Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07559


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Full Text
ANNO XXX. N. 36.
TERCA FEIRA 1-4 DE FEVEREIRO DE 1854.
\
i
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
EXCARREG-VDOS DA Sl'BSCRIPCAO'. i CAMBIOS.
llecife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja- Sobre Londres 28 1/4 a 28 3/8 d. por 1900
Dfliro, o Sr. JoaoPereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Dunratl ; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo do Mnn-
Jow;a; Parahiba, o Sr. JosKodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaduim Ignacio Pereira; Araeaty, o Sr.
Antonio de Leraos Braga; Gcarj, o Sr. Victoriano
Augusto Bordes; Maranhao, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues ; Para, o S. Justino Jos Ramos.
Paria, 3i0 a 315 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por rento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o do rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de soginwao par.
Disconto de lellras de 11 a 12 de rebate.
METIS.
Ouro. Onca* hcspanbolas. 289500 a 299000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19930
Pesos columnarios...... 19930
mexicanos...... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruart, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex c Oricuiy, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAM AR DE BOJE.
Primeira s 6 horas o 6 minutos da manha.
Segunda s 6 horas o 3fr minutos da tarde.
AUDIENCIAS. .
Tribunal do Commercio, segundas e quinlasreiras.
Heladio, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas c quintos s 10 horas.
i.* vara do civcl, segundase sextas ao meio da.
2.a vara do civel, quarlas e sabhadus ao meio dia.
EPIIEMERIDES. *
Fevereiro 4 Quarto crcscente.as8 hora, 18" minu-
tos e 48 segundos da ttfrd*
13 Lna cheia as 4 horas, 14 minutos c
48 segundos da manha.
20 Quarto minguanio as 8 horas 25
mi untos e 48 segundos da manha.
27 La nova as 2 horas, 20 minutos e
48 segundos da larde.
DAS DA SEMANA.
13 Segunda. S. Gregorio p. ; S..Ca marinad* res.
14, Terca. S. Valentina ra. ; Ss. Au.xencioe.Ff.
15 (Juana. Trasladado de S. Antonio ; S. Jovila.
16 Quinta. Ss. Porlirio, Samuel e Jeremas mm.
17 Sexla. Ss. Polycroniob. ; c Secundianno mm.
18 Sabbado.S. Theotonio 1." Prior de S. Cruz.'
19 Domingo, da Sexagsima (Eslaco a S. Paulo)
S. Conrado f.#; S. Galiino m.* S. Alvaro.
v -
1 .
'


i \
parte ornciAL.
GOVEEMO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 8 de ferereiro de 1856.
Oflicio Ao Exm. marechal commandante las
armas, recommendando a expedic.no ilo cuas ordens,
para que sejam recolhidas a seus destacamentos, as
praoas que na occasiao de virem ora serviro a esta
capital leem sido recolhidas aus corpos a que perlcn-
cem, tieando assim desfalcadas as torcas dos men-
cionados destacamentos, que alias ja esli resumidas
por falla de tropa.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
dizeudo .que rom a informara que remello por co-
pia da cmara municipal desla ridade, responde ao
seo ofliciorelalivamenleao modo de ser feila a par-
le do caes da ra do Sol, perlencenle a referida c-
mara.
Dito Ao mesmo, remetiendo em resposla ao seu
' oflicio relativamente as despezas feilas com o lazare-
to do Pina, copia da informara que respeilo den
o inspector do arsenal de mariuha.
Dilo Ao chefe de policio interino, recommen-
dandoa expedioao de suas rdeos, para que seja en-
tregue ao inspector do arsenal de marinlia, alim de
ler Ron\ emente destino, o preso Antonio Jos Mi-
randa, que scacha no calabouoo do quartel do corpo'
de polica, vicio ser elle desertor de marinlia.Fize-
ram-se as necessarias cohimuncacoes.
Dilo Ao mesmo, inlciraudo-o de haver espedi-
do ss convcnienles ordeus,uilo sopara que o director
do arsenal de guerra ternera a S. s. com brevidade
as alhemas, radeados, correnles c machos, de que
' trata S. S., mas tambem para que o commaudanle
do corpo de polica fac,a etvar a 1:1 praras inclusive
um inferior, o destacamento do referido corpo exis-
tente na comarca de Santo Aula. Expediram-ce
as ordens de que se traa.
' Dilo Ao mesmo, communicando haver trans-
miftidoas Uiesuurarias geral e provincial, paraserem
' pagas estando nos termos lecacs, as cuntas que S- S.
remellen, sendo una das despezas feilas nos mezes
de dezembro a Janeiro prximos lindos.com luz f ara
oajuarlel do destacamento deNazarelh c .as oulras
com os presos pobres da cadeia daquclle termo e luz
para a mesma cadeia. Transmittiram-se as contas
deque se trato.
Dito Ao cnmmandanle da eslarao naval, dizeu-
do Gear, scienle de jase achar proraplo o hrigue de
guerra C carease, e declarando que deve elle esperar
pelas ordens da presidencia.
Dilo -Ao inspector do arseual do marinlia, dizen-
do quedeixa d satisfazer a sua requicioao, por nao
existir emno archivo da secretaria da presidencia, col-
leccpes disponveis das leis geraes pertcnceules aos
anoos de 1848, 49 e .iO.
Dilo A'o inspector da (liesoursria provincial,
. para que, a vista du competente certificado, mande
pagar ao arrematante da casa da harreira de Santo
DilaDesonerando, de conformidade com a pro-
posta do desembargador chefo de polica, a Antonio
Jurenrio Pires Falc3o do cargo de subdelegado da
freguezia de Ipqjnca, c nomeando para o substituir
ao cidadao Manad Cimillo Pires. Inteirou-se ao
mencionado desembargador.
9
OflicioAo Exm. marecha! commandante das ar-
mas, inleirando-o de haver pedido providencias ao
governo imperial, no sentido de ser slisfeila are-
quisicio de S. Exc. acerca do lelcgraplio da fortale-
za do Urum.
DiloA inspector da tlicsouraria de fazenda, com-
municando baver o promotor publico da comarcado
Limociro, Allomo Peres de Albuquerqne Maranhao,
participado que deixava de seguir para sua comarca,
pnr so ochar docnte e em uso de remedios.Fize-
ram-se as necessarias cnimiutnoames.
DitoAo mesmo, recommeodandu a expedirn de
sitas ordens, para que o inspector daalfandega desla
cidade concinta no despacho de una caita, cliegada
na barca inglesa '/'# ni fJcerpool, com a marca
IJieher C. Pernambuco, contendo amostras de ar-
mas c pistolas para o corpo de polica desla provin-
cia.Fizeram-se as necessarias commnnicacoes.
DitoAo presidente do coilselbo administrativo,
concedendo a autorisacilo que pedio para comprar os
medicamentos,utensilio-, emais objectos requslados
pelo ruminnndante do presidio de Fernando.
DitoAo nslicclm' do arsenal de marinha, iiilei-
rando-o de luivcr concedido ao palrao mor daquclle
arsenal, Jos Faustino Porto, -J mezes de liceura com
vencinienlos, para tratar de sua sade.Igual com-
mnnienn-se a thesouraria de fazcnda.
DitoAo director das Obras publicas, devotvendo
0 orcamenlo do concert da coberta do armazem n.
1 da alian lega desta ridade. afun deque faca uellcas
alleracesque jujear convenientes para poder essa
obra ser arrematada, visto nio Icr apparecidoliritan-
les a ella, segundo declamo o inspector da thesou-
raria de fazenda.
DiloAo presidente dacommisso de hygiene pu-
blica, rcrommendando que, com urgencia, do o seu
parecer respailo dos papis relativos ao lazareto do
Pina.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, in-
teirando-o de haver concedido a nutorisacau, que pe-
dio o director das obras publicas, para comprar para
concertos da canoa da obrada casa de delenco, um
barril de breu daSuecia a 6J00 rs.; um dilo de ar-
calrau a I4#r*.; una arroba de almagre a 2$f00 rs.;
tima dila de presos palmares a 18200 rs, a libra, e
5ditas de eslopa a 1-3MO rs.OI1iciou-se nesie sen-
tido ao mencionado director.
DiloAo promotor publico de Nazarelh, conce-
dendo a permisso que" podio, f.ir i pessoalmenle en-
lender-se com o dircelor geral da inslruccao pu-
blica. _------
DiloAo presidente-da jnnla qualificadora da fre-
guezia da Varzea, acensando recebida acopia au-
thenlicada lista dos cidadaos qualicados voltiles
Amaro deJaboalao.a importancia da primeira presia-
rmque temelle direilo.-Cmuiunicou-se ao direc- "'luella freguezia.Igual ao presidente da juntare
tor das obras publicas. qnalificacslo da freguezia de San-Pedro Marlyr'de
/>ito Ao'meso, recomniendando qric, vista) 'll,1,'a.
doVedido^wo-refflfclle, mande adiantar ao ll.esou-; DiIA c"n'lra manicinal do llecife, concedendo
reiro pagador oVifcparlirao das obras publicas, a |u autensaeo que pedio para continuar a dispeTR
quanlia de ItiitijOOO para coiitinuaco das obras j "ecessario com o andamento dos pjocessos por in-
por adminislrac3o a cargo daquella repartirn no
correte mez. Inteirou-se ao respectivo director.
DiloAo commandante superior da. guarda na-
cional do municipio de Santo Antlo, para mandar
pottar cm frente da igreja de S. Sebasliao da cidade
da Victoria, no dia 19 do correnle, urna guarda de
honra para assislir a fes'la e procisso do mesmo
Sanio.
DiloAo director das obras publicas, approvan-
do a medida por Smc. proposta de ser a obra da con-
. acrvaco permanente da estrada' da Victoria, entre-
gue no dia 1. de marco prximo vindouro ao res-
pectivo arrematante. Communico-se ao inspector
da thesouraria provincial.
Dilo Ao secretario do collegio eleilora] de Se-
rinbaem, aecusando recepcao da acia da el'eiro, a
que se proceden naquelle collegio para um dcpnla-
do i'assembla geral legislativa por esla provincia.
Dilo Ao secretario do collegio eleiloral da fre-
guezia de Aguas-Bellas, devolvendo a aulhenlica
da acta da efecao, a que ltimamente se procedeu
naquella freguezia para preenchimento da vaga de
um drpiilado assembla geral legislativa |>or esla
provincia, alim do que seja salisfeil o disposlo no
art. 79 da lei n. 38 de 19 de agosto de IKIti. .
Portara Ao agente vapor, para mandar dar transporte para acorte, no
vapor que se espera do norte, Juliao Antonio Ma-
ra de Moura, que leve baiza do servir do exer-
cilo.
Dila Ao director do arsenal de unerra, rcrom-
mendando que fornera ao commandante do 3." ba-
lalhSo da guarda nacional dcste municipio cem gra-
nadeiras com baionelas, e outros tantos correiames
completos. Communicou-se ao respectivo comman-
dante superior.
Dita Desonerando, de conformidade com a pro-
posta do desembargador chefe de polica, ao bacha-
rel Nabor Carneiro Bezerra Cavalcanti do cargo de
I. supplentc do subdelegado da freguezia da Boa-
Visla.Communicou-se ao referido desembargador.

que lia de terminar ; cada dia faz emanar orna cer-
ta lgica mysleriosa das censas, que fazendo urna
sabida, arremecam-se alravcz dos novos aconleci-
menlos. 1853, em urna palavra, prepara 1854. E
que deu ao mundo esse anno qne se vai cmbnra ?
Que legado deixa elle '! A primeira como a ultima
palavra de sna historia, le cerlamenle essa crise.
que abala o Oriente, e conserva a Europa em espec-
laliva. l'ni anno ha que tudu eslava calmo no Orien-
te e mesmo no resto do continente; e a diplomacia
eslava orcupada quandn muilo em saber, debaixo de
que forma e em qtie termos o imperio renascenle em
Franra seria reconhecido pelas oulras potencias.
Grande problema entretanto, era o momento em
que se preparavam onlros negocios para a diploma-
cia. .Nao linham decorrido dous mezes, quandn a
qoeslo do equilibrio e da segurancia continental era
eslabelecida em Conslanlinodla pela misso do prin-
cipe Menschikolf. TJuesetcm visto depois aquella
poca '! crescerem as complicacOes ; desenharem-se
com mais vivacidade os antagonismos, lornarem-se
inuleis loTlos os esforcos de pacificarao ; nascer da
fraqueza das negoriacOes a guerra cnlre a Russia e a
Turqua, de modo que, (endo comecado na paz mais
profunda, o anno de SY, depois de se tor enchido
de lodos os rumores ede Indas as incertezas daquella
queslao, deixa, ao ir-se embora, a Eiiropa, em ves-
pera de nina das mais decisivas conllagracdes desle
seculo.
He islo que faz a gravidade do momento actual.
Com elleilo, de qualquer modo que se encare o esta-
do presente da queslao do Oriente, por mais conlian-
ra que se possa Icr as negocires diplomticas, he
evidentsimo que quanio mais se caminha, lano
Imais a queslao se aggraro, mais os aconlecmenlos se
desenbam de modo a fazer eminente um conflicto
desastroso. No theatro mesmo da guerra como nos
conselhos dos governos, no Oriente como na Europa,
lodos concorrem para precipilar uui destecho. Ob-
servem-se um momento algumas das circumslancias
mais proprias para cara clerisar a lula empenbada en-
tre a Russia e a Turqua. Ha dous mezes que a
guerra est aborta, e se proseguecom probabilidades
diversas. Depois de havercm eslreado por urna bri-
llianle passagm do rio e algumas vanlagrns, os Tor-
cos se retiraram para seus quarleis, onde permane-
cen; anda. Sua stuaco anda he a mesma neslc
ponto, estando vista de provincias turcas ornipa^
das pelos Russos. O exereilo principiou (anibem na
Asa por successos; os revezes vieram pouco depois.
Aassim he que, cm poucos das, os Turcos foram o-
brigadosa levantar o assedioda fortaleza de Ackha-
bzik em conscqiicncia de um combate desastroso.sof-
frendo oulra derroljj junto de Alexandropol. Se al-
gumaexageracao deve haver ud que se lem podido
ilizer das pcrdas^olfridas pelos Turcos, esla dopla
derrota nao he boje mais duvidosa. No inlervallo
desses combales be que leve lugar nm acontecimen-
to mais grave ; urna parle da esquadra oltomana foi
deslruida por urna divisao da esquadra russa no por-
to de Sinope. lis far.il de comprehender a impressao
caucada om Conslanlinopla por estedesanre. Os Tur-J
ros se podaram corajosamente sem duvida, muilos
romiHaodaiiles lizeram antes voar pelo ar seus ua-
v ios. do que Se renderein. De oulro lado.- en>coas^-
....;__:rf___ i......,_. ___''7^VTT\.__-^"t. _.
fraccocs de poslujas, visto acbar-se esgotada a verba
que para scmelbaute fun foi cousignada na lei do or-
ernoslo.
Portara.Ao agente da companhia' das barcas de
vapor, para mandar dar transporte para a Bahia, no
primeito vapor que passarpara u sul, no caso de es-
lar vago algum dos lugares para passageiros de esta-
do, a Joo Xavier Faustino Ramos.
DitaO presidente da prnvincia.attendendoaoque
Me roquero. o paisano Tbomaz Pereira Pinte J-
nior, resolve que seja elle admiltido ap serviro do
exereilo como voluntario por lempo de (i anuos, a
conlar do dia em que se realisar o seu alislamento,
visto ler sido jiilcado apto para o mesmo serviro em
in-peccoo do salido ; deven do por isso alionar-se-lhe,
alemdos venrimcnlos que por lei lha competirn, o
premio de 3008 rs. pangos nos termos da artigo 3. do
regulamenlo que baixnu com o decreto n. 1089 de
14de dezembro de 18)2. Fizeram-se as necessarias
commuucaroes.
EXTERIOR.
FOLHETIM.
()
CKROMICA DA QUINZENA
ParUSIde deieznnro de 1853.
Se ha urna hora fela para avivar o sentimcnlo da
grande rapidez com que marcha a vida dos povos e
dos horneas.he Ha verilado a hora actual, a qualvem
ainda urna vez marcar o limite imperceptivel entre
dous anuo.. Ella acaba de soar no meio dos frios
do invern, como o dobrar fnebre de. um periodo
que desapparece, como o canto da festiva exaltaran
de nm novo anno: iiuagemdo lempo.de um lado
vclbo e enervado do oulro lado sempre jo-_
ven morrendo a cada instante para reviver
continuamente Estamos all entre o pascado ,
no qual podemos Icr a nossa propria histeria ,
como no livro o mais inslruclivo, g o futuro sel-
lado com um sello trplice. Entretanto por desco-
nhecido que seja, elle tem seu germen no passatlo ;
o que sabemos, o que temos viste,- he o comer do
(|ucuciaflesse desasir, o ministro da mariha do ga-
bigele otlomano seacba boje amearado uans de de-
missao, senaoainda.de urna aecusarao. Entretanto
seja oque for, urna divisao da esquadra torca nao
deixa menos de estar destruida, e a Porla oltomana
de ter perdido os meios de garantir suas cosas. Des-
le modo a Russia fazia marchar no mesmo instante
forjas mais considerayeis para o Danubio, ella alcan-
cavav victoria na Asia ; pelo feito de guaira de Si-J
nope, lornava-sc senbora do Mar Negro, e nao para
alii-.os esrorens de sua diplomacia ennseguiam susci-
tar um ontr inimigo Turqnia, arraslando a Per-
sia urna declaraao de guerra contra o imperador
otlomano.
Tal era ha pouco lempo, e ainda he, a sluarao das
rousas.
Nao he necessario entretanto demonslrar-lhe a sua
gravidade. Que situara da Turqua se lem tor-
nado mais perigosa, he fora de duvida ; o facto ca-
pital o decisivo nessas circumslancias,debaixo do pon"
lo do vsla europeo, he o desastre de Sinope. Em-
quanto i guerra entro a Turqua e a Russia se limi-
ten era alguns combales em terror no-Danubio e na
Asa, a Europa pode assislir a essa lula, concentran-
do seus esforcos as negociarles, impedindo por um
zelo cioso da paz lodji demonsliacio mais eflec-
liva.
Par ventura as circumslancias nao mudam hoje
depois do acto da destruirn consummada a menos
de cem leguas de Coustantinopla, e que couslilue a
Kussa soberana de fado e senhora do Mar-Negro
Nao lem a lula por islo mesmo perdido o seu carc-
ter restricto c local? He nesle sentido que se pode
dizer que o desasir de Sinope veo-a ser hoje o pon-
te de partida de urna situaco nova ; p boje he fra
de duvida que as esquadras combinadas da Franca e
da Inglaterra receberam ordem de entrar no Mar-
Negro, t) sentido desta demonstraco he dos mais
claros : he urna aflirmaciio mais explcito da. integri-
dade do imperio otlomano, e por conseguinte do in-
leresse europeo. Nao he mais precisamente urna de-
clarado de guerra ; islo uao poderia suspender o cur-
so das uegociares ulteriores ; mas he evidente que,
(Por Octavio Feuillet.)
PEftSONXCEN-S PRINCIPAES.
Andri Rosatv, compoiiior e poeta.
O cavalleiro Ca-mo/i, rico melmano.
fus, rahjiuuiae professor de conlra-ponto.
lUarlha, sua uha.
Leonora, pringa Folconieri.
PERtONAGESS SUBALTERNAS.
ilariettay cambista.
Giulia, marquen tiarnt.
Lady Ifihon.
O principe Kalisch.
O marque? de Stta.
Mallto, criado.
(A scena passa-se em aples.)
II
. ftosxeein (sosinho) : Siin... s3o accenlos de ver-
dad*... do contrario a propria luz do dia nao he mais
que mentira elrevas'!... (loe dir elle'.' Ausmcnta-
rn suas accusarfis... Mac tenbo orna palavra para
rwpnniter-lhe; O homem que lem animo de laucar
nos bracos de oulro a mulber quetmou. aqoclle que
para crvir a seus designios fm da belleza de sua
amante urna insuma e nm laco, pode pretender In-
do nO mundo, excepto a eonlianea de um homem de
hem. taz apenas um qoarlo de hora que elle sabio...
apressnndo-mc. arha-l,>-|,c, ,., p[n pfapo|e,... ou
pelo menos enconlra-lo-hei nocaminlio... ICarnioli
abre a porta du fundo.) Elle!... J i
Carnioli : J. h eslc sosinho? tanto me-
lbor! Nao fui a aples, enviei Eeppo. o qual tinlia
deixado na grade com o meu cavallo. Daqoi ha um
instante elle chegar com asearlas, e poderos con-
vencer-te, mcu amigo...
Ittmoen : lo intil, Carnioli, ella eonfecsuu-
me ludo.
TMpli: Ah I... Ed suspeilava jisso.'Eia,
ixe la Irouxa e vamos.
ilotttmu : Na.
Carnioli (encarando-o -.ivamenle): Na?.....
Vtde'Diaria a." 34.
Pois hem: sinto dizer-tc isto, meu rapaz; porm
s..... ,
Konoeln : lim mizeravel, sim. Ouc,a-me, Car-
nioli : voss lem sido seu modo o meu bemfeitor.
Tcnbo-me trmbrado disso at agora ; mas creia-me,
jo basta. Ijma palavra de mais excedera, ludo o que
o rcconhecimenlo humano podo supportar.
Carnioli (Passcta um momento em silencio com a
fronte pensativa, e depois diz com voz breve e asi-
lada.) : Meu charo, sers a causa de que eu ter-
mine meus dias cm um convenio, vs? Amei muilo
a msica, lu amaste muilo urna mulher..... Ambos
expiamos eeses erros. Cada homem recebe nma cer-
ta dore do sensibilidailc, urna certa faculdade de
amar e de dedicar-se, a qual urna lei superior orde-
na-lhe evidentemente, que derrame em torno de si
em o iqioccoL-s regradas, atlrbuindo urna parle ao
dnador, ontr#: lamilia nutra patria, noque cha-
ma-se o devor emlim, e- reservando o resto para as
distracroos da vida. Ambos nos violamos esla lei,
concentramos loilii a nossa forca de afleicao em um
so objcto, e o que he peor, em um nbjecto de luxo:
en na msica, tu em urna mulher. Estamos ama Mi-
mados por isso, meu rapaz. Minlia paixao est feri-
da no corara pelas m'esmas molas, que ella linha ar-
mado. Perco a obra de minha vida pelas combina-
?0es, que havia meditado para salva-la ; comjecre-
la vergonha de mioha fronte, e para dizer ludo, ve-
jo urna na, que cnchi de beneficios prestes a levan-
tar-ce contra mou rusto. Isso be duro 1 Tu assisles
como orna Icslemunba desesperada ; mas impotente,
ruina de leu corpo. de la alma e de leu engepho !
Isso lambem n.lo be alegre. Ilacertamenle um Dos,
losweiu.
Itoficein : JJom o sei.
Carnioli 'ruja aglaro augmente) : Ah I essa
mulher!... Como pude en esquecer-ine, que em lo-
dos os lempos lem bastado um desses fraceis cacho-
pos para quebrar loda a forca humana ? L'm rapaz o
sabe!... Omphale, Circe, lialila '. esses nomes de fe-
liceiras, que brilbam como.pharoes na Iradiceo do
mundo, como nao me esclareccram?... Mas oque
prtdc ser salvo de leu naufragio, eu salvarci!... sim,
a lodo o cusi! Se le resta um pedaco de corarao no
pelo, Irei de tirar-te dcste harem, anda quando de-
vesse, como L'ljsses, piir-le dianle dos olhos um es-
pelho d'aco, ainda quandn devesses sentir o rellexo
delle al na medula do leus ossos I... Desejaria fre-
parar-lc para isso... Nao bu mais lempo. Ouve-me.
Iluswem : Nao... Deixe-mc!
Carnioli: Ah urna vez em minha vida vou
fallar seriamente, dignar-le-has de ouvir-me!... .Nao
vimde llespanha directamenle. Um negocio de in-
lercsse rbamava-me a Sicilia, eanles de chegar em
aples, fui passar urna semana em urna villa, que
lenho entre Palermo e Monreale. Nao sabia em que
se durante essas negociarse*, a esquadra russa nao
quizer encontrar as da Franca e da Inglaterra, llove-
r lomar o expediente de licar as aguas de Sebasto-
pol. Em definitiva, he um armisticio no mar, im-
posto pela autoridade de orna forja provavelrnente
superior. Note-se bem : nessas tongas e lerriveis com.
plicacOes, a Franca c a Inglaterra nao tem deixado
de obrar com a maior moderacao. Suas esquadras
levaram oilo mezes para viran de Malla e de Sala-
mina Conslanliuopla, cada um dos passos que de-
ram para adianle, nao linha por fim seno responder
a urna marcha da poltica russa. Ainda nesse ano-
ment, he a derrota de Sinope, que provoca a entra-
da de suas naos no Mar-Negro. Sna poltica nada
lem de equivoca ; ellas se lrlnitera simples e clara-
mente a garantir um grande principio de ordem con-
tinente!. He nesse pensaraenfo,mie ellas avanraram
de Salamiua liesika. de Resika a Conslanliuopla,
de Constanlinnpla ao Mar-Negro ; e se, por causa
dessa marcha lenta, mas resoluta, resultar algum cho-
que, sobre quem dever recahir a responsahlidade ?
Qual ser o verdadeiro .carcter desse conflicto, se-
nao o de urna lula entre um governo que procura fa-
zer prevalecer nma poltica vilenla, e a. Europa le-
vada a nm aclo decisivo pela defeza das condires
mesmo do equilibrio occidental ? Ora, abi esl loda
a moraldade dos aconlecimentos quepodem surgir.
O mal he que as diversas phases dessa deplflravel
prudencia, a Europa lem hesitado muilas vezes, al-
l onde nma aeran mais fcil e combinada roelbor le-
ria lalvcz conseguid impedir que apparecessem des-
de o principio complicarles mais serias. Nao he por'
que a Europa io conhecesse a gravidade da silua-
jo. e lijas penetrada do perigo, que poda resultar
dalii para a paz do mundo ; mas cada um desses ac-
tos, que nos ser permllido chamar conservatorios
para a poltica occidental, vinha a ser a occasiao de
dissencOcs, de lulas internes no seio dos conselhos,
e mesmo nos paizes os mais decididos a obrar. A in-
legridade do imperio otlomano era. sem duvida ne-
nhuma o principio professado por todos os gabinetes
e por todos os estadistas ; reslava somenle definir os
meios, pelos quaes es*le principio devia ser protegido
e ahi he que as dssenriies comcavam. ltimamen-
te se vio pelo incidente imprevisto, que teve lugar
na Inglaterra. Em poucos dias, lord Palmerslon dei-
xon repentinamente o poder, e lornou a reassumir
ssuas funerfles. Qual era o senlido real desse inci-
dente ? Osjornaes inglezes bem o explcaram, he
verdade, por uma'opposicaodo ministro demissiona-
rio com seus colloans sobre o bil da reforma eleilo-
ral ; mas nao explicavam como as circumstancias
actuaes, homens da sravidade de lord John Russell,
de lord Aherdeen, de lord Palmerslon po.lam apai-
xonar-se bastante a respeilo da reforma eleiloral para
provocar urna crise ministerial. A Verdade he queum
ministro na Inglaterra, portm costme patritico,
nao se relira por urna queslao externa ; o proprio.
parlamento por baloto nio baqueia um ministerio por
urna queslao de poltica estrangeira. Achou-se logo
um pretexte, c desla vez, foi un bil de reforma e-
feiloral; c lord Palmerslon licou cm um momento
maravilhos.-imente convencido de ter nma poltica
inuito revolucionaria no exterior, c muilo reaccio-
naria no yina, En-.Miii!L;i,^rtclirada4e.
merston nao linha e nao poda ter sec4Wnma cansa
seria, a queslao da conduela que sMcve ter no Ori-
ente.Alero disto nao be de hoje, como se sabe, que
se tem manifestado disscnrcs a este respeilo no mi-
nisterio inglez : lord Palmerslon se inclinen sempre
para adeciso, ao passoque lord Aberdeeii se incl-
uava para a prudencia. Que vera resultado dahi.
se a clemissau do minislr do reiuo livesse sido con-
servada ? O gabinete de Londres refleclio nislo sem
duvida, e obedecen urna considerara mais eleva-
da.; perganlou se era aquelle o momentode deixar a
Inglaterra sem governo ; sentio lambem a pressao da
opiniao publica, decid idamente pronunciada a favor
da Turqua. Pode-se dizer que o movimcnlo desla
opiniao, e a forja das cousas reconduziram lord Pal-
merslon ao poder, e o primero resultado desta re-
ronstituiro do gabinete inglez foi o acto de deciso,
que se condece, a ordem enviada s esquadras para
entrarem no Mar-Negro, de tal corle que a Franra e
a Inglaterra sustentam hoje mais que' nunca 'a mes-
ma poltica, c marchara directamente ao mesmo fim.
polo mesmo caminho. Deve-se crer, que a presen-
a-rtas esquadras combinadas no Mar-Negro, deva
suspender as negociaces e dissolver ainda urna vez
o concert da Inglaterra e da Franja coma Austria
e a Prussia ? Porque seria ass'm, quando os gabine-
tes de Vienna e do llcrliu sustentara o mesmo prin-
cipio c tem os meemos inleresses ? Esses interesses
para a Auslriae para a Prussia sao a integridade do
Oriente, a paz da AUemanha eda Italia, a mauteu-
eao das actuaes condiroes ternturacs da Europa, a
i'sguraura do continente lodo ; e nole-se bem, que
s a uniao dos qualro grandes governos pode preser-
var boje a paz da Europa, tirmando-se sobre o res-
peilo dos tratados acluaes.
O copeurso da Franca he una nova sanecao des-
ses tratados, e urna con mente sem valor. Separando .iberiamente sua po-
ltica da do imperador Nicolao, n joven soberano da
Austria, e o rei da Prussia se collocaram implcita
ou explcitamente do lado da Europa. Ambos live-
ram a iulelligencia de seu papel, lerao sem duvida
ateuma a resoluco delle. Esla resoluco pode ler
oceupar as lardes, e empregava-s em percorrer o
campo, o qual he mui bello all, um canto do Edn
esquecido pelo diluvio.... Nunca ninsuem. com ufa-
na o digo, foi menos inclinado que eu melanco-
la... E todava nao posso dizer porque extravagan-
cia senlia durante esses passeius solitarios o peso de
urna alma inclinada sobre si mesma, e o vago abati-
mentu de um espirito, que nulre-sccomo nm febri-
citante de sua propria substancia... Seria fadiga da
viagem, ou seria presenilmente ?... Fosse o que fos-
se, urna lano, era qumla-feira pascada.... (Hesita.)
D-#ie um copo d'asua. (foswein deila-lhe agua,
Carnioli bebe um gole, poe o copo junto de si, as-
senla-se e contina:) Una larde eu alravessava uro
eslreilu valle preservado dos ventos do mar por al-
tos oileirns. e afamado no paiz pela s.ilubridade do
ar que ahi se respira. Entre as pobres chonpanas es;
palbadas nesse valle notei urna pequea habilacuo de
um acceioliiilannico... nina eepecie de cbnupaua ;
esses Inglezes inlroduzem-se por luda a parte Ap-
piuMiuando-ine della por urna enriosidade banal,
ouvi repentinamente elevar-se do fundo de um ver-
gel annexo i casinha os sons graves e macios de urna
rabeca.
Rostnein : Carnioli I
Carnioli: Reconheci o arco... reconheci a m3o !
/tosirein : Por favor, Carnioli!
Carnioli: Crs que esla narrarao me recreia ?
Um homem de meia idade, de face quadrada e suis-
sas ruivas eslava no lmiar da casa. Elle veio a mim,
julgaudo ler em iniuhas feires a expressSo de um
senliincnto cubilo... Inlerroguei-o... Elle linha cm
seu casal, havia um anno, dous hospedes, que me
nomeou... A raz<1odizia-mc que fugisse desse lugar...
mas a rabera' roulinoava a tocar, e minha paixao
musical reunindo-so a um sentimenlo, que nao pos-
so definir, atlrahia-mc para n fundo desse abysmo de
amargura, cuja boira o acaso linlia-mc levado.
fOfwn : O acaso, Carnioli .'
Carnioli (com voz mais breve): Como quize-
res... Enlrei no vergel... Melti-me sera rumor atrs
das arvoros, e pude ver um grupo de Ires pessoas, as
quaes a folhagem de urna figucira prolegiam contra
os raios do sol, que ia pondo-se... Urna dellas ra-
me desconbecida..... mas comprehendi que era um
medico...
fosicein: Oh! Dos 1
Carnioli : Quanlo s oulras dnas, eu as conhe-
ci, e lu as conheces. S o velho pareceu-me muda-
do... As feijOes da moca estevada apenas alteradas, e
todava cua allilude, a poltrona guarnecida de tr.i-
vesceiros, cm que ella eslava recostada, o brilho sin-
gular de seus olhos, ludo annunciava-me que o me-
dico \inlia para ella... Quando eu chegava... nao ha
parliculai idade dessa scena. que nao me permacesse
prsenle no espirito ainda que eu vivessedez mil an-
lugjir em urna medida propria c dislincla ; mas que
importa, com tanto que seja conforme aos verdadei-
ros inleresses da Europa? Em definitiva, a demons-
Irarao das esquadras ingleza e franceza nada lem,
que possa desviar a Ans ra e a Prussia de sua pol-
tica ; ella nao tero oulro senlido sena levar o es-
tandarte do'Occidcnte para o lliealro da guerra, e
proteger eneclivamenle um principio commum, ao
passo que se negocia. Oque vei complicar hnje
eslas negociaces, be que, como se aftirraa, as novas
propostas ltimamente parlidas de Vienna, linham
sido precedidas de um projeclo espontneamente
submetlidn ao divn pelos represntenles da Franca
eda Inglaterra em Coustantinopla ; mas he este cer-
lamente o menor obstculo. O esencial lie. que o
Koverno do sulla parece ter-se mostrado disposto a
aceitar propostas de pTz, e a elevadlo de Reschid-
Pacha ao posto do gro-vsir; se ella se realisacse
assim como se diz, nao poderia ser considerada senao
como um novo penhor de*urna poltica esclarecida
e conciliadora, accissivel aos conselhos da Europa.
Demais os aconlecmenlos nao sao de natureza que
possam forlificar escs teudencias? Ainda bou lem.
o governo fraocez nnnnnciava por meio de urna nota
otlicial. que a Porte eslava em perfeo accordo com
as qoalro grandespoteucascuropasaconrorrer para
o reslabelecimcnlo da paz. Para dizer-sc a verdade
nao he da parle da Turqua que se deve receiar hoje
>s mais seras difficuldades; A queslao be saber se
a Russia aceitar essas negociaces que lhb ollerecem,
e se ella consentir sobretodo em desarmar-so. quan-
do as esquadras da Franca c da Inglaterra eslao no
Mar-Necro, ese a Russia n3o aceitar, oinguem pode'
illudir-se de que a paz do mundo esl perturbada.
Apenas robera aos gabinetes, no caso em que appa-
reeesse o conflicto, illudiudo lodos os esteraos e lo-
dos os pensamenlos de conciliacao, limila-lo por
meio de sua u'nio, resolve-lo rpidamente e condu-
zi-lo para um novo terreno de combinaces pacificas
tornadas oulra vez possiveis.
Se jolgar-se pois o momento actual debaixo do
ponto de vista das rolarnos internacionaes e do esta-
do geral da mund. o fado mais caracterstico, sem
contradirn, ser essa crise empenbada no Oriente,
temivel legado deixado pelo anno que acabou ao au-
no que romera. Se observar-sc um oulro lado das
cousas, a marcha das tendencias polticas, o Iraba-
Iho das instiloiroes, em nma palavra o rnbvimenlo
interno decada paz, eolSo a scena muda c aeda-
mo-nos em presenra de urna etpecfaliva universal
i loando 1853 comerava, a situaco da Franca, lal
como a linham feile os ltimos anuos de agteles;
nao linha que descortinar- mais nenhum mysterio ,
a ultima expressao das revoluces anarebicasestava
dila pela reconslrucao de um TOimenso poder: o im-
perio acahava de nascer. Nao reslava mais para um
paiz romo a Franca, senao ver o novo rgimen se-
juirseu curso, o espirito publico lomar oulra vez
seu nivel o tornar a acbr-se no meio das sorprezas
contemporneas, a experiencia produzio seus trueles
e cumpriram-se as promessas de um lempo de paz.
l'm auno j-i he d ocurrido, nesse inlervallo, poucos
arontccimenlos notaveis tiveram lugar; e politica-
mente nenliMiu bouve, que nao fosse a simples con-
sequfigria da uuva situarao do nosso4iiiz^ji_araclcr
(lomiuanle he a accao permanente de nm poder pu-
blico sem parllha. Assim se abri o anno de 1853,
assim se abre ainda o de 1854. Materialmente, vi-
ram-sc surgir emprezas de lodo o genero, o ardor das
especulares lomar-so por momentos urna especie
de febre, e por um contraste uolavel, essa vaste ex-
panso da aclvidade material veio chocar-sede re-
pente conlra nma dessa's crises, qoe ningucm pode
prever, e que a Providencia enva de lempos em lem:
pos, como para mostrar ao homem que seu genio nao
be su luciente para lurNfc como para o humilhar cm
seu orgolho, de sua arle e de sna industria, reduzin-
du-n a oceupar-se do que llie he mais cslrictamenle
necessario. A falla de graos se fez sentir. O governo
nao poupou as medidas providentes para palliar a cri-
se ; ainda hoje elle procura modera-la, pelo menos
em Paris, creando urna caxa do fabrico do pao. des-
tinada a sustentar a_ barateza do pao, sem sobrecarre-
gar as linanras municipaes e sera fazer por conla do
estado urna despeza especialmente destinada a popu-
laran parisiense* He a nova caix'a, que ha de lomar
conla aos padeiros da dillreura enlre o proco do pao
como se acha filado e o preco real resultante do va-
lor dos cereaes no mercado, e depois ella se indem-
nisar por meio de urna pequea subida do proco do
pao em um momento mais favoravcl. Nessas crises
de alimento publico, o governo pode muilo sem do-
vida, mas nao pode ludo ; e cm mais de um depar-
tamento hoje o espirito de cardade.individual se
moslra ao nivel das mizerias de urna eslaco duas
vezes rigorosa. Elle tem suas subscripces.suas as-
socia^Os, suas combinarOes ehgcnhosas. De lodos
os proce-sos para a exlincrio do pauperismo, he este
o mais efficaz, porquo he o menos syslemalico. O
espirite decariilade nao imagina destruir oque nao
ser jamis destruido. Onde as necessidades appa-
recem, elle obra ; mullplica-se ao espectculo dessas
mizerias pungentes, qoe sao os defeilos de nossa so-
berna civilisacao. Por isso, quando inlerrogarmos
ainda orna vez ,om anno que passa respeilo de suas
obrase d suas tendencias: n3o basla pergunlamos
o que tei feito para o brilho externo dessa civilisa-
ao; devenios perguntar o que se fez para en-
(reter esse fuslo de religiosa e humana sympathia, l agitar do que firmar o paiz. O mais notavel delles
nos!... (Bale com o p no astoaho.) quando eu che-
gava, o vclbo largava o arco, epergnnlava-lhe co-
mo se achava... Melhor, disse ella son-indo, cada vez
melbor ; mas s a AUemanha me curar inleiramen-
le... Depois ella fechon os olhos. ejnurmnrou algu-
mas palavras indisiinclas... Eu' so pude ouvir leu
nome...
loitcein : Por piedade, Carnioli!
Carnioli: Minha filha. disse-lhe cnlao o velho,
cona-me ludo... Esse segredo que te obstinas em
.guardar, dobra leu mal... Cona-me ludo, promet-
lo-le nao amaldicoa-lo... Elle enganou-le, nao he ?
Ella lornou a abrir os olhos e responden : Nao, nao-
fui cu mesma qoe me engane... Nao ha oulro culpa-
do seno eu ; amei-o sempre.*epois, logo que torna-
va a fechar os olhos como seo delirio se apoderasse
della repentinamente, a moca raudava de lingua-
gem... accusava-le... repela las palavras de amor...
rogava ao pai... rogava a Dos que le perdoasce.
Itotwein : Oh desgranado de iniui! Carnioli,
se vose amou-me jamis!...
Carnioli (com voz alterada): Dorante esse lem-
po os dedos do vclbo postes sobre as curdas da rabe-
ca liravam sons arrebatadores... queixas penelravam-
me u'alma... A moca desperlou e disse: Mcu pai,
lenho dous favores quo pcdir-lhe... Sorria-me pri-
meiroelle lenlou surrir! Ubrigada, lornou ella,
agora loque-meo Canto do Calvario... NSo. nao.
disse o boro homem com o accenlo de ama alegra
pungente, no dia do leu rasamente, minha filha... A
mora sorrio encarando-o, e elle abaixou os olhos sem
replicar. Cora um gesto cheio de dor, sacudi os ca-
bellos blancos sobre a fronte mais paluda que o mar-
more, e tomou o arco... Ouvi enlao o Camo do Cal-
tario... O Cania do Calvario, sim I (Com tos tvf-
facada.) Emquanlo elle cautova, eu va grnssas la-
grimas cahirem-lhe de urna em nma sobre as pobres
roaos desramadas e trmulas... Ellechorava \ ma-
deira e o cobre choravam I... O medico desvava os
olhos... e cu !... S a moca nao chorava... Nao linha
mais lagrimas!... (Letanla-se ticamente, e d al-
guns passos.l
Rasteeln : Basta basta O' Dos misericordio-
so Dos! (Cae sobre a cadeira.)
Carnioli (repentinamente): Acabou-se. Tran-
quiltica-te. Sahi, e esperei o medico i\ porte. Per-
gunlei-lhc so reslava ainda alguma speranca. Elle
aponlou-mo para o co. Mas, tornei-llu, se aquelle
qoe ella ama Ihe fosee restituido?... Entao, respon-
deu elle, comquanlo seja mui larde... lalvr'z !
lloswein (levantando-se ) : Vamos. Vamos.de-
pressa.
Carnioli: Vamos.
Roswein : Carnioli, juro-lhe que vou segui-lo;
mas he preciso que torne a ver mais urna vez aquel-
la que deixo para sempre. Nao lite fallarei, nem ella
para manler a integridade da vida moral, que supre
o vacuo da vida material, e sem a qual loda aeco
administrativa he impotente.
A crise alimenticia, qne assignalou o fim do anno
de 1853, e que, segundo as parlicipaces olHciaes,
ia perdendo sua inlensidade, loca deperlo na slua-
rao econmica do paiz ; porm, exceptan do-ce es-
la qdeslao, o governo se tem achado desde algum
lempo na cephera dos interosses econmicos, consi-
derados cm si meamos, em presenta de mais de um
problema grave. Hnuveram questOes Je larifas. Ora,
qual he a larifa que parece prevalecer debaixo des-
le ponto de visla ? A conservarlo dos direitos pro-
hibilivos da alfandega ? Um sjcierna mais favora-
vel iliniinuicao das barreiras coinmercaes ? O
decreto que dminnia, ha poucos dias, os direitos so-
bre os ferros eslrangciros, moslrava o governo deci-
dido a en Ira;- n caminho das reduroes das tarifas.
Um decreto recente que, permit indo a entrada do
algodao em rama, d urna nova sanecao i legislcao
existente sobre o algodao Dad, mostra-o pelo-con-
trario disposlo a nao aparlar-sc de urna certa medi-
da de protec^So concedida aos productos france/.es.
Essas tendencias nao sao lito opposlas quanlo podem
parecer ; rooslram um pensamcnlo mais pralico do
qno Iheorico; o de fazer gradualmente reformas
moderadas, onde ellas sao possiveis; delendo-se on-
de havia perigo para a iuduslria nacional, c definiti-
vamente nan he esta a idea mais sabia emais pruden-
te .' Essas lulas do comraercfli livre e do syslema
protector se renovara srm duvida mais de urna vez,
e.nao lis impossivel que se resolvam por si mesmo,
isto he, por sacrificios mutuos. O syslema prolector
sera atacado pelo decreto sob os ferros, o commer-
cio livre n3o ter ganho de causa pelos decretos so-
bre o algodao, em quanlo a legislaco.fraoceza se
Iransformadepoucoa pouco, de modoqoo concilie
melhor os interesses da producejio do consumo.
O commercio e a industria sao poderosamente in-
teressados nessas lulas e as medidas que as vem
terminar como bulefins peridicos de campauha.
Ha um outro decreto desses ultimo* dias, que se re-
fere a urna nstilucao mais especialmente destinada
em seu principio a vir em auxilio da agricultura :
he oque eleva a laxa do juro para os emprcslimos
do crdito territorial, e que al prev o caso, em que
as opcracOes desse banco deixaro de exleudeMc em
toda a Franra, para ser substituidos por bancos lo-
caes.' Bem que fosse urna injoslica real julgar-sc
urna instilucao por una Lio curia experiencia, he
diulcil nao ver no decreto rcenle urna como para-
lysaeo na confianza, que excitava a orcanisacao do
crdito territorial. Quando se prev o caso de inef-
ficacia, he porque se lem levantado ja un)%du\ida
pelo mellos. E de que pode provir islo t \ He que
nao basla crear urna grande nstiluirao. fazer reg-
lamenlos, c fixar condicoes formalidades : be mis^
ter que toda essa oif anisarlo esleja de accordo com
os hbitos do paiz, que se harmonice com suas ne-
cessidades e sua situara. Ora, he infelizmente
verdade que as operacoes do crdito territorial nSo
entrara senao com urna dillieuldade extrema nos h-
bitos das populamos dos campos, e nao Ve por falla
de conliecimcnloc e de iulelligencia que escs po-
pulacocs nao tenfiMn recorrido a ellas; he porque el-
las nao o podem ; ellas eclo fra de estado de satis-
fazerem as formalidades exigidas. O que acabamos
de dizer, nao he para por em duvida n principio de
urna instituirlo desse genero ; he para mostrar que
ella n3o checa em um dia sua plena c fecunda
rcalisacao ; he Ihe mslcr de lempo e de experiencia
por auxiliares ; ella se modifica constantemente at
o ponto em que. so adapta s necessidades, que he
destinada a satisfazer, e enlao somente he que ella
tem todo a seu valor pratico. O decreto de 1853 he
apenas uro descanro nessa vida de Irabalho perma-
nente ; elle vera marcar una das phases do credilo
territorial cm Franra.
Qual he presentemente o desenvolvroenlo dos di-
versos paizes da Europa, que nao sao a Franca, mas
que lera com ella interesses cominons? Lancemos
parle essa grande queslao que conserva hoje o mun-
do em especlaliva, e sobre tedas as relaroes inter-
nacionaes. Por ventura nao he visivel que por toda
a parlo se prosegue em um irabalho anlogo debai-
xo da apparencia de um repouso interno cuitosa-
mente comprado '! Os estados conslilucionacs lem
suas criaos, os governos absolutos ou tornados abso-
lutos lera suas tendencias ou seus ardis ; e sobre
mais de uraponto.se disperlam.'como ame.iras, os
scismas religiosos. Em quanlo que na Italia os go-
vernos se esforcam penivetmente em se cdhsolida-
rem, as seilas fazem sentir de lempos ero lempos os
alalos de suas secretas machinares. Ha um poder
rrull, que se exerce ao lado e em prejuizo dos po-
deres pblicos ofliciaes, que Iremeriam taire* pri-
meira conflagrarao europea. A Suissa nao tero dei-
xado de ser o lliealro de urna lula prolongada com
suegessos diversos cnlre o radicalismo e o espirito
consesvador. Uro dia he ero Friburgo ; outro dia ero
ticuova, onde o Sr. Fazy acaba de ver cassar sua
dictadura pelo voto popular. Ajunte-se a islo as
complicarnos diplomticas sobrevindas enlre a Aus-
tria e a Suissa, e qne nao eslSo anda removidas.
Entretente ha paizes felizmente menos accessiveis a
esse genero de Inte e, de coroplicacdes.' A Blgica
lem seus incidentes, por^m cites tendera menos
me ver. I.anrarei smenle oro ultimo olhar sobre
seu roste, o segui-lo-hci.
Carnioli: J enfraqueces?...
Ilosircin : Nao, acompanbe-me, venha ; uao a
despcrlarei.
Carnioli: Pois vamos e acabemos com isso,
(Sahem pela porta ia esquerda, atracessam urna
gatera, e chegam ao quarto que precede a alcoca
da princesa. Urna alampada de alahattro allumia
um tanto essa ante-camara. Marietla dotmita em
urna poltrona, e, ao entrar dos dous homem, levan-
tase anuslada.)
Rosteein (em meia voz a Mariella ): Ella dor-
roe?
Marietla : Sim. Falle baxo.
Roswein : J vollo. Espera-me aqu. Dirge-
se para a alcoca.)
Marietla irelendo-o): A senbora princeza re-
coromendon que nao a perlurbassein debaixo de ue-
nhuin pretexto. Ella eslava incommodada.
foncein : Deixa-ine. Nao a despcrlarei. Que-
ro v-la comente.
Marietla : Pcrdoe-me,, senlior; mas eu seria
expulsa.
Roswein : Ella nao me ver. Reflra-le. Que
temes, tola ?
Marietla : Senhor, no'eutrc, eu Ihe supplico.
Carnioli ( em voz alia): Ella nao este ahi!
Aposto minha cabera, que ella rolo esl ahi Ah! cis
o que cr i a obra ( Ri.) Podes entrar, vei; nao
acordars a uingueui.
Rosuein (rpetlindo Marietla allonita ): Reli-
ra-te! i. / ble violentamente aporl.i; o quarto e.U
tasio. fatendo na /ronte.) Ella enganava-me en-
lao Ella menta anda Nao Ainda que um anjo
de Dos me houvessu dito isso, eu nao t-lo-bia cri-
do [Avistando urna carta sobre a mesa.) Ah urna
caria della (Abre-a e l : ) Meu charo maestro,
eu deixo quando me npraz ; porm nao son deixada.
Adeos. Leonora. (t'icaum.instante immocel'apoi-
ando forlemente a mtio nopeito.)
Carnioli: Pois bem f devenios agradeccr-lhe.
Ters por isso o espirite mais livre- Vamos-nos da-
q*ii.
Rosicein (agarrando no braco de Marietla) Oli-
ve, e responde-me com verdade, d contraro nao fi-
ques mais uina hora ao alcance de minha mo ; pois
pela minha vida pagaras por lodos: ella sabio com
esse cantor, nao he?
Marietla (a Carnioli; : Soccorra-me, senhor.
Carnioli: Responde-lhe.
Marietla : Com o canter... sim.
Roswein : E onde eslao ? a
Marietla : Em Cela.
Roswein ; Em tiaela.'.,.. Siga-me, cavalleiro.
be sem conlradicco o casamente do duque de Bra-
bante em 1853 ; o qual une a joveh roonarchia bel-
ga-s velhas monarchias,e agota as dilTiculdades,
que linham ficado como oro elemente de perturba-
ran ou de incerteza as relaroes polticas econtraer- .
ciaes da Blgica coro a Franca, parecen! estar a pon-
to de serem resolvidas pela concIusSo. de um trata-
do definitivo, destinado a substituir o tratado de
18i5. A convenco luterana de 22 jit agosto de
1852 lira intacta hesses ajustes. O que fez apressar
a marcha dessas negociaroes com a Franca, fof in-
fallv cimente o rompimenlo das negociaces segui-
das de um oulro lado pela Blgica com Zollwerein. .
Nao se pode dvidar desee rompimenlo depois da
communicara do ministerio prossianq feila a te-
das as cmaras de commercio sobre o acabament
do (ralado de 1844, qoe regulava as relajoes da Bl-
gica com a associarao allmaa.
Ao lado da Blgica a Hollanda, depois de ler atra-
vesado as agilacoes do esli passado, volteo a urna
ordem de preoccuparOes mais calmas e menos peri*
gosas. Em poucos dias, duas discosses nolaveis se
succederam nos estados gerees de Haya, orna sobre a
lei de orcamenlo, a ootra sobre urna proposta feita
por alguns membros da segunda cmara sobre a abo- .
litao dos direitos de corte das maltas e de lorielacem.
Esla ultima queslao sobretodo tomou promplameqle
um carcter bastante animado ; veio a ser a occasiao
de uina lula enlre a poltica do gabinete aclual e a '
poltica representada pelo anllgo ministerio, do qual
dnus membros, os Srs., Torbecke e van Rosse, esta-
vam no numero dos autores da proposta. A discnss3o
empenbada na segnnda cmara lerminou com a re-
jeicao dessa proposla. O voto da segunda cmara re-
solve a queslao poltica,mas deixa intacta a queslao da
reforma dosimposlos, e he essa, aoque parece, a im-
pressao geral na Uellauria, onde esses debates servi-
rnm de alimentar a vida publica tos ltimos dias do
anno. Por essa razao a Hollanda acaba de nomear
nesse mntenle, para seu ministro cm Paris, o Sr. de
l.ightenvell, era logar do barao Fagel, que por tan-
to lempo e (3o Impresamente representen seu paiz na
Franca. O Sr. de Lightenvell, ministro do coito ca-
Iholico he substituido no gabinete bollandez pete Sr.
Muisaers, membro do supremo tribunal de Haya..
A IIespanha marcha com um passo menos desem-
baracado e menos seguro no caminho constitu-
cional. O anno se abri para ella com urna crise
poltica ; ella tem ido de crise em crise, acaba hoje
como comecou, porque nao se pode evidentemente
considerar como um'estado regular a. situaco, em
que'se acha a pennsula.
Nao he porque o governo lenha de disputar neste
momento a sua existencia as tempestades parlamen-
tares, as cortes esto suspensas, como se sabe ; e ha
mesmo m pollica,. alm dos Pyreueos, om insta/ile
de paralysacao, que se explica pela aproximaran do
parlo da ranina Isabel. O gabinete governa con
leemgovernado seus predecessores; promulga ero vir-
iude-de sua autoridade, o nrranieiil de 1851- ; mas
enifim as diliculdades da situara nio podem ser Ilu-
didas por mais lempo. Ha dous airaos j queexs-
tera essas dilTiculdades, e he claramente'chegado o
momento em que se deve lomar um partido decisivo.
Y O gabinete despendo! pretende, como dizem, con-
vocr prximamente as corles, inlroduzindo uoena-
do um cerlo numero de membros novos, os quaes sao
designados por seus nomes ero Madrid. Alm desle
meio ser denm ell'eit problemtico, ainda quando o
conde de San-Luiz consegisso tirar materia alguns
votos, deixar de estar menos em presenca dtf orna
opposijo consideravel e apaixonada ? Nao se ver
renascer logo essa allernaliva da relinda do minis-
terio ou de algum golpe decisivo tentado contra as
corles ? E realisaudo-se essa alternativa, se o minis-
terio se relirar, onde se poderia echar os eleroettos
de um novo governo, que cont urna maioria qo'al-
quer na dissolucb aclual dos partidos ? Se pelo con-
trario, os conselhos da rainha Isabel Idediclarem al-
gum acloco prerogaliva soberana, nSo se v er que
incerteza pode ainda orna vez cahir a pennsula?Ha
pessoas, bem sabemos, que vem o futuro da Hespa-
oha debaixo de- negras cores, que creem quaai em
urna prxima revolu cao. Nao se diz Yertamente que
a mooarchia nao possa um ou oolro dia abrir algum
caminho alrarez dessa stuajo. Quanlo a urna re-
voluc.ao real, que venha tocar na monarchia tal como
existe alm dos P\ reneos, d'onde nasceria ella ?Para
que um movimenlodesse genero aparera era om paiz,
he msler de urna causa profunda e poderosa; hemis-
ler que haja urna correte de opiniao contrariada,
alguma paixao popular violentamente comprimida.
A verdade he, que nao ha nada de todo isto do outro
lado dos Pyreneos, que a massa do paz nao entra ab-
solutamente as crises actuaes, e que a agilacSoso
concentra enlre os homens polticos infelizmente di-
vididos por nvieuciveis anlipalhits. Viram-o lti-
mamente : o ministerio actual levcu ao poder o pro-
gramma da opposicSo. e a upposirau nao se moslrou
menos severa para com elle. He conlra o conde de
Sau-I.uiz, e mais ainda ao que parece, contra o mi-
nistro do fomento, oSr. Esliban Collantes.qneexis-
lem as mais viras hosllidadesNao fallamos das an-
tipalhias de um outro genero, que se lem manifestado
mais de urna vez ou contra a raipha Uirislina, ou
conlra influencias palacianas.. Ao nossp ver, os ho-
mens eonsideraveis do parliilp moderado, os qnaes se
Beppo deve ter Voltado. Acharemos seus cavallos.ua
grade.
Carnioli: Mas que vas fazer ?
Roswein : Voss ver. Venha.
Carnioli : Por ventura quero metter-mc ero
la algazarral Ests looco!
Rotteem : Pois nao venha. Boa noile. (Vai-se.)
Carnioli : Espera, eu te sigo... Serei demilli-
do... mas, que me importa ?
Roswein : Passcmos pela mioha casa. Carece-
mos de armas. {Sahem.)
( Meia noile. Urna rampa escarpada no caminho
de Gaeta. A' direita. oiteiros cobettos de arvores e
mergulliados na sombra. A' esquerda o mar mais
luminoso bateado o p de um penhasco, pelo qual a
estrada sobe rodeando.)
ROSWEIN, CAHMOLI
( Ambos a cacallo subindo a rampa a galope-)
Carnioli: Este estrada he deserta como a Sa-
bara. Mariella enganou-noc. Da maneira que vamos,
l-los-hiamos alcaucndo necesariamente, se ellos
seguissrm esla direceo... Talvez lambem elles vo
por mar... Vollemos, cr-me.
Roswein : \'olla, se queres.
Carnioli: Pensa na Sicilia, Andr... pensa no
canto do Calvario.
Roswein : Eslou cantando o cinto do Calvario !
Carnioli: Nao taodeprcssa, apre! Qne horri-
vel noile!... Ha momentos ero qne araz abando-
na-mc... Se'eu crese no inferno, julgitria eslar nel-
IcI.a Digo-leque perdemos o lempo.
Roswein : Caminhemos! Vejo um ponto esco-
ro l em cima... Nan he um carro"'
Carnioli : O co nos preserve disso Nao vejo
nada... A noile est negra como a face do demonio...
Vou de nm minuto a oulro cahir no mar cora o ca-
vallo, e hei de rir-me, 13o alegre eslou !
Roswein : Ouvi o snm de ura chicote, eslou
cerlo. Eia I Apressa o cacallo escamante.'. Ah san-
tos do co! que acontecer ?
Carnioli: D-me las pstelas, Andr! n.1o
eslas senhor de ti !... Quero servir-le de (eslemunha
conlra esse rapaz... porm se pretendes fazer-me as-
sislir a morte de urna mulher... pelo corpo do Sal-
vador! nio posso mais!
Roswein : L'ma mulher acaso he urna mu-
lher \.. e demais que me importa ?... Orno! tez-se
o que ella fez... calca-ce a ps ludo o que ha de sa-
grado ede inviolavel, faz-se vule vezes no dia da
palavra urna mentira, do sorrisu e das lagrimas urna
comedia, da alma de um homem um brinquedo. do
proprio nome do co urna traicao... e fica-se livre
com dizer: Souuma mulher !... Nao! por lieos !...
Ah! vs agora?... Para all (^rtlfa-"ia earrua-
em subindo a rampa, J
I
Carnioli: D-me las pistolas, infeliz mance-
bo !... Juro reslilui-las para Iodo o combato digno
de (i.
. Rosteein : Alio l. poslilho!.... Para, senao
aliro !
( Elle salla do cavallo abaixe, Carnioli itnita-o
logo, e ambos approximam-te, correndo ao carro,
o qual esl parado.)
Carnioli: He om engao !... Andr, cuida-
do!... Essa carrnagem nao he a delles!
Roswein: Veremos.
( Chegam junto do carro. Roswein abre violen-
tamente aporlinha, e v o velho Sertorius ostenta-
do junto de um caixao coberlo de um to bronco e
semeado de flores. Elle recita dando um grito ter-
rtvet. Carnioli a/fasta-o com a mao e colloca-se
odiante para encobtir-lhe esse espectculo.)
Sertorius (com voz surda e trmula ) : Que
ha ?... Que querem, senhores? Levo-a para a AUe-
manha, ella 0 pedio... He minha filha, senhores....
( A toz quebra-se-lhe ) minha filha nica... minha li-
Iha onica Quequere.n de mim!"-
Carnioli: Senhor, nao tema nada.
Sertorius : Nao temo nada... Vmcs. s3o la-
drees... bandidos... nao sao artistas. S temo os ar-
tistas, senhores. Foi um artista que matou minha fi-
lha. Um de Vmcs. teria piedade della... om tigre
le-la-hia puopado 1...
Carnioli: Continu em paz, senhor, passe em
rfez.
Sertorius: Obrigado, senhores, obrigado... Le-
vo-a para a AUemanha, ella o pedio.
Carnioli: Sim,senhnr.vempaz. Dos o aju-
de! (Pecha a porlinha, % carro loma apr-sea
caminho e desapparece pouco aponen na escurido.
Carnioli rnlta-se. ) Andr... onde ests, meo An-
dr ? ( A' tifia o mancebo ostentado na beira do
penhasco, e corte para elle. ) Que senles, meu fi-
Ih ?... Como estes pallido !... D-me o pulso....
Ah! misericordia 1...
Roswein : Escute!
( Oure-se um rumor de cantos e de msica no
mar. Urna barca toda aluminada apparece do-
brando a pona do penhasco. Os sons tomam-se
mait dittinctos e a ro: de Leonora elevase cantan-
doat despedidas de Granada'. Roswein d um ge-
mido suffocado, e cahe sobre o rocliedo.)
Carnioli (em p na pona du penhasco, sem largar
a mao de Roswein, e gritando com voz de Irovao :
O cisne dalmala expira e tu cantas, canaglia ( a
barca apartase, Carnioli'^e de joelhot e poe
mao sobre o corarao do manelo.) Mais nada !...
Coilado!... roilado \... (Abraca-otolucando.)Ah!
ora pur mim !...;. ( Os canlot exliguem-te ao
tonge.)

~***
te-


acbam envolvidos em ama opposigso tao viva e to
absoluta, se engaara. Timbera se bao Iludido sera
duvida a seu respailo, porque, quando certas ideas
se personificara mais parlicnlarmenle em cortos ho-
mens.a quera te dmconfiar a direefio do negocios pu-'
blico* ; nas uto he verdade, principalmente, quan-
do os partidos esto organisados, compactos, e apre-
sentam nm ponto de apoio suflicienic, debaixo da con-
duela de cliefe eminentes.
Infelizmente nao he assim na Hespanlia, onde nao
ba'rnais partidos, onde ha soaaenle horneas influentes
por diversos lilnlos. Talvez que anda seja lempo
de recompor urna opiniio, urna torca capaz de por
alguma ordem no governo da pennsula. Scm du-
vida ha ntto materia de reflexao para a rainha Isa-
bel como para os bomens, que tem sido os guias do
partido conservador. Relirando-se para Loja, seu
paiz natal, o general Narvaez tomou talvez o mais
enro caminho para entrar entra vez no poder, en-
trar eom eflicacia, cora vanlagem para a rainha e pa-
ra o partido, de que elle lera sido o mais Ilustre *he-
fe. Esperando a expressao da siluaeao, Madrid se
achou ltimamente debaixo da impresso de nm in-
cidente inexperadissimo. Urea observado, poaco
seria sem duvida, sobre tss. Soul, mnlhcr domi-
nistro americana, era nm baile ,do embaixador de
r ranea, dea lagar a doas encontros soccessivos : um
entre o duque d' Alba eMr. Soul, Qllio ; o outro en-
tre Mr. Soul, pai, e nosso embaixador, Mr. Turgot.
Seguio-se dah um ferimento um momento grave,
e felizmente quasi sanado, para Mr. Turgot. Pelo
que respeita a Mr.Soul, talvez que esto incidente
nao lome mais fcil sua missao em Madrid.
Observe-se agora am momento o Novo Mundo. Ao
lado das republicas.su) americanas, agitadas lodos os
dias por novas revoluroes, os Estados-Unidos nao
deiiam de marchar no caminho do desenvolvimento
material, qu eltes abriram. O auno de 1853 foi um
anuo de provacoes para a Unto americana. O pre-
sidente era mudado ; o genio conquistador do par-
tido demcrata, que sabia ao poder, cus lava con ter-
se e procarava saber se o novo presidente, Mr.
Franklio Pierce, seria um instrumento passivo as
maos de^seu"padido, ou ^ podersrvesslir-lhe. Nin-
,guem pode descuovir que o general Pierce tem mos-
trado at aqu em suas funefes urna raoderaro hon-
rosa, e acaba de dar ama nova prova della em sua
meosagem annual. A lioguagem desse documento
he completamente pacifica. Quasi todas as dfOcal-
dtdes qae exisliam entre os Estados-Unidos e os ou-
tros pases, taes como a Inglaterra, a Hespanha, o
Mxico, o Per, a America Central, eslao hoje em via
de ajuste. O presidente da Imio americana se em-
penha em oppor-se a toda tentativa, qae possa ser di-
rgida contra Cuba. A complicado a mais grave
que existe anda, he a que nasceu daqaestao do re-
fugiado hngaro Martn Costa. A conduela do ca-
pilao Ingraham, que tinha amearado de fazer fogo
ero um navio austraco, foi approvada. As exigen-
cias de repararlo da Austria Corara repelldas, e o ge-
neral Pierce se mostea prompto para defender sua
poltica. Um dos pontos principaes da mensagem
do presidente americano, he o qae annuncia a nego-
ciaco da um tratado de coraraercio com a Franca.
Finalmente se se quizer fazer urna idea da fortuna
material dos Estidos-Unidos, os documentos ofllciaes
verificam nm excesso de receitas de mais de 32 [ni-
lhues de dollars. Assim acabou esse anno para a
Uniao americana. Os annos que vierem trarao sem
duvida alguma para ella novas prosperidades. Aos
povos que tem essa energa de trabalhar em sen pro-
prio destino, apenas se pode desejar a moderado na
fortuna. (Hecue des leus mondes.)
Joao Francisco Regs Coelho.
Dr. Simplicio Antonio Mavignier.
Coronel Jos de Brito Ingle*.
Loiz de Franca e Mello Jnior.
Jos Francisco de Souza Lima.
Capitn Manoel Fernandos da Cruz.
Jos Caetano deMcdeiros.
Francisco Antonio de Uliveira.
Francisco de Paula Lopes Res.
Joao Cameiro Lins SoriaSo.
Francisco Jos Silveira.
Tiiomaz Aulonid Macicl Monteiro.
Jos Nicacoda Silla.
Antonio Augusto Uandeira de Mello.
Francisco Accioli de (jouvea Lins.
JoSn da Silva Loureiro.
Manoel Ignacio de Oliveira Jnior.
Tlioma/. de Carvalho Soares Brandao.
I#. Vicente Pereira do llego.
Jo3o Francisco Pogges.
Levntenle a essilo a }( hora, licando adiada para
o dia sguiote, as tO horas da manhia.
HEPARTIGAO' DA POLICA'
Pana do dia 13 de fevereiro. v
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. quo das
partes hontera e hoje recebidas nesta repartirlo,
consta terem sido presos: a ordem do delegado do
primeiro dislricto deste termo, o porluguez Sebasliao
Bolelho de Sampaio, sem declarafSo uo motivo;
ordem do subdelegado da freguezia deS. Fre Pedro
Goncalves, Domingos Jos de Almedaa Manoel,
crioulo. ambos para correccao, os marojos inglezes
Chales 11 austira, H. S. Redeng, A. E. Huchens,
Abraham Lilz, lodos n requisiro do respectivo cn-
sul, e Manoel Freir de Mello, por briga ; ordem
do subdelegado da freguezia deS. Jos, o preto/orro
Jos dos Santos Paulista, e os pardos Leonardo Loa-
renco Hezerra, Antonio Francisco de Freitas, e Ma-
noel Gomes dasChaga?, o primeiro por suspeto, e
os.mais por desordem, o preto escravo Andr, por
andar fgido, e a preta escrava Victoria, por ebria ;
* ordem do subdelegado da freguezia da Boa-Vista,
Mara do Monte, por crmo de furto ; ordem do
subdelegado da freguezia dos Afosados, Amaro,
Theodora, Aleixoescravos.e Vicente FerreiraXavier,
todos para averiguares policiacs; i ordem do sub-
delegado da freguezia do Poco da Panella, -Hilario
Maunel de Santa Auna, e Antonio, escravo, ambos
por desordem ; e a ordem do subdelegado da fre-
guezia da Muribeca, o prclo Caetano, por suspeilo
de ser escravo.'
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Peniambuco 13 de fevereiro de 1834.Illm. e Exm.
Sr. eonselheiro Jos Benlo da Cunta e Figueiredo,
presidente da provincia. O Dr. chele de policia
da provincia, Luiz Carlos de Paira Teixeira.
DIMO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 14 DE FEVEREIRO DE 1854.
ITOUIBICO.
Contrato das carnes verdes.
Relarao das pessoas que mataram rezes, mediante ,!a.' 3
a mulla dalOjOOO rs.por cabeca, na conformi- "'
dade do arl. 9- do contrato das carnes verdes, e
resolurao da presidencia, de 21 de dezembro pr-
ximo pastado,sendo ditas multas don dios i. a 12
de feeereiro do corrate anno.
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JURY DO RECITE.
Sessao' do dia 13.
Presidente, o Sr. Dr. Alexandre Bernardino dos Keis
c Silva.
Promotor publico, o Sr. Dr. Abilio Jos lavares da
Silva.
A's 11 % horas, feila a chamada, acharam-se pr-
senles 13 Srs. jurados, rallando sem causa justificada
3, o quaes feram por isso multados em 209000 rs.
e sao os segundes :
Manoel Ignacio de Oliveira.
Joaquim Francisco Dearle.
Migoel Jos de Almeida-l'ernambuco.
Manoel dos Santos de Oliveira Gonralves.
Jos aWajrdo da Rocha Falco.
Jo* Francisco de Barros Reg.
Manoel Uoncalves Ferreira.
Major Jos Carlos Teixeira.
Manoel Alves Guerra Jnior,
l'edr de Alcntara Abreu e Lima.
Manoel Va de Soaza Leo.
Manoel Pires Ferreira.
Francisco Manoel Beranger.
Francisco Antonio Itamos.
Manoel da Silva Ferreira,
Antonio da Costa Ribeiro e Mello.
Flix Jos Pinto.
Joaquim Bernardo da Rocha FalcSo.
Bernardo Damiau Francisco Jnior.
Dr. Jos dos Santos Nunes de Oliveira.
Manoel Gregorio Paes de Andrade. -
Dr. Antonio Ferreira Martin Ribeiro.
Pedro de Carvalho Soares Brandao.
Jos Francisco do llego Barros Jnior.
Justino Pereira de Faria.
Luiz Antonio Vieira.
Antonio Jos da Costa Araujo.
Migoet Augusto de Oliveira.
Joao Ferreira dos Santos.
Joao Vellozo Soares. '
Feliciano Rodrigues da Silva.
Manoel Anlooio da Silva Santo. "
Francisco Ignacio ferreira Dias
Joao BaptisU Ferreira d'Annunciarao.
Ero v.sla do que foram extrabidos da urna dossup-
pente os Srs. abano declarados, afira de compare-
cerera amanhaa 14, pelas 10 horas da-maubaa.
Jos Esleves Vianna.
Dr. Joaquim Albino dos Santos.
Francisco Sergio de Mallos.
Manoel Goocalves Ferreira da Silva.
Jos, Joaquim de Oliveira.
Luiz Goncal ves Agr.
Major Jos Thomaz de Campos Quaresma.
Manoel Luiz Gonralves.
Ludgero Teixeira Lopes.
Jos Joaquim de Miranda.
Manoel Pereira Caldas.
Maximlano Francisco Dnarte Rigaeira.
Dr. Luiz Upe Castalio Branco.
Antonio Jos de Castro. W^
^Mootl Ephigenioda SH,
Sensores Redactores.Bem a meu pezar entro
em urna polmica toda pessoal para que me provocou
a correspondencia *dSr. Joao Athaoazio Botelho,
publicada no Diario de hontem, na qual procura
este senhor apresentar-me como um homem bem
verstil em minhas ideas a respeito deste ou daquel-
le individuo, de querc me digo amigo sincero. Ti-
oba-rae chegado a noticia de que alguem desejoso de
roe intrigar, ou antes de me enllocar em urna posif3o
falsa para com o Exm. Dr. Vilella, presidente do
Cear. de qnem tanto me honro ser amigo leal, espa-
lhava que cu, ao passoque em amasocrasioes deflen-
dia seus actos, sua pessoa, em certas rodas fallava
mal delle, e censurava seas actos administrativos.
Segiro em minha consciencia, e olfendido em meu
carcter, desafiei por este Diario, fia 20 das ponco
maisou menos, aquemquer que meprovasse exdu-
berantemenle, onde e em que parte eu fra presea- Os membros dacomroissao nao commelteram erros;
VHpm mCU "lus,ttam,800 Em-Dr- Pos I-essoas de tanta intellgeneia e de tao grandes
habilitaeOes nao podiam commetler erro grossero ;
E, seabores redacfores quando assim praticava
nein me passava pela imaginacao que o Sr. Bolelho
levanlasie a luva, que nao llie foi alirada, e appare-
cesse fazendo-me insinuaeoes semelhanfes a aquellas
de que se acha recheada sua correspondencia, que
agora me proponho a refular, mais por dederencia a
opiniao publica e para explicaclo dos factos, do que
por mero prazerde discutir e oflender ao Sr. Bote-
lho guardarei a necessaria moderado.
Versa a aecusaro que me faz o Sr. Botelho, era
dizef, que tendo-me encontrado em um dos dias de
novembro do anno passado.na rna do Crespo.e na lo-
ja dos Srs. Mendes Leal, e perguntando-nie como
amos negocios do Ceara, cu lhe dissera que iam
bem, ao quo elle Botelho retorquira, dizendo que
nao era isto o que lhe conslava, pois ouvia dizer que
o presidente Dr.' Vilella soffria grande guerra; e
que eu lhe disse que a opposirao era feila por assas-
sinos e ladroes, dizendo a isto o Sr. Botelho que
nSo era possivel que um partido inteiro fosse com-
poslo dessa gente : versa mais a aecusaco em sseve-
rar o mesmo Sr., que com bem espanto seu, presen-
ciara na casa do Exm. Sr. desembargador Figucira de
---------------------.....u.. uviiMi|,auui cigutiriue s^.w c *iiot im-oiivciiieuies, que se uariam em
Mello, o Sr. Dr. Macario, atacando a administrarlo eonstrnir-so a ponte provfloVia em cada um dos
eu indo vizilar o Dr. Domingues, neste caso com elle
eutrassecm urna polmica impugnando alguns factos,
do que eu nao tinha conhecimenlo ? nao seria isto o
mesmo quo desmenti-lo ? Noslas silua(Ses sempre
procedere como proced, porquanlo (Cilio a educacao
para.em una visita de ceremonia,impor-me a reser-
va precisa e delicadeza.
Eis-roe chegado a quarto e ultimo ponto em que
divid a aecusarao que me fez o Sr. Bntellio, e for-
ra he dizer qno anda nesta parte.por urna falalidade
inexplicavel.elle nio referi o que eu lhe disse quan-
do em una vez Iralei da minha candidatura pela
provincia do Cear, minha trra natal, e assim para
que nao se tire urna cosequcncia contraria ao meu
pensamento, como parece-me que lirou o Sr. Bolelho,
talvez na boa f.' e por me nao ler comprebendido ;
en paasa a eiplirar: Disse ao Sr. Botelho mas
nao sei onde, que se acenso o partido a que sem-
pre eu perienci no Cear me li/esse depulado pro-
vincial, ou prefera nao (ornar assento na assembla
as actoaes circumslancias; por qaanto endo eu mi-
mo amigo do presidente, a quem esse partido fazia
opposisao, me collocaria em urna bem critica posi-
o ; visto como ou bavia .le desposar a causa do
partido, que me elegesse. fazeudo guerra ao presiden-
te, e assim offendendo as regras de urna adhesao leal,
qae consagro ao Dr. Joaquim Vilella, ou enlao loma-
ra a defeza dcsle, e assim (rabria a confianza que o
partido deposilava em rnim.
Quem nao v, Srs. redactores, que pronuncian-
do-me assim nift fazia mais do que deixar entrever
urna idea de cavalleirismo e lealdade Mas o Sr.
Botelho, ou porque nao prestasse atiendo as minhas
palavra^ ou porque eu nao me soche explicar, lirou
de ludo induces desfavoraveisao mea caracler. Te-
nho-me estenddo por demais, o publico que me nao
conhecer, que me litigue confurmeseu bomsenso, e
qoanto ao Exm. Sr. Dr. Vilella e seus prenles, te-
nho como cerlo, e m lisongeio de que formam d
raim um conceito favoravel o perde seu lempo
quem querqa'ecom elles me deseje intrigar.
Jos Brasilino da Silva.
O Liberal Pernambucano de 9 do corrente mez,
em seu artigo de fundo, querendo fazer censuras a
admoistracao do Exm. Sr. presidente da provincia,
tomou para objecto de sua rcflexes a ponte proviso-
ria, que se est conslruindo do largo de Palacio para
o caes de Apollo, sm se tomar em considerarlo a
represenlasao, que algumas pessoas enderecaram a
S. Exc., para que dita poole fosse feita junto a ac-
tual do Recite, que tem de ser construida de novo,
ou para Irs da cadeia, que pouco dista da anliga*.
O Liberal resppnsabilisa i S. Exc. por este fado,
e a mim principalmente por haver indigitado e in-
sistido sobre isto : justifica suas asserres com o pa-
recer da commissao composta dos Srs. ca pilan len-
te Elisiario Antonio dos Santos e majares Cliristiano
Pereira de^Vzeredo Coulinho e Jos Joaquim Ro-
drigues Lopes, nomeadospor S. Exc. parav exami-
nando dila representacao, darem sobre a materia
della o seu paiecer ; e confronta algumas proposi-
Soes do dito parecer com o meu tambem exigido.
Ora, sendo os principaes responsnveis nesla qnes-
tao, a reparlicao das obras publicas e eu, cumpre-me
fazer a sua defeza e a minha.
Ha com efeito notavel diil'eronea entre as medi-
das para a ponte provisoria, dadas pela commissao e
as por mim designadas : esta observaran he de al-
siiin valor. Ao que respondo, que suppondo eu exac-
tas ou mui pouco divergentes da ultima exactido, as
minhas medidas, convido ao aulor do artigo, a que
respondo, ou a quem elle encarregar, para vir co-
migooucomqualquerengenheiro da reparlicao ve-
rificar a medicao urna e muitas vezes, at que se re-
pute nao poder haver mais erro ou engao.
Os membros dacomroissao nao commelteram erros;
ga
mas vejo que ha engao, e o3n posso saber e nem
quero investigar a origem ou causa delle.
Ha um erro ? cumpfe desrobri-lo e adiar a ver-
dade ; as questoes de fclo.'sos factos bem investi-
gados pdem esclarecer. Vamos a verificarao, pois
cumpre que eu corrija o erro que baja commellido :
porqoanto nunca foi da iuleneo da reparlicao en-
caar a S. Exc. e nem ao publico.
O mesmo lenho a dizer relativamente ao fundo do
o em os n endonados pontos.
No meu projecto indigilei o lugar era que se est
conslruindo a ponte provisoria, como o melhor ; os
engenheiros da reparlicao foram unnimes naesco-
Iha da localidade, e no meu parecer suslentei esta
minliaopiniao, pois subsistan) as razes que m'a fi-
zeram adoptar, e anda eslou por ella, porquanlo
nem urna ratao convincente lem apparecido, que
destrua os fundamentos com que a suslentei.
Vamos a outras consideraefles. A commissao en-
(endendo ( e a meu ver, com justa razao ) que nao
devera tomar a responsabilidade de um negocio
desta gravidade ; lmlou-se a ponderar certas van-
tagens e certos incouveniejijes, que se daran) em
lugares indigilados, e concluio o seu parecer nao
emitindo positivamente urna opinao, mas pedindo
S.Exc. que fizesse a escolha. O Exm. Sr. presiden-
te da provincia, tendo de um lado iiulicaeao positi-
va da reparlicao das obras publicas, e do oulro o pa-
recer sem indicara, adoptou a opinio da reparlicao
das obras publicas, e nslo moslrou que era mulo
coherente e que tinha com que juslificar-se.
Releva agora ponderar que o parecer da commis-
sao.se nao foi claramente contra os peticionarios, nao
Ibes foi de nenhara modo fovoravel; pois em todo
elle nao se descobre urna s passagem bem favoravel
a elles, e nunca pronuncia-se em seu favor. Se a
commissao julgasse que a razio eslava da parle del"-
les, bomens 13o esclarecidos c conspicuos, seriara
positivos.
Como no mencionado artigo do Liberal Pernam-
bucano oulras razoes nao descubro de igual peso ao
das que ficam respondidas, nao me fajo cargo de as
refutar; e liraito-me an que expendido (enh.
Jos Mamede Alces Ferreira.
Recito 11 de fevereiro de t854.
IJTTERATIRA.
do presidente do Cear, o Dr. Vilella, e que eu toma
ra parle nesses ataques annundo ao qae dizia o
mesmo Sr. Dr. Macario; que igual procedimento en
Uvera em casa dojdepulado .Francisco Domingues,
que censurando aquella administrajao, eu annuia,
conforme lhe referir o Sr. Florencio Domingues.
E finalmente que eu disse ao mesmo Sr. Botelho
que se fosse eleito dcpulailp nao seria por parte do
Exm. Dr. Vilella contra o meu partido que cgjuer-
reava. Sao estes os pontos principaes da correspon-
dencia de qae me oceupo : e qaer sea autor tirar
de lado islo a conclusao lgica de que eusou um ho-
mem verstil, sem independencia de carcter-, e con-
seguinteraenle um hornera falso.
Qaanto ao primeiro poni aqu recapitulado, res-
pondo, ojie as palavras que troquei corojo Sr., Bote-
lho por occasiao do nos encontrar na ra do Crespo
nao sao as mesmas referidas era sua correspondencia,
pelo qae concluo ou que o Sr. Bolelho est comple-
tamente engaado, ou enlao elle, e as pessoas, com
quem eslava acumpaubado, segundo diz, nao me
coraprehenderam: porquanlo tenho perfeilissiraa lera-
branca de que, encontrando o mesmo Sr. Bolelho na
ra e loja j indicadas, e fallando-me elle da opposi-
?ao, ou guerra, que se fazia no Cear. ao Exm. pre-
sidente o Sr. Dr. Vilella, eu lhe disse que quem pe-
dera fazer crua guerra administrarlo do Dr. Vilel-
la, e nao goslar de seus actos; erara os assassinos e
ladroes, para cuja perseguirlo e repressao dos cri-
mes, conslaya-me que aquelle distincto administra-
dor nao poupava raeo algum anda mesmo o de de-
roltir a alguns delegados e subdelegados de polica,
de caja iudolencia e falla de energa resultavam ao
governo malograrem-se as diligencias, aos criminosos
a evasao e impuoidade : foi islo o qae disse, porque
encarava a presidencia do meu amigo Dr. Vilella pelo
lado do bem que fa fazendo a provincia, perseguindo
o rrime, como lizeram seus antecessores, Silveira da
Mola, e Dr. Reg. Sendo assim, be gratuita a insi-
nuarlo de tr eu tachado um partido ioteiro.em eujo
seo lenho amigos de pariido.deasaMrto e ladroes.
Qaanto ao segunde ponto he extraordinario, pare-
ce que foi um sonho do Sr. Botelho, porque senho-
res redactores, nunca eu em casa do Sr. desembar-
gador Figueira de Mello fallei mal do Exm. Dr. Vi-
lella, e nem lio pouco por palavras, ousignaesan-
nui, ou ajudei o Sr. Dr. Macario a censurar a admi-
nislrsaodo presidente do Cear, e invoco o teslemu-
nho do mesmo Sr. Dr. Macario, e o do Sr. desembar-
gador Figueira de Mello ; elle que diga si eu era al-
guma occasiao fallei mal do Sr. Dr. Vilella e de sua ad-
minislrari0 4diga o Sr. desembargador se ao contra-
rio muitas vczfs al em eonversacoes familiares eu
dellendi ounoa meu amigo Dr. Vilella, j procu
raudo explicar certos actos de seu governo, que os pe-
ridicos do Cear censuravam. ostentando eu nislo
muita independencia, e seja-me licito dizer que he a
independencia de raen caracler o titulo, que me.lem
grangeado da parte do Sr. desembargador Figneirn
de Mello ama alfeiro quasi paternal. Quanlo ao ler-
ceiro ponto respondo quo indo visitar ao meu amigo
o depulado Francisco Domingues, quando chegra
da corle, esle em conversa censurou alguns actos da
administrarlo do presidente do Cear em relarao a
politica.e eu ouvindo silenciosamente disse apenas as
seguiiles palavras:que senta de coracao que o meu
amigo o Dr. Joaquim Vilella nao livesse o apoio do
grande partido saquarema no Cear, denominado da
Botica, e lamenlava que esse mesmo parlido estives- >iz'"ha"0''1, como por exemplo, o palriarchado
se em opposirao ao presidente de quera era eu intimo ea"oviu lmra 8 Serias ,|a Austria, c o de Et
amigo!Quem pois dir que deste mea procedimen- ,"'J"lzin Para os Armenios da Russia. He para no-
to, deslas minhas palavras em casa do Sr. depulado kr aue a isreja uElcl|miadziu, scm se distinguir
,n_ mui seriamente dos gregos pelo dogma, n3o entre
A IGREJA DO ORIENTE.
[ Continuara.)
III.A Jerarchia.
He em sua organisarao jeraldira que a igrr-ja do
Oriente apresenta.no mais alto grao o runho desse
espirito nacional, que acabamos de rcconlieccr em
((aros 13o manifest* no dogma e as rrencas popu-
lares. A roinmunliao oriental nao admilte chefe
vsvcl na igreja universal. Urna autordade se es-
lendc, he verdade, sobre toda a isreja, he a do con-
cilio ernmcuco; mas asa autordade temporaria,
intermitiente por sua natiircza, he aqui apenas no-
minal. A igreja do Oriente s conta com efleilo
seto concilios ecumnicos em toda a historia, e a era
dos eourilios termina no de >'ica, nao leudo os
oulros aos ses olhos,' o carcter de universalidade.
(1) Ningucm explica como eUa se haveria para con-
vocar boje mu concilio ecumnico sem se contradi-
zer. nem como ella v anda, ns asserablas desse
genero, a suprema c nica autordade ecrlesastca
depnis de um silencio de tantos seculos. A juris-
licao dos concilios nao he porlauto senao urna re-
eor.lacso para a igreja oriental. Quanlo a suajn-
i isdirao real, nao ha urna que seja aceita de toda a
communbao dos fiis. Exisle sem duvida nina or-
dem de preciileneia entra is alia atiloridadesecrle-
j Masticas que governam as principaes divisoea da-
h quelU conimniiliao'. Assim o patria reliado de Cons-
inlinopla domina conu principio os de Alcxandria,
de Anliocbia e do Jerusalem. O sxnodo de S. Pe-
tersbiiigo, que subsllue o anligo palriarchado da
Rossia, Ogura em quinta ordem, e o noro svnod
da Russia ltimamente constituido, oceiipar.i prova-
veliiieute o sexto lugar. Esles-pnlriarchados ou s-
nodos sao ua resudada iudependentet us dos
Iros, excepto na distribuir,, do'santo clirisma, rujo
mi
anvepuo patHarcha de Constanlinopla reserv
para si, sobretudo para com o svnoilo belleniro.
Alm disio, elle nao abraraintoda a igreja separa-
da. Fra de sua competencia, ha outros palriarcba-
dos, considerados ou nao como ortodoxos, entre os
Armenios e Slavos, no imperio otlomano ou em sua
de
h-
Domingues se possa concluir urna annuencia s ce.,
surasque se faziam '! Talvez alguem por ver-me ca-
lado sem objectar o que dizia o Sr. Dr. Domingoes,
me qneira applicar o principio de quis lace! cansen- aa .sa! Pr "lcm de data: o primeiro de Nica, o
0 calar indica consentir ? E quera o Sr. Botelho qae fuialmeule o segundo de Nica
(i) Os sete concilios rccoubccidos pela igreja are-
a s;m. itnr urili'ni de il.'ihi i. nnn..;^. J. Ki^jil .
lem com elles nenhuma relarao bfflciai nem offl-
ciosa.'
Sahe-sc que no imperio otlomano os rbefes da
sreja estao invcsldos de. nma porrao eonsideravcl
da auloridade civil e jadiriaria sobre o rebanho.
Com cfleiln, nao esquecanws que o rgimen do Al-
corn nao lem tido para as rrciiras rbristaas as con-
sequencias destructivas, que se poda temer de um
povo votad ao proselylismo armado. TSo preocru-
pado, como pareccu, em conquistar o mundo ao
mesmo lempo niusulmano, elle o eslava sobretudo
de cslendcr suas possesses lerriloriaos e de gover-
nar scm casto. Enlrava alm disto em seus princi-
pios Iheoeralicos ver nos cliefcs religiosos os rbefes
civis das diversas sociedades clirislaas, que se aprc-
sentavam aos seus olhos no solo conquistado. A
osle respeilo, a icreja greca oblcve at um privile-
gio exorbitante, que penleu em 1830; seus diversos
palriarrhas liveram a jiirisdirao civil sobre a inaior
parle das pequeas coimnunboes calbnliras disper-
sas e como perdidas as provincias do imperio. Os
unialaste os latinos nao tinham, como os gregos;
existencia legal. A Porta nao os condeca, e em (o-^
dos os actos de sua vida civil dependan) dos patri-
aredados da communbao oriental, e naotinliam am-
dos intermediarios ofllciaes em suas rehenes com a
autordade superior ottoinana. Em 1830 de que
esta anomala arabou, c que os calholicos, exrcplo
os da Albania, da Bosnia c do Arcbipelago, dolados
primitivamente de nina organisarao parte, foram
collorados debaixo da jurisdcao do patriaredado ar-
menio de Constanlinopla. Naquclla occasiao se vio
produzr um farto que, melhor ainda que a subdi-
visao dos palriarrliadns da rommuiihao oriental,
moslra quanlo he poilerosa entre os povos daquel-
les paizes a tendencia para a desccnlralisarao, e pa-
ra nma sorle de individualismo de rara. Comquan-
lo a conservarlo do urna eslreila amzade eslvesse
no espirito do catholicismo e no interesse evidente
dos ratholiros novaincnle ronstiluidos, urna lula
sorda se empenhou logo entre elles, leudo por lira
substituir a essa anidado a crearan de um patriar-
ca para rada rara, e desde entao existem na Turqua
quasi tantas grojas catbolicos, qunlos sao os povos
que pcrlencem a essa communbao. Ncsse terreno
do Orienlc, o espirito de nacionalidadc predomina
entre os latinos como entre os grecos.
O caracler -alenle da siluaeao presente da com-
miinhao oriental, he a acrelera<;ao desse movimenlo
Iradiccional. Sao conhecidas as rcla^ocs acluaes iareja maldo-valachia e da igreja serba com a de
Constanlinopla. Depois de langas vicissiludcs, em
que se lem visto esses dous povos consagraren) urna
activdade igual para se emanciparen) do governo
director da Porta e da supremaca do patriarcado
de Conslantinopla, elles se acbam collocados um em
presenra do oulro cm urna especie de vassalidade
feudal, a qual nao tem mais para elles nada de
oppressivo, e Ibes dcixa sua plena libenladc admi-
nistrativa. Elles tem padres de sua raca, c que
fallam a mesroa lingua; nao sao mais entregues cc-^
mo feudos a metropolitanos viudos dp- Phanar. O
paiz he que nomeia seu chefe religioso, e o patriar-
ca grego nao interven)senao para ratificara vonta-
dc nacional, dando a sua investidura. Essa si-
luaraohe quasi equivalente a sua. independencia
religiosa completa; entretanto ella to lie conside-
rada, nos principados do Danubio, como sufficicntc
c definitiva, llalli vem os applauso que os serbas
da Turqua deram em 18i8 a ererao do palrarcado
slavoem Carlowilz, entre os serbas da Hungra
meridional. Al entao o arcebispado de Carlowit
tinha do somonte o titulo de melropolilano. O
desojo de fundar mais fortemente a igreja nacional,
e ter-um poni de apoio mais jioderoso para hilar
contra os Hngaros, inspiren o pensamenlo dessa
rrearao. O prelado que oceupa aquella sede, o re-
vereudissimo Rajalcllcb, da dez airaos que fazia
servias eminentes e |topularcs ao parlido afano,
oldado pelos serbas da Turqua com mui grande fa-
vor. Alm disto, o arcebispo Rajatchitrd nao appa-
rcria sanente uaquellas circumstaucias como um
pastor dedicado aoseu rcbiibo; hay a nclle o pre-
lado de oulras eras; e por isso pouco lhe custoude-
por um momento o bculo para lomar a espada
Esse procedimento era proprio para chamar a at-
leurao do clero guerreiro da Serbia. Enilim antes
do reinado de Miloscd Obrenovilz, antes que hooves-
se um arcehispo em Belgrado, os dispados da Serd
foram algum lempo suflragancos do de Carlovilz; e
um dos metropolitanos desta ciclado, .Estovan Sira-
hmiiniMUji. roiiieiii*w n-! dq.Tseruy-Gerge, de'i-
xou enlre os serbas reconlarcs anda boje milito vi-
vas. Todas estas circumstaucias reunidas deviam fi-
xar a ltenlo dos serlias da Turqua sobre a crea-
cao do patriaredado de Carlovilz. O movimenlo
que os leva para esle lado, de todava combalido
enlre elles por diversas consideraces. Temos a
influencia germnica, que, depois de haver mostra-
do cm 1848 e 18W asdisposiresmais amgaveis pa-
ra com os slavos, dos quaes ella tinha precisan, pode
uao ser-Ibes sempre igualmente favoravel. Elles
pcrgunlam, se o patriarcado de Carlovilz, creacao
todava revolucionaria, he destinado a urna loiga
existencia. No caso em que a Austria, que o tem
reronliecido na pessoa de Rajntchlch, o conservasse
depois'delle, como roci de aceito sobre os slavos da
Turqua, ser esta sede oceupada sempre por um
prelado sinceramente dedicado aos interesses da ra-
ra, animado de sentimentos slavos? Taes saoasdu-
vidas, que se tem lcvanladoem Belgrado sodre urna
instituir, que entretanto seacclamou com cnldu-
siasmo.
O desojo dos serbas, he fcil de comprohender,'
seria ter um palriarchado nacional enm um solo
ao mesmo lempo slavo e independenle. He por
isto que, applaudindo a fundarao do de Carlovilz,
tinham ltimamente apresenlado urna outra idea.
Nao querendo encarar de frente a queslao e pedir a
transformasao do arcebispado de Belgrado cm pa-
Iriarrliado.elles tinham laucado os olhos para o Mon-
tenegro. Foi antes da revolurao de 1852", que se
operou naquelle paiz a separaran do temporal e do
espiritual. O chefe militar c civil dos montonegri-
nos era ao mesmo lempo revestido do poder episco-
pal. Pela siluaeao inteiramenlc grande e indepen-
denle, que elle oceupava no mcio dos tribus slavas
da Turqua, elle preenrhia admravelmcnte as con-
dirfles do patriarrado sondado pelos serbas. A re-
volurao moiiteiiegrna de 1852 loniou essa com-
biuacao impossivel. Obispado de Thernogore nao
he e nao pode ser mais senao un persouagcm se-
cundario, nao tendo aaloridado moral siillicienlo
para responder junbifao dos slavos da Turqua.
Nao resta mais que um recurso : he voltar a idea
de um palriarchado da Serbia.e he tambem para es-
se lado, qae a forra das coasas lem levado as ima-
giuaroes.
Pcnsa-sequc, procurando fugir uudade que
vem de Constantino-pa, as diversas igrejas da com-
miiiihao oriental lem tido sempre pouca iiiclnarao
liara o qnc Ibes era pfoposlo pela s de Roma. To-
llas vezes que se lem fcil alguma lenlava para as
conduzir a esse fim, ella lera sido rcpellida com pai-
xao, c o catholicismo nao pode dar signal de cxsj
teucia' no Oriente, scm que aparecan os alarmas.
V o-sc um exemplo Misto, quando no comeen de
seu pontificado, o |iapa Pi IX enfeuden que devia
fajar, debaixo da forma de enrjelica, um appcllo
aos chrisiaos gregos: Esse passo provocou no clero
oriental, e sobretudo da parte dos palrarcbas de
Conslantinopla, de Anliocbia e de Jerusalem, as
mais vivas arguices,' c os escriplores ecclesiasti-
cos rivalisaram cm zelo na etlica das doulrinas
emitlidas pelo santo padre a favor do principio da
unidad romana.
Essa deseuniianea inveterada he tao prompta em
renasccr, que na queslao dos Sanios Lugares, em
que todava o catholicismo nao reivendicava senao
antigs possesses invadidas pouco a pouco pelos
gregos, mostraran) esles os mesmos alarmas, como
selivesseiii tomado routra elles a ofTcnsiva, c que-
rido usurpar seus direilos. Ncstas duas rircumsfan-
rias, os gregos na verdade nao eslavam entregues
somonte s suas inipresses. Urna grande iufluen-
eia estrangeira, que procura moslrar-sc mais cosa
que elles mesmos de suas vantagens, os animava a
resistencia, e toraava a palavra em sen nnme. Se
no primeiro caso se tinha visto os escriplores russos
reunireni-se ao clero grego para refutaren) a eney-
clica do papa, no segundo, o proprio governo russo
interveio para reclamar a favor dos gregos muito
mais, do que elles pretendan) pedir e na tinham
necessidade do obter.
De que modo foi appreciado" pelos christaos do
Oriente o pensamento, que se deixa perceber de-
baixo desse offerccimenlo de auxilio t Esses povos
uo leriain quebrado lodo laro com Roraae nao pro-
curaran) porveulura islar-sede Constanlinopla mes-
mo senao com o pensamento de se aproximaren) de
San Pelersburgo 1 Se pdese baver duvidas sobra
o poder da Hungra. A compararlo be lauto mais
saliente quanlo ha, guardada loda a proporro, mais
de urna semelhauca enlre a consltniSao cllino-
graphica do imperio otlomano e, a da Austria. Pa-
ra os valacldos e slavos da Turqua como para os
da Austria o ininugo nao lie-o sculior, nao de a ra-
fa govcrnanlc, o osmalin on o germano ; lie a ra-
ra intermediaria que pretende on pretenda rouscr-
var al ua dependencia um dominio oppressivp so-
dre as popularnos subjngadas em lempos mais feli-
zes. Ha boje, particularmente no reino ,|a Grecia,
um grandissimo numero de espirites que, nao fa-
zendo urna idea evada das dispusieras ,|os ^aym
dos m oldo-valarbios. csiao persuadidos que, no ca-
so de urna dis6olur|o da Turqua, os lidenos seri-
am rhamados para rceousfiluir o imperio de Itvsan-
cio e suri eiler na supremaca dos turcos sobre as ou-
lras populares ehrislaas daquelles paizes. Esles
espiritos nao eslao longe de crcr que he um dirito,
que elles lem, de urna sorle de superoridade de ri-
> ilisaea c de sanguc. Desle modo tambem se ex-
primamos Imngaros antes da terrivel revolurao,
que vcio dar urna tao severa lijao ao seu orgulbos
Este pensamenlo de supremaca seria para os grego.
a mais perigosa das illusocs ; ellas se quebraran)
como os hngaros conlra a idea da igualdade das
rafas entre si, tao rilaras s imagnarfles entre
moldo-valacliioscos slavos.
Dedaixo do poni de vista poltico, lie esta urna
verdade palpavcl a lodo aquelle, que observar de
perto o trabalho polilco que .se executa na Europa
oriental. Esta asserrao nao be menos verdadeira
no dominio das prcoecuparoes religiosas e da adini-
nistraeSo ecclesiaslica. Um momento
vira em que
o verdadero scnUdo dessa tendencia dos igrejas da
Turqqia para o isolameulo, a siluaeao prsenle do
palriarchado armenio d'Etchniiadzin adxiliaria o a-
preciamciilo do eu alcance. Etrdmiadzin, cklado
da Armenia nissa, de a residencia, como se sade,
do kalholims ou palriarclia supremo dos armenios.
Assim a capital religiosa de sua igreja perlence ao
territorio russo. Esta s de oceupada por um pre-
lado eminente, Nerss, cujo papel foi consderavel
nos acontccimciilos, que pozeram as maos da Rus-
sia urna purea importante do solo armenio, Sc-
meldante em mais de um ponto ao vcneravcl Raja-
(clilcd, o pafriareda de Carlovilz, Nerss, se clevou
como elle com o auxilio de um mnv intento nacio-
nal ; era islo na epora em que os riristaos do Ori-
ente esperavam ainda siiircramcnlc sua cmancipa-
ea da Russia, e fundavam todas as suas rj-perancas
com una fe profuiidajem seu desinlcrcsse. Nerss
se tinha pois assoriado com urna plena confianra
guerra feila pela Russia Pcrsa, c a exemplo dos
padres da antiguidade, linda lomado nella urna par-
le activa. Dcspois dessa guerra, na qual dava pres-
lado eminentes servcos ao governo russo, leudo
pensado que poda fallar de garantas a favor da
igreja armenia, elle foi desterrado dedaixo do pre-
texto de urna missao episcopal na provincia de Bes-
sarabia. Pediara-lhe que se empregasse na fusao
da igreja armenia na igreja russa, e seu exilio livc-
raacabado mais cedo, se elle houvesse consentido
em siibnictlcr-se ao synoilo de S. Pelersburgo. Re-
conduzido pela torca das cousas para Armenia, pro-
moviidi lambem ao palriarchado, recusou sempre
aceitar nina condirao, que elle julgava contraria aos
interesses polticos de seu rebanho, c chegon al
ameacar transferir para a Turqua a sede do palri-
archado siiprcnin dos armenios, se as instancias rom
que .(inda sido vcxado.vcssem a se renovar. Acres-
centemos que essa allitiidc nao lhe foi inspirada pe-
lo desojo pueril de manler as lerianas dessdencias
dogmticas, que podem separar sua igreja da de S.
Pelersburgo, mas pelo pensamenlo de proteger o
ultimd baluarte da naconalidade armenia'.
Os scnlimcnlos dos armenios a respeilo da Russia
sao lambem os dos christaos da rommunlto grega,
e a altiludc reservada que esles# toiuaram cm suas
relaraesjfom aquella potencia depois de una cele-
bre missao, be urna prova disto. Elles tcmem ser
|>rotcgidos, com medo de seren dominados, pois sa-
ben) muito bem que debaixo dessa dominacao loda
indvidiialidade dcsapparece para elles.
Os christaos do imperio otlomano segucm por ins-
tantes, em poltica como em religiao, urna" linha de
conduca tal, que illudc quclles que a julgassem
pelas suas aparencias. Na condieSo em que os acon-
feciincnlos os lem collocado, elles tem scalido mais
de urna vez a necessidade do um apoio externo, e
he o da Russia que, ha mais de um serulo, se lem
offerecido mais vezes. Demais nao se pode desco-
nbecer que as relacSes de religiao c mesmo para
alguns deslcs povos, os slavos principalmente, as re-
laroes de rara favorecan! era ofierecmento de
serviros, c os faziam aceitarmais voluntariamente;,
porem se allender-se a todas as insurreicOes chris-
taas, que se tem prodazido ha um scalo' no impe-
rio otlomano, nao citar-sc-ha urna s, na que lal-
nlia apparecido a menor dea de urna annexao po-
lica ou religiosa i Rossia. Porveiitura cuidariam
ellas em conlrahir lacos mais eslrcitos com urna na-
C3o,.em cujoscio se veriam logo absorvidas, no dio-
ment em que a idea de rara adqure um tao gran-
de prestigio entre asjwpularoes da cc-mraoahao ori-
ental, que pareccm sobretudo preocp adas cora
necessidade de dobrar-se sobre si mesmo para ah
beber urna nova existencia ?
L Importa que a expressao de panslavismo u3o 1-
Tuda a este respeilo. EsU expressao appresenta
muihs significafoes bem dislinclas, conforme o ter-
reno onde he pronunciada.
Na Russia ella coutem na verdade'um gigantesco
pensamento de conquista. Em urna parte da e-
migrarao polaca, be a coufederasao democrtica dos
diversos povos slavos ppostaao panslavismo unisla-
rio e covernamcnlal dos russos. Entre os slavos da
Austria e da Turqua, ha um grife- de desespero,
que ninguem sola scuaocomdor c horror. Quando
os Icbqiies ou os croatas vem, ou julgam ver que o
germanismo ameara suas liberdades provinciaes. ou
seus idiomas, quando os blgaro-serbas podem sup-
por que Ramismo despreza suas queixas, entao
he que dexam escapar esse grito de panslavismo
como o ultimo e lamentare! recurso ; porem apenas
momento de desvarios, como o lendador da adula
em presenra da morte, que elle tem invocado. Com
effeito cm parle alguma o sentimento do individuas
lismo be mais sincero do qu,e entre os slavos do
Danubio, e a menos que, por um excessivo olvido
de seus interesses, ninguem procure leva-Ios. a esse
estremo, nao se deve receiar que o panslavismo ou
(sjeduza. V ideia do individualismo das rafas be
entre os bulgaro-serb as, como entre oshcllenos, mol-
do-valaehiose armerios, a salva guarda do individu-
lismo das igrejas.
Enlrelanlq apparere aqui urna objerrao. O des-
membramenlo, que deve resultar dessa tendencia de
cada rafa para uacionalisar sua igreja, nao poderia
tornarse funeslo favorecendo a aceto mesmo dainflu-
encia estrangeira, q1 se leve'Eo patriarcado de Cons-
lantinopla, conservando debaixo de sua adminislra-
filo immediata as igrejas gue procuram separar-se
delle, nao apresenlaria essa iufluencia urna barrei-
ra mais solida do que poderiam faze-lo todas essas
forfas soladas 1 Ha graves respostas para essa im-
porlan'c objecra. ComeXTcilo para quo lem servi-
do ao patriarcado de Conslantinopla os poderes so-
beranos de que lem gozado durante seculos e em
toda plcnitudc sobre os povos christaos da Turqua
da curopa ? Para suscitar contra sua auloridade
paixcs violentas, desconfiaiifas que na estao cxlinc-
las, e que recadera sobre a .propria rafa grega.
Ninguem desconbece al que ponto s3o evadas
estas dcsconfiancas na Moldo-Valacbia, e se os prin-
cipes fauariotas forao os seus prmeros autores por
sua corrupta adminjstracao, os padres gregos, que
elles admltiram uos principados, lem de seu lado
coulribuido poderosamente para enlrele-las. Hoje
a igreja mohjp-valachia he quasi independenle;
n3o cxislem mais outros vestigios doanligoestadodc
cousas na ordeui religiosa, senao os inosteiros de-
pendentes do Moul-Athos ou do santo sepulcro,
anida oceupados por monges de naconalidade grega.
Esle fado lie bastante para conservar alerta o odio
dos moldo-valacbios em suas relafoes com a igreja
de Conslantinopla.
Se entre os serbas a rcafao do elemento nacional
contra os gregos foi menos apaixqnada do que na
Moldo-valacdia, he porque tinham Udo menos de
soffrer da influencia grega ; mas sem lomar as ai*
mas, rom fizeram os moldo-v.ilarbios' em 1821,
para laucar fra os gregos de sen paiz, liveram pelo
menos iiecessida/ic de. estipular, cm consequenca
de sua nsiirrcirao conlra os turcos, que sua igreja
nao podesse ser administrada para o futuro senao
por padres serbas, com exclusa dos gregos.
Quantoaos blgaros, bem looge da condifo pol-
tica dos serbas e ainda entregues boje ao clero gre-
go, seu primeiro voto he sacudir seu jugo. Tendo
mulo que desejar na ordem temporal, ellos oiham
todava a reforma de sua greja como o primeiro
passo, que devem tentar para urna situagao melhor.
As imperfcirf.es da administrafao turca lhcs pesam
menos, que os vicios de urna adininislrafao eccle-
siaslica sm laro com o paiz, e que frcqueiileniente,
como os artigos pachas, uao \ii uelie senao nina bor-
dado arrendada para explorar, exgolando-a. Sobre
qnem tazem os blgaros recibir a responsabilidade
de seus males ? Sobre o patriarcado de Constanti-
uopla, no qual elles s pareccm ver a mais imitada
de (odas as influencia* inimigas. ltimamente se
pode observar, por occasiao do firman entregue
pela Parta aos patriarcas gregos para Earaiitircn
suas iinensidades, que os blgaros nao parilbaram
o rcgozijo causado em Couslaulinopla c na Asia
Menor por esse aconlccimenlo, mais favoravel com
cITciti) aos greaos, que aos moldo-valaquios, aos ser-
bas e sobre ludo aos slavos da Bulgaria. Encarado
debaixo desle poni de vista, o patriarcado grego
leriainiiilo mais a gastar do que a perder, roncor-
rcnd.i para a cmanripaeao das diversas igrejas da
Turqua, emnncipacaoquc alias, como se vio por
occasiao da que leve lugar na igreja do reino Hel-
lenico, nao arrasta a reimposiea de loda a supre-
maca, nem nina independencia absoluta, porquanlo
o synodo de Alhenas he obligado a lomar o sanio
clirisraa em Conslaiitiiiopla.
Em summa, poltica bem como religiosamente,
os gregos oceupam para com os oulros christaos do
imperio otlomano urna posifao anloga a que ti-
nham os magyares com as popnlaees slavas,e vala-
chias da Austria aules da revolufo, quequebroa
a supremaca religiosa do palriarchado de Couslauli-
nopla pode nao ser mais para elle, que urna perigo-
sa vanlagem, senao tomar em considerarlo o espiri-
to novo dos povos collocados debaixo de sua aulori-
dade. Fechar os olhos a esla neeessidade, sob pre-
texto de que nao seria urgentes fra abrir caminho
as influencias hoss ; fora minjslrar a ellas, j bas-
tante poderosas, pretextos de interyeneao nos nego-
cios da communbao oriental na Turqua ; fra final-
mente expor a igreja de Conslantinopla a urna des-
truido quasi certa cm beneficio de runa igreja mais
nova, mais ambiciosa, instrumento e movel a um
teinpo de uma.pollica iuvasora. Preslando-se pelo
ronu-ario ao movimenlo q,ui levara as igrejas da
Moldo-Valacbia, da Serbia cBj Bulgaria a se naric-
nalisarem cada vez mais, opatriarchado de Conslan-
tinopla asseguraria allados onde elle nao acha hoje
senao subditos desconfiados ou inmgos. Aqu o
interesse he commum romo o perigo ; (rala-sc para
cada urna das populaf Oes ehrislaas da Turqua, da
couservagao do individualismo nacional, que ellas
tem conservado debaixoda domiiiafao;ollomana,eque
perderiam sem duvida debaixo de' urna nvasao
russa.
Quando se estuda a igreja do Oriente em sua is-
lona, ou era sua condifo actual, v-so apparecer
sempre a necessidade de naconalidade. No momen-
to da grande scisao, que separou a cidade de Cons-
tanno da dos papas, era o genio descentralisador
que lulava contra o genio da uuidade, Iransmltida
pela Roma paga a Roma calholica.' Hoje esse pen-
samenlo de desceiitralisagao se tem generalsado ;
nao ha na Europa neuhum povo, por pequeo que
seja, que nao reclame o seu beneficio. Cada um
pretende depender somonte de suas Iradigocs, dando
para limites cm poltica como em religiao as do seu
idioma, o qual he para lodos o verdadero deposita-
rio da vida nacional, a arca santa onde esto encer-
radas as laboas da le.
He desgrafadmente protavel que o catholicismo
nada lem de anhar nesse movimenlo dos espirites ;
pelo contrario he para temer, qae a necessidade de
associar, mais cstreitamentc que nunca, os destinos
da igreja aos da narao nao obre sobre a poreao dos
slavos e dos valacdios calholicos cm nm senlido fa-
voravel s doulrinas do Oriente. Os latinos da Bos-
nia, da Croacia e da Bohemia podem deixar-se le-
var um dia para esse lado, na intenffio de se apro-
ximaren) dos serbas e dos blgaros, em os quaes el-
les tem lacos de parentesco c de interesse. A exis-
tencia de urna igreja uniala em paiz slavo feria
podido conceder um terreno proprio para as lian-
sacroes, c salisfazer talvez tao bem os oricotacs ru-
mo os latinos, .aproximando-os ; porem apenas res-
la.boje enlre os shvosfracos restes da obra de Cy-
rilloe de Mclhodo, c na falla desse terreno inter-
mediario, no qual os dons pensameiitos oppostos
como senao pode dissimular, lem mais probabilida-
des que o latinismo no esforcu que fazem osslavos
dos Crpalos para associar, mais estrcitaiiiculc suas
esperanfas s dos slavos do Bulkan. Se por acaso
se duvidasse deseas tendencias dos slavos latinos pa-
ra se afastarcm de Roma, fra bastante assignalar
os trabamos recentes dos historiadores da Bohemia
sobre JoaoHuss e suas doulrinas; gcralmenie con-
siderados hoje como una das grandes man feslafOes
da vida nacional, desse foco do slamismo contempo-
rneo.
Mas se deve temer que esse movimenlo religioso
dirigido pelo espirito de naconalidade, leuda lugar
em prejaizo de Roma, pelo menos da lugar para crer,
que nao aprovetar grande potencia, cuja aeran
a meara a Europa oriental com urna uuidade muito
mais terrivel, do que seria a unidad romana, an-
da mesmo na dvpotdese de um trinmpdo, que ella
est longe de pensar. O papa'do nao lem pretendi-
do jamis uaquelles paizes senao urna spreniaria
religiosa. Dcve-sc ainda attender que, apreciando
com cquidade a dedicacao dos orientaos pelas for-
mas externas de seu callo e pela disciplina ecrlesi-
astica de suas grojas, a santa s professa a esas
antigs tradifes um respeito, que limita a unidade
que ella reclama soinenle aos dogmas fundamentaos.
A unidade que a Russia pretende tem um carc-
ter diverso, e quando o governo russo,- por occasiao
da eueyelica do papa ou da queslao dos sanios luga-
res, veto fallar aos orientaos de seu zelo pela sua
causa, elles tinham o direilo de rcspoudcr-llie qua
o perigo para as suas igrejas est muito mais em S-
Pelersburgo do que cm Roma. O Irabalqo de ideas
emprehendido depois de alguns anuos por cada um
desles povos para conservaren sjjjnrmarom sua indi-
vidualidade poltica, religiosa e Iliteraria, parece
ier sido inspirado pelo aspecto mesmo desse perigo.
Propondo-se nacionalisar cada vez mais suas igrejas,
as populafcs da Europa oreinlal parecen) querer
colloear-se mfldor em estado de defender sua au-
tonoma poltica, c ellas nao ignoran) qual de o ver-
dadero inimigo dos destinos, que ellas meditam. A
poltica actual da Russia no Oriente nao he feila
alein diste para anima-I.-. ProIecloraoV religioso
ou polilco, .ellas tem para cada um dclles as mes-
mas dcsconfianfas," que ldes inspirara finalmente o
protedorado, rujo respeilo algumas condecem por
Irrem soflrido seu peso.fleruc des deux mondes. }
la, diga-mc primeirameuto qual o seu pensar i res-
peilo?
Mulher :-Sr. compadre, cu perlenfo a ara sexo,
queporiialurezatem a imaginado acaudada, mas
o amor a religiao deque me fez esse pensar. Eu en-
feudo, qoe na aeloalidade s o motivo de poltica e
nao o da religiao he que dirige todas as c/>ums.
Compadre:Sr.' comadre, valha-me Dos, Vmc.
nao errou quando me aflirraou qae as mnlherespen-
savam pouco, Vmc. nSo v, qae esta sua proposigSo
he inteiramenlc errneaeabsurda, por isso que te-
mos muitas malrizes reedificadas de novo, e mesmo
em a nossa comarca!
Mulher :Si. compadre, diga o que quizer, ea
anda estou firme nos meus principios. Nao da cou-
sa mais deponente econsideravelmenle triste do que
orna matrizsem Sacramento, morrendo assim infeliz-
mente os christaos, sem esse ullimo soccofro da vida
espiritual.
Compadre :-Sr.a comadre, j lhe dou urna razflo
cabal, que. persuadir/, do contrario, e he: o nosso
vigar.o nao se lem descuidado de procurar o melho-
mento da nossa matriz, mas qu.nin elle obtem
promessa de algum presidente para asse f.m, logo ap-
parecem mil embaraces do maneira que o pobre pa-
dre agora quer descancar, e aprova do que digo, lem
sido as muitas vezes qu na le do orea mente se lem
designado quolas.
Mulher:Sr. compadre, agora Vmc. ainda mais
rae forlificou e me dispoz para teimar; diga ilgama
cousa da assembla?
Compadre :Sr.comadrc, de fcil responder-Ule:
Eu nao s lhe digo que a assembla he a mola real
desse negocio, e como lhe esclarero o modo como is-
so se fez. A assembla he que faz a lei do reamen-
te, e o presidente he qae a pe em execiifo; e
para isso ncnhnm lem sido mais exacto do que o ac-
tual administrador (). Sr comadre, descanse b seu
corarao, que esse presidente nos da de valer em tan-
tos vexames, eu tambem soa victima do mesmo mal,
pois eslou vendo a dora que morro sem Sacramente,,
oque tem acontecido a rauilos, porque alera d ve-
llio soflro ataques coalinaos, e j me parece rnarrer
era occasiao que nao baja lempo para esperar al o
dia seguinle pelas 7 ou 8 horas do dia, que he quan-
do o vigario acaba a cecbraco da ms*a, para poder
trazer o viatico.
Mulher :Sr. compadre, depois que Vmc. roe !!-
Ion nesse presidente parece-me que vou concebendo
ama idea feliz, e dissipando ao mesmo lempo a falsa
presumpep de qae eslava possuida, e tanto mais por
me afirmaren) que elle ha poucos das veio a villa e
que gostou muito e mesmo elegiou as igrejasj'alli,
eu eslou, Sr. compadre, que se algbem lhe rfl
o estado mizero da nossa matriz, elle nao s a dese-
jaria ver, como se dedicara i fazer-lhe lodo o be-
neficio.
Compadre:Mulo bem, Sr. comadre, consolc-
mo-nos,porque brevemente ieremos de ver o melbo-
ramenlo do nosso porte espiritual, descansemos na
prolecfao do actual administrador da provincia, que
15o solicito se tem mostrado no melhoraraenlo de sua
provincia.
Mulher :Passe mulo bem, Sr. compadre, e
Dos nos queira dar dias felizes para vermes breve-
mente a nossa matriz como desojamos.
J- A. S. C.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 13 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colas ees fficiaes.
Cambio sobre Londres a 28 }{ d. 60div
Descont de letras de 2 a 4raezes1 % ao mez.
ALFANDEGA.
Kendimcnto do dia 1 a II.....134:60t$789
dem do dia 13
U:732#23t
g
dita
M9:33*S Descarregam hoje U de feeereiro.
Barca ingleza loto/. ofUcerpool mercadori'as.
Barca inglez Rolhcsay bacalho.
lirigue inglezGac.< idem.
Brigue inglez Byron o resto.
Barca francezji Comte Reger-oanis demanteiga.
Rolaca hespanholayo Adelertrioht de Iriso.
Hiale brasileiroDundoogneros do paiz.
Sumaca brasileira Hortencia -"rercadorias.
Importacao .
Barca franceza Cont Roger, vinda do llavre.con-
signada a B. Lasserre & Companhia, manifestou ose-
gumte :
3 barrisc raeos ditos mantiga ; a Rosas Br-
ga ev u.
175 barra e 200meios ditor.manleig-, 2 eaxas
angas,2diUisiecidosde alEda, 1 dte lecidos, t
ua litas de seda ; a N. O. Bieber & C.
15 caixas sardinhas, 10) barris e 100 meios ditos
manleiga,W caixas queijos. 250 gigos cerveja; a B.
' b1rric?s aneiJus; a F. Conloo.
Paler & C ^ n,e'S d',M maDleiBa' a Johnrton
isfl C^aLttC^os-de al?odao- 2 T0,umes 'dos de
laa e algodao, 8 caixas lecidos de algodao e linho, 2
lilas lecidos de llnho, 4 ditas lecidos de las, 1 dila
Ker &C e 6 i"!0d5(,, barrCa q0ejOS *''
30 barrs e 20 meios dilos manleiga, t caixacom l
%arra e farinha ; a A. A. R. Izaac.
. ,, u /,?? meios djlus manleiga. 3 caixas teri-
algodao. 4 dilas chapeos para homem; 9 diteTcha-
peos de sol de sed para senhora ; a H. Oibson "
1 cana lecidos de seda. 1 dila arfes, 1 dila cha-
peos para senhora ; a L. Schuler &C.
1 caixa porcelana ; a J. P. de Lemos Jnior.
M) barris, oO meios ditos manleiga ; a Oliveira Ir-
maos (\ C. *
40 barris e20 raeos dloj manleiga ; a Ttsso Ir-
IHiTOS.
3 caixas calcado e chapeos ; a J. Saporiti. .
4 caixas lecidos de alaodao, i dita cotejara, 1 dita
chales de algodao, 1 dila sedas; a T.Mousen A Vi-'
nassa. w
Icaixa lecidos de algodao, 6 ditas conservas^ bar-
aScVafetnS.1 *""U*** ""*>.* liSOd >
i caixas perfumarias, 1 dita chapeos para senhora,
1 dila lilas de osso. I dila objectos para cirgueroe
merceana ; a J. H. Denker.
1 fardo panos de laa ; a Manoel Joaquim Ramos e '
PUBL1C40 A PEDIDO.
Dialogo havido entre urna mulher e
am compadre senhor de engenho e
homem cordato; moradores da Ire-
guezia de Nossa Senhora da Gloria
do Goita', da comarca do Pa'o
d'Alho.
Mulher :-rSr. compadre, da muito que tendo de-
sejosde o communicar, para me tirar de urna davi-
da em qae vivo. Nao o vendo visitar, por isso, que
son pensionada do grande familia; mas como me
aclio com a idade ayancada, e temo morrer era la-
maulra desamparo, por isso quero, que rae declare,
qual a razao parque em a nossa malriz creada ta 16
annos, ainda nao lem o Sandsimo Sacramento ex-
poslo a vista dos liis, o que de mpralicavel quasi
cm tedas parles!'
Compadre >-Sr.' comadre, a soa pergonta de de
alia considerar-Do, mas en Ufe dirci a respeito oque
estiver ao meualcanse; Vmc. sabe queanossa fregue-
zia de nova, porque j me declarou o lempo de sua
crearla, e tambem que a matriz uao tem o Santsi-
mo Sacramento, e eu lhe digo mais. que de maneira
alguma se pode concluir esse liir, t santo, porque
nao lia meios si.llicientes para isso, alleutoo estado
de pobreza dos nossos conterrneos.
Mulher :Ora, Sr. compadre, sempre pensei quo
Vmc. pozesse termo a inquctarao do meu espirito,
salisfazendo a minha coriosidadee que mo arredasse
da idea lanosjozos imprudentes, que lenho fcilo do
raen prximo, j sei, que lico telando com as raes-
mas difliculdades, por isso que Vmc. s me apona o
estado de podreza do povo, como se ea descondefa
ser a nsfao a quem perlenf a essa Urefa.
Compadre:Sr. comadre, espere um pouco, eu
bem lhe disse, que a sua pergunla era de alta cons-
ueraca.o, vamos ao caso: nos ainda nao entramos na
AwtSutmeOSdU0SmaD,elSa; ,,0m'
75barris, 50 meios ditos mantiga, 3 caixas pan-
nos, 1 dita chapeos de sol de panno, 2 caixas chapeos
de palha, I dita sedas ; a V. Lasne.
aih*,Xa lec"to'to algodao ; a C. J. Astle> A. Com- .
2 caixaschapos ; a (',. Chrisliani.
1 dita porcelana, 6 ditas lecidos de algodao, I dila
tccidos de laa, 3 ditas lecidos de algodao e seda, 1 -'
dita Larege ; a Brunn Praegerl &C.
i caixas lecidos de algodao ; a F. Gaenslv A Com-
pRiilua.
2 caixas pelles de coelho, 4 dlasmrcearias e> eho-
colale,7 ditas papel instrumente de musicaeperfama-
na.d lilas porcelana, burra echapeos parhomero: '
a reidel Pinto -'C. t~~si- t
10 caivas com folhas de cobre vemelho, f barril
pregos; a M. Alves Guerra Jnior.
4 caixas chapeos para homem e senhora, e objectos
para chapeleiro ; a Chrisliani Fryea.
1 caixacoro um piano ; a Vindes-Avne.
2 canas livros ; a S. F. dos Santos."
9 caixas sardinha, 1 dila Irap
... ., ,,B, ,
ditas calcado, 2 dilasameixas.H dil pelles prepara-
das, f dita chapeos para.senhora, 3^ttas bonetes. 1
dita merecana, 2 ditas loufa, 7 dis lecidos de al-
godao, 1 dita roupa para domen, tdila flores o
roupaparasendora, 1 dila brnqae ria, 1 dita livros, 1 dlacpelhos. ifila iiistrumen-
tospara msica. 1 dita lecidos de la|. t dila flores- ,
artiiiciaes, 1 dita perfumarias, I dita*" branca ; a
Leconle Feron & C.
2 caixas cateado, 2 d i las camisas, ^-tardos chitos,
i cana meas, 1 dila modas, 1 dita bcngallas, 4
i Has chapeos para homem. 1 dila panno, dita filas
de sedas, 1 dila sedas ;iE. BurioJ
2 caixas remedios', papel de rau ica, instrumentos
de msica, obras de horradla e I vros ; a Miguel
Jos Alves.
4 vplumes lecidos de algodao, 1 caixa flores e to-
cos, 1 dilii chapos de sol de paiuic ,1 dila enfeites
e ronpa, 1 dil. objectos para chapi llero, 1 dita pel-
los e objectos pura selleiro. ,'\Uf pf88 de cabellos e
perfumara, 1 dita sedaeJ^nilosde algodao, 1 dita
seda, I lila panno, 1 (fila modas, 1 dila, sedas en-
feites, lionelej-e.roupa, 1 dila lecidos de laa e alao-
dao; a F-Luvaq A C.
1 raiza com urna espingarda; a Meuron A C
:( caixas ralraito ; a I). Leclerk t>; Q,
3 caixas porcelWua, 1 dila llores artificiaos c sus-
pensorios, 1 .lilas fente, bonetes e frascos decrvsi.il
I dita seda e biros de StaBo ; a A. Robe* "*""
t caixa bonetes, t dila>raTaW Q uTiT cha
Sf aieddmo,'de,,d,H-ChaJ'*' d*^ K 9 *
te rnteni, Sud.:'0' 3 '"' "edas. ] ditas agua
amarte? !r'" ,e1c,dos<'e l3a- 1 > escovas or-
dlaa 'i ViI.JJ T-,W |,ara homem' di,a9 Pan
fi.nh.i?"I*1 "paradas, 2 ditas vidrw, 1
lioho H rtfSh 'edos de Iinh0- dilas 'erdos di
ne tes' m^L?1"?** e men'""- rae"earia e bc-
ronVi. WdTcnrC&SC.PCn'CS' "^ CaDder0S *
de'o^ro'te ',""',6 Ws,]c (-amPcne. 1 caixa pi.
deonro, instrumentes clivros ; J. Lounn,
V. ,lvrM. 1 d'la inslrumenlos mathemalieos,
Pinh i ce^dnha e crvilhas ; a Machado &
i- ^'I3* cnaPe<) Para l'omem, I dita lecidos de
wa, idila quinquilharias, 1 dita modas o roupa ; a


I
() Honra Ibe seja feila.


t
t
i
haa'. d S",ae"*' diUl "">'' ; a Buessard Millo-
H'- *m?. "nc'> de Souza. *
- ma tecid.is de laa, I dita espelhos, 1 dila ta-
^ objectos para ourives.1 dila chapeos, 3 di-
"s ?'i068' 6 barricas rame de lalaa. 2 dilas m.irmo-
re.- (lilas miudezas. 2 dilas acida, 3 dilas pellos, 1
irligosde selleiroe tarramenta, 2 ditas vasos. I
IW porcelana, 3 dila. vidros, 3 dilas calcado, 1 dila
wa, ditas carios, 1 dila obras de rol ha, 2 dilas
ros, 2 ,liias calcado e trancas, I dila vidros e quin-
qailhiria., | ,|la instrumentas de musita ; a j. 1'.
Adour&C.
6 cimas lilas d algodao, 3 dilas quinquilleras,
canos e arligos de eaerip'toro e chocolate ; a oi-
dem.
2 dilas relo^ios : a Genuamt.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 11.....l>(i-2fi7*r.t.>
w *>......:, :-S!
DIVERSAS PROVINCIAS
Rp:idimento(lo dia 1 a I i. .
Mein do dia 13 ...
28:8938491
1:724ft96l
->01317
i Exportacao-. '*?***
arrbas de assucar i m ?'.saceos com I,900
acroMsde assucar, l.bOcouros salgados eom 31,527
dem b lr;_ """ '^ 23 lihr;"(,e i"sC1"--
J com ''"P""1""' MtreeMm, de 287 lone-
nV^ll"100 Sei"nto:-O0!) meias barricas
!.;;, U^C*'com 9"619 robas e 17 libras de as-
ilar, 9. pipas agaardeule :
RBCEBBDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
.i! ."'AtS DE PEKNAMUliCO.
Kemiiraeiiln do dia 13.......(U6M171
_ CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlo do dia 1 a II......19-7l7*ifitr,
21:8o8223
MOVIMENTO DO PORTO
Sanios entradoi no dia 13.
Parahiba 2 das, hiate brasileiro Paquete, de 31
toneladas, mestre Bernardino Jos Bandira, equi-
pagem 3, carga loros de manaue; ao moslre.
Xaranhao com escala por Granja e Acarac 24
las, c do ultimo porlo I i dias. escuna brasileira
son-Jote, de 49 toneladas, mestre Paiilo Jos Ro-
drigues, carga sola e mais gneros; a Manoel Jo-
s de Sj Arauio. Passageiros Joao Antonio Cor-
rea, Joao AnlSnio BoncSo, Custodio Joaquim Mo-
reira e um escravo.
Parahiba |8 horas. Iiiale brasileiro Santa Cruz
m lonctada** mestre Henrique de Souza Mafra
quipaRem 4. carga toros de maueuef a Vicente
erreira Lopes. Passageiros, Placido Ferreira da
_ Silva.
Calho de Lima ) dias, salera, americana Lu-
cknotP, de890 toneladas, capilao D. Plumer, equi-
pagem 32, carga guano; ao capilao. Veio a este
porto refrescar, sen deslino he para New-York. .
!?.. '** briauo portuguex Taru/o I, de
SCO lanciadas, capujo Manoel de Oliveira Fane-
co. equipagem l(i, carga >inho eraais gneros'
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
;2T 13idhM' """'aue brasileiro >Kj Destino, de
Mi toneladas, capito Belmiro flaplislade Souza.
equipapBm 12, carea sal e palha; a Manuel Gon-
_ calvo, da Silva. Passeseiro, Joao da Rocha Sila.
i^" ."' .br,gue sar'10 P'ala- de 187 one-
d'.Ca.P!?> Luw .?-"'lc' e1uiPaSm H, carga
lastro ; a Schramm Whalely &.
**[', .Col*"guiba 16 dias e do ollimo porto
das, hiate brasileiro Soeiaeel, de 5i toneladas,
mestre Joso Manoel Lardoso, equipaaem 7, carga
Kiri !0Cl: CaetanoCyriacoda Costa
Sacias tahido* no mesmo dia.
Golhemburgo brisue sueco Selma, capilao Wal-
lander, carga assucar.
i"*0.1 T barca Portogncwi Gtatidao. capilao An-
Pereira Borees Jnior, carga assucar e mais.
gneros. Passageira. Arma Julia Brancies.
kio ae Jaueiro e porlos intermedios vapor brasi-
Gi/ajviotra, commandanle o primeiro len-
le lorreao. Alem dos passageiros que trouxe leva
a bordo, Lu/. Ferreira do'Snuza Lessa. o im-
e Antonio Joso de Oliveira, J. Barbosa e um es-
cravo. Abdon Minio Mllanos e um escravo, Gui-
erme da Costa Correa Leite, um 2 cadete, dous
soldados, um et-soldado. l)r. Salvador Correa de
enevides e um escravo, Aucnslo Cesar Lins
arda Jos Antonio dos Santos, Dr. Manoel So-
inlo, Dr. Jos Antonio Bahia Cunha, Paulo
Joaquim lelles Jnior, Francisco Joaquim Tellcs
Je Menezes, Manoel Pereira Camello, Albino Al-
ia Ha Koehii e um escravo, um reeruta
eserava a entregar ao capito de
J-rei|as. ,
ECITAES.
c urna
mar e guerra
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria de faze-
da, manda Tazcr publico, que da dala desle a 30 dias
aerio arrematados perante a mema lliesouraria. e
a quem mais dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras maleriaes e mais perlences
da capella vaga de Nossa Seuhora do Socorro, cita no
eagenbo Soccorro da freguezia.de S. Amaro de Ja-
boaUo : pelo que u pessoas que quizerem licilar.de-
verao comparecer na sala das sessOes da referida Ihe-
owaria, as 11 < horas do dia 21 de fevereiro pro-
ibo fulnro ; advertindo que a.arremalacSo ser fei-
la a dinheiro de contado.
Secretaria da lliesanraria de fazenda de Pernara-
buco 16 de Janeiro de 1854.O offlcial maior,
milio Xacier Sobrelra de Mello.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
emcumprimeiiloda resolucao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 16 de fevereiro
prximo viudoiiro, vai novamente a praca para ser
arrematada a quem por mios fizer a obra dos con-
ferios 8i5009rs.
A arremalacao sera (bita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 do 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaos ahaiio copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematac.ao
romparecam na sala das sessoesda mesma junta "no
dia cima declarado polo meio dia competentemen-
te habilitadas.
E para conslar se mandn afiliar o prsenle e pu
blicar pelo Diario.Secretaria da lliesouraria pro-
vincial de Pernambnco, 24 de jaueiro de 1854.O
secretario, Antonio Ferreira da Annnnciartlo..
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1. Os concerlos da cadeia da villa do Cabo far^
se-hao de conformidad? com o orcamento appin-
vado pela directora em consclho, e apresenlado i
approvarao do Exm. presidente na 'importancia de
8239000 rs.
." O arrcniataufe dar principio as obras no pra-
te quinze dias, e dever conclui-las no de Ires
*, ambos contados de co**lrmdade com o arl.
31 da lei n. 2B6. /
3-" O arremalaal!^seguir na ciecucao ludo o
'he for preseflipto pelo eoaenheiro respectivo
o so para boa exejtnr;ao do (rabalho. como cm or-
a de nao iuutiliar ao mesmo lempo para o ser-,
vica publico todas g partes do elifieio.
4.- Opaaamcnto.la importancia da arrerrralaao
verificar-se-ha om ituas preslacoes igtiacs: a 1" pois de fritosdousuercos ,|a obra; o a segunda dc-
pois de la\raiio*?rrmo de reccbimenlo.
5. Nao luvcr irazo de responsabilidade.
6." Para ludo oj que nao se. acha determinado
, na presentes clauLiias uem no orcamcnlo, seguir-
a*-ha o que dispM a lei provincial n. 286.Con-
fonne.O secrajp, Antqnio Ferreira da Annun-
iracn.
O Illm. Sr. ufcertor da lliesouraria provinci-
al, em en ni primer iij da ordem do Exm. Sr. presi
lente da provincia lie 2 .do currenle, que manda
er publico que, njos dias 14, 15 e lli de frvereiro
'limo viudouro, berante a junta da faxenda da
nie-jouraria, se b de arrematar a quem
B*lize>f.
amlms contados na forma du artigo 31 da lei nu-
mero 286.
3." O pasamento da impnrlancia da arrematare
real,sar-se-|,a em quatro preslacoes cuaes; a *.
(epois de frito i>meim ^ ^ ()|)nls a .,_.
oepois de concluido o segundo lerco ; a 3. na oc-
casuuMlo recebimenlo provisorio, ea derradeira de-
pois da entreaa delii|va, aqUi,| n-alis-u-se-ha um
ainiii depis do receMmenlo provisorio.
4." Seis mezes depois de principiadas as obras de-
vero o arrematante proporcionar transito ao publico
einlodaacxlen(;aodolanco.
>." Para (mo 0 que nao se acha determinado
as prsenles clausulas nein no orcamento, seuui-
se-hao qudispoe a respeilo a lei numero 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciaran.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, cm cumplimento la resolucao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que no dia 16 de feve-
rjiro prximo viudouro, vai novamente prara,
para ser arrematada a quem por menos fizer a obra
dos concerlos da cadeia da villa Seriuliaem, a\ aliada
em 2:750J000 rs. ,
A arremalacao sera frila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial numero 286 de 17 do maio
de 185!, c sob as clausula especiaos abaixo co-
piadas.
As pessoas que so propozerem a esla arremalacao
romparecam na sala das sessocs da mesma junta
no da cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para conslar so mandn
publicar pelo Diario.
Secrclaria da Ihezouraria provincial de Pernam-
bnco 24 de Janeiro de 1854 O sccrelario, Antonio
ferreira da rtnnunciaeao.
t Clausulan especiaes para a arremalacao
i. 0,s concerlos da cadeia da villa de Serinliaeni
fr-se-bao de conformidade com o orcanienlo appro-
vad.. pela directora om couselho c apprcscutado a
approvaco do Exm. prndenle na importancia de
2:7508000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo (I e um mez cadovera conclui-las no de seis me-
zes, ambos contados na forma do rto 31 da lei
numero 286. K
a
3. O arrcmalaiito seauir no's%ens Irabalhos lu-
do o que Ihe fdr determinado, pelo respectivo enue-
nheiro, nao si para a boa etecucao das obras como
em ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para
o sen ico publico lodas as parles do edificio.
4." O pasamento da importancia da arremalacao
lera logar cm Ires preslacoes iguaes; .1 1 depois
de frita a melado da obra; a 2 depois da enlrega
pnn isoria; e a lerceira na entrega definitiva.
,5. O prazo da responsabilidade ser de seis me-
zes.
6. Para ludo o que nao so acha determinado nas
presentes clausulas nem no orcamciilo sesuir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
DIARIO DE PERNAMBUCO TRQA FEIRA 14 DE FEVEREIRO DE 1854.
afiliar o presente e
zo de 3 mezes, o as concluir no de 3 annos, ambos
contados pela forma do arligo 31 da lei n. 286.
3. Durante a execucao dos traballios o arrema-
tante ser abrigado a proporcionar transito as canoas
e barcacas, ou pelo canal novo, ou pelo loito actual
do ri.
4. O arrematante seguir na execocao das obras
a ordem do Irabalho que lhe for determinado pelo
engenheiro.
>. O arrematante ser obrigado a apresentar no
lun do l.o anuo, ao menos, a quarla parlo das obras
ptompla, e oulro lauto no fin do 2.auno, e faltan-
do a qualquer deasas condicf.es pagar urna mulla
de I cont de rs.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira a"Annunciacao,
O Illm.Sr. inspector da lliesouraria' provin-
cial, erqcumprimeiilo daordemdo Exm. Sr pre
s.denteda provincia, de 6 do correnle, manda'fazer
publico, que nos dias 7, 8e9de marco:prximo
vindouro, peranle a junta da fazenda da mesma llie-
souraria so |,a de arrematar a quem por menos fizer
aobra para o Cabo, avahada em29:2689.
A arremalacao sera frita na forma dos .Iris. 24 e ^ idonei, nos mencionados dias, no paco municipal,
da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 185l" esh on(le lliesseri' presento o respectivo orcamento.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincia
ero cumprimento da ordem do Exm. Sr. -presidente
da provincia, manda fazer publico, qus no dia 23de
fevereiro prximo vlndouro, vai novamente a praca
para ser arrematada, a quem por menos frzer, a obra
dos concerlos da cadeia da villa de Garanhuns, ava-
llada cm 2:2498240 rs. A arremalacao ser frita na
forma dos arligos 24 e 27 da lei provincial n. 286
del7demak>de 1851, e sob as clausulas especiaes
abaixo copiadas.
Aspessoas qne se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessOes da junta da fazenda
da mesma lliesouraria, no dia cima declarado, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse mndou afiixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'ernam-
buco 30 de dezembro de 1853. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao. .
Clausulas especiaes para a arremalacjf&
1. Os concerlos da cadeia da villa de Garanhuns,
lar-se-liao de conformidade com o orcamento appro-
vado pala directora em conselho, e apresenlado a
approvacaodo Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:2498280 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de dous mezes, e dever conc'ui-las no de sei.
mezes, ambos contados na forma do arligo 31 da lei
n. 286.
3. O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras, como em
ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para o sfer-
vico publico lodos as partes do edificio.
4. O pagamento da importancia da arrematarlo
ter lugar em Ires preslacoes iguaes ; a l., depois,
de frita a metade da obra ; a ; depois da entrega
provisoria ; o a 3., na enlrega definitiva. *
5. O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes.
6. Para todo o que nao es'liver determinado nas
presentes clausulas nem no'orcamento, seguir-se-ha
o que dispSe a respeilo a lei provincial n.286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciayio.
Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimento da ordem dp Exm. Sr. presidente
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
comparecam na sala das sesses da mesma junta nos
das cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E paracoustar se mandou aflixar o presente e i
bhear pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de frvereiro de 1854.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
U Asobrasdo4- lanco da ramificaco da estrada
do Cabo, far-se-ho de conformidade com a planta,
periis e mais riscos approvados pela directora em
conselho e apresentados a approvacao do Exm. pre-
sidente, na importancia de 29:2688.
2." O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, e dever conclui-las no de dezeseis mq-
zes, ambos contados na forma do art. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3.c O pagamento da importancia da arremalacao
rcalisar-se-ha em qualro preslacoes iguaes a I.
depois de frito o primeiro terco das obras ; a 2.' de-
pois de concluido o segundo terco ; a 3. na occa-
siaodaenlrega provisoria ; e a 4." depois do recebi-
menlo definitivo o qual dever verificar-se um auno
depois do recebimenlo provisorio.
tras, nos juros nas raesmas estipulados e nas cusas -
4.o Seis mezes depois de nrincipiadas as obras de-, Pedea V.S. Sr. Dr.juiz do commercio, assim Ihes
vera o arrematante proporcionar transito ao publico defira.E R. MeAlcoforado. Nada mais se con-
em toda extenrao do lanco.
5. Para ludo o que nao se adiar determinado
nas presentes clausulas nem no orcamento, seguif-
se-ha o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunclqcao. i
O Illm. Sr. inspector da tliesouraria provin-
cial, om cumprimento da ordem do Eim. Sr pre-
sidente da provincia, manda faze publico, que no
(la 9 do marco prximo vindouro, peranle a junta
da fazenda da mesma lliesouraria, vai nbvamenlc a
praca liara ser arrematada a quem por menos fizer,
a obra do aCudc na povoaeSo do Buiqui, avallada
em 3:3008000 rs.
A arremalacao sera frita na forma dos arta. 24 c
27 da lei provincial u. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne so propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das sessOes da mesma junta no
da cima declarado, pelo meio dia, compclcnle
mente habilitadas.
E para'constar se mandn afiliar o prsenle o
publicar pelo Diario. -' Secretaria da lliesouraria
provuicial de Pernambuco 3de frvereiro de 1854
O secretario. Antonio Ferreira da Annunciacao'.
Clausulas especiaes para arrematado'.
1" As obras do acude do Buiquc sonto "fritas de
conformidade com a plaula o orcamento approva-
(tnsjiola directora cm conselho e apresentados
approvacao do Exm. presidente na importancia de
'WiKviHH/ rh
2 Estas obras deverao principiar no prazo de
sessenladas, eserao concluidas no de dez mezes
a contar da dala da arrenialacfu.
3 A importancia dcsta arremalacao ser pasa
em tros preslacoes da mancira scguinlc: a primei-
rade dous quintos do valor total, quandu iive,
frito metade da obra, a segunda igual a prr-
meira ..depois de tavrado o tormo de recehiiiicnlo
provisorio ; a lerceira finalmente do um quinto de-
pois do rcrebimeuto definitivo.
4 O arrematante ser obrigado a communicar a
riwirlicao.das obras publicas com antecedencia de
Imita das o da liso, em que Icm de dar principio
a execucao das obras, assim como trabalhar segu,
damenle quinze dias, afljn de que possa o engcnboi-
rojucarregado da obraassislir aos.primeiros Irab-
9- Para ludo o mais, que nAo esliver especifica-
do nas prsenles clausulas seguir-ue-ba o que de-A-
TL-3^' pr0vincial 286 de 7 de maio do' aquerida pela
nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o que delermi-
na'a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d' Annunciacao.
Peranle a cmara municipal dcsta cidade, es-
tar era praca, nos dias 15 a22do correnle, e l.de
marro subscqucnlo. a obra dunovo maladouro publi-
co, que deve ser construido no lugar da Cabanga, or-
eada em 150:0008 rs. Os pretendemos que quizerem
consultar a planta, orcamento e programla da obra,
podem-se dirigir em todos os dias uteis, ao paco da
mesma cmara ; e para que possam tancar deverao
apresentar fiadores habilitados na forma da lei.
Paco da cmara municipal do Kccifr, em sessao
de 8 de frvereiro de 1854.i7arS presidenta.No impedimento do secretario, o ofli-
cial Manoel Ferreira Accioli.
Perante a cmara municipal desla cidade. esta-
r em praca, nos dias II, 13 e 15 do crrante, a
obra do acabamenlo de 50 pares de catacumbas, que
primeiro se fizera'm no cemilerio publico por conla
da municipaldade, oreada em rs. 1:4508425. Os
prelendentes podem comparecer, munidos de Manca
apprehendido a um pr?to forro, onc eslava offrrccen-
do em nma l-iberna no lugar da Ribeira para o ven-
der; e porque vista de seu estado de embriaRiiez e
incapacidade de o possuir, se proceder na referida
apprehenso, como uhjcclo furlado: quem for seu
legitimo dono, comparara, que provando lhe ser en-
treaue. .
Pac da cmara municipal do Recita, em sessao de
8 de frvereiro de 1854.BarSo de Capibaribe, pre-
sidente.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimariies, juiz
de direilo da primeira tara do commercio nesla
cidade do Reci'% provincia de Pernambuco, por
Sua Mageslade Imperial e Constitucional, o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Faeo saber aos que a presente carta de editas vi-
rem o delta noticia liverem, que Joo Keller & Com-
panhia me dirigi por escripta a pelicao do Iheor ic-
guinle : Dizem Joao Kclleri^ Corapanhia, que que-
rem fazer citar a Jos Gomes Moreira, para na pri-
meira audiencia desle juizo ver assignar os dez dias
da lei as suas selle lelras na importancia de 3:9928910
rs., por conta' das quaes receberam os supplicantes
5008000 rs., a saber : 1508000 rs. cm 12 de ootubro,
100*000 rs.em 19 de novembro, 1008900 rs. em 3 de
dezembr.o, cojos pagamentos oi'amfelos no annn de
187>2, e 1508000 rs. em 17 de Janeiro de IS3, e co-
mo o supplicado esleja ausente em lugar nao sabido
por se ter relirado desla cdado furlivamente ; que-
remos supplicantes justificar dita ausencia c julga-
da por senlenca, se lhes passe caria de edilos para
dita citaco com a pona de revelia, sendo condemna-
do na quanlia de 3:4928910 rs., restante das ditas le-
linha cm dita pelico, a qual sendo-me appresenl-
da nella dei o despacho seguinte:Distribuida; como
requer. Recife 6 de fevereiro de 1854Silva Gui-
maraes.Nada mais se conlinha dito meu despacho,
depois da qual se via a dislribuico seguinte. A
HaptisiaOliveira.Nada roais se conlinha em dita
dislnbuicao.depois do que produzindo os supplican-
tes suas leslcmunhas e subindo os aulos a minha con-
clusao. proferi a senlenca seguinte :A vista dos
depoimenlos folhas e folhas jolgo provada a ausencia
em lugar nao sabido do reo, e passe edilos na forma
da le, por esparo de 30 dias, procedendo-se depois
aos lermosdo arligo 54 do reglamento ecustas.pagas
pelo mesmo reo. Recife 10 de fevereiro de 1854.^
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.m cumpri-
roenlo de cuja minha senlenca, se passou a presente
carta do edilos com o prazo de 30 dias, e mais dous
do mesmo Iheor, pelos qaes chamo, cito e hi por ci-
tado ao dita Jos Gomes Moreira por lodo o contan-
do na peticao supra transcripto, para que dentro do
dito prazocompareca nesle juizo por si ou por seu
procurador, allegue o que liver, e nao comparecen-
do lind o dito prazo se^icciisar a ciraco na pri-
meira audiencia seguinte e correr a causa a sua re-
velia alo final senlenca e sua execucao, real embloso
dos supplicantes; pelo que loda e qualquer pessoa.pa-
reules, amigos e conhecidos do dilo supplicado o po-
rterao fazer sciente do que cima fica exposto: O por-
leiro do auditorio publicar e alxar um na praca
do Commercio, outra na casa das audiencias e oulro
sera publicado pela imprensa Dado c passado nesla
cidade do Recife de Pernambuco, aos 10 do fevereiro
de 1854.Eu Manoel Joaquim Baplsla, cscrivao in-
terino o subscrevi.-Cisodio Manoel da Silva Gui-
maraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direilo da primeira vara do cicel tiesta cidade
do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e Com-
titudonal o Sr.D. Pedro II, que Dos guard,
etc.
Faeo saber absque o prsenle ed'ital Vrem. e clle
oolicia (iverem, que no dia 27 de marco prximo
fcguinle se bao de arrematar por venda, quem mais
ler, em praca publica desle juizo, que lera lugar na
casa das audiencias, depois de meio dia, com assis-
lencia do Dr. promolor publico leste termo, as pro-
pnedades denominadas Pitanga e Tabalinga, sitas
na fi-eguezia da villa -de Iguarass, perlencenles ao
patrimonio das recolhidas do conveulo do Santissimo
Coracao de Jess daquella villa, cuja arremalacao foi
CAIXA COMMERCIAL.
j$5 De ordem do Sr. presidente da ai-
;-; semblen geral da caixa commercial @
3 avsa-se a's pessoas que subscreve-
q ram para esta assoetacao, que na
S quai-ta-feira l do correnle, pelas
duas boras da tarde,' lera" lu;ar a
|j discussao do projecto de eslaftitos
a da mesma caixa, na casa do gabine-
te portugtiez de leitura, deontc |
V. da igreja de San Francisco.
:.
8
l851.-Conforn.c-0 secretario, Antonio Ferreira
da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 9
de marco prximo viudouro, vai novamente a praca
para sor arrematado a quem por menos lizcr.pera-
le a junta da fazenda da mesma Ihesouraria a obra
do acude de Pajea de Flores, avaliada em 3:1908000
A arremalacao ser frita na forma dos arls. 24 c
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
o sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arroniatacao
da provincia, manda fazer publico, que no dia 16
de frvereiro prximo vindouro, peraule a junta da
fazenda da mesma lliesouraria, vai novamente pra-
Ca para ser arrematada a quem por meuos fizer a co,,ma.ro'-aln >'*."la das sessocs da mesma junta "no
obra dos concerlos da cadeia da villa do Pao d'Alho, "^ dectararfo, pe|0,ne0 ^ compelenlonicn-
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesonraria provincial de Pernam-
buco, 3 de frvereiro de 1854. O secretario, Anto-
nio ferreira da Annunciaeao.
*e*ma i|
|wr menq
lizer a obra do 5. lauco da rami-
eslrada d sul para a villa do Cabo, ava-
licaao ai
''^^OBlirjo
.t?'?Wli,*0ri>leiIa na forma dos arligos 24
e^ da le, provincial numero m de 17 do-rnaio de
a.'-lJ* U""'W "* abaixo copiadas.
, Z qUe T Pnvu"-"<" a ral arremalacao
comparecam na sala (ia ^ .
dio, .cima declarado ln:,meSma ^ **
mente habilitada. W ^ *'< complelo-
E para ouslar se mandn aft!..-
Publicar peta Diario. .- SocreSaV ?' -C
provincia, de Pernambuco, 24 de ai.lt^^
Osecretano. Antonio Ferreira duAm,u,-~
Caulas especiaesparaa^emZeT"0-
1.. As obras do5. lanco da ramir.cacao la ,,rana
doGu^seraofeitasdeconformidadoaimoorcamenlo
plantas e perfil approvados pela directora em con-
elho e appresentailos a approvaea do Exm. Sr"
presidenta na importancia de 19:8008000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
io de un mez e dever, conclui-las no de 12 mezes
avaliada em 2:8608000 rs.
A arremalacao ser frita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abayo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-"
menta habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, 14 de- Janeiro de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausula! especiaet para a arremalacao.
1.a As obras dos reparos da cadeia de villa de Pao
d'Alho serao fritas de conformidade como plano c
orcamenio, approvados pela directora em conselho,
e apresentados a approvacao do Exm. Sr. presidente,
na importancia de 2:8608000 rs.
3> As obras comecarao no prazo de 30 dias e se-
rao concluidas no de 4 mezes.ambos contados de con-
formidade eom oque dispe o art. 31 do regulamen-
to das obras publicas.
3." A importancia da arremalacao sera paga em
tres preslacoes sendo, a primeira de dousquinlos pa-
gos quando o arrematante houver frita metade das
obras; a segunda igual a primeira, paga no fim das
obras, depois do recebimenlo provisorio, e a ultima
paga depois do anuo de respousabelidade e enlrega
definitiva. *
4.a Para ludo o que nao esliver determinado nas
prsenles clausulas ou no orcamento, seguir-se-ha as
disposires da lei n. 286 do 19 do maio de 1851.
Conforme o secretario, Antonio Ferreira tCAnnun-
ciacao.
O Illm, Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
eracumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda fazer publico, que no dia 2 de
marco prximo vindonro, vai novamenle a praca
para ser arrema lado a quem por menos lizer peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
melhoramenlo do rio Goianna, avaliada em reis
50:6008000.

A a.-romalecao ser frita na forma .dos arligos 2'<
e 27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sesses da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia,compelentemen-
(e habilitadas.
E para conslar se mandou afiliar o prsenle, e pu-
blicar pelo. Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnambui
co 1. de fevereiro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d' Annunciacao.
Glausulas especiaes para arrematarlo.
1.a As obras do melhoramenlo dorio Goianna,
far-se-hao de conformidade com o orcamcnlo.plaas
nerfis, approvados pela directora e em conselho, e
apresentados a approvacao do Exm. Sr. presidenta
da provincia, na importancia de 50:6008 rs.
. O arrematante dar principio as obras no prt>
Clausulax especiaes para a arremalacao.
1." As obras do acude de Pajeii de Flores serao
fritas de conformidade com as plantas o orcamento
apreseutados a approvacao do" Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia do 3:1908000 ris.
2. Estas obras deverao principiar no prazo do
dous mozos, e serao concluidas no do dez mezes
contar conforme a lei provincial n. 286.
3. A importancia desla arremalacao ser pasa
em (res preslacoes da maucira scguinlc: a primeira
dos dous quintos do valor da arremalacao, quando
liver concluido a metade da obra: a segunda igual
a primeira, depois de lavrado o ferino do recebi-
menlo provisorio; a lerceira finalmente de um quin-
ta depois do recebimenlo delinilivo.
4.a O arrematante sera obrigado a communicar
a repartioao das obras publicas com antecedencia
de trrola dias, o dia fixrt cm que Icm de dar prin-
cipio a eseoucao das obras, assim como trabalhar
seguidamente durante quinze dias, afim de que pos-
sa o engenheiro encarregado da obra assistir' aos
primearos trabalhos.
5. Para ludo o mais qne nao esliver especificado
nas prsenles clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei provincial i. 286 de 17 de maio de 1853.
O secretario, Antonio Ferreira da Aiinuiietacao.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provinci-
al, cm cumprimento d ordeao doExm.Sr. presiden-
teda provincia, manda fazer publico, que no dia 2
de marco prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem por menos lizer, peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, a obra do
acude da povoacao de Bezerros, avaliada cm res
3:8445O0.
A arrematarlo ser fcita na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparecam na sala das sessocs da mesma junta* no
da cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 1. de fevereiro de I85. O secretario.
Antoitio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
I. As obras .teste acude serao fritas de conformi-
dade com a planta e orcamenio approvados pela di-
rectona em consclho, o apresentados a approva
o!r.!SL Presidcn,e da Provincia, importando
:Sm8.t00 rs.
2." O arrematante dar comeco as obras no prazo
do 30 das, e terminar no de 6 mozos, contados se-
gundo o arligo 34 da lei n." 286.
3.a O pagamento da importancia la arremalacao
sera dividido em 3 parles, sendo urna do valor de
dous quintos, quando honver frilomeiade da obre,
outra igual a 1. quando a eniregar provisoriamente,
e a 3. de um quinta depois de um anno na occasiSo
da enlrega definitiva.
l3 Para tudo o roais que nao esliver especificado
approvacao
em
as mesmas recolhidas em virtude da ii-
eeoca que obliveram de S. M. I. por aviso de 10 de
novembro de 1853,do Exm^ministro da justica; para
o producto da arremalacao 'ser depositado na Ihesou-
raria desta provincia at ser convertido em apolices
da .lvida publica. A propriedade Pilanga em atten-
Silo as destruicoes qne lem soOrido suas matas, o a
qualidade da maior parta das tetras, avaadas por
10:0008000 de rs.; e a propriedade Tabalinga por
ser mesma estrada que offerece muila vantagem.com
um riacho permanente, e urna casa de taipa coberla
de lelhas, ainda nova, avaliada por 1:0008000 ; sen-
do a siza paga a cusa do arrematante.
E para qnechegue a noticia de todos, rnahdci pas-
sar editaos que serao publicados por 30 dias no jornal
de maior circulacao, e afiliados nos lugares publi-
cos.,
Dado e passado nesla cidade do Recita de Pernam-
buco, aos 13 de fevereiro de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, cscrivao interino o subscrevi.
Custodio Manuel da Silva Gui/narSes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da comarca desla cidade do Recife, por
o. M. I. e C, etc.
Pelo presenta convoco pela lerceira vez a lodos os
credores do fallido Virialo de Frailas Tavares, vislo
que nao se reumram. como fpram chamados, afim de
comparecerem em casa.de minha residencia na ra
ila Concordia pelas 11 horas da manha do dia.15 do
correnle, afim de se proceder b verificacao dos cred-
(osque foram apresentados, e se deliberar sobre a con
cordata,quaodo o fallido a proponha ou se formar o
contrato de uniao.'e ae proceder a nomeaco de ad-
ministradores dos bens da casa fallida, cando scienle
que no.sera admttido procurador, se este nao apre-
sentar procurarlo cora poderes especiaes para oae-
lo, e quo a procuraco nao pode ser dada a pessoa
queseja devedorao fallido, nem mesmo um-s pro-
curador representar por dous diversos credores. E
para que chege a noticia de lodos mandei passar o
presente quo ser publicado pelo Diario de Pernam-
buco e afiliado nos lugares do costme. Dado e pas-
ado nesla cidade do Recife aos 11 de fevereiro de
s1854. Eu Manoel Jos da Motta, escrivao o subs-
crevi. Cuhlodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Dr. Manoel Clementino Carneiroda Cunha, juiz
de Direilo interino da primeira cara do cri'me da
cidade do Recife, e auditor de marinha, por's.
AI. I. e C. que Dos guarde etc.
Kaco saber aos que o presente editar\-rem, que de
conformidade com a disposicao do artigo 8. do re-
gulamcnto numere 708 de 14 de outubro de 1850, fi-
ca assignado o prazo de.60 dias, para dentro d'elle os
interessadps no casco e nos objcclos encontrados a
borlo da escuna, Sexta^Feira, appreliendi.la na cida-
de do Natal, da provincia do Rio Grande do Norle, co-
mo suspeila do deslinar-se ao commercio lucilo de
escravos, virem defender os seus direilos, peranle o
juiz d'auditorio de marinha, e para que chegue ao
conhecimenlo de lodos mandei lavrar o presente, que
ser publicado pela imprensa, o afiliado dos lugares
do cos nio.
Dado e passado nesla auditoria de marinha na ci-
dade do Recife, aos 10 de fevereiro de 1854.
Eu Joao.Saraiva de Araujo Galv3o, escrivao o
escrevi. Manoel Clementino Carneiro da Cunha.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
ntares accionistas do 'banco de Pernam-
buco a realisarem de 15 a .11 de marco do
crvente anno, mais 20 por 100 sobre o
nnmero de actjoes com que tem de licar,
para levara efieito ocomplemento ao ca-
pital do banco de dous milcontosderis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral de 26 de setembro ultimo.
Banco de Pernambuco 11 de fevereiro de
1851.O secretario do conselliode direc-
cao.Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Companliia de vapores de Liverpool..
Espora-s de Liver-
pool o vapor (llinda,
commandanle Aaram
no dia 14, depois da
demora do coslume se-
guir para os porlos do sul o Rio da Prla. Agen-
ca em casa de Deane Youle & Compaubia, ra da
Cadeia velha n. 52.
Companhia de vapores de Liverpool.
Espera-se dos porlos
doSul o vapor Brasilei-
ro, Cox commandanle,
no dia 16; depois da de-
mora do costume se-
guir para Europa. Agencia em casa de Deane
V'oulc rS Companhia, ra da Cadeia velha n. 52.
Pela conladoria da cmara municipal desla ci-
dade, se faz publico que do nrimeiro ao ultimo de
marco, prximo futuro, se far a arreradacao, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre stabeleci-
mentos, licandosujeitcsa mulla de# % os que o nao
lizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuensc-'/ancisco Canuto da Boa-
ttagem.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virtude da autor isa-
rao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de com-
prar os objcclos scguinles :
Para a companhia de artfices.
Algodaozinho para camisas, varas 195, sapatos,
pares 78, esleirs de palha de carnauba 78, hollanda
de forro, covados 50.
2." balalhao de inmolara de linha.
Bonetes com numero 2, 19, algodaozinho para ca-
misas, varas 48. grvalas de sola de luslre 7, chou-
ricas de Uta para platinas, pares 19, esleirs de palha
de carnauba 19, pares de sapatos 19, hollanda de for-
ro, covados 150.
8.o balalhao de i ufan lar a.
Bandira imperial de seda 1, porte para a mesma
1, baste para a dita 1, capa de oleado para a mes-
mal. f
Meio balalhao doCcar.
Casemira verde, covados 60, hollanda de forro di-
tos 350.
4. balalhao de arlilharia.
Chourras de laa prela, pares 401.
Provimento dosarmazens do arsenal de guerra para
a 1.a e 2.a classes.
Taboas de pinho, duzias 30.
Paraa4.aclasse.
Caixa com vidros 1.
5." classe.
Sola branca garroteada, meios 50.
Eorneeimento de luzes.
GRANDE LEILA.
O alenle Borja Geraldes. quinta feira 16 do cr-
ranle as 10 J horas da manlula no seu armazem na
ra doCollcgio n. 14, far um grande- leilo de di-
versas obras de marcenara, assim como de diversas
peras de vidro, e oulro muilos nbjeclos que na oc-
casia.i do leilo serao paienles.
S4BBAD018 BOORREOTE.
RA DOCOLLEGION. I i.
LEILO' EXTRAORDINARIO
De urna grande porcao de livros. contando di-
versas obras religiosas, de direilo. lilleratura e va-
rios romances recreativos, lano cm francez como
cm portuguez, o algun.as obras lambem em lalm.
r 0 A6EKTE BOMA GERALDES.
I-ara o leiiao das obras cima mencionadas as 10
horas em ponto, sem recusa de qualquer preco.
AVISOS DIVERSOS.
Azeilede carrapaio, caadas 360, dito de coco, ca-
adas 30 Ipi, pavios, duzias 6. velas de carnauba, li-
bras 152 Ii2, lio de algodao, libras 17.
Para a prdfiocia do Para.
Sellins com todos os seus competentes arreios e ca-
becadas para a cavallaria 14.
Para o arsenal de .guerra. I
Hasta para bandira 1, mantas de 1.1a 209, raves
de oonstruccao de 30 a 35 palmos 6, badames de meta
oitava de pollegada 6, lences de cobre de 6 a 7 pol-
legadasS, Jinteiros 16. arieiros II, cxemplarss de li-
nnas curva* e rectas20, panno murtuario 1, chnellos
rasos, pares 200, copos de vidro 24. Quem quizer
vender laes objectos, aprsenle as suas nroposlas em
caria fechada, na secretaria do conselho, as 10 horas
do da 15 du correnle mez. Secretaria do conselho
administrativo para fornecimento doarsenal.de guer-
ra 8 de fevereiro de 1854.-Jose de Brito nales, co-
------Brito Ingles, co-
ronel, presidente.Bernardo Pereira do Carmo
Jnior, vogal secretario.
O commandanle do corpo de polica, de accor-
do com os demais membros do consclho de adminis-
trarlo de fardamento, e era virtude do disposlo no
arligo 26 do novo regutamenlo de 2 de dezembro do
anno prximo passado, faz scienle a quem convier,
que tem de contratar para o mesmo corpo os objectos
abanos mencionados. aoverlindo|ue se ibrnecer o
panno azul para o tardamento. As pessoas que qui-
zerem contratar devero appresenlar suas propostas
em caria fechada no dia 14 do correnle, pelas 10 ho-
ras da manhaa, na sala da secretaria desle corpo.
Bonetes.............371
Frdelas de panno azul ....!!!.' 371
Cataas de dito...........37J
Dilas de brim......... | yy
Capoles de panno azul........371
Sapafos (pares)....... 07
Bandas de laa.......'.'.'.'. 27
Botos amarellos.
Quarlel do corpo de polica nas Cinco Ponas, 10
de fevereiro de 1854.
lipiphanio Borges de Menezes Doria,
Tenente secretario do corpo.
Precisa-se alngar urna ama que saina lavar,
cosinhar, engommar e fazer o ordinario de urna casa
de pouca familia : na ruaTh'rcila n. 116.
Precisa-se de um caiieiro: na ra Nova o. 39,
primeiro andar.
Pela primeira vara do civel, escrivao Molla, se
na de arrematar em praca publica.de aluguer, a ca-
sa sita na rua da Moeda perlenciile Manoel Car-
neiro de A Ibuquerque Lacerda, por execucao que
contra o mesmo move Joaquim Francisco de*Alm
sendo a ultima praca no dia 16 do crranlo.
Jos Mara oncalves Ramos, relirando-se pa-
ra o Kio de Janeiro, onde vai residir,e nao lhe sendo
possivel despedir-se pessoalmcnle de seus amigos e
conhecidos, pela presteza di sua viagem, o faz pelo
presente, e all lhes offerece o seu limitado presu-
mo. r
Nos abaixo assignados declaramos aorespeitavel
corpo de commercio, e a quem convier, que desde o
da 14dejaneiro do crranlo anno. fizemos urna so-
ciedadc para comprar e vender gneros de estiva ne-'
la praca debaixo das condices conslanls do papel
de trato, registrado do tribnnal do commercio desla
eidade, cuja socieilade gyrara debaixo da firma de
Paula Santos, sendo que ambos os socios gozam da
acaldada de cyrar em nome dasociedade. Recita 13
de levereiro de 1854.Jos Sunes de Paula, ros
francisco dos Santa e Silva.
4 ^r.}'-e!:5a"seJ alugar duas canoas que carregoem
1,000 lijlos cada urna, por um mez: quem liver
anouncie ou dirija-seta passagem da Magdalena, pa-
oaria de Domingos Antonio da Silva Beirys.
A direcoo do baile de mascaras do
theatco de Apollo, seientica aos socios
em eral, que a appresentacSo de seus
convites devera' ser leitaat odia 15 do
corrente.
Tendo sido no Diario de Pernambuco de 11
do correnle annunciada a venda da casa da rua d
Aragao n.l9,prcvine-se com lempo a quem conver.e
para evitar quesloes fuluras, que metade dessa pro-
priedade se acha sugeita a fazenda. publica nacional,
por llanca presladaaem favor do actual colleclor das
rendas ceraes do municipio de Caruar o Sr. Paulo
Jordn da Silva.
. Offerece-se urna mulher parda de meia idade
para o servigo interno de qualquer casa de hornera
solleiro ou viuvo, com muila aplidao no exercicio do
ama : na casa ultima no fundo da isroja do Rosario
n. 1, ao caminhar rua do Fojjo.
c ".A1"*-*6 caa do Poro qne foi do fallecido
ar.Ur. tiomes; lem quarlos, 2 salas, grande cn-
zinha, cocheira, estribara, galinheiro, quintal, ca-
cimba, e espacoso terraco : quem quizer. entenda-se
com o Sr. tenenle-coronel Barata.
DECLARACQ ES.
Real companhia de paquetes a vapor.
No da 20
desle. mez es-
pera-se do sul
o vapor Great
H'eslern, com-
mandanle Be-
vis, o qual de-
pois da demora
do coslume sc-
auir para a
rss= Europa : para
-.ISSf passageiros tra-
ta-so com os agentes Aduusou llowie & C, rua do
Trapiche Novo n. 42.
Pela subdelegada de polica da freguezia de
San Jos desla cidade se annuncia a apprehenso do
um allinele de peilo de ouro, com um diamanta e cir-
culado era roda desle de esmalta aiul, o qual lora
Quinta feira 16 do fevereiro de 1854, 22.a recita
da assignalur, ir a scena um lindo e variado es-
pectculo, cujo programma ser annudciado.
AVISOS MARITIMpS.
Ceara' e Acarac.
Segu no dia 15 do correnle o hiate Sobralense,
(outHora Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geiros : Irala-se cora Caelano Ciraco da C. Moreira,
ao lado do Corpo Santo, toja de massames n. 25, ou
com o capito.
Para o Maraniao e Para' vai sahir
coma maior brevidade possivel, por ter
par de sua carga, o.brigue nacional
.(Brujante, do qual he capito Francisco
Cardia : quem rio mesmo quizer carro
gar 011 ir de passagem, para o que tem
bons commodos, dirija-se ao capito, na
praca do commercio, ou a Novaes & Com-
panhia, na ruado Trapiche n, 5--.
Para a Baha segu com presteza o
vele'uo hiate nacional Fortuna, capito
.lose' Severo Moreira Rios para o restoda
carga ou passageiros, trata-se com os con-
signatarios A. de Almeida (ornes & Com-
panhia; na rua da Cadeia do Recife n. 47,
primeiro andar.
Para o Aracaty
segu em poucos dias por j ter a maior parte de
seu carresameiito prompto, o bem conhecido e ve-
leiroluale Capibaribe: para o resta e passageiros.Ira-
ta-se na rua do \ gano, 11. 5.
Para a Bahia,
o bem conhecido e veleiro hiate ;Yoro Olin.ia, sabe
por estes das por ja ter a maior parle de seu rarreea-
mento a bordo: para o resto e passageiros.trala-se na
ua do \ mano n. 5,
Para o Rio de Janeiro,
segu nestes das a escuna Zelosa: para o resta da
carga, assim como para passageiros e escravos a fre-
Ic, trala-sc na ruado Vigario n. 25.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,000 de rs.
Quinta ou sexta feira da presente sema-
na, deve chegar do sul o vapor inglezcon-
ductorda lista da loteria da cmara de
Valenca.
Furto.
As 4 horas da manhaa do dia 11 do correnle, fur-
laraio do quintal de una casa do alerroda Boa-Vis-
ta dous cvallos, um caslanho o oulro pedrez, 'e co-
mo se desse na mesma occasiao pelo fnrlo, tendo sa-
bido algnmas pessoas em procura, foram encontrados
atraz da matriz da Boa-Visla, e dirigindo-se a pessoa
que os encontou ao que vinha na frente montado no
caslanho, esta 4eixou o cavallo sem que podesse ser
capturado o que ao mesmo lempo que o ontro que
vinha mais.alraz deu de redea ao russo em que vinha
lambem montado, e desappareceu pela rua da Glo-
ria, oqual,houve noticia, linha passado nos Atbelos
as o horas da man hila); ha loda loda a desconlianra
que esta roubo tai dTrrgido por um negro que no dia
antecedente tuina fgido de casa, temos signaes se-
guinles : moco, baixo e secco, muilo picado das be-
ngas, e quando falla com pressa gagueja algu'ma cou-
sa, e quando fugio levou urna pequea correnle no
pe, ocavallo he pequeo tem em umquarloumO
cem um travessao em cruz, e por baixo um L, e a
marca mais visvel he urna ferida em sima da p da
maodireita: rogarse as autoridades poliriaes a ap-
prehenso tanto do negro como do cavailo, e levero
ao aterro da Boa-Visla n. II.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar e engommar com perfeirV
na rua da Cruz n. 8, alraz do Corpo Sanio.
Quarta feira 15 do crrante, lem de ser arrema-
tado la arrobas de junco de lecer cadeiras ole, e
mais 4 lamboreles bstanle usados, o que por execu-
cao de Elias Emiliano Ramos, foi penhorado a Jos
r-crreira dos Sanios, pelo juizo municipal da segn-
(19 Va Til.
O arremtame do imposta de 20 % sobre ocon-
mo das agurdenles do municipio do Recita* faz
setenta a lodos os conlribuintes do dilo imposto, que
0 pagamento a bocea do cofre findou-se no dia 31 do
mez prximo passado, e como por ignorancia muitos
nao leem pago, e para nao augmentar custas espera
que ato o da 28 do crrante venbam resgalar suas
conectas ; do contrario se proceder execulivamenle
contra lodos que dciiarem de pagar no prazo cima
marcado; como determina o arligo 16 do regulamen-
to que rege este imposto.
O abaiio assignado previne ao respeilavellpti-
blico, que ninguem faca negocio com as lelras se-
guinles, 4 de 1:045 cada urna, 1 dita de 600, e 1
vale de 300 passados por Francisco Jos#de Souza
a favor de Jos Bolelho de Arruda, cujas porlence-1
rain ao abano'assignado por [estamento que fez o
dito Joso Bolelho do Arruda, e se desencamiharam
de sua casa. jot Ignacio Arruda.
Ordem terceirado Carmo.
O abaixo assignado vem por meio desle Diario, dar
um voto de gratidao a lodos os carissimos irmaos, e
muilo principalmente aos que fizeram parle da me-
sa e coadjuvaram tanto com suas offertas, como com
seus bracos corporaes em todas os actos que se lizeram
no anno prximo passado de 1853, na igreja da nosa
sa ordem, assim como a delicadeza e boas maneiras
com que o obsequiaran! do lempo de sua administra-
cao, e pede deKiilpa de qualquer falla commellida
de sua parle por falla de intelluencia, O mSnjo es-
pera de lodos os carissimos irmaos, muilo principal-
menta das carissimos que fazem parle da mesa ac-
tual desle anno do 18>, o coadjuvem da mesma ma-
neira, afim de se fazerem lodos os aclos com aquella
decencia que he devida a urna ordem lio respeilada
por lodos os deis chnsiaos. e pelo respeilavel publico
desla heroica villa e cidade de Pernambuco. O mes-
mo pede a todos 03 carissimos irmaos a prevenirem-
se de seus habitas para assistircm a procissao de
Unza, que sabe de S. Francisco, no 1. de marco pe-
las 2 ; horas da larde, assim como para a de Passos
e de triumpho : lambem pede aos irmaos novioos que
lindaram o cu noviciado a virem fazer suas 'prolis-
soes, afim de poder gozarem de lodas as garantas da
oidem.
Recita 29 de Janeiro de 1854.Francisco Pinto
aa Costa Lima, prior.
No dia 17 do crrenle, se ha de arrematar de-
pois da audiencia do Sr. Dr.'juiz do civel da 1. vi-
ra, urna casa terrea na rua das Aguas-Verdes n. 20,
avaliada por 1:100 rs., por execucao de Joaquim
1 mo Alves, conlra os her.leiros de Caelano Pereira
Goncalves da Cunha-, assim como outra casa terrea na
rua da Calcada n. 14, por execucao de Maa Mano-
ela de Jess, avaliada por 1:500 rs.: e lie a ultima
prac
LEILO'ES.
-r- Leilao que faz Domingos Alvos .Mathcus, de
200 caixas com charutos da muilo acreditada marca
estrelIa,viudos prximamente da Bahia, no dia 15 do
corrente as 10 horas da manhaa, em latas, a volitado
dos compradores; no armazem de Luiz Antonio An-
nes, del ron te da porta da alfa mlena.
.. ~,P, '150 de faien hoje (14) lica traasferido para o da que se auuunciar,
RETRATOS PELO ELTHbTVFoT
Na aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro
andar.
A. Lollarle, leudo de se demorar pouco P
lempo nesla cidade, avisa ao respeilavel pu- f?,
blico que quizer ulilisur-sc do seu prest- c
mo, de aproveilar os poucos dias que (em C5
de residir aqu ; os retratas sero lirados com *3
(oda a rapidez o perfeicao que se pode deso-
jar. No eslabeleoiinento ha retrata* mostra
para as pessoas que qnizerem examinar, e es-
t aberlo das :l horas da huahua al as 1 da
larde.
J. Jane,Dentista',
contina residir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
, Prccisa-se de una pessoa que Icaria pratica de
escripia, para seencarregar da escripta de 2 ou 3 ca-
sas de negocio ; a tratar na rua do Queimado, taja
de ferraaens o. 35. B
D-se 100JO00 rs. a premio sobre penhoresde
ouro ou prala ; na rua do Queimado n. 33, so dir
qdem d.
Joao Pedro Vogeley,
fabricante de pianos, afina e concertacom toda a per-
feicao, leudo chegado receiilemento dos porlos da
Europa, de visitar as melhores fabricas de panos, e
lendo ganho nellas todos os conhecimentos e pratica
de construccOes de modernos pianos, otlorece o seu
presumo ao respeilavel publico para qualquer con-
cert e alinaces com todo o esmero, tendo loda a cer-
leza que nada ficar a desejar as pessoas que o in-
cumbam de qualquer Irabalho, lano em brevidade
como em mdico prec'o ; na rua Nova n. 41, primei-
ro andar.
Roga-seao Sr. J. J. B. que baja de vir pagar
urna conta, na rua do >espo n. 13, quando nao vera
o seu nome por extenso.J. de Sigueira Frrao.
Arrenda-se um pedaco de mallas para'lirar
caryao, muito perlo desta praca, com casa e mais ar-
cTuaK vB7#: a MUr un roa da Concei-
-pesappareceu no dia 12 de fevereiro, as seta bo-
ras da noile, urna mulatinha pequea, a qual lem
nove annos, com os signaes segundes: cabellos esti-
rados, lem una marca no rosta de urna cabera de
prego, de cor alaranjada, rosta redondo e olhos gran-
des ; levou vestido branco e camisa de algodaozinho
quem a pegar dirja-se .ao paleo do Carmo, casa ter-
rea n. 6, que ser recompensado.
Acolheu-se hontem, 12 do corrente, pelas 10
lloras da noile, no sobrado da rua Nova n. 5, orna
mulatinha menor, que diz ser escrava de urna mu-
lher de nome Luiza; mas nSo sabe da casa nem da
roa de sua seuhora: fugio acossada de muila panca-
da, como mostra e liuiive.lcslemunhas que a viram
110 mesmo momento. Quem for sua legitima seuho-
ra, comparara no cilado sobrado, que dando oa mais
signaes da mulalinha, alm das contuso, lheser
osla enlregue.
Pcde-se ao Sr. Jos da Silva Alexaodre ou a
pessoa que delta saiba dar noticia, o favor de vir a
rua do Crespo taja n. 14, aliin dse lhe eniregar mo
carta vinda de Portugal.
O abaixo assignado tem justa o contratado a
compra da taberna sita na roa Dreira n. f6 com o
Sr. Jos Joaquim Alves da Silva: quem se iulsar
credor do mesmo deve-se entender com o abaixo as-
signado nestes oito dias.
Joto Baplista de Barros Machado.
Em a nova fabrica de chocolate homeopathico
no paleo do Terco n. 22, precisa-se de alugar uro
preloproprio para todo o servico: na mesma casa
vcude-se um moinlio qua-i novo para moer caf.
A pessoa que quizer arrendar o sitio do pateo
do Carmo da cidade de 01 inda : annuncie.
Precisa-se alugar' urna escrava para o servico
de urna casa de pouca familia: na rua do Padre Fli-
riannn n. 5.
Precisa-so de nin caiieiro de idade de 16 annos,
que lenha pratica de taberna, e que d fiador a sua
condocla : na rua larga do Rosario n. 37.'
Precisa-se de um rapaz d menor idade para
criado dehomem solleiro: na rua doRangel n.9.
AliiL-a-sc urna escrava erioula. que sabe cozi-
nhar, engommar com perfeic|o e lavar de varrela :
quem pretender dirija-se n rua da Assumpcao, no so-
brado de dous andares, confronte ao quintal da Pe-~
nha.
No dia 16 do corrente,(quinla-feira,na sala das
audiencias, depois da do Sr. juiz deorphaos e ausen-
tes, as 10 horas da manhaa, se ha de proceder.peranta
Cu,"8Ul lle 1>orlllal ""'a provincia, arremata-
cao publica dos bens dcixados pelo subdito portuguez
Uomingos Jos de Oliveira, tallecido abintettato,
os quaes conslam do saccas coro feijao, caitas com
sanguesugas, vivieras de canario, saccas com cevada
lor de sabugo,, linhaca, rotipa d'uso. etc. Os pre-
lendentes | podem dirigir-se para examinar estes di-
versos objectos antes do dia da arremalacao i casa
onde se achar : na trayvgssa da rua do Vigario taberna
n. 3, que lhe sero patentas pela pessoa para este fim
encarregada.
1 "7 CODSl:">ilo aos herdeiros do finado AQbnso Jos
deAlbuquerque Mello, oue Luiz Francisco Correa
domes de Almeida, lem se prevalecido de urna pro-
curacao que os mesmos herdeiros nella o haviam
rorfcuiuido para requerer e tratar negocio em neme
a enes,por isso pelo presente declarara, que elles lem
cassado lodos" os poderes que haviam outorgado ao
mesmo Luiz Francisco, e que revogaram a proeora-
C sem querer entregar, por meio de urna nova passada
no carlorio do labelliao Salles, em dias do corrente
mez. Outro sim, declarara que ninguem trate com
o mesmo Luiz Francisco.negociosalguos pertencento
aos mesmos herdeiros, quer judiejaes que exlrajodi-
O mnibus PernambOcana segne para
o Monteiro hoje as ~)i da noile, e re-
gressa para o Recita logo que Doalise
o fogo de vista : quem qnixer com-
prar bihelte de entrada dirija-se a rua das Laranjei-
ras n. 18.
A pessoa- qne achou um leuco.de Fra de Portas
para o Corpo Santo, bordado de branco, eom bico da
tarra em roda, e no centro o nome de Olindna, eom
linhade marca ; querendo restituir dirija-se a rua
da Cadeia Velha n- 15, que ser recompensado-
Quem precisar de urna amt para casa de poa-
caramilia, dirija-se a rua do Rosario da Boa-Vista
n. 33. B
Fraocisco Malhias Pereira da Cosa, mudou
sua residencia para a rua" Direila o. 66.
Precisa-se saber se existe nesla praca ou fra,
Jos F'ernandes de Parias, filho de Manoel Fernan-
dos, da freguezia da Estrella de Portugal, oa pessoa
que lhe diz respeilo. a negocio He seu interesse.
Pcrdeu-se na noite da festa de S. Pantaleao no
Monteiro, um relogio de ouro e correnta com'oma
chave j com urna pequea' falla,'oulra dita de lalo
para dar corda, pendurada ero urna fitinha amarella.
o relogio he horizontal suissocom o distico na coberla
da machina de. Carlos Perretl Dobb em Pernambn-
co.taes objectos foram apanhados por om mulequeem
occasiao de cahir do bolso do dono, pois foi presen-
ciado por urna pessoa: roga-se a quem for oOerecido,
ou mesmo querendo rcslilui-lo de se dirijr taja n.
34, praca da Iudependencia.que ser muilo bem gra-
tificado.
Quem precisar de urna ama boa de leite, dirija-
se a rua da Gloria, n. 37.
Precisa-se de alguns ofilciaes de,alfaiate: na
rua da Madre de Dos 11. 36. '
Perdeu-se na noile do dia 10 do correnle um
Iraucelim de ouro d'um relogio: quero o achar e que-
rendo restituir dirija-se a rua do Passeo, loja 'de fa-
zenda n. 9, que ser recompensado.
Precisa-se de urna ama que cozinhe com acio: ^
na rua da Praia de Sania Rila, deslilacao.
Antonio Bolelho Pinto de Mosquita, embarca
para o Rio de Janeiro sua escrava mulita, de nomo
Joanna, de idade de 17 a 18 annos.
Precisa-se donm bom cozinheijo, forro oa cap-
tivo, para casa estrangeira, paga-se bem: na rua da
Cruz n. 40.
Alloga-se o primeiro andar da casa da rua da
Guia n. 46", e trata-se no aterro da Boa-Visla d.
60, loja.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por decisao do conselh rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arrobe
Laflccleuv, como sendo o nico autorisado peto go-
vernoe pela Real Sociedadc de Medicina. ESW me-
dicamento d'umgosto agradavel, e fcil a tomar
em secreta, est em uso na marinha real desde "mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affeccoes da
pelle, impingens, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convro aos
catharros, da bexiga, as contraceiSes, e fraqueza
dos igaos, precedida do abuso das ingeccoes oa de
sondas. Como anli-syphilitico, o arrobe cura em
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
yom incessantes sem consequencia doemprego da co-
paiba. da cubeba, ou das iujeccocs que represen-
tamo virus sem nculralisa-lo. O arrobe LaUecleuv
he especialmente recommendado contra as doencas '
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c o iodnreto
de potasio. Vendc-se ero Lisboa, na botica de Bar-
ral, e'de Antonio Feliciano Alves de Axevedo,' ,pra-
ca.de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porclio de garrafas grandes e pequeas, vin-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boyveau-
Laffeclcuv 12, me Richcv i Paris. Os formularios
dam-se gratis em casa do agente Suva, na praca da
D. Pedro n. 82N No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; 11a Babia, Lima & Irmaos; em Pernam-
buco, Soum ; Rio de Janeiro, Rocha &- Filhos, el
Moreir^loja dedroias; Villa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pan-,
la Couto & L.
FUNDICAO'D AURORA.
Na fundicao d'Aurora acha-se constantemente um
completo sorlimeolo de machinas de vapor. Unto
d'alfa tomo de baixa pressao de modellos os mais
approvados. Tambero se apromptam de encommen-
da de qualquer forma que se possam desejar coma
maior presteza. Habis omciaes serao" mandados
para as ir assenlar, e os fabricantes como tem de
costume aliancam o perfeilo Irabalho deltas, e se res-
ponsabilisaro por qualqner deleito que possa nellas
apparecer durante a primeira salra. Muitas machi-
nas de vapor construidas nesle eslabelecimento tem
estado em constante servico nesla provincia 10, 12,
eat 16 annos, e apenas tem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algumas al neuhuns absolutamen-
te, accrescendo que o consummo do conbuslivel he
mui inconsideravel. Os senhores deengenho, pois,
e oulras quaesquei pessoas que precjsarem de ma-
chinsmo sao respeitosamente convidados a visitar o
eslabelecimento em Santo Amaro.
SALSA MRILHA.
I)E
JbEBHt'MISB^Br'3JBt--
As numerosas experiencias taitas com o oso da
salsa parrilha em todas as cufcriuidadeS, originadas
peta impureza do sanguc, c r> bom xito obiido na
corto polo Illm. Sr. l)r. Sigaud, presidente da aca-
demia imperial do medicina, polo Ilustrado Sr. Dr.
Antonio Jos Peixolo om sua clnica, o ero sua afa-
mada casa de saudc na Gamboa, (icio Illm. Sr. r.
Sal omino do Oliveira, medico do exorcilo o por va-
rios cniros mdicos, peiiiilleni boje de proclamar
altamente as virtudes eflicazes da
SALSA PARRILHA
de
BRISTOL. .
Nota.Cada garrafa coutem duas libras de liqui-
do, e a salsa parrilha de Brislol he garaulida como
puramente vegetal sem mercurio, iodo, polassium
O deposito desta salsa mudou-se para a botica
franceza da rua dd Cruz, em freuleao chafariz. .
Precisa-se alugar uip prelo para o Irabalho de
padaria. qner tenha ou nao praca, e paga-se bem:
e um homem forro para refioacao, que leona pralica:
nas Cinco Ponas n. 106.
Precisa-se de um feilor para um engenho per-
lo da praca, e que enlenda todo o trafico do dilo
c de ptanlacdes : quem esliver nas circunstancias da
o ser, procure, uo sitio do Cajueir, que l char com
quem tratar.
J. Chardon, bacharel em bellas lellras, Dr. em
direilo formado na universidade de Paris, ensina em
sua casa, rua das Flores n. 37, primeiro andar de so-
brado que faz a quina da rua das Flores coma rua da
Concordia, a4ec, escrever, Iraduzir e fallar correcta-
mente a linzua l|M3f' e lambem d licOas particu-
lares em casa de familia.
Prccisa-se do uai negro ou urna negra para o
servico interno e externo de uma casa ; na rua Nova
n. 41, primeiro audar.


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DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FEIRA 14 DE FEVEREIRO DE 1854.
AUuga-se o lerceiro andar da casa da ra lo
Vigarlo u. 18 : trata-se na mesilla ra n. 25, no ar-
ma zem.
MASQU-
Na rua do Cabilga', loja ele mtudeas
le quatro portas, tem un completo soiv
lmenlo de mascaras, tanto de panno co-
mo de cera e rame ; assim como enfeites
para bordados de mantas, galoes e espi-
guillas j)ara o iiiesmo.
Na noito de 9 paia 10 do correnle roubaram do
i|iiiu(al dajoja da ra do Hospicio n. 32, una hacia
de rame oe 5 palmos de dimetro ; roga-se a pessoa
a quem for ofl'erecida, de a tomar e levar a dila loja,
pelo que ser bem gratificada.
Precisa-se de um rapaz de 12 a 16 annos, para
caixeiro de taberna, anda que nao lenlia pralica : na
ra do Pilar n. Hl.
Aluga-se a salada frenle do primeiro andar da
casa da ra da Cruz n. 17, propria para homem sol-
tetro ou para escriplorio ; a fallar no armazem de
leudes do agente Anlunes.
_0 abaixo assignado, professor particular de ins-
truccao elementar do segundo grao, Tesidenle no ler-
ceiro andar da casa n. 58 da ra Nova, declara ao
respeitavel publico e especialmente aos seuhores pais
de familias, que acha-se no evercioio de sen magis-
terio, promplo receber alumnos internse externos
para serem desciplinados em materias de inslruccito
elementar, o lambem em grammalica latina e fran-
cesa.Jos Maa Machado de f'igueircdo.
Na casa de modas de madame Buessard Millo-
chao recebeu-se pela Jos um sorlimeuto de modas,
como sejam : .chapeos e tourados, caraisinhas e man-
gas, ricas fitas, luvas de pellica curias e comprdas,
ditas de mallas finas, flores finas, camhraia de linho,
filos, baleias, cordOes de seda de cores para vestidos e
espartilhos, etc. etc.
4**A Aluga-se n sobrado erando ca Magdalena,
i ique tica em 'frente da estrada nova, o qual
su ha de desoecupar at o dia 1. de marro : a tratar
no aterro da Boa-Vista n. 45, ou na ra do Collgio
n. 9, cun Adriano Xavier Pereira de Brito.
Bichas.
Alugam-secvendem-sc bichas: na praca da In-
dependencia confronte a ra das Cruzes n. 10.
'
\
HOMEOPATHIA.
O professor homec-pathico J. M. ||
Tei.veira contina a dar consultas
no sen consultorio da ra da Ca- g
deja do Recite n. 29, primeiro an-
dar. No mesmo consultorio ven-
{ dem-se carteirasde 2i medicamen-
tos, chegados ltimamente de Paris,
assim como tinturas de todas as qua-J
lidades.
N. B. Aos pobres do-se consul-
tas e medicamentos ftratis.
AO PUBLICO.
N armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collgio n- 2,
vende-se utn complete soutimento KL
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do (|ito cm ou-
tra quaqtter parte, tanto em jor- 1$
roes, como a retallio, alliancando-
se 'aos compradores un s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de. combinaeao com a
maior parte das casas commerciacs
inglezas, francezas, allernaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para 'que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collgio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ARolim.
mmmmm
COMPRAS.
'Compram-se o Diario de Pcmambuco de 28
e 30 de dezmiiro de 1853 : na ra Direila, botica
n. 31.
Compram-sc escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos: na ra Direila n. 66.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illiuninacao, no caes do Ra-
mos, travessa do Carioca.
Compram-se 12 enxertos de laranja selecta : no
becco das Barreiras, primeira casa de vidrara com 4
janellas a direila, ou procure na livraria do Sr. Fi-
gueira, que 1 lie dir quemquer.
Compra-so urna caixa propria para guardar
urna cadeirinhn : da prtga da Independencia, loja
ns.l9e2l.
Compra-seolhos de annanazes da Ierra gara
plantas, al 1,000 ps: na taberna da ra do aterro
da Boa-Visla, o. 80 ahise pode dirigir os pretenden-
tes a qualquer hora.
VENDAS
Traspassa-sc o arrendamenlo de um engenho de
hestas, moenlc o Torren le, d isln Il> do Kccife 5 leguas,
eda estrada publica menos de mcia de bom caminho,
a ponto de chegarem os carros de cavallos at a casa
de vivenda, com boas e suflicicnles Ierras de raima,
mandioca, milho, feijo, arroz, caf, etc. ele, mnilo
perlo e em roda do engenho, dous bous cerrados de
vallados, baa, bem feila e nova casa (Je vivenda de
sobrado toda envidrara, com alpendre de columnas
de maileira e grades do ferro, muito fresca, e com ale-
gue e excellente vista ; casas de engenho, caldcira,
Cncaixamento, estufa e estribara,- ludo de pudra e
cal, com todos os seus perlences, e em limito bom es-
lado, sufllcientes senzalas para os pretos, rasa de fari-
iiha prvida de lodo o necessario excellente hanlio
em tima bella casinha. apropriada, mallas virgen*
muito perlo, hurla com arvoras fructferas, inclusive
urna boa purrao de coqueiros ; hons sitios de lavrado-
res, etc. etc. As caimas sao de muilo bom assucar, c
de muito rendimento. Vendem-se as caimas novas,
o gado.vacum e ravaliar : os prelcndcntes diriiam-se
ao engenho Floresta de 8. Amaro de J abnatao almiar
com o proprietario.
AVISO AO COMiERClO.
Os abaixo assignados continuam
a b-anqear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos presos, nao' me-
I' nos de urna peca ou urna duzia,
a dinlieiro, ou a prazo, conforme
se ajusta i- : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina.da
ra do Yrapiclie,' n. 48. Ros-
tron Rooker & Companbia, nego-
ctantt inglezes. Os mesmos avi-
sao ao respeitavepublico que abri-
'am no dia 5 do corrente mez a
i* sua loja de fazendas da ra do Col-
lgio ePasseio Publico n. 15, di-
rigida pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva e Manoel Jos' de Si-
queira Pitanga, para venderem
| por atacado e a retallio.
ATTENCAO, N1CO DEPOSITO NESTA
CIDADE.
Paulo Gaignon, dentista receben agua denti-
frice do Dr. Pierre, esta agua conbecida como a me-
llior que tem apparecido, ( e (em muitos elogios o
seu autor,) tem a propriedade de conservar a bocea
cheirosa e preservar das dores de denles: lira o
gostfedesagradavel que d em geral o charuto, al-
gum gotas desla n um copo d agua sao sufcien-
tes j lambem se achara p dentifrice excellente para
a conservaco dos denles : na ra larga do Rosario
o. 36, segundo andar.
Deposito de carvao.
Aluga-se um grande armazem proprio
para deposito de carvao, a'beira mar, na
ra de Santa Bita, com trapiche para car-
regar e descarregar a qualquer hora : o
precio he mdico,e trata-se na ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
O Sr. Ricardo Das Ferreira lem urna carta na
prara da Independencia n. 6 e 8.
Precisa-se de urna ama : u.a ra do Hosp'io ,
casa o.17.
Indo desla cidade para a de Gotanna Manoel
tiunralves de Albuquerque e Silva, perrleu entre
llabatinga e a taboleiro da Mangueira, urna carteira
coutendo nella 7-200S00 rs.; e porque todo esse di-
nhiro eslava em sedulas de 5009, 200$ e 1000 rs.,
he fcil descobrir-se quem o achou, no caso de appa-
recer alguem destrocando sedlas destes valores, sem
ter proporr.Oes do-as possuir : pelo que olferece o re-
ferido a (planta de 1:0O0SOOO rs. a quenuUie resti-
tuir aquella quantia ; e a do 509000rs. a quem de-
nunciar a pessoa que arhou-a, e se possa relia ver o
dinheiro, prometiendo igualmente segredo iuviolavel
quando assim o exigirem : quem, pois, liver noticia
deste achado, dirija-se uaquella cidade, ra do Am-
paro n. 44, e nesta, ao aterro da Boa-Vista n. 47, se-
gundo andar, e n. 60.
Aluga-se a loja do sobrado da ra Collgio do
n. 18, coui armrro nova, proprfa para taberna : a
tratar na'loja do sobrado amarello da ra do (juei-
inado n. 29. -
O Sr. Manoel Lourenco Machado da Rocha, en-
cadernador, que assiguou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente do Araujo, vculia a esla t>po-
graphia para solver mesma assignatura, visto que o
Sr. vigario diz que nada tem com isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova contina a dar consultas todos os
das no seu consultorio, ra do Trapiche n. 14.
Na ra Nova n. 33, no Bazar Pernambucano,
contina a haver grande e variado sorlimeuto de fa-
zendas do melhor gosto, como sejam : cortes de ves-
tidos de seda para balese para uoivas, romeiras de
lil de linho bordadas, ditas de relroz, diales de dito,
heridas ou tainos para vestidos tanfo pretos como
brancos de fil de linho e de seda, filas de todas as
qualidades, panno fino preto superior, casemira dita,
chapeos de pello de seda para homem, os melhores
que apparecem, bicos de blonde, de seda c de linho,
pentes de tartaruga para tranca, ditos de borracha
para alisar, o melhor que he possivel, pela sua dora-
rao, allinetes de camapheo, braceletes e rosetas a imi-
tarlo de ouro, o mais bem feito que se pude desejar,
vestimentas para bailes mascarados, de cestumes chi-
nes, turco, grego e camponez, com cabelleiras e mas-
caras^ outras muilas fazendas, que eslaro patentes
ca Jfolha dos freguezes.
D. Luiza Annes de Andrade Leal, conlin a
rjceher em sua tasa almonas, pensin i si as, meia
pensionistas e externas. As materias qne se enstnam
sao as mesmas que por vezes se lem annunciado; ad-
\ orlindo (|ue as mensalidades das pensionistas e meias
pensionistas sero pagas adianladas, em quarteis; lin-
dos os quaes ps pais deverao adianlar oulros. Os
pais carao salisfeitos pelo desvello com que scro
tratadas suas filhas, e pelo augmento qne ellas (erflo
em seus e/tudos. Os pais que a qwizerem honra-la,
conlianrto-lhes suas prozadas filhas, poderao din-ir-
se i ra de Santa Rila (outrVra Fagundes) n. 5 so-
brado de om andar, ao p do do varanda encarnada
viudo da ribeira. '
Luiz Manoel Rodrigues Valenca relira-se para
Porlngal a traanle sua sade.
O ?.baixo assignado faz ver queja ha muito mo-
ra e contina a morar na roa da praia de Santa Rita
ii.. 3, em casa de seu prente Manoel Joaquim Bap-
tisla.francisco Leandro do llego.
Joio Fefuande* Thomaz vai para o IJio de Ja-
neiro : as pessoas que se julgarem credoras do mes-
mo, queiram apresenlur as saf (HlUis na roa da Ca-
deia do Recite n. 52, alinj^werenrsatisfeilas.
Precisa-se alugar n Bfoescravo para o ser-
vifodepadaria, ainda nao fendo muila pralica : a
tratar na ptdaria da ra do Pires n. 44.
Novo telegraplio.
Vendc-se o rolciro do novo lelesrapho que princi-
piou a ter andamento no dia 29 do correnle, a 240 rs.
cada um : na livrtria n. 6 e 8 da praja da Indepen-
dencia.
Vcnile-sc por prero commodoi c a relalho, urna
porrao de cera amarella, e cera de carnauba : na
ra da Madre deDcosn. 36 ; ua mcsina casa lam-
bem se vendem queijus do serlao de mauteiga a
320 rs.
Vende-se. nina calirinha escrava, de 10 a II an-
nos de idade : na ra do l.ivramento sobrado n. 8.
No paleo do Carmoalberna n. 1. vende-se urna
escrava : propria para servido de campo.
. Na ra de Santa Rita sobrado n. 18, vende-se
urna crioulinhade 11 a 12 anuos, eum negro ainda
moro : o motivo da venda se dir ao comprador.
Ven,dem-se tO escravos, sendo 1 ptimo mole-
que de idade 16 anuos, 1 bonito mulato proprio para
pagem, 8escravas moris que cozinham, lavam, en-
gommam liso, e todas de boa conducta, as quaes
dilo-sc a conteni : na ra Direila n. 3.
L'MA COUSA RARA.
Vende-se um dobrao de ouro, com dala de 1726,
do reinado de D. Jolo5.n: na ru.i Nova n 42.
Vende-se a loja deIuuc,a da ra do Rangcl n.
29, e juntamente a sua armara ; a tratar na uiesma.
Veudc-sa m cxceenlo cavullo, bastante gor-
ilo e muito bom carregador de bateo il ineio, lem
ludo quanto he bom, e vende-se por prero muilo
commodo: na ra das Cinco Ponas' n. 67, se dir
quem vende.
Vendem-sc xaropes.de todas as qualidades : na
praia de Sania Rita restilarao, e na travessa da .Ma-
dre de Deus, ns. ': e-ll.
Vendo-se um cavallo foveiro de alaziio, bonita
pellc, muilo novo c andador baixo, est bem carnu-
do; assim como duas vaccas sem crias: na ra do Li-
v ramelo n. 14, se dir*quem vende.
Vende-se una escrava qjtula, de 25annos.de
idade, de bonita figura, e quMkbe engominnr, cozi-
n liar, lavar e coser, muilo propria para casa de fa-
milia, por fazer todos estes serviros com muila dili-
gencia e nao ter vicio algum: no principio da estra-
da dos Atbelos, primeira casa do ado direilo piula-
da de roxo a qualquer hora.
Vende-se a t-jberna da ruado Rosa-
rio estreita n. 10, com poucos fundos e
bem afreguezada para rt trra, o motivo
de sua venda he ter morrido a pessoa a
quem ella pertencia: quem a pretender
dirija-se ao armazem confronte a Madre
dceosn. 22.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DR. r. A. LOBO noscozo.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
Tioopalhfca cr O NOVO .MANUAL DO DR.
J.U1 K ^st Iraduzido em porluguez pelo Dr. P.
A. Lobo Moscozo, coutendo um accrescimo de im-
portantes explicarles sobre a applica^o das dses, a
dieta, ele, ele, e pelo traductor quatro voluntes en-
cadernados em dous. 203000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscoso: encader-
uado 49000
Cma carleira de 2i medicamentos com dous trag-
eos' de tinturas indispeusaveis 4OJS0O0
Urna de 36.......... 453000
Dita, Dila de60 com 6 irascos de tintura 603000
Dila de 144 cora 6 ditos......1003000
Cada cartcini he acompanhada de um exemplar
das daas obras cima mencionadas. -
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira........... 83000
Dilasde48dilos ........163000
Tobos avulsos d glbulos ..... 13000
fraseos de .meia onra de tintura 230IK)
Ha tambem para vender grande quanlidade de
tubos de crystal muilo fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
A superioridade dcsle medicamento esla' boje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa de elogio.
N. B. Os senhores que assignaram ou compraram a
obra dn JAHR, antes de publicado o>4" volume, p-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento depreco.
, Vende-se o engenho Jurissaca, sito
na comarca .do Cabo : a tratar com seu
proprietario o coronel Bento Jos' Leme-
nhii Litis em seu engenho Caramur na
mesma comarca.
' RIJA DO QUEIMADO N. I.
Naantigaloja do Meia Pataca, vende*
se para acabar, por menos do seu valor,
as seguintes fazendas: il de cor, uberto,
proprio para cortinados a.120 rs. a vara;
pecas de bretanha de puro linho, com
varas, a 2,s500; cortes de calca de casemi-
ra preta a 4.S00; pentes para segurar
cabello a G00 rs. a duzia ; lencos brancos
cercado de cor, para meninas, a 1(10 rs.
cada um ; pecas de cambraia lisa linas
com 4 1|2 varas, a 5)J; alpaca escossez,
de seda, propria para palitos de meninos
ou mesmo para outra qualquer obra, a
ti' o covado ; panno preto remito oH'ri-
vel a 2S500 o covado, e outras militas
fazendas pie a' vstase dita' o preco.
-Na botica da ra larga do Rosario
0.56, de Bartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeiras, arre
berail'ecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (em vidro)
verdadeiro, vidrosde bocea larga com ro-
ma de 1 at 12 libras. O annunclanteaf-
tianca a queminteressar possa averacidn-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
ARADOS DE FERRO.
* Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos de ferro de superior qualidade. .
Vende-se em casa de S. P. Johns-
ton & Companbia, na rita da Senzala No-
va n. 42.
Vinho do Porto, superior qualidade, en-
garrafado.
Vinho Chery, em barris de quarto.
Sellins para montara, de homem e se-
nhora.
Vaquetas de lustre para coberta de carros.
Relogios de uro patente inglez.
Vinho Borneaux.
llruiin Praeger fi Companbia, ra da Cruz 11. 10,
receberam tiltimamenle St. Julien e M. margol, era
cateas de urna .duzia, que seTecommendam por snas
bas qualidades.
TA1XAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Bruin logo na entrada, e defron-
te do Aienai de Maiinlia ha' seinpre
um grande sorliinento de laichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros vres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
AVISO JURDICO.
A segunda edicrao dos pfimeiros elcmcnlns para
ticos do foro civil, mais bem 0011 igido. e acresecnta-
da, nao s a respeito (loque altern a lei da refor-
ma, como acerca dos despachos, inlcrlorulorias e di-
finitivas dos julgadores ; obra essa lao in'.cressanle
aos principiantes em pralica que Ibes servir de fio
conductor : na praca da Independencia n.G cJS.
Oleo dS Knbaca em botijas.
Vende-se na botica de Barthulomeu F. de Souza :
na ra larga do Rosario n. 36.
JiCARAMA'.
\ ende-se Jacaranda de boa qualidade : a tratar na
ruadoCadeia do Kccife n. 47, primeiro andar.
Tudo sao pechinchns.
Cortes de cambraia- brancas com bailados de ri-
qusimos o-lns, pelo iliiiiiiiulo prei; de433OO, ditos
rom barra de lindos desenhos a 3-360 rs., ditos de
chita com urna barra larga ao lado, fazendas france-
zas com 12(-ovados, e do ullimo cosi a 23500 o cor-
te, ditos com urna lista ao lado, fazenda muilo fina
de todas as cores a 23400, diloscom 13 covados, miu-
dinhas de urna s cor a 23300, chitas escuras cores
muito lisas de difierenles padrOes a 160 rs. o covado,
ditas de unvos padrOes, fingindo cassas francezas a
180 rs., ditas cahnctas miudinhas 11200 rs., sarja de
la prela da primeira qualidade por ser muilo encor-
nada a 560 rs. o covado, alpaca prela e de cor muilo
lina a 800 rs. o covado, e afamado panno coufo en-
Iranrado de nmascra 180 rs. o covado, os muilo
acreditados cobertores de algodo brancos da fabrica
de lodos os Sanios d mira prela muilo fina a 23500 c 33200 rs. o covado,
sarja preta de seda muilo fina de superior qualidade
a -:>(I0, merino- prelos por t>-8<>0, 2$50, 33OUO, c
3^500 rs. o covado, assim romo 11ra verdadeiro sorti-
niento de oulras qualidades de fazendas que se ven-
derao por menos prc^o do que em outra qualquer
parle: na ra do Crespo, loja n. 15, do Dias &
l.cmos.
Vende-se urna parelha do cavallos caslanhos,
muito novos e j experimentados cin carros : na ra
da Soledade n. 72. ,
Vende-se urna casa para familia, urna outra
pequea com armaclo de taberna, e um rancho nii
Estrada Nova d Cachang, junio a casa do Sr. Ca-
bral,
CALCADO A 720, 800, 2fXX), 33000 rs.
No aterro da Boa-Vista loja defronte da
boneca.
Troca-se por sedulas ainda itlcsino velhas, um no-
v c completo sorlimeuto dos bem conheciilas
sapales do Aracaly a 720, 800 o bolins a 30000
rs.. sapatoes de lastre da Bahia a 33000 rs., assim
como um completo sortimenlo de calcados france-
zas de todas as qualidades, lano para homem como
para senbora, meninos e meninos, um completo
sortimenlo de perfumaras : ludo por prejo muilo
commodo, alini de se apurar dinheiro.
Vende-se a casa de sobrado 11, 19, da ra do
Aragto : quem a pretender dirija-se a ra d'Ale-
gria n. 5. e na do Livramcnlo a fallar com Joa-
quim Jos de Abreu Jnior.
(irande sortimenlo de collelcs de fu-lao supe-
rior, por" diminuto prefo ; palitos de brim liso e.en-
traii^ado de todas as qualidades e preciis pequeas
malas de couro. proprias paravagem ; ricas abulu-
aduras para rollete,-ludo mais barato que em outra
qualquer parte : na ra do Collgio n. 4, e ra da
Cadeia do Recite n. 17.
MASjCARAS DE RAME.
Vendona-se superiores mascaras de rame, por me-
nos prcr,o que em oulra qualquer parle: na ra da
Cadeia do Recife 11.17.
Vende-se um bonito cavallo mellado, de dinas
brancas e hons andares trata-se no primeiro arma-
zem do becco do (iongalves, junto ao Araujo.
Vende-se urna taberna em Pora de Portas, na
do Pilar, confrontando o becco Largo, mili bem cal-
culada e boas proporroes para ler familia ; ndo se
duvida dar prazo, urna vezqueseja a pessoa conbecida
de crdito, mi aprsenle garanlia ; esle negocio ap-
prr-senla grandes vanlagens no s por estar bem
conbecida como por que sem dinheiro a vista o pre-
lendenle se pode ostabelecer : Irala-se enm Firmino
J. F. da Rosa, na ra da Senzala .Vclha n. 112, ou
no aterro da Boa-Vista, taberna n. 80.
Veude-se una mobilia de- amarello, em meio
nso : quem pretender dirija-se a esta tv pugraphia,
carta fechada, com as iniciaes T. C. P.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
aos 20:000s000 de rs.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra
do Queimado 11. 20.. vendem-se os felizes
bilhetes, meios, quartos, oitavos, e vig-
simos da loteria a beneficio dn casa da c-
mara de Vallenca. cuja lista chega no
dia 16.
VERNICAS MILAGROSAS.
Chegou loja do miudezas da ra do Collgio n-
1, nina ponan de vernicas milagrosas de difierenles
nimies de sanios e,sanlas; Bfossa Seuhora das Dores,
Sar-Miguel, Nossa Senbora do Carmo,- Corarflo de
Jesus .b de Mara, Santa Anua, San-Francisco, Alijo
da Guarda, c outras muitas que se deixiim de aiinun-
riar ; assim como .urna grande porrao de eslampas
de santos e santas em ponto pequeo e grande : a el-
las, antes que se acabem, porquese vendem por prero
mais commodo do que em ootra qualquer parle.
Vende-se urna taberna sita na run de Santo
Amaro n.28, com muilo bonscommodos para fami-
lia, he bem afreguezada : quem a pretender dirija-se
a mesma que achara com quem tratar.
i& Vendern-ae velbulinasde Indas as cores:
na loja do sobrado amarello, da ra do
Queimado n. 29.
' Vende-se na ra da Cadeia Velhado
ecile, loja de ferragens n. 53, rape de
Paulo Cordeiro muito fresco, viudo pelo
vapor )inperatriz, a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO D CAL EPOTASSA.
Na ra de Apollo, arianzm de Leal
liis, tem superior jjolassa da Russia, ches
jada ltimamente, da fabrica no Riode
Janeiro, de qualidade li'mconhecida. as-
sim como cal cin pedia, chegada no ul-
timo navio.
Vende-se una escrava, cioula, de idade 30 li-
nos, cozinha, lavadesabao. tambem serve para labu-
leiro ou mesmo para engenho : ilefronle du Trapiche
Novo n. 4.
CVRNWAL..
Na na do Uoeimado, loja de miudezas 11. 11, ven-
dem-se as melhores mascaras de arainc, e por prero
muilo em conta.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to superior, em saccas, e chegada recente-
mente : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorira n. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesinos, na ra
do Vigarion. 19, segundo andar.
@@S@@$ iSSS
3*y Os mais rcese mais modernos chapeos de @
seda e de palha para senhoriis, se encontram 1^
a* sempre na loja de modas de madame Millo- 0
fj chau, no aterro da Boa-Visla 11. I, por um g
@ prejo mais razoavel de que em qualquer ou- #
}i Ira parle. 6?
@@@@J> S@SS@
Vende-se o sobrado de dous anda-
"resesoto da ra de Apollo n. '.), bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 4i : a tratar na ra do Collgio n. 21,
segundo andar.
Aviso aos rapazes solteirps.
Chegou loja de miudezas I, urna porrao denbjeclos de mnilo gosto, he segre-
do, motivo por que se lfcrdiz o Ojie he : a cites afiles
que se ncabein.
Na rua das Crnzes n. 22, vendc-se um mnlequc
crioiilo, de I(> anuos de idade, l.enija fisura e bom
cozinheiro ; e tres pretas de" habilidades e muilo
moras.
Para mascaradas c theatros
Ha na roaNnva 11. II, enfeiles douradosc pratea-
dos para esse fim, os quaes enfeites san transas de di-
versas larguras, cordes, borlas, palminhas, estrellas,
etc., com o que arraaja-se o vestuario o mais rico
possivel : aellcs em qnanto he lempo, pois s nesta
cusa os ha.
Baile de. mascaras.
Vendem-sc ricos vestuarios do' mascarados, lano
para homeiis romo para senhoras, sendo a carcter,
assim como mascaras, dminos, etc., por commodo
preco: na praca da Independencia ns. "12, 14
e16.
Fazendas para a quaresma.
Vende-se sarja preta hespanhola muilo superior a
2j500 e2980t) o covado, se'.iin preto maro a 2$f00,
2J00. :t}200. 45000 e 5S0H0 rs. o covado, panno fi-
no preto superior a 25(800, 4!>fKK), 59000, 63000 e
79BOO rs. o covado. casemira pifia frauceza muilo
elstica a 73000, 8SO00, IO9OOO c 123000,rs. o corle,
merino muito fino a :)5jQ0O.rs. o covado, superior
princeza a 800 rs. o covado, alpacas finas a 60, 720,
800, 900. 1S00O e 1200 rs. o covado, e mitras mui-
las fazendas que se vendem baratas; na rua Nova,
loja nova n. 16, de Jos Luiz Pereira t\ Filho.
Chitas baratas. /
Vendm-se chitas tinas de cures Iteas a 120, 140
160, 180, 200 e 20rs. o Covado ; na rua Suva,, loja
nova 11.16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Ao barato, ikeguezes.
Na rua do Crespo 11. 9, vendem-se chitas
francezas multo finas c de cures fixas a 240
rs. o covado. corles de dita com barra a 25(000
cassas francezas de lindos goslos a 640 rs. a
vara, corles de brim para calca de puro linho, fifcj
a 230011; ditos de casemira, a :l.")00, 4S000 c fs|
.">5>000; panno prclo lino a 2ji>00 o covado ; f~4
vestidos promplos para meninas, do ultimo -
; gosto, com colletes a .jKKK); e outras muilas |J
^j fazendas rnir diminuios presos.
Para o carnaval !
Lindas mascaras de rame o mais.-ilvo c perfeilo
que ha, c por precio commodo, e icualinenle galoes,
rendas e espeauirhas paraos vestuarios; ellas, rapa-
ziadn, antes que se acabem, na frenle do l.ivramen-
to, loja de V. A. de Pirlio.
Padaria.
- Vendem-se relogios de ouro, pa-
tente inglez, os melhores que tem viudo
a este mercado, e do mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa de Rus-;
sel Mellors (S Companbia, na rua da
Cadeia do Recil'e, n. 56.
Agenciada Edvrin EXaw.
Na rua de A pollo n. 6, armazem de Mr. Calmonl
A- Companbia, acha-se eonslaolumente bous surti-
mentos de laisas sa romo fundas, n-.oendas inctiras ludas de ferro pa-
ra aniroaes, agoa, ele... ditas para a rajar em mauei-
ra de lodosos lamanliose nioilelus os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
'i cavalkis, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prero que os de co-
bre, csco veos para navios, ferro da Suecia, c fa-
llas do llandres ; ludo por barato prec,o.
Na rua da Cadeia do Recife n. G0, arma-
zem dellenrique (ibson,
yendem-se relogios de ouro de Si.boucle, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
d res, por preco coniuiodo.
POTASSA.
No anligo deposito da rua daadeia do Kccife,
armazem n. 12, ha para vender muilo nova polassa
da Russia, americana ebrasileira, em pequenos bar-
ris de 4 arrobas; a hoa qualidade e presos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se afhunram
aos que precisarem comprar. Tso mesmo deposito
tambem* ha barris cora cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente ehegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da rua
da Cruz, em frente ao chafaiz.
MOENDAS SUPERIORES.
Na ftttidicao de C. Starr & Companbia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas decannas todas de ferro, de um
modljo e construcciio muito superiores.
Vende-se um grande sitio na estrada dos Afllic-
los, quasi defronteda igreja, o qual tem muitas ar-
vores de fruclas, Ierras de plan'tarocs, baisa para
papini, c casa de vivenda, com bstanles comino-
dos: quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
entciidcr-se rom o Sr. Antonio Manoel de Moracs
Mesquita,Pimeiilel, ou a rua do Crespo 11. 13, no
escriplorio do padre Antonio da Cimba e Figuci-
redo.
Pianos.
Os amadores da musir arham continuadamente
em casa de Ilrun n Praeger & Coinpanhia. ruada Cruz
n. 10, um grande sortimenlo de pianos fortes o fortes
pianos.de difierenles modellos, boa construcrSo e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo (oda a qualidade de iqslrumentos para msica.
VINHO CHAMPAGNE.
Superior vinho. de Bordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de Schafheitlin
& Coinpanhia, rua da Cruz' n. 08.'
Vende-se cafe pilado, tapioca doMa-
rauhao, charutos de S. Flix, e cera de
carnauba, tudo de boa qualidade e com-
modos precos; a tratar na rua da Cadeia
do Recren. 'i7, primeiro andar.
Vendm-se ua rua da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de labyrinlho feitas no Aracaly,
constando de toalhas, lenco-, coeiros, rodas de
saia, ele.
FARINHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmaos avisara aos seus freguezes, que (em
para vender farinha de trigo chegada ltimamente
de Trieste, sendo a unir nova que daquclla proce-
dencia csisle 110 mercado.
Deposito da fabrica de Todos oe Sanio ns Baha.
Vende-se, em casa de >\ O. Bteber & C, na rua
da Cruz n. 4, algoda Iranrado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos re assucar o roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Na rua do Vigario 11. 19, primeiro- andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, osegninte: saccas de farello muito
110*11, cera em grumo c em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e*cal
de Lisboa cni pe.tra. novissima.
'-#7 Hs mais ricos c mais modernos cha-
('A pros de senhoras se encontram sempre
*v ua loja de madama Tlieard, por um prejo
i) mais razovel de que em quahjuer outra
parle.
No pateo do Carmo, Liberna 11. 1, vende-se ce-
n para limas de cheiro, a 960 rs. a libra.
Vendem-se sacros com mitho, a 3J000 rs.: no
armazem de Tasso Irmitos.
Vendem-se os bem construidos arre-ios para
carro de um c dous cavallos, ehegados ltimamente
de Franca, e por prero muito barato : na rua da Cruz,
u. 26, primeiro andar.
ALattMK.
Sanio a'luz a folhinha'de algibeira,
coutendo ale'm do kalendatio o repula-
mento dos emojumentos parpehiaes^ e o
almana civil, administiativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 300 engenlos, ale'm de outras noti-
cias estatistieas. O acressimo de trabalho
e dispendio nao permittiram ao edictor
vende-lo" pelo antigo preco, c sim por
400 rs; vendendo-se nicamente na li-
vraria n. 6 e 8 da praca. da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na rua do Crespo n. 5. ha um completo sortimenlo
de toalhas e guard.-inapn do Porto, pelos precos se-
gnintes: cuardanapos a 2C600 a duzia, toalhas gran-
des a 48500 cada una, ditas regulares a 319600, ditas
mais pequeas a 3&2O0. '
Vcnde-se nm cavallo mellado de bo-
nita Ggura, carrega baixo, esquipa e be
muilo manso, teinarreins e scllini novo:
a fallar na piara da Independencia n.
I8e20.
Cheguem a pechincha.
Lencos de cambraia de linho, finos, a 400 o 500 rs.,
ditos de seda de cor de tres ponas, muilo grandes e
com franja a 800 rs.: ua na do Crespo, loja da es-
quina que volta para a Cadeia.
PARA A QUARESMA,.
Um lindo e variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno fino prclo a 35000. 33200, 48500, 55500 e
63OOO rs.. dilo azul a 23800, 38200 e 43000 rs., dilo
verde a 23800, 33600, 43500 e 58000 rs. o covado,
casemira prela entestada a 585O0 o corte, dila fran-
ceza muilo fina e elstica a 7$500, SjOOO c 93000 rs.,
selim preto maco muito superior a 33201), IsOOO c
BoOOo covado, merino preto muito bom a 33200 o
cotudo, -arja^prcl.i milito boa a 2S00O rs. o covado,
dila bespanhola a 23600.0 covado, veos pretos de lil
de linho, laVrados, muito grandes, fil prclo lavrado
a 'iSO a vara, e ouras'mtiilasYazenda de bom gosto ;
na rua do Crespo, loja da esquina que Tolla para a
Cadei .
Deposito de vinho de chm-
Jj pagne Chateau-Ay, primeraqua-
fc idade, de propriedade do condi
,i de Mareuil, rita da Cruz do Re-
T? cife n. 20: este vinho, o melhor
@ de toda a cliamp agrie vende-
^ se a ."(SOO'O rf. cada caixa, acba-
^ se nicamente em casa efe L. Le-
^ comie Feron & Coinpannia. N. B.
^ Asea i xas fio marcadas a fogo
'$) Conde de Mareuil e <
A) das garrafas sao azues,


ATTENCO!
Na rua Nova n. II, eiislem exccllenles ene.,
parlilhos dos melhores que ha, a lOSOOOrs.. rlnpos
de seda para senhoras do ullimo gusto, a 133000 rs. ;
assim como ludo o que he preciso para fazer-se os
mesmos, por exemplo, armario, seda propria de co-
res variadas, fil de seda, gaze, llores, plumas, bicos,
filas, blonds, etc., etc. Na mesma casa ha bico de
hlond prclo de todas as laiguras, como lambem de
linho e de seda, e um riquissimo sortimenlo derogis-
(roscm alto poni, colloridos de fumo de difieren-
tes invocaces : e tudo Iroca-se por pouco dinheiro,
com tanto que seja vista,
CALQADO BARATO,
no aterro da Boa-Visla n. 58, loja de cal-
cado junto ao selleiro,vendem-se osseguin-
tescalcados francezes, muito bons, a di-
nheiro, e pelos precos seguintes :
Botins de bezerro, par
Sapatoes de lustre para homem
7o'000
J600
sooo
(i.S'500
li.SlOO
isOOO
36'000
Boiyeguiiui elsticos
Ditos de botoes
Sapatoes da Prussia
Di los de lustre para meninos
RICAS MASCARAS.
do selim preto e de cores dominse de pa peino com
barba de cabellos para todos os caracteres, assim como
com caracteres de ananaes, ditas de arainc com bar-
ba de caballo : na rua do Queimado n. 71, junto a
loja de cera. *
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
EC0MFA7.H1A; Rl'A DO TRAPICHE b 3, .
ha para vender o seguinte :
Bataneas decimaes de 000 libras.
Oleo de linliara em latas de 5 guies.
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro desalas.
Copos e calix de vidro ordinario.
Formas deolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para enipalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmoura-
Lonas da Russia.
Espingardas de caca.
I.a/.arii'iis c clavincyUiS.
Papel de paquete, inglez.
Lato em folha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia, primeia qua-
lidade.
Cemento dellambttrgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
Grasa ingleza de verniz para arreos.
.\rreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latao
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Couros de viaao de lustre para cobertas.
Caliecadas para montarla, |>ara senhora.
Esporas de ac plateado.
Vende-se urna padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irinaosr
Vende-se urna crioula de bonita figura e moja,
que sabe cozinhar, eugoininar, coser, marcar, fazer
labyrinlho, corlar um vestido e vestir nina senhora :
Irala-se na rua do Queimado n. 30, segundo andar.
Vendem-se fardos do fumo para charutos da
primeira qualidade*, ultimanieule ehegados da Babia,
e por prec.il baralissimo : na rua da Cruz, n. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
Vende-se urna escrava engommadeira e cozi^
nheira : na rua do Aragflo n. 35.
Conlinua-se a vender corles de vestidos de chi-
ta de barra, cores fixas e bonitos padrics. a 29240
rs. rada corle: na loja do sobrado amarello, da rua
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
rua do Queimado n. 29, vende-se cortes de seda de
quadrn de novos e modernos padres, pelo barajopre-
0 de .213000 rs. cada corle. '
Sedas para vestidos.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
rua do Queimado n. 29, vcndeiii-se cortes de vesti-
dos de seda lisa furia cores, dilos de. dila de qnadros
esAcezes, ditos de dila cm flores, havendo muilo
sortimenlo para escolher, c por preco commodo.
Cortes de chita a i{600.
Vendem-se cortes de chita larga franceza com al-
gumns pintas de mofo, pelo barato prero de 1.^(100 rs.
cada corle: ua loja do sobrado amarello da rua do
Queimado n. 29.
A 500 rs.
Superiores bonetes de oleado inglezes muilo pro-
prios para a presente eslaro : na praja da Indepen-
dencia ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-se superiores oleados piolados, de ricos
padroes e de 5 a 8 palmos de largura, por mei|ps
preco do que em outra qualquer parte : na praca da
Independencia, lojas de chapos nmeros 24, 26, 28
c 3t .
Gomma para engommay.
Vendem-se saccas com muilo Boa gomina para en-
gomnicir. c fazer bolinhos : na rua do Queimado n.
14.
Chapeos e capolinhos.
Vendem-se chapeos de blond para senhoras. ulti-
mo goslo de l'aris, e murto bem enfeitados a liJOOO
rs., ricos capolinhos de grs de aples pretos c de
cores com colletes e sem clles a 12 e 1,38000 rs., cha-
les de la c neda a 2&000 e 30000 rs., dilos muilo li-
nos e grandes a 59000 rs., rrtcs de cassa de seda a
I jglOO rs., corles de vestidos de barril de la e seda a
8;*0W) rs., casos francezas muito linas a 610 rs. a va-
ra; corles de cassas de barra c lisas a 2S200. e 2S8(K)
rs., corles de chlIaTTrance/as de barra a 25500 e 38
rs., vestidos brancosdecambraia de barra e borda-
dos a 45000 rs.. dilos de 1 a 5 buhados a 48.500 e 5
rs., cambraias aberlas brancas o de cores a 38200 rs.
o corle, lencos grandes de seda para hombro de se-
nhoras a 25OOO, e outras muilas fazendas de costo
que se vendem baratas : na rua Nova, loja nova n.
16, de Jos Luiz Pereira &Tilho.
No escriplorio de Novacs & Companliia, na rua
do Trapiche n. 34, lem para vender por preco muilo
em conta os-seguiiles arligos : couros de lustre, mar-
ca caslelio, grande quanlidade de miudezas rhegadas
de ltamburgo pelos ltimos navios, chapos do Chile
de difierenles qualidades, etiapos de fellro pretos. e
pardos, e otros objeelos que sero prsenles aos
compradores.
A 53OOO US. A PEGA.
Na loja do GuimaraesiN: Henriques, rua do Crespo
11. 5, vendem-sc chitas de, cores escuras, rom um rs.
queno toque de mofo, pelo barato prero de 580OOpc-
a peca, com 38 cavados.
HOMEOPATHIA. 1$)

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, reeommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja*' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconle Feron &
'Companbia.
!>
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 640
rs. c pequenos a 560 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos': na ruii do
Trapiche Novo n. 16.
engenheiro ma-
BOvVMAN,
e fundidor de fcrroPrnui rcspeilosamcnte
vendc-se
No paleo do Carmo, (JMHNP^
muilo boa alelria, a 240.
Vendem-se ramas de ferr dff-nova invenrao
franceza, com molas que as fazem muilo maueirasl
e macias.t-hegadas pelo ultimo navio fraucez, e por
preco muilo commodo : na rua da Cruz. 11. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynlh e Kirschs em cai-
tas ; assim como chocolate fraucez da melhor quali-
dade que lem apparecido, tudo rhegado ltimamente
de Franja, e por preco haralissirno : na rua da Cruz,
n. 26, primeiro andar.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se por pre^o commodo, saccas grandes com feijo
muilo novo, ditas rom gomma, e velas de carnauba,
puras ecqmpostas.
Primas para raoeca,
a 40 rs. cada urna, muito novas : na rua do Quei-
mado, loja U.49.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia. na prara do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho dcMarscillecm caixas de 3 a 6 duzias, lindas
era novellos ccairelis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n; 62.
Neste estabelecimento continua a h-
ver tira completo sortimento de ntoen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinan de vapor, e taixas de ferro batide
e coado, de tpdos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlina empregado as co-
lonias inglezas e hollande/.as, com gran-
de vantagem para o mclboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de emprc-r
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companbia, na rua da
Cruz, n. 4.
3
SAI'
SALSA PARRLHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em l'ernam-
huco de B. i. f. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praja una grande por-
rao de frascos le salsa pardilla fle Sands, que silo
verdadeirainentc falsificados,' c preparados uo I!io
de Janeiro, pelo que se devein araulelar os consu-
midores do tilo precioso talismn, de cahir ueste
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre rosluninni Ira/.cr osincdiramcnlos falsilira-
dos c elalwrados pela nulo daquelles, que antepoem
seus interesses aos males c estragos da humanidade.
I'ortanlo pede, para que o publico se pos-a livrar
desla fraude e disiiiigua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqi chega-
da ; o.innunciaute faz ver que a verdadeira 6e ven-
de nicamenteemsun botica, na rua da Concoirao
do Kcfcife n. 61 ; c, alm do receituario que acom-
panha cada fraseo, tem cmbaiio da primeira pagina
seu nome impresso, c^se achara sua firma em ma-
uisrVipio sobre o nvollorio impresso. do mesmo
freos.
| RIJA DAS GRl'ZES % 28. 1
O

No ronsultorio dn professor homopatlia
J) (losset llimont, aeham-se venda por
imoo as.
0} Algiimascarteirasroin 24 medicamentose
fc 0sc.0l"l'e,entes Imos.
'v drande sorlimeuto de carleiras e rainas
<$) '' '"dos os lamaulios por pregos coinmo-
' 1 tubo de glbulos avulsos ... 500
(< 1 frasco de '* onra do tintura a
tZ escolha.........1000
COM PEQUEO TOQUE DE A VARI A.
A Igodo desarco.c sicupu a muilo encorpado a 100,
120, c 140 janla: na rua do Crespo loja da esqui-
na que volla para a Cadeia.
Vende-so um liahito|de cslamenha, em bom
uso, para algum irmao :!." de S. Francisco : na casa
do sacristn da mesma ordein.
Veude-se urna canoa que carrega 1:800 lijlos:
a iralar na rua das l.aranjeiras n. 18.
| Vendem-se relogios de ouro, pa
.ten-te inglez, por commodo pre-
' eo: na.rua da Cruz n. 20, casa de
| L. Leconte Feron & Companbia.
i
MADAPOLAO' BOM, A 3$200.
Vendem-se peras de inadapolno de boa qualidade,
com pouca avaria : na rua da Cadeia Vellia n. 24,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, qttadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo' modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Charutos de Ha vana.
Vendem-sc verdadeiros charutos de Havana por
prego muilo rommado : na ruada Cruz, armazem
p.4.
POTASSA E CAL.
Vende-se potassa da Russia e America-
na, superiores, e cal virgem de Lisboa,
tudo por preco mais commodo que em
outra qualquer parte : na rua do Trapi-
chen. 45, armazem de Bastos IrmSos.
Com toque de avaria.
Madapolo largo a :19200 a pera : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volta para a Cadeia. f
DAVID. WILLTAM
rhinista
annunria aos senhores proprietarios de engcnliosi,
fazendeiros, e aorespeitavel publico, que o seu esta-
belecimento de ferro movido por machina de vapor,
do Briir.i passando o chafaiiz< contina em
etlecBta) PM-rririo, ese arha roinplelamciile montado
rom apfarelfins da primeira qualidade para a per-
feila corifecra das maiores pec,as de macliinismo.
Habilitado para emprehender quaesquer obras da
sua arte, David William Bowman, deseja jnais par-
ticularmente chamar a altenra pnblira para as se-
guintes, por ler deltas grande" sorlimeuto ja' promp-
lo, em deposito na mesma fundirn, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
ckdasem paiz eslrangeiro, lano em preco como ein
qualidade de materias primas e maO de obra, a-,
saber:
Machinas de vapor da melhor ronslrnra.
Moendas de raima para encenhos de lodos os l-
mannos, movidas a vapor por agua, ouanimdcs.
Bodas de agua, miihos de vento eserras.
.Manejos imtependeules para cavallos.
'Rodas dentudas.
Aguilhes, brorjzcs e chumaceiras.
Cavilhcs e para lesos de todos os tamanhos.
Taixas, pames, rrivose bocas de fornalha.
Moinhos de mandioca, movidos a ma& ou porani-
maes, e prensas para a dita.
Chapas de fogao c tornos de farinha.
Canos de ferro, tornaras de Trro c de bronze.
Bombas para cacimba e de repuxo, movidas a
mao, por animaesou vento. .
Guindastes, gninchose macacos.
'Prensas hydranlicas esle parafuso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e porlOcs.
Prensas de copiar cartas esellar. ,
Camas, carros de maOe arados de ferro, etc., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' geral-
mente reconhecida, David William Bowman garan.tc
a mais evada conformidade com os moldes e dese-
nhos remetlidos pelos senhores que se dignarcm de
razerjlhe encomuicndas, aprovcilando a occisiao pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia rom que tem sido por clles honrado,
e assgura-lhes que nao poupara esforzse diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianca.
Di ccionarlo
clmrcia ,
etc. etc.
Sabio luz esta obra indispensavel a lodas
as pessoas que so dedicam ao esludo de
medicina. Vende-se por 43 rs., encaderna-
I do, uo consultorio do llr. Moscozo, roa do
j Collgio, n.25, primeiro andar.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-sc 179 pares de coturnos de couro (le luslre,
400 ditos brancos e 50 ditos de bolics; ludo por
prero commodo.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor autor bamburgecz na
rua da Cruz n. 4.
Na rua do Trapiche n. 14, primeiro andar,
vendc-se o seguinte :pasla de Ijrio florentino, o
melhor artigo que se conhece para impar os denles,
hranquece-os e fortificar as gengivas, deivando bom
gosto na bocea e agradavel cheiro; agua de mel
para os cabellos, limpa a caspa, e di-lhc mgico
lustre ; agua de perolas, esle mgico cosmtico para
tarar sardas, rugas, e embellezar o rosto, assim co-
mo a tintura imperial do Dr. Brown, esla prepara-
ro faz os cabellos ruivosou brancs.complclamcnlc,
p.relos e macios, semdamno dos mesmos, tudo por
precos roininodos.
Vende-so urna negra moca, sem vicio, e coni
habilidades : na rua do Caldeireiro n. 40, al as 8.
horas do dja.
NICO, E O MAIS EFFICAZ REMEDIO
PARA.LOMRR1GAS.
Fahnestock's Vermiftige.
Remcllido pelo seu proprio autor de New-York,
pelo navio americano Norlhen JJghl : vcnde-se na
bolira'e arinazein 'le drogas de Vicente Jos de Brilo,"
rua da Cadeia Velha n. 01.
Vendem-se lonas, brinzao, hrins e meias lo-
nas da Kussia : no armazem de N. O. Bieber ^
Coinpanhia, na rua da Cruz n. 4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro tie O.- W.
Bowmann, na rua do Brunj, passan-
do o chafar!/. continua haver ura
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e, batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com prpmptidao' :
embarcam-se ou carregam-se cm carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
rom hombasde repuxo para rcear borlase baixas
de capim. na fundirao de D ,,\V.' llowinaii: na rua
do Brum ns. (i, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FBI0.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde-V., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 1*. ou a tratar no
escriptorip de Novaes & Coinpanhia', na
rua doTrauiclien.54...
Muita -atteneao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
iilHI a pera, rrles de ganga amarella de qoadros
mnilo lindos a 15500, curies de vestido de cambraia
dn rr com 6 1]2 varss, muito larga, a 23800, ditos
romsipi varas a 3g000 rs., cortes de mcia casemira
para calraa3S000 rs.. e oulras militas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, tv-ja da esquina
que volla par^ a Cadeia. #
Na rua do \1garion. 19, primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro dcsellins, che-
gada rccenlemente da A'merica.
ANT11DADE E SUPERIORIDAD^
D
SALSAPARRILHA DE BRISTOL
sobre
A" SALSA PARRILHH BE S.4KDS.
Atteneao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala des-
de 1S2, c tem constantemente mantido a sua re-
putaran sem necessidade de recorrer a pomposos .
annunrios, de que as preparaefies de mrito pdein
dispensar-se. i) successo do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre oulras, as dos
Srs. A. It. D. Sands, de- New-York, preparadores.
me de Sanis.
Esles'senhores solicitaram a agencia de Salsa.par-
rilha de Brislol, e como nto o podessera ubter, fa-
tiriraram urna imilao de Brislol.
Eis-aqui a carta qu,e os Srs. A. R. I). Sanils es-
crcverain ao Dr. Brislol no dia 20 de abril de 1842,
c que se acba em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &r.
Nosso apreciavel senhor.
Em todo .o anuo passado temos vendido quanti-
dadea considoraveis do extracto de Salsa parrilha de
ymc, e pelo que ouvimos dizer de suas.rirfscn?
quelles que a.tem usado, julgaiiiqQtque a venda da
dita medicina se augmentar imiilinsiino. Se Vmr.
quizer fazer um conteni comnosc.i, eremos que
nos resultara muila vantagem, tatito a nos xomo a
Vine. Tenjus muilo prazer que Vmr. us responda,
sobre esle assumplo, c se Vine, vier a esla cidade
daqui a ujn mez, ou cousa scmelhante, leamos
muilo prazer cm o verem nossa botica, rua de Fal-
ln, n.70.
l-'icam s ordens de Vmr. seus seguro? servidores.
(Assignados) A. IV. D. SaKDS.
CONCLSAO'.
1.c A aiiliguidade dasals parrilha de Brislol he
claraineule provada. pois que ella data desde 1832, '
e que a de Sands s appareceu cm 18i2, poca na
qual este droguista nao [Mide oblcr a agencia' do Dr.
Brislol.
2.c A superioridade da salsa parrilha- de Brislol
he inrontestavel: pois que nao obstante a couran"-
reucia da de Sands, ede urna porcq de oulras pre-
parares, ella lem manlido a sua reputaro em qua-
si loda a America.
As numerosas experiencias feilas,com o oso da
salsa parrilha em todas as eufermidades originadas
pela impureza dosangue, eo bom xito obtido
la corle pelo Illni. Sr. Dr. Sigaud, presidente
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado
Dr. Antonio Jos l'eixolo em sua clnica, eem
.".fainada rasa de saud ua Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturniuo de Oljycira, medico do exercilo, c
por varios outros mdicos, permitiera boje de pro-
clamar altamente as virtudes eflicazesda-salsa par-
rilha de Brislol vende-sc a 58000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a botica
franceza da rua da Cruz, cm frente o chafariz.
II

STARR & C.
respeilusamenle- annuriciam que no_scu eilectso es-
labclcriinento em Sanio Aunan, conli^rtia a fabricar
com a maior perfeirao e promplidao.loda a qualidade
de macliinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens do Sr.
ta na rua do Brum, atraz do arsenal de mar
um
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilosen estabelecimento.
.-.Ili acharao -os compradores um-cnrapleto sorli--
ment de moendas de canoa, rom todos os iclhu-
ramenlos alguns delles novos cosginas) de qne a
experienria de muitos annos tem mostrado a ueces-
sldade. Machinas de vapor de baixa c alta pre
taixas de lodo tamaito, tanto batidas como fundida-,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car. machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornqs de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada coiislrucco, fuudos para
alambiques, crivos e portas para fornaUtas, e urna
infinidadc de obras de ferro, que seria eniadoubo
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
intelligcnle e' habilitada paia receber todas as en-
roimnendas, etc., ele, que os aniiuiiciaules contan-
do cm a raparidade de suas officinas c macliinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromeltem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeifo, e exarla
conformidade com osmodelosou desenhos, e inslruc-
es que Ihe forein fornecidas-
Vende-se o engenho Limeirinba, situado a mar-
gem do Traciinhaein, com li bracas de testada e
una legua de fundo, com as obras mais precisas, lo-
das novas, eptima muenda, com bons partidos que
com 2 carros e i quarlos podem moer at 2,000 paos
o que lie de grande vantagem para nm principiante.
He de oplimo assucar e de hoa producto, Unto de
canna romo de legumes : veude-se com algum di-
nheiro vista, c o mais a pagamento conforme se
poder convencionar : os prelendenles dirijam-se ao
ngenhn Tamatape de Flores.
ESCRAVOS FGIDOS.

i
f.Tul laililwin
(me, c nina de ris-
l parda, 'urna de cbi-
;ul ; urna camizola
j e encaniadas ; um
beatas o una rede.
fiques de Almeida,
ko abaixo assigna-
inil ris quem o
|,i na da cadeia do.
faz de Carcallio.
oululiro do auno
'riioulo, de idado
rosto um tanto
-apiclien
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoro de arsodito 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a Is'iOO : na rua du Crespo,
loja da" esquina que volta para a Cadeia.
Desappareccu no dia 6 do corrente<|'elas 8 ho-
ras .da niaiibaa, a prela Lourenca, de idade 35 annos,
pouco mais ou menos, com os signaes seguales: al-
ia, niaara, lem urnas marcas nos peilos e naspernas,
romo que fosse de queimadura ; levou panno da-Cos-
la'e vestido de chita, e mais' urna trouxa deroupa :
pede-se as autoridades policiaes, capites de campo o
mais pessoas, <|ne appreliende^nd-a levein-na prara
doCorpo Santo n. 17, que era generosamente recoui-
pensa'do.
Niidia 0 de dczeiiibrudel8").', fuaio m osejavo
cabra, de nome Manoel, rom 10 anuos dn idade.
pouco mais ou menos, o rrtal lem os signaes segun-
les : roxi-a un pouco de unUL^crua, c he al.
rousa roiciivado ; tem falta de iwbello, causdi
la roiiliiinai.So de rarregar |msos ; aprsenla urna
riealriz em nina das rxas ; faU,a muito : lora \ol-
la ; e levou lies ramisas novas}d'algodSo rru bran-
co ; tres raleas de algodao/.iuhd
nina de iiiuaque prclo, una bri
caiiiiiho ; :i jaquolas, seuito um,
la prela, c una de lisradinho I
pela, de liia, rom listas veiilsl
par de sapalos, mu par il'alp
Esle esciavo foi de Antonio He|
do Ico, o pertence artualineiu'
do, que reompensar rom cen
agarrar.e o conduzir a sua loja]
Kecifc n. Antonio llernard
Ilesappareceu no dia 10
prximo passado, o escravo Ehj
32 annos, allura regular, meiof
redondo, pouca barba,, nariz dio, meio cambn, das
perras, os pes um lano torios .ara dentro, he ea-
noeiro, serrador e lavra de manado, o lie niui/0 pro-
sista, Esle escravo desapparreu do poder, do Sr.
Francisco I'aes Brrelo, lav adir do engenho Caipora
da fre-uezia da Kscada, e o alijnxo assignado o com- ,
in-on ao mesmo : 'n apprdhendr c levar ao en-
-enlio \orueca, sera generosaniente pago do seu tra-
balho. Manoel nome de Jesu^,
_ Dc-iuniareceu no dia 28 de janeito prximo-
pascado a niiile, da cidade da Pitra I riba di Norte, o
escravo, cabra, de nomeTrajanu, escravo de Manoel
Marques Camacbo, negociante d&quelln praca, e ino-
radlo na mesma cidade ; representa ter 20a 22 an-
uos denlade, estatura mediana, cor do mulato escu- ,
ro, serr e esbelto do corpo. ulbos grandes c expres-
sivos. labios grossos, n;1o dobrados, denles alvos i: re-
gulares, regrista e dado a valenle, levou japona
chapeo do couro e um surrao com algu ma roupa ; he
desuppr que viesse para esta provin cia de l'ertinm-
bur : quem o pegar ou dr noliria nesta 'cidade de "
Olinda, aCaelano Alvesde Souza Fl2u%iras, ou M
dila cidade da Paralaba, rua do Vaiadouro, ser
bem recompensado.
Fugio na noile dei 7 do correnle. mu escravo
pardo do nome Manoel, fie 23 anuos de idade, pouco
mais ou menos,- ctfm os signaes scguinlos: estatura
Iniixa, bstanle turbado, (em fallas de denles na
fronte e os ps bstanle grosso proveniente de h-
rhos: roga-se a quem o apprehcilder de o levar a
rua do Crespo, loja d.i esquina, que volla para a Ca-
deia ou a viuvj de Manoel Travas-os Saiinlio, no
Curato do Bom J.irdun, que se recompensara.

Pera.i-TjT. de M. F. Tarta.-186*.

h
,


Full Text
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