
da le provincial n. 286 de 17 de mao de 1851, e
2. Eslas obras deverAo principiar no prazo de
mezes, e serau concluidas no de dez mozes a con-
-----,---------_------_, _,v-i- w |>a Ilili.ll o, u>
pois de lavrado o termo do recebimenlo provisorio ,
e a lerceira, finalmente de um quinto depois do re-
cebimenlo definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a commnicr na
repartidlo das obras publicas, coro antecedencia do
Irinla dias, o dia fixo croque lem de dar principio a ruba execusao das obras, assim como Irabalhar seguida*- *
mente durante 15 dias.fim de quo possa o engenhe
ro eucarregado da obra, assistir aos primeiros Ira
baldos.
5.a Para tudo*o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas, segulr-se-ha o que determi
na a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Aniiunciaco.
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenle
. ------------- r..ucuie-----~"- -..n., wv uuW ihijuciho, ow; o-
da provincia, manda fezer publico, que no dia 23de !8 ar,me com 2 polegadaajde comprimenlo, 2 li
fevereiro prximo vndonro, vai novamente a praca '? ?*1 d,'"5Cum l-H ******
par| ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
lina pnnperlno A-i aiAaln .ln *.:|I. ., .-___.I____
dos concerlos da cadea da villa de' Garanhuns, ava
liada cm 2:2498240 rs. A arremalasAq ser feila na
forma dos artigos 24 e 27 da lei provincial n. 286 j,lho';
a. na____:- j. 4c-, __^-. T douro.
1851, e sobas clausulas especiaes
de 17 de maio de
abaixo copiadas.
Aspessoas que se propozerem a esla arremataco,
comparesam na sala das sesses da junla da fazenda
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meo dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mndou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de i'eruam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario",
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1. Os concerlos da cadeia da villa de Garanbans,
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em consellio, e aprcsenlado a
approvajaodo Exm. ijr. presidente, na importancia
de 2:2498280 rs.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever couclu-las no de se
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da lei
n. 286. .
3. O arrematante seguir nos sens Irabalhos lado
o que Ihe fer determinado pelo respectivo engenhai-
ro, nao s para boa cxecucAo das obras, como em
ordem de nao intilisar ao mesmo lempo para o ser-
vco publico todas as parles do difieto. -
4. O pagamento da importancia da arrematarlo
lera, lugar em tres prestasoes igoaes; a l., depois,
de feila a metade da obra ; a 2., depois da entrega
provisoria ; e a 3.', na entrega definitiva.
5.* O prazo de responsabilidade ser de seis me-
s,
6. Para tuda o que nao esliver determinado as
presentes clausulas nem no orramcnl, seguir-se-ha
oulra iguala 1.a quando a entregar provisoriamente,
e a 3.a deum quinto depuis deum anno a occasiSo
da csjrega definitiva.
4.a Para ludo o mais que nao estiver especificada
as prsenles clausulas, seguir-se-h oque determi-
na a lei n." 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira "Annunciacao.
O Illm.Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidenle da provincia, de 6 do corrente, manda fazer
publico, que nos dias 7, 8e9do marco prximo
vindonro, perante a junta da fazenda da mesma llie-
souraria, se ha dearremalar a quem por menos fizer
a obra do i- lanso da ramifieasJt da estrada do Sul
para o Cabo, a\ aliada em29:268.
A arromataso ser feila na forma dos arls. 24 e 27
da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que so propozerem a esla arrematasAo
comparesam na sala das sessoes da mesma junla nos
dias cima declarado*, pelo meio dia, competenle-
menle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
lear pelo Diario. -
Secretara da lliesouraria provincial de Pernam-
uco 8 de fevereiro de 1854O secretario.
Antonio Ferreira d"AnnuncigrSo.
Clausulas especiaes para a arrematado.
1." As obras do lanso da ramificarao da estrada
do Cabo, far-se-hao de conformidade com a planta
bl
pre-
conselbo e apresenlados a approvarao do Exm
sideule, na importancia da 29:268.
2.a O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e devera conclui-las no de dezeseis me-
res, ambos contados na forma do art. 31 da lei pro*
vincial o. 286.
"V* Pag*raeuto da importancia da arremataco
depois de feilo o primeiro terso das obras ; a 2.a de-
pois de concluido o segundo terso ; a 3. na occa-
iao da entrega provisoria ;ea4. depois do recebi-
depoia do recebimenlo provisorio.
4." Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em loda extenriio do Unjo.
5.a Para ludo o qae nao se adiar determinado
naspresenlesclausulasnem.no orsaroenlo, seguir-
ae-ha oque dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira a"An-
nunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silca Guimaraes, jui:
de direito da primeira cara do cicel nesla ridade
do ilecife de Pernanibuco, por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr.D. Pedro ir, que Dos guarde,
ele.
c. ,u ... crreme, iiovamenie sao convidados os Srs. are onis-
Faco saber aosque o presente ed.lal vrem, c delta la, par, se reunirem cm .-.asamblea'gerl ino dia Zm-
(liria 1,varan. ,^ .... a:. CTT .. -______ .._ _,___ 1. l-tmm CM .!_ .^^^__.. ... '*'u'nM'"
noticia tverem, que no da. 27 de marco prximo
seguinle se bao de arrematar por venda,a quem mais
dr, em prasa publica deste juizo, que lera logar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com assis-
tenca do Dr. promotor publico deste lermo, as pro-
priedades denominadas Pitanga e Tabminga, sitas
na freguezia da villa de Igaarass, pertencenles ao
De marso prximo por
dianle,'sahiro os pa-
quetes da companhia,
do Rinde Janeiro para
o norte, nos dias 5 e 20
patrimonio das recolhidas do convenio do Santissimo rente e seguir para Macri, Babia e Rio de Janeas"
Loracao de Jess daquella villa, cuja arremjlacao fo no d ia seguinte ao da sua chegada.
requerida pelas mesmss recolhidas em virtude da li- Companhia brasileira de paquetes a vapor.
censa que obliveram de S. M. I. por avisodelOde '
novembro de 1853,do Exm. ministro da juslica-, para
o producto da arremalacao ser depositado na' lliesou-
raria desta proviucia at ser convertido em apolices ^
da divida publica. A propriedade Bitanga em alien- d^adamez,
;ao as destniisoes qne lem soflrido suas nialas, e a
qual idade da maior parte das Ierras, avahadas por
10:000000 de rs.; e a propriedade Tabatnga por
serem urna estrada que offerecerrAita vantagem,com
um riacho permanente, e urna casa de laipa coberta
do lelbas, anda nova, avaliada por t;000$000 ; sen-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E para qnecbegue a noticia de lodos, mandei pas-
sar editaes que serAo publicados por 30 das no jornal
demaiorcrculacao, e afiliados nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado nesla cidade do Rccfe de Pernam-
boco, aos 13de fevereiro de 185i.Eu Manoel Joa-
auim Baplisla, escrivAo interino dfcbscrevi.
Custodio Manoel da Sllca GuimarSis.
DECLARACO ES.
Cotioelho administativo.
Oconselbo administrativo, em virlude dcnutnrUa-
So do Exm. Sr. presidenle da provincia, lera de
comprar os abjectos seguinte :
Para a colonia militar de Pimenloirns.
As de Miln, meia arroba ; ferro sueco em bar-
ras quadradas com duas polegadas, 5 arrobas ; dito
em barras quadradas com urna polcgad, 2 arrobas ;
dito redondo com urna polcgada de grossura; 1 \ ar-
roba ; dilo em barras chatas cum nm quario de
- -H.polegadas de largura, 4 arrobas; di-
lo em ditas ditas com 3|8 de grossura, 5 arrobas;
- compacos de 12 polegadas, 2 ; folha de seria de mo
,. coro psde comprimenlo, 1 ; ferros dobradps para
garlopas cora 2 i polegadas de largura, 4^ ferros
para planas singelos com 2 polegadas de largara, i;
ferros desbastadores cora um polegada e 3|4dilas,3 ;
i- formoes de ac sonidos, 12; grosas com 12 polega-
das de comprimenlo. 2 ; goivas estreilas de aso, 4;
(lilas de meia largura, 4 ; dilas largas, 4 ; limas
triangulares de 6 polegadas, 6 ; inasselAs de ferro
para quebrar pedras com 12 libras cada urna, 12 ;
, c 1~ .-----r Para queorar pedras com 12 libras cada urna, 12;
u mm. sr. inspector da Ihesouraria provincia parafusos de madeira, 2 ; pregos de assoalho, 1,000*
11 CUinnrilUPnlo i\:i nntpm iln P.n, Cr ,^..1. dOS hfltPS irranHAB VM1 ililnc nnn.nu -n... .i:
---------' -----m.T ^ m i VP,Vqf ^ t. *dPTW lll/l | l\/W*,
dilos balis grandes, 500 ; dilos pequeos, 500; di-
libras ; dilos de ditos cm 1 polegada, 2 libras; ver-
fumas sorlidas, 24.
Qoem quzer tender laes objectos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada, na secretaria docon-
selho, as 10. horas do dial.de marro prximo vin-
Secretaria do conselho adminislralivo para forne-
cimenlodo arsenal de guerra 20 de fevereiro.de 1854.
Jos de Brilo Ingle:, coronel presidenle. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O conselho adminislralivo naval conlralaofor-
necimento dos seguinle gneros para os navios ar-
mados, enfermara de marmita, barca de escavasao
e mais-eslabelecimenlos do arsenal no mez de marco
vindouro :
Arroz branco do Maranhao, assucar branco de pri-
raeira sorte^agurdente de-20 graos; a/.eite doce de 0 capilao-mor*. ;
Lisboa, dita do Mediterrneo, dito de carrapalo, ba- Raph.el, moleque de
calhao. bolacha, carne verde, carnesecca, caf em --------
grao, farinha de mandioca, feijao mulalinbo, lenha
de mangue em achas, pao, loucinbo de Santos, vina-
gre de Lisboa, velas stearinas e de carnauba: por-
lanto, convida-se aosinleressaifosera dito forneci
com as
rente, na sala das sessOes do dilo conselho,
suas amostras e proposlas.
Sala das sesses do conselho de adminislrasao na
val em Pernambuco 20 de fevereiro de 1854. O se
crelario, Christovo Santiago de Ol reir.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconsellio de directo convida aos se-
nliores accionistas do I>anco de Pernam-
buco a realisaiem de 1 ."> a 31 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre q
numero de accoes com que tem de licar,
para levara elleito ocompleniento ao ca-
pital do banco de dous mil cont de reis
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesooraria provinci-
al, em cumprimenlo da ordem doExm.Sr. presiden-
te da provincia, manda fazer publico, que nJ dia 2
de marro prximo vindonro, vai uovanienle ,i piara
liara ser arrematado a quem por menos fizer, peranle
a junta da fazenda da mesma lliesouraria, a obra do
asude ila povoasao de Bezerros, avaliada em res
3:8fi500.
A arremataran ser feila na forma dos arllgos 24
e 27 da lei provincial n. 280 de 17 de inaio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esla arremtaselo,
w preciso aiem disto etlabelecer urna lei que casti- cmparesam na sala das sessoes da mesma junta no
gue os alliciadores, porque a alliciaco, sendo um erimeorare,dere corresponder-lhe urna pnasete- ,e hnbliladaa.
a E para conslaf se mandou afiliar o presente, e pu-
blicar pelo Diario. ,
Secretara da lliesouraria provincial de l'ernnnibu-
Aiflonio Ferreira a"Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1.a As obras deste asude sern feitas de conformi-
dade com a plaa e orcamenlo approvados pela di-
rectora em conselho, e apresenlados a approvasao
do Exm. Sr. presidenle da provincia, importando em
... lle 30 l|ias, e terminar no de 6 mezes,
e(_ gundooarligo3/dalein.o286.
dous quinlos, tuamJo Irauver feilo tnelade da obra
r..... ^. >,uvlm,,llulucra,, O beneficiado de antemao agradece a todas s pes-
contorme a resolticao tomada pela assem- 90l" ble'a geral de 26 de "setembro ultimo. a oseubene'';cii.o o.__i n i ...f. .. unco na ra Helia n,"36.
Itancn de ferniinilinen II ..,(,>.,,...,,.... An ...
conselho as 10 horas do da 25 do correle
mez.
Secrelaria do conselho administrativo, paraforne-
rimenlo do arsenal de guerra 16 de fevereiro de 1854.
/ole de Brilo inglez, coronel presidente. Ber~
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O jair.rnnnidpal supplenle da primeira vara
da audiencia publica na tersas e quintas feiras as 11
hora, podendo ser procurado todos os dias em a* casa
de sua residencia, na travessa do Mondego ti. 2.
Em observancia do disposlo no artigo 19 das
nstrueces de 31 de Janeiro de 1851, se bao de arre-
matar em basta publica depois da prxima audiencia
doSr. Dr. juiz dos feilosda fazenda, e por execusao
da mesnia, os bens seguinles; om armazem construi-
do de (julio c cal no lugar da Cinco Ponas, coloca-
do no centro de um terreno que lem 65 palmos de
frente, e 100de fundo, murado por esle lado, e o di-
reito, oesquerdo com taimas,algumas amores de fru-
tos.no valor de 600) rs., penborado a irmandade de
1^. S. do I.trmenlo ;uma casa de madeira e barro,
sla na nova .estrada da Soledade para oManguinho
com 30 palmos de frente, 43 de fundo, cozinha fora.
qni.nlal cacimba em chaos proprios por 4008000, a
AnlonioJos Pereira Lima 13 baldes grandes de
conduzir agua, sendo 7 de madeira de amarello, ef>
de pipa, piolados, 8 pares de ancoras da mesma ma-
deira, ludo por 29J00 r., a Heraldo Jos Pereira;
una armas.1i> de loja de madeira depinbo por8J000',
i Antonio Pereira Tiranuo; nmescravo crioulosadio,
e sem vicios cum idade de 25 anno pouco mais ou
menos por 500S rs., a vi uva de Jos Machado Prel-
re Pereira da Silva, dez accoes da companhia de Be-
beribe cada urna de valor de 50 r., e todas por
.5008000, a Joao Carneiro Machado Rio ;quem laes
objectos pretender oompareca no lugar, e hora do cos-
turae.
CORREIOGERAI..
Carlas seguras viudas do sul para os senhores :
D.Auna Luzia de Barros, Antonio Annes'Jacome
Pires, Dr. Camillo l.elles Verissimo dos Anjos, Edu-
ardo Candido de Oliveira, Pirmino dos Santos Viei-
ra, Francisco Moreira Pinto Barbosa, Giijlherme dai
Costa Correa I.eite, D. Joaquina Mara da Conceicao
ieira, Joao Pedro de Atcamim.
O arsenal 'de marinha compra os seguinles ob-
jeclos: pregos de cobre para forro, vistas de osso,
agua-raz. oleo de linliara, nba dc barca, vares de
ferro de i|8 e 3|8, ierro cm lengol de n. 6 a 8, verga
de cobre de a 2|8, taros de dilo sonidos, tinta
prela; dita branca, lona ingleza eslreila de n. 1 a 5,
cabo de liuho de 3|4a 4 polegadas, arcos de ferro pa^
ra bandejas, borris e pipas, raspas de ferro, chambo
era barra, laixa do bomba de ferro, sebo em pao,
pas de ferro, pregos ripaes da Ierra, dilos grandes de
batel, azei le doce, ou de coco, e alcalrao. As pes-
soas a quem convier a venda le seroelhanles objeclos
comparesam nesla secretaria no 1." de marso ao meio
da com as suas proposta. Secretara da inspecrao
do arsenal de marinha de Pernambuco 21 de feverei-
ro de 1854.No impedimento do secrelario,
Manoel Ambrosio da ConceicUo Padilha.
COMPANHIA DE SECJJROS NDEM-
NlSADOfA.
Nao se leudo reunido numerosufficienle.de accio-
nistas para a reuniao que deva ter lugar em 9 do1
correle, notamente sao convidados os Srs. accionis-
Par o Rio de Janeiro sahe no dia
28 do corrente, o muito veleiro brigue
Recfeouualjufenia maiorparte de seu
carregamento prompto ; para o restante,
passageiros e escravos tambem de passa-
gem : trat-$e ta rita do CoUegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos Rbeiro, a bordo..
Para o Rio de Janeiro, vai sahir com
amaior brevidade possivel,.por ter parte
de seu carregamento, o patacho nacional
Valente, .\. de Araujo : quem po mesmo quizer
carregar, emba car escravos a frete ou ir
de passagem, para o que tem bons com-
modos, dirija-c ao capitao na praca do
commercio, ou a Novaes & C., na ra do
Trapichen. 34.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com toda a brevida'deomuilo
veleiro brigue brasileiro. Dous Amigos,),
por ter quasi todo o carregamento promp-
to, quem no mesmo quizer carregar o
resto, ir de passagem ou embarcar escra-
vos a h-ete: entenda-se com o capitaoJo-
se Ezequiel Comes da Sirva, na Praca, ou
com o consignatario Manoel Alves Guerra
Jnior, na ruado Trapiche n. 14.
LEILO'ES.
la-leira 23 do corrente pelas 11 hacas da manliaa na
sala da a>sociar;iocommercial.
Companhia brasileira de paquetes a vapor.
O vapor lmperalrlz,
commandanle o pri-
meiro leneute Salom,
cspera-.se dos porlos do
norle em 27 do cor-
QU1.NTA-FEIRA 2?> DE FE VE REIRO ,
DE 185 h.
GBANDE ESPECTACCI.O EXTRAORDINARIO
EM BENEFICIO DO ACTOR |
Dionizio Francisco das Chagas Soa-
rea.
Terminada a etccur.lo da' brilhante oaverlura da
operaFavorita abrir a scena a xepieseolaco da
linda comeda m 8 quadros ornada de msica, in-
titulada
A MORENINHA
OU
t OS AMORES DE IM ESTIDAME,
lirada do romance do mesmo titulo doSr. Or.
Macdo, autor do- Phantasma Branco, Ceg, e dos
romances Moso Louro, Rosa, etc.
DENOMIN"AC.\0 DOS OUADROS.
1. Filippee Augusto fa?.em urna aposta.
2." O eslndanle e a velha.
3." O jaolar conversado.
4. A balada no rochedo e as cairas de Augusto. *
5. Augusto debalio da cama.
6." Os qualro em conferencia.
7. O jury e depois o sarao.
8. A esmeralda e o camaphvo.
Personagem. Deslribuicao,
ruippe ) Sr. Amodo.
Augusto fEsludanles Dionizio.
Fabrico ( de med- Bezerra.
Leopoldo; cia n Mendes.
II, Anua, rica-propri-
. alaria e at de. Sr. Joanna Januaria.
D. Carolina, a More-
Quarla-feira 22 do correnufca 10 manhaa, o agente Anlunes, far leilio em sen arma-
zem, ruada Cruz, n. 25, de trastes de todas as quali-
dades novo e usados, conuslindo em mesis redon-
das, consolos,cadeiras usae, ditas de b'alanso, sa-
fas, canaps, commodas, loucadores, carteira, ban-
quinhas parajogn, lavatorios, cabides ele. ; assim co-
mo tambem, lanlernas, apparelhos de porcelana pa-
ra cha, candieirns para meio de sala, candelabros,
quadros com estampas coloridas e em fumo, mappas
geographicos, charutos da Baha superiorese ordina-
rios, uqia porrao de vnho branco de Lisboa engar-
rafado, e muilo oulros artigos que serao vendidos a
quenvmas der.'
leilao de mmm.
O agente Borja Geraules, de ordem dos credores
do Joto Baplisla da Silva Lobo, terca-feira 21 do cr-
reme as 10 , zendas e dividas existentes na loja da ruado Passeo
Publico o. 5, pelo maior preso que fr oflerecldo.
Leilao sem limite.
Seila-feira 24 do corrente, as 11 horas da manhia '
em ponto, haverleilfio no armazem de M. Carneiro,
na ra do Trapiche n. 38, por intervenco do asente
J. Calis do seguinle : cadeiras brasleiras, inglesas,
americanas e hamburgueza, todas.debas madeira,
assim como algumas de ferro e oulro objeclos todos
envernisados a imilaeao de hronre, guardas lousas
de amarello, mesas redondas e elsticas para jintar,
lavatorio, soKs, marquetas, camas fraocezas, um
balcao d'amarello, um rico jogo de xpllarete, e urna
caia para ceslnra; ambo os objeclos de charao. um
bom piano inglez, propro para quem Ihrer de apren-
J. II. liaenslct far leilao porinlervenso do agen-
te Oliveira, do melhor sorlimento de fazendas fran-
cera. soissasealleroSa, de seda,l8a, linho e algodo,
a raaisproprias do mercado : qaarla-feira 22 do cor-
rento, a 10 horas da manhaa em ponto, no sen ar-
mazem na ra da Cruz.
QUINTA-FEIRA 23 DO CORRENTE,
Ra do CoUegio n. 14.
1-EILAo
de diversas obras de marcneria, novas usadas de
cliveisas qnalidades, seis ricos pianos, sendo iim del-
les de Jacaranda e de goslo modernissimo; um rico
santuario de bom goslo e um dilo com imagen; nm
palanquirn; bma cadeira de rebuso em muilo bom
eslado; diversas pecas- dc tidro, como bem, cande-
labros, lanlernas, serpentinas, candleiros ingtezes
varias pe^as para mesa, espellios doorados, quadros
com ricas eslampas; diversas obras de ouro e prala
o oulros amitos objectos que no acto do leilao eran
patentes; um rico carro de qlalro rodas, anda nao
servido; e urna parolha de ptimos cavalfos pro-
prios para o mesmo.
O .AGENTE BORJA GERALDES
far o leilao cima mencionado as 10 entela hras
da manhaa no seu armazem.
* Leilao' devinho braceo.
Quinla-feir 23, haver leilao de 10 pipas com vi-,
^ho branco,quee tendera sem limites de preso, em
lotes a vnnlade ilos compradores r as 10 horas da ma-
nbaa no armazem do Sr. Guerra, no Forle do Ma-
llos, derronledo trapiche doalgodao'.
AVISOS DIVERSOS.--'
ninha
D. Violante, velha
presumida e nanio-
radeira.....
I). Cahriella ( joven
de 12 anuos .
D. Joaquina. .
D. Clementin. .
Kelberch velho alle-
rnSo.
Gabriell.^-De-Veccliy.
o Mara Amalia.
l.dza Monleiro.
Leonor Orsal.
n Jezuina,
Sr.

Cosa.
Sania Rosa.
=:'=s=SSri== =S8strsa r:
Augoslo ." ,i Rbeiro.
Paula, velha ama d .
. Carolina. Alvitre.
Cuntdados de ambos .os sexos, criados, ele.
A scena tem lugar no Rio de Janeiro. O 1.
oulros na ilha de Paquela.
A orcheslra na occasio do haile tocar a linda
i- quadrlha
MARECHAL FERRAND.
1-inda a comedia o actor Costa [por obsequio ao
beneficiado) cantar a bella e jocosa aria intitulada
OS APUROS DE UM BENEFICIADO.
Terminar o espectculo' cun o lindo duelo.canta-
do pelo Srs. Rbeiro e Mendes, intitulado
da opera cmica do mesmo titulo, composiso do Sr
Miro.
O beneficiado de antemo agradece a lodas as pes-
q---------- -..-,*.^ ....Int.'.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de'
ISi.0 secretario do conseibo de direc-
c5o.Joao Ignacio de Mcdeiros Reg.
Pela contadoria da cmara municipal desla ci-
dade, se faz publico que do primeiro no ultimo de
marso,prximo fuluro. se far a arrecadasao, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre eslabelcci-
menlos, ficandosujeilpsainulla de 3 % os que o nao
fizevni no mencionado prazo.No impedimento contador.O amanueii9e,f>(i/iri'iico Camilo' da lina-
ria geni.
De ordem do Etm. Sr. director sera' da ins-
trucrAo publica, faro saliera quem convier, que o
Etm. Sr. presidente da provincia, em proposla de 13
do crranle, creara urna cadeira de instrueco ele-
mentar do primeiro grao, na fresezia de Alapla de
Bailo ; a qual asta eiii-concuro. cora o prazo de 70
dias contados da dala desle. Directora geral 17 de
evereiro de 185.O amanuense archivista.
Candido Bustaqu-ioCezar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho adminislralivo, em virlude de autor-
saso do Exm. presidente da provincia, tem da com-
prar os objeclos seguinles :
Para a botica do hospital regimenlal.
Resina de angico, libras oilo; espirito de vinho, ca-
adas 5 ; azeite doce, garrafas 24 ; alambique de tin-
co, segundo Souboran, 1 ; balanra de pedestal com
pesos ,1 ;mudapolo fino para emp. adb.,'pecas i;lia-
ciasde pode pedra, paraunsueoto. 4; alguidaresde
barro vidrado, 4; machinas para estender empl., 1;
thesoora grande para corlar raizes, 1 ; ditas peque-
as pura papel. 2; alcalrao, arroba 1.
Para o arsenal de guerra.
Algodosinho, varas 243 ;olandade forro, covados
550; casemira verde, 60 covados ; caia com vidros,
1; sola garroteada, 50 meio ; mantas de laa, 209 :
arremaiaiiie dar comeso as obras no prazo traveide conslrucso de 30 a 35 palmos, 6 ; badames
contados se- de ,4'oilava de polegada, 6 ; lenses de cobre de6a
7 polegada, 8; tinteiros, 16; arieiro, II; exempla-
res de linhas curvase recias, 20 ; panno mortoario,
Principiar as horas do cosime.
AVISOS martimos.
3. Opaganwnlo da importancia da arremataco 8* (le.lin,l'a8 c"rvase recias, 20 ; panno me
- mi prpposhw em caria ftchads, na serS do
Cesira' e Acarac.
Seaue no dia 15 do crreme o hiale Sobralense,
(dutr'ora Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geiros : Irala-se com Caetano Ciraco da C. Moreira,
ao lado do CorpoSanio, loja de massames n. 25, ou
com o capitao.
-"- Rara a Baliia segu cm presteza o
veleiro liialc nacional Fortuna, easitSa
.lose Severo iMoreira Hios para o-restodu
carga OU passageiros, trata-se com os con-
signatarios A- de Almeida (ornes & Com-
panliia, na rita da Cadeia do Ilecife n. 47
primeiro anda1.
Para' pelo Ceara'
a escuna naional Emilia, capiulo A. S.
Maciel Jnior, segu para o Para' pelo
Ceara', atoad dia 24 do corrente," recebe
carga e passageiros para os dous portos :
a tratar na ra da Cruz, n. lo, com J. C.
Augusto da Silva, ou com o capitao na
praca.
T Par? t''hoaprotende sahir corq a maior brevi-
dadenossivel, o brigue porluguez ftajante, do pri-
meira" marcha : quem nelle quizer carregar ou ir de
passagem, enlenda-se com os consignatarios Tliomaz
de Aquino Fonseca & Filho. na ra do Vinario n. 19
primeiro andar, ou com o capitao na prasa.
Para o Cear e Granja, sahe com toda a brevi-
dade a escuna San Jos : para carga e passageiros,
trala-se na roa da Cruz do Recife.li. 33, em casa de
Luiz J.-deS Araujo.
Para o Aracaly pretende sahir at o dia 24 do
corrente o hiale Cap\baribe, por j ter inelade do
carreeamenlo a bordo : para o resto trala-se na ra
do Vigatio n. 5,
^^'" O Cosmopolita,
Sahio hoje o 10 numero, e acba-se a venda na ra
do Crespo, loja do litros do Sr. Antonio Domioaues.
ATTENCAO.
i-urlaram do si lio denominado Campo Grand,e em
Beberibe, no dia 21 para 22 de oulubro do anuo pas-
sado, um poidro, com os signaes seguinles: meio ra-
lo claro, com marca de urna cicatriz cima do bolso,
um signal de berruga j tirada da pane do vario, do
lado ilireilo, meio orelhudo, olhos meio grandes e
vivos, doder (er2 anuos e meio, com urna cinta no
meio da-nnea; a pessoa que o liver e o queira entre-
gar, ou delle dar algumas informasies podedirigir-se
ao mesmo sillo ou a ra do CoUegio n. 1.
Diogo Jos da Silva Pinto, encarregado da ca-
sa e negocios do Sr. Joao Baplisla Santos Lobo, faz
sciente ao publico que o Sr. Manoel Lopes Guima-
raes, nenhuma ingerencia tem com negocios do dilo
Sr. Lobo, e d'ora em vanle nenhum poder tem em
ludo que diz respeito a dilos negocios; por tanto faz
o presente para que ninauem se chame a ignorancia.
De casa do abaixo assignado, aunnloo-se
em oulubro de 1853, o escravo Germano, .
crioulo, com 18 anno de idade, estatura bai-
xa, (orpo rel'orsado. nariz chato, labios gres-
sos, bons denles, roaos e pes carnudos, dedos curtos,
o falla com desembarazo, lem principio de carpira
eeozinheiro, ealcm dissoaplidao para rjualqur ser-
viso ; este escravo foi dexado em (estamento pela
finada Isabel Francisca de Aranjo, i seu sobrinho
Manoel, lilho de seu fallecido irmao Jos Clemente dc
Aranjo Lope, da cujo orpbao helulor o abaixo as-
signado; coosla quealguem o se duzira para fugir e
o mandara occullar em um engenho da freguezia de
Serinliarm. ou Agua-Preta : vista do expolio o
abaixo assignado protesta .contra a pesssa em cojo
poder se achar, para d'ella haver nao s os dias de
serviso do dito escravo, como proceder criminal-
mente contra o seductor e delentor; enlrelanto roga
a todas as auloridades policiaes da respectiva comar-
ca, capiaes de eampo, ou qualquer particular, a sea
apprehensao, fazeodo-o conduzir a esla cidade na
ra da Cruz n.34, no Itio Formoso ao Sr. Jos Pe-
reira Lns, em Barreros ao Sr. Joaquim Lins do
Kego, e na tilia dc Sernbaem ao Sr. Antonio Joa-
quim dc Mello-.e Silva, que reerber 1008000rs. de
gratificasao.Lino J. de Castro Araujo.
Querendo os pretndanles se aproveitar da com-
pra de urna boa escrava, per feila engommadeira, cu-
zinheira, traballia de fumo e faz doces, prootia para
qualquer casa de familia porque lem 23 anuos de ida-
de e lie crioula, dii ija-se ao Illm. Sr. Firmiano. no
Passeio Publico, loja n. 11, que se drj quem vende.
O motivo desla venda he por seu senhordever-se re-
tirar breve desla provincia.
A mesa regedora da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta no convento de S. Francisco do
Recite, convida a lodosos sens carissimns irmaos para
enmparecerem no mesmo convento pela 1 hora da
lardado dia 1. de marso, para encorporados; acom-
panharem a procisslo de cinza que lem de sahir da
ordem terceira do mesmo convenio, para que foram
convidados.
Tem-sc justo e tratado a compra de urna taber-
na na ra do Fagundes n. I : se alsuem se adiar
com direito a dita taberna por divida, penhora ou
hypollieca, hajam de apreseular suascontas no prazo
de 8 dias, do contrario nao ter mais reclamarao al-
guma.
LOTERA de n. s. do ROSARK).
Aterro da Boa-Vista n. 48.
^o dia 25 do corrente corre mpreterivelmenle a
lotera de N. S. do Rosario, e as cntelas da casa da
fama sao pagas no dia immediato na mesma casa ci-
ma : eslao venda um resto de quartos, decimos e
vigsimos da mesma lotera.
J. Hunder, alfaiate hambnrguer, chegado ha ,
poner da Europa, lem a.honra de participar ao res-
peilavel publico, que se ada presentemente eslahe-
lecido com loja de alfaiate, na ra do Aragaon. I'l,
_ loja
sonde eslar a dsposirao
le lodas as pessoas que o
quizerem honrar ; e promclte servir com todo o es-
mero Maquillo qne Mr relalio ao seusifllcio.
Precisa-se do um caioiro, porluguez oa brasi-
leiro de 12 a H annos, que dc liador a sua condue-
la ; na rna do Rangel n. 3.
O abaixo assignado deixnu de ser caixeiro do
Sr. Joaquim dn Silva Lopes desde o dia 21 do cor-
rente.Bernardo Fernandes da Cunha Atetar.
J. II. H. llolni, uatural de Lubek, vai para Eu-
ropa.
_ A pessoa que precisar de urna ama para cozi-
nhar e engummar, e nSo comprar na ra, preferindo
casa de bomemsolleiro, dirija-se ruadaAssumpcao
do nicho do No'ia, junio ao sobrado, casa de duas por-
tas u. 46.
Precjsa-so de 4008000 rs. a premio sobre ht -
polheca em urna casa terrea na ruadas Cinco Pnnts;
quem o lt-er annunce para ser procurado.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs. '
Acham-se a venda os bilhetes da lote-
ia selima do Estado Sanitario, quecorreu
no dia 17 do presente, cuja listase espera
pelo vapor L'Avenir, que pode aqui che-
gar do dia 25 do corrente em, diante os
pretendentes serao pagos togo que e teer
a distribuicao das listas.
*^r

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9

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DIARIO OE PERNAMBCO QUARTA FEIRA 22 OE FEVEREIRO DE, 1854.
Jos Soares de Azevedo, professor
de lingua franceza no lyceu, tem aberto
em sua nova residencia, rualaiga do Re-
sano, n. -28, lerceiro andar, nm curso
de philosophia e outro de lingud france-
sa : pdeserptociirado todos os diasuteis
desde as 7 ate !) horas da manhaa ;. e de
larde a' qualquer Iiora.
LOTERA DE N. S- DO ROSARIO-
No da 25 do corrente andam as rodas
desta lotera no consistorio da igreja de
Nona Senhora do Livramento, anda que
liqiembilhetes por vender. O thesou-
reiro, Silvestre Pereira da Silva Guima-
raes.
.Ultimo gosto..
Os abaixo assignados, donos da nova luja de mimes
da ru- do Cabug n. 11, confronte ao pateo da ma-
triz e ra Nova, franqueian ao publico em geral un
bello e variado sortimento de obras de ouro de nu-
lojions goslos,c precos que nao desagradarlo a quetn
queira comprar, oa mesmos se obrigam por qualquer
obra que venderem apassaruma con la coro respou-
sahilidade, especificando a qualidade do ouro de 14
ou 18 quilates, fcando assim sujeilos por qualquer
duvid que apparecer.Serafim & IrmSo.
OSr. Manoel Lopes Rodrigues Guimaraes quei-
ra apparecer na loja de cera da ra da Cruz n. 60.
Fortnalo Cardozo de Gouveia.
' ODerece-se para caixeiro de qualquer eslabele-
i'inierilo, um rapaz que lem pratica de escripia, di
tiaJor sua conduela : quem de seu prestigio se
quizer ulilisar annuncie.
Milita attencao !
U abaixo assignado faz publico que os cscravoscri-
oulo Lucas e Mara, perlencenles ao Sr. Antonio
Indo desta cidado para a de (oianna Manoel
tioucatves de Albuqucrque e Silva, perdeu enlre
Itahaliaga e a laboleiro da Mangueira, urna carteira
conteudo nclla 7,205000 rs.; e porque todo esse di-
uheiro eslava 'cm sedulas de 5003, 200 e 1009 rs.,
he fcil desrobrir-se quem o acliou, no raso de appa-
recer alguein destrocando sedulas uestes valores, seui
ler propon;oes ile as possuir: pelo que olTercce o re-
ferido a quauli de 1:000o000 rs. a quem llie resti-
tuir aquella quanlia ; e a do 5008000 rs. a quem de-
nunciar a pessoa que acliou-a, e se possa rehaver o
dinlieiro, prometiendo igualmente segredo inviolavel
quando assim o exigirem : quem, pois, liver noticia
desle achado, dirija-se naquella cidade, i ra do Am-
paro n. 44, e nesta, ao aterro da Boa-Visla n. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com armrcao nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarcllo da ra do Quei-
mado d. 29.
CA1XA COMMERCIAL.
Quarta-feia 22- do corrente ha- u
vera' a terceira* reunido da caixa 5
commercial, para discussao ap- 7
provaciio do projecto de estatutos "
desta associaco, qualquer que se- t
ja o numero de accionistas presen- fe
tes, visto nao lia ver comparecido a
numero sufliciente as duas ret- 2
nioes ninuciadas, na casa doga- J
bnete portuguez deleitara,'as i %
horas aa tarde. k
OSr. Manoel LourencoMachado da Rocha, en-
cadernadnr, que assignou este Diario para o Sr. vi-
garjo Manoel Vicente de Araujo, venlia a esla lypo-
Mauricio Lins Wanderley, morador no Cordeiro, a- craphia para solver mesma assiimalura, visto que o
.1.... -" hculuiJ ..-.. .___.: -__ ...__:_ *r bm,in >U, ...... .....t.. ...... .., I..-
eham-se hypolecados a seu consliluinte Antonio
Francisco de Azevedo Campos, cuja hypotheca j se
acha vencida; e declara roais que a Sra. Mara da
Aniiunciacao Cavalcanli Lins, moradora no mesmo
lugar, e vtuva do finado Lucas da Rocha Cavalcanli
Lins, tem em seu poder os escrayos seguintes que
foram apartados no inventario para pagamento do
dito Antonio Francisco de Azevedo Campos, a saber:
Patricio, l'atronillo e Caetana, todoscrioulos, e Mi-
guel angola, cojo pagamento est por fazer..
Bernardina Francisco de Azevedo Campos.
O abaixo assignado, protesta igualmente (a ser
verdadeoque suppoe os Srs. Guimaraes A Henri-
que) contra o Sr. Cedro Alejandrino Ortis Ca-
roargo, da villa de Serinhaeni, por urna lettra venci-
da em 23 dejulhnde I8V1, de 783400, eos respectivos
juros. Pernambuco 18 de fevereiro de 1854.Ma-
noel ,ui; Ferreira.
O lente da 1. cadeira do 5. anno do curso ju-
rdico de Olinda, avisa aos Srs. acadmicos quiula-
nisUs, que as suas preleccoes uo anno corrente
liode ler por base osseusElementos de Economa
Poltica-que se estilo imprimindo na lypographia
do Sr. Ricardo de Freitas Ribeiro, em cuja livraria
eslabelecida na ra do Collegio, podem deixar os seus
uomes e moradas. No mesmo lugar pode subscrc-
ver mais quem quizer, sendo o preco da subscrip-
to 59OOO rs. pagos na oxasio da entrega da obra.
Ahi mesmo, e em Olinda em casa do Sr. Luiz Jos
Gouiaga vendem-se os elementos da Pratica do Pro-
censo, e as iiistfluices de Direito Civil Brasileiro,
composican do mesmo.
-1- Faz-e negocio com urna lettra ven-
cida do Sr. Francisco Nogueira de Olivei-
a Jnior, morador no Paco de Camara-
gibe ; quem a pretender, dirija-se a ra
do Cabuga'. loja n. 1 B.
Roga-se aoSr. J. R. S. M., morador na cidade
do Natal, qu veuha sals fazer a con la que lie deve-
dor na padaria da ra do Livramento n. 32, que o
dito Sr. uio ignora, e nao o azendo, ou seu procu-
rador, no nrazn de 15 dias ver o seu nome por ei-
lenso nesl Diario at o real embolso.
Francisco do Prado.
Jos Joao de Amorim embarca paraoRio Gran-
de do Sol a sua muala por nome Suzaua.
No da i|do corrente he in'niversario da ins-
lallarao do collegio das ocphaas, silo na la da Au-
rora, e nao no'dia 19, como erradamente se acha de-
. clarado na Colhinha, sendo que esle estabclccimnlo
estar aberto ao respeitavd publico, desde as 6 horas
da Urde at as 9 da llotc.
O Sr. SebaslHlo Botelho de Sampaio Arruda te-
lilla a boudado de ir qu mandar pagar o que nao ig-
nora, visto nao o lazer pelos primeiros aonuncios
com as letras iniciaes, assim como mandar os Dia-
rios que sua merc mandou para Portugal : oa ra
do Livramento n. 38.
' Antonio Pinto de Magalhaet.
Crecisa-se de nma mulher para lomar conta
governar orna casa de homcm soiteiro, em um eng
nho distante desta praja : quem esliver nestas cil
rumslancia!, dirija-se ao paleo do Carmo n. 17.
Aluga-se o segundo andar do sobrado 11.14 d;
rua'Nova ; no primeiro andar do mesmo.
Sr. vigario diz chic nada tem com isso.
"110MEOPATHIA.
0 Dr. Casanuva contina a dar consultas lodos o
dias no seu consultorio, ra do Trapiche n. 14.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignon, dentista recaben agua denti-
frice do Dr. Pierre, esta agua conliecida como a me-
llior que lem apparecido, (e tem ramios elogios o
seu autor,) lem a pmpriedade de conservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de' denles: tira o
goslo desagradavei que d em geral o charuto, al-
Biimas gotas desla n um copo d'agua sa suflicien-
les; tambem se adiar pe dcntifrice eicellente para
a cnnscrvaco dos deules : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
ETRATOS PELO"FlXcTROTY)T0.
andar.
n A. Lellarle, lendo de se demorar punco
so! lempo nesta cidade, avisa ao respeitavel pu-
H blico que quizer ulilisar-se do seu presli-
MJ 1110, de aproveitar os poucos dias que lem
* de residir aqu ; os retratos sero tirados com
luda a rapidez e perfeicao que se pode dese-
iri jar. No eslabelecimenlo l^a retratos i moslra
m para as pessoasque quizerem examinar, e es- j
g8 t.i aberto das 9 horas da manha at as 4 da |
Si larde.
J. Jane,Dentista.
cpnlina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Aluga-se urna prela, crioula, que sabe bem en-
gommar, ensaboar, cozinhare lazer todooservicn de
urna casa com lmpeza e aceio; lambem se aluga um
muleque de bonita (gura, que sabe lazer todo o ser-
vico de casa, e serve para mandados por ser muilo
ntelligente e Piel: a tratar na ra lleal (chora me-
ninos) casa n. 3*, que lem portao ao lado.
Quem'se julgar credor da exlincta
lirma de Joao deSiqueira Ferrao & C-,
liaja de apresentar suas con las no prazode
oilo dias, da data deste : na ra do Cres-
po, n. 13.
FURTO DE UMA BENGALLA DE
UNICORNE. I
No dia 18 do corrente (sabhado), pelas 7 lio- .J
ras da noite, lurlaram de cima do balcao da %
_ loja dcqualro portas da ra doCabugii, n. IB, 9
$ ama bengalla de unicorne com ponleira de
prala dourada c caslao de ouro lavrad'o, (en-
co no inesjno um riibim grande e as iniciaes
I. C. L.: roga-sc aos senhores relojoeiros ou
ourives, oua quem forolTerecida, de prende- @
rem o ladrSo e delcvarcm a bengall ana mes-
na loja, aonde sero recompensados, caso o
sua morada, para se Ihe entregar urna carta de parti-
cular interesse.
Paecisa-se alugar urna ama forra e idoa, que
sama cozinhar eseja capaz, paga-se bem : na roa do
Crespn. 10.
Precisa-se alugar um moleque cozinhiro : na
na do Crespo n. 10.
Attenco, atlenco..
Avisa-se aos Si-s. assignantes do passeio
do carnaval de Apollo, que mandein re-
ceber seus cartoes nos dias 25 e27, na
ra do Brum n. -28 B ; advert ndo-se
mais, que na terca-feira (28) se devero
reunir defronte do theatro de Apollo &o
meio dia, porque a 1 hora sahiro a pas-
seio seguindo o nterario da diteccao.
Na ra Nova, taberna n. 50, precisa-se de nm
cainero que lenha pratica da mesma. saiba bem lr,
e escrever, e d Mador a sua conducta ; a tratar na
mesma.
Precisa-se de urna ama para a cozlnhu ; a pes-
soa que quizer, dirija-se i na do Queimado, sobrado
da quina que vira para o Rosario, primeiro andar
n. 18.
Quem nao tem bilheteno pode tirar
premio.
O vapor francez Lateuir, que se espera do Rio de
Janeiro no dia 27 do correle, deve conduzir a lisia
da stima lotera a beneficio do Estado Sauitario, vis-
to que sua exlraecSo devia ler lugar em 17; por isso
as pessnas que ainda nao tiverem comprado bilhele
para estarem habilitadas altirar algum premio como
tem succedido a militas oulras, o poderao fazer al
o dia 25; eos referidos biHieles acham-sen.venda na
praca da Independencia n. 40.
A pessoa que no dia 18 do corrente comprou
na fabrica de caldcireiro n. 28, doos pedacus
de robre grosso com 39 libras, tenha a bonda'de
de dirijir-se a mesma fabrica, para desmanchar um
engao ; que este se faz por se ignorar sua morada.
Na loja e cnpisleria de mnsica do alerro da
Boa-Vistan. 3, recebeu-9e ltimamente um variado
sortmenlo de msica para baile, como valsas, qna-
drilhas, polka redona, scholisb, ele. e primas de a-
ples para violao, superiores.
Desappareceu 110 dia I do corrente, o esoravo
Nicolao, com os signaes seguintes : alto, secco do
corpo. rosto redondo, denles alvos, ecostuma embria-
garle; recommenda-se as auloridades policiaes. a
captura do referido escravo, assim como aos capitaes
decampo, entregando-se no aterrada Boa-Visla n.
17. segundo andar, a sua senhora D. Maria.Rosa
d'Assumpcao.
No dia 12 do corrente desappareceu a prela Es-
peranza, nac,ao Costa, alta, corpo regular, represen-
la ter 35 anuos, tem no meio dos pellos um caroco
semlhando um lnbinho, por onde pode ser in-
mediatamente conliecida : levoo vestido de chita ro-
za com palmas, panno da Cosa com franja e mtame:
quem a pegar leve-a ra do Livramento loja de
calcado n. 25, ou na ra do Sebo n. 13, quesera ge-
nerosamente recompensado.
Franjas proprias para cortinados.
Na loja de miudezas da ra do Collegio n. 1, exis-
te um completo sorlimeuto de franjas de muilo bom
goslo, brancas e de cores.com lie lo las. e lisas proprias
para cortinados ou oulr qualquer obra : as moslr.is
estao patentes.
Na noile do dia 19 do corrente, perdeu-se um
alfiuetc de ''peito, de ouro, rom um pequeo da-
maule no meio, desde alerro dos Afogados al a
na de Moras: quem o liver adiado, leve-oa Pas-
sagem da Magdalena, nb Cajueiro, casa do Sr. Ma-
noel Poriella, lartarugueiro.
CHAMPAGNE
o mellior que ha no morcado e por preco
commodo na ra do Vigario, n. l), se-
gundo andar, escriptoiio de Machado &
Pinheiro,
Oh que pecliincha!
Na 111a do Cabuga', loja de quati o por-
tas, tem os mais bonitos ell'eitos para ina-
que; como jacos, llvclas, botoes, colares,
comendas, tudo fingindo brilhante.
Casemiras f'rancezas.'
Vendem-se casemiras franrezas muilo cls-
ticas, de padr.is claros e escuros, lendo por-
Cilo para escolher, pelo barato preco de?>50l)
o corte ; na ra Nova n. 16, loja nova de Jo-
s Luiz Pereira & Filho.
Vende-se um terreno com 100 palmos de frente
e mais de 600 de fundo, no mellior lugar da Ponte de
Lchoa, por ser do lado do rio, com caes ji (ello:
quem o pretender, queira entender-sena ra do Quei-
mado n. 10, loja.
Palitos francezes a 5jjf, 4 e 9$000 rs.
Vendem-se palitos francezes de brim de lipho e
Iirclanhaa3e4000rs., ditos de alpacas de cores,
muilo bem feilos, e da ullima moda de Parisa9000
rs.: na ra Nova n. 16, loja d Jos Luiz Pereira &
l'lllio.
zas de lodas as qualidades, tanto para homem como
para senhora, meninos e meninas, um completo
sorlimeuto de perfumaras : ludo por preco muilo
commodo, alim de se apurar dinheiro.
Vende-se o sobrado de dous anda-
res esoto da rua de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da rua da Guia
n. 44 : a tratar na rua do Collegio n. 21,
segundo andar.
No escriplorio de Nov.ies & Companhia, na rua
do Trapiche n. 3i, lcirl para vender por preco muilo
cm conta os sesuintca rticos : couros de luslre, mar-
ca raslello, grande quantiiladc de miudezas rbeaadas
de Hamburgo pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de diflereiiles qualidades, chapeos de fellro pretos e
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes,' modinjias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos deHavana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores; e cal virgem de Lisboa,
pardos, e oulros objeclos que serio prsenles aos' tudo por precio mais COmmodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
che n. 15, armazem de Bastos Irmaos.
Com toque desvara.
Madapolo largo a 39200 a peca : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
_Grande sortmenlo de rolletes de fnslao supe-
rior, por diminuto preco ; palitos de brim liso e en-
HOMEOPATHIV
RUA DAS CRIZES N. 28.
No consultorio do professor homopath.'
Ciossel Bimont, acham-se i venda por 1
CIHCO 8IL RES. '
Algumascarteirascom 24 medicamentos. I
Os competentes livros.....5&)00 ,
Grande sortmenlo de carteiras e calzas
de lodos os tamanhos por precos commo- i
ditsimos.
1 1 lobo de glbulos avulsos 500
1 frasco de ,' onca de tintura a
escolha l)000
a Precisa-se de urna mulher parda ou prela for
rs, que saiba bem cozinhar o diario Je nma casa de
pouca familia, porm quer-se perfeita cozinheira, e
sobre.ludo que seja muilo aceiada, sadia e robusta,
ele. ; he somenle para cozinhar, e nao para servio
algum de portas para fcira ; na rua do Vinario n. 25,
armazem de assucar de Miranda & Companhia.
Na rua do Queimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha psr vender um esplendido sortmenlo
de pannos preto) e casemiras de varios presos e qua-
lidades, e tambem cortes de rlleles de casemira pre-
la bordados, ditos de gurgurao preto de seda burilar
dos, fazenda muitd moderna, chapeos a carij, ditos
com aba estrella, dos melhores que ha no mercado,
e promellem-n^pj- por precos mnilo commoefos.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e- oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que cm outra parle : na rua da Cadeia do
Recre, n. 17.
Quem quizer comprar um deposito com poucos
fundos em muilo bom local, e muilo bons caizoes pa-
ra assucar, dirija-se ao mesmo, defronle do largo da
Santa Cruz, rua do Rosario n. 55, ou no Corredor do
Bispo n. 20.
Vendem-se com pouco uso os livros seguintes:
llislora- Sacra;, Fbula; de l'lui-dri, Salustius, Virgi-
lii Rcrdi, Epstola Cicernis, Ord. Verliorom Salus-
lli, Hislory of Rome (por Goldsmilhsj, dila dita (por
Thomaz Morell), Vicar of Wakefield, Jonhsnn Paets
Milln, Historia Sagrada (por Beruardiuo), collec-
coes de problemas, diccionario geograpliico com 59
cartas (por Perol); no aterro da Boa-Visla, .loja de
ourives n. 68.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illumincao, no caes do Ra-
mos, Iravessa do- Carioca.
Compra-se para o Rio de Janeiro urna mulati-
nha propria para urna criada ; a tratar na rua do
Amorim n. 3o.
Compra-se um sellim usado com os perlences :
a Iralar na rua do Crespo n. 10.
Cnmpram-ce escravos de idadede lia 24 annos,
leudo bouilis figuras, pagam-se bm.assim como tam-
bem se recehepor venda de commissao : na rua Ui-
reila n. 3.
VENDAS
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, Tna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
COes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleci ment
j, aiirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
I -conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outre qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabepeimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Aluga-se o sobrado grande da Magdalena,
_; que tica em frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar at o dia i. de marro : a Iralar
no alerro da Boa-Visla o. 45, ou na ra do Collegio
n. 9, com Adriano Xavier Pereira de Prilo.
Bichas.
Alugam-se e vendem-se bichas: na praca 4a In-
dependencia confronte a rua das Cruzes o. 10.
Traspassa-se o arrendamenlo de um engenho de
tiestas, inoente e corrente,cusanlo do Kecife 5 lesuas,
e da estrada publica menos de meia de bom raminho,
a poni de ehegarem os carros de cavallos al a casa
de vivenda, rom boas e sullicienles Ierras de ranna,
mandioca, inillio, feijao, arroz, caf, ele. ele, muilo
perlo e emroda do engenho, dous bous cercados de
vallados, boa, bem feita e nova casa de vivenda de
sobrado loda envidraba, com alpendre de columnas
de madeira e grades do ferro, muilo fresca, e com ale-
gue e ezcelleole visla ; casas de engenho, caldeira,
encaiiaraente, estufa e estribara, ludo de pedra e
cal, com lodos os seus perlences, e em muilo bom es-
lado, suflkientes senzalas para os prelos, cata de fari-
nha prvida de lodo o necessario ; ezccllenle hanbo
rm una bella casinha apropriada, maltas virgens
muito perto, hurta com arvoras frucliferas, inclusive
urna boa purrao de coqueiros*; bons silius de lavrado-
res, etc. ele, As cannas siio Se muito bom assucar, e
de muilo rendinieuto. Vendem-se as cannas novas,
ogadovacumecavallar : os preleudenles diriiam-se
ao engenho Florala de S. Amaro de JaboalSo a tratar
com o proprietano.
# JoseMaria Vello da Silva ^ lho
| do conselheiro do mesmo nome, e
I estudantc do curso jurdico de Oin-
I da,"declara aos seUS amigos, conhe- U
g cidos e a quem mais interessar possa,
) que por liaver outra pessoa assim %
chamada, se assignara' dora em $
^ diante Jos' Mara da Silva Yellio.
*** $#*)$$
Precisa-se de um prelo para lodo oservico : no
pleo do Terco n. 22, e vende-se um moinlio de moer
caf quasi novo.
tLICH PRELSSISCHES CONSU-
llAT IN PERNAMBUCO.
Es WB"d liicuiit alien inder Provinz Pei-
lambuco wohuhalten PreussischenUntei^
llenen bekannt gemacht dass im' hisigen
Koeniglicben Consulat eine neue Matrikcl
zui Anmldung derjenigen Preussen
welche auf Preussische Untertlianschaft
Anspruch machen, aiigelegt ist, undwa1-
den. dieselben daher hiermit aulgefordei't
ihre amen imKoeniglichenConsulat ent-
wder,selhst, oder durcb gehoerige Voll-
macht eintragen zu lassen, zu welchem
Zwecke die Anmeldungen, ruadaCruz, n.
10, entgegen genommen werden.
Precsa-se alugar urna prela forra, para lodo' o
servido interno e externo de urna casa de pequea
familia, confronte ao Rosario de Santo Antonio, n.
39, A.
Precisa-se de urna ama que lenha bom:e bs-
tanle leile : annuncie ou dirga-se a esla lypogra-
phia.
Engomma-se perfeitamente
na rua da Gloria, n. 69, roupa para homem com a
perfer,a"o desejada e promplido, o preco ho o quan-
to pode ser demnulo.
Quem precisar de urna mulher para vender fa-
zenda acumpaiiliando.i prelos ou prets, dirija-se a
praia de Santa Rita, confronte a reslilarao,que acha-
ra com quem tratar.
Quem precisar de costuras grossas e cozinhar
particular, dirija-se a mesma casa que achara com
quem Iralar.
Aluga-se o lerceiro andar da casa n. 21, na rua
Nova : a fallar na roa do Queimado, n. 10.
Ueseja-se fallar ao Sr. Jos Maria Albuqucr-
que Maranhao, por isso, pede-se ao mesmo Sr., de-
clare sua morada ou se dirija rua larga do Ro-
sario, n. 36, bolica de Barlholomeu Francisco de
Souza.
Precisa-se de urna ama para lodo o ser vico de
urna casa-de pouca familia: uo alerro da Boa-Visla,
" i tti.
Precisa-sc de urna ama qne lenha bastante e
bom leile, paga-se bem: na rua l)ireila,n. 8, segun-
do andar.
As pessoas, cujos filhos aprendiam com fina-
do professor particular da rua ircita, Antonio Ri-
beirode Brilo, dirijam-sea rua de San Jos n. 22, a
vollar para a do Nogueira, e ahi achanto urna pessoa
deboa conduela moral e civil, e com nm rgimen
lal que a seu alcance se pode contemplar nu nu-
mero dos bons prpfessores; e com ella lralaraoa res-
pello.
"Os annnncios publicados no Diario desle
mez, chamando o Sr.T.heophilo Jos de l.cmos a
praca da Independencia n. 13 e 15. para pagar a sua
conta, Hito se entendemcom o Sr. Theophilo Jos de
Lomos, caiieiro do Sr. Francisco de Paula Queiroz
Fonseca, c sim com um outro de igual nome, resi-
dente lora desta cidade.
O Sr. Jos de Mello Cesar de Andrade, mora-
dor na cidade de Olinda queira dirigir-se a padaria
do Varadouro da mesma cidade, pois que muilo se
lhe deseja fallar a negocio que lhe diz respeito.
Alces y.
' Temi na manhaa do dia de honlem voado do
segundo andar do sobrado da roa das Cruzes n. 41,
procurando a direccao da rua da Cadeia. um papa'-
saio verdadeiro, bastante rallador, roga-se a quem o
liver apandado o especial favor de o mandar entre-
gar uo andar do referido sobrado, que ser rernin
pensado.
Precisa-se alugar nina casa terrea, por don)
me/es, escfoBboase lar negocio quera desa-
gradar ao proprietano': nesta Ivnographn, s dir
quem precisa.
' Aluga-se urna escrava crioula engommadeira,
costureira e lavadeira de varella. e faz lodo o mais
serviro de urna casa,ludn com muil perfeic;o: quem
a pretenden dirija-se a rua i;\ Assuinpi;ao, sobrado de
dous andares confronte ao muro do quintal da
Penha. "''.
-- Um moro brasjlciro oflerece-se para caixeiro de
taberna, ou feilor de sitio : a quem convier dirija-se
a ruadejAguns Verdes n. 25, que.se dir quem lie.
Siqueira & Pereira embarcam para o Rio de
Janean, os seus escravos Gemido e Juvenal, crioulos.
I lem que GehHug.subdito alemao.rel ira-se para
fura da provincia, levando em sua companhia sua
mulher e urna lilba de menor idade.
Henrique l^nghans. subdito allemo, rtira-se
para fora da provincia.
Precisa-se de orna ama para tratar de urna se-
nhora casada e doente, que saiba cozinhar de res-
guardo, ecoser.alisiima costura chao : quem se propo-
ner aislo, dirija-se ao largo da Trempe, sobrado n.
1, que tem taberna por baixo,que achara coirt quem
tratar.
-- O Sr. Dr. I.uiz Ignacio Leopoldo Albuquerque
Maranhao, que mora no engenho Espirito Santo, 4
leguas distante da Paralaba, tenha a bondade de vir
ou mandar ultimar o negocio que nao ignora com
/. Mendes.
Aluga-se urna ama escrava, com muilo bom
leile, parida de poucos dias; quem quizer dirija-se a
rua do Queimado n. 14, loja.
O correspondente do 3t. Jos Maria de Vas-
concellos Bourbon tenhs a bondade de anunciar
Novo telegrapho.
Vende-se o rosWro do novo telegrapho que princi-
pioua ler andamento nodia 29 do corrente,"a 240 rs.
cada um: na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vendem-se as obras seguintes : leaislaco por
Benlham, lgica por Perrard, geometra, algebra e
aritbmetica.ipor I.acroiz, geometra por Legendre :
tudo em bom uso, por commodo preco : defronle da
lorre do Terc,o na rua ireila, primeiro andar do so-
brado n. 129.
DOCE FINO D GOIAB.
Na roa Direita n. 32, vende-se doce fino de goiaba,
o mellior que se pode encentrar.
Vende^eviuhodeBordeauz, brancoctinlo,lan-
o em garrafas como em qartolas, licor francez da
mellior qualidade, frascos com confeitos, ludo por
preco razoavel; na rua da Cruz u. 5.
Vende-se rap de Lisboa, o mellior que ha no
mercado, mais prelo e fresco do que o do remralo :
na rua do Crespo, loja de Siqueira & Pereira.
Vende-se a taberna da roa estreila do Rosario
n. 10, com poucos fundos e liem afreguezada para a
Ierra ; o motivo de se vender he ler morrido a quem
ella perlencia; quem a pretender, dirija-se confron-
te a Madre de Dos n. 22.
Farinha de mandioca
de superior qualidade, chegada de S. Matheus; ven-
de-se a bordo do hiale Social, tundeado em frente do,
arsenal de guerra.
Vendem-se meios bi Hieles da loleria de N. S.
do Rosario a 28200 ;^ia roa do Livramento n. 35.
Defronle d Conrei<;ao dos miniares, na loja
do Tinoco, vendem-se chitas de cores fitas a 120,110
e 160 rs., colleles feilos a 3^500, sendo de gorguro
e chamalole.
PARA A MASCARADA.
Vendem-se chapeos deconro ; na rua Nova n. 42.
Vendem-se uvas, na rua larga do Rosario o.
Na rua do Queimado, segunda loja
n. 18, ,
vcni|em-sc (uvas de seda preta para homem e senho-
ra, a 500 rs. o par.
Vende-se um braco grande de RomSo & Com-
panhia. para balanra, em bom estado, assim como
dous pesos de duas arrobas: na rua do Crespo o. 10.
Gomma."
Vendem-se saccas com muito
Chapeos para sen horas.
Vendem-se ricos e modernos chapeos de se-
da e blond para senhoras, muito bem enhila-
dos e da ultima moda, pelo barato preco de
10, 12c, 11 e I65OOO rs. : na rua Nova n.
16, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
Legitima sarja despalillla da mellior quai-
9 dadeque aqu lem vindo, dila um pouco mais f
9 a bailo, selira prelo para vestidos,corles de se- $
_^ fot, veludo prelo, chales e mantas de fil de .
g seda bordados, romeiras de retroz prelo lam- J
bem bordadas, meias de seda preta de peso, '
>:- tanto para homem como para senhora, e ou- t
9 Iras muilas fazendas proprias para oJempo da i
9 quaresma ; na rua do Queimado n. 46, loja ,
0;; de Bezerra & Moreira.
Vinho de Collares
em barris de 7 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife
n. 48.
Attencao.
He chegada a excellenle pilada do muilo acredi-
tado rap de Lisboa, pelo brigoe Tarujo I, e adia-
se a disposico do publico no deposilo da rua da Ca-
deia do Recife, loja de fazendas de qualro portasen.
51. Adverle-se que o prcro hc.39200 rs. a ., moeda
visla.
Chapeos francezes.
Vendem-se chapeos francezes finos da ultima mo-
da, sendo de aba estreila e larga : na loja do sobrado
amarcllo nos qualro cantos da rua do Queimado nu-
mero 29.
Vestidos de seda preta a 18$000 rs.
Vendem-se corles de vestidos prelos do seda la-
vrada, bous goslos, pelo barato preco de 18&000 res
lada corle : na loja do sobrado amarcllo da rua do
Queimado n. 29.
Vende-se Superior sarja de seda bespanhoa ;
corles de seda prela lavrada, fazenda superior; selim,
prelo proprio para vestidos ; velludo prelo o mellior
que ha no mercado ; los prelos bordadosde seda, man-
tas prelas bordadas de seda ; meias pretas de seda de
peso e oulras militas fazendas de seda, ludo por pre-
co muilo commodo : na loja do sobrado amarcllo da
rua do Queimado n. 29.
Na loja do sobrado amarello na rua do Queima-
do n. 29, vende-se superior panno prelo lino de jire-
ro de 4 a 123000 rs. o covado ; casemira preta els-
tica para lodo o preco; corles de collele pretos de
velludo com palmas bordadas a retroz ; ditos de se-
lim prelo e de casemira bordados ; velludo preto su-
perior ; selim de Maco c oulras falencias, ludo por
precos com modos. .
Para senhora
os mais ricos e mais modernos chapeos de senhora
para montara, acaban) de chegar a loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia : na praca da
Independencia ns. 24 a 30, aonde'se veudem V>r pre-
co commodo.
Fitas superlinas.
Vendem-se filas de cores de ns. 12 e 16, de supe-
rior qualidade e padrdes iuteiramente hoyos, por
preco commodo : na praca da Independencia ns. 24
a 30, loja e fabrica de chapeos de Joaquim de'Oli-
veira Maia.
alva gomma para
engommar e fajer bollinhos : Na rua do Queimado,
loja ii. 1 i. ,
y Excellente petisco.
Vendem-se ovas do serto muito frescaes e muilo
baralo : na rua do Queimado, loja n. 14.
Na rua da Guia n. 9, vende-se um prelo de na-
rao Angola, prdprio para qualquer serviro, princi-
palmente para armazem de assucar, por j" ter prali-
ca, vende-se mais um palauquim em bom estado.
Vende-se nm muleque muilo sadio, idade de 8
annos : na rua Direita n, 69.
Vendem-serelogios de ouro e prala, mais
baralo de que em qualquer ouira parle :
_ na praca da Independencia n. 18 e 20.
Vende-se um cabriolel em bom uso, por preco
commodo, assim como urna secretaria de escrever
com tres giveles para roupa: a pessoa que preten-
der dirija-se ao alerro da Boa Visla n. 42, que achara
com quem Iralar.
r Vende-se um bom escravo cozinhiro, bom co-
peiro, muilo fiel e diligente ; urna escrava que co-
zinlia bem eengomma ; urna dila quitaodeira, por
preco commodo : na rua Direita n. 66.
Na rua do Crespo. loja ama relia n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
ALEXANDRIA
fazenda furia cores, lisa e do qadros, que parece
seda lavrada, ou gros de Naples: vende-se a 640
rs. o covado.
KEVINA,
para vestido de senhora, fazenda de seda e lindo de
quadros escoce/es; vende-se a 300 rs. o covado,
ROMEIRAS
para senhoras, as mais modernas que vieram pelo
ultimo navio de Paris, romeiras de fil e de ram-
hroia bordada a agulha : vendem-se a 5 e fijs rs. ca-
da urna. *
Cami/.iiihas e manguitos para senhoras.
Vendem-se camiziuhas que finge linho, e mangui-
tos de todas as qualidades, lodas bordadas e de novo
goslo, a 6 rs.
Romeiras de fil de seda (bordadas) braucas e pre-
las, a 6g c 8 rs.
Na ruado Crespo, loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Ricos eneites
para caliera de senhora, os mais modernos que lem
apparecido, de lflOOO a 155000 rs.
Ricos chapeos
para senhoras, com ricas guariiircsc plumas lodas
de seda, assim como de palhinha de Italia com ca-
bello, a 14 e 18 rs.
Cambraia francesa
a 440 rs.a vara, fazendas de cores lixas de goslo mo-
darno, de quadro e lislras de cores.
Seda escoceza
a 1 rs. o covado, fazenda a mellior quo lem appare-
cido com desenhos grandes c pequeos, e oulras mui-
las sedas por baralo preco, propria para quaresma,
bem como, mantas de fil, los, e romeiras.
NO BAZAR PERNAMBUCANO
vendem-se vestimentas para o carnaval, alugam-se e
penleiam-se cabileiras com aceio e promplido.
Na rua do Crespo, loja amarella n. i,de
Antonio Francisco Pereira. .
Recebe por lodosos vapores vindos deParis, luvas
de pellica de Jovin, lano para homem, .como para
senhora: preco lino 29000 rs. cada par.
Vende-se urna escrava crioula, mo-
ca e de bella. igura : na rua do Hospicio,
primeira casa a direita com porta de cb-
cheira.
CALCADO BARATO,
no aterro da Boa-Vista n. 58, loj de cal-
cado junto-ao selleiro.vendm-se osseguln-
tes calcados francezes, muito bons, a di-
nlien-o, e pelos precos seguintes :
liulius de liezerro, par
Saptoes de lustre para homem
Borzeguins elsticos
Ditos de botoes,
Saptoes da Prussia .
Ditos de lastre para metimos
Vendem-se saccas com farii
7(000
-V-S600
4$000
6$500
6$400
(i.SOOO
ofOOO
ha boa
e nova : na rua-da Cadeia do Recife, lo-
ja de fpzendas n. 51,,de Joo da Cimba
Magalhaes.
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram ltimamente navalhas
de baMMWHp ni i ores a todas quan-
tas at agora se ten? fabricado, por
serem de ac tilo fino e de tal tem-
pera que ale'm de durarem extraor-
dinariamente, nao se sentem no
rosto na acco de cortar ; sao feitas
pelo hbil fabricante de cutileria
que m'ereceu o premio na exposi-
co de Londres, e nao agradando
pdem os compradores devolve-las
ate' 15 dias depois da compra, e se
llies restituir' o importe.
Vende-sacada estojo de duas na-
valhas por SjfOO rs., preco fixo :
110 escriplorio de Augusto C. de
Abreu, na rua da Cadeia do Recife
48.
Cortes de camhraias brancas com ha hados de ri-
quissimos gestos, pelo diminuto prec,o de 4300, ditos
com barra de lindos desenhos a 36O0 rs., dilos de
chita com urna barra larga ao lado, fazendas france-
zas com 12 covados. e do ultimo gosto a 2&500 o cor-
le, dilos eom urna lista ao lado, fazenda muito fina
de lodas as cores a &ix), ditos com 13 covado, miu-
dinhas de urna s c.r a 29300, chitas escuras cores
muilo fizas de difiranles padroes a 160 rs. o covado,
dilas de nnvos padroes, fingindo cassas francezas a
180 rs., ditas clmelas miiidinhas n 200 rs., sarja de
laa prela da primeira qualidade por ser muilo encor-
Siada a 560 rs. o covado, alpaca prela' e de cor muilo
ina a 800 rs. o covado,, e afamado panno couro en
trancado de urna s cor a 180 rs. o covado, os muilo
acreditados cobertores de algodo branros da fabrica
de lodosos Sanios da Babia a 640 rs. cada um, case-
mira prela muito fina a 29500 e 3200 rs. o covado,
sarja preta de seda muilo lina de superior qualidade
a. 29500, meriuos prelos por800, 2500, 39000, e
39500 rs. o covado, assim como um verdadeiro sort-
menlo de oulras qualidades de fazendas que se ven-
derao por menos preco do que em ouira qualquer
parle : na rua do Crespo, loja n. 14, de Dias &
Lemos.
A 59000 RS. A PECA.
Na loja de Guimaraes & Henriques, rua do Crespo
n.5, vendem-se chitas de cures escuras, com um rs.
qneno loque de molb, pelo baralo preco de 590O0pe-
a peca, com 38 covados.
Yelas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Ararais, e por commo-
do preco; na roa da Cruz, armazem de couros e sola
n. 15. 4
Cera de carnauba.
Vende-se em porrao e a retalho : na roa da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15,
t- Venderse na rua da Cadeia Velha do
Recife, loja de ferragens n. 55, rap de
Paulo Cordeiro muito fresco, vindo pelo
vapor Imperatriz, a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
' Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, #da fabrica no Rio de
Janeiro, de qua idade bem conliecida, as-
sim como cal em pedra, chegada n ul-
timo navio.
Agencia de Edwlai Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de todos 03 tamanhos c modelos os mais modernos,
machina horisonlal |>ara vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhadu
para casa de puraar, por menos preco que os de co-
bre, esco veus para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de (landres ; ludo por baralo preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem dellenrique Gibson,
yendem-se relogios de ouro de saboncte, de patente
inglez, da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
d res, por preco commodo.
POTASSA.
No anligo deposilo da rua da Cadeia do Recife
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana c brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mais ba-
ratos do que cm outra qualquer parle, se aflianram
aos que precisaren) comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafan/..
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Scliafheitlin
z Companhia, rua da Cruz n. 58.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho felas no Aracaty,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmos avisam aos seus freguezes, que lem
para vender farinha de Irigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia eiisle no mercado.
Bepoiito da fabrica de Todos oa Santo na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Itiebcr & ('.., na rua
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica}
muito proprio para saceos de assucar e roupa de esJ
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguale: saccas de faiello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Os mais ricos e mais modernos cha- $9
peos de senhoras,se enconlram sempre *
na loja de madama Tbeard, por um preco J
mis razovel de que em qualquer ouira St
parle. S
SSS@S SSSSSSS&
Na rua da Cruz n. ft, segundo andar, yendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feijao
muilo novo, dilas com gomma, c velas de carnauba,
puras e cmaoslas.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho deMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novelices ecarreteis, hreu em barricas muilo
grandes, aro de miladsorlidd, -ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimenlo continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as cor
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-e a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. i.
Iraiioado' de todas as qualidades e precos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ticas abutu-
aduras para collele, ludo mais baralo que em ouira
qualquer parte : na rua do Collegio n. 4. e rua da
Cadeia do Recife n. 17. /
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preco que em outra qualquer parle : na rua da
Cadeia do Recife u. 17.
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas com l jardas a
2M0O a peca, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1p varas, muito larga, a 29800, dilos
como 1|2 varas a feOOO rs., cortes de meia casemira
para calca a 3*000 rs., e oulras muilas fa/endas por
preco commodo : na rua do Crespo da esquina
que volla para a Cadeia.
ALMA.\Ak.
Sabio a'.luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parocliiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenhos, ale'm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia-
Ao barato.
Na rua do Crespo n. 5, ha um completo sortmenlo
de toalhas e guardanapos do Porto, pelos precos se-
guintes: guardanapos a 29600 a duzia, loalhas gran-
des a 4&500 cada urna, dilas regulares a 39600, dilas
mais pequeas a 39*200.
Vende-se um cavallo 'mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, esquina e lie
muito manso lem arreins e sellim novo:
a fallar na praca da- Independencia n.
18e20. ------. :t
Cheguem a pecbincha.
Loncos de cambraia de linho. Unos, a 400 e 500 rs.,
dilos de seda de cor de tres ponas, muilo grandes e
com franja a 800 rs. -: na rua do Crespo, loja da es-
quina que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das*pretas e de todas as qualidades. i,
Panno fino prelo a 3SO00, 3St00, 4*500, 59500 e
69OOO rs., dilo azul a 25800. 39-2O0 e 49000 rs., dito
verde a 2S800, 39600, 49500 e 59000 Ts. o covado,
casemira prela entestada a 59500 o orle, dila fran-
ceza muilo lina e elstica a 79500,83OOO e,98000 rs.,
selim prelo maco muito superior a 39200, 49000 e
59500 o covado, merino preto muito bom a 3"?200 o
covado, sarja prela muito boa a 2J000 rs. o covado,
dila hespanhola a 2S600 o covado, veos prelos ne fil
de linho. latrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a-ara. c oulras mutas fazoida* de bom goslo ;
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a.
Cadei
VINHO DO PORTO o '--
Vender superior vinho do Porto, em
bam.de., 5. e 8.: no armazem da. rua
doAzeitedePeixen: 14, ou a tratar no
escriptono de Novaes & Companhia na
rua do Trapichen. 54.
Padaria.
Veude-se urna padaria snuiloafregnrzada: a ratir
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escores de algodaoaUO&rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 1JH00 : ni roa do Crespo
loja da esquina que volla para a Cad
Vndenle farinha deajgfora mui-
to superior, em saccas, echega la recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim 11. 54, ou a
tratar no escriptorio dos meamos, na rua
do Vigario n. 19, segundo andar.
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.
Algodo desarco,e sicupira muilo encorpado a WO,
120, e 140 a jarda: aa roa do Crespo loja da eum-
[jia que volla para a Cadeia. .

lua-
Deposito de vinho de
pagne Chateau-Ay, primeiraqiL
cidade, de propriedade do condi-j
de Mareuil, rua da Cruz do Re-,
ci'e n. 20: este vinho, o mellior j
de toda a champagne vene!
*se a 56^000 rs. cada caixa, acha- |
se nicamente em casa de Is.j ^^
comte Feron & Companhia. N. B."=
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo'
das gnalas sao azues.
POTASSA BRASILEIRA.
\'eride-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus hons eiieitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12. .
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. l(i.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro!
venda a superior flanella para forro de
gada recentemente da America.'
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
, ECOSPAMIA; RISA DO TRAPICHEN 3
ha. para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galct.
Champagne, marca A. C. ,
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazarmas e ca vinotes.
Papel de paquete, inglez.
Latao em folha.
Brim de vela, da Russia-
Cabos de linho da Russia, primen a qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo (noy).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Grava ingleza de verniz para arreios.
Arreios para un e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de lato
Chicotes e IampeOes para carro e cabriolel.
Couros-de vabde lu3tre para cobertas.
Cabeeadas-para mondaria, para senhora.
Esporas de ac praieado-
ANTIGIDADE % SUPERIOR! DADE
DA
SALSAPARBILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao*
A SALSA PARRILHA 1>E BRISTOI
de 1832, e tem constau temen le mantid
pularSo sem uecessidade de recorrer a pomp
annuncios, de que as prepanepes deam^f^H
dispensar-se. O suceesso do Dr. MIISTOl
provocado infinitas invejas, e, enlre%lras,
Srs. A.^fc U, &nJs1d^-^V^n^reaW*)ies
e proprietarios ca sals3parrilba couhecida pelo uo-
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de
riltia de llrislol, ecomo nao o podestem
brcaram urna tmilafo de Brislul.
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. f&n
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de ISIS,
e que se acha em nosso'poder:
Sr.Dr. C..C. Bristol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Era todo o anno paseado temos vendido gnttnti-
dadet consideraveis do eilraclo de Salsa parrillia de
y me., e pelo que ouvimos dizer de suas ctri
muelles que a lem usad, julgamos que a vem
dita medicina se augmentar muitissimo.
quizer fazer um concento comnosco, reme* que
nos resultara muita vantagem, Unto a n
Vmc. Temos muito prazer que Vine, nos
sobro esle assumplo, e Yme. vier test
daqui a um mez, ou consa semelhanl
muilo prazer em o verem nossa botica, roa de Fui-
Ion o. 79.
Ficam s ordena de Vate, seos seguros servidores.
(Assignados) A. R. 1). SaNDS-
CONCLUSAO',
l.cAanliguidade da salsa parrilla de Brislol lie
claramente provada, pois que ella dala desde 183-2,
e que a de Sands s apparecen em 1842, poca na
nnal pal (tramtala njn mua nl,im> ^ a..:.. a iv_
Salsa par-
oble.
No paleo do Carmo, taherna n. 1, vende-se ce-
ra para limas d cheiro a mili rs. a libra, e alelria
muito boa a 210.
Vende-se 1 pardo perilnsapateiro, negra com
algumas habilidades, e 1 parda que engomma muilo
bem, faz labyrinlho, pentcia bem urna senhora e ves-
te, ludo faz com perlcicSo, e he do milito boa cou-
dncla ; vende-se Umlieni 1 parda de meia idade e 1
lindo moleqoe proprio para um pai lazer de prsenle
a um liluo : na rua da Gloria n. 7.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
Tasso Irmaos.
Vende-se doce de caj secco a 100 rs. a libra,
dilo de mangaba dilo'a3-0, dito de limAo dilo a 320,
assim como ps de sapolis hons de se mudarem. pois
ja esiao em caizOes, e juntamente ps de uvas musca-
leis; em Olinda, na rua do Bomfim, em casa do
abaixo assignado.Manoel ytmes de Mello.
CALCAD!) A 720, 800, 28000, 3^000 rs.
No aterro da Boa-Vista loja defronte da
boneca.
Troca-se por sedulas anda mesmo velhas, um no-
vo c completo sortimento dos bem conhecidos
sapates do Aracalv a 720. 800' e bolina a 25000
rs., sapaloea de iHslr da Baha i 39000 rs., assim
como um cmplelo sorlimeuto de calcados rance-
SALSA l'ARRILIIA.
Vicente Jos de Brilo, nico agenle %m Pernam-
buco de B. J. 1). Sands, chimico' americano, faz pu-
blieo que lem chocado a esla prara urna grande por-
ro de frascos de salsa parrillia de Sands, que silo
verdaderamente falsiiicados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaullar os consu-
midores de lito precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela milo daquclles, que antepoem
seus inlcrcsscs aos males c estragos da liumanidade.
Perianto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e disliugua a verdadeira salsa parrijha
de Sands da falsificada c recentemente aqui chega-
da ; o annunrianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua buliaa, na rua da Couceicao
do Recife n. til ; e, alm do receiluario que acora-
panha cada frasco, lem emhaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
freos.
lo.
Vend
em-se relogios de ouro,
1 TU I II I lllll I 11 mllll ma-
chinista e fundidor de ferro, mui respeilosameute
annuncia aos senhores proprietarios de engenhos,
fazeiideiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta- ,
belecfmento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brum passando o chafariz, continua em
efleclivoeiercicio, eseacliacomplclamenle montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita confeccaO das maiores pe^as de machinismo.
- Habilitado para emprehender quaesquec brasela
sua arle, David WHIiam Bowman, deseja mais par-
lie ularmenle chamar a allcncaO publica para as se-
guintes, por ter dcllas grande sortimento ja' promp-
to. em deposito na mesma fundicaO, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz eslranieiro, lano em preco como em
qualidade de materias primas e ma6 de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor cnnslrurao.
Moendas de caima para engenhos de todos os ta-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
. Rodas de agua, moinhos de vento e senas.
Manejos iodependenles para cavallos. ,
Rodas dentadas.
Aguilhoes, bronzes e chomaceiras.
Cayilhoes e parafusos de lodos os laman!ios.
Taixas, paris, criyos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma5 ou por ani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogaO c foruos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas Dar cacimba e de repnxo, movidas a
man, por animaes nu vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porloes.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de maOe arados de' ferro, etc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
menlereconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta con formidade romos moldes e dese-
nhos rcmetlidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-llie eiicomiiicndas, aproveilando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que naS poupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianza.
Na rua da Cruz n. 15,. segundo andar. Ten
dem-se 179 pares de coturnos de couro de luslre
100 dilos brancos e 50 dilos de bolins; ludo por
pre^o commodo.
Vendem-se piano- fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor hamburguez na
rua da Cruz n. 1, ,
Na rua do Trapiche n. Ii, primeiro andar
vende-se o seguinle ;pasta de I y rijo florenlino, o
melhor aino que se mohece para impar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavcl cheiro ; agua de ml
para os cabellos, limpa a caspa,'e d-lhe mgico
luslre; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embrllezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. BroVn, -esla prepara-
ro faz os cabellos ruivosou brancos.complelamenle,
prelos emacios, sem daino dos mesmos, ludo por
precos commodos.
Vendem-selonas.brinza, brinse
as da Russia : no armazem de N. O. Bieber & Tdenles'. pelo oaem os labios ahTticioc
Companhia, na rua da Cruz n. 4. jim pouco cresclo, sem estar prenhe, os dedos mini-
ual esle droguista nao pode oblcr a agencia <
ristol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol
lie incouleslavel; pois que nao obstante aeoaeor-
rencia da de Sands, e de urna porcao de outras pre-
parafoes, ella lem man lid o a sua reputaco em qua-
si toda a America.
As numerosas eiperienrXas feilas com o uso da
salsa parrilha em todas as nfermidacles originadas
pela impureza do sange, ek hora xito oMMo nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial d* medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoto etnsua clnica, e em sua
afamada casa de saude na U^ka, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, mWco do exercilo, e
por varios oulros mdicos, permitiera hoje de pro-
clamar al lamente as virtudes eflicazes da salsa para
rilha de Bristol vende-se a 51000 o vidro.
O deposito desta salsa mmlou-se pata a bolic-
franceza da rua da Cruz, em frente ao 'chafariz.-
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora^em Santo
Amaro, e tambem no -DEPOSITO na
rua do Brumlogb na entrada, e defron-
te do Arsenal de Mariulia ba' sempre
um grande sortimento' de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pea
razas, e fundas ; e em ambos o- res
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou cairos livres de detpeza. Os
presos sao' os mais commodos.
Oleo de linbaca em botijas.
Vende-sena bolica de Barlholomeu F. de Souza :
na rua larga do Rosario n. 36.
Vende-se em praca *> j"z da segunda vara do
rivel, no dia -22 do corrente, urna casa terrea noaler-
rn da Hoa-Visla n. 77, e um sobrado de um andar e
solfeo no fundo da mesma.no valor de 12:0008000 rs.
porexecura de Joan Piulo de Lemos & Filho.
Loja nova, no aterro da Boa-Vista, defron-
te da noneca n. 10,
vr-ndem4e corles de caisa chita, muilo lindos padroes
e modernos a 1&600 e 25)000 rs., cortes dteaseoiira
de honwaoslo a 38500. chilasde laOje-TlOrsr'oTa-
apolo muilo fino a 4800rT'e 49400 a n
,relo muilo lirio a 3SO00 e 43500 o -covadeT
azendas por prec;o ejumuclo. .
ESORAVOS FCIDOS.
-------------- -____i_____
lesappaieceu. indo vender frats em nm U-
I, i, uo da l.i do crtenle, a prela, crioula, da-
lo- la/TTina, altura#cgulr, magra, com grande falla
pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na rua da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
MADAPOI.AO' BOM, A 3200.
Vendem-se pecas de madapolo de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 21,
primeiro andar.
Taixas para engenhos.
Na fundjcao' de ferro de I). W.
Bowmann, na rua do Bru, passan-
do o chafariz continua -liaver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 .palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo flafreom promptidao' :
emb'arcam-se ou carrega'm-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
-ombombasde reputo para regar hortase baixas
decapim.fhfundic.adel). W. Bowman; na rua
doBrumni70,8erO.

.____'"l0S ,,,,s P"8 virados par Iraz, lem marcas de foveiro
cm urna ou ambas as tfernas, reprsenla mis dade
do que lem pela falla dos denles ; levou vestido e
dula e panno da CosJaAgosla nyilo de agnardenlp.
,-..a f
e por isso pode ser pegada em, flguma "aberna a nao
eslar acollada por alEuem, conlraflein se proceder
com loda torca da lei: qaem a pegar ou der noticia
cerla della, receber lejOOO rs. do seu legitimo se-
nhor, no seu silio na eslrada nq,va, e diante da,Mag-
daleua, primeira casa azul. \
Esl fgido desde a noile de 18 do corrente
mez. o prelo crioulo, de nome Manoel, de estatura
regular, cheio do corpo, rara beiigosa, com falla de
qualro denles na frente superior : roga-se a quem o
pegar leve a fabrica de. caldereiro da roa do Brum
n. 28, que ser recompensado.
Para.-Tji.-M.F. # Faria.-MM.
tul ITII AHA


Full Text
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