Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07560


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Full Text
mmmm
ANNO XXX. N. 37.

\
;*
/


A.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
man
OUARTA FEIRA 15 DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO*.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio Je Ja-
neiro, o Sr. JoaoPereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Maoei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Paralaba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de femos Braga; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Pai, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 100
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
<( Lisboa, 95 portento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de rebate.
Acces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leras de lia' 12 de rebate.
METAES.
Ouro. Onc,as hespnholas. 289500 a 293000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prat. Palacs brasijeiros.....19930
Pesos columarios......19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Ol nda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextos feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE; 1IOJE.
Primeira s 6 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS. '
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relaco, tercas feiras c sabbados.
Fazenda, ten-as c sextos feiras as 10 horas.
Jui/.o de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civcl, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia,
EPIIEMERIDES.
r'cverciro 4 Quarto cresccnteas8 hora, 18 minu"
tos e 48 segundos da tarde.
13 Lacheia as 4 horas, 14 minutse
48 segundos da manhaa.
20 Quarto minguante as 8 horas 25
minutos e 48 segundos da manhaa.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Gregorio p. ; S. Caiarinadc reis.
14 Terca. S. Valentim m. ; Ss. Auxencio e Ef.
15 Quarto. Trasladado de S. Antonio ; S. Jovila.
16 Quinto. Ss. Porfirio, Samuel e Jeremias mm.
17 Sexta. Ss. Polycroniob. ; e Secundianno mm.
18 Sabbado. S. Theotonio l. Prior de S. Cruz.
19 Domingo, da Sexagsima (Estacao a S. Paulo)
S. Conrado f.; S. Gabino m. ; S. Alvaro.
PARTE OFFICIAL.
COMISANDO DAS ARMAS.
Qmarttl gmiral 4o cwunudo das rm *
PtnumkiM, aa cidade do Heetfe, en 13
4a fereratr* 4a MM.
OBJDXM SO DIA SS.
O marechd de campo commandantedas armas,
decan para coobecimeulo d^ guarnicao, que o Sr.
brigadeiro Jos I.eite Pacheco inspector do quarto
districto militar,chegou honleiu a esto provincia, com
o destiuo de inspeccionar os cornos e compartiras
soladas pertencentes ao exercilo : neste sentido os
respectivos senliores comraandanles devero aatisfa-
zer todas as exigencias qne lhe fnrem feilas por parte
de mesmo Sr. brigadeiro inspector.
O marechal de campo commandaiite das armas,
lira igualmente, que o contingente do-segundo
lalhao da guarda nacional ao commando do Sr. ca-
pitn Jos Lucio Mouteiro da Franca, que desandar-
te km no dil II do corrente, servio com regularidade
e promptido, e por este motivo o elogia.
Assigoado. Joti Fernanda dos Sanios Pe-
reira.
Candido Leal Ferreira, ajudante de orden en-
carregado rio delallie.
EXTERIOR.
CULTO DIVINO EM INGLATERRA E
PAIZ DE GALLES.
I
. Quando se procedeu o censo da Graa-Brclanha
em 1851, o registrador geral recebcu instruccoes do
governo de S. Magestade para cstorrar-sc afim de
rolhec informacoes acerca da actual accomraodacao
do caito publico. O registrador geral, o major
Graham, empregou todos os esforcos para alcancar
cstotisticas exactas, e*a que se podesse depositar con-
nanra ; e submetleu a tarefa de organisar as estelis-
ticas em forma de taimas, e de acompanha-las com
. notas explicativas, principalmente a M. Ilorace
Mann. M. Mann consagrou muito lempo c tralNilho
a este importante assumpto, c execulou-o com dis-
lincta habiliriarie, como os npssos leitoreS confessa-
ro depois que lerem o seu relatorio, que nos pro-
pomo* dar de dia a dia, cm cada tpico separado,
at que lodo seja concluido. Certamentc somos de
opiniao que, uteis como sao os trabadlos sabidos da
reparlioao do censo, pouco excedern a ulilidade
deste sobre o cutio divino do paiz, assumpto cuja
importancia fora difllcil avadar aproximadamente.
Oseguinlche a nlroriiiroan de M. Mann do scu
relatorio ao registrador geral; demonstra a origem
da inquirirSo e a maneira da sua prosecu(3o:
A George Graham, Esq. etc., registrador geral
de nascimenlot, bitos e_ calamentos.
Sir Em cunipriincntn da tarefa que V. S. me
confion, tenho a honra de apreseotar agora, em unta
forma circumstauciaria uro summario das estalisli-
ca culleccionadas sobre o recento censo, deraous-
(raudo a aorama salisfcitas pur varias" corporacoes religiosas do paiz,
c a exteusao a que os meios assim demonstrados
podem ser usados com proveito.
Talvcz seja vaotajoso fazer um prembulo acerca
das observantes que, com. pertnissao de V. S., pro-
ponho-me a oflerecer sobre o estado da religiao na
Inglaterra, como que reyelado nestas esttisticas,
por meio le breve exposicAo da origem da inqui-
ridlo e do modo por que foi executoda.
Ibdubilavelmente se ha de lembrar V. S. que,
quando fazia prepararles para o censo peral, e de-
termiaava qne informales eram mais dignas de ser
colindas com o auxilio do completo machinismo
que cotao devia ser especialmente satisfeilo, pare-
ceu excessivamente descjavel a V. S. aproveitar-se
de too rara oporlnnidade, alim de obter noticias
exactas sobre dous assumptos importantes de gran-
de interese* publico c controversia, a saber, o nu-
mero, variedade e capacidade das instituices reli-
giosas (1), e (2) escolsticas do paiz. Na prosocucao
deste projecto, urna quantidade de formas foi pre-
parada e rcmeltida aos varios arroladores, com ins-
truccocs acerca da respecliva distrilnrrao e col-
leceio.
Estes processos forana adoptados sol a impresso
de que a linguagem da lei do censo conferiudo
ao secretario de estado o poder de propor quesles,
nao s a respeito dos nmeros, das idades e oceupa-
C&es do povo, mas tambem quanlo a outras parti-
cularidades que lbe parecerem proveitosas, assegura-
ria amplamente urna investigacao tao importante.
Todava, quando na casa dos pares se fizeram objec-
, (Sea iuquircto projectada, c se manifestaran! du-
vidas acerca da aplicabelidade das sccroes penaes
da lei s parles que escolhessem omittir informantes
sobre estes objectos, julgou-se desejavcl submelter
a questoo aos conselbeiros legacs d enroa, e a opi-
niao respecliva conformou-se com este alvitre.
Todava, como V. S. sempre nutri firme convic-'j
So cerca da grande vantogem que resulto para o
publico do objecto para o qual preparacoes taocvten
sas ja eslavam amailurecidas, e para cuja satisfac-
toria prosecucao ja existiam Uto grandes/acuidades,
foi recommendado por V.S.ao secretario de estado,
queainvestigacao coiiliiiuasse nao obstante ludo isso;
como as varias partes a quem as informantes rieviaro
ser pedidas, sabiam que nao poriiam ser obriga-
das pela lei a ministrar os particulares referidos as
formas que lhes forem entregues, parecen a V. S.
que urna confianza n'uma vonlade geral para salis-
fazer os desojes do governo n'um objecto (So ad-
miravelmentc precioso seria amplamente justi-
ficada pela universal acquiescencia ; e que o
necessario emprego, quanlo ao ordinario pro-
posito do censo, de nm estado maior de perto 40,000
pessoas, visitando em duas dislinclas occasioes todas
as casas existentes na Graa-Bretenha, oficrecia una
opportunidarie para obter eslatisliras exactas tao ra-
ras para seren desprezarias,laes, na verdade, como
talvcz na poderiam occotrer em quanlo o censo
nao fosee feito outra vez em 1861, depois de oulro
inlervallo de dez annos.
Como o secretario de estado concordasse cora es-
tas ideas e com as ideas possoaes de V. S., formas
impros-as fnram distribuidas pelos arroladores ;is
proprias partes. No caso das estotislicas quanlo aos
limares do culto divino, foram entregues ao clrigo
ou ministro, rcilorou dorio, ou mitro official que
oceupa um lugar no culto.
A exlcnsao a que as eslatislicas em resposta a esta
applieaeao foram recebidas, d insigne evidencia da
cooperatao cordcul do clero c dos miuislros de to-
das as denominantes neste trabadlo voluntario. Taes
esttisticas foram obtidas de 14,077 igrejas per-
tencentes igreja de Inglaterra, e 20,390 outros lu-
gares de culto pertencentes a todas as outras corpo-
racoes religiosas. Desle simples facto sumen le ser
manifest que estas esttisticas sao quasi too comple-
tas quanlo se poda desejar ; e que agora, pela pri-
meira vez, foi dado ao paiz um quadro completo do
estado da sua rcligiao como exhibido pelas suas ins-
tituices relisiosas.
Talvez fossedifJlcil avahar a importancia de toc-
tos aulheolico a este respeito ; alem disso, por
militas ra/.oes. a rcligiao de urna nacjlp deve ser ob-
jecto ilo extrema solicitude para mudos espirilos.
So consideramos um povo meramente pela sua ca-
pacidade secular, como membros de graude associa-
rao para promover a estohelidade, a opulencia, a
gloria pacifica de um estado ; ou o apreciamos no
seu carcter mais alio, como subditos de um reino
mais elevado, rpidos c momentneos viajantes que
caminham par um deslino eleruo ; sob qualqucr
aspecto o grao c a direceao do sentimento religioso
n'uma copinuiiidade sao assumptos da mais alia
importancia: n'um raso para oscuardas lemporaes
de urna liarann'oulro para os seus nicstres espiri-
luaes. Os csladislas,grandcmeule convencidos de
que aliberdade ou a escravidao, a industria ou a
indolencia, a prbsperidade ou a pobreza, de qual-
qucr povo, sao os fructos das respectivas Hilas
religiosas, e rniiliecendo tambem al q*e pon-
to" as conviccocs religiosas tingem as opiniftes po-
lticas, acham um conhccimenlo exacto com os
varios graos c formas em que o sciilimeulo reli-
gioso lie manifestado indispensavel a urna apre-
ciarlo correcta ou da actual ennrticao do paiz ou
da sua futura tendencia ; e igualmente csseucial
para baitilia-los a legislar com segnranra "sobre
qupslocs em que se acham incxlricavelmenlc invol-
viilos principios religiosos ou preconceilos. Neiii
aos ministros christaos e nem aos pregadores, c
neni isreja rbristaa em geral, fados semelbanteg
a estes agora publicados nao podem dexar de ser
do mais alio inleresse ; alem dsso. no estabeleci-
mcnlo e progresso de novas sedas, elles veem quaes
as novas formas de erro que he necessario comba-
ler, e, talvez, quaes os novos desenvolvimenlos de
que carece a verdade; entretanto, em o numero da
uossa popularan destituida de instruccao espiritual,
e sem os meios de sanha-ta, elles veem cm que di-
receao ea que extenc.ao os seus zelosos esforcos
para dilTundir a verdadeira rcligiao sao exigidos.
Existe na Inglaterra c un paiz de Galles trila e
cinco differentes comraunidades religiosas ou sedas,
27 nativas c indgenas, nove estrangeiras. (*) O
quadro segunde mostra-as, sob certas rlasses evi
dentemenle consideraveis c menores, na ordem da
formara histrica :
Igrejas protestantes.
Ingleza : Reformadores Wesleya-
Igr'eja de Inglaterra e Ir- nos.
tonda. Metboilistas calviuistas
PresbvtcrianosEscossczes: Melltodislas calvinistas de
Igreja da Escossia. Galles.
Synotlo Presbleria;io Conneccao da condeca de
Unid. Ilunliiigdon.
Igreja Prcsbytcriana na Sandemauianos, ou (ilas-
Inglate'rra. sislas.
Independenlrs, ou Con- Nova igreja.
Gonncc.rao Original.
Nova conneccao.
Mclbodislas Primitivos.
Clirstaos Bblicos.
Associacao Weslevana.
Callioliros ademaes.
Reformadores italianos.
Igreja calbolica c apost-
lica.
Os uliimns sanios, ou
iiirnu.
V
0 VkUm TERRESTRE.
1 ..
J I1
No dia 10 de juil de 1&32 o lirco Meny da
companhiaindia, vk ido em um mar unido como
urna roa dejardim.Ymeavaosancoradouros do Por-
to-Nalal para ir a Smta-Luzia.
0 sol desappareciit no'hor isonle do puente por Irs
de nuveo/^,fltllil."9-lnenliiiin ventu corri a no ar. As
flmulas do navio eslavam immu.veis, e o ca-
Moeambique narecia lar perdido su as brisas e
suas torrente, o qujl contranava muito o capitn ;
mas os passageiros fnfcavm de poderem seguir com
a vista lodos osaccidantes da costa d.'Africa, como se
tirewem descido o Tamiza em paquete diante de (ire-
flwich e Gravesand. Todava a comparado da va
vantigem i costa africana ; porauanto nad ha man
bello no manilo do que essa longa paizagem que ba-
nba o Ocano desde l>orlo-*alal at o Zanguebar.
Dou passageirns injolenlemenle detados no tom-
hadilho contemplava a costa viznha com urna in-
diuerenr.a, V>k annulciava nelles o habito das via-
gens martima, e n U mais moco chan5,v,.ge i.e|or Adriacen. ego-
zavaaosvinle ecinc ;innoa ,io triste beneficio da
velnice moral, a qual desencanta o espirito sem dar
a experiencia.
Su nascimenlo-era roysleroso, cousa assiis com-
. mura nesse mares, orfde as rac.as europeas e indias
cnizm-se e deixam-ie segundo os caprichos da ri-
queza e da ociostnade.
Lielor Adriacen nao conliecia scu pai seno por
urna magnifica heranca pa||Mda cm piastras pelos
rico escriptorios de Madrasta, de Balavia, de Cap-
fown e de Cevlao.
Haviam'cofres dispostos para ello nessesquatro
pontos, e sua generosidade abra cada dia novas bre-
chas nessas qualro minas de ouro amoedado.
Urna educaco incompleta, o furor das viagens, o
gozo preeoce do ouro baviam dado a esse mancebo
um ilesses caracteres de acaso, que sao a nceaqiio de
lodos os caracteres condecidos e clarificados pelo
observadores.
Boaon macada urna desuasaccOes dependa de
urna influencia citerior e sbila ; elle era escravo de
lado, e nao dominava nada; porm agradavel e en-
gracado em todas, as relaces udArenles, ero (odas
Methodistas Independen- Mormons.
tes. Judeos.
A existencia de tontas seitos separadas ser con-
siderada como una vantogem ou um mal, em pro-
pongo com o exercicio activo do juizo particular
ou com a uuidade visivcl da igreja, se se nao poder
alcanzar scmcllianle resultado, reputa-se este fado
a mais importante acquisijao. Muitos tambem dos
scnlimciitos, favoraveis ou adversos, que a eonlem-
placao de lao miilliplicadas ilivcrsidadcs deve cau-
sar, depondiMii da questoo se nao obstante a
dflerenca muito apparente e externa, a harmona
substancial com a verdade nao pode prevalecer ex-
tensamente.
Entoo parece importante expor as razos, que
conduziram o povo inglcz a dividir-se, como o vi-
mos, cm tantos variedades de combinaroes religio-
sas ; tenriono por tonto, como inlroducao conve-
niente, e talvcz necessaria s estalistcas subse-
quentes, investigar c dar um resumo dos dogmas
peculiares c principios distinctivos de todas as mais
conspicuas seilas inglezas. Eslc processo se torna-
ra infeiramcnle o mais esscncial em consequencia
dos preconceilos que tao commummeute obtevecom
referencia as corporacoes dissidcnles, preconcei-
los que, se nao forem removidos, tornariam as ta-
boas successivas ou sem valor on pessimas ; alem
disso, indubitovclmentc, a maioria dos leitores, em-
baracados ou engaados pelos nomes das seilas que
raras vezes sao empresarios na sua accepcao acostu-
iiiuda. ou nao lirasorte alguma ria informarlo dos
summarios, ou he conriuziria fra do caminho. Com-
eficlo, os varios nomes que as diflerentcs corpora-
coes escolheram ou adoptoram para dislingui-las das
outras corporacoes sao os maisincertos guias. Segun-
do muitos pessoas, Methoduto applica-sc a lodos o
dissidenles igualmente ; aopasso que alguem pensa
que tmlo o a Nonconformista n he um Anabap-
tista. Os Independentcs ou Congregacionalis-
tas nao sao monopolistas da suaTorma particular
de governo ; os Baplistos professam-se, o os L'jiila-
rianos sao praticamente, lao indepcurienles como
cougregacionaes. Por oulro lado, aos Baptistas,
nao he pcrmillido *r as nicas pessoas que bapli-
zem ; os Independentcs e os Wesleyanoscm ver-
dade, loilos os que excrccm o haptismoinfantil
reclamam igual ou superior Ululo denomina-
ca. Assim os Unitarlanos nao sao admilli-
dos por outras sejtea,A parlilbar de scmelhante es-
clusivismo: lodos os Trintarianos acreditam
igualmente na uadaile de Dos. A igreja ca-
lliolira c apostlica nao he, como se pode suppor,
calqolica romana. Poucas pessoas conbecem o sen-
tido rio termos Particular, Geral, e n Stric-
lo n apuMj fcj^d;fl"orenlcs comraunidades de
"^'''ll kjgnoranles da iliirerenra entre
os dogma! V i> armciiianos que dividem
Ainda quaiulo'ns principios cardeacs de qualqucr
seila sejam contar"!*; awmtece rararveea<|n oa
Pnlns, alguiiias vezes iinporlanlcs, em >ie as sepa-
ra^OeSsc lem realisado de quaudo cm quando, nao
sao entendidos ; c dcsles as meras dciiominarOcs
nao dio sentido. *** E, ainda mais. importantes,
estes nomes nao appresentam indicara das doulri-
nas sustentadas e propagadas pelas varias corpora-
cOes acerca de assumptos umversalmente avaliados
de vital consequencia.
Todava este fado he evidentemente de grande
importancia para supprir algum esboco, posto que
ligeiro, dos caracteres preeminentes de cada seila ;
parte por amor da justira as proprias sedas afim
de revelar, cm algumas dellas, talvez confor-
midades, nao geralmente suspeitodas at hoje, com
a verdade admittid ; e parlo por antor da commu-
nidade em grande, afim de revelar o progresso de
rioulrinas errneas da mesma maneira al o pre-
sente nao annunciadas.
E como o espirito real e o genio de urna seila s3o
melbormcute dcscobertos na sua historia sem
alguma referencia ao que em verdade o presente as-
pecto das corporacoes religiosas nao pode serbem
entendidoparece essencial a um directo e rpido
lauro d'olhos sobre as varias mndanras no senli-
gracionalislas.
Baptistas.
Geral.
Particular.
Sclinio dia.
Escosscz.
Nova Conneccao Geral.
Sociedade dos Amigos.
Unitarios.
Moravios,
Irmaos Unidos.
Iimios.
Eslrangcira :
Luthcranos.
Reformadores protestan-
tes
Alterases.
Igreja reformada dos Pa-
zes Baixos
Protestantes franeczes.
Otfras igrejas .hristaas.
Calbolicos romanos.
Wesleyanos Melhodislas: Igreja grega.
* Estos iuclucm todas as corporacoes que asu-
miran qualqucr oganisarao formal. Em addican.
ha muilas consregaces soladas de adoradores re-
ligiosos, adoptando varias denominarnos, mas nao
parece que alguma dellas seja sufllcienlemcnle
numerosa c consolidada de modo que se possa cha-
mar seila.
as circnmslancias, onde seu amor proprio e seus ca-
prichos nao se achavam empenhadoa.
Seu semblante linha essa perpetua mobilidade de
expressao asss commum em muitos viajantes, os
quaes parecem 1er relido e gravadp as linhas da
fronte e das faces um reflexo de todas as cousas ex-
travagantes, de lodos os homens extraordinarios, de
lodos os paizes impossiveyi, que viram de passagem.
Scu companheiro rie viagem chamava-se simples-
mete Bernardino. Era um dess.es homens inlelli-
gentes, que fazem-se passar por estpidos e nao liu-
milham aningnem; um dessessonhadores de riqueza,
que partindo de um porte de mar com urna bagageni
equivoca, e cartas decredilo sem assignalara, per-
correm us maresacbando-se incessanlemeole em ves-
peras de enriquecer, sempre arruinados no dia sc-
guinie, sempre consolados por- um projecto soberbo,
ornado no futuro de milhoes inevilaveis.
Bernariliiio nesse momento preparava-se para ex-
plorar Lielor Adriacen, o qual encontrara na cidade
de Cap-Town.
Aos vinle e oilo annos Bernardino* condeca ja
muilo os homens, e forja de sagacidade sabia tirar
nm proveito qualquer de urna retacan ; mas conlie-
ceiulo muito bem a si mesmo, cousa rara entre os ob-
servadores, c desconfiando dos perigos que resultam
da prompiiiian da falla, lomara um defeilo de pro-
nunciaran, c gaguejava lao naturalmente como um
gasn de nascenra. *
Munido desse d Ss^^lar, Bernardino ouvia
sen interlocutor cu4W^^^aivo apparantcmenle
dislrahida, eslu.lava^Trr^BPBncnto, tttmava lem-
po sttspendenrio na pona dns buirjos syllabas des-
medidas, e quando julgava ler adevinliado o conse-
Iho, qne o interlocutor esperava. ilava-lhe esse con-
selbo em um supremo e-forro de gaguez.
Mais ainda Bernardino dotando-so desse defeilo
oratorio reconliecra, <|uanlo elle he penivel e irri-
tante para o ouvido e uervos dos ouvinlci. Ah esla-
va o escolho.
Em geral um bomem sagaz, que quer viver de ex-
pedientes, s pode tirar proveilo das naturezas e or-
ganisa(es nervosas.
A principio parecen diflicil t Bernardino prolon-
gar suas relaces com os cnoulos ricos se suspendes-
se-lbes a cada instante aosouvidos pbrase incommo-
dns e irritantes; mas por meio de um exercicio nao
previsto por Dcmoslhenes, e longo lempo praticario
dianle de um espelho, elle inventen urna, gaguez
craciosa e musical abrandada pela bella expressao do
semblante, e pela dncura de um olhar, que pareca
pedir desculpa para um defeilo ualural e tao fu-
nesto.
Alguns pasaos distante de Adriacen e Bernardino,
outros dous passageiros observavam lodos os accMen-
* A difficuldade de adiar um nome disidir I vo
que nao seja susccptivcl de abjecrao he bem Ilus-
trada pelo caso dos Baptistas. Os antagonistas as-
severavam que elles nao linham titulo "ao nome de
Bautista simplesmcute, porque esle implicava que
nenhuma outra corpnracao redamasse excrcer se-
nielhante rilo ; c o termo Anli-pirdobalisla ( ou
nppositorcs rio baplismo infantil) foi suggerido co-
pio um mclhnramcnlo. Comlurio, este foi julgado
iiiadmissivcl, como nao encerrando, porao alguma
dos seus designios no baplismo por immcrsao como
o nico modo cscriplural. Ao termo Anabalis-
la ( ou Ke-lta plisado res elles objcqtam igualmen-
te, porque nao concedera que 0 sacramento admi-
nistrado s rrcanras seja verdadeirameute um bap-
lismo completo.
** Os Methodistas do paiz de Galles sao di\ididos
em cinco secres pri nr ipaes: 1., a conneccao ori-
ziual ;2." a nova conneccao( fundada em 179.; )
.3.", os Methodistas primitivos (fundarla em 1810; )
4., a associacao Wcsleyana (eslabelecida em 1835;)
c 5., os reformadores Wesleyanos ( organisaria
rienlro dos ullirnos cinco annos. ) Nenhuma deslas
ileiioiniiaroes indica os fundamentos das differentes
separares.
les da costa do Natal com um excedente oculo i n-
glez, e houve um momento em que seu ealhusiasmo
loi too vivo, que Bernardino levaulou-se, e pedio
com gesto claro e gaguez confusa licencia para lomar
parte no espectculo do oculo, o que foi-Ihe irame-
diatamenle concedido.
Bernardino firmn o oclo, olhou, e agitando o
braco esquerdo rio lado de Lielor Adriacen, fez-lhe
signal de qoe fosse tambem admirar.
O joven crioulo lcvanlnu-sc vagarosamente, esti-
rou os bracos para sacudir seu entorpccimenlo, e pa-
recen obedecer ao convite como ocioso, mas nao cu-
rioso. Bernardino cedeu-lhe o lugar, dizendo-lhe em
dous lempos : v...ja!
As lentes do oculo approximavam tao bem a costa,
que a vista nao perda nada do quadro: a mo es-
lendeiido-se pareca poder toca-lo.
A associacao do bomem e ria natureza nao creou
jamis nada mais encantador. Urna casa anglp-chi-
uez urriipav.i o fundo ila perspectiva, e allraha pri-
niciramenle a vista com seus kiosques; suas varan-
das, seus jardins clirios de flores e plaas floridas.
No poial moras Ja mais bella rara africana Ir.itm-
Ihavam em bordados; urna mulldao de bois do-Ma-
riagascar animava as ribanceiras de um regalo ; ver-
des arbustos elevavam-se por toda a parte inundados
pela luz do sol, que se punlia, e j sombros como as
paizagens nocturnas nos valles do Esle.
Na boira dn mar urna crioula moca e formosa, as-
sentada nriolenlemeiite riebaixn de'um docel de pal-
tueii as. ouvia sorrindo a um rapaz, que colina fo-
llias largas em urna, moula, e arredonda va-as cm
corda.
Junio desse grupo nm soberbo elephanle prelo
folgava com dous negrinhos, c de quando em quan-
do eslendia a tromba al aos hombros da mora para
receber nm affago de sua mo.
Essa paizagem resplandeca com a irradiarlo pri-
mitiva da Idade d'Ouro, e eslava asss apartada ria
colonia de Porto-Natal para desabrochar com toda
a Iranquillidade do isolamenlo, como um oasis no
deserte.
Lielor Adriacen pareca (er perdido a indifferen-
ra, e, grabas ao andar lento do navio, podia seguir
os menores iijcdenles desse quadro em accil.
No grupo vizinho um desses passageiros, que sa-
bem ludo, e.so chronicasviajantes, dizia: Conhego
muito bem a costa rie Natal; tenho vendido tartaru-
ga e sangue de drago colonia dn porto. Aquella he
a casa chamada Parai:o-yatal. O mez passado
eslive iiella algumas horas, porque levava mercado-
ras. I, nao se recebe nnguem. O proprielario des-
se dominio he mu rico ;. um lio deixou-lhe- duze-
las mil piastras, que gndara na costa de Borneo no
commercio do ouro em p.
mente religioso, por via do qual a nario ingleza
tem progredirio para o seu estodo presente. Des-
carte Acaremos habilitados a pereeber que movi-
menlos orignaram aquellas communidaries que
causas, potentes ao principio, ainda se acham cm
operacao, activa ou smente fracae talvez que
di fluencias, ainda que novas, ainda trabalbam para
produzir ulteriores mudancas.
Se esle exame, e as noticias que se forem suc-
ediendo, nns^ijudarem a dar urna estimativa mais
clara rio que de outra surte se obteria do nosso esta-
do actual com referencia s instituirles religiosas,
mostrando-nos quanlo sao procilosos muitos dos
presentes meios de culto para a.inlrucrao nrthpdu-
xa, e quanlo para a riilTiisao das J^^slas dnutriuas
errneas, enlao Rearemos mais hflRMos para rfts--
cutir as quesles praticas da actual exlensao da uos-
sa deficiencia.
Seguc-se um capitulo interessanle acerca do pro-
gresso das opiniOes religiosas em Inglaterra ; e a
respeito da igreja da Inglaterra M. Mann se expri-
me ria maneira seguinte : *
A igreja da Inglaterra.
As rioulrinas da igreja de Inglaterra se acham en-
corporadas nos seus ardaos e liturgia ; o livro da
orara commum prescreve o seu modo de culto ; e
os caones rie 1603contnr, lano quanlo se refere ao
clero, o seu cdigo de disciplina.
Bispos, sacerdotes e diconos sao as ordens m-
nisteriaes conhecirias ao eslabelecimenlo episcopal
da Inglaterra. No bispo esto o poder de nrdonarao
los ministros inferiores, os quaes de oulra sorte nao
linham auloridade para distribuir os sacramentes
ou a pregarlo. Os diconos, quando ordenados,
podem, licenciados pelo bispo, pregar e administraj
o direito-do baplismo ; os padres em virludc desla
ceremonia ja se achara autorisados a administrara
communhao, c a ler um beneficio como cura d'al-
mas. ,
Alm deslas onlens, existem lambem varias digni-
dades excrcidas por bispos e por padres; como (1) ar-
cebispos, cada um dos quaes he rliefe de cerlo nume-
ro de bispos, que de ordinario sao ordenados por el-
les; (2) riees e couegos, que, addidps a lorias as ca-
Ihcriracs, suppe-se formarem conselhorio bispo e
ajuda-lo as suas deliboraroes; (3) arceriiaconos, que
exercem urna especie de Tonccoes episcopaes em
certa porcao rie urna diocese; (4) ileoes ruraes, que
coadjuvam o bispo n'uma esphera mais restricta.
Estos varias onlens c dignidades possuem tedas
( excepc/io dos riecs callieriraes ) aririidas a si ju-
risdicies lerriloriacs peculiares. A tbeoria rio es-
labelecimenlo exje que caria clrigo tenha as suas
administracOes limiladas a um riislriclo especial ou
parochia, e, qiianrio a Ingtoterra ao principise di-
vidi cm parochias, o numero das igrejas indicava
exactamente o numero rie taes parochiassendo
caria parochia aquella porcao do paiz cujos hab-
tenles dcviam ser accommotlarios na igreja novamcnle
creca. Todava^ com o andar dos lempos, ou in-
clariospclocrescimenloda popularlo ou pela pro-
pina piedade caprichosa, os prnprielarios erigirame
dolaram, nos limites das parochias primitivas, novos
edificios, que eram ou rapellas liliaes da igreja
nrti.tm cmtnw de iiiivik iHs'.nclos, 1ou 4mittt-
dos pelo coslu me a vircm a ser dislinclas divisos ec-
clesiaslicas conbecidas comnn riistridos rie una
capclla. Neste sentido quasi todo o solo da In-
glaterra ficou rebrillado em diviscs ccclcsiasliras,
variando grandemente cm grande/a e populara,
como se rievia esperar dos esforcos solados e sem
syslema donde ellas uasccram. Nosullimos annos,
como se edificaram novas igrejas, algumas subdivi-
ses posteriores das parochias mais ampias foram ef-
fectuadas pelos bispos rommissarios autorisados
por actos rio parlamento. O numero dos dstrictos
ecclcsiascos e das novas parochias formadas deste
maneira era, no lempo do censo, 1,255, coutendo
urna populacao de 4,832,491.
No anligo periodo saxonio, dez deslas parncliias
constituiram um deario. Enlretonte, o augmento
da populacao e o crescirio numero das igrejas tem
alterado acora esta proporrao c os deados ruraes sao
diversos cm exlcnsao. Presentemente ha 463 divi-
scs desla natureza.
Os arcedtogarios, como diviscs lerriloriacs. Uve-
rain a sua origem logo depois da conquisto norman-
da, antes do que os arcediagos eram apenas mem-
bros dos captulos calhedralicos. Varios novos arce-
diagdos foram creados dentro dos annos recentes,
pelos commssaros ecdesaslicos, em virludc rio acto
de 6 e 7 Wm. IV., c TI. Presentemente o numero
total he 71.
Os bispados on rioreses sao quasi lao anligos como
a ulroriiican do cluistianismo. Dos aclualinciile
existentes, torios ( exceprao de sete) foram formados
nos lempos saxonios o. britnicos. Os bispados sa-
xonios eram geralmente cc-existentes com os varios
reinos. Dos sete exceptuados, cinco foram creados
por Henrique VIII, de urna porcao de propieda-
des confiscadas s casas religiosas supprimidas, e os
outros dous (a saber, Manchesler c Nipn) foram
creados polo aclo de 6 e 7 Wm. IV, c. 77. Ha dous
arcebispados ou provincias: Canluaria, comprehen-
dc 21 dioceses; e York, comprehendendo os sele
restantes. A popularan dos primeiros em 1851 era
12,785,048; a dos ltimos, 5,285,687.
A disciplina da igreja de Inglaterra he adminisj
Irada por urna serie de Ir i bu naos ecclcsiasticos, a sa-
ber, (1) o do bispo; (2) o do arcebispo; (3) e o rio so-
berano, qne he, cima rie todos, o supremo gover-
narinr da igreja, e que, como representado pelo con-
aclho particular, ouve e decide afinal, as appclla-
C6es rie torios os tribuimos inferiores'.
O governo ria iareja he \irtualmeiit commellirin
ao snlteraiio. como seu chefe temporal, e o
parlamente, como o ronsclho do monarcha ; a ron-
vocacao do clero, que oulr'ora era empregado para
legislar sobre todos os negocios ecclcsiasticos, desde
1717 nao tem sirio permilliriu deliberar sobre qual-
qucr misler. A coroa nomca os arrebispos, bispos e
riees e cousiilcrave! porcao rio clero.
Os ariminislrariorcs das parochias sao nnmeados,
sujeitos a a |t pro va cao dos bisiins, pelos padroeiros,
que podem ser ou corporacoes reunidas ou pessoas
particulares. Dos 11,728 beneficios ya logia I erra c
no paiz de Galles,l,144 eslo nada dadiva da corta;
1,853 na dos bispos; 938 na dos cabidos calhedrali-
cos c outros riignitarios ; 770 na das universidades
lie Oxford e Cambridge, e dos collegios de Eton,
Winchester, ole. ; 931 na dos ministros das igrejas
maes ; e o restante (-6,092) na de pessoas particu-
lares. Os ariminislrariorcs sao de tres especies; rei-
teres, % garios, c curas perpetuos. Os reiteres sao
recptenles todos os dizimos parochiaes ; os visa-
rios c curas perpetuos dos dizimos apropriados, e rc-
cebem smenle umaporr,ao. Estes venciinentos sao
vitalicios. Os curas ordinarios sao norneados cada
um |>clo administrador que desoja a sua coopera-
C8o.
A renda da igreja ria Inglaterra lie derivada das
fontes seguidlos: Ierras, riizimos, di rodos da igre-
ja, aluguel dos asseutes, ollera da paschoa, propinas
da sohrepellis (islo he propinas por enterramcnlos,)
baplismos, etc. A dislribuicao ilestes rendimen-
losjiodem ser inferida do estado das cousas em
1831, quando pareca ser da maneira seguinte :
aririicional mais essencial. Pelo que, em Cheshire
Lancashire, Middlesex, Surrey c o dislrirlo occiden-
tal de Vnrksbire, o angmenlo das igrejas tem sido
muilo maior do que o accrescimo da populacao, de
sorlc que a proprcao entre a arcommodarao e o nu-
mero dos habitantes he agora consideravelmenle
mais favdravel do que em 1831.
Com cffeito, verriarie he que no lolal ria Inglater-
ra c ilo paiz de diales conectivamente, a proporrao
nao musir augmento, mas um decrescimento,' sen-
rio^em 1831 urna igreja para caria 1,175 habitantes,
ao passo que em 1851 era urna igreja para caria
1,296; mas a ultima proporrao nao he inenmpati-
velcom asuppnsican de que, em consequencia de
mclliordistribuiraorias isxrjaspclo paiz,a accommo-
daran na realidad he maior agora do que foi em
1831. Mas este fado deve ser tratado mais plena-
mente n'uma parte subscquenle deste relatorio.
A segrate observaran Jos periodos em que as
estructuras existentes foram erigidas, mostrar, em
certo medida, o augmento comparativo nos dfleren-
les intervallos riccenaosrio secute actual. Das 14,077
icrejas existentes, rpelas e outros edificios perten-
ceutes igreja ria Inglaterra, foram edificados.
Bispos.
Deoes c conegos. .
Clero parochial. .
Dircilos da Igreja.
i 1 SI, (VII
360,095
3,251,159
500,000
O sobrinho nunca foi nada em sua vida: lie um
verdadeiro crioulo. Elle vive sosioho, nao lem ami-
gos, s falto a seas negros, e se abre a porto he para
receber algum mscale da colonia-do Natal. Uns di-
zcra que he muito cioso; outros asseveram que ju-
rou viver como ermilao; outros tem-me afllrmado
que o lio em urna das clausulas do testamento prohi-
bio-lbe ter um amigo. A mulher qoe eslava junio
dclle he urna crioulinha rie Sumatra, a qual tem
vinle annos qnando muito. Vendi-llie creps da Chi-
na, um collar de perolas e um adereco de coral. Te-
nho a letra na car (eir ; cenlo e vinle piastras. Devo
apresenta-la ao senhor Luiz Saubet, banqueteo de
Porto-Natal. A mania desses crioulo ricos be nao
pagarem amis viste. Todo o seu dinheiro est em
casa do banqaeiro. Mo syslema pessimo !
Essa phraseologia burgueza de traficante linha al-
guma cousa de extraordinario diante dessa paizagem
divina, que resuma nesse momento toda a poesia rio
amor, e do mundo; mas o joven Lielor Adriacen pa-
recen ouvi-la com graude allencao sem deixar o lu-
gar nem o oculo.
Muito lempo depois da ultima claridade do creps-
culo, Adriacen levanlou-se e disse a Bernardino:
Vio alguem jamis cousa tao bella como esse
Paraizo-Satal ?
Nun...ca, responden o companheiro atormen-
tando os labios, he mag...
Nilico, acabou Lielor; sim... cisemfim urna
cousa, que deu-me prazer.
A mim lam...bem.
. Se essa casa eslivesse venda, eu a comprara.
ludo es...t... i... ven.-ria...
Sim, leus razad, ludo est venda; be urna
queslo de preso.
O el...e...phan...lc prc.lo be... mui bel...lo.
* Oh I pouco so me d do elephanle prelo... Vis-
te a mulher'.'
Sim, mais bel...la que o el...e...pitante.
Que estis dizendo, imbcil ?
Me meu de.. Jeito... de lin...gua...
Sim, he leu defeilo rie lingua, que faz fazer
riessascomparaces!... Na verdade, Bernardino.se
nao me houvesses dado vinle provas de dedicaran em
occasioes dilliceis, ter-te-hia j desembarcado m al-
guma illia deserte para ver-mc livre de ti. De que
te serve oespirilo, se nao podes exprimi-lo?... Sabe
que he mui diflicil viver-se com um bomem leudo
de acabar a cada instante suas phrases.
Bernardino tomou urna allilnde supplicante, o co-
mecou urna vllaba de desculpa; mas nao pode arli-
cula-la. Lielor experimenten um leve impulso de
coinpaivao, e esteudendo-llie a mao, disse-lhe em
lom amigavel:
Ouve; conheces aquelle passgeiro.que acaba
f 4,292,885
No 'esparo dos vinle ariVos que decorreram de
1831 para c, nao menos de 2, a 29 igrejas nov as
foram edificadas, c o valor das propricriades da i-
greja lem augnien 1 ado muilo ; ite morin que, riepois
ria aririicao consideravel que se deve fazer a somnia
cima mencionada, afim de obter-se um resollado
exaelo do rendimeuto total da igreja em 1851, he
provavcl que seja consideravelmenle de 5,000,009
por anuo.
O numero do clero beneficiario em 1851 loi 10,718;
por tente a renda liquida de caria um seria cerca
rie 300 por auno, najpesma dato houvcraur 5,-2:10
parochos, cujos estipflnios moiilaram somma In-
tel rie 424,695, caliendo um dividendo le 81 por
auno a cada parodio. Mas, como muitos admiuis-
Irailores possuem mais rie i 300 por am*. e alguns
parochos mais de 81 por anuo, evidentemente 'de-
ve haver alunas adattislradorcs cujas remunerarnos
sejam inferiores a estas sommns respectivamente.
Atim rie augmentar us estipendios dos adminis-
tradoroii.ao- heoi^iiius nuiLi pviiionos, m dirctloxiM
do Br.antgdaRainha Juna reeeliom anuiialmeute a
somina rie 14,000, o producto rios primeiros fruc-
tos c rios riizimos; c os commissarios ecclesiastiros ap-
plicam ao mesmo objecto parte do excedente qne
resulto rio patrimonio episcopal c capitular.
O progresso ria iareja da Inglaterra uestes ltimos
lempos tem sido mui rpido, e admiravelmentc lam-
bem dentro dos vinle annos lindos. ltimamente
um senilmente parcceVr prevalecido, de que o re-
sultado da riesl i luirn espiritual uao deve passar ex-
clusivamente para o estodo ; que os christaos na sua
capacidade individual, nao menos qne na organisa-
da, lem deveres a cumprir, ministrando as necessi-
riaries reliaiosas ria Ierra. Neste conformiriade, um
espirito rie liencvolencia lem sirio inmensamente
difluiidido: e a liberaliriaric particular presentemente
est prorinziniln fruclos, crisinrio igrejas quotiriiana-
mente, quasi too abundantes como nos anligos lem-
pos, dist i orlos tambem ventajosamente ria cari-
dado primitiva, sendo, como pode ser perfeitemen-
te presumido, o producto de um zelo mais esclare-
cido, procedente de um circulo mais ampio de cou-
trihuicfies. As eslatislicas seguinlcs mustiara este
facto corri mais clareza.
Em 1831, o numero das grojas e rapellas da iare-
ja da Inglaterra raontova a 11,825. O numero em
1851, comoeslregistradouarepartirao do censo, era
13,854 ; exclusive 223 dcscriplos como sendo (redi-
ticios nao separados, ou como usados lambem para
fins .oculares. mostrando desl'arlcum accrescimo,
no decurso de vinle annos, de mais rie rias mil igre-
jas. Provavclmcntc o accrescimo ainda he mais am-
pio, realmente, porque quasi que se nao pode espe-
rar que as ultimas eslalisticas sejam totalmente per-
feilas. A maior porcao deste accrescimo se pode al-
tribuir ao proprio poder de expansao da igreja,
porque o estodo nos vinle aunos, s riispenrieu
511,385 com a crearao de 386 igrejas. Se avaha-
mos o casto de cada um edificio novo em 3,000, a
somma lolal dispendida neste inlervallo ( exclusive
soniinas consideraveis dedicadas i redamaran rie
igrejas velhas.) ser 6,087,000. A addica prin-
cipal foi atrancada, romo A; devia esperar e dese-
jar, nos dislridos densamente povoailos, onde o r-
pido augmente dos habitantes (ornou lal provisho
Antes rie 1801............. 9,667
Entre 1801 e18ll........... 55
\9\\ 01821........... 97
1821 e183l........... 276
183I-C1841........... 667
1841 e 1851........... 1,197
Datas nao mencionaras........ 2,118
Com efleito, islo nao mostra com estricta exactiriao
0 numero real das igrejas edificadas em ca-
da nm desles intervalos decenacs; por que, na
realidade, algumas erigidas amigamente, tem sido
substituidas por outros e mais ampios edificios, que
talvez fossem mencionarios com a ultima date. Pr-
tenlo, ai tendencia he augmentar rie vagar, indevi-
1 la meu le, o numero no ultimo, e indev idamente di-
miuuir os nmeros no periodo primitivo; mas este
influencia perturbadora tem sido prpvavelmentc li-
niilada pelos casos em que a dato"nao foi menciona-'
da. Portante, c exposicAo he talvcz um bello criterio
rio progresso da edificarao de igrejas 110 secute XIX.
Se a estimativa precedente he exacto respetivamen-
te ao numero das igrejas edificadas desde 1831, c se
for presumido, como he mais provavel, que a maior
porcao das 2,118 igrejas, cujas lalas da ereccao nao
sao especificadas, foram edificadas antes rie 1801,
ficando lalvez 60 01170 edificadas no periodo de lA)1
31 ; seauir-so-ha daqui que, de 1801 a 1831, have-
riam mais 1)6,500 mu as edificantes, no cusi riequa-'f
si 6,000 caria peca, sonrio totalmente 3,000,000,
de cuja soinnia, 1,152,044 foi paga por vil de conr
cessocs parlamentares, originadas cm 1818. Sugei-
las qualificacao cima mencionada resgiectamen-
te as rialaS das igrejas renovadas ou alargadas, o re-
sultado total dos esforcos feilos no secute presente
pode ser rrpresentaWra maneira seguinte :
lautos para ruja mannlcurao a igreja da Ingtoterra
contribue largamente, sao mencionadas a pagina
CXVII. Vcr-se-ha listo que, iuriepenriente do es-
forco local das militas sociedades de dstrictos e
parochias por visatasde familias e por outros melho-
rios de dilTundir influencia moral e religiosa A
iareja da Inglaterra, pelos seus esforcos separados e.
ccnlralisados, applica mais de 400,000'por auno
a objectos religiosos; das quaes 250,000 sao empre-
aariasem operantes e missoes estrangeiras. At que
ponte, osles esforcos unidos agencias usuaes das
parochias, sao adequadas para a posirao que a igreja
deveria m-cupar com referencia nossa populacao
que constantemente vai augmentando, he urna ques-
illo que fica para a nossa disciissao na segunda' parte
desle relatorio.
as 13,051 eslatislicas que minislraram informa-
Ces quanlo ao numero de assentos, acham-se de-
claradas accommodacOes para 4,922,412 pessoas.
Fazendo um calculo para 1,026'igrejas, acerca dos
eventos das quaes nenhuma informacao. foi minis-
trada, parece que a accominodaco total em 14,077
iarejas foi para 5,317,915 pessoas. O numero dos
assistentes no Domingo do Censo (depois. de urna
estimativa adriidonal de 939 igrejas, das quaes se
nao recebcu ostatislica alaunia, foi ria maneira se-
auinle:Pela manhaa. 2,541,244, depois de meio
da, 1,890,764; tarde, 860,543.
NOME DA SOCIEDA-
DE O INSTITLTCAO.
Data da fan-
dacao.
Re tula
annuat.
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de fallar-nos tao tolameute a respeito do seu com-
mercio, a proposito dessa casa do Natal?
Nao... sim...
Como! nao, e sim ?
Se quer que... eu o...
Elle fez esforcos inauditos para acabar a pbrase;
Lielor Adriacen acahou-a'.'
Bem, se quero que o conhecas, lu o conhe-
cers t
Bernardino fez um signal aflirmalivo, acompanha-
do de um sorriso cheio de candara.
Poi bem! quero que o conhecas...
Signal: Hei de conhec-lo.
Adevinhas para que?
Bernarrino ergueu os odios ao concomo para pro-
curar urna idea, que ellej linha, e respondeu:
Sim... julgo adevinhar.
D'ora em dianle supprlmiremos a falsa gaguez de
Bernardino.
Eulo, Bernardino, s muilo inlelligenle !
Eu, tornou elle com ar humilde, faco torios os
meus esforcos pan ser ulil aos amigos. Se fosse in-
lelligenle estarla rico, e nao possuo nada.
Tu adevinhas muilas vezes meu pensamenlo,
Bernardino.
Isso vem rio habito de viver com o senhor.
Agora deixo-le obrar; que fars?
Deixe-me obrar, que ha rie licar cudenlo.
. Vai; tu me enmprehenrieste.
Bernardino approximou-se inilifferentemcute rio
passageiro, que conliecia lao bem a costa, Iravou con-
versaco com elle, o soffreu com urna resignaran
exemplar um longo discurso sobro o commercio "da
India.
Nos mercados indo-chiuczes. disse-lhe o erudi-
to passageiro terminando, se qur fazer bom negocio,
escolhr. bem suas mercadorias. Tenha carregamontos
vantejososcmo o assucar de Manilla e do Siam, a
piuienta de Sumatra, o arroz em casca de Rangn, o
ail de Bengala, o estanho de Malaca, o caf das
Pbilippinas, o assucar, etc. Eis-aqui excedentes ar-
tigo-. Pode tambem monir-se em Bocea-Tigris dos
melhores samshous um franco o a um franco c cin-
co cntimos em poles. Escolha as melhores especies,
yang-lsiou por exempto. he o Iicori mais eslimado,
sobre ludo o que fabrica-se em I'en-lchueu-Ton,
na provincia de Chan-Si. Siga os meus conselhos que
nao se arrepender.
Bernardino gaguejou agradecimentos e le-lemu-
nhou ao passageiro o riesejo rie ter algumas boas le-
tras de cambio sobre Porto-Natal, em troca de ouro
ingle/.. Este servir nao era rie natureza que sof-
fresse una recusa ; o passageiro Noel Bella de An-
libes abri a carteira e offereceu a Bernardino mui-
las lenas de cambio, e entre outras a daca do
O espirito de activ idade nao lem sido satisfeilo
com esla estupenda addican ao numero dos edificios
religiosos As associacoes organisadas para objectos
religiosos qnasi lolal mente as prodcenos da po-
ca presente, adquiriram admiravcl magniluric c in-
fluencia. Antecedentemente ao secute XIX, exis-
liara apenas duas sociedades consideraveis para lal
fim, a saber : a sociedade para a pregarlo do Evan-
gelho nos paizes eslrangciros, c a sociedade para
promover a rioulrina chiistaa. Entretanto, desde
1801, o numero c a variedade rie taes associaedes
beneficientestem augmentadocontinua e grandemen-
te. As necesidades especiaes das differentes clases
orrasionarain quasi mitras lanas organisaroes espe-
ciaes em seu socrorro; os pobres, particularmente,
como estando, ou por descosta ou por necesidade,
em geral ausentes rio culto publico, s3o o objedo de
algumas dozc sociedades differentes. por meio ras
quaes, com a coadjuvarjlo dos seculares c seculares
leitores da biblia, sao conseguidas aquellas que de
oulra sorlc nunca seriara indubitovelmentc reclama-
das.- E, nao satisfeilos com a Inglaterra como limi-
te das suas operacOcs, esta a hunda 11 le caririarie esplo-
ra campos para o scu ricscmolviinculociu quasi lo-
rias as parles do mundo. A' liste seguinte indicara
as sociedades mais conspicuas ligadas exclusivamen-
te com a igreja. Algumas outras inslitu'ices impor-
Sneiedarie formada para A. D.
o aescnvolvimenlo, e-
rifioacao e reparos das
iarejas c capellas (a)..
Fundos para o desenvol-
\ mente da igreja (b).
Fundos da igreja Me-
tropolitana (c) .
Sociedade para a coad-
juvacao da igreja pas-
toral (d)
Sociedade para promo-
ver o emprego dos pa-
rochos addirios dos lu-
gares populosos (e).
Amicos ria sociedade do
clero (f)
Corporacao dos filhos rio
clero (e).
Sociedade para o soccor-
rn do clero pobre h .
Sociedade los mancebos
para roadjuvar as mis-
scs 110 paiz e fora
delle fi). .
Associacao dos leitores
Inglaterra (k).....
Sociedade rio livro rie
oracOes. (I).....
Sociedade britnica pa-
ra promover os prin-
cipios religiosos da re-
forma, (ni)......
Sociedad para promo-
ver a observancia llo-
vida ao dia do Se-
nhor. (u)........
Missao da igreja no Tba-
miza. (o) .
Sociedade para promo-
ver ris conheciinenlos
christaos (p).....
Sociedade da igreja mis-
sionaria (q) .,...
Sociedade para a propa-
garfio do Evangelbo
nos paizes ectrangei-
ros. (r) ........
Sociedade para promo-
ver-se o chrislianismo
cidro os Judeos. (s). .
Missao l.oorhoo. (I). .
Sociedade ria igreja e es-
colas coloniaes. (u) .
Fundos rios bispados co-
loniaes. (y)......
A renda be dada geralmente
.1818
1844
1830
1836
1836
18)9
1678
1788
1844
184*
1812
1827
1831
' 184
1698
1798
1701
1809
1845
1836
1840
para o
16,233
5,389
Vcja-*canola
33,834
17,889
'4,681
26,634
2,308
544
8,618
2,160
903
1.822 '
36,193
120,932
Veja-scanota
27,552
1,099
8,168
15,289
anuo de 852
3; mas onde esta informacao nao lem sido con-
seguida a ultima somma precedente he inserida.
Paraso "Natal, o qual era apenas de quindenios e
orienta francos.
Bernardino apoderou-se desto como seobrasse sem
escolha, e fez pagar a somma em moda por Lielor
Adriacen, o qual designou como seu socio.
Um bom vento soprou ao anoilecer, os passageiros
reliraram-se para seus camarotes, e Lielor Adriacen
aperlou a mao de Bernardino, dizendo-lhe: ,
Muilo bem agora he preciso ir al ao fim.
Bernardino fez um signal com a cabera, que que-
ra dizer : Confie em mim.
Dous homens inlelligentes podem economisar mui-
las palavras, e eaminhar assim mais fcilmente para
o successo de urna empreza pelo silencio e pela dis-
ericao. As palavras muilas vezes conjpromellem lu-
do, quando muitos ouvidos rodeam os interlocu-
tores.
as uossas fras diados da Europa a extrema ri-
queza achou um procedimcnlo umita engenhoso ,,a-
ra gozar o pouparo ouro; ella cobira'ludo e nao
compra nada, conteiilando-se de dizer a si mesma
em um monologo perpetuo : se eu quzer aqullo,
est em minhas oaos adquiri-lo.
Ha nesla privacao syslemalica um prazer e nao
ruinoso. Pde-se casar com essa moca lao bella e 13o
pobre, e fica-sesolteiro ; pde-se comprar esa sump-
tuosa equipagem, e lira-so andando a pe ; pde-se
possuir esse palacio, e lica-se morando em casa de
aluguel ; pde-se adquirir essa quinta, e fica-se na
cidade. Assim cconomisa-se a liberdade pelo celiba-
to c ouro nao comprando nada.
As delicias que dao essas abstinencias soccessivas
prevalecen! sobre as delnias da possessao. 'loria a
vida [tassa-se a dizer : se eu quzer! Dir-se-bia que-
ro so se vvesse alm ria morte.
Esse melliorio deve ser bom e satisfactorio, nois
(anta gente o lem seguido e segu. Como ludo o que
se recebe em troca do ouro nao vale jamis eviden-
tenenle o ouro desembolsado, guarda-se o ouro.
Eisa telicidade de muitos felizes.
Ha as racas croulas oulra maneira de enlender
a relicidade ; sera ella melhor ou peior ? Nao nos
pronunciaremos.
Aociosidade, oaborrecimenlo, a soliilao. o clima
da a riqueza dessas racas paix&es extremas, coberlas
de un rerniz de indolencia, carnada de cinzt sobre
um lijao.
Para ellas o ouro he nada, a (roca he ludo. A vis-
ta, a cobica, a possessao brilham no mearoo instante;
o obstculo produz urna irritaran louca, e a tardanca
de urna hora hea miniatura ria elernidade.
Todo o minuto que nao Irs sua alegra he um se-
cute perdido, ida a' moda enterrada he um seixo
broto, loda a vespera que espera o dia seguinte he
urna febre rie languidez.
(a) Sociedade paraedificacao ria iareja.Esta so-
ciedade faz concessoes, que nao excedem a 500,
como coadjuvacSo de ronlribuices voluntarias,
com a condicao de que metade pelo menos da ac-
romniodaran augmentada seja reservada para o uso
dns |Nihros. Desde a sua fundacao lera dispendido
i 479,368 com o provimento rie 866,882 assentos ad-
dicionaes, rie cujo numero^656,2% tem sido desti-
nadas para o uso rios pobres. A somma pedida an
piriliro para o mesmo fim u3o lem sido menos de
2,700,000 :J5 relatorio animal). Cartas reaes acon-
selliando a codela em favor ria sociedade foram
expedidas em 1822, 1834, 1836, 1839, 1812, 1845,
"M8 e_18>l. A somma total rrcebida desto fonle
foi 255,936. O rotatorio de 1853 mostra que as
subscriproes anniiaes iliftirilmenle excedem 1,300.
(b,/ Os fundos para o desenvolv imenlo da igreja.
Para a ereccao das nove igrejas nos riistriclos des-
111 idos (ficando o patrocinio revestido na pessoa dos
depositarios) e. ajuriar a ronclusao de outras igrejas.
Os fins priiicipaes desla sociedade sao a uomeacao
de ministros neis, e a appmpriacao de si a e ampia
accommodaraopara os pobres das parochias ou riis-
Irictos onde as igrejas sao edificadas. A renda total
da sociedade desde ,a sua -fuodacio lem sido
21,558.
(c) Fundos das igrejas da Motropole.Para a
ereccao de novas igrejas em os dislridos destituidos
na 1 no tro polo. Desde a fundacao da sociedade 74
iarejas (ncluindo 10 no Bethnal-green) tem sido
edificadas, por, 011 eom o auxilio das' concessoes dos
fundos ria sociedade, riando accommodacao a 76,500
pessoas. Dispcnderam-se 182,000 na compra de
silios, e nos edificios, concessoes e dotares. O cus-
i lolal das 74 igrejas edificadas ou aj'udadas pdos
fundos monta a mais de meio milbao. Presente-
mente o fundo he mui pequeo c iiiariequado.
(d) A sociedade para soccorrer a igreja Pastoral.
O joven Lielor Adriacen pertence i especie dessas
naturezas violentas proprias para o bem como para
o mal, segundo as sorles felizes ou totees da edu-
caco.
Elle j lem coohecido, procurado e achado muilas
___em
suas liberalidades, e o ouro do Per nao pode com-
prar o remedio que cura a saciedade.
Eilo vogaodo sobre os mares em procura do des-
conhecido. prqmpto agarra-lo com urna mo e a
paga-lo com a oulra sem ajustar o preep.
Na mais bella hora do dia um reflexo divino pare-
ce sahir das aguas tranquillas do Ocano para ale-
grar os passageiros de um navio ; a vsao materiali-
sa-se, loma um corpo, urna alma, urna poesa ; o
sondo do ideal achou sua realidade ; dea telicdade
querevcla-secoma suavidarie primitiva dos encan-
tos do Edera.
O joven Lielor adormecido em sua ndlfiereuca,
desperla dianle desse quadro ; senle chegar-lhe o.
fundo do coraco o vivo abalo de ama omnc3o ;ade-
vinh que ha para elle um futuro i explorar nessa
margen), quer qneira perturbar, quer queira appro-
priar-se dessa feliciriade.
Elle tem vista ianta cousa al esse momento 1 e
naria o conimoveu ; lem costeado as ruinas magni-
ficas e myslerosas de Java, as inontanhas' cavadas
em pagodes, as floreslas virgen das ilhas selvagens,
os bazares resplandescenles de todas as cores da
Asia, os mercados cm que vendem-sc os escravos, os
harens do sudaos trios emirs, os palacios dos Na-
babs suspensos sobre o golplio das perolas, os roche-
dos de cortil, as inonranhas onde o sol destilla seus
raios nos diamanles ; elle tem visto ludo o que da
de admiravcl, sera dizer jamis: de aqui qne devo
lanfar a ancora, e desla vez querer parar emfim,
ptque urna lagrima impossvel moldou-lbe a palpe-
brasdiantode urna paizagem da coste do Natal.
Kmquanlo um raio do dia ou do crepsculo allu-
miou o mar, o joven Lielor nao desviou os odo*
dessa paizagem; seguin com allencao a degradaco
das Untas lumiuosas sobren rimo das arvores, a areia
praleada ria costa, e quando chegou a note, centem-
plou muilo lempo ainda a estrella, que pareca
marcar o lagar do- sitio adoravel, que nao via-se
mais.
'Ao lado de Meter um bomem observava e nao
perda nenhura dos movimeiitus.e mesmo nenhura
dos peusamentos do. toveu crioulo indio, seu ami-
go ou seu recurso/Tousas svnoiiimas sempre uas
associacoes fortuitos do rico e do anniinado.

!. > -. -.


DIARIO DE PERMMBUCO, QUMTA FEIRA 15 DE FEVEREIRO DE 1854.



-

O objeclo desla sociedade he 8 promocao ila in-
flueucia religiosa da igreja, e para este lioi conces-
sdes sao fcilas pela soriedade, para a applirarflo do
eucarregados em faVor dos sous deveres clerioaes.
Nos lugares destituidos tambem se presta auxilio
crecao das igrejas ou rapellas, e o apoio dos cleri-
l$os addiciouaes que telosa c fielnieule podem coo-
|ierar com o encarregado. A soriedade igualmehte
coadjuva 09 agentes seculares, ou candidatos s or-
dena sanias ou oulros, para pralicarem sob a direc-
580 do encanregadu. Preseiileinente se fazem con-
cessocs a SO eucarregados, e se dflo estipendios a
33o clrigos a requeren! una quaulia annul de quasi 40,000
(e) Sociedadc dos iiarorhos addiciouaes.A so-
riedade fax concessoes animaos.socalenlo em sor-
corro de contribuiroes locaes) para 09 cslipeiidios
dos parodio*'addiciouaes; devendo os eucarregados
fazer as applira<-oes, e sendo os curas noroeados por
et les e approvados pelos bisos. Tambem se" conce
1 leni sommas 1a recommeniaoan do bispo) cm coa-
djnvaco das davidas offerecidas pelos padroeiros.
Prcseulemenlc o numero das concessoes he de 321,
o que representa o numero dos parochos soccorridos
pela soriedade.
(fl A soriedade miga do clero.Para conceder
|vcnsoes que nao excedem f 40 por auno, s viuvas
' lunas orfaas solleiras dos clrigos da igreja estabe-
lerula. A sociedade tambem d soreorros lempo-
ranos aos clrigos indigentes e s suas familias.
<.oncederani-se pensos 20 pessoas, das quacs 10
receberam de 30,5 c 35, e 5d 40 por auno.
Tero-se dado socrorro aos rlerigos ncccssilados, e s
lamillas dos rlerigos, na quanlia de 996.
rer os rlerigos indigentes; dando pensoes c soccor-
rendo as suas viuvas e filhas solleiras; e educando,
ensillando e promoveudo actommodacAes para sus
lilhos.
(h) Soriedade para o soccorro do clero. O ob-
jeclo desta sociedade be o soccorro de activos mi-
nistros de carcter sem excepto e de limitados
nieios. O soccorrohe concedido aos solleiras clri-
gos cujas rendas nao excedam a 80; e, como m-
ximo, a clrigos rasados cora familia, leudo urna
renda de 170. Os fundos da sociedade provem de
conlribuic,es, e lem montado desde o seu cstabcle-
cimento, a 99,161, c durante este periodo se fize-
ram 3,196 concessoes.
(i) Sociedade dos missionarios mocos.Esta as-
soriacao lem por objeclo a assistencia dos Irabalhos
missionarios, e os fundos, que sao alcanrados por
va de subscriprao annuai, sao igualmente dividi-
dos entre as sociedades scguinles:
A sociedade para sorcorrer a igreja Pastoral.
A sociedade da igreja e escola colonial.
A sociedade para promover o rlirislianismo entre
os Judeos.
A sociedade da igreja missionaria.
Ella lem contribuido para a obras das missfies,
desde a sua formacao, a somma de 2,250, o 41
dos seus membros traballiam com aclividade na pa-
tria on fora como missionarios. Tem ua metropole
10 sociedades auxiliares, c 13 as provincias.
(k) Associacito dos leitores da Biblia. Para pro-
porcionar as parochias melropolilanas leilores lei-
gos da biblia, para lerem a Escripluca de casa cm
casa. Os leilores devem ser teclaos da igreja da
Inglaterra, sob a s\ ndicancia do clero dos dislrictos,
e nomeados com a sanecao escripia do bispo. O
numero das rouressOes existentes he 12). No anuo
do lat, a Escriplura era lida |ielos agentes da as-
sociarao a 278,612 pessoas, das quaes 101,335 nun-
ca asswliraiu ao cullo divino. Os Irabalhos dos lei-
lores sao execulados om 97 parochias e dislrictos da
metropole, conlendo 1,012,053 habitanles. Os lei-
lores sao estrictamente prohibidos de pregar. A so-
riedade ordinariamente d metade do estipendio
dos leilores, ora mais, eora lodo.
(1) Soeiedaite do livro de rajes, c homilas.
O objeclo desta sociedade he a circulacao e distri-
buido craluila, por diminuto preco, do livro da
orarlo commum e das homilas. As suas opera-
res sao dirigidas no paiz como fora delle, e d-sc-
particular allencao aos emigrados.. Os seus agentes
visilam navios mercanles, e vendem ou dislribuem
livros de oracao, etc., e se esforcam para defender o
campo do serviro diviuo qnando no mar. No auno
de 1852 a sociedade dislribuio 16,397 livros de ora-
cao, 32,942 hvros de oracao familiar, contendo es-
te voluines homilias, e outros livros e serviros or-
sanisadove 42,387 tralados e homilias. Desde-a
suapnmeirainsliluicao, 3,736,090 livros e tratados
loram distribuidos, e se fizeram tradceles em 30
lioguas diflerentes.
.(")'Sociedade da reforma britnica.' Esla so-.
ciedade soccorre os clrigos c outros iudividuos em-
preados em promover a reforma, e supprem bibli-
as, lestamenlos e tratados religiosos para orcorrer
as iiecessidades cresccnles das suas Respectivas pa-
rochias e dislrictos. Tambem coadjnva osesforcos
das sociedades eslabelecidas, e faz as desperas com
meetmgs conlrpversos.
(n) Sociedade do dia do Senhor. O objeclo des-
ta sociedade deve ser conseguido pela circulacao dos
livros e tratados acerca da sanlidade do dia do Se
nhor, e por oulros raethodos de diflundir conheci-
menlos sobre o objeclo, por pelcoes Icgislalu-
, rele.
(o) Igreja missionaria no Thamiza. Para pro-
mover aleliridade espiritual dos marioheiros no
rio Thamiza, entrojas lagoas em I.ondrcse o aurora-
douro em Uranesende. No anuo de 1852, .as Iripo-
laroes de 3,511 navios de rarvflo de pedra foram
visitadas para o fim de instruccao, e 8,295 pessoas
assistiram ao serviro divino a bordo, exercido pela
sociedade das inissfies dos navios, a qual se nove
de estaeo em eslarao para tratar da conveniencia
das equipagens.A sociedade se ha consagrado ltima-
mente aos passageiros e marieliciros a bordo dos
navios que ronduzein emigrados. -
(p) Sociedade para promover os conhecimenlos
<-linslaos. O objeclo desla sociedade he a promo-
cao e dcseiivolvimenlo dos conhecimenlos religio-
sos, principalmente por meio de grandes suppri-
mentos gratuitos de livros, ou pela distribuirn del-
les por va de precos reduzidos. As operarnos da
sociedade nos seos periodos primitivos se dirigiam
mais inmediatamente educarlo dos pobres, e o
progresso das missoes indianas. Estas funreoes fo-
ram delegadas, as primeiras cm 1811 sociedade
nacional, e a ultimas em 1824 sociedade liara a
propagado do Evangelho em paizes eslraugeiros ;
romtudo a sociedade continua a supprir livros em
grande escala em auxilio da educarao nacional e a
soccorrer por meio de concessoes monetarias o esla-
belecimento de bispados coloniaes, e pela creccSo
as colonias e cm oulras paragens eslrangeiras.
Em 1851 votaram-se 28,000 pira a dolarao de no-
ves bispados as colonias ; 31,000 em daces fo-
ram dadas dentro dos ullimos tres anuos para o es-
(abelecimenlo de collegios e de insliluircs colle-
giaes; una somma de 12,000 foi lambem concedi-
da dentro do mcsino periodo em favor da ereccao
de cathedraes as colonias.
Em 1851 247 escolas foram sorcorridas com
snpprimenlos gratuitos de li\i os.
150 concessoes de livros foram vo-
ladas para distribuirnos paro-
chiaes.
245 livrarias foram eslabelecidas,
ou augmentadas, por meio de
doaces de liv ros.
186 collercOes de livros para o ser-
vido divino foram dadas como
presentes s' igrejas.
O numero lolal dos livros e tratados distribuidos
pela sociedade no arlnnde 1851 monlava a 4,093,214,
c desde o auno de 1733 se 'lizeram publiracoes que
monlaram a 106,000,000. No auno de 18.52 53,
as rceitas da sociedade, inclusive legados, ce,
monlaram em 52,599. A-despena rom livrsfoi
i' 76,344, de ruja quanlia 64,151 foram recebidas
. |ior meio de livros vendidos segundo os termos da
sociedade. As Iransacccs da sociedade no mesoio
periodo sao calculadas em 106)186.
(q) Sociedade da igreja missiouaria. Esta socie-
dade exerre a suas emprezasem frica, India, Cev-
lao, Syria, China, Nova Zelandia e no noroeste da
America. Tem 116 estacos, e emprega 150 rois-
siouarlos europeos ordenados, 49 leitores leigos eu-
ropeos, 1,719 leitores nativos. Os seus sectarios
ronslituem o niiinero de quasi 17,000;.os assisteu-
' tes do cullo publico sao avahados ein 107,000 ; e os
discpulos da insirurcao cbrisla em 40,000 ; ensina
em vinle liuguas dillereules. Os rendnentos des-
la sociedade, que durante os primeiros dez anuos
da sua historia nao excederam a 1,500, presente-
mente subrram a 120,000 ; e desde o seu eslabe-
lecimenlo, a sociedade dispendeu liara mais de
2,000,000. Em ronneccao com ella ha cm Higb-
bury.uma it casa dosfilhosdos missionarios para
a reerpeo e educacsio dos lilhos dos missionarios,
recenlemeute erigida com a despeza de 18,000, e
conlcndo preseutemenlc 70, mas liualmenle recebe-
ra cerca de I. meninos.
(r) Sociedade para a propagado do Evangelio.
Esla sociedade fora organisada em virlude de caria
concedida por Gmlherme JII. cm 1701, e he exclu-
sivamente devotada uianiitencao dos clrigos e
missionarios as possessoes inglezas. Os fuuatos da
sociedade foram creados por meio de solwripeoes.
iloacoes, e leglos para fins geraes e especiaes." A
renda liquida do fundo gcral para os tres anuos
(18512) fui 62,700, e a do fundo es|>erial
21,200. A somma recebida para o jubilen (1851
52) foi 50,600.
(s) Sociedade para promover o chrisliaiiismn n-
treos Judeos. Os lucios por va dos quaes esla
sociedade pratica os seus (ir.ssan: a Irailurcaoem he-
breo da biblia, do livro de oracoes, dos tratados
appropnados, e do i-mpreso de missionarios e mes-
Ires lano 110 paix tomo (ora delle. Tem 32 esla-
cooi, 82 missiiiiianns e aaenles, e 19 ini-stres e us-
Iras. Tambem lem esrulas indMKMR ew Lonilres
e fora, em Jerusalem ilm lK,,iial se la*eleceii
em rayordos iwbres judeos doenles.
(I) MissSo Loochoo. Esla sociedade. foi formad
rom Qm de maular missionarios a ilhas no OnenUIao sul do Japao. Comy,c-se eUas de
um grupo de tnnu e seis ilhas. las quaes a mais
extensa he I.oochoo, onde, em 1846, a sociedade cs-
tabeieceu urna miSsSo que tem continuado a tralia-
Ibar sob circumstancias diversas e desanimadoras
provenientes do oiunie do governo japonez. Como
l.ooclioo he a grande avenida por onde penetra o
lommercie no Japao, a sociedade emprega lodos os
seos forros para auxiliara missao.
(u) Sociedade da igreja e escola colonial. Para
eoar clrigos, calechistas, e mestres s colonias da
i-Bretanha, o aos residentes inglezes n'oulras
do inundo. Agentes: driSf'S0*- 23 ; calc-
ise meslrcs, 80; leilores,^. As operarocs
da soriedade se eateudein sobre a America Ingeza
do Norle, sobre fe indias Occidenlaes, ludias Ori-
enlaes, Cabo da Boa EsperaDca, Auslralia, Houg, e
(n'uma exleusio limitada) sobre o continente da
Europa.
(V( Fundo para os bispados coloniaes.O objeclo
desta sociedade he a ereci;ao e dolado dos bispados
coloniaes as colonias, lesele o eslabelecimeuto do
fiindn quiizc novos bispados lem sido erectos; a
saber, um em cada um dos lugares scguinles :No-
va /.Claudia, Antigua, Guiaua,Tannania, Gbrallar,
Coloinlio. Fredcriclon, Capo Town, New-Castle,
Mellioiune, Adelade, Terra de Rupert, Victoria,
Monlreal, e Sierra I,ea. O numero dos clrigos
que administran! lenlro dcstas quinze novas dio-
ceses foi augmentado de 274 a 504 ; c as cinco co-
lonias da Ierra do Van Dienicu, Adelaide, Mcl-
hournc, Nova /.clandia a Cape Town,urna addicao de
nao menosde 146clericos lia sidofeila. Os fundos da
sociedade lemmoiitado em 183,465,dasquaes47,969
foram ilistiibuilas em favor dos planos da sociedade,
Meando um capital de 135,496.
IGREJAS SEM DOTACiAO'.
II
1.PRESBYTERIANOS.
A origem do presbj terianismo pode ser referida
ao periodo que succedeu aos primeiros Iriumphos dos
principios da reforma. Quando estes principios
Iriiimpharam a ponto de separar considcravcl nu-
mero da f romana ; enlao tqrnou-se essencial,
afim de prover a superintendencia espiritual destes
novos eo 11 versos, esla be loco r algum machi nisino
ecclesiastico cm lugar daquellc que haviam abando-
nado, leixando a communhao da igreja de Roma ; e
foi necessario investigar o objeclo do governo da
igreja como he indicado na escriplura sagrada.
Ncsta conformidade, Calvino, quando foi convida-
do a tomar o cargo de legislador ecclesiastico da c-
dade de Genova, dedicou-se nruanisaeao de um
perfeito sj stema de governo da igreja de harmona
rom as suppostas direc^oes ou suggesldes da Biblia.
O resultado das suas inquiricAes foi a producto de
um codiso de leis que depois fui universalmcnlc rc-
conhecido com a base lo svslcma presbyteriano.
Os principios fundamentacs leste sysl eina sao a
existencia na igreja de urna ordein smenle de mi-
nistros, toilos iguaes (referidos na escriplura sob
varias dcnomiuaijoes que devem ser consideradas
s\ non mas. romo a hispos, e presbytcros, c al-
enles, ) a c o poder destes ministros,reunidos, com
certa porreo dos seculares, cm syuodos locaes e
geraes- para ilccidircui todas as questfics do go-
verno c disciplina da igreja suscitadas em congre-
uacoes-par icolares.
O primeiro stabelecimenlo do Presbylcrianismo
na Graa-Bretanlia foiua Scocia ; realisada ahi, pelo
intermedio de Knox, cm 1560. No primeiro auno
se reuni a'primcira assembitTa gcral da igreja da Es-
cossia, e os estados logo depois reronheceram a igre-
ja presbiteriana como o cslabelecinienlo narional.
Os inonarcbas da dyuastia dos Sluarl flzeram varias
teulativas para introdnzir 6 governo dos hispos ; c
enlrea reforma c a revolucao liveram lugar varias
, altcracflcs enlre aquelles e a forma prcsbyleriana de
governo ; mas, desde o ultimo periodo, o systema
prcsbyleriauo tornou-se, com ahumas vicissitudes,
a nica forma legal de governo religioso na Escos-
si. A igreja Escosseza adopta a confissao, o ca-
thecismo, e o directorio preparado pela assemblca
de Weslminsler como o sen labro de crenfa c cul-
lo. A sua disciplina he administrada por urna serie
de qualro tribunaesde asscmbltias. (I) A sessao da
greja he o tribunal mais inferior, e he composto
do ministra de urna parochia e de um numero va-
riavel de anciaos seculares, nomeados de quando
em quando pela propria sessao. (2) O presbyterio
consiste dos representantes de certo numero de pa-
rochias contiguas associados em um districlo. Os
represen lanos sfio os ministros de todas as ditas
parochias e um anejan secular de cada urna. Esla
assemblca lem o poder de ordenar ministros e dar
I ornea aos principiantes para pregar antes da orde-
naeao; tambem investiga as accusa;es respectivas
ao romportamento dos membros, approva novos
rommiinganlcs, e pronuncia excommunhao contra
os olfensores. Entretanto ha a p pe lo para o supe-
rior tribunal inmediato ; a saber, (3) o Syuodo pro-
vincial, que comprelienile varios presbyVerios, e he
ronsliluido )>elos ministros c anciaos |w>r quem estes
propriospresbylerios eiam coniposlos ullimamcnte.-
(4) A assemela gcral he o ibunal mais elevado,
e he i-omposlo dos represenlanlc ( ministros e an-
ciaos ) dos presbylerios, burgos reaes, e nniversida-
les da Escossia, em numero (presentemente) de
363, de cujo numero mais de dous quintos sao secu-
lares.
Aireja nacional da Escossin possoe ires presby-
lerios na Inglaterra ; o de Londres conlendo cinco
congrosacoes e de Liverpool e Hauchesler, con-
lendo Ires rongreaatOes00 lo norle da Inglater-
ra, conlendo oilo congrcsaecs.
Varias secces cousideraveis lem occorrido de
piando em quando na Escossia acerca da igre-
ja nacional, de corpor4ces que', ao passo que nu-
Irem seulimenlos prcsbylcrianos, divergen) da mo-
do particular cm que sao desenvolvidos pela igre-
ja eslabelecida,' especialmente protestando contra o
modo cm que a igreja padroeira he administrada, e
contra a interferencia indevida do poder civil. Os
principaes destes cornos dessidcnles sao a igreja
pri'sby leriana uuida e a igreja I i v re da Escos-
sia. 11 a primeira he um amalgama (eOecluado
em 1847) da < igreja dessidentc (que se separou
em 1732)rom o Sv nodo de appellacao (que se
lornou independanle em 1752; ) c a ultima se cons-
tiluio cm 1843.
A igreja prcsbyleriana unida npossue cinco pres-
bylerios na Iuglaferra. conlendo setenta e seis con-
grega;0es ; das quaes todava qualorzc eslao local-
mcnle na Escossia, Miando 62 localmente na Ingla-
terra.
A igreja livre da Escossia nao lem rainifica-
raos, sob este nomc na Inglaterra ; mas varias con-
grega;ocs prcsbyterianas que concordam cm lodos
os respitos com esla communidade, e que, anlcs
do rompimenlo de 1843, eslavam unidas com a igre-
ja eslabelecida, compoem urna corporacao presby-
leriana separada sob a denominarlo da < igreja
presbyteriaua na Inglaterra, leudo, nesla porjiio
da igreja britnica, selle presbylerios c oilenla e
Ires congregac,oes.
Urna noticia mais circumstanciada deslas Ires
communidades apparecer mais propriamente co-
mo urna nlrodiiccao porta da pulilicaeao do cen-
so que so refere exclusivamente Escossia.
Na Inglaterra tambem as opinioes presbytcrianas
foram disseminadas pelos sectarios de Calvino, e
crearam raizes, mas floresccram por nllimo. Em
geral os puritanos primitivos nao cram anciosos por
muilaucas orgnicas na igreja ; o seu principal de-
sejoerascremaliviadosdecerlos rilos, ede vestes, c
de arraigos litrgicos que eram reputados fora da
escriptura e papistas. A severidade com.que os go-
vernadores da groja provavam a conformidade que
exista entre eslas obnoxias observancias rituaes in-
diizio os reformadores, cima mencionados, a con-
siderar fundainenlaes allcracoes na estructura da
propria igreja. Desde 1570, quando Cartwright
primeiramente comecou a escrever contra o gover-
no los hispos, os senlimcntos presbylerianos conli-
miadamenlc se espalharam por todo o mundo, ate
que, no lempo das guerras civis,, a grande maioria
do poyo inglez de costumes religoisos se ligou a es-
las opinioes. Ao uicsmn lempo, achando impossi-
\el adorar a Dos na igreja eslabelecida segundo as
suas iucliuacoes, esta maioria no principio de 1567,
comecou a reunir-se em particular para a devocSo ;
e, em 1572, fornn-se um presbylerio em Wands-
worlL. Com ludo se praticaram esforcos, posto que
inuteis, para operar-se urna revoluto ua discipliil
la igreja da Inglaterra, procuramlo-se envelar o
piesbv lerian'o uo svslcma episcopal, ale o (ionio em
que os dous pnilessetu ser combinados por qual que,.
agudeza do espirito humano. Administradores e
colleclores da igreja ileviain servir em lugar dos an-
ciaos seculares, e se nomearam dislrictos cm que o
clero se reuni n'umn especio le synodo ou classe,
e, sob a assumplos, prinripalnienle Ihenlogicos. Eslas reuni-
Oes, chamadas propbelisadoras segundo a escriplu-
ra, foram animadas pelo arcebispo Grindal ; mas
Whigifl, seu successsor na primasia, supprimio-as e
provoil conformidade em geral com maior rigor do
que d'antcs. Todavia os seus estoceos foram inuteis,
como foram tambem os de BancraO e de Lad que
seseguiram.Opresbyterianismoprogreiliocomrapilez
o proprio parlamento, antes queElizabelh cessasse de
reinar, moslou-se. muito mais que favoravelmeule
inclinado para as innovai.oes suggeridas ; e por fim,
no lempo de Carlos I. ( 1641,) o partido gahou ir-
rasislivel preponderancia o governo dos bispos
foi abolido, e um systema presbyteriano foi estabe-
lecido como a forma legal de adoracao c disciplina
a Inglaterra. Todava este Iriiimpho foi decuria
durado. A supremaca dos independenles no ex-
ercito, no lempo da repblica, impedio a demons-
traran do systema universal e parliculanncnle; e
quando se cITeclou a restauraran de cl-rc Carlos II,
rcslabeleceu-sc o completo rgimen episcopal em
toda a sua integridade ; como os presbylcriauos nao
podessem conseguir, como um rompromisso, ainda
mesmo o governo sv nodal, como he designado pelo
arcebispo tisher, a quem se nao moslram indispos-
los a ceder. O acto la universidade passou, c 2,000
foram obrigads a deixar arommuuhao da igreja da
Inglaterra.
Privado dcst'arle de toda a habilidade para orga-
nisar o seu syslcma cm connec^ao com o poder ci-
vil, c parecendo nao nutrir a idea que era impos-
sivel organisar, sem a coadjuyacao do senado, o
presbv lorian sino dentro de poucos anuos quasi de-
sapparoceu como um dislincto syslcma religioso.
Todas as igrejas que foram subsequentemente for-
madas por aquelles que suslciilam as opinioes prcs-
byterianas foram eslabelecidas n'um estrelo accordo
com o modclio rongregacioual ou indepcudeule.
Em 1691, nina liga formal rcalisou-se entre os mi-
nistros presbylerianos econgregacionacs de Londres,
c naqucllc lempo, e por espaco de quasi trinta au-
nos successivos, parece claro que os dogmas doulri-
nacs das duas corpora;es eram os mesmos, e to-
talmente em harmona com a porcao doulrinal dos
artigos da igreja da Inglalcrra. Mas ha cousa de
um seculo, urna allcmacao mais imporlanle parece
ter sido silenciosamente cuectuada as doulriuas
sustentadas pelas igrejas presbylerianas inglezas ; e
em vez dos dogmas calvinistas sustentados lao fir-
memente pelos puritanos, os ltimos presbylerianos
eomecaram amar a maior parle dclles scnlimen-
tos amreniauos muitos senlimentos. unilarianos.
Aquelles que adheriram aos principios da asscmblea
de Wcstiminster esl.io agora confundidos as gro-
jas rongregacionaes, ou ligadoscom os prcsbylcrianos
escossezes. Como o reslo nao possue presbylerio,
synodo, nem assemblca. c scparanih>-sc amplamen-
le ilas iloiilrinasilailiuifecao do*Weslminsler, pode ser
agora apeuas denominada a presbylerianos em
gcral porque o seu nico .ponto de contacto com
aquello he a simples maneira, commum quasi tol-
dos os dissideotes, de dirigir o cullo publico. Por
lano, as laboas eslatisticas que formam o corpo
dcslc volume, o termo presbyteriano ser res-
tringido sua anliga aeeepeao, c todas as igrejas
formadas de pessoas que nao rcccbcm a doulrina da
Trindade ( excepto os baplislas geracs ) se adiaran
incluidos na classe singular dos unilarianos. o
2. Independenles, ou congregacionalisttu.
O grande principio dislinctivo cm que se basca a
exislencia separada dcsla ampia c proiicra corpora-
cao, chamada, iuduTereiitcmenle, ora indepen-
denles ora a congregacionalistas se refere
ciin-liliiicao bblica de urna igreja chrislaa. Regei-
tando igualmente o modello episcopal e prcsbyleria-
uo, os (iissiilenles congregacionacs sustcnlam que
urna igreja be synonymo de < urna congrega-
c3o escolhida e por conseguiute urna greja
chrislaa, urna congregado de verdadeiros ren-
les. Asscveram que a Escriplura nao he lao
evidente que justifique a appcacao do vocabulo
a igreja a qualquer aggrcgado de assemj)leas
individuaes, quer tal aggregado consista de lu-
do o que possa ser adiado dentro de urna lo-
calidade dcfiuida (como no caso de qualquer igre-
ja nacional), ou de tudn o que manifesta urna un-
formidaile le fe c disciplina, como em qualquer igre-
ja livre representante. Em eonllimarao desle cou-
ceto, citam a linguawn -da biblia, onde o plural
igrejas he, dzem Mes, invariavclmente empre-
gado quando mais de urna as-ociacao particular he
referida, excepio somenlc quando a referencia he
igreja visivcl c universal.
A composirao pessoal da congregac,4io que se sup-
pfie ser a unir propria igreja he a de urna soci-
edade de (i verdadeiros crentes. islo he, pessoas
que abcrlamentc professam a sua f quanto s dou-
Irinas csseneiaes do Evang'elho,e provam o ardor da
sua su creara por meio de urna muilanca corres-
pondente de disposicao o proccdimcnlo.
Cada igreja individual, como cima foi definida,
be sustentada ser compleSfci si, nao precisando
nem admillindo interferencia alguma la parle de
oulras igrejas ou de assemblas reprcscnlanles 'ou
syuodos. yCada congregacao cscolhe os seus proprios
ofliciaes, admilte, regeifa, 011 excommunga os
seus membros ou ra mi dalos a ser memoro, e
crea e administra as suas proprias rendas. E em
todas as varias decsTics acerca destes negocios, ca-
lla membro tem um voto: se novo raembro he rece-
bido, lie *>b n appiovacao dos membros existentes,
que primeirameule devem ter sido convencidos do
cu carcter religioso ; se um membro existen le he
expellido, he sob o julgamcnlo dos oulros membros
depois da evidencia prodozida rcranle clles. As-
sm, quanlo a oulras quesl5es, loda a autoridade
reside no proprio consclho nenhuma he dada
absolutamente aos seus ofliciaes ; e do julgamento
daigreja|ndevidual nao ha appellacao. Para expri-
mir a lolal liberdade da corporacao segundo a syn-
dicaucia exterior, o vocabulo independencia he
usado; para dar a' idea de que cada membro da
igreja participa na sua administraran, adopla-se
urna denominaron mais moderna, congregacio-
nalismo. a
Duas desrripres somenle dos fuoccionarios da
Igreja sao reputadas como altlrmadas pela autorida-
de da Escriplura ; a saber, bispos (ou pastores) e
dooes; os primeiros instituidos para promover o
espiritual, e os segundos para desenvolver a prospe-
ridade temporal da igreja. As varias express&es,
chispo, anciao, pastor, prcsbytero, empregadas
na Escriplura, aOirma-sc que sao empregadas in-
diuercnlcmculc c a modo de troca, entendendo-se
semprc um ofllcio precisamente scmclliaule. Se
houver em qualquer congregado mais de um tal
bispo he concebido ser um negocio nao decidido
pola Escriplura, e deixado discricao da propria
igreja. O nico reclamo valido ao paslorado he
sustentado ser um convite aquelle offlcio por.
urna igreja individual ; c oude urna pessoa he des-
la arte revertida, nem licenca como 110 prcsbileria-
110, nem ordenarao como nas igrejas episcopaes, he
considerada ser requisito a fim de conferir autorida-
depara preear ou administrar os sacramentos. To-
davia, depois desla cleiro por urna igreja individu-
al, urna ordenaran do niinisfro escolliido pelos mi-
nislros das igrejas visinhas he julgada urna aconi-
modada introduecao ao ofllcio pastoral ; e o cos li-
me sempre lem sido gcral, por meio do corpo in-
dependculc, inaugurar novos pastores cscolhidos
n'um serv-o especial, qu,ando' fazcm prolissao da
sua crenca orlhodoxa, c recebem fraternal reconhe-
cmento dos oulros pastores preseules. Mas tal or-
denarao nao lie considerada como daudo autoridad
pastoral; esla emana exclusivamente da eleicao por
nina igreja, sem cuja previa sancrao a ordenarao he
reputada como de nenhum proveilo. E, na selerean
do gen miuislro, urna igreja nao he limitada a urna
classe especial preparada pela educaran para o car-
!jo: qualquer pessoa que, em virtudc do carcter
christao e aptidao para pregar, dcst'arle so recom -
momia como para receber um convite ao minis-
terio, he reconhecida como sendo legitimamente
um pastor. Todava he um minislerio edurado con-
siderado inui desejavel; e, pralicamentc, a maioria
dos ministros congregacionaes nos lempos modernos
recebem prepararnos que, conduzem a varias acade-
mias llieologicas e collegios perlencenles ao corpo
gcral. Masao passo que a auloridade da Escriplura
he desl'arle asseverada pela exislencia de urna or-
dem ministerial, nenhuma reslricrao a esla ordem
do privilegio exclusivo de pregar he contestada ; a
exorlacao religiosa he permiltida, e animada em lo-
dos aquelles que, leudo lotes appropriados, se sen-
leni propensos a usar dclles.
A llieoria que os independenles appreciam do
modello de una iareja chrislaa os induz por conse-
quencia a considerar rom desapprovarao em lodo o
estado os eslabclerimenlos de relieiao. Hiislil
mais leve interferencia das corporacoes cxleruas
mesmo onde, como nas cominunidades prcsbyleria-
nas, a asscmblea popular poile ser reputada since-
ramente reflee.lir com lidelidade as melhores ideas
e habilidade de todas as (rejas individuaes,os in-
dependenles sao inevilavelmenle ainda mais hostia
a interferencia de um corpo secular c misto, seme-
llianle.10 parlamento nacional, cuja decisao sus-
lenlam qjfc todas s quesloes de dispula acerca dos
estabelecimenlos uacionaes cumpro serem actual ou
virlualmenle referidas. E nao somenle sob o-fun-
ilamenlo da interferencia propria do soverno os in-
dependenles dcsapprovam a interferencia 'das igre-
jas uacionaes; ainda quando o oslado c.oncedcsse a
mais plena liberdade, c limitasse as suas operacfies
simples provisao dos fundos necessarios para o
cullo public, sempre restaara iusuperaveis escr-
pulos conscicnciosos, provenientes das nojdesda im-
propriedade de quaesquer doacOes para os fius re-
ligiosos. Elles exigem que a religiao seja commet-
lida, para sua manutenido e propagacao, afleicao
natural dos seas devotos. O zelo religioso, dizem
elles, ministrar ampios meios que origiucm e sus-
tenten! todas as iusliluirOes, ministros e missiona-
rios necessarios para a promulgasSo da verdade. re-
ligiosa. Quando se nao manifesta semelhante zelo
n urna greja. a sua ausencia lie considerada romo
signal rcrlo de que a verdade ou nao he professada
totalmente, 011 nao he cm loda a sua pureza. Por-
tanlo, sustentara que a operaeflo destes motivos vo-
luntarios suppririam a roelbor seguranza, nao s que
a verdadeira religiao receberia un apoio adcquado,J
mas lambem que as doulriuas errneas oblcriam
apenas limitado triumpho; pelo contrario o estado,
nao possuindo peculiar finura, mesmo para dcs-
criraiuar a verdade do erro, ainda menos para apre-
ciar i'iiTiiinslauadamente loilas as varias formas
da verdade, esl cxposlo ao duplo perigo, ou dar
a doulrinas errneas alimento artificial, 011 infligir,
para amparar una forma especial la verdade, in-
justica e desanimo a ludo o mais. As mesmas con-
cluses se reputara derivar dircclaraenle das diver-
sas pincos da Escriplura em que o reino de nosso
tSenhor diz-se ser exclusivamente um reino espiri-
ual, confiando na Torca das armas puramente cs-
pirituacs para seu eslabeleclmcnto, desenvolvimcna
lo e defea.
Ainda que a corporacao congregacional consiste
desl'arle de muilas igrejas totalmente independen-
tes, irresponsavel qualquer mais elevado tribu-
nal ou jurisdiean do que a si proprios, c negando
qualquer subscripcao coiifessocs, credos ou arligos
de mera composirao humana, he comludo (segundo
os seus apologistas) distincla n'nm grao singular
pela uniformidade le f e pralca. Desde o perio-
do da sua origem al a poca prsenle, nao lia oc-
corrido memoravel separaban alguma de urna poi-
can desla communidade quanlo ao restante, e as
doulrinas pregadas quando a independencia; foi pri-
meirameule a n n 11 ociada na,Inglaterra, foram as mes-
mas que eslas ora ouvidas de quasi todo o pulpito
congregacional. Muilas deslas convencoes nao sao
indubitavelmente a consequeneia de rerlos sv nudos
voluntarios ou/ \ciarjes que, desde os lempos pri-
mitivos tenhu sb.J"eslabelecidas com o fim de re-
laciies fraternaes. Estas gcralmcnte se reunem no-
condados. Nao ha objeccao, nos principios congre-
gacionaes, quanlo as mais extensas assemblas re-
presentativas, se limilam a aconsclhar, e cuidado-
samente evitara cxcrccr o poder judicial, lima
convocarlo desla nalurc'za se reuni, em 1658, cm
Savoy, c publicoa um epitome acerca da f c or-
dem,. como enlre as igrejas independenles; e em
1831 fundou-se a congregacao uuiao da Inglaterra
e paiz de Galles, urna conferencia de ministros c
seculares, reunindo-sc das vezes ao anno para con-
sultar acerca do estado e dos designios da corpora-
cao, e a respeilo da accaocooperativa que poder ser
adoptada em favor da sua prosperidade, sot viola-
cao do principio da independencia. Porlanto, a
constituido da uniao previne que em caso algum
ella n3o assuma urna autoridade legislativa, ou se
lome um Iribunal de appellacao. Os independen-
tes pensara que por meio destes rnselhos volunta-
rios conseguem os beneficios sem as desvanlagens
da combinacao legal : nndade, fraternidad!' e ac-
cao commum sao, dizem elles, abundantemente ase-
guradas, ao passo que nenhuma igreja senle os gri-
llioes irrilanles de urna conformidade forcada.
As doulrinas das igrejas congregacionacs sao qua-
si idnticas com as cncorporadas nos artigos da
igreja eslabelecida, interpretados segundo a inten-
san calvinista. -Como os independenles nao reeo-
nhecem a vaulagein da subscripcao a um credo for-
mal, esta inferencia he antes deduzida da reputaran
geral do que de qualquer collocacao de principios
autbenticos escriptos. Todavia, a referencia de-
clararlo de f, ordem c disciplina, publicada pe-
la uniao congregacional. em 1833 que, posto nao
obriguc a qualquer das igrejas, se reputa nao ser
dissidcnle de nenhuma ministrar ampia eviden-
cia desta harmona substancial.
O modo de cullo que prevalece entre os inde-
pendenles he em gcral do simples carcter cima
descriplo; mas nenhuma rubrica inalteravel os
prende uniformidade de rito ; e os pontos de de-
vorlo ceremonial, que os Puritanos consideravam de
vital consequeneia, se acham agora quasi incluidos
em negocios nao essenciaes com referencia a que o
governo liberal das igrejas independen ios tranquilla-
mente admilte diversidade. Resulta daqui que dif-
tcri'oii'^ i'.nigi'cgacHrs pndiTi! adoptar ou originar
costumes diOereutcs na ordem e accessorios do cul-
lo. Algumas preferem urna cruel severidade de
servido, e limilam a lcvorao a um exercicio pura-
menle espiritual; ao passo que oulras procuram
em algum grao nutrir o senlimenlo religioso por via
de braudo estimulo dos sentidos. Assim, urna as-
semblca restringir o exercicio da oracao ao canto
de um psalmo ou hymno mtrico ; ao passo que
outra admittir o uso do orgao, e raptar urna pas-
sagem da Escriplura. Um ministro usar de vesles
especiaes, como significando o seu carcter olliei.il;
ao passo qu outro se contentar com os seus vesti-
dos ordinarios, c apenas apparecer como um an-
ebl entre seus uaos. Igualmente, a archilectura
dos edificios religiosos variarao com os costos va-
riantes das dillereules congregarnos; algumas vezes
o estro simples grego, nutras vezes o gothico, pre-
valecer. Em todas estas variacoes nao se v nada
incompalivel com a independencia. Ao passo que
a harmona obleve respeilar os pontos essenciaes da
f e pratica, julga-se que a liberdade de diflerenca
em menores negocios tende sement a consolidar o
corpo gcral, e assegurar a sua paz duradoura.
A origem da independencia pode ser referida
ultima parte do seculo XVI. He provavel que al-
guna conventculos se estabelecessem serrelarocnie
logo depois da asreucao de Elizabelh, mas o pri-
nicirrt advogado preeminente los principios rongre-
gacionaes appareceu cm 1580, na pessoa de Rober-
to Brown, homem da anliga familia, referida ao
lord thesoureiro Burleigh. Zeloso e impetuoso de'
espirito, diffundio os seus senlimentos. pregando de
lugar cm lugar, principalmente no condado de Nor-
folk. Depois de residir por espaco do tres anuos
em Zealand, onde formn um igreja indepcudeule,
vollou para Inglaterra cm 1585, c de novo viajen
pelo paiz com felicidade consideravel. Finalmente!
'endo solfrido 32 enearrera roes e muilas prisoes dif-
ferentes, conformou-se com a igreja eslabelecida, e
oblcvc a i-citoria de Ounille. Mas os seus sectarios
auguienlaran a tal ponto, que um arto do parla-
mento passou cm 1.593, dirigido espccialinenle con-
(ra elles. Sir Waller Ralcigh, no correr da discus-
sao sobre esta medida, avaliou o numero dos Hrovv-
11 islas ( como eulo eram chamados) cm mais de
i,000. a fora mulheres c meninos. Foram Irala-
dos com grande rigor, e varios marlyres deslas opi-
nioes foram execulados 110 rciuado de Elizabelh.
Formara-se urna igreja cm Londres.ein 1592 na ra
do Nicolao; mas esla perseguirn fez que muilos
procurassem o conlincute, oude varias igrejas foram
eslabelecidas okAtoslerdam, Roterdam, c Leyden ;
a de Levdenlicou sob a administracao pastoral de
Mr. Robinson, que he muilas vezes referido como
o fundador real la iudepeudeucia. Mr. Jacob, ou-
tro dos exilados, voltou para Inglaterra em 1616, e
ento eslabeleceu a igreja iudependenlc cm Lon-
dres. Durante o longo parlamento, os independen-
les ganharam urna quadra de liberdade relativa;
reunindo-se publicamente, c cobrando forra, espe-
ciaJmente no carcter dos seus convertidos,pelos
chefes independenles que se arhavam enlre os pri
luciros do seculo quanlo a tlenlo e sagaridade.
Porlanto, quando Cromwell (lambem independen-
te) assumio a auloridade suprema, os seus princi-
pios obliveram um recouhecimenlo ptenle, e urna
tolerancia geral; una das suas ideas ILslinclas, foi
realisada em grande grao, sem .embargo da eslrem-i
resistencia dos presbylerianos, rujo sistema nao po-
de conseguir applioucfm ampia e vigorosa. Desde a
restauraran al a rev ubican, milito soflreram os in-
dependenles, em commum cora as nutras corpora-
es de dissidentes ; mas desde o ultimo periodo
adqueriram consideravel liberdade que foi constan-
temente augmentada, e presentemeule apreseulam
o aspecto de una communidade ampia c unida, nao
inferiores a nenhuma das igrsjas dissidentes quanlo
silnarao cimporlanria publica.
O calculo primitivo lo numero das congregares
independenles se refere a 1812; anlesdesle periodo
as congregac,6es independenles c presbylerianas eram
calculadas juntamente. Em 1812 parece ter sido
1,024 igrejas independenles em Inglaterra e no paiz
do Galles, (799 em Inglaterra, e 225 no paiz de Gal-
les.) Era 1838, urna estimativa dt,8i0 igrejas em
Inglaterra e no paiz de Galles. O actual censo cal-
cula em 3,244 (2.604 em Inglaterra e640 no paiz de
Galles); com acouimudaro (depois de fazerum aba-
le por 185 eslatisticas incompletas) para 1,063,136
pessoas. As pessoas assisleoles no domingo do censo
foi da maneira seguidle:depois de fazer-seuma
addicao para 59 capellas, pelas quaes o numero nao
foi dado pela manhaa ,524,612; depois de meio
dia, 232,283; larde, 457,162,
Tret BaptUtat.
Os dogmas dislinclos dos Baplislas se referem a
dous pontos, sobre que difierem de quasi todas as
nutras denominares christas; a saber, (1), os indi-
viduos proprios, (2) o modo proprio do baplismo.
Sustentando que o mesmo rilo era instituido para a
celebrarlo perpetua, os Baplislas consideram(l) que
se entenda que esle era concedido smenle prolis-
sao de crenca pelo recipiente, e que esla prolissao
nao pode ser feila propriamente por procuracao, co-
mo rnstinnani os padrinhos na igieja da Inglaterra,
mas deve ser a declararlo genuina e racional da pro-
pria pessoa baptisada. Para Ilustrar e fortificar es-
la posirao principal, elles se referem a muilas pas-
sagens da Escriptnra que descrevem a ceremonia
como execulada em pessoas de intelligencia e idade
indubilavelmenle madura, e segundo a Escriptura
Sagrada aflirmam a auseucia de qualquer expsito
oude qualquer indueco necessaria que aulerise a
a outra pessoa "a parlilhar da ceremonia. Porlanto
como sustenlam que os adultos sao os aicos indivi-
duos proprios do estatuto, sustenlam igualmeute que
masforam sustentadas, juntamente com os seus dog-
mas mais preciosos, por moitos dos reformadores re-
ligiosos qne appareceram de lempos em lempos. Di-
zem que os Lollards foram impregnados; e o proprio
Wyclie he reputado pelos Baplislas como um advo-
gado dassoas ideas. Eml535,14 Uollandezes Ana-
baplislas foram morios ; e em 1575, urna congrega-
cao do mesmo povo foi dcscoberta em Aldgate, cuja
lolalidade ou foi execulada, ou presa, on exilada.
John Smilb, o fundador, como ja foi mencionado,
da primitiva igreja Baplista em Inglaterra (1608), li-
nda sido minislro da igreja eslabelecida. Abracou
as doutrinas'Armenianas, e a sua igreja, por conse-
queneia, consista dos que sao agora denominados
Baplislas Geraes. A primeira igreja Baplista Calvi-
nista (ou particular) formou-se em Londres em 1633,
por urna fraccao da congregarlo indepcndenle.
O historiador puritano, Neal, conjeclura que em 1644
o numero das congregaees Baplislas em Inglaterra
era 54. Os Baplislas soOreram rigorosa perseguido
nos reinados dos Sluarls: mas finalmente foram al-
liviadosda maior parle das suas oppressoes pelo Aclo
de Tolerancia de 1688, e desde enlo tem augmenta
(2) o nico modo proprio.be, nao como geralmenle do consideravelmenle. Em 1716, Neal refere que o
se pratica, por eflusao da agua sobre a pessoa, mas
pormeio de total immersao da parle na agua. Os
argumentos m virlude dos quaes suppe-se que esla
proposirao he sustentada com fortuna, s3o lirados
de um exame critico do vocabulo, das circumstan-
rias que dizem ter acorapanhado o rilo em qualquer
parte em que a respectiva administracao he descrip-
ta na Escriptura e da geral concordancia do modo
deflendido com a pratica da auliea igreja.
Estas ideas sao mantidas em commum por todos os
Baptistas. Todavia, sobre oulros ponlos, exislem
diflerencas, e em consequeneia se bao formado diver-
sas corporacoes baplislas. Na Inglaterra a tabella se-
guale comprehende a lolalidade das varias secases
que uoidas compem a dcnoniinaco Baptista :
1. Baplislas (Unitananos) Geraes.
2. Baptistas (Nova Connecc3o) Geraes.
3. Baplislas Particulares.
4. Baptistas do Sptimo Dia.
5. Baptistas Escossezes.
(1,2,3) A diflerenca enlre os Baplislas Geraes e
particulares se refere doutrina da cleico, como j
descrevemos. Os Baplislas Geraes (nu Armenianos)
sustentara que a salvaro he designada para os ho-
mens em geral, sem ordenacao alguma anterior de
numero especial; os Baplislas Particulares (ou Cal-
vinistas) sustenlam que urna porcao particular do ge-
nero humanodesde loda aeternidade fora predestina-
da a ser salva. Ijnw especie de Synodo dos Calvinis-
tasa maiorasecao dos Baplislas congregou-se em
Londres em 1689, na qual urna confecrao Se 32 arli-
gos foi adoptada, concardando em todos os respeitos
(excepto sobre o u 11 ico ponto do baptismo) com a con-
feccao da asscmblea de Weslminsler e coro a declara-
cao daSaboia.
ConfissOes anteriores o mesmo efleilo foram pro-
mulgadas pelas sele congregarles de Baptistas Par-
ticulares de Londres em 1643, e por urna assemblca
de ministros e anciaos, de Londres ede todo o paiz,
em 1677. Os Baplislas Geraes, pelos fins do XVII
seculo, parecem Ur sido impregnados dos senlimen-
tos anti-Trinitarianos e estas opinioes consegairam
consideravel influeneia nessa porcao da corporacao
baplista subsequenle agitacao que a esle respeilo
comecou no occidente da Inglaterra em 1719; a
ponto de occasionar a separarao daquellas igrejas
que adheriram i orlhodoxa doutrina da Trindade.
Por tanto todas as igrejas baplislas geraes que sao
Trinitariaoas, estao agora incluidas em a Nova
ConneccSo Baplista Geral, s que se formou em 1770,
com, o fim de manter os dogmas originaes dos Bap-
lislas Geraes, como recebidos pelas igrejas inglezas
primitivas nos comeos do XVII scalo. Pode-se
dizer agora que. eslas sao, quanto doutrina, aAr-
menianas Evanglicas. O principal fundador da
Conncccao, em 1770, foi o Rev. Dan Taylor. A
assemblca em que foram originados publieou, para
explicar os fundamentos da sua separacao, seis ar-
tigos de religiao, qoe declaram (1), a queda e de-
pravado do homem'; (2), a obrigacao perpetua da
fei moral; (3), a divindade do Chrislo e o designio
universal da sua expiacao ; (4), a previsao da sal-
vacao por todos os que exercem a f; (5), a necessi-
dade da regeneracau pelo Espirito Santo ; (6\ a
propriedade do baptismo por, imnenlo, segundo o
arrependimenlo. Quanto as-mitras doulrinas nao
comprehendidas por estes seis artigos, Nova Con-
neccao dos Baplislas Geraes concorda subslancial-
menle com as oulras denotninaces evanglicas.
(4) Os ji Baplislas do Stimo Dia diflerem das
numero das suas igrejas cm Inglaterra sement (ex-
clusive o paiz de Galles) era 247. Um calculo feilo
por um dos seus minislros em 1772, d 404 congre-
gacfies na Inglaterra (exclusive ainda o qaiz de Gal-
les ). Cm calculo o anno de 1790 mostra que o
numero na mesma extensao de territorio foi 332;
mas como esla estimativa nao iuclue apparentemenle
os Baplislas Armenianos, provavelmente o numero
seria elevado cima de 100, ou a 432. Em 1832, as
igrejas"Baplislas Calvinistas sao calculadas em 926,
o qual numero, pela addicao dos Baplislas Geraes e
da Nova Counecco, se elevara a 1,126. Em 1839
as Congregaees Baplislas Calvinistas sao avalladas
em 1,276, e dando 250 para as oulras igrejas baplis-
las, o numero lolal seria 1,526. Eslas diflerenles
estimativas se referem exclusivamente i Inglaterra.
O paiz de Galles, mostra que em 1772 havia 59 con-
gregaees de todas as especies de Baptistas); que
em 1808 haviam 165 congregaees de Baptistas Cal-
vinistas. No censo recenta- rmmero foi o segu ule:
CONGREGACO'ES BAPTISTAS.
Baplislas Geraes (Unilaria-
nos)......, .
Baptistas Geraes Nova Con-
gregacao)......
Baptistas Particulares (Cal-
vinistas). .....:
Baplislas do Sptimo Dia.
Baplislas Escossezes. .
Baplislas nao definidos. .
Ingla-
terra
90
179
1,574
12
492
Paiz del
Galles
3
3
373
3
Total
93
182
1,947
2
15
550
(Morning Chronicle.l
PEUYIMBICO.
JURY DO RECITE.
Sessao' preparatoria do dia 14.
Presidente, o Sr. Dr. Alexandre Bernardino dos Res
e Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilio Jos Tavares da
Silv
A'sll horas, feila a chamada, acharam-se pr-
senles 24 Srs. jurados, fallando sem causa justificada
os mesmos do dia antecedente, e mais os senhores
abaixo, sendo por sso todos multados em mais ris
209000. Y
Francisco Sergio de Mallos. J
Jos Esleves Vianna. r
Manoel Luiz Goncalves.
Manoel Pereira Caldas.
Luiz da Franca e Mello Jnior.
Dr. Joaquira Albino dos Santos.
Manoel Goncalves Ferreira da Silva.
Jos Joaquim de Oliveira.
Luiz Goncalves Agr. %
Jos Joaquim de Miranda.
Dr. Luiz Lopes Castello Brancn.
Antonio Jos de Castro..
Joo Francisco Regis Coelho.
Dr,. Simplicio Antonio Mavignier.
Ca'pi
illa Manoel Feruandes da Cruz.
FrancWo Antonio de Oliveira.
Francisco Jos Silveira.
Antonio Augusto Bandeira de Mello.
Francisco Accioli de Gouva Lins.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior.
Thomaz de Carvalbo Suares Brandao.
Dr. Vicenle Pereira do Reg.
Foram dispensados da sessao requisirao dos res-
onlras gneas baplislas geraes simplesmente no fun- PfcllV0S heles, os empregados :
dkmenlo de que o stimo dia da semana semDre se- ',' Jo.a('"nl FraDsco Duarle.
Joaquim Pedro Brrelo de Mello Reg. v
Jos Mara Cesar do Amara!.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro.
Foram relevados das mullas por apresenlarem es-
cusa legitima os senhores:
Miguel Jos de Almeida Pernambuco.
Feliciano Rodrigues da Silva.
Pedro de Carvalbo Soares Brandao.
Aberta a urna dos supplentes foram mais sorteados
os segnintes senhores, para comparecerem amanha
pelas 10 horas do dia.
Manoel Pinto dos Santos.
Joaquim Duarle de Azevedo.
Nicolao Tolenlino de Carvalbo.
Joaquim Jos Gomes.
Antonio Botelho Pinlo Mesquila.
Leandro Ferreira da Cuoba.
Jos Innoceocio Pereira da Cosa.
Antonio Jos Rodrigues da Silva.
Alteres Luiz Gomes Ferreira.
Joaquim Jos de Abren Jnior.
Miguel Carneiro.
Tibarcio Valeriano Baplisla.
Jos Goncalves da Silva Baslos.
Jos4 Domingues Codecera.
Dr. Francisco Bernardo Carvalbo.
Jos Jacome de Araujo.
Dr. Jbo Jos Pinlo.
Jos Victorino de Lemos.
Joao Jos de Farias.
Joao Gregorio dos Sanios.
Joaquim Teixeira Peixoto.
Francisco Antonio Ferreira.
Manoel Rodrigues do Passo.
Dr. Manoel Jos Domingues Codeceir.
Lev antou-se a sessao a 4 hora, Grando adiada para
o dia seguinle.
i que o stimo da da semana sempre se
ria celebrado como o sabbado. Estabeleceram con-
gregaces logo depois da primeira introduecao dos
Baptistas na Inglaterra, mas presenlemenle possnem
somenle- lugares de adoracao em Inglaterra e no
Paiz de Galles.
(5) Os Baplislas Escossezes tiram a siia origem
do Rev. Mr. M'Lean, que, em 1765, eslabeleceu
a primeira igreja baptista n a Escossia. Os seus sen-
limentos doulrinaes sao calvinistas, e diflerem dos
Baptistas Particulares Inglezes, principalmenle por
urna imtaeao mais rgida daquillo que julgam ser
as usanras apostlicas, taes como amor das festas,
communhao semanal, pluralidade de pastores ou
anciaos, lava-ps, etc. Em Inglaterra e paiz de Gal-
tes exislem somenle quinze congregaees desla cor-
poracao.
Quanlo ordem e ao governo da greja di-se
apenas alguma diflerenca enlre os Baptistas e os
Independenles ou Congregacionalistas. As igrejas dos
primeiros sao independenles urnas das oulras cmo
as igrejas da ultima corporacSo, e na sua disciplina
e ordem os Baplislas sao plenamente como congre-
gacionaes, como congregacionalistas. Os ministros
edenes sao nomeados por eleicao ofiicio exclusivo he igualmente decidir acerca da
aplido dos candidatos ao baptismo e communhao
submissao ao rilo que.invariavelmenle precede,
na maior porcao das igrejas, urna admisso ao sacra-
mento. O mesmo repudio tambem he manifestado
acerca dos credos formaes ou arligos como adeqoa-
do on propcio dogmas da orlhodoxia, e a mesma
regeicao de qualquer interferencia com o reino es-
pirilual do Chrislo da parle de qualquer poder espi-
ritual. Semellianic aos Independenles, possuem o
seo condado c oulras associacOes, e as suas 1 unioes
aggregadas. A uniao das igrejas baplislas particu-
lares formou-se em 1812, e consista em 1851 de
1,080 igrejas. Cada urna deslas igrejas manda, ou
pode mandar representantes, clrigos como secula-
res, a urna conferencia annuai acerca dos ulerea-
ses geraes da corporacao ; posto que a solicitude ex-
trema em conservar intacto o principio fundamen-
tal da independencia, e a apprebensao para que
ama corporacao delegada nao assuma imperceptivel-
menle as funeces de um Synodo, tem servido para
impedir que muilas igrejas baplislas calvinistas no-
meem reprsentanles. Animalmente a assembla
da nova conneccao dos Baplislas Geraes he chama-
da urna associarao c he constituida da mesma
maneira que a uniao consista em 1851, de 99
representantes enviados pelas 53 igrejas.
Os Baptistas, como urna communidade organisada
em Inglaterra, datam a sua origem de 1608, quando
a primeira igreja baplisla foi formada em Londres ;
mas os seus dogmas tem sido sustentados, em maior
ou menor extensao, desde os' lempos mais remotos.
Os Baptistas invocara Tertuliano (A. D. 150220,) e
Gregorio de Naziazeno (A. D. 328389.) como sus-
lenlaculos dos seus designios, e sustenlam sobre a sua
auloridade, que a immersao dos adultos era pratica-
da na era apostlica. AfHrma-se que os seus senti-
menlos sempre tem sido mais on menos recebidos
por quasi todos as varias corporacoes de dissiden-
tes que de qnando em quando se aparlam da igreja
de Roma ; como os Albigenses e Wuldcnses, e ou-
lras seitas conlinenlaes que exisliam anteriormente i
reforma. Em consequeneia da agitacao que acon
panliOB este grande acontecimenlo, as opinioes dos
Baptistas ndqueriram consideravel noticia, e os res-
pectivos sectarios soflreram consideravel persegu-
cao. Em 1533, una seila fantica, que negava a
Trindade, a encarnaran, a auloridade dos magistra-
dos, a legilimidade dos juramentos, e, como inciden-
tes, a pratica do baptismo infantil, levanlou um tu-
multo na ridade de Alunsler, e commelteu grandes
eicessos. Segundo as suas ideas acerca do baptismo,
nao as mais preciosas das suas doulrinas,foram
geralmenle chamadas Anabaptisias, ou Rebaptsado-
res ; e os erros que se seguiram aos seus maos feilos
em Munsler \eram juntar-;o ao proprio nome de
Anabaptistas, e difticullosameine v,1o desapparecen-
do. Por lano, com razao objeclam a esle nome o
envolver principios que os Baptistas, igualmente
com as oulras igrejas protestantes, deleslam demasi-
adamente.
Na Inglaterra, as doulrinas Baplislas sao susten-
tadas pelas primitivas igrejas britnicas; eS. Ago'sli-
nho nao conseguio induzi-las a conformar-se coro a
pratica da igreja de Roma. He provavel que eslas
COMICADO.
O contrato das carnes verdes.
Tinhamos promcllido no uosso anterior artigo pro-
yar a quarla proposicao, ultima daquellas em que
dividimos a defeza das modificaces de 13 de dezem-
bro ao contrato das carnes verdes; mas occorre urna
circomslancia, que (levemos allender de preferen-
cia, e he urna replica aos arligos de fundo do Liberal
de 31 de Janeiro, le 3 docorrenle mezdefevereiro.em
quanlo eslo em lembrancassuasassercSes.para que
possam osinleressados na quesillo ler bem prsenle
ludo quanto se tero dito al agora, e avaliar a jostica
da nossa causa, reservando-nos proseguir depois na
materia comerada alea soa concliuflo. Entretanto
he smente ao liberal, que nos dirigimos desta
vez.
A redactan do Liberal, com a habilidade que lodos
lhe conhecem vendo-se em lelas para enlrar na
quesiao dos factos argidos, e por nos minuciosamen-
te respondidos, esgueirou-ee por urna langenle, e re-
correu aos argumentos ad kominem, os peiores de
lodos os argumentos, porque revelara falla de oulros
melhores. Em seus apuros qaiz tirar partido da
nossa poaicao melindrosa oeste begocio, e aasentoo de
eoiloear-uos m paralello cora o mui digno presiden-
te da provincia, elevando-nos al asnnvens para nos
fazer cahir com lodo o peso do nosso corpo sobre
cabecado seu adversario. Se nao conhecessemosde por-
to ao Ilustrado redactor do Liberal, .diriamos que
esle acto pouco leal e ra valle iro nao era digno da
sua peana hbil e bem aparada, e que nisso vamos
em logar deum argo" molejo de mo gos-
lo. Ns, porm, so ^^ros a resatvar aqu
asualealdade, e s a.buimos esse procediroenlo
a mu causa que defenda. -
Ainda mais, ne paralello. a que nos referimos,
esgolou todo o fchlesua penna, separando-nos verli-
calraenle.econslituindo-nos larga distancia com
horrivel desvanlaijem do nobre presidente. Ora, sa-
be o lislinclo red actor do Liberal, que todas as com
parauses sao sempre odiosas, e que sendo dos o pon-
to culminante da compararlo, sobre nos reverta to-
da essa odiosidad* ; Unto mais inmerecida, quanlo
que nao foi provocada pelos nossos artigos, e mnilo
menos ero retribuieao de cousa semelhanle. Quem
vir a liyperbole, com que o nobre redactor do ioe-
ral rcbaixa aleo fundo de um abysmoo seu adver-
sario, o que dir da elevacao, em que nos collocou ?
que foi urna pungente irona, com que nos qaiz mi-
mosear no meio de soa colera ou do seu despeilo.
Urna irona 1 oh d3o ; ainda fazemos justica ao no-
bre redactor do Liberal; seu coraco esl puro, oas
Se o paralello |eslabelecido pelo distinelo redactor
do Liberal livesse sido enlre pessoas desconhecidas,
ou que nao eslivessem em immediata relaro, ainda
se podera resalvar a ambas da odiotidade, que acar-
rela o termo de comparacao; roas aqoi recresce o o-
doso pela circnmslancia nolavel da intima relatio,
ero que nos echamos uo negocio do contrato com o
digno presidente, pelos respeitos devidos primeira
autoridade da provincia,pela cnnsideracao sua eleva-
da posirao social, e sobre ludo pelo acatameolo com
que nos deviaroos tratar a urna pessoa,que nos lluvia
acruraolado de delicadeza e de civil urhanidade.Ijto
mesmo baviamos n\s eonfessado no nosso artigo, <
be-o o Ilustre redactor do Liberal, qoe aggravou
ainda mais a nossa sorte, qaerendo-nos fazer inslro-
mento de urna tremenda aggressao.
E.com efleilo, a nao ser urna verligem do mome-
lo ou pesadelo, nao sabemos como se faseinou o
dislincto redactor a ponto de collocar-nos (ao- nobre
presidente e a nos) em um pelourinbo, e fustigar-nos
sem clemencia atravez do posle, em qese dignou
atar-nos. Ora, o nobre redactor d\ Liberal he
moilo Ilustrado e cavalleiro para deixar de compre-
bender quo oflemivo e injurioso seria para us es-
le seu procedimenlo. Se ha, poia, quem perdeaw
nessa odiosa comparacao, romos sement nos, por-
que haviamos declarado quanlo respeilo e acatameo-
lo nos mereca o nobre presidente pela sua delicadeza
e probidade. Merecamos acaso do Liberal seroelhau-
te tratamento t
Se o Liberal, abandonando o campo deotrasre,-
crmnac,oes odiosas, como as de concusso, peita e ti-
tanio, porque haviamos declarado, que nao aceila-
vamos a discussao nesse terreno, quiz dar-nos urna
prova de sua delicadeza e deferencia ; perdoe que
Ibe digamos urna verdade, e be que na escolha de ou-
tro campo s leve em vu)as,no melhorar de posicio,
masaggrava-A, reunindo a lodo o odioso das primei-
ras recriminaeoes, o escarneo das .ultimas. Meta o
nobre redactor do Liberal! mo em sua concien-
cia, e do fondo do seo> gabinete, diga-nos com fran-
queza, se nos lhe merecemos esse horrivel procedi-
menlo. A que vinha era urna questio de fado, urna
argumentarn toda pessoal'! Para que nos amarrou
a um posle e nos expoz irrisao publica, assim"ao
nobre presidente como a nossa pobre pessoa f Ora,sa-
be perfeilamenle o illuslre redactor do liberal,que
nada mais fcil de responder que os argumentos ad
hominem: pergunlamos nos quererii arrestar-nos
a esse despenhadeiro, a esse terreno de lixo e de lo-
do '! nao ; nao foi essa a soa inlenrae, nem pedia
se-lo, fazemos-llie justica ; foi uro acto de verligem,
um accesso de mo bumor.um desvio involuntario,
em que seu coraran generoso nao leve parle al-
guma.
O que ha de mais singular em ludo islo Jie que o
Ilustrado redactor do Liberal a cada passo oosaver-
ba desuspeilos nesla causa. Nao podemos defender
ao presidente, diz elle, porque somos advogado* do
contrato; mas foi-justamente o contrato a materia da
primeira aggressao : o presidente obrou mal nas mo-
dificaces que fez ao contrato ; protegen aos conlra-
ladores em detrimento do povo ; perdoou as mollas,
que nao eram suas,em favor dos contratadores ; em-
fim semo contrato, nao sabemosa quevem neste ne-
gocio o presidente ; logo se Hubimos estricta obriga-
,rao de defender o cootralo, eslava o presidente im-
plcitamente incluido na defeza. Se o contraa nao
foi em beneficio dos conlratadores, mas da popula-
ran, como j provamos, honra ao presidente qoe -
confeccionou ; se abrir mo das maltas era um acto
de justica, o presidente obrara muito mal, te o nao
nralicasse ; como e quando nos apresenliraos'nsco-
mo o advogado da presidencia? Neste caso o presi-
dente esl justamente defendido pelo seu'proprio
acto.
Alero de todas essas oflensas, nao merecidas, sof-
fremos do Liberal urna aecusaco terrivel : sacri/i- .
camos aos srdidos lucros do contrato os interines
dopovo! Eis ahi suas proprias palavras : Jul-
gamos, diz o Liberal de 31 de Janeiro, que nesse con-
trato os interesses dos conslraladores, seb a egide do
seu dislincto advogado, foram mais bem pensados de
que ot interesses do pono, etc. o Em outro lugar do
mesmo numero : Desde que tao dislincto advogado
se apresentou pessoalroente ante o Sr. Jos liento
para defender os conlratadores no tribunal adminis-
trativo, perigou a causa dopoco, etc. a fo Liberal
do I. de fevereiro ainda se l : a Os interesses do
poco nao foram devidamente altendidos. por falla de
um advogado hbil e dedicado que etc. No Liberal de 3 de fevereiro lambem l-ae o
seguinle : i A cumpanbia obrando em seus interes-
ses, fez o seu deter ; era orna corapanbia conmer-
ciaL e sea fito devia serlucrar o maispossirel. Ao
Sr. Jos Beato cumpria por justos limites aos lucros
da companhia, e nao deixar a populacao a merc
delta.
Veterano nas lulas populares, lanas vezes ferid
no intimo d'alma, e mutilado por golpes profundos o
ncuraveis, he doloroso ver-nos acensado de sacrifi-
car interesses, que defendemos tantas vezes a costa
da nossa familia, da nossa fortuna, da nossa posirao
social, e sobre ludo da nossa propria pessoa. Quan-
do em 1817 perdamos o pai no patbulo, e ionios
companheiro e participe, de soa ultima agona;
quando perdendo na idade de 21 annos urna posirao
brilhanle, familia e fortuna, Tomos laucado em tena
estranha, proscripto pelo despotismo, ainda era cau-
sa do poo, qoe defendamos em ambos os mares e
sobre as penedias dos famosos Andes ; foi a causa
da independencia americana a quem servimos, dessa
independencia precursora da da nossa patria. Per-
gaotamos nos, o que era nesse lempo o muito illus-
lre redactor do Liberal t Ou nao existia, ou comeca-
va enlao a existir enlre as faxas da infancia.
Vollando ao nosso paiz depois de 15 annos de pros-
criprao, ainda (ornamos a essas lides inlerminaveis,
em que nos lemos assignalado por 11 Cor I unios de
grande magnilude. Quando em 1849 fechavamos
esse circulo ominoso aberlo era 1817, ainda foi com
a perda de nossa familia e com o sacrificio de nossa
pessoa, que pagamos a nossa dedicaro aos inleresses
populares. O que fazia enlao o Ilustrado redactor
do Liberal ? Apenas dpnzel fazia a soa primeira eam-
panha, em quesearmou cavalleiro pelas toas pro-
prias maos. Uoje cavalleiro ainda novel pretende
dispular-nos essa corda, nao de louros, mas de cy-
preste, que a mo do infortunio collocou por tantas
vezes sobre nossa cabera Tanta gloria, t a desoja
para si, mis Ih'a cedemos de bom grado, contentan-
do-nos de rogar a Dos, que ao menos lhe nao cos-
te tao cara quanlo nos nos tem custado.
Mas para que nao crea, que pode navegar em mar
de rosas entre as syrtes populares, sempre lhe lem-
brareraos um fado, que elle nao ignora. Jae-por m-
terttses do poco entende esseslquo ojiteral lem
advogado al hoje, lhe diremos,[qne^n 1818, quan-
/

opinioes nunca se desvaneceram totalmente no pali,, sua checa desvajrou com amaina causa,
oinguem, soslenta-
oria boje deter che-
lavamos a bandeira
al hoje ainda nem
nem tanto; eapro-
quella poca, desde
anno, o na Barca
kctoriado e acclama-
f lo povo nestes cir-
Imperial ; quando o
todo nosso, como enlatf diz!
contrario era pequeo na cap
victima 1 Esla lSo deve ap oveilar ao nobre
do sos, sem o menor auxilio^-1
mas o partido, de que elle st
fe, quando pela mprensa le
das reformas por tal modo,
elle nem ningaem tem dito r|
va ahi a (em no Diario Aon
fevereiro al outubro do meju
de S. Pedro ; quando eram|
do com frentico entbusiasn
culos creados, pela sociedaj
nosso diobeiro, a nossii penna 5a nossa pessoa esta-
vam i disposicao de qualquer gomera do povo, qoe
de nos precisa va ; o qne nos aenteeea ?
Queris saber a paga^que tifemoi de lodos Ates
enormes sacrificios ? Usaos arrkslados no asiigo 2 de
fevereiro pelas ras mais puHieas desla cidade no
meio dos balds, dos sarcasiitos, dos doeslos, e dos
apodos maisaflroolosos, no Befo das vaias desse mes-
mo povo.. por quem nao baviimos poupado sacrificio
de especie alguma. Sejie verdade qne o povo en'
'a nos, e qoe o partido
al, de qaem romos nos
iar que nao experi-
> a guerra 00 a coberui
dador do Liberal; ao meuot
mele os pures dos navios
das presigangas, nem faca o ijisle papel de reo de
polica, indo em itiaiwiio parrf a ilha de Fernamto
guiza de Vicente de Paula efde oulros dessa laie.
Para aquelles que foram enlao corapanhtiro de in-
fortunio, a lisao deve ler-lhea aprovelado ; mas pa-
ra vos, que comeeasles eolio vossa vida de lidador
popular, vos servir de espelho, seoao qoereis pastar
por roeotecapto.
Sois na realidade, Sr. rededor, um mofo deespe-
rancas, porque, nao vos falla talento oem Mlraccio 1
leudes mesmo aplido para a vida politice porque
sois incansavel e laborioso, mas na queirais avancar
lao longe, qoe exponbais o vosso paseado deixaado-o
a descoberlo. Somos ot primeiros a desejar-vos ama
brilhanle carrera sera*os infortunios, qoe acompa*
nham as latas populares. Dos cooterve veteo bom
pai, e que morra cercado e abencoado poreeat filhot,
quando for Dos tervdo caama-lo i toa ala glo-
ria, e que o preserve de acabar em uro nUbalo jwM
:


\:
01 ARIO OE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 15 DE FEVEREIRO DE 1854.
V
s
cauta do poro ; nem vejis dosapparecer vossot ir-
mJot nos campos de balilha ou assassinados pela po-
lica ; (joo vossa foitona nunca desappareca nessis
crises, anlesmedre pelo vosso trabalho e-pela vosa
diligencia ;em(lm que nanea habitis os porfes de
navios de guerra, nem vosvejaes condemnado urna
prisio perpetua.
E, porro, he mullo justo que, se nao vos desojamos
todas asas calamidades, porque temos infelizmente
pastado, Umbem nao nos roubeis a gloria de lodos
esses padecimentos, querendo ganhar a nossa cusa o
Ululo (que vos nao invejamo) de defensor dot inle-
retsu toporo, e sobre ludo interesset que dizeissa-
crificado* por nos. Nao, nem tanto, meu rico Sr.
redactor 1 Temos nesle artigo respondido nicamen-
te aos argmnentos pessoaes ; no immediato respon-
deremos aos que Iratam do contrato, ou se relercm a
faetoi e deutrioat perlencentes ao roesmo contrato.
Crefa-nos o oobre redactor do Liberal, que respon-
dendo-lhe pela maneira porque o lizemos, rcsalvamos
a sua pessoa a nuera estimamos, e sobre ludo assuas
ntenc&es, deoija sincendade ainja nao iluvjdamos
un so momenlo^iera Dos permita que nos enga-
emos a seu respeito Juslus.
CORRESPONDENCIA.
O caso cont como o caso foi
ya minhaphrase de constante lei
> O ladrao lie ladrao, o boi he boi.
Srs- Redactores.Tcndo-nos enderejado o nosso
patricio chrismado novo porluguez, um cartel para
ajuste de cuntas, em sua peca preciosa obra prima
publicada no seu importante Diario de 21 de ja-
nal, a nao haver previas estipulares, e quando mes-
mo pelo direitoconsuetudinario das narOes, exercam
algumas attribuicesdojurisdic^ao criminal, nunca
ser de modo que Hernia a soberana dn Estado em
que reside, visto que o direito de applicar a lei jut
judiciariumao mesmo compele exclusivamente em
razo da sua independencia, eque o coutrario seria
urna oil'ensa formal nacionalidade, e a tolerancia
do Estado, dentro do qual o agente diplomtico ar-
rogaste a si o poder de jolgar e provocara a pedir
immediata lisiaran, prompta retirada de seu envia-
do, e i negativa seguir-se-hia o appelloas armas, ul-
tima lgica das nacocs : depois detsa peca preciosa
d'obra prima, de espanto c de terror.dando mais de
qualro passos para Ira* disscinos : misericordia,
Usando leos, temos fogo, com que nao se accoramo-
da bem o nosso estado nervoso! Com effeito, vejam
l, nossos patricios, que de estragos, unirles rios
caudalosos de sangue derramado entre o Brasil e
Portugal nao poupou o Sr. Moreira deix.an.lo ir a
Jo8o dos Santos na santa par do Senhor ? A vista
deste medonho abysmo, de que nos livrou o Sr. Mo-
reira, heeialissimo o ultimo trecho da peca preciosa
d'obra prima do novo porluguez, Uto lie, que
ninguem mais que o Sr. Moreira sabe desempenhar
com prudencia e justira o honroso cargo de cnsul
de Portugal na proiincia de l'ernambuco fiisum
leneatis.
l'areceu- nos que o novo porluguez s quiz arro-
tar erudito, mimosear ao respeitavel publico com
urna prelecro de direito internacional, em summa
ementar, quanlo he profundo as materias diplom-
ticas, eximio criminalista, e abalisado jurisconsulto,
sendo de deplorar que elle nflo compulsasse, Merlim-
Reportorio de jurisprudencia, os diccionarios da con-
neiro, o que equivale a urna verdadeira c injusta ag-
greoio, bem poderiamos dispensarmo-nos de aceitar I versajao, o das datas por D. Ilarmonville, o jurdico
ctse desigual duell, nao s porque do S. S. o wrmereial por Fcrreira Rorges, verbo cnsul, e ou-
1
\
J

provocador escolheu loga, contra todas as regras, o
terreno, em que elle deveria ler lugar e as armas
competentes; senao lambempor termos em nossas an-
teriores correspondencias apenas convidado ao Sr.
Joaquim BapHsta Moreira, e a oenhum oulro caval-
loiro para lomar parte na discussao do seu procedi-
raenlo sobre o successo do patacho Arrogante. Mas,
como este Sr. Moreira nao tem querido apparecer no
campo proprio, ao passo que se diz, andar por ahi a
mendigar para que o defendam e justiliqaem os seus
actas razoavelmeqle censurados, anhelamos que cs-
se nosso patricio u3o nos considere igual em cobarda
aquelle seu cliente, vamos lular, mu grado com tao
robusto, valente e leraivel athleta, que em seu lugar
veio tomar as dores, devendo antes de ludo declarar
que a demora da nossa resposta procedeu de eslar-
mos na especlaliva da coiilinuarao dos arligos do no-
vo porluguez, visto como promelteu publicar urna
aerie delles; e em razSo da nossa ja caneada idade
nos ser esensada qualquer fraqueza.
Coroecou o portnguez de fresca dala a sua homila
(comparando-a mal como Santo Antonio pregando
aos pcixinhos, e estes boqui-aberlos a ouvi-lo) ex-
clamando assim: Briosos Imtanos, he lempo de suj-
foeardes essas queixas, que dcsabais contra o vosso
nterilissimo e fidelissimo cnsul,' nao vos deixeis
arrastar pela perfidia e snbtileza de dou s ou tres pa-
tricios nossos Umbem Iludidos por algum especula-
dor disfamado, queso, encara os seus lius e para at-
lingi-lus se serve de veis como de pedestal.Nao ha
duviila, este rasgo de eloquencia do charissimo patri-
cio, he sublime, maravilhoso, e sem receio poder-
se-lia qualificar de pera preciosa e obra primaco-
mo elle denominou a nossa segundacorrespondencia,
inserta ueste Diario de 11 de Janeiro, se bem que
S. S, nos lia de perroitlir de lhe dizer, que esla sua
parase pelo menos encerra um insulso e intil pleo-
nasmo, parque a obra prima, j por si significa pera
perfeita, preciosa, primor, e excedencia d'arte,'ea
b ainda accrescentar.do a peca preciosa como elle
ratificar um verdadeirosarrabulh e perfeilo vala-
p Jura. Meu charo doulor, tome o nosso conselho,
aolessde se metter em discussoes, v aprender o
nnrlnmty pipn v. STnao o sabe escrever.
Sobre este conselho moral dado .pelo nobre defen-
sor do Sr.-Moreraj releva dizer, que S.-S. enganu-
se perfetamenle, quando attribuio a alguns dos seus
patricios tao mesquinhos senlmentos, pois que ne-
nlium existe entre nos, que se lenhadeixado arrastar
por sogestoes gnobes para motivar obrado dendig-
naeflo, que soltaram,contra aquelle representante da
sua oacSo, o qual s lem sabido at boje perscrular
os interesset ejmakpa. da gesto que lhe foi con-
fiad.' ~ q
He publico e colori nesla cidade, que antes do
acontecimento do patacho Arrogante, grandes quei-
xas j exisliam da parle dos porlnguczes contra o Sr.
Moreira, e bem assim, que varios actos seus haviam
sido geralmente e/iprobados, como por exemplo : 1.
ter o Sr. Moreir* espalhado urna circular era que se
oCferecia a advoaar oeste foro, o que expressamente
lhe prohiba o arjt. 39 do regulamenlo consular de
Portugal de 26 dfe novembro de 1851; 2. nio haver
linda S. S. dadla cotilas do immenso capital que o
rno porluguez lhe confiou por suas fallares so-
licitac^es paraMonsummar o verdadeiro morticinio
dos seuipatofeiosdesradados para a inhspita colo-
nia'de Moasamedes, nem do que obleve por subscrip-
c3o aqu, para igual deslino, na segunda expedirn ;
3. a montara que mandn fazer a alguns seus patr
dos que Mae eram adversos, para os degradar contra
toa vontae para aquella Colonia, coro o fin de evi-
tar que contassem'as suas gentilezas, j entao sabi-
das; 4. o muilo que se lem dito sobre os conluios e
dissipares havidas sobre as heraoeas dos seus patri-
cios aqu fallecidos; 5. o escandaloso fado de pres-
lar-se o Sr. Moreira a representar o indigno papel de,,
denunciante contra os seus proprios patricios, quan-
do delles devia ser o mais decidido protector; ero
urna palavra oulras maltas gracinhas referidas no
novo melhodohque por decoro proprio deixamos de
repetir Mogo causas acolmilladas e dispostas haviam
contra o Sr. Moreira, e nao foi de improviso, que
contra elle se revoltar'am os seus compatriotas, nem
para isso foram arrastrados por argucias de especu-
lador algum.
Sim, ellest fizeram explosao ante o publico, quan-
do immensos eram os seus sollmenlos, e desabala-
ran) os seos justos resen lmenlos, quaodo j nSo po-
diam sufloca-los enlre si mesmos ; em summa indig-
naram-se contra o Sr. Moreira, quando o seu proce-
dimenlo altinuio ao mximo da torpeza, menospre-
zando ludo quanlo era sagrado e humano, por-
que, repetimos, sempre S. S. apenas lem bascado
engolfar-se no dulce farnieute do consulado, consi-
derando- invulneravel c superior a ludo por ha-
ver repartido cem nao avara algumas das migalhas
das fallas diwesfloapnceru>-teslas de ferroepor
consegonle he da pye do novo porluguez que ha
o proposito de espalhjr precohceilos embar os seus
incautos patricios, hmensignaros(como S. S. os
appellidou, por serei iofeiramente dedicados vida
eommercial) prevalAendo-se de theorias mal appli-
cadasde dlreilo inlUuacional, pisando e escarne-
cendo oqaede maifdiaro e precioso possue o ho-
mem dadvilisa^ j^brio nacional.
O novo porlueue na sua alcunhada pesa preciosa
d'obra prima, depo de reerir a seu geilo a celebre
historia do palaciio rroganle em lom dogmalivo,
segundo suas propri^expresses, (nos diriamos dog-
nalico, porque Iod os lechicographos dalngna na-
. cional, nao (razenvl tal termo novo por S. S. intro-
*, tto her"doglialivo, a menos que nao seja er-
wgraphce, corlo ser mais provavel) ettabele-
eguinles quetloese desaou'nos logo para soa
w**Kfci6. ,
>*wia o coiwul de Porlugal em Pernambaco
leclor nato (te seus compatriotas, proceder
t*U da qoaiquer modo conlr* o capilSo
i qae no, ^rrilorio da soa naco violou
tngoeza, tem que entre n Brasil e Portu-
tadesqM encerrem eslipula^Oes a res-
P*'K>docasovertenu;-;
."* a& --onstil de quem se trata man-
irrigante, embarga-lo a ficar aqu,
r a coniinoa5o da derro,a ,ivesse
soorevindo torca mainr .. j
kiiu.j. ">rqueo isenlasse da responsa-
tnlidade entre os tribuna. j ^.- i a'
->i.. .w"ue,>Pm, e da indemnisa-
eaodeperdas e damnos '
toirBriona.,como,u,r--.deM;:
c^caLltribuieOe, ora S.SX
lados, e ora pelas inslrnec6es e rdens do wa g0er.
no, emfim, que a soa competencia limiU^, woina.
riamente os negocios nao eonlenciosos, ou de juris-
dieco volunttria, etc.^ assim como parodlou a his-
toria da institoicSo consular, azendo-a remontar ao
secuto XITI para concluir com aceito dpgmalico e
nlo a-oyoioriro, como S. S. disse, que em poca algu-
ma os eonsole exerceram idos de jarlsdiectlo crimi-
trs militas obras especiaes, em quo adiara exceden-
temente (ralada essa materia para ler mais que co-
piar aquella sua correspondencia, c ao mesmo lem-
po ir demonstrando o seu mrito, e adquerindo cr-
dito e reputarlo por todo o orbe catholico, e princi-
palmente ante o governo porluguez, o qual nao dei-
xar de aproveilar tao insigne diplomtico, e habili-
ta-Io para suprir a falla do fallecido duque de Pal-
mella, ou alisoecupar a importante pasta dos nego-
cios estrangeiros na falla dos Exms. visconde d'Alho-
guia, da Carreira, deGarrel, pois que talento % ele-
gancia, Ilustradlo c virtudes sem duvida Ihes sobe-
jam.
He para admirar que o novo porluguez 13o ando-
so de entrar em Hca com esle se,u criado, pobre, a-
chacado, e ignaro vclho.deixasse de pulverisar todos
os argumentos apresenlados em nossas duas ultimas
correspondencias de 16 e 20 de Janeiro, dando assim
a entender que com ellas se engasgou ao passo que
deliberoii-se a fazer aquella prelecc^o de direito in-
ternacional, proclamar principios extemporneos,
controvertidos enlre os mais dislinctos escriploresdes-
sa materia, em urna palavra oppostos ao direito posi-
tivo, a legislado peculiar, e applicavel especie ver-
tente, pela qual bem descriminadas, e definidas se
acham as allrbuicoes consulares Considerando pois
esse silencio como verdadeira acquiescencia ao que a
respeito temos ponderado, vamos proseguir.
Para provar ao novo porluguez, que enlre os exi-
mios escriplores de direito internacional nao he uni-
sona a opnio por elle propagada.de que os consoles
nunca exerceram actos de jursdiccao criminal, nao
citaremos muitos autores como S. S., apenas trans-
creveremos os seguintes trechos de duas preciosas
obras: 1. No diccionario da conversajao, verbo
cnsul, se l :O Consol, como juiz, profere sobre as
quesloes agitadas entre os nacionaes sugeitos a sua
jurisdicso.verdadeiras sentencas suscepliveis de exe-
cosao.pelo menos de provisoria.2. o diccionario
de direito eommercial por Gonjel el Merger no mes-
mo lugar precitado se depara o seguinle :Os cn-
sules teem sobre seus nacionaes nao s jurisdiccao ci-
vil e eommercial, se nao lambem a criminal, funda-
da no direito coromum e com maior ou menor ex-
lenso, segundo os osos e tratados, ele.: donde bem
se evidencia, que nao he lio inconcusso e incnfjrover-
so aquelle principio que abraca o novo porluguez,
ainda mesmo consultando e seguiodo o direito cons-
tituendo das na^oes.
Belcva porm observar, que a quesiao vdenle he
muilo distincla, pois nao se traa agora de conhecer
qual he a doutrina, e sim qual he o direito positivo,
e a disposico legal, que se lhe deve applicar, como
j ponderamos na nossa anterior corraspondencia de
20 de Janeiro, e repetiremos sempre se nao resta
mnima duvida que pelo artigo 158 do regula-
menta consular de Portugal de 26 1851, f"e oulr'ora pela portara de 8 1812,i, he recommendado ao respeclico cnsul o
mais escrupuloso cuidado acerca dos subditos de
sua nacao, tindos sem passaportes, de autoridade
portugueza, assim como se pelo arligo 37 do mesmo
regulamenlo se lhe facalla tomar todas as provi-
dencias que lhe parecerem adequadas em ordem a
manter o bom nome porluguez, quando qualquer
nacional commetta alguma accBo que o desacredite,
em summa, se as portaras do.goveroo porluguez de
19 de agosto de 1812, e 11 de oulubro de 1853, de-
terminara expressamenle qual deva ser o numero de
passageros para cada navio procedente daqoelle rei-
no, segundo a sua lotacSio, o que deveria fazer um
cnsul digno desse honroso nome,verdadeiro repre-
sentante da nac,ao que o npmeou, decidido protector
dos seus patricios que chegaram ao sen districlo (arl.
43 do mesmo regulamenlo), em urna palavra sendo
informado, quo ora barquinhode 203 lonelladas (e
que s mede 150 com verdade), Irazia 428 passage-
ros, e mais 44 pessoas de Iripolacao, dos quaes ape-
nas 15 com passaportes legaes, quando s poda tra-
zerSO pessoae, inclusive a tripolajao, bem como que
todos esses passageros, seus desgranados plricios, j
cansados de soffrerem brbaro tratamenlo implora-
vam incessantemente o desembarque, vozes eslas,
que foram repercutidas nos corares dos dema por-
tuguezes aqu residentes, e por elles acompanhadas';
Devia immedialamenle mandar desembarcar lodos
aquelles passageros que all vieram, como ven la le-
ros escravos, e tratados como bestas de carga, e pro-
ceder contra o malvado e deshumano capillo, autor
de lanas rnortes e desgrasas, principalmente quando
os^rtigos 14 e 16 do decreto n. 855 do 8 de novernbro
de 1851, que por convenrflo he applicavel no Brasil a
Porlugal da o expressamente ao cnsul lodo o poder,
e alfbrisdcrao criminal ibi.
Arl. 14. Aos agentes consulares pertence lomar
conhedmenlo, segundo os seus regularoenlos, dos
deudos commellidos a bordo dos navios de sua na-
S3o por individuos da Iripolacao, uns contra os on-
Iros, durante a viagem, com tanto que nem o of-
fensor, nem o offendido sejam subditos do impe-
rio, etc.
Art. 15. Quando os navios mercantes eslran-
sein.s se acharen) dentro de qualquer dos porlos do
Brasil, ajurisdicsSo criminal e policial dos respec-
tivos agentes consulares nao se extender aos delic-
ies graves, ecl., ou que por qualquer modo possam
perturbar a tranqoillidade publica, ou affeclar
particularmente a qualquer habitante do paz.o
Logo nao tem razo o novo porluguez, de apre-
senlar-se com dubiedade, buscando a egide de dou-
irinas inapplicaveis, e repellidas pelo direito posi-
livo, escriplo e recebido em sua palria, ao qual se
devia nicamente soccorrer, sendo anda de admi-
rar, que o Sr. Moreira hesitasse de assim proceder
acerca dos infelizes, qoe vieram abordo do patacho
Arrogante, e de leo desalmado capilio, ao passo qoe
se dia que nao uvera escrpulo algum de promover
a prisa de cerlos individuos vindos a bordo do na-
vio Despique de Btiri:, sem passaportes, os quaes
foram conservados em a cadeia desta cidade al que
alguem os valesse, e conseguiste rbrandar o rigor do
Sr. Moreira.
Se, pois, provado fica. que o Sr. Moreira poda
e devia mandar desembarcar os passageros daquelle
maldito Arrogante, e proceder contra o desalmado
capitao Joao dos Santos, o qual pelo modo mais fla-
grante conculcou todas aquellas disposcOes citadas,
e acintosamente menoscabou de todas as leis divinas
e humanas, como ousa anda dizer o novo porlu-
guez, que essa paralysasao da derrota daquelle na-
vio, qoe para isso fosse causada pelo Sr.Moreira, nao
S exonerara da responsabilidadeanle os Iribaoaes, e
e indemnizar perdas e damnos? Se por vejara
era criminoso- o procediraenlo daquelle capitao, co-
mo lhe caera o direito de pedir indemnisacao al-
guma 1 O novo porluguez pode ler a gloria de ha-
ver assim instituido orna nova doutrina, isto he, que
da perpetrado do crirae deve resallar sempre pro-
veto, oo lucro ao seu agente, erobora d'ahi a so-
dedade-soffra, e eondemne esse mesmo acto.
Remis, se aquelle navio nenhuina carg Irazi
alm de passageirot deslituidos al de seus proprios
bahos, nicos bens, que possuiam, poit que aquel-
le perverso JoSo dot Sanios mandou alijar, lie ff%
de dovida que nenhoma demora oo paralysasao ha-
veria no desembarque delles, nem seria preciso, que
sahisse do Lameirao, onde ja linha desovado cento e
tantos ( a quarta parle dos que vieram), como mes-
mo oconfessa o novo porluguez. Se, pois, esse fac-
i nao se devia considerar resultante de naufragio,
faraefio, ou outro qualquer evento extraordinario,
nao poda dar direito a protestos de mar, e futuras
demandas de indemnisaro por supposlos prejuizos
cansados em razao do desembarque dos trezcnlos c
lanos passageros restantes ( numero superior a lo-
lario daquelle navio ) vindos occuKamentc, e sem
passaportes, fado previsto, procedente da voulade
propria, revestido de plena m f, e por isso impu-
tavel, e considerado criminoso da parle do dito ca-
pitao. Pdo amor de Dos, nao queira o novo por-
luguez desl'arle vender-nos sebo de Hollanda por
pomada de cheiro, nem insulto as Trias cinzas de
l'erreira Borges, Silva Lisboa e oulros muitos dis-
linctos criminalistas, que por cerlo nao estatuiran)
doutrinas lo absurdas e extravagantes.
Parecen aoSr. porluguez novo que ha\ a desca-
berlo a pedra philosqphal, quando disse, que seo-
do o cnsul apenas agente e protector dos interes-
ses commerciaes de sua nacao, conciliador e arbi-
u tro ein suas conleslacoes, em ama palavra, orgao
de suas reclamares, queixas, de modo algum era
a o competente para proceder criminalmente no ds-
triclo consular*, porcfio do territorio brasileiro
contra o scelerado subdito porluguez Joao dot San-
ie tos, capitao do patacho Arrogante, infractor das
portaras do seu governo de 10 de agosto de 1842
e 11 de outubro de 1853, por haver em territorio
a porluguez rarregado no supracitado patacho (de
ralsamenle 203 toneladas) e s sim 150, quanlida-
de de passageros extraordinariamente superior s
n forsas do vaso. E para mostrar palpavelmente
esle seu asserto, estabeleccu o mesmo Sr. Iporlu
guez novo a seguinte arcumentacao (que elledcoo
mina svllogismo), fondada em hypoleses origiuaes,
segundo a sua propria classificaso. a I. que ou o
cnsul-querellara do dito capitao, peranle os Iri-
<( bunaes de Pernambuco, 2.' ou perante a aulori-
dade portugueza, sendo que, no prmeiro caso,
nenhum juiz oo tribunal brasileiro seria 15o nes-
a co que, vista do arl. 310 do cdigo criminal do
a Brasil admittisse semelhante queixa de um crime
'para que nao havia penalidade estabelecida, e no
segundo, nao era possvel, valo como a jurispru-
dencia de todas as nasoes eslabelece, qoe a just-
s penal, como acto de soberana, crcumscreve-
se ao territorio de cada um, e nao se estende aos
actos pralcados alm de suas fronleiras, e s af-
fectam aos eslrangciros, que sob a prolecc.io de
suas leis as violam.
Com effeito, nao he possivel com tanto laconismo
dizer-se mais inepcias e baualidades! Em primeiro
lugar, aquella argumenlaso, que se costuma cha-
mar dilemma e nao svllogismo, como S. S. im-
propriamente chamou, pecea nao s na forma, co-
mo na materia.Para prova de que pecca na forma,
rogamos encarecidamente aos leitores, que revejam
com allencao esse lopico daquella correspondencia
oo charada, que para respondemos ro-nos preciso
primeramente fazer aquella supradila decilracao.
Para se reconhecer que essa argumenlaso lambem
pecca na materia, basta allendcr-se, que se a puni-
co do crime perpetrado pelo carrasco Joao dos San-
ios nao competo aos tribunaes brasileiros, nem lam-
bem s autoridades porluguezas, como assevera o
novo porluguez,ser a consequencia necessaria e
infallivel que elle ficar illeso, impune,' o que sem
duvida he perfeilo absurdo, e a proceder tao exdru-
xula doutrina do eximio criminalista, insigne dipl-
mala, dislincto jurisconsulto, Iilleralo profundo c
abalisado, etc., bem estaran) os eslrangeiros no Bra-
sil, qoe a seo goslo poderiam pralicar loda a sorte
de atrocidades, sem receio algara de sanecao pe-
nal!!!...
Se aindase compulsara os mais dislinctos escriplo-
res do direito das gentes, enenntrara-se doutrinas
mn diversas das que propaga o novo porluguez, a
respeito da especie vdente, de sorte que quando
muilo se poden dizer que elle esl predestinado pa-
ra rorrgr os erros desses sabios, se por ventura nao
se inverler a oracao pela passiva, isto lie. que S. S.
vista dot mesmos ato passa de algum Zote.
b Mr. l'oclix, .a seu tratado de direito interna-
cional privado 5*4, assim se exprime, (e na ola
esse paragrapho cila Vatel, Marlens, Rlurber e ou-
lros iguaes, bem como alguns areslos que esto de
accordoj ibi. Jodo o navio que navega em pleno
mar, patrimonio commum de todas as naroes he con-
siderado como formando urna continuasao do territo-
rio da nasao, a qnal ou aos cidadaos delta pertence.
Desde entao os tribunaes desta nacao sao os nicos
competentes para conhecerem dos crimet e deudos
commeltidos a bordo destes navios; e estende-se esta
mesma competencia aos fados commellidos a bordo
dos navios perleucentes a naco (pnblic wessels) que
se acham ero uro porto eslrangero, ainda qoe se ad-
mita, que a repressao das iufracroes commeltidas
sobre um navio particular, em um porto estraogeiro
perlcnce nacao, em cujo territorio he o porto situa-
do. Assim os crimes ou deudos commellidos a bor-
do dos navios qoe navegam o alio mar, e dos do et-
lado surtot em um porto estrargeiro, ou pelas equi-
pagens dos mesmos, esbem sobre a comnelencia dos
tribunaes da uiesma naco, c sao julgados segundo as
suas leis.
Mr. Wealhou nos elementos de direito internacio-
nal, lomo I., pag. 137, explica a mesma doutrina
pela seguinle maneira:
carrejado pelo governo imperial,de examinar a ques-
iao sobre o systema mais conveniente para construc-
can da ponte do Recito,c lendo ha poneos dias sonda-
do e medido a parle do rio Capibarbe, prximo a
ponto actualmente existente, e os lugares indicados
para a ponte provisoria, rogo-lhe o obsequio de res-
ponder-me aos seguintes quisitos, permittndo-me
dar a sua resposta a publicado qoe for necessaria.
1. Qual seria a cxloncjo da ponto, que seprelen-
desse construir, partindo da frente da casa da cadeia
em linha recia para o caes d'Apo'lo, em frente ao
primeiro becco que vem da ra da Cadeia do Re-
cife.
2. Qual ser a extensao da ponte provisoria que
mualuiente est-seconslruindo.
3. Qual he a profundidade que se enconlra no
leilo do rio as duas direces cima referidas.
Certo de ser atlendido n'essc pedido, desde j lhe
agradeco o seu favor, assegurando-llic, que sempre
me achara promplo para o que lhe possa prestar, e
poissou de V. S. ltenlo venerador muilo respeila-
dor.Assignado!los Mamede Alces Ferreira.
Recito 13 de fevereiro de 1851.
Charo Sr.Accuso a recepsao da vossa carlajde hop-
tem, era a qual me peds algumas informacoes espe-
ciaes sobre as diroensoes da ponto provorisa do Reci-
fe, segundo as observa roes por raim lei I as..
Eis as respostas ao vosso pedido:
1. A extensao de urna ponto provisoria enlre o
caes de Apollo, no ponto em frente ao primeiro becco
da ra da Cadeia,e o prnjeclado no caes cadeia dever
ler pouco mais ou menos700 ps (medida ingleza) ou
962 palmos medida portugueza.
2. A extensao da ponte provisoria, na actual cons-
Iruccao, dever ter entre os caes perlo de 950 ps in-
glezes, ou 1306 palmos porluguezes.
3." A profundidade da agua na primeira posico,
he pouco mait de 30 ps inglezes, na baiu-mar, e
na segunda posicao deve exceder pouco n ais de 7
psnahaxa-raar. Sou.meti charoSr. vosso muiloobri-
gado. Assigoado. Charles Neate. Sr. Dr. Jos
Mamede Alves Ferreira.
Pernambuco 14 de fevereirode 1854.
COMMERQC
O.
PRACA DO RECIFE 14 DE FEVEREIHO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOcs officiaes.
Cambio sobre Londres a 28 d. 60 d|v. a praso.
dem, idem a 28 X d. 60 d|V a dinbeirc.
Assucar mascavado regular e escelhidq da ls<>10 a
18750 por arroba. f
Dilo braaco baixo2$100a 25150 por arroja. ,
Descont de letras de 5 mezes1 % ao raez.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da 1 a 13.....1493315010
dem do da 15........159395184
1652739521
Descarregam hoje 15 de fecereiro.
Barca irifeleza Toum of Liverpoolferro rarvao.
Brigue inglezGlaucus bacalho.
Brigue inglez Byron o resto.
Brigue portugaez Tarujo l ceblas, ra? e cas-
lanlias.
Barca franceza Margarilesal.
Barca franceza Comle Rogermanleiga.
Barca ingleza Roihesay bacalho.
Sumaca brasilea Hortencia genero) do paiz.
Hiato brasileiroDuvidosoidem idem.
Importacao .
Brigue Feliz Deslino, vindo do Ass, consignado
a Manoel (loucalves da Silva manifestoo o se-
gonle : '
1,000 alqoeires de sal, 586 molhos de pilha ; aos
mesmos consignatarios.
Barca ingleza Rothewy, vinda de TerraNova,con-
signada a Schramm Whatelyi Companh.manifcs-
lou o egointe:
2,707 barricas com bacalho; aos mesaos consig-
natarios.
Vapor nacional Guanabra, vindo dos porlos do
norte, consignado a agencia, manifestoo o se-
guinle :
1 caixa ; ao Dr. Sabino Olegario l.udgerio Pi-
nito.
69 rolos salsa ; a Jos Joaquim Branda).
43 ilitos dita e i rollo com 2 moldes; a Antonio
deAlmeida Gomes & C.
1 caixa ; a ordem.
30 barris manleiga ; a N. O. Bieber &Compa-
nlia.
115 ditos dita ; a Tatso Irmao.
1 embrulho : a Francisco do Reg Barros La-
cerda.
1 dito ; a Joao Augusto Carxalbo Moreira.
lliale Duvidoso, vindo do Aracaty, consignado a
Jos Manoel Marlins, manifestou n seguirte :
503 couros salgados, 753 meios de sulla, 52 caixas
velas, 1 sarco sapatos, 89 ditos cera, 33 titos feijao,
2 pacotes e 1 caixo cera de abelbas, 1 dilo peanas
do ema 4_ saccas cera ero, pjl molhos coori-
ohos 270'esleirs *, 256 thjjfeos, 1 inesa ; a or-
dem.
Escuna nacional San Jos, vinda de Granja pelo
Aracaty, consignada a Manoel Jos de S Araoju,
manifestou o seguinte :
30 meios de tolla ; a Joaquim Manoel Vie-
das cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de Janeiro de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
l. As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Alhosero feilas de conformidade como plano e
orcamenlo, approvadOS pela directora em conselho,
e apresenlados a approvarao do Exm. Sr. presidente,
na importancia de^SOHOOO rs.
2. As obras comesarao no prazo de 30 dias e sa-
rao concluidas no de 4 mezes,ambos contados de con-
formidade com o que dispoe o arl. 31 do regulamen-
lo das obras publicas.
3-.* A importancia da arrematacao sera paga em
tres prestaces seudo, a primeira de dous quintos pa-
gos quando o arremalaole'honver feito metade das
obras; a segunda igual a primeira, paga no fin das
obras, depois do reccbimcnlo provisorio, e a ultima
paga depois do anno de respoiisabelidade e entrega
definitiva.
4.' Para todo o que nao esliver determinado nat
presentes clausulas ou no orsamento,seguir-se-ha as
disposicoes da lei n. 286 de 19 de raaio de 1851.
Conforme o secretario, Antonio Ferreira t Annun-
ciaco.
Pela inspectora da alfandega, se faz publico
que no dia 18 do correte, depois do meio dia, se
bao de arrematar em hasta publiea a porta dessa re-
partirlo 50 gigos com 50 duzias de garrafas cora
Champagne, apprehenddas pelos empregados do vi-
sita a bordo da galera franceza Pernambuco, conten-
do 150 medidas, avadada cada urna era 15800, segan-
do a tarifa, sendo a arremalnsao livre de direilos ao
arrematante. Alfandega de Pernambaco 13 de feve-
reiro de 1854.O inspector, Bento Jos Fernandes
Barros.
O Dr. Custodio Manoel da Suca Guimaraes, juiz
de direito da primeira tara do arel nesla cidade
do Recife de Pernambuco,por S. M. I. .Cons-
titucional o Sr.D. Pedro II, que Dos guarde,
etc.
Faso saber aos que o presente edita! virem. e delle
nolicia tiverem, que no dia 27 de marco prximo
seguinte se hao de arrematar por venda, quem mais
dr, em praca publica desle juzo, que lera lugar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com assis-
lencia do Dr. promotor publico deste termo, as pro-
priedades denominadas Ptanga e Tabatinga, sitas
na freguezia da villa de Iguarass, perlencentes ao
patrimonio das recolhidas do convento do Santssimo
Corarn de Jess daquella villa, cuja arrematacao foi
requerida felas mesmas recolhidas em virtude da li-
cenca que ohliveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm. ministro da justica; para
o producto da arrematacao ser depositado na thesou-
raria desla provincia al ser convertido em apolices
da divida publica. A propriedade Pitonga em alien-
cao as destruiees qne lem solTrido suas malas, o a
qualidade da maior parte das Ierras, avadadas por
10:0005000 de rs.; e a propriedade Tabatinga por
ser em orna estrada que offerecemuita vantagem.com
um riacho pe'rmaneote, e urna casa de taina coberla
de tenas, ainda nova, avadada por 1:0005000 ; sen-
do a tiza paga a cusa do arrematante.
E para qnchegue a nolicia de todos, mandei pas-
sar edilaes que ser.lo publicados por 30 das no jornal
de maiorcirculaco, c afiliados nos lugares publi-
conlador.O amanuense.fra/icieo Canuto da Boa-
viagem.
O cemmandanle do-corpo de polica faz de no-
vo scienle, que nao leudo eu"e,cluado o contra! o das
peras de fardamento abaixo declaradas, em conse-
quencia dos inleresssados nao terem apretontadosuas
propostas em forma, tem marrado o dia 18 do cor-
rele pelas 10 horas da manliaa nara esse fim,'ad-
vertiolo que o corpo fe-mecer** panno azul pare
fardas, capoles, calesa e os mais objectos e aviamen-
tos serao propostos e appresentadas as amostras pelos
concorrenles, declarando o menor preso da factura
de cada urna pesa. '
Frdelas de panno azul......v 371
Calsat de dito...........371
Ditas de brim...........371
Capoles............. 371
Botes amarello?, aboluadurat......371
Quartel as Cinco Ponas 14 de feverero de 1854.
Epifana Borjcs de Menezes Doria, lenle secrela-
riu.
CIMII'WIIIA DE SEGUROS
INDEMNISADORA
Nd dia texla-feira 17 do crrenle mez, llavera as-
tembla geral desla companhia, para aapprovacao
dos senhores accionistas, em conformidade do art. 43
dos estatutos : pelas 11 horas da manhaa na ala da
assuciacao eommercial.
CORREIO GERAL.
O Hiato Tres Irmos recebe a mala para a Para-
hiba boje (15) ao meio dia.
DE S,
; a Manoeki Gonsalves da
(
a Lniz Jos de Castro A-
isa da minha residencia na ra
hasta da manhaa do dia 15 do
2,425 meios desolla
Silva.
127 meios de sola;
raojo.
3 garajaespeixe, 1 caixan ovas ; a ordem.
20 meios de sola ; a Novaes & C.
1 caixao e 1 parole ovas, 50 meios desoa ; a Jos
Rodrigues Freir.
750 meios de sola, 1 barrica cachimbos, 21 coaros
de bezerro ; a Joao Antonio Rodrigues Bou-
cao.
1 caixo ovas; a Joaquim Vieira de Barros.
Hiato nacional Sociacel, vindo dai Baha, consig-
nado a Caelano Cyriacoda Costa Moreira, manifes-
t o seguinte:
1,620 alqueires de farinha ; ao mesmo.
Marcara Boa Esperanca, vinda do [Aracaty, mani-
festou o seguinte : '
100 taceos cera de carnauba ; a jAnlono Joaquim
Seve. (
50 saceos cera de carnauba, 50 conros salgados, 12
molhos esleirs; a Antonio Joaquim de Souza Iti-
He evidente que nm estado lem o direito de fa- beiro.
zer proceder ante seus tribunaes por. qualquer oflu-
sa contra suas leis commetlida nos limites lerriloriaes
com outro estado, a menos que nao seja perpetrada
pelos seus proprios cidadaos. Nao pode fazer prender
as pessoas, sequeslrar osbens dos culpados em ter-
ritorio eslrangeiro, mas pode requisitar a prisao de
seus proprios cidadaos em um lugar, que mais hesu-
geito jurisdesao de outra* nasao, tal como o alto
mar, e puni-Ios pelas offensas commetlidas em um
certo lugar ou nos limites lerriloriaes de um oulro
estado.
Da harmona destes verdadeiros principios resulla
que se o capitao Joao des Santos havia violado algu-
mas dsposisOes legaes em Porlugal no seu territorio,
ou em alto mar, o cnsul agente desse paiz devia re-
quisitar as autoridades brasileiras a sua prisao para
ir all responder por lacs crimet, do mesmo modo
que S. S. pralicaria se fosse informado que f, bordo
de algum navio porluguez, ha pouco chegado, linha
vindo cedo individuo, quo houvesse perpetrado um
assassinalo, ou roubo, ele. em Porlugal ou durante
a viagem, bem como S. S. j'procedeu para com os
dous passageros vindos sem passaportes no Despique
de Beiriz, a menos que nao lhe parecesse convenien-
te deixar passar inclume o supposto fadJbra ou rou-
bador.
E nem essa requisisSo do Sr. cnsul seria desalten-
dida pelas autoridades brasileiras, porque entre to-
das as nasoes d-se sempre mutua cooperaso para a
captura e punirao dos criminosos, tanto mais quanlo
essa reqnisir.io era fundada nu artigo 16 do decreto
brasileiro n. 855 de 8 de novembro da 1851, que
manda prestar aos agentes consulares eslrangeiros
uo Brasil lodo o auxilio, requitilando-o nao sopa-
ra o exercicio de suas funec-es a bordo dos navios
de suas naces, como para prisao, e entrega das
pessoas da tripolacao, etc., doutrina esla que j so
deprehendia do aviso n. 68 de 23 de jonho de 1845
relativo i especie do processo insto arado conlrao por-
lugoez Manoel Luz, pelo crime de morte, commel-
lido em alto mar a bordo do navio lambem porlo-
ee. intitulado Despique: logo o Sr. Moreira podia
ler obrado (termo mito querido e a cada passo era-
pregado pelo uovo porluguez) contra Jo3o dos San-
tos, sem embaracar-lhe a disposico do arligo 310 do
cdigo criminal do Biasil, que iuvocou aquelle seu
amigo, sem applcaso alguma, quando oolra, e hem
diversa he a legislagan applicavel e terminante, co-
mo tomos demonstrado, e nao tendo assim obrado,
negou a protoeco qne devia e podia dar aos seus
plricios por forsa do regulamenlo consular de Por-
tugal de 26 de uovembro de 1851, e do decreto n.
855 de 8 de novembro de 1851, e por consegoinle he
empregado prevaricador ou alias pcrpelrou os crimes
previstos nos artigos 154, 225, 227, 287, 324, 328 e
330 do cdigo penal de Portugal, isto he, deve ser
demitlido c levado em charolia para o Limoeiro ou
lugar mais dislincto, te assim entender o paternal
governo de S. M. F., a quera os seus fiis subditos
recorrern) implorando a prolecrJo que nunca aqni
soube dar-lhes o edelho, que to indignamente os
tem representado. O Velho Porluguez.
{Continuar-st-ha.)
111 molhos esleirs,( sceos cera de carnauba,324
meio de sola ; a ordem.
10 saceos cera de carnauba ; a Antonio de Almei-
da Gomes & C. |
CONSULADO GErLu..
Rendimenlo do dia 1 a 13. .. 28:893*491
dem do dia 14 J 3:2775565
Dado e passado nesla cidade do Recito de Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Bu Manoel Joa-
qun) Baptisla, escrvao interino o subscrevi..
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Goimaraes, juiz de
direilo da comarca desta cidade do Recito, por
S. M. I. e C, ele.
Pelo presente convoco pela lerceira vez a todos os
credores do falddo yirialo de Frctas 'laxares, visto
qoe nao se reoniram, como foram chamados, alim de
comparecerem em casa
da Concordia pelas'II
correnle, afim de se proceder a verificasao dos crdi-
tos qoe foram apresenlados*,' e se deliberar sobre a con
cordata quando o fallido a propooha ou se formar o.
contrato de uni.lo, e se proceder a nomeacao de ad-
ministradores dos bens da casa fallida, ficando scienle
que nao sera admiltdo procurador, se este nao apre-
sen lar procura rao com poderes especiaes para o ac-
to, e que a procurasao nao pode ser dada a pessoa
que seja devedor ao fallido, nem mesmo um s pro-
curador representar por dous diversos credores. E
para que ehegue a noticia de lodos mandei passar o
presento que ser publicado pelo Diario de Pernam-
buco e afiliado nos lugares do coslume. Dado e pas-
sado nesla cidade do Recito aos 11 de feverero de
1854. Eu Manoel Jos da Molla, escrvao o subs-
crevi. Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Dr. Manoel Clementino Carneiroda Cunha. juiz
de Direito interino da primeira vara do crime (fa
cidade do Recife, e auditor de marinka, .por S.
M. 1. e C. que Dos guarde etc.
Faso saber ao.< qoe presento edital virem, qne de
conformidade com a disposico do artigo 8. do re-
gulamenlo numero 708 de 11 de oulubro de' 1850,fi-
calssignado o prazo de 60 dias, para dentro dedeos
intorestados no cateo e nos objectos encontrados a
bordo da escuna, Sexta-Feira, apprehendida na cida-
de do Natal, da provi ncia do Rio Grande do Norte, co-
mo sospeita de destnar-se ao commercio Ilcito de
escravos, virem defender os seus direilos, peranle o
juiz d'auditorio de mantilla, e para que ehegue ao
conheciraeolo de todos mandei iavrar o presente, que
ser publicado pela imprensa, e afiliado nos lugares
do coslume.
Dado e passado nesta auditoria de marinlia na ci-
dade do Recito, aos 10 de fevereiro de 1854.
Eu Joao Saraiva de Araujo Galvao, escrvao o
escrevi. Manoel Clementino Carneiro da Cunlut.
(IUMiE ESPECTCULO.
QU1NTA-FEIRA, 16 DE FEVEREIRO DE 1854.
Vigesima-segunda recita da assignatura.
Depois de excciitada pelos profesaores da orquestra
ama das melhoret ouverturas, seguir-se-ha a repre-
sntaselo do sempre applaudido drama, ornado de
lindas pesas de msica :
A GUACA DE DOS.
Sendo representado pelos mesmos actores com qoe
sobio a scena a ultima vez nesle thealro.
Nointervallo dn tesando ao lerceiro aclo ser eje-
cutado pela companhia de baile um lindo c gracioso
bailete cmico em um aclo, intitulado:
MALVINA OU AS HOLIRAS.
Personagens.
Slanhollo negociante de farinha o Sr. Sania Rosa.
Malvina lillia de Antonio a Sr.a Baderna.
Cario Dondin moleiro e amanto de Malvina o Sr.
L. Canlirelli. '
Pedro Raphael, moleiro, o Sr. Ribeiro.
Mara Moquinella, .caniponcza, a Sr.a E. Pessina.
Thereza Moquinela,camponeza, a Sr.* C. Cantarelli.
Thedeo, camponez, a Sr. R. CardeUa.
Moleiros etamponezes.
Dar fim o bailete com urna taranlella napolitana,
dansada pelas senhoras Baderna, Cantarelli, Cardella,
Pessina eos senhores Ribeiro e Cantarelli.
Este engrasado baile cmico he posto em scena pe-
lo muilo acreditado compositor o Sr. J. De-Vecchy, e
cojas engrasadas scenas e lances cmicos mnito'de-
vem agradar ao respeitaVel ptblico.
Fiada a representasao do drama a senhora Depe-
rin cantar urna aria de soa escolha, com a qual lin-
dar o expectaculo.
Os bilheles estao venda no escriptorb deste
thealro.
AVISOS martimos.
Ceara' e Acarac.
Segoe no dia 15 do correnle o hiato Sobralense,
(oulr'ora Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geros : trala-se com Caelano Ciraco da C. Moreira,
ao lado do Corpo Santo, loja de massames n. 25, ou
com oca pilan.
Para o Maranhao e Para' vai saliir
coma maior brevidade pdiuVel, por ter
parte de sua carga, o brigue nacional
((Brilliante, do catal be capitao Francisco
Cardia : qum no mesmo quizer carre-
far ou ir dfe passagem, para o que tem
ons commodos, dirija-ge ao capitao, na
praca do commercio, ou a Novaes & Com-
panhia, na ruadfc Trapiche n, 5i.
Para a Bahia segu cora presteza o
veleiro hiatc nacional Fortuna, capitao
Jos Severo Moreira Rios para resto da
carga ou paasageiros, trata-se com os con-
signatarios A- de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
primeiro andar.
Para o 'Rio de Janeiro,
segu nestes dias a escuna Zelosa: para o resto da
carga, assim como para passageros e escravos a fre-
to, trala-se na ruado Vigario n. 25.
LEILO'ES.
DIVERSAS PROV
Rcndimentododia 1 a 13.
dem do dia 14 .
1
i.
CAS.
32-1718056
1:9269278
613ifil
I 2:539739
Exportacao".
Canal, brigue nacional, Sarole,) de 318 toneladas,
conduzioo seguinte : 4,620 saceos- com 23:100 ar-
robas de assucar.
dem, brigue haroburguez Sem' EA, de 352 tone-
ladas, couduzio o seguinte: t4,800 saceos coro
21,000 arrobas de assucar. \
RECEBEDORIA DE RENDAS. IN1TJRNAS E-
RAESDE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 14. '. 2603660
CONSULADO PROVINCLVL.
Rendimenlo do dia 1 a 13. .7 .21:858*223
dem do dia 14......L 2:4043551
DECLARACOES.
24:2623574
MOVPHENTO DO PC[>BTO
PIBLICACA 4 PEDIDO.
IHm. Sr. Charles Neale. Achando-seV. S. eu-
Navios entrados no da 141.
Rio de Janeiro 24 dias, briguetosplanhol Paquete
de Tarragona, de 254 toneladas, rtapilao Jayme
i",uardinla, equipagem 16, carga las tro : a Arua-
ga & Bryan. ,
Rio tjrande dosulGOdias, escuna dinamarqueza
Lchierbeck, de 205 toneladas, capili o J. K. John-
son, equipagem '.), carga couros: a o cnsul dina-
marque/, com urna passageira. Vi ;io a esle por-
to refrescar e segu para Falraoulh.
Parahiba 2 dias, hiato brasileiro Co nceicSo Flor
das Virtudes, de23 toneladas, rnesl re Joo Alves
de Farias, equipagem 4, carga loro s de mangue;
a Paulo Jos Baplisla. Passageiro, Ai itonio Cardo-
so de Mesquila.
fiamos tbidos no mesmo d ia. '
Para pelo Cear e Maranhao corveta hrasileira a
vapor l'araense, rommandanle o ca pilan lente
Francisco Xavier de Alcntara.
Buenos Ayres por Monlevido bares i hespanhola
filia Nova, capilao Joao Cndina, cM rga assucar e
agurdenle.
Idem por Monto Video barca hesp i ihola Merce-
dita, capitao Jayme Constanco, clu -ga assucar e
agurdenle. f~
Canal pelo Ro Grande do norte } 1 irigoe inglez
Etertow, capitao James Kiny, emi I, istro. Passa-
geros para o Rio Grande do nnrij?. Gielanjv-d
Silva Azevedo e Joaquim Ignacio ei "eir Jnior.
Trieslebarca brasileira Sorte, cipi lo Antonio
Pereira da Costa, carga assucar.
Real companhia de paquetes a vapor.
No da 20
deste mez es-
pera-se do sul
o vapor Great
ll'estern, com-
mandante Be-
vis, o qual de-
pois da demora
do coslume se-
guir para a
Europa : para
passageros 1ra-
la-se com os agentes Adnmsou ltowe & C, ra do
Trapiche Novo n. 42.
Pela subdelegada de polica da freguezia de
San Jos desla cidade se annuncia a apprehenso de
umalfinete depeito de ouro, com um diamante ecir-
aulado em roda deste de esmalte azul, o qual fura
appreheudido a um prelo forro, que eslava onerecen-
do em urna taberna no lugar da Rbeira para o ven-
der; e porque vista de seu estado de embriaguez e
incapacidade de o possair, se proceder na referida
apprehenso, como qbjecto furtado: quem for seu
legilimo dono, comprela, que pro\ ando lhe ser en-
tregue.
CAIXA COMMERCIAL.
De ordem do Sr. presidente da as- |
semhle'a geral da caixa eommercial
9 avisa-se a's pessoas que subscreve- 9
S ram para esta associacu, que na g
@ uarta-feira 15 docorrente, pelas
duas horas da tarde, tera' lugar a
S discussao do projecto de estatutos |
da mesma caixa, na casa do gabine- 49
te portuguez de lettura, defronte
da igreja de San Francisco.
l.eilao que faz Domingos Alves Malheos, de
200 caiws coro charutos da muilo acreditada marea
eslrella,vindos prximamente da Baha, no dia 15 do
correte as 10 hora da manhaa, em latas, a vonlade
dos compradores ; no armazem de Luiz Antonio An-
nea, defrunle da porto da alfandega.
GRANDE LE1U0.
O senle Borja Geraldes, quima feira 16 do cor-
renle as 10 > floras da manhaa 110 seu armazem na
roa do Collegio n. 14, far um grande leilo de di-
versas obras de marcenara, assim como de diversas
pe(vas de vidro, e oulros muitos objectos que na oe-
casio do leilo serao paleles.
SABBADO 18 DO CRREME.
RA DO COLLEGIO N. 14.
LEILO' EXTRAORDINARIO
De urna grande porrao de livros, contondo di-
versas obras religiosas, de direilo, llteralura e va-
rios romances recreativos, tanto em francez como
em "porluguez, e lgurr.as obras Umbem em lalim.
0 AGENTE BORJA GERALDES.
Far o Jeilo das obras cima mencionadas as 10
horas em ponto, sem recusa de qualqner preco.
Vctor I.asne continuar, por intervengan do
agento Oliveira, o seu leilo de esplendido sorlimen-
lo de fazendas, principalmente francezas, e as mais
proprias do mercado : quinta-feira 16 "do correnle,
as 10 horas da mauha, no aeu armazem, ra da
Cruz.
Seila-feira 17 do cor-
renle, as 10 ,i horas da
manhaa, o agente An-
iones far leilo ero seu
armazem, ra da Cruz
11. 25, de trastes de to-
das as qualidades noves
eusados, apparelhos de
porcellana para cha, vi-
deos para servico de mesa, candelabros, candieiros
para meio de sala, espelhos um rico apparelho de
porcellana branca para banquete, urna porrao de sar
bonetes finos perfumados, caixas de velas de^carnau-
ba de primeira orle feilas no Aracaty, um piano
inglez, urna cadeirinha de arruar, quadros de diver-
sos gostos, obras di ouro, ditas douradaa, oculos de
alcance, vros com estampas chinezas, grande porc.no
de charutos da Baha superiores e ordinarios, e mui-
tos oulros arligos que sero apresenlados a compe-
tencia publica.

EDITAES.i
AVISOS DIVERSOS.
Illm. Sr. inspector da Ih/esooraria provincial
em cumprimento da ordem di> Exm. 8r. presidente
da provincia, manda fazer/publico, qu e no dia 16
de fevereiro prximo vin;/ouro, peranti a junta da
fazenda da mesma thesoii/raria, vai novan lente pra-
ja para ser arrematad S a quem por ii enos lizer a
obra dos concerlos da/cadeia da villa do ] Pao d'Alho,
avallada em 2:cl)90|ji00 rs.
A arrematado st feito na forma do s arlt. 24 e
27 da lei provincia^ n. 286 de 17 de mait 1 de 1851, e
sob as clausolas especiaes abaixo copiada i.
As pessoas quc se propozerem a esla ai rrematajo,
comparecam naf sala das sessOes da mesq ia junta nos
RANCO DE PERNAMRUCO.
O conselho de direcc-fio convida aosjse-
nhores accionistas do banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a 31 de marco do
corrente anno, mais 20 por 100 sobre o
numero de acces com que tem de ficar,
para levar a eil'eito o complemento ao ca-
pital do banco de dous milcontosderis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
bla geral de 26 de setenibro ultimo.
Raneo de Pernambuco 11 de fevereiro de
185S-.O secretario'do conselliode direc-
co.Joao Ignacio de Medeiros Reg-
Companla de vapores de Liverpool.
Espera-so dos porlos
do Sul o vapor Hrasilei-
ra, Cox eomniandanle,
no da tli; depois da de-
mora do costme se-
guir para Europa. geocia em casa de Deane
Voule S Companhia, ra da Cadeia yelha n. 52.
Pela contadoria da cmara municipal desta ci-
dade, te faz publico qoe do primeiro ao ultimo de
marco, prximo futuro, se far a arreradaco, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre estabeleci-
menlus, ficando tojeitot 1 mulla de 3 $ os que o nao
liierem uo mencionado prazo.No impedimenlo do
I'rccisa-se alagar urna ama que taina lavar,
cosinhar, engommar e fazer o ordinario de urna casa
de pouca familia: na ra Direita n. 116.
Precisa-se "de uro caixeiro: na ra Nova n. 39,
primeiro andar.
Nos abaixo assgnados declaramos ao respeitavel
corpo de commercio, e a quem ronx ier, que desde o
dia 14 de Janeiro do correnle anno. limos una so-
ciedade para comprar e vender gneros de estiva nes-
la praca ilebaixo das condiroes couslanles do papel
de trato, registrado do tribunal do commercio desla
cidade, cuja sociedade ferrara debaixo da* firma de
Paula & Sanios, sendo que ambos os socios gozam da
faculdade de gv rar em nome da sociedade. Recife 13
de fevereirode 1854.Jos Nunes de Paul, Jos
Francisco dos Santos e Silva.
Precisa-se alugar duas canoas que carreguem
1,500 lijlos cada urna, por um mez: quem liver
annuncie ou dirija-se a passagem da Magdalcua, pa-
llara de Domingos Antonio da Silva Beirys.
- A direccao do baile de mascaras do
theatro de Apollo, scientilica aos socios
em geral, que a appresentaco de seus
convites devera' ser eita ate o dia 15 do
corrate.
Na madrugada de 13 do correnle desappareceu
da casa de seu senhor o major Antonio da Silva Gua-
rni, a escrava, crioula, Joaquina, baixa, secca, cor
fula, rosto secco, ps seceos e um pouco feios, pelas
cabecas dos dedos seren grandes; leyou dous vesti-
dos, um do cassa verde e oulro de chita azul clara,
sapatos de couro de lustre, lenco de seda aznl coro
llores, e urna imagem da Senlinra da Concejero ; ro-
ga-se as autoridades policiaes e capites de ampo,
que apprehendam-na e levem a ra Imperial n. 64,
ou no caes do Ramos, becco do Carioca.
Manoel Alvea Ferreira Serro, brasileiro, reli-
ra-se para fura do imperio.
Gabinete portuguez de leitura.
O Illm. Sr. presidente da directora convoca os
Srs. accionistas para assembla geral, no dia 19 do
corrento, as 11 horas da nuuha.JoSo Querino de
Aguilar, prinleiro secretario.
Precisa-se de urna ama com leile e que teja
bom e sem filho ; na roa de Santa Rita, sobrado de
um andar n. 85.
Aluga-se urna boa escrava para* o Mr-flco in-
terno de qualquer casa ; na ra do Collegio n. 16,
primeiro andar.
O Sr. S. B. S. A. (eolia a bondade de vir pagar
o que nao ignora ; assim como restituir os Diarios
que sua merefi mandou para Porlugal, no caso de nao
o fazer puhlicarei o seu nome por estenio ; na ra
do l.vrameulo n. 38.Antonio Peixoto de Maga-
IhSes.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior roga a
quem com elle tenha contas, de dirigr-se ao Sr. Joa-
quim J,os Ramos para serem pacas, assim como os
que lhe estao a dever, de pagarem ao mesmo Joa-
quim, na praca do Corpo Santo, n. 6, escriplocio,
Precisa-se de una ama queensaboe, engorme.
cozinhe, compre e cosa alguma cousa, e seja capaz
para tomar conla de tres meninos na casa de um lio-
mem viuvo ; atollar na casa n. 20, na traversa do
Para izo.
Aluga-se o segundo andar do sobrado n. 14 da
ra Nova ; no primeiro andar do mesmo sobrado.
Offerece-se uro rapaz portoguez para bolieiro de
urna casa particular ; quero pretender, dirija-te a
taberna da quina da ra das Cruzes n. 2, que te lhe
dir quem lie.
Roga-so ao Sr. Theofal Jote de Lemos de pagar
a conla que tem na praga da Independencia a. 13 e
15.Joaquim Pereira Arantes.
999999
9 Homeopalhia.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- 9
|$ dou-se para o palacete da ra de S. Francisco 9
:-:; (mundo novo) 11. 68, A.
o aterro da Boa-Vista, loja de modezat
Sr. Manoel Cabral de Medeiros n. 72, te dir quera
di de 500 al 1:0009000 rs. com hypolbeca em catas
terreas. .
Migoel Joaquim de Menezes, partidor vitalicio
do juizo do civel, est promplo a exercer as func;6es
do seu officio, vislo ausenlar-se o partidor interino ;
para o que pode ser procurado na ra larga do Rosa-
rio n. 48, onde assiste.
Contina estar fgido desde o dia,3 dejulho do
anno passado, o escravo Jos, Mozambique, de idade
para mais de40annos, he magro, cara enragada, es-
tatura regular, foi do Sr. Francisco Antonio de Car-
vatho Siqueira ; rosa-se a todas as autoridades poli-
ciaes e capitaes decampo de prenderem o mesmo es-
cravo, conduzindo-o ra Direita n. 21, esquina do
becco da Penha, qoe se dar a gralficaco de 56*0.
O abaixo assignado faz ver ao respelavei pu-
blico, que nesla dala tem comprado ao Sr. Braz Viei-
ra de Souza Guedes a sua fabrica de chapeos, tila na
roa Nova n. 52, ficando o abaixo assignado detone-
rado do activo e pastivn da mesma, e se alguem se
jutoar com direilo a esta venda, compareca no prazo
de tres das, a enlender-se com Boaventura Jos de
Castro Azevedo.
O abaixo assigoado certifica ao publico, qoe fez
entrega da mulatinha RoOna, acolhda na noite do
dia 12 ao sobrado da ra Nova n. 5, pettea Mohe-
cida e autorisada pela senhora da dito mulatinha, uma
das roanas do Sr. I.auriano alfaiate : e eotreogu a
Sra. Luiza, em cuja casa n. 6, no pateo de Carmo,
assistem em companhia.Joao Baptista de S.
Hoje he a ultima pra;a para a arrematacao do
sitio do Alto com suas perlengas, na Boa-viagem, por
execucao que por senten^a encamiuha Miguel Ar-
d anjo Poslhumo do Nascimentn aos herdeiros de Af-
fonso Jos de Albuquerque e Mello, cuja praca ha
de ter lugar porta da cata da residencie do Sr. Dr.
juiz municipal da tegunda vara.
Permuia-se o sobrado e casa terrea na esquina
de S. Pedro velho, por urna casa na ladeira da r-
beira, de Francisco Xavier Pardelha: quem se criar
com embarazo appareca dentro de tres dits.
Precisa-se alagar orna ama forra- ou captiva
para urna casa estrangeira ; na roa da Seala Ve-
lha n. 60, primeiro andar, ou na Capunga velha, ti-'
lio do Sr. Brilo.
Do eogenho Brcjo, da regqezia de Goianoa,
sabio no dia 29 de Janeiro prximo pastado, o pardo
claro de nome Manoel Rodrigue* Barbosa, para esta
cidade, com destino de tirar dispensa de casamento,
vindo montado em quarlo de cangalha; e como nao
tenha voltado at hoje, e nem seus prenles lenham
noticia de seu deslino, roga-se a quem delle saber,
qae por favor d parle na roa da Praia, armazem
n. 26. -
Alugam-se escravos para trabalhar era arma-
zem de assucar ; na ra do Bruna n. 26.
Trocam-se imagen? de todos os santos, sendo
perfeilas: quem liver, dirija-se roa:do Vigario n.
10, loja de pintura.
O juiz da irmandade de N. S. do Terco, convi-
da aos ex-juizes e ei-secrelarios, para que se rennim
na quinta-feira, 16 do corrente, pelas 6 horas da Ur-
de, para fazerem consultos de novo secretorio, em
consequencia de ler fallecido o actual.
O juiz da irmandade de N.S. do Terco, Movi-
da a todos os irmos para urna mesa geral, no domin-
go 19 do corrente, pelas 10 horas do dia, para eleico
de novo secretario.
Precisa-se alugar urna preto escrava para tra-
tar de urna crianca e de seus perlences, rom a paga
mensa! de IO9OOO rs.; na ra de S. Francisco, so-
brado n. 8.
Desappareceu urna preta escrava, de nome L-
bania, desde odia 7 do Mrenle, com oa siguaesse-
guintes : altura regular,' fula, secca do corpo, beicos
grossos, nariz grosso, lem na testa em cima da so-
bra ncel ha esquerda urna marca que parece umaem-
pinge, esl com o p direilo juchado, e dizera ler
ella andado pela ra do Hospicio em companhia de
oulra de nome Esperanca que diz ser toa mSi ; le-
voo vestido de chita azul desbolado e panno fino de
ourello largo ;roga-se as pessoas que a apprehende-
rem, de a levarem no atorro da Boa-Visto n. 19.
Foram perdidas ou desencaminhadat do poder
do abait assignado as duas leltras seguintes: saqae '
de FranciSM Ferreira de Andrade, de Macei, sobre
Deane. Youl%& Companhia desla cidade, e aceito por
esles em 3 do corrente, endossada em branco por Ma-
noel Francisco da Silva Carricp da quaniia de 5818:
saque de Edward Bremand, de Macei, sobre James
Crabtree & Companhia desta cidade, e aceita por es-
les em 3 do corrente, endossada em branco pelo
mesmo Carriro, da quantia de 4199000 : previne-se
aos aceitantes e entkissante, para que as nao paguem
em que seja ovido o abaixo assignado, que he o
seu legitimo proprietario ; e te? visa o publico para
que nao transaccioDem as ditos leltras.
Manoel da Silva Santos. -
Pergunta-se a pessoa que foi noti-
ficar o abaixo assignado para no dia 19
'do corrente se acliar no pateo do Terco,
freguezia de S-Jos, por ordem de quem
nao disse, como que chamava seu fmu-
lo, e como nao se acha sujeito a superio-
ridade alguma de guarda nacional por ter
62 annos de idade, por. isso esta' garan-
tido por lei, e por isso nao comparece.
Joao da Silva Loureiro.
Ausenlou-se no dia 12 do corrento, da fabaca
de caldeireiro na ra do Brum o. 28,o prelo Maooel,
croulo, olTiciatdecaldeireiro.representa ter28annos,
lie bastante esperto e muito Tallador, manqueja al-
guma cousa de urna perna proveniente de urna dr,
costuma andar pelas parles de Olioda : roga-se a
quem o pegar ou delle der noticia dirija-se a mesma
fabrica que ser recompensado.
Desappareceu no da 14 de Janeiro do corrento
anuo a preta Mara dcnacilo.cr preta,baixa,cheia do
corpo, urna marca no rosto do lado direito, urna
firma de leltra nupeito esquertlo, tem opesquerde
deitado para dentro, mSns e ps curtos : quem ape-
gar leve-a a ra do Caldeireiro n. 86,00 na ra do
Crespo o. 16.
t Hiereco-se orna ama bem condolida, para casa
de um homem solteiro ou de pouca familia, entonde
do servico precito: quem precisar dirija-se a Boa-Vis-
la ra dos Pires casa verde ao p de urna obra.
No domingo de manhaa, condozindo um preto
om cavallo, de Beberibe para esta cidade, este sol-
lou-se em Agua-Fra e andou alli por di Aereles lu-
gares, do que resultou perder a bride qae he de me-
tal do prncipe, com picadeira de prata : quem a li-
ver adiado querendo-a levar a praca da Independen-
cia ns. 16 e 21 ser recompensado.
Arrematacao de propriedades do recolhi-
mento de. Iguarass.
O abaixo assignado, como procurador e adminis-
trador do patrimonio do recolhimenlo das freirs do
SS. Curaeao de Jess da villa de iguarass ,
faz saber que no da 37 de marco prximo
lem de ser arrematados por venda em praca do jui-
zo do civel da primeira vara da cidade do Recife, 2
sities de Ierras, silos na freguezia daquella villa sen-
do o primeiro denominado Pitonga, da exlens9o.de
legua em quadro, como se mostrara da escriptora
com urna pequea casa nova de lapa e tellia, cujo
terreno enserra oplimasqualidadeseoflereceavanla-
gem de se poder levantar eogenho em alto pois que
lem baxas extensas para cannas, rio de excediente
agua, grande cercado para animaos, bons altos para
roc,a, lambem mallas pa/a o fabrico do engenhoe al
para se vender madeira constantemente, e serrar ta-
boas, e demas est na distancia de 2 leguas de villa
onde ha ptimo porto de embarque, alero das de-
mas commndidjttes da vida. O segundo sitio, aonhe-
cdo por TabaOga das freirs, hesito cima da po-
voaco de Tabaffnga.moia legua distante da villa; lem
casa de vivenda na beira da eslradareal para Goian-
na, cortada pelo rio Tabatinga de linissima agua,
com ptimas baixas para canna e capim, os altos fer-
lilssimos pant roca, milho. feijao, lambem com bel-
lo cercado para criar vaccas para vender-se leile na
villa como se costuma. O primeiro foi avaliado judi-
cialmente em 10:000j>000, e o segundo 1:00Op00,
pelos avaliadores os Illms. Srs. Mronel Manuel Tho-
maz Rodrigues Campello*. e capitao Manoel Caval-
canti de Albuquerque I.ins proprietarios dos tce-
nnos Cumbe e Mostupinho, para cuja venda 0M1-
veram as recolhidas, liecnca imperial. Quempoitos
quizer arrematar compareja por si ou seus procura-
dores no indicado da : e se anlecedentoroepte os
quizerem ver c percorrer dirijam-se a villa de T,
rass a fallar M o abano assignado, ou oi
Francisco das Ohagas Ferreira Duro, e o el
Adolpho Manoel Camello de Mello e Aranjo que
apresenlaro as escripluras e o ellas mo.trart. os
sitios. O padre Florencio Xmcr DttaeAIbu-'
querque.
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I
-,



I
1111 i*rWi


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FElftt 15 DE FEVEREIRO DE 1854.

y;
O abaixo asignado lem juslo e contratado a
compra da taberna Jila na ra Direira n. 16 com u
Sr. Jos Joaquim Alves da Silva: quern sejulgar
credor do mesmo deve-se entender coni o abaixo as-
signado uestes oilo das.
Joao Baplhta de Barro* Madiad.
Arreuda-sc un pedazo de mallas para lirar
carvo, muilo perlo desla praca, com casa e mais ar-
ranjos para este negocio: a tratar na roa da Concei-
ro da Boa Vista n. 39.
O abaixo assignado previne ao regpeitavel pu-
blico, que oinguem faca negocio com as letras se-
grales, 4 de 1:0139 cada urna, 1 dita de 6009, e 1.
Vale de 3003 passado. por Francisco Jos de Souza,
a favor de Jos Uolellm de Arruda, cujas perteuce-
ram ao abaixo assignado por testamento que fez o
dito Jos Bolelho de Amida, e se desencaminharam
de sua casa. Jos Ignacio Arruda.
Quarta feir lodo correnle, lem de ser arrema-
tado, arrobas de junco de tecer cadeiras.elc, e
mais i tamboriles bastante usados, o que por execu-
10 de Elias Emiliano Ramot. foi penhorado a Jos
1-erreira dos Santos, pelo juizo municipal da segun-
da vara. r
""" *rremalanle do imposto de 20 ", sobre o con-
sumo das agurdenles do municipio do Recie, faz
scienle a todos os cootribuinles do dito imposto, que
o pagamento a bocea do cofre findou-se no dia 31 do
mea prximo passado, e como por ignorancia muilos
nao teem pago, e para nao augmentar cusas espera
que at o dia 28 do correte venliam resgatar suas
colleclas: do contrario se proceder executivamente
contra todos que deixarem de pagar no prazo cima
marcado, como determina o artigo 16 do regulamen-
to que rege este imposto.
Furto.
As 4 horas da manhna do dia 11 do correnle, fur-
taram do quintal de urna casa do aterro da Boa-Vis-
ta dous cvallos um caslanho e oulro pedrez, e co-
mo se desse na mesma occasiilo pelo furto, leudo sa-
bido algumas pessoas em procura, l'orara encontrados
alraz da matriz da Boa-Vista, e dirigindo-se a pessoa
que os eocoolou aoque vinha na frente montado no
caslanho, este deixou o cavallo sem que podesse ser
capturado o que ao mesmo lempo que o oulro que
vinha mais atraz deu de redea ao russo em que vinha
tambem montado, e desappareceu pela ra da Glo-
ria, oqual,houve noticia, (inha passado nos Afflictos
as 5 horas da manhaa ; ha toda toda a dcscoutianca
que este roubo foi dirigido por um negro que do dia
antecedente tiuha fgido de casa, temos siguaes se-
grales : mojo, baixo e secco, muito picado das be-
xigas, e quaado falla com pressa gagueja alguma cou-
sa, e quaodo fugio levou urna pequeua correnle no
pe,- o cavallo he pequeo tem em um quartouraO,
cem um travesado em cruz, e por baixo um I., e .-,
marca mais visivel he urna ferida em sima da p da
mo direila : roga-se as autoridades policiaes a ap-
prehensao tanto do negro como do cavallo, e levem
ao aterro da Boa-Vista n.41.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar e engommar com perfeicao:
ni ruada Cruz n. 68, atraz do Corpo Santo.
Offerece-se urna mulher parda de meia idade
para o servico interno de qualquer casa de homem
solleiro ou viuvo, com muila aplidao uo exercicio do
ama : na casa ultima no fundo da igreja do Rosario
n. \, ao caminhar u ra do Fogo.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de -g.
Quinta ou sexta feirada presente sema-
na, devechegardo sul o vapor inglez con-
ductor da lista da lotera da cmara de
Valenta.
Tendo sido no Otario de Pernambuco de 11
do correte anounciada a venda da casa da ra do
Aragao n.l9,previne-se com lempo a quern convier.e
para evitar questoes futuras, que metade densa pro-
priedadete acha sugeita a fazenda publica nacional,
por Banca prestada em favor do actual colleclor das
rendas geraes do municipio de Garuar o Sr. Paulo
Jordao da Silva.
. AUuga-se o terceiro andar da casa da ra d
Vigarh) u. 18 : trata-se na mesma roa n. 25, no ar-
mazn].
MASQU.
Na ra do Cbuga', loja de miudezas
de quatro portas,, tem um completo sor-
timento de mascaras, tanto de panno co-
mo de cera e rame ; assim como enfeites
para bordados de mantas, galoes e espi-
guillas para o mesmo.
Na casa de modas de madame Buessard Millo-
chau recebeu-se pela Jo*e um sorlimenlo de modas,
como sejam : chapeos e loucadus, camisinhas e man-
gas, ricas litas, luvas de pellica curias ecompridas,
ditas de malhas linas, flores finas, cambraia de linho,
filos, baleias, cordOea de seda de cores para vestidos e
espartilhos, etc. etc.
ffFrftt Aluga-se o sobrado grande da Magdalena,
fiUuL que fica em frente da estrada nova, o qual
se ha de desoecupar at o dia 1. de mareo : a tratar
no Ierro da Boa-Vista n. 43, ou na ra do Collegio
n. 9, com Adriano Xavier Pereira de Brito.
Bichas.
Alugam-sec vendem-se bichas: na praca da In-
dependencia confronte a roa das Cruzes n. 10.
Traspassa-seo arrendamenlo de um ensenhn de
beatas, moenle e corrente.distanledo Recife 5 leguas,
e da estrada publica menos de meia de bom caminho,
a ponto de chegarem os carros de cvallos al a casa
de vivenda, com boas e sufticientes trras de canna,
mandioca, milho, feijo, arroz, caf, etc. etc., muito
perlo e em roda do engenhv, dous bous cercados de
vallados, boa, bem feita e nova casa de vivenda de
sobrado toda envidraba,' com alpendre de columnas
de madeira e grades de ferro, muito fresca, e com ale-
gue e excedente vista ; casas de engenho, caldeira,
encaixamento, estufa e estribara, ludo de pedra e
cal, com lodos os seus perlences, e em muitoora es-
tado, suQicieutes senzalas para os pretos, casa de fari-
nha prvida de todo o uecessario ; excediente hauho
cm urna bella casinha apropriada, mallas vrgens
muito perlo,, hurla com arvoras fructferas, inclusive
umi boa porcao de coqueiros ; bons sitios de lavrado-
res, etc. ele, As cannas sao de muito bom assucar, e
de muito rendimento. Vendem-se as cannas novas,
ogadovacumecavallar : os prelendentes diriiam-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de Jaboatao a'tralar
com o proprietario.
VW) AO COMMERC10.
Os abaixo assignados continuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sorti ineu tos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna peca ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme
se ajusfar : no seu armazem da
prara do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche., n. 48. Ros-
tron Rooker & Companhia, nego-
ciantes inglezes. Os mesmosavi-
si3o ao respeita vel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja defazendas da ra do Col-
legio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos' Victori-
no de Paiva e Manoel Jos de Si-
queira Pitanga, para vendern
or atacadb e a retaio.
I
ATTENCAO, N1CO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignou, denlista receben agua denli-
rrice do Dr. Pierre, esla agua contienda como a me-
lhor que tem apparecido, (e lem muilos elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
eheirosa e preservar das dores de denles: lira o
gosto desagradavel que di em geral o charuto, al-
gumas gotas desla n um copo d agua sao gunden-
les ; tambem se achara p deutifrice excedente para
a conservacao dos denles : na ra larga do Rosario
o. 36, segundo andar.
Deposito de carvao.
Aluga-se um grande armazem proprio
para deposito de carvao, a' beira mar, na
ra de Santa" Rila, com trapiche para car-
regar e descarregar a qualquer hora : o
prego he modico.e trata-se na ra do Tra-
piche n. 10, segundo andar.
O Sr. Ricarda Dias Ferreira tem urna carta na
prara da Independencia n. CcK.
Preeisa-se de urna ama : na ra do Hospio ,
casa b. 17.
Indo desta cidade para a de Goianna Manoel
iionralves de Albuquerque e Silva, perdeu enlre
Itabalinga e a laholeiro da Mangueira, urna carleira
cootendo nella 7-200O rsT: e porque lodo esse d-
une". 1e*la,<> e,n 9e<,ulas (|e '>n"9. 2U"9 '"W "-.
lie lat flescobrir-sejqucm o achou, no caso de appa-
rece%alguem lestrocaudo sedulas dales valores, sem
ler proporcoes de as possuir: ,,elo*e offerece o re-
ferido a quantia do 1:0003000 n" T%aem i|lc resti-
tuir aquella quantia ; e a de 500S00rs. a quern de-
nunciar a pessoa que acliou-a, o se pnssa rehaver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredoinviolavei
quandoassimoexig.rem : quern, pois, liver noticia
deste achado, dinja-se naquella cidade, n ra do Am-
paro u. 44, e nesta, ao alerro da Boa-Vista a. 47 se-
gundo andar, e n. 60. i,se-
Aloga-se a loja do sobrado da ra Collegio do
n. 18, com arnirc,ao nova", propria para taberna a
I/atar na loja do sobrado aroarello da ra do Quei-
mado n. 29.
OSr. Manoel Lonrencp Machado da Rocha, cn-
cadernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Araujo, venha a esla lypo-
graphia para solver mesma assignalura, visto que o
Sr. vigario diz que nada lem com Jsso.
HOMEOPATHIA.
' ,, Dr- Cisanova conliniia a dar cunsollas lodos os
diu no sen cowultorio, ra do Trapiche n. ii.
Ordem terceira do Carao.
O abaixo assignado vein por mcio deste Diario, dar
um voto de gralidao a Iodos os cawssimoif irmios, e
muito principalmente eos que fizeram parle da me-
sa e coadjuvaram lano com suas olleras, como com
seus bracos enrpuraes em lodas os actos que se fizeram
no anoo prximo passado'de 1853, na isreja da nosa
sa ordem, assim eio a delicadeza e boas maneiras
com que o ohseqoWram uo lempo de sua administra-
ao, e pede desculpa do qualquer falta commeltida
de sua parle por falla de inlelligencia, O mesmo es-
pera de todos os carissimos irmaos, muito principal-
mente das carissrmos que fazem parle da mesa ac-
tual deste anno de 1S54. o coadjuvem da mesma ma-
neira, aiim de se fazerem todos os actos com aquella
decencia que he devida a urna ordem lao respeilada
por lodos os fiis christaos, e pelo respeilavel publico
desla heroica villa e cidade de Pernambuco. O mes-
mo pede a todos os carissimos irmaos n prevenirem-
se de seus hbitos para assislirem a procissao de
Cinza, que sahe de S. Francisco, no 1." de marco pe-
las 2 } horas da larde, assim como para a de l'assos
c de Iriumplio : tambem pede aos irmaos noviros que
lindaram o seu noviciado a virem fazer suas profis-
soes, afim de poder gozarem de todas as garantas da
oidem.
Becife 29 de Janeiro de 1854.Francisco Pinto
da Costa Lima, prior.
No dia 17 do crrente, se ha de arrematar de-
pois da audiencia do Sr. Dr. juiz do civel da 1. va-
ra, urna casa terrea na ra das Aguas-Verdes n. 20,
avahada por 1:100 rs., por execuso de Joaquim
I mo Alves, conlra os herdeiros de Gaelano Pereira
(lOncalves da Cunha, assim comooulra casa terrea na
ra da Calcada n. 14, por execucao deMaria Mano-
ela de Jess, avahada por 1:500 rs.: e he a ullima
praja.
Um moco porluguez offerece-se para qualquer
arrumasao que appareca, dando preferencia a taber-
na por j ler alguma pralica : a tratar ua ra Direila
taberna n. 6.
Joao Jacinlho, sobdilo porluguez, relira-se para
Lisboa a tratar de sua saude.
O abaixo assignado previne ao comprador da
taberna sita no becco da Lingula n. 3, pertencente
a Manoel Marques de Abreu Porto, nao eOectuar o
negocio sem que primeiro enlenda-se com o abaixo
assignado, credor da mesma taberna. Recife 14 de
fevereiro de 1854.Joao da Sitta Faria.
eh tumi,
Declara-se ao respeilavel publico, principalmente
a quern qoizer comprar a casa sila na ladeira do Va-
radouro, perlencenle a Antonio Ferreira da Silva
Maia e sua mulher 1). Mara do Sacramento de Al-
meida Bastos, que a dita casa acha-se hypolhecada
ao abaixo assignado porescriplura publica uas notas
do tabelhao Faria, da mesma cidade.
Bernardino francisco de Aztrtdo Campos.
Precisa-se de urna ama secca para casa de pou-
ca ramiha ; na ra do Trapiche n. 26.
Em a nova fabrica de chocolate homeopatbico
no paleo do Terco o. 22, precisa-se de alugar um
prelo proprio para lodo o servico: na mesma casa
vende-se um moinho quasi nuvo para moer caf.
A pessoa que quizer arrendar o sitio do paleo
do Carmo da cidade de Olinda: annuncie.
Precisa-se lugar urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia: na ra do Padre F1-
rianno n. 5.
Precisa-se alugar um preto para o trabalho de
padana, quer tenha ou nao pralica, e paga-se bem:
eum hornera forro para refinacao, que tenha pralica:
as Cinco Ponas n. 106.
Precisa-se de um amassador na padaria do
Brilo, noMonleiro: a IraUr na mesma.flou na ra
Uireira n. 69.
Prechia-se de urna ama que cozinhe com aceio:
na ra da Praia de Santa Rita, destilado.
Precisa-se de um bom cozinheijo, forro ou cap-
tivo, para casa eslrangcira, paga-se bem: na ra da
Cruz n." 40. i
Alluga-se o primeiro andar da casa da roa da
iiuia n. Ib, e trala-se no aterr9 da Boa-Visla u.
60, loja.
Francisco Mathis Pereira da Cosa, mudou
sua residencia para a ra Direila n. 66..
Precisase saber se existe nesta praca ou fra,
Jos Fernandes de Farias, filbo de Manoel Fernan-
des. da freguezia da *slrella de Portugal, ou pessoa
que Ihe diz respeilo. a uegociode seu inleresse.
Perdeu-se na noile do dia 10 do corrente um
tranceln! dcouro d'um relogio: quem oachar e qae-
rendo restituir dirija-se a ra do Passeio, loja do fa-
zenda n. 9, que ser recompensado.
A pessoa que achou um leoco.de Fra de Porlas
para o Gjtbo Saulo, bordado de branco. com bico da
Ierra ennMa.aMb centro o nome de Olindina, com
linhade mare*;T(herendo restituir dirija-se a na
da Gadea Velha n-15, que ser reconipensado-
yuem precisar dej una ama para casa de pou-
ca Jama, dirija-se a ra do* Rosario da Boa-Vista
n. 33.
No dia Ifido corrento,(quinla-feir.i,na sala das
audiencias, depois da t $t. juiz deorphaos e ausen-
tes, as III lloras damaoh h|ha de proceder,perante
0 Sr. cnsul de Portugal nesta provincia, i arremata-
do publica dos bent di xadoa jilo subdito portugue/:
Domingos Josfcj ca|mltecido abintestato,
os quaes constam de saecas com feijao, caixas com
saiiguesugas. iros de canarifis, saecas cem cevada
llr de sataB|ppnara, roopa d'uso. etc. Os pre-
lendenles pooWBcirii;r-se para examinar estes di-
versos objectos anles do dia da arrematarlo i casa
onde s adiar : na travessada ra do Vigario taberna
n. 3, que lhesero patentes pela pessoa para esse fin
encarregada.
Precisa-se de nmcaixeiro de idade de 16 annos,
que tenha pralica de taberna, e que d fiador a sua
conducta : na ra larga do Rosario n. 37.
, Precisa-se de um rapaz de menor idade para
criado de homem solleiro: na ra do Rangel n. 9.
Aluga-se tima escrava crioula, que sabe cozi-
nhar, engommar com perfeico e lavar de varrela :
quem pretender dirija-se a ra da Assumpcao. no so-
brado de dous andares, confronle ao quintal da Pe-
nha.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas,-rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
,tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aftiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
aln-io-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em.
conta do que se tem vendido, epor
isto ofFerecendo elle maibres van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
COMPRAS.
Compram-sc escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos : na ra Direila n. 66.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compra-seolhos. de annanazes da Ierra para
plantos, at 1,000 ps: na taberna da ra do aterro
da Boa-Vista, o. 80 ah se pode dirigir os pretenden-
tes a qualquer hora.
Compra-se urna carteira em meio uso : quem
a tiver dirija-se a roa Nova, loja n. 52.
Compram-se escravos de ambos os sexos, lanl o
para a provincia como para fra della : na na da
Gloria n. 7. Nesta mesma casa se recebera escravos
de commissao.
VENDAS:
, Novptelegrapho.
Vende-se o roteiro do novo lelegrapho que princi-
pioua ler andamento no dia 29 do correnle, a 210 rs.
cadaum: na livraria ii. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Vende-se urna trompa em hom estado : quera
qui/.er dirija-se a cidade de Olinda. na ra de S.
lenlo, casa do meslre de msica Traja un Filippe
Nery . Vende-se superior sarja de soda hcspanhola ;
cortes do seda prela lavrada, fazenila superior; selim
preto proprio para veslidos ; velludo prelo <> melhor
que ha no mercado; los pretos bordadosde seda, man-,
las pretas bordadas de seda ; meias celas de seda de
peso e oulras minias fazeudas de seda, ludo por pre-
Co muilo commodo : na loja do sobrado amarello da
ra do (laciniado n. 29.
Vende-se urna parda de idade de 20 annos, com
habilidades precisas para urna casa de familia, pois
faz ludo com muila perfei;ao e asseio: na ra da Glo-
ria n. 7.
Na loja do sobrado amarello na ra do Queima-
do n. 29, vende-se superior panno preto fino de pre-
co de 4 a 12000 rs. o covado; casera ira prela els-
tica para todo o prejo; cortes decollete pretos de
velludo com palmas bordadas a retro/ ; ditos de se-
lim preto e decasemira bordados ; velludo prelo su-
perior ; selim de Maco e oulras fazendas, ludo por
preep commodos.
Oleo de lindara em botijas.
Vende-se na botica de Bartholomeu F. de Souza :
na ra larga Uo Rosario n. 36".
Farinha de mandioca.
Vendem-se saecas com superior farinha
da trra : na ra da Cadeia do Recife, es-
quina do becco Largo.
Vende-s sal do Ass, a bordo do briguo Feliz
Destino : os pretenden les di rijam-se bordo do mes-
mo, ou a fallar com o Saraiva, ou no escriplorio de
Manoel oncalves da Silva, na ra da Cadeia do Re-
cife. ,
Vende-se om moleque pequeo; na ra do Ca-
bug, loja de miudezas de 4 porlas.
Na taberna n. 20 da travessa do Paraizo, ven-
de-se por mnilo barato o geguinte : porcao de louca
pintada, garrafase botijas vasias, pipas, "arcos de fer-
ro, barris e mais cascos, botijas de'genebra, e [cuitas
m,_5 NA ESQUINA DA RA DO
'CRESPN. 1*.
Vendem-se diales de laa com
palmas de seda, proprios para as se-
nhoras andarem por casa, pelo di-
minuto preco de 2S500 rs. cada
um ; cassas francezas de cores iixas
a 500 rs. a vara ; riscadinhos fran-
cezes de bonitos padroes proprios
para roupfies de senhora e timaozi-
nhos de meninos a 200 rs. o cova-
do ; ganga ama relia com pequeas
listas de cores a 520 s. o covado :
cheguem freguezes antes que se
acabe!...
_ jtggjgfgggggg
Vinho de Collares
em barris de 7 em pipa : vende-se em casa de Au-
gusto C. de Abreu, na ra da Cadeia do Recife
o. 48.
Attencao.
li chegada a excellenle pitada do muilo acredi-
tado rap de Lisboa, pelo brigoe Tarvjo I, e adia-
se a disposicao do publico no deposito da ra da Ca-
deia do Recife, loja de fazendas de qualro porlas n.
51. Adverte-se que o preco he 3&200 rs. a % moeda
vista.'
Vendem-se vela de carnauba muilo ba qua-
lidade.em porcao, por preco commodo: na ra Nova
n.20.
Vende-se para urna serrara, refi-
nacao ou padaria um terreno com urna
casa, na ra da Concordia, aonde tem urna
serrara e refinacao, e tem terreno para
fazer outra casa, tendo serventa inde-
pendente, vende-se por seu dono retirar-
se : a tratar na ru Nova ti. 5.
Chapeos' francezes.
Vendem-se chapeos francezes finos da ullima mo-
da, sendo de aba estreitae larga : na loja 4o sobrado
amarello nos qualro cantos da ra do Queimado nu-
mero 29.
Vestidos de seda preta a 1 SsOOO rs.
Vendem-se cortea de vestidos pretos de seda la-
vrada, bons gostos, pele barato preco de 189000 ris
cada corle : na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29.
NAVALHAS A CONTENTO.
Chegaram] ltimamente na'valhas
de barba, superiores a todas quan-
tas ate' agora se ten? fabricado, por
seren de ac to lino e de tal tem-
pera que ale'm de durarem extraor-
dinariamente, *nao se sentem no
rosto na accao de cortar ; sao le tas
pelo hab! fabricante de cutleria
qife mereceu o premio na exposi-
co de Londres, e nao agradando jjg
pdem os compradores devolve-las
ate 15 das depois da compra, e se
lhes restituir o importe.
Vende-se cada estojo, de duas na-
valhas.por K.s'O rs., preco fixo :
no escriptorio df^Augusto C. de
Abreu, na ra da Cadeia do Recife
n. 48.
Vendem-se duas camas, ambas de armara e
de casal, sendo urna de Jacaranda e oulra de angico,
e um berro de Jacaranda: na ra do Passeio Publico
loja n. 7.
Vende-se por preco commodo, ea retalho, uma
porcao de cera am.-irclla, e cera de carnauba: na
ra da Madre de Dos n. 36 ; na mesmcasa tam-
bem se vendera queijoi do serlao de BMiiteiga a
320 rs.
Vende-se uma cahrinha escrava, de 10 a II an
nos de idade : ni ra do Livramento sobrado n. 8.
No pateo do Carmu atberna n. 1, vende-se uma
escrava : propria para servico de campo.
Na ra de Sania Rita sobrado n. 18, vende-se
uma crioulinhade 11 a 12 annos, eum negro anda
moco : o motivo da venda se dir ao comprador.
' Vendem-se 10 escravos, sendo 1 ptimo mole-
que de'idade 16 annos, 1 bonito mulato proprio para
pagem, 8 escravas mocas que cozinham, lavam, en-
gommam liso, e todas de boa conducta, as quaes
dao-se a contento : na ra Direila n. 3.
Vetide-se a loja delouca da ra do Rangel n;
29, e juntamente a sua armario ; a Iralar na mesnla.
Vende-s um excellenle cavallo, bastante gor-
do e muito bom carregador de baixo at meio, tem
Indo qnanto he bom, e vende-se por preco muilo
commodo: na ra das Cinco Ponas n. 67, se dir
quem veude.
Vendem-se xaropes de lodas asqoalidades : na
praia de Santa Rita reslilacao, e na travessa da Ma-
dre de lieos, ns. 4 e 6.
Vende-se um cavallo foveiro de alazao, bonita
pelle. muilo novo e andador baixo, est bem carnu-
do; assim como duas vaccassem crias: na ra do Li-
vramento n. 14. se dir quem vende.
Vende-se urna escrava crioola.de 25 annos de
idade, de bonita ligara, e que sabe engommar, cozi-
nhar, lavar e coser, muito propria para casa de fa-
milia, por fazer todos estes serviros com muila dili-
gencia e nao ler vicio algum: no principio da estra-
da dos Alllictns, primeira casa do lado direilo pinta-
da de rozo a qualquer hora.
Vende-se a taberna da ruado Rosa-
rio estreita n. 10, com poucos fundos e
bem afreguezada para a trra, o motivo
de sua venda he ter morrido, a pessoa a
quem ella pertencia: quem a pretender
dirija-se ao armazem confronte a Madre
de Dos n. 22.
Vende-se o engenho Jurissaca, sito
na comarca do Cali : a tratar com seu
proprietario o coronel Rento Jos Leme-
nha Lins m seu engenho Caramur na
mesma comarca.
RA DO QUEIMADO N. 1.
Na antiga loja do'Meia Pataca, vende-
se para acabar, por' menos do seu valor,
as seguintesfazendas: fil de cor, aborto,
proprio para cortinados a 520 rs. a vara;
pecas de bretanha de puro linho, com 6
varas, a 2^500; cortes de calca de casemi-
ra preta a 4$500; pentes para segurar
cabello a 600 rs. a duzia ; lencos brancos
cercados de cor, para meninas, a 100 rs.
cadaum; pecas de'cambraia lisa finas
com 4 lj2 varas, a 5$; alpaca escossez,
de seda, propria para palitos de meninos
ou mesmo para outra qualquer obra, a
1 o covado; panno preto muito solli-
vel a 2.S500 o covado, e outras militas
fazendas que a' vstase dir' o preco.
LQTERIA DO RIO D JANEIRO,
aos20:000$000ders.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra
do Queimado n. 20, vendem-se os felizes
hlhetes, ineios, quarto, oitavos, e vig-
simos da lotera a benelieo do casa da c-
mara de Vallenea. cuja lisia chega no
dia 16/
im endem-se velbulinas de todas as cores: (m
na loja do sobrado amarello, da ra do W
Queimado n. 29. fgj}
CALCADO ARATO,
no aterro da Roa-Vista n. 58, loja de cal-
cado junto ao selleiro, vendem-se ossegtiin-
tescalcados francezes, muito bons, a di-
nheiro, e pelos precos seguintes :
Botins de bezerro, par
Sapatoes de lustre para homem
i>
Borzeguins elsticos
Ditos de botoes
Sapatoes da Prussia
Ditos de lustre para meninos
7.^000
600
W000
(S.'iOO
6i00
(8000
5*000
RICAS MASCARAS,
de selim preto e de core dminos e de papelao com
barba de cabellos para lodos os caracteres, assim como
com caracteres de animaes, dilas de rame com bar-
ba de cabello : na ra do Queimado n. 71, junio a
loja de cera.
Vende-se um bonito cavallo mellado, do dinas
brancas e hons andares: trata-se no primeiro arma-
zem do becco do Goncalvcs, junto ao Araujo.
~" Vende-se uma taberna era I'ora de Portas, ra
do Pilar, confrontando o becco Largo, mili bem cal-
culada e boas proporcos para ler familia ; nao se
muida dar prazo, umavezquesejanpessocouhecida
de crdito, ou aprsente garanta ; este negocio ap-
presenla grandes vantagens nao so por estar bem
conhecida como por que sem dinheiro a vista o pre-"
tendente se pode eslabelcrer : trata-se com l'irmino
1.1. da Rosa, na ra da Senzala Velha n. 112, ou
no alerro da Boa-Vista, taberna n. 80.
Vende-se a casa de sobrado n. 19, da ruado
Aragao : quem a pretender dirija-se a ra d'Ale-
gria n. 5. e na do Livramenlo a fallar com Joa-
quim Jos de Abreu Jnior.
Grande sorlimenlo de rolletes rje fustn supe-
rior, por diminuto preco; palitos de brim-liso een-
traiicado de todas as qualidades e precos; pequeas
malas decouro, proprias para viagera ; ricas abutu-
arfluas para collele, ludo mai barato que era onlra
qualquer parte : na na do Collegio n. 4, e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
Mascaras de rame.
\ endem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preco que em oulra qualquer parle: na ra da
Cadeia d Recife u. 17.
Veide-se uma parelha de cvallos caslanhos,
muito novos e j experimentados cm carros : na roa
da Soledade n. 72.
Veude-seuma casa para'familia. uma oulra
pequeua com armacao de taberna, e um rancho na
Eslrada Nova do Cachang, junto a casa do Sr. Ca-
bral.
.CALCADO A 720, 800, 25JOOO, 3S0O0rs.
No aterro da Boa-Vista loja defronte da
1 roca-so por sedla* i mesmo velhas, um no-
vo e completo 'sorlimenlo dos bem conhecidos
sapatoes do Aracaty 8.721, 800 c botins a 2^000
rs., sapatoes de lastre da Babia a IfcJOOO rs., assim
como um completo sorlimenlo de calcados france-
zas de (odas as qiialidde#f4anlo para homem orno
para seuhuraT..menios e meninas, um completo
sorlimenlo de perfumaras : ludo por prec,o muilo
commods, afim de se apurar dinheiro.
JACARANDA'.
Vende-se Jacaranda de boa qualidade : a tratar na
roa doCaleia do Recife n. 47, primeiro andar.
TODO SAO PECIIINCHAS.
Cortes de cambraias brancas com babados de ri-
quissimos goslos, pelo diminuto proco de 43300, ditos
com barra de lindos desenhos a 39600 rs., dilos de
chita con uma barra larga ao lado, fazendas france-
zas com 12 covados. e do ultimo gosto a 2$500 o cor-
te, dilos com uma lisia ao lado, fazenda muito fina
de lodas is cores a 29400, dilos com 13 covados, miu-
dinhas de uma s cor a 29300, chilas cscugB cores
rauilo fizas de diflerentes padroes a 160 rs. 9Covado,
dilas desovos padroes, fingindo cassas francezas a
180 rs., ditascaboclas miudinhas a 200 rs., sarja de
13a prelada primeira qualidade por ser muito encor-
nada a .569 rs. o covado, alpaca prela e de cor muito
fina a 80C rs. o covado, e afamado oanno couro en-
trancadole uma s cor a 180 rs. o covado, os muito
acreditad cobertores de algodao brancos da fabrica
de todos o Santos da Bahia a 640 rs. cada um, case-
mira prel> rauito fina a 2^500 e3200rs. o covado,
sarja prel de seda muilo fina de superior qualidade
a 2S500, merinos pretos por 19800, 29500, 38000, e
38500 rs. o covado, assim como um verdadeiro sorli-
menlo de ulras qualidades de fazendas que se ven-
derlo por menos preco do que cm oulra qualquer
parte : .na ra do Crespo, loja n. 14? de Dias &
l.emos.
Os miis ricose mais modernos chapeos de
W seda e de palha para senhoras, se enconlram
49 serapre aa loja de modas de madame Millo-
9 chau, n>" aterro da Boa-Vista n. 1, por um
preco mais razoavel de que em qualquer ou-
# tra parte.
Veade-se o sobrado de dous anda-
res esotjio da na de Apollo n. 9, bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do Collegio n. 21,
segundo andar.
Baile de mascaras.
Vendem-se. ricos vestuarios de mascarldos, tanto
para homem como para senhoras, sendo a carcter,
assim como mascaras, dminos, etc., por commodo
precs: na praca da Independencia os. 12, 14
c lli.
Fazendas'para a quaresma.
Vende-se sarja pjeta hcspanhola muito superior a
29500 e2S800 o covado. setim prelo maco a 2X100.
29800. 39200. 48000 e 58000 rs. o covado, panno li-
no prelo suaerior a 29800, 4000, .5g000, 69000 e
79OOO rs. o covado, casemira prela franceza muilo
elstica a 79000, 89000, 10S000 e I29OOO rs. o corle,
merino muilo lino a 38000 rs. o covado, superior
princeza a 8011 rs. o covado, alpacas finas a 640, 720.
800, 900, 1900 e 19200 rs. o covado, o outras mul-
las fazendas que se vendem baratas; na ra Nova,
loja nova n. 16, de Jos Luiz Pereira Filho.
Chitas baratas.
Vendem-se chilas unas de cores fuas'a 120, 140
160, 180, 200 e 210 rs. o covado ; na ra Nova, loia
nova u. 16, de Jos Luiz Pereira Aobarato, lreguezes.
Na ra do Crespo n. 9, vendem-se chilas
francezas multo finas e de cores finas a 240
rs. o covado, corles de di la com barra a 29000
cassas francezas de lindos gostos a 610 rs. a
I vara, cortes de brim para calca de puro linho,
a 29000 ; ditos de casemira, a 39500, 48000 e M
59OOO; panno preto fino a 29500 o covado ; !i
vestidos promplos para meninas, do ultimo
gosto, com rolletes a 59000; e outras muitas
fazendas por diminutos precos.
Padaria.
Vende-se uma padaria muilo afreguezada; a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Vendem-se fardos de fumo para charutos da
primeira qualidade, ltimamente chegados da Babia,
e por preco banilissimo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar, assim como um reslo de 2,000 charutos
muito bons.
Conlinua-se a vender corles de vestidos de chi-
ta de barra, cores fizas e bonitos padroes, a 2*210
rs. cada corte: na loja do sobrado amarello, da ra
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
Na lojadosqbrado amarello, nos qualro cantos da
ra do Queimado n. 29, vende-se cortes de seda de
quadro de novos e modernos padroes, pelo barato pre-
Co de 219000 rs. cada corte.
Sedas para vestidos.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
roa do Queimado ri. 29, vendem-se cortes de vesti-
dos de seda lisa furia cores, dilos de dila de qondros
escocezes, ditos de dila cora flores, havendo muilo
sorlimenlo para escolher, e por preco commodo.
Cortes,de chita a i600.
Vendem-se corles de chita larga franceza com al-
gumas piulas demoro, pelo barato preco de 18600 rs.
cada corle: na lejaido sobrado amarello da ra do
Queimado n. 29. ,
[\ 500 rs.
Superiores IhoxMUsede oleado inglezes muilo pro-
prios para a prsenle eslaco : na praca da Indepen-
dencia us. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-se superiores oleados piolados, de ricos
padroes c de .5 a 8 palmos de largura,, por menos
preco do que' em mitra qualquer parle :. na praca da
Independencia, tojas de chapeos nmeros 24, 26, 28
e 30.
Gotnma para engommar. .
Vendem-se saecas com muito boa gomma para en-
gommar, e fa: ier bolinhos : na ra do Queimado n.
14.
(Chapeos e capotinhos.
Vendem-se chapos de blond para senhoras. ulti-
mo gosto de E 'aris, e muilo bem enfeilados a ll.-iin
ts., ricos cape tinhos de gn'is de aples pretos-e de
cores com col leles e sera riles 1 12 c 15SO0O rs., cha-
les de laa e s> > nos e grandes, a 58000 rs., corles de cassa de seda a
148000 rs., ci irles de veslidos de barra de laa e seda a
89000 rs., ca as francezas rauilo finas a 610 rs. a va-
ra; cortes de cassas de barra e lisas a 28200, e ^3800
rs., corlesdc
rs., veslidos ) n'ancos de cambraia de barra c horda-
dos a 48000 n dilos de 1 a 5 babados a 48500 e 58
rs., cambraij s-jHlierlas brancas e de cores a 33200 rs.
o corte, Icnrijs. grandes de seda para hombro de se-
nhoras a 290 W,?), e oulras muilas fazendas de goslo
que se vend n.i baralas : na ra Nova, loja uova 11.
16, de Jos I ,niz Pereira & Filho.
No esc ripjorio de Novaos & Companhia, na ra
do Trapiche o. 3V4, tem para vender por preco rauilo
cm conta os segiiiuilesarligos : couros de lustre, mar-
ca caslello, graudfe\.quantidade de miudezas chegadas
de Ilambur go pelos ,ltimos navios, chapeos do Chile
de diflerenl es qualidVdes, chapeos de fellru pretos e
pardos, e oulros ol|iectos que serio prsenles aos
comprado s. >,
A 58000 fUS. A PECA.
Na loja d e Guimaraes iV JIem iques, ra do Crespo
11.5, vende m-se chitas de ctyres escuras, com um rs.
queuo toqui! de mofo, pelo uaVralo preco de SjOOOpe-
a peca, con 1 38 covados.
COM Pl 'QUENO TOQUIS DE AVARIA.
Algodo< Iesacco,e sicupira m ir i lo encorpado a 100,
120, e 140,1 jaula: na ra do Crespo loja da esqui-
na que voll a para a Cadeia.
Vend ;-se uma canoa que ca -Tega 1:800 lijlos:
a Iralar na ra das Laranjeiraa 11. >'*.
CARiWVAL.
Na ra do Queimado, loja de miudezas n. 11, ven-
dem-se as niellmres mascaras de rame, e por preso
muilo em conta.
Vende-se na ra da Cadeia Velha do
Recie, loja de ferragens n. 55, rape de
Paulo Cordeiro muito fresco, vindo pelo
vapor mperalr/., a 1,300 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL E POTASSA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Res, tem superior petatea da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica no Ro de
Janeiro, de qualidade bem conhecida, as-
sim como cal em pedra, chegada no ul-
timo navio.
Vende-se uma escrava, crioula, de idade 30 an-
nos, cozinha, lava de salan, tambem serve para tabu-
len o ou mesmo para engenho : defronte do Trapiche
Novo n. 4.
Vendem-se relogs de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-
id Mellors & Companhia, na ra da
Cadeia do Recife, n. 56.
Acanelado Edwia Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
A Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
meulos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de todos os tamanhos enldelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forc, de
4 cvallos, cocos, passadeiras.de ferro estn liad o
En ra casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, .arma-
zem de Henrique Gibson,
yendem-se relogios de oirro de sabouele, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
d res, por preco commodo.
POTASSA.
No anligo deposito da ra da Cadeia do Recife ,
armazem n. 12, ha para vender muito nova potassa
da Russia, americana e brasileira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se afflanram
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
tambem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
lha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao cliafariz.
VlNHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafneitlin
& Companhia, ra da Cruz n. 58.
Vende-se caf pilado, tapioca do Ma-
ranho, charutos de S. Flix, e cera de
carnauba, tudo de boa qualidade e com-
modos precos: a tratar na ra da Cadeia
do Recife n. 47, pimeiro andar.
Vendem-se na ra da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho hilas no Aracaty,
constando de toalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, etc.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisara aos. seus freguezes:, que lem
para vender farinha de trigo chegada 111 lima mente
de Trieste, sendo a nica nova que daquella proce-
dencia eiiste no mercado.
l>epoito da fabrioa de Todos oa Saatoi na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C.) na ra
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha*
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte; saecas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa cm pedra, novissima.
Os mais ricos e mais modernos cha-
peos de senhoras se enconlram serapre
na loja de madama Theard, por um preco
mais razovel de que em qualquer oulra
parle.
Vendem-se camas de ferro de nova invencao
franceza, (orn muas que as fazem rauilo maneiras
e macias, chegadas pelo ultimo navio francez, e por
preco muito Commodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynlh e hirsclis em cai-
xas ; assim como chocolate francez da melhor quali-
dade que lem apparecido, tudo chegado ltimamente
de Franca, e por precobaralissimo: na ra da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por preco commodo, saecas grandes com feijo
muito novo, ditas com gomma, e velas de carnauba,
puras e compostas.
CALCADO.
Vendem-se sapaloes de lustre para homem a 48000
rs.: oa praca da Independencia n. 13 e 15, loja do
Arantes.
Vendem-se em casa de Mq. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseillccui caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellus ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, a i/e de raila o sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver un completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamanhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenra' do Dr. Eduni-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILUA.
Vicente Jos de Rrito, nico agente em Pernam-
buco de R. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca nma grande por-
Co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de iio precioso talismn, de cahir neste
engao, Tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portante pede, para que o publico se possa liyrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuiiciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConccicAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acoro-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achar sua tirina em 111a-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos.
Vendem-se relogios de Ouro, pa
ten-te inglez, por commodo pre-
co: na ra da Cruz 11. 20, casa de
L. Leconte Feron & Companhia.
MADAPOLAO' BOM, A 3200.
Vendem-se peras de madapoln de boa qualidade,
com pouca vara : na ra da Cadeia Velha n. 24,
primeiro andar.
Na rita do Vigario 11. 19, primei-
ro andar, lem para vender diversas m-
sicas para piano, violao o flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rodowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro. j ,
Charutos de Havana.
Vendem-se verdadeiros charutos de Havana por
preco muilo commado : na ruada Cruz, armazem
n. 4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na ra do Trapi-
che n. 1 armazem de Bastos Irmaos.
Com toque de a varia.
Madapolao largo a 3200 a peca : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a Cadeia.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se ce-
ra para limas de clieiro, a60rs. a libra.
Vendem-se saecas cpm milho, a 3J0OO rs.: no
armazem de Tasso Irmaos.
Vendem-se os bem conslruidos arrcios para
carro de um e dous cavallus, chegados ltimamente
de Franca, e por preco muito barato: na ra da Cruz,
o. 26, primeiro andar.
AMANA!,:
Sabio a' luz a folhinha de algibeira,
contendo alm do kalendario o regula-
mento dos emolumentos paroebiaes, e o
almanak civil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial; augmentado
com 500 engenhos, ale'm de outras noti-
cias estatisticas. O acressimo de trabalhp
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs.; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na ra do Crespo n. 5, ha um complete sorlimenlo
de toalhas e guardaoapos do Porto, pelos precos se-
guintes: guardanapos a 28600 a duzia, toalhas grao-
des a 49500 cada uma, ditos regulares a 356OO, ditos
mais pequeas a 39200.
Vende-se um cavallo mellado de bo-
nito figura, carrega baixo, esquipa e he
muilo manso, temarreins e sellim novo:
fallar na praca da Independencia n.
18e20.
Cheguem a pechindia. <
Lencos de cambraia de linho, finos, a 100 e 500 rs.,
dilos de seda de cor de Ires pontos, muilo grandes e
com franja a 800 rs.: na na do Crespo, loja da es-
quina que volta para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prelo a 38000, 38200, 48500, 58500 e
68000 rs.. dito azul a 28800, 3#200 e 43000 rs.. dito
verde a 28800, 38600, 48500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela entestada a 58500 o corte, dila fran-
ceza muilo lina e elstica a 78500,88000 e 98000 rs.,
sel ira prelo maco muilo superior a 38200, 48000 c
58500 o covado, merino prelo muito bom a 39200 o
covado, sarja prela muilo boa a 29000 r. o covado,
dila hespanhola a 28600 o covado, veos prelosde fil
de linho, lavrados, muilo grandes, fil prelo lavrado
a 480% vara, e oulras muitas fazenda de bom goslo;
na ra do Crespo, loja da esqnina que volta para a
Cadei .
ssssss '$$$$$$$
$ POTASSA RRASILEIRA. $
Vende-se superior potassa, fa-
bricada rio Rio de Janeiro, che- &
gada recentemente, recommen- u
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de" L. Leconte Feron &
Companhia.
Deposito de vinho de chamJ
pagne Chateau-Ay, primeira qua-'
\ lidade, de propriedade do condi
(Q. de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
f| de toda .a champagne vende-
6* se a 56S000 r. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
V? As caixas sao marcadas A fogo -
Conde de Mareuil e os rtulos
^ das garrafas sao azues.
Vendeni-se cobertores de algodo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na na do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.

DE BRISTOJ,
DAVID WILLIAM BOWMAN, engenheiro ma-
chinisto e fundidor de ferro, mui respeilosamente
annuncia aos senhores proprietarios de engenhus,
fazendeiros, e ao respeilavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
na ruado Brum passando o chafariz, contina em
eflectivo exercicio, ese acha completamente montado
com apparelhos da primeira qualidade para a per-
feila ronfeecaft das maiores pecas de macninismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arte, David William Bowman, deseja mais par-
licularmeute chamar a a'.tencaO publica para as se-
guintes, por tordellas grande sorlimenlo ja' prom ri-
te, em deposite na mesma fundicao, a quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas era paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade .de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor conslruc.10.
Moendas de canoa para engenhos de lodosos ta-
manhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos independentes para cvallos.
Rodas dentadas.
Aguilhoes, bronzes e chumaceiras.
Cavilhoes e parafusos de todos os tamanhos.
Taixas, paroes, crivos e bocas de fornalba.
Moinhos de mandioca, movidos a maO ou por ani-
maes, e prensas para a dito.
Chapas de fogao e fornos de farinha.
Canos de ferro, (orneiras de ferro e de bronze. '
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
ma5, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchos e macacos.
Prensas hydraulicas ede parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Camas, carros de ma e arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
menle reconhecida, David William Bowman garanto
a mais exacta conformidade com os moldes e dese-
nhos remettidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-lhe encommendas, aproveitando a occasia pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por cites honrado,
e assegura-lhes que na5 poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
Na roa da Croz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos decouro de lustre,
400 ditos brancos e 50 ditos de botins; ludo por
preco commodo.
'Vendem-se pianos fortes de superior qualida
de, fabricados pelo melhor autor hamburgoc: ua
ra da Cruz n. 4.
Na ra do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de lyrio florentino, o
melhor artigo que se couhece para impar osdentes,
branqoece-os e fortificar as gengivas, deixando bom
goslo na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa 1 caspa, e d-lhe mgico
lustre; agua de perolas, esto mgico cosmtico para
sarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
cao faz os cabellos ruivosou braucos,completamente,
pretos e macios, sm damiu> dos niesmos, tudo por
precos commodos.
Vende-se uma negra moca, sem vicio, e com
habilidades : Da ra do Caldeireiro n. 40, at as 8
horas do dia.
Muila attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
25400 a peca, corles de ganga amarella de qoadros
muito lindos a 19500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1i2 varas, muito larga, a 29600, dilos
com81|2 varas a 39000 rs., cortes dnmete casemira
para calca a 38000 rs., e oulras muita blendas por
preco commodo : na roa do Crespo lpi da esquina
que volta para a Cadeia.
Na ra do Vigario o. 19, primeiro andar, lem
a venda a superior flanella para forro desellins, che-
gada recentemente da America.
ANTIUIDADE E SUPERIORIDADE
DA
SALSAPARRILHA
sobre
A SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dato des-
de 1832, e tem constan temen le maotido a ua re-
putara sem necessidade d recorrer a pomposos
annuncios, de que as preparacoes de mrito podem
dispensar-e# O successo do Dr. BRISTOL lem
provocado infinitos invejaa, e, enlre outras, as dos
Srs. A. R. D. Sands, de New-York, preparadores
e proprietarios (la salsa parrilha couhecida peto ne-
me de Sands.
1?'"! *",nores olieitoram a agenciad* Salsa iar-
rilna de Bristol, ecomo nao o podessem obter, fa-
bricaram uma imitarao de Bristol.
Eis-aqu a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Bristol do dia 20.de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Ero todo o anoo passado temos, vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
V me, e peto que ou viraos dizer de ua virtudes
quelles que a tem usado, joigamos que a venda da
dita medicina se augmentar muitimmo. Se Vme.
quizer fazer um concerno, comnosco, eremos que
nos resultara muito vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Temos muito prazer que Vine, no responda
sobre este assumpto, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhanle, teriamos
muito prazer em o verem nossa botica, ra de Fui-
Ion,' 11.79.
Ficam s ordens de Vme. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSAO'.
1.c A antiguidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella dato desde 1832,
eque a de Sands s appareceu em 1842, poca 'na
qual este droguista nao pode obter a agencia do Dr.
Bristol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Bristol
he incouteslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de uma poreio de outras pre-
paracoes, ella tem man tido a sua rpulacSo em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias feitas com o oso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impureza do sangue, e o bom xito obtido nes-
te corle pelo Illra. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixote em sua chuica, e em ana
afamada casa de sade na Gamboa, pelo Ilrm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercilo, e
por varios outros mdicos, permiuem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes cfficazes da salsa par-
rilha de Bristol vende-se a 59000 o vidro.
O deposito desla salsa raudou-so para a botica
franceza da roa da Cruz, em frente ao chafariz. ,
-"Obras de ouro, J
como sejam: aderecos e meips ditos, bracelelesTbrin-
cos, altineles, botoes, anileuCesrrentes pira relogios,
etc. etc., do mais moderno gosto : vendenve na na
da Croz n. 10,casadeBrunu Praeger-& Companhia.
Couro de lustre
de boa qualidade; vende-se por /menos do que em .
oulra qualquer parto para liquidar conlas: na roa da
Cruz o. 10.
NO ARMAZEM DE EJ.ASTLEY
E COMPANHIA; RA D>RAP^HE (T3,
ha para vender o, seguinW: : ,
Bataneas decimaes de 600.libras*
Oleo de linbara em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro d salas.
Copos e calix de vidro ordinario.
'Formas de foi ha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar-
Aro de Milao sortido. j
Carne devacca em salmou*TV
Lonas da Russia-
Espingardas de cara.
Lazar i ras e ca vi no tes.
Papel de paquete, inglez.
Latiio em folha.
Rrim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia, prirjeira
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de'ouro, abnete, patente in-
glez.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cvallos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Couros de viado de lustr para roberas.
Cabezadas para montara, para senhora. .
Esporas de acp prateado-
Vende-se o'engenho Lirneirioha, situado a mar-
gem do Tracunhaem, com 600 bracas de tostada e
uma legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, e ptima moenda, cora bous partidos que
com 2 carros e 4 quarlos podem moer at 2,000 p3es
o que he de grande vantagem para um principiante.
He de ptimo assucar e de boa produccao, tanto da
caima como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro vista, e o mais a pagamento conforme se
poder conveucionar : os prelendentes dirijam-se ao
ngenho Tamatape de Flores.
NICO, E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA LOMRRIGAS.
Fahnestock's Vermifuge.
Remetlido pelo seu proprio autor de New-York,
Celo navio americano Korlhen Ught : vende-se na
utica e armazem de drogas de Vicente Jos deBrito,
ra da Cadeia Velha n. 61.
Vendem-se lonas, brinzaO, briusc meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber &
Companhia, na ra da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de i). W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, as cpiaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcain-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
om bonibasile repuxo para regar borlase baixas
de capim. na fundicao de 1). W. Uowman: na ra
do Brum ns.6, Se 10.
VINHO UO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe ii. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Aos senhores de engenho.
Coberteras escoros de algodAo a 8H) rs., dilos mui-
lo grandes e eucorpados a i 8100 : ua roa do Crespo,
lojMl esquina que volla para a Cadeia.
No paleo do Carmo, taberna n. f." vende-se
rauilo boa alelria, a 240.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em sacias, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Araorim n. 54, 011 a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigario n. 19, segundo andar.
Vende-se uma escrava engommadeira e COT-
flheira : na ra do Aragao n. 35.
qua-
ESCBAVOS FGIDOS.
enerosamaote recora-
fugio um esrravo
anuos de idade,
ios signaessegnin-
Iperna, e be alguma
Icabello, causada pe-
1; aprsenla uma
la muito : toca viol-
Td'algodilo cru bran- .
r.iiii tambem novas,
Desappareceu no dia 6 y corrente pelas 8 ho-
ras da manhaa, a preta Loureirja, de idade 35 annos,
pouco mais 00 menos, com os irgnaes'seguintes: al-
ta, magra, lem urnas marcas as peitos enaspernas,
como que fosse de queimadural levou panno da Coa-
la e vestido de chita, e mais u*ia Irouxa de roupa:
pede-se as autoridades policiaes, capilaesde campo e
mais pessoas, que appreheiide*do-alevein-aa praca
do Corno Santo n. 17, que ser,
pensado.
Nmlia 6 de dczembrodel
cabra, de nome Manoel, con
punco mais ou menos, o qnal j
les : coxea mn pouco de ui
cousa corcovado ; tem falla 1
la ronlinuacao de carregar pe]
cicatriz cm uma das cxas i faf
la ; e levou Ires camisas
ro ; tres calcas de algudaozinhl
una de iluraque prelo, uma bf>c>, uma de risr
radinho ; 3 jaqueles, sondo una parda, urna de chi-
ta prela, e uma de riscadiiihoazul-, urna camizdla
pela, de laa, rom lisias verdea e encarnadas.; um
par de sapalos, um par d'alparcatos e uma rede.
Esle esrravo foi de Antonio Itenriqnes de Almeida,
do, que rrompensar cora cem rail ris quem o
aearrar e o romlu/ir a sua lo.'a ua ra da cadeia do
Recife 11. "'. Antonio Bernardo taz de Carcalho.
Ilcsapparcceii no dia 28 de Janeiro prximo
passado a noilc, da cidade da Parahiha do Norte, o
esrravo. rabia, de noraelrajan, escravo de Manoel
Marques Camacho, ncsociiuMU lWlIlBIa'VhSC*-* nm_
1 ador oa mesma cidade^represenla ter 20 a ^ an-
nos de idade. estatura mediana, cor de mulato escu-
ro, secco c esbelto do corpo, olhos grandes e oipres-
sivos. Jabios grossos, nao dobrados, denles alvos e re-
gulares, regrista e dado a valenle, levou ja|)ona
chapeo de couro e um surrilo com algu ma roupa; he
de suppor que viesse para esta proviu cia de Pernam-
bucii: quem o pegar oudr noticia nesla?eidade da
Olinda, a Caelano Alves de Souza Eilzueiras, ou na
dila cidade da Parahiba, ra do Varadouro, ser
bem recompensado.
Fugio na noile de 7 do correnle, aju escravo
pardo de nome Manoel, de 28 anuos de idade, pouco
mais ou menos, com os signaos seguintes: estatura
baixa, bastante barbado, lem falns do denles na
frente e os ps bstanle grossos proveniente de bi-
chas: roga-se a quem o apprehcnder de o levar a
ra do Crespo", loja da esquina, que volta para a Ca-
deia ou a viuva de Manoel Travassos Sarinho, uo
Curato do Bom Jardim, que se recompensar.
7
Fr.i-Tji. de BE. P. i Faria.- MM.


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