Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07561


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Full Text
ANUO XXX. N. 38.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes' vencidos 4,500.

QUIUTA FEIRA 16 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SITRSCRIPCAO'.
Bflcife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga; ParaWba, o Sr. Jos Rodrigues daCosla; Na-
tal, o Sr. Joaguim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Leraos Braga; Ceara, o Sr. Victoriano
Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1900
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa,'93 por cento.
a Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Accocs do banco 10 0,'o de premio.
da companhta de Beberibe ao par.
da corapanhia de seguros ao par.
Disconto do lettras de 11 a 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500 a 295000
Moedas de 65J400 velfias. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 9S0d0
Prata. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios. ...*.. 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruan'i, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sextas fciras.
Victoria, c Natal, as quinta feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 7 horas e ^2 minutos da manliaa.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas c qninlasfeiras.
Reanlo, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas o sextas feiras s 10 horas."
Juizo do Orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.a vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PI1EMERIDES.
Fcvcreiro 4 Quarlo crescenteas8 hora, 18 minu"
tos c 48 segundos da tarde.
13 La cheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da nianha.
20 Quarlo minguanie as 8 horas 25
muimos c 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Gregorio p. ; S. Catharinade res.
14 Terca. S. Valenlhn in. ; Ss. Auxencio e Ef.
15 Quarla. Trasladarlo deS. Antonio ; S. Jovita.
16 Quinta. Ss. Porfirio, Samuel e Jeremas mm.
17 Sexta. Ss. Polycroniol>. ; e Seeundianno mm.
18 Sabbado.S. Theotonio 1." Prior de S. Croz.
19 Domingo, da Sexagsima (Estacao aS- Paulo)
S. Conrado f. ; S. Gabiftom. ; S. Alvaro.
*
PERMBICO.
Ptn' 2 de fmrelro de 1854.
Bem estril seria esta quinzena, so. contra loila a
expectativa, segundo o estado clamoroso de Come e
peste com que hitamos, nao tivesse lido lugar, no
oa 33 do mez lindo, a tito desojada rcuiiiao do jury
deste termo, qne, na falta d'oulras oceurrenriks
dignas de seren mencionadas, tem fornecido alguns
dado* pata nao interrompermos as nos-as relarocs.
Tendo sido submeltidos o conhecimenlo to jury
onxe procesaos, em que se achara pronunciados, poi
diversos erimes, qtiatorzc indivitlutis presos, vou
dar-lhe ronla do resultado dos julgamcntos tic rada
um desses procesaos.
No Dtesmo dia 23 foi condemnado a um mez de
prisao e multa correspondente a melade do lempo
o reo Paulo Soares, processado por oflensa* pin si-
cas e appellado da precctlcnte sessao. No dia 24
foram condemnados Jos Pereira Calote a qnalro
anuos e meio de galea, por crime de roubo, Yeito a
Joo Antes, e Jos Gomes a um mez de prisao c
tulla correspondente a melade d lempo; por of-
feuaas physicas, feits a urna sua concubina; tendo
este, na vespera do julgamcnto quebrado a banca.
por nao achar-se presente na occasiAo r*a 25 foi absolvido pelo jury, e appellado oyln
f. jniz de direito, o reo Florencio Antonio tic Car-
valho, processado e acrusado pelos erimes de mortc
roubo perpetrados na pessoa tic Manuel Francisco;
e no dia 26 foi ejondemnado a 20 annos de gales o
rea Antonio Manan no. socio e cb-ro de Florencio
na mesma morle e roubo de Manocl Francisco, e
no Meamo procesm, tendo sido separados os julga-
metuo* a requerimeuto do advogado tk) mesmo Flo-
rencio.
No dia 27 enlrou em julgamenlo o reo Francisco
Alves da Silva, conliecido por cascavl, accusatlo tle
ter dado nm Uro em um corrciotle Ouricury para o
roubar: o res provou com testcmunlias ariiar-se,
no dia e as proprias horas do delicio, a distancia tle
duasleguas do lugar, onde elle foi perpetrado, e
por isso foi absolvido. No dia 28 sendo judiados
os reos Manoel Jos tic Araujo e Cypriano Barbo-
ai. processadosc acensados por terem assislitlo com
Jos Antonio Pereira ao arlo da resistencia, feila
pelo mesmo, ao subdelegado de Baixa-Verde, tlomle
resullaram qnalro morios o fcrimenlos, foram ab-
solvidoa pelo jury, co primeiro destes reos appel-
lado pelo Dr. juiz tle direito.
dia 30 foi conduzido a barra to tribunal o reo
Antonio Joaquim, pronunciado na morle to padre
Joaqun Jos de Veras; imputaran, que os princi-
pae amigos do'assassinad aflirinam ser falsa: o
acensado foi unnimemente absolvido pelo jury, c
appellado pelo Dr. juiz de tlircilo. No tlia 31 foi
jnlgado o reo Carolino Ozono da Silva Campos, ac-
ensado de ser um dog autores da morle de Antonio
Borges: o indiciado provou com 5 Icstemunhas es-
lar doeale, em sua casa, na Occasiao em que o de-
udo se pcrpelroii. e foi absolvitlo.
O mez tle fevereiro entrn com os julgamenlos tle
Antonio Cete e Manpcl liclie-agua que liveram lu-
gar no.dia fj^Jeto acensado'de fur'lo tic cavaHos,
e fcbe-amia de teitCnorlo a um individuo a qnem
urna palmilla; de qne elle fazla parle, fora premier
por onlem do subdelegado de Baixa-Vcrdc, f.irain
ambos absolvios pelo jury, e appellados pelo Dr.
juiz tle ilircilo. Hoje finalmente foram julgados
Antonio Joaquim Leite Brasil, e seu irmSo lime-
a pnnicao dos delielos; para o que muito lem con-
corrido a scvcrUladn e zelo do actual jniz de direi-
to, o Sr. Sonza l.eao. *
dragas aos cos, ja se arha bem prvido de rlmva
esle Pajc. Destle o tlia 17 to mez passado, que
as chuvas vizilaram alguna lugares desta comarca,
lano ueste termo, como no tle Tacaratu' o Imza-
zeira. Al ncala villa, onde ha 23 mezes eslavamos
privados tic ver una boa rhuva, livemos urna noi-
te d'agua to tlia 23 para 21, que alcims a equipa-
raran) a todo o invern to annofindo. Bompcram-
se as cataratas do reo pela madrugada tlessc tlia. e
cabio (ao erando copia tle clima, que tleixoii a
trra romplelamenle farla por muilos tlias, com
indisivcl alegra tle lodos os que aconsideram romo
Nery de Souza e Chrisliano Francisco de Paula
Presos.
27 Dez, idem dito, reo Manoel Jos Barbosa
Preso.
28 Onzc.ideni dito, reos Miguel Correa de Barros,
dous aflanc,adosPresos.
Marco.
f Doze, idem dito, reo JoSo Antonio Francisco dos
SantosPreso.
2 Treze, summario crime, aulor a justica, reos
Antonio de Souza Mari olio e Joao Bibciro de Brilo
Presos.
3 Qualorze. idem dito, reo Antonio Germano de
BarrosPreso.
Quinze, idem dito afliancado, reo Cosme Damijo
da SilvaAtlianrado.
a uncataboa tic salvac.So, na crise em que nos a- JJeiaseis, idem dito, reo Domingos l.jns de Alb
qu erqueAyancado.
Dezesetc, idem dito, reo Francisco Anlonio Alves
MascarenhasAtlianrado.
Dezoilo, idem dito, reo Joao Mauricio de Souza
I Aflianrado.
Dezenove, idem dito, rp JosfPereira de Souza
Ausente.
Em seguida feila a chamada dos reos e tstemu-
nhas, deixaram de comparecer algumas destas, bem
como o antor Jos Gomes. Ferreira da Silva, que pelo
juiz Ihe foi imposta as penas da lei.
As 2 hora* '(, achando-se a hora adiantada levan-
tou-sc a sessilo, Picando adiada para o dia segninteas
10 horas da manhaa.
REPARTICAO' HA POLICA-
Parte do dia 1S d feTcreiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
partes hoje recebidas nesla repartirlo, consta lerem
sido presos: a ordem do subdelegado da fregnezia
de S. Anlonio. o capilo da guarda nacional Domin-
gos Adnlpho Vieira de Mello, e o pardo Manoel
Francisco, ambos para averiguaresfoliciaes; e
ordem do subdelegado da freguezia da Boa-Vista,
Francisco Jos de Souza, sem declarado do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 15 de fevereiro de I8..Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia. O Dr. chele de polica
da provincia, Luiz Carlot de Plica Teixeira.
rhainos. Os larvradores correrain denovo, e mais es-
peranrosos aos seus Irahalhos agrcolas; e se algnns
qucixumes anda se notam, no meio to ceralprazcr,
silo motivados pela contnuar.a'o dafome, e pela fal-
la de* sement para plantacao, queno apparece por
proco algum.
Ao amanhecer o tlia 30 deu outra balega d'agua,
e foi seguida de lana cliuva no mesmo, e nos aer
guinles tlias, que ha urna persuasau geral de qne o
invern est comnosco. Noticias de Ouricury nos
tl3o aquella comarca como muito chuvida, c anda
tlabi as pessoas vclhas c iralira s liram argumento
em favor do unsso invern.
Esqiicria-me dizer-lhe que o tleleaado de polica
mandn collocar urna forca na poMiarao de Flores,
sob as onlens de um alferes. Nenliuma allerasan
tem havido nesta quinzena a respeito ta Iranquilli-
dade publica ; a cxcepcSo nicamente de um ajun-
tamcnlo armado, que se tliz ter havido no termo de
Inuazeira, tic pessoas all residentes, as quaes foram
a Alaga do Moulciro, provincia ta l'arabjba, on-
de fzeram alguns insiiilos. '
Nao sei se por fome, ou pelo mao habito, que
ainda he prior, esl tilo desenvolvido o furto entre
nts, que lonlio tido miuhas cautelas, com rereio de
que me nilo furlcin. Bara lie a nolc em que os
ralonciros n,lo invatlem os apriscos, mesmo dentro
tiesta villa, e nao alliviam os dimos tas cabras,
ovelhas e ontrascriacoes do trabalho d'as apascentar.
Tem chegadn a audacia a ponto tic sangrarem e ti-
rarem a pelle desses animacs, dentro tos proprios
enrraes dos dimos: faca idea se nao lem sitio bem
rumiados os ineus reccios,- tranramlo-me logo cedo,
e s atirilo a porta ta minha cabana allo'dia!
(Carla particular.)
dicto, aecusados de serem autores .los tiros dad* ^aquim Teixeira Peixoto.
em Izidoro Jos ta Silva Mascarenhas: os rqs-pro-
vando.com 3 lesteniuuhas de vista eslarem em lu-
gar diverso, c distante do do delicio foram absolv-
dos pelo jury, c appellados pelo juiz de direito, que
dea por Anda a sessao.
Oi reos foram detTendidns, a saber: 1", i, 6,
10, 13 e 14 pelo Sr, Dr. Eslevao de Alhuquerquc
Mello Monte-Negro; o 2 7 e 8 pelo Sr. professor
Joaquim Goocalves Ayres; e o 3", 5", 9", lie 12
pelo senhor Luiz Gomes Burgada.
Posto que a miuha humilde opinian se nao rom-
ipadera com todas as decises desle tribunal, de al-
gumas tas quaes son obligado a discordar, por me
ireeerem ponco ajustadas ao principios de jiislira e
uidailo, comtudo comagro tanto respeito as opi-
allieias, mxime rVs de um tribunal de cons-
ciencia. em cojo juramento a lei deixou quasi toda
a sua responsabilidade, que me nilo atrevo a entrar
Da apreciarlo de cada 'um dos seus julgamcntos ; e
limitando-me apenas a dizer-lhe tic passagem, que
o maior numero de suaidecisocs pareceu-mc justo,
dero er franco em aiiW^lai^iLe o tribunal do
jury, que lao ronsideraveirmelhoramento aprsenla
boje em todo o'paiz, sob os auspicios do actual go-
verno, tem neste termo laucado tambem a sua pe-
dra na srande obra qne a ignorancia o oulras inhabilitarcs, que o po-
tam desviar da senda da jnstica, o privem ile dcs-
enrarregar a sila ronsclienca de um modo satisfac-
torio a lei e a razio.. llevo fazer esla justica ao jury
de Villa-Bella:, porque! Icndo o resultado dos Iraba"
Nis do jury de muitasl provincias do imperio, nito
-velo qoe neiihiim morilre maior zelo e severidade
JURY DO RECITE.
1.a sessao' no da 15.
Prndente, o Sr. Dr. Alexandre Bernardino dos Beis
e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dri Abilio Jos Tasares da
Silva.
A'sll horas, feila a chamada, ac|iaram-se pr-
senles 37 Srs. jurados, fallando sem cau-a justilicada
os imsmns dos dias autecedenles.e mais os abaixo de-
clarados, ltimamente sorteados.
Jos Goncalves da Silva Bastos.
Leandro Ferreira da Cunha. ^V'
Jos Victorino de Lemos.
JoSo los tle Parlan
Antonio Jos Koilrigues de Souza.
Alteres I.uiz Gomes Ferreira.
Joaquim Uuarte de Azevedo.
Nicolao Tolentino tle Carvalho.
Joo Jos.Gomes.
Francisco Antonio Ferreira.
Joaquim Jos de Abreu Jnior.
JosJacome de Araujo.
Miguel Correa de Barros.
Manoel Rodrigues do Passo.
Foram relevados das multas por apreseiitarem es-
cusa legitima os senhores:
Dr. Luiz Lopes Cabello uranio.
Luiz de 'rancii Mello Jnior.
Lojz Anlonio Vieira.
Por haver numero legal foi aberla a ssso, e sen-
do apresenlados pelo Ur. juiz muuicipal da segunda
vara, convenientemente preparados osseguintes pro-
cessos, quepeladata das pronuncias foram distribui-
dos pela maneira seguinte.:
Relacao dos processos que sao sulunetlidos a julga-
menlo na primeira sessao judiciaria do jury do Re-
cite no anno de 1831.
Fevereiro.
16 lira, summario crime, autor a justica reo
Francisco do Reg BarrosPreso. .
17 Dous, idem dito, reo Epifanio, cscravoPreso.
18 Tres, idem dilo, reo Ricardo da Costa Scrafim
Preso.
20 Quatro.idem di lo, reo 11 err ulano Filippe Evan>
SolistaPreso. .
21 Cinco, dem dilo, reos Jos Anlonio da Silva e
Bernardo lavares CoulinhoPresos.
22 Seis, idem dito, reo Jos Joaquim dos Santos-
Preso.
23 Sele.'idem dito, reos Joao dos Res Gomes e o
parlo IzidoroPresos.
24 (Jilo, queixa, aulor Jos Gomes Ferreira e Sil-
va, reo Flix Correa de OliveiraPreso.
1 23 Nove, summario, autor a justica, reos Filippe
ETIM.
ERRESTRE. <*)
r Har*.)
CCoil,jmMrf30i;O
Nos mores da India l Mleu das noiles permiti
ao* passageiro. vigiar ^ dorroir lln conv. Lie|ur as.
japodeunj, maslr0i efazenuo sRna| a
V para que i,mtsi iugar junl0 de|,Ci dis.
st-lbc : l
iremos. qiiindo o sol nascer ; as estrellas
brilhanles vigen^ conversemos em voz bai-
la. O* mastro*leem'oi,viuos ,|(,i,avo ua, velil
Aqu nao ha goaSiro, responden Bernardino ;
os mi abairos eatao n\ proa. Estamos sos, e nodq-
ino rallar, i liz ininbi, ronda.
Conversaste mniCj lem|)11 C,M11 aquelle passa-
galroT...
Sim, Noel Bella...
He um loto, nio lig Bernardino V
lim Imbcil, sim.!
Ovavelmente ia\20gti\e^ ao|,re a casa to
Sim; Se mal
I.Z. ia'6 "2i sobreludo se o interrogas-
te com prudencia. ^? ,
^"Jiderrogasle-o sobre essa casa
Mentes, Bernardn|L
Muito bem!
O senhor desejav.
francos, comprebe
bem que quena ter ini>. o hahii.. i -
C..I...I. ,i i.,ioii,.a.!. na"llu do
"a ter a lelra de quinlicnlos c
prt lendi-o,,. comprehendi lam-
viver com o
senhor d a inlelligencia.
Bernardino repela essa plira a i :^, '.
varianles. \ taw a -"K" com leves
Ei, dize-me o qoe soubeslc nai, ... .....
- Pone, coosa... sse Noel BeCaUa^ hora
sobre o que nSo inlcressa. e nem Bm minuto olr-
que inleressa. Para arrancar dclle m hn, ". "
he preciso devorar um carregamento d(. an| ,, '..
f, de arroz, e quando elle comeca he impossivel fa-
z-lo parar.
proprielario da
Sabemos sempre o noroe do
i
casa t
Seu nome sta na lelra.
Ali! justamente... uo la lelra.
() Vide Mario u. 37.
COMMtMCAOS.
Queslao do patacho Arrogante.
III.
Em nosso ultimo artigo publicado no Diario de
Pernambuco n. 30, impresso alguns dias depoisde o
havermosapromptaSo e mandaJo pata atypographia,
prometlemos aguardar o desfeicho das negociaces
diplomticas na corle de Lisboa, para onde bavia se-
guido em commiss,1o especial a udlvidualidade, que
se inculca va nosso contendor'sob o signal telhopr-
luguez, segundo dera a enlender as ultimas pala-
vras da correspondencia, a qual nos referamos, por
que a lealdade com que ira vamos a lula arrogante
nos impunlia o dever de nSo atacar pelas costase
nosso relUo adtertario'. Mas um ministro de Dos
ah vem recomecars hostilidades, assignado cura
da minha Ierra, o qual despe as vestes sacerdotaes. e
euroapa-se na tnica profana da intriga e-da cbica-
n?, e ei-lo entrando como Pilatot no credo, ou mor-
domo por deroruo no campo do desafio para fazer a
festa com as leis vigentes transcriptas no seu joven
alilhado Cosmopolita, novo astro despootado no ho-
rizonte de Pernambuco, para regenerar d'umas vez
os Portugueses presentes e futuros. Oh Qnem po-,
de, pode!
Pondo a parle as trivialidades e grosserias do reve-
rendo campeao relativamente a sua pretendida res-
posta ao nosso artigo I, europeo dizer-lhe, que teda-
as instituirles existentes fundam-se no que disseram
os morios, os quaes quaudo escreveram eram vivos,
e lio vivos como hoje he sua Rvm., que nao est
isento timili modo, de que amanhaa diga ao seu re-
banho,ja pao vive o cura da minha Ierra Escre-
venmu las falsidadese santlices sobre a queslao do
patacho .Irrogante, mas emfim foi se e baleu as por-
tas docacatleiro de pro fuis Requieicat in
pace, per nmnia scula uculorum Amen!! Ora,
se o bom cura, que por ora nada he, o nem pode ser
comparativamente, a Kluber, Martens e Wheaton
mo que'rer, qoe os oulros appliquem sua ianti-
iladc quando par ir desta para mellior, aquillo mes-
mo que applica a esses escripteres ; como se*mordeu
e licou lao zangadinho por ter a ovelha do seu reba-
nho escarafuuchado os morios ? Bofe que V. Rvm.'
nao lem um ceilil de razio, no quanlo disse e avan-
cou em sua santa homila Cosmopolita Permita
Ihe tacamos ainda urna observaeo, e he, tjne todas
cssas leis qne regulam as funcees do corpo diplomas
tico desde os primeiros agentes-at os mais secunda-
rios, como os cnsules, acham-sc escriptosdebaixo de
outra forma noslivros, producto de grandes horneas,
os quaes haviam rnorrer nm dia, por isso que eram
homens, porem crea, que com elles nio morreu a
verdadeeterna, immulavcl atravez dos seculos.e iu-
dependenle das circumstancias de lempo, lugar e
pessoas etc.
Compulsai v. g. a guia diplomtica de Martens, e
Chama-se Mauricio Saverny, um crioolo fran-
cez sohrinhn do rico l.agnier, qoe' lodos eonbeeemos.
Ali! lie um Francez, disse Lielor com um fal-
so sorriso.
, Sim, Inriinu Bernardino, mas um Francez liem
pouco perigoso; um Frticez pacifico como um llol-
landez de Porto-Natal; nm Francez que nao caca
nem canta, nem dansa-e nem ri: um Francez creado
por dous Inglezes. Oh se fosse um Francez verda-
dero, como ha tantos em Bengala, eu nio Ihe acon-
selharia que o lomasse por amigo.
Es o demonio, Bernardino I disse Lietor rindo.
Como sabes que quero Inma-lo por amigo ?
Expliquei-me mal, porm comprehendo-me
bem, tornou Bernardino com urna malina engenho-
sa. O senhor adcvinliou que a mullicr delle nio era
sua verdadera mulher...
-r- Ah! inlrrompeii Lielor, elle nao he casado!
. He lauto quanto o senhor e eu... A mulher
que vio na fazenda lio urna esrrava valh,
Que tlizes'! una escrava velha que lem vinte
annos apenas?
Sim, ha vinte annos que ella he escravii; por-
que nasceu na casa. Moca como mulher, velha como
escrava, sei mullo bem oque digo.
E esse Mauricio Saverny faz prsenles de cem
piastras a urna escrava t disse Lietor; isso nao he
possivel I Conlaram-le nina historia da carouchinha.
Ah enlao o senhor nio condece os Francezes!
Se sotibcsse como elles zombam tlcsses preconceitos!
I eolio conliecido Fraucezes que tecm casado com
suas escravas.
Bernardino, creio que s o demonio. Tudo o
que me dizes nao lem sombra de senso commun), e
todava causa-ine una emorio eslranha.
Muito me alegro, senhor, disse Bernardino
com urna graciosa uondade. Jolga que seja-me'agra-
davel v-lo morrer tle aborrecimenlo e a fpgo lento,
em sua idade, com seu espirito, sua riqueza, seus
enlos!
as, inlcrrjmpeu Lielor, se me engaas des-
caradamente e tle proposito para dar-me- luna emo-
t-an, erras o alvo ; se me tlivrles ctuu um sonbo, se-
r i fprioso contra II ao despertar. Dize-me de qnem
sonbeste lods essas particularidades sobre a fazen-
da* Suspeilo-le tle t-las inventado. Foi realmente
o passageiro Noel Bella que informou-lelio bem?
Sim, senhor Adriacen. -
__.Foi elle que te disse qne Mauricio Saverny era
um Francez que quera casar com a escrava ?
__ l<;il(. na,, me disse claramente ; mas deu-me a
entender.
Sabes, Bcriyirdino, que minha vida comet;a
boje que acabo tle descohrir em mim urna coma se-
ria, una paiio lalvez, e qna tuas mentiras podem
matar-mc'!
O senhor j fez-me comprehender tudo isso,
tornou Bernardino; o habito de viver com Vmc.
me...
Oh! eslon enfadado de onvir essa phrase! ln.
(errompeu Lietor. Contenta-te de diz-la contigo,
porm nao m'a repitas mais.
Bem, tornou Bernardino, acabou-se. Deixe-me
obrar. Entraremos no Paraizo-Natat.
Nio percas a lelra de cento e vinte piastras.
Ella est aqui na algibeira pregada com qna-
lro allinetes. He o meo passaporle para entrar em
casa do crioulo rioso. J vfi que naveguei bem.
Sim, mas lie preciso chegar ao porto, ouves,
Bernardino?
Haremos tle chegar, senhor Adriacen.
Agora deixa-me dormir al Sanla-l.uzia ; vou
sontiar lougamenle com o l'araizo-Sat'al.
E eu velarei para formar meus planos.
Bernardino, se formos bem succedidosnio serei
ingrato.
Oh 1 eu o conheco, senhor Adriacen. So bem
pobre, e tenho necessidade do reconhecimenlo dos
amigos.
Tens espirito, quando qiieref le lo, Bernardino.
llei de querer umitas vezes, senhor Adriacen,
se isso putler ser-lbe til.
Bernardino, laze-me feliz, que eu te farei rico.
O senhor loma a larefa mais fcil; todava hei
tle experimentar.
Lietor ailorineceu sobre um iiiiuiiao de pannos al-
calroados, e Bernardino tlirigio-se lentamente para
a proa, encostou-se ao cabrestante, cruzoii os bracos,
e mergulbou-se em reflexes Artlenles, que afugn-
laram-lhe o somno at ao alvorecer do dia.
II
A fazenda qoe recebera de seu primeiro proprie-
lario inglez o nome de Paraizo-flatal, tnrnra-se na
posse de Mauricio Saverny um verdadeiro Edem.
Ahi respirava-se as horas quenles do dia esse en-
canto suave que d a frescura das aores e das aguas
dos climas to sol.
A haliil.ic.oi pareca feila de urna s pedra aroxea-
da, em lomo da qual bavia duas ordens de balaus-
tres de pao sndalo, donde sahiam seis kiosques com
corliuas de ganga.
A inlelligencia do joven colono liavia preparado
em lomo dessa morada nm laby rinlho vegetal de ga-
leras, salas, corredores, circuios e chadrezes de abo-
bada, e guarnecidos pelas largas folhas de palmeiras,
embalsamados pelas flores dos nespereiros, das mag-
nolias e dos yangs, banhados por fonles, regatos o
cscalas, cujas aguas vivas corriam em urna bella
sombra como a branda cor da'tarde.
Militares de passarnhos Iivres tinham escolhido
esse palacio de verdura para seu viveiro natural, e
nada, era 15o suave ao ouvido e ao coracao como esse
concert d cantores invisiveis, essa continua melo-
da do ar anida ao susurro das aguas, e voz solem-
ne do mar vizinho, a voz do ocano indio.
Ms essas bellas arvores, essas flores do trpico, es-
ses cantos de passarnhos, essas fonles vivas, esse ru-
mor do ocano, todas essas maravilhas da poderosa
nalureza africana nada sao, ae um nqnsaiueiito de
encontrareis ahi as mesmas allribuigoes dos agentes
consulares, escripias em outros termos essas disposi-
roes legislativas dos didercnles paizes, por conse-
quencia est o cura da minha terru accommellido da
monomana, que alacava o twlfto portuguez de so-
nhar, emillindo opinioes*ui generit, porque s
assim, ou por meio de pilherias e ditos improprios
de um bompattor da nossa trra conseguir fazer
alguns preseh los contra o Sr. Dr. Joaquim Baplista
Moreira, cnsul de S. MaJ^Jiesla provincia.
Sem perder poremfl wf *'e Sravidadc que
urna vez mprimimoaH Hnie convm aquelle,
que nao procura tor&fl Hf',e'e muil" menos il-
ludir, entremos na aproar^|rdo communicado pns-
toral, que no amor proprio fiautor deveria fazer
tanta bolha o abalara cnn^jaV^los que leramo
primeiro arligo dooco portH/ues Todos os seus
argumentos se reduzem a legislarn vigente, e est
simplesmente ao decreto n. 855 de 8 de novembro
de 1831,regulando as isencies e allribuices dos
agentes consulares estrangeiros no imperio, e o mr-
do porqnese ho de haver na arreradacAo e adminis-
Iracdu das herancas de subditos de suas nacoesda-
do o caso de reciprocidadenos arligos 11 e 15.
O primeiro destes artigas dispondoque aos agen-
tes consulares perienee lomar conhecimenlo, segun-
do os seus regulamenlos, dos deliclof-commellidot
a bordado aos da sua naci por indicuo* da
tripoUMo uns contra os oulros durante a viagem,
refere^we ao alto mar que o direito das gentes re-
puta territorio da nacao, sob cuja bandeirasc prati-
caram as arces criminosas, a neste caso apenas clie -
gue o navio ao dislricto consular, o agente respectivo
deve sindicar do facto, tomar delle conhecimenlo
de conformidade com as instrucees e regulamenlos
do su governo, e requsitar a auloridade territorial,
competente auxilio e forra precisas para fazer elTcc-
tiva a prisao do Iripolanle insubordinado, urna vez
que julgueesfa providencia um meio de corrcccio,
afim de evitar a repelco destes actos : he a le Ira fiel
do citado artigo II, combinad com o artigo 16 do
mesmo regulamento, que no artigo publicado no
Cosmopolita nio transcreveu muito de proposito.
Determinando porem o artigo 13, que a jutisdic-
co criminal e policial dos agentes consolares quan-
do os navios mercantes se acharen) dentro de qual-
quer.dos porlos do Brasil, nao se eslende ao delielos
graves ele, ou que por qoalqoer modo possam per-
tnrbara Iranquilldade publica, ou all'eclar Ttarlieu-
larmentc a quatquer habitante do palz, limita a ju-
risdiccio do cnsul soflensas leves commellidas no
territorio do Brasil as palavras aos mercantes,
par concluir os de guerra,aos quaes se eslende o po-
der judiriario do estado a que perteneci, ainda que
estejam Tundeados em algum porto de paiz estran-
geiro.
Na primeira hypolhese he vislo que o decreto n.
853 restringe asaltribuiresdos agentes consulares
coiberas pravas do delicio grave commettido durante
a viagem ; Mo he.no territorio da nacao do'aulor,
ao qual smente he applicavel apena imposta pela
legislaran e Iribunaes do seu paiz. menos que nos
termoslomar conhecimenlo nnprcgadn.s pelo arl.
li nao se.queii a entender n poder dejulgar! A ex-
cepto resalvada no lim- do mesmo artigo, reservando*!
o julgamenlo dos subditos brasileiros, que por ven-
tura faeam parte das tripolaces dos navios estran-
geiros pela auloridade brasileira, confirma o princi-
pio geral de Direito das Gentes que enunciamos an-
teriormente, que o poder udiciario de cada estado
independente exlende-se s offensas contra suas leis,,
pralicadas por seus concidadaos em qoaqur parte ou
lugar, e com maioria de razSo no proprio territorio.
Conseguintemenle a violajio da lei portugueza no
territorio portuguez pelo nosso concidadao Joio dos
Santos he puuivcl pelas leis e Iribunaes do nosso paiz,
cabendo ao cnsul de S. M. F. enviar ao seu gover-
no os documentos comprobatorios ,do faci oOensivo
d'as portaras de 9 de agosto de 5812, e de 11 de ou-
lubro de 1853, e especialmente na conformidade da
airen lar de 8 de outubro do mesmo anno, a qual de
modo mui claro e expresso determina que apenas ao
capilao>infraclor ser imposta urna multanaquelte
reino.
Na segunda hypothese, porm, a do arl. 13, o de--
crelo faz extensiva a jnrisdcc.ao criminal e policial
dos agentes consulares aos delielos leves, os quaes co-
mo deve saber o Cura, nao liram a sua criminalida-
de da immoralidade do faci, c da intervencao do
agente, sao meras contravenios aos regulamenlos do
commercio e navegaco. e reprim Jas- pelos cnsules
dos paizes eslrangeiros. como agentes conunerciaes,
e nioem virtude do direito de impr penas que nao
tem. Logo he inaplicavel a qneslo do patacho Ar-
rogante o tal aarralfbio do Cura da minha Ierra, o
qual lancen urna injuria ao ministro brasileiro, acre-
ditaodo-o capaz de confeccionar um regulamento em
que inveslisse aos consoles estrangeiros to poder de
processare julgar dentro do imperio seus compatrio-
tas, por erimes commctlidos no territorio da sua res-
pectiva nacao, sem que haja a este respeito tratado
especial com 0 Brasil-. V-se pois toda a luz, que
o Cura da minha trra foi injusto pra coro o cn-
sul portuguez, quando disse no seu Cosmopolita que
elle dera saber e ler bem aladinhn ao dedo a legis-
laca do seu paiz para nao dar sim as.
Conjuramos ao oom cura a declarar-nos a que bi-
blinlheca, on vellio archivo de secretaria esl confia-
da essa mgica legislacao?E advertimos que,nao
continu a dar sincas em direito escripto; e a espe-
cular com cilacoes de artigo- que nio vem ao caso,
oo nada resolvem em prol dos freguezes, porquanto,
he bem possivel que estes veiido que S. Rvm. nio
corrige as sincas, principalmente na nvencAo do
eirnipra-se pelas autoridades brasileiras, tratcmde
procurar oulro advogado para dcflender a parochia.
Nao menos injusto foi o bom cura, quando disse
que o noro portuguez negou ^os consoles oulros di-
reilos, que nao os de collocar armas eabandeirada
nacao era suas portas. Dissemos, e persistimos em
affirmstf^oe os agentes consulares de paizes chrislaos
nao imprimem carcter publico propriamenle dilo ;
assim como qoe por direito das gentes suas inmuni-
dades e dislinctivos limitam-se collocar armas e ar-
vorar o pavillio nacional ; ese o cura se derao Ira-
balhn de reflectir nm pouco, sem consultar os baca-
martes, ha de concordar comnoscoqne direitos,
dislinctivos, ou immunidades sao cousas profunda-
mente diflerentcs e dislinctas. ,
Com a mesma injusiira e scepticismo conclue o.
termao, contestando ao Sr. Moreira o facto de S. S.
lerscienlificado ao governo portuguez os ac i decl-
nenlos do patacho Arrogante, e de haver acompa-
nhado a sua participarlo dos documentse mais pro-
vas da criminalidade de Joao-dos Santos. Tanta in-
justifa, quanla vontade de querer melter o nariz na
casa alheia Nio queira o liom cara aventurar
juizos temerarios, e a lodo cusi querer entrar no co-
nhecimenlo do expediente, e do que se passa no con-
sulado portuguez em Pernambuco, porque a tanto
nao chega nem chegar a sua jurisdiccan. Aguarde
com paciencia e calma a volla dos enviados, e a re-
solucodo governo deS. M. F. a queslao do pata-
cho Arrogante, que o mesmo fara pela sua parte.
O nocb portuguez.
P. S,Fiea respondida como artigo cima, a cor-
respondencia desle Diario de 11 do correle, do
mesmo cura por ser urna segunda edicao do 6'o-
mopolila mais resumida, e menos correcta.
Quanto a-primeira pergunla, recorra o padre cura
ao arligo 82 do regulamento n. 120 de 31 de Janeiro
de 18V2, cabendo neste caso ao cnsul portuguez, a
prolecco que presin aos seus patricios vindos sem
passaporlesno patacho Despique de Reinemos quaes
foram sollos por intervencao do mesmo cnsul. E
quanto a segunda, remecha os archivos das secreta-
rias da polica, e.do governo desta provincia que tl-
vez l encontrar o gue^eseja. Com tudo, se nao o
salisfazerem estas resffKs, tem hom remedio ; isto
he, que os emhaixadorstlomem contas, pegam satis-
fago ao governo de S.' M. F. desles faetos, os quaes
devem constar das secretarias de eslado dos negocios
estrangeiros, e da marlnha. Itequicscal in pace, o
padre meslrecura. Amen. O naco portuguez.
mu '
Reflexo*es sobre a creacao' de urna es-
cola theoricae prauca de agricultu-
ra na provincias
Para qu Ifm'em exista be indspensavel, pri-
meiro que ludo ; que baja de que se alimentar
posto que elle seja omnvoro, corajudo he sempre ve-
getal a base de sua alimentaran'. No homem selva-
geni, que domina grandes exleneoes de terrenos, po-
ded?r-sesuslentoabundante,queranimalquervegelal
masonde o homem pelo seu numero, on exiguidade de
esparo, nao pode subsistir da produccao expontanea
da nalureza, necessario se torna, que elte auxilie es-
sa boa mi, rasgando-lite o scio, e ajudando-a a pro-
duzir em mor abundancia para sua subsistencia.
Tormando-s as necessidades do homem numero-
sas, em razo do eslado da socidade, e seu progres-
so ; nao pudendo ellas' ser salisfestas pelos immeda-
tos.meos ao alcance de cada um, preciso foi, que o
homem procurasse abunde modos de salisfazellas :
mas nao possuindo esse homem, alcm dos productos
da Ierra, tralou de os augmentar, de os mollinear, e
deste excesso, dando-o era troca, soccorreu suas no-
vas precises, creando assim tambem o*commercio.
Com o augmento do genero humano, com o seu
desenvoWiraento e civilisaejio, augnmenlaram-se as
necessidades, cresceram as difiiculdades de pro ve-las,
foi preciso forrar a nalureza a producir mais e me-
llior ; as apuradas indagaciies, as experiencias, final
mente o martyrio das faculdades humanas, ludo em
laboro, produzio segeedos e meios de obrar com que
seobliveram melhoras consideraveis. Eslas indaga-
res e experiencias, porm, cada vez mais Irahalha-
das t3 desenvolvidas, consliluiram a agricultura na
cathegoria de sciencia. Reduzda pois a agricultura
a sciencia, ella foi estudada com esmero e applicada
na maior parle dos paizes civisados, com lal provei-
lo que tez sobresahir, da quasi obsegridade em qoe
se ach.tvam, nacoes consideraveis ; paizes ingratos
ou esteris, lornaram-se productivos e prsperos, e
os seus habitantes abastados e felizes.
A America do Norte, por ex.emplo, tendo sido co-
lumnisada, l'cz por muito lempo da agricultura sua ex-
clusiva oceupaco, e aprovetando os melhoramentos
amor ou de f christa n!to lhes d vida e alma, gra-
cn e encanto.
No quadro dessa creariio viviam um homem e urna
mulher, os quaes j entrevimos um instante quando
o acaso de orna navegaco mui tranquilla enlregou
os segredos ntimos do Paraizo-Nalal aos passagei-
ros de um navio de Santa-Luzia.
Nesse momento o joven colono a sua mulher sa-
boreavam a frescura desse crepsculo artificial no
verde labyrintho dehaixo de um sol invisivel, que il-
lumina o cimo das arvores e o lelo da habitarn.
Mauricio le urna obra de Bernardino deSaint-
Pierre, a Viagem em torno da ilha de Franca, e de-
pois de urna passagem lerna, a moja inter'rompe a
leilura dzendo ao marido:
Eis una bella descripcao, Mauricio; vejo daqu
esse canlo de rochetlos e do mares de que falta a au-
tor. Como isso he selvagem erisonhol como he re-
colhido! Enxergam-se as ronchinhas e as flores ma-
rinlias no fundo dessa agua transparente. Se tivesse-
mos alguma colisa lito Imnilo aqui, quereria banhar-
me Imlas as lardes tlepos do sol posto.
. Elora, minha amiga, disse Mauricio com tris-
teza, nao le lerei mais nada,
E porque, Mauricio? perguntou a moca com
nm sorriso que brilhou como um raio ilebaixo tle
seus cabellos tPouro.
Porque tenho eiunie de todos os leus desejos,
respondeii Mauricio ; porque cada leilura despena
em li o goslo das viagens. Elora, minha amiga, via-
jar he desacredilar a propra casa.
Oh que idea, Mauricio mas lodos viajara!
Todos desacreditan! sua casa.
Entilo, Mauricio, nilo iremos nunca l ver essa
ilha, que lem um nome 13o doce, essa ilha tle Fran-
ja onde viveram Paulo e Virginia, ou a ilha tle Bonr-
don, a qual dizem que de bella como a ilha do Pa-
nizo ?
Nao, Elora, nunca... Sabes o que he bello no
mundo? He o co. o sol, o ocano, nossa casa e lia.
Tudo o mais nilo existe..... Ouve-me, querida mu-
lher.....tu desle-me um momento de tristeza.....de
dorrivel tristeza...
Oue momento? iutcrrompeu a moja com c-
moc,5o.
Ella levan(on-sc vivamente, approximou-se do
marido, aperlou-lde as milos, e urna lagrima brilhou
em seus olhos desaphira avelludada.
Vou lembrar-le o momento tornou .Mauricio.
Era no mez passado, eslavamos assenlades beira do
mar, e tu me vas, e eu s va a ti: era urna larde
divina, o corarn nadava-me em delicias, eu tema
mesmo fallar-te para nao perturbar com minhas pa-
lavras a alegra ineflavel desse instante...
E que houve ? pergunloii a moca assuslada
com a iilerrupcati sbita do djsrurso do marido.
Espera... tornou Mauricio com um esforeo
cuntido. O mar eslava tranquillo romo esta funte...
um uavio passou diaute de nos; mas lao perla da
praia, que poda ler-se seu nome escrito em letlras
conhecdos.ticnud'adi lo grande considerarlo o forra
que a ella s deve a prosperidade que tlisfrucla. ten-
do-se tornado por esse meio urna das principaes naco-
es do Globo,
Portugal colomnisando n Brasil, tralou somonte
por lempos, de fazer a ierra produzir alimentos para
seus habitantes, e os gneros, que enlao convinliam
ao commercio curopeu : inlrodozindo no Brasil a
agricultura, com ella Ihe Irouxe os raeos atenlo
conhecitlos, meios ponco avancados dos primilivos; e
foi assim, qne de recente poca para c, o arado tiro
anligo no mundo, enmecou a ser admitlido neste im-
perio, e somente na grande agricultura. Os produc-
tos que enlo cuntinhaiu ao commercio, sao' ainda
hoje os mesmos cultivados no Brasil, com pequeas
eicepsoes : entretanto que dispendemos muilosami-
llioes em producios estranhos, e.que podemos colher
em nossa trra. Daqui fcilmente se pode deduzir
um argumento poderoso contra a npinio daquelles,
que prelendem lubrigar na industria fabril orna ne-
cessidade, urna superioridade de beneficios para o
Brasil, em detrimento da agricultura. Ponen I ora
o trigo em farinhaeseus diversos rabricos, a cevada,
o centeio, millio, feijo, etc., etc., nao nos absnrvem
animalmente mullos milhes, c nao vale o cultivo
desles generoso beneficio demnilas fabricas? He ine-
gavel esla verdade.
Possuindo os melbores frnctos e mais apropriados,
com ludo nenhura vindo, cydra ou cousa semelhan-
le fabricamos, em quanto que compramos por alto
preso os peores vinhos da Europa c diversas bebera-
ges, a mor parle, nao s nocivas como fataes sade.
Provincias ha, as do norte principalmente, onde se
pode exportar maior abundancia de vinho, de caj
mangabas e annanaz, do que produz e'eiporla o rei-
no de Portugal, com a duerent;a em nosso proveito,
que ncnbiini trabalho custar em lempo algum o ama-1
nho e Irato dos tordos mencionados, que a nalureza
exponlaneamentc produz.
Sobe de ponto a nossa incuria, quando as edifira-
coesempregamosopinho, frazido do eslrangeiro em
portes, janellas, soalhos e forros, entretanto, que as
nossas preciosas madeiras ao abrigo dos incendios e
do cupim, deixamos consummir em carvo, em vez
de semearmos, de as mutiplicarmos e cnservarmos
as que nasceram sem o nosso concurso. Em poucos
annos essas madeiras preciosas dcsapparecerao para
sempre, se o actu| systema prevaltjrer.
Esses pinbos, que nos trazem das regOes habiladas
desde o principio do mundo, ninguem se persuada,
que silo corladas em matosagrestes nascidos ao acaso,
elles sao semeados, cultivados, p urna vez corlados,
o solo he desmanejado e novaraenle semaado alias
a Europa, ao menos as vizinreajlbfiaflMKas. |,a se_
culos, nao possuiria urna umjmfk de leuda para
d'ouro na popa... Teus olhos deixaram de ver-me...
eu conlinuava a ver-te... Tua distraeco foi mui ten-
ga ; sentas um prazer quasi culpado em seguir rom
a vista o andar lento desse navio indio todo cheio de
viajantes, que iam para um paiz tlesronhecido ; e eu,
Elora, solivia muito porque adevinhava leu pensa-
mento. Desejas-te ser do numero daquelles felizes
passageiros. e correr os acasos de sua viagem; dese-
jas-te seguir o vo daquelle navio, qur elle paras-
se no cabo d'mbar, na pona de M'adagascar, qur
prnlongasse sua carreira at Ceylao ou Coroman-
del... Digo-te ainda com tristeza, minha querida
Elora, desacreditas tua casa, esla casa que tenho ti-
do o cuidado de fazer lo bella, afim de que leu pen-
samento nilo ousasse desejar nada mellior.
Mauricio, disse a moca cora um desses sorrisos
femininos, que applacam todas as tempestades, Mau-
ricio, adevinbaste meu pensamenlo desse dia, cnu-
fesso-te com franqueza; mas quando sonho urna des-
sas viagens be sempre comligo, o com minha mito na
(ua que quero faz-la. Esse sonho mo separa-me ja-
mis tle meu marido. .
Sim, ineu anjo, disse Mauricio, eu le creio;
mas esse sonho leva-te para o meio de um mundo,
to qual quero fugr. Lina viagem mstura-lt- coui a
mnliido e com os perigos da soriedade, cnlrega-le
a admiraran dos oulros homens, c pode fazer naseer
em la joven rabera a embriaguez do amor proprio,
da casquilbaria doorgiilbo... -
Nao le comprehendo. tornou Elora apiando
os cultvelos de inarphim nos joelhos, e o queixo de
agatha as musiiihas aberlas, e encarando filamen-
te o marido.
Ah nao me comprellcndes! tfisse Mauricio ;
pois bem! essa linguagem, que nao compreheudes
boje, as viagens le ensillara ni bem depressa, e que-
ro que a ignores sempre... Dize-me. Elora, quando
a curiosidado, que he o sexlo sentido das mulhercs,
deixa-le em reponso, podes desejar alguma cousa
aqu? Julgo ter prevenido o menor do leus capri-
chos ; julgo ter creado em roda tle li um puraizo ter-
restre ; lenho-o embellezado com as cousas mais lin-
das espalhadas por esse globo, e que enconlram-se
aqui primeira vista. Tenho reunido nesla hnbila-
c3o todas as maravilhas do Dos, e dellas te tenho
feilo presente. Desejar mais he urna falta primeira,
que cometa duvidas sobre a terenidade de meu fu-
turo ; ha laucar um primeiro olhar de cobfca para o
frulo da arvore do bem e do mal; he oflender a
Dos; he merecer-o desterro.
Essa reprehensao era dirigida moja com o ac-
cento de urna brandara anglica ; Elofa abaixou os
olhos, aperlou as mos do marido, e tomou umaal-
titude lio resignada, que Mauricio a/rependeu-se tle
ter-se mostrado lo severo, e julgou dever dar algu-
mas explicases como para descolpar-se de um abu-
so de poder.
Ha mulheres lo habis em urna discusso tle inte-
rior, que parecera submelteivs-j a urna ordem lyran-
uica com urna locante docilidad, e essa ordem que
extenses de terreno
oulras espeeialida-
para edifica-
do eres-
rulli-
acender.
Muilas madeiras.^boas para qneimar, poss^iimos
nos de promplo crescimenlo, que avalludos lucros
produziriam, moi mente m cercanas dos grandes po-
voados, anproveitan"
desapproveililo e
des: dessas mesi
toes e constflicee!
cimento, que ser:
varase.
-*A acfrlnunufirVnsiffada e pTB| Sndn os co-
nhecimenlos acluaes, trariaalcm dos mellioramenlos
infaliveis ao gneros que actualmente nos oceupam,
como mulliplicariam o numero desses gnerosdariam
emprego a muitos bracos descupados 6ubsisliram
infinitos gneros que compramos ao eslrangeiro,
e augmeulariam nossa riqueza e prosperidade. Como
porm qnanto sabemos e quanlo fazemos, he
o quanlo sabiam e faziam nossos avoengos, sem
nada mais ter crescido, he indspensavel que
aprendamos dos que se achama adintados em co-
iihecimentes.theoricos, 'e pralicos he indspensavel
que entremos na escola, ecomecemos do primei-
ros rudimentos.
Nao sou en s que de muito clama pela crearlo de
urna escola Ihcorica e pratica de agricultura, outros
muilos e capacidades Iransccdenles se tem empenha-
do e escripto a respeito, e d'ahi alguma cousa tem re-
sultado, e assim lano na corte do imperio e mesmo
em Maranho, sabemos creadas sociedadesde agricul-
tura. Comquanloa ulilidade que resulta dessas so-
ciedades seja consideravel, entretanto acreditamos
que mujo mais produziriam se fossem destinadas ao
ensno publico da parte pratica ; e assim por esla
lado aligeirariam as despezas do estado, a quem so-
mente enlao incumbira fundir e alimentar a escola
Iheriea.
A consderacao em que devemos ter esla provincia,
que ella merece.e de que ella goza foradaqui : a cir-
cumslancia.de ser ella agrcola no seu mais vaste em-
prego, nos obriga a clamarmos incessantemente pela
creajilo de urna socidade de agricultura, que lenha
por objeclo a fundacao de urna fazenda normal, onde
naosmcnle se Irale de cultivar as diversas especia-
lidades apropriadas ao solo e clima, como aclimitar
oulras, melhorar as que possuimos, educar novas ra-
as de animaes, c melhorar das que j* temos, nclla
fazer executar as industrias principaes para asedifi-
caroes reaes, como q uesirva de escola pratica para
aquelles queliverem cursado da escola Iheorica, com-
plclando assim o curso inteiro da sciencia e arte. To
solicito o governo como tem sido, creando em du-
plcala academias de seiencias joridicas.de medeeina
mililares, etc., por cerlo nao se arnesquinhara em
crear um curso de agricultura nesla provincia, onde
o cnllegin *das arles nao s j faculta muitos prepara-
torios, economisando-se assim essa despza, cmo
queja creados de muitos annos, nao tem essa parle
do ensino de soflrer os encouvenicnles de creaes
novas. As caderas a crear, limitam-se-por tonto a
urna de agricultura, outra de technologia, dnarda
arle veterinaria, alem das caderas de chimica, de
phisica, de historia natural e de grego, que j existi-
r m neste provincia, e por nao serem ligadas a um
curso especial, foram sopprimidas por falla de con-
currencia.
Duas sao as objecees que se tem imaginado a nm
curso de agricultura assim creado, a primeira falte
tic concurrencia e por isso innutilidade de semelhan-
te instituirlo ; e a segunda muila importancia para
a provincia de Pernambaco, quando a corte do im-
perio nao possue igual eslabelecimenlo. Responde-
remos,, em quanto a primeira, que nma vt- que se
conceda o bacdarellato, a esta como as oulras facul-
dades, que se tem,fundado no imperio, a concurren-
cia de adeptos, lalvez ser maior do que para as ou-
lras seiencias; porque se o agricultor, o proprielario
ruraj. mandando o filho para o curso de agricultura,
estiver cerlo, que alm dos conhecimentos apropria-
dos para o genero de vida a que o destina, elle se
habilita para a diplomacia e parlamento, he indu-
bilavel, que elle nao preferir nem as seiencias ju-
rdicas, nem a medicina, nem ctfrso' militares; mr-
mente tendo elle dante de si um exercito de hacha-
reis jurisconsultos e mdicos, sem meios de emprego
e por tanlo de subsistencia, azar este, que todos os
dias avulla mais, sendo alm disso o corso de agri-
cultura mais ampio do que os outros por habilitar o
individuo, no# para a agricultura como para a
physica, a historia natural nos seus dHTerentes Ta-
mos, donde derivam varios modos de vida para a
chimica e por este a fundaco de laboratorios de
grandes resultados n'umpaiz abundante de produc-
tos naturaes, e onde nm s nao existe: para a phar-
maca, para a arte veterinaria etc., etc. Responde-
remos a segunda object;o, que tendo-se creado duas
academias de seiencias jurdicas e tima academia mi-
litar, nenhuma destas foi fondada na corle, onde
apenas existe urna academia de marinha, e outra de
medicina, que se no imperio existe urna provincia
cuja agricultura seja limitada e ha de ser por sec-
los, ella he sem duvida a provincia do Rio de Janeiro
que se acha circunscripta o laboro do'caf, porqae
o sea clima e solo a nenliuma oulra cultora em gran-
de he apropriada e de nteresses equivalentes, mas
assim como os alumnos do Rio de Janeiro vem a Per-
nambuco ou a S. Paulo esludar as seiencias jori-
dcas, com muito maior inleresse virao os que se
dedicaren! a agricultura esuda-la em Pernarabneo,
adqnirindti assim em razao do solo e do clima, co-
nhecimentos mais variados. ltimamente porque a
corle nao daahacachis, mangabas,e sapolisd'ahi no
se segu que deixemos de cultivar estes frnctos.
Nao devemos pressendir por mais lempo dfc pro-
mover a erearao de ana Socidade de agricultura e
eocrregarmos nossos prestantes concidadaos de re-
quererem e concorrerem na assembla geral para a
creaco do curso Iheorico, para oque nao fallecen!
meios a esta provincia, era demazia prodiga na quo-
la annualmente paga para as despezas geraes do es-
tado. He lempo de aprendennos" o anic'o oflicio,
qne nos d pao; he lempo de aperfeicoarmos as nos-
sas faculdades e fazer valer os donscom que a pro-
videncia nos mimoseou. Vieram nossos pais em lem-
pos menos difllceis. porque enlo os bracos empre-
ados abundavam, por menos da quarla parle do
custo actual, e este mesmo estado ha de cedo acabar.
Enlo as necessidades que o trato cjvil e o lxn tem
creado, eram at de nome deseonhecidas, e consc-
queiiiementc as despezas eram lo pequeas com o
pessoal das familias que por mal e pouco que se tra-
balhasse muito se amontoava e economista. Por fal-
ta de crescente de bracos nsprveis para a cultura
da caima, he ndfcpensavel crear-se nuvos productos
tanto para a pequea agricultura actual, como para
a grande agricultura, que em poucos anuos definha-
r em excesso por aquelle motivo.
Os meios de irmos acaulelando esse futuro medo-
nho, a nosso ver consiste em crear-se o corso Iheori-
co de agricultura que temos lembrado e urna soci-
dade de agricultura que eslabelera, proleja e dirija
a escola pratica da ruesraa sciencia.
A ulilidade he lo palpitante, que temos a con- *
vicrao de que nao llavera um s agricultor qoe nao
se aprense a vir inscrever-se no registe,ou matrcu-
la dos socios, por isso que nenhum se julgar perju-
dicado pela mdica joia de vinte mil ris, e a men-
salidade de dez (osles, com qne ra contribuir para
um eslabelecimenlo qoe pelos seus resultados far
avullar os iulercsses geraes, e conseqoentemente os
intereses iudividuaes dos socios, alm da gloria que
provem a provincia de urna crearo digna de ana ea-
Ihegoria. Nao he smenle dos agricultores que es-
peramos a coadjuvacao, nos n reclamamos de todas as
classes da socidade; porque todas ellasdeduzem pro-

N
seria mantida dianle de urna revolla, he logo revo-
gada dianle da mentira de urna submissao. Essas
scenas engenhosas tan bem representadas as alias
espberas da civilisaeo conjugal, eram deseonheci-
das na fazenda do Paraizo-atal. A mulher de
Mauricio era sincera era sua submissao.
Minha querida amiga, continuon elte, nao he
um absurdo capricho que me faz fallar assim. Bem
sabes que dev minha riqueza a mea lio, um dos ho-
mens mais venerados enlre os mais sabios agriculto-
res de Bengala. Meu lio experimenten em sua vida
muilas desgracas mysteriosas, que oceultou-me, e
quedizia serem hereditarias... Hereditarias! Jamis
comprehendi que desgracas fossem hereditarias como
doencas; porm promelti seguir seus conselhos para
evitar essas estranhas desgrasas. Meu charo Mauri-
cio, disse-me elte cem vezes e a ultima no leito de
morle, meu charo Mauricio, deixo-te urna bella for-
tuna e una, habitaran deliciosa ; formei-le um casa-
mento rom una mua criadjkomtigo desde menina,
e que iwo condece nada d.na|ftt|sas deste mundo,
ciinio.se tivesse vivido quei-te ao abrigo da necessidade touesla de frequen-
lar as ridades e os homens; preparei-le a ventora, e
ludo le deixo. Nao comprometas essa lieranca, e
morro contente, porque parece-me que serei "feliz
tlepos da morle... Eis*) que disse-me esse excellen-
te lio ; compreheudes, meu anjo, que tenho graves'
deveres a cumprr,'e que has de ajudar-me a satis-
fazer as intenres do homem generoso, a quem de-
vemos nossa felcidade.
Estas ultimas palavras de Mauricio deram urna vi-
va emoco a juvenil e linda Elora. Duas lagrimas
correram-lhe pelas Uces. c essa res|uista lao expres-
siva, poslo que muda, enrlieu de alegra o marido.
O som de umsino perlurbou a doce meditar i dos
dous esposos; nao era a hora em que o criado com-
prador vollava de Porto-Natal, s um estranho po-
da locar a sineta da porta da habitarn, e esse som
longiiquo. quando era ouvido era certos momentos
do tlia, rausava sempre alguma entorno a Mauricio
e a mulher.
- Dons pequeos caes inglezes, cojo inslincto cora-
joso era empregado na destruiejio dos replis precipi-
laram-se para a porta dando gritos agudos, e o s-
cravo que ia abrir leve necessidade tle toda a sua
auloridade de porleiro quando quiz reprimir o zelo
desses guardas muito vigilantes, para deisar entrar o
eslrangeiro.
Esle era um mancebo de semblante brando e se-
reno, o qual Irazia um largo chapeo de manilha, e
vestido de riscado grosso. Elle levava como um mer-
cader ambulante um parole suspenso na extremida-
de de um bastan, e as primeiras palavras qne pro-
nunciou com certa dlleuldade de urgo foram
eslas :
O senhor Mauricio ?
He meu senhor, disse o servo: que qur Vine,
com elle ?
s
Quero fallar-lhe... sobre um negocio muito im-
portante,
O eslrangeiro depoz Iranqoillamente o pacote, to-
mou um lenco de seda e eocbugou a fronte e o roste
innundados de suor.
='Faz um calo/ lerrivel! acrrescenlou elle, e era
preciso urna necessidade das mais graves para obri-
gar-mea caminhar com esse sol furioso... Enlao nao
me ouviste t
' Sim, onvi; mas nao pde-se fallar a meu' se-
nhor, he impossivel.
Oh para mim no, tornou o eslrangeiro ; leo
senhor deve-me dinheiro, e nm devedor deve sem-
pre receber seu credor. Demais espero refrescar-me
um pouco; estoo ouvindo um maruiho defronte,
que faz-me vir agua bocea. Tenho urna sede de
leo.
A leve gaguez e o sorriso que acompanhavam es-
tes palavras davam-lhcs tria grara, que produzio
seu eflelo sobre o servo inexoravel.
Espere um inslan.le aqui, disse elle, vou lo-
mar as ordens de meu senhor.
Pernal ilion, o qual os leilores j devem ler reco-
nhecido, proenrou um abrigo sombra e asseuluu-se
para espdrar a volta do negro.
Eslas palavras de civilisacao deredor e credor ft-
/iM,im slremecer Maurrioquando ouvio-as resoar
em sen paraiso terrestre. Elle voltea-se para a mo-
llier, e dssc-lhe depois de uina tenga reflexSo : -
Que devemos fazer ?
Devemos fallar-lhe, respondeu tmidamente a
mora, dissimulando o prazer que causava-lhe um
incidente lodo novo. Essa sensaro escapou ao ma-
rido.
Um homem ao qual devo dinheiro disse elle
odiando para a abobada das arvores; nao devo nada
a ningoem I... Meu bauqueiro Luiz Soubet paga tu-
llo por mira. (
E dirigindo-seao criado:
Como he esse eslrangeiro? Jviste-o oulra vez?
be moco ou velho ?
Nunca o vi, respondeu o negro ; he um man-
cebo que tem cabellos ruivos e parece mni faligado
da viagem...
: Bem o creio interrompeu a moca com o ae-
cento da sensibilidade, vir de lao longe ao meio dia!
iVSo he cardoso deixa-lo assim porta sem oflere-
cer:liie um copo de vinho de Constanca...
Tens razao, disse Mauricio, sobre ludo se he
um credor, como diz... Xavier vai inlroduzi-lo, aqui
o espero...
Um luzir de satisfarn brilhou no roste de Elora:
era a alegra infanlil'da moca no convenio, quando
dao-lhe urna distraeco viuda de fra.
Ah eslou ancoso, dza Mauricio passeiando
apressadamente, estou ancoso por ver esse homem
e saber de que maneira devo-lhe dinheiro.
(C(mtnuar--ha.j
I
i-
M*i~
->*ll.
-


'

veilos, mxime o comraercio, coja tanta he sem doli-
da primeiro que lado a agricullun.
Nlo esbojaremos o quadro mteiro de produciosno-
vos e melhorameutaa que provirao da idea quo emil-
limos, porque seria longo e fastidioso, redaziremos
aquelleaquo primeirarocnle avanlajam. Tamos pois
em frente os producios alimenticio*, os producios da
trra. Oscereaes, a cultura do trigo em todos os
paites he considerada como a ruis til e productiva;
ella he a base de lodos oa valure, e com que m u los
estados se alimenlam, lano pelo consumo como pelo
ommercio, que faiem do excedente.
No norte da Eoropa, a Ruaste, e a Polonia, e parle
da Hungra. ?te centro as provincias ribeirinhas do
Danubio a Mar-Negro. Na frica o Egypto e Mar-
rocos. Na America os Estados-Unidos. Esta ultima
potencia alimenta a maior parle do sea rommercio
com este producto; pelo qoal nos mesmos lhe somos
tributarios de mulos roilltoes annualmente. Ao cul-
tivo do trigo nao nos poeten abjeclar insuficiencia do
soloou clima: porque infinitos ejemplos podemos
presentar de subjeitos que ueste provincia e na da
Parahiba cultivaran) o trigo com grande proveilo e
por tonga serie de annos comeram pao delavra;
acontecento al que em lugar dos mais ingratos
Para qualquer lovoura, isto he a campia grande na
Parahiba, um creador comia e venda pito e bolacha
todo anno, de trigo por elle cultivado naqueile paiz
m dos man seceos da provincia; e para o qual nao
he preciso s um invern prolongado, como este
ejemplo convence.
Quanto dizemos do trigo^' por maioria de razio,
pdenos dizer do centeio, da cevada e dos outros
gramneos. Urna consideravel poreo da Eoropa se
alimenta com a balita vulgarmente chamada ioole-
' za, mas oriunda da America, alimento alias mais
landavel du*que a farinha de mandioca.
Esto producto vem admiravelmente neslo paiz e
alm de outras qualidades possue aquella de nao ca-
recer manipulado para ser emprestada no sustent
do homem, ou do bruto, pois cosida ou assada se
acha preparada como comida perfeita, e sem depen-
dencia de oulro adobo; qualquer terreno he suffl-
ciente para ama boa colheita, e o seu tracto o ama-
nho nao demanda grandes cuidos nem despezas.
Lugares em que nao se d a mandioca, em razao
de escassez de invernos, podem completar o desen-
volvimento deste precioso vegetal que nunca perder
por superabundante. O arroz de seqneiro, varieda-
de obtida ha pouco lempo da India, e que alm de
prodozir nos lugares aHos e seceos, lem comsigo a
conveniencia denau alimentar, nem desenvolvers
iotermi (entes, ele, que o arroz commom alimenta e
desenvolve, tnroando-se assim mnitas vezes mais a-
preciavel do que o arroz que temos. Em q ua ni o a
plantas, linctorias, a rubica e o ail, aquella inlei-
ramente nova, mais esta j urna vez cultivada e de
grande proveilo; a eocbonilha o ajafrao bastardo e
outras. Especiaras, o cravo, acanella, a nozmusca-
da, a pimeata da India, o cardanismo, o cravo do
Maranhao, o pichouri,a haunilha. Tudo isto alm
o gneros que temos, que podemps'melhorar e col-
livar em grande; servindo ludo nao s para o ali-
mento e emprego em grande do paiz; como em
moita copia para exportar e ampliar as especulantes
commereiaes.
Em quanto aos producios animaes alm do grande
numero de aves, que nSo possuimos e podemos obter
muitosquadrupedes precisamos, que absolutamente
nao possuimos, comq sejam os bfalos, os bsoes, o
camellos e dromedarios, os alces do Cabo da Boa Es-
peranca, as gazellas, zebras, cabras d'angora, car-
neiroa da Cabo, vaccas do Imai'is, bois do Coroman-
del, alm doscavallos rabes, normandos e urcos,
vaccas flamngas, irlandezas, e tourinas, merinos,
etc.,.etc., dos quaes algnns concorrerao para aper-
feijoar'mos as rajas que temos.
Accreteeainda que esta sociedade nao trara .so-
mante beneficios i agricnltnra, mas lartbem correr
para nutras rauda* industrias, que se acham na de-
pendencia da agricultura,' como sejam o fabrico da
cal, da polassa, da podra artificial, lijlo, tena, lon-
ja ordinaria, serrariad'agua, moinhos para' reduzir
a farinha, os cereaes, tratamenlo do linho e cauha-
rao etc., etc. Nad se poder* compreliender a indus-
tria completa do assucar, porque excluira a possibi-
ldado de outras industrias, altendendo qae smenle
para as machinas serian absorvidas e talvez nao bas-
tusen) os fundps provaveis da sociedade, exigindo
essa industria, alm do terreno extenso, avallados
edificios e numerosos bracos que ainda agora" nao
podem ser substituidas por bracos livres: sendo, nu
obstante a cultura da canoa de suas diversas varie-
dades, ensaiosde melhoramento e diligencias de o^
ler especies novas por meio de semenleiras da com-
prehemao deste escola.F. Mema C. da Fonseca,
O primeiro elemento da grandeza ecviiisajao de
um paro he sem duvida 6 commercio, quo adquire
wmmas inmensas de vaotageus.debaixode qualquer
ponto de vista, que possa ser considerado, e depois
qne, auxiliado por esse poderoso agente, o mais bello
Iriumpho do espirito humaoo, elle pod apagaras
distancias e approximar os povos ; seus beneficio* e
eos (riumphos sao tanto maiores'e importantes,
quanto mais vasto he o circulo em qne se derrama a
asna aetividade. A grandeza espantosa e o poder co
tenal da Inglaterra; o erescimento nolavel nessa
estrada de progresso e de cvilisajao, era que se ero-
penhtra as mais najes da Europa e da America, he
sem duvida o brilhante e Usongero resaltado prove-,
nteote sobretodo desse trafico intimo e familiar, que
conlribue poderosamente para a felicidade dos esta-
do. "Por isso he que abrem-se canees, escavam-se
partos, aprofundam-se rios, erguem-se pharoes, e a
incansavel aetividade dos governos e snas forjas ds-
ponives combinam-se e empregam-se em facilitar e
destruir todos os embarazos, que porventura podem
^tolher e retardar sua marcha progressiva. A mis-
sao do seculo XIX he grande e gloriosa, e nada rae-
nos he que trazer a grande familia humana i parti-
ciparlo de seas Ihesoros. A sua senhapaogresso
echoa por toda a parte, e os povos a esse orado de
aniroajaose levantam cheios de vida ede fularopara
esie grande feslim
As exposijoes deLondres, de Dnblin, deNew-Vork,
e a de Pars, annuuciada para 1855, sao os lisonge-
roi ensaios e as mais solidas garantas do Iriumpho de
sua misso, e mulo embora ttoveje ainda nesse mo-
mento o canhao as margens do Danubio, seu si-
lenci ba de ser anda o Iriumpho da idea do scula!
Qual he a posijao do Brasil nesse .vasto movimenlo
que se agita no mando? Tem elle permanecido por
accaso estacionario, oa se tem deixado levar pela cor-
renleza desse movimenlo ? De cerlo qae a resposta
naose faria esperar de qualquer, a qoem fosse feita
eroeihanle pergunta. Podemos dizer que, deppis-de
alguns annos, o imperio quasi que"conta urna victo-
ria todos osdias. Nao somos nos que o dizemos; d-
zem os estranhot ; diz espirito de associacao, que
aetm desenvolvido entre nos; dizem esees bancos
commereiaes, essas cpmpanhlas de navegajaaa vapor,
asvreratoes mais frequentes que temos cora o eslrao-
geiro,a considerado que lhe merecemos, o concedo
que temos eonquislado.as estradas de ferro, a telegra-
phia elctrica em via deexeenjo, etc., etc.
- NSo era possivel que o Brasil preso, assim dizer ao
vetho continente da EoropS, t tomando parle no ban-
quete da ciyilisacao.deixasse de sentir o choque dessa
tarca expansiva, que ropelle os povos no enminho do
aperfeieoamento. Era mister que elle desconhecesse
a importancia e o valor nal dos inmensos recursos,
que em s lem, e lhe asseguram a nmisinvejavel po-
sarn entre as najes do mundo ; era misler nao pre-
sentir esse lirilhaiile futuro que o aguarda, para que
se deixasse ficar. estacionario no meio delles.
Esse movimenlo geral do imperio se snbdivde no
desenvotvimento parcial de cada urna de suas pro-
vincias. Todas ellas seguem o impulso civilizador e
progressivo. A provincia de Pernambuco nao tica
parada e muda espectadora do adiamntenlo de suas
irada. A vida, a animacao, o progresso lamben)
itella fecundara, tambera dao esses fructos,"qucse
procara multiplicar. Mclhoraroenlos das vas de
rommaoicarao com o centro da provincia, por meio
de excellentes eslradas.quese esli conslruindo ;ca-
minhos de ferro ja proyectado, e cuja execujao nao
lardara muito, contrujao de caes, aformoseamenlo
da cidade, melhoramento do porto, lodo isto revclla
nao s os resultados rpidos do progresso, senao tam-
bem a iniciativa e o concurso decidido c couslanie do
gavatBo.
Com eleito, em soa solicitude pelo deserivolvimen-
to grandioso da provincia, elle acabadedar ama pro-
va, maudando examinar as cosas da provincia e ob-
ter conhecimentos lopo-liyirrogrephicos da costa, de
amperios, de snas barras, de sens rios navegareis.
Para esta eommissao o governo da provincia ncarre-
gou a um dos mais distinclos e inlelligeates ofciaes
di irda,8-8r. tente Vital de Olheir, j bem co-
nhecido por outros.tcabalhos desse genero, como se-
jam os dos baixos de D. Rodrigo e qavegaco por
dentro dos baixos de Coruripc. entre o rio de San-
Francisco e Mace, e por ter reilo parte na plaa
qu? se levanlou das Ilha dos Ahrollins.
. Que vantagens nao recolher urna parte do com-
mercio da proVIricia com esses Irabalhos Nao ser
porventura mais iim elemento'que virao offerecer
sua prosperidade t Sejao que for, a verdade he que
a navegajao costeira muilo ler de agradecer esses
beneficios que lhe fazem, e leudo um conhecmenlo
mais exacto e perfeito.tal como resulta de umappl-
cado estudo das costas, das barras e dos porlos, ella
se ha de desenvolver e lomar incremento. Fazendo
mpre bem ao paiz he, que nos levantamos, tambem,
para rivalisarmos com is nsroes civilisadas na razao
relativa de nosas forjas ; assim he que mostramos as
nossas mais nobres aspracGes pela grandeza da patria
porque a religiao que lhe protessamos se traduz
nessa palavra mgica progresso, e essa expressao
conten para nos um futuro inteiro de gloria !
* .
Louvor das lettras e da, leifura de
livros bous, demonstrando por sc-
melhanca de cousas phisicas, de-
dicado humildemente a estudiosa ju-
ventude brasileira, pelo annimo
assignado.
Poi lettras entendem-se" todas assortesde donlri-
nasque ensinam os lentes, ou aprendem os esludio-
fos;sendo portanto a leilura um exerciooque faz-se
lendo e meditando em alguma coutacom attcurjn.
Flore'.Como as flores semeadus, e cultivadas com
arte em um delicioso jardim, ou colindas por gentil
mao em raraalhetes, e col locadas em vaso as salas
servem para ocheiro, e bem assim para o "mmenlo
das casas, das cmaras e do jardim ; igualmente as
ledras, as doulrioas e a multiplico erudirao esludio-
samentc cultivada nos bons fivros para offm de ornar
o corajao e o entendimento.he nao s um bello e odo-
rfero ornamento para a pessoa.de mais a mais ho de
urna grandssima vairiagcm para a familia, e para o
estado a quem ella pertence.
Jardim.He por esla causa quo, entre nm estado
em que as lettras estojara em todo o seu apreco, e
abandem os litteralos.e oulro em qne sejam ellas des-
presadas, ou haja poucos ou nenhum li Itralo pode
estabeleccr-se a diflerenca que passa entre nm ame-
no e delicioso jardim e um hrrido e' estril terreno
planudo de zimbros : no primeiro, por loda a parle
v-sea ordem.a simetra, e a belleza seraprecoojunc-
la com o proveilo qae tira-se delle: ao lempo, que no
oulro tudo vai com a vonlade da natnreza, abrolhos
ilutis e pungentes espinhos furmam o o ordinario
covil de serpeles venenosas ; assim se passa a coasa
no ihema em discurso, as cidades e nos reinos onde
apreciam-seas .ciencias,tryumpln a civilidades har-
mona e (pode-se ainda dizer que IriumphSm a or-
den) e os bons.costumes que sao o ordinario clicito
das mesmas sciencias, cmquanto nos trinmphos da
ignorancia tudo he barbaridade, ea mesma mocda-
de perde-se em cultivar insanos amores, em armar
cilada aos thalamos alheios, em suscitar discordias
ecclesiasticas e civis e em viver as rapias, as .cr-
pulas e em mil outros vicios um mais deforme e ver-
gonhoso do que oulro.
Abelha.O homem litleralo assemelha-se com a
industriosa abelha, a qual passando assdua, e poa-
sando-se sobre todas as dores nenhuma deltas can-
sa o menor damno oa prejuizo, emquanlo daqua vi-
riedade de autores, e sem entreler-se sobre o que
podem ter de defeitaoso, toma aquillo que conlribue
para a saa doutrlha e'para a multplice erudijao,
qne, nicamente tem dirigido o crajao e o pensa-
ra en lo.
E, como as ahelhas fogem antes de poasar sobre
flores podres, redrenlas corruptas, e apascen(am-se
soracnte dahpas, salutarcs e odorferas, assim o estu-
dioso, mxinft jdHb deve esquivar cautelosamente
os livros deshonestse contrarios f c moral chfis-
laa, bem persuadidd de que basta umin.ioiUio para
tirar ti melado dos demonios a fadiga do tentaren) a
gente, por ser elle peior do quo 1Q0 demonios, e ler
pelas maos aquelles someute que sao o alimento se-
guro da alma leodo saaanaaM lembranra o aviso de
S. Jeronymoque valekni Cllgnorancia com a segu-
ranza, do que a sdenci Com perigomelius est
alivuid nescii-euctUn, j^uB^BprcMlo discere.
Peixes.He, pois, cnr-esla imples advertencia
que elle pode aspirar aquella verdadeira e certa
fama que illustr tanto a pessoa que a possue ; por-
que xomo os peixes. diz Bufn, se nao suecumbem
aos denles de un inmigo, ou nao caem as redes do
homem, vivera um sem conta de annos, isto he dous
ou tres seculos, apezar das molestias a quo tambem
elles esiao sugeilos, assim a fama de um litleralo to-
das as vezes qae nao esteja manchada de*erros de in-
fidelidade oa de torpesacjftes conserva-se viva e bel-
la por longuissirao leiepo junto as gerajdes vindou-
ras, nSo obstante algumas fraqnezas, criticas, ou con-
Iradires dos arslarcas que tambero ella esl su-
geila.
Materia.Alcm disso ,quamlo a materia he exac-
tamente apta para a arte, c esta corresponde cora lou-
vavel echo a materia, nao pode senao resultar della
urna obra de mulo valor, do mesmo modo'quando
um escriplo trata de cousas uleis, e estas se une a
fineza dos argumentos, entilo resulta delle um da-
quelles livros que nao sao menos bellos e bons, do
que uleis a quem os ler.
Conselheiro.Um livro de semelhanle natnreza
he um excedente conselheiro, o qoal, como quanto
mais desapaixonadamcnle luviva a vilude e dcsap-
prova o vicio, tanto maior he o'direte que adquire
elle i replanlo, estima cao reconhecimento ; as-
sim o livro, que nao lem oulro designio, senao
a edilicarAo dos prximos, o excitaraento da virtude,
e juntamente a extirpajao e a fuga dos vicios quer
DHB10 DE PERMWBUCO, QUINTA FEIRA 16 DE FEVEREIRO DE 1854.
ser elle, como por dever, recommendado, applaudi-
do e apreciado por lodos.
riwAo.Demas ; como o vinho passa primeiro
debaixo dos apertes da prensa para chegar'ao depois
temperar os ardores da sede com saa docura, e ale-
grar o corarao do quo o bebe ; da mesma forma o
bom livro fica bem salisfeito das pressoes do prelo,
se com os seu documentos oblcm-sc melhora'r a sorte
e trazer algnm alivio a lnguida liumaaidade.
Trifolio.Ainda mais: como he coasa assaz segu-
ra o dormir no trifolio asseverando os naturalistas
que oelle nunca se acham serpeles venenosas;
igualmente o estudioso deve ler pelas maos lo so-
mente aquelles livros que nao podem ter snspeita
de erro para o entendraeuto e perverso para o co-
racao que nelle se alimenta e reponsa.
Familia.Cicero dizia que em verdade pode-se
reputar por afortunado aquello pai cuja familia he
dcil e submctlida a tal ponto que falla ou cala-se a
odas as suas olhadas e quereres, sem jamis dar-lhe
algum desgosto ; mas por mais feliz anda conside-
rar-se-ha o que tem a sua disposijao urna coeccao
de bons e eruditos livros, dos quaes nao recebe elle
senao gostos e encantos; j que elles fallan) e calara-
se a seu bel prazer, estao-lhe sempre ao lado, e nao
sao importunos, nem temerarios, nem golosos, nem
roubadores : oh caros livros quap invejo os qne vos
possuem, vos lem e entendem.
Pintaigo*.leoste caso que desejar-sc-lia a
hahlidade dos pintmlgs; ests passarinhos, diz o
citado naturalista qne,*nos lempos do invern appro-
ximam-se.muilo dos caininhos frequentados as v-
ziuhanras dos lagares onde crescein os cardos, a chi-
coraasilvestre cujassentenles^elles comem com nofa-
vel destreza ; da mesma sorle o estudioso mancebo
,'in as horas concedidas par.t o ocio e para a liberdade
jotes de passa-lasem vaos e imitis en (rete men los
deve dar-se leilura de bons e eruditos aulores,e be-
ber delles quanto exorna o seu engenho e quanlo me-
Ihora o seu coraran. *
1'oHra.Mas ah que boje nao he ll a ndole de
certos lentes, assim como nao he tal objecto .le mu-
tos livros que cstarapam-se ; e por sso como quem
caminha na poeira ou na lama, de qualquer maneira
que ande, elle nao pode deixar de emporcalhar mais
ou menos seus ps: assim um coraro ainda que se|a
boro e se resolve nos srdidos humores-hedidos nos
Ivpds immoraes, profanos, oo irreligiosos nao sahir
delhessem ficar mais ou menos gravemenle conlam-
nado com manifest perigo de conceber sentimentos
ao todo semelliantes as cousas lidas a meditadas co-
mo i] comprova a serie dos grandes hemens de todas
as pocas, que penrerleram-se pela teitura de impos
escrplores. Sirvan) de norma os seguales: Bande-
sane! de Mesopolamia era um confessor da f, e no en-
tantioa leilura de livros herticos o tornou apostata e
herege. Avila era sacerdote e a leilura de um livro
de pestferas doutrnas sedozin a elle mesmo, e le-
vaolou terrives molins em toda a ilespanha. Eoly-
che era monge e a leilura de ara autor manicheo
depravou-o e creon-lhe urna multido de sectarios !!
Compre advertir a que presentemente os escriplores
perversos sabem esconder sagazmente o veneno de
seus discursos debaixo do urna apparenlc docura, c
para esse diablico fim elles misturara-no com o niel :
veluti qui venena cum melle eoneinanl alque oceul-
tanl: S. Bazilio que falla.
Abelharaco.A ndole de taes livros e de seus au-
tores pode-se comparar aoabelharuco ou abclhcro
cerleo, o qual urna circnmslancia assaz relevante,
cooperou a fazer conhecer. se bem que snislramenle,
este passarnhoquo he darano que cansa aosjar-
dins em picando e deslraindo os boloes das plantas
frucliferas, isto he ccrlos autores fazem-se conhecer
pela vastaerudieaoe muila doutrina, mas porque nao
servem-se della que para satyrsarcom nimia mor
dacdade ora esles ora a aquelles seus competidores'
e porque o mal que fazem as lettras he maior do que
a ulilidade pretendida, por sso o seu conhecmento
nao resulla em muito boaopino delles mesmos.
Lixa.Antes : como do ligado da lixa ou peixe-
gato extrae-se, medante o cozimenlo, urna boa
quantidade de oleo, como porem esle pexe nutre-se
freqaenlemenle de prezas corruptas e de vermes roa-
rinhosmaisou menos venenosos, o seu ligado he as-
saz nocivo e funesto a quem o come, dn mesma orle
cortos hilera los com seus escriplos, com suas luzes e
conhecimentos de qiieeslamclicios sao de am grande
decoro para a sua patria, como porem elles nao vi-
vem nem fallam, nem escrevem em conformidadeas
mximas do evangelho, a sua conversado c junta-
mente a leilura de seus escriplos e suas lijues he
mais ou menos perigosa segando he a disposjo de
quem os frequeota ou communica.
Porco-eipinho.Pelq que o symbolo desses lille-
ralos, a meu ver, pode'ria ser o porco-espiuho, o
qual sendo armado de ferres como o ourico caixei-
ro, he nao s diflicil loca-lo sem ficar ferido, mas se
ello chega a pendrar em, nm jardim, faz nelle um
grande estrago dos frocios e da hortalija que come e
devora com avidez, semelhanlcmente um livro irre-
ligioso e corrompido pelas maos da juvenlade lio am
objecto nao menos fatal que perigoso, tanto pela
horrivel depravacao, que faz dos borts coslumts, co-
mo pelas malignas mximas quedeixa impressas no
cora cao'del las.
Palo.Por esla cansase os palos, ao dizer de Bu-
fn, convera p-los com muila attenrao em distan-
cia do Irigo, porque segam,-no, e nrrancam-no pelas
raizes, e bem assim devem ser prohibidos de entrar
nos prados, vislo que os seus excrementos queimam
as hervas boas ; razSes mais fortes quercm que os li-
vros profanos e minoraos ponham-se absolutamente
longe das raaos da mocidade e prescrevam-se dasbi-
l>!olhecas. sendo que basta s vezes um s'delles pa-
ra envenenar ara poro inteiro e extirpar lodos o#
germens de religiao e de piedade dos seos corajOes.
Acaso donde partirn) as guerras polticas o religio-
sas ferias nesles ultimo* lempos ao sacerdocio, ao im-
perio, ao altar, ao throno e aos claustros, que tem
eitp parecer as gerajoes actuaos aos povos pinta-
dos por Isaas. C. XXIV, v. 5. e segu ules ; que
transgredirn) as les, mndaram o direilo, rompe-
rn) a allianca semplerna, senao da sizania que es-
palharam esses deleslaveis livros, e da vida infame
de seus autores bem conhecidos.... ?
PegaE pois, cabe a proposilo a reflexaode
lembrar a quem preside o governo dos povos a vigi-
lancia opporluna que.pratica a pega, esla ave pon-
do-se no ninho esl perpetuamente espiando o qqe
acontece por fra, e vendo approxmar-se algum pas-
saro inimigo, va logo para o seu encontr, o mo-
lesta e persegae incainsavelmenle em quanto o na
tenha de todo afogentado de si ; tambem os regedo-
res dos povos da alta cadera, onde eslao sentados,
devem igisr, sobre ludo, se chegam ou introduzem-
se livros em seos estados, quo sejam inimigos dos
bons costuraos, da piedade eda religiao para depres-
sa condemna-los, aboli-los, deslrai-los e nao cessa-
rcm em quanto nao esliverem elles reduzidos cra-
zas.
OreIhat.Acabo com a dMna escriplura ; como
as ovelhas de Jacob onncehtram uns cordeiros ma-
ulados, varios e de diversaAres, conformes com as
varas qna tinham danle dos olhos no lbcdouro,
assim dispondo o mesmo da pira pnnir a nhuma-
nidade, a avareza e a fraude de Labo para com Ja-
cob, da mesma sorle os livros, cujas doutrnas sao
essencialmcnle oppostas s da religiao e do evange-
lho de Jess Chrislo, sao um verdadero castigo pa-
ra aqoelles poyos que os fomentan), porque, se por
elles for profanado o corro, e denegrida a bella
masera de Dos irapressa em nossas almas, de que
oulra cousa derivar-se-ba urna Ulo luctuosa calami-
dade, senao, lom- a dizer, dos mesmos livros que
parecen) vomitados do inferno para destruir no
mundo a religiao, a honeslidade e s bons costu-
raos'.'
Sacerdotes maos fajamos-nos bem compreben-
der aos fiis a auloridade que exercem o soberano
pontfice e os bispos sobre as cousciciicias, fajamos-
Ihes comprehender que a igreja tem sempre prohiba
do os livros perniciosos a seus filhos, sob pena de c.x-
coromunhao fulminada contra os que infringirem
taes decrelos. A igreja e a sociedade confessarto
altamente nosso mrito, se indnzrmos os chrislaos
dor nossos lempos a imlarem seus pais e seos artle-
passados, de quem est escriplo nos Aclos dos Apos-
tlos, Cap. XIX, que tinham seguido as arles vas,
trouxeram juntos os seas livros e os queimaram dian-
le de lodos. # Um Capuxinko da Bahia.
Nota. O insignificante communicado cima im-
presso, cujo autor dedica-o submissamente aos cal-
lores das ledras, lem por poni de mira o ardenle
desejo de prestar-se ao publico com os meios que
a Providencia dignou-se conceder ao sea pouco, c
jamis de querer elle figurar no Ihealro dos lillera-
ls, porque seria al demasiada prosumpjao, oas-
senlar-sc a seu lado.
Em verdade, um escriplo, qualquer que seja ello
para ser digno do seculo nosso, o qnal lera alguma
razao para decanlar-se o seculo das luzes, em al-
tenjao multplicdado de invenjes e descobenas
qne lodos os das fazem-sc, e i perfeijo que tem
essedado s arles, s sciencias e al mesmo s na-
guas, dsse que para ser digno do seculo A/A, deve-
ria ser guarnecido de outras qualidades e presumas
que o nao he o sobredito communicado : no enlan-
lo, roga-se ao cortez lelor, para nao enroscar-se
quando- o vir, nem deilar-lhe urna vista alravessada
em favor do nobre fim, a que he elle dirigido e mes-
mo da alilidade que espera tirar da sua publica-
jao. i
E como o pouco excrcico que lem o mesmo aulpr
da pregajo, foi bastante para persuadi-lo de que a
scmelhanca natural he um dos melhores meios,
alm do ser a via mais curta pafa convencer o enlen-
dimento e tocar o corajao theor das verdades enun-
ciadas ; (em deduzdo como Pedro Metastaso, que as
seraelhancas sao os instrumentos mais aptos para
tornar amenas c sensiveis as ideas mais austeras e
abstractas ; ecomo mximo Dr. S. Jeronymo, que
sao o meio mais efficaz para imprimir na menle dos
otivinles e dos leitores os preccitos da moral evan-
glica, sendo esta a- razao, se se nao engaar elle,
porque a Encarnada Sabedoria, quando com saa
presenja bealificava este valle de pranto, pareca,
como nolou o propro Evangelista, que naosoubes-
sc expressar-se de oulra forma com as turbas, nem
explicar os dogmas de sua celeste doutrina, qae por
comparamos e serhelhaiijas.
Os senhores, por tanto, que lverem a paciencia
de ler e aprovetar o indicado communicado, e tal-
vez mais alguns outros de igual csh lo, queirara fa-
zer a merci- de reroubecer em seu escrplor as Imi-
vaveis inleiijies de cooperar para a sagrada causa
da religiao a que perlence, em promover o bem dos
prximos e o mellioramenlo dos rostumes eoin a
impressao delles, movido do rigoroso dever qae lem
rada ecclesiaslco de ser vanlajoso a seus sementan-
tes com os meios- que esliverem ao seu alcance, caso
que qneira elle cvitar'o rigor do divino juzo, pela
injuria que resulla a Dos, e pelo damno, como diz
S. tiregorio, qne causa ao prximo com o sen silen-
cio : Quia in salus culpa silentii; pro mullorum,
quos corrigere poterat, pama amnabilur xacer-
dot.
substancia para a submelter considerajao da socie-
dade ; mas a demora que sofTrcu a mn'ha viagem,
por cirruinstancias quo nao inleressa a Sociedade sa-
ber, orcasonou chegarcm as hlalas todas inutilisa-
das ; islo que parecen una infelridade, nao defama
do utilisar, como adianto so ver, o chegando ellas
com sua forma, tomoTa lilierdade de mesmo assim
remellp-las, porque se nao so apreciaveis todas as
suas qualidades, ao menos sempre apercebe-se al-
gumas, faz-sc idea o aprovcla-se o que poder, al
que cheguem outras em bota estado, como acabo de
pedir.
Parece que estas considerajes deviam acompa-
nhar a sulistancia de que fazem ellas parle, muito
principalmente esperando-a eu ; mas como o lempo
de q no boje dispon lio, talvez nao possa com a mes-
ma facjlidadc dispendc-ln em Oulra occasiao, vou
logo anlccpar o que tenho colhidn acerca da batata
da cajaserra.
Julgn ser desneressario oceupar a altcnjao da so-
ciedade rom a descripjao botnica da cajaseira, ar-
vore hastaiitc ronhcriila, c ele nenhuma sorle igno-
railaporpcssoaalguma, anda mesmo a mais alhcia
conscencia, porlanto sobre ella nada dire. Tambem
serei breve acerca da descoberta relativa aos usos
da balata, porque ja sendo publicados, nada accres-
ceularei, |m>s que nao passaVlo de uro fado acci-
dental, e despilo de eircirmslanrias scientilicas, na-
da mais o compite senao a necessidade, que linha
um homem de alimenlar-se, c procurando urna ca-
ja, que se internon por um buraco, cavando para a
cucontrar, achou urna batata, que lhe parecendo
aipin. ronlentou-se com esle meio de malar a fo-
me, mas depois de rozida, reconheceu que nao era,
e nem mesmo a mandioca, porem em caso de ne-
cessidade nao era'para desprezar : voltou ao lugar
e tralou deTeronheccr a arvore que fornecia aquel-
lo fruclo (pcrmitla-me a expressao) e conheceu ser
a cajaseira. Nao s usou da batata cozida, como
fez a farinha.
Tal he a historia abreviadupi descoberta da bala-
la da cajaseira. I
A hlala da cajaseira eiicqjjlrn-sc as radculas da
mesma arvore, nos lugares mais distantes do tronco
porem algumas vezo ricii.vse junio a elle, quando
a planta he velha, cortjftllo para una maior copia
de batatas. O que parece coucorrer |iara sua abun-
dancia lie o terreno, pois que maudando cavar em
algumas partes cnronlrava grandes e abundantes
batatas ; assim acontece no lugar onde foram en-
contradas as primeiras; nessa parle existen) mui-
las cajaseiras, e sao to abundantes as batatas, que
se podem encher carros ; o terreno comquanlo sc-
j_a de barro be trovo, e tem grandes formigueiros ;
em ontras partes lenlio-as encontrado, porem nao
13o abundantes e grandes, como na referida.
A balata hede forma e tamanho variavel, desde
o peso de algumas oitavas, at aquclle de 20 e 30
libras, iileiramenlc semelhante mandioca, que
ordinariamente nos serve de alimcnlajao;ft su-
perficie he desigual e cheia de pequeos botCes ou
tubrculos ; a cor exlerna he branca acinzentada,
carresaudo para escuro amarellado ; esla cor he li-
mitada a nma pellicula que, lirada, descobre umai1
capa avcrraelliada, a qual sendo raspada d en lito
urna massa brauca succulenla, e como a mandioca,
muilo abundante em amido ou gomma ; ainda no
interior se distingue urna massa diflereute mais fiua
e hmida, que cozida intera e corlada, essa divi-
sSo he nteirameulc sensivel. %
A balata crua lem um goslo muilo adslringenlc;
cozida diiiiiniie, porem nao he para se tragar com
prazer, c s a necessidade poder* obligar a fazer uso
da alimcnlacao por esta forma, anda que o amargo
perca quasi a adslringeucia, he comtndo substituida
por um adocicado desagradavel; por Unto a necessi-
dade em minba opiniao s poder impr urna tal
alimeutajao, se bem que a massa cozinha e escalda
13o bem tomo o aipim, mas pela muita adstringeocia
acredio, que f'ar o seu uso continuado mal a eco-
noma animal.
Dispondo de pouca porjao de btalas, e estas
mesmas guardando para trazer, nao tralei de fa-
zer a farinha, jiorem estou autorisado pelo Sr.
Antonio da Cosa Lobo, da cidade do Aracaly,
provincia do Cear, a dizer, por della ter co-
mido, que bem feita nao se pode a primeira visla
distinguir da de mandioca, at mesmo no goslo.
Bem cscuso dizer, que o processo para sua prepa-
raran, he iiileranieiite idenlico ao que se emprega
para a farinha ordinaria.
Quando ao principio dlssc, que nao foi sem pro-
veilo a demora da minba viagem*; -he porque della
roso 11 ou o conhecmento do una propricilade da ba-
lata, consistindo rile na apreciacao, que li/, de sua
durajSo, pois que siodoarrancada a que trouxe a 8
desetembro de 18.V2|qffilndb embarquei a 10 de dc-
Kcmbro. ainda eslavara pe feita-,deteriorando na> ia-
gem, son duvida por virern muito abatidas, etc.
Urna oulra propricilade ainda nolei : ha batatas,
as quaes os tubrculos ou Venovos arrchenlam e
produzcm urna arvore igual aquellas, de que sao
liradas. ,
Agora enrpre saber: ser ulil a farinha da bala-
la da cajaseira 1 Ser essa farinha nutritiva e sau-
davel economa ?
Nao lera ella em si principios, que pelo seu uso
continuado sejam prejudiciacs saudc'? Estas ques-
loes s o lempo e a experiencia poderao responder
se faz pela affirmaliva, quanto sua ulilidade, cer-
tamente, quo nao locar a mim descrever as van-
lagensdc urna Uo ulil descoberta, porque de'ixo
descripjao de urna penna mais hbil: o que acabo
de noticiar he observado no Cear.
Taes sao as poucas considerajes, que Icnlio a
honra de submtlcr a alta considerajao da Ilustre
sociedade Auxiliadora da Industria Nacional, espe-
rando que ella deseulpe a* minhas fallas, e tleuda
simiente aos mcus bons desejos.
Rio de Janeiro 13 de Janeiro de 1853.
, O socio correspondente. Dr. Liberato de Cat-
iro Carreira.
. (Auxiliador da Industria Nacional.)
COLOMSArAO.
qualquer ponto trazeTos seus produelo* ao merca-
doj mui difficlmente se dirigir ao Brasil urna emi-
gracao cxponlanca. Sao essas milhares de estradas
que cruzara os Estados-Unidos d'Amcrira em todas
as suas drccjoes que adrahram aquelles .pizes os
hrajos eslrangeiros, que tanloalem contribuido para
o seu enarandecimento material c moral. He a fa-
cilidadc de commuucajao que poz os novos emigra-
dos em rircumslancias de podercm rullivar ludo a-
quillo que o solo produzia, porque a lodos esles pro-
ducios elles acha va m fcil sabida, pelo simples facto
de poderem fcilmente traze-los ao mercado ; he
pois a faeilidade de commuucajao que enriquercu
os liabilanlcs dos Estados-Unidos e collocou o seu
governo era urna posijao respeitada por todos os go-
vernos civijsados.
A segunda coadjuvajao que o governo deve dar a
colonisajao he o fiel cumprimento dos contratos lan-
o da parte dos contraanles, como dos contratados.
He subido que muitos capitalistas e mormenle aquel-,
les que por meio da usura chegaram a grangear
urna fortuna, gustara do approveilar-sc de sua po-
sijao, usurpando o mais fraco e encontrando para
isso as vezes o maior apoio. He aqu que o gover-
no ileve desenvolver luda a sua energa fazendo res-
peitar as les e cumprr fielmente os comproraissos;
porque do colrario a colonisajAo que se dirigir ao
Brasil em voz de ser provcilosa, tomar-sc-ha mui fu-
nesta. Opprimidapcla forja bruta ella supporlar
por algum .lempo o forte peso da sua posicao ; porm
cansada de seus soflrimcnlos, ella accordar uro dia
e esmagara debaixo de seus ps os seus oppressores,
e talvez j ser larde eutSo de remediar o mal|; cum-
prc pois desdeja evitar nuiles que podem nasccr no
futuro pelo simples fado do nao cumprimento ile
obrigajes coiilrahidas ; cumprc convidar o cslrau-
geiro, por um tratamenlo aavel c rigoroso e nao
afTasta-lo por mos tralos, porque nccessilamos. dos
seus hrajos e de sua industria, precisamos de quem
faja appareccr luz do dia eslas grandes riquezas
que dormem escondidas debaixo da Ierra, porque
einfin precisamosilc hrajos para se ooder lrar van-
tagens da fertildade de lautos milhares .le leguas de
terrenos, que permanecen) perfcilaraenlc incultos.
A lerrcra coadjuvajao que o governo deve pres-
lar colonisajao he fleslruir esla falsa propoganda
que se esl fazendo na Europa contra a emigraran
para o Brasil, j piulando esto paiz como por ad-
menle insalubre onde reiiftm as molestias mais mor-
tferas, j apprescntando os seus terrenos como per-
feitamcnlc esteris, em que nao progridem oulros
productossenao apenas o caf c a caima. Essa proT
paganda eutretida nos princpaes lugares de Alle-
maiiha por alguns especuladores iiorle-americanos,
cora o fim de monopolisar a colonisajao, tem sido
talvez a causa principal da pouca emigraran para o
Brasil; o governo -pois prestar valiosos serviros ao
seu paiz, se tratar enrgicamente de deslmir estes
falsos boatos, demonstrando por meio das estalisti-
cas a falsidadc de taes supposijoes ; c sustentando
nos princpaes pontos europeos agentes que fossem
incumbidos a desmascarar os especuladores e a mos-
trar loda a luz o fin' sinislro de urna propagan-
da mentirosa que leude sumen lo a desviar de sua
felicidade aquelles, que se quena ni dirigir para a
bella Ierra de Sania Cruz.
Es pois a nosso ver como entendemos que o go-
verno deve intervir as colonisajcs, aplainando
todas as diluculdadcs, preparando o terreno e com
.energa reprimindo os abusos pralicados debaixo de
sua sombra, se bem que sempre contra asna mu da-
tado. Es como julgamos pode sua interveujao
ser frudifera, e lanln mais, porque pdc melhor
obrar do que vendo-sc a si propro empeuhado em
mais esla diflicalibule. O governo deve intervir na
colonisajao, porm nSo directamente. A experien-
cia tem demonstrado que na colonisajSo, como em
todas as emprezas que sao fetas a cusa do estado,
mullos capitaes se gastara c pequeas vaulagcns se
conscgiiem ; nao perlence a nos eulrarmos na ana-
lyse desla causa, porque nao desojamos offender o
melindre de quem quer que seja, o que fazemos
uniramenlc he apontar os fados de passagem sem
Ihes dar o dcsciivolviineuto preciso, porque enten-
demos que isto sera bastante para justificar o que
hav eraos dilo.
AGRICULTIRV.
Noticia abreciada sobre 'batata daeajaseira.
Breves considerajes j foram por mim publica-
das acerca da btala da cajaseira, quando dei noticia
da dcscohcrla do importan le uso, que so pode fazer
desla substancia; c que sendo publicadas por diffe-
rentes joniaes. (testa corto, sem duvida ter chegado
ao conhecmento da Ilustre sociedade Auxiliadora
da Industria Nacional. Hoje com a seguinlc des-
cripjao pouco pujada adianto ao qiie j foi publi-
cado ; porem tena*-de*vir para esla corte foi meu
primeiro cuidado munir-me de ama porego desla
Quaes sito os meios que decem ser empregados
para se chamar ao Brasil urna colonisacao ex-
pontanea '.'
a Prutfet alies und das besCe behaltet.
a Expcrimculai ludo, c esrolhei o melhor.
, A quesillo que devia oceupar todos os pensadores,
todos os escriplores, he redmenlo a quesillo da co-
lonisajao ; qiinstan do futuro do Brasil, e que neces-
sita' de lauto mais urgencia, quauto mais se torna
cada da sensivel a falta de brajos, pelo vigor com
que o governo procura impedir o infame trafico.
He hoje que a quesillo da colonisajao deve ser eslu-
dada com o maior inlcresse por lodos aquelles que
amara o seu paiz, por lodos aquelles que desojara
ver florcscenle a bella Ierra de Sania Cruz.
Muitos capitaes foram ja gaslos, muitos ensaios de
rolonisajoes feitos, c quasi todos elles cahirain por
um falso principio ; os dinheros sahiram dos cofres
pblicos sem que o paiz gozasse o fructo de tantos
sacrificios; c bHigg^dVservircm esles ensaios para
chamar ao Brasil urna emigrajao expontanea, tem
elles ao contrario contribuido para cada vez mais
desacreditaren).esle bello paiz nas Ierras cslran-
geiras.
Quem nao v nesta contiuua emigrajao para os
Eslados-Uuidos da America, c na escassez de colo-
nos, que para o Brasil se dirigen), a verdade daquillo
quesebamos de asseverar 1
Compro pois remediar esle mal; cumprc empe-
nliar lodos os esforjos para destruir o inimigo que
tanto se oppoc emigrajao para o Brasil; cumpre
por meio dos fados desmentir os falsos boatos que
continuadamente se espalham na Europa e que tan-
lo embarajam a colonisajao. Porm quaes os meios
a empragar-se para se conseguir Ulo desojado fim ?<
Devena governo inlervir na colonisajao, ou dei-
xar a sohieiio desle problema nteirameulc entre-
gue aos parieiilin-es t
Dcverao os colonos ser contratados sobre os prin-
cipios ile iiarcciragem, ou deverao elles ser contra*
lados como meros trabalbadores ?
Devera Ihes ser vendido logo um terreno para
nclles fundaren) a sua propriedade, ou deverao el-
les ser chamados como foreiros ?
San eslas as principis bases que a nosso ver de-
vem ser bstanle clin dadas.para sobre ellas se po-
der formar um principio de cuja realisajao depende
o futuro do Brasil.
Devera o governo intervir na colonisajSo, ou dei-
xar a solujao deste problema iuteiranicnle entregue
aos particulares'! Responderemos a ambas as par-
tes desta pergunta. Sim Ao governo compete
coadjuvar a colonisajao ; porm nao pelos meios
que lem cnlprcgado al hoje, entregando a alguns
particulares, mudas vezes refinados especuladores,
grandes quantas ; estes diuheiros assim emprega-
dos nunca produzcm o bem que se espera, e do
colrario servem para cada vez mais almentarem o
vicio. O primeiro motor de que o governo deve
laucar mao he a farilidadc de commuucajao ; cm-
qnanlo no Brasil nao houvcrem estradas transUav es
para carros, emquanlo o agricultor nSo poder de
A colonia de Nova Fribnrgo, por cxemplo, fun-
dada em 1818, com a qual o governo gastou enor-
mes sommas, nao produzio a's vantagens que della
se esperava ; c se boje grande parto dos colonos se' S5-?
acham em boa posijao, he isto devido a elles aban-
donaren) na mor parle as Ierras receblas para se
ircm estabelecer em lugares onde Ihes pareca mais
vanlajoso. Esta deserjao do ncleo da colonia fez
com que na Europa se pintasse a sorle dos colonos
a mais desgrajada possivel, para assim difficultar a
colonisajao para o Brasil,
A colonia do Sahy dispersou-sc inlciramcnlc, e
to enlanto o governo linha religiosamente cumpli-
do todos os seus comproraissos.
A de Pelrnpolis vatee maniendo, mas nao cmo
colonia agrcola, os grandes capitaes com ella gas-
tos nao corresponden! s vantagens que o paiz del-
ta pode colher.
Egles resultados pouco satisfactorios das colonias,
com as quaes o governo nao deixa de gastar enor-
mes sommas, contrbucm sempre para amedrantar
os eslrangeiros, alias iutcraincnte iufluidos pela
emigrajao, que e'vitam assim demandaren) nossos
partos ; c se o governo imperial lem era vistas, com
a fundacao de colonias formar ncleos que atraiam
a emigrajao europea para esle paiz, este seu calcu-
lo fica malogrado, j por se dispersaren) as colonias
j por tiraren) os colonos poucos resudados dos ter-
renos que Ihes sao marcados.
Mas nao "llevemos deixar de lembrar tambem.que
a escoma de colonos conlribue muito para a pros-
peridade ou nao prosperidade de tima colonia.
O Brasil he um paiz puramente agrcola, que
em si possue tantas riquezas naturacs capazes de
tornar felizes lodos os habitan les da Europa. He pois
para este ponto principal que se devem.dirigir as
vistas da colonisajao: Chamar, colonos amigos do
trabadlo agrcola, he a primeira das necessidades ;
nao duvidamos que algum da o Brasil possa ior-
uar-sc um paiz tambera fabril, pelos immensos pro-
ductos naturacs, taes como o algodao, o canhamo,
o ferro, o carvao de podra, as maderas, ele., e
eniao nceossitar de todas as ind nslrias ; porem a
necessidade mais palpitante hoje, a industria que
deve ser priineiramcule desenvolvida, he sem du-
vida a industria angricola ; he ella a mai de todas
as outras, c ccrlamenle aquella que com mais ur-
gencia deve receber algum impulso para poder
diegar ao grao de florescencia que forjosamcnlc hade
alcaiicar pela fertildade do terreno, e pela rique-
za dos produelos deste paiz.
Convm pois chamar ao Brasil a emigrajao alle-
maa; -suisssa, hollandeza, nao smenle por sercm
os filhos deslas naces muilo dedicados ao Irabalho,
e de costiimcs mnito serios, mas principalmente
por sercm elles os que mais se dedican) industria
agrcola, e em mais subido grao possuem todos os
predicados de um bom agrnomo. Nao devenios
esqueccr aqiii de recommcudar la'mbem os colonos
porluguezes, que se loruam preferiveis por sna eco-
noma, amor ao trabalho e principalmente pop fal-
laren) a lingua nacional. Os fraocezes, quanlo a
nos, sao pouco apios para colonisajAes.' Dolados de
um carcter assaz levauo cde una fantasa basian-
tc exaltada, pouco se agelam a cerlas dependencias
que sao necessarias para fazerem florescer urna co-
lonia. Na mis oria os mais humildes, lomam-se al-
tivos na abundancia, qiie'rcndo sempre voar altu-
ras qne Ihes -nao compotera, oppondo-sc a loda su-
jejao, llamando intrigas para desli iiirein hoje o
que ainda houleiu edificaran), l'in rpido olhar so-
bre a historia franceza confirmar o juzo que del
les acabamos de fazer. ,
tria natal. Dcmais, o principio de parceiragem
lem decidida vantagem sobre o principio de servi-
dao, porquanto aquellc obriga o. colono a empe-
nliar lodos os seus esforjos para conseguir os me-
lhores resudados possiveis ; e semlo-lhc entregue
urna propriedade que elle desde j olha como soa,
elle se anima ese consola da patria perdida ; o con-'
Irado de Irabalbador porm o rebaixa, ainda mes-
mo que os seus resudados pecuniarios fossem mais
vanlajosos, e assim o desanima e desmoralisa. To-
do o homem aspira a liberdade, o a 'dependencia
que elle militas vezes aceita he sement um meio
para por ella se tornar livre. He pois mui qatural
que quanlo mais nos anusimos a essa liberdade,
mais satisfazemos sua iudole, mais o animamos
para vencer todos os obstculos, para afTrontar lodos
os" perigos1, lornaudo-o apto para todos os pro-
gressos ; c porlanto mais contribuimos para a sua
moralisajao. Alm dislo o principio de parceira-
gem tem outra decidida vantagem sobre o princi-
pio de servidao, pois que tem por fm crear um
ncleo de colonisajao, em que na mor parle das
vezes se renen) mnitas familias, todas aparentadas
enjp si, consegrando por este meio maior eslabeli-
dde e mais seguran ja para os proprios colonos c
suas propriedados; no enlanto que conlraclados
como traballiadorcs, os honicus se dispensan) fcil-
mente e assim com mais farilidadc preparara a
sua propra ruina.
Nao sao simples lliesds que aqu sustentamos ; os
fados satisfactorios queja appareccm ilcste princi-
pio, poslo pela primeira vez era pratica pelo Exm.
Sr. senador Verguciro, e as multiplicadas iinlarOes
que elle- lem encontrado da parle de muitos fazen-
deiros abastados c illuslrados ; tanto da provincia
de S. Paulo como do Ro de Janeiro, asss recom-
raendam a sua generalisajao.
. No enlanto no queremos que elle seja o nico
sobre que se deva bascar o grande edificio da colo-
nisajao. E pois dirigimos-nos lercdra das nossas
proposijes. Devora Ibes ser vendido logo um ter-
reno para nelle fnndarciii a sua propriedade, ou de-
verao elles sor chamados como foreiros"! Qualquer
dcstes dous systcmas que houvessc de scr adoptado,
podeiia a nosso ver ler ulilidade para os colonos es-
lrangeiros que, ou vesscm para o Brasil com capi-
taes bstanle avadados para poderem supportar os
revezos dos primeiros^ ensaios o aclimatar-se\ ou
para aquelles que por j se acharen) aqu alguns
annos estivessem ao fado de ludo que misler fosse
para a prosperidade de um bom agrnomo. Entre-
gar porm a colonos rccein-chegados e munido de
pequeos meios pecuniarios um pedajo de lerrcno,
seja a titulo de venda, seja de aroramenio, fra con-
tribuir para a sua ruina. A nosso ver anda seria
preferivei nos primnos annos para os mais abasta-
dos, o principio de parceiragem em a qual poderiam
adquirir todos os conhccimciilos necessarios para
depois com mais seg uranja fundaren) c manieren) a
sua propriedade. -
Nao podemos re modo algum applandir o prin-
cipio de aforamento de terrenos; porque se os afo-
radoresvm munidos de meios pecuniarios, devem
preferir a compra dos terrenos, senao vm, o esla-'
do de forreirolhcs ser muilo mais penoso do que a
parceiragem. O principio de forreiro lem ainda a
desvanlagem sobre a parceiragem, pois emquanlo
naqueile o aforador v sempre no *roprietaro das
Ierras nm Senhor, este cncoutra no principi o de
parceiragem um homem com quera se acha era urna
especie de associajao. E confesscnios todo o ho-
mem aspira a supportar o menos possivel a saperio-
ridade de sea semelhante, ej que nao pode haver
lilierdade absoluta, porque o homem em si nao he
livre, he sempre cscravode seus vicios, debalde pro-
cura a liberdade na sociedade, ao menos fica salis-
feito quando na sua posijao social enconlra a me-
nor sujeirao possivel. -
Ha pois para nos dous principios funda meiitaec.
O principio de parceiragem em primeiro lugar, e
em segundo a venda dos terrenos ; sobre a qual se
deve erigir o grandioso edificio de colonisacao, edi-
ficio qne lem de afTrontar os seculos, e cujas fortes
muradlas lem de servir de abrigo aos .nossos vin-
douros.
seus correspondentes, m'o lem communicado;
im a sna supposjao de que o uso consulludina-'
lo comprador, ho que mova w* agricultores
a regatear sem attenrao as despezas e sacrificios que
productos dessa ordem socm *ccarrelar, por isso te-
lo-ino conservado sem abafer depreco. *Agt
pois
com
eseal
------- --------_ ....... ..v... ,w. ~ r.^. que as reclamajocs lomam vulto, pela efiicacia
que obra essa roniposijao mesmo em peqnena
la, e eu reconheja haverem formigueiros, cuja
pxlmcrao demanda mais preservativo do que o do- .
signado no dircelorio junto, em aliene*) mulli. i
phculadc de suas avenidas, e quo a quantidade de
liquido necesario talvez viesse a importar pouco
menos do que al cjuao as custosas cscavajdes e fo-
migajies ; por isso vou significar V. S.- que- te-
nho resolvido somonte coinpiir o preservativo em
massa, razao de l&rs. cada libra em vez de 3$ rs. .
dispensando vcnde-locm liquido, pela razao de mais
'-pitas que assim occasiona, teesVomo barril.
que
ser
fad
VARIEDADES.
Os irlaudczes poderiam ser uleis ao Brasil, naus-
menle por seren ptimos lavradores c criadoresdeau-
maes, mas anda prufessarcm a mesma religiao, que
heariligiaodo Brasil ;porm eremos que elles naose
dirigir.! cun farlidade para ejlc paiz, em quauto
encontraren) asylo nos Estados-Unidos da America.
('.llegamos agora a segunda das nossas proposi-
jes : Deverao os colonos ser conlraclados sob os
principios de parceiragem, ou ser chamados como
simples (rabalhadores ,
He cerlo que sem a menor hesitara res-
ponderemos que o principio de parceiragem he
muilo preferivei. O colono europeo que abando-
na a sua palria natal, os seus prenles, qne vende
os seus lieos por prcjps insignificantes para ir a um
paiz cujos coslumes, cuja stuajao, cujos meios, elle
nao conhccc, deseja ao menos encontrar ncsle novo
[paiz um asylo no qual possa com trabalho te econo-
ma preparar um futuro. Contraclarcolonos como
meros trabalbadores seria po-los na alteVnativa de
cscolher eulre a miseria e a servidao : acreditamos
que muitos aceitaran) taes condijes, porm esta-
mos convencidos de que nao virao ao Brasil senao
aquelles que j nada tivessem de esperar da sua pa-, dschmidt.
FRMICAS.
Temos a satisfarn de annuciar aos nossos leito-
res, que, em ronsequencia de se ler dirigido socie-
aTwfc^jila industria nacional o Sr. Domin-
gos Jos Tcxcira Chaves, fazendeiro em Canlagallo,
communicando-lhc ler empregado nina rnmposijao
para malar formigas tanajtiras, preparada na ra
do Salan, n. 234, pelo eximio chimico o Sr. Jos, Se-
basliao dos Sanios e Silva, e pedndo ao mesmo tcm-
po^ue a sociedade se inlercssasse para obter do in-
ventor de tao ulil prepralo nina diminnieao de ptf_
jo, nos dirigimos ao mencionado Sr. por urna carta
que abaixo transrrcvcmos, c obtiveroos urna grande
redujao de proco. O Sr. Jos Serapiao dos Santos
e Silva resolveu-se a dar pelo prejo de 13 rs.-a r'on.-
posjao em massa que at agora venda por 3 rs.
Estamos convencidos que esla prava que o inventor
de 13o ulil prepralo d aos Srs. fazeiidcros, Ihes de-
monstrar o quanto deseaa ella esforjar-sc para se
lomar til sua patria, e os co'nv dar a ensaia-
rem em grande escala o novo invento, de cujo bom
resultado j de aiitemao estamos perfeilamenlc se-
guros.
Scja-nos permitilo repcllir aqu urna ligcira ceu-
sura, que cnconlramos na lierista Commercial de
Santos, em um artigo transcripto do Liberal, diri-
gido sociedadeAuxiliadorada Industria Maciona!. O
autor desle artigo talvez por excessivo zio, pelos
progressos de seu p*aiz, dexou-sc por um Inomento;
monos bem ufo rmado, arraslar e arcusar a socieda-
de, quando he elle que perfeflamcnlc recouhece que
a sociedade le'm prestado e continua a prestar re-
levantes serviros ao paiz. Diz o autor do dito ar-
tigo:
A sociedade Auxiliadora da Industria Nacional,
que a bem pensar, devia ser a man I roedora, senao
a mais zolndnra no estado c applcacao de todos os
meios, deas c tactos conducentes a todo o progresso
industrial, roncorreudo em grande escala para a sua
maitir animaran, como socm fazer e platicar as gran-
des suciedades scicnlficas, centro desse enmurage-
ment, que se encontrara nas grandes capitaes do
mundo europeo ; parece que ainda nao lem aqulla-
uossa socic dade, atlingindo ao seu fim, ele.
Devcmos aqu declarar que a sociedade Auxiliado-'
ra da Industria Nacional, embora India por ora pou-
cas tarcas para poder prestar industria aquelles
servijos que desoja, comtudo leria por sem duvida
contribuido desde ha muito para o desenvolvimento
r.propagaran de um invento 13o vanlajoso, cmo he a
descoberia do Sr. Jos Sei4fp5ao dos Sanios e Silva
para malar formigas la na juras, se o autor da deseo-
borla se lvesse dirigido a ella e lhe apresenlado o
seu invento, e esle pela respectiva eommissao fosse
reconherido vanlajoso ; porm a sociedade nenhuma
noticia leve de tal invento, c s pelo fazendeiro Sr,
Domingos Jos Teixeira Chaves, veio saber que exis-
te um preservativo contra as formigas lanajuras.
Cromos, pois, que nenhuma censura cabe socie-
dade Auxiliadora da Industria Nacional, c esperamos
que o aulor do artigo do Liberal, rcronliecer que
tai pouco justo para com urna sociedade, cujo nico
fim he o progresso e ftrosperidade nacional.
Caria que dirigimos ao Sr. J. S. dos Sanios e
SUca.
111 ni." Sr. Jos Serapiao dos Sanios e SilVa. __
Rio de Janeiro 16 de marco de 1853.Tendu o Sr.
'J Domingos Jos Teixeira (".llaves communicado so-
* ciedade ter empregado em pequea escala a compo-
sijao para matar formigas lanajuras, preparada por
V. S., cuja composijao lhe parece produzir bons
resultados, e'pedndo o mesmo Sr. a sociedade que
intervenha para que V. S." modifique o'prejo da-
quella composijao ; drjo-mc a V. S. pedindo que
haja vle alleuder aos pedidos de nm razehdciro, que
deseja ardenlemcnlc empregar o scii invento em
grande escala, se o prejo deste composijao nao for
excessivo. Aproveilo esla occasiao para lenibrar
a V. S. que moderando o prerotle manr, q'"1
convide aos Sts. fazendeiros a gencralisar o empre-
go da substancia ou composijao por Y, S,. invcnla-
da, longe de perder com issov V. 6." sanliar mui-
lo mais ; porque o consumo mnitas vezes maior do
que hoje, indeninisara a V. S. largamente de nina
diiiiintiieau de prejo, e V. S." nao smenle ter a
vaniagero. de tirar melhor resultado do seu invento,
como ainda de prestar um relevante servijo ao paiz.
Creio queV. S. roconheccr quao justo lie o pedido
do Sr. Domingos Jos Teixeira Chaves, e far por
lano quanto lhe/or possivel para generalisar por
um prejo razoavd urna descoberia da qual se espe-
ra vantagens.
Sou de V. S. o mais aflectuoso servo. B. Gol-
Ha
Extracto da resposta do sf. SerapiSo.
muilo que poderla ler diminuido o prero des-
se preservativo, em viste do que algans fazendeiro*
por i
por
ro d
kgnra
*y
des
comissao de venda-o armazenagem ; bem assini
que nicamente achar-se-o-lia venda em o meu
laboratorio .la ra do Sab3o n. 324, onde a qual-
quer hora do dia o poderSo procurar.
Directorio para o emprego ja mana para ma-
tar formigas.
Esla praga que lauto devasta a nossa lavoura-Sem
--. possa ler havido um meio de extingu-la, a nSo
as tamigajcs por talles, trabalho esle alias en-
lonho, dispendioso, senao improficuo, por isso que
escavando profundamente a Ierra nao consegue o
desejado fim e sim a remojao do formigueiro para
algures, vslo que familas inteiras de formigaa so,
evadem antes de sercm asphyxladas pelos gazes :
esla praga, dizemos, que a tantos de nossos hun
lavradores tem dcsacorocoado no cnllivo de sens
feriis campos, he hojo completamente aniquilada
-da maneira a mais prompla e efficaz, a saber :
Bnsquem-se os orificios do formigueiro que ser-.
vem de avenidas ao foro ; ah formem-se recept-
culos por meio da cuchada, com capacidade de rece-
ber cada uniduas medidas de urna composijao que
mandamos preparar na corte, ra do Sabao n. 234,
com o que cnchara-se esses receptculos ; feilo 1
i, cubra-se (oda a rea do formigueiro com tainas
ti ramos verdes, a bem de ser protegida a evapor
rajao que desde logp se eueclua : decorrido o ea-
pajo de qualro oil seis horas, notar-se-Jia que urna
alluviao d formigas apparecem superficie, con
que em revolujao, e, m ordendo^e unas as oulra,
accelerain o effeito ilo agente mortfero, por isso
que^alem de absnrvdo por ellas, se faz inoculado
por seus agulhes, e morrem sem deixar sobrevi-
entes que as propaguen).
Eis, pois, por este processo Uto fcil e econmico,
sanado um dos grandes vexames de.qne tente se re-
sente a nossa alrazada agricultura,' que, sendo a
fonte perenne da riqueza nacional, acha-se abando-
nada a seus rustosos recursos..
Acha-sc era massa na ra do Sabao n. 23*, ra-
zao de IJ> rs, a libra ; notendo-se que cada libra de- -
ve ser diluida em dez medidas d'agua.
( Auxiliador da industria Nacional. 1
Methodo vantajoso para airebentat
pedras.
O methodo quasi gcralmente asado no imperio pa-
ra arrebentar pedras por meio de grande verromw
de ferro sem^narlelladas, etc., me excite a idea de
descrever* aquella usado com grande vantagem em a
maior parle da Europa. ,
Segando este methodo, emprega-sc ama verruma
de ajo fundido oa aceirado de 1 a 2; palmo da *
comprimento, brocando com a mesma e por meta de
um mattello nma excavajao de I a i% palmo de
profundidade. Os resultados dos ensaios taitas com
verrumas d ajo fundido e aceiradas, foram sempre
a favor das primeiras, e por isso fallo smenle des-
tas. O melhor eOeto he produzido sendo a verruma
em Iodo o seu comprimento feita deste material, por
qae o ajo tendido lm urna grande dureza, e evita,
por isso qae a verruma se gaste em poco lempo.
No acto de bater o corle da verruma, queneces-
sita de ser esquentado ao fogo por doas vezes. se h
da ler em vista, que o ajo tendido nao se esquenie
eic-ssivamente e nao seja exposlo ao venta para
evitar o queimar-se ;.por )sso*nS*^anlajoso ter
no fogo mais do que duasverramas. Seudo urna
verruma batida, metle-se o erte no fogo pala se-
gunda vez, esquenta-se o mesmo at que elle fique
apenas encarnado claro, e feilo isto, mergoiha-se a
verruma em um barril com agua, obleudo deste
maneira o corle urna dureza consideravel. Apezar
desla dureza o corto mesmo em urna pedra mnito
dura, n3o se quebrara, devendo-se porm (er cui-
dado-dc principiar a brocar com Tracas roartelladas
sobre a verruma ; quando o corte da, verruma se
quebrar, e se tornar pela qualidad da podra neces-
sario a amollecer a dureza do corte, metle-se o mes-
mo pela maneira cima mencionada, no tago, es-
quejando elle de sorte que urna goda de agua lin-
jada sobre o corte se arredonde ; pralicado assim,
se mergulha a verruma em agua, fcta maneira de
amollecer tem a preferencia sobre a outra de tempe-
rar c amollecer ao mesmo lempo, porque a dnreza
fica assim igualmente amollecida. O ferrero co-
nhecer com farilidadc o grao do calor que o ajo
pdc'soflrcr, e quanlo se torna nereSsario para tem-
pera-lo; por cautela he de vantagem- amollecer
sempre o corte temperado por meio de om mode-
rado calor; a temperatura necessaria para ete'fim
c ronherc geralmente segundo as cores do ajo;
sendo o calor pouco, as cores s3o mui dars, e o ,
ajo he mais duro e quebradijo ; sendo o calor mni-
to, as cores sao muito escuris e o ajo he mais molte
e tem mais elasliridade. J
Com urna tal v.crrum? /alguer pessoa, sem fa-
zeresforjos pude J.^-^jn^d. hora, dous furos
de 2 palmos deprofundidailelada nm, e pdos en-
saios fotos se obteve o resultado, que ao roesm
lempo, e rom o mesmo corle lie urna verruma de
ajo fundido, se brocava 31 polegadas, e de nma
verruma acerada, 20 polegadas, sem contar a per-
da do material c o tempo que se gasta para dar gume
a verruma.
Principiando a brocar, he de vantagem ante do
servir-seda verruma grande, fazer uso de nma ver-
ruma pequea de G polegada* de comprimalo, pa
ra brocar com a mesma 'Jal polegada;' a
tedas iiSvj lera de ser fortes, mas devem'1
com rapidez urna depois da antea,, -\oltatuli
pre a verruma, e pondo-sc M lempo a icmpi
no furo; para evitar que o pf> uiolhad nao salte ta-
ra, cmpalha-.se a verruma (fu envolve-se ejla-om
um disco. tes de ser carregad, ha de pslar tateiramente ser-
r, e para que nao enlre asa, arhaudo-se pedra
em um lugar hmido, 0 furri|_deve ser cerradotpor
meio de urna preparajao de narro se for possivel.
O material para carregar, ha de ser de tel quadade
que nao produzaYogo durante o enchemento do fu-
ro; o papel em que se envolate a plvora (carluxos.)
ha de ser collado, porque o pfpel nao collado as ve-
zes continua a queimar, aindf flue a plvora nao le-
nba pegado fogo, e disto s p^dem resultar sinistros.
Os carluxos se lem de fabricar sobre um modelo
correspondente largura c"Protanilidade do furo.
Adrar com plvora s, sem rArtaxoa^hc sempre ar-
riscado, porque desla mane"* P*"1* acouleccr qne
ims graos de plvora, no tP ae earregar, fiqnem
nas paredes do furo. in entrar a agulha, e alero dissC a plvora pode mo-
lliar-se e perder a sua forra. Seudoocarluio prepa-
rado romo cima firanieneialla'to'espete-seoB>esno
com una agulha inolliada f L,D> azeile, porem sem
alravessar ou lacerar funJo> e procedendo com
precaujao pap) nao derrama1- a Plvora, e coli
do o carliix em o furo sen1 tazer estarjos, de sorle
que a ignlha se arde no ladJ-ll papel ua parede do
furo, i>ara ua sor Ux-ada pito' marlello durante o
enrliemeiito do oulro material^porisso a agnlha ha
,le ler um cumprimento paia exttfet^Jnre de 3 a *
[llegadas, r nao itrtf,lj^riuilo nvenoTiMfa"poder
ser lien)-manejada.
O insIru'menU. para pilar, ha de ter o cumprimen-
lo de 2 palmos, pelo menos, para exceder o fundo
ila agulha. Sendo o cartuxo assim eolloeada n ron-
do do taro, mede-ee um teco de papel ou de um
material molle, sem fazer esforjos .obre'o cm-tnxo
compnmindo-o com o instrumento, c da Mesma
maneira o segundo e terceiro taro, porem sem fa-
zer uso do.martelte para evitar urna explosao; os
oulros tecos consistentes de um material duro, co-
mo pedras, etc., se oompriraein por meio de mar-
telladas. Durante esla operajao volte-se a agulha
de tempo em lempo, principalmente quando se eol-
loca o 'primeiro taco, para que ella no se cons-
tranja, e para poder ser trala rom farlidade.
Cheio o furo, se faz urna amada de barro ao redor
da agulha para que nao entre plvora na abertura
quando se tira fra a agulha, e para se nlroduzir
com facilidade o estopn); feita isto se tira a agu-
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DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 16 DE FEVERElRO DE 1854.
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Iha, 8 raso nlo se ,.,., ,,, ,,
pelo rondo da agulha urna vcrruma cffectuando o
afastamento por meio fle marlclla.las.
possa fcilmente faxcr, passa-sc cmaras dos lords (Inglaterra); Bretano, ex-minislro lot ainc, Duronchail, gravadores; Formv, clebre ra-
- do parlamenlo .le Francfort, morlo nos Estadns-ni- bequisla; Gabriel Ganticr, organisla.
Eitrangeiros. Frederico Schneidcr, compositor
i 7,7".' ,e' d re.ug.a.io; n. jse da ierra a- csirangexros. Frederico Sclmcider, compositor
te cartaxos, se colloca a agulha envolv- guayo, senador (Hespanha) ; o leoente-general I), aliemao; Pielro Combi, compositor veneziano- Fn
lem papel no furo; esle envollon.. serve para Isidoro Alaix. senador lrlam\ n ronde. D.irie. nar roni. enmrm.il .a.... cL, e..._... '
da
la em papel no furo; esle envoltorio serve para
dar foso a nirrTtpjterr-i- lirada a agullia;
pralicado asslST ^Sfhe a abertura al o fundo
om plvora, metiendo un cslpim ou orna me-
cha.'cujo emprmenlo e lempo de combuslao, de-
pende do lugar, aonde o o|H'rario lem de collocar-se
para nao Mear subjeito a algum sinislro. Torna-sc
tambera ueceasario segurar o estopn, com barro ca-
ire tiras de papel para no ser elle levado pela agi-
tacflo do vento ou apagado pela pcdfa mesma.
Sendo lodas estas precauces observadas para evi-
tar aualqucr sinislro,' accende-se O CSlopm Ola oyentes cmsui'ti r-.rfum;G~ap ;UdlUIIIH u IS-
met'ha, relirando-sc o operario para nm lugar segu- Ira, cnsul de Franca no I'orlo ; Faramond, cnsul
ro. Caso nao Iciilia pegado fogo a plvora, se lem francez em Sjdney ; l'a relie, vicc-consul de Franca
de esperar at que todas as parles da carga sejam
._ ,...------------- !,. ~w.p,n ^r( pini iig llljMMlin- ijllio 1-611* ..... "M tUIlMII-^tTai
apagadas, approximando-sc com cautela para exa^ de Franca em Ntfw-York; Luiz Mara CezarFamin,
vo ; sendo necessario de fazer cnlra a cnsul em Mogador ; Adriano Delcssert, secretario
agulha, he^indspensavcl limpa-la a molha-la em
azeile ; mas nao pegando foso, deve-se mothar to-
da a carga pin agua ; porque a inaueira de broca r
a carga sem agua he inuito perigosa.
Maior cautela ha de ser observada quando se ar-
cendam algumas cargas ao inesmo tempo, c por isso
he indispensavel que um operario' nico seja encar-
reoado desle Irabalho.
O instrumento, para pilar, ha de ser. fabricado de
ferro tenaz, porm molle, c a agulha de cobre.
Muilos sinislros, que lnicainciite derivaran! applicarAn de asnillas c inslrumcntos para pilar, fa-
bricados de ferro, liiflammaudo-se a carga durante o
sen enchemento, lem demonstrado a necessidade de
empregar ferramenlas de cobre para evitar uma*x-
plosan ; estas ferramenlas de cobre lem purcm o
ineovenienlc de nao ter arande dureza. c por iss
lem de ser feilas milito grossas ; por csse motivo a
abertura se alaria muio c o effeito do tiro he me-
nor; ajm disso o malerial se gasta em pouro
tcni|>o.
Sem perigo pode-sc empregar agulhas de ferro,
observando-ge exactamente asjseguinles precaucoes.
A). Empregar semprc cartuxos o nao plvora s
para a carga.
B). Fazer cnlrar a pona da agulha smeule al
afnelade do imprmenlo du cartuxo, sem passar o
fundo para nao tocar a pedia.
). Collnrar, em cima do primeiro taco, um taco
de barro hmido.
D). Mnlliar a agulha em azeilc, antes de fazer
oso della (as agulhas de obre lambem se molham
eln azeile*.
Para arrebcnlar peilras, debaixo d'agua, se em-
presa um nutro melhodo, a qual posso tambem
deacrever se fr preciso.
Forlc do Cainpinlio em selembro de 1852.
(Rudolpho H'achnelt.)
(dem.)
Necrologa de 1853.
Principes princezas. Francezes.Estrangeiros.
A prnceza Mara Amelia, fdha das segundas nup-
cias do imperador do Brasil, D. Pedro I, e irmaa,*
por parte de pai, do actual imperador do Brasil, da
fallecida rainha D. Mar ja de Portugal e da prnceza
de Joinvillc; o principe Henriqoe I.XXII de Reuss-
I*beuslein-Ekersdorf ; Paulo-Frederico-Augusto,
Rro duque d'ldemburgo, duque Sebes is-l I olslei n,
principe de I.ubeck ede Bcenvenfeld ; o principe
, Carlos de Hobenzollern Sigmarigen; a prnceza Ame-
lia, filha do re da Sueciallostavo IV e irmaa do
principe Gusta vn Wua e da graa duqneza de Badn;
Carlos Frederico, grao duque de Saxe Weimar; Jor-
ga, ( Carlos Frederico), duque reinante de Saxe-AI-
temburgo ; D. Mara da Glora, rainha de Portugal;
sultana valida, mi d'.Vhdul-Medjid.
Che fes do poder rectifico. Francezes : Arago
(Francisco Domnique ), memoro do governo provi-
vetes presidente da repblica mejicana.
ador da bibliotheca Mazarine ;'Delannay, decano
blfca do Equadorj.
dos, onde se linha refugiado ; D. Jos da Terra A
a Inglaterra ; o conde de Tjrconnell, par da Iran
la ; estvaux, decano da cmara dos representantes de capella do Vaticano; Carlos Brigatti, organista
(Blgica) ; o marquez de Penalloiida, senador (lies- italiano; Andrari ain, meslre de capella de Fcr-
panha); Mcdrano, senador (idem); I). Alvaro Fin- liando VII; Francisco Van Eyken, pintor de hsto-
res Estrada, senador (idem) ; Dominico Krinsinski, ra Reina Ptanaman tWMImnAm,t. e.i_____.,-.._
ex-membro da dieta da Polonia.
Conselhode estado.Francezes :Pons (.leTile- vagni (Italiano), todos pintores; Sclnrbert; violon-
raolt), Tabourean, conde de Camerata, referen- cellisla (Aliemao}; Kloss, organisla (Aliemao.)
"arl- Artista* dramtico*.Franceses. Bretn excel-
Agentes contulare.'r-Frncezef :Galonia d'Is- lente cmico do Ihealro de l.yo ; BruneL Odry
das variedades ; madamesella Flora, Dubouyal,
(idem); madamesella Marlh, do Vaudeville ; M."
Desbrosses da comedia franceza ; Arnand do
Ihealro de Marselha ; Dabadie, pensionista da aca-
demia de musir ; Barnabc l.eroux, conhecido pelo
nome do Hemy; Filppe Galli, dos Italianos ; M.
Memoro da corle e trxbumet de jusllca Margarida, nastida em Meneser, ex-aclriz do Vau-
Fraiiceie.-Tribunal da catacao :-Boyer, presi- deville; Luiz Desponl, bailarino da opera ; Tlie-
dente lionorario.Tribunal da felaco.O baro
Boullenger,procnradorgcralemRuao;Varembey,pre-
sidente da cmara em Dinyora; Rabache, conselhei-
roem Amiens; de Melz-Noblat, conselheiro em nantedo/Eslados-nTdosrRi^FaoinTiriiita e
Nancy ; Febre dcRieunigre, conselheiro em Bor- direclor.do Ihealro francez de Amslerdam ; roada-
deos; fctienne Dumo.iltcl, conselheiro honorarioem mesella Telia, do Ihealro de Berln; M. Rouzi Ue-
Bourges; Beandon, presidente da cmara honoraria begnis, cantora italiana ; Carlos Dovrnt. trasico i-
en) Trpoli de Syria ; Flix I.acosle, consul-geral
da tesaran franceza em Bogot.
orlo a da eommiswo xecliva em 1848.
itrangeiro : O general Bustamanle, que foi Ires maor ; o coronel Jourdain anligo commandanle das
es nrpsidpnle Ha rnnlili.a TYiavi(.9n* ..~~_ r.__1-_______.. .....
em Bonrges ; Conslollene, conselheiro em Agen;
Dubois, presidente honorario em Bourges ; Janet
de l.aford, conselheiro'em fumes ; Machaft, conse-
lheiro em Amiens ; Salmen, conselheiro em Pars ;
Ponlizac, conselliciro honorario em Rcims ; Decous,
ex-procurador geral em Melz.Tribunac de pri-
meira intlancia.--I.agrence, juiz cmParis ; Fleu-
ry, vice-presideitle em Pars; An.lonio de San-Jos,
juz; llatleidicr, presidente honorario em Nantes ;
Mitlainc, Presidente cin San-ClaoHic Pro!:,.., pre-
sidenie honororin om Niorl; de Marson, Besse de
llcaiiresard, presidente do tribunal civil de Clerraonl
Rey de Dome); Marois, juiz em Dieppe.
Ftrangeirot:Tribunal de cassaro dos Estados-
Unidos, Jdhu Keill. Tribunal superior da Norwc-ga,
Soereng, conselheiro.
Exercito.-r-Franceze :O duque de Padua, ge-
neral dediviso, governador dos invlidos; Mocque-
ry, d'Hautpoul, de Freval, Faivrc, Bu.lan de Russ,
o liarao Schouller, o baro Ballod, Cornemiise, Ta-
ln, de Tholerc, Despaus-Cubires, Monlholon, de
Rillet, o bnrao Voirol, Rav, o barao Lahure, o con-
de de Santa Aldcgonda, o baro Servalins, Therry,
o comiede Colbert, Lafleche,. lodos generaes dedi-
viso.
O barao d'EsIabenrolli, o baro Faverot de K'dre-
ch, o bario JoaoTbomaz, Courtot, o barao Vartu-
ble, Scheulle. Rousselot, o visconde de San Mareos,
Hugo, lio do illuslro poeta, I.asnon, Nogus, irmo
do grao mareehal de palacio do re de Hollanda, lo-
dos generaes de brigada.
Bandon deNory, Lasalle, Eclieman, de Rbeaux,
de Joulgoet, intendentes militares, Palloc, vce-mi-
nislro. ',
O marquez de Maleshoit-le-Rruc, ex-coronel das
guardas do corpo : Slael do llelein, capilao de ca-
vallaria ; Cloquemain, coronel de arlilharia ; de
Beanvallon, coronel das milicias de la Basse-Teen ;
Billont ex-ollcial ; de Faremont, coronel do 8- de
lanceiros ; de Chargre, coronel do 62 de linha ; Si-
Achmed-ben-Mohammed-el-Mokrune, kalfado de
Medina (provincia de Conslanlina) ; Marc, coronel
reformado ; Tallier, lenenle-coronel de eslado maior
reformado ; Sencrer, coronel reformado ; conde de
Nonga'rde, coronel reformado ; Portal, ex-lenenle
coronel ; Pedro Lins de Rigand, conde do Vandre-
vil, ex-oflicial de arlilharia ; Pcombeau, ex-coronel
do 64 de linha ; "de Bauvlliers, coronel de estado
ppsscssdes francezas na India ; de la Voyrie, corphel
ri_, ___.. r u ,------------------------........' "."" vv^iici n"ius o v"i viajantes irancczcs, morios no Bra-
moutt. Dora Reqoer, ex-membro de gendarmera, demissionaro em 1830 ; Barlhete- sil, da febre amarella ; o visconde de Boncl.amp, pri-
i ordem de San Beoto ; os padres Vir or Vailtanl: mv. mrnm.1 r>rnrm.j. u....... ______ a____.z _____:__._ ... mam, un
my, coronel reformado,; Malhien, coronel de art-
-----,-------------------, -------.......-u., l(l>,. unino i mil ni.iuu ; .uainien, coronel ce arli-
il (Francco)c.pellao-nir do imperador do Iharia, o conde de Allonvlle ex-coronel; Nail.coro- sus.oae wnssv. an.iso agenle de can
t-"LTT T? pRU:n.; ,am'S "el ^ 'rli,h,ri refrmad PLocr, coronel secrelario intimo do r de N.po.es" E
^Jm^^^^.\SS^'^: t"^00*'^'"^**"- -'erdeirodonomedo cetebre p'in.or ; VoZ
titilara em Besa nen ; o conde de Mutrecy que ti
.T~ rT;\,Y -"cid,,; ocon.ieae muirecy que li- que Krys.nski, ex-nuncio na dieta de Polo
lHennes,deSannliac-BoIcastel,b.spode nha sido ajodante decampo de Ponialowski; Luiz Boufl, director do Ihealro do Vaudeville.
de Ca'dnilHal. llllimn irm3n rnii l.ili a^iliM..iI.i1. a.. 11..I.....-I.-I i'i. __ ....
----------------------------J ---------------
de Ca'doudal, ultimo irmao, que ainda sobreviva, do
Dubuucliel, l'homme ala bmelle ; o principe Gas-
Perpigoan.
Hftremgeiros ; O cardeal Brinoles ( genovez )
WilMam^TOpJns^bUpn d'Armagh (Manda ; Mil .
lanna (Austria); o cardeal Fer- rico d'Averlon.ollicial rarado do servieu desdelSSu? ^ MufAcres.-As Sr.a, Kossulh, mai del.uz.o ex-
nado-Mari8Pignlelli;arcebopodePalermo(Doas Roget, lenenle-coronel; o coronel Lanier ; o coro "---
SicltiB); de Mosquera, arcebispo de Bogla (Repu- nelDaru
/;.ranffeiro. O fcld-marechal austraco, baro dessa Armand de Houdclol, nascda em Destouches,
rtro.-Franceze,:V. D^Arago, ex-m,n.s- Hayman; o barao do larl. lente general bollan- condes de Menon ; de Roger ; Josephina de"rou-
_. da mannha, na repblica. dez; o conde Frederico Conrado de Hols.ein, lenen- vray Saint Sinzon, condessa de Ta.houe. a marao-
mge,ro*: O v.sconde Melbourne ex-chefe le general dinamarquez; Loiz Duvivier, lente ge; za de Mornay ; Calharina Eusenia Revel, viuva de
r,7"p ^P ar,SaCh neralbe,8V,ir Thomasliage-Monlesor, tenente Mr. Bonl.y, autor da obra intimada l'Abie de d
^hTTn Penanor,dja'i;*"fdv: "' ""''"8'; e Radowilz, lente general prus- pe.; a condessa Merlin, esposa do seneral Merln,
Heapanha); o marquez do Monte-Virgez. siano; Maillardoz, general suisso, que linha ldoo mh. do celebre jursconsul.omembro do directo
ex- tro da, financa, (,dem); Medr.no, senador, commando das propas fribnrgoezas na guerra do a duqueza viuva de Bedford, cunhada de Sir John
t.das0nanca.0dem);ocond.OlhonMo- Sonderlmnd; sir Charles Napier, lenle general. Rassel. ; a duqueza viuva de IX d ?e jt.
l.k. d Eap. Brendorrs, ex-m.nis.ro de lado (Dina- ultimo general em chefe do exercito inglez na India; consl; retli. nascida de Thier, L ,1.? ti,'"! .
------------, v--------/T-----,, v...u ,v- ^.uwiuunu, si, .iiniicb ^apier, leme gener?
Espe a Brendorf, ex-ministro de lado (Dina- ultimo general em chefe do exercito inglez na Indi
marca); o vice-almiranle Zarhtmann, ex-minislro -
da marinha (idem); obarto de Pallan! Van Keppel,
i dos mnslros de eslado (Hollanda); Wischer, qQe se acharam no da 10 de agoslo de l"9
couselheiro, ex-minislro da juslica (idem); o barao
._ -^n, ,u-r.0 *,arlna.-rraccze. uazoche, contra almiran- senador; Hennequim, viuva do celebre advogado,
fl-V- ? vr'p"^? FT 'V^'"0"' Gau,,ier elaFerrire.antigo com- mai do Mr. Vctor Hennequim, ex-represen.anle
;HaW-Eflendief-azPacha, ex-mimslrosdM missario geral; d'Heureux, commissario em chefe; marqueza deVinsde PeyL. anligadama de hoor
(Turqua), o pr.ncp. Platn Schrinski- Lemoine, capitao-lcnenle reformado; duLacofficial da duqueza de Orleans; Paul r
itoff, inuiislroda inslrucsao publica (Russa); de marinha, morlo com 103 arnos de dade; o bario da daMr. Flrmlno Didol o inv
gen. couselhe.ro de eslado na leparlicao da de Hanssay, cx-capilao lenle; Zeni, coronel de lard, viuva do celebre depulado
JUttlca fnorweca) : o tenenle-zeneral rondn fjirln irillluri ,i. ,,,.1,. 111:______-,-- j-____._ -.o. .. 1. w .. .. _
As Sr.s de I.cssep, mulherde. Mr. .Fernando de
Lessep, que fo cmbaiador em Madrid ; Bouzel, su-
-, Hosamel, capilao lenle, fillio do antgo vice-almi- perintendenlo honoraria da casa de San iniz a
^^^^^ZSZ "? Hmn,,r da JUSl,Ca; Mlrenge' ChCfe "a Se- P"nzaDe.goUrouki,,aSci,.acon..e5sadSa!p .'
r,x-m.n,slrodore,Feriiando-VII(Uespanha); crelar.a dos movimenlos da esquadra no ministerio mulher domnislro da guerra (Russa)- Macadam
endizaba.. ex-m.nis.ro da, finan, d.marinha; de Salles Carrey detusancey, cap.o viuva do engenheiro, quedeuseu nome ^o
lenle reformado; Leroux, chefe do corpo de enge- lema de estradas ; Jenny Baal.de', que escreveu de
nheirosde marinha; Patarrieu-I.aresse, ex-inspeclor baxo do pseodnimo d. M." Camilla Bodin Ar
de marinha no Senegal, rcpresenlanle daquella co- mande Rolland, a celebresocalista, mora em f.yo,
loma a assemblea conslitunle; Du,Toiiy, capilao de lend vollado da frica ; Marlhe, artista do Vaude-
fragala; osegundo tenente do navio Be.oi.morle nos ville ; Flora artista das variets,
mares polares, fazendo parle da expedirao ingleza
---------- ,,-----_, ,
J. Alvares de Mondzabal, ex-minislro da, financa,
(idem); o conde de Vodel, ex-miois.ro dos cultos
(Hanovre); e barao de Kulver, ministro sem pasta
(Anslra) ; o coude STSIion, ex-minislro do imperio
(idem). '
Diplmala.Francezes: Mr. Luiz Bellocq, mi-
nislro plenipotenciario de Franca junto do grao-du-
que de Tosca na ; de Mollen, primeiro secrelario de
mbaixada era Londres s ordens de Talleyrand.
> Eslrangeiro : o'Sr. Gasibaldi, nulicio apostlico
em Pars; Donoso Corles, marquez de Valdegamas,
embaixador de Hespanha em Fmnca; o conde Ed-
mond (kuidenlieven-Bailly, ministro plenipotencia-
rio do* Paizes-Baixos em Vicua ; llenrique Sou-
Ihern, ministro da Inglaterra 110 Brasil; o .conde
Elienne Zichi, ex-erabaixadnr d'Austria em Sin Pe-
tersburgo ; de Haenlein, o Neslor dos diplmalas
pruwiauos; de llilie. ministro da Dinamarca na In-
glaterra ; o barao da Venda da Cruz, ministro pleni-
potenciario de Faringal junto da Sania S; o caval-
leiro Edgar-Guilherme de Coopmans, camarciro do
re de Dinamarca ^seu minisiro junio dos rei dos
Belgas a do re dosA'aizes-Baixos, o general 'de
Radowilz. V
Membro, ou ex-m|mo'ro das cmaras legisla'li-
rai Franca Asttmbta conttiluinle de 1790.
Palieu-Larnsse, representante da colonia do Senegal.
Coneencao nacional : Fockedey, representante
do departamento do Norte.
Cotuelho dos Quinliegtos:.-0 conde Doulcel de
Poiilecoulani.
Cmara dos Can dios:Demesmay pai (Donlos).
Cmara a Reslauraqo : Carlosmagno pai,
depilado do Norte ; Pelissier (Herault), de Feleeon-
de(Py de Dome). June de' Beanvoir (Loiz e Cher),
de CoTMere-^Tarn), de Romn e Pardeasus (Loia e
Cher), Marchegay (Col d'Or).
Cmara de Luiz Pilippe :O barao Francisco
Draiid (Pyreneos-fIrienlaes), Fleury Me (Marne), Renel (Isre), o baro de Rchemun
Uaa). _
MO^-O VHconde de Jessaint, par no reinado
A. Odiar, de,.
(Cher), Deville (Alio, fK-i,, ", ..."". ,. "
' rJrnos), Aristides de Grand
vie (Loire.'nferior) de Bosaiere. (Aisne), )0monl
^v^Eegenio Charber, (Loirel), Mare (Toles do
Norie), Arago (F. D.) pelo Senj.
[^l^fe0i.faffto:_Diobert, membro di
mmienano
nt.)
Padua. governador do hotel dos invalido, ; 9 duque
VietordeBellueo.
Estnmftiros: O conde de Warwfch membro das
roni, compositor paduano; Samuel Schmidl, compo-
rtar aliemao; o carelle.rn pielro Raymondi, meslre
madamesella Galle, do palacio
nard, do Odeon
Real.
Estrangeiro.Gncrin Brul.is Borlh, ador emi-
lemao ; John Savil Tancil, actor inglez.
Jornal*ta.De Pars. Anatole Leray, ex-e-
daclor da Preste; morto em viagem para a Austra-
lia ; Vctor Migne, fundador e redactor em chefe do
Journal de Fails ; Grille, ex-iedaclor em chefe do
Messager des Chambres; o visconde Hedor de Jail-
ly, ex-redaclor dos jomaes A France e o Corsaire ,'
de Reauregard, redactor da Gazelt de France.
I pos departamentos.I'. Z. Collorribl, redactor da
flasett de /.yon ; A. I.enolre, gerente do Xoutellis-
te, de Marselha ; Bramolin, pai, fundador e redac-
tor da Abeilledes loges, em Epinal ; Vctor Man-
gin, pai, redaclor em dicte do Phare de la Loire,
que se tornou National de COuest, e tendo tomado
oolra vez sen titulo primitivo por causa dos ltimos
aconlecimenlos polticos ; Bcaiirain, redactor em
chefe do Courrierdes losges ; Renard-Roliard, ex-
colloborador do Progrs du Pas-de-Calais ; Diser
Carrirre, um dos redactores da Esperance, de Nan-
cy; Neven. ex-redaclor em chefe da Patrie, de
Ctermont-Ferrand ; Zadey Rivaux, redaclor em che-
fe doChqrentai' ; J. J. Jullien, ex-cllaborador do
Courrier de Sanies.
Dirersot.O baro de Rchmonl, mas conhecido
pelo nome de coronel Gustavo, o um do, prelenden-
les aos ttulos e direilos de Dclfin, duque de-Nor-
mandia (LuizVII) ; Jaques Scevole Cazo, jitho
Jaques Cazoll autor do Diabo Amoroso e ir-
mao de Isabel Cazolle, a heroin de l'Abaye;
l'eix sabio jurisconsulto ; Francisco Carlos
L, Alberto de Slraburgo, membro do conscllio
geral das fabricas e manufacturas; o viscon-
de d|Espiny-San-Luz ex-ofiicial snperior nos
exercilos de Conde; o visconde de Vinsde (iraville,
ex-prefelo do palacio do imperador ; o coronel de
Gbelln, o ultimo dos orfleiaes suisso, que so acha-
rara no dia 10 de agosto de 1792 ; Maillardoz, que
nha commandado um corpo de tropas frburguezas
na guerra de Sonderbund ; o- conde d'Alleuville, ex-
prefelo ; Mr. Fouruer, recebedor particular ; Mau-
rice O'Connell, filho mai, vlho do Ilustre ora-
dor.
James Arlbur Kaley, gigante escossez : conde Ho-
nor de Sussy, ex-Aireclor do gabinete das medalhas
da casa da moeda; o prncipe de BeaufTramonl Cour-
tenay, ex-ajudanle do campo do duquede Berry ;
Pedro FiescJii, filho d6 autor da machina infernal;
Guibourg, engenheiro de pooles e calcadas ; Ansel-
mo Halphen, regente do banco de Franja ; Emilio
Deville e Darel, viajantes francezes, morios no Bra-
mo co-irmao do celebre general vandeane; Jos Au-
gusto de Conssy, anligo agento de cambio ti nha sido
- me lierdeiro do nome do colebre pintor; Domini-
que Krysinski, ex-nuncio na dieta de Polonia ; Luiz
----- ., ,_. ... ...,...,., ., -"-., r ia innetic ; o principe tias-
celehre Jorge ; de Laveagne, coronel do lerceiro de Ion de Monlmorency; o duque de Carglano Corsi-
dragoes ; Adam coronel reformado*; o conde Frede- ni ; o. aeronauta Deschampa.
dictador da repblica hngara; Raspal; Josephina
Wej, ; Abatucei, esposa do ministro da juslija, con-
const; Frelli, nascida de Thers, lia de Mr. Thiers;
- r ------------' --------> "-- = mcis, iid ue mr. iniers;
conde Francisco Rivarota, lenle general inglez, a baroneza Charles Meyer de Rollischild, de Napo-
) coronel de Gbelin, ullmo dos officaes suisso, les ; de Carmonin, mulher do conselheiro de eslado-,
a baroneza Achard, mulher do Sr. leneral Achard,
Marinha.Francezes. Bazochc, contra almiran- senador; Hennequim, viuva do celebre advogado. e
enviada em procura.do capilao Frankln
Estrangeiro: o almirante Uahrlman, ex-mini^
Iro da marinha dinamarqueza; o alrairante sir Char-
les Adam, governador o hospital de Grecntvicli (In-
glaterra) ; o contra almirante Pcterseii, commandan-
le em chefe da esquadra norwenguense; o contra
almirante principe Wbrlinski, da marinha russa.
Sabios.Francezes: V. D. Arago, secretario per-
petuo da academia das sciencias, ex-ministro da ma-
rinha, ex-membro do governo provisorio e da com-
misso executiva; Augusto de Saint-Hilaire, botni-
co; Orilla, anligo decano da faculda.le de medecina
de Pars; Laurillard, anatonjico; Jos Planche;
Laurent, chimico; Adricn de Jussleu; de Gerville,
correspondente da academia' das inscripcoes e bellas
letlras; Vilm, da academia das sciencias inoraos e
polticas.
Eslrangeiro. Hoene Wonski (polaco); o doulor
Frank, medico do rei de Saxona; Overweg, viajan-
te celebre (allemlo); Leopoldo de Buch,geologo(Prus-
siano); u doulor Harless, medico (Austraco); Anto-
nio Kramer, chimico (Milnez); Perei'ra, medico
(Inglez); Jorge Gregorio, medico (Inglez) ambos ce-
lebres; o doulor Williar Beaumont ('Americano);
Demetrio Gallano, lingista (Grego); Benlh, lechno-
logisla (Prussiano.)
Academia de medicina. Francezes. Devillera
pai, Andral pai, Joan l.uiz Mara Juirlemeau (cor-
respondente), Hussou Abraham, V.leneuve, Des-
frays correspondente Fourcault (correspondente),
Bourial, Pravaz, celebre ein l.vao pelo impulso que
fez dar orthopedia.
UtleraluraFrancezes.Eduardo de Bazelaire;
"'------------K-"T-" '-----------------------------------------' "UHU,MIMflBtt6.6a.CUUlllUCI)eiJire;
i eOiseIJEmile Dubois (Sena inferior), Trbert Merville, autor dramtico; o marquez de Sant-Ge-
( ievras),',Frunelto (Rhodano), Laurent Hum- nes; Charles Sewrn, decano dos autores dramat-
I poeto), barao Bivel (Somme), Gorouy do eos; Janffret, Charles Raymand, Duperche, autores
Cania.), Fe. Arago ( Pyreneos Orien- dramticos; o barao de Mengin-Fondragon, Jos
Dounl.e, Joao Ayeard, Jorge.Duval, J. B. Depping;
Bayard, autor dramtico.
Eslrangeiro. Jacinlho Bilsehurm (Russo), B.
Vonliarski (dem), D. J. Van Dennep (Hollandez), o
r^Mdlurlt.1848Desir Hannoye (Norte). .
rtwi-.WT rgUre (Loire inferior), Begembul conde de Belfas! (Inglez), Luiz Teeck, poeta aliemao;
r uii lu e,r.ona' Mi8u'l de Bourge Eduardo Duller, poeta austraco; Maselel, poeta sar-
I Pyrentoia. Ari.liHo. .|n <:...!. J Tnmmacan C.rnui nl. l.____M______n___
deBeamplan, compositores de msica; Cade, Bou- ^^^tf*+
ir do Omrnmn mnai 110 barrs sardinhas; a Manoel Jos Fernandes
Macedo.
(Sena inferior), Maz Lan.J nc de Beamplan, coroposilores Ue msica; Chai les Bou
uey (isie- ioni pintor distinto, autor do -Diorama; Blondel
pintor de histeria; madamesella Coralie de Four
moiid. pintora de historia; Lesage, pnlor de histo- ^ caixa, e 1 caiiolelivros, I fardo papelo; a
ra; Theroolt J. de Candn, Tourael, Michel Gro^ g Alvw-
W^^fiaT "'Ti r e,a'' C0Dde bon' HiPP"y" Ad. Angste Vanderberg, pfato-
ne.doinslilulo.archtelo; Viaeonli, do ins.lutoi ar- e. eaixole Pelta de carnras, talado sola; at
chi.ecto; Achile, Leclerc. r.nilhi.rmfl Bh.net. arehi. **"" T'nl-
Centenarias.Q Sr. duque do Lac, ex-oflical de
marinha, morlo em Brioule com 103 annos de dade;
urna de sua, lilhas tinha esposado o general Cadou-
dal; a mulher Leslrade, viuva Champardon,
mora em Villefranche (Vonne), na idade de 108 an-
nos ; a viuva Grandtond, fallecida em Jargeau tendo
quisi 140 annos de idade ; a viuva Leclerc, moda
em Pars, tendo 105 annos o 8mczes de dade.
_. (Presse.)
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 13 DE FEVERElRO AS 3
HORAS DA TARDE.
' CotaeOes officiaes.
Cambio sobre Londres a 28 Ijid. 60d|v.
Assucar mascavado regular c cscolhido a 18600
18i50 por arroba.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a'14.....165:273J.V4
Idem do dia 15........16:0588860
181:3338i
do; TommassoGrossi, pocu milanez; Van non Huvs,
escriplor hollandez.
Bellas arles Francezes. Onolow do instituto,
compositor de msica; Guillen, de Plaan, Amede pn.^'^""'"^ e papcis lle rebiqa,e' %?lcoi?
a0R:.mnl.n-rom.K,sitorR damnd. rH,.Mn.. P.T"a*J}uy,a'3 M,as em velas, 50barris
Descarregam hoje 16 de ferereiro.
Barca ingleza Towa ofLicerpoo/ferro e carvSo.
Barca ingleza Itolhesaij bacalho.
Brinue inglezGlaucusidem.
llrisueporluguez Tarttjo I mercadorias.
lale brasileiro S.'losc couros o sola.
Barca ingleza Ladij Kinaird carvo.
Importacao. 4
Brgue porluguez Tanjo 1, vndo de Lisboa,
consignado a Manoel Joaquim Ramos e Silva, mani-
feslou o seguiule:
7 pedras de canta.ia ; aos membro, da commisso
das obras da igreja matriz da Boa-Vista.
4 eaivoles chapeos, 1 dito mercurio, 5 pipa, v-
nagre.l caxa lecidos de seda, 21 caxoles cera em ve-
las, 1-21 ancorlas a/eitiina-, -2 caixas papel, 20 an-
coretas chourcas, 50 barrs vnl.o, 35 molos sal, 2
vaccas com duas crias; a Manoel Joaqun. Ramos e
Silva.
1 caxa doce secco, 1 lata rap, 5 caixas rap prn-
ceza ; a Joo Jos de Carvalho Moraes.
50 barrs cal em pedra, 6 sacadas de cantara para
varanda; a JosTexera Bastos.
50 barrs cal'em pedra; a David Fcrrcira Bailar.
1 cmxole chapeos, 8 barris vnho, 2 caixas mercu-
rio, bonels, navalhas e obreias; a Augusto Cesar de
Abreu.
1 caxa livros; o Manoel da Silva Santos.
2 fardo, macella, 2 ditos flor de sabuguero, 1 dito
J de !or1raSes> f dito malvas, 1 dito rosa,, 5 caixas
vidros, 1 dita drogas medicinaes, 1 fardo alfazema;
a Joao da Conceicilo Bravo.
de
Mi-
Icaia mercurio; a Feidel Piulo C.
50 barrs calem pedra; a Antonio Jos Leal Res.
200 canastras azeilonas; ao vscnmle de I.ou.es.
>....^.lu, tenues i.ecierc, iiuitnerme Blonet, rcft- q,.:.!. ~Lt t .....
'ecos; Jessi, gravador; tuciano Bu.avand,Chali- ,mX&S5Z WmXt&l!*'mam'>
15 caixa, cera em velas; a Antonio Valentn) da
Silva Barroca.
1 caixa cocliins de linho; a Domingos Alves Ma-
Iheos.
1 encapado penetras de rame; a Joao Alves de
Souza.
1 caixa miudezas, 1 dila bracos de balanza, -2 far-
dos peneiras de rame, 1 dito luvas; a Antonio Joa-
quim Vidal.
1 eaixole cadilha,; a Joaqoim Monleiro da Cruz.
1 barril vnho; a Luiz Antonio de Siqueira.
8jiipas c 35 barris vnho, 10 pipas vinagre, 12 cai-
xa, cera em velas, 43 barris cal em pedra,' 1 late li-
vros, damascos, galoes de ouro e relroz; a Oliveira
Irmos & C.
54 barricas e 20 barris sardinhas, 50 eaixole, cera
em velas, 7 caixas c 1 fardo ervas medicnaes: a
Francisco Severano Rabello & Filho.
33 barris sardinhas; a Manoel Jas da Cunha
Podo.
1 caixa vidros e drogas, 1 dita vidros e bomba, pa-
ra leile, 1 embrulhn vermelho; a Mureira & Fra-
goso.
1 fardo ilor-de sabuguciro, 1 dito macella, 1 dito
tilia, t dito ti ni a llia de ferro e alecrm; a J.Soum.
1 barril carne de porco, 1 eaixole semenles de o-
res, I dlp conservas alimentares; aAmorim [Ir-
ma es.
i barris com chispes ecabejas de porco; a Poly-
enrpo Jos Lainc.
400 a..crelas azeilonas ; a Francisco Alves da Cu-
nha & C.
20 barris azeile doce, 1 eaixole candiero, de lato,
1 dito livros, 5 dito, bolacha, 16 pipas e 100 barrs
vnho. 20 barricas, 7mea,dlas o 7 barrs sardinhas;
a 'Phomaz de Aquno Fonseca & Filho.
t caixgo com um retrato; a Francisco Joao do
Barros.
4 pipas vinagre, J caxa. bracos de balanza; a Joa-
quim Lopes de Almeida.
1 caixao livros; a Luiza Mara de Almeida Pinto.
24 barris sardinhas; a Domugos Jos Ferreira
Gtiimares.
30 barr, sardinhas, 30canastras btalas; a An-
tonio Alves Vuelta.
10 barrs azeite doce ; a Narciso Jos da Costa.
15 caixas ceblas, 20 canastras batatas, 10 barris
azeite doce; a Antonio Joaqoim de Souza llibeiro.
1 caixotelivros; a'Mari. Carolina Xavier Mar-
ques.
1 lata meias e gorgrjies: a Jos Joaquim de
Lima. ^.
10 barris castanhas piladas7"3ycsixas ameixa, sec-
cas, 30 barris cal em pedra; a Manoel Ignacio de
Oliveira.
30 barrs cal em pedra ; a Sebf sliao Jos da Silva.
60 barris sardinhas, 16 barcia cavaliohas ; a Ma-
noel do Reg Lima.
3 pipaseis barrs vnho, 7 pipase 6 meias ditas
fioagre, 15 barris azeilef doce, 20 saccas pimenta da
India, 8 barricas amendoas. 50 saccas feijo, 1 eai-
xole bracos'de halauca ; a Machado & Pmheiro.
40 canastras castanhas, 15 caxoles fieos passados,
4 ditos ma'rmelada, 4 caixas frutas seccas, 40 ditas
ceblas, 10 barricas nozes, 3 volumes amexas: a
fivae, & C.
32 caxa, amexas seccas, 6 barricas castanhas pi-
lada,, 1 eaixole maca de tomates, 80 barris sardi-
nliaJ. 2,t)(Ki molhus ceblas; a Luiz Jos da Coste
AmoejjW.
t calvte magens; a Diogo Halli.lay.
:!0 ancoretas vnho ; a Francisco de Paula Pereira.
1 barril vnho, 1 sacca favas, t ca vote llores arli-
ficiaes ; a Marcelino Jeronymo.
I parole loalhas e panno de linho; a Tiburco V.
Baplste.
1 caixao livros; a Ricardo de Freilas & C.
3 caixas drogas; a Torres & Castro.
4 caxoles el fardo drogas; a Badholomeo Fran-
cisco de Souza.
8 caixas, 4 barricas e 10 fardos drogas; a Anto-
nio Luiz de Oliveira Azevedo.
2 caxoles sardinhas; a Jos V. de Lima.
6 caixas e 1 fardo drogas; a Joaquim M. da Cruz
Correa.
1 encapado esleir, para salla, 2 caxoles ima-
gen, e pertences, 2 latas amendoas e flores de sabu-
uuciro, 1 barril calda de tomate, 1 caixote doce, 1 bar-
rica bolacha, 1 encapado estampas de santos e benli-
nho,, 1 birril um encapado, 1 barrica.ignora-se, 2
encapados e t pacole livros, 1 pacote cnlheresde
prala, 1 caixa frutes seccas, 1 dita objeclos borda-
dos, 50 molhos ceblas; 3 ditas louro, 2 gaiolas com
passaros, 1 sacco dinheiro, 1 pacole folhetos, 2 saccas
farellos; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimerito do dia 1 a 14.....32-1718056
dem do dia 45......... 447,8585
32:61864t
DIVERSAS PROVINCIAS..
Rendiinenlododia 1 a 14......-2:5395739
dem .do dia 15........5138749
3:0538488
Exportacao*.
Parahiba, hiato brasileiro Tres Irmao. de 30 to-
neladas, conduzo o segulntc:73 volumes fazendas,
38 ditos ferrases, 5 ditos mol liados.
Canal, brgue inglez Teascj. de 212 toneladas,
conduzo o seguiule:3,00^saocos com 15,000 ar-
robas de assucar. >
RECUBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 15.......3978577
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcnlo do dia 1 a 11......24:2628574
Idcmdoda15......... 1:2738205
25:5358779
MOVLMENTO DO PORTO.
Nados entrado no dia 15.
Rio de Jaqeiro17 das, barca hrasleira Firmeza,
de 244 toneladas, capilao Fermiano Goncalves Ro-
sas, equipagem 12, em lastro ; a Manoel da Silva
Santo,. Passgeiro, Antonio Viera M. Evora.
Mar Pacifico, tendo saludo de New-Bedford ha 28
mezesBarca americana Nemzod% capilao M. N.
Samburn, carga azeile de peixe. Vcio refrescar e
segu para New-Bedford.
Navios sahido no mesmq dia.
Ilha de FernandoPatacho transporto brasileiro Pi-
rapama, commandanle Camllo de Lellis Fonseca-
Conrluzindo 24 sentenciado,, inclusive 2 mulhe-
re,, 1 praja do exerdlo e 1 sentenciado que vie-
ran) da mesma ilha em urna jangada, e 2 molhe-
resde passagem.'
ParahibaHiato brasileiro Tres IrmTm, meslre Jo-
s Duartede Souza, carga varios genero,.
CanalBrgue hamburguez New Ed, capilao P.
Oesau, carga assucar.
demBrgue brasileiro Sarah, capilao Joj Fran-
cisco Xavier da Fonseca, carga assucar.
FalroouthEscuna dinaniarqueza Lchierlicck, com a
mesma carga que trouxe. Suspendeu do lameiro.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesonraria provincial,
em cumprimcnloda resolncao da jante da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 16 de fevereiro
prximo vindouro, vai iiovamenlc a praca para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra cerlos da cadeia da villa do Cabo, avallados em
8259009 rs. .
A arremalarAo sera fela na forma dos arls. 24 c
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de inaio de 1851,
e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a este arrematoeao
cnmparecam na sala das sessOes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia corupcleutcmen-
te habilitadas.
E para constar se mandn alGxar o presento e pu
blicar pelo Dflrio.-rSecrelaris da thesouraria pro-
vincial de Pernambuco, 24 de Janeiro de 185.O
secrelario, Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a .arremalarSo.
1. Os concertos da cadete da vila do Cabo far-
se-hfio de conformidade com o oreamcnlo appro-
vado pela directora 0111 conselho, e apresenlado
approvacao do Exm. presidente na importancia de
8258000 rs. ,.
2.' O arrcmataule dar principio as obras no pra-
zo de quinze dias, e dever conclu-las no de Ires
mezes, ambos ronlados de conformidade com o ari.
31 da lei n. 286. .
3. O arrematante seguir na execeao ludo o
que Ihe for irescripto pelo engenheiro respectivo
nao s |iara boa execucao do Irabalho, como em or-
dem de lulo inuiiiisar ao inesmo lempo para o ser-
xico publico lodtaaa parles do edificio.
4. O pagamento da mtpwtejTcte da arremateeao
verlicar-so-lia em duas preslacOes iguaes: a 1" de-
pois de feilos dous trros da obra; e a segunda de-
pois de lavrado o lermo de recebmenlo.
5. Nao liaveni prazo de respuusabjliilade.
6." Para ludo o que nao se acha determinado
as prsenles clausulas nem nq orcaraeulo, segir-
e-lia .0 que dispoe a lei provincial n. 286.__Con-
forme.O secrelario, Antonio Ferreira da Annun-
icacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesourar provinci-
al, em cuiiipi iinenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do correnle, que manda
fazer publico que, nos dias 11. 15 e 16 de fevereiro
prximo vindouro, perauti; a junta da fazenda da
mesma Ihc-sourara, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a obra do 5. lanro da ramir
fieacao da estrada do sul para a villa do Cabo, ava-
llada em 19:8008000 rs.
A arremateeao sera feiLi na forma dos arligos 24
e 27 da le provincial nutero 286 de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas 1 'speciaes .abaixo copiadas.
M pessoas que se pron ozerem a este arremateeao
compareeam na sala das sesses da mesma junta nos
das cima declarados pe lo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para ennster se mandn afllxar o presente e
publicar pelo Diario. Secretoria da (hesouraria
provincial de Pernambuco, 24 de Janeiro de 1854.
0 secrelario. Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Clauula especiaes para a arrematacHo.
1. As obras (lo5.lancoda ramficac,So da estrada
iloCaboseradfeitasdeconforini.ladccomoorcamenlo,
plantes e perfil approvados pela directora em con-
selho e appreseulados a approvacao do Exm. Sr.
presidente na importancia de 19:8008000 rs. '
2." O arremtente dar principio as obras no pra-.
zo de um mez e dever conclu-las no'.le 12 mezes
ambos contados na forma do arligo 31 da lei nu-
mero 286.
3. O pasamento da importancia da arremafacao
realisar-se-ha era qualro preslacocs iguaes; a'l.
1 lepis ae feilo o primeiro lcrr,o das obras ; a 2."
depois de concluido o segundo terco ; a 3." na oc~
casiao do recebmenlo provisorio, c a dorradeira, de-
pois da cnlresa definitiva, aqual reatisar-se-ha um
auno depois do reccbimenlo provisorio.
*. Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
cm 101 la a extencaodo lauco.
5." Para ludo o que nao se acha determinado
as prsenles clausulas nem no oreamcnlo, sesuir-
se-lia o que dispoe a respeilo a le numero 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferreira da An-
nunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesourara provin-
cial, cm cumplimento da resoluto da junte da fa-
zenda, manda fazer publico, que o da 16 de feve-
reiro prximo vindouro, vai novamcnle praca,
para ser arrematada a quem por menos fizer a obra
dos concedo, da cadeia da villa Scrnhaem, avallada
em 2:7508000 rs.
A arremalac,ao ser fela na forma dos arlsos 24
c 27 da lei provincial numero 286 de 17 de maio
de 1851, c sob as clausula especiaes abaixo co-
piadas.
Aspcssoasqucse propozerem a esla arremateeao
compareeam na sala das sessOes da mesma junte
110 da cima declarado, pelo mco mcnle*ahililadas. '
E para constar se mandou alTixar o presente c
publicar pelo Diario.
Sccrclaria da thezourar provincial de Pernam-
buco 24 de Janeiro de 1854. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausula* especiaes para a arrematacao
1." Os coucerlos da cadeia da villa de Serinhacm
far-sc-hao de conformidade com o orcameiilo appro-
vado pela directora em conselho c apprescntadc a
approvacao do Exm. presidente na importancia de
2:7500OO rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de nm mez c devora concliii-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do"artigo 31 da lei
numero 286.
3. O arrematante seguir nos scus trabadlos lu-
do o que Ihe fr determinado pelo respectivo enge-
nheiro, nao so para a boa execucao das obras como
em ordem de nao inutilisar ao mcsnio lempo para
o servieo publico lodas as parles do edificio.
4." O pagamento da importancia da arremateeao.
ter lugar em tres presteces guaes i a 1 depois
de feila araetadeda obra; a 2" depois da entrega
provisoria; e a lerceira na entrega definitiva.
5. O prazo da responsabilidadc ser de seis me-
zes.
6." Para ludo o que nao*se acha determinado na*
presentes clausulas nem no orcarnento seguir-sc-ha
o que dispoe a respeilo a le provincial' n. 286.
Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira da
Annunciacao. .
r Illm. Sr. inspector da thesonraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do-Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no da 16
de fevereiro .prximo vindouro, peranle a junte da
fazenda da mesma thesourara, vai novamcnle pra-
ca para ser arrematada a quem por menos fizer a
obra dos. concedo, da cadeia da villaMo Pao d'Alho,
avaliada em 2:8608000 rs.
A arrematarlo seaV. feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiis abaixo copiadas.
A, pessoas que re propozerem a esta arrematacao,
compareeam na sala da, sessOes da mesma junte no,
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. k
Secretoria da thesonraria provincial de rern.rrnhu-
co, 14 de- janeiro de 1854. O iecretero, Antonio
Ferreira dAnnunciacao.
Clausulas especiaes para o> arrematacao.
1. As obras dos reparos da cadeia de vila de Pao
d'Alho sero feilas de conformidade como plano e
orcarnento, approvados pela directora em conselho,
e apresentados a approvacao do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:8608000 rs,
2. As obras comecarao no prazo de 30 dias e se-
rao concluida, no de 4 mezes,ambos contados de con-
formidade com oque dispoe o art. 31 do regulamen-
lo das obras publicas.
3. A importancia da arrematacao sera paga em
tres preslacocs sendo, a prmerra de dous quintos pa-
gos quando o arrematante houver feilo melade das
obras; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras, depois do recebmenlo provisorio, e a uilima
paga depois do anno de responsabelidade e entrega
definitiva.
4.. Para todo o que nSu esliver determinado as
presentes clausulas ou not>rcameuto,seguir-se-haas
disposces da lei n. 286 de 19 de maio de 1851.
Conforma o secretario, Antonio Ferreira d!lnnun-
ciarao.
Tendo de se proceder no da 18 do correle a
apurarao geral dos votos para um depulado a assem-
blea geral legislativa, para preencher a vaga, que na
respectiva cmara dexou o Exm. Sr. conselheiro,
ministro da juslica, Dr. Jos Thomaz Nabuco de A-^
raujo ; a cmara municipal convida' a quem quzer
assjslir a esse acto, a comparecer na casa de suas ses-
sOes, no da indicado, das 9 horas da manha por
diante. Paeb da cmara municipal do Recite em 15
de fevereiro de 1854.Barao de Capibaribe, presi-
dente. Joo Jof Ferreira de Aguiar, secrelario.
DECLARACO'ES.
Real companhia de paquetes a vapor.
No da 20
desle mez. e,-
pera-se do tul
o vapor Great
tVeslern, coro-
mandante Be-
vis, o'qual de-
pois da demora
do cosime se-
snir para a
Europa: para
_*0**' passageirostra-
U-se com os agentes Adanson Howie & C, rna do
Trapiche Novo 11. 42.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de di recebo convida aos se-
nhores accionistas /Jo banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a I de marro do
corren te &nno, mais 20 por 100 sobre o
numero de accoes. com que tem de iicar,
para levar a eli'eito o complemento aoca
pital do banco de doutinil contos de re'is,
conforme a resolucao ainada pela assem-
blea geral de 20 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1854.O secretario do conselho de direc-
co.Joao Ignncio de Medeii-os Reg.
Companhia de vapores de Liverpool.
Espera-se dos portes
do Sul o vapor Brasilei-
ra, Cox commandanle,
no dia 16; depoisda de-
mora do costme se-
guir para Europa. Agencia em casa de Dcaue
VoulecS Companhia, ra da Cadeia velha n. 52.
Pela conladoria da cmara municipal deste c-
dade, se faz publico que do primeiro ao ultimo de
marco, prximo futuro, se tora a arrecadacao, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre eslabeleci-
menlos, (candosujeitos a mulla de 3 % os que o nao
fizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanueiise./w-anmca Canuto da Boa-
viagem.
COMPANHIA DE SEGUROS
INDEMNISADORA
No dia sexla-fcira 17 do correnle mez, baver as-
semblea geral deila companhia, para a approvacao
dos senhores accionistas, em conformidade do art.43
dos estatuios : pelas 11 hora, da maulia na ala da
associacSo com mere al.
AVISOS martimos.
Ceara' e Acarac.
Segu no dia 15 du correte* o hiale Sbrateme,
(oulr'ora, Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geiros; trata-se com Caeteao Ciraco da C, Moreira,
ao lado do Corpo Santo, loja dematsames u. 25, ou
com o capilao.
Para o Maranhao e Para' vai sabir
coma maior brevidade possivel, por ter
parte de sua caiga, o brigue nacional
Brilhante, do qual he capito Francisco
Carcha : quem no inesmo quizer carre-
gar 011 ir de passagem, para o que tem
Bons comrhodos, dirija-se ao capitao, na
praca do commrcio, ou aNovaes& Com-
panhia, na ra do Trapiche n, o4.
Para a Baha segu com presteza o
veleiro biate nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreir Ros ; para o resto da
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ru da Cadeia do Recife n. 47,
prjmeiro andar.
Para a Baha seauc em noucos'diasa vefcira
sumaca Hortensia, por ler parle de sua carga promp-
te : para o resto trata-se em casa de seu consignata-
rio Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz n. 54.
Para a Babia segu em poneos dias a ve.eira
garopeira lAcraco :' para o resto da carga Irala-se
em casa de seu consignatario Domingos Alves Ma-
theus, na ra da Cruz n. 54.
I*^^
S2
u
GRANDE ESPECTACILO.
QU1NTA-FEIRA, 16 DE FEVEKEIUO DE 1854.
('igesima-segunda recita da assifnalura.
Depois de execulada pelos profesores da orquestra
urna das qtelhores Ouverli.ras, seguir-sc-ha a repre-
sentaeso do semprc applaudido drama, ornado de
linda, pecas de msica :
A GRA?fl DE DOS.
Sendo representado pelos mesmo, actores com que
subi a scena a ultima vez nesle Ihealro.
Noinlervallo do segundo ao lerceiro acto asenho-
ra Deperni cantar urna aria de sua escolha.
l'inda a rcprcsentac.lo do drama serexecutedo
pela companhia de baile um lindo e gracioso bailete
cmico em nm acto, intitulado :
MLVIW 01 \S MOLIBAS.
Personagens.
Slanhollo negociante de familia o Sr. Sania llosa.
Malvina lilha de Antonio a Sr.< Baderna. <
Carlu Dondini moleiro e amante de Malvina o Sr.
I.. Canlarell. .
Pedro Raphael, moleiro, o Sr. D-Vecchy.
alara Moquinella, camponeza, a Sr. E. Pessina.
Thereza Moquincla,camponeza, a Sr." C. Canlarell.
Thedeo, camponez, a St. R. Cardella.
Moleiros e camponezes.
ilar fim o balele com urna taranlella napolitana,
dansada pelassenhoras Baderna, Canlarell. Cardella,
Pessina e os senhores De-Vecchy e Canlarell.
Este engracado baile.cmico be posto em scena pe-
lo mulo acreditado compositor o Sr. J. De-Vecchy. e
cujas engrasadas cenas e lances cmicos moilude-
veaa acradar ao respeitavel publico.
Os burieles esto venda no escriptorio deste
Ihealro.
LEILO'ES.
GRANDE LEILAO.
O agenle Borja Geraldes, quinta feira 16 do cr-
ranle as 10 ra doCollegion. 14, far um grande leilo de di-
versas obra, de marcenara, assm como de diversas
pecas de vi.lro, e outros muilos jobjeclb'que na oc-
casiao do leilao serao patentes. *
SABB4D018 DO CRREME.
RA DO COLLEGIQN. 14.
LEILAO' EXTRAORDINARIO
De urna grande porcao de litfo, contando di-
versas obras relidosas.vie direilo. iitteralura e va-
rios romances recreativos, tanto era francez como
em porluguez, e B| utas obras tnibem em lalim.
0 Ai.EME BOBJA fiUALDES.
Fara o le.tao da, obrai acuna mencionadas as 10
horas em ponto, sem recusa de qualquer preco.
Vctor I.asne continuar, por interven'co do
agente Oliveira, o seu leilSo de esplendido sorlimen-
to de fazenda,, principalmente francezas, e as mas
proprias do mercado : quinla-feira 16 do correnle,
as 10 horas da manhaa, no seu armazem, ra da
Cruz.
Sexta-feira l".do cor-
rente, as 10 ,' horas da
manhaa, o agente An-
tones far leilo em seu
armazem, ra da Cruz
n. 25, de trastes de to-
das as qualidades novo,
e usados, apparelhos de
porcellana para cha, vi-
dros para servieo de mesa, candelabros, candieiros
para meio de sala, espedios um rico apparelho de
porcellana branca para banquete, orna porcao de ja-
bonetes finos perfmados, caixas de vela de carnau-
ba de primeira sorte feilas no Aracaly, om piano
inglez, urna cadeirinha de arruar, quadros de diver-
sos goslos, obras de ouro, dilas domadas, oculos de
alcance, livros com estampas chinezas, grande porcao
de charutos da Baha superiores e ordinarios, e mili-
tes outros arligos que serio apresentados a compe-
tencia publica.
Ficou transferido para hoje a, 11 horas da m*
nl.a, o leilo dos charutosmarca estrella, que
linha sido annneiado para odia 15.
leilao' de fsmm.
O agenle Borja Geraldes, de ordem do, credores
de Joo Baplisla da Silva Lobo, lerra-feira 21 do cor-
rente as 10 '.. Iinras da manha, far leilo das fa-
zendas e dividas exisleles na loja da ra do Passeio
Publico 5, pelo maior preco que fr ofierecido.
AVISOS DIVERSOS.
O Cosmopolita,
Sabio hoje o 8. numero, e acha-se a venda na ra
do Crespo, loja de livros do Sr. Antonio Domingues.
Ao armarinlio do Cardeal!
Mascaras de rame e de panno
Om cera e de papelao ;
Mullas nao toem machinismo.
Outras teem mola e cordao.
Urnas sao feas, e entras
Sao geslos de seraphim,
Freguezes chegai depressa
Vii.de v-las, ei, a mim !
No numero Irinta e oito
Do Rosario larga a ra,
Achara quem desejar
Oulra cara para a su/i.
Pede-se ao Sr. Moreira, cortador
de carnes verdes no assougue graflde da
ribeira.que quando Ihe'sobrar carne po-
dre, que leve para casa,' e nao de de con-
trapezo aos compradores.
I Mi pessoaqoe tem a precisa Iheoria e pra tica
de escriplurarao commerciat, e que alera disso sabe
um meio de arranjar a escripia de modo que se possa
dar bataneo, diarios : se ofierece-se para escriplurar
o, livros de qualquer negociante desta praca, poden-
do-a fazer em sua propria casa, ou no, escriplorios
respectivo, : a tratar na roa do Queimado, nume-
ro 36, u no paleo do Collegio n. 2.
Na loja da roa do Crespo o. 10, deseja-se fallar
com os Srs. JosCipriano'Anlunes, Antonio Vicente
da Crnz, Ignacio Neves de Araujo, e Antonio Muniz
Pereira. J. (1. Malreira.
Os lierderu do Sr. coronel francisco Jacinlho
Pereira, lem caria do norte, na tvraria ns. 0 e 8, da
praca da Independencia.
Caixa commercial.
De ordem do Sr. presidente da assemblea geral da
caixa commercial, avisa-se as pessoas qne snbscreve-
ram para esla direceo, que na sexta-feira 17 do cor-
renle. pelas 4 horas da larde, lera principio a dscus-
sao do projecto dos estatuios da mesma caixa na
caa do gabinete porluguez de leilura, defronle da
igreja de S. Francisco.
Perdeu^e urna pnleeira com brlhanle, na po-
voarao do Monle.ro na noite de dominno 13 do
correnle : quem a achou e a quzer restituir a sua
dona, entregue-a na loja 11. 3 na ra do Crespo, qne
querendo sera recompensado.
Luiz Jos de Franca Carioca, brasileiro, vai a
provincia do Para a tratar de sua saude.
Amantes do theatro, hoje temos a
Graca de Dos, vamos apreciar a D. Or-
sat no papel de Pedrinho ; assiin como a
D. Gabriella na Chonchn, que muito nos
satisfez* quando a vimos representar este
papel. O amigo do que he bom.
Amigos do bello drama, a Graca de Dos, va-
mos hoje apreciar a D. Manuel ita no papel de Mara,
pois que mulo bem tem-se havido as vezes que a
temos viste, c o Sr. Costa 00 J.austalot., D. Grbriela
na Chonchn.
Precisa-se de urna ana para casa de pooea fa-
milia ; na ra das Trinclieiras o. 50, segundo andar.
Perguola-se a illuslre direccao do gabinete por-
luguez, que responsabilidade lem o intitulado guar-
da do mesmo; e se este lem per tal encargo, pretla-
do a fiauca que parece Ihe deveapr exigida, lito de-
seja saber, e lalyez se dsponha wltar.O Dias.
Ofierece-se urna mulher de meia idade para ser-
vir um casa de poiica familia, a qnal eozinha per-
felamente, engomma e fas o mais servieo da porte,
adentro : dirijam-se aruacas Aguas-Verdes, defron-
le do oiao da igreja do Terco n. 89.
Muita attenrao.
Novamentese faz ver as pessoas qne esto devendo
na loja n. 59 da ra do Queimado, qne foi de Manoel'
Joaquim da Silva Ferraz, qoa venham salisfazer aeas
debilos, pois o abaixo atsgnado, dono da mesma, es-
to dando principio a cobranca amigavel OU judicial-
mente sem excepcjto de pessoas, e para que nao te-
iil.am queixa, faz o presente.
Manoel Rodrigues da Silca-
Aluga-re nma prete. croula, que sabe, bera en-
gommar, ensaboar, cozinhare fazer lodo o"servieo de
.1 mai casa com limpeza e aceto ; tambem se alaga nm
muleque de bonita figura, que sabe fazer todo o aer-
vico de casa, e serve para mandados por ser mulo
inlelligenle e fiel: a Iralar na ra Beal (chora me-
ninos) casa n. 3, que lem porlao ao lado.
Nao lendo comparecido no dia 13 do correnle
os credores do fallido Bento Joaqoim Cordeiro Lima,
para se tratar da verificacao dos crditos, e nomeaco
de administradores, de novo o pelo presente convi-
dado, para o mesmo fim, no dia 21 do Crrente, a, 10
horas, na casa da residencia do Sr. Dr. jais do com-
mrcio da segunda vara, na ra eslreita do Rosarlo,
segundo andar.
Precisa-sc comprar ama carroca que seja bem
consfrufa, e por commodo preco ; quem a liver, di-
rija-se i casa de pasto, cova da onca, que achara com
quem Iralar.
Na roa Nova n. GO,. precisa-se de officiaes de al-
faiale para toda a obra.
*- Precisa-se de urna ama idosa par servieo de
urna casa de muito poucS familia; na roa da, La-
rangeJras n. 5, primeiro andar.
Frederico Chaves vende um dos seos sitios na
estrada de Belem e Kosarinho, com casa, arvoredos de
fruclos, Ierra para planlaco, e pasto para vaccas, por
preco commodo ; no aterro da Boa-Vista n. 17.
Precisa-se de urna ama para lodo servieo de
urna casa de pequea familia, que aaiba cozinnar e
eugommar ; na rua|do Hospicio o. 34.
PreciM-e de um forneirc qoe entenda de lodas
a, qualidades de raassas, e lera preferencia; na ra
da Senzala Nova n. 30.
Agradece-se ao Sr. einprezario do Ihealro de
Santa-Isabel a lembranca que leve de levara scena
a Graca de Dos, pois mulo nos satisfez este drama,
assim como pedimes a repeticao dos Tres Amores.
Qualro atsignanfet.
O Sr. Manoel Lopes Rodrigues Guimaraes quei-
ra apparecer na loja de cera da ra da Cruz n. 60.
Fortunato CarHozo de Gouceia.
O abaixo assienado previne ao comprador da
taberna, sila no becco da Lingoeta u. 3, pertoncante
a Manoel Marques de Abreu Porto, nao "eectar o
negocio sem que primeiro entenda-se com o abaixo
assignade, credor da mesma taberna, na ra do Tra-
piche n.x20.Hebrard.
Eu abaixo assignado declaro, que o Sr. Barllio-
lomeu Rodrigues Machado, subdelegado de Ilabaia-
na linha-raealugadoo seu escravo de nome And'r, e
que odito escravo, depois de ler fleado doos mezes
em rainha casa servndo-me, foi elle mesmo alugar-n
em casa do Sr. Pomaleau; sabendo agora que o dito
escravo foi preso pela polica, e ignorando eu o moti-
vo, faco o presente annuncio para prevenir o senhr
do dito escravo.Hebrdrd.
Na roa F*mosa 5.a casa terrea vindo pela roa
da Aurora, faz-se de cncommenda bolos, podios, pas-
tis de nata, pSo-de-l, doce d'ovos de todas as quali-
dades e bolnhos proprios para cha, ludo com mnilo
aceto e perfeicao, e por preco razoavel. *
Ultimo gosto.
Os abaixo asignados, dono, da nova loja de onrives
da ru< do Cabug n. II, confronte ao pateo da ma-
triz e ra Nova, franqueiam ao publico em geral um
bello e variado ,orlmenlo de obras de ouro de mili-
to bdns costos,e preces qne nao desagradarao a quem
queira comprar, os mesmo, se obrigaro por qualqaer
obra que venderem a passar urna conla com respon-
sabilidade, especificando a qualdade do onro de 14
ou 18quilates, ficando assim sujeilos por qualquer
duvida que apparecerSera fim & Irmao.
Peranle o Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da pri-
meira vara de cvel desta cidade,. vai praca no da
17 do torrente, depois de audiencia, um terreno
plantado de roqueiros no lugar das Corcuranas, por
execucao de Joaquim Flix Machado, contra Ver-
nica Maria do Espirito Santo, pelo eartario do esexi-
vao Molla.
O abaixo assignado, lendo o Diario de Per-
nambuco de 15 do corrate, deparou enm um annun-
cio feilo pelo Sr. Jo3o da Silva Farias, declarando
ser o abaixo assignado devedor a elle, e por este mo-
tivo o comprador da taberna do mesmo abaixo assig-
nado, sita no becco da Lingoeta n. 3, nao eflectuasse
a compra sem primeiro se entender com o dito Fe-
rias ; em resposta so dte annuncio, o abaixo assig-
nado declara que he verdade ser devedor ao referido
Faria, de duas letlras da qoantia de 2IQ660 rs. cada
urna, as qoaes ainda nao se acham vencidas, e logo
que se vencerem sero pagas como he cosime do
.bailo assignado, e assim nao julgo o dito mea ere-
dor-eom direilo de privar o negocio que fiz como
comprador da minha taberna, s se elle quiz que o
seu nome fosse visto em leltra redonda.
Manoel Margues"de Abreu Porto'.'
Na roa Directa, n. 111, rebatem-se ordena-
do,.
Dr. Carolino Francisco de Lima, depois de $
vigero ao sertao do Cear nara onde fn Al
O Di
sua viagem ao sertao do Cear para onde fot
g chamado aqu de novo se acha no eiercicio ,,
de sua profisso de medico, e residindo como #
esto eflcclivamenle, n roa Nova, n. 69, con- 9
ft lina a prestar-se ao publico e a pobreza, no QQ
52 quauto esteja ao seo alcance, nao s 00 que 0
respeila as molestias do interior, como na ar-
te de partejar, e mais operaces, com especia- (tt
S lidade as que reclamam as enfermidades das 2
vas ournaras. Z
Pelasubdelegacia da freguezia dos Afogados, se
faz publico, que se acham depositados 6 cavallos,
que foram hojeapprelicu.lidos no lugar da Imbiri-
beira, por denuncia de serem furtados, assim como
foi preso ese acha na cadeia a pessoa que os tinha
em sea poder, o qual he~Vcenle Francisco Xavier
Machado, companhero de um Flix Jos do Sacra-
mento, que ha pouco conduznBo um cavallu gran-
de mellado para entregar ao dito Vicente, fo preso
com elle, e j esta subdelegada o entregon a seu le-
gitimo dono, qne era o Sr. coronel Lemenha, porten-
to, quem se julgar cora direilo aos ditos cavallos,com-
pareca, que provando nesle juizo legalmeute, Ihe
sero entregues.
O abaixo assignado, tendo de retirar-se no dia
18 do correnle para ,1 villa de Ouexaramobim, na
provincia do Cear, onde vai fazer asna residencia,
como Ihe nao permita o mo estado de su* sade,
despedr-se pessoalmenle de cada urna das pessoas,
que nesta cidade o honrara com sua amizade, vem
faze-lo por meio desle jornal, robando-Ibes ao mes-
mo tempo, o hajam de desculpar da falla que- invo-
luntariamente commelte, e proveita a occasao para
offerecer-lhes os seus diminutos serviros naquelle
lugar, asseyerando-lhes, que mulo feliz se reputar,
se algum dia poder provar-lhes, quanlo sao sinceros
e dedicados o, senlimentos que ibes consagra.
Francisco de'Farias Lema.
Desapparecen no da 6 do correnle, um escravo
de nome Se veri uo.cr ioulo.q ue representa ter de idade
50 annos, altura menos que a regular,cor prete, rosto
redundo, cabellos da cabeca eda barba brancas, cal-
vo na frente, tem a tosa bstente largs, por via da
mesma caiva, ps pequeos, cosluroa andar com al-
pargatas por ser nso do serian, he bastante bebado,
fo escravo de Joo lavares Tolentino Villarm, mo-
rador na villa do Pilar. Ladeira Grande ; levou ca-
misa de algodao e calca de riseado do mesmo : roga-
se a pessoa queo apprehender, de o levar a roa do
Crespo, toja de fazenda n. 1, que -ser recompensa-
da do seu Irabalho.
No dia 13 do correnle, desapparecen om escra-
vo crioulo, da liahia, de nome Joo Luiz, coro 40 an-
no, de idade pouco raaisou menos, e com os signaes
segunles : nato, muito barbado, tem a testa gran-
de; cor fula, falla baxo, porm bstenle regrista, el-
le hedo engenho Vicente Campello, esl na praca ha
lempo, e snppOe-se andar no ganho dentro do- Re-
cife : roga-se as autoridades poiiciaes, espita de
campo, ou mesmo a qualquer pessoa, a apprel.ensao
do dito escravo e leva-lo ra da Aurora, tercera
casa depois da ponlesinha, que serao gratificados do
,eu Irabalho. '
. Se por ventura resta ao Sr. solicitador.... algo-
ma partcula de vergonha, d solucao das dividas
que se encarregou de protestar para nao prescreve-
rem, ein dezembro de 1852 : na loja da ra da Ca-
deia, n. 50, anles que se publique o seu nome por
este Diario, e qnanlia que tem em seu poder para
tal commissao.
Precisa-sc de urna ama que compre e cozinhe,
ou mesmo de um moco para isso habilitado, para ca-
sa de solteiro : na ra das l.arangeras, segando an-
dar do sobrado u. 5.
Precisa-se de urna ama que ensalme, engorante,
cozinhe, compre e cosa ahuma cousa, e seja capaz
para tomar corda de tres meninos na casa de um ho-
mem viuvo; a fallar na casa o. 20, na Iravessado
Paraizo.
Aluga-se o segundo andar, do sobrado n..14da
roa Nova ; no primeiro andar do mesmo sobrado.
Offerece-se um rapaz porluguez para boliciro de
urna casa particular ; quem pretender, dirija-se a
taberna da quina da ra da, Cruzes n. 2, que se Ihe
dir quem he.
Roga-sc ao Sr. Theofal Jos de Leroos de pagar
a conte que lem na praca da Independencia n. 13 e
lo.Joaquim Pereira Arantes.
Homeopalhia.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito mu- 0
' dou-se para o palacete da roa de S. Francisco tt>
(mundo novo) n. 68, A.
Contina estar fgido desdeodia^J de jumo do
anno passado, o escravo Jos, Mozambique, de idade
para mais de 40 annos, he magro, cara enrugada, es-
tatura regular, foi doSr. Francisco Antonio de Car-
valho Siqueira ; roga-se a todas as autoridades poli-
ciaes e capitn de campo 'de prenderem o mesmo es-
cravo, condozndo-o ra Dreila n. 21, esquina do
becco da Penha, que se dar a gratificaco de 50$.
Aluga-se urna boa escrava para o servieo in--
terno de qualquer casa ; na roa do Collegio n. 16,
primeiro andar.
I


-






*l
DIARIO DE PERMMBUCO QUINTA FEIRA 16 DE FEVEREIRO DE 1854.


No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas do
Sr. Mannel Cahral de-Medeiros n. 72, se dir quem
d de 500 al 1 :OOft)0ts: com hypolheca em casas
terrea.
Miguel Joaquim de Menezes, partidor vitalicio
do juizo do civel, est prompto a exereer as fuurcies
do seu odirio, visto ausenlar-se o partidor uterino ;
para o que pode ser procurado na na larga do Rosa-
rio n. 48, onde asristc. .
J. Jane,Dentista,
'oiiliiiiia residir ua ra Nova, primeiro andar n. 19.
Jlo Pedro Vogeley,
fabricante de planos, atina e concerta com toda a per-
feicSo, lendo ehegado recentemenle dos portos da
Europa, de visitar as melhores fabrica* de pianos, e
lendo ganho nellas Iodos os conhecimentos e pralica
de conslrucrfles de modernos pianos, oflerece o seu
presumo ao respeilavel. pblico para qualquer con-
cert e afinaroes com todo o esmero, lendo loda a cer-
teza que nada Acara a desejar as pessoas qne o in-
cumban) de qnalquer Irabalho, tanto em brevidade
como em mdico preco; na ra Nova n. 41, primei-
ro andar.
No dia 16 do corrente,(qoinla-feira,na sala das
audiencias, depois da do Sr. juiz deorphos e ausen-
tes, as 10 horas da manha, se ha de proceder.perante
o Sr. cnsul de Portugal nesla provincia, arroma ta-
Cablica dos bens deixados pero subdito porluguez
ingoi Jos de Oliveira, fallecido abintestato,
os qoaes constam de sacras com feijo, caixas com
sangoesugas, vivieros de canarios, saccas com cevada
flor de sabugo. Un har, robpa d'nso. ele. Os pre-
lendentes podem dingir-se para examinar estes di-
verso objeclos antes do dia da arremalaro casa
onde te achar : na Iravessa da ra do Vigario taberna
n. 3, que Ihesero patentes pela pessoa para*essetm
encarregada. ,
Aluga-se croa escrava crioula. qoe sabe cozi-
nhar, engommar com perfeicao e lavar de varrela :
quem pretender dirija-se n ra da Assumpco, no Co-
brado do doos andares, confronto ao quinlal da Pe-
nha.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, fina* e grossas, por
prec/, maisbaixos'do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
le aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinaeao com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francesas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao pubb'co em ge^.
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem, da ra do
Collegio n. $, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.

O ahaixo assignado tem justo e contralado
compra da taberna sita na na Direira n. 16 com o
Sr. Jos Joaquim Alves da Silva: quem sejulgar
rredor do mesmo deve-se entender cora o abaixo as-
signado uestes oilo dias.
JoSo Baplislade Barros Machado.
Arreoda-se um pedaro de maltas para tirar
carvo, muilo periodos la praca, com casa e mais ar-
ranjos para este negocio: a tratar na ra da Concei-
rao da Boa Vista n. 39.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
Quinta ou sexta feirada presente sema-
na, devechegardo sul ovaporinglezcon-
ductorda lisia da loteria da cmara de
Va lenca.
MASQU.
Na ra do Cabuga', loja de miudezas
de quatro portas, tem um completo sor-
timento de mascaras, tanto de panno co-
mo d cei.-a e rame; assim como enfeites
para bordados de mantas, galoes e espi-
guilhks para o mesmo. '
#M* Aloga-se o sobrado grande da Magdalena,
PtIhI toe Tica em frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar al o dia J. de "T'I~1i no aterro da Boa-Vista n. 45, ou na rua do Col lee
n. 9, com Adriano Xavier Pereira de Brilo.
Bichas.
Alugam-se e vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
-^'.Permuta-s o sobrado e casa lerrea na esquina
de S. Pedro velho, por urna casa na ladeira da ri-
beiri, de Francisco Xavier Pardelha: quem se achar
com embarace apparera dentro de ires dias.
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva
para urna casa eslrangeira ; na rua da Senzala Ve-
nia n. 60, primeiro andar, ou na Capuoga velha si-
llo do Sr. Brilo.
Alugam-se.escravos para Irabalhar em arma-
zem de assucar ; na rua do Brora n. 26.
Trocam-se imagens de lodos os sanios, sendo
perfeita : quem tiver, drija-*e rua do Vigario n.
10, loja de pintura.
O juiz da irmandade de N. S. do Terco, convi-
d a lodos os irmaos para urna mesa geral, no domin-
go 19 do correnle, pelas 10 horas do dia, para eleirao
de novo secretario.
Precisa-se alugar urna prcta escrava para tra-
tar de urna enanca e de seus pertences, Com a paga
mewai de 1OJ000 rs. ; na rua de S. Francisco, so-
brado a. 8.
Foram perdidas ou desencaminliadas do poder
do abaixo assignado as duas iellras seguales: saque
Deane Youle & Companhia desla cidade. e aceita por
estas em 3 do correnle, endossada em branco por Ma-
noel Iraneiscn da Silva Carrico da quanlia de 381:
saque de Edward Brcmand, de Macei, sobre James
(.rabtree 4 Companhia desla cidade, e aceita por es-
tes em 3 do correte, endpssada em branco pelo
mesmo Carrico, da quanlia de 4198000 : previne-se
aos Metanles e endossante, para que as nao pagucui
semque seja ouvido o abaixo assignado, que he o
tea legitimo propnelario ; e se avisa o publico para
qoe nao Iransaccionem as ditas Iellras.
Manoel da Silca Santos.
No domingo de mauhn, conduzindo um prelo
m cavallo, de Beberibe para esla cidade, esle sol-
tou-se em Agua-Fra e andou all por difiranles lu-
stre, do que resultou perder a bride que lie de nie-
la! do principe, com picadeira de prata : quem a ti-
ver adiado querendo-a levar a praca da Independen-
cia ns. 16 e 21 ser recompensado.
Precisa-se alugar urna ama que saiba lavar,
rosiuhar, engommar e faier o ordinario do urna casa
de pouca ramilla : na roa Direila n. 116.
-~ Manoel Alves Ferreira Scro, brasiteiro, rcti-
ra-se par afora do imperio.
Gabinete portugus de leitura.
O Illm. Sr. presidente da direcloria convoca os
Srs. acciomslas para assembla geral, no dia 19 do
correnle, as 14 horas da manlia.Joo Ouerino de
-Ijuia, primeiro secrelario.
ATTENCAO, NICO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
, ?**}r!} a'?no"' enlista, receben .agua denli-
fnce do Dr. Pierre, esla agua conhecMa como a me-
Ihor qoe tem apparecido, (e lem nmitos elogios o
seu autor,) lem a propriedade de conservar a bocea
cheirosae preservar das dores de denles- lira o
goslo desagradavel flue di em geral o charuto al-
umas gotas desla n um copo d'agna sao suflicien-
les; tambem se achara po denlifrice excellente oara
comervacao dos denles : na-rua larga do Rosario
. 36, segundaandar. "=
Deposito de carvo.,
Aluga-se um grande armazem propiio
para deposito le carvao, a beira mar, na
rua de Santa Rila, com trapicliepara car-
regar e detcarregar a (|ualquer liora : o
preco be modico,e'tBta-se na rua do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
O Sr. Ricardo Dias Ferreira tem urna caria na
praca da Independencia n. 6e8.
Indo desla cidade para a de'Goianna Manoel
(.oocalves de Albuquerque e Silva, perdeu enlre
llabalmga e a laboleiro da Mangucira, urna carleira
ronlendo uella JO^m rs.; e porque lodo esse di-
uheiro eslava em sedulas de 500, 200 e 100 rs.,
he fac desrobrir-se quem o achnu, no raso de appa-
recer alguem destrocando sedulas desle valores, sem
ler proporcoes de as possuir: pelo que offerece o re-
fendo a quanlia de l:0O*J00O rs. nllem Ihe resti-
tuir aquella quanlia ; e a de 500fl00rs. a quem de-
nunciar a pessoa que achou-a, e se possa rehaver o
dinheiro. prometiendo igualmente segredo iuvinlavel
quando assim o exigirem : quem, pois, Uver noticia
deste achado, dirija-se naquella cidade, rua do Am-
paro D. 44, e nesla, ao aterro da Boa-Vista u. 47 se-
gundo andar, e n. 60.
Aloga-se a loja do sobrado da rua Collegio do
n. 18, com armrco nova, propria para taberna : a
tratar na loja do sobrado amrello da rua do Quei-
mado n. 29.
OSr. Manoel Lourenro Machado da Rocha, en-
radernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
nario Manoel Vicente de Araujo, venlia a est lypo-
iraphia para solver mesma assignatura, visto que o
Sr.vigario dizque uada lem com isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Ctsanova contina a dar consultas lodos os
das no seu consultorio, rua do Trapiche n. 14.
fin moro porluguez ofTerece-se para qualquer
arrumaco que nppareca, daudo preferencia a taber-
na por ja ler alguma pralica :
taberna n. 6.
a tratar i*a rua Direila
Joao Jacinlliu, subdito porluguez, relira-se para
Lisboa a tratar de suataude.
EMOLIDA,
Declara-se ao respeilavel publico, principalmenle
a quem quizer comprar a casa sila na ladeira do Va-
radnuro, perleucenle a Antonio Ferreira da Suva
Maiaesuamulher D. Mara do Sacramento de Al-
meida Bastos, que a dita casa acha-se hypothecada
ao abaixo assignado porescriptura publica as notas
do tabellio Faria, da mesma cidade.
Bernardino francisco de Azecedo Campos.
Precisa-se de urna ama secca. para casa de pou-
ca familia ; na rua do Trapiche n. 26.
Em a nova fabrica de chocolate homeopalhico
no pateo do Terco n. 22, precisa-se de alugar um
prelo proprio para lodo o servico: na mesma casa
vende-se um moinho quasi novo para moer caf.
A pessoa que quizer arrendar o sitio do palco
do Carino da cidade de Ulinda : annuncie.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia : na rua do Padre Flo-
rianno n. .
Precisa-se alugar um prelo para o Irabalho de
padana. quer tenha ou mo pralica, e paea-se bem :
e um hnmem forro pararefinacilo, que tenha pralica:
as Cinco Ponas n. 106.
Precisa-se de um amassador na padaria do
Unto, no Monteiro : a tratar na mesma, ou na rua
Direira n. 69.
Precisa-se de urna ama que cozinhe com aceio :
na roa da Praia de Santa Hila, deslilacjlo.
Precisa-se de om bom cozinheljo, forro on cap-
tivo, para casa eslrangeira, paea-se bem: na rua da
Cruz n." 40. .
Alluga-se o primeiro andar da casa da rua da
Guia n. 46, trata-se no aterro da Boa-Vista n.
60, loja. .
Francisco Mathias Pereira da Costa, mudoo
soa jesidencia para a rua Direila n. 66.
Precis-se saber se existe nesla praca ou fra,
Jos Fernandes de Farias, lilho de Manoel Fernan-
dos, da freguezia da Estrella de Portugal, ou pessoa
quelite diz respeito. a negocio de seu interesse.
Perdeu-so na noilc do dia 10 do conenle um
tranceln) de miro d'um relogo: quem o achar c que-
rendo restituir dirija-se a rua do Passeio, loja de fa-
zenda n. 9, que sera recompensado.
Farinlta de mandioca.
Nendem-sesaccas com superior familia
da trra : na rua da Cndeia do Recife, es-
quina do becco Largo.
Vende-se al do Assii, a bordo do hrisuo Feliz
Detlino : os prelendenlcs dirijam-se i bordo do mes-
mo, ou a fallar com o Saraiva, ou no escriplorio de
Manoel Concalves da Silva, na rua da Cadea do Re-
cife.
Vende-se um moleque pequeo; na rua do Ca-
buga, loja de miudezas de 4 portas.
Na taberna n. 20 da travessa do Paraizo, ven-
de-se por mnito barato o segunle : porciio de louc,a
pintad, garrafase botijas vasias, pipas, arcos de fer-
ro, barris e mais cascos, botijas db genebr.i, e mullas
mais cousas que i vista do comprador se dir.
RETRATOS PECO EI.CfROTYfor
Ne aterro da Boa-Vista n 4, tf redro
dar.
A. Lellarte, tendo de se demorar pouco
lempo nesla cidade, avisa ao respeilavel pu-
blico que quizer utilisar-se de seu presu-
mo, de aproveitar os poucos das que tem
de residir aqu ; qs retratos sero lirados com
toda a rapidez e perfeiejo que se pode dese-
jar. No eslabelecimeolo ha retratos i mostra
, para as pessoas que quizerem examinar, e es-
ta aberto das 9 horas da mauhaaal as 4 da
larde-
O Sr. S.'B. S. A. lenha a bondade de vir pagar
o flue no ignora ; assim como restituir os Diarios
que sua merr mandou para Portugal, no caso de nao
o fazer publicarei o seu nnme por estenso ; na rua
do l.ivramnlo n. 3&.Antonio Peixoto de Maga-
Ihoes.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior roga a
quem com elle tenha ronlas, de dirigir-se ao Sr. Joa-
quim Jos Ramos'para seren pasas, assim como os
que Ihe eslao a dever, de pagarem ao mesmo Joa-
quim, na praca do Corno Santo, n. 6, escriplorio.
Precisa-se de urna 'ama com leile e que seja
bom c-seni filho ; na rua de Sania Rila, sobrado de
um andar n. 85.
NA ESQUINA DA RUA DO .
CRESPO N. 14.
. Vendem-se chales de Iaa com
palmas de seda, proprios para as se-
nboras andarem por casa, pelo di-
minuto preeo de 2^500 rs. cada
um ; cassas francesas de cores fixas
a 500 rs. a vara ; riscadinlios fran-
ceses de bonitos padroes proprios
para roupoes de senliora e timaosi-
nhos de meninos a 200 rs. o cova-
do; ganga amarel la com pequeas
listas de cores a 20 is. o covado :
cheguem fregueses antes que se
acabe !...
RICAS MASCARAS.
de selim prelo e de cores dminos e depapelao com
barba de cabellos para todos os caracteres, assim como
com caracteres de ammaes, ditas de rame com bar-
ba de cabello : na rua do (.Intimado n. 71, junio a
loja de cen.
Vende-se urna taberna em Fora de Portas, rua
do Pilar, courronlaiido q-jSecco Largo, nitu bem cal-
culada e boas propnrc,o;p.'ira ler familia ; nao se
duvida dar prazn, umajlfequcsejaapcssoarouhecida
de crdito, (mi aprese
presenta grandes vai_
conhecida como por qui
tendente se pode cstab
J. F. no aterro da Rua-Vista
COMPRAS.
Compram-se escravos de ambos os sexos de 12 a
20 anuos : na rua Direila n. 66. '
Compram-e ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, Iravessa do Carioca.
Compra-se olhos de annanazes da Ierra para
plaas, al 1,000 ps: na taberna da rua do aterro
da Boa-Vista, n. 80 ah se pode dirigir os pretenden-
es a qualquer hora.
Compra-se uiua carleira em meio uso : quem
a tiver dirija-se a roa Nova, loja n. 52.
Compram-se escravo? de ambos os sexos, lano
para a provincia como para fra della : na rua da
Glora n. 7. Nesla mesma casa se recebem escravos
de commUsao.
Compra-se Bfc o Rio de Janeiro urna mulali-
nha propria para] ^a criada ; a tratar na rua do
Amaras, a;
VENDAS
!------------------------------------------
trtwttm' Novo telgraplio.'
Vende-se o roteiro do novo telegrapho que princi-
piou a ler anda ment no dia 29 do correnle, a 240 rs.
cada um : na livr'r n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se superior sarja de seda hespanhola!
corles de seda prela lavrada, fazenda superior; selim,
prelo proprio para vestidos ; velludo prelo o melhor
que ha no mercado ;ls prelos bordados de seda, man-
as' pretas bordadas de seda; meias pretas de seda de
peso e ou'lras muilas fazendas de seda, ludo por pre-
i;o muilo commodo : 'na loja do sobrado aruarello da
rua do Queimado n. 29.
Vende-se urna parda de idade de 20 annos.com
habilidades precisas para urna casa de familia, pois
faz tudo cora umita perfeicao e asseio: na rua da Glo-
ria n. 7.
Na loja do sobrado amrello na ruado Queima-
do n. 29, vende-se superior panno prelo lino de pre-
rodela 129OOOts. o covado; casemira prela els-
tica para lodo o prec.0 ; corles de rollete prelos de
velludo com palmas bordadas a ftlroz ; dilos de se-
lim prelo e decasemira bordados ; velludo prelo su-
perior ; selim de Maco c oulras fazendas) tudo por
precos commodos.
Para senliora
os mais ricos e mais modernos chapeos de senliora
para montara, acabam de chegar a loja e fabrica de
?apeos de Joaquim de Oliveira Maia,: na praca da
Independencia ns. 24 a 30, aonde se vendem por pre-
eo commodo.
Fitas superfinas.
Vendem-se filas de cores de ns. 12 e 16, d supe-
rior qualidade e padroes inleiramenle nnvos, por
prec.o commodo : na praca da Independencia ns. 24
a 30, loja e fabrica de chapeos de joaquim de Oli-
veira Maia.
-- Vende-se urna casa terrea na rua Real do Man-
guinho n. 46, e duas carracas com dous bois mansos :
a tratar na padaria da mesma rua. ,
FAKINHA DE S. MATIIECS. .
No caes da alfandega, armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, lia para vender mulo superior
tarn ha de S- Malheus, emsaccis, por preco commo-
do : a tratar no escriplorio de Domingos Alves Ma-
lheus, na rua da Cruz n. 54.
Vende-se um bom moleque com 16 annos, urna
cabrinlia com 6 para 7 annos, um prelo allaiate e
corlador de carne, bonita figura, com 22 anuos : na
rua da Senzalla Velha n. 70, 2. e 3. andar se dir
quem vende.
Vende-se urna escrava crioula, mo-
ca e de bella figura : na rua do Hospicio,
primeira casa a direila com porta de co-
cheira.
-r Vende-se una escrava crioula, de 28 annos de
idade, de bonita figura, perilima cozinheira, lava e
cmgomma, e faz todo o servico de urna casa de fami-
lia, vende-se por seu dono se querer retirar ; adver-
le-se que nao lem vicios; na rua do l.ivramnlo
11. 1 '
Vendem-se saccas com muilo boa farinha : no
Recife loja de cambio do t'ieira.
Alerta amantes do carnaval.
Na rua do Queimado loja n. 17 vende-se um ex-
cellente e rico vesluario para qualquer rapaz do
grande lom, qae queira chibar nos bailes do carna-
val ; o seu preeo he mdico.
Vendem-se com pouco uso os livros segundes:
Hislor.T Sacr.T, Fbula? de Pha?dri, Salustius, Virgi-
lii Ho'di. Epstola Cicerouis, Ord. Verbornm Salus-
lii, llisloryof l'.oine (por'Goldsmlhs), dita dila (por
'I'Iioiiit/ .M01 ol Vicar o Wakefield, Jonhson Paels
Milln, Historia Sagrada (por Bernardiiio), collec-
cues de problemas, diccionario geosraphico com 59
carias (por Uerol}; no ilerro da Boa-Vista, loja de
onrives 11. liK.
Vendem-se meios hillieles da latera de N. S.
do Rosario a 2&200; na rua do l.ivrameiilo, loja de
calcado n. 35.
Vende-se cera de carnauba ; no armazem de
Tasso Irmaos.
Vende-se urna casa cu hpolhcca-se, as Cinco
Ponas ; a tratar na rua de Sania Cecilia n. 8.
Vende-se nm molcqtle pecrf, de 13 annos. pro-
prio para pagem ou para aprender qualauer oflicio :
na rua larga do Rosario 11. 30, tereciro idar.
Vende-se doce de caj secco a 400 rs. 1 libra,
dito de mangaba diloaS20, dito de limito dito a 320,
assim como ps de sapolis bous de se mudarein. pois
jasto mcajxes, c juntamente ps de uvas musca-
les; em Olinda, na rua do Bomlim, em casa do
abaixo assignado.Manoel Xunes de Mello.
FAMA.
No aterro da Roa-Vista, defronte da
boneca n. 8,
lem novo sorlimenlo de lodosos gneros de motilados
de superior qualidade, e precos muilo commodos:
manleiga ingleza a 480, 560, 600,720, 800 e 900 rs.,
franceza a 560 e 640, passas a 320 e 480, ameixas a
400 rs., perassercasa480albra, marmelada de Lis-
boa a IJj-200 11 lata, bolilchinlia de ararula a 2*500 a
lata, caf moido do|Rio a 240 a libra, presuntos do
Porto, linguiras e paios, superior champagne, farj-
nha de mandioca em saccas a 6J000 rs.,qucijos do rei-
no, ludo desqperior qualidade.
Mascaras de rame
a 2 e 2500, muilo perfeilas; na loja de miudezas
da rua do Queimado n. 71, entrada da do Raugel.
.'191
Vinho de Collares
em barris de 7 em pipa : \ einjc-se em casa de Au-
gusto C. de Abren, na ruada Cadeia do Recife
11. 48. ,
Attencao.
He chesada a excellenlc pilada do muilo acredi-
tado rap de l.isba, pelo brigue Tanjo I, e adia-
se a disposicao do publico no deposito da rua da Ca-
deia do Recife, toja de fazendas de qualro portas n.
51. Adverle-se que o prer,o he 33200 rs. a R, moeda
i vista.
Vendem-se velas de carnauba muilo ba qua-
lidade, em porcao, por prero commodo: na rua Nova
11.20.
Venderse para urna serrara, refi-
naco ou padaria um tei reno com urna
casa, na rua da Concordia, aonde tem urna
serrara e reinacao, e tem terreno para'
faser outra casa, tendo serventa inde-
pendente, vende-se por seu dono retirar-
se ; a tratar na rua Nova n. ."5.
Chapeos franceses.
Vendem-se chapeos franczes finos da nltima mo-
da, sendo de aba eslreila e larga : na toja do sobrado
amrello nos qualro cantos da rua do Queimado nu-
mero 29. ,
Vestidos de seda preta a 18.^000 rs.
Vendem-se corles de vestidos prelos de seda la-
vrada, bons goslos, pelo barato preco de 189000 ris
rada corle : na loja do, sobrado amrello da rua do
Queimado n. 29.
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram'tdtima mente navallias
de barba, superiores a todas i|nau-
tas at agora se ten? fabricado,' por
serem de ac tao fino e de tal tem-
pera que ale'm de durarem extraor-
dinariamente, nao se sentem no
rosto na accao de cortar ; sao feitas
pelo habjl fabricante de cutlcria
que mereepu o premio na exposi-
eo de Londres, e nao agradando
pdem, os compradores devolve-las
ate' 15 dias depois da compra, e se
Ihes restituir' o importe.
Vende*8ecada estojo de duas na-
valhas por 8/jOOO rs., preco fix :
no escriptorio de Augusto C. de
Abreu, na rua da Cadeia do Recife
n. 48.
mimmmmmmmmmm
Vendem-se duas ramas, ambas de armajao-e
de casal, sendo urna de Jacaranda e ontra de nncico,
c um berco de Jacaranda: na rua do Passeio Publico
loja n. 7.
Vende-se por preco commodo, c a relalho, urna
porcilp de cera amarella, o cera de carnauba : na
ruada Madre de Dos n. 36 ; na mesma casa tam-
ben! se vendem queijos do serto de manteiga m
320 rs.
Vende-se urna cabrinha escrava, d 10 a 11 an
nos de idade : na rua do Livramenlo sobrado n. 8.
No pateo do ('.armo alhema n. 1, vende-se urna
escrava : propria para servido de campo.
* Na rua de Sania Rila sobrado n. 18, vende-se
urna crioulinha de 11 a 12 annos, e nm nearo anda
moc.0 : o motivo da venda se dir ao comprador.
Vendem-se 10 escravos, sendo 1 oplimo mole-
que de idade 16 annos, 1 bonito mualo proprio para
pasem, 8escravas moeas que cozinham, lavam, en-
commam liso, e todas de-boa conduela, as quaes
dilo-se a contento : na rua Direila 11. 3.
Vende-se a loja delouca da roa do Rangel n.
29, e juntamente a sua armarn ;a tratar na mesma.
Vende-s um exeeenle cavallo, bstanle gor-
do e muilo bom carregador de baixo al meio, lem
Indo qnanlo he bom, e vende-se por preeo mulo
commodo: na rua das Cinco Ponas 11. 67, se dir
quem veude.
Vendem-se xaropes de (odas asqualldades : na
praia de Sania' Rita reslilacao, e na Iravessa da Ma-
dre de Dos, ns. 4 e 6.
Vendc-se um cavallo foveiro de alszilo, bonita
pellc, muilo novo e andador baxo, est bem carnu-
do; assim como duas vaccas sem crias: na rua do l.i-
vramnlo n. 14, se dir quem vende.
Vende-se urna escrava crioola, de 25 annos de
idade, de bonla figura, e qne sabe engommar, cozi-
nhar, lavar c coser, muilo propria para casa de fa-
milia, por fazer todos esles serviros com muila dili-
gencia e nito ter vicio algum; no principio da eslra-
Uln dos Afilelos, primeira casa do lado direilo piula-
da de roxo a qualquer hora.
Vende-se a taberna da ruado Rosa-
rio estreita n. 10, cm poucos fundos e
bem afreguesada para a trra, o motivo
de sua venda lie ter morrido a pessoa a
quem ella pertencia: quem a pretender
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se o engenlio Jurissaca, sito
na comarca do Cabo : a tratar com seu
proprietaro o coronel Rento Jos' Leme-
nha Lins em seu engenho Caramurii na
mesma comarca.
RUA DO QUEIMADO N. 1. .
Na antiga loja do Meia Pataca, vnde-
se para acabar, por menos do seu valor,
as seguintes fazendas: fil de cor, aberto,
proprio para cortinados a 520 rs. a vara;
pecas de bretanha de puro linho, com (i
varas, a 2JJ500; cortes de calca de casemi-
ir.inlni ; esle negocio ap
is nao so por eslar bem
111 dinheiro a vista o p're-
r : trala-se com Fir'mino
zal Velha n. 112, ou
ni 11. 80.
Vende-se a casa de sobrado n. 1i), da ruado
Aragao : quem a pretender dirija-se a rua d'Ale-J
gria n. 5. e na do LivramcnU) a Tallar com Joa-
quim Jos de Abre, jnior.
. Grande sorlirnenla de rolletes de fustflo supe-
rior, por diminuto preco ; palitos de brim liso e en-
Iranradn de todas as qualidades c preeos, ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas abulu-
aduras para collele, ludo mais barato que em oulra
qualquer parle : na rua do Collegio n. 4, e rua da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preso que em oulra qnalquer parte: na rua da
Cadeia do Recife 11.17.
. CALCADO A 720, 800, 25000, 3000rs.
No aterro da Roa-Vista loja defronte da
boneca.
Troca-se por sedulas anda mesmo velhas, um no-
vo e completo sorlimenlo dos bem ronhecidos
sapales -.lo Aracalv a 720, 800. e botina a 25OOO
rs.; sapalcs de lustre da Babia a 33000 rs., assim
como um completo sorlimenlo de calcados france-
zas de todas as qualidades, lano para homem como
para senliora, meninos e meninas, um completo
sorlimenlo de perfumaras-: ludo por preco milito
commodo, afim de se apurar dinheiro.
TUDO SAO PECDIMIUS.
Corles de cambraias brancas com habados de ri-
quissimos gostos. pelo diminuto preco de 48300, dilos
com barra de lindos dcsenmis a 33600 rs., dilos de
chita com uina barra larca ao-todo, fazendas l'ranre-
zas com 12cuvados. e do ultimo oosto a 2&500 o cor-
le, dilos com urna lista ao lado.'hizenda muilo fina
de todas as cores a 2W0. diloscom Clcovados, miu-
dinhas de urna s coma 27:1011, chitas escuras cores
muilo fixas de dTerentes padroes a ICO rs. o covado,
dilas de nnvos padroes, fingindo cassas francezas a
180 rs., ditas cahoclas miudinhas n2O0 rs., sarja de
Isa prela da primeira qualidade por ser muilo encor-
pada a 560 rs. o covado, alpaca prela e de cor muilo
fina a 800 rs,o covado. e afamado panno couro en-
tra 1 irado de urna s cor a 180 rs. o Covado, os muilo
acreditados cobertores dealgodo lirancos da fabrica
de lodos os Santos di Rabia a C'itl rs. cada um, ease-
mlr*prela muilo fina a 2J500 e 39200 rs. o covado,
sarja prela de seda muilo lina de superior qualidade
a 2S500, merinos prelos por 15800, 25500, 35000, e
35OO rs. o covado, assim como um verdadeiro Jorli-
mento de nutras qualidades de fazendas que 4pven-
derad1 por menos preco do que em outra qualquer
parte : na rua do Crespo, loja n. 14, de Dias &
I Bill.
9 th mais ricos e mais modernos chpeos de @
# seda e de paltia para senboras, se enconlram
19 semprc na loja de modas demadame M1II0-
chau, no aterro da Boa-Visla n. 1, por om
9 pref,o mais razoavel de qne em qualquer ou-
" Ira parle.
Vende-se o sobrado de dous anda*
resesotaoda rua de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da rua da Guia
n. 44 :, a tratar na rua do Collegio n. 21,
segundo andar.
Railede mascaras.
Vendem-se ricos vestuarios de mascarados, lano
para homens como para senboras, sendo a caracler,
assim como mascaras, dminos, ele, por commodo
preco: na praca da Independencia ns. 12, 14
e!6.
, .Aobarato,fregueses.
Na rua do Crespo 11. 9, vendem-se chilas
francezas inuirb finas e de cores fixas a 210
rs. o covado, corles de dita com barra a 28000
cassas francezas de lindos gostos a 640 rs. a
vara, corles de brim para calca de puro linho,
a 23OOO ; dilos de casemra, a .35500, 45000 e
55000; panno preto fino a 23500 o covado ;
vestidos promplos para meninas, do ultimo
goslo, com cohetes a 55OOO; e oulras muitas
fazendas por diminutos preeos.
a preta a 4#500; pentes para segurar
cabello a 600 rs. a duzia ; lencos brancos
cercados de cor, para'meninas, a 100 rs.
cada um ; pecas de cambraia. lisa finas
com 4 1|2 varas, a 3#; alpaca escossez,
de seda, propria para palitos de meninos
ou mesmo para outra qualquer .obra, a
Ijf o covado ; paqjjpo preto muilo sotri-
vel a 2.S00 o covado, e oulras militas
fazendas que a'vista se dir' o preeo.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
aos 20:000^000 de -s.
Na casa feliz dos quatro cantos da rua
do Queimado n. 20. vendem-se os felises
billietcs, meios, quartos, oitavos, e vig-
simos da loteria a beneficio da casa da c-
mara de Vatlenca, cuja lisia chem no
da 10.
$&&>^.f|'*$$ &^ $>
A Vendem-se velhutiuasd todas as aires: //.
2? na loja do sobrado amrello, da rua do jg
:S) Queimado n. 29. ,_ : j;
CALCADO RARATO,
no aterro da Roa-Vista n. 58, loja de cal-
cado junto ao selleiro, vendem-se osseguin-
tes calcados franceses, muito bons, a di-
nheiro, e pelos precos seguintes :
Rotns de bezerro, par T&000
Sapatoes de lustre para homem tjSOO
> ,. 4,<000
Rorseguins elsticos (,s~>00
Ditos de botoes GSiOO
SapatOesda Prujuia ti.sOOi)
Ditos de lustre para meninos 33000
Vende.n-se Tardos de iomo para charutos da
primeira qualidade. oltimamenlechegadosda Baha,
e por preco baralissinV : '| rua da Cruz, n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
- Conlinua-se a vender corles de veslidos de chi-
ta de barra, cores fixas e bonitos padroes, a 23240
rs. cada corle: na loja do sobrado amrello, da rua
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
Na (oja do sobrado amrello, nos qualro cantos da
rua do Queimado tf. 29, vende-se corles de seda de
quadrn de noves e modernos padroes, pelo barato pre-
eo de 213000 rs. cada corle.
Sedas para vestidos.
Na toja do sobrado amrello, nos qualro cantos da
rua do Queimado n. 29. vendem-se corles 'de vesti-
dos de seda lisa furia cores, ditos de dita de qnadros
escoczes, dilos de dita com flores, havendo muilo
sorlimenlo para escolher, e por preco commodo.
Cortes de chita a 1#600.
Vendem-se corles de chla larga franceza com al-
gomas pinlas de mofo, pelo barato preco de I56OO rs.
cada corte: na toja do sobrado amrello da rua do
Queimado n. 29.
A 500 rs.
Superiores bonelesde oleado inglezes muilo pro-
prios para a prsenle eslarao : na praca da ludenen-
dencia ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-se superiores oleados piulados, padroesede 5a8 palmos de largura, por menos
preco do que em outra qualquer parle: na praca da
Independencia, lojaa de chapeos nmeros 24, 26, 28
e jo.
. ~Z N cr'Pt0"0 de Novaes Companhia, na rua
do Trapiche 11. 34, lem para vender por preco muito
em conla os segundes arligos : couros de luslre, mar-
ca caslello, grande qoanlidade de miudezas chegadas
de Hamburgo pelos ltimos navios, chapeos do Chile
de difiranles qualidades, chapeos de feltro prelos e
nardos, e outros objeclos qoe sero prsenles nos
compradores.
A 53000 RS. A PECA.
Na toja de Cuimaraes& Hcnriques, rua do Crespo
n. 5, vendem-se chitas de cores escuras, com um rs.
queno loque de mofo, pelo barato preco do SjOOOpe-
a pera, com 38 covados.
SALSA PABKLHA.
DE
aBBJ**.J*jHBT'3JMl
As numerosas experiencias feilas com o uso da I
salsaparrilha em todas as enfermdades, originadas'
lela impureza do sangue, e o bom xito obtido na
corle pelo lllm. Sr. Dr. Signad, presidente da aca-
demia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixoto em siui clnica, e em sua afa-
mada rasa de. saudama^Camboa, pelo Illm. Sr. Dr.
Saturnino de Oliveira, medico do excrcito e por va-
rios outros mdicos, pcrmillem boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de.
BRISTOL.
Nota.Cada garrafa roiilem duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Rrislol he garantida rom
puramente vegetal sem merrurio, iodo, potassium.
O deposito desta salsa mudou-se para a bolica
franceza da rua da Cruz, em frente ao chafariz.
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companhia, na rua ,da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montana, de homem.e se-
nliora. ,
Vaquetas delustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente ingles.
Vinho Rordeaux.
Briiiin Praegcr & Companhia, rua da Cruz n. 10,
receberam ulliinamenle St. Julien e M. margol, ,en
raixas de orna duzn^que se reroinmeiidam por suas
boas qualidades.
Pianos.
Os amadores da msica achnm continuadamente
em casa de floran l'raeaer & Campanilla, rua da Cruz,
n. 10, um grande sorlimenlo do pianos fortes e forlcs
piaiios.de dinrenles modellus, boa eonstnieein e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Obras le ouro,
como sejam: adereces c meios ditos, braceletes, brin-
cos, allineies, botoes, aiinuis. correntes para relogo,,
ele. ele, do mais moderno goslo : vendem-se na rvia
da Cruz n. 10, casadeBriinii Praegcr & Companhia.
Couro, de lustre
de boa qualidade ; veiide.-se por menos do que e in
oulra qualquer parle para liquidar conlas : na rua da
Cruz n. 10.
CARNAVAL
Na ma do Queimado, loja de miudezaj 11.11, ven-
dem-se as melhores mascaras de rame, e por preco
muilo em conla.
Vende-c na rua da Cadeia Velha do
Recife, loja de ferragens^J. 55, rape de
Paulo Cordeiro muito fresco, vndo pelo
vapor Imperatris, a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL EPOTASSA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Rei, tem Superior pbtassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica no Rio de
Jauero, de qua idade bem conhecida, as-
sim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Vende-se urna escrava, crioula, de idade 30 an-
nos, cnzi-iba, lava desahito, tambem serve para labo-
leiro ou mesmo para engenho : defronte do Trapiche
Novo n. 4.
Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente ingles, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais. acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
sel Mellors St Companhia, na rua da
Cadeia do Recife, n. 56.
Ageada de Edwtn Miw.
Na rua de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moeudas inetiras tudas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em m'adei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco veos para navios, ferro da Suecia, e to-
abas de (landres ; tudo por barato preeo.
Na rua da Cadea do Recife n. 60, arma-
zem de Ilenrique Gbson-, r 4
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paleMe
inelez, da melhor qualidade, e fabricados em l.or,-
d res, por preco commodo.
POTASSA.
No anligo deposito da rua da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muito nova polassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
raios do que em oulra qualquer parle, se alliaiiram
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chcgidos.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafariz.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Rordeaux engarra-
fado'; vende-se em casa de Schafheitlinj
<5t Companhia, rua da Cruz n. 58.
Veude-secaf pilado, tapioca do Ma-
rauhao, charutos de S. Flix, e cera de
carnauba, tudo de boa qualidade e com-
modos preeos: a tratar na rua da Cadeia
do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendem-se na rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrtnlho feitas no Aracaty,
constando de loalhas, lencos, coerns, rodas de
sai, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisam aos seus freguezer, que lem
para vender farinha de Irigo chegada ullimamenle
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Deposito da /abricu de Todos os Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n.( 4, nleodao trancado d'.iquella fabrica,
muilo propno para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo. ,
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, ehegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, oseguinte: saccas de farello muilo
novo,vcera em anime, c em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
d Lisboa em pedra, novissima.
>endem-se os bem conslrnidos arreios para
carro de um e dous cavallos, chegados ullimamenle
de Franca, e por preco mnito barato : na rua da Cruz,
o. 26, primeiro andar.
No paleo do (".armo, taberna n. 1, vende-se ce-
ra para lunas d clieiro, a960rs. a libra.
ALMAYlk.
Sabio a' Inz a folhinha de algibeira,
contendo ale'm do Kalendario o regtfla-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenhos, ale'm de outras noti-
cias estatistcas. O acressiuio de trahalho
e dispendio n5o permit iram ao edictor
vende-lo pelo^antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca.da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na rua 'do Crespo n. 5, ha um completo sorlimenlo
de loalhas e guardanapos do Porto, pelos precos se-
guintes: auardanapos a 29600 a duzia, toalha gran-
des a 43MK) cada urna, dilas regulares a 3600, ditas
mais pequeas a 39200.
Vendc-se um .cavallo mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, esquina e he
muilo manso, lem arreios e sellim novo:
a fallar na praca da Independencia n.
18 e 20.
Cheguem a pechincha.
Lencos de cambraia de linho, finos, a 400 e 500 rs.,
ditos de seda de cor de Ires pontas, muito grandes e
com franja a 800 rs.: na rua do Crespo, toja da es-
quina que volta para a Cadeia.
PARAAQUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 3000. 35200, 4*500, 59500 e
6000 rs., dito azul a 29800, 39200 e 49000 rs., dito
verdeJa_-?JnO;_JJ600, 49500 e 5JOO0 rs. o covado,
CBanflira prela enieSla>i^r^prjov'0-TOrte, "rK^Lfran-
ceza muito fina e elstica a 79500,89000e 99000-nwJ
setim preto macn mu i tu superior a 39200,'49000 e
59500 o covado, merino preto muito bom a 39200 o
covado, sarja prela muilo boa a 28000 rs. o covado.
di'a hespanhola a 29600 o covado, veos prelos de fil
de liiilus-aavrados, muito grandes, fil preto lavrado
a 480 a varare oufrniimnitosjazendas de bom gesto ;
na rua do Crespo, loja da esqiT que volla para a
Cadei .
0 Deposito de vinho de' cliarnTI
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da i do Re-
? cife n. 20: este vinfl Pnelhoi-
de toda a cliamp ag P^vende- O
(\ se a 56 - se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B. f
Ascuixas sao marcadas a fogo
Conde d Mareuil e os rotulo.
ik das garrafas sao asues.
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senboras se enconlram sempre
na loja de madama Theard, por um preeo
mais razovel de que em qualquer oulra
parle.
Vendem-se ramas de ferro de nova iuvncito
franceza, com molas que as fazem muito maiiius.
e macias, chegadas pelo ultimo navio francez, e por
preco muito commodo : ua rua da Cruz. n.2(, pri-
meiro andar.
Vendem-se. licores de ahsynlh e Kirschs em cai-
xas ; assim como chocolate francez" da melhor quali-
dade que lem appareeido, ludo ehegado ulliinamenle
de Franca, e por preco baratsimo: na rua da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Na rua da Cruz n. 15, secundo andar, vendem-
se por preco commodo. saccas grandes com feijo
muito novo, ditas com gomma, e velas' de carnabba,
puras e compostas.
CALCADO.
Vendem-se sapales de lustre para homem a 49000
rs.: na praca da Independencia n. 13 e 15, toja do
Arantes.
Vendem-se emeasa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, liuhas
em novel los ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milaOsortido,-ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua, da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro Tiatido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O* arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglesas e hollandesas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. 0. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicenle Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, cbimico. americano, faz pu-
blico que lem ehegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdaderamente falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaule lar os consu-
midores de ISo precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
semprc roslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela inflo daquelles, que anlepoem
seos interesses aos males c estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e disliiiua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemenle aqui chega-
da ; o annuuriaule faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua bolica, na rua da C.oneeie.io
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panlia cada frasco, lem emhaixo da primeira pagina
seu nome mpresso, e se achara sua firma em ma-
nascriplo sobre o iuvolloria impresso do mesmo
fracos.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
1 masem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs.: na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vedem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaade de sinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
fia piche Novo n. 16.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com' 12 jardas a
"5100 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, corles de vellido de cambraia '
de cor com 6 1(2 varas, muito larga, a 29800, dilos
com 8 1|2 varas a 39000 rs., corles de nrts casemira
para caira a 39000 rs., e outras militas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, loja,da esquina
que volla para a Cadeia.
Na ma do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
a venda a superior flauella para forro desellins, che-
gada recentemenle da America.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
E COMPANHIA; RIJA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Balaneas decimaes de 600 libras.
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas defolha de ferro, pintadas^ para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
]~c-de Milao softido.
Carne devacca em salmoura.
Lonas da Russia. '
Espingardas de caca.
Lazarinas e ca vinotes.
Papel de paquete, inglez.
Eatao em folha.
Rrim de vela,da Russia. ,
Cabos de linho da Russia, primeira quh-
lidade.
Cemento, de Hamburgo (novo).
Relogios. de ouro, sabonete, patente in-
glez.
Gnixa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
v eidos de prata e delatan "
Chicotes e larapeoepara carro e cabriolet.
Couros de-viado de lustre para cobertas.
Cabecadas para montara, para senliora.
Esporas de aro prateado.
4
vendem-se relomos de ouro
pa
ten-te ingles, por commodo pre-
co: na rua ila Cruz n. 20, casa de
1.. I.eeonte l'eron S Companhia.
tVende-se urna trompa em bom estado : rfbem
quizer dirija-se a cidade de Olinda, na rua de :S.
Bento, casa do meslre do msica Trajauo Klipuie
Nery de Barcellos. .
MADAPOI-AO' BOM, A 39200.
Vendem-se pecas de m.ida|Hilao de^>oa qualidade
com pouca avaria : na rua da Cadeia Velha n. 21
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modiiihas, tudo modernissimo
ehegado do Rio de Janeiro.
Charutos deHavana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo caminado : ua ruada Crus, armazem
n. H.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal yirgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
ontra qualquer parle : na rita do Trapi-
chen. 13, armazem de Rastos limaos.
, Com toque de avaria.
Madapoln largo a 39200 a peca : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volta para a Cadeia.
lUVID'WTI.r.TAM BOvVMAN^THjHHIHIu ina-
chinista e fundidor de ferro, mui respeilosamente
aniiunria aos senhores proprietarios de engenhos,
fazenderos, e ao respeilavel public; que o seu esla-
belerimento de ferro movido por machina de vapor,
na rua do Brnm passando o chafariz, contina em
etTeclivoexercicio, escacha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feita ronfeccao das maiores pecas de macninismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arle, David William Rowman,'deseja mais par-
ticularmente chamar a attencao publica para as se-
guintes, por tordellas grande sorlimenlo ja' promp-
lo, em deposito na-mesma fundicao, as quaes .cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estranseiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas, e mas'de. obra, a
Slacninas de vapor da melhor ennslruea.
Moendas de canna para engenhos de lodos os la-
man los, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento o ser ras.
Manejos independen tes para cavallos.
Rodas dentadas.
Avuilhoes, broiizcs e rhumaceiras.
. Cayi lmese para lusos de lodos os la manilos.
Taixas, paros, crivose bocas de Cornalba.
Moinhos de .mandioca, movidos a mao ou por ani-
maes,' e prensas para a dila.
Chapas de fogaO c Tornos de farinha.
Canos de ferro, torneiras de ferro e de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
maO, por animaes ou ventos
Guindastes) guinchse macacos.
Prensas hydraulicaSj e de parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, vareadas, grades e purlocs.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de -maO e arados de ferro, ele., etc.
Alm da superiordade das suas obras, ja' geral-
mcnlereconbecda, David William Bowniaii garante
a mais exacta conformidade cornos moldes e dese-
nlio* remei l idos pelos senhores. qne se disnarem de
fazcr-lhcencommendas, aproveitando a occasiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que tem sido por lles honrado,
e assegura-lhes que naO poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua coiiliauca.
Na rua da Cruz n. 15, segando andar, ven
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 ditos brancos.e 50 ditos de bolins; ludo por
preco commodo.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de. fabricados pelo melhor autor hamburguez -. na
roa da Cruz n. 4.
Na rua' do Trapiche n. 14, primeiro andar'
veiule-se o seguinte :pasta de lyrio Oorenlino, o
melhor artigo que se conhece para impar os denles,
branquece-os e forlificar as gengivas, deixando bom
gosto na bocea e agradavcl cheiro ; agna de mel
para os cabellos, liinpa a caspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de pendas, esle mgico cosmtico para
sarar sardas, rugns, eembellezar o rosto, assim co-
nloa linlnra imperial do Dr. Brown, esla prpara-
c3o faz os cabellos ruivosou hrancos.completamenle,
prelos e macios, sem damno dos mesrqps, ludo por
precos commodos.
NICO, E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMRRIGAS.
Fannestock's Vermifuge.
Remcllido pelo seu proprio autor de New-Vork,
Celo navio americano Sorthcn l.ight : vende-se na
tica e armazem de (Irosas de Vicenle Jos de Brilo,
rua da Cadeia Velha n. 61.
Vendem-se lonas, brinzaS, hrinse meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na rua-da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.,
. Na fundicao' de ferro de D. *W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 "palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' :
emharcam-se ou carregani-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
"omhombasde repuxo para regar borlase baixas
decapim, na fuiulirade I). \V. Bomaii:na rua
do Un......s. ti. Se IU.
VINHO DO PORTO MUITO FINO. .
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de-V., 5. e 8.: no armazem da rua
do Aseite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio re Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen, i.
. Aos senhores de engenho.
. Cobertores escaros de algodito a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 19100 : na roa do Cropo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado <& Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 5i, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na rua
do Vigario n. 19, segundo andar.
Vende-se urda escrava engommadeira e cozi-
nheira : na rua do Araban n. 35. ,
COM PEQUEO TOQUE DE AVARIA.'
Algodito desacco.esicuplra milito encorpado a 100,
120, e 110 janla: ha rua]do Crespa loja da esqui-
na que volla para a Cadeia. ,
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreaufzada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
respeilosamente annunciam que l
labelecimeulo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao e promplidSo.loda a qualidade
de maebinismo para o uso da, agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na ru do Brum, alraz do arsenal de mariuha,
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seo estabelecimento.
AUi acharan os compradores um completo sorti-
mento de moendas de canna, com lodos os melho-
ramcnlos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de moitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressb,
taixas de lodo lamauho, lauto batidas como fundidas.
Cirros de mao ditos para conduzir formas de asso-
car, machinas para moer maudioeatSutttfas para di-
to, tomos de ferro balido para iarinne*", arados de
ferro da mais approvada conslxocco, fuudos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, equina
infimdade de obras de ferro, que seria enfadoabo
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intclligente e habilitada para receber lodas as-en-
commendas, ele., ele., que os annunciaii.es contan-
do com a capacidade de suas ollicinas. e machinismo,
e pericia de seusmfllciaes, se compromellem a fater
execular, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade'com osmodelos ou desenhos, e instruc-
Soes que Ihe forem torneadas-
Oleo de linhaca em botijas.
Vende-se na bolica de Bartholomeu fr\ de Sonta :
na rua larga do Rosario n. 30.
ESCRAVQS FGIDOS.
-T.Desappareceuuma prela escrava, de nome Li-
bania, desde odia 7 do correnle, com os signar*se
iiintes: altara regular, fula, secca do corpo, betoo*
grossos, nariz grosso, lem ua testa em cima da so-
brancelha esquerda urna marca que parece urna em-
pinge, esla com o'p direito inchado, e dizem ter
ella andado pela rua do Hespicio em companhia de
oulra de nome Esperanra que diz ser sua mu ; le-
vou vestido de chita azul desbolado e panno fino de
ourello largo ;roga-se as pessoas que a appreheude-
rem; de a levarem no aterro da Boa-Vista n. 19.
Desapparecen no dia 14 de Janeiro do correnle
anno a prela Maradenacao.cdr prela.haixa.cbeia do
corpo, urna marca no rosto do lado direito, urna
firma de letlra nupelo esquerdo, tem opesquerde
deitado para dentro, nios e ps curtos : qnem ape-
car leve-a a rua do Caldeireiro n. 86,oa ni roa do '
Crespo n. 16.
Ausentou-se no dia Ujo correnle, da fabaica
de caldeireiro na roa do Bnum u. 28,oprelo Mannel,
crioulo, official decaldeireiro.represenl ler28annos,
he bstanle esperto e mullo rallador, manqueia al-
guma cousa de urna perna proveniente de ama dr,
cosluma andar pelas parles de Olinda : roga-w a
quem o pegar oa delle der. noticia drlja-se a mesma
fabrica que ser* recompensado.
Na madrugada de 13 do correnle desappareecu.
dacasa de seu senhor o major Antonio da Silva tius-
man, a escrava, crioula, Joaquina, baixa, secca, cor
rula, rosto secco, ps seceos e um ponen eios, pelas
raberas dos dedos serem grandes ; levo dous vesti-
dos, itni de cassa verde eoulro de chita azul clara,
sapatos de couro de lustre, lenco de sida atol com
llores, e urna imagem da Senliora da Conceicao ; ro-
ga-se as autoridades policiaca e capites de campo,
que apprehendam-na e levem a rua-Imperial o. 64,
oa no caes do Bamos, becco do Carioca.
Desapparecen no dia 6 do correnle pelas 8 ho-
ras da manhaa, a prela I.ourenca, de idade 35 annos,
ponco mais oa menos, com os signaes seguintes: al-
ta, magra, tem urnas marcas nos peilos'e na* nenias,
como que fosse de queimadura ; levnu panno da Cos-
ta e vestido de chita, e mais una trouxa de roupa :
pede-se as autoridades policii :s, cpilaesde campo e
mais pessoas, que apprehnd ndo-a levein-na praca
do Corpo Sanio n. 17, que ser* generosamente recom-
pensado.
No dia 6 de dezembrodefHJ3, fugio um escravo
cabra, de nome Manoel, ton 40 anuos de idade,
pouco mais ou menos, o qual lem os siguaes seguin-
tes : coxca um pouco de urna poma, e lie alguma
cousa corcovado ; tem falla de cabello, causada pe-
la continuacao. de carregar pesos ; aprsenla urna
ricalriz em urna das coxas ; falla muilo : loca viol-
to ; e levou Ires camisas ninas d'algodo cru bran-
co ; lix-s calcas de algodSozinlio azul tambem noyas,
nina de duraque preto.....ia branca, e una de ris-
eadiilho ; 3 jaquel.is. sendo rfluapanla, urna de chi-
ta prela, e urna de risradinlfo azul; urna camzola
prela, par de sapatos, um par d'ulparalas e uiia rede.
Esle escravo fui de Antonio Hcnriques de Almeida, -
do Ico, o perlence arlulineute ao abaixo assigua-
do, que reonipcnsai com cen mil ris qnem o
auarrar e o conduzir a sua toja na'rua da cadeia do
Kceife n. :>. .inlonio Hemardo VOz de CatXalhn.
Dcsapparcreu no dia 28 de Janeiro prximo
passadoa noilc, da cidade da Paralaba do Norle, o
escravo, cabra, de come Trajanu, escravo de Manoel
Marques Cam.irbo, negociante daquella praca e mo-
rador na mesiiia cidade ; reprsenla ter 0 a 22 an-
uos de idade, estatura mediana, rOr de mulato escu-
ro, secco o esbelto do corpo, olhos grandes e expres-
s,,,, labios srossos, nao dobrado, denles alvos o re-
Eulares.,regnsla e dado a valenle, levou japona
chapeo de couro e um surro com alguma roupa : be
de suppor que viesse para esla provincia de Pernara-
biieo- quem o pegar oudr noticia nesla cidade d
UlindavaCaetano Alves de Souza Filauciras, ou na
dita cidade da Paralaba, rua do Varadouro, sera
bem recompensado.
Na toja de 6 portas, em frenlc da groja do I.i-
vramenle, vendem-se chilas francezas de cores escu-
ras a 240 rs. o covado, corles de cambraia com barra
a 28400 e 2800. dilos de cassa chita com 6 1]2 varas
a HS180, lencos de cambraia brancos, ditos com barra
de cores a 160, chilas com muilo bom panno a 160 o
110 ii covado, ganga amarella de quadros mulo lina
a 380 rs. o covado, curtes de casemira escura a 590UO
rs., alpaca de cores a 240 o covado.

*
Ptn.i-.Tf*. W. P- *! Parta."
II


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