Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07564


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Full Text
ANNQ XXX. N. 41.
SEGUNDA EEIRA 20 DE FEVEREIRO DE 1854.
Pob;3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
%.

ENCARREGADOS DA SUBSCRIECAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Bahin, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaqoim Bernardo'de Mcn-
donca; Paralyba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquira Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Leraos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Maques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1900
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
a Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibo ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 2835500 a 2955000
Moedas de 655400 velhas. 1655000
de 655400 novas. 1655000
, de 455000...... 955000
Trata. Patacoes brasileiros..... 155930
Pesos columnarios...... 155930
mexicanos...... 155800
PARTIDAS DOS CORROS.
Olinda, todos os dias.
Cania, Bonito e Garanhuns nosdi 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oriev, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segurdas o sex; feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras
PREAMAR DE IIOJ1
Primeira s 10 horas e 64 minutada manha.
Segunda s 11 horas e 18 ninutoda tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras o sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de rphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHF.MER1DES.
Fevereiro l Quarto crescenteas8 hora, 18 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 Luacheia as 4.horas, 14 minutse
48 segundos da manha.
20 Quarto minguante as 8 horas 25
minutse 48 segundos da manha.
.27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde. '
DAS da semana.
20 Segunda. Ss. Eleuifloe Nilo bb. :
21 Ter^a. Ss. Maximiano e Fortunato bb.
22 Quarta. A Cadeira de S. Pcdrap.emAnliochia
23 Quinta. Ss. Lzaro e Sorino Monges.
24 Sexta. S. MathiasAp.j; S. Primilivae Mentano
25 Sabbado. Ss. Cezario e Dioscoro martyres.
26 Domingo, da Quiquagesima (Estadio de S.
Pedro ) ; S. Torcato are. m.; S. Fausliniano.
PARTE OFFICIAL.

OOVERNO DA PROVINCIA.
Expadtoata do da 13 de fevereiro da 1854.
Oflicio Ao presidente do consellio administrati-
vo, recommendando que promova a compra do ob-
jccloa mencionados na relacao que remelle, os quaes
sao necessarios ao arsenal de guerra para salisfazer
tn pedido de ulensis para a bolica do hospital mili-
tar deata provincia. Fiaram-se as necessarias com-
municac&es.
Dito Ao director geral do monte pi dos servi-
dores do estado, remetiendo ama primeira via de le-
tra na importancia de 5099510 rs., sacada a favor do
thesoaro daqiielhWfcBtaAecimento, sendo cssa qaan-
tia proveniente das mensalidades arrecadadas dos ac-
cionistas do mesmo eslabelecimenlo, mencionados na
retaceo que remelle. Commanicou-se thesoura-
ria de faienda.
Dito Ao dezembargador chefe de polica inte-
rino, recommendando que mande entregar ao com-
mandante da estaefio naval o imperial marinheiro,
Muooel Jos.'afim de ser conservado preso no brigue
Caliope a disposicSo das autoridades civis desle ler-
. mo, al responder pelo crime por que est sendo
processado na subdelegada da freguezia do Kecife.
Commanicou-se ao mencionado commandanle.
Dito Ao desembragador Caetano Jos da Silva
Santiago. Acenso recebido o offlcio em qoe V.
S. me commonica hayer pastado o espediente da po-
lica ao dootor juii de direito, Luiz Carlos de Paiva
Teixera, que acaba de ser nomeado pelo governo
imperial para chefe de polica desta provincia.
Dando a V. S. os devidos parabens pela felicidade
con que terminou a sua comraissiio, lisnngeio-nie
tambsni pela acertada escollia, que fiz de um magis-
trado, que com lana honra, imparcialidade, dedica-
rlo e fnteltigeneia me coadjuvou, e com quem dese-
jarei sempre tervir nascircumstancias as mais serias.
Dito Ao director do arsenal de guerra, auturi-
tandu-o, em vista de sua informado, a mandar alis-
tar na companhia de aprendiies daquelle arsenal o
menor Jos, filho de Hara da Penha, urna vez qoe
esta satisfar o disposto no artigo 4. do regulamen-
lo n." 11:1 d 3 de Janeiro de 1842.
Dito Ao inspector da llicsouraria provincial, pa-
ra propor pessoa idnea, que sabstitua ao thesourci-
ro aquella repartica durante a sua molestia.
Dito Ao director das obras, publicas, approvan-
do a compra que fez dos objectos mencionados na
relapso que remetteu, os quaes sao precisos para a
obra da casa de detenrao. Commanicou-se llic-
souraria provincial.
Dito Ao commandanle superior da guarda na-
cional desto municipio., recommendando que remet-
a com toda a brevldade um mappa da forja de cada
um doscorpos da meso guarda nacional, de eonfor-
midade com o modelo que enva.
Dito Ao mesmo, dizendu que com a rclarSn
que remelle, das pessoas residentes na freguezia do
Recife, e que se acham matriculadas na capitana do
porto, Oca satisfeilo o que reqoisitou o commandnn-
U do J>aUlhao de artillara da guarda nacional des-
te municipio." *
Portara Creando, de confurmidade com a pro-
posta do director geral da inslrucrao publica, urna
cadeira de inslruccfio elementar do primeiro grao
na fregueria de Alaga-de-Baiio. Fizeram-se a
respeito as necessarias communcarOes.
Dita Desonerandif do cargo de inspector do cir-
culo Iliterario n. 33 ao hachare! Jeronymo Salgado
de Castro Aeioli, e nomeando para o substituir ao
bacliirel Jos Hara Moscoso da Vciga Pessoa.
Participou-se ao director geral da inslrucrao pu-
blica.
DIU^- O presidente da provincia, altendendo ao
Ihe requeren o paisano Alexandre Francisco de
DitoAo commandanle do presidio de Fernando.
Constando-me os desagradaveis conflictos, em qoe
Vmc. se temachadocom u capellao da ilha, cumpre
dizer-lhe quejulgomui conveniente por termo a es-
se estado de desintelligencia, que deve rouilo pre-
judicar o l>om rgimen do presidio : e que porlanto
convm que Vmc. nao si consinla que o capellao es-
culla o serventua'rio que o deve coadjuvar uas func-
c/es de sen ministerio, mas que Taca cessar a especie
de coarto de que se qutixa o mesmo capellao. e pela
qual v-se inhibido de salisfazer as ohrigacOes eccle-
siaslicas: cabendo porm a Vmc. a jaculdade de re-
presentar-me conlra as malversarte- do sobredito
capelln, no caso de a9 haver, alim de que eu di>, ou
requisito ao Exm. prelado diocesano, as providencias
que fnrem necessarias.Remetteu-se copla do ofli-
cio cima ao Exm. hispo.
DitoA junta de qualificaro da freguezia de Goi-
anna, acrusando recebda a lisia dos cidadaos qualifi-
cados votantes naquclla freguezia.edeclarando que se-
melhante lisia deveria ser assignada no verso de cada
lima follia. por lodos os membros daquella junta ua
forma da lei, o que cumpre ser observado para o fu-
taro.
PortaraAo director do arsenal.de guerra, para
mandar apresenlar ad crurgiao encarregado do hos-
pital regmcntal, um Africano livre dos" que exislem
naquelle arsenal, para ser empregado no sen ico da
bolica do mencionado hospital.Participou-se ao ma-
rerhal commandanle das armas. /
DitaProrogando com vencimenlos al o fim do
correnle mez, a lcenra que foi concedida ao bacha-
rel l le (i no Augusto Cavalcanli, de Albuquerque,
juz municipal c orphaosdo lermo do Bonito, a qual
expirou em 4 de Janeiro ultimo.Fizeram-se as ne-
cessarias communicacocs.
DitaCoucedcndo ao continuo da repartica das
obras publica Jos Ignacio Ribeiro, 40 dias de li-
cenca com ordenado, para tratar de sua saude. Nes-
te sentido fizeram-se as necessarias commuoica-
jOes.
15
OfflcioAo Exm. marechal commandanle das ar-
mas, inlerando-o de haver autorisado o inspector
da thesouraria de fazcnda, a mandar indemnisar o
4. balalhao de artilharia a p da qoanlia de 128
rs.,em que,segund aconta que S. Exc. remetteu,
importa a despeza de freles de canoas para condu-
cto das pracas docnles do mesmo batalhao, remetti-
das para o hospital regimenlal desta cidade, em o
mez de Janeiro ultimo.
DitoAo inspector da Ihesouraria do fazcnda,
communicando haver o bacharcl Hemeterio Jos Vel-
lozo da Silveira, participado que reassumira o exer-
ccio do cargo de juz municipal do termo do Pao
d'Alho, por Icr se lindado a licenca que otilare.
Fzeram-se as outras eommunicaoe
DitoAo capitao do porto, para
liberdade o recruta de marinha A
Souza Ramos, visto ter apresentado
DitoAo inspector do arsenal de mari
vando a-compra que Smc. fez a,Jos
raujo, de 210 toneladas de car van de
cada urna, para fornecimciilu da corv___,
var-a.nie, Cummuncon-se a Ihcsoura'
zenda.
iloAo Dr. Caetano Vicente de Almeida Jnior,
juiz de direito nomeado para a comarca da Estancia,
intciramlo-o de haver marcado a quantia de 500$ rs,
como ajuda de custo, para sua viagem aquella comar-
ca, e declarando que Tica marcado o prazo de 4 me-
zes, para,Smc. entrar no exerccio do mencionado
cargo.Communicou-se a Ihesouraria de fazenda.
DloAo inspector da thesouraria provincial, ap-
provaudo a proposla que Smc. fez do 2." escriptura-
rio Francisco de Barros Falcao Cavalcanli de Albu-
querque, para suhsluir ao thesoureiro daquella re-
partirlo durante a sua molestia.
.JJiloA junta qualifcadora da freguezia de Cania-
lias Machado, resolve que seja elle admillido ao\s.
.. 'i', aecusando recebda a listados cidadaos analifica-
ico do exercilo, como voluntario, por lempo d( _,_'
mil annos, contados do dia em que se verificar o seu
alUtamento, visto ter sido julgado apto part,4 mes-
mo servico em lnspec?ao do sade. percefcendo por
iaao, alera dos vencimenlos, que por lei^ie compe:
tirem, o premio de 3009000 rs. pagos Bos termos do
artigo 3. do regulamenlo a que se refere o decreto
namero 1099 de Udedezembro da/1852. Fiz-'
ram-*e u necessarias communicace
14
, OfflcioAo marechal commanrtanto das armas,
remetiendo em resposla aoieu offlcio n.'63, copia da
informadlo do Inspector da Ihesouraria da fazenda,
da qnal consta ja estar satisfeilo o pedido de 30$ rs,
para as desperas miudts na botica do hospital mi-
litar. -----' '
DitoAo inspector d Arara de fazenda, in-
leirando-o de haver def
o alferes quarlel-meslre
l^opoldo Borges Galval
ra consignar de seu
da 18J> rs. mensacs.
ialvt ;ho
i soloV^sla
i, pai|rr er
a requermenlo em que
.." batallilo deinfaolaria
flida, pedio permissao pa-
provincia, a Squanla
entregue a sua familia,
a contar do I. de abril vindouro em diante, e recom-
mendando que mande abonar em seos devidos lem-
pos, semelhanle consigi^ac^o fazendo-se as necessa-
rias daclaraedes na gisque por aquella thesouraria
e lem de passar ao referido alfere*Igual commu-
nkacao se fez aq^narechal commandanle das ar-
mas. ^,,
DitoAo mesmo, communicando, afim de qoe o
fa$a constar a6 inspector da alfandega, e ao adminis-
trador da masa do consulado, que o cnsul de Franc-
forl FilipprTeidel, partlcipou que se acha no exer-
eicio das.fuacces de semelhanle cargo desde o da
6 da correntFizeram-se as oulras communica-
rm.
DitoAo mtsmo, dzendo que, visto poder ser sa-
lisfeito o pedido que devolve, de ferros e utenclios
para a colonia militar de Pimentciras, faja S. S."
comprar o objectos mencionados no referido pedido,
aflm deserem enviados com brevidade para a supra-
dita colonia.
DloAo chefe de polica, inteirando-o de haver
Iransmillido a Ihesouraria provincial, para ser paga,
estando nos termos legaes a conla que Sinc. remellen
das desperas fetas com o curativo dos presos pobres
da cadei.a de Nazarelh.
DitoAo juiz de direito presidente do tribunal do
jary, para ser dispensado o presidente do conselho
admuiUIrtlivo, o coronel Jos de Brlo Inglez, de
servircomo juht de fado no tribuna)dos jurados,,vis-
to que os Irabalhos do mencionado conselbov-exigem
par apira i presenca do referido coronel.Comniu-
nieoo-se a este
DitoAo juiz do direito do Po d'Alho, dzendo
fieaf inlelrado de havar Smc. nomeado o bacharel
Manoel de Ollvena Cavalcanli, para inlerinamente
exercer as tonccOes de prumolor publico daquella
comarca.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, pa-
ra mandar desenojar o thesoureiro daquella repar-
M-
DitoAo director dasobras publicas, dizendo que*
pode mandar fazer os reparos de que precisam as
pontea da Tacaruna, Arrombados e Varadouro em
Olinda. Communicou-se a thesouraria provin-
cial.
DitoAo commandanle do eorpo de polica, para'
mandar apresenlar ao juiz de direito presidente do
tribunal dos jurados lodos os diasas 9 horas da ma-
nila, durante as sessoes daquelle tribunal, urna
guarda de C pracas el cabo do corpo sob seu mando,
dos volantes naquella freguezia".
DitoA cmara municipal da Villa Bella, decla-
rando quetopportunamcnle sero enviadas a assem-
bla legislativa provincial, as contas que acnmpanha-
ram ao seu-ofllcio de 10 do correnle.
DitoA mosma, aecusando recebido o offlcio, em
[-que aquella cmara communica que foram arremata-
dos varios impostes que contliluem a recila da raet-
ma cmara, e declarando que approva semelliantc-
arremalacao. /
Portara.O presidente da provincia altotidendo
ao que Ihe requeren o paisano Vicente^velino de
Souza Cousseiro, rcsol.va que ejs ella' admillido ao
servico do exercilo comu voluntario, nr tempo de 6
annos, contados do dia em que sa realisar o seu alis-
tamenlo, visto ter sido julgado apio para o servico em
inspeccSo c|e saude, devendo por isso abonar-se-llie,
alm dos vencimenlos que por lei Ihe coropelirem, o
premio de 3039 rs pagos na forma do regulamento
u. 10811, de 14 de dezembro de 1852.Igual acerca de
Aptonio Emilio de Souza Cousseiru.Fizeram-se as
necessarias communcar.es.
16- *
Oflicio Ao Exm. presidente do Cear, dizendo
que, com a iufurmaco que remelle por copia do di-
rector do arsenal de guerra, responde ao oflicio em
que S. Exc. particiaou, que sahram um pouco pe-
quenas as polainas, que ltimamente foram para al-
l enviadas com oulras peras de fardamento deslina-
das ao meio balalhao daquella provincia.
Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
remetiendo com copia do offlcio do presidente do
conselho administrativo, as contas dos medicamentos
c de varios gneros, que foram comprados, esles a
JoSo Carlos Augusto da Silva, e aquellos ao botica-
rio Jou Soum, para fornecimenlo do presidio de
Fernando, aflm de que mande pagar a importancia
das ditas contas, no caso de estarcm ellas nos termos
legaes. Inteiroo-se ao mencionado presidente.
Dito Ao mesmo, inteirando-o de haver concedi-
do dous mezes de licenca, com ordenado, ao promo-
tor publico da comarca de Goianna, bacharel Joa-
quim de Souza Res. Fizeram-se as oulras com-
munica<;oes. *
Hilo Ao mesmo, communicando haver o hacha-
re Aiuuoel de Freilas (".czar (arce/, prestado o jura-
mento do eslylo, alim de entrar no exercicio do car-
go de juz de direito da comarca dn Bonito, para o
qual foi nomeado por decreto de 3 de nulnhro ulti-
mo, e inleirando-o de haver marcado ao mesmo ba-
charel o prazo de frez mezes para a apresenlaco da
respectiva carta. Fizeram-se as oulras communi-
eactiee.
Dito Ao juz relator da junta de Justina, Irans-
miltindo, para ser rehilado em sesso da mesma jun-
ta, o processo verbal felo a Jos Ignacio Coimbra e
Joo Mara de Almeida Feij, esle capillo, e aquel-
le primeiro-teneiue dn quarto balalhao de Artilharia
a p. Parlcpou-sc ao marechal commandanle das
armas.
Dito Ao commandanle da estafa; naval, para
mandar desembarcar com escusa o recruta de mari-
nha, Antonio Mara de Souza Ramos, que Ihe foi re-
metldo pelo capitao do porto, visto ter o mencionado
recruta aprcsenlado sencao legal.
Dito Ao director do arsenal de guerra, recom-
mendando a expedirlo de suas ordens, para qoe se-
jam devolvidas a alfandega desla cidade, afim de que
se proceda a respeito nos termos da circular n.o n
de 21 dejunhode 1853, as armas defezas constantes
da relaco que remelle por copia, as quaes lendo si-
do apprehendidas em dflercnles pocas acliain-se
Dito Ao inspector da Ihesouraria provincial, di-
zendo que, lendo o director das obras publicas refor-
mado o pedido a que se refere a sua informafao, ex-
peca S. me. suas ordena para ser satisfeilo conforme
se Ihe ordenou, o que ora remelle.
Dito Ao director das obras? publicas, inteiran-
do-o de haver, em vista de sua informado, offlciado
Ihesouraria provincial para aceitar a proposla fcila
pelo lenentc-coronel, Francisco Lopes .de Vascon-
cellos (ialvao, para execupio da obra dos concertos
dn que precisa o fudc de Trarunhaem. OfSciou-
se nesle sentido a referida Ihesouraria.
Dito A' directora do collegio das orphaas, in-
leirando-o de haver concedido mais Irinta dias de li-
cenca, com vencimenlos, a professora de prmeiras
lettras daqutl collegio, Matla Harlinina de Cam-
pos Qiiaresma, para tratar de sua sade. Igual
oommuncacan se fez a administradlo do patrimonio
dos orphaos.'
Portara Nomeando o Dr. em medicina, Joo
Mara Seve, para o lugar de cirurgio ajodanto do
corpo de polica sem estipendio algum, at que a as-
semblca legislativa provincial Ihe marque os respec-
tivos vencimenlos. Communicou-se ao nomeado.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel geaeral do eoasmando daa armas da
Fenuuabaco, na cidade do Recife, em 18
do fevereiro da 185*.
OBIin DO DIA K. 56.
O marechal decampo, commandanle das armas,
em execurao do artigo 17 do regalamento que bai-
xou com o decreto n. 1089 de 14 d dezembro de
1852, declara que nesta dala contrahio novo enga-
jamento, precedendo inspeccao de sade, o cabo de
esquadra Jos Pereira de Souza, c o soldado Vicen-
te Ferrara, ambos do batalhao 9. de infanlaria, que
finalisaram sem nota o tempo de servido na quali-
dade de recrutados.
Ficam obrigados a servir rio exercilo por tempo de
seis annos,percchnndo.alni dos vencimentos,que por
lei lhcs compelirem, o premio de quafrocentos mil
res, pagos em partes iguaes, nos primeiros dez me-
zes de praca, e, concluido o engajamento, urna dala
de (erras de vinte duas mil e quinhentas bracas qua-
dradas, nos termos do artigo 2. da lei n. 648 de 18
de agosto do referido anno de 1852.
Incurren) no caso de descrean, no perdimento das
vantagens do premio, daquellas a que tem direito
pelo artigo 4." da citada lei; serao considerados re-
crutados. desconlando-se no tempo do engajamento
u de prisao, em virlude de senlen<;a, averbando-se
nos ttulos respectivos este descont, e a perda das
vantagens, como he expresso no artigo 7. do spra-
dlo regulamenlo.
Assignado. Jos Fernandes des Santos Pe-
reira.
Candido Leal Ferreira, ajudante de ordens en-
carregado do detalhe.
-iatotN*.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 4 DE FEVEREIRO DE 1854.
Presidencia do bxm. Sr- auas**, 1=.j
As 10 horas da manha, nchando-se presentes
os Srs. desembargadores Villares, Bastos, I.eo, Sou-
za, Rebello, Lu>a Freir, Telles, Figueira de Mello,
Pereira Monlero, Valle e Gomes Ribeiro, o Sr.
presidente declara a berta a sessSo na forma da lei.
Julgamenlos.
Aggravante, Joaquim da Silva Ixipes ; aggravados,
Deane Youle & Companhia.Deram provimeoto
ao aggravo.
Aggravante, Joao Ignacio Soaresde AveUar ; aggra-
vada, a fazenda nacional.Negaram provimento
ao aggravo.
A ppellante, Jos Mara Ramos nrjo ; a ppellado,
Joaquim Francisco Doarte.Desprezaram os em-
bargos.
Diligencia.'.
Appellante, o joizo ; appellado, o Exm. 'Bispo de
Mariana.Mandaram com vista ao Sr. lesembar-
gador procurador da coroa.
Appellanle, ojnizo ; appellado, Joao Car nero Ma-
chado Ros.
Appellanle, JoSo Baptista de Oliveira Guimaraes >
appellada, a fazenda.
Appellanles, Luiz Pedro das Nevos e oulrosT*pl>et
.obo e ouiros;
aviuva GUnha.
fazenda e Jos
e sui mulher ;
.pdlado, Flix
appellado,
Passaram do Sr. desembargadir Reillo ao Sr. de-
sembargador Luna Freir as stguires appellacOes
em que sao :
Appellante, Antonio Benlo da Cinli;; appellado, o
jnzo.
Appellanle, o jaizo ; appellado, loa Ignacio Fer-
reira.
Appellanles, Joo Baptista 1'cei
appellados, a fazenda provi
Appellanles e appellados, o j
Antonio Bastos.
Appellanles, Joao Baptista Moi
appellado, Joo linar le de Aze
Appellanle, Joo Mara Ponche
Francisco da Silva.
Anmllnte, Bernardo Duarte
EstevSo Cavalcanli de Albuqutque.
Appellanles, Caetano da Costa Medra e oulros: ap-
pellados, Deane Youle & Compihia e oulros.
Appellante, Jos Candido de Crxalho Medeiros ;
appellados, D. Candida Agoslin de Barros e seu
filho.
Appellanle, n juizo ; appelladosJoanna Rila, seu
marido e o consol portuguez.
Passaram do Sr. desembargad Luna Freir ao
Sr. riesembargador Telles as seriales appellacOes
era que sao :
Appellanle, Jos Rodrigues doPasso ; appellado,
Bernardino Jos da Silva.
Appellanles, Jos Manoel da Panto e sua mulher ;
appellados, Francisco Antonida Silva e sua mu-
lher.
Appellante Benlo Jos Ferreira Rebello ; appella-
do, Manoel Al ves Guerra.
Appellanles, os herdeiros de Glano Pereira Gon-
calves da Cimba ; appelladQsjChristovao Dionisio
de Barros por si e seus filhos.
Passaram do Sr. desembargadr Telles ao Sr. de-
sembargador Figueira de Meltois'seguintes appella-
Ccs em qqc sao:
Appellante, a justica ; appellao, Marcnlino Lopes
da Silva.
Appellanle, o juizo ; appellado Joao Cardoso dos
Sanios.
Passaram do Sr. desembargadr Figueira de Mello
aoSr. desembargador Pereira Bonteiro as seguintes
appellac,es em que sao :
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo Soarcs Pinto
Appellante, o juizo; appellado Bernarda Damiio
Franco.
Appellanle, Joaquina Isabel Mrreira de Carvalho ;
appellado, o tutor dos rphau filhos de Francisco
Joaquim de Castro Xunes.
Passaram do Sr. desembargaior Valle.aoSr.de-
serabargadnr Gomes Ribeirq as sguintes appellacOes
cm que sao :
Appellanle, a justica ; appclladcs, Joo Lourcnco da
Silva e oulro.
Appellanle, a justica ; appelladc, Fabiano Jos da
Silva.
Appellante, Antonio Lopes de Queiroz; appellado,
Jos ffijacisr-w *- Br-^io. .
INTERIOR.
he obri-
lado, Joao Leite Pita Ortigueira.Mandaram pa-
gar a dizima daappellaco.
Drignacoes.
Appellanle, Claudna Martinha do Sacramento; ap-
pellados, llenriquc Gibson e oulros. .
Appellante, Jos Antonio da Costa; appellada, D.
Mara Cleofas de Jess.
Appelhmle, Joaquim Goncalves Bastos; appellado,
Jos Pereira de Goes.
Appellanle, Joaquim Alves Barboza ; appellado,
' Carlos Frederico da Sitya Pinto.
Appellante, o juizo ; appellado, Francisco Xavier
Cavalcanli.
Appellanle, o juizo: appellado, Jos da Costa Dou-
rada.
Appellanle, o juizo; appellados, Antonio Luiz Gon-
calves Ferreira oulro. ,
Appellanle, o joizo ; appellada, a viava do capitao
Joao Francisco Cavalcanli de Albuquerque.
Appellante, Jos Pinto Ja Costa ; appellado, Anto-
nio Carlos Pereira de Burgos Ponce de Leao.
Appellanle, Francisco Antonio de Carvalho Sique-
ra ; appellado, Joaquim Duarte Pinto Silva.
Appellanle, Alexandre da Silva Mourao; appellado,
o j uizo.
RevisSes.
Passaram do Sr. desembargador Villares an Sr. de-
sembargador Bastos as seguintes appellacOes em que
sflo:
Appellante, Manoel SeverianodeEspindola ; appel-!
lada, a justica.
Appellanle, Jos Antonjo de A raujo ; appellados,;
Jos Joaquim Rodrigues e oulros.
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Joaquim do
Regn Barros.
Appellanle, o juizo ; appellado, Sebastio Jos G-
ines Pereira.
Appellanle, Jos Iljgino de Miranda ; appellado,
n juizo.
Appellanles, a viuva de Antonio da Cunha Soares
Guimaraes e oulros; appellado, n juizo.
A-
Apnellante, Pedro Gaudiano ne Ka. Silva "ap-
pellado, Elias Emiliano Bamos.
Appellante, Antonio dos Santos Vital; appellado,
Antonio Passaram ao Sr. desembargador Villares as seguin-
tes appellaoes em que sao :
Appellante, Feliciano Joaquim dos Santos; appella-
dos, Joaquim Marinho Cavalcanli de Albuquerque
e oulro.
Appellante, Jos Joaquim da Silva Maia ; appella-
dos, a viuva e herdeiros de Antonio Ignacio da
Rosa.
Passaram do Sr. desembargador Gomes Ribeiro ao
Sr. desembargador Villares as seguintes appellacOes
em que* sao :
Appellante, o juizo ; appellado, JoSo Francisco la-
vares, y
Appellanle, ojuizo ; appellado, Jos Luiz. -
Lovanlou-se a sesso as 2 horas.
/ --------
SESSAO DE'7 1JE FEVEREIRO DE 1854.
Vrcsidciisiaro Exm. Sr. conselheiro Azeetdo.
As 10 horas da manha achando-se presentes os
Srs. desembargadorees Leo, Souza, Rebello, Telles,
PereiraMonleiro, Valle, Gomes Ribeiro e Villares,
fallando com causa os Srs. desembargadores Bastos,
Luna Freir e Figueira de Mello, o Sr. presidente
declara aberla a sesso. '
Julgamenlos.
Aggravante, Marcelino Jos Lopes ; aggravado,
Francisco JoSoCarneiro da Cunha.Nao turnaram
conhecimento do aggravo por nao ser caso delle.
Aggravante, D. Mara Archanja de Albuquerque ;
aggravado,;juizo.Negaram provimento ao ag-
gravo.
AgjUvaole, Jos Rodrigues' do Passo ; aggravado,
Raymundo Carlos Leite.Negaram provimento ao
aggravo.
Recrreme, o juizo; recorrido, Joo Antonio Mon-
leiro.Confirmaram o despacho de que se recor-
ren:
Recorreule, o juizo; recorrido, Alexandre Jos Bas-
tos.J ulgaram improcedente o recurso.
Recorreule, o juizo ; recorrido, Antonio Francisco
Borges.Julgaram improcedente o recurso.
Appellanle, Francisco Antonio de Carvalho Squera;
appellado, Joaquim Duarte Piolo -Silva.Confir-
maram a sentencia appellada.
Appellante, Jos Pinto da Costa ; appellado, Anto-
nio Carlos Pereira de Burgos Ponce de Lefio.Nao
lomaram conhecimento da appellaco por nao ser
caso delta.
Deitffiiaf3o.
Appellanles, os herdeiros de Antonio Jos Guima-
raes ; appellado, Joo Floripes Das Brrelo.
Ilevisoes.
Passaram d Sr. desembargador LeSo ao Sr. de-
sembargador Rebello as seguintes appellacOes em
que sao :
AppeUanle, ojuizo ; appellados, Joo. Rodrigues Pe-
reira e oulros.
Appellanle, n juizo; appellada, Candida Rosa de
Santa Clara.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. de-
sembargador Lefio as seguintes appeUacoes em que|| sembargador Rebello as seguintes appelleOes ein que
appellado, Pedro Bernardino
sfio
Appellante, o juizo
de Sena.
Appellanle, Sebaldo Antonio da Rocha; appellada, i
a justica.
Passaram do Sr. desembargador Leo ao Sr. de-i
sembargador Souza as seguintes appellacOes em qae'
appellado, Jofio da Silva Lau-
a contar da amanhfia.Communicou-se ao meuciona- recolliidas iquclle arsenal. Communicou-se ao ins-
do pmideole. peclor da ihesooraria de fazenda,
Appellanle, o juizo ; appellado, Joo da Silva Lau-|
dacio.
Appellanle, o juizo ; appellado, Antonio Jos de
Lima.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello as seguintes appellacOes e.m qae
sao :
Appellanle, o juizo ; appellado, Jos Joaquiim de
Souza Barros.
Appellanle, o juizo; appellado, Qtiintiano Mcndcs
do Espirito Santo.
Appellanles, os herdeiros de Anlo nio Jos Gi lima-
. raes ; appellado, Joo Floripes Dias Brrelo.
Appellanle, a cmara municipal de Pao d'Al lie ',
appellado, Antonio Francisco das Chagas.
' sfio;
Appellanle, o juizo
dacio.
Appellanle, o juizo; appellado, Antonio Jos de
Lima.
Passaram do Sr. desembarcador Pereira Monlero
ao Sr. desembargador Valle as seguintes appellacOes
em que sao :
Appellante, Antonio .Ferreira Marlins Ribeiro ; ap-
pellado, Jos Antonio Bastos.
Appellante, Francisco Ribeiro de Brito ; appellado,
Dr. Frederico Pamplona.
Appellanle, Miguel Goncalves Rodrigues Franca ;
appellado, Joaquim dos Res Gomes.
Passaram do Sr. desembargado!- Gomes Ribeiro ao
Sr. desembargador Villares as set:unles appellacOes
em que sao :
Appellanle, a juslica ; appellado;, Joo Lourcnco
da Silva c oulro.
Appellante, o juizo ; appellado, Fabiano Jos da
Silva. .
I.evantou%e a sesso a 1 hora.
RIO DE JANEIRO
O REGULAMENTO PARA A EXECCAO'
DA LEI DAS TRRAS.
I.
Se houvc assumplo para o qual mais convergs-
sem s vistas dos nossos homens de Estado, assump-
tn q* provocasse \mporlanlissimn- discursos par-
lamentares e arlisios serios c reflectidos, foi sem
duvida o da lei de 18 de setembro de 1850, para
ruja exccucAo o governo imperial acaba rlet exped
um regulamenlo que brevemente publicaremos.
O fin immediato e terminante dessa lei era fa-
zer medir, demarcar c vender em lotes as Ierras
devoraras,; o fim poltico era auxiliar a emigra-
cao estrangei ra, regularisa-la, dar-lhe e exigir-lhe
garantas.
Soccorrendo.se s ideas consagradas pelo direito
publico c administrativo, soccorrcudo-sc ao exem-
plo das nacOes mais adianladas, a lei procura de-
finir e firmar grande parto do dominio puhlico, de
que se linha urna couccpcao abstracta, mas ne-
nhum'uso e neuhum fructo ; c havendo-o firmado,
fez como o herdeiro avisado que recebe o seu for-
mal de partilhs depois de um longo processo; pro-
curou immediatamenle compensar a perda de tantos
annos, pondo a vender a sua propredade, at entao
improductiva. #
Este foi o fim immediato ; mas a idea de cha-
mar para o paiz popularan laboriosa, de excluir os
systcmas de colouisacao ensatados anteriormente
com prejuizo do Estado e dos particulares, de subs-
tituir os bracos cscravos por bracos livres, foi a prin-
cipal despertadora daquella lei.
Estabelecido, reconhecdo e firmado o domiuio
publico, demarcadas as trras que delle fazem par-
te, o comprador que boje as arrematar cm hasta
nao lera amanhfia de ver litigiosa sua prodriedade
e de 'comsumi r sua paciencia e recursos em deman-
das humas c dispendiosas. Es a vantagem e ga-
ranta para os emigrantes que se viercm estabcle-
ccr cm um paiz novo e fcrtllissimo, que lhcs dar
abastanza desde logo c riqueza no futnro.
Por nutro lado, a venda das Ierras, alcm de ser,
um recurso para o Ihcsuuro, he tainhcm urna garan*
lia de melhor colouisacao. Os novos proprietaros
nao s ficam ligados ao solo pelo amor que temos
ao canto da trra que nos perlcnce, como alm dis-
I so, representan! rapilaes importados comsiso.
A venda das Ierras .do estado, reservadas aquellas
que lem um desuo especial, como por exemplo, as
coladas para a coiislrucr;ao naval, foi um meio fis-
cal c poltico usado pelas repblicas antigs, c de
que soubc tirar um partido immenso o governo fe-
deral dos Eslados-U nidos.
Convm portanto que a imprensa faca sentir bem
o que cima expendemos, para impedir que alguma
ida falsa, inocuhyja as classes menos' Ilustradas
da-sociedade pela m f e pela astucia, possa preju-
dicar a execucao de urna lei Uto. necessaria, cujos
dofeilos scrao remediados pelo tempo e pAa expe-
riencia.
-iinurt na uoiii poneos annos um regulamenlo in-
nocente que alleinlia a urna necessdad da admi-
nistraran, o regulameuto para o registro dos nasci-
mentos e bitos, servio de tlicma para' declamarles
sediciosas, e foi causa de excessos deploraveis. Essc
regulameuto era imperfeilo e mais theorico do que
exequivcl; mas nao foi por ah que o atacaran;
atacaram-o como um inimigo das'libcrdades publi-
cas, como um pregao de capliveiro, como um al-
Icnjadn do poder! >
E.o fanatismo, excitado por ideas falsas, foi por
diante com tanta fnrea que ncnlmm ministro mais
leve animo de mandar cXecular por um modo mais
razoavel c mais bem pensado urna medida tilo ne-
cessaria, quer i adminslracao, quer mesmo aos par-
ticulares para as queslOes do estado civil e de drei-
tes accessoros.
Jaleamos porlanto cumprir um dever fazendo as
considerarnos precedentese expondo o systema e as
ideas cardeaes da lei citada e do regulamento do go-
verno imperial. Para mais lucidez, adoptamos o
mclhodo de compendiar esse syslema em paragra-
phos, que romprchendem o que he essencial para o
conhecimento do publico.
II.
I. Enunciado o fim que a lei leve em vistas, he
obvio que a primeira cousa a atlcnder-sc para que
ella seja executada lie o reconhecimento das Ierras
devolulas, he porlanto a dislinccao entre oslas c as
possuidas por particulares.
2.o As possosscs de torras no Brasil tiveram ori-
gem ein carias de sesmaria.s, cm cartas de coucessoes
dos governos geral ou provinciaes, ou cm meras
posses.
3.o Se os sesmerps e concessionaros salisfizeram
asrondicr.es de medefio, confirmacao c cultura,
conlinuam no gozo pleno de sua propredade. c
nao sao sujelos a ncuhuma exigencia nova.
4.o Se porm as sesma ras e concessoes nao live-.
rom sido medidas em lempo algum, mas liverera pas-
sado dos primeiros gesmeiros e concessionaros para
os seguintes por qualquor titulo legitimo, podem os
sesmeiros e concessionaros, quando Ibes aprouver,
fazer medir e demarcar suas posscssOes. E^rctan-
lo llies he garantido o dominfo destas em virtude do
arl. 2" S "-' 'a lei, c do arl. 22 do regulamenlo boje
publicado.
5.o As Ierras que originariamenle entraran) no
dominio particular sement- pela poste, e nao esti-
verenv, ale a data da publicaran do regulamenlo,
cm poder do primeiro occnpaiilc, mas de oulrem
que as obtcVc por titulo legitimo, nao sao subjeilas
a novas condiccOcs. Os possnidores de laes trras p-
dem usar c dispar dellas como lhcs cohvier. A lei
de 1850 e o regulamenlo nao llies toppoe embarazo
algum.
6.o Os posseirosde que acabamos de fallar podem
fazer medir c confirmar suas [isscs ein qualquer
lempo. Os juizes muuiripaes slo os competentes
para esles arlos, bem como para a ineilicao a mii-
fimiarfiu ilas scsinarias. Dos jiii/es niiiuicpaes ha
os recursos que a legislaran em \ iaor lem conce-
dido.'
7." Assesmarias p concesses nao medidas e Con-
firmadas, e as posses, estando unas e oulras culti-
vadas, ou rom principo le cultura e morada ha-
bitual do respectivo sesmeiro, eonressionario ou pos-
seiro, ou de quem os reprsenle, e achand-se ain-
cm poder dos primeiros sesmeiros, concessionaros
ou posseiros, sfio subjeitas a revalidacao ou lcgli-
mecao.
8.o Juzes commissarios nomeados pelos prosiden-
tes das provincias sao os competentes para medirem
e demarcarcni as sesmarias e rondessoes que se
arharem nas coudiijOes do antecedente parasrapllo.
Da decisao delles ha recurso para os mesmos presi-
dentes, c dcsles para o governo geral. As queslOes
de cultura, morada habitual, ede dircilosqnc tercei-
ros possam ter 4 parles das sesmarias ou eonccssOcs
que por haverem sido posses declarada- boas por
sentcnca passada cm julgado, ou esiabelecidas antes
da medirao das sesmarias ou conccsOses c nfio per-
turbadas por 5 anuos ou esiabelecidas depois da me-
dirao, mas nao perturbadas por 10 anuos,sao deci-
didas por arbitros nomeados pelos iuleressados; e,
quaudo aquellos nao cheguem a um arcordo, por
mu novo arbitro nomeado pelo juiz competente. Da
decisao los arbitros nfio ha recurso.
9.o Os limites das sesmarias de que trata o 8
maas e concesses, e o juiz commissano
do respeita-los.
10. As posses do 7o paragrapho sao legitimadas
depois da medirao c demarcarlo feila pelo juiz om-
petenlc.
Para a ilelerminacao do lerreno aprovoilado pelo
posseiro nomeia este um arbitro c o escrivao oulro.
.Se os arbitros nao concordaren! nos limites deutro
dos quaes existo o lerreno aprovelado, o juiz com-
inissaru nomcan um Icrcciio arbitro que peder
concordar com um dos oulros dous, ou fixar novos
limites, comanlo que nao abranjam rea maior ou
menor qne os designados pelos primeiros arbitros.
O agrimensor calcula a rea couda nos limites
deliuilimenle indicados pelos arbitros c meile pa-
ra o posseiro oulro lano terreno, com a condirao
porm, de que o total nao exceda a exleusao do
urna sesmaria das ltimamente concedidas na loca-
lidadc on nas prximamente vizinhas.
Quando o posseiro esteja contiguo a oulros, c a
medirSo possa prejudicar aos posseiros vizinhos, as
parles inteiessadas nomciam os arbitros; c, no caso
de discordancia, o juiz commissario nomeia um no-
vo, que pollera concordar Com qualquer dos oulros,
ou designar para cada urna das posses contiguas
que se esliver mediudo novos limles, comanlo que
nao abranjam reas maiores ou menores do que as
cuntidas em qualquer dos limites anteriormente in-
dicados.
11.'Os originarios,- sesmeiros, concessionaros e
posseiros do 7 lem pelo regulameuto lempo suf-
ficienlc para fazerem revalidar ou legitimar suas
posscssOes. O governo lhes concede juizes, agri-
mensores c escrivaes, que trabalharao por mdica
rclribuiefio. Se apezar porm deslas facilidades al-
guos deixarem de fazer dentro do prazo estabeleci-
do as medieOes e ilemarcacOes necessarias para se.
fixarem os limles das torras, perderao todo o direi-
to a ellas, que nesse caso volverao massa geral das
trras devolulas.
III.
Pelo que fica exposto se ve o processoa seguir-se
para se reconhecerem todas as torras que cstao no
dominio particular, e porlanto as que ficam sendo
consideradas devolulas. A lei e o regulamenlo sfio
de urna excessiva dttnerosdade : reconhecem o di-
reito que com qualquer razfio possao.allegar os oc-
cupantes de trras. Todos aquelles que as cultiva-
rcm al a dala da publicacao do regulamenlo sao
atlcndidos. A prohibirlo de usarcm de trras de-
volutas sem permissao da autoridade competente
s he effiraz c importa pena depois de eslar em
principio de execucao a lei de 18 de setembro de
1850.
Se ncuhuma especie de direito los oceupantes he
ncm levemente oflendido, a lei c o regulamenlo
dao por oulro lado novas garantas aos proprieta-
ros terriloriaes. At boje as Ierras, anda qae me-
didas, demarcadas e f)|atdas por senlcnra, nao es-
lavam livres de invasfle* os proprietaros crm
obrigados ou a lolerarcm ocsbulho que lhcs faziam
os invasores, eu a se lancarcm nos azares de urna
tonga, dispendiosa e quasi sempre ntcrminavel de-
manda.
A lei c o regulamenlo simplifican! essc pocessso
e impop penas a esla e^iecjc de Turto, boni como
puneni summariaintnl aTfffalquer "qUSTlevastar as
malas particulares ou lancar-Uies fogo. Assm pois,
de 10 brasas de frente e de 50 de. fundo. O foro e
o laiidcmio s poderao ser applicados ao calcamen-
to das ras e seu aformoseamenlo, a conslrnccao de
chafarizes e a oulras obras de ulilidade das povoa-
c.Oes.qucr para sua salubridade.quer para sen embel-
lczamenlo. Esla renda ser cobrada, administrada
o applicada pela forma prescripla pelo goverfo,em-
quauto a povoac.ao nao for elevada a villa; prever
depois suacobrani;ae?dministra<;aoamunicipalidade
respectiva, nao pudendo todava applica-la ao mo-
do diverso daquelle que indicamos.'
Dentro da zona de 10 leguas sobre os limites do
imperio com paizes eslrangeiros he permitido ao
governo cslabclcccr colonias migares, distribuir
Ierras gratuitamente e auxiliar as despezas das mes-
mas cotonas.
VI.
Es-ahi em resumo o systajnaeasprovideneias'em
regulamenlo que para execucao da lei das Ierras
expedio o governo imperial. Temos ouvido seu
respeito o juizo favoravel'de homens Ilustrados das
diversas opiuiOes pulilicas; nem as queslOes que o
regulamento veio resolver sao queslOes de partido,
mas sim de bem coinmum, de interesse fiscal e de
eugrandecimento do paiz. Se lia nellc defeilos, a
critica prudente deve aguardar que a experiencia
os aclare e nao tomar para si o papel dos amotioa-
dores, que capricham em desmoralisar qualquer me-
dida da autoridade por urna va ostentacao de scien-
cia arguciosaou de independencia mal entendida.
Nao pretendemos encarecer o merecmento do Sr.
ministro do imperio por essc Irabalbjjmporlante,
que era reclamado ha tanto tempo. ^PaScmos que '
encontrou na pasta do seu antecessor materiaes va-
liosos que Ihe foram de grande proveito, principal-
mente o importante projeclo elaborado pelo Sr.
conselheiro de estado que hoje se acha testa dos
negocios do paiz na presidencia do conselho dos
ministros. Mas lambcm sabemos que depois do es-
tado que S. Ex. leve de fazer desta materia, foram .
adoptadas modificaces aquello projeclo, mullas das
quaes aconselhadas mesmo pala experiencia do re-
dactor do trabalho primitivo, que exairao urna re-
visan e coordenacao systemalica de tudo o que esla-
va feilo, como succede em Irabalhos desla ordem.
O nosso principal fim escrevendo osle tongo arti-
go foi prestar o nosso contingente autoridade
quando no desempenho de seus deveres cura dos in-
teresse* reaes da nac.3o. Expondo em resumo as
disposicoes legislativas e rcgulamentares que enten-
dem com urna parte tilo importante da propredade
publica e privada, qnizemos prevenir a infidedade
com que a malevolencia d conla, s vezes, das me-
lliores insltuicoes c providencias.
como diziamos, os proprielarios terriloriaes recebem
mais esle grande favor, alcm dos oulros o das ga-
rantas com que ficam seguras as suas propriedades.
IV.
Nao nttenderia o regulamenlo a urna das maiores
exigencias da aclualidade se fizesse depender do
moroso reconhecimento das Ierras' possuidas por
particulares a medican c demarraran, cm pequeos
loles.das Ierras devolulas, c a prompla venda dellas.
Minias ha de grandeuberdadee sitas nas vizinhan-
Cas de rios navegaveise deportos de mar, proprias
porlanto para ahi se estabelecercm colonias, c que
oslan inquestionavelmcnte devolulas. O regula-
mento .allende a estas -circumslancias aulorisan-
iln que a medirao c demarcarao principie por estes
terrenos. Assim, ao passo que se vBo liquidando
as Ierras devolulas encravadas entre as sesmarias e
posses, preparam-se tambem toles para serem com
brevidade cxposlos vendamo sentido da lei.
A haneira pra.lica de fazer-sc a medicao, demar-
cac,aoc descripcao dos.pcquenos lolesqi; tem de ser
vendidos deve ser determinada por um regulamenlo
especial, incumbido a reparliro geral das torras pu-
blicas, regulamento que nos consta eslar mnilo adi-
antado pelo zelo do digno director daquella reparli-
ro, e que ser em breve apresentado ao governo..
Esla repartica geral das trras publicas, que foi
autorisada pelo art. 21 da lei de 18 de setembro de
1850, coinpe-se do director eral, de um fiscal,
de um'ofllcial-maior, de dous ofliciaes, de quatro
amanuenses, de um porteiro c de um continuo.
Um oflicial e um amanuense poderao ser ofliciaes
do corpo do engenheiros ou do eslado-maor de pri-
meira classe, e sempre os nomeados lerao conheci-
mentos (opographicos e scrao habis em desenlio.
A' repartica compele:
Dirigir a medicao, divisao e descripcao das Ierras
devolulas c prever sobre a sua conservarSo;
Organisar quanlp autes um regulamenlo especial
de mcdicOcs ;
Escolher e propor ao governo as Ierras devolulas
que devan ser conservadas para a colouisacao dos
indgenas, para a fuudacao de povoaces, abertura
de estrellas, e quaesquer outras servidOcs desla or-
dem,. e para assento de cstabelccimenlos pblicos.
Foriiccer ao ministerio da marinha as iuforma-
COcs precisas sobre a Ierras devolutas que devem
ser reservadas para
IrnocSo;
Propor a porrfio de Ierras devolutas que animal-
mente devem ser vendidas ; '
Fiscalisar a dislribuirao das trras devolulas c
regularidadc da venda ;
Promover a colouisacao nacional ;
Promover o registro das trras possuidas ;
.Organisar e sulimctter n approvacao do governo o
regulamento que. deve reger a sua secretaria
asile seus delegados nas provincias ;
Finalmente, propor todas as medidas que a expe-
riencia reclamar para a boa evocuefio da l<' M 18
de selpiiibro.
Nas provincias onde hbuvcr Ierras devolulas e
ii que o governo julgar conveniente mandar pro-
ceder i medirao e demarcaca los lotes para serem
exposlos venda, havern una rcparlicao especial
de Ierras publicas, composta le um delegado, do iji-
rcclor geral e dos empregados iiecessarios,
V.
Teios summariado o que se refere ao reconheci-
mcill c demarcaca das trras, e ori-'ansacao da
respectiva repartica. Agora nos oceuparemos com
a venda das mesmas, acompanhando o fim poltico
e fiscal da lei.
A operacao da vcuda dos toles ser fcila em liaste
publica ou fora lella, conforme o governo entender
mais conveniente, em allencao s circumslancas.
O lcilSo lera lugar iterante as aumridades designa-
das pelo governo, c no lugar que for para esse fim
determinado.
Os lotes que lendo sido .expostos em leilao nao
houverem sido vendidos poderao ser solicitados uas
Ihcsourarias das provincias, que coui asistencia dos
delegados do director geral farao os ajustes c os suh-
metlcrao aos presideutes respectivos
Ao Ibesouro uacional fica rescrv ada i venda dos
lotes mais cousderaveis que nao convenham ser ex-
postos liaste publica.
Os terrenos destinados para povoaces nao serfio
S. PAULO
22 de Janeiro da 1854.
Ardor em daos fogos nao he l urna posiefio lao
nvcjavel, mrmente para mim, que sou natural-
mente medroso. Vm. me tem recommendado a
liie-iua'-em verdadeira c imparcial, no registe dos
fados, que nesla boa Ierra se vSo dando, c a reser- .
\ a necessaria para que, nem por sombras, pareca
advgar a causa doc.flana das parcialidades politices
Tenho procurado seg'iirn risc sen conselho sem
que islo traga sacrificio met, visto como nao vivodo
pao de l. que a muita gente boa compra a consci-
encia, nao preciso por em almoeda o servico da
inhiba pena. Mte se por um lado vai ludo ein
paz, ponjne-jne vou cingindo exposicao descar-
liada dos acontec montos, nao dexo ;dc.ser incom-
modado jjjor estes impertinente c da minha
Ierra que ignoraudo o compromisso com sua pessoa,
sobre mim desatam o regateirismo, desde que a
correspondencia diz a verdade, onde quer que ella
esteja.
Todos lem sua fragilidadc: cu-live a minha, e fui
tocar na palavra sagrada Jariim-Dolanirn. que me
tem costado caro. Ora, que imporiava corres-
pondencia de S. Paulo que a quola concedida ao
Jnrdim fosse laraa e mal aproveitada? Devia dei-
xar essa cousideraefio aos que lem dever de fiscali-
sar os diuheiros da provincia. Anda n3o he. ludo :
a que proposite fui metter o bedellio no" fallecido
Cassino Paulistano ? Que tnba eu que o ultimo
baile fosse o seu Watteloo 1 Para que ser ch
tlascatiiinarias proferidas pelos mesmos socios em
ultima reuuiao ? Deixar os defunlos em paz e fazer
que1 a lingua dos vivos lhes seja leve ; se assim eu '
fizesse, oulro que nada tem com o que eu fajo, nao"
carregaria como meu percato, recebeudo algaradas
de algum pareo que n3o se lembrou que a replica
IHKlia tomar a defesa do oflendido, dando desenvol-
vimento s Iheses. Nao he prudente dar-a p^ler-
uidade de nossa correspondencia hv a algnem, c
ala-lo ao pelourinho, porque nUto a equidade rae
Uraria refrega. Sirva isb) de aviso. A corres-
pondencia de S.Paulo a todos acata, registandn
as verdades que eslo no dominio ^publico, que se
podera dizr, e que merecem publicidade, sem que
o animo de offnder domine no que vai escriplo.
Tem pois o direito do exigir reciprocidade ; ao con-
tracto o jus cogendi de quem escreve eslA no lin-
feiro: do tintero penua vai um passo, da peona
ao papel vai oulro.
Ja que eslou em ajuste de conlas venhapara c o
collega correspondente do Mercantil: em sua casa
ha um saldo a meu favor.
Hecahi em sen desagrado, e em sua ultima com-
inunicacao declara-sc oflendido. Falla-lhe razan:
nada proferimos que podesse offnder sua cndade,
que, collocada a cima de todos, abaixo da Di-
vindade he a primeira ; de ningucm depende, c,
quando pega da peuna, ai de vs humildes habilan-
les da Ierra, despede-a como Jpiter desferia osmios,
Dos veoha o
sao'os que eslivercm designados uos litotes de ses-1 medidos, mais sim aforados em lotes nao maiores.
o corte de madeiras de cons-j ,pois que assim quer, assim faz, e de
remedio.
Damos os emboras empreza; jamis abandone
esse genio da imparcialidade, nem consinla que se
inova da patria, pois sua' orsanisacao he milito- sus-
ccptivcl do mal de nostalgia', como elle proprio nos
confiou-
O amavel correspondente altira-nos baldoes, e
perspicaz como he (alm de ludo he perspicaz) ja
sabe quem sou. Pede-luc que indique os pontos
em que sua imparcialidade lem naufragado. Exige
de nos um impossivef : se elipse limitassp a noticiar
fados, ser-me-lia fcil indicar os lugares em que a
fantasa figura. Mas, na correspondencia do colle-
ga, en nao vejo a penna do chroiiisla, que periodi-
camenle vai assignalando os aconlecimenlos, sem
proveito nem interesse, sem. odio nem pixo. O
que se v neses escriptos he^pm tecido de proposi-
COes copiadas dos periodiqueiros da opposicao, re-
vaslidasdelnguagem odenla, em que se revelam as
fpicM's do homem iulercssado.
J ve o cQrrespondcnte que descendo contrarie-
dade lraus|iouho a esphera que me tenho tracado;
nao posso arvorar-me em chronisla partidario.
Alm de que seria urna prova de mo gosto, mes-
mo impcrlneiicia, gastar a allencao dos leilores
com a refularao das velleidadesque ao collega apraz
escrever, quando mesmo as columuas do Jornal do
Commercio se sacrificassem a esse ponto.
Todava, j que a lauto nos incita, v um reparo,,
sem exemplo. O contemporneo noticiou um fado,
descarregando sua responsabilidade sobre quem nao
a lem ; mal informado, aventurou urna lalsidade.
Fallo da morle de um mcnlccapto dilacerado pelos
caes de-urna chcara desla cidade. Deplorando o
aroiileciiiiento, inculpa a autoridade, que, diz elle,
devia ter feilo recolher ao hospital. Escute o cor-
respondente. :
Nao ha ahi qacm ignore que ningucm pode ser
declarado deudo com essa suuimanedade que quer
ocontempoplneo ; faz-* necessano um processo e
urna senlecao que he urna felicidade para multo
gente, com o wnwpoudente bem saue.pois ajlous
L.



DIARIO O


rte pedera qoalqaer ir camlnhando para o hos-
pital). Se assim he, nao poda o infeliz de quem se
rala ser rerolliido ao hospital, s porque vagameute
era reputado alienado. Agora saiba que a autori-
dade competente cumprio sen dever, mandando
instaarar processo, que nSo chegou as termo final,
porque era seu caminlto se deu a mortc do infeliz.
O correspondente quera se dispensasse a disposco
legal; sera mellior: o homem nao escalara a taipa,
e estara vivo. Mas uem lodos Icm a perspicacia
do cllega.
Deixo de aconipaulia-loem oulros paiilosjnnlii-ra-
sos de ua caria, pois que nao vale a pena ; dispu-
tar agora a belleza ou fealdade do madamismo san-
lista, sera vadiacio de chronisla. Alm do que, o
contemporneo lie algum dandy ; cu son jarreta e
nao tenho voto na materia. Deixo estas consas pa-
ra o contemporneo encher sua caria ; c Vm. des-
culpe esta tirada, com que furtei una columna de
sua Iblha, couccileudo-me vista pira nina ou outra
vez eomhater os impertinentes que me trarn o lem-
po destinado a noticiar-lhe. E, para nao abusar de
sua bonhomia, passarei j ao que importa.
Pouco lenho a noticiar-lhe; a poca vai-sc
tornando fra, pois la se foi acleicilo primaria que
alunentava os espiritos dos interressados c prenda a
altencao dos que procisam conversar, para fazer al-
gunia cousa. Agora resta-nos a prpcclla do 1." de
^ fevereiro, em quedevem vir luz do diaosnossos
viajores.
O quintil poder do estado viaja pela provincia cm
todas ai djrecces ; jumis a renda da rcparlirflo do
correio se vio tao gorda. Valha-nns ao menos este
lenitivo, e sirva, se puder, de compeusacan aos
odios c intrigas que lavram hoje na provincia. Alm
de que, um senador cusa muito caro, e as rendas
dos portes servem de a batimento, auda que exiguo.
Fica-lhe fcil formar idea do que por aqui vai, leu-
do Vm. oresentc o que ahi na corle se est passando
com a fertura da chapa. Se por la, onde a conve-
niencia inesma do Rio de Janeiro reclama a indu-
lto dos Srs.- Ensebio c "Faro, o campo de Agra-
mante den que pensar, a sizania que arde c na
Paulicea nao de: sorprender.
A cansa pendente no tribunal do eleilorado lie
irnia queslo de vida e mortc paraajnbos os grupos,
que arvoram seu pendan exclusivo. Da diver-
gencia cimentada pela chapa, que s Ires nonios po-
da comleniplar, nascerara para logo odios e intri-
gas com qne cada ridadAo lem de lular. As affei-
coes, a intima amizade. as retacos as mais invete-
radas foram-se quebrar diante dessa orgauisacaq de
diapa,' dianle daqual se levantan mil aecusadores e
oulros lanos defensores.
He isto um \ordadciro mal de qne se resente o
corpo do- partido na provincia ; as feridas que elle
deixanaosaopassageiras, e larde vira o cauterio.
He este o estado de partido na provincia, que te-
mos t se cenvcrler em outro-mais propicio, em
que reine a unio das ideas.
A entrada do Sr. Jos Manoel lie problema que
oceupa todos os espirilos que se imporlam com es-
las consas.jj|m,ta-sc auc oblvr infailivelmenle
Brande vol^^vista a inniienria poderosa que in-
terveio em seu favor, mas, o que por ora nao Ihe
pos affirmar, he a entrada na lisia Iriplice : nao
sendo nome da cliapa, s grande influencia o far
snbir. O revereiro abi vem ebegando, e eu Ihe
eomniunicarei a incgnita do problema.
O Sr. Josino esta ausente da capital. Parti
lia tres das para a cidade do Sanios, alim do exa-
minar os Irbalhos da Serra da Maioridade c da
ponte do Casqueiro. He para desejar que ogover-
110 se d ao traballio de examinar por si mesmo es-
las obras, e que nao pare sua solicitado em mandar
apphcarasquolasque anda ahi exislem no orca-
menlo. As nossas estradas na eslacao actual eslao
em pessinro estado, c s um grande esforco de admi-
nistracao, auxiliado pela assemba provincial que
se tai reunir, far que as vias de commuuicaoao
uaosejam abjsniosdosviandaules.
O Dr. Joo Molla reasumi o excrcirio de pro-
curador fiscal, que haviadexado para tratar de sua"
saude. O Sr. Josino chamou para sulistitui-lo o Dr
Vicente Jos da Costa Cabra!, a quem anda urna
vez a fazenda publica ficou a dever -todo o zelo que
distingue um fuucciouaro publico ilajTategoria do
Sr. Cabral. A procoradoria fiscal nao* foi excrcida
com os prccalros da inlrioida.le, e este hbil em-
preeado diariamente trabalhando na the'soiiraria,
qnando a le o obrigava a comparecer um s vez na
semana, preslou todo o servico de queja lem dado
provas. Tenha ao menos urna menco htnrosa o
empregado consciencioso, j que pertence a nma
lame lio mal aqunhoada. Olhe que. nao eslou ti-
rando a sardinha com a mao do gato : nao son em-
pregado publico, nem l)eos tal permita.
Concluo-se o conselho de revista de conformi-
dade com a le de 19 ile setembro de 1830. A jul-
gar pelos atteslados, que subiram ao conselho, exhi-
bidos poMim cardume de pessoas que queran! alra-
vessar a porta da reserva, eslava a capital infeccio-
nada. Algumas pessoas Tormjfctendidas c livra-
ram-se da terrivel patrona que melle modo a lana
gente.
Tenho ouvdorensurar-se o conselho, por nimia-
mente escrupuloso. Dzcm-mc que muilos gualdas
nao foram allendidos, com manifesla infraccao da
eqnidade. Estes juzo? sao formados segundo'o ca-
pricho de cada cabera, pois ja tenho ouvido clamar-
se pela quaulidade de guardas reservados. Nao aven-
turo juizo neslas cousas, porqne nao estou lvre da
frdela, e o campo da reserva lie salubre de mais
para os enfermos; he at hygienico tirar um homem
na reserva: Vossas meros cum a carne verde, e nos
com o loucnho. Estamos na Ierra de Mafoma ; nao
se tohriga urna carga de toncinho, que subi a um
preso fbnteso.
Na orcasiao em que oseros o ouco queixa geral pe-
la ausencia de pedidas contra a prasa de especula-
dores, a quem/se allrbue a alia deste genero. He
com effeilo fabulosa ; compra-se lioje urna libra de
. toucinho dentro da capital pelo preco de 560 rs. !
Coeta-se que este mat lie devido gaua dos afraves-
sadores que qncrem especular com a fome da pobre-
za. Muilas carregaces deste genero tcm seguido a
Irada deSajtfnv compradas (ora das avenidas da
dadevSe a cmara municipal nao sabe deslas cou-
sas, nem isto lem chegado ao couliccimenlo da poli-
ca, he cousa que nao sei afiirmar.
_Na cidade de Santos se procedeu a nm arbitrio-
Urna embarcaran foi carregada de toucinho, e pres-
tes a dar a vcla,l6T obrigada a iiitcrromper a via-
gem, rcduztoo especulador a vender sua merca-
doria pe precd que quizesse. Isto prevenio a fal-
ta absoluta qne all se asentir. Veremos o que
taz aquf a cmara e a polica. Eu Ihe commuuica-
rei.
A imprensa vai-sc (ornando pacata. 0 Ypiran-
ge, que anda recenlcmentc lirava couro c cabello,
entrn as vias de moderaoao. Vai passaudo a fc-
bre eleiloral, c com ella a rritatao dos nimos. Ac-
ercare que a redaoao do Ypiranga passoii ao Dr-
Broten Filho, segundo he notorio ; nao juro. Este
senhor he mais reservado, e nao cnche a4. pagina
do peridico rom as hrinrador.m Ha
le estabelecer aqui seus dominios, ordenando as so-
ciedades dos especuladores da mizeria do povo que
atracessassem qiaiiin toucinho scavizinhasse i cida-
de, declar isso que hoje um capado he tratado com todo o res-
peilo e considerarlo que llie he devido dentro da ci-
dade. Idas la para fura, he cousa diversa ; so um
cara de judcu o avista, he logo considerado boapre-
la c adrado na caverna escura, doude nao saldr
anda que sobrevenha urna Icgiao de cmaras mun-
cipaes, com seus respectivos liscaes, que, por mal de
iiossos peccados, anda nao pesaram a forra do vo-
cabulo reduzido sorte obscura das palavras gregas.
De fado, que be boje um fiscal? He um homem
que anda a cavallo, que passeia pelos suburbios da
cidade, laia de lord ; individuo de
que foge das malquercncas populares, para nao com-
promcller-sc com os^coucidadaos, recebendo para
tudo isto urna mesada dos cidados municipaei.
He por istn que, viudo ao caso, chegon a vender-
se este enero raro pela quantia de 800 rs. a libra,
por ser para o freguc, como dizem os amigos com-
mcrciantcs, e he anda por isto que, na avenida da ci-
dade, um rochonchudo capado, porco, ou como me-
llior nome tenha} leve a honra de ser vendido pela
quantia de 809! J Vm. concebe cm que oslado se
collocou a gente pobre, cuja rcuda diaria, "na gene-
rahdade, nao excede a 800 rs. Conla-sc-me que
era um horrivel cspeclaculo do mizeria ver-sc o seu
sustento diario ; substtuiam o louciuho pelo sal,
e pimenla, c iam assim engaando os pobres est-
magos.
Nfsla emergencia os que mais solTreram foram os
gastrnomos da Ierra, que vendo-se sem a materia
prima ta Ierra, das roznhas, impozeram-sc a ter-
rivel le da dicta, inclusive o folhclinisla do Cons-
titucional, 'chete de nova escola gastronmica, que,
desla feita, nao leve com que preparar as gayoupas
de mar rirado, leudo de linular-sc aos rolctcs de
raimas c copos de ceneja, guisado que acaba de des-
cubrir a arle culinaria.
Tal he o estado a que cstavamos rcduzidos ultima-*
mente, at que a cmara municipal arvorou o seu
pendao de aclividade, e apparcceu cm campo para
acudir aos mizeros constilucionaes, que ao menos
lem o dreilo de nao morrer de fome.
Kesolveu pois a nossa cmara municipal que se
puzesse um paradeiro a esta Crise alimentara, c ti-
Vemos occasiaodc ver'um ferret^pus fazendo-se
pralirar a postura que eslabelccc a nova prara de
mercado, que ja vai produzindo liom resullado'. J
se acba o ilosso mercado abastecido, e livemos occa-
sao de ver a praca concorrida pela aristocracia, que
hombreava com a plebe para aorar urna cruzada
contra a cspccularao das tabernas. Damos pois os em
llorascorporacao municipal, que.desta feita, sabio,
coiqj) l ge diz, fora do serio; rabio o mana no deser-
to ; j corre perigo de sermos qualificados citladaos
da Juda ; o toucinho baixou a 3J0 rs., rompen-
do-s as fumas dos alravessadores.
Alm da caresta dos alimentos, accrcsccu a frau-
de de alguns labcrneiros, que, com pesos e'medidas
lalsiliradas. cnsauavam o povo, esquecendo que te-
mos na delegada da polica o Dr. Furtado, a quem
devemos o beneficio de por cobro infraccao do 7.
inandamcnlo. ConsUindo-lhc que algumas taliernas
illudam os compradores, resumindo, por exemplo,
as libras cm Ires quarlas, e fazendo oulras brinca-
dciras dcsle goslo, cudou de examinar estas colisas
por s mesmo, visitando as casas suspeilas, e convi-
dando os amigos da boa te para gozar o fresco da
cadea. l'ra la foram conduzidos dous, merci de
oos, a quem fazemos votos para que ahi os conser-
ve, cm rompanhiadeoutros que lem direto ao mes-
mo convite, para exemplo e ejpcacao dos povos.
Amen.
Continua
a -actividade do delegado, que percorre
osacoustics na vcrlicacao do asscio c limpcza que
prescreve a postura, ejnos pesos c medidas de que se
serven,, ffto foi inrruclifera a risita : acabam de ser
nmllados lodos os marchantes da cidade, por infrac-
cao orculta do regulamenlo dos arrugues.."
Deve-se pois ao Dr. Furlado'cm muilo grande
parle a modificaste ltimamente observada nessas
casas de negocio, cm que a alicantina he a idea fuiw
damculal : os serviros que esta autoridade (em lti-
mamente prestado he o mclhor.prcscnte a oflereccr
aos que querem desconhecer os^significanles seni-
cps que tem prestado popujacao da capital, onde
so a pronuncalo do seu aOnie he urna gaiaula de
seguranca, como j tenho tido occasiao de obsenar.
A' cmara mnnjcpal nao menos se deve a modi-
ficacao do mercado. J a pobreza nao morre min-
gua, depos de urna medida ltimamente, emprega-
da. O Sr. Antonio Ribcirn da Silva se offcrcccu a
adianlar as quantias necessarias para a compra de
toucinho que deveria WBjdcr-se pelo cusi aowwn.
t. com clfcilo elTecluou^fe a compra desse genero, e
j .grande numero de carregaces se tem rerolliido,
a cusa das diligencias poldacs. O presidente da
provincia mandou dar urna quota para a rcalisarao
da medida.
do e na cooperario que hilo mostrado para que a
nossa guarda seja digna deste nome.
A promotoria publica vagou, pela nomca^ao
do Dr. Olegario para juiz de dreilo de Cavalcanti,
provincia de Goyaz. O Sr. Dr. Olegario dexou em
seu qualricnno a f de que ser ufgro magistra-
do ; nomeaces como osla lionram ao governo que as
Taz.
Ah est urna vacatura dando que fazer ao gover-
no, que ve dianle da si um cardume de dnutores
querendo apropriar-sc da tribuna criminal. De
cinco candidatos sabemos nos, alcm daquclles que
pejaudo-sedo pedido o encobrem, talvez com re-
cejo da derrua. Dzcm-mc que os mais rotados pe-
bom genio, \t> quinto poder do Estado sao tres doulores da Tor-
nada do auno passado, que formam nma lista trplice
parata r. Josino escolbcr, pois dizem-mc que dos
Ires sahir o promotor.
Tracava estas linlias, quando se me annunrion
que feliz escolhdo foi o Dr. Francisco da Cosa
Carvalho. Esta in i meara o honra o governo, porque
nella se atlendcu ao talento e prohidade, e nos, que
conheccnioso Sr. Cosa, asseveramos, sem perigo de
erro, que o ministerio publico vai ser dignamente
representado na pessoa dSssc moco, que no luslro
acadmico deixou o rcuomc da intelligencia. Esta
lie a voz unnime de seus collcgas, e que cu aqui
deponho.
Fallando em quinto poder do Estado e cm va-
calura, corrijo o esquecimeuto que Uve de nolicar-
Ihe outra que so deu lia mais de um mez, auda nao
preenchda. Nao he devido ausencia de candida-
tos ; ahi temos um viveiro de pretendentes que se
a garra m a cadeira presidencial para o lugar de cs_
rriplurario da tbcsoiiraria provincial. Conlieccmos
para mais de viule prelendenlesj mais ou menos ha-
bilitados, pois a habilitacao he circiimstanri#acri-
denlal para o prclendente ; o qne elle considera he
o facto da vaga c as varinltas de condo para movpr
a presidciKia, que at agora ofo tez noineacAo, tal-
vez em razao do quo me terlam nesto. E com cf
teilo, ve-se o governo em torturas. Cada candidato
poeem accao lodos os seus recursos. Falla ao com-
padre para este fallar a comadre,quc sedcom si-
crano, para fallar a bcltrano, que peja a fulano que
se empenhe com o presidente para que nomc a
fuao. Caila um estabclcccudo este systema do com-
bale, faca idea do borliorinho que aqui vai desde
que ha nomcacao a fazer.
I.emlira-me a idea de um nosso doulor de.S. Pau-
lo, que, para obviar o inconveniente da praga.de
candidatos, pretera qne se estabelecesse o concurso
para os empregos de qualqucr ualiircza que fossem,
applicando este salvatcro lambem senatoria. O
fado he que, salva aimpratcabildade, o servico pu-
blico ganharia um pouco.
" Alirio-sc bou lem a academia para proeeder-se
aos exames preparatorios, que deverao, segundo o
moribundo regulamenlo, durar al meiados de
marco.
Comec,am as aperturas para os pobres bichos, co-
mo diz o vocabulario escolstico ; chegou a poca de
revolverema cidade pista das rccpmmeudares pa-
ra sercm chamados a examc, morracnte se o mar es-
ta bonauepso, c nao corre o menor perigo de cnca-
'liar o batel nos cachopos da narota.
O examc de historia he o Cabo da Boa Espcranca,
porque o Dr. Ribas, honra Ihe seja feita, embirrou
cm querer que os mocos saibam o que se passou po-
lo mundo antigo, medio e moderno.
Foram hontem chamados alguns banca de histo-
ria, c nenhum appa'recen ; corra perigo de encalhar
o batel. C pela nossa academia ha habilssimos pi-
llos, que a oUios techados' conheccm quando se ap-
proxima a nuveui da procclla para se porcm ao lar-
go,' reservando-se para mellior moncilo. Veremos
se o novo regulamenlo acaba com este jogo da ra-
bra-cega com que.se consom o lempo aos profes-
sores.
Esleve na capitel o Sr. centra-almirante Hen-
derson, chegado a Sanios no da 26 a bordo da Tr-
gala iugleza a vapor Ccntaur. Dzcm-mc que veio
conferenciar com o presidente da provincia. -
Esta a proviucia lvre c desembargada do faca-
nhmlo assassiuo Jos Correa dos Santos, que bem se-
rios cuidados custou justica. Era uni.verdadciro
monslro. Eis como se comiminjaa de Santos a sua
UNDA FEIRA 20 DE FE.REIfiO DE 1854.

peridico com as brincadeiras da praxe,
X imprciisa saquarema lie quas fallecida. Exis-
te o Corutitucional, qne se vai arrestando. A nao
ser expediente da secretaria do governo, p um ou
oulro cilrahido, nao da copia de si, nem se qner
romprometter com estas cousas, ISo varias do ovo-
cosinogonico poltico provincial. Assra he liomani-
dar, em todo o caso vive um homem seguro.
Alm desla publicado tinhamos o Independente,
que foi a ferias.
Desla sorte, se nao tivessemos 0 folliclm do Cons-
tilacional, qne he original e provoca a attenc3o pe-
la furiosa gastronoma que ostenta, os nossos pajili-
co ponca despeza fariaiu com os lacs papeis/que
hoje nao cumprem missao alguraa.
Nao he zanga com o crrete da corte, e Dos
me defriida de ler iim inimgo em taes reparSi;0es,
porque na niinha humilde opinia, um empregado
do rorreio he runa potencia no imperio ; pode deci-
dir da sorte de nossas relacoes coma inesma facil-
dade com que carimba una carta. Me |>or isso que
os acato, e se farbalgumn advertencia he porque is-
to nao lev ir a zangar. Vamos ao caso.
Mais de nma pessoa se queixada falla de seus Jtr-
aes, que nao nade ser allrbuida sean ao correio,
visto, como so-aabe, a admiristracao de sua casa cor-
re em rigor malhemalico. Pego pois em nome da
curuMlda.li. publica que alguem se compadeea de
os. Nao lia maior semsaboria do que correr nm
tamiemao concio e receber a Iqrrivel plirase :-i,ao
Aqu eslou cu, que ha i barcas nao tenho o pra-
zer de ler jornae, mcus. O desruido lto he do cr-
relo deS. Paulo, como atleslam as listas. Eslaruem
anarehia a rapartioao da corte? Sel,eassim di_
mos como o Sr. Paula Candido, copiando o' nocla
capila in alta sua labuntr ab aquori rici. '
At breve. ( Carla particular.
1 de feetreiro.
A fama chega a lodos ; quando pensara o pro-
saico toucinho que elle se converteria em qucsto
do Oriente, para os habitantes c da trra, amcaca-
do com a naturalisaeao de judecs, .como j nos
qnalHea a Semana no Rio de Janeiro !
De feilo, parece que Mafoma tooioo o espediente
A trauquillidade, publica nao tem soffrido gran-
de alterado. O facto mais noUvel a noticiar lie a
adiada de um cadavee no tanque do Arouche. Fra-
se o corpo de delirio reconhcccii.lo-se que fora as-
sassiuadocpm iluas Tacadas, ignoro o nome do as-
sassinado. Sou justo, recaa a censura contra quem
fr, nao posso' por isso leixar de mencionar que o
cadver permancrcu por mais de um .lia, como se
me informa, sem que se provdenciasse.
A po|julacao de S. Paulo he naturalmente pac-
fica, sendo rarissmos semelhantes casos, que com
facilidade se godera prevenir, se as palmillas qtie
rondam a cidade, nao dormissem lano ou nao so rc-
colhessem mais cedo para os quarlcis. A hora cs-
labclccida para a recolbda a he mcia noilc, nao sei
porque : a hora dos demonios he a mcia noilc se-
gundo nos informan! esses homens que fazem ver-
sos, c mesmo, aules do lempo marrado, cada palm-
illa scvair^slitundoaos Deeses Penates, deixaudo
que cada cidailao vele na sua seguranca. Remello
isto com vista ao Dr. Furtado.
Acabam de dzcr-me que a polciia continua a
desenvolver sua aclividade sobre os negocios fraudu-
lentos. Parecc-me ter havido denuncia sobre a m
qualdade da ceneja fabricada cm certo lugar desla
cidade. Houve busca policial, c rcconhcccndo-sc
que o lquido era pouro hygienico, mandouTs que
um armazem que vendida genuina fizessse ofavor de
vasala na na. Tote o povo occasiao de ver esse es-
pecUcnlo extraordinario de urna chava desta bebi-
da, ccrliliraudo-sc os vendedores consjennosos que
j l se foi a era cm que era permiltido vender ga-
lo por lebre. Se o delegado de polica seguir o mes-
mo caminho ha de encontrar rauila lasca da Cit
que estao provocando sua visite. A nossa cadea pu-
blica he vasta e bem arejada ; cumpre que os verda-
dciros inguilitws a frcquenlem. Assim exige o po-
vo, que tambem cansa de clamar no deserte.
2 de fecereiro.
Ouco rumor nos malaventurados guardas nacio-
naes com a publcacao da ordera do governo que os
manda entrar no senico da guamico.
He pessima a actual organisacao"da guarda nacio-
nal no Brasil, c a nova le reduz um iwbre guarda
a critica condicao. Accrcsce quo os guardas anda
nao lem Tardamente pequeo para o servico ordi-
nario, nao tendo alada pago o que ltimamente rc-
cebercm. He poristo quo mu justamente se qucixam.
Rccouheco o pesado desla medida, e os vexames
que um guarda vai solrcr ; mas cumpria ao gover-
no estabecelere-la, atienta a falla de terca hoje sen-
lidTna provincia.
mortc.
Na madrugada do lia 26 foi morto em deses-
perada % elTectiva resistencia o facinoroso Jos Cor-
rea dos San""- '> nrisao havia sido ordenada pe-
lo juiz municipal. A 18 lognas desla cidade, no tu-
gar denominado Juquehy, arhava-se acoulado este
assassiuo espera do occasiao opporluua para perpe-
trar novos crimes. Chcgando a diligencia, confia-
da ao Sr. tenente Mello Franco, ao rancho em que
morava aqucllc malvado, e depois de certificar-se de
sua estalla ah, mandn o digno conimandaute da
escolla cerca-la, c balendo porta intimou-lhc aor-
dem de prisao, a que Correa de dentro Ihe respon-
den : Espere la, que j Ihe fallo! Correa, abrin-
do precipitadamente a porta c av aneando para a es-
cajta, tendo cm nma mao urna faca-comprida, des-
fechou com a outra uina pistola a um dos soldados,
que Ihe disparou o tiro que o mateu.
a A historia da vida dcsle homem he escripia em
caracteres negros; perseguido cm S. Scbastiao. on-
de malou ( e nao foi o primeiro assassinato que per-
pelrou, elle proprio eonfessava' que tinhaduas mor-
les cm Pernambuco) a um pobre hoincm que
nenhum mal Ihe havia feto, depois de ter resistido
a urna escolla uumcrosssima que o n3o podo pren-
der, veio vivmosla ridade e sua cjrcumvizinhanca.
Jos Correa nao era homem que se.arropcndos-
se do mal que Iinba feilo, nem das desgracas qne
havia cansado ; era iucorrigivel, nao nsava d"o eslra-
lageinas com a moral, nem nm as leis mais santas,
alacava-as de frente, nltrajava-as face a face. Tiuha
alguma cousa de Salauaz, mas, com certeza, nada
linha de Tartufo. Eis a continuaran de sua vida.
Depois de algum lempo, na ra mais publica
desta cidade, cm frente igreja do Carino, onde en-
Uo se eclebrava urna fesla, ao auoilcccr, deu um ti-
ro cm nm fulano Brilo, do qual cm pouco lempo
este veio a morrer. Relirou-se para- um sitio a 12
leguas desta ridade, onde a lacadas malou e.l mes-
mo enlerrou um negro que possuia. Ha dous annos
malou brbaramente um pobre vclho Xavier, qne
nunca o havia ofieudido c que de joclhos e maos
poslas llic pedia para seus filhos una vida queja llie
era pesarla. Processado, pronunciado, Corroa dcsap-
parcecu por algum lempo ; mas ci-lo que volla com
novos crimes premeditados, c qual hydra, do fundo
de seu antro s esperava occasiao para vomitar a
moi
i prov
O governo ordenou aos administradores de r
tros e barreteas qne fizessem recolhcr < capitel as
pacas que ahi csthcssem servindo, deixando em seu
lugar aqnelles particulares que se prestassem a cn-
gajamento. Ainda assim nao bastar a forca que
aqu existe ; o corpo.fixo he pggmeu, porqne'os re-
rrulas que se cacm n interior vfm mar cm fora
sem que ruidemem augmentar o numero laodimmir
lo de soldados que Tazem a guarncao. Reslava |his
a ini/.eranda guarda opcional; que boje he, e scmriri*
fo pao para toda a obra.
O crime sena como um ocano sem escolhos e
tempestades, seria como um mar de Icile e rosas, se
nao luesse suas iiidiscricoes. Correa fo indiscreto,
disse a alguem que denunciasse justica o seu es-
condrijo, desejava um torucio com a forra publica.
Cousas de Dos, que nislo moslrou bem a sua omni-
sciencia. Um cadver enterrado a uus poucos de
ps de profundidade adverte por exalacc* ptridas
a sua'cxistcucalli; as vagas (razcm sua super-
ficie as victimas que o crime Ibes confiou, pensando
esconde-las no pelago profundo : o fogo devora os
cornos sem Ibes* consumir os lcaos das feridas, como
rcspeilando aquellas Icslcmuiihas da crucldade, e os
intestinos guardam o raslo do vcueno. A, alma do
homem lambem nao he refractaria em dar iguacs
deiiiuiislraeoes : o remorsn transpira por todos OS
poros de sen corno, c n crime ..slie, vagueia as
e\l!-emidadi.s dos labios, lem suas ndiscrices, que
prodiizeiii ordinarianieiile nriuilecinieiilos elimo o
que. ora narramos.
Vejo que o presidente de Pernambuco invocou o
mesmo alvitre, segundo,informa o seu rorres|Min-
deute daquella cidade, fundado no mesmo motivo
com que aqui luamos. Scgurci o exemplo do col-
leca, podindan governo geral que, neslcs aperlos,
nos acuda com alguma tropa ; porque emliora se
diga que o gcuio dos Paulislas he marcial, lodavia
o lempo nao vai para gratas, c os viveros continuara
caros. Fazer giiainicao nesles duros lempos he ser
Calo, e l se foram os lempos do colonismo. Fa-
zemos votos para que estas justas considerarnos se-
jain atlenddasfechando ste lopieocoai a declara-
cao qne as piaras eslao a meio da, eem muilas oc-
casies ainda fazem parle do reforco.
Esqnecia-me dizer-lhe que o Dr. Ignacio Jos de
Araujo, commaiidante superior da guarda nacional
pedir ao governo que ao menos dispensasse os guar-
das do servico de faxina. Foi attendida suasuppca.
Mcltcndo-me agora a nbelhudo em nome dos guar-
das mililarsados, agradejo ao Sr. Dr. Ignacio a pro-
lecco que lanca sobre seus subordinados, concilian-
do o respeto que deve impor-lhes com a urbanida-
de com que os trata. Muilo llevemos a este senhor
e ao lente coronel Claudiao Jos Pereira, |ielo
josto procedimento nos exercicios de eu comman-
O Tundo do quadro infernal ila vida de Jos
Correa he sangne innocente derramado ; urna fero-
cdade fra e satnica foi.a mao que o debut bou; um
cerebro malvado, a intelligencia que o coneobeii.
Para osle homem nao lia seqner nma defeza qne
discurra ao menos as coces escuras e carregadas de
seus innmeros crnes, dianle dos quaes a conscien-
cia publicase rcvollava e ebegava a seus ltimos
limites; o corarao conlrabia-se de dr e gemia af-
licto i vista de lana perversidjde, e lodos clama-
vam por .urna repararlo exemplar.
Jos Correa era um desses entes corrompidos e
perversos que se aprazia no sangne como o tigre;
qde atirava-sc ao homem desprecavdo c tranquillo,
como o lobo renal ovelba desgarrla ; era um
desses entes que parecom urna maldcakjiva ; nae
recuava ante a idea do remorso, porque sua alma se
havia embotado para ludo que era espcranca cm
Dos, e elle se havia alistado como soldado do as
sassinalocdo morticinio.
i Sua morle nao foi sentidanao leve amigos
nao deixou saudades.
Ainda uao loquei na queslao dominante que
prende a altenrao de lodos os crculos.
J Vm. lera adevinliado que fallo da entrada do
Sr. Dr. Jos ioel da Fonscca, o candidato da
provincia quctenla, aguarda o triumphe. Rcca-
hi sem duvida desagrado 'de alguns, exprmin-
do-me assim ps que fazer ? Tomei a tarefa cs-
pinhosa de apiador de noticias, e o Jornal do
Commercio uquer que se obscureca a verdade do
que por aqui .
He por issoe digo e repito que o Sr. Dr. J,
Manoel he o didato da provincia. Estarc il-
ludido ? A insucia deste senhor na provincia, as
suas innumerrclacScs scrao sonhads por mim ?
As urnas den cm breve decidirao, e cmquanlo
nao o fazem..o asseverando que, ou eu sou um
propheta dasisio, ou na lista Iriplice ha de fi-
gurar o nome Jos Manoel da Fonseca, para hon-
ra da provine para a 'gloria de seus numerosos
amigos, e pan satisfarn deste seu humilde cor-
respondente, e taas vezes llie disse que este no-
me he o noiiBympathico da provincia.
Se fosse aun de apostas nao se me dava de fa-
zer urna ; e nmomento cm que a perdesse altea-
ra jiara um oto a peana de correspondente, cor-
rido c assombdo pelo desmentido solemne das ur-
nas.
Mas se o carario acontecer, se Iriumpho obti-
ver, pedirei ca de propheta, c canlarei victoria.
3de revereiro.
Foi m arcad apara boje a reunan do colleglo da
capital. Tcvauga- sua sessao preparatoria, e a-
manbaa se projdc eleieao.
Pelo correio o Msephina, que saldr de Sanios
a 7, salva a imxrttbilidade da tabella, transmitlir-
Ihc-hci a apuraa. deste e de oulros collegios mais
visiahos.
Deni os aslrjjfcgoi que no colegio da capital o
Dr. J.Manoel in ser bem volado. Talvez assim
seja ; Blas nao lo pudente fiar na astrologia de
hoje, qu s vea alba no fervor da refrega.
Fiat iuttifa o correio da corte vai a me-
llior. Desti vezlo houve razao de queixa. >Deos.
queira que sim oniinue. para me pouparem o sa-
crificio de fa^i- embreta. k
Al o da 7.__-~^-- (Idem.^
Hontem s 6 Iras da tarde prncipiram na ca-
pclla imperial ai-eremonias fnebres das exequias
de S. M. a Itaiid de Portugal.
Celebra-se hojio oflicio solemne do estylo.
A eapella cstpmposamcute preparada. O mau-
soleo he digno ddemplo e da augusta finada.
As ccramouias c hontem lerniinaram as 10 ho-
ras da noilc.
*-*<.
FBOVNGIA DO PARAN*
Capital S de Janeiro de 1864-
Esla linalmcntcnsta liada a nova provincia do Pa-
ran; estilo satiaitos os votos mais ardentesdos
seos patriticos Matantes Dos queira que elles
saibam gozar desl vanlagem poltica e social, diri-
gir-se por maneiraguc possam progredir no caminho
da cvilisacao, com todos esperam: >
O presidente daprovincia, o Sr. coneelheiro Zaca-
ras deGes e Vascncellos, depois de ter recebido as
mais enthusiaslicaslemonstraces de prazer, em ca-
minho para estacaitl, em Paranagu e Antenina,
aqu chegou no dialti do mez passado, e a 19 tomou
posse da administrado da provincia perante a cmara
municipal. Ncsta ccasiao, depos de deferido o ju-
ramento, o presdete desla corporarao dirigio-se a
S. Exc, por parte os habitantes da capital, da se-
gunle maneira :
a Este cmara feilila a V. Exc. pela alia conside-
racao com que S. M o Imperador se dignouhonra-lo,
elegendo-o primen presideqle da provincia do Pa-
ran, missao esta la importante qne s mesmo devia
ser confiada i illiusracoe aprudencia. Ella protesta
aJheso pessoa di V. Exc, c como orgSo de seus
municipes de anter.ao agradece os innmeros benefi-
cios que lem de reebar por tao sabia quito justa ad-
ministracao. Os aivos paranaenses exultam de pra-
zer vendo collocaib. frente da adminislrarao publi-
ca um ridadao hoirado, cujo patriotismo, luzes e
virtudes garantam i sua felicidade. Elles unsonos,
como um s ente, leposjlam plena confianca na pes-
soa de V. Exc, de juem esperam o rpido progresso
de sua provincia, que por immenso tempo despreza-
da, c, apezar de una Torte e leimosa opposicao, hoje
se v collocada ente as brillianles estrellas do im-
perio brasileiro.o
S. Exc. responded a este discurso :
a Senhores! O da, ha tanto tempo desejado pela
Atimt an Ctirii"-- r.M que elevai,_ aTat,,B_
ra de provincia, pudesse entrar com passo firme as
vas da prosperidade a que he mluralmemle destina-
da, ei-lo emfim chegado. '.
a Eu desvaneco-me de ter, com o meu voto as
cmaras,concorrido para u importante acto dos pode-
res geraes, que excite, em tao alio grao, e jubilo dos
Paranaenses, e ainda mais da honrosa cammissao que
confiou-me o governo imperial, nomeando-meseu
primeiro presidente.
ii Promover os meiboramenlos mories e maleriaes
da nova provincia, e encaminbar os espirites har-
mona e concordia, de que aquellos bens essencial-
menle depeudem, tal he o designio do governo de S.
M. o Imperador, tal ser lambem o constante alvo
de lodos os meus esforjoc e desvelos ; e se o'maligno
espirite de partido quebrar sua furia anteas conside-
ra cocs do bem publico, que oradam to alio pela onio
dos habitantes do Paran ;sevelteabslver-se de man-
char a era da instaladlo da provincia em escndalos
de ambicio e egosmo, lera dfe ser sem duvida o seu
progresso 13o rpido d'ora em diante, quaulo ha sido
ale boje retardado o desenvolvimenlo det seus consi-
deraveis recursos. Da sincera e leal couijijwicandos
habitantes da provincia em eran te parte derivar-se-
ha portante o sen engrandecmenlo. Assim seja a
S. Exc. acha-se commovido : aquclle eloquenle
orador quenas procellas parlamentares conserva va-
so calmo e sereno, sem Iropccar na torrente fecunda
de sua elegante palavra, parou por vezes a tomar
atento, assoberbado como se achava peta msgnilude
da missao que o trazia ao recinto da munjeipatidade
corlihana.
A este acto seguio-se nma solemne missa cantada e
Te-Daiim na matriz a qiicassistiram todos os empre-
ados pblicos, a cmara e or cdados mais nolavcis
que acompanharam a S: Exc. Por esta occasiao discu-
saram o vigaro da capital e do Ro Negro, que lam-
bem aqui se achava. Por me nao ler sidu poasivel
ter mao estes trabalhos oratorios, nao Ih'os re-
mello.
Depois destes actos religiosos, S. Exc. dirigio-se a
palacio, e ah juramentou e deu posse ao seu secreta-
ro Augusto Frcderco Coln, ao chefe de polica Dr.
Antonio Manoel Fernandes Jnior e ao inspector in-
terino da tlicsnuraria Joo Caetano da Silva.
No da seguinte nomeou para thesoureiro da fazen-
da geral a Manoel Jos da Cunha Hilancourt, para
procurador fiscal da fazenda as causas proviciees
ao Dr..lo- Malinas oncalve's Guimaraes,e para as
causas geraes, em quaulo se nao apresen lar o empre-
gado nomeado [icio governo imperial, ao Dr. Jesuino
Marcomles de Oliveira e Si, e bem assim uutm ci-
dadaos para empregos subalternos. _
Dirigindo-se s cmaras muucipaes e mais autori-
dades da provincia, communicando a sua posse e ma-
nifestando o programma da sua adminisiraco, S.
Exc. se exprime desla maneira:
Tendo tomado hontem posse da adminislrarao
desla provincia, para a qual fui nomeado por carta
imperial de 17 de dezembrn do rorrele anno, assim
o commhnico a Vm., accrescenlando que sendo as
vistas do governo imperial, em relaro a esla provin-
cia, promover quaulo em s ronber os meiboramenlos
moraes e materiaes de que carece e conduzir os espi-
rites, unan e concordia de que depeudem os bene-
ficios que quantot antes cumpre prnporcionar-Ihe,
espera adiar da parte de Vmc. a mais decidida e leal
coadjuvacilc no desempenbo da ardua larefa de que
me acho incumbido.
no estre.tr a sua melindrosa commUsao. Sem se in-
clinar a ninguem nos seus aclos lem angariado a^e-
ral eslima. Todos esperam dello urna bella presi-
dencia: as diversas crenras polticas ccrcam confia-
damente o sen governo: parece mesmo que a irrita-
do dos partidos tem arrefecido um pouco do seu ar-
dor natural. Creio, porom, que nao ser isto dura-
douro; pois qne as eleisoesbatem porta; e o ven-
cidos na li'da, pelo menos lornar-se-hao descontentes,
irritados e injustos.
Nodia22 houve um baile oferecido a S. Exc. em
nome dos Corlibanos. A boa vonlafc e a geral sa-
tisfaco suppriam as loucanias dos bailes explendi-
dos das grandescapitaes.
Logo depois dos primeiro* e. indispensaveis actos
lia organisacao S. Exc. expedio as necessarias ordens
para as eleiecs.
Convocou a assembla provincial, em conformida-
de do do art. 2* do aclo addiccional.parao da
15 de mato teluro.
Mandn proceder A eleieao de um deputado as-
sembla geral legislativa e dos membros da assembla
provincial, cm aclo consecutivo, pelos eleilores ac-
tuaes, no da 5 de marco vindouro.
No qne loca a eleico de um senador, marcou para
a eleieao primaria odia 26 de fevereiro, e parase-
cundaria odia 28 de marro. *
Como cm S. Jos dos Pinhaes nao havia eleilores
fetes, cm razao dos aconlecimenlos extraordinarios
que all liveram lugar, S. Exc. determnou que se fi-
zesse a alcico primara no da 3 de fevereiro futuro
para que pndesse a secundaria coincidir no da 6 de
marco seguinte, em que deve ter lugar igualmente
a do deputado geral e membros da assembla provin-
cial.
S. Exc, expedindo as ordens para as clciccs, re-
commendon terminantemente s autoridades policiaes
toda a crcumspecrao, garanlindu a liberdade do vo-
to do cidado, e maniendo a ordem publica.
Cruzam-se j de tedas as partes as ambicOes, as
cabalas. A eleieao do. deputado que lem de tratar
dos inleressesda provincia na cmara temporaria he
por ora a mais disputada, a mais discutida. Da parte
dos saquaremas apresentam-se candidatos os Drs.
Joaqum Ignacio Silveira da Molla, e Antonio Can-
dido Ferretea de Abreu, juiz municipal do termo da
capital, e da parte dos luzias os Drs. Jesuino Mar-
condes de O i v eir e S, e Antonio Francisco de Aze-
vedo, juiz de dreilo da comarca.
Ao ouvir cada um dos interesados neste drama,
ninguem sabe quem ser o deputado, viste qne lodos
assoalham as mais firmes esperancas no bom resulla-
do de sua candidatura. Fazendo,. porem, o meu jui-
zo parte, persuado-meque de lodos elles o que
maior probabilidad o aprsenla em seu favor he o An-
tonio Candido, em razio do Collegio de Paranagu,
que conla quarenta e tantos eleilores, e que dizem
que vota exclusivamente nelle, por causa da influen-
cia que all lem o sogro, o commendador Guimarflcs.
A volaco deserra cima divide-se pelos onlros Ires
candidates; e he provavel que nao chegue ainda
o mais votado destes a perfazer a somma do collegio
de Paranagu.
Ante este negocio momcnloso, parecen) como que
adormecidas oulras pretencSes. Entretanto, para se-
nador todos quas que unnimemente, fallara no no-
me do respeitavel harto de Antonina, que he aqui
estimado geralmeote, e, por certo, digno de o ser em
lodos os sentidos. Para dopulados provinciaes ainda
nada ha de positivo: forjara-se as Irevas diversas
chapas; mas ouvi dizer que o numero dos pretendentes
j vai longo. Dos queira que possam as diversas
combinarOes a este respeilo dar um bom resullado.
Da primeira assembla provincial cerlamenle vai
derivar-se, a mu i tos respeilo, o futuro da provincia ;
convem, portento, que a'baseem que v3o assenlar
os primeros rudimentos do rgimen constitucional
na provincia seja larga e segura. A discussao estril
e de palavras, a opposicao e a controversia sistem-
tica, seriao de um terrivel efTeilo nos trabalhos da
primeira assembla.
Tendo sido pola assembla provincial de S.
Paulo supprimido o imposto da passagem dos ani-
maos no Ro Negro, n'esla provincia, e removido pa-
ra um outro pouto no Iterar, naquella, vemo-nos
logo em comeeo prejudicados em avallada somma de
cantos de ris para occorrer s extraordinarias despe-
zas de organisacao. Provavelmentea assembla desta
provincia restabelecer o imposto; pois que alero de
ler de seu lado teda a justica, remonta a origem do
mesmo a urna poca muilo remola ; mas primeiro
qne scrcuna a. assemniea, qne ae cornos ae ris nao
vemos ir pela agua abaxo, por causa do came injus-
to da nossa tema limilrophe, que assim nos preju-
dica nos nossos haveres He de toda a justica urna
indemnisacao ; mas lera ella lugar ?
Os donos das tropas acham-se portento ameacados
de um duplo imposto, no Ro Negro e no I tarar, o
que Ibes ser de immenso grvame. Porfim, peisua-
do-me que as cousas chegaro a um ponte, e as par-
tes contratantes tomara,) um accordo, que prova-
velraente ser o de dividir o imposte entre si, para
interesse de ambas.
A respeilo da IranquilliJado publica e seguran-
ca individual, as noticias sao tedas favoraveis. Aqui
na capitel j se transita sem susto noile pelas ras;
algumas salas se vem aberlas, luzindo n escurido
das nossas ras e pacas sem illuminacao, onde al-
guns amigos se rennem cm agradavel palestra, j sem
receto dos sicarios ou dos mysleriosos mascaras que
appareciam anteada nossa separarao. Odete de po-
lica trabalha por desarraigar o mao costume de an-
darem armados at os denles os nossos caipiras, do
que resultavam nao poucas vezes desastrosas desaven-
cas. Finalmente tudo parece levanlar-se e applaudir
a feliz lcm'ltranca_de e^aheJecer-iKsta boa (erra urna
strcao especial para felicidade publica.
As nomeaces, tanto do governo central, como do
provincial, lem sido aceites com geral agrado. Os
empregados pblicos lem-se tomado nma corporarao
estimada de teda a popularan cortibana pela boa
conducta quo em geral os distingue.
Paro aqui. as miabas posteriores cartas ir-lhe-
hei noticiando o quo for occorrendo de mais impr-
tenle nesla provincia. (dem.)
(Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba 13 de fevereiro de 1854.
Nada importante tem occorrido depois de minlia
ultima, e em tal tenencia de materia cstive qhsi ce-
dendo inercia, que lana terca tem, o deixando do
escrevcrjlhe, mas para nao reincidir tao cedo em mi-
nhas fallas, tomo a peona, e von dizendo o que
mentados a cusa das sobras dos rendimenlos da c-
mara, liradas as despezas des oortf* raunicipaes, bem
como limpeza de bicas, ele, etc.
Feliz de minha Ierra, que rica elevado a um muzeu
monslro, e a sede, t,ilves,da sociedade protectora dos
animaes. Qne bonitos qfpdrupedes teremos de ver,
sem dispensa, passeando neslas mpas e esparosai
mas.
Est a cbogar o nosso progresso.
Os vveres continuara na mesma, grabas aos alra-
vessadores do abundante Mamanguapc, e mesmo
desla cidade, sem olTensa dos senhores liscaes, aoi
quaes trbulo meus respeilos e cumprimenlos,
Oithuggs vio em paze njo me consta, que lenham
dado passaporles para o oulro mundo nesles dias.
He certo que tenho estado baldo ao naipe de taes no-
ticias, porque o Meireles actualmente s se oceupa da
cmara illuslrissima, e sua apurarn de eternas lumi-
narias, porque espera elle muilas novidadea da tal
cnrporaco, pela mesma razao porque disse o nosso
vate Franca
t Todos sabem que rpido crescendo
Em poucos dias um recemnasdo,
Ou vem a ser gigante desmedido,
Ou prodigio rarissimoe estupendo.
Nao teuho tido noticias da terceira comarca, mas,
em viste do que tenho tido de alguns de seus corres-
pondentes, que morara mais prximos aquello lugar,
e que combina com algumas noticias, que tenho lido,
nao eslao por l muilo bem ; mas eu como nao gos-
lo de Tallar sem consccncia do que digo, calar-me-
bei por em quanlo.
O nosso mercado de gneros para ex por tara o esla
quinzena conservou-se animado, c ilransaccOes ef-
fectuaram-se com bastante aclividade, principalmen-
te em assucar, coja safra pode considerar-se re-
colbda.
Os preces deste genero nao tem baxadode 19100 a
19500 mascavado e 29000 a 29100 branco. .
Apezar de ter-lhe dito, por diOerentes vezes, que
estas colaeies nao distingue qualidades, com fado
apraz-me communicar-lhe qne o assucar inferior ob-
teve este anno menos 100 e Ifl rs. cm arroba, que
aquelle reputado regular ou superior.
Como j Ihe disse, a existencia de assucar branca
he, por extremo, insignificante. Depois quo os ex-
portadores inglczes inlentnram que o assucar bruto
mellior Ibes convinha para suas especularnos, he ra-
ro o Sr. de engenho desla provincia, que fabrica as-
sucar branco, sendo tal a mizeria que muitos man-
da m comprar este genero na praca para seu con-
sumo.
Dahi segae-se que o lurro na apuracao do genero
cabe aos Inglezes. que importeudo-o bruto na Euro-
pa fabricam-no como Ihe parece e aproveitem o mel
para as suas dislillaces, definhando desl'arle a nossa
industria.
O mercado de afgodao mesmo comas pequeas en-
tradas que ltimamente temos tido, tem afirouxado
de preco e as ultimas vendas na inspeccao floclna-
ram entre a 49880 c 59300 rs. O.deposite deste ge-
nero em ser monta a 8,000 saccas, e nao a 8,000 ar-
robas, como inexactamente Ihe noliciei.
Por em quanlo nao me conslam vendas deste ge-
nero por embarque, e esla baixa de valor que se ob-
serva he motivara do desanimo queinessa praca se
nota, devido asna depreciacao nos mercados euro-
peos. ,
Os couros conlinuam procurados, enao apparecem
em quanlidade que suppraosdesejos dos comprado-
res, por isso tero-se pago pelos altos precos de 49600
a 49B0O rs., e com apparencias de subir.
Em quanlo a unhas e chfres ,de boi, nao ha no
mercado alleraco nolavel.
Em 28 do passado despachan para Liverpool o bri-
gue inglez Belle, manifestando 3,450 saceos com
17,250 arrobas de assucar mascavado.
Este carregamente segundo me informara, obteve
nessa o preco de 19700 rs. por arroba poste a bordo !
sendo ocioso a vista do que j emitli a respeilo, fa-
zer mais ronsiderases sobre taes procos, limitndo-
me nicamente a referi-los quando delles fr sa-
bedor.
Tenho a salsfacao de llie communicar que, temos
ainda por mm esla vez, honrados com a agradavel
presenca do digno Sr. agente dos algodaos, que aqui
peranca navegou muito por larra na altar,i
costa, e no dia 5 galgn urna pedra as immedla{fles
do Cabo Branco; porin galgou-a com tanta felicida-
de que veio cahir dentro dos arrecifes em nado, lar-
gando sement urna laboa do fundo. Immediala-
mente foram avisados o cnsul inglez e a inspectora
d'alfandega, e para o lugar do sinislro roarcharam
logo o mesmo cnsul e olliciaes desla para recoohe-
cerem do perigo do navio, e darem as (rovideocias
necessarias. Soobe-se eniao que o navio faza muita
agua, e que nao poda segote seu destino esperando-se
vento favoravel para ellesahir pela barreta do mesmo
Cabo, e enlrou neste porto onde presentemente se
acha como cima llie digo.
Dizem-me que o seu carregamente consta d fa-
zendas,carvao, ferro, c objeelos de agricultura.eque
ludo se acba mais ou monos avariado e que vai tudo
descarregar para ser arrematado por conla de seguro.
Convem particpar-llie que o caplodonavioeon-
signou ao proprio cnsul inglez*.
No mercado de iinportacflo nada apparecede ex-
traordinario, excepto o bacallio,que s vende de 109
a 119000 rs., com.um deposito de 600 barricas em
varias maos, esperando-se maior por tortal que se aguarda dessa.
Nada mais occorre do novo.
Saude e quanlo apetecer Ihe desejo, assim como
para mim.
PEUYMBIICO.
'par**
na barca ingleza IfUliam Rustell, que
troux sua consignaran, procedente dessaprovincia,
para taaua urna carga do mencionado genero exis-
tente!em"varas maos, e perlencfente a urna casa
A gslo dos dinljcros provinciaes ficou, por or-
dem da presidencia, a cargo da Uiesouraria, vigoran-
do provisoriamente as leis provinciaes de S. Paulo,
al que nova ordem de cousas se estabeleca. Nomea-
ram-se alguns empregados da-Ihcsouraria para se en-
carregarem dcsle accrescimo de Iraballio, medanle
urna gralilcaco que em lempo Ihe ser marcada ;
e chamaram-sea qtialro*pralicanles, com'a gratifica-
cao mensal de.209000 rs., com o (ira de ir habilitando
a gente da provincia ao servico das reparticf.es.
A secretaria do governo e a tliesonraria vo-ie re-
gularmente organizando.'.Para a primeira a presiden-
cia nomeou provisoriamente 2 aluciaos, 1 ama-
nuense, 1 pralicaute, 1 portero e 1' continuo, depen-
dendo de. nova organisacao quesera submetlida
assembla provincial na sua primeira reunio. A
Ihcsouraria tero o sen pessoal lodo nomeado pelo go-
verno central, com excepc3o do couliouo, que foi
aqui prvido pelo presidente.
S, Exc. tem mostrado muito lino almiDistraliYO
Quercr saber em primeiro lugar como vai este
corpinlio, c se assim he, dr-lhe-liei assim, assim
se lbe nao importe meu estado sanitario, no que far
bem, salte eslas lnbas, ou recommende a seus com-
positores; que as engulam, e vamos adianle.
A salnbridade publica vai na mesma, eos sacris-
tas tcem-se desesperado nos sinos, e s uns moncos,
como a illuslrissima eseus fiscalissimns agentes os po-
dem aturar. Eu que, em tao boa hora o diga, ouco
perTcilamente bem, vejo-me atordoado com o mexe-
riqueiro da igreja do Rom Jess. Dos d ouas, na-
rizes eollios aosillustrissimosdamunicipalidadeillus-
tre, embora Ibes tiro as lingoas;o mesmo desejo aos
riscalssimosdispensaiido-os porcm,das maos, com que
recebem as mullas dos pobres malulos, nicos ani-
maes mnllaveis nesla minha trra.
J que osiou com a illuslrissima entre maos, dir-
llie-liei, embora a misture com a salnbridade publi-
ca, a qne ella aqW uo |iertence,que este .-oiii n uan-
do com a apuraran em ponlilical, e com os intersti-
cios do ritual. O senhor presidente ( da cmara il-
luslrissima) nSadipensa suas preleees sobre o regi-
ment do 1. de agosto. Elle soltee um pouco dos
olhos, e por sso j Ihe aconleceu ler um nome por
oulro: be mal dos homens ruivos. Se achar por l
um bom par de oculos, ainda que sejara os da relha,
niamlc-ni'us, sem commissao e baralnhos, paia. nao
Iranslornar as economas do tal senhor, com tanto
que Smc se obligue a pagar-lbe os juros pela demo-
ra do pagamento.
Eu, para os amigos, nicamente sei Tazcr desses
negocios. Se Ihe convm; olhe que nao he raa, es-
tamos ajustados, quanddfao,. estafamos' zombando.
Falliando s negocio o Jo^o Lopes servir-lhc-ha de
oculos, c esl homem servido, e eu satisfeito.
Quando acabar a apuracao, sso l para o fim do
corrcnle anno, tem a illuslrissima de empresar-se
em Irbalhos mporiantssimos, e posloras dignas de
laminas como as leis doLycurgo. Como o que'ha de
bom deve apparecer, tem de remover os eslcrquili-
nios dos beccos e das ladeiras, onde jazem pacifica-
mente a tengo tempo, para os largos e pateos pbli-
cos mais arejados. Sendo a philantropa urna vtetude
exccllenle, lem de mandar buscar cazares de caes de
fita, porcos, gatos, cabras, oncas e cobras para sola-
los por estas mas, e promover em loda a sua- exten-
eso o crescitc,miiUipllcamini el replete f*rram,aU-
Este nosso inspector desempenhon com toda a pe-
ricia e fleogma britnica, a delicada commissao de
queveio enenmpado, isto he, pesou lodo o algodao
embarcado saeta por sacca, e como defensor da ca-
pacdade do nosso commercio do qual lem-se consti-
tuido defensor perpetuo, deu em resullado nao s
conferir esse algodao com o pes marcado nos fardos,
mas ainda ler algumas sobras com muilo prazer seu.
Servir este exemplo de mais urna prova ao que
temos assegorado, de que se faltas apparecem na
Inglaterra, no tao occasionadas por tublraccocs
as nossas prensas.
Finalmente o Mr. agente despacho-i boje para Li-
verpool a referida barca ItilHam Russell, maniTes-
lando 1,010 saccas de algodao, a qual seguir ama-
nha seu destina. Nao Ihe communico o preco que
oblove esla carga, porque foi venda j anliga e que
nada vera ao caso para o estado de hoje.
O brigue hamburguez Henrielle & .af/y entrado
neste porto no principio deste mez, eslava lomando,
por urna prancha armada no trapiche da alfandega
o seo carregamento de assucar mascavado, sobre um
lastro de caixas do mesmo genero que melle: em
Pernambuco, e esperava no da i receber 300 saccas
quo Ihe fallavam para abarrotaTj^ajJBiwwflcspachar
a seu festino, quandotefi>dTisa da maro de vasanle,
que nosso da descobfio-'odas as comas exlraordi-
nariamlK^encostey o lado n'agua, do forma que a
borda ficou qn.asifjliiiic-giila tomo ja Ihe noliciei.
Apezar de loda diligencia datrpolacao e consigna-
tario e dossocedrros que llie loram ministrados de
torra, e dos navios visinhos, nao foi possivel obstara
avada do carregamente que leve de por e*m Ierra de-
pois das visturas do costume, consideran! o-se limpos
cerca de mil oilocenlos e tantos saceos -de assucar
mascavado, leudo esse incidente inexperacio avaria-
do seisceotos e lanos saceos de assucar, e a. lolalidade
das caixas do lastro.
Em 8 do correle'procedeu-se ao leilao leste assu-
car avariado por conla do seguro, e em presenca do
consol britnico, e vendeu-sc ludo mais rpue se pite
em vista de mim estado do genero.
O casco e aparelho do navio nada soffrcu, e pre-
sentemente esta elle recorrendo os altos para poder
reembarcar o assucar em bom estado, e acabar de
carregar eom novo genero.
Nao posso dexar de nolar-lhc que muito me admi-
rou o pessimo acondiconamenlo das caixas de assu-
car que alaslravam o mencionado navio, muito prin-
cipalmente por virem de urna pra;a onde fe alardeia
cuidado nos gneros para exportaran, e por esta oc-
csiao'cabe-me dizer que, a vista deste exemplo, sao
dez arrazoados os que bradam contra o mo acondi-
conamento dos nossos gneros, que nesla sao sem
duvida mais bem Iratados, cabendo-me mais infor-
mar-lhe que examinado o assucar de varias caixas
veio-se 00 coohecimento qne havia nelle mistura de
areia, e nao em pequea quanlidade, e se o carrega-
dor nessa quizer verificar bem este negocio, en tendo
que linha dreilo a redamar contra-o autor de seme-
lhanle esperteza.
Estou cerlo que essa prac,a a viste desle raso, ne-
cessila mais dos valiosos serviros do Mr. ageute, qne
nos por aqui,que nesles negocios estamos ainda mui-
lo a quem da civlisacn. .
A proposito, communico-lhe que o Mr. agente deu
seu desfructe agora com os leilesdn assucar avariado
e fechou seus negocios.aos quaes depos roen a corda
como commeicialmonle se costuran,dizer do que mui-
lo se rio este pobre povo, que vido anda por objee-
los de diverlimcnto.
A barca ingleza Crusader esl comecando a em-
barcar assucar mascavado, cuja carga montar talvez
a 6,000 saceos ; porque be navio grande. Tanto este
carga como a do Henrielle & Mollg foram compradas
nessa a 19700 rs. por arroba posto a fiordo !
Consla-me que o resto do assucar para completar
de novamenlea carga dcsle ultimo navio obteve mais
50 rs.
Acaba de tundear no boquer.lo a barca ingleza
Commerce que vera consignada ao nosso .afleieoado
o Mr. agente dos algodOes.a qual vem lorntir um car-
REC1FE 18 DE FEVEREIRO DE 185*.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPEGTO SEMANAL.
Prindpiou o jury desla cidade as suas sessOes prcJ
paralorias 110 dia 13 do crrenle, e s no dia 15 pode
funecionar. Chamamos sessoes preparatorias ostros
ou qualro dias que de ordinario se consomem em
mollar os jurados remissos e exlrahir da ama oulros
que os substluam. Nao pode, em verdade, ser mais
pronunciada c invencivel a repugnancia dos cidadSos
em prcslarem-se a deseropeohar as Tuneces da bella
iustituirao ingleza ; e entretanto se lh'a lirasscm,
nao ha duvida que muito haviam do clamar. Verda-
de be que por um certo lado nao deixam elles de ter
alguma razao: longe de procurarem suavizar-lhes o
onus, parece que de proposite excogilam roetes de o
tornar insuporlavel. Em urna poca em qne os me-
Ihoramenlos maleriaes estiio na ordem do da, he com
effeilo para admirar que se n3o Iralede remover o
jury do torreUodaalfandega, proporcinaodo-se-Ih
urna casa commoda e decente para suas sessSes. Ja
por diversas vezes temos insistido sobre essa necess-
dade palptenle, e apresenlando nutras considerantes
acerca dos neios de tornar mais suave e attraetica a
funecap de jurarlo em nosso paiz : custa-nos o Iraba-
II10 das repelieses, e nao ho este o lugar para entrar-
mos em desenvolvimenlos sobra a materia; I.imile-
mo-nos portante a este pequeo prembulo alias Tor-
eado, e demos conla do que mais se passou.
Foram apresenlados na primeira sessao, paraserem
julgados, 19 processos, nos qoaes acham-se implica-
dos 18 reos presos^ 4 amaneados e 1 ausente. O Ho-
mero dosj'ilgamenlos al hoje, nao he ainda bastan-
te para dar a conhecer as feirOes deste sessao ;.'e s
depos de meio caminho andado podereroos conhecer
se os que nella Irabalham, vieram munidos de bul-
las de indulgencia, 011 disposlos a 'continuar a obra
meritoria dos seus antecessores. Seja porem bem en-
tendido que a justica inleira como o todo humano v-
vente,tem dous olhos e dous bracos : um olhopara ver
o crime, um braco para reler o criminoso ; um olhe
para ver a innocencia, e um braco para d espedir
aquelle a quem o seu escudo acoberte. De justica
cega sos pagaos entendan).
No dia 12 tez-se na povuacao do Monleiro a fesla
do glorioso S. Pantaleo, coja diotella decot
urna das mais numerosas; no dia 13 a d Nossa!
nhora da Boa Esperanza ; e no dia 14 do val
S. Goncalo, a quem o bello sexo lem 'a maior predi-
lecoSo. Foram por conseguinle tres das de fesla, du-
rante os quaes ofiereceu aquelle delicioso arrabalde
loda casta de diverlimcntes mocidade patusca e
velhice gaileira, e ha quem aflirme queem lodo este
passa tempo enlrou'a sera devociio como Plalos no
Credo. Termioou a festanca pelo competente fogo
de artificio, que ardeu em a noile do dia 14, e que.
d'esla vez, foi segundo dizemde nota especie. O
que para nis he agradavel, he ler-se concluido a pro-
longada funeco, sem que a faca ou ccele fizesse al-
guma das suas.. _^
No dia 16 enlron em nosso porte, procedente do
Rio de Janeiro e Babia, o vapor inglez Brasileira,
e boje 18 enlrou o vapor brasileiro Imperador, que
partir da corte um dia antes d'aquelle. As noticias
por elles vindas foram geralmeote destituidas de in-
teresse, menos para os que receberam a parlicipacao
de algum despacho lucrativo! Varias nomeaces de
chefes de polica, juizes de dreilo, e juizes monici-
paes liveram lagar, e, alm d'estss, oulras mais, in-
clusive as que se fizeram para a repartirte novamcnle
creada con o fim de execular a lei das trras. Tnha
chegado a Montevideo o Sr. Amaral, miuistro
mmente nomeado para aquella, e cnnstavjKc fora
muilo bem recebido, tendo j alguma cousa alcanja-
do do governo provisorio.
Reuniram-se hoje 18, os accionistas da Companbia
do vapores Pernmbucana, para o fin de approva-
rem os respectivos estatutos, o que com effeilo fize-
ram por acclamaco; e em seguida foram eleilos:
Presidente da assembla geralo Exm.Sr. barao
da Boa-Visia;
Secretariosos Srs. Drs. Luzde Carvalho Paesde
Audrade e Antonio Aires ile Souza Carvalho.
Directoresos Srs. Antonio Marques de Amorim,
Frederco Coulon, Joo Pinte de Lemos Jnior, An-
tonio Valenlim da Silva Barroca, George Palchel;
Substitutosos Srs. lluropbrey Secin, Vctor U-
nc, Julin Tegtmeyer, Alfredo Youle, e Norberto
Joaqnim Jos Gucdes.
Muito favoravel nos foi a 5emana linda pelas ebu-
vas que nos Irouxe. \ Fortes1 aguaceiros cahteam 'am
quas todas as madrufffi^ o da 17 apresenlou
aspecto invernoso! ando durante elle suffri.
\ {ios dizer, que as priraci-
st)
velmente. Pode-se pei
ras aguas d'cste anno esft mecadas.
Entraram 32 embarcad esahiram 24.
Fallcccram 3 pessoas :Vomcns; 7 mulheres e 13
prvulos livres; 2 homens, 3mulbcres c 2 prvulos,
escravos.
COMARCA DCBOMTO.
9 de fevereiro de 1854.
Eis o mais pequeo dos mcze;-quc nao ooiila
como seus collegas, com 30' c 31" dia, e apenas
de 4 em i anuos, arranja elle com as. migalbas dos
oulros mais um, adquirindo por cssas 24 hora o
anno que tem a honra de ler um Tevereirp -Je 29
o titulo de bissexto, nome cum que crfbirra muita
gente, porqu, dizem as vclhas, Iraz *rBo cuusas
desastrosa, o por sso nao calera apetla esse acresei-
mo, quando se loma quas mpcrc'eptivcl no meio
dos 365 dias.
Felizmente este mez vai indo sem que aconleci-
roenlo algum o nolabilise ; e se bem qoe o ebronista
ame as novidades, porque tcm seropre maierias pa-
ra a sua peona", com ludo tenho muita salisfajo,
quando Ihe digo que ellas nao apparecem, o que pro-
vm de nSo ser eu egoisla e de muilo desejar a mc-
Ihora do nosso mund,-do qual tere! muito prazer
de fazer parte por longos e dlalados annos, porque
n.lo sou dos que mais sympathisam com a elernda-
de.Assim nao ha que dizer-lhe, senao que.
Em carro de branca nev
Pelo aquillo puxado
Vem ehegando a curtos passos
O triste averno engetado.
Pois ja vai diuvndo'aluma.consa, quoiquepeu
e brevemente no 0II10 da ra o calida verito.
presenca ja nos ia inemnmodando bastante, tanto
mais quanlo nao ha nesle lugar aondt' a gente' se ba-
nhe, porque apenas existe um rozinhoi cujas aguas
.lesapparecem no rigor da secca ; equando sinloca-
Enteou tambem e acha-se ainda no Cabedello a,
barca ingleza Couniess of Zetlanti. Este 1 navio pre-
cedente de Londres com destino ao Cabo dja. Boa Es-
lor lembrn-me desse helio
e ameno Capibaribe, ao
qual a estes lioras estera Vmc. refrescando a a
corroborante Digo com certo emomico dos nos-
sos centros : eu Ule invejo a vida
Lm acude e nma cadea sao doas obras de qoe
muito necessilamos, e tenho alguma esperance de
screra ellas aitendidas, senao em todo, o menos
em parte, porque o Sr. conscIheiroJos Bento tam-
bera vai mostrando muilo interesse pelos beneficios
regaroento do genero de soa tutella, e diz o dte Mr. materiaea dla h... ""
quequer ainda comprar todo o assucar avariado do Ca0T.et T'i'T p,rr,'1u,n!.0U50d,
brigue Henrielle por alas.rar este navio. Como elle
j deu mosteas do panno em fazer negocio, nao sei
como se sahir do que se trata.
das, pontes e oulros trabalhos, o qoe lambem hei
colligido dos aununcios que.quasi sempre leio no
jornaes para as arremalardes. Guste malte des pre-
sidentes que nos deixam seus nomes a par-das me-
lhoramentos desle Pernambuco, onde vi a lo; e
he ama da razOes porque jamis esqnecerei e es-


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FIRA 20 DE FEVEREIRO DE 1854.
t
*
?
1
i
quecero o Pernambucanos a admintslrc5o do Sr.
baria da Boa-Vista, que nos legou ama das mo-
|hora, sean a melhor alfandega do imperio, pala-
eslradas, eesdo collegio, ele, ele, le, obras
que naqaelle lempo serviram de lliema s in-
i* e censaras contra aquello presidente, mas
qw hoje ninguem pode deixar de reconhecer a im-
portancia dellas, e os beneficios que sua Ierra fez
8r. Francisco do Reg Barros.
Te estado por c em ejercicio- o Sr. Apollo o a
Sr. Eolerpc, qoero dizer, hemos lido bastantes bai-
le*. Houve um que principio as 7 horas da noite
e findou as 7 da mantea seguinle, pelo que se nao
admirar de bavor um dileclanli dansado 22-qua-
drlhas 1 No da 26 do continuante, disseram-mc
que o lenente-coronel Bezerra pretende dar um bai-
le monslre,- para o qual esl contratada a msica de
Caruani, que passa como melhor nestes arrabaldes.
Sinto ja ter locado aos meus 70 deiembros, e nao
poder fazer parte dos dilosos pares que tem de por
em exerclcio as gambito naquella noite. Quem me
tara que cu ou ouvesse nascido mais tarde, ou po-
des* diminbir no mea kalendario una 50 annos!
Enlio ontro gallos me cantariam. E qae desfructe
eu 15* pouco esse precioso espado de lempo,- a quem
lao dignamente coube o epilhelo de secuto das lu-
xes Eslava satisfeilo que seguisse com elle ao In-
molo ; porm a Sr. Parca que vai ja ennovellando
o fio de minlia vida, talvez l esteja fazendo romsi-
gooulras cuntas, com quanto ouvi dizer que em ou-
Irat eras foi um sabidorio ao reino da la, onde se
eaconlrou com as Ires irroas, e cnto, como era na-
tural, pedio a aquella que lem a tesoura para I he
nlo corlar o fi, porcm ella llie djase que nao esla-
va em suas niaos beneficia-lo, porque era o deslino
qoem movia a fatalissima eisso mesmo contra sua
vonlade. Nao ha por lauto remedio seno conso-
lar-me, anda quo pens que o consolo he mo con-
isto. Nanea passei atm dos ambraes deste torrlo,
e so ama ou dnas vezes para a capital ; mas confor-
me a informarnos que me dao, acho que pouco- lo-
cares lentos como esta terrinha, que al ouco dizer
lem alguma semelkanfa physica com a corle, por ser
como alia circumdada de montanhas
Tu n'a, A beau paya, que des rumie* cenes
Ton del n'eal point charge des exhalaissos nmlsai nos.
Tenho as raaos urna crtinha do compadro de
aruarii; vejamos o que noticia, comer elle:
Em primeiro lugar, devo dizcr-llie que o invern ja
se va approiimando ; livemos, alm de oulras, no
da 31 de Janeiro, que bem mostrou estar nesse da
sob a influencUv de Aquario, um p d'agua que
. abarroto lado ; foi um perfeito temporal, porque
nesta occasiao o Sr. Eolo poz'cm movimento todo o
seu imperio, faca Vmc. idea no que nao daria moi-
ta chava e muito vento ; urna casa houve. em que
haviam muilas pessoas, as quaes viram-sc obrigadas
Ireparem as cadeiras, porque a agua a tiuha do-
minado era a que o venlohicoitava pelas janellas,
porta, etc.
He para nos m lempo de prazer e alegra a che-
gada do invern, quer para os ricos, quer para os
nonos pobres, mais felizes que esses numerosos de
Pars, qae, ao approximar'->e a presente estarao....
......songent avec elTroi
Qoe voici la sasons de la fam, el du troid.
No lempo de invern acho certa poesa inexplica-
vcl na natureza, a qual te loma mais animada com
a msica de sapos, gias, raas, e de lodos osaniroaes
que sadam com seu canlo a ehegada do lempo plu-
vioso. Um amigo viudo deCariri-Velho me aflirma
qae all ja esl chuoido ( phrase do sertao) ; assim
como em Espinhras. Passemos a oatro ponto.
No dia .>-desle deixou o Sr. Dr. Caelano Vicente
de Almeida Jnior a vara de juiz de direito, e ja se-
gu para o Recite em busca de sua nova comarca.
A maneira por que cm lodo o lempo que aqu este-
veseconduzio aquello digno magistrado, lhe creou
is atleiroes da roaior parlo dos habitantes desles lu-
gares, e por tanlo, ver que de saudades nos nao
deixou elle! Desejamos ao Sr. l)r. Caelauo Vicente
urna feliz viagem.
imbem ja chegou o novo juiz de direito, nao le-
nto delta muto conhecimento, mas, a guiar-me por
informarles dos seus contemporneos de Olinda,
devo erer que estamos bem servidos, porque o Sr.
Dr.Garcez sempre passou all como moro inlelligen-
ta e de encllenles qualidades. Compadre, mnde-
me novas da Europa :'pois por c chega a noticia de
que aqaelle Sr. Thien-lc, condecido por chofe da re-
belda chineza, nuncaaiislio, e nem cousa que com
elle taparee*} essaaJRber|a foi eila, disseomeu
notieUulor moscovita, por um correspondente do A-
Uiendeun Inglez. Ora, com effeilo, compadre, Un-
to papel se gastn cm conta/ a^ca do tal Sr. Vir-
tude Celeste, eal se llic p-iblicaram proclamaces,
e eis qae agora se diz que o Sr. Then-le nem mesmo
he cousa, quanto mais pessoa 1 que he apenas um
mj tho oo nome com que as Malaios acalentam os
meninos chnezes Publicara os Diarios que la pe-
la Europa ha mesas dansanles, fallantes, etc., etc.,
tambera ha poucos das li n'uma lulha que isso era
peloro, o qae sedescobrb por causa de vinas irmaas,
qae andavam fazendo peloteas (ereio que nos Esla-
los-Unidos ) porm um dos que dizem com aquello
ghitosoplio non liquettrou aeemmoda dianle da
qual ellas dansavam, e acabaram-sq os milagrea (me
parece que ellas linham nnia-mesa, que responda
a pergunlas). Em fim, compadre, .bem dizia Alexan-
dre Damas lia dez annos anda se acrediUvaem al-
guma cousa, e d'aqui por danle laivez em nada se
acredite, nem mesmo em virhn voltio. Ea ja lenho
is receios de que nao dicta d.)e cu nao existo,
embora lenlia Vmc. cerleza dsso.
A proposito da historia de Tienf te lembro-mc um
co, qae me contaram, teve lagair em urna acade-
mia : na"o sei como se inlrodazio io lubo do um te-
lescopio (oa oatro instrumeuto de/observar os asiros)
omralinho, ningoem den pela ousa, e.a primeira
vez qoe nm acadmico poz emlaccSo o tal instru-
mento ; eis em revoluta o toda ai chrislandade. e por
Ierra todos ossyslemas de CopjSrnico, Tico Brache,
rsckel, Arago, e todos quan/tos astrlogos lem ex-
Ido, pois os observadores v iam no eco nm form-
dabilissimo animal, e oatras coasas que iam appa-
recendo, propongo que o, rato seia decompondo !
E loca a escrever grossos vo' "nes sem e poder obler
o conhecimento da verdad E entre.elles at um
appareceu dizendo, que" (ca o lal bxo, donde
incluio com evidencia Hp^^por cima tambem ha
vam habitantes fc da extraordinaria grandeza, pois
os ralos eram daquelle lamanlio! (o instrumento
era dos que tinhal a caparidade de augmentar os ob-
jettos.) Um dia vsjo-se qae o telescopio tnha cm si
nm corpo eslranf 10, pelo mo odor que deilava, e
nlodescantararfc osespirlos. Nao sei se a histo-
ria lem muita appicsc^lo, e veniao faso referir-lhe
jMKompria contar sua historia, obri-
se linham imposto naquella occasiao.
Cometn o primeiro sageito a sua, chega ao ultimo,
e ei-lo em talas, pois s sabia^uma de cacadas, que
era inleiramente alheia ao terreno sobre que gyrava
a eonversatSo-; finalmente, depois de .-nnilo cuidar,
diz elle, Vmes. nuviram um tiro 1 Nao, responde-
ram os circunstantes ; e a proposito de Uro, conli-
na, fui a urna cacada, etc., etc., entilo historiot
todo o acontecido nella ; e por este meio saliio:se do
erabaraa, ou mellen a historia que elle linlia de-
sejos de encaixar. E agora, compadre, me cabero
imbem a carapuga da segunda hypotese ? Adeos,
embrangas da comadre e do menino, que lhe
"pede a benco.
la ; que se divirla bem com as feslas que por la
tem de baver, especialmente na do Monleiro, que ja
leve a honra de ser ahi-canlado por urna aguia, que
pac la de quando em vez d seus vaos ao parnaso.
Saude e dinheiro, e abslenlia-se de sangras neste
mea, as quaes sao muito perigosas, conforme dssea
donzeila Theodora qae poz de quexo i banda el-rci
AMnansor, e levou a parede seos Ires sabios.
An retoir.
Manoel Pereira Caldas.
Dr. Jos dos Santos Nunes de Oliveira.
Capitn Jos Fernandos da Cruz.
Joaquim Teixeira Peixoto.
Nicolao Tolenlino de Gnajlhn.
Dr. Simplicio Antonio SRignier.
Foram do novo multados em 20)000 is. os de mais
Srs. jurados, que haviam sido nos das antece-
dentes.
Concluido os debates as -2 horas ,', foi couduzido
o conselho sala das conferencias, donde voltou Is
3 horas ,f(, cm vsla de suas respostas foi o reo ab-
solvido.
Levantou-se a sessao as 3 horas ,',, ficando adiada
para o dia seguinle.
Sessa'o do da 17.
Presidente, o Sr. Dr. Alexiudrc Barnardino dos Res
e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da
Silva.
Adcogaio,o Sr. Dr. Antonio l.uiz Cavalcaoli de AI-
buquerque.
/leo, Ephifanin, escravo, accasado por crinie de
roubo.
A's 10 horas .',', feita a chamada, acharam-sc pre-
sentes 38 Srs. jurados, foi abrla a sessao as ti horas
'', sendo relevados da mulla por lerem comparecido,
os senhores :
Miguel Carnero.
Manoel Gongalves Fcrrcira e Silva.
Luiz liongalves Agr.
Foram dispensados da mulla e dccomparccimenlo
na prsenle sessao, os senhores :
Francisco Accioli oova Lins.
Dr. Antonio Ferreira Martns Kibeiro.
Joao Ferreira dos Sanios.
Joao Baplisla Ferreira d'Annunciato.
Miguel Augusto de Oliveira.
A's 3 horas {, acabado os dbales, foi o conselho
conduzidoa sala das conferencias, donde voltou as 5
_.W horas, e em vista de suas respostas foi o reo con-
demnado a 8 annos de gales, grao mximo do art. 269
do Cod. Penal.
Levantou-se a sessao as 3 horas 3i4, ficando adiada
para o da seguntc, as 10 horas da manha.
CONSULADO PROVINCIAL.
cndimcnlo do da 1 a 17.....28746S06.
dem do dia 18......... &&
COMUNICADO.
Afiirmam-nos que a commissao, a que em nllimo
lugar ouvio a presiden^M^gAjuHKpsenlatao
do cominercioeqrandeninfcro de proprietariollesta
capital, contra a localidade escoUkida para a edifica-
cao da ponto provisoria, fiuulou'sua opslrao em pre-
senta do orignalda planta do nosso porloe cidade,
na qual so acha firmado o Sr. Mamede.
PUBLICACAO A PEDIDO.
Ulm. Sr. Charles eate. Tendo visto no Diario
do hoje, a resposta de V. S., dado aos qtrnilos qoe
lhe apresenlou o Sr. Dr. Mamede, convido a V. S.
a vir amanhaa ratificar as sondas que diz adiar entre
a margem boral do bairro de S. Antonio, e a austral
do Recife; lirada queseja urna paralella a|pontc, par-
lindo do bepco da cadeia, islo tora da baixa mar
que lie a l hora da tarde.
Se quizer fazer este favor cm companhia do abai-
xo assignado, achara no arsenal de marinha mca ho-
ra antes, o de V. S. ltenlo venerador.
tlisiario Antonio dos Santos.
Recife, 15 de fevereiro de 1854.
Illm. Sr. Charles ftcale.Cerlo de que a dreccSo
em que V. S. fez as sondas indicadas na sua resposta
ao Sr. D. Mamode, dista lao smenle da ponto do
Recife 130 a 140 ps iuglezes, e s-nda direcsao em
questao de ISO a 200 de distancia da dita ponte, rogo
a V. S. baja de ter a bondade de responderme aos
seguales quisilos:
4. Se na primeira dircccaaasondagem queachou,
he sempre regular o fundo' de 30 ps, e nunca me-
nos?
2. Se na segunda dirercao sondoa fj e se sondou,
que fuado achou mximoe mnimo t
Se V. S. se dignar responder, muitoe muiloobri-
gar, odeV. S. aliento veneradoruK
lilisiario Antonio dos Sanios
Recife 16 de fevereiro de 1854.
Pernambuco 17 de fevereiro de 1855.
Meu charo Sr. Em resposta sua carta de hon-
lem, acerca da ponte provisoria do Recife, tenho i
expor o seguate:
1. A linli; a que me reftri na minha carta, em
resposta a ao Dr. Mamede, he urna linha paralella
ponle actual, em distancia de 140 ps da dita ponte,
e que vai terminar defronte da cadeia.
2. As profundidades a quome refer acerca de .a
linha, assim como d'aquella aclual ponte provisoria
qeseesta constraindo, sao ambas de mxima pro-
fundidade, nao tendo o canal profundidade unifor-
me em caso algom.
S. N'uma linha paralella a ponteaclua!, 190 ps
cima della, a mxima profundidade a baixa mar
he 21 yi ps, e a menor profundidade de 2) ps. Sou
de V. S. seu obediente criado. Charles Seale.
Illm. Sr.capit.1o lenle, ElsiaroAnlouio dos San-
ios, inspector do arsenal de marinha de Pernambuco.
29:581343
l'RACA DO RECIFEI 18 DEI FEVEREIRO DE
1854, AS TRES HORAS DA TARDE.
fevitta semanal.
Cambios---------As transaccOes eflecluadas para o
vapor inglez foram avulladas,
bem que contirtuassea escassez do
dinheiro,.e a elevarlo dosdescon-
. los: sacou-se no romero da se-
mana a 28 d. por 1J a prazo, e 28
; a dinheiro; porcm n fim sa-
cou-se mesmo a este cambio com
prazo.
Algodao Os pregos foram os mesmos, eas
. entradas montavam apenas a 387
saccas.
Assucar A entrada foi regular, e os prcros
corfservam-se altos em comparagao
dos da Europa. As vendas foram
pequeas e regalaran), o branco
de 29700 a 25900 por arroba dos
linos; 29450 a 2600 dos regulares,
c de 29250 a 29400 dos ordinarios;
c do mascavado de 19650 a 19900.
Couros-----------Foram procurados a 160 rs. por
libra.
Arcos de ferro- Venderam-se de 9) a 99500 por
q din tal
Batatas----------Nao ha.
Bacalho Venderam-se dous earregamenlos
entre 129800 e 139200;por barrica,
e licaram emser 8,00CM>arricas:re-
lalhoa-sc de 119 a 139500 por bar-
rica.
Canso de pedra- Vebdeu-se a 159500 por lonelada.
Carne sorra Entraram tres carregameulos do
Rio Grande dosul. dos quaes ven-
de-se parle de 39500 a 49 por ar-
roba, e licaram em ser 27,000 ar-
robas; a de Buenos Ajresven-
dea-sede 39 a 39600, e" licaram
cm deposito 7,000 arrobas.
Farinha de trigo- Vendeu-se um carregamenlo che-
gado de Philadelphia a 229330, e
com elle o deposito hoje regula
cerca de 10,000 barricas. Reta-
lhou-se a 239 a de Ballimore, de
239000 a 249 a de Philadelphia,
239 da de Nova Orleans, de 249 a
25 a de Trieste SSSF, e a 24
da de Fontana. O mercado est
firme, e se a guerra alear na Eu-
ropa os prcros tem de subir.
Manteiga- O mercado est frxo em conse-
qnencia do grande deposito. Ven-
deu-se alguma da ingleza de 640 a
650 rs. por libra, e franceza de 450
a 470.
Velas--------------Venderam-se de 560 a 600 rs. por
ibra das de enmposcao.
Freles ----- Bem que hajam poneos navios, nao
ha influencia para fretamenlos.
Para o Mediterrneo' ha uOereci-
mcnlo de95, e para oCanal a90
Hoje efleciuou-se para Trieste a
85 e 5 por %.
- Rebateram-se letras de 1 a 5 mezes
a 1 por % ao mez.
Ficaram no porto 63 embarcarles, sendo: 4 ame-
ricanas, 3-3 brasilciras, l.dinamarqueza, 1 franceza,
5 hespanholas, 8 inglezas, 5 porluguezas, 2 sardas e
2,sucras.
MOVIMENTO DO PORTO.
Desconlos- -
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 18 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos offlciacs.
Cambio sobre Londres a 281)4 d. 60d|v.
Dito sobro ditoa 28 d. 60 d|V. a prazo.
Dito sobre Parsa 342 rs. por franco.
Descont (Je letras de 3 mezesI % ao mez.
Freten> assucar para Trieste cm drcltura85] C 5
'', por tonelada.
Assucar mascavado regalara 19650 por arroba.
Dito brau

roba.
Couros seceos salgadosa 59200 por arroba a bordo
na Parahiba.
Piados entrados no dia 18.
Rio de Janeiro e porlos intermedios8 dase 14 ho-
ras, vapor brasileiro Imperador, commandanle o
capilao-lenenle Gervasio Mancebo. Passageiros,
Dr. Frederico Augusto Pamplona, Francisco An-
tonio Marinho Jnior e 1 criado, Antonio da Silva
iiiismao, sua filha e 1 escrava, Autero Cicero de
Assis c i escravo, Manoel Candido de Araujo Li-
ma e 1 escravo, Eroesl Francisco dos Santos, Ma-
noel Alves de Lima, Virgilio Alves de Lima e 1
escravo, Antonio Jos de Amorim e 1 escravo, Tho-
maz Garcez Montenegro c 1 escravo, Jos Mariano
da Costa, Joao Pedro de Alramim e 1 criado, An-
tero Simoes da Silva e 1 escravo. Filippe Honorato
da Cunha, Antonio Pinto da Rocha e 1 escravo,
Jos Rufino Moncorvo Barharino e 1 escravo, Eu-
zebio de Queiroz Mattoso Ribeiro e 1 escravo, ca-
plo Jos Paulino de Almeida Albnquerque, Bru-
no Cabral de Goaveia, 2 sobrinbos e 3 escravos,
lenente-coronel Dr. Joaquim Jos de Oliveira e 1
criado, Luriano Jos Martina Peuha, Venceslao
l'inr.ino da Silva, Domingos Lopes de Oliveira
Pinto, cadete Joao Ignacio de Oliveira Cavallero,
1 soldado, 9 ex-pracas de prel, Dr. Francisco Xa-
vier Paes Brrelo e 2 criados, Jos .Antonio de Oli-
veira Figo, Manoel deCarvalho Pedresa, Jos An-
tonio de Amorim, Jos Alves da Silva, Joao Emi-
liano Pereira da Silva e 1 escravo, Jos Antonio
Villaroaco, Alexaudrc Ferreira Guimaraes e 1 fi-
Iho. Antonio Benlo da Silva Coelho, Manuel Car-
los Teixeira, Manoel la Silva Paranhos, Bernardo
Jos Moura Guimaraes, Manoel Dias de Almeida
Caslello Branco, Jos Estoves dos Sanios, Pedro
Antonio de Almeida, Jos Mendcs do FVcilas, pa-
dre Joao Capistrano de Mendonca e 1 escravo, te-
ncnle-coronel Francisco de Mcira Lima, Joao Go-
mes de Oliveira.
dem23 dias, patacho brasileiro Sorpreza, de 157
toneladas, capitao Manoel FranciscoPedrosa, eqoi-
pagem 11, carga carne secca ; a Amorim Irmos.
Santos21 dias, patacho brasileiro latente, de 130
toneladas, capitao Francisco Nicolao de Araujo,
equipagem 11, cm lastro; a Novaes & Comoanhia.
Rio_de Jaueico17 dias, briguc porlugaez Laya, de
370 toneladas, capitao Augusto Antonio do Cont,
equipagem 14, cm lastro ; a Francisco Severiano
Rabello&Filhos.
dem14 dias, brizne brasileiro Recife, de 226 lo-
. neladas, capitao Manoel Jos Ribeiro, equipagem
13, caTRa varios gneros ; a D. Maria Florinda de
Castro Carneo. Passageirn, Manoel Jos da Silva.
Natos sahidos no mesmo dia.
BahiaBarca franceza Conle foger, capilAo Tom-
harel, carga fazendas.
ParahibaHiate brasileiro ffor do Brasil, mestre
Joaquim Antonio de Figueiredo, carga varios g-
neros. Passageiros. Jos de Azevedo e Silva e
Candida Maria da Conceirao.
Rio de JaneiroEscuna brasilea Zelosa, capitao
Joaquim Antonio de Parias e Silva, carga varios
gneros. Conduz 24 escravos com pasaportes.
Karios entrados no dia 19.'
VnnrHfn 'liili'll Timur-ftimiiniia .ft'ni'mHltfffi di
Importacao .
Brigue americano IVilliamPrince, vindo de Phi-
ladelphia, consigoadoa Henry Forsler&Companhia,
manifostou o seguinle :
1,900 barricas farinha de trigo, 120 barriquinhas
banba de porco.8 barricas graxa em latas, 400 bar-
riquinhas bolachinbas, 45 barricas bolacha, 30 cai-
xas panno de algodao azul; aos mesmos consigna-
tarios.
Brigue nacional Recife, vindo do Rio-de-Janeiro,
consignado a Maria Florinda de Castro Carrico, ma-
nifcslou o seguinle :
64 meias barricas pntassa, 17 caixas rape, 150 sac-
cas caf, 5 caixoes rap, 400caixas sabao, 65 pipas
vasias ; agordem.
Vapor nacional Imperador, vindo dos porlos do
sol, loauifestou o seguinle :
1 caixao ; a Francisco Maeslrelli.
llardos ; a Joao Pinto de Lemos Jnior.
I ca7?r>a-Jianoel Pereira Lamego.
1 dita } a NovXS_& Companhia.
2 dilas ; a Manoel Vjtdi.'
1 encapado ; a Oliveira IrmosSCmpaJiia-
1 eauote; a viuva Amorim ( Filto. ^S.
1 dito ; a J. X. Carnero da Cunha.
1 curapado ; a Antonio dos Santos Y.
1 caixotc; a Joaquim da Silva Castro.
2 ditos ; a Ricardo Roy lo.
1 drlo ; a Julio Angustn da C. Guimaraes.
1 dito ; a Fortunato C. Menezes.
1 dito; a Antonio Pereira Oliveira Ramos. "
1 caixao; a Jos Cundido de Barros.
1 dilo ; a Joaquim Ferreira Mcndes Guimaraes.
I embrulho o 1 gigo; a orden). *
i caixole; a .Manoel Jos Gomes Lima.
1 embrulho; a N. O. Bieber & Companhia.
Patacho nacional Sorpreza, vindo do Rio-de-Ja-
neiro, consignado a Amorim & Irmos manifeslou o
seguinle.:
7,619 arrobas carne, 1,000 resteas ceblas; aos
mesmos consignatarios.
CONSULADO USUAL.
Rendimenfo do dia 1 a 17.....36:239*975
dem do dia 18 .......1:1799013
223 toneladas, capitao Pedro Valenlim, equipa-
gem 13, em lastro ; a Drasao.
Rio de Janeiro17 dias,. barca brasileira Flor de
Oliceira, de 267 toneladas, capitao Jos de Oli-
veira Lejle, equipagem 14, em lastro ; a N. O.
Bieber & Companhia.
Mar Pacifico, leudo sahido de New-Bedford40 me-
zes, galera americana Coral, de 370 toneladas, ca-
pjlao A. Dehort, equipagem 19, carga azeite de
peixe ; ao capitao.
Cainaragibe24 horas, jiiale brasileiro A'oro Destino,
Barros e Amaro Vergino do Nascimenlo.
Rio de Janeiro27 dias, brigue brasileiro Dous A-
migos, de 220 loneladas.cnpilao Jos Exequiel Go-
mes da Silva, equipagem 12,* carga varios gneros
c pipas vasias ; a Manoel Alves Guerra Jnior.
Natos sahidos no mesmo dia.
AcaracHiale brasileiro Sobralute, meslre Fran-
cisco Jos da Silva Ralis, carga varios gneros.
Passageiros, Ariz Carnero da Costa, Fandulo S-
verino Duarte. Prxedes Javeniano da Costa Car-
neiro e a familia do mestre.
Par e porlos intermediosVapor brasileiro Impe-
rador, commandanle o capilo-tenente Gervasio
Mancebo. Passageiros Luiz Rodrigues Selle,
Antonio Jos de Souza c 1 escravo, Luiz Jos de
Franca Carioca, Joaquim Antonio Bodrigues, Edu-
ardo Emmanuel Neuenschwander e o ex-soldado
Joao Pereira Oliveira.
EDITAES7~
JUEY DO RECIFE.
Seiwo' do dia 16.
. Presidente, o Sr. Dr. Alexandre Bernardioo dos Res
. e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da
Silva.
Aiwtado, o Sr. Dr. Joaquim Elviro de Moraea Car-
mino.
Rio, Bernardo Tarares Conllnho, crime de uso de
-armas defezas.
A's 11 ){ boras, reunidos 42Srs. jurados, Uyjier
la a sessao, senda dispensados por apresentarim es
cusa legitima os senhores :
Dr. Vicenta Pereira do,Reg.
Comal Jas de Brito Inglez.
Firmino Joa da Oliveira.
Foram relevado da malla por lerem rfoiparecido,
o sea tores:
37-4189988
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlododialan......3:8009184
dem do dia 18........1269150
3:928*334
Exportacao'.
Rio de Janeiro escuna nacional Zelosa, de 1311o-
neladas, conduzio o seguiole : 1,194 wlumes de
moldados. "
Bahia.barra franceza Comle Roger de 317 tonela-
das, conduzio o seguinle: 300 saceos com 1,500
arrobas de assucar.
ParahibaJriale nacional Flor do Rrasil.ie 28 tone-
ladas conduzio "o seguinle : 73 voluntes fazen-
das, 70 dilos molhados, 40 ditos Jferragens.
Acarac, hiate brasileiro .sofcralense, de 97 tone-
ladas, conduzio oseabinle : 4 volumes fazendas. 3
ditos lonra, 24'aTt6s assucar, 40 ditos espritus di-
versos, 30* }i ditos diversos objertos, 6dazias cocos,
4 libras travo, 1 baca de laUlo. 4 barricas bacalho,
14 dilas farinha de trigo, 2 resmas papel do em-
brulho.
RECEBEDORIA DEPENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
> Rendiraento do dia 18.......1;GG3J3iO
f, Illm. Sr. inspector da thesouraria provinci-
al, cm cunf^rimento da ordem doExm.Sr. presiden-
te da provincia,"Manda fazer publico, que no dia 2
de marro prximo v'ifJouro, va novamente a praja
para ser arrematado a qoim por menos fizer, peranle
a junta da fazenda da inesm thesouraria, a obra do
acude da povoarao de le/errt,':- avalada cm res
3:8449500.
A arrematatoscra feil na forma"rtS. artigos 24
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio4.c 1851,
e sob as clausulas especaes abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremal.vno,
roniparorain na sala dassesscs da mesma junh no
dia cima declarado, pelo meo dia, couipetentenen-
le habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario. \
Secretaria da thesouraria provincial de Pernarrin-
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario. V.;
Antonio Ferreira d'AnnunciacSo. '
Clausulas especiaes para a arremalarao. i
1. As obras desle acude serao feilasde conform'-
dade com a planta e ornamento approvados pela di.
rectora em conselho, e apreseutados a approvarao,
da Exm. Sr. presidente da provincia, importando eni
3:8149500 rs.
2." O arrematante dar compro as obras no prazo
de 30 dias, e terminar no de 6 mezes, contados se-
gundo o artigo 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalaco
ser dividido cm 3 partes, sendo urna do valor "de
dous quintos, quando houver feto melada, da obra,
ontra igual a l. quando. a entregar provisoriamente,
e a 3." de am quinto depois de um anno na occasiao
|"da entrega definitiva.
4." Para ludo o mais que o3o estiver especificada
as prsenles clausulas, seguiane-ha o que determi-
na a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
da, manda fazer publico, que da tata deste a 30 das
sero arrematados peranle a mesma thesouraria, e
a quem mais dr nos termos do ilvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras malcriis e mais pertences
da capella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cita no
engenho Soccorro da fregueziadt S. Amaro de Ja-
boalao : pelo que as pessoas qae quizerem licuar, de-
voran comparecer na sala das sessdes da referida the-
souraria, aa 11 ;i horas do dia 21 do fevereiro pr-
ximo futuro ; advcrliiido que a arrematarlo ser fei-
ta a dinheiro de contado.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O ulicial maior,
Emilio Xavier Sobreira de Afeito.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda' fazer publico, que no dia 16
de marro prximo vindouro, va novamenlo a prara
para ser arrematada a quejn por menos fizer, a obra
do ac.de da Villa Bella da comarca de Paje de Flo-
res, avalada em 4:0019000 t.
A arremalaco ser feita na forma dos artigo24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17* de maio de 1851, e
sob as clausules esMlaes abaxo copiadas.
As pessoas que e^ropozerein a esta arrematarlo
comparecam na sala das sesses da junta da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado pelo
meo dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de fevereiro de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira dAnnunc.ianm.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1. As obras deste acude serio felas de confor-
midade com as plaas e orraroenlo apresenlados
nesla data approvarao do Exm. presidente da pro-
vincia na importancia de 4:0049000.
2." Estas obras deverao principiar no prazo de
2 mezes, e serao concluidas no de dez mezes a con-
tar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desta arremataro ser paga
em 3 prealaroes, da rnanerk~scgBinle : a primeira
dous quintos do valor total, quando lver coocluido
a melade da obra ; a segunda, igaal a primeira, de-
pois de lavrado o termo do receHmento provisorio ;
e a lerceira, finalmente de um quinto depois do re-
cebmento definitivo.
4.* O arrematante ser obrigaco a commnicr na
rcparlirao das ubras publicas, cem antecedencia de
trinla dias, o dia fizo em que leu de dar principio a
excciicao das obras, assfm comotrabalhar seguida-
menltfBuranle 15 dias.fim de qie possa o engenbei-
ro encarregado da obra, assislr aos prrneiros tra-
balbos. -
5. Para lado o mais que nao esliver especificado
as presentes clausulas, seguir-si-lia o que determi-
na a lei provincial n. 286 de 17 do maio de 1851.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira i'Annunciacao.
O Itlm. Sr. inspector da tlesouraria provincia
cm cumprimenlo da ordem do 2xm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publco, qae no dia 23de
fevereiro prximo vindouro, va novamente a prara
para ser arrematada, a quem por menos fizer, a obra
dos concertos da cadeia da villa de Garanhuns, ava-
hada em 2:2499240 rs. A arrenatacao ser feita na
forma dos artigas 24 e 27 da fei provincial n. 286
de 17 de maio de 1851, e sob clausulas especiaes
abaxo copiadas.
As pessoas que se propo/.errn -a esta arre na lar Jo
comparecam na sala das sessoesda junta da fazenda
da mesma thesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meo dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o prsenlo e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria pnvincial de Pernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario',
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para i arrematacao.
1.a Os concertos da cadeia da villa de Garanhuns,
far-se-ho de ron formulado com o on-amento appro-
vado pela directora em consdho, e apresenlado a
approvaco do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2499280 rs.
2,- O arrematante dar pr i nr ipio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever cotclai-las no de seis
mezes, ambos contados na form do artigo 31 da lei
n. 286.
3.* O arrematante seguir nos cus Irabalhos lado
o que lhe for determinado peTrapeclivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras, como em
ordem de nao natilsar ao mesma lempo para o ser-
vico public todas as parles do c liticio.
4. O pagamento da importancia da arremalaco
lera lugar em tres preslaces igcaea ; a l., depois,
de feita a melade da obra ; a 2.a. depois da entrega
provisoria ; e a 3.", na entrega definitiva.
5.* O prazo de responsabrlidade ser de seis me-
zes.
6.* Para toda o que nao estiver determinado as
presentes clausulas nem no orraiacnlo, seguir-se-ha
o que dispe a respailo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Nos das 20, 21 e 22 do corrente, estarao em
prara no paco da cmara municipal do Recife, os re-
paros da ponieziuha da estrada dos Remedios, orea-
dos ero 969000 rs. Os que se propozerem a arrema-
la-los, comparecam nos indicados das no paco da
mosma cmara.
Paco da cmara municipal do Recife, em sessao
de_15deBVrcrode 1834.Barao de Capibaribe,
presidenlc.Joao Jos Ferreira de Agaiar, secre-
tario.
O Dr. Custodio Manoel da Silca Guimaraes, juiz
de direito da primeira tara do cieel nesta cidade
do Recife de Pernambuco, por S. M. 1. e Cons-
titucional o Sr. D. Pedro II, qae Dos guarde,
etc.
Faco saber aosqueo presente edital viren), delle
noticia tiverem, que no da 27 de marco prximo
seguinle se bao de arrematar por venda, quem mais
dr, em prai;a publica deste juizo, que ter lugar na
casa das audiencias, depois de meo dia, com, assis-
(encia do-Dr. promotor publico desle termo, as pro-
priedades denominadas Pilanga e Tabatinga, sitas
na fregnezia da villa de Iguarass, pertencenhjs ao
patrimonio das repolludas do convento do Sanlissimo
Coraran de Jess daquella villa, cuja arremalaco foi
requerida pelas mesmas recolhidas em virlude da li-
eenca que obliveram de S. M. "I. por aviso de 10 de
novembro de 1833,do Exm. ministro da juslira; para
o producto da arremalaco ser depositadla thesou-
raria desla provincia al ser convertido tm apolices
da divida publica. A propriedade Pitanga em alten-
rio as dcstriiires que tem soflrido suas matas, e a
qualidade da maior parle das Ierras, avaliadas por
10:0009000 de rs.; e a propriedade Tabatinga por
ser em urna estrada quo offerece mnta vantagem.com
um riacho permanente, e urna casa de laipa coberla
de telhas, ainda nova, avalada por 1:0009000 ; seo-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E para que chegue a noticia de lodos, maodci pas
sar e.litaos que sern publicados por 30 dias no jornal
de maior circularfio, e allixados nos lugarea pbli-
cos.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Maooel Joa-
quim Baplisla, esrrivao ioteriao o subscrevi.
Custodio Manuel da Silta Guimaraes.
Pela contadnria da cmaro municipal desta ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marco, prximo fuluro, se far a arrecadacSo, i boc-
ea do cofre, do impost municipal obre eslabeleci-
mentos, ficando sujeitos a multa de 3 % os que o nao
fizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuense,Francisco Canuto da Boa-
tiagem.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
truccao publica, faro saber quem ronvier, qqeo
Exm. Sr. presdeme da provincia, em proposta de" 13
do correnle, creara urna cadeira de instrucro ele-
mentar do primeiro grao, na freguezia de Alaga de
Baixo ; a qual est em concursa com o prazo de 70
das contados da data desle. Directora geral 17 de
everero de 1834.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cezar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de autori-
sacao do Exm. presidente prar os objectos seguinles :
Para a botica do hospital rpgimental.
Resina de angico, libras oiln; espirito de vinho, ra-
nadas 5 ", azeite doce, garra fas 24 ; alambique de zn-
co, segando Soubojan, 1 ; balanca de pedestal com
pesos ,1 ;|madapolo fino para emp. adh., peras i ba-
rias do po do pedra, para ungento, 4; alguidaresde
barro vidrado. 4 ; machinas para estender empl., 1;
thesoura grande para corlar raizes, 1 ; ditas peque-
as para papel. 2; alcalrao, arroba 1.
Para o arsenal'de guerra.
Algodosinho, varas 243; olanda de forro, covados
550 ; casemra verde, 60 covados ; caixa com vdros,
I ; sola garroteada, 50 meios ; mantas de la, 209 ;
travs de coiwtrurrao de 30 a 35 palmos, 6 ; badames
de -,'' olava de polegada, 6 ; lencnes de cobre de 6a
7 polegadas, 8; tinteiros, 16 ; aneiros, 11; ejempla-
res de lindas curvase recias, 20 ; panno mortuario,
; chnelos ratos, 200; copos do vidro, 24.
Quem quizer vender laes objectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretara do
conselho as 10 horas do dia 25 di* corrente
mez.
Secretaria do conselho administrativo, paraforne-
cmenlo do arsenal de guerra 16 de fevereiro de 1854.
Jos de Brito inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio. ^ ,,.
O conselho adminirtralvo, em cumprimenlo do
art. 22 do regnlamenlo de 14 de dezembro de 1832,
faz publico que foram aceitas as propostas de Fran-
cisco Maciel de Souza-, Paiva & Guimaraes, Jo3o
Francisco de Araujo Lima, Antonio Pereira de Oli-
veira Ramos, Joaquim Lopes de Almeida e Joaquim
Jos Dias Pereira, para fornccercni ; o 1., 97 pares
de sapalos de sola e vira feitos na (erra, a 19500 rs.;
o 2.a, 14 sel lins com lodosos seus competentes arreios
e cabecadas paracavallaria, a 389000 rs. ; o 3., 401
paresde choiiriras de Uta prela, a 500 rs. ; o 4., 19
pares dechouricas delaa branca, a 550rs.; 19 b-
lleles com'pridos para o 2." balalliao, a 19140 rs., 2
haslcsjpara bandera imperialcom espheradnnrada a
I39OOO rs., urna-bandera de damasco de seda com
coroa e as armas imperiaes} e pialadas por 989000
rs., um porte com galao largo de ouro por 509000
rs., urna capa de oliado para a mesma por 29000 rs.,
.7 grvalas de sola de lustre a 360 rs., ; o 5.;-30 du-
zias de taboas de junhoa 139000 rs.; o 6., 360 ra-
nadas de azeite de rarrapato, medida nova, a 840 rs.,
fiduzias de navios a 140 rs., 17 libras de fio de algo-
dao a 560 rs.,' 152 H libras de velas de carnauba a
320 rs., 30 ; cnidas de azeile de coco medida no-
va a 19750 rs., 97 esleirs de palha de carnauba a
200 rs.; eavisa aos supradtos vendedores, qae de-
ven) recolheruo arsenal de guerra os referidos objec-
tos no da 20 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo, para fome-
cmento du arsenal de guerra 16 de fevereiro de 1854.
Bernardo-Pereira do Carmo Jnnior, vogal e se-
cretario.
zem, ra da Cruz, n. 25, de trastes de todas as quali-
dades uovos e asados, consislindo em mesas redon-
das, consolos, cadeiraLusuaes, dilas de bataneo, so-
fas, canaps, commodH, loucadores, carleiras, ban-
quinhas para jogo, lavatorios, cabidos etc. ; assim co
mo tambem, lanlernas, apparelhos de porcelana pa-
ra cha, candieiros para meio de sala, candelabros,
quadros com eslampas coloridas e em fumo, mappas
geographicos, charutos da Bahia superiorese ordina-
rios, urna porcao de vinho branco de Lisboa engar-
rafado, e muitos oulros arligosqne serao vendidos -
quem mais ler.
LEILAO' DE FAZENDAS.
O agente Borja Geraldes, de ordem dos credores
de Joao BaplisU da Silva Lobo, lerca-feira 21'do cor-
rente as 10 a horas da manha, far leilao das fa-
zendas e dividas existentes na loja da ra do Passeio
Publico n. 5, pelo maior prego que for ollererido.
Vctor Lisne Iransferio, por causa da ehegada
do vapor, o sea leilao de esplendido sof lmenlo de
fazendas, para segunda-feira, 20 do corrente, as 10
horas da manha em ponto, com qualquer numero de
seus freguezes ; no seu armazem, ra da Cruz.
Leilao sem limile.
Sexta-fe ira 24 do corrente, as 11 horas da manha
em ponto, llavera leilao no armazem de M. Carnero,
na ra do Trapiche n. 38, por intervenan do agente
J. Gatis do seguinle : cadeiras brasileras, inglesas,
americanas e hamburguezaa, todas de boas madeiras,
assim como algumas de ferro e outros objectos lados
envernsados a imitaran de bronze, guardas loucaa
de amarello, mesas redondea e elsticas para janlar,
iavatorios, aofs, marq/iezas, camas francezas, um
baldo d'amarello, um rico jogo do vollarete, e ama
caixa para costura, ambos os objectos de diario, am
bom piano inglez, proprio para quem liver de apren-
der.
AVISOS DIVERSOS.
^S?^
O emprezario deste theatro, scientifica
ao publico, que tem delbierado fazer nos
dias 26 e 28 do corrente mez dous bailes
de mascaras, .cuja direccao' esta' confia-
da aos senhores Jos De-Veccliy, Luiz
Cantarelli e Joao Jacintho Ribeiro,, a
quem incumbi a promover a execucao
dos mesmos bailes.
TERCA-FE1RA, 2"1 DE FEVEREIRO DE 1854.
RECITA EXTRAORDINARIA LIVRE DA
ASSIGNATURA.
Terminada a execucao de ama das mclhores ou-
verluras, subir scena pela primeira vez neste tlie-
alro o drama original porlugaez em 2 actos
Findo o drama a Sr.'Bderna eoSr. Bbeiro dan-
sarao o lindo passo a dous
BEDOWt POLKA
e em seguida a Sr. Deperini cantar urna aria de
ana escolha.
Seguir-se-ha pelo Sr. Ribeiro a inleressanle aria
de 1). Bazilio da opera .
OBARBEIRO DE SEVILHA.
Dando fim ao espectculo, a muito applaudida co-
media em 2 actos
QUEM PORFA MATA CAQA.
O resto dos bilhetcs acham-se a disposco'do res-
peitavel publico no escrplorio do lliealro.
Principiar as horas do coslume.
AVISOS MARTIMOS.
DECLARAtJO'ES.
Real companhia de paquetes a vapor.
rf*X da -JO
de-.li- Xinv. es-
pera-stido sul
o vapor Greal
ll'estetn,eoia-
inaiulanie Be-
vis, o qual de-
pois da demora
do costme se-
guir para a
Europa :-para
passageirostra-
la-se com os
agentes Aduanon lime al. iua do Trapiche Novo
n: 42. ,'
DE PERNAMBUCO. _<
direccao cantona aosse-
do Aanco de Pernam-
de 15 51 de marco do
20 por 100 sobre o
com que tem de licar,
AntonioE/rreia d'AnnunciacSo.
O conselho
nitores accionisl
buco a realisart|
corrente anno,
numero Je aceo
para leva" j-fcitoo complemento aoca-
pital do aplico dedbus mtlcontosdereis,
confrmela resolucao tomada pela assem-
bla gersu de 26 de setembro ultimo.
Banco de j'ernambuco 11 de fevereiro de
1854. Qsecretario do conselho de direc-
, Ceara' e Acarac.
Segu no dia 15 do corrente o hiate Sobralense,
(outr'ora Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geiros : trata-se com Caetano Ciraco da C. Moreira.
ao lado do Corpo Sanio, loja de massame/ n. 25, ou
com o cap lao.
Para Bahia segu com presteza o
veleiro hiate nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreira Rios ; para o resto da
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
primeiro andar.
Para a Babia segu em poucos das a veleira
sumaca Horlencia, por ter parle de Sua carga promp-
ta : para o reato trata-se em casa de seu consignata-
rio Domingos Alves Matbens, na ra da Craz n. 54.
Para a Bahia segae em poneos dias a veleira
garopeira Licracao : para o resto da carca trata-se
em casa de seu consignatario Domingos Alves Ma-
theus, na ra da Cruz n. 54.
Para' pelo Ceara'
a escuna nacional Emilia,* capitao A. S.
Maciel Jnior, segu para o Para' pelo
Ceara', at ao dia 24 do corrente, recebe
carga e pasahgeiros para os dous porros :
a tratar na ra da Cruz, n. 15, com J. C.
Augusto da Silva, ou com o capitao na
praca.
Vendem-se dous hiate s bem acreditados na car-
reira da Parahiba, de muitc> lina conslrucoao, um he
forrado de cobre, c ambos promptos a navegar; a
tratar com Manoel Jos Dan tas.
Para Lisboa protendo abir com a maior brev-
dade possivel, o brigue porlugncz / iajante, de pri-
meira rrfarcha : quem nelle quizer carregar ou ir de
passagem, entenda-se com r>.s consignatarios- Tbomaz
de Aquino Fonsoca & Filho, na ra do Vigario'u. 19
primeiro andar, on com o c;ipilao na praca.
Para o Rio de Janeiro sahe no dia
28 do crvente, o multo veleiro brigue
Recie Qjual jateni a maior parte de seu
carregamenlo prompto; para o restante,
passageiros e escravos tambem de passa-
gem : trata-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos Ribeiro, a bordo.
, Para o Rio de Janeiro, vai sahir com
amaior brevidade postiivel, por ter parte
de seu carregamento, o patacho nacional
Valente, do qual he capitao Francisco
N. de Araujo :. quem no mesmo quizer
carregar, emba car escravos a frete ou ir
de passagem, para o que tem bous com-
modos, dirija-se ao capitiio na praca do
ommercio, ou a Novaes i C, na ra do
Trapichen. 54. .
Para o Cear c Granja, aali e com toda a brevi-
dade a escuna San Jos : para carga e passageiros,
trata-se na roa da Cruz do Recil e, n. 33, em casa de
Luiz J. de S Araujo.
Jos Soares de Azevedo, professor
de lingua franceza no lyceu, tem aberro
em sua nova residencia, ra larga do Ro-
sario, n. 28, terceiro andar, um curso
de philosophia e outro de lingua france-
za : pdeserprocurado todos os dias uVeis
desde as 1 at 9 horas da manha ; e de
tarde a' qualquer hora.
LOTERA DE N. S. DO ROSARIO;
No dia 25 do corrente andam as rodas
desta lotera no consistorio da igreja de
Nossa Senhora do Livramento, ainda que
iquembilhetes por vender. O thesou-
reiro, Silvestre Pereira da Silva Guima-
raes.
Carne inspida.
Honlem 19 do correnle. as 8 e meia horas da ma-
nha, era insupporlavel o estado, quasi pulrfaclorio
das carnes verdes nos acougue* do contrato, vista
do respectivo fiscal o Sr. Joo dos Santos Porlo. Eu
vi !! Recife 20 de fevereiro de 1854.
Joaquim Jos dos Santos Barraca,
Luiz de Franca Carioca, brasileiro, vai pro-
vincia do Para tratar de sua sade.
Oflerece-se para caixeiro de qualquer eslabele-
cimento, um rapaz que lem pratica de escripia, d
fiador sua conduela': quem de sen presumo se
quizer ulilsar aniiuiicie. *
Avis aos senhores capites de campo.
Boa gratiicacao.
Desappareceu na madruzada do da 19 do corrente
um cabra escaro por nome Filippe com os signaes se-
gaintes: representa ter 25 annos, pouco mais on me-
nos.allura regalar, gordo, bexigoeuloaoda em coo-
valesccncia, com urna ferida no dedo do p esquerdo,
alguma cousa surdo em consequencia das bexigas
que leve ha dous mezes, deila alguma materia pelos
ouvidos, levou urna trouxa de roupa e um chapeo
Srelo de seda: qoem o pegar leve-0 a Passagem da
lagilalena, no sobradogrande, ou no Recife no hotel
Francisco, que receber urna excellcnte gratiicacao.
Programma para a grande mascarada, vi-
va o carnaval de 1854 !
Nos tres dias do prximo carnaval, 0 grande grupo
da mascarada entrar no segtiute divcrtimenlo guar-
dando s disposires que se seguem :
1." No da 26do corrente, a urna hora da lrdeos
clarns annunciaro a reuniao dos mascaras, que lera
lugar em frenledeS. Francisco.
2." Sao ndmittidas todas as pessoas em qualquer
carcter ou vestuario, menos religiosos ou qafe facaro
allusHo a pessoa de distincro, ou auloridade.
3. Nao he permllido o uso de armas verdadei-
ras, mas sim ungidas de papelao, pao, (landres, etc.,
etc., etc., sob pena de ser denunciado polica
aquelle quo com ellas fur encontrado ; sendo igual-
mente denunciado todo escravo que se metftr neste
divcrtinieulo, qoe Ibes nao he permillido, mas sim
inteiramenle vedado.
4" Nenhum mascara do grande grupo se pode se-
parar de aeua camamilas, diverlndo-se em commuin
e emboa ordem, e quando se desviaren) a direcrao
nao he responsavel pelo ame tbe sucreder.
5." He inteiramenle prohibido aos mascaras o fol-
guedo brbaro d'agua ou limas, e igualmente ihes he
vedado fallarem licenciosamenle com acenos des-
honestos e falta de decencia.
6. A corrida das cavalhadas he so permillida aos
mascaras assignantes, qne para tal fim receberao o
respectivo cartSo para cada umdia; na roa Nova
n. 38.
7. Reunidos lodos os mascaras, percorrerito as
roas qae a direccao julgar conveniente em cada dia
do carnaval; depois do que tero lugar as cavalha-
das as mas da Cadeia e Collegio, at aa 7 horas da
tarde, lindas as quaes todoa os mascaras se telirarao
suas casaa era boa.ordom.
8. Se o diverlimento se poder ampliar, se darao
mais algumas instrucroes.
Roga-se portanlo a todas aa pessoas, que por modo
algum lancem agua e limas sobre os mascaras, pois
que, lal coslume, sendo por de mais brbaro, deve
desapparecer dianle da civilisacan de nosso seculo,
coslume que prejudcando a saude, estraga os vestua-
rios s vezes de erande custo, alcm de ser origen) de
desnrdens e militas vezesde crimes.
Eapera-se qae as autoridades policiaes presten) sua
coadjuvacao no intento em que est a direccao de fa-
zer uindiverlimento semclbaute audc Veneza e lio-
ma,!com brilhantismo e boa ordem.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Resumo dos premios da lotera concedida
para construccao da casa da cmara
municipal da villa de Valenca, extrahi-
da em 28 de Janeiro de 1854.
Resposta.
Seo' annuncio publicado no Echo I'ernambucano-
n. 13 de 17 do corrente, lem alguma analoga com o
Sr. bacbarel Jos Maria Ramos (iatjao, S. S. res-
ponda como lhe aproaver, qae a nos nos nao.be lici-
to dar inlerprelacoes forcadas ou fazer parallelos in-
concebiveis. Ignacio Benlo de Loyola.
AVISO
Os abaixo assignado* continuara
a franquear a todas as classes em
gei-al os seus srtimento de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca ou ulna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra db Trapiche, n. 48. Ros*
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes iuglezes. Os mesmos avi-
sao ao respeitavel publico que abrt-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de S-
queira Pitanga, para vendern
or atacado e a retalho.
Desappareceu no dia ti do corrente, o escravo
Nicolao, com os signaes seguinles : afto, aeeco do
corpo,rosto redondo, denles alvos, e costuro embria-
gar-se : recommcuda-se a* autoridades policiaes, a
captura do referido escravo, assim como aos capiles
de campo, entrecando-se no aterro da Boa-visla n.
47, segando andar, a saa senhora D. Hara Rosa
d'Assumpcao.
NoS dia 23 do corrente he anniversario da ins-
tallacilo do collegio,das orphas, silo na ra da Au-
rora, e nao no dia 19, como erradamente se aehMfe-
clarado na folhinha, sendo que este estabeleettMMo
estar aberto ao respeilavel publico, desde as 6 horas
da larde at as 9 da noite.
O Dr. Carlos frederico Marques Perdigo, ad-
vogado nos auditorios da corte do Rio de Janeiro, faz
publico a todos os habitantes desla provincia, que elle
all se encarrega de diligenciar qoaesquer causas ou
dependencias, peranle os tribunaes da' relarao e su-
premo da justica ; secretaria de estado ; Ihesouro
nacional.e ainda qualquer breve oa dispensa no juizo
ecclsiaslico ; aasegyrando as pessoas que Ibe quize-
rem confiar suas demandas, empregar toda a activi-
dade, diligencia e zelo, como he sea coslume,e do qae
pudero informar-se quando houverem de precisar
de sea prestimo. Toda a correspondencia, procura-
roes e documentos poderao ser-lhe enviados pelo cor-
rcio, ou por portadores, dirijindo-se estes ao seu es-
crplorio na cidade do Rio de Janeiro, na ra da Al-
fandega n. 44, ou ento para maior facilidade enlen-
dam-ae com o seu cimbado, Gamillo Augusto Ferrei-
ra da Silva, na ra do Trapiche n. 40, qae se retpou-
sabilisa a fazer-lhe segura remessa.
Uomeopa thia]
O Dr. Sabino Olegario LudgeflTPinho mn-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
SE (mundo novo) n. 68, A.
1 N. 5078. . .'......20:000^
1 2631. .........10:000a'
1 5251. ' 4:0005
1 2:0000
6 > 255, 731 2427 ,
5001, 5781,5861 . 11000$'
10 188, 2078 2082 ,
2084, 2768 5755 ,
4572, 4881 5065 ,
5648. 4000
20 495, 1202, 1960,
2294, 2545 2560',
3059, 5435 -5474 ,
5619, 3645 4097 ,
4229/, 4725, 5118 ,
5225 , 5227, 5686,
5705, 5995 . 2000
GO 26, 61 , 77, 165, 256,
442, 498, 654 648,
678, 755, 886, 915,
965 , 998 1090 ,
1414, 1556 1625 ,
1682, 1877 2006 ,
2545 , 2555 2597 ,
2647 , 2651 2727 ,
2884, 3099 5194,
T>2-27 , 5276 3294 ,
5321- 5377 5490 ,
5541 5610, 5892 ,
5908, 4000 4205 ,
4245 4554 ," 4597 ,
4465 4499 4582 ,
4610 4665 4808 ,
? 5042 5 454, 5675 ,
5712 5715, 5769 ,
5821, 5961. . 1000
100 de. . --'.. 400
1800 de. . 20a
O Sr. Sebastiao Bolelho de Sampaio Arroda te-
nha a bondade de ir na mandar pagar o que nao ig-
nora, visto nao o fazer pelos primeiros annuncios
rom as letras iniciaes, assim como mandar os Dia-
rios que aua merc mandou para Portugal: na ra
do I.ivrameulo n. 38.
Antonio Pinto de Magalhaes.
Esl fgido desde a noile de 18 do corrento.
mez, o prelo crioulo, de estatura regular, cheio do
corpo, cara beiigosa, com falla deqoatro dente* na
frente superior : roga-se a quem o pegar leve a fa-
brica de caldereiro da roa do Brura n. 28, que ser
recompe asado.
Precisa-se de urna mulher para lomar conta e
governar urna casa de hoinem solteiro, em um enge-
nho distante desla prara : quem estiver rfl T* cir-
cunstancias, dirija-se ao paleo do Carmo nJK.
Jos Bonifacio Rodrigues Chayes fat^ablico,
que o Sr. Domingos Barreros deixou de ser sen pro-
curador, e qae nao tem outorgado poderes a aiguem
para intervir em seu negocio.
Ahigarse o segundo andar, do sobrado n. 14 da
ra Nova ;^o primeiro andar do mesmo.
Ollerecc-se urna ama para casa de hornera sol-
teiro, ou de pooca familia: oo becco do Porlo n. 3.
Constando aos abaixo assignados que o Sr. Pe-
dro Alexandrino Ortiz de Camargo, morador na fre-
auezia de Serinhacm, hipolbecario Indos os seus bcjjs
ao Sr. Francisco da Rocha Barros Wanderley mora-
dor na mesma comarca.'e Sr. do engeho Sibir ;
por isso os abaixo assignados protesta contram tal hipo-
teca, visto o mesmo Sr. Camargo lhe ser devedar
al 9'de novembro de 1853 de:00fe228 rs. e mais os
juros que tem decorrido daquella data cm dianle, im-
portancia de urna lettra sacada porMiguel Jqs Bar-
bosa^ Guimaraes & C-*, em 9 de agosto de 1842, e
veucida em 9 de fevereiro de 1843, de cuja exlincta
firma sao os abaixo assignados liquidalarios ; e no
caso de ser verdade lal hipotheca, est claro que be
para nao pagar a qaem deve ha 11 para 12 annos.
Recife 16 de fevereiro de 1854.
Guimaraes &Henriques.
Precisa-e alagar um moleque de 10 a 12 annos:
na casa de pasto Cova da Onra.
No dia 20 do corrente, segunda-leira, as 11 ho-
ras da manha,. na ra do Vigari n.20, se ha de pro-
ceder, por parle do juizo de ausentes, e peranle o Sr.
cnsul de Portugal nesta provincia, a arremalaco
publica dos bens deixados pelo subdito portoguez
Domingos Jos de Oliveira, fallecido abintestado, os
qaaes conslam de saccas com feijao, caixas com san-
suesugas, viveiros com canarios, saccas com cavada,
flor de sabugo, linhara. ronpa de uso,ele. Os preleu-
dentes poden) dirigir-se para examinar esles obje-
ctos antes da arremataran a taberna n. 3, dama do
Visar io, que lhe serao patentes pela pessoa para esse
lim encarregada.
Precisa-se alugar nm moleqne de 14 a 16 an-
nos, para o serviro de urna casa de pouca familia :
na ra Nova n. 36, loja de colileiro.
Quem precisar de ama molher para ama do in-
terior da casa de moc solteiro on pouca familia : di-
rija-se a ra das Asuas-Verdes n. 92.
;* HOMEOPATHIA.
RA DAS CR6ZES-H. 18.
No consoltorio do professor bomopath. ]
Gosset Bimonl, acham-se venda por
15,000 RS.
Algumas carleiras com 24 medicameolose \
os competentes livros.
Grande sorlimenlo de carleiras o caixas
de todos os lamaohos por precos commo- j
distintos.
1 tubo de glbulos avulsos 500 !
t frasco de % onca de tintara a
escolha.........19000
siiiiviiiu afilen u u innunriaruo. .--.. -,---------.- -------------------
- O Illm. Sr. inspector da lltesouraria de fazen- cao.Joijb Ignacio de Medeiros llego.
LEILOES
Ouiria-feira 22 do correnle. as 10 ,' boras da
luauhaa, o agente Aolanea, far leilao era seu arma*
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a' venda os bilhetes da lotera
7 do estado sanitario.
Muita attencao !
O abaixo assignado faz publico que os oscravoscri-
oulo Lacas e Maria, perlencenles ao Sr. Antonio
Mauricio l.ins Wanderley, morador no Cordeiro, a-
cbam-se hypotecados a sea ronsliluinle Antonio
Francisco de Azevedo Campos, cuja hypotheca j. se
acha vencida; e declara maiaque a Sra. D. Mara da
Annunciacao Cavalcanfi Lins, moradora no mesmo
luar, e viuva do finado Lucas da Rocha Cavaleanti
Lins, lam m sea poder os escravos seguintes qae
foram aparlado no inventario para pagamento do
dilo Antonio Francisco de Azevedo Campos, a saber:
Patricio, Patronillo e Caetana, todos crioulos, e Mi-
guel angola, eujo pagamento esta por fazer.
Bernardino Francisco de Azevedo Campos.
O abaixo assignado, protesta igualmente (a ser
verdade o que suppde os Srs. Guimaraes & Henri-
ques) contra o Sr. Pedro Alexandrino Orlia Ca-
margo, da villa de Serinhaem, por urna lellra venci-
da em 23 de julho de 1853, de 783400, eos respectivos
juros. Pernambuco 18 do fevereiro de 18M.M<'
noel Luiz Ferreira,
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva: na
ra larga do Rosario o. 33, segando andar.
Em consequencia de lim annuncio no Diario
de 17 do corrente mez, declaramos que n3o exisle
lettra alguma da quaotia de 7005000 rs., sacada pelo
Sr. Joo Jos Moreira, e aceila por nos ; mas sim um
recibo nosso de 7008000 rs., cuja somma foi deposi-
tada as nossas mos pelo allemo Sr. J. Joseph
Mnor, que uos (em participado de ter perdido o dito
recibo.A'. O. Bieber' & Companhia.
Por mdico ajuste ha orna pessoa inlalligenle e
habilitada para escrever com aceio e perfeirjn era al-,
gans eslabelecimentos conmerciaes; a lratar-*e na
rea do Crespo, loja do Sr. Antonio Domingues Fer-
reira.
Precisa-se de urna millher parda oa prela for-
ra, qae saiba bem cozinhar o diario de nma casa de
pouca familia, porm qner-sc perfeila cotinheire, e
sobre ludo qae seja inuilo aCeiada, sadia e robusta,
etc. ; be smenle para cozinhar, 6 nSo para servido
algum de portas para fura ; na ra do Vinario n. 25,
armazem de assucar de Miranda & Companhia.
Precisa-se alugar urna escrava para o aervico
de urna caaa de pouca familia: na roa do Padre Flo-
rianno n. 5.
Perdeo-se ou foi furlada na noite do fogo (da
14) na povoacao do Mouteiro, orna carteira coutendo
dentro urna lellra da quanlia de 7005000 rs. jipada
por Joao Jos Moreira. e arcila pelos Srs. Nicolao
O. Bieber & Companhia, do que i esluo prevenidos,
tendo mais a quaulia de viole e tantos mil rs. em
sedulas miadas ; a pessoa que- achou, quereudo res-
tituir a carleira e a dita lellra. dando-se-lhe de gra-
lilirarao o dinheiro, pde eulrega-la na padaria do
paleo da Santa Cruz n. 6. .
__ q abaixo assignado faz scienle ao respeilavel
publico que ninguem fca negocio nem Iransactlo
al'uma com urna lellra da quanlia de 7005000 rs. sa-
cada por inini e aceila pelos Srs. Nicolao O. Bieber
& Companhia, os quaes j se acham prevenidos
para nao pagar sen.to a mim, pois que esla lettra
foi perdida no dia 14 do correnle na noile do fogo
do Monleiro, na mesma povoacao.
Joao Jos Moreira.
Ultimo gosto.
Os abaixo assignados, donos da nova loja de onrivea
da rin do Caluma n. 11, confronte ao pateodama-
triz e ra Nova, franqueiam ao publico em geral um
bollo e variado sorlimenlo de obras de ouro de mui-
to bons gostos.e procos que nao desagradarao a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por qualquer
obra que venderem a passar urna conta com respou-
sabilidade, especificando a qualidade do'ouro de 14
ou 18 quilates, ficando assim sujeitos por qualquer
duvida que apparecer.Serafimfi Irmao.
- Precisa-se de urna ama que compro e coiinhe
ou mesmo de um moco para isso habilitado, para ca-
sa de solleiro : na ra das l.arangeiras, segando an-
dar do sobrado o. 5.
0 Sr. Manoel Lopes Rodrigues Guimaraes quei-
ra apparecer na loja de cera da ra da Cruz n. 80,
Fmrtwuao Carioso de Goweia,
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DIARIO OE PERNAMBUCO SEGUNA FEIRA 20 DE FEVEREIRO OE 1854.

AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vendse um completo sortiinento
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixo do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores u m s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinaeao com a
maio'r parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
tas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido; epor
sto oll'erecendo elle maiores van-
tagem do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Robn.
wtasBasBa
Aluga-se o sobrado grande da Magdalena,
_ que lita em frenle da estrada nova, o qual
se lia de desoccupar al o dia I. de marro : a tratar
no aterro da Boa-Viita o. 45, oti na ra do Collegio
D. 9, com Adriano Xavier Pereira de firito.
Bichas.
Aiugam-sec vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
Traspassa-se o arrendamento de um engenho de
hestas, moente e trrenle,distan tesdo Bcife 5 lesnas,
c da estrada publica menos de mcia de bom camnlio,
a ponto de chegarem os carros decavallos t a casa
de vi venda, cora boas e suflicientes Ierras de canna,
mandioca, milho, feijao, arroz, caf, etc. etc., muilo
perto e em.roda do ngenho, dous bons cercados de
vallados, boa, bem feita e nova casa de vivenda de
sobrado toda envidrara, com aipendre de columnas
de madeira e grades do ferro, moito fresca, e com ale-
gue e excellente vista ; casas de eugenho, caldeira,
encaixamento, estufa e estribara, ludo de piedra e
tal, com lodos os seus perlences, e em muito bom es-
tado, suficientes senzalas para os pretos, casa de fari-
nha provida de todo o necesario ; excellente lianho
cm urna billa casinba apropriada, mallas virgen
muilo pertp, hurta com arvoras fructferas, inclusive
urna boa porreo de coqueiros ; bons silius de lavrado-
res, etc. ele, As cannas sao de muito bom assucar, e
de muito rendimenlo. Vendem-se as cannas novas,
ogadovacum ecavaltar : os preleudcnles dirijam-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de Jaboatao a Iraiar
com o proprietario.
Alloga-se o primeiro andar da casa da roa da
liuia n. 46, e trata-se no aterro da Boa-Visla n.
60, loja.
*- Precisa-apPB um bom cozinheijo, forro ou cap-
tivo, para casa eslraugeira, paga-se bem: na ra da
Cruz n. 40.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, dentista ,. receben agua dcnli-
frice do Dr. Pierre, esta agua conhecida como a me-
lhor qne tem apparecido, (e tem muitos elogios o
sen autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cherosa e preservar das dores de denles: tira o
goslo desagrdavel que di em eral o charulo, ai-
gamas gotas desta n um copo d'agua sao suflicien-
tes ; lambem se achara p dentifrce cxtellente para
a conservaco dos denles : na ra larga do Rosario
n. 36, segundo andar.
. O Sr. Ricardo Das Ferreira lem urna carta na
praca da Independencia n. 6e8.
t Indo desta cidade para a de Goianna Manoel
'encalves de Albuqucrque e Silva, perdeu entre
I tahalinga e a taboleiro du Mansueira, urna carleira
conlenJln|plla "2003000 rs.; e porque todo esse di-
nheiro.apa cm sedulas de 500, 200 e tOO rs.,
. he fcil descobris-se quem o achou, nu caso de appa-
recer alguem destrocando sedulas deslcs valores, sem
ter proporces de as possoir: pelo que oflerece o re-
ferido a quanta de 1:0008000 rs. a quem Ihe resti-
tuir aquella quanlia ; e a de OSOOOri-f qtiem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e se pnaaf rchaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo inviolavel
quando assim o exigirem : quem, pois, tiver noticia
deste achado, dirja-se naquella cidade, ra do Am-
paro u. 44, e nesla, ao aterro da Boa-Yisla n. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Collegio do
o. 18, conTarmrco nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amarello da ra do Quei-
roado n. 29.
O Sr. Manoel Louren^o Machado da Rocha, en-
eadernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Araujo, venha a esta lypo-
graphia para solver mesma assignatura, visto que o
Sr. vigario diz que nada lem com isso.
HOMEOPATUIA.
O Dr. Casanova contina a dar consultas todos o
dias no seu consultorio, ra do Trapiche n. ti.
-+ Precisa-se de nma ama para lodo o servico de
urna casa de pouca familia : no aterro da Boa-Vista,
n.78.
Precisa-se de urna ama qne lenha bstanle e
bom lcilc, paga-se bem: na ra Direila.n. 8, segun-
do andar.
COMPRAS.
Compram-se scravos de ambos os sexos de 12 a
20 anuos : na ra Direila n. 66.
no ar-
do Ra-
Compram-se ossos a peso :
mazem da illuminacao, no caes
mos, Iravessa do Carioca.
Compra-se olhos de ahnanazes da Ierra para
plantas, al 1,000 ps: "a 'aberna da ra do aterro
da Boa-Visla, n. 80 ah se pode dirigir os pretenden-
tes a qualquer hora.
Compra-se para o Rio de Janeiro urna imil.ili-
nha prbpria para urna criada ; a Iraiar na ra do
A mor i m n. 33.
Compra-se um prelo holieiro c sapateiro, qne
seja moro o sem achaques, sirva para todo c qual-
queHrabalho d'uma casa, qoem tiver,* dirija-se ao
sobrado de um andar, n_. 1| ntj pateo da ribeira de
San Jos, que ah se dir quem precise.
Compra-se urna parda ou preta de meia idade,
que lenha bom procedimenlo e saiba com perfeljao
tozinhar e eugommar ; na praca da Independencia,
loja n. 3.
VENDAS
----------------1
HETRATS PEED"EL"ECTHOTYFO:
Be atora da Boa-Vista n. 4, tercelro
andar.
A. Lellarle, lendo de se demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa ao respeitavel pu- E5
blico que quizer utilisar-se de seu prest- f"
mo, de a prove lar os poueps dias que tem
de residir aqui ; os retratos serao tirados com I
toda a rapidez e nerl'eicao que se pode dse- I
jar. No estabclecimenlo ha retratos mostra
i para as pessoasque quizerem examinar, e es-
t abcrlo das 9 horas da manha at as 4 da
tarde.
Novo telegrapho.
Vende-se o roleirn do novo telesraplio que princi-
piou a ter andamento no dia 29 do crrante, a 240 rs.
cada um: na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se um liom escravocozinheiro, bom co-
peiro, muilo fiel e diligente ; urna escrava que co-
ziuha bem eengomma ; urna dita quilandeira, por
preco commodo : na ra Direila n. 66.
Na ruado Crespo, loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
ALEXANDRIA
fazenda furia cores, lisa e de quadros, que parece
seda lavrada, ou grs de Naples: vende-se a 640
rs. o covado.
KEVINA,
para vestido desenhora, fazenda de seda e linho de
quadros escocezes ;"vende-se a 700 rs. o covado.
KOMEIRAS
para senhoras, ns mais modernas que vieram pelo
ultimo navio de Pars, romeiras de fil e de cam-
braia bordada a agulha : vendem-sc a 59 e 68 rs. ca-
da urna.
Camizinhas e manguitos para senhoras.
Vendem-se camizinhas que finge linho. e mangui-
tos de todas as qualidades, todas bordadas e de novo
gosto, a 6 rs.
Romeiras de fil de seda (bordadas) brancas c pre-
tas, a 6 e 8 rs.
Na ruado Crespo,loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Ricos enfeites
para cabera de senhora, os mais modernos que tem
apparecido, do lj-000 a 159000 rs.
Ricos chapeos
para senhoras, com ricas guarnirles e plumas todas
de seda, assim como de palhinha de Ilalia'com ca-
bello, a 14.e 189 rs. *
Cambraia franceza
a 440 rs. a vara, fazendas de cores ti va- de goslo mo-
derno, dequadro e listrasde ebres.
Seda escoceza
a Iftrs. o covado, fazenda amelhorque lem appare-
cido com desenhos grandes e pequeos, eoulras mol-
las sedas por barato preco, propria para quaresma
bem como, mantas de lil, los, e romeiras.
NO BAZAR PERNAMBUCANO
vendem-se vestimentas para o carnaval, alugam-se e
penleiam-se cabellos com aceio e promptido.
Vendem-se duas escravas, urna crioula e outra
de naco, com urna bonita pardinha sua filha, mocas
e proprias para qualquer servido? quem deltas, pre-
cisar, dirijam-se ra do Collegio, segundo andar n.
1 i, qne acharo com quem tratar.
Vende-se urna rica obra em dous volumes de
Anatoma do Corpo Humano, ornada de 41 finissi-
mas gravuras, coloridas e cm fumo, representando
400 e tantos nbjeclos, tambem vende-se atlas de Geo-
graphia Universal : quem precisar annuncie.
Na ra do Crespo, loja amarella n. 4, de
Antonio Francisco Pereira.
Recebe por lodos os vapores vindns de Paris, luvas
de pellica de Jovin, tanto para homem, como para
senhora: preco liso 29000 rs. cada par.
CHAMPAGNE
o melrtor qiieha no mercado e por preco
commodo : na ra do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, cscriptorio de Machado &
Pinheiro.
Oh que pechincha!
Na ra do Cabug*, loja dequatro por-
tas, tem os mais bonitos elfeitOs para mas-
que' ; como laros, ivelas, botoes, colares,
cometidas, tudo lingindo brilhante.
Vende-se urna preta de najao que sabe cozinliar
e engommar, he quilandeira de ra : na ra da
Goia n. 29.
Vendem-se peoles de tartaruga de diversa mo-
da, de marrafa, e faz-se qualqner obra deste genero;
tambem concerta qur sefa liso nu abcrlo : na loja de
tartarugueirn, no paleo do Carino, loja do sobrado da
squiha que volta para a ra das Trncheiras n. -_'.
Na ra do Qiieimado n. 46, loja de Bezerra A
Murcira, ha para vender um esplendido sorlimento
de pannos prelos e casemiras de varios preros e qua-
lidades, e lambem corles de colletes decasemira pre-
ta bordados, ditos de gurguro prelo de seda burda-
dos, fazenda muito moderna, chapeos a carij, ditos
com aba estreila, dos melhores que ha no mercado,
c promoltem vender por preros ninilo commodos.
Vende-se um grande leilo de Jacaranda, moi-
to forte com arroagao e grade de palhinha, quasi no-
VO'C fcilo por um artista inglez nesta cidade : na ra
eslreita do Rosario, loja de marciueria, n. 41.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem Vindo, c oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parte : na ra oa Cadeia do
Recite, n. 17.
FAZENDAS BARATAS PARA A QUA-
RESMA.
Na nova loja de fazendas linas, na ra do
Livramento, n. 8,ao pedo armazem de
1 o ira, cem 5 portas,
vende-se sarja preta de seda hespanhola, primeira
quaiidade, o covado a 29200, 25400,29560, 25800 e
39200 ; selim preto superior, o covado a 39200,
39600.49000 e 49800; mantas de fil de linho tire-
las bordadas de soda, goslo moderno, pannos pretos
finos de prova de limo, e casemiras prelas, chapeos
de inassa prelos, forma moderna, sedas de cores mui-
to ricos gostos, o sorlimento para poder escolher, e
ou Iras muitas fazendas por menos preco do que em
oulra parte.
$@@;@@@
C--" Legitima sarja hespanhola da melhnr quali- $
;:) dadeque aqui lem vindo, dila um poucomais
jsj a baixo, selim preto para vestidos,curtes de se- (*
da preta lavrada para vestidos fazenda supe- @
_ rior, vellido prelo, chales c manas de fil de
seda bordados, romeiras de retroz prelo lam- 9
liem Mrdadas, meias de seda preta de peso, jgj
9 tanto para homem como para senhora, e ou-
@ tras muitas fazendas proprias para o lempo da
T-i quaresma ; na ra do Oneimado n. 46, loja
de Bezerra & Moreira.
Vendem-se luvas de pellica para homem t se-
nhora, pelo haralissimo preco de 160 rs. o par, assim
'como hallado de liaho abcrlo. estrello, a 60 e 80 rs.
a vara : na "ra do Queimado, loja de miudezas da
boa fama n. 33.
Vendem-se saccas com farinha boa
e nova : na ri8 da Cadeia do Kcciie, lo-
ja defpzendasn. 51, de Joo da Cunha
Magalhaes.
Sapotis grandes.
Conliniia-se a vender os urandes sapolis, tanto ma-
duros para a mesa, como luchados para embarque :
no sitio da Tremor, Sobrado n. 1 que lem taberna por
baixo ; e ah mesrtio ha para, plantar, urna boa por-
Cilo de ps dos mesmos, para o que est o lempo lin-
do, tanto pela chuva que apparcceu como por ser
quarlo de la minguantc, em rujo lempo nao morre
um s p.
m
Vende-se a taberna da ra do Collegio n. 16,
com poneos fundes, e faz-se lodo o negocio ; a tratar
na ra do Queimado, loja de fazendas n. 42.
Vende-se urna motada de casa terrea feita d"
pedra ecal, em chao proprio, na povoa;ao dos Afo-
gados, ra de S. Miguel n. 13 ; lamhem se vendem
carriohos de mao : na rna da Praia de Santa Rila, de-
fronte da ribeira n. 10 e 12.
Quem quizer comprar um deposito com poneos
fundos em muito bom local, e muilo bons caixoes pa-
ra assucar, dirija-se ao mesmo, defronle do.largo da
Santa Cruz, ra do Rosario n. 55, ou no Corredor do
Bispo d. 20.
Mascaras de rame
a 29 e 29500, muito perfeitas; na loja de miudezas
da ra do Queimado n. 71, entrada da do Rangel.
Vende-se urna escrava crioula, de 28 annos de
idade, de bonita fisura, perilima cozinhera, lava e
emgoroma, e faz lodo o servico de urna casa de fami-
lia, vende-se por seu dono se querer retirar ; adver-
te-se que nao tem vicios : na ra do Livramento
n. 5.
Vendem-se saccas com muilo boa farinha : no
Recifeloja de cambio do ricira.
Alerta amantes. do carnaval. '
Na ra do Queimado loja n. 17 vende-se um ex-
celleute e rico vestuario para qualquer rapaz do
grande tom, que qoeira chibar nos bailes do carna-
val ; o seu preso he mdico.
Vendem-se~com pouco uso os livros seguintes:
Histor.x Sacra, Fbula? de Phxdri, Salustius, Virg-
lii Rirdi, Epstola Cicernis. Ord. Verborom Salus-
lii, Hislory of Romc (por Goldsmilhs), dila dila (por
Thoniaz Morcll), Vicar of Wakeficld, jonhsnn Pacls
Milln, Historia Sagrada (por fieruardino), collc-
efles de problemas, diccionario gcographico com 58
cartas (por Perol); no aterro da Boa-Vista, loja de
ourives n. 68.
8@@:@@S@@
@ Vende-se um cavallo ruco bom andador e
por preco commodo ; na entrada dos Reme-
m dios, sitio n. 2. No mesmo lugar lambem se
vende um escra'vo mu versado no servico de
campo, mui principalmente no tralamenlo de
va ceas de leiie.'
3:
Vende-se um carro de 4 rodas, um cahriolele
um jogode bilhar: a fallar no armazem de M. Car-
neiro na ra do Trapiche n. 38.
Vende-se urna iinda escrava prela de 20 annos,
com todas as habilidades para mocamba : na ra da
Praia o. 43, primeiro andar.
Vinho de Collares
cm barris de 7 em pipa : vende-se em casa de_Au-
guslo C. de Abreu, na ruada Cadeia do Recil'e
n. 48.
Attencao.
lie chegada a excellente pitada do muilo acredi-
tado rape de Lisboa, pelo brignir Tarujo /, e adia-
se disposico do publico no deposito da ra da Ca-
deia do Reci fe, loja de fazendas de quatro portas n.
51. Adverlc-se que o preco lie 39200 rs. a moeda
i vista.
Chapeos francezes.
Vendem-se chapeos francezes finos da ultima mo-
da, sendo de aba eslreita e larga : na loja do sobrado
amarello nos qualro cantos da ra do Queimado nu-
mero 29.
Vestidos de seda preta a 18$'000 rs.
Vendem-se cortes de vestidos pretos de seda la-
vrada, bons gostos, pelo barato preco de 189000 ris
cada corte : na loja da sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas do
Sr. ManoelCabral de Medeiros n. 72, se dir quem ,
d de 500 at 1:0009000 rs. com hypotheca em casas
terreas.
J. Jane,Dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Aluga-se urna preta, crioula, que sabe bem en-
gommar, ensaboar, cozinliar e fa/.er todo o servico de
urna casa com Iimpeza e aceio ; tambem se aluga um
niuleque de bonita figura, que sabe fazer lodo o ser-
vico de casa, e serve para mandados por ser muilo
iutelligenle e fiel: a iraiar na ra Real (chora me-
ninos) casa n. 3, que tem porlo o lado.
Ra dos Quarteis n. 2i.
ALERTA. RAPAZIADA !
Pela segunda vez|lorna-se avisar,que existe um bel-
lo sorlkneoto de mascaras de cera, e igualmente de
rame de todos os caracteres; e assim he necessario
virem a ellasaules que se acabem : porque esla-selro-
eanJo por pouco diuheiro, a MO. I9OOO e a 2900
Quem se julgar credor da extmeta
firma de Joao deSiqueira Ferrao & C,
baja de apresentar suas contas no prazo de
oi.to dias, da data deste : na ra do Cres-
po, n. 15.
:a@
FURTO DE UMA BENALLA DE
UNICORNE.
No dia 18 do torrente (sabbado), pelas 7 lio-
tras da noite, furlaram de cima do balcao da
loja dequatro portas da ra doCabug, n. 13,
urna bengalla de unicorne com ponleira de
prata dourada e castuo de ouro lavrado, (en-
do no mesmo nm rubitn grande e as iniciaes
I. C. L.: roga-se aos senhores relojoeiros ou
I ourives, ou a quem for offerecida, de prende-
rem o ladillo e de levaren! a bengall ana mes-
roa loja, aoode serao recompensados, caso o
1 exigirem.!
:@SS8S@5
KOENIGLICH PREUSS1SCHES CONSU-
LATIN PERNAMBUCO.
Es wird hiemit alien in der Provinz Per-
jiambuco wohnhaften Preussischen Unter-
dijneii bekannt gemacht dass im hisigen
Koeniglichen consulat eineneue Matnkel
7.111 Anmeldung derjenigen Preussen
welche auf Pi-eussisclie Unterthanscluifl
Anspruch machen, angelegt ist, una wer-
den diesellen daher hiermit aufgefordert
ilneNamenim Koeniglichen consulat en-
tewder selbst, oder diirch gehoerige Voll-
macht eintragn zu lassen, zu welchem
die Anmeldungen, ra da Cruz, n. 10, ent-
gegen genommen erden.
Precisa-se alogar uina preta forra, para lodo o
servico interno e externo de urna casa de pequea
familia, confronte ao Rosario de Sanio Antonio, 11.
1.1, A. ,
i Precisa-se de urna ama quo lenha bom e bs-
tanle leile : annuncie ou diriga-se a esta lypogra-
phia.
Engomma-se perfeitamente
na roa da tilpria, n. 611, roupa para homem com a
perfeirao desejada e promptido, o preco he o quan-
lo pode ser deminulo.
Quera precisar de urna mulher para vender fa-
zenda acompanhando pretos ou prelas, dirija-se a
praia de Santa Rita, confronte a 1eslilaco.que acha-
ra com quem tratar.
Quem precisar de fosforas grossas e cozinliar
particular, dirija-se a mesma casa que achar com
quem Iraiar.
Aluga-se o terceiro andar da casa n. 21, na ra
Nova : a fallar Da rna do Queimado, n. 10.
Ileseja-se fallar ao Sr. Jos Mara Albuqucr-
que Maranhao, por isso, pede-se ao mesmo Sr., de-
clare sua morada ou se dirija ra larga do Ro-
sario, n, 36, bolica de Barlfiolomeu francisco, de
Souzfl,
Casemiras francezas.
Vendem-se casemiras francezas muilo els-
ticas, de padroosclaros e escuro*, tendo por-
S3o para escolher. pelo barato preco de 49500
o corte ; na ra Nova n. 16, loja nova de Jo-
s Luiz Pereira & Filho.
38K8gS8s33s588S ..
Vende-se um terreno com 100 palmos de frente
mais de 600 de fundo, no melhor lugar da Ponte de.
I'choa, por ser do lado do rio, com caes j feito:
quemo pretender, queira entender-sena rna do Quei-
mado n. 10, loja.
ATTENCAO'.
No aterro da Boa-Visla n. 66, vendem-se duas ca-
sas terreas, sitas cm nma das novas ras dos subur-
bios desta cidade, as quaes rendem mensalmenleS9
rs. cada urna.
Vestidos baratos.
Vendem-se vestidos orticos de barra a 39000 rs.,
ditos de 2 baados a rj.VK>, ditos de 3 c 5 babadosa
.9000 rs., cassas o cambraias francezas a 560 rs. a
vara, corles de chita de barra a 29400 e 39000 rs.,
corles de cassa de barra a 29200 e 29500 ; na rna
Nova n. 16, loja de Jos Luiz Pereira 6 Fillio.
Palitos francezes a o<, 4$ e 9#000 rs.
Vendem-se palitos francezes de hrim de linho e
brclanha a 39 e-49000 rs., ditos de alpacas de cores,
muito bem feito?, e da ultima moda de Parisa99000
rs. : na ra Nova ti. 16, loja de Jos Luiz Pereira &
Filho.
Couro de lustr
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram ltimamente naval lias
de barba*, superiores a todas qifan-
tasate agora se tem fabricado, por
seren de aro tao fino e de tal tem-
pera que ale'm de durarem extraor-
| dinariamente, nao se sentem no
rosto na accao de cortar ; sao feitas
pelo* hbil fabricante de entilen a
que mereceu o premio na exposi-
r8o de Londres, e nao agradando
pdem os compradores devolve-Ias
ate 15 dias depois da compita, e se.
Ihe restituir' o importe.
Vende-se cada estojo de duas 11a-
valhas,por 8S000 rs., preco lixo :
no escriptorio de Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
A 4.300 a peca. g|
Vendem-se chitas rutas sem defeito algum, $)
pelo baralo preco de 49500 a pera ; na ra &k
Nova n. 16, loja' de Jos Luiz Pereira & Ii- W
lho. $
No paleo do Carmo, 1,-ilicru n. 1, vende-se ce-
ra para limas de cheiro 960ffc a libra, e niel ra
muilo boa a 240.
Vende-se 1 pardo perilo sapateiro, t nsgra com
algumas habilidades, e 1 parda que engomma muilo
bem, faz labyrinlho, penteia bem urna senhora e ves*
te, ludo faz com perfeicilo, e he de muito boa con-
ducta; vende-se ttmbem 1 parda de mca idade e 1
lindo moleque proprio para um pai fazer de presente
a rfm filho : na ra da Gloria n. 7.
Pianos.
Os amadores da musita atham continuadamente
em casa de Brunti Praeger &Companhia. rna da Cruz
n. 10, um grande sorlimento de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerentes modellos, boa constructao e bel-
las vozes, que vendempormodieos precos; assim co-
mo tuda a quaiidade de instrumentos para msica.
Ra do Queimado n. 1.
Na antiga toja do Meia-1'ataca, vende-se para aca-
bar por menos do seu valor, as, seguinles fazendas :
fil de cor aberlo para cortinados a 320 rs. a vara,
pecas de bretanlta de puro linho com 6 varas, a
29500, corles ile calca de casemira preta a 49500,
pcnles para atar bellos a 600 rs. a duzia, lencos
brancos cercados decr para meninos 1 100 rs. cada
um, pecas de cambraia lisa, linas, com ti', varas a
39000 rs.,alpaca escosseza de seda, propria para obras
de meninos ou meiinasa I9OOO o covado, brelanha
de linho superior a 400 rs. a vara, casemira pret
elstica a I92SO rs. > covado ; e oulras muitas fazen-
dos, que a vista se dir o preco.
Vende-se cer de carnauba ; no armazem de
Tasso Irmaos.
Vende-sedocede caj erro a 400 rs. a libra,
dito de mangaba dib a 320, dito de limao dilnf 320,
assim como ps de sipolis bous de se mudare" pois
ja estilo em caixoes, e juntamente ps de uvas mosca-
leis; em Olinda, n; ra do Bomfim, em casa do
abaixo assigtiado.Uanoel trunes de Mello.
Na loja de 6 pulas, cm frente da igreja do l.i-
vramente, vendem-si chitas francezas d cores escu-
ras a 240 rs. o covarb, cortes de cambraia com barra
a 29400 e 29800. dilis de cassa chita com 6 i|2 varas
a 19880, lencos de cambraia brancos, ditos com barra
de cores a 160, chita: com muilo bom panno a 160 e
140 o covado, ganga amarella de quadros muito fina
a 380 rs. o covado, crtes de casemira escura a 59000
rs., alpaca de cores a2i0 O covado.
Vende-se urna aberna em pora de Portas, ra
do Pilar, confrntalo! 1 o becco Largo, mui bem cal-
culada e boas propunes para ler familia ; nao se
duvida dar prazo, una vezque seja a pessoa conliecida
de crdito, ou aprsente garanta ; este negocio ap-
presenla grandes yntaseos nao so por estar bem-
conliecida como por que sem dinheiro a visla o pro-
tendente se pode establecer : trala-se coro Firmino
J. F. da Bosa. na ra la Senzala Vclha n. 112, ou
no aterro da Boa-Vista, taberna n. 80.
CALCADO A TO, 800, 29000, 39000 rs.
No aterro da Boi-Vista loja defronle da
boneca.
Troca-sc por scdulis anda mesmo velhas, um no-
vo e completo sortimenlo dos bem condecidos
sapaloes do AracaK a 720. 800 e bolins a 29000
rs., sapaloes de lustra da Babia a 39000 rs., assim
como um completo nrlimenlo de calcados france-
zas de todas as qualHadcs, lano para homem cftmo
para senhora, menios c meninas, um completo
sorlimento de perfunarias : ludo por preco muito
commodo,'afim de ss apurar dinheiro.
TIJDO SAO PECIIIMAS.
Corles de cambraiis brancas com babadas de ri-
quissimos goslos, pele diminuto preco de 49300, ditos
com barra d lindos icscnhos a 39600 rs., ditos de
ehila com urna barra larga ao lado', fazendas france-
zas com 12 covado?. 9 do ultimo goslo a29500 o ir-
le, ditos com urna lila no lado, fazenda muilo fina
de lodas as cores a 29OO, ditoscom 13covados, miu-
dinhas denma s cV-a-iWlOO, chilas esturas cores
muito fixas de differnles padroes a 160 rs. o covado,
ditas de ivos padrees, lingindo cassas francezas a
180 rs., ditascabocl.s miudinlias a 200 rs., sarja de
laa prela da primeiri quaiidade por ser nmito encor-
pada a 560 rs. o covado, alpaca prela e de cor muilo
fina a 800 rs. o covado, e afamado panno couro en-
Iraneado de tima s cor a 180 rs. o covado, os muilo
acreditados cobertores de algodao brancos da fabrica
de todos tis Santos d< Bahia a 640 rs. cada um, case-
mira preta muilo lina a 29500 e 39200 rs. o covado,
sarja prela de seda rauito lina de superior quaiidade
a 29500, merinos prelos por I98OO, 29500, 39000, e
390OO rs. o covado, assim como um verdadeiro sorli-
menlo de oulra* qualidades de fazendas que se ven-
derao por menos preijo do que em outra qualquer
parte : na roa do Crespo, loja n. 14, de Dias &
l.cmos.,
0 Os mais ricos e mais modernos chapeos de "
@ seda e de palha para senhoras, Se enconlram
sempre na loja de modas de madame Millo-
chati, no aterro da Boa-Visla n. 1, por um
preco mais razoavel de que em qualquer ou-
lra parle.
Obras de ouro,
como sejam: adereces e meios dilos, braceletes, brin-
cos, alfinetes, botoes, atinis, correntes para relogios,
etc. ele, do mais moderno cosi : vendem-se na ra
da Cruz n. 10, casa de Brunn Praeger & Companhia.
Velas de carnauba.
Vendem-se caixinbas com superior velas de cera de
carnauba pura, fabricadas 00 Aracaty, e por commo-
do preco; na ra da Crn> arma/.en, de couros e sola
n. 15.'
Cera de carnauba.
Vende-se cm poreflo e a retalho : na rita da Cruz,
armazem de cutiros e sola n. 15,
Vende-se na ra da Cadeia Velha do
Recife, loja de ferragens n. 53, rape de
Paulo Cotdeiro muito fresco, vindo pelo
vapor Imperatriz, a 1,300 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DECALEPOTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica no Rio de
Janeiro, de quaidade bem conhecida, as-
sim como caletn pedra, chegada no ul-
timo navio.
Acanelada Edwl Maw.
Na ra do Apollo n. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, acha-se conslanlemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moudas inei iras todas de ferro pa-
ra animaes,,-1:0a, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal pa,ra vapor com forra de
4 cavallos, coros, passadeiras de ferro estanhadu
para tasa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, es vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas d flaudres ; ludo por baralo preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
. /.em de I letifique (iibson,
vendem-se relogios de ouro de sabouele, de palnle
inglez, da melhor quaiidade, e fabricados em Lon-
d res, por preto commodo.
POTASSA.
No antico deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem 11. 12, ha para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e hrasilcira, cm pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa quaiidade e precos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, se alliancam
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
llia de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente^ao chafariz.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafueitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras tle labyrinlho feitas no Ararat),
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira quaiidade.
Tasso Irmaos avisam aos sens freguezes, que tero
para vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Depoaito da fabrica de Todoa oa Saotoi na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de s-
cravos, .por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinlc: saccas de farello mult
novo, cera em srume e em velas com bom sorti-
menlo de superior quaiidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, oovissima.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundtcao de C. Starr & Companliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e cohstruccao muito superiores.
ALMA?iAK.
Sabio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almaiiak civil, administrativo, cqmmer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenhos, alm de outra noti-
cias estatiticas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco,.e sim por
400 rs.; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. te"8 da praca da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na na do Crespo n. 5, ha um completo sorlimento
de toalhas a guardanapos do Porlo, pelos precos se-
guintes: guardanapos a 29600 a duzia, toalhas gran-
des a 49500 cada urna, ditas regulares a 39600, dilas
mais pequeas 1 39200.
Yeude-se um cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, esquipa e lie
muito manso, temarreios c sellim novo:
a fallar na praca da Independencia n.
18 e 20.
Cheguem a pechincha.
Lentos de cambraia de linho, finos, a 400 e 500 rs.,
dilos ileseda de cor tle tres ponas, muilo grandes e
com franja a 800 rs.: na ra do Crespo, loja da es-
quina que \olla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado' sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 39000. 38200, 4500, 59500 e
69000 r., dito azul a 29800, 39200 e 4*000 rs., dito
verde a 29800, 39600, 49500 e 59OOO rs. o covado,
casemira preta entestada a 59500 o corte, dila fran-
ceza muito fina e elstica a 79500,89000e 9000 rs.,
selim preto macan muilo snperior. a 39200, 49000 e
59300 o covado, merino prelo muilo bom a 39200 o
covado, sarja preta imito boa a 2)O00 rs. o covado.
dila hespanhola a 29600 o covado, veos pretos de fil
de tintn, lavrados, muito grandes, fil preto lavrado
a 480 a vara, e outras muitas fazendas de bom goslo;
na ra do Crespo, loja da esquina que. volta para a
Cadei .
as^MaaaaaEaaaaaH
Para
a quaresma.
K Vende-se superior sarja preta hespanhola 1
f 29500 e 29800 o covado, setim prelo raaco
superior a 2400, 29800, 39200, 39500 e 59
rs. o covado, panno fino preto muilo superior
jg a 29800, 4, 5, 6 e 7*000 rt. o covado, ca- !
" semira prela franceza muilo elstica a 29OOO,
2*200, 29500,3 e 4*000 rs. o covado, alpa-
cas finas a 600,700, 800, 900, 1*000 e 19200 !
o covado, merino prelo muilo finoaSBOOOrs. I
o covado, e outras muitas fazendas proprias
psra a quaresma, que se vendem baratas, dan-
do-se de tudo amostras com penhor ; na roa
Nova, loja nova n. 16, de Jos Luiz Pereira
cV I'ilho.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de, C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior quaiidade.
Oleo de linhaca em botija.
Venderse na bolica de Barlholomeu F. de Suuza "
na ra larga do Rosario n. 3b.
Os mais ricos e mais modernos cha- ffy
pos de senhoras se enconlram sempre gjk
na loja de madama Theard, por um preco ^
mais razovel de que cm qualquer oulra Efl
Paf- (k
Deposito de vinho de cham3
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-'
comte Feron & Companhia. N. B.
Asea i xas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulot'
das garrafas sao azues.
*
ILEIRA.
rtassa, fa-
eiro, ebe-
recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quaii-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
de boa qnalidade; vende-se por menos do que em
outra qualquer parle para liquidar conlas: na ra da
Cruz n. 10.
TAIXAS DE FERRO. .
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de tardas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Chapeos para senhoras.
Vendem-se ricos e modernos chapeos de se-
da e blond para senhoras, muilo bem enhila-
dos e ta ultima moda, pelo baralo preco de
109,129, 14-9 e 169000 rs. : na rita Nova 11.
! 16, loja de Jos Luiz Pereira t\ l-'ilho.
Na botica da ra larga do Rosario
11. 30, de Rartholomeu F- de Souza', vefW
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'alfecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo ingle/, (em vidro
verdadeiro', vidrosde bocea larga com ro-
llia de 1 ate 12 libras. O annuncianteaf-
fianca a queminteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
Vende-se o'engenho Limeirinha, situado a mar-
gem doTracnnhaem, com 600 bracas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, eoplima moenda, tom bons partidos que
com 2 carros e 4 quartos podem moer al 2,000 p3es
o que he de grande vantagem para um principiante.
He de ptimo assucar c de boa produeco, lano de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro vista, c o mais a pagamento conforme se
poder conveucionar : os pretendetttes dirijam-se ao
ngcnho Tamalape de Flores.
Vende-se um grande sitio na estrada dos Afllic-
los, quasi defronteda igreja, o qual lem mitilas ar-
vores de fruclas. Ierras de planlaces, haixa para
capim, e casa de vivenda, com bstanles commo-
dos : quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
entender-se tom o Sr. Antonio Uanoel de Montes
Mesquita Piraentel, ou a ra do Crespo n. 13, no
eseripiorio do padre Anlouio da Cuolia e Figuei-
redo.
Na ra de Sania Bita sobrado n. 18, vende-se
urna crioulinha moco : o motivo da venda se dir' ao comprador.
Vende-se superior sarja de seda hespanhola ;
cortes de seda preta lavrada, fazenda superior; selim,
prelo proprio para vestidos ; velludo preto o melhor
que ha no mercado ;ls pretos bordados de seda, man-
tas pretas bordadas de seda ; meias pretas deseda de
peso c outras muitas fazendas de seda, tudo por pre-
co muilo commodo : na loja do sobrado amarello da
ra do Queimado n. 29.
Na loja do sobrado amarello na ra do Queima
do n: 29, veude-se superior panno prelo fino de pre-
co de 4 a 129000 rs. o covado; casemira prela els-
tica para todo o greco; corles de rollete pretos de
velludo com palmas bordadas a retroz ; ditos de se-
tim preto c decasemira bordados ; velludo preto su-
periur; selim de Maco c outras fazeotlas, tudo por
pretos commodos.
-Para senhora ;'
os mais ricos e mais modernos chapeos de senhora
para montara, acabam de chegar a loja c fabrita tle
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia : na praca da
Independencia lis. 21 a 30, aonde se vendem por pre-
00 commodo.
, Fitas superfinas.
Vendem-se filas de cores de ns. 12 c 1G, de supe-
rior quaiidade e patlres iutcirameutc novos, pnr
preco commodo : na praca da Independencia lis. 24
a 30, loja e falnira tic chapeos de Joaquinr de Oli-
veira Maia.
FARINHA DE S. MATHEIS.
No caes da alfandega, armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, ha para vender muilo superior
farinha de S. Malltcus, em sacets, por preto tommo-
1I0 : a tratar no cscriptorio de Domingos Alves Ma-
llicus, na ra da Cruz n. 54.
Vende-se urna escrava crioula, mo-
ca e de bella (gura : na ra do Hospicio,
primeira casa a direita com porta de co-
cheira.
Vendem-se velhiitinasde todas as. cores:
na loja do sobrado amarello, da ra do
Queimado 11. 29.
Vende-se o sobrado de dous anda-
res e sotTio da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do Collegio n. 21,
segundo andar.
No escriptorio de Novacs & Companhia, na ra
do Trapiche n. 34, lem pitra vender por preco muito
em conta os seguinles artigos : couros de lustre, mar-
ca castello, grande quatilidade de miudezas chesadas
de Hamburgo pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de diflerentes qualidades, chapeos de feltro prelos e
pardos, e oulros objeclos que sero presentes tos
compeadores.
A 59000 RS. A PECA.
Na^ojade (iuimaraes&Henriques, ruado Crespo
u. 5, vendem-se chilas de cores escuras, com um rt.
queno loque de mofo, pelo baralo preco de 59000pe-
a peca, com 38 covados.
"antigidade e superioridade
DA
SALSAPARR.ILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PAR... LHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA )E BRISTOL dala des-
de 1832, e tem copstan temen te mantido a sua re-
pulacSo sem necessidade de rctorrer a pomposos
aiiiiuntios, de que as preparacoes de mrito podem
dspensar-se. soccesso do Dr. RRISTOI. tem
Drovocado infinitas invejas, e, entre outras, as dos
hrs. A. R. 1). Sands, de ew-York, preparadores
e proprelarius da salsa parrilha conhecida pelo no-
me de Sands.
Estes senhores solicitaran! a agencia de Salsa par-
rilba de firslol, ecomo nao o podessem obler, fa-
bricaran! urna imitafao de Bristul.
Eis-aqui a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no da 20 de abril de 1842,
e que se acha' em nosso poder:
.Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel seitlior.
E111 lodo o atino passado lentos vendido guanli-
dades cousideraveis do extracto de Salsa parrilha de
Vnit.. e pelo que Olivnos di/.er de sttas riilutli-s
.iquclles quo a tem usado, julgainos que a venda da
dita medicina se aii^metttari ,MI7,ssimo. S'.' \ iut.
quizer fazer um convenio comnosco,- eremos que
nos resuMara muita vautagenj, tanto a nos como a
Vine. Venios muilo prazer que- Vmc. nos re-pon.la
sobre jsle assumplo, e se Vine, vier a esta cidade
daqui j um mez, ou cousa seinelhanlc, leramus
muilo prazer etu o vercn nossa botica, ra de Fui-
Ion, 11.79.
lina 111 a ordens de Vmc. seus seguros servidores.
N (Assignados) A. R. D. SNDS.
CONCLLSAO1.
1 .*= A anliguidade da salsa parrilha de Brislol he
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
e qi/e a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qut este droguista nao pode obler a agencia do Dr.
liistol.
/Na ruada Croz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saccas grandes com feijao
muilo novo, dilas com gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas.
CALCADO.
Vendem-se sapaloes de lustre para homem a 49000
rs.: na praca da Independencia n. 13 e 15, loja do
Arantes.
Vendem-se em casa de Me. Cafmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segninle:
vinho de Marsellcem caixas de 3 a 6 duzias, 1 i olas
em novellus ecarretes, bren em. barricas muilo
grandes, ac de milasortid, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas' para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano di invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-^e a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portugus^, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, h. 4.
^SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pcrnam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sflo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo* precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre cosluinan Irazcr os medicamento! falsifica-
dos e elaborados pela mao daqtielles, que antepocm
seus interesses aos males.e estragos da huma 11 idade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distiugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
da ; o annuncianle fffz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicio
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluaro que acom-
panba cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achar sua firma cm ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo.
fracos.
DAVID WILLIAM BOWMAN, engenbeiro ma-
cltinista c fundidor de ferro, mui respeitosamente
annuncia aos senhores proprietarios de engenhos,
fazendeiros, e ao respeitavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na ra do Brum passando o chafaiiz, contina em
efleclivo exerricio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira quaiidade para a per-
feila tonf.etcaO das maiores pecas de machiitismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arle, David William Bowman, deseja mais par-
ticularmente chamar a attcnra publica para as se-
guinles, por ter dellas grande sortimento ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundicao, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cados era paiz eslrangeiro, tanto em preco como em
quaiidade de materias primas e ma de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor construtafi.
Moendas de canna para engenhos de lodos os ta-
maitos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independen tes para cavallos.
Rodas dentadas. .
Aguilhoes, bronzes e rhumaceiras.
(jCayilhoes c parafusos de todos oa tamauhos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma ou porani-
maes, e'prensas para a dila.
Chapas de fogaoc fornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de brooze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mao, por animaes ou ven lo. .
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hidrulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porldes.
Prensas de copiar carias e sellar.
Camas, careos de maft e arados de ferro, tc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta couformidade com os moldes e dese-
nhos remettidos pelos senhores que se dignaren! de
fazer-lhe encommendas, aprovei lando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por elles honrado,
c assecura-Ihes que na8 poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-sc 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos braucos e 50 dilos de bolins; ludo por
preco commodo.
Vendem-se pianos fortes de superior quaiida-
de, fabricarlos pelo melhor autor hamburgecz : na
rna da Cruz n. 4.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro defl^^^H
gada recenlemenle da America.
J ASTLET
A DO TRAPICHEN 3,
ha ]m vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 gales.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formasdelolha de ferio, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
Lazariras e clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
La tao em Iblha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia, primeira qua-
iidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
glez. -
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de la tao
Chicotes e lampeoes para carro e cbriolet.
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de ac,o prateado.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na ra da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior quaiidade, en-
garrafado.
Vinho Chery; em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem c se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Vinho Bordeaux.
Brunn Praeger & CompamVia, ra -9a Cruz n. 10,
receberam ltimamente St. Jtilien e M. margo!, em
caixas de urna duzia, que se recommendam por suas
boas qualidades.
M COMLTOMO H010PATHIC0
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras tle medicina
Tiomopalhica c?" O NOVO MANUAL DODR.
JAHR ^a Iraduzido em porluguez peto Dr.P.
A.LoboMoscozo, contendo um accrescimo de im-
portantes explicacoes sobre a applicacito das dses, a
dieta, ele, etc. pelo (reductor : quatso volumes en-
tadernados em dous '208000
Diccionario dos- termos de medicina, cirursti", ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: enoader-
nado y 43000
lima rarleira de 24 medicamentos com dous fres-
cos de liucturas/indispetisaveis
Dila de 36 ..
o, '-. 48 i::::.:::-
Urna de 60lubdcnm 6 frascos deinctoras.
Dita de 144 co^n 6 ditos......10_
Cada carleira, he acompanhada de"um exeorpl
das duas obras "fcimajnencionadas.
Carieiras de 24t tubos pequeos para algi-
CALCADO BARATO,
no aterro da Boa-Vista n. 58, loja de cal-
cado junto ao selleiro,vendem-se osseguin-
tescalcados francezes, muito bous, a di-
nheiro, e pelos precos seguintes :
Botins de bezerro, par
Sapaules de lustre para homem
Vendem-serelogiosdeouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
Na roa do Trapiche n. 14, primeiro andar'
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor arligo que se cnnhe.ee para limpar os denles,
branquece-os fortificar as gengvas, deixando bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa caspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e cmbellezar o rosto', assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esta prepara-
cao faz os cabellos ruivosou brancos,completamente,
pretos e macios, sem damno dos mesmos, ludo por
precos commodos.
NICO, E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMBRIGAS.
' Fahnestock's Vermifug%.
Remedido pelo seu proprio autor de New-York,
pelo navio americano orlhen /.igl : vende-se na
bolica e armazem de drogas de Vicente Jos de Brilo,
ra da Cadeia Velha n. 61. __^^'
Vendem-se lona^rinzajj^fenTr meias
as da Kagn.; 3Xarmasen! de N. O. Bieber
Como
beira
Ditas de 48 dit
Tubos avulsos
Frascos de meia
Ha tambem
tubos de crvstl
manilos.
A superioridade
lodos reconhecida,
N. B. Os senhor
obra do JAHR, an
dem mandar rece
augmento de preco.
89000
...... 169000
glbulos..... 19OOO
ura de lindura 29OOO
ra vender grande quautidade de
uito fino, vasios e de diversos la-
ESCRAVt
estes medicamentos esli taje.per
por sso dispensa elegios.
assignaram on compraram a
de publicado o 4* volunte, p -
este, que sera enlregue sem
FGIDOS.
lo-
2. A superioridade da salsa parrilha de T
lie^iiieontestavel; pois que nao o^u^iJ?,
1 si. J
ao Uc outras pre-
aro cm qua-
reputa
Borzeguins elsticos
Ditos de botoes
Sapatoes da Prussia
Ditos de lustre para meninos
7^000
4.^000
i.sOOO
(sino
(iS-OO
OjOOO
TisOOO
ocias
rencta da- aftHjMids, e de urna
parac-s, ella uJ^BUltido o
si loda a America.
As numerosas e
salsa parrilha em lodal .
pela impureza do sansue
la corlo pelo Illm. Sr.
academia imperial de iiiedicit:
Dr. Antonio Jos Pei\olo_ein sua clinica,"~e em
afamatla casa de saiutcna Gamboa, polo llltu.
Dr.
jilas com o uso da
midadts originadas
111 xito obtido nes-
gaud, presidente da
pelo ilustrado Sr.
" sua
.. Sr.
Dr. SaluruiuotlOliveira, medico o exercilo, e
por varios oulros mdicos, peimilteiiij lioje de pro-
clamar allamenle as virtudes ellirazeslda salsa par-
rilha tle Brislol vende-se a 5*000 o *dro.
O deposito desta salsa muduu-se fcarfl a liolic
franceza da ra da Cruz, eai frente aorc|laf8rz.
MADAPOLAO' BOM, A 3200.
Vendem-sc pecas de madapoliln de boa quaVffladc,
com pouca avaria : na Tita da Cadeia N'e'.na n, 24,
primeiro andar. <
Na ra.do Vigaria-fl'19, primei-
ro andar, tem para vfefi'der diversas mu-
sicas para piano, j-ibl5o e flauta, como
scjam,(|uadrilh>s; valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tindo modernissimo ,
chegadojt Rio de Janeiro:
j1' Charutos de Ha vana.
Veiuiem-se vertlatleiros tharulos tle il.ivana por
preco muilo cumulado : na ruada Cruz, armazem
POTASSA E CAL.
ende-se potassa da Russia e America-
na superiores, e cal virgem de Lisboa,
tullo por preco mais commodo que em
outra qualquer parle : na ra do Trapi-
je n. 13, armazem dejBustos Irmaos.
Com toque de avaria.
Matlapolo largo a 39200 a peca : na ra do Cres-
0, loja ta esquina que Milla para a Cadeia.
(irande sorlimento de colletes de fuslao supc-
ior, por diminuto proco ; pal i los de brim liso e en-
Iranc.ido de lodas as qualidades e precos; pequenas
talas de couro. proprias paYa viagem *, ritas abqlu-
adttras para collele, ludo mais baralo que em oulra
qualquer parle : na rita do Collegio 11. e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preco que em oulra qualquer parle : na ra da
Cadeia do Rctifc 11.17.
Muita attencao.
Cassas tle quadros muilo largas com 12 jardas a
294OO a peC'i, corles tle ganga amarella tle quadros
muito lindos a l^OO, curtes de vestido de cambraia
de cor rom 6 1|2 valias, muilo larga, a -l'.-SiH), dilos
comS 112 varas a 39OOO rs., corles de meia casemira
para calta a 35OOO rs., e outras muitas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo da esquina
que vollii para- a Cadeia.
Bieber ,
lia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase haixas
de capim. na fundicao de D. W. Ilowinan : na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4-, 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Aos senhores de engeiibo.
Cobertores cscoros de algodao a 800 rs., dilos mui-
to grandes e encorpados a I94OO : na ra do Cre>po,
loja da esquina que volta para i Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim 11. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na rita
do Vigario n. 19, segundo-andar.
Vende-e urna carraca coti um bom ; na ra
do Sebo, n. 35, sitio. '
COM PEQUEO TOQUE DE AVAHIA..
Algododesacco.osicupira muilo encorpado a 100,
120,"e 140 janla: na ra do Crespo loja da esqui-
na que volta para a Cadeia.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezda: a Iraiar
com Tasso & Irmaos.
Desapparcceu 11 irelo de nome Pedro, de ida-
de 30 a 33 anuos, de "s Angola, e canoeiro, com
barba, olhos pequen, h urna cicatriz na mara
to braco dircito, c c ; andar pelos arrabaldes ;
quera o pegar, leve-d"wTmTa* rVasia de Sania Rila n.
13, casa de Manoel Jos Dantas.
Desappareceti, indo vender fruas em um ta-
boleiro, no dia 15-do trrenle, a pi ela, crioula, de no-
rae Auna, altura regular, magra, com graude falta
de denles, pelo que tem os labios abatidos, o ven
um. pouco crescido, sem estar pren he", os dedos mi__
mos dos ps'virados para traz, len t marcas de foveiro
em ritma ou a-oha; pernas. rep. -esenla maia idade
"mV" pela rudoV4gniS le*'0B *
cbitTe-j-^lio da Costa, gostam^JiSMl
e por isso pode ser pegada em algamai_________
estar acnilada por alguem, contra quem se p
com toda forca da lei : quem a pegar ou
terta del la, recebera 1UJ000 rs. do seu legitimo se-
nhor, 110 seu sitio oa estrada nov, e diante da Mag-
dalena, primeira casa azul.
Desapparecea na manliaa do da 12 do crren-
le fevcreiro, o prelo Antonio, de naco Camuud,
idade de 26 annos poueo mais ou menos, alto, seeeo,
falla demorada, cor bem preta, e lem falta de um
dente na frente no qoeixo superior, tem pouca barba
e conserva suissas, pos regulares, levou tal prela
bonete a polka : quem apprehender diltr%craxo o
podcra levar na freguezia da Vanea no si lio denomi-
nado Ilebedourn, ou nesla prata no paleo to Ctrnio
sobrado novo que bola a frenle para a ra de Hortas
". 2, segundo andar, que ser retompeiisado.
Na larde do dia 10 do trrenle desapparecen
negra llosa, de nardo, itlatle M a 10 anuos, boa altu-
ra, bem prela, beiro inferior grosso, lem urna cica-
triz sobre um peilo." marca da Ierra delta ; levou ves-
tido de tnetim de fr j.i desbolado e oulro de azulo,
e um lenco tic chita encarnado ; lem sido encon
ta com o balde a vender agua pelo paleo do Car:
Cinco Ponas, e desconlia-se ou quasi se tem certeza
tle estar occulla por alguem, o qoe se prolesla sobre
quem quer que fr ; no aterro da Boa-Vista n. 45
ou ra do Collegio n. 9, aoiide.se gratifica a quim a
trouxer.
Desappareceu no dia 14 do correntia um mole-'
nniue Paulo, por alcunho Calraio, estalura ordina-
ria, ps um lano cambados, levando camisa e calca
de algodo azul.: roga-se porlanlo as pessoasque del-
le liverem noticia, de appreheittle-lu e levar rm de
Apollo n. 24, ou an engenho Caiap, que serio re-
compensadas de seu trabalho.
Desappareceu no dia 6 db trrenle, um escravo
de nome Severtno.crioulo.que reprsenla ler de idade
.i annos, altura menos que% rcaular.ror prela, roslo
redondo, cabellos da cabeca e da barba brancos, cal-
vo na frente, lem a testa bstanle larga, por va da
mesma calva, ps pequeos, costuma andar com 1-
pan-'M por ser oso doserlo, he bstanle bebado.
Tot m-avo de Joao Tavares Tolcnlino Villarem, mo-
rador na villa do Pilar, l.adeira (rande ; levou ca-
misa tle algodao e calta de ciscado to mesmo : roga-
se a pesso: que o apprehender, de o levar a ra to
Crespo, loja de fazenda n. 1, que ser recompensa-
da do seu trabalho.
Ptr>.;Tyv. 4t M. T. dt rrU,- 18W.
r4
M
k
11


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