Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:07557


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Full Text
y
ANNO XXX. N. 34.

Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-
SABBADO II DE FEVEREIRO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000-
Porte franco para o subscriptor-
MARIO DE PERNAMBUCO
v
i
EXCARREGADOS DA SUBSCRU'CAO-.
Recife, o proprietario M. F. do, Fari; Rio de Ja-
eiro, o Sr. Joao Pereira Martina; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo do Mn-
Bonra; Pfhii)a, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa'; Xf-
til, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaiy, o 6r.
, Antonio de Ceios Braga; Cear, o Sr. Victoriano
Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues j Para, o Sr. Justino Jos Ramos. .
CAMBIOS.
Sobre Londres- 28 1/4 d. por 19000
Paiis, 310 a 345 rs. por 1 f.'
Lisboa, 9o porcento.
Rio de Janeiro, a 2 por O/o de-rcbalc.
Acedes do banco 8 a 10 O/o de premio.
da companhia de Bcberbe ao par.
da companliia de seguros ao par.
Disconlo de leltras-d 11 a 12 1/8 de rebate.
METAES.
Ouro. Chicas hespanbolas. 285500 a 295J00O
Moedas de 6400 velhas. 16^000
. de (iviOO novas. 169000
de 49000. : 99000
Prala. Palacoes brasileiros .... 19930
Pesos coluranarios. ..... 19930
mexicanos......19800
PARTpmClAL.



;

I,
I .
OOVSBHO 9A PROVINCIA. ,
ExpoaUoate do di 6 do Janeiro da 1354.
Oflk-io AoExm. director geral da instrucsSo
publica, communicando liaver o director do circulo
Iliterario n. 16 participado, que \tndo de sabir a vi-
zilares grejas desla provincia por ordem do Exm.
hispo diocesano, encarregra ao promotor publico do
termo do Brejo, bacharel Manoel de Albuquerque
Machado, a inspecru das aulas do referido circulo.
Dito Ao Exm. mareclinl commandante das ar-
ma<, remetiendo copia do viso da repartirn da
guerra de I3de Janeiro ullimo, uo qual sedelermiiia
qoe siga para a c'rte, aOm de servir como admiltido
na batalliiodo deposito, o altere do segando bate-
Iho de infantera, Joao Mari Vetro de Bilaocourt.
__Igual copia eoviou-se a thesouraria de fazenda
Dito Ao mesmo, transmillindo por copia o avi-
lo do ministerio da guerra de 19 de Janeiro ullimo,
do qual consta haver-se concedido passagem para o
prlmeiro batalho de infanlaria o alferes do segun-
do da mesma arma, Joao Jos Evangelista da Cosa.
__Communicou-se a llicsouraria de fazenda.
|)|(o Ao mesmo, duendo que, pela, leilura do
aviso que remelle por copia, expedido pela reparli-
cao da guerra em 12 de Janeiro ullimo, licra S. Exc.
i ciento de que se prorogou por tres mezes a liccnca
de favor, com que se acha na corte o segundo cadete
do noao batalho de infanlaria, Herculano Geraldo
de Sonta Magalliaes.
Dito Ao mesmo. enviando por copia o aviso da
repartido da guerra de 16 de Janeiro ullimo, com-
municando que se expedio ordem para que o alferes
doseguudo batalho de infantera. Joao uilherme.
Marielb vn servir no corpo^ provisorio'da provincia
do Paran. Tambem seremelteu por copia a llie-
ouraria de fazenda. ^fc..
Di|o Ao mesmo, transmillindo por copuA hi-
tado ministerio da guerra de '.I de Janeiro flflP>>0
fmdo, noqual se declara haver-se concedido passa-
gcni para o corpo de guarnirn lixa da Babia.- ao se-
gundo cadete do quarto batalho de arlilharia a pe,
Antonio da Vera Cruz da Cosa Doren.
Dito Ao mesmo, recommendando a expedicao
de suaorden*, para que o capitn do quarlo bata-
lho do arlilharia a pe. Joio alaria de Almeida Fei-
j, recolha a recebedoria de rcudas desta provincia
a quanlia de 6>, em que, segundo a nota que remel-
le por copia, mporlam os direitas c emolumentos
correspondentes a licenra de Ires mezes que obleve
por aviso de 30 de dezembro do anuo prximo pasas-
do, para ir a corle, visto que nao se pode dar execu-
cjto ao citado aviso, sem queeslejam pagos os referi-
dos omelomentos' e dreiloV. -- Nesle senlido ofli-
riou-se a Ihesouraiia de fazenda.
Dito Ao mesmo, enviando por copia o aviso pa-
lo qual se manda dar baila do servir ao cabo 'le es-
qaadra do segundo batalho de infanlaria, Mauoel
Marques da Silva.
Dito r- Ao inspector da thesouraria de fazenda;
eommunicaiidoque, segundo oonte^to participarlo
da reparan 3a jusilla de 17 de Wt^ ullimo. por
decreto de 9 do mesmo me/., se fezflferc a Francis-
ro Baplisla de Almeida da serventa vitalicia do of-
licio de labellio publico de otas desla cidade.
Fizeram-se nesle sentido as outras coiumunicares.
Dito Ao mesmo, recommendando a expedicao
de afeas ordens, para que u'aq'uella thesouraria se
abra os assen lamentes de prara do corneta-mr e cr-
lelas mencioutUos na nota que remelle, osquoes se
eoolrataraui para servir oo segundo batalho de in-
fanlaria da guarda nacional desle municipio, pro-
videnciando ao mesmo lempo para que os vencimen-
los dessas pravas sejain conlados do dia em que se
contrataran), menos as de nome Januario Francisco
Carneiro, Clemente Jos da Silva, Conslanlino Jos
doNascimenlo e AnlonioJSsIevo dos Sanios, que s
os devero perceber de / de uovembrn ullimo em
diante. -- Cnmmonjcou-se\ ao commandanlc supe-
rior da guarda nacional.
Hilo Ao mesmo, remetlcWh) para ot. lint con-
venientes 1 retacees imprcssiu, fazendp meosao de
W8K olas da 2., 3." e i." efclaniDas acl
era circularlo, asignadas na cupl Se 31
bro do anno prximo passado, lem segalrd
valores, series e nmeros constelles das reas
terormenteenviadas aquella lliestouraria, e bein as-
umas firmas origioaes deoilo dof anligos asignata-
rios que orase preslam a esle serliro, com os outro'
que eslo mencionados na lisia arginal que acom-
paoliou ao oHIrio de 21 de maio da mesmo anno.
Communicou-se ao inspector geral {lacaixa de amor-
tisaco.
DitoAo mesmo, communicandl liaver concedi-
do 30 ilias de licenra com ordenado; an bacharel Joa-
quim Eduardo Pina, promotor publico da comarca
do l'bd'AHio. Fizeram-sc as outras commuuica-
toe.
Dilo--Ao mesmo, remetiendo .'copia do aviso de
I de Janeiro ultimo, no qual o-Eira. ministro da
juslira coiiiinunicuu liaver solicitado do ministerio
da fazenda a expedicao das convenientes ordens,
afim de ser augmentado com a quanlia de 14:8009 o
crdito concedido a esla provincia para as despezas
-ajajelacjlnjw correnle exercici. "!*
UIoj Ao mesmo, enviando copia do aviso do
miuisleriodo imperio de 21 de Janeiro ultimo, do
qoal conste liaver sido enviado ao thesouro nacional
o proeesso da quanlia de 4933007 rs. ,* que se deve
ao negocb.ule Joo Pinto de Lomos, pelo aluguel da
casa em que residirn) os presidentes desla provincia.
Dito Ao mesmo. Era visla das informarles
do admioistiador do consulado geral, que acorapa-
nharam os ofllcios de V. S., datados de 3 de novem-
bro e 27 de dezembro lindos, convem determinar que,
quanlo qualificarao e peso do algodno, qoe se liou-
ver de exportar, se observe o seguinle:
l.' A qualiliciQao do algodo ser feila na forma
do artigo 4. 2. do regulamento de 30 de maio de
ts:tfi, por un feitorconferente do consulado geral,
conjunctamente com doas empregados da mesma re-
particao, servindo um de escrivao e oulro de fiel da
balanra.
2.a No acto da qualificaco lero estes emprega-
dos especial cuidado em examinar as saceos, para
evitar que coiilenham algodo avariado, pedras ou
outros corpos eslranhos.
3.a O peso e repeso do algodo ser igualmente
feilo pelos mesmos empregados do consolado geral,
na forma do regulamento citado, limitando-se os de-
veres da capalazia provincial ao Irabalho material
do movimenlo das saccas, e reparos dos envoltorios,
(que llie for ordenado palo feitor conferenle) como
he expresso no regulamento provincial de 23 de de-
zembro de 1852.
4. O escrivao lomar nota do peso e qualidade do
algodo em livro proprio, que ser submellido a lis
calisaro do administrador do consulado geral.
5." Xo acto do embarque para a exportarlo sero
as saccas conferidas e repesadas por sorleamenlo ; e
aquellas que se acliarcm com fallas, qur s eja no pe-
so, quer na qoaliJade do algodo, sera o remetlida3
ao administrador do consulado, para que proceda em
ennformidade do artigo 290 do regulamento de 22
de juulio de 183b', contra os donos das prensas em
que lae* saccas livercm sido depositadas, os quaes li-
cam alera dissosnjeilos s penas em que lenhnm in-
corrido.
b. O administrador do consulado exigir dus
prensarlos, que ntostrem liaver prestado a flanea
que sao ohrigados, em coofurraidade do capitulo .
til. 3." part. I. do cdigo do commercio. e manda-
ra publicar pela imprensa, tanto os mimes daquclles
quehouverem cumprido esle dever, como dos que o
nao llzerem, nao consentindo que estes ltimos con-
linuem a receber algodo em deposito. O que V. S.
far constar ao administrador do consulado para a
devida execurAo. Transmiltio-sc copia do olcio
cima thesoUraria provincial.
Dito Ao mesmo, remetiendo a relac.io das dia-
rias abonadas pelo jaiz de direito Jos Filippe de
Smiza Leao a seis recrulas v indos da comarca de
I-lores, e liem assim o pret dos vencimentos das pra-
<;as que escollaran! os referidos recrulas, para qoe
estando nos termos legaes, mande tugar a importan-
cia total de semelhanles vencimentos; sendo os das
praras da escolla entregues ao respectivo comman-
dante com o descont de 308, que llie furam adian-
tados uaquclla comarca, segundo consta do recibo
que tambera remelle, e os dos recrulas, bein como
a mencionada quanlia pagos a Joaquim Candido
! erreira. Communicou-se ao mencionado jai/.
Dito Ao .ii/, ile ilireito l.uiz Carlos de Paiva
Teixeira, communicando que, segundo cons.lou de
aviso do ministerio da jtislica de 2i de Janeiro ulti-
mo, por decreto de 16 do mesmo mez Tora S. me. no-
meado para o cargo de chefe de polica jlesla provin-
cia, e recommendando que quanlo antes entre no ex-
Chapas com canudos de lalo para baquetas. 9
Communicou-se ao respectivo commandante su-
perior.
DilaNumeando o bacharel Francisco Ferreira
Hartins Ribeiro, para o lugar de 1. escripturao do
consulado provincial. Fizeram-se as necessarias
communicaroes.
DitaO presidente da provincia, lendo de erapre-
gar no servico da colonia militar de Pimenteiras, o
major de engenheiros Cliristiano Pereira de Azeredo
Coutlnhe, rcsolvc exonra-lo do commando do corpo
de polica, e nomeia para o dito commando ao l-
enle rorouel reformado da guarda nacional, Pedro
Jos Carneiro Monleiro.-K|zeraui-se a respeito as
necessarias communicacOes. \
ercicio do mencionado cargo, cerlo de que fica-lhe
marrado o prazo de tres mezes para apresentar o
competente titulo. Ofliciuu-se ao desembargador
chefe de polica interino para fa/.er entrega daquella
repartirao ao nomeado.
Dito -- Ao juiz de direito nomeado para a comar-
ca do Bonito, eouvidando-o para vir prestar o dovido
juramento, alim de quanlo antes Seguir para aquella
comarca e entrar no exercicio de suas fuurroes, visto
assim convir -no servico publico, cumpriodoqueS.
roe. solicite e aprsenle a compleme caria dentro do
prazo de ires mezes. Fizeram-se as necessarias
communicacOes.
Di loAo major de engenheiros ChriUiatoo Perei-
ra de Azeredo Coulinho, para ir quanlo antes come-
car e concluir a demarcarao da colonia militar de
Pimenteiras, devendo requisilar sem perdade lempo
o auxilio deque necessilir para O bom desempenho
desla commissfio.
Dilo^Ao mesmo. Tendo urgente necessidade dos
serviros de Vmc, na.colonia de Pimenteiras, julgo
conveniente exoncra-lo, como com efleilo o exonero
do commando do corpo de polica ; rumprindo-roe
Ionva-lo pela solicilude, inlelligencia, e nunca des-
menlida fdclidade, com que sempre se porlou no
desempenho de tilo importante commissao.
DitoAo major de engenheiros encarregado das
obras mililares, di/endo que deve dar principio co-
mo se llie rcrommendou, a obra do edificio que se
deve construir no quintal do quarlel do Hospicio.
DitoAc inspector da llicsouraria provincial, re-
mellendo, para servir de base a.arremalaro da obra
do 4.0 lauro da ramificacao da estrada do Cabo, co-
pia do orramenlo e clausulas que approva para
esse liin.Communicou-se ao director das obras pu-
blicas.
DitoA cmara municipal do Recite, aulorisan-
do-a, villa de sua informaran, a mandar fazer a al-
terarlo da plaa desla cidade, requerida pelo Dr.
Pedro Francisco de Paula Cavalcanli de Albuqner-
que, na parte que cumprehende a ra denominada do
Capibaribe, demaneiraque a Iravessa all projecla-
do avance mas 5 palmos a oeste.
Dito-j-A mesraa, concedeudo a aulnrisarrio que
pedio para dispender a quanlia precisa com o aca-
bainenlo dos 50 pares de catacumbas,que primeiro se
lizeram no remilerio publico, perlencentes aquella
municipalidade, vislo nao existir quota para serae-
llianledespoza.
Dlto-^A cmara municipal do Rio Formoso, re-
meltcndo Ires laminas e alguns tubos eapillares com
pus vaccinieo, alim de que seja convenientemente
empregado,visto constar ler apparecido varila na-
q\cllemuniripo.
forlariaAo director do arsenal de guerra, para
fornecer ao lenle coronel commandanlc do bala-
Uio'dc arlilharia da guarda nacional desle monici-
pie, o objeclos mencionados ua relarflu que re-
melle.
Rc'gr.ao a que te refere o ofpeio supra.
Espadas p,ra tambores. 9
Bambas paa as ditas com bocaes e ponleiras. 9
Boldi ies com chapas para as ditas. 9
FOLHETIM.
RELAC.VO DOS INDIVIDUOS RECKUTADOS
PARA A MARNIIA, DURANTE A ADMINIS-
TRACAO' DO E\M. SR. JOS BENTO DA CU-
NHA E FIGUEIREDO.
1. Francisco Fernandes Dias. Remcltido para o
quarlel general de marioha.
2. Mauoel Faustino Ferreira. dem.
3. Jos Antonio de Sena. dem.
4. Jos Joaquim Damasceno. dem.
5. Antonio Borges da Silva. dem.
6..Fulgencio Antonio tioncalvcs. dem.
7. Joaquim Jos da Costa. dem.
8. Tertuliano Jos dos Santos. dem.
9. Caelano Lopes da Silva. dem.
10. (ionralo Jos dos Santos. dem.
11. Jos Ferreira Ribeiro. Sollo por ordem da
presidencia, por (er apresenlado iseurao legal.
12. Joao Francisco Regs. Remeltido ao comman-
dante da cslaao naval.
13. Joao Olegario. dem.
14. Manoel da Costa. dem ao commandante do
brigoe I lmar ac. ,
15. Antonio Soares Barroso. Remeltido ao quar-
lel general de marioha.
16. Manoel da Costa Meircles. dem.
17. Joo 'lavares de Son/a. dem.
18. Virginio Alves dos Santos. dem.
19. Firmino Rodrigues da Costa. Remeltido ao
commandante do brigue immarac.
20. Francisco Pereira de Souza. dem.
21. Primo Bispo Feliciano. dem.
22. Luz de Franra Reg. dem.
23. Manoel Querioo do Nascimentn. dem, e fui
sollo por ler sido julgado incapaz em inspeceao de
sande. i
24. Qiiintino deAquinodos Sanios. Remeltido
para o briguc Ilamarac.
25. Jeronymo Francisco do Reg. dem. *
26. Mauoel Bernardino de Oliv'eira. dem.
27. Firmuo Jos de Oliveira. Recrulado pela ca-
pitana e por ella sollo, por liaver apresenlado isen-
r.e.i legal.
28. Herrulano Jos de Oliveira. dem.
29. Francisco "Pereira Barbosa. dem.
,'ttl. timano da Costa Pereira. dem.
31. Antonio Barbosa da Cosa. Sollo por ordem
da presideucia por. liaver apresenlado iseiicaolegal.
32. Luslaquiu Francisco das Chagas. Remeltido
aocoinmandanle da eslarao naval.
33. Luiz Miguel de S Pexato. dem.
M. Joao Francisco do Nascimenlo. dem.
15. Claudino Antonio Francisco da Costa. Ide
36. DamiSo Jos Comes. Sollo por ordem da pre-
sidencia, por liaver apresenlado isenco legal.
37. Joao Baplisla dos Santos. Remetlido ao com-
mandaule da eslajao naval.
38. Ignacio Jos Gomes. dem.
39. Manoel Joo dos Santos. dem.
40. Manoel Jos. dem.
41. Francisco Candido da Paixo. Sollo por or-
dem da presidencia, por ter apresenlado isenjao
legal.
f 42. Januario Bispo. Remellido ao commandante
da eslacao naval.
43. Manoel Jos da Silva. dem.
44. Joao Eduardo dos Sanios. Remeltido para *
charra Carioca.
45. Amaro Benedicto do Sant'Anna. Remellido
ao commandante da eslacao naval.
J^Jridro Hcnriqnes de Miranda. dem.
47. FelxHallas. dem. ___-
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Garuar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 c 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oririry, a 13 c 28.
Goianua e Parahiba, segundas e scxjas fciras.
Victoria, e Natal, as quintas feirs.
PREAMAR DE. HOJE-
Primeira as 3 horas e 42 minutos da larde.
Segunda s 4 horas c 0 minutos da manba.
m =
menor; alm do que era oe boa conduela e eslava
entregue a um mestre pedreiro para llie ensinar o nf-
fcio.
O quarlo sob n. 41 foi sollo, porque sna mulher
rsula Mara da Conceico, assim oj
sentando certido do asiento de ca:
O quinto sob n. 50 foi sollo
quisitado por intermedio do o
interino o lenente-coronel com'
batalho de infantera da guarda1
dade, declarando ser o recrulai
msicos contratados para o serv
scu commando que fazia grande falla.
O sexto sob n. 53. foi sollo, porquera mulher Li-
na Mara de Jess, aprcserilando cerlido do assenlo
deseu casamento, pro-, ou igualmente ser o reerula-
do bem comportado, e ter fi 111 os de sen consorcio, aos
quaes mantiuha, assim como a sua mulher.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Con^mercio, segundas c qitinlasfeiras.
Relaco, trras feiras e sabbadbs.
Fazcuda, lerdas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas c quimas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
, EPHEMERIDES.
Fcvereiio 4 Quarto crescenle a's8 hora, 18 minu-
tos e 48 segundos da larde.
13 Luachciaas4 horas, 14 minutse 8 Quarta. S. Joao da Matia ; S. Coriniia m..
48 segundos da manha.
20 Quarto minguante as 8 horas 25
ininntos c 48 segundos da manhaa.
. 27 Jtua nova as 2 horas,- 20 mmutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
6 Segunda. As Chagas de Chrisio Senlior Nosso.
7 Terca. S. Romualdo ab. ; S. Ricardo rei.
9 Quinta. S. Apolinaria v. m. ; S. Ansberto.
10 Sexta. S. Escollastiea v. irma de S. Benlo.
11 Sabbado.S. Lazarob-; Se. Cloeero eDesiderio.
12 Domingo, da Septuagsima ( Eslacao a S. Lou-
renro extra-muros) S. Eulalia v. m.
.
uercu apre-
e oulros que solicite de quem pode, certas medidas
preventivas. Quanlo a*mim, ludo ser o mesmo,
porque coslumo dizer como o oulro. Nunca pro-
curo fazer que as coasas aconlec,am como desejn ;
aceito-as como ellas veem. Dahi resulta, queeslou
sempre cima dos acontecimentos.
Ja>c aprega por ca, que haver nessa cidade um
bonito carnaval ;se eu poder descobrir alguma mas-
olra, que me quadre bem, la rei dar-lhe um aperlo
de iiiao ; mas ha de ser sob a cundirn, de que Vmc.
nao me condecora.
At mas ver. A.
{Carla particular.)
* PERMBICO.
(?or Octavio FenUlet.)
* -"fERSONAGENS PMNCII'AF.S.
Andr Botuein, compositor e poeta.
O caiaUeiro Carnioli, rico melmano.
Strtafttis, rahequUta e professor de coptrarponlo.
Marlha, sua filba.
'-onoro, prneeza Falconieri.
' PEhSi.\(E>s-STB4tTRAS.
UariilUt, camarista.
GiiUia, marqiMia Aarni.
I.ady WUton.
O principe kulisd,.
Onarquezdc Sora.
Molleo, criado.
(A scena passa-so em aples.)
MariellajgUa excellencia !
Car/iioifffTiquillamenle): Minha exccllencia.
\_Etcmaiom a rio a casaca.)
Marijjila : Hela varan.la!
Carfioli: Pt'a vurauda. Jua ama pelo qoe
parereAiroliibio inilia entrada aqui inespe admen-
la. Pacauro vita -para com um homem que vulla de
ll'""iyiiiia .' Nao faro mitra cousa ha dona anuos, .Ma-
rielU, sendo esralar varandas coim urna hera. lleves
acli(r-me magro. Apprpxima-le, minha lilba. (Olhan-
ito-Wpasamente.) Ota, jpois, dze-me era duas pala-
vras, como vao por aqu ?
Marietlu : Vossa lexcelleucia lem muila boada-
ue. Vamos como vf. y.
Carnioli: Pcnsas e-nto que vollo, de Uespa-
na para nformar-me de.Jua sade 1, Pergunlo-le
romo va. a gcmie desta ^^TSabes, que leoho um
meresse particular nJ|o>ven e celebro maestro,
que lie,-.i dous annqjr hospede ecunimensiil de la
linda ama. ,7 J
II
DOUS ASNOS DEPOIS.
yill FaUonieri. Um rico gabinete e artista.
Piano, armariot, bibholheca, dican. Urna porta no
fundo, outra na esquerda, e dua dando para una
varando. So oilo horas da noite no outono. Ma-
rielta tem ao gabinete e lea de cima de um tfete
douVOins antigot. No momento de >ahir ella-pura
amulada outindo rumor na raranda. Um liomem
empurra de pira urna dai portan entreabertas.
Marietla (dando um griloi : Ab!... ladran!
Carnioli (entrando): Cala-te, Marietla, sou eu.
() Vide Diaria n." 3.
Marietla : II;ln |Jom mancebo, excelleucia.
oi : S,j. mas ^ bom nlanceu0i auc
de es-
mporta-
/,.4-la aos
seos cuidadosarlirticos; ,,nrcm r,o ai.nunciam delle
iieifliunia obra ntva. Soube ,ie Donali. emprezario
de San-Carlos, qe elle nao linda aiuda entregado
mas que lima so scena de segunda opera Torqualo
Timo, posto que ha jrecebido o preco adiantado
Laimou : hirj;mi|ses8e uom mUKebo
,leve-inn ludo seni lellhuma excepf5o Mtm ,
rrever-rae lia mhfae um ailno \,-00c0 me m
na sua negligencia, 8e eu poesie mtii)ai.{
nhado' de modat de ourt, ai quae ainonloa no
lo da mesa.) Estas vinte pistolas, que pc^o-ie aceites
nSoso de inani'ira neiiliiiuia um modo indirecto d
captara loa coufiaiira e de desviar-te do leu dever*
sei que es iiel i jua ama. SAQ_algumas curiosidades
leu goslo. Es-
48. Thomaz Francisco de Barros. dem.
451. Jacinlho Jos Ferreira. dem.
50. Agesislo Venerando de Macedu. Sollo por
ordem da presidencia, em virlude de requisito do
commandante superior da guarda nacional,
51. Manoel Isidoro l.fraa. Kemeltido ao comman-
dante da eslarao naval.
52. Emilio Candido da Silva. Sollo pela capitana,
por llie haver apresenlado iseoco legal.
53. Vicente Ferreira da Cruz. Sollo por ordem da
presidencia, por liaver apresenlado iseurao legal.
54. Manoel Antonio Cavalcanli. Remeltido ao
commanhanle da eslarao naval.
55. Ednardo Jos de Sanl'Anna. dem.
56. Sebaslio Jos de Sant'Anna. dem.
RECAPITULACAO".
Foram remetlidos para o quarlel general de
mariulia ,............
dem para navios estacionados 110 porto da
cidade,.................
Sollo por incapaz do servito, jnlgado em
inspeceao................
Sollos pela capitana por iseurao legal ... 5
dem pela presidencia pela mesma razo. 6
56
Dos seis recrulas sollos pela presidencia por iseu-
cao legal:
O primeiro sb n. II.
O segando sob. n. 31.
O trceiro sb n. 36, porque sea pai provou ser
lioraem sexagenario, e o recrulado seu nico Gibo,
14
30
COMARCA DE VUARFJII
8 do feverelro de 1864.
He bem cerlo o dizer-se queludo quanlo sobrat
vera depois a fallarde lanos divertimentos, lautas
dislracroes, que lvemos em os dous mezes ullimo-.
nada resta ; de maneira que achamu-oos boje entre-
gues a realidade, que vm a ser o montono canto
das cigarras, com que sao os nossos ouvidos eslrugi-
dos de noile e de da, e mais as bexigas, que anda
vao fazendo bixas.
A proposito de bexigas, agora faz-no falla nosso
intitulado medico sem. ttulo, a. qual apostava mil
contra nm por cada bexiguenlo que Ihe inorresse ;
tal era a virlude dos especficos que possuia ijuc
nao tenha o governo conhecimeulo de um semelhan-
le Esculapio, para o enviar aos lugares aneciados da
peste...
Por ora estamos privados das represntenles das
duas companhias gymnaslica o dramtica, que
lauta bulha lizeram a principio, isto be, a de gymnas-
lica melamorphoseou-se em companhia volante, e
ora percorre vai ios lugares, e engenhosila comarca,
com o que dizem que se nao tem dado mal; e a dra-
mtica ainda aqui existe, porem na im*tossibilidade
de poder representar, vislo com os dous cliefesGui-
maraese Pedrozoretiraram-sc a franceza, deixainlo
os mas companhelros a espera, como dizem que dei-
xra em uulro lempo S. Beuedilo ao diabo.
Pois he pena, que assim nos deixasscm, principal-
mente o tal Sr. Pedrozo, o qual he un genio
trascendente que, se fosse apuraudo-se .... seria
dentro de (i(l anuos rival do tiermano ; e quem sabe
se nao seria tambem do raesmu Joao Caelano O
genio obra milagrea.
O que no meio de tantas perdas consola-nos m
pouco. he eslarraos n'uma quadra de niuilo diuhei-
ro, provera a Dos! sendo que al a collecloria, que
lo vida sempre se moslrou desle genero de primeira
necessidade (bem entendido, quando a isso linha di-
reito) hojo faz-lhe cara feia Disto me convence
gjnuilo dillkgbladc, ojie ciuiojilram auui as pai lea
em sellar urna lel(ra,por|exemplb, em pagar urna ma-
tricula, etc. etc. anda ha ponco vi and.irem em ho-
landas alcuns rapazes, que queriam pagar duas ma-
triculas, para lerem ingresso n'aula de lalira : ora he
o,dizia-se-lhis, ora he tarde, e ora nao est aqui
cricao, o qual nio deve estar s ordens de nin-
yubi, quem quizer que o vprocurar! finalmente,
elioram pitongas, primeiro que encontrassem boa
mar.
O liento Alves Prazim acaba de descobrir a verda-
dera pedra philosophal dos criminosos, e por isso, er
tou que rauilebreve solicitar 101 brevet d'invenlin:
fa^a idea, por meio de doas jusliticaces que deu,
urna de achar-se ha comarca, a outra de nao adiar-se.
poz-se no olho da ra, mu lo sem ceremonia, ma-
gano!
Tinha elle dous processos, um mais anligo, e ou-
lro mais moderno ; quanlo ao maisonligo prcvalc-
ceu-se do direito de prescriprao, mediante urna jusli-
licaro de ter sempre residido na comarca, sendo que
as autoridades nunca o quizeram prender 1 E quanlo
ae mais moderno inlerpoz recurso para o juizo de di-
reito, mediantejatutra justificaran de uu achar-se na
r~"-j| ar-mnpT (un que foi coiiunellido o delicio,
c passe por l muilo'bem.
Agora o que resta, liesesses.niuilos, que exislem na
cadeia dessa capital, e enr.dulras pnsoes, cuidarem
quanlo antes em dar suas justilicaces, nada mais f-
cil! c moscarem-se; pois que em direito lodos'sao
iguaes.
Cumprc notar que, para a primeira das duas justi-
ficaces, concorreram as duas autoridades ecclesias-
licas do lugar, urna das quaes j foi subdelegado, e
promotor \
O atino porc vai- um pouco azago, para o bello
sexo : duas mullieresleem sido assassinadas em bem
pouco lempo! A primeira de nome Antonia, fui as-
sasainada nolugardeBaixa Verde do quarto dislriclu
desla freguezia por Jos Nunes, com um tiro de ba-
camarle; o assassino evadio-se; e a segunda de nome
Francelina, foi nssassinada por Antonio Joa/juim 110
lugar de Agua Urania do prlmeiro dislrclo de Tra-
cunhaem, com urna facada; u assassiuo acha-sc reco-
Ibido a cadeia.
O primeiro dos ditos crimes foi commelldo em -2-2
do mez de Janeiro prximamente lindo; e o segundo
em 6 do crrente.
Resla-me agora rectificar um tpico da minha ulti-
ma carta: eu llie havia dito, que cerlo senlior de en-
gendo do segando dcslricto do TracunhSem fura a
casa de un sen morador, e dispjrara-Ilie dous (ros.
Pois bem, melhor informado, diko-lhe que taes tiros
se nao deram por nao achar-se em casa o dito mora-
dor; mas em compensarlo levou-se-lhe nma lellra do
valor de IO3OO, para principio de paga dos bois re-
geilados!
A anxledade publica ja se vai maatfestendo acerca
da sabida do Dr. Moscozo para a asaembla provin-
cial : uns desejam que S. S'. deixe ludo bo stalu qun.
RELACAO 1)?S BITOS DA
SANTO ANTONIO NO MEZ DE JANEIRO. DE
1854.
Simplicio, prelo, escravo de Caelano da Rocha Pe-
reira.
Luiz Antonio Alves Mascarenhas, branco, casado.
Aona Mara de Mello Lima, parda, vuva.
Jos Mara Vieirade Mallos, I naneo, solleiro.
Dellina, prela forra (pobre.)
Francisca Rodrigues de Jess, parda, viuva.
Maria da Concerdo Peixolo, branca, viuva.
Alaria Francisca, parda (pobre.)
Marianna Rita de Jess, parda, solleiro 1 pobre.)
Thcodora, branca, filha de Feliciano Bernardo da
Sjlva. 1 -
Joanna Maria da Paz, parda, solleira pobre.:
Belarmiuo, branco, lilho de Manoel Honorato do
Nascimenlo.
Beucdiclo Jos do Nascimenlo, pardo, solleiro,
(pobre.)
Theodora Maria dos Cuimaraes Bandcira, branca,
casada.
Amelia,' branca, filha de Francisco Xavier de Mo-
raes.
Iloooria Fiel Lilia Flor, branca, viuva.
Anglica, prela forra, (pobre.)
Mara, escrava de Joaquina Maria de Assumprao.
Elisa Pi dos Santos, branca, solleira.
Victorino, escravo de Filippe Carneiro de Olinda
Campello.
Francisca, parda, lilba de Justina Ciara (pobre.)
uilherme da Cosa, prelo forro, solleiro.
Antonia Cndida Ludovina, crioula viuva.
EstevoJos de Maraes, Indio, solleiro (pobre.)
Francisco de Paula de Moura Accioli, branco,
solleiro.
Napoleo, pardo, iilh de Luiza Maria da Concei-
o (pobre.)
Balbno, pardo, filho de Joo dos Santos Gardozo,
Ignacia Juliana Conralves de Carvalho, branca,
viuva.
Joaquim Jos Vicha, branco, casado.
Gil Mauoel Jnior, branco, solleiro.
Antonio Vicha Carneiro,Jiranco, solleiro.
Antonio Alves Teixeira Bastos, branco, casado.
Elias, escravo de Joanna Baplisla de Araujo
Bastos.
Francisca, filha delvo Antonio de Araujo Laran-
gera l.cile.
sei que es fiel ala ama. Sao-alguinas
hespanholas, if^ejftj^slr conhecer
Ui rindo? tai)io niellior !.,. A proposito, ests ainda
bemaqui?... Sou um pouco preatavel, como sabes.
Marietla; Aqu estou mtiilu bm; lodavia ha
um emprego com que souho, e se* o senlior quizesse
ajudar-me a ob(-lo...
Carnioli: Que emprego, Marietla ?
Maricita : o de professora em alguma familia
ingleza.
Carnioli : Bem! eqile ganharias nisso?
Marietla : Casara com o lilho, senlior.
Carnioli: 'lomaste de tua ama, .Marietla. 11 ura
maneira de gracejar, que Taz jjbenieccr. Porin pro-
meti cuidar nisso : nao goslo** Ingieres, e n.to le-
vart a mal que cases rom um... Vamos aos meus ne-
gocios... e primeramcnle onde eslo elles?
Marietla : Estilo jamando.
Carnioli : Bem. E aqui he o gabinete do maes-
tro, nao he?
Marietla : Sm, senlior.
Carnioli e qual he a razao de achar-lc aquj
entre lusco e fusco? Isso nao ho da ordem. Nao ha
particulardade insigoificantepara quem esluda una
slluacSo, Acaso andas cacando as Ierras sngaila ? ,
Marietla (, \ nj01 0 se|10r conhece meus
principios.
Carnioli:Sira, Marietla, conhei;o-os: lu nao
os lens.
Marietla : Soa urta mora honeste, grabas a
Dos, excellencia.
Carnioli: E eu sou um liomem honesto, Ma-
rietla, logo abrecemo-nos. ( Abrara-a levemente e
1. contina.) Dize-me... que viuhas fazer.aqui?
Marietla : Vinha por ordem de minha ama,
emquanlo o maestro nao est ah, bascar esles dous
vasos, que serao de um bello efleilo, diz ella, no ni-
cho da escada grande. Uonlem vim buscar urna rae-
sinlia de nm s p, que minha ama leve a phanlasia
de enllocar em seu salao de eslo. Ante-hnntem lira-
va un quadro...
Carnioli: Euto he urna mudanra-de apo-
sento ?
Marietla : A' f, excellencia, nao sei o qiie he
para o consumo diario, linhamaberto mo das mullas
dos marchantes, declarando que a todos era licito
malar gado sem estipendio algum at em seos pro-
pros arougues, franqueando-os a quera dellesse qui-
zesse aproveilar.
O que movera nesle caso aos fornecedores a obrar
com lana generosidade ? foi nicamente urna idea,
um desejo, um sentiirenlo nobre, e he que nao fal-
larse nunca ao povo a carne necessaria para o seu con-
sumo, qliando lodos os vveres eslavam por um pre-
ro exorbitante. E o que acontecen ? foi que os mar-
cliailcs.apezardoganho cerlo deoilo mil rcisem cada
HBJ, flue deixavam de pagar, nao so nao diminuirn!
FRECUE/.IA DE ^bre^oooi^^avM^uiavain vender antes a carne,
cnmofM a^Rentaram a matanC, vindo por
(arito a resultar, que o perdao das multas aos roar-
clian les foi sement em pura perda dos fornecedores,
e lucro para elles, sem que dahi resultasse ao povo
beneficio algum. Pois bem, grilii contra o contra-
to, e conlra os fornecedores, gritei at arrebenlar,
qu ah vem de julho avante quaot vos ha de clicqar
a roupa ao couro, o
A'visla do que temos exposfo, daver ainda quem
duvide da necessidade da conservarlo do contrato, e
por consequencia dehabilitar os fornecedores a cum-
pri-lo sem um prejuizo certo e infallivel ? Era, 00?
u,10 contrato urna garanta para o |M)vo, que, comq
recondeco a commissao de iuquirito.esiflca habitua-
do a comprar carne por preco mdico c contiendo ?
Se a mesma commissao reconheceu a necessidade de
modificarles nos preros das carnes durante as esta-
cos de. invern e de vento, se reconheceu a necessi-
dade da conlinuarao do contrato al o termo de sua
durarao legal, apezar de ser opposta a existencia do
mesmo contrato, se jolgou, e muiln bem, que nao era
possicel lalhar carne pelo preco de 29500 a arroba,
asm como que o estipulado para as duas etlacoes
difcilmente se podero manter, ero favor ou em be-
neficio de quem foram fetas as modificacbes de 13 de
dezembro ullimo '.'
Mas emQm o augmento do preco das carnes foi
feilo aos fornecedores, dir alguem, f.or tanto ganha-
rao elles esse augmento; vejamos. Fallandajjda ac-
tualidade, o augmento toi de meia pataca por arro-
ba, e regulando cada bol a nove arrobas na balanza
grande, termp medio, sacne-se que lveram os forne-
cedores de augmento pete-ibera de gado a enorme
samma, enormissima.se quizerdos, de 1JM40 rs. Dis-
semosque termo medio cada rea regula novo arrobas
de peso, e dissemos urna verdade por nos averiguada
com escrtfpnlnso esmero Recorremos a todos os as-
senlos da adminislrarSo durante dous annos, nao s
da arrobarlo emp,como do peso-das rezes moras 110
acto da dstribuirau. para os arougues; o peso regula
geralmenle de 8 a 11 arrobas da arroha^ao em p, e
7 a*10 arrobas depois de^norla a rez, prtenlo o ter-
mo medio foi constantemente de 9 arrobas por cada
boi, para menos e nunca para mais, durante os dous
primeiros anuos do contrato, o queconstituc umare-
gra quasi invariavel.
Pois bem, sabis acaso a despeza, que faz urna rez,
desde que se recebe ou se compra na feira al ser ta-
prejaizo cerlo e infallivel ; que o contrato era orna
oecessidade ndeclinavel da popularlo, e que a ana
sustenlacjln era toda em seu proprio beneficio ; que
o augmento no preco das carnes, .insignificante para
o contrato, pouco augmentava o sacrificio do povo
pela exiguidarie de cinco res em libra ; que fazendo
as modificaroes, o presidente da provincia s livera
emvisBo Jieneficiodo povo, e tanto mais quanto,
assegurando o- contrato, fez reverter para as obras
do hospital de caridade as multas dos marchantes,
que pertenciam aos conlraladores ; finalmente que a
utilidade publica foi em todo esse negocio o nico
movel da conducta do presidente, qnese moslrou (ao
moderado e prudente como solicito e intelligente.
Ora, poda o presidente da provincia* negar-se a
fazer as modificaroes pedidas pelos fornecedores de-
pois da opiniao expressa da commissao e da lei de 13
de maio do anno' prximamente lindo ? Supponde
que poda, eque se negava a isto ; pois bem, nao te-
riam os fornecedores recurso algum de qoe lanrar
mao ? Siqf, linham, e eslavam dsposlos faze-lo.
Seria repugnante, e al absurdo poropposto a razo,
que quando no termo do contrato primitivo se esla-
beleceu sancro peifal para as fallas dos fornecedo-
res, podesse a oulra parle de um contrato bilateral
deixar de cumprir impunemente os seus compromis-
so. O governo se havia compromeltido solemne-
mente a reparar os efleitos de urna forja maior, ha-
bilitando os fornecedores a cumprir o contrato sera
um prejuizo cerlo e infallivel ; por lano era deseu
geira I.eile.
Jos Rodrigues Gomes, branco, solleiro.
Antonio Jos de Araujo, branco,* solleiro.
Flora, filha de Jos Vicira de Oliveira:
Padre, Joao Jos da Costa Ribeiro.
Pro-parochu.
REFARTCIAO' DA POLICA-
Parto do dia 9 defevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
parles boje recebidas ueste repartirao, consta terem
sido presos: a ordem do delegado do primeiro dis-
lrclo desle termo, Domingos Jos Anonso, sem de-
claraco do motivo; ordem do subdelegado da
freguezia de S. Antonio, Cosme, escravo de Antonio
Cordeiro da Cunda, a requerimeuto do senlior; i or-
dem do subdelegado da freguezia da Boa-Viste, Jos
Justino Evangelista, sera declararlo do mo.tivo ; or-
dem do subdelegado da freguezia dos A fosados, Joa-
qoim, escravo de Manoel Cabocro, por andar fgido.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica d
Pernambuco 9 de fevereirodo IS>.Illm. eExm.
Sr. cooselheiro Jos Benlo da Cunda e Figueredo,
presidente da provincia.O desembangador Cae-
lano Jos da Silva Santiago chefe de polica in-
terino.
10
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qoe das
parles hojerecefiidas nesta repartirao, cousta lerem
sido presos; a ordem do delegado' do prlmeiro dis-
lrclo desle termo, Felx, escravo de Manoel Fran-
cisco Duarte, a reipiisicao do senlior ;e a ordem do
subdelegado da freguezia dos Afoga-los, Francisco
Paulino, sem declarar do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 10 de fevereiro de ItiVi.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figueredo,
presidente da provincia. O desembargador Ca-
tano Jos da Silva Santiago; chefe de polica in-
terino.
Tua ama demole buje com um p dslrahido o edifi-
cio que elevaram honlem suas maos enamoradas.....
O-leraf'lo de intil, quando nao tem mais dolo... E
que diz o maestro desse proceder?
Marietla : uvido que de por tal, excellencia.
Seu espirito est em outra parle.
Carnioli (vivamente): Ab! ab! bravo! Elle
Irabalha, Marietla?
Marietla : Elle fuma, excellencia. Passa dia
inteiros recostado, c com as pernos no ar fumando e
otilando para o eo.
Carnioli: Que vil preguicoso '.... Sim, he isso
o que cu linda presumido... Elle est rin Capua !
pavonea-se uo ocio! adormece na voluptosidade !
: engorda!...
Marietla:Quanto a isso nao, excellencia.
. Carnioli : Elle nao engorda, Marietla? j he
alguma cousa. Mas como he que la ama nao o im-
, pelle ao Irabalho ? lia por ventura bom sonso era
deixar cm pousio durante dous secutes de mocdade
urna inlelligencia dessa forra?... Mas anligaineulc
ella amava a msica!...
Marietla: E ama-a anda, excellencia; ella lo-
en -o caulaal militas vez es de algum lempo a este
parle como signor Paolo Morin. um joven tenor bel-
lo como o dia, que fez sua entrada com muito brlllio
ua opera do nuestro.
Carnioli : Ah e maeslro acompanha-os 110
piano, sem duvida? Elle lem a coiifianca infantil, e o
candido orgulho do eugenho... Nao suppqr jamis
que o engaara ; e menos ainda que Ihe seja prefe-
rido um hslriao. E lodavia o vonlo sopra desse lado!
Marietla : Nao sei, excellencia: a gente nunca
sabe o que pensa minha ama.
Carnioli: Que tolo! A occasiao lie bella para
tornar-se cioso! Se o ciume murdesse-lhe no cora-
o3o, isso fliedaria lom, e elle trabalharia !... {Folhea
rpidamente alguns eadernos depapel de musir es-
palhadQs sobre o piano e sobre a meta.) Nada I.....
Como! nem urna linha, nem urna nota em vinte mc-
Cvpriano, lilho do Ivo Antonio do. Araujo Larar.:. jhaa^^ arengue ? a de 7>500 rs 'sen.lo scineo^
te dos'.dousimpestosprovinciale municipal)3?>0OOr?.
e 4%50O rs. comaos agentes, conductores, pasto reado-
res,matadores, talhadores, aluguel de arougues, etc.,
etc., sem contar ditterenlessillos paralogradouros.e
oque pagaramuilasvezes pela eslada e demora do
godo em diilerenles praseos. Contai tambem a ninr-
landade de gado por efleilo de molestias, por falte
d'agua para bebida, e outros accidentes geralmenle
sabidos, cujo numero regula 20 rezes por semana,
sendo no mez de dezembro ullimo de perlo de 200 ;
calculai lodos csses bicos de cera.e vede por quanto
tica ao contrato urna rez depois de mora para ser
exposta venda. ,
Ainda mais, o contrato tem necessidade de 400 a
500 rezes para o consumo de cada semana, necessi-
dade ndeclinavel, de que nao be possvel eximir-se ;
o gado ha de apparecer, de grado ou por Torra, sob
pena de ^agar 309000 rs. de mylla por cada cabeca
que deixar de malar denlro do numero estipulado;
portento o contrato nao podia confiar nicamente
as feiras, que de um dia para oulro podem tornar-
se escassas, ou absolutamente ermas, como j lm a-
colecido ; oque fari nesse caso? Accusado injus-
lamenledeimprevidente, lenlou os ltimos recursos,
augmentando seus sacrificios, e Iratuu de fazer con-
venios com os mais ricos refazedores o boiadeiros da
nossa e das provincias vizinhas pelos procos, que es-
tes impuzeram. Estes convenios lcan^aram ao nu-
mero de 9,240 bois, a preso Hxo por cabeca ou por
arroba cm pe.
Seria longo eenfadonho apresentar agora urna lis-
la de todas as pessoas com quem o contrato tirniou
convenios, com o numero de bois e seus respectivos
preros ; citaremos apenas algumas pessoas mais co-
ndecidas. O coronel Benlo da Cosa Villar contra-
to u 1,000 bois a 303000 rs. por cabera, preco dxo;
Mauoel Pereira Mouleiro (da Serra Negra) tambem
1,000 bois a 28j00 rs.: Vicente Ferreira Lima
400 bois a 392OO rs. a arroba, feila a arroharo em
p, e a 2800 rs. por arroba a maior parle dos cite-
dos convenios. Perguntemos : a como pode ser ta-
lluda essa carne com a mingua que ella soffre desde
que serecebeo boi na eira al que se mata nesla ci-
dade ? Queris desenganar-vos pelos vossos proprios
olhns, queris dar-vos ao Irabalho de compulsar lo-
dos esses documentos ? pois bem, a administrarlo do
contrato est disposta a franquearvo-los.ero qualquer
dia e hora que quizerdes.
Resumamos pois o que temos dito al aqu, e ve-
jamos sellemos provado ou nao as nossas proposi-
ts, Com a lei provincial 311 de 13 de maio de
53, e com os dous pareceres da commissao de n
quinto sobre o negocio das carnes verdes, provamos
a necessidade das modilicares, e o direito que el-
las linham inconleslavelmente os fornecedores ; que
sem ellas nao podia o contrate mapler-se sem um
O contrato das carnes verdes.
No nosso "anterior artigo paramos justamente em
um ponto muito delicado, e que convm levar al a
evidencia, para que veja a popularao. cujas synipa-
Ihiasse deseja ganhar ueste negocio, que era ludo
quanto se Ihe diz he verdade, nem a verdade est
sempre nessas recriminaces odiosas, reedeadas
fel, e saturadas de despeito, que podem reverter
ra a sua nrigem como a pella tensada contra unVW*
po duro. Tinhamos dito qoe os fornecedores das car-
nes verdes, vndo-se na impossibilidade de cumprir
exactamente a clausula do seu contrato, em que se
estipula va a ma lauca de um numero cerlo de rezes
dever cumprir esle solemne coinpromisso feilo sob a
f de sua palavra, sob a garanta da autordade pu-
blica.
Mas, supponde ainda que hotivesse ua governo
Uto pouco honesto ou imbcil, que faltaste f deum
contrato publico, (icaria a outra parte sem recar ?
nao, nesle caso os fornecedores encampanan) o coa-
trato ao governo, e recorreriam para os 'tribunaesdo
paiz ; elles Ibes fariam juslica, porque nao era pos-
svel negar-se proras lo claras como a loz meridi-
ana. E o que acontecera nesle caso ? he que repen-
tinamente a popaUsao se acharia sem esse gero
de primeira necesafdade, ou por um preco lo exor-
bitante como ltimamente no Rio de Janeiro, onde
a carne cliegou ao enorme preco de pateca a libra.ou
I0>210 rs. a y roba. Ento todos gfilariam e com
razo conloa Jap-udencia ou imbecilidade do go-
verno; eniao'di^-se-hta, o com visos.de razao, que
os marchantes o haviam comprado para acabar com
o contrato, verdadelra garanta do povo, esatva guar-
da contra o monopolio particular ; ento nao ralla-
ra lodo esse cortejo dconcussao, peite, soborno, etc.
E a popularn ? oh essa soflreria por seos peces-
dos, e muito mais do que agora,porque eolio uio le-
ria carne alguma, ou se alguma appreresse, ria a
6$, 8$ ou IO9 rs. a arroba, entreten lo que agora a
lera certa, em quantidadesufllcienle, e a 10 patecas'
c meia a arroba ; pois viva Dos 'com as moditica-
Ses de 13 de dezembro, e grite quem qaizer a ban-
deiras despregadas, grite at arrebenlar, grite, falle,
que o fallar e gritar taraHem de mana, e, cada lou-
co com a sua leima. Pelo menos o presidente da
provincia nao sera manchado com esses epithelu* o-
diosos, que o desespero do povo faria chover sobre
elle ; liojepode-se fallar, mas nenduma suspeila po-
de pairar sobre sua cabera, a menos que a imlnorali-
dade ouje accumular torpeza sobre torpeza. E todo
esse alarido, essa bulha, essa.gri(aria porque o presi-
dente augmenten meia pataca "em arroba de carne!!!
E, porem, a carne nao se vende por arrobas, senao
por libras, e cada libra loca cinco res, moeda Uto di-
minuta, que ja n3o existo no mercado, he a nllima
expresso do troco miudo, he por^issim dizer o real
dos nossos maioresBem v qualquer pessoa, dola-
da de mediano senso commum, que sendo iuevita-
veis as modificases, mesmo em beneficio da popula-
Sao, nlo era possvel fazer-se alterado alguma no
preco das carnes que mais batata fosse, e que menos'
sacrificio cuslasse; qdaudo pelo contrario essas modi-
ficasoes iam assegurar a existencia do contrate, o por
consequencia o abastecimento certo de um genero
(o necessaro como a carne verde. Concluiremos por
tanto este^Bo, que j vai mu longo, e tem oceu-
pado Ires naceros do Diario de Pernambuco, com
a saisfaro de havermos cumprido a nossa promessa
de provaimos que as modificaroes de 13 de de-
zembro ultimo, o presidente da provincia s leve em
vistes o benepcio da populacao, assegurando e fir-
mando a fiel execucao do contrato de 6 de junho por
parle dos fornecedores;e bem assim que viste do
referido contrate a sua fiel execucao dependa deha-
bilitar os fornecedores a cumpri-lu sem um prejuizo
cerlo einfallicelt)
Agora s nos resta a 4. proposirao, islo he, que
o diminuto augmento no preco da carne, longede
ser em beneficio dos fornecedores, o foi s no .Bene-
ficio do povo, porque leve nicamente por fim asse-
gurar a.plena evecuco do contralle por consequen-
cia o abastecimento de um genero de primeira ne-
cessidade, quando lodosos nimos eslavam agitados
pela perspectiva de urna secca abrazadora. Esta
proposirao, ja cm grande parte tambem provada, me-
rece com ludo maior deseuvolvimento, e he o que fa-
remos no seguiute artigo, com a mesma paciencia
com que at aqui temos levado ao alto da monteaba
esse roebedo de Sisypho, ja por nos tantas Vezes car-
regado, e ora precipitado de novo, al que a divina
Providencia se digne de amercear-se de nos, e liber-
tar-nus dessa carga mais que indicente para o per-
di das nossas culpas, e remisso de lodos os nossos
peccadosamen Juslus.
Carnioli:Mentes, Marietla, segundo leu fu- es 1... Nio fazem vinte mezes qme elles vnllaram de
tiesto ctisiunie. Tu sabes bem o queln;: he o fin, sua viagem'?
Marietla : Sim, senlior; mas desses vinle me-
zes dev e-se abaler seis, porque o maestro nio gastou
menos lempo em restehelecer-se> de seu ferimento.
Carnioli: Seu ferimento que ferimento? In-
ferno quem alreveu-se a fer-lo ? J uro-llre por Dos
que ilcrramarei o sangue o lirarei a vida de quem
fez (al! Dize-me sen nome.
Marietla : Mais baixn,*senlior! He o marque/
de Sora.
Carnioli: Pois bem Sora esl unirlo. Uio cer-
lo-riuuo eu'exislo. Coula-ineVepressa ludo isso, Ma-
sut la.
Marietla : -7 Como he que o senlior ignora ainda
essa aventura?... A nstellarilo do senlior Roswein
em casa de minha ama causou muito ciume em a-
ples... O marque/, de Sora em particular espalhou
boatos verBonhosos... e muito injustos, excellencia,
porque o maestro nao consentir era vir habitar no
palpcio senao com a condirn... o senlior vai rir-se...
de pagar todos os annos seuhora prneeza urna
grande somma, a qual minha ama d aos pobres.
Carnioli: Nao quera elle pagar-me lainbem
apenas pode ganhar um sold? Que absurdo imb-
cil L.. [Mudando de lom.) Coitadode meu Andr 1...
Contina... A verdade devia ser conhecda em a-
ples : para que elle nao despreznu essas calumnias?
Marietla: Crcio que se teria decidido a isso,
se minha ama... {Hesita.)
Carnioli: Se tua ama?... Tempestades do eco!
acaba.
Marietla:Meu Dos! excellencia, minha ama
aconselhava-lhe que nao se batease ; porin lalvez se
houvesse mal nisso... Se Vmc. fusso militar por offi-
cio, disse-lheella, muilo bem:... mas Vmc. he poe-
te... Naturalmente os poetes nio goslam de guerra...
Assim, emquanlo 11S0 liouver necessidade absoluta,
esteja tranquillo.
Carnioli (em voz baja): Que vbora !
Marietla : I inmediatamente o maejlro lomou
o chapeo, e sabio com pressa. Duas horas depois
troiixcram-no com urna lamina de espada-, quebrada
110 peite.
Carnioli (sombro): E que fez tua ama ?
Marietla: Para ser juste, a senhora prneeza
foi admiravel, senlior. Ella passnu dvz noiles em p
cabeceira do ferido rom as maos no sangue e as
niesnhas, romo urna verdadera religiosa de hos-
pital.
Carnioli: Apre romance... drama... tiangue!
que helio iiiho!... E ha quanlo lempo acontecen
essa desgraca ?
Marietla : Ua dezoilo mezes, excellencia.
Carnioli : E elle j osla bem reslabelecido?
Marietla : lia um anno, senlior, que come e
beb- como qualquer pessoa.
Carnioli : E se come e bebe, pode Irabalbar!
Ah lembru-me do que acabas de dizer : a felcidade
o entorpece... Abanas a cabeca... Acaso elle lem des-
goslns. Marietla ? Falla!
Marietla : Elle ama a .senhora prneeza.
Carnioli (pensativo) : Nao enlende nada dis-
so: se elle tivesse desgoslos.trabalharia. Tenho meu
avalente a esse respeito. Digo-le que elle he dema-
siadamente feliz.
Marietla : Elle nao lem ar dsso.
Carnioli:' Que ar tem elle cnlio? Falla clara-
mente. Vs-me assando a fogo lente, maligna! En-
to eneauasle-me?Elle sol re ai ndo da "frula '.'
Marielta : Nao irala-a mais da (crida. E lo-
davia elle lem o ar de um liomem. que vai mor-
rendo.
Carnioli : Sangue do diabo! e de que ?
Marietla : Esse mancebo careca de urna vida
tranquilla.
Carnioli : Idiota! lima vida tranquilla con-
vem aos pastures e nao aos artistas... ai morrendo.
Bem por alauns cuidados de mor, nao he^Essas
minhas. lolinhas pensam que tem a vida 'de *& ho-
rnera na ponta de seus caprichos! Qnem so morre
desse mal, morre de velhicc, ouves? Eu tenho mor-
rido dez vezes de amor, c estou com..boa,sade.
' Marietla : Esse mancebo nao be feilo da mes-
ma raassa, que vossa excellencia.
Carnioli: Es urna crealuraestpida! cala-te'....
lKRESrttMMlAS..
A questao' do patacho Arrogante.
Nio foram smenle os cavalleiros errantes, e a flor
delles D. Quixote. os que nutriram desejos de que-
brar lauras em honra e glora de Dulcinea, tambem
o novo porluguez sendo lalvez delles herdeiro i be-
Marietta (applicando o onvido): Excellencia,
elles j vem, fnja. (Ouvem-se risadas naescada.j
Carnioli: He sua voz! Ah! parece que elle
morre bem alegremente.
Marietla: Isso nao ha de durar.
Carnioli: S'em nma palavra a meu respeito,
ouves? (Retirase para a carnuda, e Marietla salte
pela esquerda.)
ROSWEIN, LEONOBA.
Elles entram pelo fundo, t'm criado Iraz bu~
gias, esahe logo.)
Leonora (rindo): Como! Carnioli em um con-
vento de frades!
osteein (rindo): De capuchinhos!
'Leonora : Oh 1 conle-me isso. ( La tira-se em
urna poltrona.) Esse bom cavalleiro!
Rosteein .rindo semprej: Se elle'nie suspeilas-
se, malava-me. De cerlo era orna pera infame..', mas
eu era muilo moro, e i|u refleclia as consecuencias
das rousas... -eslavamos enlao em' Roma, onde eu o
linha precedido algumas semanas. Elle Iratou-inc
um dia lao brutalmente, que jurei vingar-me... Es-
crcv-lhe ajudado de um amigo, urna caria datada de
um pretendido convento'de Santa-Eufrazia no mon-
te Esquilino, ra de Santo Onofre, o qual nao era
oulro senao esse famoso convenio de capuchinhos.
Essa carta marcava-lhe um ponto de reuniao no jar-
dim do convenio, iudicava-lbe minuciosamente os
raeios de escalar os muros com seguraosa, e chegan-
do ao lugar, elle havia de receber de urna joven no-
visa, que passava por nao ser feia, a confidencia de
um segredo imprtente. Essa missiva era assignada
com duas iniciaes, e seguida de um posl-scriptwn,
no qual a antera recommendava-se i discricao f i
honra de um gentlhomem.
jionora; E Carnioli cabio nessa?
Roswein: Tanto mais fcilmente, porque elle
aecusava-se como 'urna macula em sua vida de nao
haver nunca lido dessas aventuras de conveuto, ai"


HG-JJI .-
DIARIO DE PERHAMBUCO, SABBADO II DE FEVERIRO DE 1854.



i.


' *


neficio du inventario, os nulrc. o a prova esla om
sua mesnia descripeao feila no Diario n. 30 de 1 d
fevereiro andante, onde declaraque est movido i
quebrar, iouma larir, mas tencas com ovelhopor-
tugue: em honra e gloria do nobVe cousul de sua
necao o Sr. J. B. Moreira f A virgem da paz se
'istflla no meio!
Eu nao sou, j disco e repito, o vclho porluguez.
quem nao deferido nao <$ porque nao precisa elle
defensor, como porque me nto ciicummendou o scr-
rnao; nao quero quebrar laHjas, porque na partillia
dos l.)ui\otcs nilo. fui ouviilo nein cheirailn Se en-
Irei na danta, oi levado do desejo de ver por parte
le qnem eslava a raza, e nutrindo anda esse dese-
jo porque nao sou horaem, que desea .da burra l
por duas raines e meia, c sem que veja o bom direilo
de quem me quer apear, nimia vollo, nao para que-
brar lances, ficar na estacada, levantar ^luvas etc.,
etc., (que fanfarices l) mas para trocar argumentos,
anuas estas, que nao sendo forjadas nos arsenaes da
mialhada ou da ribeira, a nnguem, podem oiTender.
Oom as armas pois ministradas pela* leis, e boa razo,
sendo o combate ein campo leal, pareee-me. posso
afflrmar, que o Inumplio ser a clara demonslraeflo
da culpabilida'de do nobre cnsul; entraremos por
tanto na questao dando-lhe principio pelo que disse
o noto porluguez tu^Diario do Pernambuco n. 17
de 21 do prximo passado Janeiro.
Nesle citado Diario, he o oco porluguez o pro-
]>rio confecsarque o patacho Arrogante era de
prbpriedade portugnezaque o seu capullo Jo3o dos
Santos, era porluguezque vinha da ilha, possessao
porlugueza, que a carga eram porluguczos colonos ;
mais confessa haer-sc verificado no consuladoque
urna grande parle dos referidos passngeiroaJWnham
som passapoilcs c que am deslas iiifraccdWinha o
capilao comrseltido oulras contra disposires porlu-
guezas. Feilo assim o corpo de delicio ao capito
Joilo dos Santas, era preciso para salvaro cnsul da
pronuncia e responsabilidade que eslava sujeilo por
nao proceder contra o mesmo capiluo ; e na carencia
le boa defeza, sahin-se o novo porluguez, canaula
dizem, pelo pao do canto, negaudo ao cnsul com-
petencia para obrar em lal caso contra o referido ca-
pillo, e firma a negativa de jurisdicao e competen-
cia, as doulriuas de Kluber, Martin* e outros, e
mesmo assim mutilando uns, estropiando outros, e i
lodos esses morios calumniando '!! Ota diga-rae1
o novo porluguez por vida sua, um tal mfdo de de-
feza casar sem dispensa cora a boa f de um caval-
leiro, que se dispoe quebrar tancas por amor,
honra e gloria do seu defendido o nobre cnsul J. B.
Moreira'.>
Nao anleyio o novo portugmz que para defender
o sea cnsul c lvalo ao paizda immortalidade, jus-
tificado e livre de culpa e pena, nao baslariam azas
de cera, que se poderiam derreter *
Tenha paciencia o oco porluguez, e permilla-me
que em bom porluguez llie afirme, qae nao acredi-
to i|porasse elle a existencia do decreto n. 855 de 8
ilenovembro de 1851, que dea regulamenlo aos
agentes consolares, quando recorreu a Kluber e
outeos para defender ao sea amigo, o nobre consol!
E que diz esle decreto u regulamenlo f Eu llie
digo.
Quando os navios mercantes cslrangeiros se acha-
rem dentro de qualqaer dos porlos do Brasil, a ju-
risdicao criminal e policial, dos respectivos agentes
consolares nao se esleuderi aos deudos graves, on
que por qualquer modo possam perturbar a Iranquil-
lidade publica, on afleclar particularmente qual-
quer habitante do paiz. (Arl. 15 do citado recula-
mento.) ^
Diz mais o citado decreta no arl. 1 i.
Aos agentes consulares perleore lomV conheci-
menlo, segundo1 os seus regulamentos, dos delicio
cnmmeltidos bordo dos navios de sua naco |>or in-
dividuos da Iripolaro, uns conlra os outros, duran-
te a viagem, com lano que nem o oflensor nem o of-
fcndidosrjam subditos d imperio, porque cin tal
caso, nao obstante fazercm parle da.mesma (ripola-
13o, compeler exclusivamente s autoridades 'terri-
loriaes conhecer de taes deudos.
. Ero face desles dous arligos, que parecc-me nao es-
lao revogados, he ronseqnen le, nao podor-se uegar
ao cnsul porluguez em Pernambuco, a competencia
criminal e policial para conhecer dos deudos, e iu
fracroes de disposicoos porlpgurzas, que confessa o
, noro portugus havcr.commelddo o capiluo do pa-
tacho, sendo este porluguez, os ofiendidos todos por-
lguczes.o porluguezas tambero as disposioOcs viola-
das e confesadas pelo noro porluguez. Mas, per-
ganla o novo porluguez, a que tribunal levara o
cnsul a sua queixa contra o capilao Joao dos Santos
delnqueme no territorio de sua oarao.' Porque leis
seria elle punido? Velas leis porluguezas ou brasi-
leras ".' A estas perguntas esulras nao menos puc-'
ris, a melhor resposta seriasen) duvida, a seguinlc:
os anjos he respondam ;mas prometti seriedade,
va seria respnsla. Se o citado regulamenlo'' n. 855
no irt. 15, que fic% transcripto confere aos agentes
consalares jurisdicao criminal e policial sobre os
ddctos dos subditos de sua naci, nao affectando
taes deudos particularmente a qualquer habilanle do
paiz ; o que se tio- pode dizer dos deudos que o pro-
prionoroporiujiie;aflirmacommettidospolo capilao
JpSo dos Sanios, porque nao poderia o mesmo cou-
sul processi-lo independenle de recorrer para esse
fim s autoridades do paiz? Quanto as leis porgue
decia ser punidf o capilao, nilo he difGaifaa respos-
t la: pelas leis porluguezas, que silo boS^ajnda que
nial execulndas em Pernambuco pelo cnsul; e a
respeito do crime de trazeremos capilaes passageiros
sem pasaportes, como pralicou Joao dos Santos, l
est a portara de lOde outubro de 1811 e8do mes-
mo mez de 1812, as quaes nao devia ignorar o eonsul
defendido, porque he formado, c advogado nesla ci-
dade. Tendo respondido como Dos me ajudou, as
perguntas do oco porluguez, quero agora, que elle
lambem responda as seguales perguntas minhas.
A que. tribunal recorreu o cnsul quando procedeu
conlra os passageiros do patacho, hoje brigue.Oefpi-
ijne de Be'xriz". A qual.das autoridades do paiz se
dirigi o cnsul quando tez prender e arrancar de
sua casa um porluauez estabelccido com loja na ra
das Cruzes dcsta fcpade. e fez com que fosse dester-
rad para Mossamede%? A' estes fados, outros se po-
diaro juntare mostrar qaeoconsutjoaqum B. Morei-
ra lem procedido independenledas doutrinas deKIu-
l>er e uulros quem foi incommudar o novo portu-
gus para justificar o cnsul, que a roeu ver Ocuu
j'cii eral in prncipio. O cura da minha trra.
(Continuar.)
Senhores Redactores.Rogo-lhesa publicarao des-,
tas ires linlius uo seo bemconceilnadojornal.para que
"publico conbeca dossofTrimentosdo abaixuassignado
que datam desde 12 de novembro de 45, e conti-
nan! nesla poca; foi preso, processado, levado ao
tribunal do jury, abolvido, appellado pura o tribu-
nal da re,lacao, ubmeltido* novo jury, nesle lempo
fugioda prisao em que eslava, liomiziou-se na pro-
vincia do Rio Grande do Norte, donde provou sua
conduela, pela qtalse fez credor das mais dislinelas
penoas daqnella previncia, em seis anuos que l mo-
rou no termo de Villa Flor, como vai provado eom
o aliesUdo das penoas de lodo o criterio da c-
mara municipal, do parodio da freguezia.do ex dele-
gado, do juiz municipal c lenle coronel do bala-
Ihao, c mais pessoas, c no da 13 de junho de 1853
foi preso por denuncia ao govcrnod'aqella provincia
por ler nesla cidade crimes,denuncia esla filhade vis
desafeic,oes de um seu gratuito inimigo,e que o mes-
mo abaixo assignado nao apreciara mais do que mu-
dar-se para um silto que havia comprado para all fa-
zcrsua residencia, allentoo seu estado de privarlo., e
as pessoas mais sSasdiquclle lermo que sabem de lo-
do o occorrido, o avaliario, que janyis duvidaro
allestar do seu rgimen pelo qual se fez credor dos
n ais disiinetos brsileiros;adespoilo de todas as prn-
vassou levado ao tribunal do jury em selembro pr-
ximo p'nssado, e all condemnado 'por faltas nunca
pratiradas pelo abaixo assignado, e sim invences
para jogo poltico, e assim npartarem dos bracos .de
urna esposa e lilhos a juncco demais de 20 annos ;
e que nenhiima polilica lem mais do que cuidar
de sua familia, como prova com os documentos
n. 1,2, .1, le 5, e que \o sellados e recouhecidos
pelo labcllio publico,abaixo transcripto.
He quanto levo ao cunhecimenlo dos seus leilo-
res, me assigno.
Francisco de Paula do llego Barro*.
DOCUMENTOS.
o N. 1Diz Francisco de Vaula do Reg Barros,
que a bem de seu direilo, oecessila que esta respei-
taVel corpora^ao llie altfesle ao p desta, a conducta
que leve o supplicanle moral, civil e religiosa no es-
paco de li annos que morun nesle municipio, de mo-
do que faca f: por lauto pede aos Illms. Srs. presi-
dente e mentaros da cmara municipal de Villa Flor
llie delira, o que recebera por juslira e merc.
Deferido com a alleslacao.
Paco da cmara municipal de Vilfa Flor em ses-
so de 27 de ulhdde 1853.Cacalcanli, presiden-
te. Mallos.Figueira.Bezerra.Uliceira. >>
ii N. 2.Atiesto que Francisco de Paula do Reg
Barros durante o esparo de seis annos que teve de rj|j
sidencia nesle municipio apresenlflu^mnreliensivir
conducta, tanto civil e moralHonl Mk, c por
nos ser este pedido o mandamos passar por ser ver-
dade.
Paco da cmara municipal de Villa Flor em ses-
sao ordinaria de 27 ,le julho de 185:$.Antonio de
Albuguergue Maranhao Cacalcanli, presidente.
Anacido Jos de MallosManoel Bezerra de Sou-
za.Thomz Henrfques Trigueiro.Manoel Mar-
ques de OUceira.
Como testemunba que conhece as firmas ci-
ma./oo Domingos Fernande* da Luz.
N. 3.Manoel Salustiano de Medeirot, lenle
coronel commandanle do balalhao de guarda na-
cional do municipio de I illa Flor, por.S. M. .
C. etc. etc.
' a Atiesto, e jurarei se for precisu.que ha 5 annos
conheeo e sou vizinho do Sr. Francisco de Paula do
Reg Barros, o qual lem appresentado urna conduela
irreprehcnsivcl.
Boa-Vista 10 de julho de 1853.Manoel Salus-
tiano de Medeirot. .
Conheeo a firma cima.Joao Domingos Fer-
nandes da Luz. Francisco Xavier Cacalcanli
Lins Figueiredo.
N. 4.Jos de Mallos Silva, presbtero de S. Pe-
dro, tigario collado, e da vara na freguezia de
. A. Sen/tora do Desterro de Villa Flor, por S.
Af. /. e C. etc.
AUesloqueo Sr. Francisco de Paulado Reg
Barros.nie mea parochiano ha mais de cjnco annos,
em cujo lempo tem feilo seraprc companhia cora a
sua esposa-e 3 filhos, apresentaodo uiua conduela ir-
reprebensivl. tardo pelo lado civil, como religioso,
em que me conste que Icriha anda incommodado a
polica desle municipio,* como reo, ou aulor: o refe-
rido he verdade e o afllrmo em f de parodio.
Villa Flor 10 de julho de 1853.Jos de Mallos
Silva.
a Conheeo que Ije a Orina do vigario de Villa
Flor.Joao Domingos Fernandes da Luz. n
b N. 5Atiesto que o SW Francisco de Paula do
Reg Barros, lem-se consertodo desde que chegnu
uo termo de Villa Flor, ha 5 ou 6 annos, cora urna
conducta inleiramenle louvavel,, pelo que lem mere-
cido Inda a consideraran do publico desle lugar,'sen-
do ptimo pai de familia, e conduzindo-se honesta-
mente em lodos os seus actos ; o que atiesto como
morador do engenlio Cruzeiro do mesmo lermo, que
sempre estivo a pardessa verdade que em fe a decla-
ro por este me ser pedido.
Pernambuco 17 de julho de 1853.Jos Ce-
menlino Pestoa de Albuqucrgue Mello.
N. 6.Adelo Jos de Mallos, eleifor da paro-
dia, e cercador da cmara municipal desta cilla,
por eleicaopopular etc.
Atiesto que Francisco de Paula do Reg Barros
morador na povoaco de Tamata desle municipio,
lem lido boa conducta tanto civil como moral, e du-
rante o exerdeio dos empregos de delegado de polica,
e de juiz municipal desle lermo que uceupei, de 1850
a 1852, nao me consla ler o referido Barros commet-
tido crime algum, nem lao pouco que houvesse de-
precado conlra o mesmo da provincia de Pernambu-
co d'onde se mudou para esta ; isto afflrmo por ser
verdade e me ser pedido.
Villa Flor 9 de julho de 1853.Anacido Jos
de Mallos.
a Conheeo a firma cima.Joao Domingos Fer-
nandes da Luz.
Eslavam recouhecidos e sellados.
desejam prospera felicidade pea pratica dos fados igreja de Contl.nlinopla e do Roma, e iniciativa lo-
que cima lenho aponlado, lodos lilhos da- honradez,
e aquelte irmo qne souber do contrario, pcco-lhe
que tenha a bondad? de o publicar jior esle Diario
ou por outra qualquer fulha publica, para meu de-
sengao e de lodos que assim pensam, do contrario
continua a ser respeitador do mrito.
O irmo lerceiro.
LITTER4TUU.
.Srs. Redadores. Na qoalidade de irmiio da ve-
neravel ordem terecira do patriarcha S. Francisco da
penitencia, desta cidade, nao posso deixar de por
meio desle seu acreditado Diario, de lomar ao mea
irmao lerceiro, que leve a boudade de esnvidar a
lodos os seus irmaos terceros, por sou annuncio pu-
blicado pelo seu iaritji. 39, 31 e 32, assignando-
se : pnra.comparer.erem na larde do 1. de marco
futuro, aiim de acompar.harem a propisso de Cinza,
que lem de sabir da nossa igreja, as horas annuncia-
das pelo irmao secretario da mesma ordem, enjo lou-
vor nao lem oolro fim seno pelas boas palavras de
que usou este digno irmocmiliadnr. doquanlo quer
o Santo Padre S. Francisco, que supponho ser o di-
to annoucio.dilado por um irmao,que ha quasi 5 an-
nos existe em mesa regedora da mesma ordem, apre-
senlando urna conducta exemplar, sempre prumpto
aos actos festivos da oedem, e em conduzir seus ir-
maos finados a sepultura, e lodos estes 5 annos ape-
sarle ler oceupadn difierentea empregos em meza,
anda nao deu a menor demonstrarlo de irraBo orgu-
lloso, em mostrar .dislincao de emprego, fazendo
sempre patente ao respeitavel publico, lodas as veres
qae lem dereceher e dispender qualquer quantia da
ordem, de cujo procedimenio lem adqoerido desa-
feiQoes, esle he o irmao ex-deflinidor, ex-procura-
dor, rv-sv mliro,ex-\ ice-ministro e deftinidor discre-
to, Caetano Pinto de Veras : receba pois ste roeu
A igreja o Oriente.
A crise em que a Europa oriental se acha presen-
temente, chama a llencao para um dos pontos mais
delicados da situarlo daquclle paiz : a questao reli-
ciosa. Os ltimos debales, de que esla quesiao foi
objecto, nos mostraram alternadamente, as igrejas
gregas da Turqua em contado ou com o cKlholicis-
mo no negocio dos Sanios Lugares, ou com a Russia
uo protectorado reclamado pelo czar em nome da
orlhodoxia. Qaaes sao os verdaderos sentimenlos
dos christaos da communhao oriental, vista das
disrussoes, a que elles acabam de assislir, e das o-
vcnlualidades, que se abrem para o imperio otloma-
no? Seem muitas occasioes elles lem aceitado um
concurso que s Ihcs ouerecia, deve-se por ventura
concluir d'ahi, que elles se julgavam arraslados pe-
lo reconhecimeulo, e que se lenham resignado a ser
apenas os instrumentos passijos da potencia, que se
Ihes aprsenle como proledora ? Tal he a questao
que desejariamos responder, procurando examinar
as tendencias acluaes da igreja do Oriente pelo es-
ttid atiento das tradi^es, das inllucncias popula-
res, e dos principios hierarchicos que a dominem.
Confessamus com pezar quons chrisiaosgrcgos nu-
Irem certamenle urna desconfianza viva e secular'
da igreja romana. Se a igreja do Oriente nao tem
feilo nenhiima conquista pela prdica e pelo prose-
Ivtsmo, depois que se separouda Sania S, hecer-
la ao menos a soa forra na defensiva ; ella nao lem
perdido urna polegada de terreno nos cmbales, que
as misses calholicas llie tem dado aluumas vezes
com talento c sempre com corgem. Ella lem op-
poslo aos seus ataques urna firmeza inhabalavel,
um syslema de inercia e de immobilidade, conlra o
qual a scicncia e a auloridade da igreja romana lem
viudo at hoje quebrar-se intilmente. Mas se ho-
je vemos a communhao oriental apoiar-se por ins-
lanles na da Russia, para resistir melhor conlra os
projectos de conquista, que se oppOe gratuitamente
ao calholcsmo, segue-se por acaso que as igrejas da
Turquia enlrelenham para com a igreja russa essas
disposires de confianca e de dedicarlo, que muitas
vezes se Ibes altribue ? Nao o eremos; a forma sy-
nodal da auloridade ecclesiaslica da Russia, a sob-
missao absoluta dessa auloridade an poder secular,
nada lem que soja capaz de seduzir os palriarchas
do Oriente ; e as doutrinas mesmo desses patriar-
chas sobre ponlos imporlanles, como o baplismo, nao
eslao sempre em perfeita confdrmidade com os do
synodo.de Sao Petersburgo. Ha em summa causas
ile dcsliarmonia mais poderosas do que essas disi-
dencias ; sao os sentimenlos de independencia com-
muns a lodas as igrejas gregas do imperio oltomano,
e que, longe de as levar a procurar era orna fasilo
com a igreja russa a unidade, que Ihes falt ; as le-
vara pelo conlrario a subdividirem-se cada vez mais,
e a lomar cada dia esse carcter de igrejas nacio-
naes, que he seu carcter cssencial : movimento que
correspondo alm disto ao que cada urna das races
chrislaas daquelles paizes faz sobre si mesmo.
Antes de procurarmos saber qaaes sao as tenden-
cias polticas das igrejas da Turquia, ha todava
urna questao para resolver: he saber em que essas
igrejas infelizmente separadas da nossa, podem apro-
ximarle ou #parlar-so della ; que creucas fazem o
objecto de desuni,"io, qual he, em urna palavra, o ca-
rcter da resistencia inllexivel, que os regos op-
pcm ha dous seclos aos esforros repelidos e sem-
pro infructuosos da propaganda romana. As paixoes
humanas oceupam um grande lugar na historia da
separarlo das duas igrejas do Oriente e do Occi-
dente.
Entretanto as disposires ndividuaes de alguns
personagens eminentes, nao bastara aqu para expli-
car os movimcnlos d povos. A arabicSo de Pho-
lius e"a de Miguel Ccrulaire nao teriam lido o poder
do despedazar lao profundamente o mando christao,
se germens de diviso, mais activos do que a .vonlade
mesmo desses doas chefes da igreja de Conslanlino-
pla, nao livesse adormecido anteriormente no cora-
ao das pnpulacf.es. Nao he mister ir procurar esses
gneros de ilvisao nos m> cienos de historia ; qual-
quer os encontrar no poder do espirito do ta^a pro-'
pria as naeOes da Europa oriental em toda a anligui-
dade, e cuja vitalidade, depois de alguns annos. nao
he dnvidosa. He este o fado cssencial, que impor-
t pendrar nlcs de principiar o estado da igreja-
do Oriente, porque elle explica ao mesmo lempo seus
domas Ideolgicos, suas cren(as populares, sna jerar-
chia, e contera tal vez o segredo de-seusjdestinos pol-
ticos.
/. O Dogma.
Urna grande lula se empenhou, desde os primeiros
secutes do chrislianismo, entre a idea de unidade,
que pouco e pouco se personificou no pontificado ro-
mano, e a idea de nacionalidade, que penelrava nos
ptriarchados do Oriente para se encarnar logo no
de Conslantinopla. Pareca que o genio das duas ci-
vilisacOes inlina e grega se vieram s inos no terreno
religioso. Roma com seu poderoso nstincto de cen-
tralisazao, Conslantinopla, pelo contrario, com esse
espirito de federalismo, que est as tradces dos
Hellens, e que tem feito sua fraqueza nos das mes-
mo de seu maior poder. Depois da queda de Roma,
o genio latino continuou a ser o genio da doniinacao
e da disciplina, como o genio grego ficou sendo o da
iFescenlralisagao c das liberdades locaes. Nos paizes
occdiilaes.sobretudo entre os povos que lnham re-
cebido a doulrna latina, a supremaca religiosa de
Roma se estabeleceu fcilmente ; por muilo lempo
ella pode usurpar as prerogalivas as mais essenciaes
das soberanas nacionaes. Tudo que o papa pode
obter no Oriente antes da scisao, se limilou ao titulo
de primeiro entre seus iguaes.primus inler pares. Se
a unidade das duas igrejas exislio algum lempo nos
dogmas, ella nao foi jamis aceita pelos Gregos na li-
turgia nem nos rilos. Eu fui at o secute XVI, em
que ludo o mundo germnico, preoecupado de ques-
lOes de disciplina, |se deixou arraslar de polmica em
polmica ao protestantismo, o Occidente nao leve de
deplorar em religiao oulra pro\arao lemivel, seno a
grande heresia de Pelagio, logo vencida. O Oriente
pete conlrario linha viste as hersas c as seilas mul-
liplicarem-se infinitamente com Mans.Arus, Nesto-
rius, Eulyrhcs e outros muitos. O ariansmo, a mais
audacosa dessa hereslas, que negava a divindad
do Clirislo.linha invadido um momento todo o impe-
rio b> san lino. A auloridade da palavra nao foi bs-
tente para vence-la, c al por mnilo lempo as dou-
lriuas de Arios res-iiram com vanlagem forja.
Anda nao lnham sido suuocadus na derrota do
quaes, dizia elle, sao o iaeal do genero. Eu conhecia
seu fraco... A' (arde jamando...
Uonora : Fume.
Rostarin ( aCcndeiido um charuto ): Janlando
olle moslrou ama alegra maior que de ordinario ;
mas pela minha parle seutia-me insnmmodado. An-
dr, disse-me elle ropenlinameiile, como eu espera-
va.eslsem Roma lia algum rempo... Condeces por-
to naqai, nesles arrodorec, o cnivcnlo ilo Saiila-Eii-
digno irmao os mcus devidos agradecimentos, no ca-
so de ser elle o autor do difo annuncio, e nao sendof| arianismo propramenle dlo, quando se renovara
igualmente o receba por seu bom comporlaraento
como irmao lerceiro e irmao mesario, ficandocerlo
de que os verdaderos irmSos da veneravel ordem ler-
ceira do Patriarcha S- Francisco da penitencia, llie
trazia'.' Enlrei ,i reflcclir... Saula-Kufrazia 1 porto
daipn ; provarelmenle he esse convento da ra de
saiilo-Oiiofre no. monte Esquilmo, lio sso rnesmn,
Mn?iT'g' ,"rV00 c,rnioli ,im 'w relirado. I mulher de barbas, elle temounn ar serlo eaflrino
de Santo Onofre '.' Mas o seidior m'o disse, caval-
lero... Acaso naoachou ?... Sem duvida, meu ami-
go, sem duvida, bonita, bonita !E cnlrou apressa-
domente noquarlo. ( Ri-se. )
Leonora ( rindo ): Oh senhor He possivel *
Oirnoli 1 enm lodo o sou espirite Demais quando
um homem de espirito se desencaminlia, vai al
ah: he a regra... E que llie acontecen ?
l:n>,rrit: Nao sei ovadamente. Era essa urna
roda que nem on nom olio desejavamos locar... S-
menle alanos das depois ilisciitindo-se em i.maolli-
cinn sobre a existencia dessa chimera, que chamam
debaixo de innomeraveis formas. Porm o resallado
o mais evidente desse espirite de independencia,
quese revelara por tantos sjmptomas. foi a grande
separaciio, qae so operou em ultimo logar enlre a
mou o Oriente.
Todos sabem que as queslesde dogma, apresenta-
das pelos Uregos nos debales que llveram de susten-
tar conlra a Sania S, pdem, em ultima analyse,
reduzr-se a duas : a da procissflo do Espirito Santo
e a do Pnrgalorio. Os Armenios se dislinguem toda-
va da igreja grega, em que suas dolrinas sobre a
unidade da nalureza de Jess Chrislo, deixam muilo
que desejar. Existe a este respeito enlre os proprios
Armenios urna obscuridade que he diftlcil penetrar.
Tudo quanto se pode dizer em sua juslilicaoo, |ie
qne elles, para repellirera (oda a solidariedade com
a doulrna de Eutyches, empregam a mesnia energa
que os Gregos em declinar teda allianca com o aria-
nismo. ,
Em summa, quando disculindo-se, insla-se com os
theolqgos da communhao oriental, lira-se sorpren-
dido de. ver, quo pouco abracara elles a opinio de
que a lerceira pessoa da Trindade procede igualmen-
te das oulras duas. Os primeiros concilios, que nao
liveram alm diste de pronunciar categricamente
sobre esla dHllculdade ainda nao levantada, limila-
ram-se a repetir em substancia as palavras do Chris-
lo em San-Joao : Quando vier o consolador, o es"
pirito da 'verdade qae procede do pai, e qae ea vos
enviarei da parle de megkpai, elle dar (eslemunlio
demim.u A igreja do rlenle,, partindo desle prin-
cipio de que as palavras de Chrislo sao completa-
mente catrinelos para a expressao de ama verdade
qualquer, procara sobretudo declarar, que a for-
mula sabida da bocea divina nao pode ser modificada-
Diz-se-hia que, corno principio, nao se trata aos seus
nlhos de saber, se o espirite nao procede seno do
pai.
Ella parece sement preoecupada em verificar um
fado nao contestado na igreja latina, isto he, qoe o
Espirito Santo procede do pai. Se pensarmos qoe o
papado permilli oulr'ura aos Gregos uni dos da Polo-
lia reclarem o symbolo de Nica sem a addijao do
filioque, e que do seu ladu, a igreja do Orient nao
exige retrataro official nesie ponto, da parte dos ca-
rblicos, que entram em Seu seis,-v-sc que a distan-
cia, que separa as duas igrejas, he pequea mesmo na
que-To, que servio principalmente de pretexto sua
scisao.'
Quanto ao purgatorio, a dcsidencia he talvez me-
nos nolavel. A idea do purgatorio he urna das eren-
as as mais poticas c d;.s mais locantes da igreja ro-
mana. Esta igreja confessa que a palavra purgatorio
nao existe nem no Evangelho nem enlre os doulores
dp chrislianismo primilivo ; mas sustent qae a idea
nao he menos anlga que o chrislianismo, e qne a
cada passo se enconlra nos primeiros padres. He bas-
tme para a igreja do Oriente nao achar a eipresso
as origens do dogma : ella repelle a existencia desse
lugar de provaeos. onde alma arrependida, mas nao
justificada, acaba de se purificar antes de entrar na
plenilude da felicidade promeltida. Com ludo aqu
a pralica ratifica at cerlo ponte o dogma. Sem
crer com eueilo no purgatorio, a igreja do Oriente
admitle om eslado transitorio, que as almas dos bons
como as dos maos attravessam necessariamenle na
espedaliva do juizo final. EmGm ella tambera er
na condico especial daquelles que morrerara na f
sem uma expiacao sufficenle das fallas commellidas,
e conclue que as preces dos vivos Ihes podem ser de
um grande auxilio. Para que sao essas preces l Para
obler urna resurreiro bemaventurada em favor dos
morios. Nao he exactamente mais esle o Densamen-
te Has preces das morios na igreja latina ; o fim
este todava modificado.
Resulla sufllcienlemenle deslas considerarles que
os pretextos Ideolgicos nSo. podem por si s fazer
comprchender o rompimenlo de religiao, qae se pro-
duzio enlre o mundo latino e o mundo grego-slavo,
e quasi que se nao poderia comprehende-Io, se por
acaso nao se observassea dedicacaodas-populacOes
orientaes por sua antonomia administrativa, e a ne_
cessidade que senlem de viver segundo leis polticas
religiosas, conformes aoseu proprio genio.
As ncOes grego-slavas nao recusaran lodas, he
verdade. ficar anidas com Roma. Os Siavos pelo me-
nos so dvidiram. Se e a familia russa e as Iribus,
blgaro-sorbas se enlregaram sem reserva commu-
nhao oriental, os Polacos e os Tchecas da Bohemia,
assim como|aslribuslllyncas e urna parte dos Bosuia-
cos, passaram para o latinismo. Entretanto, logo
que se pe p no slo slavo, lica-se admirado da si-
tuoslo dllicil, em que ce achara enllocadas essas po-
pulares latinisadas para com oulros povos da mes-
ma rara.
He esta urna das causas do solamente da Polonia
no meio da raja slava. Que esforcos nao tero feito
depois de alguns annos, seus escriplores para des-
truir o prej uizo secular, que a persegue, e que depois
de ter apaado della as populac.es da Russia meri-
dional, tem privado em parle da popularidade, que
loria podido unir-se ao seu triste deslino I Qaantas
vezes a Bohemia, 13o sabia e lao activa na crudiro
slava, nao se senlio paralysada em sna propaganda
luterana, gratas s suspeilas que seus antecedentes
latinos despertavam entre os Russosoa ntreos Bl-
garos e Serbas' Erafim os Illyrios da Austria me-
ridional, os Bosniacos da Turquia, nao tem elles mul-
las vezes encontrado pela mesma razo difficuldades
inesperadas em suas relacoes com esses Blgaros,
Serbas, os quaes* entretanto fallam a mesma lingua,
lem os mesmos interesses e nutrem as mesraas -espe-
rancas 1 Assim por uro prejaizo arraigado, o lati-
nismo he considerado entre os Siavos, como urna ar-
vore eslranlin no sol nacional. Os que ousain ali-
mntr-se de seus fructos, em senlar-SB.ifbaixo de
sua sombra, sao tidos por inflis s Iradices c ao
genio da palria slava.
Quanto aos oulros dous povos mais imporlanles da
Turquia, como os Siavos, islo lie, os lidenos eos Ar-
menios, elles romperam quasi unnimemente com
Roma, lambem para elles como" para os Siavos, o
latinismo he urna imporlacao do eslrangeiro, que
disperla todas as susceptibilidades do patriotismo.
As 'tentativas de concliaco nao foram despreza-
das. Urna combiuarao ao mesmo lempo eugnhosa
e natural foi tentada, n,1o sem sticcesso, para appro-
xmaras duas igrejas. Algnmas das tribus grego-sla-
vas e armenias, que tinham sido logo amistadas
no movimento da igreja grega, ou que tinham conse-
guido sublrahir-se a elle, ficando fielmente'unidas
liturgia ericntal, formaram com Roma urna allinnra
condicional. Aceitando o dogma definido pete felio-
aueea-crencano purgatorio, consentirn reconhe-
ccr a supremaca do pontificado, com lano que a
Sania S lhcs aulorisasse a apnservar seus rilos, sua
disciplina, o uso da lingua nacional na liturgia, a
communhao debaixo das duas especies, e, em alguns
casos, o casamente dos padres. Tal he a origem das
igrejas designadas com o nome de unales. Obser-
vndole de perlQtjijierdadeira f nacional dos Sia-
vos do meio dia e dos do occidente he a f dessas igre-
jas. lio a que foi pregada enlre seus anlepassados,
e sobretudo uas margena do Danubio e no epbcmoro
imperio dos Moravos. He a que foi semeada dos
Balkans aos Compadras pelos dous apstelos popula-
res siavos, Cyriflo e Methodo. Infelizmente, ella
era mui fraeasnente defendida para se conservar mui-
lo lempo com algiima auloridade entre as duas in-
fluencias, que se disputaran) logo o imperio do mun-
do religioso: a f oriental e o latinismo. Os uoiates
da Turquia da Europa nao submelleram-se sobera-
na religiosa da Sania S, seno prutegendo todas as
suas praticas nacionaes, e nao ha talvez um s desses
I povos, que nao estvesse promplo a fazer scismas, se
a igreja latina quizesse altivamente usurpar os privi-
legios, que Ihes conceden; lano o sedimento da na-
cionalidade est entre elles cima de lodas as oulras
concideracoes!
A influenciado espirito nacional sobre os dogmas
admitidlos pelos rhri-laos do Oriente be tal, qoe os
proprios latinos daquelles paizes nao sao animados
exactamente do mesmo espirito que Roma, e acei-
tando seus ritos bem como suas crencas, elles onao
encaram absolutamente do mesmo modo, porque faz
a igreja do Occidente.
Elles eslo longe sera duvida de professar pelo san-
io fundador do episcopado romano e do papado, o
mesmo despiezo que os Orientaes, aos odos dos quaes
elle he o mais pequeo dos apostlos; mas sa elles
admillem a missaoespecial do apostelo Pedro, os la-
linos do Levante se senlem lodavia levados de prefe-
rencia, por um decrete exlindo, para aquello dos
discpulos de Jess Chrislo, que parece representar
melhor a raridade e o amor.
Esla rrenca na superioridade apostlica de San-
Joo, em seus destinos mysleriosos, fundada as ulti-
mas palavras do.proprio evangelista, esi muilo der-
ramada enlre os Polacos, e faz o objecto de urna das
mais inleressanles produccOes'da poesa contempor-
nea : a visite da noite de Satal do poeta anonymo da
Polonia. Nessa noite mystca,cm que expira o chris-
lianismo do Occidente, em que a baslica de San-Pe-
dro se abale, envolvendo debaixo de seus deslrocos
os velhos chrislSose o velho papado.eem que o Chris-
lo renasce para no morrer mais, he o apostlo Joao,
que pronuncia o He missa est da ultima missa; he el-
le que inaugura os novos lempos. As ruinas d an-
ligo mundo chrislao vero, a/ser para elle um Himno
brilhanle, donde elle contempla o munde regenera-
do sob o imperio de ama moral mais pura e da fra-
lernidadc pralica. Esta idea sobre a missao ulterior
de San-Joan depende, entre os Latinos do Oriente,
da preferencia que elles nao tem deixado.de dar
moral sobre o dogma, respeilando profundamente o
dogma romano. As influencias Iradicionaes e locaes,
menos poderosas nelles do que nos christaos da com-
munhao oriental, llie tem impresso, entretanto, esse
carasler particular e distnclivo no seio da grande
unidade catholica.
Em sarama consideramto-sesomente a igreja,grega
quasi que se poderia dizer que a nacionalidade, lao
poderosa as quesloes litrgicas, ormou por si mes-
mo o dogma daquella igreja. Quem nao tem obser-
vado na historia do Oriente em geral, e na dos Gre-
gos-Slavosem particular, urna inclinaran popular
para o naturalismo ? He urna Iradicao nacional dos
Hellens, que esses apostlos seductores.do paganis-
mo, erguendo um altar ao Dos incgnito, nSo ti-
nham jamis adorado realmente seno deoses visiveis.
Os Siavos em suas crencas primitivas, guardada loda
porporco, seapresenlam ero um estado anlogo. Sua
mythplogia, infinitamente menos ornada, menos ri-
ca e menos sabia qae a dos regos, se resume como
a roylhologia grega, no culto das forras conhecidas
ou occullas da nalureza. A Iheologia de uns como
a de oulros est em seus poetas. Nao se deve excep-
tuar os Armonios, os Syrios, os Chaldeos. que toda-
va soflreram a influencia do my sticismo lao charo
Asia. O chrislianismo nao achon par isto verda-
deros Idelogos enlie os Ciegos, seno nos primeiros
seculos da igreja quando a doulrna linha necessi-
dade de ser cxposla para se derramar, e quando ou-
sados heresiarcas se erguiam de lodas as parles para
abalar os fundamentos da f. Depois dessapoca de
lula, que creou o graude movimento Ideolgico dos
jsMcalosIV e V, se vio logos proprios Gregos, ape-
zardoseu goslo bem condecido pela dialelica, a-
bandonarem instndivamenle a theqlogia. Tivera-
se dilo'que a melaphysica religiosa eslava esgolada
enlre aqnelles povs, e que elles rectiavam infor-
mar-se de urna crenca. A Russia ero toda a sua his
loria ecclesiaslica, possue apenas, entre um grandi
uumero de" escriplores religiosos, alguns Idelogos.
A igreja oriental parece ler por principio, queasdis-
cusses ideolgicas sao imitis e vSas, e que o texto
da Escriplura Sania he sufflcienlea f. Enguante
a igreja romana, querendo dar" aos-setBdogmas a
plenilude da forc.a por meio de definieses cathegori-
csse arrazoadas, chamava emseu auxilio as poten-
cias intellecluaes do genio latino, ao mesmo lempo
melhaphysico e pratico, a igreja orienlal dominada
pela udiQerenra tradiccional dos Gregos-Slavos pe-
la Ideologa, se limilou pois a lomar suas crencas co-
mo as aedava no Evangelho, sem querer precisar
commulai-las. Tal he a razao philosophica e dog-
mtica do scisma, e ella tero sua origem na propria
nacionalidade.
(Continuar-se-ha.J
bo, que he extincto por'sua vez, por una nala cor
de viole* muilo carregada, ainda que a massa ge-
ral d'agua fica sempre verde.
He o momenlo em que a fermenlacao est em
sua maior aclividade. Porrcs de escuma elcvam-sc
enfilo e cahem precipitadamente na iba. A efler-
vesecncia he algumas vezes lao vilenla, que rom-
po, ou levanta as estacadasc arranca as chaves que
nao foram bem firmadas no fundo. 9
Esta escuma he muilo gazosa. Se lbe deila fbgo,
este se communica loda ella.
A fermenlacao dura mais ou meuos, segundo as
oin umslancias j indicadas, Ella pe claro o
ail encerrado na parcnchyma das uitia.. Quando
se quer julgarda dispnsican do lodos estes principios
urna unan prxima, se sonda a cuba, A prova
faz-so rom urna taca de prala semenyiute a dos mer-
cadores de vinho, na qual deila-so una pequena
quanlidadc d'agua em formenlacao; euebe-sc-a pe-
lo terco pouco mais ou menos. O interior dessa t-
mente esgotada, cda-*e as eaixas ji
las, que se expe a pleno ar. Elle ah vai
insensivclmenle, c penetrada pelo sol abre-se como
lodo que eslivesse pegado. Deve-se coinecar esta o-
peracao antes tarde do que de manba. porque um
calor mui continuo surprehende esla materia, faz
levanlarem-se na superficie como que escama*, c a
torna spera ; o que nao acotilecc quando depois de
quatro ou cinco horas de calor, ella lem um nter-
vallo de frescura, que d tempo loda massa de lo-
mar urna iguql consistencia. Se passa enlao a Ir-
Iha por cima, para comprimir e ajunlar bem todas
as parles sem as Iransfirnar.
Algumas pessoas imaginam que endorcceiiao o
ail as eaixas logo que cometa a scear, esla espe-
cie de preparo Ihe d ligacao ; he um erro: porque
esta ligacio nao depende nicamente seno do grao
de podriilao e de batedura, e principalmente desta
ultima. Urna cuba que pecca por urna, ou por ca-
iro fornece a prova : calilo o ail que della provw
V:
ca deve ser liem claro, pois que he sobre o IWal^, se desfaz ao menor loque.
que se devejulgar do estado da cuba. Se ella esli- .Logo que a fcula, ou massa adquiri um grao de>
ver impura, faz.appareceraagua lurva, c diflerente uWsecacao conveniente, se,pule a superficie e daqiioiia 'quo com cncito he; de sorte que quando de^e-aem pequeos quadrados, que utxaoi exuo*^
se juina o ail muilo dissolvido, elle ainda nao o
est bstanlo.
Oblem-e o esclarccimcnlo desejado pelo movi-
mento da taca, cuja afilaran produz quasi o que se
poderia obter com a haledura na segunda cuba, islo
he, que se a materia linha lia montado liem, para
que as diversas partes leudo as ds[>osices as mais
prximas a uniao, nella se delermiuassem pela ba-
tedura, se formara igualmente na laca pequeas
m asnas, ou graos mais eu menos disididos, segun-
do a qualidade da plant, c o grao de seu desenvol-
v menlo na fermenlacao presente. Quando estes
graos csiao bem formados! clics se precipitm por
si mesmos no fundo da laca, c nao deixam na a-
gua senao unta cor clara c dourada, quasi scnic-
ilianle a da vclha agurdenle de Cognac. Reuova-
se esta prova muitas vezes, at que os mesmos indi-
cios se mostram d'uma raaueira mui scnsivel.
Devc-sc sondar a cuba de alio a baixo alternati-
vamente para conhccci melhor seu eslado, c nao se
deixar engaar pelas apparncias.
Algumas vezes o ail nao aprsenla senao um fal-
so grao na superficie. Demais a herva que esla em
baixo, entra mais depressa em fornirnlaoau que a de
cima, que fica qnasi duas horas antes de ser cober-
ta; e nos lempos invernosos em que o ail nao nc-
cessita senao de dez a doze horas de fermenlacao. a
parte superior da cuba muda 13o pouro que apenas
se encontrara um grao, que ella nao tem forca de
desenvolver ou sustentar. Em geral, he preciso um
grande habite para julgar do poulo perfeito da fer-
menlacao. As osiaroc e muitas oircumslaiicias,
fazem-o variar muilo. s
Deve-se observar, e procurar algumas vezes in-
dicios na cor do liquido, quando sua agtacao na
laca nao offerece scuao um grao imperfeilo, ou que
cusa a formar-se Havia eiu S.' Domingos um
prclo preparador de ail, que,. antes de coar sua
cuba, provava sempre a agua qulro a cinco vezes,
sobretudo quando os signaes ordinarios do grao jus-
to cos ; o sabor particular que elle achava nesla agua
lbe era um signal mais seguro qae' lodos os oulros.
Nunca rngaiiava-sc. e quando seus viziubos lanca-
vam cubas ao vacuo, o mesmo preparador de ail
lirava o melhor parllo da mesma herva acabada de
corlar ao mesmo tempo.
Emfin quando se rccouliece, nao import porque
meios, que a fermenlacao est bstanle adianlada,
e que os tomos coloridos oomeoam a reunir-se,
aproveita-se desle momento para fazer coar loda a
agua, de qqe esta cheia a segunda cuba ; esla agua
he enlao d'um verde carregado. Urna fermentaran
prolongada alm do termo preciso faria cahir os
principios do grao em urna dissolucao cuja batedura
nao poderia levante-Ios.
Da batedura. O preparo que recebe o extracto
na haledura lie o effeitb da ag laro, e do Iranstor-
no porque passa a agua pela cabida das pos. Este
movimento prolonga todas as vantageus da fermen-
lacao sem deixar o extracto passar podridao. Elle
lende a reunir todas as partes proprias a composirao
do ail, 'as quaes se enconlram, iinem e concen-
trara cm forma de pcqiicuas inassas mais ou monos
volumosas, o que se chama arao, observado polos
preparadores do ail como o dmenlo da fcula. A
agua que pareca enlao verde, torna-so insensivel-
mente d'um azul mui forte, depois de ler sido mui-
lo aguada. Durante o curso do trabadlo, se tanca
era diQerentes pontos, um pouco de azcilc de pcixe
na balera para dissipar a escuma espessa que eleva
m
i \
i
AGRICILTIM.
sobre os golpes das pus.
Muilo bem... Sabe, meu rapaz, quo estou no cumu-
lo de meus deaejos. Mandaram-me chamar a esse
convento para dar minha opinio sobre um caso de
consciencm dos mais espinhosos. E elle esfregava as
maos. Vendo-o lao ,|earc, fallou-me o animo": por-
que nn fundo eu o amava, e disse-lhe com um estoo-
vamei,te, queMevi ler-lhe aderlo cero vezes os odios:
lam de lornlKiria. .-Como! fra,,es! ,,. (;.lr ...
Apre! A ingcnuidadc he milito grande E fez-me
Sr-racjr^-^-
Leonora ( rindo ): R/avo '. bravo '
fotwein : Feliciloi-o o melhor qne pade
rao a entrevista era paras onze horas, elle sabio alta
noite cheio de alegna.depoisde ler-se munidode una
escada de corda e tor-se coberlo de aromas... pa350u
urna hora, e eu ia correr era suaproenra uo poden-
domis de inquielacao e de arrependknento, quando
ouvio-o subir a escada a passos lentos. Precipitei-me
noquarlo, emquanto elle alravescava o vestbulo ;
pareceu-me que camiiihava um lano curvado, c qne
evilava minha vista ; mas nao me satislizcom isso, e
diste-Ido : F.niao, cavalleiro, a sjgnnra ? Bonita,
meu amigo, bonita !,.. respondeu ello pascando r-
pidamente por dianlede mn, bonita '.... ( Leonora
ri. 1 Chegando ao fim do corredor, vollnu-se e dis-
se : A proposite. Andr, ests bem cerlo de que seja
o convenio de Sania Eufrasia, tuse edificio da ra
pela honra, que a linda condecido c mesmo galan-
teado...
lMnora (rindo ):. He provavel, mynpe como
elle he... Mas, emfim, tiuham-no louvad '.'
Roncein : Desconfi que sim, porque dessa noi-
te nefasla em diante, elle nao sabio mais senao ar-
mado de ura punhal, dizendo que eslava cerlo de que
linha em Roma irimigos serreloc, e quando encou-
Iravamos algum Irado, olle nao deitava nunca de
murmurar entre os entes : Vil canalha fmposio-
res hjpocritas! laicistas despreziveis !... D'onde
coneluo... Quer um cigarrilbo'!
Leonora : Mrm pequeo, invisivel.
Rosireint,conliimando :Que os capuchiuhos
DAo o lnham tratado bem. (Ambos riem. I Charo Car-
moli.... estou riudo-me dellc... mas lie esse um de
meus i om orcos...
Leonora : Voss he muilo bom.- Nada lio me-
nos interesssnle do que um fatuo espancadn....
>ti-ende seu cigarrilho. ) Teve uolicias delle ha
pouco *
Ilosiretn : Como eu nao Ihe responda, nao es-
"*ume mais... Ali '. sou um mande ingrato I lia
muilo que m-0 !,., dj,0 ( Unlrislece-se. J
Leonora : Eis a melancola que chega. Cuida-
naT,''n,' "" Nao' < M fl,ff"* pao, depois
Leonora' "'e "f"3, Vo6I*WkU Dle,
INDUSTRIA MANUFACTUREIRA E
ARTSTICA.
A falricaro do ail.
As vaulagcns que a produccao do ail offerece ao
paiz sao lilo palpilanes, que a sociedade nao podia
pe xar, sem faltar a nm dos seus principaes deveres,
de promover por lodos os meios possiveis o seu des-
ouvolviinenlo. Julgamos dosnocossario cnlrar aqui
em urna doscripoiln circumstanciada a respeito da
sua cultura; pois que teodo sido osla plant j cul-
tivada lio paiz, e encontrando olla aqui todas as
vantageus para bem progredir, estamos convencidos
que osen .cultivo he aseas condecido, ea causado
pouco desenvolvimeto que tem lido uo Brasil este
producln, alias muilo vantajoso, consiste principal-
mente cm nao se ler sabido, tratar com vautaueni
da sua l'ormonlarao. causa principal sem a qual nun-
ca se podar alcaucar um bom producto.
Trataremos pois do Jar urna idea succinla da ma-
nera pela qual esla fermenlacao deve ser operada,
a fim de se couseguirum producto bello e perfeito.
Logo que a planta esl collda, lie ella posta para
apodrecer, e cslcudida de maucira a nao deixar ne-
iiliiim vacuo e lambem ueuhum monte. Trinta ou
qiiaionla feixes hastam para a rulia, cujas propor-
COes devem ser taes, a deixarem lugar para a fermen-
tacao. Quando ella esl cheia introduz-sc una
quanlidade d'agua, al cuche-la na allura de seis
polegadas da exlremidade. Se dispoem depois as
estacas que sao uuidas por chaves. A agua leve
cubrir a planta em Ires oii quatro polegadas,, porm
he mister nao comprimi-la. para que nao difficulle
o deseuvolvimento que a fermenlacao leve occasio-
nar. Esla nao tarda de estaheleccr-se, o se execu-
la do mesmo modo, que a da uva de cnba; porm
he mais rpida e tumultuosa. Eleva-sc do fundo
ila podridao com una ocrla clfcrv esceuca nina
grande qiiantidade d'ar, c graudcs bolhas de licor,
que se desfazendo, lingera a superficie da cuba de
urna cor verde ; esta cor lorna-sc gradualmente
milita viva, c se communica logo toda agua, Lo-
go que ella se ada no maior grao de inleiisulailc,
v-se na superficie do vaso, um aziiihavrado sobor-
Leonora : Como sempre.
Rosvein : He verdade ; mas voss esl em
Iragede ceremonia,parecc-me... Vai sabir
sonora : Nao.
Rosimin : Tanto melhor. AgradecO-ihe. Sao
lao raros agora os sernos que pastamos juntos.
Leonora : Se he uyia reprehenso, he engrara-
da. Nao aconselhou-me voss iiipcmo alomara fre-
queiitar um pouco as socicitailes, porque 'ellas anda
me qurriam 1
Rostveip : Nao a Toprobonilo de nada. Smenle
estamos um pouco longo dessa soliilao de dous,- ag
que veste resolver encerrar sua vida nao conceden-
do mais outra fesla nem outra gloria debaixo do co
senao amar a seu amante, e recolhcr primeiro que
qualquer oulra era seus labios a canrao nascida do
fresco.
/sonora : Mas, mou amigo, faca candies, eu as
recolherei ; voss nao as faz !
Rosicein : A verdade he que eu a enfado.'
Leonora : Od que idea Porque me enfadar
ra ? Voss nao de Ifin amavel i ,
Rosieein : Nao, nao o son. bem sei. Quando a
vejo, quando respiro junio do voss.' minha vida tica
suspensa e meu espirito captivo. Sua presenca mer-
gulha-me na doce languidez dos encantamentos e
dossonhoc... Sou feliz ; mas nao sou amavel... Ali!
ao menos amo-a bem verdaderamente... Se ouso
anda elevar algumas vezes um pencamente n Dos.-,
urna oraco, he porque no fundo mesmo do minha
falla eno abysmo a que ilesci... elle pode ver urna
dedioacao digba de um martyr, urna lernnra digna
do co Nao, voss nao sabara nunca, Leonora,
quanto amor tem havido por voss nesle pobre cora-
C-o atormentado... ou se souber alaum dia, pois di-
zem que apparecem repentinas luzos no espirito so-
bre as cousas que nilo exislem mais... ser j larde
para apertr-me mao, e dizer-rae : obligada !
Leonora: Oh j chegamos : irmao, he preciso
morrer.
Roswein : Nao lenho razo. Perde-mc, Sinlo-
mc melhor esla noile, sinto-me muilo bem... You
Irabalhar. Deixe-me beijar-lhe a mao, rainha das
musas! Ponha-seah...para eu v-la bem... ( (f
a Ifasta um pouco a poltrona de Leonora vendo-a. )
Voss tem a belleza pura e Icrrivel de urna baceban-
le ero repouso.
Leonora: Isso he um cnmpriroenlo ?
Roswein : Voss dormio muilo lempo, Leonora,
nao he verdade f em um dos palacios sepultados de
Pompea, e arordou em sen leilo de marlini, paluda
mudada orgia romana iiilerrompida pelo volcAo?
Leonora : Sim.
Rotmtin ( asseiilandn-se ao piano) :Onde es-
louentao'! Em Sorrenle... O Tafeo sosinlio... elle
medite om./' bemol menor... Amon senza nome...
Isso est-acabado... Depois a lempeslade... A prince
za entra com. seu sequilo... Ah '. clie vedo .'... Elle
offereco-lhe ama cadeira... Confuso na orcliestra.M
cdro sordina e a voz de Tasso subresahindo a lo-
das... Bem 1 Jaque digna-se de fazer-pie companhia,
juro acabar meu aclo esta noite. (D accordos. )
o disse-lhe
. A grossura, a cor e a separacao mais ou monos
prompla desta escuma, servem ainda, com os indi-
cios lirados da taca para julsar-se da quanlidade da
plant, do excesso, ou deleito da fermenlacao, e pa-
ra regular a haledura. Urna batedura mniln pro-
longada occasiona a dissolurao n'agua das parles as
mais sudlis do ail: produz um ofleito contrario a
que se espera. O grao que eslava j formado, ou pres-
tes a se formar, decompSe-se; divide-se e se perde
na.aL.-ua que elloenturva; c este agua nao precipi-
ta, depois de|um longo repouso, senao urna fcula
iniperfoila. d'onde result um ail fraco.
Da tina de repousar e do tanque.Duas ou tres
horas hastam ordinariamente para o repouso da
cuba, quando nada Ihe falta, porm he melhor
dcixa-la tranquilla durante quatro horas, e mesmo
muito mais lempo so poder ser, para que o grao o
mais sublil tenha o tempo de se precipitar. Das
tres lomeiras que lem a hatera nao so abre logo
senao a primeira, para que o corrimento nao occa-
sionc alcum transtorno na cuba. Quando loda
agua que eslava nesle vacuo se acha esgolada, vol-
ta-sc a seguuda lorncira; a agua que della sahe,
deve ser: assim romo a primeira d'uma cor clara e
com clieiro ib; anidar. Estas aguas cadera natu-
ralmente no tanque, d'oudc ellas se cscoam c se
perdem no campo jior meio d'uma abertura feila na
lina de repousar. Deve-sc-lhes dar urna sabida .lal,
que ellas nao possam misturar com nenhumas nu-
tras aguas, on do rio, ou do mar, porque as lorna-
ram pestilentes, e mesmo perigosas para os animaos
que fossem bebe-las.
Dciiois desles dous corrimcnlos fica no fundo da
batera um sedimento de um azul quasi negro; se
estanca ainda, tanlo quanlo lie possivel o pouco
d'acua superfina que se pode encontrar abriudo por
melade e repclliudo a proposite a lerceira lorneira;
emlim, so abre iiiteirameiite esta lorneira para rece-
bcr a fcula uo tanque, que ruidou-se m esvasiar
aillos. Ella se asscmolha ueste estado a um la**
fluido; um pancho pollo diante da comporta, i.
terrepta ludo o que Ihe he cstrauho; com urna ru|a
se tira da vasilha c so transvasa nos Sarcos de qi-c -Ia
fallel; deixa-sc o ail purgar ahi at o outrJ <,ia'
Quando os sarros, qu devem ser lavados e seccos
lodas as vezes que servircm nilo derem mr-" a^ua'
ajuula-se-os dous a dous, suspendendo 'a,,a' '0,e
nos mesmos ganchos. Esta rcuniio os.',1,p^i"lc c
ecalKi de esgotar resto d'agua.
Pg dessecarao. Quando a fcula wta inteira-
tos ao\oi al que elles se .despeguera sem custo da
caia, c>arecam iuteirameniesceos. Nealeestado
o ail nao lie portante ainda vendavel. Ante de o
entregar, rouv ora. que elle tenha resudado. Se s
o rollocasse antes em vasijdas. nao se encAraria
no fim de algum lempo sssAragmenlos da massa
deteriorada. Para o fazer remudar, se o pOe ni
montes, cm barricas iutehamute fechadas, e -se
conserva ahi perlo de tres semanas. Durante esle
lempo, elle experimenta urna nova fermenlacao,
esquenta-se, deila grandes gotas d'agua, lauca um
vapor desagradavcl c se cobre d'uma flor fina e es-
branqurada. Emfim deseobre-sc-o, e sem ser ex-
posto mais ao ar scea urna segunda vez em menos
de seis das, Quando elle tem passado por este
ultimo estado, esta enlao rapaz de ser offerecido ao
mercado. Porem he preciso vende-lo lodo seguida-
mente, se se nao quer suportar o abatimento, a quo
esta sujeilo nos primeiros seis me/es de seu fabrico",
c que se pode avadara un dcimo, e muitas vecs
mais.
Em algumas ptaiilarGes fazem-o scear sombra,
desdequeos quadrados deixam a caixa; eslemelhodo
he longo, porque correm mais de seis semanas, antas
que esteja em eslado de resudar, porem he muilo
favoravelao ail que adquirc mais brilho e una
nova uniao ; demais elle nao passa pela mesma per-
da, como aquelte, cuja dessecarao se acaba ao sol,
e Ihe he superior em qualidade.
Entretanto a lenlidao do dessecaraeulo parece fa-
vorecer a destruicao das moscas, que, allrahida* pe-
lo cheiro mui forte que exhala o ail, lanc.ni-sc
sobre esla materia devorando tamo quanto podem, c
depoodo seus ovos d'onde sabem- vermes em menos
de quarenta e oilo horas. Estes vermes Iraballiau-
do ao abrigo do sol nos iolervatlos do quadrados,
ou uas fendas mesmo do ail o amollecem, e eu-
chem d'um licor glutinoso, que altera a qualidade,
e causa urna perda real.' Algumas vezes he neces-
sario empregar fumiuarOe, na secca, para affastar
as massas, sobre tudo quando o tempo est euco-
berln e prximo a chuver. Se preservara o, ail
dos intactos e se prevenirla a maior parle dos inci-
dentaa, que elle esta exposte sobre as mesas', se,
como em alguns disididos das grandes Indias, em
que esl cm uso, cndurcce-lo e secca-lo inleiramenle
sombra, o pozcsseui cm eaixas de meia polegada
de allura, e se, depois de o ter separado por quadra-
dos, o distribuissem em oulras eaixas sectas ao sol.
Esla pralica exigira, he verdade, um maior numero
de eaixas; mas estas scriain logo desoecupadas, por
que o ail seccaria muilo mais depressa.
Em nossas colonias pe-se ordinariamente .o
ail vendavel em pequeas barricas, pesando acerca
de duzentas libras; ellas devem ser sufticientemen-
le guarnecidas de circuios, e sobre ludo fechadas
com cuidado pelas duas extremidades, a tiro de que
a pooira que sahe sempre do ail quando he trans-
portado, uao possa rseapar-se enlre as aducas,
nem entre as extremidades.
Esta mancha de o enconar, he imperfeita e mui
desvantajosa. Como elle he divido em pequeos cu-
bosapreseuta muitosangulos esuperficies,e porcon-
scgiiinte vacuos numerosos, augmentados ainda pela
separacao que soffrem, as podras seccando. Dtsso
segue-sc um niovimenlo, ou urna viicilaco quo oc-
casiona a frUjn^de ama mullidb'f^Asidcravel de
podras. Os pe^fouos graos que dessas lailuras re-
sultara, achara, rom effeite ^ sua applicacao
na tinturara, pois que he uecessario tritra-
lo para poder-sc asar. Mas como, as barricas, em
que se o transporta, lem urna forma redonda, eque
por esta razan, nao se deixa de rola-las Jai porlos
lodas as vezes que se as embarcar, on rMsonibarcam,
resulta que a poeira do anuil produa)#B pelo choque
dos cubos, se escapa enlre as as aducas, muitas
vezes mal juntas, ou elle he assaltado de poeira de
fura que penetra as barricas.
Os habitantes de liuatimala pcm seu auil cm
odres. Este medrado seria milito dispendioso em
nossas colonias e talvez npracavol ; porem nao po-
dcriamos nos dividir o nos^o em quadrados muitos
delgados, e muito maiore/de seis polegadas de su-
perficie por cx'cmplo 1 Se poriam fcilmente ses
quadrados ura sobro o oulro em eaixas fcilas de
proposito, as quaes aprsoutariara urna, um commo-
do umita mdhor. de rjuc os vasos de forma cylin-
-sos empregados para a fabricacao d" '
anil sao, com se acaba de ver, longos, penoso* e so-
bre ludo lao incerUK, que algumas vezes os colouos '
nao liram lucro ateuin do suas culturas. Esta con-
siderarao deveria induzir estos ulltnos a preferir o
meio da decocrao dmpregado no Eeypto, era Cey-
lao e oulras partes da India, meio que Giobert de
Turin, em seu tratado sobre, o Pastel esclarecen
com todas as luzo da chimica uioderna, c que nao
falla nunca. Elta consiste, primen amento em le-
var o anil logo quj: esteja corlado, para grandes caldei- ,
ras de cobre c al ferve-lo at qu*e fique coziilo ;
segundo, em decantar a agua, para halcl-a ainda
quente, laiiraiulurlhc cal, como cima se dissi' ; a
fcula se precipita extremamente pura. Pde-se
1
, "
eronomisar sobredas caldeiras guareceudo d'uma
folba de cobre o fondo d'uma cuba de pao. O fogo
se iiianlni com os lados do auil sceos.
(Auxiliador) da Industria Sacional.)
nm
O SYSTEM
RA.
que
quaes o co, segundo voss diz, oda com indulgen-
cia ; mas, concorde que minha amizade deve ser fei-
la de um metal astas solido, se dous annos edeios des-
sas exigencias e dessas irritares pueris, uao tem po-
dido allerar-lhe a tempera.
Roswein: J que soffro com essas raizaras, j
que voss o sabe o j qoe me ama. para que nao m'as
poupa f Eis o que nao compreheiido. Voss (em
grandes quali.lados. Leonora, mas carece de honda-
de... Domis nunoa pretend inrummodar sna libw-
dade... Onde vai esla noite?
Leonora : Venda comiso, sequer.
Rotufein: Nao, nao goslo das sociedades. Alm
disto nao posso. He preciso Irabalhar. Donali pa-
gou-ine anlecipadamente esse desgrarado Torqualo,
e nao fiz ainda duas scenas... He uin peso horrivel
que lenho sobre o espirite... Ad fiz muilo mal em
aceitar esse negocio... O dinheiro corrompe turto....
As musas sao altivas e nao querem cadeias, embora
sejain de oaro... Mas onde vai voss enlao'.'
Leonora: Vou passar primeiro -algons instantes
no concert de Paolo Mara.
Rotwein : Ai e depois '.'
Uonora : He s sso; mas nao posso faltar por-
que promelli a esse rapaz.
Rosieein : E he essa a promessa seria que nao
podia sacrilicar-me :'... He urna illusau ultrajante,
Leonora!
Leonora:' Ah mou l)eos|! quanlos negocios !...
Pois bem! nao irei, nao irei, Iranquillise-se ( Toma
um licro ) Vou lr. Trabadle. ( Rostcein beija-lhe
os cabellos.) Voss tem quiize anuos, meu amigo.
V para o piano, v 1
Rosieein ( ao piano ): O Tasso princeza....
Quando a aurora scenle... Parece-me qae a si-
luaran li potica...
Uonora : Admiravelmenle.
Roswein (leuta alguna cantos, lnlerrompendo-se
Leonora: Mas, meu amigo, nai
ia sabir'!
Rosieein ( voftando-se repenlinamontc ) : Co-
mo '.' Voss acaba -de dzei-me inleiramenle o con-
trario !
Uonora : Koi entao por dslraccao, porque fiz
ha muito lempo para esla noile urna promessa, i
qual nao posso fallar.
Rosircin (levanlanito-se : Ah isso he odioso !
Uonoru : Que lom he esse ? He coraigo que
falla t O que ho que he odioso ?
Roswein : Voss mala-rae picadas de alfine-
Ic. Leonora: porm, mala-ine to seguramente como
secravasse-me nm punhal nocoraco.
Uonora (com o meemo arrelo tranquillo):__
Meu amigo, voss he insiippnrlavel. Digo islo aqui
entre nos... Pronuncio por inadvertencia ura nao
em lugar de um sim ;dou ura passo direila em vez
de da-lo esquerda... urna mosca loca-lhe na pelle e
vossgrila : Que o malam. Francamente, isso he le-
var um lano longe a seusilidade potica. De cerlo
naoroeprezodessasdedicacoes diZniyr, para as repen.iraeVee ^d^mTno ^S.'STTSmST
xa.) Ai!... que lenlw entao ahi! ( C^'.''",?- D'~
pois de compor urna meloda, que 'S"V,1*.ce"
zes, volla-te para Uonora.) Our "" '" "m
islo?
Uonora : Nao muilo.
, Roswein : Voss esta de mp.''
Uonora: Nao. Voss ua..!'
dei-o; enlao sera*preciso li^'1-1" ",Pre l"ra
agradar-lhc?
Roswein : -Soria preciso r****}*^. '-
zir de coragem nao extingue'
e nada mais.
'humor, Leonora.
mao,
Todos os que tem combatido a colonsack> para "
Brasil, lem dirigido os seas principaes ataques con-
tra o syslema de parceria, como querendo achar
nclle as causas principaes quo possam ler contribui-
do para, o pouco desenvolvimeto da cotonisacao,
suslculaiido sempre, ier este melbotlo o ma's apto
a escravisar os. colonos, que chegasseui ao Brasil.
He pois o uosso fim coinbater essas ideas, por es-
tantos eonveueidos, que sao ellas nleiranleate er-
rneas. Os adversarios da eolouisacao, nao poden-
do negar os tactos que j boje apparoccm cm todos
e novo esse canto,
Leonora: Se aduar**'"lo
guarde-o.
Roswein : Nao, elle^ao^' nad V^S
wo. ( Bale violentamente coi*. WrTii 11 e
levantndose. )
Leonora: Renuncia ? Faz Rro, voss nao lem
enthusiasmo osla noite.
Roswein (exaltando-se;: fni esta noile nem
nunca. Meu talento est inorlo.; "das as libras de
meu cerebro eslao arruinadas debocadas como se
houvessem passado pelo logo a* he yoisi que.m
somno o dizem
censutar-me por
,. omiuis esteris, era
agilari.es mizeravcis,em dores irVquiohas loda a Tor-
ca de meu espirito ?. Oh' DeM -' aue mu<',,,,l* cm
lo pouco lempo Ainda linnl-n' us melllnres do eco. a risonha poesa ea n-cunda mocidade cau-
tandoseushymnos esperan?- hojeo vacuo, o si-
lencio e o fro do Inmute c'j "1"' ">nba alma '"
Ah! Seha.comodiTem "ealurasde Dos, as qaaes
suas tallas desherdaran" de um esPlclldor e de um
Poder divinos, sei o queTU? soffrem em sua degrada-
tae Tcnlio o segredo das rirguras que Ihes roem
eternamente o peusamento... Oala que voss podes-
te lambem conhecer um oslante essas angnslias !...
ao menos nao as insultara... Mas vose hade conhe-
ce-la, Leonora....sim,., no dia cm quo o primeiro

ipor
nouvessem passado pelo logo Na h
no diz agora minhasnoitcs sem so
bastante !... Mas lera voss razBo '-'
isso .. >oss, que tem gastecijl"1"
sopro da velluce a lanzar do seu llirono'abaixo.itesar-
mada para sempre de sea poder, tWahida para
sempre de sua talleza... nesse dia...u serei Tin-
gado I
Leonora: Que delicioso interior '.
1 Roswein: Deixe-me. vaessecqneerto-e diga
a esse rapaz a esse cantor, que pode dispensar-sede vir
mendigar mais lempo miaba porta...que uao lenbo
iiaibi a dar-lhe, que minha rabera est 8'ora dn dian-
le lo pobre... lao nulla. como a delle! ( Ueiza-se
cahir sobre um dirn.)
ora : Jnlga .-illligir-memuilo ? P*nsa i
veril ura que eslou enamorada desse rapaz !
Itpswein : Assim o dizem em aples.
:ora"r^its -perfeto.TOR!e--r8rludei eu 0
adoro. t
Roswein :Ah! por piedade,Leonora,um minad
de repouso!... Nao lenho mais tarca para stipporlar
isso.:. Sopeco-lheum puuco de caridade. Ame a
quem quizer... Diga urna, palavra, e en me retrarei,
se nao lem a paciencia de esperar que me levem.
Uonora: Como esla slo alosrc Oviue Ihe d-
rei, Kotwein, he que nao ha eor'agem, bem como nao
ha Lom goslo em lomar assim a lodo o proposito as '
altitudes de um agoiiisanle, e fazer ostentadlo de
sua morlalhaperanteasmulheres, muito principal-,
mente nao Ihe conhereudo eu outra doenca seno ara,
delluxo de cabera.
Rosweint, adrando aos pos de Leonora um lenco,
que levou bocea e que esl linio de sangue:
veja 1
Uonora: Todos o s artistas escarram sangoe.
Roswein : Voss he orna drsgrarada ( Rompe
em no/ufos e esconde a cabeca enlre as mos. )
Uonora : Nao goslo dos bomens que cdoram.
Bda noile. ( Levantase e sahe.)'

i
fContii
t
II


r
*
y
l
f
/
sede rar o primeiro fructo de seus Irabalhos; sup-
ponliamos, que elles 4razcm o dinhciro' uecessario
para podcrcm suslciilar-se e sua familia durante es-
te lempo, a ralla de eonhccimenlo do terreno, em
que lem de Irabalhar, o facto de ignorarcm perfei-
tamente a lingua do paiz, ,ie nao cnliprerem o
prego dos -cueros de primeiras nocessidades c de
se wem posto cm un lgar descro, os desanima-
oss.vois, licclaramcutcdemoiis r c IhesJ^ ster muito dinhciro inulilmcule,
l_Caohelntei^ahwntei^rfa^^)^JcXdo#lf do querer especular custa dos
pobres colonos ; e se islo he una verdade nrtinlcs-
lavcl. a respeilo dos colonos que nao sao inleira-
inenlc dc-ajii- de mcios pecuniarios, qiianlo mais
appiiraca0 devem Icr estes fados sobre aquclles que
chegarem'ao Brasil sem meios alguns ?...
Vejamos porcm as vaiilaei'iis que Ibes rpsultaJ
aceitando tM*de lo) o svslema de parceria. Desde
o moni.....> que desembarcan) ja eiicimlram ludo
amajado para leva-Ios ao lugar do destino, sem que
les tcnbam de cancar-so na procura de condu.c-
ces. ,
Chegados as fazendas, recebem imnie cada um urna casa para sua familia, urna porcao de
Ierra para o cullivo de bortaliccs c onros gcucros
do primeira uccessidade, animaos domesticse aves
para tazerem criaciio, c urna porcao de terreno
plantado com caf, cuja collieila be repartida entre
o colonos c o fazendeiro.
Vejamos, pois a quanlo podera raoular o rendi-
meulo de una familia, composla de 4 pessoas que
se poden applicar ao Irabalho agrcola.
Um fazendeiro, por excmplo, que colhe 10,000
arrobas de caf podera emprear 20 tiestas familias,
o pois locaw a cada familia 50!) arrobas de caf,
que, repartido ao meio, dar para cada familia 250
arrobas a 33000 rs. prcro medio.....700300!)
Descontando as despezas de tiOO rs. por
arroba, em carretas, proparacao do ca-
f e nutras despezas........... 15O30O0
-.

, S
os lugares em que esle principio he posto em pra-
lica, salisfazem-se em sustentar que muilos dos fa-
zendenros haveriio, que nao cumprirao os seus con-
tratos, ou tratraao de se aproveitar de suas posi-
ces em ptejuizo dos adonos, e assim licar o colo-
no por toda a vida dependente do fazendeiro, que
podera fazer-lhe as eonlas a sen jeito. Ora, quaiido
paracombalcr-sc um principia se esl abrigado a pro-
curar todos os abusos possvcis, licclaramcutedemons
Irado,'que urna
dada. Nao ha certameute lei algiima, por mais bem
pensada que seja, por mais jusla que pareca, que
Han seja susceptivel ser alterada pelos abusos que-
na suapralica secommetem, mas" nesle caso, nao he
a lei que deve ser atacada, pnrem si ni aquellos que
seacham ene* rosados da boa observacaoda lei.aquel-
Irs a quem esta confiada'a liscalisacSo de ludo o que
dis respeito a ordem e moral publica.
S porem ale boje o sistema de parceria lem da-
do resultados mui favoraveis, como combater esse
yslema ? como dizer-se que he ello o mclbor meic
dejeseravisar o colonos? Tem-se querido fazer acre-
ditar que a certeza de obterem aqu com facilidad
urna propriPdade sua, chamar ao Brasil em Wcvc
os bracos estrangeiros ; com quanlo nao somos nos
que nos oppomos a esta concessio de p/'priedade,
pois que todas as vezes que temos expendido as nos-
sas opinies a tal respeito, estabetecmos semprc em
primeiro lugar a roncessao A; terrenos gratis aos
colonos, perguntamos : -esfto todos os colonos logo
i sua chegada asicir^istancias de emprcheude-
rem porsna proprj^ \jundacSo de um csla-
belecimcnto a-jj* ', sabemos nos, com
qaahlasdifflcoldadcssc lem debutar, antes de se der-
ribar as mallas, de se eslabelecer urna casa, e de
preparar o terreno de niancira tal a se poder dar-
Ihc a primeira sementeira ?... nao sabemos nos
quintos Irabalhos e despezas sito neeessarias, para
se conseguir este primeiro resultado 1... c por ven-
ttirajiodpr-se-ha dizer em co'nsciencia que a mor
part dos colonos que deixam seu paiz natal, para
procuraren] asylo em um paiz estrangero se acbam
em cireumstaucias de poderem suportar todos os re-
vezos da fuudarao de um nxo cstabclccimcnlo a-
gricolas ?..
Nos queremos de todo o nosso corceo que os nos^
sos patricios que aportam a este paiz, para aqui fun-
darem 05 seus eslabelccimentos, cncoulrcm aqui o
que esperavam, foto, he, urna nova patria em que
possam com dedic'acao c trahalho esperar um futuro
prospero, una posicSo livre e iudcpcndenle ; mas
pergnntamos : esses milhares de homens sem meios
quethes facililem tollas as difflculdades que cncon-
tram no caminbo Uto espiuboso da vida, poderao ser
felizespelo simples fado de rceberem gratuitamen-
te um pedaco de leneno para sua propriedade ? Nao
contribuir esta faci para com muitos desses ho-
mens para a sua propria ruina ? Nao ticarao elles
cada vez mais desanimados vista dos multiplicados
inconvenientes que forcosamenlc bao de encontrar?
Enio ser esta ronsequencia 13o rigorosa nina no\a
arma paraos nimieos do Brasil, com que ellespro-
curario de no\o atacar" o governo, c o paiz t Fu-
jamos pois destes iuronvenieiiles, nao queiramos
imitar a outros paizesem ludo e por ludo; procurcm
.estadarcom muitadediracauma qu'eslao de tao vital
interesse para o paiz, como para os emigrados c nao
nos precipitemos em um labyrinlho, do qual nao
acharemos depois sabida.
Diz-se-nos a cada passo, que devemos imitar per-
foilamente os principios seguidos nos Estados-Uni-
dos a respeilo da colonisacao, c com quanlo nao
nos oppomos em geral aos principios alli sesuidns.
diremos comlndo, que as primeiras coloiiisariies pa-
ra aquelles paizes nao foram muito favoraveis aos
colonos e ainda boje se fazcm muitas espcculacfies
particulares a custa dos mizeros emigrados; anda
hoje milliares de bomeus .-qiortaiu aquellas praias, e
naaencontram b". as felicidades sonbadas, vendo-sc
ao depois ate obligados de sustentarem-se como jor-
nalemos; milliares dehomenschcgai-am aos Estados-
Unidos at com alguns arraujos necessarios para se
|>oderem ctabeleccr, e pcrderan-fhdopor se cn-
OIARIO DE PERNAMBUCO, SABAOO II DE FEVEREIRO DE 1*854.
Fica a cada familia, no lim do anuo, um
rendimeuto liquido de.......Bs. 6OO9OOO
E este rendimelo augmentar, se os colonos live-
rem bastante dedicarlo a ensaiarem muilos outros
eneros, taes como o algodo herbceo, o ail, etc.,
cujas prodnecoes sao facis e pouco dispendiosas.
Supponhamos agora que os colonos lem alguns mei-
os pecuniarios, elles nesle raso podem ajuntar as
suas economas ao capital que j pnssuem ; c se fo-
rcm intciramenlc despidos de meios, podem assim
fcilmente adquirir um pcqurnq capital, sem ter
iieccssidadedeseexporcma tantasdilUculdads; por-
que leudo elles casas e ludo quanlo precisaui para
o sustento de suas tamilias, uenhuma necessidade
lem de gastar inais dioheiro iuulilnieplc.
III.
Nao queremos de modo algum que o systema ilc
parceria seja a unir e indcstructivel base, sobre a
qual se deva fundar una lei de colonisacao; porem
devemos recommendar o mais possivcl esle syslc-
ma como melhor medida transitoria, para podermoi
por ella com mais segurauca alcanrar a livre pos-
sessao de terrenos para aquelles, que lem de vir po-
voar o Brasil; e as causas que conlribuem para
avaucarmos esta proposito sao :
1. Como as ieitas devolulassc acbam muilissimo
concentradas, nao se podera pensar seriamente em
urna colonisacao para laes lugares, seuao quaudo o
Brasil csliviT lao avanzado nos seus melhoramculos
malcraos, que a gratule distancia de um porlo de
emliarque nao conlribua mais para inulilisar .o
bom exilo de um cstabelocimcnlo agrirola ; ou pa-
ra melhor dizer: quando o Brasil esliver tao cruza-
do de estradas em todas direccoes, que de qualquer
ponto se poiler com a maior facilidadc' Irazer os
producios ao mercado,' e o lavrador se adiar as
cireumstaucias de produ/.ir ludo aquillo que a trra
lhe pode dar, c nao se ver smente obrigado de l-
mitar-se alguns produclos.quede modo algum l)io
podem deivar um lucro correspondente ao trabalho
empregado.
i." Nao basta possuir-se um pedaco de Ierra dc-
voluta, para j com isso so estar fe'liz ; porque se
nado a Deano Youle & Companbia, manifestou o se-
gmnle :
150 b.irriquirtlias chumbo, 3 barris pregos, 50 bar-
ns manteiga ; a Bollie & Bidoulac.
45 gigos e C barricas louca, 2G fardos e 24 cavados
tccidos d algodao, 8 fardos barbantes, 150 barris
manteiga, 2 fardos tecidos de la; a |Mc. Calmont
ex Lompanha.
70 fardos e 18 caisas tecidos de algodao, :t caixas
diales de seda e algodao, 50 barris manteiga.: a Ja-
mes Byder&C.
23 fardos lecidos de algodao, lfi toneladas carvao
queimado, 25 toneladas ferro brulo ; a C. Starr &
Lumpaubia.
17 caisas lecidos de algodo, I fardo capachos de
laa, t caixa chapeos, 1 dita objectospara escriplorio ;
a Deaue Yonlc^ C.
ltfcaixas leddos de algodao; a James Crablree&
Coinpauhia. ,
50 gigos, l barrica e 2 caixas louca : a Fbx Bro-
Ihcrs.
4 fardos e 1 i caixas tecidos de algodao, 3 covados
lecidos de laa ; a Adamsou llowie & C.
'81J barrase 22 feixes ierro, 1 caixa limas ; a 1).
W. Biiwman.
12 fardos e 2 caixas lecidos de algodao ; a Bosas
Braga & C.
9 pecas toucinho, 12 quejos, 2 barris agurdente,
9 caixas frascos com niollio, 11 barris conservas : au
capitao.
1 barrica e 6 caixas ferragens, 2 caixas chales de
laa, o caixas tecidos de algodao, 5 cnixas teneos de
algodao ; a C. J. Asllev & C.
97 fardos tecidos de algodo ; a C. J. Astlcy &
C. e II. Gibson.
2 fardos llanellas, 4 caixas miudezas, 17 ditas le-
cidos de algodao, 17 gigos batatas; a H. Gib-
son.
3 barricas louca, 1 caixa com 1 chapa elctrica, 1
dita miudeza, 1 pacole camisas, 1 dito lecidos de li-
nho; a T.iieynerd.
75 Barris manteiga : a Johnslon Paler 4 C.
*2 saceos amostras; a diversos.
1(> toneladas carvao queimado ; a
Barca ingleza Tairn of Licerponl,\iaa de Liver-
pool, consignada a Johnslon Paler & C. manifestou o
sesuiule:
bras
da
25 toneladas ferro bru" 20 toneladas carvao quei-
lado ; a C. Slarr & C. \
r*3'' ,"?cli",li,s- 'quinbA 2 arrobase 13 lib
rro, 20 rolos chumbo, 1 caixa zinco ; a A. V.
Silva Barroca. \
3 fardos tecidos de algodao, 3 ditos lecidos de algo-
dao e de lua ; a James Crablree j C.
4 caixas fio de algodao, 19 caixas e 13 fardos leci-
dos de algodao ; a Adamson Uowie & Compa-
nbia. r
1 embrulhorelogiosde ouro, I caixa e 15 barricas
ferragens, 4 caixas teciilos de algodo, 7 ditas quin-
quillmnas ; a James allidv..
12 caixas lecidos de linho, 39 fardos e 5 caixas le-
cidos do algodao, 4 lardos tapetes de algodao, 1 dito
tecidos de laia ; a Paln Nash & C.
31 gigos louca, 1 fardo fio de liuho, 00 barris man-
teiga ; a ordem. '
1 caixa espingardas, 16 fardos lecidos de algodao,
II caixas cobre ; a ti. O. Bieber &C-
2 caixas tecidos de laia, 7 ditas couro; a J. Keller
C C.
3 barricas ferragens, 30 ditas enxadas a Brcnder
a Brandis & (..
. 13 gigos,21 harnease I cesto lonja, 4 barricasal-
vaiade, 2 canas lecidos de algodo, 1 dita miudezas,
tregarem a certos especuladores qucValii Urai^a J|2!mJ^S-0-^rasil<1evia ser a
a sua subsistencia. -" m muudo. __
O Brasil possuc rertamcnlc muitas
O que attrahio ao Estados-Unidos esses milhoesde
estrangeiros, o que conlribuio para o seu rap*>o lc-
senvolvinu-nlo, he a facilidadc d commiuAaco,
sao esses milliares de eslradas e canaes que se cru-
''"" era dos os genn servancia da parle de todas as fltrda.les, das leis
do paiz, que para ollas nao sao palavras moras, mas
sim principios fundamenlaes, dianle dos quaes des-
de o ministro de estado al ao mais suballerno em-
pregado, desde, o homem mais afortunado at ao
mais inlimo traballiador, lodos se curvam com o
mesmo respeilo, com a mesma adhesao ; he cinfirn
aquclle solimento liberal innoculado desde a sua
mais tenra infamia no coracao dejdo o Americano,
que o faz considerar tuto o "cstrangci'r "como 'um
amigo, que lhe vm oflerecer sua industria, c seus
bracos ; que vm partilhar com elle todas as wrissi-
ludes da vida c coutribirir com os seus esforcos para
minorar lodosos ma'les que lano aflligem a especie
humana ; he cmfim a salisfacaocomque os habitan-
tes daquelles paizes rilbam para lodo o recem-che-
gadrf, nao o considerando como urna fra, dianle da
qual devem horrorisar-se. Neslcs pontos, procure-
mos imitar aos Americanos do norle ; esrorcemo-uos
para fazer ludo, que cm nos coulier a lim de tor-
narmos a posicao dos uovos cmigradosa mais satis-
factoria posshel c os bracos estrangeiros nao nos
fallaran. .
II.
Em um paiz como o Brasil, cm que a falla de
lommuoicacoesdifliciilta lauto tndoo progresso agr-
cola, em que o fazendeiro que mora em certa dis-
tancia productos para acidade, porque o preco de muitos
talvez nao chegar para pagar os enormes freles, e
portantose vcreduzido urna s produccao, islo he,
ao caf, cujo frurlo no cnlaiilo i de 3 anuos por
liante pode ser colljido, nao se |iode, neni se deve
lomar como base, nica da colonisacao, a proprie-
dade ; porque a mor parle dos que' chegarem ao
Brasil nao se adiara) as cireumstaucias de pode-
rem cuidar dclla, e vendo-sc ao depois obrigados'
a dcsislirem do fa^or que o governo Ibes lem de fa-
icr, talvez rom difliculdade encontrarao oITcrcCi-
mentos tao vantajosos como a parecria. Nao he pa-
ra os borneas alwstados^velloluundo. que" se prc-
fazer-Tinjalfir-ex^epcional ; em primeiro lugar,
srense esles T^mens bao de vir poneos, c mesmo
multo pouco se importado de pagar as insignifican-
tes quanUas pelas quaes lem de ser vendidos os ter-
renos, conforme a le de 18de selcmbrodc 18.50, e em
segBndo lugar, porque elles por si mesmos podem
melhor escoll,cf qne ihes convier para se cslabe-
lererem, e nao sao esles homens que hSo d povoar
o paiz ; mas be para a massa da populacao, ou a-
quella parle que se encentra em maior abundancia,
e que nao pertence classe abastada, que he certa-
meute necessarie um outro meio ; porque elles nao
podem, nem devem ser exposos a um Irabalho lio
penoso, do qual so depois de quatro anuos po-lem
. tirar o primeiro fructo; elles nao podem uem devem
sareiposlos airoa alternativa tao perigosa, que Ibes
teme insu^jJavd o- seu estado, que os desauimar
e os far auialilicoiir o momento em que se lcmbra-
ram do Brasil le o meio de evitar ludo isto he cer-
tamente o systei ya de parceria ; porque he o nico
meio de facilita ao colono b elle lornar-se propie-
tario independe le ; pois que desde o primeiro mo-
mento em que e leseoccupa nos Irabalhos da lavou-
a, mmedialan ente v o frudo do seu Irabalho,
logo na sua chegada necessidade de Iralar
constrncroes fc'gbM, nao lem de cuiliir nesses
! objectol' que se apresenlam semprc
wssidades dlrgenl^, quando se traa de se
'' ^nmestilielecinientoaericola; he rc-
^"a^t\iPM,VA e romluzido ao lugar
i ''linovl eule pode aclimalar-se, aprender
Tir os conhecimeiilos necessarios
o lerreno que melhor lhe con-
* Producios agrcolas, para-poder
ron,cerlezacalculi,rqualdelleshPn,ais ^ dc
produiir, e lhe polle dar ^ reiKlin,cn(o9 mm
pode elle prepara^., para que qaaDdo ro
seu ctebelecimenio, nao o taca com os oihos ven-
lados e nein enonlre lanas dim.-uldades como
forcosamente devd encontrar, qDamio desde tono
ten de emprehendbr lao difficil carreira.
Mas anda-pelo lado pecuniario deve ser preferi-
do para 'a .matar parte dos colonos o systema de
parceria ; porque aiuda por esle lado, cssa momea,
latlfa sojeicao hc-llies muito mais vanlajosa do qne
elles fundarem inmediatamente a sna propriedade.
Como j cima haviamos indicado, sao precisos ao
inenos4 niosanlesdoquc os colonos possam Icmbrar-
nieulos ; siimentc cnjaojjUa-caBpreliendcra que a ^i""16 do Sul, consignado a Bailar & Olveira, ma-
sua felicidadejiao consiste em possuir um pclaco roo o auiito :
. le tena-smentc. J.8j0arrobas decarne, 108 ditas de graxa, 40 cou-
|'ara,^aber cscol
Vm, .cnsaiar
i.ip-- s. ,k-
rcm todas ellas dormem pcrfeitamcnle esquecidas .
c o Irazc-lasluzdo dia naolie uma'emiircza lao ta-
cil. lio preciso que as maltas sejam derribadas,
arrancadas as raizes, revolvida a Ierra para poder
nclla depositar a primeira scracuteira, c esles Iraba-
lhos exgem sacrificios e dedicacao, elles requerem
forras phy sicas c maleriaes, que uem todo o emigra-
do possuc em um grao suflicienle, c quando mesmo /Patacho hespanhol RrrW.Vtado de Liverpool, con-
liver coraaeiu para supportar todos os revezes, ain-f"l8na.ao Ueane Voule & Companbia, manifeslon o
da cnlo elle reconheccr, que a difficiildailf '\e '
Iransporle cm grande parle dimbin&cs sus rcudi-
&C.
12 fardos e 18 caixas ecidos da algodao; a M.
Calmont & C.
50 barris manleiga a Bothe & Bidoulac.
23 caixas e 31 fardos tecidos de algodo, 1 fardo
lecidos de laa, 1 sacco rolhas, 5 gigos garrafas, 3 cai-
xas e 5 barricas ferragens. 10 caixas tecidos de algo-
dao c linhn ; a F.ox Brothers & C.
30 toneladas carvao de pedra, 20 caixas queijos, 1
gigo presuntos, 2 caixas cha, 11 ditas gurdenle de
Fraflfa, 4 caixas roupa feita ; a John Heeod.
1. caixa sellins, 9 barricas e 1 caixa ferragens, 3
barricas lampeoes, 3 ditas vidros,2 ditas ferragens, 6
ditas cotelaria, 9 mollios ferro em folha, 2 saceos e
85 barricas pregos de ferro, 2 caixas cobre. 1 barrica
pregos de cobre. 40 caixas armas, 1 dita pertences pa-
ra ecriplorio, 97 fardos c 47 caixas tecidos de algo-
dao, 8 taixasdc ferro, (i barricas drogas ; a S. P. jo-
hnslon & C.
2 fardos lecidos de algodao e 15 caixas dlos dilo,
J caixas camisas de algodao ; a II. Gibson.
3 caixas chales dc seda e algodao, 2 ditas ditos de
algodao. 20 fardos tecidos de algodao; ajames Ry-
der & C.
ti barricas peixe, 1 dita alcalrao ; a J.Caroll.
34 fardos e 3 caixas tecidos de algodo, 1 ditaobras
de casqiiinha ; a Rosas Braaa & C-
49 caixas e 20 Tardos tecidos de algodo; a Russel
Mellors&.
18 caixase 16 fardos lecidos de algodo, 11 caixas
chapeos deso de algodao, 45 fardos e .50caixas leri-
4)os de alaodao, de linho e laia, 2 caixas pertences
I' 'i-a escriplorio, 1 embrulho tapetes, I caixa amos-
l !'? K' Ro>le-
ni,'.,' d"s (eci,l9 lle algodo, 2 caixas lecidos de li-
""." '.jW*-C. deAbreu.
''Jifias de ferro; al). W. Bowman.
j*olume queijos; a Isso Lilly.
p saceos, amostras; a diversos".
Nao nos Iludamos, nao Iludamos os uossos pro-
prios rmaos, convdando-os a chegar no Brasil para
oblcrem um pedaco de Ierra smeute ; recommen-
demos-lhes o systema dc parecria, que nesle mo-
mento he o uuico meio de aluviar um pouco a sua
tao penosa siluacao.
Porem lambcm aqui torna-sc uecessario, obrar-
mos rom toda a prudencia; porque nao queremos
que os nossps rmaos venham calar uas maos de al-
guns especuladores, que smente se queiram apro-
veitar do seu suor, que queiram substituir os bracos
cscravos pelos# bracos cslraugeirbs, e que pouco se
importam se o colono aqu progredej ou itao. Eis.
aqui o verdadeiro poulo em que o governo deve
empresar lodos os seus esforcos para evitar taes
abusos; eis-aquiemquc o governo deveempregatro-
dosos meos,para que sejam maulidas as obriga;oes
conlrahdas c procurar saber, se o fazendeiro se
ada uas cireumstaucias de cuidar dos colonos cous-
cienciosamenic; es-aqu onde o governo pode mes-
mo contribuir muito para facilitar a emigracao, em-
pregando os seus uavios deducir para dar passa-
gein livre a lodos aquelles que eslao disposlos ded-
car-se agricullura; porque s assim nasce urna
dobrada vanlagcm para o paiz c a emigracao ; para
o paiz, porque aperfeicoa cada vez mais a sua ma-
rinha d guerra, a iuslrue caVIa vez mais c Iraz aos
seus porlosjiomcns industriosos c laboriosos ; e pa-
ra os colonos, porque elles nao lem necessidade de
empregar o seu ultimo real para Iransporlar-se ,a si
e sua familia ra una nova patria, c chegam lvres
dc dividas ao paiz, ao qual querem dedicar-se, tra-
balhaiido assim com mais vigor, alim de contri-
liuii-em para o estado florescenle do Brasil.
Smente com estas condices pode o Brasil lomar-
se vantajoso ao emigrado allcmao ; smenle assim
podera o goveruo conseguir dirigir a emigracao
espontanea para este paiz, e arranca-lo do abjsmo
em que forcosameute deve cahir, se nao se tratar
seriamculc de melter maos a obra ;. smenlc assim
pode o Brasil em breve elevar-se ao ponto culmi-
nante, que a natureza lite parece ter marrado ; so
assim adiarao os nossos patricios aqui una nova
patria, que Ibes recompensar o que no paiz nalaH
porderam, dando-Ibes colheitas mais vanlajosas;
smenle esfe he o caminbo que de>e ser seguido'
para se conseguir o mais vantajoso. resultado para o
paiz e o emigrado, c preparar-lhe com a maior se-
guranca aquella posicao livre e indepeudule, que
deve ser o nico resultado de seus sacrificios.
(Auxiliador de Industria NacionaQ
123 loneta las carvao de pedra ; aos mesmos.
Patacho nactonal ous de Margo, vind do Bio
ros seceos ; a ordem.
Barraca Luz do Dia, vinda do Aracatv, manifes-
tou o segunde :
1 bairica ferraaens, 1 pacoleclavinoles, 2 cunhe-
tesaco; aJ.F. P. Vianua.
172 meios, desolla, 63 saccas el pacole cera de
carnauba, 300 couros miiidos, 47 caixas vellas d
carnauba, 7 mbrulhos chapeos de palha, 25 rolos
de esleirs, 1 embrulho cera amarella ; a or-
dem. .
Sumaca nacional florlcncta, vinda da Babia, con-
signada a Domingos Alves Malh'eus, manifeslon o
seguinte :
B caixas fazendas ; a Hussell Mellors & Compa-
nbia.
6 caixas charutos, 5 ditas rap; aos consignata-
rios.
20 birris azeile do?, 6 duzas toros de Jacaranda,
691 caixas diarulos, 200 fardos algodao, 44 ditos fu-
mo, 500 quartinhas, 360 alqueires farnha ; a or-
dem.
CONSUI4DO GEBAL.
Kendimento do dia 1 a)9 ,
dem do dia 10 .f. \ '
22:4588752
2:078S648
21:5378100
1MVERSAS PROVINCIAS.
Kendimenlododial a 9......
dem do dia 10'... ,
1 :G599437
1:6595537
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kemhmento do da 10.......536*810
CONSULADO PROVINCIAL.
Kemlimenlo do dia 1 a 9......16:43782:15
dem du dia tt).........2:1145601
18:5515836
MOVnUTNTO DO PORTO.
PIBLICACAO A PEDIDO.
Tal/tita pela qual se paaam. os emolumentos em
certa reparticao publica minercina.
Saber o numero em que esta para ser exami-
. nad0...................1S000
'.rtilicado de exame............ I5OOO
Alvirarasimmediatasaoexame.......59OOO
Lista de se adiar matriculado de 1 a. ... 5000
(Continuar-se-lia.)
COMMERCIO.
P1WVA "OkECTkE 10 D"FEVEREIR AS3
HORAS DA TARDE.
CotacCes onicaes.
Cambio sobre Inglaterraa 28 li4d.60 div
Desconlo dclelras de 3 a 4me/.es 1 ao inez
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 9.....103:8538307
dem do da 10........19-.3695072
123:2225379
Detcarregam hoje 11 de fecereiro. '
Burea ingleza Towu of Litetpoolmercaderas.
Barca franceza -Cont Roger dem.
BriKue inglez Byron fumo e carvao.
Brigne inslezGlaucuibacalho.
Polaca bespanholaJoven Adelefarinha de trigo.
tscuna brasleiraZelotadiversos gneros.
Importacao".
Brigue'ngle/. Byron, yndo de Liverpool, consig-
Xatios entrados no dia 10.
Babia17 das, sumaca hrasileira Uortencian, de
94 toneladas, meslre Sebasliao- Lopes da Costa,
equipasem 7, carga varios gneros; a Domingos
Alves Malheus.
Buenos-Ayres29 das, barca hrasileira Rufina,
de 305 toneladas, capitn Alcxandre Antonio Pe-
reira,, equipagem 14, carga guano e ossos ; a or-
dem. Veio refazer-se de aguada e segu para Sou-
tbamplon. x-""-'"
Dandee48 das, barca maleza Ladv Kinaird, de
3j0 toneladas, capitao W. R. Easson. equipagem
lo, carga carvao ; a Adamsou llowie & Com pa-
nilla. Ficou em observado pela reparticao da sau-
de do porlo.
Rio Grande do Sul32 das, patacho brasitero
Dous de Marco, de 109 toneladas, capilo Izi-
doroScrrao, equipagem 9, carga 5.600 arrobas de
carne secca ; a Bailar & Oliveira. Passageiros, D.
Amia Fausta Gomes e 1 lilha menor, Antonio Joa-
quim Pereira da Silva, Vioenle Coelho.
Babia9 das, brgue brasileiro Velloz, de 201 to-
neladas, capitao Joao Joaqun da Cosa Fernandes,
equipagem 13, em Iaslro ; a Machado & Pinheiro.
\ eio receber o pratico e seguio para o Assn.
EBITAES.
O Hlm. Sr. inspector da tbesouraria de fazen-
da, manda fazer publico, que da dala ilcsm a 30 lias
serao arrematados peraule a mesmu ihesouraria. e
a quem mais_dr nos termos do alvar de 14 de Ja-
neiro de 1807 as Ierras maleriaes e mais pertences
da capella vaga de Nossa Senhora do Socorro, cita no
enaenho Soccorro da freauezia de S. Amaro de Ja-
boaiao : pelo que as pessoas que quizercm licitar, de-
verao comparecer na sata das sessoes da referida Ilie-
sourana, as 11 hora do dia 21 de fevereiro pr-
ximo futuro ; ad%crtiiido que a arrcmalaro ser fei-
ta a dinheiro de contado.
Secretaria da tbesouraria de fazenda de Pernam-
buco 16 de Janeiro dc 1854.O ofiicial maior,
Emilio Xavier Sobrelra de Mello.
O Ilun.Sr. inspector da thesooraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, publico, que nos dias 7, 8 e 9 de marco prximo
vindouro, perante a junta da fazenda-da mesma tbe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos lizer
a obra do 4" lan;o da ramficacao da estrada do Sul
para o Cabo, avaliada em29:2635.
A arremalaco ser feila na forma dos arts. 2i e 27
da lei provincial n. 286 de 17 de maio de I80F, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que >e propozerem a esta arremalaco
comparecan! na sala das sessoes da mesma jimia os
dias cima declarados, pelo rneip da. competente-
mente habilitadas. ^~~ l
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de fevereiro do 1854.O secretario.
Antonio Ferreira Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremulacSo.
\." As obras do 4- lan$o da ramficacao da estrada
do Cabo, far-se-bo de conforniidade coma planta,
perlis e mais riscos pprovados pela direoloria em
couselho e apre^cnlados a approvaco do Exm. pre-
sidente, na imporlaucia de 29:268^.
2." O arrematante dar principio as obras no prazo
de um mez, c dever conclu-las no de dezeseis me-
zes, ambos contados na frma do arl. 31 da lei pro-
vincial 11. 286.
i.* O pagamento da importancia da arremalaco
roalisar-sSfia em quatro prestaces ianacs a 1.a
depois dcTeilo o primeiro terco das obras ; a 2.a de-
pois de concluido o segundo Ierro ; a 3.a na orca-
sio da entrega provisoria ; e a 4. depois do recebi-
mento definitivo o qual dever verilicar-se um anuo
depois do recebnento provisorio.
J." Seis mezes depois de principiadas as obras de-
ver o arrematante proporcionar transito ao publico
em toda extencao do lanco.
5.a Para ludo o que nao se adiar determinado
as prsenles clausulas nem no orcamcnlo, seguir-
se-ha o que dispue a respeito a lei provincial n. 286.
Contarme.O secretario, Antonio Ferreira d'An-
nunciocao.
_ O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em cuinprinicnto da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, niuiidf fa/cr publico, que no
dia 9de marro prximo vindouro, perante a junta
da fazenda da mesma thesouraria, vai iiovqmentc a
praca para ser arrematada a quem por menos lizer,
a obra do acude na povoacao do Buiuui. avaliada
cm 3:300*000 rs.
A arremalaco ser feila na forma dos arts.'24 e
27 da le provincial 11. 286 dc 17 de maio dc 1851,
c vili as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerein a ata arremataran
riiinparccan na sala das sessBesd sesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn alxar o presente c
publicar pelo Diario. Secretara da thesouraria
provincial de Pemambuco3ile fevercirole 1854.__
O secretario, Antonio Ferreira da Anminriacao.
Clausula!' especiaes para arrematadlo.
I" As obras 1I0 acude do Buquc serao "fcilas de
coiilormidade com a planta c ornamento approva-
dos |iela directora cm consellm c aprcscnlados
approvaco do Esm. presidente na importancia de
3:30fH0ufl rs. r
. 2" Estas obras deverao principiar 110 prazo de
sessentadias, c serao concluidas no de tez mezes,
a contar da data da arremalaco.
3" A importancia dcsta arremalaco ser pasa
em Ircs prestaces da mancira scguiuc : a primei-
ra dos dous quintos dio valor total, quando (iver
concluido mefade da obra, a segunda iimal a pri-
meira, depois dc lavrado o termo de reecbimento
provisorio ; a terceira iinalmenlc dc um quinto de-
pois do rccebimenlo definitivo.
4" O arrematante ser obrigado a rommuuicar a
reparticao das obras publicas com antecedencia dc
Imita dias o dia lixo, em que tm de dar principio
a execucao das obras, assim como (rabalhar segui-
damente quinze dias, alim de que possa o engenhei-
ro ciicarregadn da obraassislr aos primeiros Iraba-
lhos.
5" Para ludo o mais, que nao esliver especifica-
do as presentes clausulas segoir-se-ha o que dc--
termina a lei provincial 11. "286 de 17 de maio de
1851.Confoi meO secretario, Antonio Ferreira
da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouria provinrial,
em c.umprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico, que no dia 9
dc marco prximo vindouro, vai novamenle a praca
para ser arrematado a quem por menos fizcr,pera-
le a junta da fazenda da mesma thesouraria a obra
do acude dc Pajc de Flores, avaliada em 3:190000
_A arremalaco ser feita na forma dos arts. 21 e
27 da le proriucial n. 286 de 17 dc maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerein 11 esta arremalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma junta '110
da arima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para conslar.se maiulou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 3 dc fevereiro de 1854.O secretario, Anto-
nio Fenvira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrenutarao.
1." As obras do acude dc Paje de Flores serio
retas dc conformidade com as plantas e orcamenlo
apreseutados a approvaco do Exm. Sr. presidente
da provincia na importancia xlc 3:1905000 rcis.
2. Estas, obras deverao principiar no prazo de
dous mezes, e serao concluidas no dc dez mezes
contar.couforme a le provincial 11. 286.
3." A importancia ilesta arremalaco ser paga
era tres prestareis da mancira seguinte: a primeira
dos dous quintos do valor da arremalaco, quando
livcr concluido a nielado da obra: a segunda icua
a primeira, depois de lavrado o termo de recebi-
meiito provisorio; a terceira finalmente deum quin-
to depois do reielmeiito delinilivo.
4. O arrematante sera obrigado a t-ommuiiicar
a reparticao das obras publicas com antecedencia
de Irinla dias, o dia lixo em' que lem de dar prin-
cipio a execucao das obras, assim como trabalhar
seguidamente durante quiuzc dias, alim de que pos-
si o enaeiibciro cucarregado da obra assistir aos
primeiros Irabalhos. -
5." Paca ludo o mais qne nao esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a le provincial n. 286 de 17 de malo .le 1853.
0\secretario, Antonio Ferreira da Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm camprimentoda rcsolucao da junta da fazenda,
manda fazer publico, que no dia 16 de fevereiro
prximo vindouro, \ ai uo\ menle a praca para ser
arrematada a quem por menos fizer a obra dos eon-
iZt",Jl> cadcia ,la viIla ""Cabo, aVaHados em
82>5009 rs.
A arremalaco sera feila na forma dos arls. 24 e
27 da le proxiucial n. 286 de 17 dc maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas4.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
da cima declarado pelo meio da compelentemcii
le habilitadas.
E para constar se mandn afiixar o prescule e pu
librar pelo Diario.Secretaria da Ihesouraria pro-
vucial dcPeriiambuco, 24 de Janeiro de 1854.O
sccFeHirfo77//om'0 Ferreira da Atmunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1. Os concertos da cadea da villa o Cabo far-
se-hao de confcrmidade com o orramenlo appro-
vado pela directora em couselho, apresentado
ajiproxacio do Exm. presidente na importancia de
82.15OO rs.
. 2.-' O arrematante dani principio as obras no pra-
zo de quinze dias, e devera conclu-las no de Ires
mezes, ambos contados dc conformidade com o art.
31 da lei u. 286.
3. O arrematante seguir na execucao ludo o
que lhe tar prescripto pelo ngenbeiro'respcctio
nao 80 pan boa execucao do Irabalho, como em or-
dem dc nao inulilisar ao mesmo lempo-para o ser-
\ico publico todas as partes do edificio.
4." O pagamento da imporlaucia .la arremalaco
\eriarnr-sc-ha em duas prestaces iguaes: a 1* de-
pois de fcilos dous tercos da obra; e a segunda de-
pois dc lavrado o termo de recobinjento.
5. Nao haver prazo de responsiblidadc.
6. Para ludo o que nao se acha determinado
as presentes clausulas nein no orramenlo, seguir-
se-ha o que dispoc a le provincial n. 286.Con-
forme,O secretario, Antonio Ferreira da Annun-
icaco.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provinci-
al, em cumprimenlo d ordem do Exm. Sr. presi-
denta da provincia dc 23 do concille, que manda
fazer publico que, iws dias 14, 15 e 16 de fevereiro
prximo Miidouro, perante a junta da fazenda da
mesma Ibe-souraria, se ha, d arrematar a quem
por menos fizer a obra do .>.< ianro ja rlm_
cacao ila estrada do sul para a villa do Cabo, ava-
hada em 19:8005000 rs.
A ariemalacao ser feila na forma dos arligos 24
e 27 da lei provincial numero 286 dc 17 dc maio de
1851, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerein a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
das cima declarados pelo meio dia, meulc habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de Periiainbiico, 24 dejaneiro O secretario. Antonio Ferreira da Annunciaro.
(lautulas especiaes para a arremalaco. '
1." '
do CauoMi ao ieuasaie coniormiiiaile com oorramenlo,
plantas e iierliz approvados peta directora em con-
fino 1: amiresentados a appro acao do Exm. Sr.
qumi Carncirn Leal, por exerurno do Exm. senador
Francisco de Pauta Cavalcanli de Albuqucrque.
E para que ebegue a nolicia de lodos, mandei
passar o presente e mais dous do mesmo Ibeor, sen-
do um alllxado na praca do commercio, outro na casa
das audiencias, e outro publicado peta impren-
Dado e passado ncsia cidadedo Recite, aos 10 de
fevereiro.de 185i.Eu Joaquun Jos Pereira dos
Santos, escuvao o suhscrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
O fiscal da freguezia de Santo Antonio do termo
desla cidade, faz publico para conhecimento dos mo-
radores da mesma freguezia que. pelo arl. 5, do lit.
3 das posturas municipaes en) vigor, be inlcirameu-
te prohibido tancar agua limpa na ra das varandas
abaixo, tanto de dia como de noile, sob pena dc pa-
garem a mella de 65000, alem do damno que causa-
rem, e de 1250U0, se agua lor suja e intacta. Fre-
guezia de Saulo Antonio do Recite 9 de fevereiro de
1854.O fiscal, ManoelJoaquim da Silca Ribeiro.
DECLBACO'ES.
1." As obras do a. lauco da ramiliracao da estrada
Cabo serao feilas|de coutannidnde com ooreamenlo.
mas e perfiz approvados peta directoria e
Ibo e appresenlados a approvaco do E
prndenle na importancia de 19:8005000 is.
2." o arrematante dar principio as ulnas
zo ib
. 110 pra-
11111 mez e devera conclui-las no di- (2mexes
ambos conlados na forma do arlixo 31 da le m\-
miTo 2S6.
3." o pagamento da importancia ,i, arremalaco
realisar-sc-lia em qualro preslacOcs iguars. a'\.
depois di- faita o primeiro terco das obras'- a i."
depois de concluido o segundo "terco ; a 3. na 00-
casiflo do recebimenlo provisorio, ca derradeira de-
pois da entreaa definilva.'a qual realisar-se-ha um
auno do|>os do rerebiinento provisorio.
4.* Seis mezes depois de principiadas as obras de-
vera o arrematante proporcionar transito ao publico
em lodaa extencaodo lauco.
J'-'l Pi'? '"'i'" , lias presi-nles clausulas uem 110 orcamenlo se-uir-
se-ba o que dispoe a respeito a lei numero' 286
Contarme.0 secretario, Antonio Ferreira da 4n-
O Dr. Custodio Manoel da Silta Guimaraes, iui:
de direuo da primeira cara do cicel e do com-
mercio nestacidade do fecifede Pernambuco,por
a. M. Imprtale Constitucional que Dos guar-
Faco saber aos que o presente edital vrem, que
dadaladesto a 10 das, perante o juiz do commercio
e primeira vara, se hao de arrematar por venda
quem maisdr, na praca publica os seguinles escra-
vos:Jacinlho, crioulo, vinle e nove annos de ida-
de com iiichacilo chronica na perna direila, e p i
com principio de areslim, official de marcioeiro no
v-lor de2705000 rs. : Manoel, naco Angola, idade
.10 anuos, rendido da verilha direila, ofllcialde mar-
cinero,novalorde320Wlj|0 rs., peuhorados a Joa-
Companliia de vapores de Liverpool.
Espera-se de Liver-
pool o vapor Olinda,
coinmandante Aaram
no dia 14, depois da
demora do costume se-
guir para os porlos do sul e Rio da Prala. Agen-
cia em casa de Deane Youle & Compauhia, ra da
Cadeia velha n. 52.
Companhia de vapores de Liverpool.
Espera-se dos portes
do Sul o vapor Brasilei-
r, Coxrommandante,
no dia 16; depois da de-
mora do costume se-
guir para Europa. Agencia em casa de Deane
Voule & Companbia,- ra da Cadeia wlha 11. 52.
Peta contadoria da cmara municipal desla ci-
dade, se faz publico que do primeiro ao ullimo de
marco,prximo futuro, se far a arrecadaco, boc-
ea do cofre, do imposto municipal sobre estabeleci-
mentos, ficando sujeilos a mulla de 3 "i os que o nao
fizerem no mencionado prazo.No impedimento do
contador.O amanuense,Francisco Canuto da Boa-
viagem.
Esta' aberta a matricula 'la cadeira
de latim do collegio das artes, na casa do
respectivo pro'essor, em Olinda.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cnnselho administrativo em virtudeda aulorisa-
Codp Exm. Sr. presidente da provincia, tem de com-
prar os objectos seguinles:
Para a companbia dc artfices. '
Algoilaozioho para camisas, varas 195, sapalos,
pares 78, esleirs de palha de carnauba 78, bol tanda
de tarto, cqvados 50.
2. batalhao de infanloria de linha.
' Bonetes com numero 2, 19, algodaozinho para ca-
misas, varas 48, grvalas de sota de lustre 7, chou-
ricas de laa para platinas, pares 19, esleirs de palha
de carnauba 19, pares de sapalos 19, holtanda de tar-
ro, covados 150.
8. balalhab de intentara.
liandi-ira imperial de seda 1, porte para a mesma
1, liaste para a dita 1, capa de oleado para a mes-
mal.
Meio batalhao Casemira verde, covados 60, holtanda de forro di-
tos 350.
4." batalhao dc,arlilbaria.
Cinturicas de laa prela, pares 401.
Provimenlo dos urmazens do arsenal de guerra para
a 1.a el" classes.
Taboas de pioho, duzias 30.
Para a 4.a classe.
Caixa com vid ros 1.
5.a classe.
Sola branca garroteada, meios 50.
Fornecimento de luzes.
Azeile de carrapaio, caadas 360, dita de coco, ca-
adas 30 112, pavios, duzias 6, velas de carnauba, li-
bras 152 1[2, fio de algodao, libras 17.
Para a provincia do Para.
Sellins com todos os seus competentes arreios e ca-
becadas para acavallaria 14.
Para o arscual de guerra.
liaste para bandeira I, mantas de laa 209, raves
de couslcucco de 30 a 35 palmos 6, badames de meia
oilava dc pollegada 6. Icnces de cobre dc 6 a 7 pol-1
legadas 8, linleiros 16, arieiros 11, ecemplarcs do li-
nhas curvas e rectas20, panno mortuario 1, chinellos
rasos, pares 200, copos de vdro 24. Quem quizer
vender taes objectos, aprsente as suas proposlas em
caria fechada, na secretaria do conselho, as 10 horas
do dia 15 do correte mez. Secretaria do cdnselb
mi 11111111-1 ral i vo para fornecimento do arsenal de gner-
ra 8 de fevereiro de 1854.Jos de Brilo Inglez, co-
ronel, presidente.Bernardo Pereira do T:armo
Jnior, vogal secretario.
Por despacho do Sr. Dr. Custodio Manoel da
Silva Guimaraes, juiz de direito da primeira vara do
commercio, taco scientc aos credores* de Tinoco
Morats, establecidos com luja de ferragens na ra do
Queimado n. 13, para que no dia 13 do correute mez,
as 10 horas da maiiha, comparecam oin ca-a da resi-
dencia do mesmo juiz na ra da Concordia n., afim
de em assemblca nomearem um novo' caixa ou geren-
te para ultimaran das negociaVes pendentes da mes-
ma firma, vislo ler fallecido o socio caixa e gerente
Jo3o dos Santos Tinoco de Sooza, cuja reunan tai
requerida por o socio Joao Jos de Carvalbo Mo-
raes.
Recita 9delevereiro de 1854.O escrivSo Interi-
no, Manoel Jeaquim Baptista.
De ordem do Exm. Sr. director geral da ins-
trueco publica, taco saber a quem convier, que est
em concurso com o prazo He 60 dias contados da da-
ta desle.a cadeira de inslrucrao elementar do primei-
ro grao de Nossa Senhora do O, do termo de Olinda,
por haver sido jubilado o respectivo professor.
Directoria geral, 8 de fevereiro de 1854.O ama-
nuense archivista, Candido Eustaquio Cesar de
Mello.
Companhia brasleira de paquetes-de
, vapor.
O vapor' Gu te o 1. tenente Jos Leopoldo de
Noronha TorrezSo. espera-se dos por-
los do norte al 13 do corrente, e se-
guir para Marei, Bahia e Rio de Janeiro no oulro
da da sua chegada. Agencia, ra do Trapiche 11.40.
segundo andar.
O commandanlc do corpo de polica, deaccor-
do com os demais membros do conselho de adminis-
trarlo de tardamenlo, e em virtude do disposlo' 110
arligo 26 do novo regulamenlo de 2 de dezembro do
anno prximo passado, faz scieute a quem convier,
que lem de contratar para o mesmo corpo os objeclos
abaixos mencionados, adverlindo que se fomecer o
panno azul para o tardamenlo. As pessoas que qui-
zerern contratar deverao appresenlar suas propostas
em carta fechada no dia 14 do corrente, pelas 10 ho-
ras da inanliaa, na sala da secretara desle corpo.
.....371
Os bilheles passados pelo'actor Mendes para a reci-
ta extraordinaria em seu favor, tem entrada nesle
beneficio.
Os bilheles acham-se i venda em casa da benefi-
ciada, ra Bella 11.13, c no dia du espectculo no es-
criplorio do Ihcalro.
A beneficiada roga ao generoso publico desta cida-
de, baja de a proteger concorrendo ao sen bene-
ficio.
Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Bonetes
Frdelas de panuo azul
Calcas de dito .
Ditas de brim ."" .l
Capoles de panno azul
Sapalos [pares) .
Bandas de laa
371
371
371
371
371
27
Quartel do corpo de polica as Cinco Ponas, 10
de fevereiro de 1854.
Epiphanio Borges de Menezes Doria,
Tenente secretario do corpo.
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO
EM BENEFICIO DA ACTRIZ
Leonor Orsat Mendes.
SABBADO, 11 DE FEVEREIRO DE 1854.
Subir scena pela primeira vez, a muito graciosa
e inleressante comedia em 1 acto,
A PEDA DE 24 SALDOS.
1 raduzida do franrez peta actor l.uiz Carlos Aman-
do.
Personagens.
Samuel Rigol. ....... Sr. Pinta.
Endymion de I.a-Sonche. Meudes.
Josi'iPoirier :....... "Costa.
AudrcGalifel...... Santa Rosa.'
Pedrinho, joven camponez n Ribeiro.
Babolin, tabelliao..... Rozcndo.
L:m negro. '...... N. N.
CelesleRigot.....' D. Amalia.
Claudina Camuzol, joven cam-
poneza........A beneficiada.
Seguir-se-ha pelo Sr. Ribeiro a aria do
Segaindo-se o engracado e muilo applaudido due-
lo, cantado pelo Sr. Ribeiro e a Sra. D. Uabrielta,
Ceara' e Acarci'i.
Segu no dia 15 do correute o Uiale Sobralense,
(oulr'ora Flor de Cururipe), recebe carga e passa-
geiros : trate-se com Caelano Ciraco da C. Moreira,
ao latto do (^orpp Santo, loja de massames n. 25, ou
com o capilo.
Para o Maranhao e Para' vai sahit
coma maior brevidade possivel, por ter
porte de sua carga, .o brigue nacional
Brilhante, do t|ual he capitao Francisco
Cardia : quem no mesmo quizer carre-
ese 011 ir de passagem, para o que tem
bons commodos, dirija-se ao capitao, na
praca do commercio, ou aNovaes& Com-
panbia, na ruado Trapiche n, 54.
Para a Babia segu cgm presteza o
veleiro biate nacional -Fortuna, 'capitao
Jos Severo Moreira Rios para o resto da I
carga ou paasageiros, trata-se com os con-^
signatarios A. de Almeida Gomes Com-
panbia, na ra da Cadeia do Recife n. 47,
primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sabe no dia
12docoirente briguenacional Sagita-
rio de primeira classe, o qual ainda rece-
be alguina carga, passageiros e escravos a
6jete : trata-se com o consignatario Ma-
noel Francisco da Silva Carneo, na ra
do ColkfgMMItt'^Scguiido andar, ou com
o capitiio a bordo.
Para o Aracaty
segu em poucos dias por j ter a" maior parle de
seu carregameuto prompto, o bem condecido e ve-
leiro hiato Capibaribe: para o resto e passageiros,tra-
ta-se na ra do Vigario, n. 5.
Para a Babia) ,
o bem midiendo e veleiro hiale Soco Olinda, sabe
por esles dias por j ter a maior parte de seu carrega-
menlo a bordo: para o resto e passageiros,trata-se na
ra do Vigario n. 5,
Para o Rio. de Janeiro,
segu nesles dias a escuna '/.elosa: para o resta da
carga, assim como para passageiros e escravos a'fre-
Je, trata-se na ruado Vigario n. 25t
LEILAO
J. U. Gaenslev far leilao, por interveDco do
agente Oliveira.de um lindo sortimento de fazendas,
principalmente franeczas esnissas, as mais proprias
do, mercado: terca-fera 14 do corrente, as 10 horas
da manlian. no seu armazem, ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
O Cosmopolita.
Sahio hoje o 7. numen, e acha-se a venda na ra
do Crespo, loja de livros do Sr. Antonio Domingues.
Se o escravo queeiiste fora desta cidade, fgi-
do em 1830; pouco mais on menos, de 50 annos de
idade com pequea clillcrenca. e que linha urna be-
bde em um olho, do que talvez esleja ceg, cojo sg-
nal tai declarado voluntariamente em presenea de
algumas pessoas que estavam presentes na casa n. 71,
perlencente ao Sr. Ferreira, a quem o annuncio do
Diario n. 33 manda dirigir, se a restituirn ou en-
trega que se pretende fazer he sincera e verdadeira
perante Dos, pode o annunciante dirigir-se ra da
Senzala Velha n. 1)8, aonde-existen legitimo senhor
com litulos lejraea, que pde.aprescnlar, assim como
perdoa-se todos os serviros que o dilo prclo lenha
prestado desde essa dala ate o presente.
Quem livor adiado umeabriuha escuro por no-
me Scverino, que icpresenla ler5 annos, com os sig-
naas seguinles : com camisa de riscado de chita j
rota, calcas de risrado de algoitao trancado, sapalos
velhos nos ps, cm cabello ; tem os bracos maps
chelas de sarna, tem urna cicatriz no peito esqerdo,
e fallo de um denle na frente da parle inferior, o
podera Igvar ra Nova n. 9, que ser generosamen-
te recompensado. Este cabritilla he tarro, e protesta-
se contra quem o tiver occullo, ou que pretenda fa-
zer algum negocio.
Precisa-serie urna pessoa que lenha pratica de
escripia, para se encarregar da escripia de 2 ou 3 ca-
sas de negocio ; a tratar na ra do Queimado, loja
de terraaens n. 35.
D-se lOOpOOO rs. a premio sobre pcnliores.de
ouro ou prala ; naVua do Qucirnado n. 33, se dir
quem d.
lina ventura Jos de Castr Azevedo faz ver ao
respeilavel publico, que n'esla data lem comprado ao
Sr. Braz Vieira de Souza Guedes a sua fabrica tle
chapeos, sita na ra Nova n. 52, ficando o mesmo
Boaventura desonerado do activo e passivo da mes-
ma, e se alguem se julgar com direito a esta venda,
compareca no prazo de 3 dias, a eutender-se com o
mesmo Boaventura. '
Quem precisar de um bom forneiro para pa-
dara, dirija-so ra da Cadeia de Santa Antonio
n. 14.
- Precisa^-se alugar um prclo escravo para o ser-
vico de padaria, ainda nao lendo mui la pratica; a
tratar na padaria da ra do Pires n. 44. *
A quem for oflerecida urna sacca de arroz com
4 arrobas e 15 libras, marca L. que se enlregou a um
negro ganhador no armazem doSr. Candido Alberto,
no-dia 6 do.correntc, taca favor apprehender e avi-
sar na roa Direila n. 14. qne ser recompensado.
. Deseja-se saber quem foi o autor de um annun-
cio publicado nesle Diario de 9 do corrente. pnis he
um Brande calumniador, cobarde e infame, em ter
a misad a de dizer que ha urna casa na ra da Pslma
que se abre a horas marcadas, pois pede-se a esle bil-
Ire que d provas disto, e aprsenle visiuhancas que
sequeixemde infamias c actos de immoralidadc co-
mo diz este bigorrilbas fallo de bola.
Precisa-se de uin negro ou urna negra par,a o
servir..o interno e cxlerno de urna casa ; na ra Nova
n, 4|, primeiro andar. "
Na noile de 9 paia 10 do corrente roubaram do
quintal da loja da ra do Hospicio n. 32, urna acia
de rame de 5 palmos de dimetro ; roga-se a pessoa
a quem for ofterecida. de a lomar e levar a dita loja,
pelo qne ser bem gratificada.
Precisa-se de um rapaz de 12 a 16 annos, para
caixoiro de taberna, ainda que nao lenha pratica: na
ra do Pilar n. 144. '
Precisa-se de um feitor para um engenho per-
lo da praca, e que coletilla de lodo o trafico do dito
e de plantaries : quemes!ver as circumstancias de*
o ser, procure no sitio do Cajueiro, que l achara com
quem tratar.
0 abaixo assignado faz sciente que lendo um
vale de iOOSOOO rs., firmado por Tiburcio Neves ci
Companhia, m 4 do corrente, o qual perdeu-se, e
como j se acha pago, faz sciente que quando tonba
de apnarecer lica sem elleilo. Recite 9 de fevereiro de
1851. Va: & Leal.
O bacharel formado Joaquim Francisco
Duarte,
continua a excrcer a sua profissito de advogado na
casa da sua residencia, na ra Formosa, onde podera
ser procurado.
Precisa-se dc um amassador na padaria do
Brilo,, no Moulciro : a tratar na mesma, ou na ra
Direira n. 69. ,
Declara-se qne tem de se venders 2 partes do
sobrado sito na ladeira da ribeira da cidade de Olin-
da. perlencentes aos berdeiros do finado conego
Francisco Jos Peixolo: quem quizer dirija-se a
mesma cidade a entender-se com o procurador dos
mesmos, que todo negocio se far.
Aluga-se urna prela para todo servijo de casa
de familia, sendo de portas a dentro : quem precisar
dirija-se a ra de Horlas n. 22, segundo andar, para
Iralar do ajust.
'Roga-se ao Sr. J.J. B. que baja de vir pagar
urna conta, na ruado Crespo ti. 13, quando nao ver
o"seu nome por extenso.J. de Sigueira FerrSo.
Aos pais de familias, dentro e ra da
cidade.
na ra do Hospicio,
Precisa-se de urna ama :
casa n. .17.
Indo desta cidade para a de Goianna Manoel
Concalves de Albuquerque e Silva, perdeu entre
llabalinga e a laboleiro da Mangabina, ama rarleira
contando nclla 7-2005000 rs.; e porque lodo este di-, '
nheiro estava em sedulas de 500, 2009 e 100 rs.,
be fatil rlesrolirir-se quem o achou, no caso de appa-
recer alguer destrocando sedlas destes valores, sem
ter proporcOcs dc as possuir : pelo que MTerec o re-
ferido a quanlia.de 1:0009000 rs. a quero IhCresli-
tuir aquella qoanlia ; e a dc OOSOOOrs. a quem de- .
nuiciar a pessoa que achou-a, c se possa rehaver o '
dinhciro. prometiendo igualmente segredo invinlavel
qnando assim o exigirem : quero, pois, tiver noticia
desle adiado, dirija-se naquella cidade, ra do Am-
paro n. 44, e neslaao aterro da Boa-Vista l47,se-
gundo andar, e, n. 60.
Arrenda-se um bom sitio cm Beberibe, lem ca-.
sa soflrivel com 6 quarlos, 2 salas e grande cozinha,
lem es! r i hara para 14 anmaes, corral para vaccas e
grande cercado para as soltar, lodo murado, tem aran-
de baxa com capim a corlar lodos os dias para uus
poucos de auiniacs, podendo-se estender do lamanho '
que a queirn fazer, lem algomas arvores de frudo,
dous grandes bananeiraes, mil e lanos ps de abaca-
is j dando, e outros a chegar : tambero vendem-se
as vaccas que lem que j estao costumadas ao pasto :
os pretendentes dirijam-se ao aterro da Bol-Vista
n. 80.
. Precisa-se de nm feitor para um sitio, que en-
lenda de plantacoes, principalmente de borla, e que
Irabalhc lambem com alguns escravos ; sendo 1iel e
diligente paga-se bem : os pretendentes dirijam-se ao
aterrada Boa-Vista, taberna n. 80.
O collegio Pernambucano precisa de urna mu-
llter para porlera do mesmo collegio, deveudo apre-
scnlar atleslados de sua conducta do reverendo paro-
dio e to subdelegado ; as pretendentes dirijam-se
ao mesmo collegio, defronte da ordem terceira de S.
Francisco, munidas dos atleslados.
Deejaramos que fica sem nenhum effeilo qual-
quer Iransncco que por ventura possa apparecer so-
bre a lettra a nosso favor dc rs. 1:427j>850, aceUa
por Cunha & Ferreira .e vencida em 30 de agosto do
auno passado, por se tcT desenraminbado do nosso
poder, e j acbarino-nos embolsados da referida im-
portancia pelo Sr. Eduardo Ferreira Bailar, como li-
qudatario da mencionada e extincla firma ; e como
consta do recibo que ao mesmo Sr. passamos.
Roslron Rooker l Companhia.
Pede-se ao Sr. Jos da Silva Alexandre ou a
pessoa que delle saiba dar nolicia, o favor de.vir
ra do Crespo, taja u. 14, alim de se lhe entregar urna '
carta vinda dc Portugal.
Toma-se conta de roupa para lanar e engom-
mar, lauto de homem solteiro como de familia, res-
ponde-se pela falla, e lambem se ose camisase ves-
lidos-; na mesma casa precisa-sede urna ama qne sai-
ba cosinhar e engommar, e taz-sc almocoe janlar.para
tara' com muito aceio ; no becco do Carioca, por ri-
pia do Sr. Antonio Pinto de Souza, n. 9. .
Para intelligenpia do commercio desta.provin-
cia e ftira delta, se communica que a socied'ade que
gyrou sob a firma dc llesquila Jnior & Carvalbo
em um armazem de assucar, est dissolvida pela mro-
tc do socio Antonio Alarlins de Carvalbo, e que ajli-
quidacao da mesma foi, saldada pelo soeio Mesqnila
Jnior com a viuva do finado socio Carvalho, ficando
por isso extincla c liquidada a sobredila firma: O
eslabelecimenlo contina a gj-rar sob a firma e res-
ponsabilidadede Antonio Botelho Pinto deMesquila
Jnior, assim como a sou cargo o activo e passivo da
extincla socedade.
Deseja-se fallar com o Sr. -Jos Mara Lemospor
causa de negocio, e roga-se ao dito Sr. annuncie por
esta Diario-a sua residencia.
. Joao Pedro Vogeley,
fabricante de pianos, afina e conceda com toda a per-
feicao, lendo chegado recenlemenle dos porlos da
Europa, de visitar as melhores fabricas de pianos, e
lendq ganhu nellas lodos os conhecimentos e pratica
de conslriicr/ies de modernos pianos, otferece o seu
presumo ao respeilavel public para qualquer con-:
certa e afjnacoes com lodo o esmero, tendo toda a cer-
leza que nada ficar a desejar as pessoas que o io-
cnmbam de qualquer Irabalho, tanto em brevidade
como cm mdico preco ; na ra Nova n. 41, primei-
ro andar.
J. Jane,Dentista,
conlina residir na ra Nova; prirdeiro andar n. 19.
t). Lmbelina Wanderley Peixolo, directora' do
collegio particular Pernambucano, avisa a quem con-
vier que mudoo o seu collegio do sobrado da roa da
Cadeia fronte da ordem terceira de San Francisco, onde es-
leve a socedade Apolleuea ; ahi pode aceitar maior'
numero de alumuas internas, por que tem grandes
salas tanto para aula, como para dormitorio e refei-
lorio. A annunciante reconhecendo a falla qne ha
na provincia de urna rasa de educarn com toda a re-
gnlarldade e boas accoinmodci>es, com sacrificio alu-
gou este pretlio, no qual lem teito enorjnes despezas
para montar o seu eslabelecimenlo de maneira, que
suas jovens patricias sejam ahi bem educadas; a an-
nunciante espera conlmuar a merecer a mesma con-
tiancaqm- tetn (ido al hoje. A annunciante nao
querendo eritadar ao publico coro estirados annun-
eios, li-iiilira que j tem dado provas do aproveila-
mcnlo de suas alumnas, e que o Exm. Sr. director
geral da inslruccao publica liscalisou o seu collegio
no mez de Janeiro do crrenle anno. O cnsio do
collegio he ler, escrever, contar, graromalica porln-
gneza, doulrioa chrislaa, francez, geographia, dese-
uho.'musica vocal, pianoe daosa.
Precisa-se de om caixeiro de 12 a 16 annos de
idade para taberna ; prefere-se a algum chegado ha
pouco de Portugal: na ra larga do Rosario nume-
ro 37.
ATTEiMjiO.
Jos Concalves Braga faz sciente ao pubiieo e aos
seus rieguezes, que mudou o seu eslabelecimeiito d
barbeiro, da ra da Cruz n. 53, para o primeiro an-
tardo sobrado da mesma ra n. 48.
Do-je 6008000 rs. a premio com segurauca em
urna casa nesla praca : quem pretender annun-
cie. '
VELHICE NAMORADA.
Segue-se pelo Sr. Ribeiro, pela primeira vez a in-
teresante aria
DA POLKA.
' Seguir-se-ha a sempre muito applaudida e engra-
cada comedia em .'tactos ornada de msica,
A VENDEDORA DE PERS.
ORDEM DO ESPECTCULO.
. 1- A Vendedora. 2- utervallos pelo Sr. Ribeiro. 3-
a Moeda de 24 solios.
Lecciona-se em casas particulares as materias que
constituem a inslruccao primaria do 2." grao, assim
romo rerebem-se por um mdico estipendio pensio-
nistas: trata-seno largo do Pilar n. 13.
Esl em praca do Sr. Dr. juiz municipal da se-
gunda vara, para ser arrematada, c correntio as Ires
praras do estjlo, a propriedade do Alio, na Boa-via-
gem, com as suas perlencas, penhorada por execoeao
de Miguel Archanjo Posthumo do Nascimenlo aos
berdeiros dcAltansoJostle Alhuqucrqae Mello, e a
ultima praca em que ha de ler lugar a arremalaco,
he quarta-feira, 15 to corrente mez.
No pateo do Terco n. 22. precisa-se fallar com
oSr. Antonio Alves da Fonseca Jnior, para negocio
que nao ignora.A. L. Mendes. '
Aluga-se a casa do Poco qne foi do fallecido
Sr. Dr. .Comes; tem 5 quarlos, 2 salas, grande co-
zinha, cocheira, eslribaria, galinhero, quintal, ca-
cimba, c espacoso lerraco : quem quizer. cntenda-se
com o Sr. lciienlc-coronel Barata.
Q,,em quer possuir urna rica rabeca, tanto
em qualidade como em vozes : dirija-se a ra da Ca-
deia do Recife n. 15, que com 200--5 ficar com um
bom e lindo instrumento.
Aluga-se a loja du sobrado n. 35 da ra estrel-
la do Rosario^propria para qualquer eslabelecimen-
lo : a tratar no sobrado da mesma.
Attencao ao masque.
Na ra Bella n. 36 preparam-sc vestuarios de bom
Rosto para o carnaval, as pessoas que se qoizerem uli-
lisar dirijam-se o mais breve possivel, e para que haja
lempo de se apromplarem: na mesma casa mostram-
(e figuriuos para a esculla de goslo dos mesmos ves-
suarios.
Precisa-se de um homem para-caixeiro de en-
genho e feitor do mesmo; quem esliver nestas cir-
cnmsiancas,dirija-se ru da Praia n, 20,
Precisa-se de 3008000 rs. a jnros, dando-se urna
casa em bom local por seguranca : quem quizer, di-
rija-se a ra do Trapiche n. 25, taberna.
Precisa-se alugar um pralo para o Irabalho de
padaria, quer lenha ou nao pratica, e pag>-se bem:
e um homem forro para refioacao, que4enha pratica:
as Cinco Ponas n. 106.
Perdeu-se na tarde do dia 8 do corrente om
quarto castanho com frente aberla, urna mao calca-
da, com cauda rapada, orelhasacabanadas, em grao,
com urna barroca na sarneira com tima cangalha
robera tle estopa j usa Ja; quem o ti ver adiado ou
der nolicia se lhe pagar seu Irabalho, e pde-se di-
rigir ao euzenho linio, na freguezia de Ipoiuca, ou
ra Direila n. 106.
- Foca desta cidade existe um escravo. o qual diz
pertencer. ao Sr. Antonio Moreira, que morava em
um sitio que foi do fallecido Jos Roberto, e o dito
Moreira he casado com um senhora natural da cida-
de dc Loanda, ludo islo confessado pelo mesmo es-
cravo, por isso taz-se este annuncio para se saberse
anda existe nesla praca o dilo Moreira ou pessoa de
su familia, para se lite entregar o dilo escravo, pois
esta rugido desde 1830 ; o qscravo hoje representa ter .
olannos: quem tiver direito ao rqesmo, dirija-sea
ra das Cinco Ponas n. 71, que se informar cir-
cunstanciadamente.
Aluga-se a sala da frente do primeiro andar da
casa da ra da Cruz n. 17, propria para homem sol-
teiro ou para escriplorio ; a fallar uo armazem de
leloes do agente Aulunes.
Elerina dos Sanios Pinheiro, com aulade pri-
meiras ledras na ra da Conceico da Boa-Vista,
casa n. 25, faz sciente as suas alumnas queja abri
sua aula desde odia 3 fereceaos pais-de familia, que queiram utilisar-se seu presumo, para eusinar suas tillias a ler, escrever
e contar, liogua nacional, coser chao, bordado, laby-
rinlho e marcar, por preco commodo.
Pcrdeu-se urna lettra aceita em 28 de Janeiro
do corrente anno por Rezende Alves da Silva, a fa-
vor de Custodio Ferreira Montinho, ha 6 mezes, da
qtiantia de 5049000 rs. j passada as costas pelo
mesmo Custodio, p'orm nao datada ; portento roga-
se a quem adiar, querendo entrega-la, levar i ra
doCollesion. 25, taberna de Manoel Antonio dos
Sanios Fonles. por cujo favor lhe ficar summamen-
tegralo: nao obstante j se acbarem prevenidos tau-
teo aceitante como o passante de no a pagar seno ,
a tille propro por ser o sea verdadeiro dono.
Eu abaixo assignado declaro que lenho jnslo e
vendido a minha taberna, sla no becco da Linguete
n. 3, para liquidacao da mesma taberna, e se alguem
se adiar coro direito a ella, appareca na mesma ta-
berna no prazo de Ires dias.
Manoel Marques de Abren Porlo.
Joo Jacinlho Fernandes Charo relira-se para
tara do imperio, e pede as pessoas que tem penhres
ero sua mo, que os venham tirar no prazo de seis
dias.
ROB LAFFECTE17R.
O nico aulorisadb por decisao, do conselho reo
e decreto imperial.
Os mediros dos hospilaes recominendSm o arrobe
Laffer.leuv, como sendo o nico autorisado pelo go-
verno e pela Reat Sbciedadc de .Medicina. ste me-
dicamento d'am goslo agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esl era uso na marinba rpal desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco tempo,
com pouca despeza. sem mercurio, as afleccOes da
pclle, impingeos? as consequenc'ias das samas, ul-
ceras, c os accidentes dos partos, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; conven aos
calliarros, da bexiga, as contraccoes, e fraque
dos orgos. precedida do abuso das ingeccoes ou de
sondas. Como aati-syplrtiico, o arrobe cura em
pouco lempo os flnxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem ncessanles sem consequencia do cm preco da co-
paiba, da" cubeba, ou das injeccOes que represen-
tam o virus sem nenlralisa-lo. X arrobe Laffecleuv
be especialmente recommeudajlo contra as doencas
inveteradas ou rtibeldes ao mercurio e ao odurelo
de potasio. Vende-se cm Ljsbiia, na bolica.de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ja de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porco de garrafas grandes e.pequenas, vin-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boyveao-
Laffecteuv 12, me Richev i Pars. Os formularios
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca de
D. Pedro n. 82. No Porlo, em casa de Joaquim
Araujo; na Bahia, Lima & Irmos^.em Pernara-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Flbos, el
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Macales Leile; Rio-Grande, Francisco de Pau- m
la Goulo (S L,


:,


I

Itoubo de udi relogio.
No dia ila lesla de Sanio Amaro, as 7 horas da uoi-
le, quando o abaixo assignado eslava dando unjas fi-
tas para Henzer, fartaram-lhe 11111 retogiu de ouro.sa-
i bonete palente ingle/, con mostrador tambera deouro
e correule ja bstanle casta, a qual tem o peso de o
'i ni lavas ; por ato roga a pessoa a qoem fr qffere-
cido dito relogio. de o appreheiuler, que receber de
gralificai;ao 308000 rs. : na ra do Cabug 11. 1 C.
Antonio Pereira de Olirtira Hamos.
Arren * casa, muitas- fruleirase pasto para 12vaccas de leite :
quem o pretender dirija-se a ra da Citoria, n. 70.
Precisa-sede um hoinem para tomar conla de
urna taberna por bataneo, ou tambera se vende, lia,
vendo quem compre : a tratar na praia do Caldeirei-
ro, o. 2, taberna.
Alluga-*e o terceiro* andar da casa da ra do
Vigario 1. 18 : trala-se na mesma ra n. 25, no ar-
mazem. '
'MASQU.
. Nw ra do Cabuga', foja de mmdezas
de quatro portas, tem um completo sor-
timento de mascaras, taDto de panno co-
mo de cera e rame; assim como enfeites
para bordados de mantas, galoes e espi-
gilhas para o mesmo.
LOTEBIA DORIO DE JANEIRO^
Aos 20.000,000 de rs.
Acliatn-se a venda os bilhetes da lote-
ra da cmara de Valenra: a lista se espera
pelo primeiro vapor que vierdo sul, e os
[tagamentos dos premios serao efectuados
ogo depois da distribuiqo das listas.
esippareceu hontem (ido crreme da roa do l.ivramenlo n. 20. primeiro andar, um
casual muderno de prala pesando 137 oilavas.o qual
tem os aignaes segrales: tavrado leu um palraoe
urna polegada de comprimeuto, u bocal todo recorta-
do e em um dos ps a marca da casa a qnem Coi
comprado. 1 qual be urna earinha com as iuiciaes II.
J. e d oulro lado um quadrinho com as iniciaes V. F.
B.': roga-se aos senhores ourives, o a qualquer pes-
soa a quera for ollerecido o dito castiral, de o adpre-
henderem e mandarem levar a dita casa atisenlo ge-
nerosamente gratificados.
; Deseja-se saber noticia da lllm. Sr. D. Maria
(creio que) Machado Teixeira Cavalcanli, sehora
que Ibi do engenho Carhoeirinha de Seriiihem ; essa
senhora j morou^em algum lempo na ra do Padre
I loriano, pois muilo se agradecer a quem der noti-
cia da mesma senhora : na ra d'Apollo n. 9, segun-
do andar. .
Mara Joaquina de Jess tem uns alicerces'pa-
ra vender no aterro dos Arrogados, cojos foros sao tri-
bu anos aos herdeiros do fallecido Manoel Antones
v iliaca : quem os pretender dirjase ao mesmo lugar
no quarleirao do Sr. Gusmo n. 71.
O abaixo assigoado, professor particular de ins-
irnecao elementar do segundo grao, residente noler-
ceiro audar da casa n. 58 da ra Nova, declara no
respeitavel pnblico e especialmente aos senhores pais
de familias, que acha-se no ejercicio de sen magis-
terio, prorapto receber alumnos internos e externos
para serem desciplinados em materias de iuslruccao
elementar, e tambem em grammatica latina e fran-
ceza./ose Maria fachado de Figueivedo.
Arrenda-se o engenho' Tamataupe
de Flores, freguezia de Nazareth, moente
e corrente, com fbrica, bois fe bestas, e
capacidade para safrjar 2,500 a 5,000
paes : quem oypretender, procure a Ma-
noel Joaquim Carneiro da Cunha. na na
da Aurora, ou no engenho Fragoso.
AVISO JURDICO.
A segunda ediccao dos primeiros elementos para
lieos do foro civil, mais bem eorrigida e acresceuta-
da, nao so a respeito do que alterou a le da refor-
ma, como acerca dos despachos, interloculorias e di-
linitivas dos julgadore ; obra essa (o interessante
aos principiantes em pratica que Ibes servir de fio
condnclor : na praca da Independencia n.6 c8.
Desappareceu da casa 11. 21 da roa da Trempe
ao entrar para a da Soledade um par .lo caslicaes de
prata.obra anliga feita no Porto c com bastante*peso :
ruga-se a qoem forem offerecidos a apprcheuso dos
mesmos que ser recompensado.
Na casa de modas de madmc Buessard Millo-
cliau rerebeu-se pela Joe um sorlimento de modas,
romo sejam : diapeos e toncados, camisinlias e man-
gas, ricas litas, linas de'pellica curias e comprlas,
ditas de malhas linas, llores linas, cambraia de linbo,
titos, baldas, cordoes de seda decores para vestidose
esparlilhos, etc. etc.
DIARIO DE PERNAftiBuCO-, SABBADO II DE FVEREIR DE 1854.
Precisa-se alugar un) criado ale
idi.de de 18 annos, para servir- de urna
pessoa solteira : a tratar na tiavessa da
Madre de Dos n. (i, primeiro andar, das
10 horas as2'da tarde.
Aluga-se a, loja do sobrado da ra CoIIegio do
n. 18, com arinri.o nova, propria para taberna : \
tratar' na loja do sobrado amarello da ra do Ouei-
mado n. 29.
OSr. Manoel Lourenro Machado da lincha, cn-
cadernador, que assignou este Diario para o Sr. vi-
gario Manoel Vicente de Araujo, veuliaa esta typo-
graphia para solver a mesma assignalura, visto que o
Sr. vigario diz que nada tem com isso.
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova contina a dar cdnsullas todos os
das no seu consultorio, ra do Trapiche n. II.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do CoIIegio n. 2,
vende-se um completo sorlimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em pqr-
coes, com> a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco. com _
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francesas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprieta rio deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico ,em ge- \
ral, para que venham< seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
CoIIegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Na roa Nova n. 33, no Bazar Pernambucan.,,
continua a haver erande e variado sorlimento de fa-
zendas do melhor goslo, como sejam : corles de ves-
tidos de seda para bailes e para noivas. romeiras .le
filo de linho bordadas, ditas de relroz, chales de dilo,
berthasou tallios para vestidos tanto prelos como
brancos de fil de linho cle seda, fitas de todas a
quabdades, panno lino prelo superior, casemira dita,
chapeos de pello de seda para hornera, 09 raelhores
que apparecem, bicos de blonde, de seda e de linho,
peales de tartaruga para tranca, ditos de borracha
para alisar, o melhor que he possivcl, pela sua dura-
Qao^ aHincies de camapheo. braceletes e rosetas a imi-
lacao de ooro, o mais bem feito que se pode desejar,
vestimentas para bailes inascarados, decoslumes chi-
uez, lurco, grego e camponez, con) cabelleiras e mas-
caras, e oulras muilas fazendas, que estao patentes
e a escolha dos freguezes.
LOTERA DEN. S. DO ROSARIO.
Hoje 11 do corrente no andam as ro-
das desta lotera pelo motivo deainda res-
tarem bilhetes que foroain o tbesoureiro a
espar^r. o andamento das rodas para o
dia 25 do corrente : o resto dos bilhetes
acham-se a venda nos lugares do costu-
re-Othesoiireiro, Silvestre Pereira da
Silva Guimaraes.
Alaga-se o sobrado* grande da Magdalena,
queGcaem frente da estrada viova, o qual
se ha de desoecupar ale o dia 1. de mareo : a tratar
no aterro da Boa-Vista 11. 13, ou na ra do Coltegio
11. 9, ora Adriano Xavier Pereira de Brilo.
Denis, alfaiate frarrcez,"
chegado ullimampne de Paris, tem a honra de pro-
venir ao publico, e prfncipalmenle aos seus fregu-
is, que abri sua lenda na ra da Cadeia do Recife
n. 40, primeiro andar ; Irabalh de feitio, e (ambem
da as fazendas a vontade dos freguezes, a prec,ocom-
modo ; trabalha no genero mais moderno em ludo
para Amazonas e para os disfarces de toda a quali-
dade para o carnaval.
Bichas.
Alugam-sec veodem-se bichas: na praca da In-
depeuducia confronte a ra das Cruzes h. 10.
338388S8
HOMEOPATII.
O pi-ofessor homdopthico J. M.
Teixeira contina a dar consultas
no seu consultorio da ra da Ca-
deia do Recife n. 29, primeiro an-
dar. No mesmo consultorio ven-
dem-se carteirasde 2 i medicamen-
tos, chegados ltimamente de Paris,
- assim como tinturas de todas as qua-
lidades.
N. B. Aos* pobres dao-se consul-
tas e medicamentos gratis.
Manoel Esteves Benevidcs Raposo, tendo' de
relirar-se para o Rio de Janeiro, e nao podendo des-
|>edir-se pessoalmente de seus amigos, o faz r.or meio
deste. '
Traspassa-seo arrendamenlo de um engenho de
bestas, moente e correnle.distantedo Recife 5 leguas,
e da estrada publica menos de meia de bom carainho,
a ponto de chegarem os carros de cavados l a casa
de vivenda, com boas e suffflenles Ierras de canna,
mandioca, milho, feijo^arroz, caf, etc. etc., muito
Ijerto e em roda do engenho, dous bons cercados de
vallados, bu, Tiem feita e nova casa de vivenda dei
sobrado toda envidraja, com alpeadre de columnas
de madeira e grades de ferro, muito fresca, e com ale-
gue e eicellenle vista ; casas de cugcuho, caldeira,
encaixamenlo, estua e estribara, ludo de pedra e
cal, com lodos os seus perlences, e em muito bom es-
tado, suflicieules senzalas para os prelos, casa de fari-
iilia provida de lodo o necessario ; excedente lianho
era urna billa casiuha apropriad,: militas virgens
moilo perlo, hurta com arvoras fruciiferas, inclusive
urna boa porcsode'coqueiros bons sitios de lavrado-
rts, etc. etc. As carinas sao de muilo bom assucar, e
de mailo rendimeiilo. Vendem-se as canna9 novas,
ogadovacumecavallar : os prelendenles diram-se
ao engenho Floresta de S. Amaro de Jaboatao a'tratar
coro o propietario.
AVlSp' AO CO.MMEIICIO.
Os abaixo assignados contiriuam
a franquear a todas as classes em
geral os seus sortimentos de fazen-
das por baixos precos, nao' me-
nos de urna pera ou urna duzia,
a dinheiro, ou a prazo, conforme [
reajustar : no seu armazem da
praca do Corpo Santo, esquina da
ra do Trapiche, n. 48. Ros-
tron Rooker & CompaMliia, net'o^
ciant.es iglezes. Os mesmsavi-'
Sao ao respeitavel publico que abri-
ram no dia 5 do corrente mez a
sua loja de fazendas da na do CoI-
Iegio e Passeio Publico n. 15, di-
rigida* pelos senhores Jos Victori-
no de Paiva Manoel. Jos de Si-,
queira Pitanga, para venderem.
3r atacado e a retalho.
ATTENgAO, NICO DEPOSITO NESTA
., ^ CIDADE.
Paulo Gaignou, denlisU reeebeu agua denli-
Jrice do Dr. Pierre, esta agua couhecida como a me-
lhor que tem apparecido, ( e tem niuilos elogios o
seu autor,) lera a propriufade de conservar a bocea
eheirosa e preservar das dores de denles: lira o
goslo desagradavel que da em geral o charuto, al-
gomas golas deslanVm copo d'agua sao' sufficien-
tes; tambera se achara po denlifrice excedente para
a conservacao dos dente : na ra larga do Rosario
b. Jo, segundo andar.
V Deposilodecarvo. .
Aluga-se um grande armazem proprio
para deposito de carvao, a' boira mar, na
ra de Santa Rita, com trapiche para car-
regar e descarregar a qualquer hora : o
prero he tnodico.e trata-se na ra do Tra-
pich n. 40, segundoand.tr.
OSr. Ricardo tiia Ferri-ira tem urna carta na
preea da looepcadencia n, OeK,
Antonio Pmlo de Magalliaes comprou por coa-
la do Sr. Domingos de Oliveira Pinto, meio bilhele
de n. 1613 da loleria de N. S. do Rosario, que est
annunciada para 11 do corren!..
D. I.uiza Annes de Audrade Leal, contina a
receber em sua casa almuas, pensionistas, meias
pensionistas e externas. As materias que se ensinam
sau as mesmasque por vezessetem annunciado; ad-
verando que as mensalidades das pensionistas e meias
pensionistas seraoapagas adiantadas, em quarleis; lin-
dos os quaes. os pais deverilo adiantar oulros. Os
pan licaro salisfeitos pelo desvello cora que' serao
tratadas sii3s Gibas, epelo augmento que ellas lerflo
era seus esludos. Os pais que a qiiizerera honra-la,
coufi.in.to-lhes suas [.rezadas filhas, podero dirigir-
se a ra de Santa Rila (oulr'ora Fagundes) n. 5, so-
brado de um andar, ao p do de varauda encarnada,
viudo da ribeira.
Manoel Ferreira da Silva declara ao publico,
que deixou de ser caixeiro do Sr. Bernardo Jos da
Costa Valento desde o 1. de fevereiro do 1854, e ao
mesmo lempo agradece ao mesmo Sr. o bom Irala-
mento com que sempre distingui durante o lempo
que esleve .em sua casa.
l-n'1 Manoel Rodrigues Valeuea retira-se para
Portugal a Iratar de sua sade. '
0 f.baixo assignadu faz. ver queja ha muilo mo-
ra c contina .1 murar na ra da praia.de Santa Rila
n. I, em casa de seu prenle Manoel Joaquim Bap-
tista.Francisco Leandro do llego.
Joao Fernandes Thomaz vaipara o Bio do Ja-
neiro ; as pessoas que se julgareiq credoras do mes-
mo, qneiram apresenlar as soasconlas na ra da Ca-
deia do Recife n. 52, afim de serem salisfeitas.
CALCADO A 720. 800, 3J000, 33000 rs.
No aterro da Roa-Vista loja del'ipnle da
lxmeca.
Croca-so por sedulas anda mesmo velhas, um im-
vo e completo isqrliniento dos bem conheci.los
sapalocs lio Aracaly a 720.' 800 e Imlins .1 S000
rs., sapates dc-lMslre da Babia a 3SO0O rs., assim
como um complelo sorlimento de calcados franec-
zas.lo todas as qualidades, lanto para Jiomcm Como
para seniora, meninos e meninas, um complelo
sorlimento de perfumaras : ludo por [ireeo muilo
cominodo, alim de se apurar dinheiro.
Vende-se acosa de sobra.|p o. 11), da ruado
Aragao : quem a pretender dirija-se a ra d'Ale-
gria n. .. e na do Livramenlo a rallar com Joa-
quim Jos de Abreu Jnior. .
Grande sorlimento de colleles de fnstao supe-
rior, por diminnlo preeo; palitos de brim liso een-
tranc,ado de (odas as qualidades e precos ; pequeas
malas de couro. proprias para viagem ; ricas ahum-
aduras para colfete,.ludo mais barato que em oulra
qualquer parle : ama do CoIIegio 11. e ra da
Cadeia do Recife n. 17.
MASCARAS DE RAME.
Vendem-se superiores mascaras de rame, por me-
nos preco que em outra qualquer parte : na ra da
Cadeia do Reciten. 17. -
. Vende-se um bonito cavado mellado, de dinas
brancas e bons andares Irala-se no primeiro arma-
zem do becco do Goncalves, junio ao Araujo.
-- Vende-se urna taberna em Fora de Porlas, ra
do I tar, confrontando o becco l.areo, mu bem cal-
culada e boas proporrOos para ler familia ; no se
duvida dar prazo, urna vezquesejaapessoaconheci.la
de crdito,ou aprsenle garanta; esle negocio ap-
presenla grandes vantacens nao s/i por estar bem
conhecida como por que sem dinheiro a visla o pre-
tndeme se pode cstabelecer : trala-se com Firmino
J. F. da Rosa, na roa da Senzala Velha n. 112, ou
no aterro da Boa-Vista, taberna n. 80.
Vende-se urna obilia de amarello, em meio
nso : quem pretender dirija-se a esta Ivpographia,
carta fechada, cora as iniciaes T. C. P.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO,
aos 20:000s000 de rs.'
Na casa feliz dos quatro cantos da ra
do Queimado n. 20.. vendem-se os felizes
bilhetes, meios, quartos, oitavos, e vig-
simos da lotera a beneficio da casa da c-
mara de Vallenca. cuja lista cbga no
dia 1G.
Vende-se urna escrava, com 20 annn de idade,
pereila engommadeira e cozinheira. por 7008000 rs.,
urna dita de 21, cozinha e lava bem, por XfciOOO
rs., urna dita com 35 annos, quitandeira, cozinheira,
e lavadeira, por 4003000 rs., orna mulata cora *>
cozinheira elavadeira, por 0503000 rs.. urna cabri-
nlia com 6 ou 7 anuos muito galante, por 35QM0Q
rs., dous negros, por 3509000 rs., um dito por 2009
rs., um cnoulo de bonita figura, alfaiale, par 750J
rs. : na ra da Senzala Velha n. 70, sezundo e ler?.
ceiro andar, que se dir quem vende ; um raoleque
com 16 annos, por 60O. H
VERNICAS MILAGROSAS.
CliegoD a loja de miudezas da ra do Collecio n-
1, urna poreao de vernicas milagrosas de dillerentes
iiomes desanlos e sanias ; Nossa Senhora .las Dore
ar-Mieuel, Nossa Senhora do Carmo, Coraeao de
Jess e de Maria, Santa Auna, San-Francisco, Anjo
ar; assim como urna grande porcjlo le estampas
las, antes que sevacabenj, porque se vendem por preco
mais eommodo do que em oolra qualquer parle.
\ en.le-se urna taberna sila na rita de Santo
Amaro n. 28, com muito bons commodos para fami-
lia, he bem afreguezada : quem a pretender dirija-se
arnesma que achara com quem tratar.
(
Vendem-se velbulinasde lodas as cores: (/*,
na loja do sobrado amarello, da ra do y
Queimado n. 29. (#>
v ATTENCO! -=*****
urua ?ova n-U< ei'S'em excedentes e ricos es-
parlilhos dos mejhores que ha, a 103000 rs.. challos
ueseda para senltorasdo ullimn gusto, a 133000 rs
assim como ludo o que he preciso para fazer^e'o
mesmos, por ejemplo, armacao, seda propria de co-
res variadas. Ido de seda, izaze, flores, plumas, bicos,
fi as, blonds, etc., etc. Na mesma caia ha bico de
liniw I\ a ,0da,a'' la,uri,s- com lambrm de
nono e de seda, e nm riqnissmo sorlimento dereis-1
ros era alio ponjo, colloridos e de fumo .le dleran-
com".^?EOes : e- "ld0- ,roca-se I""" Puco dinheiro,
cora tanto que seja vista,
Coni toque deavaria.
JSB* "r 3*S a peca : na ra do Cres-
po, loja da esqoma que volla para a Cadeia.
CALCADO RARATO,
no aterro da Boa-Vista n. 58, foja de cal-
cado j unto a> selleiro, vendem-se osseguin-
tes calcados franeezes, muito bons, a di-
nheiro, e pelos precos seguate. :
Botns de bezerro, par
Sapates de lustre paraJiomem'
COMPRAS.
Compra-se um diccionario de [lortuguez fran-
cez: na ra do CoIIegio, n. I.
Compra-sc sera feitio urna correule de ouro pa-
ra relogio : ua ra da Cadeia de Santo Aulonio n. 5.
Compram-se ossos a peso : no ar-
mazem da illuminacao, no caes do Ra-
mos, tiavessa do Carioca.
Compram-se 12 enxerios de laranja selecta: no
becco das Barrciras, primeira casa de vidraca com 4
janellas adireta, ou procure na livraria do Sr. Fi-
gueiroa, qoe Ihe dir quijm quer.
Compra-se urna caia propria para guardar
urna cadeiriuha: da preea da Independencia, loia
ns.l9e2f. J
i Compra-se nlhos de annanazes" da china para
plaas, ale 1,000 ps: na taberna da ra do aterro
da Boa-Vista,.alirse p"
qualquer hora.
7.S-00
4J600
v.sooo
fS500
(.S'--OO
(000
"ooo
pode dirigir os pralendeotes. a
VENDAS
Novo telegrapho.
Vende-se o roteiro do novo telegrapho que princi-
pioua ler andar/lenlo no dia 29 du corrente, a 240 rs.
cada um: na livraria u. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia. *
> Obras douru,
como sejam: aderecos e meos ditos, braceletes, brin-
cos, alfineles, botes, aunis, correles para relugios,
etc. etc., do mais moderno goslo : vendem-se na ra
da Cruz n. lO.casadeBrunnPraeger & Compauhia.
Couro ,*e lustre '
de boa qualidade; vende-se por menos do que em
outra qualquer parle para liquidar coulas r na ra da
Cruz n. 10.
VinhoBrdeaux.
Bruon Praeger Companaia, ru da Cruz 11. 10,
receberam ltimamente St.'JIien e M. margot. em
canas de urna dzia, qiie SeTecommendam por soas
boas qualidades.
Vendem-se cerca de 800 formas de folha de
rerro para fabrica de assocar, pintadas, e que levam
Ires arrobas cada urna : vendem-se muito em conla
para fechar : na ra de Trapiche n. 3.
RICAS MASCARAS.
de setim prelo e de cores dminos e de papelao com
barba de cabellos para todos os caracteres, assim como
cora caracteres de animaes, ditas de rame com bar-
ba dt cabello : na ra do Queimado n. 71, junio a
loja de cera.
NO ARMAZEM DE C. J. ASTLEY
t ummm- ruado trapichen y
lia para vender o seguintc :
Bataneas decinaes de 00 libras.
Oleo de linhaea em hitas de
Champagne, marca A. C.
Oleados para mesas.
Tapetes ele laa para forro desalas.
Copos e calis de vdro ordinario.
Formas delolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Palha da India para empalhar.
Ac de Milao sortido.
Carne devacca em salmonra.
Lonas ta Russia.
Espingardas de cara. '
Lazarinas e clavinoteS.
Papel de paquete, ingle/..
Latiio em Iblha.
Brim de vela, da Russia.
Cabos de linho da Russia, primeira qua-
lidade.
Cemento de Hamburgo (novo).
Relogios de ouro, sabonete, patente in-
gjez.
Ciiaxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latiio
Chicotes e lampeOespara carro e cabriolet.
Couros de viudo de lustre par cobertas.
Cabecadiis para monturia, para senhora.
Esporas de aro prateado.
5 ;'ilr.es.
Borzeguns elsticos
Ditos de botiies
Sa|iatoesda Prussia
Ditos de lustre para meninos
Baile de mascaras.
Vendem-se ricos vestuarios de ruascarados, lano
para homens como para-scnl.oras, sendo a carcter,
assim como mascaras, dminos, etc., por eommodo
Preeo: na praca da Independencia us. 12, 14
Vendem-se
castanhas piladas boas, a 120 rs. a libra: na ra das
cruzes n. 40.
Aviso aos rapazes solteiros.
Chegou i loja de miudezas da ra do CoIIegio n.
I, urna poreao deobjeclos de moilo gosto, he segre-
o, motivo por que se nao diz o que he; a clles antes
queseacabem.
rr7 iraJru?cdas Cr"/es"' -2> vende-se nm moleque
cnoulo, de 16 annos de idade, bonita lisura e bom
mocas ;,!lreS Pre'8S ue l,abilioaus o m"'l"
Para mascaradas e theatros
.Ha na rnaNova u. II, enfeites dourados o pratea-
uos para esse fim, os quaes enfeites sao transas de di-
versas larguras, cordoes, borlas, palminhas, estrellas,
eic, com o que arrauja-se o vestuario o mais rico
possivel: aelles em quanto he lempo, pois s nesla
casa os ha. .
S'0@S39 @@@@@@
"s mais rices e mais modernos chapeos de
*> seda e de padia para senhoras, se encontraln S4
sempre na loja de modas de madame Millo- @
& cliau, no aterro da Boa-Vista n. 1, por um preeo mais razoavel de que em qualquer ou-
Ira parle. i
Vende-se urna casa de pedra e cal no Maugni-
nho n. 4fi : a Iralar no mesmo lugar, padaria.
Vehde-se o sobrado de dous anda-
res esotao da ra de Apollo n. ), bem
como o dito de um andar da ra da Guia
n. 44 : a tratar na ra do CoIIegio 11.21,
segundo andar.
Vende-se na ra da Cadeia Velha.do
Recife, loja de ferragens n. 55, rap de
Paulo Cordeiro muito fresco, viudo pelo
vapor Imperatriz,- a 1,500 a libra, e quem
comprar de 5 libras para cima a 1,250
DEPOSITO DE CAL EPOTASSA.
Na ra"de Apollo, armazem de Leal
Reis, tem superior potassa da Russia, ches
gada ltimamente, e da fabrica no Ro de
Jaueircf, de qualidade lwmconhecida, as-
sim como cal em pedra, cliegada 110 ul-
timo navio.
Vende-se urna cocheira na na de lionas, com
b cavados sellados e enfreiarios, e gordos, proprios
para aluauel; a Iralar na mesma cocheira, ou nos
Kairros Banos, sobrado n. 3.
Vende-se una escrava, crSoula, de idade 30 an-
uos, cozinha, lava desabao, tambera serve para labo-
leiro ou mesmo para engcuho : defronle do Tranihe
Novo n. 4.
CARHVAL
I\a ra do Queimado, loja de miudezas 11. II, ven-
leni-se as melhores mascaras de rame, e por preeo
muilo ero conta. '
. Vende-so urna cochejra com alstrai carros e ca-
vados na ra da Senzala Vell 11. 120 : quera pre-
lender dirija-se a mesma, que achara coiu quem
i ni 13 r.
Vende-se l'arinha de mandioca mui-
to superior,em saccas, echegadarecente-
mente : no armazem de alachado 6 P-
nheuo, na ra do Amorm 11. 54, ou a
tratar no escriptorio dos mesmos, na ra
do Vigaron. 1!), segundo andar.
\ ende-se urna escrava de meia idade, propria
para o servieo de campo ; na ra da Cruz 11. 13, se-
gundo andar. '
Vende-se nngrande sitio nacslrada dos rme-
los, quasi defronle da igreja, p Val lera muilas ar-
vores de fruclas. Ierras de planla.oes, baixa para
capim, c casa de vivenda, ruin basloules commo-
dos ; quem o pretender dirija-se ao mesmo sitio a
ciiieuder-se com o Sr. Antonio Manuel de Moracs
-uesquita Pimentcl, ou a ra do Crespo 11. 13, no
escriptorio do padre Antonio da Cunha e Figuei-
Pianos.
Os amadores da msica achara continuadamente
em casa de Brunn Praeger &'Companhia. ra da Cruz
n. II), um grande sorlimento de pianos fortes e fortes
pianos.de diflerenles raodello, boa ronstrncef.u e hel-
la vozes, que vcndeni por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de instrumentos para msica.
V ende-se 11 ni bote novo, proprio para navio ; a
Iralar no Passeio Publico ir. 13, ou no arco da Con-
ceieao, loja.
Fazendas para a quaresma.
kiiw'1'6"'6 far''a Pre,!1 l'esp"liol'' muilo superior a
* e5i00 o covado, slitii prelo inaco a 29400,
23SO. :hj200, 4f)(X)0 e 53000 rs. o covado, panno li-
2" |,rel superior a 2gKI, 4jf000, 50t), fiJOOO c
/SOtH) rs. o covado, cascinira jirrla franceza muilo
lastica a 7JKXI0. 8g0, lOjuQOO e iJQOUO'rs. o corle,
mp.T.....'""'lo lin a 38000 rs. o covado, superior
&"CS 80 rs- ovado, alpacM finas a r.IO, 720,
bOO, 100,18000 e 18200 rs. .. ..nado, c nutras mui-
las lazendasque se vendem baratas; na ra Nova,
loja noVa 11. 10, ,|e Jos I.uiz Pereira & Jilho.
Chitas baratas. mis
Vendem-se chitas finas de reres !ixitS|20, 110
lo, ISO, 200 e 210 rs. o covado ; na ruOTova, loja
nova 11.16, de Jos I.uiz Pereira & -"ilho.
..""' 'ende-se um carro de quatro rodas patente in-
leira, quatro assenlos na caixa c dous para us boei-
ros fora. anda por eslrear ; os prelendenles podem
examma-lo na ra do Hospicio, cocheira do Sr. Can-
dido, e U se Ihe dir com quem devem tratar..
Vende-se una casa na ra da Concordia aonde
lem serrara e relinacio, e morada independentc, o
com terreno no fundo e do lado : a tratar na ra
Nova n. 3.
Ao barato, freguezes.
Na ra do Crespog. !), vendem-se chitas
Trncelas muito finare de cores las a 210
rs. o covado. corles de .lila con. barra a 23OOO
cassas francezas de lindos goslos a 640 rs. a
vara, curtes de brim para calca de puro linho,
a 25000 ; ditos de casemira, 3-5500, 18000 e
WOOO; panno prelo lino 1 28300 o covado ;
vestidos priunpt.is'^ara menina*, do ultimo
costo, com colleles'a 58000; e oulras muilas
fazendas por diminutos prero-,
Vende-se um prSo de 2K a 30 annos de idade?
ptimo para algum sino 011 para ganhador de na,
por ser de boa conducta e milito siiudavcl, e vnde-
se por preeo eommodo, por ser com preciso : na
ra da Roda n. 52.
Para o carnaval !
Lindas mascaras de rame o mais alvo e perfeito
que ha, e por preco comino.lo. e igualmente galoes,
rendas e espeguilhas para os vestuarios; i ellas, rapa-
ziada, autes q^iie se acabenr, na frente do Livramcn-
lo, loja de F. A. de Pinho.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreguezada; a Iralar
com Tasso &'Irmos.
Vende-se urna crionla de bonita figura e mora,
que sabe cozinhar, engommar, coser, marcar, fazer
lal>> rinlh.i, corlar um vestido e vestir una senhora :
trala-se na ru do Queimado n. 30, segundo andar.
Veiidem-se fardos de fumo pan. charutos da
primeira qualidade. ltimamente cheaados da Babia,
e por preeo haratissino : na ra da Crnz.' 11. 26, pri-
meiro andar, assim como um resto de 2,000 charutos
muilo bons.
' Vende-se urna escrava engommadeira
nheira : na ra do Aragao n. 35.
Vende-se um moleque, crinlo, de 13 annos de
idade, sem vicios nem molestias; he muilo diligente,
faz o almoco c cozinha o diario de urna casa, serve
bem a lesa, e aflianea-se sua conducta : na ra da
Cadeia do Recife, loja n. 41. .
Conlinua-se a vender cortes de vestidos de chi-
ta de barra, cores fixas e bonitos padres. a 28240
rs. cada corte: na loja do sobrado amarello, da ra
do Queimado n. 29.
Vestidos de seda.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
ra do Queimado n.29, vende-se cortes de seda de
quadro de novos e modernos padrocs, pelo barato pre-
co de 218000 rs. cada corle.
Sedas para vestidos.
Na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos da
roa do Queimado n. 29. vendem-se cortes de vesti-
dos de seda lisa furia cores, dilos de dila dp qoadros
esrocezes, dilos de dila com flores, bavendo muilo
sorlmenlo para escolher, e por preco eommodo.
Cortes de chita a l,s'600.
Vendem-se corles de chita larga franceza com al-
aumas pintas de mofo, pelo barato preco de 18600 rs.
cada corle: na loja do sobrado amarello da ra do
Queimado n.29.
A 500 rs.
Superiores bonetes de oleado inglezes muito pro-
prios para ,1 prsenle estacao : na'praca da Indepen-
dencia ns. 21 a 30.
Oleados piulados.
Vcu.lein-e superiores oleados pintados, de ricos
padrees e de 5 a 8 palmos de largura, por menos
preco do que em outra qualquer parle : na praca da
Independencia, lojas de chapeos nmeros 21, 26, 28
e 30.
Gomina para engommar.
\ endpm-se saccas co.n muilo boa gamma para en-
gommar, e fazer bolinhos : na ra do Queimado n.
1 Palitos franeezes a 5, 4, e OgOOO.
Vendem-se palitos franeezes, brincos de brelanha
de linho a 48000 rs., ditos de brim de linho de cores
a 38000 rs. dilos de alpacas de edres. obra moilo bera
feila e da ultima'moda de Par a 98000.rs. : 11a ra
Nova n. 16, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
CASEMI8AS FRANCEZAS
a 4.S500 e .sOOO rs. o corte.
Vendem-se casemiras de cores, padroes novos c
muilo elsticas pelo barato preco de 48O0 e 58000
rs. o corle : na ra Nova u. 16, loja de Jos Luiz Pe-
reira & Filbo.
Vesti dos de laa e seda a 8.S000 rs.
Vendera-fe corles de vestidos de Ua com quatro
barras de seda, fazenda nova e do ultimo goslo, pelo
barato preco de 88000 rs. o corte : na ra Nova n.
Ib, loja de Jos Luiz Pereira & Filho.
* Vendem-se relogios de ouro,, pa-
tente inglez, os melhores que tem vindo
a este mercado, e d mais acreditado
fabricante de Liverpool: em casa. de Rus-
sel Mellors & Companliia,^ na ra da
Cadeia do Recife, n. 5G-
Agencia de Eiwln XSaw.
Na ra de Apollo 11. 6, armazem de Me. Calmont
Compauhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de laixas de f.-.rro coado elialido, lanto ra-
a romo fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a miar em madei-
ra de todos os tamaitos c'modcios os mais modernos,
machina horsontal para vapor rom forra de
4 cavallos, cocos, passadeirus de ferro esuinhado
Sara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e ra-
lbas de ilandres ; ludo por barato preco:
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem dellenrique (bson,
vedem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, da medrar qualidade, e fabricados em Lon-
d res, por preco eommodo.
POTASSA.
No anligo deposito da.ra da Gideia do Recife .
armazem 11. 12, lia para vender muilo nova potassa
da Russia, americana e brasilera, em pequeos bar-
r* de 4 arrobas; a boa qualidade e precos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parte, "se auinrum
aos que precisaren! comprar. No mesmo deposito
tambem ha harristom cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
Vende-se a verdadeira salsa parri-
Iha de Sands: na botica franceza, da ra
da Cruz, em frente ao cbafariz.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
dio
DR. P.A.LOBO MOSC0Z0.
v ende-se a melhor de todas as obras de medicinad
fiomopalhca isr O NOVO MANUAL DO DR.
(j. H. JAIIR SJ Iradfttido em pnrtuguez pelo
Dr. P. A. Lobo Moscozo/quatro voluntes encader-
nadns em dous. 2O5OIX)
0 4. \oliime contendo a pathogenesia dos r44
medicamentos que n3o for.un publicados sahir mui-
lo breve, por estar muilo adundada sua impressiio.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analo-
mia, pharmacia. ele. etc. encadernado. 48000
Urna carleira de 24 Ipbos, desmedrares e mais bem
preparados glbulos homopalhicos com as duas
_ obras cima......... 408000
Urna dila de 36 tubos com as mesmas .
Dita, dila .'e 48 tubos. .......
Dila de 144 com as ditas......
Carteirasde 24 tubos pequeos para algi-
beira........- '.
Ditas de 48 ditos.........
Tubos avulsos de glbulos '
VIXHO CHAMPAGNE.
Superior vinho de Rordeaux engarra-
fado ; vende-se em casa de. Schafheitlin
& Companhia, ra da Cruz. n. 58.
Vende-se arroz graudo do Mara-
nhao, e charutos de S. Flix, de boas qua-
lidades, epor precos commodos : na ra
da Cadeia do Recife n. 47 ,. primeiro
andar.
Vendem-se na na da Cruz n. 15, segundo
andar, boas obras de tabyrintho feitas no Aracaly,
constando de loalhas, lencos, coeiros, rodas de
saia, ele.
FARLNHA DE TRIESTE.
Primeira qualidade.
Tasso Irmos avisam aos seus freguezes, qne tem
para vender l'arinha de Irigo cliegada ltimamente
de Trieste, sendo a nica nova'que daquella proce-
dencia existe no mercado.
Beponito da fabrica de Todo* os Santos na Sabia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C|, na ra
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquclla fabrica,
mudo proprio para sarcos de assucar e roupa de CS-
cravos, por preeo eommodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar', ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, oseguiute: saccas de farello muilo
novo, cera em crume e em velas com hom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em peJra, novissiraa.
458000
080IX)
1008000
108000
208000
I9OOO
Os mais ricos e mais modernos cha-
A pees d senhoras se ncontram sempre
}*' na loja de madama Theard, por unKjireco
$ mais razovel de qu< em qualquer outra
^ parle. ^
<*$.$$$ ssssss^.
No paleo do Carmo, taberna n. I. iludc-se
rouilu boa alelria, a 240. ? J
Vendem-se camas de ferro de nova mveo^ao
franceza, com molas que as fazcm muilo maneiras
te macias, chegadas pelo ultimo navio fraucez, por
prejo muilo eommodo : na ra da Cruz. n. 26, pri-
meiro andar.
Vendem-se licores de ahsynlh e Kirsrhs emeai
xas ; assim como chocolate fraucez da melhor quali-
dade que lem apparecido, ludo chegado diurnamente
de Franca, e por preco baratissimo : na ra da Cruz,'
n. 26, primeiro andar.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
.se por preco eommodo, saccas grandes com feijao
muito novo, ditas comgornma, e velas de carnauba,
; puras e composlas.
Primas para rabeca,
a 40 rs. cada nma, muito novas : na ra do Quei-
mado, loja ni 49.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
CERA EM VELAS.
Vende-se cera em velas, a mais supe-
rior que ha no mercado (com diversos sor-
timentos a vontade dos compradores) che-
ga.la ltimamente de Lilboa pela barca
Gradab, c por,prero mais barato do
que era outra qualquer parte: na nado
Vigario n. 19, segundo andar ^npgj
de Machado & Pnheiro:
No pateo do Carmo, taberna 14 y(!Iuie^, c.
rapara limas de cheiro, a!)6rs. a}j|jr3
Vendem-se saccas com niill.o, u +i\qq rJ>. n0
armazem de Tasso irmos.
Vendem-se os bem construidos arrci,H .,,ra
carro de um c dous cavallos, chegados. iMiimaiiieule
de Franca, e por pruco muito barato : na in-
ri. 26, primeiro andar.
ALHASAH.
VINHO DO PORTO MUITO F}0.
Vende-se superior vinh do Port, em
baiTs de 4., 5. e 8.1 no armazem da ra
do Azeite de Peixe n.' 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen, o.
ra da Cruz,
Sahio a' luz a folhinha de algbeiPu^
contendo ale'in do kalendaiio o.regula-
mento dos emolumentos parochiaes, e o
almanak pvil, administrativo, commer-
cial, agrcola e industrial ; augmentado
com 500 engenhos, alm de ou tras noti-
cias estatisticas. O acressimo de traballio
e dispendio nao" permittiram ao edictor
vende-lo pelo antigo preco, e sim por
400 rs. ; vendendo-se nicamente na li-
vraria 11. 6. e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Ao barato.
Na ra do Crespo 11. o, ha um completo sorlimento
de loalhas e guardanapos do Porto, pelos preeos se-
guinles: suardanapos a 600a duzia, loalhas gran-
des a 18500 cada urna, dilas regulares a 30600, ilitas
mais pequeas a 38200.
Vende-se nm cavado mellado de bo-
nita figura, carrega baixo, esquipa e be
muilo manso, tem arreios e sellim novo:
a fallar 111 praca da Independencia n.
!8e20.
Chegueuia pechincha.
Lencos de cambraia de linho, fino, a 400 c 500 rs.,
dilos de seda de cor de Ires ponas, muito grandes e
com franja a 800 rs.: na ra do Crespo, loja da es-
quina que volla para a Cadeia.
PARA A QUARESMA.
Um lindo variado sortimento de fazen-
das pretas e de todas as qualidades.
Panno lino prelo a 38000. 38200, 4500, 58300 e
bsOOO rs., dilo azul a 28800, 38200 e 48000 rs., dito
verde a 28800, 3c600, 48500 e 58000 rs. o covado.
casemira preta eofeslada a 58500 o corte dito fran-
ceza muilo lina e elstica a 78500,88000 e 98000 rs.,
selim preto macao muito superior a 38200, 48000 c
08300 o covado, merino prelo muito bdm a 38200 o
covado, surja preta muito boa a 28000 rs. o covado,
dita hespanliola a 28600 o covado, veos prelos de fil
de linho. lavrados, muito grandes, fil prelo lavrado
a 480 a vara, e oulras muilas fazendas de bom goslo ;
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadei .
Deposito de vinho de chm-
pagee Chajeau-Ay, primeiraqua-
y lidade, de propriedade $0 cpndi'
cil'e n. 20:.e8te vimio, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a oCjOOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. R.
As caias sao mascadas a fogo -~\
Conde deMaiuil e os rtulos']
fa das garrafas sao azues-
& POTASSA BRASILERA.
$ Vende-se superior potassa, fa-
& bricada no Rio de Janeiro, che-
^ gada recentemente, Tecommen-
^. da-se aos senhores de engenho os
S seus bons el'itos ja' experjmen-
| tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
W mazem de L. Leconte Feron &
(^ Companhia.
@S@SSSS: SS@S'
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ruado Crespo nume-
ro 12.
* Vendem-se prego* americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior -quali-
dade, por precos commodos : na fu do
Trapiche Novo a. 6.
Ix. 8*g,"axa inB'eza-de vernf/.
pietovpara limpar araceios de carro, Jie
ustrosa^prova d'aguae conserva mui-
to o couro : no ai-mazem de C J. Astev
& Companhia,- Da rua do Trapiche D. 5.
Aos senho,-es de engenho.
m r a!IV escurMHde ^godSo a 00 r., ditos mui-
o grandes e encorpadwj||w ^^c.^^-
loja da esquina que voUM
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2300 11 peca, cortes de ganga amarella rt" qoadros
muilo lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com'6 1|2 varas, muito larga, a 29800, ditos
com8 1|2 varas a 38000 rs., corles de meia casemira
para calca a 38000 rs., e oulras militas fazendas por
preco eommodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Sapotis.
Vendem-se muilo bonssapolis Unto inciudos
para embarque, como maduros para a mesa diaria ;
assim como ps dos mesmos para plantar de muilo bom
lamauho : no sitio' da Trempe sobrado n. 1. oue tffl
taberna por baixo.
NA ESQUIXA DA RUA DO CRESPO N. 16,
vendem-se chales de laa, escuras, com pal-
mas de seda, proprios para andar por ca-
sa, pelo diminuto preco de,500 rs.'cada
um, cassas francezas de cores a 500 rs. a
vara, riscadiuhos franeezes a 2,000 rs. o
covado, cambraias de salpico de cores-a
5,200 o corte : cheguem freguezes, antes
que se acabem.
ESCBAVOS FGIDOS.
.
Chapeos ecapolinhos. panhia, na pracadoCorpoSanlon.il, o seguinte:
Vendem-se chapeos dehlnnd para senhoras. olli- i nho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
mo goslo de Paris, e muito bem enfeilados a 148000 !| em novellos ecaereteis, breu
rs., ricos capotinhos de gr.'ts de aples prelos e de "
cores com collctes e sem elles n 12 e 158000 rs., cha-
les de laa e seda a 28000 e 38000 rs., dilos muito fi-
nos e grandes a 58000 rs., cortes de cassa de seda a
148000 rs., cortes de vestidos de barra de laa e seda a
85000 rs., cassas francezas muito linas 640 rs. a va-
ra; cortes de cassas de barra e lisas a 28200, e 28800
rs., corles de-chitas francezas de barra a 28500 e 38
rs., vestidos brancos de cambraia de barra e borda-
dos a 18000 rs.. ditos de 1 a 5 hahados a 48500 e 58
rs., cambraias aberlas brancas e de cores a 38200 rs.
o corle, lencos grandes de seda para hombro de se-
nhoras a 29OOO, e oulras muilas fazendas de gosto
que se vendem baratas: na rua Nova, loja nova n.
16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se farinha em saceos do Kio de Janeiro :
0| rua do Vigario, n. 12.,
Vende-se a taberna siia na rua dos .Assogui-
nlios, 11. 20 a qual esb bem afreguezada fara a Ier-
ra, por isso que vende diariamente 20*100 rs. ede-
manda poneos fundos. faz-*e lodo o necucio aaradan-
do a garanda, e ao comprador se dir o motivo por-
que se vende, a tratar na mesma.
No escriptorio de Novaes & Companhia, na rua
do Trapiche 11. 3*, tem para vender por preco muilo
em conta os scgMilitesarligos : couros de lustre, mar-
ca caslello, graude quantidade de mindezas chegadas
de llamburgo pelos ullimos navios, chapos do Chile
de itinerantes qualidades, chapeos de feltro prelos e
pardos, e oulros objeclos que serao prsenles aos
compradores.
Vende-se CARNE DE VACCA e de porco de
Hamburgo, era barris de 200 libras ;
. CHAMPAGNE de marca coshecida e verdadei-
ra, bavendo poneos gigos de reslo, que se venderao
para fechar, a 242QOftjs. ;
AC DE MH.AOsortido;
TAPETES DE LAA, lauto em peca como sollos,
para forrar salas, de bonitas cores c muito em conla.
OLEADOS de cores para forrar corredores, etc.;
OLEO de Indiana em talas de cinco galoes : em
casa de C. J. Aslley & Companhia, rua do Trapi-
che n. 3.
...A 58000 HS. A PECA.
Na loja de C.uimaraes& Henriques, rua do Crespo
n.5, vendeni-se chitas de cures escuras, com um rs.
queno loque de mofo, pelo barato prero de d-JOOOpe-
a pe^a, com 38 covados.
Vende-se urna taberna cora poucos fundos, na
Iravessado Paraizo, casa n. 20: quera pretender di-
rija-se a mesma casa.
Vendem-se saccas com feijao moln-
linho muito novo e milito bom a 2$000
cada urna : i(a rua iki Cadeiu do Kecil'elo-
ja, 11. 5.
'Moinhos de vento
combombasderepuxo para retar borlase baixas
decapin.nafundicadel). W. Bowiuau: na rua
do Brumos. 6, 8el.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundcao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, ^icha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de.um
raodello e coiistrucrio muito .superiores.
PITNBIgAO D"AURORA.
Na fuudicaod'Auoia acha-se ronslantenieiite um
completo sortiincnlo de machinas de vapor, lauto
d'alla cunio de baixa presso de modellos os mais
approvados-. Tamlierr. se aproinpliim de encoinmeu-
da de qualqucrfrma que se possain desejar com a
maior presteza. Ilabeis omriacs serao mandados
para as ir assenlar, c os fabricantes como tem de
costme afianzara o perfeito trahalho dolas, o se res-
ponsabilisam por qualquer defeito que possa nellas
apparecer durante a primeira satra. Muilas. machi-
nas de vapor construidas ueste estabelecimento lem
estado em constante serviro nesla proviucia 10, 12,
ealo 16 annos, c apenas lem exigido mui insignifi-
cantes reparos, e algiinias al uenhuns absnliilamen-
le, accrescendo que o consuramo do conbnslivel he
inui inconsideravel. Os senhores de engenho, pois,
e oulras quaesquc pessoas que, precisaren! de ma-
chinismo sao respeitnsamcnle convidados a visitar o I
eslabeleeimenlo em Saulo Amaro.
barricas muilo
grandes, ac de milao surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fondicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento' contina a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerln, empregado as co-
lonias inglezas e hojlandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda ,,em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARR1LHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pcrnam-
buco de B. J. D. Sands, chinden americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
eao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sSo
verdaderamente falsificados, e preparados no Kio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 1,1o precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequeucias que
sempre coslumaui Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude c disliugua a verdadeira salsa parrilhal
de Sands da falsificada e recentemente aqu draga-
da ; o anuuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente era sua botica, na rua da Concec,ao
do ltccife n. 61; e, alm do receitimrio que acom-
panha cada frasco, (em emhaixo da primeira pagina
se"u nome impresso, e se achar sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
freos.
\endem-se relogios de ouro, pa fjj
len-te ngIez;por eommodo pre- /.
.. c_o: na rua da Cruz 11. 20, casa de ^
@ L. Leconte Feron & Companhia. (^
MADAPOLAO' BOM, A 38200.
Vendem-se piras de madapolilo de boa qualidade,
com pouca varia : na rua da Cadeia Velha n. 21,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para plano, violSo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, i;edo>vas, scho-
tickes, modinhas, tudo moderniss'nnp ,
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua do Vigario 11.19, primeiro andar, lem
venda a superior flanella para Torro desellius, clie-
gada recenleraenle da America.
Charutos dr>i"*3na.
Vendem-se verdadeiroi charutos Oe Ilavana por
preco muilo conimado : flit ruada Cruz, armazem
n. 4. /
POTAgSA f. CAL.
Vende-se potassa d Russia e America-
na, superiores, e cal ?'gem de Lisboa,
tudo por preco ma$ edmmodo que em
outra q ualquer parle : na rua do Trapi-
chen. I ^, aim-zem de Rastos lrmos.
DAVID WILLIAM BOWMAN, engenheiro ma-
cluiiisla e fundidor de ferro, mui respeitesameule
aniiuncia aos senhores proprielarios de engenhos,
pizendeiros, e ao respeilavel publico, "que o seu esla-
uelecimeuto de ferro movjdo jtor machina de vapor,
na rua do Brum passando o ehafaiiz, contiua em
elTectivo exercicio. eseacha completamente montado
ctmi apparelhos.da primeira qualidade para a per-
fela"confcccaO das maiores pecas de machinismu.
IlabfrrftKtoxiii.ra emprehendr quaesquer obras da
sua arle, David 'Vv'iUj^rn Bowraan, deseja mais par-
lirulartaenle chamar a allencad- publica para as se-
grales, por ler dellas graude sortimento ja' promp-
lo, em deposith na mesma fundicaO, as quaes cons-
truidas em sua fabrica podem competir com as fabri-
cadas em paiz estrangeiro, tanto em preco como em
qualidade de materias primas e mao de obra, a
saber:
Machinas de vapor da melhor ennstruea. '
Moendas de canna para engenhos de "todos os la-
raanhos, movidas a vapor por agua, ou animaes.
Rodas de agua, moinhos de vento eserras.
Manejos ndependeules para cavallos.
Rodas dentadas.
Aguilhes, bronzes e chnmaceiras. .
Cayilhes e parafusos de lodos os tamanlios.
laixas, parcf, crivos e bocas de Tornadla.
Moinhos-de mandioca, movidos a mao ou por ani-
maos, e prensas para a dila. .
Chapas de fogaO c fornos de farinha.
Cauos de ferro, lorneiras de ferro e de hronze.
Bombas para cacimba e de repuso, movidas a
raa6, por animaes ou vento.
Guindastes, guinchse macacos.
Prensas hydraulicas e de prafnso.
Ferragens para navios, carros e obras publicas.
Columnas, varandas, grades e portees.
Prensas de copiar cartas e sellar.
Canias, carros de ma6e arados de ferro, ele., etc.
Alm da superioridade das suas obras, ja' oral-
mente reconhecida, David William Bowman garante
a mais exacta couforinidadecomos moldes e dese-
nlios remedidos pelos senhores que se dignarem de
fazer-Ihe eucommendas, aproveilaudo a occasiad pa-
ra agradecer aos seus numerosos amigos e freguezes
a preferencia com que lem sido por elles honrado,
e assegura-lhes que nad poupara esforcose diligen-
cias para continuar a merecer a sua confianza.
dos tenaos de medicina,
anatoma pharmaoia ,
iDi ccionario
' cironrla ,
etc. ete.
Sabio i luz esla obra indispensavel a lodas
as pessoas que se dedicara ao esludo de
medicina. Vende-se por 48.rs., encaderna-
do, no consultorio do Dr. Moscozo, ruado
CoIIegio, n. 25, primeiro andar.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, ven-
dem-se 179 pares de coturnos de couro de lustre,
400 dilos brancos e 50 ditos de botins; tudo por
preco eommodo.
Vendem-se pianos fortes de superior qualida-
de, fabricados pelo melhor aulor hamburgvcz na
rua da Cruz n. 4.
Na rua do Trapiche n. 11, primeiro andar,
vende-se o seguinte :pasta de Ivrio florentino, o
melhor' artigo que se conhece para impar os denles,
branquece-os e fortificar as gcogivas, deixando bom
gosto na bocea e gradavel cheiro; agua de niel
para os cabellos, linipa a caspa, e da-lhe mgico
luslre; agua de pcrolas, este mgico cosmtico para
sajar sardas, rug.-is, eemhellezar o rosto, assim co-
ras a tintura imperial do lir. Brov.11, esta prepara-
os faz os cabellos roivosnu hiancos.eoraplelainenle,
prelos e machis, sem danmo dos mesmos, ludo por
precos commodos.
Vende-se unta negra moca, sem vicio, e com
habilidades : na rua do Caldcireiro n. 10, al as 8
huras do dia.
Vende-se um cscravo de nae,ao, medre de olei-
ro, cntende haslan.e de planlacOes de sitio, lamben!
vende na rua: na Trempe ao voltar para a Sole-
dade n. 31.
NICO, E O MAIS EFF1CAZ REMEDIO
PARA LOMRRIGAS:
Fahnestock's Vermifnge.
Rcinctlido pelo sen proprio autor de Neiv-Vork,
pelo navio americano Northtn ghl : vende-se na
botica e armazem de drogas de Vicente Jos de rilo,
rua da Cadeia \ elba 11. (I.
Vendem-se lonas, briuza, brinse meias lo-
nas da Russia: 110 armazem de N. O. llieber &
Companhia, na rua da Cruz n. 4.
. Taixas para engentaos.
Na fundcao' de ferro de L>. W.
Bowniann, *na rua do Brum, passan-
do 6 charz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham*8e a venda, pon
preco eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou ca regnm-se em carro
sein despeza ao comprador.
Desappareceu no dia 27 do corrente roez de
dezemhro, o escravo crioulo, de nome Pedro, repre-
senta ler 40 annos de idade, cor preta, beicos grossos,
nariz dalo, usa de brinco em una das orelhas, tem
o dedo mnimo do p direilo levantado, levou cami-
sa de baela encarnada, calca de panno azul, e cha-
peo de palha, ludo velho, e levou nais um baulzi-
11I10 de folha pintado de verde com diflerente ronpa,
eum chapeo de pello quasi novo, por isso pode mu-
dar de trajo: roga-se as autoridades policiies, cap-
taes de campo, ou mesmo qualquer pessoa a appre-
bensUo do dilo escravo, e leva-lo a rua da Cadeia do
Recife n. 43, ou na f>onle de Lcha, 00 silio de seu
sciihor Manoel Luiz Gonralves, qne ser recompen-
sado de seu Irabalho.
Desappareceu no dia 6 do corrente pelas 8 ho-
ra da manhaa, a preta Lourenca, de idade 35 airaos
rauco mais oo menos, com os signaes seguinte
la, masra, tem unas marcas nos peitos e uas pernas
como que fosse de queimadura ; l^vou panno da Cos-
ta e vestido de chita, e mais una trouxi de roupa -
pede-se as autoridades policiaes. capitSsde campo o
mais pessoas, que appreliendendo-a levem-na prwa
do Corpo Sanio n.47, que ser generosamente recom-
pensado.
Nodia 6 de dezcnibrode18.>3, fugio um escravo
cabra, de nome Manoel, .rom 40 aunos de idade
pomo mais oh menos, o qual (em os.caaesseguin-
irs : coxea um pouco e una peina, e he ahauna
cousa corcovado ; lem falta de cabello, causada pe-
la coiitinuacao de carrejar pesos ; acresenra una
cicatriz em umo-tferscxas ; falla muilo : toca
la ; o levou tres camisas novas d'alaodSo.cru bran-
_ lies calas de aluoiOoziuuo azul tambem novas,
urna dcjluraque preto, nma branca, e urna de rs-
radinho ; 3 jaquelas, sendo una parda, urna-de chi-
i 1 preta, e urna de riscadinho azul; urna camlzola
prehble laa, com listas erdes e encarna.las ; um
par-q sapalos. um par d'alparcalas e urna rede.
Lsle esravo foi de Antonio Henriques de Alraeida
do Ico, o perlence aclualmenlr ,-, abano asgig.ia-
.1... que- rcompenstra cora cernTUTris qnem o
aearrar e rcon.huir a sua loja na/rinrila cadeia do
Recae 11. a. Aulonio Bernardo-Voz de Carudho.
Attenro. ,
Contina a estar fgida desde 11 de Janeiro prxi-
mo pausado, a preta Esperanca, de uacao Bengoella
a qual lem os signaesseguinles : reprsenla ter Iriu-
la e tantos anuos de idade, he alta e reforrada de to-
do o corpo, bem fallante, pesa-lhea lingna'sqnando
dizsimouseuhnr, ou mesmo quando pronuncia o
nome de tsperanc;., tem Tallar brando, andar acode-
rado, costas largas e bem lisas, rosto redondo e nm
tanto fulo, olhos com nodua escuras e amarellos no
branco.oquedamuilo a conhecer que leve frialda-
6e,_ traja vestido de algodaoazul claro, panno da Cos-
ta j um tanto velho, porm como nao levasse mais
roupa de cas, he de suppr que tenha adquerido ou-
tra por onde quer que esliver ; esla preta foi criada
desde pequea em Iguarass, foi escrava nessa vi
de nma parda casada, que a criou igualmele com os
mitos, e depois foi tambem escrava do padre Traia-
no, e por esle vendida aqui no Recife, te.
fgidas e sido pegada l mesmo para essas parles, e
como be ja moilo conhecida por estas baldas ha de
andar com muita sagacidade, mas ha muiUsusposi-
c.3o que esleja mesmo l para eslas parlespe rter
raudos conhecimenlos capazes de Ihe dar caito con-
tra os quaes o abaiso assignado protesta com todo o
rigor das leis, eroga as iiilori.ladcs policiae, eeni-
laes de campo e mais pessoas. que a apprehcndeodo
a levem on mandema seu legitimo senhor, noKrife
rua dos Martirios 11. 36, taberna, ou recolherem-na
a cadeia desta cidade ; e quem a levar a dita casa
recebera oft000 rs.-/0Se Gome, Ferreira da Sha.
Desappareceu no dia 10 Nde outuhro prosimo-passado, o escravo Elias, ciioulo, desdada
.t anuos, altura regular, meio fula, rosto um tanto
redondo, pouca barba, nariz chalo, meio cambitods
pernas, os ps um tanto torios para dentro, he ea-
noeiro, serrador e lavra de machado, e he multo pro-
sisti. Esle. escravo desappareceu do poder de Sr.
francisco Paes Brrelo, lavrador do engenho Caipora
da freguezia da Escada, e o abaiio'assignado o com-
prou ao mesmo : quem o apprehender e levar ae en-
genho Noruega, ser geucj-osanjenle pago do seu tra-
ballio.Manoel Thomc de Jeiut.
Aviso.'
Desappareceu no dia 2de fevereiro desle engenho,
o nieu escravo Miguel, crioulo, um [ouco fula, de
idade 30 anuos pouco mais ou menos, cum ossisnaes
segrales : altura regular, umita barba, cabellos
dncslw^a-mn'r^ucoeowiduiolhosvennclhos e pe-
queos, meio espadando, pc^-tMolares^aspalbados,
com radiadoras nos calcanhare^saWca comprida
e chala, naris e bocea regular, bi0^os grossos, roslo
redondo, uro pouco carrancudo com algonstainos de
chicle, levou vestido-calca e camisa azul,levou fu-
ra camisa de madapolo, ceroula de algodao hum-
eado bruen, chapeo de couro, urna raice de cortar
camnenlo tem talla de den les, tem os dedos dasmaos
torlus que nao eslira bem : consta que elle procura
a jirolecrao de pessoa cuja probidade me taz crer que
nao se prestara a semelhanle aelo 13o renrowdo: por
isso previno a qualquer senhora qnem elle se dirija
de obsequiarem-me com o mandarcaptura-lo,cerrarte
qoe. alen de ser paga generosamente qualquer des-"
pea, lica o cierno agradecimenlo : rogare aos ca-
p.iaes de campo que o apprehendam, e levem ao a-
baijo assignado. Engenho Grvala de fevereiro
delbj*./ iclono do ftatcimenlo Astil, dt Urna.
Desappareceunodia 28 de Janeiro proumo
passado a noite, da cidade da Parahrba do Norte, o
escravo, cabra, de nome Traja no, escravo de Mar/oel
-Marques Camacho, negociante daqud>- f-raCa, e mo-
rador na mesma cidade ; reprsenla ler 20 a 22 ai,_
nos de idade, estatura mediana, ce/ de mualo escu-
ro, seco e esbelto do corpo. olhos (rasideS e exprs-*
sivos, labios grossos, nao dobrados, lentes alvos e re-
gulares, regrisla e dada a valri.te, levoa japona
chapeo de couro e um surrao rom : Iguma roupa ; be
de sjjppor que viesse para esta provincia de Pernam-
huru : quem o pegar oudr noticia nesla. cidade de
Olinita, nCaelano Alvesde Souza Eilgueiraa, ou Da
dilacida.de da Paralaba, rua de- Varadouro, ser
bem recompensado.
No dia 7do corrente.mez desappareeeuaneara
Ouileria. criolita, com os sicnaes seguintes : un
lano baixa, e cara bastante b&xigosa ; levou vestido'
de cassa branca e panno da Coila ; procurando os ar
rabal.lt da Lidade, Afogailos.Llloa-viagem, Tigipi.
Campo orairae, Casa Forle, ^ro, Monteiro e Api-
pucos. '
Fugio na noite de 7 do eJrrenle; nm sciav
panto de nome Manoel," '
mais ou menos, cum os
baixa,- bastante barbado, ,
fenle e os ps bstanle grossos! proveniente de bi-
chos: roga-se a quera o apprehender de o levar a
rua do Crespo, loj da esquina, que volla para a Ca-
deia ou a vulva de Manoel Tnvassos Sarinho, no
cralo do Bom Jardim, qne se recompensar.!.
Attenro.
Desappareceu no dia 2 do con ente a escrava mula-
ta escura de nome Romana, representa ler 16 a 18
anuos.tem urna pequea cicatriz debaito dn barba do
lado direito j fechada, alia, secca. bem feila de cor-
no : quem a pegar ou della der noticia na rua do
Queimado n. 9, ou na na de Apollo em casad*Ma-
noel Pereira Lamego, ser bera recompensado.
Pn,i-Tn, 4a JK. F. Tarta,- UM.

{
tle 7 do ceJrrenle, nm escravo
I, tle 28 anuos de idade, pouco^^k
os signaos seguintes: estatura A
do, lem faltas do tientes na \
k iTli ~Tr\7%


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