Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07562


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Full Text
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ANNO XXX. N. 39.
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P
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I
f

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-
----- taisaien
SEXTA FEIRA 17 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SCBSCRIPCAO'.
Reeife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. JobPereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
dotra; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBoojes; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos. *
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por^00
Paris, 3i0a 345 re. por 1 f.
Lisboa, 95 porcento.
Ro de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Actes do tonco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 11.a 12 de rebate.
MfcTAES.
Ouro------ticas hcspanliolas. 289500 a 29000
Mocdaje WOO velhas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios. ..... 19930
mexicanos......19800
PARTIDAS noJCORREOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanh
Villa Bella, Boa-Vista, E
Goianna e Parahiba, segu1
Victoria, e Natal, as qui:
PREAMAR
Primeira s 8 horas e 30
Segunda s 8 horas e 54
'Bosnias 1 e 15.
Oricury, a 13 c 28.
* sextas feiras.
liras.
OJE.
tos da manhaa.
tos da tarde.
AIDIKXCIAS.
Tribunar do Commercio, segundas c qniilasfciras.
Relacab, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbaos, segundase quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao mcio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIKMERIDES:
Fcvereiro 4 Quarto crescenle'as8 hora 18 mino"
tos e 48 segundos da tarde.
13 Lacheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguanle as 8 horas 25
.minntos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as'2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Gregorio p. ; S. Cathrinade res.
14 Terca. S. Valentn) m. ; Ss. Au,\encio e Ef-
15 Quarta. Trasladarlo deS- Antonio ; S. Jovita.
Mi Quinta. Ss. Porfirio, Samuel e Jeremas mm.
T7 Sexta. Ss. Polycnmiob. ; eSecundianno mm.
18 Sabbado.S. Thcotomo 1." Prior de S. Cruz.
19 Domingo, da Sexagsima (Estadio a S. Paulo) '
, S. Conrado f. ; S. Gabinom. fS. Alvaro.
PARTE 0FF1C1AL.
OOVEBNO DA PROVINCIA.
Peroamboco 13 de tevereiro He 1854.Sr.Che-
gando esla capital, live a honra de apresentar-me
pessoalrocnte V. Eic, e ehi cumprimento s insli-
IrucgOes do Exm. minislio do imperio entrei n sa-
ma de queslao do projecto da nova ponte do Recite
esta eidade. Do director das obras publicas desla
provincia oDr. Jos Mamede Alves Ferreira recebi
ldalas I n forma roes a respailo dos diversos prujectos
qoe ate hoje bao sido apresentados para esta ponte.
e tamben) tenho procurado obter lodo o conherimen-
lo local do terreno, qnanto he possivel por um e"-4sc informar a tal respeito e parlicipar-Ilie logo o que
Curral dos Bois.na provincia da Bahia al onde To-
ra em perseguigao de criminoso Jos Antonio Perei-
ra! como V. Esc. sabe, dirigio-se a I'iatc, onde se
diza, ter elle mesmo se refugiado, mas nada abso-
lutamente encontrando, nao obstante os boatos que
circulavam de ter de encontrar porfiada resistencia
dos criminosos qneempestam aquelle termo, regres-
son pira esla villa com a forra, qoe dividida cm par-
tidas, seguio por diversas estradas fm de ver se con-
segua capturar o dito criminoso, indo-lbe no encal-
co, o que infelizmente se nao verifcnu, nao se sa-
bendo depois disto, qual o destino que lomara, pelo
que o delegado fez sabir o diligente alteres Capislra-
uo, pata a povoag.lo de Flores, encarregando-o de
me pessoal o sitio desla ponte. No came desla ques-
la tres pontos se oflerecem a miolia consideraran.
! A poslgio da ponte provisoria, que lem de ser-
vir durante a execugao da permanente.
2. A posigo di ponte permanente.
3. Os malcriaes esyslema de consteuegao da pon-
te permanente.
Considerando o primeiro ponto parece-me que a
queslao existe entre a presente posigo actualmente
' eacolhida para a ponte provisoria, e oulra a algnma
distancia riba a biio do ranal, cerca de 140 ps ci-
ma da ponte velha actual. Temi cm vista a conve-
niencia do commercio nao ha duvida que seria me-
lhor a escolba da posicio que menos se desviasse da
linha recia da ponte existente, e neste ponte o loaal
* inferior seria cerlamenle prefeiivel ao superior ac-
lualmentc escolliido, porem sendo a commnncagao
por meio desta ponle considerada como temporaria,
nao pens qne esse desvio do commercio seja urna ob-
jtelo sulticiente para se desprezar as vantagens que
em alguna oulros respeilos essa posiro oITcrece. Es-
tas vantagens sao : entradas espagoss e facis, na
velocidade de correte comparativamente pequea,
e una profundidade d'agua apenas excedeudo 7 pea
na baila-mar. Do outro lado na psito inferior de
que fallamos, as entradas da ponte criara csUcilns e
inconvenientes, a crrenle be rpida e perigosa, pela
proximidade da ponte velha, e a profundidade d'a-
gua Aa baixa mar lie para mata de 30 ps; as duas
ultimas circumstencias eu comidero como grandes
embaragns a fundarlo de urna obra temporaria.
Alem disto, enlendo que durante a execugao da no-
va ponle, seria conveniente que o,- tranzito publico
alravez do canal fosse removido para algama distan-
cia dasobrns. Portante, a visla de Indas as circums-
tencias, ereio que nao ha razo snnlcienle para mu-
dara posigo j escolhlda para a ponle provisoria, de-
vendo-se continuar as obras ja comessadas sem de-
mora.
Emqaanlo ao segundo ponte, istuhe, a posigo da
nova ponte permanente, julgo que he impossivcl
melborar-se aquella que be oceupada pela ponle ve-
lha. A prepararlo de novas entradas para qualquer
oalra ponle involveria a demoligo de milites pre-
dios e nanea seria posaivel obler ama iitilia de Iranzi-
lo lo recia como a nclii.nl. lio bem verdade que es-
ta posiro aprsenla maiores diffictiltlades que nenliu-
maoulra na fundacodos alicorees pata a nova pon-
le, todava eu nao considero que sin seja urna objec-
to superior as vanjfgem qoe a mesma posigo olle-
rece e portadlo Iferido^ie recommendando a sua
ailopcao.
Jle o terceiro ponto qne iovolve a parte mais difli-
rullosa e importante da questo. As particularida-
des locaea do objecto sao consideraveis e exigem ama
alinelo especial. Dos diversos projcclos, que tenho
vialo nenhum me parece salisfazer ao mesmo lempo
aa eondigoes exigidas lano acerca dos alicerces, co-
mo sobre as obras saperores. Como, porem, eu nao
eslou anda bstanle habilitado para fazer a esle res-
peilo lodo o exame ej esludo que elle exige, nao pos-
so definitivamente dar a V. Exc. urna decisao, mas
espero que brevemente o poder ci fazer. neiro. Prasenternanle posso declarar em termos ge-
raes que minha/cnnclusOes sao em favor de um d'a-
queltes syslemrs de construoro que deixam o vao e
aUofa.debaixo)da ponte comparativamente desobs-
truida, e comprltiinJem na exlenso tolal dojis pila-
res somenle. Esle sistema exige urna edificaran su-
perior de ferro e naide pedra, sendo estos os nicos
dons maleriaes, que podem efilrar em questao. Eu-
Irelaolo lerei occasio de vollar a esla quesiao ao
depois, |Kiis que minha intenrao dirigindo-me pre-
scnlemenfe V. Ex., he principalmente eslabelecer
minha opinio, antes de deixar esta cidade, acerca
dos dons pontos.rm queslao, sobre os qnaes lenbo che-
gado a umr concluso definitiva, islo he : a melbor
posiro para as pontea provisoria e permanente do
Recite. Tenho a honra de ser, Sr., de V. Exe. o
mais obediente servo. Charlen Neate.Illm. e Exm.
Sr. Jos Benlo da COnKk e Pigueiredo, presidenle
' d provincia de Pernambuco.
Illm. e Exm. Sr .Folgo de poder cummunicar i
V.Excque esla comarca goza do estado mais perfei-
bi de socego e sesuranca devido ao zelo e aclividade
da polica. Nflo Uve parlicipaco alguma e ncm me
conslaqae se^ivesse cemmellido nenhum crime em
qualquer de seus lermos durante o mez que fudou
boje. O delegado major Silva Porlella, de volla do
souber, fira de se dar as necessarias providencias.
Os criminosos Antonio Joaquim l.eite Brasil e Bene-
dicto Ribeiro, teclemente .perseguidos pela polica,
rcolheram-sc a cadeia e vao responder ao jury, qne'
desde o dia 23 do crrenle Irabalha regularmente,
pelo sen delicio que he tentativa de morte. He ludo
(]iiaiilo. em cumprimento dasordens de V. Exc. me
corre levar ao seu ronhecimenlo.
Deoscuardc V. Exc. Villa Bella 31 de Janeiro
de IH")I.Illm. e Exm. Sr. couselheiro Jos liento
da Cunbae Figuciredo, presidenle da provincia.
Sergio Diniz de Honra Mallo, promotor pablico
da comarca de Flores.
Illm. e Exm. Sr.Tenho o prazer de participar
V. Exc, que neste termo em lodo o mez que ho-
je linda, nenhum crime se perpelrou que chesasse ao
meu conbccmenlo. Participo igualmente V. Esc.
qoe os dous criminosos pronunciados por crime de
tenia i i va de marte no inspector Isidoro Jos da Sil-
va Mascarenhas, de nomos Anlonio de lal e Bene-
dicto de tal, fitlios da Joaquim Ribeiro, moradores
em Flores, e que V. Esc.'em seu officio reservado de
7 de outubro prximo passado, rVnmmendou a cap-
tura delles, depois de muilo perseguidos se apresen-
laram voluntariamente,arham-se recolhidos a cadeia
e vihi ser julgados pelo jury.
Dos guarde a V. Exc. Delcgacia da Villa Bella
31 de Janeiro de 185.Illm. e Exm. Sr. couselheiro
Jos liento da Cimba e Figueiredo, presidenle desta
provincia. Joo S'epomoeeno da Silva Porlella,
delegado.
EXTERIOR.
Aliocucao' pronunciada pelo papa Pi
IX no consisto rio secreto de 19 de
dezembro.
'enerareis rmilos.
Collocadosno alto da s apostlica, como na cida-
della e baluarte da f catbolica, os pontfices roma-
nos no-sos predecessores, exerceodo o poder que
lliesjui dado do co, de governar a igreja universal,
dirigiram sua snlicilude para a igreja' do Orienlev e
nao desprezarain jamis cousaque podesse contribuir
para a sua conservaclo e prolec$o. Que esteraos
habis e prudentes empregaram. quanlo trabalba-
ram para conseguir que se reunissem volunlariamen-
le e ile boa fe igreja romana aquellos povos orien-
taes, que em desgracado scisma linha separado delta,
e resolve-los a unirem-se oulra vez ao pontfice ro-
mano, pastor supremo da Ierra, como membros ca-
bera do corpo, a que pertencem, be o que nao care-
cemos expor-vos aquit.veneraveis irinaos; ludo islo
vos he perfeilamenle conhecido, a histeria o atiesta
com iiimimeraveis provas.
Desejando da nossa parte seguir tao bellos exem-
plosde paternal solicilnde.dirigimos a todos os orien-
laes.no segundo auno do nosso pontificado,carias em
que osesbnrlavamos com zelo o com amor a que en-
Irassem em communhao com a Sania S, e se onis-
sem firmemente a 'ella. Tinbamos estahelecido a
necessidade desla reunio com provas fortes e innu-
meraves, cuja verdade he manifest, apezar de quan-
lo ousaram publicar em sentido contrario muilos bis
pos cismticos em um escripto, em que derramaram
o fel inveterado de sua aniniosidade contra a fe apos-
tlica. Emfin fazemos refutar esse escriplo para
convencer os cismticos de seus erros e aeabar com
a sua pertinacia ; porm nao deixemos de orar ao
pai celeste das luzes, e de o invocar pela salvarao de
todos ellos, sem esquecer jamis a caridade chrisiaa,
que lie benigna e soOredor. (iuiados como nos por
esscespiril,o'le caridade,nnssos predecessores dclara-
ram,que nao se deya reprovar aquelles ritos sagrados
em uso na igreja do Oriente, nns qnaes nao (inbam
encontrado cousa eonlraria f orthodoxa,senaoain-
da so devia conservar e guardar como dignos de vene-
rarn pela antizuidade de sua nrigem,ecomo vindoem
grande parle dos sanios padres. Foi al prohibido
per constituidles expressas. aquelles que osseguem,
abauduna-los sem ter oblido permissao do supremo
pontfice. Nnssos predecessores sahiam que a esposa
immaculada de Chrislo aprsenla em seus caracteres
externos urna admiravef-variedade, a qual nao alte-
ra em s a unidade ; que a igreja, eslendendo-se a-
lm dos limites dos estados, abraca lodos os povos e
l todas as nacoes, que ella rene na posirao, na har-
monia de urna inesina (, apezar da diversidade dos
costumes, da linguagiiem e dos rilos, comanlo que
i o un; i ni.
0 PAR4Z0 TERRESTRE. (*)
(Por Wery.)
"^lP"
CofUnuara.)
Precedido pelo criado, Bcrnardino appareceu poil-
co depois levando nos hombros seu pacole de merca-
dorias, saudou respeilosamente os donos da casa, e
senloa-se em um banco de relva, que Mauricio desig-
nou-lbe. s
Sem saber o que fazia, a moca lancuu nm olhr so-
bre sen vestuario de reciusa, ajuslou-o o mellmr que
pede, e passou ,is maos pelos cabellos para dar-Ibes
symelria. A serpenle entrava no Edem.
genitor, disse Bernanlino com al^ibiliilade, vou
inleira-lo de ludo em poucas palavras: liontem, :il
de Janeiro, diado vencimentn, apresentei-meo.ni ca-
xa do Sr. I.uii Saubel, seu banqueiro em l'orlo-Na-
lae...... \
' que conteceu? pergantou vivamente Mau-
ricio assustado. )
Verdoe-me, disse Bernardino pondo o dedo, na
bocea, lenbo a desgrasa de ser gago... e...
-T- Diga promplamcnle, inlerrompeu Mauricio,
que aronteceu ao meu banqueiro?
nardino.
Mauricio ergueo os bracos, poz as mRos, e deixou-
os cahr pesadamente. Elnra comprchendo que ha-
via nma desgrara nessa nolicia, e seo semblante lo-
mou urna expressao singular ; pareca que ella nio
senlla conbecer urna novdade, mesmo essa cousa des-
rnnhecida, que rbamava-se urna deszraca.
Suu portador de urna letra de cen piastras,
conlinuou Bernardino, e...
Mauricio inlerrompeu-o ; porque Bernardino da-
va moslra de nao poder acabar a phrase.
Bem sei, bem *^Mserhxij
ga... hojenao.".. porque lenbo mui
em casa... meu banqueiro pasava (odas as
despeja, em Porlo^atjl... a ,,,, do9 C^'X
da vid, material, e... Mas Vmc. parece mui fa.iza-
rto... carece talvez de repoaso... o calor he lio forte
fioje...
Sim, sim, disse Bernardino mostrando no olhar
nma eipressao das mais graciosas; exerjo um oftic'io
bem rod pBra ganhar a vida. Percorro a cosa com
esle fardo que pesa sessenta !... e nem sempre ou
pago I (Com um tutpiro.) Nao digo isso com Vmc.
() Vide Diarlo n. 38.
eslas tliffereiicas sejamap provadas pela igreja de Ro-
ma, mai e senbora de todas as oulras.
Nosso predecessor Gregorio XVI, de gloriosa me-
moria, linha esse pensamento, quaudo, levando sua
vigilancia pastoral e seus cuidados s populaces va-
lar bias do rilo grego ralbolico, as quas habilam a
Transv Iva nia;e querendo exaliar, animar e confirma-
las na f catbolica, emprehendeu dar-Ibes urna jerar-
chia ecclesiaslca par rular do rite grego. Essa em-
preza, que nosso predecessor nao pode levar ao ter-
mo desejado por cansa da difilculdadedos lempos e
de diversas circunstancias, livemos, veneraveis ir-
maos, a consolarlo de conscgui-la em crande parle.
Demo-nos pressa, como he juste, em render grabas
ao Pa da mizericordia, cujo soccorro celeste nos tem
fcito proseguir com successo urna obra que extende-
r, como esperamos, os progressos da rcligiao catbo-
lica, e trar grandsimas vantagens espiriluaes pa-
ra essa narao. Devenios depois pagar um jnslo Iri-
buto de elogios a nosso mar querido filho em Jess
Chrislo, Francisco Jos, imperador d'AusIria, re a-
postelico da Hungra e de Bohemia, o qoal nao se
contenten em nos fazer conbecer smente seds pe-
dosos desejos a este respeito, sean empregou nesse
negocio seus cuidadas, sua soliclude, seu zelo e lu-
do qne se pode esperar do principe o mais religioso,
animado do desejo de es te nter o dominio da f. De-
vemos dizer lambem, quanlo be digno de nossos elo-
gios o arcebispo de Gran, que se dedicou com todo o
seu poder ao successo de urna obra tao salular, tao
propria para conservar a unidade ral Indica. Ueas-
sim que, depois de ter ouvido a opinio daquelles de
vos, veneraveis irmaos, aos quaes lnhamas confiado
oexame aliente desse negocio tao importante, funda-
mos por seu conselho duas sedes episcopaes do rilo
grego : o de Lugos no balo do Temesh e o de Ar-
menienstaill.tia Transj wana, soCTraganeos da igreja
de Fogarilz, a qual tinlia sido ha bstente lempo c-
rigida cm s episcopal, e ltimamente a lemos ele-
vado a d su i i la de eao privilegio de s-melropolitana,
conferindo-lhe o Ululo d'AlTia real. Alem destes
dous bispados de nova crearn, lemos-lh dado por
suflraganea a s episcopal de Gronwanlein, que he
lambem do rite grego, e a temos separado do arce-
bispado de Gran. ,
Depois de bavermos creado dcsle modo a nova pro"
vincia ecclesiaslca de Fogaritz e de Alba real, nao
duvidamos, veneraveis irmaos, que as popularles va-
lachjas, derramadas pela Transylvania e all'eicoadas
i te catbolica, sejam recunhecidas s pontificia pe-
lo novo beneficio, que della receberam, e fiquem li-
gada ella por urna sorle de laso mais eslreito, e
sendo augmentarlo o numero de pastores e vigilan-
cia que Ibes he imposta e o concurso de cuidados,
que nao deixaremos jamis de Ihe dar, tenham por
elfcito por essa parledorebanhodeSeuhor aindamis
ao abrigo dos lasos e dos ardis dos scismalicos, que
nao deixam perder nenbama occasio de separar os
fiis da communhao da Santa S, c arrasta-los ao
abismo da ruina eterna. Permita o Dos rico em
mizericordia que aquelles, que se lem deixado levar
pe erros dos scismalicos, abram os albos luz da
grasa celeste ; vollem para o seio e para os bracos da
izrrja catbolica ; entrem lodos com fervor na unida-
de da fe, e fesra eoranpsco um mesmo corpo em
Jess Chrislo, conservando a unidade no laso da
paz He o que desejamos da nossa parte, com lodo
o ardor, que sentimos pela salvacao das almas, e ro-
gamos ao Senbor, que s faz as grandes cousas, ter
mine com o seu poder a obra enmecada.
Ue ja ama grande consolarlo para o nosso corarao
o que temos feilo com o soccorro divino na repblica
de Guatimala na America pelo bem da religiao. Ape-
nas nosso charo Olho, o illqgre e honrado. Baphael
Carrera, presidente daqaella repblica, nos pedio
que nos oceupassemos em regular all os negocios ec-
clesiastcos, ordenamos immediatamente a nosso cha-
ro filho, JaquesAnlonelli, cardeal dicono da santa
igreja romana, nosso secrelariode estado, que Iralas-
seesse negocio importante com nosso charo filho, o
marquez Fernando de Lorenzana, ministro da rep-
blica de Guatimala junio da Santa S. A 7 de se-
tenibru do anno precedente, ajustou-se entre elles
urna coiivcnrao, que confiamos ao maduro exame de
urna congregaran especial de nossos veneraveis ir-
maos de vosso collegio. O que foi estatuido nessa
convensao para honra e inleresse da igreja calholica
vos o sabis pela nossa carta apostlica, de 3 das no-
vas de agosto do anno passado, na qual ratificamos
ledos e cada-um dos captulos da dila couvenro
confirmando-os por nossa autoridade apostlica.
Qaizemos dar-vos parte desses resultados, venera-
veis irmaos, afim de que, depois Je ler partilhado
nossa soliclude de cada da, parlicipasseis de nosso
jubilo, quando succede alguma cousa de bem e de
teliz para a gloria do nome de Dos e propagacjte da
verdadeira f.
Mas ib 1 sen limos que esle jubilo seja perturbado
por crueis desgrasas, que acabamos de saber, soffre
possa santissima rcligiao em cerlos paizes seplenlro-
naes. E para fallarmos de urna s, nao podemos dei-
xar em silencio que seu governo, depois de ler sig-
nificado ao nuncio da Sania S junio da corle de Vi-
enna, que levara suas reclamacesa esla mesma S,
nao s o nio Ictiha feto, mas anda nao lem deixa-
senhor Mauricio..... Mas em tres mezes lenho-me
adiado em cinco fallmcnlos. Isso be duro!
Tudo isso era dito pcnivelmenle, mas com Um na-
tural perfeilo, que provocava a compaisan.
A altivez do joven crioulo eslava nesse momento
humilliada dianle de um mercador nmada, que li-
nha as raaos a mais lerrivel das armas, urna di-
vida !
Coiiv inba, -pois, Irnlar esse bomcm de igual para
igual, e dar-lbe momcnlaneamenle tedas as salisfa-
SOes possiveis, j que se lhe recusava a melbor, a do
dinbeiro.
Mauricio cnndnzio pessoalmente Bernardino para
a habilaran, alojou-o em um quarto, onde a commo-
didade anglo-india esgotra lodas as suas riquezas, t
deu-llie um servo eucarregado do ubedecer s suas
ordens.
Flora fcando s, approsimou-sc do pacole de mer-
cadorias que Bernardino deisrn no banco, eexami-
nou-o primeiro com nina atlcncHo decurosidade ar-
denle ; mas ilennis lenlou sondar com a pona dos de-
dos os misterios de cotufa, que elle encerrava em
suas argas e em sea eoum.
lima lenlaro irritahle, ha muilo combatida, im-
pelli as inHos,. e levoii-as mais longo, sem embar-
go das pulsares de um corarn, que as desappro-
vava.
Urna argola abro-se como por si mesma, e urna
fenda indiscreta Irabio um cante dessa boceta de
Pandora perdida nn deserto.
A mura, assiin arraslada pelos seus insultlos pri-
mitivos, vio hnlharem obras de ouro, e appareceram
franjas de lcridos ebeios de seducsao.
Ellesuspentteu os pagamentos, respondeu Belr- Ella linha viste bstenle para adevinhar que Ihe-
^i souro de riquezas temniuas eslava "encerrado na-
fittelle grosseiro onvollorio do mercador !
\Cm suspiro escapou-lhe do peilo ; ella cutio co-
mo\iiiii remonto, c tornando a piir a argola em seu
primeiro estado affaslou-se rpidamente do pacole
lenlaidor; porem para v-lo de mais longe, e stibtra-
lti-|o s violencias irrisislivcs de suas maos.
III
Livia nessa occasio um duplo motivo para pres-
1 Bernardino os deveres da sania hospilalidade :
|im viajante pobre, e um credor digno* de res-
lempo que deplorava a fatalidade que
" rigacoescaritlosas, Mauricio nmslmu-
er i otilo generoso de alinenos,
.^jnn indimnisarao moral,
o que ao menos er.iiy .
Acharemos na caria s,.^ P c^ ernar
(lino a l.ietor nnvas ep( ^ ',C,UNI u
comori) desla historia. .
Meu charo bemteite$'.; _0 i>araizo.Salal_
n^Z^C f-l Romeasconse-
mesn1
impunba-lhe
se generoso com

lliosfe foi por niim tensado em orna especulasao de
abarca mente.
Pqjico antes do vencimento provoquei na prara
urna baua de quatro piastras sobre o roarphim e s
tartarugas, e desta sorle elle precisando de dnenlas
mil piastras para pagar sitas dillerencas, prefer
embarcar occullamenle a 29 para Cap-Town, e nada
pagar absolutamente.
ti Demais, ninguem eslranbou sso, porque eslu
acoslumadosaessasespcculasoes, qne be a maneira
de fazer o commercio com segura tica, viste que se
ganha-sc, cobra-se, e se perde-se, nao se paga.
Eu conbecia esse melbodo ha muilo lempo,
nunca pralquei-o por minha conla, porque tem-me
fallado o crdito.
O senbor Saubel pdssava por homem honrado
no lugar: lodos os commercianles passam por lio
mens honrados al ao ultimo falimiento. Siga meu
plano al ao fim, e ver que ludo. acontecer cmo
rola I ii amonte a Saubel.
Eis-aqui agora as parlcularidaites que Vmc. es-
pera sobre o interior do Partiizo-Satal. A imilher
lie, tima orealura adoravel, e o marido lem muda ra-
zio deencarcera-la em sen paraizo ; poil Ih'a rouba-
riam como um diamante mal engaslado. Creio que
ha um segredo indio para fazer a mulher ebegar a
esse aro de perteieo, e eslou cerlo de que o pai iles-
la conbecia a receila. Dizein que um tnglez desen-
bro o meio de crear tima mulher bolla como Eva, e
eis-aqui como: Tomam urna menina de cinco annos,
que lenha j disposit-es pra a grara c.belleza, nma
europea da India, am produclo de sangue mistara-
do to norte e do meio-dia. Conliam-na a duas aa-
mocas e bonitas, e separam-na de teda a sociedade
humana. Ilao-lhe para brinqueds os magnificospas-
sarnhos ti'Asia, para lcilo os colchoes de pennas da
Flora india, para alcovn as lapecarias de palmeiras e
magnolias, para banheiro os golphos de coral ede
perolas, emfim ludo deve mostrar a seus olhos in-
tenlis, brlho, verdura, grasa, esplendor, azul, serc-
nidatle, alegras da Ierra e do co.
Assim o corpo, o semblante e os olhos da moca
sao como o refleso da nalureza exterior, e quando
ebega idade de mulher. ella lorna-se a personifica-
rn viva tle quanlo o universo enrerra de gracioso,
de embalsamado e de divino. Acabo de fazer-lbe o
retrate de Elora, mulher de Mauricio, proprielario
de Paraso-Natal.
a O amor do marido nHo assemclha-se a urna pai-
xo condecida. Tenho visto cm minhas viaeens mui-
los homens enamorados; elles Icmdislracres. olham
em lomo de si, leem amigos, vao casa, leem ga-
zelas, monlam a cavallo, emfim fazem quanlo po-
dem para s dar a mulher extremosamente amada as
horas vagas.
Mauricio perlenco a nma especie conjulgal nao
classilicada pelos observadores. He um marido phe-
nomeno, he um salellite, qu faz sua revoluro em
torno de um astro; elle abre os olhos para ver a mo-
do de atormentar a igreja. Anda mais, tem condem-
nado i multa, ou a priso na Tninistros sagrados,
que recusaram apartar-se da seo dever. Ncsses tran-
ses, se tem manifestado maravillosamente a inVcnci-
vel tersa d'alma e a conslancii de quasi lodo o rla-
ro, dos santos ponlifices, e sohretudo do arcebispo de
Friburgo, que tem dado o exerilpto a lodos. He-ol-
vido a dar a Cesar o que hade ticsar, e a Dos o gne
he de Dos, nem amearas, aenvaeroor dos perijms o
impediram de defender corajosef1"1'8 os direilos da
igreja, e cumprir os deveraa do {prgo pastoral. Exal-
lando com justos louvores esa adtniravel conslancia
em defender a cansa da greja, exhortemos nosso ve-
neravel irmo o arcebispo de Fjiburgo c as compa-
nheiros de sua coragem a que e nJo deixcm ahaler.
mas lirem novas forras da \iiiude do Senbor, que
promelleu sua igreja asiili-la em lodo o lempo, c
tem preparado a palma e a cora para aquelles que
pelejam a boa peleja. Finalmente, essa doulrina que
a igreja lem sempre ensillado com o apostelo das na-
ees. que devemos obedecer s autoridades superio-
res, nos a sustentamos e ensinamos, e comnosco os
bispos tambem a sustentan) e ensinam. Mas se al-
guma ordem he dada em opposico s leis divinas e
aos sanios direilos da igreja, IransmilliSos por seu
divino autor, be misterobedecer a Dos antes que aos
homens; o mesmo apostelo confirmou esse dever cora
sen etemplo, e com os santos pastores da igreja, nos
o ensinamos e fazemos esforc* para-o gravarnos co-
rares.
Esle arnntecimeulossSo crois, veneraseis irmaos,
e prcoceupam vivamente o aosso espirito ; mas a
cundirn da igreja as Indias Orcnlaes nao nos cau-
sa menores temientes: sabis seguramente que nos-
nos predecessores e nos, a seu exemplo, lemos prvi-
do no governo dos fiis, assimeomo o exigiam as cir-
cunstancias, por vigaros apostlicos e obreiros e-
vaugelcos. Ora, lera a'pparetido homens perdidos
que, procurando o seu Interesse nao o de Jesns Chris-
lo, e apresentaorio em primeiro lugar as razoes mais
vas para engaar os imprudentes, se esforsam em
arredar o povo ralbolico da sabmissao de seus pasto-
res legtimos. Logo que livemos conhecimcnlo dis-
to, depoisde lermos empregado as adinoeslarOcs, e
termos refutado smizeraveis argumentos, com que
lentavam justificar sa sciso, nao temos deixado de
desviar de seu mito desigYjio esses perturbadores da
nnidade calholica. Quando os .vimosperseverar per-
tinazmente, e que o mal se estendia cada dia mais,
tentamos anda por urna carta apostlica Iraze-los a
melhores consclhos, ecortarmos do corpo da igreja,
com a espada da autoridade apostlica, os principaes
fautores do scisma, declarando-os publicamente se-
parados da communhao dos fiis, se em um lempo
marcado nao viessem ao arrcpcn.mente.
Obtvemos com esse acto *o grande resultado de
que urna grande parte do povo christSo, reconhecen-
do os artificios dos sediciosos, cntrou na autoridade
e na f dos pastores legtimos.
Oxal que aquellos, que ainda perseveram nesse
deteslavel scisma, sobre lodo aquelles que estao. re-
vestidos de alguma dignidade, queiram ouvir nossa
voz, eque nos seja dado reconduzir esse rebanhn des-
garrado para o nico aprises, fura do qual nao pode
adiar salvasao. Mas, vanrturveif irmaos, em oulra
occasio vos orruparemos mais tensamente 'sobro es-
se assumplo. He urna causa grave, vos o compre-
hendeis, aquella em que se trata da salvarao das al-
mas, e que por esta razao exige muita attenco, pro-
dencia ecuidados. Com tudo declaramos que nao
fallaremos ao nosso dever, e poremos em accSo, de-
pois de ler implorado a assislencia divina, ludo que
nos parecer opportuno e salular para arredar essa
peste do scisma, e chamar os povos i unidade ca-
lholica.
Ainda lemos um ontro'movo de dor no infeliz
resultado da sania misso de nosso veneravel irmo
Vicente, hispo de Arcadiopolis, junto do prncipe do
Hait, na i I ha desle nome, na America. Nftn pode-
mos dizer com que zelo pela religiao essa bispo se es-
forsou em cumprir a missu, que lhe era confiada:
mas aquelle prncipe e sen governo, tendo urna falsa
idea da igreja de Jess Chrislo e das sanias missoes,
as quaes s lem por fim as vantagens das almas ; e de
oulra narle, nao podendo nma grande parle do clero
solTrer que o chamassem para nm genero de vida
mais severo e digno do santo ministerio, o Ilustre
prelado, deplorando a'inulilidade de seus esforsos;
tei obrigado, depois de ter pedido aulorisarao, a sa-
cudir o pode seus ps e apartar-se daquclle paiz.
Males graves e que se uao podem deplorar bastante,
causam a igreja cerlos ecclesiaslicos, aos quaes se
permute fcilmente sabir de suas doceses, e que di-
rigiado-se a cerlas parles da America, ahi sao rece-
bidos por causa da necessidade de minislros sagradosl
sem que se lenha examinado sua doulrina nem seus
costumes; all se oceupam em oulra cousa e nao em
Irazer os homens verdadeira f.
Finalmente piteamos que he .de nosso dever, fazer
vos conbecer boje, veneraveis irmaos, que as nego-
eiaces enlaboladas sobre os negocios religiosos com t
o governo dos estados sarilos se achara suspendidas
por fado daquelle governo, de sorle que as ordena
tlaoVas por mis a nosso querido lho o cardeal, ao
qual linhamos encarregado de terminar essas nege~
ciaces, parecem que se tornaran! imitis. He por
esta razao que, por nrgao desse mesmo querido filbo
o cardeal nomeatlo para os negocios pblicos, live-
mos o cuidado de fazer saber daquclle governo, quaes
eram snas intensos depois de um lao longo silen-
cio. Recebemos com benevolencia as supplieas, que
nos dirigiram para oblerem a diminuirn dos dias
feriados nos estados do serenissimo re de Sardenha,
o que temos concedido, nao s para irmos em auxilio
da indigencia dos pobres que nao podem ganhar a
vida seno pelo (ralialho, seno ainda para dar urna
prova de nossa longanimidadc e levar deste 'modo o
governo dos estados sardos a reparar o"" que elle lem
infelizmente feito naquelle reino contra a S apost-
lica e contra os djreites da igreja por elle violados c
calcados a ps. Ainda quando nossa espectaliva fos-
se Iludida, estaramos longe de arrependermo-nos
ne ler levado at aos ltimos lmites a dor tira ea
mansido. Entretente queremos declarar, que no
aceitaremos nenhurna supplica que no} parera pooco
conformen dignidade, aos direilos da S apostlica
e ao bem darelgio.
Tendes visto, ven craveis irmaos, que cada dia se
levantan) novas tempestades contra a igreja. Senta-
dos na popa devemos com o vosso auxilio fazer lo-
dos os eslorsos para resislirmos ao furor dessas borras-
cas. Conlinjia, como tendes feilo at hoje, a coad-
juvar-nosera os trabalbos, que nos impoe urna situa-
rn tan diflicil c to perignsa. Mas para que nossos
esforsos sejam coreados de successos, devemos implo-
rar aquelle que he senbor dos ventos e do mar. Dig-
ne-sc elle, ouvindo hossas preces, conceder-nos a
Iranquilliflado desejada, e pcrtnillir en)sua bondade
que vejtjnos a igreja depois de lanas agilases, ari-
car ao porto^ e ah repousar em toda seguransa.
(Journal des Debis.)
- Igrejas sem dotacao'
Conlinuaeao do relalorio do censo sobre o callo
divino.
III.
4 A SOCIEDADE DOS AMIGOS, Ol QUAKERS.
A Sociedade dos Amigos he mais nova das
qualro seitas 'Sobrcvvehlcs que tiram a sua origen)
do periodo fecundo que encerrou a era ta Reforma,
e aprsenla talvez o proteste mais extremo feilo con-
tra a religiao ceremonial snecionada pela Igreja de
Roma. O respectivo fundador (cujas opinies sao,
como as dos oulros seus contemporneos, sempre re-
cebidas como o padro da orlhodnxia) foi Georgc
Fox, o filho de um tecelo de Leiceslershire, o qual,
em 16i6, na idade de 22 annos, comerou a pro-
clamarlo publica dos seus senlimenlos. Conceben-
doque, a despeilo do progresso que se linha feilu
para o culto mais espiritual, ainda so deposilava de-
masiado confianra as formas e ceremonias, e na mei
ra agencia humana quanlo obra da rodempeo do
homem, publicon elle, como o tpico preeminente
da sua presaran, a necessidade da influencia inme-
diata do Espirite de Dos sobre as almas dos ho-
mens ; sem a qual influencia, pensava elle, nem as
verdades da Esrriplura podiam ser correctamente
entendidas, nem a f eflicaz escitada. Toda a im-
portancia que desl'arte elle assignava ao ensino so-
brenatural o levava a considerar com insignificante
eslima os varios instrumentes que oulras seilas cm-
pregavam para csplhar a verdade religiosa e culli-
var o zelo religioso. Sendo que, se nao tessem acom-
panhadas por este inslrucro divina, uenhuma in-
lelligencia ou saber humano habillariam o seu pos-
suidor verdadeiramene paja receber ou communi-
carcom ulidade as verdades de revelasao, regeitou
toda a idea de urna ordem separada de homens pre-
parados pela educarn especial para o ministerio ; e
pensava que' aquelle que se nao moslrasso por s,
mesmo capaz de salvar a f, qur por ordenacao
episcopal, qur humana, nao podia ser creado agen-
te para produzir f nos oulros. E, ao passo qoe des-
t'arte negava a autoridade de cnsinar a todos os que
nao eram guiados por esla luz interior, vil a cons-
cienciosa presensa de. tai Iluminaran celeste,mes-
mo na pessoa mais humilde, qur macho, qur fe-
mea ( se ter acompanhada pela evidencia da rcligiao
pessoal oporvocicao especial de Dos)como ao
mesmo lempo a qualificscao sufUcientc, e a nica
commissao adequada, para o cargo de um pregador
chrslo. Segundo a mesma convicso do grande e
quasi exclusivo Valor deslas interiores operacoes es-
piriluaes, elle foi conduzdo a advogar o abandono
de todas as ceremonias exteriores que a reforma per-
roillira revver. Em consequencia, objedava con-
tra a celehrarao do rito do baplismo e conlra o sa-
cramento da ceia do Senbor ; (tentando que a sua
perpetudade nao era ordenada pea Escriptura, e
que, com quanlo claramente considerados somenle
como ignaos eslerioreso 1., de urna pureza espi-
ritual, o 2. de urna f espiritualslavam com lado
sujeilos a ser os meios de erro ; vndo a ser gradual-
mente considerados como possuindo em sia salvadora
eflicacia somenle para serem considerados no que
symbolisavam.O baplismo referido na Escriptura.Fox
julgava ser o baplismo espiritual do Espirite Sanio;
e sustntala que a verdadeira celebrarn da ceia de-
va ser realisada pela communhao espiritual da al-
ma com Dos. Por meio da deducsao natural das
suas'doulrinas acerca da nalureza puramente espi-
rilual da relici, e da absoluta necessidade do en-
sino interior do espirito, elle foi levado a oppor-se
a lodas as demonstrarles exteriores de liumildade
ou adurarao: laes como faustos nacionaes ou parti-
culares magnificencia de arebitectura ou adornos
nos edificios religiosos o uso da msica, vocal ou
instrumental, em louvor de Dos e urna forma ou
ordem eslabelecjtla de devoro'. asseverando que o
sincero arrependmenlo era a nica verdadeira ha-
ni i liaran que um corasao puro era o nico templo
dignoeque a silenciosa conversa da alma com
Dos he o cuite aceito por elle como o extremo da
orarn e do louvor.
Fox e os Amigos primitivos crim que as directas
snggeIOes divinas seriara infallivclmente reconbeci-
das como tees por aquelles que as receben), c dc*r
t'arle distinclas dos incilamenlos acluaes que resul-
tan) dos motivos ordinarios. Indubilavelmente era
islo atribuido a conviccao de que elles moslravam
lal animo .extraordinario na propagarlo das suas
ideas, e lal fortaleza tnhabalavel em soffer a conse-
quenle persesuirao. Crcndo qne o theor do com-
por la metilo qoe Ibes parecia juste ea actualmente
instigado e ordenado por expressa autoridade divi-
na, nao havia amearas nem perigos que os podes-
sera dissuadr de segui-lo. Em balde os magistra-
dos os prevenatn para que nao pregassem em corla
vzinhanra ; no dia seguinle, eram encontrados lr.-
balhando naquella determinada localidade. Em
balde as suas reunios eram dispersadas pela forsa
civil, e as pessoas presentes conduzi'das priso no
diaseguinte, designado para o cuite, cnconlrava-se
invariavelmetilo onlra congresarao, que devia oc-
cupar o edificio vazio, e acompanhar os seus prede-
cessores ao carcere sem a menor resistencia. A obe-
diencia mesma convicsao do imperioso dever con-
Iher, anda para acompanhar a mulher, falla para
divertir a mulher, e lem sempre no olhar esse exla-
se d curiosidade admirada) que animou o semblan-
te do primeiro homem diante do primeiro nascerdo
sol.
a Mauricio soffre conlra vontade a obrigaro de
ennvidar-me para sua mesa. Minha presenca como
convidado incommoda-o horrlvelmenle; mas nflo
don moslra de perceber isso. r.iil*jhe sobre o com-
mercio ; o marido nao d-me ouviuos, a mulher nao
enlctide urna palavra do que digo; porm nuve-me
com prazer, porque ouve consas novas, e um novo
metal de vnz. Isso he muilo para urna mulher pri-
mitiva : Eva deu ouvidos a urna serpenle.
a Depois do almoro, deixo os dous esposos como
se fizesse pouco caso de sna presensa, c vou Iraba-
Ihar com os jardineiros, afim de parecer um homem
aclivo, que procura sempre empregar o lempo, te-
me a ociositlade, mi de lodos os vicios. Eslos bons
hallos lem redobrado a cnnanea que o inaritlo de-
posita em miiii.
A mulher vem mnilas vezes assislir aos mens
Irabalhos de horlrullura, e quando ella interrga-
me, nao me digno jamis do levantar a cabera para
responder lhe ; mens olhos firam sempre filos* uo Ira-
balho.
ciiilitMi.it- no meu pacole de mercador. o a bella Flo-
ra segua oVnovmenlo de minhas maos com a alten-
cao minuciosa de urna selvaeem dos mares do sul.
Emquaiilo prucurava, eu depuuba sobre a relva ma-
ro de jias, que acendiam a cobira nos olhos de
Elora. l!m adorno de cabes de graos de coral, en-
tresarhados de pequeas perolas fez-lbe a mais viva
mpressn, liem como eu esperava. Sua linda mao
senlio choques eleclricos, e apanhou a mercadoria ;
mas com nma especie de respeito, como se faria com
urna reliquia.
Sem deixar o Irabalbo, eu disse enm indifteren-
Sa : Vend nma igual i filba do senbor Van-Sill,
o mais rico habitante de Porlo-Nalal. t'ertjnicp '.
lornou ella em inglez como se fallasse comigo' mes-
ma, c fez um signal negra mot;a sna criada. Esta
comprehendeu iramediatamcnle, e correntio com a
agilidade de urna corsa i habilaran, trouxe um es-
pelho, e poz-se de joelhos liante da senhora como
ura movcl de Psychc.
a Elora distribuio em seus lindos cabellos esses
cachos de coral c de perol* finas, e achou-se lo be-
rnia, que saltn de alegra como urna menina, e cor-
ren ao marido para fazer-se admirar.
Mauricio nao eslava longe, segundo seu roslu-
me, colhia flores para ente lar os cabellos da mulher
com adornos menos custosos. -.
b Eu vgiava ambos do canto do olho, e nao pre-
cisei de ouvir suas palavras para comprebender q
scnlilu da conversaran. Baslavam os gestos. Mauri-
cio prDrurava fazer comprebender a ingenua Elora,
que ra preciso muilo dinbeiro para comprar aquel-
? '
le enfeile, e que fallava-lbe dinheiro, nao s para
fazer novas compras, mas lambem para pagar urna
divida anliga ao mercador. Supplicava-lhe que fi-
zesse aquelle sacrificio mi posiro dn momento, e
olfereca-lhe em trpea stanhopeas ocnlalas do mais
puro marpbim para ornar-lbe os cabellos, os quaes
nao carecan) de adornos.
o A mulher nao dignava-se olhar para as flores;
mas eslava absorta na conlemplacao das perolas li-
nas e do coral. Um movimento convulsivo agilava-
Ihe as maos; ella romerava a comprebender a signi-
licasao deslas duas palavras civilisadas, dinheiro e
divida, e ao mesmo lempo que siibmellia-se s jus-
tas razos do marido, renuneiava com ara desespero
conlido ao adorno do mercador.
Elora fez um vilenlo esforso para temar a dc-
letminarn imposta pete marido, e voltou lentamen-
te para ntitii, leudo sempre os olhos filos no enfeile,
como se lhe flzesse mentalmente Irisles e dolucosas
ilespedidas.
Enln, d.se-lbc eu, como acbou seu marido
swi ?
Ella deu um suspiro, largoo o eufeite uo meu
parole, e depois responden com melancola :
Meu mando arha muilo bonito; mas nio
pode paga-la ; diz que estemos arruinados, o que
quer dizer que nao lemos dinheiro. Cnmprehentte"'
Sim, senhora, loriici; mas a gente est ar-
ruinada um dia, e pode vir a ser oulra vez rico no
dia seguinle.
AM disse ella bateudo palmas, meu marido
nao disse isso. .
Foi um osqiiecmonln, senhora. eu que aqu
eslou tenhn.sdo Ires vezes arruinado cm minha vida.
Deveras, senbor ?
' E espero; senhora, arruinar-mc ainda mui-
las vezes. Nao faz-e oulra cousa* na India. A rique-
za continua engendra o aborrecimcnlo uestes climas.
Arruunr-se he.unta emurao. (ornara ser rico be a
ressurrtisao da telieidade. Quera vive nao senle o
preco da existencia ; mas senti-lo-hia com delicias se
depois da morle saliese dn lumulo.
Como he agradavcl uvir o que o senbor diz!
observou a mosa ponilu as maos c approsimando-se
de minu Porque razan meu marido uonca diz-me
dessas r o usas'.'... E julga que lomaremos a ser ricos,
senhor ?
Certamenle, sim, e eslou tilo cerlo disso que
vendo-lhe esse enfeile pordnzeulas piastras, para
ser pago quando Vincs. forem ricos.
Eniao quern-o.
E sua mo precipilou-so sobre o enfeile como as
garras de um tigre sobre umajiresa. '
a Mauricio abaisou a cabesa; ergueu os hombros,
cruzou os Itraeos, tez todos os gestes ta resignarao
consternada, e una caricia cheia de proposiln e de
amor, rocondo-llie a face como um perfume do ar,
fez-lbe esquecer oestouvameulo desta compra, com
du>.a-os muitas vezes
^s igrejas, para pruclaniarem
conlradisse-
aram a sua
eram capa-
em Jess
i da sua e-
ra' que sem
os seus principios dislindos, quando se ofterecesse a
opporlunidatfe ; e algumas vetes este mesma obe-
diencia induzia-os a dirigir epstolas, aeonselhando
soberanos e joizes, excitando-ns a governar com jus-
(ga e admnislrar as leis com reclidao. O Jornal de
Georgc Fox abunda em passagens que implican) que
elle e os seus associados se julgavam ser dirigidos
nos sens actos por inspirarn divina, c at que al-
guns ohlinham desl'arte o poder de prophetisar.
Os senlimenlos dos Amigos acerca da doulrina da
eieiro parecem ser mu opposlos aos chamados
b Calvinistas. O proprio Fox proclamava que a
reprovaso era a consequencia do peccado comrael-
tido, e nao de um decreto pessoal ; e que cada um
lhe havia dado luz sufliciente para o conduzir sal-
varao na vida futura, e perteisSo da presente.
A importancia que Fox e os seus discpulos do,
em lodos os seus sermSes, doulrina das commoni-
cases directas do Espirito Santo, levava os seus op-
posilores a accusa-lo de urna reverencia insufficien-
lo para com a Biblia ; mas os
rain tinfinrmemente a aecusae
crensa de que as verdades da
zcs de dar a salvasao por
Chrislo. n Tambera appellav;
gasao da aecusagao para a lir
hwviam obedecido s i>rescrir9es la
sna iiiterpi-clnco escripia e Hilera). Em obedien-
cia ao preceito de nao jurar, recusavam perseve-
raiitemente a prestar juramento nos Iribuna* de
juslica: em obediencia ao preceito de no'malar,
recusavam lomar parte no servco militar susten-
tavam que n guerra nunca era juslilicavel denun-
ciavam a pena de morte e se deixavam opprimir
sem resistencia : em obediencia ao preceito de nao
trihalar respeito um ao oulro, nao refribuiam s
usuaes saudarues de cumprimenloconservavam os
chapeos na cabera nos Iribnnacs de justica c nos edi-
ficios religiosos e ignoravam lodos os ttulos hono-
rficos, dirigndo-se simplesme'nle a cada individuo
com o preme singular a lu ou te em vez d
coslumado plural vos. Em virlude de urna se-
melhanle deferencia para com as prescripees da Es-
criptura. adoplaram grande smplicidade no vestir,
sobriedade no viver, e placidez no modo de proce-
der ; n consenliutlo qualquer ostentaran vaa as
habilacoes, nos movis, ou exequias, e evitando
p issatempos frivolos, laes como dansa, msica, di-
verlmenlos campeslres, c a leitura de obras inuleis.
Todava,, nao admlliam que a Escriptura fosso o
nico guia autorilalvo; mas antes sustentavam qne,
ao passo que nenhirma doulrina eonlraria a ella po-
da ser recebida, o ensino interior do Espirite Sanio,
como a propria tente da Revlaco, era de superior
autoridade,asseverando que a luz do Espirito San-
to he urna regra certa e infallivel. Portante no
cuite publico dos Amigos, elles nao liam a Biblia;
preferindo aguardar em silencio e em solemhidatle
a influencia immediata do Espirito Santo ; mas as
suas supplieas e exhortaroes a Escriptura. ho citada
continuamente,, e as-suas regras de disciplina exhor-
tan) que urna porgan seja lida diariamente em cada
familia de Amigo.
As causas que tem conduzdo a falsa inlerprelago
(como os Amigos aflirmam ) respectivamente a sua
appreciaean da Escriptura, originaran1! nma queixa
contra elles de que duvidavam da divindade do
Chrislo. Elles eonleslavam igualmente esta aecusa-
rao, e aponlavam para muitas declaragaes dos mem-
bros conspicuos da sua cor por aro era que a divinda-
de do Chrislo he mencionada como nm artigo de te
explcitamente sustentada.
Nos lempos modernos leve lugar alguma contro-
versia entre os Amisos respectivamente douteina,
e occorreu urna sciso na eorporarao entre algons
cajas ideas se approximam mais daquellas que pre-
valecen! em oulras denominarles evanglicas.
Regetando'a idea de urna ordem espedal de pes-
soas para o ministerio, os Amigos sao todava os ad-
vogados da predica por tees, quer boraena quer rati-
lhcres, que se sentem destinados a emprebendr a
terete ; mas sustentara que, alm da simples acom-
modagn nesta peregrinagao temporaria, estes nao
reeeheriajB remuneragin pelo acto de ensinarem a
verdade. E como nao acham proprio recompensar
mesmo os sens proprios pregadores preciosos, protes-
ten) conlra as conlribuiges para a manotengao dos
addidosa oulras corporages, dos frutea de cujos
esforgos elles- nao participara : podante recusan)
constantemente pagar dizimosconsiderando-os um
melhodo anli-chrislo de auxilio ou benezes, pre-
ferindo anles que os seus bens sejam penhorados e
vendidos. Como consequencia necessaria desla opi-
nies, argumenlam contra a sustenlagode qualquer
s> tema de religiao pelo Estado.
O sabbado he considerado como institaigo pura-
mente judaica, abrogada pela inlroducgao das dis-
pensa chrisla ; mas ao passo que os Amigos nao
consagram sanlidade especial a dia 'algura particu-
lar, rept.iam um dever religioso unir-se com os
seus companheiros cbrisiaos para appropriar um dia
de entre os sele aos litis do culto publico.
Como a maior parte dos nomes dados por cosime
aos dias e mezes"lirlm a sua origem da suprslgo
pagaa, os Amigos repugnara asar delles, snbstilnindo
primeiro da, i segundo da, o primeiro mea,
segundo mez, por domingo, Segunda fei-
ra, o Janeiro, neo fevereiro, e> assim por
dianle.
Toda a communidade dos Amigos he modellada de
alguma sorle pelo syslema presbyteriano. Tresgra-
tlares de reunieson syn'odosmensal, trimemal e
annuauncnle atlministram os negocios da socieda-
de, incluindo na .sua superintendencia os negocios
tente de disciplina espiritual como do governo se-
cular. As reunioes mensaes, composlas de lodas as
congregagcs incluidas dentro de um circuiloMefi-
nido, julgam da capacid.ade daquelles que aspiram
a ser roemhros, do certificados a aquelles que se mu-
dara para oulrns dislriclos, esculbem pessoas capa-
zes de ser andaos para vigiarem o ministerio, cm-
prehendem retermas, ou pronunciam a expulsan da- -
qoellesque se n3o coraportam dignamente, e geral-
menle procuran) estimular os seus membros a .cum-
prir os deveres religiosos. Tambem dao provises aos.
pobres daisociedade, ( nenhum dos quaes nunca re-
corre aos beneficios das parochias) e promovem
a eduCagao dos seus filhds. Tambem se nnmeam su-
perintendentes para assislirem i promoro destes ob-
jectos. as reunioes mensaes os casamentes sao igual-
mente sanecionados previamente a respectiva solcm-
Vara reunies mensaes compOe
r trmnsal, as" quaes apresenlam rela-
toros acerca da sua condigo, e as quaes se ap-
pella das suas decises. A reunio annual sostena a
mesma posigo relativa s reunioes trimensaes assim
como as ultimas a respeilo das reunioes mensaes, e
tem a superintendencia. geral da sociedado n'om
paiz particular. A que funeciona em Londres com-
prebende as reunioes trimensaes da (ra-Bretanha,
as quaes todas nomeam represntenles edirigemre-
latorios reunio annual. Tambem assistem repre-
scnlanles-a urna reunio annual da Irlanda qne tem-.
lugar em Dublin. Ella publica igualmente epstolas
de conselho e admneslagao, nomea commissoes, e ac-
ta como tribunal de ultima appellagao das reunioes
trimensaes e mensaes.
Urna serie semelliauto de reunioes, sob regula-
montos formados pela reunio anuual de homens, e
coudas no ivro de Disciplina, he exercida por mem-
bros do seso feminino, cujos ados se limilam toda-
va mutua edificaro.
Ha urna reunio, unida com a reunio annual, pa-
ra soffriraentos, composta de minislros, andaos e
membros escolhidos polas reunioes trimensaes. O seu?
objecto original era obler do governo a concess3o de
alivio para motas injurias a que eslavam exposlos os
Amigos primitivos. Tem desenvolvido gradualmente
a esphera das suas allrbuiges,-e he aclujlmeiite
urna commissao permanente, representando a reu-
nio annual, durante a sua ausencia, a altcndendo
senilmente a lodos os negocios que affectam i prns-
peridade da eorporarao.
Ha tambem reunioes de pregadores e andaos para
o fim de mutua consulta e conselho. e para a pres r-
vaeode um ministerio puro e orlhodoxo.
Em caso de dispulas entre os Amigos, nao devem
appellar paraos Irbunaes ordinariosdf juslica, mas
submetler a queslao ao arbitramente de dous ou mais'
dos,seus companheiros membres. Se qualquer das
parles recusar obedecer ao julgamento, a reunio
mensal a que pertencer pode expelli-lo da Socie-
dade.
a qual coiilrabia-se urna nova divida sera espranos
de pagamente.
a J v, meu charo bemfeilor, que minha diplo-
macia tem sido bem sceedida, e que nossa posigo
he boa no Paraizo-Aatat; pois ser-lbes-hia dilTicil
expujsar-me daqui. Assim suas ordens soro execu-
ladas em lodos os pontos. Pelo meu relalorio o se-
nbor conhece o interior da fazenda, os costumes dos
entes, que o habilam, e sobretodo a crealura que be
delle o mais bello ornato. Obre, que en o ajudarci
sempre. Sua resposta ebegar no fim de tres dias ao
Porto-Natal, e ahi me achara, porque tedas as lardes
depois do sol posto dou um passcio al colonia.
Boa esperaura I ludo ir bem.
o Bernardino.
A resposfa que Bernardino acbou em Porlo-Nalal
era concebida assim:
Tens obrado bem em ludo. Se me ajudares sem-
pre at ao boin csilo, conla que nenhum re ser ja-
mis tao reronherido para com um emhaiador te-
liz, como serei para comlico.
b lle'rhegada a eslago das teuipestedes viga c
conserva-te prdmplo.
b Ijelor. o
Benianlil.nl mediten as ultimas lindas desse bi-
Ihele, esua'intelligencia diablica adcviidju o sen-
tido uiysterinso dellas. W
lina lanle pouco antes de o sol ptlr-sc, o calor
lnrnara-se nlolleraver tleliaixo das arietes da habita-
rn. Nenhum sopro tle veute refreseava urna almoa-
pbera de fogo e de chumbo, nenliuma telha Ircrtia
nos ramos, nao rospirava-se mais.
Bernardino propoz um pequeo passeio ao lado
do mar, onde a brisa da larde devia Irazer alguma
frescura.
Elora rfao deisou de approvar esse parecer Mau-
ricio iiieiinouacahega, c lodos encaininharaiu-se pa-
ra o mar.
t) sol punha-se, rodeado de vapores vcrmelhos o
lionsnnle dcsapparecia por Irs de uuvens sombras
um co de chumbo dava urna lgubre cor aimar'
ouviam-se rumores sordos no fundo tos alisamos e
nem um cante de passarinho saudava o por "'=''
"-h do sol
as fulhas das arvores vizinbas.
Elora, que acjiava esse quadro magnifico, assen-
lou-sc para admira-lo mais a sen goslo, e os tres es-
paciadores dessa scena martima auartlavam o silen-
cio.- fcmpresenoa do ocano todos fallara pouco ou
calam-se.
Bernardino que portava-se sempre mu sagazmen-
te para provocar urna conversaran sobre o assump-
lo favorayel sua idea, lilou os olhos com urna at-
tengito triste em :im navio, que avistava-se apenas na
direccao de Madagascar.
Era impossivcl suspeitar um lago em urna adun-
de lao natural beira do mar. Mauricio foi quera
rompeu o silencio, dizendu :
Eis um navio, quelia de passar urna imite bem
m.
He isso o que eu pensava, observou Bernardino
abanando a cabega.
i Veja, conlinuou Mauricio, como o mar tero
srossas rugas; be o vento du sueste que levaula-se
bem longe. Teremos nma borrasca esla noite. .'
Ol: I isso faz-meelremecer disse Elora com
um'movimenlo convulsivo.
Senhor Mauricio, perguttlou Bernardino, j vio
borrascas as Antilhas '
Meu marido nao conhece esse paiz, respondeu
a mulher.
Eu tenho navegado para esse lado, trnou Ber-
nardino ; tenho feilo mesmo algumas boas vendas
em Guadelupe e San-Pedro. Pois sabe o que vi em
urna hahiiagao urna milha distante do mar ao p dos
-Mornes ?
Vejamos, falle de pressa, disse Elora. .
Vi a proa de um navio furar a janella dessa ha-
hiiagao.
He possivel '! disse a moga pondo as maos.
Mais que possivel. be verdade. Ileidemoslrar-
llie isso no diario das colonias.
Ento he verdade, disse ingenuamente Elora.
Imaginan) \ mes. conlinuou Bernardino rom
rogo, imaginara Vmcs. urna borrasca que levanta um
navio, o alira-o sobre a Ierra como um pedacinho de
pao 1 Nunca vip-se isso.
Meu Dos'1 disse a moafestremecedo, ae esla
noite livermos urna borrasca^omo essa !
Oh I meu anjo, disse Mauricio pegando-lhe da
mao, Iranquillisa-le, as borrascas niiuca'iangaram na-
vios as florestas do Zanguebar, e...
Veja, interrompen Elora, veja comd o mar se
faz negro depois que o sol he posto !... e' como elle
qncisa-se sem mover-so ainda !
O venlo levanta-se, disse Manricio_olhapvlo
para o horisonte... o navio abri lodas as velas.
Dos permute que elle chegue a Cap Toicnem
paz I disse Elora.
Elle tem muilo que andar, observou Mauricio
abanando acabegk.
Oh disse Bernardino,.se o vento nao passar
pa/a o oeste, elle pode arribar a Porto-Natal e che-
gar antes de meia noite.
Nesse momento grossas gotas de chava cahiram no
mar e, na ara, e ouvio-se um murmurio surdo das
arvores da habitaran.
Bernardino ficon immovel vendo sempre o navio
no horisonte.
Elora lomou o braco do marido dizendo com vi-
vo/.a .
Vollcmos 1
Vmc. Oca ? pergunlou Mauricio a Bernar-
dino.
Vollo lambem, disse ofalo mercador, daqui a
um quarto de hora ninguem peder eslar na praia.
Sim, vamos abrigar-nos, disse Elora.
Pense bem, senhora, acrescenton Bernar-
dino. fContin)iaT-je-naJ

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I

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-v. Jm
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ii'Mi^fiitWttHWMBtiiWinn"



i

Desde a sua origen aj a Revnluc&o eran sugeilos
a urna perseguido eitraordinaria eenoxoravel, ex-
cepto no breve iulervallo dnranleque operoa a in-
dulgencia deel-rei.Cario* II (1672). Dous annos
depois da HestauracJo, Fot apresenlon un memo-
rial a Carlos, em que representa que. no lempo de
anteriores governadores. 3,173. Amigos liavium sido
presos, 32 dos qoaes linham morrillo na prislo, e que
desde a ascenso de ai-rei nao menos de 3,068 li-
nham sido encarcerado* em cunsequeucia dos seos
escrpulos do cooscienela. O fundamento ostensivo
de semelhanle severidade era a recusa delles a pres-
tar juramento ou pagar dizimos; mas proyavelmente
asua nao contormidade era al certo ponto a causa
real. Todava os grandes dmnos que soffriam nao
Ibes repriman o zelo de maneira alguma ; antes se
gloriavam eomasperseguIroesquesolTriain, as quaes
na verdade contribuiam para Ibes multiplicar o no-
mero e liga-Ios n'uma amizade mais estrcita. Aquel-
los qae estovara eln liberdade soccorriam aquelles
quo se achavam oas masmorras, as vezes oflerecendo-
se a ser presas no caso dos seus irmaos poderem ser
sollos mais depressj ; c aquelles que soffriam severos
castigos e.n consequencia de haverem comparecido
as nas reunoes, assim que cumpriam a sentenca,
so reuniam inmediatamente como d'antes.
0 respeito liberdade de contciencia sempro tem
ido tambera um dos caracteres distinctos dos com-
panheirosdo Fox ; c releva mencionar por amor da
sua honra que nao so el les o suslenlaram com per-
severan^ como o direito commum a todos, quando
sofTriam perseguiroes por causa de principios religio-
sos, mas quando, na Pennsylvaoia, no oriente e oc-
cidente da Nova-Jersey, em Rhode Island, e em al-
urots nutras porfOes da America, soachavam na
posse plena do poder civil, a sua legislado era uni-
Torroemente repassada de um espirito de respeito a
laes direilos inherentes.
Desde o periodo da Revoluto de 1688 os Amigos
recebernra os beneficios do Acto de Tolerancia. Pe-
los estatutos de 7 e8 de Uuilherme III, c. 3i, e 3 o'
I deGuilberme IV, c. 49, assuas affirmacoes solem-
nes sao aceitas em lugar de juramentos ;e a abroga-
rlo do Acto do Juramento torna-os elegiveis para os.
cargos pblicos.
A primeiras assemblas dos Amigos para o culto
publico separado liveram lugar em l.eicestersliirecm
1614. Em 1652 a sociedad se havia eslendido pela
maior parle dos condados septenlronaes, e antes da
Restauradlo, se eslabcteceramreunii.es em quasi lo-
dos os condados inglezes e do Paiz de Galles, assim
como na Irlanda, Escossia, nasIndiasOcriientacs, e
lias provincias britnicas da America do Norte. A so-
ciedade do Reino Unido nao est agora augmentada
em numero. Os Amigos concorrem para isto, em
parte, em virludc da constante emigrado dos mem-
bros para a America, onde a corporacao he muito
mais numerosa do que na Inglaterra. Mas ellos nao
hesitara admitlis que este Tacto possa ser altribuido
aos Traeos estorbos que actualmente se praticam para
adquirir proselylos. Desde 1800 o numero tem di-
minuido, se for calculado pelo numero das suas ca-
sas de reotriao. Em 1800 possuiam 413 casas de reu-
niao, ao passo que o numero referido pelo censo de
1851 era smenle 371. Entretanto elles dizem que
isto nao indica inevilalmenle um uumero menor de
professors; ltimamente tem havido entre elles
urna consideravel tendencia para emigrarem dosdis-
Irietos ruraes, e se estbelecerem em poioacoes mais
ampias. 'Poncas eommutiidades se enconlrarao em
Franca, Allenianha, e Australia.
As ideas da sociedade acerca de um ministerio pa-
go impedem que elles so. unam com outras corpora-
eSe religiosas' quaoto aos esforcos missionarios. Com
ludo ceno numero dos seos pregadores viajam Ire-
quenlemeote por diflierenles paizes para dffundir o
Eyaagelho; mas uestes casos a Sociedade nada paga
alm das despezas de viagem. Os Amigos saosustenta-
culos nlhusiastos da Sociedade da Biblia. Desde o
seu comer elles se tem distinguido por um espirito
. altivo de benevolencia; e nos ltimos lempos est
espirito se lem manifestado pelos seus Irabalhos ine-
xoraveis em reprimir o trafico dos tscravos, pelo scu
tela em promover a caasa da educarlo entre os po-
bres, pelosseus Irabalhos para reformar a disciplina
das prisoes, e pelos seus esforcos incomparaveis em
illiviar a mizeria na Irlanda, e no periodo da Tome.
. 5 UNITARIANOS.
As differencas de opiniAo acerca da pessoa dt>
Christo sao mui antigs. Arias, um prcsbytero de
Ylexandria, cujo nome he mais familiar em reanlo
i dispula anti-trinilariana, existi nos principios do
eculo IV, mas Sabellius o preceder no tereciro, na
ropagaraode sentimentos mui semelhantes. A he-
sia ariana provocou extensa discordia ua igreja
ral; c estados e principes escolberam lados nesta
.ntroversia mysterosa, e emprcheinleran guerras
nguinarias por causa da respectiva deesao. A
heresa tomou consideravel exlcnsao naBretanha
i periodo primitivo do Cliristiauitfeo, antes da che-
la dos Saxonios. *
No scalo XVI, oulra Tornw.de dontrna ant-lri-
' ariana foi originada por Loluis c Faulus Socinus,
. ibtcve grande triumptho na Polonia. Deslcs dous
mnenles manlcnedorea^os seus sentimento, os
i trjanos modernos sao militas vzes chamados
.ocluanos; mas elles proprios repudiara o nome,
raparte por causa de uma diversidade de credo
:' into aos mesroos pontos particulares, e em parle
cousequencia da repugnancia de seren conside-
' los sectarios de algnm preceptor humano. Na Suis-
Seryotus. instancias ou por consentimenlo de
' ivino, Toi queimado em 1853, por nutrir estas
noes.
Na Inglaterra tambera semelhantes sentimentos
valeceram pelo meiadodo secuto XVI, e subse-
entementedoosarianos Toram queimados no rci-
1 'lo de James I. .Jobn Biddle Toi preso no lempo da
' publica, e morreu na prso em 1682. Milln Toi
i semsi-ariano. Mas pouco progresso fiz eram at
principio do secuto XVIII, quando muitos dos vc-
ms minislros presbiterianos abracaram opincs
miraras a doutrina Iri ni (ariana. lima conmover-
a digna de noticia a este respeito comec.ou em 1719
io occidente da Inglaterra, e dous minislros presby-
erianos.em cousequencia de comparlilharcm desles
enlimentos, Toram removidos das suas igrejas pasto-
raes. Todava, o clero presbyteriano se Toi impre-
gnando deslas ideas, posto que por algum lempo nao
mauifeslasse no pulpito as suas convcrOes a este aes-
iwito. Com lodo'dentro de pouco lempo, "as sas
congregacoes ou se .confundirn] inleiramente na
doutrina, ou em parle se separaran) da corporacao
Independente. Desl'arte, as antigs capellas pres-
byleranas e as dolaroes, em grande escala, se lorna-
ram propriedade dos Uuitarianos, cojaorigem, como
coramunidade distincla na Inglaterra, pode ser dola-
da desde a primeira oceurrencia' de lacs virtuaes
transTerdores, a saber, desde o periodo subsequenlo
a 1730.
culo IX ; mas nao tnrdou enhilo que osystema papal,
ajudado peto imperador se eslabelecesse firmemente
naquelle paiz. Comludo; os habtenles nao eslavam
disposlos a color os seus sentimentos queridos; c es-
timulados pelos escriptns de WlclilTe, e pela predica
e pelo martirio de Huss e de Jeronymo, se distin-
guirn) depois, posto que sem formula, como firmes
adhcrenles doutrina da Reforma. Na perseguido
que resnltou do Iriumpho do imperador na guerra
com o Eleilor Palatino, o clero protestante foi bani-
do do reino. Relirou-se para a Polonia; onde em
1632, Commenius foi nomeado disperso da Bohemia e Moravia. Na Moravia, a
contormidade ostensiva com o culto romano Toi sus-
tentada ; mas muitos dos irmaos, amando a T pro-
testante, se reuniam secretamente para a rnelo, e,
quando havia opportuuidade, fugiam d'ahi para os
estados protestantes da Allemanha. Dez destes, em
1722, oblivcram permisso do conde de Zinzendorf
para se estbelecerem n'uma porco das suas Ierras.
O pequeo eslabelecimenlo formado desl'arle Toi cha-
mado llernhur!, a viga, do Senhor. O proprio
conde Zinzendorf em breve tornnu-se o chfe da
nova igreja, a qual, em 1727, moolavaa, 500 posmas.
Entao debateram acerca de urna combinado com a
igreja luterana; mas a decisao da sorle, que appel-
laram no negocio, foi em favor do sua conlinuaco
como sociedade distincla. Portanlo, se Tormaram
n'uma coramunidade regalar, com a designarlo de
o l iiilas Fralrnm, e coraeraram a cstabelecer con-
gregacoes em varias partes da Europa, e enviaram
missionarios para os estabelccimenlos mais remotos.
O seu primeiro cstabelecimento na Inglaterra parece
ter occorrido em 1742,. '
As doutritias dos Irmaos Unidos eslao em harmo-
na com as propostas na a Contesso de Augsborgh.
N'um synodo geral que leve lugar em Barby, em
1775, adoplou-se a segunte declaraco: a A prin-
cipal doulrioa que a igreja dos Irmaos adhere, e
que nos.compre manler cmo nm thesonro inesli-
mavel que nos Toi entregue, he esta que pelo sa-
crificio ao passado Teito por Jess Christo, e qae s
por elle, a graca e a livranca do peccado podem ser
alcanzadas por todo o genero humano. Portanlo,
sem que diminuamos a importancia de qualquer ou-
1ro artigo da T ehriataa, sustentamos firmemente os
cinco pontos seguales:
o 1. A doutrina da. depravarlo universal do ho-
mem: que nao ha saudc no homem, e que, desde a
queda, elle'nflo leve poder algum para suslcnlar-se.
2. A doutrina da divindade do Christo: que Dos,
o creador de todas as cousas, maoiTestou-se na car-
ne, e nos reconciliou comsigo; que elle existe
arles que todas as cousas, e que todas as cousas ex-
isten) por mor delle.
. 3. A doutrina da expiado e sanlificarao feita
emnosso favor por Jess Christo: que elle toientre-
gue pelas nossas oflensas c exaltado de novo para nos-
sa juslificaco; e que peto seu nico merccimenlo
recebemos livremente a absolvieo do peccado, e a
satisfarn na alma e no corno.
da sua graca: que he elle qae opera em nos convic-
cao do peccado, T em Jess, e pureza no corarlo.
n 5, A doulrioa dos Truclos da T : que a T se
deve'nianifestar pela voluntaria obediencia aos man-
damenlos de Dos, por amor egratidac*
A igreja moravia he formada segundo o modelo
episcopal. Os bispos tem sido ordenados na regular
decencia daquelles da anliga igreja da Bohemia. Aos
bispos s.pertence o poder de ordenar ministros. As
ontras ordensso presbteros, e diconos.
A disciplina da igreja he regulada por ccrlas Or-
dena e Estatutos Congregacionaes escripias, com
que cada um admiltido como membro da igreja ex-
prime a sua concurrencia. Consiste em ama serie
de proias e admoestaefles ; sendo o ultimo e mais
elevado castigo a cxpulso da communidade.
A principal direccao, dos negociosda igreja hecom-
mellida a um conselho de andaos, nomeado pelo sy-
nodo gcral, o qual se rene com invervallos irregu-
lares, vafiando'de selle a doze annos. Destes con-
selhos um he universal, e oulros lacees ; sendo o
primeiro residente em Hernhult, e exercendo a sua
superintendencia geral sobre todas as parles da socie-
dade, sendo o ultimo especialmente ligado com as
congregarles partkularcs. Os bispos, alm o poder
de ordenarao, nljjhm autoridade, excepto-a que li-
ram destes com | Ha anciOes, que assistem aos
conselhos; mM*Ue..oao volam.
O rito do baplisloe o sacramento da Ceia do Se-
nhor sao administrados com pouca variacSo confor-
me o modo adoptado as outras igrejas potestantes.
Nosservicos pblicos, usa-se geralmenlejJt uma la-
dainha. Cnticos e msica instrumenlaes sao consi-
derados com muito favor ; algumas-vezes os sen icos
silo exclusivamente appropriados a toes exercicios.
Certas eslaces do anno sao celebradas com ceremo-
nias peculiares. Os casamentes sao sempre sujeitos
approvacaodos ancioes esem a sua aqui escenca ne-
nhuma intima amizade com intuito fie casamento
nunca toi permittida.
O numero das .pessoas actualmente membros da
linidade nao excedem a 12,000 em toda a Eu-
ropa, nem a-6,000.na America; mas ao menos
100,000 eslao cm conne3o virtual com a sociedade
e sob a direccao espiritual dos pregadores. O nume-
ro das suas capellas na Inglaterra e Paiz de Galles,
referido pelo censo, era 32, com 9,305 assentos.
Os Irmaos Unidos sempre se distinguiram petos
seus esbrcos'em eslabelecer eslacoes misionaras as
porcoes mais remotas e desprezadas do globo. Em
1851, linham 70 estabelccimenlos distribuidos entre
Hottentolt, Goelandezes, Esquimaux, Indios, Aus-
tralianos aborigines. c Negros das Indias Occidenlaes
e da A merica. O numero dos m issionarios *ra 294;
e os conversos entao perlencenles s congregacoes
missionarias monlava a 09,149. A despeza da Mis-
sao be 13,000 annualmenle ; tres qoarlos desla
quania sao pagos por.outras corporajes christais
(principalmente pela igreja de Inglaterra) que apre-
cia o eminente valor dos Irabalhos.
(Morning Chronicle.)
DIARIO DE PEINAMBUCO SEXTA FEIRA 17 DE FEVREIRO DE 1854.
Eslas refiexoes conduzem-noS naturalmente a
pecupar-nos da geiurota prolecrilo que S. M. o Im-
perador do Brasil guer dispentar nossa desgrana-
da patria. Se ella se cxccularcom abuegacao e des-
apego, se for dirigida lisae I llanamente para auxiliar
a rcconslruccao desle paiz, baslar por si para fa-
zer a honra jmperecivel de um governo, bastar por
l s para legar remola posteridade as mais glorio-
sas paginas na historia Je um povo.
A Repblica Oriental ha de legar tamhem ao seu
futuro os Tactos ainda nao desenvolvidos que boje a
tem n'uma espectaliva satisfactoria, se elles corres-
ponderem, camo ha raz8o de esperar, ao seu proprio
programma. O futuro he sempre imparcial, e as
paginas do livro que narrar entao os acontecimentos
do presente, se narrar tambem que a gratidao da-
quelle povo seguio-se immediatamente ao beneficio,
apenas recebido.
Poslo que dbil c sem miss,1o alguma ante a pos-
teridade, quer a uossa vdk censignar as paginas des-
le lvro chamado (}idem\o reconhecimento que seus
redactores se honraroem proclamar, quer consignar
que elle* reconkecerao na allianra com o imperio
da Brasil um elemento de vida, de prosperidade, de
engrandetmenlopara a repblica; o ainda que so-
lada e humilde, essa voz so levantar altura dos
acontecimentos que nos aguardara, para lega-tos com
veracdade aos lempos vindouros.
Nao est pois ainda de todo definida a acluali-
dade. posto seja cerlo que osalvorcs de um feliz por-
vir ja cnchem o hori/.onlp poltico. Esperemos com
f, esperemos em uniao ; e era pregando da nossa
parle lodo o empenlio, loda a aclividade, lodo o brio
de que somos capazes, chegaremos brevemente a as-
sentar no paiz,sob o imperio da lei, a paz, a ordem
e a estaliilid.ido, fonles inexhauriveis donde brotara
riqueza e poder.
O peridico francez Rio de la Piala sob a rubrica
Situafaoex*prime-c nos seguinles termos :
a Tocamos no fundo do abismo e conseguintemen-
te j nao podemos descer mais. Levanlar-uos-hemos
por fim 1 De lioje em diante he permitlido conceber
esla lisongeira esperanza.
O Brasil cslendcu Repblica Oriental uma
mo compassiva; niio se moslrou surdo ao grito de-j
sesperado que ella llie dava l do fundo das snas a *
flici;des, e acudi prompto a verter em suas multipli-
cadas feridas o mclhor dos blsamos. E por isso vos
rendemos gracas, oh Brasil !
a Quer acaso o Brasil comprar a nacSo oriental
como se se traanse de uma estancia ou de uma por-
co de gado"? porque era lira boje compram-se nacocs,
compram-se muilasonlras cousas, compra-se ludo.
a Mas nao, nao se trata disso, e neste sentido a le-
gitima susceplibildade orienlal nada tem a receiar.
O Brasil o declara bem aliamcnte pela boca do seu
plenipotenciario, a sua cooperaran, ainda que enr-
gica,o termo nos agrada,he pcrfeitamCnto des-
interessada.
Elle disse i Repblica Oriental :
< Levanta-le almarcha, naQo valenle, para os
gloriosos deslinos que te aguardan). *
Por largo lempo correu cm jorros gsangue de
leus Clhos cm cmbales fratricidas : a guerra est-
ril, insensata, barbara, deve ser substituida pela paz
laboriosa, industriosa e fecunda.
a O leu clima he dos mais puros, o leu soto dos
mais Terlcs do mundo ; o vasto Ocano, e ros como
mares circumdam o leu territorio; ros menores e ar-
rojos sem numero o sulcam para ferlilisa-to. Tuas
planicies, tuas rol linas e monlanhas encerram rique-
zas que surgirao em abundancia evocadas pelo Ira-
balho. Volve para essa ocruparan fecunda; a acli-
Aidadedos leus filljos demasiadamente bellicosos, e
vers como se povoam loas solides, como desappa
recen leas dcserlos, como aTfluem para ti os emi-
grantes e como a la capital se torna o deposito de
lodo o commercio do Prala, sem que isso desagrade
aBuenosVAyres, que nunca lera um porto trio bom
como o leu.
Eis-ahi o que acharaos em germen no discurso
do Sr. Amaral. O Brasil, a quem elle representa,
tem uma missao gloriosa a cumprir neste hemsphe-
A sabedoria da sua administrarn, os immen-
No meiodaigrejiachava-seum decente mausoleo,
em cujo rimo viamse as insignias do illuslre finado;
assim como, nabaselam-se diTfercnles manuscriplos
com relacao as passage^is mais celebres da vida do
mesmo finado. '
Dez padres opinaran) no ac\o, no fim do qual hoa-
veram as descargas docostume.
Cumpte nolarqui en quanlo durou o ofTicio, tan-
to o Sr. capilao cono clversas piabas do destacamen-
to derramaram abundados lagrimas em memoria do
seu companheiro d'armis ; do mesmo que umitas
vezes os levou ao campo da honra.
Depois da ultima que lheescrevi, nada mais tem
occorrido que vaina a pena de noliciar-se.
O Gnimaraes e o Pedrozo aqui chegaram, e com
pouca demora lornaram a partir para essa capital,
dizem-me que em busca d'alguns actores que contra-
taran) ; ese bem nureconlo tambera ouvi dizerque
vinham as Sras. Knot e Jezuina, apezar deque ha
quem assevere que a primeira testas senhoras tem
suas razes para nao sabir dessa cidadr.
Como quer que seja, emhora digam que nmaan-
dorinha s nao faz vento, assenlo que o Pedrozo s
por si pode dar-nos bons espectculos, lal. he o seu
genio e o seu talento artstico.
Tudo'o mais como d'antes. \.
{dem.)
no.
sos recursos de que dispde; ihe tornan a larefa to-
ril. Possa elle sem car o bem e colher pagradeci-
mento. s
PRMICO.
INTERIOR.
Os UniUrianos modernos diTferem dos antigos an-
li-Trintarianos, principalmente por allribdh-em ao
Salvador menos natureza divina fe mais humana.
Em verdade. Elle he descriplo por varios dos seus
mais conspicuos escrptores como um homem Teito
a lodos os respeilos semelhanle aos ontros homens.
A sa missao era, dizem elles, infroduzir por deter-
miuaco de Dos, nma nova dispensario moral: e
consideram a sua roorte, nao como sacrificio on ex-
piacao do peccado, mas como martirio em defeza da
verdade. Como nao admitan a essenca! perversi-
dado da natureza humana, naoadmiltem a necessi-
dde de nma expiaeao; considerara que uma salis-
tofo diligente, ronscencosa de deveres moraes ser
adequada para assegurar aos homens a sua Tutura
lelicidad.. Em consequencia da sua desrrenra na
divindade de Christo, evitan) dirigir-se a Elle, qur
por moio de orares, qur por meio de louvor. A-
creditam que Escriptura contm narrarao aulhen-
lica; mas nlo admiltem a universal inspiraran dos
escrptores. Muitos dos Unitarianos modernos creen
que todo o genero humano ser restituido felicida-
de. Esta creuca prevalece entre os Unitarianos da
America, onde para mais de mil igrejas a proTessam.
He chamada ah Universalismo.
As pessaasque negam a doutrina da Trindade to-
ram exceptuadas dos beneficios do Acto de Tolerancia,
epermaneceram assim al 1813, quando s abrogou a
seceso no estatuto que Ihe dlzia. respeito. Desde
aquelle periodo Um estado exactamente na mesraa
posico em que se acham os oulros protestante? dis-
lidestes quinto as immunidades polticas.
A forma do governo ecclesiaslico adopUda pelos
Unitarianos he subslancialmentc' a congregaciosBl ;n
cada congregacao individOal se governa sem alle-
cao a algum tribunal ou synodo.
Na repartirlo do censo se receberam estalislicas
de 229 congregacoes ligadas com esta corporacao.
IRMAOS UNIDOS OU MOBAVIOS.
, OQwislianismo toi introdniido na Bohemia no se-
RIO DE JANEIRO.
10 de fevereiro de 1854.
O paquete inglez Camilla, enlrado honlem, traz
datas de Montevideo al 4 e de Buenos-Ayres al 2
do correnle. Tienhnm aconlccimento poltico linha
occorrido as repblicas doPrata.
O commercio cstraugeiro c nacional c o povo da
cidade de Montevideo dirigiram uma Telictaco ao
ministro brasilero pela generosa poltica que linha
sido encarregado de executar em nome do seu
governo. Nessa Telicilaco pede-se a inlervencao
armada do imperio. Todos aquelles que alguma
cousa tem a perder ou que podem dedicar-se a um
ramo de industria ou de agricultura, pedem com ins-
tancia a entrada de Torcas brasilcras. S a presen-
ta deslas torcas poder inspirar confianca na conser-
vajao da paz e da ordem, e em quanlo essa confian-
ca nao se reslabefecer o commercio, a industria e a
agricultura eslaro paralysados e o paiz acabar de
arruinar-se.
A imprensa oriental esl toda de accordo sobre
este ponto. A Ordem, jornal semi-offical, publica
com a rubiiea Beflexfies sobre a siluacao o se-
gunte artigo :
A vida das nacoes lem perteita semelhanca com
a vida do homem ; assim como esla esl sujeila a al-
leracOes que a proslram e pOem em grande perigo,
tambem f vida das iiacOes proslra-se, debilla-se
al desapiBrece, se os meos de que se lanca mao pa-
ra salva-la nao sao eficazes, como no oulro caso
igualmente succede. .
A Repnblica Orienlal acaba de sabir de uma si-
luacao que poz a sua existencia poltica borda de
um abismo. Atormentada profundamente por essa
guerra cujo padrao de sangue fer'rainou era,8 de ou-
luhro;dc 1851; anda convalcscenle, leve de sucum-
bir em cousequencia de uma recahida tanto mais as-
susladora quanlo pela dcbildade de scu eslado mui-
to era de receiar asua desapparico da calhegoria
de poi'o independente.
b Felizmente os meios pplicados poderam salva-
COMARCA DE PAODALHO.
Pao d'Alho 12 de fevereiro de 1854.
Este anno vai comer.ni o pouco satisfactorio pai a
nossa comarca, pelo que respaila a adimnislracao da
tosida, e nao sei dizer-Ihe sees|e mal provm da ter-
raje dos seus habitantes, se mesmo dos Tuoccinna-
rios qae se desgostam do exercicio de seas empregos.
De ha muito, nos persegue o lerrivel Tlagello das in-
terinidades, e smenle ojinno passado contemos pou-
cos impedimentos uos mpregos eTfe:tivos, que alias
Toram bem subslkuidos. Este anno porm como Ihe
disse, nao me parece de bom agnuro, bem que nao te-
ndamos experimenlado uma serie de alternados to
communs neste lempo Teslivo.
No dia 3 do correnle chegou aesla villa o Dr. juiz
municipal, que veio dessa capital, onde passou de li-
cenca todo o mez de Janeiro, c ainda elle nao era
chegado j o delegado para l se diriga a negocio
urgente. Cessando a interinrdade da vara munici-
pal, comecou a da delegacia menos bem servida que
aquella, por quanlo no dia 6 tambem sabio do" termo
o segundo supplente cm exercicio e os demais sup-
plenles rccolhidos a suas casas, deixaran polica en-
Ircgue aps subdelegados, dos quaes o da villa he tam-
bem snpptenle.
Recntrou em exercicio depois de oito das de au-
sencia, o delegado suppleule de que cima fallei;
mas logo aps elle, se relirou com 30 das de lcenca
o Dr; promotor, e al o presonte nao sei quemo su-
bsllua. *
No dia 5 leve toga* a Testa do glorioso prclo San'
Benedicto na igreja do Rosario desta villa, mas desla
vez nao livemos a costumada dansa dita dos Congos
pela devola conTraria.
Na mnliSa de 6 sabio o fiscal desta villa em cor-
reeso, e seguido de una palrulba armada de vara-
pos e chucos, parecia-me em ludo uma estampa que
vi na historia de Gil Braz, symbolisnndn os quadri-
Iheiros da santa irmandade einsuas funcees religio-
sas. Toda esa gendarmerie; depois de um lerrivel
morticinio nos porcos e caes, que nao poucos en-
contraran), se dirigi porta da casa da cmara, e
ahi vende, ara carne de porco bom march.
II un lem toi sollo por orden, de tabeas corpus Jos
Severino da Luz, preso por ordem do subdelegado
do districlo da Luz desde. 27 de novembro ullimo,
nao lendo ainda culpa formada, nem mesmo noto de
colpa, sendo demais ferido de um tiro qiierecebcu
na orcasio da prisflo, e que por Talla de tratamento
se achaia com principio d gangrena.
Por queixa de um individuo, morador n poroa-
cao do Rosario, mandn o Exm. presidente da pro-
vincia tosse responsabisada a cmara municipal
desla villa; eo Dr. juiz de direito a quem a ordem
foi dirigida, mandou-a auloar e decidi qae fossem
os autos entregues a parle of/endida para apresen-
tar-lhe uma pelicao de denuncia com todas as .Tor-
malidades. Se a Musir verearao se dirigisse em
seus negocios imprtenles pelas opinoes e conselhos
das pessoas de reconhecido bom senso, curtamente
nao neorreria nestas e n'outras Taitas a que tem-na
couduzido o lunario Campello: mas que Tazer, quan-
do nao he possivel arredar a perniciosa inliuencia
iLiqnelle perigoso lellrada.
As bexigas de Nazareth vao passsudo para esla
comarca com mnilo adiaiilamenlo, e supposlo le-
nl.ara sucrumbido jioucas victimas, com ludo he lal
o terror, que os vendedores de cereaes j dcixam de
vir como d'antes Tera, afini de evlar.o contagio
que alias lem grassado as liflerenlcs localidades.
Ainda nao se d o encarecimento de vveres, e
honlem nao toi 13o encasta.a fera como se'esperava.
As chuyas tem sido fiequcnlcs e pde-se dizer que
abundantes. .
Saudc.e dinheiro. y.
(Carla particular.)
COMARCA DE GARAMUXS
8 de fevereiro de 1864.
. I enl.o do meu reliro louvado a boa vonlade, com
que os poderes do estado c os capitalistas inglezes bao
Tavorecido o nascente espirite de emprezas, que fe-
lizmente ha algum lempo a esla parte, se desenvolv!
entre nos. Quanlo a nossa provincia deparamos nos
Srs. Mornays, particularmente o Sr. Eduardo de
quera mais ouro fallar, emprezarios activos e inlelli-
gentes, qae vao proporcionando-so a gloria de ligar
um da seusnomes a uma obra importante,, qual a
estrada de ferro do Recito ao rio de San Francisco.
Nao lia muitos anuos,"que um hbil engenheiro es-
trangeiro, que poralgam lempo esteve entre nos na
e-ldircccan das obras publicas, a que grande impulso
f- deu o seu reconhecido talento,' julgava nao poder
manler esla provincia ama estrada de ferro a moder-
na com os seus rail* metlicos e locomotivas era at-
ten;.3o s grandes despezas de semelhanle obra e ao
insuflicienlc rendimenlo que apresentaria, por nao
liaver na provincia um centro de prodaccao, quepo-
desse com vantagem ser unido 'praca do Recite,
onde o consumo he consideravel. Mas hoje, qae es-
l realisado, nao s o contrato para a laclara das 20
teguas de estrada do Recite at Agua-Prela, senao
lambem a concessao, e sem a garanta do governo,
para a conlinuaco da linha deste ponto ao rio de
San Francisco,- ningaem j duvidadas vanlagens de
uma via Terrea, que commuuique.o nossosKo/ja
com o Ocano. Dar animaran cultura na extensa*
e ferlillssima margem do rio de San Francisco, onde
muitos terrenos existen virgeas e se perdem inn-
meros productos por Tilla de bracos ; plantar e des-
envolver consideravel mente o commercio nessas re-
gioes incultas; disseminar e dar impulso s povoa-
cOes, altrahindo a emigrarlo e promovendo a coloni-
sacjlo espontanea, que*he a que nos convm ; ser,
digo, um grande passo para a civilisac.no.
Quor a conlinuaco da linha Terrea para o rio de
San Francisco, a que servir de tronco a estrada al
Agua-Preta, tenha de parlir desle ponto ou duas ou
tres leguas cima na confluencia do rio Pirangy, se-
guindo-se nesla ultima iiypolhesc o parecer do enge-
uheiro Borlhwick, Uaranhunsheo districlo que tem
de ser inmediatamente pertorrido pelo maravilhoso
lyaggon, e o nao ser em pura perda.
Os productores do rio de San Francisco nao estao
cerlamenle em melhores condicoes, do quo aquelles
que se dedicara cultura deste solo. A seguir a es-
Irada o vale do Pirangy em direcelo i villa de Ga-
ranhuns, primeirameule percorrer os districtos mais
Terteis e povoados deste comarca ; as mallas. .Ahi a
ferlilidade he prodigiosa e nada deixa a desejar ao
colono, que hoje defin.a na penuria por Taita de ou-
lros recursos, que n,1o a infecundidade do solo: fal-
lecem-lhe os bracos e desanimam-no as difficulda'des
e as grandes despezas do transporte. Em consequen-
cia, para que to rico solo produza, s necessila. do
irabalhn do homem e do seu suor. Cumpre desen-
volvere animara industria agrcola pelo commercio,
pelo poderoso concurso dos bracos livres, pela itro-
duccao de machinas, &c Em outra occasio trans-
milli a Vmcs. umaLmui lisongeira noticia do clima
desta parte da provincia: he benignotemperado e
summamente saudavel. Muitas pessoas aqu resi-
dentes exageram o rigor da nossa temperatura pelo
invern; mas nao passa isto de uma exageraeo bem
pahpavel a quem altender, principalmente, nossa
posicao tropical; e, sendo o homema primeira das
riquezas, o primeiro capital, como dza um sabio
medico francez, terlo nao se arriscar emigrando
para entre nos, para onde nao ha exemplo de haver
emigrado afebre amarella.e nao predominara olypho
e de mais flagellos, que cciTam constantemente lan-
as outras localidades. Produz este districlo abun-
dantemente o milito, arroz, fcijo e a mandioca, e
lambem cereaes eslrangefros, se se promovesse a cul-
tura ; tem aqui nascido excellenle trigo. A canna
tem hoje quasi substituido' as mattas ao algodao,
que ainda se cultiva nos terrenos mais apropriados ;
as calingas. A's margens do Pirangy nascc a pal-
meira do sag, cuja palha, que dura dez annos serve
para a coberla de casas, e bem conhecida e usada he
a Tecnia quo dessa palmcira se extrahe. A pIanlar;3o
do cafe he ainda nascente; na (azenda Crauat Taz-
se ensaios desta cultura em glande escala ; o propric-j
tario colheannualmenle muilas arrobas, que-sao
consumidas mesmo aqui a prero antojoso. As me-
lhores paslagens sao as calingas, districlo de torma-
eao grantica e quasi todo coberlo de abrlhos de. in-
finitos especies e de arvores de madeira rija, lal como
o angico, a carauna e muitos outras, arbustos aro-
viaticas e (llantos medicinaes. Cresce em derredor
te conslruindo o corpo principal do templo sobre ar-
cadas lal teraes, o que vira a dar nave muila luz e
olegaueia. Tem promovido procissffcs de mais de
mil penitentes, com o finio fim de conduzir econ-
micamente muitos mili.oros de lijlos de meia legua,
de distancia para o lugar da obra.
Na lardo de 2 de dezembro ullimo livemos occa-
sian de ser teslemunhas oculares de um bello pheno-
meno meteorolgico. Tao robusta he em nos desde
a infancia a fe, deque aaunosphera que banha o
nosso planeta, s nos pode offerecer o espectculo or-
dinario bem que grandioso do raio on do relmpa-
go, &c 1ue oulros meteoros, menos fcequentes, a
aurora austm| por exemplo, se entre nos se moslras-
se, abalanddessn f fortificada peto conslante teste-
munho dos nossos sentidos, produzem em nos uma
singular impresso de terror e assombro. Eram oito
horas ; alguma calma senlia-se, o co eslava puro e
as estrellas scinlillavam com fulgor no firmamento ;
era urna bella noile de esli. DJ^cpnte faz-se ou-
rir surdo rumorejar, que gradualmente altinge
intensidade dcumlrovao, que a principio pareceu-
me subterrneo, capaz de aterrar aos mais Tamilia-
risados com as calastrophes e um grande globo lu-
minoso epparece no co derramando tanla luz, que
um minuto gozamos como que de um delicioso luar
em noile escura : bosquesplanicies-mesmo o ates-
tado horizonte orlado de monlanhas, encantador pa-
norama que se offcrece minha habilaco, ludo se
lornou visivel. Seguio esto estrella, deixando m
raslo luminoso, uma direccao NS.; e desappare-
ceu, qual phaotasma no horizonte. Encantado fiquei
repeUndo estes lindos versos, que guardo na memo-
ria como um thesonro de harmona :
Ella toi-sc ...(comella foi miha alma)
N'aza veloz da briza susurrante,
Qu' avara do Ihesouro que levaVa
' la, corra....E como vai distente !
Este phenomeno, effeilo sem davida de uma per-
turbarn na cteclricidade atmospherica, servio de
Ihema por muitos dias s crencas populares e s ima-
ginacOes phantasticas, quo presumem 1er na abobada
cclesle o futuro bom ou mo. (dem.)
Uma reeerdaeao'.
0 egregio inclilo filho de Mavorte, que este fre-
tro encerra, foi o prototypo de virtudes sociacs :
bom pa! bom esposo bom filho prstenlo mili-
lar cjue nossa chara patria perdeu para sempre' c
para sempre !!.. lina lagrima de proTunda saudade
deslisada sobre o scu tmulo I!!.. Sua alma existe
na clernidade; mas seu denodado uome indclevel se-
r na posteridade. Nazaremos 1 ios experimentostes
uma prova irreffragavel de sua alta amizade : elle
j cntte vos veio sanar vossas qucixas e mitigar vos-
sa oppresfao e dr. Recordai-vos c fique em memo-
ria oseu nome...
Respeito, honra, e gralidao as dotas do Sr. coro-
nel Antonio Maria de Souza. Sua alma desnutra
na mancan celeslial :
Requiesrat in pace Amen.
Recitado na matriz de Nazareth, aos Hdc feverei-
ro de 18j$, e oflerecido ao Sr. capilao Francisco
Antonio de Souza Qimzao, pelo bacharcl J. H
M. S.
mi..
Depois d'um mez de ausencia do -l'el/ut Porluguez,
que pensavamos eslar em Lisboa, cm vista dos ple-
nos poderes da Muflo arrgame, eis senao quando
vollou rpida e aeriameulc a este nosso hemispho-
no o Caduco Campeo, j bastante cadavri-
co e putrefacto, massando e enojando o publico com
as suas estirada* e*correncia*. ou antes gigantescas
palhadas acompanhadas no final com o indispensa-
vel e magistral Conlinuar-se-ha -I cncommen-
das arranjadiuhas para os vapores de 16 e 20 do
correnle, afim de poder coiu eiluar em Portugal, os
bem conhecid* salvadores da patria na regenera-
cao dos presentes e Tuturos porlusuczos de Pernam-
buco.
Com o nosso ultimo artigo respondemos aos argu-
mentos sempre repetidos c muito sedicos do l'elho
Porluguez, augmentados ulliliiamentc cm nova
cdicao, e correlos pouco mais ou menos em as ho-
milas do padre meslre cura da minha trra (
quem a trra seja leve ;) de novo porem tomamos
REPABTXCAO' DA POLICA-
Parto do dia 16 do fevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
parles hoje recebidas nesla reparlicao, conste terem
sido presos: minha ordem, JoSo Jacinlho de Sania
Anna, por se achar processado, Jos Francisco Pi-
res, e Andr Francisco da Silva, ambos para recru-
tas; ordem do delegado do primeiro districlo, Ma-
noel, escravo, para correccao; ordem do juiz mu-
nicipal da primeira vara, o crioulo Jeronymo Jos
Barbosa, e Antonio Francisco de Frailas, ambos pa-
ra recrutas; a ordem do subdelegado da Trcguczia
deS. Antonio, Manocl, escravo de Xislo Vieira Coe-
Iho, a reqermenlo do senhor; ordem do subde-
legado da Treguezia da Bo-Viste, o porluguez An-
tonio Luiz Corrca, para correjao; e i ordem do
subdelegado da Treguezia do Poco da Panella, Her-
mino Francisco Coelho, para averiguacaes polciaes.
O commandanle do corpo de policia refere em
sua parle de hoje que, pela pa(xulha do Forte do Mal-
losjcudo conduzido para o respectivo quarlel o sol-
dado da companhia fixa de cavallara de nome Ma-
noel Rodrigues, que Tora preso peto subdelegado da
Treguezia de S. Fre Pedro Goncalves, por ser en-
conirado agmado de uma Taca de ponte, ao chegar
o soldado de-fronte do convento de S. Francisco, an-
Sa a mao da baionete do cabo da mesma patrulha,
com a maior ligejreza possivel correr 2 baioneladas
com tal impeto, que mais pareca ser um assassino
do que um soldado, mas que.nao Terindo o cabo por
se ter este destrmenle livrado de seus golees conse-
guir evadirse, levando comsigo a baioneta, e ac-
crescenta que nao he esta a primeira vez que o rete-
rido soldado pralca destes facanhas.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 16 de fevereiro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheroJos Beoto da Cunda e Fgueiredo,
presidente da provincia. Auti Carlos de Pxica
.Teixeira, chefe de policia da provincia.
paraqnechamaremtodososletioresd
ras a screm juizes de tees quertoevf Pela nossa par-
le, para dar conto aos nossos leitores ,le uma qneslo
que lem oceupado lanos correspondentes das ara,,
des Tolhas,s uma palavra diremos: oSr.Joao Baplisla
Moreira, as suas tongas retacees com os Brasileiros
e com as auloridades, tem sabido conquistar a esti-
ma de Iodos, oque nao deiedc ter pouco roeorrido
para manler enlre m Porluguezes e Brasileiros essas
relaccs fralernacs que felizmente reinara.
31 de dezembro de 1853.
Honlem no consulado pqrtugucZ Iiouvc uma es-
pecie de niolini de alguus subditos de S.|M. F. oc-
casionado pela chegada do patacho Arrogante que
rondnzia para o Rio perlo de 300 passagenM, dos
Acores. Apenas -conslou ao cnsul portagaez que
o navio era muito spequeno para levar tanla gente,
ofliriou rapilania do porto afim de mandar exa-
minar iior peritos, se elle esteva em bom estado pa-
ra seguir .viagem, c se linha rantiinentos e commo-
dos para tantos passagoiros. O capilao do porto in- '
formn aflirmativ'amcnte quanlo aos dous primei-
ros quisitos, porm que, em quantn ao numero de'
passageiros, pela eslreileza do barco nma quarla
parte delles era all demasiada. A' vasta, disto o
cnsul Tez sallar em trra 95 pasaagiros, que o qui-
zeram, e o navio segaio rom os onlros para essa ca-
pital, nao lendo piles querido ficarem Peinamhaco.
Nao contente porm com as providencias tomadas,
um grande numero do Porluguezes, que nao se des-
tngucm pela illusIracAo c fortuna, hisnflados por
alguns tratantes, segundo se liz, pretenderam por
meio de uma assuada obrigar o cnsul porluguez a
Tazer sallar todos os passageiros, para aqui ficarem,
e a reter o navio. Para este fim quizeram invadir
o consulado eespancar o capilao,'chegaram ajogar
a pancada com o sobrecama,e, enlre ontros dispara-
tes, dirigiram uma rcprcscnlacao ao cnsul Uflez,
pedindo a sua proteceflo naquelle negocio. Parece
que o capilao do Arrogante coinmeltera alguns abu-
sos na maneira de oblcr o scu carregamento ; mas
a pama, apesar do nosso proposito, para pedir aosl tiz-se lambem que um negociante que j receben
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pelo vapor inglez Brasileira, entrado honlem a
tarde dos portos do sul, recebemos jocoaes do la de
Janeiro al 10 do correnle e da Babia al 14.
Terminara no Rio a eleicao do depulados provin-
ciaes,'entrando no numero d'clles alguns nomes da
opposicao; e era j sabido o resultado de quasi todos
os collegios na eleicao dos eloilores que devem ohe-
recer a escolha da coroa a lista trplice para o preen-
chimento da vaga deixada no senado pelo general
Lima. O vencimenlo do partido ministerial era iu-
dubilavel.
Nos dias 7 e 8 do correnle celebraram-se com gran-
de pompa, na capella imperial, as exequias solemnes
da Sr.a D. Maria II.
Varios despachos havftm lido lagar ltimamente
na corte, sendo mais uotaveis entre elles os se-
gu n les:
Do Sr. Dr. Frmino Rodrigues da Silva, para che-
fe de polica da provincia de Minas, lugar que j extr-
aa interinamente.
Do Sr. conselhelro Manoel Felizardo para director
geral da reparlijao a que fui incumbida a execncao
da lei das Ierras, ecujos empregos j se acham todos
prvidos.
Do Sr. Dr. Fausto Augusto de Aguiar, ex-presi-
denteedepulado pelo Para, para ofllcial maior da
secretaria de eslado dos negocios du imperio, e do
Dr. Candido Mendes, deputado pelo Maranhao, para
oflicial da mesma secretariar""----------~ '-----~-~
Por decreto de 30 do passado foram promovidos a
segundos cirurgiOes do corpo desaude doexercitoos
Drs. Constantino Teixeira Machado, ejanuario Ma-
chado da Silva.
O Sr. Joao Baplisla Moreira, cnsul geral de Por-
tugal, foi agraciado por S.M. El-P.ei agente com o
onicialalo da ordem da Torro Espida, do valor
da v.llae ordinariamente nos terreno, a que cha- lealdade emrito, por caria regia de i de a^eiro
laareste. a ihll>J> a_ pr0jmo Janeiro
Exista na corte uma quadrilha organisada com o
fim de roubar escravos. para serem vendidos no inte-
rior aU provincia, e que linha por agentes Iras escra-
vos encarregados de indozirem os oulros a fugir da
companhia de seus senhores. A policia porom deu
cabo dessa associaco, composla de 7 individuos, que
foram lodos capturados.
Em lugar ceinpctentedeixamos transcriptas por ex-
tenso as ullmas noticias recebidas de Buenos-Aires
e Montevideo. v
Da Babia nada quasi ha digno de menco.
L-se no Cprreio Mercantil de 8 do correnle :
Sabbado 4 do correte a relaco concedeu ha-
beas-corpus esposa do Sr. Negrao, presa pelo crime
de moeda tolsa, o ao Sr..Manoel Maria Alvares dos
Santos, indigitado no mesmo crime. A relaco man-
dando soltar essa senhora pralicou am acto mo-
ral, e de summa juslica, visto que seria horroroso,
que deuassem passar o lerrivel precedente de serem
as molheres sempre cmplices dos maridos,
Quanlo ao Sr. Manoel Mara, porem, qoereria-
mos antes, que o processo desse Sr. corresse todos
seus turnos, para que inleiramente escoimado sa-
hisse elle de qualquer pecha.
Os cambios da ultima hora do dia 9. do correnle,
na praca do Rio de Janeiro, cotevam-sa do segoinle
modo:
mam agreste, um arbusto de que Talla o padre Ay-
res do Casal, o candieiro, o qual d ao togo uma
cbamma 13o viva, que dahi Ihe veio o nome ; he o
combustivel que feralmente se emprega nos misleres
Momeslicos, e a luz, de que usa o sertenejo formando
com os troncos e ramas grandes cojraro* dentro'de
casa ou cm o lerreiro. O nosso districlo he de mais
cortado por diversos ros temos em primeiro lugar
o Una, que aqui pasee e .vai ao mar no poni do til
toral que he conhecid; o Canhoo, que Taz barra
em Santa Maria, as Alagas ; o Munda, que des-
agua na l.aga do Norte na mesraa provincia, e nas-
ceem um vale vizinho villa ; o Panema, confluente
do San Francisco; o rio da Chala, tributario do
Una. No reino mineral nao be menos rico este ter-
ritorio : ha minas de ouro, ferro; o ferro magntico
cm Papacara ;dBconlra-se na Serra do Burgo, ajres
leguas da villa', crjTtal de rocha ; oa tozenda Qui-
xaba acham-se peiras calcaras, e informam-me que
para o lado da Palmeira dos Indios, as Alagas,
enconlra-'se o amianto.
In, posto que deixando-a extenuada e propensa a
novos accessos ; porm a sua boa fortuna prepara-
llie hoje uma convalescenca queindubtavelmente a
conduzir oo-mais perfeilo restabelerimenta.
a Nos conflictos da vida humana, quando, achan-
do-se ella a ponto de perecer, um hbil pratco a ar-
rebata ao su fatal deslino, a gralidao vera logo pre-
miar o seu saber, e toda a humanidade applaude o
Teito.
(.toando um raso semelhanle s d a respeito da
existencia de um povo, o dever de gralidao he o
mesmo, e a nacao lera de ser grata como naquelle
oulro caso o sao os homens.
COMARCA DE UZMETH.
1* do fevereiro d 1854.
Acaba de celebrar-sc hoje na malrz deste cidade
a expensas do Sr. capilao Francisco Antonio de Sou-
za Camizao, um oflirio solemne por alma do Tallecido
coronel Antonio Maria de Souza. Este s rasgo de
piedade. e ao mesmo lempo de amizade do Sr. capi-
lao bastara para demonstrar, nos, quando outras pro-
vas nao lvessemos, quanlo he su'alma bem formada,
m..... n3o ofrendemos a sua modeslia ; talvez
mesmo que o Sr. capilao gastesse mais de que este
seu acto flcasse assim como lanos oulros, sepultado
no mais profundo esqaecimento 1 A verdadeira ami-
zade gosla de ser reservada.
Todos tem sua mofina : he sorte minha ser obriga-
du a fioalisar a pressa as cartas, que tenho a honra
de enderecar a Vmcs., e a razo he, que o correio
do rei (assim ainda hoje por c alguns denominam
ao conductor das malas) que muilas vezes se demora
em caminho dias esqueridos, ltimamente me ha sor-
prendido a incommodado com a sua ponlualdade, a
qual convenho que seja a poldez dos res mas
nunca a dos corretos. E, em visla do que mais dos
autos consta, proponho-me conliuuar em oulra occa-
sio sobre o assumplo de que Iralava ha poucos ns-
tenles, porque o julgo de alguma ui i I dalle ; c passo
adianto. Consla-me que o juiz de direito interino
Hilarle pretende uestes prximos dias convocar a
primeira sesso judiciaria do jury este anno. No
dia :" do mez passado chegou villa o capilao Car-
los de Mories CamisJo, acompanhado de um destaca-
mento de 50 pracas do quarlo de artilhara a p ;
veio S. S. nomeado delegado de polica para este ter-
mo, em substituirn ao coronel Antonio Teixeira de
Macedo.
Foi demiltido o subdelegado do districlo de San
Bento, deste mesmo termo. O novo delegado no dia
scguinlc ao da sua chegada tomou posse e eulrou em
exercicio do scu cargo, depois do juramento do es-
tilo, que prestou perante o juiz de direito interino.
Julgo-me habilitado .para assegurar a Vmcs., que
nenhuma allerar.lo ha na ordem publica nesla co-
marca, e que todos os Garanhunsenses, a excepcao
talvez da parte incorrigivel da populario do Buique,
sobre o que tenho algumas apprehensoes, aceitan) e
acatara os aclos do governo e os das autoridades cons-
tituidas.
" O nosso vigario, o Rvd. Nemezio, prosegue com
aclividade na obra da matriz, caja capella-mr adia-
se ero ponto de receber a coberta ; esl presenlemen-
Londres 28,v 28,!( e 28^, d. por mil rs.'de
ti" 90 das.
Pars :I10 :H2 rs. por Tranco.
Frelcs-----Para o Mediterrneo de 77 6 a 8.'>, e
- para os Eslados-Unidosde 110 a 120 c.
CORRESPONDENCIAS.
Seiiltnrrs Redactores. O abaixo assgnado Talla-
ra a um dever sagrado, so nao procura-*' manifes-
tar o mais profundo reconhecimento aos reveren-
dissiinns Senhores vigario Christovao d'liollanda
Cavalcaiil d'Afliuqiieiqiie, vigario Bazilio Gon-
calves da Luz. padre Francisco Gucdcs Ferretea de
Brilo, Zelirhio Dornellas Cmara, Ignacio Bezcrra
de Meuczes, Antonio Goncalves da Silva, Diogo
de Barros Araujo, Antonio Joao Garca e Joao
Guallierlo Marrara, que se prestaran! gratuitamen-
te ao arlo do oflicio solemne, que o mesmo abaixo
ajrigBBdp mandou celebrar por alma do seu finado
amigo e cx-comraaudaute, o coronel Antonio Ma-
ra de Souza ; recebara pois os mesmos reveren-
dssiinos Senhores nao s os agraderimeulos [icio
obscquio,quc Ihe prestaram, como tambem a segu-
ranen da mais alta estima e considerarao, em
os tem o abaixo assgnado.
O abaixo assgnado approvcila lambem esla occa-
sio, para agradecer a todas as pessoas, qae se dig-
naran, nssislir a dito solemnidad.-.
Nazarelh, 14 de fevereiro de 1854. O capilao
Francisco Antonio de Souza Camizo,
que
Srs. Redactores a iusercao dos seguales artigos dos
correspondentes desla cidade aos dincrentes jornaes
do R,o .le Janeiro, acerca da decantada questao
arrogante, c do juizo impardal que os mesmos fa-
zcmdosauloresc protectores de lacs manobras c cor-
respondencias, addicionaudo o agraderimento dos
passageiros doArroganle aos ofllriacs donaio.
Todos na verdade saben que as cortesponqencas
publicadas n'esta cidade, sao encommendas de pro-
tercao aos embajadores em Lisboa. '
Nao conhecemos os correspondentes dos jornaes
abaixo declarados, mas aceiiem riles n'esta occasio
o sincero reconhecimento do oco Porluguez.
Nos abaixo assign-dos, passageiros d" patacho
porluguez Arrogante, viudos da.ilha de S. Miguel,
fallariamosa um dever se dcixassemos de agradecer
o bom tratamento que recebemos doSr. captao Joao
dos Santos, e piloto Jos .tos Santos, e dos mais se-
nhores officiacs. Rio de Janeiro 10 de Janeiro fie
1854.
Manoel Ignacio Cantoso.
Francisco Jos le Freilas.
Jo3o Jacinlho laposo. ,
Jos Francisco Correa.
Francisco Jos de Cordeiro.
Jos de Can albo.
Jo3o Jos Barre.
Jos Bernardo Mileen.
Jos Jacinlho da Mello.
Joaqun Jos Ribeiro.
Antonio de Lima Machado.
Joao Carvalho Mallos.
Manoel Vieira.
Joao Vieira.
Ignacio Jos Amida.
Francisco de Mcdeiros. .
Jos Carlos.
Joao Joaquim das Flores.
Jos de Souza,
Joao da Costa. ...
Manoel da Villa. ,
Manoel Rejclcs.
JosdaCunha.
Antonio da Silva.
JosMunz. '
Antonio Machado da Cnnhn.
Scguem-sc mais 24 assignaturas.
( Correio Mercantil. )
OCOXSULADO PORTUGUEZ.
Parece que, sendo nos Brasileiros, dever-nos-hia-
mosabslerdc entrar cm uma questao bastante tris-
te, que tem nesses ltimos lempos conspurcado as
columnas das folhas diarias. He questao de Porlu-
guezes entre Porluguezes ; para que pois nos in-
vcennos nella ? que nos importe a nos que seja
cnsul de Portugal fulano ou sicrano ? Mas os ex-
cessos a que essa guerra de imprensa tem chegado
nos obngam a dizer algumas palavras a scu res-
peilo.
A infausta morle da Sr.i 1). Maria II. Irouxe-nos,
entre outras, duas desgracas : tivemos de soffrer a
praga da poesa adulatoria-prauftadora, que por ahi
multiplica seus gemidos dirigiudo-sc a dr do pa-
triotismo porluguez; livemos tambera essa praga de
pretencoes, de tesbalos de odios e de reseulimen-
tos que procuran na novidade de um reinado adiar
algum acolhimenlo. Acreditamos na dr sincera
que a Brasileiros c Porluguezes deve de ter causa-
do a morte da rajona e adiamos justa a sua expres-
sao; mas ador sincera naoicrscja muito, c se alguma
vez faz yersos,sao versos isto he, o que ha de mais difA
ficil como de mais bello enlre os diversos modos de
enunciar o pcnsaicnlo. Virgilio Tez meia duzia de
versos acerca da morte de Marccllo ; eram 'porm
versos, c lano que arrancaran lagrimas a Livia,
mai desse moco, e ainua hoje cobrem de Irislcza
quem os le c lanram-o no mundo da reflexio. He
verdade que Livia mandn dar a Virgilio nao sabe-
mos quanlos mil seslerrios por essa duzia de versos:
fazemos votos para que igual meia recompensa *c-
nha consolar a dr dos nossos noclas de jornaes.
Quanlo ao mais, sabemos que o lugar de cnsul
de Portugal no Rio de Janeiro, como o de cnsul
do Brasil em Lisboa, sao pinguissiraos .empregos
e que |iois devem excitar muitos roicas ; sabemos
que ha muito Porluguez no Rio de Janeiro ; talvez
exedam a 20,000; uma parte consideravel deltes oc-
cupa as mais nfimas posicOcs na nossa iuduslria, no,
nosso nfimo commercio. Oulros, de posicao mais
subida, nao se distinguen milo pelas suas manci-
ras, pela sua educarlo. A par destes, ha prfeilos
eavalleiros, pessoas de lino trato, de educarlo de-
licada ; como porem soc acontecer, bao sao os que
abundara. Pelo lado das opnies religiosas entre
esses 20,000 Porluguezes lia lodos os matizes, desde
o da mais crdula supersticao e mais irritavel fana-
tismo at o sceplicismo o mais vollairiano. Pelo la-
do das opinioes polticas ha lambem de ludo : leg-I
luoslas rcspcilaves, miguciislas, diguos soldados do
Remechido, constilucionacs, carlistas, progressislas,
republicanos, sendo eifl geral dos adeptos compro-
mellidos nos movimcnlos revolucionarios dos Icm-
4>os do constitucionalismo que se compoe a parle
mais dislincla pela sua educarlo c pelas suas niauri-
ras da colonia portugueza no Rio de Jaueiro.
Em visto de tao heterogneos, elementos, impos-
sivcl he que um homem possa agradar a lodos oceu-
pai.do.ii posicao de cnsul. O lugar he invejavel,
nao ha dnvida nenhuma, e lendo todos igual direito
a elle, porque cmfim todos sao filhos do mesmo
Ado, subditos ifo mesmo rei,nao pode ser justo
que um estoja de ha tantos anuos, quasi i ilalicia-
menle gozando delle, eos uniros ol.ando ao signal.
Vai-sc pois a imprensa; iciihain pasquins, ilau-
dcslinamente impressos, venham rorres|)ondcndas
annimas ; pois quem sabe ? A rainha morreu ; o
reuonle que este na direccao dos negocios de Portu-
gal pode dar valor a esses pasquins, a essas corres-
pondencias, podo acreditar quesera possivel nomei-
ar um cnsul que a tollos os Porluguezes agrade
destituido o cnsul actual, bavera uma nova nomeiat-
cao c quem sabe qual ser o feliz preterido?
Uma reflexao nicamente Taremos a esses Sr>i( na
se lembram elles que eslao em paiz estrangei
que do assim um especlaculo n3o muito airoso tia-
ra sua nacioualidade // fatit laver le Unge sallen
ftimille. ora lio Rio de Janeiro nao eslao relies
em famije ; Digam-uos: ja hoiive alguma expllusao
assim de Francczes, e Inglezes ? Nao; |wr ora, pas-
quim clandeslinamenle impresso, com
leis do paiz, s tem apparerido esse J|0
Porluguez contra o cnsul porln "
Que esses Srs. representas^ ao
sollicilassem as assignaturas r;>s xas juicios, como
dizem que querem lazer, btl na(|1 ^-^^ com
isso : o govenio porluguez ri((,n(Ier.i|le.a sabendo
que as assignaturas conlam- T e pez3m^.. mas |icas_
se isso entre elles, em Tai .,ia 1>ara tfae JloreIn
Irazerem ludo isso a nm inaiscre,a publicidade,
consignaran de colonos, e alguns prelendentes ao
rendoso lugar de cnsul porluguez era Pernambuco *
foram os que se aproveitaram no Recite de alguns
Porluguezes ignorantes, promovendo aquella assuu-
da que, se fosse no bairro de S. Antonio, talvez, nao "
livesse um xito tao feliz. ( idlu> Brasil.)
OSPORTUGUEZESE O CNSUL.
Chegoou a este porto em fms do mez lindo, c se-
guio para esse no dia2do correnle, o brigoe por-,
luguez Arrogante, procedente de Portugal, o^ual .
conduzia qualrmenlos e tantos Portugiites de am-
bos os sexos, que forao aqu quasi que expostos
venda, por isso que com 40 patacoes poda qualquer
obler um delles para seu servco.
*Espaihou-se enlao que/fesses infelizes lnliam sido
plhados oas ilhas porj meio de urna diada prfida '
e ignominiosa, para setam aqu postas em commer-
cio. Esse boato, que pareca autorisado pelo faci
de arhar-se o lal hrgue carregado com tao crescido
numero de passageiros, quando em carga 'regular
nao comportara mais de cera pessoas de transpor-
te, excitou a indignacilo de lodos a cajo conhecimen-
to chegou.
Os porluguezes aqu residentes lomaram 'o nego-
cio a pelo, e recorreram ao respectivo cnsul, pa-
ra fazer desembarcar a pobre gente que eslava a
bordo do tal brigue ; mas nao encontrando apoto a-
parte desle, fizeram um alvoroco tal a bordo,, que
foi preciso mandar^tpara all nma escolta, em
quanlo o reterido consol Tazia sahir precipitadamen-
te o mencionado navio.
Dizem-me que realmente o cnsul nao se conduzio
bem nesse negocio ; mas pode muito nem dSo
ser isso exacto. Nada afflrmo; porque nao sei cousa
alguma de positjo, e nem tenho querido entrar em
ndagarocs a semelhanle respeito, visto como nao
pretendo envolvcr-mc em negocios de familia esra.
nha : baste j o mal que faro em iulroroclter-me
com os da minha gente.
Entretanto o consol tem levado descalrqdeiras ter-
riveis petos jornaes : mas j appareccu im artigo cm
sua deteza que produzio bom effeilo.
^.-~ ( Correio Mercantil, )
Talvez queja ahi tenha chegado o patacho por-
luguez Arrgame, daqui sabido cm 31 do mez passa-
do com colonos que Irouxera da ilha de S. Miguel,
nvenla e tantos dos quaes- aqui ficaran, Grande '
ecleuma tem alguns Portuguezes aqu residentes le-
vantado contra o respectivo cnsul, sobo pretexto
de que couduziiido o palauno nnvjjiumero de passa-
geiros superior sua lotocfo, dewa tfconsul obri-
gar o commaudanle a dcixar nesla cidade todos os
passageiros' que excedessen ao numero que o navio
poda comportar; e imniedialamente rgueram gran-
de gritera pelos jornaes, dizendo que haviam a bor-
do qualrocentas c lautas pessoas agglomeradas no
porao, mal comidas, e sofTrendo lodos os inirrores
de uma siluacao desesperada. Como he os dcsaffcclos do cnsul (e quem he que os nao lem?,
tem-se servido de ludo para promover uma re-
presontacao ao governo porluguez contra elle, e lo-
dos os dias injuriam-o c insulfoni-o pelas follas.
Mas esses sen hores ncnhnma razan lem para as-
sim proceder : o Sr. Joaquim Rapfisla Mordra, mo-
co sisudo, urbano para Com lodos, pelo que he geral-
menle estimado, cumplidor dos lls deveres, nao
m crece ser assim Iraladn, e xiaid, que cerlos Por
luguezes aqui residentes tenia consentido que seus
nomes figuren em toes ntrigJs. Eis ocaso:
Chegado toqui .no da 27 de'dezembro o patacho
Arrogante, com destino ao Rio Janeiro, c lendo-sc
dilo o que j acima.reteri, immedialaraentc o Sr.
Moretea requercu capitauia do porto uma listona
a bordo, onde se achavam 273 colonos, c nao mais
de 400, para, que fosse aquilatada\a capacidade. do
navio ; c teito aquella reconheceu-se que desbasta-
da a quarla parle dos passageiros, o oulros ficariam
Tolgados. Mas como nvenla c tanlos desses passa-
geiros. uns porque' (rouxeram pasaportes para este '
provincia, e oulros porque aehassem conveniencias
era aquificar, desembarrassem, ficouo navio llivia. '
do de mais do que era preciso, segundo a opiniao.
da capilania do porto, para proseguir a sua viagem. .
Que. mais deveria Tazer o cnsul porluguez J
Ouercr-se-hla qiic elle fizesse desembarcar o resjo
dos passageiros, e que fizesse abrir os passaporles
lacrados em S. Miguel com deslino ao Rio de Ja-
neiro^ em cujo consulado somonte deviam' seus sel-
los ser rompidos.
Enlrelanlo deu-se a esse, negocio ura jTatHle vul-
to, e uma tanto houve em que reunidos muitos Por-
luguezes ( pode-se imaginar de do consulado, produziram un testo molim, que, se
oulro. Tora o Sr. Moreira, teriain ido'os seus autores
arrefceer os airoubos de sua pbjlaniropia na cadea?
liorquc ueste negocio a autoridade publica, conhe-
cendo a razao, lem dado todo oapoio ao cnsul, c
se este requisitasse a prisao dosfhoTes daquellc mo-
lim seria salsteilo.
He nolavel que lanos clamores e ergam contra
o cnsul porluguez nesla provincia, onde apenas'
locou o patacho Arrogante, c nada se diga contra
as autoridadcsdcS4Miguel,squaescompelia exami-
nar se o navio trazia ou nao numero de passageiros
superior, a sua llaco, ese alguns desles linham
sen, pasaportes Nao ha atlipolieia de porto?
( Jornal do Commercio.)
_ PUBLICADO A PEDIDO.
...........mllum
\. -Sata capul l'roserpinafitgit !
lloraf.
s ti exercilo brasilero acaba d soffrer em suas 0-
lefras uma |ionla eonsidcrai el! ,
,0 Sr."coronel Antonio.Maria de Souza, que s
elcellcnles qualidades de militar eximio resuma
die liom amigo, lion, cs|ioso,.e lH,n paij nao exis-
lj!... Succiimbo a enforraidades chrnicas adqui-
ridas, por sem duvida, nos campos de balalha, onde
liassou a melhor parle de sua vida.
Triste condiyao da humanidade Nenhuma for-
tuna por mais brillante, nenlium estado por mais
Telz, nenhuma calhegoria por mais elevada pode
cular essa trausicao !...
O Sr. coronel. Antonio Mara de Souza oasceu
em Portugal, oude, de.licando-se a carrete, daslar-
raas, preslou rctev^nteservcos, no lempo dessa
^,eri-il>**Su7Jradn^^ Dar o -
Brasil, toruou-se o brasiteiro decoracao, senda nm
dos soldados mais estrenuos da nossa independencia.
Despois dessa poca o nome do illuslre coronel
figurou sempre apar dos mais brlhanles feitos d'ar-
mas do nosso exercilo, j na rampanlia de Montevi-
deo, j na do Sul, e j finalmente na de Santa Ca-
Iharina. Quera llavera que se nao record da ga-
llarda do lenle Autouio Maria de Sorfza (enlao
era lente) nesse ataque da Capaila do Viamao, on-
de foi elle gravemenle fertoo?!

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MlBI
i*go
DIARIO DE PERHHIBUCO, SEXTA FEIRA I? DE FEVEREI
1854.
.Qiiem ter osquecido bravura do mcsmo oflicial
na lomada dos fortes de Itapu, e Junco, que def-
ienden) a entrada de Porto Alegre 1!
Quena nao ter fraeados na memoria os louros, de
que ae cobro o Hajor Antonio Hara de Souza (nes-
sa poca era major) no celebre ataque de S. Jos do
Norte, qiwndo a vida e a lionra dos habitantes da-'
^ > quclle lugar foram salvas por elle '? 1
Finalmente, basta dizer que o coronel Antonio
Mara de Souza, sempre que foi preciso corabaler,
11 oceupu o lugar de honra. ,
Investido no commando do batalhao-, hoje 9v> de
infatuara, manteve sempre a disciplina e n subor-
dinarse no mellior p ; e se alguma vez foi-lhe
perriso desaggravar. a lei, offendida por alguns dos
seus subordinados, semprc o Tez de maneira que pa-
ree ia-se antes com um pai, que linha 'desejos de
corrigir a seus lhos. do que um executor da lei !...
O Sr. Antonio Mari de Souza nao se razia rc-
cominendavel s por sas qualidades militares ; co-
) rao cidatUo possuia virtudes sociacs eui mu alto al-
io grao : era bom amigo, esposo desvelado, e pai
rarinhoso ; disto sao testemunhas lodos que o co-
y nheceram, e.com elle enlreliverara retocos de ami-
zade.
;. Marchando para esta provincia no anuo de 1849,
deixou sua virtuosa ramilla na provincia de S. Pedro
do Su!, talvez por le fallcceran os meios para o
seu trausporte; mas, tal era a dedteacao que lhe
1 ennsagrava, que se impunha, como am dever, pas-
sitr com o estrictamente necessario, alim de poder
proporcionar-ltie mais alguns gozos; alma gene-
W ros;. !...
PorMias reiteradas instancias obieve do governo
imperial ir servir no Sul do imperio, onde leria de
reunir-se a sua familia; mas ah !... quaulo sao falli-
veis os clculos do hnmem 1 cssa familia elle nao
devia mais tornar a ver!!.. Sua missao sobre a
Ierra eslava completa.... fallecen no dia 7 do pre-
sente mez, e foi sepultado no dia 8 em um dos ja-
zigos do cemilero publico da cidade do Rccife..
A Ierra lhe seja leve !
Cidade de Sazarelh 1* de fevereiro de 185.
Offerecida ao lllm. Sr. capillo francisco Antonio, 11011,<(s ftor Sllas lerras mais app^padas,
de Souza CamizaO, por seu amigo.
AGWCILTIRA.

. caltmra o tabaco n Una de Coba.
I.
heme tabaco tem atravessado suas pocas classicas
e romnticas, e que como naqu -lia, tambem neste
nSo domina boje systema algum, pormJiido tem
suas regras, fra dasquaes nao ha conveniencia nein
bom goslo. He preciso nao perder de vista que a
nossa queslao lio utilissima, que o mo, gosto do fu-
mo amarello esla passado, o muito se' colher sem
prclende-lo, que para que se d preferencia a um
tabaco he necessario que retina as rnaieSes de boa
tilla, tamaito, sabor, cor e duracBo: de outra
maneira o descrdito nos arruina, e este producto
que pode ser o segundo, o mais eelavel e precioso
da ilha, vira a cahir como o caf, ainda que por
diferentes causas, no maiorabatiiiicnto." O que fa-
remos'com grandes colheilas de fumo que nao se
vende? O segredo para que o nosso tabaco lenha
valor e seja procurado, he que produzamos maix ca-
pas do que tripas,'porque com capas se pode fazer
tudo, com tripas s, nada.
Est demonstrado que o interesse momentneo
dos especuladores na rama de tabaco tem prejndiri
do o cultivo, e a consideravel extractad que tem
do ra annos anteriores, e conseguinic o bom pre-
co, tem chamado ni u i I os bracos inexpertos que se
empregavam no^raf e cm oulros ramos; para esle,
que se aprsenla na primeira linha. nos mercados;
porm sendo esla planta mais delirada, e sendo pre-
ciso, para trata-la um estudo pratico e escrupuloso-
esmero, requer qoe empreguemos os meios que es-
tao ao nosso alcance, para que se gcueralisem as
ideas de sen bom cultivo, c se corrijan) alguns erros
e abusos,Tilltos das circumstanrias, alim de que me-
Ihorando-sc as colheilas, conserve e augmente a
sua justa cclcbridadc, e com o maior consumo cres-
ca i lclia\o de urna sombra a nossa puvoacao e ri-
queza.
No lbaro influe o terreno e a Icrqperalura de
um modo mui notavcl; a' temperatura sobretudo,
est demonslrado a mcu ver, que be ella que decide
desse odor aromtico eesquisito, que d a exrclleu-
cia a tabaco desla parle da ilha.-
Desdc a parlida da consolacao ilo sul al ao limite
de SI. Joo, cm urna linha de vinle leguas de leste
a oeste, he o lbaro feralmente o mais pcrfeilo
possivel, distinguindo-se ein bondade relativo
numero de
falla de oulro terreno onde planta-lo dcsculpe esla I rclhiana. Os Mingrelianos, sao 50
pratica, devele sempre ler por errnea smelban'le" 14,0X) familias georgianas, armenias, lurcas cju-
opiniao, pela nica razao de nao poder-se preparar. *"
as Ierras com a devida antecipacaO, ja virando-as
para que apodrecam as plantas, e j adubandn-as
com eslrumes, que se rocolhcm em lempos desoccu-
pados, e lies a reprovamos, e aconsclharemns a lo-
dos os agrnomos que tem suflicientes terrenos pa-
ra toda a especie de plantario, que nao eccupem
com nenhuina outra planta a Ierra destinada para
o tabaco.
Pelo que ca dito, a queima das plantas ou vas-
sotiras, para linipar o campo, facilitar a semenlcira,
e evitar que o grillo,a babosa, e oulros inserios, que
debaixo deslas plantas se abrigara oti nascem. pre-
judiqu'in a nova planta, comludo muito nociva c de-
ve ser combatida, nao obstante Indas cssas \anla-
gens allegadas ; porque as Ierras sobre as quacs se
fazcm eslas queimas se calcinan) e perdem os seus
suecos nutritivos, nao fallando da perda das ciuzas
'a9que os venios c as aguas carregam na mor parte
das vezes. l)cvcm-sc arrancar as plantas que sao
nocivas s sementeiras e olfeteceiti inronvenjaocias,
depositando-as em montes, onde se dccompBe, e rc-
duzidas a Ierra servem de adubos ; ou transporta-
las para aquclles lugares onde o eslruinc he mais
preciso. Esla advertencia he muito intcressanle ;
porque a ignorancia, a pobreza, o abandono c a
preguica muitas vezes sacrifican) is rhammas aquil-
lo que pollera servir como hellissimo eslrume, e
ronvenccm-se,iis vezes muilo tarde da falla de que
a Ierra se ressefte.
(Auxiliador da Industria nacional.)
VARIEDADE.
*
r
r
i
>.
t
t

Idea geral do estado-do tabaco.
Ehlre os producios da illia le Culia,, be o lbaro
um dos gneros priucipaes, que da oceuparao e ali-
incnlo a una grande parte de sua povoarao, e fa-
vorece-a em sua Irauquillidade e seguranca; por-
que eslando ao alcance de todas as fortunas, reparte
com mais igualdade as diferentes ratas e proprie^
dates. A nalureza tem privilegiado tanteaste pro-
ducto sobre os da mesma especie de oulros paizes,
especialmente na parle occidental ou volla-baixa,
.que seria crime o perder-se Uo grandes beneficios
por falta de methodoe melhoramenlo de cultivo. ,
Alguma cousase lem escriplo; porm o, pouco
que leuho lido a respailo, est longe ile poiler ser-
vir de guia aos que se iledicam a esle ramo de
agricultura, entregue al hoje praticas rutineiras
e n influencias arcidentaes do mercado. Acredito
pnis, qu um escriplo melhodico e extenso, que ex-
plique o methodo hoje seguido, c os nielhoramcn-
los que a experiencia me tem dado a coiheccr,
produzir um bem de nao pouca monta ao paiz, por
cujo motivo nicamente escrevo.
Nenliuma semenlcira he mais'eventual do que a
do tabaco;' nenliuma, que produza mais cm propor-
rao ao capital e ao trabalho eropregado, quando se
obtm urna boa colheila (*)'epara consegui-la, he
preciso um concurso de circotnslancias esneciaes
porque do contrario a colheila vara, desde o muito
at o nad. Trras e lempos aproprados, trabalho
escrupuloso e inlellignle, sao as condicScs essen-
ciaes, sem as quaes nao se pode esperar resultados
favoraveis.
Se se examinar a historia do tabaco na ilha de Cu-
ba, uolar-se-ha, que boje nao se colhe proporcio-
nalmenle as qualidades superiores qu se colhiam
d'anles, e assiru como sem difficuldade tranquillisou
o sen commcrcio eje augmenlaram os cultivadores,
as qualidades tem desmerecido c diminuido, cas
capas nao lem chegado para a abundante c ordina-'
.* ria tripa que se colhe. A razao que alguns allegan)
he de que as trras se teri' caslo, c nao tendo-se
' cuidado de fertza-tas com whrbos, olUis sr <-.in iii-
sam e produzcm roo frurlo; isto be muito atten-
divcl e ccrlo, porm nao absoluto ; porque as tor-
ras Terleis propriamenlo ditas, que sao aquellas,
que sao regularmente bandadas pelos ros e seus
cresceiiles eslao abandonadas todos os annos sem o
trabalho do homoni, por conseguinte nunca enve-
Ihccem, e apezar disto nao rendem hoje as qualida-
des que dantos renderam. A differenca do cultivo
fie a cansa mais notoria desta novidade prejudicial.
1 O melhodo auligo devia ser mclhor do que o novo
em algomas cousas; porque rom efeito, a pratica
que nao nos he desconhecida, se lem alterado.
Qnaodo a feitnrjaile tabacos fazia exclusivamente
a compra deslc frurto, ella impunha as regras para
adquiri-lo ; aquello a quein as rondicoes j-eipieriilas
f.illavam era vendido por preco nfimo, ou destrui-
do em prejuizo dos agricultores; e romo estes eram
poucos pobres, e somente semeiavam as torras
mais adequadas c a exteosao de maltas que podiam
tratar escruiHilosamente, proviuha deste forcado
monopolio e tyranniao esmero do cultivo; porque
a ambirao do cultivador nao se estemlia lano.a aug-
mentar corno hoje a sua colheila em quanlidade,
massim a torna-la inapcrfeitoavel em qualidade,
cm razio de que o muito nao sendo bom, elle po-
da perder, emquanto que da pequea colheila es-
tar seguro de alcancar bom preco: c islo he tao
serlo, que 'ainda boje, no mcio da liberdade do edm-
merrio, v-se, que um terco de boa capa, vale mais
do qu dez ou dozc de tripa m.
I,ogo que se extingui a (eilora, alguns parlicu-
lars se puzeram em contacto com os agrnomos
para strostilui-la neste commercio, attrahiam-os com
adianlamentos pecuniarios, impuzeram leis tsp&-
ciaes para as escullas; e preferudo-sc uos merca-
dns eslrangeiros lano 110 fumo em rama como em
torcido a cr de palha e o bom ardor, foi preciso
que o agrnomo semeias-se mais. junio, e assistisse c
beneciasse o tabaco de maneira que produzisse pri-
meiras e segundas qualidades, en lugar das desse-
radas c solas que se.preferan)'antes, o que repng-
navam os novos merradores como mais caras c me
nos procuradas para o consumo geral, por sua t cor
mais obscura c qualidade mais forle c menos ar-
dedor.
Daqui provm a uecessuiadc de supprr o Iraha-
Iho, que acemprejgava, porcxemplo, para oblcr mil
pezosem labaco,albendo quareula cargas cm lugar
de quinzcou vinte.qtte antesdavam a mesma quau-
tia; qoe se appficasse todo o genero de trras ao
cultivo; qpe este se fizera seru considerarao a es-
crupulosa assislencia c proporcionada distancia, qu
o fumo requer para a sua boa qualidade; que se
corlaase o tabaco antes de estar maduro c em lempo
conveniente; que nao se ie desse-abraudura nc-
cessaria, que be sua principal endsao~e~quc se
omitliram outras precaucOes e cuidados que conlri-
' buem para a boodade intrnseca do fructo, e para
evitar que se perca o pouco lempo.
Tantas infractOes e abusos lem Ira/ido graves dcs-
engauos, porque os consumidores, higo que fo-
ram acoslnmados fumar nao achavam nem Imm
gosto nem aroma no tabaco, se diflicultou sua con-
servai;So,- e muitas partidas elaboradas e em rama
se tem perdigantes do anno por mal ncondiciona-
das; poiquando o bom fumo no segundo e lercei-
ro auno da colheila se torna nielhor, o Tumo ordi-
nario e mal-aviatfo, ao contrario se pica de promp-
lo e se torna em p. Por pouco que o lempo des-
troe, nao se colhe a suflicientc capa; e agora cla-
man) o* compradores por aquillo que antes nao que-
ran), isto l pela qualidade,' v os consumidores ge-
ralmeute pedem tabaco maduro, qne equivale ao
mesa e sobre tudo que lenha forca e bom gosto.*
Pode dizer-se, que como a littertura, assira lam-
--._________________
(*) m at)de setembro de 1835, eomprei um si-
lio com 8 escravos, aos quaes ajuntei finco que nao
iinham vislo o cvllivo, deque tambem ru nenhum
oulieriment linha. Nada havia preparado, e o
meu administrador ordenou tudo cm oito a dez
das, sem ir ao sitio em que occorreram raudancas e
alorpecirneatos; aperar dislo porm produzio a ro-
fita no julho immediato, em tabaco, a quantia de
tres mi| e duzentos pezos, sem contar um grande
porjao de folhas quebradas e tripas boas que rescr-
vei. Neste anuo, pelo contraro, com trinla escra-
vos e todo* o* preparativos, perd ascmenleira, gas-
le Irezentos e seis pezos em novas sementes, e le-
nho corlado duzentos e cincoenla feixes de fumo
ordinaria, qne nao valem cein pezos.
rao oulros cm sentido contrario por accidentes (opo-
graphiros 011 I oca es. Exemplos de urna c outra
qualidade oferecem Rio-Hondo e Tirado, sem dei-
xar de haver excepces em um ou oulro diferente
lugar, e nos ros Guayguoleje- e Montesuelo, ele,
das parles tjuonce .Mantua, e nos de SI. Chrislobal,
Palacios c St. Diogo.
Que o clima e a lopographia do paiz 'iiifluem so-
bre a bomlade do tabaco, prova que o semejado nos
jardins e curraes de gado na mesma zona sobre ter-
renos de argila, cascalbo, areia 011 barro, que pro-
duzem naturalmente ulna intil c ruim palba, se
colhe lao bom tabaco com os adubos arlificiacs, co-
mo nos terrenos das varzeas c beira-rios ; oque nao
surcede fra ilesles lugares, porque se bem que se
colhe muito, nunca rene as condices de elasticj-
dade, aroma e consistencia, ou pezo que distingue
os produrlos (lestes privilegiados sitios, razao por-
que loiiliu por axioma, que os adubos nesles Ierre-
nos, por maos que sejam, darn nielhor tabaco, do
que aquello que se colhe nos terrenos mais rerteis
de oulros pontos. .
Ha oulra razao que decide da supremaca do fu-,
mo desde a Consolacao do Sul at ao Cabo de SI.
Antonio. He um facto que desde SI. Diego dos
Baulis para tora se semeia Uo ce/lo, que quando
alli se esla colhendo, nesla parle se preparan) Ier-
ras e semenleiras. Tenho visto com admirarlo cor-
lar tabaco, em 17 de setembro de 1837 em Santa
Cruz, entre SI. Chrislobal e los Palacios e lie com-
mnm em St. Diego comecar as colheilas cm dezem-
bro c Janeiro, quando da Consolacao para baixo
ainda eslao semejando. Esles fumos conbecidos
com o nome de fo partidos, creados na forca das
aguas produzem grandes folhas, delgadas c de boa
visla, porm sem consistencia e de pouco aroma;
sendo preciso apressar as colheilas c leva-Ios ao
mercado de Havana, para approvcitar os primeiros
embarques, ou fabrica-dos no mesrao instante pelo
fundado temor, de que fiquem picados ou mofados,
porque perdein de dia em dia rundirn e clasticida-
de. Tudo |sto corrobora o exposto e prova de que
o tabaco nan he planta d'agna, quando se queira que
elle rena as priucipaes qualidades de aroma, elas-
licidadee rigor.
II.
Sobre as trras do tabaco.
Para semenleiras de grande exlensao nao he fa-
cilsem grandes despezas adobar terrenos .esteris, c
se prcfer'em os que naturalmente sgo os mais apro-
Trrhnios-pata ete cuilivo. Em geral silo n,pn -. irr-
ras de pouco fundo : o barro qu areia Se enconlra
de mcia vara at urna da capa vegetal, e as vezes
acontece, que; quando nlguinas Ierras perdem as
Ierras dos desmoldes, diminucm sua fertilidad!- e
tornam-se imitis, se nao Ihes acode com os adu-
bos, ou se nao receben) esle beneficio dos nos. As
endientes destes lugares durante a estacan das aguas
arrastam as ciuzas das queimas que se fazem das
palhas dos terrenos, as folhas das arvores e oulros
despojos naluraes, que depositados dos remansos c
fotos de rertos terrenos, formam urna capa de estru-
mes, que, resolVdos com o -irado em urna Ierra li-
geira ou arenosa, facilita a sua lavra, pulrcrisando-
a, e produzo melbor tabaco ; porque esla planta he
propria da oslaran scea e lempo fresco, pormre-
quer terreno subslancioso ou muilo sticctilenlo, e
grande facilidade de estender c augmentar as suas
raizes que sao muitas e delgadas.
As Ierras de primeira classe para esle prpducto,
pois sao; as que lem um fundo vegetal misturado
com areia muito fina, e que sao banhadas dos ros,
que lhcs deixam despojos,; pois que lamben) ha mui-
las que se inundan) c longe de ser-lhes isto vaita-
joso, muilas vezes Ibes he prejudicial, porque as
aguas formando sobre ellas correnles, arrastam con-
sigo despojos c adubos, lhcs levam a flr de sua Ier-
ra se a encontram preparada, e muilas vezes aconte-
ce dcixar-lhes baucos de areia pura e grossa que as
eslerilise por muito lempo. Estes mesmos terrenos,
recorameudadoscomo de primeira classe, eslao amea-
tados de oulros riscos. Nao se pde^semeiar cedo
por causa das inundatoes, que, ou arrancan) o fu-
mo, ou o a Hogar 11, sem que as trras eslejam livres
deste risco cm qualqucr lempo que occorre alguma
chuva impeluosa; e quando se cstabelece urna sc-
ea prolongada, ellas eslao mais do que as outras,
propensas a rriarem o insecto cachazudo, que' he o
insecto mais destruidor do fumo c o mais difficil de
extinguir. Tal he a verdadeira c natural Ierra que
se conbccc debaixo do nome de focos da campanha.
Os terrenos que estimamos, depois, destes, sao. a-
quclles que IjJm muito fundo de trra boa c ligeira,
a que chanam tnesclada; porque rompondo-sc de
parte de areia, se revolvcm com facilidade, ou, que
sendo as margens dos ros, os cresceules os bene-
ficiam, anda que a tffrra de per si seja grossa e bas-
tante encornada ; c por ultimo ha dous extremos
de Ierra, que s3o muito- pesadas, ou gordas, ou
muito delgadas eligeiras; porque a primeira he mais
compacta, abundando em argilln ou barro, e a se-
gunda cm areia. Estas differcules trras se pres-
tan) ao cultivo do tabaco, e tem suas vanlagens e ris-
cos rola lisos ; porgue jn indicamos que qualquer en-
diente perde as semenleiras das da primeira ra w,
assm como os insectos no lempo seceo; mcscladas
resisten) mais i agua, e sao propensas a crearen) o
mcsmo bicho; as gordas requeren) mais agua, e, co-
mo aqui dizem, um anuo de invern, e supporlam
maisascea, esperando o tabaco, sem largar a flor
mais lempo do que nenhumas outras-, e as mais li-
g e i ras com lempo apropriado sao as mais \ iolentas
na veglacao; porm tambem senlem com mais fa-
cilidade os efeitos da agua, da scca e do cachazado.
Segninilo esta graduatao, corta-se o tabaco com
igual lempo depois de fres mezes de semeado as
Ierras delgadas, e demora-se cm proportao al cin-
co ou seis mezes as trras fortes. A quanlidade e
a cor do fumo lamben) varia, segundo o terreno ;
o terreno delgado d urna folha mais fina, he ama-
reliado, de pouca forta, c de -veas finas, e apenas
produz qualidade ou peso ; c guardando semclha-
casobe em cor e forta, em razao do encorpado da
Ierra ; bem qoc~eslasregrascommuns sao modifi-
cadas .pelas aguas, ^eTa-secca e temperatura; e
principalmente pelos adubo^ue fazem variar a
propriedade das Ierras, que nao obstante jmprimem
o seu sello ao tabaco, quando eslao bem misturadas
com os adubos.
Ha poucos pedatos de Ierra de alguma extencSo,
que sejam iguaes em qualidade e circumslancias, e
em allent-So a eslas comvm prepara-las cm sua op-
porlunidade. Gomo o agrnomo necessila de ou-
lros producios para alimenlar-se, destina parte pa-
ra arvores e fructas nulritivas, semeia arroz cm al-
gum terreno baixo e derpouco valor, e na's Ierras
proprias para o fumo, taz em geral a colli,eila do
milho d'agua, que vera a eolher-se em agosto e se-
tembro.
dairas. Os Absnos na (irande-Abasi, occdpam um
vasto paiz coberlo de bosques.
Sao bem feilos, ruhustos, e ageis. Finalmente
enrontram-se no (mirvan osDcsghi, osTadjeks, os
Armenios e os Turcos.
Os acoulecimcnlos ronlemporaueos tem dado
grande importancia a estes povos do Caucaso, que
sao um obslaculo de grande risisleut-a aos projeclos
da Russia con Ira a Turqua e contra a Persia. A
sua historia anliga que nao he senao urna serie de
guerras sem fim con Ira pnvoaciies barbaras, antre-
ineaiias de quando cm quando de lulas contra os
Trtaros, os Persas, e os Turcos, nao Iinham nun-
ca alirabiilo a atlcntao da Europa lao curiosamente
como agora. Os grandes interesses- polticos que
se dehalcm uo Oricnle sao a causa da importancia
com ipn- cometan) a ser olhados os povos do Cau-
caso, de ipii-m depende talvez o destino do imperio
otiomanu. Todos os estados do occidente tem o
fciaior inlcressc cm reprimir a aiiibicau da Russia,quc
urna vez senbora de Constantinopla pesara com lo-
do o seu poder sobre as naces do poeote sobre o
inundo inteiro.
lia nitenla annos que o Ciuraso suspende o Mos-
kovila que se empenba em tomar posires por este
lado da Turqua. Nos nossos das o heroico e' indo-
mavcl Chamil, lornou mais do que nunca esla
guerra nacional digna da admirarlo (dos contempo-
rneos e da posteridde. Paquete Commerciat.)
COMMERCIO.
Crem alguns lavradres que o millio nao esleri-
lisa a (erra como o arroz e feijao ; e s bem que a
0 CAUCASO E OS CIRCASSIANOS.
Na occasiao em que a guerra do Oriente promcl-
te gauhar consderaveis proportocs, e em que as
povoabes caucasianas comceam a lomar nella una
parle activa, deffendendo o Oriente da Turqua e o
Norte da Persia coalra um inimigo poderoso ; nao
certosfsera inil|il dar aos nossos leilors alguma uolicia
sobre osla parte uo globo e dos povos que a liabi-
lam.
Da-sc o nome de Oiucaso grande cadeia de
monlanhas que se eslende do S. para o N, N., des-
de o mar Caspio al ao mar Negro, e que forma o
imite natural entre a Europa e# a Azia. Projecla
ao norte c ao sul muilos ramos diversos, porm o
Caucaso proprjameiilc d ilo o ncleo formado por
Iros cadeias parallelas que difercm entre si cnvna-
turezo e conslituicao. A cadeia central, que lem
urna altura de 4:000 metros de formacOes ara n-
ticas. Os cuines estao cobertos de neves externas,
ehe da sua-estrema bram-ura que lhe provem o
nome. As cadeias lateraes sao de menos altura,
e separadas da ceulral por corladuras repentinas
que mais parecem alrysmo do que valles. O pon-
to, mais alio do grupo caucasiano he o Elbroz, que
tem urna altura de 5:000 melros cima do nivel do
mar ; depois segue-se o karbeth que lem 4:700.
Os antigns deram ,o nome de portas aos dcsiiladei-
ros deslasserrauias qoe perraittem urna diffl-.ullosa
passagem e communicacao entre a Europa e a Azia.
Na estrada de Mozdok a Ti (lis eslao as chamadas
porait caucostofwi, valle eslreilissimo e que cusa
qualro dias a percorrer a sua extentao. As pprtot
sarmaticas sao um dcsfiladeiro junio de Daghestaii,
no districlo de Kam mancharic. As portas caspias
commuuicam com a Porcia; e as iberias, conde-
cidas hoje com o nome le Shaourapo, be um iles-
lillaileii-o que os Persas tornara praticavcl para o
seu exercilo. As badas formadas pelas ramifica-
tes do Caucaso sao treze", das quaes sele sao para
as verlenlcs do norte. Os rios mais importantes
sao o Kubak e o Terek. Todos os climas da Eu-
ropa e da Azia se acliam reunidos nesta cadeia de
monlanhas onde, a vegetaran vara segundo as tem-
peraluras que reirtaro as diversas alturas, e sao
povoadas por habitantes bellicosos em luta perma-
uecente coutra o dominio da Russia.
A sua popularan eleva-se a dus milhcs e meio
de habitantes ; c ainda que composla de naces dif-
ferentes, e formadas por variedade de tribus, tem
comludo um typo nico ; lie urna raca azialica,
originaria da Azia ceulral, e dividem-so em seis
grujios ou seis difieren (es nacftes, a saber : os Les-
ghi, ou caucasianos orientaes ; os Metadjeghi ou
Kistos ; os Orcetos, ou /rons; os Abaso-Tclierkes-
ses ou caucasianos occidentaes; os Georgianos, e
as riiu* lurcas. Os l$gM parecem ser os Legae
dos anligos ; ainda hoje se fazcm temer por suas
rapias e correrras.
As mulhcrcs justamciile reputadas por sua belleza,
dcstrngBItPSe igualmente pelo seu valor. Seguem,
pela maior parte, a rcligiao de Mahomel, ainda
que se enconlra cnlre el les alguns indinos do chris-
tianismo ou de um polytbeismo grosseiro. He na
parte septentrional do paiz dos /Jsgi, qu eslao
siluados os Araros ; o seu districlo dennmioa-se
Chunsag, islo he, imperio dos Chunos, ou dos Hu-
nos. Sao aov ornados por nm Kan e fallan) um dia-
lecto especial. Os I agauches c os Touches, oriundos
dos A'i'.io..- e os Didae, qu habitara junto as nas-
cenles do Samoures; os Kouceches ou Konbclcltet,
constituidosu'uma pequea repblica; os Aconches
reunidos n'um pequeo eslade federal, os Auj-
Koumouks, povo de pastores e de roubadoures ; os
Ka isaks atraillados pela sua destreza e a gil dad o ;
os Karaels, possuidores d'um paiz rico e summa-
mente frtil; os Koumonks de origem lurca ; c
fiualmente os Troucltemens, oufro povo turco, oc-
cupam com os Leghi a parte oriental da verlente
norte do Cancaso.
Nos limites da Europa c da Azia, entre o Ou-
roup, o Terek o fioni o Aragoi, habilam os Osxe-
tos, oceupando a Imerelhia, a Georgia c a Circas-
sia. Sao de cuslumcs simples e d'uma indepen-
dencia selvagem ; as suas habilatocs sao todas como
pequeos castellos, c se bem que a Russia tenha
dominio no aaii territorio, cslflo bem longe de lhe
preslarcm vassalagem. Ao norte destes povos habi-
tan! os Kabariannos, de origem rircassiana outeher-
kessa, um dos povos inais numerosos de lodo o Cau-
caso. A Kaleudia bandada pelo Tercb, he dividi-
da por este rio em duas partes desiguaes ; he um
paiz fertilssmo e seria inimcnsamentc rico se os
habitantes soubesscm colher os facis productos
que a Ierra Ibes offerece. Alem d'um solo de fcil
cultura possuem grandes bosques ainda cnexplora-
dos ; desprezam mesmo ricas minas d ouro, pra-
ta, ferro c cobre, de que apeuas tiram o necessa-
rio para fabrico de suas armas.
Podcm as occasiocs de guerra levantar urna Tor-
ta de 1,500 nobres e 10,000 plebcus. Os Kalbar-
dinianos o a ra<;a mais formosado Caucaso : os ho-
mens iloslinanem-se por urna estatura elevada, com
exccllentes poriiortOes, fcitoes regulares, urna an-
parencia enrgica, e um vigor hercleo. As mulhe-
res sao d'uma perfeirao de formas, qne as fazem
juntamente celebres. Sao estas mesmas circassia-
nas de rara belleza c gratas voluptuosas, -que sao
tao cuidadosamente procuradas para o harem do
Sulto e tToutros poteutedos Orientaes. Os Soawe
visinhos do monte Klhrnuz o georgianos de naca.'.
fallan) um dialecto da lingna georgiana. Sao, belli-
cosos, porm ladrues, e nao amantes do aceio. os
Abaso-Tcherkesses, comprehendem um grande nu-
mero de povos. Na parte occidental eslao os Satkt
anligos Zigot de Strabao, 011 Zeches dos autores
bysantinos; os Baghir, os Ibsgps, os Madchaceis,
ele. He na sua visinhanca que se eslabelleceram
os Tarlaros-Nogais. Estes Abato-Tcher- Ketse de
origem crcassiana sao os mesmos a quem o? Russos
chamara Abacks ou Abackhi. Estendem-se at as
grandesalluras do Caucaso, habilam o paiz conheci-
do pelo nome de Pequea Abaa, e rompee-se,
pouco mais ou menos de 15,000 familias. Os sap-
chiks, no numero de 10,010 familias oceupam
planicie bandada pelo Kouban. Os Temisgois es-
lao situados ao norte dos Abavets Os Alikois sao
liiiiilroplies mu os Temisgois. Os Ksiboks hab tan
junio is nasccnles do Lata, confluente do Kouban.
Os Karatclu'agi, estao situados na nascenledo Kotl-
ban? s3o mais policiados que os oulros Tchrkesses,
e.as mulheres sao lindas e bem lenas. Apascenlm
uumerosos rebanhos de ovelhas, burros, e mullas.
Assegura-se que tem algumas Uotes do christianis-
mo, e conservam urna igreja cuja coosIruccSo mos-
tea ser anliguissima.
Na verlente meridional nu azatica do Caucaso,
cncontr-sc no meio das monlaubas, muilas nacoes
dos qne habilam a verlente opposta ; he urna con-
sequenda do seu estado uomada, norem os Geor-
gianos dominara sodre este lado aziatico. Compoc-
se a popularan de 53,000. familias, c subdivide-se
em Georgianos, propriamentc dilas, Mexitliianos,
(iaurianos, Mingrciiaitos, e Soaiies. O .nome de
Georgianos provem-lhe d'um prncipe chamado
Jorge, que viva no seclo X, Os habitantes da
Georgia sao em geral formnos c bem construidos ;
as mulheres rivatisam cm belleza com as Circas-
siauas,- ainda que a lez nao seja de (anta ahora. Os
rmerethianos, fallara a lingua georgiana, e formam
urna popularlo de 20 a 25,000 familias. Os Gouri-
anos, visinhos, do mar Negro, ao sul do Rioui, fo-
ram consideravelmenle armiados pelos Turcos, e
PRACA DO RECIFE 16 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces nfficiaes.
Cambio sobre Londres a 281|4d..60d|v.
Descont de letras de um mez\-2% ao anuo.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 15. .
dem do dia 16.....-.
181:3329381
, 25:176J084
Descarregam hofe 16 de fetereiro.
Barca inglezs Rothesau bacalluio.
liiiaue purluguezTarujo l mercaBorias.
litigue americano W. Price farinba.
CONSULADO GERAL. .
Rendimento do dia 1 a 15.....32:618{6il
dem do dia 16 .......2:4639754
350829395
Importacao .
Barca ingleza lAdy Kirmaird, vndo de Dtindee,
consignada a Adamson llowie & Companhia, mani-
festou o sehuinle :
471 1|2 toneladas inglezas de carvao depedra ; aos
mesmos,
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 15......3:0538488
dem do dia 16........2439780

tao ai deslruicoes qoe lem soffrido suas malas, e a
qualidade da maior parte das Ierras, avahadas por
10:0009000 de rs.; e a propriedade Tabalinga por
seren urna estrada que offerece muila vanlagem.rom
um riacho permanente, o.uma casa de taipa epberla
do lelhas, ainda nova, avahada por 1:0009000 ; sen-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E para qne chegue a noticia de todos, maodci pas-
tar editaes queserao publicados por 30 dias no jornal
de maior circula ao, e afiliados nos lugares publi-
oos.
Dado e passado ncsla cidade do Recife de Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Manoel -Joa-
qun) Baplisla, escrivao interino o subscrevi.
Custodio Manat da Silva GttiaiarSei.
Tendo de se proceder na dia 18 do correte a
aparacao geral dos votos para um deputado assem-
bla geral legislativa, para preencher a vaga, qne na
respectiva cmara deixou o Exm. Sr. eonsellieiro,
ministro da jsliea, Dr. Jos Tdomaz Nabuco de A-
raujo ; a cmara municipal convida a quem quizer
assislir a esse aclo, a comparecer na casa de suas ses-
soes, no dia indicado, das 9 horas- da roanha por
diante, l'.iro da cmara municipal do' Recife em 15
de fevareiro de 1851.llar ao de Capibaribe, presi-
dente. Joao Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
Perante a cmara municipal desla cidade, es-
tar em praca, nos dias 15 e22do crrenle, e l.de
marro subsequcnle. a obra do novo malailoaro publi-
co, que deve ser construido no lugar da Cabanga, or-
caila em 150:0003 rs. Os pretenden les qoe quizerem
consultar a planta, orcamenlo e programma da obra,
poilcni-se dirigir em todos 09 dias uteis, ao paco da
mesma cmara ; e para que possam laucar deverao
apresentar fiadores habilitados na forma da lei.
Pato da cmara municipal do Recife, em sesso
de 8 de fevereiro de 1854.Baraode Capibaribe,
presidente.No impedimento do secretario, o ofli-
cial Manoel Ferreira Acciti.
DECLAJUACO ES.
3:2973268
Exportacao'.
Trieste, patacho damburguez Hduard, de 167 to-
neladas, conduzio o seguidle : 2,030 saceos com
10,150 arrobas de assucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do 'dia 16.......649969
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 15.....35:5355779
Idemdodial6......... 1:9903234
27:5263013
MOVIMENTO DO PORTO.
Rio de Janeiro25 dias, escuna brasileira
de 111 toneladas, capitaoAntonio Silveira
Navios entrados no dia 16.
Emilia,
pilan Antonio Silveira Maciel,
equipagem 9, carga varios generes ; ao mesmo ca-
pilu.
demIR dias, galera ingleza Iteendeer, de 380 to-
neladas, capilo C. Hunl, equipagem-18, em las-
tro ; a Deane Youle & Companhia.
Assi'i14 dias, brigti brasileiro Liberal, de 207 to-
neladas, capitao Joao Pereira de Magalhaes Bast-
ios, equipagem 12, carga sal; i Manoel da Silva
Sanios. Veio largar o pratico e seguio para o
Rio de Janeiro.
Philadlphia33 dias, brlgue americano IVm. Bri-
ce, de239 (ooeladas, capitao Daniel Quig, equipa-
gem 10, carga farinba de trigo e mais gneros ; a
llenrv Forsler ; Companhia.
Rio de Janeiro pela Baha6 dias, vapor inglez 11ra-
sileira, commandante Cox. Passageiros para esla
provincia, Manoel Joan de A mor 111, Dr.Jo.1o Ho-
norio Rezerra de Menezes, F. Gontalves Bastos,
Joaquim Ribeiro Soares, Raymundo Ribeiro Son-
res. E. Tessel, Edouard Chrislian, C. A. Ferreira
da Silva, Camillo lie/erra.
Rio Grande do Sul30 dias, hrigue brasileiro Ca-
macuan, de 285 toneladas, capitao Joaquim Mon-
teiro de Meirclles, equipagem'12, carga 10,509 ar-
robas de carne secca ; a Amorlm Irmos.
Rio de Janeiro18 dias, hrigue brasileiro Palla, de
217 toneladas, capitao Jos Alves de tirito, equi-
pagem 14, carga carne secca ; a Amorim Irmos.
Sarios sahidos no mesmo dia.
New-Bedforib Barca americana Kemrod, com a
mesma carga que trouxe. Suspenden do lameirao.
AssBarca brasileira Firmeza, em lastro. Suspen-
deu do lameirao.
Liverpool e portes intermediosVapor inglez Bra-
sileira. commaudanle Cox. Passageiros desta pro-
vincia, Antonio Jos Fernandos, l.uiz M. Rodri-
gues Valenca, E. Chandro, Luiz Thom Gouzaga
Jnior, Joaquiaa Antonio Pereira, J. F. G. Klatl.
Real companhia de paquetes a vapor.
No dia 20
deste mez eu-
pera-se do sul
|83 fV Wl o vapor Great
Weitern, com-
maodame Be-
vis, o qual de-
pois da demora
fcdo costme se-
Hhir para a
'opa: para
i.igeiros Ira-
ta-se com os agentes Adauvsou llowie & C., roa do
Trapiche Novo o. 42.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Oconselho de direccao convida
nitores accionistas do banco de __
buco a realisarem de 1 "1 u r 1 tle marc
corrente anno, mais 20 por 100 sobre-o
numero de accoes com que tem de ficar,
para levar ell'eito o complemento ao ca-
pital do banco de dous mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
185*.O secretario do conseibo de direc-
qao.Joao Ignacio cte'Medeiros ltego.
Pela contadura da cmara municipal deca ci-
dade, se faz publico que- do primeiro ao ultimo de
marco, prximo futuro, se far a arrecadacao, linc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre eslabeleei-
mentos, ftcando sujeilos a mulla de 3 % os que o nao
fizerem no mencionado prnzo.No impedimento do
contador.O amanuense,fra/tasco Canuto da Boa-
viagem.
1 "COMPANHIA DE SEGUROS
INDEMNISADORA
No dia sexta-feira 17 do corrente mez, llavera as-
scmbla geral desla companhia, para aapprovacao
dos senhores accionistas, em conformidade do art.43
dos estatuios : pelas 11 horas da raanha na sala da
associacao commercial.
bonetes finos perfumados, caixas de velas de carnau-
ba de primeira sorte feilas no Aracaty, um piano
inglez, urna cadeirinba d arruar, quadros de diver-
sos goslos, obras de ouro, dilas douradas, oculos de
alcance, livros com eslampas chinelas, grande perfilo
de charutos da Baha superiores e ordinarios, e mui-
los oulros arligos que serao apresentados a compe-
tencia publica.
LEILiO DE Fffl
Ao armarinlio do Cardeal !
Mascaras de rame e de panno
Com cera e de papelao ;
M uilas nao leen machnisme,
Outras leen
O agnle Borja Geraldes, de onJt___
de JoSo Baplisla da Silva Lobo, terra-fel
rente as 10 k horas da raatihaa, far leilf
zendas e dividas existentes na tejada ra do Passeio
Publico n. 5, pelo maior preco que fr oflercido. 1
Vctor Lasne transfer,- por causa da chegada
do vapor, o'aeu leito de esplendido sortimento de
fazendas, pira aegonda-feira, 20 do correte, as 10
doras da manda em ponto, com qualquer numero do
flus freguezes ; no seu armazem, ra da Cruz.
Leilo sem limile.
Sexta-feira 2* do corrente, as 11 horas da manhia
em ponto, haver leilo no armazem de M. ("arneiro,
na ra do Trapiche n. 38, por inlervenco do agenta
J. Galis do seguinte : cadeiras brasileiras, ingieras,
americanas e damburiuezas, ludas deboas madeiras,
assim como algumas de ferro e oulros objeclos lodos
envemisados a imilac.iio de- bronze, guardas loucas
de amarello, mesas redondas e elsticas para jantar,
avalnos, sofis, marqoezas, camas francezas, um
baldo d'amarello, um rico jogo de vollarete, e ama
caixa para costura, ambos os objectos de charao, um
bom piano inglez, proprio para quem liver de apren*
der.
AVISOS DIVERSOS.
Offererc-se um menino porlugoez de 14 annos,
para caixeiro de qualquer estabelecimenlo, excepto
venda : na ra do Trapiche Novo, n. 20.
Olferece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro, ou de pouca familia : no beccodoPorlo n. 3.
S. FRANCISCO DE PAULA.
.':; Ueia de pregar o ltvm. Sr. padre Manoel M
Thomazda Silva por se aedar doenle, subsli- $
@ luindo o Rvm-. padre meslre Fr. Joo da As- ($
stimpco Sluura.
CABO.
O abaixo assignado, como arrematante das afe-
riepes de pesos e medidas do municipio do Cabo,
ver peranle o respeilavel publico, protestar em
quautu o nao faz pelos meios iudiciaes, contra oac-
tual aferidor da cidade do Recife, o qual nao obstan-
te ler o Exm. presidente da provincia decidido favo-
ra\cimente com o parecer do.Dr. procarador fiscal
da fazenda provincial ; que abaixo vai transcripto ; a
representacao que lhe fez a cmara municipal doCa-
bo, contra o procedimento criminoso daquelle ou-
lrosa fer i dures, que com forca armada desoldados de
polica, pegara os habitantes deste municipio, que
vao vender agurdente, e'obrigam-uos aferir,
conlraferindo aquellas que j vio ateridas neste mu-
nicipicio, o que he contrario ao art. 3. cap. 5. das
posturas municipaes desta comarca ; continua o ate-
nder do Recife do anno corrente, a pralicar
mus insultos, como agora o fez com Manoel J-
mos, Ignacio do Reg, e os cargueirus do Ex:
rao da Boa-Vista, e oulros muitos, pelo que .
la o abaixo asignado proceder criminalmente cotttl
o mesmof feridor, para que de urna vez se decida^l
que parte est a razao, e assim poder o abaixo asiig-
nado pagar oudeixar de pagar a caraira o restante
da arrematado que fez.
Cabo 15 de fevereiro de 1854.Francisco Rufino
do Reg Brrelo.
Qunto 0 primeira parle do ofticio incluso, refro-
me a ioformacao da contadura, visto que a quantia
consignada no artigo 13 da lei do orcamenlo vigente
nao est esgolada, e pode ser applicada aos de que
(rala o orcamenlo junto,na obra dos reparos, que sao
precisos a cadeia do Cabo. Quaoto a segunda parte
do mesmo ofticio, me parece que se pode prevalecer
a cmara do Cabo das penas decretadas na lei e em
suas posturas, j os que se recusarem a afericAo de
suas medidas, sendo moradores na dita comarca ; por
issoquea afericu deve ser fela no lugar e mnnicipa-
ilidade que perteuce o vendedor, e nao no lugar da
"rnunicipalidade que pertence o comprador, no qual
mgnle devia a afaricao ser fela aqui no Recite,
por serxjluijar onde o genero he comprado e gasto.
Kecfe 3? de outubro de 1853. Guedes Altofo-
rad. ^\
Conforme.^O oflicial maior, Joaamm Pire Ai
cAado Por/e/fa.s^^
E niis se nao cdntifiha em dila copia, aqui bel
fielmente por mim pastada es-publica formada pro-
pria, a qual me reporto, e com esla eneettuei a
quem me apresanloo, e vai esta sem cousa que du^
vida faca, e por mim conferida nesla villa do Cabo,
aos 14 de fevereiro de 1854, trigsimo (erceiroda
EDITAES.
t^fsn
por isso nSo excedem um quarto da popularlo irae-
O lllm. Sr. inspector da thesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da dala deste a 30 dias
sero arrematados peranle a mesma thesouraria, e
a quem mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras materiaes e mais pertences
da capella vaga de Nossa Senbora do Socorro, cila no f
engenho Snccorro da fregueziade S. Amaro de Ja-
boatao : pelo que as pessoas que quizerem licitar, de-
verao comparecer na sala das sesses da referida the-
souraria, as 11,' horas do dia 21 de fevereiro pr-
ximo futuro ; adverliudo que a arrematarlo ser fe-
la a dinlieiro de contado.
Secretaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro de 1854.O oflicial maior,
limilio Xavier Sobreira de Mello.
Pela inspecco da alfandega se faz publico, que
excedern! do lempo do deposito, permillido nos ar-
mazgnsda alfandega.os volumes abano declarados:
pelo que sao avisados os respectivos donos-ou consig-
natarios-para os despachar dentro do prazo de 30 dias,
contados desta dala, lindo o qual serao arrematados
em hasta publica, na porta da alfandega, na forma
do artigo 274 do regulamento, sem que em lempo al-
gum se possa reclamar contra o effeilo desta venda, a
saber :
Armazem n. 6.
Sem marca sem numero, 110 rolos de fumo vindos
no brigue Magano, em 11 de maio de 1853; a No-
vara & Companhia; marca AFP, MFF, 2026, 2027
dous barris vindos no brigue francz Cezar, em 23
de maio d 1853, n M. J. Alves ; marca corceo 2,
sem numero 30 barris com manteiga, vindos na bar-
ca ingleza Mary Quem ofScots, em 16 de junho de
1853 ;. Russell Mellors & C.=
Armazem n. 7. '
Marca GCE 1459,1460, um embrulho vindo nal
escuna dinamarqneza Elene, em 26 de Janeiro de
1852; J. Kcller&C.
Lelrciro (Adolph) sem numero, nm embrulho viu-
do na barca auslriaca Graf Apponeje, em 28 de Ja-
neiro de 1852 ; A. Schmdl.
Alfandega de Pernambuco, 16 de fevereiro de
85*f O inspector,
Bento Jos Fernandes Barros.
Nos dias 20, 21 e 22 do corrente, eslarao em
praca no paco da cmara municipal do Recite, os re-
paros da poiiteziuha da estrada dos Remedios, orea-
dos em 969IJ00 rs. Os que se propozerem a arrema-
ta-los, comparecam nos indicados dias no paco da
mesma cmara.
Paco da cmara municipal do Recite, em sessao
presidente.Joao Jos Ferreira de Aguiar, secre-
tario.
O l)r. Custodio Manoel da Silva Guimares, juiz
de dir i lo da primeira vara do civelnesta cidade
do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e Cons-
titucional o Sr. D. Pedro II, que Dos guarde,
etc.
Faco saber aosqueo presente edital virem, e delle
noticia tiverem, que no dia 27 de marco prximo
seguinte se hao de arrematar por venda, quem mais
dr, em praca publica deste juizo, que ter lugar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com assis-
lencia do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
predades denominadas Pilanca e Tabalinga, sitas
na freguezia da villa de Iguarass, perteocentes ao
patrimonio das recolhidas do convento do Saolissimo
Coraco de Jess daquella villa, cuja arrematarlo foi
requerida pelas mesmas recolhidas em virlude da li-
cenca que obtiveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm. ministro da juslica; para
o producto da arrematado ser depositado na thesou-
raria desla provincia al ser convertido, era apoliccf
da divida publica. A propriedade Pitonga ero atle-
BRILHAPiTE ESPECTCULO.
SABBASO 18 DE FEVEREIBO OS 1854.
23. RECITA DA ASSIGNATURA.
Executada pela orcheslra urna bella ouverlura su-
bir a scena o sempre desejado c applaudido drama
A PAHUA 1BIIREL
com a mesma distribuido de papis com que foi a
ultima vez a scena.
No fim do primeiro acto ser dansado o lindo qlir-
telo lirado da ouverlura de Guilherme Tell, compo-
sico do Sr. De-Vecchy que muilo agradou ao pabli-
co'quando foi execulado : distinguindo-se a Sr." Ba-
derna e Ribeiro.
No Gm do segundo aclo ser cantada pela Sr.* I)e-
perini a excellente aria, a primeira de Sallo do mes-
lre Pachiny.
Dar lira o di veri imenlo com o bailete cmico em
1 aclo. que tanto agradou ao publico
MALINA OU OS MOLEIBOS.
Os bheles eslao venda no escriptorio deste
thealro.
Principiar s 8 horas.
SaVge.1 .
I regueiM ch'efai
Vinde v-las, i, a mim !
1 numero trinla e oito
Do Rosario larga a ra,
Achara quem,(!esejar
Outra cara para a sua.
* Jia ra do Queiaaio o. 46, toja
Moreira, ha para vender am espleu
nemiras d"^^^^aaaaal
lidadi
I
dos, fazenda
com aba estreila, dos. melhores 1
e prometiera vender por prec
O jenenl' lo a
companua de artifices, faz publico, qua to falsas a
cartas que em seu nome dirigi a diversa pessoas.
Domingos Aslonso Vieira de Mello, cuneado
Bacurno de Gaiola, pedindo suhscrip?Ses,e por meio
das quaes recebeu dessas pessoai varias quanlias;
por qunto o annunciante nunca o antorisoc
qoem de guarda no tbaaoura preodeu a sae in
do, ordem do subdelegado de Santo A a
que soub desta UaDcaucia, por
lieos alheios.
Perden-se ou foi tortada na noifa^de tts
14) na povoasaodoMonleiro.qmaearleir
dentro urna lellra da qua:
por Joo Jos More
O. Bieber & Companhia, do qu
e tendo mais a quantia de vinle e t
sdalas miudas ; a pessoa que eehoo, querer
lituir a carteira ea dita lellra, dando-se-lF
lilicacao o dinheiro, pode entrega-la na p
paleo da Santa Cruz n. 6.
O abaixo assignado faz tiente ao respa
publico, qoe niogoem faca negocio nem transaccao
alguma coto urna lellra daquantia de70OC0OO rs. sa-
cada por mim e aceita"pelos Srs. Nicolao O. Bieber
o Companhia, os quaes j te acliam previ
para nao pagar eoSo'araim, pon)'qu asta leua
foi perdida no dia 14 do corrente na noile do fogo
do Monleiro, na mesma povoajao.
Joao Jote Moreira.
O abaixo assignado nao podedo despedir-se de'
todos os seos amijrts por falla de lempo, o faz pelo
presente annuncio, e lhe ollerece o seu diminuto
presumo era Lisboa, para ond se relira ; e durante
sua ausencia delxi ficar encarregado de seus nego-
cios o Sr. Antonio Lniz de Olivelra Azevedo.
Antonio Jote -Fuman-
Desappareceu no dia l do corrente um n
que de 22 auno, pouco mais ou menos, de naca
nome Paulo, por lcunho Calraio, estatura un
ria, ps um tanto cambados, levand
de algodao acal: roga-se portento as pessoa?
le liverem noticia, de appreliende-lo e le^
Apollo n. 24, ou ao engenho Caiap, que se
impensadas de seu trabalho.
Ol ta!
Na ra do C
ta, tem os mais bonitos effejto* para mas-
que; como Jaros, ivelas, botes, cola
ngindo brillianlc
a tbeora e pratica
alem disto sabe
escripia de modo que se possa
e oliereca-se para escriplurar
nos, escriptorios
lar'na roa do Qneimado, nume-
kxtoColIegio i
Crespo n. 10, deseja-sc
) A11 tu lies, Ali'.u'
u Aranjo,' e Antonio Muir
J. G. Mal
coronel Francisco Jac
norte, na livraria ns. 6 e
_ commercie
independencia e. do imperio. Eu Manoel Jos d [dona, entregue-a na toja n. 3 ni
AVISOS MARTIMOS.
estatuios, da mesma caixa
! porluguez de teitura, defr
ancisco.
ieu-e urna pnleeira com brilhante, na po-
Voafa'd do Monleiro na nuite- de domingo 13 d
corrente : quem a achou e a quier restituir a su.-:
Ceara' e Acarac.
Segu no dia 15 do correle o hiate Sobr
(oulr'ora Flor de Cururipe), recebe carga e
geiros : trata-se com Caelano Ciraco da C. Moreira',
ao lado do Corpo Santo, loja de massames n. 25, ou
com o capilo.
Para o Maranhao. e Para' vai sabir
coma maior brevidade possivel, por ter.
parte de sua carga, o brigue nacional
Brilbante, do quaie capitao Francisco
Cardia : quem aowuio quizer carre-
gar ou ir de passagOTtf para o que tem
bons commodos, dirija-se ao capitao, na
praca do commercio, ou aNovaes& Com-
panbia, na ra do Trapiche n, 54.
Para a Bahia segu com presteza o
veleiro hiato nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreira Rios para o resto da
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
primeiro andar.
Para a Baha segu em 'poucos das a veleira
sumaca Ilortencia, por ter parle de sua carga prorap-
ta : para o resto trala-se em casa de seu consignata-
rio Domingos Alves Malheas, na ra da Cruz o. 51.
Para a Babia segu em poucos dias a veleira
garopeira I.Tacao : para o resto da carga trata-se
em casa de sen consignatario Domingos Alves .Ma-
theus, na ra da.Cruz o. 54.
Para' pelo Ceara'
a escuna nacional Emilia, capitao A. S.
Maciel Jnior, segu para o Para' pelo
Ceara', ate ao dia 24 do corrente, recebe
carga e passagt'ii-os para os dous portos :
a tratar na ra da Cruz, n. 13, com J. C.
Augusto da Silva, ou com o capitao iia
praca.
LEILOES.
SAHB\D0i8DOC0RREME.
RA DO COLLEGION. 14.
LEILAO' EXTRAORDINARIO
De urna grande porcSo de livros. conlendo di-
versas obras relisio-a, de direilo, lilteratura e va-
rios romances recreativos, lano em francez como
em porluguez, e algorr.as obras tambem em lalim.
0 AGENTE BORJA GERALDES.
Far o leililo das obras cima mencionadas as 10
horas em ponto, sera recusa de qualquer preco.
Sexta-feira 17 do .cor-
rente, as 10,1,,' horas da
manhaa, o agente An-
tones far leilao em teu
armazem, ra da Cruz
n. 25, de trastes de to-
das as qualidades novos
eusados, apparelhos do
porcellana para cha, vi-
dros para serviro de mesa, candelabros, candieiros
para meio de sala, espellius um rico apparelho de
porcellana branca para banquete, urna porco de sa-
Sanla-Anna e Araojo escrevi e assignei de meus sig-1
naes pblicos e rasos de que uso.
Em f de verdad?. O labcliao publico, Manoel
Jos de Santa-Auna e Araujo. ..
Constando aos abaixo. assignados que o Sr. Pe-
dro Alexandrino Ortiz de (".amargo, morador na fre-
guezia de Serinhaem, hipolhecario todos os seus hens
ao Sr. Francisco da Rocha Barros Wanderley mora-
dor na mesma comarca, e Sr. do engenho Siluro ;
por isso os abaixoassignadosf rotesta contram tal hipo-
theca; vislo o mesmo Sr. Camarao lhe ser devednr
al 9 de novembro de 1853.de2:006o22l*rs. c mais os
joros qne \rm .bx-orridn daqueUadabiemdante. im-
porlancia de urna letlfa sacada por Miguel Jos Bar-
bosa Guimares fc C., cm 9 de agosto de I8i. e
vencjda em 9 de fevereiro de 1813, de cuja exmela
firma sao os abaixo assignados liquidalarios ; e no
caso de ser verdade Ul hipolheca, est claro que he
para nao pagar a qem deve ha 11 para 12 annos.
Recite 16 de tevereiro de 185*.
GuimaraetSi Ilenriquei.
Desappareceu na manha do dia 12 do carre-
te fevereiro, o prelo Antonio, do naeo Caramida,
idade de 26 annos pouco mais ou menos, alto, secco,
falla demorada, ir bem prela, e tem falta de um
dente na frente n queixo superior, tem pouca barba
e conserva suissas, ps regulares, levou calca prela e
bonete polka : quem apprehender diloescravo o
poder levar na rreguezia da Vanea no sitio denomi-
nado Bebedouro, ou nesla praca no paleo do Carmo
sobrado novo que bota a frente para a ra de liortaj
n. 2, segando andar, que ser recompensado.
- Precisa-se de tima ama para todo o serviro de
urna casa de pouca familia : no aterro da Boa-Vista
u. 78.
Precisa-se'alagar um molequedelOa 12annos:
na casa de pasto Cova da Onca.
-7- Precisa-se alugar nm moleque de 11 a 16 an-
nos, para o servico de urna casa de pouca familia :
na ra Nova n. 36, loja de cntileiro.
Urna rogativa ao Exm. Sr. presidente.
Manoel Domingnes, por alcnnha o caxiado, um
dos maiores assassino da comarca de Flores e Boa-
Vista, qne resida para o Riacho Verde, districlo d o
Salsueiro, acaba de ser preso por urna ecolla dirig -
da pelo cadete Joaquim Jos Neves Seixas, do desta-
camento volante,commandado pelo capitao Jos Tilo-
ma/, llenriques : lonvorcs pois ao Exm. Sr. presi-
denlcpelo frurto que vai colhendoda medida dos des-
tacamentos volantes : louvores ao digno capitao, que
se lem mostrado iucansavel no cumprimenlo de seus
deveres; lonvores finalmente ao bravo cadete, que.
soube cautelosamente effeclnar a prisao da maior
fra daquelles sertoes; convem pois que o so.verno
mande que aquelle assassino seja conservado com
(oda a sesuranca. pois nao bavendo cadeias pelos loes, he mui nolural qne fuja um assassino qua se
julgater teilo mais de 16 morles e quasl todas para'
ganhar dinheiro ; e como lie natural que nos proces-
aos qne se bouverem de organisar, os mandantes ( que
por por .va de regra san influencias nos lugarejos)
com receio de tambem serem punidos lhe prestem
auxilio e prolecciio, seria medida salvadora o mandar-
se ordem para ser remedido a esla capital, onde no-
de ser conservado al que possa ler lugar o seu Jul-
gamenle. Um sertanejo.
No dia 20 do corrente, segunda-leira, as 11 lio-
ras da mnnha, na ra do Vigario n.20, se hade pro-
ceder, por parte do juizo de ausentes, enerante o Sr.
cnsul de Portugal nesla provincia, a arremalacao
publica dos bens deixados nelo subdito porluguez
Domingos Jos d Olivira, fallecido abintestado, os
quaes conslam de sacras cora feijan, caixas com san-
euesugas, viveiros com canarios, saccascom-cevada,
flor de sabugo, lindara, ronpa de uso.ete. Os prelen-
dentes podem diriair-se para examinar estes obje-
ctos anteada arremalacao a tabernan. 3, da ra do
Vigario, que lhe serao patentes pela pessoa para esse
fim cncarregada.
Oflerece-se urna mulber para todo o servico de
urna casa : no primeiro.becco da Carabea do Carmo
n. 1.
Quem precisar de urna molher par ama do in-
terior da casa de moco sol leiro ou pouca familia : di-
rija-se a ra das Aguas-Verdes n. 92.
O abaixo assignado faz sciente ao arrematante
das agurdenles, que deixou de vender este genero
de producan brasileira em sus taberna da ra D-
rela dos Afogados n. 22, desde o dia 14 de fevereiro
do corrente auno.JoSo Chrisostomo de Albuquer-
que.
Na tarde do dia 10 do corrente desappareceu ?
negra Rosa, de nat-Ho, idde 30 a 40 annos, boa altu-
ra, bem prela, beico inferior arosso, lera urna cica-
triz sobre um peilo, marea da Ierra della; levou ves-
tido de metira de cor ja desbolado e outru de azulo,
e um Ien;o de chita encarnado; tem sido encontra-
da com o hnlde'a vender agua pelo pateo do Carmo e
Cinco Ponas, e dcsconfia-se ou quasi se tem certeza
de estar oceulta por alguem, o que se protesta sobre
quem quer que fdr ; noaterro da Boa-Vista n. 45,
eu ra do Collegio n. 9, aoode se gratifica a quem a
Iroixer.
Os annuncios que tem sabido com as iniciaes
J. J. B.naoseelendem comoSr. Joaquim Jos Bap-
lisla, .
Por mdico ajuste na orna pessoa inldligente e
habilitada para escrever com aceio eperteio em al-
guns estabetecimentos commereiaes: a lraiar-se na
ra do Crespo, loja do Sr. Antonio Domingues Fer-
reir.
querendo ser recompensado.1
I.uiz Jos de Franca Carioca, brasileiro, vai a
provincia do Paria tratar desua saude.
Precisa-rse de ama ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra das Trincheiras o. 50, segundo andar.
Pergunta-sa Ilustre direccao do gabinete por-
luguez, que rcsponsabilidade lem o intitulado guar-
da do mesmo; ese este tem por tal encargo, presta-
rlo a fianca qoe parece lhe deve ser exigida. Islo de-
seja saber, e lalvez se disponha a vollar.O Dias.
Oflerece-se tima mulber de raeia idade para ser-
vir a orna casa de pouca familia, a qual eoiinha per-
fe i lamente, en 20 rosna e faz o maa's servico de portas
a dentro rdnjam-se a roa das Aguas-Verdes, defron-
te do oilao da igreja do Terco n. 89.
Milita attenco.
Novamenlc se faz ver as pessoas qoe esto Jevendo
na loja n. 39 da ra do Queimado, que foi de Manoel
Joaquim da Silva Ferrax, que veahan satisfaier mus
dbitos, pois o abaixo assignado, dono da mesma, es-
to dando principio a cobranca amigavel ou judicial-'
mente sem excepcao de pessoas, e para que nao le-
nliamqueixa, faz o presente.
Manoel Rodrigues do Silva-
Aluga-se urna preta, criouia, qne sabe bem en -
gommar, ensaboar, cozinhare fazer todo o servico de
urna casa com limpeza e aceio ; tambem ae aluga um
muleqne de bonita figur, que
vico de casa, e serve para mandadas per ser muilo
inlellignle e fiel: a tratar na ra Real {chora me-
ninos) casa n.3, qoe lem portSo ao la
Precisa-se comprar nraa carrora qoe seja bem
construida, e por commodo preco ; quem a liver, di-
rija-se i casa de pasto, cova da 00C*if|HMp ">m
quem tratar.
Na roa Novan. 60, precisa-se de ol
faiale para toda a obra;
Precisa-se de ma ama ido, para servido de
urna casa de muito pouca familia ; na roa das La-
rangeiras n. 5, primeiro andar.
Frederico Chaves vende um dos sevu sitias na
estrada de Beln eRosrinho, cora casa, arvecedoa de
fructos, Ierra para plantario, c pasto para vaets1
preco commodo ; no aterro da Boa-Vista n. t
Precisare de urna ama para todo ser
urna casa de pequea familia, que saiba cozinhare
engommar ; na ra do Hospicio n. 34.
Precisa-se de nm forneiro qne entenda de todas
as qualidades de raassas, e lera preferencia :
da Senzala Nova n. 30.
O Sr. Manoel Lopes Rodrigues Guiarles quei-
ra apparecer na loja de cera da ra da Croa n. 60.
Fortunato Carioso de Gott>
Eu abaixo assignadodeclai
lomeu Rodrigues Machado, subdeleg
na linlia-mc alugado o seu escravo de
que o dito escravo, depois de ter fica
em roinha casa servindo-me, foi elle mes
em casa do Sr. Pomateau; sabendo
escravo foi preso pela polica, c ignorando
vo, fac^o o presente annuncio para prevenir o se otar
do dito escravoHebrard.
Na roa Fnrmosa 5.* casa terrea vindo pela na
da Aurora, faz-se de encommenda bolos, podin, pas-
tis de nata, pSo-de-l, doce d'ovos de todas aa quali-
dades e bolinlios proprios para cha, todo co muito
aceio e perfeirao, e por prejo razoavel.
Ultimo fjo^o.
Os abaixo assignados, donos aa nova loja d oirrrves
da ra do Cabug n. 11, confronte ao pateoda mo-
triz e na Nova, franqueiam ao publico em geral um
bello e variado sortimento de obras de ouro de nsi-
to bonsgostos.e presos que nao desagradar*
queira comprar, os mesmos se brigant por qualquer
obra que venderera.a passar urna conta com respon-
sabilidade, tspecificando qualidade do ouro de 14
ou 18 quilates, licando assim sujeilos por qualquer
duvida que apparecer.Sera fim & Irmao.
Precisa-se de urna molher parda nu prela-for-
ra, qne saiba bem cozuhar o diario de nraa casa de
pouca familia, porm quer-se perfeita cozinheira, o
sobre tudo que seja muilo aceiada, sadia e.robusla,
ele. ; he smente para cozinhar, e nao para servico
algum de portas para fra ; na ra do Vigario n. 25,
armazem de assucar de Miranda & Companhia.
Para que nao pague o justo pelo peccador, faz-
se sciente ao respeilavel publico, que o annuncio so-
bre as ledras iniciaes J. J. B. ao se entende com o Sr.
Jos Jeronymo Bastos.
/o3o Catrintro da Silva Machado.
Peranle o lllm. Sr. 1}r. juiz de direilo da pri-
meira vara de civel desla cidade; vai pra^a no dia
17 do corrente, depois de audiencia, um terreno
plantado de coqueiros no lugar das Corcuranas, por
execucao de Joaquim Flix Machado, contra Ver-
nica Mara do Espirito Santo, pelo car torio do escri-
vao Molla.
Na roa Direila, n. 111, rebatem-se ordea-
dos.
Pela subdelegada da freanezia dos Afogados, se
faz publico, que se chara depositados 6 cavallos,
que foram bojeapprehendids uo lugar da lmbiri-
beira, por denuncia de serem furtados, assim como
foi preso ese acha na cadeia a pessoa que os linha
era seu poder, o qual he Vicc co Xavier
Machado, coinpauheiro de um FeBx Joi do Sa
mente, que' ha pouco conduzindo nm cavallo gran-
de mellado para entregar ao d foi preso
com elle, e j esta aabdetegnei a sen le-
gitimo dono, que era o Sr. cot^^M ^BMrt>rtan-
to, quera se julgar com direil
pareja, qne provando neste juizo legal
sero entregues.
-'- Precisa-se de orna ama que'corapte'e ;cozi
ou mesmodeum moo para isso habilitad
sa de solteiro : na ra das Larangeiras, segonc
d^do sobrado n.
Hp Precisa-se de urna ama queensa:
cozinhe, compre e cosa alguma co-
para tomar conta de tres meninos n
raem viuvo; a fallar, na casa n. 20
Pacaizo.
Roga-se ao Sr. Theofal J
a conta que tem na praca da
15.Joaquim PertiraAn t^'V
Hmeopulliia. 9.
O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinh'o mu-
dou-se para o palacete da roa de S. Francisco #
as (mundo novoj.n. 68, A. 9
Precisa-se alagar urna chiva para'* servijo
de urna casa de pouca familia: na ra do fiadre Flo-
riamiu n. 5.






dde 500al1:0009000 rs. com hypotheca em casas
Joaquim de M
vitalicio
legues
arrumadlo que nppareca, dando preferencia a taber-
na por ja ter alguma pralica : a Iralar na ra ireila
taberna o." 6.
Joao Jacinlho, subdito porluguei, retira-M para
Lisboa a tratar de sua saude.
: mente
i o Va-
terreira Silva
ro andar.
11 (oda a per-
dos porlos di
|"dos os onlie pralica
i-'deruos pian
|at publico para qualqoer con-
!o toda acer-
pessoas que o io-
:lio, tanto em brevidade
ico preco ; na ra Nova n. 41, primei

!nle:
Mida B ,. Icna.se hypothecada
aeabaixo iilica as notas
O 'alXS^^^HT Bernardiao Frdkcisco de Azetedo Campos.
- Preeisa-se de urna ama seco.i parftcas.1 de pou-
ca ternilla na roa do Trapiche n.
LO
*

i
_i rauco.
No armazem de fazendas bara-
ta, roa do CoRegio n. 2,
^ vende-se um completo sortimento
de fazendas, finasi e grossas, por
| precos mais baixos d" que em ou-
tra qualquer parle, tanto em por-
t c5e,comp retalho, affiancindo-
" ie aos compradores um s preco
Lpara todos : este ertabelecimento
hrio-se de combinacao com a
^ior parte da* casas commerciaes
;lezas, francezas, allemas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta doque se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ab publico em eer
ral, para que venham ^a' bem dos
seus interesses);.comprar fazendas
I baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim
O RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de re.
Quinta ou sexta feira da presente sema-
na, devechegardo sul o vapor inglez con-
ductor da lista da lotera da cmara
Valenta:
MASQU.-
Na ra do. Cabuga', loja de miudezas-
Compram-se escravos de ambos os sexos de l^a
20 annos : oa ra Direita n. 66.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminaco, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Compra-seolhos d> annanazes da (erra para
plantas, alo 1,000 ps: na taberua.da ra do aterro
da Boa-\ isla, n. 80 alii se pode dirigir os prelenden-
les a qualquer hora.
,T t^Pri-se urna carlcira em meio uso : quem
a liver dirija-se a ra Nova, loja n. 52.
Compram-se escravos de ambos os senos, tanto
ra a provincia como para fra della : na ra da
fin, 7. Nesla mesma casa se recebera escravos
bmissao.
Compra-s para o Rio de Janeiro urna mulali-
ropna para ama criada : a tratar na ra do
pfcorim n. 35. <
Cdmpra-se um preto bolieiro o sapaleiro, que
seta mocoe sem achaques, e sirva para toda) e oual-
espi-
VENDAS
de quatro portas, tem um camrdeto sor- IIV r1ra'V'"", d'"ma casa, quem'liver, dirija-se acH
U*" sobrado de um andar, n. 15i no paleo da ribeira de
Oto de mascaras, tanto de pando cu- San Jos, que al.i se dir quem precise.
mo de cera e arnae; assim como eafeites
para bordados de mantas, galoes
guilhas para o.tmesmo. '
Jffe Aloga-se sobrado grande da Magdalena,
fcUli que ca em frente da eslrad**ova, o qual
e ha de desoecupar at o dia 1. de marco : a Iralar
m aterro da.Boa-Visttn.45, ou na ra do CHegio
u. 9, com Adriano Xavier l'ereira de Brtlo.
Bichas.
Aiam-seevendero-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
IPmouta-se o obrado e casa terrea na esquina
^gei dro vellio, por uma casa na ladeira da ri-
heTa>de Francisco Xavier Pardelha: quem se adiar
com emonco appreja dentro de ires das.
i'recisa-seTSiugar urna ama forra oh captiva
para uma casa eslrarrgera_; na roa da Senzala Ve-
Iban. 60, Bfimeiro audarToO-rrilXapunga velli, si-
lio do Sr. Brito. S,
Alugam-se escravos para trabalhai-em arma-
zem de assucar ; na ra do Brum n..26.^""-,
Troeam-se maceos d lodos os "santos, seftr
perfeitai : quem tiver, dirija-jo' ra do Vigario n.
10, loja de pintura.
Traspassa-seo arrendamento de um engenho da i
beatas, rnoeote e corrente.distante do Recife 5 leguas,
e da estrada publica menos de raeia de bom caminho,
a ponto de chegarem os carros de cavados al a casa
le viundi, com boas e auflicientes lavas de canna,
mandioca, mtlho, feijao, arroz, caf*}, etc. etc., muito
perto e em roda do engenho, dous bons cercados de
vallados, baa, bem feita e nova casa de vivenda de
^sobrado toda envidraba, com alpendre de columnas
de modeirae grades do ferro, muito fresca, e com ale-
gue e encllente vista ; casa* de engenho, caldeira,
encaiiaroento, estufa e estribara, tudo de pedra e
cal, com lodos os seus perlences, e em moilQ bom ea-
Udo, sufflfientes senzalas para os prelos.casa de fari-
nha provida de todo o oecessario ; eicellhte hanho
cm uma billa casinlia apropriada, matla virgens
muito perto, hurta com arvoras fructferas, inclusive
uma boa porrao de eoqueiros ; bons sitios de lavrado-
res, .etc. etc. Ai caunas sao do muito bom assacar, e
de muito rendimento. Vendem-se as canas novas,
o gado vacum e cavallar : os prelendentes diriiam-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de Jaboatao a'trnlar
com o proprietario.
Francisco Mathias Peraira da Costa, mndon
sua residencia pira a ra Direta n. .66. .
Altaga-se o primeiro andar da casa da roa da
tiuia n. 46, e trala-se no aterro da Boa-Vista n
60, loja.
' Precisa-ae de um bom cwinheuo, forro ou cap-
tivo, para can estraogeira, paga-se bem: oa ra da
Crot n. 4Q. .
rreeisa-se lugar urna prela escrava para tra-
tar de uma crianca e de seus pertcnces, com a paca
mensa! de lOjOOOrs.; na roa de S. Francisco, so-
brado o.:
Contine estar fgido desde o dia.3 de julho do
anno passado, o eterno Jos, Mocambique, de idade
para mais de 40 t/mos, he magro, cara enrngada, es-
lalnr regular, foidoSr. Francisco Antonio dc-Car-
valho Siqueira ; roga-se a todas as autoridades poli-
ciaes e capilaes decampo d prenderem o mesmo es-
cravo, cortduzindo-o i roa Uireita a. 21, esquina do
necee da Peona, que ae dar a gralificacao de 50.
Aloga-se uma boa escrava para o aervico in-
terno de qualquer casa ; na roa do Golleeio n. 16
primeiro andar. '
e-se um rapaz portoguez para bolieiro de
urna casa particular ; quem pretender, dirija-se a
quina da ra das Cruzes n. 2, que se le
diraquemhe.
domingo de manbaa, conduzindb om preto
nmcavallo, de Beberibe para esta cidade, esto sol-
andou all por diOerentes lu-
.i perder a bride que he de me-
n picadeira do prata : quem a l-
rendo-a levar praca da Independen,
cia m.o 16 W sera recompensado.
lugar uma ama que saiba lavar.
cosila*. 2?"?W e fMW fbinario de uma casa
de pouca familia : oa roa Direita n. 116.
ves Ferreira Serro, brasileiro, reti-
ra-se par afora do imperio.
Gabinete portuguez de Ieitura.
O Illm. Si presidente da directora convoca os
Sn. accionistas para assembla geral, no dia 19 do
crrante, as 11 horas da manhaa.Joao Querino de
Aguilar, primeiro secretario.
ATTEfC (CO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Pfwlo GrignOB, denlisla receben agua denti-
fnce do Dr. Pierre, esta agua eonhecida como a me-
lborjae;tem apparecido,'f e tem huiifos elogios o
en autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
eheirosa e preservar das dores de denles: tira o
Novo telegraplio.
Vende-se o roleiro do novo telegraplio que princi-
piou a ler andamento no dia 29 do correnle, a 240 rs.
cada um: na livrnra n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se um grande leilo de Jacaranda, mui-
to forte com annaciio e grade de palhinha, quasi no-
vo e feito por um artista inglez nesla cidade : na ra
eslreita do Rosario, loja de marcineria, n. 41.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante*4flfe
lera vindo, e oulros de diversas qualidades /fot me-
na ra d#/Tadeia do
fAZENDAS BAR ATAS PARA A QUA-
*_ RESMA^"
Na nova loja de fazendas linas, na rita do
Ei.v'ainent, n. 8,ao p.ie op pmazem de
louca, com o poiias,
vende-se sarja prela de seda hespanbola, primeira
flualidade, o covado a 29200, 200.260, 2s800 e
I3S200; selim preto Superior, o covado a 39200,
f3600. 4$ J00 e 4&800 ; manas de fil de linho pre-
tas bordadas de seda, gosto moderno, pannos pretos
finos de prova de limao, e casemiras pretas, chapeos
de mssa pretos, forma moderna, sedas decores mui-
to ricos gustos, e sorlimentd para poder escolher, e
oulrasmuilas fasendas por menos preco do que em
oulra parle.
gosto desagradavel oue d em geral o charuto, al-
gunas gotas desta rfum copo d'agua sao sufficien-
tes; tambem se achara po denlifrice exceUente para
aconeervasaodos denles: na ra larga do Rosario
d. 36, segundo andar.
Deposito de carvao.
Aluga-se um grande armazem propro
para deposito de carvao, a' beira mar, na
na de Santa Rila, com trapiche para car-
a qualquer hora : o
ta-se na ra do Tra-
do andar.
to Dias Ferreira tem uma carta na
i n. 6e8.
leGoianna Manoel
*. de Alta |ierljeu elllre
Itebanga aa teMeiroda Mangueira, orna carteira
*00rs.;e porque lodo eesedi-
le 5009, 200 lOOMn.,
^(m o achou, no caao de
utas destes'valores,-sem
: pelo que offerece o re-
*"'0 9000 rs. a quem lh* ,-esti-
300?000rs. aquemde-
tem
JATOsn
He aterra da Boa-Vlst
amdar.
A. Lellarle. tendo de se demorar pouco
lempo nesta cidade, avisa ao respeilavel pu-
blico que quizer utilisar-se de seu prest- ;
mo, de aproveitar os poneos dias que lem
de residir aqu ; os retratos serio tirados com
toda a rapidez e perfeic.3o que se pode dse- ;
j jar. No estabctecimenlo ha retratos i mostra
para as pessoas que quizerem examinar, e es-
ta aberto das 9 horas da manhaa at as 4 da
tarde.
O Sr. S. B. S. A. lenlia < bondade de vir pagar
o que nao ignora ; assim como restituir os Diarios
que sua me ice mandou para Portugal, no caso de nao
o fazer p ublicarei o seu nnme por estenso ; na ra
do Livramento n. 38. Antonio Peixoto de MaOa-
UiBes.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior roga a
quem com ellelenha contas, de dirigr-se ao Sr. Joa-
quim Jos Ramos para serem pacas, assim como os
que Ihe estao a dever,| de pagarem ao mesmo se-
nhor, na praca do Corpo Santo, n. 6, escriptorio.
Precisa-sede uma ama com leile e que seja
bom e sem lilii ; na roa de Santa Rita, sobrado de
um andar n. 85.
COMPRAS.
Farinha de mandioca.
Vendem-sesaccas com superior farinha
da trra : na ra da Cadeia do Kecife, es-
quina do becco Largo.
Vende-se sal do Assfi, a bordo do brigue Ffliti
Destino-, os pretndeme dirijam-se abordo domes-
mo^ouafallarcomoSaraiva, on no escriplorio de
Manuel Goncalves da Silva, na ru da Cadeia do Re-
cife.
Vende-se um moleque pequeo; na ra do Ca-
buga, loja de miudezas de 4 portas.
Na taberna n. 96 da Iravessa do Paraizo,Jten-
de-sepor multo barato oseguinte: porcilo de louca
pu ada, carrafas e botijas valias, pipas, arcos de fer-
rrls e mais cascos, botijas de genebra, e muilas
lie vista do comprador s dini.
NA ESQUINA DA RA DO
CRESPO N. 16.
Vendem-se chales de 15a com
palmas de seda, proprios para as se-
uhoras andarem por casa, pelo di-
minuto preco de 2.<500 rs. cada
inri ; cassas fi-ancezas decores li\as
a:500 rs. avara; riscadinhosfran-
cezes de bonitos padroes proprios
para roupoes de senhora e timaozi-
nhos de meninos a 200 rs. o cova-
do ; ganga.amarella com pequeas I
listas de cores a 320 is. o covado :
cheguem freguezes antes que se
acabe!...
OinlO OE PERNSMBUCO
Legitima sarja hcspanhola da melhorquali- @
dade que aqui lem vnrdo, dila um pouco mais
* a baixo, selim prelo para vestidos,corles de se- @
da prela lavrada para veslidos, fazenda sope-: @
tot, veiuiin preto, chales e mantas de filo de
seda bordados, romeiras de retroz prelo tam-
bem bordadas, meias de seda prela de peso,
lano para homem como para senhora, e ou-
Iras muilas fazendas propriespara o lempo da @
_ quaresma ; na ra do Queimado n. 45, loja
-9 de Bezerra & Horeira.
Vendem-se duas camas, ambas de armado e
de casal, sendo urna de Jacaranda e nutra de angico,
e um berro de Jacaranda : na ra do Passeio Publico
loja n. 7.
Vende-se por preco commodo, e a rclalho, uma
Dreno de cera anvirella, e cera dj..carnauba : na
la
'Vende-se a taberna da ra do Collegio n. 16,
com poucos fundes, e faz-se lodo o negocio; a tratar
na ra do Queimado, loja de fazendas n. 42.
Vende-se uma prela, crioula, de idade 40 an-
nos, que eotende alguma cousa de coznha ; na ra
da Madre de Dos n. 7, loja.
Vende-se uma motada de casa terrea feita de
pedra e cal, em chao propro, na povoacao dos Afo-
gados, ra de S.Miguel n. 13 ; lambem se venden)
carriunos de mo: na ra da Praia de Santa Rita, de-
fronte da ribeira n. 10 e 12.
Quem quizer comprar um deposito com poucos
fundos cm muito bom local, e muito bons caixes pa-
ra assucar, dirija-se aamesm, defronte do largo da
Santa Cruz, ra do Rosario n. 55, ou no Corredor do
Bispo n. 20.
Mascaras de rame
a 29 e 28500, nmito perfeilas; na loja de miuilezas
da ra do Queimado n, 71, entrada da do Rangel.
Vende-se uma escrava crioula, de 28 annos de
idade, de bonita figura, perilima cozioheira, lava e
emgomma, e faz todo o servicu de urna casa de fami-
lia, vende-se por seu dono se querer retirar ; adver-
te-se que n) tem vicios : na roa do Livramento
n. 5.
Vendem-se saccas com muito boa farinha : no
Recite loja de cambio do Vieira.
Alerta amantes do carnaval.
Na roa do Queimado loja n. 17 vende-se um ex-
cellenle e rico vestuario para qualquer rapaz do
grande tom, que queira chibar nos bailes do carna-
val ; o seu preco he mdico. ,
Vendem-se com pouco uso os livros teguintes:
Historie Sacra?, Fbula; de Pbasdri, Saluslius, Virgi-
lii Rcrdi, Epstola Ciceronis, Ord. Verborom Salus-
lii, Hislory of Rome (por'Goldsmiths), dita dila (por
Thomaz Morell), Vicar of Wakefield, Jonhson Paeis
Milln, Historia Sagrada (por Bernardioo), colle'c-
Ses de problemas, diccionario geographico com 59
cartas (por Perol); no aterro da Boa-Vista, loja de
onrives n. 68.
Vende-se a taberna sila na ra da Lngoela n.
4,-com poucos fundos e em bom local; a Iralar na
mesma.
Vende-se um cavallo ruco bom andador e
por preco commorjo ; na entrada dos Reme-
dios, silio n. 2. No mesmo lugar lambem se
vende um escravo mui versado no servicu de
campo, mui principalmente no (ralamente de
vaccas de leile.
'CO Machado da
Hbi pe
ypo-
inalura, visto que o
IPATHIA.
lodosos
diis no su eousullono, roa do Trapiche n. 14.
Vende-se um carro de 4 rodas, um cabriole! e
um jogode bilhar: a fallar no armazem de M. Car-
neiro na ra do Trapiche n. 38.
Vende-se uma iinda escrava prela de 20 annos,
com todas as habilidades para mocamba : na ra da
Praia n. 43, primeiro andar.
Ra do Queimado ii. 1.
Na aolig loja do Meia-Pataca, vende-se para aca-
bar por menos do seu valor, as seguintes fazendas :
lil de cor aberto para cortinados a 920 rs. a vara,
pecas de brelanha de puro linho com (i varas, a
2JS500, irles de calca de cas.emira prela a 4951)0,
penles para alar cabellos a (00 rs. a duzia, lencos
braiicos cercados de cor para meninos a 100 rs. cada
um, pecas de cambraia lisa, finas, com 6, 3?)00 rs.,alpaca escesseza de seda, prupria para obras
de meninos ou meninas a IJJOOO o covado, brelanha
de linho superior a -400 rs. a vara, casemira preta
elstica a 1^280 rs. ocovado ; e oulras muilas telen-
dos, que a visla se dir o preco.
Vendem-se meios" hlhetes da lolera de N. S.
da Rosario a 2>0-; na ra do Livramento, toja de
calcado n. 35. r
- Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
raso IrmSos.
Veude-se uma casa co bipollicca-se, nas Cinco
Ponas ; a tratar na ra de Sania Cecilia n. 8.
Vende-se doce de caj seceo a 400 rs. a libra,
dito de mangaba dito a 320, dito do limao dito a 320,
-*- como ps de lapoli boas de se mudaren), pois
o em caixoes, e juntamente ps de uvas musca-
(linda, na,ra rio Boinfim, era casa do
assignado.Manoel Sunes de Mello.
FAMA.
No aterro d Boa-Vista, defronte da
boneca n. 8,
tem novo v^iimenloda lodos os gneros de molhados
4e superior qualidade, e presMi muito commodos :
manleiga ingleza a 480, SCO, 600,720r80Oe 900 rs.,
fraoceza a 560 e640, pasaas a :t20 e480, amis a
400 rs., peraseecas a 480 a libra, marmalaria
boa a 13*00 a tela, bolachinlia -de aramia a 2)300 a
lala, caf moido doJRio a 2i0 a libra, presuntos do
Porto, Ungnicas e paios, superior champagne, fari-
nha de mandioca em laceas a 69000 ra.,queitoi do rei-
no, tudo de superior qualidade.
Vinho de Collares
em barris de 7 em pipa :' vende-se em casa de Au-
gusto & de Abreu, na ra da Cadeia do Recite
u. 48.
Attencao.'
He chegada a excellenlc pitada do muito acredi-
tado rap de Lisboa, pelo brigoe Tarujo I, e adia-
se a disposioao do publico no deposito da ra da Ca-
deia do Recite, loja de fazendas de quatro porlas n.
51. Adverte-se que o preco he 39200 rs. a % moeda
i vista.
Vendem-se velas de carnauba muilo boa qua-
lidade. em porcao, por preco commodo: na ra Nova
n.2().
Vende-se para uma serrara, refi-
naco ou padaria um terreno corn uma
casa, na ra da Concordia, aondaJUjn urna
serraria e r^iaco, e tem terreno para
fazer ouUaa. leudo serventa inde-
pendentej|| wc-sp por seu dono retirar-
se : a trataTla ra Nova n. o.
Chapeos francezes.
se chapeos francezes finos da ultima mo-
aba eslreila e larga : na loja do sobrado
quatro cantos da ra do Queimado nu-
dps de seda preta a 18$000 rs.
lewe corles de veslidos pretos de seda la-
vrada, bons goslos. pelo barato preco de 18S0OO ris
cada corte : na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram ltimamente navalhas
de barba, superiores a todas quan-
tasat agora se tetr- fabricado, por
seren de ac tao fino e de tal tcm-
bra, que alem de durarem extraor-
nariamente, no se sentem no
ix>8to na acrao de cortar ; sao feita
pelo hbil fabricante de cutileria
que mereceu o premio na expsi-
to de Londres, e nao agr-lando
pdem os compi-adores devolve-las'
at 15 dias depois da- compra, e se
lhes restituir o importe.
Vende-se cada esfojo de duas na-
valhas por 8(000 rs., preco fixo :
no escriptorio de Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
Na' loja de 6 porlas, em frente da igreja do T.-
vramenle, venMem-se chitas francezas decores escu-
ras a 21j0 rs. o covado, cortes de cambraia com barra
3 2jft400 e 29800. ditos de cassa chita com 6 1|2 varas,
a t|880, lencos de cambraia brancos, ditos com barra
de cores a 160, chitas com muito bom panno a 160 e
140 o covado, ganga amarella d quadros muilo lina
a 380 rs. o covado, corles de casemira escura a 5S000
rs., alpaca de cores a 240 orcavado.'
RICAS MASCARAS,
de selim prelo e de cores dminos e de papeliio com
--Lfa?d-!c.abellQ? Pilralnlls os caracteres, assim comoi gada ltimamente, e d fabrica n Rio de
Janeiro, d qtm idaxle bem eonhecida, as-
com caracttrefcilo animacs, Jilas de nram com bar-
ba d cabello : na ra do Queimado n. 71, junto a
lojade cera.
-^Vende-se uma taberna em I'ora de Porlas, ra
do Pilar, confrontando o her.eo Largo, mui bem cal-
culada e Iwns proporcoes para ler familia; ufo se
duvida dar prazo, uma vczqncsejaapcssnaeonhecida
de crdito, ou'apresenle garanta ; cMc negocio ap-
presenta grandes vanlagens nao s por oslar liein
eonhecida como por que sem dinheiro a visla o pre-
tndeme se pode estnbelecer : trata-se com Firmino
J. F. da Rosa, na roa da Senzala Velha n. 112, ou
no aterro da Boa-Vista, taberna n. 80.
Vende-se a casa de sobrado n. 19, da ruado
Arago : quem a pretender dirija-se a ra d'Ale-
gria n. 5. e na do Livramento a fallar com Joa-
quim Jos de Abreu Jnior.-*
CALCADO A 720. 800, 2000, 39000 rs.
No aterro da Boa-Vista loja defronte da
boneca.
Troca-se por scdulas ainda mesmo vclhas, um no-
vo e completo sortimento dos bem condecidos
sapalOes do Aracal) a 720, 800 e.bolins a 29000
rs., sapalOes de lustre da Babia a 39000 rs., assim
como um complete lorlimenlo de calcados france-
zas de todas as qualidades, lano para homem como
para senhora, meninos c meninas, um completo
sortimento de perfumaras : ludo por preco muilo
commodo, afim de ae apurar dinheiro.
TIDO SAO PECHfflCHAS.
Corles de. camhraias brancas com babados de'ri-
quissimos goslos, pelo diminuto preco de49300, ditos
com barra de lindos desenlio a 356OO rs., ditos de
chita com u^ia barra larga ao lado, fazendas rance
zas com 12covados. e dVullimb costo a 28500 o cor-
te, ditos com uma lisia 1 Indo," fazenda muito fina
'? lodas ascorcsa29J00, ditoscom 13 covados, miu-
dinhas de urna s cor a 2g:100, chitas escuras cores
mmte lizas de diaerentes padres a 160 rs. o covado,
ditas^le nnvos padroes, fingiudo cassas francezas a
ISO rs., ditascaboclas miudinhas a200 rs., sarja de
laa prela da primeira qualidade por ser muito"encor-
nada a 560 rs. o covado, alpaca preta e de cor muito
tina a 800 rs. o covado, e afamado na 11 no eooro en-
irancado de umasedra 180rs. o covado, os muilo
acreditados cobertores dealgodao brancos da fabrica
de lodos 09 Sanios da Baha a 640 rs. Cada um, case-
mira prela muilo fina a 29500 e 38200 rs. 0 covado,
sarja preta de seda muilo lina do sitperior qualidade
a JSoOO, merinos pretos por IfeSOO, 2&j00, 39000, e
MK) rs. o covado, assim como um verdadeiro sorli-
menlo de oulras qualidades de fazendas que se veu-
derao por menos preco do que em oulra qualquer
parle : na ra do Crespo, loja n. 14, de Dias &
Lemos.
i

1 da Madre de Dos n. 36 ; na
d*rn
mesma 1
casa lam-
bem se vendem ouciios do serlao de maoteisa a
320 rs.
N rua de Sania Hita sobrado n. 18, vende-se
urna crioulinha de 11 a 12 annos, eum negro ainda
moco : o motivo da venda se dir ao comprador.
- Vendem-se 10 escravos, sendo 1 ptimo mole-
que de idado 16 annos, 1 bonito mualo proprio para
pagem, 8 escravas mocas que cozinham, lavaro, en-
gommam liso, e todas le boa conducta, as quaes
dao-se a contento: na ra Direita n. 3.
Vende-se a taberna da ra do Rosa-
rio estreita n- .10, com poucos fundos e
bem afreguezada para aterra, o motivo
de sua venda he ter morrido a pessoa a
quem ella pertencia: quem a pretender
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se uma trompa em hom estado : quem
quizer dirija-se a cidade de Olinda, na ra de S.
Beulo, casa do mestre de msica Trajano Filippe
Nery de Barcellos.
Vende-se superior sarja de seda hespanhola ;
corles de seda preta lavrada, fazenda superior; selim,
prelo proprio para veslidos ; velludo preto o mellior*
que ha no mercado;los pretos bordadosde seda, man-
as pretas bordadas de seda; meias pretas de seda de
peso c oulras murtas fazeudas di seda, ludo por pre-
co muilo commodo : na loja do sobrado dntrello da
ra do Queimado n. 29.
Vende-se uma parda de iqade de 20 annos, com
habilidades precisas para uma casa de familia, pois
faz tudo com muila perfeicao e asseio: na ra da 6lo-
n. 7.
a loja do sobrado amarello na roa do Queima-
), vende-se superior panno prelo fino de pre-
a 128000 rs. o covado; casemira prela elas-
para lodo o preco; corles de rllele pretos de
velludo com palmas bordadas a relroz ; ditos de se-
lim preto e de casemira bordados ; velludo prelo su-
perior ; selim de Hac e oulras fazendas, tudo por
precos commodos.
Para senhora
os mais ricos e mais modernos chapeos de senhora
para montara, acabamde chegar a loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de flUvera Maia : na praca da
Independencia ns. 21 a 30, aonde se vendem por" pre-
co commodo.
Fitas superfinas.
Vendem-se filas de cores dns; 12 e 16, de supe-
rior qualidade e padroes intciramenle hoyos, por
preco commodo : na praca,da Independencia ns. 24
a 30, toja e fabrica de chapeos de Joaquim de Oli-
veira Maia.
Vende-se uma casa terrea na ra Beal do Man-
guinho n. 46, e duas carracas com dous bois mansos:
a Iralar na padaria da mesma ra.
FARINHA DE S. MATHEUS.
No cues da alfandega, armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, ha para vender muito superior
farinha de S. Matheus, .era sacos, por preco commo-
do : a tratar no escriplorio'de Domingos Alves Ma-
theus, na roa da Cruz n. 54.
> Vende-se um bum moleque com 16 annos, uma
cabrinha com 6 para 7 annos, um prelo alfaiate e
corlador de carne, bonita figura, com 22 anuos : na
ra da Snzalla Velha n. 70, 2. e 3. andar se dir
quem vende. 4
Vende-se uma escrava crioula, mo-
ca e de bella figura : na ru do Hospicio,
primeira casa a direita com porta de co-
ciieira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
aos 20:000^000 de rs.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra
do Queimado n. 20, vendem-se os felizes
bilhetes, meios, quartos, oitayos, e vig-
simos da lotera a beneficio dn casa da c-
mara de Valleiica. cuja lista cheea no
dia 1G. J
Vendem-se velbutnas de todas as crcs:
na loja do sobrado amarello, da ra do
1 Queimado 11. -2!).
CALCADO BARATO,
no aterro da Boa-Vista n. 58, lojade cal-
cado junto ao selleiro, vendem-se os seguin-
tes calcados francezes, muito, bons, a di-
nheiro, e pelos prec/js seguintes :
Botins de bezerro, par
Sapates de lustre para homem
Borzeguins elsticos
Ditos de botoes
SapattJesda Prussia
Ditos de lustre para meninos
7$<00
4S600
i.S'000
iOO
6400
06-000
SOO
... s@ s@.@@@#
lis mais riese mais modernos cheos de **
@ seda e de palha para senhoras, se encontram
semprc oa loja de modas de madame Millo-
9 chao, no aterro da Boa-Viste n. 1, por um
preco mais razoavel de que em qualquer ou-
3$ Ira parte.
S g
Vende-se o sobrado de dous anda-
res e sotfio da ra de Apollo n. 9, bem
como o dito de om andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do Collegio n. 21,
segundo andar. .
Baile de mascaras.
Vendem-se ricos vestuarios de mascardos, lano
para homens como para senhoras, sendo a carcter,
assim como mascaras, dminos, etc., por commodo
preco: na praca da Independencia ns. 12, 14
c lo.
Ao barato, lreguezes.
Na ra do Crespo n. 9, ,vendem-se chitas i
Trancezas muito Bas e de cores fitas a 240
rs. o covado, cortea de dita com barra a 2000 I
cassas francczaf.de lindos goslos a 640 rs. a
,ara- "irles de briol para calca depuro linho,
? tSS?0 ; <,t0<'de C8semira, a 3&500, 48000 e
15000; panno prelo fino a 2&500 o covado ;
vestidos pramptos para meninas, do ullimo
gesto, com rolletes a gOOO ;-e oulras muilas
tezendas por diminutos prec
Vendem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidade, ltimamente rhegados da Babia
e por preco.baralissmo : na ra da Cruz. n. 26. pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
- Continua-se a vender corles do vestidos de chi-
ta de barra, cores nas e bonitos padres, a 2820
rs. cada corle : na loja do sobrado amarello, da ra
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
N loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
ruado Queimado n. 29, vende-se corles de seda de
"afir$,dJJ?V0 e,Jernos padroes, pelobaralopre-
,Co de 218000 rs. cada corle.
Sedas para vestidos.
i^ aUue,mad?"-29:vendem-*c>ies de vesti-
dos de seda lisa furia cores, ditos de dila de quadros
escocezes ditos de dila com flores, havendo muito
sorlimenlo para escolher, e por preco commodo.
Cortes de chita a lj'600.
Vendem-se corles de chita larga franceza com al-
gumas pintas de mofo, pelo barato preco de laGOO rs
cada corle: na tejado sobrado amarello da VuV d
Queimado n. 29.
A 500 rs.
Superiores boneles de oleado maleza muilo r.ro-
dPen"aPn" VER "^ '' "' *"* *****
Oleados pintados.
Vendem-sesuperiores oleados pinlado, de ricos
padroes e de a 8 palmos de largura, por menos
preco do que em unir qualquer parte : na praoa da
Independencia, tojas de chapeos nmeros 24, 26, 28
. ~ N fcf'Ptori de Novaes & Companhia," na
do Trapiche n. 34, lem para vender por preSo muito
em conla os seguintesartigos : couros de lustre, mar-
ca raslello, grande quanldade de miudezas eh.cgadas
dcllamliurgo pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de l.flerenles qualidades, chapeos de fellro pretos e
pardos, e oulros objeclos que sero prsenles
compradores.
,.A5W0OKS;APECA.
Ra loja de Ouimaraes; Henriques, ra rio Crespo
u. o, vendem-se chitas de cores escuras, oin um rs.
queno loque de moto, pelo barato preco de jsjOOOne-
a pena, com 38-covados. '
ANTIGIDADE E SUPEfilORID^iDE
DA
SALSAPARRILHA DE BR.ISTOL
sobre
A SALSA PARBILBA DE SAN DS.
Attencao'
. AQfALSA PARRILHA )E BRISTClL datades-
ae 18., e lem constenlemcnle mantillo a sua re-
putacao sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparaces de ni.erilo podem
dispensar-se. O successo do I)r. BRISTOL tem
provocado infinitos invejas, e, entre oulras^ as dos
srs. A. 11. O. Sands, de New-Vork, preparadores
e proprielanos da. salsa parrilha eonhecida pelo ne-
me de Sands.
Esles senhores solicilaram a agencia Je
nlha deBrislol, como nao o podess'jm obler". fa-
brxaram uma imitacao de Brislol.
Eis-aqui a caria que osSrs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de |8i,
e que se acba cm nosso poder:
,,-. Sr. Dr. C. (?. Btstol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel.senlior.
Em loilo o anuo passado temos ve udido uvanti-
dadet considcraveis do extracto de S dsa parrilha de
Vine, e pelo que ouvimos dizer du suas rirhidf
aquellos que a lem usado, julgiimos que a venda da
dila medicina se augniimlarwiuriW/.no. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos que
nos resultara muila vanlagein, lano. a,ns como a
Vmc. Temos muilo prazer que Vine, nos responda
sobre este assumplo, e se Vine, vier a esta cidade
daqui a um mez, o cousa scmellinnte, loriamos
muito prazer em o vercm nossa botica., ra de l'iil-
ton, n.79.
Ficam s ordens de Vmr.seus segu ros servidores.
(Assignados) A. R. 1). SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.c A anliguidade da salsa parrilha de Brislol lie
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
eque a de Sums s appareceu em 1842, noca na
Sual este droguista nao pode obter a agencia* do Dr.
risUI.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he inconteslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de uma porciio de oulras pre-
paraces, ella teiDiiianlidoasuarputacp em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o uso da
salsa parrilha em lodas as enfermidades originadas
pela impureza1 do sangoe, e o bom xito oblido ues-
te corte pelo tilm. 'r. Di^ Sigaud, presidente da
academiaimperial do medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio .los Peixoto em sua clnica, e em sn
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito, e
por varios oulros mdicos, permuten) boje de pro-
clamar altamente as virtudes elllrazes da salsa par-
rilha de Brislol vende-se a'5000 o vidro.
j O deposite desla salsa mudou-se para a botica
Jduceza da vua da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se n ra da Cadeia Velha do
Recife, loja de f'erragens n. ,53, rap de
Paulo Cordeiro muito fresco, vindo pelo
vapor Itfiperatriz, a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima'a 1,250
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na ru de Apollo, armazem de Leal
Rei, tem superior potassa da Russia, ches
sim como ca em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Vende-se uma escrava, crioula, de idade 30 an-
nos, editaba, lava desabito, lambem serve para labo-
leiro ou mesmo para engenho : defronte do Trapiche
Novo o. 4.
Agenciado Edwla SEaw.'
Na ra de Apollo 11. 6, armazem de Me Calmon
& Companhia, acha-sc constantemente bons sorti-
menlos de laixas de ferro Coauo c batido, tanto ra-
sa como fondas, moendas inetiras todas de ferro pu-
ra animaos, auoa, etc., ditas para a miar era madei-'
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para. vapor com terca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e to-
ldas de (landres ; ludo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem dflkflenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de patente
inglez, da mellior qualidade, e fabricados em Lon-
d rea, por preco commodo.
POTASSA. '
No anlieo deposito da ra da Cadeia do Recite .
armazem n. 12, ha para vender muilo nova potass
da Russia. americana ehrasileia, cm pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parte, se afllancam
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
lambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pro
niamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao chafariz.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
t Companhia, na da Cruz n. 38.
Vendem-se na ra da 'Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labvrinlho feitas no Aracaly,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc. .
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmos avisam aos seus fregueze?, que tem
para vender farinha de trigo chegada ullimamente
de Trieste, sendo a nica nova que daq'uella proce-
dencia existo no mercado.
Deposito da fabrica de Todo* o Santo* na Babia.
Vende-se, era casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
mui lo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o sesuinle: saccas de farel lo muilo
novo, cera em grume. e em. velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Cheguem a pecliinclia.
Lencos de cambraia de linho, finos, a 4O0 e 500 rs.,
ditos de seda de cor de Ires ponas, muilo grandes e
com franja a 800 rs.: na ra do Crespo, loja da es-
quina que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado, sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno lino preto a 39000, 38200, 48500, 58500 e
6000 rs., dito azul a 28800, 38200 c 48000 rs., dito
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 m, o covado,
casemira preta entestada .a 58500 o corle, dita fran-
ceza muito fina e elatiiea a 78500,89000 e 98000 rs.,
selim prelo maco muilo superior a 30200, 49000 c
500 o covado, merino prelo muito hom a 38200 o
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhoras se encontram sempre
na loja de madama Tlieard. por um preco
mais razovel de que ejn qualquer oulra
parte.
pe
Salsa par-
Vendem-se ramas de ferro de nova invencao
franceza, com molas qne as fazem muilo maneiras
e macias, chegadas peto ullimo navio francez, e por
preco muito commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynth e Kirschs em cai-
xas ; aasim como chocolate francez da mellior quali-
dade que lem apparecido, ludo chegado ltimamente
de Franca, e por preco baratiasimo : na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saetas grandes com fejao
muilo novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas.
CALCADO.
Vcndlm-se sapalOes de lustre para homem a 48000
rs.: na praca da Independencia n. 13 e 15, loja do
Arantes.
Vendcm-see* casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho dcMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac o de 111 I a sor I ido, ferro iqgter.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tabeas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos,
dito.
da
para
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melli ora ment do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agenlj^m Pernam-
buco de B. J. 1). Sands, chimiro americano, faz pu-
blico que tem chegado f esta praca uma grande por-
Co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo'que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que anlepoem
seos interesses aos males e estragos da humanidade.
Portento pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude c dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen (emente aqui chega-
da ; o annuociante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da ConceicAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pasina
seu nome impressu, e se achar sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
Vendem-se relogios de ouro, pa
ten-te inglez, por, commodo pre-
co: na ra da Cruz n. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
M*W

MADAPOLAO" BOM, A-38200.
Vendem-se pecas de madanolAo de boa qualidade,
com pouca avaria : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, vahas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Ha vana. .
Vendem-se vordadeiros charutos de lia vana por
preco muilo mininado : na ruada Cruz, armazeui
11. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgein de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
chen. 15, armazem de Bostos Irmos.
Com toque de avaria.
Madapolo largo a 38200 a peca : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande sortimento de rolletes de fustao supe-
rior, por diminuto preco; palitos de brim liso e cn-
trniicado de lodas as qualidades e procos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas abutu-
aduras para collele, tudo mais barato que era outra
qualquer parle : na ra do Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preco que em oulia qualquer parte : na ra da
Cadeia do Recife 11.17.
. Muita attenrao. *
Castas de quadros muilo largas com 12 jardas a,
28100 a peca, cortes de ganga amarella de quadros
minio lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muilo larga, a 28800, ditos
cnm81|2 varas a 3*000 rs., corles de meia casemira
para calca a 39000 rs^e oulras muilas fazendas por
preco commodo: na na do Crespo, toja da esquina
que volla nanfa-Cadeia.
Vtndem-se o bem construidos arreios para
carro de um e dous cavallos, chegados ullimamente
ALMA\AK.
........- ......- .............-..... M '-S
tranca, e por preco muilo barato : na ra da Cruz, >a """C30 "Aurora acha-se constantemente nm
26, pigpieiro andar. completo sortimento de machinas de vapor, lauto
-No pateo do Carreo, taberna n.1, vende-eec- d'alU-T0 bM P"*60 ^mo^os <>mar
para limas de clieiro, a960rs. a libra. approvados. Tambero se apromptara de encommen-
da de qualqoer fonal possam desejar coma
iaes serao mandados
"fabricantes como tem de
ers-
4ta nellas
nachi-
O, -12,
ignifi-
lisolutamen-
-boslivel he
^^Henho, pois,
^^Hfan de ma-
a visitar o
maior presteza
contendo tm do kalendario o regula- ponsabiliaal
ment dos, emolumentos parochias, e o "de'vTporl
almanak civil, administrativo, commer- estado em J
cial, agrcola e industrial ; 'augmentado *a^'
com 300 engenho, alem de outras noti- te'^______
cias estatsticas. O acressimo de trabalho ">i meo sidei
ueonu-
chinismo s,1i
edispendio nao permittiram ao edictor c
vende-lo pelo antigo preco, e'sim por eslabelecinventoem Santo
400 rs. ; vendendo-se nicamente na l- Couro de lustre
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen- de boa qualidade; vende-se por menos do qae
dencia. oulra qualqoer parte para liquidar contas: na ru
, Cruz n. 10.
Ao barato.
Na na do Crespo n. 5, ha um completo sortimento
de loalhas e guardanapos do Porte, pelos precos se-
guintes: guardanapo a 28600a duzia, loalhas gran-
des a 48500 cada uma, ditas regulara 1 38600, ditas
mais pequeas a 38200.
Vende-se nm cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, eaquipa e he
muito manso, tem arreios e sellim novo:
a fallar na praca da Independencia n.
18e 20. ^
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentement, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eHetos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris,* proprios para barricas de assu-
car, e atvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16. ^^^^^^,
em
ra di
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora m
Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Matinha lia''sempre
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas," grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares .
exstem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livrs de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
Na liotica da ra larga do Rosario
nt 56, de Bartjjolomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arro-
be l'affecteur verdadeiro^ Salsa de Sands
verdadeira, vermfugo' inglez (em vdro)
verdadeiro, vidrosde bocea lai-ga com ix>-
Iha'de 1 at 12 libras. O annunciante at
ianca a quem interessar possa a veracida-
;ovado, sarja preia iuito boa a 28000 rs. o'covadoT de dos medicamentos cima, vendidos em
dila hespanhola a 28600 o covado, veos pretos de fil sua-botica
de buho, lavrados," muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazenda* de bom gosto;
na ra do Crespo, loja da esquina que volta para a s -----------
Cadei Deposito de vinho d
pagne Chateau-Aj; primara qua-]
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil,.rua da Cruz d
cife n. 20: este vinho, o mi
de toda a champagne ,
fy se a 56^000 rs. cada cajxa, .,
^ se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia
As caixas sao marcadas a]
Conde de Marcuil
das garrafas sao a;
A
n. W -----------------
a venda a superior tlaiM^^H
ada recentement da
NO fiMAZEi J ASTLET
EC0XPANH!A;Rt5Af
ha para vender o segu
r Balancas decimas de 600 i
L Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne,- marca A. C.
(Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinai-io.
Formas de ollia de ferro, pintadas, para
DAVIDWILI.TAM BtwjffSPPHSroma- fabrica deasncar.
cnimsta e fundidor de ferro, mui respeitosamente pall,a A 1A; __ 11
annunciaaos senhores proprietariosle engenhos, falla da India para empalhar.
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esta- ACO de Milao sortido.
belecimento de ferro.movido por machina de vapor, Carne devacca em salmoura
na ra do Brum passando o chafariz, contina em r D "m '"wuu-
etfeclivoetercicio, eseachacompletamente montado L^,nas Qa ttUSSia.
com apparelhos da primeira qualidade para a per- Espingardas de Caca.
feita confeccaB das maiores pecas de machinismo. ,.,,,, Ma^'.r.^^,
Habilitado pan emprehender quaesquer obras da \-azar,I\M e clavinotes.
sua arte, David William Bowman, deseja mais par- rapel de paquete, inglez.
ticularmenle chamar a attencao publica para as se- Latao em blha
guintes, por ter deltas grande sortimento ja' promp- j i.
lo,em deposito na mesma fundicao, asquacs cons- af la da ussia. #
trmdasem sua fabrica podem competir com as fabri- Cabos de linho da Rftssia, primeira
Cadas lm m, ivlr.n.ni.n ,....<. .. m i .... ----- 1- I I
Cemento de Hamburgo (nov)
---- ~ >wibw uwuvau i'ininill '^'11
cadas em paiz eslrangeiro, tanto em preep como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da mellior rnnsIrucaS.
- Moendas tterrninirpara "enseli-tB-TiKlOT ,
manhos, movidas a vapor por agua, ouanimaes
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.,
Manejos independentes para cavallos.
Rodas dentadas.
AguilhOes, bronzes e chumaceiras. '
Cayilhoese parafusos de todos os tamanhos.
laixas, paroes, crivose bocas defornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou.
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogaO c temos de farinha.
Canos de ferro, tomeiras de ferr e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuzo, movidas a
ma8, por animaes ou vente.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Fcrragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de mao e arados de ferro, etc., ele.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a maiseiacla conformidade cornos moldes e dese-
nlio* remcltidos pelos senhores que se disnarem de
fazer-lhe encorumeridas, aproveitando a occasiaO pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por elles hourado,
e assegnra-lhes que na8 poupara esforcose dirigen-
cias para continuar a merecer sua confianca.
-r- Na roa da Cruz n. 15, segundo andar, ven
dem-se 1 (9 pares de colurnos de couro de lustre
400 ditas brancos e 50 ditos de botins; ludo por
preco commodo.
. ~ Vendern-se pianos fortes de superior qualida-
de, latineados pelo melhor autor bamburguez na
ra da Cruz n. 4.
Na rua< do Trapiche n. 14, primeiro andar'
vende-se o seguinle :pasta de Ivrio florentino, o
mellior artigo que se cnnheec para limpar os denles,
branquece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de perolas, este mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brovvn, este prepara-
cao faz os cabellos ruivos ou braucos.complelamenle,
pretos e macios, sem damno dos mesmbs, ludo por
precos commodos.
NICO, E O MAIS JEFFIGAZ REMEDIO
PARA LOMBRIGA*.
Fahnestock's Vermifuge.
Remcltido pelo seu proprio aolor de New-Vork,
P^lo navio americano Northtn I.ight: vende-se na
bolica e armazem de droeasde Vicente Jos de Brito,
ra da Cadeia Velha n. 6t.
Vendem-se tenas, brinzao, brinse meias lo-
nas da Russia: no armazem de N- O. Bieber A
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao'' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes achara-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
eomborabasde repulo para regar hurlase bnixas
de capim, na fundicao de D. W. Bowmau:na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITOTINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar n'o
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra ao Trapichen. 54.
Aos senhores de engenho.
Cobertores oscuros de algodo a 800 rs., ditos mili-
to grandes e encorpadnia 1JH00 : na ra do Crespo
toja da esquina qoe volta para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccaa, e chegada recente-
mente i no armazem de Machado i Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
Vende-se uma escrava engommadeira e cozi-
nheira : na ra do Alagao n. 35.
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.
AlgodSoiiesarco.esieupiraniiiitoencorpadoa 100,
120, e 140 a jarda: na rua)do Crespo loja da esqui-
na que vulla para a Cadeia.
Padaria.
Vende-se uma padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tas 4 Irmos.
qua-
Relogios de ouro, 'abnete, patente in-
^gtez.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e douscavaRos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeOes para carro e cabriolet.
porani- ur8 de viad de luitre para cobertas.
Cabecada$ para montana, para senhora.
Esporas de ac prateado.
ESCRAVOS FGIDOS
lo,
Oabaixo assignado, tendo de retirar
18 do crrante para a villa de Quexaran
provincia do Cear, onde vai i
como Ihe nao permita o mo el
despedir-se pessoalmentc de
!;ue nesS cidade o honrara .
aze-lo por meio desle jornal,
rao lempo, o bajara de descoli
luntariamente commetle, e l
oflerecer-lhes os seus dimP
lugar, atseverando-lhes, quq
se algum dia poder provar-lf
e dedicados os senlimcnlos
FraneL.
Desappareceu no dia 6
de rtfcmeSeverino.crioulo.qu,
50 annos, altura menos que a,
redundo, cabellos da caneca ,___
vo na frente, tem a teste bstanle_
mesma calva, ps pequeos, cosluma
pargalas por ser uso do serian, he ba
roi escravo de Joao Tavares Tolenli
rador na villa do Pilar, ladeira G
misa de algodaoe calca de i ido.
se a pessoa que o apprehender, de o levi
Crespo, toja de fazenda n. 1, qoe ser
d do seu trabalho.
No dia 13 do crrante, desappareceu om escra-
vo crioulo, da Babia, de nomt Joao I.uiz, cam 40an-
uos de idade pouco mais ou menos, e coro ns signaes
seguintes : baixo, muito barbado, lem a testa gran- ,
de, cor fula, falla baixo, porm bailante raiB^^B- .
le becio engenho VicenMCanipelto, est na p taha
lempo, esuppe-se andar no 2anho denlro de Re- l^x,
cite : roga-se as autoridades polic de "*aT
campo, ou mesmo a qualquer pean heosSo
do dito escravo ,c leva-lo i roa ^^Hgra
casa depois da pontesinha, que serao gratificados do
seu trabalho.
Desappareceu no dia 14 de jane ente
anno a preta Alaria denacflo.cilr preta,baixa,cheia do
corpo, uma marca no roste do lado direito, uma
firma de lellrr no peito esquerdb, tem o p esquerde
deilado para denlro,-mitos e pos curios : qnem a pe-
sar leve-a a ra do Caldeireiro n. 86, oa na'ra do
Crespo n. 16.
Ausentou-ee no dia 12 do correnle, da fabaica
de caldeireiro na ra do Bruaj^H Manoel,
crioulo, oflicial decnldeireiro.represenla ter28a-nos,
he bastante esperto e muilo tallador, manquei al-
guma cousa de uma perna proveniente de ma ddr,
cosluma andar pelas partes de Olinda : rogare a
quem o pegar ou delleder noticia dirija-se a mesma
fabrica que ser recompensado.
Na madrugada de 13 do rnrrente desappreecu
da casa de seu senhor o major Antonio da Silva Gus^
inao, a escrava, crioula, Joaquina, baixa, eecca, cor
tea, rosto secco, ps seceos e um poico feios, pelas
calieras dos dedos serem grandes; levou dous vesli-
dos, um de cassa verde e oulro de chite azul clara,
snalos de couro de lustre, lenco de seda azul com
llores, c uma imagem da Senhora da Cnnceicio ; ro-
ga-se as autoridades policiaes e capilesde rampa,
que apprehendam-na e levem a-r,na Imperial n. 61,
ou no caes do Ramos, becco do Carioca.
Desappareceu no dia 6 do, correnle pelas 8 ho-
ras da manhaa; a prela l.ourenca, di unos,
pouco mais ou menos, com os signaai es: al-
ta, magra, lem urnas marcas nos peitosi
como qoe fosse de queimadura ; lev a Cos-
a e vestido de chita, e mais uma I:
pede-se .as autoridades policiaes, a,T|
mais pessoas, que apprehendendo-a levem
do Corpo Sanio n. Vi, que ser generosa mente1 recom-
pensado.
Nodia 6 de dezembrode<8.>3, fugio um esc
cabra, de nome Manoel,- com 40 anuos de idade,
pouco mais wi menos, o qual tem os siunaes seguin-
tes : coxea um pouco de uma pona, e lie alguma
cousa corcovado ; lem falla de cabello, causada pe-
la conlinuacjo de carregar pesos ; aprsenla uma
ciealriz em urna das cdxas ; falla muito : loca'viol-
la ; c levou tres camisas novas d'algodo cru bran-
co ; Ires cairas de lgdSozinlm azul lambem novas,
uma de duraque preto, una branca, e nina de ris-
cadinho ; 3 jaquetas, sendo una parda, una de cbi-/-
la prela, e uma de risradinbo azul ; nina cam izla
prela, de laa, com listas verdes e encarnadas ; um
par de sapatos, um par d'alparralas e uma rfde.
fesle escravo foi de Autonio iienriques de Almeida,
do Ico, o perteuce actualinenle ao abai^^^^^^H
do, que reonipensani com cem mil ris- quem o
anarrar e o conduzir a sua loja na ra da cadeia do
Kecife n. 5. Antonio Bernardo l'az de Canalho.
m
Peni.:Tj. H. T, rrla.- UM,


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