Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07565


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Full Text
ANNO XXX. N. 42.
TERCA FEIRA 21 DE FEVEREIRO D f 854.
Por 3 mezes diantados 4,000.
{los 4,500.
s
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO'.
Kecife, o proprieUrio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
douca; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa ^Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Aulonio de Leinos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
es; Haranbao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues i Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por i00
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por canto.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accoes do Danco 10 O/o. de premio. -
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Otras despatilllas. 289500 a 299000
Moedas de 6*400 velhas.". 169000
de 69400 novas. 169000
de 4*000...... 99000
Prala. Palaces brasileiros..... 19930
Pesos columnarios....... 18930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias lelo.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 4 3 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas feiras.
Vietoria, c Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 11 horas e 42 miuutos da manhaa.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c quinlasfeiras.
Helaran, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo d Orphos, segundas c quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas o sabbados ao meio dia.
MtTE0FF1CIAL.
. ^______________.
OOVEBKO DA PROVINCIA.
Expedame 4o da 17 de fevtrelro da IB64.
Oflicio^Ao Exm, mareclial commandante das ar-
mas, para enviar com a brevidade possivet, um map-
p da forja doscorpo* de primeira linliaem guarni-
rao nesla provincia, inclusive as companhias Das de
cavaliai a e artfices.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
cornmendando a expedieflo desuas ordens, para que
a repartilo da mariolia seja inJemnisada da quantia
de 218777 rs., em que, segando a eonla que remel-
le em duplcala, importam as desperas feitas com
duas prajas da guratelo da escuna /jndoya, que
foram tratadas na enfermara do arsenal demarinlia.
Commuuicou-se ao inspector do mencionado ar-
senal.
DitoAo mesmo, devolvendo o reqirerimenln em
que D. Therea de Jess Cavalcanli Pessoa, viuva
de Joaquim Jos Vieira, pede que se mande passar
titulo de um terreno de mariolia, em que se acha e-
dificada urna casa terrea na ra da Palma perlencen-
le ao seu casal, afim deque proceda a respeito nos
termos de soa informado, que remelle por copia.
DitoAo chefe de polica, inleirando-o de haver
remettdu a Ihesouraria provincial, para seren pagas
estando nos termos legaes, as cotilas das despezas fei-
tas com o sustento do presos pobres da cadeia de
Olinda, nos mezes decorridos do l.Me junho, ao ul-
timo de dezembro do anno prximo passado.
DitoAo inspector do arsenal de marinh, dizen-
do que, para poder resolver i acerca do requerimen-
to de Jacintho Jos, faz-se preciso que Smc. declare
qaal o augmento de salario que julga razoavcl' con-
ceder-se Unto ao suppticante, coma ao meslre da
oflicina de pedreiros daqelle arsenal.
DiloAo mesmo, para furnecer por venda ao ar-
senal de guerra 10 toneladas de carvao de pedra, e
oOa'rrobas preco de 19 rs. a arroba, -e aquella pelo da 119760 rs.
a tonelada.tornnjunicoo-se ao director dosupradi-
to arsenal.'
DitoAo presidente da commissao de hygiene pu-
blica, para que com urgencia remella a secretaria da
presidencia, conforme jase Ihe requisitou, o relato-
ro daqnella commissao, sobre o espado sanitario da
provincia.
^DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, pa-
ra mandar pagar a Jos Lopes (muanles, arrema-
tante do 2. Unco da estrada da Victoria, a quantia
de 360$ rs., ero que segundo consta de informarlo
do director das obras publicas, importam 12 bracas
cubicas de pedras brequeadas,que o mencionado ar-
rematante eitrahio as escavaces daqelle Unco,
Inteirou-se ao referido disector.
ituAo bacliarel Antonio Maria d Farias Ne-
ves, dizendo ficar inleirado de haver Smc. entrado
no exercicio da primeira vara municipal deale termo
na qnalidade de seu supplenle.
DiloAo mesmo, para mandar apresentar com
brevidade o mareclial commandaiilcdas armas dous
clcelas, para serem empregados no servido do hos-
pital regiuicnUl, em substituirn de onlros que exis-
liain naqtielle estabelecimenlu, e ja foram poslos em
liberdade, em consequencia de lerem finalisado as
suas saKenjas.Participouse ao referido mar-
chal. .
DitoAo juiz de paz mais volada da freguezia do
Buique, dizendo ficar scienle de nao lia ver lido lu-
gar a reunido da junta qualificadora, que tem de re-
ver a lista dos cidadaos votantes ilaquella freguezia,
o recommendando que faca reunir a mesma junla no
dia 25 de abril prximo vindouro, precedeudo as pu-
blicac,es e mais diligencias.
DitoAo presidente da junU qualificadora de
Nazarelh, acensando receida a lista dos cidadaos que
foram qualificados votantes naqnella freguezia, e ad-
vertindo-o de que a mesma lisia deveria ser assigna-
da no verso de cada tolda pelos membros da mencio-
nada junta, o que cumpre observar para o futuro.
Dito-A cmara municipal do Recifc, recommen-
dando que envi com urgencia um mappadus cad-
veres sepultados no cemilerio publico durante o anno
pasuda, para ser apresentodo a assembla legislativa
provincial, na sua prxima reunido.
ilo^- cmara municipal do Brejo, approvando
a arremalacilo que fez Izidoro de Albuquerque Ca-
valcantidos impostos de 500 rs. por cabera de gado
. vaceum, 200 rs. do suino, e 100 rs. do langero e ca-
brum.
DitoA mesma, acensando recebidas as conlas da-
quella cmara, as quaes serio opportunamcnle sub-
inctlidas a assembla legislativa provincial.
lo-^A mesma, dizendo ficar inleirado de liave-
lo arrebatados varios impostes que coostiluem
a receita daqujla municipalidade, e declarando que
aporova semcllantes arremaUfoes.
DitoA cmara municipal de Nazarelh, declaran-
iporlonamenle serao enviadas a assembla
legislativa provincial as cuntas daquella cmara.
DiloAo Exm. director geral da inlroccao pu-
EPIIEMERIDES.
Feverciro 4 Quarto crescenteas8 hora, 18 minu"
los e 48 segundos da Urde.
13 La cheia as 4 horas, 14 minutos c
48 segundos da mandila.
20 Quarto minguante as 8 horas 25
minutes e 48 segundos da manha.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da Urde.
DIAS
20 Segunda. Ss. Eleuii
21 Terca. Ss. Maximiano e
22 Quarta. A Cadeira de S. Pedroap. emAiHiothia
23 Qninu. Ss. Lzaro e Serino Mo
24 Sexu. S. MathiasAp.; S. Primitiv
25 Sabbado. Ss.. Cezarioe. Dioscoro n
26 Domingo, da Quiquagesima {Est*.a
Pedro ) ; S. Toralo are. bu ;S. M*>.

FOLHETIM.
0 KU\k TERRESTRE. (*)
(Por VUr,.)
IV,
(ContinuacSo.)
Terminados os qunze dias, a habilac;ao loraou um
ar de festa para celebrar a convalescencia de Lielor.
Etor eos aervos espergvam com urna curiosidade
cada dia roais ardente a aajparic.lo desse mancebo,
que inleressra a Indos lita vivamente, durante urna
qoinzena secular.
Elle desceu sala do feslim, e aeradecen prmei-
ro aos servo* e aos amos em urna linguagem simples
e- afTecluoA. Elora o fez sentar a' seu lado em-
quanto Rernardino ia e vinda dando ordens hygie-
nieas para tornar a sala sadia e suppriniir o vento.
Elora eslava radiante de alecria infaiilil; P||a va-
se feiU lieriiina de ama aventura quiu romntica,
saba da existencia mora, e viva.
Cliecou o momento inevilavel, momento solliria-
do por todos o* desejos dos couvidailos, o da narra-
can : desde o Troia'no Eneas al ao obscuro naufrago
.le Imnleui essa narraciio nunca fallou ao feslim los-,
pilaleiro.
Rernardino linda redigido a historia desse naufra-
gio, e I.ielor deva narra-la de cor conl todas as in-
dicac.es e araduaees entinadas pelo badil Mentor.
Elora trmula de alegra, apoinu o rnlovelo nu so-
bre a mesa, e leudo seus bellos odos filos em I.ielor
dsse-llie:
ComecOf u o oucp.
I.ielor passon om instante os dedos pelos aunis de
seus cabellos negros, e com,voz tmida fallou assiin :
Partimos de Mayolle. onde eu quera fundar
urna grande |>lanl*f,lo, ajudado dos Irabalbadores
sakalavos de Madagascar, e nosso navio, o Ruicr de
Rotterdam, mpeltido por um bom vento de N.-N.-
O. Corjrfa ligeiramenle pelo mar. Eramos onze ps-
sat'eiraa. com destioo a Cap-Ton ; nnsaa passagem pe-
lo eanindMocambique foi muito feliz, embora a
fosse boa. Arribamos n haba dcSanto-
nho para fazer aguada, e tornamos a (azer-nos
i vela m< dia secninte. EnUo comecaram nossas ms
horas. -sallou-nos perlo do cabo de
Santa sete araos de lilitude snl ;
pordi surups, o qual urna venta-
na quebr -orno urna canoa de assucar.'e
dous gageiro* pereceram desse golpe. Nosso capliio
linha perdido o juizodepoi de um ataque de apople-
xia, o piloto tomou.ocommando; porm elle andavo
anda prali velho marujo do leme disse.
,ne ai las as manobras eram ms-
\ Je JJfarro n. O.
blicn, dizendo, em vista de sua iuformacn dada so-
bre o rcqueriinento de Valeriano Rezerra Cavalcanli
de Albuquerque, que S. Exc. deve designar o dia 20
do correte, para o concurso da cadeira de instruc-
flfc elementar do 1. grao do sexo masculino da villa
dePesqneira.
DitoAo Dr. Jos Nicolao Rigueira Costa, recom-
mendando que venlia quanto antes assignar o termo
de juramento para poder entrar no exercicio do car-
go de juiz de direito da comarca- de Goianna, para
que tora Smc. removido por decreto de 16 de Janeiro
ultimo. Fizeram-se as necessarias commnnica-
SOes.
DitoAo commandante superior da guarda nacio-
nal deste municipio, recommendando, emvisla de sua
informarlo, que expera suas ordens no sentido de
ser dispensado do serviro activo, menos dos ejerci-
cios e. revistas, o guarda do 2." batalhao de infatua-
ra da mesma guarda nacional,Manoel Ambrozio da
uoaceico Padilha, que se acha actualmente coadju-
vandooslrabalhos de escripturco do arsenal de
marinha.Commonicou-se ao respectivo inspector.
PortaraO presidente da provincia, attendendo
ao que Ide requeren o paisano Dormevillo de Olivei-
ra Mello, resol ve que teja elle admillido ao servijo
do exercilo como voluntario por lempo de 6 anuos,
visto ter sido julgado apio para esse firo em inspec-
caode sade ; percebeudo por isso.almdos venci-
petrem, o premio de .1009
igo 3. do regularaeoto de
mcnlos que por lei lhe cu
rs., pagos nos termos do a
t de dezembro de 1852.
DilaConcedendo aos negociantes N. O. Bieber &
C", e C. J. Aslley, a licenra que pedem para reex-
portar os primeiros para algumas das provincias
do imperio, e os segundos para a Bahia, as caixas de
armamento de caca e pistolas, queexislem na alfan-
dega desla cidade pertenceules aos meamos negoci-
antes, i
- 18
OflicioAo Exm. director geral da nslrucco pu-
blica, inlcirando-o de haver designado o* professores
Miguel Arcanjo Mindello, Antonio Rufino de Andra-
de Lima, e Silvano Thomaz de Souza Magalhes, pa-
ra examinadores no concurso a que se tem de proce-
der, para provmento da cadeira de instruccio ele-
mentar do 1. grao da villa de Pesqueira.
DitoAo inspector' da Ihesouraria de fazenda,
transmillindo paraosfins convenanles, copias das
acias do conselho administrativo de 23 e 30 de Janei-
ro ultimo.
DiloAo mesmo, remetiendo por copia o oflicio
do coron! presidente do conselho administrativo, e
em original a conta dos medicamentos comprados ao
pdarmaceulico Joao SouriVpara. o presidio de Fer-
nando, afim de que faca substituir por esU, arde que
trata o oflicio da presidencia de 11 do correte, visto
ter havido engao nella, segundo declara o mencio-
nado coronel.
DitoA presidente do conselho administrativo,
para promover a compra dos objeclos mencionados no
pedido que remelle, visto serem necessarios a colonia
miliUr de Pimenteiras.Communicou-se ao respec-
tivo director.
DitoAo brigadero inspector das tropas do 4. e
5. dislrictos, in(eirando-o Se haver .expedido as con-
.vcnieiilesordent, para que sejam salsfeitas pela Ihe-
souraria de fazenda. e arsenal de guerra as requis-
Ces que S. S. Ihes houverde f.izer.Odlciou-se ues-
te srnlida aos chefes daquellas reparticoes, declaran-
do-se ao da 1.a que os alteres Claudio Marques de
Souza, c Joao Manool da Cunha, estao servindo o
primeiro de ajudante de ordens, e o segundo de se-
cretario do mencionado brgadeiro.
DiloAo Dr. Francisco Xavier Paes Brrelo, com-
piunicando que, por decreto de II do corren te, segun-
do conslou de aviso da repartirlo da justca, foi
Smc nomcadapara o lugar de juiz de direilo da co-
marca do Limoero, e recommendando que venha
quanto anles assignar o lermo de posse na forma da
lei.Fizeram-se as necessarias comniunicaces.
DiloAo Dr. Manoel Jos da Silva Neiva, recom-
mendando que quanto anles siga para a provincia
das Alagoas, a lomar posse do lugar de chefe de po-
lica, para que foi Smc. nomeado por decreto de 23
de Janeiro ultimo, segundo conslou de aviso da re-
parlcao da justiea de 30 do mesmo raez.Eipedi-
ram-se as devidas communicacoes.
DiloAoDr. Joaquim Jorge dos Sanios, commu-
nicando que, por decreto de 23 de Janeiro ultimo, foi
Smc. Horneado juiz de direilo da comarca do Brejo,
cumprindo que Smc. entre quanto anles no exerci-
cio de suas runcces, independcnle da carta impe-
rial, para cuja a prese ni a cao ca-llie marcado o pra-
zo de 3 mezes contados desU dala.Fizeram-se a
respeito as necessarias communicacoes. .
DiloAo inspector da aifandega desla cidade, re-
metiendo para ter o conveniente deslino, o termo de
inspeccao, pelo qual foi julgado incapaz do serviro
activo da armada, o piloto da escuna lindoya, Fran-
cisco Jos de Araujo Viann e Almeida.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fornecer por empreslimn ao lenle coronel com-
mandante do 3. batalhao de infantaria da guarda
nacional desle municipio, qualro retos.Communi-
cou-se ao respectiva com mandante superior.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 11 DE FEVEREIRO DE 1851.
Presidencia do Exm. Sr. contelheiro Azetedo.
As 10 horas da manhaa, achando-se prsenles
os Srs. desembargadores Villares, Bastos, Leio, Sou-
za, Rebollo, Luna Freir, Telles, Figueira de Mello,
Pereira Monleiro, Valle, Gomes Ribeiro e o Sr.
desembargador Santiago que compareceu depois do
meio da, oSr. presidente declara berta a sessao na
forma da lei.
Julgamentos.
O babeas corpus de Pedro Ferreira Leile, manda-
ram passar orden) de soltura.
Recorrente, o juizo; recorrido, GaldinoJos da As-
sumpeau.Confirmaram o despacho de nao pro-
noncia.
Recorrente, o juizo ; recorrido, Antonio da Costo
Braga.Confirmaram o despacho de que se recor-
ren.
Appellante, o juiz ; appellado, Joao da Silva Lau-
dado.Mandaram a novo jory.
Appellante. o juizo; appellado, Antonio Jos de
Lima.mandaram a novo jury.
Appellante, o Dr. Galdino Augusto da Nalividade e
Silva ; appellado, o juizo.Confirmaram a sen-
tenca.
Appearcs citis.
Appellante, o joizo; appellado.Francisco Xavier Ca-
valcanli.Confirmaram a sentencia.
Appellante, o juizo ; appellada, a viuva da capillo
Joao Francisco Cavalcanli de Albuquerque.Con-
firmaram a sometica.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos da Costa Don-
rado.Confirmaram a seutenca.
Appellante, o juizo; appellados, Aulonio Luiz (ion-
calves Ferreira e oulro.Confirmaram a sen tenca.
Appellante, Joaquim Goncalves Bastos e oulros; ap-
pellado, Jos Pereira de Goea. Confirmaram a
sentenca.
Appellante, Jos Antonio da Costa ; appellada, D.
Maria Cleofas de Jess.Desprezaram os embar-
gos.
Appetlanle, Joaquim Alves Barboza ; appellado,
Carlos Frederico da Silva Pinto.Desprezaram os
embargos em parle e receberam em parte.
Diligencias.
Appellanle, o juizo ; appellados, Jos Roberto de
Moraes e Silva e ontrosMandaram com vista ao
Sr. desembargador procurador da coroa.
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Jeronymo
Monleiro, como procurador.Mandaram com vis-
ta ao Sr. desembargador procarador da coroa.
Designarse*.
Appellantes, Manoel Pires Ferreira e oulros; appel-
lado, Urbano Pereira da Silva.
Appellante, o juizo; appellada, a viuva de'Antonio
de Souza Res.
Appellantes, Antonio Fabin de Mendonra e sua
mnlher ; appellados, Eslevao Jos Paes Brrelo e
sua inullier.
Appellante, o juizo; appellado, Francisco Antonio
Bandeira de Mello.
Appellante, Joaquim Francisco Correa de Araojo ;
appellada, Luiz Texeira Lima.
Resudes.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr. de-'
sembargadar Bastos as seguinles appellaroes em que
sao :
Appellante, a juslica ; appellado, Eufrasio Jos Du-
arle.
Appellante, Jos Joaquim da Silva Maia ; appella-
dos, a viuva e herdeiros de Antonio Ignacio da
Rosa.
Appellantes, Domingos dos Pasaos de Miranda e oa-
Iro ; appellados, Jos Manoel dos Sanios Vidal e
sua mulher.
Appellanle, a fazenda ; appellado, Joao Evangelista
da Costa.
Appellanle, o juizo ; appellados, Jos Antonio Ma-
chado e oulros.
Passaram do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
sembargador Souza as seguinles appellaroes em que
sao :
Appellanle, Manoel Joaquim Ramos-e Silva; ap-
pellados, a viuva e herdeiros de Agoslinho Henri-
ques da Silva.
PassouaoSr. desembargador Rebollo a seguiqle
appellac.iu em que sao:
Appellanle, o juizo ; appellado, Franc;sco da Rocha
. Barros Wanderley.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de
sembargador Rebello as seguinles appellacoes era que
sao :
Appellante, a juslica ; appellado, Joao Basilio.
Appellantes, a viuva e herdeiros de Agostinho Hen-
riques da Silva ; appellados, os herdeiros de Elias
Coelho Cintra,
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr. de-
sembargador Luua Freir as seguinles appellacOe
em que sao :
Dos he lestemunha de que nao era por mim que eu
tema ; junto de mim chorava ama moca, miss Kalrl-
na Lamfell, lilba de um rico Americano, o qual eu
linda direilo de considerar como mcu futuro sagro.
Todo o meu porvir, todas as minhas alfeicoes, toda a
minha ventura eslavam nesse navio, e teria dado mi-
nba riqueza por um maslro de gurups. Alia noite
um grito parti do porilo, um grito horrivel que ge-
lou-nns de terror; annuncavam que o navio fazia
agua, e toi preciso correr s bombBS. Mas ah as
bombas funeciunam setnpre mal a bordo de um hol-
landez; os navios dessa liarlo sao lo slidamente
construidos em baixo, que parece impossivel fazerem
agua. Trabalharam lodos, excepto as molheres, e pos-
so dizer que lodos lizeram seu dever. Nesses momen-
tos lerriveis a vida de cada um he a vida de todos,
um navio s tem urna alma ; qundo a desgraca en-
furece-se em urna embarcacao, nao guarda medidas.
Urna onda qtie'brou-nos o|leme, e foi preciso mano-
brar 16a com um pedaco de mastro preso na popa.
Dzer-lhe, senhora, quantas horas passmos na an-
gustia he ruusa impossivel, Dos o sabe. Emfim de-
ram signnl de Ierra ; avistamos como ama nrvoa a
costa d'Africa, mas o vento cessou repentinamente,
o mar eslava pesado romo chumbo derretido; as
bambas routnuavaiii a funecionar, mas uaocami-
nhavamns...
Foi o navio que vimos na larde da 'borrasca!
interroinpeu "vivamente Elora.
Isso iqpsnio pensava eu, disse Rernardino.
Od! continu, senhor, tornou Elora com as
niaos postas. "
Enlio Dos inspirou-me urna idea, proseguio
Lielor, communquei-a ao piloto, o qual approvou-a.
Iratava-se de fazer o que linha feilo meu pai no dia
seguinteao .la baialha deTrafalgar, qual elle acom-
nbara seu amigo, o almirante Gravina. O navio Bu-
centauro achava-se livre ; mas no estado de devasla-
aoemqueabatalliaopozera, nao podiaganharo
pono ne ladiz snfI0 co.n um prompto soccorro de
reboque, e pillo, da barra. Meu pai que eslava a
bordo, propoz melter um marnbeiro moco e ousado
TJZ'u, e '!22"-10 P*3'1- orroem Cdiz. A
tempestade era horrivel, o que lornava a lareto qua-
impossivel. Os mai, corajoso, recunrah., ou com-
batera.n a propos,?o. Enlo meu pai, querendu de-
monslrar a nossil irl<4. .i.______. !""" u
i, ,. -----.--r*" nic*iita cousa. iratava-
se de ir pedir soccorro em Porto-Natal atravez dos
pengos da mais lerruel das borrascas. O Irabaldo das
bombas reclamav. os bracos de lodos os marinheiros
e de lodos os passageiroa, de serle que tirar um s
houwm do navio ja era muito. Nngaem poda, pois,
acompanliar-me ; despedi-me do senhor Lamfelt e de
miss Kairina, mum-me de urna carabina e de urna
bocela de melal liermelcamente fechada e cheia de
poIVora, prevendo que sao me seria necessaro oara
pedir soccorro, e laneei-me ao mar. Entao comcou
urna lula, que debalde eu tentara descrever-lhe. Ti-
nha cunlra mim un^ocHog imloioavel, que abria-se
Appellanle, o juizo; appellado, Jos Joaquim de
Souza Barros.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Rodrigues de
Figueiredu.
Appellante, o juizo; appellado, Quintiliano Mendes
do Espirito Santo.
Appellanle, a cmara municipal de Pao d'Alho ;
appellado, Antonio Francisco das Cdagas.
Appellanle, o jaizo ; appellada, Candida Rosa de
Sania Clara.
Appellanle, o juizo ; appellados, Joao Rodrigues Pe-
reira e oulros.
Passaram do Sr. desembargador Luna Freir ao
Sr. desembargador Telles as seguinles appellacSes
em que sao :,
Appellanle, o jnizo ; appellado, Joao Ignacio Fer-
reira.
Appellanle, o juizo dos tollos; appellado, Nicolao
Raggio.
Appellanle, Bernardo Duarle Brandao ; appellado,
Eslevao Cavalcanli de Albuquerque.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Figueira de Mello as seguinles appella-
coes em que sao:
Appellante, Pulquera Esmeria de Araujo ; appella-
da, a juslica.
Appellante, Rento Jos Ferreira Rebello ; appella-
do, Manuel Alves Guerra.
Appellanle, Jos Rodrigues do Passo ; appellado,
Rernardino Jos da Silva.
Passaram do Sr. desembargador Figueira de Mello
aoSr. desembargador Pereira Monleiro as seguinles
appellacoes em que sao:
Appellante, o jaizo ; appellado, Joao Cardoso dos
Santos.
Appellanle, Jos Francisco dos Santos ; appellada,
a juslica.
Appellanle, o juizo ; appellado, [Marcelino Lopes
da Silva.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinles appellacoes
ero que sao :
Appellanle, o juizo ; appellado, Joao Antonio de
Moura.
Appellanle, o juizo; appellados, os herdeiros de Se-
basliao Francisco Belem.
Appellanle, Joao Rufino Ferreira ; appellado, Anto-
nio Paulo do Monto.
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. desem-
bargador Gomes Ribeiro a seguiote impelanlo em
que sao :
Appellanle, Camilla Jos do Sobral; appellado, o
jaizo.
Passou ao Sr. desembargador Villares a seguin-
le appellarao em que sao :
AppelUntes, Antonio Ferreira Martins Ribeiro e ou-
lros; appellado, Jos Antonio Bastos.
Passaram do Sr. desembargador Gomes Ribeiro ao
Sr. desembargador Villares as seguinles appellacoes
em que sao :
Appellante, Antonio dos Santos Vidal; appellado,
Antonio da Silva Accioli.
Appellanle, JooCavalcanli de Albuquerque Mello;
appellados, Francisco Marques da Fonseca, sua
mnlher e oulros.
Appellanle, o juizo; appellado, Manoel Francisco
dos Santos.
Levantu-se a sesso depois de 1 hora.
INTERIOR.
a cada instante para engolr-me, e pareca depois
lancar-me em cima de urna onda, s para prolongar
cruelmente mnha agona, e dar-me todos os horro-
res de urna morte lento. Vinlevezes estive a ponto
de renunciar a essa lula impossivel: mas a lembran-
ja de miss Katrina fazia-me recobrar novo vigor de-
pois do esgolamenlo de minhas torcas, e en lornava
a comecar urna cuergca lula da vida contra a morte.
I ouco depois a noite cahio com todos os seus horro-
res ; perd a Ierra de visto; es relmpagos deslum-
bravam-me, e nao mostravam-me nada; nao longo
ile mim os raios cahiam no ocano, e neUe extin-
guiam-secom um eslrondo inaudito, que pareca
abrir a quilha do bote. Senti-me repentinamente ar-
restado por urna torrente com violencia irresistivel,
e adevinhel a viznhanra da trra respirando os for-
tescheirus das vegeUfes africanas. O momento de-
cisivo appruximava-se. A mesma onda poda despe-
darar-me ou salvar-me. Approveilando um minuto
de calma dei o signal de soccorro, e minha alegra ;
foi grande ouvindo chos, que respondiam-me como:
amigos mu filanos. Foi esse o meu ultimo luzir de-
esperanra. Urna vaga enorme, qoc pareca levanto-;
da por urna rrupcao volcauca e submarina, levou '
meu bote como urna palhinlia ; ouvi a madeira aue-
brar-se, deludi de meus ps; um choque vilenlo
lirou-me a respracno; tud trema para mim
i.ielor cahiu-se, e Rernardino desviou a/cabeja co-
mo para oceultar pdicamente algumas lagrimas.
Mauricio, hornera da nutureza, nao prucurou diss-
mular sua emocao, e Elora conservava toa altitude
pareceudo escutar anda a narradlo terminada.
Um profundo silencio snccedeu a narracao do Lie-
lor Adnacen.
Mauricio e sua mulher nao se alreviam a iuterro-
ga-lo sobre miss Katrina. Demais era evidente que o
navio sossobrara sem poder alcancar Porto-Natal e
que o ocano engolra os passageiros, e futuro de
felicdade promeltido ao noivo de miss Katrina. Era.
pois, intil pedir-lbe nfurmacOes mais/ minuciosas
sobre esaa triste catastrnphe; porque Ha estova es-1
cripta no semblante de Lielor, e contada, pelo seu
silencio com urna inefavel expressao de dr.
Um rufhnr sardo e forte como se sahisse 'de um
peilo de bronze foi ouvido fura, e os dona convidad-
dos eslrangeiros estremeceram e olharam para a.
porta com um terror, que esforcaram-se logo por do-
minar. "
NSo he nada, disse Elora sorrindo, he Nabab,
que se queixa. Esquec-me delle.
A moca loinou um bolo sobra a mesa, levantnu-se,.
e correndo varanda, chainou o eleplianle, o qaal
apprnximand-se com passo pesado, repeli a queixa
no mesmo lora.
Meu pobre Nabab, disse Elora, loma, eis-aqui.
o tea quinhao do jantar..... Vem, approxima-le......'
Ah '. sso nao he bom, guardas-me odio... Reflecte... 1
riz-te os primeiros avancos... Vamos agaslar-nos. ,
O elepliaule recojnu estender a "tromba para a
tuao^de Elura, e CjOntinuava a dar sigaaes de iuquie-
RIODE JANEIRO.
Annuncimos ante-hontem que o Sr. desembar-
gador chefe de polica proceda as mais minuciosas
indagaroes sobre o roubo que se dizia ter sido feilo
na serra do Andarahy, e accrescenlmos que breve-
mente poderiamos dar conta do resultado daquellas
pesqtiizas.
Cumplimos doje a promessa publicando o oflicio
que o Sr. chefe de polica dirigi ao Sr. ministro
da jusira relativamente a este supposto ronbo:
Secretaria' da polica da corle, em 25 de Janeiro
de 1851.
Illm. c Exm. Sr.Logo que chegou ao meu co-
nhecmenlo que Francisco Ferreira Serpa, morador
na serra do Andarahy Grande, fdra saltado por
urna quadrlha de ladros na oilc de 19 para 20 do
crrante, e que tendo havido liros de parte a parte
penetraran! os ladros na casa, por nina janclla que
arrombaram, o roubaram um paleto, cujo bolso con-
linha auas lettras do bauco do Brasil, de cont de
res cada urna, tres lettras. do mesmo banco de 5008,
1:1009000 cm notos do Ihesouro, e duas ou tres let-
tras de 2008, mandei averiguar o faci, e indagar
quacs os autores delle.
No dia 21, urna hora da Unte, veio minha
preseura o dilo Serpa, o qual eonfirmou o modo por
que o fado fica cima exposto, accresceuUndo que
os salteadores tiuham arrombado duas jancllas, e
dizendo-me que as nicas pessoas de quem |iodia
suspeitar que tivesscm sido os autores daqelle al-
ternado eram ou um vizinho de nome Almeida e
seus escravos, ou os desertores 'que se costumam
acoular na serra do Andarah).
Sendo eu informado pelos agentes de polica de
laro, coto sentido escapava sagacidade da mnlher
e do marido.
Bernardina cncarava filamento Lielor, e pareca
dizer-lhe : Nao vamos bem aqui.
Lielor, que para obedecer ao seu conselbcro nao
laucara um s ulbar bella crioula durante todo o
jantar, recuperava o lempo perdido, e seguia-a com
os olhos em lodosos seus movimentos, desde que el-
la se levantara para fallar ao seu favorito Nabab.
Essa distraccao estouvada irritou Bernardino, o
qaal lev&ntou-ae tambem, e disse em voz bem alta :
Senhor Adriacen, nao abuse desea primeiro
dia de convalescencia. O senhor commoveu-se mui-
to contando essa horrivel historia de mar ; o repouso
lhe he necessaro. O doutor Bellissen encarregou-me
de vigia-lo, e de nao permillir-lhc ^lenhuma impru-
dencia. Obedera ao seu medico e sobamos.
Elora e Mauricio abandonaram a janella, e Nabab,
e ambos approvaram os sabios conselhos de Bernar-
dino.
O senhor nao pode recusar nada a esse excel-
lente senhor Bernardino, disse Mauricio a 14elor ;
elle Iralou-o como um irmo durante a doenra. Sua
d#4tMrcittrmerece mais do que amizade ella sub-
inelie-n obediencia... e minha mulher pensa ro-
mo eu.
Elora pegou da mo de Bernardino, aperlou-a
mu aflerlnosamenle, e acoiiipanhou de um sorriso
celeste esse teslemunho de amizade.
Lielor, que niio cumprehendia nada da estrategia
domestica de Bernardino, levanlon-se por ultimo
com um desejo Uo vivo de pedir a explicaran desse
myslero, quesaudon os donosda casa, e subi a es-
cada com mais precipitado do que eonvinha a um
convalescente.
Quando os dous cmplices acharam-se sos, Bernar-
dino rruzou os bracos, e disse a Lietor com nm tom
de autordade, que augmenlava de dia em dia':
O senhor tem coroaem, espirito e instrueco ;
porm n8o tem mais nada. Entregue a seus propros
recursos, s suas aspiracoes, s faria loucuras. Kalla-
Ihe a finura, a penetrarlo, o senso commum, e est
no mais pergoso erro, se julga que nossa estada aqui
pode prolongarse.
E quem nos expulsar 1 inlerrompeuLietor.
Nao seremos expulsos, tornou Rernardino; se-
Hi morios. O senhor estudou a historia natural
vros, eu estudei-a na natureza, e vou couUr-
ma pequea historia de elephaole, que lhe abri-
ros olhos sobre naaaa posicao. Demais pode l-la no
umero mil e quarenla e seto da Cap-Town-fe-
O agricultor Wolhaslon, que (em urna bella plan-
laco muriera da bahia de Sanla-Heloa, perlo da
foz do ro dos elepbanles, na colonia do Cabo, -ex-
pulsou tres negros forros, aecusados de terem-lhe
bebido algumas garrafas de vinho de Conslanca. Es-
ses uegros resolveram vngar-se, e organisaram urna
ronjuraco debaixo de um leldeiro vizinho da habi-
tajilo.
O elepdante favorito do agricultor assislia a essa
reuuiao, e occopw*-e em chupar un pedaco de ca-
que naquella serra e a pouca distancia do morro do
1 Mico existo urna vasta caverna com proporcOes
l>ara nella se acoutarem para mais de duzentas pes-
soas, sendo que nella costumam asylar-se deserto-
res e quilombolas, solicilei de V. Ex. a expedirlo
das ordens necessarias para que cstivessm minha
disposicao 100 praras do corpo le fiizilciros. Com
esta forja marchci honlcm urna hora da noite, e
tendo edegado as 4) casa de Serpa, na serra do
Andarahy Grande, mandei cercar duas cabanas que
me tiuham sido indicadas como coulo de desertores,
c fiz explorar a mala e caverna. as cabanas foram
encontrados dous individuos, os quacs remetli ao
qnartel-general para verificar se eram ou nao deser-
tores, e na caverna nem um s individuo foi encon-
trado, achando-se apenas prxima' entrada tolla
urna estocada, que foi destruida, e denlro vestigios
de ter estado alli gente acoutada. <
Mandei proceder a corpo de delicio nos arromba-
mcnlos, e declararam os peritos que encontraram
na janella que olha para a parto do norte um signal
que indicava ter sido feilo por instrumento contun-
dente, c pelo lado interior, correspondendo ao dito
signal, urna tonda com onze pollcgadas de exlensao
e urna linha |>ouca maisou menos de largura ; que
a dobradira inferior que prende a janella ao portal
esUva algHma cousa abalada ; que em urna porta
que corresponde dita janella encontraram um
rombo de tres pollcgadas no seu maior cumplimen-
to o duas na maior largura, o qual pareca ler sido
ferio com bula, e isto na parte superior da lita por-
U ; e que encontraram ao redor daqelle rombo os
signaes de mais de cem bagos de chumbo miudo. '
Que em oulra janella que olha |>ara o lado do cs-
cenle encontraram o cachimbo, no qual prenda a
aldraba da dite janella, arrancado. Que encontra-
ram em urna mesa de Jacaranda que esiva na sala
de visiUs seis signaes de chumbo grosso, descarre
gado por arma de fogo. Que na parede frontira
dito mesa encontraram signaes de nove bagos de
chumbo. Que no assoallio do quarto, finalmente,
cuja janella nao linha sido arrumbada, encontraram
duzentos bagos de chumbo fino.
Senaosepdeduvidar do tocto material do ar-
rombamenlode urna das'janellas, he para mim fra
de duvida que toi Francisco Ferreira Serpa o autor
desse arrombamento, e que o inculcado assalto dado
sna casa por urna quadrlha de Udres nao passa
de ridicula torca inveutoila, com o criminoso pro-
jeclo de sublrahir. a Candido Fernaudes da Costa
Guimaraes a quantia de 9:0003, que por este lhe
foram confiados em deposito. As razoes em que as-
lente a ni i ni ia opiniAo saVas seguinles, deduzidas
dos interrogatorios qne fiz a Serpa e a Guimaras.
No dia 19 ao corren le Guimaras entregou a Ser-
ia 7:00019000 em lettras do banco vencidas, para re-
forma-las, e 0008000 em diuheiro para emprsta-
los ao mesmo banco. Serpa, em vez de, concluida
esto operarao, restituir as ledras a seu dono, nao se
encontrn coirt este, nem no dia 19, nem uo dia 20.
Na noite daqelle para esto dia, du Serpa, que fura
randado, entretanto durante todoajo (lia 20 nao pro-
curou nem a polica nem a Guimaras para partici-
par o occorrido, e pedir providencias. No da 21
sabeudo Guimaras por ierceira pessoa que Serpa se
dizia rqubado dirgio-se ao banco pcdiiido que a*
ledras que deviam ser entregues ao portador dos va-
les passados uo dia 19 nao o fossem al que a poli-
ca, a quem ira participar o occorrido, livesse to-
mado couherimctito do caso. Iinmediatamente de-
pois dirigio-se Guimaras casa da mado Serpa,
a qual eonfirmou a nolicia de que a seu filho foram
roubados os 9:0008 perlencentes ao dito Guimaras,
accrescentando que islo lhe tiuba sido dito pelo re-
ferido seu filho, mas que Guimaras nada perdera,
porque ella eslava prompto i vender a propria casa
em que morava para indemnisar o mesmo Guima-
ras.
Dirigindo-secsle ao banco encontrn Serpa junio ao
balean da sala dos descontos, e em poder do empre-
ado Costo os vates em qoestoo, dizendo o referido
Costa, a elle Guimaras, qne o vale de seto contos
lhe tinha sido entregue por um pardo e o de dous
por Serpa no dia 21.
Chamo a atlenco de V. Ex. para a seguiuto cir-
cunistanria, que nao he para desprezar.
Do auto do corpo de delicio, como fica dito, urna
das jancllas ( a do lado do norte) tinha o cachimbo
da aldraba arrombado, e salteadores andazes como
eram os que accommellram a casa de Serpa, ven-
cido o obstculo material que se Ihes oppunha en-
trada, nao recuariam liante la resistencia que lhe
raziara Serpa e um nnico escrvo que o acoinpa-
uhava, sendo os salteadores segundo a canfissao lo
mesmo Serpa, e innmero de 8 a 10. A oulra janel-
la, pela qual diz Serpa que penelraram os saltoado-
ref, linha a aldraba inUcto e apenas a dobradira in-
ferior abatolla.
Cumpre notar que Serpa no interrogatorio diz
que tendo ouvido levantaren! a vidraea da janella,
que apparere iilarto, 1 hora da noite abri a mes-
ma janella, c ao claran da la vio dous prelos em
frente da mesma, os quacs inmediatamente segui-
ram para o lado da monlanha, nao sendo de crer
que urna quadrlha, numerosa de salteadores penles-
p a occasiao segura que se Ihes ofterecia para apo-
derarem-sc de Serpa e penetrar na casa, para ir se
oceupar em arrumbar a oulra janella.

NoUrei anda a V. Ex. que sendo 13o pequeo o
esparo, cm que diz Serpa ler visto os UdrCes, que
estes nao podiam deixar de eator agglomeradf, e
sendo esse esparo contiguo casa, tendo Serpa dis-
parado, segundo confessa, seto ou oito tiros de espin-
garda carregada com chumbo de cara, um s saltea-
dor nao foi morto. um s nao ficou ferido He an-
da nofavcl que o chumbo qne se acdou derramado
em baixo da marqneza em que dorma Serpa, lie do
mesmo calibre loque foi'enconlrado em um chum-
bcro que eslava pendarado no dilo quarto ; e o que
he mais notovel aiuda he que o calibre desse chum-
bo he igual ao loque eslava encravado ua porto do
dito quarto. Acudiudo o inspector de quarteirJo e
alguus vrzinbos immediatamente, nao encontraram
m so salteador, ej acharara Serpa no lerreiroque
fica em frente da casa. Tal nao,pralicaria um ho-
mem que estondo s livesse sido accomctlido por
salteadores.
lie para reparar que, contossando Serpa que no
dia 19 ninguemvira elle guardar no bolso do paleto
os 9:0008 que lhe foram entregues por Guimaras, e
nem que elle dissera a pessoa alguma que os linlia
guardado no bolso, pudessem os salteadores, alera
depenelrar por urna janella que nao apparece ar-
rombada, if ter cerleiros ao paleto, que estova so-
bre urna cadeira na sala de visiUs, a qual, assim co-
mo toda a casa, segando confessa Serpa, eslava s
escuras, e contontossem-sc com o roubar o mencio-
nado paleto, e urna caixa de folha, dentro da' qual
estova urna dnzia de camisas, a qual abandonaram
porto da casa.
Cumpre-me finalmente ponderar a V. Ex. qne
Serpa confessa ter por costuran nunca levar os di-
nheiros que recebe para a casa do Andarahy, sendo
notavel a fatolidade que o perseguio na nica noite
cm que elle se desviou daqelle prudente costme.
E pois parece-me poder concluir sem receto de er-
rar, que o roubo de que se queixa Serpa nao pasea
de urna miseras el torca, por elle inventoda para
apoderar-se dos 9:000 que lhe tiuham sido entre-
gues por Guimaras, e que tendo sido mal succedi-
do na tentativa de estellionalo, por honra da firma,
conlinu'a a sustentar que fra, rouhado na quantia
le 5:0008, tondo miraculosamenle salvado os nove
perlencentes a Guimaras, porque os hara guarda-
do no bolso de urna calca que escapou dos saltea-
dores.
Dos guarde a V. Ex-----Illm. e Exm. Sr. consc-
lheiro Jos Thomaz Nahuco "de Araujo, ministro e
secretorio de estado dosjiegocios lajuslca. Ale-
xanire Joaquim de Siqueira. Conforme, /. J.
Moreira Maia.
------ >><....
O FERRO NO BRASIL.
O secuto actual he o secuto de ferro : nao que
uellese multipliqucm os crimes, nem que iudigua-'
""rom O espectculo que lde dao os homens As-
Ira %s abandonasse ; nao que \alham as ficres
poticas de que nos he ta> bello interprete o dester-
rado do ponto ; nao que acreditemos que a liuma-
nidailc livesse ao nascer a sua idade le ouro, em
que ros de lele c vinho serpeavam pelos prados,
em que ao hornera innocente dava a trra nao sol*
ciUda pelo Irabalho lodas as suas mais ricas pro-
duccocs; nem que apoz ssa idade de ouro viesse a
de prala sesuindo a suceessao da depravarlo huma-
na, al chegar a idade da universal rorruptao, ao
secuto mpio de ferro ; n3o, a humanidade nao se
deprava, aperfeica-se ; os primeiros homens nao
eram medrares do que nos, nem pciores do que nos
hao de ser iiiKsos fillios ; nao ; com o trabalho, com
o lidar constante, o homem vai melhorando, a eivi-
lia;ao o apertetooa, e assim se poticamente ima-
giuarmos nma idade de ouro, nao a deverrmos col-
locar para Irs senao para diante de mis ; uao esta-
r envidia na morlalba do passado, porm as fachas
do porvir ; esperamos por ella la para o armo 2854 ;
se l chegarmos gozaremos dos seus beneficios.
Nao he pois nesse sentido pie dizemos que o se-
cuto actual he o secuto de ferro : nada tem de po-
tico a nova expressao, he toda material, e estamos
cerlos que a menor reflexao dir que lie toda verda-
deira.
O mundo se civilisa, a industria faz prodigios as-
sombrosos ; o rolosso de Rhodcs, as pyramides do
Egypto, as seto niarax ilbas lo mundo o que sao li-
anle desses improvisos de monumentos, de pontos,
de estradas, de navios, de machinas rom que a hu-
manidade hoje se acha familarisada de modo que
para ella o esparo est supprimido, o rato he o r-
pido me usasen u dos seus recados, c a familia huma-
na, csplhada nesse globo cujo circulo tem nove mil
leguas, euconlra-sc om mais facilidade e em me-
nos lempo do que outr'ora se podiam encontrar os
viziuhds d duas provincias do mesmo estado.
E a quem he devido todo esse resultado, quacs os
instrumentos de que se tem valido o genio do lu-
mem para essa inmensa conquisto do mundo ma-
terial por elle transformado ser o ouro, a pra-
la 1 O ouro e prata, luso e ostentaco s servern
vaidade humana, bem puncas applicacoes tem
industria. Os agentes poderosos da humanidade
silo o ferro c o carvao : e anda assim a humanida-
de que nao para no impulso rpido do melilotamen-
te procura dispensar o carvao, descobrindo oulro
agente qu lhe.d a forra mote
o que no procura, porque lhe i
arbar, he urna materia que-suhtii
o nuiUise, ou pelo menos rduza a
{oes.
O ferro,' o ferro humilde, eis o verdadeiro ele-
raeulo deivilisacao da poca; Vulcano, Polyphe-
roo, os Cyclopes, sao os primeiros asentes de'fcdas
essas maravilhas de que se ufana a humanidade
de hoje.
Por muito lempo, excepto um mi oulro rude ins-
trumento de grossera agricultura, o torro apenas
servia para dar as armas U guerra : o ferro pareca
ter por deslino, nao a creacao, porcm a destralca o ;
Vulcano fabricava somet le os raios Uo necessarios a
Jpiter para punir os crimes da Ierra ; sellas, tan-
cas, espadas; e por compensadlo algum escudo, al-
gum capacete, protectores do o que
Polyphemo e Cyclopes pedan:
J porcm nesses mesmos dias de atrazo e de igno-
rancia, a humanidade conceba que o ferro poderia
dar Irabalhos de mxima
fios tenuissimos, quasi invisivei
tomento rijos para que uiloj^H
nem despedazados : em prov.i
da famosa rede, em que um m
sua adultera mulher1 nos bracos
Comprehendeu o horae
gia resistencia, rigidez, ter
po formas esbeltas e pouca p.
uenhume das outras materias lhe MaV. H
sua abundancia e fcil prepa
cidade e sua mcltoabiliiula
boje ahi o lemos substituido a
cao dos navios, que levadas e
affrontor os temporaes da sua^^^|
arrojar-se de raargem o Ms
dos rios mais largos e dar pa
em pontea contra as qnaes nada pode
bate das suas aguas ; aqui o
Carril sob as rodas dos carreli"e
le, resistindo ao seu continuo attri
amolgar-s como branda cera c tomar ti
mas que lhe impoem as exigen*
cado raachinismo.
O resallado de todas i "3?"
augmentar too rnnsideravelmeul
que os precos anteriores j dnplii
continuo augmento, nao s porque i
de dia era dia se esteodem, como
rijo c resistente que seja o ferro ; r0, Com
o correr dos lempos vai se gasUnd, e cumpre ser
substituido. Assim, emquant !Mftoa
pedem a Australia e a India qi
de'Irilhos para estradas a va| Cana-
lla urna ponte suspensa de 3. -xtensao,
Supportada por torres de 330
para urna estrada de 250 n
Americanos do Norte rae uestes para
qualro rriil leguas le eslrad jectam bao
de carecer de toas milhSes de toneladas de Irilhos !
He pois de prever-crae augmentando o consamo
em toes proporres augmentar consideravelmenle
o prero j elevado do ferro ; a menos que appare-
i;am novos fcosde produccao. A sua'prsenlanSo
ser somenle um beneficio para o paiz.es que forem
por ellos enriquecidos, ser igualmente um beneficio
humanidade, pois todo o futuro la- civilisara se
prende abundancia e ao pouco proco do ferro.
Escasse elle, suba de prero, e torces ser renun-
ciar a muitas experiencias, a militas empreas, a ami-
tos mclhoramentos' que se deviam esperar.
Se o secuto actual he o secuto do ferro, podemos
preverque o reinado desse re plebeu dos meUes an-
da nao est ua proximidade ta sua decadencia, o
ferro anda nao dase industria todo o seu segredo,
nem a industria aind o disse humanidade.
Nesse immenso futuro do ferro e da ind
lera o Brasil o seu quinhao ? Devenios
o destino dessas naces para quem foi madi-
Providencia, e senipre teremos de
Inglaterra o sen Ierro, qne hei
caro, muito mais caro" nos ha di
nos coudcinnar a ver o progressoo.i humanidade e a
nao pod-lo acom pal lar
Dize-me quanto acido snlphurico gwt,
eflo, escreveu um dos mais abalisados cbimeos mo-
dernos, dir-vos-ltei qual o.estodod
dizei-uos qnanto he o consumo d
uaco, podiriamos escrever, e lual o
grao da sua civilisaco. E admiltfla
to esse testemunho, onde se achara colh-
fferio do Brasil, que esperanca pode ler d
se '.
Felizmente uo; nao esUmos rueden-, ti
grao de atrazo em que jazemds. A i
nosdeuouro, diamantes, pedras pre*
qnalidade, deu-uos igualmente ferro
tal que, se o aproveilasiemos ( e fari
la-lo ), em breve poderiamos cora ferro
roncorrer para as inmensas necessidades da indus-
tria humana. S. Joao de Vpahema, onde a rique-
za do mineral tem resistido a toda decadei
o condemnaria um pessimo rgimen admi
nao he o nico foco dessa produce;;
de Minas, urna informarao que ullimamrnt
caraos, acaba le revelar ludo quanto lie, tudo qnan-
to promelte ser essa fabica de ferro de Monlevadc,
na de assucar. Ninguem desconfiou delle; qaal he o
conspirador que desconfia de um animal"' Urna noi-
te os I res negros armados de facas salUram o.mnro
da habitarlo, e procuraran] abrir a porta com urna
gazua, quando o elephante chegou tranquillamente
como se fosse sonambulo, malou dous coro a tromba,
e o lerceirn subi como urna barda pela haslea de
urna palmera al ao cimo; mas nao alreveu-se a
descer. t animal vgiou-o toda a noite. e quando
amanheceu elle foi preso, julgado e executodo. An-
tes de morrer, o mizeravel confessnn todo.
Bernardino, inlerrompeu Lietor, s mnilo' ge-
neroso para com os elephantes, tu Ihes dos a Inlelli-
gencia do homem. f
lieos me livre de tal! tornou Rernardino; es-
limo muito os depilantes para calumnia-Ios assim.
Minha generosidade seria um ultrage, vi um cere-
bro de elephante no amphilheatro anatmico de Cap-
Town ; em semelhante cerebro pode alojar-se teda a
intelligencia ingleza da companhia das Indias. O ele-
phante he um homem superior, e tem sobre o no-
mem a vanlagem de nao fallar. Na Asia esses an-
roaes (perdoe-me se os designo assim; perlencem a
urna raja degenerada. Na frica he oulra cousa. A
ierra, o reo h o ol s.'io ah mais vigorosos, e ludo
qnaHIo criara se Ibes asseinelhani. Ha atrs de mis
urna nica de depilantes constituidos em povoa-fies,
com usos, costuraos o leis immulaveis desde Ado.
Os homens fazem revolur/ies, esses depilantes afri-
canos nao as fazem. Elleshablam Ierras descouhe-
cidas dos geographos, um reino inmenso, que eslen-
de-se do lago Marav na planicie de Sembo al s
montanhas de Gebel-el-Konar. Se concedemos ton-
ta intelligencia s monarchias das abellias, parque
nao concederemos as insttui^Oes sociaes desses co-
lossos, que eslabeleceram seu enxame no mais bello
paiz do mundo para viverem pacificamente, de soli-
dio, de ar, de sombra e de sol Ora, nosso inimigo
de tromba, nosso Nabab he um filho desse enxame,
he um filho pensativo e intellgenle dessa natureza
de fogo. A lelhargia asitica nao exlinguio-lhe o
olhar, uem enfraqueceu-lhe o cerebro. He um rude
corpo africano animado pelo fogo do snl. Desgracia-
dos de nos, se elle adeviuhar nosso designio, e crea-
me, elle j o adevinhou.
lrra, meu charo Bernardino, disse Lielor, co-
nheces a fundo os elephantes. Dame de toa scien-
cia zoolgica nao discuto maia, iuclino-me, e espero
o qne decidires.
Tudo est decidido, tornou Bernardino, deve-
nios retirar-nos. ^
Relirar-nos 1 disse Lietor, oh 1 minha vida est
presa nesla casa. Retira-te, se lens medo, eu fico.
Medo he o nome que os estnurados dao pru-
dencia. Tenho vicios, mas nao quero exagcra-los pe-
la ingratidao; nao o deixard.
Muito bem Bernardino, agora visto seres en-
geohoso, organisars um plano, que me far ser bem
auccedido sem compromelter-nos com o monslro
negro.
Hei de cuidar nisso, respondeu Becnardino es-
fregando a fconle,
Meo amigo, proseguio Lielor, achei emfim o
qne faz-roe viver; tenho noiles cheiss desonhos ri-
sonhos, tenho dias cheios de horas ternas; |mi-
nha vida est nesla casa; sinto-me existir. Acho
al ua felicdade de Mauricio um violento cume,
urna dr febril, que tem sua delicia. O futuro alor-
monta-me com suas incertezas; fui, pois, admillido
no (ulurn, em que jamis nocr no presente. Qaal
ser o destino de minha paixao ? eis o problema !
Cahirei no fundo de um abysmo? Subrei aoco?
S esto duvida faz-me estremecer a cada instante, e
d minha vida um encanto e um ulerease desco-
nhecidos... e queres que tome a comejar mea longo
suicidio, parque os elephantes lem um enorme cere-
bro Oh! nao tomo esse gracejo em serio. Procure,
inventa, acha, e deixa viver leu berafeitor, nao lhe
arranques orna vida apenas de quinze dias.
Oh! disse Bernardino batendo na fronte ; vem-
ine urna idea I
Vejamos qual he I
Como ella he nova, proseguio Bernardino, nao
sei se he boa... O senhor vai julga-la... Mauricio de-
ve-me uiuilo diuheiro, e nao pode pagar-me... Pro
por-llie-lieiamanhaa licarmos quites dando-me elle
seu elepIrSnle Nabab. Depois mata-lo-hemos sb
pretexto de envia-lo empalhalo como um pheiioine-
iio da especie ao museu do Cabo.
Meu amigo, procura um expediento mais se-
rio. Jamis Elora consentira em pagar as dividas
do marido com o seu elephaole.
Sim, o senhor lem razSo; mas para ler urna
boa idea he preciso sempre comecar pela m... Te-
nho a boa 1...' Admitamos nma cousa como princi-
pio: he preciso primeramente separar Elora do
marido.
Od *em duvida, Bernardino.
Se nao separarmos esses dous enjes por um di-
vorcio violento, o senhor estar no tira de dez an-
uos 13o pouco adianlado como no primeiro Ha.
laso he evidente, Bernardino.
O marido he o nico de sua especie, conjo^"
senhor ver ; he a sombra eterna da mnlhjrTe no
a deixa. Nunca Itera alguma foi mais^ag rrada a um
olmo. ,,^k
Na Europa nanea vio4e cousa semelhante, dis-
Lielor.
Eslamo>oa^frica, tornou Bernardino ; ap-
proveilfHS^nos de nossa posicao... Amanhaa .irei
r em Porto Natal e volUre com nm semblante
de desesperado... todos os meus devedores eslo fal-
lidos. Tenho pagamentos que fazer em vnte e qua-
lro horas... minha vida s depende de um fio... Mur-
mura ameac.es sinistras contra minha cabeca, ddxo
brlhar no cinto urna pistola. Tudo ser representa-
do uo natural, descanse em mim. O primitivo Mau-
ricio alllige-se, e sua candura espanta-se de minha
horrivel posicao. Elle nao pode loccorrer-me imme-
diatamente ; entao indico-lhe astutamente um recur-
so ; pronuncio baUinho um nome, o do senhor. Fa-
ro mais ainda, insinu qne- esta habitarao toda de
luxo e nulla qaaulo ao producto, s pode achar utu
comprador muito rico e muito prestavel, e que o
nhor Lietor Adriacen poderia bem ser etse
dor, ae o proprietario livesse a atTouleza topror
isso. Marcar-se-ha um preco razoavel, de
Iras, e Mauricio araeacaito do meu snicidit
ra. EisahiVmc. feilo senhor em casa il
isso nao he tudo. Regulado esse primeiro negocio,
encarrego-me [dedizer-lbe que a ociosidade pesa-
lbe, e que o senhor precisa de distraerse
inercio depois da perda de sna noiva mis Kstr
que pretende fundar urna casa em Porto ^
elle deveria associar-se com o senhor para fi
oito a nove mil piastras que resUm-lhe d
quenaolhe baslariode cerlo parax;
le com sua mnlher al ao ultimo da.
ama pintar razoavel de um doi
nao lem onlro recurso para vivar se
dioheiro improductivo. A tudo i-
que responder. Tendo-o coltocado em ama r
torcoso lhe ser ir at ao fim. Ei-lo ligad
no, d-to seu escravo ; nao restar dpd* mais do
que o embaraco da escolha dos raeios. N5 fallaran
occasiOes para produzir cada dia um divorcio violen-
to e separar o inseparavel. Todos os obstculos, mes-
mo o de Nabab, sero destruidos. Vmciicar senhor
da posicao. Em urna mo ter a raollier, na oulra o
marido, podendo sempre re ler un dos dous e despe-
dir o oulro. Se este plano nao o satisfaz, retiro-me,
ahaudono-o ao seu inimigo, e o senhor r pro-
curar en ir pessoas' mais habis o archilecto de seu
fuluro.
Ljelor Adriacen ouvio sea conselheiro com a maior
alten cao, e terminado odiicurso, Gcou algujaVtvmpo
silencioso.
Isso parece-me bom, djsje-ele emfin; procu-
ro iuulilmen te o obstculo ifn previsto, que impedira
esse plano de camioinr at seu bom exitc
Nao ha-ebstaculo, inlerrompeu Bernardino.
-v'Slm, ha um, disse Lielor acenando com a ca-
ca, eessevem de mim, est no fundo do raer
racter: he a impaciencia no desejo, Resejari
caniinbareni os aconlecimentos to depreasa como os
contas. D-me febre a dea de que esse bdlo plano
nao ser executado anles de pr-se o sol amai
Devorei j um secuto em cinco minuto* 1
quanto he longo o lempo que ainda nSo passou !
Temo perder lado peto excesso de precipitado. Eis
o obstculo !
De vagar, roen amo, disse. Bernardino, have-
mos de modera-to. Contorei sua impaciencia com a
mo direta que he firme, e pord urna pea em seus
ps de garanhio bravio. Esse pUno be obra minha;
tenho meu amor proprio de autor, e quero v-to
Iriumphar, mesmo contra ana vohUde.
Tinha anoilecido j ha muito lempo ; Bernardino
eUetor trocaram anda algumas palavras, e prepara-
ram-se pata dormir.
CCoitliniiar-je-n.J



DIARIO DE PERNAMBUCO TR(A FEIRA 21 DE. FEVEREIRO DE 1854.
(BHfflr ..
pelos recursos de um particular imhislrio-
autd
lento noJ
rente.
' 0Bt_
t: as minas de ten do Brasil ,de-
i ordem do dia de todas coala-
i esforeoe que o genio do progrewo
Cora cmt vistes escreveradl, e oxa-
vwcer essa indinerenca fatalista, essa.
al que nos ruudemiva a dormir
" ***< dos do phantasma de toda as pri-
mor colchos e travesseiros thesouros
> sabemos nos ulilisar.
II.
No bono primeiro artiao procuramos faier sentir
os inmensos beneficios qne tcm prestado o ferro,
*ped stes ltimos lempos, o rivlsacAo
c *' I la lmmai|idade; procuramos fazer
i' o fuiuro que aguarda a esso metal c que pro-
melle, mante-lo em preros eleVados; concluimos
fallando da prodigiosa riqueza com que nas minas
pauema eni S. Paulo e de Monlevade em Mi-
nas nos dotou a Provdeucia, se conseguissemos dar
na traballio da fabricacAo do ferro o desenvulvimcii-
lo que mere
Infelizmente obstculos rcaes impedem este dcs-
envolviinenlo. Obstculos, porcm, nao So impos-
sibidades, e se bouvesse a conviccao, que "deve ha-
xt, ujeque quaesquer esforcos seriam cortados por
inmensos resultados, diante do genio do hornera
desappareceriam esses obstculos.
Virio os notaos leilores pelas nformac,6es dadas
ao presidente da provincia de Minas, eque iromc-
cliatwiente publicamos, o estado actual da fabrica-
cao dotar levade. Esse estado he por
oerlo a anula mais o ser quando se sou-
berque te lli existo'creado lie devido
peraeveranca e ao alilamento de um liomem que,
dispapdo de pouco recursos e esses meramente pes-
soaes, apenas pede emprehender fabricacAo do
ferro, que Da Europa he semprc urna das mais con-
sideraveis emprezas, no p dreumarripto da peque-
Histria que lentamente se vai eslendendo com
o-meu* proprios prodorlos.
,QuAo itfo seria hoje o estado dessa indosr
tria, se o genio activo do emprebeudedor tivesse
desde logo adiado pitees, como urna associacao
loe poderia te r, para tornar o eslabeteriroento
em grande p ndo-o dossas machinas poderosas
que a sciencia malallurgica tcm hoje conquistado?
ibrica de S. Joto de Ypanema este em diver-
ssima' cirrnmslanri; he urna dotar ao dos lempos
colomaes, pstenos ao estado, est sob a direcQao do
uso administrador de industria, como
ato, como he e" lem sido em toda a
Prt< pois que a sua renda nem sem-
pre itwgMi para a sua despera,, que a prodcelo es-
ma. Entretanto em Ypanema tud
qnanto he da nalureza se acha em profusAo; mo s
lanQssimo e da mclhor qualidade,
lena propria para facilitar a
i mito, e at sem embargo de
consumo que se lem dado
a nao he rara, e os terrenos sao tao
or trabalho pode ella lornar-
, sexo que nunca a fandicAo a mais
a entorpecer-es por folla de combus-
o (iiantoTic da natureza abund em
i arte porm e da ciencia todo falta,
do ferro he ama industria- especial:
aa ao governo nao sio homens espe-
cule os qae a lem dirigido. He a sua direcro
urna das commissOes vaulajosas que se da aos nos-
sos engenheiros, .mas admillindo que tenbam muito
zelnj^^l iejojle bem servir, mnilos conheri-
me
isto
que a nalureza a habilitoii para tornar-se urna das remataran a particulares, que deixariam extinguir-'
mais importantes do mundo. Oque Ihe falte pois I se a fabrica, aproveilando os escravosque nella
consiga .' j existem e o sen terreno fecundissimo para fazendas
ostente* toda a de deposito das bestes mandadas do Rio Grande.
Para Monlcvde afim de desenvolver o que este jo
fi
*de melallurgia, admillindo ludo
lo fazer por Ibes faltar os indis-
Wiracnlos praticos dessa industria,
montada com esse luxo e essa
nos dao eiemplo as obras fci-
, e de qne hoje uto arreda-
5* de Ypanema foi dotada de
o que naqnella poca pareca inelhor; maso
melhor de culio lie boje pessimo, atrazadiasimo,
baje qne a sciencia, comprebendendo o grande des-
o, lem aprofundadn o estado dos' metes
mdlwr, em maior qnantdade e mais ba-
mema, se d teslemunbo do zelo que ba-
r"ora pelos melhoramenlns reaes do paiz, da
loravel documento do atrazo em que te-
de ser administrada pelo governo,
emalaeao, dizem os que, vendo a
"osam que, desviando-o e iuvo-
ular com a sua aclividadei
He urna triste illusao. A arre-
i darte em resoltado a sua ruina:
-matasse dar-se-hia pressa de
amar seas trabathos, quer para aproveilar
escravosque ella anda lem,
<|ner para coaverter o seu fecundissimo chao em
pasto para deposito das mates qne vendo Rio-Gran-
M Soroeaba. Ulilisar-se-hia si ni
W nutUisado mas perder-se-hia nm
eslabdcriiuenl que lem um immeuso futuro, per-
der-se-hia a riqueza mineral qne a natureza nos 1-
ropre he despertar o espirito da em-
e entao urna rompaiiliia que c
| o fim de aproveilar e melhorar a fa-
ia com suflicientes capilaes, c a
aoWrno toda a possivel protecro,
rrendamenlo a tabrica c me-
poderia i
ihora-Ia
ni principal, tanto para Y.riancma
icvade, he a focitidade das comniu-
iranspvrtes.
irmes o pesadas massas, o ferro nao
eto commodo de transportar. E de
Ypanema e Monlevade produzam fer-
ial que baste para todas as neces-
possa entrar no conimer-
Hirindo essa immensa e progressiva
dostrta, seo ferro de Ypanema e de
na nossa falla.de meios de rom-
iransporte um obstculo insupera-
aos grandes focos de commercio do
(ibrica de Ypanema renunciemos ao seu
quer que sejam as medidas
tas da auloridade, emquanto nao houver
io- qne ligue esse poni ao
bnsque um rio navegavel
porto de goape. Ora, para seme-
apalhia que forma o rundo do
arional, pedem esperar os nossos
nem temos animo de pensar
m para os horacns da rara savo-
mj*I.i. impaeieotes de q'nalqner demo-
las mais vastas omprezas, e
m o amemhaa, lo aodados
Ur o hoje.
ibrica de Monlevade esta em memores cir-
nconleslavetmenle nio nos pode Ira-
ra o sen ferro; ruiudade das nosaas
i communirarao o impede-, mas nas vizi-
i ana increado vaslissiino quo
nslecjdo; e aSo he tmente a
Titete; todos os mnnici-
vMaite conunercial
lia suppridos, pois
' das cmiimii-
nesuias para os
nercio eslran-
io trans)iorte eteva-
Jfe0* P eoBskleravelnwnle
o mal -avs-
enos uSo pesai^^^^iui-nte solire
fide for in-
apnnsn>*i. )n lasait^a rrralur.i snre u ^^^Hroquo Ihe fiter cuiicarrencia.
Bata i-ondicrio especial d'.fotirica mineira nos
mina a deizar de lado 'a de Ypaacma para
soaaeate com ella em outro artigo
moa.
ilf.
liida van-
!proddc?(Ses he o
graudo cuidado das naeOe teduslriosas. Entreun-
to a fabrica de Monlevade tem de certo sabida para
lodos" o sous productos ; mais ferro que oxease
mais adiara deslino.;.os embaracos que Ihe
podem oppor a difliculdade dos transportes se Ihe
lolliem um grande dcsenvolviuiento, no Ihe mpe-
dem urna prosperidade proporcional devida a ne-
cessidado que do ferro ienlem todas as novoacOes
que Ihe avizinham. O embarazo real portento qual
he t Um e nico : a falta de capilaes que Ihe fa-
cilite monter-sc em poulo grande, a falta do que
houve em Ypanema, quando o governo de oulros
lempos entendeu conveniente promoveroseu eslabe-
lecimenlo.
Infelizmente Ypanema tornando-sc, em vez de
estabelecimeiilo industrial, reparlicao publica, c
alm disso nao adiando fadl sabida para os seus
productos, quaesquer que fossem as condieftes favo-
raveis da sua situaran e os elementos inalcriaes da
sua prosperidade, nao podia deizar de definhar.
Monlevade enlregneaactividadedo intereste particu-
lar, rodeada de povoac&es que no seu prosresso ca-
reccm dos seus productos, prosperarte por certo
niuilissimo mais do qne prospera, se habilitada para
aproveilar os elementos naluracs da sua riqueza,
podesse multiplicar esses producios. O consumo
de lodo o interior, qne boje pede ferro estrangeiro,
que Ihe he levado dos portos do littoral alravez.de
immensas distancias e Com dispendiosissimos trans-
portes, poderia ser supprido por essa fabrica ; sem
embargo pois da falta de boas e facis communica-
cOes, Monlevade poderia florescer e disseminar em
redor de si a opulencia e a eivilisneao.
Da esposirao que publicamos v-sc que, dislilui-
da al agora da prolccjllo do governo, a tabrica de
Monlevade esperando melhor futuro em urna qua-
dra em que o governo dirige a sua mxima alteu-
r,Ao para a industria, acha necessario ao seu desen-
volvimenlo, e como tal reclama urna iraposico so-
bre o ferro estrangeiro. Nao nos parece que essa
applicac.au (toda era damno do consumidor) do re-
gimen proteccionista sejaa proleccao que aquella fa-
deva leva pedir.
Ao governo cumprc prolcge-la, nao s facilitan-
do-lhe todos os meios de trabalho, como fazendo
sentir com insistencia toda a conveniencia qne ha-
veria para a populara o emquea aclividadee os capi-
laes para ella se dirigissem. O melboramento da
coniinunicacoes, scnSo geraes ao menos entre os po-
voados que se acham disseminados pelo interior, e
que hoje estn quasi insulados, he a grande, a ver-
dadeira proteceao que o governo Ihe deve dar.
E repare-se que nao he s a fabrica de Monleva-
de a que podeapnn eilar essa immeusa riqueza ter-
rea que em suas vizinbancas se acha : a cxposicAo
que publicamos diz que por longos espatos se csteii-
de a regiao productora do ferro, c loda essa regiAo
pode e deve ser chamada a produzir.
Comprehendemos bem a posicao da nossa patria,
para que o. futuro nao nos ceiba de sorpreza e nos
nao esmague. O Brasil tem sido paiz esencialmen-
te agrcola ; com os gneros que a sua lavoura pro-
duz em grandes massas alimente elle o seu com me r-
dos compra ao estrangeiro quauto Ihe he necessario.
Ora, dia se approxima, dia inevitavd, em qne essa
diminuir, e se nao livermos tido o cuidado de me-
lhorar a sua qualidade, teremos para assim sup-
prir a sua qnantdade, muito que soffrer.
Tndo quaulo for abrir novas fontes de produc^ao
deve merecer hoje mais que nunca lodo o estoico do
palrintiro interesse. Em breve nao ser lalvez a
grande lavoura quo sustentar o imperio ; compre
que, reduzido a pequea lavoura, Ibe d elle o
apoto e o suprimento da industria ; c que industria
mais ulil do qne essa que vai aproveilar os dous g-
neros da prvida nalureza ?
Por outro lado a popularan brasileira vai crescen-
do, mas a popularan que augmenta nao he essa que
se pode dedicar aos trbateos do campo, semprc afa-
nosos e de mesquinbo resultado emquanto nao bou-
ver lioas estradas, e com ellaso coramercio]in!erno,
a permuta de productos de povoado a povoado, tao
fecundaetaodesejavel. He pois necessario dar traba-
Uio a essa popularlo. Vede como. ella se amou-
la nas grandes cidades, como solicita posic.ezinhas
de mediocre lucro nas nfimas escalas dos agentes da
administraran. Se para esses honvesse una oceu-
parao lucrativa e honeste nao a procurara e nao
ganharia com islo a inoralidade publica t Por eer-
tu que a aceilariam ; mas quem pode dar essasoc-
cuparftes seuao a industria com as immensas reto-
rnes qne abre, com abundanda de riqueza que re-
parte e cspalha entre os que a promovem"! A quau-
tos homens Iteres, a quantas familias honestes pode
dar deee'nte subsistencia o mais pequeo estabeleci-
mento industrial t Vede ah por cxeoiplo a indus-
tria lypographica; vede ahi na cidade do Rio de
Janeiro, em lodo o imperio que centenarse de indi-
vMaos com ella se oceupam, que centenares de fa-
milias Ihe devem a abaslanra,
A industria do ferro, anda mais eflicazmente con-
correr para essa immensa obra de caridade e de
patriotismo. Mnilos individuos serAo por ella apro-
vdlados, se cliegar ao ponto de desenvolviiitcnfo a
que devenios eleva-la, Disse um grande escriplor
philosopho. O primeiro que plantn um gao de
trigo foi o maior bemtejlor da huinanidade, e
nsdizemos, o primeiro que estabelecer, o primeiro
que ajudar o cstabelerimento de urna industria de
infallivet rebultado, como a do ferro, no Brasil, sera
um verdadeiro benemrito da patria.
Como he pois que o territorio 13o abencoado pela
nalureza que rodda a fabrica de Monlevade e se
prolonga por grande cxlensao nao est ainda apro-
veitado ? Porque a provincia a que o ouro e as pe-
dras preciosas deram oulr'ora o noiiie de Miuas-Ue-
raes, hoje que cscassa o ouro e as podras preciosas
nao tem j assumido com a produrrao d0 ferro a
preponderancia induslrial de que he agouro o seu
iioine, a qne foi fadada pela nalureza '.'
Sera falta de capilaes? Nao por ccrlo > os ca-
pilaes v3o ler um lucro infallivel os chama.
Sera falte de populara ? Nao por certo ; digam o
que quizercm os algarismos infalliveis, para nos
tima Ierra onde nm desronhecido clicfc de qnadri-
Iha revollosa, toda a liora que quer rerruta centena-
res ite adeptos, onde ha sempre cera pretendcules
para o mais ridiculo emprego que vaga, nao (em
essa falta de populacAo qne seja embaraco aos tra-
badlos industriaos.
. Ser falta do aclividade, Irisle desvio da altcncoo.
publica, malbaraleamenlo das torcas que a produc-
to poderia utilsar Ah nos parecen) eslar as ver-
daderas rauzas. .'. *
E, pois, cumpre faze-las itesapparecer para esse
fim os estorbos da auloridade, codjuvados porjtodoe
os verdadeiros amigos do paiz, devem ser dirigidos,
e serte por certo roroados de bom resultado.
P. S. Ja prompto este artigo om que preten-
damos concluir o que acerca da industria do ferro
tiuhamos de escrever, recebemos urna carta do Sr.
Vndelte, em que S. S. contesta por inexacta em
na generalidade a nossa pro|>osicao de que o gover-
no he sempre e em loda a parle pessimo cmprcben-
dedor de industria : S. S. oppOc-nos a prosperidade
das minas de Portugal, quando entregues sua ad-
minislragao, e para provar-nos que foi ptimo ad-
ministrador, nosobsequeia com um folhelo e urna
conta do rendimenlo e da despeza dessas minas, uo
periodo em qne estiveram entregues.
Pcrmitlir o Sr. Vandelle que em resposla lbe
observemos que urna eiceprao nao iterire antes
confirma a regra, e que essa regra, nao adiada por
oliserva;) siinplesnienle nossa, porcm apregoada
per todos o observadores e economistas, he a que
eviieiutehins : o governo he pessimo emw-eheii-
leilor c pessimo adminisbador de industria.
S. S. esclarece a nossa ignorancia quando para a
pn>s|>eridade das minas de ferro iudifamos a neces-
sidade de haver engenhdros especiaes das minas,
c dir.-nos que o engenhoiro das minas apenas lem
que oecupar-'* romas ubrasque forem ncressarias,
como a alierlu^a de poros, venlilarSo, esgulci, ev-
IraccAo, galeras, etc., e nao com os trbateos da fa-
iii do fono.
ifessamnsa nossa crasga
cm bom p de prosperidade, dcixamos entrever
que cm nossa opinao a prlmeira necessidade era
a do capilaes, e que esses capitaes devtem ser pedi-
dos ao espirito de associacao. Discorda de 'hs o
8r. Vandelle, porque em geral as sociedades entre
nos nso se orgauisam sem o governo Ibes pagar e-
normes juros. Pcrsuadimo-nos que esUi em-erro
o nosso Ilustrado correspondente acerca da organi-
sacAo das sociedades industriaos no nosso paiz, e
que exagera a sarautia do juro a alguma dolas con-
cedida.
Em todo caso o Sr. Vandelle nao prcpSe moio
melhor, nao propfic ineio algum para dar desenvol-
vimenlo a cusas fabricas, e- emquanto o nao fizer,
consentir que pensemos que lioas e solidas compa-
nhias particulares, que nao devem exigir do governo
sacrificios luucos, nem delles carecem, sao em um
paiz em que 13o escassos e iav> tmidos sao os capila-
es, os nicos1 meios de os obter no poni em os exi-
gem emprezas da ordem da fabricarao do ferro.
Lastimamos, com o Sr. Vandelle, que nos qua-
tro anuos em que S. S. residi em S. Paulo e em
Santos, nao livesse ido visitar as ferraras de Ypane-
ma, pois acreditemos, como S. S., que alguma
( muite dizemos nos, utilidade leria resultado para
aquello cstabelccimcntn da visita de quem por vintc
anuos administrou e dirigi as tao prosperas minas
portuguezas, quando especialmente ese visitante
seria una pessoa de lano merecimento como o Sr.
Vandelle. ( Jornal do Commercio. J
PERNAMBUCO.
oecupar-
Ao terminar q^^H
leudemos
e sobre o f i
aeatefoiba.
zer ver qm
<% q eu-
e9ladoaclii.il
torro no. Brasil,
:par-nos eom a fa-
nles de enmeearmos
los leilores para a
'Hiblicamos
asta para fa-
jii um bom re
sultado, longe est eslede responder a profusSo com
norancia ; suppordia-
ridmqBe^|Sfeiigeiiheiros espcciaesestndavam tani-
hem melatl"ri;idtnuevam a construcQao dos tor-
nos, eemfimemm oa mais habilitad* para com pro-
lirafn a todo ,,* da minorara
i do metal pela sparafAo do que de he-
lerogeueo se acha eom elle ronfufldiilo'asxstado
natural.
Todava, anezar da licSo, perseveramos no nosso
erro c entendemos que a falla de eiigeiiheiros espe-
ciaes que tenbam a direccSo das nossas fabricas de
ferro he ama das causas do-seu atrazo.
Para a prosperidade de Ypanema tembramos a
convenicuria da entrega da fabrica a una socieda-
de forte em capilaes, que d garantas de si, e que
seja rapaz de inelhorap essc'eslahelerinienlo hoje
atrazadissimo, e nao que fosse ella entregue por ar-
G0M4BCA DO LIMOEIRO.
1 de farerairo 4c 1864.
I.
Nunca, amigo, me enganei
Com o tal senbor Apollo;
De um polo, e de oulro polo
A' lodos os moradores
llci de levar seus loOvores.
H-
Oh qne homem bondadoso!
Nao sabe dizer qne nao,
Ouem a sua proleccao
Procura nelle firmado,
Tem-no sempre do sen lado.
III.
Fn-me ler com elle ha pouco
La no sen monte Parnazo, .
Expnz-lhe ahi o men caso
Em conferencia secrete,
E cstou j feilo poeta.
IV.
As musas, quando o souheram,
l,evaram-no muito mal;
Mas, com ellas afinal
Me arrangei de certo modo....
Que deltas sou boje todo.
V.
Agora sir, meo amigo,
No manejo eslon j destro,
Se enlao me fallava o estro,
Hoje tenho eilro de sobra.
Son pao para toda a obra.
VI.
Ensinou-me o padre Horado,
Quando com elle aprenda,
Que o vate dizer poda
Quaclo cabera Ihe.vem,
Sem offender a nnguem.
VII.
Viste islo, e o mais dos autos,
Ningaem deve ser-me intonso,
Para dizer o que pens
Qacr goslo cause, qur zanga,
Tenho licenca na manga.
VIH.
Deixemos de mais exordio,
Queja vai sendo massada,
Tomemos, pois, a pilada,
Alimpemoso nariz, '
E vamos ao qne se diz.
IX.
Ao findar-se o valho anno
E Urdia-seem' Bom Jardim,
Com que pretenda o povo
Cortejar o anno novo.
X.
O pretexto era a principio
O papel do capliveirn....;
Esse mesmo, que em Janeiro
De um dos passados annos
J nos fez aqui bem damnos.
XI.
Ao depos era o desgoslo,
Que havia na gente escrava,
Cujo servieo augmentava
Em pri dos seos rhadamanlos,
A falta dos das santos.
XII.
Es por tanto apregoada
Urna grande insurreiro,
J sedava a reunan
Dos negros com os mulatos
No logar chamado Palos.
XIII.
Mas, o caso examinad
Era tudo orna patranha,
Um oi, oh cousa estranha!!
Que alguem com a tal noticia
Fazer quera a polica. -
XIV.
Ser isso historia de onea
Nao pense vess jamis:
Ha pecas ofliciaes.
Que provam quanto Ihe hei dito,
Que liomcorpo de delicio!...
XV.
E o governo sabe disso?
En creio, amigo, que na,
E portante be de razio.
Que disso tenha sciencia',
Para dar-lhea providencia.
XVI.
l-'o-sc embora o Waoderley
licitando sua saudade,
Por ler prestado em verdade
Da comarca aos habitantes
Serviros mui relevantes.
XVII.
Para mim iuda he problema
A razo de lal madnnra:
A (ao alto nao alcanra
Este mea pobre bestunlo,
Sei, que os bons sentiram muito. (*)
XVIII.
Veio como successor,
O Lzaro, capitao:
Tem muito bom coraran,
Mas, coitado! he tao doenle,
Qne bem nenhum faz gente.
'XIX.
No da, que aqui cliesou,
Apenas deseen da sella,
Teve higo urna her'siplla,
Mal, quecosluma alara-ln
Sempre que monta a cavallo.
\\.
J se v, pois, que nm tal homem '
Nada aqui pode fazer:
Vleme pode elle ser,
Mas valenle? ora essa be Ima,
Quem nao lem azas nao voa.
XXI.
E o governo sabe disso?
En crdo, amigo, que nao,
E portan! he de razo,
One d'isso tenha sciencia.
Para dar-lhe a providencia.
XXII.
N'uma noile de luar
Da matriz no cemiterio
(Vou conlar-lhe um caso serio)
Aparece urna figura
De mui teia catadura.
XXIII.
Tiiiha a odie sobre os ossos,
Era da edr de maman,
S vomifSva_alcatro
O eanfaro a oppTrmia
Em fgo toda ella ardia. (**)
*) Veja-se diccionario de Moraes nesta patarra.
(*) Perdoem-me os sihores esculapios, se pin-
tura fallar alguma pincelada.
XXIV.
la em demanda do rio m
Para a sede saciar,
Els que soccede encontrar
O Bode c'um ordenanza,
Que fez alte sem tardanza.
- XXV.
Eu te esconjoro, cpela.
Diz Bode arripiado,
T por esba roeu condado
Sem guia, nem passaporle'.' .
Queres algnem dar a mortc.
XXVI.
Quem s t, d'onde veste?
T s livre, ou s sugeilo?
Nao fallas? ests suspeilo;
Passa j para a prisflo
Para certa indagaco.
XXVII.
F.Como he isso, s Bode?
Onde he qne asleis eslao?
Que da constituica?
Prende-sea gente por nada,
E antes de culpa formada?
XXVIII.
B.Esta he urna garanta
Do ridadao brasleiro,
Mas t s um estrangeiro,
E logo por consegueneia
Tem l santa paciencia.
XXIX.
F.E o senbor, (aqui p'ra nos)
Teve respeilo algum dia
Ao que chama garanta?
Ha pouco e'o inspector Souza
Nao obrou a mesma cousa ?
XXX.
Von presa, nao ha remedio,
Mas d'isso n3o tenho medo:
Aqui est o Kaboredo,
Que desfaz toda essa treta
Assim d-lhe orna gurgela.
XXXI.
Eis-aqui como cadeia
Fui ler a febre amarella,
Os pobres presos com ella,
E com clles os seus guardas,
Todo vio-se em calcas pardas.
XXXII.
Ao Cbral, qne em exercieio
Eslava de delegado,
Nao lbe deu isso cuidado,
I. no sen Itiheiro Fundo
Nao d fe ci desle mando.
XXXIII.
Mas urna alma piadosa
Abrazada em caridade
Escreveu l p'ra cidade
Imploraudo ao presidente
Um soccorro em continente.
XXXIV.
I raras ana excellencia,
Que ouvio do pobre o clamor,
Enviando em seu favor
Um medico, e Indo o mais,
Que he costume em casos laes.
XXXV.
Tomadas essas medidas
Cesson de repente o mal,
Que podia ser geral ;
Porcm sempre apezar disto
Foram tres cear com Christo.
XXXVI.
No meio desse fiagello,
Que i todo povo alerrava,
A prisao se accuronlava,
Ou por outra o maladouro:
i Tanto pode a sr- le d'ouro !
XXXVII.
Era assim, que se fazia ;
Pela cousa inda a mais teve
I. ia o pobre almocreve
P'ra casa do pouco pao
A' tifio de correceo.
XXXVIII.
Em troca da liberdade
Se Ihe exiga nm imposto,
Que elle pagava com goslo,
Nao tanto para sabir.
Como da peste fugir.
XXXIX.
l'rocedia-se parlilha
Entre os dungas da Iravessa,
E logo com toda a pressa
. Cada qual passava a mo
No que Ihe coube em quinho.
XI..
He certo, que isso partido
Nao engordara nnguem.
Porm he ccrlo lambem,
Que sempre a tal ebuchadeira
Chegava p'ra fazer feira.
XI.I.
E o governo sabe disso 1
Eu creio, amigo, que nao,
E portento he de razo.
Que disso tenha sdenda,
Para dar-lhe a providencia.
XUI.
Esse tal senhor Cabra!,
De qne tenho j tratado,
Aqui est pronunciado.
Por crime, valha a verdade,
De excesso de auloridade.
XLIII.
Em virlude da pronuncia
Diz-mecompadre Lourenco,
Que elle ficra suspenso,
Mas vejo^j c'os ps no chao
Como, he fama, andar entao.
XLIV.
O caso se conta assim :
Um sugeilo se remita,
Elle incapaz o repula
' Do servico militar,
E manda-o logo soltar.
' XI.V.
Eu conhero, o lal sugeilo
Nada lem de boa rez,
Por urna morte, qne fez,
Por sua coala, ou ronvenra
Ha pouco cun pr i o senlciira.
XLVI.
Nnguem ha, que nesla Ierra
Nao tenha seu protector,
Nao se olba para a cor,
Seja l de qualquer casia,
Tendo crime, he quanto baste.
XLV1I.
O Bode, de que fallei,
Tambem em processo este,
O que esse respeite ha
Nao me qur dizer o liento, ,
Sem que Ihe d pagamente.
XLVIII.
Diz-me s, que isso he segredo,
Que elle de mim nao confia,
E o mais he (j me esquecia)
Que lem razao o marolo ()
Eu fui sempre um cesto roto.
i XLIX.
^Alm desles dous processo*
lia um processo lerceiro,
Que he contra o carcereirn.
Que, se diz, ser connivente
Na fuga d'nm delnqueme.
I..
O Cumar delegado
Nao sei l que malas artes
Fez do Brejo petes parles,
Que c'os mais, que o arumpanharam,
No Brejo o pronunciaran!.
I.l.
Veja pois, que autoridades
Aqui nos tem sido postas,
Todas com rrimes seoslas,
Oh que juslica faro
Ao assassino, ao tedrao !
LII.
E o governo sabe disso ?
Eu creio, amigo, qne nlo,
E porlantn he de razo/
Que dssn tenha sciencia.
Para dar-lhe a providencia.
UU. ^j^"
A sfeca vai aperlando,
A chava nao apparece,
De calor todo perece,
Ha pouca agua, essa mi,
Peior estado haver ?
LIV.
Tenho j dito de mais.
Bada pas por esla vez:
Ficar p'ra outro mez
O que inda tenho a contar,
He isso um nunca acabar.
Limoeiro 1." de fevertlro de 1854.
O Rallo.
camas a arowrax^Az. SO RECIPE
SESSO EXTRAORDINARIA DE i." DE FEVE-
REIRO DE 1851.
Pretidencia do Sr. bario i Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianna, Dr. S Pereira, Reg,
Mamede, Olivera e Gameiro, fallando com causa
os mais senhores, abrio-se a sessao, e foi lida e ap-
provada a ada'da antecedente.
Foi lido o segointe
EXPEDIENTE.
Um oflirio do Exm. presidente da provincia, ac-
ensando a recepcao da copia da acta da apuracao ge-
ral dos volos para deputados desla provincia.In-
teirada.
Oulro do mesmo, dizendo qne, conitando-lhe de
ofilrio do presidente da commissao de hvgiene pu-
blica de 26 de Janeiro allimo, lera febre amarella
accommellido alguns individuos, principalmente nao
aclimados, recommendasse a cmara aos scaesa ob-
servac5o de ludo quanto as posturas municipaes de-
terminam acerca da saode publica, adoptando-se as
medidas lembradas por vezes, em idnticas circums-
lancias, pelo extinclo conselho geral de silubridade
publica.Inleirada, que se respondesse e s expe-
dissem as ordens convenientes.
Oulro do mesmo, recommendando em vista da
autorizaran que lbe toi coucedidaem aviso da repar-
licao da guerra de 17 de agosto ultimo, do qual re-
metiera copia a cmara em 12 de novembro passado,
que a mesma cmara mandasse effeclusr com a pos-
sivel brevidade a abertura do quintal do quarlel do
Hospicio para prolngamenos da nova ra do Pires.
Inlerada c mandou-se expedir ordem ao enge-
nheiro cordeador para esse fim.
Outro do advogado interino, dizendo acerca da
pctiro do Francisco Lucas Ferreira & C, que sen-
do o regulamenlo a que se referem os peticionarios
promulgado para regular o servico do cemilerio pu-
blico, e para esse servico feilo o contrato com os sup-
plicanles, o art. 60 nao comprehende a condicAo dos
cadveres para olro cemiterio, qua nao seja o pu-
blico, cojas rendas perlencem a municipalidade, pa-
recendo-the qne para ser extensiva a prohibirlo e
sua sanccAo, i couducco de cadveres para qualquer
cemiterio, so faz precisa expressa 'declararlo do re-
ferido arl. 60, que deve ser dada por quem o pro-
mulgou.Tnleirada e defiero-se aos peticionarios.
Outro do mesmo, dizendo que, ser exacto o que
allegam Francisco Lucas Ferreira & C, cm sea re-
querimento.tem sido infringida a postura addicional
provisoriamente approvada a que se referem os sup-
plcantes, epara ser imposta a mulla, devem elles in-
dicar as lestemunbas que souberem do faci, para
que se requeira a sua efleclividade perante o juiz
competente.Inlerada, e assim se defferio.
Outro do fiscal de S. Antonio, indicando as alle-
rarocs que julga conveniente se fajara nas postu-
ras.A' commissao de postaras.
Outro do engenheiro cordeador no mesmo as-
sumpto.O mesmo destino.
Oulro do mesmo, remetiendo o ornamento na im-
portancia de459000 rs., da despeza a fazer cornos
concertos mais indispensaveis dos 2 quartos da ribei-
ra deS. Jos, que ltimamente esliveram oceupados,
com a praca provisoria da fariuha.A' commissao
de edificado.
Oulro do meamo,apre9enlando o ornamento no va-
lor da 1:4009000 rs. da despeza, nao com a cons-
trucraodo urna pontesinba na estrada Nova da Bai-
xa-Verde, cm ludo scmelhanle existente na estra-
da da Capunga, como com atorros de ambos os la-
dos d'dla.A' mesma commissao.
Oulro do mesmo, apresenlando o orrameuto da
despeza fazer com o acabamenlo dos 50 pares de
catacumbas no cemiterio publico, pertencentesa mu-
nicipalidade, no valor de 1:4059425(rs. e dizendo que
parle d'eua obra dove ser logo feila, para se evitar
a sna ruina pelo invern.Que se ofliciasse ao Exm.
presidente da provinda, pedindo autorisarAo para
se poder dispender com essa obra.
Oulro do contador interino, dizendo, que ge tendo
de dispender com andamento de processo por infrac-
ro as posturas e oulras quesles, como declaren o
solicitador, pedindo pagamento de despeza* j feites,
e nao existindo mais quotMiara isso, liouvesse a c-
mara da providenciar respeilo.Que-se pedisse
antorisarAo ao governo da provincia.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado muri para consumo na semana de 23 a 29 do
corrente, sendo ao todo 551 rezes, inclusive 39 pelos
particulares.Inlerada, e que se archivasse.
Outro do vigario da freguezia de S. Jos, remet-
iendo o mappa dos baptisados na mesma freguezia,
no semestre ultimo.Que se archivasse.
Oulro do fiscal dos A togados, participando que a
ponto da estrada dos Remedios precisa de ser repara-
da.Que o engenheiro cordeador orcasse a despeza.
Foram approvados 5 pareceres da commissao de
edificarlo:no 1. volando para qua se alteras
a planta da cidade, na parte qae comprehende a ra
denominada do Capibaribe, de maneira que Iraves-
sa ah projectada avance mais 5 palmos ao oeslc, con-
forme requeren o Dr. Pedro Francisco de Paola Ca-
valcanti de Albuquerqae; no 2." dizendo, qua se in-
formasseS. Exc. acerca do ofiicio do inspector da
thesouraria da fazcnda.que logo que a cmara conse-
guir o desembarazo de parle do terreno, em que se
lem de construir caes na ra do Sol, ser posta a
obra em praca nos termos da le, e entao efiectuar-
se-lia o que propoz o mesmo inspector ; no 3; opi-
nando pela denegarn da licencia que pede JoioCar-
neiro Machado Rios, para edificar em nm terreno na
ra da Concordia, visto eslar destinado para casa
das sessOes da cmara e urna pequea praca ; no 4.
dizendo que se devia receber a obra da pirede den-
tro dqnarteiro da ribetea, visto ter informado o
engenheiro que s acha ella feila conforme ao res-
pectivo ornamento e contrato; e no 5. finalmente
nao se oppondo a que fosse concedida a Manoel Jo-
s de Souza a liccnra que pede para construir casa
na povoarAo de S. Amaro de Jaboalao, dando-se-lhe
a rompetenle cordeacao.
Foi approvado o mandou-se remoller ao governo
da provincia,para o submeller a salieran da assembla
provincial, um artigo addicionil as postaras, probi-
bindo o nso de certos jogose permiltiiidn o de oulros.
O secretario fez a leitura do abtographo do rela-
torio dos negocios municipaes para ser remedido ao
Exm. presidente da provincia, foi approvado o man-
dou-se passar a limpo.
Mandou-se remetter a commissao de peliroes um
requerimento dos commerciantes donns de tabernas,
pedindo a aboiico do art. 9 do litote 11 das pos-
taras.
Mandou-se officiar aos depulados provinciaes no-
vamenle eleilos para comparecerem ao Tt-Deum, re-
commendado pelo art. 9 da lei regulamenlar das
eleicfles no dia 7 do corrente as 11 horas da manba.
Despacharad-sc as pelicoes de Dr. Francisco de
Assis de Olivera Maciel, de Fruclnow Jos Pereira
Dulra, de Francisco Lucas Ferreira & C. (2), de F-
lix Manoel do Nasdmeoto Valois, de Ilenrique Bal
ther, de Js Antonio da Tritidade, de Juan' t'.arueirn
Machado Ho*, de JoAo Leile de Azevedo, de Joaqum
Mara de Cascalbo, de Manuel Jos Moulero, de t.
Maria Cisniro Freir de Moraes, de Manoel Jo-
s de Souza, de Mara Thereza Marques, de Paute
Cordeiro Leile, e levanlou-se a sesso.
Eu Jolio Josr l-'erreira de Aginar n subscrevi.
BarBo de Capibaribe, presidente.Mamede.lle-
go. S Vertir.Olivara.Gameiro.
i Manoel Lniz Gooealves.
Francisco Jos da Sllveira.
Jos Esleves Vianna.
Antonio Jos da Cosa Arairjo.
Foi retevado^da mulla do di antecedente, o Sr.
Dr. Jos dos Santo* Nunes de 01 i
A'a 2 horas %, acabaos os debates, foi o conselho
conduzido a sala das conferencias, donde vollou da-
pois de H de hora, e em viste de suas raspaste* foi o
reo cundemuado a 6 mezes de prisao, e multe corres-
pondente a melade do lempo.
Levanlou-se a sessao es 3 horas, ficando adiada pa-
ra o dia seguate, as 10 horas da manba.
--------------B> 1
SBPASTZCAO' BA POLICA-
Parte odia 20 da fevertlro.
Illm. eExm.Sr.Participo a \\ Exc. que das
parles hontem e hoje recebdas nesta repartirlo,
consta lerem sido presos: ordem do delegado do 1,"
distrieto desle termo, o pardo Rnlino Coareia da Cos-
ta, para correceo, Luiz Maximiano da Conceir,n,
por desordem, e Severino Vteira de Horlas, para ser
tratado na enfermara da cadeia desta cidade ; or-
dem do subdelegado da freguezia de S. Fre Pedro
Gonralves, Joseph U. Kcm, sem declararlo do moti-
vo ; ordem do subdelegado da freguezia de S. An-
tonio, o preto Joo, escravo da Manoel Goncalves
Pereira Lima, a requeriinanlo do senbor, os pretos
escravos Franciscoe Joo, ambos por briga ; ordem
do subdelegado da freguezia de S. Jos, o prelo
Caetano Joo Antonio da Costa, por ferimonlos; o
menor Manoel Goncalves do Patrocinio, para recrua
(a de marinha, e o escravo Sebastio, por ebrio; a
ordem do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, o
prelo escravo Francisco, e os pardos Ignacio Pache-
co Lins, e Jos, todos por infracc,es de posturas mu-
nicipaes, as pretas Mara, escrava de Thomaz de
Aquino Fonseca, e Thereza, sem declararao do mo-
tivo ; e ordem do subdelegado da freguezia dos
Afogados, os pardos Joao Eleuteris, para correcrao,
e Joaqum de Araujo, por briga.'
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pemambuco 20 de tevereiro de 185.Illm. e Jjxm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueredo,
presidente da provincia. Luiz Carlot de Plica
Teixeira, chefe de polica-da provincia.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Chegou hontem ao anoilecer o vapor inglez Great-
Wuttrn, trazendo-nos gazelas do Ro de Janeiro
al 14 do corrente e da Babia ate 18.
O governo acabava de marcar o vestuario de que
devera nsarosjaizes de direilo, o* juzes municipaes
e de orpbdos, e os promotores pblicos, no exercieio
desuas funeces, assim .lomo nas solemnidades pu-
blicas. \
O juzes de direilo usarlo de beca de seda ou la
prela com golla de armnl,o, barrete de veludo prelo
com fundo de arrainho, grvala preta, facha de cha-
malote branco com franja ou borlas, calja preta ebo-
lins.
Os juizes municipaes usarao de beca de seda ou 13a
prela, golla de veludo prelo, grvala brartca, bonete
de velado prelo, facha de chmatele ou veludo,pre-
lo com franja ou borla branca, calca preta e botins.
Os promotores usarao do vestuario do advogado
com golla de velado verde, calca preta e botins.
Foram approvada* as proposbis felas pete Exm.
hispo do Maranho para lentes das Caderas do ensi-
no do seminario da sua diocese.
O Sr. Luiz llenriques Ferreira de Aginar, qne
por mailos annos occopoa nos Estados-Unidos o car-
go de cnsul geral do imperio, toi despachado para
exercer o mesmo emprego na repblica oriental do
Uruguay.
O banco do Brasil devia dar principio as anas ope-
rarOosno da 3 do prximo mez de abril.
Alguns despachos liveram lagar pelo ministerio
da juslica, os quaes daremos no primeiro numero,
nao nos sendo possivel faze-lo agora pela hora adian-
(ada em qae recebemos as- gazelas e Iracamos esta* li-
nhas ( oito e mete da noile.)
Havia na crte datas de Porto Alegre al 29 do
passado, e do Ro Grande at 31. Contiuava a gozar
de socego toda a provincia de S. Pedro do Sol.
Chegra a mesma capital urna embarcarlo carre-
gada de carvAo de pedra, extrahido das minas que a
presidencia mandara explorar. Proseguia-se nas
averiguarles pdiciaes sobre a moeda falsa allnlro-
duzida, e algumas pessoas haviam sido presas. Fra
assassinado na villa de Pirating, com urna tocada no
venlre, Firminiano de Oliveira, morador no segun-
do distrieto da mesma.
Da Baha nada ha digno de menrao.
O escndalo e horror de urna mortc perpetrada
pouco depois do meio da, na ra da Cadeia do Re-
cite, ha cerca de dez annos,.anda nao eslava esque-
cido, e es que outro facto scmelhanle acaba de
acontecer.
Hontem, ao meio dia, no mesmo barro do Reci-
te, e em um becco que do Forte do Mallo d para o
centro da ra do Vigario, foi assassinado com urna
facada sobre o peilo direilo o Sr. Fernando Antonio'
Fidi, cidadao portuguez e socio de urna das maio-
res prensas de algodo desla cidade. O assassna-
lo foi pralicado por um pardo vestido de prelo, o
qual tendo por vezes procurado o fallecido sem ja-
mis o adiar, afinal couseguio fazer-so com elle en-
contradico no lugar indicado, entregando-lhe urna
caria ; e em quanto a victima a abri e principou a
ter, o sedera lo cravou-lhe a faca que trazia, e con-
linuou a andar sosegadamente, sem qne por alguem
fosse perseguido, deixando assim de ser capturado,
do mesmo modo que o autor da morte de que a prin-
cio fallamos.
Depois de ler-sc ausentado o assassino, foi o in-
feliz agonisante conduaido para o armazm de as-'
sucar do Sr. Luiz Antonio Vteira. prximo ao tliea-
tro do crime, e noile exprou, exlrahindo-se-lbe en-
lao a faca, que tendo duas polegadas de largura e
nov% de comprimeuto, ficra qaasi loda cravada.
Nio permita a Providenda Divina qne anda des-
ta vez fique impune)um crime tao atroze escanda-
loso!
Diz'se que o assassino fra reconhecido pelo* es-
cravos da prensa, e lodos Ihe viram urna cicatriz so-
bre o.rosto. Cabe, por lano, ao poder publico des-
affronlar a sociedade lo brbaramente ultrajada.
E o qae ser da civilisaco do Brasil em quanto
se pralicarem toctos desta ordem ? Que bens pode-
rao ser apreciados em quanto a seguranra pessoa!
for o que be ?
Iloje por,mim e amanlia por ti'.
O infeliz Fidi he o mesmo individuo, qae ao sa-
bir do Ihealro de Sania Isabel, era a noile de 19 de
junho do anno prximo passado, toi accommellido
na ra de Apollo, por om sicario a cavallo, o qual
disparoo-lhe nm tiro de pistola, de que escapou, fi-
cando levemente ferido.
Cerlanrcnte deve estar muito seguro da causa que
advoga, porque he o primeiro que nao
peilo descoberto, defender o consl "
Infelizmente o Sr. cnsul lomoa o'
grnmma, cm vez de o fax*r pa
fosse possivel, teve vergonha de apn
toza too irnica,s alguem, tetvez
cao, a mandn esteropai
algnem presta bem bmi'
Sr. cnsul, prompto '. para o
receber1
Ao Sr. redactor do l'elho limos
licenca para contrariarmos a m
seja nossa intenrao offender nem di
assim lambem aproveilamos o ensei
mos que nao s sentimos profundamente
S. envolvido era questao que pertenr
portiiguczcs, mas lambem para'nos quei
maneira por que S. S. falte-delles, ::
a maior parle romo possuidos de baixossonlimenlos,
ao passo que deva as nuvens o seu protegido, segu-
ramente por nao o cooliecer.
O maior cavallo de hatalha dos defensores, do Sr.
cnsul he dizerem, que asassignaluras nao podiam
servir sena para a mensagem, por iuIIo
por aquilt'outro, c... dicere m fa-
zermos queslAo dente ridiculo manejo,
que quera tcm procedido como o'
duvdaria lanrar mao de maisesle ; c ainda mesmo
que S. Ex. nao livesse tao odioso pensamento, lie
certo que o pedido da* assignaluras nao foi porque
se achasse compenetrado de ddr, mas sim panqu,
ebegando a mensngem aos ps do throno, c assic- |
nada por immensos porlnguezas, demonstrasse que
a harmona entre eltese o Sr. cnsul era real; e es-
ta illarao foi o que nos quizemOs evita?
Pede porm S. Ex. licar certo que ae assignaluras
nao fossem solicitadas paca fim (ao justo,
preslariam a sso os dependentes de S. Ex., e 09
seus empregados; e nem Uo pouco-lhe valeria an-
dar de porta em porte, al litar alguem qtie por de-
ferencia deixassc de dizer-Ihalulo!
Tal he a sympathia que todos consagramos a S.
Ex.! ..
Se al hoje nao temos publicado mais documentos
contra o Sr. cnsul, lie porque esperavamog que S.
Ex.dimtlindo-seevilasse asna publicara. He
porm verdade qae alguns dos actos ofliciaes a que
elle* alindera gao tees que antes os quizeramos cal-
lar, porque, cruel realidade s servera para envi-
lecer o nome portuguez.
Sr. cnsul Jo8o Baptista Moretea '
He urna guerra de morte a que Ihe fazemos A
juslica, a razao c os portuguezes eslao de hosao la-
do, e j v V. Ex. que cora tao sazrados e fortes
elementos havemos de cantor victoria! Juramos-
ibes pois f de velhos portuguezes que se uo
prorogav! prazoueoilo das, a contar de I'
nos constar que V. Ex. pedio asna demi
proseguiremos na nobre empreza cm qi
empenhados, c continuaremos publicando: i
o negocio relativo ao avullado espolio d
Francisco Clemente Franco, gabdilo porlaa;
o desfalque nos donativo* prestados
qni ao Estado cm Portugal; 3. os
nos, e o tanto por cabera; 4. as graoi
dos e*polios de nossos compatriotas ; 5*. a
com que trato a nossos patricios pobres; 6i
dc-n para o Ro Grande por miNha cOnla '
de F....; 8. o honrado chaocdler ; 9. o
10. msrellanea. Em fim, Sr. consol, nao
de fallar panno para mangas, porque V. E
do o cuidado de prestar aos seos amigos mua
zenda.
Sr. cnsul portuguez Ja estamos a*jj
lipendi por que temos passado A indi
so plantando pois em nossos corar
quese bia pratiraodo actos que tanto offtn
nosso pundonor. Agora porm o calix r
e he forcoso dar-lhe toda a oxpansAo! He
sso, Sr. cnsul, que convidamos todo*
roncidadaes a auxiliarem-nos ;no caso qu<-
nao anima ao nosso pedido), publicando valiosos
documentos que altostem a litara^ honrm,'l>
patriotismo de V. Ex.
Se porm i*to nao fdr sufliriente.para que V. Ex.
acceda ao nosso desejo, represenUces documenta-
das serAo levadas augusta presenta de nosso itras-
trado rei-regenle, e lambem ao sco do rorpo le-
gislativo, pedindo a demissao de V. Bx., e i entao
nos veremos recompensado* dos dissabores a
nos temo* exposto publicando lanas mizerias.
- Apezar da dificnldade que temos enn
publicar pelos jarnaes os nossos pensam
do Sr. cnsul, nem por teso declinaren',
juslissima causa. E qnando mesmo conlil
esses embaracos, us os venceremos, apresen!
um jorual, onde exclusivamente sera trato'
negodos das anlpridadea porluauezns no Rio
neiro. |
(Jornal do Commeri

V.
CORRESPONDERA.
(") Assim se chaman os Porlngnete* na minha
tem.
JURY OO RECITE.
'Sessao' do dia 18.
Presidente, o Sr. Dr. Alexandre Bernardina, dos Res
e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da
Silva.
Adcogado, o Sr. Dr. Joaqum Elvira de Moraes Car-
y\ valho.
Ho, JoAo Antonio Francisco dos Sanio*, pelo crm
do oftensas physicas leves.
A's 11 hora* ),', feila a chamada, acharam-se pre-
eiles 37 Srs. jurados, faltando sem-cansa justificada
o* roesmos dos dia antecedeples, pelo que foram
muhiido em mais 209080 rs., assim como o Sr. Luiz
da Franca e Mello Jnior.
Foram dispentados por apresenjacera eteusa legiti-
ma o* senhores:
Senhores RedactoresLi casualmente em seu
Diario de huje n. 41 um annuncio signado peto
Sr.,Santos Barraca, no qual diz elle que a carne que
se achava nos acougues do contrato era m, e que is-
lo mesmo elle havia mostrado em minha presente.
Em primeiro lugar respondo ao Sr. Barraca que era
mister que eu o elle gozassemos do dom da ubiquida-
de para nos acharmos ao mesmo lempo em todos os
ditos acougues ; em segundo lugar qne o fado que
teve occorrido entre mim e o Sr. Barraca, nAo se
paasoa romu elle assevera. Cora efleiloenlrava eu
no arougue da ribeira, eonvi o dito Sr, queisaudo-
seconlra a in qualidade di carne que se distribua
em nm dos talhos ; eolito prorurei examinaros fun-
damentos do clamor do Sr. Barraca, eachei o contra-
ro do que elledzia, verifiquei.que a carne impug-
nada eslava perfeta, e que de mais a mais era de
umavilella. A" vista de semelhante oceurrenria,
invoque o lesicmunitirde todas as pessoas presentes,
as quaes dera^raznoao que eu dizia, ficando desla.
orle confnjfdido o Sr. Santos Barraca. Eis como o
caso se passou, e nao como o referioo dito Sr. En-
tretanto appello para o juzo do publico prudente pa-
ra que se pronuncie em o nosso pleito
Son etc. O fiscal JoOo dos Sanios Porto-
20 de tevereiro de 1854.
PIBLICAdOES A PEDIDO.
O Sr. CNSUL PORTUGUEZ.
O artigo que o Diario do Rio de 21 do torrente
Iranscrcveu do re/10 Brasil sobre maneira nos as-
sombrou Pois um Brasleiro tao dslinclo como he
o redactor dasa follia nao receten cnllocar-se em
falso terreno defendendo um fuucdonario estrangei-
ro, que he justamente mal visto por lodos o seus
Illm. Sr. Ricardo da Silva JSeves. -
V. S. em satisfacAo aos deveres de ti e.
tem mais urna nov.-nte sondado o nossa por
al a ponte do Recite, como alm d'ella pan
razio porque vourogar-lhe, queirarespon ic
sua costumada independencia, ao o
1. Qual he o fondo que se cncor
becco da cadeia no bairro de S. Antonio, em direc-
Sflo paraltela a da ponle do Recite, al cliegaraocaes
de Apollo 1
2.o-Seo fondo que se encoalra ndese
est fazendo a ponte provisoria, faz eonsidcravel dif-
feren;a do que se ada na direeSo do priaKiro qui-
silo?
3. Qual he o lugar dentro desle porto, que
da marca ler 30 ps ingleze* ?
Se V. S. dignar-sa alisfazer este
obrigar, o de V. S. atiento venerada
Elisiatf Antonio I
Recite 16 de tevereiro de 1851.
Illm. Sr. Elisiaiio Antonio dos Santos.Tenho a
honra de responder a carta de V.S., datada de boje,
e farei o que estiver a meu aleante, par* nao me
afastar da verdade, nao s por ser^este o 1
me na carrera da vida, como lambem par
o quanto me for possivel a resposla aos gaisilos que
V. S. me aprsenla em saa caria.
.Quanto ao primeiro quisito, isto Jie, qual he o run-
do quese enconlra pirlndo du becco da c
bairroJe S. Autonio, em direcciio -paraltela ponle
do Recite, al chegar ao caes da Apollo ; dizer qae
principiando as sondas peto lugur acama citado, acbe
junto a trra 56 palmo, logo depois passo
18, e dahi atonda para 20 e22, ato pelo enmprin
totalvezde 14 a 16 bracas, principiando depois a di-
minnirsuccessivament.e logo paral I, 8, 7
dos,6<4, fi.sendoeste lugar *eee indo a augmentar o fundo para perlo da ponte do Re-
cife em um pequeo canal de 1i e^l palmos. Canal
este que t representa deaj-2 bracas de extensa mais
ou menos de 9 palmos, conhecendo de todas as vezess
que por ahi tenho passado4 qae o dous peqacno
canaes que formam pelos lados da p vrdos
a forja d'agua sobre a grande cora qne^Cima cil,
notando-se somente que o do sul ra^^^H ur ter
alli a mar de-vasaate mais for^a do quejante ao caes
de Apollo, onde ella qaasi sempre se acha eslagnada.
Quanlu ao segundo quisito vem a ser, s 6 fundo
junto da ponle provisoria se ilifere d fundo enen-
Irado em direc;Ao parallela a dil.i punte, rlirei que
elle em nada ibfrre, somente se condece dfferenra
quanto profundidade comparativamente ao canal
encontrado em frente do becco da r nlirto
parallcloa ponte qne se est fazendo, por ser esto
mais fundodoquejantoadilaponte pi loam
as mais sondas da grande cora, eni nada difere urna
da outra.
t.)i-.anto .10 lerceiro qusjto, vem a ser *je existe den-
tro desle porto algum lugar que em baixa-mar se en-
contr o fundo de 45 palmos, dire que nenhum co-
nllevo, e que talvez pelo lado do teste 00 a teste
loa pentodo Recife, sr oque
tenha quasi esla profodi n que
deve produzir ahi a grande coireiileza Jai atoas: es-
cavao esla que nunca se poder -onda
regular, por ser de to pouca exlenr
approveilar nem eslorvar qualquer em
por ventura se tente.
Approveilo esla occasiAo para pedir |
pa, raso nao tenha bem prcr
S., devido aos pouros conhecii
o acaudada yilelligencia, tirar
esclarecido o pedido que
vontade rhe presto. Son de V.
caraarada obrigado. Ricar
i
t


.c...

H
LITTER4TIIA.
a:
Costamos de Roma imperial.
A Sibylla de Tibur.
O primeiros fulgores' d'alva apena Liagiam de
purpura o horizonte ; as ne envol-
v! Tibur em irausparenle, co-
mo um vn ra momonlos e no-
via o murmuridlfeoAorbolDe* das aguas do Aiiio, e
orui irremsad(v*e de gruta em
grua tobre os sonoros rochados ; mas ospessura da
navot era lo densa, que niiuse distingua nessa mas-
sa de vap dad*, era seus valles, nem
seus prados sombreados de oliveiras. Ao grito da
. calhandra, que t canlava no ero', quando a Ierra
"-durroi* aluda, te roisuirou repenlintmenle um rumor
6a pasto na eslrada Tiburlina. 'Sjubindo rapida-
roenlaj grandes la'ges desse caininlio consular, que
I
ende nerpeudicularmeiita i encosU da moajta-
IodS> dn casa do campo de Mecenas, um
gravo, vestido de lunica verde scni man-
a eujo emprego bem o dizia o venabulo de caca
razia na mo, se diriga para a porta principal
Tibur. Depols de ter passado seu liminar, aber-
a todo mamaolo, porque grasas pai de Augusto,
nao havia naeeasidade de guardar as cidades,. o es-
travo seguio urna ra eslreila e sombra, e corren-
do, como se livesse as ta de anas tiesas, se achou
em alguns segundo dianle do templo de Vesta.
Essa templo, ruado de um porlicu circular de dez-
oito columnas, revestidas corinthia, ergua-se no cimo de immenso rocliedo.ao
lado de um oulro edificio sagrado decorado apenas
de quatro columnas de ordem jnica. Quanto o pri-
meiro se moslrava elegante e gracioso com os fesloes
de suas architraves, com as caberas de hnis esculpi-
das, esteudendo-se ao longo do mirante, com os cap-
teia das caiumnas de folhas de oliveira ; o segundo,
despido de enfeitcs,e desenhando-se por entre a ne-
blina, como um pedaro de granito negro, era de as-
pecto trastee severo. Com ludo, era para este ulti-
mo que oescravo se precpilou com o rubor na face
e codo sorriso nos labios. Se os tillici, de pernas
cobertaa de couro para mellior afroalarem a mordedu-
ra daa terpenle* e das vboras, tivessem visto esse es-
cravo aproximar-sede suas videir.is,teriatn dito que
consultar a sibylla, ou pedir-lhe um 'destino.
Se o poeta de barba branca, cuja cillula, ou casinlia
decampo se oceultava dcbaixo das murtas que cres-
ciam defronte, se achasse em sua passagem. Uvera in-
terpretado de oulro modo a sua perturbarlo, e Ca-
tullo lena lido razo.
No perislyllo do templo sibVIlino appaiccia urna
mulher, que naqoella hora e na poeira vaporosa dos
rscalas, te teria podido tomar seui custo por urna
divindade. Da conia de ouro, que se ajunlava em
sua fronte, se eseapavam ondulando tangas (raneas
de cabellos negros, enlerlac.ados de llores de verbe-
na ; urna eiatura, onde brilhavam conchas e pedras
preciosas desenliando misteriosos symbolos, alava
sua branca tnica que deixavam caliir at o calca-
nliar as grandes dobras elegantemente avelludadas.
l'ela perleiro do tjpo, pela belleza dos (raros, pela
pereza das Jindas, seu rosto fazia lembrar as estatuas
gregal ; ella linda os odos sombreados de tongas pal-
pebras das filhas de Alhenas e os labios de coral das
virgen*de N'axos.
Ao lado dessa mulher iw-bella de iuventude como
de mageslaile, o escra vo oflerecia o contraste, que se
percebe na noiao das races nascdas em dinrenles
pontos da Ierra. Filhn das popularles germnicas,
li)iba,dellu mato a grara virgem que o vigor. Seut
loaros cabellos fructuavam sobre um eolio (Ao bran-
eo, como leile dos rebanhus errantes nos basques da
patria ;. emseos odos se refleclia, com sua tinla do-
ce e pura, o azul do co do norte ; e o colorido da
niara silvestre brilhava menos vivo, do que o das
suas faces. Apoiado, tmido e mudo em seo venabu-
lo, pareca o bello Endymioo, trmulo de amor dian-
te da deota dos bosques.
A mulher loi que primeiro rompeu o silen-
cio.
Anda nilo (inda passado as aguas de 011ro, diz
ella, ji meu cortean te havia presentido. Mas por
que lens a fronte triste e os odos baisos '.'..... Por
ventura vens dar-me noticias funestas. .
Ah L respondeu dolorosamente o germano, que
pode sabir dos labios do cscravo, sibylla, senao
tristeza a desgrara I.....
Segue-me, diz ella; e descendo adianto com un
p firme urna vereda impraticavel vista, e que o ho-
mem o mato oasado Uvera hesitado em seguir de dia,
porque terpejava constantemente de roclicdo em ro-
chado por cima do abysmo, ella levou o eteravopara
a grua de Neplo.no; fez-lhe signal de assenlar-se jau-
to della em urna azioheira petriGcada entre a gran-
de cscala, qne muga sumindo-se no fnndo da ca-
verna, eoma fenda tenebrosa, antigo leilo doAnio;
e urna voz doce renovou depois sua pergunla :
Urna resposta he um perjurio, porque jorei
guardar segredo ; mas, acretcenlou o escravo todo
enmmovido, taa voz date, sibylla, minhavontade
detapparece, como estas ntivens da manhaa diante
dos raios do soK Quando os escravos de Varo vol-
lam para soa casa de eampo, Cens observado entre
elle aqoelle, que candn os venabulos. e que ar-
mn as redes neste bosque de robles no dia em que
se carava os jtvalis de Prenestre *.....
Militas vezes o lendo visto passar : lem o ir
sombro de Cassio, e parase parecer com Hercules
protector de Tibur, ao" Ihe falla Irazer a massa na
mo.
Poto bem, diz o estrave, lita baixo que os rumo
reda cscala impediram duas vezes que a sibylla o
" ouvisse, e esse Sosia de Hercules he meu irmfio !
Teu irmao Albino !
Sin, do ventre da lea, que nos den' a vida, sa-
bio um gamo e um le ; eu fui o gamo fraco e limi-
do ; mas te meu irmao lornasse a ver nossas floralas,
seria anda o re dos carvalhos.
E porque nao volla para ellas; diz a sibylla,
con face em fogoe o ethar scinlilanle ?....
erque recusa par(ir s, respondeu Albino om
um suspiro.
E, tu, replicn ella com urna voz mal segura,
porque liesilas-cm seg i-lo?....
Porque prefiro a cscravidflo as margens do
liberdade, que me espera, tas margens do
Hanoi
Insensato murmurou a sibylla, nao sabes que
mais radiante, o cryslal das cscalas mais lmpido e
mais hrilhanlc. Coragem pois I esta noite !
Quando Vesper luzir por cima dos pinheiros da
cata de campo de leu senhor, espera-rae nesse roche-!
do amarello, que banha a primeira queda do Anio,
a tu l seberas coasas, que tarao estremecer leu cora-
Cie desorpreza e de esperanza.
Essa noite, pois, diz Albino.
Essa noite, repeli sibylla, e fuge peiosub-
lerraneo das seras, oucp passos....
Com efleilo, algnem se adianiava. Como se lives-
se querido sorprender a sibylla, aquello que chega-
va naquelle momento, tinha vindo por urna vereda
abandonada ha milito lempo ; porm de balde pro-
curou caminhar com precaucio e abafar cuidadosa-
mente o rumor de seus passos. As folhas neceas ru-
gindo dehaixo dos seus calcei, n eslalido de um ra-
mo, as pedras, que se ouviarn arredarem pot in-
lervallos e rolar na grua, annunriavam de aole-
mao seus mos designios. Elle achou, pois, a sa-
cerdotisa de Apollo premunida. Em peno alto da es-
lreila e humida escadaria, que condoz a essa medo-
nlft caverna das Sercias, na qual o Anio desappa-
recc trovejando pela tercoira vez, ella esperava, com
a cabera erguida e com a fronte calma. Com ludo
um eslremecimento imperceptivcl aeitou-a, i vista
do profano que violava o myslerio de seu retiro ;
porm foi tao rpido como um relmpago. Envol-
vida nessa grave indinerenca, qne he O mellior escu-
do da mulher:
Que queres, Quintilio Varo ? disse ella rcpel-
liudo-o com um odiar desdenhoso.
Commetler um novo sacrilegio, Tdeobul, ju-
rando-la por Jpiter, que jamis a lonra Aphrodita
foi Ido bella como tu !
Ha homens, respondeu a sibylta, quenada res-,
pcitam : tu s desse numero ; ser ir.ister para te
lembrar qnanto esla audacia senta pouco fraqae-
za dos morlaes, que aquello, cujo nome ainda aca-
bas de blasphemar, (e calque aos ps de sua colera !
Pois tu eres nos deoses, tu sibylla diz negli-
gentemente o patricio Quintilio, procurando altra-
dir afl um iris, pobre flor desprendida de sua pe-
tala, que volleava nos bulhoes da cscala.
Perdoa-lhe, Jpiter, exclamou a sacerdotisa,
Yoltando a cadera.
Que' Jpiter?... o do pavo ou o dos grandes"!
Silencio, impo !
Escuta, sibylla, respndeu Varo,.'procurando
lomar-lhe a mita; qne ella rctirou vivamente, sou da
seila de Epicuro e nao creio mais n Jpiter, que
tanca o rata dos plbeus, do que no pa protector-de
Cicero. Todas estas fbulas celesles sao. boas para
os escravos. Purm nos pa.ririos precisaramos de
outros deoses como de outros cos, se tivessemos rae-
do do rein das sombras. Sou menos fraco qne teu
compatriota Pygmaliao. Os patricios he que fize-
ram os deoses; nao adorvei jamis minha esla-
PEIMUIBUCO, TERCA FIRA 21 DE FEVEREIRO OE 1854.


meu corceo tem portas de bronze, que
jamis para deixar pausar ten amor
rima de deslino, sibv Ha brilda com1
ceas, loage da vista dos homens. Q
ti '.' um phantasma, urna aparir,ao, um
ddoto e tutelar. Volve pois outra vez
(a berro, e volla em (en irmo Albino para acliou-
pana paterna. All, esquecendo bem depressa um
sonho, que nao pode ter despertar, lembra-te soman-
te, como se lembra andorinha, dos campos que
percorrste do oulro lado do mar, e no aei.o das las
florestas, escuta algumas vece* o ruide longinquo das
cscalas de Tibur!
Mireri esealandt-as, mas nao em a Ierra de
patria !
E qne esperas, desgrarado ?...
Sida, j que s inmortal, jaque ha mil annos
que estas grutas relumbam tuas profecas : nao, na-
da espero, sibylla, teno a felicidade de *er-le tempre
jovir, morrendo, o som t.to doce de taa voz.
nlao sacrificas loa patria urna sombra f
E at a esperanza dea viugar da*, tyrauias de
Que queres dizer, Albino *....
Que por toda a parte se fabrica o rulello, qne
por luda a pariese fabricara .lleas; que a laura
saqguiuoleola aera em breve planuda .dianle dos
campos das legiOcs!
E fleas surdo aos relinchos dos carseis de
guerra t
E tardo s sapplicis de mea irmo : nio quera
partir ; nao posso deizar-te!
O' 1 Diana deosa dosedraees puros e dos pen-
tamentot castos 1 Apollo meu senhor, nascido
nm tua sacerdotisa debaiso das oliveiras de Dlos,
., ezclamou a tiDylla; permilli que os votos
desua alma subam at vosaos pea com o fumodeste
incens, e derramando em meus labios um raio de
' vot*a voalade divina, insprairael
Pede-ihet tobreludo, diz Albino, que acalme
odetetpero de meu irnUtov que brame idea de uo
eumbater com os Hermano I
o menor *apt do acaso, res-
tua!
Assim he qne ousas fallar-me, desgraijado, a
mim .' a mim!
A ti orculla ha mil annos nesle valle, se acre-
dilarmos o povo, que nao sabe como os patricios, o
meio que seemprega para se conservar a sibylla
sempre bella e sempre moja !
Vai revelar teu segredo no Foruro !
Esqivar-me-hei disto. O dragonario no que-
bra o freio que cuntcm seu cavallo.
EnISo para que comecar oulra vez un discur-
soinulil ? Sirvo a esses deoses que tu ultrajas, e
pensara como tu, se ao lbum que la velha liber-
ta me Iraz secretamenla, cu desse continuadamente
a mesma resposta !
Phebea lem raza, diz Varo em meia voz. Ha
um liomem feliz, mas desgranado dclle se eu o ebe-
gar a descobrir !
Eis a hora do sacrificio, deixa-me, murmura-
va a sibylla. .
Empallidecesle! la voz treme... Sim 5 Phe-
bea tem razan ; agora nada raaisduvido.
A essas palavras um leve eslalido se fez ouvr por
cima de sua cibera : urna oliveira silvestre, presa
por finas raizes encosta de um rochedo pendido so-
bre um abysmo, pareca corvar pouco a pouco de-
bilito de um peso desconliecidu. Ambos volveram
os odos ao mesmo lempo para ella, e alravcz da
poesa deslumbradora da rscala, descobriram urna
forma humana. A sibylla, que linda recouhecido a
tnica verde de Albino, quiz precipitar-se emseu
soccorro, mas Varo a deleve apertando-lbe o braco
com farsa:
Quero que elle so quebr, a meus ps ea tor-
rente o devore, diz elle ; porque tua pallidez e mi-
nha colera lizcram conhecer, sibylla, este liomem
he meu rival.
Entretanto aarvorc dobrava'sempre ; um s ins-
tante, instante de angustia inexprimivel, ella licou
imraovel. A esperanza entrava ja ontra vz no co-
rceo de Theobul ; um grito de alegra do patricio
lanrou de novo a morte, a ultima raz acabava de
quebrar-se com grande ruido, e a oliveira voltando-
se sobre si mesmo, precipitava-se com estrondo so-
bre a ponta dos rochedos de-nma allura de 50 ps.
Seus ramos rocaram ao passar em Varo c na sacer-
dotisa ; nenhum dos dous se alrevia acreditar seus
odos ; forma humada tinha desapparecido. Va-
ro correu para a borda da cscala, e metiendo den-
tro do seio um pedaro de panno, que eslava agarra-
ndo arvore e lhe provava a realidade da appari-
co, se relirou respoodendo com um gesto de desa-
fio e de odio essa aposlrophe da sibylla :
Apressa-le Quintilio Varo, o passaro negro le
espera as florestas da Gerraania. Muile breve os ca-
dveres amontoados lhe fornecerio largo pasto !
A virgem do destino nao resiste essa imprecarlo :
conhecendo a audacia e crucldade de seu adversario,
deu-se pressa em invocar umt intervenc.lo omnipo-
tente. Augusto tinha vindo aquelle dia ouvir as
queixasdo povo, segundo sea costme, debaiio dos
porlicos do templo de Hercules. A sibylta ah foi ler
robera de seu veo, e, iiiclinando-se dianle de seu
tribunal, lhe revelon em voz baa a impiedade e as
amea;as de Varo. Augusto, em sua qualidade de so-
berano pontfice, vigiava rom um zelo cioso, a rcli-
giiio que todos os Romanos esclarecidos olhavam.eomo
a segunda columna do imperio. Ordcnou porlanto
a Varo, que partisse immediatamente para a Gemia-
na, e antes que o sol dourasse com seus ltimos rele-
los as torres da casa de campo de Mecenas, a sibylla,
do perislllodeseu templo, vio desapparecer na pla-
nicie o ultimo carro do cortejo guerreiro do pro-
cnsul.
EnISo ella respirou, e jamis seu corarn linda
sido mais leve do que no momenlo, em que ella su-
bi o rochado amarello, para reunir-se ao seu charo
Albino. A" la se levautava docemente ero ara co
scinlilanle de estrellas; sua luz paluda e suave, urnas
vezes se irradiavaem brilhantes chispas na fugitiva
agua do Anio, oulras vezes rasvallava como um Iraco
luminoso sobre o musgo do ouro dos rochedos. As
sombras das montanhas davara s niassas de verdura,
que se estende em redor do pouto, do qual se preci-
pita o rio, urna tinla mais fresca e mais sombra, e
aos clares desse crepsculo nocturno, cuja dorara,
melancola c myslerio naija iguala, as cscalas, dera-
maudo-se em magnificas loalhas de prala, confun-
dan) sua voz retumbante; o a oliveira, a laran-
llvessetfdo rpida, quando vollau, achou a cruz aba-
tida o quebrada e o escravo nos bnaco de teu liber-
tador, que lhe fcehava as chag^s. Algumas goltas de
agua, derramadas nos labios de Albino, arrancaram-
llie um snspiro. A sibylla poz a mo eni seu corarlo,
e sjnlindo-o bater depois de um mongjnlo de angus-
tia, olhou para o salvador dasconliccflVi' elle chora-
vi como ella ; sua mSo trema como a della... sua in
quietarlo o edamou :
Ah exclamou ella, tu ca teu irmao !
E tu aquella que elle amava mais que a pa-
tria 1
Morra eu mil vezes e viva elle viva elle para
tornara v-la.
Tttor, o leos de marlcllo de bronze, ainda ama
seus fildos louros Esta manhaa, diz llirmau com
urna voz doce, mostrando seu irmao sempre desnuda-
do, salvei-o da cscala.
Que foste lu que consesuiste agarra-lo antes
da queda da oliveira '?...
Sim, e espero que o'salvarei agora da cruz, na
qual elle nao Uvera sido pregado, se um pedaro desua
lunica nao livesse dispe'rldo as saspeilas e a feroci-
dade do tigre proconsular. Mas, qur mea irmao vi-
va, quer morri. Varo, senhor brbaro, lo pagars
este ssngue com teu sangue.
Do vagar, diz a sibylla, de vagar 1 NSo vs como
as sombras voltam da trra ? Nao scnles esse leve s-
pro mais doce ao corado do que os perfumes das ilhas
venturosas ? Ah I os deoses nos ouviram; elles le
resliluem teu irmo, c eu... eu nao terei mais nada
a Ibes pedir de hoje em dianle!
Reanimado com effeilo, pelos cuidados de Hir-
man, hbil como 'lodos os filhos das ragas gnerreiras
em tratar os feridos, Albino nao tardn em abrir os
olhos. Julgue-se da emorau desse pobre escravo,
arrancado por urna especie de prodigio a urna morle
infamante, que, depois de ter pensado dormir para
sempre na cruz, acordava nos bracos de um irmao
querido e da sibylla 1 Elle ia Tallar, a sacerdotisa
o nao permute. Recobrando toda a sua energa cora
a esperanea.
E agora, diz ella ao alhlelico Hirman, onde vais
oceultar tea irmo, que a barbaridade romana des-
truio, e a vida o torna a fazer escravo ?
Hirman mostrou as monlanhas.
Para que morra de minera c de dor no fundo
de urna caverna, e talvez cahir outra vez nos ferros
de Varo. Nao he mister um asylo seguro, habita-
do pela piedade, e do qoat sesaa fivre !
E onde podereinos achar esse refugio da
idade de ouro, respondeu o germano abanando a ca-
bera. **--:>
- Em Roma!
Em Roma, no Erebo da cscravido na ridade
de entranhas de ferro!...
Sim, loma teu irmo nos bracos e segu a si-
bylla .
No meio do Tibree da ridade se ergqe nma i Ida,
cuja historia, como todas as recordares dos primei-
ros lempos, aprsenla um lado fabuloso, mas eminen-
temente patritico. Tinham laucado fra a Tarqui-
nio; para quebrar o ullimo laco, que o prenda pa-
tria, o senado confiscou o terreno, destinado a vjr a
ser um da o campo de Marte ea ceifa delle abamlo-
nou ao povo. Mas os soldados de Brutns nao qui-
zeram trigo dos vclhos reis e o lanraram no Tibre.
A massa dessas gavclas arremessadas ao mesmo lem-
po ao rio, paroo, se devemos dar crdito a Tilo Litio
e a Dion, em nm banco de areia, qne a? cancula ti-
nha formado defronledn Capitolio : lodos os dias es-
se dique artificial augmenlava ; o limo a fortificou, e
dahi nasceu urna ilhola, que no anno 495 de Roma,
loi cercada de muros depedra. Felizes e grandes em
seus projectos, porque nao se voltavam incesante-
mente para o passado, fim de procurar nelle imita-
res servis,osarchitectos do capitolio, ttlharam es-
ta ilda em forma de navio, erguctam no meio um
obelisco, que pareca o maslro, e construirn) na po-
pa, ;i feicSo de camarote, o lempo de Esculapio. A
este sagrado edificio se referia urna oulra le-
genda. '
No (ira da repblica, tendo a peste dado bastantes
cadveres s carpidiras,o senado alio os l^vros sy-
beltinos, e, a cooselhu que julgou ah ler, envin de-
putados a Epidaure, cidade do Pele poneso, na qual
eslava o famoso templo de Esculapio. A forra de
instancias e de presentes, obliveram l urna serpete,'
que era liria como o symbolo do Dos e o trouxeram
respei tosa mente para Roma. Mas ehegando a ilda
Tiberint, o reptil desappareceu. O senado, por or-
dem dos augures, se den pressa em erigir alli um
templo em honra de Esculapio. Ora, em seu egosmo
ante-humano, os patricios ricos se tinham aproveila-
do dessa lenda para se desembarazaren) de seus es-
cravos veldos ou doenles. Mandavam-os para a ilha,
e os abandonavara i cariaMe de Escolapio.
He iiessas margens sempre bandadas de lagrimas,
mas que ollereriam pelo menos os abandonados um
asylo inviolavel, que a sibylla vem desembarcar com
os dous irmaos, antes de amanhecer o da. Cabanas',
que tinham encoberto mulas mi/crias e ouvido hor-
riveis agonas, se elevavlm aqoi e alli. Comquanto
seus habitantes nao permanecessem mato que un
dia, ea ponte Faliricia fosse de algumasorte um ca-
minho fanebre, os lugares erara raros ; tao grande
muttidao aftluia de sacrificados 1 Depois de muito
procurar, a sibylla conseguio achar um ; Hirman
depoz seu irmio no ranlo de nma cabana, abando-
nada per dous desgranados, que nao soflriam mais;
depois, tendo-llic feto um leto de folhas, e coberto
com urna' pelle de lefio Irazida pela sibylla, sabio
docemente da cabana, e afastando-se alguns pas-
sos :
< Varo, grilou a sibylla.
O germano arredou um passo do seu albernoz on
lunica de guerra, e mostrou ama cabera ensanguen-
(ada :
Hortol diz Albino.
E como elle, treslegioet, Ir alas de cavalla-
ria, tres cohortes assassinadas Os escravos eslo
vingados! Um captivo entregar amanhaa Cesar es-
se Iropheu :
As florestas da Germania se abrem vastas e livres;
vem o' sibylla 1 vem, meu irmao a felicidade em
Roma s brilhava para os patricios.
Elles partiram; eachando-se no dia segulnte um
veo roto borda da grulta datscreiat, julgou-te, que
esse golfo tinha sido o tmulo da sibylla de Tibur.
(Moniteur.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE '20 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacBes ofliciaes.
Cambio sobre Londres a 28 11* d. 60 dprj
Descont de leltrat a vencerem no prximo futuro
inivI ''. ao me/.
Assucar mascavado especiala 1^650 por arroba.
A1.FANDEGA.
Rcndimenlo do dia 1 a 18.....i>:l8:401Jf07<
dem do dia 20 ........H:i-255ti:!
246:8293713
Deicarrtgam hoft 21 de fettereiro.
Brigue portuguez -Tarvjo I mercadorias.
Brigu* americano IV. Pnce farinha de trigo.
Barca ingleza fothetay dacalho.
Importacao -
Rrgue nacional Don* Amigo, vindo do Rio de
Janeiro, consignado a Manoel Alves Guerra Jnior
matiifesloii oscguinle:
100 pipas vazias, 20 caxas man, 2 ditas rap, 2
lilas cera, 7 barricas farinha, 2 caas charutos; a
ordem.
Escuna nacional Galante Mara, vinda do Rio de
Janeiro, consignada a Joo Autonio da Silva Grillo
& ('... maiiifestoii o scguinle:
101) pipas vazias, 25 rolos de fumo; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Bendiroento do dia 1 a 18. 37-418*988
dem do dia 20.........3:431*419
40:853407
DIVERSAS PROVINCIAS.
lendimenlododial a 18......3:9268334
ilem do dia 20 ^ 208317
3:9468651
Exportacao'.
Maranhao, brigue brasilero Brilhanle, de 227 to-
neladas conduzio o scguinle :100 barricas baca-
Ido, 100 ditas farinha de trigo, 5 caixas espelhos,
50 barriquinlias holarliinl'.as, 2 caitas leldns de vi-
dro, 6 ditas papel de machina, II ditas fazendas, 3
dilas lonra. 850 barriquinhas e 340 barricas rom
6.141 arrobas e 5 libras de assucar, 50 garrafoes es-
pirito. 21 lardos fumo, 16 rolos dito, 1 caixo cha-
peos, 40 saccas caf, pesando 200 arrobas, 23 pedras
de filtrar, 22 voluntes mobilia, 3 gigos qnarlinhas, 64
ataludares, 40 panellas, 14 frigideiras de barro, 406
caitas, 2 caoes, 26 barricas charutos, 1 caixote do-
ce equarlinhas, tO pipas agurdenle.
Riienos-Ayres, brigue hespanhol Coptrnico, de
239 toneladas conduzio o seguinle:150 pipas, e6L
mcias dilas agurdenle, 100saceos, 350 barricase 100
metas dilas com 4,367 arrobas e 13 libras de assucar.
HECKBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERAMBUCO.
Rendimenlo do dia 20........1:1008105
CONSULADO PROVNCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 18......29:5818343
dem do dia 20........". 2:37144t
31:9528784
PAUTA~
dos preros mrenle do amanar, nlgodar, e mait
genero do paiz, que. te depai'hain na meta do
consulado de l'ernambuco, na temanade 20
a 25 de fetereiro de 1854.
Assucaremeaasbranco 1.' qualidade @
2.*
n mase........
bar. esac branro.......
mascavado.....
refinado......'.....
Aleudan em pluma de 1.a qualidade
b 2.a
3.a
era rarro ....
Espirito de aguantante .
Agurdente radiara .
de car.iiH ,
rcstilada .
Genebra.........-
n .........
Licor..........

D
.
.. ranada


.....
. .-.....
..........botija
..... .... canuda
.........garrafa
duas arronas, umalquerc
2S300
18900
18600'
29550
18850
28560
68000
58600
52O0
18.500
8500
8280
8400
8100
8O0
8180
8400
3180
48-500
18600
8720
18600
18280
58000
Arroz pilado
i em rasi
Azcile de mamona.........ranada
meiiduim e de coco.
de peixe......... s
Cacau.............. @
Aves araras.......... urna 108000
papaguios...........um 38000
Bolachas................tsj
Biscjitos............... n
Caf hora.....".........
b restolho........-.....
i) com casca. .......-,.'...
moido.....'.,.......
Canie secca........."'....
O' sidy lia,diz elle.agradero-lc,como le agradece-
ra nossa mi Mas agora o que he dell ?
Nao eslou aqui !
Tu nao podes deixar Tibur e teu sanclario,
sacerdotisa !
Deixa-loi-dei iodas as noites e de dia a guarda
do templo de Esculapio que me substituir.
Juras-me islo ?
Por este cresccnle que nos esclarece, e pelas
lagrimas que me vs derramar.
Enlo seremos lodos vingados 1tyraunos iiupla-
caveis do universo o' crueto oppressores da rara hu-
mana, diz elle com urna .voz abafada, arneacando o
capitolio com a vista ecpm a mao, sobre esta ilba
mnrtuaria, Trtaro do escravo, juro em nome de
vossas furias nao poupar a aenhum Romano !
Corrcndo depois a beijar docemente a fronte de
seu irmao, adormecido, apertando a mao da sibylla,
parti depois de ler renovado'o juramento de nao
vollar senSo vinsado As horas, os dias, os mezes
passaram sobre esse juramento. Theobul ert fiel
sua promessa. Todas as uoiles, vuando como urna
penna tobre as ondas rpidas do Anio, sua barqui-
nha iaabicar na ilha do Tibre Sua dedicar rio nao
foi intil, e sua presenra tao efiicaz como seus cui-
dados, valeu a Esculapio a honra de urna cura mara-
vilhosa.
Cocos rom rasca .....
Charutos bous.......
ordinarios. .
regala e primor
Cera de carnauba.....
em velas .......
Cobre novo mu d'obra. .
Couros de boi salgados.. .
r-pi vados.....
verdes ..."....
. de onca ............
a de cabr cortdos. s
Doce de calda.............
i guiaba.........'.
ccnlo
*




mo d'obra.
a murtas misluravam seus suaves per-
dar nos-
averou
da noile
: bastadle algumas vezes para mu-
ievot tenebrosa, como as doJ
uco avista do valle :
^^^^^^HsfMHo at vapore*
icalrB mais frasea, o co
geira. florida
fumes.
Embriagando-se no encanto dessa bella noile e da
feliz esperanea, que ia risonha dianle della, Theo-
bul chegou rocha como a caradora de Virgilio,
tem pisar a relv*. Com os bracos tuertos, os cabritas
sollos ao veulo, ella correu direilo para o ve|bo car-
valdo, onde esperava uiilinaritinenle o esrravo ; mas
apenas vio a arvore, recuon soltando uui grito .lo
horror, e cabio inanimada. O desgranado Albino alli
eslava pregado a urna cruz de feirSu do um X, qual
o tanto marlyr Andr devia deixar depois seu nome.
Esgolado pelo sangue que (inda corrido de suas cha-
gas, elle pareci exhalar sen ultimo suspiro, e nao
pode fazer ouvir, scnnoTuin fraco gemido. Comiudo
elle rerondecia Tdeobul, e avia se.n movimenlo
dianle de sua cruz; mas, comquanlo qmizesse fallar
ainda, as palavras morriam em seus labios, e apezar
de seut esbirros, sua cabera cabio sobre o hombro e
seus olhos te fecharan) quando a tibylla abra os
della
Naquella hora, ella era na verdade a furiosa sa-
cerdotisa d'Apollo. Louea de dr e de raiva
de um pulo se chegou aop da cruz : alli, rompeudo
em gritos insensatos e em suspiros, ella chamava Al-
bino com desespero, e evocava lodos os deoses dos
infernos para punir teu assassino.
Teus deoses sao siirdos, diz repentinamente ao
se lado urna voz lgubre, matos meus me ouviro e
me enviarao a vinganga 1 Va buscar agua nesle ca-
pacete e deixa-me tea veo pira en saber se podemos
anda arrancar a vctima aos seos algozes.
A sibylla o'nedece ; mas, posto qne sua carreira
Quando as brisas da primavera sopraram do Jani-
cult.as feridas de Albino eslavam cicatrizadas : sua
fraqueza smenle fazia-o demorar alguns dias ainda
na lgubre morada; depois partira livre.e nao clei-
xaria mais Theobul.
Caprichos crueis do deslino, que jamis vos sorri
mais ternamente que no momento em que vos enga-
a! Na vespera das festas de C>bulle a sibylla e o
escravo esqneceram as horas, seguiniio no futuro o
vita de suas illusties de a/.as dnuradas ; no dia se-
guinle Theobul volla desesperada. Suas viagens
nocturnas linham acabado por despintar a allenro.
Informado pelo sacerdote de F.sriilpio, Augoslo se
preparava para reparar o mal e prevfjiir um escnda-
lo penoso para o sacerdocio,reivindicando o escravo e
desterrando a sibv ta para as grullas deCumas. Emseu
desanimo.Theobul nao ocr ullon mais ntda ao germa-
no; confessou a astucia com que os padres immorta-
lisavam as sibyllas, subslitundo que i* envelde-
cendo, urna mulher grega, que tem as mesmas fei-
rese o mesmo parle. Depois, nao querendo perder
a Albino, nem infringir seus votos de castidade, nem
dea-lo vollar outra vez para os farros, lhe propoz
morrer e ir procurar no Tibre, o esquecimento dot
males e a liberdade 1
Mato paltido talvez, porm ISo Criamenle resolv-
do, Albino a lomou pela mao e se dirigi para a
ponta da ilha.
O fio negro de sua vida eslava j dedaixo da lesou-
ra falal; um passo mais, mocidad* e belleza leriam
desapparecido no Tibre. De repen te Albino recuou
Os relinchos de um corsel leriam- teu ouvido ; uro
momento depois, o ruido das ondias lhe diz, que elle
loava contra a corrcnle ; em brerve elie chegou ao
porto, em queflucluava a barqun! de sihyila : um
liomem se arremessa, se precipla ira ilha, coste gri-
to Hirman! escapa ao metano lempo de dout
coraees fora de si.
Cumpri meu juramenta!
secco ....
jatea.....
Estopa nacional .
csirangeira,
Espanadores grandes .
pequeos.. .
Farinha de mandioca. .
nlildo ....
ararula .
Feijo..........
l-'uniu hom.....'. .
)) o lunario.....
em folha bom .
a o r> ordinario
)/ n restolho.
Ipccaruauha......
Goninia.........
Gensibre........
Lesna de ardas grandes.
n jiequenas........
loros............
Pranrhasdc amarello jle 2 costados. .
louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
r. c 2 >i a 3 de 1.......
de dito usuaes........
CiisUtdiuhu de dito. s.......
Soalbo de dito............'
Forro de dito.............
Costado de louro...........
Cosliidiiiho de dito......;
Soallio de dito............
Forro de dito.............
n cedro............
Toros de latajuba..........quintal
Varas de parreira...........duzia
i) aguilhadas.........
luiris.........*.;.
a:

. um
... ii
alquoire
.
alqacirc
ttt
alquoire
li'
. ccnlo
.

urna 128000
73000
ii
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda fazer publico, que no dia 16
de marro prximo vindouro, vai novamenlo a praca
para ser arrematada a quem por menos fizer, a obra
do acude da Villa Bella d comarca de Pajede Flo-
res, avahada em 4:0048000 r.
A arremalacao seta feila na forma dos'artigo* 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de mata de 1851, e
sob at carasoles especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozcrcm't esla arrematado
comparecam na sala das sessoes da junta da fazenda
da raesroa lliesouraria, no dia cima declarado pelo,
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn afinar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
baco 16 de fevereiro de 1851.O secretario,
Antonio Ferreira dtAnnunciaeSo.
Claumlat cipeciaet para a arremataran.
i.' As obras desle acude sero taitas de confor-.
midade com as plantas e orr,amenlo apresenlados
nesta data approvacao do Exm. presidenta da pro-
vincia na importancia de 4:0048000.
2.a Estas obras deverao principiar no prazo de
2 mezes, e serao concluidas no de dez mezes a con-
tar conforme a lei provincial n. 286.
3.a A imporlaocia desla arrematarlo ser paga
em 3 preslares, da maneira seguinle : a primeira
dous quintos do valor total, quando liver concluido
a melade da obra ; a segunda, igual a primeira. de-
pois de lavrado o lermo do recebimen(o provisorio ;
e a tarceira, finalmente de um quinto depois du re-
cehimenlo definitivo. ,
4.a O arrematante ser obrigado> a commnicar na
repartirlo das obras publicas, com antecedencia de
tritita dias, o dia fizo emque tem de dar principio a
execucao das obras, .assim como Irabalhar seguida-
mente durante 15 dias.fim de que po'ssa u engenhei-
ro encarregado da obra, assisr aos primeiros Ira-
baldos.
- 5.a Para ludo o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 de roaio de 1851.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d*Annunciaco.
O Illin. Sr. inspector da lliesouraria provincia
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 23 de
fevcrero prximo vindouro, tai novamenle a praca
para ser arrematada, a quera por menos fizer, a obra
dos concertos da cadeia da villa de Garanhuns, ava-
hada em 2:2498240 rs. A arrematarlo ser feila na
forma dos artigos 2i e 27 da lei provincial n. 286
de 17 de mnio de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas. "
As pessoas que te propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da juula da fazenda
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
ta meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse randou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria proviociat de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciajao.
Clausula etpecfaes para a arremalacao.
1.a Os concertos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em conselho, e apresciuado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2498280 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever cnnclui-las no de seit
mezes, ambos contados na forma do artigo 31 da le
o. 286.
3.* O arrematante seguir nos teus Irabalhos Indo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras, como em
ordem de nao inutiIisar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4.a O pagamentu da importancia da arremalacao
ter lugar era tres preslares iguaes ; a 1.a, depois,
de taita a metade da obra ; a 2.a, depois da entrega
provisoria ; e a 3.a, na entrega definitiva.
5.a O prazo de responsabiUdade ser de seis me-
zes,
- 6.a Para tuda o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no ornamenta, seguir-se-ha
o qne dispoe arespeitoa lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciayto.
Nos das 20, 21 e 22 do crrenle, eslarao em
praca no paco da cmara municipal do Recita, os re-
paros da pontezinha da estrada dos Remedios, orea-
dos em 968000 rs. Os que se propozerem a arrema-
tados, comparecam nos indicados dias na paro da
mesma cmara.
Paco da cmara municipal do Recife, em sessao
de 15 de fevereiru de 1854.BorOo de Capibaribe,
presidenta.Joao Jote Ferteira de Aguiar, secre-
tario.
O Dr. Custodio Manoel ia Silca GuimmrSes, juiz
de direilo da primeira cara do cieelnetla cidade
do Recife de l'ernambuco, por S. M.-. e Cons-
titucional o Sr.O. Pedro 11, qae Dos guarde,
etc.
Paco saber aos que o presente edital virem, e delta
noticia verem, que nu dia 27 de marco prximo
seguinle se bao de arrematar por venda,a quem mais
dr,' em praca publica deste juizo, que ter lugar na
casa das audiencias, depois de mel dia, com asis-
tencia do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
priedades denominadas Pilanca e Tabalinsa, sitas
na freguezia da villa de Igaarassii, pertencenles ao
patrimonio das recolhidas do convento do Santissirao
Corarao de Jess daquella villa, cuja arremalacao foi
requerida pelas mesmts recolhidas em virtude da li-
cenca que obtiveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm. minislro da justira; para
o producto da arremalacao ser depositado na lliesou-
raria desta provincia al ser convertido cm apolices
da divida publica. A propriedade Pitonga em alin-
enlo as dcslruicoes qne tem sofiVido suas malas, c a
qualidade da maior parta das Ierras, avahadas por
10:0008000 de rs.; e a propriedade Taba'linga por
serem urna eslrada que offerecemuila vantagem,com
um riaedo permanente, c urna casa de laipa coberla
de ledas, ainda nova, avaliada por 1:0008000 ; sen-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E para qneedegue a noticia de lodos, mandei pas-
tar edlaes que sern publicados por 30 dias no jornal
de matar circularlo, e afiliados nos lugares pbli-
cos.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Pcrnam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu .Manoel Joa-
qun! Baplisla, cscrivao interino o subscrevi.
Custodio Manoel da Mica Guimarae.
rocira sorte, agurdenle de 20 graos, azeile doce de
Lisboa, dilo do Mediterrneo, dito de carrapato, ba-
calhn. bolacha, carne verde, carne secca, caf era
grao, farinha de mandioca, feijo mulalinho, lenha
de mangue em aehas, pao, toucnho de Sanios, vina-
gre de Lisboa, velas slsarmas e de Carnauba: por-
lanto, convida-so aos intereuartos eui dito forneci-
menln, a compareceremas 121* er-
rente, na saladas sessoes do orto -Ido, coma*
suas amostras e pro posta
Sala das sessoes do eontelho de adminisIracSo na-
val em Pernarobucn 20 de fevereiro de 1854. O e-
crelar, ChrUtovio Santiago de OUceira.
BANCO DE PERAMBUCO.
O conselho de direceo convida aos ser
nhorea accionista* do banco de Pernain-
butro a realisarem de 15 a 51 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de scroei com qu tem de ficar,
para levara elieio ocomplemento ao ca-
pital do banco de dous nnlcontosderis,
conlbrme a resoluto tomada pela assem-
blea geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 .de fevereiro de
ig54>.O secretario do conselho de direc-
eo.Joo Ignacio de MedeirosRego.
* Pela contadoria da cmara municipal desta ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marro, prximo futuro, so far a arrecadaco, i boc-
ea do cofre, do imposta municipal tobre ettabeleci-
mentos, iicando snjeiles a mulla de 3 % os que o nao
fizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O manuense.Franeieo Canuto da Boa-
viagtm.
" De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
truccAo publica, faco saliera quem convier, que o
Evm. Sr. presidenta da provincia, em proposla de 13
do corrente, creara urna cadeira de inslrucco ele-
mentar do primeiro grao, nafr?nezia de Alagiia de
Baixo ; a qual est cm concurso com o prazo deO
dias contados da dala desle. Directora geral 17 de
evereiro de 1854.O amanuense archivista.
Candido liuslaguio Cezar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, ra virtude de aulor-
sarao do Exm. presidente da provincia, tem de com-
prar os objectosseguintes :
Para a botica du hospital regimenlal.
Resina de ansien, libras oitn; espirito de vinlio, ca-
adas 5 ; azeile doce, garrafas 24 ; alambique de zin-
co, segrtndo Souburan, 1 ; balanza de pedestal com
pesos ,1 ;|madapolao fino para emp. adh., pecas4;ba-
cias de pode pedra, para ungento, 4; alguidaresde
barro vidrado, 4; machinas para estender cmpl., 1;
Ihcsoura grande para corlar raizes, 1 ; ditas peque-
as para papel. 2; alcalrao, arroba 1.
Para o arsenal de guerra.
Algodosinho, varas 2:l; olandade forro, covadoe
550 ; casemira verde, fiO covados; caixa com vidros,
carregar, emba car escravos frete ou ir
de passagem, para o que tem bons
coi
Traf
Para o Cear e
dade a escuna Vf^^^^^^^^H
(rala-se narua d;
I.uiz J. deS Ara
PAKA O Rk
Segu co
veleiro brigut
por terquasi i
reste
vos a fri-
se' Ezequi
com oconsgnatarip M:
Jnior, na ruado Traptnhej
Para o Aracaly pretende sahj
correte o liiate Capibaribe
carrea amento a bardo: para
do Vigario n. 5.
I

LEILOES.
1 ; sola garroteada, 50 meios; maulas de la, 209 ;
travs de construcejio de 30 a 35 palmos, 6 ; badames
de '-,' oilava de polegada, K ; lences de cobre de 6 a
7 polegadas, 8; linieiros, 16 ; arieirOs, 11; ejempla-
res de lindas curvas o rectas, 20 ; panno morluario,
; chnelos razos, 200 ; copos do vidro, 21.
Quem quizer vender (aes objectos, aprsente m
suas proposlas em caria fechada, na secretaria do
conselho, as 10 horas do dia 25 du corrente
Secretaria do conselho administrativo, para forne-
crnento do arsenal de guerra 16 de fevereiro de 1854.
Jos de Brilo ingles, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogtl e secreta-
rio.
O juiz municipal supplcnte da primeira vara
da audiencia publica as tercas e quintas feiras as II
horas, podendo ser procurado todos'os das em a casa
de sua residencia, na travessa do Mondego n. 2.
lo no artigo 19 das
ThstruccOesde 31 de Janeiro de TB3 malar em hasta publica depois da prxima
doSr. Dr. juiz dos feilosda fazenda, e por
da mesma, o* bens segoinles: um armazem construi-
do de tijollo e cal no lugar das Cinco Ponas, coloca-
do no cenlro de um terreno que lem 65 palmos de
frente, e 100de fondo,murado por este lado, e o di-
reito, oesquerdo com taboas.algumas arvores de fru-
to*, no valor de6008rs., penhorado a irmandadede
>'. Si do l.ivraniento ;uma casa de madeira e barro,
sita na nova eslrada da Soledade para o Manguind
cora 30 palmos de frente, 43 de fundo, cozinha fqra,
quintal e cacimba em chaos pruprios por 4008000,
Antonio Jos Pereira Lima ; 13 baldes grandes de
cnnduzir agua, sendo 7 de madeira de amarello, e G
de pipa, pintados, 8 pares de ancoras da mesma ma-
deira, ludo por 298000 rs., a Heraldo Jos Pereira ;
urna armarao de taja de madeira depinlio por 88000,
Antonio Pereira Tiranno; um escravo crioulo sadio,
etseni vicios com idade de 25 annos pouco mais ou
menos por 5008 rs., a viuva de Jos Machado Frei-
r Pereira da Silva, dez arroes da compaobi( ita Be-
beribe cada um de valor de 508 rs., e todas por
5008000, a Joo Carneiro Machado Rjos ; quem taes
objectos pretender comparera no lugar, e hora do co*^
turne.
Quirta-feira
manhaa, o agenta Anluuc
zem, ruada Cruz, n.25,
dadet novot e usado
dat, contlos, cadeir
fas, canaps, cenunor
quinhas para joao, lvate
ijio lambem, lanternas, a:
ra cha, candieiros para n
quadros cora estn;
geograpdicos, charu!
ros, urna porreo de vinho branca
rafado, e muilos oulros artigo* qjH
quem mais der.
LEILAO DE
O agenta Borja Geral
de Joaa Baplisla da Sil
renta as 10 >i horas da man
zendas e dividas existen
Publico n. 5, pelo uiaioi
Leilao se
Sexta-feira 24 do corren
em ponto, haver leilao
na ra do Trapiche n. .1
J. Gatis do aegulnte :
americanas e hamburtnit
assim como tlgum:
enveriiisados a im
de amarello, metas
avalorio*, sofs, man
balcao d'amarello,
caixa para costura, an
bom piano inglez, propr
der.
J. II. Gaentley far '.
lo Oliveira, do meld'
eezai. snissaseall
as maispropiias do
rente, at 10 horas da ^^H
mazem na ra da C
QUINTA-FEIRA2
Ra do
LEILAO
de diversas obras de marcil
diversas qualidade
les de Jacaranda e
santuario de bom:
palanqun); urna "
estado; diversas
labros, lanternas,
varias peras para
e oulros muilos obj3pt*
patentes; um rico c.rr
servido; e urna par]
prios para o mesmo.' "" |
O AGEIV
far o leilao eim.!
da manhaa no teu armai
----------,
AVISOS
4*480
68400
58000
24O0
38600
1)8400
28800
28400
18200
8600
28500
68000
88000
8160
8160
8170
8090
158O00
8200
8210
8200
8360
8280
i ,-000
18000
28000
18000
28800.
28000
faooo
48800
63OIK)
28000
88000
48(K)0
38000
328000
28000
28000
18600
8600
98000
4&0*!**t
- Que he i si
Pois vmc. labe r
seja, du pateo do C.
publico e coi
nudo, Ide pedir o
generosque comi_
passado,e nao se c
ridicula sommaaquaoti
rer tanto teap
pagos ha aa
branja-
duelo da baqj^^H
que tal he o menta
Hoje,das
de, tera*'^^H
alma do finado Eei
di, na igreja mal
do Recife,:
corpo ao
que se co
amigos don
este acto, v
ra convites
defevereir
TERCA-FE1RA, 21 DE FEVEREIRO DE 1854,
RECITA EXTRAORDINARIA LIVRE DA
ASSIGNATRA.
Terminada a execucao de urna das melhores ou-
verluras, subir scena pela primeira vez neste the-
alro o drama original portuguez em 2 actos
A E1VGRITADA.
lindo o drama a Sr.'Baderna eoSr. Bibeiro dan-
sarao o lindo passo a dous
BEDOWA POLKA
e em seguida a Sr.' Deperini cantar urna aria de
sua escolha.
Seguir-se-ha peta Sr. Ribeiro. a interessanle ana
de 1). Bazilio da opera
0BARBE1R0 DE SEVILHA.
Dando lim ao espectculo, a muito applaudida co-
media em 2 actos
QUEM PORFA MATA CACA.
O resto dos bilheles achaimse a disposiro do res>
peilavel publico no escriploriodo Iheatro.
Principiar as horas do costume.
AVISOS martimos.
205000
108000
85000
68000
38500
68000
58200
:1020o
28200
38000
1200
18280
18000
8960
DECLARADO ES.
Em obras rodas desieii|iira para cairos, par 408000
a n I63OOO
. ranada 8180
alquoire 18280
. urna 8640
. 68000
. 8800
. cento 3600
moldo 8320
cixus s
Mclac-o........
Milho .'.....
Pedra de amolar. .
lillrar. ,
i) n rolllos .
Ponas de boi. .
Piassaba.......
Sola ou vaqueta .
Selm em rama .
Pellr-s de rarueiru .
Salsa panuda. .'.'
Xapiora.......
i'ulias du lini.....
Sala,.........
Esleirs de |ierperi.
Vinagre pipa. .
CORREIO GERAI..
Cartas seguras existentes na adminslraco do cor-,
reio ptraos Sr : Benjamn) Jacinlho Thomaz, Dr.
Francisco Elias do llego Dantas, Guilherme da Cos-
ta Curreia l.eile, padre J0A0 llerculanu du Reg, al-
tares Jos Mara dos Nascmenlo (2), padre Leonar-
do Auluues .Mcira llenriqucs, l'.udovino Jos de
Souza, padro Manoel (vigario de San l.uurencn da
Malla), Manoel Antonio Pereira de Lima, Manoel
Peixoto de l.accrda Werueck.
Conselho administativo.
O conselho administrativo, em virtude dcaulorisa-
(3o do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os abjectos seguinle* :
Para a colonia militar de Pimentairas.
Ac de Milito, meia arroba ; ferro suero "em bar-
------- rasqnadradas com duas polegadas, 5 arrobas ; dilo
meta 28100 ?m barrasquadradas nuii una |H>lrsad, 2 arrobas ;
I
una
61
i,
, cenlo
1 %
una
1
58500
8200
208000
28560
8200
8080
8160
308000
MOVOHENTO DO PORTO.
. Xavio entrado no dia 20.
Parahiha2 dias, hiale brasilero Exallacao, de 37
toneladas, mostr Estacio Menitas da Silva, equi-
pagem 5, carga loros de mangue ; ao mestre. Pns-
sageiros, Vicente Ferreira Lopes, Joaquim Jusli-
nianudSilva Manoel Ferreira Pinto.
Rio de Janeiro16 dias, escuna brasileira Galante
Mara, de 150 toneladas, capilSo Antonio Goncal-
ves de Asis Penna, eqoipagem 7, em lastro c al-
guns ceneros; a Anlooio da Silva Grillo.
Celle50 ''ia, brigue francez Urnetto, de 187 tone-
lada*, capitn Maignan, equipagem 11, carga tal
a Dracilo,
Ru de Janeiro16 das, brigue inglez Aune, de 368
toneladas, capitao William Tellv, equipagem 10,
eni lastro ; u Amorim & Irmaos.
Moni e Babia6 dits, vapor inglez Greal Western,
commandanle lleves. Conduzindo ptra esta pro-
vincia 26 passageiros. ,
dito redondo rom um.'i polegada de grossura, 1 }{ ar-
roba ; dilo em barras chalas rom um quarlu de
grossura e 2 'i poleada* de larsura, '1 anulas ; di-
to eni ditas dilas com 3|S de grossura. 5 arrobas;
comparos de 12 polegadas, 2 ; folha de sem de mo
com 4 ps de compriinentu, 1 ; ferros dolirtdos para
garlopas com 2 i polegadas de largura, 4 ; .ferros
para planas singeloscom 2 polegadas de largura,'4 ;
ferros desbastadores cu*n um polegada e 3|i dilas.3 ;
formos de ac sorlidos, 12; grusas com 12 polega-
das de comprimento, 2 ; goivas estrellas de aro, 4 ;
ditas de meia largura, 4 ; dilas largas, 4 ; limas
triangulares de 6 polegadas, 6 ; masselas de ferro
para quebrar pedras com 12 libras cada urna, 12 ;
parafusos de madeira, 2 ; pregos de assoalho, 1,000;
ditos balis grandes, 500 ; ditos pequeos, 500; di-
to* de rame com 2 polegadas de comprmenlo, 2 li-
bras ; ditos de ditos com 1 % polegada de ditos, 2
libras; ditos de ditos cora 1 polegada, 2 libras; ver-
rumas sorlidas, 24.
Quem quizer vender laes objectos, aprsenle as
suas proposlas em carta fechada, na secretaria docon-
seldo, as 10 doras do dia 1." de marro prximo vin-
douro.
Secretaria do conselha administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 20de fevereiro de 1854.
Jos de Brilo Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do armo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O conselho administrativo naval contrata o for-
necimento dos scguinles gneros para os navios ar-
EDI TAES.
o lllni. Sr. inspirttor da thesoiiraria provincial
Ceara' e Acarac.
Segu no dia 15 do correule o hiale Sobralense,
(outr'ora Flor de Curiiripe), recebe carga e passa-
geiros : trala-se com Caelano Ciraco da C. Moteira,
ao lado do> Corpo Santo, taja de massames n. 25, ou
orno capitao.
Para a Babia segu com presteza o
veliro hiale nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreira Rios para o resto da
carga 011 passageiros. trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
prime.iro andar.
Para a Bahia segu em poneos dias a veleira
sumaca Hortencia, por ler parle de sua carga promp-
la :. para o resto Iraja-se em casa de seu consignata-
rio Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz n. 54.
Para a Badia segu era poucos dias a veleira
garopeira Licracio : para o resta .da carga trata-se
em casado seu consignatario Domingos Alves Ma-
Ideus, na ra da Cruz n. 51.
Para' pelo Ceara'
a escuna nacional Emilia, capitao A. S.
Maciel jnior, segu pora o Para' pelo
Ceara', at ao din 2i do corrente, recebe
carga e passageiros para os dous porto :|
:\ tratar lia runda Cruz., u. ITi, com .1. I-
Augusto da Silva, ou com o capitao na
praca.
Vendem-se dous diales bem acreditados na ear-
rcira da Patahiba, de muito boa consrucc.ao, um lie
forrado de cobre, o ambos pfoinptos a navegar; a
tratar com Manoel Jos Daotas.
Para l.isboaaproteode sahu- com a maior brvi-
dade pussivel, o brigue porluguez 1'iaJante, de pri-
meira marcha : quem uelle quizer carregar oujfde
passagem, entenda-se com os consignatarios Thomaz
de Aquino Fouseca & Filho, un ra do Vigario
primeiro andar, ou com o capitao 11a praca
Para o Rio de Janeimalie no dia
28 do corrente, o rn*iit6veliro brigue
Recie ot^uatilitem a maiorparte de seu
caATegagjfitrtrjprouipto; para o restante,
pajSeTgeros e escravos tambem de passa-
gem : trata-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, ou coro o capito Manoel
Jos Ribeiro, a bordo.
Para o Rio de Janeiro, vai sabir com
Precisa-ee alug;
saiba cozinhar e teja
Crespo n. 10.
Precisa-te alagar .1
rua do Crespo n.
. Prerisa-se de om pJ
pateo.do Terjon. 2
caf quasi novo.
Aloga-se urna ama
leite, parida de poucos d
rua do (jueimado 1
O corre-
concellos Bou
sua morada, para se lite i
cular interesse.
F'oram comprados
amanta* da felicidade, <1
do Rosario, qqe lera de <
leirus: 2,204,97!
meios, 742,3601, 3099,)"
748.3641,2509,3:
poder do thesourciro 1
vereiro de 1854.O f
tsefra Lima fomao.
. OSr. Dr. Luiz Ign
Maranbilo, que m<
leguas distanle da Para:.i
ou mandar ultimar o ne
Os abaixo assignadj
sociedade doartis
le : 3 bilhetes de 11
les den. 4097,57:.
los de bilhete de n. 310,
4873,1091,3605,5412,
temos para a mesma so
dos Santos Brana.
UXA CO
. Quarta-feii
vera' a terceii
' commercial, para 1
7 provacfip do projec
k desta associaca, qi
k ja o numero de acci'
l tes, visto nao have
? numero sul'n
* nioes annunc
) bnete portu
horas da tarci
Siqueira & 1'
Janeiro, os seus esc:
flujo 21 do
juiz de direilo da
de rremalar drp
dos a Joaquim Cu
hai.au de Su;
Henriqne t'.hling,
fora da provincia, leva:
mulher e ama lilha de menor
Delinque Langhans, subdito
para fora da pruvii
Precisa-se de ama ama
nhora casada e doenle, que
guardo, ecoser al:
il aue lem laber
ureir e lavadeira de
servico de una com mu
a pretendea dirija-se a ruada Asi
dous andares confronte ao mv
Penha.
No dia nledw
peranea, aciio Co
sobra
piropo
a maior bievidade posivel, por ter parte
mados, enfermara de marnha, barca de escavano I c geu carregamento, o patacho nacional
evndoro?beleCmeUl0S doar58,"lno "**" L Valente... doqual hecap.t5oFracisco
Arroz brancoiJoMaranhSo.assHcarbrarico de pri-N. deAraujo : t|uem no mesmo quizer
ir onde spode ter
. eslido de cliila nV-
11 franja amlame:
vramenta taja de
13, qae ser
la ler35aon
semelhar
mediatamente
xa com palmas, panno |
r leve-a |
eataado n. 25, ou
generosamente recomp^^H
- Vm moco brasileiro otterece-se para caixeiro de
taberna, ou taitor d* *' rooyier dinja-sa
a roadeAguas VerSein. 25,-qw se dir quem he.
A casa da na de Aguas-Verdes, n.SO.uue
lem de ser arrematada, In fortir a irmiaaadt de
San Pedro desla cidade.


\
DIARIO DE PERNAMBUCO
mmmm
~
Ultimo josto.
, O abaixo assignadus, douos da nova l
bello e
- -----...............-
queira comprar, os mesmos se obsigain por qualquer
obra" que veintorem a pausar urna entila com rcspoii-
sabilidade.-jPeilicanda a qualidade do ouro de II
ou 18 quilatalfiBcand assim suelos por qualquer
davldiquepparecer.-:&irfl*m(S i,mito.
O Manoel Lopes RoliguesGuimaraesquei-
ra apparecer na toja de cora da ra da Cruz n. 60.
Fortunato Car.iozo de Gouveiu.
Jos Soares de Azevedo, professor
B de hngua frnceza no lyceu, tem aberto
em ma nova residencia, ra larga do Ro-
sario, n> 28, terceiro andar, um curso
de philosophia e outro de lingua france-
sa : pdeser procurado todos os diasuteis
desde as 7 ate 9 liaras da manha ; e de
lardea'qualquer hora.
LOTERA DE \. S. DO ROSARIO.
No dia 25 docorrente andam as rodas
derta lotera no consistorio da igreja de
Nossa Senliora do Livraraento, anda que
fiquembilhetes por vender. O thcsou-
reiro, Silvestre Pereira da Silva Guima-
raes.
Ouerece-se para caixeiro de qualquer estabelo-
cimenlo, am rapaz que lem pralica de escripia, d
ador i sua conducta : quem de seu presinti se
quiztr ulilisar annoncie.
Muita attencao !
O abaixo assignado faz publico que os cscravoscri-
ouk. Locase Mara, perlencenles ao Sr. Antonio
Maoricio Luis Wanderley, morador no Cordeiro, a-
hypotocados a seu consliluinle Antonio
eAzeveao Campos, ujahypolhcca j se
ida; e declara mais que a Sra. 1). Mara da
tciacjo Cavalcao Lias, morador no mesmo
5ar, e viuVa do uado Lucas da Rocha Cavalcanti
su poder os estraves seguintes que
ventano para pagamento do
ancisco de Azevedo Campos,- a saber:
ilromllo e Caetaha, todos crioulos, e Mi-
ngla, cajo pagamento esl por fazer.
Tdino Francisco de Azevedo Cathpot.
lixo assignado, protesta igualmente (a ser
. verdade o que suppoe os Srs. (uimaraes & llenri-
0 eonlr;! o Sr. Pedro Alexaudrino'Orlij Ca-
irgo, da villa de Serinhaem, por urna letlra venci-
a em 23 de julho de 1853, de 788400', eos respectivos
juros. mbuco 18 de fevereiro de 1854.Ma-
noel ira.
Os abaixo assignados continuam
queai- a todas as classesem
geral os seus sortimentos de fazen-
das por babeos precos, nao' me-
| nos de urna peca ou urna duzia,
i dinlieiro, ou a prazo, conforme
aj listar : no seu armazem da
[praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmos avi-
o respij^vel publico que abri-
rn no dia 5 do coi-rente mez a
rloja de fazendas da ra do Col-
legjo ePasseio Publico n. 15, di-
rigida pelo senhores JosgJetor;
de Paiv e Manoel, Jos de Si-
tara Pitanga, papa venderem
atacado e a rafSiho.
lesappareceu no dia t1 do corrente, o eseravo
aossignaessegnintes : alto, secco do
corpo.roslo redondo, denles alvos, e costuina embria-
gar-se : recorometida-se as autoridades polk-iacs, a
capturado referido eseravo, assim como aos capilaes
de campo,.entregando-se no atorro da Boa-vista n.
lo andar, a sua senliora I). Hara Rosa
d'Assumpjao.
o dia 23 do corrente he amiiversario da ins-
lallaijo do collegio das orphas, silo na la da Au-
rora, e nao no dia 19, como erradamente se aclia de-
clarado Da folhnjia, sendo que este estabelecimenlo
estar aberto ao respeilavel publico, desde as 6 horas
da Urde al as 9 da uoile.
Aluga-seo subrado grande da Magdalena,
_ que tica em freule da estrada nova, o qual
(6 ha de desoecupar al o dia 1. de marco i a tratar
no aterro da Boa-Vista n. 45, ou na ra .lo Collegio
D. 9, com Adriano Xuvjft Pereira de Brito.
W"W|M__ r t Pichas.
Alugam-seq venilcm-se bichas : na praca da In-
dependencia ftiiiroiile a roa das Cruzes n'. 10.
Traspassa-ae o arrendamenlo do um engenho de
bestas, moenlc c corrente.uislaiiledo Hccife 5 lesuas,
e da estrada publica menos de moia de bom eaminho,
a poni de cheearem. os carros de cavallos t a casa
de vivenda, com hoas e sufcieiiles ierras de canna,
mandioca, inllho. feijao, arroz, caf, ele."etc., muilo
perto e em roda do engenho, dous bou cercados de
vallados, bja, bein feila e nova casa de vivenda de
sobrado toda envidraca. com alpeudre de columnas
de madejra e grades de ferro, muilo fresca, e com ale-
gue e excellenle vista ; casas de engenho, caldeira,
encaixamento, estufa e eslribaria, finio de pedra c
cal, com lodos os seos perlences, e em muilo bom es-
lado, sufficienles senzalas para os prelos. casa de fari-
nlia provida do lodo o necesario ; excellente liando
em urna billa casiuha apropriada, mallas virgens
muilo perto, hurla com arvoras fructferas, inclusive
urna boa poroitode coqueiros ; bons silios de lavrado-
res, etc. ele, As cannas sao de muilo bom assucar, e
de muilo rendiinenlo. Vendem-se as caimas novas,
o gado vacum e cavallar : os prelendcnles dirijam-se
aoengeuho Floresta deS. Amaro de Jaboalao a" Iralar
com o proprielario.
m
Jos' Maria Velho da Silva, flho
8 do conselheiro do raesmo nome, e
$ estndante do curso juridico de Olin-
da, declara aos seus amigos, conhe- i
cidos e a1 quem mais interessar possa,
ue por liaver outra
que por liaver outra pessoa assim
chamada, se assignara' dora em
diante Jos Mara da Silva Velho.
ATTENCA, DN1CO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignoa, dentista recebeu agua denli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conhecida como a me-
Ihor que tem apparecido, ( e tem muilos elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cheirosae preservar das dores de denles: lira o
gosto desagradavel que d em geral o charuto, al-
gumas gotas desta n um copo d'agua sao suflicicn-
les; tambem se achara \ dentirrce excellenie para
a conservaco dos denles : na ra larga, do Rosario
u. 36, segundo andar.
O Sr. Ricardo Das Fcrreira lem urna caria na
prafa da Independencia n. 6e8.
Indo desta cidade para a de lioianna Manoel
tioncalves de Albuqucrque e Silva, perdeu entre
lUbaliiiga c a Uboleiro da Mangueira, urna carleira
conlendo nella /-05O00 rs.; e porque todo esse di-
nheiro eslava em sedulas de .500, 200 o 1003 rs.,
ne racil descobnr-se quem o achou, no caso de appa-
recer aiguem destrocaudo sedulas destes valores, sera
ler proporcoes de as possuir : pelo que ollercce o re-
ferido a quanlia do 1:0008000 rs. a quem lhe resti-
tuir aquella quanlia ; e a de 500000rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, o se possa rehaver o
linheiro, proflfctlcndo igualmente segredo inviolavel
quando assim-o exigirem : quem, pois, liver nolicia
Ueste adiado, dirija-se naquella cidade, a ra do Am-
paron. 44, e ncsla, aoalerro da Boa-Vista n.47,se-
gundo andar, e n. 60.
liomeopathia.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho ma-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco &
(mundo novo @l
- O Sr. Sebasti.io Bolelho de Sarapaio Amida le-
nha a bondade de ir ou mandar pagar o que nao ig-
nora, visto nao o fazer pelos primeiros annuncios
com s letras iniciaes, assim como mandar os Dia-
rios que sua merc mandn para Portugal : na ra
do Livrameuto u. 38.
Antonio Pinlo de Magalhcs.
s orna m'olher para lomar conla e
goveruar urna casa de horaem solteiro, em um enge-
nho distante desla praja: quem estiver neslas cir-
curaslailHs, dirija-e ao paleo do Carmo o. 17.
ion Bonifacio Rodrigue Chaves faz publico,
que o Sr. Domingos Barreros deiiou de ser seu pro-
curador, e que nao lem outorgado poderes a aiguem
para iulervir em seu negocio.
Atuga-se o legando andar do sobrado n. 14 da
ra Nova ; no primeiro andar do mesmo.
lo aos abaixo assignados que o Sr. Pe-
dro Alexaadrino Ortiz de Camargo, morador na fre-
KiietB^^^Hbiem, hipplbecario todos os seus beus
ao Sr. Francheo da RoMia Barros Wanderley mora-
dor na mean comarca, e Sr. do engenho Sibir ;
por sso os abaixo assignados protesta eonlram Cal liipo-
theca, visto o mesmo Sr. Camargo lhe ser devedor
ale 9 de uoverobrode 1853 defcrxtoJt rs. e mais os
juros que lem decorridodaquella dalacmdianle, im-
portancia de urna lellra sacada porMiguel Jos Bar-
bosa Oaimaraes & C., em 9 de agosto de 1842. e
vencida em 9 de fevereiro de 1843, de cuja exlincla
firma sao os abano assignados liquidalarios ; e no
caso de ser verdade tal hipolheca, esl claro que he
para nao rfrgar a quem deve ha 11 para 12 anuos.
Recite 16At fevereiio de 1854.
^ GuimaraesSiJenriquei.
w
frWlA DAS CIUU&. 28.
No consultorio do professor homopalh. '
Gosset Biroonl, acham-se venda por
III RES.
Algnmasc |medicamenlos.
(>s competentes livros.....5J}000
Grande ortimenjo d carteiras e caitas
do lodos os (amanhos por precw commo-
diitimot.
i lobo de globolos avutsos 500
1 rrasto de ^onca de tintura a
e9clha.........18000
ar urna ama forra ou captiva: ua
!3, segundo andar.
Em eonsequencU de um annuncio no Diario
de ndOJCori-.-uic mez, declaramos que mo cxisle
letlra algur lia de "OOSOOO rs., sacada pelo
Sr. Joso Jos-Mbreira, e aceita por nos; mas sim um
reDl 00(000 rs., cuja somma foi deposi-
,ad11 pelo allcmo Sr. J. Joseph
participado de ler perdMo o dito
recibo. eber ^ fompanhia.
le urna mullier parda ou prela for
ii diario de rima casa de
Pone uer-se perfeita cozinlieira, e
""f "lo aceiada, aadia e robusta,
etc. ; be somenle para crfzinhsr, e nao para servico
algum de portas para fura ; na ra do Vigario n. 2o,
arma, icar de Miranda & Cumpanhia.
* alugar urna escrava para o servico
pouca familia : ua ra do Padre Flu-
Aluga-se a loja'do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com armrcao nova, propria para laberna : a
tratar na loja do sobrado amarillo da ra do Ouei-
mado n. 29. _
OSr. Manoel Lourenjo Machado da Rocha, en-
cadernador, que assignou esle Diario para o Sr. ri-
gano Manoel Vicenle do Araer-?rlteriMta lypo-
graphw para solver mesma assignalura, visto que o
JUgario diz que nada lem com isso.
HOMEOPATHIA. .
O Dr. Casanova conlina a dar consultas todos o
no seu consultorio, ra do Trapiche n. 14.
KETKATnspEi.oTnrEc
e aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro
aadar.
A. Letlarle, tendo de se demorar pouco S
i lempo nesla cidade, avisa ao respeilavel pn- SI
^ lilico que quizer ulilisar-se de seu presti- x
mo, de apruveitar os poucos das que tem K
de residir aqui ; os retratos sero lirados com PE
toda a rapidez e perfeicSo que se pode dese-
jar. fto eslabeleciroenlo ha relratos moslra
para as pessoasque quizerem examinar, e es-
la aberlo das 9 horas da manhia al as 4 da
tarde.
-^ > aterro da Boa-Vista, luja de miodezas do
Sr. Manuel Cabral de Medeiros ri. 72, se dir quem
d de 500 at l:000j000 rs. com hypolheca em casas
terreas.
J. Jane,Dentista,
conlina residir na ra Nova, primeiroftndar n. 19.
Aluaa-se nma prela, crioula, que sabe bem en-
gnmmar, ensahoar, cozidhare fazer lodo o servico de
urna casa com limpeza e aceio ; tambem e aluga nm
tnolcque de bonila figura, que sabe fazer lodo o ser-
vico de casa, e serve para mandados por ser muilo
intelligenle e fiel: a tratar na ra Real (chora me-
ninos) casa u, 3, que lem porlao ao lado.
Quem se julgar credor da extncta
firma de Joao deSiqueira Ferrao & C-,
haja deapresentar suas coritas no prazo de
oito dis, da data deste : na ra do Cres-
po, i). 15.
Francisco de Paula Ouarquc, se-
nhor do engenho Soccorro, faz sciente ao
publico que temopposto embargos de tei-
ceii-o senhor e possuidor prejudicado, a
airematacao de 50 bracas de tena, que se
diz ter de, patrimonio a capella de Nossa
Senliora do Soccorro,'enllocada dentro das
trras de sen engenho, por serem todas
as trras de sua propriedade como mostra
pelos seus ttulos, pelo que nao pode ler
lugar a arrematarlo annimciada para
lioje,
Roga-se ao Illm. Sr. desembargador chefe de
polica, se digne, quando poder, examinar a racao
que so furnece aos presos, pois ha quem diga q'ue
ellas sao diminuidos, e ora lem racSo de toucinho,
ora nao; dizem mais que o caf bem pode dispen-
sar este nome, pois quasi sempre he agua; assim
como nuuca apparece na enfermarla o peito da ual-
Jinha. do que so infere que as que se gaslam nao o
lem, etc., etc. Sabemos que ests males nao vem
do remecedor e sim do enzinheiro, a quem o-forne-
cednr reprehende conslanlemenle mas elle pouco
se imporla. e yai capando as racoes, e eozinhando
ludo com tao mo arranjo, que mais parece lavadura
para porcos.
COMPRAS.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-se para o Rio de Janeiro urna mulali-
nha propria para urna criada ; a tratar na ra do
Amorim n. 35. *
Compra-se um sellim usado com os perlences :
a tratar na ra do Crespo n. 10.
Compram-se escravos de idadede 12a 24 anuos,
tendo bonitas figuras, pagam-se bem.assiin como tam-
bem se recebepor venda de commisso : na ra l)i-
rcila n. 3.
~ VENDAS
FURTO MlimBENGALLADTI
UNICORNE. |
No dia 18 do corrente (sabbado), pelas 7 ho-'A
ras da noite, furlaram de cima do balcao da Cj$
lo/a dequalro portas da ra doCabug, n. IB, @
urna bcngalla de unicorne com ponleira de @
prata dourada e castao de ouro lavrado, len- @
do no mesmo nm rubim grande e as iniciaes 0$
I. C. L.: roga-so aos senhores relojoeiros ou J
ourlyes, ou a quem foroflerecida, de prende-
rem o ladrao e de levarem a bengall ana mes- &
ma loja, aonde sero recompensados,' caso o
exigirem..
AO PUBLICO.
nazem de fazendas bara-
ua do Collegio n. 2,
vnde-8e um completo sortimento
de fazendas, (mas e grossas, por
L os mais haixos do que emou-
'jlquer parte, tanto em por- I
unpi-adores um s pi-eco
s : este establecimento
combiuagao coua
ingleza, l'runcezas, alletuaas e suis- '
ender fazendas mais era
ue.se tem vendido, epor j
[; isto ffeBBcendo elle maiores van-
tageradoque outro qualquer ; o
propnetario deste importante es-
Y tabelecimeiito convida a' todos os ,
seus paicios, e ao publico em pe-
ral, para.que verrham (a' bem dos
seus intresss) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dosSantxis^Rolim.
KOENIGLICH PREUSSISCHES CONS-
LAT1N PERNAMBUCO.
Es wird hiemit all^p in der Provinz Per-
nambuco wohnhaften Preussischen Unter-
thanen bekannt gemacht dass. ipi hisigeri
Roeniglichen Consulat eineneueMatnkel
ztti Aumeldung derjenigen Preussan
welche auf Preussische Unterthanschaft
Anspruch machen, angelegt st, und wer-
den dieselben dahqr hiermit aul'gefordert
i lire amen im Roeniglichen Consulat ent-
weder selbst, oder diirch gehoerige Voll-
macht eintragen zu lassen, zu vvlchem
Zwecke dieAnmeldungen, ruada Cruz, n.
10, entgegen genommen werden.
Precisa-se alugar urna.prela forra, para todo o
servido interno e externo de urna casa de pequea
familia, confronte ao Rosario de Santo Antouio, i>.
J9, A.
Precisa-se de ama ama que tenha bom e bas-
lante leile : annuncie ou diriga-se a esla Ivpobra-
phia.
Engomma-se perfeitamente
na ra da tlloria, n. 69, roupa para homem com a
perreican desejada e promplidao, o prejo he oquan-
lo pone ser deminulo.
Quem precisar de urna mullier para vender fa-
zenda acompanliando prelos ou prelas, dirija-se a
praia de Santa Rila, confronte a reslilacao,que acha-
ra com quem tratar.
Quem precisar de coloras grossas e cozinhar
particular, dirija-se a mesma casa que achara com
quem tratar.
Alnga-se o lerceiro andar da casa n. 21, na ra
ova : a rallar na roa do Queimado, n. 10.
Deseja-se fallar aoSr.-Juw Maria Alhuquer-
que Maranhao, por isso, pede-se ao mesmo Sr., de-
clare sua morada ou se dirija ra larga do Ro-
sario, n. 36, botica de Barlholomeii Francisco de
souza.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico de
umneasa de pouca familia : no alerro da Boa-Vista.
n. 7S. '
Precisa-se de urna ama que lenha bstanle e
bom leile, |>aga-se hem: na ra Direila.n. segun-
do andar. '
As pessoas, cujos fillios aprendiam com o fina-
do professor particular da na Direita, Antonio Ri-
ueirode Bnlo, dirijam-se a ra de San Jos n. 22. a'
vollar para n .lo Nogueira, e ahi aeharao urna pessoa
de ba conducta moral e civil, e com am rgimen
tal que-ao seu alcance'se pode conlcmplar no nu-
mero dos bons prpfessores; e com ella tralarao'a res-
peito. '
Os annuncios publicados no Diario deste
mez, chamando o Sr.Thcophilfl Jos deLemos a
praca da Independencia' II. 13 e 1.1. para pagar a sua
conla, nao se eutendem com o Sr.|Theophlo Jos de
Lemos, caixeiro do Sr. Francisco de Paula Queiroz
Fonsflca, e sim com um oulro de ignal nome, resi-
dente fra desla-eidade.
O Sr. Jos de Mello Cesar de Andrade, mora-
dor na cidade de Olinda qeira-djrigir-se a padaria
doVaradouro da mesma cidade, p^is que muilo se
lhe deseja fallar a negocio que lhe dizrespeilo.
Alces V. __.
Tendo na rnanha do dia de honlem voado do
Segunde andar do sobrado da ra das Cruzes u. 41,
procurando a direccao da ra da Cadeia. um papa-
gaio verdaileiro, bstanle fallador, roga-se a quem a
tiver apanhado o especial favor de o mandar entre-
gar no andar do referido sobrado, que ser recom-
pensado.
Precisa-se alugar una casa terrea, por dous
rflezes^ c si; for boa se faro negocio que nao ilesa-
giadara ao proprielario: nesla Ivpoerapliia. su dii.i
ijuem precisa.
Novotelegrapho.
Vende-se o roleiro do novo telearapho que princi-
piou a ler andamento no dia 29 do corrente, a 40 rs.
cada um: nalivrnria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Na ra do Queimado, segunda loja
n. 18,
vendem-se lavas de seda prela para homem e senho-
ra, a 500 rs. o par.
Vnde-se um brac,o grande de Romn & Com-
panhia. para balanca, em bom eslaio, assim como
dous pesos de duas arrobas: na ra do Crespo n. 10.
C omina.
Vendem-se saccas com muilo nlva goroma para
engommar e fazer bollinhos : Na ra do Oueimado,
loja ii. 14.
Excellente petisco.
Vcndem-se ovas do serlo muilo frescae e muilo
barato : na roa do Qoeimado, loja n. 14.
Na ra da Guia n. 9, vende-se um prelo de na-
Co Angola, proprio para qualquer servico, princi-
palmente para armazem de assucar, por j ler prali-
ca, veude-se mais um palanquim em bom oslado.
Vende-se um moleque muito sadio, idade de 8
annos: na ra Direita n, 69.
Vende-se urna mulata de 38 annos de idade,
engomma bem, lava tanto de sabocomo de varrella,
corla e faz vestidos de Sr. por 200000; na ra de
Aguas Verdes n. 23.
Vende-se por preciso dous bonitos c bous mo-
leqnes, um de 14 annos, e oulro de 24 annos bom
carreiro e serrador: qocm os prelender dirija-soja
ra da Praia, armazem de moldados de Antouio
Francisco Muniz de Miranda.
Vendem-se relogios de ouro e praia, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
_ na praca da Independencia n. 18 e 20.
Veade-se um cabriolel em bom uso, por prcro
commodo, assim como urna secretaria de escrevr
com tres gavelOes para roupa: a pcssua que preten-
der dirija-se ao aterro da Boa Vista n. 42, que achara
com quem Iralar.
Venderse um bom eseravo cozinheiro, 1om co-
peiro, muilo fiel e diligente ; urna escrava que co-
zinha bem cengomma ; urna dita quilandeira, por
prero commodo : na ra Direita n. 66.
Na ruadoCrespo, loja amarclla n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
AI.EXANDRIA
fazenda fuiia core?, lisa e de' quadros, que parece
seda lavrada, ou grs de Napias: vende-se 640
rs. o covado.
KEVINA,
para veslido de senliora, fazenda de seda e linho de
quadros escocezes ;Jvende-se a 700 rs. o covado.
ROMEIRAS
pira senhoras, as mais modernas que vicram pelo
ultimo navio de Pars, rnmeiras de tilo e de cam-
braia bordada a agulha : vendem-se a 53 e 69 rs. ca-
da urna.
Camizinhas e manguitos para senhoras.
Vendem-se camizinhas que finge linho, e mangui-
tos de todas as qualidades, lodas bordadas e de liovn
goslo, a6grs.
Romeiras de fil de seda (bordadas) brancas c pre-
las, a 6 e 89 rs;
Na ra do Crespo, loja amarclla n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Ricos enfeites
para caheca de senliora, os mais modernos'que lem
apparecido, de 19000 a 158000 rs.
Ricos chapeos
para senhoras, com ricas guarnieres c plumas lodas
de seda, assim como de palhinha de Dalia com ca-
bello, a 149el89rs.
Cambraia frnceza
a 440 rs. a vara, fazendas de cores lixas de goslo mo-
derno, de quadro e listrasde cores.
Seda escoceza -
a 19 rs. o covado, fazenda a melhor qae lem' appare-
cido com desenlio* grandes e pequeos, e oulras mol-
las sedas por barato preco, propria para quaresma,
bem como, maulas de fil, los, romeiras.
NO BAZAR PEKNAMBUCANO
vendeni-sc vestimentas para o carnaval, alngam-se e
pcnleiam-se cabileiras com aceio e promplidao.
Vende-se urna rica pbra em dous volumes de
Anatoma do Corpo Humano, ornada de 41 finsi-
mas sravuras, coloridasc em Tumo, representando
400e tantos nbjeclos, tambem vende-se atlas de tiep-
graphia Universal : quem precisar annuncie.
Na ra do Crespo, loja amarella n. i,de
Antonio Francisco Pereira.
, Recebe por todos os vapores viudos dePiiris, luvas
de pellirji.de Jovin, lano para homem, como nara
seuhora: preco fizo 39000 rs. cada par. ,
C1IAMPACNE
o melhor que ha no mercado e por preco
commodo : na ra do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, escriptoro de Machado &
Pinheiro.
Oh que pechincha!
Na ra do Cabuga', loja dequalro por-
tas, tem os mais bonitos eiieitos para mas-
que ; como laces, livelas, botoes, colares,
comendas, tudo ingindo brilhante.
(juem quizer comprar um deposito com pneos
fundos em muilo bom local, c muilo bons caix&es pa-
ra assucar, dirija-se ao mesmo, defroule do largo da
Sania Cruz, ra do Rosario u. 55, ou no Corredor do
Bispo n. 20.
Vendem-se com ponen uso os livros seguinles:
Historie Sacra;, Fbula? de Phtedri, Saluslius,' Virgi-
liii Rcedi, Epstola Ciceronis, Ord. Vcrborum Sals-
lii, Hislory of Rorne (por (ioldsmilhs), dita dita (por
Thomaz MoreJI), Vicar nf Wakeficld, Jonhson Paels
Slillon, Historia Sagrada (por Beruardiuo), collec-
5es de problemas, diccionario geographico com 59
corlas (por Perol); no alerro da Boa-Vista, loja de
ourives n. 68.
do Trapiche n. 34, lem para Vender por prejo muilo
em conla os sefuihlesartigos : couros de luslre, mar-
ca caslello, grande quanlidade de miudezas chegadas
de Hamburgu pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de differentcs qualidades, chapeos de feltro prelos e
pardos, e uniros objeelos que serSo prsenles aos
compradores:
es.^
w

Legtima sarja liespanliola da inclhorquali- }'
dadeque aqui (em viudo, dila um pouco mais @
bailo, selm prelo para veslidos.rorles de se- (
da prela lavrada para volidos, fazendn supe- @
rior, veludo preto, chales c maulas de fil de _
seda bordados, romeiras de retroz preto lam-
bem bordadas, meias de seda preta de peso,
tanto para homem como para senliora, e ou- @
Iras muitas fazendas proprias para o lempo da @
quaresma ; na ma do Queimado u. 46, loja
de Bezerra & Moreira.
Vinho de Collares
em barris de 7 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
Attencao.
le cliegada a excellente' pilada do muilo acredi-
tado rap de Lisboa, pelo bague Tarujo 1, e adia-
se a disposinlo do publico no deposilo da ra da Ca-
deia do Recife, loja de fazendas de qualro portas n.
o. Adverle-se que o prec.o he 3200 rs. a moeda
a vista. .
Chapeos francezes.
Vendem-se chapeos francezes finos da ultima mo-
da, sendo de aba eslreitae larga : na loja do sobrado
amarcllo nos quatro cautos da ra do ueiinado nu-
mero 29.
Vestidos de seda preta a 18,^000 rs.
Vendemrse corles de vestidos prelos de seda la-
vrada, bons goslos, pelo barato preco do 189000 res
cada corle : ua loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
' Vende-se superior sarja de seda hespanhola ;
corles deseda prela lavrada, fazenda superior; selm,
prelo proprio para vestidos ; velludo preto o melhor
que ha no mercado; los prelos bordadosde seda, man-
tas prelas bordadas, de seda ; meias prelas de seda de
peso c oulras muitas fazendas de seda, tudo por pre-
co muilo commodo : na loja do sobrado amarello da
ra do Queimado n. 29.
Na loja do sobrado amarello na ruado Queirmv
do n. 29, vende-se superior panno prelo fino de pre-
co de 4 a 129000 rs, o covado ; casemira prela els-
tica para lodo o preco; corles de collele prelos de
velludo com palmas bordadas a relroz ; ditos de se-
lm prelo c de casemira bordados ; velludo prelo su-
perior ; selim de Maco c oulras azendas, tudo por
precos commodos.
Para senliora
os mais ricos e mais modernos chapeos de senliora
para montara, acabam de chegar a loja e fabrica de
chapeos de Joaqum de Oliveira Maia : na prac,a da
Independencia ns. 24 a 30, aonde se vendem por pre-
co commodo.
Fitas superlinas.
Vendem-se filas de cores de ns. 12 e 16, de supe-
rior qualidadec padr&es inteiramenle nnvos, por
preso commodo : ua praca da Independencia bs. 24
a 30, loja e rubrica de chapeos de Joaquim de Oli-
veira Maia. '
, FARINHA DE S. MATUEL'S.
No caes da alfandega, armazem de Jos Joaquim
Pareira de Mello, ha para vender muilo superior
fariuha de S. Malheus, emsaccss, por preco commo-
do : a Iralar no escrlplorio de Domingos Alves Ma-
lheus, na ra da Cruz n. 54.
Vende-se urna escrava.crioula, mo-
ca e de bella figura : na ra do Hospicio,
primeira casa a direita com porta de co-
cheira-.
Vende-se um cavallo ruco boraaudadore 8
por preco commodo ; na entrada dos Reme- @
J8 dios, sitio n. 2. No mesmo lugar tambem se
@ vende um eseravo mui versado no servico de @
$ campo, mui principalmente no Iralameno de
vaccas de leile. a
CALCADO BARATO,
no aterro da Boa-Vista n. 58, loja de cal-
cado junto ao selleiro,vendem-se osseguin-
tes calcados francezes, muito bons, a di-'
nheiro, e pelos precos seguinles:
Botins de bezerro, par
Sapatoes de lustre para homem
7.S000
Vs'tiOO
4S000
(,s-500
6**00
fi.S'OOO
S000
Casemirs francezas.
Vcndem-se casemirs francezas muito cls-
ticas, de padroas claros e escuros, lendo por-
reo para escolher. pelo barato preco de i.-\VK)
o corte ; na riuhNova n. 16, loja treva de Jo-
s Luiz Pereira & l'ilho.
\ende-se um lerrenn com 100 palmos de frenle
e mais de 600 de fundo, no melhor lugar da Ponle de
Lchoa, por ser do lado do rio, com caes j fcilo:
quem o pretender, queira entender-sena ra doQuei-
mado n. 10, loja.
ATTENCAO'.
No aterro da Boa-Vista n. 66, vendem-se duas ca-
sas terreas, sitas em urna das nova roas dos subur-
bios desla cidade, as quaes rendem mensalmeuleSS
rs. cada urna.
Vestidos baratos.
Vendem-se vestidos braucos de barra a.iaOOOrs.,
ditos Je 2 baados a 19,500, Hilos de 3 e 5 babadas a
59000 rs., cassas e cimbraas francezas a 560 rs. a
vara, corles de chila de barra a 29400 e 39000 rs.,
corles do cassa de barra a 29O0 e 29500 ; na ra
Nova n 16, loja de Jos Luiz Pereira ti Filho.
Palitos francezes a 5j), *f e 9*000 rs.
Vendem-se palils francezes de briui de linho e
brelanha a 39 e 49000 rs., dilos de alpacas de cores.
muilo bemfeitos, e da ultima* moda de Pars a 99000
rs.: na ma Nova n. 16, loja de Jos Luiz Pereira &
Filho.
Chapeos para senhoras.
Vendem-se ricos e modernos chapeos de se-
da e blond para senhoras, muito bem enfeita-
dose da ultima moda, pelo barato preco de
109, 129. 149 e 169000 rs. : na ra Nova n.
16, loja de Jos L'uiz Pereira & Filho.
Na ra do Queimado n. 46, loja de Bezerra &
Moreira, ha para vender um esplendido sortimento.
de pannos pretos e casemirs de varios precos e qua-
lidades, e tambem corles de colleles de casemira pre-
la bordados, dilos de gorgurao prelo de seda borda
dos, fazenda muilo moderna,, chapeos a carij, ditOM
com aba eslreita, dos melhores aue ha no mercado,,
e prometiera vender por precos muilo cqfimodos.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais eleganle qm ;
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos precn qae em oulra parle : na ra da Cadeia cf
Recife, u, 17.
Borzeguins elsticos
Ditos de botoes
Sapatoes da Prussia
Ditos de lustre para meninos
Vendem-se lavas de pellica para homem e se-
nhora, pelo baralissmo preco de 160 rs. o par, assim
como babado de linho aberlo,' eslreilo, a 60 e 80 rs.
a vara : na ma do Queimado, loja de miudezas da
boa fama 11. 33.
Vendem-se saccas com farinha boa
e nova : na ra da Cadeia do. Recife, lo-
ja de fazendas n. 51, de Joao da Cunlia
Magalhaes.
Sapotis grandes.
Coiitinua-se a vender os grandes sapotis, lano ma-
duros para a mesa, como incitados para embarque :
no si lin da Trempe, sobrado n. 1 que lem taberna por
baUo ; e ahi mesmo ha para, plantar, urna boa por-
to de psdos mesmos, para o que esl o lempo lin-
do, lano pela chava que appareccu como por ser
quarlo de luaminguanle, em cujo lempo nao morre
um s p.
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram ltimamente navalhas
de barba, superiores a todas quan-
tasate agora se ten? fabricado, por
serem de ac tao fino e de tal tem-
pera,que ale'm dedurarem extraor-
dinariamente, nao se sentem no
rosto na aeco de cortar ; saofeitas
pelo hbil fabricante de cutilcria
i-que merecen o premio na exposi-
rao.de Londres, e nao agr-lando
pdetn os compradores devolve-las
ate' 15 dias depois da compra, e se
lhes restituir o importe.
Vende-se cada estojo de duas na-
valhas por 8$000 rs., preco /xo :
no escriptorio de Augusto C. de
Abreu, ua ra da Cadeia do Recife
ii. 48.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se ce-
ra para limas de cheiro a 960 rs. a libra, e alelria
muilo boa a 240.
Vende-se 1 pardo perito sapalero, ? negra com
algumas habilidades, c 1 parda que engomma muilo
hem, fax labvrintho, penleia hem urna senliora e ves-
te, ludo faz com perfeicao, e he de muilo boa con-
ducta ; vende-se Umhem I parda de meia idade e 1
lindo moleque proprio para un pai fazer de prsenle
a om filho : na ra da Gloria n. 7.
Pianos.
Os amadores da msica arham continuadamente
em casa de BrnnnTracger &Companhia, ra da Cruz
n. 10, um grande sorltmenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de dtflerenles modelhw, Iraa conslruccao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos: sim co-
mo loda a qualidade de instrumentos para msica.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
lasso Irmaos.
Vende-se doce de caj secco a 400 rs. a libra,
dilo ile mangaba diloa320, dilo de liman dito a 320,
assim como ps de sapotis bons de se mudaran, imii
ja estilo em caizoes, e juntamente ps de uvas mosca-
tes( em Olinda, na ra do llointim, em casa do
abaixo assiguado.Maiwel Sunes de Mello.
Na loja de 6 norias, em frente da greja do l.i-
vramente, vendem-se chitas francezas de cores escu-
ras a 240 rs. o covado, cortea de cambraia com barra
a 29400 e 29800. ditos de cassa chita com 6 1|2 varas
a 19880, lencos de cambraia brancos, ditos com barra
de cores a 160, chitas com muilo bom panno a 160 e
140 o covado, ganga amarella de quadros muilo fina
a 380 rs. o covado, corles de casemira escora a 59000
rs., alpaca de cores a 241) o covado.
CALCADO A 720, 800, 28000, 39800 rs.
No aterro da Boa-Visia loja defronte da
' noneca.
Troca-se por sedulas ainda mesmo vclhas, uro no-
vo e completo sorliinenlo dos bem condecidos
sapatoes do Aracal) a 720. 8(X( c botins a 2-SOOO
rs.,sapales de lustre da Babia a 39000 rs., assim
como um completo sortimento de calcados france-
zas de lodas as qualidades, lano para homem como
para senliora, meninos e meninas, um completo
sortimento de perfumaras : Indo par. preco muilo
commodo, alim de se apurar dttlieiro.
I Vende-se o sobrado de do.is anda-
res esotao da ra de Apollo n. 9,"bem
como o dito de mu andar t|a ra da Guia
n. 4t : a tratar ua ra do Collegio n.21,
segundo andar.
No escriptorio Ue Novis & Compauliia, na rui
TtWSA PECBIMAS.
(.orles de cmbralas brancas com babados de ri-
qussmos gestos, pelo diminuto proco de 49300, ditos
com barra de lindos desenlies a 39600 rs., dilos de
chita com orna barra larga ao lado, fazendas france-
zas com I2covados, e do ultimo gosto a 29500,0 cor-
le, dilos com unta lisia ao lado, fazenda multo lina
de lodas as cores a 29400, dilos com 13 covados, miu-
dinhasdeumas cor a 29300, chilas escuras cores
muito fixas de dflercnles padrOes a 160 rs. o covado,
ditas de imvos padres, liugindo cassas francezas a
180 rs., ditas cabochu miudinhas a 200 rs., sarja de
la,i preta da primeira qualidade por ser muito encor-
pada a j60 rs. o covado, alpaca preta e de cor muilo
filia a 800 rs. o covado, e afamado omino ,couro en
trancado de urna s cor a 180 rs. o covado, os muilo
acreditados cobertores de algodo brancos da fabrica
de todos os Santos da: Bahia a 640 rs. cada um, case-
mira prela muilo lina a 29500 e38200 rs. o covado,
sarja prela de seda muilo fina de superior qualidade
a 29500, merinos prelos pur 19800, 29500, 39000, e
38500 rs. o covado, assim como um verdadiiro sorli-
mento de oulras qualidades de fazendas que se ven-
derlo por menos preco do que em onlra qualquer
parle: ua ra'do Crespo, loja n. 14, de Oas &
Lemos.
A 59OOO RS. A PECA.
Na loja de tiuimaraes & Henriques, roa do Crespo
ii., vendem-se chilas de cores escuras, com um rs.
qucuo loque de mofo, pelo barato prejo de 59000pe-
a pec,a, cora 38 covados.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinhas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas no Aracaty, e por coatme-
do prego ; na ra da Crnz, armazeif. de couros e sola
n. 15.
Cera de carnauba.
Vende-se em porcao e a relalho : na ra da Cruz,
armazem de couros e sola n. 15,
Vende-se na ra da Cadeia Velha do
Recife, loja de ferragens n. 55, rap de
Paul Cordeiro muito fresco, vindo pelo
vapor Imperatriz, a 1,300 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL EPOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior petassa da Russia. ches
gada ltimamente, e da fabrica no Ro de
Janeiro, de quaidade bem conhecida, as-
sim como cal em pedra, cliegada no ul-
timo navio.
Agencia de Edwln Man.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras ludas de ferro pa-
ra animaes, asna, ele, diUis para a rutar em roadei-
ra de todos os lama n hos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco veus |iara navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de flaudres : ludo por barato precn.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson,
yendem-se relogios de ouro de sabooele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
d res, por prejo commodo.
POTASSA.
No anligo deposilo da ra da Cadeia do Recife ,
armaaem n. 12, ha para vender muito nova potassa
da Russia, americana ebrasilcira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parle, se affianram
aos que precisarem comprar. No mesmo deposilo
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadera salsa parri-
Iha de Sands: na botica frnceza, da ra
da Cruz em frente ao chafariz.
v VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 38.
Veodem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labynnlho felas no Aracalv,
conslando de toalhas, lenjos, coeiros, rodas de
saia, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmos avisam aos seas freguezee, que trm
para vender farinha de Irgo cliegada ullimamenle
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia eiste no mercado.
Deposito da fabrica de Todo 01 Santos na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Biebcr d'C., na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella .fabrica,
muilo proprio para saccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorl-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissma.
Os mais ricos e mais modernos cha- i0)
peos de senhoras se encontrara sempre
na loja de madama Theard, por um preco
mais rzovel de que em qualquer oulra
parle.
Na ra da Cru/ n. 15, segaudo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feijSo
muito novo, ditas comgomma, e velas de carnauba,
puras e composlas.
Vendem-se em casa de Me. Calmon t 5 Com-
panhia, na praca do Corpo jauln. 11, o seguinle:
vinho de Marscillcem caixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, ac de milasurtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste establecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. P
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com'o met todo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SALSA PARRILIIA.
Vicente Jos de Brito, nico agente cm Pernam-
buco de B. J. 1). Sands, chimico americano, faz pu-
blico qtic lem chegado a esta praca una grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, qae sao
vcrdadeiramenle falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devetn acautelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de rahir ncsle
ensao, lomando .as funestas consequencias que
sempre coslumaiii Irazer osmedicauoulos falsifica-
dos elaborado, pela niodaquelles, que aulepoem
seus iuleresgesaos mal e estragos da humanidade.
l'orlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dstiugua a verdadera salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemenle aqui cliega-
da ; o aniiuiiranle faz ver que a verdadera se ven-
de nicamente em sua hulica, na ra da Cnnceirao
do Recife n. 61 ; c, alm do rereiluario que arom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
sou nomo 'impreso, ese achara sua firma cm nia-
nuscrpto sobre o iuvollorio impresso do mesmo
fracos.
() Vendem-se relogios de ouro, pa
q ten-te inglez, por commodo prc-
f co: na ra da Cruz n. 20, casa de
() L. Leconle Feron Si Companhia.
MADAPOLAO' BOM, A 39200.
Vendem-se pecas de madapoln de boa qualidade,
com pouca avaria : na ma da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
8cjam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes*, modinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
prero muilo coinmado : na ruada Cruz, armazem
u. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e American
na, superiores, e cal virgem d Lisboa,'
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rita do Trapi-
chen. 13, armazem de Bastos Irmaos.
Com toque-de avaria.
Mndapolao largo a 3s200 a peca : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volta para a Cadeia.
Grande sortimento de colleles de fusiao supe-
rior, por diminuto preco; palitos de brim liso een-
Irancado de todas as qualidades e precos ; pequeas
malas de muro, proprias para viagem ; ricas abutu-
aduras para collele, ludo mais barato que em oulra
qualquer parle : na rua do Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do.Recito n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendom-se superiores mascaras de rame, por me-
nos pre^o que em oulra qualquer parle: ua rua da
Cadeia do Recife n. 17.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2&400 a peca, cortes de ganga amarella de quadros
muito lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 Ipi varas, muilo larga, a 28800, dilos
com81|2 varas a 33000 rs., corles de meia casemira
para calca a 38000 rs., e oulras muilas fazeudas por
preco commodo : na rua do Crespo da esquina
que volta para a Cadeia.
ALMANAK.
Saliio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 epgenhos, alm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo-preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na ma do Crespo n. 5, ha nm completo sortimento
de toalhas e guardanapos do Porto, pelos precos se-
grales: guardanaposa 2600azlzia, toalhas gran-
des a 43-500 cada urna, ditas regulares a 35600, ditas
mais pequeas a 38200.
Vende-se um cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega baizo, esquipa e he
muilo manso, lem arreihs c sellim novo:
a /airar na praca da Independencia n.
10 e 20.
Chejjiiein a pechincha.
Lencos de cambraia ue linho, finos, a 400 e 500 rs.;
dilos de seda de cor de tres ponas, muilo grandes e
com franja a 800 rs.: ra rua do Crespo, loja da es-
quina qae volta para a Cadeia.
PARA A CUARESMA.
Um lindo e variadet sortimento de fazen-
das pretas e de tocrB*_as-qualidades.
Panno fin preto a 38000. 38200, 49500, 58500 e
68000 rs., dilo azul a 28800, 38200 e 48000 rs., dito
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela eofestada a 58500 o corle, dila frn-
ceza muilo lina e elstica a 785O0,88000e 98000 rs.,
setjm prelo maco muilo superior a 38200, 48000 c
58500 o covado, merino preto muilo hom a 38200 o
covado, sarja prela moilo boa a 2^000 rs. o covado,
dita hespanhola a 28600 o covado, veos pretos de fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a !80 a vara, c oulras muilas fazendas de bom goslo;
na rua do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadei .
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recentemente, i-eoominen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eiieitos ja' experimen-
tados : na rua da Crifz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
'Companhia.
&SSSSSS: ssssssl
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 640
rs. c pequeos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas.de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 10.
la
Aos serliores de
'Cobertores escuros de algodao a 800 rs., dilos mui-
-V do Crespo,
loja da esquina que volta par
- y ndioca mui-
'o*i'i :a recente-
mente : > S Pi-
nheiro, na rua do Am ou a
tratar no _'|mos, na rua
do Vigarii
COM PEQUE vARlA.
. 'f0!'5 d cncorpado a 100,
12U,e440ajarda: daesqui-
*
Deposito de vinho
pague Chateau-Ay,. primeira
hdade, de propriedade do con4
de Mareuil, rua da Cruz d<
cife ji. 20: este vinho, o r. B
de toda a champagne vende- v
se a 56$000 n. cada caixa, acfaa- [
1 se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. t. B.
Ascaixas sao marcadas a fogoI,
Conde de Mareuil e os rtulos]
das garrafas sao azues.
/
NS,"
primeira rjua-
Na rua do Vigario n. 19, ^j
venda a superior flanella para fon
gada recentemente da America.
N0ARMZE1
, ECOIPANHIA;Rl'AMTIAP[C
ha para vender o seguinte :
Balancas decimaes de 600 libra.
Oleo de linhaca em latas de 5 gatoes.
Champagne, marca A. C. I
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para fono desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas deolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac d Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de cara.
Lazariras e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
La tao em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia,
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sbonete, patente in-
glez.
Graka ingleza de verniz para arreaos.
Arreios para um e dous cavallos, guai-ne-
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampees para carro e cabriolel.
Couros de viadode lustre para cobertas.
Cabera das pai montara, para senliora.
Esporas de acp pratdo.
SALSA PARRILBA.
UE
As uumerosas nperieacias feilas com o ua da
alsa parrilha em todas as eufenuidades, originadas
spela impureza do sangue, e o boro xito btido na
corte pelo Illjn. Sr. l)r. Sigaud, presdenle da aca-
demia imperial de medicina, pelo i Ilustrado Sr. Dr.
Antonio Jos l'eisoto em sua clnica, e em sua afa-
mada casa de saude ua amboa, pelo IlUn. Sr. 'Dr.
Salurnino de Oliveira, medico do exercilo e por va-
nosoulros mdicos, permiltem lioje de proclamar
altamente as virtudes efflcaaes da
SALSA PAKBILHA
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa ronlem duas libras de liqui-
do, c a salsa parrilha de Bristol he garanlid como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, potassium.
O deposito desla salsa mudou--

ene
chinitia e fundidor de ferro, mui respeitosamcule
annuncia aos senhores propretaros de engenhos,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, qae o seu esla-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brnm passando o chafaiiz, conlina em
efleclivo exercico,'ese acha complelameate montado
com apparelhos da primeira, qualidade para a per-
feila confeepto da maiores pecas de machinismo.
Habilitado para empreheuder quaesquer obras da
sua arte, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attencao publica para as se-
guinles, por tordellas grande snrlimenlo ja' promp-
to, em deposito na mesma fundidas, as quaes coos-
truidas cm sua fabrica podem compelir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em prec,o como em
qualidade de materias primas e maO de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor conslrcafi.
Moendas de canna para engenhos de lodos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ouanimaes.
. Rodas de agua, moinhos de vento e serras.
Manejos iodepeudeules para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzes e chumaceiras.
Cavilhoes e parafusos de todos os tamanhos.
Taix/is, paroes, rrivose Iiocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma ou porani-
maes, e prensas para a dila.
Chapas de fogaS e tornos de farinha.
Canos do ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba c de repuio, movidas a
man, por animaos ou vento.
(iiiiiulastes, guinchse macaco
Prensas hidrulicas e de para luso.
Ferragens"para navios, carros e obras publicas.
Columnas, \ aramias, grades e portes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, carros de maoe arados de ferro, ele., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
meiite i econhecida, David William Bowuian garante
a mais exacta ron fnrm idade cornos moldes e desc-
nhos remedidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe encommendas, aprovetando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por elles honrado,
e asscgura-lhes que nao poupara esforzse diligen-
cias para conlinuar .a merecer a sua confianca.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vn
dem-sc 179 pares de coturnos de couro de lustre
4U0 ditos brancos e 50 ditos de bolius; ludo por
preco commodo.
. ~. Yc|idem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor aulor hamburguez na
rua da Cruz n. 4.
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasla de ivro florentino, o
melhor artigo que se couhece para impar o denles,
branquecc-os e fortificar as.gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa caspa, o d-lhe mgico
lustre; agna.de pcrolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, ruans, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do I ir. ilroun, esla prepart.
cao Taz os cabellos ruivosou brauros.complelaineiito,
pretos e uiacos, sem damno dos mesmos, ludo |ior
precos commodos.
Vendem-se lonas, hrin/a, lirios o meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. U. Bieber &
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na_ fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver nm
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido dei>5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo_ e com promplidao' :
euibarcani-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
ombombasdcrepuxopar.1 regar borlase bailas
decapan, na fundicao de D.W". Bowman: na rua
do Brum ns. (i, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho dO Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 34.
Padariaj.
Vende-se urna padaria muilo afceguezida: a Iralar
com Tasso & Irraios. >
respetosamente annu
tabelecimento em Santo Amar _
com a maior perfeicao e promplidao.loda a qualidade
de machinismo para o uso. da agricultura, navega-
cao e manufactura, e, que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publica em geral, lem
aberlo em am dos grandes armaren* do Sr. Mesqui-
la ria rua do Brum, alraz do arsenal de mariulia.
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu establecimento..
A11 i aeharao os compradores um completo sorti-
mento de moendas de canna, com todos os melho-
ramentos'atouns delles novo* eoriginaes) de que a
experiencia de muilos annosMem mostrado a neees-
sldade. Machinas de vapor de baixa e. alta pressao,
taixas de todo lamauho, lauto batidas como fundidas,
carros de mb e ditos para eonduzir (trinas de assa-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di- s
lo, tornos de ferro batido para farinha, arados de
ferro da mais approvada conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
iulinidade' de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligcnle e habilitada para reoeber lodas as eu-
coirtmendas, ele, etc., que os annunciantes rontan- v
docomacapacidadedesuasoliicina.se machinismo, n
e pericia de seus officiaes, se comprme!tem a fazer
e\ccn(ar, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformicladecom os modelos ou descuhos, e iri3|rur^^~~'*s
ces que lhe foreni fornecidas-
FUPTDICAO' D'AURORA.
Na fuudic^to d'Aurora acha-se coustanlemenle um
completo sortimento de machinas de vapor, lano
d'alla como de baixa pressao de modellos os mais
approvados. Tambera se apromptam de encomroen-
da de qualquer forma que se possam desejar .com a
maior presteza. Habis omciaes serao mandados ^
para as ir assentar, e os fabricantes como lem de f^V
coslume afancara o perfeiloIrabalbo aellas, e seres- ^
ponsabi'"' >.- qualquer deleito que possa netlas
augar^ anle a primeirasalra. Muila< machi- "
n> construidas neste estabelecimeulo lem
el lisiante servico nejl provincia 10, 12,
e\. /os, e apenas tem exigido mui iusignifi-
caiingMii'ros, e algumas at nenhuns absolutamen-
te, accrescendo que o consumma do conbuslivel he
mui inconsideravcl. Os senhores de engenho, pois,
c oulras quaesquer pessoas que precisarem de ma-
chinismo sao respeilosamcnle convidados a visitar o '
eslabelecimento em Santo Amaro. '
Obras de ouro,
como sejam: aderemos e meios ditos, braceletes, brin-
cos, alliiieles, botoes, anneis. conentes para relogios,
etc. etc., do mais moderno gosto : vendem-se na rua
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Oleo de linhaca em botijas. "
Veude-se na botica de Bartholomeu F. de Souza :
na rua larga do Rosario n. 36,
fgido^: ~ >
ESCRAVOS
Desappaieceu. indo vender fruas em um la-
holciro, no dia 15 do crrenle, a prela, criolita, don-
me Auna, altura regular, magra, com grande falta
do deules, pelo que tem os labios aludidos, o venlie
um pouco crescilo, sem eslar prenhe, os dedos inini-
mos dos [m's virados para (ras, lem marcas de foveiro
em una ou ambas s pernas, representa mais idade
do que lem pela falla dos lenles ; leyou vestido de
chita e panno da Costa, gosta milito de agurdenle,
e por isso pode ser pegada em alguma laberna a nao
eslar acollada por aiguem, contra quem se proceder
com loda torca da le: quem a pegar ou der noticia
certa dclla, receber 1OSO00 rs. do seu legitimo se-
nhor, no seu sitio na estrada nova, e diante da Mag-
dalena, primeira casa azul.
Aviso aos senhores capilaes de campo.
Boa (;ratilicacao.
Desappareccti na madrugada do dia 19 docorrenle
um cabra escuro por nome. Kilippe com os siguaes si-
guiles: reprsenla ter 2.? anuos, pouco mais ou me-
nos.altura regular, gordo, bexiguenlo anda cm'con-
valesccncia.com urna ferida no dedo do p esquerdo,
alguma cousa surdo em enseqoencia das bexigas
que tevt ha dous metes, dela alguma materia petos
ouvidos, levou urna Irouxa de roupa e um chapeo
preto de seda: quem n pegar leve-o a l'assagei:
-Magdalena, no sobrado grande, eu no Recito no hotel
Francisco, que receber una excejlento gralili
Esl fugdo desde a noite de 18 do corrente
nlez, o preto cftoulo, de eslaiura regular, cheio do
corpo, rara hexigosa, com falla dequalro denles na
frenle superior : roga-se a quem o pegar leve a fa-
brica de caldereiro da roa do Brum u. JB, que ser
recompensado.
Ptni.-.-Tjr. d BS. F. a FarU,- I8M.


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